Aliar o conhecimento popular ao científico em busca de novos medicamentos farmacoterápicos e fitoterápicos é um dos principais caminhos para o sucesso de pesquisas na área de plantas medicinais. Isso é benéfico para as famílias que habitam os ecossistemas florestais, que podem obter dos recursos naturais e da sua conservação seu desenvolvimento sustentado, e para a população em geral, pelo acesso a novos e eficazes remédios. Resultado de uma extensa pesquisa iniciada em 1987, este livro compreende a descrição de 135 espécies medicinais, com nomes científico e popular, dados botânicos e propriedades de cura atribuídas pela medicina tradicional. Esse corpus foi selecionado num total de 340 espécies mencionadas em entrevistas com aproximadamente 110 moradores da Amazônia e 170 habitantes urbanos e rurais da região da Mata Atlântica. A obra, que inclui glossários de termos botânicos, químicos e médicos - além de um índice de nomes científicos -, não é uma mera segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia, publicado originalmente em 1989. Trata-se de um autêntico novo trabalho, que, além de incorporar todos os dados publicados naquele livro, introduz uma nova forma de apresentação dos dados das espécies medicinais, catalogadas graças a criteriosas pesquisas etnofarmacológicas.

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP Presidente do Conselho Curador José Carlos Souza Trindade Diretor-Presidente José Castilho Marques Neto Editor Executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre Conselho Editorial Acadêmico

Alberto Ikeda Antonio Carlos Carrera de Souza Antonio de Pádua Pithon Cyrino Benedito Antunes Isabel Maria F. R. Loureiro Lígia M. Vettorato Trevisan Lourdes A. M. dos Santos Pinto Raul Borges Guimarães Ruben Aldrovandi Tania Regina de Luca

Luiz Claudio Di Stasi Clélia Akiko Hiruma-Lima

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

2- edição, revista e ampliada

© 2002 Editora UNESP Direitos de publicação reservados à: Fundação Editora da UNESP (FEU) Praça da Sé, 1 08 0 1 0 0 1 - 9 0 0 - S ã o Paulo-SP Tel.: (Oxxll) 3242-7171 Fax: (Oxxll) 3 2 4 2 - 7 1 7 2 Home page: www.editora.unesp.br E-mail: feu@editora.unesp.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP Brasil) Di Stasi, Luiz Claudio Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica / Luiz Claudio Di Stasi, Clélia Akiko H i r u m a - L i m a ; colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. - 2. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Editora UNESP, 2002. ISBN 8 5 - 7 1 3 9 - 4 1 1 - 3 1. Plantas medicinais-Amazônia 2. Plantas medicinais-Atlântica, Mata I. Hiruma-Lima, Clélia Akiko. II. S o u z a - B r i t o , A l b a Regina M o n t e i r o . III. M a r i o t , A l e x a n d r e . IV. Santos, Claudenice Moreira dos. V. Titulo. 02-4394 Índice para catálogo sistemático: 1. Brasil: Plantas medicinais: Botânica 581.6340981 CDD-581.6340981

Sobre os autores e colaboradores

Autores Luiz Claudio Di Stasi Biólogo Mestre em Farmacologia (EPM) Doutor em Química Orgânica (UNESP - Araraquara)

Laboratório de Fitofármacos - Lafit Batu Departamento de Farmacologia - In Clélia Akiko Hiruma-Lima Bióloga Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais (UFPB) Doutora em Ciências Biológicas, AC: Fisiologia (UNICAMP) Departamento de Fisiologia - Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP) Colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito Bióloga - Fisiologia (UNICAMP) Alexandre Mariot Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Claudenice Moreira dos Santos Bióloga

Elza Maria Guimarães Santos Bióloga Fabiana Gaspar Gonzalez Bióloga - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Leonardo Noboru Seito Biomédico - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Maurício Sedrez dos Reis Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Shirley Barbosa Feitosa Bióloga Wagner Gomes Portilho Biólogo - Fundação Florestal (Registro/SP)

Aos entrevistados Aldeia dos tenharins - Amazônia Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes Município de Humaitá - Amazonas

Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado, Jacupiranga e Sete Barras Mata Atlântica - Vale do Ribeira (São Paulo)

Agradecimentos da pesquisa na Amazônia

Ao Prof. Dr. Osvaldo Aulino da Silva, Departamento de Botânica, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Rio Claro, SR que, através de seu constante incentivo, de sua amizade e de suas idéias lúcidas e coerentes, tornou possível a realização deste trabalho com as características que ele possui. Aos ecólogos José Luís Campana Camargo, Silvana Amaral, Fábio Bassini e José Eduardo Mantovani; aos biólogos Aldeli Prates Ferreira, Silvana Trevisan, Simone Godói Cera, Ricardo Santos Silva e Natalina Evangelista de Lima (UNESP - Botucatu), pela imensa disposição e contribuição dispensada durante o levantamento etnofarmacológico e a coleta das plantas da região de Humaitá. A Dra. Marlene Freitas da Silva, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, por sua pronta disposição na identificação das espécies vegetais que constam desta obra. A Fundação Nacional do Índio - Funai, por permitir nossa permanência na aldeia dos tenharins. Ao Grupo de Trabalho da UNESP (GTUNESP) e à Fundação Rondon, pelo apoio. Aos soldados Nunes e Fonseca e ao próprio 42° Batalhão de Infantaria da Selva de Humaitá, pelas diversas caminhadas pelas matas da região à procura das espécies de nosso interesse. A srta. Roseli Galhardo Paganini, in memoriam, pela sua dedicação, interesse e paciência na datilografia da primeira edição deste livro. À Editora UNESP pela oportunidade de publicação. A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que nossos objetivos se concretizassem.

Agradecimentos da pesquisa na Mata Atlântica

À diretora e ao vice-diretor do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, Profa. Dra. Sheilla Zambello de Pinho e Prof. Dr. Carlos Roberto Rubio, pelo constante apoio e estímulo durante toda a realização desta etapa da pesquisa. Aos funcionários da Seção de Transporte do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, sempre prestativos e colaborando quando de nossa necessidade. Aos biólogos Murillo Queiroz Júnior, Mariana Aparecida Carvalhaes, Oei Sioe Tien, Gabriela Priolli de Oliveira, Sueli Harumi Kakinami e Miriam Helena Bueno Falótico, pela enorme colaboração na realização do levantamento etnofarmacológico e na coleta das espécies vegetais no Vale do Ribeira. A bióloga Renata Mazaro, pela imensa colaboração na atualização da revisão bibliográfica. A Fundação Florestal, pela colaboração em inúmeras atividades de campo e pelo apoio na realização de atividades de Educação Ambiental junto à base de Saibadela - Parque Estadual Intervales. Aos herbários "Irina Delanova Gemtchujnikov" IB, UNESP - Botucatu e "Barbosa Rodrigues" Itajaí, Santa Catarina, pela imensa colaboração na identificação do material botânico. A Fundação Brasileira de Plantas Medicinais, pela oportunidade de utilização de seu banco de dados na revisão das informações técnicas de todas as espécies vegetais constantes deste trabalho. A todos aqueles que colaboraram nas diversas etapas deste trabalho e para que ele fosse publicado com as características aqui apresentadas.

. pelo apoio à pesquisa na Mata Atlântica .Agradecimentos especiais à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).Vale do Ribeira.

Sumário Prefácio 17 Prefácio à primeira edição (1989) 23 Sobre a primeira edição do livro (1989) 27 Apresentação do trabalho em 1989 29 Metodologia de pesquisa 31 Organização do livro 35 Parte 1 Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 39 1 Commelinidae medicinais 41 2 Zingiberidae medicinais 51 3 Liliidae medicinais 64 4 Outras monocotiledôneas medicinais na Mata Atlântica 79 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 87 85 5 Magnoliales medicinais 89 6 Aristolochiales medicinais 7 Piperales medicinais 120 113 8 Ranunculales medicinais 139 Seção 2 Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 145 9 Caryophyllales medicinais 147 Seção 3 Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 1 7Í 10 Violales medicinais 1 77 11 Malvales medicinais 200 12 Urticales medicinais 230 13 Euphorbiales medicinais 236 14 Guttiferales medicinais 259 15 Primulales medicinais 262 16 Capparidales medicinais 265 Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 269 17 Rosales medicinais 271 18 Fabales medicinais 276 .

químicos e médicos 505 Referências bibliográficas 523 Índice de nomes científicos 601 .Sumário 19 Myrtales medicinais 321 20 Celastrales medicinais 331 21 Polygalales medicinais 337 22 Sapindales medicinais 339 23 Apiales medicinais 364 Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 373 24 Gentianales medicinais 375 25 Solanales medicinais 393 26 Lamiales medicinais 406 27 Scrophulariales medicinais 449 28 Asterales medicinais 463 29 Rubiales medicinais 492 30 Dipsacales medicinais 496 Posfácio 501 Glossário de termos botânicos.

especialmente a Floresta Amazônica e a Floresta Tropical Atlântica. Enumerando apenas alguns problemas decorrentes da devastação de ecossistemas como esses . se propõe e se discute sobre o assunto. Apesar de tudo que se conhece sobre o assunto.perda da fauna e da flora. que em sua maioria não resolvem o assunto. pois. incluindo a perda de conhecimentos sobre essas espécies e de seus potenciais produtos. ou melhor. alterações climáticas. Acreditamos que. Inúmeras discussões e propostas são realizadas. provavelmente.Prefácio Acreditamos que é desnecessário afirmar a importância e a necessidade da conservação dos ecossistemas florestais brasileiros. mas pouco se faz. da soma de dois fatores: • os escassos conhecimentos científicos sobre a complexidade de relações existentes entre os diversos componentes desses ecossistemas e. esse tema tomou conta do planeta e muito se fala. empobrecimento do solo. ou significam estratégias proibitivas. ou representam paliativos de curto prazo de funcionamento. entre outros -. podemos verificar a necessidade de estratégias que permitam a manutenção dessas florestas. comprometimento do abastecimento de água. Nos últimos anos. é patente também que não há nenhuma estratégia de manejo global desses ecossistemas e a sua conseqüente conservação. mas nenhuma satisfaz de forma completa as necessidades. conse- . a falta de propostas decorre de um dos dois.

fator que limita a elaboração de estratégias eficazes de conservação. Para tal. como mais um produto para comercialização. regional. contribuir imensamente com a elaboração de estratégias de conservação. quer sejam comunidades tradicionais. os moradores da floresta . Nesse aspecto. Essa relação. Dessa forma. priorizadas.qüentemente. Consideramos. Essa forma de relação tornou-se mais perigosa. sem dúvida alguma. São eles que conhecem a floresta. os quais são atores-chave na elaboração de estratégias de conservação. devemos salientar que qualquer proposta ou estudo que contribua com o conhecimento desses ecossistemas é valiosa. as pequenas vilas nas áreas rurais de ambas as regiões . de sua fragilidade diante da ação devastadora do homem. integram esse novo momento de ação sobre os ecossistemas. Por sua vez. seus produtos e suas relações. permitir grandes avanços na conservação. atualmente. uma vez que permitirá avanços na detecção de alternativas de conservação. não se dá apenas visando à sobrevivência. alternativas que mantenham esses habitantes na floresta com a qualidade de vida merecida irão. que enquanto não se contemplar nas estratégias de conservação a melhoria da qualidade de vida do habitante da floresta pouco se poderá alcançar. nacional e internacional para com os elementos humanos que habitam esses ecossistemas ou seu entorno. portanto. novos estudos precisam ser feitos e as pesquisas interdisciplinares. os pescadores do Vale do Ribeira.vivem diretamente dos produtos que essa floresta lhes oferece para sobrevivência ou para comercialização do excedente. mas inclui ainda interesses econômicos.quer sejam grupos definidos. Sabemos que o homem sempre buscou na natureza recursos para sua sobrevivência. como os ribeirinhas da Amazônia. • o descaso por parte daqueles que propõem e executam as políticas de conservação ambiental local. especialmente considerando-se o crescimento da população e a necessidade de mais e mais produtos a cada dia que passa. É nesse sentido que o manejo de vários produtos florestais de forma sustentável surge como uma excelente proposta e que as plantas medicinais. a contribuição deste . entretanto. São eles que vivem em contato direto com todos os elementos desse ecossistema. como as diversas aldeias e tribos da Amazônia ou os quilombolas do Vale do Ribeira. pois além do conhecimento que possuem também atuam como verdadeiros fiscais de controle da ação antrópica. Nesse sentido. São eles que podem.

fazer um novo livro e juntar os dados com os da primeira edição. o número de informações disponibilizadas tornou a proposta mais árdua e difícil do que imaginávamos. Verificamos que a atualização dos dados e a ampliação do livro representava. centenas ou mesmo milhares de anos de relação desses habitantes da floresta com o ecossistema florestal. e também no de desenvolvimento. melhores condições de vida podem ser oferecidas para esses habitantes que conhecem a floresta e dela vivem diariamente. em janeiro de 1999. mais abrangente. reunir valor econômico maior que aquele atualmente praticado na relação das indústrias e laboratórios farmacêuticos com os grupos e as comunidades tradicionais. publicado originalmente em 1989. Passou da hora de a ciência e a política. Nessa proposta inicial a idéia era atualizar a revisão bibliográfica das 59 espécies medicinais que constavam daquele livro. A equipe já não era a mesma. legitimarem o valor do conhecimento dessas comunidades e desses grupos e incluí-los no processo de conservação. entretanto. que é justamente o conhecimento popular decorrente de dezenas. Não custa lembrar e salientar. Foi a partir de pesquisas que realizamos. menos globalizado e mais coerente com as necessidades e aspirações daqueles que fazem o patrimônio cultural do país e que conhecem o funcionamento de seus ecossistemas melhor que qualquer área específica do conhecimento científico. cada qual havia tomado seu caminho. pois ele fornece dados importantes sobre um grande número de espécies vegetais que podem ser estudadas como medicamento e. Começamos o trabalho. a realização de uma segunda edição atualizada do livro Plantas medicinais na Amazônia. na verdade. sobretudo depois que a Fundação Editora UNESP propôs. Dessa forma.livro é um começo. pagando o preço de um trabalho mais social. No entanto. que pensávamos menor que aquele que originou o primeiro livro. e incorporar na nova edição outras 41 espécies medicinais usadas na Amazônia e que haviam sido catalogadas em nossa pesquisa após a primeira edição. conseqüentemente. então começamos a ampliar o leque de colaboradores no trabalho de revisão bibliográfica das espécies vegetais identificadas e introduzir novos elementos à . que a idéia de Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica foi tomando forma lentamente. como instituições determinantes para o avanço. que a ciência usou e ainda usa como fonte de informações para obtenção de novos medicamentos. já que dez anos haviam se passado. abrindo uma porta importante para a publicação deste material. considerando os aspectos aqui referidos.

tornou-se o objetivo principal da nova equipe. No entanto. já disponibilizados em disquetes e com fácil acesso pelos computadores. incluindo fotos de algumas espécies.não . Index Medicus. a nova idéia não tinha mais como retornar. adicionando-se a essas plantas dados técnicos e científicos que permitissem avanços reais na pesquisa de plantas medicinais e na pesquisa de novas estratégias de conservação desses ecossistemas. buscamos informações em diversos endereços. além da pesquisa nos tradicionais índices de revisão (Biological Abstracts. permitiria comparar os usos que grupos humanos distintos poderiam fazer de uma mesma espécie medicinal e. químicos. colocar lado a lado os dados de espécies vegetais específicas de cada ecossistema e usadas como medicamento pelos diferentes grupos estudados. Foi nessa fase do trabalho que surgiu a idéia de incorporarmos à pesquisa algumas das plantas medicinais. Estado de São Paulo. que prontamente os disponibilizou para esta publicação. Chemical Abstracts). A quantidade de informações obtidas foi gigantesca e iniciamos um trabalho cansativo e detalhado de seleção dos dados que considerávamos mais importantes para constar do novo material. toxicológicos e botânicos) de espécies vegetais desse importante ecossistema que é a Floresta Tropical Atlântica. farmacológicos. à medida que.proposta original. Nessa nova etapa. A oportunidade de produzir uma publicação de plantas medicinais usadas na Amazônia e na Mata Atlântica. assim como no banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). além dos desenhos apresentados inicialmente. pois não existiam ainda dados pormenorizados (etnofarmacológicos. por um lado. catalogadas em uma pesquisa etnofarmacológica realizada na região do Vale do Ribeira. páginas e links que tratam do assunto e que estão com livre acesso na Internet. mas verificamos lentamente que a proposta era bem mais valiosa. por outro. especialmente com comunidades tradicionais que habitam o interior ou no entorno da Mata Atlântica. Por si só. foi a possibilidade de disponibilizar para as comunidades tradicionais de ambas as regiões . pelo menos as mais citadas. A idéia de agrupar dados de pesquisas etnofarmacológicas com grupos étnicos distintos que habitam diferentes ecossistemas florestais ou em suas proximidades foi se concretizando como uma proposta de grande valor. buscando nas mais variadas fontes dados que pudessem ser adicionados para cada uma das espécies a serem inseridas numa segunda edição do livro. outro importante e singular ecossistema brasileiro.

especialmente os mais ameaçados. mas também discutindo e introduzindo novas abordagens para que a pesquisa com plantas medicinais pudesse escolher rumos e caminhos que apontassem para a solução dos principais problemas de saúde do país. sem dúvida. que serão úteis. especificamente. não apenas catalogando espécies medicinais. como é o caso da Amazônia e da Mata Atlântica.todos os dados e informações possíveis e mais importantes sobre as espécies vegetais mais utilizadas que orientou todo o nosso esforço em publicar este material na forma em que ele se apresenta. que incorpora todos os dados publicados no primeiro livro e que introduz uma nova forma de apresentação dos dados de espécies medicinais catalogadas por pesquisas etnofarmacológicas criteriosas. raros eram os trabalhos e as publicações que estavam disponíveis. mais acessível que os artigos . hoje. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica não é uma segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia. mas um novo trabalho. passaram a representar uma nova alternativa . da Mata Atlântica. tanto para os pesquisadores da área como para a comunidade em geral. mas as plantas medicinais. Quando Plantas medicinais na Amazônia foi publicado. Relembramos que já em 1989 destacamos a importância de que o tema "plantas medicinais" tivesse uma abordagem ecológica e ambiental e que os dados das comunidades tradicionais e dos diferentes grupos étnicos sobre as plantas medicinais não fossem apenas um rol de informações para a seleção de plantas medicinais pelos pesquisadores da área. especialmente quando esses dados se referem a espécies nativas de ecossistemas florestais pouco conhecidos em sua complexidade. Com essa nova concepção. A conservação dos ecossistemas tropicais. durante todo esse período. especialmente os habitantes das duas regiões onde foram realizados os estudos. sempre foi uma preocupação constante. realizadas na região amazônica e na região da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. Devemos ressaltar aqui a enorme evolução que o tema "plantas medicinais" teve no Brasil nos últimos anos. dados etnofarmacológicos continuam sendo a principal base para a escolha de plantas medicinais para estudos voltados para a obtenção de novos medicamentos.em artigos científicos e técnicos. como é o caso da Amazônia e. mas com um livro. No entanto. excelentes publicações foram sendo disponibilizadas. Mas mesmo considerando-se os enormes avanços nessa área.

Luiz Claudio Di Stasi . cujo objetivo principal está na melhoria da qualidade de vida de comunidades que habitam os ecossistemas florestais por meio do uso correto e adequado de espécies nativas de valor medicinal. municipais e federais) e não-governamentais. acreditamos que este trabalho é uma importante contribuição. mas pouco realizado na prática. não sendo apenas uma compilação de dados da literatura.para a conservação dos ecossistemas. e para estimular e incentivar que tais pesquisas sejam realizadas efetivamente com o caráter inter e multidisciplinar amplamente apregoado e estimulado em inúmeras publicações. realizadas de forma racional e sustentável. envolvendo uma enorme equipe de pesquisadores de distintos órgãos governamentais (estaduais. Finalmente. respeitando-se os interesses das comunidades tradicionais.somando-se a isso a busca de novos medicamentos. para que espécies nativas sejam priorizadas nos estudos de plantas medicinais pelos pesquisadores no Brasil. mas a base das pesquisas na área de plantas medicinais. farmacoterápicos e especialmente fitoterápicos. para sugerir que as pesquisas com plantas medicinais sejam pensadas também pelo seu caráter social e econômico. para que parte do patrimônio cultural de diferentes grupos étnicos brasileiros seja registrada e não seja perdida. apesar de preliminar e pequena. quer sejam como medicamentos eficazes e seguros para uso local quer como recursos econômicos explorados de forma sustentável.não pode ser apenas a retórica. devemos fazer constar que este trabalho é resultado de uma pesquisa etnofarmacológica realizada com diferentes comunidades e grupos humanos do Brasil. Trata-se de uma pesquisa iniciada em 1987 e que continua em comunidades tradicionais da Mata Atlântica. reduzindo assim os sérios problemas ambientais pelos quais esses ecossistemas passam. permitem a redução da ação antrópica sobre outros produtos florestais. Nesse sentido. visto que as espécies vegetais de valor medicinal passam a ser mais um recurso florestal passível de exploração e de comercialização que. Aliar o conhecimento popular com o conhecimento científico . assim como a obtenção de renda adicional para as famílias que habitam os ecossistemas florestais ou seu entorno com a exploração sustentável desses recursos e sua conseqüente conservação .

Em primeiro lugar. evitando-se. referente ao uso das plantas com fins terapêuticos. principalmente no aspecto de alertar a população acerca dos problemas oriundos do uso indiscriminado de plantas medicinais e das plantas com efeitos tóxicos comprovados. mediante a realização de um inventário de plantas medicinais. o que. pois permite que a população se utilize dos recursos terapêuticos de origem . a nosso modo de ver. Em segundo lugar. Tal proposta que se concretiza parcialmente com este trabalho é de grande valor. visando ao resgate e à preservação da cultura popular de grupos étnicos definidos. Em terceiro lugar.Prefácio à primeira edição (1989) O trabalho aqui apresentado teve como objetivo alcançar as seguintes finalidades. principalmente no que se refere a facilitar a seleção de espécies vegetais potencialmente ativas e que são utilizadas amplamente pela população de determinada região. significaria um grande prejuízo para a cultura e para a ciência do país. que esse conhecimento seja perdido. realizar um estudo etnofarmacológico regional. obter informações que viessem subsidiar pesquisas nas diversas áreas que envolvem o estudo de plantas medicinais. pretendeu-se. desse modo. o trabalho teve caráter de extensão universitária baseado na preocupação de devolver para a população envolvida no objeto de estudo os resultados das pesquisas realizadas com as espécies da região que pudessem fornecer esclarecimentos adicionais.

preocupando-se não só com a busca do conhecimento real e verdadeiro. realizado no município de Humaitá. Nesse contexto. Tal proposta decorre de uma filosofia de trabalho que contém uma preocupação em contribuir. mas funcionar como um instrumento de esclarecimento e alerta ao leigo usuário das plantas. objetivou-se redigir este trabalho com o intuito de fornecer informações sobre plantas medicinais de forma que fosse acessível à população leiga e de interesse para os mais variados profissionais que trabalham na área (botânicos. químicos. Finalmente. deve ter um componente social em seu escopo. que potencialmente es- . juntamente com o Prof. com as atividades deste trabalho. da qual o próprio pesquisador faz parte. do Departamento de Botânica da UNESP Campus de Rio Claro (SP). Por outro lado. mas também com a descoberta de soluções e novos caminhos que venham ao encontro das aspirações da sociedade brasileira. principalmente no que está relacionado às questões de saúde e preservação do patrimônio cultural e natural de uma região rica do nosso país. e que visa. Osvaldo Aulino da Silva. como qualquer outra atividade humana. ficamos plenamente satisfeitos com o interesse do grande número de alunos que participaram do trabalho. muitos deles atualmente se direcionando profissionalmente para a pesquisa com plantas medicinais. Em quarto lugar. Nesse contexto. oferecer oportunidade a alunos de Ciências Biológicas e cursos afins de atuarem e manterem contato com uma área de pesquisa fascinante e de grande importância para um país com as características sociais que o Brasil possui. pretendeu-se. com a promoção de melhores condições de vida para a população. tendo conhecimentos adicionais sobre essas plantas. Uma proposta de trabalho com tais características só é viável quando passa a envolver um grande número de indivíduos. farmacologistas etc). para executar atividades mais coerentes com nossa realidade. consideramos que a ciência. Fugimos assim da postura clássica de exploração dos conhecimentos tradicionais da população e dos recursos naturais da região com fins estritamente de pesquisa.natural. a estudar aspectos botânicos das plantas da região e executar atividades de Educação Ambiental. Em nenhum momento este trabalho quer se prestar como um receituário de plantas medicinais (tal uso seria um engano desastroso). com os conhecimentos adquiridos. é importante colocarmos aqui que o presente trabalho é parte integrante de um amplo projeto de pesquisa e extensão universitária. além dos objetivos aqui expostos.

para que o conheci- . essa área requer um enfoque novo. que podem não só determinar a quantidade de produção de compostos secundários das plantas (princípios ativos).tejam dispostos a concretizar os objetivos sem medir esforços. como também a qualidade das propriedades terapêuticas de interesse. como exemplos) e abióticos (umidade do ar. propiciou um imenso prazer. no entanto. incomparável com aquele que sentimos ao executarmos um trabalho individual. qualquer projeto de pesquisa realizado em equipe tende a produzir melhores resultados em menor espaço de tempo. estão sujeitos às influências de fatores bióticos (floração. O trabalho em equipe baseado em uma proposta concreta e clara torna-se simples e empolgante na medida em que permite um alcance mais rápido dos objetivos e envolve uma grande variedade de idéias. desde que cada participante cumpra suas tarefas e responsabilidades dentro do grupo. farmacologistas. A experiência do trabalho em equipe aqui realizado. independentemente das dificuldades inerentes à própria relação social dos indivíduos. propostas e encaminhamentos que enriquecem imensamente o trabalho. e nossa experiência é prova disso. como seres vivos. No entanto. que podemos denominar ecológico. Ao considerarmos as características culturais de nosso país. visto o grande risco de extinção de várias plantas medicinais e principalmente pelo fato de que os vegetais. clima. além de engrandecer o trabalho. que se superando as dificuldades. Acreditamos. portanto é urgente a sua consideração. A inserção dessa abordagem ambiental ou ecológica no estudo das plantas medicinais fornece novos elementos que melhor caracterizam os resultados experimentais realizados com determinada espécie. verificamos que é este o momento da realização do maior número possível de estudos etnofarmacológicos. estações do ano e outros). estágio de desenvolvimento. torna-se obrigatório quando se propõe o alcance de objetivos mais amplos como os aqui apresentados. antropólogos e químicos. principalmente no aspecto do rico conhecimento de plantas medicinais existentes nas diversas regiões. O trabalho em equipe na área de pesquisa em plantas medicinais. é necessário que se ampliem em número e em qualidade as pesquisas na área. pela sua característica multidisciplinar. antes de se propor um cultivo programado de plantas medicinais. consideramos de grande importância colocar que. além de botânicos. tipo do solo. A literatura nos mostra que essas influências são inegáveis.

o que é de extremo interesse nas condições em que se encontra o país. desde a fase inicial até a possibilidade de publicá-lo com as características que aqui se apresentam. principalmente pela influência dos meios de comunicação de massa e pelo aspecto de que a abordagem etnofarmacológica possui a vantagem de permitir a padronização de modelos experimentais específicos que serviriam de instrumento de avaliação de um grande número de espécies vegetais. mas também por demonstrarem uma visão mais pura e bela da vida. Luiz Claudio Di Stasi . o que significa um menor custo no desenvolvimento da pesquisa e na obtenção do produto final. além de tornarem possível este trabalho.mento tradicional seja devidamente resgatado. acrescentaram uma experiência rica. Não podemos deixar de fazer constar aqui o grande prazer e até mesmo uma verdadeira paixão que envolveu a realização deste trabalho. que. preservado e utilizado como subsídio de pesquisas com plantas medicinais. Essa urgência na realização desses trabalhos se baseia no fato de que o conhecimento popular está sendo rapidamente alterado ou até mesmo extinto. Foi unânime por parte de toda a equipe que se relatasse a beleza do contato com os grupos étnicos envolvidos. não só de conhecimento das potencialidades da natureza.

Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal. portanto. Ato II de Romeu e Julieta . Dessas. das quais o saber popular selecionou cerca de duas mil como medicinais. porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial. (Cena III.. surge o livro Plantas medicinais na Amazônia. Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades. quando as pessoas parecem querer retomar suas raízes buscando nas plantas a cura de seus males.William Shakespeare. uma disparidade entre a quantidade e a diversidade da flora medicinal. o enorme risco de extinção que correm fauna e flora. apesar disso.Sobre a primeira edição do livro (1989) Quando a consciência de uma nação inteira parece despertar para a preservação do santuário ecológico mundial que é a Amazônia. 1564-1616) A utilização de plantas com fins medicinais era comum na Idade Média. e. por fim. Acredita-se que a flora mundial esteja entre 250 mil e 500 mil espécies.. e a ausência de levantamentos etnofarmacológicos . Observa-se. quando se sabe que milhares de informações populares sobre o uso de plantas medicinais estão desaparecendo. mas os primeiros registros remontam a milênios. a grande maioria na região amazônica. quando se constata. de um lado. apenas 10% foram cientificamente investigadas do ponto de vista químico-farmacológico. O Brasil contribui com 120 mil espécies.

enfim. efeitos observados. Sua importância é tanto maior por tratar-se da região amazônica. descrição botânica objetiva da espécie citada e usos. Levantamentos etnofarmacológicos.criteriosos. e isso é o que importa. dados que auxiliem o usuário final na busca de conhecimento que tais levantamentos oferecem. Alba Regina Monteiro Souza Brito (UNICAMP . são raros e induzem-nos a pensar que é possível ou que ainda há tempo de resgatar a memória nacional na utilização de plantas medicinais. Mas o passo foi dado. Quando dizemos criteriosos. chamamos a atenção para levantamentos etnofarmacológicos nos quais constem identificação taxonômica das plantas envolvidas. posologia. vale salientar que este trabalho representa um pequeno passo diante do extenso caminho que se tem a percorrer na recuperação de todas as informações relativas às plantas medicinais. Profa. como este que aqui se apresenta.Campinas) . Dra. de outro. a distância vencida. Esses requisitos estão plenamente satisfeitos neste livro. Por último.

qualquer atividade descontrolada pode acarretar processos irreversíveis de destruição da floresta. . esta contribui com cerca de 50% de vapor d'água para a formação de chuvas. De fato. que outrora era restrita às margens dos rios navegáveis. que para sua subsistência demanda áreas de cultivo e criação de gado. que. apesar da pobreza dos solos. que chama a atenção de cientistas de várias partes do mundo. a ação predatória do homem na Floresta Amazônica vem ocorrendo numa velocidade espantosa.Apresentação do trabalho em 1 989 A Amazônia constitui um dos mais completos ecossistemas da Terra. conforme aponta Philip M. A exploração madeireira. Não é difícil justificar a necessidade de manejo dessa vegetação. alta precipitação e reciclagem de seu próprio material orgânico. a situação em relação às áreas perturbadas é deveras preocupante. apesar da exploração madeireira ainda representar pequena fração dos seus cinco milhões de quilômetros quadrados. Basta lembrar que as florestas têm papel importante na regulação do ciclo hidrológico e que. a taxa de desmatamento é o que realmente preocupa. Atualmente. Dada a fragilidade desse equilíbrio. Fearnside. No entanto. atingiu um equilíbrio graças à interação de fatores como umidade. no caso da Amazônia. atualmente assume proporções alarmantes graças ao desenvolvimento de vias rudimentares e com estas o avanço da colonização. provenientes da evapotranspiração. por se tratar de uma importante fonte de perturbação.

muitas provavelmente sucumbirão antes mesmo de qualquer conhecimento de seu potencial. A importância da Amazônia não se restringe apenas às espécies animais e vegetais. mas diz respeito também à riqueza do conhecimento popular acerca do uso terapêutico de plantas. informações importantes sobre as 59 espécies mais utilizadas pelos grupos étnicos estudados para fins terapêuticos. do ponto de vista social.O setor industrial tem também colaborado com o desmatamento na medida em que depende de matéria-prima florestal para manter o seu nível de industrialização. e. Plantas medicinais na Amazônia. honrado em apresentar esta obra. as falhas no fluxo informativo e conseqüente perda do conhecimento sobre a terapêutica empregada pelos diferentes grupos étnicos e. Somada a isso. Trata-se de uma obra de capital importância no assunto e que se sobrepõe aos freqüentes receituários para se dedicar ao resgate do patrimônio etnofarmacológico e às valiosas informações técnicas que certamente servirão de apoio a novas pesquisas no campo das ciências naturais. sua redação simples e facilidade de acesso para consulta. visando à preservação da memória histórica dos usos e costumes. por outro. tendo à frente toda a dedicação e coordenação do Prof. Sinto-me. julgamos altamente preocupantes: por um lado. riquíssima em espécies. levando-se em conta a preocupante taxa de predação feita pelo homem. que se origina tanto da necessidade de uma terapêutica alternativa pelo baixo poder aquisitivo e pelo difícil acesso à assistência médica como da grande influência cultural dos arborícolas da região. o uso indiscriminado de material vegetal na cura de doenças. fruto de um trabalho sério de pesquisa. portanto. em vista do desconhecimento das conseqüências reais que disso possam advir. das quais poucas foram estudadas. Prof.Rio Claro) . pelos cuidados com a parte gráfica e as ilustrações. acarreta duas situações que. desde o leigo ao mais especializado. Luiz Claudio Di Stasi. ecológico e histórico. coloca às mãos dos leitores. a carência de estudos sobre a vegetação brasileira e orientação popular. por trás do uso inadvertido da área estão interesses industriais e políticos que concorrem para o desaparecimento da flora. De qualquer maneira. Osvaldo Aulino da Silva (UNESP . Dr.

no Amazonas. pela Rodovia Transamazônica em direção ao Norte.Metodologia de pesquisa Apresentamos. localizada a 120 quilômetros do município de Humaitá. Entrevistas Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas em ambas as regiões. a seqüência de estudos realizados para melhor compreensão das atividades de campo realizadas desde 1987. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas regiões e em várias localidades de cada uma delas: Amazônia • Município de Humaitá. Mata Atlântica • Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado. Vale do Ribeira. • Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. conforme descrito a seguir: . resumidamente. sul do Estado do Amazonas. • Aldeia dos Tenharins. pois não consideramos ser este o espaço para pormenorizar todos os métodos utilizados. Jacupiranga e Sete Barras. no Estado de São Paulo.

Amazonas (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar do trabalho). Coleta de material e identificação taxonômica As espécies referidas nas entrevistas foram sempre coletadas pela indicação do entrevistado e na sua presença.Amazônia • Noventa entrevistas com habitantes de Humaitá . ao Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". Para materiais fora da fase de floração. Amazonas. cujo acesso era feito por meio de barcos cedidos por lideranças locais (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar deste projeto). evitando-se. • Noventa questionários aplicados a professores voluntários da rede oficial de ensino (escolas rurais e urbanas) e para líderes comunitários voluntários do município de Sete Barras. Para as espécies da Amazônia. No caso de material em fase de floração. Departamento de Botânica do Instituto de . Em alguns casos o material vegetal florido não foi coletado. • Vinte entrevistas com habitantes de comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. assim. exsicatas foram preparadas e enviadas para identificação. • Duas entrevistadas (tuxaua "Kuarrã". novas visitas foram realizadas aos entrevistados até sua obtenção. Jacupiranga (21) e Sete Barras (31) (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). a coleta errada do material. Chefe da Aldeia dos Tenharins e sua esposa foram entrevistados várias vezes por diferentes membros da equipe e por meio de quatro viagens para a aldeia). • Setenta entrevistas com habitantes rurais de Eldorado (18). as exsicatas foram enviadas ao Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Mata Atlântica • Cem entrevistas com habitantes urbanos dos municípios de Eldorado e Jacupiranga (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista).

ecológicas e botânicas) foram sendo adicionadas conforme a organização de cada um dos capítulos. Banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM).Botucatu. priorizando-se os relatos de farmacologia que confirmassem ou não o uso tradicional das espécies vegetais.Botucatu e ao Herbário "Barbosa Rodrigues". Chemical Abstracts. os dados químicos e os de toxicidade que orientassem o uso das espécies. Para as espécies coletadas na Mata Atlântica.Santa Catarina. Itajaí . para sua identificação. as exsicatas foram enviadas aos Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". e ao Herbário do Instituto de Biociências da UNESP .Rio Claro. . Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UNESP . Outras informações (agronômicas. Depois da compilação dos dados foram selecionados aqueles de interesse para as características do trabalho aqui apresentado. Index Medicus (Med-line).Biociências da UNESP . Revisão bibliográfica Uma vez identificadas as espécies. Sites da Internet. foram realizadas pesquisas bibliográficas nos seguintes índices: • • • • • Biological Abstracts.

Optou-se por apresentar as espécies dentro de suas famílias.Organização do livro Para permitir que os dados das diferentes espécies medicinais referidas pelos habitantes de ambos os ecossistemas florestais pudessem ser avaliados comparativamente. mas considerando especialmente a Ordem Botânica à qual pertenciam. Incluem-se no livro apenas espécies de Angiospermae. assim como enriqueceria os dados disponibilizados no livro. . as espécies não poderiam mais ser apresentadas por ordem alfabética de nomes populares. Os capítulos se distribuem em duas partes: • Parte I . como havia sido feito na primeira edição deste livro. Utilizou-se o sistema de classificação botânica adotado por Cronquist (1981) e modificado por Kubitzki em seu sistema de arranjo das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997). Uma nova forma de apresentação das espécies teve que ser analisada e. incluindo-se assim pequenas introduções e informações sobre cada uma das ordens e das famílias botânicas incluídas neste trabalho. com o tempo. Isso tornaria fácil analisar a importância de cada família vegetal como fonte de espécies medicinais para estudos.incluindo as monocotiledôneas medicinais. verificou-se que agrupar as espécies de forma sistemática considerando os grupos taxonômicos seria a melhor estratégia.

Para cada capítulo. Também não é referida nenhuma espécie de Pteridophyta e Gymnospermae. . dados ecológicos e distribuição.dados botânicos e outras informações (quando for o caso).Seção 1: Medicinais da subclasse Magnoliidae .dados da medicina tradicional que incluem os dados decorrentes das entrevistas realizadas pelos pesquisadores do projeto. em vários casos. respectivas ordens e respectiva subclasse Hamamelidae. . • Monografias de espécies medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica.incluindo as dicotiledôneas medicinais. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe.Seção 3: Medicinais da subclasse Dillenidae . significado do nome do gênero e dados sobre o gênero. especialmente apontando-se o valor da ordem como fonte de espécies medicinais. • Dados químicos.Seção 4: Medicinais da subclasse Rosidae . que compreendem uma descrição botânica. pois não foram citadas espécies vegetais desta subclasse em nenhuma entrevista. as quais se subdividem em cinco seções: .nomes populares da espécie na região de estudo ou de acordo com outras referências bibliográficas pesquisadas. • Introdução sobre a família botânica ou. tem-se a seguinte estrutura-padrão: • Introdução sobre a ordem botânica. das diversas famílias incluídas em uma determinada ordem. às quais foram adicionadas (quando existiam) outras referências de dados de uso popular.• Parte II . incluindo: .Seção 2: Medicinais da subclasse Caryophyllidae .Seção 5: Medicinais da subclasse Asteridae Cada uma das partes inclui diversos capítulos montados a partir da ordem botânica das espécies vegetais referidas. . incluindo-se os principais grupos e classes químicas já descritos na literatura científica para cada um dos gêneros ou espécie referida no texto. Das Dicotyledonae não foram referidas espécies das famílias.

Essas ilustrações constavam do livro Plantas. apontando os principais efeitos tóxicos ou adversos de cada uma das plantas ou gênero. C. .• Dados farmacológicos. Di Stasi a partir da exsicata do material coletado ou a partir de outras ilustrações indicadas nas legendas. . incluindo as principais referências sobre as atividades farmacológicas já descritas para uma espécie ou gênero.escaneratas: técnica desenvolvida no Laboratório de Fitofármacos ( ) do Departamento de Farmacologia. químicos e médicos usados no livro e um índice de nomes científicos que ajudam na compreensão dos diferentes tópicos abordados em cada um dos capítulos. medicinais na Amazônia e foram escaneadas. formatado e montado para a inclusão neste livro. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. encontram-se um glossário de termos botânicos. O material após coleta ou por empréstimo dos herbários foi escaneado. UNESP. No final do livro. Instituto de Biociências de Botucatu. além de uma extensa bibliografia atualizada. • Dados toxicológicos. .desenhos escaneados: incluem ilustrações realizadas por L. • Em alguns capítulos todos esses dados estão agrupados em um único tópico.fotos escaneadas: incluem fotos de várias origens (todas com a autoria) cedidas para esta publicação e que também foram escaneadas. . • Ilustrações: para algumas das espécies são apresentadas ilustrações. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. para o armazenamento de imagens de exsicatas depositadas nos herbários.Todas essas imagens fazem parte do Banco de imagens organizado com apoio da Fapesp. de vários tipos: . formatadas e montadas para inclusão no livro. formatadas e montadas para inclusão no livro.

Parte I Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Na ordem Eriocaulales estão incluídas apenas as espécies da família Eriocaulaceae. A ordem Commelinales inclui as famílias Rapateaceae. M. Hiruma-Lima E. M. das quais devemos destacar apenas algumas espécies do gênero Tradescantia (Commelinaceae). A ordem Cyperales inclui as famílias Cyperaceae e Graminae (Poaceae). Mayacaceae e Commelinaceae. e dessa segunda é que se destacam várias espécies de valor medicinal e econômico. Guimarães C. pelo seu grande valor ornamental. A. algumas delas descritas neste capítulo. C. Restionales e Hydatellales são pouco importantes nos ecossistemas brasileiros. Outras ordens botânicas como Juncales.1 Commelinidae medicinais C. Typhales. algumas com importantes famílias botânicas e diversas espécies vegetais de valor medicinal e econômico. Xyridaceae. Santos L. destacando-se o gênero Paepalanthus com centenas de espécies popularmente denominadas sempre-vivas e amplamente usadas como ornamentais. Di Stasi Introdução A subclasse Commelinidae de espécies vegetais inclui sete ordens. .

gêneros alimentícios como bebidas. . • Centothecoideae. subfamília que.500 espécies distribuídas universalmente e com grande importância econômica. respectivamente. Os outros constituintes incluem alcalóides. que estão distribuídas em seis subfamílias botânicas: • Bambusoideae. Paspalum. e uma grande proporção desses produtos é utilizada na indústria de gêneros alimentícios. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de grãos.A família Poaceae. Zea. e o gênero Oryza. Nessa subfamília também encontramos importantes espécies e gêneros de valor econômico e alimentar. excetuando-se as espécies do gênero Eleusine. flavonóides e terpenóides (Evans. do famoso centeio e da aveia. Cymbopogon citratus e Saccharum officinarum. ferragem. saponinas. Andropogon nardus. visto que inclui inúmeras espécies dos gêneros Andropogon. • Panicoideae. inclui cerca de 668 gêneros e aproximadamente 9. A família é dividida em quarenta tribos. Essa família botânica inclui plantas herbáceas com raízes fibrosas e rara ocorrência de arbustos ou árvores. Saccharum e outros. As espécies de Poaceae contêm uma grande variedade de constituintes químicos. um dos mais importantes alimentos da população brasileira. Dessas quatro espécies devemos destacar a Saccharum officinarum e a Cymbopogon citratus. também referidas como medicinais na região da Mata Atlântica e cujos dados passamos a apresentar. é a mais importante. Cymbopogon. • Pooideae. ácidos fenólicos. cujo representante principal é o arroz. e na Amazônia identificou-se o uso popular de quatro espécies distintas dessa família: Andropogon leucostachys. do ponto de vista de espécies medicinais. reunindo inúmeras utilidades. Arundinoideae e Chloridoideae. que inclui os gêneros Secale e Avena. que inclui alguns importantes gêneros. Várias espécies possuem importância terapêutica. 1996). como Sorghum do sorgo. também denominada Gramineae. mas sem importância medicinal. amido. e a cana-de-açúcar {Saccharum officinale). açúcar e óleos essenciais. como o Bambusa e suas 120 espécies popularmente denominadas bambus. que incluem vários gêneros. principalmente Zea mays (milho). substâncias cianogênicas. açúcar e trigo.

Dados botânicos A espécie é uma erva de colmo ereto que atinge até 1. glabros e curvados. a planta também é conhecida como Capim-membeca. possuindo um grande número de ramos. espigas digitadas e com uma coroa de pêlos compridos.K. a espécie também é chamada de Capim-de-cheiro e Citronela.B. Na Mata Atlântica não foi referida como medicinal. por sua vez. Em outras regiões do país. Dados botânicos A espécie é uma erva que atinge até 80 cm de altura com rizomas bastante oblíquos. os quais. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. Em outras regiões do país. bainhas foliares cobrem a base dos ramos e das lâminas foliares com 10 a 20 cm de comprimento e aproximadamente 3 cm de largura. Andropogon nardus L. podendo atingir até 2 m de comprimen- .5 m de altura. Não foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica. os colmos são finos. com folhas invaginadas bastante agudas. também são ramificados e terminam em uma panícula de espigas digitadas.Espécies medicinais Andropogon leucostachys H. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Rabo-de-cavalo. espiguetas sésseis e fruto cariopse. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Capim-cheiroso e Capimlimão. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas secas é utilizada como antitérmico e analgésico.

folhas alternas. Capim-cheiroso. com nós e entrenós.to. ao passo que o óleo possui importante ação para espantar mosquitos. marginatus e validus. as inflorescências são panículas lineares compostas de espigas pequenas e escuras. compridas. Corrêa (1984) refere que das folhas se pode obter um óleo essencial denominado óleo de citronela. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado na região amazônica contra qualquer tipo de dor. 1962). flores reunidas em inflorescências do tipo espigueta com glumas vermelhas (Figura 1. Dados botânicos Erva perene com caule do tipo colmo. bainha larga e lígula na base do limbo. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica a espécie é chamada de Capimsanto. Cymbopogon marginatus e Cymbopogon validus (Watt & BreyerBrandwijk.) Stapf. problemas estomacais e febre. Capim-sidró. O uso oral dessa decocção é útil como antitérmico e para o alívio de gases intestinais. Capim-limão. lineares. formando uma touceira robusta. sudoríficas e carminativas. Alguns autores afirmam que essa espécie possui muitas variedades. respectivamente sinônimos de Cymbopogon citratus. Sídró. rizoma semi-subterrâneo. Patchuli-falso. Vervena. com grande valor econômico. Capim-cidrão. ásperas em ambas as faces. Erva-cidreira. Cymbopogon citratus (DC. formigas e traças. tais como flexuosus. Capim-marinho. eretas. nervação paralela e nervura central saliente na face dorsal. a decocção das folhas passada sobre a pele serve como repelente para insetos. Capim-cidreira. . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugas.1).

a infusão das folhas é usada como antidiurético. verde ou violácea. 1988).. Outras indicações de uso medicinal incluem o uso do chá das folhas. como calmante e antiespasmódico (Matos et al. contra gripes. na forma de banho (Amorozo & Gély. 1986). no Ceará. como calmante e antiálgico (Van den Berg. dores de cabeça e dores musculares. carnoso e com epiderme lenhosa de cor amarelada. planas. pequeno (Figura 1. no Pará.. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1980). A decocção das raízes é usada contra gripes fortes e reumatismo. 1982). cilíndrico. lineares. 1982. folhas amplexicantes. ápice agudo. simplesmente. como calmante e contra pressão alta e esterilidade (Simões et al. colmo arqueado na base. Nomes populares A espécie é chamada em todo o Brasil de Cana-de-açúcar ou. O suco das folhas gelado é consumido como sedativo e como refrigerante. como diurético. dores de cabeça e disenteria. 1980). 1 dísticas. ásperas. reumatismo e febre. articulado e um pouco mais grosso nos internós. Dados botânicos Planta herbácea de raiz geniculada e em parte fibrosa. Saccharum officinarum L. em Brasília. hermafroditas.2). ao passo que a decocção das raízes é amplamente usada como . simples. gripes fortes.Na região da Mata Atlântica. no Rio Grande do Sul. espiguetas com flores pequenas. duas vezes ao dia. no Mato Grosso. o suco do colmo da planta. fruto do tipo cariopse ovóide. Na região da Mata Atlântica. Cana. carminativo. calmante e antiespasmódico (Barros. nervura central saliente e bainha espinescente. é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia. Matos & Das Graças. a infusão das folhas é usada internamente como sedativa e contra diarréia.

4%). sendo determinados os principais constituintes: citral (69. erisipela. neral. chumbo e cobre. 1986). contra resinados e anginas e.diurético e contra hipotensão. metil-heptenona. além de o açúcar servir para o combate à pneumonia. Ming et al. citratus das Filipinas foi obtido de suas folhas. metil-heptenol. além de seus isômeros geralúal e neral.e b-pineno.8-cineol. cólera. terpineol e citronelol (Torres & Ragadio. a. 1. terpenos e dipenteno (Costa. Dados químicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus é constituído de mirceno. febres. O óleo essencial de C. envenenamento com arsênico.. Estudos foram feitos no intuito de avaliar a variação sazonal da composição do óleo (Chagonda & Chalchat. 1996). .. cariofileno. 1997). 1984). mirceno. laurato de etila. citronelal. geranial e outros compostos não identificados (Craveiro et al. vários aldeídos. farnesol. como citronelal. cetonas e alcoóis. 1997). felandreno. Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil. geraniol. isovaleraldeído e decilaldeído. externamente. A decocção dos bulbos é usada contra distúrbio dos rins e para expulsão de parasitas intestinais. escarlatina. rachas dos seios. internamente. vômitos da gravidez (Corrêa. nerol. contra úlceras da córnea. limoneno. tuberculose. linalol. mentol. ácido nerólico e ácido gerânico (Sargenti & Lanças. aftas. como o geraniol. 1996. Esse óleo possui grande quantidade de citral (75% a 85%). 1981). neral.

A atividade antibacteriana de C.9%) e neral (33. 1986 e 1987. Tanto a atividade depressora do SNC quanto a atividade analgésica de C.. 1985) e anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. uma potente atividade analgésica detectada pelos métodos de contorções abdominais e imersão da cauda. Carlini (1985) realizou um amplo estudo farmacológico.8%). 1997) e o extrato de C.. citratus parece ser afetada pelo conteúdo de citral existente no óleo (Syed et al. 1988).. 1984.. Di Stasi et al. 1997). no entanto. 1986 e 1987). Foram observadas as atividades de diminuição da atividade motora (Ferreira & Raulino Filho. citratus inibiu a hepatocarcinogênese (Puatanachokchai et al. 2000. Pinho et al.. citratus foi testado quanto à sua atividade antinematoidal. citratus. geranial (45.. analgésica (Viana et al.5%) apresentaram atividade antibacteriana e antifúngica (Chalchat et al.. (1983) referem atividade antiespasmódica. 1997). Com as folhas de C. 2002. relatam. não observando propriedades de interesse terapêutico. (1985). O efeito analgésico foi confirmado por Lorenzetti et al. 1990). 1989) e antioxidante (Lopes et al. citratus foram atribuídas aos constituintes do óleo essencial citral e mirceno (Ferreira et al. aumento do tempo de sono (Ferreira & Fonteles. 1986. 1998). enquanto Ferreira et al. Onawunmi & Ogunlana. Lorenzetti et al.. toxicológico e clínico com essa espécie. O óleo essencial foi incorporado a cremes antifúngicos tendo bons e significativos resultados (Wannissorn et al. 1996). citratus já foram constatadas as atividades: sedativa (Ferreira & Fonteles. O extrato metanólico de C. anti-helmíntica (Jourdan. 2002).. Onawunmi.. e Di Stasi (1987). . anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. (1988) e atribuído à presença do mirceno nessa espécie (Sarti et al. Onawunmi et al. porém apresentou atividade muito fraca (Mackeen et al. 1983 e 1989a). 1985).. Os principais constituintes das folhas de C. 1988). 1988)...Dados farmacológicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus possui atividade antibacteriana (Cimarga et al. 1988).. depressora do SNC (Ferreira & Raulino Filho. 1988) antimicrobiana (de Sá et al.. mirceno (12. O citral apresentou atividade citotóxica contra células leucêmicas P388 de camundongos (Dubey et al. 1995). 1988).

Em relação a outras espécies do mesmo gênero. Hikino et al. apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos. perda de postura. (1985) relatam que a fração polissacarídica dessa espécie foi capaz de inibir a acumulação de peróxidos lipídicos no soro de ratos. Menendez et al. 1989). 1986a). ácidos p-coumárico. 1997. 1988). citriodorus. visto o grande número de trabalhos com C. . é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico (Gomez et al. Para a espécie Saccharum officinarum.. Não consideramos importante relatar os estudos químicos e farmacológicos de outras espécies desse gênero. Foi isolado também o policosanol.. bradipnéia. De S. ligninas e ácidos fenólicos. citratus. 1999). citratus possui ação irritante sobre a pele de animais (Opdyke. Além de hipocolesterolêmico. Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-Obeta-glucosídeo acetato (Yadava & Misra.. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana do fígado (Fraga et al. Dados toxicológicos O óleo de C. 1990). O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais. o extrato hidroalcoólico das folhas de C. também conhecido como Capim-cidrão. e Di Stasi (1987) demonstrou um discreto efeito analgésico do extrato hidroalcoólico.. um álcool alifático com alto peso molecular.. 2000). sedação e defecação (Ferreira et al.. Corrêa (1984) relata a presença de inúmeros compostos de interesse industrial. ataxia. 1976) e o hidrolato dessa espécie provocou um quadro de hipocinesia. ferúlico e sinápico (He & Terashima. 1983). officinarum foram obtidos polissacarídeos pécticos (Saavedra et al.

c) vista geral da touceira (Banco de imagens ).Cymbopogon citratus: a) base da planta com bainhas.FIGURA 1. .1 . b) inflorescências com os numerosos estames (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Costaricensis).

Banco de imagens ). .Saccharum officinarum.FIGURA 1.2 . Vista geral da planta com a inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa (1984) .

todas com pouco valor nos dois ecossistemas em questão. da qual há vários representantes popularmente denominados Banana. Santos E. Cannaceae e Marantaceae. não inclui espécies referidas popularmente como medicinais. entre outras o famoso gengibre (Zingiber officinale). As espécies da família Bromeliaceae. M. importante fonte de espécies de grande interesse ornamental e econômico e cuja exploração comercial na região da Mata Atlântica representa um grande problema ambiental e uma fonte de recursos para as populações locais. De todas essas famílias. especificamente das famílias Zingiberaceae e Musaceae. Na ordem Bromeliales se encontra apenas a família Bromeliaceae. Lowiaceae. apesar de sua intensa ocorrência e exploração na região da Mata Atlântica. A. Hiruma-Lima L. Zingiberaceae. importante produto de comercialização.2 Zingiberidae medicinais C. referiremos espécies medicinais apenas da ordem Zingiberales. Guimarães C. M. . Di Stasi A subclasse Zingiberidae inclui duas grandes ordens: Bromeliales e Zingiberales. Na ordem Zingiberales estão incluídas as famílias Musaceae. C. Tal uso não é comum na região amazônica.

100 espécies tropicais espontâneas. com várias espécies medicinais. e • Zingiberoideae. de amplo uso nas regiões de Mata Atlântica. com folhas membranosas. deve-se destacar o grande valor econômico do gênero Zingiber e sua importância para as comunidades que habitam a região da Mata Atlântica. Curcuma. na qual se localizam os gêneros Zingiber. descrita por Ivan Ivanovic Martinov. Os gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: • Costoideae. lâminas . Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Vendicaá. várias são ervas com rizomas aromáticos e células secretoras com óleos etéricos de amplo uso. Espécies medicinais Alpinia japonica Miq. Costus e Hedychium. Renealmia e Riedelia. inclui 52 gêneros.Plantas medicinais da família Zingiberaceae Introdução A família Zingiberaceae. Alpinia. Vindecaá e Vindicáa. larga bainha na base que envolve o caule. nos quais estão distribuídas 1. Dados botânicos Erva perene com rizoma aromático do qual nasce o caule aéreo. algumas delas aqui descritas. que o utilizam como medicamento e como fonte de recurso financeiro. destas. especialmente as famosas Canas-do-brejo. Além do valor medicinal das espécies dessa família. na qual se encontram as espécies dos gêneros Costus.

A espécie é ornamental e muito explorada comercialmente na região do Vale do Ribeira. hermafroditas e zigomorfas. distribuídas especialmente na Ásia e nos países do Pacífico. trilocular e muitos óvulos (Figura 2. descrito por Carl Linnaeus. espessas. entouceirada. densas com flores brancas ou róseas.com 20 a 40 cm de comprimento. o banho preparado com folhas e flores é considerado útil como anti-séptico externo e contra corrimento vaginal. contra sarampo. podendo chegar a até 1. vistosas. perianto distinto em cálice (claviforme. elípticas. mas com algumas espécies em regiões tropicais.1). O gênero Alpinia descrito por William Roxburg possui aproximadamente duzentas espécies. fruto capsular. Dados da medicina tradicional Na Amazônia. . 1988). tridenteado e pubescente) e corola não vistosa. Costus spiralis Rosc. Outras indicações envolvem o uso interno da infusão das folhas. ocorrendo em abundância em regiões alagadas. gineceu com ovário ínfero. flores em grupos com brácteas vistosas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira e nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica a espécie é conhecida como Cana-do-brejo. ápice agudo e base arredondada. enquanto o macerado das folhas em água é usado como amaciante de roupas. Dados botânicos Erva de rizoma ramificado e carnoso. O banho morno preparado com as folhas é utilizado em "frialdade nas pernas" (Amorozo & Gély. androceu com um estame fértil e em geral quatro estaminódios petalóides. contém inflorescências terminais. inclui 42 espécies tropicais. podendo chegar a até 35 cm de comprimento. O gênero Costus.5 m de altura. hastes longas e folhas espiraladas em relação ao ramo.

especialmente de origem sifilítica. incluindo a espécie aqui descrita.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. muitas delas cultivadas como ornamentais e fornecedoras de fibras para produção de papel. na forma de infusão. lanceoladas e coriáceas. A planta é amplamente encontrada na Mata Atlântica. sésseis. a espécie é muito utilizada como ornamento. de onde partem as folhas longas. além de ser útil externamente na lavagem de feridas. Em outras regiões do Brasil também é denominada Lágrima-de-moça. . em Iguape é comum a denominação Napoleão. Corrêa (1984) refere que o suco dessa planta é útil contra arteriosclerose e como calmante das excitações nervosas e do coração. cilíndricas. e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga. são muito usadas na região do Vale do Ribeira como diurético e para reduzir a pressão arterial. sendo de fácil multiplicação por touceiras. muito perfumadas (Figura 2. Em razão de sua beleza. habitando brejos ou locais alagados a pleno sol. Lírio branco e Gengibre branco. contra diarréias graves. inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. Dados botânicos É uma planta herbácea e rizomatosa.2). a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. vistosas. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica como Lírio-do-brejo. O gênero Hedychium. A decocção de suas folhas. podendo atingir até 2 m de altura com suas hastes eretas. grandes. as inflorescências são terminais com flores brancas. Hedychium coronarium Koen. as folhas frescas são usadas topicamente como resolventes de tumores. descrito por Johan Gerhard Koenig. Dados da medicina tradicional As folhas e flores dessa espécie.

Na medicina chinesa é usada internamente contra tosses. Dados botânicos É uma espécie com rizoma tuberoso. lumbago e cólicas menstruais. ao passo que o xarope dos rizomas é amplamente utilizado contra dores de barriga. O gênero Zingiber foi descrito por Karl Julius Boerner e inclui mais de cem espécies pereniais. onde a maioria das espécies é espontânea. Não houve referência de uso dessa espécie na região amazônica. a decocção dos rizomas é usada contra gripes e tosses. gripes. externamente. contra reumatismo. além de diversos outros usos (Bown. com a parte aérea atingindo até 1 m de altura. A espécie é reputada como estimulante. internamente. diarréias e como vomitiva. tosses. indigestão. A espécie tem sido cultivada por seu valor na medicina e na culinária. flores amarelas na forma de espigas e fruto capsular. gripes e para problemas circulatórios. Dados da medicina tradicional Nas comunidades do Vale do Ribeira. . sendo provavelmente o local de sua origem. tendo sido citada também na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica e considerada uma das mais antigas espécies vegetais referidas como medicinais. C. flatulência e eólicas. e. mesmo no Vale do Ribeira. folhas alternas. sendo especialmente importante contra a gastrite causada por consumo de álcool e para controle da diarréia (Grieve. Ela também é explorada comercialmente como alimento e como medicamento pelos habitantes da região da Mata Atlântica. A espécie é usada. A espécie já era referida como medicinal no ano 200 d. lanceoladas. carminativa com uso na dispepsia.Zingiber officinale Roscoe Nomes populares A espécie é chamada. com uma lígula membranosa bífida. de Gengibre. mas especialmente na Ásia. 1994). em todo o Brasil. 1995). contra náusea. cólicas. com ampla distribuição.

Os sesquiterpenos -eudesmol. Os principais constituintes dos frutos de A. 1988a)... 1985a e 1985b. speciosa. galanga são 1acetoxichavicol acetato e l'-acetoxieugenol acetato. speciosa derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária (Teng et al. epóxido II e 4ahidroxidihidroagarofurano foram isolados de A.. o peróxido secoguaiano e 6-hidroxialpinolídio (Itokawa et al.. galanga. alcalóides e fenóis livres foram verificados em A. De A. speciosa e A.Dados químicos da família Diversos compostos sesquiterpenóides foram isolados de Alpinia japonica (Itokawa et al... dihidro-5. 1987). nutans (Mendonça et al. Foram isolados também dois sesquiterpenos do tipo alpinolídio.. além da presença de sesquiterpenos e compostos fenólicos (Itokawa et al. Os compostos isolados dos rizomas de A. linalol.. Foram isolados dos rizomas de A. formosana foram isolados de seus rizomas diterpenos do tipo labdano e do tipo bisnorlabdano. 1987).16-dial (Morita & Itokawa. 1987b). isohanalpinona e alpinenona... Dois constituintes fenólicos foram também isolados do extrato clorofórmico do rizoma de A.6-dehidrokawaina. katsumadai (Okugawa et al. galanga (Mori et al. 1987c). japonica foram isolados diversos sesquiterpenos. nerolidol.-(17)12-labddieno-15. 1990). Foram também detectadas de suas sementes diterpenos com atividade citotóxica e antifúngica denominados galanal A e B. humulene.8cineol. 1987b).. galanga (Barik et al. 1996). 1. intermedia (ltowaka et al. constituintes fenólicos em A. 1987a) e três do tipo guaiano: hanalpinona. galanga.. 1988). Dos rizomas de A. galanolactona e (E)-8. 1987). sendo três do tipo eudesmano (Itokawa et al. 1988). galanga foram isolados dois compostos: acetato l'-acetoxichavicol e acetato DL-l'-acetoxieugenol (Itokawa et al... Cinco compostos. 1988). acetato de geranil. Da espécie A. e 5. japonica (Morita et al. óleo essencial. 1987). (Xue et al. conchigena que possui também nonacosano e sitosterol (Yu et al. são os responsáveis pela atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em ..6-dehidrokawaina. 1995). 1987a e 1987f) e A. São eles: p-hidroxicinamaldeído e di-(phidroxi-cis-stiril) metano (Barik et al. flavonóides em A. Esses mesmos constituintes foram também detectados nos frutos da espécie A. O acetato l'-acetoxichavicol foi isolado também do óleo essencial dos frutos de A. eugenol e acetato de chavicol foram determinados como os compostos aromáticos de A. taninos.

intermedia foram isolados os sesquiterpenos peróxidos. furopelargona B. Do óleo essencial das sementes de A.modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. geraniol. Cinco diarilheptanóides..8-cineol (Lai et al. 1994) fenilbutanóides foram obtidos das folhas de A. além de dois flavonóides e quatro fenilpropanóides foram isolados dos rizomas de A. E.. felandreno. -sitosterol..8-cineol. oxyphylla contêm neonotkatol. . blepharocalyx (Kadota et al. 1987). Das partes aéreas de A. isohanalpinona. 1997b).... katsumadai possui -pineno. De A. tectochrisina e nootkatona (Zhang et al. Dois novos diterpenos denominado zerimina A e B foram isolados de A. manganês. ferro. chinensis foram isolados diterpenóides (Sy & Brown. flavonóides (Luo et al. speciosa demonstrou a presença de taninos catéquicos. grande conteúdo de zinco e manganês (Luo et al. trans-bergamoteno. conchigera (Athmaprasangsa et al. 1992). A análise fitoquímica de A. alpinenona. l.7-difenil-3. Três novos diarilheptanóides . hanalpinol peróxido.5heptanediona. Dos rizomas de A. zerumbet (Xu et al. hanalpinona. 1989). cálcio. C. furopelargona A. fenóis e alcalóides. 1999). 1997b) e quercetina (Wang et al. 1997). 1994). Os frutos de A. citronelol. polyantha foram isolados.. densibracteata foram isolados os bisabolanos. além de sesquiterpenos bisabolano oxigenados e monoterpenos oxigenados (Sy & Brown. 1997a). sesquifelandreno e zingibereno. chumbo.. 2001) e do seu rizoma (Masuda et al...foram isolados recentemente da espécie A. o sesquiterpeno do tipo secoguaiano. 1997a). 1989).calixina A e B e 3-epi-calixina B . blepharocalyx foram isolados diarilheptanoídios com propriedade de inibir a produção de óxido nítrico (Prasain et al. 1990). bornil acetato. aminoácidos e ácidos graxos (Wang et al. 1990). 1997). 1988). daucosterol. sendo um novo.. Além dos sesquiterpenos hanalpinol. flabellata (Kikuzaki et al. 1987d).. fenchona e geraniol. decanol.-o1. intermedeol e -selineno (Itokawa et al... linalol. magnésio. terpineol e 1. mirceno. além de óleos essenciais (Mendonça et al. sódio. As sementes possuem mirceno.. -ll(12)-eremofilen-10. Alpinia officinarum possui diarilheptanóides (Uehara et al. yakuchinona A. 1996). pineno. B2. epialpinolídio e o sesquiterpeno do tipo elemofilano.. O óleo essencial das folhas e caules de A. além das vitaminas B1. zinco. citronelil e geranil acetato (Nguyen et al. isohanalpinol e aokumanol. yakuchinona B. Das sementes A. 1. potássio.

Sesquiterpenos isolados de A. Constituintes isolados de A. Mendonça et al. ambos importantes como flavorizantes e usados de diversas formas. revertida com a presença de ácidos graxos insaturados. que é um derivado do gingerol. Determinou-se a atividade fungicida utilizando-se as espécies Alpinia officinarum (Ray & Majumdar. provavelmente por diminuição do influxo de íons cálcio durante a contração (Vanderlinde et al. é usada na culinária.De Costus ofer e Costus speciosus foram isolados furostanol glicosídios e saponinas esteroidais (Ichinose et al. 1988. Dados farmacológicos da família Diversas espécies do gênero Alpinia apresentaram atividade antimicrobiana (Habsah et al. 1976) e A. indicando . A erva. 1996). A espécie possui alcalóides e sesquiterpenolactonas (Guerrero. nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. Estudos com a espécie A. na perfumaria. A atividade antiedema descrita decorre provavelmente por bloqueio da liberação de mediadores ou de suas ações (Gadelha & Menezes. galanga (Janssen & Schefter. 1996). 1972). sugerindo que a atividade se deve a mudanças na permeabilidade da membrana (Haraguchi et al. assim como vários derivados sesquiterpenóides inibiram as contrações induzidas por histamina ou bário (Morita et al. mas não apresentou atividade diurética quando administrada agudamente na forma de chá (Laranja et al. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. 1989). 1996). A espécie A. 1994). 1999). 1986). além de medicinal. sendo antiulcerogênica (Wang et al. O gengibre (Zingiber officinale) é uma espécie rica em óleo volátil denominado gingerol e shogaol. speciosa produziu depressão do sistema nervoso central. 1988b). galanga apresentaram efeitos sobre a indução de glutationa-S-transferase. 1999. 1985). galanga (Itokawa et al. Lin et al. Furostanol glicorilado também foi isolado de Costus spicatus (Da Selva et al. speciosa. 2000). 1987). 1997). Um diterpeno isolado de A galanga apresentou importante atividade antifúngica. 1988). inibição da musculatura lisa. 1999 e 2000) e Costus tonkinensis apresentou tuterpenóides e esterois (Bohme et al. A espécie também produz inibição da secreção gástrica (Hsu. 1987c) e A. 1988a) e tranqüilizantes (Mendonça et al. e seu óleo. japonica e A. oxyphylla (Kyung-Soo et al. bloqueio neuromuscular.

Os rizomas de A. O óleo essencial de A... 1994).. oxyphylla inibiu 57% das lesões gástricas produzidas por etanol (Yamahara et al.. galanga também foram isolados inibidores da xantina oxidase (Noro et al. 1988). A síntese de prostaglandinas foi inibida por substâncias isoladas de A.. anticonvulsivante (Maia et al. Moraes et al.. 1982. 2001).. speciosa. 1987c) e A. 1996) e antiproliferativo (Ali et al. 1994). Esta mesma planta apresentou constituintes antieméticos (Shin et al. 1992) e atividades ansiolíticas (Elizabetsky et al. 2001). Existem relatos da atividade anti-helmíntica de Alpinia sp(Suzuki et al. O composto dihidro-5. 1990). Mendonça et al. speciosa também possuem potentes agentes inibidores da biossíntese de prostaglandinas (Kiuchi et al. 1987c). speciosa apresentou atividade analgésica periférica.. . 2002). Estudos com a espécie A. Derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária foram isolados dos rizomas de A.a potencialidade desses compostos como anticarcinogênicos (Zheng et al. nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. 1988a. Geraniol e isotimol isolados de A. 1988). 1990). speciosa foi isolado o terpinen-4-ol. 1982). oxyphylla (Chun et al. 2002) e antigenotóxico (Heo et al. 1998). que apresentou atividade cardiotônica (Nascimento et al. Compostos isolados dos rizomas de A. ArnaudBatista et al. O provável efeito dos derivados se deve à inibição da formação de tromboxana A2 (Teng et al. também isolado do óleo essencial. blephawcalyx possuem efeito inibitório sobre a formação de óxido nítrico (Kadota et al. 1992). speciosa apresentaram atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu.6-dehidrokawaina isolado de A. 1993) e antimicrobiana (Sá et al.. 1992). galanga (Itokawa et al. 1988b). O extrato hidroalcoólico do rizoma e das folhas não apresentou atividade moluscicida (Almeida & Fonteles. antifúngica (Lima et al.. 1992).. 1989). Mendonça et al. O extrato acetônico de A.. 1988. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. officinarum (Kiuchi et al. speciosa também possuem potente atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas (Tairaetal. 1996). 1993) e atividade antitumoral contra Sarcoma 180 em camundongos (Itokawa et al. Do óleo essencial das folhas de A. 1996). speciosa possui efeito inibidor do desenvolvimento vegetal (Fujita et al. 1998. Dos rizomas de A. apresentou atividade espasmolítica e hipotensora (Almeida et al... O terpinen-4-ol. Os diarilheptanóides isolados de A.

galanga foram realizados e demonstradas mudanças intensas no ganho de peso e aumento da motilidade e contagem de espermatozóides (Qureshi et al. 1988b). Surh... De Zingiber officinale foi observada a atividade imunoestimulante (Puri et al. O extrato de Costus dioscolor possui potente atividade antifúngica e antibacteriana (Habsah et al. contorções. 1999).. Dados toxicológicos do gênero Alpinia A administração de extrato hidroalcoólico de A. de amplo uso como alimento e de grande valor econômico. Plantas medicinais da família Musaceae Introdução A família Musaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende duzentas espécies vegetais distribuídas em seis gêneros. Musa e Heliconia. 1992). O gingerol isolado desta espécie apresentou-se como potente inibidor da ativação plaquetária antioxidante. que incluem espécies conhecidas popularmente como Banana..A atividade antiinflamatória de A.... Dos rizomas de Hedychium coronarium foram isolados diterpenos que reduziram a permeabilidade vascular e a produção de óxido nítrico (Matsuda et al. 2000) e H. Estudos toxicológicos (agudos e crônicos) com extratos etanólicos de A. 2000).. 1999). speciosa produziu excitação psicomotora. relatadas a seguir. gardneranum apresentou atividade antitrombótica (Medeiros et al. antitumoral e antiploriferativo (Koo et al. ellipticum inibiu a síntese de leucotrienos (Kumar et al.. Nos levantamentos etnobotânicos realizados foram referidas duas espécies medicinais.. A espécie H. A propriedade antilitíase foi conferida à espécie Costus spiralis (Viel et al. 2001. . 2002). 2002).. além de prolongar o tempo de sono (Mendonça et al. dos quais dois possuem grande importância no Brasil. 2000) e redutor da peroxidação lipídica induzida pelo Malation em ratos (Ahmed et al. oxyphylla tem sido atribuída à presença de diarilheptanoides (Chun et al. 2000). 2000). hipocinese.

Musa sp Nomes populares No Vale do Ribeira a espécie é chamada de Banana.5 m de altura. laminares de grande comprimento. no entanto não foi possível obter sua identificação completa. Trata-se de uma espécie com até 4 m de altura. Dados botânicos A espécie atinge de 2 a 2. folhas longas. A espécie referida na região amazônica provavelmente se trata da Heliconia biahi L. mas não se trata da espécie comestível denominada Musa paradisíaca.Espécies medicinais Heliconia sp Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Banana-da-selva.. oblongas e inteiras. Dados botânicos O gênero Heliconia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies na América tropical. minúsculas e duras. com pseudocaule ereto e cilíndrico. O fruto da espécie não é usado como alimento. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies desse gênero. com folhas longo-pecioladas. inflorescência na forma de espada protegida por brácteas e fruto capsular drupáceo contendo sementes ovóides. reunindo importantes usos como alimento e como ornamento. . com bainhas grandes. Dados da medicina tradicional A infusão da raiz de Heliconia sp é usada na região amazônica como diurético.

mas de pequeno tamanho se comparado à banana verdadeira (Musa paradisíaca).podendo atingir até 2 m. . onde é amplamente cultivada como ornamento. ao passo que o xarope da mesma parte é indicado contra bronquite. tendo sido trazida da Ásia e introduzida na região há mais de cinqüenta anos. mas com 25% do comprimento e da largura. Ramo com inflorescência (redesenhado e modificado por Di Stasi a partir de Van der Berg) (Banco de imagens ).1 .Alpinia japonica. FIGURA 2. flores reunidas em espigas. o macerado dos bulbos em água fria é usado contra tosse e asma. fruto cilíndrico e anguloso semelhante à banana verdadeira. dando um pequeno fruto que também é comestível. A espécie não é nativa da Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.

2 . .Hedychium coronarium. Vista da planta florida (Banco de imagens - ).FIGURA 2.

das quais duas são particularmente importantes no Brasil pela abundância e ocorrência: Iridaceae . sendo uma ordem com 23 famílias botânicas. família Liliaceae. especialmente na ordem Liliales. Seito C. Asparagales. A.3 Liliidae medicinais L. N. e essa última também inclui inúmeras espécies ornamentais com ampla comercialização no Brasil. Dioscoreales. com uma espécie referida como medicinal na região amazônica. Gonzalez L. família Liliaceae. ordem Orchidales. como é o caso das orquídeas da família Orchidaceae. A ordem Asparagales inclui uma das espécies aqui referidas como medicinais. Liliales e Orchidales). principal. Alliaceae e Amaryllidaceae. C. G. Di Stasi F. e espécies ornamentais de grande beleza e valor econômico. Hiruma-Lima A subclasse Liliidae compreende seis grandes ordens botânicas (Haemodorales. nas quais se encontram importantes espécies medicinais. A ordem Liliales inclui oito famílias botânicas. Ocorrem ainda importantes espécies medicinais nas famílias Smilacaceae. Dioscoreaceae. Velloziales. das quais devem ser destacadas as famílias Agavaceae. Velloziaceae e Iridaceae. Na família Agavaceae encontramos o gênero Sansevieria.

Muitas das plantas dessa família são ornamentais e se encontram especialmente nos gêneros Agapanthus. muitas das quais importantes fontes de recursos econômicos para os habitantes de regiões próximas à Mata Atlântica. a maioria de ervas perenais cosmopolitas geralmente ricas em alcalóides (Mabberley. Allium sativum (Mata Atlântica e Amazônia) e Aloe vera (Mata Atlântica). Nos levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas as espécies Allium cepa (Mata Atlântica). . Lillium. que passamos a descrever. Tulipa. Narcissus e Veratrum. grande fonte de espécies dessa família. Essa grande família ainda não possui uma subclassificação clara e aceita. sendo duas das mais antigas espécies usadas como medicamento pelos mais diferentes povos e civilizações.950 espécies vegetais. esse da importante Babosa (Aloe vera). pelo grande número de espécies ornamentais. Outro gênero importante é Aloe. em razão do grande número de opiniões sobre a forma mais adequada de classificar suas espécies. dos quais devemos destacar o gênero Allium.e Liliaceae. também com usos medicinais e ornamentais ao longo de toda a história. especialmente do gênero Iris. Colchicum e Drimia. como é o caso da cebola e do alho. 1997). que compreende as espécies Allium sativum (Alho) e Allium cepa (Cebola). A segunda. Convallaria. A primeira. pela ocorrência de importantes espécies medicinais e com uso na alimentação. ambas de valor econômico incomensurável. ao passo que espécies medicinais são referidas especialmente nos gêneros Allium. nos quais estão distribuídas aproximadamente 4. Alloe. Espécies medicinais da família Liliaceae Introdução A família Liliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 288 distintos gêneros. duas espécies de grande valor econômico e medicinal. Trilium.

Espécies medicinais Allium sativum L. ao passo que a decocção é usada contra enxa- . flores brancas ou avermelhadas. e amplamente consumido pelos gregos e romanos. A decocção do bulbo preparado com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cominho é indicada contra cólicas menstruais e gripe. folhas lineares. 1995).1). em geral seco. ao passo que a infusão é usada contra gripes. inclusos e envolvidos por fina membrana. Dados botânicos Erva de 50 a 60 cm de altura. C. são utilizados de várias formas. especialmente em crianças. Poucas espécies nativas são encontradas no Brasil. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil com o nome de Alho. cuja maioria se encontra na Ásia e na Europa. Quando macerados em aguardente ou vinho branco. loculicida (Figura 3. sésseis. na forma de umbela pedunculada. onde a espécie é denominada rashoma (Bown. os bulbos dessa espécie. Não foram encontrados sinônimos para a espécie. Os primeiros registros escritos aparecem na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica. O alho é uma das mais antigas espécies vegetais com referência de utilização como alimento e como medicamento. O gênero Allium descrito por Carl Linnaeus compreende aproximadamente 650 espécies vegetais. O macerado dos bulbos em água fria é indicado contra asma. Era citado pelos babilônios no ano 3. a maioria é cultivada. capsular. corn bulbo formado por oito a doze bolbilhos (dentes) arqueados. tosse e também contra hipertensão. que se mesclam com os bolbilhos. são indicados contra hipertensão e gripes fortes. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o bulbo do alho cru é utilizado topicamente contra dores de dente em crianças.000 a. obtida comercialmente. fruto. Nas comunidades do Vale do Ribeira.

o uso externo. carnoso e com casca fina amarelo-parda. reumáticas e paralíticas (Corrêa. diurético. ateromatose. folhas radicais ocas e compridas. como antiespasmódico e antigripal (Verardo. 1984). 1988). em afecções nervosas. o macerado dos bulbos da cebola em água fria é usado contra bronquites de crianças. Os bulbos são usados como excitante da mucosa do estômago. ao passo que a infusão das cas- . Em outras regiões do Brasil. No Pará. a espécie inclui vários usos medicinais. arteriosclerose. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. antiasmático. histéricas. poderoso anti-séptico das vias digestivas. Os bulbos frescos são utilizados externamente para o alívio de dores de cabeça. com inúmeras variedades e subtipos. como referido para o Alho. Em Minas Gerais. tosse com expectoração. os bulbos são usados na hipotensão. bronquite. para problemas da pele. digestivo.queca. Os bulbilhos (macerados em água) também são usados contra resfriados. agudas. especialmente acne e micoses. também são utilizados como sudorífico. e como anti-séptico das vias digestivas (Costa. 1992). resfriados. 1982). subgloboso. Allium cepa L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Cebola. febrífugo. É de amplo uso na culinária e na alimentação em geral. Dados botânicos Erva bulbosa. o bulbo é utilizado contra inflamações da garganta (Amorozo & Gély. e são úteis contra dores de dentes e ouvidos. além do uso como condimento. carminativo e vermífugo. flores hermafroditas regulares esverdeadas. gastroenterite e disenteria. rouquidão. dispostas em umbela. com bulbo grande e solitário. anual. todos usados e comercializados como alimento e condimento. Trata-se de uma espécie com usos históricos. tosse. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos para prevenir infecções e para tratar gripes.

folhas suculentas. internamente. externamente. é considerado excelente contra úlceras. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. para acne. reunidas na forma de rosetas em sua base. não foi referida pelos entrevistados como medicinal. densas. O gênero Aloe descrito por Carl Linnaeus inclui 365 espécies tropicais com ampla distribuição. como antiinflamatório e no alívio de dores de cabeça e. descansado por 24 horas na geladeira. . externo. usadas externamente. Na região amazônica. sinuoso-serrada com espinhos triangulares nas margens e ricas em mucilagens. A manipulação dessa planta no preparo de loções. onde se adaptou em quase todas as regiões do país.2). as flores são tubuladas. lanceoladas. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos contra infecções gástricas e dos brônquios e. são úteis contra edemas. o suco preparado com as folhas dessa espécie é utilizado. como cicatrizante. Os bulbos frescos também são consumidos como condimento e alimento. Dados botânicos Planta perene e suculenta. onde foi descrita a utilização para massagear a pele da rainha Cléopatra. Aloe vera L. A espécie não foi referida como medicinal pelos entrevistados na região amazônica. A espécie também apresenta importante uso na indústria de cosméticos. dispostas em rácimos terminais de cor amarelo-esverdeada (Figura 3.cas é usada como emético e contra parasitas intestinais. podendo atingir até 1 m de altura. ao passo que as folhas frescas. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Babosa. O uso interno de um macerado em água fria. cremes e soluções para pele é intenso na atualidade. sendo aproveitada para esse fim desde o Antigo Egito. apesar de a espécie ser encontrada cultivada em quintais. dores e infecções da pele. A espécie é originária da África Oriental e amplamente cultivada no Brasil.

Ajoeno e outros compostos sulfidrilas (Mutsch Eckner et al. 1999). 1996b) e antocianinas e cianidina (Fossen & Andersen. barbadensis (Saleen et al. Bown (1995) refere o uso interno para constipação crônica. B e F foram isoladas dessa espécie (Pobozsny et al. holosídeos. relatando ainda que as folhas são purgativas. 1997). . apresentam atividade antiproliferativa em cultura de células de câncer de mama (Li G. aliinase que origina a alicina. proteínas e fermentos (Costa. Corrêa (1984) refere que o suco fresco da planta é refrigerante e usado como anti-helmíntico. De diferentes espécies de Aloe foram isolados aloenina. sativum. Nos bulbos também foram encontrados aliina. 1995). 1968).. Prostaglandinas A... (B8) e P. fitosterinas. isobarboloina (Kuzuya et al. Da espécie A. Além disso. 1997). desoxialiina. exigindo-se cuidado na utilização. além de insulina e vitamina C foram isolados do bulbo de Allium sativum (San Martin. 1993). barboloina.. 2001) plicatolorídeo (Viljoen et al. Sulfeto de metila e dissulfeto de isopropila foram detectados por cromatografia gasosaespectrometria de massa a partir de extratos aquosos dessa espécie (MartinLagos et al. saponinas esteroidais (Peng et al.. além de evitar queda de cabelo. e aliina e alicina foram determinadas por cromatografia de camada delgada (Kappenberg & Glasl. 1991). vitaminas A.. sendo útil externamente contra enfermidades dos olhos e como inseticida. alil e alil-propil. S-alilcisteína e S-alilmercaptocisteína.. foram isolados dessa espécie alfa-tocoferol (vitamina E) (Malik. recomendada contra tumores e tuberculose pulmonar. as raízes são consideradas eficazes contra cólicas. 1979). a polpa é emoliente e resolutiva. 1992).. B.. isolados dessa espécie inibiram a agregação plaquetária e/ou a atividade viral do HIV (Tatarintsev et al. aloe barbendol foram isoladas das raízes A. 1986).Costa (1992) refere o uso externo da polpa das folhas contra ferimentos e queimaduras da pele. para melhorar o apetite e aliviar problemas digestivos. A antro-cenona. e o composto aliina inativa radicais hidroxila (Kourounakis & Rekka. 1997). o ácido α-aminoacrílico que forma o ácido pirúvico e ácido amoníaco. sabaea foram obtidos alcalóides tóxicos (Blitzke et al. C. 1990). 1995). Dados químicos Vários sulfetos e polissulfetos de vinil. et al. 2000). catártico e febrífugo. obtidos de A. vários heterosídeos sulfurados.

Kwon et al. Larner (1995) propôs uma teoria para explicar essa ação hipoglicemiante de Allium sativum. O tratamento de ratos diabéticos com o composto antioxidante Sulfóxido de S-alilcisteína. in vitro (Sheela et al. sativum responsáveis pelas três primeiras atividades são substâncias com enxofre em suas estruturas (thiosulfinatos e ajoenos). 1992). demonstrou que os compostos de A. Além dessa classe de compostos. rolêmica. (1986) descrevem uma atividade hepatoprotetora para extratos brutos preparados com essa espécie.Dados farmacológicos A espécie Allium sativum possui inúmeros compostos de enxofre que se decompõem em produtos voláteis presentes no óleo da espécie. fibrinolítica. amenizou a condição da diabetes na mesma extensão que a glibenclamida e a insulina. Augusti & Sheela. Nerkar et al.. Por sua vez. várias outras estão presentes nessa espécie e têm inúmeras outras atividades farmacológicas. Esses constituintes possuem atividade hipoglicemiante. 2002). estudos recentes demonstram que enquanto o dissulfeto de dialila atua como agente quimiopreventivo. entre outras ações que serão discutidas a seguir. O estudo comparativo in vitro. 1981. isolado de Allium sativum Linn. hipocoleste.. Hikino et al. No entanto. Em animais com carciriogênese bucal o A. alérm de promover melhor controle da peroxidação de lipídios e estimular a secreção de insulina.. o sulfeto de dialila promove hepatocarcinogênese (Takahashi et al. 1996). 2000). o que demonstra sua importância como rica fonte de substâncias potencialmente úteis como medicamento. apresentando atividade antineoplásica através da indução da apoptose (Wargovich. 1995. O sulfeto de dialila isolado dessa espécie inibiu a incidência e reduziu a freqüência de adenocarcinoma. sugerindo ser decorrência da presença de compostos contendo o elemento telúrio.. Esse mesmo efeito foi detectado . 1991). cicloxigenase.. antibiótica. agregação plaquetária e a enzima conversora de angiotensina I. sativum exerceu efeito protetor ao aumentar a atividade antioxidante e reduzir a peroxidação lipídica (Balasenthil et al.. estudos clínicos mostraram que preparados de Allium sativum apenas promovem essa diminuição na colesterolemia se contiverem alicina (Bimmermann et al. Entretanto. para avaliar as atividades inibitórias contra 5-lipoxigenase. 1987. Uma recente avaliação da importância do alho como agente terapêutico pode ser encontrada no trabalho de Augusti (1996)..

Atividade antibacteriana foi determinada para a alicina (Hatanaka & Kaneda. compostos fenólicos (Patel et al. 1985... inibindo inclusive a produção de afiatoxinas por Aspergillus sp (Zohri et al. 1985). 1980). Singh & Shukla. glicose sangüínea e da atividade de enzimas como fosfatase alcalina.. O uso de alho na dieta de camundongos protegeu os animais contra as lesões causadas pela infestação por Schistosoma mansoni. Guevara et al. 1984. contra Helicobacter pylori. produziu diminuição na concentração de lipídeos no plasma. O óleo de A.. 1984. 1995). O sulfóxido de S-alilcisteína. 2001).. lactato desidrogenase e glicose-6-fosfatase hepática. o aquecimento do extrato provoca diminuição do efeito observado e a associação desse extrato com omeprazol produz efeitos sinérgicos.. mas bactérias gram-positivas e gram-negativas e contra fungos.5 mg/kg de cloroquina preveniu completamente o desenvolvimento subseqüente de parasitemia nos camundongos (Perez et al. 1992). Khan et al. 1981. in vitro. 1983. 1993) e aquosos (Sato et al. sativum tem reduzido o nível tecidual de animais contaminados com chumbo indicando uma alternativa terapêutica para contaminação com este metal (Senapati et al. 2002) contra Staphylococcus aureus... fosfatase ácida. além de atuar como . sativum apresentou também atividade antibacteriana. dados que corroboram o efeito antidiabético da espécie (Sheela & Augusti... a qual suprimiu o desenvolvimento de parasitemia em camundongos. 1997. enquanto a associação dessa dose com 4. 1982. bactéria envolvida na produção de úlceras gástricas (Sivam et al.por Kumari & Augusti (1995) com a administração de sulfóxido de S-metilcisteína isolada dessa espécie e com extratos brutos (El-Ashwah et al. Mossa. Dababneh & Aldelamy. 1994). O extrato de A.. 1986) e com extratos brutos (Kumar & Sharma. precursor da alicina e obtido do alho. O estudo realizado por Celini et al. Rees et al. (1996) demonstrou que o extrato aquoso inibiu o desenvolvimento bacteriano na concentração de 2-5 mg/ml. Sovova et al. Recente estudo demonstra uma importante ação tripanomicida de extratos e frações obtidas do óleo dessa espécie (Nok et al. 1996). 1983) obtidos a partir dessa espécie. A atividade antibacteriana do alho também foi estudada recentemente. Atividade antimalárica foi determinada para uma única dose de 50 mg/kg de ajoeno. 1993). Escherichia coli e Aspergillus niger (Anesini & Perez.

esse efeito é maior quando se emprega a mistura dos principais componentes. Essas propriedades farmacológicas... enquanto atividade pesticida foi recentemente determinada para vários extratos preparados com raiz da espécie (Khan & Siddiqui. 1992). 1978. Rotzsch et al. assim como as respectivas substâncias isoladas. assim como atividade nematicida de extratos aquosos (Gupta & Sharma. que demonstraram que os compostos ajoeno e alicina são os principais constituintes químicos com essa atividade farmacológica. foram estudadas quanto à inibição da síntese de colesterol. 1995) e Cladosporium (Sanchez-Mirt et al. Diminuição da velocidade de agregação plaquetária com aumento do tempo de sangria também foi determinada por Doutremepuich et al. no entanto. Block et al... 1980. assim como substâncias isoladas do alho.agente anticercaricida. 1993).. Adetumbi et al. extratos aquosos (Fromtling & Bulmer. 1986) e brutos (Rees et al. cepa (Dorsch et al„ 1985). (1986). 1980. 2001). e não as substâncias isoladas. 1993). 1993). sem. inibem a síntese de colesterol. 1978). 1993). no entanto. (1992). (1992b) nesse experimento demonstram que o extrato contendo ajoeno. Os resultados obtidos por Sendl et al. Kamanna & Shandras-Wkhara. Foi relatada também redução dos níveis plasmáticos de colesterol (Pushpendran et al. apresentar atividade esquistosomicida (Zakhary.. Boelter et al. 1978. 1995b). da obesidade e no desarranjo da atividade das enzimas na dieta de ratos alimentados com colesterol (Sheela & Augusti. assim como o efeito antiasmático podem ser oriundos da inibição das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase verificada com a espécie A. Segundo Larner (1995) essa espécie mostrou-se razoavelmente ativa no controle da hipercolesterolemia. 1996). Os compostos responsáveis pela atividade antiviral do extrato de alho foram recentemente determinados por Weber et al. alicina e sulfeto de dialila. 1994). 1984. metil-ajoeno. (1985). Mohammad & Woodwara (1986). Também foi verificada atividade fungicida com compostos voláteis (Misra. Extratos preparados com acetona/clorofórmio. Sandhu et al. Dados recentes demonstram que extratos aquo- . Potente atividade moluscicida dose-dependente foi determinada para extratos brutos de bulbo de alho (Singh & Singh. Atividade antifúngica de extratos aquosos e óleo essencial de alho foi também determinada contra várias espécies de Aspergillus (Pai & Platt. A atividade antifúngica tem sido atribuída à presença da proteína allevina (Wang & Ng.

