Aliar o conhecimento popular ao científico em busca de novos medicamentos farmacoterápicos e fitoterápicos é um dos principais caminhos para o sucesso de pesquisas na área de plantas medicinais. Isso é benéfico para as famílias que habitam os ecossistemas florestais, que podem obter dos recursos naturais e da sua conservação seu desenvolvimento sustentado, e para a população em geral, pelo acesso a novos e eficazes remédios. Resultado de uma extensa pesquisa iniciada em 1987, este livro compreende a descrição de 135 espécies medicinais, com nomes científico e popular, dados botânicos e propriedades de cura atribuídas pela medicina tradicional. Esse corpus foi selecionado num total de 340 espécies mencionadas em entrevistas com aproximadamente 110 moradores da Amazônia e 170 habitantes urbanos e rurais da região da Mata Atlântica. A obra, que inclui glossários de termos botânicos, químicos e médicos - além de um índice de nomes científicos -, não é uma mera segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia, publicado originalmente em 1989. Trata-se de um autêntico novo trabalho, que, além de incorporar todos os dados publicados naquele livro, introduz uma nova forma de apresentação dos dados das espécies medicinais, catalogadas graças a criteriosas pesquisas etnofarmacológicas.

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP Presidente do Conselho Curador José Carlos Souza Trindade Diretor-Presidente José Castilho Marques Neto Editor Executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre Conselho Editorial Acadêmico

Alberto Ikeda Antonio Carlos Carrera de Souza Antonio de Pádua Pithon Cyrino Benedito Antunes Isabel Maria F. R. Loureiro Lígia M. Vettorato Trevisan Lourdes A. M. dos Santos Pinto Raul Borges Guimarães Ruben Aldrovandi Tania Regina de Luca

Luiz Claudio Di Stasi Clélia Akiko Hiruma-Lima

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

2- edição, revista e ampliada

© 2002 Editora UNESP Direitos de publicação reservados à: Fundação Editora da UNESP (FEU) Praça da Sé, 1 08 0 1 0 0 1 - 9 0 0 - S ã o Paulo-SP Tel.: (Oxxll) 3242-7171 Fax: (Oxxll) 3 2 4 2 - 7 1 7 2 Home page: www.editora.unesp.br E-mail: feu@editora.unesp.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP Brasil) Di Stasi, Luiz Claudio Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica / Luiz Claudio Di Stasi, Clélia Akiko H i r u m a - L i m a ; colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. - 2. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Editora UNESP, 2002. ISBN 8 5 - 7 1 3 9 - 4 1 1 - 3 1. Plantas medicinais-Amazônia 2. Plantas medicinais-Atlântica, Mata I. Hiruma-Lima, Clélia Akiko. II. S o u z a - B r i t o , A l b a Regina M o n t e i r o . III. M a r i o t , A l e x a n d r e . IV. Santos, Claudenice Moreira dos. V. Titulo. 02-4394 Índice para catálogo sistemático: 1. Brasil: Plantas medicinais: Botânica 581.6340981 CDD-581.6340981

Sobre os autores e colaboradores

Autores Luiz Claudio Di Stasi Biólogo Mestre em Farmacologia (EPM) Doutor em Química Orgânica (UNESP - Araraquara)

Laboratório de Fitofármacos - Lafit Batu Departamento de Farmacologia - In Clélia Akiko Hiruma-Lima Bióloga Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais (UFPB) Doutora em Ciências Biológicas, AC: Fisiologia (UNICAMP) Departamento de Fisiologia - Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP) Colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito Bióloga - Fisiologia (UNICAMP) Alexandre Mariot Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Claudenice Moreira dos Santos Bióloga

Elza Maria Guimarães Santos Bióloga Fabiana Gaspar Gonzalez Bióloga - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Leonardo Noboru Seito Biomédico - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Maurício Sedrez dos Reis Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Shirley Barbosa Feitosa Bióloga Wagner Gomes Portilho Biólogo - Fundação Florestal (Registro/SP)

Aos entrevistados Aldeia dos tenharins - Amazônia Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes Município de Humaitá - Amazonas

Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado, Jacupiranga e Sete Barras Mata Atlântica - Vale do Ribeira (São Paulo)

Agradecimentos da pesquisa na Amazônia

Ao Prof. Dr. Osvaldo Aulino da Silva, Departamento de Botânica, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Rio Claro, SR que, através de seu constante incentivo, de sua amizade e de suas idéias lúcidas e coerentes, tornou possível a realização deste trabalho com as características que ele possui. Aos ecólogos José Luís Campana Camargo, Silvana Amaral, Fábio Bassini e José Eduardo Mantovani; aos biólogos Aldeli Prates Ferreira, Silvana Trevisan, Simone Godói Cera, Ricardo Santos Silva e Natalina Evangelista de Lima (UNESP - Botucatu), pela imensa disposição e contribuição dispensada durante o levantamento etnofarmacológico e a coleta das plantas da região de Humaitá. A Dra. Marlene Freitas da Silva, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, por sua pronta disposição na identificação das espécies vegetais que constam desta obra. A Fundação Nacional do Índio - Funai, por permitir nossa permanência na aldeia dos tenharins. Ao Grupo de Trabalho da UNESP (GTUNESP) e à Fundação Rondon, pelo apoio. Aos soldados Nunes e Fonseca e ao próprio 42° Batalhão de Infantaria da Selva de Humaitá, pelas diversas caminhadas pelas matas da região à procura das espécies de nosso interesse. A srta. Roseli Galhardo Paganini, in memoriam, pela sua dedicação, interesse e paciência na datilografia da primeira edição deste livro. À Editora UNESP pela oportunidade de publicação. A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que nossos objetivos se concretizassem.

Agradecimentos da pesquisa na Mata Atlântica

À diretora e ao vice-diretor do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, Profa. Dra. Sheilla Zambello de Pinho e Prof. Dr. Carlos Roberto Rubio, pelo constante apoio e estímulo durante toda a realização desta etapa da pesquisa. Aos funcionários da Seção de Transporte do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, sempre prestativos e colaborando quando de nossa necessidade. Aos biólogos Murillo Queiroz Júnior, Mariana Aparecida Carvalhaes, Oei Sioe Tien, Gabriela Priolli de Oliveira, Sueli Harumi Kakinami e Miriam Helena Bueno Falótico, pela enorme colaboração na realização do levantamento etnofarmacológico e na coleta das espécies vegetais no Vale do Ribeira. A bióloga Renata Mazaro, pela imensa colaboração na atualização da revisão bibliográfica. A Fundação Florestal, pela colaboração em inúmeras atividades de campo e pelo apoio na realização de atividades de Educação Ambiental junto à base de Saibadela - Parque Estadual Intervales. Aos herbários "Irina Delanova Gemtchujnikov" IB, UNESP - Botucatu e "Barbosa Rodrigues" Itajaí, Santa Catarina, pela imensa colaboração na identificação do material botânico. A Fundação Brasileira de Plantas Medicinais, pela oportunidade de utilização de seu banco de dados na revisão das informações técnicas de todas as espécies vegetais constantes deste trabalho. A todos aqueles que colaboraram nas diversas etapas deste trabalho e para que ele fosse publicado com as características aqui apresentadas.

. pelo apoio à pesquisa na Mata Atlântica .Agradecimentos especiais à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).Vale do Ribeira.

Sumário Prefácio 17 Prefácio à primeira edição (1989) 23 Sobre a primeira edição do livro (1989) 27 Apresentação do trabalho em 1989 29 Metodologia de pesquisa 31 Organização do livro 35 Parte 1 Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 39 1 Commelinidae medicinais 41 2 Zingiberidae medicinais 51 3 Liliidae medicinais 64 4 Outras monocotiledôneas medicinais na Mata Atlântica 79 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 87 85 5 Magnoliales medicinais 89 6 Aristolochiales medicinais 7 Piperales medicinais 120 113 8 Ranunculales medicinais 139 Seção 2 Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 145 9 Caryophyllales medicinais 147 Seção 3 Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 1 7Í 10 Violales medicinais 1 77 11 Malvales medicinais 200 12 Urticales medicinais 230 13 Euphorbiales medicinais 236 14 Guttiferales medicinais 259 15 Primulales medicinais 262 16 Capparidales medicinais 265 Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 269 17 Rosales medicinais 271 18 Fabales medicinais 276 .

Sumário 19 Myrtales medicinais 321 20 Celastrales medicinais 331 21 Polygalales medicinais 337 22 Sapindales medicinais 339 23 Apiales medicinais 364 Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 373 24 Gentianales medicinais 375 25 Solanales medicinais 393 26 Lamiales medicinais 406 27 Scrophulariales medicinais 449 28 Asterales medicinais 463 29 Rubiales medicinais 492 30 Dipsacales medicinais 496 Posfácio 501 Glossário de termos botânicos. químicos e médicos 505 Referências bibliográficas 523 Índice de nomes científicos 601 .

Inúmeras discussões e propostas são realizadas. provavelmente. mas pouco se faz. a falta de propostas decorre de um dos dois. Acreditamos que. incluindo a perda de conhecimentos sobre essas espécies e de seus potenciais produtos. que em sua maioria não resolvem o assunto. esse tema tomou conta do planeta e muito se fala.perda da fauna e da flora. ou melhor. da soma de dois fatores: • os escassos conhecimentos científicos sobre a complexidade de relações existentes entre os diversos componentes desses ecossistemas e. Apesar de tudo que se conhece sobre o assunto. mas nenhuma satisfaz de forma completa as necessidades. conse- . ou representam paliativos de curto prazo de funcionamento. entre outros -. Enumerando apenas alguns problemas decorrentes da devastação de ecossistemas como esses . comprometimento do abastecimento de água. se propõe e se discute sobre o assunto. alterações climáticas. empobrecimento do solo. podemos verificar a necessidade de estratégias que permitam a manutenção dessas florestas. especialmente a Floresta Amazônica e a Floresta Tropical Atlântica. Nos últimos anos. pois. é patente também que não há nenhuma estratégia de manejo global desses ecossistemas e a sua conseqüente conservação.Prefácio Acreditamos que é desnecessário afirmar a importância e a necessidade da conservação dos ecossistemas florestais brasileiros. ou significam estratégias proibitivas.

• o descaso por parte daqueles que propõem e executam as políticas de conservação ambiental local. os quais são atores-chave na elaboração de estratégias de conservação. a contribuição deste . as pequenas vilas nas áreas rurais de ambas as regiões . mas inclui ainda interesses econômicos. Essa relação. priorizadas. São eles que vivem em contato direto com todos os elementos desse ecossistema. quer sejam comunidades tradicionais. permitir grandes avanços na conservação. os pescadores do Vale do Ribeira. devemos salientar que qualquer proposta ou estudo que contribua com o conhecimento desses ecossistemas é valiosa. que enquanto não se contemplar nas estratégias de conservação a melhoria da qualidade de vida do habitante da floresta pouco se poderá alcançar. de sua fragilidade diante da ação devastadora do homem. regional. Nesse aspecto. Nesse sentido. fator que limita a elaboração de estratégias eficazes de conservação. Para tal. uma vez que permitirá avanços na detecção de alternativas de conservação. novos estudos precisam ser feitos e as pesquisas interdisciplinares. como as diversas aldeias e tribos da Amazônia ou os quilombolas do Vale do Ribeira.qüentemente. São eles que conhecem a floresta. São eles que podem. nacional e internacional para com os elementos humanos que habitam esses ecossistemas ou seu entorno. pois além do conhecimento que possuem também atuam como verdadeiros fiscais de controle da ação antrópica. os moradores da floresta . É nesse sentido que o manejo de vários produtos florestais de forma sustentável surge como uma excelente proposta e que as plantas medicinais. contribuir imensamente com a elaboração de estratégias de conservação. entretanto. portanto. especialmente considerando-se o crescimento da população e a necessidade de mais e mais produtos a cada dia que passa. como mais um produto para comercialização. atualmente. não se dá apenas visando à sobrevivência. Essa forma de relação tornou-se mais perigosa. como os ribeirinhas da Amazônia. sem dúvida alguma. alternativas que mantenham esses habitantes na floresta com a qualidade de vida merecida irão. integram esse novo momento de ação sobre os ecossistemas.quer sejam grupos definidos. Consideramos. seus produtos e suas relações. Por sua vez. Sabemos que o homem sempre buscou na natureza recursos para sua sobrevivência. Dessa forma.vivem diretamente dos produtos que essa floresta lhes oferece para sobrevivência ou para comercialização do excedente.

que pensávamos menor que aquele que originou o primeiro livro. No entanto. centenas ou mesmo milhares de anos de relação desses habitantes da floresta com o ecossistema florestal. abrindo uma porta importante para a publicação deste material. e incorporar na nova edição outras 41 espécies medicinais usadas na Amazônia e que haviam sido catalogadas em nossa pesquisa após a primeira edição. em janeiro de 1999. A equipe já não era a mesma. já que dez anos haviam se passado. Foi a partir de pesquisas que realizamos. sobretudo depois que a Fundação Editora UNESP propôs.livro é um começo. como instituições determinantes para o avanço. Passou da hora de a ciência e a política. o número de informações disponibilizadas tornou a proposta mais árdua e difícil do que imaginávamos. que a idéia de Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica foi tomando forma lentamente. menos globalizado e mais coerente com as necessidades e aspirações daqueles que fazem o patrimônio cultural do país e que conhecem o funcionamento de seus ecossistemas melhor que qualquer área específica do conhecimento científico. publicado originalmente em 1989. cada qual havia tomado seu caminho. mais abrangente. fazer um novo livro e juntar os dados com os da primeira edição. pagando o preço de um trabalho mais social. Verificamos que a atualização dos dados e a ampliação do livro representava. Dessa forma. na verdade. que a ciência usou e ainda usa como fonte de informações para obtenção de novos medicamentos. conseqüentemente. e também no de desenvolvimento. melhores condições de vida podem ser oferecidas para esses habitantes que conhecem a floresta e dela vivem diariamente. a realização de uma segunda edição atualizada do livro Plantas medicinais na Amazônia. pois ele fornece dados importantes sobre um grande número de espécies vegetais que podem ser estudadas como medicamento e. que é justamente o conhecimento popular decorrente de dezenas. Não custa lembrar e salientar. reunir valor econômico maior que aquele atualmente praticado na relação das indústrias e laboratórios farmacêuticos com os grupos e as comunidades tradicionais. considerando os aspectos aqui referidos. Começamos o trabalho. legitimarem o valor do conhecimento dessas comunidades e desses grupos e incluí-los no processo de conservação. entretanto. então começamos a ampliar o leque de colaboradores no trabalho de revisão bibliográfica das espécies vegetais identificadas e introduzir novos elementos à . Nessa proposta inicial a idéia era atualizar a revisão bibliográfica das 59 espécies medicinais que constavam daquele livro.

Foi nessa fase do trabalho que surgiu a idéia de incorporarmos à pesquisa algumas das plantas medicinais. outro importante e singular ecossistema brasileiro. colocar lado a lado os dados de espécies vegetais específicas de cada ecossistema e usadas como medicamento pelos diferentes grupos estudados. buscamos informações em diversos endereços. adicionando-se a essas plantas dados técnicos e científicos que permitissem avanços reais na pesquisa de plantas medicinais e na pesquisa de novas estratégias de conservação desses ecossistemas. A idéia de agrupar dados de pesquisas etnofarmacológicas com grupos étnicos distintos que habitam diferentes ecossistemas florestais ou em suas proximidades foi se concretizando como uma proposta de grande valor. mas verificamos lentamente que a proposta era bem mais valiosa. além dos desenhos apresentados inicialmente. Nessa nova etapa. incluindo fotos de algumas espécies. tornou-se o objetivo principal da nova equipe. Por si só. a nova idéia não tinha mais como retornar. toxicológicos e botânicos) de espécies vegetais desse importante ecossistema que é a Floresta Tropical Atlântica. A oportunidade de produzir uma publicação de plantas medicinais usadas na Amazônia e na Mata Atlântica. catalogadas em uma pesquisa etnofarmacológica realizada na região do Vale do Ribeira. A quantidade de informações obtidas foi gigantesca e iniciamos um trabalho cansativo e detalhado de seleção dos dados que considerávamos mais importantes para constar do novo material. por outro. Chemical Abstracts). páginas e links que tratam do assunto e que estão com livre acesso na Internet. No entanto. Estado de São Paulo. à medida que.não . além da pesquisa nos tradicionais índices de revisão (Biological Abstracts. químicos. pelo menos as mais citadas. foi a possibilidade de disponibilizar para as comunidades tradicionais de ambas as regiões . pois não existiam ainda dados pormenorizados (etnofarmacológicos. já disponibilizados em disquetes e com fácil acesso pelos computadores. assim como no banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). por um lado. que prontamente os disponibilizou para esta publicação. buscando nas mais variadas fontes dados que pudessem ser adicionados para cada uma das espécies a serem inseridas numa segunda edição do livro. Index Medicus. permitiria comparar os usos que grupos humanos distintos poderiam fazer de uma mesma espécie medicinal e. farmacológicos. especialmente com comunidades tradicionais que habitam o interior ou no entorno da Mata Atlântica.proposta original.

raros eram os trabalhos e as publicações que estavam disponíveis. mas com um livro. especificamente. realizadas na região amazônica e na região da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. Mas mesmo considerando-se os enormes avanços nessa área. especialmente os mais ameaçados. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica não é uma segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia. da Mata Atlântica. A conservação dos ecossistemas tropicais. No entanto.em artigos científicos e técnicos.todos os dados e informações possíveis e mais importantes sobre as espécies vegetais mais utilizadas que orientou todo o nosso esforço em publicar este material na forma em que ele se apresenta. que incorpora todos os dados publicados no primeiro livro e que introduz uma nova forma de apresentação dos dados de espécies medicinais catalogadas por pesquisas etnofarmacológicas criteriosas. mas as plantas medicinais. mas também discutindo e introduzindo novas abordagens para que a pesquisa com plantas medicinais pudesse escolher rumos e caminhos que apontassem para a solução dos principais problemas de saúde do país. Quando Plantas medicinais na Amazônia foi publicado. hoje. como é o caso da Amazônia e da Mata Atlântica. dados etnofarmacológicos continuam sendo a principal base para a escolha de plantas medicinais para estudos voltados para a obtenção de novos medicamentos. durante todo esse período. tanto para os pesquisadores da área como para a comunidade em geral. especialmente os habitantes das duas regiões onde foram realizados os estudos. mais acessível que os artigos . como é o caso da Amazônia e. Relembramos que já em 1989 destacamos a importância de que o tema "plantas medicinais" tivesse uma abordagem ecológica e ambiental e que os dados das comunidades tradicionais e dos diferentes grupos étnicos sobre as plantas medicinais não fossem apenas um rol de informações para a seleção de plantas medicinais pelos pesquisadores da área. especialmente quando esses dados se referem a espécies nativas de ecossistemas florestais pouco conhecidos em sua complexidade. sem dúvida. Devemos ressaltar aqui a enorme evolução que o tema "plantas medicinais" teve no Brasil nos últimos anos. não apenas catalogando espécies medicinais. passaram a representar uma nova alternativa . que serão úteis. excelentes publicações foram sendo disponibilizadas. mas um novo trabalho. sempre foi uma preocupação constante. Com essa nova concepção.

para que parte do patrimônio cultural de diferentes grupos étnicos brasileiros seja registrada e não seja perdida. Aliar o conhecimento popular com o conhecimento científico . visto que as espécies vegetais de valor medicinal passam a ser mais um recurso florestal passível de exploração e de comercialização que. reduzindo assim os sérios problemas ambientais pelos quais esses ecossistemas passam. mas pouco realizado na prática. assim como a obtenção de renda adicional para as famílias que habitam os ecossistemas florestais ou seu entorno com a exploração sustentável desses recursos e sua conseqüente conservação . farmacoterápicos e especialmente fitoterápicos. permitem a redução da ação antrópica sobre outros produtos florestais. para sugerir que as pesquisas com plantas medicinais sejam pensadas também pelo seu caráter social e econômico. e para estimular e incentivar que tais pesquisas sejam realizadas efetivamente com o caráter inter e multidisciplinar amplamente apregoado e estimulado em inúmeras publicações. devemos fazer constar que este trabalho é resultado de uma pesquisa etnofarmacológica realizada com diferentes comunidades e grupos humanos do Brasil. municipais e federais) e não-governamentais. realizadas de forma racional e sustentável. Nesse sentido. Luiz Claudio Di Stasi . cujo objetivo principal está na melhoria da qualidade de vida de comunidades que habitam os ecossistemas florestais por meio do uso correto e adequado de espécies nativas de valor medicinal. respeitando-se os interesses das comunidades tradicionais. para que espécies nativas sejam priorizadas nos estudos de plantas medicinais pelos pesquisadores no Brasil.para a conservação dos ecossistemas. Trata-se de uma pesquisa iniciada em 1987 e que continua em comunidades tradicionais da Mata Atlântica. mas a base das pesquisas na área de plantas medicinais. Finalmente. apesar de preliminar e pequena. acreditamos que este trabalho é uma importante contribuição. quer sejam como medicamentos eficazes e seguros para uso local quer como recursos econômicos explorados de forma sustentável.somando-se a isso a busca de novos medicamentos. não sendo apenas uma compilação de dados da literatura.não pode ser apenas a retórica. envolvendo uma enorme equipe de pesquisadores de distintos órgãos governamentais (estaduais.

pretendeu-se. a nosso modo de ver. que esse conhecimento seja perdido. Em primeiro lugar. significaria um grande prejuízo para a cultura e para a ciência do país. obter informações que viessem subsidiar pesquisas nas diversas áreas que envolvem o estudo de plantas medicinais. principalmente no aspecto de alertar a população acerca dos problemas oriundos do uso indiscriminado de plantas medicinais e das plantas com efeitos tóxicos comprovados. referente ao uso das plantas com fins terapêuticos. principalmente no que se refere a facilitar a seleção de espécies vegetais potencialmente ativas e que são utilizadas amplamente pela população de determinada região. o trabalho teve caráter de extensão universitária baseado na preocupação de devolver para a população envolvida no objeto de estudo os resultados das pesquisas realizadas com as espécies da região que pudessem fornecer esclarecimentos adicionais. realizar um estudo etnofarmacológico regional. Em terceiro lugar. pois permite que a população se utilize dos recursos terapêuticos de origem . mediante a realização de um inventário de plantas medicinais. Tal proposta que se concretiza parcialmente com este trabalho é de grande valor. visando ao resgate e à preservação da cultura popular de grupos étnicos definidos. Em segundo lugar. o que. desse modo. evitando-se.Prefácio à primeira edição (1989) O trabalho aqui apresentado teve como objetivo alcançar as seguintes finalidades.

Tal proposta decorre de uma filosofia de trabalho que contém uma preocupação em contribuir. químicos. que potencialmente es- . é importante colocarmos aqui que o presente trabalho é parte integrante de um amplo projeto de pesquisa e extensão universitária. Nesse contexto. Em nenhum momento este trabalho quer se prestar como um receituário de plantas medicinais (tal uso seria um engano desastroso). Nesse contexto. do Departamento de Botânica da UNESP Campus de Rio Claro (SP). com a promoção de melhores condições de vida para a população. com as atividades deste trabalho. oferecer oportunidade a alunos de Ciências Biológicas e cursos afins de atuarem e manterem contato com uma área de pesquisa fascinante e de grande importância para um país com as características sociais que o Brasil possui. pretendeu-se. deve ter um componente social em seu escopo. preocupando-se não só com a busca do conhecimento real e verdadeiro. mas também com a descoberta de soluções e novos caminhos que venham ao encontro das aspirações da sociedade brasileira. farmacologistas etc). para executar atividades mais coerentes com nossa realidade.natural. além dos objetivos aqui expostos. realizado no município de Humaitá. Em quarto lugar. da qual o próprio pesquisador faz parte. e que visa. consideramos que a ciência. como qualquer outra atividade humana. ficamos plenamente satisfeitos com o interesse do grande número de alunos que participaram do trabalho. tendo conhecimentos adicionais sobre essas plantas. mas funcionar como um instrumento de esclarecimento e alerta ao leigo usuário das plantas. Finalmente. juntamente com o Prof. com os conhecimentos adquiridos. a estudar aspectos botânicos das plantas da região e executar atividades de Educação Ambiental. Uma proposta de trabalho com tais características só é viável quando passa a envolver um grande número de indivíduos. muitos deles atualmente se direcionando profissionalmente para a pesquisa com plantas medicinais. Osvaldo Aulino da Silva. Fugimos assim da postura clássica de exploração dos conhecimentos tradicionais da população e dos recursos naturais da região com fins estritamente de pesquisa. principalmente no que está relacionado às questões de saúde e preservação do patrimônio cultural e natural de uma região rica do nosso país. objetivou-se redigir este trabalho com o intuito de fornecer informações sobre plantas medicinais de forma que fosse acessível à população leiga e de interesse para os mais variados profissionais que trabalham na área (botânicos. Por outro lado.

A inserção dessa abordagem ambiental ou ecológica no estudo das plantas medicinais fornece novos elementos que melhor caracterizam os resultados experimentais realizados com determinada espécie. Ao considerarmos as características culturais de nosso país.tejam dispostos a concretizar os objetivos sem medir esforços. propiciou um imenso prazer. A literatura nos mostra que essas influências são inegáveis. estágio de desenvolvimento. O trabalho em equipe na área de pesquisa em plantas medicinais. e nossa experiência é prova disso. qualquer projeto de pesquisa realizado em equipe tende a produzir melhores resultados em menor espaço de tempo. No entanto. pela sua característica multidisciplinar. como também a qualidade das propriedades terapêuticas de interesse. para que o conheci- . principalmente no aspecto do rico conhecimento de plantas medicinais existentes nas diversas regiões. clima. além de engrandecer o trabalho. incomparável com aquele que sentimos ao executarmos um trabalho individual. como seres vivos. visto o grande risco de extinção de várias plantas medicinais e principalmente pelo fato de que os vegetais. como exemplos) e abióticos (umidade do ar. desde que cada participante cumpra suas tarefas e responsabilidades dentro do grupo. além de botânicos. que podem não só determinar a quantidade de produção de compostos secundários das plantas (princípios ativos). estações do ano e outros). O trabalho em equipe baseado em uma proposta concreta e clara torna-se simples e empolgante na medida em que permite um alcance mais rápido dos objetivos e envolve uma grande variedade de idéias. portanto é urgente a sua consideração. propostas e encaminhamentos que enriquecem imensamente o trabalho. consideramos de grande importância colocar que. que podemos denominar ecológico. antes de se propor um cultivo programado de plantas medicinais. tipo do solo. estão sujeitos às influências de fatores bióticos (floração. antropólogos e químicos. independentemente das dificuldades inerentes à própria relação social dos indivíduos. farmacologistas. que se superando as dificuldades. torna-se obrigatório quando se propõe o alcance de objetivos mais amplos como os aqui apresentados. no entanto. Acreditamos. é necessário que se ampliem em número e em qualidade as pesquisas na área. verificamos que é este o momento da realização do maior número possível de estudos etnofarmacológicos. A experiência do trabalho em equipe aqui realizado. essa área requer um enfoque novo.

Foi unânime por parte de toda a equipe que se relatasse a beleza do contato com os grupos étnicos envolvidos. Não podemos deixar de fazer constar aqui o grande prazer e até mesmo uma verdadeira paixão que envolveu a realização deste trabalho. Essa urgência na realização desses trabalhos se baseia no fato de que o conhecimento popular está sendo rapidamente alterado ou até mesmo extinto. acrescentaram uma experiência rica. Luiz Claudio Di Stasi . principalmente pela influência dos meios de comunicação de massa e pelo aspecto de que a abordagem etnofarmacológica possui a vantagem de permitir a padronização de modelos experimentais específicos que serviriam de instrumento de avaliação de um grande número de espécies vegetais. mas também por demonstrarem uma visão mais pura e bela da vida. não só de conhecimento das potencialidades da natureza. o que é de extremo interesse nas condições em que se encontra o país. além de tornarem possível este trabalho. que. desde a fase inicial até a possibilidade de publicá-lo com as características que aqui se apresentam.mento tradicional seja devidamente resgatado. preservado e utilizado como subsídio de pesquisas com plantas medicinais. o que significa um menor custo no desenvolvimento da pesquisa e na obtenção do produto final.

de um lado. por fim. a grande maioria na região amazônica. e. Observa-se.Sobre a primeira edição do livro (1989) Quando a consciência de uma nação inteira parece despertar para a preservação do santuário ecológico mundial que é a Amazônia. portanto. Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades. surge o livro Plantas medicinais na Amazônia. o enorme risco de extinção que correm fauna e flora. Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal. quando as pessoas parecem querer retomar suas raízes buscando nas plantas a cura de seus males. das quais o saber popular selecionou cerca de duas mil como medicinais. apesar disso. mas os primeiros registros remontam a milênios. quando se sabe que milhares de informações populares sobre o uso de plantas medicinais estão desaparecendo. uma disparidade entre a quantidade e a diversidade da flora medicinal. apenas 10% foram cientificamente investigadas do ponto de vista químico-farmacológico.William Shakespeare. quando se constata. Acredita-se que a flora mundial esteja entre 250 mil e 500 mil espécies. 1564-1616) A utilização de plantas com fins medicinais era comum na Idade Média.. O Brasil contribui com 120 mil espécies. Ato II de Romeu e Julieta . Dessas. e a ausência de levantamentos etnofarmacológicos . porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial.. (Cena III.

Por último. Sua importância é tanto maior por tratar-se da região amazônica. descrição botânica objetiva da espécie citada e usos. Alba Regina Monteiro Souza Brito (UNICAMP . chamamos a atenção para levantamentos etnofarmacológicos nos quais constem identificação taxonômica das plantas envolvidas. Profa. são raros e induzem-nos a pensar que é possível ou que ainda há tempo de resgatar a memória nacional na utilização de plantas medicinais. de outro. efeitos observados.Campinas) . enfim. dados que auxiliem o usuário final na busca de conhecimento que tais levantamentos oferecem. Mas o passo foi dado. Quando dizemos criteriosos. como este que aqui se apresenta. Levantamentos etnofarmacológicos. Dra. a distância vencida. e isso é o que importa. vale salientar que este trabalho representa um pequeno passo diante do extenso caminho que se tem a percorrer na recuperação de todas as informações relativas às plantas medicinais. posologia.criteriosos. Esses requisitos estão plenamente satisfeitos neste livro.

alta precipitação e reciclagem de seu próprio material orgânico. a situação em relação às áreas perturbadas é deveras preocupante. a taxa de desmatamento é o que realmente preocupa.Apresentação do trabalho em 1 989 A Amazônia constitui um dos mais completos ecossistemas da Terra. esta contribui com cerca de 50% de vapor d'água para a formação de chuvas. De fato. que para sua subsistência demanda áreas de cultivo e criação de gado. . A exploração madeireira. Fearnside. que chama a atenção de cientistas de várias partes do mundo. Atualmente. apesar da exploração madeireira ainda representar pequena fração dos seus cinco milhões de quilômetros quadrados. que outrora era restrita às margens dos rios navegáveis. a ação predatória do homem na Floresta Amazônica vem ocorrendo numa velocidade espantosa. atingiu um equilíbrio graças à interação de fatores como umidade. Basta lembrar que as florestas têm papel importante na regulação do ciclo hidrológico e que. apesar da pobreza dos solos. Dada a fragilidade desse equilíbrio. no caso da Amazônia. provenientes da evapotranspiração. por se tratar de uma importante fonte de perturbação. atualmente assume proporções alarmantes graças ao desenvolvimento de vias rudimentares e com estas o avanço da colonização. No entanto. que. qualquer atividade descontrolada pode acarretar processos irreversíveis de destruição da floresta. conforme aponta Philip M. Não é difícil justificar a necessidade de manejo dessa vegetação.

Dr. Sinto-me. mas diz respeito também à riqueza do conhecimento popular acerca do uso terapêutico de plantas. Trata-se de uma obra de capital importância no assunto e que se sobrepõe aos freqüentes receituários para se dedicar ao resgate do patrimônio etnofarmacológico e às valiosas informações técnicas que certamente servirão de apoio a novas pesquisas no campo das ciências naturais. desde o leigo ao mais especializado.Rio Claro) . pelos cuidados com a parte gráfica e as ilustrações. De qualquer maneira. portanto. as falhas no fluxo informativo e conseqüente perda do conhecimento sobre a terapêutica empregada pelos diferentes grupos étnicos e. em vista do desconhecimento das conseqüências reais que disso possam advir. ecológico e histórico. A importância da Amazônia não se restringe apenas às espécies animais e vegetais. do ponto de vista social. Prof. muitas provavelmente sucumbirão antes mesmo de qualquer conhecimento de seu potencial. levando-se em conta a preocupante taxa de predação feita pelo homem. riquíssima em espécies. coloca às mãos dos leitores. visando à preservação da memória histórica dos usos e costumes. o uso indiscriminado de material vegetal na cura de doenças. por outro. que se origina tanto da necessidade de uma terapêutica alternativa pelo baixo poder aquisitivo e pelo difícil acesso à assistência médica como da grande influência cultural dos arborícolas da região. fruto de um trabalho sério de pesquisa. Somada a isso. julgamos altamente preocupantes: por um lado. informações importantes sobre as 59 espécies mais utilizadas pelos grupos étnicos estudados para fins terapêuticos.O setor industrial tem também colaborado com o desmatamento na medida em que depende de matéria-prima florestal para manter o seu nível de industrialização. das quais poucas foram estudadas. Plantas medicinais na Amazônia. a carência de estudos sobre a vegetação brasileira e orientação popular. acarreta duas situações que. honrado em apresentar esta obra. e. Luiz Claudio Di Stasi. sua redação simples e facilidade de acesso para consulta. tendo à frente toda a dedicação e coordenação do Prof. Osvaldo Aulino da Silva (UNESP . por trás do uso inadvertido da área estão interesses industriais e políticos que concorrem para o desaparecimento da flora.

localizada a 120 quilômetros do município de Humaitá. sul do Estado do Amazonas. Vale do Ribeira. Mata Atlântica • Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado. pela Rodovia Transamazônica em direção ao Norte. Entrevistas Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas em ambas as regiões. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas regiões e em várias localidades de cada uma delas: Amazônia • Município de Humaitá.Metodologia de pesquisa Apresentamos. conforme descrito a seguir: . • Aldeia dos Tenharins. no Amazonas. no Estado de São Paulo. pois não consideramos ser este o espaço para pormenorizar todos os métodos utilizados. a seqüência de estudos realizados para melhor compreensão das atividades de campo realizadas desde 1987. • Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. resumidamente. Jacupiranga e Sete Barras.

exsicatas foram preparadas e enviadas para identificação. evitando-se. Para as espécies da Amazônia. Mata Atlântica • Cem entrevistas com habitantes urbanos dos municípios de Eldorado e Jacupiranga (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista).Amazonas (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar do trabalho). Chefe da Aldeia dos Tenharins e sua esposa foram entrevistados várias vezes por diferentes membros da equipe e por meio de quatro viagens para a aldeia). • Vinte entrevistas com habitantes de comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. • Duas entrevistadas (tuxaua "Kuarrã".Amazônia • Noventa entrevistas com habitantes de Humaitá . Coleta de material e identificação taxonômica As espécies referidas nas entrevistas foram sempre coletadas pela indicação do entrevistado e na sua presença. Jacupiranga (21) e Sete Barras (31) (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). cujo acesso era feito por meio de barcos cedidos por lideranças locais (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar deste projeto). Departamento de Botânica do Instituto de . novas visitas foram realizadas aos entrevistados até sua obtenção. a coleta errada do material. assim. • Noventa questionários aplicados a professores voluntários da rede oficial de ensino (escolas rurais e urbanas) e para líderes comunitários voluntários do município de Sete Barras. Em alguns casos o material vegetal florido não foi coletado. • Setenta entrevistas com habitantes rurais de Eldorado (18). Amazonas. ao Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". Para materiais fora da fase de floração. No caso de material em fase de floração. as exsicatas foram enviadas ao Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Chemical Abstracts. os dados químicos e os de toxicidade que orientassem o uso das espécies. Itajaí . Outras informações (agronômicas. Para as espécies coletadas na Mata Atlântica. Depois da compilação dos dados foram selecionados aqueles de interesse para as características do trabalho aqui apresentado. Banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). ecológicas e botânicas) foram sendo adicionadas conforme a organização de cada um dos capítulos. as exsicatas foram enviadas aos Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". Revisão bibliográfica Uma vez identificadas as espécies.Santa Catarina. e ao Herbário do Instituto de Biociências da UNESP .Botucatu e ao Herbário "Barbosa Rodrigues". . priorizando-se os relatos de farmacologia que confirmassem ou não o uso tradicional das espécies vegetais. Index Medicus (Med-line).Biociências da UNESP .Botucatu.Rio Claro. Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UNESP . para sua identificação. Sites da Internet. foram realizadas pesquisas bibliográficas nos seguintes índices: • • • • • Biological Abstracts.

Organização do livro Para permitir que os dados das diferentes espécies medicinais referidas pelos habitantes de ambos os ecossistemas florestais pudessem ser avaliados comparativamente. Incluem-se no livro apenas espécies de Angiospermae. mas considerando especialmente a Ordem Botânica à qual pertenciam. Utilizou-se o sistema de classificação botânica adotado por Cronquist (1981) e modificado por Kubitzki em seu sistema de arranjo das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997). Os capítulos se distribuem em duas partes: • Parte I . como havia sido feito na primeira edição deste livro. . assim como enriqueceria os dados disponibilizados no livro. Isso tornaria fácil analisar a importância de cada família vegetal como fonte de espécies medicinais para estudos. verificou-se que agrupar as espécies de forma sistemática considerando os grupos taxonômicos seria a melhor estratégia.incluindo as monocotiledôneas medicinais. as espécies não poderiam mais ser apresentadas por ordem alfabética de nomes populares. incluindo-se assim pequenas introduções e informações sobre cada uma das ordens e das famílias botânicas incluídas neste trabalho. Uma nova forma de apresentação das espécies teve que ser analisada e. com o tempo. Optou-se por apresentar as espécies dentro de suas famílias.

dados ecológicos e distribuição. às quais foram adicionadas (quando existiam) outras referências de dados de uso popular. pois não foram citadas espécies vegetais desta subclasse em nenhuma entrevista. as quais se subdividem em cinco seções: . Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe.dados botânicos e outras informações (quando for o caso). • Introdução sobre a família botânica ou.Seção 2: Medicinais da subclasse Caryophyllidae .Seção 1: Medicinais da subclasse Magnoliidae .Seção 3: Medicinais da subclasse Dillenidae . respectivas ordens e respectiva subclasse Hamamelidae.nomes populares da espécie na região de estudo ou de acordo com outras referências bibliográficas pesquisadas. especialmente apontando-se o valor da ordem como fonte de espécies medicinais.• Parte II . que compreendem uma descrição botânica. . Das Dicotyledonae não foram referidas espécies das famílias. tem-se a seguinte estrutura-padrão: • Introdução sobre a ordem botânica. . em vários casos.Seção 4: Medicinais da subclasse Rosidae .Seção 5: Medicinais da subclasse Asteridae Cada uma das partes inclui diversos capítulos montados a partir da ordem botânica das espécies vegetais referidas. incluindo: . significado do nome do gênero e dados sobre o gênero. Para cada capítulo. .incluindo as dicotiledôneas medicinais. das diversas famílias incluídas em uma determinada ordem. Também não é referida nenhuma espécie de Pteridophyta e Gymnospermae. • Monografias de espécies medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica.dados da medicina tradicional que incluem os dados decorrentes das entrevistas realizadas pelos pesquisadores do projeto. incluindo-se os principais grupos e classes químicas já descritos na literatura científica para cada um dos gêneros ou espécie referida no texto. • Dados químicos.

Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. formatadas e montadas para inclusão no livro.escaneratas: técnica desenvolvida no Laboratório de Fitofármacos ( ) do Departamento de Farmacologia.desenhos escaneados: incluem ilustrações realizadas por L. . . formatadas e montadas para inclusão no livro. • Em alguns capítulos todos esses dados estão agrupados em um único tópico. . formatado e montado para a inclusão neste livro. medicinais na Amazônia e foram escaneadas. O material após coleta ou por empréstimo dos herbários foi escaneado. UNESP. Essas ilustrações constavam do livro Plantas. • Ilustrações: para algumas das espécies são apresentadas ilustrações. além de uma extensa bibliografia atualizada. apontando os principais efeitos tóxicos ou adversos de cada uma das plantas ou gênero. Di Stasi a partir da exsicata do material coletado ou a partir de outras ilustrações indicadas nas legendas. Instituto de Biociências de Botucatu. .• Dados farmacológicos.fotos escaneadas: incluem fotos de várias origens (todas com a autoria) cedidas para esta publicação e que também foram escaneadas. • Dados toxicológicos. No final do livro. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. incluindo as principais referências sobre as atividades farmacológicas já descritas para uma espécie ou gênero. para o armazenamento de imagens de exsicatas depositadas nos herbários.Todas essas imagens fazem parte do Banco de imagens organizado com apoio da Fapesp. químicos e médicos usados no livro e um índice de nomes científicos que ajudam na compreensão dos diferentes tópicos abordados em cada um dos capítulos. de vários tipos: . encontram-se um glossário de termos botânicos. C.

Parte I Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

1 Commelinidae medicinais C. pelo seu grande valor ornamental. Mayacaceae e Commelinaceae. algumas com importantes famílias botânicas e diversas espécies vegetais de valor medicinal e econômico. Typhales. . das quais devemos destacar apenas algumas espécies do gênero Tradescantia (Commelinaceae). Hiruma-Lima E. Santos L. Outras ordens botânicas como Juncales. Restionales e Hydatellales são pouco importantes nos ecossistemas brasileiros. algumas delas descritas neste capítulo. Xyridaceae. Di Stasi Introdução A subclasse Commelinidae de espécies vegetais inclui sete ordens. A ordem Cyperales inclui as famílias Cyperaceae e Graminae (Poaceae). Na ordem Eriocaulales estão incluídas apenas as espécies da família Eriocaulaceae. M. M. A. C. destacando-se o gênero Paepalanthus com centenas de espécies popularmente denominadas sempre-vivas e amplamente usadas como ornamentais. A ordem Commelinales inclui as famílias Rapateaceae. Guimarães C. e dessa segunda é que se destacam várias espécies de valor medicinal e econômico.

e na Amazônia identificou-se o uso popular de quatro espécies distintas dessa família: Andropogon leucostachys. . açúcar e trigo. Cymbopogon citratus e Saccharum officinarum. é a mais importante. • Centothecoideae. Andropogon nardus.500 espécies distribuídas universalmente e com grande importância econômica. substâncias cianogênicas. do famoso centeio e da aveia. como o Bambusa e suas 120 espécies popularmente denominadas bambus. Cymbopogon. Nessa subfamília também encontramos importantes espécies e gêneros de valor econômico e alimentar. 1996). inclui cerca de 668 gêneros e aproximadamente 9.A família Poaceae. um dos mais importantes alimentos da população brasileira. que inclui os gêneros Secale e Avena. As espécies de Poaceae contêm uma grande variedade de constituintes químicos. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de grãos. também referidas como medicinais na região da Mata Atlântica e cujos dados passamos a apresentar. excetuando-se as espécies do gênero Eleusine. saponinas. Saccharum e outros. do ponto de vista de espécies medicinais. e a cana-de-açúcar {Saccharum officinale). principalmente Zea mays (milho). respectivamente. • Panicoideae. subfamília que. açúcar e óleos essenciais. cujo representante principal é o arroz. como Sorghum do sorgo. • Pooideae. que estão distribuídas em seis subfamílias botânicas: • Bambusoideae. A família é dividida em quarenta tribos. que inclui alguns importantes gêneros. ácidos fenólicos. Arundinoideae e Chloridoideae. também denominada Gramineae. flavonóides e terpenóides (Evans. que incluem vários gêneros. Os outros constituintes incluem alcalóides. visto que inclui inúmeras espécies dos gêneros Andropogon. Paspalum. Essa família botânica inclui plantas herbáceas com raízes fibrosas e rara ocorrência de arbustos ou árvores. e uma grande proporção desses produtos é utilizada na indústria de gêneros alimentícios. Várias espécies possuem importância terapêutica. e o gênero Oryza. ferragem. gêneros alimentícios como bebidas. mas sem importância medicinal. Zea. Dessas quatro espécies devemos destacar a Saccharum officinarum e a Cymbopogon citratus. amido. reunindo inúmeras utilidades.

a espécie também é chamada de Capim-de-cheiro e Citronela. os quais. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas secas é utilizada como antitérmico e analgésico. os colmos são finos. a planta também é conhecida como Capim-membeca. Na Mata Atlântica não foi referida como medicinal.Espécies medicinais Andropogon leucostachys H. possuindo um grande número de ramos. também são ramificados e terminam em uma panícula de espigas digitadas. Dados botânicos A espécie é uma erva de colmo ereto que atinge até 1. podendo atingir até 2 m de comprimen- . Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Capim-cheiroso e Capimlimão. bainhas foliares cobrem a base dos ramos e das lâminas foliares com 10 a 20 cm de comprimento e aproximadamente 3 cm de largura. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Rabo-de-cavalo. Dados botânicos A espécie é uma erva que atinge até 80 cm de altura com rizomas bastante oblíquos. Andropogon nardus L. com folhas invaginadas bastante agudas. Em outras regiões do país.B. espigas digitadas e com uma coroa de pêlos compridos. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. Não foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica. glabros e curvados.K. Em outras regiões do país.5 m de altura. espiguetas sésseis e fruto cariopse. por sua vez.

1962). Dados botânicos Erva perene com caule do tipo colmo. . com grande valor econômico. bainha larga e lígula na base do limbo. rizoma semi-subterrâneo. Erva-cidreira. Alguns autores afirmam que essa espécie possui muitas variedades. Capim-cheiroso. folhas alternas. eretas. Patchuli-falso. Capim-marinho. flores reunidas em inflorescências do tipo espigueta com glumas vermelhas (Figura 1. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugas. Capim-cidreira. compridas. lineares. tais como flexuosus. formigas e traças. a decocção das folhas passada sobre a pele serve como repelente para insetos. Cymbopogon citratus (DC. Sídró.1). Cymbopogon marginatus e Cymbopogon validus (Watt & BreyerBrandwijk. com nós e entrenós. Capim-cidrão. Capim-limão. nervação paralela e nervura central saliente na face dorsal. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado na região amazônica contra qualquer tipo de dor. Corrêa (1984) refere que das folhas se pode obter um óleo essencial denominado óleo de citronela. respectivamente sinônimos de Cymbopogon citratus. ao passo que o óleo possui importante ação para espantar mosquitos. ásperas em ambas as faces. marginatus e validus.) Stapf. formando uma touceira robusta.to. Vervena. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. sudoríficas e carminativas. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica a espécie é chamada de Capimsanto. as inflorescências são panículas lineares compostas de espigas pequenas e escuras. Capim-sidró. problemas estomacais e febre. O uso oral dessa decocção é útil como antitérmico e para o alívio de gases intestinais.

1980). folhas amplexicantes. reumatismo e febre. no Pará. Dados botânicos Planta herbácea de raiz geniculada e em parte fibrosa. no Ceará. ápice agudo. a infusão das folhas é usada como antidiurético. em Brasília. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. contra gripes. hermafroditas. Outras indicações de uso medicinal incluem o uso do chá das folhas. 1982. no Rio Grande do Sul. fruto do tipo cariopse ovóide. dores de cabeça e disenteria. verde ou violácea. A decocção das raízes é usada contra gripes fortes e reumatismo.. na forma de banho (Amorozo & Gély. 1982). Saccharum officinarum L. ásperas. como calmante e antiespasmódico (Matos et al. simplesmente. Cana. o suco do colmo da planta. gripes fortes. cilíndrico. nervura central saliente e bainha espinescente.2). calmante e antiespasmódico (Barros. pequeno (Figura 1. Na região da Mata Atlântica. planas. articulado e um pouco mais grosso nos internós. ao passo que a decocção das raízes é amplamente usada como . lineares. como calmante e antiálgico (Van den Berg. carminativo. a infusão das folhas é usada internamente como sedativa e contra diarréia. é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia. duas vezes ao dia. Nomes populares A espécie é chamada em todo o Brasil de Cana-de-açúcar ou. no Mato Grosso. espiguetas com flores pequenas. como diurético.. Matos & Das Graças. 1980). carnoso e com epiderme lenhosa de cor amarelada.Na região da Mata Atlântica. 1 dísticas. 1986). O suco das folhas gelado é consumido como sedativo e como refrigerante. como calmante e contra pressão alta e esterilidade (Simões et al. colmo arqueado na base. 1988). dores de cabeça e dores musculares. simples.

1997). sendo determinados os principais constituintes: citral (69. chumbo e cobre. felandreno. cólera. contra resinados e anginas e. além de o açúcar servir para o combate à pneumonia. neral. terpenos e dipenteno (Costa.diurético e contra hipotensão. vômitos da gravidez (Corrêa. além de seus isômeros geralúal e neral. escarlatina... febres. linalol. . citratus das Filipinas foi obtido de suas folhas. cetonas e alcoóis. contra úlceras da córnea. internamente. ácido nerólico e ácido gerânico (Sargenti & Lanças. como citronelal. metil-heptenona. Ming et al. limoneno. vários aldeídos. A decocção dos bulbos é usada contra distúrbio dos rins e para expulsão de parasitas intestinais. cariofileno. rachas dos seios. geranial e outros compostos não identificados (Craveiro et al. neral. 1981). envenenamento com arsênico. a.e b-pineno. metil-heptenol. nerol. mirceno. isovaleraldeído e decilaldeído. Dados químicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus é constituído de mirceno. aftas.4%).8-cineol. mentol. laurato de etila. geraniol. citronelal. Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil. como o geraniol. 1996. 1986). externamente. terpineol e citronelol (Torres & Ragadio. O óleo essencial de C. erisipela. Estudos foram feitos no intuito de avaliar a variação sazonal da composição do óleo (Chagonda & Chalchat. Esse óleo possui grande quantidade de citral (75% a 85%). tuberculose. 1984). 1. 1997). farnesol. 1996).

1998). O citral apresentou atividade citotóxica contra células leucêmicas P388 de camundongos (Dubey et al. não observando propriedades de interesse terapêutico. mirceno (12. 1989) e antioxidante (Lopes et al.8%). (1983) referem atividade antiespasmódica. 2000. 1988). O óleo essencial foi incorporado a cremes antifúngicos tendo bons e significativos resultados (Wannissorn et al. 1997) e o extrato de C.. relatam. 1988). citratus parece ser afetada pelo conteúdo de citral existente no óleo (Syed et al. 1984. porém apresentou atividade muito fraca (Mackeen et al.. citratus inibiu a hepatocarcinogênese (Puatanachokchai et al.. Onawunmi. Foram observadas as atividades de diminuição da atividade motora (Ferreira & Raulino Filho... toxicológico e clínico com essa espécie. no entanto. 1988). 1985). Carlini (1985) realizou um amplo estudo farmacológico. 2002).. anti-helmíntica (Jourdan. 1995). citratus foram atribuídas aos constituintes do óleo essencial citral e mirceno (Ferreira et al. Di Stasi et al. Lorenzetti et al.. aumento do tempo de sono (Ferreira & Fonteles. geranial (45.. citratus. 1996). . 1997). enquanto Ferreira et al. 1988).. Onawunmi et al. (1985). (1988) e atribuído à presença do mirceno nessa espécie (Sarti et al. A atividade antibacteriana de C. citratus foi testado quanto à sua atividade antinematoidal. 1986 e 1987. 1983 e 1989a). 1997). 1986... anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. Com as folhas de C. O efeito analgésico foi confirmado por Lorenzetti et al.Dados farmacológicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus possui atividade antibacteriana (Cimarga et al.. O extrato metanólico de C. 1986 e 1987). 1990).. 1988)..5%) apresentaram atividade antibacteriana e antifúngica (Chalchat et al.. 1985) e anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. e Di Stasi (1987). uma potente atividade analgésica detectada pelos métodos de contorções abdominais e imersão da cauda. analgésica (Viana et al. Onawunmi & Ogunlana. Pinho et al. Tanto a atividade depressora do SNC quanto a atividade analgésica de C. citratus já foram constatadas as atividades: sedativa (Ferreira & Fonteles. depressora do SNC (Ferreira & Raulino Filho.9%) e neral (33. Os principais constituintes das folhas de C. 2002. 1988) antimicrobiana (de Sá et al.

.Em relação a outras espécies do mesmo gênero. ataxia. citratus... ferúlico e sinápico (He & Terashima. 1988). o extrato hidroalcoólico das folhas de C. Não consideramos importante relatar os estudos químicos e farmacológicos de outras espécies desse gênero. De S.. 1999).. 2000). é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico (Gomez et al. 1997. Menendez et al. Foi isolado também o policosanol. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana do fígado (Fraga et al. também conhecido como Capim-cidrão. 1990). O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais. sedação e defecação (Ferreira et al. e Di Stasi (1987) demonstrou um discreto efeito analgésico do extrato hidroalcoólico.. apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-Obeta-glucosídeo acetato (Yadava & Misra. capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos. visto o grande número de trabalhos com C. Além de hipocolesterolêmico. Dados toxicológicos O óleo de C. 1986a). citriodorus. 1983). perda de postura. ligninas e ácidos fenólicos. Para a espécie Saccharum officinarum. . 1989). 1976) e o hidrolato dessa espécie provocou um quadro de hipocinesia. officinarum foram obtidos polissacarídeos pécticos (Saavedra et al. Hikino et al. um álcool alifático com alto peso molecular. bradipnéia. (1985) relatam que a fração polissacarídica dessa espécie foi capaz de inibir a acumulação de peróxidos lipídicos no soro de ratos. Corrêa (1984) relata a presença de inúmeros compostos de interesse industrial. citratus possui ação irritante sobre a pele de animais (Opdyke. ácidos p-coumárico.

FIGURA 1. c) vista geral da touceira (Banco de imagens ). .Cymbopogon citratus: a) base da planta com bainhas. b) inflorescências com os numerosos estames (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Costaricensis).1 .

Vista geral da planta com a inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa (1984) .Saccharum officinarum.2 .FIGURA 1.Banco de imagens ). .

da qual há vários representantes popularmente denominados Banana. importante fonte de espécies de grande interesse ornamental e econômico e cuja exploração comercial na região da Mata Atlântica representa um grande problema ambiental e uma fonte de recursos para as populações locais. apesar de sua intensa ocorrência e exploração na região da Mata Atlântica. As espécies da família Bromeliaceae. Hiruma-Lima L. De todas essas famílias. M. Guimarães C. M. referiremos espécies medicinais apenas da ordem Zingiberales.2 Zingiberidae medicinais C. . importante produto de comercialização. entre outras o famoso gengibre (Zingiber officinale). Na ordem Bromeliales se encontra apenas a família Bromeliaceae. A. Di Stasi A subclasse Zingiberidae inclui duas grandes ordens: Bromeliales e Zingiberales. Zingiberaceae. não inclui espécies referidas popularmente como medicinais. C. especificamente das famílias Zingiberaceae e Musaceae. Cannaceae e Marantaceae. Santos E. Tal uso não é comum na região amazônica. Lowiaceae. todas com pouco valor nos dois ecossistemas em questão. Na ordem Zingiberales estão incluídas as famílias Musaceae.

especialmente as famosas Canas-do-brejo. de amplo uso nas regiões de Mata Atlântica. Dados botânicos Erva perene com rizoma aromático do qual nasce o caule aéreo. nos quais estão distribuídas 1. Vindecaá e Vindicáa. com folhas membranosas. larga bainha na base que envolve o caule. com várias espécies medicinais. várias são ervas com rizomas aromáticos e células secretoras com óleos etéricos de amplo uso. que o utilizam como medicamento e como fonte de recurso financeiro. algumas delas aqui descritas. inclui 52 gêneros. Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Vendicaá. na qual se encontram as espécies dos gêneros Costus. lâminas . destas. Além do valor medicinal das espécies dessa família. Curcuma. e • Zingiberoideae. descrita por Ivan Ivanovic Martinov. Os gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: • Costoideae. Renealmia e Riedelia.100 espécies tropicais espontâneas. Costus e Hedychium. deve-se destacar o grande valor econômico do gênero Zingiber e sua importância para as comunidades que habitam a região da Mata Atlântica.Plantas medicinais da família Zingiberaceae Introdução A família Zingiberaceae. Alpinia. na qual se localizam os gêneros Zingiber. Espécies medicinais Alpinia japonica Miq.

O gênero Alpinia descrito por William Roxburg possui aproximadamente duzentas espécies. densas com flores brancas ou róseas. 1988). contém inflorescências terminais. mas com algumas espécies em regiões tropicais. fruto capsular. androceu com um estame fértil e em geral quatro estaminódios petalóides. . Dados da medicina tradicional Na Amazônia. entouceirada. ocorrendo em abundância em regiões alagadas. contra sarampo.1). Costus spiralis Rosc. espessas. hermafroditas e zigomorfas. enquanto o macerado das folhas em água é usado como amaciante de roupas.com 20 a 40 cm de comprimento. hastes longas e folhas espiraladas em relação ao ramo. Outras indicações envolvem o uso interno da infusão das folhas. gineceu com ovário ínfero. podendo chegar a até 1. trilocular e muitos óvulos (Figura 2. descrito por Carl Linnaeus. podendo chegar a até 35 cm de comprimento. Dados botânicos Erva de rizoma ramificado e carnoso. tridenteado e pubescente) e corola não vistosa.5 m de altura. A espécie é ornamental e muito explorada comercialmente na região do Vale do Ribeira. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira e nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica a espécie é conhecida como Cana-do-brejo. elípticas. distribuídas especialmente na Ásia e nos países do Pacífico. o banho preparado com folhas e flores é considerado útil como anti-séptico externo e contra corrimento vaginal. ápice agudo e base arredondada. O gênero Costus. perianto distinto em cálice (claviforme. O banho morno preparado com as folhas é utilizado em "frialdade nas pernas" (Amorozo & Gély. vistosas. flores em grupos com brácteas vistosas. inclui 42 espécies tropicais.

vistosas. muitas delas cultivadas como ornamentais e fornecedoras de fibras para produção de papel. Dados botânicos É uma planta herbácea e rizomatosa. A decocção de suas folhas. inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. grandes. especialmente de origem sifilítica. O gênero Hedychium. Corrêa (1984) refere que o suco dessa planta é útil contra arteriosclerose e como calmante das excitações nervosas e do coração. incluindo a espécie aqui descrita. lanceoladas e coriáceas. . Em razão de sua beleza. as folhas frescas são usadas topicamente como resolventes de tumores. Em outras regiões do Brasil também é denominada Lágrima-de-moça. e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga. muito perfumadas (Figura 2. Lírio branco e Gengibre branco. cilíndricas. a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. Dados da medicina tradicional As folhas e flores dessa espécie. a espécie é muito utilizada como ornamento. as inflorescências são terminais com flores brancas. podendo atingir até 2 m de altura com suas hastes eretas. sésseis. além de ser útil externamente na lavagem de feridas. de onde partem as folhas longas.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. A planta é amplamente encontrada na Mata Atlântica. habitando brejos ou locais alagados a pleno sol. em Iguape é comum a denominação Napoleão. contra diarréias graves. sendo de fácil multiplicação por touceiras. descrito por Johan Gerhard Koenig. são muito usadas na região do Vale do Ribeira como diurético e para reduzir a pressão arterial. na forma de infusão.2). Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica como Lírio-do-brejo. Hedychium coronarium Koen.

com ampla distribuição. além de diversos outros usos (Bown. Na medicina chinesa é usada internamente contra tosses. flatulência e eólicas. diarréias e como vomitiva. Não houve referência de uso dessa espécie na região amazônica. lumbago e cólicas menstruais. indigestão. contra reumatismo. gripes. O gênero Zingiber foi descrito por Karl Julius Boerner e inclui mais de cem espécies pereniais. lanceoladas. em todo o Brasil. 1995). 1994). flores amarelas na forma de espigas e fruto capsular. Ela também é explorada comercialmente como alimento e como medicamento pelos habitantes da região da Mata Atlântica. folhas alternas. com uma lígula membranosa bífida. sendo provavelmente o local de sua origem. internamente. mesmo no Vale do Ribeira. tosses. ao passo que o xarope dos rizomas é amplamente utilizado contra dores de barriga. A espécie já era referida como medicinal no ano 200 d. a decocção dos rizomas é usada contra gripes e tosses. A espécie tem sido cultivada por seu valor na medicina e na culinária. gripes e para problemas circulatórios. C. Dados da medicina tradicional Nas comunidades do Vale do Ribeira. de Gengibre. onde a maioria das espécies é espontânea. externamente. contra náusea. . Dados botânicos É uma espécie com rizoma tuberoso. tendo sido citada também na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica e considerada uma das mais antigas espécies vegetais referidas como medicinais. cólicas. com a parte aérea atingindo até 1 m de altura. sendo especialmente importante contra a gastrite causada por consumo de álcool e para controle da diarréia (Grieve. e. A espécie é usada. carminativa com uso na dispepsia. A espécie é reputada como estimulante. mas especialmente na Ásia.Zingiber officinale Roscoe Nomes populares A espécie é chamada.

galanga foram isolados dois compostos: acetato l'-acetoxichavicol e acetato DL-l'-acetoxieugenol (Itokawa et al. e 5. formosana foram isolados de seus rizomas diterpenos do tipo labdano e do tipo bisnorlabdano. Foram isolados dos rizomas de A. Dos rizomas de A. Cinco compostos. Os principais constituintes dos frutos de A..Dados químicos da família Diversos compostos sesquiterpenóides foram isolados de Alpinia japonica (Itokawa et al. eugenol e acetato de chavicol foram determinados como os compostos aromáticos de A. dihidro-5. speciosa e A. galanga. 1996). 1987a e 1987f) e A. galanolactona e (E)-8. acetato de geranil. óleo essencial. humulene. Os compostos isolados dos rizomas de A. 1987). epóxido II e 4ahidroxidihidroagarofurano foram isolados de A. japonica (Morita et al. galanga (Mori et al. galanga.. 1985a e 1985b... Dois constituintes fenólicos foram também isolados do extrato clorofórmico do rizoma de A. 1987a) e três do tipo guaiano: hanalpinona... São eles: p-hidroxicinamaldeído e di-(phidroxi-cis-stiril) metano (Barik et al. De A. japonica foram isolados diversos sesquiterpenos.. galanga (Barik et al. 1. O acetato l'-acetoxichavicol foi isolado também do óleo essencial dos frutos de A. Foram também detectadas de suas sementes diterpenos com atividade citotóxica e antifúngica denominados galanal A e B. Esses mesmos constituintes foram também detectados nos frutos da espécie A. Da espécie A. isohanalpinona e alpinenona. taninos. intermedia (ltowaka et al. 1990). linalol. galanga são 1acetoxichavicol acetato e l'-acetoxieugenol acetato. 1988). 1987). 1988a). (Xue et al. além da presença de sesquiterpenos e compostos fenólicos (Itokawa et al. 1987b).16-dial (Morita & Itokawa. Foram isolados também dois sesquiterpenos do tipo alpinolídio.. alcalóides e fenóis livres foram verificados em A.. são os responsáveis pela atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em . 1988).-(17)12-labddieno-15. Os sesquiterpenos -eudesmol. 1987).6-dehidrokawaina.. 1995). flavonóides em A... speciosa. 1987). speciosa derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária (Teng et al. katsumadai (Okugawa et al. constituintes fenólicos em A. 1987c). sendo três do tipo eudesmano (Itokawa et al. nutans (Mendonça et al.6-dehidrokawaina... o peróxido secoguaiano e 6-hidroxialpinolídio (Itokawa et al. conchigena que possui também nonacosano e sitosterol (Yu et al.8cineol. 1988). 1987b).. nerolidol.

1997). -sitosterol. C.8-cineol (Lai et al. 1996).modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. além de dois flavonóides e quatro fenilpropanóides foram isolados dos rizomas de A. citronelol. hanalpinol peróxido. De A. Das partes aéreas de A. katsumadai possui -pineno. 1997b) e quercetina (Wang et al. Alpinia officinarum possui diarilheptanóides (Uehara et al. decanol.. Dois novos diterpenos denominado zerimina A e B foram isolados de A.calixina A e B e 3-epi-calixina B . Dos rizomas de A. epialpinolídio e o sesquiterpeno do tipo elemofilano. grande conteúdo de zinco e manganês (Luo et al.. furopelargona A. alpinenona. O óleo essencial das folhas e caules de A.. citronelil e geranil acetato (Nguyen et al. blepharocalyx foram isolados diarilheptanoídios com propriedade de inibir a produção de óxido nítrico (Prasain et al. oxyphylla contêm neonotkatol. 1997).5heptanediona..8-cineol. speciosa demonstrou a presença de taninos catéquicos. cálcio. além das vitaminas B1. ferro. l. E. linalol. -ll(12)-eremofilen-10... bornil acetato. B2. 2001) e do seu rizoma (Masuda et al. Os frutos de A. geraniol. yakuchinona A. 1989). aminoácidos e ácidos graxos (Wang et al.. terpineol e 1. Cinco diarilheptanóides. o sesquiterpeno do tipo secoguaiano. conchigera (Athmaprasangsa et al. Além dos sesquiterpenos hanalpinol. 1987d).. pineno. 1987). hanalpinona.. chinensis foram isolados diterpenóides (Sy & Brown. furopelargona B. 1994).foram isolados recentemente da espécie A. densibracteata foram isolados os bisabolanos. As sementes possuem mirceno. mirceno. 1994) fenilbutanóides foram obtidos das folhas de A. isohanalpinona. fenóis e alcalóides. potássio. magnésio. felandreno. trans-bergamoteno. .. 1990). fenchona e geraniol. flabellata (Kikuzaki et al. yakuchinona B. isohanalpinol e aokumanol. 1990).. sendo um novo.-o1.. daucosterol. blepharocalyx (Kadota et al. manganês. zerumbet (Xu et al. Três novos diarilheptanóides . 1997a). além de óleos essenciais (Mendonça et al...7-difenil-3. A análise fitoquímica de A. 1999). 1988). chumbo. polyantha foram isolados. intermedeol e -selineno (Itokawa et al. 1989).. Das sementes A. 1. intermedia foram isolados os sesquiterpenos peróxidos. sódio. Do óleo essencial das sementes de A. sesquifelandreno e zingibereno. além de sesquiterpenos bisabolano oxigenados e monoterpenos oxigenados (Sy & Brown. 1997a). flavonóides (Luo et al. 1992). 1997b).. tectochrisina e nootkatona (Zhang et al. zinco.

Constituintes isolados de A. A atividade antiedema descrita decorre provavelmente por bloqueio da liberação de mediadores ou de suas ações (Gadelha & Menezes. que é um derivado do gingerol. 1999 e 2000) e Costus tonkinensis apresentou tuterpenóides e esterois (Bohme et al. 1985). galanga apresentaram efeitos sobre a indução de glutationa-S-transferase. 1988). Dados farmacológicos da família Diversas espécies do gênero Alpinia apresentaram atividade antimicrobiana (Habsah et al. 1999. provavelmente por diminuição do influxo de íons cálcio durante a contração (Vanderlinde et al. 1986). ambos importantes como flavorizantes e usados de diversas formas. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. revertida com a presença de ácidos graxos insaturados. 1988b). nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. 1976) e A. Um diterpeno isolado de A galanga apresentou importante atividade antifúngica. mas não apresentou atividade diurética quando administrada agudamente na forma de chá (Laranja et al. 1987). speciosa produziu depressão do sistema nervoso central. Estudos com a espécie A. assim como vários derivados sesquiterpenóides inibiram as contrações induzidas por histamina ou bário (Morita et al. A espécie possui alcalóides e sesquiterpenolactonas (Guerrero. na perfumaria. e seu óleo. é usada na culinária. Lin et al. speciosa. 1996). galanga (Janssen & Schefter. inibição da musculatura lisa. indicando . Furostanol glicorilado também foi isolado de Costus spicatus (Da Selva et al. A erva. Determinou-se a atividade fungicida utilizando-se as espécies Alpinia officinarum (Ray & Majumdar. 1994). 1988a) e tranqüilizantes (Mendonça et al. 1987c) e A. A espécie A. sugerindo que a atividade se deve a mudanças na permeabilidade da membrana (Haraguchi et al. 1997). japonica e A. sendo antiulcerogênica (Wang et al. 1988. galanga (Itokawa et al. bloqueio neuromuscular. Sesquiterpenos isolados de A. 1996). 1999). 1972). oxyphylla (Kyung-Soo et al. 1996). 2000). Mendonça et al. 1989). além de medicinal. A espécie também produz inibição da secreção gástrica (Hsu.De Costus ofer e Costus speciosus foram isolados furostanol glicosídios e saponinas esteroidais (Ichinose et al. O gengibre (Zingiber officinale) é uma espécie rica em óleo volátil denominado gingerol e shogaol.

. 1987c). blephawcalyx possuem efeito inibitório sobre a formação de óxido nítrico (Kadota et al.. 1996) e antiproliferativo (Ali et al. 1992) e atividades ansiolíticas (Elizabetsky et al. Estudos com a espécie A. 1990). Derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária foram isolados dos rizomas de A. 1992). officinarum (Kiuchi et al. Os rizomas de A. 1994).. 2002). antifúngica (Lima et al. 1990)... apresentou atividade espasmolítica e hipotensora (Almeida et al..6-dehidrokawaina isolado de A. speciosa apresentou atividade analgésica periférica. 1982. Compostos isolados dos rizomas de A.. 2001). que apresentou atividade cardiotônica (Nascimento et al. oxyphylla inibiu 57% das lesões gástricas produzidas por etanol (Yamahara et al. speciosa também possuem potente atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas (Tairaetal. oxyphylla (Chun et al. O composto dihidro-5.. Do óleo essencial das folhas de A.. 2002) e antigenotóxico (Heo et al.. 1988b). Dos rizomas de A. 1994). 1992). 1993) e atividade antitumoral contra Sarcoma 180 em camundongos (Itokawa et al.. nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. O óleo essencial de A. O provável efeito dos derivados se deve à inibição da formação de tromboxana A2 (Teng et al. galanga também foram isolados inibidores da xantina oxidase (Noro et al. 1993) e antimicrobiana (Sá et al. 2001). Esta mesma planta apresentou constituintes antieméticos (Shin et al. speciosa possui efeito inibidor do desenvolvimento vegetal (Fujita et al. 1996). 1996). 1988a. speciosa.a potencialidade desses compostos como anticarcinogênicos (Zheng et al. Geraniol e isotimol isolados de A. 1988). ArnaudBatista et al. Existem relatos da atividade anti-helmíntica de Alpinia sp(Suzuki et al. também isolado do óleo essencial. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A.. O terpinen-4-ol. Mendonça et al.. O extrato acetônico de A. Mendonça et al. speciosa foi isolado o terpinen-4-ol. 1992). 1987c) e A. 1989). 1998. 1988). Os diarilheptanóides isolados de A. 1988. speciosa apresentaram atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu.. 1998). speciosa também possuem potentes agentes inibidores da biossíntese de prostaglandinas (Kiuchi et al. anticonvulsivante (Maia et al. Moraes et al.. O extrato hidroalcoólico do rizoma e das folhas não apresentou atividade moluscicida (Almeida & Fonteles. galanga (Itokawa et al. A síntese de prostaglandinas foi inibida por substâncias isoladas de A. 1982).

contorções. antitumoral e antiploriferativo (Koo et al. Dados toxicológicos do gênero Alpinia A administração de extrato hidroalcoólico de A. 2000). 2000).. De Zingiber officinale foi observada a atividade imunoestimulante (Puri et al. Surh.. Dos rizomas de Hedychium coronarium foram isolados diterpenos que reduziram a permeabilidade vascular e a produção de óxido nítrico (Matsuda et al. O extrato de Costus dioscolor possui potente atividade antifúngica e antibacteriana (Habsah et al.. dos quais dois possuem grande importância no Brasil. Estudos toxicológicos (agudos e crônicos) com extratos etanólicos de A. que incluem espécies conhecidas popularmente como Banana. 2002). Nos levantamentos etnobotânicos realizados foram referidas duas espécies medicinais. relatadas a seguir. oxyphylla tem sido atribuída à presença de diarilheptanoides (Chun et al. de amplo uso como alimento e de grande valor econômico. 1999).. 2001. ellipticum inibiu a síntese de leucotrienos (Kumar et al. . Plantas medicinais da família Musaceae Introdução A família Musaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende duzentas espécies vegetais distribuídas em seis gêneros. gardneranum apresentou atividade antitrombótica (Medeiros et al. A propriedade antilitíase foi conferida à espécie Costus spiralis (Viel et al. speciosa produziu excitação psicomotora. A espécie H. além de prolongar o tempo de sono (Mendonça et al. 1992)... hipocinese. 1988b). 2000) e redutor da peroxidação lipídica induzida pelo Malation em ratos (Ahmed et al.. 2000) e H.A atividade antiinflamatória de A. 2000).. O gingerol isolado desta espécie apresentou-se como potente inibidor da ativação plaquetária antioxidante.. 2002).. galanga foram realizados e demonstradas mudanças intensas no ganho de peso e aumento da motilidade e contagem de espermatozóides (Qureshi et al. 1999). Musa e Heliconia..

folhas longas. Musa sp Nomes populares No Vale do Ribeira a espécie é chamada de Banana. com folhas longo-pecioladas.. Dados botânicos O gênero Heliconia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies na América tropical. mas não se trata da espécie comestível denominada Musa paradisíaca. com bainhas grandes. Dados da medicina tradicional A infusão da raiz de Heliconia sp é usada na região amazônica como diurético. A espécie referida na região amazônica provavelmente se trata da Heliconia biahi L.Espécies medicinais Heliconia sp Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Banana-da-selva. oblongas e inteiras. reunindo importantes usos como alimento e como ornamento.5 m de altura. Dados botânicos A espécie atinge de 2 a 2. inflorescência na forma de espada protegida por brácteas e fruto capsular drupáceo contendo sementes ovóides. Trata-se de uma espécie com até 4 m de altura. O fruto da espécie não é usado como alimento. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies desse gênero. laminares de grande comprimento. minúsculas e duras. no entanto não foi possível obter sua identificação completa. com pseudocaule ereto e cilíndrico. .

ao passo que o xarope da mesma parte é indicado contra bronquite. dando um pequeno fruto que também é comestível.1 .podendo atingir até 2 m.Alpinia japonica. fruto cilíndrico e anguloso semelhante à banana verdadeira. o macerado dos bulbos em água fria é usado contra tosse e asma. A espécie não é nativa da Mata Atlântica. flores reunidas em espigas. Ramo com inflorescência (redesenhado e modificado por Di Stasi a partir de Van der Berg) (Banco de imagens ). . mas com 25% do comprimento e da largura. tendo sido trazida da Ásia e introduzida na região há mais de cinqüenta anos. FIGURA 2. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. mas de pequeno tamanho se comparado à banana verdadeira (Musa paradisíaca). onde é amplamente cultivada como ornamento.

Vista da planta florida (Banco de imagens - ).2 .Hedychium coronarium.FIGURA 2. .

especialmente na ordem Liliales. C.3 Liliidae medicinais L. Hiruma-Lima A subclasse Liliidae compreende seis grandes ordens botânicas (Haemodorales. Dioscoreales. ordem Orchidales. das quais devem ser destacadas as famílias Agavaceae. N. Liliales e Orchidales). e essa última também inclui inúmeras espécies ornamentais com ampla comercialização no Brasil. nas quais se encontram importantes espécies medicinais. A ordem Liliales inclui oito famílias botânicas. como é o caso das orquídeas da família Orchidaceae. G. A ordem Asparagales inclui uma das espécies aqui referidas como medicinais. família Liliaceae. Velloziales. Gonzalez L. Dioscoreaceae. A. Velloziaceae e Iridaceae. sendo uma ordem com 23 famílias botânicas. Seito C. principal. Alliaceae e Amaryllidaceae. Di Stasi F. das quais duas são particularmente importantes no Brasil pela abundância e ocorrência: Iridaceae . com uma espécie referida como medicinal na região amazônica. e espécies ornamentais de grande beleza e valor econômico. família Liliaceae. Asparagales. Ocorrem ainda importantes espécies medicinais nas famílias Smilacaceae. Na família Agavaceae encontramos o gênero Sansevieria.

muitas das quais importantes fontes de recursos econômicos para os habitantes de regiões próximas à Mata Atlântica. pela ocorrência de importantes espécies medicinais e com uso na alimentação. pelo grande número de espécies ornamentais. a maioria de ervas perenais cosmopolitas geralmente ricas em alcalóides (Mabberley. duas espécies de grande valor econômico e medicinal. esse da importante Babosa (Aloe vera). Espécies medicinais da família Liliaceae Introdução A família Liliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 288 distintos gêneros. dos quais devemos destacar o gênero Allium. Trilium. também com usos medicinais e ornamentais ao longo de toda a história. que passamos a descrever. Lillium. nos quais estão distribuídas aproximadamente 4. como é o caso da cebola e do alho.950 espécies vegetais. ao passo que espécies medicinais são referidas especialmente nos gêneros Allium. . sendo duas das mais antigas espécies usadas como medicamento pelos mais diferentes povos e civilizações. ambas de valor econômico incomensurável. Convallaria. grande fonte de espécies dessa família.e Liliaceae. em razão do grande número de opiniões sobre a forma mais adequada de classificar suas espécies. A segunda. Tulipa. especialmente do gênero Iris. Colchicum e Drimia. Outro gênero importante é Aloe. Muitas das plantas dessa família são ornamentais e se encontram especialmente nos gêneros Agapanthus. Allium sativum (Mata Atlântica e Amazônia) e Aloe vera (Mata Atlântica). que compreende as espécies Allium sativum (Alho) e Allium cepa (Cebola). Alloe. Narcissus e Veratrum. A primeira. 1997). Essa grande família ainda não possui uma subclassificação clara e aceita. Nos levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas as espécies Allium cepa (Mata Atlântica).

na forma de umbela pedunculada. Nas comunidades do Vale do Ribeira. especialmente em crianças. Quando macerados em aguardente ou vinho branco. são indicados contra hipertensão e gripes fortes. e amplamente consumido pelos gregos e romanos. os bulbos dessa espécie. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil com o nome de Alho.000 a. 1995). Dados botânicos Erva de 50 a 60 cm de altura. fruto. são utilizados de várias formas. tosse e também contra hipertensão. ao passo que a infusão é usada contra gripes. sésseis. onde a espécie é denominada rashoma (Bown. Os primeiros registros escritos aparecem na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica. C. flores brancas ou avermelhadas. Era citado pelos babilônios no ano 3. ao passo que a decocção é usada contra enxa- . A decocção do bulbo preparado com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cominho é indicada contra cólicas menstruais e gripe.Espécies medicinais Allium sativum L. corn bulbo formado por oito a doze bolbilhos (dentes) arqueados. em geral seco. que se mesclam com os bolbilhos. O gênero Allium descrito por Carl Linnaeus compreende aproximadamente 650 espécies vegetais. O alho é uma das mais antigas espécies vegetais com referência de utilização como alimento e como medicamento. cuja maioria se encontra na Ásia e na Europa. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o bulbo do alho cru é utilizado topicamente contra dores de dente em crianças. O macerado dos bulbos em água fria é indicado contra asma. inclusos e envolvidos por fina membrana.1). capsular. Não foram encontrados sinônimos para a espécie. Poucas espécies nativas são encontradas no Brasil. obtida comercialmente. a maioria é cultivada. folhas lineares. loculicida (Figura 3.

Trata-se de uma espécie com usos históricos. especialmente acne e micoses. anual. Em outras regiões do Brasil. Os bulbos são usados como excitante da mucosa do estômago. gastroenterite e disenteria. como referido para o Alho. o bulbo é utilizado contra inflamações da garganta (Amorozo & Gély. bronquite. também são utilizados como sudorífico. resfriados. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Dados botânicos Erva bulbosa. em afecções nervosas. No Pará. diurético. tosse com expectoração. Em Minas Gerais. para problemas da pele. Os bulbos frescos são utilizados externamente para o alívio de dores de cabeça. com bulbo grande e solitário. 1982). como antiespasmódico e antigripal (Verardo. É de amplo uso na culinária e na alimentação em geral. digestivo.queca. Os bulbilhos (macerados em água) também são usados contra resfriados. carnoso e com casca fina amarelo-parda. antiasmático. agudas. ao passo que a infusão das cas- . folhas radicais ocas e compridas. dispostas em umbela. arteriosclerose. flores hermafroditas regulares esverdeadas. ateromatose. com inúmeras variedades e subtipos. a espécie inclui vários usos medicinais. Allium cepa L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Cebola. febrífugo. histéricas. reumáticas e paralíticas (Corrêa. rouquidão. todos usados e comercializados como alimento e condimento. e são úteis contra dores de dentes e ouvidos. carminativo e vermífugo. além do uso como condimento. tosse. o uso externo. os bulbos são usados na hipotensão. subgloboso. poderoso anti-séptico das vias digestivas. 1992). Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos para prevenir infecções e para tratar gripes. 1988). 1984). o macerado dos bulbos da cebola em água fria é usado contra bronquites de crianças. e como anti-séptico das vias digestivas (Costa.

Aloe vera L. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. sinuoso-serrada com espinhos triangulares nas margens e ricas em mucilagens. apesar de a espécie ser encontrada cultivada em quintais. reunidas na forma de rosetas em sua base. externamente. é considerado excelente contra úlceras. O uso interno de um macerado em água fria. cremes e soluções para pele é intenso na atualidade. podendo atingir até 1 m de altura. as flores são tubuladas.cas é usada como emético e contra parasitas intestinais. A espécie também apresenta importante uso na indústria de cosméticos. sendo aproveitada para esse fim desde o Antigo Egito. são úteis contra edemas. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos contra infecções gástricas e dos brônquios e. ao passo que as folhas frescas. O gênero Aloe descrito por Carl Linnaeus inclui 365 espécies tropicais com ampla distribuição. Os bulbos frescos também são consumidos como condimento e alimento. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Babosa. descansado por 24 horas na geladeira. internamente. como cicatrizante. Na região amazônica. como antiinflamatório e no alívio de dores de cabeça e. dores e infecções da pele. densas. para acne. A espécie é originária da África Oriental e amplamente cultivada no Brasil. onde foi descrita a utilização para massagear a pele da rainha Cléopatra. A manipulação dessa planta no preparo de loções. Dados botânicos Planta perene e suculenta. externo. não foi referida pelos entrevistados como medicinal. usadas externamente.2). onde se adaptou em quase todas as regiões do país. dispostas em rácimos terminais de cor amarelo-esverdeada (Figura 3. o suco preparado com as folhas dessa espécie é utilizado. A espécie não foi referida como medicinal pelos entrevistados na região amazônica. folhas suculentas. lanceoladas. .

catártico e febrífugo.. Bown (1995) refere o uso interno para constipação crônica. B. 1986). a polpa é emoliente e resolutiva.Costa (1992) refere o uso externo da polpa das folhas contra ferimentos e queimaduras da pele. 2001) plicatolorídeo (Viljoen et al. apresentam atividade antiproliferativa em cultura de células de câncer de mama (Li G. barbadensis (Saleen et al. Nos bulbos também foram encontrados aliina. isolados dessa espécie inibiram a agregação plaquetária e/ou a atividade viral do HIV (Tatarintsev et al. relatando ainda que as folhas são purgativas. De diferentes espécies de Aloe foram isolados aloenina. e aliina e alicina foram determinadas por cromatografia de camada delgada (Kappenberg & Glasl.. e o composto aliina inativa radicais hidroxila (Kourounakis & Rekka. aloe barbendol foram isoladas das raízes A. recomendada contra tumores e tuberculose pulmonar. (B8) e P. B e F foram isoladas dessa espécie (Pobozsny et al. 1993). sendo útil externamente contra enfermidades dos olhos e como inseticida. sativum.. vitaminas A. isobarboloina (Kuzuya et al. Prostaglandinas A. S-alilcisteína e S-alilmercaptocisteína. o ácido α-aminoacrílico que forma o ácido pirúvico e ácido amoníaco.. 1979). 1995).. 1996b) e antocianinas e cianidina (Fossen & Andersen. 1997). além de insulina e vitamina C foram isolados do bulbo de Allium sativum (San Martin. . 1992). aliinase que origina a alicina. A antro-cenona. alil e alil-propil.. proteínas e fermentos (Costa. sabaea foram obtidos alcalóides tóxicos (Blitzke et al. 1995).. Da espécie A. fitosterinas... as raízes são consideradas eficazes contra cólicas. Dados químicos Vários sulfetos e polissulfetos de vinil. et al. vários heterosídeos sulfurados. 1997). Corrêa (1984) refere que o suco fresco da planta é refrigerante e usado como anti-helmíntico. 1990). 1999). desoxialiina. para melhorar o apetite e aliviar problemas digestivos. 1968). além de evitar queda de cabelo. obtidos de A. 2000). Além disso. exigindo-se cuidado na utilização. 1997). saponinas esteroidais (Peng et al. foram isolados dessa espécie alfa-tocoferol (vitamina E) (Malik. holosídeos. C. 1991). Ajoeno e outros compostos sulfidrilas (Mutsch Eckner et al. Sulfeto de metila e dissulfeto de isopropila foram detectados por cromatografia gasosaespectrometria de massa a partir de extratos aquosos dessa espécie (MartinLagos et al. barboloina.

1987.Dados farmacológicos A espécie Allium sativum possui inúmeros compostos de enxofre que se decompõem em produtos voláteis presentes no óleo da espécie. estudos clínicos mostraram que preparados de Allium sativum apenas promovem essa diminuição na colesterolemia se contiverem alicina (Bimmermann et al. O tratamento de ratos diabéticos com o composto antioxidante Sulfóxido de S-alilcisteína. sativum responsáveis pelas três primeiras atividades são substâncias com enxofre em suas estruturas (thiosulfinatos e ajoenos). Augusti & Sheela. antibiótica. Kwon et al. várias outras estão presentes nessa espécie e têm inúmeras outras atividades farmacológicas... 2002). sugerindo ser decorrência da presença de compostos contendo o elemento telúrio. Por sua vez. 1995. 1996). Uma recente avaliação da importância do alho como agente terapêutico pode ser encontrada no trabalho de Augusti (1996). fibrinolítica. 1991). in vitro (Sheela et al. Esses constituintes possuem atividade hipoglicemiante. No entanto. demonstrou que os compostos de A. Nerkar et al. Esse mesmo efeito foi detectado ... agregação plaquetária e a enzima conversora de angiotensina I.. cicloxigenase. sativum exerceu efeito protetor ao aumentar a atividade antioxidante e reduzir a peroxidação lipídica (Balasenthil et al. o sulfeto de dialila promove hepatocarcinogênese (Takahashi et al. alérm de promover melhor controle da peroxidação de lipídios e estimular a secreção de insulina. rolêmica.. 2000). 1992). Além dessa classe de compostos. O sulfeto de dialila isolado dessa espécie inibiu a incidência e reduziu a freqüência de adenocarcinoma. entre outras ações que serão discutidas a seguir. estudos recentes demonstram que enquanto o dissulfeto de dialila atua como agente quimiopreventivo. 1981. o que demonstra sua importância como rica fonte de substâncias potencialmente úteis como medicamento. hipocoleste. Hikino et al. Larner (1995) propôs uma teoria para explicar essa ação hipoglicemiante de Allium sativum. isolado de Allium sativum Linn. apresentando atividade antineoplásica através da indução da apoptose (Wargovich. O estudo comparativo in vitro. Entretanto.. amenizou a condição da diabetes na mesma extensão que a glibenclamida e a insulina. Em animais com carciriogênese bucal o A. para avaliar as atividades inibitórias contra 5-lipoxigenase. (1986) descrevem uma atividade hepatoprotetora para extratos brutos preparados com essa espécie.

Atividade antibacteriana foi determinada para a alicina (Hatanaka & Kaneda.. 1993). O sulfóxido de S-alilcisteína. 1981. 1983. Sovova et al. 2001). 1983) obtidos a partir dessa espécie. mas bactérias gram-positivas e gram-negativas e contra fungos. 1997.. Escherichia coli e Aspergillus niger (Anesini & Perez... compostos fenólicos (Patel et al. 1995). 1986) e com extratos brutos (Kumar & Sharma.. 1984.. (1996) demonstrou que o extrato aquoso inibiu o desenvolvimento bacteriano na concentração de 2-5 mg/ml. Recente estudo demonstra uma importante ação tripanomicida de extratos e frações obtidas do óleo dessa espécie (Nok et al.por Kumari & Augusti (1995) com a administração de sulfóxido de S-metilcisteína isolada dessa espécie e com extratos brutos (El-Ashwah et al. produziu diminuição na concentração de lipídeos no plasma. 1985. 1982. Rees et al. Singh & Shukla. fosfatase ácida. A atividade antibacteriana do alho também foi estudada recentemente. 1984. sativum tem reduzido o nível tecidual de animais contaminados com chumbo indicando uma alternativa terapêutica para contaminação com este metal (Senapati et al.. 1980). 2002) contra Staphylococcus aureus. inibindo inclusive a produção de afiatoxinas por Aspergillus sp (Zohri et al. O extrato de A. Dababneh & Aldelamy. Khan et al.. 1996). 1993) e aquosos (Sato et al. Atividade antimalárica foi determinada para uma única dose de 50 mg/kg de ajoeno. sativum apresentou também atividade antibacteriana. 1992).. dados que corroboram o efeito antidiabético da espécie (Sheela & Augusti. O uso de alho na dieta de camundongos protegeu os animais contra as lesões causadas pela infestação por Schistosoma mansoni. além de atuar como . 1994). Mossa. contra Helicobacter pylori. O óleo de A. O estudo realizado por Celini et al.5 mg/kg de cloroquina preveniu completamente o desenvolvimento subseqüente de parasitemia nos camundongos (Perez et al.. bactéria envolvida na produção de úlceras gástricas (Sivam et al. o aquecimento do extrato provoca diminuição do efeito observado e a associação desse extrato com omeprazol produz efeitos sinérgicos. enquanto a associação dessa dose com 4. in vitro. lactato desidrogenase e glicose-6-fosfatase hepática. glicose sangüínea e da atividade de enzimas como fosfatase alcalina. Guevara et al. 1985). precursor da alicina e obtido do alho. a qual suprimiu o desenvolvimento de parasitemia em camundongos..

Rotzsch et al. assim como substâncias isoladas do alho. esse efeito é maior quando se emprega a mistura dos principais componentes.. Atividade antifúngica de extratos aquosos e óleo essencial de alho foi também determinada contra várias espécies de Aspergillus (Pai & Platt. assim como o efeito antiasmático podem ser oriundos da inibição das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase verificada com a espécie A. 1994). Os resultados obtidos por Sendl et al. que demonstraram que os compostos ajoeno e alicina são os principais constituintes químicos com essa atividade farmacológica. (1992b) nesse experimento demonstram que o extrato contendo ajoeno. Boelter et al. 2001). Dados recentes demonstram que extratos aquo- . no entanto. 1980.. Kamanna & Shandras-Wkhara. apresentar atividade esquistosomicida (Zakhary. 1978. e não as substâncias isoladas. 1978). 1992). (1986).. assim como atividade nematicida de extratos aquosos (Gupta & Sharma. enquanto atividade pesticida foi recentemente determinada para vários extratos preparados com raiz da espécie (Khan & Siddiqui. 1995b). Potente atividade moluscicida dose-dependente foi determinada para extratos brutos de bulbo de alho (Singh & Singh. Os compostos responsáveis pela atividade antiviral do extrato de alho foram recentemente determinados por Weber et al. Mohammad & Woodwara (1986). cepa (Dorsch et al„ 1985). alicina e sulfeto de dialila. 1996). Block et al. foram estudadas quanto à inibição da síntese de colesterol. Essas propriedades farmacológicas.. 1995) e Cladosporium (Sanchez-Mirt et al. 1993). Extratos preparados com acetona/clorofórmio. da obesidade e no desarranjo da atividade das enzimas na dieta de ratos alimentados com colesterol (Sheela & Augusti. Também foi verificada atividade fungicida com compostos voláteis (Misra. 1993). Foi relatada também redução dos níveis plasmáticos de colesterol (Pushpendran et al. sem.agente anticercaricida. metil-ajoeno. 1986) e brutos (Rees et al. (1985). (1992).. extratos aquosos (Fromtling & Bulmer. 1978. inibem a síntese de colesterol. assim como as respectivas substâncias isoladas. 1984. 1993). A atividade antifúngica tem sido atribuída à presença da proteína allevina (Wang & Ng. Adetumbi et al. no entanto. Sandhu et al. Diminuição da velocidade de agregação plaquetária com aumento do tempo de sangria também foi determinada por Doutremepuich et al. 1980. 1993).. Segundo Larner (1995) essa espécie mostrou-se razoavelmente ativa no controle da hipercolesterolemia.

promovendo bradicardia em altas doses (Pantoja et al. 1997). atividade diurética. relatam que esse composto inibe de forma reversível a agregação plaquetária (Mutsch Eckner et al. 1993). 1996). 1996).. sativum apresentou atividade protetora contra substâncias genotóxicas. et al. 1991).. bem como a atividade da Na+/ K+ ATPase (Norris et al. diminuindo a atividade clastogênica e a freqüência de aberrações cromossômicas (Das. antiinflamatória (Khobragade & Jangde. (1987). 1991). et al. atividade inibidora do transporte ativo de sódio em pele isolada de sapo e atividade hipocolesterolêmica e antiaterosclerótica em cabras (Kaul & Prasad. (1992) com o composto ajoeno. (1982). além de atividades contra células de carcinoma de epitélio de transição (bexiga) (Riggs et al. A. natriurética e hipotensora em cão. (1996) determinaram resposta diurética e natriurética de frações de alho sem observarem alterações na pressão arterial e no eletrocardiograma dos animais tratados. assim como a reação de liberação induzida por agonistas. Atividade hipotensora foi descrita por Twaij et al. (1986b). Essa mesma planta reduziu a concentração . tais como a histamina (Usui & Susuki. Foram verificadas ainda outras atividades farmacológicas.. 1986a). M... Foushee et al. 1996). 1993). 1993b).. Por sua vez.. principal componente antiplaquetário do alho. A fração aquosa dessa espécie diminuiu o potencial do sódio. a atividade antiplaquetária também descrita para a cebola (Allium cepa) tem sido relacionada à presença de compostos de enxofre (Goldman et al. Estudos realizados por Apitz-Castro et al. A atividade antiasmática descrita para o alho foi recentemente relacionada à presença de ajoeno no extrato. enquanto Pantoja et al. e essa ação farmacológica provavelmente ocorre por inibição da liberação de mediadores químicos. I.sos de bulbos de alho fresco (5. e demonstram que esse componente previne a formação de trombos e pode ser usado na prevenção de trombos induzidos por lesões vasculares. como radioproteção (Reeve et al. 1990). sativum (Kweon et al. E. Ribeiro et al.5.. 1996).. Alta atividade anticoagulante foi determinada para o extrato aquoso de bulbos de A. 12.. também. 1996). de redução com subseqüente aumento de contrações abdominais. sugerindo a presença de componentes analgésicos e hiperalgésicos (Di Stasi et al. 25 e 50 mg/ml) foram capazes de inibir a síntese de prostanóides de maneira dose-dependente (Ali. sua condutância.

tais como S-alicisteína e Salilmercaptocisteína.. 1993. o extrato aquoso apresentou atividade antitrombótica (Ali. a fração polar e a fração tiosulfinato apresentaram atividade. Extrato aquoso de A. A ação do alho em ativar a óxido nítrico-sintase foi recentemente estudada por Das. de aumento das funções das células mononucleares do sangue humano periférico. Ko & Son. cepa com A.. apresentou atividade anti-hipertensiva e cardioprotetora em ratos hipertensos (Jacob et al. chinense aumenta a atividade inibitória sobre a agregação plaquetária (Morimitsu et al. 1992... 1993). E a mistura de A.. 1990). 1991). I. 1996).. Para a espécie Aloe vera. 1994). e o óleo modificou a atividade de enzimas digestivas (Sharathchandra et al. enquanto a fração tiosulfinato aumenta a atividade das células natural killer. 1991) e antiparasitária contra Hymenolepis nana e Giardia lamblia em crianças infectadas (Soffar & Mokhtar. Esse estudo demonstra claramente que este efeito não depende da presença de arginina ou de produtos derivados da aliina e que os constituintes responsáveis por essa ação farmacológica ainda não foram determinados.. A ingestão de Allium sativum com a alimentação promoveu atividade cardioprotetora em coração isolado de rato (Isensee et al.. (1996). O estudo relata ainda que o aquecimento do alho não prejudica sua capacidade de ativar essa enzima. Chithra et al.. que determinaram atividade antioxidante de extratos e de vários compostos organossulfurados isolados da espécie. O extrato aquoso e a fração polar aumentam a produção de interleucina-1. um preparado à base de Curcuma longa. ciclofosfamida e arsenato de sódio (Das et al. estudos referem que as folhas dessa planta possuem a capacidade de estimular a formação de fibroblastos e. Além disso. . 1992). O extrato aquoso e as duas frações aumentam a produção de interleucina-2 (Burger et al. o extrato bruto dessa espécie reduziu a clastogenicidade dos compostos mutagênicos mitomicina. 1995). Nepeta hindostana e ácido nicotínico.. conseqüentemente. (1994). Lipotab. 1993). Atividade antioxidante dose-dependente foi atribuída para o óleo (Sujatha & Srinivas. sativum L. Resultados similares foram obtidos por Imai et al. 1993).sérica de ácido úrico em pacientes com gota (Ghosh & Ghosh. in vitro. et al. 1995). 1995) e o extrato aquoso do alho (Yang et al. sativum ou A. Allium sativum. ela é um excelente cicatrizante (Costa. promove proteção contra o infarto do miocárdio provocado pelo isoproterenol em ratos (Arora et al.

que inclui algumas espécies popu- .. A atividade antiinflamatória de A. 1991).. esses dados referem-se.. vera e hipotensora de A. Dados toxicológicos e observações de uso Recentes estudos clínicos demonstraram que o consumo de alho na dieta não está associado com a incidência de carcinoma de mama (Dorant et al. Os estudos de toxicidade de Allium cepa. 2001). 1997).. 2001). barbadensis tem sido relatada (Vasques et al. Essa família possui pequena importância no Brasil.. 1994). 1999) que têm apresentado efeito tóxico em cultura de células (Avila et al. e dois gêneros se destacam: o Sansevieria.. Espécies medicinais da família Agavaceae (Dracaenaceae) Introdução A família Agavaceae descrita por Barthélemy Charles Joseph Dumortier compreende 210 espécies tropicais e de climas áridos distribuídas em treze gêneros (Mabberley. vera têm apresentado efeito hipoglicêmico em animais diabéticos não-dependentes de insulina (Okjar et al.1998).. relataram poucas alterações funcionais orgânicas nos animais de experimentação.. estudos clínicos mostram que há associação entre o alto consumo de alho na dieta com um alto risco de aparecimento de carcinoma de pulmão. contudo. Esta última espécie também possui registros de atividade antioxidante (Lee et al. 1997). mas redução no peso do fígado e nos níveis de eritrócitos (Al Bekairi et al. Foi também averiguado aumento no peso dos testículos e epidídimos. aumento na contagem de espermatozóides. pois o consumo desse produto associado a outras dietas e em quantidades comumente utilizadas não está associado ao risco de aparecimento de carcinoma de pulmão (Dorant et al. As folhas de A. O efeito laxante tem sido relatado para espécies do gênero Aloe atribuído à presença de doina e emodina (Izzo et al.. apenas aos pacientes que consumiram exclusivamente essa espécie na dieta. 1995). Saleem et al. 1996. 2000). Entretanto. em camundongos.

