Aliar o conhecimento popular ao científico em busca de novos medicamentos farmacoterápicos e fitoterápicos é um dos principais caminhos para o sucesso de pesquisas na área de plantas medicinais. Isso é benéfico para as famílias que habitam os ecossistemas florestais, que podem obter dos recursos naturais e da sua conservação seu desenvolvimento sustentado, e para a população em geral, pelo acesso a novos e eficazes remédios. Resultado de uma extensa pesquisa iniciada em 1987, este livro compreende a descrição de 135 espécies medicinais, com nomes científico e popular, dados botânicos e propriedades de cura atribuídas pela medicina tradicional. Esse corpus foi selecionado num total de 340 espécies mencionadas em entrevistas com aproximadamente 110 moradores da Amazônia e 170 habitantes urbanos e rurais da região da Mata Atlântica. A obra, que inclui glossários de termos botânicos, químicos e médicos - além de um índice de nomes científicos -, não é uma mera segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia, publicado originalmente em 1989. Trata-se de um autêntico novo trabalho, que, além de incorporar todos os dados publicados naquele livro, introduz uma nova forma de apresentação dos dados das espécies medicinais, catalogadas graças a criteriosas pesquisas etnofarmacológicas.

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP Presidente do Conselho Curador José Carlos Souza Trindade Diretor-Presidente José Castilho Marques Neto Editor Executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre Conselho Editorial Acadêmico

Alberto Ikeda Antonio Carlos Carrera de Souza Antonio de Pádua Pithon Cyrino Benedito Antunes Isabel Maria F. R. Loureiro Lígia M. Vettorato Trevisan Lourdes A. M. dos Santos Pinto Raul Borges Guimarães Ruben Aldrovandi Tania Regina de Luca

Luiz Claudio Di Stasi Clélia Akiko Hiruma-Lima

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

2- edição, revista e ampliada

© 2002 Editora UNESP Direitos de publicação reservados à: Fundação Editora da UNESP (FEU) Praça da Sé, 1 08 0 1 0 0 1 - 9 0 0 - S ã o Paulo-SP Tel.: (Oxxll) 3242-7171 Fax: (Oxxll) 3 2 4 2 - 7 1 7 2 Home page: www.editora.unesp.br E-mail: feu@editora.unesp.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP Brasil) Di Stasi, Luiz Claudio Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica / Luiz Claudio Di Stasi, Clélia Akiko H i r u m a - L i m a ; colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. - 2. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Editora UNESP, 2002. ISBN 8 5 - 7 1 3 9 - 4 1 1 - 3 1. Plantas medicinais-Amazônia 2. Plantas medicinais-Atlântica, Mata I. Hiruma-Lima, Clélia Akiko. II. S o u z a - B r i t o , A l b a Regina M o n t e i r o . III. M a r i o t , A l e x a n d r e . IV. Santos, Claudenice Moreira dos. V. Titulo. 02-4394 Índice para catálogo sistemático: 1. Brasil: Plantas medicinais: Botânica 581.6340981 CDD-581.6340981

Sobre os autores e colaboradores

Autores Luiz Claudio Di Stasi Biólogo Mestre em Farmacologia (EPM) Doutor em Química Orgânica (UNESP - Araraquara)

Laboratório de Fitofármacos - Lafit Batu Departamento de Farmacologia - In Clélia Akiko Hiruma-Lima Bióloga Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais (UFPB) Doutora em Ciências Biológicas, AC: Fisiologia (UNICAMP) Departamento de Fisiologia - Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP) Colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito Bióloga - Fisiologia (UNICAMP) Alexandre Mariot Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Claudenice Moreira dos Santos Bióloga

Elza Maria Guimarães Santos Bióloga Fabiana Gaspar Gonzalez Bióloga - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Leonardo Noboru Seito Biomédico - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Maurício Sedrez dos Reis Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Shirley Barbosa Feitosa Bióloga Wagner Gomes Portilho Biólogo - Fundação Florestal (Registro/SP)

Aos entrevistados Aldeia dos tenharins - Amazônia Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes Município de Humaitá - Amazonas

Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado, Jacupiranga e Sete Barras Mata Atlântica - Vale do Ribeira (São Paulo)

Agradecimentos da pesquisa na Amazônia

Ao Prof. Dr. Osvaldo Aulino da Silva, Departamento de Botânica, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Rio Claro, SR que, através de seu constante incentivo, de sua amizade e de suas idéias lúcidas e coerentes, tornou possível a realização deste trabalho com as características que ele possui. Aos ecólogos José Luís Campana Camargo, Silvana Amaral, Fábio Bassini e José Eduardo Mantovani; aos biólogos Aldeli Prates Ferreira, Silvana Trevisan, Simone Godói Cera, Ricardo Santos Silva e Natalina Evangelista de Lima (UNESP - Botucatu), pela imensa disposição e contribuição dispensada durante o levantamento etnofarmacológico e a coleta das plantas da região de Humaitá. A Dra. Marlene Freitas da Silva, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, por sua pronta disposição na identificação das espécies vegetais que constam desta obra. A Fundação Nacional do Índio - Funai, por permitir nossa permanência na aldeia dos tenharins. Ao Grupo de Trabalho da UNESP (GTUNESP) e à Fundação Rondon, pelo apoio. Aos soldados Nunes e Fonseca e ao próprio 42° Batalhão de Infantaria da Selva de Humaitá, pelas diversas caminhadas pelas matas da região à procura das espécies de nosso interesse. A srta. Roseli Galhardo Paganini, in memoriam, pela sua dedicação, interesse e paciência na datilografia da primeira edição deste livro. À Editora UNESP pela oportunidade de publicação. A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que nossos objetivos se concretizassem.

Agradecimentos da pesquisa na Mata Atlântica

À diretora e ao vice-diretor do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, Profa. Dra. Sheilla Zambello de Pinho e Prof. Dr. Carlos Roberto Rubio, pelo constante apoio e estímulo durante toda a realização desta etapa da pesquisa. Aos funcionários da Seção de Transporte do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, sempre prestativos e colaborando quando de nossa necessidade. Aos biólogos Murillo Queiroz Júnior, Mariana Aparecida Carvalhaes, Oei Sioe Tien, Gabriela Priolli de Oliveira, Sueli Harumi Kakinami e Miriam Helena Bueno Falótico, pela enorme colaboração na realização do levantamento etnofarmacológico e na coleta das espécies vegetais no Vale do Ribeira. A bióloga Renata Mazaro, pela imensa colaboração na atualização da revisão bibliográfica. A Fundação Florestal, pela colaboração em inúmeras atividades de campo e pelo apoio na realização de atividades de Educação Ambiental junto à base de Saibadela - Parque Estadual Intervales. Aos herbários "Irina Delanova Gemtchujnikov" IB, UNESP - Botucatu e "Barbosa Rodrigues" Itajaí, Santa Catarina, pela imensa colaboração na identificação do material botânico. A Fundação Brasileira de Plantas Medicinais, pela oportunidade de utilização de seu banco de dados na revisão das informações técnicas de todas as espécies vegetais constantes deste trabalho. A todos aqueles que colaboraram nas diversas etapas deste trabalho e para que ele fosse publicado com as características aqui apresentadas.

Vale do Ribeira. pelo apoio à pesquisa na Mata Atlântica .Agradecimentos especiais à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). .

Sumário Prefácio 17 Prefácio à primeira edição (1989) 23 Sobre a primeira edição do livro (1989) 27 Apresentação do trabalho em 1989 29 Metodologia de pesquisa 31 Organização do livro 35 Parte 1 Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 39 1 Commelinidae medicinais 41 2 Zingiberidae medicinais 51 3 Liliidae medicinais 64 4 Outras monocotiledôneas medicinais na Mata Atlântica 79 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 87 85 5 Magnoliales medicinais 89 6 Aristolochiales medicinais 7 Piperales medicinais 120 113 8 Ranunculales medicinais 139 Seção 2 Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 145 9 Caryophyllales medicinais 147 Seção 3 Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 1 7Í 10 Violales medicinais 1 77 11 Malvales medicinais 200 12 Urticales medicinais 230 13 Euphorbiales medicinais 236 14 Guttiferales medicinais 259 15 Primulales medicinais 262 16 Capparidales medicinais 265 Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 269 17 Rosales medicinais 271 18 Fabales medicinais 276 .

químicos e médicos 505 Referências bibliográficas 523 Índice de nomes científicos 601 .Sumário 19 Myrtales medicinais 321 20 Celastrales medicinais 331 21 Polygalales medicinais 337 22 Sapindales medicinais 339 23 Apiales medicinais 364 Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 373 24 Gentianales medicinais 375 25 Solanales medicinais 393 26 Lamiales medicinais 406 27 Scrophulariales medicinais 449 28 Asterales medicinais 463 29 Rubiales medicinais 492 30 Dipsacales medicinais 496 Posfácio 501 Glossário de termos botânicos.

podemos verificar a necessidade de estratégias que permitam a manutenção dessas florestas. esse tema tomou conta do planeta e muito se fala. provavelmente. conse- . ou melhor. da soma de dois fatores: • os escassos conhecimentos científicos sobre a complexidade de relações existentes entre os diversos componentes desses ecossistemas e.Prefácio Acreditamos que é desnecessário afirmar a importância e a necessidade da conservação dos ecossistemas florestais brasileiros. mas pouco se faz. se propõe e se discute sobre o assunto. é patente também que não há nenhuma estratégia de manejo global desses ecossistemas e a sua conseqüente conservação. Nos últimos anos. comprometimento do abastecimento de água. Inúmeras discussões e propostas são realizadas. ou significam estratégias proibitivas. empobrecimento do solo. pois.perda da fauna e da flora. a falta de propostas decorre de um dos dois. mas nenhuma satisfaz de forma completa as necessidades. Enumerando apenas alguns problemas decorrentes da devastação de ecossistemas como esses . incluindo a perda de conhecimentos sobre essas espécies e de seus potenciais produtos. Acreditamos que. que em sua maioria não resolvem o assunto. Apesar de tudo que se conhece sobre o assunto. especialmente a Floresta Amazônica e a Floresta Tropical Atlântica. alterações climáticas. ou representam paliativos de curto prazo de funcionamento. entre outros -.

devemos salientar que qualquer proposta ou estudo que contribua com o conhecimento desses ecossistemas é valiosa.quer sejam grupos definidos.vivem diretamente dos produtos que essa floresta lhes oferece para sobrevivência ou para comercialização do excedente. São eles que podem. • o descaso por parte daqueles que propõem e executam as políticas de conservação ambiental local. especialmente considerando-se o crescimento da população e a necessidade de mais e mais produtos a cada dia que passa. regional. fator que limita a elaboração de estratégias eficazes de conservação. os pescadores do Vale do Ribeira. São eles que vivem em contato direto com todos os elementos desse ecossistema. pois além do conhecimento que possuem também atuam como verdadeiros fiscais de controle da ação antrópica. novos estudos precisam ser feitos e as pesquisas interdisciplinares. os moradores da floresta . alternativas que mantenham esses habitantes na floresta com a qualidade de vida merecida irão. Sabemos que o homem sempre buscou na natureza recursos para sua sobrevivência. Nesse sentido. a contribuição deste . uma vez que permitirá avanços na detecção de alternativas de conservação. permitir grandes avanços na conservação. Dessa forma. sem dúvida alguma. que enquanto não se contemplar nas estratégias de conservação a melhoria da qualidade de vida do habitante da floresta pouco se poderá alcançar. Consideramos. portanto. nacional e internacional para com os elementos humanos que habitam esses ecossistemas ou seu entorno.qüentemente. quer sejam comunidades tradicionais. as pequenas vilas nas áreas rurais de ambas as regiões . como os ribeirinhas da Amazônia. seus produtos e suas relações. Essa relação. priorizadas. contribuir imensamente com a elaboração de estratégias de conservação. Nesse aspecto. integram esse novo momento de ação sobre os ecossistemas. entretanto. É nesse sentido que o manejo de vários produtos florestais de forma sustentável surge como uma excelente proposta e que as plantas medicinais. São eles que conhecem a floresta. os quais são atores-chave na elaboração de estratégias de conservação. Para tal. como as diversas aldeias e tribos da Amazônia ou os quilombolas do Vale do Ribeira. Essa forma de relação tornou-se mais perigosa. atualmente. não se dá apenas visando à sobrevivência. de sua fragilidade diante da ação devastadora do homem. Por sua vez. mas inclui ainda interesses econômicos. como mais um produto para comercialização.

que a ciência usou e ainda usa como fonte de informações para obtenção de novos medicamentos. Não custa lembrar e salientar. reunir valor econômico maior que aquele atualmente praticado na relação das indústrias e laboratórios farmacêuticos com os grupos e as comunidades tradicionais. sobretudo depois que a Fundação Editora UNESP propôs. como instituições determinantes para o avanço. publicado originalmente em 1989. legitimarem o valor do conhecimento dessas comunidades e desses grupos e incluí-los no processo de conservação. Foi a partir de pesquisas que realizamos. Dessa forma. abrindo uma porta importante para a publicação deste material. No entanto. fazer um novo livro e juntar os dados com os da primeira edição. que pensávamos menor que aquele que originou o primeiro livro. Nessa proposta inicial a idéia era atualizar a revisão bibliográfica das 59 espécies medicinais que constavam daquele livro. Passou da hora de a ciência e a política. o número de informações disponibilizadas tornou a proposta mais árdua e difícil do que imaginávamos. Verificamos que a atualização dos dados e a ampliação do livro representava. na verdade. mais abrangente. centenas ou mesmo milhares de anos de relação desses habitantes da floresta com o ecossistema florestal. e também no de desenvolvimento. e incorporar na nova edição outras 41 espécies medicinais usadas na Amazônia e que haviam sido catalogadas em nossa pesquisa após a primeira edição. então começamos a ampliar o leque de colaboradores no trabalho de revisão bibliográfica das espécies vegetais identificadas e introduzir novos elementos à . A equipe já não era a mesma. que é justamente o conhecimento popular decorrente de dezenas. considerando os aspectos aqui referidos. pois ele fornece dados importantes sobre um grande número de espécies vegetais que podem ser estudadas como medicamento e. que a idéia de Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica foi tomando forma lentamente. em janeiro de 1999. conseqüentemente. já que dez anos haviam se passado. menos globalizado e mais coerente com as necessidades e aspirações daqueles que fazem o patrimônio cultural do país e que conhecem o funcionamento de seus ecossistemas melhor que qualquer área específica do conhecimento científico. Começamos o trabalho. pagando o preço de um trabalho mais social. melhores condições de vida podem ser oferecidas para esses habitantes que conhecem a floresta e dela vivem diariamente. entretanto.livro é um começo. a realização de uma segunda edição atualizada do livro Plantas medicinais na Amazônia. cada qual havia tomado seu caminho.

A oportunidade de produzir uma publicação de plantas medicinais usadas na Amazônia e na Mata Atlântica.não . colocar lado a lado os dados de espécies vegetais específicas de cada ecossistema e usadas como medicamento pelos diferentes grupos estudados. que prontamente os disponibilizou para esta publicação. Index Medicus. incluindo fotos de algumas espécies. químicos. Foi nessa fase do trabalho que surgiu a idéia de incorporarmos à pesquisa algumas das plantas medicinais. Estado de São Paulo. Chemical Abstracts). No entanto. páginas e links que tratam do assunto e que estão com livre acesso na Internet. buscando nas mais variadas fontes dados que pudessem ser adicionados para cada uma das espécies a serem inseridas numa segunda edição do livro. toxicológicos e botânicos) de espécies vegetais desse importante ecossistema que é a Floresta Tropical Atlântica. mas verificamos lentamente que a proposta era bem mais valiosa. por outro. buscamos informações em diversos endereços. tornou-se o objetivo principal da nova equipe. catalogadas em uma pesquisa etnofarmacológica realizada na região do Vale do Ribeira. permitiria comparar os usos que grupos humanos distintos poderiam fazer de uma mesma espécie medicinal e. já disponibilizados em disquetes e com fácil acesso pelos computadores. farmacológicos. assim como no banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). adicionando-se a essas plantas dados técnicos e científicos que permitissem avanços reais na pesquisa de plantas medicinais e na pesquisa de novas estratégias de conservação desses ecossistemas. a nova idéia não tinha mais como retornar. Nessa nova etapa.proposta original. A quantidade de informações obtidas foi gigantesca e iniciamos um trabalho cansativo e detalhado de seleção dos dados que considerávamos mais importantes para constar do novo material. além da pesquisa nos tradicionais índices de revisão (Biological Abstracts. por um lado. pelo menos as mais citadas. A idéia de agrupar dados de pesquisas etnofarmacológicas com grupos étnicos distintos que habitam diferentes ecossistemas florestais ou em suas proximidades foi se concretizando como uma proposta de grande valor. Por si só. além dos desenhos apresentados inicialmente. especialmente com comunidades tradicionais que habitam o interior ou no entorno da Mata Atlântica. pois não existiam ainda dados pormenorizados (etnofarmacológicos. outro importante e singular ecossistema brasileiro. foi a possibilidade de disponibilizar para as comunidades tradicionais de ambas as regiões . à medida que.

Relembramos que já em 1989 destacamos a importância de que o tema "plantas medicinais" tivesse uma abordagem ecológica e ambiental e que os dados das comunidades tradicionais e dos diferentes grupos étnicos sobre as plantas medicinais não fossem apenas um rol de informações para a seleção de plantas medicinais pelos pesquisadores da área.todos os dados e informações possíveis e mais importantes sobre as espécies vegetais mais utilizadas que orientou todo o nosso esforço em publicar este material na forma em que ele se apresenta. especificamente. especialmente quando esses dados se referem a espécies nativas de ecossistemas florestais pouco conhecidos em sua complexidade. realizadas na região amazônica e na região da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. Mas mesmo considerando-se os enormes avanços nessa área. especialmente os mais ameaçados. sem dúvida. excelentes publicações foram sendo disponibilizadas. que serão úteis. da Mata Atlântica. mais acessível que os artigos . dados etnofarmacológicos continuam sendo a principal base para a escolha de plantas medicinais para estudos voltados para a obtenção de novos medicamentos.em artigos científicos e técnicos. durante todo esse período. hoje. mas as plantas medicinais. tanto para os pesquisadores da área como para a comunidade em geral. No entanto. Com essa nova concepção. A conservação dos ecossistemas tropicais. mas também discutindo e introduzindo novas abordagens para que a pesquisa com plantas medicinais pudesse escolher rumos e caminhos que apontassem para a solução dos principais problemas de saúde do país. Quando Plantas medicinais na Amazônia foi publicado. passaram a representar uma nova alternativa . mas um novo trabalho. sempre foi uma preocupação constante. mas com um livro. que incorpora todos os dados publicados no primeiro livro e que introduz uma nova forma de apresentação dos dados de espécies medicinais catalogadas por pesquisas etnofarmacológicas criteriosas. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica não é uma segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia. não apenas catalogando espécies medicinais. especialmente os habitantes das duas regiões onde foram realizados os estudos. raros eram os trabalhos e as publicações que estavam disponíveis. como é o caso da Amazônia e. Devemos ressaltar aqui a enorme evolução que o tema "plantas medicinais" teve no Brasil nos últimos anos. como é o caso da Amazônia e da Mata Atlântica.

cujo objetivo principal está na melhoria da qualidade de vida de comunidades que habitam os ecossistemas florestais por meio do uso correto e adequado de espécies nativas de valor medicinal. mas a base das pesquisas na área de plantas medicinais. quer sejam como medicamentos eficazes e seguros para uso local quer como recursos econômicos explorados de forma sustentável. envolvendo uma enorme equipe de pesquisadores de distintos órgãos governamentais (estaduais. para sugerir que as pesquisas com plantas medicinais sejam pensadas também pelo seu caráter social e econômico. Trata-se de uma pesquisa iniciada em 1987 e que continua em comunidades tradicionais da Mata Atlântica. Finalmente. permitem a redução da ação antrópica sobre outros produtos florestais. reduzindo assim os sérios problemas ambientais pelos quais esses ecossistemas passam.para a conservação dos ecossistemas. farmacoterápicos e especialmente fitoterápicos. não sendo apenas uma compilação de dados da literatura.não pode ser apenas a retórica. devemos fazer constar que este trabalho é resultado de uma pesquisa etnofarmacológica realizada com diferentes comunidades e grupos humanos do Brasil. para que espécies nativas sejam priorizadas nos estudos de plantas medicinais pelos pesquisadores no Brasil. Luiz Claudio Di Stasi . Nesse sentido. Aliar o conhecimento popular com o conhecimento científico . respeitando-se os interesses das comunidades tradicionais. mas pouco realizado na prática. visto que as espécies vegetais de valor medicinal passam a ser mais um recurso florestal passível de exploração e de comercialização que. realizadas de forma racional e sustentável. acreditamos que este trabalho é uma importante contribuição. assim como a obtenção de renda adicional para as famílias que habitam os ecossistemas florestais ou seu entorno com a exploração sustentável desses recursos e sua conseqüente conservação . apesar de preliminar e pequena.somando-se a isso a busca de novos medicamentos. municipais e federais) e não-governamentais. para que parte do patrimônio cultural de diferentes grupos étnicos brasileiros seja registrada e não seja perdida. e para estimular e incentivar que tais pesquisas sejam realizadas efetivamente com o caráter inter e multidisciplinar amplamente apregoado e estimulado em inúmeras publicações.

obter informações que viessem subsidiar pesquisas nas diversas áreas que envolvem o estudo de plantas medicinais. Em segundo lugar. Em terceiro lugar. realizar um estudo etnofarmacológico regional. significaria um grande prejuízo para a cultura e para a ciência do país. desse modo.Prefácio à primeira edição (1989) O trabalho aqui apresentado teve como objetivo alcançar as seguintes finalidades. referente ao uso das plantas com fins terapêuticos. o trabalho teve caráter de extensão universitária baseado na preocupação de devolver para a população envolvida no objeto de estudo os resultados das pesquisas realizadas com as espécies da região que pudessem fornecer esclarecimentos adicionais. Em primeiro lugar. evitando-se. pretendeu-se. mediante a realização de um inventário de plantas medicinais. principalmente no que se refere a facilitar a seleção de espécies vegetais potencialmente ativas e que são utilizadas amplamente pela população de determinada região. pois permite que a população se utilize dos recursos terapêuticos de origem . o que. visando ao resgate e à preservação da cultura popular de grupos étnicos definidos. Tal proposta que se concretiza parcialmente com este trabalho é de grande valor. que esse conhecimento seja perdido. principalmente no aspecto de alertar a população acerca dos problemas oriundos do uso indiscriminado de plantas medicinais e das plantas com efeitos tóxicos comprovados. a nosso modo de ver.

Em nenhum momento este trabalho quer se prestar como um receituário de plantas medicinais (tal uso seria um engano desastroso). mas funcionar como um instrumento de esclarecimento e alerta ao leigo usuário das plantas. Uma proposta de trabalho com tais características só é viável quando passa a envolver um grande número de indivíduos. com os conhecimentos adquiridos. da qual o próprio pesquisador faz parte. objetivou-se redigir este trabalho com o intuito de fornecer informações sobre plantas medicinais de forma que fosse acessível à população leiga e de interesse para os mais variados profissionais que trabalham na área (botânicos. que potencialmente es- .natural. farmacologistas etc). do Departamento de Botânica da UNESP Campus de Rio Claro (SP). Finalmente. com as atividades deste trabalho. oferecer oportunidade a alunos de Ciências Biológicas e cursos afins de atuarem e manterem contato com uma área de pesquisa fascinante e de grande importância para um país com as características sociais que o Brasil possui. consideramos que a ciência. juntamente com o Prof. realizado no município de Humaitá. é importante colocarmos aqui que o presente trabalho é parte integrante de um amplo projeto de pesquisa e extensão universitária. e que visa. preocupando-se não só com a busca do conhecimento real e verdadeiro. pretendeu-se. deve ter um componente social em seu escopo. muitos deles atualmente se direcionando profissionalmente para a pesquisa com plantas medicinais. ficamos plenamente satisfeitos com o interesse do grande número de alunos que participaram do trabalho. mas também com a descoberta de soluções e novos caminhos que venham ao encontro das aspirações da sociedade brasileira. Tal proposta decorre de uma filosofia de trabalho que contém uma preocupação em contribuir. para executar atividades mais coerentes com nossa realidade. Osvaldo Aulino da Silva. químicos. principalmente no que está relacionado às questões de saúde e preservação do patrimônio cultural e natural de uma região rica do nosso país. Fugimos assim da postura clássica de exploração dos conhecimentos tradicionais da população e dos recursos naturais da região com fins estritamente de pesquisa. Nesse contexto. Nesse contexto. como qualquer outra atividade humana. com a promoção de melhores condições de vida para a população. a estudar aspectos botânicos das plantas da região e executar atividades de Educação Ambiental. Por outro lado. além dos objetivos aqui expostos. tendo conhecimentos adicionais sobre essas plantas. Em quarto lugar.

O trabalho em equipe na área de pesquisa em plantas medicinais. tipo do solo. antes de se propor um cultivo programado de plantas medicinais. como seres vivos. verificamos que é este o momento da realização do maior número possível de estudos etnofarmacológicos. Ao considerarmos as características culturais de nosso país. e nossa experiência é prova disso. estão sujeitos às influências de fatores bióticos (floração. No entanto. como também a qualidade das propriedades terapêuticas de interesse. Acreditamos. estações do ano e outros). clima. independentemente das dificuldades inerentes à própria relação social dos indivíduos. visto o grande risco de extinção de várias plantas medicinais e principalmente pelo fato de que os vegetais. é necessário que se ampliem em número e em qualidade as pesquisas na área. que se superando as dificuldades. incomparável com aquele que sentimos ao executarmos um trabalho individual. pela sua característica multidisciplinar.tejam dispostos a concretizar os objetivos sem medir esforços. essa área requer um enfoque novo. consideramos de grande importância colocar que. que podem não só determinar a quantidade de produção de compostos secundários das plantas (princípios ativos). no entanto. como exemplos) e abióticos (umidade do ar. além de engrandecer o trabalho. A inserção dessa abordagem ambiental ou ecológica no estudo das plantas medicinais fornece novos elementos que melhor caracterizam os resultados experimentais realizados com determinada espécie. A literatura nos mostra que essas influências são inegáveis. estágio de desenvolvimento. que podemos denominar ecológico. desde que cada participante cumpra suas tarefas e responsabilidades dentro do grupo. qualquer projeto de pesquisa realizado em equipe tende a produzir melhores resultados em menor espaço de tempo. para que o conheci- . propiciou um imenso prazer. antropólogos e químicos. torna-se obrigatório quando se propõe o alcance de objetivos mais amplos como os aqui apresentados. farmacologistas. propostas e encaminhamentos que enriquecem imensamente o trabalho. A experiência do trabalho em equipe aqui realizado. além de botânicos. principalmente no aspecto do rico conhecimento de plantas medicinais existentes nas diversas regiões. O trabalho em equipe baseado em uma proposta concreta e clara torna-se simples e empolgante na medida em que permite um alcance mais rápido dos objetivos e envolve uma grande variedade de idéias. portanto é urgente a sua consideração.

desde a fase inicial até a possibilidade de publicá-lo com as características que aqui se apresentam. o que é de extremo interesse nas condições em que se encontra o país. que. preservado e utilizado como subsídio de pesquisas com plantas medicinais.mento tradicional seja devidamente resgatado. não só de conhecimento das potencialidades da natureza. mas também por demonstrarem uma visão mais pura e bela da vida. principalmente pela influência dos meios de comunicação de massa e pelo aspecto de que a abordagem etnofarmacológica possui a vantagem de permitir a padronização de modelos experimentais específicos que serviriam de instrumento de avaliação de um grande número de espécies vegetais. Luiz Claudio Di Stasi . além de tornarem possível este trabalho. Não podemos deixar de fazer constar aqui o grande prazer e até mesmo uma verdadeira paixão que envolveu a realização deste trabalho. acrescentaram uma experiência rica. Essa urgência na realização desses trabalhos se baseia no fato de que o conhecimento popular está sendo rapidamente alterado ou até mesmo extinto. o que significa um menor custo no desenvolvimento da pesquisa e na obtenção do produto final. Foi unânime por parte de toda a equipe que se relatasse a beleza do contato com os grupos étnicos envolvidos.

Sobre a primeira edição do livro (1989) Quando a consciência de uma nação inteira parece despertar para a preservação do santuário ecológico mundial que é a Amazônia. uma disparidade entre a quantidade e a diversidade da flora medicinal.. quando se sabe que milhares de informações populares sobre o uso de plantas medicinais estão desaparecendo. de um lado. portanto. e. Dessas. porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial. Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades. quando se constata. (Cena III.William Shakespeare. e a ausência de levantamentos etnofarmacológicos . quando as pessoas parecem querer retomar suas raízes buscando nas plantas a cura de seus males. Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal. a grande maioria na região amazônica. 1564-1616) A utilização de plantas com fins medicinais era comum na Idade Média. mas os primeiros registros remontam a milênios. o enorme risco de extinção que correm fauna e flora. por fim. Observa-se. Ato II de Romeu e Julieta . apesar disso. apenas 10% foram cientificamente investigadas do ponto de vista químico-farmacológico. das quais o saber popular selecionou cerca de duas mil como medicinais. Acredita-se que a flora mundial esteja entre 250 mil e 500 mil espécies. surge o livro Plantas medicinais na Amazônia. O Brasil contribui com 120 mil espécies..

e isso é o que importa. Alba Regina Monteiro Souza Brito (UNICAMP . Mas o passo foi dado. Levantamentos etnofarmacológicos. chamamos a atenção para levantamentos etnofarmacológicos nos quais constem identificação taxonômica das plantas envolvidas. são raros e induzem-nos a pensar que é possível ou que ainda há tempo de resgatar a memória nacional na utilização de plantas medicinais.Campinas) . de outro. Dra. efeitos observados. como este que aqui se apresenta. posologia. descrição botânica objetiva da espécie citada e usos. dados que auxiliem o usuário final na busca de conhecimento que tais levantamentos oferecem. Sua importância é tanto maior por tratar-se da região amazônica. vale salientar que este trabalho representa um pequeno passo diante do extenso caminho que se tem a percorrer na recuperação de todas as informações relativas às plantas medicinais.criteriosos. Profa. Quando dizemos criteriosos. enfim. a distância vencida. Por último. Esses requisitos estão plenamente satisfeitos neste livro.

. apesar da pobreza dos solos. atingiu um equilíbrio graças à interação de fatores como umidade. provenientes da evapotranspiração. qualquer atividade descontrolada pode acarretar processos irreversíveis de destruição da floresta. esta contribui com cerca de 50% de vapor d'água para a formação de chuvas. atualmente assume proporções alarmantes graças ao desenvolvimento de vias rudimentares e com estas o avanço da colonização.Apresentação do trabalho em 1 989 A Amazônia constitui um dos mais completos ecossistemas da Terra. a taxa de desmatamento é o que realmente preocupa. Basta lembrar que as florestas têm papel importante na regulação do ciclo hidrológico e que. Não é difícil justificar a necessidade de manejo dessa vegetação. por se tratar de uma importante fonte de perturbação. que chama a atenção de cientistas de várias partes do mundo. que outrora era restrita às margens dos rios navegáveis. que. conforme aponta Philip M. Fearnside. A exploração madeireira. apesar da exploração madeireira ainda representar pequena fração dos seus cinco milhões de quilômetros quadrados. que para sua subsistência demanda áreas de cultivo e criação de gado. Dada a fragilidade desse equilíbrio. no caso da Amazônia. De fato. alta precipitação e reciclagem de seu próprio material orgânico. Atualmente. a ação predatória do homem na Floresta Amazônica vem ocorrendo numa velocidade espantosa. No entanto. a situação em relação às áreas perturbadas é deveras preocupante.

Plantas medicinais na Amazônia. A importância da Amazônia não se restringe apenas às espécies animais e vegetais. riquíssima em espécies. as falhas no fluxo informativo e conseqüente perda do conhecimento sobre a terapêutica empregada pelos diferentes grupos étnicos e. mas diz respeito também à riqueza do conhecimento popular acerca do uso terapêutico de plantas.O setor industrial tem também colaborado com o desmatamento na medida em que depende de matéria-prima florestal para manter o seu nível de industrialização. Luiz Claudio Di Stasi. Sinto-me. acarreta duas situações que. Trata-se de uma obra de capital importância no assunto e que se sobrepõe aos freqüentes receituários para se dedicar ao resgate do patrimônio etnofarmacológico e às valiosas informações técnicas que certamente servirão de apoio a novas pesquisas no campo das ciências naturais.Rio Claro) . portanto. em vista do desconhecimento das conseqüências reais que disso possam advir. o uso indiscriminado de material vegetal na cura de doenças. visando à preservação da memória histórica dos usos e costumes. ecológico e histórico. muitas provavelmente sucumbirão antes mesmo de qualquer conhecimento de seu potencial. Dr. informações importantes sobre as 59 espécies mais utilizadas pelos grupos étnicos estudados para fins terapêuticos. e. julgamos altamente preocupantes: por um lado. fruto de um trabalho sério de pesquisa. a carência de estudos sobre a vegetação brasileira e orientação popular. levando-se em conta a preocupante taxa de predação feita pelo homem. Osvaldo Aulino da Silva (UNESP . Prof. sua redação simples e facilidade de acesso para consulta. Somada a isso. por outro. por trás do uso inadvertido da área estão interesses industriais e políticos que concorrem para o desaparecimento da flora. coloca às mãos dos leitores. do ponto de vista social. pelos cuidados com a parte gráfica e as ilustrações. tendo à frente toda a dedicação e coordenação do Prof. que se origina tanto da necessidade de uma terapêutica alternativa pelo baixo poder aquisitivo e pelo difícil acesso à assistência médica como da grande influência cultural dos arborícolas da região. desde o leigo ao mais especializado. honrado em apresentar esta obra. das quais poucas foram estudadas. De qualquer maneira.

Entrevistas Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas em ambas as regiões. localizada a 120 quilômetros do município de Humaitá. Jacupiranga e Sete Barras. a seqüência de estudos realizados para melhor compreensão das atividades de campo realizadas desde 1987. no Estado de São Paulo. Mata Atlântica • Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado. • Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. resumidamente. no Amazonas. Vale do Ribeira.Metodologia de pesquisa Apresentamos. • Aldeia dos Tenharins. pela Rodovia Transamazônica em direção ao Norte. conforme descrito a seguir: . sul do Estado do Amazonas. pois não consideramos ser este o espaço para pormenorizar todos os métodos utilizados. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas regiões e em várias localidades de cada uma delas: Amazônia • Município de Humaitá.

exsicatas foram preparadas e enviadas para identificação. ao Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". Chefe da Aldeia dos Tenharins e sua esposa foram entrevistados várias vezes por diferentes membros da equipe e por meio de quatro viagens para a aldeia). as exsicatas foram enviadas ao Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Em alguns casos o material vegetal florido não foi coletado. No caso de material em fase de floração. assim. evitando-se. Jacupiranga (21) e Sete Barras (31) (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). Para as espécies da Amazônia. • Duas entrevistadas (tuxaua "Kuarrã". novas visitas foram realizadas aos entrevistados até sua obtenção.Amazônia • Noventa entrevistas com habitantes de Humaitá . • Vinte entrevistas com habitantes de comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes.Amazonas (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar do trabalho). Coleta de material e identificação taxonômica As espécies referidas nas entrevistas foram sempre coletadas pela indicação do entrevistado e na sua presença. Amazonas. • Noventa questionários aplicados a professores voluntários da rede oficial de ensino (escolas rurais e urbanas) e para líderes comunitários voluntários do município de Sete Barras. Mata Atlântica • Cem entrevistas com habitantes urbanos dos municípios de Eldorado e Jacupiranga (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). • Setenta entrevistas com habitantes rurais de Eldorado (18). Para materiais fora da fase de floração. cujo acesso era feito por meio de barcos cedidos por lideranças locais (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar deste projeto). Departamento de Botânica do Instituto de . a coleta errada do material.

ecológicas e botânicas) foram sendo adicionadas conforme a organização de cada um dos capítulos. Chemical Abstracts. foram realizadas pesquisas bibliográficas nos seguintes índices: • • • • • Biological Abstracts. Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UNESP . Sites da Internet. Index Medicus (Med-line). para sua identificação. e ao Herbário do Instituto de Biociências da UNESP . Revisão bibliográfica Uma vez identificadas as espécies. priorizando-se os relatos de farmacologia que confirmassem ou não o uso tradicional das espécies vegetais. .Santa Catarina.Botucatu.Rio Claro.Biociências da UNESP . Itajaí . Outras informações (agronômicas. as exsicatas foram enviadas aos Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". Banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM).Botucatu e ao Herbário "Barbosa Rodrigues". Para as espécies coletadas na Mata Atlântica. os dados químicos e os de toxicidade que orientassem o uso das espécies. Depois da compilação dos dados foram selecionados aqueles de interesse para as características do trabalho aqui apresentado.

Utilizou-se o sistema de classificação botânica adotado por Cronquist (1981) e modificado por Kubitzki em seu sistema de arranjo das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997). mas considerando especialmente a Ordem Botânica à qual pertenciam. Os capítulos se distribuem em duas partes: • Parte I . . assim como enriqueceria os dados disponibilizados no livro.incluindo as monocotiledôneas medicinais. Uma nova forma de apresentação das espécies teve que ser analisada e.Organização do livro Para permitir que os dados das diferentes espécies medicinais referidas pelos habitantes de ambos os ecossistemas florestais pudessem ser avaliados comparativamente. as espécies não poderiam mais ser apresentadas por ordem alfabética de nomes populares. verificou-se que agrupar as espécies de forma sistemática considerando os grupos taxonômicos seria a melhor estratégia. Incluem-se no livro apenas espécies de Angiospermae. com o tempo. Optou-se por apresentar as espécies dentro de suas famílias. como havia sido feito na primeira edição deste livro. incluindo-se assim pequenas introduções e informações sobre cada uma das ordens e das famílias botânicas incluídas neste trabalho. Isso tornaria fácil analisar a importância de cada família vegetal como fonte de espécies medicinais para estudos.

as quais se subdividem em cinco seções: . especialmente apontando-se o valor da ordem como fonte de espécies medicinais. dados ecológicos e distribuição. • Introdução sobre a família botânica ou.dados da medicina tradicional que incluem os dados decorrentes das entrevistas realizadas pelos pesquisadores do projeto.Seção 5: Medicinais da subclasse Asteridae Cada uma das partes inclui diversos capítulos montados a partir da ordem botânica das espécies vegetais referidas. respectivas ordens e respectiva subclasse Hamamelidae. • Monografias de espécies medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. . . incluindo-se os principais grupos e classes químicas já descritos na literatura científica para cada um dos gêneros ou espécie referida no texto. Das Dicotyledonae não foram referidas espécies das famílias. pois não foram citadas espécies vegetais desta subclasse em nenhuma entrevista. • Dados químicos. .Seção 1: Medicinais da subclasse Magnoliidae . em vários casos. Também não é referida nenhuma espécie de Pteridophyta e Gymnospermae. Para cada capítulo. significado do nome do gênero e dados sobre o gênero.Seção 3: Medicinais da subclasse Dillenidae .incluindo as dicotiledôneas medicinais. incluindo: . que compreendem uma descrição botânica. às quais foram adicionadas (quando existiam) outras referências de dados de uso popular.Seção 2: Medicinais da subclasse Caryophyllidae .nomes populares da espécie na região de estudo ou de acordo com outras referências bibliográficas pesquisadas.dados botânicos e outras informações (quando for o caso). Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. tem-se a seguinte estrutura-padrão: • Introdução sobre a ordem botânica.Seção 4: Medicinais da subclasse Rosidae . das diversas famílias incluídas em uma determinada ordem.• Parte II .

medicinais na Amazônia e foram escaneadas. Instituto de Biociências de Botucatu. incluindo as principais referências sobre as atividades farmacológicas já descritas para uma espécie ou gênero.desenhos escaneados: incluem ilustrações realizadas por L. . formatadas e montadas para inclusão no livro. • Dados toxicológicos.fotos escaneadas: incluem fotos de várias origens (todas com a autoria) cedidas para esta publicação e que também foram escaneadas. encontram-se um glossário de termos botânicos.Todas essas imagens fazem parte do Banco de imagens organizado com apoio da Fapesp. • Em alguns capítulos todos esses dados estão agrupados em um único tópico. formatado e montado para a inclusão neste livro. UNESP. O material após coleta ou por empréstimo dos herbários foi escaneado. apontando os principais efeitos tóxicos ou adversos de cada uma das plantas ou gênero. formatadas e montadas para inclusão no livro. para o armazenamento de imagens de exsicatas depositadas nos herbários. . de vários tipos: .escaneratas: técnica desenvolvida no Laboratório de Fitofármacos ( ) do Departamento de Farmacologia. Essas ilustrações constavam do livro Plantas. • Ilustrações: para algumas das espécies são apresentadas ilustrações. C.• Dados farmacológicos. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. . químicos e médicos usados no livro e um índice de nomes científicos que ajudam na compreensão dos diferentes tópicos abordados em cada um dos capítulos. . Di Stasi a partir da exsicata do material coletado ou a partir de outras ilustrações indicadas nas legendas. No final do livro. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. além de uma extensa bibliografia atualizada.

Parte I Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

das quais devemos destacar apenas algumas espécies do gênero Tradescantia (Commelinaceae). A ordem Cyperales inclui as famílias Cyperaceae e Graminae (Poaceae). A ordem Commelinales inclui as famílias Rapateaceae. Na ordem Eriocaulales estão incluídas apenas as espécies da família Eriocaulaceae. Xyridaceae. .1 Commelinidae medicinais C. Typhales. algumas delas descritas neste capítulo. destacando-se o gênero Paepalanthus com centenas de espécies popularmente denominadas sempre-vivas e amplamente usadas como ornamentais. Guimarães C. M. Santos L. C. Mayacaceae e Commelinaceae. Di Stasi Introdução A subclasse Commelinidae de espécies vegetais inclui sete ordens. A. Restionales e Hydatellales são pouco importantes nos ecossistemas brasileiros. algumas com importantes famílias botânicas e diversas espécies vegetais de valor medicinal e econômico. M. e dessa segunda é que se destacam várias espécies de valor medicinal e econômico. pelo seu grande valor ornamental. Hiruma-Lima E. Outras ordens botânicas como Juncales.

reunindo inúmeras utilidades. • Pooideae. Os outros constituintes incluem alcalóides. . açúcar e óleos essenciais. gêneros alimentícios como bebidas.A família Poaceae. mas sem importância medicinal.500 espécies distribuídas universalmente e com grande importância econômica. Andropogon nardus. • Centothecoideae. A família é dividida em quarenta tribos. Zea. também denominada Gramineae. excetuando-se as espécies do gênero Eleusine. As espécies de Poaceae contêm uma grande variedade de constituintes químicos. e na Amazônia identificou-se o uso popular de quatro espécies distintas dessa família: Andropogon leucostachys. e a cana-de-açúcar {Saccharum officinale). • Panicoideae. um dos mais importantes alimentos da população brasileira. também referidas como medicinais na região da Mata Atlântica e cujos dados passamos a apresentar. substâncias cianogênicas. Essa família botânica inclui plantas herbáceas com raízes fibrosas e rara ocorrência de arbustos ou árvores. subfamília que. que inclui os gêneros Secale e Avena. como Sorghum do sorgo. amido. do ponto de vista de espécies medicinais. Cymbopogon citratus e Saccharum officinarum. Várias espécies possuem importância terapêutica. e uma grande proporção desses produtos é utilizada na indústria de gêneros alimentícios. principalmente Zea mays (milho). do famoso centeio e da aveia. como o Bambusa e suas 120 espécies popularmente denominadas bambus. respectivamente. é a mais importante. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de grãos. flavonóides e terpenóides (Evans. Arundinoideae e Chloridoideae. e o gênero Oryza. 1996). Paspalum. inclui cerca de 668 gêneros e aproximadamente 9. que incluem vários gêneros. visto que inclui inúmeras espécies dos gêneros Andropogon. açúcar e trigo. que estão distribuídas em seis subfamílias botânicas: • Bambusoideae. ferragem. Nessa subfamília também encontramos importantes espécies e gêneros de valor econômico e alimentar. Saccharum e outros. cujo representante principal é o arroz. Dessas quatro espécies devemos destacar a Saccharum officinarum e a Cymbopogon citratus. que inclui alguns importantes gêneros. Cymbopogon. saponinas. ácidos fenólicos.

podendo atingir até 2 m de comprimen- .K.5 m de altura. Não foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica. a planta também é conhecida como Capim-membeca.B. Dados botânicos A espécie é uma erva de colmo ereto que atinge até 1. também são ramificados e terminam em uma panícula de espigas digitadas. bainhas foliares cobrem a base dos ramos e das lâminas foliares com 10 a 20 cm de comprimento e aproximadamente 3 cm de largura. Em outras regiões do país. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas secas é utilizada como antitérmico e analgésico. a espécie também é chamada de Capim-de-cheiro e Citronela. os colmos são finos. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Capim-cheiroso e Capimlimão. Em outras regiões do país. espiguetas sésseis e fruto cariopse. espigas digitadas e com uma coroa de pêlos compridos. por sua vez. Na Mata Atlântica não foi referida como medicinal. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. os quais. Dados botânicos A espécie é uma erva que atinge até 80 cm de altura com rizomas bastante oblíquos. possuindo um grande número de ramos.Espécies medicinais Andropogon leucostachys H. com folhas invaginadas bastante agudas. glabros e curvados. Andropogon nardus L. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Rabo-de-cavalo.

Cymbopogon marginatus e Cymbopogon validus (Watt & BreyerBrandwijk. Erva-cidreira. ásperas em ambas as faces. eretas. rizoma semi-subterrâneo. Capim-limão. 1962). Cymbopogon citratus (DC. Capim-cidreira. flores reunidas em inflorescências do tipo espigueta com glumas vermelhas (Figura 1. Capim-cidrão. bainha larga e lígula na base do limbo. . sudoríficas e carminativas.to. Corrêa (1984) refere que das folhas se pode obter um óleo essencial denominado óleo de citronela. Sídró. problemas estomacais e febre. Capim-sidró. a decocção das folhas passada sobre a pele serve como repelente para insetos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugas. com nós e entrenós. Dados botânicos Erva perene com caule do tipo colmo.1). O uso oral dessa decocção é útil como antitérmico e para o alívio de gases intestinais. Vervena. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado na região amazônica contra qualquer tipo de dor. nervação paralela e nervura central saliente na face dorsal.) Stapf. formando uma touceira robusta. as inflorescências são panículas lineares compostas de espigas pequenas e escuras. Capim-cheiroso. respectivamente sinônimos de Cymbopogon citratus. Alguns autores afirmam que essa espécie possui muitas variedades. folhas alternas. com grande valor econômico. compridas. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica a espécie é chamada de Capimsanto. Capim-marinho. Patchuli-falso. tais como flexuosus. marginatus e validus. lineares. ao passo que o óleo possui importante ação para espantar mosquitos. formigas e traças.

1988). a infusão das folhas é usada internamente como sedativa e contra diarréia. cilíndrico. duas vezes ao dia. A decocção das raízes é usada contra gripes fortes e reumatismo. a infusão das folhas é usada como antidiurético. em Brasília. no Pará. contra gripes. 1982). 1986). na forma de banho (Amorozo & Gély. carminativo. ao passo que a decocção das raízes é amplamente usada como . Nomes populares A espécie é chamada em todo o Brasil de Cana-de-açúcar ou. pequeno (Figura 1. 1 dísticas. o suco do colmo da planta. Matos & Das Graças. planas. espiguetas com flores pequenas. folhas amplexicantes.Na região da Mata Atlântica. ápice agudo. carnoso e com epiderme lenhosa de cor amarelada. nervura central saliente e bainha espinescente. O suco das folhas gelado é consumido como sedativo e como refrigerante. articulado e um pouco mais grosso nos internós. como calmante e antiespasmódico (Matos et al. 1982. 1980). dores de cabeça e dores musculares. dores de cabeça e disenteria. simples. hermafroditas. é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia. calmante e antiespasmódico (Barros. no Ceará. Na região da Mata Atlântica. fruto do tipo cariopse ovóide. no Mato Grosso. 1980). no Rio Grande do Sul. lineares. como calmante e antiálgico (Van den Berg. verde ou violácea. como diurético. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.. Dados botânicos Planta herbácea de raiz geniculada e em parte fibrosa.2). gripes fortes. Outras indicações de uso medicinal incluem o uso do chá das folhas. simplesmente. Saccharum officinarum L. reumatismo e febre. ásperas. colmo arqueado na base.. como calmante e contra pressão alta e esterilidade (Simões et al. Cana.

tuberculose.8-cineol. laurato de etila. como citronelal.diurético e contra hipotensão. vários aldeídos. neral. 1981). metil-heptenona.4%). terpenos e dipenteno (Costa. linalol. . contra úlceras da córnea. A decocção dos bulbos é usada contra distúrbio dos rins e para expulsão de parasitas intestinais. farnesol. limoneno. 1996. Esse óleo possui grande quantidade de citral (75% a 85%).. felandreno. isovaleraldeído e decilaldeído. citronelal. Ming et al. vômitos da gravidez (Corrêa. geranial e outros compostos não identificados (Craveiro et al. como o geraniol. envenenamento com arsênico. além de seus isômeros geralúal e neral. mirceno. cólera. terpineol e citronelol (Torres & Ragadio. aftas. cariofileno. chumbo e cobre. erisipela. 1997). metil-heptenol. nerol.. além de o açúcar servir para o combate à pneumonia. 1997). neral. 1986). 1. geraniol. 1996). rachas dos seios. a. citratus das Filipinas foi obtido de suas folhas. internamente. Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil. Dados químicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus é constituído de mirceno. mentol. externamente. cetonas e alcoóis. febres. sendo determinados os principais constituintes: citral (69. escarlatina. 1984). O óleo essencial de C.e b-pineno. Estudos foram feitos no intuito de avaliar a variação sazonal da composição do óleo (Chagonda & Chalchat. ácido nerólico e ácido gerânico (Sargenti & Lanças. contra resinados e anginas e.

Dados farmacológicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus possui atividade antibacteriana (Cimarga et al. 1998)... anti-helmíntica (Jourdan.. geranial (45. (1985). Os principais constituintes das folhas de C. 1986. não observando propriedades de interesse terapêutico.. 1995). Carlini (1985) realizou um amplo estudo farmacológico. Di Stasi et al. Onawunmi & Ogunlana. 1988).. 2002). O extrato metanólico de C. 1985).9%) e neral (33.. Lorenzetti et al.. 1986 e 1987.. mirceno (12. O efeito analgésico foi confirmado por Lorenzetti et al.. Pinho et al. citratus parece ser afetada pelo conteúdo de citral existente no óleo (Syed et al. (1988) e atribuído à presença do mirceno nessa espécie (Sarti et al. Com as folhas de C.. citratus foram atribuídas aos constituintes do óleo essencial citral e mirceno (Ferreira et al. 1997) e o extrato de C. 1990). Onawunmi. 1984. O óleo essencial foi incorporado a cremes antifúngicos tendo bons e significativos resultados (Wannissorn et al. relatam. 1997). 1996). (1983) referem atividade antiespasmódica. anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. 2002. A atividade antibacteriana de C. 1986 e 1987). citratus inibiu a hepatocarcinogênese (Puatanachokchai et al. e Di Stasi (1987). no entanto. citratus. 1983 e 1989a).5%) apresentaram atividade antibacteriana e antifúngica (Chalchat et al. Foram observadas as atividades de diminuição da atividade motora (Ferreira & Raulino Filho. . 1988). Tanto a atividade depressora do SNC quanto a atividade analgésica de C. 1989) e antioxidante (Lopes et al. Onawunmi et al.. 1997). analgésica (Viana et al..8%).. 2000. O citral apresentou atividade citotóxica contra células leucêmicas P388 de camundongos (Dubey et al... citratus já foram constatadas as atividades: sedativa (Ferreira & Fonteles. 1985) e anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. porém apresentou atividade muito fraca (Mackeen et al. uma potente atividade analgésica detectada pelos métodos de contorções abdominais e imersão da cauda. toxicológico e clínico com essa espécie. enquanto Ferreira et al. 1988) antimicrobiana (de Sá et al. 1988). 1988). citratus foi testado quanto à sua atividade antinematoidal. depressora do SNC (Ferreira & Raulino Filho. aumento do tempo de sono (Ferreira & Fonteles. 1988).

é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico (Gomez et al.. Corrêa (1984) relata a presença de inúmeros compostos de interesse industrial.. ligninas e ácidos fenólicos. um álcool alifático com alto peso molecular. e Di Stasi (1987) demonstrou um discreto efeito analgésico do extrato hidroalcoólico. ferúlico e sinápico (He & Terashima. também conhecido como Capim-cidrão. 1990). capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos. 1988). bradipnéia. citratus. 1983).. apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al.. O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais. Não consideramos importante relatar os estudos químicos e farmacológicos de outras espécies desse gênero.. citriodorus. . De S. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana do fígado (Fraga et al. ataxia. 1997. 2000). sedação e defecação (Ferreira et al. 1989). Foi isolado também o policosanol. 1976) e o hidrolato dessa espécie provocou um quadro de hipocinesia. 1999). Além de hipocolesterolêmico. visto o grande número de trabalhos com C. Para a espécie Saccharum officinarum. o extrato hidroalcoólico das folhas de C. officinarum foram obtidos polissacarídeos pécticos (Saavedra et al. (1985) relatam que a fração polissacarídica dessa espécie foi capaz de inibir a acumulação de peróxidos lipídicos no soro de ratos. Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-Obeta-glucosídeo acetato (Yadava & Misra. perda de postura. 1986a).. Menendez et al. Dados toxicológicos O óleo de C. citratus possui ação irritante sobre a pele de animais (Opdyke. Hikino et al.Em relação a outras espécies do mesmo gênero. ácidos p-coumárico.

1 .Cymbopogon citratus: a) base da planta com bainhas. . b) inflorescências com os numerosos estames (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Costaricensis).FIGURA 1. c) vista geral da touceira (Banco de imagens ).

Banco de imagens ).2 . .Saccharum officinarum. Vista geral da planta com a inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa (1984) .FIGURA 1.

Na ordem Bromeliales se encontra apenas a família Bromeliaceae. referiremos espécies medicinais apenas da ordem Zingiberales.2 Zingiberidae medicinais C. M. Hiruma-Lima L. apesar de sua intensa ocorrência e exploração na região da Mata Atlântica. As espécies da família Bromeliaceae. importante produto de comercialização. Tal uso não é comum na região amazônica. especificamente das famílias Zingiberaceae e Musaceae. entre outras o famoso gengibre (Zingiber officinale). importante fonte de espécies de grande interesse ornamental e econômico e cuja exploração comercial na região da Mata Atlântica representa um grande problema ambiental e uma fonte de recursos para as populações locais. Na ordem Zingiberales estão incluídas as famílias Musaceae. todas com pouco valor nos dois ecossistemas em questão. da qual há vários representantes popularmente denominados Banana. C. A. não inclui espécies referidas popularmente como medicinais. Zingiberaceae. Cannaceae e Marantaceae. Santos E. De todas essas famílias. M. Di Stasi A subclasse Zingiberidae inclui duas grandes ordens: Bromeliales e Zingiberales. Lowiaceae. Guimarães C. .

Os gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: • Costoideae. Dados botânicos Erva perene com rizoma aromático do qual nasce o caule aéreo. inclui 52 gêneros. que o utilizam como medicamento e como fonte de recurso financeiro.100 espécies tropicais espontâneas. Renealmia e Riedelia. Vindecaá e Vindicáa. na qual se encontram as espécies dos gêneros Costus. com folhas membranosas. algumas delas aqui descritas. deve-se destacar o grande valor econômico do gênero Zingiber e sua importância para as comunidades que habitam a região da Mata Atlântica. descrita por Ivan Ivanovic Martinov. com várias espécies medicinais. larga bainha na base que envolve o caule. Costus e Hedychium. Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Vendicaá. e • Zingiberoideae. Espécies medicinais Alpinia japonica Miq. Curcuma. de amplo uso nas regiões de Mata Atlântica. na qual se localizam os gêneros Zingiber. Além do valor medicinal das espécies dessa família. nos quais estão distribuídas 1. destas. lâminas . especialmente as famosas Canas-do-brejo.Plantas medicinais da família Zingiberaceae Introdução A família Zingiberaceae. Alpinia. várias são ervas com rizomas aromáticos e células secretoras com óleos etéricos de amplo uso.

descrito por Carl Linnaeus. Costus spiralis Rosc. trilocular e muitos óvulos (Figura 2. o banho preparado com folhas e flores é considerado útil como anti-séptico externo e contra corrimento vaginal. perianto distinto em cálice (claviforme. A espécie é ornamental e muito explorada comercialmente na região do Vale do Ribeira. androceu com um estame fértil e em geral quatro estaminódios petalóides. ocorrendo em abundância em regiões alagadas. enquanto o macerado das folhas em água é usado como amaciante de roupas. gineceu com ovário ínfero. contém inflorescências terminais.5 m de altura. distribuídas especialmente na Ásia e nos países do Pacífico. flores em grupos com brácteas vistosas. contra sarampo. ápice agudo e base arredondada. hastes longas e folhas espiraladas em relação ao ramo. podendo chegar a até 1.1). Nomes populares Na região do Vale do Ribeira e nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica a espécie é conhecida como Cana-do-brejo. entouceirada. elípticas. O gênero Alpinia descrito por William Roxburg possui aproximadamente duzentas espécies. inclui 42 espécies tropicais. vistosas. Outras indicações envolvem o uso interno da infusão das folhas. tridenteado e pubescente) e corola não vistosa.com 20 a 40 cm de comprimento. 1988). Dados botânicos Erva de rizoma ramificado e carnoso. podendo chegar a até 35 cm de comprimento. O gênero Costus. Dados da medicina tradicional Na Amazônia. espessas. O banho morno preparado com as folhas é utilizado em "frialdade nas pernas" (Amorozo & Gély. . mas com algumas espécies em regiões tropicais. densas com flores brancas ou róseas. fruto capsular. hermafroditas e zigomorfas.

podendo atingir até 2 m de altura com suas hastes eretas. muitas delas cultivadas como ornamentais e fornecedoras de fibras para produção de papel. além de ser útil externamente na lavagem de feridas. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica como Lírio-do-brejo. de onde partem as folhas longas. especialmente de origem sifilítica. são muito usadas na região do Vale do Ribeira como diurético e para reduzir a pressão arterial. . Lírio branco e Gengibre branco. a espécie é muito utilizada como ornamento. cilíndricas. A decocção de suas folhas. lanceoladas e coriáceas.2). sendo de fácil multiplicação por touceiras. Em razão de sua beleza. em Iguape é comum a denominação Napoleão. Dados da medicina tradicional As folhas e flores dessa espécie. O gênero Hedychium.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. as inflorescências são terminais com flores brancas. as folhas frescas são usadas topicamente como resolventes de tumores. descrito por Johan Gerhard Koenig. e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga. Dados botânicos É uma planta herbácea e rizomatosa. vistosas. Em outras regiões do Brasil também é denominada Lágrima-de-moça. grandes. muito perfumadas (Figura 2. a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. A planta é amplamente encontrada na Mata Atlântica. incluindo a espécie aqui descrita. habitando brejos ou locais alagados a pleno sol. Corrêa (1984) refere que o suco dessa planta é útil contra arteriosclerose e como calmante das excitações nervosas e do coração. na forma de infusão. contra diarréias graves. inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. sésseis. Hedychium coronarium Koen.

A espécie é reputada como estimulante. carminativa com uso na dispepsia. Dados botânicos É uma espécie com rizoma tuberoso. 1994). com uma lígula membranosa bífida. gripes e para problemas circulatórios. contra reumatismo. sendo provavelmente o local de sua origem. flatulência e eólicas. folhas alternas. Dados da medicina tradicional Nas comunidades do Vale do Ribeira. tendo sido citada também na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica e considerada uma das mais antigas espécies vegetais referidas como medicinais. mas especialmente na Ásia. Ela também é explorada comercialmente como alimento e como medicamento pelos habitantes da região da Mata Atlântica. . cólicas. internamente. onde a maioria das espécies é espontânea. O gênero Zingiber foi descrito por Karl Julius Boerner e inclui mais de cem espécies pereniais. de Gengibre. 1995). a decocção dos rizomas é usada contra gripes e tosses. diarréias e como vomitiva. lanceoladas. com ampla distribuição. mesmo no Vale do Ribeira. A espécie é usada. indigestão. flores amarelas na forma de espigas e fruto capsular. externamente. A espécie tem sido cultivada por seu valor na medicina e na culinária. tosses. A espécie já era referida como medicinal no ano 200 d. ao passo que o xarope dos rizomas é amplamente utilizado contra dores de barriga. contra náusea. sendo especialmente importante contra a gastrite causada por consumo de álcool e para controle da diarréia (Grieve. lumbago e cólicas menstruais.Zingiber officinale Roscoe Nomes populares A espécie é chamada. gripes. e. Não houve referência de uso dessa espécie na região amazônica. C. Na medicina chinesa é usada internamente contra tosses. em todo o Brasil. além de diversos outros usos (Bown. com a parte aérea atingindo até 1 m de altura.

nerolidol. Foram isolados também dois sesquiterpenos do tipo alpinolídio. 1985a e 1985b.6-dehidrokawaina. óleo essencial. eugenol e acetato de chavicol foram determinados como os compostos aromáticos de A. 1987).. speciosa derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária (Teng et al. 1. formosana foram isolados de seus rizomas diterpenos do tipo labdano e do tipo bisnorlabdano. são os responsáveis pela atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em . galanga foram isolados dois compostos: acetato l'-acetoxichavicol e acetato DL-l'-acetoxieugenol (Itokawa et al.. 1987).. 1987a e 1987f) e A. katsumadai (Okugawa et al. 1988).. epóxido II e 4ahidroxidihidroagarofurano foram isolados de A.. Dos rizomas de A.-(17)12-labddieno-15. 1988a). 1987c). 1987).. japonica (Morita et al. galanga.. Dois constituintes fenólicos foram também isolados do extrato clorofórmico do rizoma de A. sendo três do tipo eudesmano (Itokawa et al. 1988). e 5. 1990). 1987b). dihidro-5. japonica foram isolados diversos sesquiterpenos. intermedia (ltowaka et al. 1987a) e três do tipo guaiano: hanalpinona. humulene. isohanalpinona e alpinenona. Esses mesmos constituintes foram também detectados nos frutos da espécie A.. alcalóides e fenóis livres foram verificados em A. speciosa. Os compostos isolados dos rizomas de A. 1996)..6-dehidrokawaina. (Xue et al. Da espécie A.. constituintes fenólicos em A.. São eles: p-hidroxicinamaldeído e di-(phidroxi-cis-stiril) metano (Barik et al. o peróxido secoguaiano e 6-hidroxialpinolídio (Itokawa et al. 1995). Os sesquiterpenos -eudesmol. 1988). galanga são 1acetoxichavicol acetato e l'-acetoxieugenol acetato. galanga (Barik et al. speciosa e A. Cinco compostos. nutans (Mendonça et al. 1987b).. 1987). galanolactona e (E)-8. De A. taninos..16-dial (Morita & Itokawa. galanga. Foram também detectadas de suas sementes diterpenos com atividade citotóxica e antifúngica denominados galanal A e B. além da presença de sesquiterpenos e compostos fenólicos (Itokawa et al. Foram isolados dos rizomas de A.8cineol. acetato de geranil. O acetato l'-acetoxichavicol foi isolado também do óleo essencial dos frutos de A... flavonóides em A. galanga (Mori et al. Os principais constituintes dos frutos de A.Dados químicos da família Diversos compostos sesquiterpenóides foram isolados de Alpinia japonica (Itokawa et al. linalol. conchigena que possui também nonacosano e sitosterol (Yu et al.

manganês. hanalpinol peróxido. decanol.modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu.-o1. intermedia foram isolados os sesquiterpenos peróxidos.. pineno. geraniol. Três novos diarilheptanóides . .. Das partes aéreas de A. blepharocalyx foram isolados diarilheptanoídios com propriedade de inibir a produção de óxido nítrico (Prasain et al. trans-bergamoteno. além de óleos essenciais (Mendonça et al. linalol. densibracteata foram isolados os bisabolanos..7-difenil-3.. Dos rizomas de A. Dois novos diterpenos denominado zerimina A e B foram isolados de A. felandreno. magnésio. fenchona e geraniol. furopelargona A.8-cineol..5heptanediona. aminoácidos e ácidos graxos (Wang et al. Do óleo essencial das sementes de A. além de sesquiterpenos bisabolano oxigenados e monoterpenos oxigenados (Sy & Brown. bornil acetato. polyantha foram isolados. sesquifelandreno e zingibereno. citronelil e geranil acetato (Nguyen et al. 1992). chinensis foram isolados diterpenóides (Sy & Brown.calixina A e B e 3-epi-calixina B .. yakuchinona B. flabellata (Kikuzaki et al. intermedeol e -selineno (Itokawa et al. B2. 1997). além das vitaminas B1.8-cineol (Lai et al. isohanalpinol e aokumanol. 1994) fenilbutanóides foram obtidos das folhas de A. conchigera (Athmaprasangsa et al. C. 1997). 1997b). fenóis e alcalóides. 1997a). 1994). De A. potássio. speciosa demonstrou a presença de taninos catéquicos. Das sementes A.. zerumbet (Xu et al. 1987).. 1989). 1987d). yakuchinona A. 1997a).. oxyphylla contêm neonotkatol. Alpinia officinarum possui diarilheptanóides (Uehara et al. além de dois flavonóides e quatro fenilpropanóides foram isolados dos rizomas de A. Além dos sesquiterpenos hanalpinol. furopelargona B. grande conteúdo de zinco e manganês (Luo et al... 1996). alpinenona. ferro. katsumadai possui -pineno. epialpinolídio e o sesquiterpeno do tipo elemofilano. chumbo. -ll(12)-eremofilen-10. tectochrisina e nootkatona (Zhang et al. 1988). flavonóides (Luo et al. o sesquiterpeno do tipo secoguaiano. sódio. O óleo essencial das folhas e caules de A. 1999).. -sitosterol. 2001) e do seu rizoma (Masuda et al. blepharocalyx (Kadota et al. E. Os frutos de A... mirceno. As sementes possuem mirceno. Cinco diarilheptanóides.. cálcio.. daucosterol. 1990). 1989). citronelol. 1990).foram isolados recentemente da espécie A. A análise fitoquímica de A. terpineol e 1. sendo um novo. 1997b) e quercetina (Wang et al. 1. l. isohanalpinona. zinco. hanalpinona.

1999 e 2000) e Costus tonkinensis apresentou tuterpenóides e esterois (Bohme et al. oxyphylla (Kyung-Soo et al. e seu óleo. 1988a) e tranqüilizantes (Mendonça et al. inibição da musculatura lisa. 1994). nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. que é um derivado do gingerol. 1997). Constituintes isolados de A. 1999). 1985). 1987). Determinou-se a atividade fungicida utilizando-se as espécies Alpinia officinarum (Ray & Majumdar. mas não apresentou atividade diurética quando administrada agudamente na forma de chá (Laranja et al. sugerindo que a atividade se deve a mudanças na permeabilidade da membrana (Haraguchi et al. A espécie A. 1972). A atividade antiedema descrita decorre provavelmente por bloqueio da liberação de mediadores ou de suas ações (Gadelha & Menezes. 1986). é usada na culinária. galanga (Janssen & Schefter. japonica e A. 1999. A espécie possui alcalóides e sesquiterpenolactonas (Guerrero.De Costus ofer e Costus speciosus foram isolados furostanol glicosídios e saponinas esteroidais (Ichinose et al. na perfumaria. revertida com a presença de ácidos graxos insaturados. indicando . 1988). provavelmente por diminuição do influxo de íons cálcio durante a contração (Vanderlinde et al. 1988. além de medicinal. 1987c) e A. sendo antiulcerogênica (Wang et al. A espécie também produz inibição da secreção gástrica (Hsu. 1989). 1988b). assim como vários derivados sesquiterpenóides inibiram as contrações induzidas por histamina ou bário (Morita et al. 1996). ambos importantes como flavorizantes e usados de diversas formas. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. bloqueio neuromuscular. 2000). A erva. galanga apresentaram efeitos sobre a indução de glutationa-S-transferase. Sesquiterpenos isolados de A. Furostanol glicorilado também foi isolado de Costus spicatus (Da Selva et al. Mendonça et al. speciosa. galanga (Itokawa et al. Um diterpeno isolado de A galanga apresentou importante atividade antifúngica. 1996). 1976) e A. Estudos com a espécie A. speciosa produziu depressão do sistema nervoso central. Dados farmacológicos da família Diversas espécies do gênero Alpinia apresentaram atividade antimicrobiana (Habsah et al. 1996). Lin et al. O gengibre (Zingiber officinale) é uma espécie rica em óleo volátil denominado gingerol e shogaol.

1987c) e A. speciosa. 1988). 1992). 1993) e atividade antitumoral contra Sarcoma 180 em camundongos (Itokawa et al. speciosa foi isolado o terpinen-4-ol. oxyphylla inibiu 57% das lesões gástricas produzidas por etanol (Yamahara et al. Compostos isolados dos rizomas de A. Mendonça et al. antifúngica (Lima et al.. O provável efeito dos derivados se deve à inibição da formação de tromboxana A2 (Teng et al. 1982)... Do óleo essencial das folhas de A. Mendonça et al. 1998). 1988b)..... Moraes et al. 2002) e antigenotóxico (Heo et al. Estudos com a espécie A.. 1992). speciosa também possuem potentes agentes inibidores da biossíntese de prostaglandinas (Kiuchi et al. que apresentou atividade cardiotônica (Nascimento et al. 1987c). A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. 1996). Geraniol e isotimol isolados de A. 1996). officinarum (Kiuchi et al. 1982. blephawcalyx possuem efeito inibitório sobre a formação de óxido nítrico (Kadota et al. 1988).. 1994). também isolado do óleo essencial. speciosa possui efeito inibidor do desenvolvimento vegetal (Fujita et al. 2002). 1992).6-dehidrokawaina isolado de A. galanga (Itokawa et al. oxyphylla (Chun et al.. Dos rizomas de A.. O composto dihidro-5. speciosa apresentou atividade analgésica periférica. 1994). speciosa apresentaram atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu. 1993) e antimicrobiana (Sá et al. 1990). speciosa também possuem potente atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas (Tairaetal..a potencialidade desses compostos como anticarcinogênicos (Zheng et al.. A síntese de prostaglandinas foi inibida por substâncias isoladas de A. . O óleo essencial de A. 1998. 1989). apresentou atividade espasmolítica e hipotensora (Almeida et al. 1992) e atividades ansiolíticas (Elizabetsky et al. Os rizomas de A. 2001). Os diarilheptanóides isolados de A. Esta mesma planta apresentou constituintes antieméticos (Shin et al. ArnaudBatista et al. galanga também foram isolados inibidores da xantina oxidase (Noro et al.. Existem relatos da atividade anti-helmíntica de Alpinia sp(Suzuki et al. 1996) e antiproliferativo (Ali et al. 1988. O extrato hidroalcoólico do rizoma e das folhas não apresentou atividade moluscicida (Almeida & Fonteles. Derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária foram isolados dos rizomas de A. 1990). O terpinen-4-ol. O extrato acetônico de A. 1988a. 2001). nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. anticonvulsivante (Maia et al.

2001. Surh. galanga foram realizados e demonstradas mudanças intensas no ganho de peso e aumento da motilidade e contagem de espermatozóides (Qureshi et al. 1992).. Plantas medicinais da família Musaceae Introdução A família Musaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende duzentas espécies vegetais distribuídas em seis gêneros.. 2002).. O extrato de Costus dioscolor possui potente atividade antifúngica e antibacteriana (Habsah et al. contorções. ... speciosa produziu excitação psicomotora. 1999).. A propriedade antilitíase foi conferida à espécie Costus spiralis (Viel et al.. antitumoral e antiploriferativo (Koo et al. Dados toxicológicos do gênero Alpinia A administração de extrato hidroalcoólico de A.. gardneranum apresentou atividade antitrombótica (Medeiros et al. 2000) e redutor da peroxidação lipídica induzida pelo Malation em ratos (Ahmed et al. Dos rizomas de Hedychium coronarium foram isolados diterpenos que reduziram a permeabilidade vascular e a produção de óxido nítrico (Matsuda et al. A espécie H. relatadas a seguir. ellipticum inibiu a síntese de leucotrienos (Kumar et al. Musa e Heliconia. 1999).A atividade antiinflamatória de A. O gingerol isolado desta espécie apresentou-se como potente inibidor da ativação plaquetária antioxidante. oxyphylla tem sido atribuída à presença de diarilheptanoides (Chun et al. 2000). dos quais dois possuem grande importância no Brasil. Estudos toxicológicos (agudos e crônicos) com extratos etanólicos de A.. 2000) e H. 2002). De Zingiber officinale foi observada a atividade imunoestimulante (Puri et al.. 1988b). 2000). hipocinese. Nos levantamentos etnobotânicos realizados foram referidas duas espécies medicinais.. de amplo uso como alimento e de grande valor econômico. além de prolongar o tempo de sono (Mendonça et al. que incluem espécies conhecidas popularmente como Banana. 2000).

Espécies medicinais Heliconia sp Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Banana-da-selva. mas não se trata da espécie comestível denominada Musa paradisíaca. Dados botânicos A espécie atinge de 2 a 2. Dados da medicina tradicional A infusão da raiz de Heliconia sp é usada na região amazônica como diurético. oblongas e inteiras. O fruto da espécie não é usado como alimento. folhas longas. reunindo importantes usos como alimento e como ornamento. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies desse gênero. Dados botânicos O gênero Heliconia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies na América tropical. Musa sp Nomes populares No Vale do Ribeira a espécie é chamada de Banana.. Trata-se de uma espécie com até 4 m de altura. minúsculas e duras.5 m de altura. com bainhas grandes. laminares de grande comprimento. no entanto não foi possível obter sua identificação completa. com folhas longo-pecioladas. A espécie referida na região amazônica provavelmente se trata da Heliconia biahi L. . com pseudocaule ereto e cilíndrico. inflorescência na forma de espada protegida por brácteas e fruto capsular drupáceo contendo sementes ovóides.

tendo sido trazida da Ásia e introduzida na região há mais de cinqüenta anos. .podendo atingir até 2 m. FIGURA 2. mas com 25% do comprimento e da largura. flores reunidas em espigas. ao passo que o xarope da mesma parte é indicado contra bronquite.1 . Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. fruto cilíndrico e anguloso semelhante à banana verdadeira. A espécie não é nativa da Mata Atlântica.Alpinia japonica. o macerado dos bulbos em água fria é usado contra tosse e asma. mas de pequeno tamanho se comparado à banana verdadeira (Musa paradisíaca). onde é amplamente cultivada como ornamento. Ramo com inflorescência (redesenhado e modificado por Di Stasi a partir de Van der Berg) (Banco de imagens ). dando um pequeno fruto que também é comestível.

Vista da planta florida (Banco de imagens - ). .Hedychium coronarium.FIGURA 2.2 .

como é o caso das orquídeas da família Orchidaceae. e essa última também inclui inúmeras espécies ornamentais com ampla comercialização no Brasil. Ocorrem ainda importantes espécies medicinais nas famílias Smilacaceae. especialmente na ordem Liliales. Liliales e Orchidales). Hiruma-Lima A subclasse Liliidae compreende seis grandes ordens botânicas (Haemodorales. Dioscoreaceae. A. Asparagales. N. A ordem Liliales inclui oito famílias botânicas. sendo uma ordem com 23 famílias botânicas. Alliaceae e Amaryllidaceae.3 Liliidae medicinais L. A ordem Asparagales inclui uma das espécies aqui referidas como medicinais. Dioscoreales. G. família Liliaceae. Velloziaceae e Iridaceae. Gonzalez L. das quais duas são particularmente importantes no Brasil pela abundância e ocorrência: Iridaceae . e espécies ornamentais de grande beleza e valor econômico. família Liliaceae. Velloziales. com uma espécie referida como medicinal na região amazônica. C. Di Stasi F. das quais devem ser destacadas as famílias Agavaceae. ordem Orchidales. Na família Agavaceae encontramos o gênero Sansevieria. principal. nas quais se encontram importantes espécies medicinais. Seito C.

como é o caso da cebola e do alho.950 espécies vegetais. ao passo que espécies medicinais são referidas especialmente nos gêneros Allium. 1997). em razão do grande número de opiniões sobre a forma mais adequada de classificar suas espécies. Lillium. duas espécies de grande valor econômico e medicinal. A segunda. pelo grande número de espécies ornamentais. sendo duas das mais antigas espécies usadas como medicamento pelos mais diferentes povos e civilizações. dos quais devemos destacar o gênero Allium. A primeira. Narcissus e Veratrum. Trilium. ambas de valor econômico incomensurável. esse da importante Babosa (Aloe vera). também com usos medicinais e ornamentais ao longo de toda a história. Alloe. Outro gênero importante é Aloe. Colchicum e Drimia. . pela ocorrência de importantes espécies medicinais e com uso na alimentação. Muitas das plantas dessa família são ornamentais e se encontram especialmente nos gêneros Agapanthus. Espécies medicinais da família Liliaceae Introdução A família Liliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 288 distintos gêneros. Allium sativum (Mata Atlântica e Amazônia) e Aloe vera (Mata Atlântica). a maioria de ervas perenais cosmopolitas geralmente ricas em alcalóides (Mabberley.e Liliaceae. Nos levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas as espécies Allium cepa (Mata Atlântica). Convallaria. nos quais estão distribuídas aproximadamente 4. especialmente do gênero Iris. que passamos a descrever. muitas das quais importantes fontes de recursos econômicos para os habitantes de regiões próximas à Mata Atlântica. Essa grande família ainda não possui uma subclassificação clara e aceita. que compreende as espécies Allium sativum (Alho) e Allium cepa (Cebola). grande fonte de espécies dessa família. Tulipa.

1995).1). Quando macerados em aguardente ou vinho branco. são utilizados de várias formas. folhas lineares. sésseis. Os primeiros registros escritos aparecem na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica. ao passo que a decocção é usada contra enxa- .Espécies medicinais Allium sativum L. O macerado dos bulbos em água fria é indicado contra asma. especialmente em crianças. Poucas espécies nativas são encontradas no Brasil. na forma de umbela pedunculada. C. O alho é uma das mais antigas espécies vegetais com referência de utilização como alimento e como medicamento. corn bulbo formado por oito a doze bolbilhos (dentes) arqueados. fruto. a maioria é cultivada. capsular. inclusos e envolvidos por fina membrana. tosse e também contra hipertensão. Nas comunidades do Vale do Ribeira. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o bulbo do alho cru é utilizado topicamente contra dores de dente em crianças. em geral seco. obtida comercialmente. Não foram encontrados sinônimos para a espécie. O gênero Allium descrito por Carl Linnaeus compreende aproximadamente 650 espécies vegetais. Era citado pelos babilônios no ano 3. que se mesclam com os bolbilhos. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil com o nome de Alho. cuja maioria se encontra na Ásia e na Europa. A decocção do bulbo preparado com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cominho é indicada contra cólicas menstruais e gripe. loculicida (Figura 3. flores brancas ou avermelhadas. os bulbos dessa espécie.000 a. onde a espécie é denominada rashoma (Bown. ao passo que a infusão é usada contra gripes. e amplamente consumido pelos gregos e romanos. Dados botânicos Erva de 50 a 60 cm de altura. são indicados contra hipertensão e gripes fortes.

arteriosclerose. Trata-se de uma espécie com usos históricos. folhas radicais ocas e compridas. e são úteis contra dores de dentes e ouvidos. além do uso como condimento. diurético. digestivo. para problemas da pele. como antiespasmódico e antigripal (Verardo. tosse com expectoração. febrífugo. todos usados e comercializados como alimento e condimento. e como anti-séptico das vias digestivas (Costa. poderoso anti-séptico das vias digestivas.queca. gastroenterite e disenteria. Dados botânicos Erva bulbosa. subgloboso. No Pará. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos para prevenir infecções e para tratar gripes. 1988). em afecções nervosas. tosse. carminativo e vermífugo. como referido para o Alho. também são utilizados como sudorífico. agudas. Os bulbilhos (macerados em água) também são usados contra resfriados. antiasmático. bronquite. ao passo que a infusão das cas- . o macerado dos bulbos da cebola em água fria é usado contra bronquites de crianças. 1984). dispostas em umbela. o uso externo. rouquidão. anual. carnoso e com casca fina amarelo-parda. É de amplo uso na culinária e na alimentação em geral. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1992). Em Minas Gerais. com inúmeras variedades e subtipos. reumáticas e paralíticas (Corrêa. a espécie inclui vários usos medicinais. o bulbo é utilizado contra inflamações da garganta (Amorozo & Gély. histéricas. especialmente acne e micoses. Os bulbos são usados como excitante da mucosa do estômago. flores hermafroditas regulares esverdeadas. Em outras regiões do Brasil. resfriados. Os bulbos frescos são utilizados externamente para o alívio de dores de cabeça. com bulbo grande e solitário. os bulbos são usados na hipotensão. ateromatose. Allium cepa L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Cebola. 1982).

densas. O uso interno de um macerado em água fria. descansado por 24 horas na geladeira. dores e infecções da pele. Dados botânicos Planta perene e suculenta. internamente. não foi referida pelos entrevistados como medicinal. onde se adaptou em quase todas as regiões do país. sendo aproveitada para esse fim desde o Antigo Egito. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos contra infecções gástricas e dos brônquios e. O gênero Aloe descrito por Carl Linnaeus inclui 365 espécies tropicais com ampla distribuição. externo. ao passo que as folhas frescas. Aloe vera L. como cicatrizante. lanceoladas. A espécie é originária da África Oriental e amplamente cultivada no Brasil. o suco preparado com as folhas dessa espécie é utilizado.2).cas é usada como emético e contra parasitas intestinais. dispostas em rácimos terminais de cor amarelo-esverdeada (Figura 3. externamente. cremes e soluções para pele é intenso na atualidade. as flores são tubuladas. folhas suculentas. como antiinflamatório e no alívio de dores de cabeça e. reunidas na forma de rosetas em sua base. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Babosa. apesar de a espécie ser encontrada cultivada em quintais. para acne. Na região amazônica. é considerado excelente contra úlceras. usadas externamente. Os bulbos frescos também são consumidos como condimento e alimento. são úteis contra edemas. . sinuoso-serrada com espinhos triangulares nas margens e ricas em mucilagens. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A espécie não foi referida como medicinal pelos entrevistados na região amazônica. onde foi descrita a utilização para massagear a pele da rainha Cléopatra. podendo atingir até 1 m de altura. A espécie também apresenta importante uso na indústria de cosméticos. A manipulação dessa planta no preparo de loções.

De diferentes espécies de Aloe foram isolados aloenina. 1999). 1986). Da espécie A. Ajoeno e outros compostos sulfidrilas (Mutsch Eckner et al. além de insulina e vitamina C foram isolados do bulbo de Allium sativum (San Martin. Bown (1995) refere o uso interno para constipação crônica. 1997). (B8) e P. B. além de evitar queda de cabelo. relatando ainda que as folhas são purgativas. sativum. desoxialiina. apresentam atividade antiproliferativa em cultura de células de câncer de mama (Li G. S-alilcisteína e S-alilmercaptocisteína. barboloina. vários heterosídeos sulfurados. a polpa é emoliente e resolutiva.. e o composto aliina inativa radicais hidroxila (Kourounakis & Rekka. 1990). vitaminas A. ... 1995). catártico e febrífugo. Dados químicos Vários sulfetos e polissulfetos de vinil. 1968). para melhorar o apetite e aliviar problemas digestivos. holosídeos. barbadensis (Saleen et al. proteínas e fermentos (Costa.. e aliina e alicina foram determinadas por cromatografia de camada delgada (Kappenberg & Glasl. 1993).Costa (1992) refere o uso externo da polpa das folhas contra ferimentos e queimaduras da pele.. 1997). 1995). Corrêa (1984) refere que o suco fresco da planta é refrigerante e usado como anti-helmíntico. obtidos de A. alil e alil-propil.. 1996b) e antocianinas e cianidina (Fossen & Andersen. Sulfeto de metila e dissulfeto de isopropila foram detectados por cromatografia gasosaespectrometria de massa a partir de extratos aquosos dessa espécie (MartinLagos et al. o ácido α-aminoacrílico que forma o ácido pirúvico e ácido amoníaco. 1979). exigindo-se cuidado na utilização.. as raízes são consideradas eficazes contra cólicas. sabaea foram obtidos alcalóides tóxicos (Blitzke et al.. et al. foram isolados dessa espécie alfa-tocoferol (vitamina E) (Malik. aliinase que origina a alicina. Prostaglandinas A. sendo útil externamente contra enfermidades dos olhos e como inseticida. C. B e F foram isoladas dessa espécie (Pobozsny et al. isobarboloina (Kuzuya et al. 2000). isolados dessa espécie inibiram a agregação plaquetária e/ou a atividade viral do HIV (Tatarintsev et al.. 2001) plicatolorídeo (Viljoen et al. aloe barbendol foram isoladas das raízes A. Nos bulbos também foram encontrados aliina. 1991). 1997). fitosterinas. recomendada contra tumores e tuberculose pulmonar. Além disso. A antro-cenona. saponinas esteroidais (Peng et al. 1992).

antibiótica... Por sua vez. para avaliar as atividades inibitórias contra 5-lipoxigenase. o que demonstra sua importância como rica fonte de substâncias potencialmente úteis como medicamento. 1996). várias outras estão presentes nessa espécie e têm inúmeras outras atividades farmacológicas. Em animais com carciriogênese bucal o A. Kwon et al. hipocoleste. 2002). in vitro (Sheela et al. Esse mesmo efeito foi detectado . cicloxigenase. Larner (1995) propôs uma teoria para explicar essa ação hipoglicemiante de Allium sativum. sugerindo ser decorrência da presença de compostos contendo o elemento telúrio. Esses constituintes possuem atividade hipoglicemiante. Uma recente avaliação da importância do alho como agente terapêutico pode ser encontrada no trabalho de Augusti (1996).Dados farmacológicos A espécie Allium sativum possui inúmeros compostos de enxofre que se decompõem em produtos voláteis presentes no óleo da espécie. Nerkar et al. O estudo comparativo in vitro. demonstrou que os compostos de A. 1995. entre outras ações que serão discutidas a seguir. amenizou a condição da diabetes na mesma extensão que a glibenclamida e a insulina.. 1991). estudos clínicos mostraram que preparados de Allium sativum apenas promovem essa diminuição na colesterolemia se contiverem alicina (Bimmermann et al. apresentando atividade antineoplásica através da indução da apoptose (Wargovich.. 1992). No entanto. 2000). alérm de promover melhor controle da peroxidação de lipídios e estimular a secreção de insulina.. isolado de Allium sativum Linn. rolêmica.. sativum responsáveis pelas três primeiras atividades são substâncias com enxofre em suas estruturas (thiosulfinatos e ajoenos). Entretanto. O sulfeto de dialila isolado dessa espécie inibiu a incidência e reduziu a freqüência de adenocarcinoma. O tratamento de ratos diabéticos com o composto antioxidante Sulfóxido de S-alilcisteína. Augusti & Sheela. (1986) descrevem uma atividade hepatoprotetora para extratos brutos preparados com essa espécie. 1987. estudos recentes demonstram que enquanto o dissulfeto de dialila atua como agente quimiopreventivo.. Além dessa classe de compostos. Hikino et al. sativum exerceu efeito protetor ao aumentar a atividade antioxidante e reduzir a peroxidação lipídica (Balasenthil et al. o sulfeto de dialila promove hepatocarcinogênese (Takahashi et al. fibrinolítica. agregação plaquetária e a enzima conversora de angiotensina I. 1981.

precursor da alicina e obtido do alho. 2002) contra Staphylococcus aureus. O extrato de A. 1984.. 1985. 1994). 1996). O óleo de A. sativum apresentou também atividade antibacteriana. 1981. Recente estudo demonstra uma importante ação tripanomicida de extratos e frações obtidas do óleo dessa espécie (Nok et al. dados que corroboram o efeito antidiabético da espécie (Sheela & Augusti. O uso de alho na dieta de camundongos protegeu os animais contra as lesões causadas pela infestação por Schistosoma mansoni.. 1986) e com extratos brutos (Kumar & Sharma. Singh & Shukla. além de atuar como .. Guevara et al.5 mg/kg de cloroquina preveniu completamente o desenvolvimento subseqüente de parasitemia nos camundongos (Perez et al.. mas bactérias gram-positivas e gram-negativas e contra fungos. Mossa.. in vitro.por Kumari & Augusti (1995) com a administração de sulfóxido de S-metilcisteína isolada dessa espécie e com extratos brutos (El-Ashwah et al. lactato desidrogenase e glicose-6-fosfatase hepática. 1997. enquanto a associação dessa dose com 4. Atividade antimalárica foi determinada para uma única dose de 50 mg/kg de ajoeno. Rees et al. produziu diminuição na concentração de lipídeos no plasma. 2001). A atividade antibacteriana do alho também foi estudada recentemente. compostos fenólicos (Patel et al. glicose sangüínea e da atividade de enzimas como fosfatase alcalina. Sovova et al.. Khan et al. sativum tem reduzido o nível tecidual de animais contaminados com chumbo indicando uma alternativa terapêutica para contaminação com este metal (Senapati et al. fosfatase ácida. inibindo inclusive a produção de afiatoxinas por Aspergillus sp (Zohri et al. O estudo realizado por Celini et al. 1982. 1983) obtidos a partir dessa espécie... Atividade antibacteriana foi determinada para a alicina (Hatanaka & Kaneda. 1995). Dababneh & Aldelamy. 1984. 1993) e aquosos (Sato et al. contra Helicobacter pylori. O sulfóxido de S-alilcisteína. Escherichia coli e Aspergillus niger (Anesini & Perez. 1985). 1983. 1993). o aquecimento do extrato provoca diminuição do efeito observado e a associação desse extrato com omeprazol produz efeitos sinérgicos.. a qual suprimiu o desenvolvimento de parasitemia em camundongos. (1996) demonstrou que o extrato aquoso inibiu o desenvolvimento bacteriano na concentração de 2-5 mg/ml.. 1992). 1980). bactéria envolvida na produção de úlceras gástricas (Sivam et al..

assim como substâncias isoladas do alho. 1980. (1985). enquanto atividade pesticida foi recentemente determinada para vários extratos preparados com raiz da espécie (Khan & Siddiqui. Rotzsch et al. Dados recentes demonstram que extratos aquo- . extratos aquosos (Fromtling & Bulmer. 1994). 2001). esse efeito é maior quando se emprega a mistura dos principais componentes. Mohammad & Woodwara (1986). Extratos preparados com acetona/clorofórmio. Kamanna & Shandras-Wkhara. cepa (Dorsch et al„ 1985). no entanto. alicina e sulfeto de dialila. apresentar atividade esquistosomicida (Zakhary. 1984. 1986) e brutos (Rees et al. Os compostos responsáveis pela atividade antiviral do extrato de alho foram recentemente determinados por Weber et al. Também foi verificada atividade fungicida com compostos voláteis (Misra.. Foi relatada também redução dos níveis plasmáticos de colesterol (Pushpendran et al.. da obesidade e no desarranjo da atividade das enzimas na dieta de ratos alimentados com colesterol (Sheela & Augusti. assim como atividade nematicida de extratos aquosos (Gupta & Sharma. 1993). Adetumbi et al. Potente atividade moluscicida dose-dependente foi determinada para extratos brutos de bulbo de alho (Singh & Singh. Essas propriedades farmacológicas. Os resultados obtidos por Sendl et al.. 1995) e Cladosporium (Sanchez-Mirt et al. foram estudadas quanto à inibição da síntese de colesterol. 1992).. Atividade antifúngica de extratos aquosos e óleo essencial de alho foi também determinada contra várias espécies de Aspergillus (Pai & Platt. 1993). metil-ajoeno. (1992b) nesse experimento demonstram que o extrato contendo ajoeno. que demonstraram que os compostos ajoeno e alicina são os principais constituintes químicos com essa atividade farmacológica. assim como as respectivas substâncias isoladas. assim como o efeito antiasmático podem ser oriundos da inibição das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase verificada com a espécie A. no entanto.agente anticercaricida. 1995b). Segundo Larner (1995) essa espécie mostrou-se razoavelmente ativa no controle da hipercolesterolemia. 1980. Sandhu et al. 1978.. 1993). Boelter et al. (1992).. Block et al. inibem a síntese de colesterol. (1986). sem. e não as substâncias isoladas. 1978. A atividade antifúngica tem sido atribuída à presença da proteína allevina (Wang & Ng. 1993). 1978). Diminuição da velocidade de agregação plaquetária com aumento do tempo de sangria também foi determinada por Doutremepuich et al. 1996).

principal componente antiplaquetário do alho. sugerindo a presença de componentes analgésicos e hiperalgésicos (Di Stasi et al. 1993). 1986a)..sos de bulbos de alho fresco (5. 12. como radioproteção (Reeve et al. assim como a reação de liberação induzida por agonistas. 1993). E. 25 e 50 mg/ml) foram capazes de inibir a síntese de prostanóides de maneira dose-dependente (Ali. (1982). A atividade antiasmática descrita para o alho foi recentemente relacionada à presença de ajoeno no extrato. (1992) com o composto ajoeno. et al. Foram verificadas ainda outras atividades farmacológicas. (1986b).... tais como a histamina (Usui & Susuki. A fração aquosa dessa espécie diminuiu o potencial do sódio.. Essa mesma planta reduziu a concentração . Atividade hipotensora foi descrita por Twaij et al. atividade inibidora do transporte ativo de sódio em pele isolada de sapo e atividade hipocolesterolêmica e antiaterosclerótica em cabras (Kaul & Prasad. de redução com subseqüente aumento de contrações abdominais. antiinflamatória (Khobragade & Jangde... a atividade antiplaquetária também descrita para a cebola (Allium cepa) tem sido relacionada à presença de compostos de enxofre (Goldman et al. et al. 1996). atividade diurética. 1997). Alta atividade anticoagulante foi determinada para o extrato aquoso de bulbos de A. natriurética e hipotensora em cão. relatam que esse composto inibe de forma reversível a agregação plaquetária (Mutsch Eckner et al. sativum (Kweon et al. também. além de atividades contra células de carcinoma de epitélio de transição (bexiga) (Riggs et al.5. 1993b). I. 1990). Foushee et al. Por sua vez. sua condutância. Ribeiro et al. 1991). A... enquanto Pantoja et al. Estudos realizados por Apitz-Castro et al.. bem como a atividade da Na+/ K+ ATPase (Norris et al. diminuindo a atividade clastogênica e a freqüência de aberrações cromossômicas (Das. 1991). (1987). e essa ação farmacológica provavelmente ocorre por inibição da liberação de mediadores químicos. 1996). promovendo bradicardia em altas doses (Pantoja et al. 1996). 1996). 1996). M. (1996) determinaram resposta diurética e natriurética de frações de alho sem observarem alterações na pressão arterial e no eletrocardiograma dos animais tratados. sativum apresentou atividade protetora contra substâncias genotóxicas. e demonstram que esse componente previne a formação de trombos e pode ser usado na prevenção de trombos induzidos por lesões vasculares.

E a mistura de A. I. Nepeta hindostana e ácido nicotínico. o extrato aquoso apresentou atividade antitrombótica (Ali. 1991). 1994).. in vitro. ciclofosfamida e arsenato de sódio (Das et al... O extrato aquoso e a fração polar aumentam a produção de interleucina-1. estudos referem que as folhas dessa planta possuem a capacidade de estimular a formação de fibroblastos e.. 1991) e antiparasitária contra Hymenolepis nana e Giardia lamblia em crianças infectadas (Soffar & Mokhtar. e o óleo modificou a atividade de enzimas digestivas (Sharathchandra et al. 1992. et al. 1995). O estudo relata ainda que o aquecimento do alho não prejudica sua capacidade de ativar essa enzima. enquanto a fração tiosulfinato aumenta a atividade das células natural killer. . Allium sativum. um preparado à base de Curcuma longa. chinense aumenta a atividade inibitória sobre a agregação plaquetária (Morimitsu et al. (1996). A ação do alho em ativar a óxido nítrico-sintase foi recentemente estudada por Das. Resultados similares foram obtidos por Imai et al. Chithra et al. Atividade antioxidante dose-dependente foi atribuída para o óleo (Sujatha & Srinivas.. promove proteção contra o infarto do miocárdio provocado pelo isoproterenol em ratos (Arora et al. 1990). 1993). 1993).. 1995) e o extrato aquoso do alho (Yang et al. ela é um excelente cicatrizante (Costa.. conseqüentemente. 1993. (1994). Esse estudo demonstra claramente que este efeito não depende da presença de arginina ou de produtos derivados da aliina e que os constituintes responsáveis por essa ação farmacológica ainda não foram determinados. cepa com A.. 1993).sérica de ácido úrico em pacientes com gota (Ghosh & Ghosh. a fração polar e a fração tiosulfinato apresentaram atividade. Extrato aquoso de A.. apresentou atividade anti-hipertensiva e cardioprotetora em ratos hipertensos (Jacob et al. o extrato bruto dessa espécie reduziu a clastogenicidade dos compostos mutagênicos mitomicina. Para a espécie Aloe vera. 1995). Além disso. O extrato aquoso e as duas frações aumentam a produção de interleucina-2 (Burger et al. que determinaram atividade antioxidante de extratos e de vários compostos organossulfurados isolados da espécie. Lipotab. sativum L. sativum ou A. 1996). tais como S-alicisteína e Salilmercaptocisteína. 1992). Ko & Son.. A ingestão de Allium sativum com a alimentação promoveu atividade cardioprotetora em coração isolado de rato (Isensee et al. de aumento das funções das células mononucleares do sangue humano periférico.

1994).. Entretanto. relataram poucas alterações funcionais orgânicas nos animais de experimentação.. Saleem et al. Foi também averiguado aumento no peso dos testículos e epidídimos. contudo. Essa família possui pequena importância no Brasil.. 2001). 1995). estudos clínicos mostram que há associação entre o alto consumo de alho na dieta com um alto risco de aparecimento de carcinoma de pulmão. 2000). O efeito laxante tem sido relatado para espécies do gênero Aloe atribuído à presença de doina e emodina (Izzo et al. vera e hipotensora de A. 2001)... A atividade antiinflamatória de A. Dados toxicológicos e observações de uso Recentes estudos clínicos demonstraram que o consumo de alho na dieta não está associado com a incidência de carcinoma de mama (Dorant et al. apenas aos pacientes que consumiram exclusivamente essa espécie na dieta. que inclui algumas espécies popu- . barbadensis tem sido relatada (Vasques et al. 1997). Os estudos de toxicidade de Allium cepa. Esta última espécie também possui registros de atividade antioxidante (Lee et al.. 1991). vera têm apresentado efeito hipoglicêmico em animais diabéticos não-dependentes de insulina (Okjar et al. mas redução no peso do fígado e nos níveis de eritrócitos (Al Bekairi et al... em camundongos. 1997). As folhas de A. e dois gêneros se destacam: o Sansevieria. esses dados referem-se. aumento na contagem de espermatozóides. 1996. Espécies medicinais da família Agavaceae (Dracaenaceae) Introdução A família Agavaceae descrita por Barthélemy Charles Joseph Dumortier compreende 210 espécies tropicais e de climas áridos distribuídas em treze gêneros (Mabberley. pois o consumo desse produto associado a outras dietas e em quantidades comumente utilizadas não está associado ao risco de aparecimento de carcinoma de pulmão (Dorant et al..1998). 1999) que têm apresentado efeito tóxico em cultura de células (Avila et al.

. 1996 e 1997b). pelas suas características de transmissão de corrente de voltagem (Jain et al. trifasciata têm sido estudadas como material potencial para baterias. 1987). longas. Espécies medicinais Sansevieria sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Jibóia. Quimicamente foram isolados glicosídeos (Mimaki et al. A infusão das folhas tem uso mágico: "evitar a falta de alguma coisa em casa". Dados químicos e farmacológicos do gênero As folhas de S. na região amazônica. e o Agave... No entanto. Das . pontiagudas e com manchas brancas. possui folhas carnosas. que também inclui espécies medicinais como a Agave americana. As características indicam que se trata da espécie Sansevieria cylindrica. Dados botânicos É uma planta herbácea que pode alcançar 90 cm de altura. cilíndricas. o material vegetal não permitiu a identificação segura da espécie.larmente denominadas Jibóia e usadas como medicinais no Norte do Brasil. reunidas em grandes inflorescências paniculadas e trímeras. contra problemas hepáticos. brancas. 1996). no entanto. Dados da medicina tradicional A infusão das partes aéreas da planta é usada internamente. O gênero Sansevieria foi descrito por Carl Peter Thumberg. flores pequenas. saponinas esteroidais (Mimaki et al. em relação a esse gênero não foi referida nenhuma espécie medicinal nas pesquisas realizadas na Amazônia e na Mata Atlântica.

cylindrica foram isolados lipídios.. além de carboidratos.1 . 1996).. Das folhas de S. pigmentos.Allium sativum. .em Joly.. hyacinthoides foi isolado um constituinte esteroidal (GamboaAngulo et al. Vista da planta toda (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov . reduziu significativamente a parasitemia de camundongos infectados com Plasmodium berghei (Franssen et al. 1986).folhas de S. FIGURA 3. 1997). 1982). saponinas.. beta-sitosterol e beta-caroteno (Moustafa et al. e o extrato das folhas de Sansevieria ehrinbergii promoveu bloqueio da junção neuromuscular em preparação in vitro (Woodcock et al. O extrato metanólico de Sansevieria guineensis Willd. 1998) (Banco de imagens ).

.2 . Vista da planta toda sem flores (Banco de imagens - ).FIGURA 3.Aloe vera.

Na ordem Alismatales estão incluídas treze famílias botânicas. esta segunda com uma única família. Reis Além das monocotiledonal já descritas nos capítulos anteriores. pertencem respectivamente às subclasses Arecidae e Alismatidae. As duas espécies. S. ainda não discutidas neste livro. duas outras espécies de grande valor na região da Mata Atlântica foram referidas como medicinais.4 Outras monocotiledonal medicinais na Mata Atlântica L. Triuridaceae. C. Di Stasi A. Na subclasse Alismatidae ocorrem apenas duas ordens botânicas: Alismatales e Triuridales. duas das quais são importantes fontes de espécies vegetais de valor medicinal e econô- . Euterpe edulis e Echinodorus grandiflorus. Mariot M. das quais destacamos apenas a família Alismataceae. Outras famílias dessa ordem são importantes fontes de espécies medicinais em regiões de clima temperado e. Na subclasse Arecidae encontram-se quatro ordens botânicas. mas importantes quanto a seus usos e utilidades para os habitantes da Mata Atlântica. que inclui a espécie medicinal Echinodorus grandiflorus aqui descrita. portanto. sem importância nos dois ecossistemas aqui discutidos. de pouco interesse para nosso estudo.

latescentes com lâmina foliar grande. essa segunda inclui apenas a família Palmae. 1997). grandes e eretas. com caule triangular e glabro. folhas pecioladas. numerosas. Aguapé. na qual se encontra o famoso palmiteiro Euterpe edulis. também denominada Arecaceae. Inclui ervas perenais. coriáceas. A espécie possui as variedades floribundus. Congonha-do-brejo e Erva-do-brejo.mico. espécie de grande valor econômico. amplamente explorada e comercializada na região da Mata Atlântica como produto para alimentação.1). do famoso Chapéu-de-couro da Mata Atlântica. muitas aquáticas ou brejosas. A planta é chamada também de Chá-de-campanha. freqüentemente . flores brancas. como é o caso da ordem Arales e da ordem Arecales. e Sagittaria. Espécies medicinais da família Alismataceae Introdução A família Alismataceae descrita por Walter Vent possui quatorze gêneros. rizoma grosso e carnoso. Dados botânicos A espécie é uma erva de área alagada ou brejo. nos quais estão distribuídas aproximadamente cem espécies vegetais cosmopolitas em regiões temperadas e tropicais (Mabberley. ovadas. mas que também é usado como espécie de valor medicinal. Espécies medicinais Echinodorus grandiflorus Michelli Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é amplamente conhecida como Chapéu-de-couro. vistosas e dispostas em panículas (Figura 4. Os principais gêneros dessa família encontrados no Brasil são Echinodorus. contendo vasos apenas nas raízes.

moléstias da pele e do fígado. além de usarem esse preparado para combater dores de cabeça. especialmente contra dores de cabeça. útil ainda contra artrites. sífilis. bem como gripes e resfriados.consideradas outra espécie. 1997). Ocorrem também nessa família representantes acaules com folhas que nascem rentes ao chão. Corrêa (1984) refere que a planta é considerada depurativa. como ornamentais. Espécies medicinais da família Palmae (Arecaceae) Introdução A família Palmae. também denominada Arecaceae. Dados Farmacológicos do Gênero: Efeitos tóxicos foram observados na espécie E. como sedativo. Incluem árvores ou arbustos. A decocção das folhas também é usada para problemas renais e como analgésico. nos quais estão distribuídas aproximadamente 2. Dados da medicina tradicional Os habitantes do Vale do Ribeira referem o uso da infusão das folhas para o tratamento de problemas renais e hepáticos.650 espécies tropicais (Mabberley. raramente trepadeiras. tônica e diurética.. as raízes são usadas externamente como cataplasmas no tratamento de hérnias. com folhas terminais. muitas delas usadas como medicinais. reumatismo. macrophyllus alertando para o cuidado em seu uso crônico (Costa Lopes et al. e outras. . especialmente contra lombrigas (Ascaris lumbricoides). de barriga. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui 203 gêneros. tendo caracteristicamente o caule do tipo estipe não ramificado. 2000). O gênero Echinodorus descrito por Louis Claude Marie Richars e Georg Engelmann inclui 48 espécies tropicais com distribuição restrita às Américas e à África. e como anti-helmíntico. nas costas.

Cocos. Dados químicos do gênero Diversos diterpenos foram isolados de E. recurvadas e gomo vegetativo formado pelas bai- . do jerivá (Joly. e o Arecastrum. e o açaí. como é o caso de várias espécies dos gêneros Attalea e Raphia. como é o caso de várias palmeiras. Dados botânicos A planta é uma palmeira esbelta de estipe reto. Tratase de uma família de grande valor econômico e. e os principais gêneros encontrados no Brasil são representados por espécies de grande valor econômico. respectivamente do babaçu e da carnaúba. com folhas pinadas. Outros gêneros de importância são Orbignia e Copernicia. amplamente conhecido na Mata Atlântica. 2000a e 2000b). usadas tanto na indústria de alimentos como para ornamentos. como é denominada a outra espécie do gênero. conseqüentemente.A família está subdividida em seis subfamílias. Muitas espécies exóticas são ainda cultivadas no Brasil como ornamentais. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Palmito ou Palmiteiro. macrophyllus (Shigemori et al. 2002. especialmente da Mata Atlântica.. Destaca-se o gênero Euterpe. chegando até 25 m de altura. muito usadas no Brasil na produção de artesanatos. Kobayashi et al. amplamente conhecida na região amazônica.. especialmente a palmeira imperial do gênero Roystonea. que incluem a piaçava e a ráfia. outras são importantes como medicamento. do famoso coqueiro da Bahia. como é o caso da Areca catechu. importante fonte de recursos para as populações que habitam as proximidades dos ecossistemas florestais. outros gêneros se destacam como fonte de produtos de valor econômico. Espécies medicinais Euterpe edulis M. 1998). que inclui o famoso palmiteiro.

não fosse a intensa exploração da espécie. FIGURA 4. Espécie exclusiva de mata pluvial de encosta atlântica e de ocorrência muito comum na Mata Atlântica. espádice na base do gomo com muitos ramos espiciformes. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Verifica-se intensa exploração da espécie para comercialização como produto alimentício de grande valor nos mercados nacional e internacional. externamente. . contra dores de barriga para controlar hemorragias e. fato responsável pela intensa redução nas populações naturais da espécie na Mata Atlântica. O gênero Euterpe descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui aproximadamente trinta espécies tropicais americanas. frutos esféricos de cor preta-arroxeada. o suco do caule é usado. como antídoto para picada de cobras.nhas. sendo muitas vezes dominante no extrato arbóreo. 1998) (Banco de imagens).1 . internamente.Echinodorus grandiflorus (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Santos L. consideradas uma das famílias botânicas mais primitivas e nas quais inúmeras espécies. Di Stasi A ordem Magnoliales inclui dezessete famílias botânicas. Guimarães C. especialmente dos gêneros Magnolia e Michelia. são importantes como ornamentos.5 Magnoliales medicinais C. Na família Monimiaceae. A. Annonaceae. do famoso Boldo. inúmeras espécies são medicinais. Myristicaceae e Lauraceae. Nessa ordem botânica encontra-se ainda a família Lauraceae. especialmente aquelas do gênero Hedyosmum. C. M. M. Espécies de Lauraceae e Myristicaceae possuem importante valor medicinal e econômico. algumas com amplo número de espécies no Brasil. tais como as Magnoliaceae. Na família Chloranthaceae. muito comuns e amplamente usadas como medicinais nas regiões da Mata Atlântica do Brasil. da qual inúmeras espécies de grande valor . todas essas quatro com importantes espécies tanto na região amazônica como em áreas de Mata Atlântica. tais como Magnoliaceae. Outras famílias dessa ordem também são importantes. inúmeros gêneros são importantes. amplamente conhecido e usado no Brasil como medicinal. mas deve ser destacado o gênero Peumus. Hiruma-Lima E.