. antiinflamatória (Khobragade & Jangde.. 1993). Alta atividade anticoagulante foi determinada para o extrato aquoso de bulbos de A.. bem como a atividade da Na+/ K+ ATPase (Norris et al. natriurética e hipotensora em cão.. também.sos de bulbos de alho fresco (5. 12. 1996). além de atividades contra células de carcinoma de epitélio de transição (bexiga) (Riggs et al. e essa ação farmacológica provavelmente ocorre por inibição da liberação de mediadores químicos. 25 e 50 mg/ml) foram capazes de inibir a síntese de prostanóides de maneira dose-dependente (Ali. (1987). 1996). (1982). Ribeiro et al. e demonstram que esse componente previne a formação de trombos e pode ser usado na prevenção de trombos induzidos por lesões vasculares. atividade inibidora do transporte ativo de sódio em pele isolada de sapo e atividade hipocolesterolêmica e antiaterosclerótica em cabras (Kaul & Prasad. assim como a reação de liberação induzida por agonistas. 1991). et al. A fração aquosa dessa espécie diminuiu o potencial do sódio. (1996) determinaram resposta diurética e natriurética de frações de alho sem observarem alterações na pressão arterial e no eletrocardiograma dos animais tratados. et al. 1997). (1992) com o composto ajoeno. sugerindo a presença de componentes analgésicos e hiperalgésicos (Di Stasi et al. I. sativum (Kweon et al. principal componente antiplaquetário do alho. diminuindo a atividade clastogênica e a freqüência de aberrações cromossômicas (Das. 1993). 1996). 1991). Foram verificadas ainda outras atividades farmacológicas. promovendo bradicardia em altas doses (Pantoja et al.. Por sua vez. 1986a). tais como a histamina (Usui & Susuki. 1993b). a atividade antiplaquetária também descrita para a cebola (Allium cepa) tem sido relacionada à presença de compostos de enxofre (Goldman et al. sativum apresentou atividade protetora contra substâncias genotóxicas. sua condutância. Atividade hipotensora foi descrita por Twaij et al. atividade diurética. 1996). de redução com subseqüente aumento de contrações abdominais.5. A atividade antiasmática descrita para o alho foi recentemente relacionada à presença de ajoeno no extrato.. Estudos realizados por Apitz-Castro et al.. como radioproteção (Reeve et al.. (1986b). A. relatam que esse composto inibe de forma reversível a agregação plaquetária (Mutsch Eckner et al. enquanto Pantoja et al. 1990). Foushee et al... Essa mesma planta reduziu a concentração . E. 1996). M.

et al. A ação do alho em ativar a óxido nítrico-sintase foi recentemente estudada por Das. Além disso. . Ko & Son. e o óleo modificou a atividade de enzimas digestivas (Sharathchandra et al. sativum ou A.. 1991) e antiparasitária contra Hymenolepis nana e Giardia lamblia em crianças infectadas (Soffar & Mokhtar. Esse estudo demonstra claramente que este efeito não depende da presença de arginina ou de produtos derivados da aliina e que os constituintes responsáveis por essa ação farmacológica ainda não foram determinados. O extrato aquoso e a fração polar aumentam a produção de interleucina-1. Extrato aquoso de A. O estudo relata ainda que o aquecimento do alho não prejudica sua capacidade de ativar essa enzima. enquanto a fração tiosulfinato aumenta a atividade das células natural killer. apresentou atividade anti-hipertensiva e cardioprotetora em ratos hipertensos (Jacob et al. 1995). 1993). 1993). promove proteção contra o infarto do miocárdio provocado pelo isoproterenol em ratos (Arora et al. O extrato aquoso e as duas frações aumentam a produção de interleucina-2 (Burger et al... um preparado à base de Curcuma longa. A ingestão de Allium sativum com a alimentação promoveu atividade cardioprotetora em coração isolado de rato (Isensee et al. que determinaram atividade antioxidante de extratos e de vários compostos organossulfurados isolados da espécie. o extrato aquoso apresentou atividade antitrombótica (Ali. Para a espécie Aloe vera. 1993). 1995) e o extrato aquoso do alho (Yang et al. 1994). Resultados similares foram obtidos por Imai et al. ela é um excelente cicatrizante (Costa. Lipotab. a fração polar e a fração tiosulfinato apresentaram atividade. in vitro. 1992)... tais como S-alicisteína e Salilmercaptocisteína. conseqüentemente. 1990). 1996). 1992. Nepeta hindostana e ácido nicotínico.. I. (1994). cepa com A. Allium sativum.sérica de ácido úrico em pacientes com gota (Ghosh & Ghosh. (1996).. ciclofosfamida e arsenato de sódio (Das et al. E a mistura de A. 1991). 1993.. 1995).. o extrato bruto dessa espécie reduziu a clastogenicidade dos compostos mutagênicos mitomicina. de aumento das funções das células mononucleares do sangue humano periférico.. estudos referem que as folhas dessa planta possuem a capacidade de estimular a formação de fibroblastos e. sativum L. Atividade antioxidante dose-dependente foi atribuída para o óleo (Sujatha & Srinivas. Chithra et al. chinense aumenta a atividade inibitória sobre a agregação plaquetária (Morimitsu et al.

estudos clínicos mostram que há associação entre o alto consumo de alho na dieta com um alto risco de aparecimento de carcinoma de pulmão.. 1995). Esta última espécie também possui registros de atividade antioxidante (Lee et al. Entretanto. Espécies medicinais da família Agavaceae (Dracaenaceae) Introdução A família Agavaceae descrita por Barthélemy Charles Joseph Dumortier compreende 210 espécies tropicais e de climas áridos distribuídas em treze gêneros (Mabberley. e dois gêneros se destacam: o Sansevieria. em camundongos. que inclui algumas espécies popu- . As folhas de A. vera têm apresentado efeito hipoglicêmico em animais diabéticos não-dependentes de insulina (Okjar et al. Dados toxicológicos e observações de uso Recentes estudos clínicos demonstraram que o consumo de alho na dieta não está associado com a incidência de carcinoma de mama (Dorant et al. 1997). Os estudos de toxicidade de Allium cepa. 2001). 2000). vera e hipotensora de A. relataram poucas alterações funcionais orgânicas nos animais de experimentação. pois o consumo desse produto associado a outras dietas e em quantidades comumente utilizadas não está associado ao risco de aparecimento de carcinoma de pulmão (Dorant et al. contudo. 1999) que têm apresentado efeito tóxico em cultura de células (Avila et al. A atividade antiinflamatória de A.. 2001). Foi também averiguado aumento no peso dos testículos e epidídimos. esses dados referem-se. apenas aos pacientes que consumiram exclusivamente essa espécie na dieta. 1994).1998)..... Saleem et al. 1996. O efeito laxante tem sido relatado para espécies do gênero Aloe atribuído à presença de doina e emodina (Izzo et al.. aumento na contagem de espermatozóides. 1997). mas redução no peso do fígado e nos níveis de eritrócitos (Al Bekairi et al. Essa família possui pequena importância no Brasil. barbadensis tem sido relatada (Vasques et al.. 1991)..

pontiagudas e com manchas brancas. longas. saponinas esteroidais (Mimaki et al. Espécies medicinais Sansevieria sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Jibóia. A infusão das folhas tem uso mágico: "evitar a falta de alguma coisa em casa". contra problemas hepáticos. em relação a esse gênero não foi referida nenhuma espécie medicinal nas pesquisas realizadas na Amazônia e na Mata Atlântica. o material vegetal não permitiu a identificação segura da espécie. Quimicamente foram isolados glicosídeos (Mimaki et al. 1996). na região amazônica. reunidas em grandes inflorescências paniculadas e trímeras. flores pequenas. possui folhas carnosas. e o Agave. trifasciata têm sido estudadas como material potencial para baterias.. O gênero Sansevieria foi descrito por Carl Peter Thumberg. Dados botânicos É uma planta herbácea que pode alcançar 90 cm de altura.. As características indicam que se trata da espécie Sansevieria cylindrica. que também inclui espécies medicinais como a Agave americana. Dados da medicina tradicional A infusão das partes aéreas da planta é usada internamente.. cilíndricas. 1987). 1996 e 1997b). brancas. pelas suas características de transmissão de corrente de voltagem (Jain et al. Dados químicos e farmacológicos do gênero As folhas de S.larmente denominadas Jibóia e usadas como medicinais no Norte do Brasil. Das . no entanto. No entanto.

. 1996). e o extrato das folhas de Sansevieria ehrinbergii promoveu bloqueio da junção neuromuscular em preparação in vitro (Woodcock et al. reduziu significativamente a parasitemia de camundongos infectados com Plasmodium berghei (Franssen et al. FIGURA 3.. cylindrica foram isolados lipídios. O extrato metanólico de Sansevieria guineensis Willd. pigmentos. 1982).. Das folhas de S. saponinas. Vista da planta toda (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov . 1986).em Joly. beta-sitosterol e beta-caroteno (Moustafa et al.folhas de S. hyacinthoides foi isolado um constituinte esteroidal (GamboaAngulo et al..Allium sativum. 1997).1 . 1998) (Banco de imagens ). além de carboidratos. .

Vista da planta toda sem flores (Banco de imagens - ). .Aloe vera.2 .FIGURA 3.

que inclui a espécie medicinal Echinodorus grandiflorus aqui descrita. As duas espécies. Euterpe edulis e Echinodorus grandiflorus. Di Stasi A.4 Outras monocotiledonal medicinais na Mata Atlântica L. ainda não discutidas neste livro. esta segunda com uma única família. Na subclasse Arecidae encontram-se quatro ordens botânicas. Reis Além das monocotiledonal já descritas nos capítulos anteriores. mas importantes quanto a seus usos e utilidades para os habitantes da Mata Atlântica. duas das quais são importantes fontes de espécies vegetais de valor medicinal e econô- . sem importância nos dois ecossistemas aqui discutidos. C. Outras famílias dessa ordem são importantes fontes de espécies medicinais em regiões de clima temperado e. das quais destacamos apenas a família Alismataceae. Na ordem Alismatales estão incluídas treze famílias botânicas. duas outras espécies de grande valor na região da Mata Atlântica foram referidas como medicinais. pertencem respectivamente às subclasses Arecidae e Alismatidae. Triuridaceae. Mariot M. S. portanto. Na subclasse Alismatidae ocorrem apenas duas ordens botânicas: Alismatales e Triuridales. de pouco interesse para nosso estudo.

Os principais gêneros dessa família encontrados no Brasil são Echinodorus. ovadas. também denominada Arecaceae. do famoso Chapéu-de-couro da Mata Atlântica. nos quais estão distribuídas aproximadamente cem espécies vegetais cosmopolitas em regiões temperadas e tropicais (Mabberley. flores brancas. Espécies medicinais Echinodorus grandiflorus Michelli Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é amplamente conhecida como Chapéu-de-couro. folhas pecioladas. essa segunda inclui apenas a família Palmae. e Sagittaria. muitas aquáticas ou brejosas. Aguapé. A planta é chamada também de Chá-de-campanha. Espécies medicinais da família Alismataceae Introdução A família Alismataceae descrita por Walter Vent possui quatorze gêneros. contendo vasos apenas nas raízes. numerosas. grandes e eretas. latescentes com lâmina foliar grande. como é o caso da ordem Arales e da ordem Arecales. mas que também é usado como espécie de valor medicinal. espécie de grande valor econômico. coriáceas. A espécie possui as variedades floribundus. freqüentemente .1). com caule triangular e glabro. 1997).mico. na qual se encontra o famoso palmiteiro Euterpe edulis. rizoma grosso e carnoso. vistosas e dispostas em panículas (Figura 4. amplamente explorada e comercializada na região da Mata Atlântica como produto para alimentação. Dados botânicos A espécie é uma erva de área alagada ou brejo. Congonha-do-brejo e Erva-do-brejo. Inclui ervas perenais.

especialmente contra lombrigas (Ascaris lumbricoides).650 espécies tropicais (Mabberley. como ornamentais.. 1997). especialmente contra dores de cabeça. e outras. moléstias da pele e do fígado. Dados da medicina tradicional Os habitantes do Vale do Ribeira referem o uso da infusão das folhas para o tratamento de problemas renais e hepáticos. Ocorrem também nessa família representantes acaules com folhas que nascem rentes ao chão. com folhas terminais. 2000). raramente trepadeiras.consideradas outra espécie. A decocção das folhas também é usada para problemas renais e como analgésico. Incluem árvores ou arbustos. Dados Farmacológicos do Gênero: Efeitos tóxicos foram observados na espécie E. O gênero Echinodorus descrito por Louis Claude Marie Richars e Georg Engelmann inclui 48 espécies tropicais com distribuição restrita às Américas e à África. também denominada Arecaceae. nas costas. sífilis. nos quais estão distribuídas aproximadamente 2. reumatismo. útil ainda contra artrites. de barriga. muitas delas usadas como medicinais. além de usarem esse preparado para combater dores de cabeça. tendo caracteristicamente o caule do tipo estipe não ramificado. como sedativo. . e como anti-helmíntico. Espécies medicinais da família Palmae (Arecaceae) Introdução A família Palmae. macrophyllus alertando para o cuidado em seu uso crônico (Costa Lopes et al. Corrêa (1984) refere que a planta é considerada depurativa. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui 203 gêneros. bem como gripes e resfriados. as raízes são usadas externamente como cataplasmas no tratamento de hérnias. tônica e diurética.

Muitas espécies exóticas são ainda cultivadas no Brasil como ornamentais. como é o caso da Areca catechu. outras são importantes como medicamento. amplamente conhecida na região amazônica. 2002.. como é o caso de várias palmeiras. macrophyllus (Shigemori et al. Tratase de uma família de grande valor econômico e. que inclui o famoso palmiteiro. do famoso coqueiro da Bahia.. e o açaí. com folhas pinadas. respectivamente do babaçu e da carnaúba. outros gêneros se destacam como fonte de produtos de valor econômico. Dados botânicos A planta é uma palmeira esbelta de estipe reto. Dados químicos do gênero Diversos diterpenos foram isolados de E. especialmente da Mata Atlântica. Cocos. amplamente conhecido na Mata Atlântica. e o Arecastrum. como é denominada a outra espécie do gênero. Destaca-se o gênero Euterpe. que incluem a piaçava e a ráfia. Kobayashi et al. Outros gêneros de importância são Orbignia e Copernicia. do jerivá (Joly. usadas tanto na indústria de alimentos como para ornamentos. 2000a e 2000b). 1998). especialmente a palmeira imperial do gênero Roystonea. chegando até 25 m de altura. conseqüentemente. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Palmito ou Palmiteiro. e os principais gêneros encontrados no Brasil são representados por espécies de grande valor econômico. muito usadas no Brasil na produção de artesanatos. recurvadas e gomo vegetativo formado pelas bai- . como é o caso de várias espécies dos gêneros Attalea e Raphia. Espécies medicinais Euterpe edulis M.A família está subdividida em seis subfamílias. importante fonte de recursos para as populações que habitam as proximidades dos ecossistemas florestais.

FIGURA 4. internamente.Echinodorus grandiflorus (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. contra dores de barriga para controlar hemorragias e.nhas. . não fosse a intensa exploração da espécie. externamente. frutos esféricos de cor preta-arroxeada. fato responsável pela intensa redução nas populações naturais da espécie na Mata Atlântica. Verifica-se intensa exploração da espécie para comercialização como produto alimentício de grande valor nos mercados nacional e internacional. como antídoto para picada de cobras. espádice na base do gomo com muitos ramos espiciformes.1 . sendo muitas vezes dominante no extrato arbóreo. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Espécie exclusiva de mata pluvial de encosta atlântica e de ocorrência muito comum na Mata Atlântica. 1998) (Banco de imagens). o suco do caule é usado. O gênero Euterpe descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui aproximadamente trinta espécies tropicais americanas.

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

mas deve ser destacado o gênero Peumus. Na família Chloranthaceae. inúmeras espécies são medicinais.5 Magnoliales medicinais C. Guimarães C. C. são importantes como ornamentos. M. Hiruma-Lima E. M. amplamente conhecido e usado no Brasil como medicinal. muito comuns e amplamente usadas como medicinais nas regiões da Mata Atlântica do Brasil. do famoso Boldo. A. especialmente aquelas do gênero Hedyosmum. especialmente dos gêneros Magnolia e Michelia. Annonaceae. todas essas quatro com importantes espécies tanto na região amazônica como em áreas de Mata Atlântica. algumas com amplo número de espécies no Brasil. tais como as Magnoliaceae. Myristicaceae e Lauraceae. Outras famílias dessa ordem também são importantes. consideradas uma das famílias botânicas mais primitivas e nas quais inúmeras espécies. Santos L. Na família Monimiaceae. Nessa ordem botânica encontra-se ainda a família Lauraceae. tais como Magnoliaceae. da qual inúmeras espécies de grande valor . inúmeros gêneros são importantes. Espécies de Lauraceae e Myristicaceae possuem importante valor medicinal e econômico. Di Stasi A ordem Magnoliales inclui dezessete famílias botânicas.

esta segunda é uma espécie alternativa como fonte de piperina (Mabberley. Guatteria. Graviola e outros.150 espécies tropicais (Mabberley. Espécies conhecidas e mais comuns são Xylopia aromatica e Xylopia brasiliensis. 1997). como é o caso de algumas espécies do gênero Persea. Annona reticulata. Xylopia. Laurus e Sassafras. que inclui nosso Abacateiro. compreendendo aproximadamente 260 espécies. As espécies mais comuns no Brasil são Annona muricata. e Monodoroideae. Uvaria. 1997) e subtropicais. que inclui os gêneros Isolona e Monodora. Pinha. divididas em duas grandes subfamílias: Annonoideae. Na região amazônica foram registrados os usos medicinais de algumas espécies pertencentes às famílias Annonaceae e Myristicaceae. No Brasil. Aniba e Nectandra. Cinnamomum. enquanto na região da Mata Atlântica comunidades tradicionais referem o uso de espécies da família Lauraceae. outras importantes fontes de compostos aromáticos e flavorizantes. e ainda outras importantes como alimento. O gênero Xylopia inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. Cabeça-de-negro. Cryptocarya. e dos gêneros existentes há 29 registrados no Brasil. muitas das quais denominadas popularmente Fruta-do-conde. Nessa família podemos destacar as famosas espécies medicinais dos gêneros Ocotea.econômico e medicinal são encontradas no Brasil e especialmente na Amazônia. Artabotrys. e no Brasil as espécies são freqüentes em matas do litoral e no cerrado. Annona cherimolia. . A família inclui árvores. arbustos e lianas. A maioria das espécies é de plantas lenhosas. os gêneros mais comuns são Annona. Espécies medicinais da família Annonaceae Introdução A família Annonaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 112 gêneros com aproximadamente 2. Annona coriacea. espalhadas por todo o planeta. como Aniba. O gênero Annona inclui aproximadamente 140 espécies tropicais com várias espécies selvagens. Annona tenuiflora e Annona squamosa. Xylopia e Rollinia. que inclui os gêneros Annona.

1). com epiderme verde-escura. flores axilares. com cálice de lobos triangulares e agudos. com um espinho central. com várias delas comuns na Amazônia (Joly. Várias espécies. Annona tenuiflora e Xylopia frutescens. têm importantes usos terapêuticos em diversas comunidades do país. Coração-de-rainha e Nona. Araticum-punhê. que são muito apreciados. Araticum-ponhê.Já o gênero Rollinia inclui aproximadamente sessenta espécies tropicais. ovadas ou elípticooblongas. nome popular da planta no Haiti e que significa "colheita do ano". tais como Araticum. subglobosas. inflorescência cauliflora. mole e recurvado. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de frutos comestíveis. com um tronco revestido por casca aromática. onde são conhecidas como Araticum e Biribá. polpa branca. cordadas na base e acuminadas no ápice. amareladas. Nomes populares Essa espécie é conhecida especialmente pelo nome de Graviola. no entanto. pecioladas. Iriticum. latescente. Na Amazônia foi identificado o uso freqüente de três espécies distintas dessa família: Annona muricata. Araticum-de-paca. alcançando até 30 cm de comprimento. espessa com saliências cônicas. Dados botânicos e informações gerais Arvore que atinge até 10 m de altura. as folhas são alternas. sucosa. alcançando até 15 cm de comprimento. O nome do gênero Annona descrito por Carl Linnaeus deriva de Anon. no entanto vários sinônimos são usados. E a espécie típica do gênero e a primeira a ser descrita. Espécies medicinais Annona muricata L. 1998). . sementes castanhas ou pretas (Figura 5. fruto do tipo baga irregular. O gênero Annona descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 140 espécies tropicais encontradas nas Américas e cerca de 130 distribuídas no continente africano. que apresentamos a seguir.

o suco dos frutos é usado internamente como antitérmico. especialmente lombrigas. antiespasmódicas e hipotensivas. a planta fornece madeira. especialmente na produção de sucos. aumentar o leite de mãe depois de parto (lactagoga) e como adstringente. podendo também ser usada na arborização urbana. folhas de Jambu e Amor-crescido é usada para problemas hepáticos. sendo amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Em outras regiões do Brasil. 1984). os frutos da espécie são usados contra aftas e como antidisentéricos. Na Amazônia. as flores. tem grande valor como alimento. A infusão das folhas frescas também é usada no controle da diabetes e da hipertensão. A infusão de uma mistura contendo folhas frescas dessa espécie. mole e branca. sorvetes e geléias (Corrêa. ao passo que a decocção da raiz é considerada antídoto nos envenenamentos por estupefacientes. enquanto as sementes são adstringentes e eméticas (Corrêa. combatem reumatismo e abcessos. as folhas cozidas. sendo depois levada para outras regiões do planeta. onde se tornou subespontânea. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1984). para baixar febres. O fruto. como é o caso da espécie na Amazônia brasileira (Corrêa. diurético e no combate a insônias leves. peitorais. tais como o uso do suco da fruta contra lombrigas e parasitas. por sua vez. 1984). a decocção das folhas contém óleo essencial com ação parasiticida. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo e antihelmíntico contra parasitas internos e externos. usadas topicamente. referidos a seguir.É uma espécie amplamente encontrada desde a América Central até a Venezuela. com importante uso potencial na fabricação de papel. o chá das folhas é ainda usado contra proble- . ao passo que a decocção das folhas frescas é indicada contra cistite. A espécie possui ainda diversos usos populares disseminados em todo o país. antiespasmódicas e antidisentéricas. As folhas e raízes são consideradas sedativas. os brotos e as folhas são usados como béquicas. Além dos usos medicinais da espécie. O bochecho do suco dos frutos é indicado no combate às aftas. antirreumática e antinevrálgica quando usadas internamente. dores de cabeça e como emagrecedor. A infusão das folhas secas é usada contra insônias graves.

. ela tem sido cultivada e estabelecida em vários países tropicais. 1978. o chá das folhas é utilizada para catarro. 1987). contra diabetes. no levantamento realizado com as comunidades da região do Vale do Ribeira. as raízes e folhas. no entanto. também tem sido referido para as raízes e casca da planta. Esse uso. enquanto o óleo das folhas. 1955. como antiespasmódico. 1992).mas do fígado. as sementes. 1993). as cascas e folhas. as folhas da espécie são usadas como anti-helmínticas e antiflogísticas. Ayensu. as raízes e as folhas são consideradas antiparasitárias. que também são consideradas eméticas e usadas popularmente em envenenamentos de peixes. 1962). Weninger et al. na forma de chá. Nomes populares A espécie é conhecida como Araticum. mas estas ainda não foram coletadas com material vegetal fértil. misturado com a fruta verde e óleo de azeitona. gripe. No Peru. sedativo e no tratamento de problemas cardíacos.. onde é usada contra tosses. De acordo com os mesmos autores. Várias espécies do gênero Annona são encontradas na região de Mata Atlântica. Annona tenuiflora Mart. . Na Índia. Embora essa espécie seja usada tipicamente por indígenas da América do Sul. casca e raízes são usadas para combater disenterias e parasitas intestinais (Watt & Breyer-Brandwijk. no processo de pesca. 1986). as folhas e a casca da árvore. impedindo-lhes a identificação correta. são usadas como sedativo e tônico cardíaco (Grenand et al. espasmos e febres. parasitas. especialmente na África. inseticidas. asma. tosse. 1962). Na Jamaica e no Haiti. enquanto as flores para diminuir o catarro (Watt & Breyer-Brandwijk. e as sementes. contra diversos parasitas (de Feo. Nas Guianas. hipertensão e parasitas intestinais (Asprey & Thornton. Não foram encontrados sinônimos dessa espécie. como sedativo e antiespasmódico (Vasquez. diarréia e como lactagogo. é usado externamente para neuralgia. a fruta e seu suco são usados contra febre. 1990). reumatismo e dores em casos de artrites (Almeida. foram referidas espécies desse gênero.

lineares. tronco ereto e cilíndrico. Jejerecu. Nomes populares A espécie é denominada. coriáceas. Ibira. deiscente. A espécie também é usada pelos habitantes da cidade de Humaitá. folhas ovado-oblongas. glabras na face superior e pubescentes na face inferior. Em outras regiões do Norte do Brasil. frutescens Aubl. tanto pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia como pelos índios tenharins. Pindaíba-branca. alcançando até 8 m de altura. sem estipulas. alternas e ápice cuspidado. na região amazônica. com duas a seis sementes (Figura 5. também descrito por Carl Linnaeus. Pindaúba. oblongolanceoladas. hermafroditas. Envira. Xylopia cf. flores rosas com perianto trímero diferenciado em cálice e corola. Breu. Coajerucu. simplesmente. pétalas lineares. inflorescências e glomérulos axilares com flores regulares. agudas no ápice. Pau-de-imbira. e copa alongada.2). Pijerucu. com casca fibrosa. muitas das quais usadas na medicina popular. significa lenho amargo e inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. É uma espécie com intensa ocorrência na Amazônia e amplamente utilizada como medicamento. Jejerecou. Dados botânicos e informações gerais Arvore de pequeno porte. Coagerucu. frutos sincárpicos com aspecto estrobiliforme (Figura 5. vermelho. Breu branco ou. tonturas e hipotensão. Pindaíba. onde parte deste estudo foi realizada. fruto do tipo baga ovóide. Jegerecu. curto-pecioladas.3). Coaguerecou. O gênero Xylopia. . simples. cálice gamossépalo. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das folhas é usada contra dores de cabeça. a espécie também é conhecida como Pimenta-do-sertão. Envira-preta. sul do Amazonas. Malagueta e Banana-de-macaco.Dados botânicos Arvore de aproximadamente 9 m de altura. folhas alternas. Pindaúva. aromática.

1984). própria para uso em carpintaria.Trata-se de uma planta de ocorrência na região amazônica e também nas Guianas. na forma de inalação. para depois apresentarmos uma discussão dos dados farmacológicos. Dados químicos dos gêneros Annona e Xylopia Estudos químicos realizados com a espécie Annona muricata indicam a presença de inúmeras substâncias químicas. a infusão das folhas é usada como potente analgésico e antiinflamatório. muitas das quais com importantes atividades farmacológicas. Além dos usos medicinais descritos a seguir. As sementes. 1998).) por causa de seu óleo volátil (Corrêa. como cabos de instrumentos e varas de pesca. A casca da espécie é aromática e usada como condimento picante. típica de floresta pluvial amazônica (Lorenzi. Dada a grande quantidade de estudos realizados com espécies dessa família botânica. ao passo que a decocção da casca é usada. Acetogeninas Acetogeninas são substâncias naturais bioativas presentes na casca. incluímos inicialmente os dados químicos divididos em classes. sementes de espécies da família Annonaceae. especialmente. perenifólia e pioneira. para combater resfriados e dores de cabeça. 1984). Na região amazônica da Colômbia. sendo uma espécie heliófita. leucorréia e cólicas do estômago (Corrêa. também aromáticas. os índios witoto utilizam com cautela o chá das folhas como diurético e antiedematogênico. raízes. folhas e. chegando a substituir a Pimenta-do-reino (Piper nigrum L. são usadas como estimulantes da bexiga. A população refere que a inalação só pode ser feita na hora de dormir. . como digestivo e são úteis contra catarro. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A espécie Xylopia aromatica é usada popularmente como condimento em substituição à Pimenta-do-reino. a espécie fornece madeira macia de fácil manipulação para artesanato.

. (1993) isolaram outra acetogenina dessa mesma espécie. A espécie Annona tenuiflora referida em nosso levantamento etnofarmacológico não tem sido estudada sob nenhum aspecto. 2 e 3 (Wu et al.. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas na casca do caule dessa espécie (epoximurina A e B). neo-anonacina-10-ona. essa última também descrita em outras espécies do gênero Annona (Wu et al. Anomuricina A e B. corossolina 1 e corossolina 2 (Cortes et al. uma nova acetogenina tetrahidrofurânica foi isolada das folhas dessa espécie e denominada anonohexocina (Zeng et al.. Recentemente. 1995b). cis-annomontacina (Liaw et al. 1995b). denominada corepoxilona. além das acetogeninas tetrahidrofurânicas gigantetrocina A. especialmente como citotóxicas. 1995e). muricatocina C e gigantetronenina. das quais relacionamos oito acetogeninas monotetrahidrofurânicas denominadas neo-isoanonacina-10-ona. murihexocina A e B (Zeng et al. enquanto Gromek et al. 1991b). epomuricenina A e B (Roblot et al. os dados químicos de outras espécies desse gênero permitem descrever a sua constituição química clássica e indicar a potencialidade de estudo dessa espécie como fonte de novas substâncias de interesse farmacológico.. Destacamos aqui algumas das espécies mais estudadas como fonte de acetogeninas de interesse terapêutico. 1994a e 1994c). Das folhas ainda foram isoladas as acetogeninas anomuricina C. .. 1995c). Das sementes também foram obtidas as acetogeninas solamina (Mynt et al. também foram isoladas das folhas dessa espécie (Wu et al. 1994). 1995a).. iso-neoanonacina-10ona. No entanto. hoviicina A. com atividade citotóxica descrita por inúmeros estudos e pesquisas. muricatetrocina A e B. 2002). muricina H.. anonacina-10-ona. 1991). anomutacina 1.São ácidos graxos modificados.. 1993).. e que são importantes representantes da flora brasileira.. Acetogeninas também são encontradas em inúmeras espécies do gênero Annona. as quais são considerados compostos precursores das acetogeninas (Hisham et al. e sugeriram que esta também é uma substância precursora da biossíntese das acetogeninas comuns dessa família botânica. anonacina e goniotalamicina já descritas nas sementes.. I.. hoviicina B e desoxi-hoviicina B (Yang et al. 1995a) e muricatocina A e B (Wu et al. Da espécie Annona muricata foram isoladas inúmeras acetogeninas.

1993b). bulatanocina. anogaleno (Sahpaz et al. Das sementes da espécie Annona squamosa foram isoladas as acetogeninas esquamostatinas A. 31-hidroxibulatacina. 1994c) neodesacetiluvaricina. muricata e A.. B. Existem relatos da presença de acetogeninos na espécie Xylopia aromatica (ColmanSaizarbitoria et al. 1995). jeteína. 1993b). cis-28hidroxibulatacinona e tran5-28-hidroxibulatacinona (Guetal. squamocina e almunequina (Duret et al. esquamocina e roliniastatina I (Vu et al. 1994)... Cortes et al. esquamostanal A (Araya et al. 1994b). itrabina... 1994). 1994a e 1994b). bulatencina. 1992). tais como araticulina em Annona crassiflora (Santos et al. 1991). reticulacinona (Hisham et al.. 1991a e 1991c). (1994) isolaram dezessete acetogeninas tetrahidrofurânicas. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas em várias outras espécies desse gênero. neo-anonina B e neo-reticulacina A (Zheng et al.. 1995) em Annona bullata..Da espécie Annona cherimolia já foram isoladas inúmeras acetogeninas. 1994b).. Alcalóides Alcalóides como muricina e muricinina foram descritos por Manske & Holmes em Annona muricata (Watt & Breyer-Brandwijk. 1962). anomontacina em Annona montana (Jossang et al. Da espécie Annona reticulata inúmeras acetogeninas foram isoladas. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona (Gu et al.. Das semen- . 1996). além de esquamocina e esquamostatina A. isomolvizuína 2. C e D (Fujimoto et al. 1995a).. Das sementes da mesma espécie... 1994). três uvariamicinas. 1993). anomonicina e roliniastatina (Chang et al.. isoquerimolina 1. (1993a) ainda isolaram 39 acetogeninas de várias espécies de Annonaceae. Sahai et al. 1991). cherimolia. 32-hidroxibulatacina. cis. tais como querimolina 1 e 2 e almunequina e otivarina (Cortes et al. 1996). solamina. 4-deoxiasimicina e várias uramicinas (Hui et al.. tais como reticulatina (Saad et al.. esquamona.. 1993).. esquamosinina A (Yang et al. 30-hidroxibulatacina. 1995).. anoglaucina em Annona glauca (Etcheverry et al. 1994a)..buladecionona e trans-buladecionona (Gu et al.. além de queromolina-2 e anonina em Annona glabra (Li et al.. incluindo A. esquamosteno A (Araya et al. molvizarina e motrilina (Cortes et al. anoreticuína-9-ona.

argentinina e liriodenina foram obtidos de Annona montana (Leboeuf et al.. 1970) e X. como constituintes predominantes.. 1991). salzmannii (Paulo et al. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. squamosa (Leboeuf et al. 1962).. enquanto três amidas ácidas. montana (Wu et al. reticulina. C. purpurea (Castro et al. 1979. uma lignana ((-)-siringaresinol). cherimolia (Yang et al.. anonaína. squamosa (Setharaman. 1994). Outros constituintes químicos A polpa da fruta de Annona muricata é rica em vitaminas B e C.. cherimolia (Villar et al. Y. 1986). brasilienses (Casagrande & Merotti. et al. Inúmeros compostos terpenóides. Flavonóides foram descritos em A.. isoboldina e outros foram isolados de A. laureliptina.. 1976). 1993) e sesquiterpenos em A.tes de Annona muricata isolaram também o alcalóide liriodenina (Philipov et al. squamosa (Wu. Martins et al. bullafa (Kutschabsky et al. 1984)... anolatina. 1992.. enquanto a casca possui grandes quantidades de ácido hidrociânico (Watt & BreyerBrandwijk. A. X. 1976). de A. 1988). Yang & Chen. 1978). frutos de A. 1989. squamosa (Silveira et al.. Mukhopadhyay et al. 1987). ambotay (Carazza et al. 1995e). anolobina e asimilobina foram isolados de A. 1982a e 1982b. 1986). ambotay (Oliveira et al. enquanto os alcalóides anonaína. 1981).. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. 1993). oxouxinsunina. 1978)... squamosa (Krishna Rao et al. A. 1991). enquanto diterpenos foram descritos em A. Existem registros de alcalóides nas espécies Xylopia pancheri (Nieto et al. Monoterpenos foram isolados de A. foram isolados do fruto de Annona muricata . 1996) e de Annona reticulata (Saad et al. A. Wu et al. reticulina.. Alcalóides benzilisoquinoléicos denominados anomolina. 1979... A. 1986) e A. 1996). michelalbina. 1994). Alcalóides conhecidos como anoretina... X.. cacans (Saito & Alvarenga. Constituintes químicos dessa classe química foram ainda obtidos das espécies A. 1985) e A. um aldeído aromático (siringaldeído) e dois esteróides foram isolados do caule de A. 1994). aromatica (Rios et al.. Barbosa Filho et al. quintasii (Quevauviller & FoussardBlanpin.

. Solanina... Misas et al. 1991). 1991). cherimolia foram ativas contra alguns parasitas. 1987). Carbajal et al. 1995b). Lopez Abraham. 1990).. muricata. Bourne & Egbe. mas inativas contra Entamoeba histolytica (Bories et al. a casca. Heinrich et al. 1995.. 1993. assim como outras espécies do gênero. vasodilatadora. 1979. também apresentou importante efeito citotóxico contra células tumorais de pulmão humano (Wu et al. raiz e sementes demonstraram propriedades inseticidas (Tattersfield et al.. enquanto as sementes da espécie possuem propriedades antiparasitárias (Bories et al. ao passo que as acetogeninas monotetrahidrofurânicas. enquanto extratos de folhas.. uma acetogenina isolada de A. a raiz. X. antiespasmódica. aethiopica foram isolados diterpenos (Moreira & Roque. 1962). 1993. Resultados similares foram obtidos com as acetogeninas muricatocina A e B também isoladas dessa espécie (Wu et al.. Extratos obtidos a partir de folhas da espécie possuem atividade antimalárica (Antoun et al.. 1993). obtidas de Annona muricata. Anomutacina 1. o talo e as sementes dessa espécie possuem ação antibacteriana contra vários patógenos (Sundarrao et al. sedativa e analgésica foi determinada para a espécie Annona muricata (Cavalcante. 1941. 1991). 1995e). relaxante de músculo liso e cardiodepressora em animais (Meyer. acetogenina isolada de Annona muricata. 1979). 1992. brasiliensis e X. aromatica. 1979). Di Stasi.. propriedades inseticidas (Tattersfield et al. Vilegas et al. muricata e de A. 1998). apresentaram potente atividade citotóxica sobre vários tipos de células tumorais (Cortes et al. Dados farmacológicos dos gêneros Annona e Xylopia Atividade hipocolesterolêmica. Estudos demonstram que a casca e as folhas de Annona muricata possuem atividades hipotensora.(Wong & Khoo. Inúmeras pesquisas demonstram que a folha.. 1988. X.. Uma importante ação depressora em coração isolado de coelhos foi descrita por vários autores (Watt & Breyer-Brandwijk.. possui atividade citotóxica contra algumas células tumorais (Mvnt et al. 1925 e 1932). 1996. . 1991)... corosolona 1 e corosolina 2. Ngouela et al.. 1991. Acetogeninas isoladas sementes de A. A espécie Annona muricata possui. Gbeassor et al.. 1940). Terpenos também foram isolados de Annona reticulata (Saad et al. 1991b). De Xylopia frutescens.

reticulina. Os alcalóides liriodenina e noruchinsunina isolados de Annona cherimolia apresentaram efeitos vasodilatadores sobre aorta de rato isolada e tiveram seu mecanismo de ação estudado por Chulia et al. reticulina... 1991c e 1991a). Alcalóides citotóxicos também foram isolados das folhas de A.. montana (Wu et al. anoreticuína9-ona.. apenas a anonaína apresentou atividade antifúngica (Paulo et al. 1995a). cherimolia (Cortes et al. enquanto os alcalóides de A. enquanto os alcalóides liriodenina. (1995b). 1991. 1980). norcoridina. 1993). bulatanocina.. solamina.. cherimolia induziram contrações uterinas (Lozoya & Lozoya. Os alcalóides coclaurina e oxoxilopina.Atividade citotóxica contra vários tipos de tumores foi descrita para inúmeras acetogeninas de várias espécies do gênero Annona.. salzmanii apresentaram atividade antibiótica contra diversas bactérias e fungos (Barbosa et al.. 1993). isolados de A.. Chang et al. produziram significante atividade antiagregação plaquetária e citotóxica. Esteróides de A.. squamosa. 1991). 1993b e 1994b. laureliptina e isoboldina) isolados da casca de A. respectivamente. Atividade similar foi descrita para os alcalóides silopina... tais como cinco acetogeninas isoladas de A. montana (Wu et al. esquamona. enquanto alcalóides isolados de A. 1993b). 1992). squamosa apresentaram importante ação larvicida e quimioesterilizante contra mosquitos do gênero Anopheles (Saxena et al. De quatro alcalóides benzilisoquinoléicos (anonaína. asimilobina. 1992). coridina. 1993) e várias outras (Jossang et al. salzmannii. nornuciferina e asimilobina foram inativos nos mesmos modelos experimentais (Wu. 1980). cherimolia (Villan del Fresno et al. 1995). . Y. Atividade antimicrobiana também foi verificada com extratos de A. oxonantenina e liriodenina isolados de Annona reticulata (Chang et al. C. 1994)... reticulatina. et al. Cortes et al.. squamosa demonstraram potente atividade cardiotônica (Wagner et al. A atividade inseticida de várias acetogeninas isoladas do gênero Annona tem sido determinada para a anonacina e compostos similares (Londershausen et al. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona de Annona bullata (Gu et al. 1991.. galucina. Hui et al. oxoxilopina.. anonaína. Resultados similares foram obtidos para os alcalóides anonaína. 1988b e 1988a). 1987) e A. roemerina e desidroroemerina isolados das raízes dessa espécie (Chulia et al.. Os alcalóides isolados de A. anomonicina e roliniastatina isoladas de Annona reticulata (Saad et al.

. parassimpatomimética de A. foi caracterizada a . coriaceae (Souza et al. Verificou-se ainda atividade antifertilidade de A. 1989. enquanto o extrato etanólico de A. F. A atividade inseticida do extrato etanólico de A. Anopheles stephensi (Saxena et al. et al. senegalensis produziram importantes efeitos antiparasitários contra cepas de Leishmania major. popularmente utilizado para afecções do trato digestivo e reumatismo. reticulata foi determinada por Williams & Mansingh (1993). porém extratos obtidos das cascas e do caule produziram efeito moluscicida (Santos. 1996). 1993). 2000) e apresentou atividade antiplasmodial (Jenett-Siems et al.. 2001). 1979). A. que apresentou atividade antimicrobiana e tripanossomicida (Campos et al. O extrato etanólico da raiz de X.. 1996)... 1994). que apresentou atividade citotóxica. L.. atividade anticonvulsivante e analgésica. provavelmente por impedir a implantação (Mishra et al. squamosa foram amplamente estudados por Saluja & Santini (1994).. aromatica foi isolada atherospermidina. discreta. 1999).. Rao et al.. que determinaram efeito depressor do SNC. Trypanossoma brucei. donovani. Esta espécie também inibiu a atividade da enzima lipoxigenase (Braga et al. E. senegalensis apresentou atividade relaxante muscular e antiespasmódica in vitro. Martins et al. Silva. Extratos hidroalcoólicos de sementes de Annona crassiflora produziram efeito inibitório inespecífico sobre contração muscular de íleo de cobaia (Weinberg et al. 1996. A. Extratos metanólicos de A. potenciação do efeito hipnótico do pentobarbital. 1979. 1994). e há relatos na literatura de sua atividade antitumoral (Rios et al. fungitóxica.. entre outras. squamosa. 1998).. que também apresentaram atividade tripanossomicida (Oliveira et al. Oliveira et al.. frutescens não apresentou atividade moluscicida. além de atividade citotóxica contra vários tipos de células tumorais (Sahpaz et al. Das cascas de X. 1998).. Extratos preparados também com A. Extratos etanólicos de sementes de A. squamosa produziram mortalidade dose-dependente contra o mosquito.. Do extrato etanólico das folhas de X. como acido caurenóico. De Xylopia frutescens foram caracterizados alguns constituintes que apresentaram atividade biológica. 1993). et al.1983). 1990. além de atividade antiúlcera induzida por indometacina e estresse (Langason et al. Diversas espécies do gênero foram estudadas quanto a sua propriedade molucicida (dos Santos & Sant'Ana.. além dos compostos caurol e os ácidos xilópico e acutiflórico. 1975).

sericea ou embiriba foi testado o extrato aquoso do fruto e das cascas. Doses altas de extratos produzidos com Annona muricata causam tremores e convulsões (Watt & Breyer-Brandwijk. muricata como a responsável pelas degenerações de células nervosas dopaminergéticos observadas in vitro (Lannuzel et al. Dados toxicológicos e observações de uso A degradação de hormônios tireoidianos ou a depressão da produção hormonal da adrenal é sugerida por Queiroz Neto et al. 1999).. Em Guadalupe. Os diterpenos caurenoicos presentes em X. bem como a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem as atividades farmacológicas e toxicológicas. (1988) para a espécie Annona muricata. squamosa (Caparros-Lefebvre & Elbaz. E da espécie X. anti-helmíntico e citotóxica. que apresentou atividade analgésica (Almeida et al. Antilhas diversos casos de Parkinsonismo foi atribuído à ingestão de A. como inseticida. especialmente em uso crônico. O grande número de indicações das diversas espécies do gênero Annona. Estudos recentes têm caracterizado a presença de alcalóides em A. indica a necessidade de cuidados no uso dessas espécies pela população.. . muricata e A. 1996 e 1997). 2002).. 1988c). 1962). aethiopica promoveram efeito diurético e Hipotensor (Somovaet al. 2001)..Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica atividade antimicrobiana (Lima et al.

Árvore-do-sebo. 1997). é freqüente a presença de espécies do gênero Virola e Myristica. contendo ramos carregados de folhas . tronco de 60-90 cm de diâmetro com casca grossa. No Brasil. utilizadas na indústria madeireira 0oly 1998). como a Noz-moscada (Myristica). porém há estudos sobre a presença de óleos essenciais e substâncias alucinogênicas (Evans. e também como Leite-de-mucuiba. Nozmoscada e Ucuuba-branca. e espécies do gênero Virola. 1996). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Ucuuba. como Myristica. Sucuba. Neste levantamento. Essa família inclui gêneros importantes. mas salientamos a ocorrência de várias espécies nessa formação florestal. localizadas principalmente na região tropical (Mabberley. Horsfieldia e Knema. Dados botânicos e informações gerais Arvore de porte médio. que possuem importância do ponto de vista econômico. Virola. Sucuuba. usada como condimento.Espécies medicinais da família Myristicaceae Introdução A família Myristicaceae descrita por Robert Brown inclui dezenove gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. a única espécie medicinal registrada na região amazônica a respeito dessa família foi a Virola surinamensis. Ucuuba cheirosa. podendo chegar a até 35 m de altura. Em outras regiões a espécie é denominada Andiroba. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies medicinais dessa família. Espécies medicinais Virola surinamensis L. Não existem muitos dados fitoquímicos dessa família. Bicuíba.

1969. oblongolanceoladas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada internamente contra inflamações e febres. usadas como venenos de flechas. popularmente conhecido como Leite-de-mucuíba. Espécie de ocorrência na Amazônia.. Ferri & Barata. 1996. com até 20 cm de comprimento. surinamensis. 1971). pavonis (Marques et al. et al. bem como -sitosterol.. A planta é importante fornecedora de madeiras para marcenaria. 1984). chegando até Pernambuco. 1987a). S. inflamações. V cf. No Estado do Tocantins existem relatos da utilização da seiva da V. 1997).. 1987). Martinez et al.. 1995).. para o tratamento de câncer. Dglucose e ácido ferúlico (trans e cis). hemorróidas e contra úlceras (Corrêa. O nome do gênero Virola provém de um nome popular das Guianas. 1991 e 1992). V michelli (Santos. Cassady et al.. inflorescências em panículas axilares e fruto elipsóide bivalvar. 1992. elongata . gastrites e úlceras (Paixão & Hiruma-Lima. como outras do gênero.. Existem diversos relatos da presença de lignanas e neolignanas em diversas espécies do gênero Virola. 1989. V. Inclui 45 espécies de florestas tropicais. V. O látex é usado externamente misturado com água e na forma de banho no local para tratar doenças venéreas. muitas delas com substâncias alucinógenas pela presença de triptaminas. pavonis (Martinez et al. como foi descrito por Jean Baptiste Aublet. L. 1996). Dados químicos do gênero Virola Foram isolados de três espécies de Virola ésteres de ácidos graxos. heliófita e típica de áreas alagadas da floresta amazônica. infecções. Existem relatos de 1969 da presença de alcolóides em espécies do gênero Virola (Azurrel et al.. -sitosteril-D-glucosídeo e uma nova série de ésteres acídicos (Kawanishi & Hashimoto. A casca é usada como medicamento para aftas. Vidigal et al. A decocção das folhas é útil contra problemas do fígado. a saber: V sebifera (Von Rotz et al.. V surinamensis (Lopes et al. 2000).pecioladas. É uma planta perenifólia.

.. urbaniana (Reis et al. oleifera (Fernandes et al. calophylla. 1988). 1986 e 1990). surinamensis. calophylloidea (Martinez. michellii foi atribuída à presença da flavona. Alvarez et al. 1990. surinamensis foi constatada a atividade gastroprotetora atribuída à presença de flavonóides (Batista et al. e polifenóis nas espécies V. 2001). michelli (Santos et al. Além das lignanas. 1996.. que também possui atividade bradicárdica e colinérgica (Martins et al. venosa (Kato et al. 1994 e 1995). 1989). 1996.. Pagnocca et al. A presença dos flavonóides glicosilados astilbena e quercitrina em V oleifera foram as responsáveis pela atividade analgésica (Kuroshima et al.. 1992).. Lemus & Castro. Andrade et al. calophylla (Martinez et al. A atividade antifúngica das espécies V. 1990). V.. sebifera. V. As atividades analgésicas e antiinflamatórias foram verificadas nas espécies V.. A atividade analgésica de V. titonina (Andrade et al. 1996a). 1987b). 1996) e V. pavonis.(Kato et al. V. caducifolia (Aparecida dos Santos et al. V. existem relatos da presença de flavonóides nas espécies V.. calophylloidea (Von Rotz et al.... foschnyi (Lemus & Castro.. Dados farmacológicos do gênero Virola Da seiva de V. surinamensis foi extraído um óleo essencial com atividade antimalarial (Lopez et al. 1987). 1999). V. 1995). michellii (Cavalho et al. 1999. 1990).. V. V. 1993 e 1994). 1992) e V. Cavalho et al.. Das folhas de V. carinata e V.. flexuosa (Aguirre... 1994 e 1996. koschnyi foi atribuída à presença de lignanas na composição de diferentes partes da planta (Rodriguez et al. V.. V. titonina . carinata e V. 2001). 1989) e V.

além do . Ainda existem relatos das atividades antitumoral. elongata (Davino et al. koschnyi (Castro et al. aliados ao relato de atividade moluscicida. e outros. 1996.850 espécies. donovani e V... duckei (Bennett & Alarcon. No Brasil ocorrem dezenove gêneros e aproximadamente 390 espécies (Barroso. Incluem muitas espécies aromáticas. 1999). pavonis foi atribuída à presença de neolignanas (Fernandes et al. 1998. Licaria. pois. Sassafras. carinata e V. todos aromáticos. 1987). alucinogênica de V. inseticida de V. 1994). V. surinamensis (Lopes et al. do nosso famoso Abacateiro. 2000). 1978). Nectandra. V. Espécies medicinais da família Lauraceae Introdução A família Lauraceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 52 gêneros e aproximadamente 2.. calophylla (Miles et al. mas não foi detectada em V. árvores e arbustos (Mabberley. 2000). Barata et al. surinamensis (Paixão & Hiruma-Lima. do famoso Louro. Observações de uso Não existem dados de toxicidade de espécies do gênero.. sugerem cuidados da população quanto ao uso. 1996).. da famosa Canela-sassafrás. com substâncias flavorizantes e algumas medicinais. 1991) como a surinamensina (Pinto et al. inseticida e alucinogênica de diferentes espécies dessa família. Persea. dados etnofarmacológicos de V. a grande maioria tropicais e de ocorrência na América do Sul e no Brasil. sebifera são atribuídas à presença de ômega-(feruliloxi) acilglicerídeo (Kawanishi & Hashimoto. Os principais gêneros são Laurus. sebifera. amplamente usado no Brasil como condimento. A família reúne grande importância econômica. 1997). tripanossomicida. 1987) e anti-hemorrágica de V. A propriedade antioxidante foi confirmada para V. 1986b e 1998). surinamensis. As propriedades antioxidante e surfactante de V. cercaricida e molucicida de V. Ocotea. porém. oleifera. Aniba e Cinnamomum (da Canela em casca)..A atividade leishmanicida nas espécies V.

Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. 1998). como a Canela e o Louro. É uma planta exótica e cultivada no Brasil. Essa espécie não foi referida no levantamento realizado na região amazônica. usado na Grécia para a confecção das famosas coroas de louro para agraciar os atletas ou outros heróis nacionais . . sendo considerada digestiva. flores muito aromáticas dispostas em umbelas e fruto do tipo baga pequena. fornecedor de alimento amplamente comercializado. bem como para dores de barriga.costume posteriormente assimilado por Roma e usado pelos césares (Joly. a espécie cultivada ou adquirida no comércio é usada como medicamento na forma de infusão das folhas. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Louro ou Loureiro. há inúmeras plantas fornecedoras de madeiras de excelente qualidade (Joly.Abacateiro. deriva de lauer = "verde". 1998). A infusão também é indicada contra dores de cabeça. e laus = "louvor". O nome do gênero é derivado do uso da planta ao laurear um herói. e de outras espécies. folhas alternas. Espécies medicinais Laurus nobilis L. de estômago e como emética e abortiva. Dados botânicos A espécie é uma árvore de pequeno porte com ramos eretos. lanceoladas. Na região da Mata Atlântica a espécie é cultivada ou adquirida no comércio como alimento e para ser usada como medicamento. A decocção das folhas é usada como abortivo e contra constipação intestinal. pecioladas. para combater problemas hepáticos e intestinais. O gênero Laurus descrito por Carl Linnaeus é de origem mediterrânea. onde se adaptou muito bem.

ao passo que a infusão das folhas. bronquites. ou Persea gratíssima Gaertn. externamente. comestível. . não ocorrendo espontaneamente. a decocção das folhas do abacateiro é usada como diurético. emenagogas. diuréticas e febrífugas.Internamente. com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa. fruto do tipo baga ovóide. sendo comercializada em todo o mundo. 1995). além de serem usadas contra doenças renais. além de atuar como diurético e analgésico. Dados botânicos É uma árvore com até 20 m de altura. especialmente contra dores de barriga e para a expulsão de cálculo renal. estimulante do apetite e contra cólicas. reumatismo e uremia (Corrêa. que envolve a semente grande e marrom. O gênero foi descrito por Phillip Miller e inclui aproximadamente duzentas espécies tropicais. A planta também fornece madeira e reúne importante valor econômico. pequenas e pouco vistosas. nome dado especificamente ao fruto. as folhas são usadas contra indigestão. O nome do gênero deriva de uma homenagem a Perseu. úlceras e piolhos (Bown. estomáquicas. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Abacateiro ou simplesmente Abacate. podendo chegar a até 20 cm de comprimento. As folhas são consideradas excitantes da vesícula biliar. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. carminativas. com polpa verde. onde se encontram as folhas alternas. Persea americana Mill. pecioladas. é também usada contra febres. Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas. flores branco-pálidas. contra reumatismo. analgésico. lanceoladas e acuminadas. 1984). anti-sifilíticas. vulnerárias.

. antiinflamatório (Ademylmi et al. 2002. bem como os efeitos larvicida e inseticida desta espécie (Oberlies et al„ 1998).Dados químicos e farmacológicos de Laurus nobilis e Persea americana O óleo essencial das folhas de Laurus nobilis possui eugenol.. A espécie Persea americana L. 1987). antimicrobiana (Raharivelomanana et al... 1989) e dermatite de contato (Ozden et al. Grant et al. 2002).. 2001). americana têm sido atribuídos efeitos tóxicos em diversos animais (Mckenzie & Brown. Às folhas de P... 1995. antifúngico (Domergue et al. nobilis foi atribuída à presença de sesquiterpenolactonas que promoveu inibição do enchimento gástrico e aumento da secreção do muco gástrico (Matsuda et al. 2002). 1997). 2002). hidrocarbonetos. O extrato das folhas e flores também foi efetivo contra a Biomphalaria glabrata (Re & Kawano. A atividade antiulcerogênica de L. Sladler et al.. Hargis et al.. 1991. 2002). O 1.. Carman & Handley. constituem-se em alertas para a população quanto à utilização das folhas desta espécie.. 1999).8-cineol isolado de L. O óleo essencial apresentou atividade anticonvulsivante (Sayyah et al.. 1991). beta-eudesmol (Diaz-Maroto et al. nobilis promoveu apoptose das células leucêmicas in vitro (Moteki et al. elemicina.. 1991. Afifi et al. . monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados (Caredda et al. Dados tóxicos e observação de uso Os diversos relatos dos efeitos tóxicos das folhas de P. spatulenol. foram atribuídos os efeitos analgésico. 1989) sendo a cardiomiopatia um dos distúrbios mais citados (Oelrichs et al. 2002). 2000. americana citados acima.

1 . b) Fruto característico da espécie (Banco de imagens ).FIGURA 5.Annona muricata: a) Detalhe do ramo com flor (modificado a partir de Corrêa. 1984). .

2 . .Annona tenuiflora. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.FIGURA 5. 1984) (Banco de imagens).

. b) Detalhe da flor (Banco de imagens).Xylopia cf.3 . frutescens: a) Escanerata do ramo florido.FIGURA 5.

No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso da espécie Aristolochia trilobata. Os gêneros mais importantes dessa família são Aristolochia. Guimarães Introdução A Aristolochiales é a ordem três da subclasse das Magnoliidae e inclui apenas três famílias botânicas: Aristolochiaceae. ao passo que na região do . muitas das quais usadas como medicinais. Outros gêneros que incluem espécies medicinais descritas são Asarum e Trottea. e. M. sendo a primeira a mais importante e a única que inclui espécies medicinais referidas na Amazônia e na Mata Atlântica. no Brasil. Hiruma-Lima E. 1998). 1997. Hydnoraceae e Rafflesiaceae. Santos C. com referências etnofarmacológicas pouco comuns no país. A. predominantemente na forma de lianas e trepadeiras. mas também com arbustos e herbáceas (Mabberley. M. ocorrem aproximadamente sessenta espécies distintas de Aristolochia. Thottea e Asarum. Joly. A família Aristolochiaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent Jussieu inclui doze gêneros com aproximadamente 475 espécies tropicais. C. Di Stasi C.ó Aristolochiales medicinais L.

zigomorfas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Jarrinha. e refere-se à forma curvada da flor de uma das espécies (Aristolochia clematitis). monoclamídeas com tépalas bilabiadas. com sementes achatadas. flores isoladas. fruto capsular cilíndrico. a planta era usada popularmente para facilitar o parto. ventralmente lisas e dorsalmente verrugosas (Figura 6. Calunga. foi referida como medicinal. parto. e lochia = "nascimento".Vale do Ribeira uma espécie do gênero Aristolochia. ramos lisos. folhas alternas. simples. Mil-homens e Papo-de-peru. hermafroditas. Contra-erva. Capa-homem. Espécies medicinais Aristolochia trilobata L. . ovadotrilobadas com base cordiforme e sem estipulas. enquanto o banho preparado com folhas em água fria é utilizado contra dores de cabeça e dores musculares. pecioladas. Batarda. sulcados e estriados. Nomes populares A espécie é denominada Urubu-caá na região amazônica.1). axilares. muitas das quais ricas em alcalóides. o decocto das folhas é útil contra cólicas abdominais e problemas estomacais. que lembra o feto em posição antes do nascimento. Dados botânicos É uma planta trepadeira. denominada popularmente como Milomem. O nome do gênero Aristolochia vem do grego aristos = "bom". usadas como venenos. Outras denominações populares são Angelicó. e várias com usos medicinais descritos. Em razão dessa forma e de acordo com a Teoria das Assinaturas. grandes. O gênero Aristolochia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 120 espécies tropicais.

essa espécie é denominada Milomem ou Mil-homens. a decocção das folhas dessa espécie é usada contra distúrbios estomacais e hepáticos. capoeiras e áreas em regeneração. constipação nasal. A espécie é sempre obtida de dentro da floresta. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. anti-histérica e útil contra febres graves. cicatrizante e contra úlceras crônicas. estomáquica. e fruto capsular cilíndrico com sementes achatadas. anti-séptica. os ramos são lisos. gripes fortes. . estimulante. disenteria e diarréia. A infusão das folhas é utilizada contra dores de barriga. não sendo encontrada em áreas degradadas. Também não é uma espécie cultivada. diurética. 1982). excitante. pecioladas. sudorífica. as flores são isoladas e axilares. apresentamos os principais dados químicos referentes à espécie do gênero. sulcados e estriados. Dados botânicos Assim como Aristolochia trilobata. essa espécie também é uma planta trepadeira com folhas alternas. ovado-trilobadas com base cordiforme e sem estipulas. 1984). é usada também como abortiva e eficaz contra veneno de cobras (Corrêa. catarros crônicos. Aristolochia sp Nomes populares Nas comunidades da região do Vale do Ribeira. resfriados e para expulsão de parasitas intestinais.Outros usos populares indicam que a raiz é tônica. o chá da raiz também é utilizado como emenagogo. Dados químicos do gênero Aristolochia Não foram encontrados estudos químicos com a espécie Aristolochia trilobata. simples. para caracterizar a sua importância como fonte de novos constituintes químicos. especialmente para combater náuseas e vômitos. sarnas e orquites (Van den Berg. no entanto.

1980). 1988. 1994). A. A. kankauensis (Wu et al. A.. 1987).. A. tais como A.. versicolor (Zhang&He. 1993). H. III e IV (Houghton & Ogutveren. A.. incluindo a magnoflorina obtida de partes aéreas de A. kankauensis (Wu. S. A. gigantea (Lopes. II. T. 1983a). clematitis (Kostalova et al.. M.. A. 1992). L... et al. rodix (Tsai et al. Zhang et al... S. A. 1992). Lou et al. arcuata (Watanabe & Lopes.. 1995). versicolor (He et al.. argentine (Priestap.. gigantea (Cortes et al. Alcalóides foram isolados de várias espécies. et al. 1995) e A. inúmeros alcalóides denominados aristolactâmicos de A. A. 1991) e de A. A. debilis (Ahmed Farag et al. A. fangchi (Tsai et al.1993).. Paiva et al. tubiflora (Peng et al. A. A. auricularia (Houghton & Ogutveren. A. A. argentine (Priestap. L.. A. C. A. 1977 e 1985). 1996. T. 1979).. clematitis (Kostalova et al. 1991). kankauensis (Wu. A. rigida (Pistelli et al. 1996).. dematilis (Makuch et al. 1991. A. elegans (El-Sebakhy et al. 1986b e 1986a).. Aristolochia cymbifera (Leitão et al. A.Os ácidos aristolóquicos são os principais componentes de inúmeras espécies do gênero Aristolochia. 1995).... Abel & Schimmer. et al.. cinnabarina (Li. esperanzae e A. A.. manshuriensis (Lou et al. 1983b). 1982). tubiflora (Peng et al. A. alcalóides do grupo da berberina foram descritos em A. maurorum (Kery et al. 1989). A. ftiangularis (Bolzani et al.. 1992.. Higa et al.. 1987).. 1986). longa (De Pascual et al. 1991).. A. 1987). 1995). A.. A... longa (De Pascual et al. molissima (Peng et al. 1987). 1987. 1995) e A. 1988). manshuriensis (Ruecker et al. nata (Moretti et al. 1988) e Aristolochia cymbifera (Leitão et al. J. contorta (Lou et al. 1995). 1983). 1984). liukiuensis (Mizuno et al. 1991b)... G.. A. 1992) e outros alcalóides em A. Terpenóides foram descritos em inúmeras espécies de Aristolochia.. chilensis (Urzua et al... molissima (Peng. ponticum (Houghton & Ogutveren. A. 1991).. brasiliensis (Lopes et al. 1991). A. versicolor (Zeng et al. 1994). 1988). yunnanensis (Chen et al. 1992). chilensis (Urzua Rodriguez. 1979) em raízes de A. em A. A. 1995). A. galeata (Lopes. indica (Che et al.. P et al. bracteata (ElTahir. indica (Piers & Tse.. Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. A. raízes de A. et al. bracteata (ElTahir. 1985) e A.. acuminata (Moretti et al. 1987). 1991a).. X. rotunda (Pistelli et al. 1995). 1983). 1987.. Lopes. As sesquiterpenolactonas foram isoladas de A. 1991a). clematitis (Kostalova et al. Chakravarty et al. A. cinnabarina (Li et al. auricularia que possuem os ácidos aristolóquicos I. tubiflora (Peng et al... 1990. 1994). 1987). . 1988). vários outros alcalóides aporfínicos de A. sendo descrito em A. A. 1980). 1980). A. 1991b).. et al.

kankauensis (Wu. birostris (Conserva et al. e o ácido aristolóquico de A. 1980. et al. A. copaeno. O ácido aristolóquico de A. triangularis (Ruecker et al. cymbifera... 1978).. A. A.Uma nova lignana nunca descrita na família Aristolochiaceae foi isolada de Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. 1988) e A. Urzua & Presle.. chilensis (Urzua et al. 1979). 1991b). 1995). taliscana (Longsw et al. Lignanas também foram descritas em A. et al.. 1994). A. rodix foi eficaz contra veneno de ofídeos (Tsai et al. 1977). 1993). S. indica (Pakrashi & Pakrasi. Compostos como -cariofileno. S.. 1996). A. 1987) e A. R. T. 1990). indica apresentou propriedades antiestrogênica e antiimplantacional (Pakrashi & Chakrabarty.. Dados farmacológicos do gênero Aristolochia Atividade antifertilidade foi determinada com substâncias isoladas de Aristolochia versicolor (He et al.. 1987b. 1988) e amidas em A. 1980). A.. -elemeno e -humuleno foram determinados em A.. gigantea e A. Diterpenos isolados de Aristolochia albida agem como importantes antídotos de picada de cobras do gênero Naja (Haruna & . galeata (Lopes & Bolzani. macroura (Leitão et al. arcuata (Watanabe & Lopes. Estudos recentes demonstram ainda que o ácido aristolóquico possui uma efetiva atividade antiespermatogênica por interferir na espermiogênese no estágio de formação das espermátides (reduzidas em 72%) e reduzir em 47% a produção de células de Leydig maturas (Gupta. 1990). esperanzae. -elemeno. Lopes et al.

Atividade mutagênica. determinada pelo teste de Ames.. Importante atividade cardiotônica foi obtida com os constituintes químicos obtidos de cultura de células de Aristolochia manshuriensis (Bulgakov et al. com A. e antiviral com A.Choudhury. 2002). 1988). além de promover contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. paucinervis (Gadhi et al.. A. G. Abel & Schimmer (1983) relatam que esse ácido é capaz de induzir aberrações cromossômicas estruturais e de apresentar potente efeito carcinogênico. 1985). A espécie A. 1979). multiflora (Moretti et al. 1991). antitérmica e inibição das contrações induzidas por histamina. O alcalóide magnoflorina obtido de várias espécies de Aristolochia diminui a pressão arterial em coelhos e induz hipotermia em camundongos. 1995). indica apresentou atividade hepatotóxica e nefrotóxica em camundongos (Pakrashi & Shaha. birostris demonstraram. O mesmo ácido obtido de A. papilaris (Maia et al. et al. gigantea (Campos et al. no Sistema Nervoso Central. causando lesões renais de forma dose-dependente em apenas três dias de tratamento . H. 1993). papilaris (Maia et al. 1999). 1993). 1999). tulobata (Sosa et al. A.. 1988). acetilcolina e ocitocina (Conserva et al. Estudos com A. 1979). 1990).. niaurorum (Kery et al. também foi descrita para o ácido aristolóquico IV isolado de Aristolochia rigida (Pistelli et al. 1983). triangularis (Garcia..... Atividade antifúngica foi determinada utilizando-se a espécie A. paucinervis foi ativa contra a Helicobacter pylori (Gadhi et al.. Atividade antiinflamatória também foi observada em A. anti-séptica e cicatrizante de A. 1991). antibacteriana.... O ácido aristolóquico I promove contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. Vários tipos de ácidos aristolóquicos são nefrotóxicos. 1985).. enquanto uma atividade relaxante muscular inespecífica em músculos lisos foi descrita para o extrato etanólico de Aristolochia papillaris (Lemos et al. 2001). 1996).. O ácido aristolóquico II é capaz de produzir arilação do DNA e promover carcinogênese e mutagênese (Pfau et al. Foram ainda determinadas atividades citotóxica de A. 1991).. Dados toxicológicos e observações O ácido aristolóquico tem sido reportado por seus efeitos tóxicos (Hashimoto et al. atividade analgésica.

salientando ainda que várias delas são usadas como abortivas. 1996) por humanos. Esse uso pode revelar inúmeros efeitos tóxicos dos constituintes químicos dessas espécies. Hoehne (1978) relata inúmeros casos de intoxicação com várias espécies desse gênero. 50 ou 100 mg/kg via oral. não é recomendada a utilização sobretudo em gestantes. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis). Recentes estudos demonstram ainda o aparecimento rápido de fibrose renal intersticial pelo consumo crônico da infusão de Aristolochia pistolochia (Pena et al.. Entretanto. FIGURA 6.Aristolochia trilobata. as espécies desse gênero são importantes fontes de novos constituintes químicos que ainda não foram devidamente estudados. . Da mesma forma.1 . por suas características químicas. 1993).com 10. cujos principais sinais são necrose do epitélio dos túbulos renais e alterações nos níveis de diversas enzimas (Mengs & Stotzem. Dados químicos e farmacológicos são escassos para garantir o uso seguro dessas espécies.

A família é muito importante como fonte de substâncias com atividade farmacológica. C. 1997). normalmente com células de óleos essenciais. especialmente do gênero Piper. S. Peperomia e Pothomorphe. Reis Introdução Na ordem Piperales ocorrem apenas duas famílias botânicas: Saururaceae e Piperaceae. dos quais se destacam os gêneros Piper. e espécies me- . Piper nigrum. G. Portilho M. Mariot W. A. lianas. e a primeira não possui importância como fonte de espécies de valor medicinal. Por sua vez. Di Stasi C. epífitas. Geralmente as plantas são arbustos. ervas e pequenas árvores sempre aromáticas.7 Piperales medicinais L. o mais estudado e conhecido do ponto de vista químico. Hiruma-Lima A. do qual se destacam espécies como a Pimenta. muitas delas extremamente comuns na Mata Atlântica. a família Piperaceae descrita por Paul Dietrich Giseke compreende aproximadamente três mil espécies distribuídas em oito gêneros (Mabberley. No Brasil ocorrem aproximadamente 460 espécies de cinco gêneros. onde ocorrem em abundância e diversidade.

Espécies medicinais Peperomia elongata H.dicinais de ampla utilização. O gênero Peperomia. Pela ampla ocorrência e abundância no Brasil.K. Piper cubeba. muito semelhantes entre si. A espécie só foi referida como medicinal pelos índios tenharins. descrito por Hipólito Ruiz Lopes e José Antônio Pavón. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins usam internamente (decocção) as partes aéreas da planta para curar diarréia e dores intensas do estômago. muitas delas cultivadas como ornamentais e raramente conhecidas como medicinais. Nomes populares Além de Tracoaptera. flores sésseis reunidas em inflorescências do tipo espiga. fruto pequeno do tipo drupa (Figura 7. as quais passamos a discutir a seguir. Piper longum. O nome do gênero Peperomia é derivado de Piper. Dados botânicos Planta herbácea com internós glabros. os índios tenharins denominam essa planta Tracoá. várias espécies dessa família foram referidas como medicinais em ambos os locais de estudo envolvidos nesta pesquisa. ovário com um só estigma. elíptico-lanceoladas ou elíptico-ovadas.1). como a chinesa e aiurvédica. como a Piper betle (betel). sendo também apenas . Trata-se de uma família de complexa identificação taxonômica pelas características das inflorescências. Não foram identificados outros sinônimos para essa espécie. pequenas. Piper angustifolium. compreende aproximadamente mil espécies tropicais de ocorrência nas Américas. ápice agudo com lâminas glabras e opacas em ambas as faces. folhas alternas.B. Piper methysticum e outras de grande importância em sistemas tradicionais de medicina.

Não ocorreram relatos de usos de outras espécies desse gênero nos outros grupos entrevistados na região amazônica (comunidades ribeirinhas e habitantes do município de Humaitá). de o Céu elétrico ou Óleo elétrico. mas com pouca ocorrência. bastante carnosas e glabras. pequenas. Dados botânicos Trata-se de uma planta herbácea com folhas alternas. Peperomia rotundifolia H. ao passo que a decocção das folhas é usada para facilitar a digestão e no tratamento da hipertensão. Não foram encontrados sinônimos. de distúrbios do estômago. em geral nas áreas de clareiras e em locais com grande umidade. curtopecioladas. na região amazônica. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo e contra dores de estômago.K. sendo também amplamente cultivada como ornamental na região. . Corrêa (1984) refere que a planta é estomáquica e tônica. gastrite e gripes. Nomes populares A espécie é chamada.obtida na área de floresta em torno da aldeia. simples. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. A espécie é encontrada na Mata Atlântica. as flores são dispostas em espigas e de coloração clara. Piper cavalcantei Yuncker. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Salva-vida ou Salva-vidas.B.

atingindo até 10 cm de comprimento. folhas pecioladas. Jaborandi-cepoti e Pimenta-de-morcego. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . inflorescências do tipo espiga. Outras denominações populares são João-guarandi-do-grado. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. sendo a maioria arbustos. assimétricas na base. especialmente para dores de cabeça. Nomes populares A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira pelo nome de Pariparoba.Dados botânicos A espécie é um arbusto que chega até 2 m de altura. O óleo retirado por maceração e aquecimento é usado topicamente para dor de ouvido e qualquer outro tipo de dor externa. a decocção das folhas é considerada excelente antitérmico e analgésico. A infusão das folhas é usada como antidiarréico. pendente. O nome Pariparoba é muito comum para várias espécies de Piperaceae. conforme será observado na descrição de outras espécies deste livro. folhas curto-pecioladas com limbo foliar assimétrico e glabro em ambas as faces. todas aromáticas. com caule e ramos de muitos nós e de coloração verde-escura. O nome do gênero Piper é a denominação árabe da Pimenta. Piper cernnum Vell. membranáceas. podendo chegar a até 5 m de altura.2). a inflorescência especiforme varia de 30 a 60 cm de comprimento. isoladas e levemente curvadas. algumas lianas e pequenas árvores. com vários nós e internós no caule central e em seus ramos. os frutos são drupáceos (Figura 7. podendo atingir 40 cm ou mais de comprimento e 25 cm de largura. Dados botânicos A planta é considerada um arbusto. para evitar desidratação e para combater cólicas menstruais. característica marcante da espécie e bem distinta de outras Piperaceae. O gênero Piper descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duas mil espécies tropicais.

3). Piper gaudichaudianum Kunth. especialmente em regiões de clareiras naturais e na borda de cursos de água. a infusão das folhas é usada como analgésico. estomacais e hepáticos. tanto a infusão das folhas como as folhas frescas são usadas para aliviar a dor de dente. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Iaborandi ou Jaborandi. membranáceas. tendo distribuição por todo o Brasil. . A espécie possui grande ocorrência na Mata Atlântica. Trata-se de uma espécie amplamente coletada para comercialização como adulteração do jaborandi verdadeiro. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. acuminadas no ápice. enquanto as raízes frescas mastigadas são usadas como analgésico. Em outras regiões do país. um pouco ásperas. Dados botânicos É um arbusto de pequeno porte com folhas curto-pecioladas. particularmente contra cólicas abdominais. levemente curvadas.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. com os nomes de Murta e também de Pariparoba. podendo atingir até 8 cm de comprimento (Figura 7. assimétricas na base. onde a espécie é abundante. inflorescências do tipo espiga. especialmente contra dores de barriga. incluindo hepatite. ao passo que as raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos. O uso tópico da decocção das folhas ou apenas do seu sumo alivia dores musculares. além de ser útil em distúrbios renais.

Piper cf. Piper marginatum Jacq. Nhandi. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica com os nomes de Apepa-ruão. com ápice acuminado. com até 7 cm de comprimento (Figura 7. inflorescências do tipo espiga. membranácea. cordiformes. com ramos glabros e cilíndricos. glabra. membranosas. r e t a . pequena (até 11 cm de comprimento). sendo encontrada em áreas de clareira e em locais com u m i d a d e . Dados botânicos Arbusto de 2 a 5 m de altura. levemente assimétrica na base. Em outras regiões do país. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins pelo n o m e de Nhambuí. A planta t a m b é m é coletada e comercializada como adulteração da pariparoba. Aperta-ruão ou Aperta-juan. flores verdes dispostas em inflorescências do tipo espiga. Bitre. flores . Ihotzkyanum Kunth. alongada e fina. Outras denominações populares para essa espécie são Caapeba-cheirosa. estomacais e renais. folhas alternas. c o m o Aperta-mão e Pimenteira. Pimenta-do-mato e Pimenta-dos-índios.4). pecioladas. com distribuição restrita à região Sudeste do Brasil. a infusão das folhas é u s a d a contra distúrbios hepáticos. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é um arbusto pequeno com folhas curto-pecioladas e pequena bainha. A espécie é muito comum na Mata Atlântica.

e não isoladas.6). as raízes são carminativas. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. . peltatas. A planta é tônica. diuréticas. fruto do tipo baga (Figura 7. Uma outra espécie do mesmo gênero. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. formando uma falsa umbela. minúsculas. Catajé. andróginas. resolutiva e usada em banhos após o parto. com ápice agudo e nervação peltinérvea. gineceu com três estigmas. 1984). membranosas. ovado-arredondadas. as folhas. O gênero Pothomorphe foi descrito por Friedrich Anton Wilhelm Miquel e significa "semelhante a Pothos". Pothomorphe peltata (L. Nomes populares A planta é conhecida na região amazônica com os nomes de Caapeba. sudoríficas. peitadas. descrita a seguir. dores de dente e blenorragias. flores sésseis. androceu com três estames. fruto anguloso do tipo baga ovóide (Figura 7. bainha desenvolvida. sialagogas. Malvarisco. contra veneno de cobra.) Miq. como ocorre no gênero Piper. os frutos são excitantes.com brácteas triangulares. essas diferenças ficam bem claras. principalmente da tucundeira. estomáquica. se ingerida. é encontrada na Mata Atlântica e conhecida com os mesmos nomes. Dados da medicina tradicional A raiz amassada é usada externamente para o alívio da dor e coceira causadas pela picada de insetos. Caá-peuá. O gênero Pothomorphe diferencia-se do gênero Piper.5). um gênero da família Araceae. estimulatórias (Corrêa. Caapeba-do-norte no Pará e no Mato Grosso como Pariparoba. Segundo os índios tenharins essa planta é tóxica. Comparando-se as figuras das espécies descritas neste capítulo. visto que no primeiro as inflorescências aparecem agrupadas.

ovado-arredondadas. andróginas. a planta toda fornece um suco útil contra queimaduras. no Mato Grosso a planta é utilizada como antible-norrágico. vermífugo. Capeba ou Pariparoba. membranosas. Os mesmos sinônimos apresentados para a espécie Pothomorphe peltata são atribuídos a essa espécie. a população refere o uso externo da infusão das folhas para o alívio de dores musculares e o uso interno do macerado das folhas em água para tratar distúrbios hepáticos. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica pelo nome de Caapeba. antiinflamatório externo e interno. A raiz e as folhas são diuréticas e antigonorréicas. as folhas são resolutivas e a raiz é estimulante do sistema linfático. diurético. 1984). e ela recebe o nome de Pothomorphe umbellata pela característica da inflorescência (Figura 7. bainha desenvolvida. 1980). flores sésseis.Dados da medicina tradicional As folhas untadas e levadas indiretamente ao fogo devem ser usadas topicamente para diminuir inchaço. cordada. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. formando uma falsa umbela. fruto do tipo baga. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. os mesmos usos atribuídos à infusão das raízes.7). . lenitivo para "machucaduras" e queimaduras (Van den Berg. desobstruente do fígado e do baço e útil contra infarto das vísceras abdominais (Corrêa. Pothomorphe umbellata (L) Miq. com ápice agudo e nervação peltinérvea. A única diferença macroscópica entre essa espécie e a anterior é que no primeiro caso as folhas são peitadas (Pothomorphe peltata) e nesta espécie as folhas são cordadas. minúsculas. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum.

et al. G. 1987) que também estão presentes em outras espécies deste gênero (dos Santos et al.5-metilenedioxialilbenzeno e farneseno (De Diaz et al. De Peperomia campylotropa foram isoladas safrol. proctorii (Mbah et al. Dos óleos essenciais de Peperomia rotundifolia foram isolados terpenos e sesquiterpenos (Joseph et al... Os compostos descritos no óleo essencial de Peperomia subespatula foram safrol.Dados químicos Peperomia O composto com atividade antibacteriana obtido de Peperomia pellucida foi isolado como cristais incolores na forma de agulhas e elucidado como C-42N-230H (Bojo et al.. marginatum foram isolados o ácido 3-farnesil4-hidroxibenzóico e um derivado metilado (Maxwell & Rampersad.. compostos de grande importância farmacológica. miristicina.. ácidos graxos (Lima et al. galopiperona e hidropiperona (Villegas et al. que também possui ácido grifólico. 3-hidroxi-4. 1990). consideramos necessário apresentar os principais estudos realizados com suas espécies. De Peperomia japonica. Mahiou et al. 2001).. flavonóides (Tillequin et al. Piper Das raízes de P. C.. Das raízes de P.. além de apiol. acetato de bornila e os ácidos elaídico e linolênico (Garcia. Cromonas foram isoladas de P. indicada populamente como antitumoral. Pela importância do gênero Piper nos aspectos químico e farmacológico. 1996). Seeram et al. sesquiterpenos. monoterpenos. vulcanica e proctorionas de P. 2001). 1997). B e C (Chen.. quinonas piperogalona. Das partes aéreas de P. et al. 1988). grifolina bisobolol.. 1988). foram isolados lignanas denominadas peperomina A.. 2000). 2002. são .. 1982). Os alcalóides. M. (1995) isolaram piperogalina de Peperomia galioides. marginatum foi isolada a croweacina (De Oliveira Santos et al. 1994). que representa 49% dos constituintes voláteis. 1989) e peperomina D de Peperomia glabella (Delle Monache et al. marginatum foram isolados aril-propanóides. 1978) e vários aril-propanóides no óleo essencial (Ramos et al.. 1982). E.

P peepuloides (Shah et al. P. flavonóides de P.. 1977) e P. 1979).. sylvaticum (Banerji & Pal. nigrum (Inatani et al. galioides apresenta atividade contra Leishmania sp e Trypanosoma cruzi (Mahiou et al.. 1981). piperlongumina.. piperina. hispidum (Vieira et al.. P. 1986). guineense (Cole. Li & Han. 1983). 1986) e P. 1986.. Foi demonstrado também que P. Shoji et al. longum (Dutta et al. 1992). 1987). P. P.. 1981) e P. P. peltata apresenta o derivado monomérico do catecol 4-nerolidylcatechol e três dímeros (peltatol A. 1982) e P clusti (Koul et al.. auritum (Ampofo et al.. Tabuneng et al. 1979).. retrofractum (Banerji et al. 1987). piperidina. P.. hancei (Li et al. lignanas de P. 1983. 1986). 1987). hidropiperona.. hispidum (Vieira et al. P. P.. peltatol B e peltatol C) ativos contra HIV (Gustafson et al. 1985).. hispidum (Burke & Nair. methysticum (Smith. futokadsura (Chang et al.. betle (Rimando et al. 1968). flavonas de P sylvaticum (Banerji & Das.encontrados com freqüência nesse gênero. 1985). 1995).. chavicina e outros. Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. Isolaram também neoglicanas de P. 1977.. betle (Evans et al. Pothomorphe P.. sendo os principais piperlonguminina. Bacillus subtilis. lancei (Han et al.. compostos fenólicos de P. 1986). 1987). tuberculatum (Braz Filho et al. isolada de Peperomia galioides apresentou atividade antiparasítica contra três espé- . P. Uma quinona.. 1986. aduncum (Smith & Kassim. 1986 e 1987). 1986) e flavonas de P. 1984).. Foram isolados diversos alcalóides em P... jaborandi (San Martin. 1980) e P. P. Foram estudados os óleos essenciais de P sarmentosum (Likhitwitaywuid et al. amalago (Dominguez et al. cubeba (Badheka et al. Achenbach et al. aduncum e P. hostmanianum (Diaz et al. 1987). 1980). 1985) e P. Dados farmacológicos Peperomia Peperomia pellurída apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. com potencialidade de ser importante antibiótico de largo espectro.

lacrimejamento. bloqueada com prazosin e ioimbina.. 1992). Arigoni-Blank et al... 1994). também conhecida como Língua-de-sapo.. O. 1997). antibacteriana. O extrato aquoso de P. S. em doses que variaram de 0.5 mg/kg) em ratos anestesiados promoveu hipertensão dose-dependente. 1996). V. 2002. hipotensora (Siqueira et al.. Peperomia nivales e Peperomia galoide apresentou atividade antiedematogênica cicatrizante e antiulcerogênica (Lozano et al. A administração i. 2002.v. mas não promoveu migração de leucócitos na pleurisia induzida por carragenina.cies de Leishmania (Mahiou et al. enquanto o extrato hidroalcoólico de Peperomia pellucida. analgésica e antiedemotogênica (Kham & Omoloso. hipotensora (Santos. promoveu piloereçáo. E.. Assim. H. R. longum foram capazes de proteger o animal do antígeno causador de broncoespasmo. e atóxica (Saad et al. 1996a). não foi observada inibição da doença em camundongos tratados tanto oralmente como pela via subcutânea (Inchausti et al. marginatum as propriedades antiagregadora plaquetária (Lemos. et al. provavelmente o efeito antiedematogênico do extrato está especialmente relacionado com seu constituinte vasoconstrictor (D'Angelo et al.. Piper Foram caracterizadas para P. Substâncias de P. Aziba et al. analgésica (Da Silva et al. O extrato metanólico de Peperomia flavamenta. marginatum administrado intraperitonealmente em ratos e camundongos. cicatrizante (Saad et al... R.. Diversas espécies do gênero apresentam importantes atividades farmacológicas. Doses acima de 1g/kg promoveram depressão respiratória e morte. 1996).. grifolina e piperogalina apresentem atividade leishmanicida in vitro. O. 1998. B. L. galioides e os compostos ácido grifóico. 1996b).1-0.. antifúngica (Lima. et al..1-1 g/kg. V. O extrato aquoso também reduziu edema da pata induzido por carragenina em ratos. atuar como antialérgico e diminuir . Villegas et al. 1996).. H. O extrato também apresentou pouco efeito analgésico no modelo de contorção abdominal.. o extrato aquoso de Peperomia transparens apresentou propriedades natriurética e caliurética (Ribeiro. 1994). 1997). relaxamento muscular e dispnéia. et al. salivação intensa. 2001).. Embora o extrato de P. M. et al. do extrato (0. apresentou atividades diurética (Santos. et al. 1997). V. 1995). 2001).

apresentou propriedades anestésica. methysticum também conhecida como kava-kava. 2002). Amorim et al. retrofactum (Woo et al. e reduzir a acomodação visual (Garner & Klinger. além de atuar impedindo a implantação de óvulos e como um abortivo precoce (Chandhoke et al. regnelli. mutagênica (Chen et al. Desmachelier et al. 1976). 1984). agindo como os anestésicos locais (Singh.. 2000). Atividade depressora do Sistema Nervoso Central foi verificada com piperina de P.. larvicida (Mongelli et al. esta última com potente atividade (Di Stasi.. 1985). 1987). 1983). inseticida com substâncias de P. amalago (Pupo. gaudichandianum. O extrato metanólico das folhas apresentou ainda . por seus constituintes químicos. anticonvulsivante. 1979).a freqüência e a intensidade dos ataques de asma (Dahanukar & Karandikar. lindbergü e P. inibindo a agregação de plaquetas. 1991. Pothomorphe A espécie P. 1987.. nigrum (Miyakado et al. 1988). 1986. cincinnatoris. 1984).. 1988).. 2002) e de indução de câncer mamário (Rao et al. espasmolítica. abutiloides. Porém. analgésica. também foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. Prakash. e aumentou o tempo de sono (Duve. Dahanukar et al. 1986 e 1988. sua utlização crônica tem promovido hepatotoxicidade (Belia et al. as kovalactonas isoladas desta espécie são responsáveis pelos efeitos ansiolíticos e antidepressivos. 1986).. 2002) e reduz a parasitemia por Plasmodium berghei em camundongo (Amorim et al. peltata possui atividade analgésica (Pupo... lancei e P.. 1985). A espécie P. a liberação de beta-glucuronidase e as enzimas lisossomais induzidas pelo PAF (Han et al. 1985).. futokadsura atuam efetiva e especificamente como antagonistas do PAF (fator de agregação plaquetária). As neoglicanas isoladas de P. P. 1984. 2002. 1984). Di Stasi & Pupo. fungicida. Cairney et al. conhecida como Pariparoba. 1985). peltata. P.. antioxidante (Choudhary & Kale. Efeito analgésico foi determinado nas espécies P... Shen et al. aduncum (Lohezic-Le et al. 1988) e não apresenta atividade mutagênica e antimalárica (Felzenszwalb et al. P. Atualmente.. A espécie P. betle apresentou atividades fungicida. além de bloquear a transmissão neuromuscular. 1978. De P.. e antiviral P. P. 1988). antiedematogênica dos extratos aquosos e alcoólico da planta (Amorim et al. 2002). nematicida (Evans et al.. a degranulação.

analgésica. 2002. umbellata L. 1996) e antimutogênica (Felzenswalb et al. Miq. Também foi detectada a atividade teratogênica no extrato aquoso das folhas de P. 1992).. peltata (Felzenswalb et al. P. antiedematogênica. 1987). O extrato etanólico das raízes de P...Banco de imagens . Ramo florido (Desenhado por Di Stasi .. umbellata foram determinadas as atividades antimicrobiana. além de atividade anti-HIV (Gustafson et al. umbellata. apresentou atividade antioxidante in vitro (Barros et al. o que não foi observado na espécie P. FIGURA 7.. Moraes (1986) fez uma revisão da farmacognosia de P.. 1997. de Ferreira da Cruz et al. 1995). Desmarchelier et al.1 . peltata também promoveu inibição parcial do crescimento de bactérias (Mongelli et al. De P. 1987). 2000).. umbellata. antimalárica e antioxidante (Isobe et al... 1996).Peperomia elongata.atividade protetora de DNA (Desmarchelier et al.

2 . b) detalhe da inflorescência (Fotos: Alexandre Mariot .FIGURA 7.Piper cernnum: a) vista parcial da planta com as inflorescências.Banco de imagens ). .

Piper gaudichauditmum: a) escanerata do ramo com inflorescência.3 . b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens ). .FIGURA 7.

Piper Ihotzkyanum: a) escanerata do ramo com as inflorescências em espiga.4 . .FIGURA 7. b) escanerata com detalhe da inflorescência e ápice da folha (Banco de imagens ).

Piper marginatum. Ramo com inflorescência (Desenho original por Di Stasi Banco de imagens ). .FIGURA 7.5 .

. .Pothomorphe peltata.Banco de imagens . Ramo florido mostrando a folha peitada e a inflorescência em forma de umbela (Desenho original por Di Stasi . .FIGURA 7.6 .

Ramo com inflorescência mostrando a folha cordada (Banco de imagens ).7 .inflorescências Folha cordada FIGURA 7. .Pothomorphe umbellata.

C. como é o caso da Papaver somniferum. de onde inúmeros compostos importantes e de grande valor na medicina. Outras famílias dessa ordem são Fumariaceae. nos quais se distribuem aproximadamente 450 espécies tropicais e algumas raras de climas temperados. A família Menispermaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 72 gêneros. algumas lianas. M. Em ambos os levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas apenas espécies da família Menispermaceae. das quais devemos destacar Menispermaceae. todas sem importância do ponto de vista de espécies de valor medicinal e com distribuição e ocorrência no Brasil. Berberidaceae. famílias com várias espécies de valor medicinal e com algumas de grande importância farmacológica. como a morfina e outros derivados opióides.8 Ranunculales medicinais L. foram obtidos. Sabiaceae. o famoso Ópio. A. Guimarães Introdução A ordem Ranunculales compreende nove famílias botânicas distintas. M. Circaeasteraceae e Lardizabalaceae. Pteridophyllaceae. Di Stasi C. Ranuculaceae e Papaveraceae. Santos E. arbustos escandentes e . Hiruma-Lima C.

1). no entanto. onde a planta foi referida como medicinal. Outras espécies desse gênero são conhecidas principalmente por Abutua ou Bútua. O gênero Abuta descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé Aublet inclui aproximadamente 35 espécies tropicais (Evans. destacam-se os gêneros Cissampelos e Abuta com grande número de espécies medicinais. Outra denominação é Iroba. flores masculinas reunidas em inflorescências paniculiformes multifloras e flores femininas em inflorescências racemosas. assim como . Dados botânicos Planta perene. Espécies medicinais Abuta sabdwithiana Krukoff & Barnaby Nomes populares Na região amazônica. são consideradas muito tóxicas. a espécie é chamada de Abuta. Nessa família. da Mata Atlântica. trata-se de uma espécie do gênero Cissampelos e que não foi completamente identificada. 1997). onde muitas das quais são usadas popularmente como medicamento. Uma delas. folhas alternas e pecioladas. fruto do tipo drupa. Espécies do gênero Abuta. é considerada útil como cicatrizante e antiinflamatório. com ampla distribuição na América do Sul. tais como A. também denominada de Abutua. imene. típica da aldeia tenharins. rufescens e A. O nome do gênero Abuta tem origem na linguagem popular da Guiana.raramente árvores ou ervas (Mabberley. com contorno oblongo (Figura 8. raspada e misturada com água. utilizadas por índios do Norte do país. aplicada no local lesado e/ou ingerida. flores masculinas e femininas com seis sépalas e apétalas. constituída de cipós lenhosos com caule de estrutura anômala. foi referida como planta antiinflamatória. 1996). Dados da medicina tradicional A casca do tronco.

espécies do gênero Strychnos, que são usadas no preparo de um veneno que se aplica na ponta das flechas para caça (Hoehne, 1939). Várias espécies desse gênero são utilizadas no preparo de medicamentos tradicionais como anticoncepcionais (Mabberley, 1997).

Dados químicos das espécies
De A. sabdwithiana foram isolados sitosterol e éster alifáticos (Corrêa et al., 1977) e os alcalóides palmitina e xylopina (Nagem et al., 1993). Foram isolados dos caules de A. pahni, e identificados por métodos espectroscópicos, alcalóides do grupo da ísoquinolina. Três dos alcalóides bis-benzilisoquinolinas foram caracterizados como 2-N-nordaurisolina, 2-N-metillindoldamina e 2'-N-metil-lindoldamina. Os demais alcalóides foram: coclaurina, daurisolina, lindoldamina, di-metil-lindoldamina, esteparina e talifolina (Dute et al., 1987). De A. grisebachii já foram identificados os alcalóides da família bis-benzil-isoquinolina denominados grisabina, grisabutina, peinamina, 7-O-di-metil-peinamina, N-metil-7-O-di-metilpeinamina, macolidina e macolina (Ahmad & Cava, 1977; Galeffi et ai., 1977). De A. panurensis foram identificadas as presenças dos alcalóides panurensina e norpanurensina (Cava et ai., 1975), de A. rufescens, a esplendina (Skiles et ai., 1979) e de A bullatta, asaulatina (Hocquemiller et al., 1984). De A. velutina foram isolados o esteróide abutasterona (Pinheiro et al., 1983), os triterpenóides taraxerol e taraxerona e os alcalóides imerubina e imelutina (Pinheiro et al., 1984). De A. rufescens e A. pahni foram isolados diversos alcalóides (Dute et al., 1987; Skiles et al., 1979).

Dados farmacológicos das espécies
Estudos recentes demonstram que decocção de A. grandifolia inibiu parcialmente o desenvolvimento de Pseudomonas aeruginosa e de Mycobacterium gordonae, indicando a importância dessa espécie como agente antimicrobiano (Mongelli et al., 1995). Esta mesma espécie também apresentou atividade inseticida significativa contra Aedes aegypti (Ciccia et ai., 2000) e atividade antiplasmodial atribuídas aos alcalóides krukovina e limacina (Steele et al., 1999). Estudos com a infusão da espécie A. grandiflora demonstraram a ausência de citotoxicidade (Desmarchelier et al., 1996).

Dados toxicológicos das espécies
A utilização dessa espécie como medicamento tradicional ou fitoterápico, especialmente considerando-se os dados populares de toxicidade, é restrita, em razão do pequeno número de informações que garantam uso seguro. Essa restrição torna-se maior pelo fato de que os medicamentos tradicionais preparados com essa espécie na região amazônica não se caracterizam por uso disseminado e poucas informações estão disponíveis. Entretanto, esse aspecto torna a espécie interessante para a realização de novos estudos como fonte de substâncias ativas, especialmente aquelas com atividade antiinflamatória e cicatrizante.

FIGURA 8.1 - Abuta sabdwhhiana. Detalhe do ramo vegetativo (Desenho original por Di Stasi - Banco de imagens -

Seção 2
Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

9
Caryophyllales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. A. Hiruma-Lima

A ordem Caryophyllales, mais as ordens Polygonales (inclui a família Polygonaceae) e Plumbaginales (inclui a família Plumbaginaceae), formam a pequena subclasse Caryophyllidae. A ordem Caryophyllales também é conhecida pela denominação Centrospermae e inclui um grande número de espécies medicinais com distribuição e ocorrência na região amazônica. Nessa ordem de espécies vegetais estão incluídas quinze distintas famílias botânicas, das quais as mais importantes e com grande ocorrência no Brasil são Caryophyllaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae, Cactaceae e Portulacaceae. Das espécies referidas nas regiões de estudo (Amazônia e Mata Atlântica) como medicinais e aqui registradas, encontram-se indivíduos que pertencem às famílias Amaranthaceae, Cactaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae e Portulacaceae, as quais serão discutidas mais adiante. No entanto, outras espécies dessa ordem são importantes como medicinais e devem ser aqui registradas, especialmente a Chenopodium ambrosioides da família Chenopodiaceae, amplamente conhecida e usada no Brasil como uma importante espécie medicinal com amplo espectro de usos populares. Essa espécie foi referida no levanta-

mento realizado na Mata Atlântica, ao lado de outras espécies das famílias Portulacaceae e Nyctaginaceae.

Espécies medicinais da família Amaranthaceae

Introdução
A família Amaranthaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales, subclasse Caryophyllidae, inclui 71 gêneros, com aproximadamente novecentas espécies tropicais ou subtropicais e poucas de clima temperado (Mabberley, 1997). A maioria das espécies é herbácea, mas alguns arbustos e trepadeiras são descritos na família, raramente ocorrem árvores. Os gêneros mais importantes dessa família são Amaranthus e Ptilotus (Amarantheae - Amaranthoideae), Celosia (Celosiae - Amaranthoideae), Gomphrena, Iresine, Alternanthera e Pfaffia (Gomphreneae - Gomphrenoideae) e Pseudoplantago (Pseudoplantageae Gomphrenoideae). No Brasil ocorrem doze gêneros e aproximadamente noventa espécies, destacando-se, pelo seu valor medicinal, várias espécies dos gêneros Celosia e Amaranthus descritos por Carl Linnaeus, e Pfaffia e Gomphrena, por Carl Martius. Muitas dessas espécies também são amplamente utilizadas como ornamentais, especialmente as do gênero Celosia. Outras espécies, do gênero Alternanthera, são amplamente distribuídas no Brasil e consideradas ervas daninhas, tais como A. ficoidea, A. amabilis, A. spectabilis e A. versicolor, mas algumas também são consideradas medicinais e outras, tóxicas. O gênero Pfaffia inclui uma espécie muito utilizada no Brasil como medicamento, a Pfaffia paniculata, que não é referida nas regiões em estudo.