Dados da medicina tradicional A infusão das partes aéreas da planta é usada internamente. longas. 1996 e 1997b). o material vegetal não permitiu a identificação segura da espécie. pelas suas características de transmissão de corrente de voltagem (Jain et al. e o Agave. A infusão das folhas tem uso mágico: "evitar a falta de alguma coisa em casa". 1987). saponinas esteroidais (Mimaki et al. contra problemas hepáticos. reunidas em grandes inflorescências paniculadas e trímeras. trifasciata têm sido estudadas como material potencial para baterias. em relação a esse gênero não foi referida nenhuma espécie medicinal nas pesquisas realizadas na Amazônia e na Mata Atlântica. As características indicam que se trata da espécie Sansevieria cylindrica.. que também inclui espécies medicinais como a Agave americana. Das . No entanto. flores pequenas.. Dados botânicos É uma planta herbácea que pode alcançar 90 cm de altura. Espécies medicinais Sansevieria sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Jibóia. 1996). O gênero Sansevieria foi descrito por Carl Peter Thumberg. Dados químicos e farmacológicos do gênero As folhas de S. na região amazônica. brancas.larmente denominadas Jibóia e usadas como medicinais no Norte do Brasil. possui folhas carnosas. cilíndricas.. Quimicamente foram isolados glicosídeos (Mimaki et al. no entanto. pontiagudas e com manchas brancas.

pigmentos.. 1982).1 . FIGURA 3. beta-sitosterol e beta-caroteno (Moustafa et al. . O extrato metanólico de Sansevieria guineensis Willd. e o extrato das folhas de Sansevieria ehrinbergii promoveu bloqueio da junção neuromuscular em preparação in vitro (Woodcock et al. 1997). hyacinthoides foi isolado um constituinte esteroidal (GamboaAngulo et al. Das folhas de S. saponinas.Allium sativum. 1996). reduziu significativamente a parasitemia de camundongos infectados com Plasmodium berghei (Franssen et al..em Joly. 1986)... 1998) (Banco de imagens ). Vista da planta toda (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov .folhas de S. além de carboidratos. cylindrica foram isolados lipídios.

FIGURA 3. .2 . Vista da planta toda sem flores (Banco de imagens - ).Aloe vera.

que inclui a espécie medicinal Echinodorus grandiflorus aqui descrita. Na ordem Alismatales estão incluídas treze famílias botânicas. Reis Além das monocotiledonal já descritas nos capítulos anteriores. Di Stasi A. de pouco interesse para nosso estudo.4 Outras monocotiledonal medicinais na Mata Atlântica L. mas importantes quanto a seus usos e utilidades para os habitantes da Mata Atlântica. das quais destacamos apenas a família Alismataceae. duas outras espécies de grande valor na região da Mata Atlântica foram referidas como medicinais. Mariot M. pertencem respectivamente às subclasses Arecidae e Alismatidae. Na subclasse Alismatidae ocorrem apenas duas ordens botânicas: Alismatales e Triuridales. Euterpe edulis e Echinodorus grandiflorus. ainda não discutidas neste livro. esta segunda com uma única família. S. portanto. C. Triuridaceae. sem importância nos dois ecossistemas aqui discutidos. Outras famílias dessa ordem são importantes fontes de espécies medicinais em regiões de clima temperado e. As duas espécies. Na subclasse Arecidae encontram-se quatro ordens botânicas. duas das quais são importantes fontes de espécies vegetais de valor medicinal e econô- .

grandes e eretas. Inclui ervas perenais. como é o caso da ordem Arales e da ordem Arecales. do famoso Chapéu-de-couro da Mata Atlântica. 1997). flores brancas. Espécies medicinais Echinodorus grandiflorus Michelli Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é amplamente conhecida como Chapéu-de-couro. contendo vasos apenas nas raízes. mas que também é usado como espécie de valor medicinal. essa segunda inclui apenas a família Palmae. rizoma grosso e carnoso. Dados botânicos A espécie é uma erva de área alagada ou brejo. espécie de grande valor econômico. Aguapé. amplamente explorada e comercializada na região da Mata Atlântica como produto para alimentação.mico. ovadas. muitas aquáticas ou brejosas. na qual se encontra o famoso palmiteiro Euterpe edulis. coriáceas. nos quais estão distribuídas aproximadamente cem espécies vegetais cosmopolitas em regiões temperadas e tropicais (Mabberley. freqüentemente . A planta é chamada também de Chá-de-campanha. folhas pecioladas. e Sagittaria. vistosas e dispostas em panículas (Figura 4.1). com caule triangular e glabro. Congonha-do-brejo e Erva-do-brejo. A espécie possui as variedades floribundus. Espécies medicinais da família Alismataceae Introdução A família Alismataceae descrita por Walter Vent possui quatorze gêneros. numerosas. também denominada Arecaceae. Os principais gêneros dessa família encontrados no Brasil são Echinodorus. latescentes com lâmina foliar grande.

reumatismo. além de usarem esse preparado para combater dores de cabeça. . Ocorrem também nessa família representantes acaules com folhas que nascem rentes ao chão. muitas delas usadas como medicinais. sífilis. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui 203 gêneros. Incluem árvores ou arbustos. moléstias da pele e do fígado. macrophyllus alertando para o cuidado em seu uso crônico (Costa Lopes et al. nas costas. as raízes são usadas externamente como cataplasmas no tratamento de hérnias. útil ainda contra artrites. nos quais estão distribuídas aproximadamente 2. como sedativo. especialmente contra dores de cabeça.consideradas outra espécie.650 espécies tropicais (Mabberley. Dados da medicina tradicional Os habitantes do Vale do Ribeira referem o uso da infusão das folhas para o tratamento de problemas renais e hepáticos. A decocção das folhas também é usada para problemas renais e como analgésico. de barriga. Dados Farmacológicos do Gênero: Efeitos tóxicos foram observados na espécie E.. especialmente contra lombrigas (Ascaris lumbricoides). Espécies medicinais da família Palmae (Arecaceae) Introdução A família Palmae. e como anti-helmíntico. e outras. 2000). com folhas terminais. também denominada Arecaceae. bem como gripes e resfriados. tônica e diurética. O gênero Echinodorus descrito por Louis Claude Marie Richars e Georg Engelmann inclui 48 espécies tropicais com distribuição restrita às Américas e à África. tendo caracteristicamente o caule do tipo estipe não ramificado. raramente trepadeiras. Corrêa (1984) refere que a planta é considerada depurativa. como ornamentais. 1997).

. Dados químicos do gênero Diversos diterpenos foram isolados de E. Dados botânicos A planta é uma palmeira esbelta de estipe reto. recurvadas e gomo vegetativo formado pelas bai- . especialmente a palmeira imperial do gênero Roystonea. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Palmito ou Palmiteiro. como é o caso da Areca catechu. chegando até 25 m de altura. Tratase de uma família de grande valor econômico e. outros gêneros se destacam como fonte de produtos de valor econômico. conseqüentemente. e o açaí. e o Arecastrum. macrophyllus (Shigemori et al. Espécies medicinais Euterpe edulis M. outras são importantes como medicamento. importante fonte de recursos para as populações que habitam as proximidades dos ecossistemas florestais. especialmente da Mata Atlântica. do famoso coqueiro da Bahia. Outros gêneros de importância são Orbignia e Copernicia. usadas tanto na indústria de alimentos como para ornamentos. 2002. amplamente conhecida na região amazônica. respectivamente do babaçu e da carnaúba. muito usadas no Brasil na produção de artesanatos.A família está subdividida em seis subfamílias. e os principais gêneros encontrados no Brasil são representados por espécies de grande valor econômico. Cocos. como é o caso de várias palmeiras. como é o caso de várias espécies dos gêneros Attalea e Raphia. do jerivá (Joly. 1998). que incluem a piaçava e a ráfia.. que inclui o famoso palmiteiro. amplamente conhecido na Mata Atlântica. Muitas espécies exóticas são ainda cultivadas no Brasil como ornamentais. com folhas pinadas. 2000a e 2000b). Destaca-se o gênero Euterpe. Kobayashi et al. como é denominada a outra espécie do gênero.

externamente. O gênero Euterpe descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui aproximadamente trinta espécies tropicais americanas. frutos esféricos de cor preta-arroxeada. não fosse a intensa exploração da espécie.nhas. o suco do caule é usado. 1998) (Banco de imagens). FIGURA 4. como antídoto para picada de cobras. Verifica-se intensa exploração da espécie para comercialização como produto alimentício de grande valor nos mercados nacional e internacional. fato responsável pela intensa redução nas populações naturais da espécie na Mata Atlântica. espádice na base do gomo com muitos ramos espiciformes. Espécie exclusiva de mata pluvial de encosta atlântica e de ocorrência muito comum na Mata Atlântica. . internamente. contra dores de barriga para controlar hemorragias e.1 . Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica.Echinodorus grandiflorus (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. sendo muitas vezes dominante no extrato arbóreo.

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Myristicaceae e Lauraceae. Espécies de Lauraceae e Myristicaceae possuem importante valor medicinal e econômico. Hiruma-Lima E. tais como as Magnoliaceae. inúmeras espécies são medicinais. especialmente aquelas do gênero Hedyosmum. Annonaceae. amplamente conhecido e usado no Brasil como medicinal. Di Stasi A ordem Magnoliales inclui dezessete famílias botânicas.5 Magnoliales medicinais C. inúmeros gêneros são importantes. especialmente dos gêneros Magnolia e Michelia. Nessa ordem botânica encontra-se ainda a família Lauraceae. muito comuns e amplamente usadas como medicinais nas regiões da Mata Atlântica do Brasil. todas essas quatro com importantes espécies tanto na região amazônica como em áreas de Mata Atlântica. Na família Monimiaceae. do famoso Boldo. algumas com amplo número de espécies no Brasil. M. mas deve ser destacado o gênero Peumus. Na família Chloranthaceae. M. Outras famílias dessa ordem também são importantes. da qual inúmeras espécies de grande valor . C. A. são importantes como ornamentos. Guimarães C. consideradas uma das famílias botânicas mais primitivas e nas quais inúmeras espécies. tais como Magnoliaceae. Santos L.

muitas das quais denominadas popularmente Fruta-do-conde. O gênero Xylopia inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. Cinnamomum. Cabeça-de-negro. 1997) e subtropicais. Guatteria. As espécies mais comuns no Brasil são Annona muricata. e ainda outras importantes como alimento. e Monodoroideae. e dos gêneros existentes há 29 registrados no Brasil. Annona tenuiflora e Annona squamosa. como Aniba. Aniba e Nectandra. . Na região amazônica foram registrados os usos medicinais de algumas espécies pertencentes às famílias Annonaceae e Myristicaceae. Annona coriacea. que inclui os gêneros Annona. Annona reticulata. Xylopia. que inclui nosso Abacateiro. Espécies medicinais da família Annonaceae Introdução A família Annonaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 112 gêneros com aproximadamente 2. compreendendo aproximadamente 260 espécies. Nessa família podemos destacar as famosas espécies medicinais dos gêneros Ocotea. esta segunda é uma espécie alternativa como fonte de piperina (Mabberley. A maioria das espécies é de plantas lenhosas. Artabotrys. os gêneros mais comuns são Annona. O gênero Annona inclui aproximadamente 140 espécies tropicais com várias espécies selvagens.econômico e medicinal são encontradas no Brasil e especialmente na Amazônia. divididas em duas grandes subfamílias: Annonoideae. No Brasil. A família inclui árvores. que inclui os gêneros Isolona e Monodora. 1997). e no Brasil as espécies são freqüentes em matas do litoral e no cerrado. Laurus e Sassafras. Cryptocarya. como é o caso de algumas espécies do gênero Persea. Uvaria. outras importantes fontes de compostos aromáticos e flavorizantes. Graviola e outros. enquanto na região da Mata Atlântica comunidades tradicionais referem o uso de espécies da família Lauraceae. Xylopia e Rollinia. arbustos e lianas. Espécies conhecidas e mais comuns são Xylopia aromatica e Xylopia brasiliensis. espalhadas por todo o planeta.150 espécies tropicais (Mabberley. Pinha. Annona cherimolia.

Coração-de-rainha e Nona. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de frutos comestíveis. com um espinho central. com cálice de lobos triangulares e agudos. espessa com saliências cônicas. alcançando até 15 cm de comprimento. . Araticum-punhê. amareladas. E a espécie típica do gênero e a primeira a ser descrita. pecioladas. Várias espécies. as folhas são alternas. Dados botânicos e informações gerais Arvore que atinge até 10 m de altura. subglobosas. no entanto vários sinônimos são usados. O nome do gênero Annona descrito por Carl Linnaeus deriva de Anon. que são muito apreciados. 1998). no entanto. onde são conhecidas como Araticum e Biribá. nome popular da planta no Haiti e que significa "colheita do ano". inflorescência cauliflora. mole e recurvado. Nomes populares Essa espécie é conhecida especialmente pelo nome de Graviola. Iriticum. flores axilares. sucosa. ovadas ou elípticooblongas. Na Amazônia foi identificado o uso freqüente de três espécies distintas dessa família: Annona muricata. polpa branca. Araticum-ponhê. latescente. fruto do tipo baga irregular. Annona tenuiflora e Xylopia frutescens. Araticum-de-paca. Espécies medicinais Annona muricata L. O gênero Annona descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 140 espécies tropicais encontradas nas Américas e cerca de 130 distribuídas no continente africano. têm importantes usos terapêuticos em diversas comunidades do país. sementes castanhas ou pretas (Figura 5. com várias delas comuns na Amazônia (Joly. que apresentamos a seguir. cordadas na base e acuminadas no ápice.Já o gênero Rollinia inclui aproximadamente sessenta espécies tropicais. alcançando até 30 cm de comprimento. tais como Araticum. com epiderme verde-escura. com um tronco revestido por casca aromática.1).

1984). podendo também ser usada na arborização urbana. O fruto. as folhas cozidas. enquanto as sementes são adstringentes e eméticas (Corrêa. mole e branca. combatem reumatismo e abcessos. antirreumática e antinevrálgica quando usadas internamente. o suco dos frutos é usado internamente como antitérmico. peitorais. a decocção das folhas contém óleo essencial com ação parasiticida. 1984). aumentar o leite de mãe depois de parto (lactagoga) e como adstringente. A infusão de uma mistura contendo folhas frescas dessa espécie. ao passo que a decocção das folhas frescas é indicada contra cistite. tem grande valor como alimento. os brotos e as folhas são usados como béquicas. especialmente na produção de sucos. dores de cabeça e como emagrecedor. as flores. A espécie possui ainda diversos usos populares disseminados em todo o país. A infusão das folhas frescas também é usada no controle da diabetes e da hipertensão. o chá das folhas é ainda usado contra proble- . diurético e no combate a insônias leves. sorvetes e geléias (Corrêa. A infusão das folhas secas é usada contra insônias graves. a planta fornece madeira.É uma espécie amplamente encontrada desde a América Central até a Venezuela. sendo depois levada para outras regiões do planeta. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo e antihelmíntico contra parasitas internos e externos. 1984). sendo amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. referidos a seguir. Na Amazônia. antiespasmódicas e hipotensivas. como é o caso da espécie na Amazônia brasileira (Corrêa. ao passo que a decocção da raiz é considerada antídoto nos envenenamentos por estupefacientes. Além dos usos medicinais da espécie. antiespasmódicas e antidisentéricas. onde se tornou subespontânea. usadas topicamente. para baixar febres. tais como o uso do suco da fruta contra lombrigas e parasitas. Em outras regiões do Brasil. folhas de Jambu e Amor-crescido é usada para problemas hepáticos. O bochecho do suco dos frutos é indicado no combate às aftas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. por sua vez. com importante uso potencial na fabricação de papel. As folhas e raízes são consideradas sedativas. especialmente lombrigas. os frutos da espécie são usados contra aftas e como antidisentéricos.

1962). mas estas ainda não foram coletadas com material vegetal fértil. a fruta e seu suco são usados contra febre. misturado com a fruta verde e óleo de azeitona. que também são consideradas eméticas e usadas popularmente em envenenamentos de peixes. as folhas e a casca da árvore. na forma de chá. inseticidas. contra diversos parasitas (de Feo. no levantamento realizado com as comunidades da região do Vale do Ribeira. contra diabetes.mas do fígado. foram referidas espécies desse gênero. Na Índia. tosse. especialmente na África. Annona tenuiflora Mart. casca e raízes são usadas para combater disenterias e parasitas intestinais (Watt & Breyer-Brandwijk. Embora essa espécie seja usada tipicamente por indígenas da América do Sul. 1993). o chá das folhas é utilizada para catarro. Na Jamaica e no Haiti. impedindo-lhes a identificação correta. no processo de pesca. De acordo com os mesmos autores. Weninger et al. 1955. parasitas. é usado externamente para neuralgia. asma. Ayensu. no entanto. reumatismo e dores em casos de artrites (Almeida. como antiespasmódico. Esse uso. Várias espécies do gênero Annona são encontradas na região de Mata Atlântica. enquanto o óleo das folhas. Nas Guianas. 1992). sedativo e no tratamento de problemas cardíacos. 1986). No Peru. Não foram encontrados sinônimos dessa espécie. onde é usada contra tosses. enquanto as flores para diminuir o catarro (Watt & Breyer-Brandwijk. as cascas e folhas. Nomes populares A espécie é conhecida como Araticum. também tem sido referido para as raízes e casca da planta. . como sedativo e antiespasmódico (Vasquez.. hipertensão e parasitas intestinais (Asprey & Thornton. diarréia e como lactagogo. ela tem sido cultivada e estabelecida em vários países tropicais. são usadas como sedativo e tônico cardíaco (Grenand et al. gripe. 1962). as raízes e folhas. 1990).. espasmos e febres. as folhas da espécie são usadas como anti-helmínticas e antiflogísticas. e as sementes. 1978. as sementes. 1987). as raízes e as folhas são consideradas antiparasitárias.

frutescens Aubl. oblongolanceoladas. alternas e ápice cuspidado. pétalas lineares. Pindaíba-branca. Envira-preta. folhas ovado-oblongas. simplesmente. Coaguerecou. A espécie também é usada pelos habitantes da cidade de Humaitá. onde parte deste estudo foi realizada. sem estipulas. Xylopia cf. com duas a seis sementes (Figura 5. e copa alongada. simples. com casca fibrosa. Pindaíba. O gênero Xylopia. Jegerecu.Dados botânicos Arvore de aproximadamente 9 m de altura.2). É uma espécie com intensa ocorrência na Amazônia e amplamente utilizada como medicamento. agudas no ápice. sul do Amazonas. frutos sincárpicos com aspecto estrobiliforme (Figura 5. a espécie também é conhecida como Pimenta-do-sertão. tronco ereto e cilíndrico. Jejerecu. Breu. . folhas alternas. tanto pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia como pelos índios tenharins. flores rosas com perianto trímero diferenciado em cálice e corola. hermafroditas. Malagueta e Banana-de-macaco. lineares. Pijerucu. Coajerucu. alcançando até 8 m de altura. Nomes populares A espécie é denominada. Pau-de-imbira. inflorescências e glomérulos axilares com flores regulares. também descrito por Carl Linnaeus. glabras na face superior e pubescentes na face inferior. fruto do tipo baga ovóide. Ibira. muitas das quais usadas na medicina popular. coriáceas. Dados botânicos e informações gerais Arvore de pequeno porte. Pindaúva. na região amazônica. Em outras regiões do Norte do Brasil. tonturas e hipotensão. Breu branco ou. Coagerucu. Pindaúba. aromática. vermelho. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das folhas é usada contra dores de cabeça. curto-pecioladas.3). cálice gamossépalo. significa lenho amargo e inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. deiscente. Envira. Jejerecou.

especialmente. também aromáticas. A população refere que a inalação só pode ser feita na hora de dormir. A casca da espécie é aromática e usada como condimento picante. para depois apresentarmos uma discussão dos dados farmacológicos.Trata-se de uma planta de ocorrência na região amazônica e também nas Guianas. muitas das quais com importantes atividades farmacológicas. como cabos de instrumentos e varas de pesca. Além dos usos medicinais descritos a seguir. a infusão das folhas é usada como potente analgésico e antiinflamatório. chegando a substituir a Pimenta-do-reino (Piper nigrum L. na forma de inalação. perenifólia e pioneira. leucorréia e cólicas do estômago (Corrêa. para combater resfriados e dores de cabeça. sendo uma espécie heliófita. raízes. 1984). os índios witoto utilizam com cautela o chá das folhas como diurético e antiedematogênico. típica de floresta pluvial amazônica (Lorenzi. própria para uso em carpintaria. folhas e.) por causa de seu óleo volátil (Corrêa. Dados químicos dos gêneros Annona e Xylopia Estudos químicos realizados com a espécie Annona muricata indicam a presença de inúmeras substâncias químicas. como digestivo e são úteis contra catarro. sementes de espécies da família Annonaceae. As sementes. . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. incluímos inicialmente os dados químicos divididos em classes. 1998). Dada a grande quantidade de estudos realizados com espécies dessa família botânica. são usadas como estimulantes da bexiga. 1984). Na região amazônica da Colômbia. ao passo que a decocção da casca é usada. Acetogeninas Acetogeninas são substâncias naturais bioativas presentes na casca. A espécie Xylopia aromatica é usada popularmente como condimento em substituição à Pimenta-do-reino. a espécie fornece madeira macia de fácil manipulação para artesanato.

neo-anonacina-10-ona.. anonacina-10-ona. essa última também descrita em outras espécies do gênero Annona (Wu et al. 1995e). (1993) isolaram outra acetogenina dessa mesma espécie. corossolina 1 e corossolina 2 (Cortes et al. 1993). Das folhas ainda foram isoladas as acetogeninas anomuricina C. 2 e 3 (Wu et al. uma nova acetogenina tetrahidrofurânica foi isolada das folhas dessa espécie e denominada anonohexocina (Zeng et al. . anomutacina 1. iso-neoanonacina-10ona. 1994). 1995a) e muricatocina A e B (Wu et al. Das sementes também foram obtidas as acetogeninas solamina (Mynt et al.. I. A espécie Annona tenuiflora referida em nosso levantamento etnofarmacológico não tem sido estudada sob nenhum aspecto.. e sugeriram que esta também é uma substância precursora da biossíntese das acetogeninas comuns dessa família botânica. 1991b). epomuricenina A e B (Roblot et al.. hoviicina B e desoxi-hoviicina B (Yang et al. Destacamos aqui algumas das espécies mais estudadas como fonte de acetogeninas de interesse terapêutico. com atividade citotóxica descrita por inúmeros estudos e pesquisas. anonacina e goniotalamicina já descritas nas sementes. 1995b). enquanto Gromek et al... cis-annomontacina (Liaw et al. 1995a). denominada corepoxilona.. Acetogeninas também são encontradas em inúmeras espécies do gênero Annona. Da espécie Annona muricata foram isoladas inúmeras acetogeninas. muricina H.. também foram isoladas das folhas dessa espécie (Wu et al. murihexocina A e B (Zeng et al. Recentemente. muricatocina C e gigantetronenina. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas na casca do caule dessa espécie (epoximurina A e B). 1995c). Anomuricina A e B.São ácidos graxos modificados. além das acetogeninas tetrahidrofurânicas gigantetrocina A. as quais são considerados compostos precursores das acetogeninas (Hisham et al. os dados químicos de outras espécies desse gênero permitem descrever a sua constituição química clássica e indicar a potencialidade de estudo dessa espécie como fonte de novas substâncias de interesse farmacológico. No entanto. 1991).. especialmente como citotóxicas. e que são importantes representantes da flora brasileira.. 1994a e 1994c). 2002). das quais relacionamos oito acetogeninas monotetrahidrofurânicas denominadas neo-isoanonacina-10-ona. hoviicina A.. muricatetrocina A e B.. 1995b).

1991). esquamona.. além de queromolina-2 e anonina em Annona glabra (Li et al. isomolvizuína 2... três uvariamicinas.. Sahai et al. isoquerimolina 1. esquamostanal A (Araya et al. squamocina e almunequina (Duret et al. 1994b).. além de esquamocina e esquamostatina A. esquamosteno A (Araya et al. tais como reticulatina (Saad et al. Das sementes da mesma espécie. (1993a) ainda isolaram 39 acetogeninas de várias espécies de Annonaceae. 1994a e 1994b). jeteína. esquamosinina A (Yang et al. 31-hidroxibulatacina. C e D (Fujimoto et al. solamina. 1993)... 1993b).... cherimolia. 1962). 1996). 1994). (1994) isolaram dezessete acetogeninas tetrahidrofurânicas. anomontacina em Annona montana (Jossang et al. Da espécie Annona reticulata inúmeras acetogeninas foram isoladas. 1994c) neodesacetiluvaricina. cis. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona (Gu et al. 1995a).. 1994)... muricata e A. tais como araticulina em Annona crassiflora (Santos et al.. 1991). 30-hidroxibulatacina. bulatencina.. 1993).. anogaleno (Sahpaz et al.. 1994a). anomonicina e roliniastatina (Chang et al. Alcalóides Alcalóides como muricina e muricinina foram descritos por Manske & Holmes em Annona muricata (Watt & Breyer-Brandwijk. 1995). molvizarina e motrilina (Cortes et al. 1991a e 1991c).buladecionona e trans-buladecionona (Gu et al. tais como querimolina 1 e 2 e almunequina e otivarina (Cortes et al. anoreticuína-9-ona. neo-anonina B e neo-reticulacina A (Zheng et al. 1994). 1996). 32-hidroxibulatacina. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas em várias outras espécies desse gênero. incluindo A.Da espécie Annona cherimolia já foram isoladas inúmeras acetogeninas. 1993b). Das sementes da espécie Annona squamosa foram isoladas as acetogeninas esquamostatinas A. Cortes et al. 1992). 1995) em Annona bullata.. anoglaucina em Annona glauca (Etcheverry et al.. 1994b). esquamocina e roliniastatina I (Vu et al. 4-deoxiasimicina e várias uramicinas (Hui et al. cis-28hidroxibulatacinona e tran5-28-hidroxibulatacinona (Guetal. bulatanocina. reticulacinona (Hisham et al. Das semen- .. Existem relatos da presença de acetogeninos na espécie Xylopia aromatica (ColmanSaizarbitoria et al. 1995). B... itrabina.

brasilienses (Casagrande & Merotti. squamosa (Leboeuf et al. 1976). 1996). 1994). 1995e).. 1993) e sesquiterpenos em A. Flavonóides foram descritos em A. Wu et al. cherimolia (Villar et al.tes de Annona muricata isolaram também o alcalóide liriodenina (Philipov et al. isoboldina e outros foram isolados de A... 1988). 1996) e de Annona reticulata (Saad et al. de A. reticulina. cacans (Saito & Alvarenga. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. michelalbina. enquanto os alcalóides anonaína. enquanto a casca possui grandes quantidades de ácido hidrociânico (Watt & BreyerBrandwijk. Outros constituintes químicos A polpa da fruta de Annona muricata é rica em vitaminas B e C. oxouxinsunina. squamosa (Setharaman. X. A. anolatina. 1994). Barbosa Filho et al.. 1992. Constituintes químicos dessa classe química foram ainda obtidos das espécies A. uma lignana ((-)-siringaresinol). 1979. 1986). 1970) e X. 1991). montana (Wu et al. et al... 1976).. 1978).. anolobina e asimilobina foram isolados de A. 1981). ambotay (Oliveira et al. squamosa (Wu. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. laureliptina. A. squamosa (Krishna Rao et al. Alcalóides conhecidos como anoretina. como constituintes predominantes. 1979. 1994). 1993).. Monoterpenos foram isolados de A.. 1978). Mukhopadhyay et al. 1985) e A. C. 1989. frutos de A. um aldeído aromático (siringaldeído) e dois esteróides foram isolados do caule de A. foram isolados do fruto de Annona muricata ... Martins et al. A. cherimolia (Yang et al. 1986) e A. Alcalóides benzilisoquinoléicos denominados anomolina. anonaína. squamosa (Silveira et al. reticulina.. X. aromatica (Rios et al. 1986). 1984). 1987). salzmannii (Paulo et al. Yang & Chen. purpurea (Castro et al. enquanto diterpenos foram descritos em A... quintasii (Quevauviller & FoussardBlanpin. bullafa (Kutschabsky et al. Existem registros de alcalóides nas espécies Xylopia pancheri (Nieto et al.. argentinina e liriodenina foram obtidos de Annona montana (Leboeuf et al. 1991).. 1982a e 1982b. ambotay (Carazza et al.. Y.. Inúmeros compostos terpenóides. A.. 1962).. enquanto três amidas ácidas.

1993).. a raiz. o talo e as sementes dessa espécie possuem ação antibacteriana contra vários patógenos (Sundarrao et al. X. X. De Xylopia frutescens.. mas inativas contra Entamoeba histolytica (Bories et al. a casca. brasiliensis e X. uma acetogenina isolada de A.. Extratos obtidos a partir de folhas da espécie possuem atividade antimalárica (Antoun et al. 1995b). 1992. aethiopica foram isolados diterpenos (Moreira & Roque. obtidas de Annona muricata.. 1941. 1979). muricata. antiespasmódica. 1925 e 1932). enquanto as sementes da espécie possuem propriedades antiparasitárias (Bories et al. 1998). Misas et al. 1991). 1991b). 1991). Solanina. 1993. Gbeassor et al. Ngouela et al. apresentaram potente atividade citotóxica sobre vários tipos de células tumorais (Cortes et al. propriedades inseticidas (Tattersfield et al.. Acetogeninas isoladas sementes de A. Inúmeras pesquisas demonstram que a folha. possui atividade citotóxica contra algumas células tumorais (Mvnt et al. 1991. 1979).. enquanto extratos de folhas. 1996. Carbajal et al. relaxante de músculo liso e cardiodepressora em animais (Meyer. Vilegas et al. Resultados similares foram obtidos com as acetogeninas muricatocina A e B também isoladas dessa espécie (Wu et al. 1987). 1991).. A espécie Annona muricata possui...(Wong & Khoo.. 1962). também apresentou importante efeito citotóxico contra células tumorais de pulmão humano (Wu et al. aromatica.. 1995e). 1995. raiz e sementes demonstraram propriedades inseticidas (Tattersfield et al. 1988. assim como outras espécies do gênero. ao passo que as acetogeninas monotetrahidrofurânicas. acetogenina isolada de Annona muricata. 1991). Di Stasi.. Uma importante ação depressora em coração isolado de coelhos foi descrita por vários autores (Watt & Breyer-Brandwijk.. Estudos demonstram que a casca e as folhas de Annona muricata possuem atividades hipotensora. corosolona 1 e corosolina 2. . Dados farmacológicos dos gêneros Annona e Xylopia Atividade hipocolesterolêmica.. muricata e de A. Terpenos também foram isolados de Annona reticulata (Saad et al.. vasodilatadora.. 1990). cherimolia foram ativas contra alguns parasitas. 1979.. Heinrich et al. 1940). Bourne & Egbe. Lopez Abraham. sedativa e analgésica foi determinada para a espécie Annona muricata (Cavalcante. 1993. Anomutacina 1.

Hui et al. anonaína. 1987) e A. 1991). 1991..... enquanto os alcalóides liriodenina. Atividade similar foi descrita para os alcalóides silopina. nornuciferina e asimilobina foram inativos nos mesmos modelos experimentais (Wu. 1993b e 1994b. produziram significante atividade antiagregação plaquetária e citotóxica. 1993). respectivamente. enquanto os alcalóides de A. 1994). Os alcalóides isolados de A.. enquanto alcalóides isolados de A. Atividade antimicrobiana também foi verificada com extratos de A. 1993b). C. oxonantenina e liriodenina isolados de Annona reticulata (Chang et al. 1980).. asimilobina. A atividade inseticida de várias acetogeninas isoladas do gênero Annona tem sido determinada para a anonacina e compostos similares (Londershausen et al.. salzmannii. 1993) e várias outras (Jossang et al.. anomonicina e roliniastatina isoladas de Annona reticulata (Saad et al. montana (Wu et al. reticulina. squamosa apresentaram importante ação larvicida e quimioesterilizante contra mosquitos do gênero Anopheles (Saxena et al. squamosa demonstraram potente atividade cardiotônica (Wagner et al. Resultados similares foram obtidos para os alcalóides anonaína. roemerina e desidroroemerina isolados das raízes dessa espécie (Chulia et al. cherimolia (Villan del Fresno et al. salzmanii apresentaram atividade antibiótica contra diversas bactérias e fungos (Barbosa et al. Os alcalóides liriodenina e noruchinsunina isolados de Annona cherimolia apresentaram efeitos vasodilatadores sobre aorta de rato isolada e tiveram seu mecanismo de ação estudado por Chulia et al.. Os alcalóides coclaurina e oxoxilopina. Cortes et al. reticulina.. (1995b). anoreticuína9-ona. 1995a)... bulatanocina. coridina... Esteróides de A. et al. 1991c e 1991a). ... galucina. oxoxilopina. squamosa. norcoridina. tais como cinco acetogeninas isoladas de A. Chang et al. cherimolia induziram contrações uterinas (Lozoya & Lozoya. 1988b e 1988a). laureliptina e isoboldina) isolados da casca de A. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona de Annona bullata (Gu et al. apenas a anonaína apresentou atividade antifúngica (Paulo et al. esquamona.Atividade citotóxica contra vários tipos de tumores foi descrita para inúmeras acetogeninas de várias espécies do gênero Annona. De quatro alcalóides benzilisoquinoléicos (anonaína. 1992). 1992). isolados de A. 1995). Y. solamina... cherimolia (Cortes et al. 1993). 1991. Alcalóides citotóxicos também foram isolados das folhas de A. reticulatina. montana (Wu et al. 1980).

Das cascas de X. Esta espécie também inibiu a atividade da enzima lipoxigenase (Braga et al. senegalensis produziram importantes efeitos antiparasitários contra cepas de Leishmania major. frutescens não apresentou atividade moluscicida. 1996). 1996). Verificou-se ainda atividade antifertilidade de A. F... entre outras. De Xylopia frutescens foram caracterizados alguns constituintes que apresentaram atividade biológica.. Martins et al. Extratos etanólicos de sementes de A. provavelmente por impedir a implantação (Mishra et al. além de atividade citotóxica contra vários tipos de células tumorais (Sahpaz et al. Trypanossoma brucei. squamosa. 1999).. squamosa produziram mortalidade dose-dependente contra o mosquito. Rao et al. 1994). atividade anticonvulsivante e analgésica.1983). et al. 1994). 1979. como acido caurenóico. parassimpatomimética de A. 1989. 1975). 1998). 2001). enquanto o extrato etanólico de A. que apresentou atividade antimicrobiana e tripanossomicida (Campos et al. E. que apresentou atividade citotóxica.. A. senegalensis apresentou atividade relaxante muscular e antiespasmódica in vitro. Extratos hidroalcoólicos de sementes de Annona crassiflora produziram efeito inibitório inespecífico sobre contração muscular de íleo de cobaia (Weinberg et al.. et al. fungitóxica... coriaceae (Souza et al.. Extratos metanólicos de A.. A. squamosa foram amplamente estudados por Saluja & Santini (1994).. O extrato etanólico da raiz de X. além dos compostos caurol e os ácidos xilópico e acutiflórico.. 1979). donovani. Do extrato etanólico das folhas de X. discreta.. que também apresentaram atividade tripanossomicida (Oliveira et al. porém extratos obtidos das cascas e do caule produziram efeito moluscicida (Santos. A atividade inseticida do extrato etanólico de A. 1990.. popularmente utilizado para afecções do trato digestivo e reumatismo. que determinaram efeito depressor do SNC. 1996. além de atividade antiúlcera induzida por indometacina e estresse (Langason et al. Extratos preparados também com A. Anopheles stephensi (Saxena et al. reticulata foi determinada por Williams & Mansingh (1993). potenciação do efeito hipnótico do pentobarbital.. e há relatos na literatura de sua atividade antitumoral (Rios et al. 2000) e apresentou atividade antiplasmodial (Jenett-Siems et al. Oliveira et al. aromatica foi isolada atherospermidina. Diversas espécies do gênero foram estudadas quanto a sua propriedade molucicida (dos Santos & Sant'Ana. L. 1998). 1993). 1993). foi caracterizada a . Silva.

Em Guadalupe. aethiopica promoveram efeito diurético e Hipotensor (Somovaet al. bem como a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem as atividades farmacológicas e toxicológicas. Os diterpenos caurenoicos presentes em X. especialmente em uso crônico. como inseticida..Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica atividade antimicrobiana (Lima et al. Doses altas de extratos produzidos com Annona muricata causam tremores e convulsões (Watt & Breyer-Brandwijk. 1999). Dados toxicológicos e observações de uso A degradação de hormônios tireoidianos ou a depressão da produção hormonal da adrenal é sugerida por Queiroz Neto et al. (1988) para a espécie Annona muricata. Antilhas diversos casos de Parkinsonismo foi atribuído à ingestão de A. sericea ou embiriba foi testado o extrato aquoso do fruto e das cascas. 2001). muricata como a responsável pelas degenerações de células nervosas dopaminergéticos observadas in vitro (Lannuzel et al. Estudos recentes têm caracterizado a presença de alcalóides em A. 1962).. indica a necessidade de cuidados no uso dessas espécies pela população.. 1988c). O grande número de indicações das diversas espécies do gênero Annona. muricata e A. 2002).. . que apresentou atividade analgésica (Almeida et al. squamosa (Caparros-Lefebvre & Elbaz. anti-helmíntico e citotóxica. E da espécie X. 1996 e 1997).

podendo chegar a até 35 m de altura. e espécies do gênero Virola. Árvore-do-sebo. tronco de 60-90 cm de diâmetro com casca grossa. mas salientamos a ocorrência de várias espécies nessa formação florestal. Dados botânicos e informações gerais Arvore de porte médio. porém há estudos sobre a presença de óleos essenciais e substâncias alucinogênicas (Evans. Sucuba. Essa família inclui gêneros importantes. a única espécie medicinal registrada na região amazônica a respeito dessa família foi a Virola surinamensis. contendo ramos carregados de folhas . Virola. que possuem importância do ponto de vista econômico. como Myristica. Sucuuba. como a Noz-moscada (Myristica). Espécies medicinais Virola surinamensis L. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies medicinais dessa família. utilizadas na indústria madeireira 0oly 1998). Horsfieldia e Knema. 1997). usada como condimento. 1996).Espécies medicinais da família Myristicaceae Introdução A família Myristicaceae descrita por Robert Brown inclui dezenove gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. Bicuíba. Neste levantamento. é freqüente a presença de espécies do gênero Virola e Myristica. Nozmoscada e Ucuuba-branca. e também como Leite-de-mucuiba. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Ucuuba. No Brasil. Ucuuba cheirosa. localizadas principalmente na região tropical (Mabberley. Em outras regiões a espécie é denominada Andiroba. Não existem muitos dados fitoquímicos dessa família.

1996). elongata . surinamensis. L. oblongolanceoladas. muitas delas com substâncias alucinógenas pela presença de triptaminas. Martinez et al. Espécie de ocorrência na Amazônia. 1987a). usadas como venenos de flechas. heliófita e típica de áreas alagadas da floresta amazônica.. Existem diversos relatos da presença de lignanas e neolignanas em diversas espécies do gênero Virola. com até 20 cm de comprimento. et al.. Cassady et al. bem como -sitosterol. Dglucose e ácido ferúlico (trans e cis)... 1992. Dados químicos do gênero Virola Foram isolados de três espécies de Virola ésteres de ácidos graxos. 1987). popularmente conhecido como Leite-de-mucuíba. 1991 e 1992). A planta é importante fornecedora de madeiras para marcenaria. 1995). pavonis (Martinez et al. S. O nome do gênero Virola provém de um nome popular das Guianas. 1996. O látex é usado externamente misturado com água e na forma de banho no local para tratar doenças venéreas. como outras do gênero. infecções.. No Estado do Tocantins existem relatos da utilização da seiva da V... inflorescências em panículas axilares e fruto elipsóide bivalvar. 1971). 1989. 1997). 1969. V. hemorróidas e contra úlceras (Corrêa. Existem relatos de 1969 da presença de alcolóides em espécies do gênero Virola (Azurrel et al.. inflamações. 2000). como foi descrito por Jean Baptiste Aublet. chegando até Pernambuco. -sitosteril-D-glucosídeo e uma nova série de ésteres acídicos (Kawanishi & Hashimoto. V surinamensis (Lopes et al. A casca é usada como medicamento para aftas. É uma planta perenifólia. para o tratamento de câncer. 1984). Inclui 45 espécies de florestas tropicais. Ferri & Barata.pecioladas. V. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada internamente contra inflamações e febres. Vidigal et al. V michelli (Santos.. pavonis (Marques et al. A decocção das folhas é útil contra problemas do fígado. V cf. a saber: V sebifera (Von Rotz et al. gastrites e úlceras (Paixão & Hiruma-Lima.

2001).. 1996) e V. 1986 e 1990). michellii (Cavalho et al. 1992) e V.. 1996. Dados farmacológicos do gênero Virola Da seiva de V... 1999. As atividades analgésicas e antiinflamatórias foram verificadas nas espécies V. oleifera (Fernandes et al. 1996a). V. michelli (Santos et al. titonina .. Cavalho et al. A atividade analgésica de V. V. pavonis. Lemus & Castro. A presença dos flavonóides glicosilados astilbena e quercitrina em V oleifera foram as responsáveis pela atividade analgésica (Kuroshima et al. 1994 e 1996. e polifenóis nas espécies V.. koschnyi foi atribuída à presença de lignanas na composição de diferentes partes da planta (Rodriguez et al. 2001). A atividade antifúngica das espécies V. 1992). Das folhas de V. 1989). 1993 e 1994). V. carinata e V. michellii foi atribuída à presença da flavona. venosa (Kato et al. surinamensis foi extraído um óleo essencial com atividade antimalarial (Lopez et al.. surinamensis. calophylla. 1990).. 1999). calophylla (Martinez et al. Pagnocca et al. V.. V. surinamensis foi constatada a atividade gastroprotetora atribuída à presença de flavonóides (Batista et al.. urbaniana (Reis et al. 1994 e 1995). 1996.. Andrade et al. que também possui atividade bradicárdica e colinérgica (Martins et al. V... 1987). existem relatos da presença de flavonóides nas espécies V. sebifera. 1987b).. calophylloidea (Martinez. 1989) e V.. V.. flexuosa (Aguirre. V... 1988). titonina (Andrade et al. 1995). carinata e V. caducifolia (Aparecida dos Santos et al.. 1990). V. foschnyi (Lemus & Castro. calophylloidea (Von Rotz et al. 1990. Além das lignanas.(Kato et al. Alvarez et al.

1994). No Brasil ocorrem dezenove gêneros e aproximadamente 390 espécies (Barroso. duckei (Bennett & Alarcon.. 1997).. carinata e V. sebifera. com substâncias flavorizantes e algumas medicinais. Ocotea. A família reúne grande importância econômica. amplamente usado no Brasil como condimento. Nectandra. surinamensis (Lopes et al. pavonis foi atribuída à presença de neolignanas (Fernandes et al. árvores e arbustos (Mabberley.. koschnyi (Castro et al. dados etnofarmacológicos de V. As propriedades antioxidante e surfactante de V. Ainda existem relatos das atividades antitumoral. tripanossomicida. do famoso Louro. 1986b e 1998). aliados ao relato de atividade moluscicida. Barata et al. oleifera. 2000). e outros.850 espécies. do nosso famoso Abacateiro. 1996. todos aromáticos. 1987) e anti-hemorrágica de V. Aniba e Cinnamomum (da Canela em casca). da famosa Canela-sassafrás. Sassafras. Licaria. elongata (Davino et al. 1999).A atividade leishmanicida nas espécies V. calophylla (Miles et al. donovani e V. sugerem cuidados da população quanto ao uso. Espécies medicinais da família Lauraceae Introdução A família Lauraceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 52 gêneros e aproximadamente 2.. porém. inseticida de V. 2000). 1987). alucinogênica de V. inseticida e alucinogênica de diferentes espécies dessa família. 1998. surinamensis (Paixão & Hiruma-Lima.. V. cercaricida e molucicida de V. 1978). pois. 1991) como a surinamensina (Pinto et al. Persea. V. além do . sebifera são atribuídas à presença de ômega-(feruliloxi) acilglicerídeo (Kawanishi & Hashimoto. A propriedade antioxidante foi confirmada para V. Os principais gêneros são Laurus. mas não foi detectada em V.. Incluem muitas espécies aromáticas. 1996). surinamensis. Observações de uso Não existem dados de toxicidade de espécies do gênero. a grande maioria tropicais e de ocorrência na América do Sul e no Brasil.

a espécie cultivada ou adquirida no comércio é usada como medicamento na forma de infusão das folhas. e laus = "louvor". Essa espécie não foi referida no levantamento realizado na região amazônica. há inúmeras plantas fornecedoras de madeiras de excelente qualidade (Joly. Na região da Mata Atlântica a espécie é cultivada ou adquirida no comércio como alimento e para ser usada como medicamento.costume posteriormente assimilado por Roma e usado pelos césares (Joly. flores muito aromáticas dispostas em umbelas e fruto do tipo baga pequena. usado na Grécia para a confecção das famosas coroas de louro para agraciar os atletas ou outros heróis nacionais . Espécies medicinais Laurus nobilis L.Abacateiro. fornecedor de alimento amplamente comercializado. É uma planta exótica e cultivada no Brasil. pecioladas. A decocção das folhas é usada como abortivo e contra constipação intestinal. O gênero Laurus descrito por Carl Linnaeus é de origem mediterrânea. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Louro ou Loureiro. sendo considerada digestiva. para combater problemas hepáticos e intestinais. bem como para dores de barriga. Dados botânicos A espécie é uma árvore de pequeno porte com ramos eretos. folhas alternas. deriva de lauer = "verde". 1998). como a Canela e o Louro. e de outras espécies. 1998). lanceoladas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. A infusão também é indicada contra dores de cabeça. . O nome do gênero é derivado do uso da planta ao laurear um herói. de estômago e como emética e abortiva. onde se adaptou muito bem.

além de serem usadas contra doenças renais. . sendo comercializada em todo o mundo. diuréticas e febrífugas. pequenas e pouco vistosas. O gênero foi descrito por Phillip Miller e inclui aproximadamente duzentas espécies tropicais. 1984). não ocorrendo espontaneamente. As folhas são consideradas excitantes da vesícula biliar. úlceras e piolhos (Bown. anti-sifilíticas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. estomáquicas. especialmente contra dores de barriga e para a expulsão de cálculo renal. externamente. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Abacateiro ou simplesmente Abacate. flores branco-pálidas. é também usada contra febres. onde se encontram as folhas alternas. bronquites. lanceoladas e acuminadas. as folhas são usadas contra indigestão. fruto do tipo baga ovóide. ou Persea gratíssima Gaertn. A planta também fornece madeira e reúne importante valor econômico. pecioladas. a decocção das folhas do abacateiro é usada como diurético. analgésico. podendo chegar a até 20 cm de comprimento. nome dado especificamente ao fruto. contra reumatismo. comestível. que envolve a semente grande e marrom. estimulante do apetite e contra cólicas.Internamente. além de atuar como diurético e analgésico. O nome do gênero deriva de uma homenagem a Perseu. Dados botânicos É uma árvore com até 20 m de altura. ao passo que a infusão das folhas. emenagogas. carminativas. com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa. reumatismo e uremia (Corrêa. vulnerárias. Persea americana Mill. 1995). Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas. com polpa verde.

nobilis foi atribuída à presença de sesquiterpenolactonas que promoveu inibição do enchimento gástrico e aumento da secreção do muco gástrico (Matsuda et al. foram atribuídos os efeitos analgésico.. Afifi et al. 2002. americana têm sido atribuídos efeitos tóxicos em diversos animais (Mckenzie & Brown. 1991).. O extrato das folhas e flores também foi efetivo contra a Biomphalaria glabrata (Re & Kawano. antimicrobiana (Raharivelomanana et al.. Às folhas de P. Sladler et al. 2002). 2000. 1997).. hidrocarbonetos. Grant et al. 2001). A atividade antiulcerogênica de L. O óleo essencial apresentou atividade anticonvulsivante (Sayyah et al.Dados químicos e farmacológicos de Laurus nobilis e Persea americana O óleo essencial das folhas de Laurus nobilis possui eugenol.. 1987). O 1. 2002). 2002). A espécie Persea americana L.. . 1999). beta-eudesmol (Diaz-Maroto et al. monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados (Caredda et al. 2002)... antiinflamatório (Ademylmi et al. 1989) sendo a cardiomiopatia um dos distúrbios mais citados (Oelrichs et al. spatulenol. elemicina. antifúngico (Domergue et al.. 1991.. americana citados acima..8-cineol isolado de L. constituem-se em alertas para a população quanto à utilização das folhas desta espécie.. Hargis et al. nobilis promoveu apoptose das células leucêmicas in vitro (Moteki et al. 1989) e dermatite de contato (Ozden et al. bem como os efeitos larvicida e inseticida desta espécie (Oberlies et al„ 1998). 1995. Carman & Handley. Dados tóxicos e observação de uso Os diversos relatos dos efeitos tóxicos das folhas de P.. 2002). 1991.

FIGURA 5. 1984).1 . b) Fruto característico da espécie (Banco de imagens ). .Annona muricata: a) Detalhe do ramo com flor (modificado a partir de Corrêa.

Annona tenuiflora. 1984) (Banco de imagens).FIGURA 5.2 . . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.

FIGURA 5. . b) Detalhe da flor (Banco de imagens). frutescens: a) Escanerata do ramo florido.Xylopia cf.3 .

sendo a primeira a mais importante e a única que inclui espécies medicinais referidas na Amazônia e na Mata Atlântica. e. ao passo que na região do .ó Aristolochiales medicinais L. M. M. A família Aristolochiaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent Jussieu inclui doze gêneros com aproximadamente 475 espécies tropicais. 1997. com referências etnofarmacológicas pouco comuns no país. 1998). Santos C. Hiruma-Lima E. A. Joly. muitas das quais usadas como medicinais. Di Stasi C. Hydnoraceae e Rafflesiaceae. no Brasil. Outros gêneros que incluem espécies medicinais descritas são Asarum e Trottea. ocorrem aproximadamente sessenta espécies distintas de Aristolochia. Guimarães Introdução A Aristolochiales é a ordem três da subclasse das Magnoliidae e inclui apenas três famílias botânicas: Aristolochiaceae. C. Os gêneros mais importantes dessa família são Aristolochia. Thottea e Asarum. predominantemente na forma de lianas e trepadeiras. mas também com arbustos e herbáceas (Mabberley. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso da espécie Aristolochia trilobata.

enquanto o banho preparado com folhas em água fria é utilizado contra dores de cabeça e dores musculares.1). e refere-se à forma curvada da flor de uma das espécies (Aristolochia clematitis). Calunga. sulcados e estriados. Jarrinha. Em razão dessa forma e de acordo com a Teoria das Assinaturas. Mil-homens e Papo-de-peru. muitas das quais ricas em alcalóides.Vale do Ribeira uma espécie do gênero Aristolochia. O gênero Aristolochia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 120 espécies tropicais. simples. parto. Espécies medicinais Aristolochia trilobata L. ventralmente lisas e dorsalmente verrugosas (Figura 6. hermafroditas. grandes. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e várias com usos medicinais descritos. denominada popularmente como Milomem. pecioladas. com sementes achatadas. ramos lisos. a planta era usada popularmente para facilitar o parto. folhas alternas. Capa-homem. que lembra o feto em posição antes do nascimento. usadas como venenos. monoclamídeas com tépalas bilabiadas. o decocto das folhas é útil contra cólicas abdominais e problemas estomacais. zigomorfas. Dados botânicos É uma planta trepadeira. . fruto capsular cilíndrico. Batarda. O nome do gênero Aristolochia vem do grego aristos = "bom". Outras denominações populares são Angelicó. flores isoladas. ovadotrilobadas com base cordiforme e sem estipulas. e lochia = "nascimento". Nomes populares A espécie é denominada Urubu-caá na região amazônica. axilares. foi referida como medicinal. Contra-erva.

não sendo encontrada em áreas degradadas. Dados botânicos Assim como Aristolochia trilobata. especialmente para combater náuseas e vômitos.Outros usos populares indicam que a raiz é tônica. as flores são isoladas e axilares. cicatrizante e contra úlceras crônicas. estimulante. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. A espécie é sempre obtida de dentro da floresta. ovado-trilobadas com base cordiforme e sem estipulas. Aristolochia sp Nomes populares Nas comunidades da região do Vale do Ribeira. gripes fortes. A infusão das folhas é utilizada contra dores de barriga. no entanto. sulcados e estriados. pecioladas. excitante. disenteria e diarréia. estomáquica. catarros crônicos. essa espécie é denominada Milomem ou Mil-homens. os ramos são lisos. 1982). Também não é uma espécie cultivada. a decocção das folhas dessa espécie é usada contra distúrbios estomacais e hepáticos. sudorífica. simples. sarnas e orquites (Van den Berg. anti-histérica e útil contra febres graves. anti-séptica. essa espécie também é uma planta trepadeira com folhas alternas. é usada também como abortiva e eficaz contra veneno de cobras (Corrêa. para caracterizar a sua importância como fonte de novos constituintes químicos. e fruto capsular cilíndrico com sementes achatadas. . resfriados e para expulsão de parasitas intestinais. Dados químicos do gênero Aristolochia Não foram encontrados estudos químicos com a espécie Aristolochia trilobata. diurética. constipação nasal. 1984). capoeiras e áreas em regeneração. o chá da raiz também é utilizado como emenagogo. apresentamos os principais dados químicos referentes à espécie do gênero.

. 1995).. 1991. A. longa (De Pascual et al. argentine (Priestap. P et al.... 1983a). Alcalóides foram isolados de várias espécies. indica (Piers & Tse... 1987). argentine (Priestap.. Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren.. C... M. A. longa (De Pascual et al. A.. 1994). auricularia que possuem os ácidos aristolóquicos I. rodix (Tsai et al. 1996. A. molissima (Peng. 1983). A...1993). 1980). inúmeros alcalóides denominados aristolactâmicos de A. debilis (Ahmed Farag et al.. 1995). auricularia (Houghton & Ogutveren. gigantea (Lopes. tais como A. clematitis (Kostalova et al. galeata (Lopes. A. 1979) em raízes de A. 1982). chilensis (Urzua et al.. 1988. 1992. 1990. 1987. S. indica (Che et al. elegans (El-Sebakhy et al. dematilis (Makuch et al. 1995) e A. L. 1977 e 1985). alcalóides do grupo da berberina foram descritos em A. 1986). X. tubiflora (Peng et al. 1987). A. A. 1979). esperanzae e A. nata (Moretti et al. 1980). 1992). A. Zhang et al. liukiuensis (Mizuno et al. maurorum (Kery et al. A. versicolor (He et al. . A. A.. 1992).. Aristolochia cymbifera (Leitão et al. rotunda (Pistelli et al. A. rigida (Pistelli et al.. 1988). 1983b). A.. A. arcuata (Watanabe & Lopes.. 1995). 1988). H. 1991). cinnabarina (Li. 1988) e Aristolochia cymbifera (Leitão et al. acuminata (Moretti et al. T. et al. et al. et al. chilensis (Urzua Rodriguez... 1995). 1989). 1995). 1991) e de A. fangchi (Tsai et al.. S.. ponticum (Houghton & Ogutveren. 1992) e outros alcalóides em A..Os ácidos aristolóquicos são os principais componentes de inúmeras espécies do gênero Aristolochia. yunnanensis (Chen et al. 1994). A. T. 1985) e A... A. manshuriensis (Ruecker et al.. raízes de A. A. contorta (Lou et al. A. vários outros alcalóides aporfínicos de A. et al.. 1995). 1991a). tubiflora (Peng et al. gigantea (Cortes et al. Chakravarty et al.. ftiangularis (Bolzani et al.. A. A. manshuriensis (Lou et al. 1991). A. kankauensis (Wu. bracteata (ElTahir.. molissima (Peng et al. 1991b). versicolor (Zeng et al. et al. kankauensis (Wu. 1987). 1987). cinnabarina (Li et al. A. 1987)... 1992). A. Abel & Schimmer.. As sesquiterpenolactonas foram isoladas de A. A. 1987). 1991). 1991a). 1996). 1993). clematitis (Kostalova et al. A. bracteata (ElTahir. Lou et al. 1994). 1991b). versicolor (Zhang&He. 1984).. A. kankauensis (Wu et al. sendo descrito em A. G. 1980). em A. 1986b e 1986a). A. A. A. Paiva et al. clematitis (Kostalova et al. 1995) e A. L.. 1987. Terpenóides foram descritos em inúmeras espécies de Aristolochia. incluindo a magnoflorina obtida de partes aéreas de A. A. II. 1991).. III e IV (Houghton & Ogutveren. Higa et al.. A. A.. A.. 1983).... brasiliensis (Lopes et al.. J. A. Lopes. 1988). tubiflora (Peng et al.

rodix foi eficaz contra veneno de ofídeos (Tsai et al.Uma nova lignana nunca descrita na família Aristolochiaceae foi isolada de Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. -elemeno e -humuleno foram determinados em A. indica apresentou propriedades antiestrogênica e antiimplantacional (Pakrashi & Chakrabarty. kankauensis (Wu.. 1994). 1991b). O ácido aristolóquico de A. 1979). Dados farmacológicos do gênero Aristolochia Atividade antifertilidade foi determinada com substâncias isoladas de Aristolochia versicolor (He et al.. 1978). Compostos como -cariofileno.. 1977). S. 1990). 1988) e amidas em A. Lopes et al. Diterpenos isolados de Aristolochia albida agem como importantes antídotos de picada de cobras do gênero Naja (Haruna & . 1980. 1996). e o ácido aristolóquico de A. A. 1993). galeata (Lopes & Bolzani. cymbifera. A. 1995). triangularis (Ruecker et al.. A. 1980). -elemeno. Estudos recentes demonstram ainda que o ácido aristolóquico possui uma efetiva atividade antiespermatogênica por interferir na espermiogênese no estágio de formação das espermátides (reduzidas em 72%) e reduzir em 47% a produção de células de Leydig maturas (Gupta. birostris (Conserva et al.. T. 1990). chilensis (Urzua et al. taliscana (Longsw et al. copaeno. A. et al. et al.. indica (Pakrashi & Pakrasi.. R. Urzua & Presle. 1987b.. macroura (Leitão et al. S. A. gigantea e A. 1988) e A. esperanzae. arcuata (Watanabe & Lopes.. Lignanas também foram descritas em A.. 1987) e A. A.

O ácido aristolóquico II é capaz de produzir arilação do DNA e promover carcinogênese e mutagênese (Pfau et al. 1991). determinada pelo teste de Ames. antibacteriana.. tulobata (Sosa et al.. indica apresentou atividade hepatotóxica e nefrotóxica em camundongos (Pakrashi & Shaha. Foram ainda determinadas atividades citotóxica de A.... causando lesões renais de forma dose-dependente em apenas três dias de tratamento . enquanto uma atividade relaxante muscular inespecífica em músculos lisos foi descrita para o extrato etanólico de Aristolochia papillaris (Lemos et al. além de promover contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir... no Sistema Nervoso Central. multiflora (Moretti et al.. birostris demonstraram. anti-séptica e cicatrizante de A. 1991). Importante atividade cardiotônica foi obtida com os constituintes químicos obtidos de cultura de células de Aristolochia manshuriensis (Bulgakov et al. papilaris (Maia et al. 1988). O mesmo ácido obtido de A. A. paucinervis (Gadhi et al. Atividade antifúngica foi determinada utilizando-se a espécie A. atividade analgésica.Choudhury. niaurorum (Kery et al. Vários tipos de ácidos aristolóquicos são nefrotóxicos. A espécie A.... gigantea (Campos et al. Abel & Schimmer (1983) relatam que esse ácido é capaz de induzir aberrações cromossômicas estruturais e de apresentar potente efeito carcinogênico. 1993). 1985). 1990). et al.. O alcalóide magnoflorina obtido de várias espécies de Aristolochia diminui a pressão arterial em coelhos e induz hipotermia em camundongos. 1979). Atividade mutagênica. com A. triangularis (Garcia. papilaris (Maia et al. G... 2001). Estudos com A. O ácido aristolóquico I promove contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. 1995). 1991). 1988). paucinervis foi ativa contra a Helicobacter pylori (Gadhi et al. 1999). Atividade antiinflamatória também foi observada em A. e antiviral com A. 1979). H. 1983). também foi descrita para o ácido aristolóquico IV isolado de Aristolochia rigida (Pistelli et al. 2002). antitérmica e inibição das contrações induzidas por histamina. Dados toxicológicos e observações O ácido aristolóquico tem sido reportado por seus efeitos tóxicos (Hashimoto et al.. A. 1993). 1996). 1999). acetilcolina e ocitocina (Conserva et al. 1985).

por suas características químicas. salientando ainda que várias delas são usadas como abortivas. Entretanto. FIGURA 6.com 10. Da mesma forma. 50 ou 100 mg/kg via oral.. Hoehne (1978) relata inúmeros casos de intoxicação com várias espécies desse gênero. 1996) por humanos. 1993).1 . as espécies desse gênero são importantes fontes de novos constituintes químicos que ainda não foram devidamente estudados. . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis). Esse uso pode revelar inúmeros efeitos tóxicos dos constituintes químicos dessas espécies.Aristolochia trilobata. cujos principais sinais são necrose do epitélio dos túbulos renais e alterações nos níveis de diversas enzimas (Mengs & Stotzem. não é recomendada a utilização sobretudo em gestantes. Recentes estudos demonstram ainda o aparecimento rápido de fibrose renal intersticial pelo consumo crônico da infusão de Aristolochia pistolochia (Pena et al. Dados químicos e farmacológicos são escassos para garantir o uso seguro dessas espécies.

A família é muito importante como fonte de substâncias com atividade farmacológica. normalmente com células de óleos essenciais.7 Piperales medicinais L. A. Geralmente as plantas são arbustos. G. ervas e pequenas árvores sempre aromáticas. Reis Introdução Na ordem Piperales ocorrem apenas duas famílias botânicas: Saururaceae e Piperaceae. especialmente do gênero Piper. do qual se destacam espécies como a Pimenta. C. Piper nigrum. Di Stasi C. e a primeira não possui importância como fonte de espécies de valor medicinal. Peperomia e Pothomorphe. muitas delas extremamente comuns na Mata Atlântica. lianas. a família Piperaceae descrita por Paul Dietrich Giseke compreende aproximadamente três mil espécies distribuídas em oito gêneros (Mabberley. onde ocorrem em abundância e diversidade. Portilho M. o mais estudado e conhecido do ponto de vista químico. e espécies me- . Por sua vez. epífitas. Hiruma-Lima A. 1997). dos quais se destacam os gêneros Piper. S. No Brasil ocorrem aproximadamente 460 espécies de cinco gêneros. Mariot W.

Piper longum.B. muitas delas cultivadas como ornamentais e raramente conhecidas como medicinais.K. A espécie só foi referida como medicinal pelos índios tenharins. os índios tenharins denominam essa planta Tracoá. Trata-se de uma família de complexa identificação taxonômica pelas características das inflorescências. várias espécies dessa família foram referidas como medicinais em ambos os locais de estudo envolvidos nesta pesquisa. ápice agudo com lâminas glabras e opacas em ambas as faces. muito semelhantes entre si. Não foram identificados outros sinônimos para essa espécie. flores sésseis reunidas em inflorescências do tipo espiga. pequenas. folhas alternas. sendo também apenas . as quais passamos a discutir a seguir. O gênero Peperomia. Piper methysticum e outras de grande importância em sistemas tradicionais de medicina. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins usam internamente (decocção) as partes aéreas da planta para curar diarréia e dores intensas do estômago.1). fruto pequeno do tipo drupa (Figura 7. ovário com um só estigma. Dados botânicos Planta herbácea com internós glabros. Piper angustifolium. Pela ampla ocorrência e abundância no Brasil. Piper cubeba.dicinais de ampla utilização. Espécies medicinais Peperomia elongata H. elíptico-lanceoladas ou elíptico-ovadas. descrito por Hipólito Ruiz Lopes e José Antônio Pavón. como a chinesa e aiurvédica. Nomes populares Além de Tracoaptera. O nome do gênero Peperomia é derivado de Piper. como a Piper betle (betel). compreende aproximadamente mil espécies tropicais de ocorrência nas Américas.

Peperomia rotundifolia H. .K. gastrite e gripes. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo e contra dores de estômago. simples. Nomes populares A espécie é chamada. sendo também amplamente cultivada como ornamental na região. mas com pouca ocorrência.obtida na área de floresta em torno da aldeia. Piper cavalcantei Yuncker. ao passo que a decocção das folhas é usada para facilitar a digestão e no tratamento da hipertensão. as flores são dispostas em espigas e de coloração clara. Dados botânicos Trata-se de uma planta herbácea com folhas alternas. de o Céu elétrico ou Óleo elétrico. pequenas.B. Corrêa (1984) refere que a planta é estomáquica e tônica. A espécie é encontrada na Mata Atlântica. bastante carnosas e glabras. Não foram encontrados sinônimos. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. em geral nas áreas de clareiras e em locais com grande umidade. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Salva-vida ou Salva-vidas. Não ocorreram relatos de usos de outras espécies desse gênero nos outros grupos entrevistados na região amazônica (comunidades ribeirinhas e habitantes do município de Humaitá). curtopecioladas. de distúrbios do estômago. na região amazônica.

todas aromáticas. O óleo retirado por maceração e aquecimento é usado topicamente para dor de ouvido e qualquer outro tipo de dor externa. Outras denominações populares são João-guarandi-do-grado. podendo chegar a até 5 m de altura. membranáceas. Dados botânicos A planta é considerada um arbusto. . folhas pecioladas. atingindo até 10 cm de comprimento. especialmente para dores de cabeça. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O nome Pariparoba é muito comum para várias espécies de Piperaceae.Dados botânicos A espécie é um arbusto que chega até 2 m de altura. para evitar desidratação e para combater cólicas menstruais. os frutos são drupáceos (Figura 7. a decocção das folhas é considerada excelente antitérmico e analgésico. característica marcante da espécie e bem distinta de outras Piperaceae. folhas curto-pecioladas com limbo foliar assimétrico e glabro em ambas as faces. inflorescências do tipo espiga. isoladas e levemente curvadas. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. O nome do gênero Piper é a denominação árabe da Pimenta.2). Nomes populares A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira pelo nome de Pariparoba. sendo a maioria arbustos. com vários nós e internós no caule central e em seus ramos. assimétricas na base. algumas lianas e pequenas árvores. O gênero Piper descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duas mil espécies tropicais. Jaborandi-cepoti e Pimenta-de-morcego. conforme será observado na descrição de outras espécies deste livro. a inflorescência especiforme varia de 30 a 60 cm de comprimento. podendo atingir 40 cm ou mais de comprimento e 25 cm de largura. com caule e ramos de muitos nós e de coloração verde-escura. pendente. A infusão das folhas é usada como antidiarréico. Piper cernnum Vell.

Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Iaborandi ou Jaborandi. inflorescências do tipo espiga. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. particularmente contra cólicas abdominais. além de ser útil em distúrbios renais. membranáceas. especialmente contra dores de barriga. com os nomes de Murta e também de Pariparoba. acuminadas no ápice. estomacais e hepáticos. Trata-se de uma espécie amplamente coletada para comercialização como adulteração do jaborandi verdadeiro. tendo distribuição por todo o Brasil. Dados botânicos É um arbusto de pequeno porte com folhas curto-pecioladas. tanto a infusão das folhas como as folhas frescas são usadas para aliviar a dor de dente. ao passo que as raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos. especialmente em regiões de clareiras naturais e na borda de cursos de água.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. enquanto as raízes frescas mastigadas são usadas como analgésico. assimétricas na base. . um pouco ásperas. podendo atingir até 8 cm de comprimento (Figura 7. levemente curvadas.3). A espécie possui grande ocorrência na Mata Atlântica. incluindo hepatite. Em outras regiões do país. a infusão das folhas é usada como analgésico. onde a espécie é abundante. Piper gaudichaudianum Kunth. O uso tópico da decocção das folhas ou apenas do seu sumo alivia dores musculares.

Ihotzkyanum Kunth. Dados botânicos A planta é um arbusto pequeno com folhas curto-pecioladas e pequena bainha.4). cordiformes. glabra. r e t a . com ramos glabros e cilíndricos. levemente assimétrica na base. A planta t a m b é m é coletada e comercializada como adulteração da pariparoba. flores . Pimenta-do-mato e Pimenta-dos-índios. Em outras regiões do país. membranácea. Nhandi. a infusão das folhas é u s a d a contra distúrbios hepáticos. estomacais e renais. Bitre. A espécie é muito comum na Mata Atlântica. pequena (até 11 cm de comprimento). com distribuição restrita à região Sudeste do Brasil. c o m o Aperta-mão e Pimenteira. inflorescências do tipo espiga. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Aperta-ruão ou Aperta-juan. com até 7 cm de comprimento (Figura 7. com ápice acuminado. folhas alternas. Piper marginatum Jacq. pecioladas. alongada e fina. sendo encontrada em áreas de clareira e em locais com u m i d a d e . Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica com os nomes de Apepa-ruão. Dados botânicos Arbusto de 2 a 5 m de altura. flores verdes dispostas em inflorescências do tipo espiga. Outras denominações populares para essa espécie são Caapeba-cheirosa. membranosas. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins pelo n o m e de Nhambuí.Piper cf.

com ápice agudo e nervação peltinérvea. as folhas.com brácteas triangulares. Caá-peuá. Uma outra espécie do mesmo gênero. Comparando-se as figuras das espécies descritas neste capítulo. os frutos são excitantes. andróginas. Nomes populares A planta é conhecida na região amazônica com os nomes de Caapeba. ovado-arredondadas. dores de dente e blenorragias. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas.6). androceu com três estames. membranosas. minúsculas. O gênero Pothomorphe diferencia-se do gênero Piper. peltatas. fruto anguloso do tipo baga ovóide (Figura 7. as raízes são carminativas. A planta é tônica. fruto do tipo baga (Figura 7. principalmente da tucundeira. se ingerida. flores sésseis. formando uma falsa umbela. . Malvarisco. Segundo os índios tenharins essa planta é tóxica. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. sialagogas. contra veneno de cobra. estimulatórias (Corrêa. Caapeba-do-norte no Pará e no Mato Grosso como Pariparoba. sudoríficas.) Miq. um gênero da família Araceae. resolutiva e usada em banhos após o parto. Pothomorphe peltata (L. gineceu com três estigmas. e não isoladas. diuréticas. como ocorre no gênero Piper. descrita a seguir. visto que no primeiro as inflorescências aparecem agrupadas. Dados da medicina tradicional A raiz amassada é usada externamente para o alívio da dor e coceira causadas pela picada de insetos.5). Catajé. é encontrada na Mata Atlântica e conhecida com os mesmos nomes. bainha desenvolvida. 1984). peitadas. essas diferenças ficam bem claras. O gênero Pothomorphe foi descrito por Friedrich Anton Wilhelm Miquel e significa "semelhante a Pothos". estomáquica.

. Os mesmos sinônimos apresentados para a espécie Pothomorphe peltata são atribuídos a essa espécie. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. antiinflamatório externo e interno. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. vermífugo. andróginas. fruto do tipo baga. flores sésseis. os mesmos usos atribuídos à infusão das raízes. Pothomorphe umbellata (L) Miq. ovado-arredondadas. 1984). as folhas são resolutivas e a raiz é estimulante do sistema linfático. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. com ápice agudo e nervação peltinérvea. no Mato Grosso a planta é utilizada como antible-norrágico. cordada. a planta toda fornece um suco útil contra queimaduras. lenitivo para "machucaduras" e queimaduras (Van den Berg. formando uma falsa umbela.7).Dados da medicina tradicional As folhas untadas e levadas indiretamente ao fogo devem ser usadas topicamente para diminuir inchaço. bainha desenvolvida. e ela recebe o nome de Pothomorphe umbellata pela característica da inflorescência (Figura 7. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica pelo nome de Caapeba. 1980). A única diferença macroscópica entre essa espécie e a anterior é que no primeiro caso as folhas são peitadas (Pothomorphe peltata) e nesta espécie as folhas são cordadas. minúsculas. Capeba ou Pariparoba. a população refere o uso externo da infusão das folhas para o alívio de dores musculares e o uso interno do macerado das folhas em água para tratar distúrbios hepáticos. diurético. desobstruente do fígado e do baço e útil contra infarto das vísceras abdominais (Corrêa. A raiz e as folhas são diuréticas e antigonorréicas. membranosas.

Das partes aéreas de P. Piper Das raízes de P. miristicina. acetato de bornila e os ácidos elaídico e linolênico (Garcia... De Peperomia japonica. além de apiol.. compostos de grande importância farmacológica. que representa 49% dos constituintes voláteis. foram isolados lignanas denominadas peperomina A. Pela importância do gênero Piper nos aspectos químico e farmacológico. marginatum foram isolados aril-propanóides. 1990). grifolina bisobolol. consideramos necessário apresentar os principais estudos realizados com suas espécies. 1978) e vários aril-propanóides no óleo essencial (Ramos et al. vulcanica e proctorionas de P. Das raízes de P. C... 1982). 2001). Mahiou et al. E. quinonas piperogalona. proctorii (Mbah et al. 1982). 1996). G. marginatum foi isolada a croweacina (De Oliveira Santos et al. 1997). 3-hidroxi-4.. Os alcalóides. Seeram et al. M.5-metilenedioxialilbenzeno e farneseno (De Diaz et al. (1995) isolaram piperogalina de Peperomia galioides. flavonóides (Tillequin et al. 1987) que também estão presentes em outras espécies deste gênero (dos Santos et al.Dados químicos Peperomia O composto com atividade antibacteriana obtido de Peperomia pellucida foi isolado como cristais incolores na forma de agulhas e elucidado como C-42N-230H (Bojo et al... monoterpenos. galopiperona e hidropiperona (Villegas et al. 2000). Os compostos descritos no óleo essencial de Peperomia subespatula foram safrol. B e C (Chen. ácidos graxos (Lima et al. Dos óleos essenciais de Peperomia rotundifolia foram isolados terpenos e sesquiterpenos (Joseph et al. et al.. et al. De Peperomia campylotropa foram isoladas safrol. marginatum foram isolados o ácido 3-farnesil4-hidroxibenzóico e um derivado metilado (Maxwell & Rampersad. 1994). 1988). indicada populamente como antitumoral. 2001). Cromonas foram isoladas de P.. sesquiterpenos. que também possui ácido grifólico.. 1988).. 1989) e peperomina D de Peperomia glabella (Delle Monache et al. são .. 2002.

sylvaticum (Banerji & Pal. Foram estudados os óleos essenciais de P sarmentosum (Likhitwitaywuid et al. Dados farmacológicos Peperomia Peperomia pellurída apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. 1986). aduncum (Smith & Kassim. 1977) e P.. 1984). hancei (Li et al. P. P peepuloides (Shah et al.. Achenbach et al.. longum (Dutta et al. P. Shoji et al.. Foram isolados diversos alcalóides em P. P. 1986) e P. P. 1968). 1977. Li & Han.. 1987). 1986). P. flavonas de P sylvaticum (Banerji & Das. flavonóides de P. 1983). hispidum (Vieira et al. 1987). 1985). hostmanianum (Diaz et al. betle (Rimando et al. futokadsura (Chang et al. 1981). 1987). Isolaram também neoglicanas de P. 1985).encontrados com freqüência nesse gênero. betle (Evans et al. piperina. aduncum e P.. piperlongumina. 1985) e P. chavicina e outros. isolada de Peperomia galioides apresentou atividade antiparasítica contra três espé- . tuberculatum (Braz Filho et al. lignanas de P. 1995).. P. Uma quinona... cubeba (Badheka et al. 1987). 1986... Tabuneng et al. 1983. peltata apresenta o derivado monomérico do catecol 4-nerolidylcatechol e três dímeros (peltatol A. 1982) e P clusti (Koul et al. P. com potencialidade de ser importante antibiótico de largo espectro. P. 1980) e P... hispidum (Burke & Nair. 1987). auritum (Ampofo et al.. 1979). piperidina. Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. methysticum (Smith. 1979). guineense (Cole. peltatol B e peltatol C) ativos contra HIV (Gustafson et al. Bacillus subtilis.. lancei (Han et al. Foi demonstrado também que P. 1980). 1986). 1992). galioides apresenta atividade contra Leishmania sp e Trypanosoma cruzi (Mahiou et al. retrofractum (Banerji et al.. P. sendo os principais piperlonguminina. 1986. jaborandi (San Martin... 1986) e flavonas de P.... 1981) e P. hispidum (Vieira et al. compostos fenólicos de P. Pothomorphe P. nigrum (Inatani et al. amalago (Dominguez et al.. hidropiperona.. 1986 e 1987). P.

enquanto o extrato hidroalcoólico de Peperomia pellucida. 1996). Arigoni-Blank et al. antifúngica (Lima. mas não promoveu migração de leucócitos na pleurisia induzida por carragenina. em doses que variaram de 0. 2001). 2001). 1994). O. 1996a).5 mg/kg) em ratos anestesiados promoveu hipertensão dose-dependente.. atuar como antialérgico e diminuir . 2002. H. também conhecida como Língua-de-sapo. M. O extrato metanólico de Peperomia flavamenta. 1992).. galioides e os compostos ácido grifóico. O.. 1996). provavelmente o efeito antiedematogênico do extrato está especialmente relacionado com seu constituinte vasoconstrictor (D'Angelo et al. 1996b). V. Villegas et al...1-0. A administração i. bloqueada com prazosin e ioimbina. Piper Foram caracterizadas para P. O extrato também apresentou pouco efeito analgésico no modelo de contorção abdominal. marginatum as propriedades antiagregadora plaquetária (Lemos. et al. analgésica e antiedemotogênica (Kham & Omoloso.1-1 g/kg. 1997). Diversas espécies do gênero apresentam importantes atividades farmacológicas. O extrato aquoso de P. L. salivação intensa.. cicatrizante (Saad et al. Substâncias de P.. hipotensora (Santos. marginatum administrado intraperitonealmente em ratos e camundongos. V. promoveu piloereçáo. H..v. lacrimejamento. Peperomia nivales e Peperomia galoide apresentou atividade antiedematogênica cicatrizante e antiulcerogênica (Lozano et al. Doses acima de 1g/kg promoveram depressão respiratória e morte.. analgésica (Da Silva et al. 1997). 1996). Aziba et al. et al. 2002. R. Assim. e atóxica (Saad et al. et al. Embora o extrato de P.. et al. longum foram capazes de proteger o animal do antígeno causador de broncoespasmo.. O extrato aquoso também reduziu edema da pata induzido por carragenina em ratos. 1994).. apresentou atividades diurética (Santos. não foi observada inibição da doença em camundongos tratados tanto oralmente como pela via subcutânea (Inchausti et al..cies de Leishmania (Mahiou et al. o extrato aquoso de Peperomia transparens apresentou propriedades natriurética e caliurética (Ribeiro. grifolina e piperogalina apresentem atividade leishmanicida in vitro. do extrato (0. R. et al.. 1997). E.. 1995).. V. antibacteriana. S. B. 1998. hipotensora (Siqueira et al. relaxamento muscular e dispnéia.

cincinnatoris. além de atuar impedindo a implantação de óvulos e como um abortivo precoce (Chandhoke et al. lindbergü e P.. Porém. Atualmente. inseticida com substâncias de P. por seus constituintes químicos. 1985). futokadsura atuam efetiva e especificamente como antagonistas do PAF (fator de agregação plaquetária).. 2002) e de indução de câncer mamário (Rao et al. 1979). 1986. Amorim et al. 1984. 1984). analgésica. As neoglicanas isoladas de P. mutagênica (Chen et al. também foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. 1988) e não apresenta atividade mutagênica e antimalárica (Felzenszwalb et al.. espasmolítica. betle apresentou atividades fungicida. 1985). Shen et al. P. anticonvulsivante... conhecida como Pariparoba. 1985). 1986 e 1988. e antiviral P. a degranulação. agindo como os anestésicos locais (Singh. P.. apresentou propriedades anestésica. 1985). Prakash.. methysticum também conhecida como kava-kava. 1978. 1991. A espécie P. 1988). 1984). 1987). 2002)... abutiloides. antioxidante (Choudhary & Kale. P. 1987. Efeito analgésico foi determinado nas espécies P. fungicida. peltata possui atividade analgésica (Pupo. esta última com potente atividade (Di Stasi. a liberação de beta-glucuronidase e as enzimas lisossomais induzidas pelo PAF (Han et al. larvicida (Mongelli et al. regnelli. 1986). A espécie P. Atividade depressora do Sistema Nervoso Central foi verificada com piperina de P... amalago (Pupo. gaudichandianum. 1976). De P.a freqüência e a intensidade dos ataques de asma (Dahanukar & Karandikar.. retrofactum (Woo et al. além de bloquear a transmissão neuromuscular. inibindo a agregação de plaquetas.. 1988). P. nematicida (Evans et al. 1988). e reduzir a acomodação visual (Garner & Klinger. 1983). 2002).. Di Stasi & Pupo. aduncum (Lohezic-Le et al. as kovalactonas isoladas desta espécie são responsáveis pelos efeitos ansiolíticos e antidepressivos.. Desmachelier et al. sua utlização crônica tem promovido hepatotoxicidade (Belia et al. O extrato metanólico das folhas apresentou ainda . 2002. lancei e P. Dahanukar et al. antiedematogênica dos extratos aquosos e alcoólico da planta (Amorim et al. 2002) e reduz a parasitemia por Plasmodium berghei em camundongo (Amorim et al. 1984). peltata.. Cairney et al. 2000). Pothomorphe A espécie P.. e aumentou o tempo de sono (Duve. nigrum (Miyakado et al.

analgésica. Moraes (1986) fez uma revisão da farmacognosia de P. além de atividade anti-HIV (Gustafson et al. Desmarchelier et al. 1996) e antimutogênica (Felzenswalb et al.... 2000). 1997. peltata também promoveu inibição parcial do crescimento de bactérias (Mongelli et al. 1995).. umbellata...Banco de imagens . umbellata... 1987).atividade protetora de DNA (Desmarchelier et al. 1992).1 . o que não foi observado na espécie P. Ramo florido (Desenhado por Di Stasi . Também foi detectada a atividade teratogênica no extrato aquoso das folhas de P.. antimalárica e antioxidante (Isobe et al. umbellata foram determinadas as atividades antimicrobiana. Miq. 2002. antiedematogênica. 1987). De P. P. O extrato etanólico das raízes de P. 1996). apresentou atividade antioxidante in vitro (Barros et al. de Ferreira da Cruz et al. peltata (Felzenswalb et al. FIGURA 7.Peperomia elongata. umbellata L.

Banco de imagens ). .2 .FIGURA 7.Piper cernnum: a) vista parcial da planta com as inflorescências. b) detalhe da inflorescência (Fotos: Alexandre Mariot .

.3 .FIGURA 7.Piper gaudichauditmum: a) escanerata do ramo com inflorescência. b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens ).

4 .Piper Ihotzkyanum: a) escanerata do ramo com as inflorescências em espiga. b) escanerata com detalhe da inflorescência e ápice da folha (Banco de imagens ). .FIGURA 7.

Ramo com inflorescência (Desenho original por Di Stasi Banco de imagens ).Piper marginatum.5 . .FIGURA 7.

Pothomorphe peltata.FIGURA 7.Banco de imagens . . Ramo florido mostrando a folha peitada e a inflorescência em forma de umbela (Desenho original por Di Stasi .. .6 .

Ramo com inflorescência mostrando a folha cordada (Banco de imagens ).inflorescências Folha cordada FIGURA 7. .Pothomorphe umbellata.7 .

Em ambos os levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas apenas espécies da família Menispermaceae. das quais devemos destacar Menispermaceae. todas sem importância do ponto de vista de espécies de valor medicinal e com distribuição e ocorrência no Brasil. famílias com várias espécies de valor medicinal e com algumas de grande importância farmacológica. foram obtidos. Berberidaceae. Hiruma-Lima C.8 Ranunculales medicinais L. como a morfina e outros derivados opióides. o famoso Ópio. arbustos escandentes e . de onde inúmeros compostos importantes e de grande valor na medicina. Di Stasi C. nos quais se distribuem aproximadamente 450 espécies tropicais e algumas raras de climas temperados. Guimarães Introdução A ordem Ranunculales compreende nove famílias botânicas distintas. M. Outras famílias dessa ordem são Fumariaceae. como é o caso da Papaver somniferum. Ranuculaceae e Papaveraceae. A família Menispermaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 72 gêneros. Santos E. Sabiaceae. Pteridophyllaceae. M. algumas lianas. Circaeasteraceae e Lardizabalaceae. C. A.

flores masculinas e femininas com seis sépalas e apétalas. imene.1). 1997). são consideradas muito tóxicas. típica da aldeia tenharins. fruto do tipo drupa. trata-se de uma espécie do gênero Cissampelos e que não foi completamente identificada. Dados da medicina tradicional A casca do tronco. também denominada de Abutua. Dados botânicos Planta perene. é considerada útil como cicatrizante e antiinflamatório. Nessa família.raramente árvores ou ervas (Mabberley. destacam-se os gêneros Cissampelos e Abuta com grande número de espécies medicinais. utilizadas por índios do Norte do país. folhas alternas e pecioladas. rufescens e A. Outras espécies desse gênero são conhecidas principalmente por Abutua ou Bútua. onde muitas das quais são usadas popularmente como medicamento. tais como A. da Mata Atlântica. com contorno oblongo (Figura 8. foi referida como planta antiinflamatória. constituída de cipós lenhosos com caule de estrutura anômala. Uma delas. onde a planta foi referida como medicinal. aplicada no local lesado e/ou ingerida. Espécies medicinais Abuta sabdwithiana Krukoff & Barnaby Nomes populares Na região amazônica. 1996). a espécie é chamada de Abuta. com ampla distribuição na América do Sul. assim como . Outra denominação é Iroba. O gênero Abuta descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé Aublet inclui aproximadamente 35 espécies tropicais (Evans. flores masculinas reunidas em inflorescências paniculiformes multifloras e flores femininas em inflorescências racemosas. Espécies do gênero Abuta. O nome do gênero Abuta tem origem na linguagem popular da Guiana. no entanto. raspada e misturada com água.

espécies do gênero Strychnos, que são usadas no preparo de um veneno que se aplica na ponta das flechas para caça (Hoehne, 1939). Várias espécies desse gênero são utilizadas no preparo de medicamentos tradicionais como anticoncepcionais (Mabberley, 1997).

Dados químicos das espécies
De A. sabdwithiana foram isolados sitosterol e éster alifáticos (Corrêa et al., 1977) e os alcalóides palmitina e xylopina (Nagem et al., 1993). Foram isolados dos caules de A. pahni, e identificados por métodos espectroscópicos, alcalóides do grupo da ísoquinolina. Três dos alcalóides bis-benzilisoquinolinas foram caracterizados como 2-N-nordaurisolina, 2-N-metillindoldamina e 2'-N-metil-lindoldamina. Os demais alcalóides foram: coclaurina, daurisolina, lindoldamina, di-metil-lindoldamina, esteparina e talifolina (Dute et al., 1987). De A. grisebachii já foram identificados os alcalóides da família bis-benzil-isoquinolina denominados grisabina, grisabutina, peinamina, 7-O-di-metil-peinamina, N-metil-7-O-di-metilpeinamina, macolidina e macolina (Ahmad & Cava, 1977; Galeffi et ai., 1977). De A. panurensis foram identificadas as presenças dos alcalóides panurensina e norpanurensina (Cava et ai., 1975), de A. rufescens, a esplendina (Skiles et ai., 1979) e de A bullatta, asaulatina (Hocquemiller et al., 1984). De A. velutina foram isolados o esteróide abutasterona (Pinheiro et al., 1983), os triterpenóides taraxerol e taraxerona e os alcalóides imerubina e imelutina (Pinheiro et al., 1984). De A. rufescens e A. pahni foram isolados diversos alcalóides (Dute et al., 1987; Skiles et al., 1979).

Dados farmacológicos das espécies
Estudos recentes demonstram que decocção de A. grandifolia inibiu parcialmente o desenvolvimento de Pseudomonas aeruginosa e de Mycobacterium gordonae, indicando a importância dessa espécie como agente antimicrobiano (Mongelli et al., 1995). Esta mesma espécie também apresentou atividade inseticida significativa contra Aedes aegypti (Ciccia et ai., 2000) e atividade antiplasmodial atribuídas aos alcalóides krukovina e limacina (Steele et al., 1999). Estudos com a infusão da espécie A. grandiflora demonstraram a ausência de citotoxicidade (Desmarchelier et al., 1996).

Dados toxicológicos das espécies
A utilização dessa espécie como medicamento tradicional ou fitoterápico, especialmente considerando-se os dados populares de toxicidade, é restrita, em razão do pequeno número de informações que garantam uso seguro. Essa restrição torna-se maior pelo fato de que os medicamentos tradicionais preparados com essa espécie na região amazônica não se caracterizam por uso disseminado e poucas informações estão disponíveis. Entretanto, esse aspecto torna a espécie interessante para a realização de novos estudos como fonte de substâncias ativas, especialmente aquelas com atividade antiinflamatória e cicatrizante.

FIGURA 8.1 - Abuta sabdwhhiana. Detalhe do ramo vegetativo (Desenho original por Di Stasi - Banco de imagens -

Seção 2
Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

9
Caryophyllales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. A. Hiruma-Lima

A ordem Caryophyllales, mais as ordens Polygonales (inclui a família Polygonaceae) e Plumbaginales (inclui a família Plumbaginaceae), formam a pequena subclasse Caryophyllidae. A ordem Caryophyllales também é conhecida pela denominação Centrospermae e inclui um grande número de espécies medicinais com distribuição e ocorrência na região amazônica. Nessa ordem de espécies vegetais estão incluídas quinze distintas famílias botânicas, das quais as mais importantes e com grande ocorrência no Brasil são Caryophyllaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae, Cactaceae e Portulacaceae. Das espécies referidas nas regiões de estudo (Amazônia e Mata Atlântica) como medicinais e aqui registradas, encontram-se indivíduos que pertencem às famílias Amaranthaceae, Cactaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae e Portulacaceae, as quais serão discutidas mais adiante. No entanto, outras espécies dessa ordem são importantes como medicinais e devem ser aqui registradas, especialmente a Chenopodium ambrosioides da família Chenopodiaceae, amplamente conhecida e usada no Brasil como uma importante espécie medicinal com amplo espectro de usos populares. Essa espécie foi referida no levanta-

mento realizado na Mata Atlântica, ao lado de outras espécies das famílias Portulacaceae e Nyctaginaceae.

Espécies medicinais da família Amaranthaceae

Introdução
A família Amaranthaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales, subclasse Caryophyllidae, inclui 71 gêneros, com aproximadamente novecentas espécies tropicais ou subtropicais e poucas de clima temperado (Mabberley, 1997). A maioria das espécies é herbácea, mas alguns arbustos e trepadeiras são descritos na família, raramente ocorrem árvores. Os gêneros mais importantes dessa família são Amaranthus e Ptilotus (Amarantheae - Amaranthoideae), Celosia (Celosiae - Amaranthoideae), Gomphrena, Iresine, Alternanthera e Pfaffia (Gomphreneae - Gomphrenoideae) e Pseudoplantago (Pseudoplantageae Gomphrenoideae). No Brasil ocorrem doze gêneros e aproximadamente noventa espécies, destacando-se, pelo seu valor medicinal, várias espécies dos gêneros Celosia e Amaranthus descritos por Carl Linnaeus, e Pfaffia e Gomphrena, por Carl Martius. Muitas dessas espécies também são amplamente utilizadas como ornamentais, especialmente as do gênero Celosia. Outras espécies, do gênero Alternanthera, são amplamente distribuídas no Brasil e consideradas ervas daninhas, tais como A. ficoidea, A. amabilis, A. spectabilis e A. versicolor, mas algumas também são consideradas medicinais e outras, tóxicas. O gênero Pfaffia inclui uma espécie muito utilizada no Brasil como medicamento, a Pfaffia paniculata, que não é referida nas regiões em estudo.