Uvaria. arbustos e lianas. Guatteria. que inclui os gêneros Annona. Espécies medicinais da família Annonaceae Introdução A família Annonaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 112 gêneros com aproximadamente 2.econômico e medicinal são encontradas no Brasil e especialmente na Amazônia. . e ainda outras importantes como alimento. Na região amazônica foram registrados os usos medicinais de algumas espécies pertencentes às famílias Annonaceae e Myristicaceae. como é o caso de algumas espécies do gênero Persea. 1997) e subtropicais. As espécies mais comuns no Brasil são Annona muricata. e no Brasil as espécies são freqüentes em matas do litoral e no cerrado. como Aniba. O gênero Annona inclui aproximadamente 140 espécies tropicais com várias espécies selvagens. Cabeça-de-negro. O gênero Xylopia inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. Nessa família podemos destacar as famosas espécies medicinais dos gêneros Ocotea. Graviola e outros. A maioria das espécies é de plantas lenhosas. 1997). Xylopia e Rollinia. outras importantes fontes de compostos aromáticos e flavorizantes. No Brasil. Annona cherimolia. espalhadas por todo o planeta. Annona reticulata. e Monodoroideae. Laurus e Sassafras. enquanto na região da Mata Atlântica comunidades tradicionais referem o uso de espécies da família Lauraceae. Pinha. Aniba e Nectandra. Espécies conhecidas e mais comuns são Xylopia aromatica e Xylopia brasiliensis. que inclui os gêneros Isolona e Monodora.150 espécies tropicais (Mabberley. que inclui nosso Abacateiro. divididas em duas grandes subfamílias: Annonoideae. Annona tenuiflora e Annona squamosa. A família inclui árvores. os gêneros mais comuns são Annona. Xylopia. Annona coriacea. compreendendo aproximadamente 260 espécies. muitas das quais denominadas popularmente Fruta-do-conde. Artabotrys. Cryptocarya. e dos gêneros existentes há 29 registrados no Brasil. esta segunda é uma espécie alternativa como fonte de piperina (Mabberley. Cinnamomum.

Na Amazônia foi identificado o uso freqüente de três espécies distintas dessa família: Annona muricata. com epiderme verde-escura. sementes castanhas ou pretas (Figura 5. Araticum-de-paca. que são muito apreciados. Annona tenuiflora e Xylopia frutescens. alcançando até 15 cm de comprimento. Dados botânicos e informações gerais Arvore que atinge até 10 m de altura. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de frutos comestíveis. amareladas. que apresentamos a seguir. mole e recurvado. tais como Araticum. com um tronco revestido por casca aromática. Nomes populares Essa espécie é conhecida especialmente pelo nome de Graviola. Araticum-ponhê. com um espinho central. pecioladas.Já o gênero Rollinia inclui aproximadamente sessenta espécies tropicais.1). as folhas são alternas. O gênero Annona descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 140 espécies tropicais encontradas nas Américas e cerca de 130 distribuídas no continente africano. espessa com saliências cônicas. sucosa. inflorescência cauliflora. no entanto. Coração-de-rainha e Nona. flores axilares. com cálice de lobos triangulares e agudos. O nome do gênero Annona descrito por Carl Linnaeus deriva de Anon. ovadas ou elípticooblongas. alcançando até 30 cm de comprimento. Espécies medicinais Annona muricata L. nome popular da planta no Haiti e que significa "colheita do ano". latescente. fruto do tipo baga irregular. Várias espécies. têm importantes usos terapêuticos em diversas comunidades do país. subglobosas. cordadas na base e acuminadas no ápice. Iriticum. com várias delas comuns na Amazônia (Joly. E a espécie típica do gênero e a primeira a ser descrita. Araticum-punhê. . no entanto vários sinônimos são usados. polpa branca. 1998). onde são conhecidas como Araticum e Biribá.

enquanto as sementes são adstringentes e eméticas (Corrêa. A infusão das folhas secas é usada contra insônias graves. por sua vez. Além dos usos medicinais da espécie. a decocção das folhas contém óleo essencial com ação parasiticida. 1984). onde se tornou subespontânea. tem grande valor como alimento. sorvetes e geléias (Corrêa.É uma espécie amplamente encontrada desde a América Central até a Venezuela. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. referidos a seguir. Em outras regiões do Brasil. peitorais. A infusão de uma mistura contendo folhas frescas dessa espécie. podendo também ser usada na arborização urbana. os brotos e as folhas são usados como béquicas. as flores. 1984). O fruto. o suco dos frutos é usado internamente como antitérmico. antiespasmódicas e antidisentéricas. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo e antihelmíntico contra parasitas internos e externos. como é o caso da espécie na Amazônia brasileira (Corrêa. O bochecho do suco dos frutos é indicado no combate às aftas. sendo depois levada para outras regiões do planeta. especialmente na produção de sucos. ao passo que a decocção das folhas frescas é indicada contra cistite. dores de cabeça e como emagrecedor. ao passo que a decocção da raiz é considerada antídoto nos envenenamentos por estupefacientes. Na Amazônia. A infusão das folhas frescas também é usada no controle da diabetes e da hipertensão. aumentar o leite de mãe depois de parto (lactagoga) e como adstringente. especialmente lombrigas. mole e branca. usadas topicamente. a planta fornece madeira. As folhas e raízes são consideradas sedativas. as folhas cozidas. o chá das folhas é ainda usado contra proble- . os frutos da espécie são usados contra aftas e como antidisentéricos. diurético e no combate a insônias leves. com importante uso potencial na fabricação de papel. para baixar febres. folhas de Jambu e Amor-crescido é usada para problemas hepáticos. antirreumática e antinevrálgica quando usadas internamente. combatem reumatismo e abcessos. antiespasmódicas e hipotensivas. A espécie possui ainda diversos usos populares disseminados em todo o país. 1984). tais como o uso do suco da fruta contra lombrigas e parasitas. sendo amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

1992). no entanto. na forma de chá. espasmos e febres. foram referidas espécies desse gênero. no processo de pesca. as folhas da espécie são usadas como anti-helmínticas e antiflogísticas. 1962). No Peru. enquanto as flores para diminuir o catarro (Watt & Breyer-Brandwijk. Não foram encontrados sinônimos dessa espécie. é usado externamente para neuralgia. Nas Guianas. ela tem sido cultivada e estabelecida em vários países tropicais. 1962). hipertensão e parasitas intestinais (Asprey & Thornton. 1987). 1955. as sementes. Weninger et al. as raízes e folhas. mas estas ainda não foram coletadas com material vegetal fértil. 1978. enquanto o óleo das folhas. Várias espécies do gênero Annona são encontradas na região de Mata Atlântica.mas do fígado. são usadas como sedativo e tônico cardíaco (Grenand et al.. diarréia e como lactagogo. contra diversos parasitas (de Feo. as folhas e a casca da árvore. Nomes populares A espécie é conhecida como Araticum. gripe. como sedativo e antiespasmódico (Vasquez. 1986). .. 1990). especialmente na África. Na Jamaica e no Haiti. sedativo e no tratamento de problemas cardíacos. as cascas e folhas. impedindo-lhes a identificação correta. asma. casca e raízes são usadas para combater disenterias e parasitas intestinais (Watt & Breyer-Brandwijk. 1993). contra diabetes. parasitas. tosse. misturado com a fruta verde e óleo de azeitona. a fruta e seu suco são usados contra febre. no levantamento realizado com as comunidades da região do Vale do Ribeira. Annona tenuiflora Mart. também tem sido referido para as raízes e casca da planta. Esse uso. reumatismo e dores em casos de artrites (Almeida. o chá das folhas é utilizada para catarro. onde é usada contra tosses. Na Índia. que também são consideradas eméticas e usadas popularmente em envenenamentos de peixes. Ayensu. De acordo com os mesmos autores. inseticidas. e as sementes. Embora essa espécie seja usada tipicamente por indígenas da América do Sul. como antiespasmódico. as raízes e as folhas são consideradas antiparasitárias.

inflorescências e glomérulos axilares com flores regulares.3). também descrito por Carl Linnaeus. agudas no ápice. Pindaíba. Dados botânicos e informações gerais Arvore de pequeno porte. com duas a seis sementes (Figura 5. . tronco ereto e cilíndrico. Nomes populares A espécie é denominada. oblongolanceoladas. frutescens Aubl. O gênero Xylopia. Pijerucu. Breu. Pindaúba. com casca fibrosa. na região amazônica. Jegerecu. frutos sincárpicos com aspecto estrobiliforme (Figura 5. sem estipulas. Coaguerecou. É uma espécie com intensa ocorrência na Amazônia e amplamente utilizada como medicamento. Coajerucu. pétalas lineares. A espécie também é usada pelos habitantes da cidade de Humaitá. Envira. Ibira. Jejerecou. aromática. tanto pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia como pelos índios tenharins. Jejerecu. flores rosas com perianto trímero diferenciado em cálice e corola. hermafroditas. simplesmente. onde parte deste estudo foi realizada. glabras na face superior e pubescentes na face inferior.2). sul do Amazonas. curto-pecioladas. deiscente. cálice gamossépalo. coriáceas. folhas alternas. fruto do tipo baga ovóide. significa lenho amargo e inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. Pindaúva. e copa alongada. Malagueta e Banana-de-macaco. muitas das quais usadas na medicina popular. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das folhas é usada contra dores de cabeça. simples. Pau-de-imbira. Breu branco ou. vermelho. Xylopia cf. Pindaíba-branca. Coagerucu. a espécie também é conhecida como Pimenta-do-sertão. Em outras regiões do Norte do Brasil.Dados botânicos Arvore de aproximadamente 9 m de altura. Envira-preta. tonturas e hipotensão. folhas ovado-oblongas. alternas e ápice cuspidado. lineares. alcançando até 8 m de altura.

Dados químicos dos gêneros Annona e Xylopia Estudos químicos realizados com a espécie Annona muricata indicam a presença de inúmeras substâncias químicas. a infusão das folhas é usada como potente analgésico e antiinflamatório.) por causa de seu óleo volátil (Corrêa. típica de floresta pluvial amazônica (Lorenzi. A casca da espécie é aromática e usada como condimento picante. ao passo que a decocção da casca é usada. 1984). incluímos inicialmente os dados químicos divididos em classes. para combater resfriados e dores de cabeça. própria para uso em carpintaria. como cabos de instrumentos e varas de pesca. Além dos usos medicinais descritos a seguir.Trata-se de uma planta de ocorrência na região amazônica e também nas Guianas. como digestivo e são úteis contra catarro. Na região amazônica da Colômbia. Dada a grande quantidade de estudos realizados com espécies dessa família botânica. perenifólia e pioneira. sementes de espécies da família Annonaceae. sendo uma espécie heliófita. também aromáticas. 1998). A espécie Xylopia aromatica é usada popularmente como condimento em substituição à Pimenta-do-reino. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. são usadas como estimulantes da bexiga. Acetogeninas Acetogeninas são substâncias naturais bioativas presentes na casca. folhas e. para depois apresentarmos uma discussão dos dados farmacológicos. na forma de inalação. 1984). raízes. a espécie fornece madeira macia de fácil manipulação para artesanato. especialmente. muitas das quais com importantes atividades farmacológicas. leucorréia e cólicas do estômago (Corrêa. . os índios witoto utilizam com cautela o chá das folhas como diurético e antiedematogênico. As sementes. chegando a substituir a Pimenta-do-reino (Piper nigrum L. A população refere que a inalação só pode ser feita na hora de dormir.

.São ácidos graxos modificados... 2 e 3 (Wu et al. 1993). Anomuricina A e B. essa última também descrita em outras espécies do gênero Annona (Wu et al. 1994). anonacina-10-ona. muricatocina C e gigantetronenina. 2002). muricina H.. 1995b). enquanto Gromek et al. iso-neoanonacina-10ona. além das acetogeninas tetrahidrofurânicas gigantetrocina A. especialmente como citotóxicas. das quais relacionamos oito acetogeninas monotetrahidrofurânicas denominadas neo-isoanonacina-10-ona. . também foram isoladas das folhas dessa espécie (Wu et al. (1993) isolaram outra acetogenina dessa mesma espécie. corossolina 1 e corossolina 2 (Cortes et al. anomutacina 1. I. 1995e). murihexocina A e B (Zeng et al. 1995a) e muricatocina A e B (Wu et al. uma nova acetogenina tetrahidrofurânica foi isolada das folhas dessa espécie e denominada anonohexocina (Zeng et al. neo-anonacina-10-ona... com atividade citotóxica descrita por inúmeros estudos e pesquisas.. Acetogeninas também são encontradas em inúmeras espécies do gênero Annona. hoviicina A.. 1991). e sugeriram que esta também é uma substância precursora da biossíntese das acetogeninas comuns dessa família botânica. e que são importantes representantes da flora brasileira.. 1991b).. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas na casca do caule dessa espécie (epoximurina A e B). epomuricenina A e B (Roblot et al. 1995b). muricatetrocina A e B. Das sementes também foram obtidas as acetogeninas solamina (Mynt et al.. hoviicina B e desoxi-hoviicina B (Yang et al. as quais são considerados compostos precursores das acetogeninas (Hisham et al. 1994a e 1994c). Recentemente. os dados químicos de outras espécies desse gênero permitem descrever a sua constituição química clássica e indicar a potencialidade de estudo dessa espécie como fonte de novas substâncias de interesse farmacológico. Das folhas ainda foram isoladas as acetogeninas anomuricina C. A espécie Annona tenuiflora referida em nosso levantamento etnofarmacológico não tem sido estudada sob nenhum aspecto. No entanto. denominada corepoxilona. Destacamos aqui algumas das espécies mais estudadas como fonte de acetogeninas de interesse terapêutico.. 1995a). Da espécie Annona muricata foram isoladas inúmeras acetogeninas. cis-annomontacina (Liaw et al. anonacina e goniotalamicina já descritas nas sementes. 1995c).

tais como querimolina 1 e 2 e almunequina e otivarina (Cortes et al. anomontacina em Annona montana (Jossang et al. anoreticuína-9-ona. 1994).. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona (Gu et al.. 1995a). esquamocina e roliniastatina I (Vu et al. Das sementes da espécie Annona squamosa foram isoladas as acetogeninas esquamostatinas A.. muricata e A.. 1994b). 1994a e 1994b). 4-deoxiasimicina e várias uramicinas (Hui et al. cis-28hidroxibulatacinona e tran5-28-hidroxibulatacinona (Guetal. bulatencina. esquamona. tais como reticulatina (Saad et al. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas em várias outras espécies desse gênero.. 1993b). 1996). além de queromolina-2 e anonina em Annona glabra (Li et al.. squamocina e almunequina (Duret et al.. 1992). cherimolia.Da espécie Annona cherimolia já foram isoladas inúmeras acetogeninas. Sahai et al. três uvariamicinas. anoglaucina em Annona glauca (Etcheverry et al. 1994c) neodesacetiluvaricina. itrabina. 1994a). isoquerimolina 1. reticulacinona (Hisham et al. Cortes et al. 1995).. 1995).. C e D (Fujimoto et al. 1994). 1962).. (1993a) ainda isolaram 39 acetogeninas de várias espécies de Annonaceae. isomolvizuína 2. anogaleno (Sahpaz et al. anomonicina e roliniastatina (Chang et al. bulatanocina.. esquamosinina A (Yang et al. cis. 1993)... B. jeteína... incluindo A. Existem relatos da presença de acetogeninos na espécie Xylopia aromatica (ColmanSaizarbitoria et al. neo-anonina B e neo-reticulacina A (Zheng et al... 1995) em Annona bullata. 1991). tais como araticulina em Annona crassiflora (Santos et al. 1991). 32-hidroxibulatacina. além de esquamocina e esquamostatina A. 1996). 1993b).. esquamostanal A (Araya et al. (1994) isolaram dezessete acetogeninas tetrahidrofurânicas. Alcalóides Alcalóides como muricina e muricinina foram descritos por Manske & Holmes em Annona muricata (Watt & Breyer-Brandwijk.. Da espécie Annona reticulata inúmeras acetogeninas foram isoladas. solamina.. 30-hidroxibulatacina. molvizarina e motrilina (Cortes et al. 1993). 1994). 31-hidroxibulatacina. 1991a e 1991c). Das sementes da mesma espécie. Das semen- . 1994b)..buladecionona e trans-buladecionona (Gu et al.. esquamosteno A (Araya et al.

Flavonóides foram descritos em A. Alcalóides benzilisoquinoléicos denominados anomolina.tes de Annona muricata isolaram também o alcalóide liriodenina (Philipov et al. 1991). squamosa (Setharaman. Y. enquanto a casca possui grandes quantidades de ácido hidrociânico (Watt & BreyerBrandwijk.. foram isolados do fruto de Annona muricata . 1988). ambotay (Oliveira et al. Existem registros de alcalóides nas espécies Xylopia pancheri (Nieto et al.. 1978).. anolatina. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. 1993) e sesquiterpenos em A.. como constituintes predominantes.. 1978). enquanto três amidas ácidas.. Mukhopadhyay et al. purpurea (Castro et al. bullafa (Kutschabsky et al. X. 1985) e A. 1979. 1986) e A. reticulina. X. montana (Wu et al. 1989.. salzmannii (Paulo et al. reticulina.... 1995e). 1996) e de Annona reticulata (Saad et al. Inúmeros compostos terpenóides.. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. cacans (Saito & Alvarenga. Wu et al. A. 1981). A. ambotay (Carazza et al. anolobina e asimilobina foram isolados de A. 1992. uma lignana ((-)-siringaresinol). squamosa (Leboeuf et al. squamosa (Wu. 1986). oxouxinsunina. 1986). 1976). 1984). quintasii (Quevauviller & FoussardBlanpin. 1982a e 1982b. enquanto os alcalóides anonaína. de A.. cherimolia (Villar et al. C. enquanto diterpenos foram descritos em A. Yang & Chen. laureliptina. A. Martins et al.. 1991). Outros constituintes químicos A polpa da fruta de Annona muricata é rica em vitaminas B e C. um aldeído aromático (siringaldeído) e dois esteróides foram isolados do caule de A. et al. 1976).. 1996).. Alcalóides conhecidos como anoretina. 1994). 1994). cherimolia (Yang et al.. 1994). anonaína. 1970) e X. A. frutos de A. 1993). Monoterpenos foram isolados de A. 1962). squamosa (Silveira et al. 1987).. argentinina e liriodenina foram obtidos de Annona montana (Leboeuf et al... michelalbina. squamosa (Krishna Rao et al.. isoboldina e outros foram isolados de A. Barbosa Filho et al. brasilienses (Casagrande & Merotti. aromatica (Rios et al. Constituintes químicos dessa classe química foram ainda obtidos das espécies A. 1979..

a raiz. 1996. Misas et al. vasodilatadora. Vilegas et al. 1990). relaxante de músculo liso e cardiodepressora em animais (Meyer. brasiliensis e X. 1991). A espécie Annona muricata possui.. Lopez Abraham. Carbajal et al. .. Dados farmacológicos dos gêneros Annona e Xylopia Atividade hipocolesterolêmica. raiz e sementes demonstraram propriedades inseticidas (Tattersfield et al. muricata e de A. 1998). Bourne & Egbe. mas inativas contra Entamoeba histolytica (Bories et al. muricata.. Gbeassor et al. De Xylopia frutescens. 1992. possui atividade citotóxica contra algumas células tumorais (Mvnt et al. cherimolia foram ativas contra alguns parasitas.. 1991).. 1941. também apresentou importante efeito citotóxico contra células tumorais de pulmão humano (Wu et al. 1993). corosolona 1 e corosolina 2. 1993. 1988. Acetogeninas isoladas sementes de A. acetogenina isolada de Annona muricata. apresentaram potente atividade citotóxica sobre vários tipos de células tumorais (Cortes et al. X. Uma importante ação depressora em coração isolado de coelhos foi descrita por vários autores (Watt & Breyer-Brandwijk. Resultados similares foram obtidos com as acetogeninas muricatocina A e B também isoladas dessa espécie (Wu et al....(Wong & Khoo.. 1962). 1940). 1979). 1995e).. Solanina. aethiopica foram isolados diterpenos (Moreira & Roque. assim como outras espécies do gênero. Inúmeras pesquisas demonstram que a folha. propriedades inseticidas (Tattersfield et al. 1993. ao passo que as acetogeninas monotetrahidrofurânicas. a casca.. Extratos obtidos a partir de folhas da espécie possuem atividade antimalárica (Antoun et al. uma acetogenina isolada de A. Heinrich et al. o talo e as sementes dessa espécie possuem ação antibacteriana contra vários patógenos (Sundarrao et al. 1995b). Terpenos também foram isolados de Annona reticulata (Saad et al. X. enquanto as sementes da espécie possuem propriedades antiparasitárias (Bories et al. 1991). 1979).. 1991). Anomutacina 1.. antiespasmódica. 1991. 1987). 1991b). Di Stasi. enquanto extratos de folhas. aromatica. Ngouela et al. Estudos demonstram que a casca e as folhas de Annona muricata possuem atividades hipotensora. obtidas de Annona muricata. 1979. 1995. 1925 e 1932).... sedativa e analgésica foi determinada para a espécie Annona muricata (Cavalcante..

squamosa demonstraram potente atividade cardiotônica (Wagner et al. nornuciferina e asimilobina foram inativos nos mesmos modelos experimentais (Wu. Y. 1987) e A. cherimolia induziram contrações uterinas (Lozoya & Lozoya. Hui et al. squamosa. anonaína. enquanto os alcalóides liriodenina.. enquanto os alcalóides de A. 1995a). 1991. asimilobina. anoreticuína9-ona. oxonantenina e liriodenina isolados de Annona reticulata (Chang et al.. cherimolia (Villan del Fresno et al. 1993). Os alcalóides isolados de A. salzmanii apresentaram atividade antibiótica contra diversas bactérias e fungos (Barbosa et al. squamosa apresentaram importante ação larvicida e quimioesterilizante contra mosquitos do gênero Anopheles (Saxena et al. 1993). salzmannii. 1991).. tais como cinco acetogeninas isoladas de A. apenas a anonaína apresentou atividade antifúngica (Paulo et al.. produziram significante atividade antiagregação plaquetária e citotóxica.. bulatanocina. reticulina.. 1993b e 1994b. De quatro alcalóides benzilisoquinoléicos (anonaína. enquanto alcalóides isolados de A.. reticulatina. 1993) e várias outras (Jossang et al. Cortes et al. Os alcalóides coclaurina e oxoxilopina.. Os alcalóides liriodenina e noruchinsunina isolados de Annona cherimolia apresentaram efeitos vasodilatadores sobre aorta de rato isolada e tiveram seu mecanismo de ação estudado por Chulia et al. reticulina. et al. roemerina e desidroroemerina isolados das raízes dessa espécie (Chulia et al. galucina. Atividade antimicrobiana também foi verificada com extratos de A. 1980). 1991. 1980). respectivamente. Alcalóides citotóxicos também foram isolados das folhas de A. 1992). esquamona. isolados de A. coridina.. Chang et al... solamina... laureliptina e isoboldina) isolados da casca de A. norcoridina. A atividade inseticida de várias acetogeninas isoladas do gênero Annona tem sido determinada para a anonacina e compostos similares (Londershausen et al. 1995).. montana (Wu et al..Atividade citotóxica contra vários tipos de tumores foi descrita para inúmeras acetogeninas de várias espécies do gênero Annona. Atividade similar foi descrita para os alcalóides silopina. 1988b e 1988a). oxoxilopina. . montana (Wu et al.. C.. cherimolia (Cortes et al. Resultados similares foram obtidos para os alcalóides anonaína. 1994).. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona de Annona bullata (Gu et al. 1991c e 1991a). 1993b). (1995b). anomonicina e roliniastatina isoladas de Annona reticulata (Saad et al. Esteróides de A. 1992).

reticulata foi determinada por Williams & Mansingh (1993). squamosa foram amplamente estudados por Saluja & Santini (1994). entre outras. 1975).. Anopheles stephensi (Saxena et al. e há relatos na literatura de sua atividade antitumoral (Rios et al. foi caracterizada a . 1996)... et al. Extratos hidroalcoólicos de sementes de Annona crassiflora produziram efeito inibitório inespecífico sobre contração muscular de íleo de cobaia (Weinberg et al. senegalensis apresentou atividade relaxante muscular e antiespasmódica in vitro. que apresentou atividade antimicrobiana e tripanossomicida (Campos et al. Trypanossoma brucei.. 1994). parassimpatomimética de A. 1990. E.. 1993). que também apresentaram atividade tripanossomicida (Oliveira et al. Silva. além dos compostos caurol e os ácidos xilópico e acutiflórico. 1989. Diversas espécies do gênero foram estudadas quanto a sua propriedade molucicida (dos Santos & Sant'Ana. senegalensis produziram importantes efeitos antiparasitários contra cepas de Leishmania major. Esta espécie também inibiu a atividade da enzima lipoxigenase (Braga et al. F. coriaceae (Souza et al. 1998). 1994). Do extrato etanólico das folhas de X..1983). potenciação do efeito hipnótico do pentobarbital.. 1979). que apresentou atividade citotóxica. como acido caurenóico. fungitóxica. frutescens não apresentou atividade moluscicida. 1993). além de atividade antiúlcera induzida por indometacina e estresse (Langason et al. 2001). donovani. Verificou-se ainda atividade antifertilidade de A. provavelmente por impedir a implantação (Mishra et al. Rao et al... 1979. squamosa. De Xylopia frutescens foram caracterizados alguns constituintes que apresentaram atividade biológica. 1996).. A.. 1998). Das cascas de X. Martins et al. et al. além de atividade citotóxica contra vários tipos de células tumorais (Sahpaz et al.. Extratos etanólicos de sementes de A. discreta.. A. Extratos preparados também com A. aromatica foi isolada atherospermidina.. O extrato etanólico da raiz de X.. squamosa produziram mortalidade dose-dependente contra o mosquito. enquanto o extrato etanólico de A. 1996. 2000) e apresentou atividade antiplasmodial (Jenett-Siems et al. que determinaram efeito depressor do SNC. atividade anticonvulsivante e analgésica. Oliveira et al. porém extratos obtidos das cascas e do caule produziram efeito moluscicida (Santos. A atividade inseticida do extrato etanólico de A. Extratos metanólicos de A. L. popularmente utilizado para afecções do trato digestivo e reumatismo. 1999).

como inseticida. squamosa (Caparros-Lefebvre & Elbaz. 1999). Doses altas de extratos produzidos com Annona muricata causam tremores e convulsões (Watt & Breyer-Brandwijk. aethiopica promoveram efeito diurético e Hipotensor (Somovaet al. bem como a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem as atividades farmacológicas e toxicológicas. Dados toxicológicos e observações de uso A degradação de hormônios tireoidianos ou a depressão da produção hormonal da adrenal é sugerida por Queiroz Neto et al. (1988) para a espécie Annona muricata. especialmente em uso crônico.. 1988c). 2001)..Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica atividade antimicrobiana (Lima et al. indica a necessidade de cuidados no uso dessas espécies pela população. Estudos recentes têm caracterizado a presença de alcalóides em A. Antilhas diversos casos de Parkinsonismo foi atribuído à ingestão de A. E da espécie X. anti-helmíntico e citotóxica. sericea ou embiriba foi testado o extrato aquoso do fruto e das cascas. .. 1962).. 1996 e 1997). que apresentou atividade analgésica (Almeida et al. muricata como a responsável pelas degenerações de células nervosas dopaminergéticos observadas in vitro (Lannuzel et al. muricata e A. O grande número de indicações das diversas espécies do gênero Annona. Em Guadalupe. Os diterpenos caurenoicos presentes em X. 2002).

Sucuuba. mas salientamos a ocorrência de várias espécies nessa formação florestal. contendo ramos carregados de folhas . que possuem importância do ponto de vista econômico. a única espécie medicinal registrada na região amazônica a respeito dessa família foi a Virola surinamensis. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Ucuuba. porém há estudos sobre a presença de óleos essenciais e substâncias alucinogênicas (Evans. Sucuba. Virola. utilizadas na indústria madeireira 0oly 1998). Não existem muitos dados fitoquímicos dessa família. e espécies do gênero Virola. Árvore-do-sebo. tronco de 60-90 cm de diâmetro com casca grossa.Espécies medicinais da família Myristicaceae Introdução A família Myristicaceae descrita por Robert Brown inclui dezenove gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. como Myristica. podendo chegar a até 35 m de altura. é freqüente a presença de espécies do gênero Virola e Myristica. e também como Leite-de-mucuiba. Ucuuba cheirosa. Dados botânicos e informações gerais Arvore de porte médio. Essa família inclui gêneros importantes. Horsfieldia e Knema. localizadas principalmente na região tropical (Mabberley. Neste levantamento. usada como condimento. Bicuíba. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies medicinais dessa família. 1996). Em outras regiões a espécie é denominada Andiroba. como a Noz-moscada (Myristica). No Brasil. Espécies medicinais Virola surinamensis L. 1997). Nozmoscada e Ucuuba-branca.

inflorescências em panículas axilares e fruto elipsóide bivalvar.. A casca é usada como medicamento para aftas. 1995). S.. Espécie de ocorrência na Amazônia... surinamensis. -sitosteril-D-glucosídeo e uma nova série de ésteres acídicos (Kawanishi & Hashimoto. 1987).. 1984).. pavonis (Marques et al. 1971). 1996). a saber: V sebifera (Von Rotz et al. V.. O látex é usado externamente misturado com água e na forma de banho no local para tratar doenças venéreas. 1969. pavonis (Martinez et al. infecções. V. 2000). 1991 e 1992).pecioladas. V michelli (Santos. O nome do gênero Virola provém de um nome popular das Guianas. No Estado do Tocantins existem relatos da utilização da seiva da V. É uma planta perenifólia. A planta é importante fornecedora de madeiras para marcenaria. oblongolanceoladas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada internamente contra inflamações e febres. elongata . Martinez et al.. Cassady et al. Dglucose e ácido ferúlico (trans e cis). gastrites e úlceras (Paixão & Hiruma-Lima. muitas delas com substâncias alucinógenas pela presença de triptaminas. Inclui 45 espécies de florestas tropicais. inflamações.. hemorróidas e contra úlceras (Corrêa. 1992. Existem diversos relatos da presença de lignanas e neolignanas em diversas espécies do gênero Virola. bem como -sitosterol. V cf. usadas como venenos de flechas. 1987a). Ferri & Barata. 1989. 1996. popularmente conhecido como Leite-de-mucuíba. chegando até Pernambuco. heliófita e típica de áreas alagadas da floresta amazônica. Vidigal et al. como outras do gênero. V surinamensis (Lopes et al. L. para o tratamento de câncer. como foi descrito por Jean Baptiste Aublet. A decocção das folhas é útil contra problemas do fígado. com até 20 cm de comprimento. 1997). Existem relatos de 1969 da presença de alcolóides em espécies do gênero Virola (Azurrel et al. et al. Dados químicos do gênero Virola Foram isolados de três espécies de Virola ésteres de ácidos graxos.

flexuosa (Aguirre. 1996) e V. 1994 e 1996.. foschnyi (Lemus & Castro. Das folhas de V. As atividades analgésicas e antiinflamatórias foram verificadas nas espécies V. 1990. V. 1996a). calophylla (Martinez et al. V. Alvarez et al.. V. koschnyi foi atribuída à presença de lignanas na composição de diferentes partes da planta (Rodriguez et al. michellii foi atribuída à presença da flavona. V. calophylloidea (Von Rotz et al. Além das lignanas.. surinamensis foi constatada a atividade gastroprotetora atribuída à presença de flavonóides (Batista et al.. 1992). calophylloidea (Martinez.. 1999).. michelli (Santos et al... oleifera (Fernandes et al. carinata e V. existem relatos da presença de flavonóides nas espécies V. 2001).. 1989) e V. V. 1990). caducifolia (Aparecida dos Santos et al.(Kato et al. 1988). surinamensis foi extraído um óleo essencial com atividade antimalarial (Lopez et al. Andrade et al. calophylla.. 1992) e V.. e polifenóis nas espécies V. 1987b). V.. 1994 e 1995).. Dados farmacológicos do gênero Virola Da seiva de V.. 1999. 1986 e 1990).. Pagnocca et al. V. titonina . sebifera. urbaniana (Reis et al. 1993 e 1994). pavonis. V. 1989). carinata e V... A presença dos flavonóides glicosilados astilbena e quercitrina em V oleifera foram as responsáveis pela atividade analgésica (Kuroshima et al. 1996. surinamensis. Cavalho et al. V. 1995). A atividade analgésica de V. 1990). A atividade antifúngica das espécies V. michellii (Cavalho et al. titonina (Andrade et al.. 1987). 1996. 2001).. que também possui atividade bradicárdica e colinérgica (Martins et al. venosa (Kato et al. Lemus & Castro.

1996). oleifera. 1987). cercaricida e molucicida de V. com substâncias flavorizantes e algumas medicinais. sugerem cuidados da população quanto ao uso. inseticida de V. V. 1999). todos aromáticos. árvores e arbustos (Mabberley. 1996. sebifera. Espécies medicinais da família Lauraceae Introdução A família Lauraceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 52 gêneros e aproximadamente 2.. Aniba e Cinnamomum (da Canela em casca). além do . alucinogênica de V. 1994). A propriedade antioxidante foi confirmada para V. Persea. sebifera são atribuídas à presença de ômega-(feruliloxi) acilglicerídeo (Kawanishi & Hashimoto. Barata et al. 1978). duckei (Bennett & Alarcon. dados etnofarmacológicos de V.850 espécies.A atividade leishmanicida nas espécies V. koschnyi (Castro et al. e outros. As propriedades antioxidante e surfactante de V. 1997). do famoso Louro. surinamensis (Lopes et al. 1998. a grande maioria tropicais e de ocorrência na América do Sul e no Brasil. carinata e V. da famosa Canela-sassafrás. Incluem muitas espécies aromáticas. amplamente usado no Brasil como condimento. Nectandra. 1987) e anti-hemorrágica de V. elongata (Davino et al. calophylla (Miles et al. pavonis foi atribuída à presença de neolignanas (Fernandes et al.. V.. do nosso famoso Abacateiro. tripanossomicida. Licaria. pois. 2000). Ainda existem relatos das atividades antitumoral. Os principais gêneros são Laurus. 1991) como a surinamensina (Pinto et al.. Ocotea. inseticida e alucinogênica de diferentes espécies dessa família. Sassafras. surinamensis. donovani e V.. Observações de uso Não existem dados de toxicidade de espécies do gênero. surinamensis (Paixão & Hiruma-Lima. A família reúne grande importância econômica. porém.. mas não foi detectada em V. aliados ao relato de atividade moluscicida. No Brasil ocorrem dezenove gêneros e aproximadamente 390 espécies (Barroso. 1986b e 1998). 2000).

1998). bem como para dores de barriga. É uma planta exótica e cultivada no Brasil. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. para combater problemas hepáticos e intestinais. onde se adaptou muito bem. e de outras espécies. fornecedor de alimento amplamente comercializado. folhas alternas. usado na Grécia para a confecção das famosas coroas de louro para agraciar os atletas ou outros heróis nacionais . deriva de lauer = "verde". A decocção das folhas é usada como abortivo e contra constipação intestinal. 1998). . Espécies medicinais Laurus nobilis L. flores muito aromáticas dispostas em umbelas e fruto do tipo baga pequena.costume posteriormente assimilado por Roma e usado pelos césares (Joly. há inúmeras plantas fornecedoras de madeiras de excelente qualidade (Joly. pecioladas. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Louro ou Loureiro. Essa espécie não foi referida no levantamento realizado na região amazônica. Na região da Mata Atlântica a espécie é cultivada ou adquirida no comércio como alimento e para ser usada como medicamento. de estômago e como emética e abortiva. O gênero Laurus descrito por Carl Linnaeus é de origem mediterrânea. lanceoladas. O nome do gênero é derivado do uso da planta ao laurear um herói. como a Canela e o Louro. A infusão também é indicada contra dores de cabeça. sendo considerada digestiva.Abacateiro. a espécie cultivada ou adquirida no comércio é usada como medicamento na forma de infusão das folhas. Dados botânicos A espécie é uma árvore de pequeno porte com ramos eretos. e laus = "louvor".

comestível. com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. carminativas. externamente. com polpa verde. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Abacateiro ou simplesmente Abacate. Persea americana Mill. O gênero foi descrito por Phillip Miller e inclui aproximadamente duzentas espécies tropicais. As folhas são consideradas excitantes da vesícula biliar. sendo comercializada em todo o mundo. pequenas e pouco vistosas. nome dado especificamente ao fruto. podendo chegar a até 20 cm de comprimento. vulnerárias. pecioladas. Dados botânicos É uma árvore com até 20 m de altura. Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas. O nome do gênero deriva de uma homenagem a Perseu. que envolve a semente grande e marrom. especialmente contra dores de barriga e para a expulsão de cálculo renal.Internamente. diuréticas e febrífugas. além de atuar como diurético e analgésico. 1984). 1995). bronquites. contra reumatismo. ao passo que a infusão das folhas. estomáquicas. onde se encontram as folhas alternas. é também usada contra febres. analgésico. as folhas são usadas contra indigestão. úlceras e piolhos (Bown. além de serem usadas contra doenças renais. A planta também fornece madeira e reúne importante valor econômico. emenagogas. estimulante do apetite e contra cólicas. a decocção das folhas do abacateiro é usada como diurético. flores branco-pálidas. não ocorrendo espontaneamente. anti-sifilíticas. reumatismo e uremia (Corrêa. fruto do tipo baga ovóide. lanceoladas e acuminadas. ou Persea gratíssima Gaertn. .

A atividade antiulcerogênica de L. 2002). constituem-se em alertas para a população quanto à utilização das folhas desta espécie. 1987). 2002).. antifúngico (Domergue et al.. A espécie Persea americana L. 2002.. 1991).. Dados tóxicos e observação de uso Os diversos relatos dos efeitos tóxicos das folhas de P. Hargis et al.. 2002). americana citados acima. monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados (Caredda et al. 1989) sendo a cardiomiopatia um dos distúrbios mais citados (Oelrichs et al. O extrato das folhas e flores também foi efetivo contra a Biomphalaria glabrata (Re & Kawano. 1991.. nobilis promoveu apoptose das células leucêmicas in vitro (Moteki et al.Dados químicos e farmacológicos de Laurus nobilis e Persea americana O óleo essencial das folhas de Laurus nobilis possui eugenol. 1989) e dermatite de contato (Ozden et al.. Grant et al. 2000. spatulenol.. elemicina. bem como os efeitos larvicida e inseticida desta espécie (Oberlies et al„ 1998). 2001).. Sladler et al.. antimicrobiana (Raharivelomanana et al.8-cineol isolado de L. 1999). . beta-eudesmol (Diaz-Maroto et al. 2002). Carman & Handley. hidrocarbonetos. foram atribuídos os efeitos analgésico. antiinflamatório (Ademylmi et al.. 1995. americana têm sido atribuídos efeitos tóxicos em diversos animais (Mckenzie & Brown. 2002).. Às folhas de P. O 1.. 1997). nobilis foi atribuída à presença de sesquiterpenolactonas que promoveu inibição do enchimento gástrico e aumento da secreção do muco gástrico (Matsuda et al. Afifi et al. 1991. O óleo essencial apresentou atividade anticonvulsivante (Sayyah et al.

1984). b) Fruto característico da espécie (Banco de imagens ). .Annona muricata: a) Detalhe do ramo com flor (modificado a partir de Corrêa.FIGURA 5.1 .

1984) (Banco de imagens).2 .FIGURA 5. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. .Annona tenuiflora.

frutescens: a) Escanerata do ramo florido. .Xylopia cf.FIGURA 5. b) Detalhe da flor (Banco de imagens).3 .

A. mas também com arbustos e herbáceas (Mabberley. e. A família Aristolochiaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent Jussieu inclui doze gêneros com aproximadamente 475 espécies tropicais. muitas das quais usadas como medicinais.ó Aristolochiales medicinais L. ao passo que na região do . M. Hiruma-Lima E. predominantemente na forma de lianas e trepadeiras. Outros gêneros que incluem espécies medicinais descritas são Asarum e Trottea. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso da espécie Aristolochia trilobata. M. com referências etnofarmacológicas pouco comuns no país. 1997. no Brasil. C. Santos C. Joly. Hydnoraceae e Rafflesiaceae. Thottea e Asarum. sendo a primeira a mais importante e a única que inclui espécies medicinais referidas na Amazônia e na Mata Atlântica. 1998). ocorrem aproximadamente sessenta espécies distintas de Aristolochia. Di Stasi C. Os gêneros mais importantes dessa família são Aristolochia. Guimarães Introdução A Aristolochiales é a ordem três da subclasse das Magnoliidae e inclui apenas três famílias botânicas: Aristolochiaceae.

e lochia = "nascimento". fruto capsular cilíndrico. Outras denominações populares são Angelicó. denominada popularmente como Milomem. que lembra o feto em posição antes do nascimento. grandes. axilares. flores isoladas. hermafroditas. com sementes achatadas. ramos lisos. pecioladas. folhas alternas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Calunga. ventralmente lisas e dorsalmente verrugosas (Figura 6. o decocto das folhas é útil contra cólicas abdominais e problemas estomacais. Contra-erva. sulcados e estriados. Batarda. enquanto o banho preparado com folhas em água fria é utilizado contra dores de cabeça e dores musculares. Jarrinha. usadas como venenos. Capa-homem. ovadotrilobadas com base cordiforme e sem estipulas.Vale do Ribeira uma espécie do gênero Aristolochia. muitas das quais ricas em alcalóides. Dados botânicos É uma planta trepadeira.1). e várias com usos medicinais descritos. zigomorfas. parto. . monoclamídeas com tépalas bilabiadas. a planta era usada popularmente para facilitar o parto. Espécies medicinais Aristolochia trilobata L. e refere-se à forma curvada da flor de uma das espécies (Aristolochia clematitis). Mil-homens e Papo-de-peru. simples. Nomes populares A espécie é denominada Urubu-caá na região amazônica. foi referida como medicinal. O nome do gênero Aristolochia vem do grego aristos = "bom". O gênero Aristolochia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 120 espécies tropicais. Em razão dessa forma e de acordo com a Teoria das Assinaturas.

essa espécie também é uma planta trepadeira com folhas alternas. ovado-trilobadas com base cordiforme e sem estipulas. . disenteria e diarréia.Outros usos populares indicam que a raiz é tônica. pecioladas. A espécie é sempre obtida de dentro da floresta. Dados botânicos Assim como Aristolochia trilobata. não sendo encontrada em áreas degradadas. resfriados e para expulsão de parasitas intestinais. simples. diurética. é usada também como abortiva e eficaz contra veneno de cobras (Corrêa. 1984). especialmente para combater náuseas e vômitos. os ramos são lisos. estomáquica. o chá da raiz também é utilizado como emenagogo. e fruto capsular cilíndrico com sementes achatadas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. capoeiras e áreas em regeneração. 1982). estimulante. cicatrizante e contra úlceras crônicas. essa espécie é denominada Milomem ou Mil-homens. no entanto. Aristolochia sp Nomes populares Nas comunidades da região do Vale do Ribeira. A infusão das folhas é utilizada contra dores de barriga. sudorífica. sarnas e orquites (Van den Berg. sulcados e estriados. apresentamos os principais dados químicos referentes à espécie do gênero. Dados químicos do gênero Aristolochia Não foram encontrados estudos químicos com a espécie Aristolochia trilobata. as flores são isoladas e axilares. anti-séptica. a decocção das folhas dessa espécie é usada contra distúrbios estomacais e hepáticos. excitante. constipação nasal. anti-histérica e útil contra febres graves. Também não é uma espécie cultivada. catarros crônicos. gripes fortes. para caracterizar a sua importância como fonte de novos constituintes químicos.

A.. brasiliensis (Lopes et al. A. acuminata (Moretti et al.1993).. kankauensis (Wu. 1995) e A. 1992)..Os ácidos aristolóquicos são os principais componentes de inúmeras espécies do gênero Aristolochia. auricularia que possuem os ácidos aristolóquicos I. 1983). Alcalóides foram isolados de várias espécies.. ftiangularis (Bolzani et al. Lou et al. 1994). 1979). 1980). A.. A. A.. Aristolochia cymbifera (Leitão et al. A. alcalóides do grupo da berberina foram descritos em A. A. argentine (Priestap. 1990. T. rotunda (Pistelli et al.. nata (Moretti et al... L. 1988) e Aristolochia cymbifera (Leitão et al.... A.. versicolor (Zeng et al. 1992). maurorum (Kery et al. clematitis (Kostalova et al. elegans (El-Sebakhy et al. Paiva et al. clematitis (Kostalova et al. molissima (Peng.. manshuriensis (Lou et al. Higa et al. A. Terpenóides foram descritos em inúmeras espécies de Aristolochia. A. 1995). 1994). 1989). tubiflora (Peng et al. tubiflora (Peng et al. 1995). chilensis (Urzua Rodriguez.. 1995). chilensis (Urzua et al. Lopes.. molissima (Peng et al. A. 1995) e A.. tubiflora (Peng et al. T. 1995). raízes de A. 1988. kankauensis (Wu et al. 1988). 1987. kankauensis (Wu.. 1986b e 1986a).. S.. em A.. A.. A.. 1991).. A. 1987). A. A.. argentine (Priestap. 1995). contorta (Lou et al. arcuata (Watanabe & Lopes. Abel & Schimmer. A.. vários outros alcalóides aporfínicos de A. 1992) e outros alcalóides em A. II... 1991). 1983b). 1996. J. A. 1991). As sesquiterpenolactonas foram isoladas de A.. 1987. liukiuensis (Mizuno et al. gigantea (Lopes.. 1991a). et al. fangchi (Tsai et al.. A. inúmeros alcalóides denominados aristolactâmicos de A. 1985) e A. et al. 1980). 1992.. Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. auricularia (Houghton & Ogutveren.. 1991b). 1980). rigida (Pistelli et al. 1987). tais como A. 1983a).. P et al. indica (Che et al. M. rodix (Tsai et al. A. 1992). A.. 1982).... 1986). 1988). gigantea (Cortes et al. versicolor (He et al. bracteata (ElTahir. A. 1994). et al.. et al. Chakravarty et al. 1983). A. C. A.. A. X. A. A. .. H. 1987). debilis (Ahmed Farag et al. ponticum (Houghton & Ogutveren. dematilis (Makuch et al.. 1991). 1996). indica (Piers & Tse. G. esperanzae e A. 1991b). galeata (Lopes. A. A. clematitis (Kostalova et al. yunnanensis (Chen et al. A. longa (De Pascual et al. 1993). A. 1979) em raízes de A. A. A. incluindo a magnoflorina obtida de partes aéreas de A. bracteata (ElTahir. 1984). versicolor (Zhang&He. et al. 1988). III e IV (Houghton & Ogutveren. 1991a). cinnabarina (Li et al. S.. 1991) e de A.. L. cinnabarina (Li. 1987). 1995). A. 1991. 1987). 1977 e 1985). A.. sendo descrito em A.. Zhang et al. manshuriensis (Ruecker et al. 1987). longa (De Pascual et al.

1980). -elemeno. 1994). 1990). rodix foi eficaz contra veneno de ofídeos (Tsai et al.. Estudos recentes demonstram ainda que o ácido aristolóquico possui uma efetiva atividade antiespermatogênica por interferir na espermiogênese no estágio de formação das espermátides (reduzidas em 72%) e reduzir em 47% a produção de células de Leydig maturas (Gupta.. A. taliscana (Longsw et al. A. copaeno. 1979)... gigantea e A. O ácido aristolóquico de A. triangularis (Ruecker et al. macroura (Leitão et al. Lopes et al. 1977).Uma nova lignana nunca descrita na família Aristolochiaceae foi isolada de Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. cymbifera.. A. 1991b). 1988) e A... A. Compostos como -cariofileno. esperanzae. indica apresentou propriedades antiestrogênica e antiimplantacional (Pakrashi & Chakrabarty. 1990). T. birostris (Conserva et al. 1987b. indica (Pakrashi & Pakrasi. S. R. Lignanas também foram descritas em A. kankauensis (Wu. 1995). 1980. 1993). 1987) e A. A. e o ácido aristolóquico de A.. -elemeno e -humuleno foram determinados em A.. A. Urzua & Presle. galeata (Lopes & Bolzani. arcuata (Watanabe & Lopes. et al. 1978). Diterpenos isolados de Aristolochia albida agem como importantes antídotos de picada de cobras do gênero Naja (Haruna & . 1996). S. chilensis (Urzua et al.. Dados farmacológicos do gênero Aristolochia Atividade antifertilidade foi determinada com substâncias isoladas de Aristolochia versicolor (He et al. et al. 1988) e amidas em A.

enquanto uma atividade relaxante muscular inespecífica em músculos lisos foi descrita para o extrato etanólico de Aristolochia papillaris (Lemos et al. paucinervis foi ativa contra a Helicobacter pylori (Gadhi et al. O mesmo ácido obtido de A. 1991). papilaris (Maia et al. além de promover contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. e antiviral com A. 1985). A. Importante atividade cardiotônica foi obtida com os constituintes químicos obtidos de cultura de células de Aristolochia manshuriensis (Bulgakov et al... 2001). antitérmica e inibição das contrações induzidas por histamina.. 1990).. 1979).. triangularis (Garcia. causando lesões renais de forma dose-dependente em apenas três dias de tratamento .... 1995).. papilaris (Maia et al. 1988). tulobata (Sosa et al. 1983). O alcalóide magnoflorina obtido de várias espécies de Aristolochia diminui a pressão arterial em coelhos e induz hipotermia em camundongos. 1988). determinada pelo teste de Ames. paucinervis (Gadhi et al.. H. 1996). Atividade mutagênica. et al. Dados toxicológicos e observações O ácido aristolóquico tem sido reportado por seus efeitos tóxicos (Hashimoto et al. gigantea (Campos et al. antibacteriana.. O ácido aristolóquico II é capaz de produzir arilação do DNA e promover carcinogênese e mutagênese (Pfau et al. 2002). birostris demonstraram. niaurorum (Kery et al.Choudhury. Foram ainda determinadas atividades citotóxica de A.. 1999). no Sistema Nervoso Central. atividade analgésica. Atividade antifúngica foi determinada utilizando-se a espécie A. com A... indica apresentou atividade hepatotóxica e nefrotóxica em camundongos (Pakrashi & Shaha. anti-séptica e cicatrizante de A. multiflora (Moretti et al. Estudos com A. 1999). G. A espécie A. 1985). A. também foi descrita para o ácido aristolóquico IV isolado de Aristolochia rigida (Pistelli et al. 1991). acetilcolina e ocitocina (Conserva et al. Vários tipos de ácidos aristolóquicos são nefrotóxicos. 1991). Atividade antiinflamatória também foi observada em A. O ácido aristolóquico I promove contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir.. 1993). 1979). 1993). Abel & Schimmer (1983) relatam que esse ácido é capaz de induzir aberrações cromossômicas estruturais e de apresentar potente efeito carcinogênico.

1993). Hoehne (1978) relata inúmeros casos de intoxicação com várias espécies desse gênero. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis). as espécies desse gênero são importantes fontes de novos constituintes químicos que ainda não foram devidamente estudados.Aristolochia trilobata. Esse uso pode revelar inúmeros efeitos tóxicos dos constituintes químicos dessas espécies. . 50 ou 100 mg/kg via oral.com 10. FIGURA 6.1 . cujos principais sinais são necrose do epitélio dos túbulos renais e alterações nos níveis de diversas enzimas (Mengs & Stotzem. Da mesma forma. não é recomendada a utilização sobretudo em gestantes. Recentes estudos demonstram ainda o aparecimento rápido de fibrose renal intersticial pelo consumo crônico da infusão de Aristolochia pistolochia (Pena et al. Dados químicos e farmacológicos são escassos para garantir o uso seguro dessas espécies.. Entretanto. 1996) por humanos. por suas características químicas. salientando ainda que várias delas são usadas como abortivas.

Mariot W. e espécies me- . dos quais se destacam os gêneros Piper. o mais estudado e conhecido do ponto de vista químico. Reis Introdução Na ordem Piperales ocorrem apenas duas famílias botânicas: Saururaceae e Piperaceae. A família é muito importante como fonte de substâncias com atividade farmacológica. No Brasil ocorrem aproximadamente 460 espécies de cinco gêneros. ervas e pequenas árvores sempre aromáticas. Geralmente as plantas são arbustos. Por sua vez. Portilho M. normalmente com células de óleos essenciais. A. do qual se destacam espécies como a Pimenta. Hiruma-Lima A. C. e a primeira não possui importância como fonte de espécies de valor medicinal. muitas delas extremamente comuns na Mata Atlântica. 1997). G.7 Piperales medicinais L. Peperomia e Pothomorphe. a família Piperaceae descrita por Paul Dietrich Giseke compreende aproximadamente três mil espécies distribuídas em oito gêneros (Mabberley. lianas. S. Piper nigrum. Di Stasi C. epífitas. onde ocorrem em abundância e diversidade. especialmente do gênero Piper.

elíptico-lanceoladas ou elíptico-ovadas.K. Piper methysticum e outras de grande importância em sistemas tradicionais de medicina. O gênero Peperomia. os índios tenharins denominam essa planta Tracoá. Piper longum. muito semelhantes entre si. as quais passamos a discutir a seguir. Piper angustifolium. compreende aproximadamente mil espécies tropicais de ocorrência nas Américas. como a Piper betle (betel). Não foram identificados outros sinônimos para essa espécie. muitas delas cultivadas como ornamentais e raramente conhecidas como medicinais. ápice agudo com lâminas glabras e opacas em ambas as faces. Nomes populares Além de Tracoaptera. como a chinesa e aiurvédica. Trata-se de uma família de complexa identificação taxonômica pelas características das inflorescências. sendo também apenas . Dados botânicos Planta herbácea com internós glabros. A espécie só foi referida como medicinal pelos índios tenharins. várias espécies dessa família foram referidas como medicinais em ambos os locais de estudo envolvidos nesta pesquisa. Espécies medicinais Peperomia elongata H. descrito por Hipólito Ruiz Lopes e José Antônio Pavón.B. Pela ampla ocorrência e abundância no Brasil. pequenas. flores sésseis reunidas em inflorescências do tipo espiga.1). Piper cubeba.dicinais de ampla utilização. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins usam internamente (decocção) as partes aéreas da planta para curar diarréia e dores intensas do estômago. O nome do gênero Peperomia é derivado de Piper. fruto pequeno do tipo drupa (Figura 7. ovário com um só estigma. folhas alternas.

simples. Nomes populares A espécie é chamada. sendo também amplamente cultivada como ornamental na região. pequenas. Não ocorreram relatos de usos de outras espécies desse gênero nos outros grupos entrevistados na região amazônica (comunidades ribeirinhas e habitantes do município de Humaitá). mas com pouca ocorrência. curtopecioladas. .obtida na área de floresta em torno da aldeia. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Salva-vida ou Salva-vidas. Piper cavalcantei Yuncker. as flores são dispostas em espigas e de coloração clara. em geral nas áreas de clareiras e em locais com grande umidade. de distúrbios do estômago. Não foram encontrados sinônimos. ao passo que a decocção das folhas é usada para facilitar a digestão e no tratamento da hipertensão. Peperomia rotundifolia H. A espécie é encontrada na Mata Atlântica. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo e contra dores de estômago. na região amazônica. bastante carnosas e glabras.B. gastrite e gripes.K. Corrêa (1984) refere que a planta é estomáquica e tônica. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. de o Céu elétrico ou Óleo elétrico. Dados botânicos Trata-se de uma planta herbácea com folhas alternas.

especialmente para dores de cabeça. conforme será observado na descrição de outras espécies deste livro.2). a inflorescência especiforme varia de 30 a 60 cm de comprimento. característica marcante da espécie e bem distinta de outras Piperaceae. folhas curto-pecioladas com limbo foliar assimétrico e glabro em ambas as faces. isoladas e levemente curvadas. membranáceas. algumas lianas e pequenas árvores. podendo atingir 40 cm ou mais de comprimento e 25 cm de largura. pendente.Dados botânicos A espécie é um arbusto que chega até 2 m de altura. . podendo chegar a até 5 m de altura. Jaborandi-cepoti e Pimenta-de-morcego. com vários nós e internós no caule central e em seus ramos. todas aromáticas. A infusão das folhas é usada como antidiarréico. O gênero Piper descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duas mil espécies tropicais. sendo a maioria arbustos. O nome do gênero Piper é a denominação árabe da Pimenta. Dados botânicos A planta é considerada um arbusto. a decocção das folhas é considerada excelente antitérmico e analgésico. O nome Pariparoba é muito comum para várias espécies de Piperaceae. assimétricas na base. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. Outras denominações populares são João-guarandi-do-grado. atingindo até 10 cm de comprimento. Nomes populares A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira pelo nome de Pariparoba. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. para evitar desidratação e para combater cólicas menstruais. com caule e ramos de muitos nós e de coloração verde-escura. Piper cernnum Vell. inflorescências do tipo espiga. os frutos são drupáceos (Figura 7. O óleo retirado por maceração e aquecimento é usado topicamente para dor de ouvido e qualquer outro tipo de dor externa. folhas pecioladas.

Trata-se de uma espécie amplamente coletada para comercialização como adulteração do jaborandi verdadeiro. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. assimétricas na base. ao passo que as raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos. O uso tópico da decocção das folhas ou apenas do seu sumo alivia dores musculares. membranáceas. especialmente em regiões de clareiras naturais e na borda de cursos de água.3). . A espécie possui grande ocorrência na Mata Atlântica. Dados botânicos É um arbusto de pequeno porte com folhas curto-pecioladas. a infusão das folhas é usada como analgésico. podendo atingir até 8 cm de comprimento (Figura 7. um pouco ásperas. tanto a infusão das folhas como as folhas frescas são usadas para aliviar a dor de dente. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Iaborandi ou Jaborandi.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. além de ser útil em distúrbios renais. tendo distribuição por todo o Brasil. particularmente contra cólicas abdominais. incluindo hepatite. levemente curvadas. inflorescências do tipo espiga. onde a espécie é abundante. estomacais e hepáticos. acuminadas no ápice. enquanto as raízes frescas mastigadas são usadas como analgésico. especialmente contra dores de barriga. com os nomes de Murta e também de Pariparoba. Piper gaudichaudianum Kunth. Em outras regiões do país.

Outras denominações populares para essa espécie são Caapeba-cheirosa. Ihotzkyanum Kunth. A espécie é muito comum na Mata Atlântica. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins pelo n o m e de Nhambuí. flores verdes dispostas em inflorescências do tipo espiga. flores . c o m o Aperta-mão e Pimenteira. Dados botânicos A planta é um arbusto pequeno com folhas curto-pecioladas e pequena bainha. Bitre. r e t a . Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. com até 7 cm de comprimento (Figura 7. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica com os nomes de Apepa-ruão. inflorescências do tipo espiga. levemente assimétrica na base. com distribuição restrita à região Sudeste do Brasil. estomacais e renais. Pimenta-do-mato e Pimenta-dos-índios. alongada e fina. Aperta-ruão ou Aperta-juan. com ápice acuminado. sendo encontrada em áreas de clareira e em locais com u m i d a d e .4). a infusão das folhas é u s a d a contra distúrbios hepáticos. Piper marginatum Jacq. com ramos glabros e cilíndricos. cordiformes.Piper cf. membranosas. Dados botânicos Arbusto de 2 a 5 m de altura. pecioladas. Em outras regiões do país. membranácea. pequena (até 11 cm de comprimento). A planta t a m b é m é coletada e comercializada como adulteração da pariparoba. glabra. Nhandi. folhas alternas.

Caapeba-do-norte no Pará e no Mato Grosso como Pariparoba. Malvarisco. sudoríficas. ovado-arredondadas. andróginas. essas diferenças ficam bem claras. dores de dente e blenorragias. gineceu com três estigmas. membranosas.5). e não isoladas. 1984). flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. Pothomorphe peltata (L. formando uma falsa umbela. um gênero da família Araceae. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. contra veneno de cobra. fruto do tipo baga (Figura 7. as folhas. fruto anguloso do tipo baga ovóide (Figura 7.com brácteas triangulares. descrita a seguir. androceu com três estames. como ocorre no gênero Piper. resolutiva e usada em banhos após o parto. estomáquica. sialagogas. principalmente da tucundeira. se ingerida.6). os frutos são excitantes. Dados da medicina tradicional A raiz amassada é usada externamente para o alívio da dor e coceira causadas pela picada de insetos. as raízes são carminativas. estimulatórias (Corrêa. peitadas. Catajé. visto que no primeiro as inflorescências aparecem agrupadas. Nomes populares A planta é conhecida na região amazônica com os nomes de Caapeba. peltatas. bainha desenvolvida. Uma outra espécie do mesmo gênero. Segundo os índios tenharins essa planta é tóxica. O gênero Pothomorphe diferencia-se do gênero Piper. . flores sésseis. O gênero Pothomorphe foi descrito por Friedrich Anton Wilhelm Miquel e significa "semelhante a Pothos". A planta é tônica. diuréticas. minúsculas.) Miq. com ápice agudo e nervação peltinérvea. Comparando-se as figuras das espécies descritas neste capítulo. é encontrada na Mata Atlântica e conhecida com os mesmos nomes. Caá-peuá.

Os mesmos sinônimos apresentados para a espécie Pothomorphe peltata são atribuídos a essa espécie. 1980). 1984). A raiz e as folhas são diuréticas e antigonorréicas.Dados da medicina tradicional As folhas untadas e levadas indiretamente ao fogo devem ser usadas topicamente para diminuir inchaço. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. no Mato Grosso a planta é utilizada como antible-norrágico. . A única diferença macroscópica entre essa espécie e a anterior é que no primeiro caso as folhas são peitadas (Pothomorphe peltata) e nesta espécie as folhas são cordadas. os mesmos usos atribuídos à infusão das raízes. minúsculas. flores sésseis. lenitivo para "machucaduras" e queimaduras (Van den Berg. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica pelo nome de Caapeba. vermífugo. bainha desenvolvida. e ela recebe o nome de Pothomorphe umbellata pela característica da inflorescência (Figura 7. a planta toda fornece um suco útil contra queimaduras.7). andróginas. formando uma falsa umbela. diurético. com ápice agudo e nervação peltinérvea. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. fruto do tipo baga. Pothomorphe umbellata (L) Miq. membranosas. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. as folhas são resolutivas e a raiz é estimulante do sistema linfático. a população refere o uso externo da infusão das folhas para o alívio de dores musculares e o uso interno do macerado das folhas em água para tratar distúrbios hepáticos. ovado-arredondadas. Capeba ou Pariparoba. cordada. desobstruente do fígado e do baço e útil contra infarto das vísceras abdominais (Corrêa. antiinflamatório externo e interno.

Das partes aéreas de P. 1987) que também estão presentes em outras espécies deste gênero (dos Santos et al. consideramos necessário apresentar os principais estudos realizados com suas espécies. 3-hidroxi-4.... Os alcalóides. et al. marginatum foram isolados aril-propanóides. miristicina. et al. C. quinonas piperogalona. 2001). E. 2001).. que também possui ácido grifólico. 1990). são . marginatum foi isolada a croweacina (De Oliveira Santos et al. B e C (Chen.. monoterpenos. Piper Das raízes de P.. compostos de grande importância farmacológica. 1989) e peperomina D de Peperomia glabella (Delle Monache et al. grifolina bisobolol. que representa 49% dos constituintes voláteis. marginatum foram isolados o ácido 3-farnesil4-hidroxibenzóico e um derivado metilado (Maxwell & Rampersad. 2000). 1996). Seeram et al. Cromonas foram isoladas de P. 1982). De Peperomia japonica. flavonóides (Tillequin et al.. Mahiou et al.. 2002. proctorii (Mbah et al. G. sesquiterpenos. 1988). indicada populamente como antitumoral.. além de apiol.. Dos óleos essenciais de Peperomia rotundifolia foram isolados terpenos e sesquiterpenos (Joseph et al. (1995) isolaram piperogalina de Peperomia galioides. ácidos graxos (Lima et al. 1982). Das raízes de P..5-metilenedioxialilbenzeno e farneseno (De Diaz et al. Pela importância do gênero Piper nos aspectos químico e farmacológico. 1997). 1978) e vários aril-propanóides no óleo essencial (Ramos et al. acetato de bornila e os ácidos elaídico e linolênico (Garcia..Dados químicos Peperomia O composto com atividade antibacteriana obtido de Peperomia pellucida foi isolado como cristais incolores na forma de agulhas e elucidado como C-42N-230H (Bojo et al. M. foram isolados lignanas denominadas peperomina A. 1994). 1988).. Os compostos descritos no óleo essencial de Peperomia subespatula foram safrol. De Peperomia campylotropa foram isoladas safrol. galopiperona e hidropiperona (Villegas et al. vulcanica e proctorionas de P.

. 1987). piperidina. Foram isolados diversos alcalóides em P. hispidum (Vieira et al.. 1980). 1985). lignanas de P. amalago (Dominguez et al.. piperlongumina. Foi demonstrado também que P.. methysticum (Smith.. P. 1986). tuberculatum (Braz Filho et al. hispidum (Vieira et al. Achenbach et al. 1987).. 1987). 1986. 1979). lancei (Han et al. longum (Dutta et al. 1984). 1986.. piperina... P. 1979). 1986). com potencialidade de ser importante antibiótico de largo espectro.. P. 1986) e P. Li & Han. futokadsura (Chang et al. 1981). 1977.. Dados farmacológicos Peperomia Peperomia pellurída apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. peltata apresenta o derivado monomérico do catecol 4-nerolidylcatechol e três dímeros (peltatol A.. Isolaram também neoglicanas de P.. chavicina e outros. Shoji et al. 1968). Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli. cubeba (Badheka et al. 1983). 1986 e 1987). nigrum (Inatani et al. P. betle (Rimando et al... Pothomorphe P. compostos fenólicos de P. P peepuloides (Shah et al.. retrofractum (Banerji et al. 1987). 1986).. Uma quinona.encontrados com freqüência nesse gênero.. hancei (Li et al. P. 1987). jaborandi (San Martin. 1995). guineense (Cole. 1992). betle (Evans et al. flavonóides de P.. P. peltatol B e peltatol C) ativos contra HIV (Gustafson et al. P. isolada de Peperomia galioides apresentou atividade antiparasítica contra três espé- .. P. hidropiperona. galioides apresenta atividade contra Leishmania sp e Trypanosoma cruzi (Mahiou et al. 1981) e P. Foram estudados os óleos essenciais de P sarmentosum (Likhitwitaywuid et al.. 1980) e P. auritum (Ampofo et al. Bacillus subtilis. hostmanianum (Diaz et al. 1985) e P. sylvaticum (Banerji & Pal. 1985). P. 1983. Tabuneng et al. 1982) e P clusti (Koul et al. hispidum (Burke & Nair.. 1977) e P. aduncum (Smith & Kassim.. flavonas de P sylvaticum (Banerji & Das. P. aduncum e P. sendo os principais piperlonguminina. 1986) e flavonas de P.

Peperomia nivales e Peperomia galoide apresentou atividade antiedematogênica cicatrizante e antiulcerogênica (Lozano et al.. R. salivação intensa. Assim. Villegas et al. V. analgésica (Da Silva et al. S. O. 1992). et al. provavelmente o efeito antiedematogênico do extrato está especialmente relacionado com seu constituinte vasoconstrictor (D'Angelo et al...cies de Leishmania (Mahiou et al. H... não foi observada inibição da doença em camundongos tratados tanto oralmente como pela via subcutânea (Inchausti et al... O extrato metanólico de Peperomia flavamenta. 1996). longum foram capazes de proteger o animal do antígeno causador de broncoespasmo. hipotensora (Santos. 1998. promoveu piloereçáo. Piper Foram caracterizadas para P. B. Doses acima de 1g/kg promoveram depressão respiratória e morte.. V. Embora o extrato de P. e atóxica (Saad et al. bloqueada com prazosin e ioimbina. mas não promoveu migração de leucócitos na pleurisia induzida por carragenina. enquanto o extrato hidroalcoólico de Peperomia pellucida. O extrato aquoso também reduziu edema da pata induzido por carragenina em ratos. et al. galioides e os compostos ácido grifóico.. cicatrizante (Saad et al. 1996).. 1997). O extrato aquoso de P. lacrimejamento. antifúngica (Lima. E. analgésica e antiedemotogênica (Kham & Omoloso. 1996a).. antibacteriana.. 1994). O extrato também apresentou pouco efeito analgésico no modelo de contorção abdominal.. Diversas espécies do gênero apresentam importantes atividades farmacológicas. Arigoni-Blank et al..5 mg/kg) em ratos anestesiados promoveu hipertensão dose-dependente. A administração i.1-1 g/kg. Aziba et al. L. em doses que variaram de 0. Substâncias de P. 1997). 1994).v. marginatum as propriedades antiagregadora plaquetária (Lemos. 2002. grifolina e piperogalina apresentem atividade leishmanicida in vitro. M. atuar como antialérgico e diminuir . 2002. R. 1997). et al.. relaxamento muscular e dispnéia.1-0. hipotensora (Siqueira et al. do extrato (0.. o extrato aquoso de Peperomia transparens apresentou propriedades natriurética e caliurética (Ribeiro. 2001). H. apresentou atividades diurética (Santos. et al. O. 1996b). marginatum administrado intraperitonealmente em ratos e camundongos. 1996). V. 1995). et al. 2001). também conhecida como Língua-de-sapo.

. 1983)... amalago (Pupo. peltata possui atividade analgésica (Pupo. Shen et al. 1988). conhecida como Pariparoba. antioxidante (Choudhary & Kale. lindbergü e P.a freqüência e a intensidade dos ataques de asma (Dahanukar & Karandikar. 2000). as kovalactonas isoladas desta espécie são responsáveis pelos efeitos ansiolíticos e antidepressivos. além de bloquear a transmissão neuromuscular. Porém. Cairney et al.. 1985). 1985).. 1986). 2002. inibindo a agregação de plaquetas. P.. fungicida. Amorim et al. por seus constituintes químicos.. peltata. 2002). 2002) e de indução de câncer mamário (Rao et al. A espécie P. Dahanukar et al. 1988). 2002) e reduz a parasitemia por Plasmodium berghei em camundongo (Amorim et al. 1984. além de atuar impedindo a implantação de óvulos e como um abortivo precoce (Chandhoke et al. futokadsura atuam efetiva e especificamente como antagonistas do PAF (fator de agregação plaquetária).. regnelli. 1984). analgésica. espasmolítica. De P. P. P. 1988) e não apresenta atividade mutagênica e antimalárica (Felzenszwalb et al.. também foram caracterizadas as atividades antiinflamatória.. esta última com potente atividade (Di Stasi. 1984). aduncum (Lohezic-Le et al. 1987. sua utlização crônica tem promovido hepatotoxicidade (Belia et al. 2002). 1988). cincinnatoris. 1984). P. a degranulação. 1979). 1976). 1986. 1987). Di Stasi & Pupo. inseticida com substâncias de P.. 1986 e 1988.. Atualmente.. a liberação de beta-glucuronidase e as enzimas lisossomais induzidas pelo PAF (Han et al. mutagênica (Chen et al. Efeito analgésico foi determinado nas espécies P. e aumentou o tempo de sono (Duve. apresentou propriedades anestésica. 1978.. Atividade depressora do Sistema Nervoso Central foi verificada com piperina de P. 1991.. Desmachelier et al. methysticum também conhecida como kava-kava.. betle apresentou atividades fungicida. Pothomorphe A espécie P. antiedematogênica dos extratos aquosos e alcoólico da planta (Amorim et al. 1985). anticonvulsivante. O extrato metanólico das folhas apresentou ainda . lancei e P. gaudichandianum. e reduzir a acomodação visual (Garner & Klinger. agindo como os anestésicos locais (Singh. As neoglicanas isoladas de P. nematicida (Evans et al. e antiviral P. 1985). larvicida (Mongelli et al. abutiloides. A espécie P.. retrofactum (Woo et al. nigrum (Miyakado et al. Prakash.

1987). 1987). peltata (Felzenswalb et al. antimalárica e antioxidante (Isobe et al. P. 1992). umbellata L. Também foi detectada a atividade teratogênica no extrato aquoso das folhas de P. de Ferreira da Cruz et al. De P. FIGURA 7. Moraes (1986) fez uma revisão da farmacognosia de P. Miq. Desmarchelier et al.Peperomia elongata. 1997. 2000).atividade protetora de DNA (Desmarchelier et al..Banco de imagens . 2002. peltata também promoveu inibição parcial do crescimento de bactérias (Mongelli et al... apresentou atividade antioxidante in vitro (Barros et al. umbellata. além de atividade anti-HIV (Gustafson et al. 1996) e antimutogênica (Felzenswalb et al. Ramo florido (Desenhado por Di Stasi . antiedematogênica. analgésica. O extrato etanólico das raízes de P. o que não foi observado na espécie P.. 1996).... umbellata foram determinadas as atividades antimicrobiana. 1995)... umbellata.1 .

2 .Banco de imagens ). b) detalhe da inflorescência (Fotos: Alexandre Mariot .Piper cernnum: a) vista parcial da planta com as inflorescências. .FIGURA 7.

b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens ).3 . .Piper gaudichauditmum: a) escanerata do ramo com inflorescência.FIGURA 7.

Piper Ihotzkyanum: a) escanerata do ramo com as inflorescências em espiga. b) escanerata com detalhe da inflorescência e ápice da folha (Banco de imagens ). .FIGURA 7.4 .

Piper marginatum. .5 . Ramo com inflorescência (Desenho original por Di Stasi Banco de imagens ).FIGURA 7.

.6 . Ramo florido mostrando a folha peitada e a inflorescência em forma de umbela (Desenho original por Di Stasi .Pothomorphe peltata.FIGURA 7. . .Banco de imagens .

7 . . Ramo com inflorescência mostrando a folha cordada (Banco de imagens ).inflorescências Folha cordada FIGURA 7.Pothomorphe umbellata.

Circaeasteraceae e Lardizabalaceae. todas sem importância do ponto de vista de espécies de valor medicinal e com distribuição e ocorrência no Brasil. como é o caso da Papaver somniferum. C. foram obtidos. famílias com várias espécies de valor medicinal e com algumas de grande importância farmacológica. Di Stasi C. M. M. Guimarães Introdução A ordem Ranunculales compreende nove famílias botânicas distintas. Pteridophyllaceae. Santos E.8 Ranunculales medicinais L. A. como a morfina e outros derivados opióides. Hiruma-Lima C. algumas lianas. Em ambos os levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas apenas espécies da família Menispermaceae. de onde inúmeros compostos importantes e de grande valor na medicina. Ranuculaceae e Papaveraceae. Sabiaceae. das quais devemos destacar Menispermaceae. A família Menispermaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 72 gêneros. Berberidaceae. Outras famílias dessa ordem são Fumariaceae. arbustos escandentes e . nos quais se distribuem aproximadamente 450 espécies tropicais e algumas raras de climas temperados. o famoso Ópio.

Outra denominação é Iroba.1). trata-se de uma espécie do gênero Cissampelos e que não foi completamente identificada. no entanto. são consideradas muito tóxicas. típica da aldeia tenharins. com contorno oblongo (Figura 8. onde a planta foi referida como medicinal. Dados da medicina tradicional A casca do tronco. 1996). fruto do tipo drupa. onde muitas das quais são usadas popularmente como medicamento. também denominada de Abutua. O nome do gênero Abuta tem origem na linguagem popular da Guiana. folhas alternas e pecioladas. aplicada no local lesado e/ou ingerida. utilizadas por índios do Norte do país. flores masculinas e femininas com seis sépalas e apétalas.raramente árvores ou ervas (Mabberley. da Mata Atlântica. tais como A. rufescens e A. imene. Dados botânicos Planta perene. destacam-se os gêneros Cissampelos e Abuta com grande número de espécies medicinais. a espécie é chamada de Abuta. Espécies do gênero Abuta. com ampla distribuição na América do Sul. flores masculinas reunidas em inflorescências paniculiformes multifloras e flores femininas em inflorescências racemosas. Espécies medicinais Abuta sabdwithiana Krukoff & Barnaby Nomes populares Na região amazônica. Outras espécies desse gênero são conhecidas principalmente por Abutua ou Bútua. raspada e misturada com água. constituída de cipós lenhosos com caule de estrutura anômala. é considerada útil como cicatrizante e antiinflamatório. foi referida como planta antiinflamatória. Nessa família. assim como . O gênero Abuta descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé Aublet inclui aproximadamente 35 espécies tropicais (Evans. Uma delas. 1997).

espécies do gênero Strychnos, que são usadas no preparo de um veneno que se aplica na ponta das flechas para caça (Hoehne, 1939). Várias espécies desse gênero são utilizadas no preparo de medicamentos tradicionais como anticoncepcionais (Mabberley, 1997).

Dados químicos das espécies
De A. sabdwithiana foram isolados sitosterol e éster alifáticos (Corrêa et al., 1977) e os alcalóides palmitina e xylopina (Nagem et al., 1993). Foram isolados dos caules de A. pahni, e identificados por métodos espectroscópicos, alcalóides do grupo da ísoquinolina. Três dos alcalóides bis-benzilisoquinolinas foram caracterizados como 2-N-nordaurisolina, 2-N-metillindoldamina e 2'-N-metil-lindoldamina. Os demais alcalóides foram: coclaurina, daurisolina, lindoldamina, di-metil-lindoldamina, esteparina e talifolina (Dute et al., 1987). De A. grisebachii já foram identificados os alcalóides da família bis-benzil-isoquinolina denominados grisabina, grisabutina, peinamina, 7-O-di-metil-peinamina, N-metil-7-O-di-metilpeinamina, macolidina e macolina (Ahmad & Cava, 1977; Galeffi et ai., 1977). De A. panurensis foram identificadas as presenças dos alcalóides panurensina e norpanurensina (Cava et ai., 1975), de A. rufescens, a esplendina (Skiles et ai., 1979) e de A bullatta, asaulatina (Hocquemiller et al., 1984). De A. velutina foram isolados o esteróide abutasterona (Pinheiro et al., 1983), os triterpenóides taraxerol e taraxerona e os alcalóides imerubina e imelutina (Pinheiro et al., 1984). De A. rufescens e A. pahni foram isolados diversos alcalóides (Dute et al., 1987; Skiles et al., 1979).

Dados farmacológicos das espécies
Estudos recentes demonstram que decocção de A. grandifolia inibiu parcialmente o desenvolvimento de Pseudomonas aeruginosa e de Mycobacterium gordonae, indicando a importância dessa espécie como agente antimicrobiano (Mongelli et al., 1995). Esta mesma espécie também apresentou atividade inseticida significativa contra Aedes aegypti (Ciccia et ai., 2000) e atividade antiplasmodial atribuídas aos alcalóides krukovina e limacina (Steele et al., 1999). Estudos com a infusão da espécie A. grandiflora demonstraram a ausência de citotoxicidade (Desmarchelier et al., 1996).

Dados toxicológicos das espécies
A utilização dessa espécie como medicamento tradicional ou fitoterápico, especialmente considerando-se os dados populares de toxicidade, é restrita, em razão do pequeno número de informações que garantam uso seguro. Essa restrição torna-se maior pelo fato de que os medicamentos tradicionais preparados com essa espécie na região amazônica não se caracterizam por uso disseminado e poucas informações estão disponíveis. Entretanto, esse aspecto torna a espécie interessante para a realização de novos estudos como fonte de substâncias ativas, especialmente aquelas com atividade antiinflamatória e cicatrizante.

FIGURA 8.1 - Abuta sabdwhhiana. Detalhe do ramo vegetativo (Desenho original por Di Stasi - Banco de imagens -

Seção 2
Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

9
Caryophyllales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. A. Hiruma-Lima

A ordem Caryophyllales, mais as ordens Polygonales (inclui a família Polygonaceae) e Plumbaginales (inclui a família Plumbaginaceae), formam a pequena subclasse Caryophyllidae. A ordem Caryophyllales também é conhecida pela denominação Centrospermae e inclui um grande número de espécies medicinais com distribuição e ocorrência na região amazônica. Nessa ordem de espécies vegetais estão incluídas quinze distintas famílias botânicas, das quais as mais importantes e com grande ocorrência no Brasil são Caryophyllaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae, Cactaceae e Portulacaceae. Das espécies referidas nas regiões de estudo (Amazônia e Mata Atlântica) como medicinais e aqui registradas, encontram-se indivíduos que pertencem às famílias Amaranthaceae, Cactaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae e Portulacaceae, as quais serão discutidas mais adiante. No entanto, outras espécies dessa ordem são importantes como medicinais e devem ser aqui registradas, especialmente a Chenopodium ambrosioides da família Chenopodiaceae, amplamente conhecida e usada no Brasil como uma importante espécie medicinal com amplo espectro de usos populares. Essa espécie foi referida no levanta-

mento realizado na Mata Atlântica, ao lado de outras espécies das famílias Portulacaceae e Nyctaginaceae.

Espécies medicinais da família Amaranthaceae

Introdução
A família Amaranthaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales, subclasse Caryophyllidae, inclui 71 gêneros, com aproximadamente novecentas espécies tropicais ou subtropicais e poucas de clima temperado (Mabberley, 1997). A maioria das espécies é herbácea, mas alguns arbustos e trepadeiras são descritos na família, raramente ocorrem árvores. Os gêneros mais importantes dessa família são Amaranthus e Ptilotus (Amarantheae - Amaranthoideae), Celosia (Celosiae - Amaranthoideae), Gomphrena, Iresine, Alternanthera e Pfaffia (Gomphreneae - Gomphrenoideae) e Pseudoplantago (Pseudoplantageae Gomphrenoideae). No Brasil ocorrem doze gêneros e aproximadamente noventa espécies, destacando-se, pelo seu valor medicinal, várias espécies dos gêneros Celosia e Amaranthus descritos por Carl Linnaeus, e Pfaffia e Gomphrena, por Carl Martius. Muitas dessas espécies também são amplamente utilizadas como ornamentais, especialmente as do gênero Celosia. Outras espécies, do gênero Alternanthera, são amplamente distribuídas no Brasil e consideradas ervas daninhas, tais como A. ficoidea, A. amabilis, A. spectabilis e A. versicolor, mas algumas também são consideradas medicinais e outras, tóxicas. O gênero Pfaffia inclui uma espécie muito utilizada no Brasil como medicamento, a Pfaffia paniculata, que não é referida nas regiões em estudo.

Espécies medicinais

Alternanthera brasiliana (L) Kuntze e Alternanthera micrantha Domin.
Nomes populares

Para a espécie A. brasiliana, Emenda é o nome popular mais utilizado na região de amazônica; no entanto, as denominações Corrente, Abranda e Perpétua são também muito utilizadas popularmente e referem-se à mesma espécie. Em outras regiões do país a espécie é conhecida ainda como Correnteroxa, Perpétua-do-brasil, Caaponga, Ervanço, Carrapichinho, Terramicina, Penicilina, Argentina e Carrapichinho-do-mato. Para a espécie A. micrantha, Abranda é o nome popular utilizado na região. A população, muitas vezes, utiliza ambos os nomes populares de forma indiscriminada para ambas as espécies, mesmo considerando os distintos usos terapêuticos.
Dados botânicos

Alternanthera brasiliana é uma planta herbácea, perene, rasteira, com caule esverdeado; as folhas são simples, opostas, sésseis, de ápice agudo ou pouco acuminado e base atenuada nitidamente pilosa; a inflorescência é formada por espigas pedunculadas, multiflora, contendo flores em glomérulos alongados, hermafroditas, com duas brácteas subiguais, cobertas por cinco tépalas, com cinco estames alternados; o ovário é unilocular e uniovulado; o fruto é utrículo, indeiscente e unisseminado, envolvido por duas brácteas lanceoladas. O gênero Alternanthera inclui aproximadamente cem espécies tropicais e temperadas, distribuídas especialmente na América do Sul. O nome do gênero Alternanthera, descrito por Carl Linnaeus, significa "Anteras alternadas".
Dados da medicina tradicional

Para a espécie A. brasiliana a população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarréia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a

decocção das folhas em grande quantidade é usada internamente em caso de derrame cerebral; o banho preparado com as folhas é utilizado para "deslocamento de osso". Para a espécie A. micrantha, a população utiliza-se da infusão das flores contra diarréias fortes e hemorróidas. Refere-se popularmente, ainda, que essa infusão não deve ser utilizada topicamente contra hemorróidas, apenas internamente. Outras indicações incluem o uso do chá de todas as partes da planta para hemorróidas (Amorozo & Gély, 1988). Não foram referidos usos medicinais na região da Mata Atlântica para nenhuma espécie desse gênero.

Ce/os/a argentea L. var. crisfata
Nomes populares

Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Crista-de-galo; no entanto, vários sinônimos são usados, tais como Crista-de-galo plumosa, Celósia plumosa, Amaranto branco, Celósia branca, Suspiro e Veludo branco.
Dados botânicos

Celosia argentea é uma planta herbácea, anual, ereta, glabra, atingindo até 1 m de altura; possui um caule suculento com folhas sésseis, alternas, pecioladas, linear-lanceoladas de ápice acuminado, sem estipulas; as flores são pequenas, não vistosas, reunidas em inflorescências do tipo espiga ou panícula terminal, densamente ramificadas, podendo apresentar-se nas cores vermelha, vermelha-roxa, amarela ou branca; as flores possuem brácteas e bracteolas lanceoladas, acuminadas; as sépalas são lanceoladas e agudas; os estames estão reunidos na base; possui de quatro a oito sementes lenticulares, pontuadas e pretas (Figura 9.1). Essa variedade, também denominada Celosia cristata, é um derivado tetraplóide da Celosia argentea com plumas de várias cores (amarela, vermelha, roxa). O nome do gênero Celosia, descrito originalmente por Carl Linnaeus, vem de kéleos = "queimado", referindo-se ao aspecto geral das inflorescências. Esse gênero inclui aproxi-

madamente 45 espécies tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na América do Sul e na África. Essa espécie também é encontrada na região do Vale do Ribeira, mas não foi referida como medicinal nas entrevistas realizadas nessa região.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá das flores é usado internamente contra gripe e rouquidão, e para esse segundo sintoma é comum o preparo de um chá bastante adocicado. Corrêa (1984) relata o emprego das sementes como antiescorbútico, anti-helmíntico e antidiarréico. O uso de espécies desse gênero, tais como C. trigyna e C. antihelminthica, é muito comum contra helmintos intestinais, especialmente contra Taenia (Hoehne, 1939). O uso de C. trigyna contra helmintos é extremamente comum e disseminado por diversos países da África (Watt & Breyer-Brandwijk, 1962).

Gomphrena globosa L
Nomes populares

Essa espécie, assim como outras da mesma família botânica, é conhecida popularmente na Amazônia como Perpétua. Em outras regiões, é também conhecida como Amaranto globoso e Gonfrena.
Dados botânicos

Gomphrena globosa é uma planta herbácea anual com até 1 m de altura; possui um talo ereto e pubescente, com ramos abundantes e curtos, opostos; as folhas são simples, opostas, elíptico-lanceoladas e pilosas; as flores se apresentam reunidas em inflorescências capitulares nas cores roxa ou rosada (Figura 9.2). Provavelmente originária da América tropical, mas também encontrada no sul da Ásia e com ampla distribuição na América do Sul. O gênero Gomphrena inclui aproximadamente 120 espécies tropicais e subtropicais, especialmente nativas da América e da Austrália. O nome do

gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius significa "escrever, pintar", relativo à folha variegada de grande parte das espécies desse gênero.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a infusão das flores é usada externamente no tratamento de hemorróidas, ao passo que o uso interno dessa infusão é referido como excelente no alívio da "palpitação" no coração. Outros usos incluem a fervura de todas as partes da planta, usada internamente, no caso de hemorragias fortes, especialmente em hemorragias menstruais (Guerrero, 1994).

Dados químicos dos gêneros Ce/os/a, Gomphrena e Alternanthera
Celosia argentea possui triterpenóides (raiz e sementes), sucrose (raiz) e flavonóides (folhas e caule), além de um importante polissacarídeo denominado celosina (Shah et al., 1993; Hase et al., 1996 e 1997; Schliema et al., 2001). A espécie também possuí dois raros isoflavonóides (Jong et al., 1995), lipídios, esteróis e ácidos (Mehta et al., 1981; Opute, 1980; Behari & Shri, 1986), várias isoflavonas (Jong & Hwang, 1995) e peptídios bicíclicos (Kobayashi et al., 2001; Morita et al., 2000). As sementes de treze linhagens de Celosia referentes a quatro espécies (C. argentea, C. cristata, C. plumosa e C. whileii) possuem proteínas, gordura e ácidos graxos, especificamente o ácido palmítico, oléico e linoléico (Prakash et al., 1992). Cinco espécies de Celosia foram analisadas quanto à composição nutricional e possuem vitamina C, carotenóides, proteínas e fatores antinutricionais, nitrato e oxalato (Prakash et al., 1995). Estudos farmacognósticos realizados com Gomphrena globosa confirmam a presença de flavonóides, saponinas e taninos nas flores; flavonóides, saponinas, sesquiterpenolactonas, taninos e triterpenos nas folhas e saponinas na raiz (Guerrero, 1994). De Alternanthera brasiliana foram caracterizadas as presenças de esteróides e terpenos (Macedo et al., 1999). Da espécie A. pungens foram isolados o

ácido oleanólico e uma sapogenina (De Ruiz et al., 1991), além de alfa-pineno (7,40%), canfeno (4,21%), beta-pineno (6,42%), mirceno (3,61%), p-cimeno (4,29%), limoneno (3,52%), beta-ocimeno (2,35%), 1,8-cineol (6,28%), alfatujeno (3,62%), alfa-borneol (4,46%), alfa-curcumeno (2,36%), cânfora (5,52%), bornil acetato (3,82%), alfa-terpinoleno (5,38%), linalol (6,29%), geraniol (7,42%), alfa-terpineol (3,82%), elemol acetato (6,14%), eudesmol (5,38%) e azuleno (3,16%) (Gupta & Saxena, 1987). Dos frutos dessa espécie também foram isolados antraquinonas e glicosídeos, além de heterosídeos, ácido oleanólico, b-sitosterol, amônias quaternárias, colina e acetilcolina. Lipídios neutros, fosfolipídios, glicolipídios e tocoferol foram determinados em A. sessilis por Sridhar & Lakshiminarayana (1993), além de ácido oleanólico e açúcares como glucose e ramnose (Kapundu et al., 1986). Uma C-flavona glicosilada denominada alternantina foi isolada de A. philoxeroides (Zhou et al., 1988). Estudos farmacognósticos demonstram a presença de taninos, sesquiterpenolactonas, esteróides e triterpenos em Alternathera sp, conhecida popularmente como Sanguinária (Guerrero, 1994).

Dados farmacológicos dos gêneros Alternanthera, Celosia e Gomphrena
Flavonóides das folhas e caule de C. argentea e o extrato alcoólico de folhas dessa espécie têm sido estudados pela ação antibacteriana e as sementes, pela atividade diurética em voluntários e ratos albinos (Shah et al., 1993). Esta espécie também possui propriedade antimetastática, imunomoduladora (Hayakawa et al., 1998), antidiabética (Vitrichelvan et al., 2002) e antimetótico atribuído à presença de peptídios tricíclícos (Morita et al., 2000; Kobayashi et al., 2001). O extrato de Celosia argentea, administrado intraperitonialmente, apresentou uma marcante supressão na produção de IgE anti-DNP em camundongos, mas não afetou a de IgG. Esses resultados sugerem que esse extrato, futuramente, poderá ser útil para a supressão de anticorpos IgE em certas desordens alérgicas (Imaoka et al., 1994). Celosina, um polissacarídeo isolado do extrato aquoso das sementes de Celosia argentea, apresentou um efeito hepatoprotetor, por inibir diversos

Estudos com Alternathera brasiliana permitiram constatar as seguintes propriedades: inibidor da proliferação de linfócitos humanos (Bento et ai. 1987). Esses dados sugerem que essa substância química é um ativo componente protetor dose-dependente contra hepatites químicas e imunológicas (Hase et al... Uma loção contendo C. além da produção de interleucinas-1-beta (IL1-beta) e óxido nítrico em macrófagos em concentração dose-dependente. 1996. J. celosian reduziu a mortalidade por hepatite induzida por Dgalactosamina em camundongos e. D. L. porém. et al. a secreção de IL-1-beta em células mononucleares humanas e aumentou a produtividade de gama interferon junto à concavalina A em células de baço de camundongos... 1996a e 1996b).. L. argentea. 1996). 1997) antiinflamatória e atóxica (Souza. Com outras espécies do gênero Alternanthera verificou-se que extratos do fruto de A... 1994) e depressora do SNC (Kern et al. raízes. Celosina também induziu a produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alpha) em camundongos.. relaxante (Araújo et al. Farias. GOT. Induziu. 1999... 1998. ainda. et al. tais como os níveis das enzimas plasmáticas (GPT.. Não foram observadas. M.. Esses resultados indicam que celosina é um agente imunoestimulante do efeito anti-hepatotóxico (Hase et al. antiviral (Brochado et al. B. 1993. Além disso. 1997). 1994). as propriedades antibacterianas da planta (Schlemper et al.. pungens apresentaram atividade purgativa dose-dependente . Gomes et al. o efeito sobre a peroxidase lipídica (Hase et al. et al. talos e flores são extremamente tóxicos para peixes (Guerrero. in vitro.. Loureiro et al. 1996. O tratamento feito com folhas secas e frescas de Celosia trigyna mostrou-se muito efetivo como anti-helmíntico (Audu. 1997). assim como se confirmou que extratos aquosos e etanólicos de folhas. D. B. analgésica (Macedo et ai. Kern et al. 1996). 1997. LDH) e o nível de bilirrubina. Verificou-se ainda que essa espécie é capaz de aglutinar hemácias em felinos. Farias. 1997). Estudos realizados com extratos etanólicos de raiz de Gomphrena globosa apresentaram atividade antibacteriana.. Amaranthus tricolor (também da família Amaranthaceae) e outras plantas foi usada para o tratamento de dermatites atópicas (Mitsuyama & Yoshino. 1996). 1996 e 1998). 1997). 1993). Brochado et al.parâmetros alterados pela ação de tetracloreto de carbono. mas essa ação pode ser inibida pelo soro humano (Lim & Gook.

Zhang et al. 1986. em doses terapêuticas também foram observadas ligeiras deformações das células hepáticas (Qu. Extrato aquoso de A. inclui .. sessilis foi detectada atividade antiulcerogênica (Wang et al.. 1972). 1992). 1993).quando administrados oralmente em camundongos (Calderon et al. Do extrato de A. aliado aos dados de toxicidade em peixes. 1998). C.. subclasse Caryophyllidae. 1989). 1995). assim como sugere a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem a eficácia dessas espécies em diversas atividades farmacológicas e sua toxicidade. 1996. et al.. O uso das espécies contra helmintos. especialmente em uso crônico. 1988. Estudos mais recentes demonstram uma redução na taxa de mortalidade de animais infectados com vírus da febre hemorrágica. Diversos estudos foram desenvolvidos sobre a atividade antiviral de Alternanthera philoxeroides (Niu. requer cuidados por parte da população. sobretudo contra helmintos. 1996). pungens possui atividade estimulante direta sobre o sistema gastrointestinal. hemorragias. provavelmente por ação sobre receptores colinérgicos (Garcia.. confirmados para inúmeras espécies dessa família. mas com inúmeras outras da mesma família botânica. De Ruiz et al. et al. S. Observações de uso Há uma grande concordância nos usos populares das diversas espécies. Yang et al... não apenas com as espécies citadas. A atividade antidiarréica foi estudada em camundongos em que o extrato metanólico de Alternanthera repens foi mais efetivo (Zavala et al. porém. B. Espécies medicinais da família Cactaceae Introdução A família Cactaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales.. A ação anticarcinogènica de folhas de Alternanthera sp não foi efetiva para inibir o desenvolvimento de carcinomas implantados no estômago de camundongos (Aruna & Sivaramakrishnan.

1978). As espécies no Brasil podem ser divididas em dois grupos distintos: as encontradas na região Nordeste (com afinidades com as Cactaceae de origem norte-americana) e as cactáceas comuns das regiões Sudeste e Sul do país. são espécies perenes. Os gêneros mais importantes dessa família são: • Pereskia (Pereskioideae). 1978). Em ambos os casos. todas com metabolismo adaptado à produção de ácidos orgânicos e usualmente produzindo alcalóides e betalaínas. embora várias espécies possam ser encontradas na África. Segundo Joly (1998). 1997). mas amplamente comercializadas como espécies ornamentais. . Espécies medicinais Pereskia grandiflora Haworth Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sangue-de-cristo. suculentas. com afinidade com as cactáceas de origem andina (Barrozo. a família reúne 170 gêneros de distribuição restrita às Américas. com aproximadamente 160 espécies distribuídas em todas as regiões (Barrozo. • Cactus. de hábito variável e geralmente espinhosas.400 espécies (Mabberley. Cereus e Melocactus (Cactoideae). A família inclui árvores xeromórficas comumente com caules suculentos e algumas epífitas. reconhecidas popularmente como espécies comuns de caatinga. com aproximadamente 1. No Brasil ocorrem 32 gêneros. que inclui a espécie Pereskia grandiflora. usada na Amazônia como medicinal e descrita a seguir. Em outras regiões do país recebe os nomes de Cacto-rosa e Quiabento. enquanto na região do Vale do Ribeira nenhuma espécie dessa família foi referida como medicinal.97 gêneros. que também inclui espécies medicinais. • Opuntia (Opuntioideae). No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal da espécie Pereskia grandiflora.

glucurônico e seus metil ésteres. ramnopiranose e glucopiranose (Sierakowski et al. além de heteropolissacarídeos.. sendo uma planta arbustiva ou arbórea com até 6 m de altura.. flores rosas com anteras amarelas e inodoras.. 1986). Não foram encontradas outras referências populares sobre a espécie. Dados da medicina tradicional A decocção de qualquer parte da planta é usada internamente como analgésico. sendo amplamente usada e comecializada como cerca viva. A espécie é originária da Argentina. oblongas e acuminadas com base atenuada. cresce em matas e em restingas. arabinofuranose. C. ramnose e ácido galacturônico (Sierakowski et al. . Das folhas de P. além de galactose. antitérmico e contra gripes e resfriados. arabinose.Dados botânicos É uma planta terrestre arbustiva ascendente por meio de espinhos que lhe servem como garras. dispostas em rácimos terminais. É uma espécie apreciada como ornamental pelas abundantes flores rosas. fructose e arabinose (Carvalho & Dietrich. A goma de P. Dados químicos e farmacológicos do gênero De Pereskia grandifolia foram isolados sucrose. com numerosas sementes lenticulares aplanadas e obovadas. galactopiranose. muito ramificada e com ramos e caule cilíndrico. obovóide. galactose. O gênero Pereskia é o único dessa família em que as folhas são desenvolvidas e não são suculentas. O nome do gênero Pereskia foi revisado por Phil Miller. F. ácido galactopiranosilurônico. arabinopiranose. 1987). sendo uma homenagem ao professor N. numerosos acúleos. Peiresc. galactose. folhas subpecioladas. fruto do tipo baga glabra. xilose e ramnose (De Pinto et al. aculeata caracterizou-se a presença de arabinose. lenhoso. glucose. guamacho possui ácidos galacturônico. 1990). em altitudes e também no nível do mar. 1994).

e 33 espécies (Barrozo. nos quais estão compreendidas aproximadamente 380 espécies cosmopolitas espontâneas. muitas delas suculentas (Mabberley. . arbustos e ervas. Portulaca oleracea. 1978). usada como alimento e medicamento em quase todo o território brasileiro. 1997). sendo uma espécie referida como medicinal nas duas regiões em que foram realizados os estudos aqui descritos. sendo algumas pequenas árvores. O principal gênero é o Portulaca. no qual se encontra uma espécie cosmopolita de grande ocorrência no Brasil.Espécies medicinais da família Portulacaceae Introdução A família Portulacaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 32 gêneros. No Brasil ocorrem apenas dois gêneros. Talinum e Portulaca.

planas e suculentas. flores amarelas. arroxeado e suculento. pequenas. referindo-se às propriedades purgativas da planta. enquanto as folhas frescas são mastigadas e deglutidas para as mesmas finalidades. Berduega e Veduega. diminutivo de "porta". Corrêa (1984) refere que o caule e as folhas da planta são diuréticos. Inclui três variedades principais. febrífugo e contra parasitas intestinais e cólicas renais. Bodroega. e a maioria é de ervas suculentas anuais. especialmente em Portugal e na Alemanha. as partes aéreas cruas são usadas. obovadas. dadas sua rusticidade e resistência à seca. Dados botânicos É uma erva de caule curto. fruto capsular obovóide. Na região da Mata Atlântica. folhas pequenas. como alimento. O gênero Portulaca descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies tropicais. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. sésseis. O suco das folhas é usado internamente contra úlceras e dores de barriga. sendo uma planta muito comum e de fácil desenvolvimento em todo o Brasil. que são cultivadas em vários países como alimento cru ou cozido. Nomes populares A planta é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Beldroega. na forma de salada. pequenas. a decocção das partes aéreas é utilizada como diurético. cólicas renais e . vermífugos e úteis para combater problemas hepáticos. o uso tópico da decocção é considerado excelente para aliviar a dor de queimaduras. O nome do gênero Portulaca deriva de portula. A espécie é usada desde os tempos mais remotos. outros usos são atribuídos à espécie. mas algumas variações de nome popular são usadas. axilares ou terminais. tais como Verduega.Espécies medicinais Portulaca oleraceae L.

diurética. A infusão das folhas com as de graviola e jambu (Spilanthes acmella) é considerada excelente para problemas do fígado. O sumo das folhas cruas é usado internamente para diminuir cólicas menstruais e corrimento vaginal.afecções da vista. A infusão das folhas misturada com alfazema serve para tratar cólicas renais. cicatrizante externa. sendo também usada localmente para "carne crescida no olho". A infusão das folhas é utilizada para retenção urinaria. . amarga. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Amor crescido. as sementes passam por diuréticos. Perrexi e Alecrim-desão-josé. As folhas dessa planta também são comestíveis. O macerado das folhas em água é usado externamente contra qualquer tipo de ferida. estomáquica. além de seu uso na cura das queimaduras e das úlceras de todos os tipos. glabros e suculentos. A infusão de folhas com broto de goiaba (Psidium guajava) é indicada contra diarréias graves. emenagoga e eficaz contra erisipela. Dados da medicina tradicional A decocção das partes aéreas é usada contra erisipelas e febres. Corrêa (1984) refere ainda que a planta é considerada tônica. como as da beldroega. Portulaca pilosa L. lanceoladas. flores amarelas. emoliente. Também conhecida como Beldroega. A infusão das folhas com casca de caju (Anacardium occidentale) é usada na forma de banho de assento para tratar hemorróidas. Dados botânicos É uma erva prostrada de caules cilíndricos. vulnerária. pilosas. Caaponga. de onde saem folhas alternas. emenagogos e vermífugos. roxas ou avermelhadas dispostas em fascículos no ápice de cada um dos ramos. sendo uma planta muito variável e encontrada em todo o território brasileiro. pequenas.

P. 22:6ômega-3. fumárico e acético (Gao & Liu..Dados químicos Foram determinados diferentes ácidos graxos ômega-3 em folhas de R oleracea. oleracea de proteínas. campesterol e stigmasterol. carboidratos.. pilosa (Ohsaki et al. Boschelle et ai. 20:5-ômega-3 22:5-ômega-3. Schneider & Kubelka (1990) caracterizaram a presença do ácido graxo ômega-3 (Omara-Alwala. Também foram realizados estudos quantitativos da composição química de P. 1992).0 undecano) de R pilosa (Ohsaki et ai. portulacaxantina II e portulacaxantina III (Trezzini & Zryd. 1990). 1991). como sitosterol.. sendo o último composto um glicosídeo.. malônico. B e C. 1991. 1996). ascórbico. succínico. málico. 18:2-ômega-6 e 18:l-ômega-9 (Ornara Alwala et al. Foram também isoladas duas betaxantinas de flores de R grandiflora. fósforo. 1991). oleracea apresenta um glicosídeo monoterpênico denominado portulosídeo A.. 1986) e os diterpenos trans-clerodânicos.. 1992). hidrocarbonos e alfa-tocoferol. 1991) e uma mucilagem viscosa formada por um complexo polissacarídeo (Wenzel et ai. butirospermol. sintetizado a partir de linalol (Sakai et ai. ao passo que das suas sementes foram caracterizadas as presenças de ácido linoléico e ácido linolênico (Liu et ai. dentre os quais 18:3-ômega-3. Observou-se a presença de triterpenos beta-amirina. 1988). 1995b).. cycloartenol. . manganês.. ferro.. Foram isolados diversos triterpenóides em outras espécies do gênero Portulaca. cálcio. 1996). tais como o diterpenóide pilosanona C (que possui esqueleto biciclo 5. pilosanol A. 24-metilene-24dihidroparkeol e 24-metilenecicloartanol. 1994).. 1996). três diterpenóides transclerodânicos. além da presença de antioxidantes alfa-tocoferol.4. além dos ácidos graxos do tipo ácido linolênico. ácido ascórbico. 1991). beta-caroteno e glutation (Simopoulos et al. parkeol. (1991) detectaram de R oleracea 3. Detectou-se a presença dos ácidos cítrico. ácido linoléico e ácido palmítico.. Das outras espécies do gênero foram ainda isolados outros diterpenóides clerodânicos (Ohsaki et al. 1995. isolados das raízes de P.. Simopoulos et ai. Boehm & Boehm. potássio e cobre (Mohamed & Hussein. dos quais 25% são ácidos graxos livres e 19% são esteróis.5% de lipídios. jewenol A e jewenol B (Ohsaki et al. e determinado que a tirosina é importante precursor do pigmento betalaína nas pétalas de espécies de Portulaca (Kishima et ai.

O extrato hidroalcoólico de P pillosa também apresentou atividade espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. lupeol.... enquanto das partes aéreas de P. encontrado por Rocha et al. dentre outras espécies. 1997). 1993). Dados farmacológicos O extrato aquoso de P oleracea apresentou atividade relaxante de músculo esquelético. beta-D-glucosídeo e quercetina-3-ramnosídeo (Joshi et al. oleracea foi investigado in vitro. quando se observou um relaxamento muscular que não está relacionado com a liberação intracelular de cálcio. n-triacontano. apresentou atividade hipoglicemiante. 1995a) e outro diterpenóide clerodânico (Ohsaki et al. 1987). 2001) e não foi observada atividade antiulcerogênica (Costa et al. 1989). Rocha et al.. beta-sitosterol. 1989. aumentando a concentração de insulina sérica em ratos com diabetes mellitus (tipo II) experimentalmente induzida (Eskander & Jun.. . 1996).. 1994). O extrato de P. grandiflora foi isolado o diterpeno portulal (Ohsaki et al. De P. Essas atividades podem esclarecer o efeito renal de aumento da excreção de potássio. o que confere qualitativamente uma ação do tipo dos sais de potássio (Parry et al. reduziu atividade motora (Radhakresharan et al. 1994). suffruticosa foram isolados n-hentriacontano. n-hexacosanol. oleracea. grandiflora Hook. 1993... Habtemariam et al. sem alterar a diurese. 1985) relaxante muscular.De P.. 1989).. O extrato hidroalcoólico de P oleracea apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. porém não foi observada atividade analgésica (Poli et ai. além de antipirética e antiinflamatória (Poli et al. 1987). diurética (Rocha et al.. P. (1994). 1989). foram isolados também diterpenos clerodânicos (Boehm & Boehm. mas com o cálcio extracelular (Okwuasaba et al.. 1989b) e hipotensora (Poli et al. 1995). 1989). O extrato aquoso das partes aéreas de P pilosa apresentou atividades espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. em parte decorrente da grande quantidade de íons K+.. stigmasterol....

em que podemos destacar o gênero Chenopodium como o principal. sendo uma planta extremamente . que pode atingir até 1. A família se subdivide em quatro subfamílias. caule ereto e glabro. ramos folhosos verdes com folhas alternas. até espécies bem aclimatadas em áreas tropicais. extremamente ramificado. No entanto.Espécies medicinais da família Chenopodiaceae Introdução A família Chenopodiaceae descrita por Walter Vent compreende 1. Anserina vermífuga. Caacica.300 espécies cosmopolitas d de áreas de deserto e semidesértica (Mabberley. Trata-se de uma espécie com usos pré-históricos. Spinaceae. Lombrigueira. Espécies medicinais Chenopodium ombrosioides Bert. pequenas árvores. referida como uma das plantas usadas no embalsamamento de cadáveres. Salicornia. Mentrasto e Mentrusto. Dados botânicos A planta é uma erva cosmopolita. flores agrupadas em inflorescências glomerulares com muitas flores pequenas amarelo-esverdeadas. Salsola e Atriplex. Ex Stend. Erva vomiqueira. raramente.5 m. oblongas denteadas. ervas anuais ou perenes e. Inclui arbustos. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Erva-de-santa-maria. Menstruço. todos de pequena importância como fonte de espécies medicinais. sendo no Brasil encontradas espécies subespontâneas (Barrozo. 1978). Erva-das-cobras. Erva-das-lombrigas. 1997). Também é chamada de Ambrósia. são encontradas no Brasil espécies dos gêneros Beta.

como abortiva. ao passo que a infusão das folhas é usada. além de ser empregado como fumigante contra mosquitos e inibidor do crescimento de larvas de pragas de lavoura (Bown. 1985a e 1985b. destaca-se aqui a importância da espécie como vermífugo. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1978. externamente. esse uso é comum também em outros países. referindo-se às folhas lobadas. dor ciática e parasitas intestinais e. a espécie é também empregada como estomáquica e digestiva e. extremamente útil para afugentar pulgas. O nome do gênero Chenopodium significa "péde-ganso". em altas doses. contra reumatismo.) . Melito et al. Dados toxicológicos Apesar da grande utilização desta espécie na medicina tradicional. Godano et al.. internamente. bronquite. seu uso deve ser extremamente restrito pelos relatos de indução de tumores estomacais.. Corrêa (1984) refere dezenas de usos medicinais dessa espécie. incluindo a Amazônia. onde não foi referida como medicinal no estudo realizado. Além desse uso. o macerado das folhas em água é usado tanto interna como externamente como antiinflamatório.vulgar no Brasil e de ocorrência em todo o território nacional. renais e genotoxicidade (Kapadia et al. A espécie é utilizada na expulsão de parasitas intestinais. O gênero Chenopodium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cem espécies. as folhas frescas são usadas topicamente para diminuir edemas.. a maioria de ervas. baratas e demais insetos. sendo especialmente útil como vermífugo de animais. febre. Outro uso disseminado em todo o Brasil e reconhecidamente de grande valor é como inseticida doméstico. 1995). amplamente disseminado nas zonas rurais. especialmente na área veterinária. 2002. os quais devem ser observados em seu extenso trabalho. uso disseminado em todo o Brasil e popularmente com eficácia incontestável. para problemas da pele. lesões hepáticas. percevejos.