Espécies medicinais

Alternanthera brasiliana (L) Kuntze e Alternanthera micrantha Domin.
Nomes populares

Para a espécie A. brasiliana, Emenda é o nome popular mais utilizado na região de amazônica; no entanto, as denominações Corrente, Abranda e Perpétua são também muito utilizadas popularmente e referem-se à mesma espécie. Em outras regiões do país a espécie é conhecida ainda como Correnteroxa, Perpétua-do-brasil, Caaponga, Ervanço, Carrapichinho, Terramicina, Penicilina, Argentina e Carrapichinho-do-mato. Para a espécie A. micrantha, Abranda é o nome popular utilizado na região. A população, muitas vezes, utiliza ambos os nomes populares de forma indiscriminada para ambas as espécies, mesmo considerando os distintos usos terapêuticos.
Dados botânicos

Alternanthera brasiliana é uma planta herbácea, perene, rasteira, com caule esverdeado; as folhas são simples, opostas, sésseis, de ápice agudo ou pouco acuminado e base atenuada nitidamente pilosa; a inflorescência é formada por espigas pedunculadas, multiflora, contendo flores em glomérulos alongados, hermafroditas, com duas brácteas subiguais, cobertas por cinco tépalas, com cinco estames alternados; o ovário é unilocular e uniovulado; o fruto é utrículo, indeiscente e unisseminado, envolvido por duas brácteas lanceoladas. O gênero Alternanthera inclui aproximadamente cem espécies tropicais e temperadas, distribuídas especialmente na América do Sul. O nome do gênero Alternanthera, descrito por Carl Linnaeus, significa "Anteras alternadas".
Dados da medicina tradicional

Para a espécie A. brasiliana a população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarréia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a

decocção das folhas em grande quantidade é usada internamente em caso de derrame cerebral; o banho preparado com as folhas é utilizado para "deslocamento de osso". Para a espécie A. micrantha, a população utiliza-se da infusão das flores contra diarréias fortes e hemorróidas. Refere-se popularmente, ainda, que essa infusão não deve ser utilizada topicamente contra hemorróidas, apenas internamente. Outras indicações incluem o uso do chá de todas as partes da planta para hemorróidas (Amorozo & Gély, 1988). Não foram referidos usos medicinais na região da Mata Atlântica para nenhuma espécie desse gênero.

Ce/os/a argentea L. var. crisfata
Nomes populares

Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Crista-de-galo; no entanto, vários sinônimos são usados, tais como Crista-de-galo plumosa, Celósia plumosa, Amaranto branco, Celósia branca, Suspiro e Veludo branco.
Dados botânicos

Celosia argentea é uma planta herbácea, anual, ereta, glabra, atingindo até 1 m de altura; possui um caule suculento com folhas sésseis, alternas, pecioladas, linear-lanceoladas de ápice acuminado, sem estipulas; as flores são pequenas, não vistosas, reunidas em inflorescências do tipo espiga ou panícula terminal, densamente ramificadas, podendo apresentar-se nas cores vermelha, vermelha-roxa, amarela ou branca; as flores possuem brácteas e bracteolas lanceoladas, acuminadas; as sépalas são lanceoladas e agudas; os estames estão reunidos na base; possui de quatro a oito sementes lenticulares, pontuadas e pretas (Figura 9.1). Essa variedade, também denominada Celosia cristata, é um derivado tetraplóide da Celosia argentea com plumas de várias cores (amarela, vermelha, roxa). O nome do gênero Celosia, descrito originalmente por Carl Linnaeus, vem de kéleos = "queimado", referindo-se ao aspecto geral das inflorescências. Esse gênero inclui aproxi-

madamente 45 espécies tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na América do Sul e na África. Essa espécie também é encontrada na região do Vale do Ribeira, mas não foi referida como medicinal nas entrevistas realizadas nessa região.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá das flores é usado internamente contra gripe e rouquidão, e para esse segundo sintoma é comum o preparo de um chá bastante adocicado. Corrêa (1984) relata o emprego das sementes como antiescorbútico, anti-helmíntico e antidiarréico. O uso de espécies desse gênero, tais como C. trigyna e C. antihelminthica, é muito comum contra helmintos intestinais, especialmente contra Taenia (Hoehne, 1939). O uso de C. trigyna contra helmintos é extremamente comum e disseminado por diversos países da África (Watt & Breyer-Brandwijk, 1962).

Gomphrena globosa L
Nomes populares

Essa espécie, assim como outras da mesma família botânica, é conhecida popularmente na Amazônia como Perpétua. Em outras regiões, é também conhecida como Amaranto globoso e Gonfrena.
Dados botânicos

Gomphrena globosa é uma planta herbácea anual com até 1 m de altura; possui um talo ereto e pubescente, com ramos abundantes e curtos, opostos; as folhas são simples, opostas, elíptico-lanceoladas e pilosas; as flores se apresentam reunidas em inflorescências capitulares nas cores roxa ou rosada (Figura 9.2). Provavelmente originária da América tropical, mas também encontrada no sul da Ásia e com ampla distribuição na América do Sul. O gênero Gomphrena inclui aproximadamente 120 espécies tropicais e subtropicais, especialmente nativas da América e da Austrália. O nome do

gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius significa "escrever, pintar", relativo à folha variegada de grande parte das espécies desse gênero.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a infusão das flores é usada externamente no tratamento de hemorróidas, ao passo que o uso interno dessa infusão é referido como excelente no alívio da "palpitação" no coração. Outros usos incluem a fervura de todas as partes da planta, usada internamente, no caso de hemorragias fortes, especialmente em hemorragias menstruais (Guerrero, 1994).

Dados químicos dos gêneros Ce/os/a, Gomphrena e Alternanthera
Celosia argentea possui triterpenóides (raiz e sementes), sucrose (raiz) e flavonóides (folhas e caule), além de um importante polissacarídeo denominado celosina (Shah et al., 1993; Hase et al., 1996 e 1997; Schliema et al., 2001). A espécie também possuí dois raros isoflavonóides (Jong et al., 1995), lipídios, esteróis e ácidos (Mehta et al., 1981; Opute, 1980; Behari & Shri, 1986), várias isoflavonas (Jong & Hwang, 1995) e peptídios bicíclicos (Kobayashi et al., 2001; Morita et al., 2000). As sementes de treze linhagens de Celosia referentes a quatro espécies (C. argentea, C. cristata, C. plumosa e C. whileii) possuem proteínas, gordura e ácidos graxos, especificamente o ácido palmítico, oléico e linoléico (Prakash et al., 1992). Cinco espécies de Celosia foram analisadas quanto à composição nutricional e possuem vitamina C, carotenóides, proteínas e fatores antinutricionais, nitrato e oxalato (Prakash et al., 1995). Estudos farmacognósticos realizados com Gomphrena globosa confirmam a presença de flavonóides, saponinas e taninos nas flores; flavonóides, saponinas, sesquiterpenolactonas, taninos e triterpenos nas folhas e saponinas na raiz (Guerrero, 1994). De Alternanthera brasiliana foram caracterizadas as presenças de esteróides e terpenos (Macedo et al., 1999). Da espécie A. pungens foram isolados o

ácido oleanólico e uma sapogenina (De Ruiz et al., 1991), além de alfa-pineno (7,40%), canfeno (4,21%), beta-pineno (6,42%), mirceno (3,61%), p-cimeno (4,29%), limoneno (3,52%), beta-ocimeno (2,35%), 1,8-cineol (6,28%), alfatujeno (3,62%), alfa-borneol (4,46%), alfa-curcumeno (2,36%), cânfora (5,52%), bornil acetato (3,82%), alfa-terpinoleno (5,38%), linalol (6,29%), geraniol (7,42%), alfa-terpineol (3,82%), elemol acetato (6,14%), eudesmol (5,38%) e azuleno (3,16%) (Gupta & Saxena, 1987). Dos frutos dessa espécie também foram isolados antraquinonas e glicosídeos, além de heterosídeos, ácido oleanólico, b-sitosterol, amônias quaternárias, colina e acetilcolina. Lipídios neutros, fosfolipídios, glicolipídios e tocoferol foram determinados em A. sessilis por Sridhar & Lakshiminarayana (1993), além de ácido oleanólico e açúcares como glucose e ramnose (Kapundu et al., 1986). Uma C-flavona glicosilada denominada alternantina foi isolada de A. philoxeroides (Zhou et al., 1988). Estudos farmacognósticos demonstram a presença de taninos, sesquiterpenolactonas, esteróides e triterpenos em Alternathera sp, conhecida popularmente como Sanguinária (Guerrero, 1994).

Dados farmacológicos dos gêneros Alternanthera, Celosia e Gomphrena
Flavonóides das folhas e caule de C. argentea e o extrato alcoólico de folhas dessa espécie têm sido estudados pela ação antibacteriana e as sementes, pela atividade diurética em voluntários e ratos albinos (Shah et al., 1993). Esta espécie também possui propriedade antimetastática, imunomoduladora (Hayakawa et al., 1998), antidiabética (Vitrichelvan et al., 2002) e antimetótico atribuído à presença de peptídios tricíclícos (Morita et al., 2000; Kobayashi et al., 2001). O extrato de Celosia argentea, administrado intraperitonialmente, apresentou uma marcante supressão na produção de IgE anti-DNP em camundongos, mas não afetou a de IgG. Esses resultados sugerem que esse extrato, futuramente, poderá ser útil para a supressão de anticorpos IgE em certas desordens alérgicas (Imaoka et al., 1994). Celosina, um polissacarídeo isolado do extrato aquoso das sementes de Celosia argentea, apresentou um efeito hepatoprotetor, por inibir diversos

Farias. talos e flores são extremamente tóxicos para peixes (Guerrero.. D. 1996 e 1998). Kern et al. 1997). L. 1994). in vitro. 1996a e 1996b). 1999. GOT. M.. Brochado et al. 1987). Verificou-se ainda que essa espécie é capaz de aglutinar hemácias em felinos. analgésica (Macedo et ai. antiviral (Brochado et al. Uma loção contendo C. 1997. Induziu. Amaranthus tricolor (também da família Amaranthaceae) e outras plantas foi usada para o tratamento de dermatites atópicas (Mitsuyama & Yoshino. as propriedades antibacterianas da planta (Schlemper et al. 1996). B. 1996. 1993). ainda.. pungens apresentaram atividade purgativa dose-dependente . L. Gomes et al.. Não foram observadas. et al. argentea. 1997). D.. Estudos realizados com extratos etanólicos de raiz de Gomphrena globosa apresentaram atividade antibacteriana.. Esses dados sugerem que essa substância química é um ativo componente protetor dose-dependente contra hepatites químicas e imunológicas (Hase et al. o efeito sobre a peroxidase lipídica (Hase et al. 1996). J. LDH) e o nível de bilirrubina.. Esses resultados indicam que celosina é um agente imunoestimulante do efeito anti-hepatotóxico (Hase et al.. a secreção de IL-1-beta em células mononucleares humanas e aumentou a produtividade de gama interferon junto à concavalina A em células de baço de camundongos.. Com outras espécies do gênero Alternanthera verificou-se que extratos do fruto de A. assim como se confirmou que extratos aquosos e etanólicos de folhas. Além disso. 1997).parâmetros alterados pela ação de tetracloreto de carbono. 1993. O tratamento feito com folhas secas e frescas de Celosia trigyna mostrou-se muito efetivo como anti-helmíntico (Audu. et al. Estudos com Alternathera brasiliana permitiram constatar as seguintes propriedades: inibidor da proliferação de linfócitos humanos (Bento et ai. Celosina também induziu a produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alpha) em camundongos. B.. 1997) antiinflamatória e atóxica (Souza. relaxante (Araújo et al. mas essa ação pode ser inibida pelo soro humano (Lim & Gook. 1994) e depressora do SNC (Kern et al. 1996). celosian reduziu a mortalidade por hepatite induzida por Dgalactosamina em camundongos e. 1997). tais como os níveis das enzimas plasmáticas (GPT.. Farias.. raízes.. porém.. além da produção de interleucinas-1-beta (IL1-beta) e óxido nítrico em macrófagos em concentração dose-dependente.. 1998. et al. 1996. Loureiro et al.

De Ruiz et al. especialmente em uso crônico. 1998). Yang et al. Observações de uso Há uma grande concordância nos usos populares das diversas espécies. requer cuidados por parte da população. 1988. Extrato aquoso de A. mas com inúmeras outras da mesma família botânica. S. assim como sugere a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem a eficácia dessas espécies em diversas atividades farmacológicas e sua toxicidade.. 1995).quando administrados oralmente em camundongos (Calderon et al. 1986. Espécies medicinais da família Cactaceae Introdução A família Cactaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales. em doses terapêuticas também foram observadas ligeiras deformações das células hepáticas (Qu. B. não apenas com as espécies citadas. pungens possui atividade estimulante direta sobre o sistema gastrointestinal.. O uso das espécies contra helmintos. et al. Do extrato de A. 1989). 1992). aliado aos dados de toxicidade em peixes. sessilis foi detectada atividade antiulcerogênica (Wang et al. confirmados para inúmeras espécies dessa família. Zhang et al. et al. Diversos estudos foram desenvolvidos sobre a atividade antiviral de Alternanthera philoxeroides (Niu.. 1993)... subclasse Caryophyllidae. C. 1972).. Estudos mais recentes demonstram uma redução na taxa de mortalidade de animais infectados com vírus da febre hemorrágica. provavelmente por ação sobre receptores colinérgicos (Garcia.. sobretudo contra helmintos.. A atividade antidiarréica foi estudada em camundongos em que o extrato metanólico de Alternanthera repens foi mais efetivo (Zavala et al. A ação anticarcinogènica de folhas de Alternanthera sp não foi efetiva para inibir o desenvolvimento de carcinomas implantados no estômago de camundongos (Aruna & Sivaramakrishnan. inclui . 1996. porém. 1996). hemorragias.

suculentas. 1978). • Cactus. que inclui a espécie Pereskia grandiflora. com afinidade com as cactáceas de origem andina (Barrozo. que também inclui espécies medicinais. Em outras regiões do país recebe os nomes de Cacto-rosa e Quiabento. Os gêneros mais importantes dessa família são: • Pereskia (Pereskioideae). Espécies medicinais Pereskia grandiflora Haworth Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sangue-de-cristo. a família reúne 170 gêneros de distribuição restrita às Américas. .400 espécies (Mabberley. embora várias espécies possam ser encontradas na África. com aproximadamente 1. todas com metabolismo adaptado à produção de ácidos orgânicos e usualmente produzindo alcalóides e betalaínas.97 gêneros. No Brasil ocorrem 32 gêneros. com aproximadamente 160 espécies distribuídas em todas as regiões (Barrozo. reconhecidas popularmente como espécies comuns de caatinga. 1978). As espécies no Brasil podem ser divididas em dois grupos distintos: as encontradas na região Nordeste (com afinidades com as Cactaceae de origem norte-americana) e as cactáceas comuns das regiões Sudeste e Sul do país. • Opuntia (Opuntioideae). No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal da espécie Pereskia grandiflora. mas amplamente comercializadas como espécies ornamentais. são espécies perenes. 1997). Em ambos os casos. A família inclui árvores xeromórficas comumente com caules suculentos e algumas epífitas. de hábito variável e geralmente espinhosas. Cereus e Melocactus (Cactoideae). Segundo Joly (1998). enquanto na região do Vale do Ribeira nenhuma espécie dessa família foi referida como medicinal. usada na Amazônia como medicinal e descrita a seguir.

glucurônico e seus metil ésteres. A goma de P.Dados botânicos É uma planta terrestre arbustiva ascendente por meio de espinhos que lhe servem como garras. oblongas e acuminadas com base atenuada. numerosos acúleos. Dados químicos e farmacológicos do gênero De Pereskia grandifolia foram isolados sucrose. Dados da medicina tradicional A decocção de qualquer parte da planta é usada internamente como analgésico. lenhoso. . ramnopiranose e glucopiranose (Sierakowski et al. folhas subpecioladas. Das folhas de P. arabinofuranose. em altitudes e também no nível do mar. A espécie é originária da Argentina. galactopiranose. glucose. 1987). fruto do tipo baga glabra. além de galactose.. muito ramificada e com ramos e caule cilíndrico. galactose. O gênero Pereskia é o único dessa família em que as folhas são desenvolvidas e não são suculentas. É uma espécie apreciada como ornamental pelas abundantes flores rosas. ácido galactopiranosilurônico.. 1990). F. C. Peiresc. xilose e ramnose (De Pinto et al. arabinopiranose. Não foram encontradas outras referências populares sobre a espécie. 1994). 1986). aculeata caracterizou-se a presença de arabinose.. fructose e arabinose (Carvalho & Dietrich. galactose. flores rosas com anteras amarelas e inodoras. além de heteropolissacarídeos. ramnose e ácido galacturônico (Sierakowski et al. sendo uma planta arbustiva ou arbórea com até 6 m de altura. obovóide. arabinose. com numerosas sementes lenticulares aplanadas e obovadas. sendo uma homenagem ao professor N. cresce em matas e em restingas. antitérmico e contra gripes e resfriados. sendo amplamente usada e comecializada como cerca viva. O nome do gênero Pereskia foi revisado por Phil Miller. dispostas em rácimos terminais. guamacho possui ácidos galacturônico.

No Brasil ocorrem apenas dois gêneros. sendo algumas pequenas árvores. 1978). e 33 espécies (Barrozo.Espécies medicinais da família Portulacaceae Introdução A família Portulacaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 32 gêneros. muitas delas suculentas (Mabberley. no qual se encontra uma espécie cosmopolita de grande ocorrência no Brasil. Portulaca oleracea. Talinum e Portulaca. sendo uma espécie referida como medicinal nas duas regiões em que foram realizados os estudos aqui descritos. O principal gênero é o Portulaca. 1997). usada como alimento e medicamento em quase todo o território brasileiro. arbustos e ervas. nos quais estão compreendidas aproximadamente 380 espécies cosmopolitas espontâneas. .

dadas sua rusticidade e resistência à seca. A espécie é usada desde os tempos mais remotos. na forma de salada. O gênero Portulaca descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies tropicais. referindo-se às propriedades purgativas da planta. febrífugo e contra parasitas intestinais e cólicas renais. Dados botânicos É uma erva de caule curto.Espécies medicinais Portulaca oleraceae L. a decocção das partes aéreas é utilizada como diurético. que são cultivadas em vários países como alimento cru ou cozido. arroxeado e suculento. Nomes populares A planta é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Beldroega. outros usos são atribuídos à espécie. as partes aéreas cruas são usadas. axilares ou terminais. Corrêa (1984) refere que o caule e as folhas da planta são diuréticos. Bodroega. mas algumas variações de nome popular são usadas. sendo uma planta muito comum e de fácil desenvolvimento em todo o Brasil. Inclui três variedades principais. obovadas. pequenas. O suco das folhas é usado internamente contra úlceras e dores de barriga. o uso tópico da decocção é considerado excelente para aliviar a dor de queimaduras. flores amarelas. O nome do gênero Portulaca deriva de portula. enquanto as folhas frescas são mastigadas e deglutidas para as mesmas finalidades. pequenas. especialmente em Portugal e na Alemanha. diminutivo de "porta". cólicas renais e . Berduega e Veduega. sésseis. Na região da Mata Atlântica. planas e suculentas. vermífugos e úteis para combater problemas hepáticos. e a maioria é de ervas suculentas anuais. folhas pequenas. fruto capsular obovóide. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. como alimento. tais como Verduega.

Portulaca pilosa L. roxas ou avermelhadas dispostas em fascículos no ápice de cada um dos ramos. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Amor crescido. flores amarelas. lanceoladas. pilosas. Caaponga. glabros e suculentos. vulnerária. O macerado das folhas em água é usado externamente contra qualquer tipo de ferida. A infusão das folhas é utilizada para retenção urinaria. cicatrizante externa. estomáquica. A infusão das folhas misturada com alfazema serve para tratar cólicas renais. A infusão de folhas com broto de goiaba (Psidium guajava) é indicada contra diarréias graves. A infusão das folhas com as de graviola e jambu (Spilanthes acmella) é considerada excelente para problemas do fígado. as sementes passam por diuréticos. além de seu uso na cura das queimaduras e das úlceras de todos os tipos. sendo uma planta muito variável e encontrada em todo o território brasileiro. amarga.afecções da vista. emenagoga e eficaz contra erisipela. de onde saem folhas alternas. emoliente. O sumo das folhas cruas é usado internamente para diminuir cólicas menstruais e corrimento vaginal. Dados botânicos É uma erva prostrada de caules cilíndricos. . como as da beldroega. Também conhecida como Beldroega. sendo também usada localmente para "carne crescida no olho". Perrexi e Alecrim-desão-josé. As folhas dessa planta também são comestíveis. emenagogos e vermífugos. A infusão das folhas com casca de caju (Anacardium occidentale) é usada na forma de banho de assento para tratar hemorróidas. Corrêa (1984) refere ainda que a planta é considerada tônica. diurética. Dados da medicina tradicional A decocção das partes aéreas é usada contra erisipelas e febres. pequenas.

B e C. fósforo.. succínico. 18:2-ômega-6 e 18:l-ômega-9 (Ornara Alwala et al. 1995b). 1986) e os diterpenos trans-clerodânicos.... cycloartenol. além dos ácidos graxos do tipo ácido linolênico. cálcio.. 20:5-ômega-3 22:5-ômega-3. 1996). 1991).. campesterol e stigmasterol. ácido ascórbico. 1991). carboidratos. Boschelle et ai. 1991. isolados das raízes de P. e determinado que a tirosina é importante precursor do pigmento betalaína nas pétalas de espécies de Portulaca (Kishima et ai. Simopoulos et ai. . butirospermol. (1991) detectaram de R oleracea 3. oleracea de proteínas. potássio e cobre (Mohamed & Hussein. pilosa (Ohsaki et al. ácido linoléico e ácido palmítico.4. Detectou-se a presença dos ácidos cítrico.. 1995. manganês. 1996). oleracea apresenta um glicosídeo monoterpênico denominado portulosídeo A. Schneider & Kubelka (1990) caracterizaram a presença do ácido graxo ômega-3 (Omara-Alwala.. além da presença de antioxidantes alfa-tocoferol. ascórbico.. três diterpenóides transclerodânicos. beta-caroteno e glutation (Simopoulos et al. 1991) e uma mucilagem viscosa formada por um complexo polissacarídeo (Wenzel et ai.. Também foram realizados estudos quantitativos da composição química de P. malônico. Foram isolados diversos triterpenóides em outras espécies do gênero Portulaca. tais como o diterpenóide pilosanona C (que possui esqueleto biciclo 5. Das outras espécies do gênero foram ainda isolados outros diterpenóides clerodânicos (Ohsaki et al. hidrocarbonos e alfa-tocoferol. 1990). ao passo que das suas sementes foram caracterizadas as presenças de ácido linoléico e ácido linolênico (Liu et ai. Observou-se a presença de triterpenos beta-amirina. 1992). 1992). 24-metilene-24dihidroparkeol e 24-metilenecicloartanol. dentre os quais 18:3-ômega-3. sintetizado a partir de linalol (Sakai et ai. 1994). dos quais 25% são ácidos graxos livres e 19% são esteróis.. málico. 1988).Dados químicos Foram determinados diferentes ácidos graxos ômega-3 em folhas de R oleracea. 22:6ômega-3. 1996). ferro. Foram também isoladas duas betaxantinas de flores de R grandiflora. fumárico e acético (Gao & Liu. P.. parkeol.0 undecano) de R pilosa (Ohsaki et ai. sendo o último composto um glicosídeo. Boehm & Boehm. 1991). jewenol A e jewenol B (Ohsaki et al. pilosanol A. portulacaxantina II e portulacaxantina III (Trezzini & Zryd.5% de lipídios. como sitosterol.

beta-D-glucosídeo e quercetina-3-ramnosídeo (Joshi et al. oleracea foi investigado in vitro... lupeol. o que confere qualitativamente uma ação do tipo dos sais de potássio (Parry et al. 1989). (1994). 1994)... O extrato hidroalcoólico de P pillosa também apresentou atividade espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. 1994)... 1989). 1993. O extrato aquoso das partes aéreas de P pilosa apresentou atividades espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. enquanto das partes aéreas de P. 1996). suffruticosa foram isolados n-hentriacontano. 1995). O extrato hidroalcoólico de P oleracea apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al.. 2001) e não foi observada atividade antiulcerogênica (Costa et al. Habtemariam et al. sem alterar a diurese.. em parte decorrente da grande quantidade de íons K+.. beta-sitosterol. apresentou atividade hipoglicemiante. mas com o cálcio extracelular (Okwuasaba et al. além de antipirética e antiinflamatória (Poli et al. n-triacontano. Essas atividades podem esclarecer o efeito renal de aumento da excreção de potássio. grandiflora foi isolado o diterpeno portulal (Ohsaki et al.. diurética (Rocha et al. De P. Rocha et al.. 1989)... 1987). quando se observou um relaxamento muscular que não está relacionado com a liberação intracelular de cálcio. porém não foi observada atividade analgésica (Poli et ai. 1989). 1989b) e hipotensora (Poli et al. oleracea. 1989.. 1985) relaxante muscular. reduziu atividade motora (Radhakresharan et al... 1993). encontrado por Rocha et al. 1987). aumentando a concentração de insulina sérica em ratos com diabetes mellitus (tipo II) experimentalmente induzida (Eskander & Jun. . 1997). O extrato de P. stigmasterol. n-hexacosanol. dentre outras espécies.De P. grandiflora Hook. foram isolados também diterpenos clerodânicos (Boehm & Boehm. P. 1995a) e outro diterpenóide clerodânico (Ohsaki et al. Dados farmacológicos O extrato aquoso de P oleracea apresentou atividade relaxante de músculo esquelético.

No entanto. sendo uma planta extremamente . Erva vomiqueira. ervas anuais ou perenes e. A família se subdivide em quatro subfamílias. Spinaceae. Salsola e Atriplex. ramos folhosos verdes com folhas alternas. Mentrasto e Mentrusto. Lombrigueira. referida como uma das plantas usadas no embalsamamento de cadáveres. Ex Stend. 1978). Também é chamada de Ambrósia. sendo no Brasil encontradas espécies subespontâneas (Barrozo. Inclui arbustos. até espécies bem aclimatadas em áreas tropicais. caule ereto e glabro. Erva-das-cobras. Espécies medicinais Chenopodium ombrosioides Bert. Caacica.300 espécies cosmopolitas d de áreas de deserto e semidesértica (Mabberley. que pode atingir até 1. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Erva-de-santa-maria. Trata-se de uma espécie com usos pré-históricos. 1997). flores agrupadas em inflorescências glomerulares com muitas flores pequenas amarelo-esverdeadas. Salicornia.Espécies medicinais da família Chenopodiaceae Introdução A família Chenopodiaceae descrita por Walter Vent compreende 1. oblongas denteadas. Menstruço. são encontradas no Brasil espécies dos gêneros Beta.5 m. Erva-das-lombrigas. extremamente ramificado. todos de pequena importância como fonte de espécies medicinais. Dados botânicos A planta é uma erva cosmopolita. raramente. em que podemos destacar o gênero Chenopodium como o principal. pequenas árvores. Anserina vermífuga.

renais e genotoxicidade (Kapadia et al. Outro uso disseminado em todo o Brasil e reconhecidamente de grande valor é como inseticida doméstico. extremamente útil para afugentar pulgas. Godano et al. baratas e demais insetos. 1978. Corrêa (1984) refere dezenas de usos medicinais dessa espécie. Dados toxicológicos Apesar da grande utilização desta espécie na medicina tradicional. lesões hepáticas. febre. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. a espécie é também empregada como estomáquica e digestiva e. além de ser empregado como fumigante contra mosquitos e inibidor do crescimento de larvas de pragas de lavoura (Bown. as folhas frescas são usadas topicamente para diminuir edemas. destaca-se aqui a importância da espécie como vermífugo. uso disseminado em todo o Brasil e popularmente com eficácia incontestável. os quais devem ser observados em seu extenso trabalho. dor ciática e parasitas intestinais e. ao passo que a infusão das folhas é usada. externamente. esse uso é comum também em outros países. em altas doses. Melito et al.vulgar no Brasil e de ocorrência em todo o território nacional... O nome do gênero Chenopodium significa "péde-ganso". seu uso deve ser extremamente restrito pelos relatos de indução de tumores estomacais. bronquite. onde não foi referida como medicinal no estudo realizado. para problemas da pele. incluindo a Amazônia. como abortiva. especialmente na área veterinária. contra reumatismo. 1995). O gênero Chenopodium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cem espécies.. Além desse uso. internamente. A espécie é utilizada na expulsão de parasitas intestinais. o macerado das folhas em água é usado tanto interna como externamente como antiinflamatório. percevejos. amplamente disseminado nas zonas rurais. 1985a e 1985b.) . 2002. a maioria de ervas. sendo especialmente útil como vermífugo de animais. referindo-se às folhas lobadas.

1997). Outros nomes empregados para identificar a espécie são Batata-de-porco. com ampla distribuição no território e pertencentes especialmente aos gêneros Neea. Bougainvillea. . Nomes populares Na região da Mata Atlântica. destacamos aqueles que possuem espécies de valor medicinal: Boerhavia. Referimos a seguir o amplo uso medicinal na região do Vale do Ribeira de espécies do gênero Boerhavia. nome usado em todo o Brasil. opostas. flores reunidas em panículas isoladas com quatro a sete flores pediceladas (Figura 9. O gênero Boerhavia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. Dados botânicos A planta é uma erva rasteira com poucos ramos ascendentes e pilosos. Espécies medicinais Boerhavia difusa Willd. Boerhavia. pilosas e pecioladas. químico e botânico alemão Hermann Boerhraave. Dos gêneros. Pisonia. Mirabilis e Bougainvillea. ovadoblongas. Guapira e Andradea. distribuídas. Pega-pinto e Tangaraca. de onde partem folhas pequenas. em trinta gêneros. incluindo árvores. mas não antocianinas (Mabberley. a espécie é conhecida como Erva-tostão. e o nome do gênero foi dado em homenagem ao médico. No Brasil ocorrem apenas dez gêneros e aproximadamente setentas espécies.Espécies medicinais da família Nyctaginaceae Introdução A família Nyctaginaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 390 espécies tropicais. arbustos e ervas que produzem betalaínas.3). Mirabilis.

cujos efeitos benéficos são incontestáveis. 1991. Os principais gêneros dessa família são Phytolacca. desobstruente e um dos melhores medicamentos para icterícia e contra picadas de cobras. que inclui várias espécies medicinais e inúmeras usadas . 1996. lianas ou ervas.. 1999). 1995). O uso principal se baseia na infusão das folhas para a expulsão de vermes. Esta planta faz parte de uma composição fitoquímica que apresentou atividade amebicida (Sohni & Bhatt. antiinflamatória (Hiruma-Lima et al. além de ser considerada excelente diurético. 1997). ou na infusão de toda a planta contra hepatite e diarréia.... 1996) e lignanas (Lami et al. 1990 e 1991). Dados químicos e farmacológicos da Boerhavia diffusa Alguns estudos farmacológicos têm demonstrado atividades hepatoprotetoras (Chandal et al. atóxica. 1997). arbustos. sendo a parte mais usada e comercializada como excelente medicamento para problemas do fígado. Pesquisas fitoquímicas apontam a presença de alcalóides (Garg. 1978 e 1980. nos quais se encontram aproximadamente 65 espécies tropicais espontâneas nas Américas.. a maioria rica em antocianinas (Mabberley. Corrêa (1984) refere que a planta. A fração alcaloídica é responsável pela atividade imunomoduladora observada para esta espécie (Mungantiwar et al. 1991) e antimicrobiana (Abo & Ashidi. 1999). e antifibrinolítica (Barthwal & Srivastava.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica a planta é muito conhecida e sempre referida como medicinal. especialmente a raiz. Sohni et al. sem efeito teratogênico (Singh et al. particularmente contra lombrigas. 2000a). 1991).. possui sabor picante. sendo árvores. Rawat et al.. Aslam. Espécies medicinais da família Phytolacaceae Introdução A família Phytolacaceae descrita por Robert Brown compreende dezoito gêneros.

alternas. reunidas em inflorescências axilares e terminais espiciformes. inchaço de mem- . Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Mocura-caá. na Bahia. 1984). Em outras regiões. farmacêutico e amante da natureza. em decocto ou pó.como ornamentais. no Mato Grosso. e o gênero Petiveria. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Pipi. raízes e ramos são considerados emenagogos. Amansa-senhor. sublenhoso. o uso tópico do preparado de folhas de mocura-caá. limão de cayanna. gineceu unicarpelar com ovário súpero. Gambá-tipi. achatado e carenado (Figura 9. amplamente utilizada como medicinal no Brasil e aqui descrita. pequenas. ereto. agudas no ápice e estreitas na base. folhas curto-pecioladas. no alívio de dores musculares. como Tipi. em Pernambuco e em São Paulo.4). no Rio de Janeiro. Espécies medicinais Petiveria alliacea L. ramificado com ramos compridos. estipuladas. anti-reumática e antivenérea (Corrêa. que inclui uma única espécie. antiespasmódica e reputada como sudorífica. Dados botânicos Subarbusto perene. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende apenas essa espécie de origem na América tropical. fruto aquênio cilíndrico. diurética. estimulantes e úteis no tratamento de paralisia. androceu com quatro estames. Tipi-verdadeiro. Erva-pipi e Raiz-de-guiné. alfavacão. peão-branco ou roxo é utilizado contra dores de cabeça. flores sésseis. também é comum. folhas. delgados e ascendentes. Outros dados incluem o uso da raiz. o banho preparado com as folhas é útil como anti-séptico e antiemético para crianças. O nome do gênero foi dado em homenagem a Jacob Petiver. como abortiva. membranosas. O uso externo das folhas novas e da raiz.

1988). 1998). Diversos outros trabalhos também relatam atividades anticonvulsivante (Lima. 1988b). no Ceará. como antitérmico e em banhos de descarga (Simões. beta-sitosterol. 1990). antiespasmódico e sudorífico (Verardo.. flavonóides: 6-formil-8-metil-7-0-metilpinocembrina. triterpenos (Delia Monachi et al. a raiz é útil na amenorréia (Agra. 3-O-ramnosídeos de dihidrokaempferol. beta-sitosterol. protegeu parcialmente animais contra as convulsões induzidas por pentilenotetrazol e mostrou ação anestésica local (De Lima et al.. . na Paraíba. C. 1982. flavonóides. T. trans-N-metil-4-metoxiprolina... nitrato de sódio. Dados químicos da espécie Da raiz e do caule foram isolados nitrato de potássio. no Rio Grande do Sul. 1988. e para a atividade depressora do Sistema Nervoso Central o efeito anticonvulsivante parece ser o mais importante (Lima et ai. 1997. Grandi et ai. 1980. paralisia. Pinto C. 1988. trisulfeto de dibenzila. M. 1986). lignoceril álcool. T. 1982). 1996) e dibenziltrisulfeto (DBTS) (Johnson et al. o macerado da raiz é utilizado como antimalárico (Matos et ai. C. como abortivo.. além dessas indicações. ácidos palmítico. 1990). as raízes são usadas na hidropsia. ainda. esteárico. 1982). dihidroquercetina e miricetina (Delle Monache & Cuca Suarez. et al. De Souza et al. et al. dores de cabeça. 1988). pinitol. lignocerato de lignoceril e alfa-friedelinol (De Souza et al.. peptídeos como ácido glutâmico. glicina e alantoína (Sousa et al.. 1988. M. De Lima et al.. Van den Berg. 1980). S. O infuso das raízes apresentou ação antinociceptiva.7-di-O-metilpinocembrina. linoléico. 1992). a planta é utilizada como expectorante e vermífugo (Amorozo & Gély. Dados farmacológicos da espécie Os dados farmacológicos são muito variados.bros inferiores e em dores de dente (Van den Berg.. serina. 1986).. em Brasília e no Mato Grosso. 1982). Trotta et al. as indicações populares se repetem (Matos & Das Graças.. alantoína. 1980).. ácido lignocérico.. reumatismo. em Minas Gerais. 6-hidroximetil-8-metil-7-0-metilpinocembrina e 6-hidroximetil-8-metil5. 1989) e depressora do SNC (Lima.. et al.

. 1987) e antiviral (Ruffa et al. O composto dibenziltrisulfeto (DBTS) apresenta importante atividade inseticida.. tendo sido determinada a toxicidade subaguda. 1998). citotóxica.. 1991). Elisabetsky et al. além de não apresentar atividade depressora (De Lima et al. Outros estudos também caracterizaram as atividades abortiva. 2002. efeito zigotóxico (Guerra et al. 1988. 1997) e antifungica (Benevides et al. hematopoiética (Quadros et al... M. utilizado popularmente como vermífugo. 1991. 1995). Takahashi.. 1988. alliacea. com uma D L m a de 1.. et al. O extrato hidroalcoólico de P. zigotóxica e antimitótica do extrato hidroalcoólico.. 1993. O extrato aquoso da planta apresentou também atividades gastroprotetora (Cortez et al. Os extratos de raiz e folhas possuem efeito abortivo. Davino et al. 1994)... 1994). 1988.. 1993).. 1996) e antitumoral (Davino et al.. 1990).. 1991). decorrente de substâncias mutagênicas e potencialmente carcinogênicas (Hoyos et al. tanto das folhas quanto da raiz (Peters et al.. outros estudos para avaliação das atividades analgésica e depressora do SNC em ratos e camundongos demonstraram atividade no teste de contorções abdominais induzidas por diferentes substâncias e inatividade no teste de imersão da cauda em água aquecida.. 1989. Caldeira et al... afasia e até à morte (Corrêa. 1988). acaricida (Johnson et al.. estudos in vitro demonstraram atividade genotóxica. 1995) e hipoglicemiante (Lores & Pujol. Cortez et al. antiinflamatória oral (Germano et al. Guerra et al. 1992). 1992) e antiinflamatória para o extrato aquoso. alliacea também apresenta atividades tópica antiinflamatória (Germano et al. por levar à imbecilidade. 2001). 1991.. 1993. Lopez-Martins et al.. Germano et al. Y... . 1991 e 1992). 1984). 1989.. também apresentou atividade moluscicida (Almeida. Malpezzi et al. sendo estas atribuídas à presença de saponinas e cumarinas na raiz (Davino et al. No entanto. Dados toxicológicos Dados populares dessa planta indicam atividade tóxica. 2050 aci02). 1998).270 mg/kg para o extrato hidroalcoólico (Germano et al. Davino et al.. atividades analgésica (Thomas et al. e o de caule. além de atividade antimitótica (Malpezzi et al.mas não apresentam atividades sedativa e ansiolítica (Takahashi. P..

FIGURA 9.1 - Celosia argentea: a) ramo florido; b) semente (Foto: Hiruma-Lima).

FIGURA 9.2 - Gomphrena globosa: a) escanerata do ramo com flores; b) escanerata com detalhe da flor (Banco de imagens -

FIGURA 9.3 - Boerhavia difusa. Detalhe do ramo com flores (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa, 1984 - Banco de imagens

FIGURA 9.4 - Petiveria alliacea. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998 - Banco de imagens -

Seção 3
Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

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Violales medicinais

L. C. Di Stasi C. A. Hiruma-Lima F. G. Gonzalez W. G. Portilho

A ordem Violales inclui 23 famílias botânicas, muitas delas importantes fontes de espécies medicinais, tais como Flacourtiaceae (Lacistemaceae), Violaceae, Passifloraceae, Turneraceae, Caricaceae, Cucurbitaceae e Begoniaceae. Nessas e em outras famílias dessa ordem são encontradas muitas espécies comestíveis e inúmeras ornamentais, tratando-se de uma importante ordem de espécies vegetais com valor econômico e medicinal. Da família Flacourtiaceae deve-se destacar o gênero Casearia, que inclui a famosa medicinal Casearia sylvestris. Da família Violaceae, os gêneros Anchietia e Viola são os mais importantes, a espécie Anchietia salutaris, uma trepadeira conhecida como Cipó-suma, tem sido amplamente usada e estudada como importante fonte de produtos com atividade antialérgica e antiulcerogênica, enquanto no gênero Viola inúmeras espécies são cultivadas e comercializadas como ornamentais. Na família Begoniaceae, destacam-se as espécies ornamentais do gênero Begonia, enquanto na família Caricaceae encontram-se os gêneros Carica, importantes como fonte de espécies comestíveis e medicinais, e Jacaratia, no qual inúmeras espécies são belas ornamentais. Do

gênero Carica, a espécie Carica papaya foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica, cujas folhas são amplamente utilizadas contra gripes, resfriados e tosses. Das outras famílias dessa ordem destacam-se espécies medicinais de Lacistemaceae, Passifloraceae e Cucurbitaceae, referidas como medicinais na região amazônica, assim como espécies medicinais de Cucurbitaceae e Passifloraceae, referidas na região do Vale do Ribeira.

Espécies medicinais da família Cucurbitaceae Introdução
A família Cucurbitaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 119 gêneros, com 775 espécies distribuídas especialmente em regiões tropicais e poucas em climas temperados (Mabberley, 1997). No Brasil, a família é representada por trinta gêneros, com aproximadamente duzentas espécies (Barrozo, 1978). A família inclui inúmeros gêneros de importância farmacológica, dos quais ressaltamos Fevillea, Cucumis, Momordica, Bryonia, Luffa, Cucurbita, Wilbrandia e Sechium. Muitas espécies dessa família são comestíveis e reúnem importante valor econômico no Brasil, especialmente aquelas dos gêneros Cucurbita, Momordica, Fevillea e Sechium.

Espécies medicinais Cucumis anguria L.
Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Maxixe ou Pepino-deíndio. Em outras regiões do país é também conhecida como Maxixe-bravo, Maxixeiro, Maxixo, Pepino-castanha, Pepino-de-burro, Pepino-espinhoso, Maxixe-do-mato e Cornichão.

Dados botânicos

A espécie é anual, com caule rasteiro e anguloso, contendo folhas curto-pecioladas, cordiformes, sublobadas e base emarginada, profundamente 5-lobada; flores brancas, de corola partida e segmentos mucronados; fruto do tipo baga, ovóide, indeiscente e com mesocarpo branco; sementes marginadas. O gênero Cucumis inclui 35 espécies tropicais, e várias são úteis como medicinais e na produção de compostos flavorizantes para uso em cosméticos e alimentos, devendo-se destacar a espécie Cucumis sativus, o famoso Pepino. O nome do gênero Cucumis descrito por Carl Linnaeus deriva de cuce, palavra céltica que significa "oco".
Dados da medicina tradicional

O fruto, além de comestível, é usado na forma de suco como sudorífico.

Cucurbita pepo L.

Nomes populares

A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil como Abóbora. Também denominada Abóbora-moranga, Abóbora-de-carneiro, Abóbora-de-porco, Abóbora-moranga e Abóbora-porqueira.
Dados botânicos

É uma planta anual, rasteira e trepadeira, com ramos bastante vilosos e com gavinhas; folhas alternas, cordiformes, grandes e profundamente 5lobadas e pilosas; flores amarelas, grandes e vistosas; fruto grande, oblongo-arredondado com uma polpa fibrosa e comestível; as sementes achatadas são brancas. A espécie reúne inúmeras variedades, mas a C. pepo é de origem africana. É cultivada na região do Vale do Ribeira, inclusive pelas comunidades tradicionais e em quase todo o Brasil, sendo muito apreciada como alimento e importante recurso econômico. O gênero inclui aproximadamente treze espécies, mas inúmeras variedades para cada espécie, todas

de origem tropical. O nome do gênero Cucurbita descrito por Carl Linnaeus deriva de Cucumis e orbis, devido à forma esférica do fruto.
Dados da medicina tradicional

Na região do Vale do Ribeira, o macerado dos frutos em água fria, durante seis horas, é usado internamente para aliviar os sintomas de "queimação" do estômago. As sementes frescas trituradas ou secas ao sol são usadas internamente contra parasitas. Tanto os frutos como as sementes são amplamente consumidos como alimento. Corrêa (1984) refere que as folhas são usadas contra queimaduras, e as flores, para combater erisipela e qualquer inflamação; as sementes são usadas para doenças do fígado e baço, além de serem reconhecidamente tenífugas de grande uso; as raízes cozidas são usadas interna ou externamente como febrífugo ou para lavar feridas de origem sifilítica. As sementes frescas são usadas contra disenteria e para "refrescar o fígado", enquanto o cozimento das raízes possui propriedade febrífuga e tenífuga e, externamente, é usado contra úlceras sifilíticas (Guerrero, 1994).

Luffa cylindrica Roem.
Nomes populares

A espécie é chamada na região da Mata Atlântica, assim como em várias regiões do Brasil, pelo nome de Buchinha. A espécie também é chamada de Bucha-dos-paulistas, Fruta-dos-paulistas, Bucha-do-pescadores e Quingobógrande. Também é conhecida como Buchinha-do-norte, mas não tratamos aqui da verdadeira Buchinha-do-norte, que é a espécie Luffa operculata.
Dados botânicos

É uma planta trepadeira herbácea de porte alto e caule 5-angulado; folhas longo-pecioladas, palmadas e 5-lobadas, raramente com sete lobos; flores amarelas, sendo as masculinas dispostas em rácimos axilares, e as femininas, solitárias; fruto oblongo e cilíndrico, chegando a até 35 cm de comprimento, com sementes pretas ou cinzentas. Os frutos dessa espécie eram amplamente utili-

zados e ainda o são nas zonas rurais como esponja para a lavagem de louças (Figura 10.1). A espécie é cultivada na região da Mata Atlântica em São Paulo, sendo comum e subespontânea na região Nordeste do Brasil. O gênero inclui sete espécies tropicais. O nome do gênero Luffa descrito por Phillip Miller deriva de luff, que é o nome árabe da planta.
Dados da medicina tradicional

Na Mata Atlântica, especialmente nas regiões rurais, os frutos são macerados em aguardente ou vinho e utilizada contra rinite. O fruto (esponja) é empregado na limpeza do corpo e para melhorar a circulação na pele, além de comumente ser usado na lavagem de louça. A espécie é empregado equivocadamente como abortiva, por se considerar tratar-se da Buchinha-donorte, a Luffa operculata. Internamente a espécie é usada contra reumatismo, dores, hemorróidas, hemorragias internas e para melhorar a lactação (Bown, 1995). As folhas são usadas para acalmar a dor de cabeça e, quando cozidas, para purificar o sangue e como emenagogo; os frutos são usados como eméticos e catárticos violentos; a polpa, quando verde, é considerada purgante (Guerrero, 1994). Momordica charantia L.
Nomes populares

A espécie é conhecida na região amazônica e em várias regiões do país como Melão-de-são-caetano, inclusive na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões, a espécie também é denominada Fruto-de-cobra, Fruto-denegro, Erva-de-são-caetano, Erva-são-vicente e Erva-de-lavadeira.
Dados botânicos

Planta trepadeira, escandente, delicada, ramificada, com caule estriado; folhas membranosas, 5-7-lobadas com lobos estreitos na base; gavinha simples, longa, delicada, pubescente; flores masculinas solitárias, em pedúnculo com bráctea reniforme, inteira; cálice com lacínios lanceolado-ovais; estames aglutinados com os lóculos das anteras; flor feminina longo-pedunculada;

fruto capsular carnoso, amarelo quando maduro; sementes vermelhas (Figura 10.2). O nome do gênero Momordica descrito por Carl Linnaeus deriva de momordi = passado do verbo mordere, significando "eu mordi", referindose à disposição das sementes no fruto deiscente, como dentes.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o sumo das folhas, uma vez ao dia, é útil como antimalárico, enquanto o preparado do sumo das folhas com óleo de andiroba é aplicado externamente contra coceira. A infusão das folhas misturada com folhas de Sacaca é utilizada no tratamento de hepatite. Na região da Mata Atlântica, a infusão das partes aéreas da planta é usada para problemas hepáticos e como emagrecedor. A espécie também é utilizada como purgativo, emético-catártico, febrífugo, antileucorréico, anticatarral, anti-reumático, vermífugo, supurativo, anticarbunculoso, antiinflamatório e contra cólicas abdominais, menstruações difíceis, queimaduras, cravos e morféia (Corrêa, 1984); no Piauí, é usada externamente contra enxaquecas e internamente como abortivo e contra problemas do fígado (Emperaire, 1982); em Minas Gerais, é usada como anti-hemorroidal, emenagogo, febrífugo, resolutivo, anti-helmíntico, anti-reumático, antigripal, emético e purgativo (Gavilanes et al., 1982; Verardo, 1982; Grandi et al., 1982; Grande & Siqueira, 1982); na Paraíba, contra verminoses e cólicas (Agra, 1980).

Sechium edule Sw.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil como Chuchu. Outras denominações comuns são Maxixe, Machucho, Maxixe francês, Xuxu e Machuchu.
Dados botânicos

É uma trepadeira herbácea, com caule ramoso, piloso, com gavinhas; folhas pecioladas, membranosas, ásperas, alternas, cordiformes, com três

É uma importante espécie econômica. Dados botânicos É uma planta rasteira e trepadeira. Reúne ainda inúmeras outras qualidades econômicas. mas ásperas. sulcado. com até 20 cm de comprimento. visto seu grande consumo como alimento em todo o Brasil e em vários países da Europa. é uma variação de sicyos. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica e em outras regiões do país como Taiuiá. Na região da Mata Atlântica é comum encontrar a espécie dentro da floresta. O nome do gênero Sechium. chegando a atingir 50 cm de comprimento (Figura 10. membranosas. descrito por Patrick Browne. flores amarelas esbranquiçadas. ramoso e delicado. a decocção dos brotos é usada contra hipertensão e como sedativo. longos.a cinco lobos. e muitas variedades em cada espécie. e sua raiz. nas raízes formam-se tubérculos cilíndricos. Wilbrandia. como em formações secundárias. folhas pecioladas. foi dado em homenagem a John Wilbrand. O gênero descrito por Silva Manso inclui apenas duas espécies. 5-lobadas e raramente com mais lobos. A espécie é usada e amplamente comercializada como adulterante da Taiuiá verdadeira (Cayaponia tayuiya). como Cabeça-de-negro. sendo um produto amplamente comercializado. especialmente na Itália. fruto do tipo pepônio verde. . Wilbrandia ebracteata Cogn. e o nome. O gênero inclui apenas seis espécies.3). flores amarelo-claras. que significa "pepino". alternas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. com caule anguloso. capoeiras e na beira de estradas. rugoso. especialmente após o cultivo sistematizado.

A composição química do fruto de M. Os ácidos graxos predominantes foram o ácido alfa eleosteárico.. além do esterol.. glicolipídios (35. Dos frutos verdes de M. momorcharasídeo A e momorcharasídeo B que inibiram a síntese de DNA e RNA em células tumorais S180 (Zhu et al. a decocção das raízes e das folhas é usada contra úlceras e gastrites. momordenol e o álcool monocíclico denominado momordol (Begum et ai.. Das folhas de M. também.40%). 1986). Das sementes de M. Huang et al. Hara et al. charantia também foram isolados triterpenos. 1989). taraxerol e beta-amirina (Kikuchi et al. 1990.. Dados químicos de alguns gêneros Diversos estudos fitoquímicos têm sido feitos com a Momordica charantia (Garcia et al. proteínas.. Mn e Li (Peng & Li. reumatismo. Cr.. ácido linolênico.. Foram isolados ainda das sementes de M. 1989) e monossacarídeos e dissacarídeos (Ishikawa et al. 1996. sífilis (Almeida et al. afecções da pele. 1996. 1988.. Kusmenoglu. 1985). Wang et ai. 1995. 1992). Zn.80%) e fosfolipídios (16. tumores e. Ni. sendo o cucurbita-5.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1996). charantia foram isolados os triterpenos momordicina.. charantia foi determinada como 0. Além disso. 1997). De M.. charantia foi isolado um inibidor da tripsina (Kawamura et al. divididos em lipídios não-polares (38. ácido esteárico e o ácido palmítico (Yuwai et al.. charantia isolou-se uma mistura de esteróis acilglicosilados (Guevara et al. Zheng et al.. como laxativo (Farias et al... assim como no controle da diabetes. Grondin et al.. Das sementes foram ainda isoladas lecitinas (Wang et ai. 1992).. momordicinina e momordicilina. 1987). uma proteína inativadora de ribossomos (Pu et ai. além das momordicinas (Fatope et al. 1996). Chandravadana et al. a raiz é utilizada no tratamento de febre. charantia foi isolada a gama-momorcharia. 1989. Das sementes de M. charantia foram isolados os triterpenóides cucurbitanos.24-dien-3beta-ol e o 24-metilenecicloartanol os constituintes majoritários do óleo de suas sementes. 1990). 1997). Foram isolados também cicloarterol. Dos frutos frescos de M. 1989.. charantia . Das sementes de M. Chang et al. 1990a).81%). 1991. Co. Nguyen.. 1996. 1996).76% de lipídios.. charantia também foram isolados vicina. aminoácidos e abundância em elementos como Cu.

1990). albumina e um glicosídeo denominado cucurbitina. As sementes possuem 50% de óleo. H e I (Miro. Dados farmacológicos Várias atividades farmacológicas foram verificadas com a espécie Momordka charantia. triterpenos tetracíclicos. balsamina (De Tommasi et al. A espécie Luffa cylindrica possui alcalóides (Guerrero. posteriormente. 1994). 1990). além de uma resina (Volák & Stodola. provavelmente uma das mais estudadas quanto às suas atividades farmacológicas. pelas G. Geralmente. 1990b). 1995). aos quais se atribui a potente atividade biodinâmica e tóxica das espécies em que são encontradas (Pagotto. 1987). esteárico. A espécie Cucurbita pepo é rica em glicosídeos saponínicos. além de glicoproteínas (Minami & Funatsu.. involucrata (Shanta & Radhakrishnaiah. oléico. punícico e alfa-eleosteárico (Gaydou et ai. balsamina foram isolados os ácidos graxos: ácido octadecatrienóico. rigorosamente. Aí. e inúmeros estudos são realizados com essa espécie. e são nomeadas com letras sucessivas do alfabeto (A -» R). micose e momorcharasídeos A e B (Zhu et al. 1994). Estudos fitoquímicos demonstraram grande proximidade entre espécies do gênero Momordica: Aí. isolados das partes aéreas. contendo trinta carbonos. Recentes estudos demonstram que a família Cucurbitaceae é especializada na produção de cucurbitacinas. 1993). além do ácido rosmarínico.. Dos frutos de Cucumis anguria foram isolados ácido palmítico. Os glicosídeos fenilpropanóides verbascosídeo e calceolariosídeo. charantica. charantia.. 1993). além de possuir óleo essencial (Guerrero. foetida (Mulholland et al. 1995). sesquiterpenolactonas e taninos.vicine. . dioica eM.. 1991). Das sementes de M. As mais comuns no reino vegetal são as cucurbitacinas B e D. também descrito em M. linoléico e linolênico (Sibanda & Chitate. as cucurbitacinas estão presentes nas plantas como (J-glucosídeos. grosvenor foi isolado um triterpeno usado como adoçante (Hu & Lu. 1987). Triterpenóides cucurbitanos foram isolados do extrato clorofórmico das folhas de M. pela E e. também foram detectados em Aí. Dos frutos de Aí. 1997). Sobre outras espécies do gênero Momordka foram realizados inúmeros estudos químicos. seguidas.

Atividade hipoglicemiante foi descrita para sementes. 1986.. Athar et al. da síntese protéica. 1996). Raman & Lau. charantia (Rathi et al. Estudos demonstraram que a alimentação suplementada com Momordica charantia não produz efeitos adversos na ingestão alimentar. decocto das folhas e suco de M.. Atividade hipoglicemiante do extrato aquoso dos frutos de M. Platel & Sirinivasan.. Pugazhenthi & Murthy.. 1983). El-Gengaihi et al... 1984... charantia apresenta efeitos nas monooxigenases dependentes do citocromo P450 e glutation Stransferase hepáticas (enzimas metabolizadoras de drogas) em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina (Raza et al. A administração oral do suco do fruto ou das sementes possibilitou redução nos níveis de glicose sangüínea e melhorou a tolerância a glicose em animais diabéticos e normais e no homem. 2002) (Jilka et al. no crescimento e no peso dos órgãos em ratos normais.... (1986). 1996. Ahmad et al.. DNA. Welihinda et ai. (2001) demonstraram ainda que o suco da planta aumenta a tolerância a glicose e a recaptura da glicose nos tecidos. O extrato etanólico de M. 1987). extratos brutos de folhas. 1996. Karunanayake et al. 1981. 1996. 1980. 1982a e 1982b). O suco dos frutos de M. da guanilato ciclase de vários tecidos foi determinada com substâncias isoladas dessa espécie (Takemoto. 1993). do AMPcídico de linfócitos leucêmicos. Foram também descritas as atividades antitumoral (Nagasawa et al. 1983a e 1983b) e . Welihinda & Karunana-Yake (1986) e Miura et al. 2002). 1993). Os experimentos em animais e in vitro têm caracterizado o fruto como secretagogo de insulina e como insulinomimético (Kedar & Chakha Barti. Além disso. charantia apresentou atividade hipoglicemiante em ratos diabéticos por diminuir a atividade das enzimas hepáticas envolvidas na gliconeogênese (glicose-6-fosfatase e frutose-l. charantia em camundongos com hiperglicemia induzida por ciproheptadina foi determinada por Cakici et al. Inibição da síntese de RNA. Os frutos atuam como imunossupressores via ação linfocitotóxica (Leung et al. (1986b e 1986c) verificaram que frações isoladas dessa espécie possuem atividade antilipolítica e lipogênica. (1994). antiviral (Takemoto et al. parâmetros hematológicos permaneceram normais. 1997). Ng et ai.6-bisfosfatase) e aumentar a atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase em hepatócitos e eritrócitos (Shibib et ai. 1982. sem alterações na glicemia e com redução significante na colesterolemia (Platel et al. com aumento de glicogênio nos tecidos e músculos.

et al. Fong et al. charantia apresenta atividade hipoglicemiante em ratos normais e diabéticos (Ali. Cinco compostos foram isolados de sementes de M... Duas proteínas inibidoras da tripsina (MCTI-II' e BGIT) foram isoladas das sementes de M. 1993). 1983). L. A glicoproteína isolada das sementes de M. charantia. atuam na clivagem de RNA (atividade ribonucleásica) (Mock et al. isoladas de sementes de M. 1995b). (1992) realizaram uma revisão das características bioquímicas e atividades biológicas de oito proteínas vegetais de espécies de Cucurbitaceae. O extrato metanólico dos frutos livres de saponinas em M. Ng et al. As proteínas inativadoras de ribossomos... Foi observado um potente efeito imunossupressor das proteínas alfa e beta-momorcharina pela sua ação linfocitotóxica direta ou por um deslocamento dos parâmetros cinéticos da resposta imune (Leung et al. 1994).. impedindo a integração do DNA viral (Lee Huang et al. 1995). quando conjugadas com anticorpo monoclonal reconhecedor de linfócitos humanos.. charantia. possui atividade antitumoral contra diferentes linhagens de células (Ng et al. MAP30 (uma proteína anti-HIV isolada de M. uma glicoproteína que apresenta atividades abortiva. inativadora de ribossomos e imunomoduladora. uma proteína inativadora de ribossomos. Foi caracterizada a atividade antitumoral in vitro das proteínas inativadoras de ribossomos MAP30 de M. na qual descreveram a momorcochina. (1993) consideram que tais momordinas imunotóxicas poderiam ser utilizadas para a eliminação de linfócitos T em transplantes alogênicos de medula óssea. charantia.. os quais promoveram a inibição da síntese de DNA e RNA na linhagem de células tumorais SI80 (Zhu et al.. 1996).imunomoduladora (Spreafico et al. . Demonstrou-se que momorcharina alfa e beta. 1987. momordina 1 e momordina 2. apresentam importante atividade imunotóxica (Wang et al. 1994). 1990). 1996). charantia. charantia.. alda-momorcharina. e suas seqüências de aminoácidos foram determinadas (Miura & Funatsu. isoladas dessa espécie. antitumoral. charantia contra diferentes linhagens de células tumorais renais. charantia têm sido relatados por uma atividade antileucêmica e antiviral (Cunnick et al.. A espécie também apresentou atividade indutora da produção de interferon (IFN tipo I) em coelhos e aumentou a atividade de células NK (natural killer) de camundongos (Huang et al. 1993). Wang et al. 1990). 1990a). pulmonares e da mama (Rybak et al. proteínas inativadoras de ribossomos. Os frutos e sementes de M.. charantia) inibe a integrase de HIV-1.. incluindo M.

1987).. 1988) e o extrato etanólico das sementes possui atividade antitumoral (Santana et al. De M. 1994). M. charantia foi detectada atividade antimutagênica (Guevara et al.. antiancilostomose (Berchieri et al. 1990). que inibiu a síntese de esteróides induzida por uma dose máxima de ACTH em células adrenais isoladas de rato (Ng et al. 1996). De M.Atividade antiimplantacional foi determinada por Chan et al. Os frutos de M. O extrato aquoso da folha de M. 1991). charantia indica a possibilidade de seu uso conjunto na terapia contra o HIV (Bourinbaiar & Lee Huang. 1990. Um ensaio com radioligantes indicou que o extrato bruto de M. charantia apresentaram ainda atividade antiulcerogênica e antitumoral (Sener & Temizer. et al. charantia (Silva. 1988). Misra et al. 1996). apresenta maior atividade antibacteriana do que os extratos em separado das espécies e maior . charantia e Emblica officinalis Gaertn. A potencialização da atividade anti-HIV das drogas antiinflamatórias dexametasona e indometacina pela proteína MP30 de M.. 1987). charantia apresentou atividade analgésica (Castro et al. 1996).. charantia foram também isoladas proteínas que apresentaram ação antifertilidade em ratos machos (Chang & Li.(1991) detectaram essa atividade in vivo e in vitro contra Plasmodium berghei.. charantia que se apresentaram ativos diante do vírus do herpes (Bourinbaiar et al... 1997). 1990. Dos frutos verdes de M. 1994). MAP30 isolado de M. charantia foi isolado ginsenosídeo. (1984 e 1985). charantia diminuiu em mais de 60% a atividade dos receptores para adenosina (Hasrat et al. Basaran et al. charantia também foi efetiva como medida profilática contra coccidiose de aves (Hayat et al. O extrato produzido com a combinação dos frutos de M. 1996).. L.. Amorim et ai. e o rizoma de Curcuma longa Linn. charantia apresenta atividade anti-retroviral contra o vírus do herpes (Bourinbaiar & Lee Huang. Das folhas de M. Apesar da indicação popular para inflamação. Embora indicada contra malária. charantia não foi efetiva na diminuição da parasitemia contra Plasmodium berghei em camundongos (Menezes Ornelas et ai.. não foi observada atividade antiinflamatória das folhas e dos caules de M. 1995). Foram isoladas duas proteínas de M. No entanto. charantia foram isolados triterpenóides que diminuem a infestação de besouros (Chandravadana.. A M. 1995)..

1995. anticoncepcional. A. hipovolemia. C. inúmeras atividades farmacológicas são referidas. Foram observadas inibições da ativação de fatores do sistema de coagulação sangüínea por inibidores de protease isolados de espécies da família Cucurbitaceae. como aumento da permeabilidade capilar e diminuição da permeabilidade vascular. hepatoprotetora e anti-reumática (Konoshima et al. 1989. diminuição da pressão arterial. Proteínas isoladas de M.. Considerando-se a enorme variedade de cucurbitacinas. 2002) analgésica e antiiflamatória (Peters et al. Hamato et ai. dioica apresenta atividade antialérgica em ratos e camundongos (Gupta et ai.. Além disso.. antitumoral.. diarréia.... Para a espécie Sechium edule existem descrições de suas propriedades diurética (Melita Rodrigues et al. 1996).atividade hipoglicemiante. aprisionando radicais livres derivados do oxigênio (radicais superóxido e hidroxila) (Sreejayan & Rao. 1995. Miró.. 1984. 1993). 1986). Pagotto et al. Peters et al. podem ser observados outros efeitos biológicos provocados pelas cucurbitacinas. Testes in vitro e in vivo com o conjugado anti-CD5-momordina (imunotoxina) pode ser útil na terapia da doença do enxerto e no tratamento contra leucemias e linfomas (Porro et al. ao mesmo tempo em que a atividade mutagênica e outros efeitos tóxicos têm sido descritos para as mesmas substâncias (Pagotto et al. cochinchinensis foi isolada uma fração hemolítica resistente a enzimas proteolíticas e ao aumento da temperatura (Ng et ai. De M. . além de apresentar atividade gastroprotetora (Fernandopulle. hipotensora (Gordon et al. citotóxica. tais como antiinflamatória. Outras atividades também foram descritas para a espécie.. 1994). 1995)... 1995. O extrato alcoólico de M. antimicrobial. 1993). 2001). 1995). 2000) e antimutagênico (Yen et al. inibição da ovulação. 1991). charantia são inibidoras de tripsina e elastase (Hara et ai. Trichosantina. 1995.. diminuição da síntese de eicosanóides e aumento da razão de AMPc/ GMPc (Miró. em rato. alfa-momorcharina e beta-momorcharina apresentam baixa imunogenicidade e ausência de reação cruzada em camundongos (Zhen et al. 1997). 1991). et al.. do que o extrato de M. De Wilbrandia ebracteata foram caracterizadas as propriedades antiulcerôgenicas (Gonzales & Di Stasi. em especial a tripsina inibitora-II (Hayashi et al. anti-helmíntica. tais como antioxidante. 1997 e 1999). charantia (Sankaranarayanan &Jolly. Teixeira. 1993)... 1986b).. Jensen & Lai. 1996).

. Em ambos os casos. 1987). o consumo dessas espécies deve ser feito com cuidado. sendo também observado que altas doses do suco dos frutos pode causar congestão das veias centrolobulares hepáticas. 1990). charantia possuem substâncias abortivas capazes de induzir teratogênese em embriões de ratos (Yeung et ali...6 mgAg. 1986.. charantia foram isoladas duas proteínas denominadas alfa e betamomorcharina. observou-se um aumento na concentração sérica de gama-glutamil transferase e fosfatase alcalina. charantia em enzimas hepáticas. especialmente por gestantes. 1978) e induz alterações sobre parâmetros sangüíneos de suínos (Queiroz Neto et ai. 1986). cochinchinensis com o mesmo tipo de efeito abortivo (Yeung et ai. . 1994). 1988).. Das sementes de M. El-Gengaihi et al. antitumoral e antifertilidade em ratos e camundongos (Almeida et al. charantia em animais ocorre principalmente no fígado e no sistema reprodutor (Pugazhenthi & Murthy.Da fração purificada de rizoma de Wilbrandia sp foram isolados.. porém diminuiu sensivelmente com a fervura dos frutos em água (Sibanda & Chitate. recentemente. com um possível efeito hepatotóxico (Tennekoon et ai. angaria foi de DL50 = 1. Os frutos de M. dois glucosídeos norcucurbitanos (WG1 e WG ) que apresentaram potentes atividades antiinflamatória. 1996. A toxicidade do fruto de C. Raman & Lau. Dados toxicológicos dos gêneros Momordica e Cucumis A toxicidade de M.. 1997).. 1986).. Em estudo realizado para avaliar os efeitos do suco dos frutos e do extrato das sementes de M. que foram eqüipotentes em induzir aborto em camundongos (Yeung et ai. 1996. Essas mesmas proteínas foram isoladas das raízes de M. Platel & Sirinivasan. 1992). A espécie também provoca lesões testiculares em cães (Díxit et ai. Chan et al. 1996.

e não foram encontrados sinônimos para ela. visto que foi citada por grande parte dos entrevistados. Mabberley (1997) inclui a família Lacistemaceae na Flacourtiaceae. Na região da Mata Atlântica não foram referidas espécies dessa família botânica.4). nos quais se distribuem aproximadamente quarenta espécies. O nome do gênero Lacistema deriva do grego lacis = "trapo. cálice com sépalas imbricadas e desiguais entre si. onde há cerca de oito espécies. 1978). com gomo terminal protegido por estipula caduca. Espécies medicinais Lacistema sp Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins (Amazônia) de Inguanguana.Espécies medicinais da família Lacistemaceae Introdução A família Lacistemaceae descrita por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui apenas dois gêneros (Lacistema e Lacistemopsis). ovário unilocular. alternas. pétalas ausentes. flores andróginas dispostas em espigas curtas com brácteas que protegem as flores. fruto do tipo capsular trilobado. mas que possui uma grande importância. incluindo árvores de pequeno porte ou arbustos cosmopolitas (Barrozo. distribuídas em regiões tropicais. pedaço. farrapo". bem desenvolvidas. Dessa família foi referida uma espécie medicinal na região amazônica a qual não foi completamente identificada. desde o México até o Peru e o norte do Brasil. referindo-se ao estame bifurcado. semente com endosperma carnoso (Figura 10. folhas simples. e stemon = "estame". . Dados botânicos Árvore de pequeno porte. um sistema de classificação também usado por vários pesquisadores. androceu com um estame.

arbustos e árvores (Mabberley. Essa família é composta principalmente pelos gêneros Passiflora. . 1992). Adenia e Tetrapathaea que habitam a Nova Zelândia. Espécies medicinais Passiflora coccinea Abl. em geral trepadeiras. conforme apresentamos a seguir. 1996). enquanto outros são utilizados na medicina popular como sedativos (Passiflora incarnata e outras espécies). existem várias espécies do gênero Passiflora. representando um importante recurso econômico.Dados da medicina tradicional O uso externo das folhas sobre a cabeça é indicado como febrífugo. de valor alimentício e medicinal. Nomes populares A primeira espécie é mais conhecida pelo nome de Maracujá-do-mato. Alguns frutos da família são comestíveis (Passiflora edulis). no entanto. No Brasil. Espécies medicinais da família Passifloraceae Introdução A família Passifloraceae foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e Augustin Pyramus de Candole e inclui dezessete gêneros. Nos estudos etnofarmacológicos aqui descritos foram referidas apenas espécies desse gênero. 1997). A presença de glicosídeos cianogênicos é relatada em espécies dessa família (Evans. existem registros para a espécie como Maracujá-poranga. compreendendo lianas. A grande maioria das espécies descritas nessa família são herbáceas ou lenhosas. conhecidas popularmente como Maracujá (Joly. com 575 espécies tropicais e temperadas.

fruto oblongo-ovóide. sementes compridas (Figura 10. 1987a. 1989).. esverdeadas ou vermelho-esverdeadas (externamente) e róseas (internamente). carotenóides (Ferreira et al. mas esta só é usada na falta da Passiflora coccinea. mas identificada apenas até o gênero. epipassicoriacina. corniculadas. chamada popularmente de Maracujá gigante. monoterpenóides.. Spencer & Seigler. passissuberosina e epipassisuberosina (Spencer & Seigler. e cinco pétalas rosadas. 1997). Dados químicos Isolaram de P coccinea os glicosídeos cianogênicos: passicoriacina. Na região da Mata Atlântica. 1990). alternas. planas e obtusas. pela interpretação dada às peças florais. também foi referida na região amazônica como útil contra insônias. que lembram os instrumentos do martírio. (9Z)-ácido octadecenóico. é usada para diversas finalidades. peninérveas. da qual foram obtidas substâncias cianogênicas (Chassagne et al. caule robusto. flores com cinco sépalas ovadas.5). a infusão das folhas é usada internamente como sedativo.. . margem inteira. cilíndrico. estipulas ovadas. principalmente a P edulis. 1996. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o chá das folhas é útil contra problemas cardíacos e como sedativo.Dados botânicos Planta glabra. folhas inteiras. uma espécie denominada Maracujá. Informações adicionais foram obtidas com outras espécies do gênero. enquanto o macerado das folhas em água fria é útil para aliviar sintomas da asma. 1991). principalmente linalol e norterpenóides (Winterhalter. O nome do gênero Passiflora se refere à flor da paixão (crucificação de Jesus). cordiformes. 3-hidroxi-retro-alpha-ionol (Herderich & Winterhalter. antocianinas (Kidoey et al. 2tridecanona. Passiflora macrocarpa Mart. o suco dos frutos é considerado sedativo. hexadecanóico. 2-pentadecanona. côncavas. ovadas. pecíolos canaliculados com seis glândulas aos pares.. Uma outra espécie de maracujá. 1987b e 1985). 1983). gavinhas que são ramos florais modificados. agudas no ápice e estreitas na base.

Efeito depressor central também foi verificado com a P alata (Oga et al. Das folhas de P alata foram caracterizadas as atividades sedativa. mollissima (Froehlich et al. taninos. 1989). isoschaftosídeo. Esse composto não foi detectado em P coerulea. B1. PP e C (Zhuang & Wang. 1987). gomas e resinas foram obtidos em diversas espécies do gênero (Celighini et al. Proliac & Raynaud. K. bem como a presença de glicosídeos em P. Ortega et al. nem em R incarnata (Speroni et al. 2000. B2. isoscoparin -2"-0-glucosídeo (Rahman et al. 1997.2-tridecanol octadecanóico e óxido ariofileno (Arriaga et al. Vários alcalóides indólicos foram isolados desse gênero. saponarina. 1986). 1988. 1980). fósforo. incarnata foram isolados: alcalóides (harmana. harmol e harmalol). 1997. sovetexin-2"-0-glucopiranosídeo. 1988). O suco dos frutos contém água. 1987b). 1997)... harmalina. Constituintes voláteis também já foram caracterizados de P. maltol. vitaminas A. riboflavina. Amaral. sendo a passiflorina o mais conhecido. orientina e isoorientina. vitexina e isovitexina) (Soulimani et al. 1996). 1996). Menghini. lipídios. espasmolítica (Queiroz & Brandão.1979). harmina.. P. et al. 1988. açúcares. Raffaelli et al. 1997. P coriacea (Spencer & Seigler. 1988). Dos frutos e folhas de P . 1980.. assim como ácidos graxos. 1991). analgésica. 1988. 1984) e a P incarnata (Kimura et al. composto que apresentou atividade depressora do SNC apenas em doses altas.. bem como ansiolítica e hipno-sedativa (Silva & Freire. cálcio. Dados farmacológicos Estudos feitos com P edulis demonstraram atividade depressora inespecífica do Sistema Nervoso Central (Maluf et al.. potássio. Sena & Leite. amliformis (Restrepo & Duque. carboidratos. 1998). fermentos. ácido ascórbico e beta-caroteno (Marin et al. Spencer & Seigler. Costa... glicosilflavona (Geiger & Markham. 1986). 1987a) e P suberosa (Kidoey et al.. schaftosídeo (Proliac & Raynaud... ferro.. 1988). proteínas. 1979). isoorientin-2"-0glucopiranosídeo (Li et al. Da espécie P... isovitexina. Vale & Leite. além de vários compostos aromáticos (Winter et al. Flavonóides como vitexina. 1995. flavonóides (orientina. quadrangularis (Orsini et al.. 1988) e a ausência de efeito teratogênico (Amaral et al. 2000).. 1997). de onde foi isolada crisina. 1986). isoorientina..

fruto e flor (Banco de imagens . 1991). FIGURA 10. 1989). Porém. atribuída ao flavonóide ermanina (Echeverri et al. 1978).. 1988). Detalhe da folha 5-lobada. enquanto do extrato aquoso das partes aéreas de Passiflora sp foi observada a atividade antifúngica (Boelter et al. inotrópica.. ao passo que das folhas foram determinados os efeitos analgésico.. Das folhas de P . Barros et al. Echeverri & Suarez. outros trabalhos relatam a presença de efeito tóxico como a promoção de um quadro de hepatodistrofia quando do uso de dose superior à preconizada pela população (Melito et al. 1998a). Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa (Perry et al. 2000) e imunoestimulante (Guerra et al.. 1985b.. espasmolítica (Carneiro et al. 1985). que apresentou atividade citotóxica e antibacteriana contra Escherichia coli. tetrandra foi isolada 4-hidroxi-2ciclopentenona. foetida apresentou atividades hipotensora. O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de P.. 1988) e efeitos tóxicos nos sistemas hepático e pancreático (Maluf et al... 1991. antiinflamatório (Silva et al. antipirético (Silva et al.Luffa cylindrica Roem..1 . 2000)...edulis caracterizou-se a ausência de toxicidade (Melito et al. 1989 e 1993) e inseticida.

FIGURA 10.2 . e b) ramos com flores (Fotos originais: Hiruma-Lima).Momordica charantia: a) ramo com frutos. .

FIGURA 10.3 - Wilbrandia ebracteata: a) escanerata com detalhe dos ramos com gavinhas e flores; b) escanerata com detalhe das flores; c) escanerata com detalhe da folha 5-lobada (Banco de imagens

FIGURA 10.4 - Lacistema sp. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius Flora Brasilica - Banco de imagens -

FIGURA 10.5 - Passiflora coccinea. Ramo florido com gavinhas (original por Di Stasi - Banco de imagens

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Malvales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. M. Santos E. M. Guimarães C. A. Hiruma-Lima

A ordem Malvales inclui doze famílias botânicas, muitas delas congregando inúmeras espécies medicinais, como é o caso das famílias Bixaceae, Tiliaceae, Sterculiaceae, Bombacaceae, Malvaceae e Geraniaceae. Das doze famílias pertencentes a essa ordem, espécies medicinais usadas na região amazônica e aqui registradas pertencem às Tiliaceae, Bixaceae, Sterculiaceae e Malvaceae. Das outras famílias dessa ordem ressaltam-se a Bombacaceae, que inclui gêneros importantes como Bombax, Adansonia - dos famosos e gigantescos Baobás -, Ceiba - à qual pertencem inúmeras espécies produtoras de fibras e espetaculares plantas ornamentais - e Ochroma - contendo várias espécies medicinais.

Espécies medicinais da família Bixaceae

Introdução
A família Bixaceae (Dicotyledonae) descrita por Karl Sigismund Kunth foi subordinada em 1968 à ordem Bixales (Barrozo, 1978) e incluía apenas o gênero Bixa. Atualmente a família Bixaceae está subordinada à ordem Malvales, subclasse Dilleniidae, e inclui o gênero Bixa e os gêneros Amoreuxia e Cochlospermum, anteriormente pertencentes à família Cochlospermaceae. A família conta com apenas dezesseis espécies tropicais, entre elas árvores e ervas, e todas produzem um suco vermelho ou laranja em suas células secretoras (Mabberley, 1997), uma característica marcante da família. O gênero Bixa possui quatro espécies, todas conhecidas no Brasil como Urucum e que reúnem importante valor econômico, além de suas propriedades medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal de Bixa arbórea, a qual passamos a discutir a seguir.

Espécies medicinais
Bixa arbórea Hubr. e Bixa arbórea L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelos nomes de Urucum, Urucu e Urucu-da-mata.
Dados botânicos

Essa espécie é considerada um arbusto ou pequena árvore que atinge até 10 m de altura, com desenvolvimento na América Central, na América do Sul, no Caribe e no México. Possui folhas alternas, inteiras, simples e ovadas; flores vistosas, andróginas, reunidas em inflorescências paniculadas terminais, pentâmeras com numerosos estames livres ou concrescidos na base;

ovário súpero, unilocular, bicarpelar, com muitos óvulos; fruto seco, capsular, loculicida; sementes crassas e obovóides (Figura 11.1). Aproximadamente cinqüenta sementes são encontradas em cada um de seus frutos, e cada árvore chega a produzir mais de seiscentos frutos. Dessas sementes são retirados pigmentos de grande valor econômico, usados para as mais variadas finalidades, como adulteração de derivados da pimenta, aditivos de alimentos e outros, sendo um produto de grande exportação para a América do Norte e a Europa. Tradicionalmente, estas sementes são usadas até hoje pelos grupos indígenas da Amazônia para a pintura do corpo. O nome do gênero Bixa descrito por Carl Linnaeus deriva da denominação vulgar da espécie no Brasil. Exemplares da planta foram coletados nas duas regiões de estudo e submetidos à identificação taxonômica; a espécie coletada na região amazônica foi identificada como Bixa arboea, e a da Mata Atlântica, como Bixa orellana.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a decocção das sementes é usada contra bronquite, febre e como afrodisíaco, enquanto a decocção das folhas é usada como antitérmico. Na região do Vale do Ribeira, a decocção das sementes é usada internamente contra bronquite e febre, especialmente em crianças. O chá feito com os brotos jovens é usado como antidisentérico, afrodisíaco, adstringente e para tratar problemas de pele, febres e hepatite (De Feo, 1992). As folhas cruas também são usadas para tratar problemas de pele, hepatite e como afrodisíaco, antidisentérico, além de como antipirético e digestivo (Duke et al, 1994). A espécie ainda é usada para tratar azia e problemas estomacais causados por comidas picantes, também como diurético e purgativo (Almeida, 1993).

Dados químicos
Nas sementes de Bixa orellana foi detectada a presença de terpenos do tipo E-geranolgeraniol (57% do peso), farnesilacetona, geranilgeranil octadecanoato e geranilgeranil formato e delta-tocotrienol (Jondiko & Pattenden, 1989). Além dos terpenóides foram identificados apocarotenóides,

Parte II - Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

como a bixina, e outro carotenóide, a nor-bixina, que juntos são responsáveis pela ação corante das sementes (Craveiro et ai., 1989; Chão et ai., 1991). A bixina é utilizada, fraudulentamente, como corante natural dos produtos derivados da pimenta vermelha, tais como páprica, pasta de páprica e outros (Minguez-Mosquera et ai., 1995). A substância apocarotenóide (1% do carotenóide total) isolada da casca da semente do fruto de Bixa orellana possui: 9'Z-apo-6'-locopenoato (Mercadante et al, 1996).

A análise do óleo essencial das sementes detectou a presença de 66,5% de hidrocarbonos e 12% de sesquiterpenos oxigenados. Dos compostos especialmente identificados constam alfa- e beta-pineno, alfa-elemeno, ischwarano, valenceno e amorfeno (Rath et al 1990). Além dos compostos citados, há também registro do isolamento de carotenóides: metilbixina, transbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteína e zeaxantina; de flavonóides: apigenina-7-bisulfato, cosmosiina, hipoaletina8-bisulfato, luteolina-7-bisulfato, luteiolina-7-O-beta-D-glucosídeo e isoscutelareína; de diterpenos: farnesilacetato, geranilgeraniol, geranil formato, geranil octadecanóico e ácido gálico (Gupta, 1995). Nas sementes dessa espécie foi descrita a presença de 40% a 45% de celulose; 3,5% a 5,5% sucrose; 0,3% a 0,9% de óleos essenciais; 3% de óleo fixo; 4,5% a 5,5% de pigmentos; 13% a 16% de proteínas, além de alfa- e beta-carotenóides (Zhang, 1992; Di Mascio, 1990).

Dados farmacológicos
O extrato aquoso de Bixa orellana promoveu atividade anti-secretora gástrica em ratos (Tseng et a., 1992), e o extrato clorofórmico promoveu atividade hipoglicemiante (Morrison & West, 1985; Thompson et ai., 1989). O extrato aquoso das sementes por via intraperitoneal promoveu diminuição da atividade motora, aumento da diurese e não apresentou sinais de toxicidade

(Paumgartten et al. 2002). O extrato etanólico dos frutos apresentou atividade antibacteriana (George & Pandalai, 1949), cuja potência foi recentemente confirmada contra algumas bactérias gram-positivas, tais como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Streptococcusfeccalis, e um discreto efeito contra Escherichia coli, Serratia marcescens, Cândida utilis e Aspergillus niger (Irobi et al., 1996). O extrato aquoso de Bixa orellana apresentou potente atividade inibitória à aldose redutase, assim como a substância isolada dele, a isocutelareína (Terashima et al., 1991). Outros estudos com preparados tradicionais mostram que o decocto das folhas é espasmogênico, ao induzir a contração do útero isolado de ratas (Rodriguez, 1988), o extrato aquoso das sementes apresentou atividade anti-hipertensiva (Rodrigues et al., 1987); e o extrato hidroalcoólico dos frutos apresentou atividades analgésica e antiinflamatória em camundongos (Nunes et al., 1998). O extrato solúvel em gordura de Bixa orellana é utilizado na coloração de manteiga de búfala (Ortega-Freitas et al., 1996), enquanto a maceração em álcool a 50% e a tintura de folhas de Physalis angulata mostraram atividade antigonorréica contra Neisseriagonorrhoeae in vitro (Caceres et al., 1995). O óleo essencial de Bixa orellana exibiu uma moderada atividade antibacteriana a Pseudonomas aeruginosa (Ontengro et al., 1995). A norbixina, um antioxidante extraído de B. orellana, não apresentou toxicidade significativa, porém registrou-se um aumento da massa hepática dos animais tratados, bem como foi observada atividade citostática in vitro (Laranja et al., 1998) e alterações na glicemia (Fernandes et al., 2002). Um metil-éster, trans-bixina, foi isolado e purificado a partir do extrato do pó das sementes de Bixa orellana. Essa substância causou hipoglicemia em cachorros, além de injúrias nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, especialmente do fígado e do pâncreas (Morrison et al., 1991).

Espécies medicinais da família Malvaceae Introdução
A família Malvaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 111 gêneros, nos quais ocorrem aproximadamente 1.800 espécies cosmo-

politas, espontâneas e tropicais (Mabberley, 1997). No Brasil é representada por 31 gêneros e cerca de duzentas espécies, incluindo ervas, arbustos, subarbustos e raramente árvores (Barrozo, 1978). Os principais gêneros com espécies medicinais são Gossypium, Hibiscus, Sida, Urena, Abutilon, Pavonia e Malva. Dessa família foram referidas inúmeras espécies medicinais, tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, as quais são descritas a seguir.

Espécies medicinais Hibiscus furcellatus Desr.
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, Algodão-bravo ou Salsa-branca.
Dados botânicos

É um arbusto que pode atingir até 2 m de altura, com folhas ovadas, pecioladas e trilobadas, algumas vezes podendo ser penta-lobadas, dentadas com nervuras evidentes e salientes na parte inferior; as flores são rosas com manchas vermelhas, pedunculadas, solitárias e grandes; fruto do tipo capsular ovóide. O nome do gênero Hibiscus descrito por Carl Linnaeus deriva de íbis, deusa do antigo Egito.
Dados da medicina tradicional

A infusão das folhas é usada no combate a gases intestinais e como purgativo. Hibiscus rosa-sinensis L
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, como Pampola. Outros nomes atribuídos à mesma planta são Pampoela, Firmeza-dos-homens,

Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Mimo-de-vênus, Papoula, Papoula-de-duas-cores, Rosa-branca, Rosa-louca, Rosa-paulista e Pampulha.
Dados botânicos

Arbusto pouco ramificado ou simples; caule redondo quase aveludado, com pêlos glandulosos e granulações estreladas; folhas pecioladas, lobadas, alternas, densamente pilosas ao longo das nervuras, com granulações estreladas na face superior; estipulas agudas, pubescentes; pedúnculos arqueados, arredondados, pubescente-aveludados; flores grandes, brancas de manhã e rosas ou vermelhas à tarde, pétalas ciliadas na margem; fruto do tipo cápsular com cinco lóculos; a cápsula é aveludada, com pêlos estrelados e glandulíferos (Figura 11.2).
Dados da medicina tradicional

O infuso das flores é utilizado contra insônia e como reputado alucinógeno.

Hibiscus

sabdariffa

L.

Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Vinagreira. Outros nomes da espécie são Caruru-azedo, Azedinha, Caruru grande, Quiabo-azedo, Quiabo-de-angola, Quiabo doce, Quiabo rosa e Rosela.
Dados botânicos

A planta é um arbusto anual de porte herbáceo e que pode atingir até 3 m de altura, com caule avermelhado, ramo e glabro, de onde partem ramos contendo folhas alternas 3 ou 5-lobadas, dentadas, 5-nervadas, com uma enorme glândula na parte inferior da nervura média; as flores são axilares, solitárias, rosas, com manchas escuras na base das pétalas; fruto do tipo cápsular. É uma planta amplamente cultivada em quintais como ornamental, pela beleza que apresenta quando florida, sendo ainda largamente usada na produção de recheios de doces, xaropes para confecção de geléias e o

famoso vinho de rosela (Corrêa, 1984), muito consumido antigamente, mas com pequena produção na atualidade.
Dados da medicina tradicional

A decocção das folhas é usada internamente como antitérmico, emoliente estomáquico. O suco preparado com os frutos também é indicado como antitérmico, além de ser comestível. Corrêa (1984) refere que as folhas, além do uso como tempero, são empregadas como emolientes estomáquicos, antiescorbúticos e febrífugos, enquanto as sementes e as raízes são diuréticas e tônicas.

Gossypium barbadense L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Algodão ou Algodoeira, mas também reúne vários sinônimos: Algodão crioulo, Algodão-dacosta, Algodão-da-guiné, Algodão-das-barbadas, Algodão-de-pernambuco e Algodão-folha-de-parreira.
Dados botânicos

Arbusto ramoso de até 5 m de altura, glabro; folhas pecioladas, alternas, largas, palminérvias, com estipulas eretas; flores amarelas, com manchas vermelhas na base das pétalas, grandes, vistosas, cíclicas, hermafroditas, axilares, solitárias; estames numerosos, com filetes parcialmente soldados formando o andróforo que envolve o gineceu; ovário supero; fruto capsular verde contendo seis sementes obovais, pretas, livres em cada lóculo, envolvidas por lã branca (Figura 11.3). O nome do gênero Gossypium descrito por Carl Linnaeus vem de gossum = "barrete", e "papo", referindo-se à cápsula.
Dados da medicina tradicional

O sumo das folhas é utilizado como expectorante e antimalárico e deve ser ingerido com um pouco de água, três vezes ao dia, até o alívio dos sinto-

com caule ereto e ramoso. O decocto das folhas é indicado contra hemorragias do ovário e no desarranjo menstrual.mas. mas também de Ganchuma e Relógio. na Bahia. lineares e de cor branca. 1982). Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. as flores são pequenas. como emético (Hoehne. O gênero Malva descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies de ocorrência em clima temperado e especialmente em áreas tropicais. reunidas em fascículos axilares. Sida rhombifolia L var. Vassoura e Relógio. no Pará. 1939). na região amazônica. canaiensis (Willd. Malva-preta. . Nomes populares A espécie é chamada. Schum. também conhecida como Malva-crespa e Malvaísco. enquanto um macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante.) K. Malva parviflora L Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é chamada de Malva ou Marva. Dados botânicos É uma planta anual e pilosa. como abortivos. de onde partem folhas pecioladas e lobadas. freqüentemente com cálice roseado. a decocção das folhas é usada contra febres e problemas intestinais. emenagogos e as folhas (decocto). as raízes são usadas contra moléstias uterinas. de Vassoura. No Piauí é utilizado como antiinflamatório. aplicando-se topicamente as cinzas da seda (Emperaire. fruto trígono com sementes vermelho-sangue vistosas.

em Minas Gerais.. dispostas em racemos. . Malvaísco. Outros nomes atribuídos à espécie são Guaxima-roxa. no Rio Grande do Sul. na região amazônica. Malva e Vassoura-do-campo. Coaquibosa.Vassourinha. pedras nos rins e como fortificante (Simões et ai. Urena lobato L. folhas curto-pecioladas. Na Mata Atlântica foi citada uma espécie desse gênero. O chá de toda a planta. Guaxima. tônica. 1982). em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em outras regiões do país. chamada de Caapiá. Aramim. é tido como útil.) Gurke Nomes populares A espécie é chamada. mas esta não foi completamente identificada. róseas. Ibaxama.4). anti-hemorroidal. carpídio isolado com sementes trígono-achatadas (Figura 11. flores solitárias. como Guaxima e Carrapichode-cavalo. pubescentes na face superior e tomentosas na inferior. e o termo vulgar "Relógio" vem da pontualidade com que as flores se abrem e fecham diariamente. emoliente. a decocção das folhas de uma espécie desse gênero. as folhas são usadas como anticatarrais e emolientes. na dose de três xícaras ao dia. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Uacima e Uacima-roxa. O nome do gênero Sida descrito por Carl Linnaeus é um antigo nome grego usado por Linnaeus. popularmente conhecida como Caapiá.. Guaxuma. e Guanxuma. a planta é utilizada como béquica. Dados botânicos Planta anual. Na Mata Atlântica. ramosa e pubescente. febrífuga e estomacal (Gavilanes et ai. axilares. contra desarranjo menstrual. Guaxiúba. como Minas Gerais. Aguaxima. reticulata (Cav. 1982. 1986). ereta. no Rio Grande do Sul. alternas. Rabo-de-foguete. Grandi & Siqueira. var. Carrapicho-de-lavadeira. rombóideovais ou lanceoladas. Malva-roxa. é de grande uso externo contra reumatismo.

com grande destaque para as três nervuras centrais. mucilagens das espécies H. 1984). De suas pétalas foram isoladas antocianinas identificadas como cianidina-3-soforosídeo (Nakamura et ai. comum às espécies desse gênero. 1986). onde se encontram glândulas nectaríferas. além de as flores serem consideradas excelentes expectorantes. cannabinus foram isolados. diurética e útil contra eólicas. 1990). fruto do tipo capsular. H. mas também é cultivada e espontânea em alguns países de clima temperado. cannabinus (Kulchik . 1985) e H. Tomoda & Ichikawa. roxas ou rosas. de onde partem folhas alternas. 1987). fosfolipídios (Tolibaev et ai.. 1977a. com ramos alternos cilíndricos. 1986). 3-7 nervadas. De H. O nome do gênero Urena descrito por Carl Linnaeus deriva do uso da infusão das flores como expectorante. H.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto. A planta é de grande ocorrência no Brasil e em outros países tropicais. Não foram citadas espécies medicinais desse gênero na região da Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. cordiformes. solitárias. pecioladas. pequenas. ciclopropenos (Nakatani et ai. suculentus (Moawad et al. 1991). rosa-sinensis foi isolado metil 2-hídroxisterculato (Nakatani & Hase. de até 3 m de altura... a decocção da raiz é usada como diurético. Corrêa (1984) refere que a planta é emoliente. syriaceus (Shimizu et al. 1977b e 1978). 1991). suculentus (Tomoda et al. 1990) e quatro novos compostos alifáticos (Nakatani et ai. emoliente e contra eólicas renais. flores pecioladas. moschentos (Tomoda et al. lobadas e de formas variáveis... um esterol denominado beta-rosasterol (Yu et ai. ligninas de H. Dados químicos Hibiscus De H. 1986. enquanto a infusão das flores como expectorante e a decocção das cascas empregada internamente contra afecções do digestivo.

esterol ésters. mutabilis foram detectadas as presenças dos ácidos malválico. 1986... fosfatidilinositol..7. N-acilfosfatidiletanolamina. galactose. Foram isolados também de H. sabdariffa produziu antocianinas... 1986. Duckart et al. malvidina (Kim et al. ácidos graxos livres. sabdariffa foi determinada (Kalyane. 1986). kaempferol 3. Me dioxindole-3-acetato e rutina (Ohmoto et al. quercimeritrina. taxifolina e herbacetina. Das sementes de H. triacilglicerídeos. epi-ikshusterol. .et al.. De H.. o H. arabinose e arabinan. ikshusterol. 1988). lisofosfatidilcolina e lisofosfatidilinositol.. glicolipídios e fosfolipídios que incluem fosfatidilcolina. Das pétalas de H. sabdariffa revela sua presença em 6%-8%. 1989). epoxiacilglicerídeos. ácidos palmítico. kaempferol-7-O-alfa-ramnopiranosídeo.. monoglicerídeos. linolenato de metila. 1988). 1990). 1990) e alfacelulose (Saikia et al. 1989). No óleo das sementes de H. syriacus foram isolados 3-O-malonilglucosídeos de delfinidina.8.-L-arabinosideo-7. N-acilisofosfatidiletanolamina. 1977).. cannabinus foram isolados ácido péctico (Saha et al. uma pectina típica (constituinte majoritário) (Mueller & Franz. De H. ácido 2-oxindole-3-acetilaminometilaspártico. sesquiterpenóides de H. fosfatidiletanolamina. além de genina e açúcares como delfinidina e cianidina.. cianidina. oléico e linoléico (Tolibaev et al. abelmoschus (Maurer & Grieder.5. 7-0alfa-ramnopiranosídeo.-L-ramnosídeo e os flavonóides foliares saponaretina e saponarina (Bandyukova & Ligai. esculentus furfuraldeído do ácido aldobiurônico (Shaw & Sen. vernólico e outros ácidos graxos (Farooqi & Ahmad. peonidina. 1989a e 1989b). 1978). Em cultura de tecidos. xilose e frutose (Pouget et al. mutabilis também foram detectadas as antocianinas (Amrhein & Frank. betasitosterol. beta-sitosterilglicosilado. Husain et al. De H. 1988).4'-pentahidroxiflavona. tiliaceus (Ali et al. diacilglicerídeos. moschentos foram isolados 3. cannabinus foram isolados hidrocarbonetos. esculentus e H. 1990a e 1990b). 1991) e lactonas de H. Um estudo da composição do mucopolissacarídeo das flores de H. esterois livres. 1988). A quantificação das proteínas das sementes de H. 1990). além de 15% de ramnose. pelargonidina. sterculico. 1991). dois tipos de glocisídeos cianidinas (Mizukami et al. glucose. petunidina.

hidrocarbonetos. Isolaram-se ainda os ácidos linoléico.Das folhas de H. Um estudo qualitativo e quantitativo das proteínas presentes nas sementes de G. araquídico. diversos terpenóides (Hunter et al. palmito-dilinoleínas. 1978) e polissacarídeos (Rakhmov et al. prolamina e glutelina (Sammour et al. globulina. dipalmito-linoleínas. miristoléico e palmitoléico. óleo-dilinoleínas. Foi feita a determinação de (-) gossipol e . hirsutum e G arboreum. 1985). Compostos terpenóides também foram determinados nas espécies G. mirístico. barbadense foram isoladas proteínas solúveis em água (Yunuskhanov & Dzhalilov. dipalmito-oleínas. syriacus também foi isolada mucilagem composta de polissacarídeos como L-ramnose. G. também isolado de G. 1985). ácido D-galacturônico e ácido L-glucurônico (Shimizu et al 1986). Gossypium As principais espécies do gênero Gossypium são G. 1986. D-galactose. 1986). xantofilas. hirsutum (Schmidt & Wells. esteárico. rainundii (Stipanovic et al. hirsutum e B. 1995). barbadense vários flavonóides (El-Negoumy et al. 1980). 1995). esteróis. Ermatov et al. barbadense. Foram isolados de G. 1979). glicerídeos como palmito-óleolinoleínas. palmítico. De G. resinas. oléico. Das sementes de G. tocoferóis como alfa e gama-tocoferóis. corantes como carotenos. principalmente o esqualeno. hirsutum também foram isolados amilose e amilopectina (Chang. fosfolípides. barbadense determinou a presença de albumina. 1987). 1978) e o gossipol (Zhou & Lin. mucilagens e proteínas (Costa. silianum (Kumamoto et al. 1979) e G. 1986). lecitinas. sesquiterpenóides (0'Brien & Stipanovic.