Espécies medicinais

Alternanthera brasiliana (L) Kuntze e Alternanthera micrantha Domin.
Nomes populares

Para a espécie A. brasiliana, Emenda é o nome popular mais utilizado na região de amazônica; no entanto, as denominações Corrente, Abranda e Perpétua são também muito utilizadas popularmente e referem-se à mesma espécie. Em outras regiões do país a espécie é conhecida ainda como Correnteroxa, Perpétua-do-brasil, Caaponga, Ervanço, Carrapichinho, Terramicina, Penicilina, Argentina e Carrapichinho-do-mato. Para a espécie A. micrantha, Abranda é o nome popular utilizado na região. A população, muitas vezes, utiliza ambos os nomes populares de forma indiscriminada para ambas as espécies, mesmo considerando os distintos usos terapêuticos.
Dados botânicos

Alternanthera brasiliana é uma planta herbácea, perene, rasteira, com caule esverdeado; as folhas são simples, opostas, sésseis, de ápice agudo ou pouco acuminado e base atenuada nitidamente pilosa; a inflorescência é formada por espigas pedunculadas, multiflora, contendo flores em glomérulos alongados, hermafroditas, com duas brácteas subiguais, cobertas por cinco tépalas, com cinco estames alternados; o ovário é unilocular e uniovulado; o fruto é utrículo, indeiscente e unisseminado, envolvido por duas brácteas lanceoladas. O gênero Alternanthera inclui aproximadamente cem espécies tropicais e temperadas, distribuídas especialmente na América do Sul. O nome do gênero Alternanthera, descrito por Carl Linnaeus, significa "Anteras alternadas".
Dados da medicina tradicional

Para a espécie A. brasiliana a população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarréia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a

decocção das folhas em grande quantidade é usada internamente em caso de derrame cerebral; o banho preparado com as folhas é utilizado para "deslocamento de osso". Para a espécie A. micrantha, a população utiliza-se da infusão das flores contra diarréias fortes e hemorróidas. Refere-se popularmente, ainda, que essa infusão não deve ser utilizada topicamente contra hemorróidas, apenas internamente. Outras indicações incluem o uso do chá de todas as partes da planta para hemorróidas (Amorozo & Gély, 1988). Não foram referidos usos medicinais na região da Mata Atlântica para nenhuma espécie desse gênero.

Ce/os/a argentea L. var. crisfata
Nomes populares

Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Crista-de-galo; no entanto, vários sinônimos são usados, tais como Crista-de-galo plumosa, Celósia plumosa, Amaranto branco, Celósia branca, Suspiro e Veludo branco.
Dados botânicos

Celosia argentea é uma planta herbácea, anual, ereta, glabra, atingindo até 1 m de altura; possui um caule suculento com folhas sésseis, alternas, pecioladas, linear-lanceoladas de ápice acuminado, sem estipulas; as flores são pequenas, não vistosas, reunidas em inflorescências do tipo espiga ou panícula terminal, densamente ramificadas, podendo apresentar-se nas cores vermelha, vermelha-roxa, amarela ou branca; as flores possuem brácteas e bracteolas lanceoladas, acuminadas; as sépalas são lanceoladas e agudas; os estames estão reunidos na base; possui de quatro a oito sementes lenticulares, pontuadas e pretas (Figura 9.1). Essa variedade, também denominada Celosia cristata, é um derivado tetraplóide da Celosia argentea com plumas de várias cores (amarela, vermelha, roxa). O nome do gênero Celosia, descrito originalmente por Carl Linnaeus, vem de kéleos = "queimado", referindo-se ao aspecto geral das inflorescências. Esse gênero inclui aproxi-

madamente 45 espécies tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na América do Sul e na África. Essa espécie também é encontrada na região do Vale do Ribeira, mas não foi referida como medicinal nas entrevistas realizadas nessa região.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá das flores é usado internamente contra gripe e rouquidão, e para esse segundo sintoma é comum o preparo de um chá bastante adocicado. Corrêa (1984) relata o emprego das sementes como antiescorbútico, anti-helmíntico e antidiarréico. O uso de espécies desse gênero, tais como C. trigyna e C. antihelminthica, é muito comum contra helmintos intestinais, especialmente contra Taenia (Hoehne, 1939). O uso de C. trigyna contra helmintos é extremamente comum e disseminado por diversos países da África (Watt & Breyer-Brandwijk, 1962).

Gomphrena globosa L
Nomes populares

Essa espécie, assim como outras da mesma família botânica, é conhecida popularmente na Amazônia como Perpétua. Em outras regiões, é também conhecida como Amaranto globoso e Gonfrena.
Dados botânicos

Gomphrena globosa é uma planta herbácea anual com até 1 m de altura; possui um talo ereto e pubescente, com ramos abundantes e curtos, opostos; as folhas são simples, opostas, elíptico-lanceoladas e pilosas; as flores se apresentam reunidas em inflorescências capitulares nas cores roxa ou rosada (Figura 9.2). Provavelmente originária da América tropical, mas também encontrada no sul da Ásia e com ampla distribuição na América do Sul. O gênero Gomphrena inclui aproximadamente 120 espécies tropicais e subtropicais, especialmente nativas da América e da Austrália. O nome do

gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius significa "escrever, pintar", relativo à folha variegada de grande parte das espécies desse gênero.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a infusão das flores é usada externamente no tratamento de hemorróidas, ao passo que o uso interno dessa infusão é referido como excelente no alívio da "palpitação" no coração. Outros usos incluem a fervura de todas as partes da planta, usada internamente, no caso de hemorragias fortes, especialmente em hemorragias menstruais (Guerrero, 1994).

Dados químicos dos gêneros Ce/os/a, Gomphrena e Alternanthera
Celosia argentea possui triterpenóides (raiz e sementes), sucrose (raiz) e flavonóides (folhas e caule), além de um importante polissacarídeo denominado celosina (Shah et al., 1993; Hase et al., 1996 e 1997; Schliema et al., 2001). A espécie também possuí dois raros isoflavonóides (Jong et al., 1995), lipídios, esteróis e ácidos (Mehta et al., 1981; Opute, 1980; Behari & Shri, 1986), várias isoflavonas (Jong & Hwang, 1995) e peptídios bicíclicos (Kobayashi et al., 2001; Morita et al., 2000). As sementes de treze linhagens de Celosia referentes a quatro espécies (C. argentea, C. cristata, C. plumosa e C. whileii) possuem proteínas, gordura e ácidos graxos, especificamente o ácido palmítico, oléico e linoléico (Prakash et al., 1992). Cinco espécies de Celosia foram analisadas quanto à composição nutricional e possuem vitamina C, carotenóides, proteínas e fatores antinutricionais, nitrato e oxalato (Prakash et al., 1995). Estudos farmacognósticos realizados com Gomphrena globosa confirmam a presença de flavonóides, saponinas e taninos nas flores; flavonóides, saponinas, sesquiterpenolactonas, taninos e triterpenos nas folhas e saponinas na raiz (Guerrero, 1994). De Alternanthera brasiliana foram caracterizadas as presenças de esteróides e terpenos (Macedo et al., 1999). Da espécie A. pungens foram isolados o

ácido oleanólico e uma sapogenina (De Ruiz et al., 1991), além de alfa-pineno (7,40%), canfeno (4,21%), beta-pineno (6,42%), mirceno (3,61%), p-cimeno (4,29%), limoneno (3,52%), beta-ocimeno (2,35%), 1,8-cineol (6,28%), alfatujeno (3,62%), alfa-borneol (4,46%), alfa-curcumeno (2,36%), cânfora (5,52%), bornil acetato (3,82%), alfa-terpinoleno (5,38%), linalol (6,29%), geraniol (7,42%), alfa-terpineol (3,82%), elemol acetato (6,14%), eudesmol (5,38%) e azuleno (3,16%) (Gupta & Saxena, 1987). Dos frutos dessa espécie também foram isolados antraquinonas e glicosídeos, além de heterosídeos, ácido oleanólico, b-sitosterol, amônias quaternárias, colina e acetilcolina. Lipídios neutros, fosfolipídios, glicolipídios e tocoferol foram determinados em A. sessilis por Sridhar & Lakshiminarayana (1993), além de ácido oleanólico e açúcares como glucose e ramnose (Kapundu et al., 1986). Uma C-flavona glicosilada denominada alternantina foi isolada de A. philoxeroides (Zhou et al., 1988). Estudos farmacognósticos demonstram a presença de taninos, sesquiterpenolactonas, esteróides e triterpenos em Alternathera sp, conhecida popularmente como Sanguinária (Guerrero, 1994).

Dados farmacológicos dos gêneros Alternanthera, Celosia e Gomphrena
Flavonóides das folhas e caule de C. argentea e o extrato alcoólico de folhas dessa espécie têm sido estudados pela ação antibacteriana e as sementes, pela atividade diurética em voluntários e ratos albinos (Shah et al., 1993). Esta espécie também possui propriedade antimetastática, imunomoduladora (Hayakawa et al., 1998), antidiabética (Vitrichelvan et al., 2002) e antimetótico atribuído à presença de peptídios tricíclícos (Morita et al., 2000; Kobayashi et al., 2001). O extrato de Celosia argentea, administrado intraperitonialmente, apresentou uma marcante supressão na produção de IgE anti-DNP em camundongos, mas não afetou a de IgG. Esses resultados sugerem que esse extrato, futuramente, poderá ser útil para a supressão de anticorpos IgE em certas desordens alérgicas (Imaoka et al., 1994). Celosina, um polissacarídeo isolado do extrato aquoso das sementes de Celosia argentea, apresentou um efeito hepatoprotetor, por inibir diversos

além da produção de interleucinas-1-beta (IL1-beta) e óxido nítrico em macrófagos em concentração dose-dependente. GOT. Com outras espécies do gênero Alternanthera verificou-se que extratos do fruto de A. Esses dados sugerem que essa substância química é um ativo componente protetor dose-dependente contra hepatites químicas e imunológicas (Hase et al. 1987).. porém.. talos e flores são extremamente tóxicos para peixes (Guerrero.. 1996. argentea. Não foram observadas.. Gomes et al. Estudos com Alternathera brasiliana permitiram constatar as seguintes propriedades: inibidor da proliferação de linfócitos humanos (Bento et ai.. tais como os níveis das enzimas plasmáticas (GPT. M. ainda. 1994). B. Além disso. 1993). Verificou-se ainda que essa espécie é capaz de aglutinar hemácias em felinos. raízes. Farias. 1997).. J. Induziu.. Uma loção contendo C. 1996a e 1996b).parâmetros alterados pela ação de tetracloreto de carbono. Brochado et al. 1996. 1998. et al. 1996). 1993. 1996). 1997. et al. as propriedades antibacterianas da planta (Schlemper et al.. Celosina também induziu a produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alpha) em camundongos. Estudos realizados com extratos etanólicos de raiz de Gomphrena globosa apresentaram atividade antibacteriana. a secreção de IL-1-beta em células mononucleares humanas e aumentou a produtividade de gama interferon junto à concavalina A em células de baço de camundongos.. 1997). assim como se confirmou que extratos aquosos e etanólicos de folhas. o efeito sobre a peroxidase lipídica (Hase et al. L. D. B. 1996 e 1998). Farias. antiviral (Brochado et al. et al. relaxante (Araújo et al. 1994) e depressora do SNC (Kern et al. 1997)..... Loureiro et al. 1997).. Esses resultados indicam que celosina é um agente imunoestimulante do efeito anti-hepatotóxico (Hase et al. pungens apresentaram atividade purgativa dose-dependente . mas essa ação pode ser inibida pelo soro humano (Lim & Gook. in vitro. D. Amaranthus tricolor (também da família Amaranthaceae) e outras plantas foi usada para o tratamento de dermatites atópicas (Mitsuyama & Yoshino. Kern et al. O tratamento feito com folhas secas e frescas de Celosia trigyna mostrou-se muito efetivo como anti-helmíntico (Audu. LDH) e o nível de bilirrubina. analgésica (Macedo et ai.. celosian reduziu a mortalidade por hepatite induzida por Dgalactosamina em camundongos e. L. 1997) antiinflamatória e atóxica (Souza. 1996). 1999.

.. et al. confirmados para inúmeras espécies dessa família. et al. De Ruiz et al. Do extrato de A. porém.. hemorragias. sobretudo contra helmintos. 1986. assim como sugere a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem a eficácia dessas espécies em diversas atividades farmacológicas e sua toxicidade. Diversos estudos foram desenvolvidos sobre a atividade antiviral de Alternanthera philoxeroides (Niu. O uso das espécies contra helmintos. Zhang et al. sessilis foi detectada atividade antiulcerogênica (Wang et al. 1996. A ação anticarcinogènica de folhas de Alternanthera sp não foi efetiva para inibir o desenvolvimento de carcinomas implantados no estômago de camundongos (Aruna & Sivaramakrishnan... Espécies medicinais da família Cactaceae Introdução A família Cactaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales. B. Yang et al. aliado aos dados de toxicidade em peixes. S. 1993). 1992). mas com inúmeras outras da mesma família botânica.. 1998). inclui . pungens possui atividade estimulante direta sobre o sistema gastrointestinal.. provavelmente por ação sobre receptores colinérgicos (Garcia.quando administrados oralmente em camundongos (Calderon et al. Observações de uso Há uma grande concordância nos usos populares das diversas espécies. 1995). Extrato aquoso de A. requer cuidados por parte da população.. subclasse Caryophyllidae. 1972). não apenas com as espécies citadas. A atividade antidiarréica foi estudada em camundongos em que o extrato metanólico de Alternanthera repens foi mais efetivo (Zavala et al. 1996). especialmente em uso crônico. 1988. em doses terapêuticas também foram observadas ligeiras deformações das células hepáticas (Qu. Estudos mais recentes demonstram uma redução na taxa de mortalidade de animais infectados com vírus da febre hemorrágica. 1989). C.

de hábito variável e geralmente espinhosas. . embora várias espécies possam ser encontradas na África. Em outras regiões do país recebe os nomes de Cacto-rosa e Quiabento. 1997). que também inclui espécies medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal da espécie Pereskia grandiflora. As espécies no Brasil podem ser divididas em dois grupos distintos: as encontradas na região Nordeste (com afinidades com as Cactaceae de origem norte-americana) e as cactáceas comuns das regiões Sudeste e Sul do país. que inclui a espécie Pereskia grandiflora. Em ambos os casos. suculentas. Cereus e Melocactus (Cactoideae). todas com metabolismo adaptado à produção de ácidos orgânicos e usualmente produzindo alcalóides e betalaínas. Os gêneros mais importantes dessa família são: • Pereskia (Pereskioideae). • Cactus. com afinidade com as cactáceas de origem andina (Barrozo. Segundo Joly (1998). mas amplamente comercializadas como espécies ornamentais. usada na Amazônia como medicinal e descrita a seguir. a família reúne 170 gêneros de distribuição restrita às Américas. com aproximadamente 1. com aproximadamente 160 espécies distribuídas em todas as regiões (Barrozo. A família inclui árvores xeromórficas comumente com caules suculentos e algumas epífitas. enquanto na região do Vale do Ribeira nenhuma espécie dessa família foi referida como medicinal. 1978). 1978).97 gêneros. são espécies perenes. No Brasil ocorrem 32 gêneros. • Opuntia (Opuntioideae). reconhecidas popularmente como espécies comuns de caatinga.400 espécies (Mabberley. Espécies medicinais Pereskia grandiflora Haworth Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sangue-de-cristo.

1990). galactopiranose. A espécie é originária da Argentina. cresce em matas e em restingas. além de heteropolissacarídeos. galactose. arabinose. Peiresc. Dados da medicina tradicional A decocção de qualquer parte da planta é usada internamente como analgésico. sendo uma planta arbustiva ou arbórea com até 6 m de altura. glucurônico e seus metil ésteres. além de galactose. com numerosas sementes lenticulares aplanadas e obovadas. 1987).. 1986). sendo uma homenagem ao professor N. em altitudes e também no nível do mar. numerosos acúleos. galactose. O gênero Pereskia é o único dessa família em que as folhas são desenvolvidas e não são suculentas. fruto do tipo baga glabra.. muito ramificada e com ramos e caule cilíndrico. arabinofuranose. Das folhas de P. antitérmico e contra gripes e resfriados. A goma de P. C. 1994). . Dados químicos e farmacológicos do gênero De Pereskia grandifolia foram isolados sucrose. ácido galactopiranosilurônico. folhas subpecioladas. É uma espécie apreciada como ornamental pelas abundantes flores rosas. ramnopiranose e glucopiranose (Sierakowski et al. O nome do gênero Pereskia foi revisado por Phil Miller. flores rosas com anteras amarelas e inodoras. sendo amplamente usada e comecializada como cerca viva.Dados botânicos É uma planta terrestre arbustiva ascendente por meio de espinhos que lhe servem como garras. oblongas e acuminadas com base atenuada. Não foram encontradas outras referências populares sobre a espécie. lenhoso. aculeata caracterizou-se a presença de arabinose. F. dispostas em rácimos terminais. glucose. ramnose e ácido galacturônico (Sierakowski et al.. xilose e ramnose (De Pinto et al. arabinopiranose. fructose e arabinose (Carvalho & Dietrich. guamacho possui ácidos galacturônico. obovóide.

1978).Espécies medicinais da família Portulacaceae Introdução A família Portulacaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 32 gêneros. muitas delas suculentas (Mabberley. usada como alimento e medicamento em quase todo o território brasileiro. arbustos e ervas. O principal gênero é o Portulaca. Portulaca oleracea. nos quais estão compreendidas aproximadamente 380 espécies cosmopolitas espontâneas. sendo algumas pequenas árvores. e 33 espécies (Barrozo. 1997). Talinum e Portulaca. . No Brasil ocorrem apenas dois gêneros. no qual se encontra uma espécie cosmopolita de grande ocorrência no Brasil. sendo uma espécie referida como medicinal nas duas regiões em que foram realizados os estudos aqui descritos.

que são cultivadas em vários países como alimento cru ou cozido. referindo-se às propriedades purgativas da planta. folhas pequenas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. diminutivo de "porta". O suco das folhas é usado internamente contra úlceras e dores de barriga. a decocção das partes aéreas é utilizada como diurético. vermífugos e úteis para combater problemas hepáticos. fruto capsular obovóide. pequenas. Na região da Mata Atlântica. sésseis. e a maioria é de ervas suculentas anuais. as partes aéreas cruas são usadas. obovadas. Bodroega. enquanto as folhas frescas são mastigadas e deglutidas para as mesmas finalidades. Berduega e Veduega. flores amarelas. Corrêa (1984) refere que o caule e as folhas da planta são diuréticos. sendo uma planta muito comum e de fácil desenvolvimento em todo o Brasil. cólicas renais e . pequenas. axilares ou terminais. Dados botânicos É uma erva de caule curto. o uso tópico da decocção é considerado excelente para aliviar a dor de queimaduras. febrífugo e contra parasitas intestinais e cólicas renais. O nome do gênero Portulaca deriva de portula. dadas sua rusticidade e resistência à seca. mas algumas variações de nome popular são usadas. outros usos são atribuídos à espécie. O gênero Portulaca descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies tropicais. Nomes populares A planta é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Beldroega. A espécie é usada desde os tempos mais remotos. especialmente em Portugal e na Alemanha.Espécies medicinais Portulaca oleraceae L. arroxeado e suculento. tais como Verduega. como alimento. na forma de salada. planas e suculentas. Inclui três variedades principais.

emenagoga e eficaz contra erisipela. glabros e suculentos. estomáquica. emoliente. A infusão das folhas com casca de caju (Anacardium occidentale) é usada na forma de banho de assento para tratar hemorróidas. roxas ou avermelhadas dispostas em fascículos no ápice de cada um dos ramos. Também conhecida como Beldroega. pilosas. sendo também usada localmente para "carne crescida no olho". O macerado das folhas em água é usado externamente contra qualquer tipo de ferida. sendo uma planta muito variável e encontrada em todo o território brasileiro. Dados da medicina tradicional A decocção das partes aéreas é usada contra erisipelas e febres. Corrêa (1984) refere ainda que a planta é considerada tônica. pequenas. cicatrizante externa. A infusão de folhas com broto de goiaba (Psidium guajava) é indicada contra diarréias graves. as sementes passam por diuréticos. A infusão das folhas com as de graviola e jambu (Spilanthes acmella) é considerada excelente para problemas do fígado. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Amor crescido. As folhas dessa planta também são comestíveis. amarga. como as da beldroega. Caaponga. lanceoladas. O sumo das folhas cruas é usado internamente para diminuir cólicas menstruais e corrimento vaginal. flores amarelas. Dados botânicos É uma erva prostrada de caules cilíndricos. Portulaca pilosa L. vulnerária. A infusão das folhas misturada com alfazema serve para tratar cólicas renais. .afecções da vista. Perrexi e Alecrim-desão-josé. além de seu uso na cura das queimaduras e das úlceras de todos os tipos. emenagogos e vermífugos. A infusão das folhas é utilizada para retenção urinaria. diurética. de onde saem folhas alternas.

pilosanol A. málico. 1990). isolados das raízes de P. jewenol A e jewenol B (Ohsaki et al. ascórbico.0 undecano) de R pilosa (Ohsaki et ai. tais como o diterpenóide pilosanona C (que possui esqueleto biciclo 5.. 1991). ácido linoléico e ácido palmítico.. (1991) detectaram de R oleracea 3. 1996). Foram isolados diversos triterpenóides em outras espécies do gênero Portulaca. 22:6ômega-3. Schneider & Kubelka (1990) caracterizaram a presença do ácido graxo ômega-3 (Omara-Alwala. 1996). 1991..5% de lipídios. e determinado que a tirosina é importante precursor do pigmento betalaína nas pétalas de espécies de Portulaca (Kishima et ai. B e C. carboidratos. 1995. beta-caroteno e glutation (Simopoulos et al. além dos ácidos graxos do tipo ácido linolênico. portulacaxantina II e portulacaxantina III (Trezzini & Zryd. dentre os quais 18:3-ômega-3. Das outras espécies do gênero foram ainda isolados outros diterpenóides clerodânicos (Ohsaki et al. dos quais 25% são ácidos graxos livres e 19% são esteróis. cálcio. sendo o último composto um glicosídeo. campesterol e stigmasterol. Foram também isoladas duas betaxantinas de flores de R grandiflora. 1994). pilosa (Ohsaki et al. 1995b). oleracea de proteínas.... oleracea apresenta um glicosídeo monoterpênico denominado portulosídeo A. butirospermol. como sitosterol.. Observou-se a presença de triterpenos beta-amirina. 24-metilene-24dihidroparkeol e 24-metilenecicloartanol. cycloartenol. 1986) e os diterpenos trans-clerodânicos. Boehm & Boehm.. Detectou-se a presença dos ácidos cítrico. parkeol. 1991). P. 1991). ferro. . malônico. Também foram realizados estudos quantitativos da composição química de P. Simopoulos et ai. 1991) e uma mucilagem viscosa formada por um complexo polissacarídeo (Wenzel et ai.. succínico. hidrocarbonos e alfa-tocoferol. 1992). 20:5-ômega-3 22:5-ômega-3. ácido ascórbico. além da presença de antioxidantes alfa-tocoferol.. fósforo. manganês. potássio e cobre (Mohamed & Hussein. 1988). 1996). sintetizado a partir de linalol (Sakai et ai. 18:2-ômega-6 e 18:l-ômega-9 (Ornara Alwala et al. três diterpenóides transclerodânicos. fumárico e acético (Gao & Liu.. ao passo que das suas sementes foram caracterizadas as presenças de ácido linoléico e ácido linolênico (Liu et ai. Boschelle et ai. 1992).Dados químicos Foram determinados diferentes ácidos graxos ômega-3 em folhas de R oleracea.4..

oleracea. Rocha et al. 1996). P.. 1989). 1993). encontrado por Rocha et al. 1995). (1994). mas com o cálcio extracelular (Okwuasaba et al. porém não foi observada atividade analgésica (Poli et ai. De P. 1987). 1985) relaxante muscular.. 1994). 1987). 1993. 1989). O extrato hidroalcoólico de P pillosa também apresentou atividade espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. dentre outras espécies.. 1989b) e hipotensora (Poli et al. sem alterar a diurese. 1989. suffruticosa foram isolados n-hentriacontano. 1989). reduziu atividade motora (Radhakresharan et al. apresentou atividade hipoglicemiante.. quando se observou um relaxamento muscular que não está relacionado com a liberação intracelular de cálcio. diurética (Rocha et al. foram isolados também diterpenos clerodânicos (Boehm & Boehm. 1994). além de antipirética e antiinflamatória (Poli et al.. Essas atividades podem esclarecer o efeito renal de aumento da excreção de potássio. grandiflora foi isolado o diterpeno portulal (Ohsaki et al. . 1995a) e outro diterpenóide clerodânico (Ohsaki et al. O extrato aquoso das partes aéreas de P pilosa apresentou atividades espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. em parte decorrente da grande quantidade de íons K+. stigmasterol. oleracea foi investigado in vitro. aumentando a concentração de insulina sérica em ratos com diabetes mellitus (tipo II) experimentalmente induzida (Eskander & Jun.... 1997). Habtemariam et al.. lupeol... O extrato hidroalcoólico de P oleracea apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al.. O extrato de P. n-hexacosanol. o que confere qualitativamente uma ação do tipo dos sais de potássio (Parry et al. grandiflora Hook. beta-D-glucosídeo e quercetina-3-ramnosídeo (Joshi et al. n-triacontano... beta-sitosterol. Dados farmacológicos O extrato aquoso de P oleracea apresentou atividade relaxante de músculo esquelético..De P.. enquanto das partes aéreas de P. 1989). 2001) e não foi observada atividade antiulcerogênica (Costa et al.

ervas anuais ou perenes e. raramente. sendo no Brasil encontradas espécies subespontâneas (Barrozo. Ex Stend.Espécies medicinais da família Chenopodiaceae Introdução A família Chenopodiaceae descrita por Walter Vent compreende 1. Erva-das-lombrigas. Trata-se de uma espécie com usos pré-históricos. que pode atingir até 1. referida como uma das plantas usadas no embalsamamento de cadáveres. Spinaceae. Lombrigueira.5 m. Erva-das-cobras. Também é chamada de Ambrósia. No entanto. A família se subdivide em quatro subfamílias. Salicornia. Caacica. Espécies medicinais Chenopodium ombrosioides Bert. Erva vomiqueira. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Erva-de-santa-maria. oblongas denteadas. Menstruço. ramos folhosos verdes com folhas alternas. sendo uma planta extremamente . pequenas árvores. Mentrasto e Mentrusto. Anserina vermífuga. em que podemos destacar o gênero Chenopodium como o principal. até espécies bem aclimatadas em áreas tropicais. Dados botânicos A planta é uma erva cosmopolita. 1997). 1978). Salsola e Atriplex. caule ereto e glabro. Inclui arbustos.300 espécies cosmopolitas d de áreas de deserto e semidesértica (Mabberley. flores agrupadas em inflorescências glomerulares com muitas flores pequenas amarelo-esverdeadas. são encontradas no Brasil espécies dos gêneros Beta. extremamente ramificado. todos de pequena importância como fonte de espécies medicinais.

a maioria de ervas. destaca-se aqui a importância da espécie como vermífugo. amplamente disseminado nas zonas rurais. extremamente útil para afugentar pulgas. ao passo que a infusão das folhas é usada. Além desse uso.vulgar no Brasil e de ocorrência em todo o território nacional. internamente. Corrêa (1984) refere dezenas de usos medicinais dessa espécie. Melito et al.. dor ciática e parasitas intestinais e. Outro uso disseminado em todo o Brasil e reconhecidamente de grande valor é como inseticida doméstico. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. percevejos. O nome do gênero Chenopodium significa "péde-ganso". a espécie é também empregada como estomáquica e digestiva e. sendo especialmente útil como vermífugo de animais. O gênero Chenopodium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cem espécies.. incluindo a Amazônia. Godano et al. referindo-se às folhas lobadas. uso disseminado em todo o Brasil e popularmente com eficácia incontestável.) . Dados toxicológicos Apesar da grande utilização desta espécie na medicina tradicional. 2002. como abortiva. contra reumatismo. os quais devem ser observados em seu extenso trabalho. para problemas da pele. onde não foi referida como medicinal no estudo realizado. 1978. o macerado das folhas em água é usado tanto interna como externamente como antiinflamatório. em altas doses. seu uso deve ser extremamente restrito pelos relatos de indução de tumores estomacais.. baratas e demais insetos. lesões hepáticas. esse uso é comum também em outros países. bronquite. as folhas frescas são usadas topicamente para diminuir edemas. A espécie é utilizada na expulsão de parasitas intestinais. especialmente na área veterinária. febre. renais e genotoxicidade (Kapadia et al. 1995). 1985a e 1985b. além de ser empregado como fumigante contra mosquitos e inibidor do crescimento de larvas de pragas de lavoura (Bown. externamente.

1997). Bougainvillea. e o nome do gênero foi dado em homenagem ao médico. Boerhavia. Dados botânicos A planta é uma erva rasteira com poucos ramos ascendentes e pilosos. Outros nomes empregados para identificar a espécie são Batata-de-porco. Mirabilis. Pisonia. a espécie é conhecida como Erva-tostão. . Referimos a seguir o amplo uso medicinal na região do Vale do Ribeira de espécies do gênero Boerhavia.3). No Brasil ocorrem apenas dez gêneros e aproximadamente setentas espécies. opostas. arbustos e ervas que produzem betalaínas. flores reunidas em panículas isoladas com quatro a sete flores pediceladas (Figura 9. distribuídas. de onde partem folhas pequenas. Mirabilis e Bougainvillea. nome usado em todo o Brasil. químico e botânico alemão Hermann Boerhraave. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Dos gêneros. destacamos aqueles que possuem espécies de valor medicinal: Boerhavia. ovadoblongas. Espécies medicinais Boerhavia difusa Willd.Espécies medicinais da família Nyctaginaceae Introdução A família Nyctaginaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 390 espécies tropicais. incluindo árvores. O gênero Boerhavia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. Pega-pinto e Tangaraca. em trinta gêneros. pilosas e pecioladas. com ampla distribuição no território e pertencentes especialmente aos gêneros Neea. Guapira e Andradea. mas não antocianinas (Mabberley.

2000a). Aslam. Rawat et al. 1995). 1996. Os principais gêneros dessa família são Phytolacca. sendo árvores.. Dados químicos e farmacológicos da Boerhavia diffusa Alguns estudos farmacológicos têm demonstrado atividades hepatoprotetoras (Chandal et al. O uso principal se baseia na infusão das folhas para a expulsão de vermes. e antifibrinolítica (Barthwal & Srivastava. antiinflamatória (Hiruma-Lima et al. 1997). cujos efeitos benéficos são incontestáveis... particularmente contra lombrigas. ou na infusão de toda a planta contra hepatite e diarréia.. além de ser considerada excelente diurético. Espécies medicinais da família Phytolacaceae Introdução A família Phytolacaceae descrita por Robert Brown compreende dezoito gêneros. Esta planta faz parte de uma composição fitoquímica que apresentou atividade amebicida (Sohni & Bhatt.. sendo a parte mais usada e comercializada como excelente medicamento para problemas do fígado. 1999). Pesquisas fitoquímicas apontam a presença de alcalóides (Garg. 1990 e 1991). especialmente a raiz. 1978 e 1980.. sem efeito teratogênico (Singh et al. Sohni et al. 1999). nos quais se encontram aproximadamente 65 espécies tropicais espontâneas nas Américas. 1991). Corrêa (1984) refere que a planta. A fração alcaloídica é responsável pela atividade imunomoduladora observada para esta espécie (Mungantiwar et al. lianas ou ervas. a maioria rica em antocianinas (Mabberley. possui sabor picante. atóxica.. que inclui várias espécies medicinais e inúmeras usadas . 1991) e antimicrobiana (Abo & Ashidi.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica a planta é muito conhecida e sempre referida como medicinal. arbustos. 1991. 1996) e lignanas (Lami et al. desobstruente e um dos melhores medicamentos para icterícia e contra picadas de cobras. 1997).

como ornamentais. o banho preparado com as folhas é útil como anti-séptico e antiemético para crianças. que inclui uma única espécie. estimulantes e úteis no tratamento de paralisia. peão-branco ou roxo é utilizado contra dores de cabeça. no Rio de Janeiro. ereto. anti-reumática e antivenérea (Corrêa. Em outras regiões. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. alternas. Outros dados incluem o uso da raiz. também é comum. Tipi-verdadeiro. gineceu unicarpelar com ovário súpero. androceu com quatro estames. folhas. sublenhoso. fruto aquênio cilíndrico. e o gênero Petiveria. o uso tópico do preparado de folhas de mocura-caá. no alívio de dores musculares. reunidas em inflorescências axilares e terminais espiciformes. Amansa-senhor. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Mocura-caá. farmacêutico e amante da natureza. em Pernambuco e em São Paulo. na Bahia. Erva-pipi e Raiz-de-guiné. pequenas. inchaço de mem- . antiespasmódica e reputada como sudorífica. ramificado com ramos compridos. 1984). diurética. como abortiva. em decocto ou pó. O nome do gênero foi dado em homenagem a Jacob Petiver. Pipi. Gambá-tipi. flores sésseis. achatado e carenado (Figura 9. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende apenas essa espécie de origem na América tropical. raízes e ramos são considerados emenagogos. folhas curto-pecioladas. como Tipi. Dados botânicos Subarbusto perene. membranosas. amplamente utilizada como medicinal no Brasil e aqui descrita. O uso externo das folhas novas e da raiz. agudas no ápice e estreitas na base. alfavacão. no Mato Grosso. limão de cayanna. delgados e ascendentes. estipuladas. Espécies medicinais Petiveria alliacea L.4).

as raízes são usadas na hidropsia. ácidos palmítico. a planta é utilizada como expectorante e vermífugo (Amorozo & Gély. et al. protegeu parcialmente animais contra as convulsões induzidas por pentilenotetrazol e mostrou ação anestésica local (De Lima et al. O infuso das raízes apresentou ação antinociceptiva. C. 6-hidroximetil-8-metil-7-0-metilpinocembrina e 6-hidroximetil-8-metil5. serina.. as indicações populares se repetem (Matos & Das Graças. trisulfeto de dibenzila.... 1990). na Paraíba. De Souza et al. 1986). além dessas indicações. Dados químicos da espécie Da raiz e do caule foram isolados nitrato de potássio. 1982). Diversos outros trabalhos também relatam atividades anticonvulsivante (Lima. lignocerato de lignoceril e alfa-friedelinol (De Souza et al. alantoína. 1982). De Lima et al. C. reumatismo. no Ceará.. ácido lignocérico. Pinto C. . T. 1982.. 1996) e dibenziltrisulfeto (DBTS) (Johnson et al. Grandi et ai. esteárico.. dores de cabeça. 1989) e depressora do SNC (Lima. Dados farmacológicos da espécie Os dados farmacológicos são muito variados. como abortivo. como antitérmico e em banhos de descarga (Simões. M. beta-sitosterol. 1998).. T. beta-sitosterol. 1988.. et al. e para a atividade depressora do Sistema Nervoso Central o efeito anticonvulsivante parece ser o mais importante (Lima et ai. 1988. pinitol. linoléico.. 1980).. lignoceril álcool. a raiz é útil na amenorréia (Agra. 1992). 1980). et al. 1988b). 1986). 1980. antiespasmódico e sudorífico (Verardo.bros inferiores e em dores de dente (Van den Berg. peptídeos como ácido glutâmico. 1988).. Trotta et al. no Rio Grande do Sul. nitrato de sódio. glicina e alantoína (Sousa et al. Van den Berg. o macerado da raiz é utilizado como antimalárico (Matos et ai. em Minas Gerais. 3-O-ramnosídeos de dihidrokaempferol.. flavonóides: 6-formil-8-metil-7-0-metilpinocembrina. 1990). triterpenos (Delia Monachi et al. trans-N-metil-4-metoxiprolina. ainda. 1988. dihidroquercetina e miricetina (Delle Monache & Cuca Suarez. paralisia.7-di-O-metilpinocembrina. em Brasília e no Mato Grosso. flavonóides. 1982).. S. 1988). 1997. M.

1995) e hipoglicemiante (Lores & Pujol. por levar à imbecilidade.. utilizado popularmente como vermífugo. Lopez-Martins et al. Davino et al. M. antiinflamatória oral (Germano et al. 1988... afasia e até à morte (Corrêa. com uma D L m a de 1. 1993). efeito zigotóxico (Guerra et al. 1991. O composto dibenziltrisulfeto (DBTS) apresenta importante atividade inseticida..mas não apresentam atividades sedativa e ansiolítica (Takahashi.. tendo sido determinada a toxicidade subaguda. 1994). 2001).... 1989. 1984). 1991 e 1992). alliacea. hematopoiética (Quadros et al. alliacea também apresenta atividades tópica antiinflamatória (Germano et al.. 1992). Cortez et al. Elisabetsky et al. 1998). Os extratos de raiz e folhas possuem efeito abortivo... estudos in vitro demonstraram atividade genotóxica... atividades analgésica (Thomas et al. . outros estudos para avaliação das atividades analgésica e depressora do SNC em ratos e camundongos demonstraram atividade no teste de contorções abdominais induzidas por diferentes substâncias e inatividade no teste de imersão da cauda em água aquecida. P. Germano et al. 1989... 1991. Takahashi. 1988.. Dados toxicológicos Dados populares dessa planta indicam atividade tóxica. 1996) e antitumoral (Davino et al.. 1988... 1990). 1993. 1987) e antiviral (Ruffa et al... tanto das folhas quanto da raiz (Peters et al. 1994). Y. 1993. et al.. 1998). 1988). 1997) e antifungica (Benevides et al. 1992) e antiinflamatória para o extrato aquoso.. Caldeira et al. 2050 aci02). citotóxica. Outros estudos também caracterizaram as atividades abortiva. e o de caule.270 mg/kg para o extrato hidroalcoólico (Germano et al. O extrato hidroalcoólico de P. 1995). acaricida (Johnson et al.. sendo estas atribuídas à presença de saponinas e cumarinas na raiz (Davino et al. além de não apresentar atividade depressora (De Lima et al. Malpezzi et al. decorrente de substâncias mutagênicas e potencialmente carcinogênicas (Hoyos et al. além de atividade antimitótica (Malpezzi et al. 1991). zigotóxica e antimitótica do extrato hidroalcoólico. Guerra et al.. 1991). O extrato aquoso da planta apresentou também atividades gastroprotetora (Cortez et al. também apresentou atividade moluscicida (Almeida. 2002.. Davino et al. No entanto.

FIGURA 9.1 - Celosia argentea: a) ramo florido; b) semente (Foto: Hiruma-Lima).

FIGURA 9.2 - Gomphrena globosa: a) escanerata do ramo com flores; b) escanerata com detalhe da flor (Banco de imagens -

FIGURA 9.3 - Boerhavia difusa. Detalhe do ramo com flores (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa, 1984 - Banco de imagens

FIGURA 9.4 - Petiveria alliacea. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998 - Banco de imagens -

Seção 3
Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

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Violales medicinais

L. C. Di Stasi C. A. Hiruma-Lima F. G. Gonzalez W. G. Portilho

A ordem Violales inclui 23 famílias botânicas, muitas delas importantes fontes de espécies medicinais, tais como Flacourtiaceae (Lacistemaceae), Violaceae, Passifloraceae, Turneraceae, Caricaceae, Cucurbitaceae e Begoniaceae. Nessas e em outras famílias dessa ordem são encontradas muitas espécies comestíveis e inúmeras ornamentais, tratando-se de uma importante ordem de espécies vegetais com valor econômico e medicinal. Da família Flacourtiaceae deve-se destacar o gênero Casearia, que inclui a famosa medicinal Casearia sylvestris. Da família Violaceae, os gêneros Anchietia e Viola são os mais importantes, a espécie Anchietia salutaris, uma trepadeira conhecida como Cipó-suma, tem sido amplamente usada e estudada como importante fonte de produtos com atividade antialérgica e antiulcerogênica, enquanto no gênero Viola inúmeras espécies são cultivadas e comercializadas como ornamentais. Na família Begoniaceae, destacam-se as espécies ornamentais do gênero Begonia, enquanto na família Caricaceae encontram-se os gêneros Carica, importantes como fonte de espécies comestíveis e medicinais, e Jacaratia, no qual inúmeras espécies são belas ornamentais. Do

gênero Carica, a espécie Carica papaya foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica, cujas folhas são amplamente utilizadas contra gripes, resfriados e tosses. Das outras famílias dessa ordem destacam-se espécies medicinais de Lacistemaceae, Passifloraceae e Cucurbitaceae, referidas como medicinais na região amazônica, assim como espécies medicinais de Cucurbitaceae e Passifloraceae, referidas na região do Vale do Ribeira.

Espécies medicinais da família Cucurbitaceae Introdução
A família Cucurbitaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 119 gêneros, com 775 espécies distribuídas especialmente em regiões tropicais e poucas em climas temperados (Mabberley, 1997). No Brasil, a família é representada por trinta gêneros, com aproximadamente duzentas espécies (Barrozo, 1978). A família inclui inúmeros gêneros de importância farmacológica, dos quais ressaltamos Fevillea, Cucumis, Momordica, Bryonia, Luffa, Cucurbita, Wilbrandia e Sechium. Muitas espécies dessa família são comestíveis e reúnem importante valor econômico no Brasil, especialmente aquelas dos gêneros Cucurbita, Momordica, Fevillea e Sechium.

Espécies medicinais Cucumis anguria L.
Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Maxixe ou Pepino-deíndio. Em outras regiões do país é também conhecida como Maxixe-bravo, Maxixeiro, Maxixo, Pepino-castanha, Pepino-de-burro, Pepino-espinhoso, Maxixe-do-mato e Cornichão.

Dados botânicos

A espécie é anual, com caule rasteiro e anguloso, contendo folhas curto-pecioladas, cordiformes, sublobadas e base emarginada, profundamente 5-lobada; flores brancas, de corola partida e segmentos mucronados; fruto do tipo baga, ovóide, indeiscente e com mesocarpo branco; sementes marginadas. O gênero Cucumis inclui 35 espécies tropicais, e várias são úteis como medicinais e na produção de compostos flavorizantes para uso em cosméticos e alimentos, devendo-se destacar a espécie Cucumis sativus, o famoso Pepino. O nome do gênero Cucumis descrito por Carl Linnaeus deriva de cuce, palavra céltica que significa "oco".
Dados da medicina tradicional

O fruto, além de comestível, é usado na forma de suco como sudorífico.

Cucurbita pepo L.

Nomes populares

A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil como Abóbora. Também denominada Abóbora-moranga, Abóbora-de-carneiro, Abóbora-de-porco, Abóbora-moranga e Abóbora-porqueira.
Dados botânicos

É uma planta anual, rasteira e trepadeira, com ramos bastante vilosos e com gavinhas; folhas alternas, cordiformes, grandes e profundamente 5lobadas e pilosas; flores amarelas, grandes e vistosas; fruto grande, oblongo-arredondado com uma polpa fibrosa e comestível; as sementes achatadas são brancas. A espécie reúne inúmeras variedades, mas a C. pepo é de origem africana. É cultivada na região do Vale do Ribeira, inclusive pelas comunidades tradicionais e em quase todo o Brasil, sendo muito apreciada como alimento e importante recurso econômico. O gênero inclui aproximadamente treze espécies, mas inúmeras variedades para cada espécie, todas

de origem tropical. O nome do gênero Cucurbita descrito por Carl Linnaeus deriva de Cucumis e orbis, devido à forma esférica do fruto.
Dados da medicina tradicional

Na região do Vale do Ribeira, o macerado dos frutos em água fria, durante seis horas, é usado internamente para aliviar os sintomas de "queimação" do estômago. As sementes frescas trituradas ou secas ao sol são usadas internamente contra parasitas. Tanto os frutos como as sementes são amplamente consumidos como alimento. Corrêa (1984) refere que as folhas são usadas contra queimaduras, e as flores, para combater erisipela e qualquer inflamação; as sementes são usadas para doenças do fígado e baço, além de serem reconhecidamente tenífugas de grande uso; as raízes cozidas são usadas interna ou externamente como febrífugo ou para lavar feridas de origem sifilítica. As sementes frescas são usadas contra disenteria e para "refrescar o fígado", enquanto o cozimento das raízes possui propriedade febrífuga e tenífuga e, externamente, é usado contra úlceras sifilíticas (Guerrero, 1994).

Luffa cylindrica Roem.
Nomes populares

A espécie é chamada na região da Mata Atlântica, assim como em várias regiões do Brasil, pelo nome de Buchinha. A espécie também é chamada de Bucha-dos-paulistas, Fruta-dos-paulistas, Bucha-do-pescadores e Quingobógrande. Também é conhecida como Buchinha-do-norte, mas não tratamos aqui da verdadeira Buchinha-do-norte, que é a espécie Luffa operculata.
Dados botânicos

É uma planta trepadeira herbácea de porte alto e caule 5-angulado; folhas longo-pecioladas, palmadas e 5-lobadas, raramente com sete lobos; flores amarelas, sendo as masculinas dispostas em rácimos axilares, e as femininas, solitárias; fruto oblongo e cilíndrico, chegando a até 35 cm de comprimento, com sementes pretas ou cinzentas. Os frutos dessa espécie eram amplamente utili-

zados e ainda o são nas zonas rurais como esponja para a lavagem de louças (Figura 10.1). A espécie é cultivada na região da Mata Atlântica em São Paulo, sendo comum e subespontânea na região Nordeste do Brasil. O gênero inclui sete espécies tropicais. O nome do gênero Luffa descrito por Phillip Miller deriva de luff, que é o nome árabe da planta.
Dados da medicina tradicional

Na Mata Atlântica, especialmente nas regiões rurais, os frutos são macerados em aguardente ou vinho e utilizada contra rinite. O fruto (esponja) é empregado na limpeza do corpo e para melhorar a circulação na pele, além de comumente ser usado na lavagem de louça. A espécie é empregado equivocadamente como abortiva, por se considerar tratar-se da Buchinha-donorte, a Luffa operculata. Internamente a espécie é usada contra reumatismo, dores, hemorróidas, hemorragias internas e para melhorar a lactação (Bown, 1995). As folhas são usadas para acalmar a dor de cabeça e, quando cozidas, para purificar o sangue e como emenagogo; os frutos são usados como eméticos e catárticos violentos; a polpa, quando verde, é considerada purgante (Guerrero, 1994). Momordica charantia L.
Nomes populares

A espécie é conhecida na região amazônica e em várias regiões do país como Melão-de-são-caetano, inclusive na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões, a espécie também é denominada Fruto-de-cobra, Fruto-denegro, Erva-de-são-caetano, Erva-são-vicente e Erva-de-lavadeira.
Dados botânicos

Planta trepadeira, escandente, delicada, ramificada, com caule estriado; folhas membranosas, 5-7-lobadas com lobos estreitos na base; gavinha simples, longa, delicada, pubescente; flores masculinas solitárias, em pedúnculo com bráctea reniforme, inteira; cálice com lacínios lanceolado-ovais; estames aglutinados com os lóculos das anteras; flor feminina longo-pedunculada;

fruto capsular carnoso, amarelo quando maduro; sementes vermelhas (Figura 10.2). O nome do gênero Momordica descrito por Carl Linnaeus deriva de momordi = passado do verbo mordere, significando "eu mordi", referindose à disposição das sementes no fruto deiscente, como dentes.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o sumo das folhas, uma vez ao dia, é útil como antimalárico, enquanto o preparado do sumo das folhas com óleo de andiroba é aplicado externamente contra coceira. A infusão das folhas misturada com folhas de Sacaca é utilizada no tratamento de hepatite. Na região da Mata Atlântica, a infusão das partes aéreas da planta é usada para problemas hepáticos e como emagrecedor. A espécie também é utilizada como purgativo, emético-catártico, febrífugo, antileucorréico, anticatarral, anti-reumático, vermífugo, supurativo, anticarbunculoso, antiinflamatório e contra cólicas abdominais, menstruações difíceis, queimaduras, cravos e morféia (Corrêa, 1984); no Piauí, é usada externamente contra enxaquecas e internamente como abortivo e contra problemas do fígado (Emperaire, 1982); em Minas Gerais, é usada como anti-hemorroidal, emenagogo, febrífugo, resolutivo, anti-helmíntico, anti-reumático, antigripal, emético e purgativo (Gavilanes et al., 1982; Verardo, 1982; Grandi et al., 1982; Grande & Siqueira, 1982); na Paraíba, contra verminoses e cólicas (Agra, 1980).

Sechium edule Sw.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil como Chuchu. Outras denominações comuns são Maxixe, Machucho, Maxixe francês, Xuxu e Machuchu.
Dados botânicos

É uma trepadeira herbácea, com caule ramoso, piloso, com gavinhas; folhas pecioladas, membranosas, ásperas, alternas, cordiformes, com três

Reúne ainda inúmeras outras qualidades econômicas. sulcado. membranosas. foi dado em homenagem a John Wilbrand. a decocção dos brotos é usada contra hipertensão e como sedativo. fruto do tipo pepônio verde. nas raízes formam-se tubérculos cilíndricos. com até 20 cm de comprimento. descrito por Patrick Browne. Na região da Mata Atlântica é comum encontrar a espécie dentro da floresta. é uma variação de sicyos. sendo um produto amplamente comercializado. e muitas variedades em cada espécie. Wilbrandia ebracteata Cogn.3). flores amarelas esbranquiçadas. especialmente na Itália. O gênero descrito por Silva Manso inclui apenas duas espécies. rugoso. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica e em outras regiões do país como Taiuiá. capoeiras e na beira de estradas. chegando a atingir 50 cm de comprimento (Figura 10. especialmente após o cultivo sistematizado. visto seu grande consumo como alimento em todo o Brasil e em vários países da Europa. O gênero inclui apenas seis espécies. folhas pecioladas. O nome do gênero Sechium. flores amarelo-claras. É uma importante espécie econômica. com caule anguloso. longos. mas ásperas. alternas. A espécie é usada e amplamente comercializada como adulterante da Taiuiá verdadeira (Cayaponia tayuiya). e o nome. Wilbrandia. Dados botânicos É uma planta rasteira e trepadeira. . como em formações secundárias. ramoso e delicado.a cinco lobos. e sua raiz. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. como Cabeça-de-negro. 5-lobadas e raramente com mais lobos. que significa "pepino".

charantia também foram isolados triterpenos.. 1989. De M. Wang et ai. Hara et al. Das sementes de M. 1995.. 1989.. 1997).40%). Os ácidos graxos predominantes foram o ácido alfa eleosteárico.. charantia isolou-se uma mistura de esteróis acilglicosilados (Guevara et al. reumatismo. 1996..24-dien-3beta-ol e o 24-metilenecicloartanol os constituintes majoritários do óleo de suas sementes. ácido esteárico e o ácido palmítico (Yuwai et al. 1988.. 1992). 1990).. além do esterol.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1991. Grondin et al.. 1996). Das sementes de M. Das sementes foram ainda isoladas lecitinas (Wang et ai.. aminoácidos e abundância em elementos como Cu. Chandravadana et al. Foram isolados também cicloarterol. 1989) e monossacarídeos e dissacarídeos (Ishikawa et al. 1996. 1985).. 1990. Chang et al. Co.. Zn. Além disso... momordenol e o álcool monocíclico denominado momordol (Begum et ai. Dos frutos verdes de M. charantia foram isolados os triterpenóides cucurbitanos. 1990a).81%).. a raiz é utilizada no tratamento de febre. charantia foi isolado um inibidor da tripsina (Kawamura et al. charantia . assim como no controle da diabetes. também. Kusmenoglu. Zheng et al. sífilis (Almeida et al. taraxerol e beta-amirina (Kikuchi et al. glicolipídios (35. Das folhas de M. Mn e Li (Peng & Li. Foram isolados ainda das sementes de M. proteínas.80%) e fosfolipídios (16. 1997). como laxativo (Farias et al. 1996). divididos em lipídios não-polares (38. ácido linolênico. uma proteína inativadora de ribossomos (Pu et ai.. sendo o cucurbita-5.. A composição química do fruto de M. afecções da pele. tumores e. charantia foram isolados os triterpenos momordicina. 1987). 1996). Dados químicos de alguns gêneros Diversos estudos fitoquímicos têm sido feitos com a Momordica charantia (Garcia et al. 1989). Dos frutos frescos de M. 1986). charantia também foram isolados vicina. charantia foi determinada como 0. momordicinina e momordicilina. a decocção das raízes e das folhas é usada contra úlceras e gastrites. Ni. além das momordicinas (Fatope et al. Cr.. charantia foi isolada a gama-momorcharia. 1996..76% de lipídios. momorcharasídeo A e momorcharasídeo B que inibiram a síntese de DNA e RNA em células tumorais S180 (Zhu et al. Nguyen. Das sementes de M. Huang et al. 1992)..

. 1993). 1987). punícico e alfa-eleosteárico (Gaydou et ai. posteriormente. Recentes estudos demonstram que a família Cucurbitaceae é especializada na produção de cucurbitacinas. balsamina foram isolados os ácidos graxos: ácido octadecatrienóico. também foram detectados em Aí. Geralmente. e inúmeros estudos são realizados com essa espécie. 1995). oléico. A espécie Luffa cylindrica possui alcalóides (Guerrero. as cucurbitacinas estão presentes nas plantas como (J-glucosídeos. charantia. sesquiterpenolactonas e taninos. também descrito em M. contendo trinta carbonos. albumina e um glicosídeo denominado cucurbitina. pela E e. 1990). seguidas.. linoléico e linolênico (Sibanda & Chitate. pelas G. . As sementes possuem 50% de óleo. esteárico. 1990). H e I (Miro. charantica. Os glicosídeos fenilpropanóides verbascosídeo e calceolariosídeo. As mais comuns no reino vegetal são as cucurbitacinas B e D. além do ácido rosmarínico. rigorosamente. involucrata (Shanta & Radhakrishnaiah. e são nomeadas com letras sucessivas do alfabeto (A -» R). foetida (Mulholland et al. Triterpenóides cucurbitanos foram isolados do extrato clorofórmico das folhas de M. grosvenor foi isolado um triterpeno usado como adoçante (Hu & Lu. provavelmente uma das mais estudadas quanto às suas atividades farmacológicas..vicine. além de possuir óleo essencial (Guerrero. 1997). Aí. Dados farmacológicos Várias atividades farmacológicas foram verificadas com a espécie Momordka charantia. 1994). Dos frutos de Cucumis anguria foram isolados ácido palmítico. Sobre outras espécies do gênero Momordka foram realizados inúmeros estudos químicos. Estudos fitoquímicos demonstraram grande proximidade entre espécies do gênero Momordica: Aí. 1991). além de uma resina (Volák & Stodola. balsamina (De Tommasi et al. 1987). dioica eM. triterpenos tetracíclicos. 1993). Das sementes de M. micose e momorcharasídeos A e B (Zhu et al. Dos frutos de Aí. 1994).. A espécie Cucurbita pepo é rica em glicosídeos saponínicos. 1995). aos quais se atribui a potente atividade biodinâmica e tóxica das espécies em que são encontradas (Pagotto. isolados das partes aéreas. 1990b). além de glicoproteínas (Minami & Funatsu.

1983a e 1983b) e . Platel & Sirinivasan. Welihinda et ai. Raman & Lau.. Athar et al. Ahmad et al. DNA. A administração oral do suco do fruto ou das sementes possibilitou redução nos níveis de glicose sangüínea e melhorou a tolerância a glicose em animais diabéticos e normais e no homem. Pugazhenthi & Murthy. 1993). Foram também descritas as atividades antitumoral (Nagasawa et al. Inibição da síntese de RNA. 1997).. no crescimento e no peso dos órgãos em ratos normais. Os frutos atuam como imunossupressores via ação linfocitotóxica (Leung et al. 1996). do AMPcídico de linfócitos leucêmicos. Atividade hipoglicemiante do extrato aquoso dos frutos de M. 1996. O suco dos frutos de M. 1980. da guanilato ciclase de vários tecidos foi determinada com substâncias isoladas dessa espécie (Takemoto. sem alterações na glicemia e com redução significante na colesterolemia (Platel et al. Ng et ai. extratos brutos de folhas.. charantia apresentou atividade hipoglicemiante em ratos diabéticos por diminuir a atividade das enzimas hepáticas envolvidas na gliconeogênese (glicose-6-fosfatase e frutose-l. El-Gengaihi et al. (1994).. 1993). 2002) (Jilka et al. 1984. (1986)... da síntese protéica. Karunanayake et al. Welihinda & Karunana-Yake (1986) e Miura et al. charantia em camundongos com hiperglicemia induzida por ciproheptadina foi determinada por Cakici et al. (2001) demonstraram ainda que o suco da planta aumenta a tolerância a glicose e a recaptura da glicose nos tecidos... com aumento de glicogênio nos tecidos e músculos.. 1986.Atividade hipoglicemiante foi descrita para sementes. parâmetros hematológicos permaneceram normais. 1996. charantia (Rathi et al. 1983). antiviral (Takemoto et al.. 1981. decocto das folhas e suco de M. 1987). 1996. O extrato etanólico de M.. 1982. Estudos demonstraram que a alimentação suplementada com Momordica charantia não produz efeitos adversos na ingestão alimentar. 2002). (1986b e 1986c) verificaram que frações isoladas dessa espécie possuem atividade antilipolítica e lipogênica. Os experimentos em animais e in vitro têm caracterizado o fruto como secretagogo de insulina e como insulinomimético (Kedar & Chakha Barti. Além disso. 1982a e 1982b).6-bisfosfatase) e aumentar a atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase em hepatócitos e eritrócitos (Shibib et ai.. charantia apresenta efeitos nas monooxigenases dependentes do citocromo P450 e glutation Stransferase hepáticas (enzimas metabolizadoras de drogas) em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina (Raza et al.

uma proteína inativadora de ribossomos.. os quais promoveram a inibição da síntese de DNA e RNA na linhagem de células tumorais SI80 (Zhu et al. isoladas dessa espécie. 1983). (1992) realizaram uma revisão das características bioquímicas e atividades biológicas de oito proteínas vegetais de espécies de Cucurbitaceae.. As proteínas inativadoras de ribossomos. Duas proteínas inibidoras da tripsina (MCTI-II' e BGIT) foram isoladas das sementes de M. charantia apresenta atividade hipoglicemiante em ratos normais e diabéticos (Ali. charantia) inibe a integrase de HIV-1. 1990). isoladas de sementes de M. e suas seqüências de aminoácidos foram determinadas (Miura & Funatsu.. Cinco compostos foram isolados de sementes de M.. 1995b). atuam na clivagem de RNA (atividade ribonucleásica) (Mock et al.. 1996).. 1993). O extrato metanólico dos frutos livres de saponinas em M. alda-momorcharina. 1990a).. proteínas inativadoras de ribossomos. 1996). 1993). Fong et al.. Demonstrou-se que momorcharina alfa e beta. quando conjugadas com anticorpo monoclonal reconhecedor de linfócitos humanos. (1993) consideram que tais momordinas imunotóxicas poderiam ser utilizadas para a eliminação de linfócitos T em transplantes alogênicos de medula óssea. 1994). et al. uma glicoproteína que apresenta atividades abortiva. momordina 1 e momordina 2. Foi caracterizada a atividade antitumoral in vitro das proteínas inativadoras de ribossomos MAP30 de M. L. impedindo a integração do DNA viral (Lee Huang et al. Os frutos e sementes de M. charantia têm sido relatados por uma atividade antileucêmica e antiviral (Cunnick et al. inativadora de ribossomos e imunomoduladora. antitumoral. charantia contra diferentes linhagens de células tumorais renais.imunomoduladora (Spreafico et al. 1995).. charantia. 1990). charantia. charantia. Wang et al. 1987. A glicoproteína isolada das sementes de M. Foi observado um potente efeito imunossupressor das proteínas alfa e beta-momorcharina pela sua ação linfocitotóxica direta ou por um deslocamento dos parâmetros cinéticos da resposta imune (Leung et al. na qual descreveram a momorcochina. apresentam importante atividade imunotóxica (Wang et al. 1994). Ng et al. possui atividade antitumoral contra diferentes linhagens de células (Ng et al. A espécie também apresentou atividade indutora da produção de interferon (IFN tipo I) em coelhos e aumentou a atividade de células NK (natural killer) de camundongos (Huang et al.. charantia.. charantia. pulmonares e da mama (Rybak et al. .. MAP30 (uma proteína anti-HIV isolada de M. incluindo M.

O extrato aquoso da folha de M. 1995). charantia e Emblica officinalis Gaertn. Um ensaio com radioligantes indicou que o extrato bruto de M. A M. Os frutos de M. apresenta maior atividade antibacteriana do que os extratos em separado das espécies e maior . Dos frutos verdes de M. M. 1995). charantia não foi efetiva na diminuição da parasitemia contra Plasmodium berghei em camundongos (Menezes Ornelas et ai. charantia foram também isoladas proteínas que apresentaram ação antifertilidade em ratos machos (Chang & Li. charantia indica a possibilidade de seu uso conjunto na terapia contra o HIV (Bourinbaiar & Lee Huang. charantia foram isolados triterpenóides que diminuem a infestação de besouros (Chandravadana... 1994). 1987). 1994). 1988)... 1990. 1996).. Misra et al. que inibiu a síntese de esteróides induzida por uma dose máxima de ACTH em células adrenais isoladas de rato (Ng et al. et al.(1991) detectaram essa atividade in vivo e in vitro contra Plasmodium berghei. charantia apresenta atividade anti-retroviral contra o vírus do herpes (Bourinbaiar & Lee Huang. charantia também foi efetiva como medida profilática contra coccidiose de aves (Hayat et al. (1984 e 1985). 1996). e o rizoma de Curcuma longa Linn. O extrato produzido com a combinação dos frutos de M. Basaran et al.. A potencialização da atividade anti-HIV das drogas antiinflamatórias dexametasona e indometacina pela proteína MP30 de M. 1987). 1988) e o extrato etanólico das sementes possui atividade antitumoral (Santana et al.....Atividade antiimplantacional foi determinada por Chan et al. 1990. Foram isoladas duas proteínas de M. De M. Amorim et ai. De M. 1991).. charantia apresentaram ainda atividade antiulcerogênica e antitumoral (Sener & Temizer. 1996). charantia apresentou atividade analgésica (Castro et al. antiancilostomose (Berchieri et al.. charantia (Silva. 1996). Apesar da indicação popular para inflamação. No entanto. 1997). Embora indicada contra malária. não foi observada atividade antiinflamatória das folhas e dos caules de M. L. charantia diminuiu em mais de 60% a atividade dos receptores para adenosina (Hasrat et al. charantia que se apresentaram ativos diante do vírus do herpes (Bourinbaiar et al. charantia foi isolado ginsenosídeo. charantia foi detectada atividade antimutagênica (Guevara et al. 1990). Das folhas de M. MAP30 isolado de M.

. 1997). Hamato et ai. Além disso. 2001)... A. diminuição da síntese de eicosanóides e aumento da razão de AMPc/ GMPc (Miró. 1995... alfa-momorcharina e beta-momorcharina apresentam baixa imunogenicidade e ausência de reação cruzada em camundongos (Zhen et al. 1993). citotóxica. Pagotto et al.atividade hipoglicemiante. 1989.. 1986). 1994). em especial a tripsina inibitora-II (Hayashi et al. 1993). 1995.. hepatoprotetora e anti-reumática (Konoshima et al. Para a espécie Sechium edule existem descrições de suas propriedades diurética (Melita Rodrigues et al. diarréia.. De M. 2002) analgésica e antiiflamatória (Peters et al. Testes in vitro e in vivo com o conjugado anti-CD5-momordina (imunotoxina) pode ser útil na terapia da doença do enxerto e no tratamento contra leucemias e linfomas (Porro et al. Teixeira. inibição da ovulação. Trichosantina. Considerando-se a enorme variedade de cucurbitacinas. anti-helmíntica. diminuição da pressão arterial. dioica apresenta atividade antialérgica em ratos e camundongos (Gupta et ai.. cochinchinensis foi isolada uma fração hemolítica resistente a enzimas proteolíticas e ao aumento da temperatura (Ng et ai. Outras atividades também foram descritas para a espécie. De Wilbrandia ebracteata foram caracterizadas as propriedades antiulcerôgenicas (Gonzales & Di Stasi. em rato. C. Miró. 2000) e antimutagênico (Yen et al. 1991). Jensen & Lai. tais como antiinflamatória. podem ser observados outros efeitos biológicos provocados pelas cucurbitacinas. além de apresentar atividade gastroprotetora (Fernandopulle. O extrato alcoólico de M.. tais como antioxidante. do que o extrato de M. antimicrobial.. Foram observadas inibições da ativação de fatores do sistema de coagulação sangüínea por inibidores de protease isolados de espécies da família Cucurbitaceae.. anticoncepcional. . hipovolemia. charantia (Sankaranarayanan &Jolly. et al.. 1996).. 1984. 1995). antitumoral.. 1995. aprisionando radicais livres derivados do oxigênio (radicais superóxido e hidroxila) (Sreejayan & Rao. 1986b). charantia são inibidoras de tripsina e elastase (Hara et ai. como aumento da permeabilidade capilar e diminuição da permeabilidade vascular.. 1995. ao mesmo tempo em que a atividade mutagênica e outros efeitos tóxicos têm sido descritos para as mesmas substâncias (Pagotto et al. 1995). 1997 e 1999). Proteínas isoladas de M. 1996). 1993). hipotensora (Gordon et al. Peters et al. 1991). inúmeras atividades farmacológicas são referidas.

que foram eqüipotentes em induzir aborto em camundongos (Yeung et ai. recentemente. Chan et al. A toxicidade do fruto de C. Essas mesmas proteínas foram isoladas das raízes de M. . charantia possuem substâncias abortivas capazes de induzir teratogênese em embriões de ratos (Yeung et ali. 1987). Em estudo realizado para avaliar os efeitos do suco dos frutos e do extrato das sementes de M.. 1978) e induz alterações sobre parâmetros sangüíneos de suínos (Queiroz Neto et ai. 1996. dois glucosídeos norcucurbitanos (WG1 e WG ) que apresentaram potentes atividades antiinflamatória. 1992).. angaria foi de DL50 = 1.. charantia em animais ocorre principalmente no fígado e no sistema reprodutor (Pugazhenthi & Murthy. antitumoral e antifertilidade em ratos e camundongos (Almeida et al. cochinchinensis com o mesmo tipo de efeito abortivo (Yeung et ai. 1994). 1986)... especialmente por gestantes. 1997).6 mgAg. observou-se um aumento na concentração sérica de gama-glutamil transferase e fosfatase alcalina. 1996.. o consumo dessas espécies deve ser feito com cuidado. 1996. porém diminuiu sensivelmente com a fervura dos frutos em água (Sibanda & Chitate. com um possível efeito hepatotóxico (Tennekoon et ai. El-Gengaihi et al. 1990). charantia em enzimas hepáticas.. Das sementes de M. Raman & Lau. 1986). sendo também observado que altas doses do suco dos frutos pode causar congestão das veias centrolobulares hepáticas.Da fração purificada de rizoma de Wilbrandia sp foram isolados. Dados toxicológicos dos gêneros Momordica e Cucumis A toxicidade de M.. charantia foram isoladas duas proteínas denominadas alfa e betamomorcharina. Os frutos de M.. A espécie também provoca lesões testiculares em cães (Díxit et ai. 1986. 1988). Platel & Sirinivasan. Em ambos os casos.

visto que foi citada por grande parte dos entrevistados. incluindo árvores de pequeno porte ou arbustos cosmopolitas (Barrozo. nos quais se distribuem aproximadamente quarenta espécies. e stemon = "estame". pedaço.4). mas que possui uma grande importância. ovário unilocular. alternas. com gomo terminal protegido por estipula caduca. Dessa família foi referida uma espécie medicinal na região amazônica a qual não foi completamente identificada. folhas simples. flores andróginas dispostas em espigas curtas com brácteas que protegem as flores. semente com endosperma carnoso (Figura 10. desde o México até o Peru e o norte do Brasil. Na região da Mata Atlântica não foram referidas espécies dessa família botânica. e não foram encontrados sinônimos para ela. bem desenvolvidas. onde há cerca de oito espécies.Espécies medicinais da família Lacistemaceae Introdução A família Lacistemaceae descrita por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui apenas dois gêneros (Lacistema e Lacistemopsis). referindo-se ao estame bifurcado. distribuídas em regiões tropicais. cálice com sépalas imbricadas e desiguais entre si. Mabberley (1997) inclui a família Lacistemaceae na Flacourtiaceae. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. Espécies medicinais Lacistema sp Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins (Amazônia) de Inguanguana. um sistema de classificação também usado por vários pesquisadores. farrapo". 1978). . O nome do gênero Lacistema deriva do grego lacis = "trapo. pétalas ausentes. fruto do tipo capsular trilobado. androceu com um estame.

em geral trepadeiras. compreendendo lianas. Espécies medicinais da família Passifloraceae Introdução A família Passifloraceae foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e Augustin Pyramus de Candole e inclui dezessete gêneros. 1992). existem registros para a espécie como Maracujá-poranga. Adenia e Tetrapathaea que habitam a Nova Zelândia. com 575 espécies tropicais e temperadas. Nomes populares A primeira espécie é mais conhecida pelo nome de Maracujá-do-mato. conforme apresentamos a seguir. arbustos e árvores (Mabberley. 1996). A presença de glicosídeos cianogênicos é relatada em espécies dessa família (Evans. conhecidas popularmente como Maracujá (Joly. No Brasil. Nos estudos etnofarmacológicos aqui descritos foram referidas apenas espécies desse gênero. Essa família é composta principalmente pelos gêneros Passiflora. representando um importante recurso econômico. Alguns frutos da família são comestíveis (Passiflora edulis). 1997). existem várias espécies do gênero Passiflora. no entanto. enquanto outros são utilizados na medicina popular como sedativos (Passiflora incarnata e outras espécies).Dados da medicina tradicional O uso externo das folhas sobre a cabeça é indicado como febrífugo. Espécies medicinais Passiflora coccinea Abl. . de valor alimentício e medicinal. A grande maioria das espécies descritas nessa família são herbáceas ou lenhosas.

esverdeadas ou vermelho-esverdeadas (externamente) e róseas (internamente). estipulas ovadas. flores com cinco sépalas ovadas. uma espécie denominada Maracujá. agudas no ápice e estreitas na base. hexadecanóico. mas identificada apenas até o gênero. Uma outra espécie de maracujá. também foi referida na região amazônica como útil contra insônias. cilíndrico. Dados químicos Isolaram de P coccinea os glicosídeos cianogênicos: passicoriacina. corniculadas. da qual foram obtidas substâncias cianogênicas (Chassagne et al. 2-pentadecanona. pela interpretação dada às peças florais. passissuberosina e epipassisuberosina (Spencer & Seigler.. carotenóides (Ferreira et al. côncavas. é usada para diversas finalidades.Dados botânicos Planta glabra. enquanto o macerado das folhas em água fria é útil para aliviar sintomas da asma. Spencer & Seigler. (9Z)-ácido octadecenóico. principalmente a P edulis. 1997). Passiflora macrocarpa Mart. epipassicoriacina. antocianinas (Kidoey et al. 1989). cordiformes. 1991). Informações adicionais foram obtidas com outras espécies do gênero. 1987b e 1985).. margem inteira. fruto oblongo-ovóide. planas e obtusas.5). alternas. 3-hidroxi-retro-alpha-ionol (Herderich & Winterhalter. 2tridecanona. chamada popularmente de Maracujá gigante. pecíolos canaliculados com seis glândulas aos pares. Na região da Mata Atlântica. O nome do gênero Passiflora se refere à flor da paixão (crucificação de Jesus). caule robusto. gavinhas que são ramos florais modificados. 1990). e cinco pétalas rosadas. 1987a. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o chá das folhas é útil contra problemas cardíacos e como sedativo. 1996. 1983).. o suco dos frutos é considerado sedativo. que lembram os instrumentos do martírio. mas esta só é usada na falta da Passiflora coccinea. monoterpenóides. peninérveas. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo. ovadas. folhas inteiras. principalmente linalol e norterpenóides (Winterhalter. .. sementes compridas (Figura 10.

. 1987a) e P suberosa (Kidoey et al.. Dados farmacológicos Estudos feitos com P edulis demonstraram atividade depressora inespecífica do Sistema Nervoso Central (Maluf et al. analgésica. B1. K. 1988. fósforo. 1979). 2000). vitexina e isovitexina) (Soulimani et al. PP e C (Zhuang & Wang.. Flavonóides como vitexina. P coriacea (Spencer & Seigler. amliformis (Restrepo & Duque.. 1988.. 1991). bem como a presença de glicosídeos em P. isoschaftosídeo. riboflavina.. Vários alcalóides indólicos foram isolados desse gênero.. 1988). Da espécie P. ferro. maltol. 1988) e a ausência de efeito teratogênico (Amaral et al. 1997). gomas e resinas foram obtidos em diversas espécies do gênero (Celighini et al. isoorientin-2"-0glucopiranosídeo (Li et al... isoscoparin -2"-0-glucosídeo (Rahman et al. harmina. Ortega et al. schaftosídeo (Proliac & Raynaud. vitaminas A. glicosilflavona (Geiger & Markham.. P. de onde foi isolada crisina. 1997. 1997. proteínas. harmol e harmalol). Proliac & Raynaud. Efeito depressor central também foi verificado com a P alata (Oga et al. fermentos. sovetexin-2"-0-glucopiranosídeo. incarnata foram isolados: alcalóides (harmana. saponarina. 1988. 1988). 1984) e a P incarnata (Kimura et al. lipídios. Das folhas de P alata foram caracterizadas as atividades sedativa. nem em R incarnata (Speroni et al. 1996). 1980. Costa. harmalina. Dos frutos e folhas de P .2-tridecanol octadecanóico e óxido ariofileno (Arriaga et al. assim como ácidos graxos. Amaral. Vale & Leite. 1997. 1989). 1986). B2. 1997). cálcio. ácido ascórbico e beta-caroteno (Marin et al.. composto que apresentou atividade depressora do SNC apenas em doses altas. Constituintes voláteis também já foram caracterizados de P. 2000. Sena & Leite. orientina e isoorientina. Menghini. Spencer & Seigler.... Raffaelli et al. Esse composto não foi detectado em P coerulea. isovitexina. O suco dos frutos contém água. quadrangularis (Orsini et al.. 1980). potássio. 1987). carboidratos. 1998). 1995. 1996). taninos. 1986). isoorientina.1979). flavonóides (orientina. sendo a passiflorina o mais conhecido. 1986). além de vários compostos aromáticos (Winter et al. mollissima (Froehlich et al. et al. bem como ansiolítica e hipno-sedativa (Silva & Freire. 1988). açúcares. espasmolítica (Queiroz & Brandão... 1987b).

outros trabalhos relatam a presença de efeito tóxico como a promoção de um quadro de hepatodistrofia quando do uso de dose superior à preconizada pela população (Melito et al. antipirético (Silva et al. 1988) e efeitos tóxicos nos sistemas hepático e pancreático (Maluf et al. FIGURA 10. 1991. Das folhas de P . inotrópica. Detalhe da folha 5-lobada. Porém... antiinflamatório (Silva et al. Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa (Perry et al.. atribuída ao flavonóide ermanina (Echeverri et al. Echeverri & Suarez. Barros et al. 1985). fruto e flor (Banco de imagens .. tetrandra foi isolada 4-hidroxi-2ciclopentenona. 1985b.1 .Luffa cylindrica Roem.. 1989). 1991).. 1978). que apresentou atividade citotóxica e antibacteriana contra Escherichia coli. O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de P. 1998a). 2000). 1989 e 1993) e inseticida.. espasmolítica (Carneiro et al.. 2000) e imunoestimulante (Guerra et al.edulis caracterizou-se a ausência de toxicidade (Melito et al. enquanto do extrato aquoso das partes aéreas de Passiflora sp foi observada a atividade antifúngica (Boelter et al.... ao passo que das folhas foram determinados os efeitos analgésico. foetida apresentou atividades hipotensora. 1988).

.2 .Momordica charantia: a) ramo com frutos.FIGURA 10. e b) ramos com flores (Fotos originais: Hiruma-Lima).

FIGURA 10.3 - Wilbrandia ebracteata: a) escanerata com detalhe dos ramos com gavinhas e flores; b) escanerata com detalhe das flores; c) escanerata com detalhe da folha 5-lobada (Banco de imagens

FIGURA 10.4 - Lacistema sp. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius Flora Brasilica - Banco de imagens -

FIGURA 10.5 - Passiflora coccinea. Ramo florido com gavinhas (original por Di Stasi - Banco de imagens

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Malvales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. M. Santos E. M. Guimarães C. A. Hiruma-Lima

A ordem Malvales inclui doze famílias botânicas, muitas delas congregando inúmeras espécies medicinais, como é o caso das famílias Bixaceae, Tiliaceae, Sterculiaceae, Bombacaceae, Malvaceae e Geraniaceae. Das doze famílias pertencentes a essa ordem, espécies medicinais usadas na região amazônica e aqui registradas pertencem às Tiliaceae, Bixaceae, Sterculiaceae e Malvaceae. Das outras famílias dessa ordem ressaltam-se a Bombacaceae, que inclui gêneros importantes como Bombax, Adansonia - dos famosos e gigantescos Baobás -, Ceiba - à qual pertencem inúmeras espécies produtoras de fibras e espetaculares plantas ornamentais - e Ochroma - contendo várias espécies medicinais.

Espécies medicinais da família Bixaceae

Introdução
A família Bixaceae (Dicotyledonae) descrita por Karl Sigismund Kunth foi subordinada em 1968 à ordem Bixales (Barrozo, 1978) e incluía apenas o gênero Bixa. Atualmente a família Bixaceae está subordinada à ordem Malvales, subclasse Dilleniidae, e inclui o gênero Bixa e os gêneros Amoreuxia e Cochlospermum, anteriormente pertencentes à família Cochlospermaceae. A família conta com apenas dezesseis espécies tropicais, entre elas árvores e ervas, e todas produzem um suco vermelho ou laranja em suas células secretoras (Mabberley, 1997), uma característica marcante da família. O gênero Bixa possui quatro espécies, todas conhecidas no Brasil como Urucum e que reúnem importante valor econômico, além de suas propriedades medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal de Bixa arbórea, a qual passamos a discutir a seguir.

Espécies medicinais
Bixa arbórea Hubr. e Bixa arbórea L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelos nomes de Urucum, Urucu e Urucu-da-mata.
Dados botânicos

Essa espécie é considerada um arbusto ou pequena árvore que atinge até 10 m de altura, com desenvolvimento na América Central, na América do Sul, no Caribe e no México. Possui folhas alternas, inteiras, simples e ovadas; flores vistosas, andróginas, reunidas em inflorescências paniculadas terminais, pentâmeras com numerosos estames livres ou concrescidos na base;

ovário súpero, unilocular, bicarpelar, com muitos óvulos; fruto seco, capsular, loculicida; sementes crassas e obovóides (Figura 11.1). Aproximadamente cinqüenta sementes são encontradas em cada um de seus frutos, e cada árvore chega a produzir mais de seiscentos frutos. Dessas sementes são retirados pigmentos de grande valor econômico, usados para as mais variadas finalidades, como adulteração de derivados da pimenta, aditivos de alimentos e outros, sendo um produto de grande exportação para a América do Norte e a Europa. Tradicionalmente, estas sementes são usadas até hoje pelos grupos indígenas da Amazônia para a pintura do corpo. O nome do gênero Bixa descrito por Carl Linnaeus deriva da denominação vulgar da espécie no Brasil. Exemplares da planta foram coletados nas duas regiões de estudo e submetidos à identificação taxonômica; a espécie coletada na região amazônica foi identificada como Bixa arboea, e a da Mata Atlântica, como Bixa orellana.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a decocção das sementes é usada contra bronquite, febre e como afrodisíaco, enquanto a decocção das folhas é usada como antitérmico. Na região do Vale do Ribeira, a decocção das sementes é usada internamente contra bronquite e febre, especialmente em crianças. O chá feito com os brotos jovens é usado como antidisentérico, afrodisíaco, adstringente e para tratar problemas de pele, febres e hepatite (De Feo, 1992). As folhas cruas também são usadas para tratar problemas de pele, hepatite e como afrodisíaco, antidisentérico, além de como antipirético e digestivo (Duke et al, 1994). A espécie ainda é usada para tratar azia e problemas estomacais causados por comidas picantes, também como diurético e purgativo (Almeida, 1993).

Dados químicos
Nas sementes de Bixa orellana foi detectada a presença de terpenos do tipo E-geranolgeraniol (57% do peso), farnesilacetona, geranilgeranil octadecanoato e geranilgeranil formato e delta-tocotrienol (Jondiko & Pattenden, 1989). Além dos terpenóides foram identificados apocarotenóides,

Parte II - Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

como a bixina, e outro carotenóide, a nor-bixina, que juntos são responsáveis pela ação corante das sementes (Craveiro et ai., 1989; Chão et ai., 1991). A bixina é utilizada, fraudulentamente, como corante natural dos produtos derivados da pimenta vermelha, tais como páprica, pasta de páprica e outros (Minguez-Mosquera et ai., 1995). A substância apocarotenóide (1% do carotenóide total) isolada da casca da semente do fruto de Bixa orellana possui: 9'Z-apo-6'-locopenoato (Mercadante et al, 1996).

A análise do óleo essencial das sementes detectou a presença de 66,5% de hidrocarbonos e 12% de sesquiterpenos oxigenados. Dos compostos especialmente identificados constam alfa- e beta-pineno, alfa-elemeno, ischwarano, valenceno e amorfeno (Rath et al 1990). Além dos compostos citados, há também registro do isolamento de carotenóides: metilbixina, transbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteína e zeaxantina; de flavonóides: apigenina-7-bisulfato, cosmosiina, hipoaletina8-bisulfato, luteolina-7-bisulfato, luteiolina-7-O-beta-D-glucosídeo e isoscutelareína; de diterpenos: farnesilacetato, geranilgeraniol, geranil formato, geranil octadecanóico e ácido gálico (Gupta, 1995). Nas sementes dessa espécie foi descrita a presença de 40% a 45% de celulose; 3,5% a 5,5% sucrose; 0,3% a 0,9% de óleos essenciais; 3% de óleo fixo; 4,5% a 5,5% de pigmentos; 13% a 16% de proteínas, além de alfa- e beta-carotenóides (Zhang, 1992; Di Mascio, 1990).

Dados farmacológicos
O extrato aquoso de Bixa orellana promoveu atividade anti-secretora gástrica em ratos (Tseng et a., 1992), e o extrato clorofórmico promoveu atividade hipoglicemiante (Morrison & West, 1985; Thompson et ai., 1989). O extrato aquoso das sementes por via intraperitoneal promoveu diminuição da atividade motora, aumento da diurese e não apresentou sinais de toxicidade

(Paumgartten et al. 2002). O extrato etanólico dos frutos apresentou atividade antibacteriana (George & Pandalai, 1949), cuja potência foi recentemente confirmada contra algumas bactérias gram-positivas, tais como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Streptococcusfeccalis, e um discreto efeito contra Escherichia coli, Serratia marcescens, Cândida utilis e Aspergillus niger (Irobi et al., 1996). O extrato aquoso de Bixa orellana apresentou potente atividade inibitória à aldose redutase, assim como a substância isolada dele, a isocutelareína (Terashima et al., 1991). Outros estudos com preparados tradicionais mostram que o decocto das folhas é espasmogênico, ao induzir a contração do útero isolado de ratas (Rodriguez, 1988), o extrato aquoso das sementes apresentou atividade anti-hipertensiva (Rodrigues et al., 1987); e o extrato hidroalcoólico dos frutos apresentou atividades analgésica e antiinflamatória em camundongos (Nunes et al., 1998). O extrato solúvel em gordura de Bixa orellana é utilizado na coloração de manteiga de búfala (Ortega-Freitas et al., 1996), enquanto a maceração em álcool a 50% e a tintura de folhas de Physalis angulata mostraram atividade antigonorréica contra Neisseriagonorrhoeae in vitro (Caceres et al., 1995). O óleo essencial de Bixa orellana exibiu uma moderada atividade antibacteriana a Pseudonomas aeruginosa (Ontengro et al., 1995). A norbixina, um antioxidante extraído de B. orellana, não apresentou toxicidade significativa, porém registrou-se um aumento da massa hepática dos animais tratados, bem como foi observada atividade citostática in vitro (Laranja et al., 1998) e alterações na glicemia (Fernandes et al., 2002). Um metil-éster, trans-bixina, foi isolado e purificado a partir do extrato do pó das sementes de Bixa orellana. Essa substância causou hipoglicemia em cachorros, além de injúrias nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, especialmente do fígado e do pâncreas (Morrison et al., 1991).

Espécies medicinais da família Malvaceae Introdução
A família Malvaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 111 gêneros, nos quais ocorrem aproximadamente 1.800 espécies cosmo-

politas, espontâneas e tropicais (Mabberley, 1997). No Brasil é representada por 31 gêneros e cerca de duzentas espécies, incluindo ervas, arbustos, subarbustos e raramente árvores (Barrozo, 1978). Os principais gêneros com espécies medicinais são Gossypium, Hibiscus, Sida, Urena, Abutilon, Pavonia e Malva. Dessa família foram referidas inúmeras espécies medicinais, tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, as quais são descritas a seguir.

Espécies medicinais Hibiscus furcellatus Desr.
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, Algodão-bravo ou Salsa-branca.
Dados botânicos

É um arbusto que pode atingir até 2 m de altura, com folhas ovadas, pecioladas e trilobadas, algumas vezes podendo ser penta-lobadas, dentadas com nervuras evidentes e salientes na parte inferior; as flores são rosas com manchas vermelhas, pedunculadas, solitárias e grandes; fruto do tipo capsular ovóide. O nome do gênero Hibiscus descrito por Carl Linnaeus deriva de íbis, deusa do antigo Egito.
Dados da medicina tradicional

A infusão das folhas é usada no combate a gases intestinais e como purgativo. Hibiscus rosa-sinensis L
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, como Pampola. Outros nomes atribuídos à mesma planta são Pampoela, Firmeza-dos-homens,

Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Mimo-de-vênus, Papoula, Papoula-de-duas-cores, Rosa-branca, Rosa-louca, Rosa-paulista e Pampulha.
Dados botânicos

Arbusto pouco ramificado ou simples; caule redondo quase aveludado, com pêlos glandulosos e granulações estreladas; folhas pecioladas, lobadas, alternas, densamente pilosas ao longo das nervuras, com granulações estreladas na face superior; estipulas agudas, pubescentes; pedúnculos arqueados, arredondados, pubescente-aveludados; flores grandes, brancas de manhã e rosas ou vermelhas à tarde, pétalas ciliadas na margem; fruto do tipo cápsular com cinco lóculos; a cápsula é aveludada, com pêlos estrelados e glandulíferos (Figura 11.2).
Dados da medicina tradicional

O infuso das flores é utilizado contra insônia e como reputado alucinógeno.

Hibiscus

sabdariffa

L.

Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Vinagreira. Outros nomes da espécie são Caruru-azedo, Azedinha, Caruru grande, Quiabo-azedo, Quiabo-de-angola, Quiabo doce, Quiabo rosa e Rosela.
Dados botânicos

A planta é um arbusto anual de porte herbáceo e que pode atingir até 3 m de altura, com caule avermelhado, ramo e glabro, de onde partem ramos contendo folhas alternas 3 ou 5-lobadas, dentadas, 5-nervadas, com uma enorme glândula na parte inferior da nervura média; as flores são axilares, solitárias, rosas, com manchas escuras na base das pétalas; fruto do tipo cápsular. É uma planta amplamente cultivada em quintais como ornamental, pela beleza que apresenta quando florida, sendo ainda largamente usada na produção de recheios de doces, xaropes para confecção de geléias e o

famoso vinho de rosela (Corrêa, 1984), muito consumido antigamente, mas com pequena produção na atualidade.
Dados da medicina tradicional

A decocção das folhas é usada internamente como antitérmico, emoliente estomáquico. O suco preparado com os frutos também é indicado como antitérmico, além de ser comestível. Corrêa (1984) refere que as folhas, além do uso como tempero, são empregadas como emolientes estomáquicos, antiescorbúticos e febrífugos, enquanto as sementes e as raízes são diuréticas e tônicas.

Gossypium barbadense L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Algodão ou Algodoeira, mas também reúne vários sinônimos: Algodão crioulo, Algodão-dacosta, Algodão-da-guiné, Algodão-das-barbadas, Algodão-de-pernambuco e Algodão-folha-de-parreira.
Dados botânicos

Arbusto ramoso de até 5 m de altura, glabro; folhas pecioladas, alternas, largas, palminérvias, com estipulas eretas; flores amarelas, com manchas vermelhas na base das pétalas, grandes, vistosas, cíclicas, hermafroditas, axilares, solitárias; estames numerosos, com filetes parcialmente soldados formando o andróforo que envolve o gineceu; ovário supero; fruto capsular verde contendo seis sementes obovais, pretas, livres em cada lóculo, envolvidas por lã branca (Figura 11.3). O nome do gênero Gossypium descrito por Carl Linnaeus vem de gossum = "barrete", e "papo", referindo-se à cápsula.
Dados da medicina tradicional

O sumo das folhas é utilizado como expectorante e antimalárico e deve ser ingerido com um pouco de água, três vezes ao dia, até o alívio dos sinto-

no Pará. com caule ereto e ramoso. enquanto um macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante.mas. reunidas em fascículos axilares. Dados botânicos É uma planta anual e pilosa. na região amazônica. mas também de Ganchuma e Relógio. Schum. Sida rhombifolia L var. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é chamada. 1939). Malva-preta. as flores são pequenas. como emético (Hoehne. como abortivos. Vassoura e Relógio. O decocto das folhas é indicado contra hemorragias do ovário e no desarranjo menstrual. O gênero Malva descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies de ocorrência em clima temperado e especialmente em áreas tropicais.) K. No Piauí é utilizado como antiinflamatório. de onde partem folhas pecioladas e lobadas. as raízes são usadas contra moléstias uterinas. a decocção das folhas é usada contra febres e problemas intestinais. também conhecida como Malva-crespa e Malvaísco. . 1982). emenagogos e as folhas (decocto). canaiensis (Willd. aplicando-se topicamente as cinzas da seda (Emperaire. na Bahia. fruto trígono com sementes vermelho-sangue vistosas. lineares e de cor branca. Malva parviflora L Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é chamada de Malva ou Marva. de Vassoura. freqüentemente com cálice roseado.