Boerhavia. e o nome do gênero foi dado em homenagem ao médico. Pisonia. Mirabilis e Bougainvillea. Dos gêneros. destacamos aqueles que possuem espécies de valor medicinal: Boerhavia. opostas. Dados botânicos A planta é uma erva rasteira com poucos ramos ascendentes e pilosos. Referimos a seguir o amplo uso medicinal na região do Vale do Ribeira de espécies do gênero Boerhavia. de onde partem folhas pequenas. Pega-pinto e Tangaraca. ovadoblongas. Outros nomes empregados para identificar a espécie são Batata-de-porco. O gênero Boerhavia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. Espécies medicinais Boerhavia difusa Willd. em trinta gêneros. químico e botânico alemão Hermann Boerhraave. incluindo árvores. Guapira e Andradea. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. No Brasil ocorrem apenas dez gêneros e aproximadamente setentas espécies. pilosas e pecioladas. com ampla distribuição no território e pertencentes especialmente aos gêneros Neea. arbustos e ervas que produzem betalaínas. flores reunidas em panículas isoladas com quatro a sete flores pediceladas (Figura 9. distribuídas. Mirabilis. mas não antocianinas (Mabberley.Espécies medicinais da família Nyctaginaceae Introdução A família Nyctaginaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 390 espécies tropicais. nome usado em todo o Brasil. 1997). . a espécie é conhecida como Erva-tostão.3). Bougainvillea.

1996) e lignanas (Lami et al. 1997). Rawat et al. O uso principal se baseia na infusão das folhas para a expulsão de vermes. sendo a parte mais usada e comercializada como excelente medicamento para problemas do fígado. além de ser considerada excelente diurético. 1999). especialmente a raiz.. 1978 e 1980. nos quais se encontram aproximadamente 65 espécies tropicais espontâneas nas Américas. e antifibrinolítica (Barthwal & Srivastava. A fração alcaloídica é responsável pela atividade imunomoduladora observada para esta espécie (Mungantiwar et al.. 1996.. 1990 e 1991). lianas ou ervas. 1995). Sohni et al. que inclui várias espécies medicinais e inúmeras usadas . antiinflamatória (Hiruma-Lima et al.. possui sabor picante. desobstruente e um dos melhores medicamentos para icterícia e contra picadas de cobras.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica a planta é muito conhecida e sempre referida como medicinal. a maioria rica em antocianinas (Mabberley. Os principais gêneros dessa família são Phytolacca.. Esta planta faz parte de uma composição fitoquímica que apresentou atividade amebicida (Sohni & Bhatt. particularmente contra lombrigas. 1999). 1997). Pesquisas fitoquímicas apontam a presença de alcalóides (Garg. ou na infusão de toda a planta contra hepatite e diarréia. 2000a). 1991. atóxica.. Aslam. sendo árvores. Corrêa (1984) refere que a planta. arbustos. 1991) e antimicrobiana (Abo & Ashidi.. Espécies medicinais da família Phytolacaceae Introdução A família Phytolacaceae descrita por Robert Brown compreende dezoito gêneros. 1991). Dados químicos e farmacológicos da Boerhavia diffusa Alguns estudos farmacológicos têm demonstrado atividades hepatoprotetoras (Chandal et al. sem efeito teratogênico (Singh et al. cujos efeitos benéficos são incontestáveis.

O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende apenas essa espécie de origem na América tropical. delgados e ascendentes. folhas. limão de cayanna. inchaço de mem- . raízes e ramos são considerados emenagogos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. antiespasmódica e reputada como sudorífica. O nome do gênero foi dado em homenagem a Jacob Petiver. em decocto ou pó. Outros dados incluem o uso da raiz. no alívio de dores musculares. Tipi-verdadeiro. Erva-pipi e Raiz-de-guiné. em Pernambuco e em São Paulo. achatado e carenado (Figura 9. o uso tópico do preparado de folhas de mocura-caá. alternas. gineceu unicarpelar com ovário súpero. Espécies medicinais Petiveria alliacea L. também é comum. no Mato Grosso. como abortiva. androceu com quatro estames. Dados botânicos Subarbusto perene.como ornamentais. amplamente utilizada como medicinal no Brasil e aqui descrita. Gambá-tipi.4). na Bahia. peão-branco ou roxo é utilizado contra dores de cabeça. como Tipi. diurética. folhas curto-pecioladas. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Mocura-caá. reunidas em inflorescências axilares e terminais espiciformes. alfavacão. estipuladas. no Rio de Janeiro. farmacêutico e amante da natureza. ramificado com ramos compridos. O uso externo das folhas novas e da raiz. o banho preparado com as folhas é útil como anti-séptico e antiemético para crianças. fruto aquênio cilíndrico. ereto. que inclui uma única espécie. 1984). pequenas. sublenhoso. e o gênero Petiveria. Amansa-senhor. Em outras regiões. agudas no ápice e estreitas na base. flores sésseis. anti-reumática e antivenérea (Corrêa. estimulantes e úteis no tratamento de paralisia. Pipi. membranosas.

et al. 1980). como abortivo. 1988.7-di-O-metilpinocembrina. Dados químicos da espécie Da raiz e do caule foram isolados nitrato de potássio. Grandi et ai.bros inferiores e em dores de dente (Van den Berg. et al. na Paraíba. a raiz é útil na amenorréia (Agra. pinitol. Diversos outros trabalhos também relatam atividades anticonvulsivante (Lima. no Ceará. lignoceril álcool. beta-sitosterol. ácido lignocérico. 1982). M. glicina e alantoína (Sousa et al. 1986).. 1990). triterpenos (Delia Monachi et al. Van den Berg. 1989) e depressora do SNC (Lima. as raízes são usadas na hidropsia. a planta é utilizada como expectorante e vermífugo (Amorozo & Gély.. paralisia. M. e para a atividade depressora do Sistema Nervoso Central o efeito anticonvulsivante parece ser o mais importante (Lima et ai. Dados farmacológicos da espécie Os dados farmacológicos são muito variados. S. 1982. em Minas Gerais.. C. 1997.. dores de cabeça. 1988). et al. no Rio Grande do Sul. trisulfeto de dibenzila. lignocerato de lignoceril e alfa-friedelinol (De Souza et al. flavonóides: 6-formil-8-metil-7-0-metilpinocembrina. reumatismo. 1988b). De Lima et al. o macerado da raiz é utilizado como antimalárico (Matos et ai. 1990).... 1980. alantoína. como antitérmico e em banhos de descarga (Simões. Trotta et al. antiespasmódico e sudorífico (Verardo. além dessas indicações. 1982). 1982). 1998). as indicações populares se repetem (Matos & Das Graças. 1996) e dibenziltrisulfeto (DBTS) (Johnson et al. 1992). ainda.. beta-sitosterol. O infuso das raízes apresentou ação antinociceptiva. serina. De Souza et al. 1980).. em Brasília e no Mato Grosso. linoléico. 1988. nitrato de sódio.. 1988). trans-N-metil-4-metoxiprolina. peptídeos como ácido glutâmico. T.. ácidos palmítico. 1986). esteárico. 6-hidroximetil-8-metil-7-0-metilpinocembrina e 6-hidroximetil-8-metil5. protegeu parcialmente animais contra as convulsões induzidas por pentilenotetrazol e mostrou ação anestésica local (De Lima et al.. T.. 1988. flavonóides. Pinto C. 3-O-ramnosídeos de dihidrokaempferol. C. dihidroquercetina e miricetina (Delle Monache & Cuca Suarez. ..

O extrato aquoso da planta apresentou também atividades gastroprotetora (Cortez et al. com uma D L m a de 1.. 1998).. M. 1994). 1992). 1993.. citotóxica. 1995). Y. 1988.. decorrente de substâncias mutagênicas e potencialmente carcinogênicas (Hoyos et al. 1991). 1996) e antitumoral (Davino et al. et al. atividades analgésica (Thomas et al. hematopoiética (Quadros et al. Lopez-Martins et al. 2001). 1991. 1994).. 2002. 1988.. Davino et al. 1991 e 1992).. Caldeira et al. 1992) e antiinflamatória para o extrato aquoso.. Davino et al.. acaricida (Johnson et al..mas não apresentam atividades sedativa e ansiolítica (Takahashi.. O extrato hidroalcoólico de P. outros estudos para avaliação das atividades analgésica e depressora do SNC em ratos e camundongos demonstraram atividade no teste de contorções abdominais induzidas por diferentes substâncias e inatividade no teste de imersão da cauda em água aquecida. 1993). Malpezzi et al... 1997) e antifungica (Benevides et al. tanto das folhas quanto da raiz (Peters et al. além de atividade antimitótica (Malpezzi et al. utilizado popularmente como vermífugo. e o de caule. P.. 1987) e antiviral (Ruffa et al. 1984). Guerra et al.. Cortez et al.. 1995) e hipoglicemiante (Lores & Pujol.. alliacea. efeito zigotóxico (Guerra et al. Dados toxicológicos Dados populares dessa planta indicam atividade tóxica.. Os extratos de raiz e folhas possuem efeito abortivo. 1993.. 1988). 1990). 1988. Takahashi. 1998). por levar à imbecilidade. No entanto. também apresentou atividade moluscicida (Almeida. O composto dibenziltrisulfeto (DBTS) apresenta importante atividade inseticida. tendo sido determinada a toxicidade subaguda. sendo estas atribuídas à presença de saponinas e cumarinas na raiz (Davino et al. estudos in vitro demonstraram atividade genotóxica. Outros estudos também caracterizaram as atividades abortiva.. 1991).270 mg/kg para o extrato hidroalcoólico (Germano et al. 1989. . Germano et al. além de não apresentar atividade depressora (De Lima et al. antiinflamatória oral (Germano et al.. 1989.. afasia e até à morte (Corrêa. 1991.. zigotóxica e antimitótica do extrato hidroalcoólico... Elisabetsky et al. alliacea também apresenta atividades tópica antiinflamatória (Germano et al. 2050 aci02)..

FIGURA 9.1 - Celosia argentea: a) ramo florido; b) semente (Foto: Hiruma-Lima).

FIGURA 9.2 - Gomphrena globosa: a) escanerata do ramo com flores; b) escanerata com detalhe da flor (Banco de imagens -

FIGURA 9.3 - Boerhavia difusa. Detalhe do ramo com flores (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa, 1984 - Banco de imagens

FIGURA 9.4 - Petiveria alliacea. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998 - Banco de imagens -

Seção 3
Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

10
Violales medicinais

L. C. Di Stasi C. A. Hiruma-Lima F. G. Gonzalez W. G. Portilho

A ordem Violales inclui 23 famílias botânicas, muitas delas importantes fontes de espécies medicinais, tais como Flacourtiaceae (Lacistemaceae), Violaceae, Passifloraceae, Turneraceae, Caricaceae, Cucurbitaceae e Begoniaceae. Nessas e em outras famílias dessa ordem são encontradas muitas espécies comestíveis e inúmeras ornamentais, tratando-se de uma importante ordem de espécies vegetais com valor econômico e medicinal. Da família Flacourtiaceae deve-se destacar o gênero Casearia, que inclui a famosa medicinal Casearia sylvestris. Da família Violaceae, os gêneros Anchietia e Viola são os mais importantes, a espécie Anchietia salutaris, uma trepadeira conhecida como Cipó-suma, tem sido amplamente usada e estudada como importante fonte de produtos com atividade antialérgica e antiulcerogênica, enquanto no gênero Viola inúmeras espécies são cultivadas e comercializadas como ornamentais. Na família Begoniaceae, destacam-se as espécies ornamentais do gênero Begonia, enquanto na família Caricaceae encontram-se os gêneros Carica, importantes como fonte de espécies comestíveis e medicinais, e Jacaratia, no qual inúmeras espécies são belas ornamentais. Do

gênero Carica, a espécie Carica papaya foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica, cujas folhas são amplamente utilizadas contra gripes, resfriados e tosses. Das outras famílias dessa ordem destacam-se espécies medicinais de Lacistemaceae, Passifloraceae e Cucurbitaceae, referidas como medicinais na região amazônica, assim como espécies medicinais de Cucurbitaceae e Passifloraceae, referidas na região do Vale do Ribeira.

Espécies medicinais da família Cucurbitaceae Introdução
A família Cucurbitaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 119 gêneros, com 775 espécies distribuídas especialmente em regiões tropicais e poucas em climas temperados (Mabberley, 1997). No Brasil, a família é representada por trinta gêneros, com aproximadamente duzentas espécies (Barrozo, 1978). A família inclui inúmeros gêneros de importância farmacológica, dos quais ressaltamos Fevillea, Cucumis, Momordica, Bryonia, Luffa, Cucurbita, Wilbrandia e Sechium. Muitas espécies dessa família são comestíveis e reúnem importante valor econômico no Brasil, especialmente aquelas dos gêneros Cucurbita, Momordica, Fevillea e Sechium.

Espécies medicinais Cucumis anguria L.
Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Maxixe ou Pepino-deíndio. Em outras regiões do país é também conhecida como Maxixe-bravo, Maxixeiro, Maxixo, Pepino-castanha, Pepino-de-burro, Pepino-espinhoso, Maxixe-do-mato e Cornichão.

Dados botânicos

A espécie é anual, com caule rasteiro e anguloso, contendo folhas curto-pecioladas, cordiformes, sublobadas e base emarginada, profundamente 5-lobada; flores brancas, de corola partida e segmentos mucronados; fruto do tipo baga, ovóide, indeiscente e com mesocarpo branco; sementes marginadas. O gênero Cucumis inclui 35 espécies tropicais, e várias são úteis como medicinais e na produção de compostos flavorizantes para uso em cosméticos e alimentos, devendo-se destacar a espécie Cucumis sativus, o famoso Pepino. O nome do gênero Cucumis descrito por Carl Linnaeus deriva de cuce, palavra céltica que significa "oco".
Dados da medicina tradicional

O fruto, além de comestível, é usado na forma de suco como sudorífico.

Cucurbita pepo L.

Nomes populares

A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil como Abóbora. Também denominada Abóbora-moranga, Abóbora-de-carneiro, Abóbora-de-porco, Abóbora-moranga e Abóbora-porqueira.
Dados botânicos

É uma planta anual, rasteira e trepadeira, com ramos bastante vilosos e com gavinhas; folhas alternas, cordiformes, grandes e profundamente 5lobadas e pilosas; flores amarelas, grandes e vistosas; fruto grande, oblongo-arredondado com uma polpa fibrosa e comestível; as sementes achatadas são brancas. A espécie reúne inúmeras variedades, mas a C. pepo é de origem africana. É cultivada na região do Vale do Ribeira, inclusive pelas comunidades tradicionais e em quase todo o Brasil, sendo muito apreciada como alimento e importante recurso econômico. O gênero inclui aproximadamente treze espécies, mas inúmeras variedades para cada espécie, todas

de origem tropical. O nome do gênero Cucurbita descrito por Carl Linnaeus deriva de Cucumis e orbis, devido à forma esférica do fruto.
Dados da medicina tradicional

Na região do Vale do Ribeira, o macerado dos frutos em água fria, durante seis horas, é usado internamente para aliviar os sintomas de "queimação" do estômago. As sementes frescas trituradas ou secas ao sol são usadas internamente contra parasitas. Tanto os frutos como as sementes são amplamente consumidos como alimento. Corrêa (1984) refere que as folhas são usadas contra queimaduras, e as flores, para combater erisipela e qualquer inflamação; as sementes são usadas para doenças do fígado e baço, além de serem reconhecidamente tenífugas de grande uso; as raízes cozidas são usadas interna ou externamente como febrífugo ou para lavar feridas de origem sifilítica. As sementes frescas são usadas contra disenteria e para "refrescar o fígado", enquanto o cozimento das raízes possui propriedade febrífuga e tenífuga e, externamente, é usado contra úlceras sifilíticas (Guerrero, 1994).

Luffa cylindrica Roem.
Nomes populares

A espécie é chamada na região da Mata Atlântica, assim como em várias regiões do Brasil, pelo nome de Buchinha. A espécie também é chamada de Bucha-dos-paulistas, Fruta-dos-paulistas, Bucha-do-pescadores e Quingobógrande. Também é conhecida como Buchinha-do-norte, mas não tratamos aqui da verdadeira Buchinha-do-norte, que é a espécie Luffa operculata.
Dados botânicos

É uma planta trepadeira herbácea de porte alto e caule 5-angulado; folhas longo-pecioladas, palmadas e 5-lobadas, raramente com sete lobos; flores amarelas, sendo as masculinas dispostas em rácimos axilares, e as femininas, solitárias; fruto oblongo e cilíndrico, chegando a até 35 cm de comprimento, com sementes pretas ou cinzentas. Os frutos dessa espécie eram amplamente utili-

zados e ainda o são nas zonas rurais como esponja para a lavagem de louças (Figura 10.1). A espécie é cultivada na região da Mata Atlântica em São Paulo, sendo comum e subespontânea na região Nordeste do Brasil. O gênero inclui sete espécies tropicais. O nome do gênero Luffa descrito por Phillip Miller deriva de luff, que é o nome árabe da planta.
Dados da medicina tradicional

Na Mata Atlântica, especialmente nas regiões rurais, os frutos são macerados em aguardente ou vinho e utilizada contra rinite. O fruto (esponja) é empregado na limpeza do corpo e para melhorar a circulação na pele, além de comumente ser usado na lavagem de louça. A espécie é empregado equivocadamente como abortiva, por se considerar tratar-se da Buchinha-donorte, a Luffa operculata. Internamente a espécie é usada contra reumatismo, dores, hemorróidas, hemorragias internas e para melhorar a lactação (Bown, 1995). As folhas são usadas para acalmar a dor de cabeça e, quando cozidas, para purificar o sangue e como emenagogo; os frutos são usados como eméticos e catárticos violentos; a polpa, quando verde, é considerada purgante (Guerrero, 1994). Momordica charantia L.
Nomes populares

A espécie é conhecida na região amazônica e em várias regiões do país como Melão-de-são-caetano, inclusive na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões, a espécie também é denominada Fruto-de-cobra, Fruto-denegro, Erva-de-são-caetano, Erva-são-vicente e Erva-de-lavadeira.
Dados botânicos

Planta trepadeira, escandente, delicada, ramificada, com caule estriado; folhas membranosas, 5-7-lobadas com lobos estreitos na base; gavinha simples, longa, delicada, pubescente; flores masculinas solitárias, em pedúnculo com bráctea reniforme, inteira; cálice com lacínios lanceolado-ovais; estames aglutinados com os lóculos das anteras; flor feminina longo-pedunculada;

fruto capsular carnoso, amarelo quando maduro; sementes vermelhas (Figura 10.2). O nome do gênero Momordica descrito por Carl Linnaeus deriva de momordi = passado do verbo mordere, significando "eu mordi", referindose à disposição das sementes no fruto deiscente, como dentes.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o sumo das folhas, uma vez ao dia, é útil como antimalárico, enquanto o preparado do sumo das folhas com óleo de andiroba é aplicado externamente contra coceira. A infusão das folhas misturada com folhas de Sacaca é utilizada no tratamento de hepatite. Na região da Mata Atlântica, a infusão das partes aéreas da planta é usada para problemas hepáticos e como emagrecedor. A espécie também é utilizada como purgativo, emético-catártico, febrífugo, antileucorréico, anticatarral, anti-reumático, vermífugo, supurativo, anticarbunculoso, antiinflamatório e contra cólicas abdominais, menstruações difíceis, queimaduras, cravos e morféia (Corrêa, 1984); no Piauí, é usada externamente contra enxaquecas e internamente como abortivo e contra problemas do fígado (Emperaire, 1982); em Minas Gerais, é usada como anti-hemorroidal, emenagogo, febrífugo, resolutivo, anti-helmíntico, anti-reumático, antigripal, emético e purgativo (Gavilanes et al., 1982; Verardo, 1982; Grandi et al., 1982; Grande & Siqueira, 1982); na Paraíba, contra verminoses e cólicas (Agra, 1980).

Sechium edule Sw.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil como Chuchu. Outras denominações comuns são Maxixe, Machucho, Maxixe francês, Xuxu e Machuchu.
Dados botânicos

É uma trepadeira herbácea, com caule ramoso, piloso, com gavinhas; folhas pecioladas, membranosas, ásperas, alternas, cordiformes, com três

a cinco lobos.3). visto seu grande consumo como alimento em todo o Brasil e em vários países da Europa. foi dado em homenagem a John Wilbrand. e muitas variedades em cada espécie. mas ásperas. O gênero inclui apenas seis espécies. fruto do tipo pepônio verde. com até 20 cm de comprimento. sulcado. É uma importante espécie econômica. nas raízes formam-se tubérculos cilíndricos. O gênero descrito por Silva Manso inclui apenas duas espécies. é uma variação de sicyos. A espécie é usada e amplamente comercializada como adulterante da Taiuiá verdadeira (Cayaponia tayuiya). sendo um produto amplamente comercializado. que significa "pepino". folhas pecioladas. alternas. especialmente após o cultivo sistematizado. capoeiras e na beira de estradas. Dados botânicos É uma planta rasteira e trepadeira. membranosas. a decocção dos brotos é usada contra hipertensão e como sedativo. longos. chegando a atingir 50 cm de comprimento (Figura 10. Wilbrandia ebracteata Cogn. ramoso e delicado. flores amarelo-claras. flores amarelas esbranquiçadas. e o nome. e sua raiz. Wilbrandia. especialmente na Itália. rugoso. Na região da Mata Atlântica é comum encontrar a espécie dentro da floresta. . Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica e em outras regiões do país como Taiuiá. Reúne ainda inúmeras outras qualidades econômicas. O nome do gênero Sechium. como em formações secundárias. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. descrito por Patrick Browne. com caule anguloso. como Cabeça-de-negro. 5-lobadas e raramente com mais lobos.

1990a).76% de lipídios.. como laxativo (Farias et al. sendo o cucurbita-5. 1988... Nguyen. 1997). ácido linolênico. charantia foi isolado um inibidor da tripsina (Kawamura et al. Foram isolados ainda das sementes de M. 1992).Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1991. Além disso. Grondin et al.. também. momordenol e o álcool monocíclico denominado momordol (Begum et ai.. Zn. 1995.. Das sementes de M.80%) e fosfolipídios (16. 1987). aminoácidos e abundância em elementos como Cu. Kusmenoglu. taraxerol e beta-amirina (Kikuchi et al. ácido esteárico e o ácido palmítico (Yuwai et al. Dos frutos frescos de M. charantia também foram isolados triterpenos. Dados químicos de alguns gêneros Diversos estudos fitoquímicos têm sido feitos com a Momordica charantia (Garcia et al. 1996).. 1996). 1989.. reumatismo.. Das sementes de M. Dos frutos verdes de M. 1989) e monossacarídeos e dissacarídeos (Ishikawa et al. Wang et ai. charantia foram isolados os triterpenóides cucurbitanos. 1990).81%). 1996. além do esterol. além das momordicinas (Fatope et al. Das sementes foram ainda isoladas lecitinas (Wang et ai. charantia foram isolados os triterpenos momordicina. 1989). 1997). sífilis (Almeida et al. Chandravadana et al. A composição química do fruto de M.24-dien-3beta-ol e o 24-metilenecicloartanol os constituintes majoritários do óleo de suas sementes. Chang et al. a raiz é utilizada no tratamento de febre. a decocção das raízes e das folhas é usada contra úlceras e gastrites. 1992). charantia foi determinada como 0. assim como no controle da diabetes. momorcharasídeo A e momorcharasídeo B que inibiram a síntese de DNA e RNA em células tumorais S180 (Zhu et al. Mn e Li (Peng & Li. Huang et al. charantia isolou-se uma mistura de esteróis acilglicosilados (Guevara et al. Hara et al. momordicinina e momordicilina.. uma proteína inativadora de ribossomos (Pu et ai. tumores e. 1986).. 1996. Das sementes de M. proteínas. charantia foi isolada a gama-momorcharia. 1996. Foram isolados também cicloarterol... 1990. glicolipídios (35. 1989.. 1996)..40%).. Co. Cr. Ni.. charantia . divididos em lipídios não-polares (38.. Os ácidos graxos predominantes foram o ácido alfa eleosteárico.. 1985). De M. Das folhas de M. charantia também foram isolados vicina. Zheng et al. afecções da pele.

e são nomeadas com letras sucessivas do alfabeto (A -» R). micose e momorcharasídeos A e B (Zhu et al. 1993)... involucrata (Shanta & Radhakrishnaiah. 1995). Sobre outras espécies do gênero Momordka foram realizados inúmeros estudos químicos. Recentes estudos demonstram que a família Cucurbitaceae é especializada na produção de cucurbitacinas. além de possuir óleo essencial (Guerrero.. grosvenor foi isolado um triterpeno usado como adoçante (Hu & Lu. Dos frutos de Aí. e inúmeros estudos são realizados com essa espécie. balsamina (De Tommasi et al. H e I (Miro. 1994). Estudos fitoquímicos demonstraram grande proximidade entre espécies do gênero Momordica: Aí. posteriormente. 1993). 1987). triterpenos tetracíclicos. 1987). A espécie Cucurbita pepo é rica em glicosídeos saponínicos. 1990). 1997). isolados das partes aéreas. 1995). A espécie Luffa cylindrica possui alcalóides (Guerrero. balsamina foram isolados os ácidos graxos: ácido octadecatrienóico. também foram detectados em Aí. Geralmente. sesquiterpenolactonas e taninos. As sementes possuem 50% de óleo. 1994). oléico. Os glicosídeos fenilpropanóides verbascosídeo e calceolariosídeo. aos quais se atribui a potente atividade biodinâmica e tóxica das espécies em que são encontradas (Pagotto. punícico e alfa-eleosteárico (Gaydou et ai. charantia. Das sementes de M. Triterpenóides cucurbitanos foram isolados do extrato clorofórmico das folhas de M. albumina e um glicosídeo denominado cucurbitina. provavelmente uma das mais estudadas quanto às suas atividades farmacológicas. Dos frutos de Cucumis anguria foram isolados ácido palmítico. As mais comuns no reino vegetal são as cucurbitacinas B e D. linoléico e linolênico (Sibanda & Chitate. rigorosamente. pela E e. além do ácido rosmarínico. 1991). além de uma resina (Volák & Stodola. as cucurbitacinas estão presentes nas plantas como (J-glucosídeos.. charantica. Aí. Dados farmacológicos Várias atividades farmacológicas foram verificadas com a espécie Momordka charantia. contendo trinta carbonos. 1990).vicine. 1990b). além de glicoproteínas (Minami & Funatsu. também descrito em M. foetida (Mulholland et al. dioica eM. esteárico. seguidas. . pelas G.

antiviral (Takemoto et al. 1982a e 1982b). O extrato etanólico de M. Platel & Sirinivasan. decocto das folhas e suco de M.. 1996). O suco dos frutos de M. 2002) (Jilka et al. Karunanayake et al.. charantia apresentou atividade hipoglicemiante em ratos diabéticos por diminuir a atividade das enzimas hepáticas envolvidas na gliconeogênese (glicose-6-fosfatase e frutose-l. (1986b e 1986c) verificaram que frações isoladas dessa espécie possuem atividade antilipolítica e lipogênica. 1981. Foram também descritas as atividades antitumoral (Nagasawa et al. DNA. extratos brutos de folhas. 1996. (2001) demonstraram ainda que o suco da planta aumenta a tolerância a glicose e a recaptura da glicose nos tecidos... (1994). 1996. Inibição da síntese de RNA. Raman & Lau. Atividade hipoglicemiante do extrato aquoso dos frutos de M. 1996. Estudos demonstraram que a alimentação suplementada com Momordica charantia não produz efeitos adversos na ingestão alimentar. charantia apresenta efeitos nas monooxigenases dependentes do citocromo P450 e glutation Stransferase hepáticas (enzimas metabolizadoras de drogas) em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina (Raza et al. da síntese protéica. da guanilato ciclase de vários tecidos foi determinada com substâncias isoladas dessa espécie (Takemoto.Atividade hipoglicemiante foi descrita para sementes. Os frutos atuam como imunossupressores via ação linfocitotóxica (Leung et al. Athar et al.. 1987). sem alterações na glicemia e com redução significante na colesterolemia (Platel et al. 1986.. (1986).. 1982.. Ng et ai. El-Gengaihi et al.... 1984. Welihinda et ai. 1983a e 1983b) e . com aumento de glicogênio nos tecidos e músculos. Pugazhenthi & Murthy. 2002). Welihinda & Karunana-Yake (1986) e Miura et al. 1993). 1993). A administração oral do suco do fruto ou das sementes possibilitou redução nos níveis de glicose sangüínea e melhorou a tolerância a glicose em animais diabéticos e normais e no homem. 1980. do AMPcídico de linfócitos leucêmicos. no crescimento e no peso dos órgãos em ratos normais. parâmetros hematológicos permaneceram normais. Os experimentos em animais e in vitro têm caracterizado o fruto como secretagogo de insulina e como insulinomimético (Kedar & Chakha Barti. Ahmad et al. 1983).. charantia (Rathi et al. 1997). Além disso. charantia em camundongos com hiperglicemia induzida por ciproheptadina foi determinada por Cakici et al.6-bisfosfatase) e aumentar a atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase em hepatócitos e eritrócitos (Shibib et ai.

L. 1994). charantia) inibe a integrase de HIV-1.. 1987. na qual descreveram a momorcochina. charantia. Foi observado um potente efeito imunossupressor das proteínas alfa e beta-momorcharina pela sua ação linfocitotóxica direta ou por um deslocamento dos parâmetros cinéticos da resposta imune (Leung et al. Duas proteínas inibidoras da tripsina (MCTI-II' e BGIT) foram isoladas das sementes de M. (1992) realizaram uma revisão das características bioquímicas e atividades biológicas de oito proteínas vegetais de espécies de Cucurbitaceae. e suas seqüências de aminoácidos foram determinadas (Miura & Funatsu. 1983). uma proteína inativadora de ribossomos. momordina 1 e momordina 2. Fong et al. 1996). et al. .imunomoduladora (Spreafico et al.. isoladas dessa espécie. charantia. (1993) consideram que tais momordinas imunotóxicas poderiam ser utilizadas para a eliminação de linfócitos T em transplantes alogênicos de medula óssea. Demonstrou-se que momorcharina alfa e beta.. pulmonares e da mama (Rybak et al. 1990). MAP30 (uma proteína anti-HIV isolada de M. alda-momorcharina. 1994). 1990a). 1996).. O extrato metanólico dos frutos livres de saponinas em M... 1995b). A glicoproteína isolada das sementes de M. charantia. antitumoral. Os frutos e sementes de M. A espécie também apresentou atividade indutora da produção de interferon (IFN tipo I) em coelhos e aumentou a atividade de células NK (natural killer) de camundongos (Huang et al. Wang et al. proteínas inativadoras de ribossomos. Foi caracterizada a atividade antitumoral in vitro das proteínas inativadoras de ribossomos MAP30 de M. 1993). charantia contra diferentes linhagens de células tumorais renais. atuam na clivagem de RNA (atividade ribonucleásica) (Mock et al. apresentam importante atividade imunotóxica (Wang et al. Cinco compostos foram isolados de sementes de M. charantia têm sido relatados por uma atividade antileucêmica e antiviral (Cunnick et al.. charantia. 1990). inativadora de ribossomos e imunomoduladora. impedindo a integração do DNA viral (Lee Huang et al.. 1995). charantia apresenta atividade hipoglicemiante em ratos normais e diabéticos (Ali. quando conjugadas com anticorpo monoclonal reconhecedor de linfócitos humanos. 1993).. os quais promoveram a inibição da síntese de DNA e RNA na linhagem de células tumorais SI80 (Zhu et al. charantia. uma glicoproteína que apresenta atividades abortiva. isoladas de sementes de M. possui atividade antitumoral contra diferentes linhagens de células (Ng et al. Ng et al.. As proteínas inativadoras de ribossomos... incluindo M.

M. charantia apresentou atividade analgésica (Castro et al. 1987). 1995). 1994). que inibiu a síntese de esteróides induzida por uma dose máxima de ACTH em células adrenais isoladas de rato (Ng et al. 1988). e o rizoma de Curcuma longa Linn.Atividade antiimplantacional foi determinada por Chan et al. 1997).. Misra et al.(1991) detectaram essa atividade in vivo e in vitro contra Plasmodium berghei.. Foram isoladas duas proteínas de M. 1990). antiancilostomose (Berchieri et al. Basaran et al. 1988) e o extrato etanólico das sementes possui atividade antitumoral (Santana et al. charantia foram isolados triterpenóides que diminuem a infestação de besouros (Chandravadana. charantia apresenta atividade anti-retroviral contra o vírus do herpes (Bourinbaiar & Lee Huang. não foi observada atividade antiinflamatória das folhas e dos caules de M. 1996). (1984 e 1985). charantia foi detectada atividade antimutagênica (Guevara et al.. Embora indicada contra malária.. Apesar da indicação popular para inflamação. A potencialização da atividade anti-HIV das drogas antiinflamatórias dexametasona e indometacina pela proteína MP30 de M.. apresenta maior atividade antibacteriana do que os extratos em separado das espécies e maior . charantia apresentaram ainda atividade antiulcerogênica e antitumoral (Sener & Temizer.. 1996).. charantia não foi efetiva na diminuição da parasitemia contra Plasmodium berghei em camundongos (Menezes Ornelas et ai. Um ensaio com radioligantes indicou que o extrato bruto de M. Amorim et ai. Dos frutos verdes de M. MAP30 isolado de M. charantia e Emblica officinalis Gaertn. 1994). 1990. et al. charantia indica a possibilidade de seu uso conjunto na terapia contra o HIV (Bourinbaiar & Lee Huang. 1991). charantia diminuiu em mais de 60% a atividade dos receptores para adenosina (Hasrat et al. charantia também foi efetiva como medida profilática contra coccidiose de aves (Hayat et al. O extrato produzido com a combinação dos frutos de M. 1996). 1990. 1995).. charantia (Silva. O extrato aquoso da folha de M. 1987). L. Os frutos de M. De M. De M. charantia foi isolado ginsenosídeo. A M. charantia que se apresentaram ativos diante do vírus do herpes (Bourinbaiar et al.. charantia foram também isoladas proteínas que apresentaram ação antifertilidade em ratos machos (Chang & Li. 1996)... No entanto.. Das folhas de M.

diarréia. 1986b). citotóxica. 2001).. inúmeras atividades farmacológicas são referidas. ao mesmo tempo em que a atividade mutagênica e outros efeitos tóxicos têm sido descritos para as mesmas substâncias (Pagotto et al. Peters et al. hipotensora (Gordon et al. inibição da ovulação. Pagotto et al. 1986). Para a espécie Sechium edule existem descrições de suas propriedades diurética (Melita Rodrigues et al. Outras atividades também foram descritas para a espécie. A... 1997 e 1999).. tais como antioxidante.atividade hipoglicemiante. et al. antimicrobial.. antitumoral.. além de apresentar atividade gastroprotetora (Fernandopulle. 1991). 1995. Teixeira. do que o extrato de M. diminuição da pressão arterial. ... 1996). 1995). como aumento da permeabilidade capilar e diminuição da permeabilidade vascular. 1995. 2000) e antimutagênico (Yen et al. 1989. De Wilbrandia ebracteata foram caracterizadas as propriedades antiulcerôgenicas (Gonzales & Di Stasi. 1995.. 1993). diminuição da síntese de eicosanóides e aumento da razão de AMPc/ GMPc (Miró. em especial a tripsina inibitora-II (Hayashi et al. hepatoprotetora e anti-reumática (Konoshima et al. 1997). charantia (Sankaranarayanan &Jolly.. anti-helmíntica. 1984. tais como antiinflamatória. Trichosantina.. Hamato et ai.. 1996). dioica apresenta atividade antialérgica em ratos e camundongos (Gupta et ai. alfa-momorcharina e beta-momorcharina apresentam baixa imunogenicidade e ausência de reação cruzada em camundongos (Zhen et al. 2002) analgésica e antiiflamatória (Peters et al. podem ser observados outros efeitos biológicos provocados pelas cucurbitacinas. 1995). em rato. charantia são inibidoras de tripsina e elastase (Hara et ai. Jensen & Lai.. O extrato alcoólico de M. aprisionando radicais livres derivados do oxigênio (radicais superóxido e hidroxila) (Sreejayan & Rao.. Foram observadas inibições da ativação de fatores do sistema de coagulação sangüínea por inibidores de protease isolados de espécies da família Cucurbitaceae. 1991). Considerando-se a enorme variedade de cucurbitacinas. hipovolemia. C. Além disso. 1994). 1993).. anticoncepcional. 1995. Testes in vitro e in vivo com o conjugado anti-CD5-momordina (imunotoxina) pode ser útil na terapia da doença do enxerto e no tratamento contra leucemias e linfomas (Porro et al. 1993). Proteínas isoladas de M. cochinchinensis foi isolada uma fração hemolítica resistente a enzimas proteolíticas e ao aumento da temperatura (Ng et ai.. Miró. De M.

. Dados toxicológicos dos gêneros Momordica e Cucumis A toxicidade de M. charantia em enzimas hepáticas. porém diminuiu sensivelmente com a fervura dos frutos em água (Sibanda & Chitate. 1996. charantia em animais ocorre principalmente no fígado e no sistema reprodutor (Pugazhenthi & Murthy. Raman & Lau. 1996... sendo também observado que altas doses do suco dos frutos pode causar congestão das veias centrolobulares hepáticas.. 1978) e induz alterações sobre parâmetros sangüíneos de suínos (Queiroz Neto et ai. 1994). charantia foram isoladas duas proteínas denominadas alfa e betamomorcharina. que foram eqüipotentes em induzir aborto em camundongos (Yeung et ai. charantia possuem substâncias abortivas capazes de induzir teratogênese em embriões de ratos (Yeung et ali. observou-se um aumento na concentração sérica de gama-glutamil transferase e fosfatase alcalina.. dois glucosídeos norcucurbitanos (WG1 e WG ) que apresentaram potentes atividades antiinflamatória. 1986. Chan et al. 1996. . com um possível efeito hepatotóxico (Tennekoon et ai. antitumoral e antifertilidade em ratos e camundongos (Almeida et al. Essas mesmas proteínas foram isoladas das raízes de M.. 1986)..Da fração purificada de rizoma de Wilbrandia sp foram isolados. Em ambos os casos. 1986). o consumo dessas espécies deve ser feito com cuidado. 1990). 1992).6 mgAg. especialmente por gestantes. El-Gengaihi et al. Das sementes de M. 1987). Os frutos de M. A espécie também provoca lesões testiculares em cães (Díxit et ai. 1988). recentemente. Platel & Sirinivasan.. 1997). angaria foi de DL50 = 1. cochinchinensis com o mesmo tipo de efeito abortivo (Yeung et ai.. Em estudo realizado para avaliar os efeitos do suco dos frutos e do extrato das sementes de M. A toxicidade do fruto de C.

cálice com sépalas imbricadas e desiguais entre si. pétalas ausentes. folhas simples. incluindo árvores de pequeno porte ou arbustos cosmopolitas (Barrozo. e não foram encontrados sinônimos para ela. Dessa família foi referida uma espécie medicinal na região amazônica a qual não foi completamente identificada. com gomo terminal protegido por estipula caduca. Espécies medicinais Lacistema sp Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins (Amazônia) de Inguanguana. um sistema de classificação também usado por vários pesquisadores. O nome do gênero Lacistema deriva do grego lacis = "trapo. . distribuídas em regiões tropicais. mas que possui uma grande importância.4). referindo-se ao estame bifurcado. flores andróginas dispostas em espigas curtas com brácteas que protegem as flores. Mabberley (1997) inclui a família Lacistemaceae na Flacourtiaceae. 1978). onde há cerca de oito espécies. semente com endosperma carnoso (Figura 10. visto que foi citada por grande parte dos entrevistados. desde o México até o Peru e o norte do Brasil. Dados botânicos Árvore de pequeno porte.Espécies medicinais da família Lacistemaceae Introdução A família Lacistemaceae descrita por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui apenas dois gêneros (Lacistema e Lacistemopsis). farrapo". alternas. e stemon = "estame". Na região da Mata Atlântica não foram referidas espécies dessa família botânica. ovário unilocular. bem desenvolvidas. fruto do tipo capsular trilobado. androceu com um estame. nos quais se distribuem aproximadamente quarenta espécies. pedaço.

1997). Nos estudos etnofarmacológicos aqui descritos foram referidas apenas espécies desse gênero. conforme apresentamos a seguir. 1996). No Brasil. Essa família é composta principalmente pelos gêneros Passiflora. Nomes populares A primeira espécie é mais conhecida pelo nome de Maracujá-do-mato. representando um importante recurso econômico. Espécies medicinais da família Passifloraceae Introdução A família Passifloraceae foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e Augustin Pyramus de Candole e inclui dezessete gêneros. A grande maioria das espécies descritas nessa família são herbáceas ou lenhosas. arbustos e árvores (Mabberley. Espécies medicinais Passiflora coccinea Abl. existem várias espécies do gênero Passiflora. no entanto. A presença de glicosídeos cianogênicos é relatada em espécies dessa família (Evans. Alguns frutos da família são comestíveis (Passiflora edulis). compreendendo lianas. enquanto outros são utilizados na medicina popular como sedativos (Passiflora incarnata e outras espécies). existem registros para a espécie como Maracujá-poranga. . em geral trepadeiras. com 575 espécies tropicais e temperadas. 1992). conhecidas popularmente como Maracujá (Joly.Dados da medicina tradicional O uso externo das folhas sobre a cabeça é indicado como febrífugo. Adenia e Tetrapathaea que habitam a Nova Zelândia. de valor alimentício e medicinal.

1987a. 1996. Informações adicionais foram obtidas com outras espécies do gênero. principalmente linalol e norterpenóides (Winterhalter. hexadecanóico. uma espécie denominada Maracujá. enquanto o macerado das folhas em água fria é útil para aliviar sintomas da asma. cordiformes.. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o chá das folhas é útil contra problemas cardíacos e como sedativo. O nome do gênero Passiflora se refere à flor da paixão (crucificação de Jesus). agudas no ápice e estreitas na base.. 1991). 3-hidroxi-retro-alpha-ionol (Herderich & Winterhalter. caule robusto. cilíndrico. 2-pentadecanona. pela interpretação dada às peças florais. flores com cinco sépalas ovadas. côncavas. (9Z)-ácido octadecenóico. 1987b e 1985). mas identificada apenas até o gênero. 1989). monoterpenóides. carotenóides (Ferreira et al. Uma outra espécie de maracujá.. . principalmente a P edulis. esverdeadas ou vermelho-esverdeadas (externamente) e róseas (internamente). fruto oblongo-ovóide. pecíolos canaliculados com seis glândulas aos pares. passissuberosina e epipassisuberosina (Spencer & Seigler. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo. planas e obtusas. é usada para diversas finalidades. Spencer & Seigler. peninérveas. folhas inteiras. 1983). Dados químicos Isolaram de P coccinea os glicosídeos cianogênicos: passicoriacina. corniculadas. da qual foram obtidas substâncias cianogênicas (Chassagne et al. também foi referida na região amazônica como útil contra insônias.5). alternas.. e cinco pétalas rosadas. 2tridecanona. 1990).Dados botânicos Planta glabra. Passiflora macrocarpa Mart. epipassicoriacina. Na região da Mata Atlântica. margem inteira. que lembram os instrumentos do martírio. gavinhas que são ramos florais modificados. o suco dos frutos é considerado sedativo. mas esta só é usada na falta da Passiflora coccinea. 1997). sementes compridas (Figura 10. ovadas. chamada popularmente de Maracujá gigante. antocianinas (Kidoey et al. estipulas ovadas.

carboidratos. açúcares.... Dados farmacológicos Estudos feitos com P edulis demonstraram atividade depressora inespecífica do Sistema Nervoso Central (Maluf et al. isoschaftosídeo. et al. glicosilflavona (Geiger & Markham. Costa.. fósforo.. isovitexina. bem como ansiolítica e hipno-sedativa (Silva & Freire. bem como a presença de glicosídeos em P. harmalina. Dos frutos e folhas de P . 1987b). potássio. 1986).. 1997). 1997. Vale & Leite. Flavonóides como vitexina. quadrangularis (Orsini et al. B1. mollissima (Froehlich et al. isoscoparin -2"-0-glucosídeo (Rahman et al. K. 1988).....1979). gomas e resinas foram obtidos em diversas espécies do gênero (Celighini et al. 1995. lipídios.. flavonóides (orientina. Da espécie P.. vitaminas A. Sena & Leite. amliformis (Restrepo & Duque. vitexina e isovitexina) (Soulimani et al.. 2000. 1989). 1996). 1991). 1986). 1980). 1988) e a ausência de efeito teratogênico (Amaral et al. isoorientin-2"-0glucopiranosídeo (Li et al.. analgésica. composto que apresentou atividade depressora do SNC apenas em doses altas. O suco dos frutos contém água. taninos. Spencer & Seigler. isoorientina. Ortega et al. 1986). orientina e isoorientina. 1987a) e P suberosa (Kidoey et al. 1979). 2000). Vários alcalóides indólicos foram isolados desse gênero. fermentos... riboflavina. de onde foi isolada crisina. Amaral.. ácido ascórbico e beta-caroteno (Marin et al. 1980. cálcio. Menghini. schaftosídeo (Proliac & Raynaud. P coriacea (Spencer & Seigler. além de vários compostos aromáticos (Winter et al. Esse composto não foi detectado em P coerulea.2-tridecanol octadecanóico e óxido ariofileno (Arriaga et al. 1988. sendo a passiflorina o mais conhecido. 1984) e a P incarnata (Kimura et al. Efeito depressor central também foi verificado com a P alata (Oga et al. 1996). saponarina. espasmolítica (Queiroz & Brandão. 1988). incarnata foram isolados: alcalóides (harmana. ferro. Proliac & Raynaud. 1997). maltol. 1997. Constituintes voláteis também já foram caracterizados de P. Das folhas de P alata foram caracterizadas as atividades sedativa. 1988. 1988). nem em R incarnata (Speroni et al. 1997. PP e C (Zhuang & Wang. assim como ácidos graxos. B2. 1998). 1988. Raffaelli et al. harmina. P. 1987). harmol e harmalol). sovetexin-2"-0-glucopiranosídeo. proteínas.

1985).edulis caracterizou-se a ausência de toxicidade (Melito et al. que apresentou atividade citotóxica e antibacteriana contra Escherichia coli. inotrópica. 2000). 1989 e 1993) e inseticida. Das folhas de P ... Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa (Perry et al.1 . 1988). antiinflamatório (Silva et al. 1985b. espasmolítica (Carneiro et al. 1991). 2000) e imunoestimulante (Guerra et al. Echeverri & Suarez. ao passo que das folhas foram determinados os efeitos analgésico.. fruto e flor (Banco de imagens ...Luffa cylindrica Roem.. 1989). Barros et al. antipirético (Silva et al. tetrandra foi isolada 4-hidroxi-2ciclopentenona. outros trabalhos relatam a presença de efeito tóxico como a promoção de um quadro de hepatodistrofia quando do uso de dose superior à preconizada pela população (Melito et al. 1988) e efeitos tóxicos nos sistemas hepático e pancreático (Maluf et al.. 1991. O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de P. atribuída ao flavonóide ermanina (Echeverri et al. 1978). Porém.. foetida apresentou atividades hipotensora. Detalhe da folha 5-lobada.... enquanto do extrato aquoso das partes aéreas de Passiflora sp foi observada a atividade antifúngica (Boelter et al. FIGURA 10. 1998a).

FIGURA 10.Momordica charantia: a) ramo com frutos.2 . e b) ramos com flores (Fotos originais: Hiruma-Lima). .

FIGURA 10.3 - Wilbrandia ebracteata: a) escanerata com detalhe dos ramos com gavinhas e flores; b) escanerata com detalhe das flores; c) escanerata com detalhe da folha 5-lobada (Banco de imagens

FIGURA 10.4 - Lacistema sp. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius Flora Brasilica - Banco de imagens -

FIGURA 10.5 - Passiflora coccinea. Ramo florido com gavinhas (original por Di Stasi - Banco de imagens

11
Malvales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. M. Santos E. M. Guimarães C. A. Hiruma-Lima

A ordem Malvales inclui doze famílias botânicas, muitas delas congregando inúmeras espécies medicinais, como é o caso das famílias Bixaceae, Tiliaceae, Sterculiaceae, Bombacaceae, Malvaceae e Geraniaceae. Das doze famílias pertencentes a essa ordem, espécies medicinais usadas na região amazônica e aqui registradas pertencem às Tiliaceae, Bixaceae, Sterculiaceae e Malvaceae. Das outras famílias dessa ordem ressaltam-se a Bombacaceae, que inclui gêneros importantes como Bombax, Adansonia - dos famosos e gigantescos Baobás -, Ceiba - à qual pertencem inúmeras espécies produtoras de fibras e espetaculares plantas ornamentais - e Ochroma - contendo várias espécies medicinais.

Espécies medicinais da família Bixaceae

Introdução
A família Bixaceae (Dicotyledonae) descrita por Karl Sigismund Kunth foi subordinada em 1968 à ordem Bixales (Barrozo, 1978) e incluía apenas o gênero Bixa. Atualmente a família Bixaceae está subordinada à ordem Malvales, subclasse Dilleniidae, e inclui o gênero Bixa e os gêneros Amoreuxia e Cochlospermum, anteriormente pertencentes à família Cochlospermaceae. A família conta com apenas dezesseis espécies tropicais, entre elas árvores e ervas, e todas produzem um suco vermelho ou laranja em suas células secretoras (Mabberley, 1997), uma característica marcante da família. O gênero Bixa possui quatro espécies, todas conhecidas no Brasil como Urucum e que reúnem importante valor econômico, além de suas propriedades medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal de Bixa arbórea, a qual passamos a discutir a seguir.

Espécies medicinais
Bixa arbórea Hubr. e Bixa arbórea L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelos nomes de Urucum, Urucu e Urucu-da-mata.
Dados botânicos

Essa espécie é considerada um arbusto ou pequena árvore que atinge até 10 m de altura, com desenvolvimento na América Central, na América do Sul, no Caribe e no México. Possui folhas alternas, inteiras, simples e ovadas; flores vistosas, andróginas, reunidas em inflorescências paniculadas terminais, pentâmeras com numerosos estames livres ou concrescidos na base;

ovário súpero, unilocular, bicarpelar, com muitos óvulos; fruto seco, capsular, loculicida; sementes crassas e obovóides (Figura 11.1). Aproximadamente cinqüenta sementes são encontradas em cada um de seus frutos, e cada árvore chega a produzir mais de seiscentos frutos. Dessas sementes são retirados pigmentos de grande valor econômico, usados para as mais variadas finalidades, como adulteração de derivados da pimenta, aditivos de alimentos e outros, sendo um produto de grande exportação para a América do Norte e a Europa. Tradicionalmente, estas sementes são usadas até hoje pelos grupos indígenas da Amazônia para a pintura do corpo. O nome do gênero Bixa descrito por Carl Linnaeus deriva da denominação vulgar da espécie no Brasil. Exemplares da planta foram coletados nas duas regiões de estudo e submetidos à identificação taxonômica; a espécie coletada na região amazônica foi identificada como Bixa arboea, e a da Mata Atlântica, como Bixa orellana.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a decocção das sementes é usada contra bronquite, febre e como afrodisíaco, enquanto a decocção das folhas é usada como antitérmico. Na região do Vale do Ribeira, a decocção das sementes é usada internamente contra bronquite e febre, especialmente em crianças. O chá feito com os brotos jovens é usado como antidisentérico, afrodisíaco, adstringente e para tratar problemas de pele, febres e hepatite (De Feo, 1992). As folhas cruas também são usadas para tratar problemas de pele, hepatite e como afrodisíaco, antidisentérico, além de como antipirético e digestivo (Duke et al, 1994). A espécie ainda é usada para tratar azia e problemas estomacais causados por comidas picantes, também como diurético e purgativo (Almeida, 1993).

Dados químicos
Nas sementes de Bixa orellana foi detectada a presença de terpenos do tipo E-geranolgeraniol (57% do peso), farnesilacetona, geranilgeranil octadecanoato e geranilgeranil formato e delta-tocotrienol (Jondiko & Pattenden, 1989). Além dos terpenóides foram identificados apocarotenóides,

Parte II - Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

como a bixina, e outro carotenóide, a nor-bixina, que juntos são responsáveis pela ação corante das sementes (Craveiro et ai., 1989; Chão et ai., 1991). A bixina é utilizada, fraudulentamente, como corante natural dos produtos derivados da pimenta vermelha, tais como páprica, pasta de páprica e outros (Minguez-Mosquera et ai., 1995). A substância apocarotenóide (1% do carotenóide total) isolada da casca da semente do fruto de Bixa orellana possui: 9'Z-apo-6'-locopenoato (Mercadante et al, 1996).

A análise do óleo essencial das sementes detectou a presença de 66,5% de hidrocarbonos e 12% de sesquiterpenos oxigenados. Dos compostos especialmente identificados constam alfa- e beta-pineno, alfa-elemeno, ischwarano, valenceno e amorfeno (Rath et al 1990). Além dos compostos citados, há também registro do isolamento de carotenóides: metilbixina, transbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteína e zeaxantina; de flavonóides: apigenina-7-bisulfato, cosmosiina, hipoaletina8-bisulfato, luteolina-7-bisulfato, luteiolina-7-O-beta-D-glucosídeo e isoscutelareína; de diterpenos: farnesilacetato, geranilgeraniol, geranil formato, geranil octadecanóico e ácido gálico (Gupta, 1995). Nas sementes dessa espécie foi descrita a presença de 40% a 45% de celulose; 3,5% a 5,5% sucrose; 0,3% a 0,9% de óleos essenciais; 3% de óleo fixo; 4,5% a 5,5% de pigmentos; 13% a 16% de proteínas, além de alfa- e beta-carotenóides (Zhang, 1992; Di Mascio, 1990).

Dados farmacológicos
O extrato aquoso de Bixa orellana promoveu atividade anti-secretora gástrica em ratos (Tseng et a., 1992), e o extrato clorofórmico promoveu atividade hipoglicemiante (Morrison & West, 1985; Thompson et ai., 1989). O extrato aquoso das sementes por via intraperitoneal promoveu diminuição da atividade motora, aumento da diurese e não apresentou sinais de toxicidade

(Paumgartten et al. 2002). O extrato etanólico dos frutos apresentou atividade antibacteriana (George & Pandalai, 1949), cuja potência foi recentemente confirmada contra algumas bactérias gram-positivas, tais como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Streptococcusfeccalis, e um discreto efeito contra Escherichia coli, Serratia marcescens, Cândida utilis e Aspergillus niger (Irobi et al., 1996). O extrato aquoso de Bixa orellana apresentou potente atividade inibitória à aldose redutase, assim como a substância isolada dele, a isocutelareína (Terashima et al., 1991). Outros estudos com preparados tradicionais mostram que o decocto das folhas é espasmogênico, ao induzir a contração do útero isolado de ratas (Rodriguez, 1988), o extrato aquoso das sementes apresentou atividade anti-hipertensiva (Rodrigues et al., 1987); e o extrato hidroalcoólico dos frutos apresentou atividades analgésica e antiinflamatória em camundongos (Nunes et al., 1998). O extrato solúvel em gordura de Bixa orellana é utilizado na coloração de manteiga de búfala (Ortega-Freitas et al., 1996), enquanto a maceração em álcool a 50% e a tintura de folhas de Physalis angulata mostraram atividade antigonorréica contra Neisseriagonorrhoeae in vitro (Caceres et al., 1995). O óleo essencial de Bixa orellana exibiu uma moderada atividade antibacteriana a Pseudonomas aeruginosa (Ontengro et al., 1995). A norbixina, um antioxidante extraído de B. orellana, não apresentou toxicidade significativa, porém registrou-se um aumento da massa hepática dos animais tratados, bem como foi observada atividade citostática in vitro (Laranja et al., 1998) e alterações na glicemia (Fernandes et al., 2002). Um metil-éster, trans-bixina, foi isolado e purificado a partir do extrato do pó das sementes de Bixa orellana. Essa substância causou hipoglicemia em cachorros, além de injúrias nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, especialmente do fígado e do pâncreas (Morrison et al., 1991).

Espécies medicinais da família Malvaceae Introdução
A família Malvaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 111 gêneros, nos quais ocorrem aproximadamente 1.800 espécies cosmo-

politas, espontâneas e tropicais (Mabberley, 1997). No Brasil é representada por 31 gêneros e cerca de duzentas espécies, incluindo ervas, arbustos, subarbustos e raramente árvores (Barrozo, 1978). Os principais gêneros com espécies medicinais são Gossypium, Hibiscus, Sida, Urena, Abutilon, Pavonia e Malva. Dessa família foram referidas inúmeras espécies medicinais, tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, as quais são descritas a seguir.

Espécies medicinais Hibiscus furcellatus Desr.
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, Algodão-bravo ou Salsa-branca.
Dados botânicos

É um arbusto que pode atingir até 2 m de altura, com folhas ovadas, pecioladas e trilobadas, algumas vezes podendo ser penta-lobadas, dentadas com nervuras evidentes e salientes na parte inferior; as flores são rosas com manchas vermelhas, pedunculadas, solitárias e grandes; fruto do tipo capsular ovóide. O nome do gênero Hibiscus descrito por Carl Linnaeus deriva de íbis, deusa do antigo Egito.
Dados da medicina tradicional

A infusão das folhas é usada no combate a gases intestinais e como purgativo. Hibiscus rosa-sinensis L
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, como Pampola. Outros nomes atribuídos à mesma planta são Pampoela, Firmeza-dos-homens,

Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Mimo-de-vênus, Papoula, Papoula-de-duas-cores, Rosa-branca, Rosa-louca, Rosa-paulista e Pampulha.
Dados botânicos

Arbusto pouco ramificado ou simples; caule redondo quase aveludado, com pêlos glandulosos e granulações estreladas; folhas pecioladas, lobadas, alternas, densamente pilosas ao longo das nervuras, com granulações estreladas na face superior; estipulas agudas, pubescentes; pedúnculos arqueados, arredondados, pubescente-aveludados; flores grandes, brancas de manhã e rosas ou vermelhas à tarde, pétalas ciliadas na margem; fruto do tipo cápsular com cinco lóculos; a cápsula é aveludada, com pêlos estrelados e glandulíferos (Figura 11.2).
Dados da medicina tradicional

O infuso das flores é utilizado contra insônia e como reputado alucinógeno.

Hibiscus

sabdariffa

L.

Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Vinagreira. Outros nomes da espécie são Caruru-azedo, Azedinha, Caruru grande, Quiabo-azedo, Quiabo-de-angola, Quiabo doce, Quiabo rosa e Rosela.
Dados botânicos

A planta é um arbusto anual de porte herbáceo e que pode atingir até 3 m de altura, com caule avermelhado, ramo e glabro, de onde partem ramos contendo folhas alternas 3 ou 5-lobadas, dentadas, 5-nervadas, com uma enorme glândula na parte inferior da nervura média; as flores são axilares, solitárias, rosas, com manchas escuras na base das pétalas; fruto do tipo cápsular. É uma planta amplamente cultivada em quintais como ornamental, pela beleza que apresenta quando florida, sendo ainda largamente usada na produção de recheios de doces, xaropes para confecção de geléias e o

famoso vinho de rosela (Corrêa, 1984), muito consumido antigamente, mas com pequena produção na atualidade.
Dados da medicina tradicional

A decocção das folhas é usada internamente como antitérmico, emoliente estomáquico. O suco preparado com os frutos também é indicado como antitérmico, além de ser comestível. Corrêa (1984) refere que as folhas, além do uso como tempero, são empregadas como emolientes estomáquicos, antiescorbúticos e febrífugos, enquanto as sementes e as raízes são diuréticas e tônicas.

Gossypium barbadense L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Algodão ou Algodoeira, mas também reúne vários sinônimos: Algodão crioulo, Algodão-dacosta, Algodão-da-guiné, Algodão-das-barbadas, Algodão-de-pernambuco e Algodão-folha-de-parreira.
Dados botânicos

Arbusto ramoso de até 5 m de altura, glabro; folhas pecioladas, alternas, largas, palminérvias, com estipulas eretas; flores amarelas, com manchas vermelhas na base das pétalas, grandes, vistosas, cíclicas, hermafroditas, axilares, solitárias; estames numerosos, com filetes parcialmente soldados formando o andróforo que envolve o gineceu; ovário supero; fruto capsular verde contendo seis sementes obovais, pretas, livres em cada lóculo, envolvidas por lã branca (Figura 11.3). O nome do gênero Gossypium descrito por Carl Linnaeus vem de gossum = "barrete", e "papo", referindo-se à cápsula.
Dados da medicina tradicional

O sumo das folhas é utilizado como expectorante e antimalárico e deve ser ingerido com um pouco de água, três vezes ao dia, até o alívio dos sinto-

Sida rhombifolia L var. Vassoura e Relógio. canaiensis (Willd.mas. Malva-preta. O decocto das folhas é indicado contra hemorragias do ovário e no desarranjo menstrual. a decocção das folhas é usada contra febres e problemas intestinais. 1982). de onde partem folhas pecioladas e lobadas. mas também de Ganchuma e Relógio. enquanto um macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. lineares e de cor branca. 1939). Dados botânicos É uma planta anual e pilosa. com caule ereto e ramoso. as raízes são usadas contra moléstias uterinas. . Nomes populares A espécie é chamada. emenagogos e as folhas (decocto). O gênero Malva descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies de ocorrência em clima temperado e especialmente em áreas tropicais. na Bahia. Malva parviflora L Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é chamada de Malva ou Marva.) K. fruto trígono com sementes vermelho-sangue vistosas. como abortivos. freqüentemente com cálice roseado. as flores são pequenas. reunidas em fascículos axilares. também conhecida como Malva-crespa e Malvaísco. na região amazônica. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. aplicando-se topicamente as cinzas da seda (Emperaire. como emético (Hoehne. Schum. de Vassoura. no Pará. No Piauí é utilizado como antiinflamatório.

folhas curto-pecioladas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.Vassourinha. na região amazônica. a planta é utilizada como béquica. rombóideovais ou lanceoladas. as folhas são usadas como anticatarrais e emolientes. O chá de toda a planta. Carrapicho-de-lavadeira. pubescentes na face superior e tomentosas na inferior.. popularmente conhecida como Caapiá. a decocção das folhas de uma espécie desse gênero. Guaxuma. Guaxima.) Gurke Nomes populares A espécie é chamada. Aguaxima. Em outras regiões do país. Malva-roxa. reticulata (Cav. róseas. em Minas Gerais. 1982. var. axilares. pedras nos rins e como fortificante (Simões et ai. Na Mata Atlântica foi citada uma espécie desse gênero. Outros nomes atribuídos à espécie são Guaxima-roxa. emoliente. é tido como útil. Grandi & Siqueira. ramosa e pubescente. como Guaxima e Carrapichode-cavalo. mas esta não foi completamente identificada. como Minas Gerais. Rabo-de-foguete. . chamada de Caapiá. Guaxiúba. Ibaxama. é de grande uso externo contra reumatismo. alternas. anti-hemorroidal. Coaquibosa. 1982). Dados botânicos Planta anual. Urena lobato L. febrífuga e estomacal (Gavilanes et ai. em São Paulo e no Rio de Janeiro. flores solitárias. no Rio Grande do Sul. tônica. Malvaísco. na dose de três xícaras ao dia.4). Malva e Vassoura-do-campo. carpídio isolado com sementes trígono-achatadas (Figura 11.. Na Mata Atlântica. dispostas em racemos. ereta. contra desarranjo menstrual. 1986). no Rio Grande do Sul. e Guanxuma. Uacima e Uacima-roxa. O nome do gênero Sida descrito por Carl Linnaeus é um antigo nome grego usado por Linnaeus. e o termo vulgar "Relógio" vem da pontualidade com que as flores se abrem e fecham diariamente. Aramim.

cannabinus (Kulchik . suculentus (Tomoda et al. 1977a. Tomoda & Ichikawa. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ciclopropenos (Nakatani et ai. rosa-sinensis foi isolado metil 2-hídroxisterculato (Nakatani & Hase.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto. de até 3 m de altura. De H. solitárias. com grande destaque para as três nervuras centrais. moschentos (Tomoda et al. roxas ou rosas. 1987). 1991). H. emoliente e contra eólicas renais. 1985) e H. 1990). Corrêa (1984) refere que a planta é emoliente. cordiformes. enquanto a infusão das flores como expectorante e a decocção das cascas empregada internamente contra afecções do digestivo. cannabinus foram isolados. lobadas e de formas variáveis. com ramos alternos cilíndricos. comum às espécies desse gênero. syriaceus (Shimizu et al. 3-7 nervadas. pequenas... flores pecioladas. a decocção da raiz é usada como diurético. 1991). diurética e útil contra eólicas. ligninas de H. fruto do tipo capsular.. um esterol denominado beta-rosasterol (Yu et ai. de onde partem folhas alternas. mucilagens das espécies H. além de as flores serem consideradas excelentes expectorantes. H. A planta é de grande ocorrência no Brasil e em outros países tropicais. Não foram citadas espécies medicinais desse gênero na região da Mata Atlântica. De suas pétalas foram isoladas antocianinas identificadas como cianidina-3-soforosídeo (Nakamura et ai. 1984). fosfolipídios (Tolibaev et ai. 1986). pecioladas.. suculentus (Moawad et al. 1986). onde se encontram glândulas nectaríferas. Dados químicos Hibiscus De H. 1977b e 1978). O nome do gênero Urena descrito por Carl Linnaeus deriva do uso da infusão das flores como expectorante. 1986.. mas também é cultivada e espontânea em alguns países de clima temperado. 1990) e quatro novos compostos alifáticos (Nakatani et ai.

monoglicerídeos. diacilglicerídeos. esterol ésters. fosfatidiletanolamina. 1978). epi-ikshusterol. 1989). além de genina e açúcares como delfinidina e cianidina. sesquiterpenóides de H. glucose. Me dioxindole-3-acetato e rutina (Ohmoto et al. sabdariffa revela sua presença em 6%-8%. cannabinus foram isolados ácido péctico (Saha et al.-L-ramnosídeo e os flavonóides foliares saponaretina e saponarina (Bandyukova & Ligai. sterculico. 1986. Um estudo da composição do mucopolissacarídeo das flores de H. 1990). De H. uma pectina típica (constituinte majoritário) (Mueller & Franz.. 1988).. pelargonidina.et al. 1986).8. cianidina. N-acilfosfatidiletanolamina. 1988). 1977).4'-pentahidroxiflavona. vernólico e outros ácidos graxos (Farooqi & Ahmad. ácido 2-oxindole-3-acetilaminometilaspártico. esculentus e H. 7-0alfa-ramnopiranosídeo. 1990).. xilose e frutose (Pouget et al. 1990a e 1990b). Das sementes de H.. Em cultura de tecidos. quercimeritrina. cannabinus foram isolados hidrocarbonetos. 1988). Das pétalas de H. 1989). 1991) e lactonas de H. sabdariffa produziu antocianinas. oléico e linoléico (Tolibaev et al. lisofosfatidilcolina e lisofosfatidilinositol.. malvidina (Kim et al. beta-sitosterilglicosilado. Duckart et al. De H. moschentos foram isolados 3. arabinose e arabinan. além de 15% de ramnose. galactose. Husain et al. 1989a e 1989b). epoxiacilglicerídeos. De H. dois tipos de glocisídeos cianidinas (Mizukami et al. ikshusterol. Foram isolados também de H. fosfatidilinositol. tiliaceus (Ali et al. peonidina.-L-arabinosideo-7.7. 1990) e alfacelulose (Saikia et al. . o H. N-acilisofosfatidiletanolamina. 1986. sabdariffa foi determinada (Kalyane.. mutabilis também foram detectadas as antocianinas (Amrhein & Frank. 1988). esterois livres. esculentus furfuraldeído do ácido aldobiurônico (Shaw & Sen. petunidina. linolenato de metila. No óleo das sementes de H. syriacus foram isolados 3-O-malonilglucosídeos de delfinidina.. triacilglicerídeos...5.. ácidos palmítico. mutabilis foram detectadas as presenças dos ácidos malválico. taxifolina e herbacetina. betasitosterol.. abelmoschus (Maurer & Grieder. kaempferol 3. ácidos graxos livres. 1991). glicolipídios e fosfolipídios que incluem fosfatidilcolina. A quantificação das proteínas das sementes de H. kaempferol-7-O-alfa-ramnopiranosídeo.

1995). diversos terpenóides (Hunter et al. lecitinas. barbadense vários flavonóides (El-Negoumy et al. Foram isolados de G. palmito-dilinoleínas. De G. palmítico. 1978) e polissacarídeos (Rakhmov et al. também isolado de G. miristoléico e palmitoléico. prolamina e glutelina (Sammour et al. G. esteárico. fosfolípides. dipalmito-oleínas.Das folhas de H. 1980). syriacus também foi isolada mucilagem composta de polissacarídeos como L-ramnose. Ermatov et al. Gossypium As principais espécies do gênero Gossypium são G. 1986). 1985). 1978) e o gossipol (Zhou & Lin. Das sementes de G. araquídico. principalmente o esqualeno. 1987). barbadense determinou a presença de albumina. silianum (Kumamoto et al. ácido D-galacturônico e ácido L-glucurônico (Shimizu et al 1986). mirístico. hirsutum e B. xantofilas. hirsutum também foram isolados amilose e amilopectina (Chang. tocoferóis como alfa e gama-tocoferóis. D-galactose. 1986. hidrocarbonetos. 1986). resinas. 1979) e G. Isolaram-se ainda os ácidos linoléico. Foi feita a determinação de (-) gossipol e . oléico. óleo-dilinoleínas. Um estudo qualitativo e quantitativo das proteínas presentes nas sementes de G. sesquiterpenóides (0'Brien & Stipanovic. glicerídeos como palmito-óleolinoleínas. hirsutum (Schmidt & Wells. rainundii (Stipanovic et al. dipalmito-linoleínas. corantes como carotenos. 1985). hirsutum e G arboreum. Compostos terpenóides também foram determinados nas espécies G. mucilagens e proteínas (Costa. barbadense. globulina. 1979). esteróis. 1995). barbadense foram isoladas proteínas solúveis em água (Yunuskhanov & Dzhalilov.

escopoletina e escopolina e ácido clorogênico. esteárico e hexacosanóico (Khan et al. 1987). fitano. quercimeritrina e herbacetina e as cumarinas. As partes aéreas de S. S. ácido glutâmico e aspártico. veronicaefolia foram isolados n-alcanos de cadeia longa (C13-36) e os fitosteróis. 1988a). rosasinensis durante sessenta dias em ratos adultos machos sadios causou alterações degenerativas no espermatócito. 1989b). Foi detectada também a presença dos aminoácidos livres serina. As proteínas e o conteúdo de ácido siálico no epidídimo. campesterol. acuta. Dados farmacológicos Hibiscus A administração oral do extrato etanólico 50% (400 mg/dia) de H. rhombifolia foram isolados n-alcanos e esteróis (Goyal & Rani. hermaphrodita com etanol 70% obteve o maior rendimento de rutina (2. 1989a). hirsutum (Zhou & Lin. hermaphrodita contêm também os flavonóides.3%3%) (Bandyukova & Ligai. hentriacontano e nonacosano) e fitosteróis (colesterol. ácidos graxos como beta-sitosterol. 1988). 1989). pristano. ácido palmítico. Os valores hematológicos ficaram dentro da faixa normal. e detectouse também a presença de baixas concentrações de taninos nas espécies G. fenilalanina e alanina (Ligai & Bandyukova. S. spinosa (Prakash et al. humilis. cordifolia contêm hidrocarbonetos saturados. acuta (Goyal & Rani. A extração das partes aéreas de S. 1990). Das partes aéreas de S. As partes aéreas floridas de S. Hidrocarbonetos (alcanos de cadeia normal e ramificada. O epidídimo apresentou uma diminuição de espermatozóides. 1981). stigmasterol. isoquercitrina. betasitosterol e stigmast-7-enol) também foram isolados das partes aéreas de P. barbadense e G. colesterol e stigmasterol (Goyal & Rani. hirsutum (Mansour et al. rhombifolia e S. De S.(+) gossipol de G. 1997). barbadense e G. Sida Alcalóides foram isolados de S. vesícula seminal e próstata ventral foram . espermátide e espermatozóide.

1985). As flores de H. antioxidante e anti-hepatotóxico (Liu et al. e a atividade da enzima DELTA 5-3 beta-hidroxi-esteróide dehidrogenase do corpo lúteo diminui sensivelmente. sabdariffa foi capaz de inibir in vitro a conversão da angiotensina I e em menor grau a elastase. Não foram observadas alterações no glicogênio testicular. Os componentes de Hibiscus mucilage apresentaram atividade anticomplemento em soro humano. 2000). antimutagênica (Wang et al. esculentus. citotóxica. 1984. 1987). rosa-sinensis foi de 100% nos ratos (Gupta et al. Pai et al. 1979). a administração oral do extrato benzênico das flores de H. 2002). causando o final da gestação (Pakrashi et al. tripsina e a alfa-quimiotripsina. 1987). e de H. com queda dos níveis plasmáticos de progesterona. moschentos (Tomoda et al. a atividade broncodilatadora (Medeiros et al. 1989). A espécie H. 2001). dificultando a implantação de óvulos e impedindo o desenvolvimento da gravidez em 92% dos animais (Kabir et al. no tratamento com Hibiscus. 1985). A luteólise pode se dar pela interferência hormonal. O efeito está associado com a queda dos níveis de progesterona periférica e na diminuição da atividade da fosfatase ácida uterina. 1976a e 1976b ). . Tan (1983) e Singwi & Lall (1980) e hipoglicemiante (Sochdewa et al. rosa-sinensis na dose de 1 gAg/dia durante cinco a oito dias encerra a gestação em 92% dos animais. Essas atividades. 1986). antiespermatogênica. O extrato das flores de H.reduzidos nos animais tratados com H. O ovário apresenta sinais de luteólise. O extrato causa reabsorção do feto e diminuição do tamanho do ovário. 1999. rosa-sinensis apresentaram uma forte atividade contraceptiva. rosa-sinensis (Kholkute & Udupa. Ainda de H. sabdariffa (El-Merzabani et al. 1999). sabdariffa foi caracterizada também como anti-hipertensiva (Onyenekwe et al. 1986.. O efeito angioprotetor em ratos se deu pela presença de flavonas e antocioninas no extrato (Jonadet et al. 1987). porém os níveis de colesterol subiram. assim como uma forte ação citostática. hipoglicêmica de H. esculentus (Medeiros et al. e inibidora da broncoconstricção por ADP de H. 1990). verificadas por Singh et al (1982). rosa-sinensis foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Andrade et al. A taxa de inibição de fertilidade com H. Pakrashi et al. Com outras espécies foram verificadas atividades antitumoral de H. bem como atividade hipoglicemiante (Tomoda et al. Haji & Haji. Em camundongos. 1992).

induziu esterilidade em ratos machos (Nadakavukaren et al.Gossypium O gossipol. As proteínas das sementes de G. Os sintomas de intoxicação se dão pela presença do gossipol nessas espécies. Malva Para a espécie Malva parviplora existem relatos de atividade antifúngica (Wang et al. Atividade antibiótica contra bactérias e fungos foi verificada com extratos de S. hirsutum são capazes de induzir a liberação de histamina por mastócitos e de promover alterações respiratórias em humanos (Elissalde et al. hirsutum e G. Sida Os alcalóides de S. 1997). rhombifolia (Bortoluzzi et al. 1980). 2001. Terpenóides isolados de G. 1984). Wang & Bunkers. A atividade antibacteriana de compostos como alcanos e esteróis isolados de três espécies de Sida indicam que os hidrocarbonetos de cadeia longa . 1988) e S. 1985). acuta apresentaram atividade antimicrobiana (Gunatilaka et al. serratifolia (Sawhney et al. 1995). barbadense e G. 1978). O estudo da atividade antioxidativa demonstrou que o extrato de Gossypium barbadense inibiu altas porcentagens da atividade hidrocarboneto hidroxilase produzido pelas enzimas microssomais hepáticas de camundongos induzidos por lindane. Um estudo extenso sobre essa substância e seus efeitos tóxicos pode ser encontrado no trabalho de Liener (1980).. Extratos de S. 1982). Flavonóides de G. 2000) e tóxico (Bourke. barbadense tem uma importante função de proteção contra injúrias oxidativas (Awney et al. 1996). barbadense apresentaram propriedades imunoquímicas (Ermatov et al. arboreum apresentaram atividade antibacteriana contra várias bactérias (Waage & Hedin. Esses resultados indicam que a atividade antioxidante que está associada com o efeito anticarcinogênico de G. cordifolia apresentaram atividade de prevenção de cáries dentárias (Namba et al. principal constituinte do óleo do algodão. 1985). 1979) e mostrou-se eficaz como agente antifertilidade em fêmeas (Nomeir & Abou-Donia.

cordifolia (Malva-branca). 1988b). 1997). poucas em áreas temperadas. com uso popular nas afecções respiratórias e digestivas. distribuídas em onze diferentes gêneros. carpinifolia. raramente ervas ou lianas (Mabberley. nos quais se distribuem 1. porém com atividade tóxica (Bortoluzzi et al. F. exceto Bacillus subtilis. e o gênero Theobroma. Na região . 2001). A introdução do grupo acetil no esterol propicia a diminuição da atividade do composto (Goyal & Rani. Segundo Barrozo (1978). 1998. Helicteres e Waltheria. utilizadas popularmente para banhos ginecológicos e nos casos de inflamações da mucosa bucal. não foi observada atividade mutagênica (Sugai. Dombeya. onde também é comum a ocorrência de espécies do gênero Guazuma. lobata apresentaram atividade antibacteriana (Mazumder et al. Espécies medicinais da família Sterculiaceae Introdução A família Sterculiaceae descrita por Augustin Pyramus de Candole compreende 67 gêneros. Os principais gêneros presentes no Brasil são: Byttneria. 1992). do valioso Cacaueiro Joly 1998). V. incluindo árvores e arbustos. no Brasil ocorrem cerca de 120 espécies. enquanto os esteróis são ativos contra seletivas bactérias. Bianchi et al. rhombifolia. Drena As raízes de U. As espécies medicinais aqui descritas foram referidas na região amazônica. 1998. de grande cultivo em jardins. todos típicos de cerrados e campos. Atividade antimicrobiana também foi detectada nas folhas e raízes de S. 1988.500 espécies tropicais.são ativos contra bactérias gram-positivo e gram-negativo. dos populares Chichá e Tacacá do Nordeste brasileiro. Franzotti et al. Do infuso de S. Fernandes et al. foram detectadas as atividades antiinflamatória e antimicrobiana (Santos. Sterculia. onde são encontrados em abundância. Das partes aéreas e folhas de S. 1998). vulgarmente chamada de Guaxuma. 1996). et al. C.

O nome do gênero. descrito por Carl Linnaeus. 1988). fruto do tipo capsular grande. 1990). 1991). folhas com pecíolos curtos e carnosos. Dados botânicos Arvore de grande porte. grandes e vistosas. duas das mais importantes e valiosas espécies. ovóide. grossos e tomentosos. bem como nas comunidades locais da Amazônia. Suas sementes são utilizadas para tratar dores abdominais. pedunculadas. Em tribos indígenas amazônicas. com estipulas caducas. liso e escuro (Figura 11. significa "manjar dos deuses". e o chá da sua casca. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O gênero Theobroma. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica e em todo o Brasil de Cupuaçu.) Schum. o suco das folhas é usado no tratamento da bronquite e de infecções renais. medicinal e alimentar. para o tratamento de diarréia. o Cupuaçu é cultivado como uma fonte alimentar primária (Balee & Moore. vermelho-escuras. de valor econômico. inclui vinte espécies vegetais de ocorrência na América tropical. Theobroma. Espécies medicinais Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng. Cupu-assu. flores que brotam dos galhos. onde podemos referir o Cupuaçu e o Cacau. com ramos longos. no Pará (Amorozo & Gély.da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. ou por suas variantes: Cupuaçu. na tribo ticuna da Amazônia (Schultes & Raffauf. com grande abundância no Norte e Nordeste do Brasil. . com brácteas linear-lanceoladas. oblongolanceoladas.5). Copoaçu.

ácidos esteárico.7. mirístico. ex Mart. 1977). fasciculadas. Criollo..3. oblongolanceoladas. Cacaoyer. como a T. inibidores fenólicos da a-amilase. inteiras. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Pagonini et al. denominado Theobroma cacao L. Outros nomes populares atribuídos a essa espécie são Cacao. et al. 1986).6). globulinas (Voigt et al. oléico e linoléico. Outras indicações incluem o uso da cinza da madeira e da casca do fruto para produção de um sabão artesanal.. cacao desse mesmo gênero é usada nos casos de câncer e hemorróidas (Santos. no Amazonas. 1992a e 1992b). 1979). até 10 m de altura. speciosa possui ácido 1. glicerídeos di-saturados. Cacao forastero. grandiflorum)..e tri-insaturados (Costa. Dados químicos Assim como no Cupuaçu (T.. mono. e a forma de uso se baseia na secagem das folhas a serem aplicadas na região afetada. fornece sementes sucedâneas ao Cacau verdadeiro. M. cafeína (Maia et al. T. Chocolate. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Cacau.Theobroma speciosa Willd. Cacao azul. contêm flavonóides (Jalal & Collin. (Figura 11. Outras espécies desse gênero. Caca-y. 1993). palmítico. cacao. a planta é utilizada para o tratamento de infecções da garganta. 1970. folhas com pecíolos longos. fruto capsular ferrugíneo. usado no interior da região amazônica como excelente desodorante (Rodrigues. teobromina. Kakao. Já a espécie T. Dados botânicos Árvore de porte médio. flores dispostas no caule. vermelho-escuras. 1989). com ramos curtos. tripsina . albuminas.9-tetrametilúrico.

e T. Durante a maturação da semente foi detectada a presença de fenóis.. O T. 1995). Em menor quantidade foi detectada a presença de ácido hexadecadienóico. cacao foi caracterizado como de 190. derivados do ácido hidroxicinâmico. porém.74% (SantAnna Tucci et al. Foi confirmada também a presença de (-)-epicatequina. 1996).5%) e o isoeugenol (8. esteárico e oléico (Griffiths & Harwood.7% a 57.2%). ácido erúcico e ácido lignocérico (Zakaria & Busri. Esse constituinte também .9%). cafeína e teofilina foram detectados nas diferentes partes de duas variedades de T. simiarum. cacao consistem de 78 componentes. 1994). 1987). 1989). 1994). augustifolium. cacao do Estado de São Paulo foi analisado quanto ao seu conteúdo de gordura. xantinas e lipídios. cacao. Em T.. 1986). Nessa espécie foi detectada a presença de hidrocarbonetos saturados. Essas duas últimas substâncias atuam contra o fitopatógeno Crinipellis perniciosa (Vassoura-de-bruxa) (Andebrhan et al. taninos. subincanum. (-)epicatequina. principalmente hidrocarbonetos saturados e insaturados. que variou 50. mammosum foi detectada a presença de 58 componentes. 1986). Porém. O índice de saponificação da T. bem como em sementes de Theobroma grandiflorum. augustifolium (Sotelo & Alvarez. tais como ácidos palmítico. tais como o 1-pentadeceno e n-pentadecano. Os alcalóides teobromina. e sua goma encerra polissacarídeos (Figueira et al. taninos condensados.. speciosum. geraniol. A gordura foi o principal constituinte das sementes de todas as amostras (Sotelo & Alvarez. 1987). T.. ácido lático. nerol.. 1991).37 a 1. procianidina B2. A taxa de ácido graxos saturados/ insaturados variou de 1.(Quesada et al. bicolor e T. os maiores constituintes foram os monoterpenóides citral. 1995) estão presentes nas sementes dessa espécie. teobromina. Em T. pela presença de ácidos graxos. As essências florais de T. quercetina e esculentina (Bastide et al. 1991). mariae. antocianinas. diferentemente do T. bicolor e T. 1996). ácido araquídico. T.6%. cacao e também em T. teobromina e teofilina) foram encontrados em Theobroma cacao (Hammerstone et ai.. longifoleno e citronelol (Erickson et al.. gorduras (Malini et al. Alcalóides purínicos (cafeína. dentre os quais o óxido de linalol (12. (+)-catequina e antocianinas (Andebrhan et al. nenhuma dessas quatro espécies vegetais apresenta teofilina (Marx & Maia.. Além de açúcares totais.. quercetina3-0-glucosídeo. o n-tricosana foi caracterizado como majoritário (12. ácido ecosadienóico. ácido cítrico. T. flavan-3-ols. 1991).

1970.. análoga à manteiga de cacau. Esses polifenóis também foram responsáveis pelas atividades antioxidante e moduladora do sistema humano in vitro (Osakabe et al. et al. M. Inúmeras revisões têm sido feitas acerca das propriedades farmacológicas dos alcalóides derivados das metilxantinas.. fenóis e taninos... com ponto de fusão de 32°C (Rodrigues.. Polifenóis antitumorais foram encontrados no extrato hidroalcoólico (60:40) das sementes de T. cacao (Gurney et al. proteína. teobromina e teofilina com seu efeito estimulante natural (Matissek. Aos polifenóis é atribuída também a atividade antiestresse em testes comportamentais em ratos (Takeda. 1997). 1997). clorofila. 1992). cacao (Yamagishi et al.. . Melzig et al. 1992a e 1992b). uma atividade analgésica (Santos.. 1997). isolada dessa espécie vegetal. O fruto do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu) apresenta em sua composição açúcares. 1997. Sanbongi et al. bem como atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Perez & Anesini. A presença de epicatechina contribui para a inibição da lipoxigenose e o efeito antiinflamatório desta espécie (Schewe et al. Paganini et al. 1997). 1997. A infecção das folhas com o fungo Crinipellis perniciosa é capaz de promover alterações na composição do fruto (Da Conceição et al.pode ser encontrado em culturas de tecidos de T.. cacao apresentou um efeito vasodilatador. Dados farmacológicos das espécies e do gênero O extrato aquoso dos frutos de T. e a proantocianidina. 1997). 1989).. 2000). amido. As sementes fornecem 48% de uma gordura branca.. cafeína. 2002). 1994) e antidepressora (Matsunaga et al.

raramente ervas ou lianas (Mabberley. Dados botânicos Árvore de porte médio. Espécies medicinais Muntingia calabura L. Outras denominações são Calabura e Pau-de-seda. Os principais gêneros são Tilia e Muntingia. Essa família tem no Brasil um dos principais centros de dispersão. que a referiram como medicinal. serrilhadas. No Brasil. oblongolanceoladas. flores brancas com cinco sépalas e cinco pétalas. de até 13 m de altura. 1998). e Apeiba.Espécies medicinais da família Tiliaceae Introdução A família Tiliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 46 gêneros e 680 espécies subcosmopolitas. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins. Outros nomes atribuídos à espécie decorrem desse nome indígena: Curuminzeira e Curuminzieira. agudas no ápice e oblíquas na base. folhas curto-pecioladas. os gêneros mais comuns são Luehea. da planta Pau-de-jangada. Na região da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. muito conhecida na região amazônica Joly. com o nome de Curumin-nhapuá. 1978). de outra espécie medicinal chamada Carrapicho-de-carneiro. e aqui são encontrados treze gêneros e aproximadamente sessenta espécies (Barrozo. 1997). que compreende uma espécie medicinal denominada Açoita-cavalo. de numerosos estames livres. . Triumfetta. neste último está aqui descrita a única espécie referida na região amazônica como medicinal. sendo a maioria de árvores e arbustos.

Do extrato citotóxico das raízes de M. Dados químicos das espécies e do gênero Das folhas e flores de M.5%) e compostos carbonil (23. ovário 5-7 locular. arredondado. Por destilação de arraste a vapor foram identificados 56 compostos. denominado de 2-acetil-l-pirroline (1. indeiscente. O gênero Muntingia descrito por Carl Linnaeus inclui uma única espécie. A casca é emoliente. e salicilato de metila. calabura foram isoladas Havanas. ácido caféico e ácido elágico (Seethraman. 1990). kaempferol 3-O-beta-D-galactosídeo. foram isolados por destilação a vácuo 42 compostos.. Dos frutos de Aí.dispostas em pedicelos axilares. 1984). vermelho. 1991). calabura L.4%).3%) os mais significativos.3%). inúmeras sementes (Figura 11. quercetina. Foi observada a presença de potentes componentes de odor.6%) e derivados furanos (8. ésteres (26. compostos fenólicos (11.9%). dos quais predominaram alcanos (44.3%). fruto do tipo baga.3%). O nome do gênero foi dado por Linnaeus em homenagem a Abraham Munting.7%). sendo ésteres (31. sesquiterpenóides (10. alcanos (15.7). calabura foram isolados polifenóis como kaempferol. flavonas e biflavanas (Kaneda et al. . antiespasmódicas (Corrêa. e as flores. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado pelos índios tenharins para facilitar a expulsão do feto durante o parto. aqui descrita como medicinal.

1998.FIGURA 11.1 -Bixa arbórea. Detalhe do ramo com flores (Desenho modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. e foto original por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .

1984).FIGURA 11. 1998) (Banco de imagens - .Hibiscus rosa-sinensis: a) ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa. b) detalhe do fruto aberto (segundo Gemtchujnikov em Joly.2 .

3 .FIGURA 11. Ramos floridos com detalhes das flores (Desenhos originais por Di Stasi e fotos originais por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .Gossypium barbadense.

Detalhe do ramo florido e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.FIGURA 11. canaiensis.4 .Sida rhombifolia var. 1998) (Banco de imagens .

FIGURA 11. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens .Theobroma grandiflorum.5 .

Theobroma speciosa.FIGURA 11.6 . Detalhe do ramo florido (Flora brasiliensis) e detalhe do caule com frutos (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .

FIGURA 11.Muntingia calabura. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov) (Banco de imagens .7 .

As outras duas famílias dessa ordem.12 Urticales medicinais L. das quais as famílias Moraceae. C. Urticaceae e Cannabaceae possuem importantes espécies de valor medicinal. Di Stasi L N. fonte da maconha (Cannabis sativa). não possuem importantes espécies de valor medicinal. Em duas delas. Nos estudos realizados e apresentados neste livro. Ulmaceae e Barbeyacea. fonte de substâncias também tóxicas. Da família Urticaceae devemos destacar a ocorrência de espécies medicinais nos gêneros Parietaria e Pilea. e o importante gênero Urtica. A. devemos salientar os gêneros Cannabis e Humulus: o primeiro. apresentamos distintamente as famílias Cecropiaceae e Moraceae. espécies medicinais foram referidas na região amazônica e na Mata Atlântica. Da família Cannabaceae. Seito C. amplamente conhecida como . Cecropiaceae e Moraceae. e o segundo. cujas espécies sempre foram referidas apenas na família Moraceae. por esse fato. pois nela estão incluídas cinco famílias botânicas. Cecropiaceae. duas espécies medicinais foram referidas: Cecropiapeltata. Hiruma-Lima A ordem Urticales é uma importante ordem da subclasse Dillenidae. Relembramos aqui que empregamos neste estudo a revisão de Kubitzki sobre o sistema de classificação de Cronquist e. cujo uso abusivo é disseminado em todo o planeta.

Figueira-de-surinam. Embaúba. Arvore-da-preguiça e Torém. Imbati. longopecioladas. Espécies medicinais Cecropia peltata L. lactescentes. Poiküospermum. Outras denominações populares são Aimbahú. peitadas acima do centro. Arvore-da-guiça. . Com esse novo arranjo. Imbaubão. Myrianthus. Ambatí. a família Cecropiaceae fica definida como uma família que inclui aproximadamente 180 espécies. folhas grandes. Ibaíba. Musanga. referida com adulterante da Espinheirasanta. Ambaíba. de Lixa.Umbaúba e citada como medicinal tanto na Amazônia como na Mata Atlântica. Ambahú. ao passo que na Mata Atlântica são comuns os nomes Embaúba e Umbaúba. Pourouma e Cecropia. sendo este último o único importante como fonte de espécies medicinais e com grande ocorrência em todo o Brasil. Dados botânicos Árvore com ramos curvos. alternas e protegidas por duas estipulas. e a espécie Sorocea bomplandii. Ibaituga. Espécies medicinais da família Cecropiaceae Introdução A família Cecropiaceae foi recentemente definida por Corneli C. Berg e incorporada por Kubitzki em sua modificação sobre o sistema de Cronquist. Nomes populares Na região amazônica a planta é chamada de Imbaúba. distribuídas em seis gêneros: Coussapoa. Ambaí. Toréin. Ambaitinga. uma importante espécie medicinal da Mata Atlântica.

frutos nuculares. gemas e brotos são adstringentes. a raiz é considerada útil contra tosse. referindo-se ao caule e aos ramos ocos das plantas desse gênero. Santos. hidropisia. Das raízes de C. A. peltata já foram detectadas atividades antimalárica e atóxica (Marinuzzi et al. 1986. 1998).. não foi detectada atividade inflamatória (Schenkel et al. Kerber. 1984b). adenopus. antililiásica (Domingos et al. et al. Nas folhas do extrato de C. 1992. F. a decocção das folhas é amplamente usada contra tosses. lyratiloba (Menda.. unilocular. glazioui foram detectadas as atividades antisecretora (Cysneiros et al. catharinensis foi determinada atividade colinomimética bloqueável por atropina (Dalla-Costa & Rates. formando infrutescências inclusas (Figura 12. meio homem e meio serpente. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A.1). bronquite e gripes fortes. 1996b). . O gênero Cecropia descrito por Pehs Loefling compreende 75 espécies tropicais. filho da Terra. 1986). O xarope dos brotos também é usado contra tosse. C. a decocção das folhas é usada para facilitar o funcionamento dos rins e contra a malária (Corrêa. o látex é usado contra úlceras gangrenosas e cancerosas e verrugas. flores masculinas com dois estames e femininas com ovário súpero. usados na fabricação de instrumentos de sopro. indicada popularmente como antiinflamatório. Na espécie C. 1985). et al.flores pequenas de sexo separado. Na região do Vale do Ribeira. Dados químicos e farmacológicos Foram isolados flavonóides e cumarinas de C. catharinensis. A. carpelar. muitas delas de ocorrência no Brasil. 1994). C. 1983). Mal de Parkinson. do grego. 1996).. asma. O nome do gênero Cecropia vem de Cecrops. 1984). que significa "chamar. indicado popularmente como diurético e no tratamento de bronquites e asmas.... o chá dos brotos é tido como útil contra tosse e bronquite. ecoar".. R. apresentou atividade hipotensora e atóxica (Borges. R. As folhas. Das folhas de C. reunidas em densas inflorescências. et al. Em C. obtusa foram detectadas as atividades anti-hipertensiva e diurética (Ribeiro.

Lanjow & Bouer Nomes populares A espécie é chamada. antiulcerogênica (Cysneiros et al. característica marcante da maioria das espécies dessa família.100 espécies tropicais e poucas temperadas. 1992).. Astocarpus e Sorocea.. que incluem árvores. A cecropina.. 1998a e 1998b.) Burger. Espécies medicinais da família Moraceae Introdução A família Moraceae. descrita originalmente por. Morus. 2001).depressora do SNC. Dorstenia. com inúmeras espécies usadas como ornamentais. 1997). 2001).. Diversos estudos comprovaram a indicação como anti-hipertensivo.. Johann Heirinch Friedrich Link. Rocho et al. pois é confundida e coletada como a verdadeira Espinheira-santa. A atividade hipoglicemiante foi constatada nas folhas de C. 1988. 2001). de Espinheira-santa. na Mata Atlântica. Cysneiros et al.. 1998) e antimalárica (Marinuzzi et al.. usualmente com células lactíferas e grande produção de látex. 1988). Rocha et al. ansiolítica (Barettaetal. distribuídas em 38 gêneros. distribuídas em 28 gêneros. lianas e ervas (Mabberley. dos quais se destacam: Ficus. compreende 1. a família conta com aproximadamente 340 espécies. possui atividade antimicrobiana (Andra et al. obtusifolia (Andrade-Cetto & Wiedenfild. e um dos compostos responsáveis é a isovitexina (Delia Monache et al. espasmolítica (Delia Monache et al. analgésico e relaxante muscular (Perez-Guerrero et al. No Brasil. 1998. Esta mesma espécie apresentou baixa toxicidade... Em outras re- . isolada de espécies deste gênero. efeito depressor do SNC. 1993 e 1996a). 2002).. arbustos. Espécies medicinais Sorocea bomplandii (Baill. antidepressiva. nos quais várias espécies medicinais são encontradas.

chegando a 10 cm de comprimento. 2001. onde ocorre em abundância e possui uma madeira empregada apenas pela população local para produção de cabos de enxadas e outros utensílios. com tronco ereto. Trata-se de uma espécie perenifólia. . 1993). Soroco. Flavonóides foram isolados de S. Canxim. 2001) e antagonizou as contrações em úteros de ratos e íleo de cobaia (Calixto et al. Esta mesma espécie apresentou efetiva atividade antiulcerogênica (Andrade et al. folhas simples. ilicifolia e S. da família Celastraceae).. Araçari. Calixto et al. Folhas-de-serra. quando não está em época de floração. Laranjeira-do-mato. Recentemente. especialmente na Mata Atlântica. os dados etnofarmacológicos obtidos incluem o uso da espécie no tratamento de úlceras. A espécie é latescente. característica importante na diferenciação em relação à Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. bomplandii (Ferrari & Delle Monache. fruto do tipo baga. A planta é de ocorrência no Sudeste e no Sul do Brasil. a infusão da espécie é usada contra dores de estômago...giões do país a planta é chamada de Cincho. primária e exclusiva do sub-bosque de matas primárias. ciófita. Carapicica-de-folha-miúda. bomplandii. Resple. 1993). Gonzales et al. Dados Químicos e Farmacológicos A soroceina foi isolada de S. uso comum nas comunidades do Vale do Ribeira.. bastante coriáceas e de bordas com pequenos espinhos. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 12 m de altura. especialmente da Mata Atlântica. de casca fina. 2001. cilíndrico. de face superior brilhante e inferior opaca. inflorescências em rácimos axilares com flores verdes (femininas) e vermelho-escuras (masculinas).

Cecropia peltata: a) vista geral da planta (foto M. S.1 . 1998. Reis). (Banco de imagens . c) inflorescência.FIGURA 12. b) detalhe da folha. d) flor feminina. e) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.

R. Santos L. lianas ou ervas. Hiruma-Lima A. com aproximadamente 1. Guimarães C. Na família ocorrem árvores. 1997). A. Das centenas de gêneros. . M. Os principais gêneros estão distribuídos em cinco subfamílias e. segundo Mabberley (1997). especialmente encontradas em regiões tropicais e subtropicais (Mabberley.100 espécies. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. M. 1978). Thymelaceae e Euphorbiaceae. M. das quais a terceira é uma importante fonte de espécies medicinais. com ampla distribuição e ocorrência no Brasil. a maioria cosmopolita. No Brasil. comumente com células especializadas na produção de látex. nos quais estão distribuídas aproximadamente 8. A família Euphorbiaceae. visto que os limites da diferenciação dos gêneros são pouco precisos. Souza-Brito E. compreende 313 gêneros. C.13 Euphorbiales medicinais C.100 espécies espalhadas pelos mais variados tipos de vegetação (Barrozo. arbustos. é urgente uma revisão da família. Di Stasi Introdução A ordem Euphorbiales inclui apenas três famílias botânicas: Pandaceae. a família é representada por 72 gêneros.

devemos destacar Ricinus. Uma importante espécie da região amazônica do gênero Hevea é a seringueira. problemas hepáticos. pecioladas. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica como Sacaca e Cajucara. especialmente em Phyllanthus. espécie rica em óleo de rícino. devemos destacar inúmeras espécies usadas como ornamentais. esquizocárpico. lanceoladas. Pedilanthus. Jatropha e Croton. Espécies medicinais são referidas e encontradas em vários gêneros. Do gênero Euphorbia. icterícia e malária. e outras. Dados botânicos Arbusto grande de até 6 m de altura. fruto seco. belas quando floridas e muitas delas causadoras de irritação ocular. a decocção das folhas é utilizada contra dores de estômago. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. amplamente explorado comercialmente e cuja espécie Ricinus communis também é usada para diversas finalidades terapêuticas.1). Nesse gênero ocorrem 750 espécies tropicais. pela semelhança das sementes com esse animal. verdes. O nome do gênero Croton descrito por Carl Linnaeus significa "carrapato". a maior produtora de borracha. sementes ricas em endosperma (Figura 13. ervas e arbustos. Mabea. atualmente cultivada em vários países. folhas simples. sendo algumas árvores. que são abundantes na região amazônica e na Mata Atlântica. febres. dos quais referimos algumas espécies a seguir. enquanto a infu- . peninérveas. Espécies medicinais Croton cajucara Beth. com limbo dividido em lobos ou segmentos. da valiosa Mamona. flores de sexo separado. reunidas em inflorescências racemosas com flores femininas inferiores. separando-se em três cocos. estipuladas.

Pião. Pinhão-manso. Não foram encontradas outras indicações populares para essa espécie. nodoso. e Mandobiguaçu. Dados botânicos Arvore de até 4 m de altura. no Ceará. com brácteas . Pinhão-de-purga. estipuladas. Pinhãodos-barbados. Jairopha curcas L Nomes populares A espécie é chamada de Peão-branco. mas também de Peão. misturada com Melão-de-são-caetano (Momordica charantia). sementes ricas em endosperma. lobadas. com ápice curtamente acuminado e base cordada. pequenas. folhas simples. reunidas em inflorescências paucifloras. Maduri-graça.são das folhas. A espécie é muitas vezes usada em substituição à Croton cajucara. peninérveas. na região amazônica. glabras. é útil contra hepatite. membranosas. palminérvias. a Sacaca. amarelo-esverdeadas. reunidas em inflorescências racemosas. curto-pecioladas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada via oral contra malária e problemas do fígado. lactescente. folhas alternas. flores unissexuadas. Nomes populares A espécie é chamada. no Pará. atingindo até 4 m de altura. Croton sacaquinha Croizat. de caule grosso. fruto seco. flores de sexo separado. Pinhão Pinhão-branco. Pinhão-do-paraguai. grandes. de Sacaquinha. lanceoladas. Dados botânicos A planta é um arbusto de porte médio. esquizocárpico. separando-se em três cocos. longo-pecioladas.

A população ribeirinha da região amazônica refere que o embrião da semente pode levar à cegueira pela alucinação que produz. Arg. contra feridas (Amorozo & Gély. o látex é aplicado externamente. tosse e catarro no peito (torrar com sebo da Holanda). e phagein = "comer" (depois que extraído o composto tóxico da raiz. Erva-purgante.. o chá das folhas é usado contra febre e fraqueza. resina de copaíba e folhas de arruda é considerado útil contra derrame cerebral. gengibre amassado. Nomes populares A espécie é conhecida como Peão-roxo ou como Jalopão. o óleo das sementes é utilizado no Piauí como purgativo (Emperaire. dez estames. O nome do gênero Jatropha. assar a polpa na cinza. flores masculinas com cinco sépalas ovadas e cinco pétalas. são torradas. Mamoninha. 1988). Jatropha gossypifolia L. Batata-detéu. descrito originalmente por Carl Linnaeus e revista por Muell.2). 1984). Peão-pajé. após a retirada do embrião. Pinhão-roxo. colocar no café e banhar a cabeça). Pião caboclo. deriva do grego iatros = "remédio". esta passa a ser comestível e saudável). e por isso deve ser sempre retirado antes do preparo do medicamento. constipação nasal e como purgativo. fruto do tipo capsular. gripe (descascar a semente. As sementes são eméticas (Corrêa. Outras indicações do uso local dessa espécie podem ser encontradas nas plantas Mocura-caá e Peão-roxo. no Pará. elipsóides e oblongas (Figura 13. Peão-curador. . raladas e utilizadas no preparo de infusão ou adicionadas ao leite para tratar sinusite. Raizde-téu. a infusão das folhas é usada para lavar a cabeça e curar dores. as sementes são usadas contra dor de cabeça (tomar com cachaça ou torrar e fazer pílulas). partir e tirar a "folhinha". assim como para constipação nasal. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. sementes escuras. enquanto as sementes.lanceoladas. O preparado das sementes de Peãobranco com sumo de folhas de cravo. 1982). coriáceo. lisas. gineceu com ovário glabro e estigma bífido. secar até ficar fria.

com ramos pubescentes e estipulas compridas e lineares. as sementes são usadas contra gripes fortes (Barros. trissulcado. descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé . 1984). 1982). grandes. roxas. glabras e estipuladas. Em outras regiões é chamada de Tacoari e Taquari. e as folhas na cabeça. ramosa. útil nas obstruções das vias abdominais. o banho. contra "mau olhado" (Amorozo & Gély. flores unissexuadas. A planta é purgativa. No Pará. O nome do gênero Mabea. 1982). Dados botânicos A planta é uma árvore com até 5 m de altura. no Piauí (Emperaire. Em Brasília. as folhas novas têm uso mágico pelas benzedeiras da região. Outras indicações podem ser observadas em Mocura-caá. lineares. o chá das folhas é usado como antitérmico. Dados da medicina tradicional O banho preparado com as folhas é utilizado como anti-séptico.Dados botânicos Árvore de pequeno porte. contendo uma semente escura com pintas negras (Figura 13.3). as folhas untadas com sebo da Holanda e aquecidas no fogo são utilizadas na forma de compressa para dores de cabeça. folhas pecioladas. contra feridas. fruto capsular. dispostas em cimeiras paniculadas. escuras e com pecíolos pubescentes. contra "mau olhado". 1988). com folhas alternas. flores em grande quantidade agrupadas em rácimos. Mabea angustifolia Spruce ex Bth. palmadas e limbo dividido em lobos. Nomes populares A espécie é conhecida popularmente como Canudo-de-pito. que nas flores masculinas podem formar um tubo petalóide. A aplicação do látex no local é tida como útil contra feridas e mordidas de animais peçonhentos. cálice com cinco pétalas. na hidrópisia e no tratamento do reumatismo (Corrêa.

Arrebenta-pedra ou Erva-pombinha. sendo um gênero que inclui cinqüenta espécies. alternas. Phyllanthus corcovadensis Muell. a infusão das partes aéreas da planta é usada para expulsão de pedras dos rins e contra diarréia. folhas com limbo.5 m de altura. enquanto a infusão de toda a planta. que atinge até 0. é usada como diurético e contra . Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como o nome de Quebra-pedra. Dados da medicina tradicional A planta é usada como diurético e dissolvente dos cálculos renais (Corrêa. refere-se a um nome comum e popular das Guianas. com ramos glabros. dividida na base em ramos cauliformes e em toda a extensão em ramos menores. trissulcadas. significa "flor na folha". sementes minúsculas (Figura 13. incluindo as raízes. distribuídas na América tropical. Não foram encontradas outras citações de uso medicinal dessa espécie.Aublet. 1984). Arg. flor feminina fasciculada com ovário 5-7 locular. Dados botânicos Planta de pequeno porte. Na região amazônica. Na região do Vale do Ribeira. ramificada. cápsulas pequenas. O nome do gênero Phyllanthus. descrito por Carl Linnaeus. reunidas em inflorescências do tipo glomérulo.4). flor masculina fasciculada com três estames. flores de sexo separado. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das cascas é utilizada como antitérmico. é tido como útil na expulsão de pedras dos rins. a decocção da raiz ou o preparado de raiz com folha de abacate. estipuladas.

cajucarina A e cajucarina B (Itokawa et al. Kubo et al. transcrotonina. 1998). 1. 1991).dores de barriga. alfa-humuleno. 2000). cajucara também foi isolada a sesquiterpenolactona desidrocrotonina (Simões et al... (1981) realizaram um grande estudo sobre a composição do óleo essencial de inúmeras espécies do gênero Croton. 1989). é tida também como útil como desobstruente e contra problemas hepáticos e icterícia (Grandi & Siqueira. é útil contra problemas do fígado. Dados químicos dos gêneros Crofon Da espécie C. cajucara foram isolados cajucarinolídeo e isocajucarinolídeo.. foi descrita a presença da trans-desidrocrotonina (Itokawa et al. dois clerodane diterpenos que apresentaram atividade antiinflamatória na inibição da fosfolipase A2 de veneno de abelha (Ichihara et al. 1979. O óleo essencial das cascas de C.. 1989. Em Minas Gerais. 1992). cajucara também foi caracterizado pela presença de sesquiterpenos. desidrocrotonina copaeno Craveiro et al. 1982). beta-cariofileno. de ácido aleuritólico (Muller et al. Das cascas de C. além de ser usada contra pedras nos rins. A infusão das folhas. Posteriormente. principalmente por copaeno e cipereno (Nunes et al. Maciel et al. 1986). 1990. ..8-cineol. e os principais constituintes são alfa-pineno...