1989a). veronicaefolia foram isolados n-alcanos de cadeia longa (C13-36) e os fitosteróis. 1988). barbadense e G. rhombifolia foram isolados n-alcanos e esteróis (Goyal & Rani. As partes aéreas floridas de S. esteárico e hexacosanóico (Khan et al. cordifolia contêm hidrocarbonetos saturados. Das partes aéreas de S. colesterol e stigmasterol (Goyal & Rani. Foi detectada também a presença dos aminoácidos livres serina. 1989b). Os valores hematológicos ficaram dentro da faixa normal. Hidrocarbonetos (alcanos de cadeia normal e ramificada. campesterol. fitano. O epidídimo apresentou uma diminuição de espermatozóides. Dados farmacológicos Hibiscus A administração oral do extrato etanólico 50% (400 mg/dia) de H. pristano. rhombifolia e S. hirsutum (Zhou & Lin. stigmasterol. quercimeritrina e herbacetina e as cumarinas. S. vesícula seminal e próstata ventral foram . 1990). 1981). humilis. ácido palmítico. ácidos graxos como beta-sitosterol. escopoletina e escopolina e ácido clorogênico. As partes aéreas de S. 1989). acuta (Goyal & Rani. isoquercitrina. betasitosterol e stigmast-7-enol) também foram isolados das partes aéreas de P. hermaphrodita contêm também os flavonóides. S. hentriacontano e nonacosano) e fitosteróis (colesterol. barbadense e G. hermaphrodita com etanol 70% obteve o maior rendimento de rutina (2. spinosa (Prakash et al. 1987). e detectouse também a presença de baixas concentrações de taninos nas espécies G. fenilalanina e alanina (Ligai & Bandyukova. 1988a). ácido glutâmico e aspártico.(+) gossipol de G. 1997). A extração das partes aéreas de S. acuta. De S. Sida Alcalóides foram isolados de S. As proteínas e o conteúdo de ácido siálico no epidídimo. rosasinensis durante sessenta dias em ratos adultos machos sadios causou alterações degenerativas no espermatócito. hirsutum (Mansour et al. espermátide e espermatozóide.3%3%) (Bandyukova & Ligai.

1985). 1984. Ainda de H. assim como uma forte ação citostática. Em camundongos. antioxidante e anti-hepatotóxico (Liu et al. O efeito está associado com a queda dos níveis de progesterona periférica e na diminuição da atividade da fosfatase ácida uterina. Pakrashi et al. citotóxica. rosa-sinensis apresentaram uma forte atividade contraceptiva. 1976a e 1976b ). bem como atividade hipoglicemiante (Tomoda et al. e a atividade da enzima DELTA 5-3 beta-hidroxi-esteróide dehidrogenase do corpo lúteo diminui sensivelmente. verificadas por Singh et al (1982). A taxa de inibição de fertilidade com H. O extrato das flores de H. A espécie H. rosa-sinensis foi de 100% nos ratos (Gupta et al. A luteólise pode se dar pela interferência hormonal. 2000). no tratamento com Hibiscus. esculentus (Medeiros et al. 1985). 1990). 1986).reduzidos nos animais tratados com H. hipoglicêmica de H. causando o final da gestação (Pakrashi et al. sabdariffa foi capaz de inibir in vitro a conversão da angiotensina I e em menor grau a elastase. 1999). tripsina e a alfa-quimiotripsina. Com outras espécies foram verificadas atividades antitumoral de H. 1987). rosa-sinensis (Kholkute & Udupa. As flores de H. Não foram observadas alterações no glicogênio testicular. Essas atividades. . dificultando a implantação de óvulos e impedindo o desenvolvimento da gravidez em 92% dos animais (Kabir et al. rosa-sinensis na dose de 1 gAg/dia durante cinco a oito dias encerra a gestação em 92% dos animais. sabdariffa (El-Merzabani et al. antiespermatogênica.. 2001). moschentos (Tomoda et al. Tan (1983) e Singwi & Lall (1980) e hipoglicemiante (Sochdewa et al. 1987). 1987). e inibidora da broncoconstricção por ADP de H. 1992). antimutagênica (Wang et al. esculentus. rosa-sinensis foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Andrade et al. a atividade broncodilatadora (Medeiros et al. 1989). 2002). 1979). Os componentes de Hibiscus mucilage apresentaram atividade anticomplemento em soro humano. 1986. com queda dos níveis plasmáticos de progesterona. Pai et al. O ovário apresenta sinais de luteólise. 1999. a administração oral do extrato benzênico das flores de H. O efeito angioprotetor em ratos se deu pela presença de flavonas e antocioninas no extrato (Jonadet et al. porém os níveis de colesterol subiram. Haji & Haji. O extrato causa reabsorção do feto e diminuição do tamanho do ovário. sabdariffa foi caracterizada também como anti-hipertensiva (Onyenekwe et al. e de H.

hirsutum são capazes de induzir a liberação de histamina por mastócitos e de promover alterações respiratórias em humanos (Elissalde et al. 2000) e tóxico (Bourke.Gossypium O gossipol. cordifolia apresentaram atividade de prevenção de cáries dentárias (Namba et al. Atividade antibiótica contra bactérias e fungos foi verificada com extratos de S. rhombifolia (Bortoluzzi et al. Um estudo extenso sobre essa substância e seus efeitos tóxicos pode ser encontrado no trabalho de Liener (1980). Sida Os alcalóides de S. 1988) e S. Malva Para a espécie Malva parviplora existem relatos de atividade antifúngica (Wang et al. 2001. 1985).. barbadense e G. 1979) e mostrou-se eficaz como agente antifertilidade em fêmeas (Nomeir & Abou-Donia. serratifolia (Sawhney et al. As proteínas das sementes de G. barbadense tem uma importante função de proteção contra injúrias oxidativas (Awney et al. 1996). hirsutum e G. A atividade antibacteriana de compostos como alcanos e esteróis isolados de três espécies de Sida indicam que os hidrocarbonetos de cadeia longa . 1995). principal constituinte do óleo do algodão. acuta apresentaram atividade antimicrobiana (Gunatilaka et al. O estudo da atividade antioxidativa demonstrou que o extrato de Gossypium barbadense inibiu altas porcentagens da atividade hidrocarboneto hidroxilase produzido pelas enzimas microssomais hepáticas de camundongos induzidos por lindane. Extratos de S. 1985). Os sintomas de intoxicação se dão pela presença do gossipol nessas espécies. arboreum apresentaram atividade antibacteriana contra várias bactérias (Waage & Hedin. Flavonóides de G. 1982). 1978). 1997). barbadense apresentaram propriedades imunoquímicas (Ermatov et al. Esses resultados indicam que a atividade antioxidante que está associada com o efeito anticarcinogênico de G. Wang & Bunkers. 1984). induziu esterilidade em ratos machos (Nadakavukaren et al. 1980). Terpenóides isolados de G.

1996). Sterculia. 1988b). exceto Bacillus subtilis. enquanto os esteróis são ativos contra seletivas bactérias. utilizadas popularmente para banhos ginecológicos e nos casos de inflamações da mucosa bucal. rhombifolia. porém com atividade tóxica (Bortoluzzi et al. onde são encontrados em abundância. Bianchi et al. com uso popular nas afecções respiratórias e digestivas. carpinifolia. 1988. vulgarmente chamada de Guaxuma. C. nos quais se distribuem 1. Segundo Barrozo (1978). dos populares Chichá e Tacacá do Nordeste brasileiro. Helicteres e Waltheria. raramente ervas ou lianas (Mabberley. 1992). Do infuso de S. no Brasil ocorrem cerca de 120 espécies. foram detectadas as atividades antiinflamatória e antimicrobiana (Santos. A introdução do grupo acetil no esterol propicia a diminuição da atividade do composto (Goyal & Rani. e o gênero Theobroma. Franzotti et al. onde também é comum a ocorrência de espécies do gênero Guazuma. As espécies medicinais aqui descritas foram referidas na região amazônica.são ativos contra bactérias gram-positivo e gram-negativo. não foi observada atividade mutagênica (Sugai. et al.500 espécies tropicais. distribuídas em onze diferentes gêneros. Atividade antimicrobiana também foi detectada nas folhas e raízes de S. incluindo árvores e arbustos. Drena As raízes de U. poucas em áreas temperadas. Na região . cordifolia (Malva-branca). Fernandes et al. 1997). Os principais gêneros presentes no Brasil são: Byttneria. todos típicos de cerrados e campos. de grande cultivo em jardins. do valioso Cacaueiro Joly 1998). 1998. F. 2001). 1998. Espécies medicinais da família Sterculiaceae Introdução A família Sterculiaceae descrita por Augustin Pyramus de Candole compreende 67 gêneros. Dombeya. 1998). Das partes aéreas e folhas de S. lobata apresentaram atividade antibacteriana (Mazumder et al. V.

Suas sementes são utilizadas para tratar dores abdominais. descrito por Carl Linnaeus. no Pará (Amorozo & Gély. Em tribos indígenas amazônicas. bem como nas comunidades locais da Amazônia. medicinal e alimentar. para o tratamento de diarréia. com grande abundância no Norte e Nordeste do Brasil. o suco das folhas é usado no tratamento da bronquite e de infecções renais. vermelho-escuras. o Cupuaçu é cultivado como uma fonte alimentar primária (Balee & Moore. O nome do gênero. Copoaçu. Dados botânicos Arvore de grande porte. Espécies medicinais Theobroma grandiflorum (Willd. na tribo ticuna da Amazônia (Schultes & Raffauf. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. fruto do tipo capsular grande. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica e em todo o Brasil de Cupuaçu. oblongolanceoladas. 1990). grossos e tomentosos. de valor econômico. O gênero Theobroma. com estipulas caducas. flores que brotam dos galhos.) Schum. ex Spreng. ovóide. com ramos longos. onde podemos referir o Cupuaçu e o Cacau. 1991). grandes e vistosas. inclui vinte espécies vegetais de ocorrência na América tropical. pedunculadas. 1988). Cupu-assu. com brácteas linear-lanceoladas. ou por suas variantes: Cupuaçu. duas das mais importantes e valiosas espécies. liso e escuro (Figura 11. Theobroma. e o chá da sua casca. folhas com pecíolos curtos e carnosos.da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. . significa "manjar dos deuses".5).

1989). T.3. Dados químicos Assim como no Cupuaçu (T. Chocolate. Criollo. Kakao. Cacao azul.6). speciosa possui ácido 1. 1986). Caca-y.9-tetrametilúrico. Pagonini et al. Outras indicações incluem o uso da cinza da madeira e da casca do fruto para produção de um sabão artesanal. grandiflorum).. inteiras. Cacaoyer. folhas com pecíolos longos. a planta é utilizada para o tratamento de infecções da garganta. 1979). tripsina . usado no interior da região amazônica como excelente desodorante (Rodrigues. 1977). Outros nomes populares atribuídos a essa espécie são Cacao. Dados botânicos Árvore de porte médio. mirístico. fornece sementes sucedâneas ao Cacau verdadeiro. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. M.. cafeína (Maia et al. Cacao forastero. contêm flavonóides (Jalal & Collin. até 10 m de altura.7. glicerídeos di-saturados. (Figura 11. albuminas. fruto capsular ferrugíneo. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Cacau. flores dispostas no caule. teobromina.Theobroma speciosa Willd.. e a forma de uso se baseia na secagem das folhas a serem aplicadas na região afetada. inibidores fenólicos da a-amilase. denominado Theobroma cacao L. Outras espécies desse gênero. mono. palmítico. 1992a e 1992b). ácidos esteárico. 1993). vermelho-escuras. ex Mart. com ramos curtos. et al. oléico e linoléico. cacao. como a T. 1970. cacao desse mesmo gênero é usada nos casos de câncer e hemorróidas (Santos. no Amazonas. fasciculadas. oblongolanceoladas. globulinas (Voigt et al..e tri-insaturados (Costa. Já a espécie T.

o n-tricosana foi caracterizado como majoritário (12. 1989).. flavan-3-ols. (+)-catequina e antocianinas (Andebrhan et al. Em menor quantidade foi detectada a presença de ácido hexadecadienóico. diferentemente do T..9%). quercetina e esculentina (Bastide et al.2%). ácido lático.37 a 1. speciosum.. Durante a maturação da semente foi detectada a presença de fenóis. nerol. (-)epicatequina. nenhuma dessas quatro espécies vegetais apresenta teofilina (Marx & Maia. 1994). A taxa de ácido graxos saturados/ insaturados variou de 1. antocianinas. 1987). mariae. ácido ecosadienóico. T. bicolor e T. augustifolium. 1987). que variou 50. taninos..6%. 1995). principalmente hidrocarbonetos saturados e insaturados. e T. T. geraniol. cacao consistem de 78 componentes.74% (SantAnna Tucci et al. 1991). tais como o 1-pentadeceno e n-pentadecano. procianidina B2. cacao do Estado de São Paulo foi analisado quanto ao seu conteúdo de gordura. bicolor e T. gorduras (Malini et al. porém.5%) e o isoeugenol (8. 1996). T. ácido cítrico. teobromina e teofilina) foram encontrados em Theobroma cacao (Hammerstone et ai. xantinas e lipídios. e sua goma encerra polissacarídeos (Figueira et al.. simiarum. Os alcalóides teobromina. 1994). cacao. Porém. teobromina. 1996).. Esse constituinte também . pela presença de ácidos graxos. subincanum. Nessa espécie foi detectada a presença de hidrocarbonetos saturados. 1991).. taninos condensados. Alcalóides purínicos (cafeína. Além de açúcares totais. 1986)... mammosum foi detectada a presença de 58 componentes. ácido araquídico. O T. esteárico e oléico (Griffiths & Harwood. os maiores constituintes foram os monoterpenóides citral. cafeína e teofilina foram detectados nas diferentes partes de duas variedades de T.7% a 57. derivados do ácido hidroxicinâmico. Em T. ácido erúcico e ácido lignocérico (Zakaria & Busri.(Quesada et al. 1995) estão presentes nas sementes dessa espécie. Essas duas últimas substâncias atuam contra o fitopatógeno Crinipellis perniciosa (Vassoura-de-bruxa) (Andebrhan et al. O índice de saponificação da T. As essências florais de T. Em T. quercetina3-0-glucosídeo. bem como em sementes de Theobroma grandiflorum. cacao e também em T. 1986). A gordura foi o principal constituinte das sementes de todas as amostras (Sotelo & Alvarez. dentre os quais o óxido de linalol (12. 1991). tais como ácidos palmítico. Foi confirmada também a presença de (-)-epicatequina. augustifolium (Sotelo & Alvarez. longifoleno e citronelol (Erickson et al. cacao foi caracterizado como de 190.

. 1997). proteína. 1992). A infecção das folhas com o fungo Crinipellis perniciosa é capaz de promover alterações na composição do fruto (Da Conceição et al.. clorofila... Melzig et al.pode ser encontrado em culturas de tecidos de T. 1997). 1997. et al. 1989). Dados farmacológicos das espécies e do gênero O extrato aquoso dos frutos de T. 1994) e antidepressora (Matsunaga et al. 2002).. com ponto de fusão de 32°C (Rodrigues. cacao (Yamagishi et al.. 2000). bem como atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Perez & Anesini. análoga à manteiga de cacau. cafeína. M. 1997.. isolada dessa espécie vegetal. Aos polifenóis é atribuída também a atividade antiestresse em testes comportamentais em ratos (Takeda. A presença de epicatechina contribui para a inibição da lipoxigenose e o efeito antiinflamatório desta espécie (Schewe et al. Sanbongi et al. Polifenóis antitumorais foram encontrados no extrato hidroalcoólico (60:40) das sementes de T.. cacao (Gurney et al. fenóis e taninos.. e a proantocianidina.. Esses polifenóis também foram responsáveis pelas atividades antioxidante e moduladora do sistema humano in vitro (Osakabe et al. 1970. 1997). teobromina e teofilina com seu efeito estimulante natural (Matissek. cacao apresentou um efeito vasodilatador. amido. Inúmeras revisões têm sido feitas acerca das propriedades farmacológicas dos alcalóides derivados das metilxantinas. 1997). Paganini et al. As sementes fornecem 48% de uma gordura branca. uma atividade analgésica (Santos. . O fruto do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu) apresenta em sua composição açúcares. 1997). 1992a e 1992b).

Dados botânicos Árvore de porte médio. Outros nomes atribuídos à espécie decorrem desse nome indígena: Curuminzeira e Curuminzieira. flores brancas com cinco sépalas e cinco pétalas. Essa família tem no Brasil um dos principais centros de dispersão. neste último está aqui descrita a única espécie referida na região amazônica como medicinal. muito conhecida na região amazônica Joly. folhas curto-pecioladas. Triumfetta. oblongolanceoladas. serrilhadas. que a referiram como medicinal. de numerosos estames livres. os gêneros mais comuns são Luehea. 1997). que compreende uma espécie medicinal denominada Açoita-cavalo. sendo a maioria de árvores e arbustos. da planta Pau-de-jangada. 1998). 1978). Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins. de até 13 m de altura. Na região da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica.Espécies medicinais da família Tiliaceae Introdução A família Tiliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 46 gêneros e 680 espécies subcosmopolitas. Espécies medicinais Muntingia calabura L. e aqui são encontrados treze gêneros e aproximadamente sessenta espécies (Barrozo. Os principais gêneros são Tilia e Muntingia. com o nome de Curumin-nhapuá. . No Brasil. agudas no ápice e oblíquas na base. Outras denominações são Calabura e Pau-de-seda. de outra espécie medicinal chamada Carrapicho-de-carneiro. e Apeiba. raramente ervas ou lianas (Mabberley.

1990). O nome do gênero foi dado por Linnaeus em homenagem a Abraham Munting. 1984). vermelho. .dispostas em pedicelos axilares. antiespasmódicas (Corrêa. ácido caféico e ácido elágico (Seethraman.3%).7%). inúmeras sementes (Figura 11. 1991). Dos frutos de Aí. Foi observada a presença de potentes componentes de odor. A casca é emoliente.7). kaempferol 3-O-beta-D-galactosídeo. sendo ésteres (31. sesquiterpenóides (10. Do extrato citotóxico das raízes de M. Dados químicos das espécies e do gênero Das folhas e flores de M. dos quais predominaram alcanos (44. indeiscente. fruto do tipo baga. compostos fenólicos (11.3%). ésteres (26.3%) os mais significativos. Por destilação de arraste a vapor foram identificados 56 compostos.3%). Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado pelos índios tenharins para facilitar a expulsão do feto durante o parto.. calabura foram isoladas Havanas.4%). e salicilato de metila. aqui descrita como medicinal. calabura L.5%) e compostos carbonil (23. arredondado. calabura foram isolados polifenóis como kaempferol. flavonas e biflavanas (Kaneda et al. ovário 5-7 locular. foram isolados por destilação a vácuo 42 compostos. O gênero Muntingia descrito por Carl Linnaeus inclui uma única espécie. denominado de 2-acetil-l-pirroline (1.6%) e derivados furanos (8.9%). e as flores. quercetina. alcanos (15.

1 -Bixa arbórea. 1998. Detalhe do ramo com flores (Desenho modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. e foto original por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .FIGURA 11.

1998) (Banco de imagens - .Hibiscus rosa-sinensis: a) ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa. b) detalhe do fruto aberto (segundo Gemtchujnikov em Joly.2 . 1984).FIGURA 11.

Gossypium barbadense.3 . Ramos floridos com detalhes das flores (Desenhos originais por Di Stasi e fotos originais por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .FIGURA 11.

Sida rhombifolia var. canaiensis.FIGURA 11. Detalhe do ramo florido e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. 1998) (Banco de imagens .4 .

5 . Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens .FIGURA 11.Theobroma grandiflorum.

Theobroma speciosa. Detalhe do ramo florido (Flora brasiliensis) e detalhe do caule com frutos (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .FIGURA 11.6 .

7 .FIGURA 11. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov) (Banco de imagens .Muntingia calabura.

Seito C. amplamente conhecida como . Da família Urticaceae devemos destacar a ocorrência de espécies medicinais nos gêneros Parietaria e Pilea. cujo uso abusivo é disseminado em todo o planeta. Di Stasi L N. As outras duas famílias dessa ordem. Cecropiaceae e Moraceae. das quais as famílias Moraceae.12 Urticales medicinais L. e o importante gênero Urtica. fonte de substâncias também tóxicas. não possuem importantes espécies de valor medicinal. Nos estudos realizados e apresentados neste livro. apresentamos distintamente as famílias Cecropiaceae e Moraceae. duas espécies medicinais foram referidas: Cecropiapeltata. Em duas delas. pois nela estão incluídas cinco famílias botânicas. Cecropiaceae. cujas espécies sempre foram referidas apenas na família Moraceae. Relembramos aqui que empregamos neste estudo a revisão de Kubitzki sobre o sistema de classificação de Cronquist e. fonte da maconha (Cannabis sativa). Ulmaceae e Barbeyacea. devemos salientar os gêneros Cannabis e Humulus: o primeiro. por esse fato. Urticaceae e Cannabaceae possuem importantes espécies de valor medicinal. C. e o segundo. Da família Cannabaceae. Hiruma-Lima A ordem Urticales é uma importante ordem da subclasse Dillenidae. espécies medicinais foram referidas na região amazônica e na Mata Atlântica. A.

Figueira-de-surinam. Embaúba. distribuídas em seis gêneros: Coussapoa. longopecioladas. Nomes populares Na região amazônica a planta é chamada de Imbaúba. lactescentes. Com esse novo arranjo. Imbati. Espécies medicinais Cecropia peltata L. referida com adulterante da Espinheirasanta. e a espécie Sorocea bomplandii. Ambaitinga. folhas grandes. Ibaituga. Berg e incorporada por Kubitzki em sua modificação sobre o sistema de Cronquist. Toréin. peitadas acima do centro. Espécies medicinais da família Cecropiaceae Introdução A família Cecropiaceae foi recentemente definida por Corneli C. Arvore-da-preguiça e Torém. a família Cecropiaceae fica definida como uma família que inclui aproximadamente 180 espécies. Ambatí. alternas e protegidas por duas estipulas. Imbaubão. Poiküospermum. sendo este último o único importante como fonte de espécies medicinais e com grande ocorrência em todo o Brasil. de Lixa. . uma importante espécie medicinal da Mata Atlântica. Ambaíba. Outras denominações populares são Aimbahú. Dados botânicos Árvore com ramos curvos. Pourouma e Cecropia. Ambaí.Umbaúba e citada como medicinal tanto na Amazônia como na Mata Atlântica. Musanga. Ambahú. Myrianthus. ao passo que na Mata Atlântica são comuns os nomes Embaúba e Umbaúba. Arvore-da-guiça. Ibaíba.

et al. 1996).. lyratiloba (Menda. O nome do gênero Cecropia vem de Cecrops. reunidas em densas inflorescências. o látex é usado contra úlceras gangrenosas e cancerosas e verrugas. a decocção das folhas é usada para facilitar o funcionamento dos rins e contra a malária (Corrêa. usados na fabricação de instrumentos de sopro. Das raízes de C. et al. glazioui foram detectadas as atividades antisecretora (Cysneiros et al. 1994). A. a raiz é considerada útil contra tosse. Dados químicos e farmacológicos Foram isolados flavonóides e cumarinas de C. que significa "chamar. flores masculinas com dois estames e femininas com ovário súpero. 1996b). peltata já foram detectadas atividades antimalárica e atóxica (Marinuzzi et al. hidropisia.. Nas folhas do extrato de C. A. 1992.. 1986.. O gênero Cecropia descrito por Pehs Loefling compreende 75 espécies tropicais. carpelar. 1986). A. meio homem e meio serpente. apresentou atividade hipotensora e atóxica (Borges. frutos nuculares. formando infrutescências inclusas (Figura 12. Kerber. o chá dos brotos é tido como útil contra tosse e bronquite. C. ecoar". O xarope dos brotos também é usado contra tosse. Mal de Parkinson. catharinensis. antililiásica (Domingos et al. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. não foi detectada atividade inflamatória (Schenkel et al. muitas delas de ocorrência no Brasil. . obtusa foram detectadas as atividades anti-hipertensiva e diurética (Ribeiro. R. 1984).flores pequenas de sexo separado. R. Na região do Vale do Ribeira. filho da Terra.. unilocular. 1998). a decocção das folhas é amplamente usada contra tosses.1). do grego.. 1983). 1984b). Santos. F. indicada popularmente como antiinflamatório. asma. et al. C. Das folhas de C. adenopus. indicado popularmente como diurético e no tratamento de bronquites e asmas. 1985). gemas e brotos são adstringentes. referindo-se ao caule e aos ramos ocos das plantas desse gênero. Na espécie C. catharinensis foi determinada atividade colinomimética bloqueável por atropina (Dalla-Costa & Rates. As folhas. Em C. bronquite e gripes fortes..

1988. A atividade hipoglicemiante foi constatada nas folhas de C. 1988). espasmolítica (Delia Monache et al. Dorstenia. de Espinheira-santa. pois é confundida e coletada como a verdadeira Espinheira-santa. Espécies medicinais da família Moraceae Introdução A família Moraceae.. e um dos compostos responsáveis é a isovitexina (Delia Monache et al..100 espécies tropicais e poucas temperadas. Espécies medicinais Sorocea bomplandii (Baill.. 1997).. possui atividade antimicrobiana (Andra et al. distribuídas em 38 gêneros. A cecropina.. obtusifolia (Andrade-Cetto & Wiedenfild.depressora do SNC. 1998) e antimalárica (Marinuzzi et al. isolada de espécies deste gênero. nos quais várias espécies medicinais são encontradas. descrita originalmente por. Astocarpus e Sorocea. Lanjow & Bouer Nomes populares A espécie é chamada. 1998. efeito depressor do SNC. usualmente com células lactíferas e grande produção de látex.. antidepressiva. Morus. analgésico e relaxante muscular (Perez-Guerrero et al. 1993 e 1996a). com inúmeras espécies usadas como ornamentais. a família conta com aproximadamente 340 espécies. Cysneiros et al. 2002). ansiolítica (Barettaetal.. na Mata Atlântica.) Burger.. lianas e ervas (Mabberley. Em outras re- . Rocha et al.. que incluem árvores. arbustos. 2001). 1998a e 1998b. 2001). distribuídas em 28 gêneros. Rocho et al. Johann Heirinch Friedrich Link. 1992). compreende 1. Esta mesma espécie apresentou baixa toxicidade. Diversos estudos comprovaram a indicação como anti-hipertensivo. antiulcerogênica (Cysneiros et al. dos quais se destacam: Ficus. característica marcante da maioria das espécies dessa família.. 2001). No Brasil.

.. Recentemente. Laranjeira-do-mato. A planta é de ocorrência no Sudeste e no Sul do Brasil. 2001. especialmente na Mata Atlântica. quando não está em época de floração. de face superior brilhante e inferior opaca. 2001) e antagonizou as contrações em úteros de ratos e íleo de cobaia (Calixto et al. bastante coriáceas e de bordas com pequenos espinhos. chegando a 10 cm de comprimento. uso comum nas comunidades do Vale do Ribeira. com tronco ereto. bomplandii. da família Celastraceae).. A espécie é latescente. Araçari. Gonzales et al.. Resple. folhas simples. os dados etnofarmacológicos obtidos incluem o uso da espécie no tratamento de úlceras. 1993). Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 12 m de altura. Folhas-de-serra. a infusão da espécie é usada contra dores de estômago. Trata-se de uma espécie perenifólia. Flavonóides foram isolados de S. onde ocorre em abundância e possui uma madeira empregada apenas pela população local para produção de cabos de enxadas e outros utensílios. inflorescências em rácimos axilares com flores verdes (femininas) e vermelho-escuras (masculinas). característica importante na diferenciação em relação à Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. 1993). Esta mesma espécie apresentou efetiva atividade antiulcerogênica (Andrade et al. . 2001. cilíndrico. bomplandii (Ferrari & Delle Monache. Carapicica-de-folha-miúda. especialmente da Mata Atlântica. Dados Químicos e Farmacológicos A soroceina foi isolada de S. de casca fina. fruto do tipo baga. Calixto et al.giões do país a planta é chamada de Cincho. Canxim. Soroco. ciófita. ilicifolia e S. primária e exclusiva do sub-bosque de matas primárias.

1 . b) detalhe da folha. Reis). e) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. S. d) flor feminina.FIGURA 12. 1998. (Banco de imagens .Cecropia peltata: a) vista geral da planta (foto M. c) inflorescência.

das quais a terceira é uma importante fonte de espécies medicinais. Guimarães C. A família Euphorbiaceae. R. visto que os limites da diferenciação dos gêneros são pouco precisos. Os principais gêneros estão distribuídos em cinco subfamílias e.100 espécies espalhadas pelos mais variados tipos de vegetação (Barrozo. A. compreende 313 gêneros. a maioria cosmopolita. com ampla distribuição e ocorrência no Brasil. . M. especialmente encontradas em regiões tropicais e subtropicais (Mabberley. com aproximadamente 1. Thymelaceae e Euphorbiaceae.13 Euphorbiales medicinais C. segundo Mabberley (1997). No Brasil. lianas ou ervas. 1978). C. Di Stasi Introdução A ordem Euphorbiales inclui apenas três famílias botânicas: Pandaceae. Hiruma-Lima A. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Das centenas de gêneros. M. 1997). arbustos. nos quais estão distribuídas aproximadamente 8. é urgente uma revisão da família. M. comumente com células especializadas na produção de látex. a família é representada por 72 gêneros. Santos L.100 espécies. Na família ocorrem árvores. Souza-Brito E.

com limbo dividido em lobos ou segmentos. sementes ricas em endosperma (Figura 13. pecioladas.1). febres. fruto seco. especialmente em Phyllanthus. enquanto a infu- . Dados botânicos Arbusto grande de até 6 m de altura. esquizocárpico. belas quando floridas e muitas delas causadoras de irritação ocular. Pedilanthus. flores de sexo separado. verdes. da valiosa Mamona. espécie rica em óleo de rícino. Mabea. atualmente cultivada em vários países. dos quais referimos algumas espécies a seguir. lanceoladas. sendo algumas árvores. problemas hepáticos. a decocção das folhas é utilizada contra dores de estômago. O nome do gênero Croton descrito por Carl Linnaeus significa "carrapato". pela semelhança das sementes com esse animal. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Uma importante espécie da região amazônica do gênero Hevea é a seringueira. e outras. separando-se em três cocos. Jatropha e Croton. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica como Sacaca e Cajucara. ervas e arbustos. a maior produtora de borracha. Espécies medicinais são referidas e encontradas em vários gêneros. folhas simples. estipuladas. Nesse gênero ocorrem 750 espécies tropicais. Do gênero Euphorbia. icterícia e malária. Espécies medicinais Croton cajucara Beth. peninérveas.devemos destacar Ricinus. que são abundantes na região amazônica e na Mata Atlântica. amplamente explorado comercialmente e cuja espécie Ricinus communis também é usada para diversas finalidades terapêuticas. reunidas em inflorescências racemosas com flores femininas inferiores. devemos destacar inúmeras espécies usadas como ornamentais.

lactescente.são das folhas. Pinhão-manso. Dados botânicos Arvore de até 4 m de altura. Croton sacaquinha Croizat. Jairopha curcas L Nomes populares A espécie é chamada de Peão-branco. peninérveas. nodoso. amarelo-esverdeadas. no Ceará. mas também de Peão. sementes ricas em endosperma. reunidas em inflorescências racemosas. com brácteas . Dados botânicos A planta é um arbusto de porte médio. estipuladas. lobadas. folhas alternas. A espécie é muitas vezes usada em substituição à Croton cajucara. folhas simples. na região amazônica. Pinhão-do-paraguai. glabras. a Sacaca. Pinhão-de-purga. atingindo até 4 m de altura. Pinhãodos-barbados. pequenas. esquizocárpico. e Mandobiguaçu. curto-pecioladas. lanceoladas. no Pará. com ápice curtamente acuminado e base cordada. é útil contra hepatite. reunidas em inflorescências paucifloras. flores unissexuadas. Pião. palminérvias. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada via oral contra malária e problemas do fígado. de caule grosso. misturada com Melão-de-são-caetano (Momordica charantia). Pinhão Pinhão-branco. fruto seco. longo-pecioladas. de Sacaquinha. flores de sexo separado. Não foram encontradas outras indicações populares para essa espécie. grandes. separando-se em três cocos. Maduri-graça. Nomes populares A espécie é chamada. membranosas.

após a retirada do embrião. e phagein = "comer" (depois que extraído o composto tóxico da raiz. O preparado das sementes de Peãobranco com sumo de folhas de cravo. 1988). Erva-purgante. gineceu com ovário glabro e estigma bífido. coriáceo. Mamoninha. constipação nasal e como purgativo. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. são torradas. . secar até ficar fria. assar a polpa na cinza. Pião caboclo. lisas. Jatropha gossypifolia L. Raizde-téu. A população ribeirinha da região amazônica refere que o embrião da semente pode levar à cegueira pela alucinação que produz. raladas e utilizadas no preparo de infusão ou adicionadas ao leite para tratar sinusite. partir e tirar a "folhinha". Nomes populares A espécie é conhecida como Peão-roxo ou como Jalopão. esta passa a ser comestível e saudável). Peão-curador. Peão-pajé. gripe (descascar a semente. 1984). contra feridas (Amorozo & Gély. colocar no café e banhar a cabeça). o látex é aplicado externamente. elipsóides e oblongas (Figura 13. fruto do tipo capsular. a infusão das folhas é usada para lavar a cabeça e curar dores. gengibre amassado. Pinhão-roxo. assim como para constipação nasal. o chá das folhas é usado contra febre e fraqueza. no Pará. descrito originalmente por Carl Linnaeus e revista por Muell. Batata-detéu. o óleo das sementes é utilizado no Piauí como purgativo (Emperaire. dez estames. As sementes são eméticas (Corrêa. e por isso deve ser sempre retirado antes do preparo do medicamento. deriva do grego iatros = "remédio". resina de copaíba e folhas de arruda é considerado útil contra derrame cerebral. O nome do gênero Jatropha. Arg.lanceoladas.. tosse e catarro no peito (torrar com sebo da Holanda). flores masculinas com cinco sépalas ovadas e cinco pétalas. 1982). as sementes são usadas contra dor de cabeça (tomar com cachaça ou torrar e fazer pílulas).2). enquanto as sementes. Outras indicações do uso local dessa espécie podem ser encontradas nas plantas Mocura-caá e Peão-roxo. sementes escuras.

Em Brasília. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 5 m de altura. com folhas alternas. dispostas em cimeiras paniculadas. útil nas obstruções das vias abdominais. o banho. contra "mau olhado" (Amorozo & Gély. Dados da medicina tradicional O banho preparado com as folhas é utilizado como anti-séptico.Dados botânicos Árvore de pequeno porte. que nas flores masculinas podem formar um tubo petalóide. as sementes são usadas contra gripes fortes (Barros. A aplicação do látex no local é tida como útil contra feridas e mordidas de animais peçonhentos. fruto capsular. contendo uma semente escura com pintas negras (Figura 13. e as folhas na cabeça. A planta é purgativa. 1984). Mabea angustifolia Spruce ex Bth. glabras e estipuladas. trissulcado. as folhas novas têm uso mágico pelas benzedeiras da região. 1982). roxas. contra feridas. Outras indicações podem ser observadas em Mocura-caá. flores em grande quantidade agrupadas em rácimos. 1988). as folhas untadas com sebo da Holanda e aquecidas no fogo são utilizadas na forma de compressa para dores de cabeça. 1982). o chá das folhas é usado como antitérmico. no Piauí (Emperaire. escuras e com pecíolos pubescentes. com ramos pubescentes e estipulas compridas e lineares. O nome do gênero Mabea. cálice com cinco pétalas. Nomes populares A espécie é conhecida popularmente como Canudo-de-pito. grandes. flores unissexuadas. contra "mau olhado". Em outras regiões é chamada de Tacoari e Taquari. descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé . lineares. No Pará.3). ramosa. palmadas e limbo dividido em lobos. folhas pecioladas. na hidrópisia e no tratamento do reumatismo (Corrêa.

5 m de altura. estipuladas.Aublet. alternas. é usada como diurético e contra . flores de sexo separado. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como o nome de Quebra-pedra. Na região do Vale do Ribeira. folhas com limbo. trissulcadas. enquanto a infusão de toda a planta. ramificada. reunidas em inflorescências do tipo glomérulo. flor feminina fasciculada com ovário 5-7 locular. é tido como útil na expulsão de pedras dos rins. Phyllanthus corcovadensis Muell. Dados botânicos Planta de pequeno porte. 1984). a decocção da raiz ou o preparado de raiz com folha de abacate. refere-se a um nome comum e popular das Guianas. Arg. distribuídas na América tropical. Na região amazônica. cápsulas pequenas. sementes minúsculas (Figura 13. Não foram encontradas outras citações de uso medicinal dessa espécie. Dados da medicina tradicional A planta é usada como diurético e dissolvente dos cálculos renais (Corrêa. flor masculina fasciculada com três estames.4). com ramos glabros. a infusão das partes aéreas da planta é usada para expulsão de pedras dos rins e contra diarréia. sendo um gênero que inclui cinqüenta espécies. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das cascas é utilizada como antitérmico. significa "flor na folha". descrito por Carl Linnaeus. incluindo as raízes. dividida na base em ramos cauliformes e em toda a extensão em ramos menores. que atinge até 0. O nome do gênero Phyllanthus. Arrebenta-pedra ou Erva-pombinha.

beta-cariofileno. 1982). A infusão das folhas. 1. 1989. além de ser usada contra pedras nos rins. cajucarina A e cajucarina B (Itokawa et al. desidrocrotonina copaeno Craveiro et al. alfa-humuleno. 1979. cajucara também foi isolada a sesquiterpenolactona desidrocrotonina (Simões et al.. cajucara também foi caracterizado pela presença de sesquiterpenos. dois clerodane diterpenos que apresentaram atividade antiinflamatória na inibição da fosfolipase A2 de veneno de abelha (Ichihara et al. . 1986).. cajucara foram isolados cajucarinolídeo e isocajucarinolídeo.. 2000). 1991). é útil contra problemas do fígado. foi descrita a presença da trans-desidrocrotonina (Itokawa et al. Em Minas Gerais. 1998). Kubo et al. é tida também como útil como desobstruente e contra problemas hepáticos e icterícia (Grandi & Siqueira. e os principais constituintes são alfa-pineno. Posteriormente. 1989). transcrotonina. de ácido aleuritólico (Muller et al.. Das cascas de C. Maciel et al.8-cineol. O óleo essencial das cascas de C.. 1992). Dados químicos dos gêneros Crofon Da espécie C. (1981) realizaram um grande estudo sobre a composição do óleo essencial de inúmeras espécies do gênero Croton.dores de barriga. 1990... principalmente por copaeno e cipereno (Nunes et al.

gama-elemeno.5-trimetoxibenzeno.4b-dihidroxi-15. Das cascas de Croton lechleri foram isolados também os diterpenos korberina A (I) e korberina B. mirceno. cortesianus foram isolados o clerodano. alfa-humuleno. cadineno. (E)-nerolidol e alfacadinol foram encontrados apenas em C. 1995).14-dieno. lechleri foi isolada a sinoacutina. linalol. C. Das partes aéreas de C. De C. 1992).. acetato de 3-metil-butanol. Porém. . metil isoeugenol. zambesicums Muell. 1992). alfa-ilangeno. a printziano e um norclerodano (Siems et al. o epoxichiromodine e 3-O-acetoacetil lupeol (Addae-Mensah et al. 1993b). ludianus possui 1. alfa-guaieno. Das cascas de Croton lechleri foram isolados 1. zambesicus apresenta também grande quantidade de limoneno (Menut et al. foi determinada. Ambas possuem em comum a presença de beta-cariofileno. o óleo de C. sitosterol.14dien-9-al e 3a. As duas amostras possuem linalol e b-cariofileno como constituintes majoritários. que apresentaram atividade antimicrobiana (Cai et al. levatii foi isolado um diterpenóide neoclerodane.16-epoxi-12-oxocleroda-13(16). crolechinol e ácido crolechínico (Cai et al. 1996). enquanto germacreno B. 3. glandulosus. que não apresentou atividade cicatrizante (Carlin et al. a C. cânfora. glandulosus (Neto et al. 1993a). Dois clerodane-diterpenos foram obtidos do extrato metanólico das cascas de C.. Foram também isolados triterpenos e o ácido 4-hidroxihigrínico (Krebs & Ramiarantsoa. 1995). 4b-dihidroxi-15. e das cascas do caule de C.. e chiromodine (Weckert et al. lechleri foram: acetato de etila. hovarum: a 3a. p-cimeno. 2-metil-butanol. Os constituintes voláteis isolados de C.3. aubrevillei J. acetato de 2-metil-butanol.6-trimetoxifenol. estragol..4-dimetoxibenzil. betabourboneno e gama-cadineno. limoneno e outros.4.8-cineol. chilensis foi isolada a clerodane e ácido crotônico (Borquez et al. 1994).4-dimetoxifenol. acetato de 1-butanol e 3-metil-2-pentanol (Bellesia et al. allo-aromadendreno e torreyol. acetato de propila. 4-hidroxifeenetil. e de C. gama-elemeno. e das folhas de C. megalocarpus foram isolados o diterpeno clerodane.. metileugenol. a levatina (Moulis et al. 1992b).. 3. 1996). propionato de etila.. eucaliptol... A composição do óleo essencial das cascas de C. alfa-cubebeno. Das folhas de C. 2.16-epoxi-12-oxo-cleroda-13(16). lundianus e a C. 1996).. 1992).. sitosterol-b-D-glucopiranosídeo e b-sitostenona. Além disso.cadideno. Foi analisada a composição do óleo essencial de duas espécies de Croton.

b-sitosterol. Altas concentrações de taninos foram encontradas em C. curcas foram isolados 5a-stigmastane-3. taraxerol. e das cascas de C.5.7.. De J. 1981). salutaris foram isolados sonderianol e diterpenos acíclicos e diterpenos tricíclicos (Itokawa et al. matourensis foi isolado o ácido maravuico um diterpeno. De C. macwstachys (Herlem et al. beta-sitosterol (Chen et al.. 1986) e C.7b-dihidroxiannoneno e 6a.. 1988). 1986). gossypifolios (Cespedes et al. eudesmanos. taraxerol.3'. diasii (Alvarenga et al. sonderianus foram isolados os diterpenos neo-clerodanos 6a-hidroxiannoneno.. 1993).6-diona. C. ácido 2S-tetracosanóico glicéride-1. 1988) e curcaciclina B (Auvin et al. 1992). hemiargyreus (Barnes & Borges.. jatrofolona B. 6-metoxi-7hidroxicoumarina. . Jatropha Das raízes de J.. sublyratus foi isolado o plaunotol (Nilubol. 1976). 3-hidroxi-4-metoxibenzaldeído é ácido 3metoxi-4-hidroxibenzóico e daucosterol (Kong et al. 1996). 6a. jatroolona A.5'-pentahidroxirlavina (Aquino et al... draco foram isolados os terpenóides b-sitosterol.. Das raízes de C.7b-diacetoxiannoneno (Silveira & McChesney. Do óleo de C.. Compostos terpenóides foram isolados de C. 1991). jatrofina. enquanto alcalóides foram encontrados em C. e o diterpeno crotamaclina foi isolado de C.7-dimetoxicoumarina. a seco-labdane (Schneider et al. vomifoliol e ergasterol-5a-8a-endoperóxido (Hernandez & Delgado. draconoides foram isoladas as catequinas: (+)-ballocatequina.. ruizianus foram isolados vários alcalóides (Del Castillo Cotillo et al. 1992). eluteria foram isolados sesquiterpenos. (-)epigallocatequinae (-)-epi-3. e de C. 1995). nobiletina. tomentina. ésteres e cetonas não-terpenóides. os triterpenóides jatrofolona A. riangularis (Moura et al. stigmasterol. caniojana. sesquiterpeno fenol e diterpenos clerodânicos (Hagedorn & Brown. jatrofolona B. 1994). argyrophylloides (Monte et al.. curcas foram isolados ainda as latiranas. 1992).. curculatiranas A e B (Naengchomnong et al. 16hidroxijatrofolona. 1991a). e das folhas de C. 1996). jatrofol. beta-D-glucosídeo e beta-sitosterol. Das partes aéreas de C.De C. castaprenol-11. 1991). 5hidroxi-6.

26%.. 1996b). e delas foram isolados os óleos fixos: ácido palmítico. caniojanae 1.9%.. galvani (Guevara et al. 1987). De J. gadaína (Das et al. isoleucina (3. tlalcozotitlanensis e J.30%) (Jain & Garg. Suas sementes possuem 50% a 60% de óleo. todos utilizados no tratamento de tumores (Taylor et al. mas não foi detectada a presença de taninos (Aderibigbe et al. De J. Auvin-Guette et al.71%). Teixeira.. gossypifolia foram isolados os diterpenos jatrofolona A e jatrofatriona (Rahman et al. 1987.26% de ácido aracdônico. arginina (0. compostos fenólicos. 1996./. 0.6% de ácido oléico. 1988). os aminoácidos cistina (2. 1983). 1988. 1997). 1990). J. grossidentata foram isolados jatrogrossidiona...07%). saponinas.98%). alanina (28. mollissima foram isoladas orientina. 1997). curcas. sendo 0. metionina (13. 1989). ciclogossina A e ciclogossina B (Horsten et al. 14. 1986). 2epijatrogrossidiona. flavonóides. Makkar et al. galvani foram caracterizadas as presenças de alcalóides. 1988). além de outros três derivados diterpenóides. 0. J.9%. ácido esteárico. 1997. Das folhas de J. podagrida apresentaram 24%.9%).. 1995).. 1989a e 1989c). Das raízes secas de J. 1988). esteróides e glicosídeos.. pohliana var. elbae. 1989). As espécies. citlalitriona e riolozatriona (Villarreal et al. respectivamente (Raina & Gaikwad. ácido araquídico e toxalbumina. 1997). denominada curcina (Costa. Saponinas foram detectadas apenas em J.. valina (18. . Das raízes de J.. 1990).. Do látex de /.. divica foram isolados beta-sitosterol. ácido oléico.92%) e leucina (12.60%. gossypifolia foram isolados a lignana prasantalina (Chatterjee et al.1%). terpenos.. gossypifolia foram isoladas as lignanas isogadaína. isoorientina. malacophylla. gossypifolia e J. elliptica foi isolado como constituinte majoritária do óleo a d-selinina (Brum et al. Das folhas deJ. curcas foram isoladas também várias lectinas. glicina (19. e 43. 1988).11-bisepicaniojana (Jakupovic et al. um decapeptídeo cíclico a multifidol e o glucosídeo multifidol (Kosasi et al.. vitexina e isovitexina (Xavier & D'Angelo. De J. foi isolado de seu látex a albaditina. bem como o ácido nurístico. ácido linoléico (Nasir et al. jatrofolona B. Do caule de J. a lignana arilnaftaleno (Das & Banerji. Das cascas da raiz de J. 15. J. multifida L..94%).1997). Dos rizomas de J.15% e 15% de ácidos graxos saturados. gossypifolia foram isolados os heptapeptídio cíclico. 1996a) e jatrodiena (Das et al. Banerji et al.

. 1986. Ahmad et al.. da qual foram isolados alcalóides. Hassarajani & Mulchandani. klotzchianus foi isolado o orcinol (Kuster et al. 1988. niruri. 1983. Singh et al. 1989a e 1989b.. 1991). De J. Houghton et al. Yunes et al.. 1996. fistulifera foi detectado um naringenina coumaroil glucosídeo (Garcez et al. 1984) e antibacteriana (Odebiyi.. 1986). Singh et al. ácido clorogênico... 1989. Mabea Do látex do caule de M. como sofraxidina e escopoletina (Hnatyszyn et al. Huang et al. 1996). sacarose. hidroxiflavanona. 1980). Há revisões acerca desse gênero devido à diversidade de espécies existentes (Unander et al. discoideus.. neolignanas (Satyanarayana et al. macrorhiza isolaram-se compostos triterpenóides com atividade antitumoral (Torrance et al. 1996. e um alcalóide denominado tetrametilpirazina (TMPZ). 1990). Anjaneyulu et al.. . E do seu látex foram isolados peptídeos cíclicos podaciclina A e B (Van den Berg et al. 1988. 1985). triterpenóides (Joshi et al. 1988. terpenos... sellowianus foram detectadas as presenças de 7-hidroxiflavanona. a mais estudada é a P. Petchnaree et al. assim como os diterpenóides de J. 1977).. 1996. que apresentou atividade bloqueadora da junção neuromuscular e hipotensora (Ojewole & Odebiyi. excelsa foi isolado um diterpeno ingenana (Brooks et al. levulose.. 1980 e 1981).. 1996). lignanas (Satyanarayana et al. amarus e P. 1995). 1990.. 1991).. Mensah et al. diterpenos. 1986. flavonóides. 1997). citral. gossypifolia. P. virgatus (Babady-Bila et al. 1981). Alcalóides foram isolados das folhas da P niruroides. podagrica foram isolados vários esteróides e flavonóides. cumarinas. 1996) e do alcalóide filantimida (Tempesta et al. P. antibroncoconstritora e antiarrítmica (Ojewole. Anjaneyuly et al. Ojewole & Odebiyi. e dos frutos de M. 1988).. 1988. Negietal.. Singh et al.Da espécie J.. timol e carvacrol (Odebiyi. 1988). Phyllanthus Das várias espécies do gênero Phyllanthus. glucose e galactose (Hnatzyszyn et al.. simplex. ácido caféico. 1986... De P. 1986) e vários outros compostos (Singh et al. P. enquanto em P..

Tanaka & Matsunaga. Farias et al. e o extrato hidroalcoólico das folhas apresentou atividade hipolipidêmica em ratos (Farias et al. alkekengi var. Em P acuminatus foi descrita uma lignana com atividade citostática denominada filantostatina A. 1995b). 1989.. Farias et al. 1999a). antiestrogênica (Luma Costa et al. 1996). 1995a). ácido múcico e ácido gálico (Basa & Srinivasulu. 1993. 1996). 1995) e de carboidratos ésteres do ácido cinâmico (Latza et al.. 1997).. Bighetti et al. peviana foi descrita a presença de ácidos graxos no fruto e sementes (Aslanov et al. foi determinado o conteúdo de ácido ascórbico.. De P. inúmeras lignanas filamirícinas e os filamiricosídeos que aumentam a atividade da transcriptase reversa HIV-1 foram descritos (Lee.. francheti foram obtidos cicloheptano.. Tanaka et al... n-alcanos. analgésica. emblica L. Dados farmacológicos dos gêneros Croton A desidrocrotonina isolada das cascas de C. 1998) e teratogênica (Crisostomo et al. 1996) e fisalinas (Makino et al.. nalcanóis. Em P. antiedermatogênica (Campos et al. fitosteróis e ácido tricadênico (Tanaka & Mastunaga. Das cascas dessa espécie já foram comprovadas as atividades hipoglicemiante (Cavalcante. Das raízes de P.. estas últimas também presentes em P angulata (Makino et al. 1999) e antiulcerogênica (Souza Brito et al.. et al. 1988b).. 1996).. HirumaLima et al. D. 1999). myrtifolius. 1996) antitumoral (Grynberg et al. além do alcalóide fisoperuvina (Hiroya et al.. 1995)..... . hipocolesterolêmica (Martins et al.. 1988. depressora do SNC (Hiruma-Lima. Z. 1988a.. antidiabética (Silva et al. além de taninos (Zang. Li et al.. C. mínima foi isolada a fisalina L (Kawai et al. De P flexuosus foram isolados triterpenos. 2002. De P. 1997 e 1996a). 1998). Tanaka et al. 1996). antinociceptiva (Carvalho et al.. 1996). 1987..De P. et al. Lu et al. antiinflamatória. 1988. 1996c). 1998. 1988. olenadienóis. cajucara apresentou atividade antiinflamatória. 2001). 1996b).... calisteginas (Asano et al.

1983). Em outras espécies desse gênero foram verificadas inúmeras atividades farmacológicas. campestris (Lima et al. Propriedade antineoplásica potente foi determinada utilizando-se extratos de C. 1982)... 1987) e C. Foram verificadas ainda atividades laxativas com C. 1985. 1993. 1988) e C. 2001). 1993. 1994). Chen & Pan. pôde-se concluir que o poder cicatrizante da planta se dá pelas proan- . C. tranqüilizante. 1993).. mucronofolius (Moraes Filho & Fonteles. Tang et al. 1988a).. Além da desidrocrotonina a atividade antiulcerôgenica foi atribuída também a crotonina. macrostachys (Mazzant et al. penduliflorus (Anika & Shetty. 2002a). presente nos casos de C.. 1984)..45 mg/kg e 2. M.. Costa. mais comumente de C. C. 1988). 1999b.. zehnteri (Albuquerque et al. antinociceptiva (Bighetti et al. A propriedade cicatrizante de Croton sp (sangue-de-dragão) foi testada com seus constituintes isolados: o alcalóide taspina.. Sangue-de-dragão é um látex viscoso de coloração vermelha obtido de espécies de Croton. entre outras.4-O-dimetilcedrusina e uma proantocianidina. 1980..... lacciferus (Ratnayake et al. lacciferus (Bandara & Wimalasiri. com o uso prolongado (Rodriguez et al. penduliflorus (Asuku. anticonvulsivante e analgésica de C. Batatinha et al. et al. Atividade antibiótica contra inúmeras bactérias e fungos foi determinada com extratos de C. anestésica local. subtyratus (Kitazawa et al. 1980).Apesar de a desidrocrotonina não ter apresentado efeito citotóxico (Agner et al. tiglium (Deshmukh & Borle. Luz Paredes et al. sonderianus (Craveiro & Silveira. O óleo essencial obtido de suas cascas apresentou atividade antiinflamatória. lechleri. Ensaios in vitro indicaram que o látex não estimula a proliferação celular (Pieters et al. Das sementes de C. C. rhamnifolius (Silveira et al. 1988. C. 1975). Ao final.. para crotina I foi de 0. estudos de toxicidade subcrônica com a desidrocrotonina alertam para o desenvolvimento de distúrbios hepáticos em ratos. draconoides e C.. 1986). antiulcerôgenica de C. a ligana 3'. hipotensora de C.23 mg/kg para crotina II. 1999) atóxica e excelente efeito cicatrizante e antiulcerôgenica (HirumaLima et al. C. rangelianus (Lima et al. tiglium foram isoladas duas toxinas crotina I e II. cajucara (Hiruma-Lima et al. 1999). 1987). 1982). erythrochilus. glabelus (Novoa et al. 2000a e 2002b). C. A DL50.. A crotina II também apresentou forte atividade inibitória sobre a síntese protéica em ribossomo (Chen et al. 1988b) e substâncias isoladas de C. inseticida de C.. 1985) e C.

As folhas secas de C. nardus (Lemos et al.. Tanto o óleo essencial quanto o anetol e o estragol foram estudados em preparação de músculo isolado de rato. Os resultados sugerem que tanto o óleo essencial como o anetol e o estragol . 1992. O efeito de C. 1995).. antibacteriana e cicatrizante. tonkinensis contêm 0. Das raízes de C... De C. Do óleo essencial de C. Pieters et al. 1994a e 1994b). Os alcalóides das folhas foram estudados quanto à sua atividade antimalárica.. os alcalóides de C. Foi avaliado também o efeito antitumoral de alcalóide de Croton e da cisplatina sobre a membrana celular de eritrócitos humanos (Xy et al. e a fração responsável pela atividade relaxante é a fração de alcalóides totais (Ribeiro Prata et al. Ao final dos experimentos. 1991a e 1991b).tocianidinas que estimularam a contração do ferimento e formação de proteínas cicatrizantes (Pieters. lechleri foi testado em ensaios in vitro para avaliar sua propriedade citotóxica. 1991).. tonkinensis reduziram significativamente a infecção de camundongos com P. que apresentaram atividade antimicrobiana (McChesney et al. A crotepóxido possui atividade antitumoral contra carcinoma de pulmão de Lewis e carcinossarcoma de Walker (Addae-Mensah et al. campestris também apresentou atividade relaxante da musculatura lisa em diversas preparações farmacológicas. betulina e ácidos graxos. C.78% de flavonóides. sonderianus foram isolados vários diterpenos acídicos. zehntneri foram extraídos os constituintes majoritários anetol e estragol. 1993). macrostachys foram isolados crotepóxido. 1992a). 1995). A fração anticâncer ativa foi isolada da mistura aquosa de Croton tiglium e Coptis japonica. Ao final. 1992). lechleri sobre a proliferação das células endoteliais foi pouco significativo (Chen et al. A mistura foi citotóxica em todas as linhagens de células tumorais testadas (Kim et al..32% de alcalóides e 2. 1994). Essa possui isoguanosina. pôde-se constatar que a planta não apresentou atividade citotóxica e a atividade antibacteriana constatada foi atribuída aos compostos fenólicos e diterpenos existentes na planta. Atividade antimicrobiana também foi encontrada no óleo essencial de C. Todos os três compostos bloquearam a contração induzida por estimulação nervosa. O extrato etanólico bruto das folhas de C. lupeol. berberina e outros alcalóides desse grupo.. berghei (Be &Truong.

. curcas também foi purificada e caracterizada uma hemaglutinina (Asseleih et al. 2000). curcas.9%) (Liberalino et al. eluteria é usado como atrativo de insetos (Tokumoto et al. pelo aumento da concentração de cálcio (Albuquerque et al. Uma análise química das sementes revela a existência de um alto grau de conteúdo protéico (26.39 mg pela via i. a curcaína (Nath & Dutta. antiplasmodial (Kohler . 1991a).. 1987. O óleo de C. 1995). Jatropha Das sementes de J. (Huang et al. 1995). curcas foram isoladas três proteínas que apresentaram efeito tóxico potente em camundongos com DL50 de 6. 1992. e detentores de atividade moluscicida contra Biomphalaria glabrata (Liu et al. 1991). 1997) antidiarrêica (Mujumdar et al. Do látex de C. e no retículo sarcoplasmático. 1989 e 1991). Do extrato clorofórmico das raízes de C... pelo bloqueio da transmissão neuromuscular.. Ubillas et al...7%) além de aminoácidos essenciais e lipídios (57. 1997) e Schistosoma mansoni e S. Um alto grau de toxicidade em ratos foi encontrado nas sementes de J. 1992)..possam ter dois sítios de ação na fibra muscular: na membrana pós-juncional. 1988).p. Das sementes de J. Atividades larvicida (Karmegam et al. lechleri foi isolada grande quantidade de proantocianidinas. 2000). 1994). diminuindo o comportamento exploratório e a locomoção.. aromaticum foram isolados ácidos ciperenóico e (-)-hardwíquico. que apresentaram atividade antiviral (Tempesta. como também diminuindo os episódios de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (Batatinha et al.. De Croton palanostigma foi isolada uma substância citotóxica. que apresentaram atividade inseticida (Bandara et al. 1990) o óleo de C. tanto na prova do campo aberto. e um inseticida de plantas foi preparado a partir de C. 1988). 1988. Das sementes de /. curcas foram isolados ésteres forbálicos promotores de tumores (Horiuchi et al. Do látex de J. tiglium foram testadas in vitro e apresentaram efeito inibitório contra protease HIV (Ma et al.. curcas foi isolada uma enzima proteolítica.. o alcalóide taspina (Itokawa et al. 1993). 1994). Os extratos da sementes de C. haematobium (Rug & Ruppel. zehntneri também foi capaz de alterar parâmetros comportamentais. Hirota et al.. tiglium (Fanetal.... 1989).

De J. glauca (AlZanbagi et al.. 1996). O óleo das sementes de /. Esta mesma atividade foi observada em J. 1996).. 1993). que apresentaram componentes ansiolíticos e fraxetina com efeito analgésico (Okuyama et al. 1996). 1996). multifida. As folhas de J. 1987). 2001). M. O látex de /. De /. et al.. curcas foram ativas na intercalação de DNA (Gupta. 1990. F.. 1992b e 1996). curcas foram isoladas curcusonas A e C.. 1996).. atóxica e anti-hipotensora (Paes et al. as quais apresentaram atividade leishmanicida e tripanossomicida (Schmeda-Hirschmann et al. Esse efeito da jatrofona pode ser decorrente tanto da etapa intracelular de transdução dos sinais como da mobilização dos níveis de cálcio intra e/ou extracelular (Dutra. curcas. Dessa espécie foi isolada a jatrofona. 1987b). De J. 1994). Mas o extrato metanólico dos seus frutos não foi capaz de apresentar atividade moluscicida.. Das raízes de J. antiespasmódica (Silva et al. 1998). elliptica foram caracterizadas as atividades antiinflamatória.. Dutra et al]. apesar de sua utilização tradicional (Adewunmi & Marquis.. 2000). . 2000) responsável pela atividade antitumoral (Pessoa et al. isabellii foi isolada a jatrofona. apresenta constituintes anticomplementos do soro humano (Kosasi et al. 1989c) e atividade antibacteriana (Aiyelaagbe. 2001). P. que apresentaram efeito citotóxico e promoveram hipertermia (Picha et al. das contrações de preparações de músculo liso e cardíaco de maneira concentração dependente (Calixto & Santana. inibidora da agregação plaquetária (Dutra et al.. 1996). 1997). usado tradicionalmente para o tratamento de feridas infecciosas. grossidentata foi isolada a jatrogrossidiona. que é moluscicida (Santos & Sant'Ana. zeyheri foi isolada a jaherina... espasmolítica (Trebien et al. et al. Santos et al. De J.. e de J. J... 2002) e hemostática (Kone-Bamba et al. gaumeri (Sanchez-Medino et al. 1996.et al. cilliata foram isolados isoorientina e orientina. A atividade moluscicida foi também derivada na espécie /... 1992).. 1992a. multifida é utilizado como cosmético de pele e cabelos (Furuse et al.. gossypifolia apresentou atividades espasmolítica (Fontenele et al. 1987) e tóxica (Brum et al. A J.. 1996). 1987) também foram caracterizadas em J. um diterpeno que possui atividade antimicrobiana (Dekker et al..

1995). De P.. mas promoveu efeito relaxante em traquéia isolada de cobaia contraída por carbacol (Paulino et al.. 1996a). 1996b) e resposta contrátil na bexiga urinária de cobaia in vitro (Dias et al. Existem relatos da atividade diurética (Ribeiro et al. 1984. 1987). que foi atribuída aos compostos estigmasterol. corcovadensis existem diversos relatos de sua atividade analgésica (Di Stasi et al.... 1992. diurética. Além disso. 1995).. . 2000). urinaria promoveu resposta contrátil em traquéia isolada de cobaia (Paulino et al.. A atividade antihepatotóxica dessa espécie foi atribuída a dois compostos chamados de filantina e fipofilantina (Syamasundar. O extrato alcalóide de P niruri demonstrou atividade relaxante do músculo liso do trato urinário e biliar. Gorski et al. 1996). 1988.... 1985). hipotensiva e hipoglicemiante (Srividya... denominados filantina e fipofilantina e nirtetralina (Hussain et al. e o ácido elágico mostrou-se seis vezes mais potente que a quercitrina (Ueno. O extrato hidroalcoólico de P. Ribeiro et al. 1988). Santos et al. a geranina foi ativa em inibir a atividade diante da enzima conversora de angiotensina (Ueno et al. 1995). Shimizu et al.. 1992).Phyllanfhus Diversas espécies do gênero Phyllanthus apresentaram efeito analgésico (Santos et al.. anti-hepatotóxicas (Syamasundar et al. 1985) e contra hepatite do tipo B (Venkateswaran et al. 1995). O extrato etanólico dessa espécie apresentou atividade inibitória sobre a aldose reductase. obtidos da fração hexânica das partes aéreas do Quebra-pedra (Phyllanthus corcovadensis). porém o mesmo tipo de extrato não foi capaz de promover a diurese em outro artigo (Gorski et al. Di Stasi. Do extrato metanólico das folhas dessa planta foi isolado o nirurisídeo. 1984) do extrato hidroalcoólico das folhas de P corcovadensis.. o que leva pesquisadores a supor uma maior facilidade de expulsão de cálculos renais e vesiculares.. 1985 e 1986b. Foram também isolados dessa espécie antagonistas não-peptídicos da endotelina. Além disso. que não foi capaz de proteger as células contra uma infecção aguda de HIV (Qian-Cutrone et al. 1989). Na espécie P niruri foram determinadas atividades de redução no crescimento de cálculos renais (Melo et al. 1994). campesterol e fitosterol (Santos et al. 1988). essa planta demonstrou atividades analgésica (Santos et al.. 1987). 1993.

. 1996). ácido brevifolincarboxílico... que apresentaram atividade inibitória sobre o crescimento do vírus HSV-1 (Zuo et al.. . niruri e P urinaria (Santos et al. 1996).. Foi caracterizada a presença das lignanas filantina e hipofilantina.. Por meio de modelos in vivo foram caracterizadas as atividades antinociceptivas dos extratos de P. 1988). ácido gálico e ácido protocatecoico. 1996).. 1997a e 1997b). ácido gálico e geraniina e flavonóides responsáveis pela atividade antinociceptiva (Filho et al. caracterizadas como responsáveis pela atividade hepatoprotetora (Deb & Mandai. Foram caracterizadas. De P fraternus foram isolados flavonóides que apresentam atividade hipoglicemiante oral em ratos tratados com aloxana (Hukeri et al.. 1997). De P caroliniensis foram isolados fitosteróis. 1995).. 1991). propriedades antivirais do éster metílico do ácido dehidroquebúlico e ácido metil brevifolincarboxílico. 1997). 1995). Sane et al. 1995)... Foi isolado de P sellowianus um alcalóide com atividade antibacteriana (Cechinel-Filho et al.. O extrato aquoso dos frutos de P alkekengi foi capaz de modular a atividade aminopeptidase da pituitária e do hipotálamo basomedial (Vessal et al. das folhas e caules foram isoladas xantoxilinas que apresentaram atividade antifúngica (Lima et al. De P emblica foi detectada a atividade antioxidante (Zhang et al. 1996). de P urinaria. Em ensaios in vivo foram observados mecanismos envolvidos com a atividade antinociceptiva (Miguel et al. Roy et al. quercetina. Seu extrato aquoso administrado oralmente durante três semanas provocou a diminuição dos níveis de glicose em ratos diabéticos (Hnatyszyn et al. O extrato de P amarus apresentou atividade potente no tratamento do vírus da hepatite B (Lee et al. ácido elágico. 1994). De P matsumurae foram isolados compostos polifenólicos como geranina. 1990... A corilagina e outros flavonóides apresentaram atividade anticarcer in vivo e in vitro (Chen & Ren. O extrato dos seus frutos possui antagonistas de estrogênio (Vessal & Yazdanian. e o extrato dos frutos foi avaliado quanto ao efeito protetor contra clastogenicidade induzida por sais de chumbo e alumínio (Dhir et al. 1996). 1996).. e o extrato diclorometano inibiu a função de neutrófilos (Paya et al.Do extrato etanólico dos caules e folhas de P sellowianus foram isolados elagitaninos identificados como furosina e geranina. 1995). corilagina. 1996.

cabras e carneiros (Abdu-Aguye et al. Hemorragias internas em diversos órgãos. 1991c). Pieters et al. 1979).. Ahmed & Adam. Um caso típico foi relatado para a espécie Croton cajucara. 1993. Os glicosídeos da casca dessa semente possuem ação depressora sobre os sistemas respiratório e cardiovascular.. 2000). 1984). Efeitos como redução no tempo de protrombina. Torpor. vômitos e diarréias em crianças Joubert et al. vômitos e diarréia. 1995. Ações simpatomimética e hipotensora foram determinadas com administração de jatrofona (Schvartsman. amplamente utilizada sob a forma de chá no combate ao colesterol e em regimes de emagrecimento.. Croton As espécies do gênero Croton também merecem cuidados quanto à sua utilização. redução no consumo de água. Em casos graves ocorrem espasmos musculares. diversos casos de hepatite foram registrados confirmando portanto os resultados de Bighetti (1999b). diarréia. desidratação e morte são sinais de envenenamento por J. curcas em ratos. podendo causar a morte em humanos. e ação estimulante da musculatura lisa. Itokawa et al.Dados toxicológicos dos gêneros Jatropha Essa espécie é muito importante pelos efeitos tóxicos que produz. 1979). 1986. A sintomatologia após o consumo é caracterizada por dor abdominal. Porros et al. distúrbios respiratórios e eletrocardiográficos. hiporreflexia e coma podem ser conseqüência dos distúrbios hidroeletrolíticos (Schvartsman. 1993. hipotensão e desidratação. coagulação e aumento no tempo de sangria foram verificados com o uso da polpa da semente.. Quadros de hemorragia anal. 1979). foram verificadas por Ahmed & Adam (1979). 1987) e provoca náuseas. Como conseqüência de seu uso crônico. mutifida (Levin et al.. uma vez que existem diversos relatos de citotoxicidade para diferentes espécies do gênero (Mongelli et al. Rodrigues (1999) e Rodrigues & Haum ... A presença de um complexo-lipóide nas sementes é considerada responsável pela dermatite causada. Existem registros de intoxição em crianças de J. O óleo de suas sementes induz ao aparecimento de tumores de pele (Horiuchi et al. náuseas..

1998) (Banco de imagens .Croton cajucara: a) detalhe do ramo com flores e b) flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. Pieters & Vlietinck. 1983.(1999). Já foram isoladas também substâncias carcinogênicas de C.1 . nos quais são descritas as atividades citotóxicas e hepatotóxicas desta planta. FIGURA 13.. 1986). tiglium (Bauer et al.

Detalhe do ramo com flores e das flores (fotos originais por Hiruma-Lima).FIGURA 13.2 -Jatropha curcas. .

3 .FIGURA 13. Detalhe do ramo com flores e frutos e detalhe das flores e frutos (fotos originais.Jatropha gossypifolia. . Hiruma-Lima).

4 . b) flor feminina. c) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. 1998).Phyllanthus corcovadensis: a) aspecto geral do ramo. d) escanerata do ramo com folhas e flores (Banco de imagens .FIGURA 13.

370 espécies. Clusia. dentro de 45 gêneros de ocorrência em regiões tropicais (Mabberley. destacando-se inúmeros com importância medicinal no Brasil. com aproximadamente 131 espécies de ampla distribuição por todo o território (Barrozo. e Elatinaceae. 1978). Os gêneros são distribuídos em três subfamílias. A família Clusiaceae foi descrita por Antonie Laurent de Jussieu e compreende aproximadamente 1. No Brasil ocorrem várias espécies da família Clusiaceae.14 Guttiferales medicinais C. C. Hiruma-Lima L. pigmentos. arbustos ou ervas. No Brasil ocorrem 21 gêneros. gomas. Destacam-se nesses gêneros importantes espécies econômicas para a produção de madeiras. É composta por árvores. . Calophyllum e Garcinia (Calophylloideae) e Kielmeyera (Bonnetioideae). algumas delas de valor medicinal. como Hypericum e Vismia (Hypericoideae). 1997). óleos essenciais e resinas. A. Di Stasi Introdução A ordem Guttiferales inclui as famílias Guttiferae (também denominadas Clusiaceae). sendo raramente descritas epífitas.

Dados botânicos A espécie é uma árvore que atinge de 9 a 11 m de altura e possui uma copa larga e densa. friedelina. Pau-de-lacre e Purga-de-vento. O nome do gênero Vismia. No Brasil. inflorescências em panículas terminais com flores branco-amareladas e fruto do tipo baga. também chamada de Lacre.Espécies m e d i c i n a i s Vismia japurensis Reich. euxantona. vismiaquinona A-C (Nagem & Faria. guianensis foi detectada a presença de dois compostos fenólicos: a vismiona . Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Lacre. opostas e com borda inteira. martiana foi observada a presença de sitosterol. o látex é usado topicamente no tratamento de impetigo. com distribuição restrita à América tropical. as folhas são simples. 1990). Em V. pecioladas. comerciante de Lisboa que se dedicava à Botânica. ácido crisofânico. a maioria é fornecedora de resinas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ácido betúlico. coriáceas. Dados químicos do gênero Nas folhas e caules de V. damagascina. Em outras regiões. como Picharrinha. O gênero inclui aproximadamente 35 espécies. e algumas na África. Não houve registro de espécies medicinais dessa família no levantamento realizado na Mata Atlântica. Trata-se de uma espécie semidecídua. damaradienol. descrito por Domingos Vandelli. foi dedicado a Visme. O tronco ereto possui casca grossa. com ocorrência em formações secundárias. madagascina. sendo facilmente cultivada. e várias têm valor medicinal. a espécie mais conhecida é a Vismia brasiliensis.

. as antraquinonas isoladas do fruto apresentaram atividade imunoativante (Pinto Jr. 2-isorenilemodina e 5. 1994). et al. 1995. Xantonas e antraquinonas (Bilia et al. vários triterpenos. Em V. 1983)... 1997).. Moracelli et al. vulgarmente chamada de Pichirina. clorofórmicos e hexânicos apresentaram atividade imunodepressora e supressora de IgM (Guerra & Souza. 1996). Os extratos hidroalcoólicos. micrantha foram isolados xantonas. magnoliaefolia. como a friedelina. Das raízes de V... foi estudado um extrato etanólico dos frutos verdes que promoveu uma atividade depressora do Sistema Nervoso Central. benzofenonas (Fuller et al.e a ferruginina (Pasqua et al.. 1999).. 2000) e benzofenonas e benzocumarinas (Seo et al.. flavonóides e triterpenóides (Nagem & Ferreira. De Vismia guineensis foi isolado vismiona o H com potencial atividade antimalarial (François et al..japurensis Rich. Neles observou-se inexistência de efeito mutagênico ou citotóxico (Borges et al.. De Vistnia caynnensis. 1993). 1999) em V. 2000). e em V.. apresentou atividade hipotensora (Prazeres et al. p-o. indicado para dermatofilose. . guaramirangae foram isoladas xantonas e xantolignóides (Delle Monache et al. 1995). 1982).5'dimetoxisesamina (Camele et al. O extrato etanólico da folhas. popularmente chamado de Lacre ou Picharinha. 1996).. da planta fresca (Tokarnia et al. Dados farmacológicos do gênero De Vistnia d. Foram realizados testes de toxicidade com o fruto do Vismia reichardtiana. 1979). cayennensis. conhecido popularmente como Lacre. não foram observados sinais de toxicidade em bovinos até a dose de 10 g/kg. Porém.

e poucas espécies herbáceas (Mabberley. sendo a maioria árvores. Di Stasi C.225 espécies tropicais e raramente em climas temperados. descrita por Robert Brown. A. Theophrastaceae e Myrsinaceae. ainda não identificada completamente. C. das quais se destacam espécies medicinais na família Myrsinaceae. 1997). nos quais se distribuem 1. . mas aqui referida dada a sua importância como medicamento para os índios tenharins.15 Primulales medicinais L. Nessa família ocorrem 33 gêneros. Rapania e Cybianthus. Hiruma-Lima Introdução A ordem Primulales compreende apenas três famílias botânicas: Primulaceae. arbustos e lianas. Descrevemos a citação de uma única espécie do gênero Cybianthus. Os principais gêneros com espécies medicinais são Embelia.

e anthos = "flor". . ovário supero. flores e frutos. sem estipulas. ramos.Espécies medicinais Cybianthus sp. actinomorfas. androceu com cinco estames opostos às pétalas. Observação: Não foram encontrados estudos sobre plantas deste gênero. reunidas em inflorescências axilares. diclamídeas. O gênero foi descrito por Carl Friedrich Philip von Martius e inclui aproximadamente 150 espécies de clima tropical. inteiras. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins utilizam o chá das folhas contra veneno de cobra. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins de Moitini-nhopoã. folhas alternas. flores pequenas. curtas. referindo-se à forma radial e tetrâmera da corola. O nome do gênero Cybianthus vem do grego kybos = "cubo". bicarpelar e unilocular com óvulos unisseriados (Figura 15. Dados botânicos Pequeno arbusto com canais secretores na forma de pontes ou estrias nas folhas. dispostas em racemos.1). Não foram encontrados sinônimos para ela.

Cybianthus sp.FIGURA 15.1 . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius) (Banco de imagens .

essas espécies não foram referidas como medicinais. anemia e distúrbios da tireóide. gripes e bronquites.16 Capparidales medicinais C. a população do Vale do Ribeira refere o uso do xarope das folhas. além de seu consumo como condimento. uma espécie da família Capparidaceae foi referida em uma das regiões de estudo e é descrita a seguir. apesar de seu amplo uso em todo o mundo. incluindo o uso interno do macerado em água da semente para o tratamento de inflamações e o uso tópico das sementes cruas e frescas contra inflamações. enquanto a decocção das folhas e talos é usada contra bronquites. Essa ordem possui pequena importância como fonte de espécies medicinais. ambas cultivadas ou obtidas no comércio local. A. C. Brassica nigra (Mostarda) e Nasturtium offiánale (Agrião). Hiruma-Lima L. . assim como a infusão das partes aéreas contra tosses. no entanto. A espécie Brassica nigra reúne diversas aplicações na medicina tradicional do Vale do Ribeira. Di Stasi A ordem Capparidales inclui treze famílias com pequena distribuição no Brasil. Na região amazônica. onde se encontram mais facilmente inúmeras espécies das famílias Capparidaceae e várias outras cultivadas da família Brassicaceae. Da família Brassicaceae foram referidas duas espécies medicinais de uso na região do Vale do Ribeira. Para a espécie Nasturtium officinale.

Espécies medicinais da família Capparidaceae Introdução A família Capparaceae ou Capparidaceae (Dicotyledonae). tem valor medicinal na região amazônica. tem aproximadamente 39 gêneros e 650 espécies. inflorescências terminais bastante vistosas. optamos apenas por referi-las como medicinais de uso comum na região do Vale do Ribeira. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. e amplamente conhecidas e descritas em inúmeros livros e estudos. espalhadas nas regiões tropicais (Mabberley. 1997). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Muçambé ou Mussambé.Considerando que essas duas espécies são amplamente usadas e comercializadas em todo o mundo. raramente são descritas lianas (Barrozo. descrita a seguir. que atinge até 1. com muitas flores rosas e bonitas. Espécies medicinais Cleome latifolia Vahl. no Brasil ocorrem apenas nove gêneros e aproximadamente 45 espécies. possui folhas compostas com 5 a 7 folíolos. que justifi- . Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante espinhento e ramificado.5 m de altura. 1978). arbustos ou pequenas árvores. com seus representantes incluindo ervas. Capparia e Maerua. e a espécie Cleome latifolia. Os principais gêneros são Cleome.

um trinortriterpenóide dilactona. O gênero Cleome inclui aproximadamente 150 espécies tropicais.. o ácido cleomaldéico (Jente et al. 1990). a infusão da planta toda é usada internamente como analgésico e antitérmico.06%) (El-Din et al. Dados químicos Do gênero Cleome foram isolados flavonóides (Sharaf et al. Dados da medicina tradicional Na região amazônica..7-di-O-ramnosídeo (0. kaempferol. droserifolia foram isolados os flavonóides quercetina-3-Oglucosil-7-O-ramnosídeo. 1987). incluindo a Cleome latifolia. Essa espécie é facilmente cultivada em todo o Brasil a pleno sol e muito usada ao longo de cercas. 1997a) e citotóxica (Nagaya et al.0025%). Várias espécies desse gênero..0013%)...cam seu uso como ornamental. Das sementes de C. amblyocarpa foram isolados cleoamblinol A (Ahmed et al.. os flavonóides artemetina (0. 1986). viscosa apresentou um . 1990). 1988) e um diterpeno macrocíclico. 1997) e glicinebetaína. 1990).03%) e isorhamnetina e 3-O-neohesperidosídeo (0. 1997) e triterpenos (Harraz et al. isorhamnetina-3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo... são cultivadas e usadas como ornamentais.7-di-O-ramnosídeo e 3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo (Yang et al.. 1995). viscosa foram isolados cleomiscosinas (Kumar et al.0075%). a isoramnetina 3. kaempferitrina (0. um flavonol. Dados farmacológicos De Cleome africana foram isolados esteróides triterpenóides que apresentaram atividade antitumoral (Nagaya et al. brachycarpa foi isolado o triterpenóide cleocarpone (Ahmad et al. 3. a diacetoxibraquiicarpona. além do cabralealactona e do ácido ursólico (Ahmad & Alvi. e das partes aéreas de C. De C. a única betaína descoberta em espécies do gênero Cleome (McLean et al.. 1996). De C. das quais um número muito pequeno (seis) é usado como medicinal (Mabberley. bonanzina (0. 1997b). 1997). O extrato metanólico da planta toda de C..

.. Chrysantha (Hashem & Wahba.. 1995). No extrato etanólico das raízes de Cleome sp. gynandropsis Samy et al. 1992)... 1996). C.. 1996). A propriedade antibacteriana foi constatada em C. 1999). 1993. além de antiagregadora plaquetária (Medeiros et al... A espécie Cleome brachycarpa foi testada quanto à sua atividade sobre a musculatura lisa intestinal (Tanira et al. A espécie C. Lemos et al. arábica foi isolado flavonol que apresentou atividade antiinflamatória comparável ao do diclofenaco em ratos (Selloum et al. 1970). A mesma atividade foi observada em Cleome spinosa.6-diona como as substâncias inotrópicas que aumentaram a amplitude do batimento cardíaco pela inibição da atividade Na+-K+ ATPase (Huang et al. 1999). 1995a) e antioxidante (Selloum et al. Foram isolados o stigmast-4-en-6b-ol-3-ona e stigmast-4-en-3. viscosa (Samy et al. foi detectada a atividade espasmolítica (Barros et al.efeito inotrópico sob os batimentos espontâneos in vitro.. 2000) e C. . popularmente conhecido como Mussambé. droserifolia apresentou atividade hipoglicemiante e hipocolesterolêmico (Nicola et al. 1995b). De C...

Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

No Brasil só ocorrem representantes das famílias Cunoniaceae. Rubus e Prunus. a qual foi identificada apenas até o gênero. .17 Rosales medicinais L. Em Rosaceae também são encontrados os principais exemplos de espécies cultivadas e usadas como alimentares e ornamentais. Hiruma-Lima A ordem Rosales inclui 22 distintas famílias botânicas. e muitas das espécies da família Crassulaceae e Rosaceae são amplamente cultivadas como alimentares ou ornamentais. Crassulaceae. sendo raro o informante que não conheça ou não cite a planta como medicinal. No entanto. 1978). destacando-se em Crassulaceae as plantas do gênero Kalanchoe. Di Stasi C. Saxifragaceae. em razão do uso prioritário da planta como frutífera. das espécies medicinais dessa ordem foi referida apenas uma da família Chrysobalanaceae. espécies dos gêneros Spiraea. A. Não apresentamos uma revisão geral dessa espécie ou desse gênero. C. Rosaceae e Chrysobalanaceae (Barrozo. a qual descrevemos a seguir. Na região amazônica. Na Mata Atlântica foi referido o uso de uma espécie cultivada da família das Rosaceae amplamente consumida como alimento. a espécie descrita a seguir tem uso disseminado e generalizado na região de estudo. com inúmeras espécies medicinais. Pittosporaceae. e de Rosaceae. Várias espécies dessa ordem são medicinais.

com cerca de 460 espécies tropicais. peninérveas. folhas simples. incluindo árvores e herbáceas. corola com cinco pétalas. com semente sem endosperma e sulcos longitudinais (Figura 17.1). Espécies medicinais Hirtella sp. segundo Barrozo (1978). . encontradas especialmente nas Américas e algumas na África. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. muitas delas usadas para a produção de carvão. onde ocorrem 120 espécies. alternas. cíclicas. cálice gamossépalo com cinco lacínios. ovário unilocular. flores pequenas. O nome do gênero Hirtella descrito por Carl Linnaeus deriva de hirtus. incluindo este último uma das espécies mais usadas e conhecidas na região de estudo. e inclui aproximadamente 103 espécies tropicais. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Marapuama. referindo-se ao tipo de pilosidade. Chrysobalanus e Hirtella.Espécies medicinais da família Chrysobalanaceae Introdução A família Chrysobalanaceae inclui aproximadamente dezessete gêneros. inteiras. estipuladas. Os principais gêneros dessa família são Licania. É considerada por muitos autores uma subfamília das Rosaceae e. diclamídias. distribuídas em seis gêneros encontrados no Brasil. sépalas e pétalas livres. o centro de dispersão dessa família é a Amazônia. fruto do tipo drupa. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. zigomorfas.

e • Prunoideae. Observações: Não foram encontrados dados na literatura sobre espécies desse gênero. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Espécies medicinais da família Rosaceae Introdução A família Rosaceae. e inúmeras em climas subtropicais e tropicais. os gêneros Crataegus e Malus. a partir deste se sintetizou o ácido acetilsalicílico.825 espécies subcosmopolitas. A população distingue a planta em duas: com raiz pivotante que deve ser usada pelos homens. como é o caso das espécies do gênero Rosa. que inclui a espécie aqui descrita e referida como medicinal. No Brasil há poucas espécies. com aproximadamente 1. é utilizada como afrodisíaco. Os principais gêneros estão distribuídos em quatro subfamílias: • Spiraeoideae. e raiz bifurcada para as mulheres. Rubus e Quijala. Agrimonia e Fragaria. como a .Dados da medicina tradicional A raiz da planta. que inclui. • Maloideae. primeira substância a ser comercializada como medicamento. • Rosoideae. do gênero Frunus. ou frutíferas. compreende 95 gêneros. com destaque para os gêneros Rubus. ralada. 1997). da histórica Spiraea ulmaria. Normalmente são árvores de pequeno porte. no que se refere à farmacologia. aliás um dos mais consumidos em todo o mundo. a maioria nos gêneros Prunus. Potentila. entre outros. e outros gêneros normalmente de espécies cultivadas como ornamentais. arbustos e ervas (Mabberley. a famosa aspirina. encontradas em climas temperados. preparada com aguardente ou vinho branco e ingerida por seis dias consecutivos em jejum. com destaque para o gênero Spiraea. toxicologia e química. da qual foi isolado o ácido salicílico. também se utiliza o chá contra reumatismo.

de cor roxo-escura ou amarelo-ouro. carnoso. doce e com uma única semente. Nomes populares Na Mata Atlântica. Espécies medicinais Prunus domestica L.Maçã (Malus). Groselha e Moranguinho (Rubus). Abricó e outras do gênero Prunus (Joly. 1998). O nome do gênero corresponde a "ameixa". Pêra (Pirus). e a infusão dos frutos. especialmente de cabeça. Pêssego. com folhas alternas. A infusão da casca do tronco é usada contra dores de barriga e diarréia. Cereja. onde algumas têm sido aclimatadas e cultivadas em áreas de climas mais amenos. a decocção das folhas é usada contra dores. Marmelo (Cydonia). e contra diarréias. Damasco. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado como antiinflamatório. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. que existe em grande número. . a planta é chamada popularmente de Ameixa ou Ameixeira. Ameixa. Dados botânicos A planta é uma árvore de pequeno porte. de margem serrada. fruto do tipo drupa. flores vistosas brancas. lanceoladas. O gênero Prunus descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies. ásperas. comestível e saboroso. pendente. solitárias e/ou geminadas. assim como em várias regiões do país. dispostas em fascículos do tipo umbela. Morango (Fragaria). em latim. dependendo da variedade. a maioria de climas temperados e raramente encontradas espontaneamente em climas tropicais. Espécie de grande valor econômico pela delícia de seus frutos e pela ampla ocorrência e cultivo na Europa e também no Brasil.

. Corrêa (1984) refere que os frutos são laxativos quando ingeridos em grande quantidade. O suco preparado com água e sementes é usado para lavar os olhos quando irritados.. 2002..Hirtella: a) ramo florido (desenho original por Di Stasi).Sapuntzakis et al.. b) detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Barroso. Dados Químicos e Farmacológicos do Gênero Prunus Á espécie Prunus domestica têm sido atribuídas as propriedades antioxidantes (Kayano et al. 1978) (Banco de imagens • . 2001). Nakatani et al. Estas propriedades têm sido atribuídas à presença de flavonóides (StacewiczSapuntzakis et al. 2001). 2000). De Prunus avium foi constatada a presença de monoterpinos (Rapparini et al.contra distúrbios hepáticos e dores de barriga.. laxante cardiotônica e preventiva na osteoporose (Stacewicz. 2001).1 . FIGURA 17.

tem-se a divisão nas seguintes subfamílias: • Caesalpinioideae (Leguminosae I) ou família Caesalpiniaceae. visto o grande número de espécies vegetais e a sua importância como fonte de produtos alimentares. M. . muitas vezes tratadas individualmente como famílias botânicas distintas. ornamentais. De acordo com o arranjo de Kubitzki a partir do sistema de Cronquist (Mabberley. incluindo árvores. M. madeireiras e outras espécies úteis de grande valor econômico. Guimarães C. A família Leguminosae originalmente descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 642 gêneros. lianas e ervas. R. medicinais. M. • Mimosoideae (Leguminosae II) ou família Mimosaceae.18 Fabales medicinais L. 1997). Di Stasi E. nos quais estão distribuídas dezoito mil espécies cosmopolitas. arbustos. Souza-Brito A ordem Fabales inclui a família Leguminosae. C. e • Papilionoideae (Leguminosae III) ou família Fabaceae. dependendo do arranjo sistemático adotado. que é uma das maiores e mais importantes famílias botânicas. A. Santos C. Compreende três subfamílias. Hiruma-Lima A.

que inclui o gênero Bauhinia. a saber: Caesalpinia férrea. que inclui o gênero Copaifera. occidentalis. As espécies dessa família estão distribuídas em quatro tribos. Cassia occidentalis. • Cassieae. no qual estão distribuídas inúmeras espécies medicinais com uso em inúmeros países. conforme indicado a seguir para os principais gêneros: • Caesalpinieae. C. pulcherrima. Cassia occidentalis e Cassia reticulata. senna. 1997). No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foram referidas cinco espécies medicinais. ao passo que no levantamento realizado na região do Vale do Ribeira foram citadas como medicinais as espécies Bauhinia forficata. sapan e C. • Cercideae. pertence à ordem Fabales e subclasse Rosidae (Mabberley. • Detarieae. todos contendo várias espécies de valor medicinal. . bonduc.Espécies medicinais da família Caesalpiniaceae Introdução A família Caesalpiniaceae (Dicotyledonae). no qual se pode referir a conhecida Pata-de-vaca (Bauhinia forficata). de onde se extrai um importante óleo com grande valor na indústria. Dialium e Senna. dentre as quais C. Cassia multijuga. que inclui o gênero Caesalpinia. Dalwits. C. onde se encontra a famosa Copaíba encontrada no Norte e Nordeste do país. que inclui os gêneros Cássia. angustifolia e C. amplamente usadas e comercializadas como medicamentos. as quais descrevemos a seguir. Hymenaea courbaryl e outras espécies do gênero Hymenaea. No Brasil destaca-se o conhecido Pau-ferro (Caesalpinia férrea). Caesalpinia pulcherrima. das quais se destacam as espécies C. bonducella. C. espécie vegetal com grande utilização medicinal em todo o território brasileiro. também denominada subfamília Caesalpinioideae (Subfamília I) da família Leguminosae descrita originalmente por Antoine Laurent de Jussieu e redefinida em 1983 por Leslie Watson e M. J.

bastante espinhosa. Nomes populares Na região da Mata Atlântica.1). A espécie fornece madeira leve. Pata-de-boi e Unha-de-boi. mas por causa de seus espinhos é substituída por outras espécies do mesmo gênero. a infusão das folhas é amplamente referida como diurético. onde ocorre em áreas úmidas. . vistosas (Figura 18. Outras denominações comuns são Cascode-vaca. É uma planta decídua. heliófita. dadas as características morfológicas de suas folhas. raramente dentro das florestas. Mororó. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. O gênero Bauhinia foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente trezentas espécies pantropicais. sempre com acúleos e seus dois ápices. divididas a partir da metade e atingindo até 12 cm. Dados botânicos A planta é uma espécie arbórea com até 10 m de altura. assim como em quase todo o Brasil. é recomendada para recuperação de áreas degradadas. mas especialmente nas encostas e formações secundárias. com grande abundância na Mata Atlântica. tronco tortuoso ou ereto. algumas arbóreas e outras lianas. hipoglicemiante e contra hipertensão e dores nas costas. os mesmos usos atribuídos à decocção das folhas. Por ser de rápido crescimento. usada para produção de carvão e caixotes. folhas glabras. É amplamente utilizada como ornamental.Espécies medicinais Bauhinia forficata Link. flores intensamente brancas. a espécie é chamada de Pata-de-vaca ou Unha-de-vaca.

na forma de decocto. séssil. ferrea e a C. quase reto (Figura 18. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose. além de ser empregado como fortificante para crianças. Jucá. São muito comuns duas variedades: a C. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. várias são as utilizações medicinais dessa espécie. é utilizado contra asma e bronquite. enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase e problemas hepáticos. fruto levemente estipitado.2). O preparado da casca com um litro de água e um quilo de açúcar. leiostachya. são utilizadas externamente e no local contra hemorróidas. Dados botânicos Arvore de grande porte. com tronco liso e cerne duro. ovário séssil e pubescente com 10 a 12 óvulos. podendo chegar a 15 m de altura. casca de jatobá. ao passo que o preparado de casca de jucá. dez estames. Suas folhas. enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico. ferrea var. mas conhecida em todo o Brasil como Pau-ferro ou Pau-ferro verdadeiro. açúcar e água. ovalados ou obovais. além dos nomes indígenas Ibirá-obi. é utilizado como . na região amazônica. O nome do gênero Caesalpinia descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem a Andrea Caesalpino. A espécie é heliófita. com característica de mata pluvial com ampla dispersão. hermafroditas. A madeira da espécie é muito usada na construção civil. aquecido até formar um xarope. folhas bipinadas com folíolos oblongos. após aquecimento. folhas de manga. A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno. O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos. ultrapassando o cálice gamossépalo. Muirá-obi e Muiré-itá. flores diclamídeas. ferrea var. além de largamente empregada como espécie ornamental. botânico italiano. com corola de quatro pétalas subiguais e uma quinta superior. Nomes populares A espécie é denominada. especialmente de ruas e avenidas.Caesalpinia ferrea Mart. Imirá-itá.