Malva-roxa. róseas. como Guaxima e Carrapichode-cavalo. O chá de toda a planta. Malva e Vassoura-do-campo. Urena lobato L. Em outras regiões do país. Aguaxima. Outros nomes atribuídos à espécie são Guaxima-roxa. a decocção das folhas de uma espécie desse gênero. anti-hemorroidal. axilares. e o termo vulgar "Relógio" vem da pontualidade com que as flores se abrem e fecham diariamente. no Rio Grande do Sul. folhas curto-pecioladas. 1982). dispostas em racemos. chamada de Caapiá. Uacima e Uacima-roxa. O nome do gênero Sida descrito por Carl Linnaeus é um antigo nome grego usado por Linnaeus.Vassourinha. e Guanxuma. ereta. flores solitárias. contra desarranjo menstrual. febrífuga e estomacal (Gavilanes et ai.. na região amazônica. 1986). Coaquibosa. var. Guaxiúba. as folhas são usadas como anticatarrais e emolientes. reticulata (Cav. pubescentes na face superior e tomentosas na inferior. Dados botânicos Planta anual. Guaxuma. popularmente conhecida como Caapiá. . mas esta não foi completamente identificada.. em São Paulo e no Rio de Janeiro. ramosa e pubescente. a planta é utilizada como béquica. Malvaísco. como Minas Gerais. no Rio Grande do Sul. em Minas Gerais. é tido como útil. Na Mata Atlântica. emoliente. Guaxima. 1982.) Gurke Nomes populares A espécie é chamada. Ibaxama. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. rombóideovais ou lanceoladas. Aramim. tônica. Na Mata Atlântica foi citada uma espécie desse gênero. na dose de três xícaras ao dia. pedras nos rins e como fortificante (Simões et ai. carpídio isolado com sementes trígono-achatadas (Figura 11. alternas. Grandi & Siqueira.4). é de grande uso externo contra reumatismo. Carrapicho-de-lavadeira. Rabo-de-foguete.

um esterol denominado beta-rosasterol (Yu et ai. moschentos (Tomoda et al. comum às espécies desse gênero. 1990) e quatro novos compostos alifáticos (Nakatani et ai.. de onde partem folhas alternas. 1984). Dados químicos Hibiscus De H. O nome do gênero Urena descrito por Carl Linnaeus deriva do uso da infusão das flores como expectorante. 1985) e H. 1991). pecioladas. De suas pétalas foram isoladas antocianinas identificadas como cianidina-3-soforosídeo (Nakamura et ai. de até 3 m de altura. 1987). 1977b e 1978). onde se encontram glândulas nectaríferas. 1986). enquanto a infusão das flores como expectorante e a decocção das cascas empregada internamente contra afecções do digestivo. 1986). H. lobadas e de formas variáveis. flores pecioladas. cordiformes. rosa-sinensis foi isolado metil 2-hídroxisterculato (Nakatani & Hase.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto. Tomoda & Ichikawa.. além de as flores serem consideradas excelentes expectorantes. emoliente e contra eólicas renais. fosfolipídios (Tolibaev et ai. H.. suculentus (Tomoda et al. Corrêa (1984) refere que a planta é emoliente. suculentus (Moawad et al. pequenas.. ligninas de H. com grande destaque para as três nervuras centrais. ciclopropenos (Nakatani et ai. syriaceus (Shimizu et al. Não foram citadas espécies medicinais desse gênero na região da Mata Atlântica. a decocção da raiz é usada como diurético. cannabinus (Kulchik . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A planta é de grande ocorrência no Brasil e em outros países tropicais. 1990). 1977a. solitárias. 3-7 nervadas. 1991). diurética e útil contra eólicas. 1986. roxas ou rosas. fruto do tipo capsular. cannabinus foram isolados. mucilagens das espécies H. De H. mas também é cultivada e espontânea em alguns países de clima temperado. com ramos alternos cilíndricos..

além de genina e açúcares como delfinidina e cianidina. epi-ikshusterol. 1988). sterculico. fosfatidiletanolamina. taxifolina e herbacetina. cianidina. lisofosfatidilcolina e lisofosfatidilinositol. Husain et al. 1990). sesquiterpenóides de H.. 1978). mutabilis também foram detectadas as antocianinas (Amrhein & Frank. oléico e linoléico (Tolibaev et al. cannabinus foram isolados hidrocarbonetos. monoglicerídeos. ... ikshusterol. quercimeritrina.5.. 1988). Das sementes de H.4'-pentahidroxiflavona. esterois livres. 1986... 1986). N-acilisofosfatidiletanolamina. linolenato de metila. 1991). petunidina. arabinose e arabinan. kaempferol-7-O-alfa-ramnopiranosídeo. syriacus foram isolados 3-O-malonilglucosídeos de delfinidina. epoxiacilglicerídeos. ácidos graxos livres. fosfatidilinositol. 1977). pelargonidina. Me dioxindole-3-acetato e rutina (Ohmoto et al. dois tipos de glocisídeos cianidinas (Mizukami et al. Das pétalas de H.-L-arabinosideo-7. 1990). Foram isolados também de H.. 1990a e 1990b). peonidina. triacilglicerídeos. betasitosterol. 1989a e 1989b).. De H. 7-0alfa-ramnopiranosídeo. sabdariffa produziu antocianinas. mutabilis foram detectadas as presenças dos ácidos malválico.. glicolipídios e fosfolipídios que incluem fosfatidilcolina. kaempferol 3. além de 15% de ramnose. ácido 2-oxindole-3-acetilaminometilaspártico. galactose. No óleo das sementes de H. malvidina (Kim et al. esterol ésters. Em cultura de tecidos. 1990) e alfacelulose (Saikia et al.8. esculentus furfuraldeído do ácido aldobiurônico (Shaw & Sen. De H. De H. uma pectina típica (constituinte majoritário) (Mueller & Franz. abelmoschus (Maurer & Grieder.et al. xilose e frutose (Pouget et al. 1991) e lactonas de H. vernólico e outros ácidos graxos (Farooqi & Ahmad. esculentus e H. A quantificação das proteínas das sementes de H. diacilglicerídeos.-L-ramnosídeo e os flavonóides foliares saponaretina e saponarina (Bandyukova & Ligai. cannabinus foram isolados ácido péctico (Saha et al. 1988). N-acilfosfatidiletanolamina.. beta-sitosterilglicosilado. ácidos palmítico. sabdariffa foi determinada (Kalyane.. Um estudo da composição do mucopolissacarídeo das flores de H. 1986. tiliaceus (Ali et al. 1988).7. 1989). sabdariffa revela sua presença em 6%-8%. Duckart et al. o H. glucose. 1989). moschentos foram isolados 3.

oléico. barbadense. Um estudo qualitativo e quantitativo das proteínas presentes nas sementes de G. esteróis. hidrocarbonetos. corantes como carotenos. tocoferóis como alfa e gama-tocoferóis. miristoléico e palmitoléico. esteárico. hirsutum também foram isolados amilose e amilopectina (Chang. barbadense foram isoladas proteínas solúveis em água (Yunuskhanov & Dzhalilov. prolamina e glutelina (Sammour et al. D-galactose. 1978) e o gossipol (Zhou & Lin. fosfolípides. 1980). Foram isolados de G. mirístico. 1995). óleo-dilinoleínas. silianum (Kumamoto et al. G. principalmente o esqualeno. syriacus também foi isolada mucilagem composta de polissacarídeos como L-ramnose. xantofilas. diversos terpenóides (Hunter et al. 1986). araquídico. dipalmito-linoleínas. 1987). 1978) e polissacarídeos (Rakhmov et al. glicerídeos como palmito-óleolinoleínas. Gossypium As principais espécies do gênero Gossypium são G. 1979). barbadense vários flavonóides (El-Negoumy et al. 1995). 1986. barbadense determinou a presença de albumina. De G. 1986). Foi feita a determinação de (-) gossipol e . Isolaram-se ainda os ácidos linoléico. Das sementes de G. palmítico. hirsutum e B. resinas. Ermatov et al.Das folhas de H. sesquiterpenóides (0'Brien & Stipanovic. também isolado de G. hirsutum (Schmidt & Wells. palmito-dilinoleínas. globulina. rainundii (Stipanovic et al. dipalmito-oleínas. 1985). mucilagens e proteínas (Costa. 1985). 1979) e G. lecitinas. Compostos terpenóides também foram determinados nas espécies G. hirsutum e G arboreum. ácido D-galacturônico e ácido L-glucurônico (Shimizu et al 1986).

escopoletina e escopolina e ácido clorogênico. fenilalanina e alanina (Ligai & Bandyukova. hentriacontano e nonacosano) e fitosteróis (colesterol. cordifolia contêm hidrocarbonetos saturados. 1988). ácido palmítico. rosasinensis durante sessenta dias em ratos adultos machos sadios causou alterações degenerativas no espermatócito. As partes aéreas de S. quercimeritrina e herbacetina e as cumarinas. spinosa (Prakash et al. barbadense e G. Sida Alcalóides foram isolados de S. stigmasterol. acuta (Goyal & Rani. campesterol. 1989a). De S. rhombifolia e S. Hidrocarbonetos (alcanos de cadeia normal e ramificada. fitano. 1997). vesícula seminal e próstata ventral foram . Foi detectada também a presença dos aminoácidos livres serina. pristano. rhombifolia foram isolados n-alcanos e esteróis (Goyal & Rani. acuta. espermátide e espermatozóide. O epidídimo apresentou uma diminuição de espermatozóides. isoquercitrina. esteárico e hexacosanóico (Khan et al. hirsutum (Zhou & Lin. colesterol e stigmasterol (Goyal & Rani. hermaphrodita com etanol 70% obteve o maior rendimento de rutina (2. Das partes aéreas de S. ácidos graxos como beta-sitosterol. 1987). hermaphrodita contêm também os flavonóides. As proteínas e o conteúdo de ácido siálico no epidídimo. barbadense e G. ácido glutâmico e aspártico. hirsutum (Mansour et al.3%3%) (Bandyukova & Ligai. S. A extração das partes aéreas de S.(+) gossipol de G. veronicaefolia foram isolados n-alcanos de cadeia longa (C13-36) e os fitosteróis. humilis. As partes aéreas floridas de S. Dados farmacológicos Hibiscus A administração oral do extrato etanólico 50% (400 mg/dia) de H. betasitosterol e stigmast-7-enol) também foram isolados das partes aéreas de P. e detectouse também a presença de baixas concentrações de taninos nas espécies G. 1981). 1989). Os valores hematológicos ficaram dentro da faixa normal. 1990). 1988a). S. 1989b).

1999). A luteólise pode se dar pela interferência hormonal. porém os níveis de colesterol subiram. antimutagênica (Wang et al. citotóxica. 1976a e 1976b ). e inibidora da broncoconstricção por ADP de H. 1990). 1987). 1992). moschentos (Tomoda et al. rosa-sinensis foi de 100% nos ratos (Gupta et al. 1986). Pakrashi et al. A espécie H. . 1985). rosa-sinensis (Kholkute & Udupa. As flores de H. esculentus (Medeiros et al. bem como atividade hipoglicemiante (Tomoda et al. antiespermatogênica. 2000). 1985). O extrato causa reabsorção do feto e diminuição do tamanho do ovário. sabdariffa (El-Merzabani et al. a atividade broncodilatadora (Medeiros et al. Pai et al. verificadas por Singh et al (1982). 1987). tripsina e a alfa-quimiotripsina. Ainda de H. Não foram observadas alterações no glicogênio testicular. dificultando a implantação de óvulos e impedindo o desenvolvimento da gravidez em 92% dos animais (Kabir et al. rosa-sinensis apresentaram uma forte atividade contraceptiva.. Haji & Haji. 1986. Essas atividades. esculentus. Com outras espécies foram verificadas atividades antitumoral de H. e a atividade da enzima DELTA 5-3 beta-hidroxi-esteróide dehidrogenase do corpo lúteo diminui sensivelmente. O efeito angioprotetor em ratos se deu pela presença de flavonas e antocioninas no extrato (Jonadet et al. O efeito está associado com a queda dos níveis de progesterona periférica e na diminuição da atividade da fosfatase ácida uterina. causando o final da gestação (Pakrashi et al. rosa-sinensis foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Andrade et al. assim como uma forte ação citostática. 2001). A taxa de inibição de fertilidade com H. 1987). sabdariffa foi capaz de inibir in vitro a conversão da angiotensina I e em menor grau a elastase. com queda dos níveis plasmáticos de progesterona. O extrato das flores de H. 1984. 1989).reduzidos nos animais tratados com H. rosa-sinensis na dose de 1 gAg/dia durante cinco a oito dias encerra a gestação em 92% dos animais. Os componentes de Hibiscus mucilage apresentaram atividade anticomplemento em soro humano. Tan (1983) e Singwi & Lall (1980) e hipoglicemiante (Sochdewa et al. antioxidante e anti-hepatotóxico (Liu et al. e de H. 2002). Em camundongos. 1999. 1979). no tratamento com Hibiscus. O ovário apresenta sinais de luteólise. hipoglicêmica de H. a administração oral do extrato benzênico das flores de H. sabdariffa foi caracterizada também como anti-hipertensiva (Onyenekwe et al.

2001. barbadense apresentaram propriedades imunoquímicas (Ermatov et al. Atividade antibiótica contra bactérias e fungos foi verificada com extratos de S. 1988) e S. barbadense tem uma importante função de proteção contra injúrias oxidativas (Awney et al. 1978).Gossypium O gossipol. 1985). Sida Os alcalóides de S. Os sintomas de intoxicação se dão pela presença do gossipol nessas espécies. A atividade antibacteriana de compostos como alcanos e esteróis isolados de três espécies de Sida indicam que os hidrocarbonetos de cadeia longa . Terpenóides isolados de G. principal constituinte do óleo do algodão. Um estudo extenso sobre essa substância e seus efeitos tóxicos pode ser encontrado no trabalho de Liener (1980). rhombifolia (Bortoluzzi et al. 1996). barbadense e G. Wang & Bunkers. 1995). hirsutum e G. O estudo da atividade antioxidativa demonstrou que o extrato de Gossypium barbadense inibiu altas porcentagens da atividade hidrocarboneto hidroxilase produzido pelas enzimas microssomais hepáticas de camundongos induzidos por lindane. hirsutum são capazes de induzir a liberação de histamina por mastócitos e de promover alterações respiratórias em humanos (Elissalde et al. Esses resultados indicam que a atividade antioxidante que está associada com o efeito anticarcinogênico de G. induziu esterilidade em ratos machos (Nadakavukaren et al. arboreum apresentaram atividade antibacteriana contra várias bactérias (Waage & Hedin. 1982). Extratos de S. Flavonóides de G. Malva Para a espécie Malva parviplora existem relatos de atividade antifúngica (Wang et al. 2000) e tóxico (Bourke. 1997). 1980).. As proteínas das sementes de G. serratifolia (Sawhney et al. 1979) e mostrou-se eficaz como agente antifertilidade em fêmeas (Nomeir & Abou-Donia. acuta apresentaram atividade antimicrobiana (Gunatilaka et al. 1984). cordifolia apresentaram atividade de prevenção de cáries dentárias (Namba et al. 1985).

utilizadas popularmente para banhos ginecológicos e nos casos de inflamações da mucosa bucal. distribuídas em onze diferentes gêneros. C. 1998. V. incluindo árvores e arbustos. e o gênero Theobroma. com uso popular nas afecções respiratórias e digestivas. no Brasil ocorrem cerca de 120 espécies. carpinifolia. et al. cordifolia (Malva-branca). 1998). exceto Bacillus subtilis. Sterculia. enquanto os esteróis são ativos contra seletivas bactérias. Espécies medicinais da família Sterculiaceae Introdução A família Sterculiaceae descrita por Augustin Pyramus de Candole compreende 67 gêneros. Dombeya. Fernandes et al. foram detectadas as atividades antiinflamatória e antimicrobiana (Santos. raramente ervas ou lianas (Mabberley. Das partes aéreas e folhas de S. Segundo Barrozo (1978). porém com atividade tóxica (Bortoluzzi et al. 1988b). Bianchi et al. dos populares Chichá e Tacacá do Nordeste brasileiro. Do infuso de S. lobata apresentaram atividade antibacteriana (Mazumder et al. 1992). Os principais gêneros presentes no Brasil são: Byttneria. todos típicos de cerrados e campos. onde são encontrados em abundância. 2001). do valioso Cacaueiro Joly 1998). Drena As raízes de U. A introdução do grupo acetil no esterol propicia a diminuição da atividade do composto (Goyal & Rani. 1996). 1988. onde também é comum a ocorrência de espécies do gênero Guazuma. de grande cultivo em jardins. 1997).são ativos contra bactérias gram-positivo e gram-negativo. nos quais se distribuem 1. F. poucas em áreas temperadas.500 espécies tropicais. Atividade antimicrobiana também foi detectada nas folhas e raízes de S. vulgarmente chamada de Guaxuma. não foi observada atividade mutagênica (Sugai. Na região . As espécies medicinais aqui descritas foram referidas na região amazônica. Helicteres e Waltheria. 1998. rhombifolia. Franzotti et al.

para o tratamento de diarréia. flores que brotam dos galhos. com estipulas caducas. no Pará (Amorozo & Gély. grossos e tomentosos. ovóide. 1991). bem como nas comunidades locais da Amazônia. com grande abundância no Norte e Nordeste do Brasil. liso e escuro (Figura 11. . com brácteas linear-lanceoladas. O nome do gênero. o Cupuaçu é cultivado como uma fonte alimentar primária (Balee & Moore. onde podemos referir o Cupuaçu e o Cacau.) Schum.5). o suco das folhas é usado no tratamento da bronquite e de infecções renais. de valor econômico. 1988). O gênero Theobroma. ou por suas variantes: Cupuaçu. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica e em todo o Brasil de Cupuaçu. e o chá da sua casca. Espécies medicinais Theobroma grandiflorum (Willd. grandes e vistosas. medicinal e alimentar. ex Spreng. Theobroma. fruto do tipo capsular grande. com ramos longos. pedunculadas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. duas das mais importantes e valiosas espécies. Em tribos indígenas amazônicas. na tribo ticuna da Amazônia (Schultes & Raffauf. descrito por Carl Linnaeus. folhas com pecíolos curtos e carnosos. inclui vinte espécies vegetais de ocorrência na América tropical.da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. significa "manjar dos deuses". Copoaçu. Suas sementes são utilizadas para tratar dores abdominais. oblongolanceoladas. Cupu-assu. vermelho-escuras. 1990). Dados botânicos Arvore de grande porte.

1989). oblongolanceoladas. Pagonini et al. et al. com ramos curtos. 1986). tripsina . Outras espécies desse gênero. Dados químicos Assim como no Cupuaçu (T. como a T. inibidores fenólicos da a-amilase. Cacao forastero. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Cacau. glicerídeos di-saturados. 1992a e 1992b).9-tetrametilúrico. usado no interior da região amazônica como excelente desodorante (Rodrigues. fasciculadas. Cacaoyer.. Criollo. flores dispostas no caule. fornece sementes sucedâneas ao Cacau verdadeiro.e tri-insaturados (Costa. Caca-y. globulinas (Voigt et al. palmítico. ácidos esteárico.Theobroma speciosa Willd. Kakao. albuminas. 1977). denominado Theobroma cacao L. mirístico. Chocolate. ex Mart. fruto capsular ferrugíneo.. Já a espécie T. inteiras. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. cacao desse mesmo gênero é usada nos casos de câncer e hemorróidas (Santos. oléico e linoléico. 1993).7. Cacao azul. Outras indicações incluem o uso da cinza da madeira e da casca do fruto para produção de um sabão artesanal. (Figura 11. speciosa possui ácido 1. T.. M.6). e a forma de uso se baseia na secagem das folhas a serem aplicadas na região afetada. cacao. grandiflorum). 1979). Dados botânicos Árvore de porte médio. 1970. a planta é utilizada para o tratamento de infecções da garganta. Outros nomes populares atribuídos a essa espécie são Cacao. teobromina. contêm flavonóides (Jalal & Collin.3. cafeína (Maia et al. vermelho-escuras. no Amazonas. folhas com pecíolos longos.. até 10 m de altura. mono.

1991). mariae. cafeína e teofilina foram detectados nas diferentes partes de duas variedades de T. bicolor e T. ácido araquídico.. A taxa de ácido graxos saturados/ insaturados variou de 1. porém..9%).74% (SantAnna Tucci et al. Porém. principalmente hidrocarbonetos saturados e insaturados. 1987). nerol.. Os alcalóides teobromina. 1986). 1991). bicolor e T. derivados do ácido hidroxicinâmico.6%. Nessa espécie foi detectada a presença de hidrocarbonetos saturados. cacao consistem de 78 componentes. cacao e também em T.2%). Durante a maturação da semente foi detectada a presença de fenóis. Esse constituinte também . cacao do Estado de São Paulo foi analisado quanto ao seu conteúdo de gordura. diferentemente do T. cacao. e T. ácido lático. xantinas e lipídios. 1986). 1995) estão presentes nas sementes dessa espécie. quercetina e esculentina (Bastide et al. 1991).. augustifolium (Sotelo & Alvarez. (+)-catequina e antocianinas (Andebrhan et al. tais como o 1-pentadeceno e n-pentadecano. 1996). taninos condensados. 1994). antocianinas. T.(Quesada et al. (-)epicatequina.. T. nenhuma dessas quatro espécies vegetais apresenta teofilina (Marx & Maia.. cacao foi caracterizado como de 190. o n-tricosana foi caracterizado como majoritário (12. Foi confirmada também a presença de (-)-epicatequina. Alcalóides purínicos (cafeína. O índice de saponificação da T. flavan-3-ols. dentre os quais o óxido de linalol (12. e sua goma encerra polissacarídeos (Figueira et al. teobromina e teofilina) foram encontrados em Theobroma cacao (Hammerstone et ai. A gordura foi o principal constituinte das sementes de todas as amostras (Sotelo & Alvarez. 1994). que variou 50. T. quercetina3-0-glucosídeo. os maiores constituintes foram os monoterpenóides citral. procianidina B2. simiarum. bem como em sementes de Theobroma grandiflorum. teobromina. augustifolium. longifoleno e citronelol (Erickson et al. tais como ácidos palmítico. Em T.37 a 1. Em menor quantidade foi detectada a presença de ácido hexadecadienóico. Além de açúcares totais. ácido ecosadienóico. As essências florais de T. mammosum foi detectada a presença de 58 componentes. pela presença de ácidos graxos.. esteárico e oléico (Griffiths & Harwood. ácido cítrico. Essas duas últimas substâncias atuam contra o fitopatógeno Crinipellis perniciosa (Vassoura-de-bruxa) (Andebrhan et al. ácido erúcico e ácido lignocérico (Zakaria & Busri. taninos. 1987). O T. 1995). 1996)...7% a 57. speciosum. 1989). subincanum. Em T. gorduras (Malini et al.5%) e o isoeugenol (8. geraniol.

Paganini et al. Melzig et al. fenóis e taninos.. Esses polifenóis também foram responsáveis pelas atividades antioxidante e moduladora do sistema humano in vitro (Osakabe et al. 1997). 1997). 2000). isolada dessa espécie vegetal. com ponto de fusão de 32°C (Rodrigues. As sementes fornecem 48% de uma gordura branca. Inúmeras revisões têm sido feitas acerca das propriedades farmacológicas dos alcalóides derivados das metilxantinas. 1994) e antidepressora (Matsunaga et al. e a proantocianidina. clorofila.. 1992).. O fruto do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu) apresenta em sua composição açúcares. Aos polifenóis é atribuída também a atividade antiestresse em testes comportamentais em ratos (Takeda.. 1997). Polifenóis antitumorais foram encontrados no extrato hidroalcoólico (60:40) das sementes de T.pode ser encontrado em culturas de tecidos de T. 1989). amido. A infecção das folhas com o fungo Crinipellis perniciosa é capaz de promover alterações na composição do fruto (Da Conceição et al... análoga à manteiga de cacau. 1997. M. 2002). . 1970.... uma atividade analgésica (Santos. cafeína. cacao (Yamagishi et al. bem como atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Perez & Anesini. A presença de epicatechina contribui para a inibição da lipoxigenose e o efeito antiinflamatório desta espécie (Schewe et al.. 1997. proteína. cacao (Gurney et al. 1992a e 1992b). teobromina e teofilina com seu efeito estimulante natural (Matissek. 1997). cacao apresentou um efeito vasodilatador. et al. Sanbongi et al. 1997). Dados farmacológicos das espécies e do gênero O extrato aquoso dos frutos de T.

Outras denominações são Calabura e Pau-de-seda. 1998). 1978). que a referiram como medicinal. Triumfetta. serrilhadas. raramente ervas ou lianas (Mabberley. e Apeiba. oblongolanceoladas. que compreende uma espécie medicinal denominada Açoita-cavalo. Na região da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. agudas no ápice e oblíquas na base. da planta Pau-de-jangada. de até 13 m de altura. Dados botânicos Árvore de porte médio. flores brancas com cinco sépalas e cinco pétalas. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins.Espécies medicinais da família Tiliaceae Introdução A família Tiliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 46 gêneros e 680 espécies subcosmopolitas. os gêneros mais comuns são Luehea. Os principais gêneros são Tilia e Muntingia. Essa família tem no Brasil um dos principais centros de dispersão. com o nome de Curumin-nhapuá. sendo a maioria de árvores e arbustos. No Brasil. e aqui são encontrados treze gêneros e aproximadamente sessenta espécies (Barrozo. Espécies medicinais Muntingia calabura L. de outra espécie medicinal chamada Carrapicho-de-carneiro. 1997). de numerosos estames livres. folhas curto-pecioladas. Outros nomes atribuídos à espécie decorrem desse nome indígena: Curuminzeira e Curuminzieira. muito conhecida na região amazônica Joly. neste último está aqui descrita a única espécie referida na região amazônica como medicinal. .

flavonas e biflavanas (Kaneda et al. alcanos (15. quercetina. denominado de 2-acetil-l-pirroline (1. fruto do tipo baga. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado pelos índios tenharins para facilitar a expulsão do feto durante o parto. O gênero Muntingia descrito por Carl Linnaeus inclui uma única espécie..3%) os mais significativos. sesquiterpenóides (10. Do extrato citotóxico das raízes de M.dispostas em pedicelos axilares. kaempferol 3-O-beta-D-galactosídeo. Dados químicos das espécies e do gênero Das folhas e flores de M. . ovário 5-7 locular. 1991). e as flores. foram isolados por destilação a vácuo 42 compostos. vermelho. calabura foram isolados polifenóis como kaempferol. Por destilação de arraste a vapor foram identificados 56 compostos.3%). calabura L. dos quais predominaram alcanos (44. indeiscente. Dos frutos de Aí. O nome do gênero foi dado por Linnaeus em homenagem a Abraham Munting.5%) e compostos carbonil (23.7%). e salicilato de metila. arredondado. ácido caféico e ácido elágico (Seethraman.6%) e derivados furanos (8. 1984).7). sendo ésteres (31. Foi observada a presença de potentes componentes de odor. A casca é emoliente. 1990). aqui descrita como medicinal.3%).3%). calabura foram isoladas Havanas.9%).4%). inúmeras sementes (Figura 11. compostos fenólicos (11. antiespasmódicas (Corrêa. ésteres (26.

1998. Detalhe do ramo com flores (Desenho modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.FIGURA 11. e foto original por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .1 -Bixa arbórea.

1998) (Banco de imagens - . b) detalhe do fruto aberto (segundo Gemtchujnikov em Joly. 1984).2 .FIGURA 11.Hibiscus rosa-sinensis: a) ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa.

3 .FIGURA 11. Ramos floridos com detalhes das flores (Desenhos originais por Di Stasi e fotos originais por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .Gossypium barbadense.

4 .Sida rhombifolia var. canaiensis.FIGURA 11. 1998) (Banco de imagens . Detalhe do ramo florido e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.

Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens .5 .Theobroma grandiflorum.FIGURA 11.

Detalhe do ramo florido (Flora brasiliensis) e detalhe do caule com frutos (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .6 .Theobroma speciosa.FIGURA 11.

7 .FIGURA 11. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov) (Banco de imagens .Muntingia calabura.

e o importante gênero Urtica. Seito C. amplamente conhecida como . C. Cecropiaceae. Cecropiaceae e Moraceae.12 Urticales medicinais L. das quais as famílias Moraceae. apresentamos distintamente as famílias Cecropiaceae e Moraceae. A. Nos estudos realizados e apresentados neste livro. duas espécies medicinais foram referidas: Cecropiapeltata. pois nela estão incluídas cinco famílias botânicas. Hiruma-Lima A ordem Urticales é uma importante ordem da subclasse Dillenidae. Urticaceae e Cannabaceae possuem importantes espécies de valor medicinal. não possuem importantes espécies de valor medicinal. devemos salientar os gêneros Cannabis e Humulus: o primeiro. Da família Cannabaceae. e o segundo. fonte de substâncias também tóxicas. Relembramos aqui que empregamos neste estudo a revisão de Kubitzki sobre o sistema de classificação de Cronquist e. Ulmaceae e Barbeyacea. cujas espécies sempre foram referidas apenas na família Moraceae. espécies medicinais foram referidas na região amazônica e na Mata Atlântica. Da família Urticaceae devemos destacar a ocorrência de espécies medicinais nos gêneros Parietaria e Pilea. fonte da maconha (Cannabis sativa). Em duas delas. Di Stasi L N. As outras duas famílias dessa ordem. por esse fato. cujo uso abusivo é disseminado em todo o planeta.

folhas grandes. Myrianthus. Ambahú. Ambaíba. Toréin. Figueira-de-surinam. Ambatí. sendo este último o único importante como fonte de espécies medicinais e com grande ocorrência em todo o Brasil. Musanga. Poiküospermum. Imbati. de Lixa. Berg e incorporada por Kubitzki em sua modificação sobre o sistema de Cronquist. uma importante espécie medicinal da Mata Atlântica. Embaúba. ao passo que na Mata Atlântica são comuns os nomes Embaúba e Umbaúba.Umbaúba e citada como medicinal tanto na Amazônia como na Mata Atlântica. a família Cecropiaceae fica definida como uma família que inclui aproximadamente 180 espécies. longopecioladas. Arvore-da-guiça. Outras denominações populares são Aimbahú. Ambaitinga. Dados botânicos Árvore com ramos curvos. Espécies medicinais Cecropia peltata L. . Ambaí. referida com adulterante da Espinheirasanta. e a espécie Sorocea bomplandii. Com esse novo arranjo. Pourouma e Cecropia. Arvore-da-preguiça e Torém. Ibaíba. lactescentes. peitadas acima do centro. Nomes populares Na região amazônica a planta é chamada de Imbaúba. Ibaituga. distribuídas em seis gêneros: Coussapoa. Espécies medicinais da família Cecropiaceae Introdução A família Cecropiaceae foi recentemente definida por Corneli C. alternas e protegidas por duas estipulas. Imbaubão.

A. C. ecoar". a decocção das folhas é usada para facilitar o funcionamento dos rins e contra a malária (Corrêa. 1996). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1998). asma. glazioui foram detectadas as atividades antisecretora (Cysneiros et al. apresentou atividade hipotensora e atóxica (Borges. et al. gemas e brotos são adstringentes. 1996b). bronquite e gripes fortes. F. Na região do Vale do Ribeira. 1984). Santos. O nome do gênero Cecropia vem de Cecrops. catharinensis foi determinada atividade colinomimética bloqueável por atropina (Dalla-Costa & Rates.1). As folhas. Kerber. peltata já foram detectadas atividades antimalárica e atóxica (Marinuzzi et al.. lyratiloba (Menda. et al. meio homem e meio serpente. referindo-se ao caule e aos ramos ocos das plantas desse gênero. filho da Terra... não foi detectada atividade inflamatória (Schenkel et al. C. do grego. O xarope dos brotos também é usado contra tosse.. . muitas delas de ocorrência no Brasil. Dados químicos e farmacológicos Foram isolados flavonóides e cumarinas de C. A.flores pequenas de sexo separado. indicado popularmente como diurético e no tratamento de bronquites e asmas. carpelar. frutos nuculares. antililiásica (Domingos et al. 1986. R. Mal de Parkinson. o látex é usado contra úlceras gangrenosas e cancerosas e verrugas. 1994). unilocular. Das raízes de C. 1985). Das folhas de C. formando infrutescências inclusas (Figura 12... o chá dos brotos é tido como útil contra tosse e bronquite. a raiz é considerada útil contra tosse. 1992. R. indicada popularmente como antiinflamatório. Na espécie C. et al. catharinensis. 1983). A. O gênero Cecropia descrito por Pehs Loefling compreende 75 espécies tropicais. 1986). Em C. que significa "chamar. hidropisia. adenopus. 1984b). usados na fabricação de instrumentos de sopro. Nas folhas do extrato de C. reunidas em densas inflorescências. a decocção das folhas é amplamente usada contra tosses. flores masculinas com dois estames e femininas com ovário súpero. obtusa foram detectadas as atividades anti-hipertensiva e diurética (Ribeiro..

2001). pois é confundida e coletada como a verdadeira Espinheira-santa. possui atividade antimicrobiana (Andra et al. e um dos compostos responsáveis é a isovitexina (Delia Monache et al. efeito depressor do SNC. 1992). 2002). distribuídas em 38 gêneros. compreende 1. Morus. 1998a e 1998b.. analgésico e relaxante muscular (Perez-Guerrero et al. descrita originalmente por... de Espinheira-santa. obtusifolia (Andrade-Cetto & Wiedenfild. Espécies medicinais da família Moraceae Introdução A família Moraceae. 2001). Diversos estudos comprovaram a indicação como anti-hipertensivo. 2001).. Dorstenia. usualmente com células lactíferas e grande produção de látex. que incluem árvores. característica marcante da maioria das espécies dessa família. 1997). 1998) e antimalárica (Marinuzzi et al. Esta mesma espécie apresentou baixa toxicidade. distribuídas em 28 gêneros.) Burger. antiulcerogênica (Cysneiros et al. com inúmeras espécies usadas como ornamentais..depressora do SNC. Cysneiros et al. Johann Heirinch Friedrich Link. 1988). Astocarpus e Sorocea. ansiolítica (Barettaetal. antidepressiva. Lanjow & Bouer Nomes populares A espécie é chamada. espasmolítica (Delia Monache et al. Espécies medicinais Sorocea bomplandii (Baill. Rocha et al. Em outras re- . 1988. dos quais se destacam: Ficus.. Rocho et al. lianas e ervas (Mabberley. 1993 e 1996a)..100 espécies tropicais e poucas temperadas. 1998. nos quais várias espécies medicinais são encontradas. A cecropina. No Brasil. A atividade hipoglicemiante foi constatada nas folhas de C. a família conta com aproximadamente 340 espécies.. arbustos. na Mata Atlântica.. isolada de espécies deste gênero..

A planta é de ocorrência no Sudeste e no Sul do Brasil. . Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 12 m de altura. de casca fina. Esta mesma espécie apresentou efetiva atividade antiulcerogênica (Andrade et al. especialmente da Mata Atlântica. folhas simples.giões do país a planta é chamada de Cincho. Gonzales et al. inflorescências em rácimos axilares com flores verdes (femininas) e vermelho-escuras (masculinas). 2001. bastante coriáceas e de bordas com pequenos espinhos. onde ocorre em abundância e possui uma madeira empregada apenas pela população local para produção de cabos de enxadas e outros utensílios. 2001) e antagonizou as contrações em úteros de ratos e íleo de cobaia (Calixto et al. Resple. fruto do tipo baga. Flavonóides foram isolados de S. especialmente na Mata Atlântica. Araçari. uso comum nas comunidades do Vale do Ribeira. Soroco. Carapicica-de-folha-miúda. cilíndrico. Laranjeira-do-mato. Folhas-de-serra. da família Celastraceae). Dados Químicos e Farmacológicos A soroceina foi isolada de S. Trata-se de uma espécie perenifólia. Calixto et al.. bomplandii (Ferrari & Delle Monache. Recentemente. 2001. quando não está em época de floração. de face superior brilhante e inferior opaca. a infusão da espécie é usada contra dores de estômago. os dados etnofarmacológicos obtidos incluem o uso da espécie no tratamento de úlceras.. primária e exclusiva do sub-bosque de matas primárias. chegando a 10 cm de comprimento. 1993). 1993). A espécie é latescente.. bomplandii. ciófita. característica importante na diferenciação em relação à Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia. Canxim.. ilicifolia e S. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. com tronco ereto.

1998. e) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. Reis). c) inflorescência. (Banco de imagens . S.FIGURA 12.Cecropia peltata: a) vista geral da planta (foto M.1 . d) flor feminina. b) detalhe da folha.

Das centenas de gêneros. R. segundo Mabberley (1997). Hiruma-Lima A. especialmente encontradas em regiões tropicais e subtropicais (Mabberley. M. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. C. M. visto que os limites da diferenciação dos gêneros são pouco precisos. No Brasil. comumente com células especializadas na produção de látex. com ampla distribuição e ocorrência no Brasil. Souza-Brito E. 1997). A família Euphorbiaceae. A. compreende 313 gêneros. nos quais estão distribuídas aproximadamente 8. 1978). lianas ou ervas.100 espécies espalhadas pelos mais variados tipos de vegetação (Barrozo. . a família é representada por 72 gêneros. Os principais gêneros estão distribuídos em cinco subfamílias e.100 espécies. M. Guimarães C. Santos L. arbustos. a maioria cosmopolita. Di Stasi Introdução A ordem Euphorbiales inclui apenas três famílias botânicas: Pandaceae. Na família ocorrem árvores.13 Euphorbiales medicinais C. Thymelaceae e Euphorbiaceae. é urgente uma revisão da família. das quais a terceira é uma importante fonte de espécies medicinais. com aproximadamente 1.

peninérveas. Espécies medicinais Croton cajucara Beth. com limbo dividido em lobos ou segmentos. a decocção das folhas é utilizada contra dores de estômago. Mabea. folhas simples. verdes. Dados botânicos Arbusto grande de até 6 m de altura. enquanto a infu- . da valiosa Mamona. ervas e arbustos. amplamente explorado comercialmente e cuja espécie Ricinus communis também é usada para diversas finalidades terapêuticas. devemos destacar inúmeras espécies usadas como ornamentais. sementes ricas em endosperma (Figura 13. separando-se em três cocos. pecioladas. icterícia e malária. Pedilanthus. a maior produtora de borracha. sendo algumas árvores. e outras. belas quando floridas e muitas delas causadoras de irritação ocular. dos quais referimos algumas espécies a seguir. Jatropha e Croton. especialmente em Phyllanthus.1). estipuladas. febres.devemos destacar Ricinus. atualmente cultivada em vários países. problemas hepáticos. que são abundantes na região amazônica e na Mata Atlântica. pela semelhança das sementes com esse animal. Do gênero Euphorbia. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Nesse gênero ocorrem 750 espécies tropicais. lanceoladas. flores de sexo separado. Espécies medicinais são referidas e encontradas em vários gêneros. esquizocárpico. reunidas em inflorescências racemosas com flores femininas inferiores. Uma importante espécie da região amazônica do gênero Hevea é a seringueira. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica como Sacaca e Cajucara. espécie rica em óleo de rícino. O nome do gênero Croton descrito por Carl Linnaeus significa "carrapato". fruto seco.

de caule grosso. de Sacaquinha. reunidas em inflorescências paucifloras. peninérveas. A espécie é muitas vezes usada em substituição à Croton cajucara. sementes ricas em endosperma. Maduri-graça. mas também de Peão. na região amazônica. é útil contra hepatite. no Pará. amarelo-esverdeadas. folhas simples. Não foram encontradas outras indicações populares para essa espécie. palminérvias. Pinhão Pinhão-branco. pequenas. curto-pecioladas. Jairopha curcas L Nomes populares A espécie é chamada de Peão-branco. estipuladas. longo-pecioladas. misturada com Melão-de-são-caetano (Momordica charantia). a Sacaca. membranosas. lactescente. Pinhãodos-barbados. com ápice curtamente acuminado e base cordada. lobadas. e Mandobiguaçu. Dados botânicos A planta é um arbusto de porte médio. atingindo até 4 m de altura. flores unissexuadas. lanceoladas. Nomes populares A espécie é chamada.são das folhas. flores de sexo separado. grandes. Pião. folhas alternas. Pinhão-manso. Pinhão-de-purga. fruto seco. Dados botânicos Arvore de até 4 m de altura. Pinhão-do-paraguai. no Ceará. nodoso. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada via oral contra malária e problemas do fígado. esquizocárpico. reunidas em inflorescências racemosas. com brácteas . glabras. separando-se em três cocos. Croton sacaquinha Croizat.

esta passa a ser comestível e saudável). fruto do tipo capsular. são torradas. tosse e catarro no peito (torrar com sebo da Holanda). secar até ficar fria. assar a polpa na cinza. contra feridas (Amorozo & Gély. Jatropha gossypifolia L. Outras indicações do uso local dessa espécie podem ser encontradas nas plantas Mocura-caá e Peão-roxo. partir e tirar a "folhinha". 1982). . lisas. Batata-detéu. as sementes são usadas contra dor de cabeça (tomar com cachaça ou torrar e fazer pílulas). dez estames. o látex é aplicado externamente. no Pará. assim como para constipação nasal. deriva do grego iatros = "remédio". colocar no café e banhar a cabeça). Peão-pajé. Mamoninha. O nome do gênero Jatropha. e phagein = "comer" (depois que extraído o composto tóxico da raiz. coriáceo. após a retirada do embrião. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. enquanto as sementes. gengibre amassado.2). 1984). Erva-purgante. resina de copaíba e folhas de arruda é considerado útil contra derrame cerebral. e por isso deve ser sempre retirado antes do preparo do medicamento. constipação nasal e como purgativo. a infusão das folhas é usada para lavar a cabeça e curar dores. Pião caboclo. o chá das folhas é usado contra febre e fraqueza. Peão-curador. flores masculinas com cinco sépalas ovadas e cinco pétalas. Nomes populares A espécie é conhecida como Peão-roxo ou como Jalopão. 1988). A população ribeirinha da região amazônica refere que o embrião da semente pode levar à cegueira pela alucinação que produz. gineceu com ovário glabro e estigma bífido. As sementes são eméticas (Corrêa. sementes escuras. Raizde-téu.. Arg. gripe (descascar a semente. elipsóides e oblongas (Figura 13.lanceoladas. o óleo das sementes é utilizado no Piauí como purgativo (Emperaire. O preparado das sementes de Peãobranco com sumo de folhas de cravo. descrito originalmente por Carl Linnaeus e revista por Muell. raladas e utilizadas no preparo de infusão ou adicionadas ao leite para tratar sinusite. Pinhão-roxo.

1982). Outras indicações podem ser observadas em Mocura-caá. palmadas e limbo dividido em lobos. 1984). glabras e estipuladas. na hidrópisia e no tratamento do reumatismo (Corrêa. 1982). no Piauí (Emperaire. e as folhas na cabeça. roxas. ramosa. o chá das folhas é usado como antitérmico. A aplicação do látex no local é tida como útil contra feridas e mordidas de animais peçonhentos. flores em grande quantidade agrupadas em rácimos. flores unissexuadas. o banho.3). Em outras regiões é chamada de Tacoari e Taquari. cálice com cinco pétalas. as folhas novas têm uso mágico pelas benzedeiras da região. contendo uma semente escura com pintas negras (Figura 13. que nas flores masculinas podem formar um tubo petalóide. útil nas obstruções das vias abdominais. A planta é purgativa. folhas pecioladas. fruto capsular. Em Brasília. No Pará. 1988). Nomes populares A espécie é conhecida popularmente como Canudo-de-pito. descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé . escuras e com pecíolos pubescentes. com folhas alternas. O nome do gênero Mabea. trissulcado. Dados da medicina tradicional O banho preparado com as folhas é utilizado como anti-séptico. as sementes são usadas contra gripes fortes (Barros. contra "mau olhado" (Amorozo & Gély. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 5 m de altura. as folhas untadas com sebo da Holanda e aquecidas no fogo são utilizadas na forma de compressa para dores de cabeça.Dados botânicos Árvore de pequeno porte. dispostas em cimeiras paniculadas. lineares. contra "mau olhado". contra feridas. Mabea angustifolia Spruce ex Bth. grandes. com ramos pubescentes e estipulas compridas e lineares.

trissulcadas. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como o nome de Quebra-pedra. é usada como diurético e contra . significa "flor na folha". 1984). ramificada. sendo um gênero que inclui cinqüenta espécies. refere-se a um nome comum e popular das Guianas. sementes minúsculas (Figura 13. flor masculina fasciculada com três estames. a infusão das partes aéreas da planta é usada para expulsão de pedras dos rins e contra diarréia. cápsulas pequenas. a decocção da raiz ou o preparado de raiz com folha de abacate. reunidas em inflorescências do tipo glomérulo. folhas com limbo. Não foram encontradas outras citações de uso medicinal dessa espécie. Dados botânicos Planta de pequeno porte. Na região do Vale do Ribeira.Aublet. O nome do gênero Phyllanthus. é tido como útil na expulsão de pedras dos rins. que atinge até 0.4). alternas. distribuídas na América tropical. Phyllanthus corcovadensis Muell. flor feminina fasciculada com ovário 5-7 locular. dividida na base em ramos cauliformes e em toda a extensão em ramos menores. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das cascas é utilizada como antitérmico. incluindo as raízes. estipuladas. Arg.5 m de altura. Arrebenta-pedra ou Erva-pombinha. Na região amazônica. Dados da medicina tradicional A planta é usada como diurético e dissolvente dos cálculos renais (Corrêa. com ramos glabros. flores de sexo separado. enquanto a infusão de toda a planta. descrito por Carl Linnaeus.

1998). 1982). transcrotonina.. 1986).. de ácido aleuritólico (Muller et al. e os principais constituintes são alfa-pineno. desidrocrotonina copaeno Craveiro et al. 1. além de ser usada contra pedras nos rins. alfa-humuleno. Dados químicos dos gêneros Crofon Da espécie C.. 1992). é útil contra problemas do fígado. . principalmente por copaeno e cipereno (Nunes et al. cajucara também foi caracterizado pela presença de sesquiterpenos. Das cascas de C.. dois clerodane diterpenos que apresentaram atividade antiinflamatória na inibição da fosfolipase A2 de veneno de abelha (Ichihara et al. (1981) realizaram um grande estudo sobre a composição do óleo essencial de inúmeras espécies do gênero Croton. cajucara também foi isolada a sesquiterpenolactona desidrocrotonina (Simões et al. 1989. 1989).. 1990. 1991). Maciel et al.. foi descrita a presença da trans-desidrocrotonina (Itokawa et al. cajucarina A e cajucarina B (Itokawa et al.. Kubo et al. beta-cariofileno. cajucara foram isolados cajucarinolídeo e isocajucarinolídeo.dores de barriga. A infusão das folhas. 1979. O óleo essencial das cascas de C. Em Minas Gerais. é tida também como útil como desobstruente e contra problemas hepáticos e icterícia (Grandi & Siqueira. Posteriormente. 2000).8-cineol.

2.4b-dihidroxi-15. lechleri foi isolada a sinoacutina. Das partes aéreas de C. 3.14dien-9-al e 3a. propionato de etila. lechleri foram: acetato de etila. mirceno. Das cascas de Croton lechleri foram isolados também os diterpenos korberina A (I) e korberina B... Ambas possuem em comum a presença de beta-cariofileno. estragol. sitosterol-b-D-glucopiranosídeo e b-sitostenona. 1992b). gama-elemeno. cânfora. C. sitosterol. zambesicus apresenta também grande quantidade de limoneno (Menut et al. 1993a). alfa-guaieno. De C. limoneno e outros.4-dimetoxibenzil. 1993b). betabourboneno e gama-cadineno. e das folhas de C. ludianus possui 1. levatii foi isolado um diterpenóide neoclerodane. alfa-cubebeno. 1996). glandulosus (Neto et al.. p-cimeno. metileugenol. 3.16-epoxi-12-oxo-cleroda-13(16). e de C. alfa-ilangeno. acetato de 3-metil-butanol.5-trimetoxibenzeno. o óleo de C. Das cascas de Croton lechleri foram isolados 1. 4b-dihidroxi-15. aubrevillei J. 1992). As duas amostras possuem linalol e b-cariofileno como constituintes majoritários. glandulosus. a levatina (Moulis et al. Além disso. Os constituintes voláteis isolados de C. 2-metil-butanol. cadineno..14-dieno. zambesicums Muell. allo-aromadendreno e torreyol. que apresentaram atividade antimicrobiana (Cai et al. acetato de 1-butanol e 3-metil-2-pentanol (Bellesia et al. hovarum: a 3a. 1994). a printziano e um norclerodano (Siems et al. 4-hidroxifeenetil. Foram também isolados triterpenos e o ácido 4-hidroxihigrínico (Krebs & Ramiarantsoa. 1996). acetato de propila. crolechinol e ácido crolechínico (Cai et al. Porém..3. lundianus e a C.4. Foi analisada a composição do óleo essencial de duas espécies de Croton..6-trimetoxifenol. 1995). acetato de 2-metil-butanol. e chiromodine (Weckert et al. gama-elemeno. e das cascas do caule de C.... . chilensis foi isolada a clerodane e ácido crotônico (Borquez et al. eucaliptol. 1992). enquanto germacreno B.cadideno.8-cineol. Dois clerodane-diterpenos foram obtidos do extrato metanólico das cascas de C. o epoxichiromodine e 3-O-acetoacetil lupeol (Addae-Mensah et al. foi determinada. linalol. alfa-humuleno. 1995). 1992). (E)-nerolidol e alfacadinol foram encontrados apenas em C. megalocarpus foram isolados o diterpeno clerodane. a C. que não apresentou atividade cicatrizante (Carlin et al. metil isoeugenol. cortesianus foram isolados o clerodano..4-dimetoxifenol.. 1996). Das folhas de C. A composição do óleo essencial das cascas de C.16-epoxi-12-oxocleroda-13(16).

1996). taraxerol. 1991). beta-sitosterol (Chen et al. 6-metoxi-7hidroxicoumarina. draconoides foram isoladas as catequinas: (+)-ballocatequina. 1988) e curcaciclina B (Auvin et al.7-dimetoxicoumarina. a seco-labdane (Schneider et al. 1993).De C. 16hidroxijatrofolona. Do óleo de C.3'. Jatropha Das raízes de J.. macwstachys (Herlem et al.6-diona. 1992). 1992). jatrofol. salutaris foram isolados sonderianol e diterpenos acíclicos e diterpenos tricíclicos (Itokawa et al. e das folhas de C. eudesmanos. curcas foram isolados 5a-stigmastane-3. 3-hidroxi-4-metoxibenzaldeído é ácido 3metoxi-4-hidroxibenzóico e daucosterol (Kong et al. 5hidroxi-6. diasii (Alvarenga et al. castaprenol-11. hemiargyreus (Barnes & Borges. stigmasterol. e de C. nobiletina.7. 6a. sublyratus foi isolado o plaunotol (Nilubol. ésteres e cetonas não-terpenóides. curcas foram isolados ainda as latiranas.7b-dihidroxiannoneno e 6a. 1991). 1976). Altas concentrações de taninos foram encontradas em C. 1981). (-)epigallocatequinae (-)-epi-3. Compostos terpenóides foram isolados de C. 1994). eluteria foram isolados sesquiterpenos. 1986) e C. tomentina. Das raízes de C.. enquanto alcalóides foram encontrados em C. draco foram isolados os terpenóides b-sitosterol. e das cascas de C. .. vomifoliol e ergasterol-5a-8a-endoperóxido (Hernandez & Delgado. jatrofolona B. ácido 2S-tetracosanóico glicéride-1. sesquiterpeno fenol e diterpenos clerodânicos (Hagedorn & Brown. 1991a). 1988).. 1992).. 1996). matourensis foi isolado o ácido maravuico um diterpeno. 1986).. b-sitosterol. jatrofolona B. caniojana.... jatroolona A.. e o diterpeno crotamaclina foi isolado de C.. jatrofina. beta-D-glucosídeo e beta-sitosterol. De C. 1995). argyrophylloides (Monte et al.. curculatiranas A e B (Naengchomnong et al.5. ruizianus foram isolados vários alcalóides (Del Castillo Cotillo et al. sonderianus foram isolados os diterpenos neo-clerodanos 6a-hidroxiannoneno. riangularis (Moura et al. De J.7b-diacetoxiannoneno (Silveira & McChesney.. Das partes aéreas de C. gossypifolios (Cespedes et al. taraxerol. os triterpenóides jatrofolona A. C.5'-pentahidroxirlavina (Aquino et al.

galvani foram caracterizadas as presenças de alcalóides.. terpenos. compostos fenólicos. Dos rizomas de J. 1990). podagrida apresentaram 24%. 2epijatrogrossidiona.. esteróides e glicosídeos.. todos utilizados no tratamento de tumores (Taylor et al. ácido araquídico e toxalbumina. denominada curcina (Costa. gossypifolia foram isoladas as lignanas isogadaína. 1989).. 0.. gossypifolia foram isolados os diterpenos jatrofolona A e jatrofatriona (Rahman et al. 1989). mollissima foram isoladas orientina. J. 1987). 1989a e 1989c). sendo 0. 1983)./. . isoleucina (3. bem como o ácido nurístico. respectivamente (Raina & Gaikwad.1997). multifida L. 14.11-bisepicaniojana (Jakupovic et al.. De J. 1990).6% de ácido oléico. ciclogossina A e ciclogossina B (Horsten et al. 15. gossypifolia e J. J. grossidentata foram isolados jatrogrossidiona. 1997). 1997. 1997).71%). Das folhas deJ. ácido esteárico. glicina (19. 1996b). foi isolado de seu látex a albaditina.60%. alanina (28.9%). galvani (Guevara et al. Das raízes de J.26% de ácido aracdônico. 0. Auvin-Guette et al. Teixeira. 1996a) e jatrodiena (Das et al.. tlalcozotitlanensis e J. e delas foram isolados os óleos fixos: ácido palmítico. 1988). além de outros três derivados diterpenóides. flavonóides. Das cascas da raiz de J. isoorientina. 1995). arginina (0. Makkar et al.07%). 1988). elliptica foi isolado como constituinte majoritária do óleo a d-selinina (Brum et al. valina (18. elbae. curcas. De J. saponinas.. Do látex de /.. 1988).. Banerji et al. ácido linoléico (Nasir et al. gossypifolia foram isolados a lignana prasantalina (Chatterjee et al. Das raízes secas de J. vitexina e isovitexina (Xavier & D'Angelo. Do caule de J. J. metionina (13. os aminoácidos cistina (2.92%) e leucina (12.1%). gossypifolia foram isolados os heptapeptídio cíclico.. 1988. 1996. pohliana var. Suas sementes possuem 50% a 60% de óleo.. divica foram isolados beta-sitosterol. 1997). 1987. As espécies.98%).. jatrofolona B. De J. curcas foram isoladas também várias lectinas.26%. malacophylla. 1986).. caniojanae 1. Saponinas foram detectadas apenas em J..94%).30%) (Jain & Garg.15% e 15% de ácidos graxos saturados. citlalitriona e riolozatriona (Villarreal et al. gadaína (Das et al. 1988). ácido oléico.9%. a lignana arilnaftaleno (Das & Banerji.9%. Das folhas de J. um decapeptídeo cíclico a multifidol e o glucosídeo multifidol (Kosasi et al. e 43. mas não foi detectada a presença de taninos (Aderibigbe et al.

Singh et al.. antibroncoconstritora e antiarrítmica (Ojewole. 1988.. niruri. 1995)... Alcalóides foram isolados das folhas da P niruroides. 1988). 1983.. Huang et al. cumarinas.. 1986). De J. Ahmad et al... terpenos. 1986. 1986. gossypifolia. 1991)... 1981). ácido caféico. flavonóides. 1988. a mais estudada é a P. como sofraxidina e escopoletina (Hnatyszyn et al. citral. 1990). De P. Ojewole & Odebiyi. sacarose.. Anjaneyuly et al. neolignanas (Satyanarayana et al.. triterpenóides (Joshi et al. da qual foram isolados alcalóides. . 1997).Da espécie J. Singh et al. levulose. Mensah et al. Houghton et al. amarus e P. Singh et al. podagrica foram isolados vários esteróides e flavonóides. 1988. 1986) e vários outros compostos (Singh et al. Mabea Do látex do caule de M. 1986. enquanto em P. 1984) e antibacteriana (Odebiyi.. simplex. discoideus. 1989a e 1989b... timol e carvacrol (Odebiyi. E do seu látex foram isolados peptídeos cíclicos podaciclina A e B (Van den Berg et al.. e dos frutos de M. P. 1996) e do alcalóide filantimida (Tempesta et al. ácido clorogênico. 1980). assim como os diterpenóides de J. 1977). 1990. Phyllanthus Das várias espécies do gênero Phyllanthus. Yunes et al. 1988... macrorhiza isolaram-se compostos triterpenóides com atividade antitumoral (Torrance et al... 1996. P. 1989. P. Há revisões acerca desse gênero devido à diversidade de espécies existentes (Unander et al. Negietal.. 1985). virgatus (Babady-Bila et al. que apresentou atividade bloqueadora da junção neuromuscular e hipotensora (Ojewole & Odebiyi. 1988). glucose e galactose (Hnatzyszyn et al. Anjaneyulu et al. 1996. 1996). fistulifera foi detectado um naringenina coumaroil glucosídeo (Garcez et al. hidroxiflavanona.. sellowianus foram detectadas as presenças de 7-hidroxiflavanona. 1996. lignanas (Satyanarayana et al. diterpenos. Hassarajani & Mulchandani.. 1980 e 1981). Petchnaree et al. e um alcalóide denominado tetrametilpirazina (TMPZ). 1991). excelsa foi isolado um diterpeno ingenana (Brooks et al. 1996). klotzchianus foi isolado o orcinol (Kuster et al.

mínima foi isolada a fisalina L (Kawai et al. 1988a. Farias et al. calisteginas (Asano et al. 1996) antitumoral (Grynberg et al. 1989. 1996). 1987.. além de taninos (Zang.. olenadienóis. 1999) e antiulcerogênica (Souza Brito et al.. myrtifolius. De P flexuosus foram isolados triterpenos. 2002. 1995a). peviana foi descrita a presença de ácidos graxos no fruto e sementes (Aslanov et al. 1999). 1995). Em P acuminatus foi descrita uma lignana com atividade citostática denominada filantostatina A. 1996).. D. Z.. cajucara apresentou atividade antiinflamatória.De P.. 1988b). analgésica.. 1995) e de carboidratos ésteres do ácido cinâmico (Latza et al.. 1998. 1999a). 1996b).. antidiabética (Silva et al.. Tanaka et al. 2001). antiestrogênica (Luma Costa et al.. emblica L. depressora do SNC (Hiruma-Lima. 1996c).. Tanaka & Matsunaga.. ácido múcico e ácido gálico (Basa & Srinivasulu. Tanaka et al. . Li et al. 1988. et al.... De P. antiinflamatória. antiedermatogênica (Campos et al. Lu et al... Farias et al. C. Dados farmacológicos dos gêneros Croton A desidrocrotonina isolada das cascas de C. além do alcalóide fisoperuvina (Hiroya et al. estas últimas também presentes em P angulata (Makino et al. 1997). De P. 1998) e teratogênica (Crisostomo et al. antinociceptiva (Carvalho et al. et al. 1998). Das raízes de P. 1996). 1988. 1988. HirumaLima et al. foi determinado o conteúdo de ácido ascórbico. 1996).. fitosteróis e ácido tricadênico (Tanaka & Mastunaga. hipocolesterolêmica (Martins et al. 1993.. Bighetti et al. inúmeras lignanas filamirícinas e os filamiricosídeos que aumentam a atividade da transcriptase reversa HIV-1 foram descritos (Lee.. francheti foram obtidos cicloheptano. 1997 e 1996a). nalcanóis.. alkekengi var. e o extrato hidroalcoólico das folhas apresentou atividade hipolipidêmica em ratos (Farias et al.. 1996) e fisalinas (Makino et al.. n-alcanos. Das cascas dessa espécie já foram comprovadas as atividades hipoglicemiante (Cavalcante.. 1995b).. 1996). Em P.

1987). 1982). 1982). Das sementes de C. 1988. 1985) e C. zehnteri (Albuquerque et al.... 1980. entre outras. anestésica local. Luz Paredes et al. Costa... 1988a). penduliflorus (Anika & Shetty. tranqüilizante.. Tang et al. mucronofolius (Moraes Filho & Fonteles. Foram verificadas ainda atividades laxativas com C.. hipotensora de C. A propriedade cicatrizante de Croton sp (sangue-de-dragão) foi testada com seus constituintes isolados: o alcalóide taspina. mais comumente de C. 1999) atóxica e excelente efeito cicatrizante e antiulcerôgenica (HirumaLima et al. 1988).. 1987) e C. C. et al. macrostachys (Mazzant et al. O óleo essencial obtido de suas cascas apresentou atividade antiinflamatória. 1993. anticonvulsivante e analgésica de C. Além da desidrocrotonina a atividade antiulcerôgenica foi atribuída também a crotonina.Apesar de a desidrocrotonina não ter apresentado efeito citotóxico (Agner et al. penduliflorus (Asuku. 1984).45 mg/kg e 2. sonderianus (Craveiro & Silveira. campestris (Lima et al. C. 1999). Chen & Pan. 1988) e C. presente nos casos de C.4-O-dimetilcedrusina e uma proantocianidina. cajucara (Hiruma-Lima et al.. 1993.... 1980). tiglium foram isoladas duas toxinas crotina I e II. 2001). antinociceptiva (Bighetti et al. C. 1983). estudos de toxicidade subcrônica com a desidrocrotonina alertam para o desenvolvimento de distúrbios hepáticos em ratos. com o uso prolongado (Rodriguez et al. lechleri. Ao final. erythrochilus. C. A DL50. tiglium (Deshmukh & Borle. a ligana 3'. 1993). Propriedade antineoplásica potente foi determinada utilizando-se extratos de C. Batatinha et al. draconoides e C. C. lacciferus (Bandara & Wimalasiri. Sangue-de-dragão é um látex viscoso de coloração vermelha obtido de espécies de Croton. 2000a e 2002b). A crotina II também apresentou forte atividade inibitória sobre a síntese protéica em ribossomo (Chen et al. pôde-se concluir que o poder cicatrizante da planta se dá pelas proan- . 2002a). 1994). glabelus (Novoa et al. inseticida de C.. Ensaios in vitro indicaram que o látex não estimula a proliferação celular (Pieters et al. subtyratus (Kitazawa et al.. rhamnifolius (Silveira et al.. 1988b) e substâncias isoladas de C.23 mg/kg para crotina II.. Atividade antibiótica contra inúmeras bactérias e fungos foi determinada com extratos de C. antiulcerôgenica de C. M. 1985. rangelianus (Lima et al. 1975). 1986). 1999b. Em outras espécies desse gênero foram verificadas inúmeras atividades farmacológicas.. para crotina I foi de 0. lacciferus (Ratnayake et al. C.

lupeol... Atividade antimicrobiana também foi encontrada no óleo essencial de C. zehntneri foram extraídos os constituintes majoritários anetol e estragol. tonkinensis reduziram significativamente a infecção de camundongos com P. e a fração responsável pela atividade relaxante é a fração de alcalóides totais (Ribeiro Prata et al. lechleri foi testado em ensaios in vitro para avaliar sua propriedade citotóxica.78% de flavonóides. 1991a e 1991b).tocianidinas que estimularam a contração do ferimento e formação de proteínas cicatrizantes (Pieters. os alcalóides de C. Tanto o óleo essencial quanto o anetol e o estragol foram estudados em preparação de músculo isolado de rato. Foi avaliado também o efeito antitumoral de alcalóide de Croton e da cisplatina sobre a membrana celular de eritrócitos humanos (Xy et al. campestris também apresentou atividade relaxante da musculatura lisa em diversas preparações farmacológicas.. 1995).32% de alcalóides e 2. 1994a e 1994b). 1994). que apresentaram atividade antimicrobiana (McChesney et al. tonkinensis contêm 0. A crotepóxido possui atividade antitumoral contra carcinoma de pulmão de Lewis e carcinossarcoma de Walker (Addae-Mensah et al. Essa possui isoguanosina.... 1995). C. pôde-se constatar que a planta não apresentou atividade citotóxica e a atividade antibacteriana constatada foi atribuída aos compostos fenólicos e diterpenos existentes na planta. 1993). O efeito de C. A fração anticâncer ativa foi isolada da mistura aquosa de Croton tiglium e Coptis japonica. Pieters et al.. betulina e ácidos graxos. Todos os três compostos bloquearam a contração induzida por estimulação nervosa. Das raízes de C. berghei (Be &Truong. antibacteriana e cicatrizante. Ao final. A mistura foi citotóxica em todas as linhagens de células tumorais testadas (Kim et al. 1992a). Do óleo essencial de C. Os resultados sugerem que tanto o óleo essencial como o anetol e o estragol . 1992). macrostachys foram isolados crotepóxido. berberina e outros alcalóides desse grupo. As folhas secas de C. De C. Os alcalóides das folhas foram estudados quanto à sua atividade antimalárica. lechleri sobre a proliferação das células endoteliais foi pouco significativo (Chen et al.. O extrato etanólico bruto das folhas de C. Ao final dos experimentos. sonderianus foram isolados vários diterpenos acídicos. 1992. nardus (Lemos et al. 1991).

Ubillas et al. e no retículo sarcoplasmático..39 mg pela via i.. zehntneri também foi capaz de alterar parâmetros comportamentais. curcas.p. 1995). tiglium foram testadas in vitro e apresentaram efeito inibitório contra protease HIV (Ma et al. 1988). tanto na prova do campo aberto.. e um inseticida de plantas foi preparado a partir de C. haematobium (Rug & Ruppel. 1992).. (Huang et al. antiplasmodial (Kohler . 1989 e 1991). 1989). que apresentaram atividade antiviral (Tempesta. eluteria é usado como atrativo de insetos (Tokumoto et al. que apresentaram atividade inseticida (Bandara et al. 2000). 2000). Atividades larvicida (Karmegam et al.. Das sementes de J. De Croton palanostigma foi isolada uma substância citotóxica. lechleri foi isolada grande quantidade de proantocianidinas. 1991a). tiglium (Fanetal. 1990) o óleo de C. aromaticum foram isolados ácidos ciperenóico e (-)-hardwíquico. Uma análise química das sementes revela a existência de um alto grau de conteúdo protéico (26. 1988).. O óleo de C. o alcalóide taspina (Itokawa et al. Do extrato clorofórmico das raízes de C. Do látex de J. curcas foram isolados ésteres forbálicos promotores de tumores (Horiuchi et al.9%) (Liberalino et al. 1987.. 1997) e Schistosoma mansoni e S.possam ter dois sítios de ação na fibra muscular: na membrana pós-juncional. Um alto grau de toxicidade em ratos foi encontrado nas sementes de J.. como também diminuindo os episódios de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (Batatinha et al. Das sementes de /.. e detentores de atividade moluscicida contra Biomphalaria glabrata (Liu et al. pelo bloqueio da transmissão neuromuscular.. 1992.7%) além de aminoácidos essenciais e lipídios (57. diminuindo o comportamento exploratório e a locomoção. Do látex de C.. curcas foi isolada uma enzima proteolítica.. 1994). 1988. 1995). curcas também foi purificada e caracterizada uma hemaglutinina (Asseleih et al. Os extratos da sementes de C. pelo aumento da concentração de cálcio (Albuquerque et al. Jatropha Das sementes de J.. 1993). 1997) antidiarrêica (Mujumdar et al.. Hirota et al. 1991)... curcas foram isoladas três proteínas que apresentaram efeito tóxico potente em camundongos com DL50 de 6. a curcaína (Nath & Dutta. 1994).

das contrações de preparações de músculo liso e cardíaco de maneira concentração dependente (Calixto & Santana. atóxica e anti-hipotensora (Paes et al. A atividade moluscicida foi também derivada na espécie /. isabellii foi isolada a jatrofona. 1987) e tóxica (Brum et al. 1996). J. espasmolítica (Trebien et al... cilliata foram isolados isoorientina e orientina. 2001). gossypifolia apresentou atividades espasmolítica (Fontenele et al.. 2000). que apresentaram componentes ansiolíticos e fraxetina com efeito analgésico (Okuyama et al. 1997). curcas foram isoladas curcusonas A e C. De J. 1989c) e atividade antibacteriana (Aiyelaagbe. Esse efeito da jatrofona pode ser decorrente tanto da etapa intracelular de transdução dos sinais como da mobilização dos níveis de cálcio intra e/ou extracelular (Dutra.. multifida é utilizado como cosmético de pele e cabelos (Furuse et al. glauca (AlZanbagi et al. 1987).. et al.. Dutra et al].et al. De J. Mas o extrato metanólico dos seus frutos não foi capaz de apresentar atividade moluscicida. As folhas de J. curcas foram ativas na intercalação de DNA (Gupta. A J. . 2001).. apresenta constituintes anticomplementos do soro humano (Kosasi et al. 1987b). grossidentata foi isolada a jatrogrossidiona. inibidora da agregação plaquetária (Dutra et al. que apresentaram efeito citotóxico e promoveram hipertermia (Picha et al. Das raízes de J. 2002) e hemostática (Kone-Bamba et al. 1996).. curcas.. 1994). 1996). et al. gaumeri (Sanchez-Medino et al. 1996). elliptica foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. 1992a..... O látex de /. multifida.. 1993).. 1990. apesar de sua utilização tradicional (Adewunmi & Marquis. Esta mesma atividade foi observada em J. antiespasmódica (Silva et al. as quais apresentaram atividade leishmanicida e tripanossomicida (Schmeda-Hirschmann et al. De /. F. Dessa espécie foi isolada a jatrofona. Santos et al.. 1996). 1987) também foram caracterizadas em J... zeyheri foi isolada a jaherina.. e de J. De J. usado tradicionalmente para o tratamento de feridas infecciosas. M. 1992). P. 2000) responsável pela atividade antitumoral (Pessoa et al. O óleo das sementes de /. que é moluscicida (Santos & Sant'Ana. 1996). 1996). 1992b e 1996). um diterpeno que possui atividade antimicrobiana (Dekker et al... 1998). 1996.

.Phyllanfhus Diversas espécies do gênero Phyllanthus apresentaram efeito analgésico (Santos et al. corcovadensis existem diversos relatos de sua atividade analgésica (Di Stasi et al. . 1996). 1989). 2000).. Além disso. Na espécie P niruri foram determinadas atividades de redução no crescimento de cálculos renais (Melo et al. Gorski et al. 1995). 1985 e 1986b. hipotensiva e hipoglicemiante (Srividya. 1995). 1995). e o ácido elágico mostrou-se seis vezes mais potente que a quercitrina (Ueno. Ribeiro et al.. que foi atribuída aos compostos estigmasterol. o que leva pesquisadores a supor uma maior facilidade de expulsão de cálculos renais e vesiculares. porém o mesmo tipo de extrato não foi capaz de promover a diurese em outro artigo (Gorski et al. Di Stasi. Existem relatos da atividade diurética (Ribeiro et al.. 1988.. que não foi capaz de proteger as células contra uma infecção aguda de HIV (Qian-Cutrone et al. A atividade antihepatotóxica dessa espécie foi atribuída a dois compostos chamados de filantina e fipofilantina (Syamasundar. denominados filantina e fipofilantina e nirtetralina (Hussain et al. urinaria promoveu resposta contrátil em traquéia isolada de cobaia (Paulino et al. O extrato etanólico dessa espécie apresentou atividade inibitória sobre a aldose reductase. 1996b) e resposta contrátil na bexiga urinária de cobaia in vitro (Dias et al. 1992).. 1988)... Do extrato metanólico das folhas dessa planta foi isolado o nirurisídeo. Foram também isolados dessa espécie antagonistas não-peptídicos da endotelina. obtidos da fração hexânica das partes aéreas do Quebra-pedra (Phyllanthus corcovadensis)... 1996a). anti-hepatotóxicas (Syamasundar et al.. 1985). 1987).. 1987). Além disso. a geranina foi ativa em inibir a atividade diante da enzima conversora de angiotensina (Ueno et al.. 1992. campesterol e fitosterol (Santos et al. De P. O extrato alcalóide de P niruri demonstrou atividade relaxante do músculo liso do trato urinário e biliar. 1988). O extrato hidroalcoólico de P. Santos et al.. essa planta demonstrou atividades analgésica (Santos et al... mas promoveu efeito relaxante em traquéia isolada de cobaia contraída por carbacol (Paulino et al. 1993. 1984) do extrato hidroalcoólico das folhas de P corcovadensis. 1995). diurética. Shimizu et al. 1984.. 1985) e contra hepatite do tipo B (Venkateswaran et al. 1994).

1996). 1996.. ácido gálico e geraniina e flavonóides responsáveis pela atividade antinociceptiva (Filho et al. quercetina. Foi caracterizada a presença das lignanas filantina e hipofilantina. 1995). 1996). 1996). de P urinaria. 1997). propriedades antivirais do éster metílico do ácido dehidroquebúlico e ácido metil brevifolincarboxílico.. 1995). que apresentaram atividade inibitória sobre o crescimento do vírus HSV-1 (Zuo et al... De P caroliniensis foram isolados fitosteróis. ácido gálico e ácido protocatecoico. Por meio de modelos in vivo foram caracterizadas as atividades antinociceptivas dos extratos de P. Foram caracterizadas. 1997).. 1997a e 1997b).. De P emblica foi detectada a atividade antioxidante (Zhang et al. 1990. das folhas e caules foram isoladas xantoxilinas que apresentaram atividade antifúngica (Lima et al. 1996).Do extrato etanólico dos caules e folhas de P sellowianus foram isolados elagitaninos identificados como furosina e geranina. e o extrato diclorometano inibiu a função de neutrófilos (Paya et al. caracterizadas como responsáveis pela atividade hepatoprotetora (Deb & Mandai. 1988). . De P fraternus foram isolados flavonóides que apresentam atividade hipoglicemiante oral em ratos tratados com aloxana (Hukeri et al.. O extrato aquoso dos frutos de P alkekengi foi capaz de modular a atividade aminopeptidase da pituitária e do hipotálamo basomedial (Vessal et al.. e o extrato dos frutos foi avaliado quanto ao efeito protetor contra clastogenicidade induzida por sais de chumbo e alumínio (Dhir et al.. corilagina. 1996). Sane et al. Roy et al. ácido brevifolincarboxílico. A corilagina e outros flavonóides apresentaram atividade anticarcer in vivo e in vitro (Chen & Ren. O extrato de P amarus apresentou atividade potente no tratamento do vírus da hepatite B (Lee et al.... 1996). O extrato dos seus frutos possui antagonistas de estrogênio (Vessal & Yazdanian. 1995)... 1991). ácido elágico. De P matsumurae foram isolados compostos polifenólicos como geranina. niruri e P urinaria (Santos et al. 1995). Seu extrato aquoso administrado oralmente durante três semanas provocou a diminuição dos níveis de glicose em ratos diabéticos (Hnatyszyn et al. 1994).. Em ensaios in vivo foram observados mecanismos envolvidos com a atividade antinociceptiva (Miguel et al. Foi isolado de P sellowianus um alcalóide com atividade antibacteriana (Cechinel-Filho et al.

Torpor. 1979). 1993. Os glicosídeos da casca dessa semente possuem ação depressora sobre os sistemas respiratório e cardiovascular. Itokawa et al. desidratação e morte são sinais de envenenamento por J.Dados toxicológicos dos gêneros Jatropha Essa espécie é muito importante pelos efeitos tóxicos que produz. hiporreflexia e coma podem ser conseqüência dos distúrbios hidroeletrolíticos (Schvartsman. amplamente utilizada sob a forma de chá no combate ao colesterol e em regimes de emagrecimento. náuseas. Um caso típico foi relatado para a espécie Croton cajucara. 1979).. coagulação e aumento no tempo de sangria foram verificados com o uso da polpa da semente. podendo causar a morte em humanos. Hemorragias internas em diversos órgãos. 1991c). Ahmed & Adam.. Quadros de hemorragia anal.. A presença de um complexo-lipóide nas sementes é considerada responsável pela dermatite causada. Como conseqüência de seu uso crônico. distúrbios respiratórios e eletrocardiográficos. 1986. Rodrigues (1999) e Rodrigues & Haum . Croton As espécies do gênero Croton também merecem cuidados quanto à sua utilização.. uma vez que existem diversos relatos de citotoxicidade para diferentes espécies do gênero (Mongelli et al. Efeitos como redução no tempo de protrombina. 1984). 1995.. curcas em ratos.. 1993. vômitos e diarréia. 2000). diarréia. cabras e carneiros (Abdu-Aguye et al. O óleo de suas sementes induz ao aparecimento de tumores de pele (Horiuchi et al. Existem registros de intoxição em crianças de J... 1987) e provoca náuseas. 1979). Porros et al. Em casos graves ocorrem espasmos musculares. foram verificadas por Ahmed & Adam (1979). Pieters et al. mutifida (Levin et al. A sintomatologia após o consumo é caracterizada por dor abdominal. hipotensão e desidratação. Ações simpatomimética e hipotensora foram determinadas com administração de jatrofona (Schvartsman. e ação estimulante da musculatura lisa. diversos casos de hepatite foram registrados confirmando portanto os resultados de Bighetti (1999b). redução no consumo de água. vômitos e diarréias em crianças Joubert et al.

FIGURA 13. tiglium (Bauer et al. 1986).(1999). 1998) (Banco de imagens .Croton cajucara: a) detalhe do ramo com flores e b) flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. nos quais são descritas as atividades citotóxicas e hepatotóxicas desta planta.1 . Já foram isoladas também substâncias carcinogênicas de C. Pieters & Vlietinck. 1983..

. Detalhe do ramo com flores e das flores (fotos originais por Hiruma-Lima).2 -Jatropha curcas.FIGURA 13.

FIGURA 13.Jatropha gossypifolia.3 . Hiruma-Lima). . Detalhe do ramo com flores e frutos e detalhe das flores e frutos (fotos originais.

FIGURA 13. 1998).Phyllanthus corcovadensis: a) aspecto geral do ramo. b) flor feminina. c) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.4 . d) escanerata do ramo com folhas e flores (Banco de imagens .

370 espécies. C. 1978). A. A família Clusiaceae foi descrita por Antonie Laurent de Jussieu e compreende aproximadamente 1. com aproximadamente 131 espécies de ampla distribuição por todo o território (Barrozo. óleos essenciais e resinas. destacando-se inúmeros com importância medicinal no Brasil. pigmentos. 1997). Hiruma-Lima L. algumas delas de valor medicinal. Calophyllum e Garcinia (Calophylloideae) e Kielmeyera (Bonnetioideae). arbustos ou ervas. Destacam-se nesses gêneros importantes espécies econômicas para a produção de madeiras. e Elatinaceae. No Brasil ocorrem 21 gêneros. Os gêneros são distribuídos em três subfamílias. gomas. dentro de 45 gêneros de ocorrência em regiões tropicais (Mabberley. sendo raramente descritas epífitas. . Clusia.14 Guttiferales medicinais C. No Brasil ocorrem várias espécies da família Clusiaceae. É composta por árvores. Di Stasi Introdução A ordem Guttiferales inclui as famílias Guttiferae (também denominadas Clusiaceae). como Hypericum e Vismia (Hypericoideae).

O tronco ereto possui casca grossa. ácido crisofânico. descrito por Domingos Vandelli. O nome do gênero Vismia. Em V. Trata-se de uma espécie semidecídua. com distribuição restrita à América tropical. vismiaquinona A-C (Nagem & Faria. ácido betúlico. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Lacre.Espécies m e d i c i n a i s Vismia japurensis Reich. Em outras regiões. pecioladas. friedelina. o látex é usado topicamente no tratamento de impetigo. O gênero inclui aproximadamente 35 espécies. foi dedicado a Visme. No Brasil. martiana foi observada a presença de sitosterol. as folhas são simples. guianensis foi detectada a presença de dois compostos fenólicos: a vismiona . com ocorrência em formações secundárias. a maioria é fornecedora de resinas. Dados químicos do gênero Nas folhas e caules de V. e várias têm valor medicinal. damagascina. a espécie mais conhecida é a Vismia brasiliensis. Dados botânicos A espécie é uma árvore que atinge de 9 a 11 m de altura e possui uma copa larga e densa. Pau-de-lacre e Purga-de-vento. e algumas na África. opostas e com borda inteira. sendo facilmente cultivada. coriáceas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. também chamada de Lacre. como Picharrinha. comerciante de Lisboa que se dedicava à Botânica. 1990). damaradienol. madagascina. inflorescências em panículas terminais com flores branco-amareladas e fruto do tipo baga. Não houve registro de espécies medicinais dessa família no levantamento realizado na Mata Atlântica. euxantona.

2000) e benzofenonas e benzocumarinas (Seo et al.. 1982). Foram realizados testes de toxicidade com o fruto do Vismia reichardtiana.. da planta fresca (Tokarnia et al. 1994). 1979).japurensis Rich. 1983).. . 2-isorenilemodina e 5. Das raízes de V. foi estudado um extrato etanólico dos frutos verdes que promoveu uma atividade depressora do Sistema Nervoso Central. 1996). 1993). vulgarmente chamada de Pichirina.. 1995). 1996). flavonóides e triterpenóides (Nagem & Ferreira. De Vismia guineensis foi isolado vismiona o H com potencial atividade antimalarial (François et al. p-o.. Os extratos hidroalcoólicos. Dados farmacológicos do gênero De Vistnia d.. apresentou atividade hipotensora (Prazeres et al.. O extrato etanólico da folhas. micrantha foram isolados xantonas. e em V. et al. não foram observados sinais de toxicidade em bovinos até a dose de 10 g/kg. 1995. vários triterpenos.. Xantonas e antraquinonas (Bilia et al.. Moracelli et al. magnoliaefolia. Em V. clorofórmicos e hexânicos apresentaram atividade imunodepressora e supressora de IgM (Guerra & Souza. guaramirangae foram isoladas xantonas e xantolignóides (Delle Monache et al. indicado para dermatofilose. Neles observou-se inexistência de efeito mutagênico ou citotóxico (Borges et al. cayennensis. 2000).. as antraquinonas isoladas do fruto apresentaram atividade imunoativante (Pinto Jr. conhecido popularmente como Lacre. 1999) em V. como a friedelina.... Porém. popularmente chamado de Lacre ou Picharinha. 1999). De Vistnia caynnensis. 1997).e a ferruginina (Pasqua et al.5'dimetoxisesamina (Camele et al. benzofenonas (Fuller et al.

e poucas espécies herbáceas (Mabberley. ainda não identificada completamente. arbustos e lianas. mas aqui referida dada a sua importância como medicamento para os índios tenharins. Descrevemos a citação de uma única espécie do gênero Cybianthus. . 1997). das quais se destacam espécies medicinais na família Myrsinaceae. Nessa família ocorrem 33 gêneros.225 espécies tropicais e raramente em climas temperados. descrita por Robert Brown. sendo a maioria árvores. nos quais se distribuem 1. Theophrastaceae e Myrsinaceae. C. A. Hiruma-Lima Introdução A ordem Primulales compreende apenas três famílias botânicas: Primulaceae. Rapania e Cybianthus.15 Primulales medicinais L. Os principais gêneros com espécies medicinais são Embelia. Di Stasi C.

actinomorfas. curtas. Dados botânicos Pequeno arbusto com canais secretores na forma de pontes ou estrias nas folhas. ovário supero. dispostas em racemos. O nome do gênero Cybianthus vem do grego kybos = "cubo". Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins de Moitini-nhopoã. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins utilizam o chá das folhas contra veneno de cobra. flores pequenas. referindo-se à forma radial e tetrâmera da corola. Não foram encontrados sinônimos para ela. reunidas em inflorescências axilares. Observação: Não foram encontrados estudos sobre plantas deste gênero. androceu com cinco estames opostos às pétalas. ramos. folhas alternas.1). bicarpelar e unilocular com óvulos unisseriados (Figura 15. O gênero foi descrito por Carl Friedrich Philip von Martius e inclui aproximadamente 150 espécies de clima tropical. flores e frutos. inteiras. sem estipulas. diclamídeas. . e anthos = "flor".Espécies medicinais Cybianthus sp.

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius) (Banco de imagens .1 .FIGURA 15.Cybianthus sp.

assim como a infusão das partes aéreas contra tosses. além de seu consumo como condimento. uma espécie da família Capparidaceae foi referida em uma das regiões de estudo e é descrita a seguir. Brassica nigra (Mostarda) e Nasturtium offiánale (Agrião). Da família Brassicaceae foram referidas duas espécies medicinais de uso na região do Vale do Ribeira. enquanto a decocção das folhas e talos é usada contra bronquites. gripes e bronquites. A. C. Di Stasi A ordem Capparidales inclui treze famílias com pequena distribuição no Brasil. Essa ordem possui pequena importância como fonte de espécies medicinais. A espécie Brassica nigra reúne diversas aplicações na medicina tradicional do Vale do Ribeira. Hiruma-Lima L. Para a espécie Nasturtium officinale. no entanto. apesar de seu amplo uso em todo o mundo. anemia e distúrbios da tireóide. Na região amazônica. a população do Vale do Ribeira refere o uso do xarope das folhas. onde se encontram mais facilmente inúmeras espécies das famílias Capparidaceae e várias outras cultivadas da família Brassicaceae. ambas cultivadas ou obtidas no comércio local. . essas espécies não foram referidas como medicinais. incluindo o uso interno do macerado em água da semente para o tratamento de inflamações e o uso tópico das sementes cruas e frescas contra inflamações.16 Capparidales medicinais C.

descrita a seguir. inflorescências terminais bastante vistosas. Os principais gêneros são Cleome. que atinge até 1. raramente são descritas lianas (Barrozo. no Brasil ocorrem apenas nove gêneros e aproximadamente 45 espécies. optamos apenas por referi-las como medicinais de uso comum na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante espinhento e ramificado. que justifi- . possui folhas compostas com 5 a 7 folíolos. Capparia e Maerua.Considerando que essas duas espécies são amplamente usadas e comercializadas em todo o mundo. 1997). tem aproximadamente 39 gêneros e 650 espécies. com seus representantes incluindo ervas. arbustos ou pequenas árvores. com muitas flores rosas e bonitas. e amplamente conhecidas e descritas em inúmeros livros e estudos. espalhadas nas regiões tropicais (Mabberley.5 m de altura. Espécies medicinais Cleome latifolia Vahl. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Muçambé ou Mussambé. tem valor medicinal na região amazônica. Espécies medicinais da família Capparidaceae Introdução A família Capparaceae ou Capparidaceae (Dicotyledonae). e a espécie Cleome latifolia. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. 1978).

1995). De C... incluindo a Cleome latifolia. 1987). Várias espécies desse gênero.7-di-O-ramnosídeo (0.03%) e isorhamnetina e 3-O-neohesperidosídeo (0. 1997) e triterpenos (Harraz et al.7-di-O-ramnosídeo e 3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo (Yang et al. 1986). 1997) e glicinebetaína. amblyocarpa foram isolados cleoamblinol A (Ahmed et al. kaempferitrina (0. Dados farmacológicos De Cleome africana foram isolados esteróides triterpenóides que apresentaram atividade antitumoral (Nagaya et al. além do cabralealactona e do ácido ursólico (Ahmad & Alvi. droserifolia foram isolados os flavonóides quercetina-3-Oglucosil-7-O-ramnosídeo.06%) (El-Din et al. e das partes aéreas de C. Das sementes de C. 1997b). 1990). Dados da medicina tradicional Na região amazônica.. são cultivadas e usadas como ornamentais.. Essa espécie é facilmente cultivada em todo o Brasil a pleno sol e muito usada ao longo de cercas. 1996). O extrato metanólico da planta toda de C. 3...0025%). viscosa apresentou um .0075%). os flavonóides artemetina (0. viscosa foram isolados cleomiscosinas (Kumar et al. 1990).. um trinortriterpenóide dilactona. brachycarpa foi isolado o triterpenóide cleocarpone (Ahmad et al. Dados químicos Do gênero Cleome foram isolados flavonóides (Sharaf et al. De C. a infusão da planta toda é usada internamente como analgésico e antitérmico. a isoramnetina 3. das quais um número muito pequeno (seis) é usado como medicinal (Mabberley. 1990). O gênero Cleome inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. o ácido cleomaldéico (Jente et al. isorhamnetina-3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo... 1988) e um diterpeno macrocíclico.cam seu uso como ornamental.. bonanzina (0. kaempferol. 1997a) e citotóxica (Nagaya et al. a única betaína descoberta em espécies do gênero Cleome (McLean et al. 1997). um flavonol.0013%).. a diacetoxibraquiicarpona.

Foram isolados o stigmast-4-en-6b-ol-3-ona e stigmast-4-en-3. 1995b).. 1992). popularmente conhecido como Mussambé. C.. De C.. . 1999). 1996)..efeito inotrópico sob os batimentos espontâneos in vitro. 1995a) e antioxidante (Selloum et al. A espécie C. Chrysantha (Hashem & Wahba. Lemos et al. A espécie Cleome brachycarpa foi testada quanto à sua atividade sobre a musculatura lisa intestinal (Tanira et al.. 1996). 1993... viscosa (Samy et al. 1999).. 2000) e C. A propriedade antibacteriana foi constatada em C. gynandropsis Samy et al. 1970). No extrato etanólico das raízes de Cleome sp..6-diona como as substâncias inotrópicas que aumentaram a amplitude do batimento cardíaco pela inibição da atividade Na+-K+ ATPase (Huang et al. além de antiagregadora plaquetária (Medeiros et al. droserifolia apresentou atividade hipoglicemiante e hipocolesterolêmico (Nicola et al. arábica foi isolado flavonol que apresentou atividade antiinflamatória comparável ao do diclofenaco em ratos (Selloum et al.. A mesma atividade foi observada em Cleome spinosa.. 1995). foi detectada a atividade espasmolítica (Barros et al.

Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

das espécies medicinais dessa ordem foi referida apenas uma da família Chrysobalanaceae.17 Rosales medicinais L. sendo raro o informante que não conheça ou não cite a planta como medicinal. Di Stasi C. destacando-se em Crassulaceae as plantas do gênero Kalanchoe. Hiruma-Lima A ordem Rosales inclui 22 distintas famílias botânicas. 1978). Crassulaceae. Várias espécies dessa ordem são medicinais. a qual descrevemos a seguir. espécies dos gêneros Spiraea. Em Rosaceae também são encontrados os principais exemplos de espécies cultivadas e usadas como alimentares e ornamentais. Saxifragaceae. a qual foi identificada apenas até o gênero. No entanto. Rubus e Prunus. C. Na região amazônica. e de Rosaceae. Na Mata Atlântica foi referido o uso de uma espécie cultivada da família das Rosaceae amplamente consumida como alimento. com inúmeras espécies medicinais. em razão do uso prioritário da planta como frutífera. No Brasil só ocorrem representantes das famílias Cunoniaceae. e muitas das espécies da família Crassulaceae e Rosaceae são amplamente cultivadas como alimentares ou ornamentais. Pittosporaceae. A. Rosaceae e Chrysobalanaceae (Barrozo. a espécie descrita a seguir tem uso disseminado e generalizado na região de estudo. . Não apresentamos uma revisão geral dessa espécie ou desse gênero.

referindo-se ao tipo de pilosidade. encontradas especialmente nas Américas e algumas na África. É considerada por muitos autores uma subfamília das Rosaceae e. diclamídias.Espécies medicinais da família Chrysobalanaceae Introdução A família Chrysobalanaceae inclui aproximadamente dezessete gêneros. e inclui aproximadamente 103 espécies tropicais. incluindo árvores e herbáceas. Espécies medicinais Hirtella sp. muitas delas usadas para a produção de carvão. sépalas e pétalas livres. incluindo este último uma das espécies mais usadas e conhecidas na região de estudo. fruto do tipo drupa. cálice gamossépalo com cinco lacínios. cíclicas. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. O nome do gênero Hirtella descrito por Carl Linnaeus deriva de hirtus. inteiras. corola com cinco pétalas. ovário unilocular. onde ocorrem 120 espécies. Chrysobalanus e Hirtella. zigomorfas. com semente sem endosperma e sulcos longitudinais (Figura 17. Não foram encontrados sinônimos populares para ela.1). alternas. Os principais gêneros dessa família são Licania. segundo Barrozo (1978). folhas simples. com cerca de 460 espécies tropicais. . peninérveas. o centro de dispersão dessa família é a Amazônia. estipuladas. flores pequenas. distribuídas em seis gêneros encontrados no Brasil. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Marapuama.

com destaque para o gênero Spiraea. Rubus e Quijala. os gêneros Crataegus e Malus. A população distingue a planta em duas: com raiz pivotante que deve ser usada pelos homens. com aproximadamente 1. que inclui. • Maloideae. Normalmente são árvores de pequeno porte. encontradas em climas temperados. e raiz bifurcada para as mulheres. entre outros. • Rosoideae. ralada. primeira substância a ser comercializada como medicamento. No Brasil há poucas espécies. é utilizada como afrodisíaco. com destaque para os gêneros Rubus. que inclui a espécie aqui descrita e referida como medicinal. no que se refere à farmacologia. aliás um dos mais consumidos em todo o mundo. do gênero Frunus. ou frutíferas. e • Prunoideae. Espécies medicinais da família Rosaceae Introdução A família Rosaceae. da qual foi isolado o ácido salicílico.Dados da medicina tradicional A raiz da planta. a maioria nos gêneros Prunus. da histórica Spiraea ulmaria. toxicologia e química. Os principais gêneros estão distribuídos em quatro subfamílias: • Spiraeoideae. também se utiliza o chá contra reumatismo. a famosa aspirina.825 espécies subcosmopolitas. Agrimonia e Fragaria. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. a partir deste se sintetizou o ácido acetilsalicílico. compreende 95 gêneros. como é o caso das espécies do gênero Rosa. preparada com aguardente ou vinho branco e ingerida por seis dias consecutivos em jejum. como a . e inúmeras em climas subtropicais e tropicais. Observações: Não foram encontrados dados na literatura sobre espécies desse gênero. e outros gêneros normalmente de espécies cultivadas como ornamentais. Potentila. arbustos e ervas (Mabberley. 1997).

a planta é chamada popularmente de Ameixa ou Ameixeira. Pêra (Pirus). 1998). carnoso. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. que existe em grande número. e contra diarréias.Maçã (Malus). especialmente de cabeça. a decocção das folhas é usada contra dores. Espécies medicinais Prunus domestica L. Dados botânicos A planta é uma árvore de pequeno porte. Groselha e Moranguinho (Rubus). Pêssego. assim como em várias regiões do país. dispostas em fascículos do tipo umbela. pendente. ásperas. doce e com uma única semente. de margem serrada. solitárias e/ou geminadas. O nome do gênero corresponde a "ameixa". comestível e saboroso. onde algumas têm sido aclimatadas e cultivadas em áreas de climas mais amenos. e a infusão dos frutos. a maioria de climas temperados e raramente encontradas espontaneamente em climas tropicais. com folhas alternas. Abricó e outras do gênero Prunus (Joly. em latim. dependendo da variedade. Morango (Fragaria). . O gênero Prunus descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies. de cor roxo-escura ou amarelo-ouro. Nomes populares Na Mata Atlântica. lanceoladas. Espécie de grande valor econômico pela delícia de seus frutos e pela ampla ocorrência e cultivo na Europa e também no Brasil. Cereja. flores vistosas brancas. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado como antiinflamatório. Marmelo (Cydonia). fruto do tipo drupa. Damasco. A infusão da casca do tronco é usada contra dores de barriga e diarréia. Ameixa.

Sapuntzakis et al. Dados Químicos e Farmacológicos do Gênero Prunus Á espécie Prunus domestica têm sido atribuídas as propriedades antioxidantes (Kayano et al. Estas propriedades têm sido atribuídas à presença de flavonóides (StacewiczSapuntzakis et al. O suco preparado com água e sementes é usado para lavar os olhos quando irritados. 2002.contra distúrbios hepáticos e dores de barriga. De Prunus avium foi constatada a presença de monoterpinos (Rapparini et al. 1978) (Banco de imagens • . b) detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Barroso. 2001). 2001). Nakatani et al. FIGURA 17. laxante cardiotônica e preventiva na osteoporose (Stacewicz. 2001). 2000)...... Corrêa (1984) refere que os frutos são laxativos quando ingeridos em grande quantidade.Hirtella: a) ramo florido (desenho original por Di Stasi).1 .

Hiruma-Lima A. M. Compreende três subfamílias. De acordo com o arranjo de Kubitzki a partir do sistema de Cronquist (Mabberley. incluindo árvores.18 Fabales medicinais L. e • Papilionoideae (Leguminosae III) ou família Fabaceae. R. A. nos quais estão distribuídas dezoito mil espécies cosmopolitas. arbustos. que é uma das maiores e mais importantes famílias botânicas. M. Guimarães C. M. C. . Santos C. lianas e ervas. A família Leguminosae originalmente descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 642 gêneros. dependendo do arranjo sistemático adotado. ornamentais. medicinais. Di Stasi E. muitas vezes tratadas individualmente como famílias botânicas distintas. madeireiras e outras espécies úteis de grande valor econômico. tem-se a divisão nas seguintes subfamílias: • Caesalpinioideae (Leguminosae I) ou família Caesalpiniaceae. 1997). Souza-Brito A ordem Fabales inclui a família Leguminosae. • Mimosoideae (Leguminosae II) ou família Mimosaceae. visto o grande número de espécies vegetais e a sua importância como fonte de produtos alimentares.

a saber: Caesalpinia férrea. no qual se pode referir a conhecida Pata-de-vaca (Bauhinia forficata). 1997). amplamente usadas e comercializadas como medicamentos. as quais descrevemos a seguir. J. Hymenaea courbaryl e outras espécies do gênero Hymenaea. bonduc. todos contendo várias espécies de valor medicinal. Dialium e Senna. As espécies dessa família estão distribuídas em quatro tribos. angustifolia e C. senna. C. no qual estão distribuídas inúmeras espécies medicinais com uso em inúmeros países. que inclui o gênero Caesalpinia. espécie vegetal com grande utilização medicinal em todo o território brasileiro. Caesalpinia pulcherrima. pulcherrima. que inclui o gênero Bauhinia. que inclui os gêneros Cássia. dentre as quais C. ao passo que no levantamento realizado na região do Vale do Ribeira foram citadas como medicinais as espécies Bauhinia forficata. Cassia multijuga. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foram referidas cinco espécies medicinais. bonducella. No Brasil destaca-se o conhecido Pau-ferro (Caesalpinia férrea). Dalwits. . das quais se destacam as espécies C. occidentalis. de onde se extrai um importante óleo com grande valor na indústria. que inclui o gênero Copaifera. Cassia occidentalis e Cassia reticulata. • Cercideae. C.Espécies medicinais da família Caesalpiniaceae Introdução A família Caesalpiniaceae (Dicotyledonae). C. • Cassieae. onde se encontra a famosa Copaíba encontrada no Norte e Nordeste do país. também denominada subfamília Caesalpinioideae (Subfamília I) da família Leguminosae descrita originalmente por Antoine Laurent de Jussieu e redefinida em 1983 por Leslie Watson e M. • Detarieae. conforme indicado a seguir para os principais gêneros: • Caesalpinieae. Cassia occidentalis. sapan e C. pertence à ordem Fabales e subclasse Rosidae (Mabberley.

mas por causa de seus espinhos é substituída por outras espécies do mesmo gênero. assim como em quase todo o Brasil. Pata-de-boi e Unha-de-boi. O gênero Bauhinia foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente trezentas espécies pantropicais. usada para produção de carvão e caixotes. a espécie é chamada de Pata-de-vaca ou Unha-de-vaca. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. É amplamente utilizada como ornamental. tronco tortuoso ou ereto. . mas especialmente nas encostas e formações secundárias.1). algumas arbóreas e outras lianas. a infusão das folhas é amplamente referida como diurético. com grande abundância na Mata Atlântica. heliófita. Outras denominações comuns são Cascode-vaca. vistosas (Figura 18. Mororó. hipoglicemiante e contra hipertensão e dores nas costas. Dados botânicos A planta é uma espécie arbórea com até 10 m de altura. raramente dentro das florestas.Espécies medicinais Bauhinia forficata Link. É uma planta decídua. é recomendada para recuperação de áreas degradadas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. folhas glabras. dadas as características morfológicas de suas folhas. A espécie fornece madeira leve. Por ser de rápido crescimento. os mesmos usos atribuídos à decocção das folhas. sempre com acúleos e seus dois ápices. bastante espinhosa. onde ocorre em áreas úmidas. divididas a partir da metade e atingindo até 12 cm. flores intensamente brancas.