2. zambesicus apresenta também grande quantidade de limoneno (Menut et al. Foram também isolados triterpenos e o ácido 4-hidroxihigrínico (Krebs & Ramiarantsoa. ludianus possui 1. e de C. propionato de etila. cortesianus foram isolados o clerodano. alfa-humuleno. Além disso. 1993b). gama-elemeno.8-cineol. levatii foi isolado um diterpenóide neoclerodane.5-trimetoxibenzeno... De C. acetato de 2-metil-butanol. 1993a). estragol. alfa-guaieno. o epoxichiromodine e 3-O-acetoacetil lupeol (Addae-Mensah et al.. C.. a C. zambesicums Muell. metileugenol. 2-metil-butanol.6-trimetoxifenol. p-cimeno. e das folhas de C. 1996). linalol. enquanto germacreno B. megalocarpus foram isolados o diterpeno clerodane. cânfora. e das cascas do caule de C. a levatina (Moulis et al. que não apresentou atividade cicatrizante (Carlin et al. Das folhas de C.16-epoxi-12-oxo-cleroda-13(16). allo-aromadendreno e torreyol. cadineno. alfa-cubebeno. aubrevillei J. limoneno e outros. Das cascas de Croton lechleri foram isolados 1. Os constituintes voláteis isolados de C. Foi analisada a composição do óleo essencial de duas espécies de Croton. glandulosus (Neto et al. mirceno. 1992b). lechleri foi isolada a sinoacutina. A composição do óleo essencial das cascas de C. 1995).. e chiromodine (Weckert et al. crolechinol e ácido crolechínico (Cai et al. 1996). sitosterol.4b-dihidroxi-15.. sitosterol-b-D-glucopiranosídeo e b-sitostenona. 3. 4-hidroxifeenetil. a printziano e um norclerodano (Siems et al. As duas amostras possuem linalol e b-cariofileno como constituintes majoritários. glandulosus.4... acetato de 3-metil-butanol. 1992).cadideno.. chilensis foi isolada a clerodane e ácido crotônico (Borquez et al. 1994).14-dieno. . metil isoeugenol. lechleri foram: acetato de etila.14dien-9-al e 3a. 1996). 1992).. 4b-dihidroxi-15. Ambas possuem em comum a presença de beta-cariofileno. Porém. acetato de propila.. eucaliptol. acetato de 1-butanol e 3-metil-2-pentanol (Bellesia et al. betabourboneno e gama-cadineno. alfa-ilangeno. lundianus e a C. 1992). hovarum: a 3a. Dois clerodane-diterpenos foram obtidos do extrato metanólico das cascas de C. gama-elemeno.16-epoxi-12-oxocleroda-13(16). (E)-nerolidol e alfacadinol foram encontrados apenas em C. 3. 1995). foi determinada. Das partes aéreas de C. Das cascas de Croton lechleri foram isolados também os diterpenos korberina A (I) e korberina B. que apresentaram atividade antimicrobiana (Cai et al.4-dimetoxibenzil.3.4-dimetoxifenol. o óleo de C.

draconoides foram isoladas as catequinas: (+)-ballocatequina. jatrofina. 1992). . castaprenol-11. jatrofol. 3-hidroxi-4-metoxibenzaldeído é ácido 3metoxi-4-hidroxibenzóico e daucosterol (Kong et al. C. draco foram isolados os terpenóides b-sitosterol.. matourensis foi isolado o ácido maravuico um diterpeno. eluteria foram isolados sesquiterpenos. Do óleo de C. gossypifolios (Cespedes et al. ésteres e cetonas não-terpenóides.7-dimetoxicoumarina. 1991a). Das raízes de C. 1991). tomentina. Jatropha Das raízes de J. salutaris foram isolados sonderianol e diterpenos acíclicos e diterpenos tricíclicos (Itokawa et al. Altas concentrações de taninos foram encontradas em C. curcas foram isolados ainda as latiranas. enquanto alcalóides foram encontrados em C. 1992). jatrofolona B. b-sitosterol. 1996). 6a.. os triterpenóides jatrofolona A. taraxerol. sesquiterpeno fenol e diterpenos clerodânicos (Hagedorn & Brown.. 1993).. ácido 2S-tetracosanóico glicéride-1. stigmasterol. 1988) e curcaciclina B (Auvin et al. nobiletina.7. De C.De C. 16hidroxijatrofolona. Compostos terpenóides foram isolados de C. sonderianus foram isolados os diterpenos neo-clerodanos 6a-hidroxiannoneno. taraxerol.3'. 1995). 1991). 1988). ruizianus foram isolados vários alcalóides (Del Castillo Cotillo et al. argyrophylloides (Monte et al. macwstachys (Herlem et al.5'-pentahidroxirlavina (Aquino et al. 1992). beta-sitosterol (Chen et al. e das folhas de C..... e de C. curculatiranas A e B (Naengchomnong et al..7b-dihidroxiannoneno e 6a.6-diona.5. diasii (Alvarenga et al. vomifoliol e ergasterol-5a-8a-endoperóxido (Hernandez & Delgado. riangularis (Moura et al. eudesmanos. 6-metoxi-7hidroxicoumarina. De J. Das partes aéreas de C. jatroolona A.. jatrofolona B. 1996). (-)epigallocatequinae (-)-epi-3. 1981).. 1986).7b-diacetoxiannoneno (Silveira & McChesney. hemiargyreus (Barnes & Borges. sublyratus foi isolado o plaunotol (Nilubol. 5hidroxi-6. curcas foram isolados 5a-stigmastane-3... 1994). e o diterpeno crotamaclina foi isolado de C. a seco-labdane (Schneider et al. caniojana. e das cascas de C. 1976). 1986) e C. beta-D-glucosídeo e beta-sitosterol.

07%). Das cascas da raiz de J. 1996b). Das folhas deJ. 1988). gossypifolia foram isolados a lignana prasantalina (Chatterjee et al. De J. 0. divica foram isolados beta-sitosterol. gossypifolia foram isolados os diterpenos jatrofolona A e jatrofatriona (Rahman et al. Dos rizomas de J. bem como o ácido nurístico. 1995).9%. 1987. glicina (19. valina (18. 1987). os aminoácidos cistina (2. e delas foram isolados os óleos fixos: ácido palmítico. Auvin-Guette et al.26%.1%). gadaína (Das et al. terpenos. Suas sementes possuem 50% a 60% de óleo. 1988). caniojanae 1. Saponinas foram detectadas apenas em J. Das raízes de J. J. 15. 2epijatrogrossidiona. vitexina e isovitexina (Xavier & D'Angelo. saponinas. J. .30%) (Jain & Garg. esteróides e glicosídeos. todos utilizados no tratamento de tumores (Taylor et al. De J./. Makkar et al. gossypifolia foram isolados os heptapeptídio cíclico. 1986). Das folhas de J.. 1989). ácido linoléico (Nasir et al. curcas foram isoladas também várias lectinas. isoorientina. sendo 0. J. Do látex de /. além de outros três derivados diterpenóides. 1996. podagrida apresentaram 24%. denominada curcina (Costa. ciclogossina A e ciclogossina B (Horsten et al. respectivamente (Raina & Gaikwad.. elliptica foi isolado como constituinte majoritária do óleo a d-selinina (Brum et al. 1988). galvani (Guevara et al. Banerji et al. curcas. ácido esteárico. 14. e 43.11-bisepicaniojana (Jakupovic et al.92%) e leucina (12. metionina (13. 0. tlalcozotitlanensis e J. 1997). multifida L.. 1990). elbae.. foi isolado de seu látex a albaditina. citlalitriona e riolozatriona (Villarreal et al. malacophylla. 1988. 1989). grossidentata foram isolados jatrogrossidiona...9%).15% e 15% de ácidos graxos saturados. Das raízes secas de J...1997).71%). 1996a) e jatrodiena (Das et al. gossypifolia e J.60%. isoleucina (3. 1983)..6% de ácido oléico. ácido oléico. galvani foram caracterizadas as presenças de alcalóides. 1997. 1988). a lignana arilnaftaleno (Das & Banerji.26% de ácido aracdônico. De J. flavonóides..98%).. mas não foi detectada a presença de taninos (Aderibigbe et al. 1997). alanina (28.9%. Teixeira. mollissima foram isoladas orientina. 1990).. um decapeptídeo cíclico a multifidol e o glucosídeo multifidol (Kosasi et al.. 1989a e 1989c)... ácido araquídico e toxalbumina. gossypifolia foram isoladas as lignanas isogadaína. 1997). compostos fenólicos.94%). pohliana var. As espécies. arginina (0. jatrofolona B. Do caule de J.

da qual foram isolados alcalóides... triterpenóides (Joshi et al. terpenos.. 1989. . 1985). excelsa foi isolado um diterpeno ingenana (Brooks et al. flavonóides.. citral.. klotzchianus foi isolado o orcinol (Kuster et al. 1996. 1986. 1980 e 1981). Negietal. 1996). a mais estudada é a P. Há revisões acerca desse gênero devido à diversidade de espécies existentes (Unander et al. e dos frutos de M. Ojewole & Odebiyi. Petchnaree et al.Da espécie J. 1986. 1991).. diterpenos. 1980). Mensah et al. discoideus.. 1977).. P. podagrica foram isolados vários esteróides e flavonóides. Singh et al. antibroncoconstritora e antiarrítmica (Ojewole. amarus e P. De P. 1991). niruri. cumarinas. Anjaneyulu et al. De J. 1989a e 1989b. macrorhiza isolaram-se compostos triterpenóides com atividade antitumoral (Torrance et al. gossypifolia... 1990. levulose.. glucose e galactose (Hnatzyszyn et al. que apresentou atividade bloqueadora da junção neuromuscular e hipotensora (Ojewole & Odebiyi. simplex. 1996. 1988. e um alcalóide denominado tetrametilpirazina (TMPZ). 1996). Huang et al. P. 1996) e do alcalóide filantimida (Tempesta et al.. 1984) e antibacteriana (Odebiyi. Ahmad et al.. 1988. 1996. 1997).. timol e carvacrol (Odebiyi. 1988. enquanto em P. como sofraxidina e escopoletina (Hnatyszyn et al.. hidroxiflavanona. 1983. ácido caféico. 1988. Phyllanthus Das várias espécies do gênero Phyllanthus. 1986).. fistulifera foi detectado um naringenina coumaroil glucosídeo (Garcez et al. 1990).. Singh et al. Singh et al... 1988).. 1995). Anjaneyuly et al. 1986) e vários outros compostos (Singh et al.. Alcalóides foram isolados das folhas da P niruroides. P. lignanas (Satyanarayana et al. neolignanas (Satyanarayana et al. sellowianus foram detectadas as presenças de 7-hidroxiflavanona. 1988). Yunes et al.. sacarose. 1986. assim como os diterpenóides de J. Hassarajani & Mulchandani. E do seu látex foram isolados peptídeos cíclicos podaciclina A e B (Van den Berg et al. Mabea Do látex do caule de M. 1981).. virgatus (Babady-Bila et al. ácido clorogênico. Houghton et al.

inúmeras lignanas filamirícinas e os filamiricosídeos que aumentam a atividade da transcriptase reversa HIV-1 foram descritos (Lee.. 1987. 1988. 1997 e 1996a). depressora do SNC (Hiruma-Lima. 1999) e antiulcerogênica (Souza Brito et al.. emblica L.. D. . 1988.. Tanaka & Matsunaga. 1998. 1996c). nalcanóis. 1996). Tanaka et al. n-alcanos... HirumaLima et al. 1995a). antiinflamatória. 1996). 1999a). ácido múcico e ácido gálico (Basa & Srinivasulu. De P. além de taninos (Zang. C. De P flexuosus foram isolados triterpenos. Em P acuminatus foi descrita uma lignana com atividade citostática denominada filantostatina A. antidiabética (Silva et al. 1993... 1988b). mínima foi isolada a fisalina L (Kawai et al. 1995). 1999). Em P. Li et al. et al. analgésica. Lu et al.. calisteginas (Asano et al. olenadienóis.. além do alcalóide fisoperuvina (Hiroya et al. 1995b).. peviana foi descrita a presença de ácidos graxos no fruto e sementes (Aslanov et al. 1996) antitumoral (Grynberg et al.De P.... 1998) e teratogênica (Crisostomo et al. 1996).. 1988. foi determinado o conteúdo de ácido ascórbico. antiestrogênica (Luma Costa et al. 1995) e de carboidratos ésteres do ácido cinâmico (Latza et al.. hipocolesterolêmica (Martins et al. 1996). 1996) e fisalinas (Makino et al. Farias et al. Das raízes de P.. 2001). 1996b). et al. De P. alkekengi var. antiedermatogênica (Campos et al. Z. 1997). Das cascas dessa espécie já foram comprovadas as atividades hipoglicemiante (Cavalcante.. 1996).. Bighetti et al. 1988a.. myrtifolius. 1989.. cajucara apresentou atividade antiinflamatória.. 1998). francheti foram obtidos cicloheptano. 2002.. Farias et al. antinociceptiva (Carvalho et al. Tanaka et al. Dados farmacológicos dos gêneros Croton A desidrocrotonina isolada das cascas de C.. fitosteróis e ácido tricadênico (Tanaka & Mastunaga.. estas últimas também presentes em P angulata (Makino et al.. e o extrato hidroalcoólico das folhas apresentou atividade hipolipidêmica em ratos (Farias et al.

1985. Atividade antibiótica contra inúmeras bactérias e fungos foi determinada com extratos de C. tiglium foram isoladas duas toxinas crotina I e II. 1994). rangelianus (Lima et al. para crotina I foi de 0. 1980). A propriedade cicatrizante de Croton sp (sangue-de-dragão) foi testada com seus constituintes isolados: o alcalóide taspina. Em outras espécies desse gênero foram verificadas inúmeras atividades farmacológicas. sonderianus (Craveiro & Silveira. 2000a e 2002b). A crotina II também apresentou forte atividade inibitória sobre a síntese protéica em ribossomo (Chen et al.. 1999b. C. antinociceptiva (Bighetti et al.. 1984). tranqüilizante.. rhamnifolius (Silveira et al.. M. zehnteri (Albuquerque et al. 1988) e C. entre outras. Costa. 2001).45 mg/kg e 2. Além da desidrocrotonina a atividade antiulcerôgenica foi atribuída também a crotonina.. penduliflorus (Asuku.. et al. com o uso prolongado (Rodriguez et al.. Ao final.Apesar de a desidrocrotonina não ter apresentado efeito citotóxico (Agner et al..23 mg/kg para crotina II. 1983). C. Propriedade antineoplásica potente foi determinada utilizando-se extratos de C. O óleo essencial obtido de suas cascas apresentou atividade antiinflamatória.. mucronofolius (Moraes Filho & Fonteles. 1993. 1988. 2002a). 1999) atóxica e excelente efeito cicatrizante e antiulcerôgenica (HirumaLima et al. 1986). A DL50. Chen & Pan.. 1988b) e substâncias isoladas de C. 1982). hipotensora de C. lacciferus (Ratnayake et al. inseticida de C.. Das sementes de C. draconoides e C. 1988a). lacciferus (Bandara & Wimalasiri. 1982). 1988). estudos de toxicidade subcrônica com a desidrocrotonina alertam para o desenvolvimento de distúrbios hepáticos em ratos. antiulcerôgenica de C. subtyratus (Kitazawa et al. macrostachys (Mazzant et al. tiglium (Deshmukh & Borle. Ensaios in vitro indicaram que o látex não estimula a proliferação celular (Pieters et al. anestésica local. cajucara (Hiruma-Lima et al.4-O-dimetilcedrusina e uma proantocianidina. pôde-se concluir que o poder cicatrizante da planta se dá pelas proan- .. glabelus (Novoa et al... 1993). Sangue-de-dragão é um látex viscoso de coloração vermelha obtido de espécies de Croton.. 1999). 1975).. C. 1987) e C. 1980. 1985) e C. Tang et al. 1993. C. Foram verificadas ainda atividades laxativas com C. campestris (Lima et al. lechleri. Batatinha et al. Luz Paredes et al. presente nos casos de C. 1987). a ligana 3'. penduliflorus (Anika & Shetty. C. C. erythrochilus.. mais comumente de C. anticonvulsivante e analgésica de C.

tocianidinas que estimularam a contração do ferimento e formação de proteínas cicatrizantes (Pieters. campestris também apresentou atividade relaxante da musculatura lisa em diversas preparações farmacológicas. O efeito de C. 1991a e 1991b). macrostachys foram isolados crotepóxido. 1993).. 1992). Ao final dos experimentos. berberina e outros alcalóides desse grupo. Tanto o óleo essencial quanto o anetol e o estragol foram estudados em preparação de músculo isolado de rato. lechleri sobre a proliferação das células endoteliais foi pouco significativo (Chen et al. 1992. A crotepóxido possui atividade antitumoral contra carcinoma de pulmão de Lewis e carcinossarcoma de Walker (Addae-Mensah et al. A mistura foi citotóxica em todas as linhagens de células tumorais testadas (Kim et al. Atividade antimicrobiana também foi encontrada no óleo essencial de C. e a fração responsável pela atividade relaxante é a fração de alcalóides totais (Ribeiro Prata et al. Todos os três compostos bloquearam a contração induzida por estimulação nervosa. que apresentaram atividade antimicrobiana (McChesney et al. berghei (Be &Truong. Do óleo essencial de C. 1992a). C. lechleri foi testado em ensaios in vitro para avaliar sua propriedade citotóxica. De C. Ao final. 1991). Essa possui isoguanosina. tonkinensis reduziram significativamente a infecção de camundongos com P. Das raízes de C. tonkinensis contêm 0.78% de flavonóides. antibacteriana e cicatrizante. betulina e ácidos graxos.. 1995). 1995)... os alcalóides de C. Os resultados sugerem que tanto o óleo essencial como o anetol e o estragol . sonderianus foram isolados vários diterpenos acídicos. pôde-se constatar que a planta não apresentou atividade citotóxica e a atividade antibacteriana constatada foi atribuída aos compostos fenólicos e diterpenos existentes na planta. As folhas secas de C.. nardus (Lemos et al. 1994a e 1994b).. 1994).. Os alcalóides das folhas foram estudados quanto à sua atividade antimalárica. Foi avaliado também o efeito antitumoral de alcalóide de Croton e da cisplatina sobre a membrana celular de eritrócitos humanos (Xy et al. O extrato etanólico bruto das folhas de C.. A fração anticâncer ativa foi isolada da mistura aquosa de Croton tiglium e Coptis japonica. Pieters et al.32% de alcalóides e 2. lupeol. zehntneri foram extraídos os constituintes majoritários anetol e estragol.

1987. 1988). Do látex de J. O óleo de C. Ubillas et al. De Croton palanostigma foi isolada uma substância citotóxica. tanto na prova do campo aberto.. pelo bloqueio da transmissão neuromuscular. Um alto grau de toxicidade em ratos foi encontrado nas sementes de J. Jatropha Das sementes de J. 1994).. 1991)... pelo aumento da concentração de cálcio (Albuquerque et al. 1989 e 1991).p. curcas foram isoladas três proteínas que apresentaram efeito tóxico potente em camundongos com DL50 de 6. curcas. e no retículo sarcoplasmático. curcas foram isolados ésteres forbálicos promotores de tumores (Horiuchi et al. 1992). (Huang et al.7%) além de aminoácidos essenciais e lipídios (57. aromaticum foram isolados ácidos ciperenóico e (-)-hardwíquico... a curcaína (Nath & Dutta. 1995). Do látex de C. tiglium foram testadas in vitro e apresentaram efeito inibitório contra protease HIV (Ma et al. diminuindo o comportamento exploratório e a locomoção. 1995).9%) (Liberalino et al. que apresentaram atividade inseticida (Bandara et al. 2000). curcas também foi purificada e caracterizada uma hemaglutinina (Asseleih et al. antiplasmodial (Kohler . que apresentaram atividade antiviral (Tempesta. haematobium (Rug & Ruppel.. 1997) e Schistosoma mansoni e S. e detentores de atividade moluscicida contra Biomphalaria glabrata (Liu et al. lechleri foi isolada grande quantidade de proantocianidinas. Do extrato clorofórmico das raízes de C... 1988. eluteria é usado como atrativo de insetos (Tokumoto et al. 1990) o óleo de C. Os extratos da sementes de C. Das sementes de J.. zehntneri também foi capaz de alterar parâmetros comportamentais. 1993).. e um inseticida de plantas foi preparado a partir de C. 1988). curcas foi isolada uma enzima proteolítica. 1994). 1992. Das sementes de /. Uma análise química das sementes revela a existência de um alto grau de conteúdo protéico (26.. 1989)...possam ter dois sítios de ação na fibra muscular: na membrana pós-juncional. como também diminuindo os episódios de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (Batatinha et al. 1991a).. Atividades larvicida (Karmegam et al.39 mg pela via i.. o alcalóide taspina (Itokawa et al. tiglium (Fanetal. Hirota et al. 2000). 1997) antidiarrêica (Mujumdar et al.

cilliata foram isolados isoorientina e orientina. O óleo das sementes de /. A atividade moluscicida foi também derivada na espécie /. 2001).. antiespasmódica (Silva et al. Das raízes de J. 1996). A J. que apresentaram efeito citotóxico e promoveram hipertermia (Picha et al. 2001). 1996). 2000) responsável pela atividade antitumoral (Pessoa et al. 1994). das contrações de preparações de músculo liso e cardíaco de maneira concentração dependente (Calixto & Santana... Mas o extrato metanólico dos seus frutos não foi capaz de apresentar atividade moluscicida. que é moluscicida (Santos & Sant'Ana. 2000).. as quais apresentaram atividade leishmanicida e tripanossomicida (Schmeda-Hirschmann et al. que apresentaram componentes ansiolíticos e fraxetina com efeito analgésico (Okuyama et al. 1987b). De J.et al. 1996... glauca (AlZanbagi et al. As folhas de J. et al. espasmolítica (Trebien et al. 1993). curcas. curcas foram ativas na intercalação de DNA (Gupta. 1996). gossypifolia apresentou atividades espasmolítica (Fontenele et al. 1990.. e de J. 1996).. multifida é utilizado como cosmético de pele e cabelos (Furuse et al. O látex de /.. multifida. 1996). curcas foram isoladas curcusonas A e C. 1989c) e atividade antibacteriana (Aiyelaagbe. J. 1998). Dutra et al]. 2002) e hemostática (Kone-Bamba et al. M.. . Dessa espécie foi isolada a jatrofona. atóxica e anti-hipotensora (Paes et al.. elliptica foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. Santos et al. 1996). grossidentata foi isolada a jatrogrossidiona. isabellii foi isolada a jatrofona... apesar de sua utilização tradicional (Adewunmi & Marquis. 1987) também foram caracterizadas em J. 1992a.. De J. De /.. gaumeri (Sanchez-Medino et al. et al. Esse efeito da jatrofona pode ser decorrente tanto da etapa intracelular de transdução dos sinais como da mobilização dos níveis de cálcio intra e/ou extracelular (Dutra. Esta mesma atividade foi observada em J. inibidora da agregação plaquetária (Dutra et al.. 1992b e 1996). 1992). De J. zeyheri foi isolada a jaherina.. apresenta constituintes anticomplementos do soro humano (Kosasi et al. usado tradicionalmente para o tratamento de feridas infecciosas.. 1997). P. 1996). um diterpeno que possui atividade antimicrobiana (Dekker et al. F.. 1987).. 1987) e tóxica (Brum et al..

1987). Além disso. 1995). e o ácido elágico mostrou-se seis vezes mais potente que a quercitrina (Ueno. Além disso. Gorski et al... O extrato alcalóide de P niruri demonstrou atividade relaxante do músculo liso do trato urinário e biliar.... 1988). A atividade antihepatotóxica dessa espécie foi atribuída a dois compostos chamados de filantina e fipofilantina (Syamasundar. 2000). que foi atribuída aos compostos estigmasterol. .. Santos et al. 1993. Shimizu et al... Foram também isolados dessa espécie antagonistas não-peptídicos da endotelina.. 1995). 1996). 1988. Do extrato metanólico das folhas dessa planta foi isolado o nirurisídeo. 1985). 1988). o que leva pesquisadores a supor uma maior facilidade de expulsão de cálculos renais e vesiculares. 1992). Na espécie P niruri foram determinadas atividades de redução no crescimento de cálculos renais (Melo et al. 1996a).. 1984) do extrato hidroalcoólico das folhas de P corcovadensis. 1989). O extrato etanólico dessa espécie apresentou atividade inibitória sobre a aldose reductase. 1987).... 1984..Phyllanfhus Diversas espécies do gênero Phyllanthus apresentaram efeito analgésico (Santos et al. hipotensiva e hipoglicemiante (Srividya. anti-hepatotóxicas (Syamasundar et al. Existem relatos da atividade diurética (Ribeiro et al. corcovadensis existem diversos relatos de sua atividade analgésica (Di Stasi et al. 1992. 1995). 1996b) e resposta contrátil na bexiga urinária de cobaia in vitro (Dias et al... De P. urinaria promoveu resposta contrátil em traquéia isolada de cobaia (Paulino et al. que não foi capaz de proteger as células contra uma infecção aguda de HIV (Qian-Cutrone et al. Di Stasi. mas promoveu efeito relaxante em traquéia isolada de cobaia contraída por carbacol (Paulino et al. 1995). essa planta demonstrou atividades analgésica (Santos et al. 1985) e contra hepatite do tipo B (Venkateswaran et al. a geranina foi ativa em inibir a atividade diante da enzima conversora de angiotensina (Ueno et al. diurética. O extrato hidroalcoólico de P. obtidos da fração hexânica das partes aéreas do Quebra-pedra (Phyllanthus corcovadensis). 1994). porém o mesmo tipo de extrato não foi capaz de promover a diurese em outro artigo (Gorski et al. campesterol e fitosterol (Santos et al. Ribeiro et al. 1985 e 1986b.. denominados filantina e fipofilantina e nirtetralina (Hussain et al.

. Foi caracterizada a presença das lignanas filantina e hipofilantina. . A corilagina e outros flavonóides apresentaram atividade anticarcer in vivo e in vitro (Chen & Ren.. ácido elágico. 1997a e 1997b).. 1996). 1996). O extrato de P amarus apresentou atividade potente no tratamento do vírus da hepatite B (Lee et al. 1988). 1995). caracterizadas como responsáveis pela atividade hepatoprotetora (Deb & Mandai. Foi isolado de P sellowianus um alcalóide com atividade antibacteriana (Cechinel-Filho et al. Foram caracterizadas. 1996. niruri e P urinaria (Santos et al.. 1996). 1994).. propriedades antivirais do éster metílico do ácido dehidroquebúlico e ácido metil brevifolincarboxílico. 1995). ácido gálico e geraniina e flavonóides responsáveis pela atividade antinociceptiva (Filho et al. corilagina.. De P fraternus foram isolados flavonóides que apresentam atividade hipoglicemiante oral em ratos tratados com aloxana (Hukeri et al. das folhas e caules foram isoladas xantoxilinas que apresentaram atividade antifúngica (Lima et al. 1997). quercetina. Em ensaios in vivo foram observados mecanismos envolvidos com a atividade antinociceptiva (Miguel et al. e o extrato diclorometano inibiu a função de neutrófilos (Paya et al. 1996). 1995).. 1996). O extrato aquoso dos frutos de P alkekengi foi capaz de modular a atividade aminopeptidase da pituitária e do hipotálamo basomedial (Vessal et al. De P caroliniensis foram isolados fitosteróis.. De P matsumurae foram isolados compostos polifenólicos como geranina. Sane et al.. Seu extrato aquoso administrado oralmente durante três semanas provocou a diminuição dos níveis de glicose em ratos diabéticos (Hnatyszyn et al. O extrato dos seus frutos possui antagonistas de estrogênio (Vessal & Yazdanian.. 1996). 1995). ácido brevifolincarboxílico.. De P emblica foi detectada a atividade antioxidante (Zhang et al. e o extrato dos frutos foi avaliado quanto ao efeito protetor contra clastogenicidade induzida por sais de chumbo e alumínio (Dhir et al. 1990... ácido gálico e ácido protocatecoico. Roy et al.. que apresentaram atividade inibitória sobre o crescimento do vírus HSV-1 (Zuo et al.Do extrato etanólico dos caules e folhas de P sellowianus foram isolados elagitaninos identificados como furosina e geranina. Por meio de modelos in vivo foram caracterizadas as atividades antinociceptivas dos extratos de P. 1991).. 1997). de P urinaria.

A sintomatologia após o consumo é caracterizada por dor abdominal. hipotensão e desidratação. hiporreflexia e coma podem ser conseqüência dos distúrbios hidroeletrolíticos (Schvartsman.. diversos casos de hepatite foram registrados confirmando portanto os resultados de Bighetti (1999b). vômitos e diarréias em crianças Joubert et al.. Croton As espécies do gênero Croton também merecem cuidados quanto à sua utilização. 1979). coagulação e aumento no tempo de sangria foram verificados com o uso da polpa da semente.. 1993. amplamente utilizada sob a forma de chá no combate ao colesterol e em regimes de emagrecimento. 1993. curcas em ratos. vômitos e diarréia.. 2000). 1986. podendo causar a morte em humanos. Ações simpatomimética e hipotensora foram determinadas com administração de jatrofona (Schvartsman. O óleo de suas sementes induz ao aparecimento de tumores de pele (Horiuchi et al. náuseas. Um caso típico foi relatado para a espécie Croton cajucara. Ahmed & Adam. 1979). diarréia. Como conseqüência de seu uso crônico. 1995. Itokawa et al. e ação estimulante da musculatura lisa. A presença de um complexo-lipóide nas sementes é considerada responsável pela dermatite causada. desidratação e morte são sinais de envenenamento por J. 1987) e provoca náuseas. redução no consumo de água. 1984).. distúrbios respiratórios e eletrocardiográficos. Torpor.. foram verificadas por Ahmed & Adam (1979). Hemorragias internas em diversos órgãos.. 1979). Porros et al. Efeitos como redução no tempo de protrombina. Em casos graves ocorrem espasmos musculares. Existem registros de intoxição em crianças de J. 1991c). Rodrigues (1999) e Rodrigues & Haum .Dados toxicológicos dos gêneros Jatropha Essa espécie é muito importante pelos efeitos tóxicos que produz. Quadros de hemorragia anal. cabras e carneiros (Abdu-Aguye et al.. uma vez que existem diversos relatos de citotoxicidade para diferentes espécies do gênero (Mongelli et al. Pieters et al. Os glicosídeos da casca dessa semente possuem ação depressora sobre os sistemas respiratório e cardiovascular. mutifida (Levin et al.

1 . FIGURA 13. tiglium (Bauer et al. 1983. 1986). nos quais são descritas as atividades citotóxicas e hepatotóxicas desta planta.Croton cajucara: a) detalhe do ramo com flores e b) flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. Pieters & Vlietinck.. 1998) (Banco de imagens .(1999). Já foram isoladas também substâncias carcinogênicas de C.

Detalhe do ramo com flores e das flores (fotos originais por Hiruma-Lima).FIGURA 13.2 -Jatropha curcas. .

Detalhe do ramo com flores e frutos e detalhe das flores e frutos (fotos originais. Hiruma-Lima).3 .FIGURA 13.Jatropha gossypifolia. .

FIGURA 13. 1998).4 . d) escanerata do ramo com folhas e flores (Banco de imagens . b) flor feminina.Phyllanthus corcovadensis: a) aspecto geral do ramo. c) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.

1997). e Elatinaceae. No Brasil ocorrem 21 gêneros. Calophyllum e Garcinia (Calophylloideae) e Kielmeyera (Bonnetioideae). A família Clusiaceae foi descrita por Antonie Laurent de Jussieu e compreende aproximadamente 1.14 Guttiferales medicinais C. destacando-se inúmeros com importância medicinal no Brasil. como Hypericum e Vismia (Hypericoideae). Clusia. A. Destacam-se nesses gêneros importantes espécies econômicas para a produção de madeiras. Os gêneros são distribuídos em três subfamílias. Di Stasi Introdução A ordem Guttiferales inclui as famílias Guttiferae (também denominadas Clusiaceae). . No Brasil ocorrem várias espécies da família Clusiaceae. com aproximadamente 131 espécies de ampla distribuição por todo o território (Barrozo. dentro de 45 gêneros de ocorrência em regiões tropicais (Mabberley. arbustos ou ervas. gomas. Hiruma-Lima L. pigmentos. C. óleos essenciais e resinas. 1978). algumas delas de valor medicinal. sendo raramente descritas epífitas.370 espécies. É composta por árvores.

martiana foi observada a presença de sitosterol. O nome do gênero Vismia. e algumas na África. ácido crisofânico. Trata-se de uma espécie semidecídua. Em outras regiões. ácido betúlico. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Lacre. Em V. a maioria é fornecedora de resinas. como Picharrinha. foi dedicado a Visme. O gênero inclui aproximadamente 35 espécies. Não houve registro de espécies medicinais dessa família no levantamento realizado na Mata Atlântica. euxantona. também chamada de Lacre. Dados químicos do gênero Nas folhas e caules de V. com distribuição restrita à América tropical. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. madagascina. a espécie mais conhecida é a Vismia brasiliensis. damaradienol. No Brasil. vismiaquinona A-C (Nagem & Faria.Espécies m e d i c i n a i s Vismia japurensis Reich. Dados botânicos A espécie é uma árvore que atinge de 9 a 11 m de altura e possui uma copa larga e densa. com ocorrência em formações secundárias. e várias têm valor medicinal. pecioladas. o látex é usado topicamente no tratamento de impetigo. damagascina. O tronco ereto possui casca grossa. guianensis foi detectada a presença de dois compostos fenólicos: a vismiona . inflorescências em panículas terminais com flores branco-amareladas e fruto do tipo baga. friedelina. descrito por Domingos Vandelli. sendo facilmente cultivada. 1990). comerciante de Lisboa que se dedicava à Botânica. Pau-de-lacre e Purga-de-vento. coriáceas. opostas e com borda inteira. as folhas são simples.

1982). guaramirangae foram isoladas xantonas e xantolignóides (Delle Monache et al. 2-isorenilemodina e 5. benzofenonas (Fuller et al. 1996). magnoliaefolia.. 1983). 1999) em V. Os extratos hidroalcoólicos. Neles observou-se inexistência de efeito mutagênico ou citotóxico (Borges et al.. vários triterpenos. 1999).. De Vistnia caynnensis. 1995. Moracelli et al. O extrato etanólico da folhas. et al. 2000) e benzofenonas e benzocumarinas (Seo et al. cayennensis..5'dimetoxisesamina (Camele et al. p-o.. 2000).japurensis Rich. flavonóides e triterpenóides (Nagem & Ferreira... 1996). da planta fresca (Tokarnia et al. 1993). De Vismia guineensis foi isolado vismiona o H com potencial atividade antimalarial (François et al.. indicado para dermatofilose. apresentou atividade hipotensora (Prazeres et al. as antraquinonas isoladas do fruto apresentaram atividade imunoativante (Pinto Jr... foi estudado um extrato etanólico dos frutos verdes que promoveu uma atividade depressora do Sistema Nervoso Central. . clorofórmicos e hexânicos apresentaram atividade imunodepressora e supressora de IgM (Guerra & Souza. e em V. Das raízes de V. 1994).. conhecido popularmente como Lacre. Em V..e a ferruginina (Pasqua et al. 1995). Porém. Dados farmacológicos do gênero De Vistnia d. como a friedelina. 1997).. não foram observados sinais de toxicidade em bovinos até a dose de 10 g/kg. vulgarmente chamada de Pichirina. 1979). Xantonas e antraquinonas (Bilia et al. micrantha foram isolados xantonas. popularmente chamado de Lacre ou Picharinha. Foram realizados testes de toxicidade com o fruto do Vismia reichardtiana.

ainda não identificada completamente. C. mas aqui referida dada a sua importância como medicamento para os índios tenharins. das quais se destacam espécies medicinais na família Myrsinaceae. e poucas espécies herbáceas (Mabberley. . nos quais se distribuem 1. Rapania e Cybianthus. Hiruma-Lima Introdução A ordem Primulales compreende apenas três famílias botânicas: Primulaceae. arbustos e lianas.15 Primulales medicinais L. Os principais gêneros com espécies medicinais são Embelia. Nessa família ocorrem 33 gêneros.225 espécies tropicais e raramente em climas temperados. descrita por Robert Brown. Descrevemos a citação de uma única espécie do gênero Cybianthus. sendo a maioria árvores. 1997). Di Stasi C. Theophrastaceae e Myrsinaceae. A.

Observação: Não foram encontrados estudos sobre plantas deste gênero. O gênero foi descrito por Carl Friedrich Philip von Martius e inclui aproximadamente 150 espécies de clima tropical. ovário supero. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins de Moitini-nhopoã. Não foram encontrados sinônimos para ela. androceu com cinco estames opostos às pétalas. folhas alternas. curtas. O nome do gênero Cybianthus vem do grego kybos = "cubo". flores pequenas. reunidas em inflorescências axilares.Espécies medicinais Cybianthus sp. bicarpelar e unilocular com óvulos unisseriados (Figura 15. flores e frutos. referindo-se à forma radial e tetrâmera da corola. diclamídeas. e anthos = "flor". dispostas em racemos. inteiras.1). Dados da medicina tradicional Os índios tenharins utilizam o chá das folhas contra veneno de cobra. ramos. . sem estipulas. Dados botânicos Pequeno arbusto com canais secretores na forma de pontes ou estrias nas folhas. actinomorfas.

Cybianthus sp.FIGURA 15. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius) (Banco de imagens .1 .

A espécie Brassica nigra reúne diversas aplicações na medicina tradicional do Vale do Ribeira. A. incluindo o uso interno do macerado em água da semente para o tratamento de inflamações e o uso tópico das sementes cruas e frescas contra inflamações. Di Stasi A ordem Capparidales inclui treze famílias com pequena distribuição no Brasil. essas espécies não foram referidas como medicinais. assim como a infusão das partes aéreas contra tosses. C. onde se encontram mais facilmente inúmeras espécies das famílias Capparidaceae e várias outras cultivadas da família Brassicaceae. enquanto a decocção das folhas e talos é usada contra bronquites. a população do Vale do Ribeira refere o uso do xarope das folhas. Brassica nigra (Mostarda) e Nasturtium offiánale (Agrião). além de seu consumo como condimento. Essa ordem possui pequena importância como fonte de espécies medicinais. no entanto. uma espécie da família Capparidaceae foi referida em uma das regiões de estudo e é descrita a seguir. anemia e distúrbios da tireóide. . Hiruma-Lima L. Na região amazônica.16 Capparidales medicinais C. Para a espécie Nasturtium officinale. ambas cultivadas ou obtidas no comércio local. Da família Brassicaceae foram referidas duas espécies medicinais de uso na região do Vale do Ribeira. apesar de seu amplo uso em todo o mundo. gripes e bronquites.

Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante espinhento e ramificado. Espécies medicinais Cleome latifolia Vahl. possui folhas compostas com 5 a 7 folíolos. que atinge até 1. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. inflorescências terminais bastante vistosas. Os principais gêneros são Cleome. tem valor medicinal na região amazônica. e a espécie Cleome latifolia. arbustos ou pequenas árvores. que justifi- . e amplamente conhecidas e descritas em inúmeros livros e estudos.5 m de altura. optamos apenas por referi-las como medicinais de uso comum na região do Vale do Ribeira. no Brasil ocorrem apenas nove gêneros e aproximadamente 45 espécies. com muitas flores rosas e bonitas. 1997). tem aproximadamente 39 gêneros e 650 espécies. descrita a seguir. espalhadas nas regiões tropicais (Mabberley. 1978). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Muçambé ou Mussambé. Capparia e Maerua. com seus representantes incluindo ervas.Considerando que essas duas espécies são amplamente usadas e comercializadas em todo o mundo. raramente são descritas lianas (Barrozo. Espécies medicinais da família Capparidaceae Introdução A família Capparaceae ou Capparidaceae (Dicotyledonae).

são cultivadas e usadas como ornamentais. Das sementes de C.... 1997) e glicinebetaína. Dados farmacológicos De Cleome africana foram isolados esteróides triterpenóides que apresentaram atividade antitumoral (Nagaya et al.7-di-O-ramnosídeo e 3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo (Yang et al.0025%). o ácido cleomaldéico (Jente et al.0013%). amblyocarpa foram isolados cleoamblinol A (Ahmed et al. De C. incluindo a Cleome latifolia.. um flavonol. 1990). a diacetoxibraquiicarpona.03%) e isorhamnetina e 3-O-neohesperidosídeo (0. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. um trinortriterpenóide dilactona.. 1997b). a isoramnetina 3. 1986). 1997). 3.0075%). bonanzina (0.cam seu uso como ornamental. 1997a) e citotóxica (Nagaya et al. viscosa foram isolados cleomiscosinas (Kumar et al. droserifolia foram isolados os flavonóides quercetina-3-Oglucosil-7-O-ramnosídeo. Várias espécies desse gênero... além do cabralealactona e do ácido ursólico (Ahmad & Alvi. isorhamnetina-3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo. Essa espécie é facilmente cultivada em todo o Brasil a pleno sol e muito usada ao longo de cercas. O gênero Cleome inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. e das partes aéreas de C. 1997) e triterpenos (Harraz et al. brachycarpa foi isolado o triterpenóide cleocarpone (Ahmad et al. 1996).06%) (El-Din et al. 1995).. 1990). kaempferol. Dados químicos Do gênero Cleome foram isolados flavonóides (Sharaf et al. De C.7-di-O-ramnosídeo (0. O extrato metanólico da planta toda de C. a infusão da planta toda é usada internamente como analgésico e antitérmico.. das quais um número muito pequeno (seis) é usado como medicinal (Mabberley. kaempferitrina (0. os flavonóides artemetina (0.. a única betaína descoberta em espécies do gênero Cleome (McLean et al. 1988) e um diterpeno macrocíclico. 1987).. viscosa apresentou um . 1990).

efeito inotrópico sob os batimentos espontâneos in vitro. gynandropsis Samy et al. 1996).. 2000) e C. De C. 1995b). A mesma atividade foi observada em Cleome spinosa.. . A espécie Cleome brachycarpa foi testada quanto à sua atividade sobre a musculatura lisa intestinal (Tanira et al.. foi detectada a atividade espasmolítica (Barros et al. 1992). No extrato etanólico das raízes de Cleome sp.. Chrysantha (Hashem & Wahba.. A espécie C. 1999). droserifolia apresentou atividade hipoglicemiante e hipocolesterolêmico (Nicola et al.. 1995). Foram isolados o stigmast-4-en-6b-ol-3-ona e stigmast-4-en-3. 1996). além de antiagregadora plaquetária (Medeiros et al. 1999). popularmente conhecido como Mussambé. 1993. Lemos et al. 1995a) e antioxidante (Selloum et al... A propriedade antibacteriana foi constatada em C. viscosa (Samy et al..6-diona como as substâncias inotrópicas que aumentaram a amplitude do batimento cardíaco pela inibição da atividade Na+-K+ ATPase (Huang et al... C. arábica foi isolado flavonol que apresentou atividade antiinflamatória comparável ao do diclofenaco em ratos (Selloum et al. 1970).

Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

No Brasil só ocorrem representantes das famílias Cunoniaceae.17 Rosales medicinais L. e muitas das espécies da família Crassulaceae e Rosaceae são amplamente cultivadas como alimentares ou ornamentais. sendo raro o informante que não conheça ou não cite a planta como medicinal. espécies dos gêneros Spiraea. a qual descrevemos a seguir. Crassulaceae. . 1978). destacando-se em Crassulaceae as plantas do gênero Kalanchoe. a espécie descrita a seguir tem uso disseminado e generalizado na região de estudo. em razão do uso prioritário da planta como frutífera. Em Rosaceae também são encontrados os principais exemplos de espécies cultivadas e usadas como alimentares e ornamentais. Saxifragaceae. Na Mata Atlântica foi referido o uso de uma espécie cultivada da família das Rosaceae amplamente consumida como alimento. Di Stasi C. A. com inúmeras espécies medicinais. Pittosporaceae. Rosaceae e Chrysobalanaceae (Barrozo. C. Várias espécies dessa ordem são medicinais. e de Rosaceae. Hiruma-Lima A ordem Rosales inclui 22 distintas famílias botânicas. Na região amazônica. Rubus e Prunus. a qual foi identificada apenas até o gênero. das espécies medicinais dessa ordem foi referida apenas uma da família Chrysobalanaceae. No entanto. Não apresentamos uma revisão geral dessa espécie ou desse gênero.

Os principais gêneros dessa família são Licania. estipuladas. o centro de dispersão dessa família é a Amazônia. O nome do gênero Hirtella descrito por Carl Linnaeus deriva de hirtus. e inclui aproximadamente 103 espécies tropicais. com cerca de 460 espécies tropicais. Espécies medicinais Hirtella sp. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Marapuama. inteiras. ovário unilocular. folhas simples. É considerada por muitos autores uma subfamília das Rosaceae e. encontradas especialmente nas Américas e algumas na África. incluindo árvores e herbáceas. alternas. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. Chrysobalanus e Hirtella. distribuídas em seis gêneros encontrados no Brasil. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. fruto do tipo drupa. incluindo este último uma das espécies mais usadas e conhecidas na região de estudo.Espécies medicinais da família Chrysobalanaceae Introdução A família Chrysobalanaceae inclui aproximadamente dezessete gêneros. sépalas e pétalas livres. cíclicas. flores pequenas. . cálice gamossépalo com cinco lacínios.1). segundo Barrozo (1978). zigomorfas. diclamídias. com semente sem endosperma e sulcos longitudinais (Figura 17. peninérveas. corola com cinco pétalas. muitas delas usadas para a produção de carvão. referindo-se ao tipo de pilosidade. onde ocorrem 120 espécies.

da histórica Spiraea ulmaria. com destaque para o gênero Spiraea. e • Prunoideae. que inclui a espécie aqui descrita e referida como medicinal. Observações: Não foram encontrados dados na literatura sobre espécies desse gênero. compreende 95 gêneros. Rubus e Quijala.825 espécies subcosmopolitas. Os principais gêneros estão distribuídos em quatro subfamílias: • Spiraeoideae. e inúmeras em climas subtropicais e tropicais. toxicologia e química. primeira substância a ser comercializada como medicamento. preparada com aguardente ou vinho branco e ingerida por seis dias consecutivos em jejum. com destaque para os gêneros Rubus. ou frutíferas. 1997). aliás um dos mais consumidos em todo o mundo. encontradas em climas temperados. a famosa aspirina. A população distingue a planta em duas: com raiz pivotante que deve ser usada pelos homens. da qual foi isolado o ácido salicílico. arbustos e ervas (Mabberley. ralada. como a . os gêneros Crataegus e Malus.Dados da medicina tradicional A raiz da planta. • Maloideae. Normalmente são árvores de pequeno porte. também se utiliza o chá contra reumatismo. Espécies medicinais da família Rosaceae Introdução A família Rosaceae. e raiz bifurcada para as mulheres. que inclui. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. como é o caso das espécies do gênero Rosa. Potentila. Agrimonia e Fragaria. do gênero Frunus. com aproximadamente 1. • Rosoideae. a maioria nos gêneros Prunus. e outros gêneros normalmente de espécies cultivadas como ornamentais. é utilizada como afrodisíaco. No Brasil há poucas espécies. entre outros. a partir deste se sintetizou o ácido acetilsalicílico. no que se refere à farmacologia.

dependendo da variedade. . onde algumas têm sido aclimatadas e cultivadas em áreas de climas mais amenos. a planta é chamada popularmente de Ameixa ou Ameixeira. Cereja. Morango (Fragaria). lanceoladas. 1998). Pêra (Pirus). Espécie de grande valor econômico pela delícia de seus frutos e pela ampla ocorrência e cultivo na Europa e também no Brasil. especialmente de cabeça. em latim. carnoso. Pêssego. Groselha e Moranguinho (Rubus). enquanto o banho preparado com as folhas é indicado como antiinflamatório. dispostas em fascículos do tipo umbela. que existe em grande número. pendente. assim como em várias regiões do país. Espécies medicinais Prunus domestica L. de cor roxo-escura ou amarelo-ouro. Marmelo (Cydonia). e contra diarréias. flores vistosas brancas. fruto do tipo drupa. com folhas alternas. a maioria de climas temperados e raramente encontradas espontaneamente em climas tropicais. Abricó e outras do gênero Prunus (Joly. doce e com uma única semente. Ameixa. e a infusão dos frutos.Maçã (Malus). O nome do gênero corresponde a "ameixa". Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A infusão da casca do tronco é usada contra dores de barriga e diarréia. solitárias e/ou geminadas. a decocção das folhas é usada contra dores. Nomes populares Na Mata Atlântica. ásperas. O gênero Prunus descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies. de margem serrada. Dados botânicos A planta é uma árvore de pequeno porte. comestível e saboroso. Damasco.

.1 . Dados Químicos e Farmacológicos do Gênero Prunus Á espécie Prunus domestica têm sido atribuídas as propriedades antioxidantes (Kayano et al. 2000)..contra distúrbios hepáticos e dores de barriga. 2002.Hirtella: a) ramo florido (desenho original por Di Stasi). 1978) (Banco de imagens • .. b) detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Barroso... 2001). Corrêa (1984) refere que os frutos são laxativos quando ingeridos em grande quantidade. De Prunus avium foi constatada a presença de monoterpinos (Rapparini et al. O suco preparado com água e sementes é usado para lavar os olhos quando irritados. 2001). FIGURA 17. laxante cardiotônica e preventiva na osteoporose (Stacewicz. Estas propriedades têm sido atribuídas à presença de flavonóides (StacewiczSapuntzakis et al.Sapuntzakis et al. Nakatani et al. 2001).

1997). nos quais estão distribuídas dezoito mil espécies cosmopolitas. C. M. • Mimosoideae (Leguminosae II) ou família Mimosaceae. muitas vezes tratadas individualmente como famílias botânicas distintas. Guimarães C. De acordo com o arranjo de Kubitzki a partir do sistema de Cronquist (Mabberley. ornamentais. . que é uma das maiores e mais importantes famílias botânicas. madeireiras e outras espécies úteis de grande valor econômico. R. A família Leguminosae originalmente descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 642 gêneros. tem-se a divisão nas seguintes subfamílias: • Caesalpinioideae (Leguminosae I) ou família Caesalpiniaceae. e • Papilionoideae (Leguminosae III) ou família Fabaceae. Santos C. dependendo do arranjo sistemático adotado. M. Souza-Brito A ordem Fabales inclui a família Leguminosae. Compreende três subfamílias.18 Fabales medicinais L. arbustos. A. visto o grande número de espécies vegetais e a sua importância como fonte de produtos alimentares. M. Di Stasi E. incluindo árvores. medicinais. Hiruma-Lima A. lianas e ervas.

que inclui o gênero Bauhinia. Cassia occidentalis e Cassia reticulata. as quais descrevemos a seguir. Cassia occidentalis. angustifolia e C. Caesalpinia pulcherrima. amplamente usadas e comercializadas como medicamentos. C. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foram referidas cinco espécies medicinais. C. Cassia multijuga. que inclui os gêneros Cássia. senna. C. 1997). Dialium e Senna. que inclui o gênero Copaifera. de onde se extrai um importante óleo com grande valor na indústria. • Detarieae. ao passo que no levantamento realizado na região do Vale do Ribeira foram citadas como medicinais as espécies Bauhinia forficata. no qual se pode referir a conhecida Pata-de-vaca (Bauhinia forficata). conforme indicado a seguir para os principais gêneros: • Caesalpinieae. As espécies dessa família estão distribuídas em quatro tribos. das quais se destacam as espécies C. pertence à ordem Fabales e subclasse Rosidae (Mabberley. bonduc. occidentalis. pulcherrima. no qual estão distribuídas inúmeras espécies medicinais com uso em inúmeros países. Hymenaea courbaryl e outras espécies do gênero Hymenaea. Dalwits. também denominada subfamília Caesalpinioideae (Subfamília I) da família Leguminosae descrita originalmente por Antoine Laurent de Jussieu e redefinida em 1983 por Leslie Watson e M. bonducella.Espécies medicinais da família Caesalpiniaceae Introdução A família Caesalpiniaceae (Dicotyledonae). • Cassieae. todos contendo várias espécies de valor medicinal. No Brasil destaca-se o conhecido Pau-ferro (Caesalpinia férrea). espécie vegetal com grande utilização medicinal em todo o território brasileiro. sapan e C. a saber: Caesalpinia férrea. . J. • Cercideae. dentre as quais C. onde se encontra a famosa Copaíba encontrada no Norte e Nordeste do país. que inclui o gênero Caesalpinia.

. Outras denominações comuns são Cascode-vaca. divididas a partir da metade e atingindo até 12 cm. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. heliófita. mas por causa de seus espinhos é substituída por outras espécies do mesmo gênero. O gênero Bauhinia foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente trezentas espécies pantropicais. algumas arbóreas e outras lianas. tronco tortuoso ou ereto.Espécies medicinais Bauhinia forficata Link. folhas glabras. A espécie fornece madeira leve. a infusão das folhas é amplamente referida como diurético.1). É uma planta decídua. é recomendada para recuperação de áreas degradadas. onde ocorre em áreas úmidas. com grande abundância na Mata Atlântica. sempre com acúleos e seus dois ápices. hipoglicemiante e contra hipertensão e dores nas costas. mas especialmente nas encostas e formações secundárias. Pata-de-boi e Unha-de-boi. a espécie é chamada de Pata-de-vaca ou Unha-de-vaca. É amplamente utilizada como ornamental. Mororó. Dados botânicos A planta é uma espécie arbórea com até 10 m de altura. vistosas (Figura 18. usada para produção de carvão e caixotes. Por ser de rápido crescimento. os mesmos usos atribuídos à decocção das folhas. flores intensamente brancas. bastante espinhosa. dadas as características morfológicas de suas folhas. raramente dentro das florestas. assim como em quase todo o Brasil. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.

A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno. ovário séssil e pubescente com 10 a 12 óvulos. ferrea var. várias são as utilizações medicinais dessa espécie. é utilizado como . Jucá. na forma de decocto. ovalados ou obovais. casca de jatobá. dez estames. Nomes populares A espécie é denominada. flores diclamídeas. açúcar e água. Muirá-obi e Muiré-itá. Suas folhas. com corola de quatro pétalas subiguais e uma quinta superior.Caesalpinia ferrea Mart. hermafroditas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. são utilizadas externamente e no local contra hemorróidas. folhas bipinadas com folíolos oblongos. Dados botânicos Arvore de grande porte. além dos nomes indígenas Ibirá-obi. com tronco liso e cerne duro. séssil. A espécie é heliófita. ferrea e a C. ao passo que o preparado de casca de jucá. além de ser empregado como fortificante para crianças. com característica de mata pluvial com ampla dispersão. O preparado da casca com um litro de água e um quilo de açúcar. ferrea var. mas conhecida em todo o Brasil como Pau-ferro ou Pau-ferro verdadeiro. após aquecimento. Imirá-itá. é utilizado contra asma e bronquite. fruto levemente estipitado. na região amazônica. leiostachya. enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico. quase reto (Figura 18. São muito comuns duas variedades: a C. ultrapassando o cálice gamossépalo. enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase e problemas hepáticos. podendo chegar a 15 m de altura. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose. A madeira da espécie é muito usada na construção civil. especialmente de ruas e avenidas. folhas de manga. aquecido até formar um xarope. além de largamente empregada como espécie ornamental. O nome do gênero Caesalpinia descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem a Andrea Caesalpino. botânico italiano.2). O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos.

) Sw. A vagem crua é útil contra tosse. glabros. enquanto o macerado das cascas em água fria é empregado. também é chamada de Flor-de-pavão. Outros usos medicinais dessa espécie são referidos por vários autores.anticatarral. 1982). resfriados e tosses. do fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas. internamente. Em outras localidades do país. folhas compostas. No Piauí. com até 10 cm de comprimento. 1984). Na região da Mata Atlântica. bipinadas. a infusão das folhas da espécie é usada contra problemas respiratórios. bem como contra desarranjo menstrual e problemas renais e pulmonares. na região. tais como o das raízes como febrífugos e antidiarréicos. Flor-do-paraíso. 1982). flores grandes e vistosas. Espécie muito usada como ornamental. Baio-deestudante. especialmente bronquites. e em Alagoas. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante lenhoso e com espinhos fracos e pouco numerosos. 1984). Flamboyanzinho e Poinciana-anã. . sobretudo como cerca viva. Nomes populares A espécie é denominada. Caesalpinia pulcherrima (L. além do uso comum contra gripes. com folíolos ovado-oblongos. Chagueira ou Barba-de-barata. pois floresce quase ininterruptamente. contra tosse crônica. a decocção das raízes é usada como antitérmico. Considerada de origem antilhana. asma e como cicatrizante (Campêlo. da casca como desobstruente e da madeira como anticatarral e contra feridas (Corrêa. vermelhas e amarelas e roxoalaranjadas com estames longos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. inflamações do fígado e baço. a espécie também é utilizada contra feridas e contusões (Emperaire. frutos do tipo vagem bivalve e lenhosos. tem distribuição das Guianas até o Rio de Janeiro (Corrêa.

descrito também por Carl Linnaeus. casca lisa e cinzenta.como emenagogo e abortivo e. heliófita e pioneira. A espécie ocorre em todo o Brasil. folhas pinadas. febrífugos. atingindo até 10 m de altura. as flores amarelas são reunidas em racemos dispostos em panículas terminais múltiplas. febrífugas e venenosas. no alívio de dores causadas por contusões e para diminuir a febre. a raiz é acre. Segundo Corrêa (1984). amarga. brinquedos. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. quando em grandes doses. pela beleza da planta na época de floração. purgativos. o fruto é do tipo vagem reta. obtusos no ápice e com base irregular. A decocção das flores é utilizada contra dores de dente. odontálgicos. em doses elevadas. compostas de inúmeros pares de folíolos (20 a 40) peciolados. deriva do grego Kasia. excitantes. sendo uma planta decídua no inverno. A espécie reúne usos econômicos como fornecimento de madeira para produção de caixotes leves. com rara ocorrência dentro de florestas. dado à falsa canela. . largo e achatado (Figura 18. Em outros locais do país. lenha e carvão. passando-se o ramo no rosto como se fosse um benzimento. a casca é considerada emenagoga e. Nomes populares As espécie é denominada pelos índios tenharins Topeiuia. Cassia multijuga Rich.3). abortiva. externamente. além de ornamental. mas também é conhecida na região amazônica e no Brasil como Canafístula e Aleluia. é chamada de Pau-cigarra e Caquera. Dados da medicina tradicional As folhas da espécie são usadas pelos índios tenharins como sedativo para crianças. O nome do gênero Cassia. tendo propriedades tônicas. emenagogos e indicadas contra as anginas e qualquer inflamação da garganta e catarro pulmonar. estipuladas. as folhas e flores são usadas como tônicos. febre e como purgativo.

a infusão das raízes é usada contra dores de barriga. sementes cilíndricas achatadas (Figura 18. gineceu com ovário piloso. a espécie é conhecida principalmente como Fedegoso. gripes. Manjerioba. Lava-pratos. enquanto o macerado da raiz em aguardente de cana é usado como diurético e contra infecções gerais. Maioba. dispostas. folhas alternas. a semente torrada ou na forma de decocção é utilizada no tratamento de anemias e contra doenças do fígado e baço. racemos axilares. assim como em outras regiões do país. Ibixuma.. amarelas. Dados botânicos Arbusto glabro de até 2 m de altura. A espécie é anual e floresce na época de chuvas. androceu com seis estames e três estaminódios curtos. laxativo. Majerioba. no Piauí a infusão do caule. diurético e colagogo (Gavilanes et al. paripenadas com ráquis comprida. estipulada e com glândulas na base. no Brasil é espontânea nas pastagens. beiras de estradas e próximo a culturas.Cassia occidentalis L. resfriado e diarréia (Grandi et . flores grandes. A infusão das folhas também é utilizada contra a malária. composta de folíolos apicais (quatro a seis pares). distúrbios hepáticos e do estômago e como diurético. curto-peciolados. Tararucu. achatados. Segundo Emperaire (1982). Fedegoso-verdadeiro e Fedegosa. Mamangá.4). é indicada popularmente como antitérmico. das folhas e da raiz é utilizada durante a menstruação. infecções gerais. Outras denominações são Folha-de-pajé. verde-escuros em ambas as faces. ramos quase cilíndricos. Rioba. Lava-prados. Mata-pasto. febre. frutos do tipo vagem glabra. Em Minas Gerais. 1982) e no tratamento de dores de cabeça. o sumo das folhas é usado topicamente em locais com coceira e na cura de micoses. Na região da Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com caule lenhoso na base. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica.

1988). No Rio Grande do Sul. e para constipações em bebês (Gupta et al. No Panamá. as folhas e as raízes são usadas contra gonorréia.al. 1994). reumatismo. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com os nomes de Pé-desão-joão e Dartrial. a raiz triturada é utilizada para epilepsia. Além disso. rins e bexiga (Simões et al. No Brasil. e a infusão das flores contra bronquite (Rutter. 1990). malária. Em outras localidades do país. mordida de escorpião. sudorífico. 1970).. inflamações nos olhos. sarna e doenças de pele (Bardhan et al. oceidentalis tem uma longa história de uso pelos indígenas e indianas para febre. purgativo. nos desarranjos menstruais. Cassia reticulata Willd. preparadas como o café. anemia. problemas hepáticos.. A espécie C. erisipela e tuberculose. febrífugo. o chá das folhas é usado para cólicas estomacais e a trituração dessa mesma parte vegetal. como Mata-olho. 1985).. 1982). como antiinflamatório e. Na Índia. é utilizada contra doenças do fígado. 1979). internamente. emenagogo. desordens do trato urinário. estômago. doenças hepáticas e como reconstituinte em doenças e fraquezas em geral (Coimbra. no combate de febre palustre e doenças hepáticas. hidrópisia e dismenorréia (Dennis. febrífugo e diurético. as folhas são usadas no combate a doenças cutâneas e ainda como diaforético. . tinha e hemorróidas. dores menstruais e uterinas. doenças venéreas. como vermífugo (Nagaraju et al. No Peru. na forma de cataplasma. Os índios misquitos da Nicarágua usam a decoçcão da planta fresca para dores em geral. Corrêa (1984) relata o uso dessa espécie como antídoto de venenos e como abortiva enérgica. reumatismo. 1990). as raízes são consideradas diuréticas.. mas também são utilizadas contra tuberculose. Na Amazônia peruana. e a decocção é indicada para baixar a febre (Soukup. as sementes. diurético. na asma. são utilizadas contra asma. as raízes são consideradas um tônico. 1986).. sendo o suco utilizado no alívio da dor causada por queimaduras.

base assimétrica. ápices acuminados. A planta é usada na medicina de San Salvador também como laxativo. Jutaí-açu. Abati-tambaí. folhas compostas. como antitérmico e diurético. Jatobá-de-porco. glabros na porção superior e pilosos na porção inferior. dispostas em cimeiras terminais. marrom. Nomes populares No Vale do Ribeira. negras. alternas e pilosas. com até . Também é chamada de Jatobá-mirim. Jutaí. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 20 m de altura. lisos. com casca dura. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Jutaí-peba. A espécie também é comumente usada como ornamental e habita sobretudo nas margens dos rios. 1994). entre outros. a espécie é conhecida como Jatobá. os frutos são vagens delgadas. Jatai. Jutaí-do-campo. contendo glândulas e estipulas coriáceas persistentes e folíolos oblongos. a decocção das raízes dessa planta é empregada no controle de problemas menstruais. nome dado à planta em quase todo o Brasil. Jatobá-de-anta. Jutaí-café. flores amarelas reunidas em racemos longos e repletos de flores. Olhode-boi.Dados botânicos É um arbusto com caule lenhoso na porção inferior. brilhante. fruto doce. tronco ereto e ramos glabros. farinhento e comestível. Algarobo. A infusão de folhas é empregada externamente para problemas de pele. enquanto a infusão da planta toda é usada internamente no alívio de sintomas após picada de cobra. Jatobazeiro. com 6 a 15 cm de comprimento. flores brancas vistosas. folhas compostas contendo dois folíolos brilhantes. Hymenaea courbaryl L. Jatobá-roxo. purgativo e contra enfermidades renais (Guerrero.

sedativo e peitoral. quercitrina e miricitrína foram obtidos de B.forticata (da Silva et al. com florescimento entre outubro e dezembro. especialmente em crianças. enquanto o extrato alcoólico forneceu gaiato de etila. ferrea forneceu sitosterol. em alusão aos dois folíolos. O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites e asma e como estimulante do apetite. microstachya (Meyre-Silva et al. o deus da união. É uma espécie semidecídua. estimulando a digestão e fortificando o organismo. ácidos palmítico e octacosanóico. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. além do uso contra bronquite. 2000) e os flavonóides kaempferol. além de cultivada em pomares para consumo de seus frutos. enquanto o xarope da casca do caule. 2000). vermífugo. Yadava & Tripathi. A espécie não foi referida nem encontrada na região amazônica. e o fruto ainda é comestível e amplamente consumido na região do Vale do Ribeira. ácidos . Dados químicos dos gêneros Bauhinia As espécies Bauhinia variegata e B.. A casca serve para curtume e fornece fibras para cordoaria.. 2001) e betasistosterol e kaempferotrina foram isolados de B. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende dezesseis espécies tropicais de ocorrência nas Américas e na África. enquanto a madeira é usada na construção civil. O nome do gênero deriva do grego hymen.15 cm de comprimento. a infusão das folhas é usada internamente contra bronquites. sendo usada na arborização de parques e jardins. Corrêa (1984) refere que a casca serve como adstringente. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. purpurea possuem flavonas glicosiladas (Yadava & Reddy. 2001. e a seiva é excelente tônico para crianças. é eficaz contra tosses. Caesalpinia O extrato benzênico de C.

B. e dos ácidos 2-amino-4-metilenepentanedióico e 2-amino-4metilpentanodióico (Watson & Fowden. 8metoxibonducelina. C e D (Patil et al. ácido 2-amino-4-etilidenepentanedióico. bondenolídeo. 1987e). protosapina (Namikoshi et al. . 1978). 6p-cinamoiloxi5a. 3'-0-metilepisappanol. 1996). taraxerol (Yadava & Nigam. 1987a). lup-20(29)-en-3beta-ol. 4-O-metilsapanol. 1997). De diferentes partes de C. 8metoxibonducelina.. 1987b. beta-sitosterol. ácido 2-amino-4-metilidenepentanedióico e ácido 2-amino-4-metilpentanedióico (Watson & Fowden. leucodelfinidina.. sapanona B. os esteróis beta-sitosterol e beta-sitosteril galactosídeo (Ahmad et al. quercetina (Rao et al.4benzoquinona (McPherson et al.. lupeol. 3-deoxisapanona B e 3'-deoxisapanona B (Namikoshi et al. 1997b). 1997). 7p-vouacapenediol. 1973) e furanoditerpenóides (Ragasa et al.. acetato de lup-20 (29)en-3beta-il. 1983). neocaesalpinas A e B (Kinoshita et al. B. pulcherrima foram também isolados produtos naturais alifáticos (ácido decanedióico) (Awasthi & Misra. 1985). quercimeritrina (Awasthi & Misra.gálico e elágico (Santos & Sant'Ana. alfa-amirina. 1997). 1977). 6-metoxipulcherrimina (McPherson et al.. Da madeira de C. cianina. 3'-0-metilbrazilin. sappan foram isolados octacosanol.. bolducella foram isolados trinta diferentes ácidos graxos (Shameel et al. ramnetina e ombuína (Namikoshi et al. 4.6-dimetoxi-l. C e D (Peter et al. episapanol. ácido 3.. 8. 3'-0-metilsappanol.. Peter et al. 1954). De Caesalpinia pulcherrima foram isolados: homoisoflavanona.. 4-O-metilepisapanol. 1973). beta-amirina.14-didehidro-5a-vouacapenol. 1977).. bonducelina. quercetina.5-trihidroxibenzóico (Rao et al.. a 8metoxibonducelina (Parmar et al.. pulcherrima foram isolados os terpenóides caesalina. De Caesalpinia bolducella foram isolados os furanoditerpenos caesalpina A e F (Pascoe et al. miricetina.. Das cascas e raízes de C. pulcheralpina e 5-vouacapenol (Che et al.. pulcherimina.4'-dihidroxi-2'-metoxichalcona.9.4. 2002). 3'-deoxisapanoI.. 1978) e 2. 1986) além do esteróide P-sitosterol (Varshney & Pal. brazilina (Namikoshi et al. bonducelpina A.. Das sementes de Caesalpinia ferrea foram isolados os aminoácidos: ácido 2-amino-3-(3-carboxifenil) propanóico. 1986. Das sementes de C. 1997a). sapanol.. Kim et al. 1987c). Foram isolados os flavonóides: rutina. 1987). 1983).. 1987) e pulcherriminas A. 1997).. 1978). cianidina e miricitrina (Forsyth & Simmonds.ll.

major foram isoladas caesaldekarinas A-E. leiostachya foram isolados polissacarídeos como galactomanana e xilogucana (Lima. M.Das raízes de C. 1986). Dos frutos de C. caladenia e C. sendo predominantemente de ácido linoléico e oléico (OrtegaNieblas et al. crista foi isolado (+)-ononitol (Shi et al.. reticulata.. sappan (Namikoshi & Tamotsu.. 1986) e outros derivados antraquinônicos (Tiwardi & Singh. ácido esteárico e pinitol (Fernandes et al. 1985). Do Fedegoso. . C. platyloba. dicopetala (Chowdhury et al. A composição de ácidos graxos das sementes de C. cacalaco e C. 3-deoxisapanchalcona. japonica (Namikoshi et al. 1977). Namikoshi et al. além de xantonas (Wader & Kudav.. sapanonas a e b.. 1997). triterpenos e sesquiterpenolactonas (Guerrero. 1996).. sapachalcona. 4-O-metilepisapanol. estudos fitoquímícos demonstram a presença de alcalóides. occidentalis. sapanol. sappan (Saitoh et al. sitosterol. 1982). 1977).. hintoni (Contreras et al. 1995).. Da madeira de C.. brasilina e protosapaninas A. spinosa foram extraídos ácido gálico (Reategui Gonzalez & Nakasone Rivadeneyra. isoflavanóides de C. 1983). episapanol. Foi realizado um estudo comparativo da composição de flavonóides e ácidos graxos das sementes de Caesalpinia velutina. 1987. 1977. a espécie C. Das sementes de C. 1996). 1987f). B e C (Namikoshi et al. 1987a). 1981). pumila foi analisada.. sitosterona.. 1994). 1988) e altas concentrações de taninos (Garro Galvesetal. Na espécie C.. 1996) e de C. multijuga foram isolados derivados antraquinônicos (Singh. Cassia Da espécie C. S. isoliquiritigenina.. 1986. Fuke et al.. (Kitagawa et al. taninos.. sappan (Nigan et al. C. ácidos linoléico e palmítico de C. 1987d). buteína.. Foram isolados alcalóides de C. C. vários compostos aromáticos de C. 4-O-metilsapanol. Kitanaka et al. 1988). glicosídeos (Singh. isolaram-se 1. saponinas. japonica foram isolados 3'-deoxi-4-0-metilsapanol. M. glicosídeos de C.8-di-hidroxiantraquinona (Costa. glicosídeos cardiotônicos. 1985). et al. digyna (Mahato et al.

pinselina. 1989a). occidentalis foram isolados pinselina. 1986). Foram isolados das sementes de C. enquanto das vagens foram isolados crisofanol. questina.. 1987). 1985). Da madeira foram isolados beta-sitosterol. crisofanol. & Singh. além de flavonas (Guptaetal. mirístico. De C...1987. 1. De C. occidentalis ácidos graxos e esteróis (Miralles & Gaydou. Das folhas de C. Das sementes de C. alfa. bis (tetrahidro) antraceno. beta-sitosterol e betulina (Zafar et al. J. ácidos monoenóico.. 1996). 1989). l. roxburguina (Ashok & Sarma. senna foram isolados derivados antraquinônicos (Lemli & Curvele. esteárico e oléico (Alencar et al.. 1977) e os ácidos cáprico. 1985). De C. Singh.. emodina. 1987). renigera foram isolados derivados antraquinônicos (Tiwardi & Richards. roxburguina. dienóico e trienóico (Zaka et al.. occidentalis foram isolados hidrocarbonetos (Majumdar et al. 1987).e beta-amirina. 1987). Da raiz de C. ácido tereftálico e (-)-epiafzelequina (Reddy et al. Das superfícies das folhas de C. marginata foram isolados derivados antraquinônicos das folhas (Duggal & Misra. 1988b). 1987). carotenóides e tocoferóis durante o desenvolvimento das sementes (Zaka et al. 1990). metilgermitorosona e singueanol-I (Kitanaka & Takido. 1990). Telange et al.. occidentalol-1. além do ácido graxo ceto(Z)-7-oxo-ll-octadecenóico (Daulatabad et al. 1986...7-dihidroxi-3metilxantona. palmítico. occidentalol-2.. O gênero Cassia tem sido amplamente estudado do ponto de vista químico. roxburghii foram isolados derivados antraquinônicos (Ashok & Sarma. 1987. J. e sua descrição fitoquímica permite verificar as potencialidades de estudo de outras de suas espécies como fontes de novas substâncias químicas. occidentalis de diferentes estágios de desenvolvimento (Ambasta et al. germicrisona. triglicerídeos (Zaka et al.8-dihidroxiantraquinona (Wader & Kudav. hirsuta foram isolados triterpenóides e biantraquinona (Singh & Singh. . A concentração de compostos fenólicos totais foi estimada em folhas e caules de C. Das sementes de C. crisofanol. occidentalis também foram avaliados conteúdo de óleo. 1988a).. 1989). 1986). roxburguinol e um novo estilbeno. 1982) e das raízes (Singh & Singh. 1979). 1978).

3-dihidroxi-8metilantraquinona (Kameoka et al. 1989). obtusifolia foram também isolados obtusina.. De C. flavonas. 1987) e emodina (Yang & Wang.. oléico e linoléico. Também foram isolados vários outros derivados antraquinônicos (Pal et al. 1997).. Metil palmitato e metil oleato. flavonóides (Wassel & Baghdadi. 1987). 1979) e sennosídeos A e B em diferentes partes da planta (Yasmin et al.. torosa foram isoladas as estruturas de tetraidroantracenos diméricos torosa I e II. 2-hidroxi-4-metoxiacetofenona. oléico. 1988). emodina. polissacarídeos (Khare et al. angustifolia foram isolados polissacarídeos (Alam & Gupta. 1988). 1986). questina. agliconas de antraquinonas e flavonóides (Upadhyaya & Singh. antraquinonas (Zhang et al. 1986. 1989). além da presença de beta-sitosterol. De C.. acutifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kalashnikova et al. malválico. fisciona. 1978). obtusifolia foi detectada a presença de antraquinonas (Yasuda et al... De C. 1979). 1990). De C. 1988). obtusofolina. angustifolia não difere muito do de C. polissacarídeos solúveis em água (Alam & Gupta. obtusina. 1980) e os ácidos palmítico. siamea foram isolados alcalóides e triterpenóides (Biswas & Mallik. Do óleo essencial foram isolados dihidroactinidiolídeo. 1988). succínico e tartárico (Matsuura et al. O perfil fitoquímico de C. colesterol. esteárico. glicosídeos. ácido crisofânico. estigmasterol.. . m-cresol. e das folhas. flavonóides (Crawford et al. flavonóides (Wassel & Baghdadi.estercúlico e vernólico (Daulatabad et al. De C. além de ácido palmítico. Das sementes foi isolado o dihidroeleuterinol (Kitanaka et al. o senosídeo é o principal desses derivados. gamahidroxiarginina e ácido aspártico (Upadhyaya & Singh. Dessa espécie também foram isolados os ácidos esteárico. obtusifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kitanaka & Takido. o aminoácido histidina (Zhang et al. 1986)... 1985). Nas sementes de C.. De C. uma Cglicosilflavona (Kitanaka et al.. obtusifolina e estigmasterol. aurantioobtusina. beta-sitosterol e l. tora foram isolados crisoobtusina e os aminoácidos cistina.. 1986). Ishidaet al. acutifolia quanto à presença de aminoácidos. 1986).Das raízes de C.. 1990). que apresentaram atividade inibitória do crescimento de células KB (Kitanaka & Takido. . Asamizu et al. 1977). linoléico.. 1990) e das naftopironas cassiasídeos B e C (Kitanaka & Takido. 1984). crisoobtusina. 1987. 1989).

1988). singueana possuem 7-metilfisciona e cassiamina A (Mutasa et al. Das vagens de C. 1990). arginina. De C. O óleo da semente de C. As cascas do caule de C.. 1991). 1990). 1990). treonina e leucina).. palmitato.. 1987b. 1990a) e antraquinonas (Messana et al. Chowdhury et al. 1987). 1987). 1988) e antraquinonas (. Do óleo das sementes de C.. Das cascas do caule de C. 1981). Das folhas de C. sericea foram caracterizadas as presenças de fibras. carboidratos. Das sementes de C. glauca foram isolados os ácidos palmítico. fistula foram isolados biflavanóides e triflavanóides (Morimoto et al. triptofano. 1990) e foi determinada a variação sazonal do conteúdo de . flavonóides (Srivastava & Gupta. linoléico. 1990a). 1990). De C. javanica apresenta nonacosano. 1988). aminoácidos (lisina.. fistula e C. 1990). De Cassia pudibunda foram isolados derivados naftopironas (Messana et al. renigera possui ácidos vernólico. granais foram isolados polissacarídeos (Bose & Srivastava. Das raízes de C. 1989a). oléico. palmitato de beta-sitosterol.. ácido behênico. butirospermona. e do caule foram isolados procianidinas (NopitschMaietal. 1988). 1977).javanica foram isoladas proantocianidinas (Kashiwada et al.. laevigata foram isolados flavonóides (Tiwardi & Singh. ácido glutâmico e aspártico. de carboidratos e ácidos graxos totais (Ukhun & Ifebigh. behenato de beta-sitosterol. De C.. reina. proteínas brutas.Ahuja et al. 1987b).... linolênico e araquídico (Dixit & Tiwari.De C.. malválico. fistula foram isolados flavonóides (Morita et al. De C. biantraquinonas e o alcalóide espermidina (Alemayehu et al. 1978).. allata foram caracterizados os conteúdos de proteínas.javanica foram isoladas antraquinonas (Singh & Singh. 1978). fistula e das cascas de C. esteárico. beta-amirina..senosídeos das folhas de vagens de C. 1988).. emodina. ácidos estercúlico e malválico (Daulatabad et al. ácido crisofânico e kaempferol (Chaudhuri & Chawla. . fistula também foram isolados flavonóis e glicosídeos (Gupta et al. estercúlico e ácidos graxos ciclopropenóides (Daulatabad et al. O extrato das folhas de C. compostos fenólicos e taninos (Ramachandra et al. araquidato de beta-sitosterol. auriculata foram isolados flavanóides glicosilados (Rai & Dasaundhi. triacontano. fistula (Cano Asseleih et al.

Cassia javanica (Azero et al. 1988). fisciona. ácido quelidônico. semicordata foram isolados compostos do tipo 1.. 1987). 1986.. De C.. siamea (Khan et al. oléico. C. palmítico. mimosoides foram isolados n-hentriacontanol. 1988). Das raízes de C. (Baba et al.4-dihidronaftaleno (Delle Monache et al. 1989). holosericea é predominantemente de ácido láurico. falacinol e uracila (El-Sayyad et al. Sen et al. A composição dos ácidos graxos de C... spectabilis foram isolados antraquinonas. R. 1990).. didymobotrya foram isolados e caracterizados crisofanol. podocarpa foram isoladas antraquinonas (Rai. 1977).Das partes aéreas de C. 1977).. mirístico... pumila foram isolados tetratriacontanol. C. 1989a) e derivados antraquinônicos (Jain & Purohít. 1988). crisofanol e antraquinonas (Mukherjee et al. 1987). 1989) e nas sementes de C. Galactomanana foi encontrada nas sementes de Cassia alata (Gupta et al. garrettiana foram isolados um polifenol denominado cassigarol A. emodina e rheina) (Krambeck et al. 1978). nodosa foram isolados glicosídeos antraquinônicos (Sinha et al.. fastuosa foram isolados os glicosídeos. estérico. senosídeos A e B e 3 agliconas (aloé emodina. 1988). 1987. 1989). dihidroxantiletina e fisciona (Mukherjee et al. além de alcalóides (Christofidis et al. linolênico.. De C. De C. emodina. 1985). 1985)... Das folhas de C. javanica (Singh & Jindal. linoléico. marginata (Kumar et al. ovata foram isolados polissacarídeos solúveis em água (Kumar et al. 1987). 1986 e 1987). beta-sitosterol e estigmasterol (Mulchandani & Hassarajani. 2-methoxistipandrona. palmitoléico... sericea (Muralikrishna et al. C. Das sementes de C. 1997)... De C. 1986). Cassia laevigata (Singh. Das flores de C. B. . 1988). dimetil quelidonato e monometil quelidonato (Ashok & Sarma. De C.. 1986 e 1988b) e derivados antraquinônicos (Hata et al. araquídico e behênico (Khalid et al.

. De C. J... 2001) e antimolarial de B. malabarica e B.. O. 2001. 1996. Bacchi & Sertié. 3- . ferrea foram ainda caracterizadas as atividades cardiotônica (Santos W. crista apresentaram atividade antimicrobiana (Beloy et al. et al. guianensis (Kittakoop et al. anticoagulante (Milagres et al. 1985). O. 2002a e 2002b). 1995.. 1977).. purpurea deve ser evitado por causar disfunções tireoidianas (Panda & Kar. et al.. 1997) e hepatotóxica (Queiroz Neto et al. 1994) e de restrição ao fluxo coronariano por possível ação sobre a musculatura lisa dos vasos. ferrea revelaram a presença de atividades atóxica e antiúlcera (Bacchi et al. A espécie C. C. e os dibenzoatos diterpenos pulcherriminas A e B foram ativos na reparação de DNA de leveduras (Patil et al. 1990) Lima.. contêm caesalpina P... gilliesii produziram 70% a 80% de inibição do tumor de Walker em ratos (Montgomery et al. Existem relatos ainda da propriedade antioxidante de B.forficata e B. 2000.. et al... leiostachya (Moura et al. 1988). et al. 1986).. analgésica (Carvalho. Lopes et al. antiedematogênica. 1996). com alterações eletrocardiográficas secundárias (Santos et al. antimicrobiana (Cebalhos et al. 1987).. 2002. Munoz et al. 1998). pulcherrima atua sobre as interações DNA-ligante (McPherson. 2000). T. Atividade hipoglicemiante foi verificada com extratos de C. 1995. Nakamura et al. Rossi-Ferreira et al. Os inibidores da aldose reductase.. 1991)... Lemus et al. tarapotensis (Braca et al. Caesalpinia Estudos com extratos brutos de C. Amaral et al. 1999). 1998). antiinflamatória (Carvalho.... 1994. 1986). O uso crônico de B. C. comumente utilizados no tratamento de complicações da diabetes.Dados farmacológicos dos gêneros Bauhinia A propalada atividade hipoglicemiante foi observada nas espécies B. E. 1997).. Estudos mais recentes têm apontado C. Extratos de C.. J. antihistamínica e antialérgica (Rossi-Ferreira. candicans (Pepato et al. ferrea como antitumoral (Queiroz et al. 1976) e proteínas de C. sapanchalcona. 1991).

1995a). porém o tratamento em búfalos não apresentou eficácia (Sindhu et al. Hussain et al.. spinza foi obtido um inibidor da formação de melanina utilizado em cosméticos (Shibata et al. 1992. de estimulante uterino (Saraf et al..... sappan apresentou mais de 50% de inibição sobre a atividade da hialuronidase (Kim et al. 1991b) antimutagênico (Bin-Hafeez et al. 2001). 1999). hipotensiva. antiviral contra hepatite B (Patney et al. de relaxamento do músculo liso. Schmeda-Hirschmann et al. antifúngica. in vitro. A brasilina isolada de C. sappan como ingredientes ativos (Morota et al.. 1989). Sadique et al. 1987.. Do extrato de Caesalpinia foram isolados derivados benzindenopiranos. principalmente pelo aumento da atividade das células T em camundongos com halotano (Choi et al. 1994... 1987). que foram utilizados no tratamento de microanginopatias e nas desordens da microcirculação (Moon. 1976) e. 1996).. 1985).. . inibitória da hemólise.. antimalária (Gasquet et al.. O extrato metanólico de C.. hepatoprotetor (Jafri et al. De C. 1962).. antibacteriana. Cassia Nas folhas de C. protosapanina A. 1978. Feng et al. A brasilina (isolada de várias espécies de Caesalpinia) também foi capaz de modular a função imunológica. sappan foi capaz de aumentar a atividade tirosinase e o conteúdo de melanina nas células B-16 (Lee & Kim. vasoconstritora.. brasilina e derivados fenólicos extraídos de C. 1997).deoxisapanona. antiparasitária. Caceres et al. 1997). 1996). 1991. Sama et al.. occidentalis verificaram-se atividades antiinflamatóría (Sadique et al. O extrato de Caesalpinia crista foi testado quanto à sua atividade anti-helmíntica contra Toxocara vitulorum. 1993.

1984). 1990)... 1989).. A fração polissacarídica de C. que apresentaram efeito antiagregador plaquetário quando estudadas com células de ratos estimuladas por ácido araquidônico. 1979) e C. tora possuem glicosídeos de naftopirona que apresentaram atividade antihepatotóxica (Wong et al. pudibunda (Cavalcanti et al. As antraquinonas de C. Atividade antimicrobiana foi verificada com a utilização de C.3'. glucoobtusifolina e glucoaurantioobtusina). alata quanto C. 1990. Estudos com as sementes de C. 1990). fastuosa também apresentou atividade laxante (Krambeck et al.4. As folhas de C. 1989). obtusifolia (Kitanaka & Takido. obtusifolia indicam alto grau de toxicidade quando comparados com parâmetros como tamanho do fígado e níveis de citocromo P-450 funcional (Crawford & Friedman. ADP e colágeno (Yun-Choi et al. utilizando as folhas de C. obtusifolia também apresentaram atividade tóxica sobre as funções mitocondriais do músculo (Lewis & Shibamoto. 1986). As folhas de dez espécies de Cassia da Nigéria foram estudadas quanto à sua propriedade laxante em ratos albinos machos.. exibindo uma taxa de 51% de inibição (Mueller et al. garrettiana foi isolada a 3.. Nas sementes de C. citotóxica com extratos de C... C. 1991). 1988).. 1991). obtusifolia foram obtidas antraquinonas (glucocrisoobtusina. que apresentou intenso efeito inibitório sobre a liberação de histamina induzida por antiIgE de basófilos humanos in vitro (Inamori et al. Ao final dos testes foi determinado que ambos apresentaram significativa atividade antiinflamatória (Palanichamy & Nagarajan... De C. angustifolia foi testada quanto à sua atividade antitumoral contra Sarcoma-180 de camundongos. acutifolia. alata e o kaempferol 3-O-soforosídeo foram avaliados quanto à sua atividade antiinflamatória comparada com a fenilbutazona. O extrato a 10% das folhas de C. 1989). O extrato das folhas de C. lugustrina (Abhaham et al. As sementes de C. acutifolia como controle positivo. 1986a).5'-tetrahidroxistilbene. podocarpa apresentaram atividade laxante tão potente como a C. espasmolítica com subs- . pumila possui antraquinonas que apresentaram atividade espasmolítica (Fatawi et al. 1988) e C.. garrettiana (Inamori et al.pudibunda (Cavalcanti et al. 1985). 1990).. 1988 e 1989). obtusifolia também foram detectados altos níveis de mutagenicidade em testes com linhagens de bactérias (Friedman & Henika. podocarpa apresentaram resultados significativos quanto à atividade laxante (Elujoba et al. Crawford et al.Das sementes de C. Os resultados finais indicaram que tanto C. e C.

acompanhado de distúrbios hidreletrolíticos em casos graves (Schvartsman. . quinquangulata (Ogura et al. 1979) e C. 1998). que apresentaram um quadro de ataxia. 1986). antitumoral com extratos de C. fazendo parte de uma grande série de fitoterápicos disponíveis no mercado. 1987). pumila (Fatawi et al. diarréia. e as espécies usadas para essa finalidade devem ser consumidas com cuidado. fistula (Babbar et al.. Salienta-se que a espécie C. apatia. 1985). anorexia e morte após oito a doze dias da ingestão. 1986. A administração de folhas de C. O gênero Cassia produz... angustifolia (Nakajima et al.. com degeneração de músculos esquelético e cardíaco (Martins et al. A espécie C. 1986b). cólicas abdominais e diarréia. pulcherrima é considerada planta de uso perigoso. estudos clínicos têm demonstrado sua toxicidade. amplamente utilizada pela população. em razão de seus efeitos hepatotóxicos. 1979). 1991). C. como substituta do café. além de lesões renais e disfunção hepática (Galai et al. vômitos. Dados toxicológicos dos gêneros Embora a semente de C. 1977) e antivirótica com extratos de C. cansaço e dores. em muitos países. caracterizado por náuseas. Estudos realizados com Caesalpinia ferrea determinaram seu efeito hepatotóxico (Queiroz Neto et al. na forma fresca. anemia. especialmente por crianças. deve ter seu uso controlado e realizado com cuidado.. Isso pôde ser verificado em intoxicação de suínos. 1985). ferrea. fistula (Bhardwaj & Mathur. 1979). roenwilana (Rowe et al. Seu consumo indiscriminado é perigoso. enquanto um quadro de envenenamento foi verificado com C. dispnéia... echinata também apresentou toxicidade (Oliveira et al. 1984)...tâncias isoladas de C. Salienta-se que as espécies desse gênero são amplamente usadas e comercializadas como laxativos.. talica em cabras e carneiros revelou quadros de ataxia. ocrídentalis seja utilizada na medicina tradicional. A ingestão de grandes quantidades dessa semente tem causado problemas de toxicidade e até mesmo de morte em vacas. Colvin et al. em geral. cavalos e cabras. um quadro de sintomas de tóxicos por causa da presença de glicosídeos antraquinônicos. purgativa dos glicosídeos de C. seca e/ou torrada. em razão dos efeitos tóxicos e abortivos de sua casca (Corrêa.

Cymbosena. Para a família Fabaceae estão descritos aproximadamente 482 gêneros e cerca de doze mil espécies de ampla distribuição nas regiões temperadas e tropicais. Millettieae: Tephrosia. Diplotropis. Desmodieae: Desmodium. Phaseoleae: Phaseolus — do famoso Feijão. Galegeae: Astragfalus e Glycyrrhiza. Nos estudos realizados na região amazônica e . Robinieae: Sesbania e Robinia. Dalbergieae: Dalbergia e Andira.Espécies medicinais da família Fabaceae Introdução A família Fabaceae também é classificada como subfamília Papilionoideae (Faboideae) da família Leguminosae. Crotalarieae: Crotalaria. Myrocarpus e Ormosia. Dioclea e Mucuna. sendo amplamente utilizadas in natura no combate a inúmeras pragas de lavouras e de ectoparasitas de animais. um importante produto alimentar no Brasil —. Trifolieae: Medicago. Os principais gêneros estão distribuídos em 31 subfamílias. das quais destacamos aqui apenas as de importância medicinal: • • • • • • Swartziae: Swartzia e Zollernia. Sophoreae: Sophora. Derris e Lonchocarpus. Genisteae: Lupinus. onde se encontram plantas (Barrozo. Cajanus. Abreae: Abrus. Indigofereae: Indigofera. 1978). onde muitas espécies vegetais possuem importantes efeitos inseticidas. Canavalia. • • • • • • • • • • Os dados aqui referidos demonstram a imensa importância dessa subfamília de espécies vegetais. Dypteryxeae: Dypteryx. Psoraleae: Psoralea. Vicieae: Vicia e Pisum.

de onde partem folhas pecioladas. Guandu ou Feijão-guandu. na Mata Atlântica. o banho preparado com as folhas é indicado contra dores de barriga e diarréia. Alguns autores referem que ocorrem três variedades. O gênero Cajanus foi descrito por Augustin Pyramus de Candole e inclui 37 espécies tropicais. fruto do tipo vagem linear. Feijão-de-cuandu e Erva-desete-anos. Feijão-de-árvore. oblongos. as quais são descritas a seguir. gripes. No restante do Brasil é conhecida como Guando. visto que seus frutos são comestíveis e usados em substituição ao feijão verdadeiro. dispostas em pedúnculos axilares. mas há divergências quanto a essa classificação. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Cuandu. dores de barriga e diarréia e a infusão. Espécies medicinais Cajanus cf. Erva-do-congo. Andu. sendo ainda forrageira. Ervilhade-angola. podendo atingir 3 m de altura. com ampla utilização em diversos países. A espécie possui um grande valor econômico. pinadas. Inúmeras utilidades são atribuídas a essa espécie (Corrêa.na Mata Atlântica foram referidas dez espécies medicinais. comprimida. contra constipação nasal. sendo um nome popular da planta usado em Malabar. flores vistosas. enquanto a decocção é usada internamente contra tosses. Dados botânicos A planta é um subarbusto de caule ereto e lenhoso. 1984). compostas de três folíolos aveludados. com ramos angulosos. indicus Spreng Nomes populares A espécie é chamada. .

O chá das folhas é usado na Amazônia contra desordens menstruais (Mabberley.Cymbosema roseana Bent. O gênero Derris é composto basicamente por lianas e. Nomes populares A espécie é chamada. referindo-se ao legume. . Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. de onde partem folhas compostas com sete a nove folíolos. por arbustos ou árvores. significa "pele dura". em forma de bote. O gênero Cymbosema inclui uma única espécie. 1997). Aproximadamente quarenta espécies desse gênero estão distribuídas nas florestas tropicais e subtropicais do Velho Mundo. menos freqüentemente. pediceladas. acuminados e glabros. e foi descrito por George Benthan. reunidas em inflorescências com ráquis nodosa. descrito por João de Loureiro. a infusão das folhas é usada contra desordens do fígado e do estômago. Dados botânicos A planta é uma enorme liana. flores rosas. Derris amazonica Killip Nomes populares A espécie é chamada de Timborana na região amazônica. com ramos tomentosos. reunidas em fascículos. fruto do tipo legume falcado. oblongos. Dados botânicos A planta é um arbusto com folhas trifoliadas. de Flor-da-terra. O nome do gênero significa "estandarte cimbiforme". O nome do gênero Derris. mais freqüentemente do sudeste da Ásia até a Austrália. na Mata Atlântica. flores rosas.

sementes sem endosperma (Figura 18. hermafrodita. flores fortemente zigomorfas. a prefloração da corola é imbricada descendente. didamídea. com cálice gamossépalo. Desmodium tortuossum (Sw. Dados da medicina tradicional O talo da planta amassado é útil contra dores no peito e garganta e na cura de resfriados. ereto e com raiz bastante lenhosa. com folíolos articulados na base.Dados da medicina tradicional A infusão das raízes é usada pelos índios tenharins no alívio dos sintomas de picada de cobra. revestida de pêlos curtos. Nomes populares A espécie é chamada de Carrapicho na região amazônica. Nomes populares A espécie é denominada pelos índios tenharins Timuatã. corola dialipétala. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. compostas. cilíndrica. enquanto a raspa da raiz é empregada contra envenenamento por cobras. trifoliadas e . folhas pecioladas. externa. fruto do tipo legume linear. com uma grande pétala superior. coriáceo.) DC. Dados botânicos Erva de pequeno porte. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. Derris floribunda Bth. folhas alternas. Erva-dos-mendigos e Jiquerana. Trevo-da-flórida. pentâmera. Outros nomes populares são Amores-do-campo.5).

Cutiubeira. O nome do gênero significa "feixe". Sicupira. Sapupira-da-mata. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. misturada com enxofre. com sementes pretas e duras (Figura 18. referindo-se à disposição das flores. Dados da medicina tradicional A semente ralada. Diplotropis purpurea (Rich. um banho preparado com toda planta é indicado para combater a caspa. Sapupira-da-várzea. pinadas e folíolos glabros.6). ovário piloso com pêlos cinzentos ou quase sésseis. plano. todas conhecidas como Sucupira. indeiscente.com folíolo terminal ovado maior que os laterais. O gênero descrito por George Benthan inclui sete espécies da região amazônica. reunidas em racemos. O nome Diplotropis significa "duas carenas". botão floral com pétalas de carenas desenvolvidas. Outros nomes comuns são Favinha. . vexilo oblongo provido de apêndices na base. O gênero Desmodium descrito por Auguste Desvaux inclui aproximadamente 450 espécies vegetais. pequenas. coriáceos. com ampla distribuição no Brasil e no México. fruto do tipo legume. Cutiúba. flores rosas ou roxo-pálidas e raramente brancas. flor com estandarte longo. tendo um apêndice na base. Paricarana. Sebipira. A espécie é excelente fornecedora de forragens e adubo verde. inflorescência revestida por pêlos cinzentos. Sapupira-preta. Sucupira-da-terra-firme. fruto do tipo vagem.) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica principalmente de Fava. é aplicada topicamente para tratamento de impingem. Sapupira. com folhas compostas. e a infusão é usada internamente como antigonorréico. Dados botânicos Árvore de pequeno porte.

na região amazônica. charutos. Das sementes se preparavam antigamente excelentes colares e braceletes. sendo indicado "cheirar quando se está com dor". Nomes populares A espécie é chamada. O gênero Dipteryx descrito por Johann Cristian Daniel von Schreber inclui apenas dez espécies tropicais de grande ocorrência na Amazônia. 1991). Os frutos usados topicamente são eficazes no alívio da dor de ouvido e. Imburana. frutos em forma de vagem drupácea. Cumaru-amarelo. dispostas em panículas pubescentes. que permitiu seu uso na aromatização de chocolates. servem para tratar a pneumonia. com cascas avermelhadas ou amarelo-acinzentadas. quando maduros e secos. alternas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. de cor verde-amarelada. e na produção de perfumes. compostas. além da famosa fava de cumaru. oleosa e aromática coberta por um pecíolo (Vieira. as sementes maceradas em água são utilizadas como antiespasmódico. Cumar-do-amazonas. sabonetes e outros produtos da indústria de cosméticos. O macerado dos frutos em álcool é usado contra dores de cabeça. muito explorada comercialmente pela qualidade na produção de móveis de luxo. pecioladas. doces. Imburana-de-cheiro. de Cumaru. Umburana e Kumbaru. O nome do gênero significa "duas asas". imparipinadas. que. folhas grandes. referindo-se ao cálice.) Willd. cigarros. . alimentos e uísque. se fendem liberando a semente roxo-escura. produto de enorme comércio no século passado por causa de seu excelente aroma. Cumaruzeiro. de pequena espessura. A planta é de grande ocorrência na Amazônia e fornece excelente madeira de lei. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. quando passados sobre as costelas. caule reto. grosso. aromáticas. diaforético e contra problemas cardíacos e menstruais. flores vermelhas. Em outras regiões do Brasil é conhecida como Cumaru-verdadeiro.Dipteryx odorata (Aubl. podendo atingir até 35 m de altura.

internamente. Na Amazônia o uso dessa planta é aconselhado nas convalescências. aromáticas. essa espécie é utilizada como anticoagulante. pela presença de Cumarina. Dipteryx punciata (Blake) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada de Dióuvi pelos índios tenharins. antiespasmódico. podendo atingir até 3 m de altura. Dados da medicina tradicional A decocção das sementes é usada pelos índios tenharins em gargarejos. compostas de sete a nove folíolos. febrífugo. cardiotônico. pecioladas. imparipinadas. antitussígeno. diaforético. O óleo das sementes auxilia nas úlceras bucais. diaforético. grosso. folhas grandes. tônico cardíaco e anestésico sobre o sistema nervoso.As sementes embebidas no rum são usadas pelos "Créoles" para mordida de cobra como xampu. emenagogas e cardíacas. Corrêa (1984) refere que as sementes são antiespasmódicas. com semente oleosa e aromática. Já os índios wayãpi usam a decocção da casca para banhos antipiréticos. e os palikur. 1991). . caule ereto. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. contendo casca de pequena espessura. para aliviar dores de garganta e. diaforéticas. dispostas em panículas pubescentes. frutos em forma de vagem verde. flores vermelhas. antidispéptico. emenagogo. alternas. Em outros lugares. narcótico e estimulante. para banhos fortificantes de crianças. dores de ouvido e serve como tônico capilar (Vieira. contra qualquer inflamação. contra contusão e reumatismo. A planta é de grande ocorrência na Amazônia. como reconstituinte das forças orgânicas.

Outros nomes são Cabruê. de onde foram isolados flavonóides (Braz Filho et al. para fabricação de carroças. flores brancas dispostas em racemos e fruto do tipo vagem oblonga. assim como a casca. sendo muito usada na indústria de cosméticos. com casca rugosa no caule. outros compostos . O gênero descrito por Francisco Friera Allemão e Cysneiro inclui apenas quatro espécies. portas e janelas de luxo. a mais estudada é a D. de Cabreúva. Bálsamo e Pau-de-óleo. Óleo-pardo. possui aroma balsâmico. ramos glabros de onde partem folhas imparipinadas. tinturas e perfumaria. O nome do gênero significa "fruto de bálsamo". urucu. indicadas nas lesões do sistema respiratório. o macerado da casca da planta em aguardente é usado externamente como cicatrizante e antiinflamatório. A madeira. compostos 5-9 folioladas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.. 1974).Myrocarpus frondosus Aliem. na região da Mata Atlântica e em quase todo o Brasil. os mesmos efeitos são atribuídos às raízes. Nomes populares A espécie é chamada. sendo ainda expectorante peitoral. enquanto os frutos passam por excitantes e antidispépticos. de ocorrência na América do Sul. Corrêa (1984) refere que a casca e a resina são excelentes para tratar feridas e contusões. A planta fornece uma madeira avermelhada muito usada na construção civil. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 15 m de altura. Dados químicos dos gêneros Derris Das espécies do gênero Derris. Pau-bálsamo. A espécie tem grande ocorrência e distribuição na Mata Atlântica do Estado de São Paulo.

Foram isolados alcalóides de D.. canadense (L.. ácido ascórbico e pigmentos fenólicos (Mathur & Kamal. com significativa atividade inibitória contra a proteína tirosina quinase (Kim et al..8-difenileriodictiol. além de coumestrol e alfa-amirina (Zoghbi et al. do seu caule e de suas folhas. senegalenseína... Todos os compostos apresentaram atividade citotóxica contra linhagem de células P-388 (Mahidol et al. E em D. incanum DC. D. em maior quantidade nas raízes com mais de 18-24 meses de idade (Nguyen et al. 1973b) e saponina (Parente & Mors. et al.. 1976) e D. Desmodium De D. 1954). hiravanona. proteínas. scandens foram isolados isoflavonóides (Garcia et al. As espécies D. 1995b). Em D. possuem em suas flores o flavonóide delfinidina (Forsyth & Simmonds. 1977). homoadonivenita (Batyuk et al. 1995b) e D. os flavonóides. Kimetal. canarensis (Evans et al. e das raízes de D. obtusa (Nascimento et al.. 1978. tortuosum. 1978). heterocarpon e D. laxiflora foram isoladas as flavanonas: 6. 1994). oblonga e D. crisantemina e cianina (Matinod et al. De D. foram isolados os flavonóides desmodina. amoena. 1985) e D. deguelina e tefrosina (Ahmed et al.. Das raízes de D.) DC. D. N. ou D. 1961. Nakatu et al. D. D. frutescens.. lipídios. foram isoladas as flavanonas lupinofolina e as piranoflavanonas. aparines (Link. Nascimento & Mors. reticulata cujos flavonóides apresentaram atividade citotóxica (Mahidol et al. 1989). araripensis (Nascimento et al. 1996). adhaesivum Schldl. canum detectou-se a presença de isoflavanonas (desmodianonas A.. 1986. enquanto de D. que apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. 1987) e também o aminoácido canavanina (Tschiersch. indica caracterizou-se a presença de carboidratos. spruceana. 1976. foram isolados.. glutinosum. D.. D... lupinifolina e laxiflorina. hookerianum foi isolada canavanina (Bell et al. 1997). epoxilupinifolina e dereticulatina. 1989).. 1991. Bell et al.rotenóides (Braz Filho et al. 1962). elliptica foram isolados os rotenóides eliptinol. 1978). 1977).. 1988)... 1986). 1978). Flavonóides também foram isolados em D. conhecidas popularmente como Pega-pega ou Beiço-de-boi. B e C). Rao M. laxiflora Lin et al.. spruceana (Garcia et al... Em diferentes espécies de Derris caracterizou-se a presença de rotenonas. também denominada D. 1994).) DC. Da espécie D. Lin & Kuo. reticulata. 1997). 1993. . benthmii (Fellows et al... Do caule de D.

3. foram isolados mangiferina. hipoforina e os alcalóides. 1962. tiliafolium G. Don. kaempferol e quercetina. possui os flavonóides dalbergioidina.. betaína. caudatum (Thunb. Gray foram isolados o carboidrato D-pinitol (Plouvier. gangetina. 1983). Ghosal & Bhattacharya. difisolina. intortum foram caracterizados também os taninos condensados (Mwendia. O D.. os flavonóides desmodol (Ueno et al.. gangetinina. Em D. 1963). O-metilbufotenina. 1972. 2-hidroxigenisteína e kievitona (Ingham & Dewick. Purushothaman et al. e o esteróide antiosídeo (Alaniya. 1968) e o aminoácido canavanina (Nakatu et al. 1984.4-dimetoxifenetilamina. hipoforina. . cinereum (Kunth) DC. possui em suas folhas os produtos naturais alifáticos hexacosil eicosanoato.. ario-inositol e betapinitol. gangeticum (L. salsolina. Purushothaman et al. 1978) e swertisina (Aritomi & Kawasaki. A espécie D.) DC. 1-octacosanol.N-dimetiltriptamina. isoquercitrina. hordenina. genisteína. Nakatu et al. também denominada D. Em suas raízes foram isolados abrina. leptocladina. N-N-dimetil-3. elegans DC. 1969. 1949) e a canavanina (Van Etten et al. 1977. cinarascens A. 1973). 2-feniletilamina. De D. além de canavanina (Beveridge et al.. Bell et al.4-dimetoxifenetilamina. 1-triacontanol e o esteróide betasitosterol (Hussain & Saifur-Rahman. triptamina e tiramina (Ghosal & Srivastava. também muito usado medicinalmente. N..Os alcalóides bufotenina. ácido octacosanóico. O-metilbufotenina N-óxido (Gosal & Banerjee. os flavonóides hiperina. A planta conhecida popularmente como Amor-seco ou Pega-pega (D. bufotenina N-óxido. os alcalóides candicina. desmocarpina.. 1975).) DC. beta-carbolina. 1978). e de D. Nmetiltiramina. 1964) foram todos isolados de D. galactopinitol A. desmodina. normacromerina. 1971). intortum) possui carboidratos. hordenina. salsolidina. 1972)..

e de D. inositol. N. De D. 1965. De D. 1963a e 1963b. ovalifolium (Giner-Chavez et al. Anjaneyulu et al. estigmasterol. 1989). De D.. foi isolado o alcalóide hordenina (Maurya et al. estigmasterol. também denominado Amor-develha-da-folha-graúda. 1968). 1971. isovitexina. De Desmodium uncinatum (Jacq. 1985).. betuína e lupeol (Ghosh & Dutta. styracifolium foram também isolados triterpenóides saponínicos (Ikegami et al.. racemosum. Bell et al. e de D. ácido indol-3-acético... De D. styracifolium foram isolados os flavonóides schaftosídeo e vicenina e os terpenóides soiasapogenol B e soiasaponina (Yasukawa et al.... foram isolados os flavonóides apigenina. Sreenivasan & Sankarasubramanin. 1982. 1989). triflorum (L. formononetina. 1997). Amor-de-velho-comum.. 1966). ojeinese. floribundum. lupeol. liquiritigenina e maackiana (Braz Filho et al. 1986. 1996). multiflorum. nonacosanos. o terpenóide lupeol. 1995). foram isolados os flavonóides dalbergioidina.. flavosativasídeo. Adinarayana & Syamasundar... tricosanol. De D. Perez-Maldonado & Norton. feniletilamina. ácido triacontanóico e ácido 2-triacontenóico (Saxena & Shukla. foram isolados os carboidratos galactopinitol A. também denominado Ougeinia dalbergioides Benth. Kubo et al. os terpenóides beta-amirina. vitexina e xilosilvitenina..1995. também conhecido com D. compostos estes também isolados em D. heptacosanol. e os flavonóides isoliquiritigenina.N-dimetiltriptamina N-óxido. e de D sandwicense E. vitexina.. 1995). kaempferol. trigonelina e tiramina (Ghosal et al. . De D. b-sitosterol. 1978). laxiflorum foram isolados heptacosanos. ougenina e quercetina (Balakrishna et al. Ahluwalia et al. 1961 e 1962.) DC.. também denominado D. 1984). epifriedelinol e estigmasterol (Yang et al. 1977. podocarpum. triquetrum foram isolados friedelina. 1965). De D. homoferreirina. 1989. Mukherjee et al. 7-hidroxiflavona..) DC. Kubo et al. 1962). 1989).. Diplotropis Foram isolados do tronco da espécie os esteróides sitosterol. foi isolado o flavonóide kaempferitrina (Aritomi. mollicum foram isolados flavonas e flavonóides glicosilados (D'Agostino et al. pinitol e canavanina (Beveridge et al. e os alcalóides colina. Meyer foi isolado o flavonóide malvina (Park & Rotar.

lupanina e tetrahidrorombifolina (Kinghorn et al. 1..3epimetoxilupanina. 1982).1973a). . De Diplotropis martiusii foram isolados os alcalóides angustifolina.

1979) e terpenóides (19-vouacapanol.. retusina) e terpenóides (19-vouacapanol. lupenona e lupeol (Kaplan et al. Nakano et al. 1981). De diferentes partes de D. Togashi. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. pois suas sementes são ricas em Cumarina. 1952). odoratina. De Dipterix odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. além dos terpenóides betulina. 1993). retusina). A espécie D. 1996). lacunifera foram isolados ácidos graxos e di e sesquiterpenóides (Mendes & Silveira. flavonóides (dipterixina. 1995. alata foram determinados 40% de óleo. 1966). lupenona e lupeol (Kaplan et al. Das sementes da espécie D. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. 1952). alata foram determinados 40% de óleo.. 1994). Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. 1996) e constituintes voláteis (Woerner & Schreier. odoratina. 1994). odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona).. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. .. isoflavonóides (Lourenço et al. Das sementes de D.. 1995) e cumarinas (Ehlers et al. odoratina. punctata (Gruenwald. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. 1995).Dipferyx De diferentes partes de D. 1994). utilizadas na indústria de cosméticos e perfumaria. odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al.. 1966) e beta-farneseno (Matos et al. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona). 1995).. punctata (Gruenwald.. cumarinas (Ehlers et al. flavonóides (dipterixina. De D. odoratina. De D.. odorata apresenta um grande valor comercial. 2000. 1991). além dos terpenóides betulina..