Em outras localidades do país. também é chamada de Flor-de-pavão. Espécie muito usada como ornamental. do fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas. frutos do tipo vagem bivalve e lenhosos. Chagueira ou Barba-de-barata. internamente. Na região da Mata Atlântica. Flor-do-paraíso. Considerada de origem antilhana. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e em Alagoas. Outros usos medicinais dessa espécie são referidos por vários autores. com até 10 cm de comprimento. vermelhas e amarelas e roxoalaranjadas com estames longos. a infusão das folhas da espécie é usada contra problemas respiratórios. da casca como desobstruente e da madeira como anticatarral e contra feridas (Corrêa. 1984). inflamações do fígado e baço. enquanto o macerado das cascas em água fria é empregado. flores grandes e vistosas. A vagem crua é útil contra tosse.anticatarral. tais como o das raízes como febrífugos e antidiarréicos. Caesalpinia pulcherrima (L. bem como contra desarranjo menstrual e problemas renais e pulmonares. sobretudo como cerca viva. além do uso comum contra gripes. tem distribuição das Guianas até o Rio de Janeiro (Corrêa. contra tosse crônica. glabros. resfriados e tosses. especialmente bronquites. 1984). 1982). folhas compostas. 1982). bipinadas.) Sw. pois floresce quase ininterruptamente. com folíolos ovado-oblongos. No Piauí. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante lenhoso e com espinhos fracos e pouco numerosos. a decocção das raízes é usada como antitérmico. a espécie também é utilizada contra feridas e contusões (Emperaire. Nomes populares A espécie é denominada. Baio-deestudante. . Flamboyanzinho e Poinciana-anã. asma e como cicatrizante (Campêlo. na região.

Dados da medicina tradicional As folhas da espécie são usadas pelos índios tenharins como sedativo para crianças. heliófita e pioneira. purgativos. excitantes. pela beleza da planta na época de floração. A espécie reúne usos econômicos como fornecimento de madeira para produção de caixotes leves. amarga. . brinquedos. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. Cassia multijuga Rich.como emenagogo e abortivo e. lenha e carvão. casca lisa e cinzenta. Em outros locais do país. tendo propriedades tônicas. O nome do gênero Cassia. emenagogos e indicadas contra as anginas e qualquer inflamação da garganta e catarro pulmonar. febrífugas e venenosas.3). febre e como purgativo. sendo uma planta decídua no inverno. febrífugos. Nomes populares As espécie é denominada pelos índios tenharins Topeiuia. quando em grandes doses. em doses elevadas. a raiz é acre. passando-se o ramo no rosto como se fosse um benzimento. o fruto é do tipo vagem reta. abortiva. folhas pinadas. dado à falsa canela. externamente. com rara ocorrência dentro de florestas. A decocção das flores é utilizada contra dores de dente. largo e achatado (Figura 18. deriva do grego Kasia. odontálgicos. compostas de inúmeros pares de folíolos (20 a 40) peciolados. é chamada de Pau-cigarra e Caquera. Segundo Corrêa (1984). além de ornamental. as folhas e flores são usadas como tônicos. mas também é conhecida na região amazônica e no Brasil como Canafístula e Aleluia. no alívio de dores causadas por contusões e para diminuir a febre. a casca é considerada emenagoga e. descrito também por Carl Linnaeus. A espécie ocorre em todo o Brasil. obtusos no ápice e com base irregular. atingindo até 10 m de altura. estipuladas. as flores amarelas são reunidas em racemos dispostos em panículas terminais múltiplas.

Outras denominações são Folha-de-pajé. racemos axilares. amarelas. infecções gerais.Cassia occidentalis L. enquanto o macerado da raiz em aguardente de cana é usado como diurético e contra infecções gerais. A infusão das folhas também é utilizada contra a malária.4). no Piauí a infusão do caule. Lava-pratos. flores grandes. beiras de estradas e próximo a culturas. sementes cilíndricas achatadas (Figura 18. diurético e colagogo (Gavilanes et al. resfriado e diarréia (Grandi et . 1982) e no tratamento de dores de cabeça. Majerioba. Na região da Mata Atlântica. distúrbios hepáticos e do estômago e como diurético. das folhas e da raiz é utilizada durante a menstruação. curto-peciolados. no Brasil é espontânea nas pastagens. paripenadas com ráquis comprida. androceu com seis estames e três estaminódios curtos. Tararucu. Mamangá. achatados. a espécie é conhecida principalmente como Fedegoso. dispostas. folhas alternas. ramos quase cilíndricos.. Ibixuma. a infusão das raízes é usada contra dores de barriga. Segundo Emperaire (1982). laxativo. Mata-pasto. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Fedegoso-verdadeiro e Fedegosa. a semente torrada ou na forma de decocção é utilizada no tratamento de anemias e contra doenças do fígado e baço. estipulada e com glândulas na base. Rioba. Em Minas Gerais. Lava-prados. febre. assim como em outras regiões do país. é indicada popularmente como antitérmico. Maioba. gineceu com ovário piloso. Dados botânicos Arbusto glabro de até 2 m de altura. A espécie é anual e floresce na época de chuvas. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica. com caule lenhoso na base. o sumo das folhas é usado topicamente em locais com coceira e na cura de micoses. gripes. composta de folíolos apicais (quatro a seis pares). Manjerioba. frutos do tipo vagem glabra. verde-escuros em ambas as faces.

. No Brasil.. no combate de febre palustre e doenças hepáticas. mordida de escorpião. as folhas e as raízes são usadas contra gonorréia. doenças venéreas. na forma de cataplasma. internamente. mas também são utilizadas contra tuberculose. reumatismo.al. e a decocção é indicada para baixar a febre (Soukup. 1982). sarna e doenças de pele (Bardhan et al. a raiz triturada é utilizada para epilepsia. Além disso. emenagogo. na asma. 1986). nos desarranjos menstruais. malária. Em outras localidades do país. A espécie C. inflamações nos olhos. preparadas como o café. oceidentalis tem uma longa história de uso pelos indígenas e indianas para febre.. desordens do trato urinário. Corrêa (1984) relata o uso dessa espécie como antídoto de venenos e como abortiva enérgica. purgativo. e para constipações em bebês (Gupta et al. 1988). erisipela e tuberculose. 1985). febrífugo. como vermífugo (Nagaraju et al. as sementes. 1994). Os índios misquitos da Nicarágua usam a decoçcão da planta fresca para dores em geral. reumatismo. hidrópisia e dismenorréia (Dennis.. doenças hepáticas e como reconstituinte em doenças e fraquezas em geral (Coimbra. No Rio Grande do Sul. 1979). sendo o suco utilizado no alívio da dor causada por queimaduras. tinha e hemorróidas. é utilizada contra doenças do fígado. 1970). Na Índia. o chá das folhas é usado para cólicas estomacais e a trituração dessa mesma parte vegetal. e a infusão das flores contra bronquite (Rutter. como antiinflamatório e. diurético. sudorífico. No Peru. são utilizadas contra asma. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com os nomes de Pé-desão-joão e Dartrial. Na Amazônia peruana. as folhas são usadas no combate a doenças cutâneas e ainda como diaforético.. como Mata-olho. febrífugo e diurético. rins e bexiga (Simões et al. 1990). Cassia reticulata Willd. estômago. anemia. problemas hepáticos. as raízes são consideradas um tônico. dores menstruais e uterinas. as raízes são consideradas diuréticas. No Panamá.. 1990).

marrom. folhas compostas contendo dois folíolos brilhantes. entre outros. contendo glândulas e estipulas coriáceas persistentes e folíolos oblongos. lisos. Jutaí-do-campo. como antitérmico e diurético. Jatai. Jutaí-açu. com casca dura. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 20 m de altura. a espécie é conhecida como Jatobá. flores brancas vistosas. a decocção das raízes dessa planta é empregada no controle de problemas menstruais. Jatobá-roxo. Olhode-boi. com 6 a 15 cm de comprimento. A espécie também é comumente usada como ornamental e habita sobretudo nas margens dos rios. Algarobo. alternas e pilosas. com até . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Jutaí-café. Jutaí-peba. fruto doce. Jatobá-de-anta. 1994). Nomes populares No Vale do Ribeira. brilhante. folhas compostas. A planta é usada na medicina de San Salvador também como laxativo. nome dado à planta em quase todo o Brasil. purgativo e contra enfermidades renais (Guerrero. Também é chamada de Jatobá-mirim. farinhento e comestível. glabros na porção superior e pilosos na porção inferior. dispostas em cimeiras terminais. enquanto a infusão da planta toda é usada internamente no alívio de sintomas após picada de cobra. Jatobá-de-porco. negras. ápices acuminados. Abati-tambaí. Jutaí. base assimétrica. tronco ereto e ramos glabros. A infusão de folhas é empregada externamente para problemas de pele.Dados botânicos É um arbusto com caule lenhoso na porção inferior. flores amarelas reunidas em racemos longos e repletos de flores. Jatobazeiro. os frutos são vagens delgadas. Hymenaea courbaryl L.

enquanto a madeira é usada na construção civil. Caesalpinia O extrato benzênico de C. 2000) e os flavonóides kaempferol. Corrêa (1984) refere que a casca serve como adstringente. É uma espécie semidecídua. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende dezesseis espécies tropicais de ocorrência nas Américas e na África. ácidos palmítico e octacosanóico. quercitrina e miricitrína foram obtidos de B. a infusão das folhas é usada internamente contra bronquites.. é eficaz contra tosses. ferrea forneceu sitosterol.15 cm de comprimento. estimulando a digestão e fortificando o organismo. A casca serve para curtume e fornece fibras para cordoaria. Dados químicos dos gêneros Bauhinia As espécies Bauhinia variegata e B. o deus da união. e a seiva é excelente tônico para crianças. 2000).. sedativo e peitoral. e o fruto ainda é comestível e amplamente consumido na região do Vale do Ribeira. em alusão aos dois folíolos. 2001) e betasistosterol e kaempferotrina foram isolados de B. além do uso contra bronquite. microstachya (Meyre-Silva et al. além de cultivada em pomares para consumo de seus frutos. vermífugo. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. enquanto o xarope da casca do caule.forticata (da Silva et al. A espécie não foi referida nem encontrada na região amazônica. purpurea possuem flavonas glicosiladas (Yadava & Reddy. enquanto o extrato alcoólico forneceu gaiato de etila. ácidos . especialmente em crianças. Yadava & Tripathi. O nome do gênero deriva do grego hymen. sendo usada na arborização de parques e jardins. 2001. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. com florescimento entre outubro e dezembro. O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites e asma e como estimulante do apetite.

. 1997). De Caesalpinia bolducella foram isolados os furanoditerpenos caesalpina A e F (Pascoe et al. 1996). 1986. beta-amirina. 3'-0-metilsappanol.... 2002). cianidina e miricitrina (Forsyth & Simmonds. 1977). leucodelfinidina. bonducelina. De diferentes partes de C. pulcherrima foram também isolados produtos naturais alifáticos (ácido decanedióico) (Awasthi & Misra. ácido 2-amino-4-metilidenepentanedióico e ácido 2-amino-4-metilpentanedióico (Watson & Fowden.5-trihidroxibenzóico (Rao et al. quercimeritrina (Awasthi & Misra.. 1983).14-didehidro-5a-vouacapenol. 1973) e furanoditerpenóides (Ragasa et al. lupeol. ácido 2-amino-4-etilidenepentanedióico. bonducelpina A. 3'-deoxisapanoI. 1973). a 8metoxibonducelina (Parmar et al. Das sementes de C. C e D (Patil et al. 1978) e 2.. 1978).. sappan foram isolados octacosanol.4. pulcheralpina e 5-vouacapenol (Che et al. 8metoxibonducelina. 1997b). taraxerol (Yadava & Nigam.. 1987). Foram isolados os flavonóides: rutina. pulcherimina. 1978). 8metoxibonducelina. Peter et al. Das sementes de Caesalpinia ferrea foram isolados os aminoácidos: ácido 2-amino-3-(3-carboxifenil) propanóico. 1977). 1987a). B.. 3'-0-metilbrazilin.. 4. beta-sitosterol. Kim et al... cianina.. lup-20(29)-en-3beta-ol. ramnetina e ombuína (Namikoshi et al. 1983). bondenolídeo. 1987e). brazilina (Namikoshi et al. neocaesalpinas A e B (Kinoshita et al. sapanol. 1985). 6-metoxipulcherrimina (McPherson et al. 1987c). 3'-0-metilepisappanol. alfa-amirina. C e D (Peter et al. Da madeira de C. 1986) além do esteróide P-sitosterol (Varshney & Pal. 8.. pulcherrima foram isolados os terpenóides caesalina. os esteróis beta-sitosterol e beta-sitosteril galactosídeo (Ahmad et al. quercetina (Rao et al.. De Caesalpinia pulcherrima foram isolados: homoisoflavanona.. 7p-vouacapenediol. 3-deoxisapanona B e 3'-deoxisapanona B (Namikoshi et al. 1987b.. 1987) e pulcherriminas A. 4-O-metilsapanol. acetato de lup-20 (29)en-3beta-il. e dos ácidos 2-amino-4-metilenepentanedióico e 2-amino-4metilpentanodióico (Watson & Fowden. 1997). 1997). 1997a). protosapina (Namikoshi et al. sapanona B. 4-O-metilepisapanol. B. ácido 3. bolducella foram isolados trinta diferentes ácidos graxos (Shameel et al. miricetina.4'-dihidroxi-2'-metoxichalcona. 1954). 6p-cinamoiloxi5a. episapanol. Das cascas e raízes de C.4benzoquinona (McPherson et al.. quercetina.gálico e elágico (Santos & Sant'Ana..6-dimetoxi-l. 1997).ll. .9.

Das sementes de C. brasilina e protosapaninas A.. 1981). sapanol. 1988).. Fuke et al. glicosídeos de C. sitosterol. crista foi isolado (+)-ononitol (Shi et al. isoliquiritigenina. 1996). 1986. 1997). Da madeira de C. isolaram-se 1.. 1996). sappan (Nigan et al.. Na espécie C. caladenia e C. triterpenos e sesquiterpenolactonas (Guerrero. 1987a). ácido esteárico e pinitol (Fernandes et al. 4-O-metilepisapanol. digyna (Mahato et al.. cacalaco e C.. A composição de ácidos graxos das sementes de C. 1996) e de C. 1983). 1994). (Kitagawa et al.. isoflavanóides de C. C. Foi realizado um estudo comparativo da composição de flavonóides e ácidos graxos das sementes de Caesalpinia velutina. Cassia Da espécie C. 1985). 1987d). 3-deoxisapanchalcona. Namikoshi et al. 1977. ácidos linoléico e palmítico de C. episapanol. platyloba. 1977). estudos fitoquímícos demonstram a presença de alcalóides. C. C. taninos. japonica foram isolados 3'-deoxi-4-0-metilsapanol..8-di-hidroxiantraquinona (Costa. Foram isolados alcalóides de C. 1977)... além de xantonas (Wader & Kudav. 1986).. dicopetala (Chowdhury et al. Do Fedegoso. buteína. multijuga foram isolados derivados antraquinônicos (Singh. 1987f). hintoni (Contreras et al.. reticulata. sappan (Saitoh et al. B e C (Namikoshi et al.Das raízes de C. M. sapanonas a e b. occidentalis. pumila foi analisada. 1988) e altas concentrações de taninos (Garro Galvesetal. 1995)... Kitanaka et al. a espécie C.. spinosa foram extraídos ácido gálico (Reategui Gonzalez & Nakasone Rivadeneyra. saponinas. sappan (Namikoshi & Tamotsu. glicosídeos cardiotônicos.. 4-O-metilsapanol. 1987. M. 1985). S. leiostachya foram isolados polissacarídeos como galactomanana e xilogucana (Lima. 1982). 1986) e outros derivados antraquinônicos (Tiwardi & Singh. sendo predominantemente de ácido linoléico e oléico (OrtegaNieblas et al. sitosterona. japonica (Namikoshi et al. . et al. Dos frutos de C. vários compostos aromáticos de C. major foram isoladas caesaldekarinas A-E. sapachalcona. glicosídeos (Singh.

. esteárico e oléico (Alencar et al. carotenóides e tocoferóis durante o desenvolvimento das sementes (Zaka et al. ácido tereftálico e (-)-epiafzelequina (Reddy et al. beta-sitosterol e betulina (Zafar et al.e beta-amirina. bis (tetrahidro) antraceno.. . occidentalis ácidos graxos e esteróis (Miralles & Gaydou. 1987). mirístico.. 1989).. 1987). J. occidentalol-2. 1986). Das sementes de C. occidentalis também foram avaliados conteúdo de óleo. 1990). occidentalis de diferentes estágios de desenvolvimento (Ambasta et al. roxburghii foram isolados derivados antraquinônicos (Ashok & Sarma.. crisofanol. pinselina. metilgermitorosona e singueanol-I (Kitanaka & Takido... Das sementes de C. 1. O gênero Cassia tem sido amplamente estudado do ponto de vista químico. J. questina. 1985). renigera foram isolados derivados antraquinônicos (Tiwardi & Richards. além do ácido graxo ceto(Z)-7-oxo-ll-octadecenóico (Daulatabad et al. 1977) e os ácidos cáprico. occidentalol-1. alfa. 1988b).1987. 1988a). 1987). além de flavonas (Guptaetal. roxburguina. l. enquanto das vagens foram isolados crisofanol. Foram isolados das sementes de C. dienóico e trienóico (Zaka et al. roxburguinol e um novo estilbeno. e sua descrição fitoquímica permite verificar as potencialidades de estudo de outras de suas espécies como fontes de novas substâncias químicas. occidentalis foram isolados hidrocarbonetos (Majumdar et al. emodina. 1985). A concentração de compostos fenólicos totais foi estimada em folhas e caules de C. Da madeira foram isolados beta-sitosterol. De C. hirsuta foram isolados triterpenóides e biantraquinona (Singh & Singh. 1978). Singh.. senna foram isolados derivados antraquinônicos (Lemli & Curvele. palmítico. 1987). 1987. 1982) e das raízes (Singh & Singh. Das superfícies das folhas de C.. 1986. crisofanol. 1989). 1989a). 1986). De C. ácidos monoenóico. 1979). germicrisona.7-dihidroxi-3metilxantona. roxburguina (Ashok & Sarma. & Singh.8-dihidroxiantraquinona (Wader & Kudav.. 1987). occidentalis foram isolados pinselina. Das folhas de C. Da raiz de C. 1990). Telange et al.. De C. marginata foram isolados derivados antraquinônicos das folhas (Duggal & Misra. 1996).. triglicerídeos (Zaka et al.

obtusina. De C. De C. obtusifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kitanaka & Takido. 1977).. angustifolia foram isolados polissacarídeos (Alam & Gupta.. . estigmasterol. aurantioobtusina. obtusifolia foi detectada a presença de antraquinonas (Yasuda et al. 1985). De C. 1986. flavonas.. De C. 1990). o senosídeo é o principal desses derivados. ácido crisofânico.estercúlico e vernólico (Daulatabad et al. uma Cglicosilflavona (Kitanaka et al. e das folhas. emodina. 1989). Nas sementes de C.. O perfil fitoquímico de C... 1990)... antraquinonas (Zhang et al. Também foram isolados vários outros derivados antraquinônicos (Pal et al. tora foram isolados crisoobtusina e os aminoácidos cistina. Metil palmitato e metil oleato.Das raízes de C. De C. questina. 1997). gamahidroxiarginina e ácido aspártico (Upadhyaya & Singh.. flavonóides (Wassel & Baghdadi.3-dihidroxi-8metilantraquinona (Kameoka et al. 1987). colesterol. Do óleo essencial foram isolados dihidroactinidiolídeo. 1986). oléico e linoléico. 1987) e emodina (Yang & Wang. angustifolia não difere muito do de C. 2-hidroxi-4-metoxiacetofenona. 1986). beta-sitosterol e l. agliconas de antraquinonas e flavonóides (Upadhyaya & Singh. o aminoácido histidina (Zhang et al. 1988). 1988). flavonóides (Crawford et al. linoléico. além de ácido palmítico. Asamizu et al. 1989). polissacarídeos solúveis em água (Alam & Gupta. 1980) e os ácidos palmítico. esteárico. além da presença de beta-sitosterol. que apresentaram atividade inibitória do crescimento de células KB (Kitanaka & Takido. succínico e tartárico (Matsuura et al. Das sementes foi isolado o dihidroeleuterinol (Kitanaka et al. m-cresol. 1979).. De C.. 1988). obtusifolia foram também isolados obtusina. 1979) e sennosídeos A e B em diferentes partes da planta (Yasmin et al. flavonóides (Wassel & Baghdadi. 1987. 1989). fisciona.. 1984). polissacarídeos (Khare et al. 1990) e das naftopironas cassiasídeos B e C (Kitanaka & Takido. crisoobtusina.. glicosídeos. 1988). oléico. torosa foram isoladas as estruturas de tetraidroantracenos diméricos torosa I e II. malválico. Ishidaet al.. acutifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kalashnikova et al.. obtusofolina. . acutifolia quanto à presença de aminoácidos. 1986). 1978). Dessa espécie também foram isolados os ácidos esteárico. 1986). obtusifolina e estigmasterol. siamea foram isolados alcalóides e triterpenóides (Biswas & Mallik.

javanica apresenta nonacosano. 1978). 1990a). Do óleo das sementes de C. 1978).De C. esteárico. triptofano. palmitato de beta-sitosterol.. proteínas brutas. carboidratos.. 1987b). compostos fenólicos e taninos (Ramachandra et al.. 1990). biantraquinonas e o alcalóide espermidina (Alemayehu et al. fistula também foram isolados flavonóis e glicosídeos (Gupta et al. O extrato das folhas de C... 1988). araquidato de beta-sitosterol.. oléico. 1988). . emodina. singueana possuem 7-metilfisciona e cassiamina A (Mutasa et al... De C. 1977). Das raízes de C. glauca foram isolados os ácidos palmítico. fistula foram isolados biflavanóides e triflavanóides (Morimoto et al. allata foram caracterizados os conteúdos de proteínas. renigera possui ácidos vernólico.. 1988) e antraquinonas (. 1987b. 1990) e foi determinada a variação sazonal do conteúdo de . sericea foram caracterizadas as presenças de fibras. Das cascas do caule de C. granais foram isolados polissacarídeos (Bose & Srivastava. flavonóides (Srivastava & Gupta..senosídeos das folhas de vagens de C. ácido behênico. ácido crisofânico e kaempferol (Chaudhuri & Chawla. malválico. 1990). beta-amirina. e do caule foram isolados procianidinas (NopitschMaietal.. ácido glutâmico e aspártico. palmitato. reina. Das folhas de C.javanica foram isoladas antraquinonas (Singh & Singh. As cascas do caule de C. 1990). De Cassia pudibunda foram isolados derivados naftopironas (Messana et al. Chowdhury et al. 1988).. 1989a). auriculata foram isolados flavanóides glicosilados (Rai & Dasaundhi.Ahuja et al. Das sementes de C. 1990)... De C. ácidos estercúlico e malválico (Daulatabad et al. De C..javanica foram isoladas proantocianidinas (Kashiwada et al. 1990a) e antraquinonas (Messana et al. fistula foram isolados flavonóides (Morita et al. butirospermona. laevigata foram isolados flavonóides (Tiwardi & Singh. O óleo da semente de C. 1987). fistula e C. triacontano. 1987). arginina. linoléico. De C. linolênico e araquídico (Dixit & Tiwari. fistula (Cano Asseleih et al. estercúlico e ácidos graxos ciclopropenóides (Daulatabad et al. 1990). treonina e leucina). aminoácidos (lisina. Das vagens de C. 1988). behenato de beta-sitosterol. 1991). fistula e das cascas de C. de carboidratos e ácidos graxos totais (Ukhun & Ifebigh. 1981).

. spectabilis foram isolados antraquinonas. De C. dimetil quelidonato e monometil quelidonato (Ashok & Sarma. B. De C. Das sementes de C. 1977). (Baba et al. siamea (Khan et al. fastuosa foram isolados os glicosídeos.. 1988). 1989) e nas sementes de C. 1987). De C. 1988). palmítico. 1990). araquídico e behênico (Khalid et al. fisciona. 1989a) e derivados antraquinônicos (Jain & Purohít. didymobotrya foram isolados e caracterizados crisofanol. 1977).Das partes aéreas de C. 1989)... 2-methoxistipandrona.. semicordata foram isolados compostos do tipo 1. beta-sitosterol e estigmasterol (Mulchandani & Hassarajani.. senosídeos A e B e 3 agliconas (aloé emodina. sericea (Muralikrishna et al. C. 1988).. . C. C. linolênico. linoléico. javanica (Singh & Jindal. 1988).. Das folhas de C. 1987). além de alcalóides (Christofidis et al. holosericea é predominantemente de ácido láurico. oléico. 1986 e 1988b) e derivados antraquinônicos (Hata et al. 1997). palmitoléico. 1986 e 1987). 1988).. 1989). 1985). podocarpa foram isoladas antraquinonas (Rai.. ácido quelidônico.... marginata (Kumar et al. 1986).. 1985). De C. A composição dos ácidos graxos de C.. R... estérico. 1986. mirístico.. De C. dihidroxantiletina e fisciona (Mukherjee et al. crisofanol e antraquinonas (Mukherjee et al. falacinol e uracila (El-Sayyad et al. 1978). Cassia javanica (Azero et al. Cassia laevigata (Singh. pumila foram isolados tetratriacontanol. garrettiana foram isolados um polifenol denominado cassigarol A. 1987. ovata foram isolados polissacarídeos solúveis em água (Kumar et al. emodina e rheina) (Krambeck et al. nodosa foram isolados glicosídeos antraquinônicos (Sinha et al. Das flores de C. 1987).4-dihidronaftaleno (Delle Monache et al. Sen et al. Galactomanana foi encontrada nas sementes de Cassia alata (Gupta et al. Das raízes de C. emodina. mimosoides foram isolados n-hentriacontanol.

Lemus et al. candicans (Pepato et al. Estudos mais recentes têm apontado C.. Extratos de C.. 1996). leiostachya (Moura et al... et al. ferrea foram ainda caracterizadas as atividades cardiotônica (Santos W.. 1985). Caesalpinia Estudos com extratos brutos de C. ferrea como antitumoral (Queiroz et al.. E. crista apresentaram atividade antimicrobiana (Beloy et al. et al. et al... guianensis (Kittakoop et al. 1995. 1999). 3- . com alterações eletrocardiográficas secundárias (Santos et al. sapanchalcona.. analgésica (Carvalho. pulcherrima atua sobre as interações DNA-ligante (McPherson. Munoz et al. 2002. 1994.... 1998). 1997). 2000. 1995.. antiinflamatória (Carvalho. anticoagulante (Milagres et al. comumente utilizados no tratamento de complicações da diabetes. antimicrobiana (Cebalhos et al.. 1990) Lima. 1986). 1987). Nakamura et al. J..Dados farmacológicos dos gêneros Bauhinia A propalada atividade hipoglicemiante foi observada nas espécies B. 1991). 1998). 2000). 2002a e 2002b). J... gilliesii produziram 70% a 80% de inibição do tumor de Walker em ratos (Montgomery et al.. O. 2001) e antimolarial de B. O uso crônico de B. antiedematogênica.forficata e B.. 1988). Amaral et al.. 2001. Rossi-Ferreira et al. et al. 1996. Lopes et al. 1994) e de restrição ao fluxo coronariano por possível ação sobre a musculatura lisa dos vasos. Bacchi & Sertié. antihistamínica e antialérgica (Rossi-Ferreira. O. ferrea revelaram a presença de atividades atóxica e antiúlcera (Bacchi et al.. Os inibidores da aldose reductase.. tarapotensis (Braca et al. purpurea deve ser evitado por causar disfunções tireoidianas (Panda & Kar. C.. De C. Existem relatos ainda da propriedade antioxidante de B. 1976) e proteínas de C. T. A espécie C. contêm caesalpina P. malabarica e B. C. 1997) e hepatotóxica (Queiroz Neto et al. 1986). Atividade hipoglicemiante foi verificada com extratos de C. 1977). e os dibenzoatos diterpenos pulcherriminas A e B foram ativos na reparação de DNA de leveduras (Patil et al. 1991).

. inibitória da hemólise. 1978. in vitro. Sama et al. porém o tratamento em búfalos não apresentou eficácia (Sindhu et al. 1995a). antiviral contra hepatite B (Patney et al.. sappan como ingredientes ativos (Morota et al. de estimulante uterino (Saraf et al... 1991. antibacteriana. 1992. 1962)... antifúngica. hipotensiva... principalmente pelo aumento da atividade das células T em camundongos com halotano (Choi et al. 1991b) antimutagênico (Bin-Hafeez et al.. 1997). Sadique et al. 1989). 1999). vasoconstritora. Cassia Nas folhas de C. 1985). O extrato metanólico de C.. 1996).... Hussain et al. . protosapanina A. de relaxamento do músculo liso. 2001).. 1996).. De C. Schmeda-Hirschmann et al. Feng et al.deoxisapanona. 1994.. O extrato de Caesalpinia crista foi testado quanto à sua atividade anti-helmíntica contra Toxocara vitulorum. spinza foi obtido um inibidor da formação de melanina utilizado em cosméticos (Shibata et al. 1993. occidentalis verificaram-se atividades antiinflamatóría (Sadique et al. antiparasitária. sappan apresentou mais de 50% de inibição sobre a atividade da hialuronidase (Kim et al. antimalária (Gasquet et al. Do extrato de Caesalpinia foram isolados derivados benzindenopiranos. 1976) e. que foram utilizados no tratamento de microanginopatias e nas desordens da microcirculação (Moon. 1987). 1997). 1987. brasilina e derivados fenólicos extraídos de C. sappan foi capaz de aumentar a atividade tirosinase e o conteúdo de melanina nas células B-16 (Lee & Kim.. hepatoprotetor (Jafri et al. A brasilina isolada de C. Caceres et al. A brasilina (isolada de várias espécies de Caesalpinia) também foi capaz de modular a função imunológica.

. Crawford et al. Os resultados finais indicaram que tanto C. Atividade antimicrobiana foi verificada com a utilização de C. As antraquinonas de C. Ao final dos testes foi determinado que ambos apresentaram significativa atividade antiinflamatória (Palanichamy & Nagarajan. 1986). exibindo uma taxa de 51% de inibição (Mueller et al. que apresentou intenso efeito inibitório sobre a liberação de histamina induzida por antiIgE de basófilos humanos in vitro (Inamori et al. acutifolia. lugustrina (Abhaham et al.. acutifolia como controle positivo. obtusifolia (Kitanaka & Takido. 1988). angustifolia foi testada quanto à sua atividade antitumoral contra Sarcoma-180 de camundongos. ADP e colágeno (Yun-Choi et al. 1989). As folhas de C. As folhas de dez espécies de Cassia da Nigéria foram estudadas quanto à sua propriedade laxante em ratos albinos machos. fastuosa também apresentou atividade laxante (Krambeck et al.3'. utilizando as folhas de C. que apresentaram efeito antiagregador plaquetário quando estudadas com células de ratos estimuladas por ácido araquidônico. citotóxica com extratos de C. 1979) e C.. 1990).. 1991). garrettiana (Inamori et al.. e C. 1989). A fração polissacarídica de C. glucoobtusifolina e glucoaurantioobtusina).. pumila possui antraquinonas que apresentaram atividade espasmolítica (Fatawi et al. tora possuem glicosídeos de naftopirona que apresentaram atividade antihepatotóxica (Wong et al.. Nas sementes de C. 1984).. alata quanto C.Das sementes de C. obtusifolia também apresentaram atividade tóxica sobre as funções mitocondriais do músculo (Lewis & Shibamoto. podocarpa apresentaram atividade laxante tão potente como a C.. obtusifolia também foram detectados altos níveis de mutagenicidade em testes com linhagens de bactérias (Friedman & Henika. podocarpa apresentaram resultados significativos quanto à atividade laxante (Elujoba et al. 1990). obtusifolia indicam alto grau de toxicidade quando comparados com parâmetros como tamanho do fígado e níveis de citocromo P-450 funcional (Crawford & Friedman. 1990).. 1991). obtusifolia foram obtidas antraquinonas (glucocrisoobtusina. De C.4..5'-tetrahidroxistilbene. 1985). alata e o kaempferol 3-O-soforosídeo foram avaliados quanto à sua atividade antiinflamatória comparada com a fenilbutazona. 1988 e 1989). garrettiana foi isolada a 3. pudibunda (Cavalcanti et al.pudibunda (Cavalcanti et al. O extrato das folhas de C. 1986a). C.. 1989). O extrato a 10% das folhas de C. 1988) e C. 1990. espasmolítica com subs- . As sementes de C. Estudos com as sementes de C.

echinata também apresentou toxicidade (Oliveira et al.. 1985). ocrídentalis seja utilizada na medicina tradicional. e as espécies usadas para essa finalidade devem ser consumidas com cuidado. cavalos e cabras.. pulcherrima é considerada planta de uso perigoso. 1991). angustifolia (Nakajima et al. diarréia.. quinquangulata (Ogura et al. A espécie C. fazendo parte de uma grande série de fitoterápicos disponíveis no mercado. Colvin et al. deve ter seu uso controlado e realizado com cuidado.. apatia. 1986b). Dados toxicológicos dos gêneros Embora a semente de C. 1986). cansaço e dores. 1985). especialmente por crianças. 1979). vômitos.. C.. com degeneração de músculos esquelético e cardíaco (Martins et al. um quadro de sintomas de tóxicos por causa da presença de glicosídeos antraquinônicos. anemia. 1977) e antivirótica com extratos de C. A administração de folhas de C. além de lesões renais e disfunção hepática (Galai et al. A ingestão de grandes quantidades dessa semente tem causado problemas de toxicidade e até mesmo de morte em vacas. enquanto um quadro de envenenamento foi verificado com C. antitumoral com extratos de C. caracterizado por náuseas. Salienta-se que a espécie C. na forma fresca. seca e/ou torrada. roenwilana (Rowe et al. em geral. Seu consumo indiscriminado é perigoso.. Isso pôde ser verificado em intoxicação de suínos. cólicas abdominais e diarréia. purgativa dos glicosídeos de C. dispnéia.. 1998). ferrea. em razão de seus efeitos hepatotóxicos. Salienta-se que as espécies desse gênero são amplamente usadas e comercializadas como laxativos. que apresentaram um quadro de ataxia. em razão dos efeitos tóxicos e abortivos de sua casca (Corrêa.. 1979) e C. pumila (Fatawi et al. como substituta do café. fistula (Babbar et al.tâncias isoladas de C. O gênero Cassia produz. Estudos realizados com Caesalpinia ferrea determinaram seu efeito hepatotóxico (Queiroz Neto et al. 1979). 1987). amplamente utilizada pela população. acompanhado de distúrbios hidreletrolíticos em casos graves (Schvartsman. estudos clínicos têm demonstrado sua toxicidade. talica em cabras e carneiros revelou quadros de ataxia. 1986. anorexia e morte após oito a doze dias da ingestão. fistula (Bhardwaj & Mathur. em muitos países. . 1984)..

Phaseoleae: Phaseolus — do famoso Feijão. • • • • • • • • • • Os dados aqui referidos demonstram a imensa importância dessa subfamília de espécies vegetais. Cajanus. Cymbosena. Genisteae: Lupinus. Abreae: Abrus. Myrocarpus e Ormosia. Dalbergieae: Dalbergia e Andira. Crotalarieae: Crotalaria. Galegeae: Astragfalus e Glycyrrhiza. Trifolieae: Medicago. Nos estudos realizados na região amazônica e . Para a família Fabaceae estão descritos aproximadamente 482 gêneros e cerca de doze mil espécies de ampla distribuição nas regiões temperadas e tropicais. Indigofereae: Indigofera. onde muitas espécies vegetais possuem importantes efeitos inseticidas. Os principais gêneros estão distribuídos em 31 subfamílias. 1978). Psoraleae: Psoralea. sendo amplamente utilizadas in natura no combate a inúmeras pragas de lavouras e de ectoparasitas de animais. Millettieae: Tephrosia. Robinieae: Sesbania e Robinia. Canavalia. onde se encontram plantas (Barrozo. Vicieae: Vicia e Pisum. das quais destacamos aqui apenas as de importância medicinal: • • • • • • Swartziae: Swartzia e Zollernia. Derris e Lonchocarpus.Espécies medicinais da família Fabaceae Introdução A família Fabaceae também é classificada como subfamília Papilionoideae (Faboideae) da família Leguminosae. Dypteryxeae: Dypteryx. Sophoreae: Sophora. um importante produto alimentar no Brasil —. Dioclea e Mucuna. Desmodieae: Desmodium. Diplotropis.

Alguns autores referem que ocorrem três variedades. enquanto a decocção é usada internamente contra tosses. Andu. contra constipação nasal. sendo ainda forrageira.na Mata Atlântica foram referidas dez espécies medicinais. mas há divergências quanto a essa classificação. podendo atingir 3 m de altura. visto que seus frutos são comestíveis e usados em substituição ao feijão verdadeiro. o banho preparado com as folhas é indicado contra dores de barriga e diarréia. fruto do tipo vagem linear. Cuandu. . indicus Spreng Nomes populares A espécie é chamada. O gênero Cajanus foi descrito por Augustin Pyramus de Candole e inclui 37 espécies tropicais. A espécie possui um grande valor econômico. compostas de três folíolos aveludados. dores de barriga e diarréia e a infusão. flores vistosas. comprimida. No restante do Brasil é conhecida como Guando. com ramos angulosos. 1984). Feijão-de-árvore. dispostas em pedúnculos axilares. sendo um nome popular da planta usado em Malabar. Inúmeras utilidades são atribuídas a essa espécie (Corrêa. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. pinadas. com ampla utilização em diversos países. Erva-do-congo. de onde partem folhas pecioladas. Ervilhade-angola. oblongos. as quais são descritas a seguir. na Mata Atlântica. Feijão-de-cuandu e Erva-desete-anos. Dados botânicos A planta é um subarbusto de caule ereto e lenhoso. gripes. Espécies medicinais Cajanus cf. Guandu ou Feijão-guandu.

flores rosas. .Cymbosema roseana Bent. oblongos. na Mata Atlântica. pediceladas. descrito por João de Loureiro. menos freqüentemente. acuminados e glabros. Aproximadamente quarenta espécies desse gênero estão distribuídas nas florestas tropicais e subtropicais do Velho Mundo. mais freqüentemente do sudeste da Ásia até a Austrália. significa "pele dura". O gênero Derris é composto basicamente por lianas e. de Flor-da-terra. com ramos tomentosos. em forma de bote. O chá das folhas é usado na Amazônia contra desordens menstruais (Mabberley. Derris amazonica Killip Nomes populares A espécie é chamada de Timborana na região amazônica. Dados botânicos A planta é uma enorme liana. reunidas em inflorescências com ráquis nodosa. referindo-se ao legume. flores rosas. por arbustos ou árvores. Dados botânicos A planta é um arbusto com folhas trifoliadas. reunidas em fascículos. a infusão das folhas é usada contra desordens do fígado e do estômago. 1997). O nome do gênero Derris. e foi descrito por George Benthan. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. de onde partem folhas compostas com sete a nove folíolos. fruto do tipo legume falcado. O gênero Cymbosema inclui uma única espécie. Nomes populares A espécie é chamada. O nome do gênero significa "estandarte cimbiforme".

com folíolos articulados na base. pentâmera.Dados da medicina tradicional A infusão das raízes é usada pelos índios tenharins no alívio dos sintomas de picada de cobra. folhas alternas. compostas. revestida de pêlos curtos. corola dialipétala. flores fortemente zigomorfas. enquanto a raspa da raiz é empregada contra envenenamento por cobras. com uma grande pétala superior. coriáceo. hermafrodita. sementes sem endosperma (Figura 18. Dados botânicos Erva de pequeno porte.5). Nomes populares A espécie é denominada pelos índios tenharins Timuatã. ereto e com raiz bastante lenhosa. cilíndrica. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. externa. trifoliadas e . folhas pecioladas. Desmodium tortuossum (Sw. Nomes populares A espécie é chamada de Carrapicho na região amazônica. Derris floribunda Bth. Erva-dos-mendigos e Jiquerana. Trevo-da-flórida. a prefloração da corola é imbricada descendente. com cálice gamossépalo. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. fruto do tipo legume linear. didamídea. Outros nomes populares são Amores-do-campo. Dados da medicina tradicional O talo da planta amassado é útil contra dores no peito e garganta e na cura de resfriados.) DC.

6). O gênero Desmodium descrito por Auguste Desvaux inclui aproximadamente 450 espécies vegetais. Sicupira. ovário piloso com pêlos cinzentos ou quase sésseis. Sapupira-preta. O nome Diplotropis significa "duas carenas". referindo-se à disposição das flores. indeiscente. vexilo oblongo provido de apêndices na base. Sapupira. pinadas e folíolos glabros. coriáceos. flores rosas ou roxo-pálidas e raramente brancas. Outros nomes comuns são Favinha. todas conhecidas como Sucupira. Cutiubeira.) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica principalmente de Fava. A espécie é excelente fornecedora de forragens e adubo verde. Paricarana. Sapupira-da-várzea. com ampla distribuição no Brasil e no México. reunidas em racemos. Sucupira-da-terra-firme. um banho preparado com toda planta é indicado para combater a caspa. botão floral com pétalas de carenas desenvolvidas. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. fruto do tipo legume. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Sebipira. flor com estandarte longo. com sementes pretas e duras (Figura 18. Dados da medicina tradicional A semente ralada. tendo um apêndice na base. plano. . é aplicada topicamente para tratamento de impingem. O nome do gênero significa "feixe". Sapupira-da-mata. fruto do tipo vagem. Cutiúba. Diplotropis purpurea (Rich.com folíolo terminal ovado maior que os laterais. misturada com enxofre. inflorescência revestida por pêlos cinzentos. e a infusão é usada internamente como antigonorréico. pequenas. O gênero descrito por George Benthan inclui sete espécies da região amazônica. com folhas compostas.

Dados da medicina tradicional Na região amazônica. folhas grandes. quando maduros e secos. Em outras regiões do Brasil é conhecida como Cumaru-verdadeiro. flores vermelhas. alimentos e uísque. aromáticas. Das sementes se preparavam antigamente excelentes colares e braceletes. de pequena espessura. se fendem liberando a semente roxo-escura. 1991). A planta é de grande ocorrência na Amazônia e fornece excelente madeira de lei. que permitiu seu uso na aromatização de chocolates. Umburana e Kumbaru. Cumar-do-amazonas. referindo-se ao cálice. muito explorada comercialmente pela qualidade na produção de móveis de luxo.Dipteryx odorata (Aubl. grosso. doces. . podendo atingir até 35 m de altura. quando passados sobre as costelas. sendo indicado "cheirar quando se está com dor". Imburana-de-cheiro. O nome do gênero significa "duas asas". alternas. imparipinadas. oleosa e aromática coberta por um pecíolo (Vieira. frutos em forma de vagem drupácea. Cumaru-amarelo. compostas.) Willd. caule reto. na região amazônica. cigarros. sabonetes e outros produtos da indústria de cosméticos. pecioladas. e na produção de perfumes. de Cumaru. produto de enorme comércio no século passado por causa de seu excelente aroma. servem para tratar a pneumonia. O gênero Dipteryx descrito por Johann Cristian Daniel von Schreber inclui apenas dez espécies tropicais de grande ocorrência na Amazônia. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. O macerado dos frutos em álcool é usado contra dores de cabeça. Nomes populares A espécie é chamada. de cor verde-amarelada. Imburana. com cascas avermelhadas ou amarelo-acinzentadas. além da famosa fava de cumaru. dispostas em panículas pubescentes. charutos. Cumaruzeiro. diaforético e contra problemas cardíacos e menstruais. Os frutos usados topicamente são eficazes no alívio da dor de ouvido e. as sementes maceradas em água são utilizadas como antiespasmódico. que.

alternas. flores vermelhas. narcótico e estimulante. antidispéptico. diaforéticas. internamente. para aliviar dores de garganta e. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. aromáticas. e os palikur. contra qualquer inflamação. frutos em forma de vagem verde. tônico cardíaco e anestésico sobre o sistema nervoso. com semente oleosa e aromática. contendo casca de pequena espessura. essa espécie é utilizada como anticoagulante. dispostas em panículas pubescentes. Já os índios wayãpi usam a decocção da casca para banhos antipiréticos. compostas de sete a nove folíolos. pecioladas. dores de ouvido e serve como tônico capilar (Vieira. febrífugo. folhas grandes. 1991). emenagogo.As sementes embebidas no rum são usadas pelos "Créoles" para mordida de cobra como xampu. . Corrêa (1984) refere que as sementes são antiespasmódicas. grosso. Dipteryx punciata (Blake) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada de Dióuvi pelos índios tenharins. antitussígeno. Dados da medicina tradicional A decocção das sementes é usada pelos índios tenharins em gargarejos. A planta é de grande ocorrência na Amazônia. caule ereto. O óleo das sementes auxilia nas úlceras bucais. podendo atingir até 3 m de altura. antiespasmódico. para banhos fortificantes de crianças. cardiotônico. como reconstituinte das forças orgânicas. Na Amazônia o uso dessa planta é aconselhado nas convalescências. contra contusão e reumatismo. Em outros lugares. diaforético. imparipinadas. pela presença de Cumarina. emenagogas e cardíacas. diaforético.

Bálsamo e Pau-de-óleo. o macerado da casca da planta em aguardente é usado externamente como cicatrizante e antiinflamatório. A madeira. A planta fornece uma madeira avermelhada muito usada na construção civil. de Cabreúva. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A espécie tem grande ocorrência e distribuição na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. sendo muito usada na indústria de cosméticos. urucu. Outros nomes são Cabruê. tinturas e perfumaria. Pau-bálsamo. a mais estudada é a D. outros compostos . possui aroma balsâmico. Corrêa (1984) refere que a casca e a resina são excelentes para tratar feridas e contusões.. Nomes populares A espécie é chamada. os mesmos efeitos são atribuídos às raízes. 1974).Myrocarpus frondosus Aliem. na região da Mata Atlântica e em quase todo o Brasil. indicadas nas lesões do sistema respiratório. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 15 m de altura. Dados químicos dos gêneros Derris Das espécies do gênero Derris. para fabricação de carroças. sendo ainda expectorante peitoral. com casca rugosa no caule. O nome do gênero significa "fruto de bálsamo". O gênero descrito por Francisco Friera Allemão e Cysneiro inclui apenas quatro espécies. enquanto os frutos passam por excitantes e antidispépticos. Óleo-pardo. assim como a casca. ramos glabros de onde partem folhas imparipinadas. portas e janelas de luxo. flores brancas dispostas em racemos e fruto do tipo vagem oblonga. compostos 5-9 folioladas. de ocorrência na América do Sul. de onde foram isolados flavonóides (Braz Filho et al.

oblonga e D.) DC. spruceana. laxiflora foram isoladas as flavanonas: 6.. D. Nakatu et al.. também denominada D. e das raízes de D. 1978). 1973b) e saponina (Parente & Mors. homoadonivenita (Batyuk et al. araripensis (Nascimento et al. Da espécie D. 1986). canum detectou-se a presença de isoflavanonas (desmodianonas A.. hiravanona.. 1995b). foram isolados. além de coumestrol e alfa-amirina (Zoghbi et al. Em diferentes espécies de Derris caracterizou-se a presença de rotenonas. As espécies D. aparines (Link. 1994). Kimetal. lipídios. Nascimento & Mors. foram isolados os flavonóides desmodina. D.. conhecidas popularmente como Pega-pega ou Beiço-de-boi. D. Desmodium De D. 1961. em maior quantidade nas raízes com mais de 18-24 meses de idade (Nguyen et al. 1994)....8-difenileriodictiol. 1978. Bell et al. com significativa atividade inibitória contra a proteína tirosina quinase (Kim et al. D. 1996)..) DC. 1991. Flavonóides também foram isolados em D. frutescens. canarensis (Evans et al. 1997). enquanto de D. glutinosum. reticulata. elliptica foram isolados os rotenóides eliptinol. et al. hookerianum foi isolada canavanina (Bell et al.. Rao M..rotenóides (Braz Filho et al.. epoxilupinifolina e dereticulatina. foram isoladas as flavanonas lupinofolina e as piranoflavanonas.. 1989). Foram isolados alcalóides de D. scandens foram isolados isoflavonóides (Garcia et al. 1986. adhaesivum Schldl. spruceana (Garcia et al. incanum DC. laxiflora Lin et al. 1976) e D. 1978).. D. reticulata cujos flavonóides apresentaram atividade citotóxica (Mahidol et al. . E em D. que apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. ou D. 1989). 1977). 1954).. 1987) e também o aminoácido canavanina (Tschiersch... 1976. Do caule de D. ácido ascórbico e pigmentos fenólicos (Mathur & Kamal.. 1997). proteínas. deguelina e tefrosina (Ahmed et al. 1993. heterocarpon e D. D.. De D... Todos os compostos apresentaram atividade citotóxica contra linhagem de células P-388 (Mahidol et al. senegalenseína. 1977). benthmii (Fellows et al. amoena. N. lupinifolina e laxiflorina. obtusa (Nascimento et al. 1962). B e C). Das raízes de D. canadense (L. Em D. Lin & Kuo. tortuosum. os flavonóides. 1978). indica caracterizou-se a presença de carboidratos.. crisantemina e cianina (Matinod et al.. possuem em suas flores o flavonóide delfinidina (Forsyth & Simmonds. 1988). 1985) e D. 1995b) e D. do seu caule e de suas folhas.

1975). 1963). tiliafolium G. gangetina. intortum foram caracterizados também os taninos condensados (Mwendia. possui os flavonóides dalbergioidina. intortum) possui carboidratos. ácido octacosanóico.. 1969. 1983). caudatum (Thunb. beta-carbolina. 1-octacosanol. desmocarpina.4-dimetoxifenetilamina. elegans DC.. 1-triacontanol e o esteróide betasitosterol (Hussain & Saifur-Rahman. possui em suas folhas os produtos naturais alifáticos hexacosil eicosanoato. betaína. 1984. Bell et al..) DC. .. 1977. kaempferol e quercetina. 1978). os flavonóides hiperina... desmodina. Em D. leptocladina.Os alcalóides bufotenina. cinereum (Kunth) DC. Gray foram isolados o carboidrato D-pinitol (Plouvier. Don. 1978) e swertisina (Aritomi & Kawasaki. bufotenina N-óxido. O-metilbufotenina N-óxido (Gosal & Banerjee. salsolina. também muito usado medicinalmente. hipoforina e os alcalóides. triptamina e tiramina (Ghosal & Srivastava. Purushothaman et al. Nmetiltiramina. hordenina. genisteína. O D. 2-feniletilamina. além de canavanina (Beveridge et al. os alcalóides candicina. ario-inositol e betapinitol. Nakatu et al. e o esteróide antiosídeo (Alaniya. A espécie D..4-dimetoxifenetilamina. 1968) e o aminoácido canavanina (Nakatu et al. e de D. 1973). normacromerina. Em suas raízes foram isolados abrina. também denominada D. cinarascens A. gangeticum (L. os flavonóides desmodol (Ueno et al. 1972. Purushothaman et al. O-metilbufotenina.N-dimetiltriptamina. isoquercitrina. 1971). foram isolados mangiferina. hordenina. salsolidina. difisolina. Ghosal & Bhattacharya. 2-hidroxigenisteína e kievitona (Ingham & Dewick. 1949) e a canavanina (Van Etten et al.. gangetinina. N. hipoforina.) DC. N-N-dimetil-3. 3. 1962. A planta conhecida popularmente como Amor-seco ou Pega-pega (D. 1964) foram todos isolados de D. De D. galactopinitol A. 1972).

nonacosanos. triquetrum foram isolados friedelina. 1961 e 1962. Kubo et al. 1968). Bell et al. Kubo et al. também denominado Ougeinia dalbergioides Benth. feniletilamina. ácido indol-3-acético. mollicum foram isolados flavonas e flavonóides glicosilados (D'Agostino et al. De D. styracifolium foram isolados os flavonóides schaftosídeo e vicenina e os terpenóides soiasapogenol B e soiasaponina (Yasukawa et al.. floribundum. liquiritigenina e maackiana (Braz Filho et al. e de D. De D. trigonelina e tiramina (Ghosal et al. 1989).. e os alcalóides colina.. também denominado Amor-develha-da-folha-graúda. 1971. vitexina e xilosilvitenina. Adinarayana & Syamasundar. o terpenóide lupeol... Meyer foi isolado o flavonóide malvina (Park & Rotar. Anjaneyulu et al. isovitexina. ovalifolium (Giner-Chavez et al. 7-hidroxiflavona. kaempferol.. tricosanol.N-dimetiltriptamina N-óxido. ojeinese. b-sitosterol. foi isolado o flavonóide kaempferitrina (Aritomi. compostos estes também isolados em D. 1989). flavosativasídeo. Ahluwalia et al. triflorum (L. Perez-Maldonado & Norton. 1997). Mukherjee et al.) DC.) DC.. De Desmodium uncinatum (Jacq. homoferreirina. e de D sandwicense E. . 1962). pinitol e canavanina (Beveridge et al. 1989. heptacosanol. 1965). estigmasterol. 1995). racemosum. N. vitexina.. 1982. também denominado D. formononetina. De D. 1986. foram isolados os carboidratos galactopinitol A. foi isolado o alcalóide hordenina (Maurya et al. 1978). multiflorum. os terpenóides beta-amirina.. Amor-de-velho-comum. styracifolium foram também isolados triterpenóides saponínicos (Ikegami et al. 1995). e de D. ougenina e quercetina (Balakrishna et al. inositol. 1996). De D. lupeol. 1989)... Diplotropis Foram isolados do tronco da espécie os esteróides sitosterol.. Sreenivasan & Sankarasubramanin. estigmasterol. laxiflorum foram isolados heptacosanos.. De D. foram isolados os flavonóides apigenina. epifriedelinol e estigmasterol (Yang et al. e os flavonóides isoliquiritigenina.. 1963a e 1963b. foram isolados os flavonóides dalbergioidina..1995. também conhecido com D.. De D. 1965.. betuína e lupeol (Ghosh & Dutta. ácido triacontanóico e ácido 2-triacontenóico (Saxena & Shukla. 1984). De D. 1977. 1985). podocarpum. 1966).

3epimetoxilupanina. . 1. 1982). De Diplotropis martiusii foram isolados os alcalóides angustifolina.1973a).. lupanina e tetrahidrorombifolina (Kinghorn et al.

além dos terpenóides betulina. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri.. 1966). De D. Nakano et al. lacunifera foram isolados ácidos graxos e di e sesquiterpenóides (Mendes & Silveira. utilizadas na indústria de cosméticos e perfumaria. De diferentes partes de D. além dos terpenóides betulina. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). punctata (Gruenwald. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D.. odorata apresenta um grande valor comercial. punctata (Gruenwald. 1966) e beta-farneseno (Matos et al.. 1981). 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. 1996) e constituintes voláteis (Woerner & Schreier. 1994). odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. alata foram determinados 40% de óleo. retusina). 1993). odoratina. 1995).. odoratina..Dipferyx De diferentes partes de D.. 1995.. alata foram determinados 40% de óleo. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. 1952). odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). 1995) e cumarinas (Ehlers et al. lupenona e lupeol (Kaplan et al. pois suas sementes são ricas em Cumarina. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. cumarinas (Ehlers et al. De D. 1952). 2000.. De Dipterix odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. lupenona e lupeol (Kaplan et al. Das sementes da espécie D. Togashi. odoratina. 1994). . ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. 1995). 1996). Das sementes de D. retusina) e terpenóides (19-vouacapanol. odoratina. flavonóides (dipterixina.. isoflavonóides (Lourenço et al. flavonóides (dipterixina. 1991). 1994). A espécie D. 1979) e terpenóides (19-vouacapanol..

2000) e inseticida (Luitgards-Moura et al. Essa planta também foi responsável pela atividade leishmanicida (Iwu et al. também conhecido como Timbó. 1972).. 2002). 1987). nicou (Costa et al.. . O extrato etanólico de D. 1997). elíptica apresentou atividade antifúngica seletiva (Mohamed et ali. urucu e D.. Até a dose de 10 g/kg da planta fresca aplicada ao animal não foram observados sinais de toxicidade (Tokarnia et al. D.. micou. 1996). 1998. foi avaliada a atividade tóxica em bovinos. gangeticum a gangetina que promoveu a diminuição da fertilidade masculina em ratos (Latha et al. Datta & Bhattacharrya. indicus tem apresentado efeito hepatoprotetor (Datta et al. Aragão & Valle. 1992) e depressora do SNC (Jabbar et al. sendo a rotenona o composto responsável pela atividade (Santos et al.. 1979).. que provavelmente estão envolvidos com o efeito biológico in vivo e por sua atividade inseticida (Wang et al. Das raízes de D. 2001).. 1997). Derris A espécie Derris amazonica apresentou atividade antimalárica (Munoz et al. 1997). De Derris sp. Desmodium O Desmodium sp foi utilizado para o tratamento de hepatites do tipo B em humanos. Foi isolada das raízes de D. e o princípio ativo responsável pela atividade foram os alcalóides indólicos (Tubery et al..Dados farmacológicos dos gêneros Caia nus Uma proteína isolada de C.. 1999. 2001). De D.. urucum foram caracterizados os efeitos ictiotóxicos.. Derris sp e D.. scandens foram isolados dois compostos warangalona e ácido robústico.

A D. 1996)... Uma caracterização preliminar sugere serem as saponinas triterpênicas as responsáveis pelas atividades (Addy. e os taninos isolados de D.. O extrato de D. 1997). 1997). styracifolium inibiu a cristalização de oxalato de cálcio. O extrato de D. O extrato aquoso de D. B e C. 1989).. intortum foi estudado quanto à sua digestibilidade e quanto ao seu uso como suplemento alimentar para carneiros e ovelhas (Perez-Maldonado et al. grahami promoveu relaxamento da musculatura lisa (Rojas et al. canadense foram isolados os flavonóides desmodina e homoadonivernite. que também apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. styracifolium promoveu a estimulação da secreção biliar. 1997). De Desmodium canum foram caracterizadas isoflavanonas desmodianonas A. 1988). e o principal constituinte parece ser um polissacarídeo que poderia ser usado para o tratamento renal (Li et al. 1999). adscendens apresentou atividade antianafilática e é utilizado localmente para o tratamento da asma. styracifolium. A desmodina apresentou atividade analgésica in vivo no modelo da placa quente (Batyuk et al. . que foram responsáveis pela prevenção da formação de cálculos renais (Kubo et al. 1988). 1996. Tolera & Said. De D. D... ovalifolium apresentaram atividade antibacteriana (Nelson et al... 1987). Estudos in vivo foram realizados com os flavonóides de D. além de apresentar atividades analgésica e antibacteriana (Vu et al.

Dipteryx Das cascas de Dipterix alata foi caracterizada a atividade antiinflamatória (Lima & Martins. Dados toxicológicos do gênero Derris O contato direto de D.. Y. .950 espécies descritas. Calliandra. tremores musculares e morte por parada respiratória no homem (Sousa et al. 1998). Albizia. 1991). Prosopis. doses elevadas podem causar náusea. Mimosa. et al. muitos deles de valor medicinal. 1996). das quais destacamos os gêneros Parkia. das sementes de D. Mas o pesticida natural rotenona extraído das espécies de Derris não apresenta atividade carcinogênica (Greenman et ali. distribuídas em cinco tribos.Espécies medicinais da família Mimosaceae Introdução A família Mimosaceae (subfamília Mimosoideae ou Leguminosae II) compreende 64 gêneros e 2. lacunifora foi caracterizada atividade moluscicida (Almeida. 1987). urucum provoca irritação da pele.. Leucaena.. Adenanthera. Zollernia e Acácia. Inga..Diploiropis O caule de Diplotropis duckei apresentou atividades antiedematogênica e antinociceptiva (Costa et al. M. vômito. 1993).

Em outras regiões do país. flores reunidas em espigas terminais. compostas por folíolos ovais. Dados da medicina tradicional Os frutos são comestíveis. Laranjeira-do-mato. O fruto é amplamente consumido como comestível na região amazônica. pois é confundida e coletada como adulterante da Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia). e a infusão das folhas é usada no tratamento de diabetes. é chamada de Espinheira-santa. Zollernia ilicifolia Vog. . Nomes populares A espécie. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Ingá. folhas simples coriáceas com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura. O nome do gênero é denominação popular nas Guianas.Espécies medicinais Inga spectabilis (Vahl. com grande ocorrência na Amazônia. a espécie é chamada de Mocitaíba. Dados botânicos A planta é uma árvore de porte médio (aproximadamente 15 m). Moçataíba e Orelha-de-onça. repletas de glândulas. Ingá-grande e Jambolão. na região da Mata Atlântica. O gênero Inga descrito por Phillip Miller inclui 350 espécies vegetais. pinadas. Dados botânicos A planta é uma árvore com folhas alternas.) Willd. pecioladas. encontradas em áreas tropicais e temperadas.

oerstediana e I. estipulas espessas (característica marcante na diferenciação da Espinheira-santa verdadeira. Estudos preliminares de atividades analgésica e antiulcerogênica da espécie Zollernia ilicifolia. incluindo dores. Foram isolados alcalóides das espécies I.8-dimetilflavona (Correa et al. alba. Dados químicos e farmacológicos dos gêneros De Inga edulis var.3'. farmacológicos e toxicológicos. I.4'trihidroxi-6. 5.22stigmastadien-3b-ol glucosedeo.7.3'4'-trihidroxiaurona e 7. I.oblongas. flores rosadas (Figura 18. I. I. I.. . estão sendo realizados em nossos laboratórios mas ainda em fase de publicação. Sobre o gênero Zollernia não foram encontrados estudos químicos. O gênero descrito por Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuied e Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck inclui quatorze espécies tropicais. I. heterophylla. paterno (Morton et al. parviflora foram isolados os constituintes 7. I. nobilis. e o nome deriva de Hohenzollern. 6. bourgonii. sertulifera. a antiga casa regente prussiana. I. 1973). 1996).7). Maytenus ilicifolia). com margens onduladas e providas de espinhos. a infusão das folhas é usada internamente contra úlceras e problemas estomacais. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. I..4'-tetrahidroxi-3-metoxiflavona. 1991). assim como perfil fitoquímico e toxicidade aguda. laurina. stipularis (Kraus & Reinbothe. semialata. longispica. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie.

Bauhinia forfícata: a) vista geral da copa da árvore. Reis).1 . b) detalhe das folhas (fotos originais por M. S. .FIGURA 18.

Escanerata do ramo florido e da flor (Banco de imagens - .Caesalpinia ferrea.FIGURA 18.2 .

c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens 316 . b) ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.Cassia multijuga: a) escanerata do ramo com flores e frutos.3 . 1984).FIGURA 18.

4 . b) escanerata do ramo com flores e frutos.Cassia occidentalis: a) ramo com frutos e flores (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens .FIGURA 18. 1939).

Derris floribunda. Ramo florido e detalhe da flor (desenho original por Di Stasi .5 .FIGURA 18.Banco de imagens - .

Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .Diplotropis purpurea.6 .FIGURA 18.Banco de imagens - .

Zollemia ilicifolia. .7 . Detalhe das folhas com espinhos e das estipulas (fotos originais por M.FIGURA 18. S. Reis).

Muitas dessas espécies são ornamentais e amplamente conhecidas no Brasil. distribuídas nos 188 gêneros. assim come outras espécies de valor econômico. que incluem espécies medicinais. das quais devemos destacar as Lytraceae do gênero Cuphea. C. com inúmeros representantes no Brasil. da famosa Romã. e as duas famílias aqui descritas.19 Myrtales medicinais L. com ocorrência principalmente nas regiões tropicais de todo o mundo (Mabberley. a Punica granatum. lianas ou arbóreas (árvores) grandes e pequenas. São plantas herbáceas. Melastomataceae e Myrtaceae. Punicaceae.950 espécies. arbustivas. onde ocorrem cerca de 63 gêneros e aproximadamente 480 espécies (Barrozo. Hiruma-Lima A ordem Myrtales reúne doze famílias botânicas. 1997). como a popular Quaresmeira (Tibouchina) e . Di Stasi C. que inclui o gênero Punica. Espécies medicinais da família Melastomataceae Introdução A família Melastomataceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 4. A. 1978).

Espécies medicinais Clidemia novemnervia Nome popular Essa espécie é conhecida popularmente como Aritucá.) DC. Outro nome popular é Flor-de-quaresma. . nervadas e pubescentes. Nomes populares Na região amazônica. 1998). essa espécie é chamada de Quaresma. roxo. fruto do tipo baga. Neste estudo. Huberia. em outras regiões. que descreveu inúmeras patologias em plantas.as demais plantas ornamentais do gênero Leandra. brancas ou rosas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. flores pequenas. O gênero foi descrito por David Don e inclui 117 espécies tropicais de ocorrência nas Américas. ou Pixirica. dispostas em cimeiras. Clidemia novemnervia e Rhynchanthera grandiflora. foram referidas como medicinal apenas duas espécies. O nome do gênero Clidemia foi dedicado ao médico grego Clidemus. ambas pela indicação popular na região amazônica. ereto e piloso. na região amazônica. Dados botânicos A planta é um arbusto de pequeno porte. as folhas maceradas cruas são usadas topicamente em feridas e coceiras provocadas por picadas de insetos e carrapatos. Microlicia. muitas delas com frutos comestíveis e várias de uso medicinal. Salpinga. com folhas ovais e cordiformes. Cambessedesia e Lavoisiera 0oly. Rhynchanthera grandiflora (Aubl. Miconia.

de onde partem folhas de pecíolo longo. inclui cerca de 129 gêneros e aproximadamente 4. Os . Pimenta. Syzygium. Várias espécies fornecem importantes óleos essenciais e temperos. Psidium. planas. Eucalyptus. Mas existem relatos da intoxicação em cabras por ingestão de Clidemia hirta. Dados químicos e farmacológicos do gênero Clidemia Não foram encontrados dados químicos ou farmacológicos da espécie.620 espécies (Mabberley. O nome do gênero significa "antera rostrada" e foi descrito por Augustin Pyramus De Candole. Pseudocaryophyllus. bem representada na Austrália. flores rosas ou roxas e fruto de cápsula escura. Eugenia. Leptospermum e Melaleuca. Foram observadas também nefrotoxicidade e gastroenterites (Murdiati et al. 1990). e várias outras em climas temperados. Espécies medicinais da família Myrtaceae Introdução A família Myrtaceae. que contém 19% de taninos hidrolizáveis. Essa família inclui gêneros como Myrtus. como o Óleo de eucalipto e a Pimenta. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada contra febres. Não foram encontradas outras referências medicinais dessa espécie. oeste da Índia e América tropical. 1997) arbustivas e arbóreas. cordiformes na base e com margens serreadas e nervura central proeminente.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto e repleto de ramos pilosos e glandulosos. No gênero são descritas quatorze espécies vegetais. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. A planta fornece madeira e é cultivada como ornamental pela beleza das flores.. Enzimas séricas indicam provável dano hepático.

1996). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. as partes aéreas do Cravo-da-índia. Dados botânicos Árvore de porte médio (até 15 m) a pequeno (até 5 m quando cultivada). 1998). Espécies medicinais Caryophyííus aromaticus L. oblongas e glabras. No Brasil. Jambo e Cambuci) e Paivaea se destacam pelo valor alimentício. E uma espécie exótica. várias espécies dos gêneros Psydium (Goiaba. Eugenia (Pitanga. enquanto a infusão com folhas de alfavaca (Ocimum basilicum) é usada externamente contra sinusite. são usadas no local. opostas. Myrciaria Gabuticaba). cultivado ou adquirido no comércio. A infusão das partes aéreas é utilizada como afrodisíaco e contra desordens estomacais. de grande valor pelo seu uso na indústria de cosméticos e na produção de bebidas. leucoantocianinas. além de óleos essenciais. com folhas pecioladas. para o alívio de dores de dentes. bastante aromáticas. taninos. dispostas em corimbos. ácidos fenólicos e ésteres. comercializada no mundo todo como condimento e para a extração de seu óleo essencial. Araçá). sendo rara a presença dos glicosídeos cianogênicos e alcalóides (Evans.constituintes dessa família incluem. fruto do tipo drupa. flores pequenas. . Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente como Cravo-da-índia ou Craveiro-da-índia. congestão nasal e dores de cabeça. especialmente as flores. rosas ou avermelhadas. Cereja-nacional. os gêneros Pimenta (Pimenta) e Syzygium (Cravo-da-índia) destacam-se como condimentos (Joly.

A infusão dos frutos. edema e. é útil contra hemorróidas. de polpa abundante (branca ou vermelha) e numerosas sementes pequenas e duras (Figura 19. para regulação do ciclo . Psidium. os brotos de goiaba e de caju. ovadolanceoladas. Araçá-vaçu no Rio Grande do Sul. por outras. esmagar. brancas e com numerosos estames. Dados botânicos Arbusto ou árvore de pequeno porte. diclamídeas. internamente. Guaiaba. são usados contra dores de estômago e problemas de fígado e contra desarranjo menstrual e hemorróidas. a infusão das folhas é usada contra dor de barriga. actinomorfas. fervidos. enquanto a decocção dos brotos é indicada contra diarréias graves. e. morder". e Goiabeira Branca em Minas Gerais. doenças da pele. existem registros para a espécie como Goiabeira. referindo-se aos frutos. de sabor agradável. com cálice membranoso. botões florais tomentosos ou glabros. Psydium guajava L Nomes populares Essa planta é conhecida na região Amazônica como Goiaba. fruto com baga amarela. Araçáguaiaba. Araçá-guaçu. Guaiava. no entanto.Outras indicações incluem o uso da "água destilada de cravo" como digestivo e sudorífico (Corrêa. O chá feito das folhas e/ou da casca dessa espécie é utilizado por algumas tribos contra diarréia e disenteria. assim como o chá das folhas com Amor-crescido.1). Provém de psidion. Na região da Mata Atlântica. com caule tortuoso e casca lisa. galhada. flores hermafroditas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. usada externamente. que é a denominação em grego da planta. o chá das folhas novas. Araçá-goiaba. curto-pecioladas. é indicado contra diarréia. glabras ou ligeiramente pubescentes na face superior. folhas opostas. contra diarréias. O nome do gênero. significa "triturar. 1984).

As outras indicações populares incluem a utilização da casca como adstringente. 1980. anticolérica e antiúlcera. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada dentro de áreas florestais de formação secundária. actinomorfas. flores hermafroditas. Psydium cf. o chá da folha. Grandi & Siqueira. A espécie é igualmente cultivada no Brasil e em vários outros países. no Rio Grande do Sul. no Pará. botões florais tomentosos ou glabros. oeste da África e sudeste da Ásia (Smith et al. A espécie é muito semelhante à goiabeira verdadeira. também é indicado contra leucorréias e em irritações vaginais (Verardo. a infusão das folhas é utilizada como antidiarréica e contra problemas hepáticos (Emperaire. diclamídeas. Nomes populares A espécie é denominada nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica Araçá ou Araçá-mirim. com cálice membranoso. em gargarejos contra afecções da boca e garganta. como também os frutos.. indisposição estomacal e vertigem (Forero. lavagens de úlceras.. é considerado útil contra desarranjo menstrual (Simões et al. principalmente em diarréias infantis. em Minas Gerais. o chá das folhas. folhas opostas. 1984). sendo também muito abundante em capoeiras e outras áreas desmatadas. brancas e com numerosos estames. antidiarréica. 1982). curto-pecioladas e glabras. igualmente usados como alimento. Grenand et al.menstrual. fruto com baga amarela. como estomáquico. antileucorréica. e o decocto. misturado com folhas de salva-de-marajó. 1987. de polpa abundante. guajava ainda são utilizadas na América Latina. 1986). Dados botânicos A espécie é um arbusto com até 5 m de altura. misturado com folhas de pitanga. com vários galhos e caule bastante tortuoso e casca lisa. 1982. . 1992). sendo facilmente confundida com esta. no Piauí. As folhas de P.. a casca do tronco é utilizada também contra catarros intestinais. Duke & Vasquez. 1988). guineense Sw. 1994). Central. 1982). é antidiarréico (Amorozo &Gély. as raízes são usadas contra problemas estomacais e cutâneos (Corrêa.

ésteres. 1. 1996). dos quais 13 são aldeídos. Existem relatos das atividades quimopreventiva e detoxificante hepática (Kumari. as comunidades tradicionais usam a decocção das folhas como antiinflamatório e cicatrizante local. Ortega & Pino. -cedreno.. 1996).. 1996. alcanos. 1987. -guaieno. 1990. lignina... As diferenças quantitativas e qua- . 1978). 122 componentes voláteis. 1. 17 cetonas. 10 hidrocarbonetos e 13 uma mistura de compostos (Nishimura et al. e 95% são cariofileno (Latza et al. 1994).. 1968. 1968). Oliveros-Belardo et al.1-díetoxietano. -bisaboleno.. 1990. 1989.. o óleo essencial é constituído principalmente de -pineno. Marcelin et al. 1987). -cubebeno.. 1996). 1987. 1982) e quercetina. -santaleno. -bergamoteno. p-cimeno. De Psydium guajava foram isolados vários polifenóis (Okuda et al. hidrocarbonetos e uma mistura de compostos (Nishimura et al. 31 alcanos. 1991). 1989. 1994).. O aroma característico do fruto foi atribuído a quatro constituintes. 1989. p-menten-9-ol. cetonas. Dos frutos também foram isolados: l-0-trans-cinamoil-a-L-arabínofuranosil-(16)-b-D-glucopiranose e 1-O-trans-cinamoil-b-D-glucopiranose (Latza et al. denominados 1.1-dietoxihexano e acetaldeído etil cis-3-hexenil acetal (Zhengy et al. Dados químicos Foi isolado de Caryophyííus aromaticus o eugenol (Costa et al. analgésica e anticonvulsivante (Costa et al. açúcares. Wilson & Shaw.. t-cariofileno. humuleno. vitaminas C e A. mirceno. Yusof & Mohamed. -terpineol. 1986. bisaboleno e -bisabolol (Craveiro et al. além de taninos (Misra & Seshadri. Ortega & Pino. Chyau & Wu. borneol. apresentou atividade depressora do SNC. pectina.. cremoflieno. 1981).. enquanto a infusão das folhas é usada na forma de gargarejo como anti-séptico bucal e também como antiinflamatório externo. 28 ésteres. Pino et al. polissacarídeos e ácidos (El-Zorkani.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. os frutos contêm monoterpenos e sesquiterpenos.. 1987).. óxido de humuleno.. 1990). Pino et al. aldeídos. Zheng et al. himacaleno. derivado de eugenol. acoradieno. 10 ácidos. O dehidrodieugenol. bem como outros constituintes aromáticos (Cicogna-Junior et al.1-dietoximetano.

1986). 1991). e nas folhas foram isolados taninos (Okuda et al. Chen & Yang (1983). 1987). e Maruyama et al. Dados farmacológicos dos gêneros Farmacologicamente. 1979b. Osman et al. d-arabinose e ácido urônico (El-Sayed. Lima Filho et al.. O interior das cascas é rico em ésteres. Hegnaurer. 1978). 1996).. (1985) demonstraram que essa atividade não está relacionada com alterações no nível de insulina plasmática. óleo essencial (Ji et al. guaijaverina.... palmítico. existem várias atividades descritas para espécies desse gênero.litativas nos constituintes voláteis do interior e do exterior da casca do fruto foram determinadas.. (1994) verificaram atividade hipoglicêmica. ácido oleanólico (Mair et al. 1985) e quercetina foram isolados das flores (Mair et al. 1987). polifenoloxidase (Augustin et al.. 1986). guajava foi atribuída à presença de alcalóides quaternários (Ali et al. oléico e esteárico (Opute. (1994) e Neri et al. Okuda et al.... 2002. Nas sementes foram determinados lipídios e proteínas (Habib. 1981). Jain et al. As atividades antimicrobiana e antimutagênica foram verificadas para essa espécie (Misas et al. ácidos linoléico. 1974. enquanto (Z)ocimeno e beta-e gama-cariofileno se apresentam em maior quantidade no exterior (Chyau & Wu. 1987. flavonóides. Ácido elágico. A atividade antibacteriana das cascas de P.. d-galactose. 1987). O extrato aquoso tam- . 1989). alcoóis sesquiterpenóides e triterpenóides (Begum et al. 1987).

.. P. et al.. 1995). A. et al.bém diminuiu significativamente os níveis de triglicérides sangüíneos (Basnet et al.). 1995). A quercetina isolada de P.. 1996) Rotavirus enterico e suas folhas foram efetivas contra a staphylococcus faureus (Gran & Demillo. De P. (Santos et al. anticonvulsivante (Santos. 1996). Shimomura. Atividades analgésica e antiinflamatória também foram detectadas nas espécies P.. O óleo essencial de P. A. 1994). 1994. 1993. 1989. guajava foram isolados terpenóides (cariofileno. A. óxido e b-selineno). P. Lozoya et al. F. Cáceres et al. apresentou atividade antimicrobiana (Santos. Existem ainda relatos das reduzidas atividades tóxicas (Rao et al. 1995). F. 1992. et al. incanescens (Santos. 1989). incorporados aos dentifrícios para o controle de doenças periodontais (Santos. 1970). A. 1999). 1996c. Cheng et al. guajava foi isolado um alcalóide quartenário que apresentou atividade antibacteriana contra Shigella dysenteriae (Ali et al. e antitumoral de P. et al. et al. guyanensis.. pohlianum e Psidium sp. 1993. 1994. propriedade anticatártica (Pinto et al. e eugenol e timol de P.. 1994. 1994. 1997. Lozoya et al.... Do extrato hexânico das folhas de P.... guajava tem sido validado por estudos clínicos para o tratamento de disordens gastrintestinais (Lin et al. Grover et al.. 1983). Lutterdodt. 2002. explicando possivelmente seu efeito no tratamento das diarréias agudas (Lutterdodt. 1996a). 1995. Meckes et al. O extrato de folhas de P. Cáceres et al.. F. guajava inibiu a liberação gastrintestinal de acetilcolina em íleo de cobaia estimulado eletricamente ou por meio de contração espontânea. 1990... incanescens (Zelnik et al. 1997) e bloqueadora da junção neuromuscular. F.. pohlianum foram os responsáveis pela atividade (Cunha et al. Lutterdodt. A. . 1996b) e P. Lutterdodt et al... 1999).. 1988) e tosse (Jaiay et al. Morales et al.. 1994). 1996a) de P. A propriedade hipoglicêmica dos frutos dessa espécie tem sido estudada e demonstrada (Roman-Ramos et al. F.. 2000. Santos et al.. widgrenianum (Souza et al.... 1998).. Das cascas de P. guyanensis (Santos. guyanensins. 1990. PonceMacotela et al. guajava foram isolados inibidores de colagenase com atividade antiinflamatória. que apresentaram atividade depressora do SNC (Shaheen et al.

Psydium guajava. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) e detalhe da flor (Banco de imagens .1 .FIGURA 19.

a família Celastraceae. Seito F . . são Celastrus e Trypterygium. e Maytenus. Gonzalez Introdução A ordem Celastrales inclui oito famílias botânicas. nos quais se distribuem aproximadamente 1. gênero de grande valor medicinal. Di Stasi L. com atividade antifertilidade masculina. representa importante fonte de espécies medicinais. Austroplenckia. C. Os principais gêneros dessa família. A família Celastraceae foi descrita por Robert Brown e compreende 88 gêneros. 1997). aqui presente pela sua importância na região da Mata Atlântica. Salada e Cassine são também muito usadas e estudadas. com inúmeras atividades farmacológicas já descritas. e apenas uma delas. N. no qual discutimos duas espécies referidas na região da Mata Atlântica. Inclui desde árvores até arbustos e lianas. que inclui uma importante espécie vegetal do cerrado brasileiro.G.20 Celastrales medicinais L.300 espécies vegetais tropicais e raramente de climas temperados (Mabberley. que possuem espécies medicinais. ambos contendo espécies amplamente estudadas.

de Espinheira-santa. copa globosa e ramos glabros. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil e é chamada na região da Mata Atlântica de Espinheira-santa. Também é conhecida como Sombra-de-touro. . com acúleos. fruto do tipo cápsula ovóide. Nomes populares A espécie é chamada. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 10 m de altura (no interior da Mata Atlântica). agrupadas em pequenas inflorescências fasciculares de cor amarelo-esverdeada. glabras. na região da Mata Atlântica. gastrite e ulcera péptica. ápice agudo. Corrêa (1926) refere o emprego da planta contra câncer do estômago e Graham (2000) cita o uso de diversas espécies para câncer. atingindo até 9 cm de comprimento. Erva.cancerosa. Espinheira-divina. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga. denteadas. flores numerosas. Erva-santa e Congorça. Costa (1984) prescreve o uso da infusão de suas folhas contra dispepsia.Espécies medicinais Maytenus ilicifolia Mart. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Em outras regiões é chamada de Cambotá bravo e Pau-mamão. Espinho-de-Deus. amarelo-avermelhado. bastante coriáceas. arbusto menor (de 1 a 3 m). dor do "ciático". dores nas costas e úlceras do estômago. Maytenus aquifolium M. Salva-vidas. Cancerosa. ex Reiss. de onde partem folhas elípticas. axilares.

bem como os triterpenos fenólicos blefarodol e 7 alfa-hidroxi-canarol (Gonzalez et al.. arbitifolia (Orabi et al. alcalóides e triterpenos foram obtidos de M. 2001) e triterpenos cetônicos de M. vermelho.. Da infusão das folhas de M.. boaria foram isolados quatro poliésteres betaagarofurânicos (Alarcon et al. A espécie tem sido amplamente usada e coletada na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. 1998). 1997). 1998) e glucosídeos (Zhu et al. 1995. Foram também isolados um glicosídeo.. contendo folhas alternas. podendo chegar a até 15 cm de comprimento. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Não foram encontradas outras referências de uso popular desta espécie.. Dados químicos De M. 1995). aquifolium os alcalóides aquifoliunina E-III e aquifoliunina E-IV e os alcalóides siringaresinol e 4'-0-metil-(-)epigalocatequina (Corsino et al. 1998a e 1998b os terpenóides friedelina e quinona metídeo (Corsino et al. oblongas. aquifolium foram isolados quercetina e kaempferol (Sannomiya et al.... blepharodes foram isolados o triterpenóide xuxuarina E alfa (dímero baseado em duas unidades de pristimerinas) e dois sesquiterpenóides com esqueleto dihidro-beta-agarofurano (Gonzalez et al. Das sementes de M. krukovii (Honda et al. 2000). podendo chegar a até 4 m de altura. 1999). a infusão das folhas é usada contra dores de barriga e úlceras do estômago. Foram isolados das cascas de raízes de M. cuja aglicona é estruturalmente relacionada com os típicos sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos de várias Celastraceae (Munoz et al.. serradas e com acúleos nas margens e pequenas estípulas caducas. fruto do tipo capsular.. 2000).Dados botânicos A planta é uma árvore ou um grande arbusto. 1995a).. com ramos finos. . heterophylla e M. amazonica foram isolados nor-triterpeno e triterpenos nor-fenólicos (Chavez et al. para comercialização como adulterante da Espinheira-santa Maytenus ilicifolia. flores pequenas e axilares. De M..

ácido oleanólico e ácido betulônico. 1998).21-trione (Nozaki et al. foram isolados das folhas de M.30-lup-20(29) ene-triol e 28. triterpenos com esqueleto friedo-oleanano (Gonzalez et al. .. Dos ramos de M.. chuchuhuasca apresentam diferentes alcalóides. emarginatina-D. 1993). De M. os triterpenóides beta-amirina.. 1998). ilicifolia foram isolados glicosídeos como os ilicifolinosídeos A-C (Zhu et al. E-III. As cascas das raízes de M.. betulina. 1995b) e sesquiterpenos com esqueleto dihidro-beta-agarofurânico (Gonzalez et al.30-dihidroxi-lup-20(29)-en-3-one (Gonzalez et al.30-diol (20). ilicifolia (Itokawa et al. emarginatina-E e emarginatinina. os triterpenos fenólicos canarol. canaradial. lupeol. E-IV.. 1991). Além disso.Gonzalez et al. sendo a estrutura determinada como 6-beta-hidroxifriedelan3. 5'-0-metilgallocatecol e 4-hidroxibenzaldeído (Munoz et al. E-II. 1994).. Dos ramos de M. Dímeros geométricos e estereoisoméricos de triterpenos. Das folhas de M. 1993a e 1993b). W-I e 4deoxieuonimina (Shirota et al.. macrocarpa (Chavez et al. lup-20(29)-ene-3beta. G alfa e G beta. 1997). tendo sido isolados os alcalóides chuchuhuaninas E-I. canariensis foram isolados nor-triterpenos (Gonzalez et al.28.. Sesquiterpenos foram isolados de M. ebenifolia foram isolados os alcalóides ebenifolinas WI. cangoronina e ilicifolina.. 1992). além de epicatecol.... 15 alfa-hidroxi-21-ceto-pristimerina. os triterpenos 3-beta.. 1994). De M. tingenona e 20 alfa-hidroxi-tingenona (Alvarenga et al. além de pristimerina. 1994b).. diversifolia foi isolado um triterpeno friedelano (maytensifolina-C). 7. 1996b). 1994). emarginata foram isolados os alcalóides emarginatina-C. iliocifolia (Shirota et al. e escutidina alfa A foram isolados de M.16. xuxuarinas F beta.8dihidroisoxuxuarina E alfa. chuchuhuasca (Shirota et al... 1999). 7-hidroxi-6-oxoiguesterol. 7 alfa-hidroxicanarol. bem como oito triterpenos dammarano (Chavez et al. 1995a). 1999a e 2000). e outros triterpenos (Gonzalez et al. triterpenos do tipo friedelana. alcalóides piridínicos com centro dihidroagarofurânico foram isolados das cascas de raízes de M.. E-I e E-II (Itokawa et al.. 1992b). E-V. 1991b). sendo que o último apresenta atividade citotóxica contra células KB humanas (Kuo et al.

. 1996). assim como outro nor-triterpeno isolado de M. O composto escutiona isolado de M. Nor-triterpenos e triterpenos nor-fenólicos isolados de M. magellanica apresenta sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos (Gonzalez et al. 1984). scutioides (Gonzalez et al. 1999). Um triterpeno denominado escutiona foi isolado das cascas de raízes de M... tendo o extrato hidrometanólico apresentado moderada atividade inibidora contra protease de HIV (Hussein et al. amazonica apresentam uma baixa atividade antitumoral contra linhagens de células tumorais (Chavez et al. Gonzalez et al.. 2001). myrsinoides (Baudouin et al. 1993c) e triterpenos dímericos (Gonzalez. isolados de M. 1999b). Dados farmacológicos M. 15-tetraacetoxi9-alfa-benzoiloxi4 beta-hidroxi-beta-dihidroagarofurano. confertiflora apresentaram atividade antitumoral (Tinwa et al. 1996a). G. 1996b). scutioides apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e modesta atividade citotóxica contra as linhagens de células HeLa. assim como os compostos 6 beta. 1996b). 1999a). et al... 1999). 6 beta..... De M. 2000. 1996c). 8 beta.. M. 1981). 1971). Nor-triterpenos isolados de M.. canariensis apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas (Gonzalez et al. macrocarpa (Chavez et al. 9 alfa-dibenzoiloxi-4 beta-hidroxi-betadihidroagarofurano e 1 alfa. tendo sido também isolados dímeros triterpenos na espécie (Gonzalez et al. catingarum (Alvarenga et al. 1971. senegalensis e M. buchananii apresenta atividade mitogênica em linfócitos isolados de camundongos atímicos (Tachibana et al. Alcalóides foram isolados de M. senegalensis também foi isolado o triterpeno ácido maytenônico (Abraham et al. -15-triacetoxi-l alfa. 1999). Wang et al. A... Do extrato metanólico de cascas dos ramos de M. senegalensis foram isolados glicosídeos flavan-3-ol metilados e uma protoantocianidina metilada ((-)-epicatequina. maytansina e maytanprina com atividade antitumoral (Wang et al.. 8 beta....M. Hep-2 e Vero (Gonzalez et al.. 1981) e antimolarial ( El Taher et al.

et al. 1991. senegalensis apresentou importante atividade antiplasmódica contra linhagens de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina. 2001). especialmente contra úlceras (Souza-Formigoni et al. Estudos fitoquímicos preliminares detectaram a presença de terpenóides e traços de compostos fenólicos nesse extrato (El Tahir et al. 1998a) porém reduziu a taxa de implantações dos embriões em ratas grávidas (Montanari & Bevilacqua. . G.... 2001. Dados recentes indicam que o extrato etanólico das folhas de M.. Gonzalez. 1999). As folhas e caules de M.O extrato diclorometânico de M. 2000). 1991. aquifolium possuem várias atividades farmacológicas. Extratos de Maytenus ilicifolia e M. F. Queiroz et al.. Oliveira et al. ilicifolia não foram efetivos como antifúngicos (Portillo et al. 2002)... ilicifolia não interfere na espermatogênese (Montanari et al.

A família Malpiguiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange aproximadamente 67 gêneros. usada na produção da Ayahuasca. Byrsonima. além das duas referidas a seguir. Trigoniaceae. com importantes espécies fontes de madeiras. No Brasil. arbustos e lianas (Mabberley. como espécies medicinais da família Malpiguiaceae. ocorrem 32 gêneros. podem ser citadas as dos gêneros Banisteriopsis. ambas com várias espécies medicinais. Polygalaceae. Vochysiaceae e Krameriaceae. corantes e de medicamentos. especialmente árvores.21 Polygalales medicinais L. . das quais se destacam as Malpiguiaceae e Polygalaceae. Algumas plantas dos gêneros Polygala e Securidaca são espécies medicinais da família Polygalaceae. Da família Vochysiaceae destacam-se os gêneros Vochysia e Qualea. com aproximadamente trezentas espécies. 1978). 1997). especialmente a famosa Banisteriopsis caapi. Os principais gêneros dessa família são Banisteriopsis. No Brasil são encontradas espécies das famílias Malpiguiaceae. e outras espécies dos gêneros Byrsonima e Calphimia.100 espécies tropicais. C. bebida alucinógena. distribuídas em todo o território nacional (Barrozo. contendo cerca de 1. Di Stasi Introdução A ordem Polygalales inclui sete famílias botânicas. Malpiguia e Stygmaphyllon.

grande e robusta. dor de estômago e gripes. no entanto foi identificada como Stigmaphyllon strigosum (Poepp. significa "estigmas foliáceos".Espécies medicinais Stigmaphyllon fulgen Juss. sendo comumente coletadas como da mesma espécie. e. e Stigmaphyllon strigosum (Poepp. Outra espécie na região amazônica é coletada com o mesmo nome e mesma utilização medicinal.) Juss. contra icterícia. . de folhas cordiformes. Dados botânicos A espécie é uma planta trepadeira. arredondadas. formando panículas com flores amarelas e frutos do tipo sâmara. glabas na face superior e sedosas na face inferior. Gordura-de-porco ou Cajuçara. Observação Não foram encontrados dados químicos e farmacológicos sobre essas duas espécies.) Juss. descrito por Antoine Laurent de Jussieu. bastante pubescente. O nome do gênero Stigmaphyllon. Nomes populares Ambas são denominadas na região amazônica Tapiquira. externamente. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada internamente contra febre. nas raízes formam-se grandes tubérculos. possui inflorescências dispostas em racemos axilares.

algumas com grande ocorrência no Brasil e na região amazônica. Quassia. especialmente no Sistema Nervoso Central. Na família Sapindaceae destacam-se os gêneros Paullinia. Simarubaceae e a outra família. R. Essa ordem. destacando-se as famílias Burseraceae. Hiruma-Lima A. o Guaraná. Oxalidadaceae e Rutaceae foi relevante. Ailanthus. .22 Sapindales medicinais C. Oxalidaceae e Balsaminaceae. Simaroubaceae. reúne inúmeras plantas de grande valor medicinal e econômico. Di Stasi A ordem Sapindales possui vinte diferentes famílias botânicas. muitas das quais usadas para a pesca por serem consideradas narcóticas para os peixes. Sapindaceae. Rutaceae. além das espécies aqui citadas. a ocorrência na região amazônica de espécies medicinais das famílias Anacardiaceae. todos com importantes espécies conhecidas popularmente como Timbó. especialmente dos gêneros Simarouba. Souza-Brito L. É ainda nessa família que se encontra um dos produtos mais importantes do Brasil. essas espécies serão descritas a seguir. Anacardiaceae. Possuem também significativos efeitos farmacológicos. C. Meliaceae. Das demais famílias dessa ordem. amplamente usadas e estudadas como fontes de várias substâncias com atividades antimalárica e amebicida. Cupania e Serjania. A. inúmeras espécies medicinais. Picrasma e Brucea. que contém. M.