O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos. são utilizadas externamente e no local contra hemorróidas. quase reto (Figura 18. O nome do gênero Caesalpinia descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem a Andrea Caesalpino. com característica de mata pluvial com ampla dispersão. hermafroditas. além de ser empregado como fortificante para crianças. Jucá. Suas folhas. Dados botânicos Arvore de grande porte. folhas de manga. na forma de decocto. Imirá-itá. Nomes populares A espécie é denominada. ferrea var. leiostachya. botânico italiano. após aquecimento. São muito comuns duas variedades: a C. podendo chegar a 15 m de altura. é utilizado como . aquecido até formar um xarope. folhas bipinadas com folíolos oblongos. além dos nomes indígenas Ibirá-obi. séssil. A espécie é heliófita. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. especialmente de ruas e avenidas. várias são as utilizações medicinais dessa espécie. ferrea e a C. mas conhecida em todo o Brasil como Pau-ferro ou Pau-ferro verdadeiro. A madeira da espécie é muito usada na construção civil. açúcar e água. O preparado da casca com um litro de água e um quilo de açúcar. ultrapassando o cálice gamossépalo. ovalados ou obovais. casca de jatobá. ovário séssil e pubescente com 10 a 12 óvulos. Muirá-obi e Muiré-itá. enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico. dez estames. A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno. enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase e problemas hepáticos. além de largamente empregada como espécie ornamental. flores diclamídeas. na região amazônica. é utilizado contra asma e bronquite.Caesalpinia ferrea Mart. fruto levemente estipitado.2). ao passo que o preparado de casca de jucá. com tronco liso e cerne duro. com corola de quatro pétalas subiguais e uma quinta superior. ferrea var.

. Caesalpinia pulcherrima (L. Considerada de origem antilhana. Flor-do-paraíso. na região. resfriados e tosses. com até 10 cm de comprimento. glabros. e em Alagoas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. da casca como desobstruente e da madeira como anticatarral e contra feridas (Corrêa. Nomes populares A espécie é denominada. com folíolos ovado-oblongos. frutos do tipo vagem bivalve e lenhosos. folhas compostas. Baio-deestudante. especialmente bronquites. também é chamada de Flor-de-pavão. Em outras localidades do país. sobretudo como cerca viva. Espécie muito usada como ornamental. tem distribuição das Guianas até o Rio de Janeiro (Corrêa. enquanto o macerado das cascas em água fria é empregado. 1984). 1982). 1984). inflamações do fígado e baço. além do uso comum contra gripes. do fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas. bem como contra desarranjo menstrual e problemas renais e pulmonares. a decocção das raízes é usada como antitérmico. tais como o das raízes como febrífugos e antidiarréicos. pois floresce quase ininterruptamente. Flamboyanzinho e Poinciana-anã. contra tosse crônica. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante lenhoso e com espinhos fracos e pouco numerosos. vermelhas e amarelas e roxoalaranjadas com estames longos. asma e como cicatrizante (Campêlo. internamente. a infusão das folhas da espécie é usada contra problemas respiratórios. a espécie também é utilizada contra feridas e contusões (Emperaire. Na região da Mata Atlântica. Outros usos medicinais dessa espécie são referidos por vários autores.) Sw. flores grandes e vistosas. 1982). Chagueira ou Barba-de-barata. No Piauí. A vagem crua é útil contra tosse.anticatarral. bipinadas.

purgativos. emenagogos e indicadas contra as anginas e qualquer inflamação da garganta e catarro pulmonar. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. Nomes populares As espécie é denominada pelos índios tenharins Topeiuia. passando-se o ramo no rosto como se fosse um benzimento. febre e como purgativo. casca lisa e cinzenta. com rara ocorrência dentro de florestas. as flores amarelas são reunidas em racemos dispostos em panículas terminais múltiplas. odontálgicos. no alívio de dores causadas por contusões e para diminuir a febre. obtusos no ápice e com base irregular. estipuladas. deriva do grego Kasia. lenha e carvão. é chamada de Pau-cigarra e Caquera. brinquedos.3). abortiva. folhas pinadas. Dados da medicina tradicional As folhas da espécie são usadas pelos índios tenharins como sedativo para crianças. tendo propriedades tônicas.como emenagogo e abortivo e. Segundo Corrêa (1984). A espécie reúne usos econômicos como fornecimento de madeira para produção de caixotes leves. compostas de inúmeros pares de folíolos (20 a 40) peciolados. febrífugos. o fruto é do tipo vagem reta. a casca é considerada emenagoga e. sendo uma planta decídua no inverno. Cassia multijuga Rich. A espécie ocorre em todo o Brasil. largo e achatado (Figura 18. febrífugas e venenosas. pela beleza da planta na época de floração. a raiz é acre. O nome do gênero Cassia. as folhas e flores são usadas como tônicos. Em outros locais do país. descrito também por Carl Linnaeus. A decocção das flores é utilizada contra dores de dente. heliófita e pioneira. em doses elevadas. mas também é conhecida na região amazônica e no Brasil como Canafístula e Aleluia. externamente. atingindo até 10 m de altura. quando em grandes doses. além de ornamental. dado à falsa canela. excitantes. amarga. .

estipulada e com glândulas na base. resfriado e diarréia (Grandi et . Ibixuma. androceu com seis estames e três estaminódios curtos. 1982) e no tratamento de dores de cabeça. Mamangá. sementes cilíndricas achatadas (Figura 18. A espécie é anual e floresce na época de chuvas. curto-peciolados. amarelas. das folhas e da raiz é utilizada durante a menstruação. a semente torrada ou na forma de decocção é utilizada no tratamento de anemias e contra doenças do fígado e baço. Maioba. A infusão das folhas também é utilizada contra a malária. assim como em outras regiões do país. folhas alternas. ramos quase cilíndricos. o sumo das folhas é usado topicamente em locais com coceira e na cura de micoses. flores grandes. composta de folíolos apicais (quatro a seis pares).4). achatados. é indicada popularmente como antitérmico. racemos axilares. Rioba. dispostas. no Piauí a infusão do caule. gripes. Dados botânicos Arbusto glabro de até 2 m de altura. diurético e colagogo (Gavilanes et al. com caule lenhoso na base. beiras de estradas e próximo a culturas. febre. a espécie é conhecida principalmente como Fedegoso. Fedegoso-verdadeiro e Fedegosa. paripenadas com ráquis comprida. Na região da Mata Atlântica. a infusão das raízes é usada contra dores de barriga.Cassia occidentalis L. distúrbios hepáticos e do estômago e como diurético. laxativo. Outras denominações são Folha-de-pajé. Majerioba. Mata-pasto. frutos do tipo vagem glabra. no Brasil é espontânea nas pastagens. Lava-prados. gineceu com ovário piloso. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. enquanto o macerado da raiz em aguardente de cana é usado como diurético e contra infecções gerais.. Segundo Emperaire (1982). infecções gerais. Tararucu. Em Minas Gerais. verde-escuros em ambas as faces. Lava-pratos. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica. Manjerioba.

as folhas são usadas no combate a doenças cutâneas e ainda como diaforético. como Mata-olho. emenagogo. febrífugo e diurético. desordens do trato urinário. No Peru. 1988). é utilizada contra doenças do fígado. mordida de escorpião. 1990). a raiz triturada é utilizada para epilepsia. . Na Índia. A espécie C. as raízes são consideradas um tônico. como vermífugo (Nagaraju et al. dores menstruais e uterinas. no combate de febre palustre e doenças hepáticas. No Panamá.al.. e a decocção é indicada para baixar a febre (Soukup. sarna e doenças de pele (Bardhan et al. Os índios misquitos da Nicarágua usam a decoçcão da planta fresca para dores em geral. Além disso. No Brasil. reumatismo. Corrêa (1984) relata o uso dessa espécie como antídoto de venenos e como abortiva enérgica. mas também são utilizadas contra tuberculose. na asma. e a infusão das flores contra bronquite (Rutter. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com os nomes de Pé-desão-joão e Dartrial. inflamações nos olhos. as sementes. sudorífico. tinha e hemorróidas. e para constipações em bebês (Gupta et al. nos desarranjos menstruais. 1994).. 1979). doenças hepáticas e como reconstituinte em doenças e fraquezas em geral (Coimbra. reumatismo. 1970). 1982). oceidentalis tem uma longa história de uso pelos indígenas e indianas para febre. febrífugo. erisipela e tuberculose. 1990). rins e bexiga (Simões et al. são utilizadas contra asma. sendo o suco utilizado no alívio da dor causada por queimaduras. internamente. Na Amazônia peruana. na forma de cataplasma. Em outras localidades do país. Cassia reticulata Willd. diurético. No Rio Grande do Sul... anemia. problemas hepáticos. doenças venéreas. estômago. preparadas como o café. o chá das folhas é usado para cólicas estomacais e a trituração dessa mesma parte vegetal. as folhas e as raízes são usadas contra gonorréia. hidrópisia e dismenorréia (Dennis. as raízes são consideradas diuréticas. 1986). malária.. 1985). como antiinflamatório e. purgativo.

Jatai. entre outros. Jutaí-do-campo. 1994). Também é chamada de Jatobá-mirim. nome dado à planta em quase todo o Brasil. contendo glândulas e estipulas coriáceas persistentes e folíolos oblongos. flores brancas vistosas. com até . Jatobá-de-porco.Dados botânicos É um arbusto com caule lenhoso na porção inferior. Jutaí-café. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. base assimétrica. tronco ereto e ramos glabros. farinhento e comestível. Hymenaea courbaryl L. marrom. A espécie também é comumente usada como ornamental e habita sobretudo nas margens dos rios. a espécie é conhecida como Jatobá. brilhante. a decocção das raízes dessa planta é empregada no controle de problemas menstruais. folhas compostas. Abati-tambaí. Algarobo. purgativo e contra enfermidades renais (Guerrero. flores amarelas reunidas em racemos longos e repletos de flores. dispostas em cimeiras terminais. Nomes populares No Vale do Ribeira. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 20 m de altura. fruto doce. glabros na porção superior e pilosos na porção inferior. Jatobá-roxo. ápices acuminados. alternas e pilosas. lisos. com casca dura. Jutaí-peba. Jutaí. como antitérmico e diurético. A infusão de folhas é empregada externamente para problemas de pele. folhas compostas contendo dois folíolos brilhantes. A planta é usada na medicina de San Salvador também como laxativo. os frutos são vagens delgadas. negras. Jutaí-açu. Jatobá-de-anta. Jatobazeiro. Olhode-boi. enquanto a infusão da planta toda é usada internamente no alívio de sintomas após picada de cobra. com 6 a 15 cm de comprimento.

ácidos . e a seiva é excelente tônico para crianças.15 cm de comprimento. o deus da união. a infusão das folhas é usada internamente contra bronquites. 2001. estimulando a digestão e fortificando o organismo. quercitrina e miricitrína foram obtidos de B. sendo usada na arborização de parques e jardins. em alusão aos dois folíolos. Dados químicos dos gêneros Bauhinia As espécies Bauhinia variegata e B. O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites e asma e como estimulante do apetite. A casca serve para curtume e fornece fibras para cordoaria. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. microstachya (Meyre-Silva et al. ferrea forneceu sitosterol. além de cultivada em pomares para consumo de seus frutos. com florescimento entre outubro e dezembro.. e o fruto ainda é comestível e amplamente consumido na região do Vale do Ribeira. O nome do gênero deriva do grego hymen. enquanto o xarope da casca do caule. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende dezesseis espécies tropicais de ocorrência nas Américas e na África. especialmente em crianças. 2001) e betasistosterol e kaempferotrina foram isolados de B. purpurea possuem flavonas glicosiladas (Yadava & Reddy. vermífugo. É uma espécie semidecídua. Corrêa (1984) refere que a casca serve como adstringente. é eficaz contra tosses. enquanto a madeira é usada na construção civil. além do uso contra bronquite. Yadava & Tripathi. sedativo e peitoral. 2000). Caesalpinia O extrato benzênico de C. ácidos palmítico e octacosanóico. A espécie não foi referida nem encontrada na região amazônica. enquanto o extrato alcoólico forneceu gaiato de etila.. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.forticata (da Silva et al. 2000) e os flavonóides kaempferol.

1986. 1996). quercetina. De diferentes partes de C.9.. 8metoxibonducelina. Kim et al. 6-metoxipulcherrimina (McPherson et al. ácido 2-amino-4-metilidenepentanedióico e ácido 2-amino-4-metilpentanedióico (Watson & Fowden. Foram isolados os flavonóides: rutina.4'-dihidroxi-2'-metoxichalcona. 6p-cinamoiloxi5a. neocaesalpinas A e B (Kinoshita et al. taraxerol (Yadava & Nigam. beta-sitosterol. 3-deoxisapanona B e 3'-deoxisapanona B (Namikoshi et al.. 1987b.. C e D (Patil et al. 4. 1973). 8metoxibonducelina. lupeol. 3'-0-metilbrazilin. lup-20(29)-en-3beta-ol... 4-O-metilepisapanol. 1997a). B. 1973) e furanoditerpenóides (Ragasa et al.. e dos ácidos 2-amino-4-metilenepentanedióico e 2-amino-4metilpentanodióico (Watson & Fowden. pulcheralpina e 5-vouacapenol (Che et al. pulcherrima foram isolados os terpenóides caesalina.gálico e elágico (Santos & Sant'Ana. 2002). cianina. quercimeritrina (Awasthi & Misra. 3'-0-metilepisappanol. 1954). 1997). 3'-deoxisapanoI. 1978). Das cascas e raízes de C. acetato de lup-20 (29)en-3beta-il. ramnetina e ombuína (Namikoshi et al. pulcherrima foram também isolados produtos naturais alifáticos (ácido decanedióico) (Awasthi & Misra. 1987) e pulcherriminas A. quercetina (Rao et al.. 1997b).. 1987a).. 1987c).4benzoquinona (McPherson et al. 1987).6-dimetoxi-l. 1977). 7p-vouacapenediol. Peter et al. ácido 2-amino-4-etilidenepentanedióico.5-trihidroxibenzóico (Rao et al. 1997). 1977).14-didehidro-5a-vouacapenol. Das sementes de Caesalpinia ferrea foram isolados os aminoácidos: ácido 2-amino-3-(3-carboxifenil) propanóico. sapanol. alfa-amirina.. protosapina (Namikoshi et al. os esteróis beta-sitosterol e beta-sitosteril galactosídeo (Ahmad et al. bolducella foram isolados trinta diferentes ácidos graxos (Shameel et al.. 4-O-metilsapanol. 1978) e 2. De Caesalpinia bolducella foram isolados os furanoditerpenos caesalpina A e F (Pascoe et al. 1983).. 1978). 1985). miricetina.. Das sementes de C. bonducelina. .. sapanona B.. sappan foram isolados octacosanol. C e D (Peter et al. leucodelfinidina. 3'-0-metilsappanol. a 8metoxibonducelina (Parmar et al.. De Caesalpinia pulcherrima foram isolados: homoisoflavanona. pulcherimina. 1986) além do esteróide P-sitosterol (Varshney & Pal. 1983). cianidina e miricitrina (Forsyth & Simmonds. Da madeira de C.. 8. ácido 3. bonducelpina A. beta-amirina. 1997). episapanol. B. 1987e). brazilina (Namikoshi et al. 1997)..ll..4. bondenolídeo.

sappan (Namikoshi & Tamotsu. ácido esteárico e pinitol (Fernandes et al.. C. Fuke et al. 1996). glicosídeos de C. 3-deoxisapanchalcona.. 4-O-metilepisapanol. sendo predominantemente de ácido linoléico e oléico (OrtegaNieblas et al. caladenia e C. Namikoshi et al. crista foi isolado (+)-ononitol (Shi et al. 1977. S. Kitanaka et al.. Das sementes de C. Foram isolados alcalóides de C. 1977). leiostachya foram isolados polissacarídeos como galactomanana e xilogucana (Lima. brasilina e protosapaninas A. 1988). C. 1995). sitosterona. 1997).. 1981). dicopetala (Chowdhury et al. M. vários compostos aromáticos de C. 1986). isoflavanóides de C. 1987a). C. 1986. ácidos linoléico e palmítico de C. Dos frutos de C. 1977). sapachalcona. glicosídeos cardiotônicos. episapanol.... glicosídeos (Singh.. triterpenos e sesquiterpenolactonas (Guerrero. 4-O-metilsapanol. pumila foi analisada... estudos fitoquímícos demonstram a presença de alcalóides. isoliquiritigenina. 1987f). Foi realizado um estudo comparativo da composição de flavonóides e ácidos graxos das sementes de Caesalpinia velutina. 1986) e outros derivados antraquinônicos (Tiwardi & Singh.. 1987d). reticulata. hintoni (Contreras et al. major foram isoladas caesaldekarinas A-E. 1985). 1987. isolaram-se 1. . 1994). sappan (Saitoh et al.8-di-hidroxiantraquinona (Costa.. saponinas.. 1983). japonica foram isolados 3'-deoxi-4-0-metilsapanol. Na espécie C. Cassia Da espécie C. sapanonas a e b. A composição de ácidos graxos das sementes de C. Da madeira de C. além de xantonas (Wader & Kudav. B e C (Namikoshi et al. sappan (Nigan et al. et al.. M. spinosa foram extraídos ácido gálico (Reategui Gonzalez & Nakasone Rivadeneyra. cacalaco e C. japonica (Namikoshi et al. a espécie C..Das raízes de C. 1985). buteína. 1982). 1988) e altas concentrações de taninos (Garro Galvesetal. digyna (Mahato et al. taninos. sitosterol.. sapanol. multijuga foram isolados derivados antraquinônicos (Singh. 1996). (Kitagawa et al. Do Fedegoso. platyloba. 1996) e de C. occidentalis.

. occidentalis ácidos graxos e esteróis (Miralles & Gaydou. marginata foram isolados derivados antraquinônicos das folhas (Duggal & Misra. Das sementes de C. roxburguina (Ashok & Sarma. A concentração de compostos fenólicos totais foi estimada em folhas e caules de C. 1986). senna foram isolados derivados antraquinônicos (Lemli & Curvele. 1986. alfa.. 1987). O gênero Cassia tem sido amplamente estudado do ponto de vista químico. roxburguina. Da madeira foram isolados beta-sitosterol. 1990)..7-dihidroxi-3metilxantona. além do ácido graxo ceto(Z)-7-oxo-ll-octadecenóico (Daulatabad et al. Das superfícies das folhas de C. 1987.. 1986). l. 1977) e os ácidos cáprico. 1985). 1982) e das raízes (Singh & Singh. renigera foram isolados derivados antraquinônicos (Tiwardi & Richards. metilgermitorosona e singueanol-I (Kitanaka & Takido. emodina. dienóico e trienóico (Zaka et al. 1996). hirsuta foram isolados triterpenóides e biantraquinona (Singh & Singh. 1987). 1988a). 1987). germicrisona. roxburguinol e um novo estilbeno. 1987). pinselina. triglicerídeos (Zaka et al. beta-sitosterol e betulina (Zafar et al. 1989a)... De C. & Singh. occidentalis também foram avaliados conteúdo de óleo.8-dihidroxiantraquinona (Wader & Kudav.. carotenóides e tocoferóis durante o desenvolvimento das sementes (Zaka et al. 1979). occidentalol-1. Das folhas de C. Foram isolados das sementes de C. ácidos monoenóico. Telange et al.e beta-amirina. 1978)...1987. Da raiz de C. J. occidentalis foram isolados hidrocarbonetos (Majumdar et al. .. 1990). 1988b). De C.. Singh.. crisofanol. De C. Das sementes de C. crisofanol. 1989). occidentalol-2. bis (tetrahidro) antraceno. esteárico e oléico (Alencar et al. 1989). occidentalis foram isolados pinselina. roxburghii foram isolados derivados antraquinônicos (Ashok & Sarma. palmítico. 1. 1987). 1985). e sua descrição fitoquímica permite verificar as potencialidades de estudo de outras de suas espécies como fontes de novas substâncias químicas. mirístico. ácido tereftálico e (-)-epiafzelequina (Reddy et al. além de flavonas (Guptaetal. J. occidentalis de diferentes estágios de desenvolvimento (Ambasta et al. questina. enquanto das vagens foram isolados crisofanol.

1987).. esteárico. . De C. De C. 1988). acutifolia quanto à presença de aminoácidos. 1997). Ishidaet al.. agliconas de antraquinonas e flavonóides (Upadhyaya & Singh. oléico e linoléico. 1984).. antraquinonas (Zhang et al. polissacarídeos solúveis em água (Alam & Gupta. siamea foram isolados alcalóides e triterpenóides (Biswas & Mallik. acutifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kalashnikova et al. obtusofolina. De C. Nas sementes de C. flavonóides (Wassel & Baghdadi. estigmasterol. 1987) e emodina (Yang & Wang.estercúlico e vernólico (Daulatabad et al.. torosa foram isoladas as estruturas de tetraidroantracenos diméricos torosa I e II. De C. o senosídeo é o principal desses derivados. . angustifolia não difere muito do de C. obtusifolia foram também isolados obtusina. 1978). 1979). flavonóides (Wassel & Baghdadi. 1990). obtusifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kitanaka & Takido. 1989).. 1988).3-dihidroxi-8metilantraquinona (Kameoka et al. 2-hidroxi-4-metoxiacetofenona. obtusina. obtusifolia foi detectada a presença de antraquinonas (Yasuda et al. beta-sitosterol e l. 1990)... uma Cglicosilflavona (Kitanaka et al. questina. ácido crisofânico. 1986). 1987. 1986). m-cresol. angustifolia foram isolados polissacarídeos (Alam & Gupta. emodina. 1988). De C. tora foram isolados crisoobtusina e os aminoácidos cistina. linoléico. polissacarídeos (Khare et al. fisciona. além da presença de beta-sitosterol.Das raízes de C. que apresentaram atividade inibitória do crescimento de células KB (Kitanaka & Takido.... O perfil fitoquímico de C. colesterol. De C.. 1980) e os ácidos palmítico. 1979) e sennosídeos A e B em diferentes partes da planta (Yasmin et al. flavonóides (Crawford et al. 1986). Metil palmitato e metil oleato. Asamizu et al. Do óleo essencial foram isolados dihidroactinidiolídeo.. obtusifolina e estigmasterol. 1986). além de ácido palmítico. 1985). 1989). e das folhas. 1988). 1977). 1986.. 1990) e das naftopironas cassiasídeos B e C (Kitanaka & Takido. 1989). crisoobtusina. Também foram isolados vários outros derivados antraquinônicos (Pal et al. glicosídeos. aurantioobtusina. malválico.. gamahidroxiarginina e ácido aspártico (Upadhyaya & Singh. succínico e tartárico (Matsuura et al. o aminoácido histidina (Zhang et al. Dessa espécie também foram isolados os ácidos esteárico. Das sementes foi isolado o dihidroeleuterinol (Kitanaka et al. oléico. flavonas..

compostos fenólicos e taninos (Ramachandra et al. 1990). linolênico e araquídico (Dixit & Tiwari. 1987). behenato de beta-sitosterol. .. araquidato de beta-sitosterol. Das raízes de C. 1978). 1989a).javanica foram isoladas antraquinonas (Singh & Singh. Das sementes de C. 1981). reina.. proteínas brutas. 1987). 1988). 1987b. allata foram caracterizados os conteúdos de proteínas. ácido crisofânico e kaempferol (Chaudhuri & Chawla. triacontano.. glauca foram isolados os ácidos palmítico. 1988) e antraquinonas (. De C. carboidratos.. granais foram isolados polissacarídeos (Bose & Srivastava. O extrato das folhas de C.De C. Das folhas de C. arginina. de carboidratos e ácidos graxos totais (Ukhun & Ifebigh. De C..Ahuja et al. auriculata foram isolados flavanóides glicosilados (Rai & Dasaundhi. De Cassia pudibunda foram isolados derivados naftopironas (Messana et al. e do caule foram isolados procianidinas (NopitschMaietal. 1990). oléico. Do óleo das sementes de C. flavonóides (Srivastava & Gupta. 1978). esteárico. butirospermona. laevigata foram isolados flavonóides (Tiwardi & Singh. treonina e leucina). 1988).. malválico. fistula também foram isolados flavonóis e glicosídeos (Gupta et al. ácido glutâmico e aspártico. Das vagens de C. renigera possui ácidos vernólico.. emodina. linoléico. ácidos estercúlico e malválico (Daulatabad et al. sericea foram caracterizadas as presenças de fibras. fistula foram isolados biflavanóides e triflavanóides (Morimoto et al. O óleo da semente de C. estercúlico e ácidos graxos ciclopropenóides (Daulatabad et al. 1977). 1990a) e antraquinonas (Messana et al. palmitato. De C. fistula (Cano Asseleih et al. Chowdhury et al. fistula e C. De C. fistula e das cascas de C. triptofano. 1990). 1987b). palmitato de beta-sitosterol. javanica apresenta nonacosano.. As cascas do caule de C. 1990). singueana possuem 7-metilfisciona e cassiamina A (Mutasa et al. 1988).. 1990a). 1988).. biantraquinonas e o alcalóide espermidina (Alemayehu et al. 1990). fistula foram isolados flavonóides (Morita et al.. Das cascas do caule de C.javanica foram isoladas proantocianidinas (Kashiwada et al.. 1990) e foi determinada a variação sazonal do conteúdo de .. 1991).senosídeos das folhas de vagens de C. aminoácidos (lisina. ácido behênico... beta-amirina.

javanica (Singh & Jindal. dimetil quelidonato e monometil quelidonato (Ashok & Sarma. oléico. marginata (Kumar et al. 1997). mirístico. 1977). crisofanol e antraquinonas (Mukherjee et al. 1987). fastuosa foram isolados os glicosídeos.... 1986). De C. araquídico e behênico (Khalid et al. senosídeos A e B e 3 agliconas (aloé emodina. podocarpa foram isoladas antraquinonas (Rai. 2-methoxistipandrona. Das sementes de C. estérico. emodina e rheina) (Krambeck et al. 1989a) e derivados antraquinônicos (Jain & Purohít. A composição dos ácidos graxos de C. sericea (Muralikrishna et al. dihidroxantiletina e fisciona (Mukherjee et al. 1978). emodina. 1988). C.. palmítico.... 1987. 1986 e 1988b) e derivados antraquinônicos (Hata et al. Cassia javanica (Azero et al.. pumila foram isolados tetratriacontanol. ácido quelidônico. 1977).. . nodosa foram isolados glicosídeos antraquinônicos (Sinha et al.. Sen et al. 1985). siamea (Khan et al. De C.. 1989) e nas sementes de C. 1989). 1987). De C..4-dihidronaftaleno (Delle Monache et al. semicordata foram isolados compostos do tipo 1. 1988). Cassia laevigata (Singh. De C. linolênico. fisciona. Galactomanana foi encontrada nas sementes de Cassia alata (Gupta et al. garrettiana foram isolados um polifenol denominado cassigarol A. didymobotrya foram isolados e caracterizados crisofanol. 1986 e 1987). falacinol e uracila (El-Sayyad et al. R.Das partes aéreas de C. De C... 1986.. 1990). spectabilis foram isolados antraquinonas.. holosericea é predominantemente de ácido láurico. 1988). C. B. 1989). ovata foram isolados polissacarídeos solúveis em água (Kumar et al. 1988). C. mimosoides foram isolados n-hentriacontanol. linoléico. Das raízes de C.. palmitoléico. beta-sitosterol e estigmasterol (Mulchandani & Hassarajani. 1988).. Das flores de C. (Baba et al. 1985). além de alcalóides (Christofidis et al. 1987). Das folhas de C.

3- . 1976) e proteínas de C.. 1999).. purpurea deve ser evitado por causar disfunções tireoidianas (Panda & Kar. pulcherrima atua sobre as interações DNA-ligante (McPherson. 1991). ferrea como antitumoral (Queiroz et al.... 1996). sapanchalcona. 1986). O uso crônico de B. 2002a e 2002b). Munoz et al. 1995. antiedematogênica. Existem relatos ainda da propriedade antioxidante de B. e os dibenzoatos diterpenos pulcherriminas A e B foram ativos na reparação de DNA de leveduras (Patil et al. 1987).. De C. gilliesii produziram 70% a 80% de inibição do tumor de Walker em ratos (Montgomery et al. A espécie C.forficata e B. anticoagulante (Milagres et al.. ferrea revelaram a presença de atividades atóxica e antiúlcera (Bacchi et al. 1994) e de restrição ao fluxo coronariano por possível ação sobre a musculatura lisa dos vasos... 1991).. 1997). 1977). Bacchi & Sertié.Dados farmacológicos dos gêneros Bauhinia A propalada atividade hipoglicemiante foi observada nas espécies B. Rossi-Ferreira et al. 1990) Lima.. 1988). et al. comumente utilizados no tratamento de complicações da diabetes. malabarica e B.. C. Caesalpinia Estudos com extratos brutos de C. Extratos de C. analgésica (Carvalho. ferrea foram ainda caracterizadas as atividades cardiotônica (Santos W.. 1996. 2001. Os inibidores da aldose reductase. antiinflamatória (Carvalho. tarapotensis (Braca et al. crista apresentaram atividade antimicrobiana (Beloy et al. et al. 1995... 2002. E. candicans (Pepato et al.. com alterações eletrocardiográficas secundárias (Santos et al. J. Atividade hipoglicemiante foi verificada com extratos de C. Amaral et al. O. antihistamínica e antialérgica (Rossi-Ferreira. 2000). Lemus et al. 1986). 2000. O. 1998). 2001) e antimolarial de B. leiostachya (Moura et al. guianensis (Kittakoop et al.. 1997) e hepatotóxica (Queiroz Neto et al. Nakamura et al... T.. 1998). et al. J.. 1994.. antimicrobiana (Cebalhos et al. contêm caesalpina P.. et al. Lopes et al. C. Estudos mais recentes têm apontado C. 1985).

.. 1996). Feng et al. Cassia Nas folhas de C. .. 1978.. 1985).. 2001). 1991b) antimutagênico (Bin-Hafeez et al. antifúngica.. antiparasitária.. Caceres et al. Sadique et al. vasoconstritora. Do extrato de Caesalpinia foram isolados derivados benzindenopiranos. brasilina e derivados fenólicos extraídos de C.. 1976) e. 1962). sappan apresentou mais de 50% de inibição sobre a atividade da hialuronidase (Kim et al. 1996). hepatoprotetor (Jafri et al.. protosapanina A. de estimulante uterino (Saraf et al. De C.. 1989). sappan como ingredientes ativos (Morota et al. Schmeda-Hirschmann et al. A brasilina isolada de C. 1994. inibitória da hemólise. occidentalis verificaram-se atividades antiinflamatóría (Sadique et al.. O extrato de Caesalpinia crista foi testado quanto à sua atividade anti-helmíntica contra Toxocara vitulorum. 1999). O extrato metanólico de C. antimalária (Gasquet et al. spinza foi obtido um inibidor da formação de melanina utilizado em cosméticos (Shibata et al. que foram utilizados no tratamento de microanginopatias e nas desordens da microcirculação (Moon. Sama et al. 1987. principalmente pelo aumento da atividade das células T em camundongos com halotano (Choi et al. 1993. 1987). 1992. porém o tratamento em búfalos não apresentou eficácia (Sindhu et al. antibacteriana. 1995a). antiviral contra hepatite B (Patney et al... hipotensiva. 1997). 1991.deoxisapanona.. A brasilina (isolada de várias espécies de Caesalpinia) também foi capaz de modular a função imunológica.. in vitro. de relaxamento do músculo liso. Hussain et al.. 1997). sappan foi capaz de aumentar a atividade tirosinase e o conteúdo de melanina nas células B-16 (Lee & Kim..

e C.. De C.. 1990. podocarpa apresentaram resultados significativos quanto à atividade laxante (Elujoba et al. 1990).4.Das sementes de C. angustifolia foi testada quanto à sua atividade antitumoral contra Sarcoma-180 de camundongos.. que apresentou intenso efeito inibitório sobre a liberação de histamina induzida por antiIgE de basófilos humanos in vitro (Inamori et al. alata e o kaempferol 3-O-soforosídeo foram avaliados quanto à sua atividade antiinflamatória comparada com a fenilbutazona. lugustrina (Abhaham et al. 1989). Ao final dos testes foi determinado que ambos apresentaram significativa atividade antiinflamatória (Palanichamy & Nagarajan.5'-tetrahidroxistilbene. O extrato das folhas de C. 1988). 1990).. 1986a). 1979) e C. Os resultados finais indicaram que tanto C. glucoobtusifolina e glucoaurantioobtusina). que apresentaram efeito antiagregador plaquetário quando estudadas com células de ratos estimuladas por ácido araquidônico. fastuosa também apresentou atividade laxante (Krambeck et al. 1985). acutifolia como controle positivo.. obtusifolia (Kitanaka & Takido. As folhas de dez espécies de Cassia da Nigéria foram estudadas quanto à sua propriedade laxante em ratos albinos machos. C. pudibunda (Cavalcanti et al. 1988 e 1989). garrettiana foi isolada a 3. pumila possui antraquinonas que apresentaram atividade espasmolítica (Fatawi et al. obtusifolia foram obtidas antraquinonas (glucocrisoobtusina. Estudos com as sementes de C. 1991). Crawford et al.3'. 1990). obtusifolia também apresentaram atividade tóxica sobre as funções mitocondriais do músculo (Lewis & Shibamoto. O extrato a 10% das folhas de C.. A fração polissacarídica de C. tora possuem glicosídeos de naftopirona que apresentaram atividade antihepatotóxica (Wong et al. espasmolítica com subs- . obtusifolia também foram detectados altos níveis de mutagenicidade em testes com linhagens de bactérias (Friedman & Henika. 1984). citotóxica com extratos de C.. As sementes de C. alata quanto C.. podocarpa apresentaram atividade laxante tão potente como a C. obtusifolia indicam alto grau de toxicidade quando comparados com parâmetros como tamanho do fígado e níveis de citocromo P-450 funcional (Crawford & Friedman. ADP e colágeno (Yun-Choi et al..pudibunda (Cavalcanti et al. Atividade antimicrobiana foi verificada com a utilização de C. exibindo uma taxa de 51% de inibição (Mueller et al. 1989). 1988) e C. As antraquinonas de C. Nas sementes de C.. garrettiana (Inamori et al. utilizando as folhas de C... 1989). 1991). acutifolia. As folhas de C. 1986).

cansaço e dores. 1979). seca e/ou torrada. cólicas abdominais e diarréia. apatia. 1979). deve ter seu uso controlado e realizado com cuidado. um quadro de sintomas de tóxicos por causa da presença de glicosídeos antraquinônicos. 1986. talica em cabras e carneiros revelou quadros de ataxia. em muitos países. enquanto um quadro de envenenamento foi verificado com C. O gênero Cassia produz. acompanhado de distúrbios hidreletrolíticos em casos graves (Schvartsman. que apresentaram um quadro de ataxia. 1979) e C. além de lesões renais e disfunção hepática (Galai et al. fistula (Bhardwaj & Mathur. Salienta-se que a espécie C. C. como substituta do café. Isso pôde ser verificado em intoxicação de suínos.. ocrídentalis seja utilizada na medicina tradicional.. cavalos e cabras. 1986b). 1977) e antivirótica com extratos de C. .tâncias isoladas de C. 1986). purgativa dos glicosídeos de C. especialmente por crianças. A ingestão de grandes quantidades dessa semente tem causado problemas de toxicidade e até mesmo de morte em vacas. estudos clínicos têm demonstrado sua toxicidade. caracterizado por náuseas. ferrea. Colvin et al. angustifolia (Nakajima et al. em razão de seus efeitos hepatotóxicos. antitumoral com extratos de C. echinata também apresentou toxicidade (Oliveira et al. fazendo parte de uma grande série de fitoterápicos disponíveis no mercado... 1991). Estudos realizados com Caesalpinia ferrea determinaram seu efeito hepatotóxico (Queiroz Neto et al. fistula (Babbar et al. 1985). amplamente utilizada pela população.. dispnéia. 1984)... A espécie C. e as espécies usadas para essa finalidade devem ser consumidas com cuidado. roenwilana (Rowe et al. 1985). em razão dos efeitos tóxicos e abortivos de sua casca (Corrêa. Seu consumo indiscriminado é perigoso. A administração de folhas de C. pumila (Fatawi et al.. vômitos. pulcherrima é considerada planta de uso perigoso. com degeneração de músculos esquelético e cardíaco (Martins et al.. na forma fresca. diarréia. 1987). quinquangulata (Ogura et al.. Dados toxicológicos dos gêneros Embora a semente de C. anorexia e morte após oito a doze dias da ingestão. 1998). anemia. em geral. Salienta-se que as espécies desse gênero são amplamente usadas e comercializadas como laxativos.

um importante produto alimentar no Brasil —. Diplotropis. Crotalarieae: Crotalaria. das quais destacamos aqui apenas as de importância medicinal: • • • • • • Swartziae: Swartzia e Zollernia. Cymbosena. Sophoreae: Sophora. Cajanus. Galegeae: Astragfalus e Glycyrrhiza. Myrocarpus e Ormosia. Desmodieae: Desmodium. Millettieae: Tephrosia. Abreae: Abrus. Indigofereae: Indigofera. onde se encontram plantas (Barrozo. Derris e Lonchocarpus. sendo amplamente utilizadas in natura no combate a inúmeras pragas de lavouras e de ectoparasitas de animais. Para a família Fabaceae estão descritos aproximadamente 482 gêneros e cerca de doze mil espécies de ampla distribuição nas regiões temperadas e tropicais. Robinieae: Sesbania e Robinia. 1978). Phaseoleae: Phaseolus — do famoso Feijão. Genisteae: Lupinus. Trifolieae: Medicago. Psoraleae: Psoralea. onde muitas espécies vegetais possuem importantes efeitos inseticidas. Dalbergieae: Dalbergia e Andira. Canavalia. Vicieae: Vicia e Pisum. Dypteryxeae: Dypteryx.Espécies medicinais da família Fabaceae Introdução A família Fabaceae também é classificada como subfamília Papilionoideae (Faboideae) da família Leguminosae. • • • • • • • • • • Os dados aqui referidos demonstram a imensa importância dessa subfamília de espécies vegetais. Nos estudos realizados na região amazônica e . Dioclea e Mucuna. Os principais gêneros estão distribuídos em 31 subfamílias.

No restante do Brasil é conhecida como Guando. sendo um nome popular da planta usado em Malabar. Ervilhade-angola. mas há divergências quanto a essa classificação. Cuandu. com ampla utilização em diversos países. as quais são descritas a seguir. Dados botânicos A planta é um subarbusto de caule ereto e lenhoso. o banho preparado com as folhas é indicado contra dores de barriga e diarréia. compostas de três folíolos aveludados. Guandu ou Feijão-guandu. de onde partem folhas pecioladas. dispostas em pedúnculos axilares. oblongos. gripes. Andu. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. com ramos angulosos. O gênero Cajanus foi descrito por Augustin Pyramus de Candole e inclui 37 espécies tropicais. fruto do tipo vagem linear. podendo atingir 3 m de altura. visto que seus frutos são comestíveis e usados em substituição ao feijão verdadeiro. pinadas. Espécies medicinais Cajanus cf. Feijão-de-cuandu e Erva-desete-anos. dores de barriga e diarréia e a infusão. A espécie possui um grande valor econômico. Inúmeras utilidades são atribuídas a essa espécie (Corrêa.na Mata Atlântica foram referidas dez espécies medicinais. Erva-do-congo. contra constipação nasal. sendo ainda forrageira. 1984). na Mata Atlântica. indicus Spreng Nomes populares A espécie é chamada. comprimida. Alguns autores referem que ocorrem três variedades. flores vistosas. . enquanto a decocção é usada internamente contra tosses. Feijão-de-árvore.

Derris amazonica Killip Nomes populares A espécie é chamada de Timborana na região amazônica. pediceladas.Cymbosema roseana Bent. com ramos tomentosos. por arbustos ou árvores. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1997). . na Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é chamada. a infusão das folhas é usada contra desordens do fígado e do estômago. flores rosas. O chá das folhas é usado na Amazônia contra desordens menstruais (Mabberley. menos freqüentemente. descrito por João de Loureiro. O nome do gênero Derris. de Flor-da-terra. flores rosas. O nome do gênero significa "estandarte cimbiforme". oblongos. Dados botânicos A planta é uma enorme liana. referindo-se ao legume. Dados botânicos A planta é um arbusto com folhas trifoliadas. em forma de bote. reunidas em fascículos. O gênero Cymbosema inclui uma única espécie. fruto do tipo legume falcado. de onde partem folhas compostas com sete a nove folíolos. e foi descrito por George Benthan. mais freqüentemente do sudeste da Ásia até a Austrália. Aproximadamente quarenta espécies desse gênero estão distribuídas nas florestas tropicais e subtropicais do Velho Mundo. significa "pele dura". O gênero Derris é composto basicamente por lianas e. reunidas em inflorescências com ráquis nodosa. acuminados e glabros.

compostas. a prefloração da corola é imbricada descendente. sementes sem endosperma (Figura 18.5). fruto do tipo legume linear. com cálice gamossépalo. Outros nomes populares são Amores-do-campo. trifoliadas e . ereto e com raiz bastante lenhosa.) DC. Erva-dos-mendigos e Jiquerana. revestida de pêlos curtos. Desmodium tortuossum (Sw. folhas alternas. corola dialipétala. com uma grande pétala superior. com folíolos articulados na base. Nomes populares A espécie é chamada de Carrapicho na região amazônica.Dados da medicina tradicional A infusão das raízes é usada pelos índios tenharins no alívio dos sintomas de picada de cobra. Trevo-da-flórida. flores fortemente zigomorfas. pentâmera. externa. Dados da medicina tradicional O talo da planta amassado é útil contra dores no peito e garganta e na cura de resfriados. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. hermafrodita. Nomes populares A espécie é denominada pelos índios tenharins Timuatã. coriáceo. Dados botânicos Erva de pequeno porte. didamídea. folhas pecioladas. enquanto a raspa da raiz é empregada contra envenenamento por cobras. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. cilíndrica. Derris floribunda Bth.

com sementes pretas e duras (Figura 18. flores rosas ou roxo-pálidas e raramente brancas. . com folhas compostas. fruto do tipo legume. fruto do tipo vagem. um banho preparado com toda planta é indicado para combater a caspa. Sapupira-da-mata. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. vexilo oblongo provido de apêndices na base. A espécie é excelente fornecedora de forragens e adubo verde. e a infusão é usada internamente como antigonorréico. é aplicada topicamente para tratamento de impingem. Diplotropis purpurea (Rich. Dados da medicina tradicional A semente ralada. Paricarana. coriáceos.) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica principalmente de Fava. Sicupira. Sapupira-preta. O nome do gênero significa "feixe". inflorescência revestida por pêlos cinzentos. tendo um apêndice na base. botão floral com pétalas de carenas desenvolvidas. flor com estandarte longo. plano.6). misturada com enxofre. Sapupira. pequenas. Cutiúba. todas conhecidas como Sucupira. reunidas em racemos. com ampla distribuição no Brasil e no México. O nome Diplotropis significa "duas carenas". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Sapupira-da-várzea. referindo-se à disposição das flores. indeiscente. ovário piloso com pêlos cinzentos ou quase sésseis. pinadas e folíolos glabros. O gênero descrito por George Benthan inclui sete espécies da região amazônica. Cutiubeira. O gênero Desmodium descrito por Auguste Desvaux inclui aproximadamente 450 espécies vegetais.com folíolo terminal ovado maior que os laterais. Sebipira. Sucupira-da-terra-firme. Outros nomes comuns são Favinha.

A planta é de grande ocorrência na Amazônia e fornece excelente madeira de lei. grosso. Nomes populares A espécie é chamada.Dipteryx odorata (Aubl. se fendem liberando a semente roxo-escura. de Cumaru. frutos em forma de vagem drupácea. O macerado dos frutos em álcool é usado contra dores de cabeça. sendo indicado "cheirar quando se está com dor". servem para tratar a pneumonia. quando maduros e secos. doces. folhas grandes. as sementes maceradas em água são utilizadas como antiespasmódico. produto de enorme comércio no século passado por causa de seu excelente aroma. Das sementes se preparavam antigamente excelentes colares e braceletes. de cor verde-amarelada. Cumar-do-amazonas. aromáticas. cigarros. podendo atingir até 35 m de altura. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. além da famosa fava de cumaru. imparipinadas. na região amazônica. Cumaru-amarelo. de pequena espessura. com cascas avermelhadas ou amarelo-acinzentadas.) Willd. pecioladas. O gênero Dipteryx descrito por Johann Cristian Daniel von Schreber inclui apenas dez espécies tropicais de grande ocorrência na Amazônia. sabonetes e outros produtos da indústria de cosméticos. oleosa e aromática coberta por um pecíolo (Vieira. que permitiu seu uso na aromatização de chocolates. Imburana. e na produção de perfumes. alternas. diaforético e contra problemas cardíacos e menstruais. alimentos e uísque. Umburana e Kumbaru. Em outras regiões do Brasil é conhecida como Cumaru-verdadeiro. referindo-se ao cálice. Os frutos usados topicamente são eficazes no alívio da dor de ouvido e. caule reto. Cumaruzeiro. que. flores vermelhas. muito explorada comercialmente pela qualidade na produção de móveis de luxo. quando passados sobre as costelas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . Imburana-de-cheiro. compostas. dispostas em panículas pubescentes. O nome do gênero significa "duas asas". 1991). charutos.

alternas.As sementes embebidas no rum são usadas pelos "Créoles" para mordida de cobra como xampu. caule ereto. dores de ouvido e serve como tônico capilar (Vieira. cardiotônico. com semente oleosa e aromática. essa espécie é utilizada como anticoagulante. Dipteryx punciata (Blake) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada de Dióuvi pelos índios tenharins. pela presença de Cumarina. antitussígeno. narcótico e estimulante. Corrêa (1984) refere que as sementes são antiespasmódicas. compostas de sete a nove folíolos. antidispéptico. contra contusão e reumatismo. emenagogas e cardíacas. emenagogo. Dados da medicina tradicional A decocção das sementes é usada pelos índios tenharins em gargarejos. Já os índios wayãpi usam a decocção da casca para banhos antipiréticos. flores vermelhas. Em outros lugares. 1991). febrífugo. . dispostas em panículas pubescentes. contendo casca de pequena espessura. grosso. folhas grandes. podendo atingir até 3 m de altura. internamente. diaforético. antiespasmódico. tônico cardíaco e anestésico sobre o sistema nervoso. diaforético. e os palikur. contra qualquer inflamação. como reconstituinte das forças orgânicas. diaforéticas. frutos em forma de vagem verde. A planta é de grande ocorrência na Amazônia. pecioladas. aromáticas. para aliviar dores de garganta e. para banhos fortificantes de crianças. imparipinadas. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. Na Amazônia o uso dessa planta é aconselhado nas convalescências. O óleo das sementes auxilia nas úlceras bucais.

outros compostos . de onde foram isolados flavonóides (Braz Filho et al. A espécie tem grande ocorrência e distribuição na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. compostos 5-9 folioladas. flores brancas dispostas em racemos e fruto do tipo vagem oblonga. possui aroma balsâmico. A planta fornece uma madeira avermelhada muito usada na construção civil. sendo ainda expectorante peitoral. tinturas e perfumaria. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 15 m de altura. A madeira. na região da Mata Atlântica e em quase todo o Brasil. para fabricação de carroças. Pau-bálsamo. urucu. Nomes populares A espécie é chamada. a mais estudada é a D. sendo muito usada na indústria de cosméticos. ramos glabros de onde partem folhas imparipinadas. o macerado da casca da planta em aguardente é usado externamente como cicatrizante e antiinflamatório. portas e janelas de luxo.. os mesmos efeitos são atribuídos às raízes. Dados químicos dos gêneros Derris Das espécies do gênero Derris. Óleo-pardo. Outros nomes são Cabruê. de Cabreúva. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Corrêa (1984) refere que a casca e a resina são excelentes para tratar feridas e contusões. 1974). O gênero descrito por Francisco Friera Allemão e Cysneiro inclui apenas quatro espécies. indicadas nas lesões do sistema respiratório. de ocorrência na América do Sul. O nome do gênero significa "fruto de bálsamo". enquanto os frutos passam por excitantes e antidispépticos. Bálsamo e Pau-de-óleo.Myrocarpus frondosus Aliem. com casca rugosa no caule. assim como a casca.

hookerianum foi isolada canavanina (Bell et al. 1976. scandens foram isolados isoflavonóides (Garcia et al. De D. proteínas. 1989). 1986.. além de coumestrol e alfa-amirina (Zoghbi et al. 1978). incanum DC. os flavonóides. Em D... foram isolados os flavonóides desmodina. 1995b). do seu caule e de suas folhas. epoxilupinifolina e dereticulatina. foram isoladas as flavanonas lupinofolina e as piranoflavanonas. Todos os compostos apresentaram atividade citotóxica contra linhagem de células P-388 (Mahidol et al. Em diferentes espécies de Derris caracterizou-se a presença de rotenonas. possuem em suas flores o flavonóide delfinidina (Forsyth & Simmonds. 1961. oblonga e D.. canum detectou-se a presença de isoflavanonas (desmodianonas A. em maior quantidade nas raízes com mais de 18-24 meses de idade (Nguyen et al. Rao M. 1996).. canadense (L.) DC.. 1986).. laxiflora Lin et al. 1954). ácido ascórbico e pigmentos fenólicos (Mathur & Kamal. elliptica foram isolados os rotenóides eliptinol. As espécies D.rotenóides (Braz Filho et al. E em D. 1977). glutinosum. frutescens.. com significativa atividade inibitória contra a proteína tirosina quinase (Kim et al. canarensis (Evans et al. 1976) e D. Lin & Kuo. benthmii (Fellows et al. 1978). que apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. enquanto de D. araripensis (Nascimento et al. Nascimento & Mors. também denominada D. conhecidas popularmente como Pega-pega ou Beiço-de-boi. Das raízes de D. 1989). 1997). senegalenseína. 1978. reticulata cujos flavonóides apresentaram atividade citotóxica (Mahidol et al. hiravanona. Nakatu et al. D. laxiflora foram isoladas as flavanonas: 6. deguelina e tefrosina (Ahmed et al.. spruceana. 1997). lipídios. D.. indica caracterizou-se a presença de carboidratos. 1973b) e saponina (Parente & Mors. 1977). Da espécie D. Desmodium De D.. 1987) e também o aminoácido canavanina (Tschiersch. D. 1991. 1988). obtusa (Nascimento et al. Foram isolados alcalóides de D. lupinifolina e laxiflorina. tortuosum. e das raízes de D.. 1985) e D..) DC. crisantemina e cianina (Matinod et al. 1995b) e D. amoena..8-difenileriodictiol. N. Kimetal. homoadonivenita (Batyuk et al.. 1978).. et al... D. 1994). 1962). Do caule de D.. reticulata. Flavonóides também foram isolados em D. foram isolados.. heterocarpon e D. . spruceana (Garcia et al. 1993.. D. adhaesivum Schldl. ou D.. B e C). aparines (Link. D. 1994). Bell et al..

gangeticum (L. 1972. 1-octacosanol. gangetinina.) DC. desmocarpina. elegans DC. Purushothaman et al. Nmetiltiramina.. A espécie D. Ghosal & Bhattacharya.. ario-inositol e betapinitol. os flavonóides desmodol (Ueno et al. Don. cinarascens A. foram isolados mangiferina. 1973). De D. salsolina. 1984. N-N-dimetil-3. hipoforina. Em D. . 1949) e a canavanina (Van Etten et al. Nakatu et al. O-metilbufotenina N-óxido (Gosal & Banerjee. também muito usado medicinalmente. caudatum (Thunb. tiliafolium G. kaempferol e quercetina. galactopinitol A. N. salsolidina. Purushothaman et al. A planta conhecida popularmente como Amor-seco ou Pega-pega (D. os flavonóides hiperina. além de canavanina (Beveridge et al. genisteína. hordenina.. intortum) possui carboidratos. possui os flavonóides dalbergioidina. 1963). leptocladina.) DC. 1962. O D. 1969. 1968) e o aminoácido canavanina (Nakatu et al. possui em suas folhas os produtos naturais alifáticos hexacosil eicosanoato.. e o esteróide antiosídeo (Alaniya. triptamina e tiramina (Ghosal & Srivastava. 3.. Bell et al. betaína. Em suas raízes foram isolados abrina. difisolina. isoquercitrina. beta-carbolina. 2-feniletilamina. 1-triacontanol e o esteróide betasitosterol (Hussain & Saifur-Rahman. 1983). hordenina.. 1978) e swertisina (Aritomi & Kawasaki. ácido octacosanóico. 1964) foram todos isolados de D. intortum foram caracterizados também os taninos condensados (Mwendia. os alcalóides candicina. hipoforina e os alcalóides.4-dimetoxifenetilamina. 2-hidroxigenisteína e kievitona (Ingham & Dewick.. 1977. normacromerina. 1972). bufotenina N-óxido.N-dimetiltriptamina. desmodina. 1971). 1975). cinereum (Kunth) DC.. gangetina.Os alcalóides bufotenina.4-dimetoxifenetilamina. O-metilbufotenina. 1978). também denominada D. e de D. Gray foram isolados o carboidrato D-pinitol (Plouvier.

lupeol. multiflorum.) DC. compostos estes também isolados em D. o terpenóide lupeol. De D. Sreenivasan & Sankarasubramanin. 1995). Meyer foi isolado o flavonóide malvina (Park & Rotar.. 1984). tricosanol. 1997). 1989). styracifolium foram também isolados triterpenóides saponínicos (Ikegami et al. foram isolados os flavonóides apigenina. pinitol e canavanina (Beveridge et al. Amor-de-velho-comum.. também denominado D. laxiflorum foram isolados heptacosanos. trigonelina e tiramina (Ghosal et al. foram isolados os flavonóides dalbergioidina. De D.. triquetrum foram isolados friedelina. epifriedelinol e estigmasterol (Yang et al.. betuína e lupeol (Ghosh & Dutta. .. também denominado Ougeinia dalbergioides Benth. vitexina e xilosilvitenina. 1965. 1989). 7-hidroxiflavona. ojeinese. Kubo et al. Bell et al. 1971. 1989). De D. também conhecido com D.. flavosativasídeo. homoferreirina. também denominado Amor-develha-da-folha-graúda. liquiritigenina e maackiana (Braz Filho et al. Adinarayana & Syamasundar. ougenina e quercetina (Balakrishna et al.. triflorum (L. heptacosanol. styracifolium foram isolados os flavonóides schaftosídeo e vicenina e os terpenóides soiasapogenol B e soiasaponina (Yasukawa et al. e de D. N.. De D. estigmasterol. Kubo et al. 1982.) DC.. foram isolados os carboidratos galactopinitol A. e de D sandwicense E. e os alcalóides colina. 1978). 1989. feniletilamina. b-sitosterol. Diplotropis Foram isolados do tronco da espécie os esteróides sitosterol. De Desmodium uncinatum (Jacq... estigmasterol. kaempferol. 1985). 1962).1995. vitexina. formononetina. inositol.. 1986. isovitexina. os terpenóides beta-amirina. ácido triacontanóico e ácido 2-triacontenóico (Saxena & Shukla. ácido indol-3-acético... 1966). Ahluwalia et al. podocarpum. racemosum. e de D. ovalifolium (Giner-Chavez et al. 1968)... e os flavonóides isoliquiritigenina. 1965). 1995). foi isolado o flavonóide kaempferitrina (Aritomi. 1996). foi isolado o alcalóide hordenina (Maurya et al. 1963a e 1963b. De D. mollicum foram isolados flavonas e flavonóides glicosilados (D'Agostino et al. floribundum. De D.. 1961 e 1962. De D. Anjaneyulu et al. 1977.N-dimetiltriptamina N-óxido. nonacosanos. Mukherjee et al. Perez-Maldonado & Norton.

1982). .. lupanina e tetrahidrorombifolina (Kinghorn et al.1973a). 1. De Diplotropis martiusii foram isolados os alcalóides angustifolina.3epimetoxilupanina.

odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. 1952). 1981). 2000. alata foram determinados 40% de óleo. 1995). 1994). De Dipterix odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. 1995). odorata apresenta um grande valor comercial. 1994)... isoflavonóides (Lourenço et al. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. pois suas sementes são ricas em Cumarina. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). De D. odoratina.. lupenona e lupeol (Kaplan et al. odoratina. Togashi. 1996). utilizadas na indústria de cosméticos e perfumaria.. além dos terpenóides betulina. 1993). cumarinas (Ehlers et al. lacunifera foram isolados ácidos graxos e di e sesquiterpenóides (Mendes & Silveira. 1994). 1952). ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al.. alata foram determinados 40% de óleo. 1966). 1996) e constituintes voláteis (Woerner & Schreier. lupenona e lupeol (Kaplan et al.. punctata (Gruenwald. De D.. Nakano et al.. 1995) e cumarinas (Ehlers et al. 1995. De diferentes partes de D. além dos terpenóides betulina. flavonóides (dipterixina. punctata (Gruenwald. 1991). retusina) e terpenóides (19-vouacapanol. flavonóides (dipterixina. Das sementes da espécie D. Das sementes de D.. 1966) e beta-farneseno (Matos et al. A espécie D. odoratina. 1979) e terpenóides (19-vouacapanol. .. retusina). odoratina.Dipferyx De diferentes partes de D. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri.

1987). 2000) e inseticida (Luitgards-Moura et al.. Até a dose de 10 g/kg da planta fresca aplicada ao animal não foram observados sinais de toxicidade (Tokarnia et al... 1998. Derris A espécie Derris amazonica apresentou atividade antimalárica (Munoz et al. Aragão & Valle. micou. gangeticum a gangetina que promoveu a diminuição da fertilidade masculina em ratos (Latha et al. De Derris sp. 2001). 1972). e o princípio ativo responsável pela atividade foram os alcalóides indólicos (Tubery et al. urucum foram caracterizados os efeitos ictiotóxicos. foi avaliada a atividade tóxica em bovinos..Dados farmacológicos dos gêneros Caia nus Uma proteína isolada de C. sendo a rotenona o composto responsável pela atividade (Santos et al.. Derris sp e D. 1996). 1999. Das raízes de D. O extrato etanólico de D... D. Desmodium O Desmodium sp foi utilizado para o tratamento de hepatites do tipo B em humanos. Essa planta também foi responsável pela atividade leishmanicida (Iwu et al. indicus tem apresentado efeito hepatoprotetor (Datta et al. também conhecido como Timbó. 1997). 1979). elíptica apresentou atividade antifúngica seletiva (Mohamed et ali. Datta & Bhattacharrya. 2001). 2002).. . nicou (Costa et al.. De D. 1992) e depressora do SNC (Jabbar et al. que provavelmente estão envolvidos com o efeito biológico in vivo e por sua atividade inseticida (Wang et al. scandens foram isolados dois compostos warangalona e ácido robústico.. urucu e D.. Foi isolada das raízes de D. 1997).. 1997).

. De D. além de apresentar atividades analgésica e antibacteriana (Vu et al. O extrato de D.. Uma caracterização preliminar sugere serem as saponinas triterpênicas as responsáveis pelas atividades (Addy. intortum foi estudado quanto à sua digestibilidade e quanto ao seu uso como suplemento alimentar para carneiros e ovelhas (Perez-Maldonado et al. 1997). 1999). B e C. 1989). 1988). 1988). ovalifolium apresentaram atividade antibacteriana (Nelson et al.. styracifolium. D. grahami promoveu relaxamento da musculatura lisa (Rojas et al.. 1996). A desmodina apresentou atividade analgésica in vivo no modelo da placa quente (Batyuk et al. canadense foram isolados os flavonóides desmodina e homoadonivernite. adscendens apresentou atividade antianafilática e é utilizado localmente para o tratamento da asma. styracifolium promoveu a estimulação da secreção biliar. que foram responsáveis pela prevenção da formação de cálculos renais (Kubo et al.A D... styracifolium inibiu a cristalização de oxalato de cálcio. e o principal constituinte parece ser um polissacarídeo que poderia ser usado para o tratamento renal (Li et al.. 1997). 1996. O extrato de D. Tolera & Said. 1987). e os taninos isolados de D. De Desmodium canum foram caracterizadas isoflavanonas desmodianonas A. 1997). que também apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. O extrato aquoso de D.. Estudos in vivo foram realizados com os flavonóides de D..

das sementes de D. 1991). Adenanthera. Albizia. 1996). doses elevadas podem causar náusea.. Mas o pesticida natural rotenona extraído das espécies de Derris não apresenta atividade carcinogênica (Greenman et ali. 1993). . urucum provoca irritação da pele.Espécies medicinais da família Mimosaceae Introdução A família Mimosaceae (subfamília Mimosoideae ou Leguminosae II) compreende 64 gêneros e 2. vômito. das quais destacamos os gêneros Parkia..950 espécies descritas. Calliandra.. Dados toxicológicos do gênero Derris O contato direto de D. Inga. Prosopis. 1987). Mimosa. Dipteryx Das cascas de Dipterix alata foi caracterizada a atividade antiinflamatória (Lima & Martins.. muitos deles de valor medicinal.Diploiropis O caule de Diplotropis duckei apresentou atividades antiedematogênica e antinociceptiva (Costa et al. Zollernia e Acácia. 1998). et al. Leucaena. tremores musculares e morte por parada respiratória no homem (Sousa et al. M. distribuídas em cinco tribos. lacunifora foi caracterizada atividade moluscicida (Almeida. Y.

é chamada de Espinheira-santa. na região da Mata Atlântica. e a infusão das folhas é usada no tratamento de diabetes. compostas por folíolos ovais. com grande ocorrência na Amazônia.Espécies medicinais Inga spectabilis (Vahl. O nome do gênero é denominação popular nas Guianas. Em outras regiões do país. pois é confundida e coletada como adulterante da Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia). pinadas. Dados da medicina tradicional Os frutos são comestíveis. Laranjeira-do-mato. Moçataíba e Orelha-de-onça. Nomes populares A espécie. a espécie é chamada de Mocitaíba. Dados botânicos A planta é uma árvore de porte médio (aproximadamente 15 m). Zollernia ilicifolia Vog. repletas de glândulas. . Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Ingá.) Willd. pecioladas. Ingá-grande e Jambolão. Dados botânicos A planta é uma árvore com folhas alternas. O fruto é amplamente consumido como comestível na região amazônica. encontradas em áreas tropicais e temperadas. folhas simples coriáceas com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura. O gênero Inga descrito por Phillip Miller inclui 350 espécies vegetais. flores reunidas em espigas terminais.

oerstediana e I. incluindo dores. . stipularis (Kraus & Reinbothe.3'. flores rosadas (Figura 18. laurina. bourgonii. O gênero descrito por Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuied e Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck inclui quatorze espécies tropicais. longispica. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. semialata. e o nome deriva de Hohenzollern. a antiga casa regente prussiana. a infusão das folhas é usada internamente contra úlceras e problemas estomacais. I.. 1996). farmacológicos e toxicológicos. parviflora foram isolados os constituintes 7. Sobre o gênero Zollernia não foram encontrados estudos químicos. Dados químicos e farmacológicos dos gêneros De Inga edulis var. assim como perfil fitoquímico e toxicidade aguda.4'-tetrahidroxi-3-metoxiflavona. paterno (Morton et al. nobilis. 6. I. I. I. heterophylla.8-dimetilflavona (Correa et al. Estudos preliminares de atividades analgésica e antiulcerogênica da espécie Zollernia ilicifolia.7).7.22stigmastadien-3b-ol glucosedeo. estão sendo realizados em nossos laboratórios mas ainda em fase de publicação.4'trihidroxi-6.3'4'-trihidroxiaurona e 7. I. I.. 1973). estipulas espessas (característica marcante na diferenciação da Espinheira-santa verdadeira. com margens onduladas e providas de espinhos. Foram isolados alcalóides das espécies I. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. I.oblongas. sertulifera. I. 1991). Maytenus ilicifolia). I. 5. alba.

Bauhinia forfícata: a) vista geral da copa da árvore.1 .FIGURA 18. b) detalhe das folhas (fotos originais por M. S. Reis). .

Escanerata do ramo florido e da flor (Banco de imagens - .Caesalpinia ferrea.2 .FIGURA 18.

1984).FIGURA 18. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens 316 . b) ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.Cassia multijuga: a) escanerata do ramo com flores e frutos.3 .

c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens . 1939).4 . b) escanerata do ramo com flores e frutos.FIGURA 18.Cassia occidentalis: a) ramo com frutos e flores (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.

Derris floribunda.5 . Ramo florido e detalhe da flor (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .FIGURA 18.

FIGURA 18. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .6 .Diplotropis purpurea.

FIGURA 18. S.Zollemia ilicifolia.7 . Detalhe das folhas com espinhos e das estipulas (fotos originais por M. . Reis).

com ocorrência principalmente nas regiões tropicais de todo o mundo (Mabberley. arbustivas. Muitas dessas espécies são ornamentais e amplamente conhecidas no Brasil. Espécies medicinais da família Melastomataceae Introdução A família Melastomataceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 4. Melastomataceae e Myrtaceae. e as duas famílias aqui descritas. da famosa Romã. Hiruma-Lima A ordem Myrtales reúne doze famílias botânicas. 1978). A. com inúmeros representantes no Brasil.950 espécies. que inclui o gênero Punica.19 Myrtales medicinais L. assim come outras espécies de valor econômico. lianas ou arbóreas (árvores) grandes e pequenas. distribuídas nos 188 gêneros. das quais devemos destacar as Lytraceae do gênero Cuphea. que incluem espécies medicinais. onde ocorrem cerca de 63 gêneros e aproximadamente 480 espécies (Barrozo. a Punica granatum. como a popular Quaresmeira (Tibouchina) e . C. 1997). Punicaceae. São plantas herbáceas. Di Stasi C.

Dados da medicina tradicional Na região amazônica. nervadas e pubescentes. . Cambessedesia e Lavoisiera 0oly. Espécies medicinais Clidemia novemnervia Nome popular Essa espécie é conhecida popularmente como Aritucá. Huberia. Rhynchanthera grandiflora (Aubl. na região amazônica. brancas ou rosas. com folhas ovais e cordiformes.) DC. Outro nome popular é Flor-de-quaresma. Dados botânicos A planta é um arbusto de pequeno porte. Microlicia. O gênero foi descrito por David Don e inclui 117 espécies tropicais de ocorrência nas Américas. ambas pela indicação popular na região amazônica. foram referidas como medicinal apenas duas espécies. essa espécie é chamada de Quaresma. que descreveu inúmeras patologias em plantas. Miconia. muitas delas com frutos comestíveis e várias de uso medicinal. dispostas em cimeiras. as folhas maceradas cruas são usadas topicamente em feridas e coceiras provocadas por picadas de insetos e carrapatos. ereto e piloso. Salpinga. Neste estudo. Clidemia novemnervia e Rhynchanthera grandiflora. Nomes populares Na região amazônica. roxo.as demais plantas ornamentais do gênero Leandra. O nome do gênero Clidemia foi dedicado ao médico grego Clidemus. ou Pixirica. 1998). em outras regiões. flores pequenas. fruto do tipo baga.

No gênero são descritas quatorze espécies vegetais. 1990).Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto e repleto de ramos pilosos e glandulosos. Espécies medicinais da família Myrtaceae Introdução A família Myrtaceae. Mas existem relatos da intoxicação em cabras por ingestão de Clidemia hirta. bem representada na Austrália. Foram observadas também nefrotoxicidade e gastroenterites (Murdiati et al.. Psidium. inclui cerca de 129 gêneros e aproximadamente 4. O nome do gênero significa "antera rostrada" e foi descrito por Augustin Pyramus De Candole. cordiformes na base e com margens serreadas e nervura central proeminente. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada contra febres. A planta fornece madeira e é cultivada como ornamental pela beleza das flores. 1997) arbustivas e arbóreas. Os . Dados químicos e farmacológicos do gênero Clidemia Não foram encontrados dados químicos ou farmacológicos da espécie. que contém 19% de taninos hidrolizáveis. Várias espécies fornecem importantes óleos essenciais e temperos. Não foram encontradas outras referências medicinais dessa espécie. flores rosas ou roxas e fruto de cápsula escura. oeste da Índia e América tropical. como o Óleo de eucalipto e a Pimenta. Eugenia. planas. Syzygium. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Leptospermum e Melaleuca. e várias outras em climas temperados. Eucalyptus.620 espécies (Mabberley. Enzimas séricas indicam provável dano hepático. Essa família inclui gêneros como Myrtus. Pseudocaryophyllus. Pimenta. de onde partem folhas de pecíolo longo.

são usadas no local. Myrciaria Gabuticaba). Eugenia (Pitanga. Araçá). dispostas em corimbos. com folhas pecioladas. ácidos fenólicos e ésteres. E uma espécie exótica. fruto do tipo drupa. além de óleos essenciais. A infusão das partes aéreas é utilizada como afrodisíaco e contra desordens estomacais. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.constituintes dessa família incluem. congestão nasal e dores de cabeça. os gêneros Pimenta (Pimenta) e Syzygium (Cravo-da-índia) destacam-se como condimentos (Joly. comercializada no mundo todo como condimento e para a extração de seu óleo essencial. Espécies medicinais Caryophyííus aromaticus L. Cereja-nacional. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente como Cravo-da-índia ou Craveiro-da-índia. flores pequenas. taninos. para o alívio de dores de dentes. sendo rara a presença dos glicosídeos cianogênicos e alcalóides (Evans. especialmente as flores. enquanto a infusão com folhas de alfavaca (Ocimum basilicum) é usada externamente contra sinusite. oblongas e glabras. várias espécies dos gêneros Psydium (Goiaba. rosas ou avermelhadas. Jambo e Cambuci) e Paivaea se destacam pelo valor alimentício. leucoantocianinas. de grande valor pelo seu uso na indústria de cosméticos e na produção de bebidas. 1996). 1998). bastante aromáticas. . opostas. No Brasil. Dados botânicos Árvore de porte médio (até 15 m) a pequeno (até 5 m quando cultivada). as partes aéreas do Cravo-da-índia. cultivado ou adquirido no comércio.

os brotos de goiaba e de caju. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. actinomorfas. existem registros para a espécie como Goiabeira. Na região da Mata Atlântica. Provém de psidion. curto-pecioladas. doenças da pele. 1984). usada externamente. contra diarréias. que é a denominação em grego da planta. a infusão das folhas é usada contra dor de barriga. e. por outras. Psydium guajava L Nomes populares Essa planta é conhecida na região Amazônica como Goiaba. Araçá-guaçu. enquanto a decocção dos brotos é indicada contra diarréias graves. galhada. fervidos. no entanto. internamente. Guaiava. de polpa abundante (branca ou vermelha) e numerosas sementes pequenas e duras (Figura 19. glabras ou ligeiramente pubescentes na face superior. o chá das folhas novas. Araçá-goiaba.Outras indicações incluem o uso da "água destilada de cravo" como digestivo e sudorífico (Corrêa. brancas e com numerosos estames. Dados botânicos Arbusto ou árvore de pequeno porte. para regulação do ciclo . diclamídeas. A infusão dos frutos. O nome do gênero. Araçáguaiaba. flores hermafroditas. esmagar. é indicado contra diarréia. e Goiabeira Branca em Minas Gerais. Araçá-vaçu no Rio Grande do Sul. com cálice membranoso. de sabor agradável. edema e. assim como o chá das folhas com Amor-crescido. são usados contra dores de estômago e problemas de fígado e contra desarranjo menstrual e hemorróidas. referindo-se aos frutos. é útil contra hemorróidas. morder". com caule tortuoso e casca lisa. ovadolanceoladas. O chá feito das folhas e/ou da casca dessa espécie é utilizado por algumas tribos contra diarréia e disenteria. fruto com baga amarela. folhas opostas. botões florais tomentosos ou glabros. Psidium.1). significa "triturar. Guaiaba.

1986). Duke & Vasquez. o chá das folhas.. Dados botânicos A espécie é um arbusto com até 5 m de altura. de polpa abundante. guajava ainda são utilizadas na América Latina. sendo facilmente confundida com esta. 1987. brancas e com numerosos estames. 1992). o chá da folha. com vários galhos e caule bastante tortuoso e casca lisa. e o decocto.. antileucorréica. sendo também muito abundante em capoeiras e outras áreas desmatadas. em gargarejos contra afecções da boca e garganta. flores hermafroditas. como estomáquico. 1982). misturado com folhas de salva-de-marajó. 1988). Grenand et al. a casca do tronco é utilizada também contra catarros intestinais. no Rio Grande do Sul. as raízes são usadas contra problemas estomacais e cutâneos (Corrêa. 1984). com cálice membranoso. 1982).menstrual. no Pará. 1982. A espécie é igualmente cultivada no Brasil e em vários outros países. Psydium cf. a infusão das folhas é utilizada como antidiarréica e contra problemas hepáticos (Emperaire. é antidiarréico (Amorozo &Gély. fruto com baga amarela. folhas opostas. guineense Sw. As outras indicações populares incluem a utilização da casca como adstringente. oeste da África e sudeste da Ásia (Smith et al. como também os frutos. anticolérica e antiúlcera. antidiarréica. A espécie é muito semelhante à goiabeira verdadeira. Central. diclamídeas. lavagens de úlceras. botões florais tomentosos ou glabros. igualmente usados como alimento. misturado com folhas de pitanga. 1980. indisposição estomacal e vertigem (Forero. Nomes populares A espécie é denominada nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica Araçá ou Araçá-mirim. principalmente em diarréias infantis. Grandi & Siqueira. no Piauí.. 1994). curto-pecioladas e glabras. em Minas Gerais. é considerado útil contra desarranjo menstrual (Simões et al. actinomorfas. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada dentro de áreas florestais de formação secundária. As folhas de P. . também é indicado contra leucorréias e em irritações vaginais (Verardo.

As diferenças quantitativas e qua- ..Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. humuleno. 1978). vitaminas C e A. mirceno. óxido de humuleno. 1987). 1987. t-cariofileno. aldeídos. Oliveros-Belardo et al. e 95% são cariofileno (Latza et al. 17 cetonas. bisaboleno e -bisabolol (Craveiro et al.. 1. o óleo essencial é constituído principalmente de -pineno.. p-cimeno. 1986. 10 hidrocarbonetos e 13 uma mistura de compostos (Nishimura et al. 1996). 1987). 1990.. além de taninos (Misra & Seshadri. 1996. 1981). 1990). O aroma característico do fruto foi atribuído a quatro constituintes. 1994). 1968).. 1996). Yusof & Mohamed. cetonas. -cubebeno.. denominados 1. Dados químicos Foi isolado de Caryophyííus aromaticus o eugenol (Costa et al. 1994). lignina. açúcares..1-dietoxihexano e acetaldeído etil cis-3-hexenil acetal (Zhengy et al. pectina. Pino et al. O dehidrodieugenol.. 31 alcanos. 1989. Pino et al. Marcelin et al. 1990. 1982) e quercetina. -terpineol. 1989. borneol. 10 ácidos. Zheng et al.. enquanto a infusão das folhas é usada na forma de gargarejo como anti-séptico bucal e também como antiinflamatório externo. analgésica e anticonvulsivante (Costa et al. p-menten-9-ol. -bergamoteno. Chyau & Wu. dos quais 13 são aldeídos. hidrocarbonetos e uma mistura de compostos (Nishimura et al. acoradieno. himacaleno. Wilson & Shaw. apresentou atividade depressora do SNC. 1996).. ésteres. os frutos contêm monoterpenos e sesquiterpenos. polissacarídeos e ácidos (El-Zorkani. Ortega & Pino. Dos frutos também foram isolados: l-0-trans-cinamoil-a-L-arabínofuranosil-(16)-b-D-glucopiranose e 1-O-trans-cinamoil-b-D-glucopiranose (Latza et al.. 1991)..1-díetoxietano. 1987. -cedreno. -santaleno. 1968. -bisaboleno. -guaieno.1-dietoximetano. De Psydium guajava foram isolados vários polifenóis (Okuda et al. 122 componentes voláteis... alcanos. as comunidades tradicionais usam a decocção das folhas como antiinflamatório e cicatrizante local. 1. derivado de eugenol. Existem relatos das atividades quimopreventiva e detoxificante hepática (Kumari. Ortega & Pino. 1989. cremoflieno.. 28 ésteres. bem como outros constituintes aromáticos (Cicogna-Junior et al.

1981).litativas nos constituintes voláteis do interior e do exterior da casca do fruto foram determinadas. Hegnaurer. Jain et al.. 1996). ácidos linoléico. 1978).. d-galactose. (1994) verificaram atividade hipoglicêmica. e nas folhas foram isolados taninos (Okuda et al. Osman et al. A atividade antibacteriana das cascas de P. existem várias atividades descritas para espécies desse gênero. 1987. Ácido elágico.. e Maruyama et al. 1987).. 1979b. guajava foi atribuída à presença de alcalóides quaternários (Ali et al. 1985) e quercetina foram isolados das flores (Mair et al. O interior das cascas é rico em ésteres. 2002. alcoóis sesquiterpenóides e triterpenóides (Begum et al. Nas sementes foram determinados lipídios e proteínas (Habib. oléico e esteárico (Opute. (1994) e Neri et al. As atividades antimicrobiana e antimutagênica foram verificadas para essa espécie (Misas et al. enquanto (Z)ocimeno e beta-e gama-cariofileno se apresentam em maior quantidade no exterior (Chyau & Wu. 1986). 1974. palmítico. (1985) demonstraram que essa atividade não está relacionada com alterações no nível de insulina plasmática. 1987). 1986). flavonóides.. 1987)... guaijaverina. Okuda et al. óleo essencial (Ji et al. polifenoloxidase (Augustin et al. d-arabinose e ácido urônico (El-Sayed. 1991)... 1989).. O extrato aquoso tam- . Lima Filho et al. Chen & Yang (1983).. ácido oleanólico (Mair et al. 1987). Dados farmacológicos dos gêneros Farmacologicamente.

guajava foram isolados terpenóides (cariofileno. F.. Lutterdodt et al. Shimomura. guajava foi isolado um alcalóide quartenário que apresentou atividade antibacteriana contra Shigella dysenteriae (Ali et al. 1988) e tosse (Jaiay et al.. 2002. 1998). PonceMacotela et al. pohlianum e Psidium sp. P...... A. 1996b) e P. F. Cáceres et al. F. et al. Lutterdodt.. F.... A propriedade hipoglicêmica dos frutos dessa espécie tem sido estudada e demonstrada (Roman-Ramos et al.. 1994). 1994)... incorporados aos dentifrícios para o controle de doenças periodontais (Santos. 1994. widgrenianum (Souza et al. 1999).). 1990. A. incanescens (Zelnik et al. 1997) e bloqueadora da junção neuromuscular. pohlianum foram os responsáveis pela atividade (Cunha et al. guajava tem sido validado por estudos clínicos para o tratamento de disordens gastrintestinais (Lin et al. Meckes et al. anticonvulsivante (Santos. e antitumoral de P. A.. Do extrato hexânico das folhas de P.. F.. 1996). A quercetina isolada de P. De P. guajava inibiu a liberação gastrintestinal de acetilcolina em íleo de cobaia estimulado eletricamente ou por meio de contração espontânea. Grover et al. guyanensins. P. guajava foram isolados inibidores de colagenase com atividade antiinflamatória. 1989. 1995. guyanensis. explicando possivelmente seu efeito no tratamento das diarréias agudas (Lutterdodt. Existem ainda relatos das reduzidas atividades tóxicas (Rao et al. 1994. 1997. Das cascas de P. 1993.. 1995). guyanensis (Santos. 1992. apresentou atividade antimicrobiana (Santos.bém diminuiu significativamente os níveis de triglicérides sangüíneos (Basnet et al. 1996c. incanescens (Santos. Lozoya et al. O óleo essencial de P. 1990.. et al. 1994.. O extrato de folhas de P. 1993. Cheng et al. 1995). .. 2000. A.. et al. 1996a) de P.. (Santos et al. 1989)... et al.. Santos et al. Morales et al. Lozoya et al. Lutterdodt. A. 1994. et al. Cáceres et al. e eugenol e timol de P. propriedade anticatártica (Pinto et al. 1995). 1970). que apresentaram atividade depressora do SNC (Shaheen et al.. Atividades analgésica e antiinflamatória também foram detectadas nas espécies P.. 1996a). óxido e b-selineno). 1999). 1996) Rotavirus enterico e suas folhas foram efetivas contra a staphylococcus faureus (Gran & Demillo. 1983).

Psydium guajava.1 .FIGURA 19. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) e detalhe da flor (Banco de imagens .

Os principais gêneros dessa família.300 espécies vegetais tropicais e raramente de climas temperados (Mabberley. e apenas uma delas. Di Stasi L. com inúmeras atividades farmacológicas já descritas. aqui presente pela sua importância na região da Mata Atlântica. Inclui desde árvores até arbustos e lianas. a família Celastraceae. Gonzalez Introdução A ordem Celastrales inclui oito famílias botânicas. Austroplenckia. ambos contendo espécies amplamente estudadas. que possuem espécies medicinais. Salada e Cassine são também muito usadas e estudadas.G. C. gênero de grande valor medicinal. nos quais se distribuem aproximadamente 1. 1997).20 Celastrales medicinais L. com atividade antifertilidade masculina. são Celastrus e Trypterygium. . no qual discutimos duas espécies referidas na região da Mata Atlântica. que inclui uma importante espécie vegetal do cerrado brasileiro. e Maytenus. representa importante fonte de espécies medicinais. Seito F . A família Celastraceae foi descrita por Robert Brown e compreende 88 gêneros. N.

axilares.Espécies medicinais Maytenus ilicifolia Mart. Também é conhecida como Sombra-de-touro. bastante coriáceas. atingindo até 9 cm de comprimento. Salva-vidas. Nomes populares A espécie é chamada. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga. Erva. glabras. denteadas. Maytenus aquifolium M. copa globosa e ramos glabros. amarelo-avermelhado. dores nas costas e úlceras do estômago. Costa (1984) prescreve o uso da infusão de suas folhas contra dispepsia. de onde partem folhas elípticas. arbusto menor (de 1 a 3 m). Dados botânicos A planta é uma árvore com até 10 m de altura (no interior da Mata Atlântica). Erva-santa e Congorça. flores numerosas. Cancerosa. ex Reiss. Espinho-de-Deus. na região da Mata Atlântica. Em outras regiões é chamada de Cambotá bravo e Pau-mamão. gastrite e ulcera péptica. Corrêa (1926) refere o emprego da planta contra câncer do estômago e Graham (2000) cita o uso de diversas espécies para câncer. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil e é chamada na região da Mata Atlântica de Espinheira-santa. agrupadas em pequenas inflorescências fasciculares de cor amarelo-esverdeada. dor do "ciático". com acúleos. fruto do tipo cápsula ovóide. Espinheira-divina. de Espinheira-santa. . ápice agudo. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.cancerosa.

krukovii (Honda et al.. 2000)... amazonica foram isolados nor-triterpeno e triterpenos nor-fenólicos (Chavez et al. 2000)... bem como os triterpenos fenólicos blefarodol e 7 alfa-hidroxi-canarol (Gonzalez et al. 1998). Foram também isolados um glicosídeo. 1995a). 1995.. De M. oblongas. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga e úlceras do estômago. aquifolium foram isolados quercetina e kaempferol (Sannomiya et al. aquifolium os alcalóides aquifoliunina E-III e aquifoliunina E-IV e os alcalóides siringaresinol e 4'-0-metil-(-)epigalocatequina (Corsino et al. 1998) e glucosídeos (Zhu et al.Dados botânicos A planta é uma árvore ou um grande arbusto. contendo folhas alternas. Da infusão das folhas de M.. Dados químicos De M. boaria foram isolados quatro poliésteres betaagarofurânicos (Alarcon et al. com ramos finos. podendo chegar a até 15 cm de comprimento. 1995). flores pequenas e axilares. A espécie tem sido amplamente usada e coletada na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. serradas e com acúleos nas margens e pequenas estípulas caducas. Das sementes de M... 1997). cuja aglicona é estruturalmente relacionada com os típicos sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos de várias Celastraceae (Munoz et al. 1998a e 1998b os terpenóides friedelina e quinona metídeo (Corsino et al. 1999). fruto do tipo capsular. podendo chegar a até 4 m de altura. vermelho. Não foram encontradas outras referências de uso popular desta espécie. . Foram isolados das cascas de raízes de M. 2001) e triterpenos cetônicos de M. alcalóides e triterpenos foram obtidos de M... Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. para comercialização como adulterante da Espinheira-santa Maytenus ilicifolia. arbitifolia (Orabi et al. blepharodes foram isolados o triterpenóide xuxuarina E alfa (dímero baseado em duas unidades de pristimerinas) e dois sesquiterpenóides com esqueleto dihidro-beta-agarofurano (Gonzalez et al. heterophylla e M..

triterpenos com esqueleto friedo-oleanano (Gonzalez et al. As cascas das raízes de M. os triterpenóides beta-amirina. chuchuhuasca apresentam diferentes alcalóides. ilicifolia foram isolados glicosídeos como os ilicifolinosídeos A-C (Zhu et al.. Sesquiterpenos foram isolados de M. W-I e 4deoxieuonimina (Shirota et al. 1993a e 1993b).. 1995a). Além disso. 1991). .16. além de epicatecol. bem como oito triterpenos dammarano (Chavez et al. 1995b) e sesquiterpenos com esqueleto dihidro-beta-agarofurânico (Gonzalez et al. ebenifolia foram isolados os alcalóides ebenifolinas WI.30-diol (20). emarginatina-D.. 1997). foram isolados das folhas de M.. 1998). E-IV. E-V. sendo a estrutura determinada como 6-beta-hidroxifriedelan3. além de pristimerina. e escutidina alfa A foram isolados de M. diversifolia foi isolado um triterpeno friedelano (maytensifolina-C). Dos ramos de M.28. 1993). xuxuarinas F beta. 1996b). chuchuhuasca (Shirota et al. Dos ramos de M. 5'-0-metilgallocatecol e 4-hidroxibenzaldeído (Munoz et al. Das folhas de M.. os triterpenos 3-beta. emarginatina-E e emarginatinina. E-II. alcalóides piridínicos com centro dihidroagarofurânico foram isolados das cascas de raízes de M. cangoronina e ilicifolina. 7 alfa-hidroxicanarol.. E-I e E-II (Itokawa et al. 1999a e 2000).21-trione (Nozaki et al. 15 alfa-hidroxi-21-ceto-pristimerina. E-III.30-lup-20(29) ene-triol e 28. 1994). Dímeros geométricos e estereoisoméricos de triterpenos. ilicifolia (Itokawa et al... betulina. De M.. 1991b). tingenona e 20 alfa-hidroxi-tingenona (Alvarenga et al.. canariensis foram isolados nor-triterpenos (Gonzalez et al.. De M......Gonzalez et al. 1999). emarginata foram isolados os alcalóides emarginatina-C. 1994). macrocarpa (Chavez et al. 1994b). canaradial. e outros triterpenos (Gonzalez et al. 1994).. tendo sido isolados os alcalóides chuchuhuaninas E-I.. lupeol. iliocifolia (Shirota et al. triterpenos do tipo friedelana. 7. 1992). G alfa e G beta. sendo que o último apresenta atividade citotóxica contra células KB humanas (Kuo et al. 1992b). ácido oleanólico e ácido betulônico. os triterpenos fenólicos canarol. 1998). 7-hidroxi-6-oxoiguesterol.30-dihidroxi-lup-20(29)-en-3-one (Gonzalez et al.8dihidroisoxuxuarina E alfa. lup-20(29)-ene-3beta.

O composto escutiona isolado de M. 1996). et al. 8 beta. Hep-2 e Vero (Gonzalez et al. 9 alfa-dibenzoiloxi-4 beta-hidroxi-betadihidroagarofurano e 1 alfa. 1996b). amazonica apresentam uma baixa atividade antitumoral contra linhagens de células tumorais (Chavez et al. Dados farmacológicos M. 1996c). tendo o extrato hidrometanólico apresentado moderada atividade inibidora contra protease de HIV (Hussein et al. senegalensis e M. 6 beta.. 1999). scutioides apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e modesta atividade citotóxica contra as linhagens de células HeLa. assim como os compostos 6 beta. De M. confertiflora apresentaram atividade antitumoral (Tinwa et al. senegalensis também foi isolado o triterpeno ácido maytenônico (Abraham et al. 1981).... Gonzalez et al. scutioides (Gonzalez et al. isolados de M.. tendo sido também isolados dímeros triterpenos na espécie (Gonzalez et al. 2000. 8 beta. A.. senegalensis foram isolados glicosídeos flavan-3-ol metilados e uma protoantocianidina metilada ((-)-epicatequina. catingarum (Alvarenga et al. -15-triacetoxi-l alfa.. Wang et al.. 1999b). macrocarpa (Chavez et al. 1999). Do extrato metanólico de cascas dos ramos de M. myrsinoides (Baudouin et al. 1981) e antimolarial ( El Taher et al. assim como outro nor-triterpeno isolado de M. maytansina e maytanprina com atividade antitumoral (Wang et al. M. 1996a). 2001).. Um triterpeno denominado escutiona foi isolado das cascas de raízes de M.M. 1999a). magellanica apresenta sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos (Gonzalez et al. 1996b). Nor-triterpenos e triterpenos nor-fenólicos isolados de M. 1993c) e triterpenos dímericos (Gonzalez. 1999)... G. 15-tetraacetoxi9-alfa-benzoiloxi4 beta-hidroxi-beta-dihidroagarofurano... Nor-triterpenos isolados de M.. canariensis apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas (Gonzalez et al.. buchananii apresenta atividade mitogênica em linfócitos isolados de camundongos atímicos (Tachibana et al. 1971).. 1971. 1984)... Alcalóides foram isolados de M. .

et al..O extrato diclorometânico de M. Oliveira et al. Dados recentes indicam que o extrato etanólico das folhas de M. especialmente contra úlceras (Souza-Formigoni et al.. 2000). senegalensis apresentou importante atividade antiplasmódica contra linhagens de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina. 1991. 1999).. . F. aquifolium possuem várias atividades farmacológicas. 1998a) porém reduziu a taxa de implantações dos embriões em ratas grávidas (Montanari & Bevilacqua. Gonzalez. 2001... 2001). G. ilicifolia não foram efetivos como antifúngicos (Portillo et al.. 1991. 2002). As folhas e caules de M. Queiroz et al.. Extratos de Maytenus ilicifolia e M. ilicifolia não interfere na espermatogênese (Montanari et al. Estudos fitoquímicos preliminares detectaram a presença de terpenóides e traços de compostos fenólicos nesse extrato (El Tahir et al.

podem ser citadas as dos gêneros Banisteriopsis. A família Malpiguiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange aproximadamente 67 gêneros. Byrsonima. No Brasil são encontradas espécies das famílias Malpiguiaceae. além das duas referidas a seguir. contendo cerca de 1. e outras espécies dos gêneros Byrsonima e Calphimia. corantes e de medicamentos. C.21 Polygalales medicinais L. arbustos e lianas (Mabberley. Da família Vochysiaceae destacam-se os gêneros Vochysia e Qualea. ambas com várias espécies medicinais. como espécies medicinais da família Malpiguiaceae. especialmente árvores. Malpiguia e Stygmaphyllon. com aproximadamente trezentas espécies. . Polygalaceae. 1997). Trigoniaceae. especialmente a famosa Banisteriopsis caapi. usada na produção da Ayahuasca. 1978). Di Stasi Introdução A ordem Polygalales inclui sete famílias botânicas. Os principais gêneros dessa família são Banisteriopsis. distribuídas em todo o território nacional (Barrozo. com importantes espécies fontes de madeiras. bebida alucinógena. das quais se destacam as Malpiguiaceae e Polygalaceae. Vochysiaceae e Krameriaceae.100 espécies tropicais. Algumas plantas dos gêneros Polygala e Securidaca são espécies medicinais da família Polygalaceae. ocorrem 32 gêneros. No Brasil.

Observação Não foram encontrados dados químicos e farmacológicos sobre essas duas espécies. significa "estigmas foliáceos". dor de estômago e gripes. possui inflorescências dispostas em racemos axilares.) Juss. nas raízes formam-se grandes tubérculos. formando panículas com flores amarelas e frutos do tipo sâmara. Nomes populares Ambas são denominadas na região amazônica Tapiquira. grande e robusta. arredondadas. e. descrito por Antoine Laurent de Jussieu. externamente. Dados botânicos A espécie é uma planta trepadeira. contra icterícia.) Juss. no entanto foi identificada como Stigmaphyllon strigosum (Poepp. de folhas cordiformes. O nome do gênero Stigmaphyllon. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada internamente contra febre.Espécies medicinais Stigmaphyllon fulgen Juss. glabas na face superior e sedosas na face inferior. bastante pubescente. . Gordura-de-porco ou Cajuçara. sendo comumente coletadas como da mesma espécie. Outra espécie na região amazônica é coletada com o mesmo nome e mesma utilização medicinal. e Stigmaphyllon strigosum (Poepp.