2001). Derris sp e D. elíptica apresentou atividade antifúngica seletiva (Mohamed et ali.. 2000) e inseticida (Luitgards-Moura et al.. Até a dose de 10 g/kg da planta fresca aplicada ao animal não foram observados sinais de toxicidade (Tokarnia et al. De D.. Das raízes de D.. Datta & Bhattacharrya. urucu e D. . 1997). Aragão & Valle. 1996). Desmodium O Desmodium sp foi utilizado para o tratamento de hepatites do tipo B em humanos. Foi isolada das raízes de D. que provavelmente estão envolvidos com o efeito biológico in vivo e por sua atividade inseticida (Wang et al. gangeticum a gangetina que promoveu a diminuição da fertilidade masculina em ratos (Latha et al. e o princípio ativo responsável pela atividade foram os alcalóides indólicos (Tubery et al. indicus tem apresentado efeito hepatoprotetor (Datta et al. 2002).. 2001). sendo a rotenona o composto responsável pela atividade (Santos et al... De Derris sp. 1997). micou.. 1998. 1997)...Dados farmacológicos dos gêneros Caia nus Uma proteína isolada de C. 1992) e depressora do SNC (Jabbar et al. urucum foram caracterizados os efeitos ictiotóxicos. 1987).. Essa planta também foi responsável pela atividade leishmanicida (Iwu et al. nicou (Costa et al.. foi avaliada a atividade tóxica em bovinos. Derris A espécie Derris amazonica apresentou atividade antimalárica (Munoz et al. também conhecido como Timbó. scandens foram isolados dois compostos warangalona e ácido robústico. 1979). 1972). O extrato etanólico de D. D. 1999.

1988). O extrato aquoso de D.. 1999).. . De D. 1997). que foram responsáveis pela prevenção da formação de cálculos renais (Kubo et al. grahami promoveu relaxamento da musculatura lisa (Rojas et al. De Desmodium canum foram caracterizadas isoflavanonas desmodianonas A.. Uma caracterização preliminar sugere serem as saponinas triterpênicas as responsáveis pelas atividades (Addy. styracifolium inibiu a cristalização de oxalato de cálcio. Estudos in vivo foram realizados com os flavonóides de D. A desmodina apresentou atividade analgésica in vivo no modelo da placa quente (Batyuk et al.. canadense foram isolados os flavonóides desmodina e homoadonivernite. styracifolium promoveu a estimulação da secreção biliar. Tolera & Said.. 1996).. e o principal constituinte parece ser um polissacarídeo que poderia ser usado para o tratamento renal (Li et al. além de apresentar atividades analgésica e antibacteriana (Vu et al. 1997). 1989). O extrato de D. 1997). ovalifolium apresentaram atividade antibacteriana (Nelson et al.. D. 1987). adscendens apresentou atividade antianafilática e é utilizado localmente para o tratamento da asma.A D. intortum foi estudado quanto à sua digestibilidade e quanto ao seu uso como suplemento alimentar para carneiros e ovelhas (Perez-Maldonado et al. 1996.. styracifolium. 1988). que também apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. e os taninos isolados de D. B e C. O extrato de D.

Mimosa. urucum provoca irritação da pele. vômito. Dipteryx Das cascas de Dipterix alata foi caracterizada a atividade antiinflamatória (Lima & Martins.. 1996). 1998).. muitos deles de valor medicinal. distribuídas em cinco tribos. M. tremores musculares e morte por parada respiratória no homem (Sousa et al. Dados toxicológicos do gênero Derris O contato direto de D. Zollernia e Acácia. 1991). et al. Prosopis. das sementes de D. das quais destacamos os gêneros Parkia.. Albizia. Calliandra. doses elevadas podem causar náusea.Espécies medicinais da família Mimosaceae Introdução A família Mimosaceae (subfamília Mimosoideae ou Leguminosae II) compreende 64 gêneros e 2. 1993).. Leucaena.950 espécies descritas. Mas o pesticida natural rotenona extraído das espécies de Derris não apresenta atividade carcinogênica (Greenman et ali. Inga. Adenanthera. . lacunifora foi caracterizada atividade moluscicida (Almeida. Y. 1987).Diploiropis O caule de Diplotropis duckei apresentou atividades antiedematogênica e antinociceptiva (Costa et al.

O fruto é amplamente consumido como comestível na região amazônica. pecioladas. folhas simples coriáceas com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Ingá. O gênero Inga descrito por Phillip Miller inclui 350 espécies vegetais. na região da Mata Atlântica. pois é confundida e coletada como adulterante da Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia). Ingá-grande e Jambolão. Laranjeira-do-mato. repletas de glândulas.) Willd. Dados botânicos A planta é uma árvore com folhas alternas. O nome do gênero é denominação popular nas Guianas. flores reunidas em espigas terminais.Espécies medicinais Inga spectabilis (Vahl. Moçataíba e Orelha-de-onça. Zollernia ilicifolia Vog. Nomes populares A espécie. e a infusão das folhas é usada no tratamento de diabetes. Dados botânicos A planta é uma árvore de porte médio (aproximadamente 15 m). a espécie é chamada de Mocitaíba. . compostas por folíolos ovais. é chamada de Espinheira-santa. encontradas em áreas tropicais e temperadas. Em outras regiões do país. Dados da medicina tradicional Os frutos são comestíveis. pinadas. com grande ocorrência na Amazônia.

. e o nome deriva de Hohenzollern. O gênero descrito por Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuied e Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck inclui quatorze espécies tropicais. Sobre o gênero Zollernia não foram encontrados estudos químicos. 5. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie.22stigmastadien-3b-ol glucosedeo.3'4'-trihidroxiaurona e 7. 1996). flores rosadas (Figura 18.3'. laurina..4'trihidroxi-6. a infusão das folhas é usada internamente contra úlceras e problemas estomacais. . 1991). 1973). parviflora foram isolados os constituintes 7. estipulas espessas (característica marcante na diferenciação da Espinheira-santa verdadeira. incluindo dores. com margens onduladas e providas de espinhos. 6. I. I. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. oerstediana e I. Foram isolados alcalóides das espécies I.8-dimetilflavona (Correa et al. estão sendo realizados em nossos laboratórios mas ainda em fase de publicação. I. stipularis (Kraus & Reinbothe. I. Estudos preliminares de atividades analgésica e antiulcerogênica da espécie Zollernia ilicifolia. a antiga casa regente prussiana.7. paterno (Morton et al. I. I. Dados químicos e farmacológicos dos gêneros De Inga edulis var. semialata.oblongas. heterophylla. I.7). I. Maytenus ilicifolia). longispica. alba. sertulifera. nobilis.4'-tetrahidroxi-3-metoxiflavona. I. farmacológicos e toxicológicos. bourgonii. assim como perfil fitoquímico e toxicidade aguda.

b) detalhe das folhas (fotos originais por M. S. .FIGURA 18.1 .Bauhinia forfícata: a) vista geral da copa da árvore. Reis).

FIGURA 18. Escanerata do ramo florido e da flor (Banco de imagens - .2 .Caesalpinia ferrea.

b) ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.3 .Cassia multijuga: a) escanerata do ramo com flores e frutos. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens 316 . 1984).FIGURA 18.

Cassia occidentalis: a) ramo com frutos e flores (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.FIGURA 18. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens .4 . b) escanerata do ramo com flores e frutos. 1939).

Ramo florido e detalhe da flor (desenho original por Di Stasi .5 .Derris floribunda.FIGURA 18.Banco de imagens - .

Diplotropis purpurea.6 .FIGURA 18. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .

S.7 .FIGURA 18.Zollemia ilicifolia. . Reis). Detalhe das folhas com espinhos e das estipulas (fotos originais por M.

como a popular Quaresmeira (Tibouchina) e . Melastomataceae e Myrtaceae. com ocorrência principalmente nas regiões tropicais de todo o mundo (Mabberley. Espécies medicinais da família Melastomataceae Introdução A família Melastomataceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 4.19 Myrtales medicinais L. 1978).950 espécies. onde ocorrem cerca de 63 gêneros e aproximadamente 480 espécies (Barrozo. A. com inúmeros representantes no Brasil. São plantas herbáceas. a Punica granatum. lianas ou arbóreas (árvores) grandes e pequenas. que inclui o gênero Punica. das quais devemos destacar as Lytraceae do gênero Cuphea. C. Di Stasi C. que incluem espécies medicinais. arbustivas. e as duas famílias aqui descritas. 1997). distribuídas nos 188 gêneros. Hiruma-Lima A ordem Myrtales reúne doze famílias botânicas. assim come outras espécies de valor econômico. Muitas dessas espécies são ornamentais e amplamente conhecidas no Brasil. da famosa Romã. Punicaceae.

Microlicia. Cambessedesia e Lavoisiera 0oly. O nome do gênero Clidemia foi dedicado ao médico grego Clidemus. ou Pixirica. Neste estudo. brancas ou rosas. nervadas e pubescentes. ambas pela indicação popular na região amazônica. Huberia.) DC. Salpinga. em outras regiões. roxo. dispostas em cimeiras. Espécies medicinais Clidemia novemnervia Nome popular Essa espécie é conhecida popularmente como Aritucá. 1998).as demais plantas ornamentais do gênero Leandra. Outro nome popular é Flor-de-quaresma. Clidemia novemnervia e Rhynchanthera grandiflora. fruto do tipo baga. na região amazônica. muitas delas com frutos comestíveis e várias de uso medicinal. . as folhas maceradas cruas são usadas topicamente em feridas e coceiras provocadas por picadas de insetos e carrapatos. foram referidas como medicinal apenas duas espécies. que descreveu inúmeras patologias em plantas. Rhynchanthera grandiflora (Aubl. ereto e piloso. O gênero foi descrito por David Don e inclui 117 espécies tropicais de ocorrência nas Américas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. flores pequenas. Miconia. essa espécie é chamada de Quaresma. Nomes populares Na região amazônica. com folhas ovais e cordiformes. Dados botânicos A planta é um arbusto de pequeno porte.

inclui cerca de 129 gêneros e aproximadamente 4. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Foram observadas também nefrotoxicidade e gastroenterites (Murdiati et al. de onde partem folhas de pecíolo longo. como o Óleo de eucalipto e a Pimenta. Essa família inclui gêneros como Myrtus. Leptospermum e Melaleuca. Enzimas séricas indicam provável dano hepático.. cordiformes na base e com margens serreadas e nervura central proeminente. No gênero são descritas quatorze espécies vegetais. planas. 1997) arbustivas e arbóreas. A planta fornece madeira e é cultivada como ornamental pela beleza das flores. bem representada na Austrália. Eugenia. Syzygium. Psidium. Não foram encontradas outras referências medicinais dessa espécie. flores rosas ou roxas e fruto de cápsula escura. Espécies medicinais da família Myrtaceae Introdução A família Myrtaceae. Eucalyptus. Mas existem relatos da intoxicação em cabras por ingestão de Clidemia hirta. Dados químicos e farmacológicos do gênero Clidemia Não foram encontrados dados químicos ou farmacológicos da espécie. Pseudocaryophyllus. 1990). Pimenta. que contém 19% de taninos hidrolizáveis. Os . e várias outras em climas temperados. Várias espécies fornecem importantes óleos essenciais e temperos.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto e repleto de ramos pilosos e glandulosos.620 espécies (Mabberley. O nome do gênero significa "antera rostrada" e foi descrito por Augustin Pyramus De Candole. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada contra febres. oeste da Índia e América tropical.

Espécies medicinais Caryophyííus aromaticus L. taninos. . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. comercializada no mundo todo como condimento e para a extração de seu óleo essencial. Cereja-nacional. cultivado ou adquirido no comércio. sendo rara a presença dos glicosídeos cianogênicos e alcalóides (Evans. oblongas e glabras. de grande valor pelo seu uso na indústria de cosméticos e na produção de bebidas. A infusão das partes aéreas é utilizada como afrodisíaco e contra desordens estomacais. as partes aéreas do Cravo-da-índia. além de óleos essenciais. enquanto a infusão com folhas de alfavaca (Ocimum basilicum) é usada externamente contra sinusite. leucoantocianinas. os gêneros Pimenta (Pimenta) e Syzygium (Cravo-da-índia) destacam-se como condimentos (Joly. com folhas pecioladas. várias espécies dos gêneros Psydium (Goiaba. flores pequenas. para o alívio de dores de dentes. bastante aromáticas. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente como Cravo-da-índia ou Craveiro-da-índia. Myrciaria Gabuticaba). opostas. ácidos fenólicos e ésteres. dispostas em corimbos. E uma espécie exótica. Dados botânicos Árvore de porte médio (até 15 m) a pequeno (até 5 m quando cultivada). são usadas no local. 1996).constituintes dessa família incluem. congestão nasal e dores de cabeça. 1998). Araçá). fruto do tipo drupa. Jambo e Cambuci) e Paivaea se destacam pelo valor alimentício. rosas ou avermelhadas. Eugenia (Pitanga. No Brasil. especialmente as flores.

diclamídeas. e. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. folhas opostas. actinomorfas. é útil contra hemorróidas. contra diarréias. no entanto. enquanto a decocção dos brotos é indicada contra diarréias graves. existem registros para a espécie como Goiabeira. Araçá-vaçu no Rio Grande do Sul. botões florais tomentosos ou glabros. glabras ou ligeiramente pubescentes na face superior. são usados contra dores de estômago e problemas de fígado e contra desarranjo menstrual e hemorróidas.Outras indicações incluem o uso da "água destilada de cravo" como digestivo e sudorífico (Corrêa. brancas e com numerosos estames. ovadolanceoladas. de sabor agradável. a infusão das folhas é usada contra dor de barriga. internamente. Na região da Mata Atlântica. fervidos. com cálice membranoso. assim como o chá das folhas com Amor-crescido. Guaiava. significa "triturar. esmagar. Provém de psidion. referindo-se aos frutos. flores hermafroditas. e Goiabeira Branca em Minas Gerais. A infusão dos frutos. com caule tortuoso e casca lisa. fruto com baga amarela. curto-pecioladas. Guaiaba. O chá feito das folhas e/ou da casca dessa espécie é utilizado por algumas tribos contra diarréia e disenteria. Dados botânicos Arbusto ou árvore de pequeno porte. 1984). Psydium guajava L Nomes populares Essa planta é conhecida na região Amazônica como Goiaba. morder". os brotos de goiaba e de caju.1). é indicado contra diarréia. Araçá-guaçu. Araçá-goiaba. para regulação do ciclo . doenças da pele. por outras. de polpa abundante (branca ou vermelha) e numerosas sementes pequenas e duras (Figura 19. galhada. Psidium. Araçáguaiaba. que é a denominação em grego da planta. edema e. O nome do gênero. o chá das folhas novas. usada externamente.

indisposição estomacal e vertigem (Forero. igualmente usados como alimento.. em gargarejos contra afecções da boca e garganta. Duke & Vasquez. como estomáquico. 1982. . Grandi & Siqueira. guineense Sw. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada dentro de áreas florestais de formação secundária. brancas e com numerosos estames. com vários galhos e caule bastante tortuoso e casca lisa. é considerado útil contra desarranjo menstrual (Simões et al. misturado com folhas de pitanga. misturado com folhas de salva-de-marajó. e o decocto. no Piauí. 1986). botões florais tomentosos ou glabros. As folhas de P. lavagens de úlceras. no Pará. Dados botânicos A espécie é um arbusto com até 5 m de altura. o chá da folha. folhas opostas. flores hermafroditas.. 1987. a infusão das folhas é utilizada como antidiarréica e contra problemas hepáticos (Emperaire. é antidiarréico (Amorozo &Gély. 1992). guajava ainda são utilizadas na América Latina. o chá das folhas. 1988). de polpa abundante. As outras indicações populares incluem a utilização da casca como adstringente. no Rio Grande do Sul. Central. oeste da África e sudeste da Ásia (Smith et al. antileucorréica. as raízes são usadas contra problemas estomacais e cutâneos (Corrêa. com cálice membranoso. 1984). também é indicado contra leucorréias e em irritações vaginais (Verardo. sendo também muito abundante em capoeiras e outras áreas desmatadas. curto-pecioladas e glabras.. 1982). antidiarréica. A espécie é igualmente cultivada no Brasil e em vários outros países. A espécie é muito semelhante à goiabeira verdadeira. sendo facilmente confundida com esta. a casca do tronco é utilizada também contra catarros intestinais. 1980. diclamídeas. Nomes populares A espécie é denominada nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica Araçá ou Araçá-mirim.menstrual. principalmente em diarréias infantis. em Minas Gerais. fruto com baga amarela. actinomorfas. Psydium cf. 1994). 1982). Grenand et al. anticolérica e antiúlcera. como também os frutos.

Dados químicos Foi isolado de Caryophyííus aromaticus o eugenol (Costa et al. -bisaboleno... 10 ácidos. denominados 1. pectina.1-dietoximetano. 1991). 1987.1-dietoxihexano e acetaldeído etil cis-3-hexenil acetal (Zhengy et al. apresentou atividade depressora do SNC. 1989. 122 componentes voláteis. Dos frutos também foram isolados: l-0-trans-cinamoil-a-L-arabínofuranosil-(16)-b-D-glucopiranose e 1-O-trans-cinamoil-b-D-glucopiranose (Latza et al. 10 hidrocarbonetos e 13 uma mistura de compostos (Nishimura et al. bem como outros constituintes aromáticos (Cicogna-Junior et al. Ortega & Pino. 1987). O dehidrodieugenol. -santaleno. 1978).. 1989. As diferenças quantitativas e qua- . De Psydium guajava foram isolados vários polifenóis (Okuda et al. acoradieno.. 1990). himacaleno. 1989. Zheng et al. Wilson & Shaw. 1994). dos quais 13 são aldeídos. 31 alcanos.. o óleo essencial é constituído principalmente de -pineno. e 95% são cariofileno (Latza et al. 1994).. 1996). açúcares.. vitaminas C e A. 1996). polissacarídeos e ácidos (El-Zorkani.. 1. 1968). O aroma característico do fruto foi atribuído a quatro constituintes. 1986. Existem relatos das atividades quimopreventiva e detoxificante hepática (Kumari. óxido de humuleno. 17 cetonas. enquanto a infusão das folhas é usada na forma de gargarejo como anti-séptico bucal e também como antiinflamatório externo. derivado de eugenol. -cubebeno. Ortega & Pino. Pino et al. 28 ésteres. p-cimeno.. t-cariofileno. Marcelin et al. Yusof & Mohamed.. 1987). alcanos. os frutos contêm monoterpenos e sesquiterpenos.. -cedreno. humuleno. mirceno.. Chyau & Wu. 1990. 1990.. analgésica e anticonvulsivante (Costa et al.. -bergamoteno. 1981). Pino et al.. 1. lignina. -guaieno. aldeídos. bisaboleno e -bisabolol (Craveiro et al. cremoflieno. borneol. 1996). cetonas. hidrocarbonetos e uma mistura de compostos (Nishimura et al. 1996. ésteres.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. 1982) e quercetina. além de taninos (Misra & Seshadri. -terpineol. 1987. as comunidades tradicionais usam a decocção das folhas como antiinflamatório e cicatrizante local. Oliveros-Belardo et al. p-menten-9-ol.1-díetoxietano. 1968.

existem várias atividades descritas para espécies desse gênero. 1987). Okuda et al.... Lima Filho et al. 2002. O interior das cascas é rico em ésteres.litativas nos constituintes voláteis do interior e do exterior da casca do fruto foram determinadas.. 1974. e Maruyama et al. 1986)... 1981). d-galactose. 1987). ácidos linoléico. polifenoloxidase (Augustin et al. (1994) e Neri et al. As atividades antimicrobiana e antimutagênica foram verificadas para essa espécie (Misas et al. alcoóis sesquiterpenóides e triterpenóides (Begum et al. Ácido elágico. 1979b.. 1996). A atividade antibacteriana das cascas de P. Chen & Yang (1983). O extrato aquoso tam- . enquanto (Z)ocimeno e beta-e gama-cariofileno se apresentam em maior quantidade no exterior (Chyau & Wu.. Nas sementes foram determinados lipídios e proteínas (Habib. guajava foi atribuída à presença de alcalóides quaternários (Ali et al.. óleo essencial (Ji et al. ácido oleanólico (Mair et al.. 1989). 1985) e quercetina foram isolados das flores (Mair et al.. 1991). e nas folhas foram isolados taninos (Okuda et al. palmítico. d-arabinose e ácido urônico (El-Sayed. 1987. oléico e esteárico (Opute. Jain et al. Hegnaurer. 1987). 1986). guaijaverina. Dados farmacológicos dos gêneros Farmacologicamente. (1994) verificaram atividade hipoglicêmica. Osman et al. 1987). (1985) demonstraram que essa atividade não está relacionada com alterações no nível de insulina plasmática. 1978). flavonóides.

. incorporados aos dentifrícios para o controle de doenças periodontais (Santos. P. 1996a) de P. et al. 1996a). 1988) e tosse (Jaiay et al. Santos et al. 1996b) e P. A. P.. F... 1992. guajava inibiu a liberação gastrintestinal de acetilcolina em íleo de cobaia estimulado eletricamente ou por meio de contração espontânea.. 1998). óxido e b-selineno). 1997) e bloqueadora da junção neuromuscular. Cáceres et al. explicando possivelmente seu efeito no tratamento das diarréias agudas (Lutterdodt. 1989).. A. O extrato de folhas de P. pohlianum foram os responsáveis pela atividade (Cunha et al.. 1993. Cheng et al. 1990. 1995).. Morales et al. 1989. 1993. apresentou atividade antimicrobiana (Santos.. guyanensis. 1995). F. (Santos et al. 1994). 1996) Rotavirus enterico e suas folhas foram efetivas contra a staphylococcus faureus (Gran & Demillo.. 2002. Existem ainda relatos das reduzidas atividades tóxicas (Rao et al. A. 1994.. 1996). 1995). 1996c. Do extrato hexânico das folhas de P. Lozoya et al. guyanensins. Atividades analgésica e antiinflamatória também foram detectadas nas espécies P. 1994. O óleo essencial de P. A.. 1990. A. guajava tem sido validado por estudos clínicos para o tratamento de disordens gastrintestinais (Lin et al. .. 1970). et al. A propriedade hipoglicêmica dos frutos dessa espécie tem sido estudada e demonstrada (Roman-Ramos et al.bém diminuiu significativamente os níveis de triglicérides sangüíneos (Basnet et al. guajava foram isolados inibidores de colagenase com atividade antiinflamatória. Grover et al... guajava foi isolado um alcalóide quartenário que apresentou atividade antibacteriana contra Shigella dysenteriae (Ali et al.. Shimomura.. propriedade anticatártica (Pinto et al. et al. PonceMacotela et al. e eugenol e timol de P. De P.. incanescens (Santos. Cáceres et al. Das cascas de P. 1994). anticonvulsivante (Santos. guyanensis (Santos. que apresentaram atividade depressora do SNC (Shaheen et al.. Lozoya et al.). 1994.. 1995. pohlianum e Psidium sp. widgrenianum (Souza et al. F. 1997. Meckes et al.. 1999). Lutterdodt et al.. Lutterdodt.. e antitumoral de P. et al... et al. 1994. Lutterdodt.. A quercetina isolada de P.. incanescens (Zelnik et al. 2000. F. F.. 1983). 1999). guajava foram isolados terpenóides (cariofileno.

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) e detalhe da flor (Banco de imagens .FIGURA 19.Psydium guajava.1 .

300 espécies vegetais tropicais e raramente de climas temperados (Mabberley. Gonzalez Introdução A ordem Celastrales inclui oito famílias botânicas. são Celastrus e Trypterygium. com inúmeras atividades farmacológicas já descritas. 1997). Salada e Cassine são também muito usadas e estudadas. que possuem espécies medicinais. N. e Maytenus. C.20 Celastrales medicinais L. a família Celastraceae. Inclui desde árvores até arbustos e lianas. Seito F .G. Di Stasi L. Austroplenckia. gênero de grande valor medicinal. aqui presente pela sua importância na região da Mata Atlântica. com atividade antifertilidade masculina. ambos contendo espécies amplamente estudadas. nos quais se distribuem aproximadamente 1. e apenas uma delas. representa importante fonte de espécies medicinais. . Os principais gêneros dessa família. que inclui uma importante espécie vegetal do cerrado brasileiro. A família Celastraceae foi descrita por Robert Brown e compreende 88 gêneros. no qual discutimos duas espécies referidas na região da Mata Atlântica.

Erva-santa e Congorça.Espécies medicinais Maytenus ilicifolia Mart. de onde partem folhas elípticas.cancerosa. Nomes populares A espécie é chamada. atingindo até 9 cm de comprimento. copa globosa e ramos glabros. Corrêa (1926) refere o emprego da planta contra câncer do estômago e Graham (2000) cita o uso de diversas espécies para câncer. arbusto menor (de 1 a 3 m). Também é conhecida como Sombra-de-touro. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga. Erva. Espinheira-divina. ex Reiss. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. agrupadas em pequenas inflorescências fasciculares de cor amarelo-esverdeada. na região da Mata Atlântica. Maytenus aquifolium M. dor do "ciático". Costa (1984) prescreve o uso da infusão de suas folhas contra dispepsia. dores nas costas e úlceras do estômago. axilares. flores numerosas. glabras. . ápice agudo. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil e é chamada na região da Mata Atlântica de Espinheira-santa. bastante coriáceas. com acúleos. denteadas. Espinho-de-Deus. amarelo-avermelhado. de Espinheira-santa. Em outras regiões é chamada de Cambotá bravo e Pau-mamão. gastrite e ulcera péptica. fruto do tipo cápsula ovóide. Salva-vidas. Cancerosa. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 10 m de altura (no interior da Mata Atlântica).

.. fruto do tipo capsular. 2000)... bem como os triterpenos fenólicos blefarodol e 7 alfa-hidroxi-canarol (Gonzalez et al. Não foram encontradas outras referências de uso popular desta espécie. A espécie tem sido amplamente usada e coletada na Mata Atlântica do Estado de São Paulo.. 1998) e glucosídeos (Zhu et al. arbitifolia (Orabi et al. 1995a). blepharodes foram isolados o triterpenóide xuxuarina E alfa (dímero baseado em duas unidades de pristimerinas) e dois sesquiterpenóides com esqueleto dihidro-beta-agarofurano (Gonzalez et al. 2000). Foram também isolados um glicosídeo. podendo chegar a até 15 cm de comprimento.. Foram isolados das cascas de raízes de M.. 1997). para comercialização como adulterante da Espinheira-santa Maytenus ilicifolia. serradas e com acúleos nas margens e pequenas estípulas caducas.. podendo chegar a até 4 m de altura.. De M. alcalóides e triterpenos foram obtidos de M. 1995. 1999). vermelho. 1998). contendo folhas alternas. com ramos finos. aquifolium foram isolados quercetina e kaempferol (Sannomiya et al. Dados químicos De M. 1995). 2001) e triterpenos cetônicos de M. amazonica foram isolados nor-triterpeno e triterpenos nor-fenólicos (Chavez et al. Da infusão das folhas de M. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga e úlceras do estômago..Dados botânicos A planta é uma árvore ou um grande arbusto.. . krukovii (Honda et al.. heterophylla e M. flores pequenas e axilares. Das sementes de M. 1998a e 1998b os terpenóides friedelina e quinona metídeo (Corsino et al. aquifolium os alcalóides aquifoliunina E-III e aquifoliunina E-IV e os alcalóides siringaresinol e 4'-0-metil-(-)epigalocatequina (Corsino et al. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. cuja aglicona é estruturalmente relacionada com os típicos sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos de várias Celastraceae (Munoz et al. boaria foram isolados quatro poliésteres betaagarofurânicos (Alarcon et al. oblongas.

..21-trione (Nozaki et al. W-I e 4deoxieuonimina (Shirota et al.. 1993a e 1993b). e outros triterpenos (Gonzalez et al. 5'-0-metilgallocatecol e 4-hidroxibenzaldeído (Munoz et al. canariensis foram isolados nor-triterpenos (Gonzalez et al. bem como oito triterpenos dammarano (Chavez et al. os triterpenóides beta-amirina. E-I e E-II (Itokawa et al. 1996b)... De M. Além disso. Dos ramos de M. Dímeros geométricos e estereoisoméricos de triterpenos.. além de epicatecol. ebenifolia foram isolados os alcalóides ebenifolinas WI. E-V. 1992). Dos ramos de M. 1992b).. 15 alfa-hidroxi-21-ceto-pristimerina. 1999). 7. ilicifolia (Itokawa et al. 1995b) e sesquiterpenos com esqueleto dihidro-beta-agarofurânico (Gonzalez et al. iliocifolia (Shirota et al. ilicifolia foram isolados glicosídeos como os ilicifolinosídeos A-C (Zhu et al.28. De M. os triterpenos 3-beta. chuchuhuasca apresentam diferentes alcalóides.. tingenona e 20 alfa-hidroxi-tingenona (Alvarenga et al. 1994). 1994). 1994). betulina.... triterpenos com esqueleto friedo-oleanano (Gonzalez et al. G alfa e G beta. Das folhas de M.. chuchuhuasca (Shirota et al. emarginatina-E e emarginatinina. emarginata foram isolados os alcalóides emarginatina-C. E-III. 1998). emarginatina-D.30-lup-20(29) ene-triol e 28. triterpenos do tipo friedelana. macrocarpa (Chavez et al.30-dihidroxi-lup-20(29)-en-3-one (Gonzalez et al.. lupeol.Gonzalez et al. 1999a e 2000).30-diol (20). 1995a). cangoronina e ilicifolina. 7 alfa-hidroxicanarol. além de pristimerina. lup-20(29)-ene-3beta. E-II.. diversifolia foi isolado um triterpeno friedelano (maytensifolina-C). sendo a estrutura determinada como 6-beta-hidroxifriedelan3. 7-hidroxi-6-oxoiguesterol.8dihidroisoxuxuarina E alfa. alcalóides piridínicos com centro dihidroagarofurânico foram isolados das cascas de raízes de M. 1998). foram isolados das folhas de M. E-IV. As cascas das raízes de M. xuxuarinas F beta. e escutidina alfa A foram isolados de M. sendo que o último apresenta atividade citotóxica contra células KB humanas (Kuo et al.. .. 1991).. 1991b). tendo sido isolados os alcalóides chuchuhuaninas E-I. 1997). 1994b)..16. os triterpenos fenólicos canarol. canaradial. Sesquiterpenos foram isolados de M. 1993). ácido oleanólico e ácido betulônico.

Nor-triterpenos isolados de M. 1971). 1993c) e triterpenos dímericos (Gonzalez... 1996a).. et al. 8 beta. macrocarpa (Chavez et al.. 1984).. myrsinoides (Baudouin et al. senegalensis também foi isolado o triterpeno ácido maytenônico (Abraham et al. isolados de M. amazonica apresentam uma baixa atividade antitumoral contra linhagens de células tumorais (Chavez et al. Hep-2 e Vero (Gonzalez et al. 2001).. Alcalóides foram isolados de M. tendo o extrato hidrometanólico apresentado moderada atividade inibidora contra protease de HIV (Hussein et al. catingarum (Alvarenga et al. Um triterpeno denominado escutiona foi isolado das cascas de raízes de M.. . 9 alfa-dibenzoiloxi-4 beta-hidroxi-betadihidroagarofurano e 1 alfa... -15-triacetoxi-l alfa. 1996). 1996b). 6 beta. 1999). tendo sido também isolados dímeros triterpenos na espécie (Gonzalez et al. 2000. 1981). assim como os compostos 6 beta. 1999). 1971.. 1999a). 15-tetraacetoxi9-alfa-benzoiloxi4 beta-hidroxi-beta-dihidroagarofurano. Dados farmacológicos M. buchananii apresenta atividade mitogênica em linfócitos isolados de camundongos atímicos (Tachibana et al. scutioides apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e modesta atividade citotóxica contra as linhagens de células HeLa. Gonzalez et al. confertiflora apresentaram atividade antitumoral (Tinwa et al.. scutioides (Gonzalez et al. M. senegalensis e M. G...M. O composto escutiona isolado de M. Wang et al. senegalensis foram isolados glicosídeos flavan-3-ol metilados e uma protoantocianidina metilada ((-)-epicatequina. 1999b). Do extrato metanólico de cascas dos ramos de M. De M.. Nor-triterpenos e triterpenos nor-fenólicos isolados de M. 8 beta.. canariensis apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas (Gonzalez et al. 1996b). 1999).. assim como outro nor-triterpeno isolado de M. A. 1981) e antimolarial ( El Taher et al... maytansina e maytanprina com atividade antitumoral (Wang et al. 1996c). magellanica apresenta sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos (Gonzalez et al.

F. et al. G. Dados recentes indicam que o extrato etanólico das folhas de M... 1991. Oliveira et al. 2001. Extratos de Maytenus ilicifolia e M. aquifolium possuem várias atividades farmacológicas.O extrato diclorometânico de M. 1998a) porém reduziu a taxa de implantações dos embriões em ratas grávidas (Montanari & Bevilacqua.. ilicifolia não interfere na espermatogênese (Montanari et al.. 2002). As folhas e caules de M.. Gonzalez.. senegalensis apresentou importante atividade antiplasmódica contra linhagens de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina. 2000). Estudos fitoquímicos preliminares detectaram a presença de terpenóides e traços de compostos fenólicos nesse extrato (El Tahir et al. . especialmente contra úlceras (Souza-Formigoni et al. Queiroz et al.. 1999). 2001). ilicifolia não foram efetivos como antifúngicos (Portillo et al. 1991.

contendo cerca de 1. podem ser citadas as dos gêneros Banisteriopsis. Di Stasi Introdução A ordem Polygalales inclui sete famílias botânicas. No Brasil são encontradas espécies das famílias Malpiguiaceae. distribuídas em todo o território nacional (Barrozo. 1978). Trigoniaceae. e outras espécies dos gêneros Byrsonima e Calphimia. C.21 Polygalales medicinais L. corantes e de medicamentos. das quais se destacam as Malpiguiaceae e Polygalaceae. Malpiguia e Stygmaphyllon. . A família Malpiguiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange aproximadamente 67 gêneros. bebida alucinógena. com aproximadamente trezentas espécies. 1997). especialmente a famosa Banisteriopsis caapi. além das duas referidas a seguir. ocorrem 32 gêneros. Algumas plantas dos gêneros Polygala e Securidaca são espécies medicinais da família Polygalaceae. ambas com várias espécies medicinais. Vochysiaceae e Krameriaceae. No Brasil. arbustos e lianas (Mabberley.100 espécies tropicais. Polygalaceae. especialmente árvores. como espécies medicinais da família Malpiguiaceae. Byrsonima. usada na produção da Ayahuasca. com importantes espécies fontes de madeiras. Os principais gêneros dessa família são Banisteriopsis. Da família Vochysiaceae destacam-se os gêneros Vochysia e Qualea.

significa "estigmas foliáceos". externamente. glabas na face superior e sedosas na face inferior. Observação Não foram encontrados dados químicos e farmacológicos sobre essas duas espécies. possui inflorescências dispostas em racemos axilares.) Juss. contra icterícia. descrito por Antoine Laurent de Jussieu. Dados botânicos A espécie é uma planta trepadeira. formando panículas com flores amarelas e frutos do tipo sâmara. no entanto foi identificada como Stigmaphyllon strigosum (Poepp.Espécies medicinais Stigmaphyllon fulgen Juss. grande e robusta. de folhas cordiformes. e Stigmaphyllon strigosum (Poepp. Outra espécie na região amazônica é coletada com o mesmo nome e mesma utilização medicinal. O nome do gênero Stigmaphyllon. Gordura-de-porco ou Cajuçara. bastante pubescente. nas raízes formam-se grandes tubérculos. Nomes populares Ambas são denominadas na região amazônica Tapiquira.) Juss. e. dor de estômago e gripes. . sendo comumente coletadas como da mesma espécie. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada internamente contra febre. arredondadas.

Oxalidaceae e Balsaminaceae. a ocorrência na região amazônica de espécies medicinais das famílias Anacardiaceae. Rutaceae. além das espécies aqui citadas. todos com importantes espécies conhecidas popularmente como Timbó. Meliaceae. A.22 Sapindales medicinais C. C. reúne inúmeras plantas de grande valor medicinal e econômico. especialmente dos gêneros Simarouba. Das demais famílias dessa ordem. Sapindaceae. especialmente no Sistema Nervoso Central. É ainda nessa família que se encontra um dos produtos mais importantes do Brasil. algumas com grande ocorrência no Brasil e na região amazônica. o Guaraná. Oxalidadaceae e Rutaceae foi relevante. Simarubaceae e a outra família. Essa ordem. Na família Sapindaceae destacam-se os gêneros Paullinia. Souza-Brito L. destacando-se as famílias Burseraceae. Cupania e Serjania. Simaroubaceae. Quassia. essas espécies serão descritas a seguir. Di Stasi A ordem Sapindales possui vinte diferentes famílias botânicas. inúmeras espécies medicinais. Ailanthus. amplamente usadas e estudadas como fontes de várias substâncias com atividades antimalárica e amebicida. Picrasma e Brucea. Hiruma-Lima A. Possuem também significativos efeitos farmacológicos. que contém. M. R. . muitas das quais usadas para a pesca por serem consideradas narcóticas para os peixes. Anacardiaceae.

além de inúmeros usos na indústria de plásticos e de resinas. arbustos. Schinus. muitas espécies estão espalhadas por todo o território. Nessa família. Muitas espécies dessa família são produtoras de frutos bem apreciados em todo o mundo. tais como Caju. Muitas dessas espécies são usadas como medicinais em diversas regiões do país. Desses gêneros destacam-se. algumas com ampla ocorrência na Região Nordeste. cuja castanha possui grande valor no mercado internacional como alimento. sendo pouco referida e usada em populações urbanas. amplamente consumida . relatados a seguir.Espécies medicinais da família Anacardiaceae Introdução A família Anacardiaceae (Dicotyledonae). Mangifera. pertence à ordem Sapindales. As espécies estão prioritariamente distribuídas nos trópicos. as espécies Pistacia lentiscus. Na região amazônica registrou-se amplo uso das espécies Anacardium occidentale (Caju). Anacardium giganteum é uma espécie muito utilizada pelos índios do Brasil. A espécie Mangifera indica. Do mesmo gênero. o segundo gênero mais importante no Brasil é o Spondias. Além dos usos medicinais. Pistacia terebinthus e Rhus coriaria. enquanto outras representam importantes fontes de madeiras. subtropicais e poucas em regiões de clima temperado (Mabberley. Das variadas espécies dessa família deve-se destacar o Cajueiro. Spondias e Schinus. nos países de clima temperado. Manga e Pistache. Os principais gêneros dessa família botânica são Anacardium e Mangifera (Anacardiae). distribuídas em regiões tropicais. subclasse Rosidae. Spondias. Anacardium giganteum (Moranha) e Spondias purpurea (Serigüela). descrita por John Lindley. Essa família botânica inclui árvores. o Cajueiro fornece uma fruta de grande valor na produção de sucos. Lanneae e Tapiríra (Spondiadeae). reúne setenta gêneros. com aproximadamente 875 espécies. Rhus e Ozoroa (Rhoeae) e Dobinea (Dobineae). No Brasil. 1997). Semecarpus (Semecarpeae). especialmente como fonte de frutas amplamente consumidas e comercializadas. que inclui espécies conhecidas popularmente como Cajazeiro e Umbuzeiro. enquanto no Brasil os gêneros principais são Anacardium. lianas e raramente ervas pereniais.

Esses índios se utilizam do suco das folhas como antitérmico e para o alívio de dores de cabeça. O suco é preparado por maceração em água fria e então aplicado topicamente sobre a testa e a nuca. especialmente no Amazonas. Dados botânicos Anacardium giganteum é uma árvore alta. sendo também denominada Cajuaçu. possuem sépalas e pétalas pentâmeras. as folhas simples e alternas são glabras na face superior e pubescentes na face inferior. as flores.1). entre outras tribos indígenas. Caju-da-mata (Amazonas). Possui ocorrência na Região Norte do Brasil. o fruto em forma de drupa é peduncular. não sendo referida em outra comunidade da região amazônica. Caju-assu. Cajuí. ovário súpero com um só óvulo. Engl. com tronco de casca lisa. carnoso e raras vezes doce (Figura 22. . não foi referida na região de estudo como medicinal. apesar de possuir inúmeras virtudes medicinais registradas em outros levantamentos etnofarmacológicos. Espécies medicinais Anacardium giganteum Hancock ex. Dados da medicina tradicional O uso dessa espécie é restrito aos índios tenharins. Cajueiro-da-mata (Mato Grosso).como alimento e cultivada em todo o território brasileiro. dispostas em panículas. de 25 a 30 m de altura. Pará e Mato Grosso. Não foram encontradas outras referências de usos desta espécie na medicina popular. Nomes populares Essa espécie é conhecida pelos índios tenharins como Moranha. perfumadas. em outras regiões do Brasil e Cajuy e Mairu.

as flores. O nome do gênero. Contra diarréia. onduladas. É uma planta decídua.Anacardium occidentale L. várias outras denominações são usadas para a espécie. o óleo da castanha. tais como Acajaíba. o fruto é do tipo aquênio reniforme. o suco das frutas é usado como bebida refrigerante. as folhas são alternas. Para hemorróidas. Caju-da-praia. pequenas e de coloração pálida. entre outras. pecioladas. Dados botânicos Anacardium occidentale é uma árvore nativa do Nordeste do Brasil. O gênero Anacardium descrito por Carl Linnaeus inclui quinze espécies tropicais na América do Sul. utiliza-se um macerado coado da casca em água fria. utiliza-se o chá da casca adicionando-se broto de goiaba.2). raspa de amor-crescido e cajá. tomando-se um copo por dia. Anacardium. heliófita e que cresce bem em solos secos. Nomes populares Essa espécie é amplamente conhecida como Cajueiro. ovadas. ovário unilocular. Dados da medicina tradicional Na região de estudo foi relatado que a casca é usada no tratamento de hemorróidas e diarréias graves. com um só estame fértil. o chá deve ser aplicado na forma de banho de assento. O óleo é usado na produção de borracha. em referência ao nome de seu fruto. O . Caju-manteiga. reticuladas e nervadas em ambas as faces. Além dos usos medicinais descritos a seguir. ou simplesmente Caju. Economicamente. no entanto. plástico e resinas. Cajumanso. pendente de um receptáculo carnoso e aromático que é confundido com fruto (Figura 22. significa "semelhante ao coração". sendo seu centro de ocorrência o Brasil. Caju-de-casa. são pediceladas e dispostas em panículas terminais ramificadas. possui importante mercado nacional e internacional. assim como a própria castanha. e as castanhas secas e torradas são muito apreciadas no mundo inteiro. Acajuíba. glabras. que alcança até 15 m de altura e tem um tronco grosso e tortuoso de 25 a 40 cm de diâmetro.

1994). e ainda como expectorante e contra a icterícia (Corrêa. para controle das secreções vaginais. E comum no Brasil o uso na forma de banho de assento. uma infusão de folha é usada contra diarréia. tonsilite e problemas de garganta.. tônico. a casca é utilizada como adstringente. Os índios ticuna da Amazônia usam o suco de fruta como preventivo contra gripes e o chá das folhas contra diarréia. . purgativa. 1992).. anti-helmíntico. estimulante e afrodisíaco. 1982). Inúmeros outros usos foram descritos para essa espécie. astenia. e a maceração de folhas para tratar diabete. No Piauí. P.. Cruz. e a raiz. contra aftas e inflamação da garganta na forma de gargarejo. 1995). enquanto os índios wayãpi da Guiana indicam o chá contra cólicas de crianças (Schultes & Raffauf. Outros usos catalogados no Brasil referem à utilização da casca como tônico e estimulante medular. 1982). assim como um potente adstringente. contra glicosúria e poliúria na forma de banho. brotos servem como expectorantes e o vinho obtido da fruta é indicado como um antidisentérico (Duke et al. O uso dessa espécie no combate à diarréia é comum em inúmeros países da América do Sul (Mejia & Reng. depurativo e anti-sifilítico. o óleo de semente com suco de fruta é usado contra verrugas. problemas respiratórios e do estômago (Smith et al. O suco das folhas serve como antiescorbútico. 1994. Grenand et al. O pedúnculo dos frutos é reputado diurético. 1990. calos e verrugas. debilidade muscular.broto do caju é utilizado contra dores de estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba. O pericarpo tem utilização como anti-séptico. Matos. além de o chá de folhas ser usado como líquido para limpeza bucal e gargarejo em úlceras de boca. Em Juiz de Fora (MG). 1995). como um diurético. 1993).. contra úlceras. Reporta-se ainda que as frutas verdes são usadas para tratar hemoptise. historicamente há relatos do consumo do suco de caju para o tratamento de febre. desordens urinádas e asma (Lima. 1993. é eficiente contra aftas e cólicas intestinais. As flores são afrodisíacas. A resina é usada como depurativo e expectorante. No Brasil ocorre ainda o uso da fruta contra sífilis. antidiabético e antihemorrágico (Verardo. 1984). utiliza-se ainda a infusão da casca como purgativo (Emperaire.

sendo comum encontrá-la no interior da Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 12 m de altura. . sugere-se o uso com moderação. Aroeira-do-sertão. Fruto-de-sabi. Apesar de diversas outras indicações medicinais como diurético. Outros nomes comuns são Aroeira-mansa. lenha e carvão. Aroeira-vermelha. O nome do gênero significa "cortar". mas é muito usada como ornamental. imparipinadas e de folíolos glabros (Figura 22. Bálsamo. por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. Aroeira-branca. febrífuga e usada contra afecções uterinas. Corrêa (1984) refere que a casca é depurativa. Fruto-de-raposa. a planta é amplamente conhecida como Arueira ou Aroeira. Aroeira-da-praia. Cambuí. como cicatrizante e contra gengivites. analgésico e contra coceiras. O gênero Schinus foi descrito por Carl Linnaeus e compreende 27 espécies tropicais americanas. referindo-se às frestas da casca do fruto. Fornece uma madeira de valor para a produção de mourões. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas. o de onde saem ramos principais repletos de ramos secundários com folhas compostas. caule tortuoso. A planta é de ocorrência em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. tônico.Schinus terebenthifolius Raddi. adstringente. Aroeira-do-brejo. o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. Aroeira-do-campo. estimulante e analgésico. as folhas são anti-reumáticas e consideradas excelentes para tratar úlceras e feridas. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. com casca grossa. Coração-de-bugre. com copa bonita e arredondada. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira.3).

ilustrado a seguir. especialmente árvores com resinas. inclui espécies tropicais. do tipo drupa. enquanto as folhas são consideradas antianêmicas (Guerrero. com folíolos oblongo-elípticos e acuminados. referindo-se à semelhança com o fruto. as folhas pecioladas e alternas são ovadolanceoladas. imparipinadas. ou Cajá e Umbu. são usados na forma de suco para o alívio de febre e dores. Cirouela.4). Outras denominações comuns são Acajá. referindo-se apenas à fruta da espécie. o fruto. 1994). Dados químicos dos gênero A família Anacardiaceae é bem conhecida pela presença de fenóis e ácidos fenólicos. ou mesmo Caju. as flores são pequenas. O ácido anacárdico (C22H32. Dados da medicina tradicional Na região amazônica os frutos. p-hidroxi- . Siriuela. esverdeado e doce (Figura 22. diurético e analgésico. Das folhas de Anacardium occidentale foram isolados ácidos fenólicos como gálico. sendo um composto característico das espécies deste gênero. é ovóide. Em outros países da América do Sul. o fruto da espécie é empregado contra dores renais. antiespasmódico. reunidas em racemos. além de comestíveis. Acaiou. Acaju. foi isolado da fruta e especialmente do óleo da castanha por Stadler (1887). O gênero Spondias. descrito também por Carl Linnaeus.O3).Spondias purpurea L. como antidiarréico. O nome Spondias significa "ameixa". Nomes populares As espécie é conhecida na região amazônica como Umbu ou Serigüela. Dados botânicos Spondias purpurea é uma árvore alta. Inúmeras espécies desse gênero são historicamente conhecidas como Cajazeiro e Umbuzeiro. com 5 a 7 m de altura.

1995). narigenina. 1973). 1987). Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Anacardium occidentale indicam a presença de glicosídeos cardiotônicos. 1997c). triterpenos e sesquiterpetenolactonas . ácido procatéquico. quercetina. anacardol. os seguintes compostos: acetofenona. anacardol e cardol. De Anacardium occidentale foram feitas caracterizações químicas e obtidas a partir das castanhas inúmeras proteínas. agathisflavona. Das cascas de seu tronco foram isolados b-sitosterol. S. aminoácidos. 1986). esteróis. além de Na. e de suas folhas foram isolados miricetina.. n-eicosano. derivado de resorcinol. sódio e açúcar. de diferentes partes da planta. quercetina 3-O-ramnosídeo e quercetina 3-O-glucosídeo (Arya et al.. 1990). (-)epicatequina. ácido gentísico. limoneno. 1997). ácido-p-hidroxibenzóico. kaempferol.. C1. anacardeína (Sathe et al. 1987). Compostos derivados do ácido anacárdico. 1989). campesterol e colesterol (Dinda et al.benzóico e cinâmico (Koegel & Zech. apigenina. álcool araquidílico. No fruto foram detectadas as presenças de ácido ascórbico. cardanol. amentoflavona. fenol. 1986). a-amirina. flavonóides. K e Ca (Thomas & Dave. (-)-epiafzelequina. amido. As castanhas possuem 96% de lipídios neutros e 4% de glicolipídios e fosfolipídios (Nagaraja. Al. Mg. antocianinas. 1985). a-selineno e vitamina C (Gupta. A castanha possui também cardol e ácido anacárdico (Hegnauer. aminoácidos. Foram também caracterizados. além de flavonóides voláteis (Pino. também foram isolados (Costa. cicloartenol. estigmasterol. taninos. robustaflavona. taninos e açúcar (Nagaraja et al. P. glicosídeos de quercetina. leucocianidina.

O composto 2-hexenal isolado dessa espécie mostrou importante ação bactericida contra bactérias gram-positivas. mombin foi isolada uma série de ácidos 6-alkenilsalicílicos (Corthout et al. 1991). 1994) e frutos (Augusto et al. tocoferol e outros. Escherichia coli. De Spondias citherea foram isolados compostos terpênicos voláteis (Franco & Shibamoto. 1991). tocoferol.. Do extrato etanólico de folhas e caule de S. onde se observou que o ácido anacárdico foi o que apresentou a atividade mais fraca (Himejima & Kubo. Das folhas e caule dessa espécie também foram isolados dois taninos (Corthout et al. que apresentou uma pronunciada atividade antifilária.. ácidos esteárico.(Guerrero. 2000).. 1993. flavonóides e triterpenos em suas folhas. palmitoléico. 1991. aminoácidos variados.. 1994) e 15-lipoxigenase (Shobha et al. cardol e metilcardol obtidos dessa espécie apresentaram potente ação inibidora das enzimas tirosinahidroxilase (Kubo et al. -sitosterol.. 1994). O grupo hidroxil e a cadeia lateral alquil são imprescindíveis para a manutenção da atividade. 2000).. Porém diante do Helicobacter pylori o ácido anacárdico foi o mais efetivo antibacteriano ( Kubo et al. Saccharomyces cerevisiae e Penicillium chrysogenum -. palmítico. 1994).. Himegima & Kubo. denominados geraniina e galoilgeraniina. Dados farmacológicos dos Gêneros Das cascas da castanha de Anacadium occidentale foi isolado um composto fenólico denominado cardol. Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Spondias purpurea indicam a presença marcante de taninos. Muroi & . Dados descritos em inúmeras publicações confirmam a presença de inúmeros constituintes químicos. 1999). quercetina. Dezesseis compostos fenólicos isolados do óleo da castanha do caju foram testados quanto às suas propriedades antimicrobianas em quatro microorganismos típicos . e raízes (Guerrero. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742. -caroteno. gram-negativas e outros microorganismos (Muroi et al. -linolênico. láurico. 1992). oléico. Vários derivados do ácido anacárdico. um derivado do ácido anacárdico (Onwuka.Bacillus subtilis. tais como -catequina. 1994). ácido salicílico.

(1981) identificaram a-pineno no óleo essencial. 1992. Os componentes do ácido anacárdico extraído de A. Não foi constatada a atividade hipoglicemiante de A. 1994). 1984b) e antibacteriana (Garg & Kasera.. Atividades moluscicida e hipoglicemiante foram determinadas também por Pereira & Souza (1974). Jurberg et al. Estudos com os componentes do ácido anacárdico extraído de A.. meticardol e outros ácidos dessa espécie apresentaram efeitos citotóxicos moderados (Kubo et al. enquanto o cardol. e observou-se que tanto o grupo carboxil como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida. 1991). Souza et al. occidentale permitiram verificar que tanto o grupo carboxila como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida (Sullivan et al. occidentale foram avaliados perante a B. 1984a). 1995). Craveiro et al..epicatequina Kubo. 1993). O extrato hexânico das cascas de A.. Extratos aquosos de folhas dessa espécie possuem importante ação antifúngica (Ganesan. 1982). 1993). que apresentou atividade depressora central (Garg & Kasera. glabrata. occidentale administrado em dose única em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos (Vargas. Três ácidos anacárdicos isolados recentemente possuem ação citotóxica contra células de carcinoma de mama. 1974. mas se mostraram importantes como agentes antitumorais. . occidentale apresentou atividade moluscicida (Pereira & Pereira.

. isolada de A. França et al. 1999. occidentale... occidentale. 1994). Abo et al. Geraniina e galoilgeraniina. 1982 e 1985.. Dados toxicológicos da família Anacardiaceae e observações de uso Foram relatados efeitos tóxicos com a utilização das sementes cruas do caju. 1980) enquanto.. 1992). 1983).A epicatequina. foi estudada farmacologicamente e observou-se sua propriedade antiedematogênica e antiinflamatória em ratos (Swarnalakshmi et al. foram isolados taninos que produziram atividade antiinflamatória. Mota et al.... 2001. Estudos in vitro realizados com extratos etanólico de Spondias purpurea apresentaram atividade contra algumas enterobactérias: Escherichia coli. o que pode ser considerado um fator limitante à alimentação bovina (Onwuka. Dos extratos hidroalcoólico. um intermediário do ciclo de vida do Schistosoma mansoni (Corthout et al. Kudi et al. as folhas possuem altas concentrações de taninos e saponinas. 1990). antiartrítica. 1993).. responsáveis por irritação da pele. Além disso.. As catequinas isoladas a partir do extrato clorofórmico apresentaram atividade depressora do SNC (Fonteles et al. pela presença do cardol (Hoehne... 1981). possuem pronunciada atividade antiviral contra Coxsackie e Herpes simplex viruse (Corthout et al. analgésica e tóxica (Rocha Mota et al. O extrato aquoso das cascas do caule apresentou atividade hipoglicemiante (Vetral et al. 1982. 2000. Barbosa Filho et al.. além de uma atividade moluscicida contra o caramujo Biomphalaria glabrata.. 1994). Streptococcus pyogenes e Mycobacterium fortuitum. um derivado do ácido anacárdico que possui atividade inibitória sobre a beta-lactamase (Coates et al. 1999) e antibacteriano contra Bacillus cereus. 1992). Salmonella enteritidis e Shigella flexneri (Cáceres et al. mombin. 1990. etanólico e aquoso das cascas e do caule de A. o extrato etanólico e metanólico apresentaram atividades antimicrobiana e antifúngica (Moura et al. taninos isolados de S. 1991).. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742 (1). Ácidos alcenisalicílicos isolados de Spondias mombin apresentaram pronunciado efeito antifúngico (Rodrigues et al. Akinpelu. .

1939). Nesse sentido, estudos mais recentes demonstram que o cardol e o ácido anacárdico são os compostos responsáveis pela promoção de dermatites de contato (Hegnauer, 1973). Em razão da presença de fenóis, o caju induz a processos alérgicos, e a ingestão da semente crua determina problemas digestivos com dores e queimação na boca, edema de lábios, língua e gengivas, sialorréia intensa, disfagia e vômitos (Schvartsman, 1979). A semente assada é inócua. Recentes estudos confirmam casos de dermatite de contato pela castanha-de-caju (Rosen & Fordice, 1994; Diogenes et al, 1996), enquanto outros demonstram o desenvolvimento de processos alérgicos por causa do pólen da espécie (Fernandes & Mesquita, 1995). Sérios problemas de irritação da pele são causados pelos compostos fenólicos, ácido anacárdico e compostos derivados, enquanto os casos mais sérios de irritação e alergia ocorrem nos trabalhadores que coletam ou manipulam produtos da espécie Anacardium occidentale. A espécie Schinus terebenthifolius possui vários efeitos tóxicos, especialmente sob uso prolongado, o qual deve ser evitado.

Espécies medicinais da família Oxalidaceae

Introdução
A família Oxalidaceae descrita por Robert Brown compreende seis gêneros e aproximadamente 775 espécies distribuídas no Hemisfério Sul, especialmente nas zonas tropicais e subtropicais (Mabberley, 1997). Essa família apresenta em geral plantas herbáceas, ervas ou raramente arbóreas pequenas (Averrhoa), de folhas compostas, trifolioladas (Oxalis) ou com maior número de folíolos (Averrhoa), alternas com ou sem estipulas (Joly, 1998). Essa família inclui várias espécies de Trevo ou Azedinha de uso medicinal (Oxalis) e comestíveis (Averrhoa).

Espécies medicinais Averrhoa bilimbi L. e Averrhoa carambola L.
Nomes populares

Esta planta é conhecida na região amazônica como Limão de cayanna; no entanto, existem registros para a espécie como Bilimbi, Bílimbino e Caramboleira-amarela.
Dados botânicos

Árvore de até 13 metros de altura, com casca lisa e escura; folhas inteiras, com disposição alterna, imparipinadas, compostas de numerosos folíolos opostos; flores vermelhas e aromáticas, com cálice pubescente, reunidas em panículas terminais; fruto do tipo baga, oblongo, anguloso, verde-amarelado, comestível e semelhante ao de Averrhoa carambola (Carambola); duas sementes elípticas (Figura 22.5). O nome do gênero Averrhoa foi dado em homenagem a Averróis, médico árabe. O gênero Averrhoa foi descrito por Carl Linnaeus e inclui apenas as duas espécies aqui referidas; a espécie A. carambola tem origem na Malásia e é amplamente cultivada no Brasil; diferencia-se da outra porque os estames férteis são alternados com estaminódios, enquanto na espécie A. bilimbi os estames férteis possuem filetes mais curtos, alternados com filetes mais longos.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá do fruto é utilizado na cura de resfríados; o fruto misturado com goma de mandioca, água e açúcar é indicado contra dores de estômago; o fruto macerado com folhas de mocura-caá, alfavacão, peão-branco ou roxo e água é considerado excelente para dores de cabeça. Na região da Mata Atlântica, os frutos, além de comestíveis, são usados na forma de suco contra febres e disenterias. A infusão das folhas é considerado útil em diabetes "leves", como diurético e para reduzir o colesterol. Os outros usos catalogados no Brasil referem a utilização do suco do fruto como antiescorbútico e contra doenças cutâneas (Corrêa, 1984).

Dados químicos do gênero
Das folhas de A. carambola foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio. Os saponosídeos totais e flavonóides totais apresentaram atividade antibacteriana sobre cinco tipos de bactérias gram-positivas, porém não foram efetivas contra outros cinco tipos de bactérias gram-negativas e Candida albicans (Long et al., 1996). Dos frutos da A. carambola foram isolados carotenóides (Gross et al., 1983), polifenoloxidase (Adnan et al., 1986), ácido málico, ácido cítrico, fructose e glucose, aminoácidos (Yang et al., 1995), ácido ascórbico (Biswas & Mannan, 1996) pectinesterase (Horng et al., 1996), ácido oxálico (Wei & Wu, 1997). Constituintes voláteis do fruto fresco de A. carambola foram determinados, nos quais foi detectada a presença de um total de 126 compostos voláteis, predominantemente ésteres e compostos carbonil. Dos constituintes majoritários detectou-se a presença de (E)-hex-2-enal (2,4 mg/ kg) e benzoato de metila (1,9 mg/kg) (Froehlich & Schreier, 1989). Das folhas foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio (Long et al., 1996). Constituintes voláteis dos frutos dessa espécie foram isolados, obtendo-se 53 componentes, dos quais 47,8% são ácidos alifáticos, além de ácido hexadecanóico (20,4%) e ácido (Z)-9-octadecenóico. Dentre os doze ésteres, foram isolados butil-nicotinato (1,6%) e hexil nicotinato (1,7%) (Wong & Wong, 1995), além de 3-O-cianidina também isolado de A. bilimbi (Gunasegaran, 1992). Já a espécie A. carambola possui diversos carotenóides (Gross et al., 1983) e sementes ricas em óleo (Berry, 1978).

Dados farmacológicos do gênero
O extrato aquoso de A. carambola apresentou atividade hipoglicemiante (Dalla Martha et al., 1997). Além disso, constatou-se atividade depressora central (Muir & Lam, 1980) e houve relatos de intoxicação pela ingestão de neurotoxinas do fruto em pacientes com insuficiência renal (Neto et al., 1998).

Os saponosídeos totais e flavonóides totais isolados de A carambola apresentaram atividade antibacteriana (Long et al., 1996). O efeito hipoglicemiante foi observado também para a espécie Averrhoa bilimbi sendo a função aquosa detentora de melhor atividade (Pushparaj et al., 2000 e 2001).

Espécies medicinais da família Rutaceae

Introdução
A família Rutaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 156 gêneros, nos quais estão distribuídas 1.800 espécies cosmopolitas, especialmente em regiões tropicais, incluindo arbóreas, arbustos e ervas aromáticas contendo compostos terpenóides característicos da família (Mabberley, 1997). No Brasil, a família está representada por 28 gêneros e aproximadamente 182 espécies (Barrozo, 1978). No sistema de Engler, as Rutaceae fazem parte da ordem Rutales e incluem sete subfamílias, enquanto no rearranjo aqui utilizado e proposto por Kubistzki, os gêneros dessa família se distribuem em cinco subfamílias distintas, das quais a mais importante é a Rutoideae, onde se encontram os gêneros Ruta, da famosa Arruda aqui descrita, e os gêneros Esenbeckia e Cusparia, que incluem espécies medicinais. Na subfamília Aurantioideae encontram-se os gêneros Aegle e Citrus, este segundo de imenso valor econômico e medicinal, dadas as famosas Laranjeiras e os variados Limoeiros, grupos de espécies cítricas amplamente cultivadas e comercializadas no Brasil, num importante setor da economia. Desse gênero, inúmeras espécies foram referidas como medicinais; no entanto, pelo amplo conhecimento delas e grande número de trabalhos envolvendo-as, optamos por não incluí-las no presente estudo.

Espécies medicinais Ruta graveolens L
Nomes populares

Essa espécie é chamada popularmente de Arruda, sendo ainda denominada Ruta em Minas Gerais, Arruda-fedorenta e Arruda-fêmea e Arrudamacho no Rio Grande do Sul.
Dados botânicos

Subarbusto de folhagem densa com odor característico; folhas alternas, pecioladas, tripinatipartidas, sem estipulas; flores amarelo-esverdeadas, hermafroditas, com pétalas livres entre si, pedunculadas, lanceoladas, com bráctea pequena; ovário súpero com muitos óvulos; fruto do tipo capsular com quatro a cinco lobos, arredondados; sementes pardas e rugosas (Figura 22.6). O nome do gênero, Ruta, vem do grego rute, derivado de ruesthai = "salvador", referindo-se ao poder curativo da planta. O gênero Ruta descrito por Carl Linnaeus inclui espécies com ocorrência e origem na região do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá ou o sumo das folhas, utilizado externamente, é considerado útil contra asma, pneumonia e dor de cabeça; o chá das folhas também é usado como analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante e contra problemas uterinos, quando misturado com alho e cominho; o suco das folhas é usado como abortivo e contra derrame cerebral; folhas de arruda misturadas com sumo das folhas de cravo, resina de copaíba, gergelim amassado e semente de peão-branco são indicadas contra derrame cerebral; o preparado de sumo das folhas com flores de cravo e semente de gergelim é usado contra dores, paralisia infantil e "malapanhado" ("doença que entorta criança"). Na região do Vale do Ribeira, a infusão das folhas é usada contra cólicas menstruais, diarréia, dores de cabeça e febres, enquanto o xarope das folhas é usado contra tosses graves. O macerado das folhas em aguardente ou vinho branco é usado externamente contra dores de cabeça e enxaqueca,

e o banho preparado com as folhas serve para aliviar qualquer tipo de dor. A decocção das folhas de arruda é usada como abortivo, especialmente associada a outras espécies vegetais ou medicamento. É também utilizada externamente como inseticida e internamente como estimulante, sudorífero e emenagogo, e suas sementes servem como antihelmínticos e parasiticidas (Corrêa, 1984); o chá das folhas é usado como analgésico, abortivo, emenagogo, estupefaciente, antigripal, hemostático, anti-helmíntico, anti-reumático e contra lumbago, em Minas Gerais (Verardo, 1982; Grandi & Siqueira, 1982; Grandi et al., 1982); no Ceará, como analgésico e contra dismenorréia (Matos et al., 1982); em Brasília, como tranqüilizante (Barros, 1982); no Rio Grande do Sul, como abortivo e o banho com o chá das folhas serve para menstruação atrasada (Simões et al., 1986). Além destas indicações, também é utilizada como febrífugo, no Pará (Amorozo & Gély, 1988).

Dados químicos da espécie
Os constituintes químicos particulares da planta são a rutina e a essência. Foram reconhecidas também lactonas aromáticas como a Cumarina,

bergapteno, xantotoxina, rutarena e rutamarina, heterosídeos antiociânicos, alcalóides como a rutamina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina. A essência da arruda possui metilcetonas, sendo 87,8% são representadas pela metilnonilcetona e metil-heptíicetona, pequenas quantidades de outras metilcetonas, hidrocarbonetos aromáticos e terpenóides, fenóis, ésteres fenólicos, ácidos graxos, cineol e alcoóis alifáticos (Costa, 1986). Alcalóides e glicosídeos também foram isolados (Nahrstedt et al., 1981; Kuzovkina et al., 1980; Kong et al, 1984; Kuzovkina et al., 1984; Nahrstedt et al, 1985; Somanathan & Smith, 1981; Chen et al., 2001) e flavonóides (Trovato et al, 2000).

Dados farmacológicos da Espécie
Costa (1986) relatou propriedades anti-helmínticas, estimulantes, febrífugas, emenagogas, e mostra que a ação espasmolítica da planta é atribuída à presença de bergapteno e xantotoxina, enquanto a presença de metilnonilcetona é responsável por sua ação vesicante, excitante da motilidade uterina e abortiva quando em doses altas. Atividade antimicrobiana foi determinada utilizando-se alcalóides dessa planta (Eilert et al., 1984) e flavonóides (Trovato et al., 2000). Atividades espasmolítica, contra micoses cutâneas e inibidora da implantação de óvulos, foram também determinadas (Minker et al, 1979; Fróes & Fróes, 1988; Guerra & Andrade, 1978). O extrato de Ruta graveolens, que apresenta os alcalóides dictamina, gamafagarina, chimianina, pteleína e cocusaginina, revelou um efeito mutagênico moderado na linhagem TA98 da Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1987). A rutina é um dos compostos isolados dessa planta mais utilizados para o tratamento dermatológico, porém apresenta problemas quanto à sua metabolização. Em razão disso, várias tentativas de encontrar um composto que melhore sua metabolização têm sido realizadas. Testes posteriores com rutacridona e epoxirutacridona indicaram que a rutacridona possui menor toxicidade ao ser metabolizada por enzimas do fígado de rato, ao passo que o epóxido não sofre metabolização (Paulini et al., 1989). Além disso, o extrato dessa planta também foi responsável pela inibição de 100% da atividade hemolítica dos venenos de cobra e escorpião (Sallal & Alkofahi, 1996).

Isolou-se ainda das raízes dessa espécie o alcalóide furanoacridona, composto responsável pela atividade mutagênica em diferentes linhagens de Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1991a). Em estudos farmacológicos recentes, as folhas apresentaram atividades abortiva, mutagênica, além de diminuir a fertilidade (Rao et al. 1987; Sugai, 1996; Melito et al., 1997). E o extrato hidroalcoólico das partes aéreas mostrou atividade anticonvulsivante (Trotta et al., 1989) e antimicrobiana, mas não apresentou atividade esquistossomicida (Guilherme et al., 1989; De Sá et al., 1990b). A tintura de R. graveolens também foi responsável pela moderada atividade fotomutagênica em uma linhagem de algas verdes. A tintura possui bergapteno, psoraleno, impeatorina, dictaminina, gama-fagarina e skimianina. Mas o principal responsável pela atividade fotomutagênica parece ser o bergapteno (Schimmer & Kuehne, 1990). O extrato de éter de petróleo dessa planta apresentou efeito citotóxico quanto avaliado in vitro utilizando-se células de sarcoma de Yoshida (Trovato et al., 1996). O extrato clorofórmico da raiz, caule e folhas apresentou significativa atividade antifertilidade em ratos quando administrado intragastricamente do primeiro ao décimo dia pós-coito. A partir do fracionamento do extrato foi isolada a chalepensina como componente ativo responsável pela atividade tóxica (Kong et al., 1989).

Dados toxicológicos da Espécie
Hesnel et al. (1983) e Schwartsman (1979) verificaram fitodermatites causadas por substâncias químicas da R. graveolens, mediante um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar, induzindo dermatites. Corrêa (1984) relatou o aparecimento, após a ingestão, de dores epigástricas, cólicas, vômitos, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração das pupilas, convulsões e sonolência. A ingesta desta planta, por animais, tem promovido morte em 1 a 7 dias (El Agraa et al., 2002).

FIGURA 22.1 - Anacardium giganteum. Ramo com flor (desenho original por Di Stasi) e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998) (Banco de imagens -

FIGURA 22.2 - Anacardium occidentalle Ramo com inflorescência e fruto (original por HirumaLima).

FIGURA 22.3 - Schinus terebenthifolius. Ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998).

Spondias purpurea.FIGURA 22.4 . . Ramo com frutos (modificado a partir de Hoehne. 1946).

FIGURA 22.Averrhoa carambola: a) detalhe do ramo com flor e fruto. c) detalhe do fruto (original por Di Stasi) (Banco de imagens - . b) detalhe do ramo com folhas e flores (fotos originais por Hiruma-Lima).5 .

Ruta graveolens.6 .FIGURA 22. Escanerata do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Eichler) (Banco de imagens - .

descrita inicialmente por Antoine Laurent de Jussieu. Hiruma-Lima L. C. A maioria das espécies é de plantas herbáceas. 1997). com aproximadamente 3. denominada também Umbellales. de acordo com o sistema de classificação botânica.540 espécies cosmopolitas do Norte de climas temperados e espécies tropicais de montanhas (Mabberley. Essa família inclui 446 gêneros. ambas com várias espécies medicinais e ocorrência em todo o Brasil. Espécies medicinais da família Apiaceae (Umbelliferae) Introdução A família Apiaceae (Dicotyledonae) é também denominada. mas alguns arbustos e árvores são des- . Existe uma grande discordância quanto à classificação dessas espécies e aqui adotamos aquela usada por Mabberley (1997). Di Stasi A ordem Apiales.23 Apiales medicinais C. como Umbelliferae. inclui apenas duas famílias botânicas (Araliaceae e Apiaceae). Dessa ordem foram registrados usos de espécies de ambas as famílias. as quais são descritas a seguir. A.

Espécies medicinais Eryngium ekmanii Wolff. Pimpinella (Erva-doce). Apium. Daucus (Caucalideae . 1998). tais como Cenoura. dos quais se destacam Daucus (que inclui a Cenoura). especialmente pelo seu uso como alimento e condimento. muito comum na Mata Atlântica. Erva-doce. assim. folhas alternas.Saniculoideae). densamente imbricadas. Essas plantas exóticas e amplamente cultivadas no Brasil possuem inúmeros estudos e descrições já disponíveis e. Os gêneros mais importantes dessa família são Centella e Hydrocotyle (Hydrocotyleae . não foram encontrados sinônimos populares que a identificassem. oblongolanceoladas. optamos por incluir aqui apenas duas delas. entre inúmeros outros. Apium (gênero do Salsão).Apioideae).Apioideae). Dados botânicos Erva de até 1 m de altura. a Eryngium ekmanii. pela sua grande utilização na região amazônica e por representar um gênero nativo do Brasil. dunas e brejos. Cominho e Salsa. e Eryngium com espécies freqüentes em campos (Joly. Coentro. No Brasil ocorrem poucos gêneros. Foeniculum e Pimpinella (Apiae Apioideae). Inúmeros gêneros cultivados são muito comuns no Brasil. sendo considerados nativos Hydrocotyle com espécies em matas. onde há amplo uso como medicamento. e Hydrocotyle exigua. Coriandrum (Coentro) e Foeniculum (Cominho e Funcho). ascendentes. sendo também usadas como medicamentos na região amazônica e na Mata Atlântica.Hydrocotyloideae). Muitas dessas espécies são cultivadas. Cicuta. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Chicória. com raízes fasciculadas. Petroselium (Salsa). Eryngium e Alepidea (Eryngeae . Coriandrum (Coriandreae . Apium com características ruderais. fibrosas e caule florífero solitário. inflorescência dicásio ramificado com cada bifurcação .critos na família.

exigua (Urban. de no máximo 1 cm de espessura. é usado internamente para expulsar restos de placenta em partos difíceis. habitando em lugares úmidos. Dados botânicos A planta é uma erva de caule prostrado. lobadas e pilosas. O gênero Eryngium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 250 espécies tropicais e temperadas.com um pedúnculo terminal e dois ramos laterais surgindo de um par de folhas ou brácteas. Também é conhecida como Erva-capitão. var.1). espalhadas por diversos continentes. cordiformes. enquanto o chá da raiz é empregado internamente em estados gripais. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada em áreas de formação secundária e raramente na floresta. com flores avermelhadas. folhas pequenas. referindo-se às fibras do rizoma. quando preparado em alta concentração. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e . fruto subgloboso (Figura 23. especialmente em crianças. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e aix = "cabra". usado topicamente. Hydrocotyle hirsuta Sw. não foram encontrados dados de medicina tradicional referente à espécie em questão. no entanto. Eryngium. crenadas. diclamídeas e hermafroditas. Inúmeras espécies desse gênero são usadas como medicinais em diversos países. Esse chá.) Malme Nomes populares A espécie é chamada. com nós. inflorescência em capítulo. frutos pilosos. semelhantes a barba de cabra. capítulos esverdeados com flores pequenas. na região do Vale do Ribeira. dos quais são emitidas raízes. o sumo das folhas frescas. vem de eros = "lã". cíclicas. O nome do gênero. torcidas antes de abrir. é considerado excelente contra dores de cabeça. de Erva-terrestre.

2002).. a DL50 por via oral foi de 1.. Glicosídeos foram isolados de E. 1997) além da atividade antimicótica (Abou-Jawdah et al. comarinas e flavonóides. bourgatii (Lam et al. a infusão das folhas é usada contra gripes e bronquites fortes.. 1986). a água das folhas serve para tirar sardas do rosto. Além de saponinas.5-trimetilbenzaldeído. 1985). O extrato aquoso de E. farneseno.000 mg/kg e de 50 mg/kg por via endovenosa (Gupta.. planum (Hiller et al. campestre foram isolados ainda flavonol e cumarinas (Erdemeier & Sticher. Hohmann et al. 1997a). ilicifolium (Pinar & Galan.. 1986). e cotyle = "umbigo". 1995). enquanto vários acetilenos foram obtidos das raízes de E. creticum foi testado por sua atividade inibitória contra venenos de escorpião e de cobra. diurético e. Das folhas de E. também encontrados em E. sendo 2.. De E. O extrato aquoso e etanólico das folhas frescas e secas e da raiz de E. 1997). . Corrêa (1984) refere o uso das folhas como tônico. 1986). Esta mesma espécie apresentou atividade antiinflamatória (Garcia et al. O nome Hydrocotyle deriva do grego hydro = "água". 1999). foetidum L.. 1992). sendo majoritários carotol. campestre (Erdemeier & Sticher. 1997a). foetidum apresentou atividade anticonvulsivante (Simon & Singh. A atividade antiinflamatória foi determinada em E.. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. ácido hexadecanóico e carotol os constituintes majoritários (Pino et al. elegans (Campos & Garcia. 1980) e E. O extrato das folhas frescas e secas e da raiz seca promoveu 100% de inibição dos venenos de cobra e de escorpião (Alkofahi et al. em altas doses. acetilenos. maritimum (Lisciani et al. anetol e alfa-pineno (Pino et al. 1985. 1984). ao passo que das sementes foram isolados 37 compostos.. Dados químicos e farmacológicos Sobre a espécie Eryngium ekmanii não foram encontrados estudos químicos e farmacológicos. foi ainda isolado o falcarindiol em E.inclui 130 espécies cosmopolitas. emético. foram isolados 46 compostos.4.

Espécies medicinais da família Araliaceae Introdução A família Araliaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Apiales. Centro-Oeste e Sul. Os dados da espécie e do gênero não fornecem subsídios que garantam sua utilização. e Polyscias. da famosa Hera dos parques. de uso comum em cercas vivas e como ornamentais. 1998). e inclui 47 gêneros. Várias espécies dessa família são consideradas tóxicas. e centenas de . segundo a história. mas demonstram a importância da realização de estudos com a espécie e outras do gênero. especialmente em refogados e saladas. especialmente do gênero Cicuta. Várias espécies do gênero Hydrocotyle também são consideradas tóxicas para animais. Australásia e América tropical (Joly. no envenenamento do filósofo Sócrates. Schefflera. é pouco comum a ocorrência de uso medicinal. em três distintas zonas de expansão: região Indomalaia. 1997). Hedera. Tetrapanax e Aralia. com aproximadamente 1. são encontradas na família. As espécies estão distribuídas predominantemente em regiões tropicais. utilizada como alimento. Árvores. lianas.325 espécies tropicais espontâneas e poucas espécies de clima temperado (Mabberley. No entanto. mas muito pouco se tem estudado sobre as espécies nativas dessa família botânica. Mackinlaya e Polyscias. famosa por ter sido usada. epífitas. mas raramente ervas. arbustos. subclasse Rosidae. Tetrapanax. ambos introduzidos no Brasil. Das inúmeras espécies descritas nessa família. Essa espécie é uma das drogas mais comercializadas no mundo. Os gêneros mais importantes dessa família são Aralia. e as espécies mais comuns pertencem aos gêneros Hedera. nessa família as raízes de uma importante espécie Panax ginseng têm sido usadas há mais de dois mil anos na medicina tradicional chinesa contra inúmeras doenças. Panax. No Brasil ocorrem vários gêneros.Observação de uso Esta Chicória não é a mesma planta conhecida na região Sudeste.

Dados botânicos Arvore de pequeno porte.estudos têm sido realizados em razão de sua importância química e farmacológica. pertencente ao gênero Polyscias. O gênero Polyscias. folhas alternas. pela beleza de sua folhagem.2) Polyscias fruticosa e Polyscias guilfoylei. grandes. cuja identificação taxonômica não foi completamente obtida. androceu com cinco estames. inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. a maioria de árvores de pequeno porte ou arbustos. descrito por Johann Forster e Georg Forster. Cunha e Cunha-mansa. refere-se à forma da folhas. fruto indeiscente. sendo também usa- . e o banho com folhas são úteis para acalmar crianças na hora de dormir. A espécie não foi completamente identificada. O nome do gênero vem do grego polys = "muito". O nome popular da espécie. Outras espécies do gênero. amplamente cultivada como ornamental. também possuem constituintes químicos e atividades farmacológicas similares ao Ginseng verdadeiro. Dados da medicina tradicional A infusão preparada com folhas. variegadas. amplamente cultivadas no Brasil como ornamentais. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de apenas uma espécie medicinal dessa família. Cuia. usada internamente. ovário ínfero. tais como Panax notoginseng e Panax quinquefolius. flores pequenas. cálice pequeno. mas com certeza não se trata das espécies (Figura 23. reunidas em inflorescências axilares. e acias = "sombra". globoso. Cuia. Espécies medicinais Polyscias sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Cuia-mansa. com larga bainha na base.

assim como do tempo de sobrevida e ganho de peso. 1989c e 1990) e de P. Em P..dos como calmante por adultos. saponinas triterpênicas e triterpenos glicosilados foram encontrados nas folhas de P. Nesse estudo. Estudos com camundongos tratados (três vezes por semana a partir de doze meses de idade) com extrato da raiz de Polyscias fruticosum demonstram claramente o aumento da função da memória. ao passo que a fruta verde com mel é usada contra tosse. 1996. 1994).. Extratos alcoólicos de Polyscias filicifolia possuem efeito antimutagênico detectado pela habilidade de suprimir mutações genéticas de Salmonella tiphymurium (Dvornyk et al. Chaboud et al. scutellaria (Paphassarang et al. Um importante estudo realizado por Trylis & Davydov (1995) sugere os mecanismos endócrinos e metabólicos da atividade adaptogênica de culturas de tecidos das espécies Polyscias filicifolia e Panax ginseng. Lutumski & Luan. Não foram encontradas referências de uso dessa espécie em nenhum levantamento etnofarmacológico. sobretudo no extenso trabalho realizado por Corrêa (1984). 1988. Vo et al. A combinação desse tratamento com levo-deprenil é mais eficaz que o tratamento isolado (Yen & Knoll. 1989b. (1986) e demonstram que culturas de células da espécie Polyscias filicifolia normalizam a biossíntese de proteínas e a atividade de RNAt-sintetases de fígado de coelhos com isquemia do miocárdio induzida (Lekis et al. Proliac et al. 1995... 2002.. foi constatada a presença de flavonóides (Lussignol et al. os autores demonstram que . 1990. Recentes estudos confirmam os resultados obtidos por Slaveinskene et al. crispatum caracterizou-se a presença de alcanos de cadeia longa (Broschat & Bogan. 1998). 1990). Barilyak & Dugan.. Fulva (Bedir et al. 1992. 1986). Dados químicos e farmacológicos do gênero Polyscias Saponinas triterpênicas do grupo do ácido oleanólico. 1989a.. Nas folhas de Polyscias sp. 1991). A raspa da casca do tronco servida com o sumo das folhas com raiz de açaí é um preparado útil contra anemias. sesquiterpenóides voláteis e poliacetilenos foram isolados de Polyscias fruticosa (Brophy et al.. 2001). De P pichroostachya foram isoladas saponinas triterpênicas que apresentaram efeito moluscicida (Gopalsamy et al. 1992).. 1992).. Glicosídeos oleanólicos.

FIGURA 23.1 .as espécies estimulam a capacidade de trabalho físico dos animais em condições de imobilização. mostram que essa espécie.. especialmente a Panax ginseng. são fontes potenciais de novos constituintes químicos com importantes atividades farmacológicas. alterações nas taxas de metabolismo de carboidratos e lipídios. associados àqueles referentes a outras da família. filicifolia também possui atividade antimicrobiana (Furmanowa et al. foi verificado aumento da atividade da adrenal e da tiróide. prevenindo a exaustão das reservas de energia nos estágios finais de estresse.Eryngium ekmanii. Observações Os dados apresentados para algumas das espécies desse gênero. A espécie P. e de prolactina pela hipofise. bem como diminuição da produção de insulina e glucagon pelo pâncreas. Detalhe da planta toda e da inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) (Banco de imagens - . assim como outras do gênero Polyscias. 2002).

FIGURA 23.Banco de imagens - .2 . Detalhe do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .Polyscias.

Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

destacando-se o gênero Strychnos (família Strychnaceae ou também denominada Loganiaceae III). apesar de pouco numerosa. C. Apocynaceae. Gentianaceae e Asclepiadaceae -. Esses dados. das quais as três últimas reúnem várias espécies medicinais e algumas com ampla ocorrência no Brasil. Di Stasi C. A.24 Gentianales medicinais L. . Genistomaceae. Gentianaceae e Asclepiadaceae. Essas três famílias reúnem grande valor medicinal e terapêutico. do qual foi isolada a famosa estricnina e inúmeros outros compostos com efeitos tóxicos já descritos. espécies da família Strychnaceae também possuem importantes fontes de substâncias ativas.Strychnaceae. somados aos descritos a seguir para as famílias Apocynaceae. referidas como medicinais na região amazônica e descritas a seguir. Hiruma-Lima A ordem Gentianales inclui apenas seis famílias . sendo importantes fontes de substâncias com atividade farmacológica. é uma importante fonte de substâncias com potentes efeitos e ações farmacológicas. Loganiaceae. demonstram que a ordem Gentianales. devendo ser considerada uma significativa fonte de novos compostos de interesse terapêutico ou toxicológico. Apesar de não referidas no nosso estudo.

.900 espécies tropicais e subtropicais. Vinca. A família Apocynaceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes vegetais de constituintes químicos de utilidade na medicina moderna. e que inclui aproximadamente trinta alcalóides. subclasse Asteridae. No Brasil ocorrem 41 gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. como Aspidosperma. Strophantus. como os gêneros Allamanda. 1997). com destaque para ajmalina. e muitas dessas espécies representam protótipos de classes farmacológicas distintas de drogas e fazem parte da história da Farmacologia e da Terapêutica. Catharanthus. serpentina. dentre os gêneros. além dessas. com espécies distribuídas nos cerrados e na Amazônia. Nerium. herbáceas. Rauwolfia. Tabernaemontana. Várias substâncias têm sido isoladas a partir de espécies dessa família. Nesse contexto. Java. muito utilizadas ornamentalmente. muitas das quais trepadeiras e suculentas. Allamanda. Paquistão e Tailândia. Os gêneros mais importantes dessa família são Alstonia. Hancornia. entre as espécies de pequeno porte. ressaltam-se alguns gêneros e suas principais espécies: • do gênero Rauwolfia. Himatanthus (Plumeria) e Wrightia. e. Inclui espécies arbustivas. aqueles que incluem espécies arbóreas. Joly (1998) destaca. sendo algumas poucas registradas em regiões temperadas (Mabberley. Aspidosperma. as ornamentais Tabernaemontana e Plumeria.Espécies medicinais da família Apocynaceae Introdução A família Apocynaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Gentianales. muito bem descritas nas obras clássicas de Farmacologia. Mandevilla. fornecedores de madeira. arbóreas. sendo esta última o mais importante. serpentinina e reserpina. Hancornia. que possui diversas espécies como a Peroba e o Pau-pereira. ajmalinina. os gêneros Mandevilla e Thevetia. muitas das quais conhecidas como Mangaba. Thevetia. inclui 165 gêneros. e encontrado em várias outras espécies do gênero. a família possui espécies trepadeiras. Esse composto foi isolado em 1952 e possui inúmeras atividades farmacológicas. com aproximadamente 1. especialmente a espécie Rauwolfia serpentina. arbusto encontrado na Índia.

. as espécies Strophantus gratus. que essa família inclui um grande número de espécies tóxicas. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de três espécies medicinais distintas dessa família. conhecida no Brasil como Espirradeira e muito usada como ornamental. Alamanda amarela e Quatro-patacas. merece destaque por possuir glicosídeos cardiotônicos como a adinerigenina e a canogenina. especialmente a Nerium oleander. • do gênero Nerium. Wrightia e Aspidosperma. Vinca rosea e Catharanthus roseus. Vinca minor.• do gênero Vinca e Catharanthus. A espécie Vinca rosea. contudo. destacando-se espécies do gênero Mandevilla. espécies ricas em glicosídeos. algumas das quais serão discutidas no final deste capítulo. vinblastina e vincristina. fonte de mais de sessenta distintos alcalóides. Orélia. Strophantus combe e Strophantus sarmentosus. • do gênero Alstonia as espécies Alstonia scholaris e Alstonia contricta. Dedal-de-dama. sendo estes dois últimos importantes agentes antineoplásicos. Várias espécies dessa família têm sido recentemente objeto de estudos como fonte de novas drogas. segundo Evans (1996). A espécie também é conhecida no país com as seguintes denominações: Alamanda-deflor-grande. e Thevetia peruviana. cilastonina e também a reserpina. alstonilina. tem sido designada também como Catharanthus roseus. • do gênero Strophantus. tais como alstonina. Espécies medicinais Allamanda cathartica Nomes populares L Alamanda é o nome popular utilizado nas duas regiões. estrofantinidina e cimarina. as espécies Vinca major. tanto para os animais como para a espécie humana. tais como ouabaína. Himathantus sp. ambas contendo inúmeros alcalóides bioativos. a saber Allamanda cathartica. tais como majdina. fonte principal dos alcalóides antitumorais citados e de aproximadamente mais de 150 distintos alcalóides. Deve-se destacar.

com copa estreita e tronco ereto. emético e purgativo. folhas simples. sendo este segundo muito comum como animal doméstico na região amazônica. glabras e verticiladas. Cathortica a mais extensivamente cultivada como ornamental. Outros sinônimos populares são Janaguba e Sucuuba-verdadeira. inflorescências com flores amarelas. adicionando-se seu uso contra tumores hepáticos e parasitas intestinais. axilares e fasciculadas. grandes. o qual também é útil contra sarna quando usado externamente. enquanto a decocção das cascas da planta. é considerada um excelente vermífugo. em grande número. especialmente em crianças. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sucuuba. espessas. alternas. Ucuuba e Sucuba.1). purgativo e catártico. sendo a A. O gênero inclui doze espécies tropicais. especialmente cães e macacos. . fruto do tipo capsular. com tubo estreito e longo. na forma de funil. Dados da medicina tradicional O uso tópico do macerado de todas as partes da planta é utilizado contra sarna. Refere-se ainda o intenso emprego desse macerado. com folhas brilhantes. Dados botânicos É uma árvore latescente de grande porte. com casca rugosa. O nome do gênero Allamanda descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem ao famoso botânico holandês Allamand. com a mesma indicação. Atribuem-se à casca as mesmas atividades das folhas. A folha é considerada excelente catártico. semilenhoso. As flores e raízes são usadas contra problemas do baço. Segundo Corrêa (1984). contendo poucas sementes (Figura 24. a planta exsuda látex considerado venenoso.Dados botânicos A espécie Allamanda cathartica é um arbusto alto e trepador lactescente. atingindo até 20 m de altura. usada internamente. em animais domésticos. Himatanthus sucuuba (Spruce) Wood. A infusão das folhas é utilizada como emético.

Schum. ocorrendo preferencialmente no interior da mata. pois o uso excessivo pode causar diarréias e desidratação. Noz-de-cobra. ovaladas. grandes e brancas. recente divisão realizada por Plumel (1991) permite a distinção entre ambos os gêneros. no entanto. sendo uma planta perenifólia. coriáceas. alcançando até 10 m de altura. inflorescências dispostas em cimeiras terminais com poucas flores. folhas alternas. O nome do gênero deriva do grego. Dados da medicina tradicional O uso tópico do látex é indicado contra afecções da pele. especialmente no alívio de coceiras. todas encontradas na América do Sul (Plumel. com um tronco de casca cinzenta. Corrêa (1984) relata que a casca exsuda um látex medicinal e venenoso. linear-lanceoladas. simples. Esse gênero é considerado sinônimo do gênero Plumeria (Mabberley. Coração-de-jesus.pecioladas. Thevetia peruviana (Pers. heliófita e secundária. O gênero Himatanthus foi descrito por Carl Willdenov e Josef Schultes e inclui apenas treze espécies. estômago (dores e irritação) e na expulsão de vermes. A população refere que a planta deve ser usada com cuidado. acumi- . significando "manto de flor". sendo útil como anti-helmíntico. 1990). margens inteiras. enquanto a decocção das folhas é usada internamente contra problemas do intestino (constipação). 1997).) K. Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. Fava-elétrica e Ahoay-guassu. frutos geminados em forma de chifres. glabras em ambas as faces. contendo sementes aladas. referindo-se às brácteas que envolvem os botões florais. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Castanha-da-índia e Chapéu-de-napoleão. Outros nomes populares no Brasil são Jorro-jorro. A espécie tem ocorrência principal na Amazônia. especialmente em crianças.

Thevetia peruviana é sinônimo de Thevetia neriifolia.nadas. contra reumatismo e hemorróidas e no tratamento de insônias (Duke. O gênero inclui apenas oito espécies tropicais. das quais a referida é a mais conhecida e estudada. as sementes da espécie são muito utilizadas pelos indígenas na confecção de artefatos de adorno. além de comumente empregadas para suicídio ou homicídio. em pó. com corola em forma de funil. triangular. descrito originalmente por Carl Linnaeus. foi dado em homenagem a um monge francês chamado Andre Thevet. o látex acre é usado para acalmar dores de dente. braceletes. como pulseiras. 1984). O látex é amplamente utilizado em vários locais do mundo como veneno para flechas. Dados da medicina tradicional A infusão das cascas da planta é usada internamente como antitérmico. contendo flores grandes. A casca é considerada amarga e febrífuga. 1962). especialmente do continente africano. enquanto na Índia é comum a utilização da espécie para suicídios (Mabberley. 1984). No Brasil. para provocar vômitos. purgativa e emética e de uso perigoso. colares. 1985). sendo referidos em inúmeros trabalhos etnobotânicos realizados em vários países. O nome do gênero Thevetia. contendo sementes duras e grandes. Os usos dessa espécie como purgativo. onde a espécie também é usada no envenenamento de peixes e como inseticida (Walt & Breyer-Brandwijk. é empregada como cataplasma para neutralizar efeitos de veneno de cobra (Corrêa. purgante. 1997). aromáticas. a amêndoa. sendo amplamente cultivada em vários países tropicais. revestimento de maracás (Corrêa. fruto do tipo drupa carnosa. bactericida e como veneno para peixes. As sementes da espécie são usadas como inseticida. a decocção das folhas tem sido empregada para combater febre e malária. assim como outros inúmeros usos de várias par- . que veio ao Brasil em 1590 e escreveu sobre a Guiana Francesa. arbotifaciente. antitérmico e emético são conhecidos por todo o planeta. além da sua utilização uso em vários países como emético. enquanto a decocção das folhas é usada no alívio dos sintomas após picada de cobra. amarelas. É uma espécie muito usada como ornamental. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. inflorescências dispostas em cimeiras terminais. carnosas e glabras nas duas faces.

. também encontrados em outras partes das plantas desse gênero (Watt & Breyer-Brandwijk. Dados químicos dos gêneros Allamanda. 1988). De outras espécies do gênero Allamanda. além de 13-O-acetil plumierida.-D-glucopiranosilsitosterol (Matida et al. O isolamento de diosgenina. 2002). Foram isolados de A. ovata e T. tevetina B. escoparona. lupeol e trifolina foi descrito nas flores de A.. -sitosterol. Glicosídeos também têm sido isolados de outras espécies desse gênero. e de suas flores.. e possuem ainda outros glicosídeos como a tevetoxina. 1995c e 1995a). 1985). plumierida. 1996). Himatanthus e Thevetia Akah & Offiah (1992) relatam a presença de alcalóides. 1962. kaempferol. também chamado tevetina A. saponinas e carboidratos no extrato aquoso de Allamanda cathartica. são ricas em um glicosídeo a tevetina. ruvosídeo e neriifolina. assim como de outras espécies do gênero. além de lignanas como pinoresinol.tes da planta têm sido relatados por diversos autores (Duke. Corrêa. . thevetioides (Perez-Amador et al.. -amirina. cumarato de plumierida e protoplumericina (Shen & Chen. siringaresinol e glicosídeos (Abe & Yamauchi.-hidroxipinoresinol e 9. schottii. neriifolia os compostos 9. Dessa mesma espécie também foi caracterizado o iridóide glicosídeo. As folhas dessa planta contêm ainda as lignanas ácido ortocumárico. Glicosídeos do grupo dos iridóides também têm sido descritos nas folhas dessa espécie (Abe et al. -sitosterol. Tewtrakul et al.. 1984). quercetina.Kader et al. a alanerosida.1997. 1992b. além das flavonóides (Germonsén-Robineau. 1989).. plumericina. canogenina. rutina e os iridóides plumierida.-hidroximedioresinol. As sementes de Thevetia peruviana. 1988). tevetiogenina e uzarigenina (Abe et al. medioresinol. foram isolados do caule isoplumericina. tais como de T. Existem ainda relatos da presença de iridóides lignanas(Abdel. Kupchan et al. alamandina. pinoresinol e alamicina (Anderson et al. 1993). 1992a e 1994). flavonóides. como a A. 1974). Os dados etnofarmacológicos são similares em todas as partes do mundo. 1986). 1988). enquanto do extrato etanólico das folhas e ramos foram isolados 3. ácido ferúlico e ácido gentísico. acetato de lupeol. blanchetii (Ganapaty et al. Das folhas dessa espécie foram isolados vários glicosídeos derivados da digitoxigenina..-O. escopoletina. 1996.. perivosídeo. cumarato e um glicosídeo (Ganapaty & Rao..

Triterpenos como ácido olianólico. triterpenóides (Wood et al. (1990) e Beauregard Cruz et al.. 1995... 1992) e H. peruviana foram igualmente isolados novos flavonóis.. 1990). 1995b) e monoterpenos polihidroxilados (Abe et al. Quanto à espécie Himatanthus sucuuba. glicosídeos cardiotônicos. 1982). ursólico. flavonóides. e as raízes. Ali et al. Da espécie H. 1996). 2000). alcalóides. Himatanthus e Thevetia Estudos recentes demonstram que extratos brutos de folhas de A. allamandina e isoplumericina (Vanderlei et al. oléico. enquanto as cascas possuem alcalóides. Guerrero. taninos e saponinas (Gupta. esteárico e palmítico. estudos descrevem a presença dos compostos denominados ácido confluêntico. Dados fitoquímicos demonstram que as folhas possuem alcalóides. behênico e erúcico. Saxena & Jain (1990) descrevem que o óleo das sementes dessa espécie possui os ácidos palmítico.. 1997) além da lignana pinoresinol (Braga et al. 1992) e em T. 2001) e o ácido dihidroplumerinico além da ausência de alcalóides (Rocha et al. Foram descritos os ácidos mirístico. taninos. cathartica causam purgação e aumento do movimento propulsivo do intestino em .. 1993).. além de compostos conhecidos como kaempferol e quercetina (Abe et al. Da mesma forma. linoléico.. 1978). linolênico. Iridóides também foram isolados de H.. obovatus (Vilegas et al. tendo sido isolados do óleo das sementes maduras e imaturas componentes como ácidos oléico. taninos e saponinas. phagedaenica foram isolados iridóides e triterpenos como a plumericina. (1986). esperolactonas. acetato de -amirina e acetato de -amirina também foram descritos nessa espécie (Siddiqui et al.. neriifolia (Dinda&Saha. Das folhas de T. láurico e caprílico apenas no óleo das sementes imaturas coletadas em outra época do ano. cáprico.. triterpenos e saponinas. o rendimento e a composição do óleo das sementes de Thevetia peruviana variam de acordo com a época de coleta. Dados farmacológicos dos gêneros Allamanda. esteárico. ácido metilperlatólico (Endo et al.Foi isolado das folhas dessa espécie um novo triterpeno pentacíclico além de um conhecido glicosídeo (Begum et al. follax (Abdel-Kader et al. 1991). 1998). De acordo com Obasi et al.. 1994. linoléico. 1994) e fulvoplumierina (Perdue & Blonster.

violacea (Lima & Caldas. 2000) A atividade antibiótica foi atribuída à alamandina de A.. Dados clínicos mostraram que esse composto produziu bons resultados em pacientes com descompensação cardíaca (Arnold et al. mas mesmo assim pouco seguro para ser usado como agente terapêutico (Watt & Breyer-Brandwijk. analgésica e antiinflamatória (de Miranda et al.. blanchetii (Melo et al.. Staphylococcus aureus e Vibrio cholerae e outros microorganismos (Saxena & Jain. o qual se mostrou menos tóxico que a tevetina. Existem ainda estudos que caracterizam a atividade antitumoral (Trotta & Paiva. Moreira et al.. 1984. indicando ação purgativa por aumento da motilidade do trato gastrintestinal via ativação de receptor muscarínico (Akah et al. cathartica e A. além de induzir contrações dose-dependentes apenas antagonizadas pela atropina. 1945 e 1947)... O glicosídeo tevetina isolado de Thevetia peruviana possui importante ação estimulante de músculos lisos do intestino. anti-hipertensora (Socorro & Thomas.. produziu atividades espasmogênica. mas substâncias mais ativas e menos tóxicas que elas foram obtidas por processos semi-sintéticos. 1990).. 2002) e antiofídico (Otero et al. 1990. é considerada precursora de outros glicosídeos citados e possui efeitos farmacológicos e tóxicos similares aos apresentados (Frerejacque et al.camundongos. 2002)... 1964) e à plumericina e isoplumericina isoladas de A.. . 1933). Moraes et al.. 1991). útero e vasos sangüíneos (Chopra et al. 2000). 1935). Ações similares foram obtidas com o glicosídeo tevetoxina. que possuem atividade inibitória sobre a enzima monoamino oxidase B (Endo et al. 1982a e 1982b. antimicrobiana (Neto et al. bexiga. A neriifolina. 1997). 1989). conhecida popularmente como orélia. Peruvosídeo e neriifolina.. atóxica e cicatrizante (Villegas et al. O óleo das sementes de Thevetia peruviana possui atividade bactericida contra Bacillus subtilis. 1978) e os ácidos confluêntico e metilperlatólico. 1981). 1994) antifúngico (Tiwari et al. 1992). 1994). 1962). isolada dessa espécie. De Himatanthus sucuuba foram isolados a fúlvoplumierina com atividade citotóxica (Perdue & Blonster. Obasi & Igboechi. componentes principais da espécie Thevetia peruviana. O extrato etanólico das partes aéreas de Allamanda blanchetii. inibem a atividade da Na+K+-ATPase por mecanismos similares ao dos digitálicos (Ye & Yang.

gatos. 2000. Singh & Singh. e estudos recen- . respectivamente. 0. Eddleston et al. 1996).700 mg/kg é dose letal.. No entanto. Em razão das grandes semelhanças farmacológicas entre os diversos compostos obtidos de espécies dessa família com os digitálicos. 2000).4g/kg.5 g/ kg e 14. Estudos de toxicidade demonstram que as espécies Allamanda cathartica. Nerium oleander causou arritmia cardíaca e diarréia severa. para bovinos (Tokarnia et al. cobaias. O consumo da espécie por bovinos causa cólicas.. 1999. A mortalidade humana pela ingestão de Thevetia peruviana e Nerium oleander é geralmente pouco freqüente. 1996). A inclusão de sementes de Thevetia peruviana na dieta de ratos permitiu estabelecer que o consumo acima de 2. vindo a morrer 24 horas após o consumo (Oji & Okafor.. efeitos tóxicos também são similares. Allamanda cathartica causou principalmente manifestações de cólica e edemas nas paredes do rúmen e retículo. A espécie Thevetia peruviana é considerada extremamente tóxica e a causa de inúmeros envenenamentos na espécie humana (Eddleston et al. edema da parede do rúmem e congestão da mucosa do trato digestivo (Tokarnia et al. 1958. Saraswat et al. 2002. 2002) a margem de segurança entre dose terapêutica e tóxica dessa substância é extremamente pequena (Chopra et al.. Inúmeros efeitos tóxicos dos glicosídeos produzidos por essa espécie e por outras do mesmo gênero estão descritos por Watt & BreyerBrandwijk (1962) e Langford & Boor (1996). Os animais exibem sérios problemas cardíacos e neuromusculares. Thevetia peruviana possuem valores de dose letal na ordem de 30 g/kg.. Maringhini et al. 1993). 1933.. Frerejacque. acompanhadas de hemorragias e necrose de fibras do coração. além de congestão da mucosa da área digestiva restante. 1992). há diferenças entre esses compostos quanto à sua toxicidade. Oji et al. e Thevetia peruviana e T.Dados toxicológicos das espécies Recentes estudos realizados com a espécie A. Nerium oleander. fato importante por ser essa espécie ornamental e muito comum em pastos. A tevetina encontrada nessa espécie é altamente tóxica para camundongos. nereifolia provocou arritmia cardíaca e diarréia sem manifestações histológicas (Tokarnia et al... cathartica indicam sua toxicidade para bovinos e demonstram que a DL50 para essas espécies é de 30 g/kg (Tokarnia et al. 1933). peixes e outros animais (Chopra et al. 1996).. 1996.

dada a riqueza química da família. visto que estudos nessa área ainda não foram realizados. revelando que seu consumo é seguro para a espécie humana (Guerra & Peters.K+-ATPase. especialmente do grupo dos alcalóides e glícosídeos. Estudos realizados com a decocção de casca de caule de Himatanthus sucuuba sugerem que há uma baixa toxicidade reprodutiva e teratogênica. 1991). a utilização de espécies dessa família na pesquisa de novos compostos com esse tipo de atividade é extremamente promissora. . incluindo o homem. com conseqüente identificação dos compostos responsáveis pela atividade hipotensora já determinada e como antiparasitária. podendo provocar a eliminação de parasitas do trato gastrintestinal. no entanto. A utilização dessas espécies em paisagismo ou como ornamentais oferece sérios riscos à saúde (Langford & Boor. a espécie Himatanthus sucuuba pode representar. tanto de forma terapêutica quanto como instrumento de suicídio. Deve-se salientar. 1996).tes demonstram que os acidentes mais sérios ocorrem com crianças. A utilização interna da espécie Allamanda cathartica como purgativo e catártico se confirmou pelos estudos já realizados. que o uso indiscriminado de preparados tradicionais com essa espécie pode causar sérios efeitos tóxicos. verifica-se a potencialidade dessas espécies e a conseqüente necessidade de estudos voltados a uma melhor descrição química. inibição da Na+. Da mesma forma. uma importante fonte de novos constituintes químicos de interesse farmacológico. é importante considerar a utilização externa da espécie no combate a sarnas e parasitas intestinais. especialmente Thevetia peruviana e Nerium oleander. Considerando a importância da família Apocynaceae como fonte de compostos com atividade farmacológica. A base das ações fisiológicas desses compostos é similar àquela dos digitálicos clássicos. são capazes de produzir efeitos inotrópicos positivos no coração de várias espécies animais. os quais ainda não foram estudados. ou seja. Essas propriedades cardiotônicas têm sido exploradas desde a Antigüidade. Dessa forma. pelo agravamento dos sintomas de purgação e êmese. Observações Várias espécies dessa família. visto que a espécie age aumentando a motilidade intestinal. De todo modo.

subclasse Asteriddae. trepadeiras. Tylophora asthmatica e Calotropis procera. a maioria das espécies tem ocorrência em matas secundárias ou capoeiras e em regiões de campo de cerrado. distribuídos em três subfamílias Periplocoideae. No Brasil. 1986). Tylophora e Calotropis. Fischeria.900 espécies tropicais e poucas de clima temperado (Mabberley. Oxypetalum e Calostigma. . mariana. todas com inúmeros usos medicinais em vários países de todos os continentes e amplamente estudadas como fonte de novos compostos de interesse terapêutico. especialmente por seus efeitos tóxicos. e algumas de grande valor medicinal. mariana Dcne. esta última com os principais gêneros de espécies medicinais . Nomes populares A espécie é denominada Angélica ou Angélica-do-ar. herbáceas e raramente arbustos e árvores. sendo o gênero Asclepias o mais abundante em espécies conhecidas. tais como Asclepias curassavica. 1997). Espécies medicinais Fischeria cf. e inclui 315 gêneros. Verifica-se aqui uma grande ocorrência de espécies dos gêneros Asclepias.Asclepias. com aproximadamente 2. Oxypetalum.Espécies medicinais da família Asclepiadaceae Introdução A família Asclepiadaceae (Dicotyledonae) descrita por Friedrich Medikus e Mortis Borkhausen pertence à ordem Gentianales. descrita a seguir. Sacamonoideae e Asclepiadoideae. Inclui lianas. sobretudo para animais. Nessa família ocorre um grande número de espécies tóxicas. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso da espécie Fischeria cf. sendo raras em matas primárias e em restingas (Barrozo.

Espécies medicinais da família Gentianaceae Introdução A família Gentianaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu.. hermafroditas e de simetria radial. E. químicos e toxicológicos de espécies desse gênero.2). de onde saem as folhas simples. formando uma corona composta de uma porção petalóide maior (cúculo) e uma porção fina recurvada (cornículo). com pecíolos pubescentes. com ramos pubescentes. corola gamopétala. com lacínios conspicuamente crispados. flores pentâmeras. curador do Jardim Botânico Imperial em Petersburgo e que viajou com Langsdorff. administrando-se oralmente Fischeria mariana (10 g/kg) em bovinos jovens e desmamados. von Fischer. continuam inexistentes na literatura dados farmacológicos. Dados da medicina tradicional A infusão da folhas é usada contra problemas hepáticos e no combate a sintomas da malária. O gênero Fischeria inclui apenas dezesseis espécies tropicais com ocorrência na América tropical. fruto unilocular. sementes comosas.Dados botânicos Espécie de pequeno porte. inclui aproximadamente 78 gêneros. membranosas. androceu modificado. diclamídeas. Não foi encontrada descrição de outros usos tradicionais dessa espécie. Exceto por esse ensaio e ainda alguns dados botânicos e ecológicos de algumas espécies. foi realizado experimento de toxicidade. com testa verrucosa (Figura 24. 1979). especialmente a febre. Dados toxicológicos da espécie Pela sua constante presença em pastagens. L.225 espécies cos- . Ao final do experimento não foram observados sinais de toxicidade nos animais (Tokarnia et al. O nome do gênero foi dado por Augustin de Candolle em homenagem a Friedr. opostas. nos quais se distribuem 1.