Nessa família. Semecarpus (Semecarpeae). Rhus e Ozoroa (Rhoeae) e Dobinea (Dobineae). Do mesmo gênero. além de inúmeros usos na indústria de plásticos e de resinas. lianas e raramente ervas pereniais. tais como Caju. nos países de clima temperado. Manga e Pistache. algumas com ampla ocorrência na Região Nordeste. com aproximadamente 875 espécies. Desses gêneros destacam-se. Mangifera. que inclui espécies conhecidas popularmente como Cajazeiro e Umbuzeiro. Anacardium giganteum é uma espécie muito utilizada pelos índios do Brasil. Spondias. Spondias e Schinus. Schinus. arbustos. 1997). A espécie Mangifera indica. Essa família botânica inclui árvores. subclasse Rosidae. relatados a seguir. amplamente consumida . subtropicais e poucas em regiões de clima temperado (Mabberley. pertence à ordem Sapindales.Espécies medicinais da família Anacardiaceae Introdução A família Anacardiaceae (Dicotyledonae). Na região amazônica registrou-se amplo uso das espécies Anacardium occidentale (Caju). o Cajueiro fornece uma fruta de grande valor na produção de sucos. descrita por John Lindley. Das variadas espécies dessa família deve-se destacar o Cajueiro. distribuídas em regiões tropicais. o segundo gênero mais importante no Brasil é o Spondias. Pistacia terebinthus e Rhus coriaria. as espécies Pistacia lentiscus. Além dos usos medicinais. Muitas dessas espécies são usadas como medicinais em diversas regiões do país. especialmente como fonte de frutas amplamente consumidas e comercializadas. cuja castanha possui grande valor no mercado internacional como alimento. Anacardium giganteum (Moranha) e Spondias purpurea (Serigüela). No Brasil. enquanto outras representam importantes fontes de madeiras. Muitas espécies dessa família são produtoras de frutos bem apreciados em todo o mundo. Lanneae e Tapiríra (Spondiadeae). enquanto no Brasil os gêneros principais são Anacardium. muitas espécies estão espalhadas por todo o território. As espécies estão prioritariamente distribuídas nos trópicos. Os principais gêneros dessa família botânica são Anacardium e Mangifera (Anacardiae). sendo pouco referida e usada em populações urbanas. reúne setenta gêneros.

sendo também denominada Cajuaçu. apesar de possuir inúmeras virtudes medicinais registradas em outros levantamentos etnofarmacológicos. Caju-assu. não sendo referida em outra comunidade da região amazônica. Possui ocorrência na Região Norte do Brasil. as folhas simples e alternas são glabras na face superior e pubescentes na face inferior. de 25 a 30 m de altura. . em outras regiões do Brasil e Cajuy e Mairu. Nomes populares Essa espécie é conhecida pelos índios tenharins como Moranha. carnoso e raras vezes doce (Figura 22. perfumadas. Dados da medicina tradicional O uso dessa espécie é restrito aos índios tenharins. Dados botânicos Anacardium giganteum é uma árvore alta. entre outras tribos indígenas. as flores. Espécies medicinais Anacardium giganteum Hancock ex. Engl. Pará e Mato Grosso. não foi referida na região de estudo como medicinal. Esses índios se utilizam do suco das folhas como antitérmico e para o alívio de dores de cabeça. dispostas em panículas. o fruto em forma de drupa é peduncular. Cajuí.como alimento e cultivada em todo o território brasileiro. possuem sépalas e pétalas pentâmeras. Cajueiro-da-mata (Mato Grosso). Caju-da-mata (Amazonas). O suco é preparado por maceração em água fria e então aplicado topicamente sobre a testa e a nuca. Não foram encontradas outras referências de usos desta espécie na medicina popular. ovário súpero com um só óvulo. especialmente no Amazonas.1). com tronco de casca lisa.

são pediceladas e dispostas em panículas terminais ramificadas. o chá deve ser aplicado na forma de banho de assento. O óleo é usado na produção de borracha. o óleo da castanha. tais como Acajaíba. pequenas e de coloração pálida. sendo seu centro de ocorrência o Brasil. Dados da medicina tradicional Na região de estudo foi relatado que a casca é usada no tratamento de hemorróidas e diarréias graves. significa "semelhante ao coração". onduladas. Caju-manteiga. raspa de amor-crescido e cajá. utiliza-se o chá da casca adicionando-se broto de goiaba. Nomes populares Essa espécie é amplamente conhecida como Cajueiro. Contra diarréia. Acajuíba. Caju-da-praia. pendente de um receptáculo carnoso e aromático que é confundido com fruto (Figura 22. as flores. entre outras. várias outras denominações são usadas para a espécie.Anacardium occidentale L. ovadas. assim como a própria castanha. tomando-se um copo por dia. O . as folhas são alternas. Para hemorróidas. Caju-de-casa. possui importante mercado nacional e internacional.2). Dados botânicos Anacardium occidentale é uma árvore nativa do Nordeste do Brasil. Além dos usos medicinais descritos a seguir. É uma planta decídua. ovário unilocular. reticuladas e nervadas em ambas as faces. em referência ao nome de seu fruto. Anacardium. utiliza-se um macerado coado da casca em água fria. pecioladas. Economicamente. glabras. plástico e resinas. heliófita e que cresce bem em solos secos. que alcança até 15 m de altura e tem um tronco grosso e tortuoso de 25 a 40 cm de diâmetro. O gênero Anacardium descrito por Carl Linnaeus inclui quinze espécies tropicais na América do Sul. o suco das frutas é usado como bebida refrigerante. O nome do gênero. Cajumanso. o fruto é do tipo aquênio reniforme. ou simplesmente Caju. no entanto. e as castanhas secas e torradas são muito apreciadas no mundo inteiro. com um só estame fértil.

tônico.. utiliza-se ainda a infusão da casca como purgativo (Emperaire. As flores são afrodisíacas. é eficiente contra aftas e cólicas intestinais. O suco das folhas serve como antiescorbútico. Cruz. depurativo e anti-sifilítico. 1982). debilidade muscular. tonsilite e problemas de garganta. Grenand et al. assim como um potente adstringente.broto do caju é utilizado contra dores de estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba. e a raiz. anti-helmíntico. e a maceração de folhas para tratar diabete. 1993). 1994).. O uso dessa espécie no combate à diarréia é comum em inúmeros países da América do Sul (Mejia & Reng. O pedúnculo dos frutos é reputado diurético.. e ainda como expectorante e contra a icterícia (Corrêa. No Piauí. E comum no Brasil o uso na forma de banho de assento. 1995). 1995). 1993. historicamente há relatos do consumo do suco de caju para o tratamento de febre. como um diurético. brotos servem como expectorantes e o vinho obtido da fruta é indicado como um antidisentérico (Duke et al. a casca é utilizada como adstringente. Matos. 1990. Os índios ticuna da Amazônia usam o suco de fruta como preventivo contra gripes e o chá das folhas contra diarréia. astenia. purgativa. A resina é usada como depurativo e expectorante. Inúmeros outros usos foram descritos para essa espécie. 1982). contra úlceras. contra aftas e inflamação da garganta na forma de gargarejo. enquanto os índios wayãpi da Guiana indicam o chá contra cólicas de crianças (Schultes & Raffauf. além de o chá de folhas ser usado como líquido para limpeza bucal e gargarejo em úlceras de boca. O pericarpo tem utilização como anti-séptico. . antidiabético e antihemorrágico (Verardo. estimulante e afrodisíaco. problemas respiratórios e do estômago (Smith et al. 1984). No Brasil ocorre ainda o uso da fruta contra sífilis. Outros usos catalogados no Brasil referem à utilização da casca como tônico e estimulante medular. o óleo de semente com suco de fruta é usado contra verrugas. Em Juiz de Fora (MG). P. calos e verrugas. desordens urinádas e asma (Lima. 1992).. Reporta-se ainda que as frutas verdes são usadas para tratar hemoptise. para controle das secreções vaginais. 1994. uma infusão de folha é usada contra diarréia. contra glicosúria e poliúria na forma de banho.

. imparipinadas e de folíolos glabros (Figura 22. caule tortuoso. as folhas são anti-reumáticas e consideradas excelentes para tratar úlceras e feridas. por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. A planta é de ocorrência em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. adstringente. sendo comum encontrá-la no interior da Mata Atlântica. tônico. Fruto-de-raposa. a planta é amplamente conhecida como Arueira ou Aroeira. lenha e carvão. sugere-se o uso com moderação. analgésico e contra coceiras. Apesar de diversas outras indicações medicinais como diurético. o de onde saem ramos principais repletos de ramos secundários com folhas compostas. estimulante e analgésico. Aroeira-vermelha. Nomes populares Na região da Mata Atlântica.Schinus terebenthifolius Raddi. Aroeira-da-praia. Fruto-de-sabi. Aroeira-do-campo.3). com casca grossa. com copa bonita e arredondada. febrífuga e usada contra afecções uterinas. mas é muito usada como ornamental. Corrêa (1984) refere que a casca é depurativa. Fornece uma madeira de valor para a produção de mourões. Aroeira-do-brejo. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 12 m de altura. Cambuí. O nome do gênero significa "cortar". referindo-se às frestas da casca do fruto. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas. Aroeira-branca. Bálsamo. Aroeira-do-sertão. o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. Coração-de-bugre. como cicatrizante e contra gengivites. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Outros nomes comuns são Aroeira-mansa. O gênero Schinus foi descrito por Carl Linnaeus e compreende 27 espécies tropicais americanas.

reunidas em racemos. Cirouela. esverdeado e doce (Figura 22. com folíolos oblongo-elípticos e acuminados. O nome Spondias significa "ameixa". antiespasmódico. do tipo drupa. Outras denominações comuns são Acajá.Spondias purpurea L. as folhas pecioladas e alternas são ovadolanceoladas. é ovóide. Em outros países da América do Sul. o fruto. ou Cajá e Umbu. Nomes populares As espécie é conhecida na região amazônica como Umbu ou Serigüela. referindo-se à semelhança com o fruto.O3). p-hidroxi- . com 5 a 7 m de altura. Dados botânicos Spondias purpurea é uma árvore alta. sendo um composto característico das espécies deste gênero. Das folhas de Anacardium occidentale foram isolados ácidos fenólicos como gálico. O ácido anacárdico (C22H32. as flores são pequenas. ilustrado a seguir. como antidiarréico. Acaju. foi isolado da fruta e especialmente do óleo da castanha por Stadler (1887). enquanto as folhas são consideradas antianêmicas (Guerrero. ou mesmo Caju. inclui espécies tropicais. Inúmeras espécies desse gênero são historicamente conhecidas como Cajazeiro e Umbuzeiro. Dados químicos dos gênero A família Anacardiaceae é bem conhecida pela presença de fenóis e ácidos fenólicos. referindo-se apenas à fruta da espécie. diurético e analgésico. o fruto da espécie é empregado contra dores renais. Acaiou. além de comestíveis. O gênero Spondias. são usados na forma de suco para o alívio de febre e dores. descrito também por Carl Linnaeus. Siriuela. Dados da medicina tradicional Na região amazônica os frutos. especialmente árvores com resinas. imparipinadas. 1994).4).

os seguintes compostos: acetofenona. anacardeína (Sathe et al. (-)epicatequina. cicloartenol. apigenina. ácido-p-hidroxibenzóico. Al. além de flavonóides voláteis (Pino. flavonóides. a-amirina. glicosídeos de quercetina.benzóico e cinâmico (Koegel & Zech. narigenina. ácido procatéquico. além de Na. P.. (-)-epiafzelequina. esteróis. S. C1. 1987). As castanhas possuem 96% de lipídios neutros e 4% de glicolipídios e fosfolipídios (Nagaraja. 1987). triterpenos e sesquiterpetenolactonas . cardanol. ácido gentísico. quercetina 3-O-ramnosídeo e quercetina 3-O-glucosídeo (Arya et al. 1997c). e de suas folhas foram isolados miricetina. Mg. taninos e açúcar (Nagaraja et al. limoneno. taninos.. Foram também caracterizados. n-eicosano. agathisflavona. De Anacardium occidentale foram feitas caracterizações químicas e obtidas a partir das castanhas inúmeras proteínas. 1986). aminoácidos. 1995). de diferentes partes da planta. 1985). Das cascas de seu tronco foram isolados b-sitosterol. kaempferol. campesterol e colesterol (Dinda et al. Compostos derivados do ácido anacárdico. 1986). K e Ca (Thomas & Dave. No fruto foram detectadas as presenças de ácido ascórbico. 1997). A castanha possui também cardol e ácido anacárdico (Hegnauer. álcool araquidílico. anacardol e cardol. a-selineno e vitamina C (Gupta. 1989). robustaflavona. estigmasterol. fenol.. também foram isolados (Costa. antocianinas. sódio e açúcar. anacardol. quercetina. aminoácidos. leucocianidina. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Anacardium occidentale indicam a presença de glicosídeos cardiotônicos. 1990). 1973). derivado de resorcinol. amido. amentoflavona.

Dados farmacológicos dos Gêneros Das cascas da castanha de Anacadium occidentale foi isolado um composto fenólico denominado cardol. palmitoléico. ácidos esteárico.. Himegima & Kubo. mombin foi isolada uma série de ácidos 6-alkenilsalicílicos (Corthout et al. O grupo hidroxil e a cadeia lateral alquil são imprescindíveis para a manutenção da atividade.. Saccharomyces cerevisiae e Penicillium chrysogenum -. Do extrato etanólico de folhas e caule de S. oléico. 1994). Porém diante do Helicobacter pylori o ácido anacárdico foi o mais efetivo antibacteriano ( Kubo et al. onde se observou que o ácido anacárdico foi o que apresentou a atividade mais fraca (Himejima & Kubo. palmítico. O composto 2-hexenal isolado dessa espécie mostrou importante ação bactericida contra bactérias gram-positivas. e raízes (Guerrero. Muroi & . 1993. flavonóides e triterpenos em suas folhas. 1999). um derivado do ácido anacárdico (Onwuka.. gram-negativas e outros microorganismos (Muroi et al. 1994) e 15-lipoxigenase (Shobha et al. -caroteno. tocoferol e outros. ácido salicílico. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742. 1992). 1991). Dezesseis compostos fenólicos isolados do óleo da castanha do caju foram testados quanto às suas propriedades antimicrobianas em quatro microorganismos típicos . tais como -catequina. denominados geraniina e galoilgeraniina. Escherichia coli. 1994) e frutos (Augusto et al. láurico. 1994). Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Spondias purpurea indicam a presença marcante de taninos. Das folhas e caule dessa espécie também foram isolados dois taninos (Corthout et al. 2000).. 1991.. 2000). que apresentou uma pronunciada atividade antifilária. -linolênico. 1994).Bacillus subtilis. Dados descritos em inúmeras publicações confirmam a presença de inúmeros constituintes químicos.. -sitosterol. Vários derivados do ácido anacárdico. De Spondias citherea foram isolados compostos terpênicos voláteis (Franco & Shibamoto. cardol e metilcardol obtidos dessa espécie apresentaram potente ação inibidora das enzimas tirosinahidroxilase (Kubo et al. tocoferol..(Guerrero. 1991). quercetina. aminoácidos variados.

1984b) e antibacteriana (Garg & Kasera. Não foi constatada a atividade hipoglicemiante de A. glabrata. occidentale foram avaliados perante a B. meticardol e outros ácidos dessa espécie apresentaram efeitos citotóxicos moderados (Kubo et al. 1995). 1974. 1982). 1993). (1981) identificaram a-pineno no óleo essencial. Os componentes do ácido anacárdico extraído de A... Craveiro et al. . 1992.epicatequina Kubo. e observou-se que tanto o grupo carboxil como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida.. occidentale administrado em dose única em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos (Vargas. Estudos com os componentes do ácido anacárdico extraído de A. 1994). 1991). 1993). Extratos aquosos de folhas dessa espécie possuem importante ação antifúngica (Ganesan. Três ácidos anacárdicos isolados recentemente possuem ação citotóxica contra células de carcinoma de mama. mas se mostraram importantes como agentes antitumorais.. Souza et al. 1984a). enquanto o cardol. Jurberg et al. occidentale permitiram verificar que tanto o grupo carboxila como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida (Sullivan et al. O extrato hexânico das cascas de A. Atividades moluscicida e hipoglicemiante foram determinadas também por Pereira & Souza (1974). occidentale apresentou atividade moluscicida (Pereira & Pereira. que apresentou atividade depressora central (Garg & Kasera.

as folhas possuem altas concentrações de taninos e saponinas. Barbosa Filho et al. possuem pronunciada atividade antiviral contra Coxsackie e Herpes simplex viruse (Corthout et al. As catequinas isoladas a partir do extrato clorofórmico apresentaram atividade depressora do SNC (Fonteles et al. mombin. occidentale.. responsáveis por irritação da pele. occidentale.... 1993). Streptococcus pyogenes e Mycobacterium fortuitum. Akinpelu. o que pode ser considerado um fator limitante à alimentação bovina (Onwuka.. o extrato etanólico e metanólico apresentaram atividades antimicrobiana e antifúngica (Moura et al. Abo et al. Mota et al... Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742 (1). taninos isolados de S. Kudi et al. Dados toxicológicos da família Anacardiaceae e observações de uso Foram relatados efeitos tóxicos com a utilização das sementes cruas do caju. 1994). 1992). 1994). Geraniina e galoilgeraniina.. foi estudada farmacologicamente e observou-se sua propriedade antiedematogênica e antiinflamatória em ratos (Swarnalakshmi et al. 2001. pela presença do cardol (Hoehne. 1991). etanólico e aquoso das cascas e do caule de A. 1982 e 1985. foram isolados taninos que produziram atividade antiinflamatória. 1999. analgésica e tóxica (Rocha Mota et al. 1981). Dos extratos hidroalcoólico. 1990. 2000. um derivado do ácido anacárdico que possui atividade inibitória sobre a beta-lactamase (Coates et al. 1992).. 1990). 1982. além de uma atividade moluscicida contra o caramujo Biomphalaria glabrata.. . O extrato aquoso das cascas do caule apresentou atividade hipoglicemiante (Vetral et al. um intermediário do ciclo de vida do Schistosoma mansoni (Corthout et al.. 1983). Estudos in vitro realizados com extratos etanólico de Spondias purpurea apresentaram atividade contra algumas enterobactérias: Escherichia coli.... Além disso.. 1999) e antibacteriano contra Bacillus cereus. Salmonella enteritidis e Shigella flexneri (Cáceres et al. 1980) enquanto. França et al. Ácidos alcenisalicílicos isolados de Spondias mombin apresentaram pronunciado efeito antifúngico (Rodrigues et al. isolada de A. antiartrítica.A epicatequina.

1939). Nesse sentido, estudos mais recentes demonstram que o cardol e o ácido anacárdico são os compostos responsáveis pela promoção de dermatites de contato (Hegnauer, 1973). Em razão da presença de fenóis, o caju induz a processos alérgicos, e a ingestão da semente crua determina problemas digestivos com dores e queimação na boca, edema de lábios, língua e gengivas, sialorréia intensa, disfagia e vômitos (Schvartsman, 1979). A semente assada é inócua. Recentes estudos confirmam casos de dermatite de contato pela castanha-de-caju (Rosen & Fordice, 1994; Diogenes et al, 1996), enquanto outros demonstram o desenvolvimento de processos alérgicos por causa do pólen da espécie (Fernandes & Mesquita, 1995). Sérios problemas de irritação da pele são causados pelos compostos fenólicos, ácido anacárdico e compostos derivados, enquanto os casos mais sérios de irritação e alergia ocorrem nos trabalhadores que coletam ou manipulam produtos da espécie Anacardium occidentale. A espécie Schinus terebenthifolius possui vários efeitos tóxicos, especialmente sob uso prolongado, o qual deve ser evitado.

Espécies medicinais da família Oxalidaceae

Introdução
A família Oxalidaceae descrita por Robert Brown compreende seis gêneros e aproximadamente 775 espécies distribuídas no Hemisfério Sul, especialmente nas zonas tropicais e subtropicais (Mabberley, 1997). Essa família apresenta em geral plantas herbáceas, ervas ou raramente arbóreas pequenas (Averrhoa), de folhas compostas, trifolioladas (Oxalis) ou com maior número de folíolos (Averrhoa), alternas com ou sem estipulas (Joly, 1998). Essa família inclui várias espécies de Trevo ou Azedinha de uso medicinal (Oxalis) e comestíveis (Averrhoa).

Espécies medicinais Averrhoa bilimbi L. e Averrhoa carambola L.
Nomes populares

Esta planta é conhecida na região amazônica como Limão de cayanna; no entanto, existem registros para a espécie como Bilimbi, Bílimbino e Caramboleira-amarela.
Dados botânicos

Árvore de até 13 metros de altura, com casca lisa e escura; folhas inteiras, com disposição alterna, imparipinadas, compostas de numerosos folíolos opostos; flores vermelhas e aromáticas, com cálice pubescente, reunidas em panículas terminais; fruto do tipo baga, oblongo, anguloso, verde-amarelado, comestível e semelhante ao de Averrhoa carambola (Carambola); duas sementes elípticas (Figura 22.5). O nome do gênero Averrhoa foi dado em homenagem a Averróis, médico árabe. O gênero Averrhoa foi descrito por Carl Linnaeus e inclui apenas as duas espécies aqui referidas; a espécie A. carambola tem origem na Malásia e é amplamente cultivada no Brasil; diferencia-se da outra porque os estames férteis são alternados com estaminódios, enquanto na espécie A. bilimbi os estames férteis possuem filetes mais curtos, alternados com filetes mais longos.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá do fruto é utilizado na cura de resfríados; o fruto misturado com goma de mandioca, água e açúcar é indicado contra dores de estômago; o fruto macerado com folhas de mocura-caá, alfavacão, peão-branco ou roxo e água é considerado excelente para dores de cabeça. Na região da Mata Atlântica, os frutos, além de comestíveis, são usados na forma de suco contra febres e disenterias. A infusão das folhas é considerado útil em diabetes "leves", como diurético e para reduzir o colesterol. Os outros usos catalogados no Brasil referem a utilização do suco do fruto como antiescorbútico e contra doenças cutâneas (Corrêa, 1984).

Dados químicos do gênero
Das folhas de A. carambola foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio. Os saponosídeos totais e flavonóides totais apresentaram atividade antibacteriana sobre cinco tipos de bactérias gram-positivas, porém não foram efetivas contra outros cinco tipos de bactérias gram-negativas e Candida albicans (Long et al., 1996). Dos frutos da A. carambola foram isolados carotenóides (Gross et al., 1983), polifenoloxidase (Adnan et al., 1986), ácido málico, ácido cítrico, fructose e glucose, aminoácidos (Yang et al., 1995), ácido ascórbico (Biswas & Mannan, 1996) pectinesterase (Horng et al., 1996), ácido oxálico (Wei & Wu, 1997). Constituintes voláteis do fruto fresco de A. carambola foram determinados, nos quais foi detectada a presença de um total de 126 compostos voláteis, predominantemente ésteres e compostos carbonil. Dos constituintes majoritários detectou-se a presença de (E)-hex-2-enal (2,4 mg/ kg) e benzoato de metila (1,9 mg/kg) (Froehlich & Schreier, 1989). Das folhas foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio (Long et al., 1996). Constituintes voláteis dos frutos dessa espécie foram isolados, obtendo-se 53 componentes, dos quais 47,8% são ácidos alifáticos, além de ácido hexadecanóico (20,4%) e ácido (Z)-9-octadecenóico. Dentre os doze ésteres, foram isolados butil-nicotinato (1,6%) e hexil nicotinato (1,7%) (Wong & Wong, 1995), além de 3-O-cianidina também isolado de A. bilimbi (Gunasegaran, 1992). Já a espécie A. carambola possui diversos carotenóides (Gross et al., 1983) e sementes ricas em óleo (Berry, 1978).

Dados farmacológicos do gênero
O extrato aquoso de A. carambola apresentou atividade hipoglicemiante (Dalla Martha et al., 1997). Além disso, constatou-se atividade depressora central (Muir & Lam, 1980) e houve relatos de intoxicação pela ingestão de neurotoxinas do fruto em pacientes com insuficiência renal (Neto et al., 1998).

Os saponosídeos totais e flavonóides totais isolados de A carambola apresentaram atividade antibacteriana (Long et al., 1996). O efeito hipoglicemiante foi observado também para a espécie Averrhoa bilimbi sendo a função aquosa detentora de melhor atividade (Pushparaj et al., 2000 e 2001).

Espécies medicinais da família Rutaceae

Introdução
A família Rutaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 156 gêneros, nos quais estão distribuídas 1.800 espécies cosmopolitas, especialmente em regiões tropicais, incluindo arbóreas, arbustos e ervas aromáticas contendo compostos terpenóides característicos da família (Mabberley, 1997). No Brasil, a família está representada por 28 gêneros e aproximadamente 182 espécies (Barrozo, 1978). No sistema de Engler, as Rutaceae fazem parte da ordem Rutales e incluem sete subfamílias, enquanto no rearranjo aqui utilizado e proposto por Kubistzki, os gêneros dessa família se distribuem em cinco subfamílias distintas, das quais a mais importante é a Rutoideae, onde se encontram os gêneros Ruta, da famosa Arruda aqui descrita, e os gêneros Esenbeckia e Cusparia, que incluem espécies medicinais. Na subfamília Aurantioideae encontram-se os gêneros Aegle e Citrus, este segundo de imenso valor econômico e medicinal, dadas as famosas Laranjeiras e os variados Limoeiros, grupos de espécies cítricas amplamente cultivadas e comercializadas no Brasil, num importante setor da economia. Desse gênero, inúmeras espécies foram referidas como medicinais; no entanto, pelo amplo conhecimento delas e grande número de trabalhos envolvendo-as, optamos por não incluí-las no presente estudo.

Espécies medicinais Ruta graveolens L
Nomes populares

Essa espécie é chamada popularmente de Arruda, sendo ainda denominada Ruta em Minas Gerais, Arruda-fedorenta e Arruda-fêmea e Arrudamacho no Rio Grande do Sul.
Dados botânicos

Subarbusto de folhagem densa com odor característico; folhas alternas, pecioladas, tripinatipartidas, sem estipulas; flores amarelo-esverdeadas, hermafroditas, com pétalas livres entre si, pedunculadas, lanceoladas, com bráctea pequena; ovário súpero com muitos óvulos; fruto do tipo capsular com quatro a cinco lobos, arredondados; sementes pardas e rugosas (Figura 22.6). O nome do gênero, Ruta, vem do grego rute, derivado de ruesthai = "salvador", referindo-se ao poder curativo da planta. O gênero Ruta descrito por Carl Linnaeus inclui espécies com ocorrência e origem na região do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá ou o sumo das folhas, utilizado externamente, é considerado útil contra asma, pneumonia e dor de cabeça; o chá das folhas também é usado como analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante e contra problemas uterinos, quando misturado com alho e cominho; o suco das folhas é usado como abortivo e contra derrame cerebral; folhas de arruda misturadas com sumo das folhas de cravo, resina de copaíba, gergelim amassado e semente de peão-branco são indicadas contra derrame cerebral; o preparado de sumo das folhas com flores de cravo e semente de gergelim é usado contra dores, paralisia infantil e "malapanhado" ("doença que entorta criança"). Na região do Vale do Ribeira, a infusão das folhas é usada contra cólicas menstruais, diarréia, dores de cabeça e febres, enquanto o xarope das folhas é usado contra tosses graves. O macerado das folhas em aguardente ou vinho branco é usado externamente contra dores de cabeça e enxaqueca,

e o banho preparado com as folhas serve para aliviar qualquer tipo de dor. A decocção das folhas de arruda é usada como abortivo, especialmente associada a outras espécies vegetais ou medicamento. É também utilizada externamente como inseticida e internamente como estimulante, sudorífero e emenagogo, e suas sementes servem como antihelmínticos e parasiticidas (Corrêa, 1984); o chá das folhas é usado como analgésico, abortivo, emenagogo, estupefaciente, antigripal, hemostático, anti-helmíntico, anti-reumático e contra lumbago, em Minas Gerais (Verardo, 1982; Grandi & Siqueira, 1982; Grandi et al., 1982); no Ceará, como analgésico e contra dismenorréia (Matos et al., 1982); em Brasília, como tranqüilizante (Barros, 1982); no Rio Grande do Sul, como abortivo e o banho com o chá das folhas serve para menstruação atrasada (Simões et al., 1986). Além destas indicações, também é utilizada como febrífugo, no Pará (Amorozo & Gély, 1988).

Dados químicos da espécie
Os constituintes químicos particulares da planta são a rutina e a essência. Foram reconhecidas também lactonas aromáticas como a Cumarina,

bergapteno, xantotoxina, rutarena e rutamarina, heterosídeos antiociânicos, alcalóides como a rutamina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina. A essência da arruda possui metilcetonas, sendo 87,8% são representadas pela metilnonilcetona e metil-heptíicetona, pequenas quantidades de outras metilcetonas, hidrocarbonetos aromáticos e terpenóides, fenóis, ésteres fenólicos, ácidos graxos, cineol e alcoóis alifáticos (Costa, 1986). Alcalóides e glicosídeos também foram isolados (Nahrstedt et al., 1981; Kuzovkina et al., 1980; Kong et al, 1984; Kuzovkina et al., 1984; Nahrstedt et al, 1985; Somanathan & Smith, 1981; Chen et al., 2001) e flavonóides (Trovato et al, 2000).

Dados farmacológicos da Espécie
Costa (1986) relatou propriedades anti-helmínticas, estimulantes, febrífugas, emenagogas, e mostra que a ação espasmolítica da planta é atribuída à presença de bergapteno e xantotoxina, enquanto a presença de metilnonilcetona é responsável por sua ação vesicante, excitante da motilidade uterina e abortiva quando em doses altas. Atividade antimicrobiana foi determinada utilizando-se alcalóides dessa planta (Eilert et al., 1984) e flavonóides (Trovato et al., 2000). Atividades espasmolítica, contra micoses cutâneas e inibidora da implantação de óvulos, foram também determinadas (Minker et al, 1979; Fróes & Fróes, 1988; Guerra & Andrade, 1978). O extrato de Ruta graveolens, que apresenta os alcalóides dictamina, gamafagarina, chimianina, pteleína e cocusaginina, revelou um efeito mutagênico moderado na linhagem TA98 da Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1987). A rutina é um dos compostos isolados dessa planta mais utilizados para o tratamento dermatológico, porém apresenta problemas quanto à sua metabolização. Em razão disso, várias tentativas de encontrar um composto que melhore sua metabolização têm sido realizadas. Testes posteriores com rutacridona e epoxirutacridona indicaram que a rutacridona possui menor toxicidade ao ser metabolizada por enzimas do fígado de rato, ao passo que o epóxido não sofre metabolização (Paulini et al., 1989). Além disso, o extrato dessa planta também foi responsável pela inibição de 100% da atividade hemolítica dos venenos de cobra e escorpião (Sallal & Alkofahi, 1996).

Isolou-se ainda das raízes dessa espécie o alcalóide furanoacridona, composto responsável pela atividade mutagênica em diferentes linhagens de Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1991a). Em estudos farmacológicos recentes, as folhas apresentaram atividades abortiva, mutagênica, além de diminuir a fertilidade (Rao et al. 1987; Sugai, 1996; Melito et al., 1997). E o extrato hidroalcoólico das partes aéreas mostrou atividade anticonvulsivante (Trotta et al., 1989) e antimicrobiana, mas não apresentou atividade esquistossomicida (Guilherme et al., 1989; De Sá et al., 1990b). A tintura de R. graveolens também foi responsável pela moderada atividade fotomutagênica em uma linhagem de algas verdes. A tintura possui bergapteno, psoraleno, impeatorina, dictaminina, gama-fagarina e skimianina. Mas o principal responsável pela atividade fotomutagênica parece ser o bergapteno (Schimmer & Kuehne, 1990). O extrato de éter de petróleo dessa planta apresentou efeito citotóxico quanto avaliado in vitro utilizando-se células de sarcoma de Yoshida (Trovato et al., 1996). O extrato clorofórmico da raiz, caule e folhas apresentou significativa atividade antifertilidade em ratos quando administrado intragastricamente do primeiro ao décimo dia pós-coito. A partir do fracionamento do extrato foi isolada a chalepensina como componente ativo responsável pela atividade tóxica (Kong et al., 1989).

Dados toxicológicos da Espécie
Hesnel et al. (1983) e Schwartsman (1979) verificaram fitodermatites causadas por substâncias químicas da R. graveolens, mediante um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar, induzindo dermatites. Corrêa (1984) relatou o aparecimento, após a ingestão, de dores epigástricas, cólicas, vômitos, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração das pupilas, convulsões e sonolência. A ingesta desta planta, por animais, tem promovido morte em 1 a 7 dias (El Agraa et al., 2002).

FIGURA 22.1 - Anacardium giganteum. Ramo com flor (desenho original por Di Stasi) e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998) (Banco de imagens -

FIGURA 22.2 - Anacardium occidentalle Ramo com inflorescência e fruto (original por HirumaLima).

FIGURA 22.3 - Schinus terebenthifolius. Ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998).

FIGURA 22. .4 . Ramo com frutos (modificado a partir de Hoehne. 1946).Spondias purpurea.

Averrhoa carambola: a) detalhe do ramo com flor e fruto.FIGURA 22. c) detalhe do fruto (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .5 . b) detalhe do ramo com folhas e flores (fotos originais por Hiruma-Lima).

FIGURA 22. Escanerata do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Eichler) (Banco de imagens - .Ruta graveolens.6 .

540 espécies cosmopolitas do Norte de climas temperados e espécies tropicais de montanhas (Mabberley. mas alguns arbustos e árvores são des- . as quais são descritas a seguir. com aproximadamente 3. A. descrita inicialmente por Antoine Laurent de Jussieu. A maioria das espécies é de plantas herbáceas. inclui apenas duas famílias botânicas (Araliaceae e Apiaceae). Existe uma grande discordância quanto à classificação dessas espécies e aqui adotamos aquela usada por Mabberley (1997). de acordo com o sistema de classificação botânica. ambas com várias espécies medicinais e ocorrência em todo o Brasil. como Umbelliferae. C. Essa família inclui 446 gêneros.23 Apiales medicinais C. Di Stasi A ordem Apiales. denominada também Umbellales. Espécies medicinais da família Apiaceae (Umbelliferae) Introdução A família Apiaceae (Dicotyledonae) é também denominada. Hiruma-Lima L. Dessa ordem foram registrados usos de espécies de ambas as famílias. 1997).

especialmente pelo seu uso como alimento e condimento. dunas e brejos.Saniculoideae). Coriandrum (Coentro) e Foeniculum (Cominho e Funcho). oblongolanceoladas. Essas plantas exóticas e amplamente cultivadas no Brasil possuem inúmeros estudos e descrições já disponíveis e. Apium (gênero do Salsão). No Brasil ocorrem poucos gêneros. onde há amplo uso como medicamento. sendo também usadas como medicamentos na região amazônica e na Mata Atlântica. Foeniculum e Pimpinella (Apiae Apioideae). Daucus (Caucalideae . não foram encontrados sinônimos populares que a identificassem. Cominho e Salsa. tais como Cenoura. Os gêneros mais importantes dessa família são Centella e Hydrocotyle (Hydrocotyleae . e Hydrocotyle exigua. Dados botânicos Erva de até 1 m de altura. fibrosas e caule florífero solitário. Espécies medicinais Eryngium ekmanii Wolff.critos na família. a Eryngium ekmanii. Inúmeros gêneros cultivados são muito comuns no Brasil. entre inúmeros outros. Cicuta. inflorescência dicásio ramificado com cada bifurcação . Coriandrum (Coriandreae . dos quais se destacam Daucus (que inclui a Cenoura). Coentro. folhas alternas. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Chicória. Apium. pela sua grande utilização na região amazônica e por representar um gênero nativo do Brasil. e Eryngium com espécies freqüentes em campos (Joly.Apioideae). 1998). com raízes fasciculadas. Petroselium (Salsa). muito comum na Mata Atlântica. densamente imbricadas. ascendentes. Apium com características ruderais.Apioideae). Muitas dessas espécies são cultivadas. Erva-doce.Hydrocotyloideae). Pimpinella (Erva-doce). assim. Eryngium e Alepidea (Eryngeae . sendo considerados nativos Hydrocotyle com espécies em matas. optamos por incluir aqui apenas duas delas.

1). Esse chá. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada em áreas de formação secundária e raramente na floresta. O nome do gênero. de Erva-terrestre. o sumo das folhas frescas. inflorescência em capítulo. e aix = "cabra". exigua (Urban. Inúmeras espécies desse gênero são usadas como medicinais em diversos países. cordiformes. fruto subgloboso (Figura 23. capítulos esverdeados com flores pequenas. é considerado excelente contra dores de cabeça. de no máximo 1 cm de espessura. Dados botânicos A planta é uma erva de caule prostrado.com um pedúnculo terminal e dois ramos laterais surgindo de um par de folhas ou brácteas. Eryngium. O gênero Eryngium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 250 espécies tropicais e temperadas. dos quais são emitidas raízes. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. na região do Vale do Ribeira. var. é usado internamente para expulsar restos de placenta em partos difíceis. Hydrocotyle hirsuta Sw. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e . usado topicamente.) Malme Nomes populares A espécie é chamada. lobadas e pilosas. não foram encontrados dados de medicina tradicional referente à espécie em questão. espalhadas por diversos continentes. torcidas antes de abrir. semelhantes a barba de cabra. crenadas. enquanto o chá da raiz é empregado internamente em estados gripais. com flores avermelhadas. com nós. habitando em lugares úmidos. especialmente em crianças. cíclicas. quando preparado em alta concentração. Também é conhecida como Erva-capitão. no entanto. vem de eros = "lã". diclamídeas e hermafroditas. referindo-se às fibras do rizoma. frutos pilosos. folhas pequenas.

ilicifolium (Pinar & Galan.inclui 130 espécies cosmopolitas. ácido hexadecanóico e carotol os constituintes majoritários (Pino et al. O extrato aquoso e etanólico das folhas frescas e secas e da raiz de E. Hohmann et al. foetidum L. 1995).000 mg/kg e de 50 mg/kg por via endovenosa (Gupta. campestre (Erdemeier & Sticher.. foetidum apresentou atividade anticonvulsivante (Simon & Singh. a infusão das folhas é usada contra gripes e bronquites fortes. Dados químicos e farmacológicos Sobre a espécie Eryngium ekmanii não foram encontrados estudos químicos e farmacológicos. 1986). 1997a). foram isolados 46 compostos. bourgatii (Lam et al. a DL50 por via oral foi de 1.. enquanto vários acetilenos foram obtidos das raízes de E. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. planum (Hiller et al. maritimum (Lisciani et al. também encontrados em E. campestre foram isolados ainda flavonol e cumarinas (Erdemeier & Sticher. O extrato aquoso de E. 1997a).. 1986). em altas doses. diurético e. O nome Hydrocotyle deriva do grego hydro = "água". 1997) além da atividade antimicótica (Abou-Jawdah et al.. 1985).. De E. acetilenos. ao passo que das sementes foram isolados 37 compostos. . Corrêa (1984) refere o uso das folhas como tônico. O extrato das folhas frescas e secas e da raiz seca promoveu 100% de inibição dos venenos de cobra e de escorpião (Alkofahi et al. 1985. Glicosídeos foram isolados de E. 1986). 1984). farneseno. Além de saponinas. Esta mesma espécie apresentou atividade antiinflamatória (Garcia et al.... anetol e alfa-pineno (Pino et al.4. comarinas e flavonóides. A atividade antiinflamatória foi determinada em E.. sendo 2.5-trimetilbenzaldeído. 2002). a água das folhas serve para tirar sardas do rosto. e cotyle = "umbigo". 1992). creticum foi testado por sua atividade inibitória contra venenos de escorpião e de cobra. Das folhas de E. 1980) e E. 1997). elegans (Campos & Garcia. sendo majoritários carotol. foi ainda isolado o falcarindiol em E. emético. 1999).

Hedera. famosa por ter sido usada. No entanto. 1998). é pouco comum a ocorrência de uso medicinal. mas muito pouco se tem estudado sobre as espécies nativas dessa família botânica. Várias espécies dessa família são consideradas tóxicas. Panax. Essa espécie é uma das drogas mais comercializadas no mundo. especialmente em refogados e saladas. são encontradas na família. com aproximadamente 1. segundo a história. em três distintas zonas de expansão: região Indomalaia. Mackinlaya e Polyscias.325 espécies tropicais espontâneas e poucas espécies de clima temperado (Mabberley. Os dados da espécie e do gênero não fornecem subsídios que garantam sua utilização. Várias espécies do gênero Hydrocotyle também são consideradas tóxicas para animais. mas demonstram a importância da realização de estudos com a espécie e outras do gênero. de uso comum em cercas vivas e como ornamentais. Australásia e América tropical (Joly. Tetrapanax e Aralia. Tetrapanax. ambos introduzidos no Brasil. e inclui 47 gêneros. As espécies estão distribuídas predominantemente em regiões tropicais. Árvores. subclasse Rosidae. e Polyscias. nessa família as raízes de uma importante espécie Panax ginseng têm sido usadas há mais de dois mil anos na medicina tradicional chinesa contra inúmeras doenças. mas raramente ervas. No Brasil ocorrem vários gêneros. lianas. Os gêneros mais importantes dessa família são Aralia. Espécies medicinais da família Araliaceae Introdução A família Araliaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Apiales. e as espécies mais comuns pertencem aos gêneros Hedera. Das inúmeras espécies descritas nessa família. no envenenamento do filósofo Sócrates. e centenas de . Schefflera. especialmente do gênero Cicuta. 1997).Observação de uso Esta Chicória não é a mesma planta conhecida na região Sudeste. Centro-Oeste e Sul. epífitas. arbustos. da famosa Hera dos parques. utilizada como alimento.

Cuia. tais como Panax notoginseng e Panax quinquefolius. e o banho com folhas são úteis para acalmar crianças na hora de dormir. com larga bainha na base. grandes. a maioria de árvores de pequeno porte ou arbustos. e acias = "sombra". refere-se à forma da folhas. cuja identificação taxonômica não foi completamente obtida. globoso. fruto indeiscente. O gênero Polyscias. Cuia. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de apenas uma espécie medicinal dessa família. Cunha e Cunha-mansa. inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. cálice pequeno. reunidas em inflorescências axilares. amplamente cultivada como ornamental. O nome do gênero vem do grego polys = "muito". androceu com cinco estames.2) Polyscias fruticosa e Polyscias guilfoylei. variegadas. mas com certeza não se trata das espécies (Figura 23. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. Espécies medicinais Polyscias sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Cuia-mansa. descrito por Johann Forster e Georg Forster. folhas alternas. Outras espécies do gênero. Dados da medicina tradicional A infusão preparada com folhas. amplamente cultivadas no Brasil como ornamentais. também possuem constituintes químicos e atividades farmacológicas similares ao Ginseng verdadeiro. pela beleza de sua folhagem. usada internamente. O nome popular da espécie. flores pequenas. sendo também usa- . ovário ínfero. pertencente ao gênero Polyscias. A espécie não foi completamente identificada.estudos têm sido realizados em razão de sua importância química e farmacológica.

os autores demonstram que . A combinação desse tratamento com levo-deprenil é mais eficaz que o tratamento isolado (Yen & Knoll. sesquiterpenóides voláteis e poliacetilenos foram isolados de Polyscias fruticosa (Brophy et al. 1992). Glicosídeos oleanólicos. foi constatada a presença de flavonóides (Lussignol et al.. saponinas triterpênicas e triterpenos glicosilados foram encontrados nas folhas de P. Extratos alcoólicos de Polyscias filicifolia possuem efeito antimutagênico detectado pela habilidade de suprimir mutações genéticas de Salmonella tiphymurium (Dvornyk et al. crispatum caracterizou-se a presença de alcanos de cadeia longa (Broschat & Bogan. (1986) e demonstram que culturas de células da espécie Polyscias filicifolia normalizam a biossíntese de proteínas e a atividade de RNAt-sintetases de fígado de coelhos com isquemia do miocárdio induzida (Lekis et al. Recentes estudos confirmam os resultados obtidos por Slaveinskene et al. 2002.. Não foram encontradas referências de uso dessa espécie em nenhum levantamento etnofarmacológico. Chaboud et al. Dados químicos e farmacológicos do gênero Polyscias Saponinas triterpênicas do grupo do ácido oleanólico. 1992).. 1991). A raspa da casca do tronco servida com o sumo das folhas com raiz de açaí é um preparado útil contra anemias.. 1989c e 1990) e de P..dos como calmante por adultos. Em P. Vo et al.. 1996. assim como do tempo de sobrevida e ganho de peso. 1988. scutellaria (Paphassarang et al.. 1989a. Barilyak & Dugan. 1990. Nas folhas de Polyscias sp.. Estudos com camundongos tratados (três vezes por semana a partir de doze meses de idade) com extrato da raiz de Polyscias fruticosum demonstram claramente o aumento da função da memória. Um importante estudo realizado por Trylis & Davydov (1995) sugere os mecanismos endócrinos e metabólicos da atividade adaptogênica de culturas de tecidos das espécies Polyscias filicifolia e Panax ginseng. 1990). 1992. sobretudo no extenso trabalho realizado por Corrêa (1984). 1994). 1998). 2001). ao passo que a fruta verde com mel é usada contra tosse. 1989b. 1995. Proliac et al. De P pichroostachya foram isoladas saponinas triterpênicas que apresentaram efeito moluscicida (Gopalsamy et al. 1986).. Lutumski & Luan.. Fulva (Bedir et al. Nesse estudo.

e de prolactina pela hipofise.. alterações nas taxas de metabolismo de carboidratos e lipídios.Eryngium ekmanii. FIGURA 23. assim como outras do gênero Polyscias. mostram que essa espécie. especialmente a Panax ginseng. bem como diminuição da produção de insulina e glucagon pelo pâncreas. 2002). são fontes potenciais de novos constituintes químicos com importantes atividades farmacológicas. associados àqueles referentes a outras da família. prevenindo a exaustão das reservas de energia nos estágios finais de estresse. Observações Os dados apresentados para algumas das espécies desse gênero.1 .as espécies estimulam a capacidade de trabalho físico dos animais em condições de imobilização. filicifolia também possui atividade antimicrobiana (Furmanowa et al. foi verificado aumento da atividade da adrenal e da tiróide. Detalhe da planta toda e da inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) (Banco de imagens - . A espécie P.

2 .Polyscias. Detalhe do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .FIGURA 23.

Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Gentianaceae e Asclepiadaceae. Apocynaceae.24 Gentianales medicinais L. devendo ser considerada uma significativa fonte de novos compostos de interesse terapêutico ou toxicológico. sendo importantes fontes de substâncias com atividade farmacológica. Di Stasi C. referidas como medicinais na região amazônica e descritas a seguir. do qual foi isolada a famosa estricnina e inúmeros outros compostos com efeitos tóxicos já descritos. Genistomaceae. Essas três famílias reúnem grande valor medicinal e terapêutico.Strychnaceae. Hiruma-Lima A ordem Gentianales inclui apenas seis famílias . demonstram que a ordem Gentianales. é uma importante fonte de substâncias com potentes efeitos e ações farmacológicas. somados aos descritos a seguir para as famílias Apocynaceae. Loganiaceae. . A. espécies da família Strychnaceae também possuem importantes fontes de substâncias ativas. Gentianaceae e Asclepiadaceae -. Apesar de não referidas no nosso estudo. apesar de pouco numerosa. das quais as três últimas reúnem várias espécies medicinais e algumas com ampla ocorrência no Brasil. Esses dados. C. destacando-se o gênero Strychnos (família Strychnaceae ou também denominada Loganiaceae III).

. e encontrado em várias outras espécies do gênero. com aproximadamente 1. Catharanthus. arbusto encontrado na Índia. ajmalinina. as ornamentais Tabernaemontana e Plumeria. fornecedores de madeira. Aspidosperma. Inclui espécies arbustivas. Rauwolfia. muitas das quais trepadeiras e suculentas. Paquistão e Tailândia.900 espécies tropicais e subtropicais. Joly (1998) destaca. A família Apocynaceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes vegetais de constituintes químicos de utilidade na medicina moderna. Várias substâncias têm sido isoladas a partir de espécies dessa família. ressaltam-se alguns gêneros e suas principais espécies: • do gênero Rauwolfia. Vinca. inclui 165 gêneros. sendo esta última o mais importante. como os gêneros Allamanda. subclasse Asteridae. muito bem descritas nas obras clássicas de Farmacologia. com destaque para ajmalina. como Aspidosperma. arbóreas. muitas das quais conhecidas como Mangaba. serpentina. Nerium. aqueles que incluem espécies arbóreas. Himatanthus (Plumeria) e Wrightia. muito utilizadas ornamentalmente. os gêneros Mandevilla e Thevetia. Hancornia. herbáceas. que possui diversas espécies como a Peroba e o Pau-pereira. serpentinina e reserpina.Espécies medicinais da família Apocynaceae Introdução A família Apocynaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Gentianales. Hancornia. Java. a família possui espécies trepadeiras. No Brasil ocorrem 41 gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. Mandevilla. especialmente a espécie Rauwolfia serpentina. Thevetia. Esse composto foi isolado em 1952 e possui inúmeras atividades farmacológicas. dentre os gêneros. Os gêneros mais importantes dessa família são Alstonia. Tabernaemontana. e que inclui aproximadamente trinta alcalóides. Nesse contexto. Allamanda. além dessas. sendo algumas poucas registradas em regiões temperadas (Mabberley. entre as espécies de pequeno porte. 1997). e. Strophantus. e muitas dessas espécies representam protótipos de classes farmacológicas distintas de drogas e fazem parte da história da Farmacologia e da Terapêutica. com espécies distribuídas nos cerrados e na Amazônia.

Orélia. Strophantus combe e Strophantus sarmentosus. Várias espécies dessa família têm sido recentemente objeto de estudos como fonte de novas drogas. ambas contendo inúmeros alcalóides bioativos. alstonilina.• do gênero Vinca e Catharanthus. sendo estes dois últimos importantes agentes antineoplásicos. Deve-se destacar. • do gênero Nerium. Wrightia e Aspidosperma. fonte principal dos alcalóides antitumorais citados e de aproximadamente mais de 150 distintos alcalóides. cilastonina e também a reserpina. A espécie Vinca rosea. especialmente a Nerium oleander. que essa família inclui um grande número de espécies tóxicas. conhecida no Brasil como Espirradeira e muito usada como ornamental. as espécies Vinca major. tais como alstonina. A espécie também é conhecida no país com as seguintes denominações: Alamanda-deflor-grande. contudo. estrofantinidina e cimarina. fonte de mais de sessenta distintos alcalóides. Himathantus sp. segundo Evans (1996). • do gênero Alstonia as espécies Alstonia scholaris e Alstonia contricta. as espécies Strophantus gratus. Dedal-de-dama. vinblastina e vincristina. merece destaque por possuir glicosídeos cardiotônicos como a adinerigenina e a canogenina. a saber Allamanda cathartica. tanto para os animais como para a espécie humana. Alamanda amarela e Quatro-patacas. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de três espécies medicinais distintas dessa família. • do gênero Strophantus. Espécies medicinais Allamanda cathartica Nomes populares L Alamanda é o nome popular utilizado nas duas regiões. espécies ricas em glicosídeos. Vinca rosea e Catharanthus roseus. algumas das quais serão discutidas no final deste capítulo. e Thevetia peruviana. tais como ouabaína. tem sido designada também como Catharanthus roseus. destacando-se espécies do gênero Mandevilla. Vinca minor. . tais como majdina.

com a mesma indicação. emético e purgativo. fruto do tipo capsular. especialmente em crianças. com folhas brilhantes. glabras e verticiladas. semilenhoso. O gênero inclui doze espécies tropicais. Refere-se ainda o intenso emprego desse macerado. Ucuuba e Sucuba. com copa estreita e tronco ereto. sendo a A. contendo poucas sementes (Figura 24. folhas simples. Atribuem-se à casca as mesmas atividades das folhas. atingindo até 20 m de altura. Cathortica a mais extensivamente cultivada como ornamental. A infusão das folhas é utilizada como emético. adicionando-se seu uso contra tumores hepáticos e parasitas intestinais. enquanto a decocção das cascas da planta. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sucuuba. espessas. Segundo Corrêa (1984). grandes. axilares e fasciculadas. usada internamente. em grande número. com casca rugosa. . o qual também é útil contra sarna quando usado externamente. em animais domésticos. Himatanthus sucuuba (Spruce) Wood. na forma de funil. A folha é considerada excelente catártico. inflorescências com flores amarelas. O nome do gênero Allamanda descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem ao famoso botânico holandês Allamand. Dados da medicina tradicional O uso tópico do macerado de todas as partes da planta é utilizado contra sarna. sendo este segundo muito comum como animal doméstico na região amazônica. especialmente cães e macacos. As flores e raízes são usadas contra problemas do baço. purgativo e catártico. alternas.Dados botânicos A espécie Allamanda cathartica é um arbusto alto e trepador lactescente. a planta exsuda látex considerado venenoso. Outros sinônimos populares são Janaguba e Sucuuba-verdadeira. com tubo estreito e longo. é considerada um excelente vermífugo.1). Dados botânicos É uma árvore latescente de grande porte.

referindo-se às brácteas que envolvem os botões florais. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Castanha-da-índia e Chapéu-de-napoleão. Thevetia peruviana (Pers. significando "manto de flor". recente divisão realizada por Plumel (1991) permite a distinção entre ambos os gêneros. Dados da medicina tradicional O uso tópico do látex é indicado contra afecções da pele.pecioladas. ocorrendo preferencialmente no interior da mata. sendo uma planta perenifólia. linear-lanceoladas. 1990). Schum. especialmente em crianças. simples. no entanto. glabras em ambas as faces. heliófita e secundária.) K. O gênero Himatanthus foi descrito por Carl Willdenov e Josef Schultes e inclui apenas treze espécies. ovaladas. Esse gênero é considerado sinônimo do gênero Plumeria (Mabberley. folhas alternas. inflorescências dispostas em cimeiras terminais com poucas flores. Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. O nome do gênero deriva do grego. Coração-de-jesus. Fava-elétrica e Ahoay-guassu. com um tronco de casca cinzenta. enquanto a decocção das folhas é usada internamente contra problemas do intestino (constipação). grandes e brancas. pois o uso excessivo pode causar diarréias e desidratação. coriáceas. alcançando até 10 m de altura. especialmente no alívio de coceiras. Outros nomes populares no Brasil são Jorro-jorro. 1997). Noz-de-cobra. todas encontradas na América do Sul (Plumel. frutos geminados em forma de chifres. A população refere que a planta deve ser usada com cuidado. estômago (dores e irritação) e na expulsão de vermes. A espécie tem ocorrência principal na Amazônia. contendo sementes aladas. sendo útil como anti-helmíntico. acumi- . Corrêa (1984) relata que a casca exsuda um látex medicinal e venenoso. margens inteiras.

enquanto na Índia é comum a utilização da espécie para suicídios (Mabberley. Thevetia peruviana é sinônimo de Thevetia neriifolia. arbotifaciente. carnosas e glabras nas duas faces. O nome do gênero Thevetia. 1984). aromáticas. das quais a referida é a mais conhecida e estudada. triangular. revestimento de maracás (Corrêa. a decocção das folhas tem sido empregada para combater febre e malária. 1984). bactericida e como veneno para peixes. fruto do tipo drupa carnosa. 1997). Dados da medicina tradicional A infusão das cascas da planta é usada internamente como antitérmico. colares. como pulseiras. inflorescências dispostas em cimeiras terminais. purgante. contendo flores grandes. com corola em forma de funil. as sementes da espécie são muito utilizadas pelos indígenas na confecção de artefatos de adorno. braceletes. o látex acre é usado para acalmar dores de dente. para provocar vômitos. é empregada como cataplasma para neutralizar efeitos de veneno de cobra (Corrêa. O látex é amplamente utilizado em vários locais do mundo como veneno para flechas. descrito originalmente por Carl Linnaeus. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. 1962). purgativa e emética e de uso perigoso. amarelas. É uma espécie muito usada como ornamental. em pó. contendo sementes duras e grandes. 1985). O gênero inclui apenas oito espécies tropicais. antitérmico e emético são conhecidos por todo o planeta. especialmente do continente africano. foi dado em homenagem a um monge francês chamado Andre Thevet. No Brasil.nadas. A casca é considerada amarga e febrífuga. As sementes da espécie são usadas como inseticida. a amêndoa. onde a espécie também é usada no envenenamento de peixes e como inseticida (Walt & Breyer-Brandwijk. Os usos dessa espécie como purgativo. sendo amplamente cultivada em vários países tropicais. assim como outros inúmeros usos de várias par- . enquanto a decocção das folhas é usada no alívio dos sintomas após picada de cobra. que veio ao Brasil em 1590 e escreveu sobre a Guiana Francesa. além de comumente empregadas para suicídio ou homicídio. sendo referidos em inúmeros trabalhos etnobotânicos realizados em vários países. contra reumatismo e hemorróidas e no tratamento de insônias (Duke. além da sua utilização uso em vários países como emético.

além de lignanas como pinoresinol. -amirina. Foram isolados de A. thevetioides (Perez-Amador et al.Kader et al. saponinas e carboidratos no extrato aquoso de Allamanda cathartica. Existem ainda relatos da presença de iridóides lignanas(Abdel. 2002). tevetina B. ovata e T.1997. Corrêa. 1992a e 1994). Glicosídeos também têm sido isolados de outras espécies desse gênero. 1986).. flavonóides. Himatanthus e Thevetia Akah & Offiah (1992) relatam a presença de alcalóides. De outras espécies do gênero Allamanda. 1962.. enquanto do extrato etanólico das folhas e ramos foram isolados 3. 1993).. Tewtrakul et al. além das flavonóides (Germonsén-Robineau. 1989). 1992b. Dessa mesma espécie também foi caracterizado o iridóide glicosídeo.tes da planta têm sido relatados por diversos autores (Duke. neriifolia os compostos 9. ácido ferúlico e ácido gentísico. escopoletina. acetato de lupeol. plumierida. cumarato e um glicosídeo (Ganapaty & Rao. schottii. -sitosterol. rutina e os iridóides plumierida.-hidroximedioresinol. foram isolados do caule isoplumericina. 1984). perivosídeo. Das folhas dessa espécie foram isolados vários glicosídeos derivados da digitoxigenina..-D-glucopiranosilsitosterol (Matida et al. e de suas flores. As folhas dessa planta contêm ainda as lignanas ácido ortocumárico. Kupchan et al. também encontrados em outras partes das plantas desse gênero (Watt & Breyer-Brandwijk. canogenina. siringaresinol e glicosídeos (Abe & Yamauchi. -sitosterol. cumarato de plumierida e protoplumericina (Shen & Chen.. lupeol e trifolina foi descrito nas flores de A. plumericina. O isolamento de diosgenina.-hidroxipinoresinol e 9. 1974). 1988). medioresinol. alamandina. além de 13-O-acetil plumierida. quercetina.. Os dados etnofarmacológicos são similares em todas as partes do mundo. 1995c e 1995a).-O. As sementes de Thevetia peruviana. 1996). blanchetii (Ganapaty et al... ruvosídeo e neriifolina. . são ricas em um glicosídeo a tevetina. 1988).. escoparona. Dados químicos dos gêneros Allamanda. a alanerosida. também chamado tevetina A. 1996. tevetiogenina e uzarigenina (Abe et al. 1985). tais como de T. assim como de outras espécies do gênero. pinoresinol e alamicina (Anderson et al. e possuem ainda outros glicosídeos como a tevetoxina. como a A. Glicosídeos do grupo dos iridóides também têm sido descritos nas folhas dessa espécie (Abe et al. 1988). kaempferol.

ácido metilperlatólico (Endo et al. (1986). 1996). Da espécie H. De acordo com Obasi et al.. alcalóides. Triterpenos como ácido olianólico. 1992) e em T. 2001) e o ácido dihidroplumerinico além da ausência de alcalóides (Rocha et al. Dados fitoquímicos demonstram que as folhas possuem alcalóides. 1995b) e monoterpenos polihidroxilados (Abe et al. Dados farmacológicos dos gêneros Allamanda. flavonóides.. Himatanthus e Thevetia Estudos recentes demonstram que extratos brutos de folhas de A. o rendimento e a composição do óleo das sementes de Thevetia peruviana variam de acordo com a época de coleta. obovatus (Vilegas et al. láurico e caprílico apenas no óleo das sementes imaturas coletadas em outra época do ano.. 1982)... Foram descritos os ácidos mirístico.. Iridóides também foram isolados de H. além de compostos conhecidos como kaempferol e quercetina (Abe et al. (1990) e Beauregard Cruz et al. tendo sido isolados do óleo das sementes maduras e imaturas componentes como ácidos oléico. 1993). ursólico. 1998). 1997) além da lignana pinoresinol (Braga et al. e as raízes. taninos e saponinas (Gupta. 1990). esteárico e palmítico. triterpenos e saponinas. linoléico. behênico e erúcico. follax (Abdel-Kader et al... esteárico. phagedaenica foram isolados iridóides e triterpenos como a plumericina. neriifolia (Dinda&Saha. Da mesma forma. Ali et al. taninos e saponinas.. 1992) e H. cáprico. 1994) e fulvoplumierina (Perdue & Blonster.. 2000). linoléico. acetato de -amirina e acetato de -amirina também foram descritos nessa espécie (Siddiqui et al. esperolactonas. allamandina e isoplumericina (Vanderlei et al.Foi isolado das folhas dessa espécie um novo triterpeno pentacíclico além de um conhecido glicosídeo (Begum et al. Guerrero. oléico. cathartica causam purgação e aumento do movimento propulsivo do intestino em .. 1978). glicosídeos cardiotônicos. Das folhas de T. triterpenóides (Wood et al. taninos. Saxena & Jain (1990) descrevem que o óleo das sementes dessa espécie possui os ácidos palmítico. enquanto as cascas possuem alcalóides. peruviana foram igualmente isolados novos flavonóis. linolênico. 1991). 1995. estudos descrevem a presença dos compostos denominados ácido confluêntico. Quanto à espécie Himatanthus sucuuba.. 1994.

é considerada precursora de outros glicosídeos citados e possui efeitos farmacológicos e tóxicos similares aos apresentados (Frerejacque et al.. 1992). 1994) antifúngico (Tiwari et al. De Himatanthus sucuuba foram isolados a fúlvoplumierina com atividade citotóxica (Perdue & Blonster. atóxica e cicatrizante (Villegas et al.. 2000).. útero e vasos sangüíneos (Chopra et al. 1978) e os ácidos confluêntico e metilperlatólico. O glicosídeo tevetina isolado de Thevetia peruviana possui importante ação estimulante de músculos lisos do intestino.. 1962). 1991). mas mesmo assim pouco seguro para ser usado como agente terapêutico (Watt & Breyer-Brandwijk. Obasi & Igboechi. O extrato etanólico das partes aéreas de Allamanda blanchetii. 1982a e 1982b..... Moraes et al. componentes principais da espécie Thevetia peruviana. bexiga. 2000) A atividade antibiótica foi atribuída à alamandina de A. Existem ainda estudos que caracterizam a atividade antitumoral (Trotta & Paiva. 1935). anti-hipertensora (Socorro & Thomas. Dados clínicos mostraram que esse composto produziu bons resultados em pacientes com descompensação cardíaca (Arnold et al.. Peruvosídeo e neriifolina.camundongos. 1990.. 1945 e 1947). Moreira et al. 1997).. cathartica e A. O óleo das sementes de Thevetia peruviana possui atividade bactericida contra Bacillus subtilis. que possuem atividade inibitória sobre a enzima monoamino oxidase B (Endo et al. 1964) e à plumericina e isoplumericina isoladas de A. 2002). analgésica e antiinflamatória (de Miranda et al. Ações similares foram obtidas com o glicosídeo tevetoxina. Staphylococcus aureus e Vibrio cholerae e outros microorganismos (Saxena & Jain. 1989). 1984. 1981). isolada dessa espécie. inibem a atividade da Na+K+-ATPase por mecanismos similares ao dos digitálicos (Ye & Yang. indicando ação purgativa por aumento da motilidade do trato gastrintestinal via ativação de receptor muscarínico (Akah et al.. mas substâncias mais ativas e menos tóxicas que elas foram obtidas por processos semi-sintéticos. além de induzir contrações dose-dependentes apenas antagonizadas pela atropina. conhecida popularmente como orélia. o qual se mostrou menos tóxico que a tevetina. 1994). 2002) e antiofídico (Otero et al. 1933). antimicrobiana (Neto et al. A neriifolina. blanchetii (Melo et al.. violacea (Lima & Caldas. . produziu atividades espasmogênica. 1990).

. e Thevetia peruviana e T. Saraswat et al. Singh & Singh...4g/kg. 2002.700 mg/kg é dose letal. 1933. acompanhadas de hemorragias e necrose de fibras do coração.. Oji et al. respectivamente. Em razão das grandes semelhanças farmacológicas entre os diversos compostos obtidos de espécies dessa família com os digitálicos. Inúmeros efeitos tóxicos dos glicosídeos produzidos por essa espécie e por outras do mesmo gênero estão descritos por Watt & BreyerBrandwijk (1962) e Langford & Boor (1996). vindo a morrer 24 horas após o consumo (Oji & Okafor. A tevetina encontrada nessa espécie é altamente tóxica para camundongos.. e estudos recen- . A mortalidade humana pela ingestão de Thevetia peruviana e Nerium oleander é geralmente pouco freqüente. nereifolia provocou arritmia cardíaca e diarréia sem manifestações histológicas (Tokarnia et al..Dados toxicológicos das espécies Recentes estudos realizados com a espécie A. Os animais exibem sérios problemas cardíacos e neuromusculares. 1958. cobaias. 2002) a margem de segurança entre dose terapêutica e tóxica dessa substância é extremamente pequena (Chopra et al. Estudos de toxicidade demonstram que as espécies Allamanda cathartica. Maringhini et al. Allamanda cathartica causou principalmente manifestações de cólica e edemas nas paredes do rúmen e retículo. além de congestão da mucosa da área digestiva restante. Frerejacque. há diferenças entre esses compostos quanto à sua toxicidade. gatos. 1996). 2000. 1996). efeitos tóxicos também são similares.. A espécie Thevetia peruviana é considerada extremamente tóxica e a causa de inúmeros envenenamentos na espécie humana (Eddleston et al. O consumo da espécie por bovinos causa cólicas. para bovinos (Tokarnia et al. peixes e outros animais (Chopra et al. Eddleston et al. Nerium oleander causou arritmia cardíaca e diarréia severa. 1992). 2000). 1996). cathartica indicam sua toxicidade para bovinos e demonstram que a DL50 para essas espécies é de 30 g/kg (Tokarnia et al.. No entanto. 1933).5 g/ kg e 14. 1996. 1993). Nerium oleander. 1999.. A inclusão de sementes de Thevetia peruviana na dieta de ratos permitiu estabelecer que o consumo acima de 2. 0. Thevetia peruviana possuem valores de dose letal na ordem de 30 g/kg. fato importante por ser essa espécie ornamental e muito comum em pastos. edema da parede do rúmem e congestão da mucosa do trato digestivo (Tokarnia et al.

a espécie Himatanthus sucuuba pode representar. especialmente Thevetia peruviana e Nerium oleander. com conseqüente identificação dos compostos responsáveis pela atividade hipotensora já determinada e como antiparasitária. . Deve-se salientar. Observações Várias espécies dessa família. a utilização de espécies dessa família na pesquisa de novos compostos com esse tipo de atividade é extremamente promissora. A utilização interna da espécie Allamanda cathartica como purgativo e catártico se confirmou pelos estudos já realizados. De todo modo. A utilização dessas espécies em paisagismo ou como ornamentais oferece sérios riscos à saúde (Langford & Boor. 1991). ou seja.tes demonstram que os acidentes mais sérios ocorrem com crianças. podendo provocar a eliminação de parasitas do trato gastrintestinal. revelando que seu consumo é seguro para a espécie humana (Guerra & Peters. que o uso indiscriminado de preparados tradicionais com essa espécie pode causar sérios efeitos tóxicos. visto que estudos nessa área ainda não foram realizados. Dessa forma. especialmente do grupo dos alcalóides e glícosídeos. os quais ainda não foram estudados. no entanto. é importante considerar a utilização externa da espécie no combate a sarnas e parasitas intestinais. visto que a espécie age aumentando a motilidade intestinal. Da mesma forma. uma importante fonte de novos constituintes químicos de interesse farmacológico.K+-ATPase. Considerando a importância da família Apocynaceae como fonte de compostos com atividade farmacológica. tanto de forma terapêutica quanto como instrumento de suicídio. dada a riqueza química da família. verifica-se a potencialidade dessas espécies e a conseqüente necessidade de estudos voltados a uma melhor descrição química. são capazes de produzir efeitos inotrópicos positivos no coração de várias espécies animais. inibição da Na+. 1996). incluindo o homem. A base das ações fisiológicas desses compostos é similar àquela dos digitálicos clássicos. Essas propriedades cardiotônicas têm sido exploradas desde a Antigüidade. Estudos realizados com a decocção de casca de caule de Himatanthus sucuuba sugerem que há uma baixa toxicidade reprodutiva e teratogênica. pelo agravamento dos sintomas de purgação e êmese.

com aproximadamente 2. Fischeria. herbáceas e raramente arbustos e árvores. trepadeiras. Nomes populares A espécie é denominada Angélica ou Angélica-do-ar. a maioria das espécies tem ocorrência em matas secundárias ou capoeiras e em regiões de campo de cerrado. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso da espécie Fischeria cf. e algumas de grande valor medicinal.Espécies medicinais da família Asclepiadaceae Introdução A família Asclepiadaceae (Dicotyledonae) descrita por Friedrich Medikus e Mortis Borkhausen pertence à ordem Gentianales. tais como Asclepias curassavica. Inclui lianas.900 espécies tropicais e poucas de clima temperado (Mabberley. subclasse Asteriddae. esta última com os principais gêneros de espécies medicinais . 1986). Oxypetalum. Verifica-se aqui uma grande ocorrência de espécies dos gêneros Asclepias. especialmente por seus efeitos tóxicos. 1997). mariana Dcne. Espécies medicinais Fischeria cf. No Brasil. sendo raras em matas primárias e em restingas (Barrozo. sendo o gênero Asclepias o mais abundante em espécies conhecidas. Sacamonoideae e Asclepiadoideae. todas com inúmeros usos medicinais em vários países de todos os continentes e amplamente estudadas como fonte de novos compostos de interesse terapêutico. descrita a seguir. Tylophora e Calotropis. e inclui 315 gêneros.Asclepias. . sobretudo para animais. Nessa família ocorre um grande número de espécies tóxicas. mariana. Tylophora asthmatica e Calotropis procera. Oxypetalum e Calostigma. distribuídos em três subfamílias Periplocoideae.

225 espécies cos- . Ao final do experimento não foram observados sinais de toxicidade nos animais (Tokarnia et al. nos quais se distribuem 1. com pecíolos pubescentes. inclui aproximadamente 78 gêneros. especialmente a febre. com lacínios conspicuamente crispados.2). Exceto por esse ensaio e ainda alguns dados botânicos e ecológicos de algumas espécies. com testa verrucosa (Figura 24. diclamídeas. foi realizado experimento de toxicidade.Dados botânicos Espécie de pequeno porte. flores pentâmeras. curador do Jardim Botânico Imperial em Petersburgo e que viajou com Langsdorff. von Fischer. continuam inexistentes na literatura dados farmacológicos. Dados toxicológicos da espécie Pela sua constante presença em pastagens. O nome do gênero foi dado por Augustin de Candolle em homenagem a Friedr. 1979). sementes comosas.. de onde saem as folhas simples. Dados da medicina tradicional A infusão da folhas é usada contra problemas hepáticos e no combate a sintomas da malária. membranosas. androceu modificado. O gênero Fischeria inclui apenas dezesseis espécies tropicais com ocorrência na América tropical. E. opostas. Espécies medicinais da família Gentianaceae Introdução A família Gentianaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu. L. com ramos pubescentes. hermafroditas e de simetria radial. corola gamopétala. Não foi encontrada descrição de outros usos tradicionais dessa espécie. fruto unilocular. químicos e toxicológicos de espécies desse gênero. formando uma corona composta de uma porção petalóide maior (cúculo) e uma porção fina recurvada (cornículo). administrando-se oralmente Fischeria mariana (10 g/kg) em bovinos jovens e desmamados.

O nome do gênero Coutoubea descrito por Jean Baptiste C. mas também inúmeras espécies tropicais. também sésseis. folhas opostas e sésseis. Puruvá e Cutúbea. a decocção das raízes é usada contra febre.mopolitas. . Aublet refere-se a um nome popular e comum nas Guianas e inclui cinco espécies tropicais encontradas na América do Sul e no Brasil. 1997). Espécies medicinais Coutoubea spicata Aubl. com pequenas árvores e alguns arbustos e ervas (Mabberley. e outras são usadas como ornamentais. Os gêneros principais e mais conhecidos são Gentiana. fruto capsular. como é o caso de espécies de Lysianthus (Joly. desordens estomacais. reunidas em verticilos. sendo várias delas medicinais. 1978). dispostas em espigas simples terminais. flores brancas grandes e muito vistosas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. especialmente do gênero Dejanira. Dejanira. muitas espécies são comumente usadas como ornamentais e várias outras possuem valor medicinal pelos seus princípios amargos (Barrozo. No Brasil estão registrados aproximadamente 25 gêneros. amenorréia e como vermífugo. sendo conhecida em outras regiões brasileiras como Genciana. Voyria. com caule ereto de muitos ramos. de Carne-seca. Nomes populares A espécie é chamada. amplexicaules e grandes. subtropicais e de clima temperado. na região amazônica. Muitas dessas espécies são comuns no cerrado brasileiro. 1998). Dados botânicos É uma planta anual. Lisianthus e Coutoubea. Genciana-do-brasil ou Raiz-amargosa. F.

Os primeiros sintomas foram observados por aproximadamente 14 a 19 horas após ser completada a dose letal. 1984). Os sintomas duraram cerca de 8 a 19 horas e consistiram em anorexia. taquicardia. Dados toxicológicos A Coutoubea ramosa. Espécies medicinais da família Loganiaceae Introdução A família Loganiaceae descrita por Ivan Ivanovitc Martinov compreende 29 gêneros. anti-helmíntico e útil contra amenorréia (Corrêa.Toda a planta é amarga e a decocção da raiz é usada como estomáquico. um dos encontrados no Brasil. estudos de toxicidade. demonstraram que a morte foi decorrente da ingestão de Arrabidaea japurensis (Bignoniaceae).. com aproximadamente 570 espécies de distribuição tanto em áreas tropicais como em áreas de clima temperado. foi atribuída a mortes súbitas em bovinos. do qual destacamos aqui uma espécie referida como medicinal. lianas e ervas (Mabberley. onde é cultivado como ornamental. A rama coletada seca permanece tóxica mesmo depois de quatro meses e meio (Tokamia et al. febrífugo. diminuição da atividade motora e dores abdominais. hipotermia. diminuição da atividade do rúmen. quando ingerida dentro de 24 horas. . Mas a C. incluindo tanto árvores como arbustos. ramosa também apresenta toxicidade manifestada com um quadro predominante de dores abdominais que evoluem de 8 a 20 horas. fonte entre outras espécies do gênero da estricnina. Um estudo experimental em bovinos indica que a dose letal da planta gira em torno de 20 g/kg. Porém. e morte. e Strychnos. destacamos apenas os principais: Spigelia. 1979). Os gêneros estão distribuídos em dez subfamílias. conhecida popularmente como Tingui em Roraima. dentre eles. da famosa Strychnos nux vomica. um gênero fonte de substâncias de interesse farmacológico e toxicológico. polipnéia. tônico. 1997).

. Segundo Corrêa (1984). No levantamento realizado. Dados Farmacológicos do Gênero Não existem registros de estudos com Strychnos triplinervia. A espécie também é conhecida como Cipó-cruzeiro. as plantas com propriedades narcóticas. 1978). Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. coriáceas e trinervadas. a espécie é chamada de Quina-cruzeiro. O gênero Strychnos é o mais importante dessa família e foi descrito por Carl Linnaeus. glabras. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. a maioria na Amazônia (Barrozo. Corrêa (1984) refere que a casca dos rizomas é usada contra problemas do estômago. a planta é narcótica e venenosa. Dados botânicos A planta é descrita como árvore ou como uma enorme liana cujos rizomas saem e entram do solo. Noz-vômica e Quina-de-cipó. a decocção da casca é amplamente referida como útil contra qualquer tipo de dor e para reduzir a febre. 2002). também constatado para a espécie S. que se refere à presença de mais de 190 espécies. Nomes populares Na Mata Atlântica. nux-vomica (Shoba & Thomas. A planta recebe esse nome por possuir. porém de S. em seus cipós. 2001). antigamente. das quais aproximadamente setenta ocorrem no Brasil. flores amarelas em grande abundância. nós na forma de uma cruz.. folhas opostas e ovais. foi uma das espécies mais citadas pelos entrevistados. potatorum foi caracterizada a atividade antidiarrêica (Biswas et al. fruto do tipo baga globosa. O nome do gênero designava.Espécies medicinais Strychnos triplinervia M.

1996). FIGURA 24. . guianesis (Penelle et al.1 . panganesis (Nuzillard et al.. Das raízes de S. 2000). 2001). Rafatro et al.. S. 1996). S. Alcalóides do gênero tem apresentado potente atividade antitumoral (Bonjean et al.. Quetin-Lecrerq et al. 2000 e 2001... 1998) e S. myrtoides (Martin et al.. Dados Químicos do Gênero Os alcalóides foram os constituintes mais freqüentemente obtidos de espécies de S. 1999). 2000.. usambarensis (Frederich et al. nux-vomica reduziu a ingestão de álcool em ratos (Sukul et al. Detalhe da flor (Banco de imagens - )..A S.. 2001). mellodora (Brandt et al. 1995).. 1996). Existem relatos da atividade tóxica de diversas espécies do gênero que alerta para os cuidados de sua utilização (Ho et al. S. icaja foi isolado a sungucina com atividade antimalarial e citotóxica (Frederich et al..Allamanda cathartica.

laniflora Dcne.Fischeria cf.Banco de imagens - . Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .FIGURA 24.2 .

Hiruma-Lima A ordem Solanales inclui cinco famílias: Nolanaceae. Solanaceae. Convolvulaceae. distribuídas em 56 gêneros de ocorrência em regiões tropicais e de clima temperado e distribuição cosmopolita. Seito C. incluindo plantas herbáceas. N. Gonzalez L. C. Essas duas famílias botânicas também são importantes pelo grande número de espécies cultivadas e comercializadas como alimentos. algumas vezes parasitas. das quais alguns exemplos são aqui referidos. Espécies medicinais da família Convolvulaceae Introdução A família Convolvulaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 1. A.600 espécies. ervas. Polemoniaceae e Hydrophyllaceae. Inúmeras plantas medicinais são encontradas principalmente nas famílias Solanaceae e Convolvulaceae. Di Stasi F.25 Solanales medicinais L. arbus- . G. lianas.

que são cultivadas com fins comerciais. flores brancas. raízes tuberosas. Os principais gêneros são Ipomoea e Convolvolus. No gênero Ipomoea se encontra a famosa Batata-doce. como Batata-da-terra. na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil. aqui também descrita como medicinal. Corrêa (1984) refere que as folhas são anti-reumáticas e eficazes contra abcessos da boca e inflamações da garganta. cordiformes. geralmente lobadas. axilares e fruto capsular. A planta também é conhecida. Possuem inúmeras variedades. internamente. Nomes populares A espécie é chamada. delicadas e amplamente consumidas como alimento. de Batata-doce. pecioladas. gengivite e dores de dente. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada externamente como cicatrizante e. espécie amplamente cultivada e usada como alimento em todo o mundo.tos e raramente árvores (Mabberley. com folhas alternas. a espécie é cultivada e consumida como alimento. Na região da Mata Atlântica. Espécies medicinais Ipomoea batatas Poir. e muitas espécies são cultivadas como alimentares e ornamentais. suculentas. . Os tubérculos são amplamente utilizados como alimento. ainda que raramente. para infecções da boca. em gargarejos. 1997). rosas ou arroxeadas. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. Ipomoea batatas.

comparando-se as plantas deste gênero. anti-reumáticas e laxativas. sinensis. É também chamada de Boa-tarde e Primavera. ácido caféico e quercetina (Tan et al. Goda et al. sendo várias ervas. 1986). oblongata. batatas Lam. I. purpurea e /. 1996). hederifolia. coptica. folhas alternas. glabra. de 5 a 18 cm de comprimento. 1996. I. principalmente como ornamentais pela beleza de suas folhagens e de suas flores. flores de 4 a 6 cm reunidas em pedúnculos axilares com uma a três flores tubulosas. como é o caso de /. fruto capsular ovóide. e de homoios = "semelhante". I. muitas delas amplamente cultivadas. cairica. I. O nome do gênero Ipomoea descrito por Carl Linnaeus deriva de ips = "verme que rói". Corrêa (1984) refere que o pó da raiz é utilizado como antiencefalálgico e esternutatório. 2000. 1996). pinatipartidas e pecioladas.. de amplo uso em Veterinária contra feridas e úlceras de animais (uso externo). I. flavonóides (Zhou. pelo seu aspecto parecido com o dos vermes. como é o caso de I. Dados botânicos A espécie é uma trepadeira anual. 1. carnea. b-sitosterol.antocianinaseantocianidinas (Terahara et al. Muitas espécies são medicinais. 1995). acetil-b-amirina. com cinco lobos arredondados. cairica. friedelina.. Delgado et al. com nove a dezenove pares por segmentos lineares.. de cor vermelhoviva ou rosa. com caules bastante entrelaçados.Ipomoea quamoclit L Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Primavera ou Florde-cardeal. O gênero Ipomoea é numeroso e inclui aproximadamente 650 espécies tropicais e temperadas. foram isolados vários carotenos (Bicudo de Almeida et al. Dados da medicina tradicional A decocção da raiz da planta é usada internamente contra dores de cabeça e como purgativo. enquanto as folhas são detergentes. tubérculos ou arbustos. Alba. De . purpurea e I.. Dados químicos do gênero Da espécie I.

operculinas I-VIII ácido operculínico A.. 1997). arctiina e matairesinosídeo. purpurea foram isolados glicosídeos acilados como a pelargonidina (Saito et al. 1997). adrenérgicos e .. 1996). 1990). 1997). 1989). os níveis de oxalato e ftalatos na planta são menores do que a recomendação máxima como tóxica. alta concentração de cálcio e potássio. muricata foram isolados glicosídeos com atividade laxante (Noda et al.I. matairesinol e trachelogenina. 1996) amidos pirrolidina defótica (Tofern et al. Em Ipomoea aquatica foi detectada a presença do carotenóide aluteína (Wills & Rangga.. Das sementes de I.. 1988). Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero De Ipomoea orizabensis e I. De I. 1997). 1986). asarifolia apresentam quantidades apreciáveis de proteínas brutas. carnea. As folhas de I.. onde foi observada a diminuição dos níveis de glicose e fosfatase sangüínea e elevação dos níveis de uréia (Zakir et al. 1999). reticulata (Mann et al. Foram detectados indícios de toxicidade nas folhas de I. 1999a. tricolorinas e ácido tricolórico (Bah & Pereda-Miranda. cairica foram isoladas as cumarinas umbeliferona e scopoletina. Das partes aéreas de I. 1996). 1987). A contração do trato gastrintestinal pela administração de I. além de escopoletina e friedelinol (Lin & Chou.7-dimetil-quercetina e 7-O-bD-glucopiranosil-4'-metilapigenina.. também encontrados em I.. é medido por mecanismos colinérgicos.. tornando-a uma boa opção de suplementação alimentar (Ekpa. e das flores de I. tricolor foram caracterizadas antocianinas (Teh & Francis. De Lima & Braz-Filho.. os flavonóides 4'. Diversos flavonóides foram isolados de I. cornea.. regnellii e I. lonchophylla foi isolada uma fração tóxica para camundongos que contém uma mistura de inseparáveis glicosídeos resinosos (MacLeod et al. (Sharma & Shukla. 1999) e estudos químicos foram realizados com a I. quando administradas a cabras. 1987). e também dibenzil-g-butirolactona. Das sementes de I. carnea Jacq. 1996 e 1997). ácido n-dodecanóico e/ou n-decanóico (Ono et al. alba foram isolados os alcalóides do tipo hexahidroindolizina (Ikhiri et al. além de b-sitosterol ácidos graxos e lignonas (Paska et al. as lignanas arctigenina. hardwickii (Liu et al. operculata foram isolados os glicosídeos jalapina. reptan foi isolada galactomanana (Kumari & Alam. 1996). Já do extrato etanólico da planta toda foram isoladas as ligninas (-)-arctigenina. Das raízes de I.

. Foram isolados de I. tristeza e perda de peso nas cabras tratadas com a planta. pescapae (Madeira et al. 1994)... Os extratos aquosos. depressão. As sementes de Ipomoea ssp. 1996). Das partes aéreas de Ipomoea asarifolium. O efeito tóxico foi observado no cérebro.. A atividade antinociceptiva foi caracterizada também em I.não-colinérgicos (Hore et al. Espécies medicinais da família Solanaceae Introdução A família Solanaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 94 gêneros. Foram observadas também anorexia.. 1997). 1990). Os principais gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: . hidroalcoólicos e clorofórmicos das raízes desta espécie apresentaram atividade anticonvulsivante em ratos (NavarroRuiz et al. Entre estes.950 espécies subcosmopolitas. Atividade tóxica também foi encontrada na espécie I fistulosa (Florio et al. fistulosa apresentou atividade antiinflamatória em teste de edema de rato em camundongos (Gorzalczany et al. 1995). hispida é citada como droga antileprótica da flora medicinal indígena. apresentaram potencial atividade genotóxica em testes com bactérias (Friedman & Henika. 1996). stans três tetrassacarídeos. antiagregadora plaquetária (Lemos et al.. arbustos. 1998a e 1998b). conhecida popularmente como salsa-da-praia. 2000). 1998). no cerebelo e na medula espinhal (Srilatha et al. dos quais 25 são endêmicos.. 1997) e hemolítica (Paula & Freitas.. 1991). A I. 1992). já foram caracterizadas as suas propriedades antimicrobiana (Lima et al. As folhas de Ipomoea impeati apresentaram atividades antiinflamatória (Paula & Freitas. O extrato diclorometano de I. que apresentaram uma pronunciada atividade citotóxica em três linhagens de célula tumoral humana e atividade antibiótica contra duas linhagens de bactérias (Reynolds et al. lianas e ervas (Mabberley. muitos destes com grande ocorrência no Brasil. e seus constituintes foram avaliados diante da Mycobacterium leprae (Kataria &Gupta.. espasmolítica (Medeiros et al. encontram-se árvores.. 1997). 1996). sendo 56 gêneros espontâneos da América do Sul. 1998). 1993) e tóxica (Melo Diniz et al.. com 2.

Estes dados mostram a enorme importância dessa família botânica. entre outros inúmeros compostos. Gambá. ainda do ponto de vista comercial e social. que tem aqui descrita e posteriormente discutida uma de suas espécies. Don. fonte de nicotina.• Solanoideae. como Juá-bravo. visto que inclui inúmeras espécies fontes de compostos químicos de grande relevância na Farmacologia e na medicina moderna. como é o caso da Batata-doce e das mais variadas batatas. dessa subfamília. constituintes também presentes no gênero Hyoscyamus. Physalis. pelos nomes de Manacá-da-serra. Nomes populares Na região amazônica. das inúmeras pimentas vermelhas e amarelas usadas como condimento. inúmeras espécies dessa família foram referidas como medicinais e passam a ser descritas a seguir. especialmente na espécie Hyosciamus niger. do famoso Tomate. de onde se isolou. com inúmeros representantes no Brasil. como por compreender espécies vegetais de alto valor econômico e de grande utilidade na alimentação humana. da famosa espécie Nicotiana tabacum. Manacá-açu e Jeratacaca. • Cestroideae. descrito posteriormente. na qual se destacam os gêneros Nicotiana. uma importante espécie cuja indústria do fumo movimenta milhões de dólares anualmente. a capsaicina. importante ferramenta farmacológica e. mas que causam problemas de saúde extremamente sérios e graves. e outras relevantes espécies de importância farmacológica pela presença de inúmeros alcalóides como a hiosciamina e hioscina. Nos estudos realizados. Managá-caa. Datura. tanto do ponto de vista farmacológico. da famosa Datura stramonium. essa espécie é conhecida popularmente como Maliaca. Cuvitinga e outras espécies. Brunsfelsia. e Solanum. Espécies medicinais Brunfelsia grandiflora D. Fumobravo. na qual se encontram os gêneros Capsicum. . amplamente usadas como alimento e que possuem elevado valor econômico. Em outras regiões. Lycopersicum.

longo-pecioladas. semente rufescente (Figura 25. usadas e cultivadas como ornamentais e medicinais. na região amazônica. hermafroditas. muito ramificado. agudas. contendo ramos cilíndricos e casca fina e rugosa. súpero. Physalis angulata L. bolha". folhas inteiras.1).Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. pentâmeras. ovário bicarpelar. O nome do gênero foi dado por Carl Linnaeus em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels. Mabberley (1997) refere que as folhas e cascas da espécie são usadas na Amazônia como alucinógenos. possui. Joá-de-capote. o chá de sua raiz é utilizado para o tratamento de problemas do fígado e contra malária. pequenas. Dados botânicos Erva com muitos ramos. Juá-de-capote. bilocular. sem estipulas. Mata-fome. flores amarelas. Nomes populares A espécie é chamada. diclamídeas. O gênero Brunfelsia descrito por Carl Linnaeus inclui quarenta espécies tropicais americanas e fontes de alcalóides. de Camapu. fruto esverdeado do tipo baga. flores dispostas em cimeiras. folhas elípticas e acuminadas. caule verde. Joá. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. a infusão das folhas é considerada excelente para diminuir febre. O nome do gênero Physalis vem do grego physa = "bexiga. Tomate silvestre e Cereja-de-inverno. androceu com cinco estames. referindo-se à forma do fruto. Mulaca. especialmente na Amazônia. glabra. com anteras azuladas. O chá preparado com raiz de . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Em outras regiões também é conhecida como Bucho-de-rã. ereto e crasso. Bolsa mulaca.

1980). contra vermes. 1994). a infusão da sua raiz. vômito. o uso interno da planta toda é tido como útil contra problemas renais (Agra.. contra inflamações. útil contra reumatismo. 1995). . tosse e dores no corpo (Amorozo & Gély. são utilizados para os mesmos fins (Gavilanes et al. dermatites e doenças de pele. o chá da raiz é considerado útil contra problemas do fígado. bem como no combate a febre. a espécie ainda é empregada para tratar reumatismo crônico. em Minas Gerais. hepatite e reumatismo (Forero. 1990). A seiva dessa espécie é calmante e depurativa. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. essa espécie vegetal é utilizada contra diabetes. e suas folhas têm uso diurético. para tratar hepatite. 1980. problemas hepáticos. 1984) e a raiz. 1998). 1982). outros. 1980). diuréticos e resolutivos (Corrêa. jurubeba e pega-pinto é utilizado contra doenças nervosas. As tribos indígenas da Amazônia utilizam a infusão das folhas como diurético (Duke et al. Embora alguns indígenas da Amazônia peruana usem o suco das folhas. contra icterícias (Schultes & Raffauf. 1974-1975). da Amazônia brasileira. No Peru.camapu misturada com raiz de açaí. a espécie é conhecida como Jurubeba e Jurubebinha. renais e de vesícula biliar (De Almeida. no Pará. Outras denominações populares são Jurubeba verdadeira. 1993). 1984). Juuna e Juvena. Rutter. na Paraíba. interna e externamente. os frutos são desobstruentes. e as folhas e/ou as raízes contra dores de ouvido. usam a seiva dessa planta para combater dores de ouvido (Ayala Flore. malária. Algumas tribos colombianas utilizam o chá das folhas no tratamento de asma (Forero. enquanto outras acreditam que as folhas e os frutos possuem propriedade narcótica e que a decocção dessas partes vegetais apresentam atividade antiinflamatória e efeito desinfectante sobre as doenças de pele (Garcia-Barriga. 1990). Solanum paniculatum L. A ingestão de uma xícara de chá das partes aéreas desse vegetal é recomendada para o tratamento de asma e de malária (Kember Mejia & Elsa. Jubeba.. Juripeba. problemas hepáticos. No Brasil.

as quais são inteiras ou lobadas (cinco a sete lobos). es- . sinuosas e acuminadas. de onde é obtida pelos habitantes locais. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. Inclui inúmeras variedades. ereta. além de ser indicada contra problemas do estômago. O gênero Solanum descrito por Carl Linnaeus compreende 1. Solanum tuberosum L. flores brancas. ramos subterrâneos formam tubérculos de diversos tamanhos e formas. todas cultivadas. referindo-se aos efeitos analgésicos e sedativos de inúmeras de suas espécies. brancos ou amarelados.700 espécies subcosmopolitas. Corrêa (1984) refere que as raízes e os frutos possuem propriedades amargas e desobstruentes. a espécie é conhecida como Batata e comumente denominada Batata-inglesa ou Batatinha. flores em umbela. alívio". desiguais. O nome do gênero deriva de solamen = "consolo. hepatite e febres intermitentes. de cor verde brilhante na parte superior e verde-esbranquiçada na inferior. compostas de cinco segmentos inteiros e ovados. carnosos. fruto do tipo baga globosa. dispostas em racemos.Dados botânicos A planta é um arbusto pubescente nos ramos e nas folhas. sendo úteis contra icterícia. de caule alado. ricos em fécula e amplamente consumidos e apreciados em todo o mundo. A espécie ocorre em áreas de formação secundária na região do Vale do Ribeira. muitas delas de grande valor econômico. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. muito parecidas com as da Batata-inglesa. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada contra parasitas intestinais. folhas alternas. fruto do tipo baga redonda. lilás ou roxas. especialmente contra lombrigas.

Glotter et al. obtido de suas partes aéreas. nitida. P.. identificou a presença de 122 compostos. alcoóis e ésteres. 1980.. 1977a).5%).. 1981). 1980) e alcoóis triterpenóides de P alkekengi (Itoh et al. Uma análise detalhada através de CG-MS do óleo essencial de B. 1986). aldeídos. 1986). 1980.. com ciclopropenóides. 1977). espécie de origem cubana. 1987.52%) (Maestri & Guzman. 1996). hidrocarbonetos. a infusão das folhas é usada contra distúrbios do estômago. a planta é obtida no comércio (tubérculos) ou pelo cultivo (folhas).. P.25%) e ácido ricinoléico (0. furocumarinas que parecem ser um antiinflamatório (Iyer.5%). Do gênero Physalis. Os principais componentes identificados foram: ácido linoléico (75. P viscosa (Maslennikova et al... 1977 e 1978). 1987).. 1985). 1994). Oshima . Gottlieb et al..pecialmente no Sul e no Sudeste do Brasil para comercialização interna e para exportação. De B. 1986). ácido palmítico (7. 1980) e P. dos quais foram caracterizados. Salicilato de metila também foi caracterizado como um dos constituintes majoritários. P peruviana (Gottlieb et al. angulata (Row et al. americana foram identificadas as presenças do ácido ricinoléico. Itoh et al. Vasina et al. 1991).. foram identificados escopoletina e ácido oleanólico (Magadan et al. Eguchi et al. No óleo das sementes de B. ácido oléico (11. Na região. 1987. minima (Mulchandani et al. Frolow et al. além de ácidos graxos normais (Daulatabad & Hosamani. alkekengi (Kawai et al. Alcalóides foram isolados de P. Já da casca da raiz de B. 1995). principalmente..... 1985.. P pubescens (Reddy et al.. grandiflora. peruviana (Sahai & Ray.. uniflora constituem rica fonte de óleo (30. o principal grupo de substâncias são os esteróis obtidos de P. Dados químicos das espécies e dos gêneros As espécies de Brunfelsia são ricas em escopoletina. Sinha et al. Constatou-se que quase um terço da totalidade dos compostos identificados é de origem terpênica (Castioni & Kapetanidis. cetonas. 1988.8%). ixocarpa (Abdullaev et al. Das raízes P peruviana foram isolados vitanolídeos (Neogi et al. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. hopeana foram isolados quatro novos glicosídeos esteroidais (Ichiki et al. As sementes de B. 1986. 1979a.