M. Simarubaceae e a outra família. C. todos com importantes espécies conhecidas popularmente como Timbó. É ainda nessa família que se encontra um dos produtos mais importantes do Brasil. Oxalidaceae e Balsaminaceae. Souza-Brito L. Meliaceae. Cupania e Serjania. Possuem também significativos efeitos farmacológicos. Rutaceae. Essa ordem. Anacardiaceae. Na família Sapindaceae destacam-se os gêneros Paullinia. a ocorrência na região amazônica de espécies medicinais das famílias Anacardiaceae.22 Sapindales medicinais C. Oxalidadaceae e Rutaceae foi relevante. especialmente dos gêneros Simarouba. . muitas das quais usadas para a pesca por serem consideradas narcóticas para os peixes. Picrasma e Brucea. amplamente usadas e estudadas como fontes de várias substâncias com atividades antimalárica e amebicida. Simaroubaceae. essas espécies serão descritas a seguir. A. Di Stasi A ordem Sapindales possui vinte diferentes famílias botânicas. o Guaraná. algumas com grande ocorrência no Brasil e na região amazônica. inúmeras espécies medicinais. Quassia. Das demais famílias dessa ordem. que contém. Ailanthus. R. destacando-se as famílias Burseraceae. além das espécies aqui citadas. Hiruma-Lima A. reúne inúmeras plantas de grande valor medicinal e econômico. Sapindaceae. especialmente no Sistema Nervoso Central.

enquanto outras representam importantes fontes de madeiras. Além dos usos medicinais. Das variadas espécies dessa família deve-se destacar o Cajueiro. descrita por John Lindley. Anacardium giganteum (Moranha) e Spondias purpurea (Serigüela). Rhus e Ozoroa (Rhoeae) e Dobinea (Dobineae). o Cajueiro fornece uma fruta de grande valor na produção de sucos. Muitas espécies dessa família são produtoras de frutos bem apreciados em todo o mundo. sendo pouco referida e usada em populações urbanas. especialmente como fonte de frutas amplamente consumidas e comercializadas. Spondias e Schinus. Os principais gêneros dessa família botânica são Anacardium e Mangifera (Anacardiae). além de inúmeros usos na indústria de plásticos e de resinas.Espécies medicinais da família Anacardiaceae Introdução A família Anacardiaceae (Dicotyledonae). Anacardium giganteum é uma espécie muito utilizada pelos índios do Brasil. subtropicais e poucas em regiões de clima temperado (Mabberley. Semecarpus (Semecarpeae). Pistacia terebinthus e Rhus coriaria. subclasse Rosidae. As espécies estão prioritariamente distribuídas nos trópicos. Na região amazônica registrou-se amplo uso das espécies Anacardium occidentale (Caju). pertence à ordem Sapindales. Mangifera. 1997). Muitas dessas espécies são usadas como medicinais em diversas regiões do país. muitas espécies estão espalhadas por todo o território. o segundo gênero mais importante no Brasil é o Spondias. Schinus. nos países de clima temperado. distribuídas em regiões tropicais. enquanto no Brasil os gêneros principais são Anacardium. Lanneae e Tapiríra (Spondiadeae). relatados a seguir. que inclui espécies conhecidas popularmente como Cajazeiro e Umbuzeiro. Nessa família. lianas e raramente ervas pereniais. as espécies Pistacia lentiscus. Do mesmo gênero. No Brasil. amplamente consumida . com aproximadamente 875 espécies. reúne setenta gêneros. Spondias. Desses gêneros destacam-se. cuja castanha possui grande valor no mercado internacional como alimento. algumas com ampla ocorrência na Região Nordeste. Essa família botânica inclui árvores. tais como Caju. A espécie Mangifera indica. Manga e Pistache. arbustos.

como alimento e cultivada em todo o território brasileiro. dispostas em panículas. as flores. Espécies medicinais Anacardium giganteum Hancock ex. Pará e Mato Grosso. Não foram encontradas outras referências de usos desta espécie na medicina popular. Dados da medicina tradicional O uso dessa espécie é restrito aos índios tenharins. carnoso e raras vezes doce (Figura 22. apesar de possuir inúmeras virtudes medicinais registradas em outros levantamentos etnofarmacológicos. O suco é preparado por maceração em água fria e então aplicado topicamente sobre a testa e a nuca. ovário súpero com um só óvulo. perfumadas. as folhas simples e alternas são glabras na face superior e pubescentes na face inferior. Possui ocorrência na Região Norte do Brasil. Esses índios se utilizam do suco das folhas como antitérmico e para o alívio de dores de cabeça. Nomes populares Essa espécie é conhecida pelos índios tenharins como Moranha. com tronco de casca lisa. possuem sépalas e pétalas pentâmeras. Cajueiro-da-mata (Mato Grosso). entre outras tribos indígenas. sendo também denominada Cajuaçu. Dados botânicos Anacardium giganteum é uma árvore alta. em outras regiões do Brasil e Cajuy e Mairu. . Engl. não sendo referida em outra comunidade da região amazônica.1). não foi referida na região de estudo como medicinal. Cajuí. Caju-assu. de 25 a 30 m de altura. especialmente no Amazonas. Caju-da-mata (Amazonas). o fruto em forma de drupa é peduncular.

Nomes populares Essa espécie é amplamente conhecida como Cajueiro. o chá deve ser aplicado na forma de banho de assento. Economicamente. o óleo da castanha. o fruto é do tipo aquênio reniforme. tomando-se um copo por dia. as flores. no entanto. raspa de amor-crescido e cajá. possui importante mercado nacional e internacional. Dados botânicos Anacardium occidentale é uma árvore nativa do Nordeste do Brasil. Caju-manteiga. O nome do gênero. O gênero Anacardium descrito por Carl Linnaeus inclui quinze espécies tropicais na América do Sul. ovadas. várias outras denominações são usadas para a espécie. pecioladas. ou simplesmente Caju. plástico e resinas. são pediceladas e dispostas em panículas terminais ramificadas. com um só estame fértil. em referência ao nome de seu fruto. utiliza-se um macerado coado da casca em água fria. Cajumanso. entre outras. O . É uma planta decídua. ovário unilocular.Anacardium occidentale L. significa "semelhante ao coração". tais como Acajaíba. Além dos usos medicinais descritos a seguir. Dados da medicina tradicional Na região de estudo foi relatado que a casca é usada no tratamento de hemorróidas e diarréias graves.2). O óleo é usado na produção de borracha. onduladas. pendente de um receptáculo carnoso e aromático que é confundido com fruto (Figura 22. reticuladas e nervadas em ambas as faces. heliófita e que cresce bem em solos secos. Contra diarréia. sendo seu centro de ocorrência o Brasil. assim como a própria castanha. pequenas e de coloração pálida. e as castanhas secas e torradas são muito apreciadas no mundo inteiro. que alcança até 15 m de altura e tem um tronco grosso e tortuoso de 25 a 40 cm de diâmetro. Caju-da-praia. as folhas são alternas. o suco das frutas é usado como bebida refrigerante. Acajuíba. Anacardium. glabras. Caju-de-casa. Para hemorróidas. utiliza-se o chá da casca adicionando-se broto de goiaba.

Outros usos catalogados no Brasil referem à utilização da casca como tônico e estimulante medular. O pericarpo tem utilização como anti-séptico. 1993. 1994. 1993). o óleo de semente com suco de fruta é usado contra verrugas. Em Juiz de Fora (MG). como um diurético. . calos e verrugas. A resina é usada como depurativo e expectorante. As flores são afrodisíacas. enquanto os índios wayãpi da Guiana indicam o chá contra cólicas de crianças (Schultes & Raffauf. Cruz. Os índios ticuna da Amazônia usam o suco de fruta como preventivo contra gripes e o chá das folhas contra diarréia.broto do caju é utilizado contra dores de estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba. estimulante e afrodisíaco. 1982). depurativo e anti-sifilítico. 1995). No Piauí. No Brasil ocorre ainda o uso da fruta contra sífilis. historicamente há relatos do consumo do suco de caju para o tratamento de febre.. debilidade muscular. Reporta-se ainda que as frutas verdes são usadas para tratar hemoptise. contra aftas e inflamação da garganta na forma de gargarejo. utiliza-se ainda a infusão da casca como purgativo (Emperaire. uma infusão de folha é usada contra diarréia. para controle das secreções vaginais. 1982). é eficiente contra aftas e cólicas intestinais. tônico. astenia. O pedúnculo dos frutos é reputado diurético. P. desordens urinádas e asma (Lima. brotos servem como expectorantes e o vinho obtido da fruta é indicado como um antidisentérico (Duke et al. purgativa. tonsilite e problemas de garganta. 1994).. problemas respiratórios e do estômago (Smith et al. O uso dessa espécie no combate à diarréia é comum em inúmeros países da América do Sul (Mejia & Reng.. além de o chá de folhas ser usado como líquido para limpeza bucal e gargarejo em úlceras de boca. e a raiz. Matos. 1992). 1990.. Inúmeros outros usos foram descritos para essa espécie. O suco das folhas serve como antiescorbútico. e a maceração de folhas para tratar diabete. a casca é utilizada como adstringente. anti-helmíntico. antidiabético e antihemorrágico (Verardo. contra úlceras. 1984). e ainda como expectorante e contra a icterícia (Corrêa. contra glicosúria e poliúria na forma de banho. assim como um potente adstringente. E comum no Brasil o uso na forma de banho de assento. Grenand et al. 1995).

sugere-se o uso com moderação.3). Bálsamo. O nome do gênero significa "cortar". Apesar de diversas outras indicações medicinais como diurético. Cambuí. o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. lenha e carvão. Fruto-de-sabi. Aroeira-do-campo. tônico. Aroeira-do-brejo. sendo comum encontrá-la no interior da Mata Atlântica. com copa bonita e arredondada. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas. . adstringente. o de onde saem ramos principais repletos de ramos secundários com folhas compostas. a planta é amplamente conhecida como Arueira ou Aroeira. Outros nomes comuns são Aroeira-mansa. febrífuga e usada contra afecções uterinas. Aroeira-branca. analgésico e contra coceiras. referindo-se às frestas da casca do fruto.Schinus terebenthifolius Raddi. Coração-de-bugre. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 12 m de altura. Aroeira-da-praia. caule tortuoso. Fornece uma madeira de valor para a produção de mourões. Aroeira-do-sertão. estimulante e analgésico. Fruto-de-raposa. imparipinadas e de folíolos glabros (Figura 22. Corrêa (1984) refere que a casca é depurativa. mas é muito usada como ornamental. A planta é de ocorrência em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. O gênero Schinus foi descrito por Carl Linnaeus e compreende 27 espécies tropicais americanas. como cicatrizante e contra gengivites. as folhas são anti-reumáticas e consideradas excelentes para tratar úlceras e feridas. Aroeira-vermelha. com casca grossa. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.

ilustrado a seguir. Nomes populares As espécie é conhecida na região amazônica como Umbu ou Serigüela. Cirouela. Das folhas de Anacardium occidentale foram isolados ácidos fenólicos como gálico. além de comestíveis. Em outros países da América do Sul. as flores são pequenas. são usados na forma de suco para o alívio de febre e dores.Spondias purpurea L. Inúmeras espécies desse gênero são historicamente conhecidas como Cajazeiro e Umbuzeiro. é ovóide. p-hidroxi- . descrito também por Carl Linnaeus. as folhas pecioladas e alternas são ovadolanceoladas. sendo um composto característico das espécies deste gênero. foi isolado da fruta e especialmente do óleo da castanha por Stadler (1887). com folíolos oblongo-elípticos e acuminados. Dados químicos dos gênero A família Anacardiaceae é bem conhecida pela presença de fenóis e ácidos fenólicos. com 5 a 7 m de altura. 1994). referindo-se apenas à fruta da espécie. o fruto da espécie é empregado contra dores renais. o fruto. esverdeado e doce (Figura 22. do tipo drupa. Siriuela.O3). referindo-se à semelhança com o fruto. Dados da medicina tradicional Na região amazônica os frutos. imparipinadas. como antidiarréico. O ácido anacárdico (C22H32. antiespasmódico. Acaju. inclui espécies tropicais. enquanto as folhas são consideradas antianêmicas (Guerrero. ou mesmo Caju. diurético e analgésico. especialmente árvores com resinas. ou Cajá e Umbu. Outras denominações comuns são Acajá. Acaiou. O nome Spondias significa "ameixa". Dados botânicos Spondias purpurea é uma árvore alta. O gênero Spondias.4). reunidas em racemos.

1986). 1985). cicloartenol... 1997). aminoácidos. Das cascas de seu tronco foram isolados b-sitosterol. de diferentes partes da planta. amido. estigmasterol. amentoflavona. fenol. n-eicosano. derivado de resorcinol. De Anacardium occidentale foram feitas caracterizações químicas e obtidas a partir das castanhas inúmeras proteínas. triterpenos e sesquiterpetenolactonas . antocianinas. álcool araquidílico. agathisflavona. No fruto foram detectadas as presenças de ácido ascórbico. (-)epicatequina. anacardol. 1973). taninos. K e Ca (Thomas & Dave. P. esteróis. 1989). limoneno. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Anacardium occidentale indicam a presença de glicosídeos cardiotônicos. 1990). Foram também caracterizados. Compostos derivados do ácido anacárdico. cardanol. ácido procatéquico. apigenina. 1987). A castanha possui também cardol e ácido anacárdico (Hegnauer. além de Na. Mg. sódio e açúcar. As castanhas possuem 96% de lipídios neutros e 4% de glicolipídios e fosfolipídios (Nagaraja. leucocianidina. campesterol e colesterol (Dinda et al. anacardol e cardol. a-amirina. 1995).. ácido-p-hidroxibenzóico. narigenina.benzóico e cinâmico (Koegel & Zech. S. glicosídeos de quercetina. aminoácidos. robustaflavona. também foram isolados (Costa. 1986). flavonóides. quercetina. Al. os seguintes compostos: acetofenona. ácido gentísico. (-)-epiafzelequina. quercetina 3-O-ramnosídeo e quercetina 3-O-glucosídeo (Arya et al. anacardeína (Sathe et al. 1987). a-selineno e vitamina C (Gupta. e de suas folhas foram isolados miricetina. taninos e açúcar (Nagaraja et al. C1. 1997c). além de flavonóides voláteis (Pino. kaempferol.

e raízes (Guerrero. láurico.. Escherichia coli. -caroteno. 1994). 1994). 2000). denominados geraniina e galoilgeraniina. Dezesseis compostos fenólicos isolados do óleo da castanha do caju foram testados quanto às suas propriedades antimicrobianas em quatro microorganismos típicos . 1991). cardol e metilcardol obtidos dessa espécie apresentaram potente ação inibidora das enzimas tirosinahidroxilase (Kubo et al. 1991. 1991). Dados descritos em inúmeras publicações confirmam a presença de inúmeros constituintes químicos. flavonóides e triterpenos em suas folhas. palmítico. Himegima & Kubo.. Do extrato etanólico de folhas e caule de S.(Guerrero. Porém diante do Helicobacter pylori o ácido anacárdico foi o mais efetivo antibacteriano ( Kubo et al. 1999).. que apresentou uma pronunciada atividade antifilária. tocoferol. Dados farmacológicos dos Gêneros Das cascas da castanha de Anacadium occidentale foi isolado um composto fenólico denominado cardol. tais como -catequina. 1994). Das folhas e caule dessa espécie também foram isolados dois taninos (Corthout et al. quercetina. 1994) e frutos (Augusto et al. Vários derivados do ácido anacárdico. ácidos esteárico. aminoácidos variados. oléico.. Saccharomyces cerevisiae e Penicillium chrysogenum -. 1992). ácido salicílico. gram-negativas e outros microorganismos (Muroi et al. um derivado do ácido anacárdico (Onwuka.. tocoferol e outros. O composto 2-hexenal isolado dessa espécie mostrou importante ação bactericida contra bactérias gram-positivas. onde se observou que o ácido anacárdico foi o que apresentou a atividade mais fraca (Himejima & Kubo. -sitosterol.. O grupo hidroxil e a cadeia lateral alquil são imprescindíveis para a manutenção da atividade.Bacillus subtilis. -linolênico.. 1994) e 15-lipoxigenase (Shobha et al. Muroi & . 1993. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742. mombin foi isolada uma série de ácidos 6-alkenilsalicílicos (Corthout et al. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Spondias purpurea indicam a presença marcante de taninos. De Spondias citherea foram isolados compostos terpênicos voláteis (Franco & Shibamoto. palmitoléico. 2000).

occidentale administrado em dose única em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos (Vargas. Craveiro et al. glabrata. que apresentou atividade depressora central (Garg & Kasera. e observou-se que tanto o grupo carboxil como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida. occidentale permitiram verificar que tanto o grupo carboxila como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida (Sullivan et al.. 1974. Os componentes do ácido anacárdico extraído de A... meticardol e outros ácidos dessa espécie apresentaram efeitos citotóxicos moderados (Kubo et al. occidentale foram avaliados perante a B. 1993).epicatequina Kubo. 1982). Jurberg et al. 1984b) e antibacteriana (Garg & Kasera. mas se mostraram importantes como agentes antitumorais. 1993). Três ácidos anacárdicos isolados recentemente possuem ação citotóxica contra células de carcinoma de mama. 1994).. Souza et al. enquanto o cardol. . (1981) identificaram a-pineno no óleo essencial. 1991). Extratos aquosos de folhas dessa espécie possuem importante ação antifúngica (Ganesan. Não foi constatada a atividade hipoglicemiante de A. occidentale apresentou atividade moluscicida (Pereira & Pereira. Estudos com os componentes do ácido anacárdico extraído de A. Atividades moluscicida e hipoglicemiante foram determinadas também por Pereira & Souza (1974). 1992. 1984a). 1995). O extrato hexânico das cascas de A.

. 1982. Barbosa Filho et al. Ácidos alcenisalicílicos isolados de Spondias mombin apresentaram pronunciado efeito antifúngico (Rodrigues et al. Dados toxicológicos da família Anacardiaceae e observações de uso Foram relatados efeitos tóxicos com a utilização das sementes cruas do caju. As catequinas isoladas a partir do extrato clorofórmico apresentaram atividade depressora do SNC (Fonteles et al. 2000. Dos extratos hidroalcoólico. occidentale. taninos isolados de S. foram isolados taninos que produziram atividade antiinflamatória. isolada de A. Mota et al. 1999) e antibacteriano contra Bacillus cereus. França et al. foi estudada farmacologicamente e observou-se sua propriedade antiedematogênica e antiinflamatória em ratos (Swarnalakshmi et al. Streptococcus pyogenes e Mycobacterium fortuitum. Salmonella enteritidis e Shigella flexneri (Cáceres et al. além de uma atividade moluscicida contra o caramujo Biomphalaria glabrata. 1994). 1990). analgésica e tóxica (Rocha Mota et al. o que pode ser considerado um fator limitante à alimentação bovina (Onwuka. Além disso. o extrato etanólico e metanólico apresentaram atividades antimicrobiana e antifúngica (Moura et al.. 1983). 1980) enquanto. um intermediário do ciclo de vida do Schistosoma mansoni (Corthout et al.. um derivado do ácido anacárdico que possui atividade inibitória sobre a beta-lactamase (Coates et al. Estudos in vitro realizados com extratos etanólico de Spondias purpurea apresentaram atividade contra algumas enterobactérias: Escherichia coli. 1982 e 1985. etanólico e aquoso das cascas e do caule de A.. Kudi et al. 1999. 1994). Abo et al... 1992). 1981). occidentale. responsáveis por irritação da pele. antiartrítica. .. 1993). 1990. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742 (1).A epicatequina. possuem pronunciada atividade antiviral contra Coxsackie e Herpes simplex viruse (Corthout et al.. O extrato aquoso das cascas do caule apresentou atividade hipoglicemiante (Vetral et al.. Geraniina e galoilgeraniina. 1991)... as folhas possuem altas concentrações de taninos e saponinas. pela presença do cardol (Hoehne.. Akinpelu. 2001. mombin. 1992)....

1939). Nesse sentido, estudos mais recentes demonstram que o cardol e o ácido anacárdico são os compostos responsáveis pela promoção de dermatites de contato (Hegnauer, 1973). Em razão da presença de fenóis, o caju induz a processos alérgicos, e a ingestão da semente crua determina problemas digestivos com dores e queimação na boca, edema de lábios, língua e gengivas, sialorréia intensa, disfagia e vômitos (Schvartsman, 1979). A semente assada é inócua. Recentes estudos confirmam casos de dermatite de contato pela castanha-de-caju (Rosen & Fordice, 1994; Diogenes et al, 1996), enquanto outros demonstram o desenvolvimento de processos alérgicos por causa do pólen da espécie (Fernandes & Mesquita, 1995). Sérios problemas de irritação da pele são causados pelos compostos fenólicos, ácido anacárdico e compostos derivados, enquanto os casos mais sérios de irritação e alergia ocorrem nos trabalhadores que coletam ou manipulam produtos da espécie Anacardium occidentale. A espécie Schinus terebenthifolius possui vários efeitos tóxicos, especialmente sob uso prolongado, o qual deve ser evitado.

Espécies medicinais da família Oxalidaceae

Introdução
A família Oxalidaceae descrita por Robert Brown compreende seis gêneros e aproximadamente 775 espécies distribuídas no Hemisfério Sul, especialmente nas zonas tropicais e subtropicais (Mabberley, 1997). Essa família apresenta em geral plantas herbáceas, ervas ou raramente arbóreas pequenas (Averrhoa), de folhas compostas, trifolioladas (Oxalis) ou com maior número de folíolos (Averrhoa), alternas com ou sem estipulas (Joly, 1998). Essa família inclui várias espécies de Trevo ou Azedinha de uso medicinal (Oxalis) e comestíveis (Averrhoa).

Espécies medicinais Averrhoa bilimbi L. e Averrhoa carambola L.
Nomes populares

Esta planta é conhecida na região amazônica como Limão de cayanna; no entanto, existem registros para a espécie como Bilimbi, Bílimbino e Caramboleira-amarela.
Dados botânicos

Árvore de até 13 metros de altura, com casca lisa e escura; folhas inteiras, com disposição alterna, imparipinadas, compostas de numerosos folíolos opostos; flores vermelhas e aromáticas, com cálice pubescente, reunidas em panículas terminais; fruto do tipo baga, oblongo, anguloso, verde-amarelado, comestível e semelhante ao de Averrhoa carambola (Carambola); duas sementes elípticas (Figura 22.5). O nome do gênero Averrhoa foi dado em homenagem a Averróis, médico árabe. O gênero Averrhoa foi descrito por Carl Linnaeus e inclui apenas as duas espécies aqui referidas; a espécie A. carambola tem origem na Malásia e é amplamente cultivada no Brasil; diferencia-se da outra porque os estames férteis são alternados com estaminódios, enquanto na espécie A. bilimbi os estames férteis possuem filetes mais curtos, alternados com filetes mais longos.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá do fruto é utilizado na cura de resfríados; o fruto misturado com goma de mandioca, água e açúcar é indicado contra dores de estômago; o fruto macerado com folhas de mocura-caá, alfavacão, peão-branco ou roxo e água é considerado excelente para dores de cabeça. Na região da Mata Atlântica, os frutos, além de comestíveis, são usados na forma de suco contra febres e disenterias. A infusão das folhas é considerado útil em diabetes "leves", como diurético e para reduzir o colesterol. Os outros usos catalogados no Brasil referem a utilização do suco do fruto como antiescorbútico e contra doenças cutâneas (Corrêa, 1984).

Dados químicos do gênero
Das folhas de A. carambola foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio. Os saponosídeos totais e flavonóides totais apresentaram atividade antibacteriana sobre cinco tipos de bactérias gram-positivas, porém não foram efetivas contra outros cinco tipos de bactérias gram-negativas e Candida albicans (Long et al., 1996). Dos frutos da A. carambola foram isolados carotenóides (Gross et al., 1983), polifenoloxidase (Adnan et al., 1986), ácido málico, ácido cítrico, fructose e glucose, aminoácidos (Yang et al., 1995), ácido ascórbico (Biswas & Mannan, 1996) pectinesterase (Horng et al., 1996), ácido oxálico (Wei & Wu, 1997). Constituintes voláteis do fruto fresco de A. carambola foram determinados, nos quais foi detectada a presença de um total de 126 compostos voláteis, predominantemente ésteres e compostos carbonil. Dos constituintes majoritários detectou-se a presença de (E)-hex-2-enal (2,4 mg/ kg) e benzoato de metila (1,9 mg/kg) (Froehlich & Schreier, 1989). Das folhas foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio (Long et al., 1996). Constituintes voláteis dos frutos dessa espécie foram isolados, obtendo-se 53 componentes, dos quais 47,8% são ácidos alifáticos, além de ácido hexadecanóico (20,4%) e ácido (Z)-9-octadecenóico. Dentre os doze ésteres, foram isolados butil-nicotinato (1,6%) e hexil nicotinato (1,7%) (Wong & Wong, 1995), além de 3-O-cianidina também isolado de A. bilimbi (Gunasegaran, 1992). Já a espécie A. carambola possui diversos carotenóides (Gross et al., 1983) e sementes ricas em óleo (Berry, 1978).

Dados farmacológicos do gênero
O extrato aquoso de A. carambola apresentou atividade hipoglicemiante (Dalla Martha et al., 1997). Além disso, constatou-se atividade depressora central (Muir & Lam, 1980) e houve relatos de intoxicação pela ingestão de neurotoxinas do fruto em pacientes com insuficiência renal (Neto et al., 1998).

Os saponosídeos totais e flavonóides totais isolados de A carambola apresentaram atividade antibacteriana (Long et al., 1996). O efeito hipoglicemiante foi observado também para a espécie Averrhoa bilimbi sendo a função aquosa detentora de melhor atividade (Pushparaj et al., 2000 e 2001).

Espécies medicinais da família Rutaceae

Introdução
A família Rutaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 156 gêneros, nos quais estão distribuídas 1.800 espécies cosmopolitas, especialmente em regiões tropicais, incluindo arbóreas, arbustos e ervas aromáticas contendo compostos terpenóides característicos da família (Mabberley, 1997). No Brasil, a família está representada por 28 gêneros e aproximadamente 182 espécies (Barrozo, 1978). No sistema de Engler, as Rutaceae fazem parte da ordem Rutales e incluem sete subfamílias, enquanto no rearranjo aqui utilizado e proposto por Kubistzki, os gêneros dessa família se distribuem em cinco subfamílias distintas, das quais a mais importante é a Rutoideae, onde se encontram os gêneros Ruta, da famosa Arruda aqui descrita, e os gêneros Esenbeckia e Cusparia, que incluem espécies medicinais. Na subfamília Aurantioideae encontram-se os gêneros Aegle e Citrus, este segundo de imenso valor econômico e medicinal, dadas as famosas Laranjeiras e os variados Limoeiros, grupos de espécies cítricas amplamente cultivadas e comercializadas no Brasil, num importante setor da economia. Desse gênero, inúmeras espécies foram referidas como medicinais; no entanto, pelo amplo conhecimento delas e grande número de trabalhos envolvendo-as, optamos por não incluí-las no presente estudo.

Espécies medicinais Ruta graveolens L
Nomes populares

Essa espécie é chamada popularmente de Arruda, sendo ainda denominada Ruta em Minas Gerais, Arruda-fedorenta e Arruda-fêmea e Arrudamacho no Rio Grande do Sul.
Dados botânicos

Subarbusto de folhagem densa com odor característico; folhas alternas, pecioladas, tripinatipartidas, sem estipulas; flores amarelo-esverdeadas, hermafroditas, com pétalas livres entre si, pedunculadas, lanceoladas, com bráctea pequena; ovário súpero com muitos óvulos; fruto do tipo capsular com quatro a cinco lobos, arredondados; sementes pardas e rugosas (Figura 22.6). O nome do gênero, Ruta, vem do grego rute, derivado de ruesthai = "salvador", referindo-se ao poder curativo da planta. O gênero Ruta descrito por Carl Linnaeus inclui espécies com ocorrência e origem na região do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá ou o sumo das folhas, utilizado externamente, é considerado útil contra asma, pneumonia e dor de cabeça; o chá das folhas também é usado como analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante e contra problemas uterinos, quando misturado com alho e cominho; o suco das folhas é usado como abortivo e contra derrame cerebral; folhas de arruda misturadas com sumo das folhas de cravo, resina de copaíba, gergelim amassado e semente de peão-branco são indicadas contra derrame cerebral; o preparado de sumo das folhas com flores de cravo e semente de gergelim é usado contra dores, paralisia infantil e "malapanhado" ("doença que entorta criança"). Na região do Vale do Ribeira, a infusão das folhas é usada contra cólicas menstruais, diarréia, dores de cabeça e febres, enquanto o xarope das folhas é usado contra tosses graves. O macerado das folhas em aguardente ou vinho branco é usado externamente contra dores de cabeça e enxaqueca,

e o banho preparado com as folhas serve para aliviar qualquer tipo de dor. A decocção das folhas de arruda é usada como abortivo, especialmente associada a outras espécies vegetais ou medicamento. É também utilizada externamente como inseticida e internamente como estimulante, sudorífero e emenagogo, e suas sementes servem como antihelmínticos e parasiticidas (Corrêa, 1984); o chá das folhas é usado como analgésico, abortivo, emenagogo, estupefaciente, antigripal, hemostático, anti-helmíntico, anti-reumático e contra lumbago, em Minas Gerais (Verardo, 1982; Grandi & Siqueira, 1982; Grandi et al., 1982); no Ceará, como analgésico e contra dismenorréia (Matos et al., 1982); em Brasília, como tranqüilizante (Barros, 1982); no Rio Grande do Sul, como abortivo e o banho com o chá das folhas serve para menstruação atrasada (Simões et al., 1986). Além destas indicações, também é utilizada como febrífugo, no Pará (Amorozo & Gély, 1988).

Dados químicos da espécie
Os constituintes químicos particulares da planta são a rutina e a essência. Foram reconhecidas também lactonas aromáticas como a Cumarina,

bergapteno, xantotoxina, rutarena e rutamarina, heterosídeos antiociânicos, alcalóides como a rutamina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina. A essência da arruda possui metilcetonas, sendo 87,8% são representadas pela metilnonilcetona e metil-heptíicetona, pequenas quantidades de outras metilcetonas, hidrocarbonetos aromáticos e terpenóides, fenóis, ésteres fenólicos, ácidos graxos, cineol e alcoóis alifáticos (Costa, 1986). Alcalóides e glicosídeos também foram isolados (Nahrstedt et al., 1981; Kuzovkina et al., 1980; Kong et al, 1984; Kuzovkina et al., 1984; Nahrstedt et al, 1985; Somanathan & Smith, 1981; Chen et al., 2001) e flavonóides (Trovato et al, 2000).

Dados farmacológicos da Espécie
Costa (1986) relatou propriedades anti-helmínticas, estimulantes, febrífugas, emenagogas, e mostra que a ação espasmolítica da planta é atribuída à presença de bergapteno e xantotoxina, enquanto a presença de metilnonilcetona é responsável por sua ação vesicante, excitante da motilidade uterina e abortiva quando em doses altas. Atividade antimicrobiana foi determinada utilizando-se alcalóides dessa planta (Eilert et al., 1984) e flavonóides (Trovato et al., 2000). Atividades espasmolítica, contra micoses cutâneas e inibidora da implantação de óvulos, foram também determinadas (Minker et al, 1979; Fróes & Fróes, 1988; Guerra & Andrade, 1978). O extrato de Ruta graveolens, que apresenta os alcalóides dictamina, gamafagarina, chimianina, pteleína e cocusaginina, revelou um efeito mutagênico moderado na linhagem TA98 da Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1987). A rutina é um dos compostos isolados dessa planta mais utilizados para o tratamento dermatológico, porém apresenta problemas quanto à sua metabolização. Em razão disso, várias tentativas de encontrar um composto que melhore sua metabolização têm sido realizadas. Testes posteriores com rutacridona e epoxirutacridona indicaram que a rutacridona possui menor toxicidade ao ser metabolizada por enzimas do fígado de rato, ao passo que o epóxido não sofre metabolização (Paulini et al., 1989). Além disso, o extrato dessa planta também foi responsável pela inibição de 100% da atividade hemolítica dos venenos de cobra e escorpião (Sallal & Alkofahi, 1996).

Isolou-se ainda das raízes dessa espécie o alcalóide furanoacridona, composto responsável pela atividade mutagênica em diferentes linhagens de Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1991a). Em estudos farmacológicos recentes, as folhas apresentaram atividades abortiva, mutagênica, além de diminuir a fertilidade (Rao et al. 1987; Sugai, 1996; Melito et al., 1997). E o extrato hidroalcoólico das partes aéreas mostrou atividade anticonvulsivante (Trotta et al., 1989) e antimicrobiana, mas não apresentou atividade esquistossomicida (Guilherme et al., 1989; De Sá et al., 1990b). A tintura de R. graveolens também foi responsável pela moderada atividade fotomutagênica em uma linhagem de algas verdes. A tintura possui bergapteno, psoraleno, impeatorina, dictaminina, gama-fagarina e skimianina. Mas o principal responsável pela atividade fotomutagênica parece ser o bergapteno (Schimmer & Kuehne, 1990). O extrato de éter de petróleo dessa planta apresentou efeito citotóxico quanto avaliado in vitro utilizando-se células de sarcoma de Yoshida (Trovato et al., 1996). O extrato clorofórmico da raiz, caule e folhas apresentou significativa atividade antifertilidade em ratos quando administrado intragastricamente do primeiro ao décimo dia pós-coito. A partir do fracionamento do extrato foi isolada a chalepensina como componente ativo responsável pela atividade tóxica (Kong et al., 1989).

Dados toxicológicos da Espécie
Hesnel et al. (1983) e Schwartsman (1979) verificaram fitodermatites causadas por substâncias químicas da R. graveolens, mediante um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar, induzindo dermatites. Corrêa (1984) relatou o aparecimento, após a ingestão, de dores epigástricas, cólicas, vômitos, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração das pupilas, convulsões e sonolência. A ingesta desta planta, por animais, tem promovido morte em 1 a 7 dias (El Agraa et al., 2002).

FIGURA 22.1 - Anacardium giganteum. Ramo com flor (desenho original por Di Stasi) e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998) (Banco de imagens -

FIGURA 22.2 - Anacardium occidentalle Ramo com inflorescência e fruto (original por HirumaLima).

FIGURA 22.3 - Schinus terebenthifolius. Ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998).

1946). Ramo com frutos (modificado a partir de Hoehne. .4 .FIGURA 22.Spondias purpurea.

Averrhoa carambola: a) detalhe do ramo com flor e fruto.5 . b) detalhe do ramo com folhas e flores (fotos originais por Hiruma-Lima). c) detalhe do fruto (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .FIGURA 22.

6 .FIGURA 22.Ruta graveolens. Escanerata do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Eichler) (Banco de imagens - .

como Umbelliferae. mas alguns arbustos e árvores são des- . Di Stasi A ordem Apiales. com aproximadamente 3. Hiruma-Lima L. denominada também Umbellales. Espécies medicinais da família Apiaceae (Umbelliferae) Introdução A família Apiaceae (Dicotyledonae) é também denominada.23 Apiales medicinais C. as quais são descritas a seguir. C.540 espécies cosmopolitas do Norte de climas temperados e espécies tropicais de montanhas (Mabberley. descrita inicialmente por Antoine Laurent de Jussieu. de acordo com o sistema de classificação botânica. ambas com várias espécies medicinais e ocorrência em todo o Brasil. A maioria das espécies é de plantas herbáceas. inclui apenas duas famílias botânicas (Araliaceae e Apiaceae). Dessa ordem foram registrados usos de espécies de ambas as famílias. Existe uma grande discordância quanto à classificação dessas espécies e aqui adotamos aquela usada por Mabberley (1997). Essa família inclui 446 gêneros. A. 1997).

entre inúmeros outros. Foeniculum e Pimpinella (Apiae Apioideae).Apioideae).critos na família. tais como Cenoura. oblongolanceoladas. dos quais se destacam Daucus (que inclui a Cenoura). Dados botânicos Erva de até 1 m de altura. Pimpinella (Erva-doce). e Eryngium com espécies freqüentes em campos (Joly. 1998). densamente imbricadas. sendo considerados nativos Hydrocotyle com espécies em matas. Petroselium (Salsa). com raízes fasciculadas. Apium com características ruderais. fibrosas e caule florífero solitário. Eryngium e Alepidea (Eryngeae . Os gêneros mais importantes dessa família são Centella e Hydrocotyle (Hydrocotyleae . não foram encontrados sinônimos populares que a identificassem. Inúmeros gêneros cultivados são muito comuns no Brasil. Apium. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Chicória. Espécies medicinais Eryngium ekmanii Wolff. Coriandrum (Coriandreae . a Eryngium ekmanii. Cominho e Salsa. folhas alternas. especialmente pelo seu uso como alimento e condimento. Essas plantas exóticas e amplamente cultivadas no Brasil possuem inúmeros estudos e descrições já disponíveis e.Saniculoideae).Apioideae). Apium (gênero do Salsão). ascendentes. dunas e brejos. Cicuta. No Brasil ocorrem poucos gêneros. muito comum na Mata Atlântica. Muitas dessas espécies são cultivadas. assim. Erva-doce. inflorescência dicásio ramificado com cada bifurcação . Coentro. Coriandrum (Coentro) e Foeniculum (Cominho e Funcho). onde há amplo uso como medicamento.Hydrocotyloideae). e Hydrocotyle exigua. optamos por incluir aqui apenas duas delas. pela sua grande utilização na região amazônica e por representar um gênero nativo do Brasil. Daucus (Caucalideae . sendo também usadas como medicamentos na região amazônica e na Mata Atlântica.

de no máximo 1 cm de espessura. quando preparado em alta concentração. cíclicas. cordiformes.) Malme Nomes populares A espécie é chamada. fruto subgloboso (Figura 23. é considerado excelente contra dores de cabeça. Hydrocotyle hirsuta Sw. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com flores avermelhadas. O nome do gênero. crenadas. inflorescência em capítulo. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada em áreas de formação secundária e raramente na floresta. var. habitando em lugares úmidos. usado topicamente. folhas pequenas. Dados botânicos A planta é uma erva de caule prostrado.1). com nós. semelhantes a barba de cabra. Esse chá. capítulos esverdeados com flores pequenas. vem de eros = "lã". O gênero Eryngium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 250 espécies tropicais e temperadas. frutos pilosos. dos quais são emitidas raízes. exigua (Urban. Eryngium. Também é conhecida como Erva-capitão. de Erva-terrestre. espalhadas por diversos continentes. e aix = "cabra". Inúmeras espécies desse gênero são usadas como medicinais em diversos países. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e . especialmente em crianças. lobadas e pilosas. na região do Vale do Ribeira. enquanto o chá da raiz é empregado internamente em estados gripais. é usado internamente para expulsar restos de placenta em partos difíceis. no entanto. torcidas antes de abrir. não foram encontrados dados de medicina tradicional referente à espécie em questão. diclamídeas e hermafroditas. referindo-se às fibras do rizoma.com um pedúnculo terminal e dois ramos laterais surgindo de um par de folhas ou brácteas. o sumo das folhas frescas.

1986). foi ainda isolado o falcarindiol em E. acetilenos. O extrato aquoso e etanólico das folhas frescas e secas e da raiz de E.. . De E. 1997a). ao passo que das sementes foram isolados 37 compostos. emético. planum (Hiller et al. em altas doses... Glicosídeos foram isolados de E.000 mg/kg e de 50 mg/kg por via endovenosa (Gupta.. a DL50 por via oral foi de 1. Hohmann et al. sendo 2.. foetidum L. ilicifolium (Pinar & Galan. bourgatii (Lam et al. 1985. 2002). Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. 1997) além da atividade antimicótica (Abou-Jawdah et al.inclui 130 espécies cosmopolitas. 1997). 1992). Dados químicos e farmacológicos Sobre a espécie Eryngium ekmanii não foram encontrados estudos químicos e farmacológicos.. Das folhas de E. foram isolados 46 compostos. maritimum (Lisciani et al. campestre foram isolados ainda flavonol e cumarinas (Erdemeier & Sticher.5-trimetilbenzaldeído. ácido hexadecanóico e carotol os constituintes majoritários (Pino et al.. 1985). foetidum apresentou atividade anticonvulsivante (Simon & Singh. a infusão das folhas é usada contra gripes e bronquites fortes. A atividade antiinflamatória foi determinada em E. comarinas e flavonóides. O nome Hydrocotyle deriva do grego hydro = "água". farneseno.. a água das folhas serve para tirar sardas do rosto. anetol e alfa-pineno (Pino et al. Corrêa (1984) refere o uso das folhas como tônico. sendo majoritários carotol. O extrato das folhas frescas e secas e da raiz seca promoveu 100% de inibição dos venenos de cobra e de escorpião (Alkofahi et al. 1986). diurético e. campestre (Erdemeier & Sticher. 1997a). 1986). e cotyle = "umbigo". elegans (Campos & Garcia.. 1984). 1995). enquanto vários acetilenos foram obtidos das raízes de E. também encontrados em E. 1999). O extrato aquoso de E. Além de saponinas. creticum foi testado por sua atividade inibitória contra venenos de escorpião e de cobra. Esta mesma espécie apresentou atividade antiinflamatória (Garcia et al. 1980) e E.4.

Várias espécies dessa família são consideradas tóxicas. Das inúmeras espécies descritas nessa família. Os gêneros mais importantes dessa família são Aralia. Panax. e Polyscias. em três distintas zonas de expansão: região Indomalaia. nessa família as raízes de uma importante espécie Panax ginseng têm sido usadas há mais de dois mil anos na medicina tradicional chinesa contra inúmeras doenças. Espécies medicinais da família Araliaceae Introdução A família Araliaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Apiales. é pouco comum a ocorrência de uso medicinal. especialmente do gênero Cicuta. e centenas de . mas raramente ervas. Árvores. utilizada como alimento. são encontradas na família. mas demonstram a importância da realização de estudos com a espécie e outras do gênero. 1998). Essa espécie é uma das drogas mais comercializadas no mundo. No Brasil ocorrem vários gêneros. com aproximadamente 1. Tetrapanax. e as espécies mais comuns pertencem aos gêneros Hedera. no envenenamento do filósofo Sócrates. Os dados da espécie e do gênero não fornecem subsídios que garantam sua utilização. Centro-Oeste e Sul. arbustos. de uso comum em cercas vivas e como ornamentais. Hedera. famosa por ter sido usada. No entanto. epífitas. e inclui 47 gêneros. segundo a história. lianas. ambos introduzidos no Brasil. As espécies estão distribuídas predominantemente em regiões tropicais. Várias espécies do gênero Hydrocotyle também são consideradas tóxicas para animais. subclasse Rosidae. especialmente em refogados e saladas. 1997). mas muito pouco se tem estudado sobre as espécies nativas dessa família botânica. Tetrapanax e Aralia. da famosa Hera dos parques.325 espécies tropicais espontâneas e poucas espécies de clima temperado (Mabberley.Observação de uso Esta Chicória não é a mesma planta conhecida na região Sudeste. Australásia e América tropical (Joly. Mackinlaya e Polyscias. Schefflera.

cálice pequeno. fruto indeiscente. e o banho com folhas são úteis para acalmar crianças na hora de dormir. com larga bainha na base. pertencente ao gênero Polyscias. refere-se à forma da folhas. usada internamente. amplamente cultivada como ornamental. A espécie não foi completamente identificada. a maioria de árvores de pequeno porte ou arbustos. O nome do gênero vem do grego polys = "muito". No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de apenas uma espécie medicinal dessa família. Cunha e Cunha-mansa. androceu com cinco estames. O nome popular da espécie. Espécies medicinais Polyscias sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Cuia-mansa. amplamente cultivadas no Brasil como ornamentais. grandes. mas com certeza não se trata das espécies (Figura 23.2) Polyscias fruticosa e Polyscias guilfoylei. e acias = "sombra". ovário ínfero. O gênero Polyscias. Cuia. cuja identificação taxonômica não foi completamente obtida. folhas alternas. inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. Dados da medicina tradicional A infusão preparada com folhas. Cuia. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. sendo também usa- . Outras espécies do gênero. tais como Panax notoginseng e Panax quinquefolius. reunidas em inflorescências axilares. variegadas. também possuem constituintes químicos e atividades farmacológicas similares ao Ginseng verdadeiro. flores pequenas.estudos têm sido realizados em razão de sua importância química e farmacológica. globoso. descrito por Johann Forster e Georg Forster. pela beleza de sua folhagem.

1989b... 1994). A combinação desse tratamento com levo-deprenil é mais eficaz que o tratamento isolado (Yen & Knoll. foi constatada a presença de flavonóides (Lussignol et al. 1989a. Nesse estudo.dos como calmante por adultos. 1991).. 2001).. 1988. 1986). sesquiterpenóides voláteis e poliacetilenos foram isolados de Polyscias fruticosa (Brophy et al. 1998).. Nas folhas de Polyscias sp. Dados químicos e farmacológicos do gênero Polyscias Saponinas triterpênicas do grupo do ácido oleanólico. 1995.. Barilyak & Dugan. Lutumski & Luan. scutellaria (Paphassarang et al. A raspa da casca do tronco servida com o sumo das folhas com raiz de açaí é um preparado útil contra anemias. Estudos com camundongos tratados (três vezes por semana a partir de doze meses de idade) com extrato da raiz de Polyscias fruticosum demonstram claramente o aumento da função da memória. 1990). 1996. Em P. saponinas triterpênicas e triterpenos glicosilados foram encontrados nas folhas de P.. 1992). ao passo que a fruta verde com mel é usada contra tosse. os autores demonstram que . Proliac et al. crispatum caracterizou-se a presença de alcanos de cadeia longa (Broschat & Bogan. Extratos alcoólicos de Polyscias filicifolia possuem efeito antimutagênico detectado pela habilidade de suprimir mutações genéticas de Salmonella tiphymurium (Dvornyk et al. 2002. Fulva (Bedir et al. Recentes estudos confirmam os resultados obtidos por Slaveinskene et al. 1992. Um importante estudo realizado por Trylis & Davydov (1995) sugere os mecanismos endócrinos e metabólicos da atividade adaptogênica de culturas de tecidos das espécies Polyscias filicifolia e Panax ginseng... Vo et al. 1990. Não foram encontradas referências de uso dessa espécie em nenhum levantamento etnofarmacológico. Chaboud et al. 1992). De P pichroostachya foram isoladas saponinas triterpênicas que apresentaram efeito moluscicida (Gopalsamy et al.. (1986) e demonstram que culturas de células da espécie Polyscias filicifolia normalizam a biossíntese de proteínas e a atividade de RNAt-sintetases de fígado de coelhos com isquemia do miocárdio induzida (Lekis et al. 1989c e 1990) e de P. Glicosídeos oleanólicos. assim como do tempo de sobrevida e ganho de peso. sobretudo no extenso trabalho realizado por Corrêa (1984).

A espécie P. mostram que essa espécie. especialmente a Panax ginseng. Detalhe da planta toda e da inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) (Banco de imagens - . 2002). bem como diminuição da produção de insulina e glucagon pelo pâncreas. FIGURA 23.as espécies estimulam a capacidade de trabalho físico dos animais em condições de imobilização. filicifolia também possui atividade antimicrobiana (Furmanowa et al.. e de prolactina pela hipofise. são fontes potenciais de novos constituintes químicos com importantes atividades farmacológicas. alterações nas taxas de metabolismo de carboidratos e lipídios.1 . Observações Os dados apresentados para algumas das espécies desse gênero.Eryngium ekmanii. foi verificado aumento da atividade da adrenal e da tiróide. associados àqueles referentes a outras da família. assim como outras do gênero Polyscias. prevenindo a exaustão das reservas de energia nos estágios finais de estresse.

Detalhe do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .FIGURA 23.Polyscias.Banco de imagens - .2 .

Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Hiruma-Lima A ordem Gentianales inclui apenas seis famílias . Apesar de não referidas no nosso estudo. C.Strychnaceae. somados aos descritos a seguir para as famílias Apocynaceae. . Gentianaceae e Asclepiadaceae -. Loganiaceae. Di Stasi C. apesar de pouco numerosa. sendo importantes fontes de substâncias com atividade farmacológica. espécies da família Strychnaceae também possuem importantes fontes de substâncias ativas. devendo ser considerada uma significativa fonte de novos compostos de interesse terapêutico ou toxicológico. Esses dados. referidas como medicinais na região amazônica e descritas a seguir. A. é uma importante fonte de substâncias com potentes efeitos e ações farmacológicas. Apocynaceae. destacando-se o gênero Strychnos (família Strychnaceae ou também denominada Loganiaceae III). Gentianaceae e Asclepiadaceae.24 Gentianales medicinais L. Essas três famílias reúnem grande valor medicinal e terapêutico. Genistomaceae. das quais as três últimas reúnem várias espécies medicinais e algumas com ampla ocorrência no Brasil. demonstram que a ordem Gentianales. do qual foi isolada a famosa estricnina e inúmeros outros compostos com efeitos tóxicos já descritos.

como os gêneros Allamanda. Aspidosperma. Rauwolfia. os gêneros Mandevilla e Thevetia. dentre os gêneros. . Tabernaemontana. No Brasil ocorrem 41 gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. fornecedores de madeira. ressaltam-se alguns gêneros e suas principais espécies: • do gênero Rauwolfia. A família Apocynaceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes vegetais de constituintes químicos de utilidade na medicina moderna. herbáceas. que possui diversas espécies como a Peroba e o Pau-pereira. Himatanthus (Plumeria) e Wrightia. arbóreas. Nerium. e encontrado em várias outras espécies do gênero. Inclui espécies arbustivas. ajmalinina. com destaque para ajmalina. serpentina. sendo esta última o mais importante. muito utilizadas ornamentalmente.Espécies medicinais da família Apocynaceae Introdução A família Apocynaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Gentianales. Java. Paquistão e Tailândia. arbusto encontrado na Índia. além dessas. subclasse Asteridae. Strophantus. serpentinina e reserpina. Joly (1998) destaca. com aproximadamente 1. e. Thevetia. Allamanda. especialmente a espécie Rauwolfia serpentina. Várias substâncias têm sido isoladas a partir de espécies dessa família. Hancornia. a família possui espécies trepadeiras. Esse composto foi isolado em 1952 e possui inúmeras atividades farmacológicas. Nesse contexto.900 espécies tropicais e subtropicais. Mandevilla. muitas das quais conhecidas como Mangaba. Hancornia. entre as espécies de pequeno porte. sendo algumas poucas registradas em regiões temperadas (Mabberley. inclui 165 gêneros. muito bem descritas nas obras clássicas de Farmacologia. muitas das quais trepadeiras e suculentas. como Aspidosperma. 1997). Catharanthus. aqueles que incluem espécies arbóreas. as ornamentais Tabernaemontana e Plumeria. Os gêneros mais importantes dessa família são Alstonia. Vinca. com espécies distribuídas nos cerrados e na Amazônia. e que inclui aproximadamente trinta alcalóides. e muitas dessas espécies representam protótipos de classes farmacológicas distintas de drogas e fazem parte da história da Farmacologia e da Terapêutica.

fonte principal dos alcalóides antitumorais citados e de aproximadamente mais de 150 distintos alcalóides. e Thevetia peruviana. fonte de mais de sessenta distintos alcalóides. tais como alstonina. tanto para os animais como para a espécie humana. • do gênero Nerium. vinblastina e vincristina. . conhecida no Brasil como Espirradeira e muito usada como ornamental. A espécie Vinca rosea. Espécies medicinais Allamanda cathartica Nomes populares L Alamanda é o nome popular utilizado nas duas regiões. • do gênero Alstonia as espécies Alstonia scholaris e Alstonia contricta. Alamanda amarela e Quatro-patacas. Dedal-de-dama. Strophantus combe e Strophantus sarmentosus. espécies ricas em glicosídeos. tais como ouabaína. sendo estes dois últimos importantes agentes antineoplásicos. Deve-se destacar. Himathantus sp. algumas das quais serão discutidas no final deste capítulo. A espécie também é conhecida no país com as seguintes denominações: Alamanda-deflor-grande. as espécies Vinca major. • do gênero Strophantus. Wrightia e Aspidosperma. tem sido designada também como Catharanthus roseus. tais como majdina. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de três espécies medicinais distintas dessa família.• do gênero Vinca e Catharanthus. destacando-se espécies do gênero Mandevilla. cilastonina e também a reserpina. Várias espécies dessa família têm sido recentemente objeto de estudos como fonte de novas drogas. a saber Allamanda cathartica. Orélia. Vinca rosea e Catharanthus roseus. estrofantinidina e cimarina. segundo Evans (1996). que essa família inclui um grande número de espécies tóxicas. as espécies Strophantus gratus. merece destaque por possuir glicosídeos cardiotônicos como a adinerigenina e a canogenina. especialmente a Nerium oleander. alstonilina. ambas contendo inúmeros alcalóides bioativos. Vinca minor. contudo.

espessas. com a mesma indicação. purgativo e catártico. usada internamente. o qual também é útil contra sarna quando usado externamente. especialmente cães e macacos. fruto do tipo capsular. especialmente em crianças.1). glabras e verticiladas. com copa estreita e tronco ereto. Refere-se ainda o intenso emprego desse macerado. O nome do gênero Allamanda descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem ao famoso botânico holandês Allamand. contendo poucas sementes (Figura 24. sendo a A. A folha é considerada excelente catártico. Atribuem-se à casca as mesmas atividades das folhas. Himatanthus sucuuba (Spruce) Wood. O gênero inclui doze espécies tropicais. atingindo até 20 m de altura. com casca rugosa. é considerada um excelente vermífugo. enquanto a decocção das cascas da planta. . com tubo estreito e longo. grandes. Cathortica a mais extensivamente cultivada como ornamental. emético e purgativo. inflorescências com flores amarelas. As flores e raízes são usadas contra problemas do baço. folhas simples. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sucuuba. adicionando-se seu uso contra tumores hepáticos e parasitas intestinais. em grande número. Segundo Corrêa (1984). alternas.Dados botânicos A espécie Allamanda cathartica é um arbusto alto e trepador lactescente. Dados da medicina tradicional O uso tópico do macerado de todas as partes da planta é utilizado contra sarna. com folhas brilhantes. a planta exsuda látex considerado venenoso. Dados botânicos É uma árvore latescente de grande porte. sendo este segundo muito comum como animal doméstico na região amazônica. em animais domésticos. axilares e fasciculadas. A infusão das folhas é utilizada como emético. Ucuuba e Sucuba. semilenhoso. na forma de funil. Outros sinônimos populares são Janaguba e Sucuuba-verdadeira.

contendo sementes aladas. 1997). com um tronco de casca cinzenta. Schum. Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. heliófita e secundária. coriáceas. estômago (dores e irritação) e na expulsão de vermes. O nome do gênero deriva do grego. sendo útil como anti-helmíntico. acumi- . significando "manto de flor". Fava-elétrica e Ahoay-guassu. ocorrendo preferencialmente no interior da mata. Coração-de-jesus. glabras em ambas as faces. inflorescências dispostas em cimeiras terminais com poucas flores. margens inteiras. 1990). O gênero Himatanthus foi descrito por Carl Willdenov e Josef Schultes e inclui apenas treze espécies. ovaladas. especialmente no alívio de coceiras. simples. Thevetia peruviana (Pers. Outros nomes populares no Brasil são Jorro-jorro.) K. Dados da medicina tradicional O uso tópico do látex é indicado contra afecções da pele. Esse gênero é considerado sinônimo do gênero Plumeria (Mabberley. Corrêa (1984) relata que a casca exsuda um látex medicinal e venenoso. enquanto a decocção das folhas é usada internamente contra problemas do intestino (constipação). folhas alternas.pecioladas. alcançando até 10 m de altura. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Castanha-da-índia e Chapéu-de-napoleão. linear-lanceoladas. grandes e brancas. A espécie tem ocorrência principal na Amazônia. A população refere que a planta deve ser usada com cuidado. Noz-de-cobra. referindo-se às brácteas que envolvem os botões florais. no entanto. pois o uso excessivo pode causar diarréias e desidratação. recente divisão realizada por Plumel (1991) permite a distinção entre ambos os gêneros. frutos geminados em forma de chifres. especialmente em crianças. todas encontradas na América do Sul (Plumel. sendo uma planta perenifólia.

contra reumatismo e hemorróidas e no tratamento de insônias (Duke. sendo amplamente cultivada em vários países tropicais. contendo flores grandes. fruto do tipo drupa carnosa. amarelas. é empregada como cataplasma para neutralizar efeitos de veneno de cobra (Corrêa. com corola em forma de funil. 1997). para provocar vômitos. enquanto a decocção das folhas é usada no alívio dos sintomas após picada de cobra. 1984). enquanto na Índia é comum a utilização da espécie para suicídios (Mabberley. colares. A casca é considerada amarga e febrífuga. foi dado em homenagem a um monge francês chamado Andre Thevet. bactericida e como veneno para peixes. além de comumente empregadas para suicídio ou homicídio. descrito originalmente por Carl Linnaeus. o látex acre é usado para acalmar dores de dente. a amêndoa. em pó. antitérmico e emético são conhecidos por todo o planeta. arbotifaciente. aromáticas. braceletes. O nome do gênero Thevetia. 1984). 1985).nadas. purgativa e emética e de uso perigoso. a decocção das folhas tem sido empregada para combater febre e malária. Thevetia peruviana é sinônimo de Thevetia neriifolia. 1962). com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. contendo sementes duras e grandes. assim como outros inúmeros usos de várias par- . Dados da medicina tradicional A infusão das cascas da planta é usada internamente como antitérmico. inflorescências dispostas em cimeiras terminais. O gênero inclui apenas oito espécies tropicais. revestimento de maracás (Corrêa. sendo referidos em inúmeros trabalhos etnobotânicos realizados em vários países. como pulseiras. É uma espécie muito usada como ornamental. as sementes da espécie são muito utilizadas pelos indígenas na confecção de artefatos de adorno. No Brasil. que veio ao Brasil em 1590 e escreveu sobre a Guiana Francesa. As sementes da espécie são usadas como inseticida. Os usos dessa espécie como purgativo. das quais a referida é a mais conhecida e estudada. onde a espécie também é usada no envenenamento de peixes e como inseticida (Walt & Breyer-Brandwijk. além da sua utilização uso em vários países como emético. especialmente do continente africano. triangular. carnosas e glabras nas duas faces. purgante. O látex é amplamente utilizado em vários locais do mundo como veneno para flechas.

-sitosterol. 1988). tais como de T. a alanerosida. As sementes de Thevetia peruviana. rutina e os iridóides plumierida. enquanto do extrato etanólico das folhas e ramos foram isolados 3. acetato de lupeol... ruvosídeo e neriifolina. thevetioides (Perez-Amador et al. 1986). cumarato e um glicosídeo (Ganapaty & Rao. Foram isolados de A. 1996. Corrêa. perivosídeo.-D-glucopiranosilsitosterol (Matida et al. . escoparona. são ricas em um glicosídeo a tevetina. medioresinol. ácido ferúlico e ácido gentísico. neriifolia os compostos 9. 1984). Das folhas dessa espécie foram isolados vários glicosídeos derivados da digitoxigenina. 1992b. flavonóides. siringaresinol e glicosídeos (Abe & Yamauchi. 1993). lupeol e trifolina foi descrito nas flores de A. Glicosídeos também têm sido isolados de outras espécies desse gênero. alamandina. -amirina. 2002). tevetiogenina e uzarigenina (Abe et al. 1974).-hidroximedioresinol. Tewtrakul et al.Kader et al. também chamado tevetina A.. kaempferol. 1962. Glicosídeos do grupo dos iridóides também têm sido descritos nas folhas dessa espécie (Abe et al. 1989). além das flavonóides (Germonsén-Robineau.. e de suas flores. quercetina. Himatanthus e Thevetia Akah & Offiah (1992) relatam a presença de alcalóides.-O. escopoletina. Os dados etnofarmacológicos são similares em todas as partes do mundo. -sitosterol. como a A.. tevetina B. 1988). além de lignanas como pinoresinol.tes da planta têm sido relatados por diversos autores (Duke. assim como de outras espécies do gênero. e possuem ainda outros glicosídeos como a tevetoxina. 1992a e 1994). O isolamento de diosgenina. 1996). Dados químicos dos gêneros Allamanda. cumarato de plumierida e protoplumericina (Shen & Chen. plumierida. schottii. canogenina. 1995c e 1995a). De outras espécies do gênero Allamanda. Existem ainda relatos da presença de iridóides lignanas(Abdel. Dessa mesma espécie também foi caracterizado o iridóide glicosídeo. saponinas e carboidratos no extrato aquoso de Allamanda cathartica. 1988). pinoresinol e alamicina (Anderson et al. ovata e T. plumericina...-hidroxipinoresinol e 9. além de 13-O-acetil plumierida. também encontrados em outras partes das plantas desse gênero (Watt & Breyer-Brandwijk.1997. 1985). As folhas dessa planta contêm ainda as lignanas ácido ortocumárico. blanchetii (Ganapaty et al. foram isolados do caule isoplumericina. Kupchan et al...

. Das folhas de T. 1991). triterpenos e saponinas. Iridóides também foram isolados de H. flavonóides.. Himatanthus e Thevetia Estudos recentes demonstram que extratos brutos de folhas de A. estudos descrevem a presença dos compostos denominados ácido confluêntico. 1998). 1992) e H.. cáprico. glicosídeos cardiotônicos. linoléico. Ali et al. ácido metilperlatólico (Endo et al. 1993). obovatus (Vilegas et al. alcalóides. tendo sido isolados do óleo das sementes maduras e imaturas componentes como ácidos oléico. linoléico.Foi isolado das folhas dessa espécie um novo triterpeno pentacíclico além de um conhecido glicosídeo (Begum et al. 2000). 1994. (1986). taninos e saponinas. Da mesma forma. neriifolia (Dinda&Saha. linolênico. 1978). Guerrero. Triterpenos como ácido olianólico. 1995.. allamandina e isoplumericina (Vanderlei et al.. 1995b) e monoterpenos polihidroxilados (Abe et al. ursólico. Saxena & Jain (1990) descrevem que o óleo das sementes dessa espécie possui os ácidos palmítico. e as raízes. esperolactonas.. Quanto à espécie Himatanthus sucuuba. 1982). o rendimento e a composição do óleo das sementes de Thevetia peruviana variam de acordo com a época de coleta. oléico. Dados farmacológicos dos gêneros Allamanda. 1992) e em T. Dados fitoquímicos demonstram que as folhas possuem alcalóides. De acordo com Obasi et al.. acetato de -amirina e acetato de -amirina também foram descritos nessa espécie (Siddiqui et al.. (1990) e Beauregard Cruz et al. behênico e erúcico. Da espécie H.. láurico e caprílico apenas no óleo das sementes imaturas coletadas em outra época do ano. além de compostos conhecidos como kaempferol e quercetina (Abe et al. cathartica causam purgação e aumento do movimento propulsivo do intestino em . phagedaenica foram isolados iridóides e triterpenos como a plumericina. Foram descritos os ácidos mirístico. enquanto as cascas possuem alcalóides. triterpenóides (Wood et al. follax (Abdel-Kader et al. 1996)... 2001) e o ácido dihidroplumerinico além da ausência de alcalóides (Rocha et al. taninos e saponinas (Gupta. taninos. esteárico e palmítico. peruviana foram igualmente isolados novos flavonóis. 1994) e fulvoplumierina (Perdue & Blonster.. 1997) além da lignana pinoresinol (Braga et al. 1990). esteárico.

. componentes principais da espécie Thevetia peruviana. violacea (Lima & Caldas... O óleo das sementes de Thevetia peruviana possui atividade bactericida contra Bacillus subtilis.. mas substâncias mais ativas e menos tóxicas que elas foram obtidas por processos semi-sintéticos. 1978) e os ácidos confluêntico e metilperlatólico. inibem a atividade da Na+K+-ATPase por mecanismos similares ao dos digitálicos (Ye & Yang. 1984. 1981). 1992). Staphylococcus aureus e Vibrio cholerae e outros microorganismos (Saxena & Jain. atóxica e cicatrizante (Villegas et al. cathartica e A. Dados clínicos mostraram que esse composto produziu bons resultados em pacientes com descompensação cardíaca (Arnold et al. 1964) e à plumericina e isoplumericina isoladas de A. analgésica e antiinflamatória (de Miranda et al. 1933). A neriifolina. além de induzir contrações dose-dependentes apenas antagonizadas pela atropina. 1945 e 1947). o qual se mostrou menos tóxico que a tevetina. De Himatanthus sucuuba foram isolados a fúlvoplumierina com atividade citotóxica (Perdue & Blonster. antimicrobiana (Neto et al. útero e vasos sangüíneos (Chopra et al.. 1990). 2002) e antiofídico (Otero et al. produziu atividades espasmogênica.camundongos. que possuem atividade inibitória sobre a enzima monoamino oxidase B (Endo et al. 1990. é considerada precursora de outros glicosídeos citados e possui efeitos farmacológicos e tóxicos similares aos apresentados (Frerejacque et al. Peruvosídeo e neriifolina. 2000). conhecida popularmente como orélia. .. 1994) antifúngico (Tiwari et al. O extrato etanólico das partes aéreas de Allamanda blanchetii.. 1935). mas mesmo assim pouco seguro para ser usado como agente terapêutico (Watt & Breyer-Brandwijk. blanchetii (Melo et al. O glicosídeo tevetina isolado de Thevetia peruviana possui importante ação estimulante de músculos lisos do intestino. Existem ainda estudos que caracterizam a atividade antitumoral (Trotta & Paiva. indicando ação purgativa por aumento da motilidade do trato gastrintestinal via ativação de receptor muscarínico (Akah et al. anti-hipertensora (Socorro & Thomas. 1991).. 1997).. 1982a e 1982b... 1989). Obasi & Igboechi. isolada dessa espécie.. 2002). 1994). 2000) A atividade antibiótica foi atribuída à alamandina de A. 1962). bexiga.. Moraes et al. Moreira et al. Ações similares foram obtidas com o glicosídeo tevetoxina.

Eddleston et al. 1996).. peixes e outros animais (Chopra et al. Thevetia peruviana possuem valores de dose letal na ordem de 30 g/kg.. 1933. Inúmeros efeitos tóxicos dos glicosídeos produzidos por essa espécie e por outras do mesmo gênero estão descritos por Watt & BreyerBrandwijk (1962) e Langford & Boor (1996). 1992). Nerium oleander. para bovinos (Tokarnia et al. 0. Frerejacque. há diferenças entre esses compostos quanto à sua toxicidade. vindo a morrer 24 horas após o consumo (Oji & Okafor. 2000).. 2002) a margem de segurança entre dose terapêutica e tóxica dessa substância é extremamente pequena (Chopra et al. 1996). edema da parede do rúmem e congestão da mucosa do trato digestivo (Tokarnia et al. No entanto. fato importante por ser essa espécie ornamental e muito comum em pastos. acompanhadas de hemorragias e necrose de fibras do coração. cathartica indicam sua toxicidade para bovinos e demonstram que a DL50 para essas espécies é de 30 g/kg (Tokarnia et al.. cobaias. Maringhini et al. 1933). 2000.5 g/ kg e 14.. gatos. A tevetina encontrada nessa espécie é altamente tóxica para camundongos. respectivamente. 1993). A espécie Thevetia peruviana é considerada extremamente tóxica e a causa de inúmeros envenenamentos na espécie humana (Eddleston et al. Estudos de toxicidade demonstram que as espécies Allamanda cathartica. Saraswat et al. além de congestão da mucosa da área digestiva restante. O consumo da espécie por bovinos causa cólicas. A mortalidade humana pela ingestão de Thevetia peruviana e Nerium oleander é geralmente pouco freqüente. A inclusão de sementes de Thevetia peruviana na dieta de ratos permitiu estabelecer que o consumo acima de 2.. 1958.. 2002.4g/kg. Oji et al.700 mg/kg é dose letal. 1999.. e estudos recen- .Dados toxicológicos das espécies Recentes estudos realizados com a espécie A.. Os animais exibem sérios problemas cardíacos e neuromusculares. efeitos tóxicos também são similares. nereifolia provocou arritmia cardíaca e diarréia sem manifestações histológicas (Tokarnia et al. Allamanda cathartica causou principalmente manifestações de cólica e edemas nas paredes do rúmen e retículo. Em razão das grandes semelhanças farmacológicas entre os diversos compostos obtidos de espécies dessa família com os digitálicos. Nerium oleander causou arritmia cardíaca e diarréia severa. 1996). Singh & Singh. e Thevetia peruviana e T. 1996.

a utilização de espécies dessa família na pesquisa de novos compostos com esse tipo de atividade é extremamente promissora. especialmente do grupo dos alcalóides e glícosídeos. verifica-se a potencialidade dessas espécies e a conseqüente necessidade de estudos voltados a uma melhor descrição química. De todo modo. com conseqüente identificação dos compostos responsáveis pela atividade hipotensora já determinada e como antiparasitária. a espécie Himatanthus sucuuba pode representar. . Considerando a importância da família Apocynaceae como fonte de compostos com atividade farmacológica. uma importante fonte de novos constituintes químicos de interesse farmacológico. os quais ainda não foram estudados. ou seja. incluindo o homem. é importante considerar a utilização externa da espécie no combate a sarnas e parasitas intestinais. que o uso indiscriminado de preparados tradicionais com essa espécie pode causar sérios efeitos tóxicos. visto que a espécie age aumentando a motilidade intestinal.K+-ATPase. especialmente Thevetia peruviana e Nerium oleander. no entanto. Da mesma forma. Dessa forma. podendo provocar a eliminação de parasitas do trato gastrintestinal. 1991). Estudos realizados com a decocção de casca de caule de Himatanthus sucuuba sugerem que há uma baixa toxicidade reprodutiva e teratogênica. Deve-se salientar. visto que estudos nessa área ainda não foram realizados. A utilização dessas espécies em paisagismo ou como ornamentais oferece sérios riscos à saúde (Langford & Boor. tanto de forma terapêutica quanto como instrumento de suicídio. são capazes de produzir efeitos inotrópicos positivos no coração de várias espécies animais. A utilização interna da espécie Allamanda cathartica como purgativo e catártico se confirmou pelos estudos já realizados. inibição da Na+. Essas propriedades cardiotônicas têm sido exploradas desde a Antigüidade. revelando que seu consumo é seguro para a espécie humana (Guerra & Peters. pelo agravamento dos sintomas de purgação e êmese. A base das ações fisiológicas desses compostos é similar àquela dos digitálicos clássicos. 1996). Observações Várias espécies dessa família.tes demonstram que os acidentes mais sérios ocorrem com crianças. dada a riqueza química da família.

e algumas de grande valor medicinal.Asclepias.900 espécies tropicais e poucas de clima temperado (Mabberley. herbáceas e raramente arbustos e árvores. Nomes populares A espécie é denominada Angélica ou Angélica-do-ar. 1986). especialmente por seus efeitos tóxicos. . sendo raras em matas primárias e em restingas (Barrozo.Espécies medicinais da família Asclepiadaceae Introdução A família Asclepiadaceae (Dicotyledonae) descrita por Friedrich Medikus e Mortis Borkhausen pertence à ordem Gentianales. e inclui 315 gêneros. Tylophora asthmatica e Calotropis procera. subclasse Asteriddae. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso da espécie Fischeria cf. todas com inúmeros usos medicinais em vários países de todos os continentes e amplamente estudadas como fonte de novos compostos de interesse terapêutico. Espécies medicinais Fischeria cf. esta última com os principais gêneros de espécies medicinais . tais como Asclepias curassavica. mariana. mariana Dcne. sendo o gênero Asclepias o mais abundante em espécies conhecidas. trepadeiras. Tylophora e Calotropis. a maioria das espécies tem ocorrência em matas secundárias ou capoeiras e em regiões de campo de cerrado. Inclui lianas. Nessa família ocorre um grande número de espécies tóxicas. Verifica-se aqui uma grande ocorrência de espécies dos gêneros Asclepias. No Brasil. Fischeria. descrita a seguir. 1997). Sacamonoideae e Asclepiadoideae. com aproximadamente 2. Oxypetalum. sobretudo para animais. distribuídos em três subfamílias Periplocoideae. Oxypetalum e Calostigma.

com lacínios conspicuamente crispados. flores pentâmeras. com testa verrucosa (Figura 24. químicos e toxicológicos de espécies desse gênero. Ao final do experimento não foram observados sinais de toxicidade nos animais (Tokarnia et al. von Fischer. L. Dados toxicológicos da espécie Pela sua constante presença em pastagens. 1979).Dados botânicos Espécie de pequeno porte. especialmente a febre. Dados da medicina tradicional A infusão da folhas é usada contra problemas hepáticos e no combate a sintomas da malária. curador do Jardim Botânico Imperial em Petersburgo e que viajou com Langsdorff. Espécies medicinais da família Gentianaceae Introdução A família Gentianaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu. foi realizado experimento de toxicidade. sementes comosas. hermafroditas e de simetria radial. fruto unilocular.225 espécies cos- . membranosas. com ramos pubescentes. diclamídeas. opostas. nos quais se distribuem 1. inclui aproximadamente 78 gêneros. com pecíolos pubescentes..2). corola gamopétala. androceu modificado. Exceto por esse ensaio e ainda alguns dados botânicos e ecológicos de algumas espécies. O gênero Fischeria inclui apenas dezesseis espécies tropicais com ocorrência na América tropical. O nome do gênero foi dado por Augustin de Candolle em homenagem a Friedr. de onde saem as folhas simples. administrando-se oralmente Fischeria mariana (10 g/kg) em bovinos jovens e desmamados. E. continuam inexistentes na literatura dados farmacológicos. Não foi encontrada descrição de outros usos tradicionais dessa espécie. formando uma corona composta de uma porção petalóide maior (cúculo) e uma porção fina recurvada (cornículo).

com pequenas árvores e alguns arbustos e ervas (Mabberley. como é o caso de espécies de Lysianthus (Joly. subtropicais e de clima temperado. No Brasil estão registrados aproximadamente 25 gêneros. Lisianthus e Coutoubea. amplexicaules e grandes.mopolitas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Os gêneros principais e mais conhecidos são Gentiana. amenorréia e como vermífugo. reunidas em verticilos. 1978). a decocção das raízes é usada contra febre. O nome do gênero Coutoubea descrito por Jean Baptiste C. 1997). de Carne-seca. Genciana-do-brasil ou Raiz-amargosa. dispostas em espigas simples terminais. também sésseis. folhas opostas e sésseis. Aublet refere-se a um nome popular e comum nas Guianas e inclui cinco espécies tropicais encontradas na América do Sul e no Brasil. mas também inúmeras espécies tropicais. muitas espécies são comumente usadas como ornamentais e várias outras possuem valor medicinal pelos seus princípios amargos (Barrozo. na região amazônica. Puruvá e Cutúbea. flores brancas grandes e muito vistosas. especialmente do gênero Dejanira. 1998). fruto capsular. desordens estomacais. Voyria. F. Dejanira. Nomes populares A espécie é chamada. sendo várias delas medicinais. sendo conhecida em outras regiões brasileiras como Genciana. . Muitas dessas espécies são comuns no cerrado brasileiro. Dados botânicos É uma planta anual. com caule ereto de muitos ramos. Espécies medicinais Coutoubea spicata Aubl. e outras são usadas como ornamentais.

destacamos apenas os principais: Spigelia. Mas a C.. diminuição da atividade do rúmen. 1979). tônico. Os sintomas duraram cerca de 8 a 19 horas e consistiram em anorexia. hipotermia. Espécies medicinais da família Loganiaceae Introdução A família Loganiaceae descrita por Ivan Ivanovitc Martinov compreende 29 gêneros. 1997). e morte. A rama coletada seca permanece tóxica mesmo depois de quatro meses e meio (Tokamia et al. diminuição da atividade motora e dores abdominais. 1984). Porém. e Strychnos. polipnéia. com aproximadamente 570 espécies de distribuição tanto em áreas tropicais como em áreas de clima temperado. estudos de toxicidade. conhecida popularmente como Tingui em Roraima. anti-helmíntico e útil contra amenorréia (Corrêa. lianas e ervas (Mabberley. ramosa também apresenta toxicidade manifestada com um quadro predominante de dores abdominais que evoluem de 8 a 20 horas. um dos encontrados no Brasil. Dados toxicológicos A Coutoubea ramosa. onde é cultivado como ornamental. foi atribuída a mortes súbitas em bovinos. do qual destacamos aqui uma espécie referida como medicinal. demonstraram que a morte foi decorrente da ingestão de Arrabidaea japurensis (Bignoniaceae). incluindo tanto árvores como arbustos. febrífugo.Toda a planta é amarga e a decocção da raiz é usada como estomáquico. dentre eles. um gênero fonte de substâncias de interesse farmacológico e toxicológico. taquicardia. Os primeiros sintomas foram observados por aproximadamente 14 a 19 horas após ser completada a dose letal. Um estudo experimental em bovinos indica que a dose letal da planta gira em torno de 20 g/kg. Os gêneros estão distribuídos em dez subfamílias. da famosa Strychnos nux vomica. quando ingerida dentro de 24 horas. . fonte entre outras espécies do gênero da estricnina.

A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. 2002). A planta recebe esse nome por possuir. flores amarelas em grande abundância. No levantamento realizado. que se refere à presença de mais de 190 espécies. 1978). potatorum foi caracterizada a atividade antidiarrêica (Biswas et al. . Nomes populares Na Mata Atlântica. a decocção da casca é amplamente referida como útil contra qualquer tipo de dor e para reduzir a febre. Segundo Corrêa (1984). em seus cipós. Corrêa (1984) refere que a casca dos rizomas é usada contra problemas do estômago. folhas opostas e ovais. as plantas com propriedades narcóticas. antigamente. Noz-vômica e Quina-de-cipó. das quais aproximadamente setenta ocorrem no Brasil. nós na forma de uma cruz. a maioria na Amazônia (Barrozo.. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. porém de S. também constatado para a espécie S. fruto do tipo baga globosa. O nome do gênero designava.Espécies medicinais Strychnos triplinervia M. coriáceas e trinervadas. O gênero Strychnos é o mais importante dessa família e foi descrito por Carl Linnaeus. foi uma das espécies mais citadas pelos entrevistados. glabras. A espécie também é conhecida como Cipó-cruzeiro. nux-vomica (Shoba & Thomas. 2001). a planta é narcótica e venenosa. Dados botânicos A planta é descrita como árvore ou como uma enorme liana cujos rizomas saem e entram do solo. Dados Farmacológicos do Gênero Não existem registros de estudos com Strychnos triplinervia. a espécie é chamada de Quina-cruzeiro.

1998) e S.. Detalhe da flor (Banco de imagens - ).. 2001). icaja foi isolado a sungucina com atividade antimalarial e citotóxica (Frederich et al. usambarensis (Frederich et al. 1996). S.A S. S. S.. 2000. 2000).. 2000 e 2001. Dados Químicos do Gênero Os alcalóides foram os constituintes mais freqüentemente obtidos de espécies de S. myrtoides (Martin et al. Alcalóides do gênero tem apresentado potente atividade antitumoral (Bonjean et al. mellodora (Brandt et al. . 2001). 1996).. 1999).. nux-vomica reduziu a ingestão de álcool em ratos (Sukul et al. Rafatro et al.. 1996).Allamanda cathartica.1 . FIGURA 24.. Quetin-Lecrerq et al. panganesis (Nuzillard et al. Das raízes de S... guianesis (Penelle et al. Existem relatos da atividade tóxica de diversas espécies do gênero que alerta para os cuidados de sua utilização (Ho et al. 1995)..

laniflora Dcne.Banco de imagens - .FIGURA 24.Fischeria cf. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .2 .

600 espécies. Inúmeras plantas medicinais são encontradas principalmente nas famílias Solanaceae e Convolvulaceae. Seito C. Hiruma-Lima A ordem Solanales inclui cinco famílias: Nolanaceae. Di Stasi F. algumas vezes parasitas. Espécies medicinais da família Convolvulaceae Introdução A família Convolvulaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 1. Convolvulaceae. ervas. G. Solanaceae.25 Solanales medicinais L. N. Essas duas famílias botânicas também são importantes pelo grande número de espécies cultivadas e comercializadas como alimentos. C. incluindo plantas herbáceas. das quais alguns exemplos são aqui referidos. Polemoniaceae e Hydrophyllaceae. arbus- . Gonzalez L. distribuídas em 56 gêneros de ocorrência em regiões tropicais e de clima temperado e distribuição cosmopolita. lianas. A.

como Batata-da-terra. . gengivite e dores de dente. de Batata-doce. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. a espécie é cultivada e consumida como alimento. rosas ou arroxeadas. Possuem inúmeras variedades. para infecções da boca. Corrêa (1984) refere que as folhas são anti-reumáticas e eficazes contra abcessos da boca e inflamações da garganta. 1997). ainda que raramente. geralmente lobadas. e muitas espécies são cultivadas como alimentares e ornamentais. na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil. Ipomoea batatas. pecioladas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada externamente como cicatrizante e. em gargarejos. No gênero Ipomoea se encontra a famosa Batata-doce. internamente. axilares e fruto capsular. Nomes populares A espécie é chamada. espécie amplamente cultivada e usada como alimento em todo o mundo. cordiformes. A planta também é conhecida. aqui também descrita como medicinal. raízes tuberosas. com folhas alternas. Na região da Mata Atlântica. que são cultivadas com fins comerciais. delicadas e amplamente consumidas como alimento.tos e raramente árvores (Mabberley. flores brancas. Os tubérculos são amplamente utilizados como alimento. Espécies medicinais Ipomoea batatas Poir. suculentas. Os principais gêneros são Ipomoea e Convolvolus.

antocianinaseantocianidinas (Terahara et al. com nove a dezenove pares por segmentos lineares. muitas delas amplamente cultivadas. como é o caso de /. tubérculos ou arbustos. 1995). 1986). sendo várias ervas.. De . I. I. sinensis. acetil-b-amirina. cairica.Ipomoea quamoclit L Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Primavera ou Florde-cardeal. ácido caféico e quercetina (Tan et al. batatas Lam. Dados botânicos A espécie é uma trepadeira anual. purpurea e I. anti-reumáticas e laxativas. de 5 a 18 cm de comprimento. oblongata. com caules bastante entrelaçados. I. 1. I. principalmente como ornamentais pela beleza de suas folhagens e de suas flores. Dados químicos do gênero Da espécie I. com cinco lobos arredondados. Alba. como é o caso de I. carnea. Muitas espécies são medicinais. cairica. purpurea e /. folhas alternas. fruto capsular ovóide. 1996). b-sitosterol. flavonóides (Zhou. I. coptica.. glabra. O nome do gênero Ipomoea descrito por Carl Linnaeus deriva de ips = "verme que rói".. É também chamada de Boa-tarde e Primavera. 1996. Delgado et al. O gênero Ipomoea é numeroso e inclui aproximadamente 650 espécies tropicais e temperadas. 1996). de amplo uso em Veterinária contra feridas e úlceras de animais (uso externo). 2000. pinatipartidas e pecioladas.. Goda et al. enquanto as folhas são detergentes. foram isolados vários carotenos (Bicudo de Almeida et al. friedelina. pelo seu aspecto parecido com o dos vermes. flores de 4 a 6 cm reunidas em pedúnculos axilares com uma a três flores tubulosas. e de homoios = "semelhante". Dados da medicina tradicional A decocção da raiz da planta é usada internamente contra dores de cabeça e como purgativo. Corrêa (1984) refere que o pó da raiz é utilizado como antiencefalálgico e esternutatório. de cor vermelhoviva ou rosa. comparando-se as plantas deste gênero. hederifolia.

Diversos flavonóides foram isolados de I. reticulata (Mann et al. Das raízes de I. adrenérgicos e . 1996 e 1997). também encontrados em I. Em Ipomoea aquatica foi detectada a presença do carotenóide aluteína (Wills & Rangga. Já do extrato etanólico da planta toda foram isoladas as ligninas (-)-arctigenina. tricolorinas e ácido tricolórico (Bah & Pereda-Miranda. 1996) amidos pirrolidina defótica (Tofern et al. asarifolia apresentam quantidades apreciáveis de proteínas brutas. 1990).I. 1989). 1987). e também dibenzil-g-butirolactona.7-dimetil-quercetina e 7-O-bD-glucopiranosil-4'-metilapigenina. (Sharma & Shukla. alba foram isolados os alcalóides do tipo hexahidroindolizina (Ikhiri et al.. 1987).. tornando-a uma boa opção de suplementação alimentar (Ekpa. 1999). além de b-sitosterol ácidos graxos e lignonas (Paska et al. e das flores de I. 1988). Foram detectados indícios de toxicidade nas folhas de I. ácido n-dodecanóico e/ou n-decanóico (Ono et al. De I.. Das partes aéreas de I. operculata foram isolados os glicosídeos jalapina. as lignanas arctigenina. muricata foram isolados glicosídeos com atividade laxante (Noda et al. As folhas de I.. carnea Jacq. hardwickii (Liu et al.. Das sementes de I. 1986). os níveis de oxalato e ftalatos na planta são menores do que a recomendação máxima como tóxica. Das sementes de I. 1997).. matairesinol e trachelogenina. os flavonóides 4'. 1999a. 1996). operculinas I-VIII ácido operculínico A. De Lima & Braz-Filho. quando administradas a cabras. 1996). 1997). 1999) e estudos químicos foram realizados com a I. purpurea foram isolados glicosídeos acilados como a pelargonidina (Saito et al. é medido por mecanismos colinérgicos. alta concentração de cálcio e potássio. onde foi observada a diminuição dos níveis de glicose e fosfatase sangüínea e elevação dos níveis de uréia (Zakir et al... reptan foi isolada galactomanana (Kumari & Alam. lonchophylla foi isolada uma fração tóxica para camundongos que contém uma mistura de inseparáveis glicosídeos resinosos (MacLeod et al. cornea. A contração do trato gastrintestinal pela administração de I. tricolor foram caracterizadas antocianinas (Teh & Francis. 1997). cairica foram isoladas as cumarinas umbeliferona e scopoletina. além de escopoletina e friedelinol (Lin & Chou. 1996). 1997).. regnellii e I. carnea. arctiina e matairesinosídeo. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero De Ipomoea orizabensis e I..

1995). stans três tetrassacarídeos. Os extratos aquosos. 1996). tristeza e perda de peso nas cabras tratadas com a planta. 1996). que apresentaram uma pronunciada atividade citotóxica em três linhagens de célula tumoral humana e atividade antibiótica contra duas linhagens de bactérias (Reynolds et al. com 2. no cerebelo e na medula espinhal (Srilatha et al.950 espécies subcosmopolitas. e seus constituintes foram avaliados diante da Mycobacterium leprae (Kataria &Gupta. sendo 56 gêneros espontâneos da América do Sul. 1997) e hemolítica (Paula & Freitas. muitos destes com grande ocorrência no Brasil. Atividade tóxica também foi encontrada na espécie I fistulosa (Florio et al. 1992)... 1997).. encontram-se árvores. já foram caracterizadas as suas propriedades antimicrobiana (Lima et al.. Entre estes. 1996).. O efeito tóxico foi observado no cérebro. 1998). 1990). Espécies medicinais da família Solanaceae Introdução A família Solanaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 94 gêneros. Das partes aéreas de Ipomoea asarifolium. dos quais 25 são endêmicos. Foram observadas também anorexia.. hidroalcoólicos e clorofórmicos das raízes desta espécie apresentaram atividade anticonvulsivante em ratos (NavarroRuiz et al. 1998). Os principais gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: . pescapae (Madeira et al. 1997). As sementes de Ipomoea ssp.. arbustos. depressão.. conhecida popularmente como salsa-da-praia. espasmolítica (Medeiros et al. 2000).. As folhas de Ipomoea impeati apresentaram atividades antiinflamatória (Paula & Freitas. 1994). 1998a e 1998b). O extrato diclorometano de I. A I. Foram isolados de I. A atividade antinociceptiva foi caracterizada também em I. 1991). lianas e ervas (Mabberley.não-colinérgicos (Hore et al.. 1993) e tóxica (Melo Diniz et al. hispida é citada como droga antileprótica da flora medicinal indígena.. antiagregadora plaquetária (Lemos et al. fistulosa apresentou atividade antiinflamatória em teste de edema de rato em camundongos (Gorzalczany et al. apresentaram potencial atividade genotóxica em testes com bactérias (Friedman & Henika.

entre outros inúmeros compostos. visto que inclui inúmeras espécies fontes de compostos químicos de grande relevância na Farmacologia e na medicina moderna. . constituintes também presentes no gênero Hyoscyamus. do famoso Tomate. pelos nomes de Manacá-da-serra. da famosa Datura stramonium. Cuvitinga e outras espécies. de onde se isolou. dessa subfamília. Don. Managá-caa. da famosa espécie Nicotiana tabacum. fonte de nicotina. Datura. Fumobravo. como Juá-bravo. e outras relevantes espécies de importância farmacológica pela presença de inúmeros alcalóides como a hiosciamina e hioscina. que tem aqui descrita e posteriormente discutida uma de suas espécies. • Cestroideae. como é o caso da Batata-doce e das mais variadas batatas. das inúmeras pimentas vermelhas e amarelas usadas como condimento. especialmente na espécie Hyosciamus niger. Estes dados mostram a enorme importância dessa família botânica. e Solanum. Physalis. uma importante espécie cuja indústria do fumo movimenta milhões de dólares anualmente. Gambá. como por compreender espécies vegetais de alto valor econômico e de grande utilidade na alimentação humana. tanto do ponto de vista farmacológico.• Solanoideae. a capsaicina. na qual se destacam os gêneros Nicotiana. ainda do ponto de vista comercial e social. Espécies medicinais Brunfelsia grandiflora D. amplamente usadas como alimento e que possuem elevado valor econômico. descrito posteriormente. com inúmeros representantes no Brasil. mas que causam problemas de saúde extremamente sérios e graves. importante ferramenta farmacológica e. Nomes populares Na região amazônica. inúmeras espécies dessa família foram referidas como medicinais e passam a ser descritas a seguir. Lycopersicum. Manacá-açu e Jeratacaca. Nos estudos realizados. essa espécie é conhecida popularmente como Maliaca. na qual se encontram os gêneros Capsicum. Brunsfelsia. Em outras regiões.

bilocular. O nome do gênero foi dado por Carl Linnaeus em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels. Juá-de-capote. com anteras azuladas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. especialmente na Amazônia. diclamídeas. possui. a infusão das folhas é considerada excelente para diminuir febre. Nomes populares A espécie é chamada. folhas elípticas e acuminadas. pequenas. flores amarelas. caule verde. muito ramificado. Mata-fome. sem estipulas. usadas e cultivadas como ornamentais e medicinais. O nome do gênero Physalis vem do grego physa = "bexiga. Em outras regiões também é conhecida como Bucho-de-rã. agudas. folhas inteiras. hermafroditas. longo-pecioladas. Physalis angulata L. contendo ramos cilíndricos e casca fina e rugosa. ereto e crasso. de Camapu. Bolsa mulaca. Mabberley (1997) refere que as folhas e cascas da espécie são usadas na Amazônia como alucinógenos. flores dispostas em cimeiras. referindo-se à forma do fruto. ovário bicarpelar. pentâmeras. Joá-de-capote. O chá preparado com raiz de . semente rufescente (Figura 25. fruto esverdeado do tipo baga. Mulaca. androceu com cinco estames. súpero.1). Tomate silvestre e Cereja-de-inverno. Joá. na região amazônica. bolha". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O gênero Brunfelsia descrito por Carl Linnaeus inclui quarenta espécies tropicais americanas e fontes de alcalóides. o chá de sua raiz é utilizado para o tratamento de problemas do fígado e contra malária.Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. Dados botânicos Erva com muitos ramos. glabra.

usam a seiva dessa planta para combater dores de ouvido (Ayala Flore. o chá da raiz é considerado útil contra problemas do fígado. 1998). malária. renais e de vesícula biliar (De Almeida. As tribos indígenas da Amazônia utilizam a infusão das folhas como diurético (Duke et al. No Peru. 1990).. contra vermes. para tratar hepatite. 1974-1975). diuréticos e resolutivos (Corrêa. os frutos são desobstruentes. Outras denominações populares são Jurubeba verdadeira. contra icterícias (Schultes & Raffauf. contra inflamações. 1984) e a raiz. Jubeba. problemas hepáticos. Solanum paniculatum L. são utilizados para os mesmos fins (Gavilanes et al. hepatite e reumatismo (Forero. e as folhas e/ou as raízes contra dores de ouvido.camapu misturada com raiz de açaí. A seiva dessa espécie é calmante e depurativa. 1980. 1990). 1994). 1984). interna e externamente. jurubeba e pega-pinto é utilizado contra doenças nervosas. útil contra reumatismo. outros. a espécie é conhecida como Jurubeba e Jurubebinha. Juripeba. dermatites e doenças de pele. da Amazônia brasileira. a espécie ainda é empregada para tratar reumatismo crônico. 1980). No Brasil. a infusão da sua raiz. em Minas Gerais. essa espécie vegetal é utilizada contra diabetes.. Rutter. problemas hepáticos. na Paraíba. 1995). A ingestão de uma xícara de chá das partes aéreas desse vegetal é recomendada para o tratamento de asma e de malária (Kember Mejia & Elsa. Embora alguns indígenas da Amazônia peruana usem o suco das folhas. o uso interno da planta toda é tido como útil contra problemas renais (Agra. Algumas tribos colombianas utilizam o chá das folhas no tratamento de asma (Forero. no Pará. bem como no combate a febre. e suas folhas têm uso diurético. 1982). vômito. Juuna e Juvena. enquanto outras acreditam que as folhas e os frutos possuem propriedade narcótica e que a decocção dessas partes vegetais apresentam atividade antiinflamatória e efeito desinfectante sobre as doenças de pele (Garcia-Barriga. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. 1980). tosse e dores no corpo (Amorozo & Gély. . 1993).

Inclui inúmeras variedades. as quais são inteiras ou lobadas (cinco a sete lobos). desiguais. muitas delas de grande valor econômico. lilás ou roxas. A espécie ocorre em áreas de formação secundária na região do Vale do Ribeira. flores brancas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. de cor verde brilhante na parte superior e verde-esbranquiçada na inferior. a espécie é conhecida como Batata e comumente denominada Batata-inglesa ou Batatinha. de caule alado. compostas de cinco segmentos inteiros e ovados. de onde é obtida pelos habitantes locais. Solanum tuberosum L. folhas alternas. O gênero Solanum descrito por Carl Linnaeus compreende 1. ramos subterrâneos formam tubérculos de diversos tamanhos e formas. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada contra parasitas intestinais.Dados botânicos A planta é um arbusto pubescente nos ramos e nas folhas. O nome do gênero deriva de solamen = "consolo. alívio". referindo-se aos efeitos analgésicos e sedativos de inúmeras de suas espécies. carnosos. muito parecidas com as da Batata-inglesa. es- . brancos ou amarelados. ereta. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. sendo úteis contra icterícia. ricos em fécula e amplamente consumidos e apreciados em todo o mundo. todas cultivadas. especialmente contra lombrigas. fruto do tipo baga redonda. Corrêa (1984) refere que as raízes e os frutos possuem propriedades amargas e desobstruentes. sinuosas e acuminadas. além de ser indicada contra problemas do estômago.700 espécies subcosmopolitas. dispostas em racemos. flores em umbela. hepatite e febres intermitentes. fruto do tipo baga globosa.

alkekengi (Kawai et al. hidrocarbonetos.25%) e ácido ricinoléico (0. peruviana (Sahai & Ray. 1980.. com ciclopropenóides.8%).. 1977 e 1978). P pubescens (Reddy et al. aldeídos. identificou a presença de 122 compostos. Uma análise detalhada através de CG-MS do óleo essencial de B. No óleo das sementes de B. uniflora constituem rica fonte de óleo (30. obtido de suas partes aéreas. furocumarinas que parecem ser um antiinflamatório (Iyer. P peruviana (Gottlieb et al. a planta é obtida no comércio (tubérculos) ou pelo cultivo (folhas). Na região. 1985). Das raízes P peruviana foram isolados vitanolídeos (Neogi et al. espécie de origem cubana. Alcalóides foram isolados de P. 1987. 1985. Já da casca da raiz de B.. Os principais componentes identificados foram: ácido linoléico (75. 1977). 1986.. a infusão das folhas é usada contra distúrbios do estômago. Oshima .. 1986). 1987. nitida. 1980) e P.52%) (Maestri & Guzman. 1979a. angulata (Row et al. 1988. As sementes de B. Eguchi et al. 1986).. 1991). De B. além de ácidos graxos normais (Daulatabad & Hosamani.. americana foram identificadas as presenças do ácido ricinoléico... cetonas. 1981). hopeana foram isolados quatro novos glicosídeos esteroidais (Ichiki et al. P. 1996).. grandiflora. 1980) e alcoóis triterpenóides de P alkekengi (Itoh et al... ixocarpa (Abdullaev et al. Gottlieb et al. Sinha et al. Glotter et al. 1980. ácido palmítico (7. Itoh et al. 1977a). o principal grupo de substâncias são os esteróis obtidos de P. Constatou-se que quase um terço da totalidade dos compostos identificados é de origem terpênica (Castioni & Kapetanidis. Frolow et al. 1994).pecialmente no Sul e no Sudeste do Brasil para comercialização interna e para exportação. principalmente.. P viscosa (Maslennikova et al..5%). minima (Mulchandani et al.. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. foram identificados escopoletina e ácido oleanólico (Magadan et al.5%). Salicilato de metila também foi caracterizado como um dos constituintes majoritários. Vasina et al. 1986).. P. 1987). alcoóis e ésteres. 1995). Do gênero Physalis. ácido oléico (11. dos quais foram caracterizados.. Dados químicos das espécies e dos gêneros As espécies de Brunfelsia são ricas em escopoletina.