O nome do gênero Coutoubea descrito por Jean Baptiste C. amenorréia e como vermífugo. de Carne-seca. Puruvá e Cutúbea. a decocção das raízes é usada contra febre. subtropicais e de clima temperado. sendo conhecida em outras regiões brasileiras como Genciana. especialmente do gênero Dejanira.mopolitas. também sésseis. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. mas também inúmeras espécies tropicais. desordens estomacais. como é o caso de espécies de Lysianthus (Joly. Dados botânicos É uma planta anual. 1997). 1998). Aublet refere-se a um nome popular e comum nas Guianas e inclui cinco espécies tropicais encontradas na América do Sul e no Brasil. fruto capsular. reunidas em verticilos. Voyria. Nomes populares A espécie é chamada. Os gêneros principais e mais conhecidos são Gentiana. sendo várias delas medicinais. F. Lisianthus e Coutoubea. Espécies medicinais Coutoubea spicata Aubl. e outras são usadas como ornamentais. muitas espécies são comumente usadas como ornamentais e várias outras possuem valor medicinal pelos seus princípios amargos (Barrozo. com pequenas árvores e alguns arbustos e ervas (Mabberley. flores brancas grandes e muito vistosas. dispostas em espigas simples terminais. Muitas dessas espécies são comuns no cerrado brasileiro. folhas opostas e sésseis. com caule ereto de muitos ramos. No Brasil estão registrados aproximadamente 25 gêneros. amplexicaules e grandes. 1978). Genciana-do-brasil ou Raiz-amargosa. na região amazônica. Dejanira. .

com aproximadamente 570 espécies de distribuição tanto em áreas tropicais como em áreas de clima temperado. 1984). dentre eles. ramosa também apresenta toxicidade manifestada com um quadro predominante de dores abdominais que evoluem de 8 a 20 horas. Porém. hipotermia. 1979). quando ingerida dentro de 24 horas. incluindo tanto árvores como arbustos. Espécies medicinais da família Loganiaceae Introdução A família Loganiaceae descrita por Ivan Ivanovitc Martinov compreende 29 gêneros. um dos encontrados no Brasil.. Mas a C.Toda a planta é amarga e a decocção da raiz é usada como estomáquico. Os sintomas duraram cerca de 8 a 19 horas e consistiram em anorexia. lianas e ervas (Mabberley. um gênero fonte de substâncias de interesse farmacológico e toxicológico. diminuição da atividade do rúmen. do qual destacamos aqui uma espécie referida como medicinal. 1997). Dados toxicológicos A Coutoubea ramosa. conhecida popularmente como Tingui em Roraima. e Strychnos. Um estudo experimental em bovinos indica que a dose letal da planta gira em torno de 20 g/kg. da famosa Strychnos nux vomica. e morte. foi atribuída a mortes súbitas em bovinos. Os primeiros sintomas foram observados por aproximadamente 14 a 19 horas após ser completada a dose letal. febrífugo. polipnéia. taquicardia. Os gêneros estão distribuídos em dez subfamílias. anti-helmíntico e útil contra amenorréia (Corrêa. destacamos apenas os principais: Spigelia. onde é cultivado como ornamental. demonstraram que a morte foi decorrente da ingestão de Arrabidaea japurensis (Bignoniaceae). diminuição da atividade motora e dores abdominais. . tônico. A rama coletada seca permanece tóxica mesmo depois de quatro meses e meio (Tokamia et al. fonte entre outras espécies do gênero da estricnina. estudos de toxicidade.

foi uma das espécies mais citadas pelos entrevistados. . 2002). a planta é narcótica e venenosa. coriáceas e trinervadas. que se refere à presença de mais de 190 espécies. Dados Farmacológicos do Gênero Não existem registros de estudos com Strychnos triplinervia. as plantas com propriedades narcóticas. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. Corrêa (1984) refere que a casca dos rizomas é usada contra problemas do estômago. O nome do gênero designava. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. em seus cipós. a espécie é chamada de Quina-cruzeiro. flores amarelas em grande abundância. folhas opostas e ovais. O gênero Strychnos é o mais importante dessa família e foi descrito por Carl Linnaeus. porém de S. Nomes populares Na Mata Atlântica. nux-vomica (Shoba & Thomas. das quais aproximadamente setenta ocorrem no Brasil. 2001). nós na forma de uma cruz.. Noz-vômica e Quina-de-cipó. 1978). A planta recebe esse nome por possuir. Dados botânicos A planta é descrita como árvore ou como uma enorme liana cujos rizomas saem e entram do solo. antigamente. a maioria na Amazônia (Barrozo.Espécies medicinais Strychnos triplinervia M. glabras. fruto do tipo baga globosa. No levantamento realizado. A espécie também é conhecida como Cipó-cruzeiro. Segundo Corrêa (1984). também constatado para a espécie S. potatorum foi caracterizada a atividade antidiarrêica (Biswas et al. a decocção da casca é amplamente referida como útil contra qualquer tipo de dor e para reduzir a febre.

. icaja foi isolado a sungucina com atividade antimalarial e citotóxica (Frederich et al.. 1996). 2001). Existem relatos da atividade tóxica de diversas espécies do gênero que alerta para os cuidados de sua utilização (Ho et al.A S. Detalhe da flor (Banco de imagens - ). 2000).. myrtoides (Martin et al.. 1999). .1 ... 1996). guianesis (Penelle et al. usambarensis (Frederich et al. Das raízes de S. Quetin-Lecrerq et al.. FIGURA 24. panganesis (Nuzillard et al. S. 1996). Rafatro et al. mellodora (Brandt et al.. nux-vomica reduziu a ingestão de álcool em ratos (Sukul et al. Alcalóides do gênero tem apresentado potente atividade antitumoral (Bonjean et al.. 1998) e S. Dados Químicos do Gênero Os alcalóides foram os constituintes mais freqüentemente obtidos de espécies de S. S. 2001). S. 2000.. 2000 e 2001.Allamanda cathartica. 1995)..

FIGURA 24. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi . laniflora Dcne.Banco de imagens - .2 .Fischeria cf.

Solanaceae. G. incluindo plantas herbáceas. das quais alguns exemplos são aqui referidos. Polemoniaceae e Hydrophyllaceae. C. Essas duas famílias botânicas também são importantes pelo grande número de espécies cultivadas e comercializadas como alimentos. Hiruma-Lima A ordem Solanales inclui cinco famílias: Nolanaceae. Di Stasi F. Espécies medicinais da família Convolvulaceae Introdução A família Convolvulaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 1. N. Gonzalez L. lianas.25 Solanales medicinais L. Convolvulaceae. algumas vezes parasitas. arbus- . distribuídas em 56 gêneros de ocorrência em regiões tropicais e de clima temperado e distribuição cosmopolita. A. ervas. Seito C.600 espécies. Inúmeras plantas medicinais são encontradas principalmente nas famílias Solanaceae e Convolvulaceae.

ainda que raramente. para infecções da boca. Os tubérculos são amplamente utilizados como alimento. rosas ou arroxeadas. pecioladas. Na região da Mata Atlântica. como Batata-da-terra. Os principais gêneros são Ipomoea e Convolvolus. Ipomoea batatas. em gargarejos. . No gênero Ipomoea se encontra a famosa Batata-doce. 1997). espécie amplamente cultivada e usada como alimento em todo o mundo. a espécie é cultivada e consumida como alimento. internamente. geralmente lobadas. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. aqui também descrita como medicinal. Possuem inúmeras variedades. A planta também é conhecida. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada externamente como cicatrizante e.tos e raramente árvores (Mabberley. Nomes populares A espécie é chamada. na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil. Espécies medicinais Ipomoea batatas Poir. e muitas espécies são cultivadas como alimentares e ornamentais. Corrêa (1984) refere que as folhas são anti-reumáticas e eficazes contra abcessos da boca e inflamações da garganta. que são cultivadas com fins comerciais. delicadas e amplamente consumidas como alimento. com folhas alternas. cordiformes. de Batata-doce. axilares e fruto capsular. raízes tuberosas. flores brancas. suculentas. gengivite e dores de dente.

antocianinaseantocianidinas (Terahara et al. Goda et al. Corrêa (1984) refere que o pó da raiz é utilizado como antiencefalálgico e esternutatório. O gênero Ipomoea é numeroso e inclui aproximadamente 650 espécies tropicais e temperadas. carnea. De . I. folhas alternas. com nove a dezenove pares por segmentos lineares. como é o caso de /. sendo várias ervas.. com caules bastante entrelaçados. cairica.. I. hederifolia. 1. 2000. I. O nome do gênero Ipomoea descrito por Carl Linnaeus deriva de ips = "verme que rói". de amplo uso em Veterinária contra feridas e úlceras de animais (uso externo). 1996. e de homoios = "semelhante". anti-reumáticas e laxativas. flavonóides (Zhou. sinensis. 1995). de 5 a 18 cm de comprimento. Dados químicos do gênero Da espécie I. com cinco lobos arredondados. glabra. Muitas espécies são medicinais. fruto capsular ovóide. purpurea e /. purpurea e I. ácido caféico e quercetina (Tan et al.Ipomoea quamoclit L Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Primavera ou Florde-cardeal. b-sitosterol. Alba.. tubérculos ou arbustos. principalmente como ornamentais pela beleza de suas folhagens e de suas flores. muitas delas amplamente cultivadas. Dados botânicos A espécie é uma trepadeira anual. É também chamada de Boa-tarde e Primavera. friedelina. batatas Lam. pelo seu aspecto parecido com o dos vermes. cairica. foram isolados vários carotenos (Bicudo de Almeida et al. Dados da medicina tradicional A decocção da raiz da planta é usada internamente contra dores de cabeça e como purgativo. I. pinatipartidas e pecioladas. coptica. 1996). Delgado et al.. flores de 4 a 6 cm reunidas em pedúnculos axilares com uma a três flores tubulosas. oblongata. 1996). I. comparando-se as plantas deste gênero. enquanto as folhas são detergentes. 1986). de cor vermelhoviva ou rosa. acetil-b-amirina. como é o caso de I.

as lignanas arctigenina. 1988).7-dimetil-quercetina e 7-O-bD-glucopiranosil-4'-metilapigenina.. 1999a. além de b-sitosterol ácidos graxos e lignonas (Paska et al. Das raízes de I. Em Ipomoea aquatica foi detectada a presença do carotenóide aluteína (Wills & Rangga. 1987). 1996). tricolor foram caracterizadas antocianinas (Teh & Francis. 1987). onde foi observada a diminuição dos níveis de glicose e fosfatase sangüínea e elevação dos níveis de uréia (Zakir et al.I. alta concentração de cálcio e potássio. 1986).. matairesinol e trachelogenina. Das partes aéreas de I. adrenérgicos e .. operculinas I-VIII ácido operculínico A. carnea. tornando-a uma boa opção de suplementação alimentar (Ekpa. regnellii e I. carnea Jacq. De Lima & Braz-Filho. também encontrados em I. Das sementes de I. 1997). reptan foi isolada galactomanana (Kumari & Alam. tricolorinas e ácido tricolórico (Bah & Pereda-Miranda. 1997). 1996 e 1997). purpurea foram isolados glicosídeos acilados como a pelargonidina (Saito et al. A contração do trato gastrintestinal pela administração de I.. 1989). operculata foram isolados os glicosídeos jalapina. Foram detectados indícios de toxicidade nas folhas de I. cairica foram isoladas as cumarinas umbeliferona e scopoletina.. Das sementes de I. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero De Ipomoea orizabensis e I. 1996). além de escopoletina e friedelinol (Lin & Chou. De I. os flavonóides 4'. 1996).. 1999) e estudos químicos foram realizados com a I. ácido n-dodecanóico e/ou n-decanóico (Ono et al. Já do extrato etanólico da planta toda foram isoladas as ligninas (-)-arctigenina.. e das flores de I. arctiina e matairesinosídeo.. 1997). lonchophylla foi isolada uma fração tóxica para camundongos que contém uma mistura de inseparáveis glicosídeos resinosos (MacLeod et al. asarifolia apresentam quantidades apreciáveis de proteínas brutas. 1999). 1996) amidos pirrolidina defótica (Tofern et al. os níveis de oxalato e ftalatos na planta são menores do que a recomendação máxima como tóxica. e também dibenzil-g-butirolactona. muricata foram isolados glicosídeos com atividade laxante (Noda et al. 1990). hardwickii (Liu et al. alba foram isolados os alcalóides do tipo hexahidroindolizina (Ikhiri et al... Diversos flavonóides foram isolados de I. 1997). cornea. é medido por mecanismos colinérgicos. (Sharma & Shukla. quando administradas a cabras. As folhas de I. reticulata (Mann et al.

pescapae (Madeira et al. dos quais 25 são endêmicos. 1992).. Das partes aéreas de Ipomoea asarifolium. conhecida popularmente como salsa-da-praia. Espécies medicinais da família Solanaceae Introdução A família Solanaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 94 gêneros. 1994). no cerebelo e na medula espinhal (Srilatha et al. A I... 1997). depressão. Foram isolados de I. lianas e ervas (Mabberley. que apresentaram uma pronunciada atividade citotóxica em três linhagens de célula tumoral humana e atividade antibiótica contra duas linhagens de bactérias (Reynolds et al.. 1996). 1997).. já foram caracterizadas as suas propriedades antimicrobiana (Lima et al. Atividade tóxica também foi encontrada na espécie I fistulosa (Florio et al.não-colinérgicos (Hore et al.. 1995). 1991).. sendo 56 gêneros espontâneos da América do Sul. 1996). 1996). espasmolítica (Medeiros et al.. O extrato diclorometano de I. fistulosa apresentou atividade antiinflamatória em teste de edema de rato em camundongos (Gorzalczany et al. tristeza e perda de peso nas cabras tratadas com a planta. 1993) e tóxica (Melo Diniz et al. e seus constituintes foram avaliados diante da Mycobacterium leprae (Kataria &Gupta. stans três tetrassacarídeos. 1998a e 1998b)...950 espécies subcosmopolitas. A atividade antinociceptiva foi caracterizada também em I. antiagregadora plaquetária (Lemos et al. 1997) e hemolítica (Paula & Freitas. hispida é citada como droga antileprótica da flora medicinal indígena. Os principais gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: . 1998). muitos destes com grande ocorrência no Brasil. encontram-se árvores. Entre estes. Foram observadas também anorexia. hidroalcoólicos e clorofórmicos das raízes desta espécie apresentaram atividade anticonvulsivante em ratos (NavarroRuiz et al. O efeito tóxico foi observado no cérebro. Os extratos aquosos. As sementes de Ipomoea ssp. arbustos. com 2.. As folhas de Ipomoea impeati apresentaram atividades antiinflamatória (Paula & Freitas. 1998). 1990). apresentaram potencial atividade genotóxica em testes com bactérias (Friedman & Henika. 2000).

Physalis. como por compreender espécies vegetais de alto valor econômico e de grande utilidade na alimentação humana. tanto do ponto de vista farmacológico. como é o caso da Batata-doce e das mais variadas batatas. do famoso Tomate. visto que inclui inúmeras espécies fontes de compostos químicos de grande relevância na Farmacologia e na medicina moderna. ainda do ponto de vista comercial e social. e Solanum. Estes dados mostram a enorme importância dessa família botânica. entre outros inúmeros compostos. inúmeras espécies dessa família foram referidas como medicinais e passam a ser descritas a seguir.• Solanoideae. como Juá-bravo. Nos estudos realizados. essa espécie é conhecida popularmente como Maliaca. da famosa espécie Nicotiana tabacum. importante ferramenta farmacológica e. Nomes populares Na região amazônica. Lycopersicum. das inúmeras pimentas vermelhas e amarelas usadas como condimento. constituintes também presentes no gênero Hyoscyamus. Fumobravo. Em outras regiões. e outras relevantes espécies de importância farmacológica pela presença de inúmeros alcalóides como a hiosciamina e hioscina. Manacá-açu e Jeratacaca. na qual se encontram os gêneros Capsicum. . na qual se destacam os gêneros Nicotiana. a capsaicina. • Cestroideae. descrito posteriormente. Espécies medicinais Brunfelsia grandiflora D. amplamente usadas como alimento e que possuem elevado valor econômico. Datura. uma importante espécie cuja indústria do fumo movimenta milhões de dólares anualmente. fonte de nicotina. pelos nomes de Manacá-da-serra. com inúmeros representantes no Brasil. Cuvitinga e outras espécies. Gambá. Don. da famosa Datura stramonium. Managá-caa. mas que causam problemas de saúde extremamente sérios e graves. especialmente na espécie Hyosciamus niger. dessa subfamília. que tem aqui descrita e posteriormente discutida uma de suas espécies. Brunsfelsia. de onde se isolou.

Joá-de-capote. especialmente na Amazônia. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. pequenas. glabra. caule verde. Juá-de-capote. usadas e cultivadas como ornamentais e medicinais. ereto e crasso. folhas inteiras. androceu com cinco estames. bilocular. agudas. muito ramificado. longo-pecioladas. Dados botânicos Erva com muitos ramos. hermafroditas. sem estipulas. Joá. folhas elípticas e acuminadas. O nome do gênero foi dado por Carl Linnaeus em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels. referindo-se à forma do fruto. flores amarelas.1).Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. ovário bicarpelar. a infusão das folhas é considerada excelente para diminuir febre. O nome do gênero Physalis vem do grego physa = "bexiga. Mulaca. bolha". pentâmeras. diclamídeas. Mabberley (1997) refere que as folhas e cascas da espécie são usadas na Amazônia como alucinógenos. contendo ramos cilíndricos e casca fina e rugosa. súpero. Em outras regiões também é conhecida como Bucho-de-rã. de Camapu. Nomes populares A espécie é chamada. Tomate silvestre e Cereja-de-inverno. na região amazônica. flores dispostas em cimeiras. Bolsa mulaca. o chá de sua raiz é utilizado para o tratamento de problemas do fígado e contra malária. O gênero Brunfelsia descrito por Carl Linnaeus inclui quarenta espécies tropicais americanas e fontes de alcalóides. com anteras azuladas. Physalis angulata L. Mata-fome. fruto esverdeado do tipo baga. O chá preparado com raiz de . possui. semente rufescente (Figura 25.

renais e de vesícula biliar (De Almeida. na Paraíba. a infusão da sua raiz. interna e externamente. enquanto outras acreditam que as folhas e os frutos possuem propriedade narcótica e que a decocção dessas partes vegetais apresentam atividade antiinflamatória e efeito desinfectante sobre as doenças de pele (Garcia-Barriga. Juripeba. problemas hepáticos. o uso interno da planta toda é tido como útil contra problemas renais (Agra. no Pará. útil contra reumatismo. Solanum paniculatum L.. Embora alguns indígenas da Amazônia peruana usem o suco das folhas. dermatites e doenças de pele. essa espécie vegetal é utilizada contra diabetes. 1980. bem como no combate a febre. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. 1990). . outros. a espécie ainda é empregada para tratar reumatismo crônico. 1984) e a raiz. em Minas Gerais. Jubeba. e suas folhas têm uso diurético. problemas hepáticos. A seiva dessa espécie é calmante e depurativa. As tribos indígenas da Amazônia utilizam a infusão das folhas como diurético (Duke et al. tosse e dores no corpo (Amorozo & Gély.camapu misturada com raiz de açaí. 1995). 1974-1975). 1982). malária. e as folhas e/ou as raízes contra dores de ouvido. contra inflamações. vômito. usam a seiva dessa planta para combater dores de ouvido (Ayala Flore. o chá da raiz é considerado útil contra problemas do fígado. 1984). da Amazônia brasileira.. contra vermes. diuréticos e resolutivos (Corrêa. Outras denominações populares são Jurubeba verdadeira. 1994). 1980). 1990). No Brasil. os frutos são desobstruentes. hepatite e reumatismo (Forero. Algumas tribos colombianas utilizam o chá das folhas no tratamento de asma (Forero. jurubeba e pega-pinto é utilizado contra doenças nervosas. 1998). A ingestão de uma xícara de chá das partes aéreas desse vegetal é recomendada para o tratamento de asma e de malária (Kember Mejia & Elsa. para tratar hepatite. No Peru. contra icterícias (Schultes & Raffauf. Rutter. a espécie é conhecida como Jurubeba e Jurubebinha. Juuna e Juvena. são utilizados para os mesmos fins (Gavilanes et al. 1993). 1980).

alívio". todas cultivadas. compostas de cinco segmentos inteiros e ovados. A espécie ocorre em áreas de formação secundária na região do Vale do Ribeira. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada contra parasitas intestinais. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea.Dados botânicos A planta é um arbusto pubescente nos ramos e nas folhas. muito parecidas com as da Batata-inglesa. brancos ou amarelados. es- . O nome do gênero deriva de solamen = "consolo. as quais são inteiras ou lobadas (cinco a sete lobos). de caule alado. flores brancas. flores em umbela. de cor verde brilhante na parte superior e verde-esbranquiçada na inferior. sinuosas e acuminadas. além de ser indicada contra problemas do estômago. Inclui inúmeras variedades.700 espécies subcosmopolitas. Solanum tuberosum L. ereta. carnosos. hepatite e febres intermitentes. ramos subterrâneos formam tubérculos de diversos tamanhos e formas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. de onde é obtida pelos habitantes locais. fruto do tipo baga redonda. folhas alternas. ricos em fécula e amplamente consumidos e apreciados em todo o mundo. desiguais. fruto do tipo baga globosa. a espécie é conhecida como Batata e comumente denominada Batata-inglesa ou Batatinha. muitas delas de grande valor econômico. especialmente contra lombrigas. referindo-se aos efeitos analgésicos e sedativos de inúmeras de suas espécies. Corrêa (1984) refere que as raízes e os frutos possuem propriedades amargas e desobstruentes. O gênero Solanum descrito por Carl Linnaeus compreende 1. lilás ou roxas. sendo úteis contra icterícia. dispostas em racemos.

5%). Vasina et al. grandiflora. Eguchi et al. Alcalóides foram isolados de P. peruviana (Sahai & Ray. Das raízes P peruviana foram isolados vitanolídeos (Neogi et al. ixocarpa (Abdullaev et al. 1980) e P. foram identificados escopoletina e ácido oleanólico (Magadan et al. 1987.5%). 1987).. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Dados químicos das espécies e dos gêneros As espécies de Brunfelsia são ricas em escopoletina. P.. P pubescens (Reddy et al. ácido palmítico (7. Itoh et al. nitida.. Na região.pecialmente no Sul e no Sudeste do Brasil para comercialização interna e para exportação. 1980) e alcoóis triterpenóides de P alkekengi (Itoh et al. Já da casca da raiz de B.. Do gênero Physalis. No óleo das sementes de B. o principal grupo de substâncias são os esteróis obtidos de P.. obtido de suas partes aéreas. P. 1987.52%) (Maestri & Guzman. Glotter et al. uniflora constituem rica fonte de óleo (30. De B. 1977 e 1978). 1977a).. 1980.. furocumarinas que parecem ser um antiinflamatório (Iyer. dos quais foram caracterizados. 1988. Uma análise detalhada através de CG-MS do óleo essencial de B. 1981). As sementes de B. 1995). P viscosa (Maslennikova et al. alcoóis e ésteres. americana foram identificadas as presenças do ácido ricinoléico. a infusão das folhas é usada contra distúrbios do estômago. hidrocarbonetos. 1986). Salicilato de metila também foi caracterizado como um dos constituintes majoritários. principalmente.. ácido oléico (11. minima (Mulchandani et al.. hopeana foram isolados quatro novos glicosídeos esteroidais (Ichiki et al. Oshima . 1985). alkekengi (Kawai et al.. 1977). 1986. aldeídos. identificou a presença de 122 compostos. angulata (Row et al.. com ciclopropenóides. cetonas. Constatou-se que quase um terço da totalidade dos compostos identificados é de origem terpênica (Castioni & Kapetanidis. além de ácidos graxos normais (Daulatabad & Hosamani.. P peruviana (Gottlieb et al.25%) e ácido ricinoléico (0.. Gottlieb et al..8%). 1986). 1979a. Sinha et al. 1996). 1994)... 1985. 1980. espécie de origem cubana. Frolow et al. a planta é obtida no comércio (tubérculos) ou pelo cultivo (folhas).. 1991). 1986). Os principais componentes identificados foram: ácido linoléico (75.

1989. floribunda. apresentou atividade antiedematogênica (Pereira et al. 1967a e 1967b). Existem relatos de atividade tóxica das espécies B. calcyina var. 1997. hopeana. australis (McBarron & de Sarem. pauciflora e B. 1988 e 1989). 1987). 1997). além de alcalóides. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Brunfelsia grandiflora é popularmente utilizada para o tratamento de reumatismo. 1975. 1992a. vamonolídeo. 1983. bronquites. Banton et al.et al. Neilson & Burren. 1990). 1987b. vitaminimina.. 2001). bonodora... beta-sitosterol. A administração oral de B. 24-25-epoxi-vitanolídeo D e T e vitafisanolídeo. além de vitaminimina (Gottlieb et al. flavonóides (Ismail & Alan. fisagulina A e K. febre e picadas de cobra. flavonóides (Ser... 1990). 1992). De P. . que apresentou atividade espasmolítica (Romero et al. alkekengi foram isoladas fisalinas (Kawai et al.. angulata foram isolados ainda vitasteróides. 1977). ácido clorogênico.. B. B. uniflora na forma de infuso (planta seca) a 10% ou planta fresca a 20% nas doses de 1 ou 2 g/kg produziu atividade analgésica e antiinflamatória em camundongos (Ruppelt et al... utilizada para picadas de cobra. 1990. vitagulatina A.. Spainhour et al. Chen et al. 1990. neoclorogenina. fisangulídeo. 1988). 1968.. artrites. Uma triagem hipocrática em ratos. 1986). flavonas e beta-sitosterol (Sinha et al. O extrato aquoso de B. 1987 e 1990. hopeana foi detectado um constituinte denominado escopoletina. 1987. fisalina B e quercetina (Gupta et al. Já da raiz de B. figrina.. De P ixocarpa foi isolada ixocarpalactona A (Abdullaev et al. Moiseeva et al. De P.. Vasina et al. Shingu et al. minima var.. painculogenina e jurubina (Ripperger & Schreiber. 1992b e 1992c). aianinas.. Dinan et al. Chen et al. Oliveira et al. Ripperger et al. glicosídeos. 1986. vitangulatina A. 1988). enquanto das folhas de P. vamonolídeo e vitanolídeos (Vasina et al.. além de contatar também atividade antiinflamatória (Iyer et al.. 2001) e vários tipos de esteróides (De Almeida.. 1989. revelou atividade depressora do SNC.. 14-alfa-hidroxi-ixocarpanolídeo. uniflora.. indica foram isolados vitasteróides. com extratos da raiz de B. Da espécie Solanum papniculatum foram isolados paniculonina A e B.. acetil colina. 1990). 1993. 1991).

anti-séptica. etanólicos e esteroidal mostraram. I. Para as diferentes partes vegetais de Physalis caroliniensis.. 1998) antimicobacteriano (Januario et al. 1998) e antineoplásica (Carvalho. 1990).. tripanossomicida (Barbi et al.Para a Physalis angulata. V. G. constataram-se atividades hipotensora.. 1990). do extrato da planta inteira e/ou da fração esteroidal (Carvalho. 1998b). Kurokawa et al.. T. Haussmann et al. antibacteriana (Hussain et al. 1998). V. alcoólicos. edulis detectou-se a presença das atividades colinomiméticas por meio de testes farmacológicos in vitro (De Almeida. 1989).. 1993. et al. et al. Soares et al. citotóxica. 1995.... antiviral (Otake et al. et al. imunoestimulante (Carvalho. melanomas... Das folhas de P. P. et al. niruri e P. O principal sintoma desse envenenamento foi a excitabilidade. 1991. isolada da fração aquosa da planta inteira (Carvalho. Silva. V. diurética.. anticolinérgica (Fonteles et al. 1988). et al. et al. M. antiasmática. et al. in vitro e in vivo. 1997. 1992a e 1992b). 1987). V. 1998). 1998. 1997. antileucêmica. 1992.. M. entre outras (Lin et al. Os extratos aquosos. embora outros sinais também tenham sido verificados. quando ingeridas em dose única ou repetida. 1998.. aqui descrita. et al. e a atividade imunoestimulante. A atividade antineoplásica foi atribuída à fisalina D. moluscicida (Almeida & Fonteles. 1998). Chiang et al. Dados toxicológicos Estudos realizados com folhas frescas e secas de Brunsfelsia pauciflora apresentaram toxicidade em bovinos. 1998.. incluindo leucemias. anticoagulante (Kone-Bamba et al.. Pietro et al. 1998). M. M. antigonorréica. entre outras. M. 2002. peruviana revelou atividade antimicrobiana (Zaki et al. Carvalho. Barbi et al. imunomoduladora (Rosas et al. M. 1998). Nos frutos de P.. Kusumoto et al.. 1998). aos esteóides. tenellus foi detectada a atividade analgésica (Ribeiro... minima foram isolados constituintes que apresentaram atividade antiinflamatória (Sethuraman & Sulochana... antiespasmódica. V. V.. 1987). atividade citotóxica contra vários tipos de células cancerígenas. O extrato aquoso e etanólico de diferentes partes dessa planta apresentou atividade antiinflamatória (Carvalho. como movimento . M.. 1992a e 1992b). M. O estudo dos vitanolídeos de P.. Ribeiro et al. 2000). antimutagênica..

tremor muscular com algumas contrações súbitas e falta de estabilidade do animal.de mastigação.1 .Banco de imagens - . falta de apetite. Aspecto geral do ramo com flor e fruto (desenho original por Di Stasi . irritabilidade. salivação. 1991). Além disso. às vezes levando-o ao chão.Physalis angulata. perda de peso. estiramento e contração das patas traseiras. FIGURA 25. quatro animais sofreram ataque epiléptico (Tokarnia et al.

1997). Espécies medicinais da família Boraginaceae Introdução A família Boraginaceae (Dicotyledonae). C. foram referidas espécies medicinais dessas três famílias botânicas. Nas regiões de estudo. Verbenaceae e Lamiaceae (Labiatae). M. as quais serão discutidas a seguir. Amazônia e Mata Atlântica. A. descrita por Antoine Laurent de Jussieu.26 Lamiales medicinais L. apesar de incluir apenas oito famílias. Di Stasi E. arbustos. das quais se destacam as Boraginaceae. Guimarães C. espalhadas por todo o planeta. Santos C. A família inclui árvores. inclui 130 gêneros distintos. Esta última família compreende um grande número de espécies de valor medicinal. freqüentemente . com aproximadamente 2. M. Hiruma-Lima Lamiales é uma das maiores ordens botânicas existentes.300 espécies (Mabberley.

densa. fruto subgloboso vermelho (Figura 26. Borago e Symphytum (Boraginoideae). com até 12 cm de comprimento. e seus gêneros mais importantes são: • Cordia (Cordoideae). com pedúnculos eretos e muitas flores brancas. sendo raramente encontrada no interior de matas. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. este último com uma espécie amplamente conhecida e usada como medicinal. agudas. referida como medicinal na região de estudo e reconhecida como espécie cultivada no Brasil (Joly. de Ervabaleeira. É uma planta heliófita e higrófita. 1998). amplamente utilizada como medicinal e conhecida como Erva-baleeira e aqui descrita. no qual se encontra a famosa Cordia verbenaceae.herbáceas e raramente lianas. formando grandes populações em áreas litorâneas. Espécies medicinais Cordia verbenaceae L. Espécie muito comum na região da Mata Atlântica. onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas de restinga. Inúmeras espécies dessa família são consideradas medicinais. • Cynoglossum. . muito ramificado. de onde saem folhas sésseis.1). Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. pubescentes na face inferior. A planta também é conhecida como Balieira-cambará. lanceoladas. Nomes populares A espécie é chamada. sendo também indicada para o alívio de dores e na redução de febres. denominada popularmente Confrei e identificada como Symphytum officinale. A população atribui os mesmos efeitos à decocção das folhas. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. um dos gêneros mais comuns no Brasil. cujo gênero inclui a espécie Heliotropium indicum. inflorescência espigosa. • Heliotropium (Heliotropioideae). a infusão das folhas é usada como antiinflamatório.

estomatites. glabro ou pubescente. Jamacanga e Jacuacanga. moléstias cutâneas e feridas. Dados botânicos A espécie é um subarbusto de 0. Outros sinônimos são Aguaraciunha-assu. ovadas ou cordiformes e acuminadas. faringites.Heliotropium indicum L. anginas. 1994). fruto formado como uma mitra. com ramos lisos e glabros. e trepein = "mudar". Dados da medicina tradicional Na região amazônica. de flores brancas. europaeum são reconhecidamente medicinais. . folhas pecioladas. e seu suco é de alto valor contra aftas. e as espécies H. com dispersão regiões tropicais e temperadas. o macerado de folhas em água é indicado topicamente contra hemorróidas e afecções cutâneas. O nome do gênero Heliotropium descrito por Carl Linnaeus vem de helios = "Sol". É uma planta anual. enquanto as folhas amassadas com folhas de Mucuracaá são usadas topicamente contra "baque". tubulosas. Segundo Corrêa (1984). abcessos. incluindo espécies tropicais e outras de climas temperados. de origem na América e distribuição global por todo o Brasil. Aguaraquiunha. referindo-se ao fato de as flores se torcerem após a exposição ao sol. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Borragem-brava ou Fedegoso. incluindo úlceras. O uso interno da infusão de folhas é útil como desobstruente do fígado. amplexicaule e H. as folhas e raízes maceradas são usadas topicamente nas regiões inflamadas do corpo (Guerrero. Amorozo & Gély (1988) referem que o chá da folha fresca é útil contra tosse e febre. alternas. Na medicina tradicional salvadorenha.5 a 1 m de altura. O gênero Heliotropium contém aproximadamente 250 espécies vegetais. com flores brancas ou azuis. a planta é desobstruente e anti-hemorroidária. dispostas em espigas solitárias. Crista-de-galo. Um grande número dessas espécies é útil como ornamental. furúnculos e também contra queimaduras. inflorescência curvada.

Das partes aéreas de H. Nomes populares A espécie é chamada. Dados químicos Estudos fitoquímicos mostram que as folhas de Heliotropium indicum são ricas em alcalóides. dispostas radialmente. enquanto o macerado da raiz em aguardente também é usado como diurético e contra anemias. lasiocarpina. A decocção das folhas é usada internamente contra hepatite.. 1996). na Mata Atlântica e em todo o Brasil. marifolium foram isolados os alcalóides pirrolizidínicos conhecidos por sua atividade antitumoral e denominados heliotrina. amarelas ou rosas. 1994). vistosas. com folhas ovadas ou oblongas. tubulosas. a espécie é amplamente cultivada com fins medicinais. É uma planta cultivada ou subespontânea com origem na Ásia. acuminadas no ápice. fruto com quatro aquênios lisos. O macerado das folhas em aguardente é empregado externamente como cicatrizante. De H. com porte herbáceo e raízes fasciculadas.Symphytum officinale L. . distúrbios estomacais. lupeol. Consolda maior. ásperas e onduladas. Língua-de-vaca. Erva-do-cardeal. beta-amirina e beta-sitosterolglucosídeo (Pandey et al. de Confrei. Outros nomes são Consolda. além de alcalóides e taninos. enquanto as raízes. lasiocarpina-N-óxido e indicina-N-óxido (Jain & Purohit. taninos e triterpenos. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos A espécie é uma erva de rizoma grosso. europina. flores grandes. Orelha-de-vaca etc. inflamação e dores de barriga. 1986). possuem glicosídeos cardiotônicos (Guerrero. Sonsólida. como beta-sitosterol. indicum também foram isolados da fração alcaloídica os alcalóides pirrolizidínicos heliotrina e lasiocarpina e compostos não-alcaloídicos. caule curto e ramoso.

rotundifolium (europina. argentinum e var. curassavina. supinina e europina (Rizk et al.. bacciferum foram isolados também os alcalóides heliotrina e europina (Pizk et al. H. licopsamina amabilina. Alcalóides pirrolizidínicos também foram descritos em H. hirsutissimum (Guner et al. dasycarpum (Rakhimova & Shakirov. (1990). heliotrina.De H.de H. keralense (isolicopsamina. e suas folhas encerram ácidos graxos e esteróis (Miralles et al. H. curassavicum (Davicino et al. lasiocarpum (Akramov. destacando-se compostos fenólicos em H. 1988). heliotrina e lasiocarpina e. Reina et al. intermedina e retronecina) por Ravi et al. coromandalina.. subulatum (Malik & Rahman.. curassavicum var.. heleurina. 1988). scabrum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. lasiocarpina e 5'-acetileuropina) por Asibal et al. 1995b. 1988). 1988). Outras classes de compostos também têm sido estudadas para este gênero. 1991).. stenophyllum. heliotrina. heliotrina e lasiocarpina (Guner. além de dois novos alcalóides pirrolizidínicos . bovei. em que se . 1988. 1996). coromandalinina. curassavinina. 1986).. em menor quantidade. e heliotropina de H. heliotrina e lasiocarpina de H. (1989). H. spathulatum (Roeder et al... bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. europina e supinina em H. heliovicina. esfandiarii (Yassa et al. 1990). 1995b). 1988). Inúmeros alcalóides pirrolizidínicos foram também descritos nas espécies H. heleurina. 1994). bursiferum (Marquina et al.a heliospatina e o heliospatulina . 1989).. 1987). Farrag et al. Das partes aéreas de H. em H. circinatum foram isolados os alcalóides curassavina.. bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. 1996). arborescens (Bourauel et al. H.. H. echinatina. H. 1995). 1995) e H. europina. H.

1989) e esteróis e quinonas em H.. Ácidos graxos e esteróis foram descritos em H. a qual foi avaliada quanto à sua atividade antitumoral diante de carcinoma de Ehrlich e sarcoma 180 em camundongos (Dutta et al. 2000b). curassavica (Ioset et al. bacciferum (Miralles et al. naringenina e 2-geranil-4-hidroxifenil acetato foram isolados de H. tais como ácido rosmarínico.. filifolium também foram isolados.. Os flavonóides ayanina.3'-dimetileriodictiol. Al Awadi et al. Dados farmacológicos De Cordia dichotoma foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Ahmad & Beg. larvicidas e antiviral foram obtidas das espécies de C. dentre outras espécies (Ficarra et al. 1996).. 2001) e de C. pervianum produz compostos fenólicos antioxidantes. pinobanksina-3-acetato. myxa. pinocembrina.3-0-metilisorhamnetina e pachipodol (Torres et al. De Heliotropium indicum foi isolada indicina N-óxido.. derivados do ácido caféico trimérico e tetramérico (Motoyama et al.. chenopodiaceum. 2001). ovalifolium (Guntern et al. verbenacea. o filifolinol e um espiro-benzodihidrofuranilterpeno (Torres et al. De H. multispicata foi isolado triterpenóides com atividade anti-androgénica (Kuroyangi et al.. Sertie et al. pinocembrina. 3-0-metilgalangina. 1990). 2001). do exsudato. 1996).. 2002). 1994 e 1996). C. 2001).. hesperetina. 2000a) e C. 1990). C. 1987). filifolium (Urzua et al. e a lasiocarpina que foi capaz de inibir todos os microorganismos testados. Porém nenhum composto isoladamente foi ca- . C.descreveram os constituintes galangina. Do exsudato resinoso de H. naringenina e 2geranil-4-hidroxifenil acetato (Villarroel & Urzua. Os constituintes fenólicos denominados galangina.. stenophyllum (Villarroel & Urzua.. De H. 1990). bursiferum foram isolados os alcalóides 9-angeloylretronecina N-óxido que inibiu o crescimento de Bacillus subtilis.. As propriedades antifúngicos.. 1995. A Atividade antiinflamatória foi atribuída aos frutos de C.. sakuranetina foram isolados da resina de H.. 1991 e 1988. linnaei (Ioset et al. 1996). pinocembrina. 7-O-metileriodictiol.. 7. 1998). enquanto 3-metilgalangina e galangina foram isolados de H. A propriedade cicatrizante também foi atribuída a esta espécie (Reddy et al. sinuatum foram isolados os flavonóides naringenina. alliodora (Ioset et al. A H. solicifolia (Hayashi et al.

é potencialmente tóxica.. Eroksuz et al. infusão ou chás por via oral. enquanto alcalóides de Heliotropium curassavicum var. sendo também contra-indicado o uso do material fresco. argentinum apresentam genotoxicidade.paz de inibir efetivamente o B. De H. subulatum apresentaram atividade antimicrobiana significativa (Jain & Sharma.. também denominada Labiatae. subtilis como o extrato bruto de H.. elipticum apresentou também atividades antimicrobiana e antitumoral (Jain & Arora. Um outro estudo com o extrato etanólico das partes aéreas e raízes de H. ellipticum e H. dolosum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que apresentaram hepatotoxicidade em camundongos. 1989). 1997). Alcalóides isolados de H. bursiferum (Marouina et al. 1987). Em razão dos estudos realizados com a espécie Symphytum officinale. Jain et al. possivelmente associada aos pirrolizidínicos alcalóides (Carballo et al. 1994.. assim como todo o gênero Heliotropium. Dados toxicológicos A espécie.. 2001). o Ministério da Saúde do Brasil proibiu o uso e a comercialização de preparados por via oral. europaeum e H. ramosissimum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que em estudos preliminares inibiram a atividade colinesterase sérica (Mahmoud et al. Alcalóides pirrolizidínicos de Heliotropium bovei possuem atividade antifúngica (Reina et al. Portanto. Das partes aéreas de H. porcos e aves (Gaul et al. Espécies medicinais da família Lamiaceae Introdução A família Lamiaceae. 2001a e 2001b). havendo relatos da presença de alcalóides pirrolizidínicos em inúmeras espécies do gênero. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui cerca de 252 gêneros.. nos quais se distribuem 6. o consumo de espécies desse gênero deve ser evitado. reconhecidamente constituintes com alta toxicidade. 1992). Singh et al. a maioria de arbustos e ervas e raramente de árvores .700 espécies. 1995). 1987.. 2002.

androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Figura 26. Malva. pubescentes. com haste suculenta. referindo-se ao lábio inferior da corola bilabiada. oposto-decussadas. obovais. especialmente americanas. Salvia. Scutellarioideae: Scutellaria. Salva-do-campo. O nome do gênero Hyptis descrito por Nicolaus Jacquim vem de hyptios = "recurvado". Thymus. corola com tubo infundibuliforme. Espécies m e d i c i n a i s Hyptis crenata Pohl. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Malva-do-campo. com ápice agudo ou arredondado e base arredondada. Nepetoideae: Hyssopus. alimentos. Salva-de-marajó e Salsa-de-marajó. Ocimum. pois são usadas como condimentos. Os principais gêneros desta família ocorrem em sete subfamílias. e inclui mais de trezentas espécies de áreas tropicais. Melissa. 1997). Trata-se de uma importante família. folhas pecioladas. Salva. Pogostemonoideae: Pogostemon. do ponto de vista medicinal. bem como na indústria de perfumes e cosméticos.2). Mentha. visto que nela se concentra um grande número de plantas referidas e citadas como medicinais em todo o mundo.(Mabberley. nas quais destacamos as principais espécies medicinais de ocorrência subespontânea ou cultivadas no Brasil: • • • • • • • Viticoidea: Vitex. bilabiado. Origanum. Ajugoideae: Ajuga. com cálice tubuloso. Rosmarinus. rígidas. Lamioideae: Leonotis. Hyptis e Plectranthus. A família também é importante como fonte de espécies de grande valor no mercado. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. Teucrioideae: Teucrium. Leucas e Sideritis. flores dispostas em capítulos pedunculados. . ex Benth. Lavandula. crenadas. Satureja.

Na região da Mata Atlântica. flores pediceladas com quatro estames. Essa espécie é usada na forma de infusão das raízes como analgésico. ovadas e subcordiformes na base. com caule quadrangular aveludado e pubescente. sudoríficos. cólicas menstruais e problemas digestivos. e a infusão da planta toda. flores dispostas em racemos densos e verticelados. cálice pulverulento (corola bilabiada com lábio superior elminiforme muito mais longo que o inferior. uma espécie popularmente chamada de Mentrasto pertence a esse gênero. por causa do lábio superior da corola grande e ereto. e inclui apenas quinze espécies tropicais. antigripal. um pouco lenhosa.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. diarréia. Também é popularmente denominada Cordão-de-frade. a decocção das folhas é usada contra malária. 1982). na região amazônica e em quase todo o Brasil. recebe o mesmo nome. de constipações e artrites (Van den Berg. formando capítulos globosos isolados (Figura 26. . a decocção misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra problemas do fígado. Leonotis nepetaefolia Hort. O nome do gênero Leonotis descrito inicialmente por Christian Persoon e posteriormente revisado por Robert Brown significa "orelha de leão". As folhas e os ramos são indicados como excitantes. Dados botânicos Erva anual. folhas opostas. enquanto o banho preparado com as raízes é usado externamente contra infecções. Na Mata Atlântica. anti-reumático e contra cólicas menstruais. Cordão-de-são-francisco e Pau-de-praga. mas não foi completamente identificada. para regular a menstruação.3). de Rubim. Nomes populares A espécie é chamada. de até 2 m de altura. no tratamento de inflamações da garganta e olhos. emenagogos. icterícia.

no Ceará (Matos et al. desiguais entre si. externamente. ramos quadrangulares. 1982). Leucas martinicensis R. Grandi & Siqueira. 1982. antireumática. 1980). na Mata Atlântica. distúrbios do estômago. contra gripes. a aplicação do macerado da planta no local lesado serve como cicatrizante e para aliviar dores de contusão. brancas. pilosos e sulcados. facilitando a expectoração. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica pelo nome de Catinga-demulata e. especialmente de barriga e. raramente arredondadas.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. como Cordão-de-frade. no Rio Grande do Sul. o sumo da raiz amassada é considerado útil contra maleita (Van den Berg. Pau-de-praga e Cordão-de-frade.. 1984). Na região do Vale do Ribeira. em Minas Gerais (Verardo. de caule ereto. reumatismo. cálice bilabiado. sendo ainda indicada contra úlceras. com cinco segmentos acuminados. 1986). 1982). febrífuga e diurética. flores sésseis. A planta é também considerada antiespasmódica. o chá de toda a planta. Outros nomes comuns na região amazônica e em outras regiões do país são Cordão-de-são-francisco. útil contra úlceras. ovadas ou oblongolanceoladas. a infusão das folhas é usada. durante dois dias. Br. ramoso e pubescente. pubescentes nas duas faces e membranosas. a planta florida é usada na fraqueza geral. corola bilabiada. herbáceo. Esses nomes também são comuns para a espécie Leonotis nepetaefolia. dores gerais. elefantíase e hemorragias uterinas (Corrêa. antiasmática. como abortivo e antitérmico (Simões et al. internamente. Dados botânicos Planta anual. uma xícara por dia. duas vezes ao dia.. é utilizado como anti-reumático. com lábio superior 1-2 . folhas pecioladas. o xarope das flores é indicado contra problemas digestivos. como cicatrizante. nas inflamações broncopulmonares. no Mato Grosso. hipotensão.

é usado sobre gargantas inflamadas. significa "branco". difere da M. folhas opostas. antiespasmódico e contra nevralgias. pentâmeras. fruto formado por quatro aquênios (Figura 26.lobado e o inferior 1-3 lobado. com raiz fibrosa e caule ereto. um pouco pubescentes. Hortelã-das-cozinhas. serrilhadas. curto-pecioladas. aquatica. Dados botânicos A espécie M. Na região do Vale do Ribeira. Menta e Hortelã-verdadeira. Entre seus sinônimos estão Hortelanzinho. diclamídeas. planas. numerosas. hermafroditas. corola gamopétala. os poetas dizem ter sido transformada nessa planta. enquanto a infusão das folhas é utilizada internamente contra gripes fortes e tosses e. flores dispostas em verticilos axilares multiflorais. . ao passo que a infusão ingerida com elixir de Parigó é considerado útil contra dores de estômago. O nome do gênero Leucas. na forma de gargarejo. A planta também é utilizada como tônico. O nome do gênero Mentha descrito por Carl Linnaeus deriva de Mintha. na Mata Atlântica. topicamente. ramoso. formando espigas no ápice dos ramos. pouco aveludada. zigomorfas. as folhas picadas e adicionadas à água pré-aquecida são utilizadas contra problemas digestivos. fruto do tipo aquênio (Figura 26. Mentha piperita L Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Hortelã-pimenta e. contra tumores. e seu cozimento é indicado como antireumático. 1984). ramos eretos e opostos. as folhas (infusão) são sudoríficas e carminativas (Corrêa. nome recebido em todo o Brasil. referindo-se à cor das flores. apenas de Hortelã.4). descrito por Robert Brown. externamente. de porte herbáceo. piperita é um híbrido de M. filha de Cocylus.5). viridis por apresentar maior número de flores por glomérulo e menor número de glomérulos. viridis e M. bilabiada. contra dores musculares e reumatismo. agudas. dela. decussadas. flores violáceas. o macerado das folhas em água. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.

Na região da Mata Atlântica. a infusão das folhas é usada como sedativo e contra parasitas intestinais. Hortelã-pequena. A M. de estômago. Hortelã-das-hortas e Hortelã-levante. 1986). tremores. em 1990. diarréia. carminativas. piperita ou o seu óleo é considerado eficiente espasmolítico (particularmente usado para aliviar desconfortos causados por espasmos no trato digestivo). a FDA declarou que o óleo dessa espécie não é eficaz no auxílio digestivo e baniu seu uso no país como droga sem prescrição para tal finalidade terapêutica (Blumenthal. 1984). timpanite. Outros usos incluem suas propriedades tônicas. o suco das folhas é usado externamente como cicatrizante. calmante. é indicada contra dores de estômago em crianças. no Rio Grande do Sul. Hortelã-comum. três vezes ao dia. catarros de mucosas. 1982) e como anti-séptico. é utilizada internamente em distúrbios digestivos. . sendo indicada contra flatulências. 1991). Hortelã-da-preta. em Brasília. bronquite e tosses. 1986). Mentha viridis L. musculares. vômitos e cólera (Matos & Das Graças. a decocção das sementes é indicada para a expulsão de vermes.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. cólicas abdominais e tétano. de Hortelã-verde. Hortelã-graúda. antibacteriano e promotor de secreções gástricas (Bundesanzeiger. problemas cutâneos. estimulante do fluxo biliar. eólicas uterinas. a infusão das folhas. Contudo. antiespasmódicas. e ainda para diminuir o leite em lactantes (Corrêa. dores de cabeça. 1980). enquanto o macerado das folhas em aguardente ou vinho branco também é empregado externamente como analgésico. mas também possui os seguintes nomes: Hortelã-grande. digestivas. na região amazônica. anti-reumático e contra insônia. Nomes populares A espécie é chamada. e as folhas frescas são usadas em crianças como estimulantes do apetite. dismenorréias e verminoses. dor de barriga. estomáquicas. vômitos. garganta e dentes (Simões et al. estimulantes.. é utilizada para tratar problemas do fígado (Barros.

O sumo das folhas é muito usado contra dores de ouvido. serrilhadas. a infusão das folhas é usada para expulsão de parasitas intestinais e como analgésico.6). Dados botânicos A planta é uma erva que chega a atingir até 50 cm de altura. flores rosas ou violeta-claras. bastante pilosa e com aroma forte. dores de barriga e pedras nos rins. bronquite e gripe. caule ereto. gripes. ameba e giárdia. assim como em todo o Brasil. ramos eretos. dores de estômago e "quebranto". Nomes populares Na região da Mata Atlântica. ovais ou oblongas. inflorescência do tipo espiga. garganta e estômago. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. ascendentes. Na região do Vale do Ribeira. a espécie é chamada de Poejo ou Puejo. . cilíndrica e frouxa. especialmente lombriga. ovadolanceoladas. opostas. a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais. tosses.Dados botânicos Planta herbácea de pequeno porte. bronquites. o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses. cólicas. Também é conhecida como Poejo-das-hortas. a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva. pecioladas. em verticilos aproximados. folhas subsésseis. os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. tétano. com folhas pequenas. corola e cálice campanulado (Figura 26. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o xarope das folhas é utilizado contra asma. Mentha pulegium L. além de ser considerada útil contra febres. denticuladas. seu decocto é considerado útil contra tosse. glabras.

de onde partem folhas opostas. diarréias e disenterias. a espécie é chamada de Alfavaca ou Alfavacão. referindo-se à planta toda. Alfavaca-cheirosa. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. diaforética. significa "perfumada". O gênero inclui aproximadamente 150 espécies de climas tropicais e temperados. estomáquica. flores brancas ou rosas. Em outras regiões. o xarope e a infusão das folhas são usados contra tosses e bronquites. glabras. com até 50 cm de altura ou maior. Alfavacona. de Alfava. dentadas. descrito por Carl Linnaeus. diurética e útil contra resfriados. Alfavaca-de-vaqueiro e Manjericão. Alfavaca-de-cheiro. peitoral. Dados botânicos A planta é uma erva anual. com ramos tetrágonos e pubescentes.Ocimum basilicum L. . Em outras regiões. Corrêa (1984) refere que a planta é béquica. pequenas e finas. Ocimum. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. Ocimum canum Sims. especialmente de ocorrência na África. é conhecida como Remédio-de-vaqueiro. Alfavaquinha. assim como em todo o Brasil. de caule ramoso. ovadas. estimulante. Nomes populares A espécie é chamada de Alfavacão na região amazônica. Alfavaca-do-campo. O nome do gênero. aglomeradas no ápice dos ramos e dispostas em espigas. entre outros. A planta é de origem asiática e muito usada na indústria de perfumaria.

denteadas. pubescentes. dispnéia e reumatismo. serradas. O xarope das folhas com mel é usado contra tosses. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas ou das flores é indicada como diurético e diaforético. É originária do Oriente e amplamente cultivada no Brasil como condimento. o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. A decocção das raízes . glabras. dispostas em racemos paniculados. diaforética. ovadolanceoladas. a espécie é chamada de Alfavaca. As folhas cruas também são empregadas como condimento. flores roxas ou. verticiladas e dispostas em racemos. flores vermelhas. sudorífica e útil contra problemas da bexiga. Ocimum gratissimum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. A planta toda é bastante aromática.Dados botânicos A planta é uma erva com ramos ascendentes. raramente. dores de cabeça e bronquites. pubescentes. rins e uretra. tosses e desordens uterinas e renais. verdes e finas. enquanto a infusão das partes aéreas. béquica. de ramos quadrangulares. fruto do tipo capsulas. Corrêa (1984) refere que a planta é diurética. é usada contra febres. contendo folhas pecioladas. tosses. de onde partem folhas ovais. Em outras pode ser reconhecida com o nome de Manjericão-cheiroso. além de excelente na cura da coqueluche. amarelo-esverdeadas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. além de diurética. Dados botânicos A planta é um arbusto lenhoso. carminativa. glabros e eretos.

ao passo que o banho preparado com as folhas é considerado útil contra dores de cabeça. e na Mata Atlântica. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça. glomerulada. gripe e catarro no peito. congestão nasal e dor de cabeça. sudorífica. problemas nervosos. Dados botânicos Arbusto com caule pouco pubescente. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. inflorescência racemosa. membranosas. Corrêa (1984) refere que a planta é estimulante. mas também sob os seguintes sinônimos: Mangericão-grande. As folhas são ainda muito usadas como condimento. como Manjericão. androceu com estames inclusos. . As sementes são usadas externamente como anti-séptico da região ocular e para eliminar "carne crescida" no olho. ovaladas. As folhas da planta também são usadas como condimento alimentar. margem irregular. enquanto seu uso interno é indicado contra dores do estômago e de cabeça. com flores de cálice tubuloso de lábios superior tetradenteado e corola com tubo campanulado e lábios superior branco e inferior violeta. pequenas.é usada contra diarréias. Alfavacão. Ocimum micranthum Willd. núculas negras e lisas (Figura 26. dores de cabeça e como sedativo para crianças. Alfavaca-de-vaqueiro e Alfavacona. Alfavaca-do-campo. O decocto das folhas misturado com cravo-da-índia é utilizado externamente contra sinusite. diurética e útil contra tosses. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em todo o Brasil pelo nome de Alfavaca. dores de cabeça e febres. folhas pecioladas. carminativa.7). agudas. distúrbios do estômago. devendo porém ser tomado somente à hora que se vai dormir. gineceu com ovário ovóide. o sumo das folhas é usado externamente como cicatrizante. levemente pubescentes e inferiormente glandulosas.

Origanum vulgare L. com até 50 cm de altura. formando uma espiga terminal. . com ramos ascendentes. Nomes populares A espécie é chamada no Vale do Ribeira e em todo o Brasil de Manjerona ou Orégano. a infusão das folhas é usada contra infecções. tosses e bronquites. 1984). Nomes populares A espécie é chamada pelos habitantes da região amazônica de Oriza. enquanto a decocção é indicada contra constipação nasal. Pogostemon patchouly Pellet. no Mato Grosso (Van den Berg. de onde partem folhas ovais. o xarope das folhas é usado contra bronquites e tosses. as folhas são consideradas úteis contra gripes. 1988). Patchuli ou Patchouli. flores em glomérulos. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. vilosas. pilosa. Outras indicações referem o uso da planta como diurética e estimulante (Corrêa. 1980). e em todo o Brasil é denominada Patcholi. sendo também conhecida como Manjerona-selvagem. além de a espécie ser utilizada também como condimento. Corrêa (1984) refere que a planta é emenagoga. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. as sementes são usadas para eliminar "vilide" (excrescência conjuntival).Na região da Mata Atlântica. dores de cabeça e tosse. dispostas em panículas. no Pará (Amorozo & Gély. de base arredondada e margem denteada.

Das folhas de H. suaveolens possui setenta componentes. O nome do gênero Pogostemon..8-cineol (27%-38%) e sabineno (12%-18%). fruto seco (Figura 26. pectinata foi extraído um óleo essencial que apresentou 27 constituintes. três formando um lábio aberto. porém.Dados botânicos Planta herbácea com folhas opostas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com dois óvulos em cada lóculo. evidências de variabilidade intrapopulacional dessa espécie quanto à composição de monoterpenos (Queiroz et al. suaveolens apresentou altas concentrações de 1. Uma outra análise do óleo essencial de H. A decocção das folhas com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra hepatite. sabineno e alfa-copaeno (Din et al. androceu com estames excertos. bicarpelar.. corola com quatro lobos. 1. Triterpenóides foram isolados de H.. terpinen-4-ol. 1988. 2001 e 2002). significa "estames barbados". dos quais 32 foram identificados. Existem. sendo mais comuns o beta-cariofileno.8-cineol. enquanto a infusão das folhas é utilizada como tranqüilizante. flores em glomérulos.8). O óleo essencial das partes aéreas de H. ovário supero. o sumo das folhas é usado externamente contra dores de cabeça. A espécie não foi citada na região da Mata Atlântica. como beta- . hermafroditas. suaveolens por Misra et al. Corrêa (1984) refere que essa espécie é o verdadeiro Patchuli originário da Índia e da Mianmá. sedativo e hipotensor. Dados químicos dos gêneros e das espécies Hyptis De Hyptis suaveolens foi isolado L-fuco-4-O-metil-D-glucurono-D-xilano (Aspinall et al. pentâmeras. bilocular. com espigas compostas. 1990). O óleo apresentou ainda forte atividade antimicrobiana contra Staphyloccocus aureus (Fun et al. (1982). flores diclamídeas. predominantemente de sesquitepenos.. descrito por Desf. 1991). cruzadas. Azevedo et al. alfa-bergamoteno. 1990).

Das partes aéreas de H.. De H. spicigera foi extraído um óleo essencial que é caracterizado principalmente pela presença de beta-cariofileno (68%) (Onayade et al. sendo p-cimeno. Das folhas de H.. De H. 1988).. Das raízes de L. 1988). beta-cariofileno. 1996). Leonotis Do gênero Leonotis foram realizadas revisões sobre os constituintes químicos e atividade biológica. 1990) e de H. 1989). gama-terpineno. . 1988). Outras espécies do gênero também foram estudadas: de L. e de H.7-trimetoxi-5metilcromene-2-ona (Vasanth & Rao. mutabilis foram isolados triterpenos. (1978) e Blounietal. (1980). salzmanii foram isolados diterpenos. pectinata da África caracterizou a presença de 32 componentes. uma ortoquinona denominada umbrosona (Delle Monache et al. 4. 1990b).6. ácido n-octacosanóico. leonotis foi isolado um novo diterpenóide (Dekker et al. ácido oleanólico acetato. ácido oleanólico e ácido maslínico (Pereda-Miranda & Gascon-Figueroa.. oblongifolia foram detectadas as presenças de alfa-pironas (PeredaMiranda et al. lignanas e flavononas (Messana et al. 1988). especialmente no que se refere aos terpenos (Purushothaman & Vasanth. triterpenos e flavonóides (Pereda-Miranda & Delgado.. e de L. alfa-thujeno e mirceno os constituintes majoritários (Malan et al. Porém. leonurus isolouse diterpeno da classe do labdano (Kruger & Rivett. quercetina. 1991). germacreno D e biciclogermacreno e o constituinte majoritário é o beta-cariofileno (Brophy & Lassak. 1990). a flavona salvigenina e o triterpenóide ácido ursólico (Romo de Vivar et al. Em H. Metil betulinato. uma outra análise do óleo de H. 1988) e leonotinina (Sivaraman et al. campesterol. beta-sitosterol-beta-D-glucopiranosídeo.. 1987a). nepetaefolia foram isolados os compostos n-octacosanol. albida foram isoladas triterpenolactonas. urticoides foram isolados o delta-lactone hipurticina. 1987).elemeno. 1990).. umbrosa... ácido ursólico. Vários diterpenóides foram isolados dessa espécie por Eagle et al. timol. 1990). Um estudo da variação sazonal da composição do óleo essencial dessa espécie também foi realizado (Malan et al.

1987).. treonina. que cresce no norte da Itália e no sul do Brasil.80%). glicina.80%).20%). ácido aspártico. Das partes aéreas de L.. Foram feitas comparações entre o óleo essencial de M. et al. Mentha A composição do óleo essencial de M. N. hidroxiprolina. flavonas himenoxina. parece que o fotoperíodo associado com as variações ambientais influencia consideravelmente a com- . mentocubanona. Das raízes de L. 1987). 1988).Leucas Não foram encontrados estudos sobre a espécie Leucas martinicensis. Vaverkova et al.07%) e mentano (11. 1996). enquanto a mentona diminuiu significativamente (Vaverkova & Felklova. Os maiores componentes do óleo no Brasil foram: mentol (29. colesterol. lanata foram isolados os aminoácidos histidina. A M. lanata também foram caracterizados os esteróis campesterol. 1986). piperita varia muito no decorrer das diversas fases do desenvolvimento da planta (Voirin & Bayet. officinalis. metil acetato (16. 1986 e 1987). 1979). mentofurano (19. 1990) e um composto fenólico (Misra... lisina. piperita foi caracterizado quanto à constituição de terpenos e flavonas. 1987. beta-sitosterol e estigmasterol (Dinda & Jana. tirosina. piperita apresentou maior conteúdo de mentol e metil-acetato do óleo durante o período de máxima floração. O óleo essencial de três variedades de M.. fenilalanina. ácido glutâmico.. O conteúdo de óleo essencial das folhas de M. cephatoles isolaram-se ésteres e ácidos graxos (Chen et al. 1996). das partes aéreas de L. 1987). De L. 5-hidroxi-6.. sendo os principais terpenos mentol.3'. Com isso. triptofano e metionina (Dinda et al. isomentona e o neomentol (Zakharova et al.4'-tetrametoxiflavona e dimetilsudaquitina e nevadensina (Zakharova et al. aspera foi caracterizado um triterpenóide lactona denominado leucolactona (Pradhan et al. 1995).84%). neuflisiana foram isolados diterpenos e flavonas (Khalil et al. piperita rubescens aumentou significativamente durante o período de floração (Carnat & Lamaison. T. prolina. piperita var. alanina. Da espécie L.64%).10%) e 1. mentona (24.8-cineol (6.7. mentona. serina.. O óleo extraído da planta na Itália possui: mentol (45. brassicasterol.

8. . 1.7. a mentona permaneceu estável (Shalaby et al.6.e sesquiterpenóides. como alfa-pineno. Entre os constituintes químicos reconhecidos isolados contam-se taninos. a-terpineol e geraniol (Sacco et al. 1989). K. Nas folhas de M. resinas. 1992). piperita foram encontrados ainda os elementos Na. cadideno.8-cineol. nicotinamida. peroxidases. catalase. O óleo essencial da planta florida apresentou limoneno. 1987). Foram ainda isolados mono.3'. Em Mentha viridis var.. 1988).posição de terpenos dessa espécie (Sacco.. Mg. De M. além de ácido cítrico e ácido ascórbico (Zimna & Piekos.4'-hexahidroxiflavona (Zakharov et al.. Mg. betasitosterina. b-cariofileno. limoneno. fenílico. luteolina e 5. Ca. piperita foram isolados também os flavanóides apigenina. lavanduliodora foram detectados altos níveis de linalol e linalil acetato. glicídios. Fe. vitaminas C e D2. reduzindo significativamente a concentração de mentol. A estocagem da planta alterou a composição de óleo essencial. 1986). 1990) e flavonóides glicorilados. caféico e clorogênico. betaínas e óleo essencial já descrito (Costa. ácidos p-cumárico. Zi e Cu. fitosterol.

canum foram isoladas altas concentrações de ácido linolênico (Angers et al. 1983). Lawrence. 1996). Das folhas da O. gratissimum que cresce em Ruanda apresenta timol e eugenol. Do óleo essencial das folhas.. 1987. Nas folhas... Das sementes de O. 1981)... Takahashi et al. Phan et al. e um grande número de hidrocarbonetos (Costa. gratissimum apresentam como constituintes majoritários timol e p-cimeno (Pino et al.cariofileno. já citados... hidrocarbonetos como p-cimeno. 1988).. beta-cariofileno. o óleo essencial apresentou 21 constituintes. flores e caule de O.. Sakurai et al. 1990). 1996). 1990). Sharma et al.. 1987). 1988. 1. o eugenol é o constituinte majoritário. De O. 1986. eugenol.. enquanto nas flores e no caule é a beta-selinene (Charles et al.. gratissimum é composto de gamaterpineno.. dentre eles: (-)-borneol (Ravid et al. 1990). eugenol. cis-ocimeno. compostos principalmente de mono e sesquiterpenos. basilicum (Brophy & Jogia. gratissimum brasileira foram caracterizados 34 constituintes. 1989). linalol. 1989). estragol e a-terpineol (Chalchat et al. e apresenta ainda atividade antimicrobiana (Ntezurubanza et al. sendo eugenol.8-cineol.. os constituintes majoritários variam em cada parte da planta. 1997). canum também foi isolada mucilagem e determinado seu teor emulsificante (Rojanapanthu et al.. O óleo essencial de O. Diversas revisões foram realizadas quanto à variação na composição do óleo de O.. cis-cariofileno e alfa-muuroleno os constituintes majoritários (Wu et al. De O. canum foram isolados diversos componentes. betaselineno e elemeno identificados como constituintes majoritários. Um estudo do óleo essencial envolvendo diversas espécies de Ocimum foi realizado (Khosla et al. as folhas e flores de O. t-bergamoteno. 1996a).. 1996 e 1997a).. 1986. Khanna et al. 1987. Na China.. Porém. . 1981. sendo 1. 1986. Borges et al. O óleo essencial de O. Em Cuba. b-cariofileno. gratissimum foram identificados 37 constituintes voláteis (Yu & Cheng. micranthum foram isolados vinte compostos.Patel et al. Kartnig & Simon. 1987). cariofildeno e alfa-guaieno (Craveiro et al. eugenol (Ekundayo et al. Os constituintes majoritários foram Metil eugenol e eugenol (Vostrowsky et al. 1986. Ocimum Do óleo essencial de O. 1986.8-cineol.

A espécie O. 1. láurico.. Fatope & Takeda. eriodictiol7-glucosídeo e vicenina-2 (Skaltsa & Philianos. eriodictiol. mirístico. 1985. quercetin-3-O-diglucosídeo. terpenos.O óleo essencial de O. 1990. 1995). isoquercitrina. linalol e Metil eugenol os constituintes majoritários (Riaz et al. 1984). timol. o óleo essencial de O. 1977) e polissacarídeos (Bekers & Kroh.. 1990).. linoléico. 1987. b-sitosterol. Foram caracterizados a composição do óleo essencial de O. 1986. Foi observada também a variação da composição do óleo essencial de O. Das folhas de O. sendo Metil chavicol. album foram caracterizados os ácidos graxos: cáprico. Das flores de O. esculina (Skaltsa & Philianos. rubrum foram isolados borneol. xantomicrol e derivados do ácido caféico (Tapenes et al. No Marrocos foram isolados 28 constituintes..8cineol e eugenol. A casca do caule de O.8-cineol e sesquiterpenos (Farrag. basilicum da Austrália (Lachowicz et al. Murugesan & Damodaran.8cineol. 1988). 1989).. sendo o linalol e o trans-metil-cinamato os constituintes majoritários (Berrada et al. basilicum foram também obtidos vários taninos (Lang et al. além de metilchavicol.. basilicum caracterizou-se a presença de polifenóis (Hodisan.. basilicum foram isolados quercetina. linalol. 1978). além de ácido p-cumárico. 1987) e ácido rosmarínico de suas raízes (Tada et al... A extração do óleo essencial com C0 2 supercrítico caracterizou a presença de dezenove componentes. ácido caféico. linalol e eugenol são os constituintes majoritários (Akgul. 1991). rutina. sendo. 1996).. 1989). 1987). linolênico e araquídico (Malik et al. cetonas. sabineno e eugenol (Retamar et al. No Paquistão. esculetina. oléico. basilicum apresenta 44 compostos. 1.. kaempferol. kaempferol-3-O-rutinosídeo. Em O. 1987). basilicum e O. fenóis. triacontanol ferulato. De O. Thoppil. 1996) e também os constituintes responsáveis pelo seu aroma característico (Sheen et al. palmítico esteárico. na Turquia. Ekundayo et al.. sanctum possui estigmasterol. 1996). ácidos graxos e flavonóides (Maheshwari . basilicum da Argentina apresenta altas concentrações de linalol. basilicum que cresce em Portugal apresenta como constituinte majoritário linalol e Metil chavicol (Carmo et al. 1. 1995).. 1989). 1996). Das sementes de O. o metil-eugenol e o eugenol os constituintes majoritários (Tateo & Verderio. ácidos orgânicos. já comentados (Modawi et al. 1994). nesse caso. timol e outros três sesquiterpenos ainda não caracterizados (Farrag. 1995). basilicum em decorrência de secagem e armazenamento (Venskutonis et al. alcoóis.

Pogostemon As folhas de P. kilmandschariciim (Ntezurubanza et al. 1984) e grandes quantidades de timol em O. 1986).Além desses compostos. 1984). hidrocarbonetos monoterpenóides e sesquiterpenóides de P. flavonas. cablin (Akhila .. 1981). viride (Ekundayo. flavonas (Patwarphan & Gupta. 1985). Foram isolados de P purpurascens. lactonas sesquiterpenóides de P. foram obtidos limoneno e beta-pineno em O. patchouly encerram 45% de um óleo volátil do qual se extrai a cânfora (Corrêa. parviflorus (Nanda et al..

beta-amirina. 1984. 1988. et al.. garwal et al. comumente utilizada como calmante. 1988). a-patchouleno e seiqueleno (Rakotonirainy et al. H... saxatilis (Fernandes. estigmasterol. 1987. pectinata (Bispo et al. plectranthoides foram investigados experimentalmente. O óleo essencial foi capaz de inibir o crescimento de bactérias gram-positiva e gram-negativa. 1994. 1977... F et al. betasitosterol.. 1996) e analgésico e antiedemalogênico em H. 1988).. 1990). 1997). 1990).. Phadnis et al. apresentou atividade tranqüilizante (Trotta et al. 1998). O óleo essencial de P cablin possui patchouli e norpathoulenol (Zhang et al.. foram caracterizadas as atividades antiulcerogênica (Barbosa. 1989). auricularis (Prakash et al.. umbrosa. cablin foi isolado o sesquiterpeno patchoulol (Croteau et al. crenata. lupeol e epifriedalinol (Bahuguna et al. Dados farmacológicos dos gêneros e das espécies Hyptis O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de H. Foram identificados n-octacosanol. 1998). C. mutabilis.. 1998) e atóxica (Junior et al.. Atividades antimicrobiana e antifúngica foram atribuídas a H. vulgata foi caracterizada a propriedade antiparacoccidiose (Fonseca et al.. atrorubens. plectranthoides (Esvandzhiya et al. 1998). analgésica (Freitas et al.. 2001). suaveolens apresenta 32 terpenóides. O óleo essencial de H. mostrando baixa toxicidade e atividade sedativa. que foram testados quanto à sua atividade antibacteriana. Em H.. 1996) e os sesquiterpenos a-guaieno. ovalifolia e H. suaveolens e H.. Thapa et al. 1971).... bem como apresentou uma moderada atividade antifúngica (Iwu et al. 1987. Coelho et al. 1990). Silva et al. citoprotetora do miocárdio (Barbosa et al. . Estudos fitoquímicos e farmacológicos do extrato de P. Do óleo essencial das folhas de P. H. Em H. a-bulneseno. e sesquiterpenóides do óleo essencial de P. Munck & Croteau. também conhecido como Sambacaitá. Um diterpeno espasmolítico chamado de ácido auriculárico foi isolado de P. além de outros diterpenóides (Hussaini et al..& Nigan. P.. 1984). 1989).

antiinflamatória e analgésica (Benoit et al. enquanto estudos realizados com extratos brutos mostraram atividades antiespasmódica. nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al. que foram testados quanto à sua citotoxicidade.. 1988).. Forster et al. Di . 1976. 1988.. anti-hipertensiva e espasmolítica.. 1995). Coelho et al. umbrosa apresentaram atividade antibacteriana (Bosshard et al. 1985. Posteriormente. foram detectadas as atividades broncodilatadora. O ácido alfa-hidroxiursólico demonstrou significativa atividade citotóxica in vitro em linhagens de célula tumoral de cólon humano HCT-8 (Yamagishi et al. ramos e flores de H. 1995).. 1988). e Novelo et al. 1980. 2002). 1993) foram atribuídas a H. leonurus (Bienvenu et al. 1995. causando relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. piperita apresenta atividade antioxidante (Campos & Lissi. Calixto et al.. do extrato de H. 1979).. verticillata. porém não foram observadas atividades antiinflamatória e diurética (Rae et al. Diterpenóides isolados de H. 1988. tomentosa possuem atividades citotóxica e antitumoral (Kingston et al. nepetaefolia. O chá e o extrato hidroalcoólico relaxaram a musculatura lisa e aumentaram o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al. Leonotis Em L. que apresentou citotoxicidade significativa em células linfocíticas leucêmicas P388 e L-1210. antimicrobiana (Cos et al. 1988). além das células A-549 de carcinoma de pulmão humano. 1988). 1988). A propriedade anticonvulsivante foi atribuída a L. conhecido como Cordão-de-frade.As propriedades antibacterianas. 1988). Para o óleo essencial foi comprovada atividade fungicida (Guerin & Reveillere.. Saksena & Saksena... capitata foram isolados e caracterizados cinco triterpenos.. 2002). Do extrato metanólico de H. anti-secretória e citotóxica (Kuhnt et al. Mentha O infuso das folhas de M. O ácido ursólico também apresentou citotoxicidade marginal em células tumorais de cólon humano (HCT-8) e mamário (MCF-7) (Lee et al... capitata foi isolado o ácido ursólico. enquanto extratos de folhas. 1984)...

e a atividade antimutagênica ao extrato de M.Stasi et al. 1986b). 1993. micranthwn produziu bradicardia intensa (Ribeiro et ai.... gratissimum apresentou atividade antibacteriana (Ntezurubanza et ai. 1984) possuem atividade fungicida contra vários fungos patogênicos. Nos compostos isolados foi verificado que os óleos essenciais de O. 1981). R. Extratos brutos de O. 1986). A propriedade larvicida e inseticida foi atribuída ao óleo de M. 1986a). O mentol aplicado sobre a pele ou mucosas exerce uma ação anestésica. utilizando-se M. 2002). Atividade imunomoduladora foi determinada na espécie O.. basilicum foram caracterizadas as propriedades analgésica (Di Stasi et ai. 1988) e relaxante da musculatura lisa intestinal (Madeira et ai. micranthum foi caracterizada a propriedade hipoglicemiante (Ribeiro.. Almeida et ai. 1986a.. Ocimum Verificou-se que a espécie O. O óleo essencial de O. 2002). Queiroz & Brandão. Queiroz & Reis.. 1989) e diurética (Carvalho et ai. Em O. determinaram-se propriedades fungicida. gratissimum (Atai et ai. et ai. 1998). O. 2002). 2001 e 2002).. O tratamento de enteroparasitoses mostrou-se eficaz sob a administração de M. sanctum (Phadke & Kulkarni.. 1989). internamente aumenta em doses terapêuticas a força cardíaca e a pressão nos vasos (Corrêa. piperita (Ansari et al. enquanto estudos com O.. cannum (Dubey et ai. Sharma & Jocob. antibacteriana. analgésica e antipirética (Savitri & Vyas. 1986a. 2000).. basilicum demonstraram atividades analgésica. 1984).. 1996) e hipotensora (Guedes et ai. Chen et al. 1987). Atividade antiúlcera com diminuição de secreção gástrica e dor local foi determinada por Meyer et al. 1978) e O. crispa (Mello et ai. antifertilidade. produzindo uma sensação de frio por causa da estimulação das extremidades térmico-sensoriais dos nervos localizados na pele. arvensis (Ceruti et al... americanus (Jain & Agrawal. 1982.. espasmolítica (Queiroz & Reis. sanctum também apresentaram atividades antiinflamatória. . 1987b).. antiespasmódica (Di Stasi et ai.. sanctum (Dey & Choudhuri. 1986c) e em O. 2002. cordifolia (Villasenor et al. A. piperita. Lahlou et ai. 1986). 1987. 1988. também verificada com extratos de O. (1968). Mentha x Villosa foi isolado o rotundifolona com atividade analgésia e depressora do SNC (Hiruma. 1989). Além das atividades já relatadas com M. Queiroz & Brandão. Do híbrido.

. enquanto a O.. O óleo essencial de O.. Das folhas de O. 1995 e 1996) imunomoduladora (Mediratta et al. 1994. 2001). que apresentou atividade protetora do mastócito. 1992. Vanderlinde et al... 1995). Vanderlinde et al. 1986). antiedematogênica (Vanderlinde & Costa. Os efeitos do pré-tratamento de animais com O. antipirética em ratos (Singh & Majumdar. 1989). sanctum foi utilizado na desintoxicação induzida por CuS04. espasmolítica (Vanderlinde & Cortes. gratissimum foi obtida uma fração que apresentou contração em íleo de cobaia e cólon de ratos e elevou a pressão sangüínea arterial de ratos (Onajobi. A atividade antifúngica também foi observada nos óleos de O.. A atividade antiulcerogênica também foi confirmada para O.. sanctum também apresentaram significativas atividades antiartrítica. Extrato etanólico das folhas de O. principalmente por sua composição em eugenol (Hassanali et al. gratissimum apresentou atividade antifúngica (Lima. ao inibir de maneira concentração-dependente a degranulação de mastócitos do mesentérico e do peritônio. 2002) e hipotensora em cão (Singh et al. gratissimum (Sobti et al.. 2002).. basilicum apresentou atividade antinematoidal (Mackeen et al. 1989). 1992. 1994). A intoxicação com CuS04 produziu uma significativa diminuição na produção de peróxido de lipídio. Esses resultados indicam que o ácido ursólico pode apresentar uma potente atividade antialérgica (Rajasekaran et al. 1994a). basilicum (Dube et al. selloi apresentou atividades depressorado SNC (Vanderlinde & Cortes. Nakamura et ai...O. et ai. 1994a) e analgésica (Vanderlinde & Costa. 1996). adscendens apresentou significativo efeito fungitóxico e não mostrou atividade fitotóxica (Asthana et al. Os óleos fixos de O. 1994). Das folhas de O. Vanderlinde et al.. 1996). 1999. O óleo essencial de O. 1997). 1993. 1986).. As enzimas antioxidantes foram elevadas na toxicidade por CuS04. sanctum também é responsável pelas atividades antimicrobiana e antifúngica (Prasad et ai. 1986). suave (Tan et al. 1990)... sanctum foi isolado um triterpeno caracterizado como constituinte majoritário. suave foram utilizadas como repelente de insetos. . sanctum foram diminuição da acidez do suco gástrico e aumento das defesas da mucosa do estômago de ratos (Singh & Majumdar.. As folhas de O. mas a administração de O. 1994b. Vanisree & Devaki. sanctum restaurou vários parâmetros para valores próximos da normalidade (Shyamala & Devaki. O. O óleo essencial de O. antiinflamatória. 1995) e O. Vanderlinde et al. E. o ácido ursólico.

pubescentes. Compreendem árvores. 1984).E. e em outras. quadrangulares. Salva-limão. 1995). Stachytarpheta e Lippia. muitas delas aromáticas e de grande valor na indústria de perfumes. sobretudo em crianças. Dados botânicos Arbusto de até 3 m de altura. como Erva-cidreira-do-campo.Br. longos. Espécies medicinais Lippia a/ba (Will.5 ml/kg. Alecrim-docampo. 1997). Espécies medicinais da família Verbenaceae Introdução A família Verbenaceae descrita por Jean Henri Jaune Saint-Hilaire inclui 41 gêneros nos quais se distribuem 950 espécies tropicais. e em estudos de toxicidade subaguda não foram observados efeitos tóxicos visíveis (Singh & Majumdar.) N. arbustos e ervas. e estimulam a secreção de mucosas da boca e do nariz (Corrêa. Salva-brava. ascendentes. Salsa. pois ele pode provocar parada cardíaca ou respiratória por via reflexa (Costa. especialmente da América do Sul (Mabberley. caule e ramos primários. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Erva-cidreira nas duas regiões de estudo. A utilização terapêutica do mentol como anti-séptico deve ser criteriosa. Em estudos de toxicidade com espécies de Ocimum observou-se que a DL50 para camundongos foi de 42. alternas ou opostas . Os principais gêneros que incluem espécies medicinais são Verbena. 1986). folhas pecioladas. Sálvia e Salva-da-gripe.Dados toxicológicos dos gêneros Altas doses do mentol obtidas de várias espécies referidas inibem a sensibilidade. provocando sonolência.

hermafroditas. é considerado útil para acalmar crianças e dar sono (Amorozo & Gély. estomáquica. Salva. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Salva-do-marajó. o chá ou xarope das folhas com mel é utilizado contra gripes e tosse. 1986). o chá das folhas é utilizado como calmante. reunidas em inflorescências capituliformes. cálice curto. na Paraíba (Agra.(às vezes na mesma planta). flores pequenas. cálice curto. Essa espécie é usada como antiespasmódica. sementes pequenas (Figura 26. tosses e gripes. folhas pecioladas. no Rio Grande do Sul (Simões et al. como antigripal e calmante. Dados botânicos Planta de pequeno porte. 1988). pentâmeras. no Mato Grosso (Van der Berg. 1980). o banho preparado com as folhas também é usado contra tosses e bronquites de crianças. relaxante e contra intoxicações gerais. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Na região do Vale do Ribeira. além de problemas do estômago. emenagoga (Corrêa. flores pequenas. fruto com dois mericarpos plano- . no Pará. O uso interno das folhas é indicado contra problemas estomacais. relaxante e contra intoxicações gerais e problemas do estômago. Malva e Nulva-do-marajó. cólica do estômago. náuseas. 1984).. corola bilabiada. fruto do tipo capsular branco. com lábio anterior trilobado e o posterior reduzido. Lippia grandís Schan. diclamídeas. enquanto a infusão das raízes é usada externamente como cicatrizante. a infusão das folhas é usada como calmante e contra hipertensão.9). pubescente e bipartido. reunidas em inflorescências vistosas. sem estipulas. corola violácea com lábio inferior maior que o superior. o chá das folhas é utilizado como calmante. membranoso. 1980).

ermanina e errodictiol (Morais Filho et al. lapachenol. acacetina. gama-terpineno. Do óleo essencial dessa espécie foram obtidos os seguintes compostos: alfa-tugeno. é usado contra problemas do fígado.. As espécies L. broto de goiaba e casca de caju é considerado útil para tratar desarranjo menstrual. betacariofileno (Craveiro et al. Sauerwein et al. esteárico. porém variações evidentes foram constatadas de acordo com a distribuição geográfica das . Vários terpenóides foram isolados de L. 1987). No óleo essencial de L. 1996). Souto-Bachiller et al.convexos. Da parte aérea de L. e do caule e folhas foram obtidos ácido . 1987.. geranial. Hernandulcina. Da espécie L. (1981). timol. timol.. 1981).. Já de L. nodiflora foram isolados vários flavonóides (Barberan et al. 1980). naringenina.vanílico. (1986 e 1987). Dados da medicina tradicional Na região amazônica.. canescens e I. Dados químicos do gênero Das plantas do gênero Lippia. triphylla apresentaram os mesmos tipos de flavonóides (Tomas-Barberan et al. 1996a e 1996b). sesquiterpenos e epihernandulcina foram detectados em L. carboidratos e aminoácidos (Neidlein & Daldrup. e esses sesquiterpenóides foram isolados por Compadre et al. 1987). dulcis (Bubnov & Gurskii. carvacrol e cariofileno (Craveiro et al. Craveiro et al... 1983). alfa-cubebeno. a mais estudada é a L sidoides. monoterpenos. 1982). p-cinieno.. o chá das folhas.. o preparado das folhas dessa planta com vagem-dejucá. behênico e lignocérico (Macambira et al. ukambensis (Chogo & Crank. 1986. isocatalpanol e os ésteres metílicos dos ácidos palmítico. 1987). limoneno.. 1981). A composição do óleo essencial de várias espécies desse gênero foi estudada por Craveiro et al. araquídico. Matos et al. mirceno. citral e carvona (Matos et al.. O nome do gênero Lippía é uma homenagem ao médico e botânico francês August Lippi. três vezes ao dia. microphylla foram isolados flavonóides: glicosil-quercetina. 1986. americana foram obtidos ácidos graxos livres. alba foram determinados os seguintes constituintes: neral. 1991.

timol. cirsimaritina. p-cimeno (3. sabineno. 1989). O óleo essencial apresentou atividade inseticida de maneira dose-dependente (Koumaglo et al. apigenina. dos quais foram identificados piperitona (28. neral.espécies de L.8-cineol. germacreno D e elemol (Koumaglo et al. A composição química do óleo essencial de L. acetato de timol (17. hispidulina.. 1996b). Das folhas dessa espécie foi obtido ainda um óleo que possui cânfora. sendo o timol caracterizado como o componente principal (38. p-cimeno. dois fenóis e uma cetona (Pino et al. 1990. 1989). 1994 e 1995).43%) e piperitenona (11. crisoeriol.l. Dentre os compostos isolados. fissicalyx (Retamar et al. . 1987). citriodora foram isolados treze flavonóides identificados como salvigenina. Do óleo essencial dessa espécie do México foi isolado um total de 33 componentes.. limoneno.. O óleo essencial de L. Os constituintes p-cimeno. 1. 1. 1989). sesquiterpenolactonas como a integrifolian-l. foram identificados ipsenona e outros vinte terpenos (Lamaty et al.8-cineol. As folhas dessa espécie coletadas no Togo apresentaram variações quanto à quantidade de geranial. graveolens foram isolados pinocembrina. timol.8-cineol (15. multiflora de diferentes regiões do Congo foi caracterizado. Das folhas e flores de L.35%). 1. diosmetina. Fun et al. alba e L. pectolinarigenina e cirsiliol (Skaltsa & Shammas.27%). sendo 22 hidrocarbonetos.23%) e metiltimol (2. alfa-terpineno (4. graveolens.5-diona e trans-nerolidol (Catalan et al.8-cineol.. eupatorina.e beta-pineno.01%) ecariofileno (15. Das folhas de L.97%) como principais componentes (Mwangi et al. Das partes aéreas e das raízes de L.. quatro éteres.. adoensis foram isolados monoterpenóides e sesquiterpenóides sendolinalol. 1987).33%).. luteolin-7-O-beta-glucosídeo. Do óleo das folhas de L. 6-hidroxiluteolina.12%).54%) sesquiterpenos e hidrocarbonetos (Gallino...8-cineol (2. eupafolina. a-pineno. integrifolia foram isolados sesquiterpenos.. 1996a). 1. 1990). naringenina e lapachenol (Dominguez et al.. De L. 1991 e 1995). timol e carvacrol foram os maiores constituintes voláteis de L. luteolina. alfa.8-cineol e betacubebeno (Dellacassa et al. 1988).67%). Foi discutida também a possível relação entre as altas concentrações de monoterpenos e o alegado efeito antifertilidade dessa planta (Compadre et al. 1990). quatro alcanos. 1.origanoides foi quantificada. wilmsii foram isolados quinze componentes.

.5%).2% e 41. Seu óleo apresenta atividade antibacteriana.. junelliana.. assim como o de L. aristata (Moraes Filho et al.. 1986b) e atividade citostática (Abhahan et al.. misturado a cremes.. sidoides mostrou atividade moluscicida. e atividade anticonvulsivante (Vale et al. 1980). 2000). 1981).. contribui para a coesão das células da pele. et al. Já o óleo essencial de L.. copaeno e delta-cadineno (Elakovich & Oguntimein. L.. 1980). Além disso. 1998. polystachya foram isolados tujona (30.carvacrol. um dos componentes principais. 1998)... 1990). 2002).. enquanto o outro componente. antiulcerogênica (Pascual et al.4- . L. as folhas apresentaram atividade depressora do SNC (Klueger et al. gracilis foram observados aumento inotrópico. 1986). Esse óleo. e forte atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes interdigitale e Cândida albicans (Fun et al. Vale et al.. formando uma barreira que regula a perda da umidade transepidermal (Elder et al. 1990).3%) (Zygadloet al. M. de L. sendo geralmente maior em gram-positiva (Álea et al. um éster do ácido caféico ligado ao 3. grata (Viana et al. turbinata e L. mircenona (31%) e de L. atribuída à presença de linalol e citral (Andrade et al. multiflora. 1996).. polystachya.. respectivamente). aristata (Rouquayrol et al. P D. Do óleo das flores de L.. 1995a). 1997). Dados farmacológicos do gênero Estudos farmacológicos demonstraram que Lippio alba produz pequeno efeito na diminuição do tônus intestinal (Viana et al.. Moraes et al. 1979). lipifolil(6)-en-5-ona (18.Y. et al. Desta espécie ainda foram caracterizadas as atividades anti-hipertensiva (Guerrero et al. Observou-se ainda atividade antitumoral com L. 1996). inibiu a biossíntese de tromboxana A2 (Chanh et al.4%. 19 Depressão do SNC foi detectada com óleo essencial de L.. 2001) e anticonvulsivante (de Barros Viana et al. atribuída à presença de flavonóides (Santos.. De L. integrifolia foram isolados da cânfora (18.9%) elimoneno (13.. além de uma atividade moluscicida (Almeida. 1987). 1988a).. Com a espécie L. junelliana. 1996). 1998). Do extrato das folhas de L. efeito analgésico discreto (Di Stasi et al. 1980 e 1987. o verbascosídeo. relaxamento do duodeno e contração do reto abdominal (Gadelha et al.. turbinata da Argentina foram isolados os principais constituintes. integrifolia e L.

M. S. sendo estas duas últimas propriedades atribuídas à presença de timol em sua composição (Lemos et ai. grata. 1986). 1995. sidoides é usado comumente para o tratamento de micoses.. 1988.. apresentaram atividades antibacteriana. Os principais componentes do seu óleo essencial. bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. et al. L. chamassonis apresentou atividades espasmolítica.. Moraes. 1996). 1996. Teixeira.. 1994. et al. 1998). O. 1977). sidoides (Fonteneles & Sales. O óleo essencial de L. 1979. 1987) e antimicrobiana e leishmanicida. 1978. 1996.. porém. 1980). Matos et al.. antimicótica e antifúngica contra microorganismos da pele (Guarrera et al.. 1988).. espasmolítica e bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al... multiflora (Chanh et al. 1980. Nas folhas de L. 1988b).. mas já foram constatadas as propriedades antitumoral (Costa et al. espasmolítica (Viana et al. 1996).. 1979) e I. Dados toxicológicos do gênero Foram observados efeitos tóxicos em L. e o de L. graciliy (Fontenele et al. 1978). M. Nunes. 1978). . 1995b). geminata e L.. parece ser o principal responsável pela atividade hipotensora do extrato metanólico das folhas de L.. anti-hipertensiva e bloqueadora da junção neuromuscular (Matos et al. anestésica (Viana et al. et al. atividades cicatrizante. Y. 1995). Laxoste et al. 1985). tranqüilizante (Matos et al. polystachya foi avaliado quanto à sua atividade antioxidante. 1992). 1979). 1992. Viana et al. antifúngica (Lemos et al.. no qual se observaram atividades analgésica.. 1984). moluscicida (Moraes. 2001)... nodiflora foi realizado um screening preliminar. 1994. timol e carvacrol. Ximenes et al.dihidroxifeniletanol.. 1980... Botelho & Soares. anti-hipertensiva.. O. antiinflamatória e antipirética em ratos e camundongos (Forestieri et al. 1998). Teixeira et al. e no óleo essencial.... Além disso. no extrato aquoso dessa espécie foram verificadas propriedades de relaxamento muscular (Noamesi et al. antibacteriana (Aguiar et al. 1988. ele não exibiu significativamente os valores de peróxido (Zygadlo et al. Lacotes et al. hipnótica e hipotensora (Noamesi. Almeida.... O óleo essencial das folhas de L. Menezes et al. hipotensora e bloqueadora de contrações abdominais (Viana et al. M. potente atividade antimalárica in vitro perante Plasmodium falciparum (Valentin. et al. 1978). R.

1 .Cordia verbenaceae: a) escanerata com ramo florido. b) escanerata com detalhe da inflorescência. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens ).FIGURA 26. .

FIGURA 26. 1998).2 . . Aspecto geral do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.Hyptis crenata.

FIGURA 26.Leonotis nepetaefolia. Detalhe do ápice florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .3 .

Detalhe do ápice do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .4 .Leucas martinicensis.FIGURA 26.

FIGURA 26.5 .Mentha piperita. Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .

Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Nunez) (Banco de imagens - .6 .FIGURA 26.Mentha viridis.

Ocimum micranthum.7 . Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .FIGURA 26.

Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .8 .FIGURA 26.Pogostemon patchouly.

9 .FIGURA 26. b) escanerata com detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .Lippia alba: a) escanerata do ramo florido.

descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Os gêneros mais importantes da . C. subclasse Asteridae. incluindo árvores. Bignoniaceae. 1997). Scrophulariaceae. Pedaliaceae e Acanthaceae são as que apresentam maior ocorrência no Brasil. com aproximadamente 750 espécies. Espécies medicinais da família Bignoniaceae Introdução A família Bignoniaceae (Dicotyledonae). lianas. Hiruma-Lima L. representantes das mais importantes fontes de compostos ativos desta ordem botânica. 1998. e reúne 120 gêneros. Di Stasi A ordem Scrophulariales inclui treze distintas famílias botânicas. pertence à ordem Scrophulariales. Mabberley. A. geralmente tropicais espontâneas na América do Sul. foram referidas espécies medicinais das famílias Bignoniaceae. Pedaliaceae e Scrophulariaceae. arbustos e raramente ervas (Joly.27 Scrophulariales medicinais C. as quais passamos a descrever. No estudo realizado.

são Tabebuia e jacaranda. da famosa Flor-de-são-joão. inflorescência em racemo com cálice campanulado ou tubular e corola amarela e afunilada. Na região da Mata Atlântica. duas espécies dessa família mostram-se amplamente utilizadas com fins medicinais. fruto do tipo capsular largo. anteras glabras e ovário oblongo. a famosa medicinal Unha-degato do gênero Bignonia. folhas normalmente 2-3-folioladas. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica. significando "coberta de glândulas" e referindo-se ao cálice e às brácteas florais. de ramos cilíndricos e glabros. oblongo-linear. a saber Pyrostegia venusta e Adenocalyma alliaceum. os gêneros mais comuns são Tabebuia. Nomes populares A espécie é popularmente denominada Cipó-alho e Alho-d'água. Pyrostegia. O nome do gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius e Carl Daniel Friedrich Meissner deriva do grego aderi = "glândula" e kalymma = "invólucro". com ampla distribuição nas regiões tropicais. No Brasil. Jacaranda caroba. também é conhecida como Cipó-de-alho. Em outras regiões do país. o que gera o nome popular atribuído à espécie. contendo sementes oblongas (Figura 27. elípticos e coriáceos. O caule lenhoso e as folhas possuem um odor fortíssimo de alho. uma delas. duas espécies do gênero Jacaranda foram citadas como medicinais. e as várias espécies do gênero Zeyhera. é descrita aqui. Essa característica permite o uso da planta em substituição ao alho. com gavinhas. Dados botânicos É uma espécie de arbusto trepador. Espécies medicinais Adenocalyma alliaceum Miers. . podendo chegar a até 16 cm de comprimento. que inclui os Ipês e o Paud'arco. com folíolos peciolados. as quais são discutidas a seguir. curto-pecioladas.1).família.

Carobado-carrasco. especialmente a associada a estados gripais e resfriados. pois possui crescimento rápido e é de fácil cultivo. dispostas em panículas. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 20 m de altura. enquanto a infusão das folhas é usada internamente contra sífilis e como depurativa. Camboté. coriáceos e glabros.) DC. não completamente identificada e conhecida como . Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugos usados sobretudo contra resfriados. O macerado das folhas em aguardente é aplicado externamente como cicatrizante e contra úlceras. por ser mole e porosa. sendo amplamente usada como ornamental. Camboatá-pequeno. roxas. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. A planta oferece uma madeira apreciada na carvoaria. flores tubulosas. Uma outra espécie do mesmo gênero. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. folhas compostas com até 20 cm de comprimento e folíolos oblongolanceolados. de caule ereto de casca fina com escamas que se desprendem facilmente. a espécie é chamada de Caroba ou Carobinha.Dados da medicina tradicional Na região de estudo. a infusão das folhas é utilizada no alívio a dores e no combate à febre. Caroba-miúda. O gênero Jacaranda foi descrito por Antoine Laurent dejussieu e inclui 34 espécies tropicais americanas. Jacaranda caroba (Vell. Em outras regiões do país pode ser reconhecida como Camboatá. Caroba-do-campo. o banho preparado com as folhas da planta é indicado no combate a infecções. das quais a maioria é encontrada no Brasil. fruto do tipo capsular.

descrito por Carel Borinov Presl. amplamente encontrada em campos. longas. folhas com folíolos ovadooblongos. as folhas são tônicas e anti-sifilíticas. deriva do grego pyr = "fogo" e stege = "coberta". Trata-se de uma espécie heliófita. onde é amplamente usada como ornamental em fazendas. . sendo portanto ideal para cultivo como ornamental. é usada na região contra diabetes e distúrbios hepáticos (infusão das folhas) e como cicatrizante (macerado das folhas em aguardente). raramente encontrada no interior de matas densas. Corrêa (1984) refere que a casca é amarga e possui propriedades diurética. com até 11 cm de comprimento e 5 cm de largura. repletos de flores tubulares. ou seja /'coberta de fogo". sítios e quintais de residências. o macerado das folhas em água fria é usado internamente contra disenterias e diarréias. de cor laranja. especialmente no Dia de São João. O nome popular decorre de seu emprego nos mastros usados nas festas juninas. inflorescências numerosas. O nome do gênero Pyrostegia. Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers. fruto do tipo capsular com cerca de 25-30 cm de comprimento e 1. Dados botânicos É uma liana trepadeira por gavinhas. contendo sementes de 1 cm de comprimento e 3.5 cm de largura (Figura 27. com ampla freqüência em formações secundárias de regiões litorâneas e matas pluviais. Dados da medicina tradicional Na região de estudo.5 cm de largura. Nomes populares A espécie é conhecida como Cipó-de-são joão. adstringente e anti-sifilítica. É muito comum no Brasil. referindo-se à planta florida com flores de corola alaranjada.Carobinha. com ramos jovens delgados e folhagem densa. como corimbos multiflorais. podendo ocorrer com flores amarelas. as folhas são reputadas tônicas e antidiarréicas.2). Segundo Corrêa (1984). especialmente em crianças.

1992). 1994). mimosifolia (Bisnuttu & Lajubutu. promovendo uma diminuição da absorção de colesterol pelo intestino em animais hipercolesterolêmicos (Srinivasan & Srinivasan. 1996). A espécie J. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Gergelim. O extrato etanólico da espécie A. 2001) e anticancinogênica atribuída ao ácido/. venusta a presença de aminoácidos. Foi detectada na flor de P. 1976 e 1977). . a família não é encontrada de forma espontânea. mas apenas cultivada. sendo a maioria de ervas ou arbustos. especialmente a espécie Sesamum indicum.. acorendico presente na planta (Oguro et al.. 1996). Do caule dejacaranda filicifolía foi isolado um ácido fenolítico com atividade inibidora da lipoxigenase (Ali & Houghton. decurrens possui ácido ursólico (Varanda et al. aqui descrita como medicinal e da qual também se utilizam as sementes na alimentação e na produção do óleo de gergelim. com aproximadamente 85 espécies tropicais espontâneas e algumas de climas áridos. marginatum apresentou atividade tripanossomicida (Oliveira et al. caucana tem apresentado a propriedade antiprotozoária (Weniger et al. 1999).. Espécies medicinais Sesamum indicum L.Dados químicos e farmacológicos dos gêneros Adenocalyma e Pyrostegia As flores secas de Adenocalyma alliaceum foram incorporadas à dieta de ratos (2%) durante seis semanas.. A espécie J. a atividade antimicrobiana foi conferida a J. 1995). No Brasil. Espécies medicinais da família Pedaliaceae Introdução A família Pedaliaceae descrita por Robert Brown compreende dezessete gêneros. carotenóides e flavonóides (Gusman & Gottsberger..

e. e sobre as pernas para tratar paralisia. com origem na Ásia tropical ou na África. osteoporose.. disenteria e catarro intestinal.3-epoxisesamone (Feroj Hasan et al... 1988. Já essa mesma mistura acrescida de resina de copaíba. 2001). Nas sementes de S. 1997). 1990). folhas simples.Dados botânicos A planta é uma erva anual. para evitar perda de cabelos. externamente. flores amarelas. de ocorrência nas áreas tropicais do Velho Mundo e no sul da África (Mabberley. externamente. fruto do tipo capsular. A infusão das sementes é usada internamente como diurética. podendo ser aplicado sobre a região do estômago para aliviar dor de barriga. além de seu uso na culinária. abortiva e anti-reumática e. A mistura das sementes com sumo de cravo (flores) é usada como purgante. para alívio da dor de ouvido. diarréias. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. visão fraca. O sumo das sementes é usado topicamente sobre a testa para aliviar a febre. Dados químicos do gênero De Sesamum indicum foram isoladas as lignanas sesamina. para tratar constipação nasal crônica. com muitas sementes oleosas. opostas. episesaminona (Marchand et al. 1995). 1995). O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui apenas quinze espécies tropicais. sesamolina (Mimura et al.. inteiras e pubescentes. distúrbios renais. O macerado das sementes com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cravo (Caryophyllum aromaticus) é usado externamente no alívio a dores causadas por batida e contusão. tosses secas. clorosesamona hidroxisesamona é 2. Tashiro et al. O óleo de gergelim. e a espécie mais conhecida é Sesamum indicum. dores de cabeça. castanha-de-peão-branco (Jatropha curcas) e folhas de arruda é usada internamente para tratar sintomas de derrame cerebral. contra hemorróidas (Bown. vistosas. também possui importância na perfumaria e como medicinal: internamente. no Egito e na Babilônia (Bown. indicum foi caracterizada a presença de . o uso tópico das sementes de gergelim é considerado útil como antiinflamatório e contra qualquer tipo de ferida. Trata-se de uma planta usada há aproximadamente cinco mil anos. 1997).

indicum L. Foi observada a presença de glicosídeos polifenóis e fenóis com atividade antioxidante (Mimura & Ohsawa. 1991). bem como três novos triglicosídeos. Foi também observada a presença de cetoácidos nas sementes de S. indicum decorrem da presença de flavonóides em sua composição (Anila & Vijayalakshmi. (Kar & Mishra. Muitas das atividades biológicas conferidas às sementes de S. A quantidade desses elementos varia de acordo com o grau de torra dos grãos (Yoshida. 1994). sesamina Do extrato aquoso de S. 1988) e betaglobulina (Rajendran & Prakash. gama-tocoferol e sesamolina. Nas raízes de S. 1993). prolamina..albumina.2000).. globulina. 1988). indicum detectaram a presença de glicolipídios. ácidos graxos. A estrutura desses compostos foi elucidada por evidências químicas e espectroscópicas (Suzuki et al. 1989. Estudos realizados com o óleo de sementes assadas de S. . indicum foram isolados dois glicosídeos novos e seis conhecidos. glutelina (Singh & Khanna. indicum foram isolados naftoqueinonas com atividade antifúngica (Hasan et al. 2000 e 2001). 1996). Mimura.

Foram identificadas das sementes desta espécie proteínas alergênicas que têm contribuído para os casos de alergia pelo uso da semente de gergelim (Beyeretal. A alomelanina extraída das sementes suprime o crescimento de células tumorais in vivo e in vitro.Duas lignanas furânicas. 1992). Foi observado que o efeito antioxidante associado ao efeito anticarcinogênico de Sesamum representa um papel importante para o organismo. protegendo-o contra danos oxidativos. 1991).. foram isoladas das sementes de S.. O extrato de S. em altas doses. 1997).. 1992). 1992). indicum e S.. Mediante o uso de animais diabéticos observou-se o efeito hipoglicemiante das sementes de S. respectivamente (Kang et al.. dois derivados do ciclohexiletanol.. 1990) e sesangolina. 1991). o que faz dessa planta um suplemento nutricional efetivo como antioxidante (Mimura. . Todos esses efeitos foram abolidos na presença de atropina.. rengiol e isorengiol (Pottrat et al. 1995). sendo seu efeito citostático no bloqueio da fase S (Kamei et ai. 2001).. angolense. Uma 2-episesalatina foi isolada das sementes de S. indicum provocou hipotensão em ratos anestesiados. além de verbascosídeo. contração em útero isolado de ratas e íleo de cobaias. indicum (Takswchi et ai. diminuição da força e da taxa de contrações Atriais (do átrio do coração) de cobaias. Três novas saponinas foram isoladas da parte aérea de S. e. alatum. 1994). Dados farmacologicos da espécie O extrato alcoólico das sementes de S. indicum demonstrou uma potente atividade larvicida contra Aedes aegypti (Cepleanu et ai.. sesamolina (Mimura et al. tais dados indicam que esse extrato contém substância semelhante à acetilcolina (Gilani & Aftab. dessa forma. 2002). Da parte aérea de S. Tashiro et al. 1988. laciniatum foram isolados quatro derivados do ácido hidroxioleanólico (Krishnaswamy et al. alatosídeo A-C. 5alatum (Kamal Eldin & Yousif.

crenadas e glabras. purpurea e D. lanata. quatro estames didínamos. Vassoura.100 espécies cosmopolitas espontâneas de áreas temperadas e parte em áreas tropicais. Scobedia. Vassourinha-doce e Corrente-roxa. Nomes populares Na região amazônica. Verbascum e Wightia. no Pará. inúmeras espécies são cultivadas como ornamentais. Calceolaria e Maurandia. opostas. Veronica. pequenas. flores brancas. aqui descrito como medicinal. incluindo árvores. Outro gênero muito comum e de ocorrência em quase todo o Brasil é Scoparia. especialmente dos gêneros Antirrhinum. axilares. Tapixaba. . Ganha-aqui-ganha-acolá. arbustos e ervas. fontes de compostos digitálicos de grande valor na medicina moderna. tais como Digitalis. bilabiada. com corola rotácea. Vassourinha-de-botão. pentâmeras. No Brasil. Dados botânicos Planta herbácea de folhas pecioladas. ovário supero. Coerana-branca. nos quais estão distribuídas 5. hermafroditas. bicarpelar. em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. ovaldolanceoladas. popularmente conhecido como Vassoura. Tupixaba. Espécies medicinais Scoparia dulcis L. Pupeiçava. algumas aquáticas (Mabberley. das famosas D. Nessa família constam ainda importantes gêneros de espécies medicinais. Outros nome são Vassourinha. a espécie é popularmente conhecida como Fel-da-terra.Espécies medicinais da família Scrophulariaceae Introdução A família Scrophulariaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange 269 gêneros. Esterhazia. 1997).

para aliviar a febre e como antiemético infantil e anti-séptico (Grenand et al. Na Paraíba. 1982). Scoparia. 1990).. é utilizada como anti-hemorroidal. é utilizada contra tosses e verminoses (Agra. 1995). coceiras. infecção urinaria e corrimento vaginal (Gavilanes et al.3). Grandi & Siqueira. Cruz. Já entre os ticunas. picada de mosquito. Em Minas Gerais. por causa do seu emprego. 1980).. também. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. febrífuga. bem como para a limpeza do sangue e como auxiliar no parto (Dennis. 1994. O nome do gênero. desordens menstruais. problemas cardíacos.. 1982. 1982. bronquite. hepáticas e estomacais. 1993. 1990). hipotensiva. menstruais. Encontrada em abundância na América do Sul. diabetes e hipertensão (De Almeida. além de ser considerada tônica. 1983). tosse. significa "vassoura". 1990). doenças venéreas. Os indígenas da Nicarágua utilizam a infusão a quente e/ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga. 1988. No Rio Grande do Sul. febre. 1988).bilocular. 1982. para lavar feridas (Branch & da Silva. 1986). mas com a finalidade de reduzir inchaço e dor (Schultes & Raffauf. hipoglicemiante. Outros indígenas do Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e. especialmente na Floresta Amazônica. e utilizada contra desordens respiratórias. bronquite. 1996).. também. As tribos indígenas das Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca. . para melhorar o estado geral do indivíduo. expectorante. Verardo. No Brasil. a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual (Schultes & Raffauf. 1994. malária. o chá é preparado. e as folhas. erisipela e afecções cutâneas.. emoliente. béquica. já o chá da raiz é usado como antidiabético (Amorozo & Gély. Coimbra. antidiabética e contra afecções catarrais. essa espécie também é considerada emoliente. para tratar problemas do fígado e do estômago e estimular o apetite (Simões et al. A infusão da planta toda é usada como expectorante e emoliente (Hirschmann et al. brotoejas. Matos. tosse. Grandi et al. Coee et al. 1987). Nas tribos indígenas do Equador. 1984). com muitos óvulos (Figura 27. o chá da planta é usado contra hemorróidas.. pectoral. o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos. peitoral. com todas as partes da planta. emoliente e béquica (Corrêa. No Pará.

sedativa e diurética (Ahmed et al. 1997) e o diterpeno tetracíclico escopadulina (Hayashi et al. 2000) foram determinadas em Scoparia dulcis.. (1979) e Mahato et al. 1994. 1988. 2001).. Os ácidos escopadúlcico B.. 1991). 1990a e 1991). B e C (Kawasaki et al. antibacteriana gram-positiva.... glutinol e acacetina (Hayashi et al. (1981). 1996b). A atividade antiviral do ácido escopadúlcico B e escopadulina foi observada contra o vírus do herpes em estudos in vivo e in vitro (Hayashi et al. hipocolesterolêmica. antidiabética (Jain. cinarosídeo D. antiespasmódica. escutelareína. Freire.. 1985). M... anti-herpética. 1988a e 1990c). Dados farmacológicos da espécie Atividades analgésica. escopadulciol. apigenina.. entre outros compostos (Kawasaki et al. expectorante e atóxica (Moura et al. iflainóico. 1987). Também foi detectada a presença de glicosídeos. acacetina.. benzoxazolinona... são capazes de inibir a atividade da bomba de próton gástrica (Hayashi et al. dulcinol e ácidos dulcióico. O ácido escopadúlcico tem apresentado também ati- . 1989. antiinflamatória. obtidos da espécie. O. 1990b). gentísico. simpatomimética (Freire et al. S. M. 1998). antifúngica. Na escopadulina foi detectada a atividade antiviral (Hayashi et al. et al. alfa-amirina.1988b). Existem registros na literatura da presença de diterpenóides denominados ácido escopárico A. Hayashi e al.. secretagoga e gastroprotetora (Mesia et al. scopadulciol (Hayashi et al. antiviral. O diterpeno escoparinol isolado desta espécie apresentou atividade analgésica. 1993 e 1996a).. cumárico. flavonas. escoparinol e dulcinol (Ahamed & Jakupovic. 1987 e 1988c).. Hayashi et al. 1993 e 1996). E. 1997. antiinflamatória (Freire et al. Azevedo et al. O óleo essencial da espécie também apresenta atividade fungicida (Lima. 1996). 1990b). 1993 e 1996) depressora (Freire. depressora do SNC..Dados químicos da espécie Vários triterpenóides foram isolados desta espécie por Ramesh et al.. Torres et al. ácido escopadúlcico A e B (Hayashi et al. 1986 e 1988a. betulínico. et al. Dalla Torre et al. manitol. 1990)... beta-sitosterol. S. 6-metoxibenzoxazolinona. anti-séptica. hipertensiva (Freire et al. 1987.