. uniflora na forma de infuso (planta seca) a 10% ou planta fresca a 20% nas doses de 1 ou 2 g/kg produziu atividade analgésica e antiinflamatória em camundongos (Ruppelt et al. 14-alfa-hidroxi-ixocarpanolídeo. 1987b. 1993. vitaminimina. 1977).... flavonas e beta-sitosterol (Sinha et al. que apresentou atividade espasmolítica (Romero et al. neoclorogenina. De P.. Moiseeva et al. revelou atividade depressora do SNC. 1990). acetil colina.. 2001) e vários tipos de esteróides (De Almeida. 1988). vamonolídeo.. Banton et al... Spainhour et al. Shingu et al.. 1983. 1992).. fisalina B e quercetina (Gupta et al. 1986). Oliveira et al. 1991). 1967a e 1967b). australis (McBarron & de Sarem.. Ripperger et al. glicosídeos. B. De P ixocarpa foi isolada ixocarpalactona A (Abdullaev et al. fisangulídeo. A administração oral de B. 1989. além de alcalóides. alkekengi foram isoladas fisalinas (Kawai et al. calcyina var.. beta-sitosterol. 1997. além de vitaminimina (Gottlieb et al. 1988).. 1987. 2001). fisagulina A e K. Uma triagem hipocrática em ratos. Neilson & Burren.. Já da raiz de B. minima var. Vasina et al. 1992b e 1992c). indica foram isolados vitasteróides. painculogenina e jurubina (Ripperger & Schreiber. 1990. Da espécie Solanum papniculatum foram isolados paniculonina A e B. floribunda. 1986.. O extrato aquoso de B. uniflora. 1987 e 1990. aianinas. bronquites. 1990). Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Brunfelsia grandiflora é popularmente utilizada para o tratamento de reumatismo. Chen et al.. 1990). 1997). 1987).. 1975. B. 1990. De P. enquanto das folhas de P. pauciflora e B. Existem relatos de atividade tóxica das espécies B. 24-25-epoxi-vitanolídeo D e T e vitafisanolídeo. além de contatar também atividade antiinflamatória (Iyer et al. vamonolídeo e vitanolídeos (Vasina et al. flavonóides (Ismail & Alan. com extratos da raiz de B. flavonóides (Ser. febre e picadas de cobra. artrites. 1989. figrina. vitagulatina A. ... 1968. utilizada para picadas de cobra. Dinan et al. vitangulatina A.et al. apresentou atividade antiedematogênica (Pereira et al. hopeana foi detectado um constituinte denominado escopoletina. bonodora. hopeana. 1992a. ácido clorogênico. angulata foram isolados ainda vitasteróides. Chen et al.. 1988 e 1989).

Nos frutos de P. antiviral (Otake et al. V. Kusumoto et al. Soares et al.. 2002. diurética. Chiang et al.Para a Physalis angulata. G. 1987). I. et al. niruri e P.. Para as diferentes partes vegetais de Physalis caroliniensis. 1998).. M. et al. incluindo leucemias. 1998) e antineoplásica (Carvalho. isolada da fração aquosa da planta inteira (Carvalho. 2000). 1987). Silva. Kurokawa et al. P. antibacteriana (Hussain et al. melanomas. etanólicos e esteroidal mostraram.. V. M. imunoestimulante (Carvalho. entre outras (Lin et al. e a atividade imunoestimulante. Dados toxicológicos Estudos realizados com folhas frescas e secas de Brunsfelsia pauciflora apresentaram toxicidade em bovinos. entre outras. T. 1997. A atividade antineoplásica foi atribuída à fisalina D. embora outros sinais também tenham sido verificados. V.. anticolinérgica (Fonteles et al.. edulis detectou-se a presença das atividades colinomiméticas por meio de testes farmacológicos in vitro (De Almeida. Carvalho. Barbi et al. M.. 1998. aqui descrita. 1990). 1997. 1998.. 1993. 1991.. Ribeiro et al. M.. 1998). Das folhas de P. 1998).. M. 1998). peruviana revelou atividade antimicrobiana (Zaki et al. O estudo dos vitanolídeos de P. V. et al. V. 1995. 1992... Haussmann et al. 1992a e 1992b). tenellus foi detectada a atividade analgésica (Ribeiro. antigonorréica. 1989). Os extratos aquosos. alcoólicos. 1998b). 1992a e 1992b). in vitro e in vivo. anti-séptica. 1998).. 1990).. et al.. antileucêmica. M. atividade citotóxica contra vários tipos de células cancerígenas. V. imunomoduladora (Rosas et al. antimutagênica. et al. minima foram isolados constituintes que apresentaram atividade antiinflamatória (Sethuraman & Sulochana.. aos esteóides. anticoagulante (Kone-Bamba et al. O extrato aquoso e etanólico de diferentes partes dessa planta apresentou atividade antiinflamatória (Carvalho. 1998). citotóxica. 1988)... antiespasmódica. moluscicida (Almeida & Fonteles.. como movimento . et al. M. et al. quando ingeridas em dose única ou repetida.. antiasmática.. constataram-se atividades hipotensora. 1998) antimicobacteriano (Januario et al. 1998. Pietro et al. O principal sintoma desse envenenamento foi a excitabilidade.. tripanossomicida (Barbi et al.. M. do extrato da planta inteira e/ou da fração esteroidal (Carvalho. et al..

falta de apetite. Além disso.Physalis angulata.Banco de imagens - . Aspecto geral do ramo com flor e fruto (desenho original por Di Stasi . estiramento e contração das patas traseiras. 1991). quatro animais sofreram ataque epiléptico (Tokarnia et al. irritabilidade. tremor muscular com algumas contrações súbitas e falta de estabilidade do animal.de mastigação. às vezes levando-o ao chão. salivação.1 . perda de peso. FIGURA 25.

300 espécies (Mabberley. 1997). espalhadas por todo o planeta. as quais serão discutidas a seguir. A família inclui árvores. Nas regiões de estudo.26 Lamiales medicinais L. foram referidas espécies medicinais dessas três famílias botânicas. Esta última família compreende um grande número de espécies de valor medicinal. Santos C. arbustos. Di Stasi E. inclui 130 gêneros distintos. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Verbenaceae e Lamiaceae (Labiatae). Espécies medicinais da família Boraginaceae Introdução A família Boraginaceae (Dicotyledonae). freqüentemente . das quais se destacam as Boraginaceae. Amazônia e Mata Atlântica. C. Guimarães C. Hiruma-Lima Lamiales é uma das maiores ordens botânicas existentes. apesar de incluir apenas oito famílias. M. M. A. com aproximadamente 2.

a infusão das folhas é usada como antiinflamatório. este último com uma espécie amplamente conhecida e usada como medicinal. .herbáceas e raramente lianas. e seus gêneros mais importantes são: • Cordia (Cordoideae). A população atribui os mesmos efeitos à decocção das folhas. muito ramificado. fruto subgloboso vermelho (Figura 26. amplamente utilizada como medicinal e conhecida como Erva-baleeira e aqui descrita. inflorescência espigosa. onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas de restinga. no qual se encontra a famosa Cordia verbenaceae. Espécies medicinais Cordia verbenaceae L. Nomes populares A espécie é chamada. Inúmeras espécies dessa família são consideradas medicinais. formando grandes populações em áreas litorâneas. sendo raramente encontrada no interior de matas.1). Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. pubescentes na face inferior. denominada popularmente Confrei e identificada como Symphytum officinale. • Heliotropium (Heliotropioideae). com pedúnculos eretos e muitas flores brancas. de Ervabaleeira. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. referida como medicinal na região de estudo e reconhecida como espécie cultivada no Brasil (Joly. Borago e Symphytum (Boraginoideae). É uma planta heliófita e higrófita. A planta também é conhecida como Balieira-cambará. agudas. de onde saem folhas sésseis. 1998). densa. • Cynoglossum. sendo também indicada para o alívio de dores e na redução de febres. com até 12 cm de comprimento. um dos gêneros mais comuns no Brasil. Espécie muito comum na região da Mata Atlântica. lanceoladas. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. cujo gênero inclui a espécie Heliotropium indicum.

com flores brancas ou azuis. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Borragem-brava ou Fedegoso. incluindo espécies tropicais e outras de climas temperados. estomatites. referindo-se ao fato de as flores se torcerem após a exposição ao sol.Heliotropium indicum L. incluindo úlceras. glabro ou pubescente. tubulosas. É uma planta anual. Aguaraquiunha. amplexicaule e H. Um grande número dessas espécies é útil como ornamental. furúnculos e também contra queimaduras. Jamacanga e Jacuacanga. Segundo Corrêa (1984). e as espécies H. Amorozo & Gély (1988) referem que o chá da folha fresca é útil contra tosse e febre. e trepein = "mudar". Dados botânicos A espécie é um subarbusto de 0. moléstias cutâneas e feridas. Na medicina tradicional salvadorenha. folhas pecioladas. Crista-de-galo. com dispersão regiões tropicais e temperadas. de origem na América e distribuição global por todo o Brasil. faringites. 1994). O uso interno da infusão de folhas é útil como desobstruente do fígado. o macerado de folhas em água é indicado topicamente contra hemorróidas e afecções cutâneas. O gênero Heliotropium contém aproximadamente 250 espécies vegetais. enquanto as folhas amassadas com folhas de Mucuracaá são usadas topicamente contra "baque". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. inflorescência curvada. .5 a 1 m de altura. e seu suco é de alto valor contra aftas. abcessos. as folhas e raízes maceradas são usadas topicamente nas regiões inflamadas do corpo (Guerrero. alternas. fruto formado como uma mitra. anginas. com ramos lisos e glabros. O nome do gênero Heliotropium descrito por Carl Linnaeus vem de helios = "Sol". ovadas ou cordiformes e acuminadas. Outros sinônimos são Aguaraciunha-assu. dispostas em espigas solitárias. a planta é desobstruente e anti-hemorroidária. de flores brancas. europaeum são reconhecidamente medicinais.

marifolium foram isolados os alcalóides pirrolizidínicos conhecidos por sua atividade antitumoral e denominados heliotrina. Língua-de-vaca. . acuminadas no ápice. lasiocarpina. lasiocarpina-N-óxido e indicina-N-óxido (Jain & Purohit. ásperas e onduladas. Dados botânicos A espécie é uma erva de rizoma grosso. É uma planta cultivada ou subespontânea com origem na Ásia. De H. Consolda maior. Nomes populares A espécie é chamada. Orelha-de-vaca etc. Outros nomes são Consolda. 1996). europina. amarelas ou rosas. enquanto o macerado da raiz em aguardente também é usado como diurético e contra anemias. a espécie é amplamente cultivada com fins medicinais. Das partes aéreas de H.Symphytum officinale L. enquanto as raízes. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. tubulosas. beta-amirina e beta-sitosterolglucosídeo (Pandey et al. Erva-do-cardeal.. de Confrei. Dados químicos Estudos fitoquímicos mostram que as folhas de Heliotropium indicum são ricas em alcalóides. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. lupeol. flores grandes. A decocção das folhas é usada internamente contra hepatite. taninos e triterpenos. distúrbios estomacais. O macerado das folhas em aguardente é empregado externamente como cicatrizante. inflamação e dores de barriga. 1986). como beta-sitosterol. 1994). Sonsólida. com porte herbáceo e raízes fasciculadas. caule curto e ramoso. indicum também foram isolados da fração alcaloídica os alcalóides pirrolizidínicos heliotrina e lasiocarpina e compostos não-alcaloídicos. dispostas radialmente. possuem glicosídeos cardiotônicos (Guerrero. além de alcalóides e taninos. fruto com quatro aquênios lisos. vistosas. com folhas ovadas ou oblongas.

Alcalóides pirrolizidínicos também foram descritos em H. stenophyllum. Inúmeros alcalóides pirrolizidínicos foram também descritos nas espécies H. 1988). licopsamina amabilina.. lasiocarpina e 5'-acetileuropina) por Asibal et al. heliotrina. 1989). e heliotropina de H. 1988).. (1990). keralense (isolicopsamina. heliotrina e lasiocarpina (Guner. 1996). europina e supinina em H.. 1995) e H. echinatina. heleurina. 1987). H. em menor quantidade. heliotrina e lasiocarpina de H. 1986).. bovei. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. heliotrina. Das partes aéreas de H. heleurina. argentinum e var. curassavinina. H. spathulatum (Roeder et al. 1994). além de dois novos alcalóides pirrolizidínicos . 1995b). Outras classes de compostos também têm sido estudadas para este gênero. em H. subulatum (Malik & Rahman. Farrag et al. coromandalina. curassavicum (Davicino et al.... H. (1989).. hirsutissimum (Guner et al. arborescens (Bourauel et al. 1996). em que se . H. 1990). intermedina e retronecina) por Ravi et al. H..a heliospatina e o heliospatulina . bursiferum (Marquina et al. Reina et al. 1991). scabrum (Lakshmanan & Shanmugasundaram.. esfandiarii (Yassa et al. 1988). 1995b. H. circinatum foram isolados os alcalóides curassavina. e suas folhas encerram ácidos graxos e esteróis (Miralles et al. 1995).de H. 1988).De H. 1988. heliovicina. destacando-se compostos fenólicos em H. lasiocarpum (Akramov. curassavicum var. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. 1988). europina.. H. supinina e europina (Rizk et al. curassavina. dasycarpum (Rakhimova & Shakirov. bacciferum foram isolados também os alcalóides heliotrina e europina (Pizk et al. heliotrina e lasiocarpina e. rotundifolium (europina. coromandalinina.

tais como ácido rosmarínico. 2000b)... C. pinocembrina. 1998).. 2001).. filifolium (Urzua et al... dentre outras espécies (Ficarra et al. 2001). solicifolia (Hayashi et al. pervianum produz compostos fenólicos antioxidantes. C. enquanto 3-metilgalangina e galangina foram isolados de H.. chenopodiaceum. do exsudato. De H. Dados farmacológicos De Cordia dichotoma foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Ahmad & Beg. sinuatum foram isolados os flavonóides naringenina. 1987). bacciferum (Miralles et al. Sertie et al.. De H. A propriedade cicatrizante também foi atribuída a esta espécie (Reddy et al. multispicata foi isolado triterpenóides com atividade anti-androgénica (Kuroyangi et al. hesperetina. 1996). 2001). As propriedades antifúngicos. 1991 e 1988. Os constituintes fenólicos denominados galangina. 1990).. pinocembrina. e a lasiocarpina que foi capaz de inibir todos os microorganismos testados. alliodora (Ioset et al. stenophyllum (Villarroel & Urzua. bursiferum foram isolados os alcalóides 9-angeloylretronecina N-óxido que inibiu o crescimento de Bacillus subtilis... 7-O-metileriodictiol. derivados do ácido caféico trimérico e tetramérico (Motoyama et al. filifolium também foram isolados.. 1995. 2002). Al Awadi et al. 1996). pinocembrina. Os flavonóides ayanina. C. curassavica (Ioset et al. myxa. Ácidos graxos e esteróis foram descritos em H.3-0-metilisorhamnetina e pachipodol (Torres et al. larvicidas e antiviral foram obtidas das espécies de C. a qual foi avaliada quanto à sua atividade antitumoral diante de carcinoma de Ehrlich e sarcoma 180 em camundongos (Dutta et al. 1996). o filifolinol e um espiro-benzodihidrofuranilterpeno (Torres et al.. pinobanksina-3-acetato. 2000a) e C. A H. 1990).3'-dimetileriodictiol.. A Atividade antiinflamatória foi atribuída aos frutos de C. 1994 e 1996). Porém nenhum composto isoladamente foi ca- . De Heliotropium indicum foi isolada indicina N-óxido. naringenina e 2-geranil-4-hidroxifenil acetato foram isolados de H. verbenacea.. 2001) e de C. sakuranetina foram isolados da resina de H. ovalifolium (Guntern et al. 1990)..descreveram os constituintes galangina. linnaei (Ioset et al. 3-0-metilgalangina. Do exsudato resinoso de H. 1989) e esteróis e quinonas em H. naringenina e 2geranil-4-hidroxifenil acetato (Villarroel & Urzua. 7.

foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui cerca de 252 gêneros. Em razão dos estudos realizados com a espécie Symphytum officinale. 1992). 1987). enquanto alcalóides de Heliotropium curassavicum var. reconhecidamente constituintes com alta toxicidade. subtilis como o extrato bruto de H. 2002. Jain et al. a maioria de arbustos e ervas e raramente de árvores .. ramosissimum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que em estudos preliminares inibiram a atividade colinesterase sérica (Mahmoud et al.. Portanto. 1997). Dados toxicológicos A espécie. Alcalóides isolados de H. possivelmente associada aos pirrolizidínicos alcalóides (Carballo et al. 2001). nos quais se distribuem 6. ellipticum e H. Alcalóides pirrolizidínicos de Heliotropium bovei possuem atividade antifúngica (Reina et al. 2001a e 2001b). infusão ou chás por via oral.. 1995). porcos e aves (Gaul et al. Singh et al. havendo relatos da presença de alcalóides pirrolizidínicos em inúmeras espécies do gênero. europaeum e H. Eroksuz et al. Um outro estudo com o extrato etanólico das partes aéreas e raízes de H. o Ministério da Saúde do Brasil proibiu o uso e a comercialização de preparados por via oral.. Espécies medicinais da família Lamiaceae Introdução A família Lamiaceae. também denominada Labiatae.paz de inibir efetivamente o B. dolosum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que apresentaram hepatotoxicidade em camundongos.. bursiferum (Marouina et al. 1987. é potencialmente tóxica. subulatum apresentaram atividade antimicrobiana significativa (Jain & Sharma. assim como todo o gênero Heliotropium.. 1994. Das partes aéreas de H. o consumo de espécies desse gênero deve ser evitado. elipticum apresentou também atividades antimicrobiana e antitumoral (Jain & Arora. De H.700 espécies. sendo também contra-indicado o uso do material fresco. argentinum apresentam genotoxicidade. 1989)..

alimentos. pubescentes. Lamioideae: Leonotis. obovais. O nome do gênero Hyptis descrito por Nicolaus Jacquim vem de hyptios = "recurvado". com ápice agudo ou arredondado e base arredondada. Satureja. Scutellarioideae: Scutellaria. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Malva-do-campo. especialmente americanas. Mentha. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. com haste suculenta. e inclui mais de trezentas espécies de áreas tropicais. Trata-se de uma importante família. Teucrioideae: Teucrium. Salva-do-campo. Lavandula. Ocimum. Salvia. Ajugoideae: Ajuga. . corola com tubo infundibuliforme.(Mabberley. bilabiado. flores dispostas em capítulos pedunculados. Leucas e Sideritis. Melissa. oposto-decussadas. ex Benth. Rosmarinus. crenadas. Salva-de-marajó e Salsa-de-marajó. rígidas. Pogostemonoideae: Pogostemon. folhas pecioladas. pois são usadas como condimentos. Thymus. androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Figura 26. 1997). nas quais destacamos as principais espécies medicinais de ocorrência subespontânea ou cultivadas no Brasil: • • • • • • • Viticoidea: Vitex. referindo-se ao lábio inferior da corola bilabiada.2). A família também é importante como fonte de espécies de grande valor no mercado. Malva. Salva. Hyptis e Plectranthus. do ponto de vista medicinal. Espécies m e d i c i n a i s Hyptis crenata Pohl. Nepetoideae: Hyssopus. com cálice tubuloso. Os principais gêneros desta família ocorrem em sete subfamílias. Origanum. visto que nela se concentra um grande número de plantas referidas e citadas como medicinais em todo o mundo. bem como na indústria de perfumes e cosméticos.

para regular a menstruação. anti-reumático e contra cólicas menstruais. antigripal. flores dispostas em racemos densos e verticelados. com caule quadrangular aveludado e pubescente. Leonotis nepetaefolia Hort. uma espécie popularmente chamada de Mentrasto pertence a esse gênero. a decocção das folhas é usada contra malária. . formando capítulos globosos isolados (Figura 26. e inclui apenas quinze espécies tropicais. enquanto o banho preparado com as raízes é usado externamente contra infecções. na região amazônica e em quase todo o Brasil. flores pediceladas com quatro estames. diarréia. Cordão-de-são-francisco e Pau-de-praga. a decocção misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra problemas do fígado. ovadas e subcordiformes na base. recebe o mesmo nome. Nomes populares A espécie é chamada. de constipações e artrites (Van den Berg. de até 2 m de altura. cálice pulverulento (corola bilabiada com lábio superior elminiforme muito mais longo que o inferior. sudoríficos. As folhas e os ramos são indicados como excitantes.3). Na Mata Atlântica. por causa do lábio superior da corola grande e ereto. e a infusão da planta toda. de Rubim. O nome do gênero Leonotis descrito inicialmente por Christian Persoon e posteriormente revisado por Robert Brown significa "orelha de leão". Também é popularmente denominada Cordão-de-frade. 1982). mas não foi completamente identificada.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. icterícia. folhas opostas. um pouco lenhosa. emenagogos. Dados botânicos Erva anual. Essa espécie é usada na forma de infusão das raízes como analgésico. Na região da Mata Atlântica. cólicas menstruais e problemas digestivos. no tratamento de inflamações da garganta e olhos.

Pau-de-praga e Cordão-de-frade. pilosos e sulcados. antireumática. sendo ainda indicada contra úlceras. o sumo da raiz amassada é considerado útil contra maleita (Van den Berg.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. a aplicação do macerado da planta no local lesado serve como cicatrizante e para aliviar dores de contusão. ovadas ou oblongolanceoladas. folhas pecioladas. como abortivo e antitérmico (Simões et al. como cicatrizante.. elefantíase e hemorragias uterinas (Corrêa. uma xícara por dia. antiasmática. 1986). no Rio Grande do Sul. com lábio superior 1-2 . o xarope das flores é indicado contra problemas digestivos. distúrbios do estômago. contra gripes. reumatismo. durante dois dias. externamente. a planta florida é usada na fraqueza geral. útil contra úlceras. o chá de toda a planta. ramoso e pubescente. facilitando a expectoração. Grandi & Siqueira. com cinco segmentos acuminados. pubescentes nas duas faces e membranosas. A planta é também considerada antiespasmódica. Dados botânicos Planta anual. internamente. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica pelo nome de Catinga-demulata e. em Minas Gerais (Verardo. nas inflamações broncopulmonares. 1984). no Ceará (Matos et al. 1982).. no Mato Grosso. Leucas martinicensis R. hipotensão. como Cordão-de-frade. 1982). de caule ereto. 1982. Esses nomes também são comuns para a espécie Leonotis nepetaefolia. Outros nomes comuns na região amazônica e em outras regiões do país são Cordão-de-são-francisco. herbáceo. ramos quadrangulares. Br. duas vezes ao dia. desiguais entre si. é utilizado como anti-reumático. febrífuga e diurética. corola bilabiada. raramente arredondadas. cálice bilabiado. Na região do Vale do Ribeira. na Mata Atlântica. especialmente de barriga e. dores gerais. 1980). flores sésseis. brancas. a infusão das folhas é usada.

ramos eretos e opostos. Entre seus sinônimos estão Hortelanzinho. e seu cozimento é indicado como antireumático. Menta e Hortelã-verdadeira. fruto formado por quatro aquênios (Figura 26. é usado sobre gargantas inflamadas. Hortelã-das-cozinhas. curto-pecioladas. referindo-se à cor das flores.4). formando espigas no ápice dos ramos. dela. hermafroditas. serrilhadas. A planta também é utilizada como tônico. difere da M. Na região do Vale do Ribeira. numerosas. filha de Cocylus.5).lobado e o inferior 1-3 lobado. O nome do gênero Mentha descrito por Carl Linnaeus deriva de Mintha. 1984). O nome do gênero Leucas. na Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. significa "branco". um pouco pubescentes. viridis e M. flores dispostas em verticilos axilares multiflorais. ramoso. Dados botânicos A espécie M. contra dores musculares e reumatismo. ao passo que a infusão ingerida com elixir de Parigó é considerado útil contra dores de estômago. decussadas. corola gamopétala. zigomorfas. na forma de gargarejo. viridis por apresentar maior número de flores por glomérulo e menor número de glomérulos. o macerado das folhas em água. os poetas dizem ter sido transformada nessa planta. topicamente. antiespasmódico e contra nevralgias. aquatica. agudas. folhas opostas. planas. as folhas (infusão) são sudoríficas e carminativas (Corrêa. bilabiada. contra tumores. nome recebido em todo o Brasil. diclamídeas. flores violáceas. fruto do tipo aquênio (Figura 26. piperita é um híbrido de M. externamente. Mentha piperita L Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Hortelã-pimenta e. apenas de Hortelã. enquanto a infusão das folhas é utilizada internamente contra gripes fortes e tosses e. . com raiz fibrosa e caule ereto. pentâmeras. pouco aveludada. as folhas picadas e adicionadas à água pré-aquecida são utilizadas contra problemas digestivos. de porte herbáceo. descrito por Robert Brown.

Hortelã-graúda. em Brasília. catarros de mucosas. problemas cutâneos. vômitos e cólera (Matos & Das Graças. dor de barriga. 1991). A M. 1982) e como anti-séptico. Outros usos incluem suas propriedades tônicas. estomáquicas. a FDA declarou que o óleo dessa espécie não é eficaz no auxílio digestivo e baniu seu uso no país como droga sem prescrição para tal finalidade terapêutica (Blumenthal. a decocção das sementes é indicada para a expulsão de vermes. tremores. Nomes populares A espécie é chamada. na região amazônica. é utilizada para tratar problemas do fígado (Barros. no Rio Grande do Sul. timpanite. anti-reumático e contra insônia. eólicas uterinas. Hortelã-pequena. sendo indicada contra flatulências. cólicas abdominais e tétano. estimulante do fluxo biliar. de Hortelã-verde. antiespasmódicas. musculares. digestivas. piperita ou o seu óleo é considerado eficiente espasmolítico (particularmente usado para aliviar desconfortos causados por espasmos no trato digestivo). de estômago. enquanto o macerado das folhas em aguardente ou vinho branco também é empregado externamente como analgésico. três vezes ao dia. e as folhas frescas são usadas em crianças como estimulantes do apetite. é utilizada internamente em distúrbios digestivos. o suco das folhas é usado externamente como cicatrizante. Hortelã-comum. a infusão das folhas é usada como sedativo e contra parasitas intestinais. em 1990. 1984). Hortelã-das-hortas e Hortelã-levante. vômitos. garganta e dentes (Simões et al. e ainda para diminuir o leite em lactantes (Corrêa. bronquite e tosses. mas também possui os seguintes nomes: Hortelã-grande. é indicada contra dores de estômago em crianças. Hortelã-da-preta. calmante. a infusão das folhas. diarréia.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. estimulantes. antibacteriano e promotor de secreções gástricas (Bundesanzeiger. . 1986). dismenorréias e verminoses. dores de cabeça. 1986). carminativas.. Na região da Mata Atlântica. 1980). Contudo. Mentha viridis L.

Na região do Vale do Ribeira. gripes. caule ereto. assim como em todo o Brasil. bastante pilosa e com aroma forte. opostas. cilíndrica e frouxa. Mentha pulegium L. com folhas pequenas. a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva. Também é conhecida como Poejo-das-hortas. bronquites. além de ser considerada útil contra febres. serrilhadas. ramos eretos. folhas subsésseis. denticuladas.6). O sumo das folhas é muito usado contra dores de ouvido. inflorescência do tipo espiga. flores rosas ou violeta-claras. a espécie é chamada de Poejo ou Puejo. glabras. ascendentes. tosses. tétano. a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais. dores de estômago e "quebranto". em verticilos aproximados. cólicas.Dados botânicos Planta herbácea de pequeno porte. corola e cálice campanulado (Figura 26. garganta e estômago. ameba e giárdia. Dados botânicos A planta é uma erva que chega a atingir até 50 cm de altura. a infusão das folhas é usada para expulsão de parasitas intestinais e como analgésico. . Dados da medicina tradicional Na região amazônica o xarope das folhas é utilizado contra asma. os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. ovadolanceoladas. bronquite e gripe. pecioladas. seu decocto é considerado útil contra tosse. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses. especialmente lombriga. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. ovais ou oblongas. dores de barriga e pedras nos rins.

diaforética. Em outras regiões. com ramos tetrágonos e pubescentes. aglomeradas no ápice dos ramos e dispostas em espigas. pequenas e finas. ovadas. com até 50 cm de altura ou maior. de Alfava. Ocimum. . Alfavaca-do-campo. a espécie é chamada de Alfavaca ou Alfavacão. O nome do gênero. de onde partem folhas opostas. Alfavaquinha. Em outras regiões. significa "perfumada". entre outros. é conhecida como Remédio-de-vaqueiro. especialmente de ocorrência na África. flores brancas ou rosas. Alfavaca-de-cheiro. estimulante. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. descrito por Carl Linnaeus. peitoral. Alfavacona. glabras. Alfavaca-cheirosa. Dados botânicos A planta é uma erva anual. O gênero inclui aproximadamente 150 espécies de climas tropicais e temperados. Nomes populares A espécie é chamada de Alfavacão na região amazônica. diarréias e disenterias. Ocimum canum Sims. A planta é de origem asiática e muito usada na indústria de perfumaria. o xarope e a infusão das folhas são usados contra tosses e bronquites. Corrêa (1984) refere que a planta é béquica. Alfavaca-de-vaqueiro e Manjericão. de caule ramoso. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. dentadas. diurética e útil contra resfriados. assim como em todo o Brasil. referindo-se à planta toda.Ocimum basilicum L. estomáquica.

dispnéia e reumatismo. A decocção das raízes . As folhas cruas também são empregadas como condimento. dores de cabeça e bronquites. diaforética. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. glabros e eretos. tosses. é usada contra febres. pubescentes. a espécie é chamada de Alfavaca. verticiladas e dispostas em racemos. amarelo-esverdeadas. Em outras pode ser reconhecida com o nome de Manjericão-cheiroso. carminativa. rins e uretra. flores vermelhas. contendo folhas pecioladas. raramente. pubescentes.Dados botânicos A planta é uma erva com ramos ascendentes. tosses e desordens uterinas e renais. além de diurética. fruto do tipo capsulas. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses. além de excelente na cura da coqueluche. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas ou das flores é indicada como diurético e diaforético. Corrêa (1984) refere que a planta é diurética. A planta toda é bastante aromática. serradas. béquica. Ocimum gratissimum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. denteadas. enquanto a infusão das partes aéreas. glabras. de onde partem folhas ovais. Dados botânicos A planta é um arbusto lenhoso. É originária do Oriente e amplamente cultivada no Brasil como condimento. sudorífica e útil contra problemas da bexiga. verdes e finas. de ramos quadrangulares. o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. flores roxas ou. ovadolanceoladas. dispostas em racemos paniculados.

Ocimum micranthum Willd. As sementes são usadas externamente como anti-séptico da região ocular e para eliminar "carne crescida" no olho. As folhas da planta também são usadas como condimento alimentar. Alfavacão. ovaladas. agudas. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça. devendo porém ser tomado somente à hora que se vai dormir. glomerulada. folhas pecioladas. ao passo que o banho preparado com as folhas é considerado útil contra dores de cabeça. dores de cabeça e como sedativo para crianças. com flores de cálice tubuloso de lábios superior tetradenteado e corola com tubo campanulado e lábios superior branco e inferior violeta. problemas nervosos. levemente pubescentes e inferiormente glandulosas. carminativa. mas também sob os seguintes sinônimos: Mangericão-grande. congestão nasal e dor de cabeça. Dados botânicos Arbusto com caule pouco pubescente. pequenas. enquanto seu uso interno é indicado contra dores do estômago e de cabeça. o sumo das folhas é usado externamente como cicatrizante. androceu com estames inclusos. e na Mata Atlântica. gineceu com ovário ovóide. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Alfavaca-do-campo. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em todo o Brasil pelo nome de Alfavaca. sudorífica. . Alfavaca-de-vaqueiro e Alfavacona. como Manjericão. inflorescência racemosa. dores de cabeça e febres.7). distúrbios do estômago. O decocto das folhas misturado com cravo-da-índia é utilizado externamente contra sinusite. membranosas. margem irregular. gripe e catarro no peito. As folhas são ainda muito usadas como condimento. diurética e útil contra tosses. núculas negras e lisas (Figura 26.é usada contra diarréias. Corrêa (1984) refere que a planta é estimulante.

1980). Nomes populares A espécie é chamada no Vale do Ribeira e em todo o Brasil de Manjerona ou Orégano. tosses e bronquites. sendo também conhecida como Manjerona-selvagem. enquanto a decocção é indicada contra constipação nasal. Outras indicações referem o uso da planta como diurética e estimulante (Corrêa. a infusão das folhas é usada contra infecções. Nomes populares A espécie é chamada pelos habitantes da região amazônica de Oriza. de base arredondada e margem denteada. . Corrêa (1984) refere que a planta é emenagoga. dores de cabeça e tosse. vilosas. pilosa. e em todo o Brasil é denominada Patcholi. com ramos ascendentes. formando uma espiga terminal. de onde partem folhas ovais. Pogostemon patchouly Pellet. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. as folhas são consideradas úteis contra gripes. além de a espécie ser utilizada também como condimento. no Pará (Amorozo & Gély. as sementes são usadas para eliminar "vilide" (excrescência conjuntival). dispostas em panículas. o xarope das folhas é usado contra bronquites e tosses. Origanum vulgare L. no Mato Grosso (Van den Berg. 1988).Na região da Mata Atlântica. Patchuli ou Patchouli. flores em glomérulos. 1984). Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. com até 50 cm de altura.

Dados botânicos Planta herbácea com folhas opostas. Existem. significa "estames barbados". predominantemente de sesquitepenos.. como beta- . Azevedo et al. dos quais 32 foram identificados.8-cineol (27%-38%) e sabineno (12%-18%). 1990). A espécie não foi citada na região da Mata Atlântica. bilocular. suaveolens possui setenta componentes. O óleo apresentou ainda forte atividade antimicrobiana contra Staphyloccocus aureus (Fun et al. Corrêa (1984) refere que essa espécie é o verdadeiro Patchuli originário da Índia e da Mianmá. (1982). 1. suaveolens apresentou altas concentrações de 1. bicarpelar. três formando um lábio aberto. com espigas compostas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. corola com quatro lobos. fruto seco (Figura 26. terpinen-4-ol. 1991). flores em glomérulos. hermafroditas.. Dados químicos dos gêneros e das espécies Hyptis De Hyptis suaveolens foi isolado L-fuco-4-O-metil-D-glucurono-D-xilano (Aspinall et al. porém. evidências de variabilidade intrapopulacional dessa espécie quanto à composição de monoterpenos (Queiroz et al. pentâmeras. 1990). sendo mais comuns o beta-cariofileno. Das folhas de H. descrito por Desf. pectinata foi extraído um óleo essencial que apresentou 27 constituintes. O óleo essencial das partes aéreas de H. 2001 e 2002).8-cineol. cruzadas. A decocção das folhas com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra hepatite. o sumo das folhas é usado externamente contra dores de cabeça. Triterpenóides foram isolados de H... Uma outra análise do óleo essencial de H. suaveolens por Misra et al. O nome do gênero Pogostemon. 1988. androceu com estames excertos. enquanto a infusão das folhas é utilizada como tranqüilizante. sabineno e alfa-copaeno (Din et al. com dois óvulos em cada lóculo. sedativo e hipotensor. ovário supero.8). alfa-bergamoteno. flores diclamídeas.

1988). albida foram isoladas triterpenolactonas. leonotis foi isolado um novo diterpenóide (Dekker et al. alfa-thujeno e mirceno os constituintes majoritários (Malan et al. 1988). De H.elemeno. Leonotis Do gênero Leonotis foram realizadas revisões sobre os constituintes químicos e atividade biológica. nepetaefolia foram isolados os compostos n-octacosanol. Outras espécies do gênero também foram estudadas: de L. triterpenos e flavonóides (Pereda-Miranda & Delgado. Vários diterpenóides foram isolados dessa espécie por Eagle et al. 1988) e leonotinina (Sivaraman et al. a flavona salvigenina e o triterpenóide ácido ursólico (Romo de Vivar et al. germacreno D e biciclogermacreno e o constituinte majoritário é o beta-cariofileno (Brophy & Lassak. uma ortoquinona denominada umbrosona (Delle Monache et al. 1990b). Em H. (1978) e Blounietal. spicigera foi extraído um óleo essencial que é caracterizado principalmente pela presença de beta-cariofileno (68%) (Onayade et al. ácido oleanólico acetato. lignanas e flavononas (Messana et al. gama-terpineno. leonurus isolouse diterpeno da classe do labdano (Kruger & Rivett. 1990). urticoides foram isolados o delta-lactone hipurticina.. 1990).. Metil betulinato. 1990). (1980). beta-cariofileno.. mutabilis foram isolados triterpenos. 1987a). ácido oleanólico e ácido maslínico (Pereda-Miranda & Gascon-Figueroa. . 1991). 4.7-trimetoxi-5metilcromene-2-ona (Vasanth & Rao. 1987). especialmente no que se refere aos terpenos (Purushothaman & Vasanth. Um estudo da variação sazonal da composição do óleo essencial dessa espécie também foi realizado (Malan et al. 1996). 1990) e de H. 1988). 1988). Das raízes de L... pectinata da África caracterizou a presença de 32 componentes. uma outra análise do óleo de H. e de H. Das folhas de H. 1989). oblongifolia foram detectadas as presenças de alfa-pironas (PeredaMiranda et al. campesterol..6. quercetina. ácido ursólico.. umbrosa. De H. sendo p-cimeno.. e de L. salzmanii foram isolados diterpenos. timol. Das partes aéreas de H. ácido n-octacosanóico. beta-sitosterol-beta-D-glucopiranosídeo.. Porém.

64%). Das partes aéreas de L.8-cineol (6.80%).. brassicasterol. piperita varia muito no decorrer das diversas fases do desenvolvimento da planta (Voirin & Bayet. O óleo extraído da planta na Itália possui: mentol (45. glicina.. hidroxiprolina. tirosina. que cresce no norte da Itália e no sul do Brasil. piperita var.84%). piperita apresentou maior conteúdo de mentol e metil-acetato do óleo durante o período de máxima floração. 1995). 1987). parece que o fotoperíodo associado com as variações ambientais influencia consideravelmente a com- . Com isso. sendo os principais terpenos mentol. cephatoles isolaram-se ésteres e ácidos graxos (Chen et al. serina. Foram feitas comparações entre o óleo essencial de M. 1987). O óleo essencial de três variedades de M. Os maiores componentes do óleo no Brasil foram: mentol (29. beta-sitosterol e estigmasterol (Dinda & Jana.. N. treonina. lisina. ácido aspártico. prolina. 1988). 1996).20%). aspera foi caracterizado um triterpenóide lactona denominado leucolactona (Pradhan et al.. colesterol.80%). T. 5-hidroxi-6. das partes aéreas de L. 1990) e um composto fenólico (Misra.. officinalis.. mentocubanona. Das raízes de L.07%) e mentano (11. 1986). isomentona e o neomentol (Zakharova et al. alanina. A M. piperita rubescens aumentou significativamente durante o período de floração (Carnat & Lamaison. Vaverkova et al. Mentha A composição do óleo essencial de M. 1987. O conteúdo de óleo essencial das folhas de M.10%) e 1.7. 1979).4'-tetrametoxiflavona e dimetilsudaquitina e nevadensina (Zakharova et al.3'. Da espécie L. 1996).. ácido glutâmico. flavonas himenoxina. metil acetato (16. piperita foi caracterizado quanto à constituição de terpenos e flavonas. 1986 e 1987). triptofano e metionina (Dinda et al.. 1987). et al. enquanto a mentona diminuiu significativamente (Vaverkova & Felklova. De L. neuflisiana foram isolados diterpenos e flavonas (Khalil et al. lanata também foram caracterizados os esteróis campesterol. mentofurano (19. fenilalanina. mentona. mentona (24.Leucas Não foram encontrados estudos sobre a espécie Leucas martinicensis. lanata foram isolados os aminoácidos histidina.

piperita foram encontrados ainda os elementos Na.8-cineol. 1987). O óleo essencial da planta florida apresentou limoneno. lavanduliodora foram detectados altos níveis de linalol e linalil acetato. glicídios. resinas. ácidos p-cumárico. Mg. Mg. Nas folhas de M.3'. Fe. A estocagem da planta alterou a composição de óleo essencial. 1988). nicotinamida. piperita foram isolados também os flavanóides apigenina.7. a mentona permaneceu estável (Shalaby et al. 1992). b-cariofileno. fenílico.6. betasitosterina.4'-hexahidroxiflavona (Zakharov et al. 1990) e flavonóides glicorilados. 1989). a-terpineol e geraniol (Sacco et al. além de ácido cítrico e ácido ascórbico (Zimna & Piekos. Foram ainda isolados mono.e sesquiterpenóides. . Em Mentha viridis var. Entre os constituintes químicos reconhecidos isolados contam-se taninos.... limoneno. De M.posição de terpenos dessa espécie (Sacco. peroxidases. Ca. vitaminas C e D2. cadideno. como alfa-pineno. luteolina e 5.8. 1. betaínas e óleo essencial já descrito (Costa. caféico e clorogênico. 1986). reduzindo significativamente a concentração de mentol. K. fitosterol. Zi e Cu. catalase.

1986. gratissimum apresentam como constituintes majoritários timol e p-cimeno (Pino et al. 1989). 1987). Em Cuba. 1983). 1986. De O.. O óleo essencial de O. canum também foi isolada mucilagem e determinado seu teor emulsificante (Rojanapanthu et al. 1988.. cis-cariofileno e alfa-muuroleno os constituintes majoritários (Wu et al. 1986.. Porém. Nas folhas. Kartnig & Simon. Diversas revisões foram realizadas quanto à variação na composição do óleo de O. gratissimum é composto de gamaterpineno. sendo 1. t-bergamoteno. canum foram isolados diversos componentes. Borges et al..Patel et al.. enquanto nas flores e no caule é a beta-selinene (Charles et al.. 1986. Ocimum Do óleo essencial de O. Do óleo essencial das folhas. 1996a). e um grande número de hidrocarbonetos (Costa.. gratissimum foram identificados 37 constituintes voláteis (Yu & Cheng. betaselineno e elemeno identificados como constituintes majoritários. Khanna et al. Das folhas da O. 1981).cariofileno. estragol e a-terpineol (Chalchat et al.. eugenol. . O óleo essencial de O. flores e caule de O.. eugenol (Ekundayo et al. canum foram isoladas altas concentrações de ácido linolênico (Angers et al.. 1986. hidrocarbonetos como p-cimeno. Takahashi et al. linalol. as folhas e flores de O. 1987.. b-cariofileno. 1990). Os constituintes majoritários foram Metil eugenol e eugenol (Vostrowsky et al. Na China. Um estudo do óleo essencial envolvendo diversas espécies de Ocimum foi realizado (Khosla et al... compostos principalmente de mono e sesquiterpenos. cariofildeno e alfa-guaieno (Craveiro et al. Sakurai et al. 1989).8-cineol. Das sementes de O. o eugenol é o constituinte majoritário. micranthum foram isolados vinte compostos. 1988). basilicum (Brophy & Jogia. os constituintes majoritários variam em cada parte da planta. dentre eles: (-)-borneol (Ravid et al. 1997). 1996). o óleo essencial apresentou 21 constituintes. gratissimum que cresce em Ruanda apresenta timol e eugenol. 1987.8-cineol.. Lawrence. sendo eugenol. 1990).. 1996 e 1997a).. já citados.. gratissimum brasileira foram caracterizados 34 constituintes. 1. beta-cariofileno. Phan et al. De O. cis-ocimeno. e apresenta ainda atividade antimicrobiana (Ntezurubanza et al. 1990). 1987). 1996). Sharma et al. 1981... eugenol.

esculina (Skaltsa & Philianos. mirístico. ácidos orgânicos.. A espécie O. cetonas. sabineno e eugenol (Retamar et al.. já comentados (Modawi et al. sanctum possui estigmasterol. Foram caracterizados a composição do óleo essencial de O. 1989). isoquercitrina. linalol.8cineol. basilicum foram isolados quercetina. 1995). Fatope & Takeda. sendo Metil chavicol. timol. basilicum caracterizou-se a presença de polifenóis (Hodisan. Ekundayo et al. 1987. quercetin-3-O-diglucosídeo. palmítico esteárico.. 1. 1984). 1978). basilicum e O. alcoóis.. basilicum em decorrência de secagem e armazenamento (Venskutonis et al.. 1990). Das flores de O. basilicum da Austrália (Lachowicz et al... album foram caracterizados os ácidos graxos: cáprico. esculetina. ácido caféico. 1995). triacontanol ferulato. ácidos graxos e flavonóides (Maheshwari . basilicum apresenta 44 compostos. nesse caso. 1995). timol e outros três sesquiterpenos ainda não caracterizados (Farrag. No Marrocos foram isolados 28 constituintes. sendo o linalol e o trans-metil-cinamato os constituintes majoritários (Berrada et al. 1. kaempferol. linoléico.. oléico. 1996) e também os constituintes responsáveis pelo seu aroma característico (Sheen et al. 1985. Foi observada também a variação da composição do óleo essencial de O. 1987). o metil-eugenol e o eugenol os constituintes majoritários (Tateo & Verderio. fenóis. 1977) e polissacarídeos (Bekers & Kroh. No Paquistão.. 1996). rutina. 1989). eriodictiol7-glucosídeo e vicenina-2 (Skaltsa & Philianos. basilicum que cresce em Portugal apresenta como constituinte majoritário linalol e Metil chavicol (Carmo et al. xantomicrol e derivados do ácido caféico (Tapenes et al. Thoppil. 1986. 1996).. linalol e eugenol são os constituintes majoritários (Akgul. 1991). na Turquia. além de metilchavicol. eriodictiol. sendo. rubrum foram isolados borneol. basilicum foram também obtidos vários taninos (Lang et al. 1987) e ácido rosmarínico de suas raízes (Tada et al. kaempferol-3-O-rutinosídeo. 1987). terpenos. linolênico e araquídico (Malik et al. A extração do óleo essencial com C0 2 supercrítico caracterizou a presença de dezenove componentes. Murugesan & Damodaran. além de ácido p-cumárico.8cineol e eugenol. 1990. b-sitosterol. linalol e Metil eugenol os constituintes majoritários (Riaz et al... láurico. 1994). 1989). A casca do caule de O. 1988).. Das sementes de O.O óleo essencial de O. Em O.8-cineol e sesquiterpenos (Farrag. Das folhas de O. 1. basilicum da Argentina apresenta altas concentrações de linalol. De O. 1996). o óleo essencial de O.

Foram isolados de P purpurascens. patchouly encerram 45% de um óleo volátil do qual se extrai a cânfora (Corrêa. lactonas sesquiterpenóides de P. foram obtidos limoneno e beta-pineno em O. 1981).. flavonas.Além desses compostos. 1984).. hidrocarbonetos monoterpenóides e sesquiterpenóides de P. 1985). Pogostemon As folhas de P. kilmandschariciim (Ntezurubanza et al. parviflorus (Nanda et al. 1986). 1984) e grandes quantidades de timol em O. viride (Ekundayo. cablin (Akhila . flavonas (Patwarphan & Gupta.

1977.. pectinata (Bispo et al. a-patchouleno e seiqueleno (Rakotonirainy et al. 1971). 1984.. H. lupeol e epifriedalinol (Bahuguna et al. 1990). estigmasterol. vulgata foi caracterizada a propriedade antiparacoccidiose (Fonseca et al.. O óleo essencial de H. Em H.. também conhecido como Sambacaitá. Thapa et al. 1984). cablin foi isolado o sesquiterpeno patchoulol (Croteau et al. suaveolens e H. C.. Dados farmacológicos dos gêneros e das espécies Hyptis O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de H. mostrando baixa toxicidade e atividade sedativa.. 1989). 1989). foram caracterizadas as atividades antiulcerogênica (Barbosa. auricularis (Prakash et al.. analgésica (Freitas et al.& Nigan. comumente utilizada como calmante. 1996) e os sesquiterpenos a-guaieno.. 1998). apresentou atividade tranqüilizante (Trotta et al. . Phadnis et al. F et al. umbrosa. 1994. saxatilis (Fernandes.. Em H. ovalifolia e H.. atrorubens... a-bulneseno. 1987. 1998) e atóxica (Junior et al. que foram testados quanto à sua atividade antibacteriana. suaveolens apresenta 32 terpenóides. 1988). 1996) e analgésico e antiedemalogênico em H. O óleo essencial de P cablin possui patchouli e norpathoulenol (Zhang et al. et al. 1997). plectranthoides (Esvandzhiya et al. citoprotetora do miocárdio (Barbosa et al. 2001). beta-amirina. 1998).... H. crenata. além de outros diterpenóides (Hussaini et al... 1990). 1988. garwal et al. betasitosterol. 1990). Munck & Croteau. mutabilis.. Atividades antimicrobiana e antifúngica foram atribuídas a H.. e sesquiterpenóides do óleo essencial de P. Silva et al. 1988). plectranthoides foram investigados experimentalmente. Coelho et al. Um diterpeno espasmolítico chamado de ácido auriculárico foi isolado de P. Do óleo essencial das folhas de P. Estudos fitoquímicos e farmacológicos do extrato de P. bem como apresentou uma moderada atividade antifúngica (Iwu et al. 1987. P. Foram identificados n-octacosanol... O óleo essencial foi capaz de inibir o crescimento de bactérias gram-positiva e gram-negativa. 1998).

O ácido alfa-hidroxiursólico demonstrou significativa atividade citotóxica in vitro em linhagens de célula tumoral de cólon humano HCT-8 (Yamagishi et al. Calixto et al. Saksena & Saksena. 1976.. 1988). umbrosa apresentaram atividade antibacteriana (Bosshard et al. 1984).. Posteriormente. tomentosa possuem atividades citotóxica e antitumoral (Kingston et al. Leonotis Em L.. 1988). 1979). e Novelo et al.. Coelho et al.. capitata foi isolado o ácido ursólico.. anti-hipertensiva e espasmolítica..... O ácido ursólico também apresentou citotoxicidade marginal em células tumorais de cólon humano (HCT-8) e mamário (MCF-7) (Lee et al. 1988). do extrato de H. capitata foram isolados e caracterizados cinco triterpenos. 1988).. foram detectadas as atividades broncodilatadora. O chá e o extrato hidroalcoólico relaxaram a musculatura lisa e aumentaram o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. Forster et al. Di . que apresentou citotoxicidade significativa em células linfocíticas leucêmicas P388 e L-1210.As propriedades antibacterianas. ramos e flores de H. 1985. conhecido como Cordão-de-frade.. 1988. causando relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. antiinflamatória e analgésica (Benoit et al. enquanto estudos realizados com extratos brutos mostraram atividades antiespasmódica. 1993) foram atribuídas a H. nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al.. 1995. 2002). nepetaefolia. 1988). piperita apresenta atividade antioxidante (Campos & Lissi. Para o óleo essencial foi comprovada atividade fungicida (Guerin & Reveillere. leonurus (Bienvenu et al. verticillata. enquanto extratos de folhas. antimicrobiana (Cos et al. além das células A-549 de carcinoma de pulmão humano. A propriedade anticonvulsivante foi atribuída a L. Diterpenóides isolados de H. que foram testados quanto à sua citotoxicidade.. Do extrato metanólico de H. 1995). 2002). 1980.. 1988. anti-secretória e citotóxica (Kuhnt et al. 1988). Mentha O infuso das folhas de M. 1995). porém não foram observadas atividades antiinflamatória e diurética (Rae et al.

R. 1986a. 2002). analgésica e antipirética (Savitri & Vyas. internamente aumenta em doses terapêuticas a força cardíaca e a pressão nos vasos (Corrêa. Queiroz & Brandão. antibacteriana.. Lahlou et ai. enquanto estudos com O. 1988. determinaram-se propriedades fungicida. 1993. O tratamento de enteroparasitoses mostrou-se eficaz sob a administração de M. Extratos brutos de O. 1984). 1984) possuem atividade fungicida contra vários fungos patogênicos. Chen et al. também verificada com extratos de O. 1982.. A propriedade larvicida e inseticida foi atribuída ao óleo de M. gratissimum apresentou atividade antibacteriana (Ntezurubanza et ai. Queiroz & Brandão. Ocimum Verificou-se que a espécie O. O mentol aplicado sobre a pele ou mucosas exerce uma ação anestésica. e a atividade antimutagênica ao extrato de M. 1981). 1986b). Em O. Do híbrido. A. Atividade antiúlcera com diminuição de secreção gástrica e dor local foi determinada por Meyer et al. 1989).. americanus (Jain & Agrawal. micranthwn produziu bradicardia intensa (Ribeiro et ai. 2002).. O óleo essencial de O. sanctum (Phadke & Kulkarni. antifertilidade. 1986). basilicum foram caracterizadas as propriedades analgésica (Di Stasi et ai... antiespasmódica (Di Stasi et ai. 2000). 1989) e diurética (Carvalho et ai. sanctum também apresentaram atividades antiinflamatória. Nos compostos isolados foi verificado que os óleos essenciais de O. micranthum foi caracterizada a propriedade hipoglicemiante (Ribeiro. (1968). crispa (Mello et ai. 2002. Além das atividades já relatadas com M. 1988) e relaxante da musculatura lisa intestinal (Madeira et ai. cordifolia (Villasenor et al.Stasi et al. 1987b). 1978) e O. piperita. 1986).. O. Almeida et ai. cannum (Dubey et ai.. piperita (Ansari et al. basilicum demonstraram atividades analgésica. Sharma & Jocob.. 1987.. espasmolítica (Queiroz & Reis.. Mentha x Villosa foi isolado o rotundifolona com atividade analgésia e depressora do SNC (Hiruma. produzindo uma sensação de frio por causa da estimulação das extremidades térmico-sensoriais dos nervos localizados na pele.. 1986c) e em O. Queiroz & Reis. Atividade imunomoduladora foi determinada na espécie O. 1986a.. gratissimum (Atai et ai. 2001 e 2002). 1986a). 1987). . et ai.. 2002). 1998). 1996) e hipotensora (Guedes et ai. 1989). utilizando-se M... arvensis (Ceruti et al. sanctum (Dey & Choudhuri..

Nakamura et ai. 1994). gratissimum (Sobti et al. 2001). As folhas de O. 1993. Das folhas de O. gratissimum apresentou atividade antifúngica (Lima.. O. 1996). 1995). 1990). Vanisree & Devaki. Vanderlinde et al. sanctum foram diminuição da acidez do suco gástrico e aumento das defesas da mucosa do estômago de ratos (Singh & Majumdar. As enzimas antioxidantes foram elevadas na toxicidade por CuS04. 1999. basilicum apresentou atividade antinematoidal (Mackeen et al. A intoxicação com CuS04 produziu uma significativa diminuição na produção de peróxido de lipídio. basilicum (Dube et al... antipirética em ratos (Singh & Majumdar. 2002) e hipotensora em cão (Singh et al. gratissimum foi obtida uma fração que apresentou contração em íleo de cobaia e cólon de ratos e elevou a pressão sangüínea arterial de ratos (Onajobi. 2002). o ácido ursólico.... Os óleos fixos de O. O óleo essencial de O. 1994). A atividade antifúngica também foi observada nos óleos de O. sanctum foi isolado um triterpeno caracterizado como constituinte majoritário.O. adscendens apresentou significativo efeito fungitóxico e não mostrou atividade fitotóxica (Asthana et al.. que apresentou atividade protetora do mastócito. 1994. O óleo essencial de O.. sanctum restaurou vários parâmetros para valores próximos da normalidade (Shyamala & Devaki. 1986). Esses resultados indicam que o ácido ursólico pode apresentar uma potente atividade antialérgica (Rajasekaran et al.. A atividade antiulcerogênica também foi confirmada para O.. suave foram utilizadas como repelente de insetos. Vanderlinde et al. selloi apresentou atividades depressorado SNC (Vanderlinde & Cortes.. 1996). Extrato etanólico das folhas de O. Das folhas de O... sanctum também é responsável pelas atividades antimicrobiana e antifúngica (Prasad et ai. 1994a) e analgésica (Vanderlinde & Costa. 1994b. 1995 e 1996) imunomoduladora (Mediratta et al. ao inibir de maneira concentração-dependente a degranulação de mastócitos do mesentérico e do peritônio. O óleo essencial de O. 1986). 1995) e O. sanctum foi utilizado na desintoxicação induzida por CuS04. 1994a). Os efeitos do pré-tratamento de animais com O. suave (Tan et al. 1989).. principalmente por sua composição em eugenol (Hassanali et al.. E. 1989). antiinflamatória. espasmolítica (Vanderlinde & Cortes.. 1986). antiedematogênica (Vanderlinde & Costa. 1992. . mas a administração de O. sanctum também apresentaram significativas atividades antiartrítica. Vanderlinde et al. enquanto a O. 1997). Vanderlinde et al. et ai. 1992.

ascendentes. A utilização terapêutica do mentol como anti-séptico deve ser criteriosa. provocando sonolência. pois ele pode provocar parada cardíaca ou respiratória por via reflexa (Costa.5 ml/kg. folhas pecioladas. arbustos e ervas. Compreendem árvores. e em estudos de toxicidade subaguda não foram observados efeitos tóxicos visíveis (Singh & Majumdar. Salva-brava. 1986).) N. Em estudos de toxicidade com espécies de Ocimum observou-se que a DL50 para camundongos foi de 42. Espécies medicinais Lippia a/ba (Will. longos. muitas delas aromáticas e de grande valor na indústria de perfumes. Os principais gêneros que incluem espécies medicinais são Verbena. Espécies medicinais da família Verbenaceae Introdução A família Verbenaceae descrita por Jean Henri Jaune Saint-Hilaire inclui 41 gêneros nos quais se distribuem 950 espécies tropicais.Dados toxicológicos dos gêneros Altas doses do mentol obtidas de várias espécies referidas inibem a sensibilidade. como Erva-cidreira-do-campo. Salva-limão.Br. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Erva-cidreira nas duas regiões de estudo.E. e estimulam a secreção de mucosas da boca e do nariz (Corrêa. Stachytarpheta e Lippia. 1997). pubescentes. alternas ou opostas . 1984). Alecrim-docampo. especialmente da América do Sul (Mabberley. Dados botânicos Arbusto de até 3 m de altura. quadrangulares. e em outras. sobretudo em crianças. Salsa. caule e ramos primários. 1995). Sálvia e Salva-da-gripe.

Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com lábio anterior trilobado e o posterior reduzido. Malva e Nulva-do-marajó.9). corola violácea com lábio inferior maior que o superior. é considerado útil para acalmar crianças e dar sono (Amorozo & Gély. reunidas em inflorescências vistosas. o banho preparado com as folhas também é usado contra tosses e bronquites de crianças. cálice curto. sem estipulas. Essa espécie é usada como antiespasmódica. emenagoga (Corrêa. Lippia grandís Schan. flores pequenas. 1984). no Mato Grosso (Van der Berg. hermafroditas. além de problemas do estômago. na Paraíba (Agra. folhas pecioladas. membranoso. relaxante e contra intoxicações gerais e problemas do estômago. reunidas em inflorescências capituliformes. sementes pequenas (Figura 26.(às vezes na mesma planta). no Pará. 1980). Na região do Vale do Ribeira. a infusão das folhas é usada como calmante e contra hipertensão. cálice curto. diclamídeas. 1980). o chá ou xarope das folhas com mel é utilizado contra gripes e tosse. fruto com dois mericarpos plano- . enquanto a infusão das raízes é usada externamente como cicatrizante. cólica do estômago. Dados botânicos Planta de pequeno porte. náuseas. flores pequenas. 1986). Salva. corola bilabiada. relaxante e contra intoxicações gerais. pubescente e bipartido. tosses e gripes. o chá das folhas é utilizado como calmante. 1988). O uso interno das folhas é indicado contra problemas estomacais. pentâmeras. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Salva-do-marajó. fruto do tipo capsular branco. no Rio Grande do Sul (Simões et al.. o chá das folhas é utilizado como calmante. estomáquica. como antigripal e calmante.

. 1980). nodiflora foram isolados vários flavonóides (Barberan et al. gama-terpineno. lapachenol. 1981). A composição do óleo essencial de várias espécies desse gênero foi estudada por Craveiro et al. e esses sesquiterpenóides foram isolados por Compadre et al. timol.vanílico. acacetina. é usado contra problemas do fígado. 1996a e 1996b). porém variações evidentes foram constatadas de acordo com a distribuição geográfica das . três vezes ao dia. naringenina. 1987). (1981). triphylla apresentaram os mesmos tipos de flavonóides (Tomas-Barberan et al. O nome do gênero Lippía é uma homenagem ao médico e botânico francês August Lippi. Da parte aérea de L. 1987. No óleo essencial de L. Vários terpenóides foram isolados de L. ukambensis (Chogo & Crank. behênico e lignocérico (Macambira et al.. o preparado das folhas dessa planta com vagem-dejucá. e do caule e folhas foram obtidos ácido .. broto de goiaba e casca de caju é considerado útil para tratar desarranjo menstrual. Matos et al. Da espécie L. 1987). Hernandulcina. 1986. Sauerwein et al. Já de L. timol. o chá das folhas. geranial. carboidratos e aminoácidos (Neidlein & Daldrup. a mais estudada é a L sidoides.. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. mirceno. araquídico. alba foram determinados os seguintes constituintes: neral.. 1991. isocatalpanol e os ésteres metílicos dos ácidos palmítico. 1982). 1987). Craveiro et al. Dados químicos do gênero Das plantas do gênero Lippia. dulcis (Bubnov & Gurskii. microphylla foram isolados flavonóides: glicosil-quercetina... 1983).. Souto-Bachiller et al. monoterpenos. ermanina e errodictiol (Morais Filho et al. canescens e I. 1981). (1986 e 1987). Do óleo essencial dessa espécie foram obtidos os seguintes compostos: alfa-tugeno. carvacrol e cariofileno (Craveiro et al.convexos.. esteárico. betacariofileno (Craveiro et al. 1996).. alfa-cubebeno. americana foram obtidos ácidos graxos livres. p-cinieno. sesquiterpenos e epihernandulcina foram detectados em L.. citral e carvona (Matos et al. As espécies L. limoneno. 1986.

espécies de L. a-pineno.. dois fenóis e uma cetona (Pino et al. Fun et al.. foram identificados ipsenona e outros vinte terpenos (Lamaty et al. sesquiterpenolactonas como a integrifolian-l. Do óleo essencial dessa espécie do México foi isolado um total de 33 componentes.. quatro alcanos.8-cineol. pectolinarigenina e cirsiliol (Skaltsa & Shammas. 1. eupatorina. alba e L.. 1991 e 1995). Das folhas dessa espécie foi obtido ainda um óleo que possui cânfora. 1. graveolens foram isolados pinocembrina. 1. quatro éteres.27%). 1990.8-cineol.67%). neral. diosmetina.97%) como principais componentes (Mwangi et al. eupafolina.33%). timol. sendo 22 hidrocarbonetos. 1988). .origanoides foi quantificada. fissicalyx (Retamar et al. sendo o timol caracterizado como o componente principal (38.23%) e metiltimol (2.8-cineol (2.5-diona e trans-nerolidol (Catalan et al. p-cimeno. Do óleo das folhas de L. As folhas dessa espécie coletadas no Togo apresentaram variações quanto à quantidade de geranial. sabineno.35%). luteolina. acetato de timol (17. alfa-terpineno (4. Foi discutida também a possível relação entre as altas concentrações de monoterpenos e o alegado efeito antifertilidade dessa planta (Compadre et al. crisoeriol. O óleo essencial de L. naringenina e lapachenol (Dominguez et al.. 1996a). 1987).8-cineol. 1996b).01%) ecariofileno (15... O óleo essencial apresentou atividade inseticida de maneira dose-dependente (Koumaglo et al. adoensis foram isolados monoterpenóides e sesquiterpenóides sendolinalol.. integrifolia foram isolados sesquiterpenos.. 1994 e 1995).l. timol. Os constituintes p-cimeno. 6-hidroxiluteolina. A composição química do óleo essencial de L. luteolin-7-O-beta-glucosídeo. limoneno. timol e carvacrol foram os maiores constituintes voláteis de L.8-cineol (15. 1989). 1990).12%). p-cimeno (3. Das folhas e flores de L. germacreno D e elemol (Koumaglo et al. cirsimaritina. citriodora foram isolados treze flavonóides identificados como salvigenina.54%) sesquiterpenos e hidrocarbonetos (Gallino.e beta-pineno. 1. multiflora de diferentes regiões do Congo foi caracterizado. 1990).. apigenina. 1. alfa. Das folhas de L. 1989). Das partes aéreas e das raízes de L. 1987).8-cineol e betacubebeno (Dellacassa et al.. graveolens. hispidulina. wilmsii foram isolados quinze componentes. De L. 1989). Dentre os compostos isolados.43%) e piperitenona (11. dos quais foram identificados piperitona (28.

contribui para a coesão das células da pele. integrifolia foram isolados da cânfora (18. L.4%.... 1980). atribuída à presença de linalol e citral (Andrade et al. 1995a).Y.. inibiu a biossíntese de tromboxana A2 (Chanh et al.3%) (Zygadloet al. junelliana. grata (Viana et al. além de uma atividade moluscicida (Almeida. Esse óleo. 1990). misturado a cremes. polystachya foram isolados tujona (30.. turbinata e L. 19 Depressão do SNC foi detectada com óleo essencial de L. 1996). 1981).. efeito analgésico discreto (Di Stasi et al. antiulcerogênica (Pascual et al. integrifolia e L. 2001) e anticonvulsivante (de Barros Viana et al.. 1998). P D. formando uma barreira que regula a perda da umidade transepidermal (Elder et al. Além disso.. e atividade anticonvulsivante (Vale et al.. junelliana. copaeno e delta-cadineno (Elakovich & Oguntimein. De L.5%). e forte atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes interdigitale e Cândida albicans (Fun et al.. mircenona (31%) e de L. Seu óleo apresenta atividade antibacteriana. 1986b) e atividade citostática (Abhahan et al. um éster do ácido caféico ligado ao 3. Do extrato das folhas de L. Dados farmacológicos do gênero Estudos farmacológicos demonstraram que Lippio alba produz pequeno efeito na diminuição do tônus intestinal (Viana et al. lipifolil(6)-en-5-ona (18. respectivamente). M. de L. 1979). 1980). 1998.. 1996). et al.. L.. Já o óleo essencial de L.. 1998). sendo geralmente maior em gram-positiva (Álea et al. 1986).. 1987)... Com a espécie L. turbinata da Argentina foram isolados os principais constituintes. Observou-se ainda atividade antitumoral com L.. 2002).. sidoides mostrou atividade moluscicida.carvacrol. polystachya.. 1990). enquanto o outro componente. et al. gracilis foram observados aumento inotrópico. o verbascosídeo. relaxamento do duodeno e contração do reto abdominal (Gadelha et al. um dos componentes principais. assim como o de L.. atribuída à presença de flavonóides (Santos. 2000). 1980 e 1987. aristata (Rouquayrol et al. aristata (Moraes Filho et al.. multiflora. Vale et al. Do óleo das flores de L. 1988a).9%) elimoneno (13. Desta espécie ainda foram caracterizadas as atividades anti-hipertensiva (Guerrero et al. 1997).4- . Moraes et al. as folhas apresentaram atividade depressora do SNC (Klueger et al.2% e 41. 1996).

nodiflora foi realizado um screening preliminar.. e no óleo essencial. Nas folhas de L. 1979.. Viana et al. antifúngica (Lemos et al. atividades cicatrizante. Lacotes et al... no qual se observaram atividades analgésica.. hipotensora e bloqueadora de contrações abdominais (Viana et al.. graciliy (Fontenele et al.. M. chamassonis apresentou atividades espasmolítica.. moluscicida (Moraes. mas já foram constatadas as propriedades antitumoral (Costa et al. 1995). et al. antimicótica e antifúngica contra microorganismos da pele (Guarrera et al. 1998). antibacteriana (Aguiar et al.. Menezes et al. anti-hipertensiva e bloqueadora da junção neuromuscular (Matos et al. 1998). 1979). 1994.dihidroxifeniletanol.. Além disso. grata. 1988). 2001). tranqüilizante (Matos et al. 1992). et al. 1978). 1984). 1996. 1977). 1978). ele não exibiu significativamente os valores de peróxido (Zygadlo et al. Os principais componentes do seu óleo essencial. L. sidoides (Fonteneles & Sales.. 1996). Y.. M. timol e carvacrol. Teixeira.. 1988b). Teixeira et al. hipnótica e hipotensora (Noamesi. Almeida. 1988. . 1994. et al. e o de L. 1996. O óleo essencial das folhas de L. Ximenes et al. anti-hipertensiva. Laxoste et al. 1987) e antimicrobiana e leishmanicida. 1995. O. bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. 1978). S. 1980. Botelho & Soares. potente atividade antimalárica in vitro perante Plasmodium falciparum (Valentin..... porém.. 1978.. 1980). sendo estas duas últimas propriedades atribuídas à presença de timol em sua composição (Lemos et ai. O. espasmolítica e bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al.. 1986). O óleo essencial de L. antiinflamatória e antipirética em ratos e camundongos (Forestieri et al. sidoides é usado comumente para o tratamento de micoses. 1980. espasmolítica (Viana et al.. 1985).. anestésica (Viana et al.. parece ser o principal responsável pela atividade hipotensora do extrato metanólico das folhas de L. M. 1979) e I. et al. multiflora (Chanh et al. Dados toxicológicos do gênero Foram observados efeitos tóxicos em L. Moraes. Matos et al. 1992. polystachya foi avaliado quanto à sua atividade antioxidante. 1995b). Nunes.. no extrato aquoso dessa espécie foram verificadas propriedades de relaxamento muscular (Noamesi et al. 1996). R... apresentaram atividades antibacteriana.. 1988.. geminata e L.

1 .FIGURA 26.Cordia verbenaceae: a) escanerata com ramo florido. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens ). . b) escanerata com detalhe da inflorescência.

2 .Hyptis crenata. Aspecto geral do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.FIGURA 26. . 1998).

3 .FIGURA 26.Leonotis nepetaefolia. Detalhe do ápice florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .

4 .FIGURA 26.Leucas martinicensis. Detalhe do ápice do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .

5 .FIGURA 26. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .Mentha piperita.

6 .FIGURA 26.Mentha viridis. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Nunez) (Banco de imagens - .

Ocimum micranthum. Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .7 .FIGURA 26.

Pogostemon patchouly.8 .FIGURA 26. Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .

FIGURA 26. b) escanerata com detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .9 .Lippia alba: a) escanerata do ramo florido.

subclasse Asteridae. Bignoniaceae. Mabberley. 1997). pertence à ordem Scrophulariales. arbustos e raramente ervas (Joly. Hiruma-Lima L. foram referidas espécies medicinais das famílias Bignoniaceae.27 Scrophulariales medicinais C. 1998. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Espécies medicinais da família Bignoniaceae Introdução A família Bignoniaceae (Dicotyledonae). lianas. Pedaliaceae e Acanthaceae são as que apresentam maior ocorrência no Brasil. incluindo árvores. Os gêneros mais importantes da . A. Di Stasi A ordem Scrophulariales inclui treze distintas famílias botânicas. geralmente tropicais espontâneas na América do Sul. C. e reúne 120 gêneros. Pedaliaceae e Scrophulariaceae. representantes das mais importantes fontes de compostos ativos desta ordem botânica. com aproximadamente 750 espécies. Scrophulariaceae. as quais passamos a descrever. No estudo realizado.

com folíolos peciolados. Espécies medicinais Adenocalyma alliaceum Miers. contendo sementes oblongas (Figura 27. significando "coberta de glândulas" e referindo-se ao cálice e às brácteas florais. folhas normalmente 2-3-folioladas. de ramos cilíndricos e glabros. Essa característica permite o uso da planta em substituição ao alho. Na região da Mata Atlântica. Jacaranda caroba. com gavinhas. é descrita aqui. e as várias espécies do gênero Zeyhera. Em outras regiões do país. inflorescência em racemo com cálice campanulado ou tubular e corola amarela e afunilada. Nomes populares A espécie é popularmente denominada Cipó-alho e Alho-d'água. a famosa medicinal Unha-degato do gênero Bignonia. a saber Pyrostegia venusta e Adenocalyma alliaceum. O caule lenhoso e as folhas possuem um odor fortíssimo de alho. também é conhecida como Cipó-de-alho. Dados botânicos É uma espécie de arbusto trepador. que inclui os Ipês e o Paud'arco. curto-pecioladas. com ampla distribuição nas regiões tropicais.1). fruto do tipo capsular largo. No Brasil. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica. . anteras glabras e ovário oblongo. são Tabebuia e jacaranda.família. duas espécies do gênero Jacaranda foram citadas como medicinais. da famosa Flor-de-são-joão. oblongo-linear. O nome do gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius e Carl Daniel Friedrich Meissner deriva do grego aderi = "glândula" e kalymma = "invólucro". podendo chegar a até 16 cm de comprimento. duas espécies dessa família mostram-se amplamente utilizadas com fins medicinais. uma delas. elípticos e coriáceos. o que gera o nome popular atribuído à espécie. as quais são discutidas a seguir. Pyrostegia. os gêneros mais comuns são Tabebuia.

roxas. por ser mole e porosa. o banho preparado com as folhas da planta é indicado no combate a infecções. de caule ereto de casca fina com escamas que se desprendem facilmente. das quais a maioria é encontrada no Brasil. Carobado-carrasco. Uma outra espécie do mesmo gênero. a infusão das folhas é utilizada no alívio a dores e no combate à febre. A planta oferece uma madeira apreciada na carvoaria. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugos usados sobretudo contra resfriados. Camboatá-pequeno. fruto do tipo capsular. Caroba-miúda.) DC. folhas compostas com até 20 cm de comprimento e folíolos oblongolanceolados. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. enquanto a infusão das folhas é usada internamente contra sífilis e como depurativa. Em outras regiões do país pode ser reconhecida como Camboatá. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 20 m de altura. a espécie é chamada de Caroba ou Carobinha. coriáceos e glabros. não completamente identificada e conhecida como .Dados da medicina tradicional Na região de estudo. O macerado das folhas em aguardente é aplicado externamente como cicatrizante e contra úlceras. especialmente a associada a estados gripais e resfriados. flores tubulosas. Camboté. Caroba-do-campo. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. Jacaranda caroba (Vell. dispostas em panículas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. pois possui crescimento rápido e é de fácil cultivo. O gênero Jacaranda foi descrito por Antoine Laurent dejussieu e inclui 34 espécies tropicais americanas. sendo amplamente usada como ornamental.

Dados da medicina tradicional Na região de estudo. com até 11 cm de comprimento e 5 cm de largura. sítios e quintais de residências.Carobinha. folhas com folíolos ovadooblongos. o macerado das folhas em água fria é usado internamente contra disenterias e diarréias. Dados botânicos É uma liana trepadeira por gavinhas. sendo portanto ideal para cultivo como ornamental. Trata-se de uma espécie heliófita. referindo-se à planta florida com flores de corola alaranjada.5 cm de largura (Figura 27. descrito por Carel Borinov Presl. ou seja /'coberta de fogo". especialmente em crianças. O nome do gênero Pyrostegia. com ramos jovens delgados e folhagem densa. as folhas são reputadas tônicas e antidiarréicas. Nomes populares A espécie é conhecida como Cipó-de-são joão. é usada na região contra diabetes e distúrbios hepáticos (infusão das folhas) e como cicatrizante (macerado das folhas em aguardente). raramente encontrada no interior de matas densas. Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers. onde é amplamente usada como ornamental em fazendas. com ampla freqüência em formações secundárias de regiões litorâneas e matas pluviais. podendo ocorrer com flores amarelas. as folhas são tônicas e anti-sifilíticas.5 cm de largura. fruto do tipo capsular com cerca de 25-30 cm de comprimento e 1. deriva do grego pyr = "fogo" e stege = "coberta". adstringente e anti-sifilítica. É muito comum no Brasil. O nome popular decorre de seu emprego nos mastros usados nas festas juninas. Segundo Corrêa (1984). . Corrêa (1984) refere que a casca é amarga e possui propriedades diurética. como corimbos multiflorais.2). de cor laranja. amplamente encontrada em campos. repletos de flores tubulares. inflorescências numerosas. contendo sementes de 1 cm de comprimento e 3. especialmente no Dia de São João. longas.

. especialmente a espécie Sesamum indicum. caucana tem apresentado a propriedade antiprotozoária (Weniger et al.. O extrato etanólico da espécie A. sendo a maioria de ervas ou arbustos. Espécies medicinais Sesamum indicum L. Foi detectada na flor de P. 1996). 1992).. a família não é encontrada de forma espontânea. venusta a presença de aminoácidos. acorendico presente na planta (Oguro et al. 2001) e anticancinogênica atribuída ao ácido/. aqui descrita como medicinal e da qual também se utilizam as sementes na alimentação e na produção do óleo de gergelim. A espécie J. com aproximadamente 85 espécies tropicais espontâneas e algumas de climas áridos..Dados químicos e farmacológicos dos gêneros Adenocalyma e Pyrostegia As flores secas de Adenocalyma alliaceum foram incorporadas à dieta de ratos (2%) durante seis semanas. 1996). A espécie J. marginatum apresentou atividade tripanossomicida (Oliveira et al. carotenóides e flavonóides (Gusman & Gottsberger.. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Gergelim. mas apenas cultivada. Espécies medicinais da família Pedaliaceae Introdução A família Pedaliaceae descrita por Robert Brown compreende dezessete gêneros. decurrens possui ácido ursólico (Varanda et al. 1999). a atividade antimicrobiana foi conferida a J. 1994). Do caule dejacaranda filicifolía foi isolado um ácido fenolítico com atividade inibidora da lipoxigenase (Ali & Houghton.. No Brasil. mimosifolia (Bisnuttu & Lajubutu. 1976 e 1977). promovendo uma diminuição da absorção de colesterol pelo intestino em animais hipercolesterolêmicos (Srinivasan & Srinivasan. 1995).

Trata-se de uma planta usada há aproximadamente cinco mil anos.. flores amarelas. com origem na Ásia tropical ou na África. e. 1988. 1990). 1997). folhas simples. externamente. de ocorrência nas áreas tropicais do Velho Mundo e no sul da África (Mabberley. A infusão das sementes é usada internamente como diurética. 1995). 1995). episesaminona (Marchand et al. opostas. visão fraca.3-epoxisesamone (Feroj Hasan et al. O macerado das sementes com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cravo (Caryophyllum aromaticus) é usado externamente no alívio a dores causadas por batida e contusão. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui apenas quinze espécies tropicais. contra hemorróidas (Bown. clorosesamona hidroxisesamona é 2. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. fruto do tipo capsular. dores de cabeça. Tashiro et al. osteoporose. indicum foi caracterizada a presença de . também possui importância na perfumaria e como medicinal: internamente. Dados químicos do gênero De Sesamum indicum foram isoladas as lignanas sesamina. podendo ser aplicado sobre a região do estômago para aliviar dor de barriga.Dados botânicos A planta é uma erva anual. abortiva e anti-reumática e. Nas sementes de S. no Egito e na Babilônia (Bown. com muitas sementes oleosas. O óleo de gergelim. externamente. e sobre as pernas para tratar paralisia.. além de seu uso na culinária. e a espécie mais conhecida é Sesamum indicum. 2001). para evitar perda de cabelos. castanha-de-peão-branco (Jatropha curcas) e folhas de arruda é usada internamente para tratar sintomas de derrame cerebral. para tratar constipação nasal crônica. tosses secas.. sesamolina (Mimura et al. distúrbios renais. vistosas.. inteiras e pubescentes. Já essa mesma mistura acrescida de resina de copaíba. para alívio da dor de ouvido. 1997). disenteria e catarro intestinal. diarréias. o uso tópico das sementes de gergelim é considerado útil como antiinflamatório e contra qualquer tipo de ferida. O sumo das sementes é usado topicamente sobre a testa para aliviar a febre. A mistura das sementes com sumo de cravo (flores) é usada como purgante.

1993). glutelina (Singh & Khanna. 1991). Foi observada a presença de glicosídeos polifenóis e fenóis com atividade antioxidante (Mimura & Ohsawa. 1994). 1989. 1988). indicum decorrem da presença de flavonóides em sua composição (Anila & Vijayalakshmi. prolamina.albumina. indicum L.. Muitas das atividades biológicas conferidas às sementes de S.2000). indicum foram isolados naftoqueinonas com atividade antifúngica (Hasan et al. 2000 e 2001). bem como três novos triglicosídeos.. sesamina Do extrato aquoso de S. (Kar & Mishra. 1988) e betaglobulina (Rajendran & Prakash. indicum detectaram a presença de glicolipídios. indicum foram isolados dois glicosídeos novos e seis conhecidos. Nas raízes de S. 1996). Estudos realizados com o óleo de sementes assadas de S. . gama-tocoferol e sesamolina. globulina. ácidos graxos. A estrutura desses compostos foi elucidada por evidências químicas e espectroscópicas (Suzuki et al. A quantidade desses elementos varia de acordo com o grau de torra dos grãos (Yoshida. Foi também observada a presença de cetoácidos nas sementes de S. Mimura.

protegendo-o contra danos oxidativos. diminuição da força e da taxa de contrações Atriais (do átrio do coração) de cobaias. O extrato de S.. 1988.. . respectivamente (Kang et al. indicum provocou hipotensão em ratos anestesiados. e. Três novas saponinas foram isoladas da parte aérea de S. A alomelanina extraída das sementes suprime o crescimento de células tumorais in vivo e in vitro. 1992). 1997)... sesamolina (Mimura et al. 1994).. Todos esses efeitos foram abolidos na presença de atropina. laciniatum foram isolados quatro derivados do ácido hidroxioleanólico (Krishnaswamy et al. além de verbascosídeo. 1992). indicum e S. Da parte aérea de S. 5alatum (Kamal Eldin & Yousif. dois derivados do ciclohexiletanol. o que faz dessa planta um suplemento nutricional efetivo como antioxidante (Mimura. Uma 2-episesalatina foi isolada das sementes de S. indicum demonstrou uma potente atividade larvicida contra Aedes aegypti (Cepleanu et ai. dessa forma. contração em útero isolado de ratas e íleo de cobaias. 1991). Tashiro et al. foram isoladas das sementes de S. em altas doses. 2002). 1995). sendo seu efeito citostático no bloqueio da fase S (Kamei et ai.. Dados farmacologicos da espécie O extrato alcoólico das sementes de S.. 1990) e sesangolina. 1991). 2001). alatum. tais dados indicam que esse extrato contém substância semelhante à acetilcolina (Gilani & Aftab. rengiol e isorengiol (Pottrat et al. indicum (Takswchi et ai. Foi observado que o efeito antioxidante associado ao efeito anticarcinogênico de Sesamum representa um papel importante para o organismo.Duas lignanas furânicas. Mediante o uso de animais diabéticos observou-se o efeito hipoglicemiante das sementes de S. 1992). angolense.. Foram identificadas das sementes desta espécie proteínas alergênicas que têm contribuído para os casos de alergia pelo uso da semente de gergelim (Beyeretal.. alatosídeo A-C.

ovário supero.Espécies medicinais da família Scrophulariaceae Introdução A família Scrophulariaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange 269 gêneros. axilares.100 espécies cosmopolitas espontâneas de áreas temperadas e parte em áreas tropicais. opostas. Coerana-branca. popularmente conhecido como Vassoura. tais como Digitalis. incluindo árvores. Calceolaria e Maurandia. no Pará. flores brancas. purpurea e D. bicarpelar. aqui descrito como medicinal. Pupeiçava. Verbascum e Wightia. Vassourinha-de-botão. pequenas. Vassoura. ovaldolanceoladas. a espécie é popularmente conhecida como Fel-da-terra. Veronica. pentâmeras. Outros nome são Vassourinha. arbustos e ervas. Espécies medicinais Scoparia dulcis L. em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. com corola rotácea. fontes de compostos digitálicos de grande valor na medicina moderna. das famosas D. nos quais estão distribuídas 5. especialmente dos gêneros Antirrhinum. Vassourinha-doce e Corrente-roxa. algumas aquáticas (Mabberley. Outro gênero muito comum e de ocorrência em quase todo o Brasil é Scoparia. quatro estames didínamos. Tapixaba. 1997). hermafroditas. . bilabiada. Tupixaba. Scobedia. Dados botânicos Planta herbácea de folhas pecioladas. inúmeras espécies são cultivadas como ornamentais. Nomes populares Na região amazônica. No Brasil. Ganha-aqui-ganha-acolá. crenadas e glabras. lanata. Nessa família constam ainda importantes gêneros de espécies medicinais. Esterhazia.

Na Paraíba. coceiras. para tratar problemas do fígado e do estômago e estimular o apetite (Simões et al. 1982). para aliviar a febre e como antiemético infantil e anti-séptico (Grenand et al... o chá é preparado. Matos. malária. No Brasil. Já entre os ticunas. No Pará. 1982. para melhorar o estado geral do indivíduo. além de ser considerada tônica. e as folhas. peitoral. problemas cardíacos. já o chá da raiz é usado como antidiabético (Amorozo & Gély. brotoejas. Os indígenas da Nicarágua utilizam a infusão a quente e/ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga. Coee et al. A infusão da planta toda é usada como expectorante e emoliente (Hirschmann et al. 1988. Scoparia. emoliente e béquica (Corrêa. pectoral. . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. desordens menstruais.. 1995). com todas as partes da planta. antidiabética e contra afecções catarrais. béquica. o chá da planta é usado contra hemorróidas. também. é utilizada contra tosses e verminoses (Agra. 1988). tosse. O nome do gênero. 1994. 1990). mas com a finalidade de reduzir inchaço e dor (Schultes & Raffauf. 1982. 1990). Cruz.. febre. Em Minas Gerais. essa espécie também é considerada emoliente. 1983). 1996). e utilizada contra desordens respiratórias. tosse. também. 1984). Nas tribos indígenas do Equador. bronquite. hepáticas e estomacais. 1994. As tribos indígenas das Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca. infecção urinaria e corrimento vaginal (Gavilanes et al. é utilizada como anti-hemorroidal. bem como para a limpeza do sangue e como auxiliar no parto (Dennis. significa "vassoura". bronquite. expectorante. com muitos óvulos (Figura 27. febrífuga. para lavar feridas (Branch & da Silva. o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos. emoliente. doenças venéreas. No Rio Grande do Sul. 1987). 1980). hipoglicemiante.bilocular. diabetes e hipertensão (De Almeida. especialmente na Floresta Amazônica. picada de mosquito. por causa do seu emprego.. Grandi et al. 1990).3). Encontrada em abundância na América do Sul. Grandi & Siqueira. hipotensiva. Coimbra. a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual (Schultes & Raffauf.. Outros indígenas do Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e. menstruais. 1993. erisipela e afecções cutâneas. 1986). 1982. Verardo.

1988a e 1990c). Freire.. 1993 e 1996) depressora (Freire.. Os ácidos escopadúlcico B. 1996b). acacetina.. antidiabética (Jain. glutinol e acacetina (Hayashi et al. 1991). depressora do SNC..1988b). hipertensiva (Freire et al. cinarosídeo D. 1994. et al. escutelareína. anti-séptica. E. 1990).. cumárico. sedativa e diurética (Ahmed et al.. 1990b). 1985)... escoparinol e dulcinol (Ahamed & Jakupovic. 2001). anti-herpética. Azevedo et al. Também foi detectada a presença de glicosídeos. betulínico. 1997) e o diterpeno tetracíclico escopadulina (Hayashi et al. O diterpeno escoparinol isolado desta espécie apresentou atividade analgésica.. A atividade antiviral do ácido escopadúlcico B e escopadulina foi observada contra o vírus do herpes em estudos in vivo e in vitro (Hayashi et al. 1998). O. antiviral. manitol.. alfa-amirina...Dados químicos da espécie Vários triterpenóides foram isolados desta espécie por Ramesh et al. entre outros compostos (Kawasaki et al.. simpatomimética (Freire et al. 6-metoxibenzoxazolinona. (1981). Dados farmacológicos da espécie Atividades analgésica. benzoxazolinona. gentísico. scopadulciol (Hayashi et al. flavonas. antibacteriana gram-positiva. Na escopadulina foi detectada a atividade antiviral (Hayashi et al.. apigenina. antiespasmódica. 1988. beta-sitosterol. antiinflamatória. iflainóico. 1986 e 1988a. Hayashi et al. M. 1990b). O ácido escopadúlcico tem apresentado também ati- . secretagoga e gastroprotetora (Mesia et al. 1993 e 1996a). S. S. 1997.. são capazes de inibir a atividade da bomba de próton gástrica (Hayashi et al. obtidos da espécie. 1990a e 1991). antifúngica. B e C (Kawasaki et al. 1987 e 1988c). Hayashi e al. 2000) foram determinadas em Scoparia dulcis. 1987). ácido escopadúlcico A e B (Hayashi et al.. (1979) e Mahato et al. M. et al. O óleo essencial da espécie também apresenta atividade fungicida (Lima. 1993 e 1996). Torres et al. 1996). hipocolesterolêmica. dulcinol e ácidos dulcióico... expectorante e atóxica (Moura et al. escopadulciol. Dalla Torre et al.. 1987. Existem registros na literatura da presença de diterpenóides denominados ácido escopárico A. antiinflamatória (Freire et al.. 1989.

vidade antimalarial in vitro (Riel et al. porém essa flavona apresentou maior suscetibilidade para linhagens de células cancerosas do que para as normais (Hayashi et al. 1997a).... 1993). 1978) (Banco de imagens - . 2002) e antitumoral (Nishino et al.Adenocalyma alliaceum. Ramos com flores (modificado a partir de Hoehne.. 1988b). Atividade citotóxica causada pela himenoxina foi observada em cultura de tecido humano. além de extrato etanólico demonstrar a mesma inibição aos receptores de serotonina e dopamina (Hasrat et al. 1997a e 1997b). FIGURA 27. dulcis diminuiu em mais de 60% a ligação do radioligante aos receptores 5-HT1A (Hasrat et al.1 .. Em estudos de radioligantes foi observado que o extrato de S.

FIGURA 27. Detalhe das inflorescências e flores tubulares (Banco de imagens - .Pyrostegia venusta.2 .

Scoparia dulcis.3 . Ramo florido com detalhes da flor e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.FIGURA 27. 1946) (Banco de imagens - .