.. que apresentou atividade espasmolítica (Romero et al.. 1988).. painculogenina e jurubina (Ripperger & Schreiber.. 2001) e vários tipos de esteróides (De Almeida. flavonas e beta-sitosterol (Sinha et al.. 1992). 1975. 1997). australis (McBarron & de Sarem. vitaminimina.. 1990). além de alcalóides. bronquites. 1977). 1986). 1993. 2001). fisangulídeo. 1990). alkekengi foram isoladas fisalinas (Kawai et al.. B.. fisagulina A e K. 1992b e 1992c). ácido clorogênico. 1992a. vamonolídeo. Vasina et al. indica foram isolados vitasteróides. De P.. enquanto das folhas de P. artrites. 14-alfa-hidroxi-ixocarpanolídeo. acetil colina.. De P ixocarpa foi isolada ixocarpalactona A (Abdullaev et al. Chen et al. minima var. Oliveira et al. Spainhour et al. uniflora.et al. 1989.. 1967a e 1967b). 1990. 1997. 1987. glicosídeos.. 1988). 1987b. De P. floribunda.. Chen et al. beta-sitosterol. hopeana foi detectado um constituinte denominado escopoletina. Já da raiz de B. Dinan et al. Existem relatos de atividade tóxica das espécies B. além de vitaminimina (Gottlieb et al.. Uma triagem hipocrática em ratos. apresentou atividade antiedematogênica (Pereira et al. 1987).. A administração oral de B. angulata foram isolados ainda vitasteróides. vamonolídeo e vitanolídeos (Vasina et al. 1990). utilizada para picadas de cobra. além de contatar também atividade antiinflamatória (Iyer et al. com extratos da raiz de B. 1991). flavonóides (Ismail & Alan. . fisalina B e quercetina (Gupta et al. neoclorogenina. Neilson & Burren. pauciflora e B. febre e picadas de cobra. 1987 e 1990. aianinas. calcyina var. 1986. vitangulatina A. vitagulatina A. flavonóides (Ser. hopeana. 1968. uniflora na forma de infuso (planta seca) a 10% ou planta fresca a 20% nas doses de 1 ou 2 g/kg produziu atividade analgésica e antiinflamatória em camundongos (Ruppelt et al. 24-25-epoxi-vitanolídeo D e T e vitafisanolídeo. Moiseeva et al. Ripperger et al. O extrato aquoso de B. Da espécie Solanum papniculatum foram isolados paniculonina A e B.. 1988 e 1989). revelou atividade depressora do SNC... Banton et al.. 1990. bonodora.. 1983. Shingu et al. 1989. figrina. B. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Brunfelsia grandiflora é popularmente utilizada para o tratamento de reumatismo.

. 1998). 1997. in vitro e in vivo. aos esteóides. atividade citotóxica contra vários tipos de células cancerígenas.. Das folhas de P. O extrato aquoso e etanólico de diferentes partes dessa planta apresentou atividade antiinflamatória (Carvalho. Haussmann et al. Pietro et al. 1998). antibacteriana (Hussain et al. et al.. A atividade antineoplásica foi atribuída à fisalina D. et al. G. P. antimutagênica. entre outras (Lin et al. Soares et al. V. et al. M. O principal sintoma desse envenenamento foi a excitabilidade. et al. 1988). 1987). et al. tenellus foi detectada a atividade analgésica (Ribeiro.. O estudo dos vitanolídeos de P.. anti-séptica. Para as diferentes partes vegetais de Physalis caroliniensis. tripanossomicida (Barbi et al. anticolinérgica (Fonteles et al. 1990).. M.. alcoólicos. etanólicos e esteroidal mostraram. antiespasmódica.. antileucêmica.. Ribeiro et al.. Os extratos aquosos. Barbi et al. M. antiasmática. 1998. como movimento . Nos frutos de P. M. imunomoduladora (Rosas et al.. edulis detectou-se a presença das atividades colinomiméticas por meio de testes farmacológicos in vitro (De Almeida. embora outros sinais também tenham sido verificados. 2000). 2002. 1995. 1989). diurética. constataram-se atividades hipotensora..... moluscicida (Almeida & Fonteles.. 1993. aqui descrita. 1998).. V. V. 1991. anticoagulante (Kone-Bamba et al. V. Carvalho. peruviana revelou atividade antimicrobiana (Zaki et al. 1998) antimicobacteriano (Januario et al. imunoestimulante (Carvalho. entre outras..Para a Physalis angulata. et al. 1998). 1998b). Dados toxicológicos Estudos realizados com folhas frescas e secas de Brunsfelsia pauciflora apresentaram toxicidade em bovinos. minima foram isolados constituintes que apresentaram atividade antiinflamatória (Sethuraman & Sulochana. M. 1987). M. 1997. 1998. niruri e P.... Kusumoto et al. 1990)... Chiang et al. 1998). quando ingeridas em dose única ou repetida. I.. Kurokawa et al. 1992. M. incluindo leucemias. e a atividade imunoestimulante. isolada da fração aquosa da planta inteira (Carvalho. 1992a e 1992b). 1998. V. 1998). antigonorréica. do extrato da planta inteira e/ou da fração esteroidal (Carvalho. et al. 1992a e 1992b). V. antiviral (Otake et al. et al. 1998) e antineoplásica (Carvalho. melanomas.. citotóxica. M. Silva. T.

estiramento e contração das patas traseiras. falta de apetite.Physalis angulata. Além disso. irritabilidade. às vezes levando-o ao chão.Banco de imagens - .1 . perda de peso. tremor muscular com algumas contrações súbitas e falta de estabilidade do animal. 1991). salivação.de mastigação. FIGURA 25. quatro animais sofreram ataque epiléptico (Tokarnia et al. Aspecto geral do ramo com flor e fruto (desenho original por Di Stasi .

descrita por Antoine Laurent de Jussieu. as quais serão discutidas a seguir. espalhadas por todo o planeta. C. Amazônia e Mata Atlântica. Esta última família compreende um grande número de espécies de valor medicinal. Di Stasi E. Santos C. freqüentemente . 1997).300 espécies (Mabberley. apesar de incluir apenas oito famílias. A família inclui árvores. Nas regiões de estudo. com aproximadamente 2. Verbenaceae e Lamiaceae (Labiatae). inclui 130 gêneros distintos. Guimarães C.26 Lamiales medicinais L. das quais se destacam as Boraginaceae. A. Espécies medicinais da família Boraginaceae Introdução A família Boraginaceae (Dicotyledonae). M. foram referidas espécies medicinais dessas três famílias botânicas. M. arbustos. Hiruma-Lima Lamiales é uma das maiores ordens botânicas existentes.

inflorescência espigosa. de Ervabaleeira. sendo também indicada para o alívio de dores e na redução de febres. Nomes populares A espécie é chamada. agudas. . no qual se encontra a famosa Cordia verbenaceae. Inúmeras espécies dessa família são consideradas medicinais. um dos gêneros mais comuns no Brasil. de onde saem folhas sésseis. cujo gênero inclui a espécie Heliotropium indicum. lanceoladas. com pedúnculos eretos e muitas flores brancas. pubescentes na face inferior. formando grandes populações em áreas litorâneas.1). Espécies medicinais Cordia verbenaceae L. É uma planta heliófita e higrófita. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. • Heliotropium (Heliotropioideae). Borago e Symphytum (Boraginoideae). a infusão das folhas é usada como antiinflamatório. • Cynoglossum. Espécie muito comum na região da Mata Atlântica. com até 12 cm de comprimento. densa. amplamente utilizada como medicinal e conhecida como Erva-baleeira e aqui descrita. 1998). referida como medicinal na região de estudo e reconhecida como espécie cultivada no Brasil (Joly. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. muito ramificado. sendo raramente encontrada no interior de matas. este último com uma espécie amplamente conhecida e usada como medicinal. A planta também é conhecida como Balieira-cambará. fruto subgloboso vermelho (Figura 26. e seus gêneros mais importantes são: • Cordia (Cordoideae).herbáceas e raramente lianas. A população atribui os mesmos efeitos à decocção das folhas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas de restinga. denominada popularmente Confrei e identificada como Symphytum officinale.

glabro ou pubescente. o macerado de folhas em água é indicado topicamente contra hemorróidas e afecções cutâneas. e trepein = "mudar". 1994). O nome do gênero Heliotropium descrito por Carl Linnaeus vem de helios = "Sol". Na medicina tradicional salvadorenha. fruto formado como uma mitra. Outros sinônimos são Aguaraciunha-assu. Amorozo & Gély (1988) referem que o chá da folha fresca é útil contra tosse e febre. . as folhas e raízes maceradas são usadas topicamente nas regiões inflamadas do corpo (Guerrero. alternas. inflorescência curvada. Um grande número dessas espécies é útil como ornamental. Dados botânicos A espécie é um subarbusto de 0. incluindo espécies tropicais e outras de climas temperados. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e seu suco é de alto valor contra aftas. Segundo Corrêa (1984). O uso interno da infusão de folhas é útil como desobstruente do fígado.5 a 1 m de altura. folhas pecioladas. Aguaraquiunha. amplexicaule e H. É uma planta anual. Jamacanga e Jacuacanga. estomatites. de flores brancas. O gênero Heliotropium contém aproximadamente 250 espécies vegetais. furúnculos e também contra queimaduras. dispostas em espigas solitárias. europaeum são reconhecidamente medicinais. abcessos. Crista-de-galo. com ramos lisos e glabros. com dispersão regiões tropicais e temperadas. e as espécies H. incluindo úlceras. tubulosas. a planta é desobstruente e anti-hemorroidária. de origem na América e distribuição global por todo o Brasil.Heliotropium indicum L. faringites. ovadas ou cordiformes e acuminadas. referindo-se ao fato de as flores se torcerem após a exposição ao sol. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Borragem-brava ou Fedegoso. com flores brancas ou azuis. moléstias cutâneas e feridas. enquanto as folhas amassadas com folhas de Mucuracaá são usadas topicamente contra "baque". anginas.

com porte herbáceo e raízes fasciculadas. marifolium foram isolados os alcalóides pirrolizidínicos conhecidos por sua atividade antitumoral e denominados heliotrina. Sonsólida. Erva-do-cardeal. com folhas ovadas ou oblongas. como beta-sitosterol. inflamação e dores de barriga. . distúrbios estomacais. 1994). flores grandes. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Língua-de-vaca. além de alcalóides e taninos. tubulosas. vistosas. Das partes aéreas de H. lasiocarpina-N-óxido e indicina-N-óxido (Jain & Purohit. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. Consolda maior. indicum também foram isolados da fração alcaloídica os alcalóides pirrolizidínicos heliotrina e lasiocarpina e compostos não-alcaloídicos. enquanto as raízes. Dados químicos Estudos fitoquímicos mostram que as folhas de Heliotropium indicum são ricas em alcalóides. De H. 1986). a espécie é amplamente cultivada com fins medicinais. enquanto o macerado da raiz em aguardente também é usado como diurético e contra anemias. lasiocarpina. dispostas radialmente. possuem glicosídeos cardiotônicos (Guerrero. caule curto e ramoso.. amarelas ou rosas. A decocção das folhas é usada internamente contra hepatite. europina. de Confrei. acuminadas no ápice. taninos e triterpenos. Nomes populares A espécie é chamada. beta-amirina e beta-sitosterolglucosídeo (Pandey et al. fruto com quatro aquênios lisos. O macerado das folhas em aguardente é empregado externamente como cicatrizante.Symphytum officinale L. 1996). ásperas e onduladas. Dados botânicos A espécie é uma erva de rizoma grosso. Outros nomes são Consolda. lupeol. Orelha-de-vaca etc. É uma planta cultivada ou subespontânea com origem na Ásia.

1989). 1996). em menor quantidade. europina. bovei. H. argentinum e var. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. curassavicum var.. 1991). curassavicum (Davicino et al. 1995)... 1990). H. supinina e europina (Rizk et al. (1989). 1988). bursiferum (Marquina et al. circinatum foram isolados os alcalóides curassavina. 1995) e H. coromandalina. coromandalinina. Outras classes de compostos também têm sido estudadas para este gênero. heleurina. heleurina. hirsutissimum (Guner et al. 1988). H. H. echinatina. dasycarpum (Rakhimova & Shakirov. e suas folhas encerram ácidos graxos e esteróis (Miralles et al. heliotrina e lasiocarpina e. 1994). lasiocarpina e 5'-acetileuropina) por Asibal et al. 1996). arborescens (Bourauel et al. keralense (isolicopsamina. stenophyllum. Alcalóides pirrolizidínicos também foram descritos em H. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. H. 1995b.De H. rotundifolium (europina.. Das partes aéreas de H. curassavinina. Inúmeros alcalóides pirrolizidínicos foram também descritos nas espécies H.. Farrag et al.. 1988). e heliotropina de H. heliotrina e lasiocarpina (Guner.. lasiocarpum (Akramov.. 1987).. intermedina e retronecina) por Ravi et al. 1988). destacando-se compostos fenólicos em H. em H. curassavina. 1986). Reina et al. subulatum (Malik & Rahman. heliotrina. heliotrina. heliotrina e lasiocarpina de H. 1988). 1995b). europina e supinina em H. esfandiarii (Yassa et al. heliovicina. além de dois novos alcalóides pirrolizidínicos . bacciferum foram isolados também os alcalóides heliotrina e europina (Pizk et al. spathulatum (Roeder et al..a heliospatina e o heliospatulina . 1988. H. em que se .. (1990). H.de H. licopsamina amabilina. scabrum (Lakshmanan & Shanmugasundaram.

C.. alliodora (Ioset et al.. bacciferum (Miralles et al. A propriedade cicatrizante também foi atribuída a esta espécie (Reddy et al. sakuranetina foram isolados da resina de H. 2001) e de C. 1990). C.3-0-metilisorhamnetina e pachipodol (Torres et al. 1998). 2001). pinocembrina. pinobanksina-3-acetato.. hesperetina. Os flavonóides ayanina. pervianum produz compostos fenólicos antioxidantes. myxa. ovalifolium (Guntern et al. Os constituintes fenólicos denominados galangina. naringenina e 2geranil-4-hidroxifenil acetato (Villarroel & Urzua. filifolium também foram isolados. 1994 e 1996). C. Al Awadi et al. larvicidas e antiviral foram obtidas das espécies de C. stenophyllum (Villarroel & Urzua. 1990). De H.. sinuatum foram isolados os flavonóides naringenina. o filifolinol e um espiro-benzodihidrofuranilterpeno (Torres et al. a qual foi avaliada quanto à sua atividade antitumoral diante de carcinoma de Ehrlich e sarcoma 180 em camundongos (Dutta et al.. Do exsudato resinoso de H. linnaei (Ioset et al. 7-O-metileriodictiol. De Heliotropium indicum foi isolada indicina N-óxido. 1995. pinocembrina.. 1996). A Atividade antiinflamatória foi atribuída aos frutos de C. chenopodiaceum. 3-0-metilgalangina. verbenacea. 1989) e esteróis e quinonas em H. pinocembrina. 7. naringenina e 2-geranil-4-hidroxifenil acetato foram isolados de H. 1990)....descreveram os constituintes galangina. A H. Dados farmacológicos De Cordia dichotoma foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Ahmad & Beg.. e a lasiocarpina que foi capaz de inibir todos os microorganismos testados.. Ácidos graxos e esteróis foram descritos em H.. curassavica (Ioset et al. enquanto 3-metilgalangina e galangina foram isolados de H. 2000a) e C.. bursiferum foram isolados os alcalóides 9-angeloylretronecina N-óxido que inibiu o crescimento de Bacillus subtilis. derivados do ácido caféico trimérico e tetramérico (Motoyama et al. 2000b). 1991 e 1988... De H. solicifolia (Hayashi et al. 2001). filifolium (Urzua et al. 1987). Porém nenhum composto isoladamente foi ca- . multispicata foi isolado triterpenóides com atividade anti-androgénica (Kuroyangi et al. do exsudato. 1996). tais como ácido rosmarínico. Sertie et al. 2002). 2001). dentre outras espécies (Ficarra et al.3'-dimetileriodictiol.. 1996). As propriedades antifúngicos.

Alcalóides isolados de H. Eroksuz et al. De H.. também denominada Labiatae. reconhecidamente constituintes com alta toxicidade. Espécies medicinais da família Lamiaceae Introdução A família Lamiaceae. assim como todo o gênero Heliotropium. 1994. elipticum apresentou também atividades antimicrobiana e antitumoral (Jain & Arora. porcos e aves (Gaul et al.paz de inibir efetivamente o B. infusão ou chás por via oral. europaeum e H. Portanto. enquanto alcalóides de Heliotropium curassavicum var. argentinum apresentam genotoxicidade. ramosissimum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que em estudos preliminares inibiram a atividade colinesterase sérica (Mahmoud et al. o Ministério da Saúde do Brasil proibiu o uso e a comercialização de preparados por via oral.. é potencialmente tóxica. 1987).. Um outro estudo com o extrato etanólico das partes aéreas e raízes de H. 1989). o consumo de espécies desse gênero deve ser evitado.. ellipticum e H. possivelmente associada aos pirrolizidínicos alcalóides (Carballo et al. dolosum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que apresentaram hepatotoxicidade em camundongos. 2002. Das partes aéreas de H. 2001). 1995). nos quais se distribuem 6.. Em razão dos estudos realizados com a espécie Symphytum officinale. 1987. bursiferum (Marouina et al. subulatum apresentaram atividade antimicrobiana significativa (Jain & Sharma. Dados toxicológicos A espécie.. Jain et al. Singh et al. 2001a e 2001b). 1992). subtilis como o extrato bruto de H. Alcalóides pirrolizidínicos de Heliotropium bovei possuem atividade antifúngica (Reina et al. 1997). foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui cerca de 252 gêneros. a maioria de arbustos e ervas e raramente de árvores .700 espécies. sendo também contra-indicado o uso do material fresco. havendo relatos da presença de alcalóides pirrolizidínicos em inúmeras espécies do gênero..

nas quais destacamos as principais espécies medicinais de ocorrência subespontânea ou cultivadas no Brasil: • • • • • • • Viticoidea: Vitex. . flores dispostas em capítulos pedunculados. visto que nela se concentra um grande número de plantas referidas e citadas como medicinais em todo o mundo. oposto-decussadas. Mentha. bilabiado. androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Figura 26. pubescentes. Os principais gêneros desta família ocorrem em sete subfamílias. Lamioideae: Leonotis. folhas pecioladas. Thymus.2). Ajugoideae: Ajuga. Ocimum. Leucas e Sideritis. Origanum. referindo-se ao lábio inferior da corola bilabiada. bem como na indústria de perfumes e cosméticos. Teucrioideae: Teucrium. Satureja. e inclui mais de trezentas espécies de áreas tropicais. O nome do gênero Hyptis descrito por Nicolaus Jacquim vem de hyptios = "recurvado". especialmente americanas. alimentos. do ponto de vista medicinal. Rosmarinus. pois são usadas como condimentos. Salvia. Salva. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Malva-do-campo. A família também é importante como fonte de espécies de grande valor no mercado. Pogostemonoideae: Pogostemon. rígidas. com haste suculenta. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. 1997). Hyptis e Plectranthus. corola com tubo infundibuliforme. com cálice tubuloso.(Mabberley. Salva-de-marajó e Salsa-de-marajó. Melissa. Trata-se de uma importante família. obovais. Espécies m e d i c i n a i s Hyptis crenata Pohl. Malva. com ápice agudo ou arredondado e base arredondada. ex Benth. Nepetoideae: Hyssopus. Lavandula. Salva-do-campo. Scutellarioideae: Scutellaria. crenadas.

e a infusão da planta toda. emenagogos. no tratamento de inflamações da garganta e olhos. anti-reumático e contra cólicas menstruais. Leonotis nepetaefolia Hort. . de até 2 m de altura.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. As folhas e os ramos são indicados como excitantes. a decocção das folhas é usada contra malária. Essa espécie é usada na forma de infusão das raízes como analgésico. mas não foi completamente identificada. sudoríficos. uma espécie popularmente chamada de Mentrasto pertence a esse gênero.3). de constipações e artrites (Van den Berg. diarréia. na região amazônica e em quase todo o Brasil. antigripal. Na região da Mata Atlântica. Na Mata Atlântica. ovadas e subcordiformes na base. Cordão-de-são-francisco e Pau-de-praga. flores dispostas em racemos densos e verticelados. cálice pulverulento (corola bilabiada com lábio superior elminiforme muito mais longo que o inferior. 1982). um pouco lenhosa. Dados botânicos Erva anual. flores pediceladas com quatro estames. com caule quadrangular aveludado e pubescente. a decocção misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra problemas do fígado. e inclui apenas quinze espécies tropicais. por causa do lábio superior da corola grande e ereto. O nome do gênero Leonotis descrito inicialmente por Christian Persoon e posteriormente revisado por Robert Brown significa "orelha de leão". Nomes populares A espécie é chamada. Também é popularmente denominada Cordão-de-frade. enquanto o banho preparado com as raízes é usado externamente contra infecções. icterícia. cólicas menstruais e problemas digestivos. formando capítulos globosos isolados (Figura 26. para regular a menstruação. folhas opostas. de Rubim. recebe o mesmo nome.

desiguais entre si. Na região do Vale do Ribeira. pilosos e sulcados. hipotensão. a aplicação do macerado da planta no local lesado serve como cicatrizante e para aliviar dores de contusão. 1982. reumatismo. corola bilabiada. sendo ainda indicada contra úlceras. Grandi & Siqueira. duas vezes ao dia. de caule ereto. brancas. 1984). Esses nomes também são comuns para a espécie Leonotis nepetaefolia. a planta florida é usada na fraqueza geral. ovadas ou oblongolanceoladas. Pau-de-praga e Cordão-de-frade.. herbáceo. como abortivo e antitérmico (Simões et al. no Ceará (Matos et al. durante dois dias. elefantíase e hemorragias uterinas (Corrêa. febrífuga e diurética. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica pelo nome de Catinga-demulata e. Outros nomes comuns na região amazônica e em outras regiões do país são Cordão-de-são-francisco. é utilizado como anti-reumático. 1986). uma xícara por dia. Br. facilitando a expectoração. como cicatrizante. 1982). em Minas Gerais (Verardo. ramoso e pubescente. pubescentes nas duas faces e membranosas. antiasmática. 1982). antireumática. o xarope das flores é indicado contra problemas digestivos. Dados botânicos Planta anual. a infusão das folhas é usada. no Rio Grande do Sul. com cinco segmentos acuminados. no Mato Grosso. flores sésseis. útil contra úlceras. externamente. Leucas martinicensis R. distúrbios do estômago. 1980). raramente arredondadas. ramos quadrangulares. como Cordão-de-frade.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. especialmente de barriga e. folhas pecioladas. na Mata Atlântica. internamente. nas inflamações broncopulmonares. o chá de toda a planta. o sumo da raiz amassada é considerado útil contra maleita (Van den Berg.. contra gripes. dores gerais. cálice bilabiado. com lábio superior 1-2 . A planta é também considerada antiespasmódica.

folhas opostas. antiespasmódico e contra nevralgias. ramoso. viridis e M. na Mata Atlântica. enquanto a infusão das folhas é utilizada internamente contra gripes fortes e tosses e. é usado sobre gargantas inflamadas. serrilhadas. ao passo que a infusão ingerida com elixir de Parigó é considerado útil contra dores de estômago. decussadas. significa "branco". dela. Menta e Hortelã-verdadeira. numerosas. fruto formado por quatro aquênios (Figura 26. bilabiada. topicamente. as folhas (infusão) são sudoríficas e carminativas (Corrêa.4). filha de Cocylus. as folhas picadas e adicionadas à água pré-aquecida são utilizadas contra problemas digestivos. 1984). Na região do Vale do Ribeira. pouco aveludada. externamente. na forma de gargarejo. nome recebido em todo o Brasil.lobado e o inferior 1-3 lobado. apenas de Hortelã. A planta também é utilizada como tônico. Entre seus sinônimos estão Hortelanzinho. ramos eretos e opostos. formando espigas no ápice dos ramos. um pouco pubescentes.5). . planas. hermafroditas. com raiz fibrosa e caule ereto. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e seu cozimento é indicado como antireumático. O nome do gênero Mentha descrito por Carl Linnaeus deriva de Mintha. viridis por apresentar maior número de flores por glomérulo e menor número de glomérulos. aquatica. o macerado das folhas em água. Dados botânicos A espécie M. contra tumores. curto-pecioladas. zigomorfas. O nome do gênero Leucas. piperita é um híbrido de M. agudas. diclamídeas. pentâmeras. de porte herbáceo. referindo-se à cor das flores. Hortelã-das-cozinhas. difere da M. Mentha piperita L Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Hortelã-pimenta e. contra dores musculares e reumatismo. os poetas dizem ter sido transformada nessa planta. corola gamopétala. descrito por Robert Brown. flores violáceas. flores dispostas em verticilos axilares multiflorais. fruto do tipo aquênio (Figura 26.

anti-reumático e contra insônia. Outros usos incluem suas propriedades tônicas. estimulante do fluxo biliar. Mentha viridis L. diarréia. problemas cutâneos. Hortelã-comum. 1986).. bronquite e tosses. antibacteriano e promotor de secreções gástricas (Bundesanzeiger. 1984). 1986). Hortelã-pequena. Na região da Mata Atlântica. Contudo. Nomes populares A espécie é chamada. calmante. catarros de mucosas. de estômago. Hortelã-das-hortas e Hortelã-levante. no Rio Grande do Sul. A M. a infusão das folhas é usada como sedativo e contra parasitas intestinais. antiespasmódicas. Hortelã-da-preta. sendo indicada contra flatulências. 1982) e como anti-séptico. a decocção das sementes é indicada para a expulsão de vermes. é utilizada internamente em distúrbios digestivos. tremores. vômitos. eólicas uterinas. estimulantes. 1980). mas também possui os seguintes nomes: Hortelã-grande. carminativas. é utilizada para tratar problemas do fígado (Barros. na região amazônica. e ainda para diminuir o leite em lactantes (Corrêa. 1991). em Brasília. o suco das folhas é usado externamente como cicatrizante. cólicas abdominais e tétano. dismenorréias e verminoses. . dor de barriga. garganta e dentes (Simões et al. e as folhas frescas são usadas em crianças como estimulantes do apetite. dores de cabeça. a FDA declarou que o óleo dessa espécie não é eficaz no auxílio digestivo e baniu seu uso no país como droga sem prescrição para tal finalidade terapêutica (Blumenthal. timpanite.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. a infusão das folhas. é indicada contra dores de estômago em crianças. três vezes ao dia. estomáquicas. musculares. de Hortelã-verde. enquanto o macerado das folhas em aguardente ou vinho branco também é empregado externamente como analgésico. vômitos e cólera (Matos & Das Graças. digestivas. piperita ou o seu óleo é considerado eficiente espasmolítico (particularmente usado para aliviar desconfortos causados por espasmos no trato digestivo). Hortelã-graúda. em 1990.

o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses. Também é conhecida como Poejo-das-hortas. especialmente lombriga. inflorescência do tipo espiga. assim como em todo o Brasil. bronquites. gripes. glabras. Na região do Vale do Ribeira. tosses. O sumo das folhas é muito usado contra dores de ouvido.6). bronquite e gripe. opostas. os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. em verticilos aproximados. folhas subsésseis. caule ereto. além de ser considerada útil contra febres. serrilhadas. cilíndrica e frouxa. ascendentes. tétano. a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva. denticuladas. bastante pilosa e com aroma forte. flores rosas ou violeta-claras. Dados botânicos A planta é uma erva que chega a atingir até 50 cm de altura. a espécie é chamada de Poejo ou Puejo. com folhas pequenas. ovais ou oblongas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o xarope das folhas é utilizado contra asma. .Dados botânicos Planta herbácea de pequeno porte. ameba e giárdia. pecioladas. a infusão das folhas é usada para expulsão de parasitas intestinais e como analgésico. garganta e estômago. ramos eretos. corola e cálice campanulado (Figura 26. ovadolanceoladas. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. dores de estômago e "quebranto". seu decocto é considerado útil contra tosse. dores de barriga e pedras nos rins. Mentha pulegium L. a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais. cólicas.

peitoral. Ocimum. O gênero inclui aproximadamente 150 espécies de climas tropicais e temperados. Em outras regiões. Alfavaca-de-vaqueiro e Manjericão. O nome do gênero. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. com ramos tetrágonos e pubescentes. A planta é de origem asiática e muito usada na indústria de perfumaria. referindo-se à planta toda. é conhecida como Remédio-de-vaqueiro. ovadas. a espécie é chamada de Alfavaca ou Alfavacão. com até 50 cm de altura ou maior. Alfavacona. Nomes populares A espécie é chamada de Alfavacão na região amazônica. o xarope e a infusão das folhas são usados contra tosses e bronquites. flores brancas ou rosas. de caule ramoso. de Alfava. Alfavaquinha. Dados botânicos A planta é uma erva anual. aglomeradas no ápice dos ramos e dispostas em espigas. entre outros. descrito por Carl Linnaeus. Alfavaca-do-campo. assim como em todo o Brasil. estimulante. significa "perfumada". glabras. de onde partem folhas opostas. diurética e útil contra resfriados. diaforética. . pequenas e finas. Alfavaca-cheirosa. Em outras regiões. Alfavaca-de-cheiro. diarréias e disenterias. estomáquica. Ocimum canum Sims. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica.Ocimum basilicum L. dentadas. Corrêa (1984) refere que a planta é béquica. especialmente de ocorrência na África.

raramente. dispostas em racemos paniculados. dores de cabeça e bronquites. glabras. de onde partem folhas ovais. pubescentes. diaforética. o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. É originária do Oriente e amplamente cultivada no Brasil como condimento. ovadolanceoladas. tosses. carminativa. amarelo-esverdeadas. A decocção das raízes . A planta toda é bastante aromática. flores vermelhas. contendo folhas pecioladas. Ocimum gratissimum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. verticiladas e dispostas em racemos. pubescentes. Corrêa (1984) refere que a planta é diurética. fruto do tipo capsulas. de ramos quadrangulares. além de diurética. tosses e desordens uterinas e renais. rins e uretra. serradas. glabros e eretos. Em outras pode ser reconhecida com o nome de Manjericão-cheiroso. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses. dispnéia e reumatismo. é usada contra febres. Dados botânicos A planta é um arbusto lenhoso. denteadas. sudorífica e útil contra problemas da bexiga. flores roxas ou. As folhas cruas também são empregadas como condimento. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. verdes e finas.Dados botânicos A planta é uma erva com ramos ascendentes. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas ou das flores é indicada como diurético e diaforético. enquanto a infusão das partes aéreas. além de excelente na cura da coqueluche. béquica. a espécie é chamada de Alfavaca.

As folhas da planta também são usadas como condimento alimentar. Dados botânicos Arbusto com caule pouco pubescente. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. As sementes são usadas externamente como anti-séptico da região ocular e para eliminar "carne crescida" no olho. devendo porém ser tomado somente à hora que se vai dormir. gripe e catarro no peito. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça. Corrêa (1984) refere que a planta é estimulante. sudorífica. levemente pubescentes e inferiormente glandulosas. Alfavaca-do-campo. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em todo o Brasil pelo nome de Alfavaca. enquanto seu uso interno é indicado contra dores do estômago e de cabeça. ovaladas. folhas pecioladas. como Manjericão. gineceu com ovário ovóide. As folhas são ainda muito usadas como condimento. o sumo das folhas é usado externamente como cicatrizante. mas também sob os seguintes sinônimos: Mangericão-grande. dores de cabeça e febres. inflorescência racemosa.7). Ocimum micranthum Willd. pequenas. distúrbios do estômago. problemas nervosos. agudas. Alfavaca-de-vaqueiro e Alfavacona. androceu com estames inclusos. ao passo que o banho preparado com as folhas é considerado útil contra dores de cabeça. núculas negras e lisas (Figura 26. congestão nasal e dor de cabeça. . e na Mata Atlântica. margem irregular. carminativa. Alfavacão. glomerulada. O decocto das folhas misturado com cravo-da-índia é utilizado externamente contra sinusite.é usada contra diarréias. dores de cabeça e como sedativo para crianças. membranosas. diurética e útil contra tosses. com flores de cálice tubuloso de lábios superior tetradenteado e corola com tubo campanulado e lábios superior branco e inferior violeta.

flores em glomérulos. com até 50 cm de altura. Corrêa (1984) refere que a planta é emenagoga. 1980). tosses e bronquites. Outras indicações referem o uso da planta como diurética e estimulante (Corrêa. 1988). as folhas são consideradas úteis contra gripes. enquanto a decocção é indicada contra constipação nasal. com ramos ascendentes. a infusão das folhas é usada contra infecções. . Origanum vulgare L. de base arredondada e margem denteada. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. Nomes populares A espécie é chamada pelos habitantes da região amazônica de Oriza. vilosas.Na região da Mata Atlântica. sendo também conhecida como Manjerona-selvagem. no Pará (Amorozo & Gély. pilosa. Pogostemon patchouly Pellet. e em todo o Brasil é denominada Patcholi. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. formando uma espiga terminal. as sementes são usadas para eliminar "vilide" (excrescência conjuntival). no Mato Grosso (Van den Berg. 1984). Patchuli ou Patchouli. de onde partem folhas ovais. dispostas em panículas. além de a espécie ser utilizada também como condimento. Nomes populares A espécie é chamada no Vale do Ribeira e em todo o Brasil de Manjerona ou Orégano. o xarope das folhas é usado contra bronquites e tosses. dores de cabeça e tosse.

Uma outra análise do óleo essencial de H. corola com quatro lobos. dos quais 32 foram identificados. sendo mais comuns o beta-cariofileno. 1990). porém. três formando um lábio aberto. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. terpinen-4-ol. cruzadas.. predominantemente de sesquitepenos. O óleo essencial das partes aéreas de H. 2001 e 2002). com espigas compostas. evidências de variabilidade intrapopulacional dessa espécie quanto à composição de monoterpenos (Queiroz et al. alfa-bergamoteno. pectinata foi extraído um óleo essencial que apresentou 27 constituintes. androceu com estames excertos. significa "estames barbados". O nome do gênero Pogostemon. como beta- . suaveolens apresentou altas concentrações de 1. sabineno e alfa-copaeno (Din et al. bicarpelar. bilocular.8-cineol. Azevedo et al. suaveolens possui setenta componentes.8). fruto seco (Figura 26. Das folhas de H. o sumo das folhas é usado externamente contra dores de cabeça. (1982). A espécie não foi citada na região da Mata Atlântica. com dois óvulos em cada lóculo. Corrêa (1984) refere que essa espécie é o verdadeiro Patchuli originário da Índia e da Mianmá.. enquanto a infusão das folhas é utilizada como tranqüilizante. suaveolens por Misra et al.8-cineol (27%-38%) e sabineno (12%-18%). 1990). flores em glomérulos. Dados químicos dos gêneros e das espécies Hyptis De Hyptis suaveolens foi isolado L-fuco-4-O-metil-D-glucurono-D-xilano (Aspinall et al. 1988. O óleo apresentou ainda forte atividade antimicrobiana contra Staphyloccocus aureus (Fun et al.. Existem. flores diclamídeas.Dados botânicos Planta herbácea com folhas opostas. 1991). sedativo e hipotensor. 1. A decocção das folhas com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra hepatite. ovário supero. pentâmeras.. Triterpenóides foram isolados de H. hermafroditas. descrito por Desf.

alfa-thujeno e mirceno os constituintes majoritários (Malan et al. salzmanii foram isolados diterpenos. sendo p-cimeno. e de L. Das folhas de H. triterpenos e flavonóides (Pereda-Miranda & Delgado. umbrosa. (1978) e Blounietal. 1988). albida foram isoladas triterpenolactonas. 1990). beta-cariofileno. Metil betulinato. 1989). Em H. 1988) e leonotinina (Sivaraman et al. Das partes aéreas de H.. oblongifolia foram detectadas as presenças de alfa-pironas (PeredaMiranda et al. ácido ursólico. urticoides foram isolados o delta-lactone hipurticina. spicigera foi extraído um óleo essencial que é caracterizado principalmente pela presença de beta-cariofileno (68%) (Onayade et al. 1990b). De H...elemeno. germacreno D e biciclogermacreno e o constituinte majoritário é o beta-cariofileno (Brophy & Lassak. 1988). lignanas e flavononas (Messana et al.7-trimetoxi-5metilcromene-2-ona (Vasanth & Rao.. Um estudo da variação sazonal da composição do óleo essencial dessa espécie também foi realizado (Malan et al. leonurus isolouse diterpeno da classe do labdano (Kruger & Rivett. ácido n-octacosanóico. campesterol.. 1990) e de H.. uma ortoquinona denominada umbrosona (Delle Monache et al. 4. 1987). gama-terpineno. De H. a flavona salvigenina e o triterpenóide ácido ursólico (Romo de Vivar et al. e de H. ácido oleanólico acetato. mutabilis foram isolados triterpenos.. especialmente no que se refere aos terpenos (Purushothaman & Vasanth.. pectinata da África caracterizou a presença de 32 componentes. 1996). Outras espécies do gênero também foram estudadas: de L. 1990). Das raízes de L. leonotis foi isolado um novo diterpenóide (Dekker et al. ácido oleanólico e ácido maslínico (Pereda-Miranda & Gascon-Figueroa. . (1980). Porém. nepetaefolia foram isolados os compostos n-octacosanol. 1990). uma outra análise do óleo de H. 1988). Leonotis Do gênero Leonotis foram realizadas revisões sobre os constituintes químicos e atividade biológica. quercetina. Vários diterpenóides foram isolados dessa espécie por Eagle et al. 1991). 1988). timol.6. 1987a). beta-sitosterol-beta-D-glucopiranosídeo..

Das raízes de L. piperita foi caracterizado quanto à constituição de terpenos e flavonas. piperita varia muito no decorrer das diversas fases do desenvolvimento da planta (Voirin & Bayet. mentofurano (19. hidroxiprolina. triptofano e metionina (Dinda et al. aspera foi caracterizado um triterpenóide lactona denominado leucolactona (Pradhan et al. lanata foram isolados os aminoácidos histidina. colesterol. 1995). enquanto a mentona diminuiu significativamente (Vaverkova & Felklova. officinalis.7.. piperita apresentou maior conteúdo de mentol e metil-acetato do óleo durante o período de máxima floração. Foram feitas comparações entre o óleo essencial de M. parece que o fotoperíodo associado com as variações ambientais influencia consideravelmente a com- ..4'-tetrametoxiflavona e dimetilsudaquitina e nevadensina (Zakharova et al. O óleo essencial de três variedades de M. brassicasterol. 1987). 5-hidroxi-6.80%). 1987).84%). et al. Vaverkova et al. 1986). mentocubanona. T. ácido glutâmico. O conteúdo de óleo essencial das folhas de M. 1988). Com isso.. lanata também foram caracterizados os esteróis campesterol. 1996). Mentha A composição do óleo essencial de M. serina. N. mentona. alanina. beta-sitosterol e estigmasterol (Dinda & Jana. cephatoles isolaram-se ésteres e ácidos graxos (Chen et al.10%) e 1. prolina. piperita rubescens aumentou significativamente durante o período de floração (Carnat & Lamaison.8-cineol (6. treonina. ácido aspártico. lisina. 1987). O óleo extraído da planta na Itália possui: mentol (45. 1986 e 1987). glicina. fenilalanina. De L.64%). 1987. Das partes aéreas de L. sendo os principais terpenos mentol.80%). 1979).. tirosina..20%). das partes aéreas de L. 1996).Leucas Não foram encontrados estudos sobre a espécie Leucas martinicensis.07%) e mentano (11... Os maiores componentes do óleo no Brasil foram: mentol (29. que cresce no norte da Itália e no sul do Brasil. 1990) e um composto fenólico (Misra. isomentona e o neomentol (Zakharova et al..3'. Da espécie L. piperita var. mentona (24. A M. metil acetato (16. flavonas himenoxina. neuflisiana foram isolados diterpenos e flavonas (Khalil et al.

4'-hexahidroxiflavona (Zakharov et al. lavanduliodora foram detectados altos níveis de linalol e linalil acetato.8-cineol.6. resinas. cadideno. limoneno. 1992). 1989). Foram ainda isolados mono. betasitosterina. fenílico. 1988). Zi e Cu. catalase. A estocagem da planta alterou a composição de óleo essencial. De M. b-cariofileno. peroxidases. Fe. Ca. fitosterol. vitaminas C e D2. Entre os constituintes químicos reconhecidos isolados contam-se taninos. luteolina e 5.e sesquiterpenóides. 1.3'. 1990) e flavonóides glicorilados. Nas folhas de M. Mg. reduzindo significativamente a concentração de mentol.. K. . caféico e clorogênico. ácidos p-cumárico.posição de terpenos dessa espécie (Sacco. 1987). betaínas e óleo essencial já descrito (Costa. glicídios. piperita foram isolados também os flavanóides apigenina. piperita foram encontrados ainda os elementos Na.. como alfa-pineno. além de ácido cítrico e ácido ascórbico (Zimna & Piekos.8. a mentona permaneceu estável (Shalaby et al. a-terpineol e geraniol (Sacco et al. O óleo essencial da planta florida apresentou limoneno. Mg..7. 1986). Em Mentha viridis var. nicotinamida.

cis-cariofileno e alfa-muuroleno os constituintes majoritários (Wu et al... 1996).. 1990). betaselineno e elemeno identificados como constituintes majoritários. gratissimum apresentam como constituintes majoritários timol e p-cimeno (Pino et al. 1989). 1981. 1989).cariofileno. Diversas revisões foram realizadas quanto à variação na composição do óleo de O.. 1996)... Um estudo do óleo essencial envolvendo diversas espécies de Ocimum foi realizado (Khosla et al. b-cariofileno. Em Cuba. e um grande número de hidrocarbonetos (Costa. Ocimum Do óleo essencial de O.. 1986. Khanna et al. os constituintes majoritários variam em cada parte da planta. Porém. gratissimum foram identificados 37 constituintes voláteis (Yu & Cheng. Kartnig & Simon. 1987. O óleo essencial de O.. . Na China.. Do óleo essencial das folhas. enquanto nas flores e no caule é a beta-selinene (Charles et al. Borges et al. Lawrence. Sharma et al.. 1. sendo eugenol.. cariofildeno e alfa-guaieno (Craveiro et al.Patel et al. linalol. as folhas e flores de O. já citados. Takahashi et al. 1987). 1981). o eugenol é o constituinte majoritário.. Das sementes de O.8-cineol. 1983). gratissimum brasileira foram caracterizados 34 constituintes. compostos principalmente de mono e sesquiterpenos. Phan et al. 1990). 1986. 1996a). 1988. Nas folhas. Os constituintes majoritários foram Metil eugenol e eugenol (Vostrowsky et al.. cis-ocimeno.. De O. sendo 1. beta-cariofileno. basilicum (Brophy & Jogia. canum foram isoladas altas concentrações de ácido linolênico (Angers et al. 1988).... eugenol. Das folhas da O.. 1986. 1996 e 1997a). o óleo essencial apresentou 21 constituintes. dentre eles: (-)-borneol (Ravid et al. canum também foi isolada mucilagem e determinado seu teor emulsificante (Rojanapanthu et al. 1986. gratissimum que cresce em Ruanda apresenta timol e eugenol. canum foram isolados diversos componentes. 1997). micranthum foram isolados vinte compostos. O óleo essencial de O. eugenol. e apresenta ainda atividade antimicrobiana (Ntezurubanza et al. 1987. flores e caule de O. hidrocarbonetos como p-cimeno. De O. Sakurai et al.. t-bergamoteno. 1986. 1987). 1990). estragol e a-terpineol (Chalchat et al. eugenol (Ekundayo et al. gratissimum é composto de gamaterpineno.8-cineol.

ácidos orgânicos. linoléico. 1978). isoquercitrina. sabineno e eugenol (Retamar et al. esculetina. 1996) e também os constituintes responsáveis pelo seu aroma característico (Sheen et al. linalol. o metil-eugenol e o eugenol os constituintes majoritários (Tateo & Verderio. xantomicrol e derivados do ácido caféico (Tapenes et al. linolênico e araquídico (Malik et al..O óleo essencial de O.. 1984). A extração do óleo essencial com C0 2 supercrítico caracterizou a presença de dezenove componentes. oléico. 1995).. 1990. terpenos. cetonas. basilicum foram também obtidos vários taninos (Lang et al. 1990). Murugesan & Damodaran. basilicum apresenta 44 compostos. basilicum da Austrália (Lachowicz et al. 1987). sendo o linalol e o trans-metil-cinamato os constituintes majoritários (Berrada et al. sanctum possui estigmasterol. Foi observada também a variação da composição do óleo essencial de O. Thoppil. 1.. 1. láurico. 1994)..8-cineol e sesquiterpenos (Farrag. basilicum e O. Das flores de O. 1996). sendo Metil chavicol. basilicum em decorrência de secagem e armazenamento (Venskutonis et al. o óleo essencial de O. linalol e Metil eugenol os constituintes majoritários (Riaz et al. 1995).. esculina (Skaltsa & Philianos. album foram caracterizados os ácidos graxos: cáprico. além de ácido p-cumárico. 1986.. triacontanol ferulato. ácidos graxos e flavonóides (Maheshwari . Foram caracterizados a composição do óleo essencial de O.8cineol e eugenol.. rubrum foram isolados borneol. timol e outros três sesquiterpenos ainda não caracterizados (Farrag. Em O.. alcoóis. eriodictiol. fenóis. 1989). eriodictiol7-glucosídeo e vicenina-2 (Skaltsa & Philianos. kaempferol. 1. 1989). De O. 1987. b-sitosterol. 1989). Ekundayo et al. Das sementes de O. A casca do caule de O. Das folhas de O. No Paquistão. rutina... já comentados (Modawi et al. 1987). A espécie O. 1977) e polissacarídeos (Bekers & Kroh.8cineol. basilicum foram isolados quercetina. ácido caféico. na Turquia. kaempferol-3-O-rutinosídeo. 1996). 1985. sendo. basilicum caracterizou-se a presença de polifenóis (Hodisan. basilicum que cresce em Portugal apresenta como constituinte majoritário linalol e Metil chavicol (Carmo et al. Fatope & Takeda. timol. além de metilchavicol. 1995). quercetin-3-O-diglucosídeo. 1987) e ácido rosmarínico de suas raízes (Tada et al. 1991). mirístico. 1996). palmítico esteárico. linalol e eugenol são os constituintes majoritários (Akgul. nesse caso. basilicum da Argentina apresenta altas concentrações de linalol. No Marrocos foram isolados 28 constituintes. 1988)...

1985). 1981). 1984) e grandes quantidades de timol em O. viride (Ekundayo. 1986). lactonas sesquiterpenóides de P. kilmandschariciim (Ntezurubanza et al.Além desses compostos. Foram isolados de P purpurascens.. foram obtidos limoneno e beta-pineno em O. cablin (Akhila . 1984). flavonas (Patwarphan & Gupta. flavonas. Pogostemon As folhas de P. hidrocarbonetos monoterpenóides e sesquiterpenóides de P.. parviflorus (Nanda et al. patchouly encerram 45% de um óleo volátil do qual se extrai a cânfora (Corrêa.

também conhecido como Sambacaitá. Em H. 1984.& Nigan. 1988).. umbrosa. cablin foi isolado o sesquiterpeno patchoulol (Croteau et al.. a-bulneseno. garwal et al... 1998) e atóxica (Junior et al. 1998). H. ovalifolia e H.. apresentou atividade tranqüilizante (Trotta et al. 1987. citoprotetora do miocárdio (Barbosa et al. comumente utilizada como calmante. estigmasterol. Phadnis et al. 1984). Do óleo essencial das folhas de P. beta-amirina. suaveolens e H. 1990). betasitosterol. Em H... plectranthoides (Esvandzhiya et al. 1990). 1996) e os sesquiterpenos a-guaieno. auricularis (Prakash et al.. Foram identificados n-octacosanol. 2001)... F et al. Silva et al.. suaveolens apresenta 32 terpenóides.. Coelho et al. 1996) e analgésico e antiedemalogênico em H. mostrando baixa toxicidade e atividade sedativa. Um diterpeno espasmolítico chamado de ácido auriculárico foi isolado de P. O óleo essencial de H. Dados farmacológicos dos gêneros e das espécies Hyptis O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de H. lupeol e epifriedalinol (Bahuguna et al. mutabilis. 1998). P. O óleo essencial foi capaz de inibir o crescimento de bactérias gram-positiva e gram-negativa.. saxatilis (Fernandes.. analgésica (Freitas et al. H. além de outros diterpenóides (Hussaini et al. 1971). e sesquiterpenóides do óleo essencial de P. 1987. foram caracterizadas as atividades antiulcerogênica (Barbosa. bem como apresentou uma moderada atividade antifúngica (Iwu et al. O óleo essencial de P cablin possui patchouli e norpathoulenol (Zhang et al. vulgata foi caracterizada a propriedade antiparacoccidiose (Fonseca et al. Atividades antimicrobiana e antifúngica foram atribuídas a H.. .. a-patchouleno e seiqueleno (Rakotonirainy et al. 1988. Thapa et al. 1989). Estudos fitoquímicos e farmacológicos do extrato de P. 1994.. 1990). que foram testados quanto à sua atividade antibacteriana. 1988).. 1998). 1997). Munck & Croteau.. atrorubens.. 1989).. plectranthoides foram investigados experimentalmente. 1977. C. et al. pectinata (Bispo et al. crenata.

1988)... O ácido ursólico também apresentou citotoxicidade marginal em células tumorais de cólon humano (HCT-8) e mamário (MCF-7) (Lee et al. causando relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. 1995. que foram testados quanto à sua citotoxicidade. conhecido como Cordão-de-frade. nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al. Leonotis Em L. 1976... do extrato de H.. Mentha O infuso das folhas de M. 1995). verticillata. 1988). enquanto extratos de folhas. capitata foi isolado o ácido ursólico.. 1985. porém não foram observadas atividades antiinflamatória e diurética (Rae et al. Saksena & Saksena. foram detectadas as atividades broncodilatadora. A propriedade anticonvulsivante foi atribuída a L. Calixto et al. Forster et al. 1988. Para o óleo essencial foi comprovada atividade fungicida (Guerin & Reveillere.As propriedades antibacterianas. antimicrobiana (Cos et al. 1988. e Novelo et al.. 1988). O ácido alfa-hidroxiursólico demonstrou significativa atividade citotóxica in vitro em linhagens de célula tumoral de cólon humano HCT-8 (Yamagishi et al. 1988). umbrosa apresentaram atividade antibacteriana (Bosshard et al. 1984). 1979).. Di . além das células A-549 de carcinoma de pulmão humano. piperita apresenta atividade antioxidante (Campos & Lissi.. 1993) foram atribuídas a H. nepetaefolia.. 1995). que apresentou citotoxicidade significativa em células linfocíticas leucêmicas P388 e L-1210. 1988). anti-secretória e citotóxica (Kuhnt et al. Diterpenóides isolados de H. ramos e flores de H. leonurus (Bienvenu et al. enquanto estudos realizados com extratos brutos mostraram atividades antiespasmódica. tomentosa possuem atividades citotóxica e antitumoral (Kingston et al. 1988). anti-hipertensiva e espasmolítica. 1980. antiinflamatória e analgésica (Benoit et al. Posteriormente. O chá e o extrato hidroalcoólico relaxaram a musculatura lisa e aumentaram o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. 2002).. capitata foram isolados e caracterizados cinco triterpenos.... Do extrato metanólico de H. 2002).. Coelho et al.

antibacteriana. 1978) e O. gratissimum apresentou atividade antibacteriana (Ntezurubanza et ai. Atividade imunomoduladora foi determinada na espécie O. analgésica e antipirética (Savitri & Vyas. R.. 1986a)... Lahlou et ai. 1982. 2000).. A propriedade larvicida e inseticida foi atribuída ao óleo de M. 1984). 2002. 1989). Atividade antiúlcera com diminuição de secreção gástrica e dor local foi determinada por Meyer et al. 2002). Nos compostos isolados foi verificado que os óleos essenciais de O. Além das atividades já relatadas com M. 1986a. Extratos brutos de O. .. e a atividade antimutagênica ao extrato de M.. utilizando-se M. 1998). 1989) e diurética (Carvalho et ai. enquanto estudos com O. Queiroz & Reis. O óleo essencial de O. Ocimum Verificou-se que a espécie O. 1987. Queiroz & Brandão. 2002). A. determinaram-se propriedades fungicida. 1993.. 1986). 1986). cannum (Dubey et ai. sanctum (Phadke & Kulkarni.. 2001 e 2002). 1986c) e em O. arvensis (Ceruti et al. 1984) possuem atividade fungicida contra vários fungos patogênicos. Chen et al. basilicum foram caracterizadas as propriedades analgésica (Di Stasi et ai. 1988) e relaxante da musculatura lisa intestinal (Madeira et ai.. et ai. 1988..... Queiroz & Brandão.. Almeida et ai. espasmolítica (Queiroz & Reis. Mentha x Villosa foi isolado o rotundifolona com atividade analgésia e depressora do SNC (Hiruma. Sharma & Jocob. sanctum (Dey & Choudhuri. 2002). americanus (Jain & Agrawal.. 1981). (1968). O. antiespasmódica (Di Stasi et ai. também verificada com extratos de O. piperita. crispa (Mello et ai. internamente aumenta em doses terapêuticas a força cardíaca e a pressão nos vasos (Corrêa. O mentol aplicado sobre a pele ou mucosas exerce uma ação anestésica. cordifolia (Villasenor et al. 1986a.. micranthum foi caracterizada a propriedade hipoglicemiante (Ribeiro. antifertilidade. 1989).. O tratamento de enteroparasitoses mostrou-se eficaz sob a administração de M. produzindo uma sensação de frio por causa da estimulação das extremidades térmico-sensoriais dos nervos localizados na pele.Stasi et al. Do híbrido. 1996) e hipotensora (Guedes et ai. gratissimum (Atai et ai. basilicum demonstraram atividades analgésica. Em O. 1986b). micranthwn produziu bradicardia intensa (Ribeiro et ai. 1987b). sanctum também apresentaram atividades antiinflamatória. 1987). piperita (Ansari et al.

As enzimas antioxidantes foram elevadas na toxicidade por CuS04. 1986).. Vanderlinde et al. adscendens apresentou significativo efeito fungitóxico e não mostrou atividade fitotóxica (Asthana et al. 1996). 1994). basilicum apresentou atividade antinematoidal (Mackeen et al. 1992. Das folhas de O. sanctum foi isolado um triterpeno caracterizado como constituinte majoritário.. sanctum foram diminuição da acidez do suco gástrico e aumento das defesas da mucosa do estômago de ratos (Singh & Majumdar. basilicum (Dube et al. . O óleo essencial de O.. O óleo essencial de O. 1993.. enquanto a O. 1997). Vanisree & Devaki. Vanderlinde et al. 1992. gratissimum apresentou atividade antifúngica (Lima.. Extrato etanólico das folhas de O. 2002) e hipotensora em cão (Singh et al. 1999.. A intoxicação com CuS04 produziu uma significativa diminuição na produção de peróxido de lipídio.O. O óleo essencial de O.. A atividade antifúngica também foi observada nos óleos de O. 1995) e O. sanctum restaurou vários parâmetros para valores próximos da normalidade (Shyamala & Devaki. Esses resultados indicam que o ácido ursólico pode apresentar uma potente atividade antialérgica (Rajasekaran et al. principalmente por sua composição em eugenol (Hassanali et al. 1986). 2001).. mas a administração de O. suave (Tan et al. 1994a) e analgésica (Vanderlinde & Costa. 1995 e 1996) imunomoduladora (Mediratta et al. 1996). antipirética em ratos (Singh & Majumdar.. sanctum também apresentaram significativas atividades antiartrítica.. suave foram utilizadas como repelente de insetos. et ai. sanctum foi utilizado na desintoxicação induzida por CuS04. 1986). 1989). Nakamura et ai. selloi apresentou atividades depressorado SNC (Vanderlinde & Cortes.. A atividade antiulcerogênica também foi confirmada para O.. antiinflamatória. 1994. Das folhas de O. ao inibir de maneira concentração-dependente a degranulação de mastócitos do mesentérico e do peritônio. o ácido ursólico. E. espasmolítica (Vanderlinde & Cortes. 1989). Vanderlinde et al.. O. gratissimum (Sobti et al. 1994a). que apresentou atividade protetora do mastócito. 1995). Os óleos fixos de O.. antiedematogênica (Vanderlinde & Costa.. Vanderlinde et al. Os efeitos do pré-tratamento de animais com O. As folhas de O. sanctum também é responsável pelas atividades antimicrobiana e antifúngica (Prasad et ai.. 2002). 1990). 1994b. gratissimum foi obtida uma fração que apresentou contração em íleo de cobaia e cólon de ratos e elevou a pressão sangüínea arterial de ratos (Onajobi. 1994).

longos. folhas pecioladas. Os principais gêneros que incluem espécies medicinais são Verbena. arbustos e ervas. 1997). Salsa. e em outras. Salva-brava.) N. 1995).Dados toxicológicos dos gêneros Altas doses do mentol obtidas de várias espécies referidas inibem a sensibilidade. Salva-limão. alternas ou opostas . Alecrim-docampo. 1986). Stachytarpheta e Lippia. pois ele pode provocar parada cardíaca ou respiratória por via reflexa (Costa. Sálvia e Salva-da-gripe.Br. Espécies medicinais Lippia a/ba (Will. ascendentes. 1984). como Erva-cidreira-do-campo. Em estudos de toxicidade com espécies de Ocimum observou-se que a DL50 para camundongos foi de 42. sobretudo em crianças. provocando sonolência. muitas delas aromáticas e de grande valor na indústria de perfumes. Dados botânicos Arbusto de até 3 m de altura. quadrangulares. e estimulam a secreção de mucosas da boca e do nariz (Corrêa.5 ml/kg. caule e ramos primários.E. pubescentes. e em estudos de toxicidade subaguda não foram observados efeitos tóxicos visíveis (Singh & Majumdar. Espécies medicinais da família Verbenaceae Introdução A família Verbenaceae descrita por Jean Henri Jaune Saint-Hilaire inclui 41 gêneros nos quais se distribuem 950 espécies tropicais. Compreendem árvores. A utilização terapêutica do mentol como anti-séptico deve ser criteriosa. especialmente da América do Sul (Mabberley. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Erva-cidreira nas duas regiões de estudo.

enquanto a infusão das raízes é usada externamente como cicatrizante. fruto com dois mericarpos plano- . o chá ou xarope das folhas com mel é utilizado contra gripes e tosse. pubescente e bipartido. na Paraíba (Agra. relaxante e contra intoxicações gerais e problemas do estômago. folhas pecioladas.9). flores pequenas. sem estipulas. o banho preparado com as folhas também é usado contra tosses e bronquites de crianças. além de problemas do estômago. o chá das folhas é utilizado como calmante. cólica do estômago. no Mato Grosso (Van der Berg. relaxante e contra intoxicações gerais. O uso interno das folhas é indicado contra problemas estomacais. 1986). pentâmeras. no Pará. emenagoga (Corrêa. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Dados botânicos Planta de pequeno porte. o chá das folhas é utilizado como calmante. estomáquica. hermafroditas. com lábio anterior trilobado e o posterior reduzido. corola violácea com lábio inferior maior que o superior. reunidas em inflorescências capituliformes. corola bilabiada. flores pequenas. 1980). Salva. Lippia grandís Schan. 1988). sementes pequenas (Figura 26. Essa espécie é usada como antiespasmódica. fruto do tipo capsular branco. tosses e gripes. membranoso. náuseas. cálice curto. Malva e Nulva-do-marajó. reunidas em inflorescências vistosas. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Salva-do-marajó. como antigripal e calmante.(às vezes na mesma planta). cálice curto. diclamídeas. 1980). é considerado útil para acalmar crianças e dar sono (Amorozo & Gély.. Na região do Vale do Ribeira. a infusão das folhas é usada como calmante e contra hipertensão. no Rio Grande do Sul (Simões et al. 1984).

Souto-Bachiller et al. 1987). Vários terpenóides foram isolados de L. monoterpenos. gama-terpineno. Já de L. americana foram obtidos ácidos graxos livres. dulcis (Bubnov & Gurskii. (1981). geranial. sesquiterpenos e epihernandulcina foram detectados em L. Da parte aérea de L. carboidratos e aminoácidos (Neidlein & Daldrup. mirceno. 1986.. As espécies L. alfa-cubebeno.. 1980). nodiflora foram isolados vários flavonóides (Barberan et al. timol. acacetina. 1983). Sauerwein et al. Dados químicos do gênero Das plantas do gênero Lippia.. 1986.. Do óleo essencial dessa espécie foram obtidos os seguintes compostos: alfa-tugeno.. o preparado das folhas dessa planta com vagem-dejucá. 1996a e 1996b). e do caule e folhas foram obtidos ácido . p-cinieno. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e esses sesquiterpenóides foram isolados por Compadre et al. 1981). 1987). limoneno. (1986 e 1987). triphylla apresentaram os mesmos tipos de flavonóides (Tomas-Barberan et al.convexos. ukambensis (Chogo & Crank. betacariofileno (Craveiro et al. citral e carvona (Matos et al. isocatalpanol e os ésteres metílicos dos ácidos palmítico. naringenina. 1982).vanílico. canescens e I. ermanina e errodictiol (Morais Filho et al. 1991. 1996). timol.. O nome do gênero Lippía é uma homenagem ao médico e botânico francês August Lippi. a mais estudada é a L sidoides.. 1981). A composição do óleo essencial de várias espécies desse gênero foi estudada por Craveiro et al. três vezes ao dia. 1987).. 1987. lapachenol. Hernandulcina. behênico e lignocérico (Macambira et al. esteárico. No óleo essencial de L. Matos et al. Da espécie L. o chá das folhas. carvacrol e cariofileno (Craveiro et al. é usado contra problemas do fígado.. alba foram determinados os seguintes constituintes: neral. araquídico. Craveiro et al. microphylla foram isolados flavonóides: glicosil-quercetina. porém variações evidentes foram constatadas de acordo com a distribuição geográfica das ... broto de goiaba e casca de caju é considerado útil para tratar desarranjo menstrual.

Dentre os compostos isolados.origanoides foi quantificada.. 1. O óleo essencial de L.8-cineol.54%) sesquiterpenos e hidrocarbonetos (Gallino.12%).8-cineol e betacubebeno (Dellacassa et al. 1. acetato de timol (17. sendo 22 hidrocarbonetos. luteolin-7-O-beta-glucosídeo. foram identificados ipsenona e outros vinte terpenos (Lamaty et al. p-cimeno (3. multiflora de diferentes regiões do Congo foi caracterizado.8-cineol (2.l.27%).. luteolina.67%). Das folhas dessa espécie foi obtido ainda um óleo que possui cânfora. sesquiterpenolactonas como a integrifolian-l. integrifolia foram isolados sesquiterpenos. 1990. 1988).espécies de L. 1989). alfa. sendo o timol caracterizado como o componente principal (38.8-cineol... 1.5-diona e trans-nerolidol (Catalan et al. naringenina e lapachenol (Dominguez et al... 1. 1994 e 1995). eupatorina.8-cineol.. alba e L. timol.23%) e metiltimol (2. eupafolina. crisoeriol.8-cineol (15. 1990). a-pineno. quatro éteres. 1989). 1. Do óleo das folhas de L..33%). Foi discutida também a possível relação entre as altas concentrações de monoterpenos e o alegado efeito antifertilidade dessa planta (Compadre et al. dois fenóis e uma cetona (Pino et al.35%). 1987). 1987). adoensis foram isolados monoterpenóides e sesquiterpenóides sendolinalol. De L. 1996b).. O óleo essencial apresentou atividade inseticida de maneira dose-dependente (Koumaglo et al. graveolens. sabineno.43%) e piperitenona (11. Do óleo essencial dessa espécie do México foi isolado um total de 33 componentes. timol.. As folhas dessa espécie coletadas no Togo apresentaram variações quanto à quantidade de geranial. p-cimeno. apigenina. . 1991 e 1995). alfa-terpineno (4. 6-hidroxiluteolina. timol e carvacrol foram os maiores constituintes voláteis de L. citriodora foram isolados treze flavonóides identificados como salvigenina. quatro alcanos. 1990). Fun et al. Das folhas e flores de L. Das partes aéreas e das raízes de L. wilmsii foram isolados quinze componentes. dos quais foram identificados piperitona (28. fissicalyx (Retamar et al. A composição química do óleo essencial de L. 1996a).01%) ecariofileno (15. Das folhas de L. limoneno.97%) como principais componentes (Mwangi et al. neral. hispidulina.e beta-pineno. graveolens foram isolados pinocembrina. Os constituintes p-cimeno. cirsimaritina. 1989). germacreno D e elemol (Koumaglo et al.. pectolinarigenina e cirsiliol (Skaltsa & Shammas. diosmetina.

atribuída à presença de flavonóides (Santos.. 1986). et al. polystachya. Do extrato das folhas de L.. 1996).3%) (Zygadloet al. 1981). et al. turbinata e L. 1987)... as folhas apresentaram atividade depressora do SNC (Klueger et al. P D. aristata (Rouquayrol et al. 1988a). integrifolia foram isolados da cânfora (18. um éster do ácido caféico ligado ao 3.. copaeno e delta-cadineno (Elakovich & Oguntimein.. 1998)... 1997).. 1979)..... integrifolia e L..4%. multiflora. inibiu a biossíntese de tromboxana A2 (Chanh et al. polystachya foram isolados tujona (30.. mircenona (31%) e de L. relaxamento do duodeno e contração do reto abdominal (Gadelha et al. de L. 1980). formando uma barreira que regula a perda da umidade transepidermal (Elder et al. 2000).4- . sendo geralmente maior em gram-positiva (Álea et al. misturado a cremes. 1980).5%). 1986b) e atividade citostática (Abhahan et al. Esse óleo. 1995a).. De L. L. 1998). 2002). e atividade anticonvulsivante (Vale et al. M.2% e 41. efeito analgésico discreto (Di Stasi et al. 19 Depressão do SNC foi detectada com óleo essencial de L.Y. Vale et al. 1990).9%) elimoneno (13. Desta espécie ainda foram caracterizadas as atividades anti-hipertensiva (Guerrero et al. turbinata da Argentina foram isolados os principais constituintes. além de uma atividade moluscicida (Almeida. lipifolil(6)-en-5-ona (18. Com a espécie L. o verbascosídeo. 1996). gracilis foram observados aumento inotrópico.... Seu óleo apresenta atividade antibacteriana. respectivamente). Moraes et al. Já o óleo essencial de L. 1980 e 1987. um dos componentes principais. contribui para a coesão das células da pele.. assim como o de L. junelliana. e forte atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes interdigitale e Cândida albicans (Fun et al. Dados farmacológicos do gênero Estudos farmacológicos demonstraram que Lippio alba produz pequeno efeito na diminuição do tônus intestinal (Viana et al. grata (Viana et al. L..carvacrol. antiulcerogênica (Pascual et al. junelliana. Do óleo das flores de L.. aristata (Moraes Filho et al. atribuída à presença de linalol e citral (Andrade et al. Observou-se ainda atividade antitumoral com L. Além disso. 1990). enquanto o outro componente. 1996). 2001) e anticonvulsivante (de Barros Viana et al. 1998. sidoides mostrou atividade moluscicida.

moluscicida (Moraes. 1996). Os principais componentes do seu óleo essencial. sendo estas duas últimas propriedades atribuídas à presença de timol em sua composição (Lemos et ai. parece ser o principal responsável pela atividade hipotensora do extrato metanólico das folhas de L. O óleo essencial das folhas de L. Nas folhas de L.. 1979) e I.. anti-hipertensiva. . 1988b). Nunes. timol e carvacrol. nodiflora foi realizado um screening preliminar.. porém. e o de L. 1988. antimicótica e antifúngica contra microorganismos da pele (Guarrera et al. 1995).. Viana et al.. L. Botelho & Soares.. grata. chamassonis apresentou atividades espasmolítica. 1994. 1980. 1994. 1995b). anestésica (Viana et al. 1996. potente atividade antimalárica in vitro perante Plasmodium falciparum (Valentin... sidoides é usado comumente para o tratamento de micoses. 1987) e antimicrobiana e leishmanicida. e no óleo essencial. hipnótica e hipotensora (Noamesi. apresentaram atividades antibacteriana. 2001). 1979). Y. 1986).. 1978. antifúngica (Lemos et al. M... graciliy (Fontenele et al. O. espasmolítica (Viana et al. 1988. S. mas já foram constatadas as propriedades antitumoral (Costa et al. O. 1984). 1996. R.. sidoides (Fonteneles & Sales. espasmolítica e bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. 1998).. antiinflamatória e antipirética em ratos e camundongos (Forestieri et al. et al. Laxoste et al. Menezes et al.. 1977). Teixeira et al. Além disso. bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al.... 1996). Almeida. no qual se observaram atividades analgésica. ele não exibiu significativamente os valores de peróxido (Zygadlo et al. antibacteriana (Aguiar et al. 1978). Lacotes et al. tranqüilizante (Matos et al.. polystachya foi avaliado quanto à sua atividade antioxidante. 1992. 1978). 1985)... 1988). atividades cicatrizante. hipotensora e bloqueadora de contrações abdominais (Viana et al. 1979.. Matos et al. et al. M.. Ximenes et al... 1980. et al. 1980). geminata e L. multiflora (Chanh et al. M. et al.. anti-hipertensiva e bloqueadora da junção neuromuscular (Matos et al. Moraes. 1992). Teixeira.. 1998). O óleo essencial de L.dihidroxifeniletanol... 1995. 1978). no extrato aquoso dessa espécie foram verificadas propriedades de relaxamento muscular (Noamesi et al. Dados toxicológicos do gênero Foram observados efeitos tóxicos em L.

c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens ). b) escanerata com detalhe da inflorescência.Cordia verbenaceae: a) escanerata com ramo florido.1 . .FIGURA 26.

FIGURA 26. 1998).2 . .Hyptis crenata. Aspecto geral do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.

FIGURA 26.3 .Leonotis nepetaefolia. Detalhe do ápice florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .

FIGURA 26.4 . Detalhe do ápice do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .Leucas martinicensis.

FIGURA 26.Mentha piperita.5 . Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .

Mentha viridis.FIGURA 26. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Nunez) (Banco de imagens - .6 .

7 .FIGURA 26.Ocimum micranthum. Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .

FIGURA 26.8 . Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .Pogostemon patchouly.

b) escanerata com detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .Lippia alba: a) escanerata do ramo florido.FIGURA 26.9 .

Scrophulariaceae. as quais passamos a descrever. com aproximadamente 750 espécies. arbustos e raramente ervas (Joly. 1997). incluindo árvores. Di Stasi A ordem Scrophulariales inclui treze distintas famílias botânicas. Os gêneros mais importantes da . Espécies medicinais da família Bignoniaceae Introdução A família Bignoniaceae (Dicotyledonae). A. subclasse Asteridae.27 Scrophulariales medicinais C. Hiruma-Lima L. pertence à ordem Scrophulariales. C. foram referidas espécies medicinais das famílias Bignoniaceae. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Pedaliaceae e Scrophulariaceae. Mabberley. lianas. Bignoniaceae. e reúne 120 gêneros. geralmente tropicais espontâneas na América do Sul. Pedaliaceae e Acanthaceae são as que apresentam maior ocorrência no Brasil. No estudo realizado. representantes das mais importantes fontes de compostos ativos desta ordem botânica. 1998.

inflorescência em racemo com cálice campanulado ou tubular e corola amarela e afunilada. as quais são discutidas a seguir. também é conhecida como Cipó-de-alho. os gêneros mais comuns são Tabebuia. Jacaranda caroba. com ampla distribuição nas regiões tropicais. Nomes populares A espécie é popularmente denominada Cipó-alho e Alho-d'água. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica. podendo chegar a até 16 cm de comprimento. Espécies medicinais Adenocalyma alliaceum Miers. anteras glabras e ovário oblongo.família. O nome do gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius e Carl Daniel Friedrich Meissner deriva do grego aderi = "glândula" e kalymma = "invólucro". Na região da Mata Atlântica. folhas normalmente 2-3-folioladas. fruto do tipo capsular largo. oblongo-linear. a saber Pyrostegia venusta e Adenocalyma alliaceum. Dados botânicos É uma espécie de arbusto trepador. que inclui os Ipês e o Paud'arco. O caule lenhoso e as folhas possuem um odor fortíssimo de alho. contendo sementes oblongas (Figura 27. . significando "coberta de glândulas" e referindo-se ao cálice e às brácteas florais.1). elípticos e coriáceos. é descrita aqui. curto-pecioladas. No Brasil. duas espécies dessa família mostram-se amplamente utilizadas com fins medicinais. uma delas. o que gera o nome popular atribuído à espécie. e as várias espécies do gênero Zeyhera. Pyrostegia. Essa característica permite o uso da planta em substituição ao alho. Em outras regiões do país. com folíolos peciolados. da famosa Flor-de-são-joão. com gavinhas. duas espécies do gênero Jacaranda foram citadas como medicinais. de ramos cilíndricos e glabros. são Tabebuia e jacaranda. a famosa medicinal Unha-degato do gênero Bignonia.

coriáceos e glabros. folhas compostas com até 20 cm de comprimento e folíolos oblongolanceolados. dispostas em panículas. por ser mole e porosa. Carobado-carrasco. a infusão das folhas é utilizada no alívio a dores e no combate à febre. Caroba-do-campo. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 20 m de altura. O macerado das folhas em aguardente é aplicado externamente como cicatrizante e contra úlceras. Jacaranda caroba (Vell. não completamente identificada e conhecida como . pois possui crescimento rápido e é de fácil cultivo. Caroba-miúda. flores tubulosas. Uma outra espécie do mesmo gênero. enquanto a infusão das folhas é usada internamente contra sífilis e como depurativa. Camboté. A planta oferece uma madeira apreciada na carvoaria. roxas. sendo amplamente usada como ornamental. o banho preparado com as folhas da planta é indicado no combate a infecções. especialmente a associada a estados gripais e resfriados. Em outras regiões do país pode ser reconhecida como Camboatá. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica.) DC. fruto do tipo capsular.Dados da medicina tradicional Na região de estudo. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugos usados sobretudo contra resfriados. das quais a maioria é encontrada no Brasil. de caule ereto de casca fina com escamas que se desprendem facilmente. a espécie é chamada de Caroba ou Carobinha. Camboatá-pequeno. O gênero Jacaranda foi descrito por Antoine Laurent dejussieu e inclui 34 espécies tropicais americanas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.

com ramos jovens delgados e folhagem densa. adstringente e anti-sifilítica. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. deriva do grego pyr = "fogo" e stege = "coberta". especialmente em crianças. O nome do gênero Pyrostegia. Dados botânicos É uma liana trepadeira por gavinhas.2). Trata-se de uma espécie heliófita.Carobinha. com ampla freqüência em formações secundárias de regiões litorâneas e matas pluviais. Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers. contendo sementes de 1 cm de comprimento e 3. as folhas são reputadas tônicas e antidiarréicas. repletos de flores tubulares. especialmente no Dia de São João. inflorescências numerosas.5 cm de largura (Figura 27. Segundo Corrêa (1984). as folhas são tônicas e anti-sifilíticas. referindo-se à planta florida com flores de corola alaranjada. folhas com folíolos ovadooblongos. longas. podendo ocorrer com flores amarelas. raramente encontrada no interior de matas densas. O nome popular decorre de seu emprego nos mastros usados nas festas juninas. de cor laranja. como corimbos multiflorais. amplamente encontrada em campos. onde é amplamente usada como ornamental em fazendas. . Corrêa (1984) refere que a casca é amarga e possui propriedades diurética. descrito por Carel Borinov Presl. o macerado das folhas em água fria é usado internamente contra disenterias e diarréias. sendo portanto ideal para cultivo como ornamental. É muito comum no Brasil. fruto do tipo capsular com cerca de 25-30 cm de comprimento e 1. Nomes populares A espécie é conhecida como Cipó-de-são joão. é usada na região contra diabetes e distúrbios hepáticos (infusão das folhas) e como cicatrizante (macerado das folhas em aguardente). ou seja /'coberta de fogo". com até 11 cm de comprimento e 5 cm de largura.5 cm de largura. sítios e quintais de residências.

1976 e 1977). venusta a presença de aminoácidos. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Gergelim. marginatum apresentou atividade tripanossomicida (Oliveira et al. promovendo uma diminuição da absorção de colesterol pelo intestino em animais hipercolesterolêmicos (Srinivasan & Srinivasan. 1994). 1996). aqui descrita como medicinal e da qual também se utilizam as sementes na alimentação e na produção do óleo de gergelim. Espécies medicinais da família Pedaliaceae Introdução A família Pedaliaceae descrita por Robert Brown compreende dezessete gêneros. No Brasil. mas apenas cultivada. a família não é encontrada de forma espontânea. .Dados químicos e farmacológicos dos gêneros Adenocalyma e Pyrostegia As flores secas de Adenocalyma alliaceum foram incorporadas à dieta de ratos (2%) durante seis semanas. A espécie J.. Espécies medicinais Sesamum indicum L. com aproximadamente 85 espécies tropicais espontâneas e algumas de climas áridos. 1992). mimosifolia (Bisnuttu & Lajubutu. Foi detectada na flor de P. O extrato etanólico da espécie A. A espécie J.. carotenóides e flavonóides (Gusman & Gottsberger. caucana tem apresentado a propriedade antiprotozoária (Weniger et al. 2001) e anticancinogênica atribuída ao ácido/.. decurrens possui ácido ursólico (Varanda et al. Do caule dejacaranda filicifolía foi isolado um ácido fenolítico com atividade inibidora da lipoxigenase (Ali & Houghton. a atividade antimicrobiana foi conferida a J. 1999). acorendico presente na planta (Oguro et al.. 1996). especialmente a espécie Sesamum indicum. 1995). sendo a maioria de ervas ou arbustos..

2001). para tratar constipação nasal crônica. no Egito e na Babilônia (Bown. Tashiro et al. indicum foi caracterizada a presença de . e.. tosses secas. abortiva e anti-reumática e. 1995). externamente. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. contra hemorróidas (Bown. O óleo de gergelim. e a espécie mais conhecida é Sesamum indicum. Dados químicos do gênero De Sesamum indicum foram isoladas as lignanas sesamina. clorosesamona hidroxisesamona é 2. osteoporose. O sumo das sementes é usado topicamente sobre a testa para aliviar a febre. também possui importância na perfumaria e como medicinal: internamente. A mistura das sementes com sumo de cravo (flores) é usada como purgante. diarréias. e sobre as pernas para tratar paralisia. episesaminona (Marchand et al. 1997). visão fraca. O macerado das sementes com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cravo (Caryophyllum aromaticus) é usado externamente no alívio a dores causadas por batida e contusão. A infusão das sementes é usada internamente como diurética. Já essa mesma mistura acrescida de resina de copaíba.. folhas simples. 1990). Nas sementes de S. fruto do tipo capsular. dores de cabeça. de ocorrência nas áreas tropicais do Velho Mundo e no sul da África (Mabberley. distúrbios renais. com muitas sementes oleosas.. inteiras e pubescentes. disenteria e catarro intestinal. para evitar perda de cabelos. além de seu uso na culinária. 1995).Dados botânicos A planta é uma erva anual. 1988.3-epoxisesamone (Feroj Hasan et al. castanha-de-peão-branco (Jatropha curcas) e folhas de arruda é usada internamente para tratar sintomas de derrame cerebral. flores amarelas. com origem na Ásia tropical ou na África. externamente. sesamolina (Mimura et al. vistosas. Trata-se de uma planta usada há aproximadamente cinco mil anos. para alívio da dor de ouvido.. 1997). O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui apenas quinze espécies tropicais. opostas. podendo ser aplicado sobre a região do estômago para aliviar dor de barriga. o uso tópico das sementes de gergelim é considerado útil como antiinflamatório e contra qualquer tipo de ferida.

1996). indicum L. indicum foram isolados dois glicosídeos novos e seis conhecidos. globulina. Nas raízes de S. Estudos realizados com o óleo de sementes assadas de S. gama-tocoferol e sesamolina. 1988). prolamina. . Mimura. 1994). indicum foram isolados naftoqueinonas com atividade antifúngica (Hasan et al. 1993). A quantidade desses elementos varia de acordo com o grau de torra dos grãos (Yoshida. 2000 e 2001).albumina. ácidos graxos. indicum decorrem da presença de flavonóides em sua composição (Anila & Vijayalakshmi. sesamina Do extrato aquoso de S. A estrutura desses compostos foi elucidada por evidências químicas e espectroscópicas (Suzuki et al. Foi também observada a presença de cetoácidos nas sementes de S.. Foi observada a presença de glicosídeos polifenóis e fenóis com atividade antioxidante (Mimura & Ohsawa.2000). glutelina (Singh & Khanna. indicum detectaram a presença de glicolipídios. bem como três novos triglicosídeos. 1988) e betaglobulina (Rajendran & Prakash. 1991). (Kar & Mishra. 1989.. Muitas das atividades biológicas conferidas às sementes de S.

em altas doses. respectivamente (Kang et al. sesamolina (Mimura et al.. 2001).. 1992). indicum provocou hipotensão em ratos anestesiados. protegendo-o contra danos oxidativos.. sendo seu efeito citostático no bloqueio da fase S (Kamei et ai. dessa forma. laciniatum foram isolados quatro derivados do ácido hidroxioleanólico (Krishnaswamy et al. além de verbascosídeo. O extrato de S. alatum. indicum demonstrou uma potente atividade larvicida contra Aedes aegypti (Cepleanu et ai. Dados farmacologicos da espécie O extrato alcoólico das sementes de S. 1997). rengiol e isorengiol (Pottrat et al. 5alatum (Kamal Eldin & Yousif... 1991). Tashiro et al. 1992). Todos esses efeitos foram abolidos na presença de atropina. Da parte aérea de S.Duas lignanas furânicas. indicum e S. foram isoladas das sementes de S. Três novas saponinas foram isoladas da parte aérea de S. tais dados indicam que esse extrato contém substância semelhante à acetilcolina (Gilani & Aftab. angolense. 2002). o que faz dessa planta um suplemento nutricional efetivo como antioxidante (Mimura. diminuição da força e da taxa de contrações Atriais (do átrio do coração) de cobaias.. 1994). 1990) e sesangolina. contração em útero isolado de ratas e íleo de cobaias. A alomelanina extraída das sementes suprime o crescimento de células tumorais in vivo e in vitro. 1991). 1995)... e. Foram identificadas das sementes desta espécie proteínas alergênicas que têm contribuído para os casos de alergia pelo uso da semente de gergelim (Beyeretal. 1992). 1988. alatosídeo A-C. Mediante o uso de animais diabéticos observou-se o efeito hipoglicemiante das sementes de S. Uma 2-episesalatina foi isolada das sementes de S. indicum (Takswchi et ai. dois derivados do ciclohexiletanol.. . Foi observado que o efeito antioxidante associado ao efeito anticarcinogênico de Sesamum representa um papel importante para o organismo.

axilares. fontes de compostos digitálicos de grande valor na medicina moderna. Outros nome são Vassourinha. em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. incluindo árvores. Verbascum e Wightia. flores brancas. No Brasil. Nomes populares Na região amazônica. pequenas. Tapixaba. opostas. Coerana-branca. hermafroditas. algumas aquáticas (Mabberley. Scobedia. Dados botânicos Planta herbácea de folhas pecioladas. ovaldolanceoladas. bicarpelar. Esterhazia. Veronica. Vassourinha-doce e Corrente-roxa. com corola rotácea. Vassourinha-de-botão.Espécies medicinais da família Scrophulariaceae Introdução A família Scrophulariaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange 269 gêneros. . Vassoura. lanata. pentâmeras. Outro gênero muito comum e de ocorrência em quase todo o Brasil é Scoparia. Pupeiçava. Calceolaria e Maurandia. quatro estames didínamos. no Pará. Espécies medicinais Scoparia dulcis L. bilabiada. das famosas D. arbustos e ervas. purpurea e D. Tupixaba. Ganha-aqui-ganha-acolá. popularmente conhecido como Vassoura.100 espécies cosmopolitas espontâneas de áreas temperadas e parte em áreas tropicais. crenadas e glabras. ovário supero. 1997). tais como Digitalis. inúmeras espécies são cultivadas como ornamentais. nos quais estão distribuídas 5. a espécie é popularmente conhecida como Fel-da-terra. aqui descrito como medicinal. Nessa família constam ainda importantes gêneros de espécies medicinais. especialmente dos gêneros Antirrhinum.

além de ser considerada tônica. 1983). para tratar problemas do fígado e do estômago e estimular o apetite (Simões et al. brotoejas. . 1990). hipotensiva. menstruais. para aliviar a febre e como antiemético infantil e anti-séptico (Grenand et al. peitoral. 1982. emoliente e béquica (Corrêa. 1988. 1987).. para lavar feridas (Branch & da Silva. Coee et al. Em Minas Gerais. béquica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. problemas cardíacos. o chá da planta é usado contra hemorróidas. Já entre os ticunas. essa espécie também é considerada emoliente. Nas tribos indígenas do Equador. 1995). 1994. e utilizada contra desordens respiratórias. Grandi et al. Na Paraíba. 1982. para melhorar o estado geral do indivíduo. também.. 1990). também. picada de mosquito. infecção urinaria e corrimento vaginal (Gavilanes et al. com todas as partes da planta. bronquite. hipoglicemiante. mas com a finalidade de reduzir inchaço e dor (Schultes & Raffauf. a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual (Schultes & Raffauf. por causa do seu emprego. febrífuga. Outros indígenas do Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e. emoliente.bilocular. 1982). antidiabética e contra afecções catarrais. No Rio Grande do Sul. coceiras. é utilizada como anti-hemorroidal. doenças venéreas.. As tribos indígenas das Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca. No Brasil. Verardo. com muitos óvulos (Figura 27. No Pará. 1980). Grandi & Siqueira.. 1994. pectoral. o chá é preparado.3). 1988). malária. o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos. diabetes e hipertensão (De Almeida. febre. hepáticas e estomacais. Matos. A infusão da planta toda é usada como expectorante e emoliente (Hirschmann et al. Cruz. 1984). bronquite. significa "vassoura". tosse. Coimbra. especialmente na Floresta Amazônica. Encontrada em abundância na América do Sul. já o chá da raiz é usado como antidiabético (Amorozo & Gély. O nome do gênero. Os indígenas da Nicarágua utilizam a infusão a quente e/ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga. 1986).. e as folhas. 1996). 1982. 1993. é utilizada contra tosses e verminoses (Agra. tosse. bem como para a limpeza do sangue e como auxiliar no parto (Dennis. expectorante.. desordens menstruais. 1990). Scoparia. erisipela e afecções cutâneas.

hipertensiva (Freire et al.1988b). 1985). obtidos da espécie. beta-sitosterol. 1993 e 1996a). Na escopadulina foi detectada a atividade antiviral (Hayashi et al. et al. depressora do SNC. gentísico. E. 1986 e 1988a. apigenina. antiinflamatória (Freire et al. (1981).. cumárico. 1990).... antiespasmódica.. 1993 e 1996). Dados farmacológicos da espécie Atividades analgésica. 1987 e 1988c). sedativa e diurética (Ahmed et al. S. Hayashi et al. 6-metoxibenzoxazolinona. 1990a e 1991). B e C (Kawasaki et al.. A atividade antiviral do ácido escopadúlcico B e escopadulina foi observada contra o vírus do herpes em estudos in vivo e in vitro (Hayashi et al. S.. 1991). Freire. ácido escopadúlcico A e B (Hayashi et al. secretagoga e gastroprotetora (Mesia et al. 1988a e 1990c). 1990b). glutinol e acacetina (Hayashi et al. anti-herpética. são capazes de inibir a atividade da bomba de próton gástrica (Hayashi et al.. Os ácidos escopadúlcico B. escopadulciol. antibacteriana gram-positiva. 1989. manitol.. hipocolesterolêmica. 1994. iflainóico. 1993 e 1996) depressora (Freire. 1988. expectorante e atóxica (Moura et al.. M...Dados químicos da espécie Vários triterpenóides foram isolados desta espécie por Ramesh et al. antifúngica. Também foi detectada a presença de glicosídeos. scopadulciol (Hayashi et al. anti-séptica... 1997) e o diterpeno tetracíclico escopadulina (Hayashi et al. antiinflamatória. O. Azevedo et al... 2000) foram determinadas em Scoparia dulcis. cinarosídeo D. escoparinol e dulcinol (Ahamed & Jakupovic. Existem registros na literatura da presença de diterpenóides denominados ácido escopárico A.. 1997. et al. benzoxazolinona. 1987. Torres et al.. 1996b). 1996). alfa-amirina. 2001). 1987)... O diterpeno escoparinol isolado desta espécie apresentou atividade analgésica. dulcinol e ácidos dulcióico. escutelareína. antidiabética (Jain. Hayashi e al. betulínico. O óleo essencial da espécie também apresenta atividade fungicida (Lima. (1979) e Mahato et al. acacetina. simpatomimética (Freire et al. M. flavonas. antiviral. 1998). O ácido escopadúlcico tem apresentado também ati- . Dalla Torre et al. 1990b). entre outros compostos (Kawasaki et al.

além de extrato etanólico demonstrar a mesma inibição aos receptores de serotonina e dopamina (Hasrat et al. Atividade citotóxica causada pela himenoxina foi observada em cultura de tecido humano. FIGURA 27. 1997a). 1978) (Banco de imagens - ..1 .. 1988b).Adenocalyma alliaceum. 2002) e antitumoral (Nishino et al.. 1997a e 1997b). 1993). Em estudos de radioligantes foi observado que o extrato de S.vidade antimalarial in vitro (Riel et al. Ramos com flores (modificado a partir de Hoehne... dulcis diminuiu em mais de 60% a ligação do radioligante aos receptores 5-HT1A (Hasrat et al. porém essa flavona apresentou maior suscetibilidade para linhagens de células cancerosas do que para as normais (Hayashi et al.

FIGURA 27. Detalhe das inflorescências e flores tubulares (Banco de imagens - .2 .Pyrostegia venusta.

3 . Ramo florido com detalhes da flor e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.Scoparia dulcis.FIGURA 27. 1946) (Banco de imagens - .

que passamos a descrever a seguir. foi descrita inicialmente como Compositae por Paul Dietrich Giseke.Ivan Martinov. com aproximadamente 22. sendo a maior família botânica do grupo das angiospermas. Hiruma-Lima C. Inclui espécies arbustivas. que reúne milhares de espécies vegetais com distribuição em todo o planeta. Os gêneros estão distri- .528 gêneros. exceto na Antártida (Mabberley. trepadeiras e ervas. Essa família compreende 1. A. Guimarães Introdução A ordem Asterales compreende nove famílias botânicas. encontradas em todo o planeta. Santos E.28 Asterales medicinais L. das quais a família Asteraceae (Compositae) é uma das mais importantes como fonte de espécies vegetais de valor medicinal. Trata-se de uma grande ordem. Di Stasi C. 1997). herbáceas.750 espécies cosmopolitas. a grande maioria dos gêneros é constituída de plantas de pequeno porte. C. arbóreas. Na região amazônica foram referidas inúmeras espécies medicinais da família Asteraceae. M. A família Asteraceae (Dicotyledonae) . M.

Calendula (Calenduleae). Tanacetum. Achillea millefolium. Sonchus e Taraxacum (Lactuceae). Novalgina e Anador. Calendula. muitas conhecidas como Picão e Carrapicho. com ampla distribuição no território brasileiro. muitas das quais amplamente estudadas dos pontos de vista químico e farmacológico. tais como inúmeras Vernonia. Gnaphalium e Achyrocline (Gnaphalieae). A família Asteraceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes de espécies vegetais de interesse terapêutico. Gnaphalium e Achyrocline. popularmente conhecidas como Artemisia e Losna. Calea. a Camomila. várias espécies do gênero Bidens. conhecida como Mil-folhas. do gênero Arnica. muitas das quais conhecidas como Boldo ou Jalapa e amplamente usadas. Baccharis e Solidago (Astereae). Artemisia. Galinsoga. das quais se destaca a Baccharis trimera. devem ser ressaltadas algumas espécies de interesse medicinal. • Asteroideae Inula (Inuleae). Wedelia. o Mentrasto. a famosa Arnica. Ageratum. e inúmeras plantas de . especialmente a Mikania glomerata. do gênero Mikania. Lactuca. Mikania. Stevia e Eupatorium (Eupatorieae). Arnica e Tagetes (Helenieae). Vernonia e Elephantopus (Vernonieae). Ageratum conyzoides. Aster. Bidens e Helianthus (Heliantheae). as importantes Carquejas. Achillea e Santolina (Anthemideae). Zinnia. Calendula officinalis. conhecidas popularmente como Macela ou Macela-do-campo.buídos em três grandes subfamílias. Saussurea e Echinopis (Cardueae). especialmente Bidens pilosa e Bidens bipinnatus. Nesse contexto. Matricaria chamomila. Semeio e Emilia (Senecioneae). sendo os mais importantes os encontrados nas subfamílias Cichorioideae e Asteroideae. Matricaria. gênero da famosa Calêndula. os inúmeros Guacos e Guacos-de-quintal. dado o grande número de plantas pertencentes a ela que são usadas popularmente como medicamentos. as várias espécies de Artemisia. • Cichorioideae Chaptalia (Mutisieae).

Grande parte dessas espécies é nativa do Brasil. O gênero Acanthospermum descrito por Franz Schrank inclui apenas seis espécies tropicais. folhas simples. a decocção das folhas é usada.pequeno porte do gênero Eupatorium. Espécies medicinais Acanthospermum australe (Loefl. de ápice e base agudas. com borda irregularmente serreada. Na região do Vale do Ribeira. externamente.) Kuntze Nomes populares Essa espécie é conhecida na região amazônica como Carrapicho-rasteiro e apenas como Carrapicho na região do Vale do Ribeira. curto-pecioladas. como Carrapichinho e Carrapicho-de-carneiro. sendo as flores dos bordos apenas femininas e as do disco. amplamente usadas na medicina popular. onde foram incorporadas na medicina tradicional. enquanto várias outras foram aqui aclimatadas e podem ser encontradas em todo o território brasileiro. inflorescências axilar ou terminal com flores reunidas em capítulo paucifloro. como antiinflamatório e. flores unissexuais e marginais. fruto do tipo aquênio fusiforme ou cuneiforme com cerdas uncinadas (Figura 28. sendo Acanthospermum hispidum e Acanthospermum australe as mais comuns e consideradas invasoras. opostas. . em Minas Gerais. como cicatrizante. inteiras. caule comprimido e denso-piloso.1). Dados botânicos Planta anual. O nome do gênero vem do grego e significa "semente com espinhos". ereta ou prostrada. e brácteas involucrais envolvendo a flor feminina. internamente. apenas masculinas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. de pequeno porte. rasteira. Em outras regiões do país. a infusão preparada com a raiz é usada internamente para combater problemas renais e como potente diurético. oblongo lanceoladas.