. 1993). 2002) e antitumoral (Nishino et al... Em estudos de radioligantes foi observado que o extrato de S..vidade antimalarial in vitro (Riel et al. Ramos com flores (modificado a partir de Hoehne. além de extrato etanólico demonstrar a mesma inibição aos receptores de serotonina e dopamina (Hasrat et al. Atividade citotóxica causada pela himenoxina foi observada em cultura de tecido humano. 1997a e 1997b). porém essa flavona apresentou maior suscetibilidade para linhagens de células cancerosas do que para as normais (Hayashi et al.1 .. 1997a). 1978) (Banco de imagens - .Adenocalyma alliaceum. 1988b). FIGURA 27. dulcis diminuiu em mais de 60% a ligação do radioligante aos receptores 5-HT1A (Hasrat et al.

Detalhe das inflorescências e flores tubulares (Banco de imagens - .Pyrostegia venusta.2 .FIGURA 27.

Scoparia dulcis.3 . Ramo florido com detalhes da flor e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.FIGURA 27. 1946) (Banco de imagens - .

Trata-se de uma grande ordem. Guimarães Introdução A ordem Asterales compreende nove famílias botânicas.528 gêneros. Di Stasi C. A. sendo a maior família botânica do grupo das angiospermas. Essa família compreende 1. C. trepadeiras e ervas. 1997). exceto na Antártida (Mabberley. M.750 espécies cosmopolitas. Hiruma-Lima C. que passamos a descrever a seguir. foi descrita inicialmente como Compositae por Paul Dietrich Giseke. encontradas em todo o planeta. a grande maioria dos gêneros é constituída de plantas de pequeno porte.Ivan Martinov. das quais a família Asteraceae (Compositae) é uma das mais importantes como fonte de espécies vegetais de valor medicinal. A família Asteraceae (Dicotyledonae) . arbóreas. que reúne milhares de espécies vegetais com distribuição em todo o planeta. Santos E. herbáceas. M. Os gêneros estão distri- .28 Asterales medicinais L. Inclui espécies arbustivas. Na região amazônica foram referidas inúmeras espécies medicinais da família Asteraceae. com aproximadamente 22.

muitas conhecidas como Picão e Carrapicho. Baccharis e Solidago (Astereae). popularmente conhecidas como Artemisia e Losna. Achillea millefolium. Calendula (Calenduleae). Saussurea e Echinopis (Cardueae). as importantes Carquejas. Matricaria chamomila. conhecida como Mil-folhas. e inúmeras plantas de . com ampla distribuição no território brasileiro. Ageratum conyzoides. muitas das quais amplamente estudadas dos pontos de vista químico e farmacológico. do gênero Mikania. Gnaphalium e Achyrocline. • Asteroideae Inula (Inuleae). Calendula officinalis. especialmente Bidens pilosa e Bidens bipinnatus. especialmente a Mikania glomerata. Novalgina e Anador. conhecidas popularmente como Macela ou Macela-do-campo. Calendula. gênero da famosa Calêndula. o Mentrasto. Galinsoga. as várias espécies de Artemisia. a famosa Arnica. Wedelia. Calea. tais como inúmeras Vernonia. Achillea e Santolina (Anthemideae). Tanacetum. Arnica e Tagetes (Helenieae). os inúmeros Guacos e Guacos-de-quintal. sendo os mais importantes os encontrados nas subfamílias Cichorioideae e Asteroideae. do gênero Arnica. a Camomila. • Cichorioideae Chaptalia (Mutisieae). várias espécies do gênero Bidens. Vernonia e Elephantopus (Vernonieae). Ageratum. Aster. Bidens e Helianthus (Heliantheae). Stevia e Eupatorium (Eupatorieae). Gnaphalium e Achyrocline (Gnaphalieae). Lactuca. Mikania. devem ser ressaltadas algumas espécies de interesse medicinal. dado o grande número de plantas pertencentes a ela que são usadas popularmente como medicamentos. Nesse contexto. Semeio e Emilia (Senecioneae). Sonchus e Taraxacum (Lactuceae). muitas das quais conhecidas como Boldo ou Jalapa e amplamente usadas. das quais se destaca a Baccharis trimera.buídos em três grandes subfamílias. Artemisia. Matricaria. A família Asteraceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes de espécies vegetais de interesse terapêutico. Zinnia.

enquanto várias outras foram aqui aclimatadas e podem ser encontradas em todo o território brasileiro. a decocção das folhas é usada. fruto do tipo aquênio fusiforme ou cuneiforme com cerdas uncinadas (Figura 28. com borda irregularmente serreada. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. oblongo lanceoladas. sendo Acanthospermum hispidum e Acanthospermum australe as mais comuns e consideradas invasoras. amplamente usadas na medicina popular. rasteira. inflorescências axilar ou terminal com flores reunidas em capítulo paucifloro. apenas masculinas. em Minas Gerais. O nome do gênero vem do grego e significa "semente com espinhos". como cicatrizante. folhas simples. caule comprimido e denso-piloso. de ápice e base agudas. Grande parte dessas espécies é nativa do Brasil. externamente.pequeno porte do gênero Eupatorium. inteiras. opostas. a infusão preparada com a raiz é usada internamente para combater problemas renais e como potente diurético. onde foram incorporadas na medicina tradicional.1). Dados botânicos Planta anual. internamente. curto-pecioladas. de pequeno porte. O gênero Acanthospermum descrito por Franz Schrank inclui apenas seis espécies tropicais. como antiinflamatório e. Espécies medicinais Acanthospermum australe (Loefl. e brácteas involucrais envolvendo a flor feminina. . sendo as flores dos bordos apenas femininas e as do disco. Em outras regiões do país. ereta ou prostrada.) Kuntze Nomes populares Essa espécie é conhecida na região amazônica como Carrapicho-rasteiro e apenas como Carrapicho na região do Vale do Ribeira. como Carrapichinho e Carrapicho-de-carneiro. Na região do Vale do Ribeira. flores unissexuais e marginais.

com até 60 cm de altura. . contendo folhas oblongolanceoladas. com caules ramosos. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. a espécie é chamada de Novalgina. nome dado à planta pelos seus usos medicinais na região. Em outras regiões do país. Achillea millefolium L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. 1997). Milefólio e Mil-em-rama. e as centrais. além de ser anti-helmíntica. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 115 espécies de origem na Europa e na Ásia. flores dimorfas. digestivo. O nome do gênero Achillea foi dado em homenagem ao grego Aquiles (Achiles). glabra. como contraceptivo feminino (Mabberley. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga e aromática e possui a propriedade de melhorar as condições gerais da circulação. agindo ainda como antiespasmódico. rizomatosa. raras são nativas das Américas. sendo considerada útil para deter hemorragias uterinas. no Uruguai. a espécie é conhecida ainda como Erva-de-carpinteiro. reunidas em capítulos corimbosos. hermafroditas. a infusão ou a decocção das folhas é usada contra febre.A espécie também é usada em Minas Gerais como diaforética e emoliente (Gavilanes et al. 1982) e. hemorroidais e pulmonares. gripes e distúrbios do estômago. dor de cabeça e dores gerais.. A espécie é de origem européia e amplamente cultivada no Brasil como medicinal. amarelas e tubulosas. Dados botânicos A planta é uma erva perene. sendo as marginais femininas e brancas. Aquiléia.

flores brancas ou lilases. Em outras regiões do país. Catingade-barão. amenorréia e gonorréia. reunidas em capítulos dispostos em panículas densas.Ageratum conyzoides L. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. enquanto o banho preparado com as raízes é indicado como anti-séptico e contra infecções da pele. a espécie é chamada de Carqueja. útil contra resfriados.2). Baccharis trimera (Lers) DC. ovadas. crenadas. carminativa. significa "o que não envelhece". cólicas flatulentas e uterinas. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é uma erva anual. anti-reumático e contra cólicas menstruais. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga. mucilaginosa. com folhas opostas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. com até 1 m de altura. antidiarréica. e o nome do gênero. além de indicada para aliviar náuseas. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui 44 espécies tropicais de origem nas Américas. pilosa e ramosa. Ageratum. A planta é invasora de culturas e fornecedora de forragem (Figura 28. a infusão das raízes é usada internamente como analgésico. pecioladas. mesmo nome dado para ela em quase todo o Brasil. É conhecida ainda como Carqueja-amargosa e Carqueja-crespa. com caules cilíndricos de onde partem ramos ascendentes. a espécie é chamada de Mentrasto. tônica. é conhecida ainda como Catinga-de-bode. A infusão preparada com a planta toda é usada na regulação menstrual e contra dores de cabeça e de barriga. anti-reumática. Erva-de-são-joão e Maria-preta. . febrífuga.

Carrapicho. Em outras regiões do país.Dados botânicos A planta é um subarbusto ereto e cheio de ramos glabros. os caules são lenhosos e trialados desde a base até o ápice. sendo as alas levemente inervadas e seccionadas alternadamente. Pirco.) Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e na Mata Atlântica. sendo considerada útil contra afecções do fígado e diabetes. como Picão-preto. anti-reumático. Carrapicho-deduas-pontas. A infusão das folhas é empregada como "emagrecedor" e para "desintoxicação do corpo". Bidens bipinnatus L. entre outras (Corrêa. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A decocção das partes aéreas da planta é também utilizada como diurético e contra inflamações e febres. Amor-seco. anti-helmíntico. Aceitilla. diurético e contra distúrbios renais. 1926). a planta é usada como tônico. fruto do tipo aquênio (Figura 28. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente quatrocentas espécies tropicais americanas. Inúmeros nomes têm sido registrados para essa espécie. com ampla distribuição na América do Sul. Macela-do-campo. estomacais e intestinais. . Piolho-de-padre. podendo atingir até 1 m de altura. tais como Cuambu.3). derrame cerebral e diabetes. Erva-picão. estomáquico. Espinho-de-agulha. Erva-picão e Pau-pau. hipertensão. Picão-do-campo. O nome do gênero foi dado em homenagem a Bacchus. (Bidens pilosa L. A infusão das raízes é usada externamente na redução de inchaço. Carrapicho-de-cavalo. Carrapicho-de-agulha. inflorescências em capítulos aglomerados com flores amarelas. Goambu. a decocção das folhas é usada como analgésico. bem como em vários Estados brasileiros. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado externamente para reduzir inchaços. o deus Baco do vinho.

laringite. 1962). a espécie é usada como antiinflamatório. infecções urinárias (Mejia & Reng. 1990). utilizada especialmente contra icterícia. O nome. 1995). significa "dois dentes". dismenorréia. conjuntivite. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. simples. com até 1 m de altura. Vasquez. 1994). pentâmeras. 1990. o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite (Watt & Breyer-Brandwijk. diurético e contra hepatite. ramosa. 1994). referindo-se às aristas do papilho. Grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina.4). icterícia e contra vermes distintos (Rutter. diabetes e inflamações (Corrêa. . antiescorbútica. 1993. glabra. 1984). adstringente e considerada útil contra icterícia.Dados botânicos Planta de pequeno porte. sialagoga. desobstruente. folhas opostas. disenteria. pecioladas e fendidas. Duke et ai. leucorréia. Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes. a infusão preparada com as partes aéreas da planta é usada no tratamento da hepatite. vermífuga e vulnerária. antidisentérica. ereta. antileucorréica. hepatite. A planta é considerada estimulante. Essa espécie é de uso disseminado por toda a Amazônia e por todos os Estados brasileiros. 1996). Na medicina tradicional peruana. diabetes. dores de cabeça e de dentes (De Feo. desordens hepáticas. micoses. com flores radiais liguladas.. capítulos pleiomorfos. edema. No Leste da África. a espécie também é referida como emoliente.. 1992. diurética. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 240 espécies cosmopolitas. flores amarelas reunidas em inflorescências do tipo capítulo. formando o papilho que é transformado em aristas (Figura 28. Bidens. No Brasil. infecções urinárias e vaginais (De Almeida. antiblenorrágica. bem como no combate a dores em geral Jager et al. Coimbra. com cálice modificado.

jambu (Spilanthes acmella) e abacate (Persea sp. acuminadas. o primeiro a usar a planta como medicamento contra doença do fígado. flores (20 a 30) azuis. reunidas em capítulos dispostos terminalmente. infecções da boca e contra veneno de cobras (Corrêa. . Em outras regiões do Brasil. que o denominou assim em homenagem ao rei Eupator. além de se reconhecer nela poderosa ação contra tétano.5). sudorífico. estriado e diminuto.) é usada internamente contra hemorróidas e verminoses. lanceoladas. corola com tubo interno glabro. 1984).são coletadas pela população da região como sendo da mesma espécie. androceu com anteras levemente sagitadas. empregado externamente na forma de banho. Japana-roxa e Erva-de-cobra. digestivo. enquanto o sumo das folhas frescas.ambas não identificadas . e contra malária. de caule ereto. como tônico. folhas opostas. mas são comuns outras denominações. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada como expectorante e contra diarréia e disenterias graves. A infusão de suas folhas com as de arruda (Ruta graveolens). com papilho do mesmo tamanho (Figura 28. anguloso. Aiapana. Dados botânicos Erva bastante delicada. antidiarréico e antidisentérico. fruto do tipo aquênio alongado. ferrugíneo e glabro. triplinervadas. especialmente do fígado. cólera. Duas outras distintas espécies do gênero Eupatorium .Eupatorium ayapana Veuten. Japana-branca. estimulante. é considerado útil contra dores de cabeça e febre. O gênero Eupatorium foi descrito por Carl Linnaeus. visto a grande semelhança entre elas. A decocção das folhas também é usada em desordens digestivas. angina. estomáquico. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica especialmente pelo nome de Japana. a espécie possui vários usos das folhas. como Iapana.

O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e compreende aproximadamente oitenta espécies. com caules contendo folhas elípticas e obovadas. assim como em todo o Brasil. que formam uma inflorescência cilíndrica. dores de barriga e outros distúrbios intestinais. Dados botânicos A planta é uma espécie perenial e herbácea. capítulos pequenos e reunidos. de ocorrência nas Américas . a espécie é chamada de Macela. Dados botânicos A planta é um subarbusto perene. a espécie é chamada de Arnica. O nome significa "feltro". . reunidas em pequenos e numerosos capítulos radiados. flores amarelas. O nome do gênero significa "o que é firme". O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente cinqüenta espécies cosmopolitas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. com a face superior verde e glabra e a inferior alvo-tomentosa. podendo atingir até 1 m de altura. a infusão das folhas é usada contra diarréia.e com raras espécies na América do Sul. folhas oblongas. serradas. com ápice arredondado. referindo-se ao tomento das folhas. pequenas.especialmente na América do Norte .Gnaphalium purpureum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Solidago microglossa DC.

6). não alado. descrito por Nicolaus von Jacquim. o macerado da planta toda em aguardente é usado externamente contra dores musculares. Agriãobravo. comprimido com papilho aristado. dispostas em capítulos globosos terminais ou axilares. Spilanthes acmella Rich.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. ovadas. membranosas. entretanto. o chá das folhas. Spilanthes. fruto do tipo aquênio. O nome do gênero. longo-pecioladas. Dados botânicos Planta herbácea. aristas do papilho sem pêlos retrorsos (Figura 28. Agrião-do-brasil. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. enquanto a decocção da planta toda é usada internamente como sedativo e contra distúrbios digestivos. cálculos da bexiga e dores de dente. agudas. Jambuaçu. picadas de insetos e infecções. flores amarelas. Mastruço e Agrião-do-norte. . Botão-de-ouro. Corrêa (1984) relata o uso da planta contra doenças da boca e da garganta. tais como Agrião-do-pará. referindo-se à corola de flor feminina de algumas espécies. o chá ou xarope das folhas é considerado útil contra tosses e problemas hepáticos. o preparado com folhas de arruda. vários outros nomes são usados.. boldo e abacate é indicado contra hemorróidas e helmintoses. misturado com folhas de amor-crescido e de graviola. com corola curva. significa "flor com mancha". Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Jambu. com folhas opostas. é utilizado contra conjuntivite e problemas hepáticos. Essa planta é utilizada como estomáquica. Abecedária. que tem mancha escura sobre a lígula. batidas. excitante e tônica na Aldeia Olho D'Água (Elisabetsky et ai.

1997). também são usadas como medicinais. antigripal. americana é utilizada no tratamento de afecções bucais e algumas variedades de herpes. com muitos ramos. nas dores de cabeça e na "doença dos nervos". divindade etrúria representada como um belo jovem. O gênero Tagetes descrito por Carl Linnaeus (tribo Tagetae) inclui aproximadamente cinqüenta espécies tropicais (Mabberley. narcótica. Amorozo & Gély (1988) referem que o . no Pará (Amorozo & Gély. sendo também comumente chamada de Cravo. opostas ou alternas. O macerado das raízes em água é usado também internamente como laxante e emético. e seu nome vem de Tages. tais como T.1982). considerada carminativa. 1988). em Brasília (Matos & Das Graças. Outras espécies do gênero. sendo muito comum como espécie ornamental e amplamente usada em cemitérios. está muito bem aclimatada no Brasil. Tagetes erecta L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Cravo-de-defunto. lucida. a S. Cravo-de-tufo. a decocção das partes aéreas é usada internamente contra dores reumáticas. desinfetante e antiasmática. as folhas. 1980). patula e T. as flores pequenas são reunidas em capítulos grandes amarelo-alaranjados. Cravinho. T. tosse e resfriado. são partidas e aromáticas. atingindo de 60 a 90 cm de altura. Originária do México. abortiva. cicatrizante. digestiva. e indicada contra problemas hepáticos. antiespasmódica. febrífuga. Cravo-amarelo ou Cravo-vermelho. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Dados botânicos A espécie é uma herbácea ereta. emenagoga. bronquite. Na Colômbia. Bown (1995) refere que a espécie é usada contra constipações severas e cólicas. Cravo-africano e Tagetes. minuta. A infusão das flores é considerada útil na dismenorréia.

bronquites e tosses. Nomes populares A espécie é chamada. forte. Dados químicos das espécies e gêneros Acanthospermum Óleo essencial (0. australe. cordiformes. com uso freqüente contra dores reumáticas. Outras denominações populares incluem os nomes Capitão. Originária do México. na região de estudo. Moça-e-velha e Canela-de-velho. anteras amarelas e estigmas vermelhos. rosas. para tratar "doença que deixa o queixo duro". opostas. é amplamente usada no Brasil como ornamental. arroxeadas e vermelhas. a espécie possui um óleo essencial nauseabundo. incluindo brancas. as flores possuem várias cores. as folhas são ásperas. Corrêa (1984) refere que a planta toda é peitoral e calmante. bem como foram identificados os constituintes majoritários: beta-cariofileno.chá das folhas com alho é usado contra febres. sésseis. de Zinha ou Zínia. que atua como anti-helmíntico e sudorífico.13% de terpenos) foi obtido das folhas de A. . resfriados. com caule ereto. além de possuir raízes e sementes reputadas como laxativas. Dados botânicos A espécie é uma herbácea de 60 a 80 cm de altura. Zinnia elegans Jacq. pela abundância de flores. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas e flores misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é amplamente utilizada no combate à malária. e a folha socada com cachaça ou água morna é usada externamente (fricção) contra"doença que prende e doença do vento". Segundo Hoehne (1939). flores pequenas reunidas em inflorescências do tipo capítulo solitário. o chá das folhas e flores.

. leucantha (Wat et ai... hispidum foram isolados sesquiterpenos e compostos fenólicos (Jakupovic et al. 1994 e 1984. B. 1981.. 1978). flavonóides (Shimizu et al. pilosa . Herz & Kalyanaraman. beta-guaieno.. 1987. isocariofileno.. rutina e saponinas (Soicke & Leng-Peschlow. Das partes aéreas de A. De A. B. flavonas (Falk et al. 1992). axilarina e 5.4'-trihidroxi-3. De Tommassi et al.. B. Da espécie B.. gama-cadineno. saponinas e xantonas (Caetano et al.. Herz & Kalyanaraman. Serquiterpenos lactonas e flavonas foram obtidos de A. 1976). 1985. 1984). alfa-felandreno.. terpenos (Verzan & El Sayed. alfahumuleno. 1990). 2000). Ageratum e Bacchoris Achilea millefoluim possui diversas sesquiterpenolactonas (Zozyo et al. Gene et al. catecolaminas. tripartitus. carotenóides e glicosídeos foram isolados de B.. australe já foram isolados diterpenos e sesquiterpenolactonas (Bohlmann et al. bipinnatus. 1997). gama-humuleno e viridifloreno (Machado et al. Nair et al. australe também foram isolados quatro flavonóides: penduletina. 1986. cumarinas. flavonóides (Bohlmann et al. leucoantociandinas. triterpenos (Chandler et al.6-dimethoxiflavona (Debenedetti et al... germacreno A.. 1975) e monoterpenos (Orth et al. Torres et al. 1994).. flavonas. Sharma & Sharma. limoneno. pilosa. crisosfenol D.. deterpenos.. 1987). 1976a e 1976b). 2000). monoterpenos. Wang et al. Hoffman & Hoelzl. De Baccharis trimera foram isolados flavonóides.beta-elemeno.. Gill et al. 1990. 2002.. Debenedetti et al. Achilea. 1977). beta-pineno. cadineno. monoterpenos e alcalóides (Bohlmann et al. Caffmi & Demolis. 1986.. De A. beta-cariofileno. 1988a e 1988b. Bohlmann et al. 1981)... 1975. Poliacetilenos. millefolium também foram isolados ésterois. delta-cadineno (De Marais et al. De A. timol... 1994. 1979)... 1975). 1980. alfa-copaeno. 1979). 1997). 1992b. 1991). Christensen et al. Bidens O óleo essencial de Bidens pilosa possui alfa-pineno. 2001.. 1987). 1996.. laevis e B. 1991) também isolados de A setacea (Zitterl-Eglseer et al. 1979. 1987... Diversos constituintes já foram obtidos de Ageratum conyzoides como terpenos e flavonóides (Okunode. Hausen et al. glabratum (Saleh et al. diterpenos (Saleh et al.7. Alvarez et al. alfa-farneseno e beta-bisaboleno (Craveiro et al.

.japonicum. cannabinum (Stevens et al. 1987. 1988b. ocimeno e chalconas foram isolados e caracterizados das partes verdes e flores de B. 1982). subhastatum (Ferraro et al. E. B. cernuol. ferulefolius. 1991). 1986). Alcalóides pirrolizidínicos foram determinados em E cannabinum (Schimio et al. E. tais como quatro auronas. Poliacetilenos também foram isolados de B. E.. chrysoanthemoides. B. E. 1990). odorata (Hai et al.. 1990c) e E adenophorum (Li-Rongtao et al. 1992). micranthum (Herz et al 1978). foi isolado do óleo essencial de Bidens cernua (Smirnov et al. os triterpenos friedelina e friedelan-3p-ol. 1991) e E. radiata e B. 1991. dois derivados tiofênicos. ternbergianum (D'Agostino et al.. Flavonóides glicosilados foram isolados de E tinifolium (D'Agostino et al. rotundifolium (Hendriks et al. B. E. 1990a e 1990b). 1995). 1994). B. buniifolium (Muschietti et al. 1992). E guayanum (Sagareishvili et al. pilosa (Zuleeta et al. 1997). e um novo composto sesquiterpênico com atividade antimicrobiana.. frondosa. Outros glicosídeos foram determinados nas espécies £.. 1997).fortunei. Pagani. E. B.B. 1987 e 1988).. 1995) E... ácido linoléico. tripartita (Isakova et al. 1992). tripartitus (Christensen et al. angustifolium (Mesquita et al. adenophorum (Li et al.. E. glandulosum (Nair et al. 1988. . E. ácido linoléico e linolênico. 1986). Liu et al. 1988a. frondosa (Karikome et al. portoricense (Wiedenfeld et al. 1995).. Edgar et al.. E. E. Wang et al. E. dahlioides. littorale (Sato et al. tinifolium (D'Agostinoetal. £. 1995) e £. B. E. leucolepis (Herz & Palaniappan. 1979). e vários flavonóides (Geissberger & Sequin. parviflora. 1997). pilosa (Hoffmann & Hoelzl. Um novo diterpeno foi recentemente isolado de B.. maximowicziana. 1990). erythropappum (Talapatra et al. enquanto várias chalconas foram obtidas de B.foram ainda isolados inúmeros compostos. £. Eupatorium Flavonóides foram isolados de Eupatorium coelestinum (Le Van & Pham. 1994) e E. 1988c e 1988d). 1995)... altissimum (D'Agostino et al. campylotheca (Bauer et al. bipinnatus (W B. B. 1992). Três poliacetilenos. eugenol. 1985). 1990). 1981). 1987. salvia (Gonzalez et al. chinese (Zhao et al.. E. 1993 e 1995). bem como dois glicosídeos fenilpropanóides a partir de folhas frescas (Sashida et al. 1985).

1993). 1996). paniculata foram isolados aminoácidos (Dinda & Guha. Ramsewak et al. espilantol. americana foram isolados monoterpenos. Diterpenóides foram isolados de E. laevigatum (Lopes et al. odoratum (Talapatra et al. 1992b. . E. E. cannabinum (Zdero & Bohlmann. 1977). Na fração diclorometânica das flores dessa espécie também foram detectados várias amidas. E. adenophorum são p-cimeno e acetato de bornila (Ding et al. stoechadosmum foram descritos como componentes principais a acetofenona e os derivados do timol (Nguyen et al. limoneno. p-cimeno. var. E. 1986).. E. odoratum foram encontrados taninos. 1986).. 1980). ácidos graxos e ácido tetratriacontanóico. 1986b). Uma grande quantidade de terpenos (geranial. E. 1996) e triterpenos (Ospina de Nigrinis et al. laevigatum (Bauer et al. quadrangularae (Hubert et al. sitosterolO-beta-D-glucosídeo (Dinda & Guha. naginatacetona. tinifolium (D'Agostino et al. fenóis e saponina. 1987) e E. Spilanthes De Spilanthes acmella foram isolados saponinas e triterpenóides (Mukharya & Ansari. mikanioides (Herz et al.. sitosterol. 1999). 1987).fortunei (Haruna et al. cannabinum (Stefanovic et al. e o óleo essencial das folhas contém alfa-pineno.. entre outras espécies (Ding et al. Os principais constituintes do óleo essencial de E. 1988a e 1988b). 1987). oleracea Clarice (Nakatani & Nagashima. triterpenóides de E.Nas folhas de E. 1992a). 1994). enquanto em E. De S. compostos oxigenados e nitrogenados (Stashenko et al. 1980) e E. 1990a e 1990b).. rufescens (Ruecker et al. E. deltoideum (Quijano et al. entre outros (Nakatani & Nagashima.. quadrangularis (Hubert et al. recurvens (Herz et al. E. A presença de sesquiterpenolactonas foi caracterizada em E. cânfora. adenophorum.. 1979). estigmasterol.. beta-himachaleno) ou ésteres fenólicos foi identificada nos óleos essenciais de E. 1986).. 1987). cariofileno e cadinol (Inya-Agha et al. 1987).. espilantol e três amidas foram isolados das flores de S. altissimum (Jakupovic et al. 1978). 1987). e sesquiterpenóides de E. acmella L. Das partes aéreas de S.. Monoterpenos glicosilados foram obtidos de E. Uma amida. sesquiterpenos. 1986). 1991). 1987). fortuna (Haruna et al.

Na raiz e no broto de duas espécies desse gênero (T. o padrão floral não inclui flavonas nem flavonóides polimetoxilados. distribuídos nas diferentes partes da raiz (Makjanic et al. Alguns compostos têm sido identificados como típicos para muitas das espécies pertencentes ao gênero Tagetes. patula e I minuta apresentaram propriedade biocida natural decorrente da presença de tiofenos (Ketel. tais como quercetagetina. campanulata.. argentina) foram identificados quatro tiofenos. dentro desse gênero foi encontrada uma certa diferenciação entre o padrão químico das flores e folhas de T. 1993). patula (Ivancheva & Zdravkova. T.. Foi relatada ainda a presença de flavonóides em T. lucida (Hethelyi et al. T. 1988). pois somente T. Ahmad et al. 1993). 1995). como quercetagetina. 1987). Das raízes de T. rupestris (De-Israilev & Seeligmann. 1992). 1988). 1994) e T. patula. patuletina e muitos desses derivados. 1990a). minuta e T. Pe- . 1988. glandulifera) (Craveiro et al. T microglossa (Castro. 6-hidroxi e 6-metoxi flavonóis e seus glicosídeos (De-Israilev & Seeligmann.. tagetona e tagetenona (Zygadlo et al. T. Tosi et al.. 6-hidroxikaempferol.. 1993b). 1990).. T. riojana são duas espécies do gênero Tagetes morfologicamente muito similares. 1987). que podem ser diferenciadas pela composição química. Os monoterpenos descritos em T. 1988a e 1988b). No entanto. erecta (Singh et al. 1988). laxa (De-Israilev et al. bem como a quercetina detectada apenas nas flores dessa espécie. patula foram isolados tiofenos. onde foi caracterizada a presença majoritária de terpenóides e sesquiterpenos. erecta e T. T. T multiflora (De-Israilev & Seeligmann. minuta são ocimeno. T. Entretanto. riojana sintetiza quercetina 5-0-glicosídeo (De-Israilev. que parecem ser sintetizados somente pelas folhas (DeIsrailev & Seeligmann. mendocina e T.. sendo a concentração desses compostos dependente do órgão utilizado e do estágio ontogênico da planta (Beavides & Caso. benzofurano e isoeuparina (Parodi et al... As espécies T.Tagetes Foram realizadas análises fitoquímicas dos óleos essenciais de Tagetes minuta (T. 1991). patuletrina e patuletina. 1987). além de enxofre e fósforo. 1990b).. T. 1987. zipaquirensis (Abdala & Seeligmann. tenuifolia (I signata) (Parodi et al. 1985).

quena quantidade de monotiofeno na raiz de T. 2002) e antifúngica (Portillo et al. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Acanthospermum Estudos realizados com a espécie A. 1988)..5-diglucosídeo por métodos cromatográficos e espectrais (Yamaguchi et al. patula foi detectada (Arroo et al.. 1997).. Zinnia Uma triagem fitoquímica de Z.. Compostos com atividade citotóxica e antineoplásica também foram obtidos de uma outra espécie do gênero.. bradicinina e isoprenalina em vários órgãos isolados (Brandão et al... 1980). glicosídeos cardíacos. australe demonstraram a ocorrência de uma forte inibição da enzima aldose redutase (Shimizu et al. 1996) dessa espécie. 2001). (1991) e Carvalho & Kretlli (1991) demonstraram efeitos parciais de extratos brutos de A. taninos. 1988).. 1988. ocitocina. 1995). Atividade antineoplásica foi descrita para a espécie A. 1997). 1995). além de produzir efeito inibitório sobre as contrações induzidas por histamina.. Experimentos com A. As antocianinas das flores de Z. australe contra Plasmodium berghei em roedores.. . elegans foram identificadas como pelargonidina acetilada e cianidina 3. 1991)... no fluxo coronário e na amplitude das contrações (Medeiros et al. Nascimento et al. hispidum mostraram ainda um pequeno aumento na freqüência cardíaca. Em A. elegans indicou a presença de Cumarina. hispidum foi estudado o extrato hidroalcoólico da planta toda. o qual apresentou atividade broncodilatadora e espasmolítica (Brandão et al.. glabratum (Saleh et al. a A. b-sitosterol e triterpenos (Sharada et al. Carvalho et al. indicando a possibilidade de atividade antimalárica dessa espécie. 1987). Foram detectadas várias agliconas acumuladas na folhas e no caule (Wollenweber et al. australe (Matsunaga et al. 1996) bem como atividade imunomoduladora (Mirambola et al. Foi também constatada a atividade antimicrobiana (Silva et al..

1980).. minor foi a mais . As flores e os talos possuem atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Nishikawa. aumento do tônus e da amplitude das contrações no duodeno.. 1982) das folhas e raízes de Bidens pilosa. 2000). Bidens Experimentos com B. como friedelina e friedelan-3. 2000). Agerathum e Baccharis Existem relatos da atividades antiespermatogênica e antiinflamatória para Achilea millefolium (Montanari et al.. 1969). 1995) e anti-hipertensiva (Santos & Queiroz Neto. conyzoides apresentaram atividade espasmolítica in vitro (Silva et al. imunoestimulante (Ignácio et al.. 1996) e finalmente as propriedades relaxante e vasodilatadora de B. reduzindo a produção de prostaglandinas. além de bloqueio das contrações uterinas produzidas pela acetilcolina (Torres da Silva et al. Extrato etanólico de B. Porém. as propriedades analgésica e antiinflamatória.Achila. chilensis DC diminuíram significativamente o edema de pata induzido pela canogenina em ratos. 1983). Bondarenko et al... mas Bidens pilosa var. As folhas de A. (1991). Ações antimicrobiana e antiparasitária foram verificadas com B. Abena et al. A atividade anti-hepatotóxica de Baccharis trimera foi atribuída à presença de flavonóides (Soicke & Leng-Peschlow. pilosa inibiu a síntese das cicloxigenases. As atividades analgésica e antiinflamatória de Ageratum conyzoides não foram confirmadas por Yamamoto et al.. e B. minor (Blume) Sherff. Foram detectadas atividades antimalárica in vivo e in vitro (Brandão et al.. possuem atividade antiinflamatória. 1987. presente em suas partes aéreas (Torres et al. Goldberg et al. pilosa (Santos et al.. 1996). pilosa. pilosa L. 1985. N'Dounga et al. 1991). 1987). Os extratos aquosos de Bidens pilosa L.. enquanto os ácidos linoléico e linolênico possuem atividade antimicrobiana (Geissberger & Sequin. 1949). à presença de saponinas (Gene et al. Triterpenos. var.. além de vários flavonóides obtidos de B. 1998b. efeito que explica a utilização da espécie como analgésica (Jager et al. (1993) foram capazes de comprovar o efeito analgésico desta espécie dois anos depois. B.-ol. bipinnatus mostraram diminuição da amplitude da contração muscular do coração e aumento da freqüência cardíaca. trimera foram caracterizadas como de responsabilidade do diterpeno. 1997)..

hepatoprotetora e antiinflamatória (Chin et al. E.. ou seja.ativa. Foram relatadas atividades moluscicida e antibacteriana dos sesquiterpenóides de E. ayapana faz parte da composição de produtos cosméticos e farmacêuticos por seu efeito protetor contra os raios solares e os radicais livres (Greff. La Casa et al. 1997). reduziram o edema de pata induzido por adjuvante de Freund (Chin et al... cernua impediu o crescimento de bactérias gram-positivas in vitro e de micodermatófitos (Smirnov et al. pilosa L. morifolium e E. aurea mostrou-se depressora do sistema nervoso central (Ayuso Gonzales et al. 2002). As folhas de E. e cinco poliacetilenos isolados desse extrato exibiram o mesmo efeito inibitório.. 1985). 1994. E. tacotaneum (Sanabria & Mantilla. 1996). 1996). Atividade antibiótica foi descrita para as espécies E. 1985). A espécie B. E. var. sendo eficazes contra úlcera por estresse (Alarcon et al. hipotensora (Dimo et al. uma significativa ação antiinflamatória (Redl et ai.. Entretanto. 1985). atidifolium e E. 1998 e 1999). tequendamense (Mantilla & Sanabria. 1977). . 1995). Estudos com essas frações em modelos de úlcera gástrica por ácido acético demonstram que o efeito protetor dessa fração contra úlceras decorre da recuperação da vascularização da área de úlcera com simultânea redução da infiltração leucocitária (Martin-Calero et al... pilosa foi ainda descrita e confirmada a atividade bactericida (Rabe. E. 1986b). E. campylotheca apresentou. potente inibição sobre a ciclooxigenase e a 5-lipoxigenase. brevipes (Guerrero et al.. somente os extratos de B. 1995). O extrato hexânico de B. E.. balantaefolium (Almeida & Fonteles. 1994). Para a espécie B. minor e B. além de ação inibitória da síntese de prostaglandinas (Jager et al. glyptophlebum. pilosa L. pauciflorum (Giesbrecht et al. 1997). aurea aumentam a quantidade de muco e de proteínas em ratos. mais recentemente. in vitro. Um composto sesquiterpênico isolado de B. ayapana possuem atividade antimicrobiana (Guptaetal. consaguineum (Lopes et al. Estudos recentes mostram que frações ricas em flavonóides obtidas de B. ativa contra úlcera gástrica crônica e aguda (Ayuso Gonzales et al.. Eupatorium A espécie E.... densum. 1989). 1986) e diurética (Rebuelta et al. 1995).. 1988) e E. gracilae. 1995 e 1996) e...

.5-decadienamida. squalidum (Carvalho et al.. E. 1991) e promove a contração de dueto deferente de cobaia e tiras arteriais de coelhos (Akah. 1995). 1982a). Os extratos de E. 1978). 1989). ayapana (Gonçalves et al. E. assim como da atividade da RNA polimerase.. 1992). squalidum foram isoladas naftoquinonas com atividade antimalárica (Krettli. odoratum (Iwu & Chiori. que apresentou atividade analgésica (Ansari et al. 1986 e 1987. 1991). Achyrodine alata. halinfolium e E. enquanto a espécie E.1986). Guerrero et al. O extrato bruto aquoso de E. Atividade antifúngica também foi determinada para compostos puros obtidos de E. 1994) apresentaram ainda atividade antiinflamatória. 1988.. Atividade antimalárica foi determinada para a espécie E. 1988). 1985. laevigatum possui atividade espasmolítica (Andrade & Aucélio. seabridum apresentaram atividade antitumoral (Woerdenbag. flaccida. Herz & Palaniappan. riparium (Ratnayake-Bandara et al. enzimas lisossomais e enzimas da síntese de glicogênio foram verificadas como substâncias isoladas de E. 1998). hyssopifolium (Hall et al. E. candolleanum (Campos et al.. DNA e RNA de células tumorais. 1990).. proteínas. Eupatorium perfoliatum. Piperidinas de E.. cannabinum (Bourrel et al.. RNAse. 1990 e 1991). odoratum acelera o processo de coagulação sangüínea (Triratana et al. Inibição da síntese de colesterol. acmella foram isolados n-isobutil-4. 1984.. 1995). A. e de E. 1995) e E.. Atividade antiviral (anti-herpética) de Asteráceas da Argentina: Eupatorium buniifloium. vautheriana e Flaveria bidentis (Garcia et al. fortunei são inibidoras de glicosidases (Sekioka et al. Baptisia tinetoria e Arnica montana promove aumento da atividade fagocitária in vivo e in vitro (Wagner & Jurcic. O óleo essencial de E. DNAse. brevipes e E. Inya-Agha et al.. (Giesbrecht et al. A.. 1990). cannabinum. Sesquiterpenóides isolados de E.. pauciflorum. E... triplinerve também inibe o crescimento de inúmeras bactérias (Yadava & Saini. 1987) contra inúmeras bactérias e fungos patogênicos. inulaefolium (Gorzalczany et al.. porém possui alcalóides pirrolizidínicos que induzem à hepatotoxicidade (Mendonça et al. Cáceres et al. A combinação dos extratos de Echinacea angustifolia. 1991). 1991). 1986). 1996) e E. larvicida (Pitasawat . Spilanthes Das folhas de S.

sendo os deri- . T. 1987. J. 1996). L. mas não contra Candida sp. 1995).. usado como emenagogo. Compostos com atividade anestésica local foram isolados de Spilanthes americana (Nigrinis et al.. 1988.. F. RJ. antiulcerogênica e espasmogênica (Moreira et al. 1994). 1984). 1989). sedativa. que possui potencial atividade inseticida (Kadir et al.. C. Andrade. presente em muitas espécies.. isso denota um risco na aplicação imprópria dessas partes vegetais. mauritana (raiz e flores) possui atividade antifúngica contra Aspergillus sp. et al. 1990). Valderrama et al. (Fabry et al.. in vitro. acmella foram caracterizadas também as atividades anticonvulsivante. O extrato de S.. 1994) e outras espécie de insetos (Broussalis et al. 1986) e S. antimicrobiana. Camargo Neves et al. 1993). 1993.. 1995).. 1992). oleracea (Herdy & Carvalho. Souza. 1999)... Uma fração do extrato de flores dessa espécie apresenta importante ação sobre o controle de outros vetores parasitários.. erecta apresenta toxicidade contra fases larvais de Anopheles stephensi (Sharma & Saxena. e Plasmodium berghei in vivo (Gasquet et al. como Aedes aegypti e Anopheles stephensi (Perich et al.. O eugenol. 1992. et al. 1998) e espilantol. conhecida popularmente como Cravo-do-campo ou Coaribravo. Em I minuta.. testes de pele realizados posteriormente apresentaram reações positivas não só à arnica. e o extrato de S.. como também a várias outras plantas do mesmo gênero e do gênero Tagetes (Pirker et al.. bem como no consumo destas (Meckes et al. Foi relatado o caso de um paciente de 69 anos de idade que apresentou dermatite facial após 24 horas de contato com arnica. Em S. 1993). et al. oleracea (200 a 400 /mg/ml) apresentou atividade antimalárica contra Plasmodium falciparum. folhas e flores de T. enquanto o extrato de S. calva inibiram a mutagênese induzida pelo tabaco e também a nitrosação de metiluréia de forma dose-dependente (Sukumaran & Kuttan.. 1992) e antitumoral (Moraes et al.et al. Essa espécie também possui atividade larvicida contra Aedes fluviatilis. embora ainda não se conheça o mecanismo de ação. como no cravo-da-índia. Tagetes Os extratos metanólicos de raiz. erecta apresentaram uma alta fototoxicidade. foi caracterizada a atividade antichagásica dos extratos hidroalcoólico e etanólico da folhas contra o Triatoma infestam (Bronfen.

. foetidissima possuem componentes fitotóxicos com atividade antibiótica (Perez-Amador et al. in vivo e in vitro. o óleo essencial de T. 1994). Do extrato de Z. Dentre outras espécies. . que possuem elevada citotoxicidade em carcinoma laringeal humano e em fibroblasto do tecido conjuntivo (Tellez et al. além de atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e gram-negativas (Tereschuk et al. Foi testado o extrato etanólico das partes aéreas de I patula. 1991). 1991). a atividade da ATPase.Ca2+ dependente e inibiu. a amplitute de contração do músculo esquelético em ratos (Aoki & Cortes. Os extratos hexânicos de T... in vitro.. 1995). Houve também um aumento da amplitude de contração do intestino de coelho isolado. O extrato alcoólico de diferentes partes dessa espécie exibiu atividade estrogênica.. o terpeno ocimenona presente no óleo revelou atividade em concentrações maiores que no óleo essencial completo.. sendo potencialmente utilizável contra outras espécies de mosquitos. 1997). 1994). foram eficazes como fungicidas (Lacicowa & Wagner. lúcida estimulou discretamente. füifolia apresenta atividade antioxidante no óleo de amendoim (Maestri et al. enquanto seus compostos cumarínicos apresentaram uma pequena atividade inibitória sobre a contratilidade do músculo liso de coelhos (Rivera et al. 1989). além de seu efeito persistir por aproximadamente 24 horas (Green et al.. O extrato de T. coronopifolia e T. 1992).vados tiofênicos os compostos ativos. flavicoma foram isolados elemanlídeos do tipo zinaflavina B. 1996).. Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes) (Caceres et al. O extrato de Zinnia na dose 10% acima da DL50 induziu a algumas alterações histopatológicas e bioquímicas do fígado (Sharada et al. O óleo essencial de I minuta apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti. Mabberley (1997) refere que um composto terpênico é considerado eficaz contra HIV e importante composto com atividade larvicida. 1987). e o efeito do óleo persiste por pelo menos nove dias.. 1995). Essa planta também possui ação bactericida contra as infecções respiratórias causadas por três tipos de bactérias gram-positivas (Staphylococcus aureus. D e F. Zinnia As sementes de Z.. presentes em diversas espécies de Asteraceae (Macedo et al. 1997). elegans L. tendo sido isoladas fototoxinas que apresentaram atividade inseticida (Consoli et al.

et ai. Estudos com extratos brutos demonstram que ocorrem malformações externas com o uso de A. A. Considerando-se ainda a pequena importância da espécie como medicamento tradicional. ageratoides possui efeitos tóxicos em bovinos. 1993). australe são tóxicas para aves. icterícia e enterite catarral (Ali & Adam.. especialmente na fase jovem. especialmente . os extratos não apresentam efeitos abortivos (Lemônica & Alvarenga. 1990). Entretanto.. M. Observações adicionais Os dados de toxicidade apresentados para o gênero Acanthospermum demonstram claramente que preparados tradicionais com essa espécie não devem ser utilizados durante o período de gestação. T. aspecto que limita sua utilização até que novos estudos sejam realizados. Estudos recentes mostram que o extrato hidroalcoólico não produz efeitos tóxicos (Dutra E. australe durante o período de prenhez de ratas. alopecia. et al. 1996 e 1997). Tremetona isolada de E.Dados toxicológicos das espécies e dos gêneros Hoehne (1939) relata que as sementes de A. 1978a e 1978b). A ingestão regular de E. 1995). congestão do baço e coração. S. fraqueza e debilidade dos membros. dispnéia. rugosum é o principal componente tóxico (Beier et ai. a espécie é uma fonte de substâncias que podem e devem ser estudadas para várias atividades farmacológicas. acmella induziu a contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-clônicas e morte (Moreira. oleraceae apresentaram atividade convulsivante (Moreira et ai. 1988). adenophorum causou doenças pulmonares crônicas em cavalos (Oelrichs et ai. Segundo Hoehne (1939). poucos dados estão disponíveis sobre o uso dessa planta pelo homem.. a espécie E. hemorragia. Estudos realizados com essa espécie demonstram a presença de várias atividades farmacológicas. Estudos com a espécie A. caracterizados por diarréia. adenophorum (Oelrichs et ai. no entanto.... especialmente se for levado em conta que a espécie é utilizada como contraceptivo. hispidum mostraram efeitos tóxicos dos brotos e sementes. 1995). V. enquanto o extrato aquoso de S. enquanto hepatoxicidade foi determinada nas espécies E. porém nenhuma delas representa importante avanço na pesquisa de novas drogas. As folhas de S. 1994).

c) detalhe da escanerata com flor (Banco de imagens - .como diurético e hipotensor. A utilização da espécie para estudos de outras atividades farmacológicas descritas para espécies do mesmo gênero pode representar uma importante estratégia de estudo de compostos com atividades antimicrobiana.1 . b) detalhe da escanerata. FIGURA 28. A propriedade antimalárica indica a necessidade de novos estudos voltados à caracterização química dos constituintes responsáveis por essas atividades.Acanthospermum australe: a) escanerata de ramo fértil. relaxante muscular e antineoplásica. assim como novas avaliações da farmacologia com as substâncias devidamente isoladas.

FIGURA 28.Ageratum conyzoides: a) escanerata do ramo florido.2 . b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .

b) escanerata com detalhe das inflorescências (Banco de imagens - .FIGURA 28.3 .Baccharis trimera: a) escanerata mostrando o caule alado e as inflorescências.

Bidens bipinnatus. Detalhe da escanerata mostrando inflorescência (Banco de imagens - .FIGURA 28.4 .

: a) ramo florido (Di Stasi .original).Eupatorium ayapana.5 . b) flor isolada e c) corte de capítulo longitudinal (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov.FIGURA 28. . 1998).

FIGURA 28.6 . 1984). .Spilanthes acmella. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.

e Gardenia. fonte de uma das mais apreciadas bebidas no Brasil. arbustivos. fonte de quinino e outros compostos de valor terapêutico. algumas espontâneas nas áreas tropicais.200 espécies vegetais cosmopolitas. Hiruma-Lima Introdução A ordem Rubiales inclui apenas três famílias botânicas. como é o caso de Coffea e Cinchona. A. Di Stasi C. A família Rubiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu um grande número de gêneros abrange (630). . apenas esta última apresenta importância como fonte de espécies de valor econômico e terapêutico. assim como de vários compostos com atividade farmacológica. Os gêneros dessa família estão distribuídos em quatro subfamílias. algumas lianas e poucas ervas (Mabberley. importante fonte de espécies ornamentais. Essa família possui inúmeros gêneros de espécies medicinais. do famoso jenipapo brasileiro. C. alguns deles de valor histórico. • Ixoroideae: Coffea. Genipa. com representantes arbóreos. nos quais se distribuem mais de 10. Gelsemiaceae. das quais destacamos os principais: • Cinchonoideae: Cinchona. Coffea arábica.29 Rubiales medicinais L. 1997). Desfontainiaceae e Rubiaceae. do famoso Cafeeiro.

que inclui várias espécies com compostos de ação no SNC e muito usadas em rituais. e Palicourea. estipulas não foliáceas. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Guarapitanga-poranha. Dados da medicina tradicional Os índios da aldeia tenharins utilizam o sumo das folhas ou o chá com pouca água para deter hemorragias de menstruação irregular. Não foram encontrados sinônimos. ipecacuanha. bicarpelar. Espécies medicinais Palicourea /an/f/ora Standl. . diclamídeas. com pêlos abaixo da inserção dos estames. flores hermafroditas. Dados botânicos Pequeno arbusto. com espécies popularmente denominadas Poaia. especialmente na Amazônia.• Antirheoideae: Guettarda. bilocular com óvulos fixados na base do lóculo. muitas delas encontradas na Amazônia e várias com atividade emética (Mabberley. lanceoladas. simples.1). importante árvore. ereto. e o gênero descrito por Jean Baptiste Christopjore Fuseé Aublet inclui duzentas espécies tropicais. Borreria e Dioidea. 1997). muito comuns em terrenos baldios. O nome do gênero Palicourea é popular nas Guianas. carnoso e drupáceo (Figura 29. fonte de emetina e outros constituintes de importância. • Rubioideae: Psychotria. fruto indeiscente. Cephaelis da famosa C. com corola de base gibosa. inteira. que compreende uma das espécies aqui referidas como medicinais. tubo de corola ventricoso ou ampliado na base. ovário ínfero. O nome dessa planta se refere ao levantamento etnofarmacológico realizado na aldeia tenharins. folhas curto-pecioladas.

avermelhadas. Além de alcolóide. frutos do tipo baga. sobretudo na região amazônica. 1974) alcolóides também foram detectados na espécie P. 2001). 1999).. 1995. Palermo-Neto et al. De-Moraes-Moreau et al. pois acreditase popularmente que os ratos sintam atração por ela. Dados químicos do gênero Das folhas de Palicaurea adusta foi isolado o alcalóide lyalosídeo (Valverde et al.. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero O extrato aquoso de P marcgravii apresentou atividades tóxica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2. a planta é conhecida popularmente como Erva-de-rato ou Douradinha-do-campo. acuminadas. marcgravii. pecioladas. 1994). a infusão das partes aéreas é usada como alucinógeno e contra "verminoses de barriga cheia". de onde partem folhas com venação tênue. fendleri (Nakano & Martin. inflorescência em panículas. A planta é chamada de Erva-de-rato-verdadeira. avermelhados.. o palicosídeo e de P alpina a palinina (Morita et al 1989. (Kemmerling. foi caracterizada também a presença de ácido fluoroacético (Krebs et al. 1989a). 1976). com ramos cilíndricos. Peptídios macrocíclicos de P condensata foram isolados.. 1996. sendo a Palicoureina o polipeptídeo com atividade anti-HIV (Bokesch et al. mas também considerada espécie tóxica e perigosa. E popularmente usada como medicamento. Nomes populares No Brasil todo. delgados. opostas.5 m de altura.. Stuart & Woo-Meng. Hil. de P.Palicourea marcgravii St. glabros.

os frutos são mais tóxicos que as flores e folhas. outras duas substâncias também contribuem para o efeito tóxico: N-metiltiramina e 2-metiltetrahidro-b-carbolina. espasmos musculares. Tokarnia & Dobereiner.1 . 1989).Banco de imagens - .Palicourea laniflora. 1995). Gorniak et al. Palermo-Neto et al. convulsões tônico-clônicas e distúrbios cardíacos. caracteriza-se por um quadro hipoglicêmico com ansiedade.. marcgravii foi isolado também um alcalóide indólico denominado palicosídeo (Morita et al. 1989).. e a intoxicação. 1980) e convulsivante (Gorniak et al. A ingestão experimental de P marcgravii promoveu morte repentina no gado. 1986). falta de coordenação motora. porém tais sintomas foram observados somente em ruminantes. enquanto P..teratogênica (Costa. 1982).. A intoxicação aguda provocada pelo extrato de P. comum em animais e rara na espécie humana. Segundo Schvartsman (1979). 1988. 1989b.. marcgravii promoveu o aparecimento de excitação. Das folhas de P. P. FIGURA 29.. De-Moraes-Moreau et al. 1996). et al. vômitos. marcgravii foi atribuída à presença do ácido monofluoracético nas folhas dessa planta (Eckschmidt et al.. Além de fluoroacetato. Aspecto do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .juruana provocou mortes repentinas em coelhos e bezerros (Tokarnia & Jurgen. 1984a. contrações musculares. 1989. náuseas. que têm grande absorção no sistema gastrintestinal e atuam como inibidores da monoaminooxidase (Kemmerling. midríase e morte em bovinos (Costa et al..

C. 1997). cultivam-se algumas espécies dos gêneros Abelia. Os principais gêneros são Sambucus. arbustos e lianas. A. Hiruma-Lima Introdução A ordem Dipsacales inclui apenas cinco famílias botânicas. a planta mais comumente utilizada e mais conhecida no Brasil é o Sabugueiro. Abelia e Linnaea. A família Caprifoliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu possui aproximadamente quinze gêneros e 420 espécies. mas que são também comuns na Europa e na Austrália (Mabberley. Lonicera e Sambucus (Barrozo. das quais a família Caprifoliaceae é a que apresenta com maior número de exemplares encontradas no Brasil. na qual foi registrado o uso de uma importante espécie econômica e medicinal. As famílias Valerianaceae e Dipsacaceae também incluem importantes espécies no Brasil. 1978). descrita a seguir. mas as medicinais são referidas principalmente na família Caprifoliaceae. Lonicera. Di Stasi C. distribuídas especialmente na América do Norte e na Ásia. também utilizado como medicinal em todo o mundo. . No Brasil.30 Dipsacales medicinais L. Viburnum. A família inclui inúmeras plantas ornamentais.

. considerada exótica nas Américas. que se manifesta no suco vermelho-escuro dos frutos. A decocção das folhas é empregada internamente contra sarampo. também é utilizada em culinária como flavorizante de inúmeros alimentos. além de seu histórico uso medicinal. e suas frutas são usadas em saladas e no preparo de sucos. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. os frutos são drupas negras e brilhantes (Figura 30.1). o uso tópico do sumo das folhas ou do macerado das folhas em água é indicado contra afecções da pele e como repelente de insetos. Apresenta importante valor econômico. a infusão das folhas é indicada contra febres e resfriados. O nome do gênero Sambucus descrito por Carl Linnaeus significa "cor vermelha". Floresce nos meses de julho a agosto.Espécies medicinais Sambucus nigra L. folhas verde-escuras com cinco a sete folíolos peciolados e ovais. A espécie. é considerada excelente diurético e sudorífico. com ramos bastante lenhosos. ao passo que a infusão das flores é usada contra dores musculares. visto que suas flores são empregadas na produção de inúmeras loções para pele. usada internamente. e possuem aroma muito agradável. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em várias outras do Brasil como Sabugueiro e Sabugueiro-negro. no champanhe e no catchup. A infusão das folhas. as flores são brancas. O mesmo nome é atribuído para a espécie na região do Vale do Ribeira. Na região da Mata Atlântica. além de flavorizantes em vinhos. dispostas em um corimbo branco. gripes fortes e varicela. óleos e ungüentos. É uma espécie nativa da Europa e do Norte da África. Dados botânicos A espécie é um arbusto de 3 a 6 m de altura.

1986). reumatismo e febres. reduzir inflamação e como diurético e anticatarral. os ácidos graxos láurico. Corrêa (1984) refere que o chá da inflorescência é sudorífico e que as folhas são inseticidas.. De S. externamente. folhas. 2001). Internamente. lectinas das cascas (Shibuya et al. a planta ainda é indicada contra influenza. Van Damme et al. descrita no trabalho de Grieve (1994).. glicosídeos fenólicos (D' Abrosca et al. 1990. além do uso das folhas como inseticida e anti-séptico. lignanas. Dados químicos Da espécie Sambucus nigra foram obtidos antocianinas (BroennumHansen & Flink. Essa espécie possui uma importante e milenar história de usos medicinais e econômicos. diuréticas. irritação dos olhos ou pele inflamada e úlceras. esteárico. linoléico e linolênico das sementes (Karovicova et al... os aminoácidos fenilalanina e leucina (Karovicova et al. sinusite. tetradecênico. flavonóides. além de serem úteis (uso externo) contra furúnculos. 1989. racemosa e S. heptadecênico. sudoríficas. 1989b e 1989c). casca e frutos são usados para diminuir febres. Kaku et al. onde também podem ser encontrados inúmeros dados químicos e farmacológicos. oléico. mirístico. erisipelas e queimaduras. nigra. palmítico. catarros. S. gripes..Bown (1995) refere que flores. 1988). canadensis foi isolado o iridóide . para pequenas queimaduras. cianogeninas. 1996) e carotenóides (Osianu & Ciurdaru. 1989a).

Sambucus nigra.. 1996. nigra.morronisídeo (Jensen & Nielsen. 1997a e 1997b). De Sambucus sieboldina isolou-se mucina (Harada et al. uma formulação de plantas preparada com Mentha piperita.. 1997).. beta-amirina e o ácido oleanólico.. Artemisia absinthium. das folhas. 1996). . 1997). ebulus foram isolados glicosídeos iridóides e um glicosídeo monoterpeno (Gross et al. 1990). indicado para hidropisia. 2000). 1995). promoveu-se um teste de hemaglutinação utilizando aglutininas de várias espécies de Sambucus (Murayama et al. e das raízes de S. nigra também foram capazes de induzir à agregação de neutrófilos (Timoshenko et al. Prunus spinosa. Bojic & Cuperlovic.. Glicosídeo cianogênico foi caracterizado em S. promoveu atividade antioxidante (Stajner et al. mexicana. De estrutura semelhante também foi isolada a nigrina F. Van Damme & Peumans. De S. que apresentaram atividade anti-hepatotóxica (Lin & Tome. antiinflamatória e antipirética.. O extrato hidroalcoólico de S. formosana foram isolados. 1997). Dados farmacológicos A nigrina b é uma lectina isolada das cascas de Sambucus nigra que apresenta estrutura e atividade enzimática semelhante à da ricina. canadensis (Buhrmester et al... apresentou atividade vasodilatadora (Paganini et al. Salvia offtcinalis.. e Polygonum aviculare. Das cascas de S. 1989). 1974). conhecido como Sauco. os triterpenóides e esteróides (Lin & Tome. 1987).. sem apresentar sinais de toxicidade (Nunes et al. porém com uma toxicidade menor em camundongos (Battelli et al. Centaurium minus. O extrato aquoso das folhas de S. não apresentou atividade antiinflamatória nem analgésica (Salamanca et al. 1988). 1994). 1986).. 1992b e 1992). As lectinas de S.. Com base nessa constatação. 1997. 1997. O reatival. O extrato aquoso de S. 1980). indicado popularmente como anti-reumático e anti-hemorroidol. De S. com ausência de atividade tóxica (Girbes et al. Schoning. australis. apresentou atividades analgésica. sieboldiana foi isolada uma lectina responsável pela aglutinação de eritrócitos humanos (Tazaki & Shibuya. formosana foram isolados os triterpenos ésteres chamados de sambuculina A. que possui atividade colerética (Takeda et al.

Neto et al. 2000. ebulus não foi efetiva no combate ao Helicobacter pylori (Yesilada et al. peruviana apresentou atividade antimicrobiana para bactérias gram-positivas (Hernandez et al. 2002). 1999) e a espécie S.1 .Sambucus nigra...A espécie S. FIGURA 30. . Detalhe do ramo florido (Banco de imagens - ).

C. Di Stasi O livro aqui apresentado compreendeu a descrição de 135 espécies medicinais. cujos dados da medicina tradicional foram obtidos por entrevistas e questionários aplicados em duas importantes regiões do país: Amazônia e Mata Atlântica paulista. Carambola (Averrhoa carambola) e outras. Mata Atlântica. das quais 86 são espécies referidas exclusivamente nà região amazônica e a maioria se trata de espécies nativas e endêmicas da região. e a maioria das espécies é de plantas exóticas cultivadas no Brasil. . como é o caso do Pau-ferro (Caesalpinia ferrea). como é o caso do Alho (Allium sativum). • 109 são usadas na Amazônica. e várias também exóticas e cultivadas na região do Vale do Ribeira. entre outros. Dessas 135 espécies medicinais. da Hortelã (Menthapiperita). A maioria é nativa desse ecossistema. • 23 espécies foram referidas em ambas as regiões. Algumas também são espécies nativas do Brasil e com ampla distribuição no território brasileiro.Posfácio L. das quais 56 espécies são exclusivamente referidas pelos entrevistados que habitam a Mata Atlântica de São Paulo ou seu entorno. muitas delas espontâneas em áreas de formação secundária e capoeiras. • 79 plantas medicinais são usadas na região do Vale do Ribeira.

neste livro. das quais apenas 135 foram selecionadas para esta publicação. . enquanto as outras 119 são dicotiledôneas. apenas dezesseis são monocotiledôneas. incluindo na totalidade 160 espécies referidas na Amazônia e 180 referidas na Mata Atlântica. compreendidas em trinta diferentes ordens.Dessas 135 espécies medicinais. Além da pequena importância que essas plantas possuem nas comunidades entrevistadas. o Mamão (Carica papaya). líquens. a Mostarda (Brassica nigra). das quais 55 ordens e 322 famílias são de dicotiledôneas. Se considerarmos que o sistema de arranjo sistemático das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997) e usado neste livro inclui nas angiospermas 76 ordens e 426 famílias. mas por pequeno número de entrevistados (menos de 10%). No caso de plantas medicinais usadas na Mata Atlântica. Também não fazem parte deste livro espécies de fungos. As 135 espécies de angiospermas referidas estão distribuídas em 61 famílias botânicas. Não foram referidas nas entrevistas nem incluídas no livro espécies de Pteridófita e de Gimnopermas. entre eles a sua importância para determinado grupo estudado. o Tomate (Lycopersicum suculentum) e a Salsa (Petroselium sativum) foram referidas como medicinais. briófitas e seres vivos que integram outros grupos taxonômicos do reino vegetal. várias espécies amplamente conhecidas. Esse dado se torna mais importante porque. a Losna (Artemisia absinthium). ambos grupos vegetais compreendidos pelas angiospermas. definida pelo número de citações feitas pelos entrevistados. tais como o Alecrim (Rosmarinus offirínalis). razão pela qual não foram incluídas no texto. O mesmo critério foi usado para excluir algumas das espécies referidas na Amazônia e para justificar aquelas que se encontram aqui descritas. a Erva-cidreira de folhas ou Melissa (Melissa officinalis). podemos observar a imensa diversidade biológica de espécies vegetais com usos medicinais que fazem parte da cultura e do patrimônio do Brasil. a Camomila (Matricaria chamamila). as espécies foram selecionadas a partir dos levantamentos etnofarmacológicos realizados em ambas as regiões. ou seja. a Erva-doce (Pimpinela anisum). devemos considerar que também priorizamos espécies nativas como um dos critérios de inclusão. a Calêndula (Calendula officinalis). e 21 ordens e 84 famílias são de monocotiledôneas. A seleção das espécies baseou-se em vários critérios de exclusão. o Guaco (Mikania ghmerata) e outras do mesmo gênero. 340 espécies. o Coentro (Coriandrum sativum). o Agrião (Nasturtium officinalis).

razão pela qual optamos por incluir apenas os dados de uso tradicional. para que em futuro próximo estes possam adquirir direitos sobre os eventuais e prováveis produtos que decorrerão das pesquisas nessa área. Por isso. alcançando alto índice de citação. isto é. pelos mais variados grupos de pesquisadores. seja de modo espontâneo seja por influências de outras culturas. documentado (como aqui está sendo feito) e avaliado como propriedade intelectual dos devidos grupos pesquisados. vários estudos estão sendo feitos e a revisão bibliográfica não foi completamente realizada. Várias das espécies medicinais usadas na Mata Atlântica incluídas neste livro não tiveram sua revisão bibliográfica apresentada. Essas informações mostram a grande importância do conhecimento popular acerca das virtudes medicinais das espécies vegetais brasileiras. Sobre essas. Finalmente. ou pagaremos tal perda com a redução das possibilidades de obtenção de novos medicamentos e novas alternativas terapêuticas ou econômicas. devemos salientar que o conhecimento popular sobre as plantas medicinais provém de uma cultura dinâmica e que se modifica diariamente. e sempre espécies vegetais podem tornar-se novas espécies medicinais e potencialmente úteis para as pesquisas farmacológicas e químicas voltadas para a obtenção de novos medicamentos. O mesmo não ocorre com as espécies medicinais de uso na região amazônica. dados botânicos e as informações que consideramos relevantes para esta publicação. esse conhecimento se enriquece a cada dia. como a de massa e a erudita. que deve ser devidamente resgatado para que não se perca. insistimos que pesquisas etnofarmacológicas continuem sendo exaustivamente realizadas em todo o Brasil. .Cumpre ainda assinalar que várias espécies não identificadas completamente foram incluídas pela sua importância nos distintos grupos étnicos que as referiram como medicinais. caracterizando-se como espécies com efetiva tradição de uso na comunidade. e que esse conhecimento seja recuperado.

químicos e médicos Termos botânicos Actinomorfa. Alternas. Amplexicaule. Estrutura basal e alargada da folha que normalmente envolve o caule. . Acuminada. Anual. Que abraça o caule. Qualquer parte da planta que tem pelo menos dois planos de simetria. no segundo. Planta que nasce. Conjunto de órgãos masculinos da flor. folhas que envolvem o caule. indeiscente. Extremidade sutil e dura de determinadas estruturas da planta. Diz-se da folha que apresenta a ponta aguda e comprida. Excrescência da semente.Glossário de termos botânicos. Folha terminada em ponta com ápice de ângulo agudo. o ciclo reprodutivo e depois morre. Axilar. com dois sexos. Antera. Arista. Aquênio. termo empregado para especificar qualquer estrutura que nasça sobre o ponto de inserção da folha no caule. Hermafroditas. Fruto carnoso com pericarpo fino e parte interna carnosa. Parte apical dos estames onde estão alojados os grãos de pólen. Arilo. Fruto seco. Androceu. Andróginas. com uma única semente. Bianual. pelo lado interno. os estames. Planta que em seu primeiro ano tem seu ciclo vegetativo. se desenvolve até dar frutos e morre em um período não superior a um ano. Folhas que se inserem isoladamente em diferentes níveis do ramo. Aguda. Bainha. Baga. Que fica na axila.

Didínomo. Estilete. Ex. Fruto monospérmico. Escapo. Fruto carnoso com uma semente dentro do caroço. Conjunto de pétalas inferiores ou dianteiras de uma flor papilionada. Drupa. Folha modificada que origina o gineceu. que se formam ao lado da parte basal das folhas. inseridas em um eixo comum. Flor com dois envoltórios: cálice e corola. Deiscente. que se desenvolve a partir de dois ou mais carpelos. mas sempre terminando na mesma altura. como o fruto das gramíneas. Que se abre. Estipula. Capítulo. Dicotiledôneas. Cada um dos apêndices. androceu ou planta que possui quatro estames. Decumbentes. normalmente largo.Bráctea. Tecido nutritivo encontrado nas sementes. tornando-o alado. Cuneiforme. deiscente. com função de proteção.: cana-de-açúcar. Tipo de inflorescência em que as flores são geralmente sem pedúnculo e muito próximas entre si. dois mais altos e dois mais baixos. Conjunto de pétalas. em geral dois. Cálice. Diclamídea. Diz-se de caules deitados no solo com as extremidades se erguendo. Caduco. Na forma de cunha. Fruto seco. Crenada. Caule com articulações bem evidentes nos nós. seco e indeiscente. Diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. Elíptico. quase sempre é o verticilo floral fortemente colorido. Conjunto de sépalas. Corimbo. Epicarpo. Qualquer órgão foliáceo situado na proximidade das folhas. Tipo de inflorescência em que as flores saem em pontos distintos do mesmo eixo. Camada externa do pericarpo. Colmo. Pedúnculo geralmente sem folhas. que é o verticilo externo da flor. Qualquer órgão que cai em determinado período. Pétala superior da corola papilionada. . Decorrente. Escandente. Diz-se da flor. Endosperma. Estandarte. Parte do gineceu que fica entre o estigma e o ovário. que produz no ápice uma flor ou inflorescência. Carpelo. Corola. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem dois cotilédones. Carena. Com a forma de elipse. Cariopse. Diz-se da folha cujas bordas são recortadas em dentes arredondados. Planta trepadeira. Cápsula.

É um termo usual com que se designa todo órgão lateral que brota do caule e dos ramos de maneira exógena e com crescimento limitado.As principais partes de uma folha podem ser observadas a seguir. e ao de pétalas. As principais partes de uma f l o r podem ser observadas como segue. trímeras. sendo a parte da planta mais importante na classificação e identificação das espécies vegetais. Ao conjunto de sépalas dá-se o nome de cálice. As flores são estruturas de reprodução. Flores. pentâmeras etc. As flores podem ser dímeras. Fasciculada. de acordo com o número de elementos que constituem todo o verticilo floral. Filete. que é ramificada igualmente em forma de pincel. Parte do estame que sustenta a antera. . Estrutura existente na epiderme de órgãos e tecidos aéreos da planta e responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambiente. Refere-se geralmente à raiz que não tem eixo principal. que juntos constituem o perianto.Estômato. Folha. complexas e variadas nas formas. de forma geralmente laminar e estrutura dorsiventral. o de corola.

sendo os principais mostrados a seguir: Outro aspecto de grande importância na morfologia foliar é a nervação. e sua margem pode apresentar diversos tipos de recorte. conjunto de vasos que se distribuem pela lâmina e que podem ser dos seguintes tipos: As folhas ainda podem ser descritas em relação ao seu ápice como: .A morfologia das lâminas foliares é bastante variada.

às vezes reduzidas.A disposição das folhas no caule constitui a base da filotaxia. A figura que segue ilustra esses tipos de folhas. Nesses casos. no caso das folhas compostas pinadas. representando uma importante característica para a classificação e identificação das plantas. que surgem de ambos os lados de um eixo denominado ráquis. Os principais tipos de folhas quanto à forma de sua base e articulação podem ser observados na figura que segue. ou com o próprio caule. Essa disposição pode ser das formas demonstradas nas figuras que seguem: As folhas podem ser simples .ou composta . As folhas podem ainda ser classificadas quanto à base de suas folhas e de acordo com a articulação com o ramo central ou secundário. às vezes numerosas.quando se compõem de duas ou mais lâminas.quando consta somente uma lâmina . . as folhas podem ser pecioladas ou não. recebendo o nome de folíolos (ou pinais).

. Todas essas características. são essenciais para a descrição das plantas e sua correta identificação. mais aquelas apresentadas para as flores. as folhas podem ainda ser classificadas quanto à forma do limbo ou lâmina foliar.Finalmente. conforme se observa na figura a seguir.

Planta ou flor com dois sexos. Cavidade existente dentro do gineceu de uma flor. Estrutura filamentosa e enrolada que auxilia a fixação da planta em um suporte. Inflorescência. Brácteas externas que envolvem a espigueta. Lígula. mais longa que larga. Gluma. os carpelos. Que não se abre. Diz-se da folha mais longa e com bordas quase paralelas. Orbicular. As inflorescências podem ser de diversos tipos. Flor com apenas um invólucro no perianto. Agrupamento de frutos desenvolvidos a partir de uma inflorescência. em linhas gerais. Planta que produz flores unissexuais. Infrutescência.Folíolo. deiscente. Hermafrodita. Porção alargada e achatada da folha. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem um só cotilédone. Metaclamídeos. Indeiscente. Conjunto de órgãos femininos de uma flor. é constante para cada espécie vegetal. Gineceu. Lanceolada. Monocotiledôneas. Lóculo. Monóica. Diz-se da folha que tem a forma de lança. Lâmina. É uma denominação dada ao conjunto de flores que supõem uma ramificação que. Desprovido de pêlos. Lâmina foliar articulada sobre a ráquis de uma folha composta. Lobado. Grupos vegetais cuja flor tem corola com pétalas concrescidas. Diz-se da folha em forma de círculo. Gavinha. Provido de pêlos longos. porém presentes na mesma planta. Dividido em lobos ou porções não muito profundas. Hirsuto. com numerosas sementes que são liberadas quando atingem a maturação. Folículo. Glabro. Oblonga. e as principais são motivadas na próxima figura. Fruto seco. . Monoclamídea. Diminuta excrescência ou apêndice na base das folhas das gramíneas. sendo assim importante na morfologia e sistemática das plantas.

.Principais tipos de inflorescências de angiospermas (segundo Raven et al.. 1978).

Pubescente. Que forma gancho. incolor. cerdas ou aristas. Hidrocarboneto não saturado. nitrogenadas de origem vegetal. solúvel em água. Perene. Qualquer substância de sabor ácido. Cálice modificado em pêlos. Podem ser monobásicos. isovalérico. dibásicos. Alcalóides. cáprico. palmítico. cujos pêlos se entrelaçam. aromáticos etc. Substâncias orgânicas. araquídico. Qualquer estrutura provida de pêlos. Planta ou órgão denso. Termos químicos Acetileno. esteárico. gasoso. de caráter básico e ação farmacológica enérgica. Ácido. Caule subterrâneo. Ráquis. dispostas circularmente. gálico. fenólico e tartárico. Inflorescência na qual as flores são pedunculadas e se inserem num eixo a distância não desprezível das outras. Pecíolo. como folha sem pecíolo ou flor sem pedúnculo. Conjunto formado por cálice e corola. o mesmo que cacho. Tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. Ácido graxo. oléico. Ácidos são compostos que contêm um hidrogênio e um radical negativo. Eixo da inflorescência ou de uma folha composta. Rizoma. Racemo. Verticilo. Zigomorfa. Qualquer ácido orgânico monocarboxílico. . Tomentoso. Parte da folha que prende a lâmina foliar ao ramo. mirístico. succínico. linoléico. Receptáculo. fórmico. Estruturas com simetria bilateral. ou parte da inflorescência capituliforme que sustenta todas as flores. Conjunto de estruturas com a mesma função. Uncinada. Planta com ciclo de vida superior a três anos.Panícula. característico da família Asteraceae (Compositae). Exemplos: ácidos acético. Ácidos orgânicos. São ácidos que possuem carbono em sua molécula. Parte basal da flor que sustenta os verticilos. Qualquer órgão ou parte orgânica que não tem suporte. Séssil. com cheiro desagradável. Papilho. Perianto.

que podem ou não acompanhar a clorofila nos cloroplastos. Compostos orgânicos que possuem um grupo -CO unido por suas duas valências a um átomo de carbono. Exemplos: carvacrol. São corantes vegetais. Flavonas. vegetais e animais. Líquidos incolores. voláteis. com caráter gelatinoso. Fitosterol. Qualquer composto orgânico que possui o grupo -CHO unido ao hidrogênio ou ao carbono de um radical orgânico. originam as flavononas. Carboidrato. derivados de hidrocarbonetos por substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por uma ou mais hidroxilas (OH). Aminas com fórmula de dois pólos deferentes. Betaínas. amarelos e roxos.Alcoóis. Muitas atuam na atração de insetos para a polinização de plantas e apresentam inúmeras ações farmacológicas. odor característico facilmente reconhecido nas espécies de guaco. encontrado nos organismos vivos. Aminoácidos. como a quercetina. Compostos com uma hidroxila ligada diretamente a um carbono do anel benzênico. Cetonas. timol. Ver esteróides. Enzima que desdobra peróxido de hidrogênio em água e oxigênio. tais como os hormônios. Cumarinas. eugenol e hidroquinonas. Ou hidrato de carbono. Compostos aromáticos. Substâncias fenólicas que ocorrem de forma livre (agliconas). Fenóis. estragol. Aldeído. Amilopectina. Uma das substâncias constituintes do amido. Compostos derivados da 2-fenil-benzopirona. Flavonóides. que exercem várias funções. onde exerce importantes funções. Compostos naturais ou artificiais. ou ligadas a açúcares (glicosídeos). Compostos orgânicos em cuja molécula figuram os grupos carboxila e amina. Compostos orgânicos não-cíclicos. acompanhada de uma quantidade de ácido fosfórico difícil de separar. de cor amarela e que acompanham a clorofila e os carotenóides nas partes verdes das plantas. Catalase. Qualquer álcool não saturado com uma estrutura de diversos anéis. Quando reduzidas nos carbonos 2 ou 3. Substâncias cuja molécula contém um anel benzênico. . Exemplo: p-cimeno. derivados do cicloperidrofenantreno. Esteróides. Substâncias derivadas de lactona do ácido p-hidroxicinâmico. composto formado por combinação da água com carbono e que possui a fórmula tipo Cn(H20) Carotenóides. Compostos alifáticos. Esterol.

Diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. geralmente de odor agradável. Insaturados. pela ação de ácidos diluídos. Glicídios. sofrem hidrólise. Nome genérico das gorduras ou substâncias insolúveis em água. que se extraem de órgãos e partes vegetais com solventes orgânicos. Lignanas. com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. Qualquer substância constituída exclusivamente por carbono e hidrogênio. Líquido oleoso. recobrindo-as com uma camada protetora. com propriedade de diminuir irritações locais da pele e mucosas. liberando um ou mais açúcares e um outro componente denominado aglicona. Compostos cíclicos. derivados do fenilpropano. Óleo essencial. Heterosídeo. derivados de terpenos com grande ocorrência na família Asteraceae (Compositae). Glicosídeo que por hidrólise não produz exclusivamente a glicose. Qualquer enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio sem deixar oxigênio livre. . Polímeros de açúcares (polissacarídeos). Possui composição química diversificada e algumas atividades farmacológicas de interesse. Óxido em que existem dois átomos de oxigênio diretamente ligados e que formam água oxigenada. Ligninas. Glicosídeos. Hidrolato. Líquido incolor e aromático. Hidrocarboneto. Hormônio secretado pelo pâncreas. Compostos cíclicos. Mucilagens. ocorrendo livremente ou ligados a açúcares. obtido de plantas mediante destilação por arraste com vapor d'água. Peroxidase. Peróxido.Fosfolipídio. Combinações orgânicas do tipo da glicose. Exemplos: digitoxina e estrofantina. Insulina. Substâncias que. que se obtém pela destilação de água com plantas ou outras substâncias aromáticas. Lactonas. Qualquer lipídio que contenha uma molécula de ácido fosfórico. Substâncias incrustantes que acompanham a celulose nas paredes celulares dos tecidos chamados lignificados e que possuem caráter aromático. Lipídios. oxidando outros compostos. por aquecimento em meio ácido ou por ação de enzimas.

. Antiblenorrógico. Antiescorbútico. Adstringente. Anemia. Delírio. Antiespasmódico. Que aperta. Adenocarcinoma. Anestésico. que provoca constricção. Antibacteriano. Que combate a eliminação de muco. Agregação. aglomeração. Antiemético. doença sexualmente transmissível. Antidiabético. Auticonvulsivante. Agrupamento. Alopecia. Que produz perda parcial ou total da sensibilidade. ato ou efeito de desvariar. às vezes. Amenorréia. Que reduz a capacidade de reprodução. sufocação. Que suprime náuseas ou vômitos. Perda da capacidade de exprimir a linguagem por palavras escritas ou sinais. Que combate a disenteria (desordem intestinal com aumento do número de evacuações de fezes misturadas a muco e. Que combate a diabetes (doença caracterizada pela falta de insulina e eliminação de grande quantidade de urina). involuntárias de músculos voluntários). Que exerce efeito lesivo sobre as bactérias. Analgésico. Antigonorréico. especialmente táctil e dolorosa. calvície. Queda dos cabelos. Que combate a doença inflamatória da mucosa genital provocada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae. antigonorréico. Que alivia espasmos (caracterizado por contração involuntária. a sangue). Que combate as convulsões (contrações violentas. Falta de menstruação. que prende. Que combate fungos. de um músculo ou grupo de músculos). que impede a formação de catarro. em conseqüência de lesão do sistema nervoso central. Acne. Antifertilidade. podendo ser feminina ou masculina. Antifúngico. Afasia. Capaz de promover expulsão do feto. Antidisentérico. Anticatarral. Lesão na pele com aparecimento de pus por infecção dos folículos pilosos. Angina. violenta. Afrodisíaco. Expectorante. perda momentânea da razão. Estado em que o sangue é deficiente em qualidade e quantidade de glóbulos vermelhos. Alucinação. Tumor maligno com disposição glandular. Dor sufocante. Que combate o escorbuto (estado mórbido por carência de vitamina C no regime alimentar). Que aumenta ou excita o desejo sexual. Que reduz ou suprime a dor.Termos médicos Abortivo.

Antivirótico. Também denominado antipirético e febrífugo. Em geral se forma na bexiga. falta de emoção. Anti-histérico. Cálculo. especialmente bactérias. Que combate as inflamações. Estado de indiferença. Antimalárico. Anti-reumático. em geral acompanhada por desordens na fala. Anorexia. Antileprótico. nos rins e/ou na vesícula biliar. Anti-sifilítico. Que combate as doenças provocadas por vírus. Que combate o corrimento vaginal simples. Que impede a fermentação. Antipruriginoso. Que combate micróbios. Que combate o reumatismo. Que combate a lepra. Que combate estímulos dolorosos nocivos ao organismo. febre paludosa ou palustre. inatividade. Antileucorréico. Relativo à tosse.Anti-helmíntico. Antiinflamatório. Béquico. Canais da árvore respiratória por onde passa o ar. Antitérmico. doença causada pelo Treponema pallidum. que serve para o tratamento da tosse. também chamada de paludismo. Que combate a formação de tumor maligno. Antineoplásico. Que combate a malária (doença transmitida por um mosquito e causada por um protozoário do gênero Plasmodium). Que faz baixar a temperatura.no. Antimicrobio. Antivenéreo. Que combate tumores. Que combate a prurigem (dermatose caracterizada por intensa coceira). desinfetante. formada por sais minerais. Que combate helmintos. Redução ou perda de apetite. Massa inorgânica anormal no organismo animal. Antinociceptivo. Brônquios. Ataxia. insensibilidade. Broncodilatador. Que combate a histeria. Falta de coordenação motora e capacidade de movimentação. Antitumoral. Que combate hemorróidas (tumor vascular constituído por varizes infectadas da região anal). Anti-hemorroidal. termo comumente usado para definir produtos capazes de reduzir a incidência ou controlar a quantidade de microorganismos. Que combate a sífilis. Anti-séptico ou Antisséptico. putrefação ou contaminação microbiana. Que dilata os brônquios. . quase sempre transmitida por contato sexual. popularmente chamados de vermes dos intestinos. Apatia. Que age contra as doenças sexualmente transmissíveis.

reduz a força. Desobstruente. resfriado. Dificuldade na deglutição. Infecção por bactérias. Aumento do líquido entre as células nos tecidos ou nos espaços intercelulares. Que combate as infecções ou seus agentes causadores. Eczema. muitas delas usadas para destruir células tumorais. crostas e secreção. que aumenta ou provoca a secreção urinária. que ativa a eliminação de bile. purifica. Citotóxico. Dispnéia. Cicatrizante. Constipação. Emenagogo. Depressor. enfraquece. Desinfetante. Edema. Dermatite. Disfagia. Emoliente. que previne a invasão de microorganismos. Catártico. Respiração difícil. Prisão de ventre ou. . Doença da pele de caráter inflamatório e com formação de bolhas. que separa substâncias nocivas. Que favorece ou provoca menstruação. Cardiotônico. Congestão. acompanhada de náuseas. caracterizado visualmente pelo inchaço. libera a passagem de um vaso ou canal. Acúmulo exagerado de sangue em determinada zona. Que deprime. Que desentope. empachamento. estimulante da transpiração. Que favorece o fluxo biliar. Substância que possui propriedade de ser tóxica para as células. medicamento que apressa e aumenta a evacuação intestinal e provoca purgação. também. Alteração do sistema digestivo caracterizada por má digestão. Colagogo. Que provoca vômito.Carbúnculo. produzindo lesões nos órgãos e com a presença de bactérias no sangue. gripe. Dispepsia. medicamento que restabelece o ritmo cardíaco. Que favorece a secreção urinária. sensação de peso ou queimação no estômago. Sudorífico. Depurativo. reduz a excitação. gripe comum. Inflamação da pele. Que favorece o fechamento de feridas cutâneas e recompõe tecidos lesados. Carminativo. Que limpa. Diurético. dificuldade para respirar. do estômago etc. particularmente a pele inflamada e porções próximas. Emético. Diaforético. Que exerce efeito tônico sobre o coração. Que tem a propriedade de amolecer. Purgativo. Que alivia a distensão por gases. do intestino. Indigestão.

Doença provocada por parasita da pele e tecido subcutâneo. Estimulante. Taxa de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. Tóxico para as células do fígado. Capaz de promover estímulos. com vermelhidão. Relativo ao estômago. Relativo ao fígado. Fitofármaco. produz sono e alivia a dor (narcóticos). Fitoterapia. Hiperglicemia. assombro. Hipotensor. Fungicida. que facilita as funções do estômago. Fitoterápico. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) substância(s) ativa(s) isolada(s) de plantas medicinais. Hidropisia. Distensão por gases no intestino. Hipocolesterolêmico. Expectorante. com anemia. Que baixa a pressão sangüínea. que leva à perda de atividade. pigmentação amarela generalizada da pele. Hipoglicemiante. estado de irritação. Estupefaciente. Hepático. O mesmo que arroto. Hepatotóxico. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) plantas medicinais inteiras ou partes dela. Hipertensor. Que baixa a taxa de glicose no sangue. . no estômago etc. Produto medicinal farmacêutico com estrutura química definida. Que estimula ou provoca a ação. Hepatócitos. Febrífugo. febre e dores (provocada por bactérias do tipo estreptococo). Que combate fungos. Hemostático. Acúmulo anormal de líquido debaixo da pele ou em uma ou mais cavidades do corpo. lentidão anormal dos batimentos cardíacos). Excitante. Que aumenta a pressão sangüínea. Células do fígado. Glicosúria. Relativo a hemostasia. Presença de taxa anormal de açúcar na urina. Farmacoterápico. que estanca hemorragia. Que combate a febre.Erisipela. com bradicardia (pulso lento. Estomáquico. Emprego de fitoterápicos no tratamento de doenças. Derrame de bile no sangue. Ictericia. obtido tanto por síntese como a partir de produtos de origem natural. Que produz imobilidade emocional. que melhora o funcionamento do fígado. Eructação. Flatulência. Que diminui a da taxa de colesterol no sangue. espanto. deposição de bile nos tecidos. Que facilita a saída das secreções das vias respiratórias.

Narcótico. Grau ou índice de parasitas no sangue. Peitoral. afecção cutânea. Morféia. dorso). calmante. Lumbago. produzindo sono e alívio da dor. Poliária. Malária. Purgativo. Substância que mata insetos. Que mata ou destrói parasitas. Incapacidade de reprodução. Que resolve. Que alivia excitação. Dilatação da pupila. . Tóxico para as células brancas do sangue. Estado que é tóxico ao rim. que faz cessar inflamação. Doença ou alteração cutânea de natureza alérgica. Que provoca fluxo de saliva ou salivação. Corpúsculos sangüíneos. Que laxa ou afrouxa. que apenas exonera o intestino. Substância que apressa e aumenta a evacuação intestinal. Que produz sono ou inconsciência. importantes para a coagulação sangüínea. Moluscicida. como no caso da esquistossomose). Infertilidade. Dor na região lombar (costas. que acalma. Que produz gordura. tranqüilizante. Resolutivo. purgativo fraco. Presença de taxa elevada de gordura no sangue. Lipogênico. Que combate moluscos (alguns são transmissores de doenças. Parasiticida. Qualquer agente químico capaz de provocar mutações (transformação da informação genética que resulta em células ou indivíduos com diferenças). impaludismo. droga que paralisa as funções do cérebro. Inseticida. Sedativo. Midríase. Excreção excessiva de urina. Mutagênico. Que adoça ou acalma. Relativo a peito. Lipemia. Nefrotoxicidade. Maleita. Parasitemia. Laxativo.Impingem. Linfocitotóxico. medicamento para o tratamento de doenças pulmonares ou do peito. Sialagoga. Lenitivo. purgante. o mesmo que laxante. Lepra. Plaquetas. causado por gordura.

Testículo. Vermífugo. Zigotóxico. Que produz pus. que restabelece o estado de saúde ou do órgão. Sinusite. Medicamento que se aplica às pessoas feridas ou que tenham sofrido queda. Próprio para curar feridas. Órgão sexual masculino que produz espermatozóides. Desenvolvimento de anormalidades fetais. Inflamação em um ou nos dos seios nasais. Vesicante. Tônico. Que destrói ou afugenta vermes. Que tranqüiliza. Tóxico para o zigoto. que facilita a saída de pus. Tranqüilizante. Supirativo. Que provoca vesículas.Sialorréia. bolhas. Diaforético. Sudorífico. Teratogênese. Salivação abundante. Vulnerário. que acalma. Revigorante. .

p. ABDU-AGUYE. v. n. Khim.4. Prir. Prir. página inicial e página final e ano de publicação. n. Prod. et al.38. p. 1986.5. F. seguindo-se o título do congresso. 1997.Referências Bibliográficas As referências bibliográficas estão aqui apresentadas por ordem alfabética dos autores e sistematizadas da seguinte forma: • • • • Apenas o primeiro autor. Biochemical Systematics and Ecology.269-74. Nat. p. 1986. seguindo-se o título do livro e todos os dados de imprenta necessários para a obtenção do material.7-8. n. v.12.499-500. Não são apresentados os títulos dos trabalhos.2. p. (Tashk). et a l j . D. p. et al. p. nos casos de única autoria.60. Human Toxicol. página e ano. ABDEL-KADER. et al. dissertações e outras publicações do gênero. p. incluindose volume.23. Soedin. 1985. os autores são citados como nos casos das revistas. v. 1995. SEELIGMANN. nos casos em que há mais de dois autores. v.3. Khim. apenas sua referência. . Os dois autores. N. • Quando se trata de resumo de Anais de congressos. S. n.5. ABDALA.871-2. n.326-32. O mesmo se aplica a teses. seguindo-se o ano de publicação e a referência bibliográfica com a autoria (conforme trabalhos e livros). P Lilloa. n. I. . • Quando se trata de livro. 1995. ABE. .43. 1995a.657-63. v. Soedin (Tashk).l69-71. M. fascículo. nos casos de dupla autoria.3. ABDULLAEV.. simpósio ou similar. R. Um autor. os autores são citados no texto. L.. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). n.1294-7.

Agents Chemother.].575-7. 1971. YAMAUCHI.2.494-7. K. L. 1995a. 1999. n.8. Pharm.499-501. Planta Med. ABHAHAM. v. v. p. T.29. v.31. E. 1991. et al. p. v. AGUIAR. 1999. v. 1992a. 1993. I. Chem. et al. v. v.2. V. Chem. A. B. 1986. v. C. R.2/3. et al. p. p. p. et al. Zool. Trop. BEG.. 547.6. Phytochemistry.26. p.10.52.}.19. O.4. n. Phytochemistry. Phytochemistry. p. AfrJ Med Med Sci.315-6.}. J. n. Food Chem. Acta Chem. 121-4. O. E.l.223-43. p.6. Food Chem. J. Curr. p.. 1997 . E. 1981. Ver. O.5. n.1494-7. Chem. Int.28. n.251-4.3. v.5.3. K.4. p. H. v. Chem. MARQUIS.13. n. v. AHMED. V. S.50. D. O. P.81. n. ALVI. p. Phytother. 1987.27. J. n. ABRAHAM. p. 1988. ADNAN.. Ethnopharmacoi.40. Prod. p. M. G.45-8. n. v.1085. n.. n. p. ADEWUNMI. et al. p. AHMAD. 1996.3189-93.58. M.7. v. 1989.. v. ACHENBACH. V.. n. p. p.329-32. Sci.219-24. p. v. ABOUTABL. Sci. et al. ADDAE-MENSAH. Journal of Pharmaceutical Sciences. p. J. p. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. p. Technol. A. v. 1990. K. F.. p.. ASHIDI.1977.3. Indian). . 1990. Technol. L. M. O. Chem. ABO. n.9-14. 1990. Sci. ADEYAMI.1988.2271-3. n.J. SYAMASUNDAR. K.. 1983. 1986. n. n.43. p. Am. n.ABE.131-3. Res. A. ABE. AHAMED..250-1.161-3.56. v. p. Res. J. v.37. AHMED FARAG.. S. F.38. ABOU-JAWDAH. 2001.1429-32. AHMAD. n. 1986.2. Phytochemistry. et ai. 1988. v. v.74.64. n. n. 2001. D. p. B. J. p. 1995b.815-9.. A. SCHIMMER. et al.30. et al.27.13.9. I. et al. ABEL.3-4.6. V. et al. n.42.239-44. Agric.29. v. 1986.9. AGRA. p. n. n. U..410-2.2. T. A. Phytochemistry. v. V. Fitoterapia. .. v. p. n. n.69-72.. 1979. p. Genet. 167-9.375.. OH. ADEDEJI. G. Agric. Pertanika. 1997. v.4. AGUIRRE. v. J. n.1.4. M. et al.30. Sci.937-9.31.51.29B.. Planta Medica. 1987. et al. et al.. Phytochemistry. n. R. S. A. Anim. ADDY.2055-8.3208-13.31. Hum. Antimicrob. 1997 ADETUMBI.3035-7. Feed Sci. A. n.67. . (Suppl). et al. 1986. AHMAD. v. .. Lett. V. M.2. 1990 AGURELL. Phytochemistry. Z. et al. 1966. A.l. Ciência e Cultura.67. Res.4. Nat.31.. M. A. et al. Phytochemistry. Indian J. AHMAD.. 1982. et al.63. v. AGNER. et al. n.23.3. n. Res.1. Soc.3. Park.105-12. v. v. . Cubana Med.9. T. p. n. et al. et al. Org. 1997.184-6.l. Phytochemistry. ABENO. et al.. 1992. 2002. v.l. et al. p.89-98. Crude DrugRes. n. . Phytochemistry. F. 1980.2. v. v. v.l 13-23. v. . v.. CAVA.793-4.9. p. ADERIBIGBE. p. 1992.2. n . n. K. I.12-8. n.l. p.670-2. A.577-81. Ind. Cryst. AHLUWALIA. Pak. Y..73.. JAKUPOVIC. Ethnopharmacol. Scand..l. 1984. n.39. v. 1992b. A. M. v. p. v. A. ABO. p. v. Phytother. S. 1969. et al. p. U.903-16. p. Phytochemistry. p. AHMAD. AGARWAL. p. v. L. v. p.18.l.60.23. 2002. V.58.700-1.2.64-6. U. E. Encephale. p. M.81-91. n.673-4. J. AHMAD. 1994. ADINARAYANA. AFIFI. n. l l . Acta Biologica Colombiana. Fitoterapia.].2. p. et al.2.729-34. n. n.

n. ALBEKAIRI..855-9. Planta Med. ALI. 2001. v.1992. p. Res. ALENCAR.7. ALEMAYEHU. p. v. v. Comp. R.. n. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids.4. p. et al. 1997.385-9.1995. C.72. Khim.. v. Nutrition. Soedin.62. n. v. AKAH. Phytochemistry. v. AIYELAAGBE. Prir. R A.AHMED. p.40. Planta Medica. AKINPELU. N. S. et al. A.87-8.31. A. M. A. M. v. v. v. ALARCON. v. n. R J. P. n.6. p. n. p. 518. v.2.59. n. et al.. et al. Soc. p. p. p. Khim.. et al.646. M.5.4.. p. p.l. v. p. Fitoterapia. . n. ALI. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. p.108.3. p. HOUGHTON. Pathol.28. AHMED.Ethnopharmacol. et al. S. Plantas medicinais brasileiras. et al. et al. 1996. I. ALI. AKRAMOV. ALBUQUERQUE.8. R. Ind. Phytother. 1989.2001. /. 1993.4. Phytochemistry. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. International]ournal of Crude Drug Research. ALAM.161-8. n.89-96. n.65.12. v. ALI. et al.17. p. et al. Yakugaku Zasshi.1990. 1999. et al.27. v. M. ÁLEA.72. n. n l .257-9. n. A. v.161-8.. 286-7. J. n. et al.l. Food and Chemical Toxicology.301-6. M.5.1988. Trans. p. P. n. et al. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids. Buli. 1993. Fitoterapia.J. M.. Biol. Conhecimentos populares e científicos. Planta Med.49.Nahrung.. Journal of Ethnopharmacol. R.l421-3. 1988.4. et al. Comp. Ethnopharmacol. GUPTA. M. B. AHMED. . n. n. 1994.455-7. D. M.31. 2000..475-9.38. v. v. N. J. p. Res. C.49.443-8. 2001.5.443-50. v. Vet. ADAM. A. Bangladesh J.. ALARCON. A. M. v. v..88. AKGUL. Journal ofEthnopharmacoi.. 188. ALKOFAHI.42. 1985. A.207-8.1990. M. n. Res. JAKUPOVIC.41-9.l. ALMEIDA. v. W.1991. et al.363-5.408-12.1983. v. L. A. O. 1980. 1995. p. E. M. Pharmazie. Planta Med.J. AL-AWADI.3.59. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Fitoterapia. Perkin. 1997. p. v. M.J. v . S. n. v.1215-8. Pathol. p. p. p.1978a. J.533-44. p.56..88. AKHILA. Rev.701-2. . n. p.1991. E. v.496-7.42.Sci. T. F. v. p. et al.3. ALI. A. Fitoterapia. ALANIYA. Fitoterapia.. p.5 p.5. Soedin. AHUJA.253-6. v. v.29-35.l.5. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. p. n. S. 1996.1993.. Cubana Farm. et al.308-10. n. p.1978. n. n. 751. n. ALI. AHMED.657-60. n.5. .85. p. p.1989. Fitoterapia.30.4. Planta Medica.55.1995. v. Pharm. 2001. p. B. S. . n. n.24.J. Chem. 1990.2000. . v.4.9. ALMEIDA. C. O.p. et al.62.l33-9.6. p. G. l l . C.525-8.1986.308-10. p. M.6. J. et al. n.3035-7. A. O.3. 2001. p. M. n. E. v.1986.53.397-400. ALI. p.55. NIGAN. C.540-2. Sci. et al.. . D. Prir. M..544-6.55.1979. n.5. n. . AHMED. ALARCON-DEL-LA-LASTRA.29. 1996.1980. ADAM. E. São Paulo: Hemus Editora Ltda. 1457-60. n. Pharmazie.6. ALI.5. v. A.391-6.33.2.5.1984.1994.

Physiological and Molecular Plant Pathology. 1990. Bol. J.J. v. C. N.1459.4. n. Anais da Reunião Anual da FESBE. Y.357-60. N.14. p. Journal of Natural Products. AMORIM. et al. A. T. ANESINI. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. L. v.8. p. Fitoterapia. v. ALMEIDA. 1976. A.14. v. Z. p. Anais da II Reunião Anual da FESBE. M.59-65. ALMEIDA. K. AL-ZANBAGI.169-73. Oil Chem.J. p. n. 1998. n.1991. S. 2).l.ALMEIDA. M. PEREZ.. AMOROZO. VIJAYALAKSHMI.2-3. Y. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. R.l 19-28. 1998. v. et al. 48. AMARAL.1-2. AMPOFO. et al.2000. . E.393-5. p. et al.. Med. Rev.287-91. ANDEBRHAN. Am. F.2001. 1998.31-41. p. et al.6. 2002. v.3. Ecol. 962. n.l 77-80. 112. et al. . 1987. p.l 19-25. 118.8. 1983. p. S. et al. et al. Série Botânica. Quim...70. et al.5. 1993. et al. L. et al. n. ANDRADE. AMARAL.2. p. et al. 46. A. A. FONTELES. ANDRADE-CETTO. F.2. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. AURÉLIO. Phytother. p. et al. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica. Z. 1987. L. C.26. GÉLY. p. 1999. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. Colomb. n. R. 194. ANDRADE. p.1986. M. M. n. n5-6. K. n. D. Environ.189. Par. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. ANGERS. v. p. P. 1994. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.. F. C. ALVAREZ.21.47-131. 225. ANDRA. Mus.750-1. 1992. Z. Emílio Goeldi.1996. ANIKA. 214. Planta Medica. ALVAREZ. Phytotherapy Research. n. ANILA.307-8. ALVARENGA. L. et al. 2001.62.73. B.8. S. ANDERSON. n. M. Int.62. A. 1996. et al. ANDRADE. R. AMORIN.2. N. n. Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC.39. Nat. n.J. et al. Soc.3. ANDRADE. K. v. SHETTY. J.. L. J. ALMEIDA. v. . p. H.2367-70. S. Microbiol. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. WIEDENFILD. K.355-7. v. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl. N. p. n. L. V. et al. F. Journal of 'Ethnopharmacology. AMARAL. A. Anais da 38a Reunião da SBPC. M. J. Biosci. n. ANDRADE... ALMEIDA. Res. n. v. et al. n.1-2. et al.78. A. 172. A. C. 1996.1988. FRANK.44.. 1992. Res. ANDRADE. 85.51. A. 1995. C.2. 1989.J. N. M. et al. 786.J. et al. 1996. Immunol..). Prod. F. AMRHEIN. Crude Drug. v. 1992. v. p. 64. ALVARENGA. 51. 1989.. M. p.189-93. p. 184. p. 316. Ethnopharmacol. M. et al. N. C.. C. n. p.67. 2000.4. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. AMBASTA. 1991. v. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.33948. Ethnopharmacol. M. v.953. Chromatogr. Phytochemistry (Oxf.334-8. 1988. et al.5. 1998.4. Anais da 43a Reunião Anual da SBPC.692-595. G. J. Naturforsch. et al.3. G. et al. 106. C.1033-4. v. 1988.1987. 1998.

Chem. M. Fitoterapia. p. ARUNA. v. Bioresource Technology. v. p . Asian and its practice in Britain. 2000.18.13.82.237-8. p.589-95. n. T. ARAGÃO.62. v. n. v.3. 1935 ARORA. p.2.2. Fitoterapia. Pharm.3.l842-3. n. et al. Natural produets. n. p. n. v. D. V. R Phyton (Buenos Aires). . ARROO.4. v.. Org. et al.. VALLE. R. Med. v.44-8.862. 1988.J. n. v. p.56. J. ARNAUD-BATISTA. et al. B M C Pharmacol. v.2. Pharm.42. n. 1995. APARECIDA DOS SANTOS.69-92. CORTES. v.l06.30. SIVARAMAKRISHNAN.I6. 1998.l. S.. Sci.6.6.. ASPREY. .. v.31. ARITOMI. p. SARMA.ANJANEYULU. n. n.9. (Ed. ARRIAGA.614-5.l. A. 1991.1989. et al. v.152-9. AOKI.J.50. B. et al.. ASSELEIH.61. 1995. C.871-3.278. B. n. A. Int.189.. F.193. 1988. v.H.4. Med. M.. APITZ-CASTRO. A. 1986. Sci. ASTHANA. 1972. et al.214. J. v. p. n. l l . J Pharmacog.1990. 2002. P. n.107-13. A. Phytochemistry (Oxford). E. R West Indian Med J.. R.1-20.356-8. UK: Saunders Company Ltd. H.. 1994.719-21. n . n. v.42. J. R. K.133-42. J. B. p..4. G. ASAMIZA. . n. v. 289. Indian J. n. 1996. p. n. L. n.J. R.145-55. et al. ANJANEYULU. ARITOMI. THORNTON. p. n..496-7. 1996. 108. l 2 .71. p. Chem. v. A.862.5.. In: EVANS. n. et al. p.1955.12..1989 ASLAM.. OH Res.J. p. ASUKU.1995. Thrombosis Research.1997. Food Biochem. S. v. N. ASLOK. Sect.559-61.1987. 1965. Sect. B9.255-8. 1968. M.1962. ARYA. v. et al. v.2. Soc. V. ARRIGONI-BLANK. n . S.2. n. Soedin.38.. p. et al. M. Sect. v. Chem.64. p. G. Chem. 9 5 3 . 313.4. Soc. Phytochemistry (Oxford). 1986. et al.349-52. 1988.127-33 1995. P. Indian J. M.4. London.6 . H. 1992. et al. p.l. v. S. Anais da XXIV Reunião Anual da SBPC.726-31.l 193-7. p. p. Chem.l 146-7. . Indian J. Incl.. Phytopathol. Indian Chem. p. n. et ali.1985. p. p. p.l. ANTOUN. n.66. ASLANOV. p. p. n.68. Soc. M. Khim.52. 1992. et al. et al. SARMA. p.58.. Sci. 1146-7. v. R.. S. C. D.24. . M. N. et al. p. p. D. p.5.1989. F.J. ARAUJO.J. p. Chem.. AQUINO. et al. ARAYA. p. Yakugaku Zasshi. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Indian J. C.. p. 1994. et al. Indian J. Carbohydr. 1991. ASPINALL. Chem.267-71. ASANO. ASHOK. ATHAMAPRASANGSA. et al.499-500. W. K. Yakugaku Zasshi. Food and Chemical Toxicology. n.108. R.2. et al. n.454.6. I.6. v. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.1994. v. p. T Chem.. U. Res. n. et al.) Pharmacognosy. N. l l . Amer. A. Prir.B27.1215-8. ARNOLD. v.9. M. v. v. Res. 1994. ATAL.3. p. 1986. M..25. Phytochemistry (Oxford). et al. v. Int. J. L. p . Chemical &Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). et al. Indian Chem.43-9.63. J.2. Braz. p. v. v. et al. C. O. London. 1994.25.9. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. R. Essent.l..117. ANSARI. p. ASIBAL. M.235-6. ANSARI. KAWASAK1.388-91. Buli.67-8. et al. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. v. J.1989. B.58. p. et al. n. 1993. v.2673-6. 1987.3.2. A.1994a.Crude Drugs. Phytochemistry. D. K.3. Etnopharmacol. v. v. v. Pharm.. R.37.

n. p. 1986.1 lOp. Toxicol.34. 1995.. Soc.544-6. 1997 AZEVEDO. p. .l 18-120. v. 1994.487-90. Chem..1988. SHEELA.60. AZERO. n.1962. n.. v.ATHAR.7.l155-7. p. et al. v. n. Pak.57. F. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. M.72.9. S. H. v. AYELBAGBE. p. Indian Journal of Experimental Biology.1. E. C.4418-21. Advances in Economic Botany. BACCHI.1985. . Filotergnia.38. AUGUSTIN. Nutr../. n.634-40. R et ai. p. E. Planta Med.429-33. Phytochemistry (Oxford). p. v. p. p. 1979.. Fitoterapia. AWNEY.. v. p.17.1997 BAHUGUNA. et al.13063-80.24. 1981.. n. Proc.1997.2. Ethnopharmacol. BALAKRISHNA. n. et al. 1996. et al. 1995 . 2001. .. A. S. O. S. p.l.190-201. A.1988. AYALA FLORE. p. Chromatogr. M. 117-27. p.3. A. v.. et al.8. Chem. v. Phytother. v. Interact. n. A.39-41. et ai. v.3. n.621-5.5. v. v. AUVIN-GUETTE. v..54. n. n. K. London. R. v. p.3-4.l 1.19. Experientia (Basel). n. M.204-7. n. Tetrahedron.J. K.5. Polym.72.2. Unpublished manuscript. Exp. A 268. BALASENTHIL. K. p. SERTIÉ.646. 1978. Med. E.9. .41. n. Biochem. Ret al.. p. Soc. BABADY-BILA. AYUSO GONZALES. . MISRA. n. Environ. n. Herba Pol. S.53.1986. 1961.11. et al.ll. AUGUSTI. p. Res. n. AVILA. Chem. et ai. J. v.35. AYENSU. et al. Sã Ind. F. 1977. J. K. M. et al. v.Nat. BADHEKA. v.4. 1. Phytochemistry. AUDUJ. M..1986. et ai. A.60. p.3.4418-21. Bull. v. Medicinal Plants of the Westlndies. Bull. AZIBA. . R.. p. J. 1996 BABBAR.1997.. A.129-42. et al. Plant. Office of Biological Conservation Smithsonian Institution. PEREDA-MIRANDA. v. R et ai. 2000. Pharm. Ser.2845-48. p. p.35. p. p. Sect. Indian Chem.41. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. p. v. L. et al. (Berlin).1987. C.3. v. v. p. Washington.J..Soc.l34-5. 6/ 9.30.2033-6. Res. Phytochemistry (Oxford). BAH.5. p.l22-4.27-30. Bull.36. 1996. n. K. I. v. Pharm. Biochemical Systematics and Ecology.1981a. BACCHI. n. p. Conf.3. B20. Tetrahedron.1997. et al.205-12. Proc.. AUGUSTO. v.42.36.52. v. V. Malays. v. M. n. p.255-63. Indian.52. p. L. E. 93.873. n. n.l.16. p. Sci. AUGUSTI. Prod. et al.39. Bull. AZEVEDO. v. v. C G .5. v.3.34. . n.451-5.l-8. v.1996.1996.733-6. G. . O. DC.9007-22.27. p. 1423-30. n. J. Planta Med.2001.10. Med. Pharm. G. a 1996.10. et al. J.. BACCHI. Journal of Economic and Taxonomic Botany.57-8.2000.61. 1988. T. n. v.115-9. n.7.2977-83. Plant. A. p.. Phytochemistry. v. E. Ind. n. 2002. p.Biol. p.26. R. 1984.1989.1. p. AUVIN. SERTIÉ. M. T. Planta Med. p.19. H. .1-20.1985. p.653-61. et al.. BABA.205-16.5. R I. R. !. Tetrahedron Lett.25. R.1997. n. Phytother. n. 1441-3. N. K.2001.20. AWASTHI.