Hiruma-Lima C.528 gêneros. M. que passamos a descrever a seguir. Di Stasi C. 1997). exceto na Antártida (Mabberley. Inclui espécies arbustivas. encontradas em todo o planeta. das quais a família Asteraceae (Compositae) é uma das mais importantes como fonte de espécies vegetais de valor medicinal.28 Asterales medicinais L. A família Asteraceae (Dicotyledonae) .Ivan Martinov. arbóreas. a grande maioria dos gêneros é constituída de plantas de pequeno porte. A. herbáceas. foi descrita inicialmente como Compositae por Paul Dietrich Giseke. Essa família compreende 1. Guimarães Introdução A ordem Asterales compreende nove famílias botânicas. trepadeiras e ervas. que reúne milhares de espécies vegetais com distribuição em todo o planeta. sendo a maior família botânica do grupo das angiospermas. Santos E. Os gêneros estão distri- . Trata-se de uma grande ordem. C. M.750 espécies cosmopolitas. Na região amazônica foram referidas inúmeras espécies medicinais da família Asteraceae. com aproximadamente 22.

especialmente Bidens pilosa e Bidens bipinnatus. Novalgina e Anador. Aster. Arnica e Tagetes (Helenieae). gênero da famosa Calêndula. Calea. e inúmeras plantas de . Wedelia. Matricaria chamomila. Vernonia e Elephantopus (Vernonieae). Baccharis e Solidago (Astereae). Gnaphalium e Achyrocline. Mikania. o Mentrasto. conhecida como Mil-folhas. conhecidas popularmente como Macela ou Macela-do-campo. Ageratum conyzoides. muitas das quais conhecidas como Boldo ou Jalapa e amplamente usadas. Gnaphalium e Achyrocline (Gnaphalieae). as importantes Carquejas. Nesse contexto. do gênero Mikania. Calendula (Calenduleae). Artemisia. • Cichorioideae Chaptalia (Mutisieae). Tanacetum. Sonchus e Taraxacum (Lactuceae). das quais se destaca a Baccharis trimera. dado o grande número de plantas pertencentes a ela que são usadas popularmente como medicamentos. Ageratum. Lactuca. Matricaria. Calendula officinalis. muitas conhecidas como Picão e Carrapicho. • Asteroideae Inula (Inuleae). os inúmeros Guacos e Guacos-de-quintal. do gênero Arnica. a famosa Arnica. Achillea e Santolina (Anthemideae). especialmente a Mikania glomerata. as várias espécies de Artemisia. várias espécies do gênero Bidens. Saussurea e Echinopis (Cardueae).buídos em três grandes subfamílias. Achillea millefolium. Semeio e Emilia (Senecioneae). Zinnia. A família Asteraceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes de espécies vegetais de interesse terapêutico. Stevia e Eupatorium (Eupatorieae). Calendula. muitas das quais amplamente estudadas dos pontos de vista químico e farmacológico. Bidens e Helianthus (Heliantheae). a Camomila. popularmente conhecidas como Artemisia e Losna. Galinsoga. com ampla distribuição no território brasileiro. tais como inúmeras Vernonia. devem ser ressaltadas algumas espécies de interesse medicinal. sendo os mais importantes os encontrados nas subfamílias Cichorioideae e Asteroideae.

como cicatrizante. enquanto várias outras foram aqui aclimatadas e podem ser encontradas em todo o território brasileiro. Espécies medicinais Acanthospermum australe (Loefl. folhas simples. sendo as flores dos bordos apenas femininas e as do disco. ereta ou prostrada. a decocção das folhas é usada. apenas masculinas. rasteira. sendo Acanthospermum hispidum e Acanthospermum australe as mais comuns e consideradas invasoras. flores unissexuais e marginais. em Minas Gerais. onde foram incorporadas na medicina tradicional.) Kuntze Nomes populares Essa espécie é conhecida na região amazônica como Carrapicho-rasteiro e apenas como Carrapicho na região do Vale do Ribeira. como antiinflamatório e. inteiras. . de pequeno porte. opostas. a infusão preparada com a raiz é usada internamente para combater problemas renais e como potente diurético. com borda irregularmente serreada.1). fruto do tipo aquênio fusiforme ou cuneiforme com cerdas uncinadas (Figura 28. caule comprimido e denso-piloso. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O nome do gênero vem do grego e significa "semente com espinhos". Grande parte dessas espécies é nativa do Brasil. e brácteas involucrais envolvendo a flor feminina. Em outras regiões do país. Dados botânicos Planta anual. amplamente usadas na medicina popular. internamente. como Carrapichinho e Carrapicho-de-carneiro. Na região do Vale do Ribeira.pequeno porte do gênero Eupatorium. O gênero Acanthospermum descrito por Franz Schrank inclui apenas seis espécies tropicais. de ápice e base agudas. oblongo lanceoladas. externamente. inflorescências axilar ou terminal com flores reunidas em capítulo paucifloro. curto-pecioladas.

a espécie é conhecida ainda como Erva-de-carpinteiro. hemorroidais e pulmonares. como contraceptivo feminino (Mabberley. com caules ramosos. digestivo. Achillea millefolium L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. reunidas em capítulos corimbosos. a infusão ou a decocção das folhas é usada contra febre. no Uruguai. rizomatosa. a espécie é chamada de Novalgina. Dados botânicos A planta é uma erva perene. gripes e distúrbios do estômago. e as centrais. A espécie é de origem européia e amplamente cultivada no Brasil como medicinal. contendo folhas oblongolanceoladas. O nome do gênero Achillea foi dado em homenagem ao grego Aquiles (Achiles).. glabra. hermafroditas. flores dimorfas. amarelas e tubulosas. Em outras regiões do país. nome dado à planta pelos seus usos medicinais na região.A espécie também é usada em Minas Gerais como diaforética e emoliente (Gavilanes et al. com até 60 cm de altura. Milefólio e Mil-em-rama. . 1997). Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. agindo ainda como antiespasmódico. além de ser anti-helmíntica. sendo considerada útil para deter hemorragias uterinas. raras são nativas das Américas. 1982) e. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga e aromática e possui a propriedade de melhorar as condições gerais da circulação. sendo as marginais femininas e brancas. dor de cabeça e dores gerais. Aquiléia. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 115 espécies de origem na Europa e na Ásia.

tônica. carminativa. A infusão preparada com a planta toda é usada na regulação menstrual e contra dores de cabeça e de barriga. com caules cilíndricos de onde partem ramos ascendentes. a infusão das raízes é usada internamente como analgésico. Erva-de-são-joão e Maria-preta. crenadas. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui 44 espécies tropicais de origem nas Américas. pecioladas. Baccharis trimera (Lers) DC. . É conhecida ainda como Carqueja-amargosa e Carqueja-crespa. mucilaginosa. A planta é invasora de culturas e fornecedora de forragem (Figura 28. enquanto o banho preparado com as raízes é indicado como anti-séptico e contra infecções da pele.Ageratum conyzoides L. anti-reumático e contra cólicas menstruais. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. febrífuga. Catingade-barão. reunidas em capítulos dispostos em panículas densas. mesmo nome dado para ela em quase todo o Brasil. Ageratum. e o nome do gênero. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga. a espécie é chamada de Mentrasto. útil contra resfriados. Em outras regiões do país. com até 1 m de altura. antidiarréica. amenorréia e gonorréia. significa "o que não envelhece". Nomes populares Na região da Mata Atlântica. ovadas. pilosa e ramosa. anti-reumática. cólicas flatulentas e uterinas.2). flores brancas ou lilases. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é uma erva anual. com folhas opostas. além de indicada para aliviar náuseas. é conhecida ainda como Catinga-de-bode. a espécie é chamada de Carqueja.

anti-helmíntico. 1926). Goambu. podendo atingir até 1 m de altura.Dados botânicos A planta é um subarbusto ereto e cheio de ramos glabros. fruto do tipo aquênio (Figura 28. como Picão-preto. diurético e contra distúrbios renais. a decocção das folhas é usada como analgésico. estomáquico. Erva-picão. Macela-do-campo. bem como em vários Estados brasileiros. Aceitilla. (Bidens pilosa L. entre outras (Corrêa. inflorescências em capítulos aglomerados com flores amarelas. a planta é usada como tônico. . Piolho-de-padre. Carrapicho-de-agulha. Pirco. Carrapicho-de-cavalo. hipertensão. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado externamente para reduzir inchaços. anti-reumático. estomacais e intestinais. Picão-do-campo. os caules são lenhosos e trialados desde a base até o ápice. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Espinho-de-agulha. A infusão das folhas é empregada como "emagrecedor" e para "desintoxicação do corpo".) Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e na Mata Atlântica. Carrapicho-deduas-pontas. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente quatrocentas espécies tropicais americanas. Em outras regiões do país. A infusão das raízes é usada externamente na redução de inchaço. com ampla distribuição na América do Sul. sendo as alas levemente inervadas e seccionadas alternadamente. Erva-picão e Pau-pau.3). o deus Baco do vinho. tais como Cuambu. O nome do gênero foi dado em homenagem a Bacchus. sendo considerada útil contra afecções do fígado e diabetes. Inúmeros nomes têm sido registrados para essa espécie. Carrapicho. Bidens bipinnatus L. A decocção das partes aéreas da planta é também utilizada como diurético e contra inflamações e febres. Amor-seco. derrame cerebral e diabetes.

capítulos pleiomorfos. 1993. 1995). antileucorréica. infecções urinárias (Mejia & Reng. edema. referindo-se às aristas do papilho. antiescorbútica. significa "dois dentes". Na medicina tradicional peruana. 1994). Essa espécie é de uso disseminado por toda a Amazônia e por todos os Estados brasileiros. dores de cabeça e de dentes (De Feo. 1962). a espécie também é referida como emoliente. 1994). ramosa. diurético e contra hepatite. disenteria. laringite. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 240 espécies cosmopolitas. simples. leucorréia. antiblenorrágica. A planta é considerada estimulante. folhas opostas. bem como no combate a dores em geral Jager et al. 1992. Duke et ai.. hepatite. antidisentérica. diurética. com flores radiais liguladas. dismenorréia. No Brasil. Coimbra.Dados botânicos Planta de pequeno porte. o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite (Watt & Breyer-Brandwijk. ereta. utilizada especialmente contra icterícia. Grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina. adstringente e considerada útil contra icterícia. 1990). pecioladas e fendidas. Bidens. sialagoga. com até 1 m de altura. 1984). diabetes.4). icterícia e contra vermes distintos (Rutter. . 1996). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. micoses.. flores amarelas reunidas em inflorescências do tipo capítulo. vermífuga e vulnerária. 1990. conjuntivite. a espécie é usada como antiinflamatório. a infusão preparada com as partes aéreas da planta é usada no tratamento da hepatite. desobstruente. Vasquez. pentâmeras. No Leste da África. desordens hepáticas. formando o papilho que é transformado em aristas (Figura 28. O nome. diabetes e inflamações (Corrêa. infecções urinárias e vaginais (De Almeida. Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes. glabra. com cálice modificado.

estimulante. digestivo. enquanto o sumo das folhas frescas.Eupatorium ayapana Veuten. jambu (Spilanthes acmella) e abacate (Persea sp. especialmente do fígado.5). lanceoladas. com papilho do mesmo tamanho (Figura 28. infecções da boca e contra veneno de cobras (Corrêa. ferrugíneo e glabro. como Iapana. androceu com anteras levemente sagitadas. além de se reconhecer nela poderosa ação contra tétano. a espécie possui vários usos das folhas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica especialmente pelo nome de Japana. Dados botânicos Erva bastante delicada. empregado externamente na forma de banho. é considerado útil contra dores de cabeça e febre. estriado e diminuto. A decocção das folhas também é usada em desordens digestivas. acuminadas. Em outras regiões do Brasil.) é usada internamente contra hemorróidas e verminoses. corola com tubo interno glabro. sudorífico. Aiapana.são coletadas pela população da região como sendo da mesma espécie.ambas não identificadas . flores (20 a 30) azuis. de caule ereto. o primeiro a usar a planta como medicamento contra doença do fígado. cólera. 1984). visto a grande semelhança entre elas. A infusão de suas folhas com as de arruda (Ruta graveolens). Japana-roxa e Erva-de-cobra. mas são comuns outras denominações. como tônico. O gênero Eupatorium foi descrito por Carl Linnaeus. folhas opostas. estomáquico. fruto do tipo aquênio alongado. reunidas em capítulos dispostos terminalmente. anguloso. angina. e contra malária. . antidiarréico e antidisentérico. Japana-branca. Duas outras distintas espécies do gênero Eupatorium . que o denominou assim em homenagem ao rei Eupator. triplinervadas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada como expectorante e contra diarréia e disenterias graves.

folhas oblongas.Gnaphalium purpureum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O nome do gênero significa "o que é firme". de ocorrência nas Américas . Solidago microglossa DC. reunidas em pequenos e numerosos capítulos radiados. podendo atingir até 1 m de altura. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. . pequenas. com a face superior verde e glabra e a inferior alvo-tomentosa.especialmente na América do Norte . assim como em todo o Brasil. com caules contendo folhas elípticas e obovadas. capítulos pequenos e reunidos. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e compreende aproximadamente oitenta espécies. referindo-se ao tomento das folhas. a espécie é chamada de Arnica. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente cinqüenta espécies cosmopolitas. Dados botânicos A planta é uma espécie perenial e herbácea. a espécie é chamada de Macela. dores de barriga e outros distúrbios intestinais. com ápice arredondado.e com raras espécies na América do Sul. flores amarelas. Dados botânicos A planta é um subarbusto perene. a infusão das folhas é usada contra diarréia. que formam uma inflorescência cilíndrica. O nome significa "feltro". serradas.

entretanto. com corola curva. comprimido com papilho aristado. com folhas opostas. Spilanthes. longo-pecioladas. ovadas. misturado com folhas de amor-crescido e de graviola. o macerado da planta toda em aguardente é usado externamente contra dores musculares. Jambuaçu. enquanto a decocção da planta toda é usada internamente como sedativo e contra distúrbios digestivos. significa "flor com mancha". Corrêa (1984) relata o uso da planta contra doenças da boca e da garganta. boldo e abacate é indicado contra hemorróidas e helmintoses. Abecedária. o chá ou xarope das folhas é considerado útil contra tosses e problemas hepáticos. referindo-se à corola de flor feminina de algumas espécies. não alado. Spilanthes acmella Rich. picadas de insetos e infecções. Essa planta é utilizada como estomáquica. que tem mancha escura sobre a lígula. cálculos da bexiga e dores de dente. O nome do gênero. Dados botânicos Planta herbácea. aristas do papilho sem pêlos retrorsos (Figura 28. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. Agrião-do-brasil. flores amarelas. agudas. vários outros nomes são usados. excitante e tônica na Aldeia Olho D'Água (Elisabetsky et ai. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Jambu. o preparado com folhas de arruda. membranosas. tais como Agrião-do-pará.. Botão-de-ouro. é utilizado contra conjuntivite e problemas hepáticos. batidas. Mastruço e Agrião-do-norte. Agriãobravo. descrito por Nicolaus von Jacquim. o chá das folhas.6). fruto do tipo aquênio.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. dispostas em capítulos globosos terminais ou axilares. .

emenagoga. sendo muito comum como espécie ornamental e amplamente usada em cemitérios. Cravo-africano e Tagetes. são partidas e aromáticas. abortiva. as folhas. tais como T. sendo também comumente chamada de Cravo. narcótica. divindade etrúria representada como um belo jovem.1982). americana é utilizada no tratamento de afecções bucais e algumas variedades de herpes. antiespasmódica. desinfetante e antiasmática. cicatrizante. A infusão das flores é considerada útil na dismenorréia. atingindo de 60 a 90 cm de altura. Originária do México. Cravo-amarelo ou Cravo-vermelho. a S. nas dores de cabeça e na "doença dos nervos". bronquite. Cravinho. opostas ou alternas. 1980). Na Colômbia. patula e T. digestiva. a decocção das partes aéreas é usada internamente contra dores reumáticas. T. Cravo-de-tufo. também são usadas como medicinais. tosse e resfriado. O macerado das raízes em água é usado também internamente como laxante e emético. Bown (1995) refere que a espécie é usada contra constipações severas e cólicas. Dados botânicos A espécie é uma herbácea ereta. lucida. minuta. febrífuga. 1997). as flores pequenas são reunidas em capítulos grandes amarelo-alaranjados. O gênero Tagetes descrito por Carl Linnaeus (tribo Tagetae) inclui aproximadamente cinqüenta espécies tropicais (Mabberley. considerada carminativa. está muito bem aclimatada no Brasil. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. antigripal. Amorozo & Gély (1988) referem que o . e indicada contra problemas hepáticos. no Pará (Amorozo & Gély. Outras espécies do gênero. em Brasília (Matos & Das Graças. 1988). Tagetes erecta L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Cravo-de-defunto. com muitos ramos. e seu nome vem de Tages.

anteras amarelas e estigmas vermelhos. que atua como anti-helmíntico e sudorífico. bem como foram identificados os constituintes majoritários: beta-cariofileno. sésseis. australe. pela abundância de flores. cordiformes. resfriados. . de Zinha ou Zínia. além de possuir raízes e sementes reputadas como laxativas. as folhas são ásperas. bronquites e tosses. para tratar "doença que deixa o queixo duro". arroxeadas e vermelhas. com uso freqüente contra dores reumáticas. Zinnia elegans Jacq. incluindo brancas. com caule ereto. a espécie possui um óleo essencial nauseabundo. forte. é amplamente usada no Brasil como ornamental. Corrêa (1984) refere que a planta toda é peitoral e calmante. opostas. flores pequenas reunidas em inflorescências do tipo capítulo solitário. o chá das folhas e flores. na região de estudo.13% de terpenos) foi obtido das folhas de A. Originária do México. as flores possuem várias cores. Dados químicos das espécies e gêneros Acanthospermum Óleo essencial (0. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas e flores misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é amplamente utilizada no combate à malária. Outras denominações populares incluem os nomes Capitão. rosas.chá das folhas com alho é usado contra febres. Moça-e-velha e Canela-de-velho. e a folha socada com cachaça ou água morna é usada externamente (fricção) contra"doença que prende e doença do vento". Segundo Hoehne (1939). Dados botânicos A espécie é uma herbácea de 60 a 80 cm de altura. Nomes populares A espécie é chamada.

beta-cariofileno. De A.. australe também foram isolados quatro flavonóides: penduletina.. deterpenos.. Herz & Kalyanaraman. 1987). Wang et al. Bidens O óleo essencial de Bidens pilosa possui alfa-pineno. Ageratum e Bacchoris Achilea millefoluim possui diversas sesquiterpenolactonas (Zozyo et al. germacreno A. 1994. axilarina e 5. alfa-copaeno.. 2000). Da espécie B. De A.. 1979.. 1979)... gama-humuleno e viridifloreno (Machado et al. glabratum (Saleh et al.6-dimethoxiflavona (Debenedetti et al. 1975. tripartitus. crisosfenol D. 1986.7. Sharma & Sharma. rutina e saponinas (Soicke & Leng-Peschlow. Caffmi & Demolis. De Baccharis trimera foram isolados flavonóides. 1987... Hoffman & Hoelzl. 1987. bipinnatus. 1975) e monoterpenos (Orth et al. 2002.. Poliacetilenos. B. Das partes aéreas de A. 1994 e 1984... catecolaminas. Herz & Kalyanaraman. laevis e B. Gene et al. 1996. 1997). 1976a e 1976b). 1994). saponinas e xantonas (Caetano et al... beta-guaieno. Achilea.4'-trihidroxi-3.beta-elemeno. pilosa. cadineno. 1992). cumarinas.. pilosa . 1992b. 1976).. millefolium também foram isolados ésterois. monoterpenos. leucantha (Wat et ai.. Alvarez et al. 1984). 1977). limoneno. carotenóides e glicosídeos foram isolados de B.. 1980. beta-pineno. australe já foram isolados diterpenos e sesquiterpenolactonas (Bohlmann et al. Nair et al.... Gill et al. 1975). flavonas. delta-cadineno (De Marais et al. 1981. gama-cadineno. Serquiterpenos lactonas e flavonas foram obtidos de A.. 1988a e 1988b. diterpenos (Saleh et al. alfa-felandreno. 1997).. 1985. leucoantociandinas.. terpenos (Verzan & El Sayed. 1990. flavonóides (Bohlmann et al. monoterpenos e alcalóides (Bohlmann et al. De Tommassi et al. Diversos constituintes já foram obtidos de Ageratum conyzoides como terpenos e flavonóides (Okunode. timol. hispidum foram isolados sesquiterpenos e compostos fenólicos (Jakupovic et al. B. 2001. 1990). Torres et al. 1991) também isolados de A setacea (Zitterl-Eglseer et al. 1987). flavonas (Falk et al. triterpenos (Chandler et al. B. isocariofileno.. 1979). Christensen et al... 1986. 2000).. flavonóides (Shimizu et al. 1981). Hausen et al. 1978).. Bohlmann et al. alfa-farneseno e beta-bisaboleno (Craveiro et al. alfahumuleno. 1991). De A. Debenedetti et al.

. Três poliacetilenos. bem como dois glicosídeos fenilpropanóides a partir de folhas frescas (Sashida et al.. 1995) E.fortunei. radiata e B. chrysoanthemoides. cannabinum (Stevens et al. tais como quatro auronas. E. E. cernuol. tinifolium (D'Agostinoetal. ocimeno e chalconas foram isolados e caracterizados das partes verdes e flores de B. 1997). Wang et al. 1986). E. Poliacetilenos também foram isolados de B. frondosa. chinese (Zhao et al. B. 1987 e 1988). Flavonóides glicosilados foram isolados de E tinifolium (D'Agostino et al. ternbergianum (D'Agostino et al. 1993 e 1995). tripartita (Isakova et al. portoricense (Wiedenfeld et al. salvia (Gonzalez et al. 1992). E. maximowicziana. B.. 1986). 1988. parviflora.. 1987. 1990). altissimum (D'Agostino et al. B. B. frondosa (Karikome et al. B. e vários flavonóides (Geissberger & Sequin. E. 1982).. 1990a e 1990b). adenophorum (Li et al. 1988c e 1988d). 1997). bipinnatus (W B. 1991. foi isolado do óleo essencial de Bidens cernua (Smirnov et al. .B.. 1992). 1985). 1990). odorata (Hai et al. 1994). E. leucolepis (Herz & Palaniappan. Edgar et al. £. 1992). ácido linoléico. e um novo composto sesquiterpênico com atividade antimicrobiana. E. E. angustifolium (Mesquita et al... E. 1995)..japonicum. enquanto várias chalconas foram obtidas de B.. 1995). E. ferulefolius. campylotheca (Bauer et al. 1988a. 1985). E. buniifolium (Muschietti et al. littorale (Sato et al. 1990).. 1997)...foram ainda isolados inúmeros compostos. 1987. eugenol. 1991). 1995) e £. Um novo diterpeno foi recentemente isolado de B. £. dois derivados tiofênicos. E. B. 1992). tripartitus (Christensen et al. B. Alcalóides pirrolizidínicos foram determinados em E cannabinum (Schimio et al. micranthum (Herz et al 1978). 1995).. erythropappum (Talapatra et al. Eupatorium Flavonóides foram isolados de Eupatorium coelestinum (Le Van & Pham. rotundifolium (Hendriks et al. E. 1994) e E. glandulosum (Nair et al. Pagani. Liu et al. Outros glicosídeos foram determinados nas espécies £. 1988b. ácido linoléico e linolênico. pilosa (Hoffmann & Hoelzl. 1981). E guayanum (Sagareishvili et al.. os triterpenos friedelina e friedelan-3p-ol. dahlioides. 1990c) e E adenophorum (Li-Rongtao et al. 1991) e E. subhastatum (Ferraro et al.. 1979). pilosa (Zuleeta et al.

cannabinum (Zdero & Bohlmann. E. quadrangularae (Hubert et al. A presença de sesquiterpenolactonas foi caracterizada em E. enquanto em E. Das partes aéreas de S. e o óleo essencial das folhas contém alfa-pineno. 1980) e E. cânfora. 1996) e triterpenos (Ospina de Nigrinis et al. Uma amida. E. 1990a e 1990b). recurvens (Herz et al. sitosterol. mikanioides (Herz et al. odoratum (Talapatra et al. p-cimeno. sesquiterpenos. E. E. acmella L. E. 1986).. Diterpenóides foram isolados de E. fenóis e saponina. 1986b). 1979). 1978). quadrangularis (Hubert et al. 1987). Uma grande quantidade de terpenos (geranial.. 1987) e E. americana foram isolados monoterpenos. triterpenóides de E. 1987). .. Monoterpenos glicosilados foram obtidos de E. adenophorum são p-cimeno e acetato de bornila (Ding et al. 1987). estigmasterol. altissimum (Jakupovic et al. laevigatum (Bauer et al. cariofileno e cadinol (Inya-Agha et al. 1992a). 1977). stoechadosmum foram descritos como componentes principais a acetofenona e os derivados do timol (Nguyen et al.Nas folhas de E.fortunei (Haruna et al. entre outras espécies (Ding et al. limoneno. odoratum foram encontrados taninos. 1987). beta-himachaleno) ou ésteres fenólicos foi identificada nos óleos essenciais de E. 1986). 1980). deltoideum (Quijano et al.. 1992b. E. 1996). 1999). naginatacetona. cannabinum (Stefanovic et al. 1991). oleracea Clarice (Nakatani & Nagashima. 1988a e 1988b). 1987). entre outros (Nakatani & Nagashima. 1994). Na fração diclorometânica das flores dessa espécie também foram detectados várias amidas. rufescens (Ruecker et al. compostos oxigenados e nitrogenados (Stashenko et al. E.. Os principais constituintes do óleo essencial de E. Ramsewak et al.. E. 1987). De S. e sesquiterpenóides de E. fortuna (Haruna et al. 1993).. espilantol e três amidas foram isolados das flores de S. 1986). 1986).. var. tinifolium (D'Agostino et al. adenophorum.. sitosterolO-beta-D-glucosídeo (Dinda & Guha. Spilanthes De Spilanthes acmella foram isolados saponinas e triterpenóides (Mukharya & Ansari. ácidos graxos e ácido tetratriacontanóico.. espilantol.. paniculata foram isolados aminoácidos (Dinda & Guha. laevigatum (Lopes et al.

1985). como quercetagetina. T microglossa (Castro. 1991). 1990a). bem como a quercetina detectada apenas nas flores dessa espécie.. dentro desse gênero foi encontrada uma certa diferenciação entre o padrão químico das flores e folhas de T. 1987). onde foi caracterizada a presença majoritária de terpenóides e sesquiterpenos. Entretanto. mendocina e T.. patuletrina e patuletina. riojana são duas espécies do gênero Tagetes morfologicamente muito similares. T. que parecem ser sintetizados somente pelas folhas (DeIsrailev & Seeligmann. 1988.. sendo a concentração desses compostos dependente do órgão utilizado e do estágio ontogênico da planta (Beavides & Caso. 1987). Alguns compostos têm sido identificados como típicos para muitas das espécies pertencentes ao gênero Tagetes. benzofurano e isoeuparina (Parodi et al. 1988a e 1988b). 1987). patula e I minuta apresentaram propriedade biocida natural decorrente da presença de tiofenos (Ketel. erecta e T.Tagetes Foram realizadas análises fitoquímicas dos óleos essenciais de Tagetes minuta (T. riojana sintetiza quercetina 5-0-glicosídeo (De-Israilev. 1987. Pe- .. laxa (De-Israilev et al. 1993). 1990b). Na raiz e no broto de duas espécies desse gênero (T. T. tenuifolia (I signata) (Parodi et al. T. tais como quercetagetina. 1993). lucida (Hethelyi et al. Tosi et al. No entanto... 6-hidroxi e 6-metoxi flavonóis e seus glicosídeos (De-Israilev & Seeligmann. minuta são ocimeno. além de enxofre e fósforo. 6-hidroxikaempferol. 1994) e T. T. 1990). o padrão floral não inclui flavonas nem flavonóides polimetoxilados. rupestris (De-Israilev & Seeligmann. T. T multiflora (De-Israilev & Seeligmann. Ahmad et al. patuletina e muitos desses derivados. T. 1995). argentina) foram identificados quatro tiofenos. campanulata. que podem ser diferenciadas pela composição química. glandulifera) (Craveiro et al. tagetona e tagetenona (Zygadlo et al. pois somente T. Os monoterpenos descritos em T... T. distribuídos nas diferentes partes da raiz (Makjanic et al. As espécies T. 1992). patula. erecta (Singh et al. patula (Ivancheva & Zdravkova. 1988).. minuta e T. 1988). patula foram isolados tiofenos. Das raízes de T. 1988).. zipaquirensis (Abdala & Seeligmann. 1993b). Foi relatada ainda a presença de flavonóides em T.

As antocianinas das flores de Z. 1988). australe demonstraram a ocorrência de uma forte inibição da enzima aldose redutase (Shimizu et al. 1988.. Experimentos com A. 2001). Compostos com atividade citotóxica e antineoplásica também foram obtidos de uma outra espécie do gênero. no fluxo coronário e na amplitude das contrações (Medeiros et al. Zinnia Uma triagem fitoquímica de Z. bradicinina e isoprenalina em vários órgãos isolados (Brandão et al. glicosídeos cardíacos. patula foi detectada (Arroo et al. 1995).. hispidum foi estudado o extrato hidroalcoólico da planta toda.quena quantidade de monotiofeno na raiz de T.. Nascimento et al. glabratum (Saleh et al.. 1995). australe contra Plasmodium berghei em roedores... 1997). a A.. b-sitosterol e triterpenos (Sharada et al. Atividade antineoplásica foi descrita para a espécie A.. além de produzir efeito inibitório sobre as contrações induzidas por histamina. Foi também constatada a atividade antimicrobiana (Silva et al. 1980). 1988). 1996) bem como atividade imunomoduladora (Mirambola et al. 1997). elegans foram identificadas como pelargonidina acetilada e cianidina 3. 2002) e antifúngica (Portillo et al. (1991) e Carvalho & Kretlli (1991) demonstraram efeitos parciais de extratos brutos de A. indicando a possibilidade de atividade antimalárica dessa espécie. australe (Matsunaga et al. Foram detectadas várias agliconas acumuladas na folhas e no caule (Wollenweber et al. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Acanthospermum Estudos realizados com a espécie A... Carvalho et al. taninos. o qual apresentou atividade broncodilatadora e espasmolítica (Brandão et al. ocitocina. 1996) dessa espécie. hispidum mostraram ainda um pequeno aumento na freqüência cardíaca. Em A.5-diglucosídeo por métodos cromatográficos e espectrais (Yamaguchi et al. 1987). elegans indicou a presença de Cumarina... 1991).. ..

conyzoides apresentaram atividade espasmolítica in vitro (Silva et al.. 1998b. As flores e os talos possuem atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Nishikawa. 1996) e finalmente as propriedades relaxante e vasodilatadora de B.Achila. Agerathum e Baccharis Existem relatos da atividades antiespermatogênica e antiinflamatória para Achilea millefolium (Montanari et al. e B. mas Bidens pilosa var. Ações antimicrobiana e antiparasitária foram verificadas com B. 1982) das folhas e raízes de Bidens pilosa. 2000). 1987). imunoestimulante (Ignácio et al. além de bloqueio das contrações uterinas produzidas pela acetilcolina (Torres da Silva et al. N'Dounga et al. como friedelina e friedelan-3. bipinnatus mostraram diminuição da amplitude da contração muscular do coração e aumento da freqüência cardíaca. Bondarenko et al. Bidens Experimentos com B. Goldberg et al.. aumento do tônus e da amplitude das contrações no duodeno. Triterpenos. var. à presença de saponinas (Gene et al. pilosa L. 1996). 1985. efeito que explica a utilização da espécie como analgésica (Jager et al. Foram detectadas atividades antimalárica in vivo e in vitro (Brandão et al. minor (Blume) Sherff. chilensis DC diminuíram significativamente o edema de pata induzido pela canogenina em ratos. 1980). 1987. além de vários flavonóides obtidos de B. Porém... presente em suas partes aéreas (Torres et al..-ol. enquanto os ácidos linoléico e linolênico possuem atividade antimicrobiana (Geissberger & Sequin.. As atividades analgésica e antiinflamatória de Ageratum conyzoides não foram confirmadas por Yamamoto et al. 1983). possuem atividade antiinflamatória. minor foi a mais .. 1949). 1991). Abena et al. pilosa (Santos et al. reduzindo a produção de prostaglandinas. 1995) e anti-hipertensiva (Santos & Queiroz Neto. (1993) foram capazes de comprovar o efeito analgésico desta espécie dois anos depois. 2000). Os extratos aquosos de Bidens pilosa L. 1997)... pilosa inibiu a síntese das cicloxigenases. (1991).. pilosa. As folhas de A.. 1969). as propriedades analgésica e antiinflamatória. A atividade anti-hepatotóxica de Baccharis trimera foi atribuída à presença de flavonóides (Soicke & Leng-Peschlow. trimera foram caracterizadas como de responsabilidade do diterpeno. B. Extrato etanólico de B..

1996). campylotheca apresentou... Estudos recentes mostram que frações ricas em flavonóides obtidas de B. 1988) e E. E. ativa contra úlcera gástrica crônica e aguda (Ayuso Gonzales et al. aurea aumentam a quantidade de muco e de proteínas em ratos. E. cernua impediu o crescimento de bactérias gram-positivas in vitro e de micodermatófitos (Smirnov et al. mais recentemente. aurea mostrou-se depressora do sistema nervoso central (Ayuso Gonzales et al. E. 1985). 1986b). 1989). pilosa L. Atividade antibiótica foi descrita para as espécies E.. 1994). 1985). Um composto sesquiterpênico isolado de B. E. Entretanto. . E. ayapana faz parte da composição de produtos cosméticos e farmacêuticos por seu efeito protetor contra os raios solares e os radicais livres (Greff.. 1985).. 1986) e diurética (Rebuelta et al. 1977).. potente inibição sobre a ciclooxigenase e a 5-lipoxigenase.. balantaefolium (Almeida & Fonteles. e cinco poliacetilenos isolados desse extrato exibiram o mesmo efeito inibitório. tequendamense (Mantilla & Sanabria. glyptophlebum. pilosa L.. ou seja. As folhas de E. somente os extratos de B.. 1995). uma significativa ação antiinflamatória (Redl et ai. 1996).. La Casa et al. 1995). Para a espécie B. Foram relatadas atividades moluscicida e antibacteriana dos sesquiterpenóides de E. reduziram o edema de pata induzido por adjuvante de Freund (Chin et al.. 1995). sendo eficazes contra úlcera por estresse (Alarcon et al. in vitro.ativa... pauciflorum (Giesbrecht et al. morifolium e E. 1997). 1998 e 1999). tacotaneum (Sanabria & Mantilla. ayapana possuem atividade antimicrobiana (Guptaetal. Estudos com essas frações em modelos de úlcera gástrica por ácido acético demonstram que o efeito protetor dessa fração contra úlceras decorre da recuperação da vascularização da área de úlcera com simultânea redução da infiltração leucocitária (Martin-Calero et al. 2002). Eupatorium A espécie E. 1994.. densum.. E. brevipes (Guerrero et al. minor e B. gracilae. var. consaguineum (Lopes et al. atidifolium e E. 1997). hepatoprotetora e antiinflamatória (Chin et al. A espécie B. hipotensora (Dimo et al. O extrato hexânico de B.. pilosa foi ainda descrita e confirmada a atividade bactericida (Rabe. 1995 e 1996) e. além de ação inibitória da síntese de prostaglandinas (Jager et al.

larvicida (Pitasawat . flaccida.. hyssopifolium (Hall et al. vautheriana e Flaveria bidentis (Garcia et al. 1992). odoratum (Iwu & Chiori. que apresentou atividade analgésica (Ansari et al. 1994) apresentaram ainda atividade antiinflamatória. laevigatum possui atividade espasmolítica (Andrade & Aucélio. 1987) contra inúmeras bactérias e fungos patogênicos. Sesquiterpenóides isolados de E.. ayapana (Gonçalves et al.. pauciflorum. seabridum apresentaram atividade antitumoral (Woerdenbag. cannabinum (Bourrel et al... 1982a). 1998). Atividade antiviral (anti-herpética) de Asteráceas da Argentina: Eupatorium buniifloium.. E. 1995).. inulaefolium (Gorzalczany et al. 1986). 1990). O extrato bruto aquoso de E. assim como da atividade da RNA polimerase. O óleo essencial de E. (Giesbrecht et al. E. E. E. Atividade antifúngica também foi determinada para compostos puros obtidos de E. Guerrero et al. 1991). RNAse. Inibição da síntese de colesterol. Achyrodine alata. enquanto a espécie E. 1989). squalidum foram isoladas naftoquinonas com atividade antimalárica (Krettli.. acmella foram isolados n-isobutil-4.. Eupatorium perfoliatum. Piperidinas de E. halinfolium e E. e de E.. 1995) e E. 1991). enzimas lisossomais e enzimas da síntese de glicogênio foram verificadas como substâncias isoladas de E. Os extratos de E. A.. Baptisia tinetoria e Arnica montana promove aumento da atividade fagocitária in vivo e in vitro (Wagner & Jurcic. 1996) e E. 1990 e 1991). 1990). riparium (Ratnayake-Bandara et al. 1988). triplinerve também inibe o crescimento de inúmeras bactérias (Yadava & Saini. 1984. A. 1986 e 1987. Cáceres et al.. Spilanthes Das folhas de S.. DNA e RNA de células tumorais.5-decadienamida. 1978). Inya-Agha et al... odoratum acelera o processo de coagulação sangüínea (Triratana et al. proteínas. 1991) e promove a contração de dueto deferente de cobaia e tiras arteriais de coelhos (Akah. candolleanum (Campos et al. cannabinum. Atividade antimalárica foi determinada para a espécie E. 1988.. 1995). A combinação dos extratos de Echinacea angustifolia. 1991). DNAse. 1985. Herz & Palaniappan. fortunei são inibidoras de glicosidases (Sekioka et al. squalidum (Carvalho et al.1986). porém possui alcalóides pirrolizidínicos que induzem à hepatotoxicidade (Mendonça et al. brevipes e E.

conhecida popularmente como Cravo-do-campo ou Coaribravo.et al. RJ.. Souza... e o extrato de S. erecta apresenta toxicidade contra fases larvais de Anopheles stephensi (Sharma & Saxena. mauritana (raiz e flores) possui atividade antifúngica contra Aspergillus sp. 1993. 1987. Em I minuta... O extrato de S. 1989). 1993).. calva inibiram a mutagênese induzida pelo tabaco e também a nitrosação de metiluréia de forma dose-dependente (Sukumaran & Kuttan. 1999). 1995). T. antiulcerogênica e espasmogênica (Moreira et al. 1986) e S. 1990). 1996). Compostos com atividade anestésica local foram isolados de Spilanthes americana (Nigrinis et al. F. e Plasmodium berghei in vivo (Gasquet et al. Uma fração do extrato de flores dessa espécie apresenta importante ação sobre o controle de outros vetores parasitários.. presente em muitas espécies. erecta apresentaram uma alta fototoxicidade. sedativa. et al. como Aedes aegypti e Anopheles stephensi (Perich et al. antimicrobiana.. oleracea (200 a 400 /mg/ml) apresentou atividade antimalárica contra Plasmodium falciparum. C.. bem como no consumo destas (Meckes et al. sendo os deri- .. 1988. 1994). Valderrama et al.. Andrade. 1992. testes de pele realizados posteriormente apresentaram reações positivas não só à arnica... como no cravo-da-índia. que possui potencial atividade inseticida (Kadir et al. foi caracterizada a atividade antichagásica dos extratos hidroalcoólico e etanólico da folhas contra o Triatoma infestam (Bronfen. 1993). isso denota um risco na aplicação imprópria dessas partes vegetais. 1998) e espilantol. 1992). 1992) e antitumoral (Moraes et al. 1984). Em S. et al.. Tagetes Os extratos metanólicos de raiz. mas não contra Candida sp. in vitro. como também a várias outras plantas do mesmo gênero e do gênero Tagetes (Pirker et al. (Fabry et al. 1995). usado como emenagogo.. Essa espécie também possui atividade larvicida contra Aedes fluviatilis. embora ainda não se conheça o mecanismo de ação.. oleracea (Herdy & Carvalho. O eugenol. Camargo Neves et al.. Foi relatado o caso de um paciente de 69 anos de idade que apresentou dermatite facial após 24 horas de contato com arnica. et al. enquanto o extrato de S. L. acmella foram caracterizadas também as atividades anticonvulsivante. folhas e flores de T. J. 1994) e outras espécie de insetos (Broussalis et al.

.. Essa planta também possui ação bactericida contra as infecções respiratórias causadas por três tipos de bactérias gram-positivas (Staphylococcus aureus. elegans L. Do extrato de Z. 1997). Dentre outras espécies. 1992). in vivo e in vitro. presentes em diversas espécies de Asteraceae (Macedo et al. flavicoma foram isolados elemanlídeos do tipo zinaflavina B. O extrato de T. que possuem elevada citotoxicidade em carcinoma laringeal humano e em fibroblasto do tecido conjuntivo (Tellez et al.. foram eficazes como fungicidas (Lacicowa & Wagner. e o efeito do óleo persiste por pelo menos nove dias. o terpeno ocimenona presente no óleo revelou atividade em concentrações maiores que no óleo essencial completo. sendo potencialmente utilizável contra outras espécies de mosquitos. o óleo essencial de T. tendo sido isoladas fototoxinas que apresentaram atividade inseticida (Consoli et al.. a atividade da ATPase.. além de atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e gram-negativas (Tereschuk et al. lúcida estimulou discretamente. 1989)... O extrato alcoólico de diferentes partes dessa espécie exibiu atividade estrogênica. 1987).. füifolia apresenta atividade antioxidante no óleo de amendoim (Maestri et al. Zinnia As sementes de Z. 1995). D e F. O óleo essencial de I minuta apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti.. 1991). in vitro. enquanto seus compostos cumarínicos apresentaram uma pequena atividade inibitória sobre a contratilidade do músculo liso de coelhos (Rivera et al. Houve também um aumento da amplitude de contração do intestino de coelho isolado. a amplitute de contração do músculo esquelético em ratos (Aoki & Cortes. Foi testado o extrato etanólico das partes aéreas de I patula. 1996).Ca2+ dependente e inibiu. 1991). O extrato de Zinnia na dose 10% acima da DL50 induziu a algumas alterações histopatológicas e bioquímicas do fígado (Sharada et al. 1994).vados tiofênicos os compostos ativos. Mabberley (1997) refere que um composto terpênico é considerado eficaz contra HIV e importante composto com atividade larvicida. foetidissima possuem componentes fitotóxicos com atividade antibiótica (Perez-Amador et al. 1995). Os extratos hexânicos de T. além de seu efeito persistir por aproximadamente 24 horas (Green et al. 1997). coronopifolia e T.. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes) (Caceres et al.. 1994).

enquanto hepatoxicidade foi determinada nas espécies E. 1996 e 1997). T. porém nenhuma delas representa importante avanço na pesquisa de novas drogas.. et ai. aspecto que limita sua utilização até que novos estudos sejam realizados. a espécie E.. alopecia. hispidum mostraram efeitos tóxicos dos brotos e sementes. poucos dados estão disponíveis sobre o uso dessa planta pelo homem. adenophorum (Oelrichs et ai. caracterizados por diarréia.Dados toxicológicos das espécies e dos gêneros Hoehne (1939) relata que as sementes de A. 1988). Observações adicionais Os dados de toxicidade apresentados para o gênero Acanthospermum demonstram claramente que preparados tradicionais com essa espécie não devem ser utilizados durante o período de gestação. enquanto o extrato aquoso de S. a espécie é uma fonte de substâncias que podem e devem ser estudadas para várias atividades farmacológicas.. Estudos realizados com essa espécie demonstram a presença de várias atividades farmacológicas. Estudos recentes mostram que o extrato hidroalcoólico não produz efeitos tóxicos (Dutra E. congestão do baço e coração. 1990). especialmente se for levado em conta que a espécie é utilizada como contraceptivo. australe são tóxicas para aves. 1995). no entanto. os extratos não apresentam efeitos abortivos (Lemônica & Alvarenga. ageratoides possui efeitos tóxicos em bovinos. A. adenophorum causou doenças pulmonares crônicas em cavalos (Oelrichs et ai. 1978a e 1978b). 1995). 1993).. dispnéia. Segundo Hoehne (1939). rugosum é o principal componente tóxico (Beier et ai. icterícia e enterite catarral (Ali & Adam.. A ingestão regular de E. M. especialmente . Entretanto. hemorragia. Estudos com extratos brutos demonstram que ocorrem malformações externas com o uso de A. As folhas de S. australe durante o período de prenhez de ratas. oleraceae apresentaram atividade convulsivante (Moreira et ai. Considerando-se ainda a pequena importância da espécie como medicamento tradicional. fraqueza e debilidade dos membros. Tremetona isolada de E. especialmente na fase jovem.. acmella induziu a contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-clônicas e morte (Moreira. S. 1994). et al. Estudos com a espécie A. V.

A utilização da espécie para estudos de outras atividades farmacológicas descritas para espécies do mesmo gênero pode representar uma importante estratégia de estudo de compostos com atividades antimicrobiana. relaxante muscular e antineoplásica. assim como novas avaliações da farmacologia com as substâncias devidamente isoladas.Acanthospermum australe: a) escanerata de ramo fértil. c) detalhe da escanerata com flor (Banco de imagens - .como diurético e hipotensor. b) detalhe da escanerata. FIGURA 28.1 . A propriedade antimalárica indica a necessidade de novos estudos voltados à caracterização química dos constituintes responsáveis por essas atividades.

Ageratum conyzoides: a) escanerata do ramo florido.FIGURA 28. b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .2 .

3 .FIGURA 28.Baccharis trimera: a) escanerata mostrando o caule alado e as inflorescências. b) escanerata com detalhe das inflorescências (Banco de imagens - .

Bidens bipinnatus.FIGURA 28. Detalhe da escanerata mostrando inflorescência (Banco de imagens - .4 .

FIGURA 28.original).Eupatorium ayapana.: a) ramo florido (Di Stasi . b) flor isolada e c) corte de capítulo longitudinal (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov.5 . 1998). .

. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.FIGURA 28. 1984).Spilanthes acmella.6 .

Coffea arábica. Desfontainiaceae e Rubiaceae. Hiruma-Lima Introdução A ordem Rubiales inclui apenas três famílias botânicas. apenas esta última apresenta importância como fonte de espécies de valor econômico e terapêutico. A família Rubiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu um grande número de gêneros abrange (630). assim como de vários compostos com atividade farmacológica. Os gêneros dessa família estão distribuídos em quatro subfamílias. importante fonte de espécies ornamentais.29 Rubiales medicinais L. . do famoso jenipapo brasileiro. fonte de uma das mais apreciadas bebidas no Brasil. como é o caso de Coffea e Cinchona. 1997). com representantes arbóreos. A. nos quais se distribuem mais de 10. Genipa. algumas espontâneas nas áreas tropicais. das quais destacamos os principais: • Cinchonoideae: Cinchona. C. Di Stasi C. Essa família possui inúmeros gêneros de espécies medicinais. alguns deles de valor histórico. algumas lianas e poucas ervas (Mabberley. fonte de quinino e outros compostos de valor terapêutico. do famoso Cafeeiro.200 espécies vegetais cosmopolitas. Gelsemiaceae. e Gardenia. arbustivos. • Ixoroideae: Coffea.

muito comuns em terrenos baldios.• Antirheoideae: Guettarda. diclamídeas. Dados botânicos Pequeno arbusto. simples. 1997). com corola de base gibosa. . Espécies medicinais Palicourea /an/f/ora Standl. flores hermafroditas. Dados da medicina tradicional Os índios da aldeia tenharins utilizam o sumo das folhas ou o chá com pouca água para deter hemorragias de menstruação irregular. Não foram encontrados sinônimos. fonte de emetina e outros constituintes de importância.1). tubo de corola ventricoso ou ampliado na base. inteira. bilocular com óvulos fixados na base do lóculo. e o gênero descrito por Jean Baptiste Christopjore Fuseé Aublet inclui duzentas espécies tropicais. Cephaelis da famosa C. • Rubioideae: Psychotria. estipulas não foliáceas. bicarpelar. Borreria e Dioidea. carnoso e drupáceo (Figura 29. com pêlos abaixo da inserção dos estames. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Guarapitanga-poranha. O nome do gênero Palicourea é popular nas Guianas. que compreende uma das espécies aqui referidas como medicinais. ipecacuanha. com espécies popularmente denominadas Poaia. O nome dessa planta se refere ao levantamento etnofarmacológico realizado na aldeia tenharins. que inclui várias espécies com compostos de ação no SNC e muito usadas em rituais. especialmente na Amazônia. importante árvore. ovário ínfero. e Palicourea. fruto indeiscente. lanceoladas. folhas curto-pecioladas. ereto. muitas delas encontradas na Amazônia e várias com atividade emética (Mabberley.

delgados. acuminadas. com ramos cilíndricos.. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2. A planta é chamada de Erva-de-rato-verdadeira. E popularmente usada como medicamento.. opostas. sendo a Palicoureina o polipeptídeo com atividade anti-HIV (Bokesch et al. avermelhadas. marcgravii. o palicosídeo e de P alpina a palinina (Morita et al 1989. avermelhados. inflorescência em panículas. Dados químicos do gênero Das folhas de Palicaurea adusta foi isolado o alcalóide lyalosídeo (Valverde et al. . 1999). 1996.Palicourea marcgravii St. glabros. 1976). Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero O extrato aquoso de P marcgravii apresentou atividades tóxica. frutos do tipo baga. 2001). a infusão das partes aéreas é usada como alucinógeno e contra "verminoses de barriga cheia". 1995. pois acreditase popularmente que os ratos sintam atração por ela. Hil. 1989a). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. a planta é conhecida popularmente como Erva-de-rato ou Douradinha-do-campo. 1994). sobretudo na região amazônica.5 m de altura. fendleri (Nakano & Martin. de P. de onde partem folhas com venação tênue.. foi caracterizada também a presença de ácido fluoroacético (Krebs et al. De-Moraes-Moreau et al. pecioladas. (Kemmerling. Stuart & Woo-Meng. Peptídios macrocíclicos de P condensata foram isolados... Palermo-Neto et al. Além de alcolóide. Nomes populares No Brasil todo. mas também considerada espécie tóxica e perigosa. 1974) alcolóides também foram detectados na espécie P.

. A ingestão experimental de P marcgravii promoveu morte repentina no gado. Além de fluoroacetato. FIGURA 29.. 1984a. os frutos são mais tóxicos que as flores e folhas.. De-Moraes-Moreau et al. et al. que têm grande absorção no sistema gastrintestinal e atuam como inibidores da monoaminooxidase (Kemmerling. porém tais sintomas foram observados somente em ruminantes. marcgravii promoveu o aparecimento de excitação... falta de coordenação motora..1 . náuseas. Aspecto do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi . Das folhas de P.Banco de imagens - . contrações musculares. caracteriza-se por um quadro hipoglicêmico com ansiedade. 1989b. convulsões tônico-clônicas e distúrbios cardíacos. 1988.teratogênica (Costa. 1989).Palicourea laniflora. 1986). 1980) e convulsivante (Gorniak et al. 1995). Segundo Schvartsman (1979). Gorniak et al.. vômitos. comum em animais e rara na espécie humana. marcgravii foi atribuída à presença do ácido monofluoracético nas folhas dessa planta (Eckschmidt et al.juruana provocou mortes repentinas em coelhos e bezerros (Tokarnia & Jurgen. 1989). 1989.. marcgravii foi isolado também um alcalóide indólico denominado palicosídeo (Morita et al. e a intoxicação. P. enquanto P. 1982). Tokarnia & Dobereiner. Palermo-Neto et al. espasmos musculares. outras duas substâncias também contribuem para o efeito tóxico: N-metiltiramina e 2-metiltetrahidro-b-carbolina. 1996). A intoxicação aguda provocada pelo extrato de P. midríase e morte em bovinos (Costa et al.

C. Di Stasi C. A família inclui inúmeras plantas ornamentais. A. das quais a família Caprifoliaceae é a que apresenta com maior número de exemplares encontradas no Brasil. No Brasil. distribuídas especialmente na América do Norte e na Ásia. cultivam-se algumas espécies dos gêneros Abelia. na qual foi registrado o uso de uma importante espécie econômica e medicinal. Lonicera e Sambucus (Barrozo. também utilizado como medicinal em todo o mundo. Abelia e Linnaea. 1978). descrita a seguir. .30 Dipsacales medicinais L. 1997). arbustos e lianas. A família Caprifoliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu possui aproximadamente quinze gêneros e 420 espécies. As famílias Valerianaceae e Dipsacaceae também incluem importantes espécies no Brasil. Os principais gêneros são Sambucus. Hiruma-Lima Introdução A ordem Dipsacales inclui apenas cinco famílias botânicas. mas as medicinais são referidas principalmente na família Caprifoliaceae. Viburnum. Lonicera. a planta mais comumente utilizada e mais conhecida no Brasil é o Sabugueiro. mas que são também comuns na Europa e na Austrália (Mabberley.

com ramos bastante lenhosos. Na região da Mata Atlântica. a infusão das folhas é indicada contra febres e resfriados. ao passo que a infusão das flores é usada contra dores musculares. no champanhe e no catchup. óleos e ungüentos. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em várias outras do Brasil como Sabugueiro e Sabugueiro-negro. e suas frutas são usadas em saladas e no preparo de sucos. e possuem aroma muito agradável.1). Apresenta importante valor econômico. A espécie. Floresce nos meses de julho a agosto. É uma espécie nativa da Europa e do Norte da África. dispostas em um corimbo branco. usada internamente. também é utilizada em culinária como flavorizante de inúmeros alimentos. . além de seu histórico uso medicinal. os frutos são drupas negras e brilhantes (Figura 30.Espécies medicinais Sambucus nigra L. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. o uso tópico do sumo das folhas ou do macerado das folhas em água é indicado contra afecções da pele e como repelente de insetos. além de flavorizantes em vinhos. é considerada excelente diurético e sudorífico. visto que suas flores são empregadas na produção de inúmeras loções para pele. O nome do gênero Sambucus descrito por Carl Linnaeus significa "cor vermelha". Dados botânicos A espécie é um arbusto de 3 a 6 m de altura. folhas verde-escuras com cinco a sete folíolos peciolados e ovais. gripes fortes e varicela. que se manifesta no suco vermelho-escuro dos frutos. as flores são brancas. O mesmo nome é atribuído para a espécie na região do Vale do Ribeira. A decocção das folhas é empregada internamente contra sarampo. considerada exótica nas Américas. A infusão das folhas.

. flavonóides. reduzir inflamação e como diurético e anticatarral. para pequenas queimaduras. Kaku et al. heptadecênico. glicosídeos fenólicos (D' Abrosca et al. folhas. 1996) e carotenóides (Osianu & Ciurdaru.. catarros. Van Damme et al. nigra. casca e frutos são usados para diminuir febres. linoléico e linolênico das sementes (Karovicova et al. 1990. esteárico. descrita no trabalho de Grieve (1994). tetradecênico. externamente.. a planta ainda é indicada contra influenza. 1986). mirístico.Bown (1995) refere que flores. Internamente. 2001). sinusite. reumatismo e febres. erisipelas e queimaduras. além de serem úteis (uso externo) contra furúnculos.. palmítico. 1989b e 1989c). 1989. Essa espécie possui uma importante e milenar história de usos medicinais e econômicos. oléico.. gripes. irritação dos olhos ou pele inflamada e úlceras. S. lignanas. Corrêa (1984) refere que o chá da inflorescência é sudorífico e que as folhas são inseticidas. cianogeninas. diuréticas. lectinas das cascas (Shibuya et al. De S. Dados químicos Da espécie Sambucus nigra foram obtidos antocianinas (BroennumHansen & Flink. os ácidos graxos láurico. racemosa e S. onde também podem ser encontrados inúmeros dados químicos e farmacológicos. sudoríficas. canadensis foi isolado o iridóide . os aminoácidos fenilalanina e leucina (Karovicova et al. 1988). além do uso das folhas como inseticida e anti-séptico. 1989a).

. formosana foram isolados. australis.morronisídeo (Jensen & Nielsen. De Sambucus sieboldina isolou-se mucina (Harada et al. 1994). promoveu atividade antioxidante (Stajner et al. das folhas. e das raízes de S. antiinflamatória e antipirética. O extrato hidroalcoólico de S. De estrutura semelhante também foi isolada a nigrina F. nigra também foram capazes de induzir à agregação de neutrófilos (Timoshenko et al.. promoveu-se um teste de hemaglutinação utilizando aglutininas de várias espécies de Sambucus (Murayama et al. indicado para hidropisia. 1997a e 1997b). Van Damme & Peumans. beta-amirina e o ácido oleanólico. Centaurium minus. Sambucus nigra. sieboldiana foi isolada uma lectina responsável pela aglutinação de eritrócitos humanos (Tazaki & Shibuya. . 1997). 1995). 1987). Schoning. 1988). 1989). com ausência de atividade tóxica (Girbes et al. 1997. 1990).. Glicosídeo cianogênico foi caracterizado em S. 2000). apresentou atividade vasodilatadora (Paganini et al. De S.. Salvia offtcinalis. Das cascas de S. porém com uma toxicidade menor em camundongos (Battelli et al. O extrato aquoso das folhas de S.. Dados farmacológicos A nigrina b é uma lectina isolada das cascas de Sambucus nigra que apresenta estrutura e atividade enzimática semelhante à da ricina. indicado popularmente como anti-reumático e anti-hemorroidol.. 1997). conhecido como Sauco. 1997). Prunus spinosa. De S. que possui atividade colerética (Takeda et al. Bojic & Cuperlovic. 1992b e 1992). As lectinas de S. e Polygonum aviculare. nigra. Artemisia absinthium. Com base nessa constatação.. 1980). ebulus foram isolados glicosídeos iridóides e um glicosídeo monoterpeno (Gross et al. 1996.. 1997. que apresentaram atividade anti-hepatotóxica (Lin & Tome. formosana foram isolados os triterpenos ésteres chamados de sambuculina A. apresentou atividades analgésica.... sem apresentar sinais de toxicidade (Nunes et al. uma formulação de plantas preparada com Mentha piperita. não apresentou atividade antiinflamatória nem analgésica (Salamanca et al. os triterpenóides e esteróides (Lin & Tome. 1974). 1986). 1996). O extrato aquoso de S.. O reatival. mexicana. canadensis (Buhrmester et al.

2000.. 1999) e a espécie S. 2002).1 . FIGURA 30.A espécie S. Detalhe do ramo florido (Banco de imagens - ).Sambucus nigra.. . ebulus não foi efetiva no combate ao Helicobacter pylori (Yesilada et al. peruviana apresentou atividade antimicrobiana para bactérias gram-positivas (Hernandez et al. Neto et al.

das quais 86 são espécies referidas exclusivamente nà região amazônica e a maioria se trata de espécies nativas e endêmicas da região. Mata Atlântica. Dessas 135 espécies medicinais. C. • 109 são usadas na Amazônica. Di Stasi O livro aqui apresentado compreendeu a descrição de 135 espécies medicinais. e a maioria das espécies é de plantas exóticas cultivadas no Brasil. como é o caso do Alho (Allium sativum). entre outros. • 79 plantas medicinais são usadas na região do Vale do Ribeira. da Hortelã (Menthapiperita). Algumas também são espécies nativas do Brasil e com ampla distribuição no território brasileiro. das quais 56 espécies são exclusivamente referidas pelos entrevistados que habitam a Mata Atlântica de São Paulo ou seu entorno. como é o caso do Pau-ferro (Caesalpinia ferrea).Posfácio L. . A maioria é nativa desse ecossistema. Carambola (Averrhoa carambola) e outras. muitas delas espontâneas em áreas de formação secundária e capoeiras. cujos dados da medicina tradicional foram obtidos por entrevistas e questionários aplicados em duas importantes regiões do país: Amazônia e Mata Atlântica paulista. e várias também exóticas e cultivadas na região do Vale do Ribeira. • 23 espécies foram referidas em ambas as regiões.

o Tomate (Lycopersicum suculentum) e a Salsa (Petroselium sativum) foram referidas como medicinais. . 340 espécies. a Mostarda (Brassica nigra). a Erva-doce (Pimpinela anisum). líquens. das quais 55 ordens e 322 famílias são de dicotiledôneas.Dessas 135 espécies medicinais. razão pela qual não foram incluídas no texto. definida pelo número de citações feitas pelos entrevistados. o Guaco (Mikania ghmerata) e outras do mesmo gênero. o Mamão (Carica papaya). Se considerarmos que o sistema de arranjo sistemático das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997) e usado neste livro inclui nas angiospermas 76 ordens e 426 famílias. mas por pequeno número de entrevistados (menos de 10%). ambos grupos vegetais compreendidos pelas angiospermas. tais como o Alecrim (Rosmarinus offirínalis). entre eles a sua importância para determinado grupo estudado. Não foram referidas nas entrevistas nem incluídas no livro espécies de Pteridófita e de Gimnopermas. o Coentro (Coriandrum sativum). neste livro. ou seja. No caso de plantas medicinais usadas na Mata Atlântica. enquanto as outras 119 são dicotiledôneas. incluindo na totalidade 160 espécies referidas na Amazônia e 180 referidas na Mata Atlântica. compreendidas em trinta diferentes ordens. Também não fazem parte deste livro espécies de fungos. várias espécies amplamente conhecidas. das quais apenas 135 foram selecionadas para esta publicação. o Agrião (Nasturtium officinalis). A seleção das espécies baseou-se em vários critérios de exclusão. apenas dezesseis são monocotiledôneas. a Losna (Artemisia absinthium). devemos considerar que também priorizamos espécies nativas como um dos critérios de inclusão. a Calêndula (Calendula officinalis). Além da pequena importância que essas plantas possuem nas comunidades entrevistadas. a Erva-cidreira de folhas ou Melissa (Melissa officinalis). a Camomila (Matricaria chamamila). e 21 ordens e 84 famílias são de monocotiledôneas. O mesmo critério foi usado para excluir algumas das espécies referidas na Amazônia e para justificar aquelas que se encontram aqui descritas. As 135 espécies de angiospermas referidas estão distribuídas em 61 famílias botânicas. Esse dado se torna mais importante porque. briófitas e seres vivos que integram outros grupos taxonômicos do reino vegetal. podemos observar a imensa diversidade biológica de espécies vegetais com usos medicinais que fazem parte da cultura e do patrimônio do Brasil. as espécies foram selecionadas a partir dos levantamentos etnofarmacológicos realizados em ambas as regiões.

insistimos que pesquisas etnofarmacológicas continuem sendo exaustivamente realizadas em todo o Brasil. Por isso. e sempre espécies vegetais podem tornar-se novas espécies medicinais e potencialmente úteis para as pesquisas farmacológicas e químicas voltadas para a obtenção de novos medicamentos. pelos mais variados grupos de pesquisadores. devemos salientar que o conhecimento popular sobre as plantas medicinais provém de uma cultura dinâmica e que se modifica diariamente. para que em futuro próximo estes possam adquirir direitos sobre os eventuais e prováveis produtos que decorrerão das pesquisas nessa área. Sobre essas. seja de modo espontâneo seja por influências de outras culturas. . alcançando alto índice de citação. esse conhecimento se enriquece a cada dia. caracterizando-se como espécies com efetiva tradição de uso na comunidade. documentado (como aqui está sendo feito) e avaliado como propriedade intelectual dos devidos grupos pesquisados. como a de massa e a erudita. ou pagaremos tal perda com a redução das possibilidades de obtenção de novos medicamentos e novas alternativas terapêuticas ou econômicas. Várias das espécies medicinais usadas na Mata Atlântica incluídas neste livro não tiveram sua revisão bibliográfica apresentada. Essas informações mostram a grande importância do conhecimento popular acerca das virtudes medicinais das espécies vegetais brasileiras. isto é. dados botânicos e as informações que consideramos relevantes para esta publicação. Finalmente. vários estudos estão sendo feitos e a revisão bibliográfica não foi completamente realizada. que deve ser devidamente resgatado para que não se perca.Cumpre ainda assinalar que várias espécies não identificadas completamente foram incluídas pela sua importância nos distintos grupos étnicos que as referiram como medicinais. O mesmo não ocorre com as espécies medicinais de uso na região amazônica. razão pela qual optamos por incluir apenas os dados de uso tradicional. e que esse conhecimento seja recuperado.

os estames. Amplexicaule. Baga. Que fica na axila. Bianual. Fruto seco. pelo lado interno. Arilo. Acuminada. se desenvolve até dar frutos e morre em um período não superior a um ano. indeiscente. Qualquer parte da planta que tem pelo menos dois planos de simetria. Andróginas. Conjunto de órgãos masculinos da flor. com uma única semente.Glossário de termos botânicos. Que abraça o caule. Fruto carnoso com pericarpo fino e parte interna carnosa. Aguda. o ciclo reprodutivo e depois morre. folhas que envolvem o caule. Arista. Androceu. Aquênio. Antera. Excrescência da semente. Extremidade sutil e dura de determinadas estruturas da planta. Estrutura basal e alargada da folha que normalmente envolve o caule. . no segundo. Bainha. com dois sexos. Anual. Planta que nasce. Folhas que se inserem isoladamente em diferentes níveis do ramo. Alternas. Axilar. químicos e médicos Termos botânicos Actinomorfa. Parte apical dos estames onde estão alojados os grãos de pólen. Diz-se da folha que apresenta a ponta aguda e comprida. termo empregado para especificar qualquer estrutura que nasça sobre o ponto de inserção da folha no caule. Hermafroditas. Folha terminada em ponta com ápice de ângulo agudo. Planta que em seu primeiro ano tem seu ciclo vegetativo.

normalmente largo. Caduco. Diclamídea. inseridas em um eixo comum. Pétala superior da corola papilionada. Estipula. Que se abre. que se formam ao lado da parte basal das folhas. Diz-se da flor. em geral dois. deiscente. Fruto monospérmico.: cana-de-açúcar. Qualquer órgão foliáceo situado na proximidade das folhas. Diz-se da folha cujas bordas são recortadas em dentes arredondados. Colmo. Qualquer órgão que cai em determinado período. Endosperma. Cálice. Caule com articulações bem evidentes nos nós. Deiscente. Conjunto de sépalas. Tipo de inflorescência em que as flores saem em pontos distintos do mesmo eixo. como o fruto das gramíneas. Estilete. Flor com dois envoltórios: cálice e corola. que produz no ápice uma flor ou inflorescência. Diz-se de caules deitados no solo com as extremidades se erguendo. que é o verticilo externo da flor. . Cariopse. mas sempre terminando na mesma altura. Ex. Tipo de inflorescência em que as flores são geralmente sem pedúnculo e muito próximas entre si. Epicarpo. Conjunto de pétalas. Cuneiforme. Corola. quase sempre é o verticilo floral fortemente colorido. Fruto carnoso com uma semente dentro do caroço. Folha modificada que origina o gineceu. Diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. Com a forma de elipse. Cápsula.Bráctea. que se desenvolve a partir de dois ou mais carpelos. Crenada. Dicotiledôneas. Escandente. dois mais altos e dois mais baixos. Fruto seco. Drupa. Escapo. Tecido nutritivo encontrado nas sementes. Camada externa do pericarpo. Planta trepadeira. Carena. androceu ou planta que possui quatro estames. com função de proteção. Parte do gineceu que fica entre o estigma e o ovário. Capítulo. Conjunto de pétalas inferiores ou dianteiras de uma flor papilionada. seco e indeiscente. Decumbentes. Corimbo. Na forma de cunha. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem dois cotilédones. Estandarte. Carpelo. Cada um dos apêndices. Elíptico. Didínomo. Decorrente. tornando-o alado. Pedúnculo geralmente sem folhas.

Ao conjunto de sépalas dá-se o nome de cálice. Flores. Refere-se geralmente à raiz que não tem eixo principal. Fasciculada. . As principais partes de uma f l o r podem ser observadas como segue. Estrutura existente na epiderme de órgãos e tecidos aéreos da planta e responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambiente. que juntos constituem o perianto. As flores são estruturas de reprodução. pentâmeras etc.Estômato. de acordo com o número de elementos que constituem todo o verticilo floral. Folha. complexas e variadas nas formas. Filete. As flores podem ser dímeras. e ao de pétalas. o de corola. É um termo usual com que se designa todo órgão lateral que brota do caule e dos ramos de maneira exógena e com crescimento limitado. trímeras. Parte do estame que sustenta a antera. sendo a parte da planta mais importante na classificação e identificação das espécies vegetais. que é ramificada igualmente em forma de pincel.As principais partes de uma folha podem ser observadas a seguir. de forma geralmente laminar e estrutura dorsiventral.

sendo os principais mostrados a seguir: Outro aspecto de grande importância na morfologia foliar é a nervação. conjunto de vasos que se distribuem pela lâmina e que podem ser dos seguintes tipos: As folhas ainda podem ser descritas em relação ao seu ápice como: .A morfologia das lâminas foliares é bastante variada. e sua margem pode apresentar diversos tipos de recorte.

. no caso das folhas compostas pinadas. às vezes numerosas. ou com o próprio caule. recebendo o nome de folíolos (ou pinais). as folhas podem ser pecioladas ou não. Nesses casos.ou composta . que surgem de ambos os lados de um eixo denominado ráquis.A disposição das folhas no caule constitui a base da filotaxia.quando consta somente uma lâmina . A figura que segue ilustra esses tipos de folhas. As folhas podem ainda ser classificadas quanto à base de suas folhas e de acordo com a articulação com o ramo central ou secundário.quando se compõem de duas ou mais lâminas. Os principais tipos de folhas quanto à forma de sua base e articulação podem ser observados na figura que segue. representando uma importante característica para a classificação e identificação das plantas. às vezes reduzidas. Essa disposição pode ser das formas demonstradas nas figuras que seguem: As folhas podem ser simples .

Todas essas características. conforme se observa na figura a seguir.Finalmente. . são essenciais para a descrição das plantas e sua correta identificação. as folhas podem ainda ser classificadas quanto à forma do limbo ou lâmina foliar. mais aquelas apresentadas para as flores.

Planta que produz flores unissexuais. Oblonga. com numerosas sementes que são liberadas quando atingem a maturação. Monóica. Lobado. Orbicular. Monocotiledôneas. Gavinha. Glabro. Hermafrodita. . Dividido em lobos ou porções não muito profundas. As inflorescências podem ser de diversos tipos.Folíolo. Indeiscente. porém presentes na mesma planta. é constante para cada espécie vegetal. sendo assim importante na morfologia e sistemática das plantas. Diminuta excrescência ou apêndice na base das folhas das gramíneas. Metaclamídeos. e as principais são motivadas na próxima figura. Gluma. mais longa que larga. os carpelos. Brácteas externas que envolvem a espigueta. Diz-se da folha que tem a forma de lança. Infrutescência. em linhas gerais. Monoclamídea. Flor com apenas um invólucro no perianto. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem um só cotilédone. Lâmina foliar articulada sobre a ráquis de uma folha composta. Gineceu. Desprovido de pêlos. É uma denominação dada ao conjunto de flores que supõem uma ramificação que. Provido de pêlos longos. Lígula. Porção alargada e achatada da folha. Inflorescência. Cavidade existente dentro do gineceu de uma flor. Que não se abre. Grupos vegetais cuja flor tem corola com pétalas concrescidas. Hirsuto. Conjunto de órgãos femininos de uma flor. Lóculo. Diz-se da folha em forma de círculo. Estrutura filamentosa e enrolada que auxilia a fixação da planta em um suporte. Lâmina. Fruto seco. Folículo. Diz-se da folha mais longa e com bordas quase paralelas. deiscente. Agrupamento de frutos desenvolvidos a partir de uma inflorescência. Lanceolada. Planta ou flor com dois sexos.

..Principais tipos de inflorescências de angiospermas (segundo Raven et al. 1978).

Alcalóides. São ácidos que possuem carbono em sua molécula. Perene. Inflorescência na qual as flores são pedunculadas e se inserem num eixo a distância não desprezível das outras. fórmico. Pecíolo. Cálice modificado em pêlos. cerdas ou aristas. Qualquer estrutura provida de pêlos. Eixo da inflorescência ou de uma folha composta. Podem ser monobásicos. Verticilo. nitrogenadas de origem vegetal. de caráter básico e ação farmacológica enérgica. Parte da folha que prende a lâmina foliar ao ramo. o mesmo que cacho. Qualquer órgão ou parte orgânica que não tem suporte. com cheiro desagradável. Zigomorfa. Ácidos orgânicos. Estruturas com simetria bilateral. ou parte da inflorescência capituliforme que sustenta todas as flores. Rizoma. solúvel em água.Panícula. Que forma gancho. Exemplos: ácidos acético. Tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. dibásicos. Tomentoso. dispostas circularmente. Racemo. gálico. Ácido graxo. fenólico e tartárico. isovalérico. característico da família Asteraceae (Compositae). Hidrocarboneto não saturado. mirístico. gasoso. cáprico. araquídico. Papilho. Ráquis. . aromáticos etc. Planta ou órgão denso. Parte basal da flor que sustenta os verticilos. linoléico. Ácido. Caule subterrâneo. Termos químicos Acetileno. incolor. esteárico. Uncinada. oléico. Perianto. Receptáculo. succínico. Ácidos são compostos que contêm um hidrogênio e um radical negativo. Conjunto formado por cálice e corola. Planta com ciclo de vida superior a três anos. Séssil. Conjunto de estruturas com a mesma função. palmítico. Substâncias orgânicas. Pubescente. cujos pêlos se entrelaçam. Qualquer substância de sabor ácido. Qualquer ácido orgânico monocarboxílico. como folha sem pecíolo ou flor sem pedúnculo.

Compostos orgânicos não-cíclicos. Cetonas. Esteróides. Aminas com fórmula de dois pólos deferentes. Flavonóides. ou ligadas a açúcares (glicosídeos). encontrado nos organismos vivos. Flavonas. voláteis. Substâncias derivadas de lactona do ácido p-hidroxicinâmico. Carboidrato. composto formado por combinação da água com carbono e que possui a fórmula tipo Cn(H20) Carotenóides. Uma das substâncias constituintes do amido. Qualquer composto orgânico que possui o grupo -CHO unido ao hidrogênio ou ao carbono de um radical orgânico. Quando reduzidas nos carbonos 2 ou 3. Muitas atuam na atração de insetos para a polinização de plantas e apresentam inúmeras ações farmacológicas. Compostos naturais ou artificiais. Compostos orgânicos que possuem um grupo -CO unido por suas duas valências a um átomo de carbono. eugenol e hidroquinonas. derivados do cicloperidrofenantreno. Betaínas.Alcoóis. Substâncias fenólicas que ocorrem de forma livre (agliconas). Enzima que desdobra peróxido de hidrogênio em água e oxigênio. Compostos orgânicos em cuja molécula figuram os grupos carboxila e amina. estragol. onde exerce importantes funções. Líquidos incolores. Qualquer álcool não saturado com uma estrutura de diversos anéis. Compostos com uma hidroxila ligada diretamente a um carbono do anel benzênico. derivados de hidrocarbonetos por substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por uma ou mais hidroxilas (OH). Cumarinas. timol. originam as flavononas. Ver esteróides. . Compostos alifáticos. odor característico facilmente reconhecido nas espécies de guaco. Compostos aromáticos. amarelos e roxos. Amilopectina. Catalase. de cor amarela e que acompanham a clorofila e os carotenóides nas partes verdes das plantas. São corantes vegetais. como a quercetina. Aminoácidos. acompanhada de uma quantidade de ácido fosfórico difícil de separar. com caráter gelatinoso. Compostos derivados da 2-fenil-benzopirona. Exemplos: carvacrol. tais como os hormônios. que exercem várias funções. Aldeído. Substâncias cuja molécula contém um anel benzênico. vegetais e animais. Exemplo: p-cimeno. Fenóis. Fitosterol. que podem ou não acompanhar a clorofila nos cloroplastos. Ou hidrato de carbono. Esterol.

Óxido em que existem dois átomos de oxigênio diretamente ligados e que formam água oxigenada. que se extraem de órgãos e partes vegetais com solventes orgânicos. liberando um ou mais açúcares e um outro componente denominado aglicona. oxidando outros compostos. pela ação de ácidos diluídos. . Líquido oleoso. derivados do fenilpropano. Insulina. Hidrocarboneto. Líquido incolor e aromático. Ligninas. recobrindo-as com uma camada protetora. Nome genérico das gorduras ou substâncias insolúveis em água. Peroxidase. Substâncias que. Qualquer substância constituída exclusivamente por carbono e hidrogênio. Glicosídeos. Lignanas. ocorrendo livremente ou ligados a açúcares. Substâncias incrustantes que acompanham a celulose nas paredes celulares dos tecidos chamados lignificados e que possuem caráter aromático. que se obtém pela destilação de água com plantas ou outras substâncias aromáticas. com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. Possui composição química diversificada e algumas atividades farmacológicas de interesse. derivados de terpenos com grande ocorrência na família Asteraceae (Compositae). geralmente de odor agradável. Combinações orgânicas do tipo da glicose. Óleo essencial. Lactonas. Compostos cíclicos. Glicídios. Glicosídeo que por hidrólise não produz exclusivamente a glicose. Qualquer lipídio que contenha uma molécula de ácido fosfórico. Diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. Exemplos: digitoxina e estrofantina. sofrem hidrólise. com propriedade de diminuir irritações locais da pele e mucosas. Insaturados.Fosfolipídio. Peróxido. Heterosídeo. Hormônio secretado pelo pâncreas. obtido de plantas mediante destilação por arraste com vapor d'água. Polímeros de açúcares (polissacarídeos). Hidrolato. Mucilagens. Compostos cíclicos. Lipídios. por aquecimento em meio ácido ou por ação de enzimas. Qualquer enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio sem deixar oxigênio livre.

especialmente táctil e dolorosa.Termos médicos Abortivo. Que combate a eliminação de muco. sufocação. Afasia. Que combate fungos. podendo ser feminina ou masculina. às vezes. Que combate o escorbuto (estado mórbido por carência de vitamina C no regime alimentar). em conseqüência de lesão do sistema nervoso central. Afrodisíaco. Adstringente. Lesão na pele com aparecimento de pus por infecção dos folículos pilosos. doença sexualmente transmissível. Alucinação. Antiemético. Antiespasmódico. que impede a formação de catarro. Que aumenta ou excita o desejo sexual. Antigonorréico. Que combate a diabetes (doença caracterizada pela falta de insulina e eliminação de grande quantidade de urina). Agrupamento. Perda da capacidade de exprimir a linguagem por palavras escritas ou sinais. Que alivia espasmos (caracterizado por contração involuntária. Que produz perda parcial ou total da sensibilidade. Que suprime náuseas ou vômitos. Anticatarral. Anestésico. de um músculo ou grupo de músculos). perda momentânea da razão. Agregação. Analgésico. Amenorréia. ato ou efeito de desvariar. antigonorréico. Que exerce efeito lesivo sobre as bactérias. Delírio. Dor sufocante. . aglomeração. Antibacteriano. Antifertilidade. Falta de menstruação. violenta. calvície. Antiescorbútico. Estado em que o sangue é deficiente em qualidade e quantidade de glóbulos vermelhos. que prende. Que combate a doença inflamatória da mucosa genital provocada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae. Que reduz ou suprime a dor. Alopecia. Que combate a disenteria (desordem intestinal com aumento do número de evacuações de fezes misturadas a muco e. Auticonvulsivante. Acne. Angina. Anemia. Antidisentérico. Adenocarcinoma. Expectorante. Antiblenorrógico. Antidiabético. Queda dos cabelos. involuntárias de músculos voluntários). a sangue). Antifúngico. Que reduz a capacidade de reprodução. Tumor maligno com disposição glandular. Capaz de promover expulsão do feto. Que aperta. Que combate as convulsões (contrações violentas. que provoca constricção.

Anti-sifilítico. Que combate hemorróidas (tumor vascular constituído por varizes infectadas da região anal). Que age contra as doenças sexualmente transmissíveis. Que combate as doenças provocadas por vírus. Que combate a histeria. Antimicrobio. Que combate tumores. Que combate a malária (doença transmitida por um mosquito e causada por um protozoário do gênero Plasmodium). Estado de indiferença. Antipruriginoso. Anti-histérico. Massa inorgânica anormal no organismo animal. Também denominado antipirético e febrífugo. Que faz baixar a temperatura. Antinociceptivo. Antimalárico. . febre paludosa ou palustre. Antiinflamatório. Antitérmico. Broncodilatador. Antileucorréico. falta de emoção. Anti-reumático. insensibilidade. Anorexia. Falta de coordenação motora e capacidade de movimentação. Antitumoral. Redução ou perda de apetite. Que combate estímulos dolorosos nocivos ao organismo. Que combate helmintos. Béquico. Que combate a formação de tumor maligno. formada por sais minerais. Que combate micróbios. Que combate o corrimento vaginal simples. Anti-séptico ou Antisséptico. termo comumente usado para definir produtos capazes de reduzir a incidência ou controlar a quantidade de microorganismos. Antineoplásico. especialmente bactérias. Que dilata os brônquios.Anti-helmíntico. Antileprótico. Canais da árvore respiratória por onde passa o ar. Que combate a prurigem (dermatose caracterizada por intensa coceira). que serve para o tratamento da tosse. Antivirótico. doença causada pelo Treponema pallidum. Relativo à tosse. Anti-hemorroidal. quase sempre transmitida por contato sexual. Que combate a sífilis. putrefação ou contaminação microbiana. desinfetante. Que combate as inflamações. Cálculo. Que impede a fermentação.no. Antivenéreo. Brônquios. Que combate a lepra. em geral acompanhada por desordens na fala. popularmente chamados de vermes dos intestinos. Apatia. Ataxia. Em geral se forma na bexiga. inatividade. nos rins e/ou na vesícula biliar. Que combate o reumatismo. também chamada de paludismo.

Infecção por bactérias. que previne a invasão de microorganismos. Prisão de ventre ou. Dispepsia. Congestão. Que exerce efeito tônico sobre o coração. Emoliente. Disfagia. Que provoca vômito. dificuldade para respirar. Desinfetante. Que tem a propriedade de amolecer. enfraquece. Que deprime. caracterizado visualmente pelo inchaço. que separa substâncias nocivas. Acúmulo exagerado de sangue em determinada zona. Cicatrizante. Que favorece o fechamento de feridas cutâneas e recompõe tecidos lesados. do estômago etc. do intestino. sensação de peso ou queimação no estômago. medicamento que restabelece o ritmo cardíaco. Alteração do sistema digestivo caracterizada por má digestão. gripe. crostas e secreção. também. Dispnéia. Depressor. produzindo lesões nos órgãos e com a presença de bactérias no sangue. medicamento que apressa e aumenta a evacuação intestinal e provoca purgação. reduz a excitação. Emenagogo. Desobstruente. Diaforético. que ativa a eliminação de bile. resfriado. particularmente a pele inflamada e porções próximas. Aumento do líquido entre as células nos tecidos ou nos espaços intercelulares. Diurético. gripe comum. Constipação. Dermatite. muitas delas usadas para destruir células tumorais. Indigestão. Que alivia a distensão por gases. Que favorece a secreção urinária. Carminativo. Respiração difícil. Depurativo. Doença da pele de caráter inflamatório e com formação de bolhas. Dificuldade na deglutição. Que limpa. Que desentope. empachamento. Substância que possui propriedade de ser tóxica para as células. Edema. reduz a força. purifica. Eczema. Que favorece ou provoca menstruação. estimulante da transpiração. Inflamação da pele. libera a passagem de um vaso ou canal. que aumenta ou provoca a secreção urinária. Citotóxico. Que combate as infecções ou seus agentes causadores. Colagogo. . Emético. Catártico. Cardiotônico. Que favorece o fluxo biliar. acompanhada de náuseas. Sudorífico. Purgativo.Carbúnculo.

obtido tanto por síntese como a partir de produtos de origem natural. no estômago etc. Acúmulo anormal de líquido debaixo da pele ou em uma ou mais cavidades do corpo. assombro. Hepatotóxico. Febrífugo. Que produz imobilidade emocional. produz sono e alivia a dor (narcóticos). Que combate a febre. deposição de bile nos tecidos.Erisipela. Que baixa a taxa de glicose no sangue. com bradicardia (pulso lento. Doença provocada por parasita da pele e tecido subcutâneo. Hipocolesterolêmico. Produto medicinal farmacêutico com estrutura química definida. Que diminui a da taxa de colesterol no sangue. Farmacoterápico. Tóxico para as células do fígado. Células do fígado. Hidropisia. O mesmo que arroto. Eructação. que facilita as funções do estômago. Ictericia. estado de irritação. Fitoterapia. Relativo a hemostasia. Fitoterápico. espanto. Que baixa a pressão sangüínea. Distensão por gases no intestino. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) substância(s) ativa(s) isolada(s) de plantas medicinais. . Que estimula ou provoca a ação. Capaz de promover estímulos. Glicosúria. que estanca hemorragia. que melhora o funcionamento do fígado. Hepático. Fungicida. Relativo ao estômago. Hipoglicemiante. Presença de taxa anormal de açúcar na urina. lentidão anormal dos batimentos cardíacos). com anemia. que leva à perda de atividade. Que aumenta a pressão sangüínea. Relativo ao fígado. Hipertensor. Que combate fungos. Estomáquico. Excitante. Flatulência. Estupefaciente. Hipotensor. Que facilita a saída das secreções das vias respiratórias. Taxa de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. Hiperglicemia. Estimulante. febre e dores (provocada por bactérias do tipo estreptococo). Hepatócitos. Expectorante. com vermelhidão. Hemostático. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) plantas medicinais inteiras ou partes dela. pigmentação amarela generalizada da pele. Emprego de fitoterápicos no tratamento de doenças. Fitofármaco. Derrame de bile no sangue.

Sedativo. Tóxico para as células brancas do sangue. Grau ou índice de parasitas no sangue. Substância que mata insetos. Midríase. que faz cessar inflamação. causado por gordura. Corpúsculos sangüíneos. Dor na região lombar (costas. Linfocitotóxico. Lumbago. medicamento para o tratamento de doenças pulmonares ou do peito. Que provoca fluxo de saliva ou salivação. dorso). Moluscicida. tranqüilizante. impaludismo. Laxativo. Parasitemia. Incapacidade de reprodução. . Que laxa ou afrouxa. Presença de taxa elevada de gordura no sangue. Plaquetas. Morféia. Malária. purgante. Resolutivo. droga que paralisa as funções do cérebro. Peitoral. Que resolve. afecção cutânea. Maleita. como no caso da esquistossomose). Doença ou alteração cutânea de natureza alérgica. Narcótico. importantes para a coagulação sangüínea. Lenitivo. o mesmo que laxante. Purgativo. Que produz gordura. Lipemia. Excreção excessiva de urina. Que mata ou destrói parasitas. Sialagoga. Que alivia excitação. Nefrotoxicidade. que apenas exonera o intestino.Impingem. Inseticida. Substância que apressa e aumenta a evacuação intestinal. Que adoça ou acalma. Que combate moluscos (alguns são transmissores de doenças. purgativo fraco. Mutagênico. Relativo a peito. Lepra. calmante. Que produz sono ou inconsciência. Infertilidade. Dilatação da pupila. Estado que é tóxico ao rim. que acalma. Parasiticida. Qualquer agente químico capaz de provocar mutações (transformação da informação genética que resulta em células ou indivíduos com diferenças). Poliária. Lipogênico. produzindo sono e alívio da dor.

Tônico. que facilita a saída de pus. Medicamento que se aplica às pessoas feridas ou que tenham sofrido queda. Vermífugo. Tranqüilizante. Sinusite. Que produz pus. Que tranqüiliza. Desenvolvimento de anormalidades fetais. Zigotóxico. Que provoca vesículas. Vesicante. Testículo. Revigorante. Diaforético. Que destrói ou afugenta vermes. Tóxico para o zigoto. Órgão sexual masculino que produz espermatozóides. que restabelece o estado de saúde ou do órgão. Supirativo. . bolhas. Sudorífico. Próprio para curar feridas. Teratogênese. Vulnerário. que acalma. Inflamação em um ou nos dos seios nasais.Sialorréia. Salivação abundante.

Os dois autores. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). Soedin. ABDALA. I. página e ano.Referências Bibliográficas As referências bibliográficas estão aqui apresentadas por ordem alfabética dos autores e sistematizadas da seguinte forma: • • • • Apenas o primeiro autor. v. seguindo-se o título do livro e todos os dados de imprenta necessários para a obtenção do material. Nat. M. Human Toxicol. et a l j . os autores são citados no texto. R..657-63. fascículo. (Tashk). N. p. et al. P Lilloa. et al. incluindose volume. .12. • Quando se trata de livro. Prir. seguindo-se o ano de publicação e a referência bibliográfica com a autoria (conforme trabalhos e livros). SEELIGMANN. Biochemical Systematics and Ecology.499-500. F. 1986.2.60. n. v. página inicial e página final e ano de publicação. Um autor. Prod. n. p. 1995. os autores são citados como nos casos das revistas. n. Soedin (Tashk). nos casos de única autoria.326-32.7-8. p.43.23. .38. dissertações e outras publicações do gênero.4. Não são apresentados os títulos dos trabalhos. 1986. L.5. Khim. 1985. n.3. simpósio ou similar. seguindo-se o título do congresso. ABE. n. S. nos casos de dupla autoria. ABDULLAEV. Prir.1294-7. n.. p. p. v. O mesmo se aplica a teses. 1997. p. 1995a. et al. apenas sua referência. • Quando se trata de resumo de Anais de congressos. D.5. Khim. nos casos em que há mais de dois autores. ABDEL-KADER. v. 1995. ABDU-AGUYE.3.l69-71. n. .871-2. v.269-74. p.

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364 Apocynaceae. 360 Anacardium occidentale. 364 Apiales. 453. 143 Acanthospermum australe. 345. 52. 95-9. 154 Alternanthera micrantha. 90 Apiaceae. 77 Aloe vera. 463 Asteridae. 65. 227-8. 42-3 Andropogon nardus. 90-3. 316 Bidens bipinnatus. 351-2 Baccharis trimera. 479. 480 Bignoniaceae. 339-40 Anacardium giganteum. 110 Annona tenuiflora. 361 Andropogon leucostachys. 368 Arecaceae. 373 Averrhoa bilimbi. 468-9. 223 Bixa orellana. 119 Aristolochiaceae. 102. 386 Asteraceae. 152. 450. 475. 351-2 Averrhoa carambola. 458-6 Achillea millefolium. 56. 67. 202-4 . 115 Aristolochia trilobata. 340-3. 69-74. 391 Allium cepa. 140-1. 488 Bauhinia forficata. 62 Alternanthera brasiliana. 474. 149-50 Amaranthaceae. 113-5. 3512. 79 Aristolochia. 381-5. 480. 342-3. 68. 377-78.Índice de nomes científicos Abuta sabdwithiana. 466 Adenocalyma alliaceum. 148 Anacardiaceae. 58. 79 Alismatidae. 461 Ageratum conyzoides. 65-6. 489 Bidens pilosa. 78 Alpiniajaponica. 113 Asclepiadaceae. 43 Annona muricata. 79 Allamanda cathartica. 96. 93. 467-8. 463-5 Asterales. 468-9. 376 Araliaceae. 201-2. 467. 475. 449 Bixa arborea. 111 Annonaceae. 81 Arecidae. 113 Aristolochiales. 465. 65. 149. 487 Alismataceae. 75 Allium sativum.

61 Heliotropium indicum. 231 Celastrales. 214 Himatanthus. 297 Capparidaceae. 255 Croton sacaquinha. 471 Gomphrena globosa. 272. 298 Derris amazônica. 178 Cybianthus. 331 Celosia argentea. 300. 80. 393 Cordia verbenacea. 292. 206-7. 285. 147 Caryophyllidae. 496 Caryophyllales. 185. 286. 296 Fabales. 49 Cymbosena roseuna. 44. 308 Dipteryx punctata. 201 Boerhavia difusa. 215. 172 Boraginaceae. 302 Echinodorus grandiflorus. 275 Hydrocotyle exigua. 406 Brunfelsia grandiflora. 276 Fischeria cf. 284 Hyptis crenata. 413-4. 170 Chenopodiaceae. 287 Cecropia peltata. 211. 46-7. 272 Clidemia novemnervia. 259 Hedychium coronarium. 295. 322 Clusiaceae. 324. 224 Hibiscus sabdariffa. 213. 382-3. 242. 365-9. 327 Cassia multijuga. 54. 163-4 Chrysobalanaceae. 205 Hibiscus rosa-sinensis. 247. 312 Ipomoea batatas. 265 Caprifoliaceae. 287 Cassia occidentalis. 481. 63 Heliconia. 318 Desmodium tortuossum. mariana. 266 Capparidales. 287-8 Cassia reticulata. 231 Celastraceae. 385 Hirtella. 175 Diplotropis purpurea. 388 Croton cajucara. 210. 408-9. 212-3. 279. 375 Gnaphalium purpureum. 301-2. 315 Caesalpinia pulcherrima. 402-3 Cactaceae. 283. 411 Hibiscus furcellatus. 281. 236 Euphorbiales. 394-5 Ipomoea quamoclit. 190 Cucurbitapepo. 395 . 236 Euterpe edulis. 387 Gentianales. 379. indicus. 298 Derris floribunda. 282-3. 238 Cucumis anguria. 441 Inga spectabilis. 264-5 Cymbopogon citratus. 179 Cucurbitaceae. 292 Caesalpiniaceae. 225 Guttiferales. 152-3. 386-7 Gentianaceae. 440 Costus spiralis. 496 Dipteryx odorata. 165. 373 Eupatorium ayapana. 259 Commelinidae.Bixaceae. 470. 299. 53-4 Coutoubea spicata. 430. 178-9. 205. 276-7 Cajanus cf. 145 Caryophyllus aromaticus. 407. 319 Dipsacales. 299 Dillenidae. 163 Chenopodium ambrosioides. 155-6 Caesalpinia ferrea. 398. 490 Euphorbiaceae. 83 Eryngium ekmanii. 150. 280. 230-2. 207. 235 Cecropiaceae. 151-2. 82-3 Fabaceae. 171 Gossypium barbadense. 41-2 Convolvulaceae. 237. 154. 366-7 Hymenaea courbaryl.

350 Palicourea cf. 166 Piper cavalcantei. 126-7. 256 jatropha gossypifolia. 442 Leucas martinicensis. 233 Muntingia calabura. 39. 303 Myrsinaceae. 418 Mentha viridis. 332. 60 Myristicaceae. 420. lhotzkyanum. 422-3. 445 Mimosaceae. 160. 64-5 Liliales. 89 Malpiguiaceae. 321 Menispermaceae. 426. 250-1. 424. 158 Pothomorphe peltata. 64 Liliidae. 432. 158-9. 135 Piper marginatum. 446 Origanum vulgare. laniflora. 431. 129. 106 Laurus nobilis. 162 Portulacaceae. 434-5 Lippia granais. 427. 161-2 Portulaca pilosa. 262 Myrtaceae. 121-2 Pereskia grandifolia. 196 Monocotiledonae. 136 Piperaceae. 121. 427-8. 180. 161 Ocimum basilicum. 238-9. 412-3 Lamiales. 245. 241. 103 Myrocarpus frondosus. 108 Persea gratíssima. 192-3. 185. 191-2. 369-72 Portulaca oleraceae. 87 Magnoliales. 156-7 Persea americana. 321 Nyctaginaceae. 421. 134 Piper d. 64 Lippia alba. 120 Poaceae. 221-2. 419-20. 332. 389 Luffa cylindrica. 427. 173 Phyllanthus corcovadensis. 432 Ocimum micranthum. 431. 192 Pedaliaceae. 244-6. 429. 131. 137 . 200 Maytenus aquifolium. 402-5 Phytolacaceae. 419. 128. 240-1 Magnoliidae. 251 Lacistema. 425-6. marcgravii. 435 Loganiaceae. 108 Petiveria alliacea. 184-9. 208 Malvaceae. 198 Lacistemaceae. 494-5 Passiflora coccinea. 495 Palicourea cf. 133 Piper gaudichaudianum. 432 Ocimum canum. 337 Malva parviflora. 130. 204 Malvales. 323-4 Myrtales. 167-9. 79 Moraceae. 422 Oxalidaceae. 399-400.120 Piperales. 132 Peperomia. 107 Leguminosae. 493. 416. 124. 61 Musaceae. 277 Leonotis nepetaefolia. 42 Pogostemon patchouly. 125. 443 Liliaceae. 239-40. 195 Mabea angustifolia. 417. 447 Polygalales. 199 Passifloraceae. 406 Lauraceae. 258 Physalis angulata. 229 Musa. 181-2. 415-6. 252. 451-2 Jatropha curcas. 414. 444 Mentha pulegium. 123. 254. 427 Ocimum gratissimum. 191 Lamiaceae.Jacaranda caroba. 425. 453 Peperomia elongata. 122-3 Piper cernnum. 337 Polyscias. 139 Mentha piperita. 336 Maytenus ilicifolia. 311 Momordica charantia. 334-6 Melastomataceae. 125.

344. 360 Scoparia dulcis. 412 Tagetes erecta. 471 Sorocea bomplandii. 409. 139 Rhynchanthera grandiflora. 462 Ranunculales. 484 Zollernia ilicifolia. 492 Ruta graveolens. 221 Urena lobata. 312. 345. 183. 497-500 Sansevieria. 320 . 353 Saccharum officinarum. 363 Rutaceae. 322 Rosaceae. 463 Scrophulariaceae. 473-4. 273 Rosales. 338 Strychnos triplinervia. 390 Symphytum officinale. 226 Solanaceae. 349. 453-6 Sida rhombifolia. 230-1 Verbenaceae. 94-5. 209 Urticales. 326 Psydium guajava. 99. 103-6 Vismia japurensis. 492 Rubiales. 325-9. 197 Xylopia cf. 208-9. 76 Sapindales. 434 Violales. 457-60. 51 Zinnia elegans.Pothomorphe umbellata. 361 Sterculiaceae. 50 Sambucus nigra. 339 Schinus terebenthifolius. 127. 330 Pyrostegia venusta. 379-85 Tiliaceae. 274 Psydium cf. 477. guineense. 474. 58 Zingiberaceae. 393 Solanum paniculatum. 478 Theobroma grandiflorum. 347. 452. 182 Sesamum indicum. 338 Stigmaphyllon strigosum. 48. 401 Solidago microglossa. frutescens. 52 Zingiberales. 449 Sechium edule. 262 Prunus domestica. 101. 397-8 Solanales. 233-4 Spilanthes acmella. 189. 400 Solanum tuberosum. 269 Rubiaceae. 55. 213. 260-1 Wilbrandia ebracteata. 228 Thevetia peruviana. 479. 51 Zinigiberidae. 215-6. 354-7. 138 Primulales. 218. 482. 271 Rosidae. 350. 216 Stigmaphyllon fulgen. 217-9. 112 Zingiber officinale. 227 Theobroma speciosa. 177-8 Virola surinamensis. 132. 485. 472. 491 Spondias purpurea. 45. 457 Scrophulariales.

SOBRE O LIVRO Formato: 1 6 x 23 cm Mancho: 27.Estúdio Gráfico (Diagramação) .5 x 49 paicas Tipologia: lowan Old Style 10/15 Papel: Offset 75 g / m 2 (miolo) Cartão Supremo 250 g / m 2 (capa) 2» edição: 2003 EQUIPE DE REALIZAÇÃO Coordenação Geral Sidnei Simonelli Produção Gráfica Anderson Nobara Edição de Texto Nelson Luís Barbosa (Assistente Editorial) Nelson Luís Barbosa (Preparação de Original) Marcelo Rondinelli e Ada Santos Seles (Revisão) Editoração Eletrônica Lourdes Guacira da Silva Simonelli (Supervisão) AVIT'S .

do Departamento de Farmacologia. Capa: tsabel Carballo . os biólogos Luiz Cláudio Di Stasi. do Departamento de Fisiologia. Campus de Botucatu. estimulam a realização de estudos desse gênero que recuperem e documentem o conhecimento popular das mais diferentes populações autóctones. e Clélia Akiko Hiruma-Lima. do Instituto de Biociências (IB) da UNESP.Ao coordenar a equipe científica multidisciplinar responsável pelo livro.

estudadas pelo seu potencial dores condições de atingir o desenvolvimento sustentado com a extração e conservação dos produtos medicinais existentes no seu próprio hábitat. .Esta cuidadosa pesquisa etnofarmacológica tem como fonte moradores da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. ponto de partida para a identificação e catalogação de 135 espécies vegetais daquelas regiões que.