O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 115 espécies de origem na Europa e na Ásia. 1997). 1982) e. agindo ainda como antiespasmódico. . com até 60 cm de altura. reunidas em capítulos corimbosos. gripes e distúrbios do estômago. dor de cabeça e dores gerais. Em outras regiões do país. A espécie é de origem européia e amplamente cultivada no Brasil como medicinal. contendo folhas oblongolanceoladas. a infusão ou a decocção das folhas é usada contra febre. Dados botânicos A planta é uma erva perene. nome dado à planta pelos seus usos medicinais na região. glabra. além de ser anti-helmíntica. amarelas e tubulosas. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga e aromática e possui a propriedade de melhorar as condições gerais da circulação. Milefólio e Mil-em-rama. sendo as marginais femininas e brancas. a espécie é chamada de Novalgina. com caules ramosos. hemorroidais e pulmonares. Aquiléia. a espécie é conhecida ainda como Erva-de-carpinteiro. rizomatosa. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.. digestivo.A espécie também é usada em Minas Gerais como diaforética e emoliente (Gavilanes et al. sendo considerada útil para deter hemorragias uterinas. flores dimorfas. raras são nativas das Américas. e as centrais. como contraceptivo feminino (Mabberley. Achillea millefolium L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. O nome do gênero Achillea foi dado em homenagem ao grego Aquiles (Achiles). hermafroditas. no Uruguai.

Nomes populares Na região da Mata Atlântica.2). Em outras regiões do país. . Dados botânicos A planta é uma erva anual.Ageratum conyzoides L. a infusão das raízes é usada internamente como analgésico. flores brancas ou lilases. amenorréia e gonorréia. pecioladas. mesmo nome dado para ela em quase todo o Brasil. Ageratum. crenadas. antidiarréica. significa "o que não envelhece". Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. reunidas em capítulos dispostos em panículas densas. Erva-de-são-joão e Maria-preta. útil contra resfriados. febrífuga. ovadas. mucilaginosa. carminativa. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. tônica. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui 44 espécies tropicais de origem nas Américas. anti-reumático e contra cólicas menstruais. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga. pilosa e ramosa. cólicas flatulentas e uterinas. a espécie é chamada de Mentrasto. Baccharis trimera (Lers) DC. É conhecida ainda como Carqueja-amargosa e Carqueja-crespa. além de indicada para aliviar náuseas. é conhecida ainda como Catinga-de-bode. a espécie é chamada de Carqueja. com até 1 m de altura. e o nome do gênero. Catingade-barão. enquanto o banho preparado com as raízes é indicado como anti-séptico e contra infecções da pele. com folhas opostas. A infusão preparada com a planta toda é usada na regulação menstrual e contra dores de cabeça e de barriga. anti-reumática. A planta é invasora de culturas e fornecedora de forragem (Figura 28. com caules cilíndricos de onde partem ramos ascendentes.

Amor-seco. entre outras (Corrêa. Carrapicho. a decocção das folhas é usada como analgésico. com ampla distribuição na América do Sul. . Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. estomacais e intestinais. Bidens bipinnatus L. o deus Baco do vinho. os caules são lenhosos e trialados desde a base até o ápice. podendo atingir até 1 m de altura. A decocção das partes aéreas da planta é também utilizada como diurético e contra inflamações e febres.Dados botânicos A planta é um subarbusto ereto e cheio de ramos glabros. A infusão das folhas é empregada como "emagrecedor" e para "desintoxicação do corpo". 1926). Inúmeros nomes têm sido registrados para essa espécie. sendo as alas levemente inervadas e seccionadas alternadamente. O nome do gênero foi dado em homenagem a Bacchus. Goambu. Carrapicho-de-agulha. (Bidens pilosa L. Pirco. anti-reumático. Macela-do-campo. derrame cerebral e diabetes. Picão-do-campo. Carrapicho-deduas-pontas. Aceitilla. diurético e contra distúrbios renais. Espinho-de-agulha. hipertensão. estomáquico. bem como em vários Estados brasileiros. Piolho-de-padre. tais como Cuambu.3). sendo considerada útil contra afecções do fígado e diabetes. inflorescências em capítulos aglomerados com flores amarelas. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado externamente para reduzir inchaços. Erva-picão e Pau-pau. Erva-picão. Carrapicho-de-cavalo.) Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e na Mata Atlântica. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente quatrocentas espécies tropicais americanas. anti-helmíntico. a planta é usada como tônico. fruto do tipo aquênio (Figura 28. Em outras regiões do país. como Picão-preto. A infusão das raízes é usada externamente na redução de inchaço.

glabra.. 1996). laringite. desordens hepáticas. infecções urinárias (Mejia & Reng. infecções urinárias e vaginais (De Almeida. dores de cabeça e de dentes (De Feo. pecioladas e fendidas. significa "dois dentes". diabetes e inflamações (Corrêa. com até 1 m de altura. diurética. O nome. a espécie também é referida como emoliente. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 240 espécies cosmopolitas. Vasquez. diabetes. micoses. 1990. 1992. antidisentérica. Duke et ai. A planta é considerada estimulante. 1993. ramosa. a espécie é usada como antiinflamatório. Bidens. a infusão preparada com as partes aéreas da planta é usada no tratamento da hepatite. No Brasil. flores amarelas reunidas em inflorescências do tipo capítulo. leucorréia. pentâmeras. antiblenorrágica. 1994). Essa espécie é de uso disseminado por toda a Amazônia e por todos os Estados brasileiros. utilizada especialmente contra icterícia. hepatite. Na medicina tradicional peruana. antiescorbútica.Dados botânicos Planta de pequeno porte. 1984). vermífuga e vulnerária.4). 1994). simples. desobstruente. edema. folhas opostas. ereta. disenteria. conjuntivite. adstringente e considerada útil contra icterícia. formando o papilho que é transformado em aristas (Figura 28. 1962). sialagoga. Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes. com cálice modificado. o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite (Watt & Breyer-Brandwijk. . dismenorréia. com flores radiais liguladas. 1990). Grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina. No Leste da África. 1995). capítulos pleiomorfos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. diurético e contra hepatite. Coimbra. bem como no combate a dores em geral Jager et al. antileucorréica.. referindo-se às aristas do papilho. icterícia e contra vermes distintos (Rutter.

estriado e diminuto. e contra malária. o primeiro a usar a planta como medicamento contra doença do fígado. fruto do tipo aquênio alongado.Eupatorium ayapana Veuten. de caule ereto. cólera. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada como expectorante e contra diarréia e disenterias graves. como tônico. reunidas em capítulos dispostos terminalmente. anguloso. ferrugíneo e glabro. Em outras regiões do Brasil. digestivo. estimulante.ambas não identificadas . jambu (Spilanthes acmella) e abacate (Persea sp. androceu com anteras levemente sagitadas. A infusão de suas folhas com as de arruda (Ruta graveolens). acuminadas. flores (20 a 30) azuis. Aiapana. visto a grande semelhança entre elas. que o denominou assim em homenagem ao rei Eupator. com papilho do mesmo tamanho (Figura 28. além de se reconhecer nela poderosa ação contra tétano. O gênero Eupatorium foi descrito por Carl Linnaeus. Japana-branca. angina. antidiarréico e antidisentérico. corola com tubo interno glabro. 1984). lanceoladas. folhas opostas. como Iapana. Dados botânicos Erva bastante delicada. Duas outras distintas espécies do gênero Eupatorium . . especialmente do fígado. A decocção das folhas também é usada em desordens digestivas.são coletadas pela população da região como sendo da mesma espécie. estomáquico. infecções da boca e contra veneno de cobras (Corrêa. triplinervadas. a espécie possui vários usos das folhas. é considerado útil contra dores de cabeça e febre. mas são comuns outras denominações.5). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica especialmente pelo nome de Japana. sudorífico. Japana-roxa e Erva-de-cobra. enquanto o sumo das folhas frescas.) é usada internamente contra hemorróidas e verminoses. empregado externamente na forma de banho.

dores de barriga e outros distúrbios intestinais. reunidas em pequenos e numerosos capítulos radiados.especialmente na América do Norte . serradas. Dados botânicos A planta é uma espécie perenial e herbácea. assim como em todo o Brasil. podendo atingir até 1 m de altura. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. com ápice arredondado. O nome do gênero significa "o que é firme". pequenas. capítulos pequenos e reunidos. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e compreende aproximadamente oitenta espécies. de ocorrência nas Américas . Dados botânicos A planta é um subarbusto perene. . a espécie é chamada de Arnica. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente cinqüenta espécies cosmopolitas. a infusão das folhas é usada contra diarréia. Solidago microglossa DC. folhas oblongas. com caules contendo folhas elípticas e obovadas.e com raras espécies na América do Sul.Gnaphalium purpureum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. referindo-se ao tomento das folhas. com a face superior verde e glabra e a inferior alvo-tomentosa. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. a espécie é chamada de Macela. que formam uma inflorescência cilíndrica. O nome significa "feltro". flores amarelas.

Dados da medicina tradicional Na região de estudo. misturado com folhas de amor-crescido e de graviola. com folhas opostas. agudas. o chá ou xarope das folhas é considerado útil contra tosses e problemas hepáticos. Spilanthes. membranosas. Essa planta é utilizada como estomáquica. tais como Agrião-do-pará.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. . que tem mancha escura sobre a lígula. fruto do tipo aquênio. ovadas. aristas do papilho sem pêlos retrorsos (Figura 28. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Jambu. vários outros nomes são usados. entretanto. excitante e tônica na Aldeia Olho D'Água (Elisabetsky et ai.6). flores amarelas. boldo e abacate é indicado contra hemorróidas e helmintoses. o preparado com folhas de arruda. longo-pecioladas. é utilizado contra conjuntivite e problemas hepáticos. comprimido com papilho aristado. Corrêa (1984) relata o uso da planta contra doenças da boca e da garganta. referindo-se à corola de flor feminina de algumas espécies.. Agrião-do-brasil. Mastruço e Agrião-do-norte. Jambuaçu. com corola curva. dispostas em capítulos globosos terminais ou axilares. não alado. cálculos da bexiga e dores de dente. significa "flor com mancha". Abecedária. Dados botânicos Planta herbácea. enquanto a decocção da planta toda é usada internamente como sedativo e contra distúrbios digestivos. o chá das folhas. o macerado da planta toda em aguardente é usado externamente contra dores musculares. Agriãobravo. descrito por Nicolaus von Jacquim. batidas. picadas de insetos e infecções. O nome do gênero. Botão-de-ouro. Spilanthes acmella Rich.

sendo muito comum como espécie ornamental e amplamente usada em cemitérios. no Pará (Amorozo & Gély. 1997). tosse e resfriado. a S. as folhas. febrífuga. O macerado das raízes em água é usado também internamente como laxante e emético. desinfetante e antiasmática. Dados botânicos A espécie é uma herbácea ereta. está muito bem aclimatada no Brasil. sendo também comumente chamada de Cravo.1982). a decocção das partes aéreas é usada internamente contra dores reumáticas. 1988). em Brasília (Matos & Das Graças. opostas ou alternas. patula e T. Cravo-de-tufo. narcótica. nas dores de cabeça e na "doença dos nervos". lucida. 1980). e seu nome vem de Tages. Cravo-amarelo ou Cravo-vermelho. T. O gênero Tagetes descrito por Carl Linnaeus (tribo Tagetae) inclui aproximadamente cinqüenta espécies tropicais (Mabberley. abortiva. antigripal. considerada carminativa. Cravinho. A infusão das flores é considerada útil na dismenorréia. tais como T. digestiva. as flores pequenas são reunidas em capítulos grandes amarelo-alaranjados. atingindo de 60 a 90 cm de altura. são partidas e aromáticas. com muitos ramos. Tagetes erecta L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Cravo-de-defunto. também são usadas como medicinais. minuta. Cravo-africano e Tagetes. e indicada contra problemas hepáticos. americana é utilizada no tratamento de afecções bucais e algumas variedades de herpes. Originária do México. divindade etrúria representada como um belo jovem. Bown (1995) refere que a espécie é usada contra constipações severas e cólicas. emenagoga. Na Colômbia. Amorozo & Gély (1988) referem que o . Outras espécies do gênero. antiespasmódica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. bronquite. cicatrizante.

australe. arroxeadas e vermelhas. bem como foram identificados os constituintes majoritários: beta-cariofileno. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas e flores misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é amplamente utilizada no combate à malária. com caule ereto. Dados botânicos A espécie é uma herbácea de 60 a 80 cm de altura. rosas. e a folha socada com cachaça ou água morna é usada externamente (fricção) contra"doença que prende e doença do vento". é amplamente usada no Brasil como ornamental. cordiformes. Moça-e-velha e Canela-de-velho. que atua como anti-helmíntico e sudorífico. a espécie possui um óleo essencial nauseabundo. Originária do México. incluindo brancas. além de possuir raízes e sementes reputadas como laxativas. resfriados. anteras amarelas e estigmas vermelhos. o chá das folhas e flores. para tratar "doença que deixa o queixo duro". com uso freqüente contra dores reumáticas.chá das folhas com alho é usado contra febres. Zinnia elegans Jacq. sésseis. Nomes populares A espécie é chamada. Outras denominações populares incluem os nomes Capitão. de Zinha ou Zínia. bronquites e tosses. Dados químicos das espécies e gêneros Acanthospermum Óleo essencial (0. Corrêa (1984) refere que a planta toda é peitoral e calmante. as folhas são ásperas. pela abundância de flores. Segundo Hoehne (1939).13% de terpenos) foi obtido das folhas de A. opostas. . forte. as flores possuem várias cores. flores pequenas reunidas em inflorescências do tipo capítulo solitário. na região de estudo.

laevis e B. deterpenos.. germacreno A. 1985. axilarina e 5. Serquiterpenos lactonas e flavonas foram obtidos de A. flavonóides (Shimizu et al. flavonas. Diversos constituintes já foram obtidos de Ageratum conyzoides como terpenos e flavonóides (Okunode.. De Tommassi et al. Poliacetilenos. glabratum (Saleh et al. 1979. 1990. gama-cadineno. 1979).. Ageratum e Bacchoris Achilea millefoluim possui diversas sesquiterpenolactonas (Zozyo et al. 1979). flavonóides (Bohlmann et al.. Torres et al. Das partes aéreas de A. Hoffman & Hoelzl.beta-elemeno. 1975) e monoterpenos (Orth et al. beta-guaieno. leucoantociandinas.. alfa-felandreno. B. B. terpenos (Verzan & El Sayed. isocariofileno. 1994. cadineno. 1991) também isolados de A setacea (Zitterl-Eglseer et al. Sharma & Sharma. Herz & Kalyanaraman. B. flavonas (Falk et al. Caffmi & Demolis. Da espécie B.. 1994). pilosa . limoneno. hispidum foram isolados sesquiterpenos e compostos fenólicos (Jakupovic et al. Debenedetti et al. Herz & Kalyanaraman. 1997).. alfa-farneseno e beta-bisaboleno (Craveiro et al.. saponinas e xantonas (Caetano et al. 1986. 1977). cumarinas.. carotenóides e glicosídeos foram isolados de B. 1987. De A. 2000). 1975.. Wang et al. monoterpenos e alcalóides (Bohlmann et al. 1992b. beta-pineno. rutina e saponinas (Soicke & Leng-Peschlow.. alfa-copaeno. crisosfenol D. triterpenos (Chandler et al. 1975).7.6-dimethoxiflavona (Debenedetti et al. alfahumuleno. beta-cariofileno. Nair et al. 1992).. Gill et al. De Baccharis trimera foram isolados flavonóides.. 1991). Bidens O óleo essencial de Bidens pilosa possui alfa-pineno... 1987).. 1997).. 1987). pilosa.. 1986.4'-trihidroxi-3. 1981). 2000). Gene et al. 2001. Achilea. 1980.. australe também foram isolados quatro flavonóides: penduletina. timol. De A. leucantha (Wat et ai. 2002. monoterpenos..... 1988a e 1988b. Christensen et al. millefolium também foram isolados ésterois. 1994 e 1984. australe já foram isolados diterpenos e sesquiterpenolactonas (Bohlmann et al... 1996. diterpenos (Saleh et al. tripartitus. 1976a e 1976b). De A. 1987. 1978).. 1976).. gama-humuleno e viridifloreno (Machado et al. Alvarez et al. Bohlmann et al. delta-cadineno (De Marais et al. catecolaminas.. 1984). Hausen et al.. 1981. 1990). bipinnatus..

pilosa (Hoffmann & Hoelzl.. littorale (Sato et al. 1995). 1991) e E. dahlioides. 1986). rotundifolium (Hendriks et al. 1991. cannabinum (Stevens et al.B. erythropappum (Talapatra et al. 1986). 1990c) e E adenophorum (Li-Rongtao et al.. £. Pagani. tripartita (Isakova et al. e vários flavonóides (Geissberger & Sequin. frondosa (Karikome et al. eugenol. chinese (Zhao et al.. E.. 1985). 1992). radiata e B.. E. 1987. leucolepis (Herz & Palaniappan. E. E. micranthum (Herz et al 1978).. 1985). subhastatum (Ferraro et al. ácido linoléico e linolênico. 1988b. enquanto várias chalconas foram obtidas de B.fortunei.. Liu et al. 1992). B. Alcalóides pirrolizidínicos foram determinados em E cannabinum (Schimio et al. 1990). adenophorum (Li et al. ternbergianum (D'Agostino et al.. B. Edgar et al. £. B. 1997). odorata (Hai et al. tais como quatro auronas. Eupatorium Flavonóides foram isolados de Eupatorium coelestinum (Le Van & Pham.. maximowicziana.. dois derivados tiofênicos. E. Outros glicosídeos foram determinados nas espécies £. tinifolium (D'Agostinoetal. buniifolium (Muschietti et al. 1994). 1992). 1987 e 1988). 1995). 1988. 1990). 1987. Flavonóides glicosilados foram isolados de E tinifolium (D'Agostino et al. E. os triterpenos friedelina e friedelan-3p-ol. 1981). E. 1997). parviflora. altissimum (D'Agostino et al. chrysoanthemoides. e um novo composto sesquiterpênico com atividade antimicrobiana. E. E guayanum (Sagareishvili et al. 1990). ocimeno e chalconas foram isolados e caracterizados das partes verdes e flores de B. B. Poliacetilenos também foram isolados de B.japonicum. bipinnatus (W B. glandulosum (Nair et al. E. 1979). . campylotheca (Bauer et al. 1992). E.foram ainda isolados inúmeros compostos. Wang et al. Três poliacetilenos. B.. frondosa.. E. tripartitus (Christensen et al. portoricense (Wiedenfeld et al. B. 1995) e £. 1982). 1988a. 1991)... E. 1988c e 1988d). 1994) e E... salvia (Gonzalez et al. bem como dois glicosídeos fenilpropanóides a partir de folhas frescas (Sashida et al. 1995) E. ferulefolius. ácido linoléico. angustifolium (Mesquita et al. foi isolado do óleo essencial de Bidens cernua (Smirnov et al. Um novo diterpeno foi recentemente isolado de B. cernuol. 1993 e 1995). 1995). B. E. 1990a e 1990b). pilosa (Zuleeta et al. 1997).

rufescens (Ruecker et al. americana foram isolados monoterpenos. entre outras espécies (Ding et al. 1987). mikanioides (Herz et al. fortuna (Haruna et al. Na fração diclorometânica das flores dessa espécie também foram detectados várias amidas. E. e sesquiterpenóides de E. espilantol e três amidas foram isolados das flores de S. 1999). var. cannabinum (Stefanovic et al. cânfora. 1986). tinifolium (D'Agostino et al. estigmasterol. Das partes aéreas de S. E. .. Os principais constituintes do óleo essencial de E.. laevigatum (Bauer et al.. naginatacetona.Nas folhas de E. Monoterpenos glicosilados foram obtidos de E. deltoideum (Quijano et al. Uma grande quantidade de terpenos (geranial. Uma amida. adenophorum. 1977). fenóis e saponina. De S. 1987). 1987). compostos oxigenados e nitrogenados (Stashenko et al. e o óleo essencial das folhas contém alfa-pineno. 1994). sitosterolO-beta-D-glucosídeo (Dinda & Guha. E. E.. 1987). 1980) e E. 1979). 1986). 1988a e 1988b). 1986b). E. sitosterol.. ácidos graxos e ácido tetratriacontanóico. stoechadosmum foram descritos como componentes principais a acetofenona e os derivados do timol (Nguyen et al. adenophorum são p-cimeno e acetato de bornila (Ding et al. E. 1990a e 1990b). Spilanthes De Spilanthes acmella foram isolados saponinas e triterpenóides (Mukharya & Ansari. odoratum foram encontrados taninos. limoneno. paniculata foram isolados aminoácidos (Dinda & Guha. 1993). A presença de sesquiterpenolactonas foi caracterizada em E. oleracea Clarice (Nakatani & Nagashima. acmella L. sesquiterpenos. quadrangularis (Hubert et al. 1986). 1992a). altissimum (Jakupovic et al. E. 1980). espilantol. quadrangularae (Hubert et al. Diterpenóides foram isolados de E. cariofileno e cadinol (Inya-Agha et al. 1996).. enquanto em E. entre outros (Nakatani & Nagashima. 1992b.. triterpenóides de E.. 1987). recurvens (Herz et al. beta-himachaleno) ou ésteres fenólicos foi identificada nos óleos essenciais de E.fortunei (Haruna et al. p-cimeno. laevigatum (Lopes et al. 1991)... 1987). 1987) e E. E. 1996) e triterpenos (Ospina de Nigrinis et al. cannabinum (Zdero & Bohlmann. 1978). 1986). odoratum (Talapatra et al.. Ramsewak et al.

benzofurano e isoeuparina (Parodi et al. 1994) e T. como quercetagetina.. minuta são ocimeno. Os monoterpenos descritos em T. 1990b). campanulata. 6-hidroxikaempferol. 1990). patula foram isolados tiofenos. T microglossa (Castro. 1987). Alguns compostos têm sido identificados como típicos para muitas das espécies pertencentes ao gênero Tagetes. 1987). patuletrina e patuletina. 1985). onde foi caracterizada a presença majoritária de terpenóides e sesquiterpenos. T. T multiflora (De-Israilev & Seeligmann. além de enxofre e fósforo.. Das raízes de T. 1993). As espécies T.. tenuifolia (I signata) (Parodi et al.. 1991). patula (Ivancheva & Zdravkova. T. Foi relatada ainda a presença de flavonóides em T. riojana são duas espécies do gênero Tagetes morfologicamente muito similares. que podem ser diferenciadas pela composição química. Pe- . 1987).. 1992). 1990a). Ahmad et al. pois somente T. 6-hidroxi e 6-metoxi flavonóis e seus glicosídeos (De-Israilev & Seeligmann.Tagetes Foram realizadas análises fitoquímicas dos óleos essenciais de Tagetes minuta (T. No entanto. 1988). rupestris (De-Israilev & Seeligmann. 1988). sendo a concentração desses compostos dependente do órgão utilizado e do estágio ontogênico da planta (Beavides & Caso. Entretanto. Tosi et al. T. glandulifera) (Craveiro et al. 1987. T. T.. 1988. 1993). Na raiz e no broto de duas espécies desse gênero (T. minuta e T. bem como a quercetina detectada apenas nas flores dessa espécie. 1988). distribuídos nas diferentes partes da raiz (Makjanic et al. tagetona e tagetenona (Zygadlo et al. 1995). T. dentro desse gênero foi encontrada uma certa diferenciação entre o padrão químico das flores e folhas de T. T. 1993b). argentina) foram identificados quatro tiofenos. que parecem ser sintetizados somente pelas folhas (DeIsrailev & Seeligmann. tais como quercetagetina.. riojana sintetiza quercetina 5-0-glicosídeo (De-Israilev. lucida (Hethelyi et al. erecta (Singh et al... zipaquirensis (Abdala & Seeligmann. patuletina e muitos desses derivados. laxa (De-Israilev et al. erecta e T. patula e I minuta apresentaram propriedade biocida natural decorrente da presença de tiofenos (Ketel.. mendocina e T. o padrão floral não inclui flavonas nem flavonóides polimetoxilados. 1988a e 1988b). patula.

. no fluxo coronário e na amplitude das contrações (Medeiros et al. b-sitosterol e triterpenos (Sharada et al. . 1987). hispidum foi estudado o extrato hidroalcoólico da planta toda.5-diglucosídeo por métodos cromatográficos e espectrais (Yamaguchi et al.. (1991) e Carvalho & Kretlli (1991) demonstraram efeitos parciais de extratos brutos de A. o qual apresentou atividade broncodilatadora e espasmolítica (Brandão et al..quena quantidade de monotiofeno na raiz de T. 2001). 1997). 2002) e antifúngica (Portillo et al. 1988. ocitocina. Zinnia Uma triagem fitoquímica de Z.. indicando a possibilidade de atividade antimalárica dessa espécie. 1995). 1991). Compostos com atividade citotóxica e antineoplásica também foram obtidos de uma outra espécie do gênero. australe demonstraram a ocorrência de uma forte inibição da enzima aldose redutase (Shimizu et al. 1996) bem como atividade imunomoduladora (Mirambola et al... 1988). hispidum mostraram ainda um pequeno aumento na freqüência cardíaca. 1995). As antocianinas das flores de Z.. 1988).. 1997). Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Acanthospermum Estudos realizados com a espécie A. Nascimento et al.. patula foi detectada (Arroo et al. elegans indicou a presença de Cumarina. além de produzir efeito inibitório sobre as contrações induzidas por histamina. Carvalho et al. Atividade antineoplásica foi descrita para a espécie A.. glicosídeos cardíacos. Em A... elegans foram identificadas como pelargonidina acetilada e cianidina 3. australe (Matsunaga et al. a A. 1980). australe contra Plasmodium berghei em roedores... Experimentos com A. bradicinina e isoprenalina em vários órgãos isolados (Brandão et al. taninos. Foram detectadas várias agliconas acumuladas na folhas e no caule (Wollenweber et al. 1996) dessa espécie. Foi também constatada a atividade antimicrobiana (Silva et al. glabratum (Saleh et al.

. minor foi a mais . à presença de saponinas (Gene et al. pilosa L. As folhas de A. 1991). 2000). Foram detectadas atividades antimalárica in vivo e in vitro (Brandão et al. chilensis DC diminuíram significativamente o edema de pata induzido pela canogenina em ratos. reduzindo a produção de prostaglandinas. mas Bidens pilosa var. Bondarenko et al. as propriedades analgésica e antiinflamatória. As flores e os talos possuem atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Nishikawa. bipinnatus mostraram diminuição da amplitude da contração muscular do coração e aumento da freqüência cardíaca. 1996). Extrato etanólico de B.. B. como friedelina e friedelan-3. possuem atividade antiinflamatória. Bidens Experimentos com B. minor (Blume) Sherff... var. A atividade anti-hepatotóxica de Baccharis trimera foi atribuída à presença de flavonóides (Soicke & Leng-Peschlow. trimera foram caracterizadas como de responsabilidade do diterpeno.. 2000). pilosa (Santos et al. aumento do tônus e da amplitude das contrações no duodeno. 1987). Ações antimicrobiana e antiparasitária foram verificadas com B.Achila. Abena et al. conyzoides apresentaram atividade espasmolítica in vitro (Silva et al. 1998b. (1993) foram capazes de comprovar o efeito analgésico desta espécie dois anos depois.. presente em suas partes aéreas (Torres et al.-ol. Goldberg et al.. Os extratos aquosos de Bidens pilosa L. 1996) e finalmente as propriedades relaxante e vasodilatadora de B. pilosa. (1991). Triterpenos.. 1985. Porém. N'Dounga et al. 1980). 1982) das folhas e raízes de Bidens pilosa.. e B. além de vários flavonóides obtidos de B. pilosa inibiu a síntese das cicloxigenases. 1983). além de bloqueio das contrações uterinas produzidas pela acetilcolina (Torres da Silva et al. 1969). Agerathum e Baccharis Existem relatos da atividades antiespermatogênica e antiinflamatória para Achilea millefolium (Montanari et al.. 1987. As atividades analgésica e antiinflamatória de Ageratum conyzoides não foram confirmadas por Yamamoto et al. efeito que explica a utilização da espécie como analgésica (Jager et al. 1995) e anti-hipertensiva (Santos & Queiroz Neto. 1997). imunoestimulante (Ignácio et al.. enquanto os ácidos linoléico e linolênico possuem atividade antimicrobiana (Geissberger & Sequin. 1949)..

1986) e diurética (Rebuelta et al. 1995).. 1997). pilosa foi ainda descrita e confirmada a atividade bactericida (Rabe. 1988) e E. Para a espécie B. 1985). 1985). hipotensora (Dimo et al. morifolium e E. glyptophlebum. densum.. 1997). mais recentemente. ayapana possuem atividade antimicrobiana (Guptaetal... 2002).. E. Estudos recentes mostram que frações ricas em flavonóides obtidas de B. Eupatorium A espécie E. E. Foram relatadas atividades moluscicida e antibacteriana dos sesquiterpenóides de E. campylotheca apresentou. balantaefolium (Almeida & Fonteles. O extrato hexânico de B. 1977). E. in vitro. tequendamense (Mantilla & Sanabria. Atividade antibiótica foi descrita para as espécies E. La Casa et al. potente inibição sobre a ciclooxigenase e a 5-lipoxigenase. As folhas de E. 1995 e 1996) e. hepatoprotetora e antiinflamatória (Chin et al. além de ação inibitória da síntese de prostaglandinas (Jager et al. pilosa L. . Estudos com essas frações em modelos de úlcera gástrica por ácido acético demonstram que o efeito protetor dessa fração contra úlceras decorre da recuperação da vascularização da área de úlcera com simultânea redução da infiltração leucocitária (Martin-Calero et al. 1995).. pilosa L. uma significativa ação antiinflamatória (Redl et ai. E. 1994. pauciflorum (Giesbrecht et al. sendo eficazes contra úlcera por estresse (Alarcon et al. Um composto sesquiterpênico isolado de B. reduziram o edema de pata induzido por adjuvante de Freund (Chin et al. var.. E. minor e B. 1998 e 1999)..ativa. 1995).. ativa contra úlcera gástrica crônica e aguda (Ayuso Gonzales et al. tacotaneum (Sanabria & Mantilla.. 1989). Entretanto. aurea aumentam a quantidade de muco e de proteínas em ratos. 1996). somente os extratos de B. 1996). ou seja. A espécie B. consaguineum (Lopes et al... gracilae. 1994)... brevipes (Guerrero et al. 1986b). aurea mostrou-se depressora do sistema nervoso central (Ayuso Gonzales et al. ayapana faz parte da composição de produtos cosméticos e farmacêuticos por seu efeito protetor contra os raios solares e os radicais livres (Greff. atidifolium e E. 1985). cernua impediu o crescimento de bactérias gram-positivas in vitro e de micodermatófitos (Smirnov et al. e cinco poliacetilenos isolados desse extrato exibiram o mesmo efeito inibitório.. E..

Inibição da síntese de colesterol. brevipes e E. riparium (Ratnayake-Bandara et al. 1991). inulaefolium (Gorzalczany et al. O óleo essencial de E. 1992).. 1988). enzimas lisossomais e enzimas da síntese de glicogênio foram verificadas como substâncias isoladas de E. squalidum (Carvalho et al. 1984. A.. odoratum acelera o processo de coagulação sangüínea (Triratana et al. 1996) e E. laevigatum possui atividade espasmolítica (Andrade & Aucélio. DNAse. Eupatorium perfoliatum... E. Atividade antimalárica foi determinada para a espécie E. triplinerve também inibe o crescimento de inúmeras bactérias (Yadava & Saini. pauciflorum.. ayapana (Gonçalves et al... cannabinum. seabridum apresentaram atividade antitumoral (Woerdenbag. 1985. O extrato bruto aquoso de E.. odoratum (Iwu & Chiori. assim como da atividade da RNA polimerase. flaccida. 1990 e 1991). 1995). e de E. Sesquiterpenóides isolados de E. 1991). Guerrero et al. 1986 e 1987. squalidum foram isoladas naftoquinonas com atividade antimalárica (Krettli.. E. A. (Giesbrecht et al.. 1986). Achyrodine alata..5-decadienamida. acmella foram isolados n-isobutil-4. 1998). enquanto a espécie E. 1995). 1991).. RNAse. Inya-Agha et al. Herz & Palaniappan. Atividade antiviral (anti-herpética) de Asteráceas da Argentina: Eupatorium buniifloium. cannabinum (Bourrel et al. proteínas. 1991) e promove a contração de dueto deferente de cobaia e tiras arteriais de coelhos (Akah.. 1987) contra inúmeras bactérias e fungos patogênicos. Piperidinas de E. Spilanthes Das folhas de S. Atividade antifúngica também foi determinada para compostos puros obtidos de E. 1990)..1986). larvicida (Pitasawat . Baptisia tinetoria e Arnica montana promove aumento da atividade fagocitária in vivo e in vitro (Wagner & Jurcic.. 1994) apresentaram ainda atividade antiinflamatória. hyssopifolium (Hall et al. Cáceres et al. halinfolium e E. Os extratos de E. 1990). A combinação dos extratos de Echinacea angustifolia. porém possui alcalóides pirrolizidínicos que induzem à hepatotoxicidade (Mendonça et al. 1982a). 1995) e E. que apresentou atividade analgésica (Ansari et al. candolleanum (Campos et al. vautheriana e Flaveria bidentis (Garcia et al. 1989). E. 1988. 1978). E. fortunei são inibidoras de glicosidases (Sekioka et al. DNA e RNA de células tumorais..

in vitro. et al. usado como emenagogo. Em S. isso denota um risco na aplicação imprópria dessas partes vegetais. 1993).et al. 1993. testes de pele realizados posteriormente apresentaram reações positivas não só à arnica.. sendo os deri- . 1998) e espilantol. e Plasmodium berghei in vivo (Gasquet et al... sedativa. 1995). mas não contra Candida sp. 1995). J. Andrade. bem como no consumo destas (Meckes et al. 1986) e S. O eugenol.. e o extrato de S. como também a várias outras plantas do mesmo gênero e do gênero Tagetes (Pirker et al. et al. enquanto o extrato de S. acmella foram caracterizadas também as atividades anticonvulsivante. antiulcerogênica e espasmogênica (Moreira et al. 1984)... 1992) e antitumoral (Moraes et al. L. C.. 1992). oleracea (200 a 400 /mg/ml) apresentou atividade antimalárica contra Plasmodium falciparum.. 1988. calva inibiram a mutagênese induzida pelo tabaco e também a nitrosação de metiluréia de forma dose-dependente (Sukumaran & Kuttan. Tagetes Os extratos metanólicos de raiz. F. que possui potencial atividade inseticida (Kadir et al.. Camargo Neves et al. Souza. et al. Essa espécie também possui atividade larvicida contra Aedes fluviatilis. RJ.. Uma fração do extrato de flores dessa espécie apresenta importante ação sobre o controle de outros vetores parasitários. (Fabry et al. 1996). Foi relatado o caso de um paciente de 69 anos de idade que apresentou dermatite facial após 24 horas de contato com arnica.. T.. foi caracterizada a atividade antichagásica dos extratos hidroalcoólico e etanólico da folhas contra o Triatoma infestam (Bronfen.. 1994) e outras espécie de insetos (Broussalis et al. Valderrama et al. antimicrobiana. como no cravo-da-índia. 1999)... O extrato de S. erecta apresentaram uma alta fototoxicidade. embora ainda não se conheça o mecanismo de ação.. 1990). erecta apresenta toxicidade contra fases larvais de Anopheles stephensi (Sharma & Saxena. conhecida popularmente como Cravo-do-campo ou Coaribravo.. 1994). 1993). oleracea (Herdy & Carvalho. 1992. como Aedes aegypti e Anopheles stephensi (Perich et al. 1987. presente em muitas espécies. folhas e flores de T. Em I minuta. mauritana (raiz e flores) possui atividade antifúngica contra Aspergillus sp. Compostos com atividade anestésica local foram isolados de Spilanthes americana (Nigrinis et al. 1989).

1995). além de atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e gram-negativas (Tereschuk et al.. 1997). 1987). tendo sido isoladas fototoxinas que apresentaram atividade inseticida (Consoli et al.. presentes em diversas espécies de Asteraceae (Macedo et al.. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes) (Caceres et al. 1994). além de seu efeito persistir por aproximadamente 24 horas (Green et al. 1994)... a amplitute de contração do músculo esquelético em ratos (Aoki & Cortes. 1989).Ca2+ dependente e inibiu. e o efeito do óleo persiste por pelo menos nove dias. foetidissima possuem componentes fitotóxicos com atividade antibiótica (Perez-Amador et al. 1996). Do extrato de Z. in vivo e in vitro. füifolia apresenta atividade antioxidante no óleo de amendoim (Maestri et al. O extrato alcoólico de diferentes partes dessa espécie exibiu atividade estrogênica. lúcida estimulou discretamente. 1995). que possuem elevada citotoxicidade em carcinoma laringeal humano e em fibroblasto do tecido conjuntivo (Tellez et al.. enquanto seus compostos cumarínicos apresentaram uma pequena atividade inibitória sobre a contratilidade do músculo liso de coelhos (Rivera et al. Foi testado o extrato etanólico das partes aéreas de I patula.. in vitro. O extrato de T. Os extratos hexânicos de T. D e F. elegans L. .vados tiofênicos os compostos ativos. Mabberley (1997) refere que um composto terpênico é considerado eficaz contra HIV e importante composto com atividade larvicida. foram eficazes como fungicidas (Lacicowa & Wagner. Zinnia As sementes de Z.. 1991). 1991). 1992). O óleo essencial de I minuta apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti. coronopifolia e T.. Essa planta também possui ação bactericida contra as infecções respiratórias causadas por três tipos de bactérias gram-positivas (Staphylococcus aureus. a atividade da ATPase. o óleo essencial de T.. flavicoma foram isolados elemanlídeos do tipo zinaflavina B. 1997). o terpeno ocimenona presente no óleo revelou atividade em concentrações maiores que no óleo essencial completo. O extrato de Zinnia na dose 10% acima da DL50 induziu a algumas alterações histopatológicas e bioquímicas do fígado (Sharada et al. Houve também um aumento da amplitude de contração do intestino de coelho isolado. Dentre outras espécies. sendo potencialmente utilizável contra outras espécies de mosquitos.

congestão do baço e coração. Segundo Hoehne (1939). Estudos recentes mostram que o extrato hidroalcoólico não produz efeitos tóxicos (Dutra E. As folhas de S. dispnéia. poucos dados estão disponíveis sobre o uso dessa planta pelo homem. aspecto que limita sua utilização até que novos estudos sejam realizados. 1995). caracterizados por diarréia. adenophorum (Oelrichs et ai. 1978a e 1978b). 1995). 1996 e 1997). a espécie E. australe são tóxicas para aves. V. a espécie é uma fonte de substâncias que podem e devem ser estudadas para várias atividades farmacológicas. T. Tremetona isolada de E. rugosum é o principal componente tóxico (Beier et ai. 1990). hemorragia. M. 1988).. acmella induziu a contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-clônicas e morte (Moreira. A. os extratos não apresentam efeitos abortivos (Lemônica & Alvarenga. ageratoides possui efeitos tóxicos em bovinos. Entretanto.. icterícia e enterite catarral (Ali & Adam. Observações adicionais Os dados de toxicidade apresentados para o gênero Acanthospermum demonstram claramente que preparados tradicionais com essa espécie não devem ser utilizados durante o período de gestação. especialmente se for levado em conta que a espécie é utilizada como contraceptivo.Dados toxicológicos das espécies e dos gêneros Hoehne (1939) relata que as sementes de A. no entanto. Considerando-se ainda a pequena importância da espécie como medicamento tradicional. alopecia. hispidum mostraram efeitos tóxicos dos brotos e sementes. fraqueza e debilidade dos membros. 1994).. australe durante o período de prenhez de ratas. enquanto o extrato aquoso de S. Estudos com a espécie A. et ai. adenophorum causou doenças pulmonares crônicas em cavalos (Oelrichs et ai.. porém nenhuma delas representa importante avanço na pesquisa de novas drogas. especialmente na fase jovem.. A ingestão regular de E.. Estudos com extratos brutos demonstram que ocorrem malformações externas com o uso de A. S. oleraceae apresentaram atividade convulsivante (Moreira et ai. especialmente . et al. enquanto hepatoxicidade foi determinada nas espécies E. 1993). Estudos realizados com essa espécie demonstram a presença de várias atividades farmacológicas.

c) detalhe da escanerata com flor (Banco de imagens - .como diurético e hipotensor.1 . relaxante muscular e antineoplásica. assim como novas avaliações da farmacologia com as substâncias devidamente isoladas. A utilização da espécie para estudos de outras atividades farmacológicas descritas para espécies do mesmo gênero pode representar uma importante estratégia de estudo de compostos com atividades antimicrobiana. FIGURA 28.Acanthospermum australe: a) escanerata de ramo fértil. b) detalhe da escanerata. A propriedade antimalárica indica a necessidade de novos estudos voltados à caracterização química dos constituintes responsáveis por essas atividades.

FIGURA 28.Ageratum conyzoides: a) escanerata do ramo florido. b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .2 .

b) escanerata com detalhe das inflorescências (Banco de imagens - .Baccharis trimera: a) escanerata mostrando o caule alado e as inflorescências.FIGURA 28.3 .

Detalhe da escanerata mostrando inflorescência (Banco de imagens - .4 .FIGURA 28.Bidens bipinnatus.

Eupatorium ayapana.original). b) flor isolada e c) corte de capítulo longitudinal (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov.: a) ramo florido (Di Stasi . 1998).FIGURA 28. .5 .

1984).FIGURA 28. .6 .Spilanthes acmella. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.

do famoso jenipapo brasileiro. Os gêneros dessa família estão distribuídos em quatro subfamílias. arbustivos. algumas lianas e poucas ervas (Mabberley. Gelsemiaceae. nos quais se distribuem mais de 10. A família Rubiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu um grande número de gêneros abrange (630). 1997). assim como de vários compostos com atividade farmacológica. apenas esta última apresenta importância como fonte de espécies de valor econômico e terapêutico. C.29 Rubiales medicinais L. das quais destacamos os principais: • Cinchonoideae: Cinchona. como é o caso de Coffea e Cinchona. fonte de uma das mais apreciadas bebidas no Brasil. do famoso Cafeeiro. importante fonte de espécies ornamentais. Desfontainiaceae e Rubiaceae. . algumas espontâneas nas áreas tropicais. com representantes arbóreos. Di Stasi C. Hiruma-Lima Introdução A ordem Rubiales inclui apenas três famílias botânicas. Genipa. • Ixoroideae: Coffea. A. Coffea arábica. e Gardenia. alguns deles de valor histórico.200 espécies vegetais cosmopolitas. fonte de quinino e outros compostos de valor terapêutico. Essa família possui inúmeros gêneros de espécies medicinais.

ereto. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Guarapitanga-poranha. • Rubioideae: Psychotria.• Antirheoideae: Guettarda. ovário ínfero. Espécies medicinais Palicourea /an/f/ora Standl. especialmente na Amazônia. e o gênero descrito por Jean Baptiste Christopjore Fuseé Aublet inclui duzentas espécies tropicais. que compreende uma das espécies aqui referidas como medicinais. Dados botânicos Pequeno arbusto. simples. com pêlos abaixo da inserção dos estames. e Palicourea. tubo de corola ventricoso ou ampliado na base. diclamídeas. bilocular com óvulos fixados na base do lóculo. Borreria e Dioidea. fonte de emetina e outros constituintes de importância. bicarpelar. folhas curto-pecioladas. 1997). muitas delas encontradas na Amazônia e várias com atividade emética (Mabberley. fruto indeiscente. lanceoladas. ipecacuanha. . com corola de base gibosa. O nome dessa planta se refere ao levantamento etnofarmacológico realizado na aldeia tenharins. O nome do gênero Palicourea é popular nas Guianas. estipulas não foliáceas. importante árvore. Não foram encontrados sinônimos. muito comuns em terrenos baldios. que inclui várias espécies com compostos de ação no SNC e muito usadas em rituais. Cephaelis da famosa C. flores hermafroditas. Dados da medicina tradicional Os índios da aldeia tenharins utilizam o sumo das folhas ou o chá com pouca água para deter hemorragias de menstruação irregular. carnoso e drupáceo (Figura 29.1). inteira. com espécies popularmente denominadas Poaia.

1989a). delgados. 1976). Peptídios macrocíclicos de P condensata foram isolados. sendo a Palicoureina o polipeptídeo com atividade anti-HIV (Bokesch et al. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero O extrato aquoso de P marcgravii apresentou atividades tóxica. Palermo-Neto et al. com ramos cilíndricos. 2001). a planta é conhecida popularmente como Erva-de-rato ou Douradinha-do-campo. opostas. avermelhadas. frutos do tipo baga. Stuart & Woo-Meng. 1996. glabros. acuminadas. de P. sobretudo na região amazônica. Hil. (Kemmerling. E popularmente usada como medicamento.5 m de altura. A planta é chamada de Erva-de-rato-verdadeira. fendleri (Nakano & Martin. 1974) alcolóides também foram detectados na espécie P. foi caracterizada também a presença de ácido fluoroacético (Krebs et al. o palicosídeo e de P alpina a palinina (Morita et al 1989.. 1995. .. Nomes populares No Brasil todo.. pecioladas. inflorescência em panículas. 1994). Dados químicos do gênero Das folhas de Palicaurea adusta foi isolado o alcalóide lyalosídeo (Valverde et al. mas também considerada espécie tóxica e perigosa. marcgravii.. Além de alcolóide. pois acreditase popularmente que os ratos sintam atração por ela. 1999)..Palicourea marcgravii St. avermelhados. de onde partem folhas com venação tênue. a infusão das partes aéreas é usada como alucinógeno e contra "verminoses de barriga cheia". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. De-Moraes-Moreau et al.

1989b. midríase e morte em bovinos (Costa et al.1 . et al.. outras duas substâncias também contribuem para o efeito tóxico: N-metiltiramina e 2-metiltetrahidro-b-carbolina...juruana provocou mortes repentinas em coelhos e bezerros (Tokarnia & Jurgen. os frutos são mais tóxicos que as flores e folhas. caracteriza-se por um quadro hipoglicêmico com ansiedade. 1982). 1989). Palermo-Neto et al. comum em animais e rara na espécie humana. Tokarnia & Dobereiner. marcgravii promoveu o aparecimento de excitação. De-Moraes-Moreau et al.. Segundo Schvartsman (1979).teratogênica (Costa.. A ingestão experimental de P marcgravii promoveu morte repentina no gado. Aspecto do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi . P. falta de coordenação motora. Das folhas de P. que têm grande absorção no sistema gastrintestinal e atuam como inibidores da monoaminooxidase (Kemmerling. e a intoxicação. espasmos musculares. 1996). marcgravii foi atribuída à presença do ácido monofluoracético nas folhas dessa planta (Eckschmidt et al. Além de fluoroacetato. A intoxicação aguda provocada pelo extrato de P. 1989. 1989). náuseas.Palicourea laniflora. marcgravii foi isolado também um alcalóide indólico denominado palicosídeo (Morita et al. Gorniak et al. enquanto P.Banco de imagens - ... convulsões tônico-clônicas e distúrbios cardíacos. contrações musculares. porém tais sintomas foram observados somente em ruminantes. vômitos. FIGURA 29.. 1980) e convulsivante (Gorniak et al. 1988. 1986). 1984a. 1995).

a planta mais comumente utilizada e mais conhecida no Brasil é o Sabugueiro. Abelia e Linnaea. também utilizado como medicinal em todo o mundo. Lonicera e Sambucus (Barrozo. das quais a família Caprifoliaceae é a que apresenta com maior número de exemplares encontradas no Brasil. A família inclui inúmeras plantas ornamentais. 1978). Viburnum. Di Stasi C. A. C. No Brasil. cultivam-se algumas espécies dos gêneros Abelia. mas as medicinais são referidas principalmente na família Caprifoliaceae. mas que são também comuns na Europa e na Austrália (Mabberley. Os principais gêneros são Sambucus. A família Caprifoliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu possui aproximadamente quinze gêneros e 420 espécies. As famílias Valerianaceae e Dipsacaceae também incluem importantes espécies no Brasil. . descrita a seguir.30 Dipsacales medicinais L. Hiruma-Lima Introdução A ordem Dipsacales inclui apenas cinco famílias botânicas. distribuídas especialmente na América do Norte e na Ásia. 1997). na qual foi registrado o uso de uma importante espécie econômica e medicinal. Lonicera. arbustos e lianas.

Apresenta importante valor econômico. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Na região da Mata Atlântica. O nome do gênero Sambucus descrito por Carl Linnaeus significa "cor vermelha". com ramos bastante lenhosos. A decocção das folhas é empregada internamente contra sarampo.Espécies medicinais Sambucus nigra L. A espécie. ao passo que a infusão das flores é usada contra dores musculares. e suas frutas são usadas em saladas e no preparo de sucos. a infusão das folhas é indicada contra febres e resfriados. também é utilizada em culinária como flavorizante de inúmeros alimentos. visto que suas flores são empregadas na produção de inúmeras loções para pele. Dados botânicos A espécie é um arbusto de 3 a 6 m de altura. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em várias outras do Brasil como Sabugueiro e Sabugueiro-negro. no champanhe e no catchup. além de seu histórico uso medicinal. A infusão das folhas. O mesmo nome é atribuído para a espécie na região do Vale do Ribeira. o uso tópico do sumo das folhas ou do macerado das folhas em água é indicado contra afecções da pele e como repelente de insetos. que se manifesta no suco vermelho-escuro dos frutos. óleos e ungüentos. É uma espécie nativa da Europa e do Norte da África. e possuem aroma muito agradável. considerada exótica nas Américas. é considerada excelente diurético e sudorífico. os frutos são drupas negras e brilhantes (Figura 30. . folhas verde-escuras com cinco a sete folíolos peciolados e ovais. dispostas em um corimbo branco. as flores são brancas. Floresce nos meses de julho a agosto.1). usada internamente. gripes fortes e varicela. além de flavorizantes em vinhos.

lignanas. sudoríficas. descrita no trabalho de Grieve (1994). heptadecênico. irritação dos olhos ou pele inflamada e úlceras. Corrêa (1984) refere que o chá da inflorescência é sudorífico e que as folhas são inseticidas. Kaku et al. 1989. casca e frutos são usados para diminuir febres. 1996) e carotenóides (Osianu & Ciurdaru.. os aminoácidos fenilalanina e leucina (Karovicova et al. 2001). tetradecênico. 1989a).. palmítico. S. mirístico. 1989b e 1989c). sinusite. 1986). gripes. reduzir inflamação e como diurético e anticatarral. além de serem úteis (uso externo) contra furúnculos. erisipelas e queimaduras. os ácidos graxos láurico. onde também podem ser encontrados inúmeros dados químicos e farmacológicos. cianogeninas. Essa espécie possui uma importante e milenar história de usos medicinais e econômicos. oléico. diuréticas. De S. a planta ainda é indicada contra influenza. esteárico. Van Damme et al.. flavonóides. linoléico e linolênico das sementes (Karovicova et al. externamente.. folhas. catarros. 1990.. nigra. glicosídeos fenólicos (D' Abrosca et al.Bown (1995) refere que flores. Internamente. racemosa e S. para pequenas queimaduras. reumatismo e febres. canadensis foi isolado o iridóide . lectinas das cascas (Shibuya et al. Dados químicos Da espécie Sambucus nigra foram obtidos antocianinas (BroennumHansen & Flink. 1988). além do uso das folhas como inseticida e anti-séptico.

... que apresentaram atividade anti-hepatotóxica (Lin & Tome. australis. 1987). promoveu atividade antioxidante (Stajner et al. Salvia offtcinalis. das folhas. nigra. beta-amirina e o ácido oleanólico. formosana foram isolados os triterpenos ésteres chamados de sambuculina A. canadensis (Buhrmester et al. 1997). Dados farmacológicos A nigrina b é uma lectina isolada das cascas de Sambucus nigra que apresenta estrutura e atividade enzimática semelhante à da ricina. 1997a e 1997b). As lectinas de S.. não apresentou atividade antiinflamatória nem analgésica (Salamanca et al. O reatival.. 1995). O extrato aquoso de S. 1992b e 1992). Artemisia absinthium. 1988). 1996). 1997. porém com uma toxicidade menor em camundongos (Battelli et al. Schoning. De estrutura semelhante também foi isolada a nigrina F... Sambucus nigra. nigra também foram capazes de induzir à agregação de neutrófilos (Timoshenko et al. Glicosídeo cianogênico foi caracterizado em S. 1974). 1997). Com base nessa constatação. 2000).. ebulus foram isolados glicosídeos iridóides e um glicosídeo monoterpeno (Gross et al. que possui atividade colerética (Takeda et al. e das raízes de S. . indicado popularmente como anti-reumático e anti-hemorroidol. antiinflamatória e antipirética. conhecido como Sauco. O extrato aquoso das folhas de S. apresentou atividades analgésica. 1997. os triterpenóides e esteróides (Lin & Tome. 1989). formosana foram isolados... De S. 1996. O extrato hidroalcoólico de S. sem apresentar sinais de toxicidade (Nunes et al. uma formulação de plantas preparada com Mentha piperita.morronisídeo (Jensen & Nielsen. sieboldiana foi isolada uma lectina responsável pela aglutinação de eritrócitos humanos (Tazaki & Shibuya. promoveu-se um teste de hemaglutinação utilizando aglutininas de várias espécies de Sambucus (Murayama et al. mexicana. 1997). Van Damme & Peumans. Das cascas de S. Bojic & Cuperlovic. 1986). De Sambucus sieboldina isolou-se mucina (Harada et al. 1994). 1980). com ausência de atividade tóxica (Girbes et al. e Polygonum aviculare. Prunus spinosa. indicado para hidropisia. De S.. Centaurium minus. apresentou atividade vasodilatadora (Paganini et al.. 1990).

1999) e a espécie S.A espécie S. Detalhe do ramo florido (Banco de imagens - ). .. ebulus não foi efetiva no combate ao Helicobacter pylori (Yesilada et al. FIGURA 30. 2002).. peruviana apresentou atividade antimicrobiana para bactérias gram-positivas (Hernandez et al.1 . Neto et al.Sambucus nigra. 2000.

entre outros. como é o caso do Pau-ferro (Caesalpinia ferrea). • 23 espécies foram referidas em ambas as regiões. da Hortelã (Menthapiperita). A maioria é nativa desse ecossistema. Algumas também são espécies nativas do Brasil e com ampla distribuição no território brasileiro. . muitas delas espontâneas em áreas de formação secundária e capoeiras. das quais 56 espécies são exclusivamente referidas pelos entrevistados que habitam a Mata Atlântica de São Paulo ou seu entorno. Di Stasi O livro aqui apresentado compreendeu a descrição de 135 espécies medicinais. das quais 86 são espécies referidas exclusivamente nà região amazônica e a maioria se trata de espécies nativas e endêmicas da região. e várias também exóticas e cultivadas na região do Vale do Ribeira. C. Dessas 135 espécies medicinais. Carambola (Averrhoa carambola) e outras. como é o caso do Alho (Allium sativum). e a maioria das espécies é de plantas exóticas cultivadas no Brasil. • 109 são usadas na Amazônica. Mata Atlântica. • 79 plantas medicinais são usadas na região do Vale do Ribeira.Posfácio L. cujos dados da medicina tradicional foram obtidos por entrevistas e questionários aplicados em duas importantes regiões do país: Amazônia e Mata Atlântica paulista.

O mesmo critério foi usado para excluir algumas das espécies referidas na Amazônia e para justificar aquelas que se encontram aqui descritas. o Mamão (Carica papaya). a Calêndula (Calendula officinalis). Não foram referidas nas entrevistas nem incluídas no livro espécies de Pteridófita e de Gimnopermas. e 21 ordens e 84 famílias são de monocotiledôneas. Além da pequena importância que essas plantas possuem nas comunidades entrevistadas. podemos observar a imensa diversidade biológica de espécies vegetais com usos medicinais que fazem parte da cultura e do patrimônio do Brasil. Se considerarmos que o sistema de arranjo sistemático das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997) e usado neste livro inclui nas angiospermas 76 ordens e 426 famílias. incluindo na totalidade 160 espécies referidas na Amazônia e 180 referidas na Mata Atlântica. o Agrião (Nasturtium officinalis). 340 espécies. ou seja. devemos considerar que também priorizamos espécies nativas como um dos critérios de inclusão.Dessas 135 espécies medicinais. das quais 55 ordens e 322 famílias são de dicotiledôneas. A seleção das espécies baseou-se em vários critérios de exclusão. razão pela qual não foram incluídas no texto. entre eles a sua importância para determinado grupo estudado. . ambos grupos vegetais compreendidos pelas angiospermas. a Losna (Artemisia absinthium). As 135 espécies de angiospermas referidas estão distribuídas em 61 famílias botânicas. compreendidas em trinta diferentes ordens. enquanto as outras 119 são dicotiledôneas. o Coentro (Coriandrum sativum). briófitas e seres vivos que integram outros grupos taxonômicos do reino vegetal. das quais apenas 135 foram selecionadas para esta publicação. líquens. o Tomate (Lycopersicum suculentum) e a Salsa (Petroselium sativum) foram referidas como medicinais. neste livro. No caso de plantas medicinais usadas na Mata Atlântica. definida pelo número de citações feitas pelos entrevistados. a Erva-doce (Pimpinela anisum). a Camomila (Matricaria chamamila). a Mostarda (Brassica nigra). mas por pequeno número de entrevistados (menos de 10%). Também não fazem parte deste livro espécies de fungos. a Erva-cidreira de folhas ou Melissa (Melissa officinalis). as espécies foram selecionadas a partir dos levantamentos etnofarmacológicos realizados em ambas as regiões. várias espécies amplamente conhecidas. o Guaco (Mikania ghmerata) e outras do mesmo gênero. tais como o Alecrim (Rosmarinus offirínalis). Esse dado se torna mais importante porque. apenas dezesseis são monocotiledôneas.

Por isso. seja de modo espontâneo seja por influências de outras culturas. O mesmo não ocorre com as espécies medicinais de uso na região amazônica. para que em futuro próximo estes possam adquirir direitos sobre os eventuais e prováveis produtos que decorrerão das pesquisas nessa área. razão pela qual optamos por incluir apenas os dados de uso tradicional. . esse conhecimento se enriquece a cada dia. Várias das espécies medicinais usadas na Mata Atlântica incluídas neste livro não tiveram sua revisão bibliográfica apresentada. dados botânicos e as informações que consideramos relevantes para esta publicação. que deve ser devidamente resgatado para que não se perca. pelos mais variados grupos de pesquisadores. caracterizando-se como espécies com efetiva tradição de uso na comunidade. e sempre espécies vegetais podem tornar-se novas espécies medicinais e potencialmente úteis para as pesquisas farmacológicas e químicas voltadas para a obtenção de novos medicamentos. Finalmente. Essas informações mostram a grande importância do conhecimento popular acerca das virtudes medicinais das espécies vegetais brasileiras. isto é. documentado (como aqui está sendo feito) e avaliado como propriedade intelectual dos devidos grupos pesquisados. e que esse conhecimento seja recuperado. como a de massa e a erudita. Sobre essas. alcançando alto índice de citação. ou pagaremos tal perda com a redução das possibilidades de obtenção de novos medicamentos e novas alternativas terapêuticas ou econômicas. devemos salientar que o conhecimento popular sobre as plantas medicinais provém de uma cultura dinâmica e que se modifica diariamente.Cumpre ainda assinalar que várias espécies não identificadas completamente foram incluídas pela sua importância nos distintos grupos étnicos que as referiram como medicinais. insistimos que pesquisas etnofarmacológicas continuem sendo exaustivamente realizadas em todo o Brasil. vários estudos estão sendo feitos e a revisão bibliográfica não foi completamente realizada.

Planta que em seu primeiro ano tem seu ciclo vegetativo. Que abraça o caule. no segundo. o ciclo reprodutivo e depois morre. termo empregado para especificar qualquer estrutura que nasça sobre o ponto de inserção da folha no caule. Hermafroditas. Amplexicaule. químicos e médicos Termos botânicos Actinomorfa. Antera. Alternas. Planta que nasce. Aquênio. Fruto seco. se desenvolve até dar frutos e morre em um período não superior a um ano. com uma única semente. com dois sexos. Bianual. Excrescência da semente. Folhas que se inserem isoladamente em diferentes níveis do ramo. Anual. Baga. Qualquer parte da planta que tem pelo menos dois planos de simetria. Axilar. Conjunto de órgãos masculinos da flor. Parte apical dos estames onde estão alojados os grãos de pólen. folhas que envolvem o caule.Glossário de termos botânicos. Folha terminada em ponta com ápice de ângulo agudo. Estrutura basal e alargada da folha que normalmente envolve o caule. Que fica na axila. pelo lado interno. Aguda. . Diz-se da folha que apresenta a ponta aguda e comprida. Acuminada. Arista. Fruto carnoso com pericarpo fino e parte interna carnosa. Androceu. os estames. Arilo. Andróginas. Bainha. Extremidade sutil e dura de determinadas estruturas da planta. indeiscente.

que é o verticilo externo da flor. . Escandente. Fruto monospérmico. inseridas em um eixo comum. Cariopse. Estipula. Na forma de cunha. Crenada. Cápsula. Diz-se da flor. Escapo. Pedúnculo geralmente sem folhas. normalmente largo. Que se abre. Com a forma de elipse. Cuneiforme. Flor com dois envoltórios: cálice e corola. Diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. em geral dois. Didínomo. Conjunto de pétalas.Bráctea. Estandarte. Diz-se de caules deitados no solo com as extremidades se erguendo. Diz-se da folha cujas bordas são recortadas em dentes arredondados. dois mais altos e dois mais baixos. Decumbentes. Fruto seco. Tipo de inflorescência em que as flores são geralmente sem pedúnculo e muito próximas entre si. seco e indeiscente. tornando-o alado. que produz no ápice uma flor ou inflorescência. Corola. mas sempre terminando na mesma altura. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem dois cotilédones.: cana-de-açúcar. Endosperma. Camada externa do pericarpo. Capítulo. Epicarpo. Elíptico. Diclamídea. deiscente. quase sempre é o verticilo floral fortemente colorido. com função de proteção. que se formam ao lado da parte basal das folhas. Corimbo. Deiscente. Caule com articulações bem evidentes nos nós. que se desenvolve a partir de dois ou mais carpelos. Conjunto de pétalas inferiores ou dianteiras de uma flor papilionada. Qualquer órgão que cai em determinado período. Caduco. Colmo. Tipo de inflorescência em que as flores saem em pontos distintos do mesmo eixo. Drupa. como o fruto das gramíneas. Parte do gineceu que fica entre o estigma e o ovário. Estilete. Tecido nutritivo encontrado nas sementes. Qualquer órgão foliáceo situado na proximidade das folhas. Fruto carnoso com uma semente dentro do caroço. Carena. Decorrente. Conjunto de sépalas. Carpelo. Pétala superior da corola papilionada. Ex. Dicotiledôneas. Cada um dos apêndices. Cálice. Folha modificada que origina o gineceu. androceu ou planta que possui quatro estames. Planta trepadeira.

complexas e variadas nas formas. As flores são estruturas de reprodução. que juntos constituem o perianto. É um termo usual com que se designa todo órgão lateral que brota do caule e dos ramos de maneira exógena e com crescimento limitado. pentâmeras etc. sendo a parte da planta mais importante na classificação e identificação das espécies vegetais. Fasciculada. As flores podem ser dímeras. As principais partes de uma f l o r podem ser observadas como segue. trímeras. Folha.Estômato. Refere-se geralmente à raiz que não tem eixo principal. . que é ramificada igualmente em forma de pincel. Estrutura existente na epiderme de órgãos e tecidos aéreos da planta e responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambiente. Parte do estame que sustenta a antera. o de corola. de acordo com o número de elementos que constituem todo o verticilo floral.As principais partes de uma folha podem ser observadas a seguir. e ao de pétalas. Ao conjunto de sépalas dá-se o nome de cálice. Filete. Flores. de forma geralmente laminar e estrutura dorsiventral.

sendo os principais mostrados a seguir: Outro aspecto de grande importância na morfologia foliar é a nervação. conjunto de vasos que se distribuem pela lâmina e que podem ser dos seguintes tipos: As folhas ainda podem ser descritas em relação ao seu ápice como: . e sua margem pode apresentar diversos tipos de recorte.A morfologia das lâminas foliares é bastante variada.

Os principais tipos de folhas quanto à forma de sua base e articulação podem ser observados na figura que segue. .quando se compõem de duas ou mais lâminas.ou composta . As folhas podem ainda ser classificadas quanto à base de suas folhas e de acordo com a articulação com o ramo central ou secundário. as folhas podem ser pecioladas ou não. ou com o próprio caule. às vezes reduzidas.A disposição das folhas no caule constitui a base da filotaxia. recebendo o nome de folíolos (ou pinais). Essa disposição pode ser das formas demonstradas nas figuras que seguem: As folhas podem ser simples . Nesses casos. A figura que segue ilustra esses tipos de folhas. que surgem de ambos os lados de um eixo denominado ráquis. às vezes numerosas.quando consta somente uma lâmina . representando uma importante característica para a classificação e identificação das plantas. no caso das folhas compostas pinadas.

Todas essas características. . as folhas podem ainda ser classificadas quanto à forma do limbo ou lâmina foliar.Finalmente. são essenciais para a descrição das plantas e sua correta identificação. mais aquelas apresentadas para as flores. conforme se observa na figura a seguir.

deiscente. em linhas gerais. Orbicular. Fruto seco. Diz-se da folha mais longa e com bordas quase paralelas. Porção alargada e achatada da folha. Dividido em lobos ou porções não muito profundas. Lâmina. Glabro. Gluma. e as principais são motivadas na próxima figura. Monoclamídea. Diminuta excrescência ou apêndice na base das folhas das gramíneas. Lanceolada.Folíolo. Hermafrodita. Metaclamídeos. é constante para cada espécie vegetal. Hirsuto. Diz-se da folha que tem a forma de lança. Diz-se da folha em forma de círculo. mais longa que larga. . Folículo. Gineceu. Agrupamento de frutos desenvolvidos a partir de uma inflorescência. Estrutura filamentosa e enrolada que auxilia a fixação da planta em um suporte. Conjunto de órgãos femininos de uma flor. Planta ou flor com dois sexos. Oblonga. Provido de pêlos longos. com numerosas sementes que são liberadas quando atingem a maturação. Inflorescência. Brácteas externas que envolvem a espigueta. Planta que produz flores unissexuais. porém presentes na mesma planta. Gavinha. É uma denominação dada ao conjunto de flores que supõem uma ramificação que. Cavidade existente dentro do gineceu de uma flor. Lâmina foliar articulada sobre a ráquis de uma folha composta. os carpelos. Flor com apenas um invólucro no perianto. Que não se abre. Monocotiledôneas. Lígula. Desprovido de pêlos. Indeiscente. Grupos vegetais cuja flor tem corola com pétalas concrescidas. Infrutescência. Lóculo. As inflorescências podem ser de diversos tipos. Lobado. sendo assim importante na morfologia e sistemática das plantas. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem um só cotilédone. Monóica.

.Principais tipos de inflorescências de angiospermas (segundo Raven et al. . 1978).

Zigomorfa. Ráquis. Verticilo. Tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. esteárico. Pecíolo. Planta com ciclo de vida superior a três anos. cujos pêlos se entrelaçam. Podem ser monobásicos. Inflorescência na qual as flores são pedunculadas e se inserem num eixo a distância não desprezível das outras. característico da família Asteraceae (Compositae). succínico. gasoso. Que forma gancho. fenólico e tartárico. como folha sem pecíolo ou flor sem pedúnculo. Ácido. solúvel em água. Ácido graxo. o mesmo que cacho. isovalérico. palmítico. Racemo.Panícula. araquídico. Hidrocarboneto não saturado. Ácidos orgânicos. Qualquer ácido orgânico monocarboxílico. São ácidos que possuem carbono em sua molécula. Termos químicos Acetileno. aromáticos etc. dibásicos. Exemplos: ácidos acético. Perene. nitrogenadas de origem vegetal. linoléico. Conjunto formado por cálice e corola. cerdas ou aristas. . Qualquer substância de sabor ácido. Pubescente. Qualquer estrutura provida de pêlos. oléico. Papilho. Substâncias orgânicas. Conjunto de estruturas com a mesma função. Caule subterrâneo. Eixo da inflorescência ou de uma folha composta. Planta ou órgão denso. de caráter básico e ação farmacológica enérgica. incolor. Parte basal da flor que sustenta os verticilos. Perianto. com cheiro desagradável. Parte da folha que prende a lâmina foliar ao ramo. Tomentoso. Qualquer órgão ou parte orgânica que não tem suporte. dispostas circularmente. Cálice modificado em pêlos. Séssil. fórmico. Ácidos são compostos que contêm um hidrogênio e um radical negativo. Uncinada. mirístico. Estruturas com simetria bilateral. gálico. Rizoma. Alcalóides. Receptáculo. cáprico. ou parte da inflorescência capituliforme que sustenta todas as flores.

estragol. . Exemplos: carvacrol. Muitas atuam na atração de insetos para a polinização de plantas e apresentam inúmeras ações farmacológicas. eugenol e hidroquinonas. Compostos orgânicos em cuja molécula figuram os grupos carboxila e amina. Cetonas. Amilopectina. acompanhada de uma quantidade de ácido fosfórico difícil de separar. Substâncias cuja molécula contém um anel benzênico. onde exerce importantes funções. São corantes vegetais. Compostos com uma hidroxila ligada diretamente a um carbono do anel benzênico. timol. vegetais e animais. derivados de hidrocarbonetos por substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por uma ou mais hidroxilas (OH). Compostos orgânicos que possuem um grupo -CO unido por suas duas valências a um átomo de carbono. com caráter gelatinoso. Exemplo: p-cimeno. derivados do cicloperidrofenantreno. Aminas com fórmula de dois pólos deferentes. Substâncias fenólicas que ocorrem de forma livre (agliconas). Ou hidrato de carbono. Ver esteróides. encontrado nos organismos vivos.Alcoóis. Esteróides. Compostos derivados da 2-fenil-benzopirona. Cumarinas. Compostos orgânicos não-cíclicos. amarelos e roxos. Betaínas. ou ligadas a açúcares (glicosídeos). Qualquer composto orgânico que possui o grupo -CHO unido ao hidrogênio ou ao carbono de um radical orgânico. composto formado por combinação da água com carbono e que possui a fórmula tipo Cn(H20) Carotenóides. Quando reduzidas nos carbonos 2 ou 3. tais como os hormônios. Compostos naturais ou artificiais. Enzima que desdobra peróxido de hidrogênio em água e oxigênio. Qualquer álcool não saturado com uma estrutura de diversos anéis. Flavonas. que exercem várias funções. Fenóis. odor característico facilmente reconhecido nas espécies de guaco. Compostos alifáticos. voláteis. Substâncias derivadas de lactona do ácido p-hidroxicinâmico. que podem ou não acompanhar a clorofila nos cloroplastos. Carboidrato. Esterol. Líquidos incolores. de cor amarela e que acompanham a clorofila e os carotenóides nas partes verdes das plantas. Aminoácidos. Catalase. originam as flavononas. Compostos aromáticos. como a quercetina. Uma das substâncias constituintes do amido. Fitosterol. Flavonóides. Aldeído.

Exemplos: digitoxina e estrofantina. Heterosídeo. Óleo essencial. liberando um ou mais açúcares e um outro componente denominado aglicona. Peróxido. com propriedade de diminuir irritações locais da pele e mucosas. geralmente de odor agradável. ocorrendo livremente ou ligados a açúcares. Compostos cíclicos. Lignanas. Glicosídeo que por hidrólise não produz exclusivamente a glicose. Qualquer lipídio que contenha uma molécula de ácido fosfórico. Insulina. Polímeros de açúcares (polissacarídeos). Substâncias incrustantes que acompanham a celulose nas paredes celulares dos tecidos chamados lignificados e que possuem caráter aromático. Substâncias que. com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. Qualquer substância constituída exclusivamente por carbono e hidrogênio. Possui composição química diversificada e algumas atividades farmacológicas de interesse.Fosfolipídio. derivados do fenilpropano. Hormônio secretado pelo pâncreas. que se extraem de órgãos e partes vegetais com solventes orgânicos. Compostos cíclicos. recobrindo-as com uma camada protetora. Glicídios. Líquido incolor e aromático. . Lipídios. Lactonas. Nome genérico das gorduras ou substâncias insolúveis em água. pela ação de ácidos diluídos. oxidando outros compostos. obtido de plantas mediante destilação por arraste com vapor d'água. Hidrolato. Peroxidase. Líquido oleoso. por aquecimento em meio ácido ou por ação de enzimas. Diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. Combinações orgânicas do tipo da glicose. Ligninas. Mucilagens. sofrem hidrólise. derivados de terpenos com grande ocorrência na família Asteraceae (Compositae). que se obtém pela destilação de água com plantas ou outras substâncias aromáticas. Glicosídeos. Óxido em que existem dois átomos de oxigênio diretamente ligados e que formam água oxigenada. Qualquer enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio sem deixar oxigênio livre. Insaturados. Hidrocarboneto.

Antidiabético. especialmente táctil e dolorosa. Perda da capacidade de exprimir a linguagem por palavras escritas ou sinais. Que exerce efeito lesivo sobre as bactérias. sufocação. Agrupamento. Angina. . a sangue). Antiespasmódico. Que combate o escorbuto (estado mórbido por carência de vitamina C no regime alimentar). Queda dos cabelos. Que aumenta ou excita o desejo sexual. Anticatarral. Antiblenorrógico. doença sexualmente transmissível. Adstringente. podendo ser feminina ou masculina. Antiescorbútico. Que alivia espasmos (caracterizado por contração involuntária. Alucinação. Auticonvulsivante. Agregação. às vezes. Que aperta. em conseqüência de lesão do sistema nervoso central. Antigonorréico.Termos médicos Abortivo. Que combate fungos. Adenocarcinoma. Que combate a diabetes (doença caracterizada pela falta de insulina e eliminação de grande quantidade de urina). Que suprime náuseas ou vômitos. antigonorréico. Anestésico. Acne. Tumor maligno com disposição glandular. Alopecia. Que combate a doença inflamatória da mucosa genital provocada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae. Antifúngico. Falta de menstruação. ato ou efeito de desvariar. Que produz perda parcial ou total da sensibilidade. Que reduz ou suprime a dor. perda momentânea da razão. Antidisentérico. Que combate a eliminação de muco. Dor sufocante. involuntárias de músculos voluntários). Antibacteriano. Que combate as convulsões (contrações violentas. Analgésico. Antifertilidade. Afrodisíaco. aglomeração. Lesão na pele com aparecimento de pus por infecção dos folículos pilosos. Antiemético. Que reduz a capacidade de reprodução. Estado em que o sangue é deficiente em qualidade e quantidade de glóbulos vermelhos. que prende. que provoca constricção. calvície. de um músculo ou grupo de músculos). Capaz de promover expulsão do feto. violenta. Amenorréia. Anemia. Delírio. que impede a formação de catarro. Afasia. Expectorante. Que combate a disenteria (desordem intestinal com aumento do número de evacuações de fezes misturadas a muco e.

Antipruriginoso. Que combate a formação de tumor maligno. que serve para o tratamento da tosse. Antivenéreo. Anorexia.Anti-helmíntico. Que combate a malária (doença transmitida por um mosquito e causada por um protozoário do gênero Plasmodium). Também denominado antipirético e febrífugo. Antiinflamatório. Falta de coordenação motora e capacidade de movimentação. popularmente chamados de vermes dos intestinos. Que combate hemorróidas (tumor vascular constituído por varizes infectadas da região anal). termo comumente usado para definir produtos capazes de reduzir a incidência ou controlar a quantidade de microorganismos. Antitumoral. Apatia. Que impede a fermentação. Broncodilatador. Massa inorgânica anormal no organismo animal. Béquico. Que combate micróbios. Que faz baixar a temperatura. Que combate helmintos. Que combate as inflamações. Que combate a sífilis. também chamada de paludismo. Antitérmico. . Relativo à tosse. Que age contra as doenças sexualmente transmissíveis. Que combate estímulos dolorosos nocivos ao organismo. falta de emoção. Que combate a lepra. Antileucorréico. Antineoplásico. Anti-reumático. quase sempre transmitida por contato sexual. Cálculo. Anti-séptico ou Antisséptico. Que combate o corrimento vaginal simples. Que combate tumores.no. Que combate a histeria. Antivirótico. Em geral se forma na bexiga. Canais da árvore respiratória por onde passa o ar. Anti-sifilítico. Antinociceptivo. Que combate o reumatismo. especialmente bactérias. doença causada pelo Treponema pallidum. Brônquios. Redução ou perda de apetite. Que dilata os brônquios. Antimalárico. Estado de indiferença. inatividade. Anti-hemorroidal. febre paludosa ou palustre. Que combate a prurigem (dermatose caracterizada por intensa coceira). Anti-histérico. em geral acompanhada por desordens na fala. formada por sais minerais. putrefação ou contaminação microbiana. nos rins e/ou na vesícula biliar. insensibilidade. Antimicrobio. Ataxia. Antileprótico. desinfetante. Que combate as doenças provocadas por vírus.

Que tem a propriedade de amolecer. libera a passagem de um vaso ou canal. Edema. dificuldade para respirar. empachamento. Doença da pele de caráter inflamatório e com formação de bolhas. Cicatrizante. também. produzindo lesões nos órgãos e com a presença de bactérias no sangue. Que exerce efeito tônico sobre o coração. purifica. Que limpa. Carminativo. Cardiotônico. que aumenta ou provoca a secreção urinária. Prisão de ventre ou. que ativa a eliminação de bile. Emenagogo. Indigestão. Desobstruente. Que deprime. Emoliente. Purgativo. reduz a força. estimulante da transpiração. Dermatite. . Que desentope. Acúmulo exagerado de sangue em determinada zona. Que favorece o fluxo biliar. Dispnéia. Infecção por bactérias. Dificuldade na deglutição. crostas e secreção. Sudorífico. Catártico. gripe comum. Que provoca vômito. Depressor. Disfagia. Substância que possui propriedade de ser tóxica para as células. caracterizado visualmente pelo inchaço. acompanhada de náuseas. do intestino. Colagogo. Respiração difícil. Desinfetante. Alteração do sistema digestivo caracterizada por má digestão. Diaforético. que separa substâncias nocivas. Que favorece o fechamento de feridas cutâneas e recompõe tecidos lesados. medicamento que restabelece o ritmo cardíaco. gripe. Que favorece ou provoca menstruação.Carbúnculo. Dispepsia. Que alivia a distensão por gases. Que favorece a secreção urinária. Aumento do líquido entre as células nos tecidos ou nos espaços intercelulares. sensação de peso ou queimação no estômago. muitas delas usadas para destruir células tumorais. Depurativo. Que combate as infecções ou seus agentes causadores. Constipação. Eczema. Emético. reduz a excitação. Congestão. Inflamação da pele. Diurético. Citotóxico. particularmente a pele inflamada e porções próximas. resfriado. medicamento que apressa e aumenta a evacuação intestinal e provoca purgação. que previne a invasão de microorganismos. do estômago etc. enfraquece.

lentidão anormal dos batimentos cardíacos). Células do fígado. Produto medicinal farmacêutico com estrutura química definida. obtido tanto por síntese como a partir de produtos de origem natural. Derrame de bile no sangue. Eructação. com vermelhidão. produz sono e alivia a dor (narcóticos). Capaz de promover estímulos. . Expectorante. Tóxico para as células do fígado. espanto. Estomáquico. no estômago etc. Estimulante. Relativo ao fígado. que estanca hemorragia. Taxa de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. Doença provocada por parasita da pele e tecido subcutâneo. Hepatócitos. Hipoglicemiante. Relativo a hemostasia. Flatulência. Hemostático. Que baixa a taxa de glicose no sangue. Presença de taxa anormal de açúcar na urina. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) plantas medicinais inteiras ou partes dela. Que combate a febre. Que baixa a pressão sangüínea. Hipotensor.Erisipela. Distensão por gases no intestino. que facilita as funções do estômago. com anemia. estado de irritação. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) substância(s) ativa(s) isolada(s) de plantas medicinais. O mesmo que arroto. Relativo ao estômago. Excitante. com bradicardia (pulso lento. que leva à perda de atividade. Acúmulo anormal de líquido debaixo da pele ou em uma ou mais cavidades do corpo. Glicosúria. deposição de bile nos tecidos. Hidropisia. Que facilita a saída das secreções das vias respiratórias. Que estimula ou provoca a ação. Hipertensor. Hiperglicemia. Ictericia. Febrífugo. Fitofármaco. Hipocolesterolêmico. Emprego de fitoterápicos no tratamento de doenças. Estupefaciente. Que combate fungos. Fungicida. pigmentação amarela generalizada da pele. Que diminui a da taxa de colesterol no sangue. Que produz imobilidade emocional. Que aumenta a pressão sangüínea. assombro. febre e dores (provocada por bactérias do tipo estreptococo). Farmacoterápico. Fitoterápico. Fitoterapia. que melhora o funcionamento do fígado. Hepatotóxico. Hepático.

Resolutivo. Que produz sono ou inconsciência. Maleita. Infertilidade. Mutagênico. Incapacidade de reprodução. Malária. Qualquer agente químico capaz de provocar mutações (transformação da informação genética que resulta em células ou indivíduos com diferenças). Tóxico para as células brancas do sangue. Presença de taxa elevada de gordura no sangue. causado por gordura. Relativo a peito. Lipemia. o mesmo que laxante. que acalma. Que adoça ou acalma. Purgativo. Inseticida. Que alivia excitação. purgativo fraco. Dor na região lombar (costas. Midríase. como no caso da esquistossomose). Sialagoga. Que resolve. Dilatação da pupila. que faz cessar inflamação. Laxativo. dorso). importantes para a coagulação sangüínea. Que combate moluscos (alguns são transmissores de doenças. Lenitivo. que apenas exonera o intestino. Peitoral. Corpúsculos sangüíneos.Impingem. Morféia. medicamento para o tratamento de doenças pulmonares ou do peito. purgante. Parasiticida. Lumbago. Doença ou alteração cutânea de natureza alérgica. Lipogênico. afecção cutânea. Estado que é tóxico ao rim. Que mata ou destrói parasitas. Substância que apressa e aumenta a evacuação intestinal. Que laxa ou afrouxa. Parasitemia. Moluscicida. Nefrotoxicidade. Linfocitotóxico. Poliária. Plaquetas. tranqüilizante. Sedativo. Excreção excessiva de urina. . droga que paralisa as funções do cérebro. Que provoca fluxo de saliva ou salivação. calmante. Narcótico. Lepra. impaludismo. Grau ou índice de parasitas no sangue. produzindo sono e alívio da dor. Substância que mata insetos. Que produz gordura.

Medicamento que se aplica às pessoas feridas ou que tenham sofrido queda. Sinusite. Que provoca vesículas. Que tranqüiliza. Vermífugo. Teratogênese.Sialorréia. que facilita a saída de pus. Próprio para curar feridas. . bolhas. Tranqüilizante. que acalma. Vesicante. Revigorante. Testículo. Sudorífico. Vulnerário. Que destrói ou afugenta vermes. Inflamação em um ou nos dos seios nasais. Salivação abundante. Supirativo. Tóxico para o zigoto. Órgão sexual masculino que produz espermatozóides. Desenvolvimento de anormalidades fetais. que restabelece o estado de saúde ou do órgão. Zigotóxico. Tônico. Diaforético. Que produz pus.

v. seguindo-se o título do livro e todos os dados de imprenta necessários para a obtenção do material. ABDULLAEV. 1995a.4. 1986. fascículo. v. Os dois autores. dissertações e outras publicações do gênero.. simpósio ou similar. ABDALA. os autores são citados como nos casos das revistas. seguindo-se o ano de publicação e a referência bibliográfica com a autoria (conforme trabalhos e livros). nos casos de única autoria. n.1294-7.12. n. 1985. Biochemical Systematics and Ecology. et al. D. . p. 1997. Prod. Um autor. n. R.3.Referências Bibliográficas As referências bibliográficas estão aqui apresentadas por ordem alfabética dos autores e sistematizadas da seguinte forma: • • • • Apenas o primeiro autor. ABE. • Quando se trata de resumo de Anais de congressos. O mesmo se aplica a teses. v.3. Não são apresentados os títulos dos trabalhos.2. n. os autores são citados no texto. et a l j . n. N. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). Human Toxicol. p. 1986. incluindose volume.38. p. L. .499-500. 1995. 1995. Soedin.657-63.871-2.269-74.60. SEELIGMANN.43. p. p. (Tashk).7-8. • Quando se trata de livro. v. M. I. ABDU-AGUYE.l69-71. F. Khim. página inicial e página final e ano de publicação. n. et al. . p. página e ano. et al.326-32. v. Soedin (Tashk). Prir. S. apenas sua referência. ABDEL-KADER.23. Khim. nos casos em que há mais de dois autores. P Lilloa. n. p.. Prir.5. seguindo-se o título do congresso. Nat. nos casos de dupla autoria.5.

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140-1. 65. 466 Adenocalyma alliaceum. 81 Arecidae. 474. 480 Bignoniaceae. 489 Bidens pilosa. 488 Bauhinia forficata. 463-5 Asterales. 148 Anacardiaceae. 95-9. 487 Alismataceae. 450. 351-2 Averrhoa carambola. 113 Aristolochiales. 110 Annona tenuiflora. 376 Araliaceae. 69-74. 360 Anacardium occidentale. 467-8. 58. 56. 67. 77 Aloe vera. 227-8. 149-50 Amaranthaceae. 93. 68. 458-6 Achillea millefolium. 119 Aristolochiaceae.Índice de nomes científicos Abuta sabdwithiana. 465. 65. 461 Ageratum conyzoides. 391 Allium cepa. 113-5. 202-4 . 52. 475. 90-3. 381-5. 3512. 78 Alpiniajaponica. 96. 342-3. 90 Apiaceae. 345. 339-40 Anacardium giganteum. 79 Alismatidae. 115 Aristolochia trilobata. 62 Alternanthera brasiliana. 152. 43 Annona muricata. 143 Acanthospermum australe. 361 Andropogon leucostachys. 149. 340-3. 468-9. 102. 364 Apocynaceae. 223 Bixa orellana. 201-2. 475. 316 Bidens bipinnatus. 479. 42-3 Andropogon nardus. 79 Aristolochia. 154 Alternanthera micrantha. 373 Averrhoa bilimbi. 79 Allamanda cathartica. 111 Annonaceae. 364 Apiales. 65-6. 480. 377-78. 386 Asteraceae. 75 Allium sativum. 467. 468-9. 113 Asclepiadaceae. 449 Bixa arborea. 453. 463 Asteridae. 368 Arecaceae. 351-2 Baccharis trimera.

210. 259 Hedychium coronarium. 231 Celastrales. 272. 285. 286. 302 Echinodorus grandiflorus. 255 Croton sacaquinha. 147 Caryophyllidae. 319 Dipsacales. 318 Desmodium tortuossum. 471 Gomphrena globosa. 292. 282-3. 82-3 Fabaceae. 170 Chenopodiaceae. 179 Cucurbitaceae. 151-2. 178-9. 365-9. 280. 373 Eupatorium ayapana. indicus. 266 Capparidales. 205. 185. 178 Cybianthus. 264-5 Cymbopogon citratus. 213. 287 Cecropia peltata. 61 Heliotropium indicum. 272 Clidemia novemnervia. 440 Costus spiralis. 394-5 Ipomoea quamoclit. 205 Hibiscus rosa-sinensis. 331 Celosia argentea. 190 Cucurbitapepo. 224 Hibiscus sabdariffa. 411 Hibiscus furcellatus. 201 Boerhavia difusa. 275 Hydrocotyle exigua.Bixaceae. 324. 287 Cassia occidentalis. 214 Himatanthus. 231 Celastraceae. 490 Euphorbiaceae. 165. 393 Cordia verbenacea. 298 Derris amazônica. 387 Gentianales. 242. 276 Fischeria cf. 379. 145 Caryophyllus aromaticus. 322 Clusiaceae. 481. 163-4 Chrysobalanaceae. 413-4. 470. 276-7 Cajanus cf. 407. 299. 299 Dillenidae. 41-2 Convolvulaceae. 211. 230-2. 382-3. 247. 63 Heliconia. 155-6 Caesalpinia ferrea. 441 Inga spectabilis. 295. 163 Chenopodium ambrosioides. 496 Caryophyllales. 212-3. 235 Cecropiaceae. 236 Euterpe edulis. 83 Eryngium ekmanii. 154. 375 Gnaphalium purpureum. 408-9. 386-7 Gentianaceae. 284 Hyptis crenata. mariana. 207. 281. 315 Caesalpinia pulcherrima. 171 Gossypium barbadense. 398. 300. 292 Caesalpiniaceae. 225 Guttiferales. 172 Boraginaceae. 406 Brunfelsia grandiflora. 49 Cymbosena roseuna. 238 Cucumis anguria. 312 Ipomoea batatas. 175 Diplotropis purpurea. 385 Hirtella. 388 Croton cajucara. 236 Euphorbiales. 395 . 206-7. 283. 301-2. 402-3 Cactaceae. 54. 297 Capparidaceae. 279. 265 Caprifoliaceae. 150. 237. 53-4 Coutoubea spicata. 215. 152-3. 430. 366-7 Hymenaea courbaryl. 259 Commelinidae. 44. 308 Dipteryx punctata. 298 Derris floribunda. 287-8 Cassia reticulata. 46-7. 327 Cassia multijuga. 496 Dipteryx odorata. 296 Fabales. 80.

laniflora. 426. 185. 204 Malvales. 180. 425-6. 128. 415-6. 399-400. 432. 431.Jacaranda caroba. 125. 160. 108 Persea gratíssima. 122-3 Piper cernnum. 432 Ocimum micranthum. 431. 103 Myrocarpus frondosus. 162 Portulacaceae. 39. 453 Peperomia elongata. 422-3. 427. 191-2. 245. 251 Lacistema. 323-4 Myrtales. 137 . 419. 195 Mabea angustifolia. 199 Passifloraceae. 196 Monocotiledonae. 419-20. 64-5 Liliales. 425. 493. 121. 350 Palicourea cf. 402-5 Phytolacaceae. 427-8. 134 Piper d. 420. 233 Muntingia calabura. 158 Pothomorphe peltata. 136 Piperaceae. 332. 173 Phyllanthus corcovadensis. 166 Piper cavalcantei. 495 Palicourea cf. 445 Mimosaceae. 337 Malva parviflora. 417. 422 Oxalidaceae. 451-2 Jatropha curcas. 121-2 Pereskia grandifolia. 334-6 Melastomataceae. 61 Musaceae. 277 Leonotis nepetaefolia. 108 Petiveria alliacea. 42 Pogostemon patchouly. 198 Lacistemaceae. 167-9. 240-1 Magnoliidae. 427. 161-2 Portulaca pilosa. 442 Leucas martinicensis. 200 Maytenus aquifolium. 258 Physalis angulata. 123. 252. 389 Luffa cylindrica. 447 Polygalales. 321 Menispermaceae. 321 Nyctaginaceae. 435 Loganiaceae. 64 Lippia alba. 311 Momordica charantia. 444 Mentha pulegium. 107 Leguminosae. 416. 161 Ocimum basilicum. 64 Liliidae. 432 Ocimum canum. 429. 87 Magnoliales. 427 Ocimum gratissimum. 241. 434-5 Lippia granais. 191 Lamiaceae. 124. 337 Polyscias. lhotzkyanum. 208 Malvaceae. 158-9. 181-2.120 Piperales. 238-9. 132 Peperomia. 494-5 Passiflora coccinea. 412-3 Lamiales. marcgravii. 184-9. 129. 133 Piper gaudichaudianum. 414. 192-3. 244-6. 443 Liliaceae. 250-1. 229 Musa. 424. 369-72 Portulaca oleraceae. 192 Pedaliaceae. 421. 418 Mentha viridis. 135 Piper marginatum. 131. 221-2. 126-7. 239-40. 79 Moraceae. 156-7 Persea americana. 125. 254. 332. 130. 406 Lauraceae. 303 Myrsinaceae. 120 Poaceae. 60 Myristicaceae. 89 Malpiguiaceae. 106 Laurus nobilis. 446 Origanum vulgare. 336 Maytenus ilicifolia. 139 Mentha piperita. 262 Myrtaceae. 256 jatropha gossypifolia.

434 Violales. 138 Primulales. 338 Strychnos triplinervia. 379-85 Tiliaceae. 360 Scoparia dulcis. 76 Sapindales. 462 Ranunculales. 485. 354-7.Pothomorphe umbellata. 55. 457 Scrophulariales. 215-6. 397-8 Solanales. 262 Prunus domestica. 221 Urena lobata. 472. 497-500 Sansevieria. 189. 345. 320 . 473-4. 353 Saccharum officinarum. 213. 457-60. 409. 99. 218. 233-4 Spilanthes acmella. guineense. 260-1 Wilbrandia ebracteata. 312. 400 Solanum tuberosum. 453-6 Sida rhombifolia. frutescens. 478 Theobroma grandiflorum. 322 Rosaceae. 226 Solanaceae. 271 Rosidae. 216 Stigmaphyllon fulgen. 197 Xylopia cf. 52 Zingiberales. 183. 452. 491 Spondias purpurea. 390 Symphytum officinale. 339 Schinus terebenthifolius. 58 Zingiberaceae. 274 Psydium cf. 209 Urticales. 338 Stigmaphyllon strigosum. 132. 112 Zingiber officinale. 94-5. 177-8 Virola surinamensis. 228 Thevetia peruviana. 48. 349. 363 Rutaceae. 492 Rubiales. 474. 484 Zollernia ilicifolia. 45. 463 Scrophulariaceae. 347. 361 Sterculiaceae. 273 Rosales. 449 Sechium edule. 101. 50 Sambucus nigra. 230-1 Verbenaceae. 325-9. 51 Zinnia elegans. 401 Solidago microglossa. 482. 103-6 Vismia japurensis. 330 Pyrostegia venusta. 139 Rhynchanthera grandiflora. 412 Tagetes erecta. 393 Solanum paniculatum. 471 Sorocea bomplandii. 344. 492 Ruta graveolens. 127. 182 Sesamum indicum. 326 Psydium guajava. 217-9. 477. 269 Rubiaceae. 208-9. 479. 51 Zinigiberidae. 227 Theobroma speciosa. 350.

5 x 49 paicas Tipologia: lowan Old Style 10/15 Papel: Offset 75 g / m 2 (miolo) Cartão Supremo 250 g / m 2 (capa) 2» edição: 2003 EQUIPE DE REALIZAÇÃO Coordenação Geral Sidnei Simonelli Produção Gráfica Anderson Nobara Edição de Texto Nelson Luís Barbosa (Assistente Editorial) Nelson Luís Barbosa (Preparação de Original) Marcelo Rondinelli e Ada Santos Seles (Revisão) Editoração Eletrônica Lourdes Guacira da Silva Simonelli (Supervisão) AVIT'S .Estúdio Gráfico (Diagramação) .SOBRE O LIVRO Formato: 1 6 x 23 cm Mancho: 27.

do Departamento de Farmacologia. Campus de Botucatu.Ao coordenar a equipe científica multidisciplinar responsável pelo livro. e Clélia Akiko Hiruma-Lima. estimulam a realização de estudos desse gênero que recuperem e documentem o conhecimento popular das mais diferentes populações autóctones. os biólogos Luiz Cláudio Di Stasi. Capa: tsabel Carballo . do Instituto de Biociências (IB) da UNESP. do Departamento de Fisiologia.

estudadas pelo seu potencial dores condições de atingir o desenvolvimento sustentado com a extração e conservação dos produtos medicinais existentes no seu próprio hábitat.Esta cuidadosa pesquisa etnofarmacológica tem como fonte moradores da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. . ponto de partida para a identificação e catalogação de 135 espécies vegetais daquelas regiões que.