2126-7. Sect. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SRINIVASULU. M. 1981. D. R L. I. p. Med.26..1996. p. v. São Paulo: Edusp.7. C. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. v. n. et al. Khim. . Nat. A.31. BARIK. C. p. n. v. E. 178. 1987. J. n. 1988. n. . 1988.l. R et al. v. N. BARBI. p.275-7. Anais da III Reunião Anual da FESBE.. 251-6. DUGAN. R et al.. et al. BORGES.8. n. 1998.2281-4. R R R B B. Cult.6. n. Sect. BARILYAK.. B. 2001. 1989.. Mutagen. 2000.2. B. BASNET. Chem. Khim. A. 249. p. v. BARROS.55. 1988a.l 14-6. et al. M. Chem. 1990 BANDARA. 1998.672-5. 871. n. et al. BARATA. p. 1982. A. p. v. Anais da 40a Reunião da SBPC. 1998. A. V.293. A. n. M.55. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. et al. 1986. Phytochemistry (Oxford). p.6. Prir. v. Biological Sciences.l. S. p. Chem.1987.I5. n. n. p.Groupe Polyphenols. R.13-4. v. G. n.711-3. et al. 1992. n. p. SriLanka. L.l 19-26. 1981. 1985.. BANDYUKOVA. n. v. v. 7/9. R.. Prod. K. R et al.4. Dopovidi AkademiyiNauk Ukrayiny. v. C. Anais da III Reunião Anual da FESBE. I. Anais do VII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.J. n. K„ GHOSAL.ll. Advances in Contraception. p. R. 1991.Carcinog. R et ai. p. Indian J. J. Phytochemistry (Oxford).. B. B.1989. M.425-7. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. G. BANERJI. BANDARA. BARBOSA. et al.2. 1987. H. 1989. R. Nat. Oreades. T.6. v. Prir. Gene.l.67-76. 57. et al. R.. BANERJEE..18. 1994.45. S. G. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. p. BARBOSA. 1982. WIMALASIRI. IndianJ. 28B. B. et al. v. p. 3v. C. ASTIDE. Anais da XXXIII Reunião Anual da SBPC. p.1987.4. Chem. 1978. BANERJI.5. 1969. n. Soedin.26. . BARTHWAL. n.1977. BARROS. WakanIyakugakuZasshi. Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. 1985. LIGAI. 1996. Phytochemistry. BARBERAN.88. 113-4.. v..13. Counc. Org. et al. 2. I. BANERJI. L. 1970. DAS. BARBOSA. J. Toxicol. S. p. MOORE.589-95. L. A. p. Soedin.2. Sci. T et al.140-51. Prod. Indian J. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Liaison .5. p.1988. L. et al.42. BASA.. AUST. p. n. P. J. M. W.. M. BARROS.. A.7. BARETTA.209-62. M. p. p. n. Advances in Contraception. 871.ll. Anais do III Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. V.139. S. et ai.5. n. 191.3.8. et al. SRIVASTAVA. M. M. v. . J. Memorias Del X Congreso Italo Latinoamericano de Etnomedicina. BARNES.24. Bull. BANTON.27. Phytochemistry (Oxford). v.125-38.2.1990. 1988. B. BATISTA. S. R. A. Sistemática de angiospermas do Brasil.16. Vet.1991.9. A. BARBOSA. BANERJI.l 1. BARROS. BARBOSA FILHO. S. n. M.14/15. BARROZO.552-3.225-6. v. W..665-7.109-17. et al. .485-96. BASARAN.. A.. PAL. p.279-84. p.2. p. . Hum. v.48. Teratog. S.1990. et al. Phytochemistry (Oxford). Incl.1998a.496-7. Natl. R.1995.BALEE. v. 213. n.l64-7.1/2. 450.. 548. Chem. F. B. S.

BEVERIDGE. et al. 1976. F. et al.4. Chim. 1978. G. Ecol. p. BHARDWAJ.205-14. Nat.. P. S.. E. n.201-12.55. v.7.1. B. p. M.1978. BERRADA. Phyton. n. Syst. H. et al.435-7. Neerl. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Phytochemistry. B.10. Zh.63-7. p.3. p.6. R. Essent. p. Prod. n. v. 2001. 1978. v.. v.1992. Acta Bot.3. V. S.7. E. R.9. n. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. p. K. M. Campinas. /. et al.l. p.286-93. J.1554-8. Ecol. BEAUREGARD CRUZ. M.137-44.56. Efeitos de substâncias obtidas das cascas de Croton cajucara sobre o processo inflamatório e o agente etiológico da malária. Sect. T.1997 . v. . v. BAUER. n. BELLESIA. v.1993.Toxicol. BEM-HAFFEEZ.64. M.53-7. p. Phytochemistry (Oxford). S. Aust. v. BICUDO DE ALMEIDA. E. v. n. Phyton (Buenos Aires). L. Acta. 1984. BIGHETTI. 6.6.217-23.48. et al. v.44. E.p.42.BATATINHA. BERCHIERI.. n. J.4. p. p.121-4. BEAVIDES. M. L. v.2. BIGHETTI. BELL. n.6. Life Sci. Nat. BEIER. Chem. Soc. 2002. S. Heterocydes.4. Lett. p. KHRO. B. Sci. M. v. 1988. A. . G. BELIA. Helv. p. p.31. Arch. et al.. V. v. Med. J. p. B.. Chem. n.4.n.l. et al. Am.65-8. n..360-4. v. v. p.27.16. J.l52-8.. 2001.J. Chem. et al. Prod. 327. n. R. . R. F. p.8. n. p. Comp.4.4.2221-6. 64. n. MATHUR.2035-7. n. et al. 1998.67-8. Chem.1988. Chem. . CASO. M.743-7. T.l.6. Dissertação (Mestrado) . Fitoterapia. n.21. Plantas Med. BAUMERT. p. Phytochemistry. Biruniya.J. et al.435-7.277-9. et al. BELOY. v. p.105.7.75. V. E. C. . v. v. et al Phytochemistry. Khim. 6/9. 1993.110. v. 2002. R. p. 1992. J. p. Natural Toxins. 1313-20. p. v. n. A. J. 1996. BAUDOUIN.160-71. G.l.25. F. J.46. TRUONG.22.1977. 1986. A. BATYUK.27. p.30.57. n. Allergy Clin Immunol. n.340-1.Unicamp. p. 104..1986. et al.l. Prod.2.l 583-90.2. n. n. /.71.J.613-7. BERRY. n. et al. p. p. n. p. v. 1988. P. Ethnopharmacoi. 2002.45.8. v. S. et al. L.1979. et al. C.J. BEHARII. BEYER.1986.1993.5. BATTELLI. v. p. v..13-8. C.l. P.. EconomicBotany.. A.3. v. v. Org. 1983.13-7. 46. BENTO. BIENVENU. et al. et al. n. et al.l 73-7.83-8. Essent. p.2002.70. Journal of Natural Products (Lloydia). v. n.l. 1976. et al.. 1978. 1996. BEDIR. Incl.10-6. OH Res.1994 BENOIT. 1997. BE.l. A. n. n.3. N. n . Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. Anais da XIII Reunião anual da FESBE.53. M. v. et al. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. ALARCON.ll. Pharmazie.2-3. n.J. BEGUM.69. 2001. BENEVIDES. et al. Indian J. et al. SHRI.154-9. R. A. l . v.59. Ethnopharmacol. . K. n. BEKERS.. J.2581-94. OH Res. v. BENNETT. O. Biochem. p. 1992. 1987. 1995. et al. 1999b. BIANCHI. p. et al. n.-Farm.750-1. B. 1987. Physiol. Hat. et al. /. N. OH.B. p.48.1987. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.95-7. v.39. p. Philipp).5.2. v.

BISWAS. Med. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. v. n. Prod. v. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. p. BORQUEZ.J. T. BOELTER. F. v. et al. n . BORGES.287-92..16. et al. BOEHM. Ethnopharmacol.16. E. n. et al. n.57. p. Soc. BOSCHELLE. J.35-44.183-6. p. p. BONJEAN.5. v. Phytochemistry.287. et al. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids.7. A. .73. R.. H. F. LAJUBUTU. v.47. BOSE. Med. Alimentaria (Madrid).. et al. 1978. BOKESH.335-54. 1994.76. 26. P. 551.3. Afr.37-9. p. p. et al. S.966-9. 2002.l. Org. SRIVASTAVA. et al. 1996. 1995. 1996. p. 2001. B. T. BLUMENTHAL. v.1988. A. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. BIMMERMANN. M. C. Bangladesh J.264-8. et a l .1984. J. O. BISBY. BOHME.3. S.23-7. Z. n. p.979-82.BIGHETTI. Sostanze Grasse. (Kiev).1997. Res.1994. p. 1996. v.25. 1996. 89.. n. 20.108. A. Anticancer Res.1991. BOLZANI. 7/9.7045-55.101-4. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Phytochemistry. p.81-6.6. 1999. et a l . v. Perkin. 1980. et al. 1986. O. 1994. C. et al. Trans. p. n. J .. et al.1990. R. et al.1979..3.54. E. 1997. M.434-6. Acta.. n. n. 1986.l. M.273. et al. et al. BISWAS. R. . v.31. et al. Fitoterapia. Indian J. M. p. et al. 455. Pharmacol. 1991. p. S. A. n. Phytochemistry. BORTOLUZZI. n. A. Chem. BOSSHARD. S. 1988.1997 BORIES. Phytochemistry. .l 129-37. K.. L. p. v. Chem. v. M. Sci. BISWAS.62. n. n. C. J. Chem..1981. S. Ind.J.1994. T. v. n. v. Zh. 49. lugosl. 2001. Phytochemistry (Oxford). R. C. A.625-30. p.1727-30. H. H.63. I. MANNAN. Agric. p. BORGES. BOEHM. p. BOJO. Asia Life Sciences. p. 2000. v. Pharm.. p. v . Riv.45.22. BOJIC. BISPO.. 205. BOHLMANN. Sei.. Sect. M. C. BLOUNI. CUPERLOVIC. Itaí. BONDARENKO.16-21. BOTELHO. J.7A. Physiol.51: 1447-1453.l. Chil. v. p.16. 1994.3 a . BLOCK.2. v.157-62. v. MALLIK. Mikrobiol. p. et al.23. Chem. v. et al. Biotechnol. BLITZKE. et al. 1994. et al. et al. v. Herbal Gram No. 1991..249-50. Nat. BORGES. Planta Medica. n. l . Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. n. 2000. 582. M. J. BISNUTU. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. A.79-92.14-5.43-7. K. et al. v.23.l.269-73. n. Pharmacol.55. p. l l . Medizinische Welt. A. 1978.68. O. M. F.l. R. n . M.33. D. J.20. Bol Soc. K..5. S.40. H.l..91-4. et al. p. BILIA. 1985.1041-4. BORDIA.37. 1081. A. E. V. n. et al. v. B. v.32-3. Quim.3.. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. A. Soc. SOARES. B. Am. For. p. n.. Phytochemical distionary of the leguminosas London: Chapman & Hall. et al.1. Incl. Planta Med. p. v. A. p. B. p. Phytochemistry. 1987.

Flavour Fragrance).28.8. I..131-8.2. v.642-7.13. Y N.689-95. v. Essent. F. BROSCHAT. v. Res. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A. BUBNOV.9.29. 1979. BURNOUF-RADOSEVICH. p.779-85.67. n. M.41-3. Biophys.. K. Pharm. Fitoterapia. et al. v.ll. p.4.. V.25. E.6. 1990. L. n.892-5. et al.228-34. p. et al.2. n. JOGIA. v. p. p. R. J. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Phytochemistry (Oxford). 424p. n. 1981. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC. 8. BRANCH. n. p. K. BURKE. Oil Res.5/6. n.l.24. et al. Syst.6. et al. 1996. C. Vet. 118. 1973a. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Flavour FragranceJ. BROPHY. 1988. v. v. et al. v. 1999.296. v. BRUM. 173. .l 69-74. NAIR. p. FLINK. et al.605-14. et al. p. 1997.67.447-52. p.2063-6.4.429-32. Biochemical Systematics and Ecology.5.6.2. p.. J. Ecol.5. J.. v. E. Ser. Food Technol. 1995. BRAÇA. M. BOURNE. p. BROENNUM-HANSEN. International Journal of Pharmacognosy. M. 1991. 1997. BOURREL. n. p. Acta Amazonica.3. EPPOS. DA SILVA. M. Ethnopharmacol. 308.6. v. D. V.6. 2001. Itaí. M.57.3.477-8. BOURKE. 5/9. BROPHY. 1995. BRONFEN. V. Aust. n.53-5. J. M. Med.. n.345-6. 1995.127-33. BULGAKOV. v. J. Commun. Biochem. v.5.. n. v.. BURGER. BRANDI. BRANDÃO.7. n. Commun. I. et al. C.1. et al J. p. T.. et al. p. 2000. BOURINBAIAR. 1990. p. et al.64. p. W. G. n.20. 1993. C. 1985. B. LEE-HUANG.2. v. p. p. LASSAK.2.ll. p. T. et al.31-42. 1996.17. BURNOUF-RADOSEVICH. v. O. n. n. v. L. p. III Sei. v. A. K.5. 1997. p. Phytochemistry. 1986. Vie. et al. R. n. 1986. V.. Sei. n. v.179-82. P C. Encyclopedia of Herbs and their uses. L. Ser. GURSKII. P. 1992. BRADY. n. 1983.J. A. BRAZ FILHO.737-97.106-10. Phytomedicine. 175. p. 1973. S.Biophys. Res. Prod. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. R. J. M. London: The Royal Horticultural Society. n. M. BROOKS.. J.3. 1983.2.219.. M..238-40..3. C. . Phytochemistry (Oxford).6. v. Chemical Research in Toxicology. p. A. BOWN.. Seances Acad. J.1448. n. Phytochemistry. et al. A. n. BROCHADO. BROPHY. p. et al. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. v.6. 1986. 1998. M.2. Sci.. R.. 1996. n. 1986. Phytochemistry (Oxford). p. Dorling Kindersley. v. A. BRAGA. F. 1995. v. Khim. BOGAN. F.BOURAUEL. 1986. 4. Flavour Fragrance J. n. C.923-9. Biochem. EGBE. C. p. Ethnopharmacol.). Polyscias. J. BROUSSALIS. BUHRMESTER. Biochem. v.28. n. .31. n.57.6. R. G.653-9. E. et al. v. p. 1995. K. BRANDÃO. et al. v. J. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC.219-23.l427-30. et al. S. J. J. . p. J.1615-7. 149. . n. 1987.. C. PAUPARDIN.208.583-4.63. R. v. et al. Riv. Nat. 2001.. R. BRAGA. n..14.9. 2000. M.

v.. E.313.1993b CAIRNEY. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 324.l 16-20. et al.5. et al. et al.10. 1995. CALDEIRA. AUST. 1994..33. Phytochemistry. n. n. CAMPOS. S. Gen. p.. v. M. p. Y. p.1987. CARNEIRO. . p.90-1. In: Farmacologia pré-clínica e toxicologia do Capim Cidrão. et al.1492-6. Bol Soc.4. Biol.2. Guatemala: Universidad de San Carlos de Guatemala (USAC).1993. T.1993. et al.. CAMMUE. L. N. 1988. v. p. HANDLEY. SANTANA. Rev. Quim. 873. 2002. CARBAJAL. CARNAT. n.4.1995. et al. L. v. Food Chem.31. LAMAISONJ. J. v. p. CAMARGO NEVES. et al. Anais da XL Reunião Anual da SBPC.J./. n. v. P. p. .l. R. C. Actividad antibacteriana de plantas usadas en Guatemala para el tratamiento de infecciones. 1995.73.6.21.245-53. CARBALLO. p. LISSI.1996. CALDERON. F. M.2. ELBAZ. 292/649.1/2. 1985.21. et al. A. n.1991.242-51.v. et al. et al. . CALIXTOJ. CAMPOS. CALIXTOJ. L. B. n. 1978. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Phytochemistry. et al. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. CARLINI.l 17-122. I. et al. Etfmopharmacol. Phytochemistry. n. Phytother.2. n. Journal of Ethnopharmacol.15. p. R et al. et al.2.50. OH Res. n. n .48. n. CAMPOS.82-8. Gen. 1990. CALIXTOJ.1982. R A.4.21-4. . 129-36. G. 40. CAMELE.657-62.31-8. A. v.. p. L. Int.1993.. v. 1982. B. C. p. et al. 1985. 1990. Brasília: CEME. A. L. v. 1996. O. Planta Med.14/14.. GARCIA. Phyton. n.3. p. 1990.50. v. 17. 98p. 1991.. . n. B. p. Agric. v..354. v. T. M. CAFFINI. 1984. M. 286. 3.. CAMPOS. Mutation Research. B. CARMO. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e farmacologia de Produtos Naturais.85-8. L. v. Phytochemistry.9-12. N. Plant. L. 1992. R. n. B. M.5. A.109.445-55. E. Chil. V.J. D.265-8. et al. p.263-4.32. . 1988. Braz. p. CARLIN. R. et al. R. C. Pharmacol. Ethnopharmacol.CÁCERES. M. J. n.. p. M. DEMOLIS. p. n. Journal of Ethnopharmacol. Med. CAREDDA. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. E. p. D. p. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. Psychiatry. n. CARAZZA.279. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. Pharmacol.117-21. Essent.983-9. et al. A.38.29. p. A. et al.62. v. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. v. 1990.29.38..l. A. N. v. n.Journal of Ethnopharmacol.3. v. CAKICI. Phytochemistry. 1989.1990. v. Fitoterapia. M. n.2. . v. Med. CANO ASSELEIH. Lancet. p. v..175.375-81.193-208. 2002.31. p. V. n. v. 1329-31. Acta Farm. p. et al.417-9. n. A. l . n.. Cymbopogon citratus. v. M.263-76. 186.281-6. Exp. M. L. v. B. 2002.8. 1999. v.2.ll. Plant Physiology (Rockville). CAMPÊLO. n. B. L. Z. Res.3. Oréades. Journal of Ethnopharmacology. v.36. p.1993.34.3095-9.755-60. n. C.. p. CAPARROS-LEFEBVRE. Bonaerense.44. A. 1990. 1980.l. 1999. 1991.l53-8. N. CAI. et al.3. A.2. p.. 621. p. 816. et al. Bot. 1991. p.2.24. n. CARMAN. CAMPOS.

L. R. 1996. p. 1985.4. Rev. 1988. KREITTLI. D. CELIGHINI. v. F. M. et al. p.J. et al. Riv. p. DIETRICH. et al. 7/ 9. H. n . 2. CASTIONI. M. 195.J. 1996. 292. B. Latinoam. et al. 1970. n. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. 1995. v. 1975. n. et al. n. CHALCHAT.9.1982. C.2. n.. 1988. P. et al. p.551-60..1996. v.3. CASTRO.l113-24.1999. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. C. Planta Med. v. C. v. p.94-5. B. I. J.14. G. n.. Riv. CASTRO. Ing. O.4.23. Planta Med. et al. H. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.467-8. Rev. p. L. S.3. S. A. V I. et al. v. CERUTI.151-7. et al.l 75-8. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. R et ali. Pharm.2. Farmaco. 1991. Trop.l 1. CHALCHAT. v.83-91.14. CARVALHO.1323-6. CASSADY.. n.62.1996. 1996. C. MEROTTI. U. p. v. I. 1986. p. n. V et al. Biol. 65. 1991).. v. 1990. M. p. 182. . 1991.1997.1994.. n. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. 1995. M.40. Lloydia.. n.605-16.CARNEIRO. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J. CHAKRAVARTY. M. 1999. p. A. C. p. Quim. C. et al. L. Bot. CARVALHO. p. A. L. A. et al.3. N. . M.181-2. . S. Rio de Janeiro 86 (Suppl. p. Nat. CARVALHO. CAVALCANTE. CASTRO. M. p. 1996a. Chem. C. CAVALCANTI.Quim. T.47. CARVALHO. v. n. et al. 4.3. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. CASAGRANDE. p. Sci.3. M.l. p.64. 1997.58. v. p. 88. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. KAPETANIDIS. v. p. p.1988. J. 2000 CELLINI. A.54. v.13.24.9-16. Pharmazie. 139. CAVA. Ing.161-2. v.J.25. Ital.53. et al. 1998. p. M.18. n.30. Org. 111.67. p. C. v. Cienc.2.25.81-184. Rev. p.768-72. p. 1992. n.34. CEBALHOS. M. CATALAN. FEMS Immunology and Medicai Microbiology. 1993.5. EPPOS.5. et al. Prod. Ethnopharmacol.173-7. CEPLEANU. n.2. v.371. M.50. M. Ethnopharmacol. . International Journal of Pharmacognosy. CESPEDES. et al. V et al.l 16-20. v. v. et al. CARVALHO. Cienc. Quim. l l ..32. J. et al. L. CHAGONDA. v.9.402-4. et al.1713-7. 1971. CASTRO. S. CARVALHO.799-808. n. p. Ital. CARVALHO. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 56. J.294-307.6-10. S. 1998. CECHINEL-FILHO. A. Anais da III Reunião da FESBE.9. S. . Fitoterapia. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. EPPOS. n. 1994. v. J. 6. CARVALHO.1995. Phytochemistry. C. l l . Allionia (Turin).2647-9.l.273-7.. O. 1997. et al. R.9. et al.39. F. n . n. 1991.56. n. Bras. v. v.64. S. CHABOUD. O. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.

1996 . v.759-62. CHANG. et al.2. V.7. v. v.J. v.CHALCHAT. W. p. C. CHEN. 1999.596-9. A. Biol. et al. v. v.6. v. 1984. Journal of Natural Products (Lloydia) 56.1371-5. 1991.40. v. Soc. J.1996. F.537-44.24. Shoyakugaku Zasshi. Annu Rep.281-4. M. n.6465-72.67-75. n. W. . . Physiol. Prod. Zhongcaoyao. v. M. v.3. v. v.8. Chem.4. F.83-90.J.1984. Tetrahedron. n. v. CHANG. CHANG. p. OH Res. et al. . CHAWLA.908-9. J. Nat.. n. .1995.. C. Contraception. et al..1984. CHANDHOKE... 1990.Journal of Natural Products. J. p. Natl.1988. 1991. P et al. China Part B.4.64. Chem. n. 1987. CHEN. C. n. Contraception. 1985.. B. n. M.J. p. n.1990.62. v. CHEN.29. n. Plant.Biol. Journal of the American Oil Chemists' Society. Nat.80-3..1989.26.1986.4-10.l. n. n.104-8. CHANDLER. n. Essent. M. LI. v. 1996. n. D. n. Res. Biorganic & Medicinal Chemistry Letter. p. J. M. Prostaglandins. CHANG. Chin. p. 1978. n. p..1993. M.26. R.690-3. 1986.1988b.23. ZHAO.2049-82. Prod.3. 28.2. n. (Bethesda). n. p. J. n./.7..64..5.990-2. R. p. p. et al.. v. et al. Am. 1990. R. Univ. p.3. Phytochemistry (Oxford). v.l183.12. CHEN.5. p. n. D. v.1689-94. Repub.30. p.1993. p. C. Counc. v.l85-6. n. Medv. Exp. C. et al. B. v.ll.l. Seoul Natl.38. K. J . . n. Ital. Inst.5. p. . v. P. H. . 1982.10. CHANH.1993.434-6. Sci. et al. p. et al.l 13-6. CHATTERJEE. n. v. n . 54.9. Agric. Fatty Acids. p. p. K. R.F R. CHASSAGNE. v.71. p. Ecol. Planta Med. n. CHANDER.561-9. Indian J. J. Am.6. et al. K. . H. Indian J. . v.. n. Food Chem.34.3.308-11.10. Chinese Pharmaceutical Journal. CHANG. Zhongcaoyao. n. N.483-91.10.618-26. 27B. 1996. p. p.1995. F.9. S. et al.2000. p. Pharm. Sect. Heterocycles.4. Indian J. CHEN. et al. Nat. p. p.833-6. p. Riv.29. n.91-100. 1987. p. Oil Chem.44. n. v. Sci. l l . v. p. M.294-6.18. n. Procl.l. et al.l 576-7. n. v. p. C.6.3. EPPOS.J. 1987. v. Zhiwu Xuebao. n. CHANDAL. p. V.83-8. M.73. Agric. n.J. v. 17-27.411-4. v. 1988a. CHANDRAVADANA. S.l.49. CHEN. M. F. et al. N.263-5 1996. n. p. v. 1983. p.31. et al. J. CHANG. Ethnopharmacol.53. CHAN. n.Journal of Natural Products. M. J. K. T.13.l. Life Sei. CHE. p. M. Leukotrienes Essent.215-25. CHAVEZ. et al. p.. Mol. CHEN. PAN. Zhongguo Bingli Shengli Zazhi.. n. Shengwu Huaxue Zazhi.J. C. p. 1988. Prod. N.9.3. v.6. v. CHAO.1979. H. 2001. CHANG.263-5.1688-94.234. Y. J.1997. CHANDRAVADANA.3817-20. Heterocycles.47. n. p. p.299-307. K. CHEN. CHANG.7. R.73.120-2.31.7. p. CHAUDHURI. v. YANG. Pharm. T. Food Chem.56.34. et al. v. Prod.2. v. et a l .41. Contraception.62.2. et al. p. n..1997. p.50. CHARLES.740-1.1-4. n.74-6.8.l.l.. C. p. Food Sci. Nat. .1985.1999. H. et al.12. Sci. p.31. v.507-10 1995.

CONSOLI.. Assoc. Exp.1577-85. p. R. Agric. 1995.57. p. n..l53-6. H.... 1994a. n. p. et al. T. W. n. Res. CHYAU. P.2.72. Res. 1989.1-2. et al. v. v. CONSERVA. p. H et al.541-5. v. CHENG.J. 1996. Chin. Planta Med.23. R. v. 1998. v. v. 2002. Planta Med. 1992b.461-6. Lebensm.]. P. . et al. n. et al.1986.59.88. p. Med. S. D. v. n. p.380-7. Oncol./.4.12.J. p. v. Med.3.6. p. Y. G. R. O. v.ll. et al.104-6. p. Phytochemistry. N. p. 1982. et al. J.. v. 2002.57. Prod. Phytother.J.35. v.1155-62. p. 1986. v. Oil Technol. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. CHEN. v. Anticancer Res.1-4. COLE.71-107. n. 1996.28. p. Tetrahedron.28. v. J. v. et al. 1994b.5. 1987. CHIANG. J.Bot. 1986.J. Fette Seifen Anstri Chem. . v.ll. Zhongcaoyao. S. C.50.3. J. 1990. Anticancer Res. n. 1994.3.l.12.l. G. et al. et al. n. 1987. COIMBRA. Indian J.. B.57-88.15. Manual de fitoterapia. 37.. C. Planta Med. 1994. p. Chin. CHOWDHURY. v. K. et al.50. n. CHOPRA. 1977. Res. 1979. 1994.3233-4.J.189. G. v. Kale.. n.ed. R. Agric.198-202. et al. et al. Journal of Pharmacy and Pharmacology. L. CHRISTENSEN. W. Nat. Vet. YANG. v.71-2. . v. p.24.6.47. C1MARGA. et al Journal of Natural Products (Lloydia).903.J. 216.3005-6.60.Y. p.J.l.13. n. 1985. p.29. Am. Ethnopharmacol.8-9. COLMAN-SAIZARBITORIA. COELHO. Prod. v. J. Phytochemistry.53.5. p. n.l. Phytochemistry (Oxford). et al. C. p. n.3155-6. Z. Ethnopharmacol.J. CHOUDHARY. n. Am. REN.20. p. C. p.8. n. 1992a. CHEN.. p. Rev.213-20.79. et al. Ethnopharmacol. p.l86-8. CHITHRA. R. p. . K. M. et al. 1990. Nat. 1983. et al. CHENG. CRANK. A.3.5. et al. Food Chem. p. p. Belém: Editora Cejup. p. I. 2. p. . Ethnopharmacol. 1997b.257-60. CHUN.l73-82. 1997.2. R. n.2.4.37-45.4. 814. 7/9. Technol.423-6. 2000. WU. Nat. p. n. L. L. p. 1989. v. n.16. Prod.405-8. B.2.27.J. p. v. COATES. AmJ Chin Med. n. v. p.J. M.495-6.231-40. . 1995a.185-9.47. Econ Bot.273-9. CHULIA.. S. T.57.303. 63. et al. T. 1995. n.60. v. v. 1987.4. 1997a.l. L. K.. Pharmacology (Basel). índia (Bombay).29. n .3-4. v. S.99-101. CHIN. 1986.CHEN. Am.5-7. .837-43. M. p. Assoc. CÍCCIA. n. CHOGO.. v. n.3-4. COLVIN. 1988. n. Am J Chin Med. v. n. S. COEE.647-50. CITORES. CHEN.28. n.654-7. et al.5.-Wiss. 1989. l l . Ciências Farmacêuticas. M. 1983. et al.74-6.. 2002. v. p. A. n. p. 1994. J.435-8. Med. n. F. C.45.. et al. p.6.. CHOI. v. n. . Anais do Simpósio Brasil-China de Farmacologia e Química de Produtos Naturais. Planta Med.12. Med.10. . Planta Med. p. F. J. n.33. S.. CICOGNA-JUNIOR.2. n. COMPADRE. 1933. Food Chem. n. v. CHRISTOFIDIS.19.1661-9. R et al. N.541-5.273-8. 1996. .486-93. 1987. Zhongcaoyao. v. O. p. p. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. . v. v.195-201. v. p.

6. et al. 530.93-4. CORTHOUT.75. Zootec. L. Anais da 34 Reunião Anual da SBPC.1129-30.116. 1987.ed. 1994. J. Prod. M. CORRÊA. . Arch. Agric. v. n. n. et al. Nat.783.6133-4. p. Nat. 1990.J.3. n. n. v. 1993a. Ceará. p. Perfum. p.5. Plantas e Saúde: um guia introdutório à Fitoterapia. 88p. Phyton.4. . v. et al. CORRÊA. CORREA. 1475-82. Rev.8195-202. n. . 1987. p. B. 94.4. 439. E. Planta Medica.12.40-5. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. V. 1980. v. p. Fed. 1998. Imprensa Nacional. 2002. L. 1982. n.l. Toxicol. A. FRIEDMAN. v.79. E. R. Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 1998.60. n. A. .66. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC. Ministério da Agricultura.2181-3. v. J.. 155-63. M.54. n. L.379.38. 1991a. Phytochemistry {Oxford). Quim. C. CRAVEIRO.J. v. Phytochemistry (Oxford). p. Fitoterapia. II e III. L.l89-98. n. p.910-14. 1984. A.32.. et al. Med. p. 1987. 2000. v. 57... v. Arq. Letter. . J. Jul. 297. Rio de Janeiro: IBDF. p.36. n. G. A. CORTES. D. CRAVEIRO.32. 1998. . P. Phytochemistry. 1995. n.48. p. p. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. CRUZ. CROTEAU.I. p. Nova. M. Óleos essencias de plantas Medicinais do Nordeste. 137-40. COSTA. p. A. CORSINO. n.56-68. v. 1995. M. et al. 101.12. . Biophys.30.1467-73.69.13.2169-75. CRAWFORD. M..47. 1998. Canadian Journal Of Chemistry. n. n . v.571-80.8-11. COS.l. 1993.l.43. 1982. v.24. Rev. 1991. 1981.. p. Univ. . Anais da 32 Reunião Anual da SBPC.38. Fortaleza: Edições UFC. P. CORTEZ.460-3. Rio de Janeiro: Bertrand. v.50.5. 56. n. v. .256. n. Farm.3. n. 1990. Flavor. n. p.5. et al. 114. A. v. Tetrahedron. 1984a.7. 2001. v.l75-81. Lisboa. Prod. 1991b. et al. Farmacognosia. n. . . 1989. A. 1995. 1988. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.I a IV.. 1994. 1994.l. COSTA. A. Toxicol. et al. L. et al Phytochemistry. Vet. G. 767-8.6. Tetrahedron Letters. D. . et al. 5. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas.31-5. G. COSTA LOPES. S. SILVEIRA. p. v. 1992. COSTA. 1998. 1984.5. v.2. et al.F. p. p. p. J. COSTA. et al. v. Phytochemistry (Oxford). . COSTA. S. v. J. v. R. M. Bras. D.55. Bras. L. n. 1977. et al.6. l . .2-3. M. COSTA. A. n.782-5. p.49. Anais da XIII Reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. et al.2. Phytochemistry.64. 1991. et al. v. Dicionário das plantas úteis do Brasil.297-8.741-8. Food Chem. 1986. Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC./. C. p. Brasília: Governo do Distrito Federal. Bioch. CRAWFORD.35-6. p.. COSTA. et al. Lett. 2000. Ethnopharmacol. v. CRISOSTOMO. n. Med.CONTRERAS. et al. v.32. n.

v. 218. v.3684-6. DAS. B. p. D'AGOSTINO. et al.445-6..259-67.. l l . DATE 1993.1996b. Ethnopharmacol. p. 1986.1995. Seed Science and Technology. n. n. et al.23. v. .55.3.l. . Phytochemistry. et al. v.985-7. DAULATABAD.l.377-83. n.61. S. v. v..4. D.1990b. DAS. n. 137-42. p.1997. M. 187. M. et al.31. v. p. I. v. 1993. p.29.5-6. . L. Chem. Wallingford. A. v.278-89. M. 103. Soc.l. v.21. p. Ethnopharmacol. p. p. Rio Grande do Sul: Editora da UFRGS. CAB International.383-8. n. Cell. R. p. Environmental and Molecular Mutagenesis.CUNHA.v.383-8. n. Fisiol. p. K. n.l. p. et al. v. v. A. Phytochemistry. n.19. n. Am. D'ABROSCA. F. et al.l 1. .1423. 1996a. 1985. A. P et al.4387-8. M.J.Am. BANERJI. . 1993. Fitoterapia.1992. . 2001.5-9. Soc. (English) 1994..4. (Bombay). p.43-9. Bras. 1997.2000.l. _ J . n. p. p. Indian Drugs. CUNHA.6. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. E.3656-7.12.l1-8. v. Edited by COLEGATE.. n.. 191. 1984. K.384.65. v. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. 2001. Phytochemistry. KARANDIKAR. 2000. DASILVA. p.931-5. Z Naturforsch.2. E. J.2. p. et al.9. Fitoterapia. UK. v. .1999. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Oil.87-92. B. et al.375-6.1990. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. 277.21.66.1990a.. p. DATTA. CUNNICK. v.. 98. Food and Chemical Toxicology. 1998.1994. 1999.10.1987. n.41.1996. S. n. R.51. G.J. T. n. n . Rev. v. p. p. R R. DAHANUKAR.l. et al. et al.J. S.I7.62. . et al. p. DALLA-COSTA.9. S. p. DAHANUKAR.98. p.1987.1991. v. DATTA. v. v. p.478-80. p.J. . H. 1994.67. . 126.65. Oil Chem. v. 1996b. 1996.1997. R. p.29-31. n. p. D'ANGELO. RATES.J. 1984. v. n.952-3. A. Veg. B. . p. Phytomedicine. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. v.5.. . Journal of Ethnopharmacology. S.176-7. Phytochemistry. S.77.29. et al. p. DA CONCEIÇÃO. 1984.1996. K. S. Phytochemistry. C. B. n. et al. DABABNEH.33-40.3. O. M. n.4. DAS. DA SILVA. ALDELAMY. M.62. CYSNEIROS. T. n. M. . M.53. Plantas da medicina popular. Lebensm-wiss Technol. DA SILVA. Fitoterapia. n. v.2. L.ll. Indian Drugs.5. BHATTACHARYYA. n.34. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1073-81. v. p. Phytochemistry. 1995. . Fitoterapia. Assoc.58. Immunol. DORLING. B. n. v. C. p.1990c.5.41-2. Phytochemistry. 135-8. v. PlantaMed.472-3.21. A. et al. Fett/Lipid. n. n. 1996. v.43-7. 1988. p.64.90.353-4. Phytochemistry. In: SIMÕES. Oil Technol.l. v.4. et al. n.53. C. n. . .9. C. S.1988.l.

Bull. Bio. v.38. Plantas medicinais brasileiras. v..l 53-8.60.68. et al.1990. p. DE ALMEIDA. p. G. O.40-5. p. .4. p. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.415-6.5. p. 1991.389-391. l l .63-6. v. A. Exp. v. 1991. C. PlantaMed. n .431. n. Ecol..2. M. v. v. O. n. S. v.. Essent.. p. HOSAMANI. 4.608-9. l l .4. P. p. Oil Res.Anais da VII Reunião Anual da FESBE.6. p. n. Biochemical Systematics and Ecology. p. et al.22. p. Planta Medica. R. DEB. n. p. 2000.1990. n. v.Anais da VI Reunião Anual da FESBE. et al. Res. 1990a. V. n.. M. Braz. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.87. v. DE ISRAILEV. n. n. 1988. 1994. DE BARROS VIANA. J. L. 1996. n. 1990. Biochemical Systematics and Ecology. v.235-8.54. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.291-5.1998. Phytochemistry (Oxford). Journal of the American oil Chemisfs Society. Lilloa.. L. . et al. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl. n. DE RUIZ. p.2000. Syst.l. A..l.471-2. L. Bull Acad. Lilloa. Fitoterapia. p. p. v. LIMA. Ethnopharmacol. Fitoterapia.63.63-6. .2. p. J.1997. . T. n. R J . et al. C. n. v.92-3. . n..99-100. R. Parasitol.3653-5. 37.79. p.4. v. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. Phytochemistry.l.28. Sin. 4. et al. 290/6. DE ISRAILEV.1997. DAY. . n .5.8. p. p. A.601-2.27. n. J.960-2. v. . DE OLIVEIRA SANTOS.61. 1990b. p. n.22.103-4. et al.2002.29. G. D. p. p. v. C. 1994. DE MARAIS. J. p.3.3.23. São Paulo: Hemus Editora Ltda. p.94. n. Prod. DE DIAZ.ll.270-3. C. K.8. R. 2001.38. n.1990.417-40. v. BRAZ-FILHO. T.3. D. p. Braz. MONOBL. v.41. A. V.9. p.57. S. p.l.243-7.38. . Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. Bonaerense. G. et al. DE PASCUAL. v. v.426-9.l.l. DE TOMMASI. B. 168/6. Indian Drugs. .3. 1991.1996. 2).415-6. n. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 204/649. 154.15. R.2. S. DE MIRANDA. E. A. DE-MORAES-MOREAU.333-5. n.Lilloa. 1997. Conhecimentos populares e científicos. L. C.4. v. DE SÁ. L. . n.J.. 169. 1996.86. n. 1992. p. R. et al.1992.105-8. n. Nat. Phytochemistry {Oxford). DE. et al.22. et al. p. DAVINO.l314-17. SEELIGMANN. J. et al J. v. Indian Drugs. et al.1997. p.12.201. 1997.45. Planta Med. v. v. M.10. 1992. DE A. et al. n.33. p. DE FERREIRA-DA-CRUZ. Biochem.38.1993. . DAV1CINO. S..1991. N. P.1988. E. et al. 1991. Acta Farm. S. v..l. Bot. Biol. DE FEO. L. S.5. Pharma. . S. v.8.33. DEB. Acta Farm. DE PINTO. Fitoterapia. et al. 1993. 7/9.25. Med.Planta Med. v. v. K.8. v.. Soc. M. 1. Chem. Bonaerense. M. et al. n.2745-8.1995.1994. 1988. DE LIMA. .133-28. DE MELO.1983a.56. DE SOUZA. n.. R.685-2. et al. 1992 (1993a).DAULATABAD.25-8.

p. DEKKER. L. 1987. DENNIS. Chem. n. Rev. et al. 1986a. L. DIAS. D1NDA. p. 1995. v. H. DE-MORAES-MOREAU. v.. p. M. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. S. Indian J. n. S.2. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DESMARCHELIER.l.5. 1988. C.228-32. Tetrahedron Lett. C. n. 1995.323-8. S. 1996. CHOUDHURI.. 1985. Res. G. et al. v. 1990. E.1054-6. n. n. Phytochemistry.809-12. 1.. DIMO.42. B. v. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Econ Bot. 1987. p. 1988.8. et a l .28. 13.3. p. et al.63. P. et al.463-4. Phytochemistry. DINDA. L. DESHMUKH.50. Entomol. A. n. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. P. B. N. n. A.J.J. DIN.7.27.2. 2002.J. S. Indian Biol. DI MASCIO.1987. São Paulo. G. n. III. n. n. v. p.50. p. Dissertação (Mestrado) . n. Pharm. n.6.281-3. n. v. et al.2.241. p. Poit. Nat.40. n. C.l. A. et al. GUHA. n. Mutat. Soc.12. p.5.2481-2. Triagem farmacológica de plantas medicinais com atividade analgésica.29.1990 DELLE MONACHE. p. N.239-47.. N. v. p. L.685-92. T et al.. p. v. CUCA SUAREZ. T. p. Pertanika.EPM. T.10.2. n.38.16. et al.3. Indian Perfum. p.2.18. et al. DESMARCHELIER. Gazz. 1990. . B.l.126. 1988. C. D. Agric.26. et al.J.5. 1990. A.325. n. C. .322. Planta Med. v.846-51. Pharmacol. p.. p.. Indian J. 1983. p. n. 1998. et al.31. Pharm. S. p.43. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. DIAZ. 1997. M. 98.l 11-5. Ecol.561-3. 6. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.60. E.6203-6.3. 286/6.5. S. E. R. Sci. DELLA MONACHE. G. P. B.82-7. 1998. v. v. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1997. S. C.l79-82.509-12. Prod.. DELLACASSA. DI STASI.DEBENEDETTI.3971-2.11.. C. Biol. L. v. et al.2. v. 1987. Phytochemistry. DEL CASTILLO COTILLO.24. et al.30.J. Soc.10978.. Biochem. p. Med. F.J. F. v. et al.47.146. 99-100. B. et al. L. E. C.. Soc. R. 1988. v. 1995. v. v.50. P. v. C. Syst. v. Bras. Chim. M.37. p.28. 42.6.305-12. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.647-8. H.. (Oxford).4. DINAN. E. DIMO. S. DELGADO.65.227-32.l 1-8. 144.. DHIR. Acad. n. Indian Chem. et al.74-6. et al. p. p. R. et al. PUPO.64. 1997. n. 43. DELLAMARTHA. 1996. DHAR. Res.45. v. v.1996. Indian Chem. p. v. Biochem.1992. DI STASI. v.2. v. DEY. et al. 1975. DELLE MONACHE. R. Trans.5. F. DIAZ-MAROTO. 1991.. et al. DI STASI. 1999. Sci. n.. .J. 1996. 1989. n.22.1988a. Flavour FragranceJ. DELLE MONACHE.10. v. n. p. et al. 107-8. Phytochemistry (Oxford). COMPAGNONE.. n. v. p. Ethnopharmacoi. 1996. n. DELLE MONACHE. Ital. et al. n. Veg. Phtytochemistry. M. p. DELLA TORRE. p.1987.4520-4. Fisiol. DEY. BORLE. et al.275-8. p. . Afr. v. v. L. p. v.14-8. 1987. .44. 1986. Food Chem.16-28.

. 1992a. n. v. 677p. C. n. p. 1985. Amazonian Ethnobotanical Dictionary. E. v. W. Journal of Natural Products (Lloydia). p. et al. et al. C. E V. A. p.2. 2000. v. S. DING.88-9. 1987. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Biosciences. K. DUKE.2. DUBEY. p. et al.1996. p. DUTRA... p. et al. Planta Med.703-6. n. Indian Chem.54. .9. et al. p.239-40. v. S. 1994.l. et al.26. J. n. . n. 66.43. Curr. 1988. p. Planta Med. S. S. n.34. p. Chem. 1997.3. K. R J. Chem.6.35. n. A. Boca Raton. n. 1992. 1990. P. Chem.2. Planta Med. n. n.1996. E.29-37. v.l 14-5.l. n. et al. S. Assoc. R et al.2.. DING.. p.49. p. et al. n.. P. v. 1985.. 1994. v. Integ.583-4. Indian Chem.10. Can. N. VASQUEZ. v. Indian Chem. TIWARI. Technol.2.2. V. J.73. Phytochemistry.J. DOMINGOS. DINDA. v. M. v. Soc.3. v. . 1988b. 171. 1982. n.1987.25.. DUTRA.J. DUTE.l.8. 1991.864.7.. DIXIT. 168-73. et al. n.1981. v. DO.4.9.547-51. 1994. n. 1994. Phytochemistry (Oxford). DUGGAL. 1996. Phytother.J. R. Journal of Natural Products (Lloydia). et al. J.. v. Cancer Research. v. Med.25 . v. A. . Soc. p.110.22-6. n.. X. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. SANT 'ANA. Res. v. SAHA. et al.DINDA. Fr. 273-7. GUHA. K. DOUTREMEPUICH. n. et al. n. p. Anais da 49° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.208-9.1978. Florida: CRC Press Inc. p. . n.7.. . 104. n. Indian J. v. K. J. n. et al. n. 1996.2.4. n. K. F.. Sci. Pharmacol.1989. J.67. p.. DOS SANTOS.67. P.7. p.525-6. Indian J.64. A. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J.10.2085-7. p. DUTTA. Cancer Chemother. n. H.. v. p. DUBE. DORSCH. 1992b. Indian Perfum. JANA. DINDA. v. R. p. p.271-3. C. . Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . Ann.J. v.2136-7.17-24. MISRA. DIOGENES.1996 DIXIT. p. Indian Chem. Sect. v. D.48-50. N. 1977. C. Acta Botânica Yannanica. v.2001.1997.22.l. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. DOS SANTOS. p. B. et al. Phytomedicine. et al. J. Boca Raton. n. DOMINGUEZ.55. 143.15. DURET.12-20. 1987. U. p.376-7.273-9. v. 1983. v. Eur. v. B. B. ACHAR. A.45.23.107. Incl. R et al. DIXIT.J. v. Florida: CRCPress.1986. DUTTA. Contact Dermatitis.163-70.. Phytochemistry (Oxford).13. et al.. 115-20. p.55.. Phytochemistry. E. v.582-3. K. DUKE. B.3. p.65. DOMERGUE. v. A. n.67. p.441-4. Org. v.54. DORANT. 1985. J. p. Breast Cancer Research and Treatment.269. n. . et al. E.J. v. M. Indian Chem.l. 2001.73-7. Gastroenterology.8. Bot. n. p. Chem. et al. Handbook of medicinal herbs.6148-53.6. Natl. Cellul. n. R et al.7. A. Med. 1990.33. P. L. p.22-4. Soe.1995.58.64.l.l 1-12. K. Inc.. Pharm.280-6. v.57. DUCKART.25. v.911-6.1987. 1989. Soc. p.l83-9.

n. S. EKUNDAYO.6. n.7.l. 2002. (Cairo). I. p. 1968. T. T. Flavour Fragrance J. Pharm. n. A. n. 1986. n. 1988. SUAREZ. n.1982.1982.4. Grasas Aceites. p. Int.ll.J. Health. p. OGUNTIMEIN. n.38. Prod.3-10. Phytochemistry.1-4. 1985.6-7. n. . et al.. Sci. v. O.. 1979.42-5.21-4. Planta Med.l. 1996.. M. Perkin Trans.3.. EGUCHI..1992. n..54. E. R. p. v. . O.J. p.. Pharm. p. p.. 1994. p. . A.14/15.36.96. Barcelona: Ed. v. et al. p. E.9.8. Health Prod. n.14/15.301-6. M. v... S.31.2.202-4. n.1987. p. International Journal Of Pharmacognosy. 1991. p.150-5. 1976. 2002. A. G.34.266-73. 1981. n.372. Bulletin..8. Oréades. J. ELUJOBA. n. Med. v. 1984. n. G. n. Hyg. Nat.. Oréades. p.36. 1981.7. et al. 1989. 1999. A. Food Chem. Natl. p. M. Planta Med. Med. 1982. Assoc.. A et al. IWEIBO. Ethnopharmacol. n.1995. Res.1. v. Assiut Univ. ELAKOVICH. Tsitol. EL-TAH1R.ll. EHLERS. 1987. p. Ital. v. A. n. S. v. Buli. et a l . p.50.3.l. v. n.165-75.. Genet.ll. Ind.91-5. n. D..46. v.. Carbohydr. 1999. Pharm. Fiji Agric. EL1SSALDE. 1989. Z. Bull. EDGAR.64.4.l53-5. p. Pharm.1991.. EL-SAYYAD. p.201. Food Sci. H. A. n.l 198-201. J.}.2... v. S. p.1996.. DVORNYK. 1992.2. p. v. et al. n. D.4. EL-TAHIR. n.ll. Journal of Ethnopharmacology.227-33.396-401. n. p.508-12. EL-ZORKANI.4.2. 898. EL-SEBAKHY. v. Planta Med. EL-GENGAIHI.164-75. n. Pharm. Quim. v. EKUNDAYO.4.2897-901. Technol. v.6. n. Soc. K. N. 101-6. . p. 1997. 1978. p.. Planta Med.. EL-SAYED. v. O. p.8. Y et al. et al. E. Trop. U. H.3-4. p. Nat. et al. n. J. v. Res.3.8.50. A. v. O. n. et al. et al. Res. Drug. H. v. . v. Farmacognosia com farmacodinamia. M. F.1989. p. p.712-4.20. 1988.209-12. E. Egypt. et al.2.271-81.1/2. p.. American Journal of Chinese Medicine. v. Científico-Médica. OGONTIMEIN. A.l. v. n.2.l7-8. J. ECKSCHMIDT.42. n. EAGLE. M. et al. et al. Forsch. 1989.64. p. O. 1453-7. p.269-76. et al. Pharmacol.81-4. Biol. et al. Anais da 24 a Reunião Anual da SBPC. B. ELUJOBA. S. p.3. In: SAN MARTIN. v. et al. Braz. EKPA.6. v.229-32. EL-MERZABANI.1374-5. Am.994-7. Bull. et al.57. n. ENDO. S. Riv. n..278-82. EMPERAIRE. v. EILERT. v.29. v. v. Planta Med. Anal. EL TAHIR. EL AGRAA.52. Anim.20. v. et al. Trop. Biomed. Lebensm. 1986.28. M. Chem. et al.-Unters. v.30. Prod. EKUNDAYO.98. F.J. Inst.3. . p. EDDLESTON. O.l. B. EL-NEGOUMY. EL-ASHWAH.DUVE. 1985. p.61-71.36.227-33. n.. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Cent. R. Latinoam. et al. A.13. D.. M. 1999. EPPOS. et al.2. p. n. V.200-2. 1988.J. 1987.975-7. et al. p. Res.503-6. M. 1989. Acta Pharm. et al. S. p. n. E. ELISABETSKY. v.3. 9.1996.101-11. v. p. ECHEVERRI. ELDER. Chem. v.2. G. v. p.36. Heart. v.J.313-9. n. n. Fenn.83.3.3.281-8. 2000. EL-DIN. p. N. v. ECHEVERRI. Chem. Sci.. L.

189. et al.53. Phytochemistry (Oxford).6.43. Pharmacogn. 1986. W. STICHER. 136. et al. M. Ecol.679-99. p. p. C.. J. R. S. et al. Anais da II Reunião Anual da FESBE.271-302. 1975. ToxicoL.l6. v. p.36.407-9.6. v.5. Fac.J.2002.3-4.38p.1992. Khim. AHMAD. Phytochemistry. 1996.. Pharm.. N. v. M. F.2.J.871-7. Soedin. D. Y. n. V. FANOG.ed.39-42..403-5.459-61. p. v. Braz. A. 2001a.J. In: Orders and Families of Medicinal Plants.. 1995. n. n .6. p. et al. p.2.10.38.1996. A.272-5.5. TAKEDA. Insect Sci. G.. v. p. 4. Its Appl.. et al. S. FATOPE. n. ESVANDZHIYA.. EVANS.741-3.67-70. p. RÜCKER. O. p. Planta Medica. v. 132.].6. FELLOWS.88. et al. Phytotherapy Research. 4. FARRAG. 44p. J. 1996. p.558-60. Y. n. P et al. Resumos. C. A. W. 1987b. p. R.14. p. v. UK. EVANS. FABRY.64. Y.5. Fitoterapia. n. O. p. Nat. p. L. Syst. Hum. Syst. 300.63.6. R.ERDEMEIER.. et al. F. Biochem.l-2. p. 1992. Khim.556-61. C. A. n. FELZENSWALB.W.J. A.1985. G. FARIAS. ESKANDER. v.3.1996. A. . EROKSUZ. Biochem. UK. 1995. FATOPE.54. n.13. Saunders Company Ltd. I.1990. v. ERUKSUZ..13. M. 12. Planta Medica. Trease and Evans Farmacognosy. v.. (Cairo Univ. Int. v. Egypdan Journal of Pharmaceutical Sciences. p. FARIAS. n. M. p. et al. M. Ecol. Pharmacognosy. Res. Food Chem.J. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1076082 A 15 Sep 1993. Pharmacognosy. v. Int. .J. Vet.39. v. ERICKSON. A.25. et al. Planta Medica. 1985. FATAWI. N.. J.301-10. M. London: W. p. FERNANDES. N. Pharm. . n. et al.. E. ERMATOV. B. v. et al. n.Jzv.5. v. et al. Soedin. Med. et al.1491-7. v. JUN. EVANS. Pharm. FAN. 1996. 1985. p.2.374-7. n.).20. p. A.. n. Seifen. Mycoses. et al. W. R.4.1997.374-7. 1984. Resumo 118. n. Pharm.57. WB Saunders Company Ltd. J. v. v. FARIAS. . et al. Planta Med.. Bull. p. H. EVANS. Biol. 1962. M. Prod. 1987. .. v. . v. Hum. Sci. The plants and animal kingdowms as sources of drugs. v. 1996.411-20. et al. l l . et al. p. Agric. p. M. Prir. WB Saunders Company Ltd. et al. 13. p. p.1995. v.331-42.33.l 13-4. p. Z. 1987. n..32. 1995. J. ETCHEVERRY. FENG. FARIAS.43. Nutr. 1988.. n.1986. Biochem. p. B. 1977.152-5. 1996. FAROOQI. et al. n .1996. 1992. n.1423-6. 1986.59. n.l90.271-302. E. H. Anstrichm. Prir. Curitiba. Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 2001b. 612p. FARIAS. p. Vet.335-8. v. Pharmacol. FALK. O. X. Fette.l. S.204-8. v. 1997. FARRAG. Timiryazev S-Kh Akad. B. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.1254-6.8. P. n. v.. et al. I. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.. n.3.6. Toxicol.1838-42. S.7.271. 1996. et al. C.ed.34. l l .34. v.

G.24. et al. Anais da III Reunião Anual da FESBE. FONG. 1996. 1998. n. 1995. v. et al. l l .59. . Life Sci. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.85-8. Medicai Science Research. M.12. Ci. v. 11. p. Flora Invasora de los Cultivos de Pacallpi y Tingo Maria. R. C. C. F.26. et al.533-4. Phytochemistry. v. Phytochemistry.50. DELLA MONACHE. p. S.51.36. A. et al. p. v.J. n. J. 126. M. 27. R. Cult. Anais da 35a Reunião Anual da SBPC. J. et al. v. FONTELLES. 1987. n. 438. C. M. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. RAULINO FILHO.1231-6. S. C. p.245-56. A. et al. S. R. 5/9. W. FIGUEIRA.48.. H. C. L. Carbohydrate Polymers. 1993. L. 1995. 729. B.3092-3. . Phytochemistry. et al. n. v. 174. n .. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2.1994. p. Fitoterapia. C. A. A. Farmaco.FERNANDES. Phytochemistry.301-3.. M.1988. et al. S. P. El Dioscórides Renovado. M. p. 1994. p. et al. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. FERREIRA. 1993. B.1567-72. v. n.12. p. v. v. F. . et al. Anais da I Reunião Anual da FESBE. 283.586-7. 1998. . n. . et al J. et al. L. v. H.50-8. 133-8. 253. FERNANDES.19. L. F. FERNANDES.24. M. P. M. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. P. v. v. p.. . 1109-11.31. FICARRA. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. 5.3.1991. FILHO. Phytochemistry. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. l 1 .32. Anais da IXI Reunião Anual da SBPC.Anais da II Reunião Anual da FESBE. 1988. E. 1988. A. 1996. Colet. MESQUITA. 1989. FERNANDES.40. 1983. M. Plantas Medicinales. Journal of Allergy and Clinicai Immunology. Phytochemistry. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. S. FERRARI. FERREIRA. p. n .2.12. FERRARO.1992. Aliment.v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. M. 1977. FERREYRA. Inst.R et al. p.95. et al.. C.ll.501-4. M.4. A. 4/16. FERRI. FERREIRA. v. v. 202. A. 2001. FLORIO. Pharm. n. 1996. Phytochemistry. Barcelona: Editorial Labor AS. et al. 1985. M. FEROJ HASAN. p. FERNANDES. M. et al. n. FILHO.1987. V. 2001. 5. Prod.1996. 312. 287. R. v. 1970. Nat. R.. . 5/9. FONSECA. n. M. n. E. F. 1993. FERREIRA..6. FONTENELE. 389.30. FERNANDOPULLE.4. et al.901-9. v. M.2.l. p. 1375-7. C. BARATA. 1994. n. 1990.4204-5.1988.3. 184.' FONTELES.1986. C. p.2. FERREIRA. 1989a. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC. 1973. Tecnol. FONTENELE. 1962. C. n. P. et al. Pharmacol. FONT QUER.l 184-6. 1225-8. B. . v. V. F. p. 729.58. 1988. FONTENELES. n.

Essent.9.4 . F. et al. M. R R.3.6. G. p. 1998. n. v.24. 1980. Phytother Res.3. . Food Chem. FRAGA. 1997. Phytother. Food Chem. 1997. 654.4. FRIEDMAN. V. H. FREIRE.36. p. Soc. M. v. Ser.48.39. M.. Paris. 1980. A. SCHREIER.58.70.48. FRANSSEN. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. R. p. R L.4.l. n. Ato. D. W. v.4. 1979. v. FREREJACQUE. FORSTER.221. HENIKA.. 1991.. M. et al. . 1263-5.1999. N. M.669. et al. 1990. v. p.J. FULLER. ANDERSEN. M.. 47.48. FORERO.66. Res.2403-6. 2000. et al.FONTENELES. n. FUJITA.34. Phytomedicine. . 142. v. n. 1175-84. M.39. n. SALES.4.23-7.J. p. p. M. n. O. Agric. FRÓES. C. p. n. n. Med.J.309-19. 92. W.225.71-82. v. FOSSEN. Arch.. FROEHLICH.J. . et al. O. 31. Acad. S. et al. p. 1992. E. p.3. v. 1989. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. p.l 15-302. Cespedesia. v.215-7..6. 1990.40.397-405. J. Food Chem. p. p. 1980. B.1991. FREDERICH.1945.1263-6. v.2000. n. 6/9.271-5. 43.459.33. A. FRANÇOIS. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. W. Sci. M. . Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. FROLOW. n. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. G.l.J. FORESTIERI. Parasitol. 1988. Pharm Pharmacol.1996. n.7. Agric. v. Phytochemistry (Oxford). 1500-3. 1994.J. et ali. Food Chem.408-14.1029-32. M. Cytobius. 46. v. BULMER. SIMMONDS. Mycologia. OH Res.6.. 4. Agric. p. Soc. p. 1989. p. Z. v. Proc.5. et al. 549564.48. p. 1996. R. R. et al. F.. v. n. C. S. S. 1981. 1954.28.J. FRANCO. p.7. v. F. Prod. R.3. 1999.7. FRANKE. n. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. v.421-5. Sci. 1982. n. FORESTIERI. et al. Planta Med. Phytochemistry (Oxford).1958. FUKE.. Acad. B. Agric. et al. v. 145-52.19. M.624-8.246. p.3. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil..10. Res. n. 135/136..l. p. FROMTLING. p. F. v. v. FRANZOTTI. v.. . et al.494-501. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.62. et al. 1986... FROEHLICH. R Flavour Fragrance]. FOURNET.1988. et al. FREIRE.645. v. n. v.2. Bulletin (Tokyo).1994. v. p. A.85. N. 1996. et al. Paris. 1998.3. Planta Med. v. FORSYTH. S.67-9. C. Acad. T. M. n. 1994. B. et al. et al. M. n.Agents Chemother. v.10.J. FREIRE. W. London. p. . 1978. v. Perkin Trans. S. 1993.. n. Food Chemistry. 1988.37. 1985. T. FUJIMOTO et al. p. et al. p. 50. n. v. 1997. M.355-60.l77-84. LAWRENZ. FRÓES. FRANÇA..262-9. F. p.. et al. n. p. F. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Herba Hung. Res. V. FRIEDMAN. p. Chem. FOUSHEE. A. 1988b. O. p.582-8. Paris.l00-6..3. R. 7/9-24.2. n. C. n. p. Pharm..7.494-501. 33.265-7. SHIBAMOTO. FREITAS.2. Sci. V. v. .41. Chem. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. T. n.42. Phytochemistry. n. 1947. et al.

75. 1977. Symp.. Sci. n. C.l. RAO. P. Toxins [Proc. S. S. M. Pharmazie. Chengguang. Ethnopharmacol. L. p.3.1995.67. 1987.55. 1985. G. Des. GARCIA. n.J.51. L. n. Fitoterapia.1393. Jpn.1985. v.J. et al.T.1994. Acta. O.1997.3. 1988. v.T. n.81.. p. Sci. p. v.57. Agrum. et al. et al. GAVILLANES.134-5. C. M. n.256-8. GADELHA. F. GARCIA. et al.. p. M. K.61.99-102. 9p. T. Z. et al. p. D. M. L. et al. et al.1990. C. v. K.62-4. 1986.l 1-6. Essenze Deriv.43.35.13. 2002. M. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. et al. T. et al. GARCIA G. T. n. v. v. 1990.7.68. n.1984a.423-6. 1996..2. Bogotá: Ins.1986.10.1978b. M. Advances in Plant Sciences.2.424-6. Sci. D.6. J.66. A. T. Holzforschung. S. .31-4. H. v. et a l j . Philipp. GALLINO. 1997. C.2.14. p.90. Kokai Tokkyo Koho JP 09059668 A2 4 Mar 1997 Heisei. p.1999. . GARCIA. Ind. GARCIA. n. GARCIA et al. S. 1982. GASQUET. p. GALAL. Univ.l 105-10. M. p. et al. GAMBOA-ANGULO. Soc. p. M. n. Exp. GANAPATY. M. v.. v.6.4. W. G. GADANO. et al. v.542-6. p.5. v.203-5.1999.3. 25. KLINGER. 4th. S. Ethnopharmacol.1079-81. Fitoterapia. GANAN. et al.FUN.324-7. n.6. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. GARC1AJIMENEZ. Farmaco (Sci). n.307-12. GARRO GALVES. n. H. v. p. v. H. n. v. 2002. 1985.161-3. 628-9. p. v..5. Lipids.Biol. KASERA. M. G.386. D.1980. v.1990. Botanica-Medica. Nat. Phyton {Buenos Aires). n. p. M.3-4.95-7. n. L. v.34-7. A.. GARCIA.32.1984b. et al. p. p. Pharm. 2001. n. v. FURUSE. 1978. Fitoterapia. p.61. p. GAUL.1990. 93. et al.63.28. v. 7/9. Pharm.5. S.1077-9.51. 1996. E. p. DEMELLO.2425-7. p. 3v. GARCIA-BARRIGA. Vet.1990.542-6. n.. Indian J. GANAPATY. v. n. p. E. J. et al. n. (Belgrado). S. et al.235-43. p.Poisonous Plants].J. S. v. Anais l X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. GANESAN. v. p.114. p. Flora Medicinal de Columbia. M. Indian J.12. Soc. v. MENEZES.3. et al. v.4. Cein. Stud. v. GALEFFI. p. Ethnopharmacol. Phytochemistry. Sepu. Meeting. J D.1988. n.. 1993. L. Des. 1974-1975. . GARG.50-2. Indian Perfum.16. Trans. GARCEZ. 139-50. et al. p. et al. et al. n. . n. n.57.l.185-7.8 ..12.5. 12. M.l.6. v. Stud. Poisoning of pigs and poultry by stock feed contaminated with heliotrope seed. . 1996. p. Ind. Fitoterapia. Ethnopharmacol.163-74. et al. GADELHA. D.. p. F.64. GAO.103-8.50. Plant-Assoc.61. et al. 1989.. n.. A. Res. Fitoterapia. v. S.2. FURMANOWA. n. p. et al. n. 1999...131-6. p. Phytochemistry (Oxford). Trans.87-92.853-65. GARCIA.1995. Flavour Fragrance ]. GARG. C.l. Univ. v. Oréades.14/15.. n.51. p. v. v.l. Planta Med. n. Fitoterapia. A. Int. GADHI. C.l.1991. B. Phytother.10. Indian J. v.J..3. n.30.78-80. v.V. LIU. v.. 40. Ethnopharmacol.4. GARNER. p. D. GARG.

315.359-68. n.62. BHATTACHARYA. GENE.. R. G1NER-CHAVEZ.l 16-20. R.5. 815-20. n . v. v. v.95-8. M. p. L.M.ll. et al.1990. p. Phytother Res. 1996. N. GEORGE.. GERMONSÉN-ROBINEAU. 1986. l l .37.. AFTAB. v.7.50. Toxicol.251-62.. 2000.938-41. H. Res. et al. 1992. 292/6. p.1995b. n.459-62. Biosci. DUTTA. p. et al. v.209-18. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. K. et al. Natural Product letters. K. v.. et al. . 1994.570-3.1993.. R. GHOSAL. 1978. n. Y.52. p.Journal of Natural Products.3. Aust. 1996. 1965. Sci. Bioorganic & Medicinal Chemistry. 193-7. n.66. n.74. . n. n.1995. 1991.64. GERMANO. Biorganic & Medicinal Chemistry. v. 1996. et al..997-1000. v. I. n. Tetrahedron. .Lloydia. A. n. n.56. p. 1969.76. T.434-40.343. p. Med. .949-50. Phytochemistry. n. Enda Caribe.12. GHOSAL. I...GAYDOU.48. n.J.41.9597-608.J. S. Biochem.64. 1996. v.30. p. n. S.4.118. E. Tetrahedron. 1985. n. 1985.1996c. Phytochemistry. p.l. v. 697-702. 1997. v. SRIVASTAVA. n. v. v. Planta Med. Indian Journal of Physiology and Allied Sciences. Soc. A. SPMB. n.35...232-5.1996a. GEIGER. p.169-1.4. GBEASSOR. et al. R. Indian J. Herba Po. p. L. C. l. E. v.6. U. v. G. v. R.63. B. 1986. SEQUIN.7.8. v.3312-3.Journal of Natural Products .1993a. M. 244. p.43.C.. GOLDMAN.10.l. S. p.. p. GONÇALVES. p. Thrombosis and Haemostasis. S. 1949.. v.58. A. v. Y et al.J. Soe. n.4. n. GERMANO. 2000.49.183-6. et al. D.l.2. S.l. 1973. Archives of Pharmacal Research (Seoul). L. Fitoterapia. Am. 1969. v. et al. v.l773-8.3. p. P. n. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.C. Chem. . Fitoterapia. MARKHAM.831-5. Food Agric. 1971. S. Santo Domingo: Tramil. n. Letter. K. M. GOMES. GHOSH.50. n. PANDALAI. p. GHOSAL. p.J. 1996b.321-3. GIRBES. et al. K. et al. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. p. p.J.2241-50. K. v. Indian Chem.3. GEISSBERGER. GOMEZ. et al.8. v. p.3. Acta Tropica. OH Chem. v. p. v. GONZALEZ.450-2.15.327.. 2000. v. GLOTTER. Phytochemistry. H. BANERJEE. n. v. 1993b. . A. p. 44.2029-31. Farmacopea Caribenã. .195-202.l.3. H. v. v. Sci.3.31-41. 1996. .48-51. M. p. GODA. P. p. Herb. GHOSH.303-8. et al. v. Soc. A. I. et al . et al.28. et al. .6637-44.12.l 15-7. et al. S et al.129-32. p. Phytochemistry. . J. U.9-10.. p. v. .4.58. p. 1990.1995a.ed. n.J. A. GILL. GLOWNIAK. p. GIESBRECHT.41. Perkin Trans. n. S. Planta Med.2114-9. GILANI. p. Acta Pol.3. 1996. GHOSH. p. p.1-2.241-3. GHOSAL S.l. Chem. n. D.42.. P K. 1972. GOLDBERG.4. P. v.29. v.ll. v.. p. Pharm.93. p. Pharm. K. 1997. Phytochemistry.Journal of Natural Products. p.1991. n. 1996.

S. J. . v. Indian Chem.73. D. Journal of the Chemical Society-Perkin transactions.. Biochem. R. S.6.l.6-10.l. Phytochemistry. Mutat Res.26.7 (Spec. Coll. v.3. Jun. F. Fundamental and Apllied Toxicology. v. France Plotkin.J. v. Pharmacopees aditionnels en Guyane.1989. p. 1983.l 87-9. et al. Paris. H. n.91-101. Tetrahedron. n. n. n. Ethnopharmacology. et al. 1991. 9p. Pharmazie. et al. n. 2v. M. Chim.74-6.(Maracay. O. n. v. p. L. p.].1987. L. n. GREFF. et al.49..70.2. GOTTLIEB. Tetrahedron. M.24. n. v. GONZALEZ. . DI STASI. Soc. GRAHAM. GRONDIN. T.31. GORA. n.5247-52. L. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC.1988a. 2002. 1982. .60. G. J. 980.1980. p. GRANDI. p. Phytochemistry. 1988b. p. 1952. p. L. GORN1AK. et al. et al. GORSKI. v.1979. p. Indian Med. GROSS. p. G. 1989. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.5. 143741. Paris.4.181-4. 1975. R et al. A.8.22.. SIQUEIRA. EPPOS. Demande FR 2745183 Al 29 Aug 1997. A.125-34.GONZALEZ. n. GROMEK..65 . Herba Pol. 274.. P et al. S.20. I. Palikur. n. v. Créoles. p. n.74. Acta. Anais da XXVII Reunião da SBPC.l.2000. HARWOOD.). J.2. A Moden Herbal.14/15. Chem. v. Phytomedicine. Phamacopees taditionnels en Guyane. 1996. KALEMBA.1989b. v. p. Assoc. et al. et al. S.l 63-4. v.6. London. M. GROVER.J. v. West. et al. J. Mark.l 16-25.29. GRENAND.282-6. Mem. G. v. 1993. 1993. Trans.6. . et al. et al. Vet.3.1988. Ethnopharmacoi.1283-7. M.2069-72. p. v. et al. n. GOSWAMI.2. n. Phytomedicine. GONZALEZ. GRIFFITHS.2700-4. v. p. G. K. p. 2000.62. No.2. 108. 176. p. Wayãpi. C. n.44. 1987.126-39. p. Palikur. p. Creoles. n.31-40. Perkin Trans..77. D. 1993. Phytochemistry. v.2.l 84-5. 1991. p.1986. Agron. et al. GORZALCZANY. n. v. GRANDI.1990. K. Editorial 1ORSTROM. v.383-99. p. Journal of the American Mosquito Control Association. 11. p. . D. F. Oréades. G. Oréades. GOYAL.. et a l j .793-5. D. v. S. n. N. p.8. v. et al. M. .J.7.347-77.2001. . 1992. n.25. p.654-7.l. D..17. E. Tiger books International. GREEHMAN. Helv.25.l.9. I. Venezuela). M. p. 169.24. p. Anais do Simpósio Brasileiro de Farmacologia e Química de Produtos Naturais. p. J.49.l. n. p. n. p. GRIEVE. .688-9. 2001. GORDON. M. p. et al. 1982. .. Wayapi.1996. GREEN. Afr.35.41-7. A.269-76. Fr. GRANT. et al.1801-4.21-2. n. n. 1994. Soc..27-31. v. GRUENWALD. M.14/15.1992. v. Phytochemistry. GOPALSAMY.12.l. Fitoterapia. GROSS. O.1994. E. Indian Drugs. 1993. n. n.1479-82. GOTTLIEB. Trop. G.l. Editorial 1-Orstrom. v. RANI. .J.4. 1992.3. Indian Drugs. et al.57. 1987. et al. v. R. T. Soc. Num. F. p. v. S. v. Phytochemistry (Oxford). v.1989a.

. V. 1995. GUNATILAKA. Planta Med.3. G. et al. Int. Soc. .49-55. R. GUNER. Res. GUILHERME. . Spectroscopy. 1991.. Z.34. n. Journal of Natural Products (Lloydia).. v.43. Phyton (Buenos Aires). Fr. v.1988. M. et al. Turc. Sci. Contraception. R Plantas Medicinales Iberomaericanas.30.. Phytother.l68-70. 1988. Ethnopharmacol. v. GUEVARA. I. M. 1990. A.6.1996.l-14. PETERS. GUPTA. C. A. GUPTA.191-200. et al. p.1986.23-5.147-9. GUARIN. n. 2000. GUNTERN. v. Acta Pharm. Sci. M.34. n. v. v.597-9. Natl. n. 1988. n. L.J. R. n. GUNASEGARAN. M. p. p.42. Q. Med. Planta Med. n.. 1985.1995.262-7. Universitaria. p. Quim.. p. n. Sect.17. p. p. n. 230. D. SOUSA. M. ANDRADE.3742.GRYNBERG.3/4. v. 2. Anais da XL Reunião Anual da SBPC.6. n. . 1987..2.63. Nat. n.1994 a. A. et al. N.6. M. Rev.195-200. N. El salvador: Ed. 121-6. N. B. et al.l9-27. Fitoterapia..l. p.. GUERRA. p. I.22. N.ed. et al. GU. v.6. n. GUERRERO.747-54. M.l. v. . v. T.4.39. v. 1985. v. S. M. v. v. n.. 1992.18.2.56.267. Natural Toxins.53-6.271-6. 2002. A. p. Universidad de El Salvador. S. Carbohydr.8. p. n..1993. p.l.8. p. 15. 1999.. p. 1989.89-90. v.. n.34.J. GUPTA. v. O.2. 19-27. v.162 . v. Ital. et al. R et al.1990. 1979.2002. H.. O. A.l 15-30. San Salvador. Indian Chem.631-5. Latinoam.2. Riv.28. GUERRERO. Obtencion y aprovechamento de extractos vegetales de Ia flora Salvadorena. A. GUPTA. n. p. n.19. et al. v. Phytochemistry. et al. n. B 55. Pharm.l07-lO.p. GUERIN. Fitoterapia. Planta Medica. Acad. Phytochemistry. 1994.. v. p. et al.l. n. n.1990. v. M. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Acta Manilana Ser. p. A.3-4.3. . Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. .3-4.58. p.v. GUPTA.467-7. n. GUEDES. Appl. REVEILLERE.l.68. Phytochemistry (Oxford). Res.40-1. 1996.107-11. GUERRA. N. p.2. 126. M. n. n. D. D. p. EPPOS. M. et al. . n..2.l. 245. 211. 873. n.1994.73.l.2-3. GUERRA. n. et al.4. International Journal of Pharmacognosy.J.67. p. v. GUEVARA. n. L.51.687-9. 564p. 1978. p. GUERRERO. R Ann. p.66-72.700-4. et al.287-90.V Biochemical Pharmacology. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.80. GUERRA. Tetrahedron. índia. v. R et al.49. p.P.1991. et al. M.4. n. GUERRA.4. C. A. S. F. 1988. p. p. GUDI. 1983. 1721 -4. F. p. 1995.7. . QJ Crude Drug Res.4. Proc. v. 2002. 1995. p.1261-6. J. p. O. n. P M. 1993a. Bogotá: CYTED-SECAB. et al. 1980. R. Volume Date 1995.473-8. et al. 1989. 6. n. R Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. v. Journal of Ethnopharmacology. GUARRERA.77-81. 2 0 0 1 .65. GUEVARA. n.20. M. p. V. Mutat. SINGH. et al. p.40. p.870-6. v. F.2. Pharmacogn. .

Ethnopharmacol. GUPTA. v. . p. CHOUDHURY. 1990. p.9.. p.63.l. J. v. n. Planta Med. et al. B.8. n.. v. n. I.222-4. A. v. WAHBA. Phytomedicine. PlantaMed. p. HAJI. B. Biosci. et al. v.308-13. n.34.31. 28B. p.2. n.5. International Journal of Farmacognosy. A. A. et al. HARADA. et al. et al. 1992.91-5.1991. HAMATO. 1991.769-75. Sci.5. K.189. HARRAZ.S. p. 1989.36.10. 1996. n. et al.1993. 2001. p. n. A.15-8. v. n.. 801-3. (Tokyo). M. p. GOTTSBERGER. M.567-72. . FENG. et al. n. v.1996a. F. p. et al. n.432-7. v. Acta Pharm. K. v.2.328-34. Buli. F. HARAGUCHI..88-92. R. 1995. n.2. Y.53.J.14-8. E. GUSMAN. HAN.. et al.1996. n.387-92. 63.l. Chem..9. p. et al. .62.1996b.2. HASE K. HASHIMOTO. p. HASAN. Phytochemistry. 2000.43. Chem. n. p.117.Jr.J.. v. p. p. et al. v. A. n. F. p. Flavour Fragrance J.3. n. Assoc. A.. HASAN.. v. M.185-9.l. et al. Indian]. K. Sect. et al. p. V. v. Phyton. Bull. v. et al. Chem.39-41.1997. p. Sect.578-9. Indian Journal of Pharmaceutical Sciences. H. Am.262-6. A.6.92-4. p. 1978.1989. n. A. p. Phytother.3.39. v. n. H. K. 1995. Ethnopharmacol..6.1997b. 2000. B. J. p. n. 1990. v. B. F. v.133-140.1994. 1986. p. Indian J. et al.GUPTA.251. n. 1995.1989. Biol.1989. Q.59-65.64. R. GUPTA. Res. (Tokyo). p.282-4. T. p.2. n. n. p. n. K. S.4. Discovery Innovation. Journal of Biochemistry (Tokyo). et al.3. v. V. p. n. v. L. HAN. S.7-16. M. A. Haji. Sci. Biochem.67. et al.J. M.6.. K.175-8. et al..873-4. SAXENA. HABIB. GUSTAFSON. K. Anal. A. Med. v. HARGIS. S.284-7.4. n. HAGEDORN.1999. Phytomedicine. .5157-60. HASHEM. n.193-204. K.40. 2000. HALL. n. Journal of Organic Chemistry. HARA..21. Phytochemistry (Oxford). S..l. v.4.35. p. Res. M.10. n. MULCHANDANI. R. v.1992..22 . Pharm.5.72.21. .64. F.. 1987. HARUNA.. HARUNA. Food Chem. B. R.161-72.231-6. v. 1993. v. n. n.4. N.. n. Vet.19. Soc. 1996. p.l. p. HASSARAJANI.. M. Biochem. n. 1995. F.. n.1986. Ethnopharmacol. HABTEMARIAM. v. Biochem.. HASRAT. v. V. G. J. G. 1987. v.l. P P. v.4.J.139-142. 1993. GURNEY. Planta Medica.195-200. C.2. S. .65. v. Indian J.l. n.4 p. 1999. H. Bangladesh Chem. Sect.194. n. GWARNALA KSHMI. v.31. n. 29B. Biotechnol.3. v. China Journal of Chinese Matéria Medica. p. v. GUPTA. 1981. Pharm.l.205-8.l.1225-8. Pharm.. HA1.A. BROWN. n. et al.5.. et al.12. 1990. n.366-9. Phytomedicine. M. SHARMA-N-K. et al. 18.. GUPTA. Sin.4. v. Journal of Ethnopharmacology. n.12. N.. Annals ofBiology. A. M. Indian J.14.216-9.l. Indian Journal of Nematology. n. v.64-6. 59-65. 8B.1237-40.57.105. HABSAH. HAMMERSTONE. M. et al. p. v.58. et al. p.2809-11. HASSANALI.2.1232-5. p. p.43. Phytother. Phytochemistry. M. p. p. et al.57.361-5. HASAN. Indian Perfum.3 p. J..2. p.403-10. et al. Chem. v.5. T.2. Pharm. n. Journal of Experimental Botany. 1997a. A.4. et al.1997. 1986..

Chem Pharm Buli (Tokyo).. HERZ. n. HAYAT.1978. Ryukyus. p. V.ll.945-7. Phytochemistry..489-93. p. n. E. p.4.28. HESNEL.3.43. HERNANDEZ. p.423-8. M. J.3792-7. (Tokyo). 1980. n .3559-64. G. ) .J. 1975. n. 38. S. Chem.. HEINRICH. Cambridge: Harvard University Press. A.1990b. 4. Contact Dermatitis.12. HEGNAUER. n. N. Org. v.317-22. 1993. p.24. K. Wood Chem. et al. v. Coll. Chem. n. p.38.3. v.J. Org. Ethnopharmacol. et al.38. Bull.10. p. n.J.1988b. HATANAKA..et al.9. n. Contact Dermatitis. n. T.6. p.4. . v. Farmacognosia. 1952-6. v..2. 1013-8. 1991. 1973. n.3486. HETHELYI. J. Chem. P. G.J. p.ed.l 1.1978a.v. v. M„ WINTERHALTER.17. p.46. Buli.1979. Pharm. p. v. 1984.2999-3003. M. p. . p. Tetrahedron Lett.247580. HERDY. n. v. . 1986. Chem.1980.29.2740-5. p.43. H. p. p. 1983. 1992. B.1997. 1987. n. v. et al. HEO. v. Basel und Stuttgart: Birkhauser Verlag. n. HIGA. v.164-7 1996.17.2. v. et al. Sin.HATA. n. Biol.3. Nat.J. Hyg.12. et al. p. HE. p.4. Org. Bull. p.1953-6..1988. Org.116.35.26.5587-90. n.274-80.44.1990a. HERZ.26.1983. Pharm. 16. Y. 1990. HERNANDEZ.43....5.2367-70. p. Nat. p. Y. B.. n. et al.34..2. K.40. et al. p. HERZ. Bull. 36. n. Prod. J..4.. . n. 1270-4. et al. Chromatogr. p.439-43.. et al.945-7. L. v. Pn.10. . l l . v. v. Chem. Phytochemistry (Oxford). Sci. The Diversity of Crop Plants.81-5. Agric. p. p.39.. et al. . Phytochemistry (Oxford). W.9-10. et al. Y. n. v. n. W. 1992. HAYASH1.360-3. M. v. HERLEM. Pharm.l 1.32. CARVALHO. Food Chem..Planta Med. DELGADO.J. J.. Bull. E. HENDRIKS. 2000..J.J. Ethnopharmacol. v. K. P. v. p. n. J. Chem.54. n. X. p.. Buli.63. 1987.J.6.1982. A. Fitoterapia. .2-3.435-59. . n.45. v.4.5.4. et al. Pharm.802-9. J.1978.352-6. p.278-80.l. p. Acta Bot. HE. F. v. v. Chem. HAUSEN.. Technol. et al. 1978. v. v. p..488.21. Chem. n. n.345-54. . 1990.5. Antiviral Res. N.. Vet. 1988. n.17.197-203. Pharm. v.53-60. n. Mutat. v.56. PALANIAPPAN.746-51. n. TERASHIMA.1987. 1991. HAWKES. H. p. 145-58. S. H.4. W..3v.73. v. p. KANEDA. p.2. In: COSTA. p.1990. D. 1988c. HAYAKAWA. 1994. .Journal of Biochemistry (Tokyo). HAYASHI.1991. 1987.377-8. P. HEGNAUER. Univ. Pak. Chemotaxonomie der Pflanzer. v. Res. L. 1969. Phytochemistry. G.18. Prod. N.4849-51. . Bras. HAYASHI. M. HERDERICH.. v. Herba Hung.51. p..36.3693-6.7. Arq. v. KALYANARAMON. Tetrahedron Lett. p.9. T. n.517-20. n. 1998. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. R. n. Cardiol.1154-9. v. n.l35-50. 2001.35. et al. . n.

p.. n. v. V. .43.2. n.1996. n.UFPB.J. H1RUMA.J.72. Agric. H. et al. v. 2002b v.30..2. HIROSE. p. Planta Med. HIRUMA-LIMA. p.543. Phytochemistry.J. et al.9 n. p. v. 1990.78. 1995. Cancer Res. p. Soc.5800-4. Chem.1996.21-8.46-50. Phytomedicine. HOUGHTON. T.267-74. Prod.1996.. p. et al.J.29.3. 1985.355p.60. KUBO. O.l325-9. P. HIMEJIMA. v. p. et al. 1946. . v. v. v. K. v.4. v.HIKINO.l.14. Phytochemistry (Oxford). Jpn.676-8.223-6. v. n. v. J.8. HIRUMA-LIMA..47. Dissertação (Mestrado) .4.69. 117. . Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. 1996..p. p.. et al. et al. Nephron. p. Nat.1991a.715-7. HISHAM.60. Sci.3.163-8. 2002a. .36-43. v.3. A.8. v. v. Planta Med.3. Phytochemistry.l 13-4. n.5. HNATYSZYN. B. HONDA. G.3700-1. v. p. n. 2002b.1999b. Frutas indígenas Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. HIROYA. et al. v.340-3.J. Ethnopharmacol.. et al. v.1988a.62. p. Nat. v.v. J.2.25. p. C.63. E C. et al.54. p. n.2000a. p. HORIUCHI.54.66. HOEHNE.3.2.. Biochem.253-254.l 174-7.. 228-234. J.1991. et al. n. Jpn . PlantaMed. n. n. J. et al.1988b.2. HORE. n. p.. HOFFMANN..717-8. p. p.523-9. 1996.153-6..1996. et al. HOELZL.1994. 1996a. . v.l. . n.l 1. 1939. p. Planta Med.1984.].. Phytomedicine.l. v.J. Estudo farmacológico e químico do óleo essencial das folhas de Mentha x villosa Huds. p. C. n.21..20. n. 2000. Coletânea de aulas..l.253-9.3. n. São Paulo. p. p. K. PlantaMed. n. .251-3. 1997.1987. et al. J. Arch. Fitoterapia. Food Chem. São Paulo: Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. Acta Farm. A. et al. Bonaerense. et al. 1972 HIROTA.6. v. v. HOUGHTON. Int. Pharmacol.71. p. p. HORSTEN. (Gann).341-6.l. 1997. Phytochemistry. v.. p. C. HILLER. et al.48. S. Ethnopharmacol.6. Pharm.65. R.152. OGUTVEREN.J. HO. n.223-6. F. v.96.35. O.5. Cancer Res. Chem. n.T. .2/3. v. v.39.78.1997. A.l53-6. p. n. K.. v. Ethnopharmacol. S. n.n. n. 1993. (Lahore). 1988. HOCQUEMILLER.. M. HNATYSZYN. n.T. Phytochemistry. Ethnopharmacol.418-21. HOHMANN. J.1987. Int. PlantaMed.3. p. ..51. L. v. .539-40. J. T.52-4..450-1. Sci. Clujul Med. n. et al. p. J. p. Ethnopharmacal. P.4. v. Buli. HORNG. Plantas e substâncias vegetais tóxicas e medicinais. p.452-6.1995. v. n.l. A.l59-72. 1991.30. v.J. . 88p. 1980. .27.1986. HODISAN.4.325-30. A.2205-6.S. v. HIRSCHMANN.261-8. et al.28.1988c.. p. Pharm. Commun. Prod. 1.1999a.35.71. M. 2000b.15. M. v. Cancer Res. p. n. Pharmazie. .1987. M. p. et al.247-9 1988d. . Biol. n. Biophys. Phytochemistry. p.

P.367-73. D. 1995. 1992. 1990. Agric. n. p.8.39. Japanese Journal of Allergology. 1981. p.599-603.1515-20. Virologia Sinica. ICHINOSE. IKHIRI. Chem. Nat. n.48. et al.4.l. Assoc. et al.26. v. n.J. HUSSEIN. DEWICK. J. INOUE. Planta Medica. Natural Toxins. 1980. et al. Chem.58.58-64.10.50.805-7. HUBERT.59. p. v. v. et al. Y. INGHAM.6. T. HUKERI. p.. et al. p. J. H. p. A. p. 1987.314-6. K. Fitoterapia. 1994..1997. Chung-hua Yao Hsueh Tsa Chih. K et al. S.l. p. v. Pharm. et al. n. R. n. Sin.212-6. HUSSAIN. v.417-20. n. HOZUMI. 1991.39. p. ICHIHARA. l l . 1996. TechnoL. M.91. 1989. v. Phytochemistry. n.3. K. n. Crude Drug Res.. v. Y. p. p. v.59. S.521-5. n.2. et al. R. T. Naturforsch. Nat. p.J. 16 Dec 1987. et al. INCHOUSTI. p. 1988. et al.161-4. et al.60.40. n. Acta Chim. p. p. n. v.3. Phytochemistry {Oxford).29. n. 87101850. H. 1992. et al. v. Buli.1. HUI. Pharm. IDE. IGNÁCIO. v. Fett Wiss. HU. HUSSAIN. Indian Herbalogy of North America.652-9. n. 1995. v .l67-8. Med..4. n.213-8. Buli. 1972. n.4-14.40. 6. v.43. v. n. J.32. F.l. v. London: Shambhala. S. Prod. Food Prot. 280... Phytochemistry.J.2.41-8.1995. et al. R. p. 1991. Nat. et al. Chem.68-70. v. v. E.59. 1999. Prod. 1995. N. 1998. E. IMAOKA. et al. Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. et al. p. Phytochemistry. L.. Mutation Research. L. et al. SAIFUR-RAHMAN. p. F. p. HUANG. et al. Q.5.5.5.J. v. n.18.. Y. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 87101850 (IPC C07J-009/00. D. 9 Mar 1987.237-40. et al. et al. 1984. Bull (Tokyo). S. Int f Pharmacog. HUSAIN. et al.3. p. Sci. Wakan Iyakugaku Zasshi.4.51-6.3546-7. Appl. B. p. p.25. v.5. Kokai Tokkyo Koho]P 09087195 A2 31 Mar.. G. n. J..1989 HUANG. et al. Int.. v. L. Pharm.1987. n. Prod. et al. v. et al. p.1977. INYA-AGHA. v. HSU.2229-31. p. IONGSW. 195-6. p. n. R. Planta Med. p.689-94. p.520-1. HUTCHENS.58.1489-90.69.531-4. Biol.202-8. Prod. Y. p. n. v. p. v. HUANG. HUSSAN. V.HOYOS. p. v. . H.l. K. I.45.2. v. Pharm. 1988.49-52.l.37. IKEGAMI. p.43.50.1989. et al. n. 1987. n. HUANG.2. v. Planta Soil. 1978. HUNTER.4. 1973. 1996.. Phytochemistry (Oxford). A. T.86. HUHTANEN. HUANG et al. I et al. . R.l49-51. C.l. M.66.7. v.51.. J. HUSSAINI. 1992. IMAI.667-74. A. 1994. S. X. INATANI. v. FEBS (Federation of European Biochemical Societies) Letters 284. p. et al. p.3.1984. Chem. n.88-90. n. v. n. n. R. et al.12. n.152-6. et al.. Nat. Prod. Natural Medicines.10.1751-4.S.51. Formosan.2. LU. Nat. 1989. v. 1987.l. ICHIKI. n. G.549-51.l. N. H. INAMORI. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Jinzhan. p. et al. 1999. A. n. n.l.50. Z. v. p.J. 1994.J.29-34.6. 1991.

30. p. Phytochemistry.6. p. Heterocycles v.35. Planta Medica. Pharm. n. v. Pharm. n. v. .J. Planta Med. Chem.Phytochemistry.39. v. n.52. Yakugaku Zasshi.). p. p. ISHIDA. Bull (Tokyo).27.53. Bull.3.1991. C. . v.356-60. Int.53. p. ISMAIL.5.971-8.17. A. n. et al J.40. ITOKAWA. Prod. . v. JABBAR. v. Ethnopharmacol. ZDRAVKOVA.1667-9.. Medizinische Welt. v. Nat.ll. v. Bull.7. Pharmazie.7.2849-59. n.86-92. Bull.4. n.87-90. 1995. p. H. p. n. v. Bioscience Biotechnology and Biochemistry 60. n.47.435-8.41-3.1989.p. p.122. ISENSEE. 1986.38. Phytochemistry.Bull. p. p. n.l.5.95-100. (Tokyo).34.1992. 165-70.64.1460-3. K.35.2023-7. et al. v.35.425-433. et al. 1987. JACOB. p.291-4.5. p.729-34.1977. 34. Fitoterapia. v.9. p.1987d. v.67. n. Ethnopharmacoi. International Journal of Pharmacognosy.12. . O.2. v. Pharm. v. 2002.35. v. p. . .1993. of Pharmacology. 1996.22.73-6. v. n. 2001. IZZO. p.11. Pharm.1991a. N.28. A. 1993. ISH1KAWA.33. Toyama-ken Yakuji Kenkyusho Nenpo. et al. . S.1981.28. JAIAY. BunruiA. 1991. Pharm. p.4. v.63.2860-8. n.3.l. . 1998.3713-6.555. Phytochemistry (Oxf.3. T. n. JABBAR. v. . Chem.436-41.2.3. B. ALAM. n. S. ISHIKAWA.1987b. T.7. p. Phytochemistry.424-6. Bull (Tokyo). Lloydia. . et al. p. et al.885-9.l. p.. v. O.1977.4. v. . v.7A.1041-2. Chem. A. n. n. ISAKOVA.32-3. v. Arzneimittel Forschung.377. 1989. M. p. p. p. n. 1999.5. p. IVANCHEVA. JAGER. . p. v. Phtochemistry. et al.4.203-12. v. H. v. IROBI.2.7. et al.33. p. I. et al.l. et al. Pharm. Steroids 30. JAFRI. M. . v.30. . et al. Journal of' Ethnopharmacology.16. et al. 1987. Chem. n.5. R. Rastit.et al.35. Chem Pharm Buli. .. n. Resur. Bull (Tokyo). P. Fitoterapia.254-6. Chem. T. IWU. et al. P. n.4. n.5. et al. .55. Phytochemistry.368.58.. Bull (Tokyo). n. Bull. n. J. p. M.1988. Crude Drug Res. v. 2001.1984.1990. p.613-7. v. n. (Tokyo). . 1991. et al. n.43-8.2000b. n.2. p. Fitoterapia. IWU. European J. .6. n. Phytochemistry (Oxf. p. n.4071-3. n. v.2086-8. v.. IYER. 28. M.6.506-8. n. p.1985.66. n. M. n. v.4.517-23. v.1985a. Pharm. 1996.43. v. R.1987a.11. K. p. p.1992.).IOSET. T. v. Fitoterapia.676-9.66.1987d. et al J. J. et al. 2849-59.. n. M. n. . Chem.2000a. Nihon Daigaku Kogakubu Kiyo. p. Chem.2860-8.. N. n.6. 1996. . p. Chem.94-8. A.355-61. M. 1999. 1977a.1723-1728. p.l 148-53.3.1990. n. n. 1978. p. ISOBE. p. Pharm. Pharm.1987c.566. p. v.12. ITOH.701-5. R. 1999. M.354-6. et al. n. A.16. n. CHIORI.

v. COLLIN.. n.50. C. Planta Medica.l. H. S. Med. 1987.3.12. LAI.6. JORDAN. n. p. 1989. 1995. J. JOHNSON.197-200. p. JAIN. v. Fitoterapia. A. Phytochemistry (Oxford). 1986. n. X. S.72. Abstr-152. n. 1991. et al Phytother.53. T.3487-9 (Eng).4. p. 1990. 2001.35.4. p. Sci. 1987. C. L. C. H.27. Res. A. Planta Med. JENETT-SIEMS.4.. M. JOURDAN. p. JI. v. 1974. n. v. p.. J.1986. p. JOSHI. v. JOSHI. v. v.6. GARG. JONG.. M. p. M. 1986. 1987. n. et al.517-8..28. p. Phytochemistry.967-71. p. et al. Trop. J.3. 11.9. 1997. et al. C. Abstr Internai Res Cong.O. p. et al. n.61. p. 169. v. p..49. K. Editora Nacional. Pharm.33. 1985. Flavour Fragrance J. v. p. et al. n. A. 1986. Med. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.1986. JAIN.41. p. Chem.430-1.. v. A.l 15-8. . n. M. Trans.61. Essent.11. n. JOSEPH. 1998.154-5.31. et al. p. .666-7. n. B. JAIN. Chem. . P.9-10.2..9. JOLY. v. v. et al.666-8. Electrochem.445-8. n. T.2. JANSSEN. n. et al. n. Prod.1988. v. p. 1984. Jpn. C.8. n. R. Journal of Natural Products (Lloydia). 1995. n. v.71-4. v. I. JAIN. S. Botânica. v.809-12. n. C. 1989. p.. et al. p.43. Belg. JENSEN. Introdução à taxonomia vegetal. p. n. K. v. Inst. n. n. 1987. R.65.2. JAIN. v. H. A. p. Health.2. M.3. PATTENDEN. et al. Planta Med. NIELSEN. 1985.74. 1989.614-20. JONDIKO.584-5.J. Soc.. Obstet. 45. 1999. Univ N Carolina Chapei Hill NC July 7-12 1985. L. Phytochemistry. JONADET. J.6. B. et al. A. Pharm. Curr. S. JAKUPOVIC. HWANG. Phytochemistry. . B.. Indian Chem.5. Planta Med. R.2997-8. p. 1997.2677-8.16. JAIN. n. 1991. SHARMA.54. J. M.. n.3. v..3/4..1986. v. C.l048-9. Nat. v.H. Nat Prod Coll Pharm..19. R. n.l.. JUNIOR.90. Phytochemistry. n. J.97-8. Int. SCHEFFER. A. R. p.24.1985. G. JAIN.729-30..228-32. 1987. v.584-5. v.11. . JENTE. et al. p. S. São Paulo: Cia.2. P. Oil Res.5. 1987. et al.2. S.3. R. et al. et al.611-5. A. Phytochemistry.155. p.133-4. JALAL. p. J. ARORA.4. et al. p.359-61. JURBERG-P et al. Chem. Herba Pol.16.. B. C.25.2. p. 1995. Memorias do Instituto Oswaldo Cruz Rio de Janeiro.120-4. v. et al.13. v. J. JENSEN. J.. n. Gynecol.l266-9. M.507-511.. 2002. Buli. p.27.1377-80. JANUARIO. H. S. PUROHIT. 1983. Buli.5. p. Afr. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. v.JAIN.56. JOUBERT. 1977. 1998. F. AGRAWAL. n. JOSSANG. n. R.5154-6. 407p.. n. Mycol.3159-62. 1990. Planta Med.34. JONG. p. Pharm. J. 1978. C. T.1914.45. Pesticide Science.6. K. n. Am.29. JILKA. et al.9. n..5151-5. v.n. Soc. (Bangalore). v. Bull. v. A. C.. v. R. p. n. v.61.Herba Pol.18. Cancer Res. Biosci.l87-9. C. p. v. J. JAIN. n. C.

p.5. MISHRA. p. v. 1990. L. v. Acad.31. KARUNANAYAKE. p. n. Indian Veterinary Journal. A. G... Pharm. p. V. Chem. PZ (Pharmazeutische Zeitung) Wissenschaft.3. D. H. v. S. Phtochemistry {Oxford).25. v. Bull. Pestic. n. n. S. Y. S.135.196-206. Indica.Agric. Pharm.33. Phytochemistry. v. Sci. Chem. Chem.18. Bioresour. Phytochemistry (Oxford).55. et al. KARIKOME. Kinki Daigaku Rikogakubu Kenkyu Hokoku. 1990. KASHIWADA. S.223-32.3063-8.189-93. .773-6. n.1996. Biochem.. H.l 1. n. Sci. v.1996.1984. n. n. KAWASHIMA. v..1997. . et al. KAMEOKA. v. 1991. et al.2. n. J.2647-9.289-93..4. v.787-91.30. 1992.1989c. Cancer Inst.60. . p. 1986.1997.ll. KAMEI.223-5. M. v. Lhim. v. 1990.283-8..ll. F. KARTNIG.1990. T. Pharm.l. KAR. N. KALYANE.6. et al. p.97-100.3. p.25.ll. 1987.888-93. n. SIMON.4. p. Bulletin 42.23. v. Nat.4 . A.40. M. A. p.361-3. p. H. v. et al.54. p. 1988.27. n. C. p. p.79. p. J. p. Soc. 1978. K. KATO.38. n. n. et al. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). Arch. n. 277. .9. p. J. Phytochemistry. 1966. PRASAD. KARMEGAM.29.3. n.1989. . p. v. E. Phytochemistry (Oxford).2696-8. Bulletin 39. 1990. p.26. KAUL. p.5. 255-62. v. Cienc.569-73. Cancer Biother. p. KAPPENBERG.l. n. et al. P. p.4. v. G. v.5.. p. 1984.419-20. et al. p. v. p. 1991.. p.3. et al.3963-6.3709-11. S. KAROV1COVA. p.1988. et al.35. p. v. Bull. Radiopharm.2. K.. v. Phytochemistry. Tetrahedron Letters 37.580-3. p. KAPAD1A.ll.. n. J. Bull.. v. n.1987.40. n. GLASL.2-3. J.385-97.67.5-6. Trop. M. n.31. v. 1987. Y. Chem. V. p. S. Int.7. Indian J.279-80.5. v. KATSUZAKI-H. v.. n. 1989.1994.35. et al. et al. et al.l. Bull.68991. Technol.ll. v. Biophys.280-2. YOUSIF. 1989. J. Pharm.10.4.61. n. Vedy. n.329-35. et al.12. K.4.3313-8. n. KAKU.1988. R. Express. Asian J. N.7283-6.59. KAWASAKI. . n. H. p. KATARIA. v.1799-810. Nahrung. p. v. et al.3. M. n. v..4. L. KAMALELD1N. B. Natl. n. v.19. 1990. Soc. n.2911-2.8. Chem. et al. Acta Cienc. n.51. KADIR. n. SHANDRAS-WKHARA. KAWAMURA.6. p. v. H.605-6. n.3.7.661-3. p.137-40. . KAMANNA. KANG.KABIR. KALASHNIKOVA. M. n.1992. N. Bras.3. v. N. Phytochemistry. KADOTA. Phytochemistry.. Pharm. P. . 1986. KAPLAN. et al.l03-7. 1995.91-2. p. L. Gartenbauwissenschaft. Zh.. Chem. et al. et al.2761-3. n. HASHIMOTO. . GUPTA. v. S. Jpn. Contraception.1989. 1996. KAWANISHI. p. Phytochemistry. S.l 112-5. Chem. n. KAWA1.273-6. Phytochemistry. KAPUNDU. v. v. M.1987.2. J.43. et al.9.683-6. n. et al. Na. Chem. v.. n. et al. Prod.1986. n. 1994. K.593-4. G. p.29. 1984.12. Ethnopharmacol. n.. KANEDA. H.1996. Phytochemistry (Oxford). Med. 1986. . n. n.. p.38.3585-91. p.1992.1991. 1985. H. Res. Liege.749-52. J.8.12. H. Archives of Pharmacal Research (Seoul). v. et al. p.26. Potravin.4.

v. et al. Parfuem. S. K.. p. (Tokyo).3.322-30. Plantas medicinales de uso popular en la Amazonia Peruana. 1987.1994b. p.55-60. Planta Med.251-4. KERBER. n. n. 1985. v. J.l. 1994. J. H..D. Biosci.1989b. ELSA. n. A. KHOLKUTE.3.1-2. KIM. N. v.2269-75. I. p. 1983. R.69. p. 1980. Chem. M.2921-2.42. lnt.643-5. KHAN. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.496-9. Bangladesh Acad.1982. et al. p. Bot. p. KIMURA.175-6. KIM. n.243-51. Chem. J. v. KIOK. Indian J..l. et al. 2002. I. 2002. n. KIDOEY. Naturforsch. 1982.3. 1980.56. et al.. 1997. W. KHAN. G. n. n. v. Indian J.41. Biol. 1988. et al.41. v..25. KITAGAWA. Bull. 27B.2. Yakhak Hoechi. p. et al.. v. v. n.9.5. . KIM.6.. Sci.. n. n. n. n. J.13. Saengyak Hakhoechi.307-13. v. 1995. p. v.821-4. p. Y H. D.10.13. Pharmacol. 1994a. p.46. v. UDUPA.l. v. Agric.6. n.10.141-3. R.26. 1996. Agric. p. n. Lett.33. p.223-31.l 503-6.1996. Bull.13-9. Exp.1979.265-72. KHANNA. v. Sarhad Journal of Agriculture. n. A. S. G. et al.31-7. KIM..409-14. I.9. A. et al. Z. A.17. N.. Y. KEMMERLING. R. et al.l 157-61. et al.3. J. D. p. Biol. T.. n. et al.l.299-307. Prod. et al. p. p.1996..44.2. Kosmet. C.. Agric. D. 1989.137. M. 1988. . Chem. R.1989. v. KIKUZAKI. 1986. n. JANGDE. et al. Biol. n. S. KEMBER. M. n. v. v. H. Res. KHOBRAGADE. K. (Lloydia). et al.59-72. p. p. Inst. Cosmet. C. (Lahore). P.1/2. A.2570-9.1996..1/2. Lima. Plantas da Medicina Popular Do Rio Grande do Sul. L.3. Unserer Zeit. p. S. B. Sci. KERN. KERY.49-54. Phytochemistry.505-6. P.564-8. N. C. et al. p. 157. 1983. Fac. D.l 15-8. Nat.9. Pak. Anal.. 1989. V. In: SIMÕES. J.l.50.232-5. 1995.50. v. p. et al. KHALID. R. Peru.3.20. et al.38. Indian J. n. p. OMOLOSO.187. v.59-64. p. C.. KHAN. v.2. p. Pharm. Exp. O. AECI and IIAP.14. n. v. Editora da UFRGS. v.4. et al. 1997. n. v. Arch. Acta Amazonica. p. n. n. Kyushu Univ. Phytochemistry. Journal of Pant Physiology. M.1989a.. B. p. J. W. (Suppl. v. Food Compos.43. 2001. Pharm. 1976b. p. R. v. KIKUCHI. 1996. . Phytochemistry. p. v. p. Pharm. K1NGHORN. J. 1995.25. n. J. n.21. Crude Drug Res.). v. KHAN.291-7.38.11. p. et al. Biol. Exp. M. 1986. KINOSHITA. D.28. 1996. et al. p. Phytochemistry.1995. H.1978.J.6. Food Chem.51. M. p. KHOSLA.28. CHAKHA BARTI. J. Fitoterapia.3. p. et al.73. KINGSTON. KHAN. Y et al. et al.5. n. K.28. n.19. v. KISHIMA. et al. et al.p. p. n. .. v. p.34951.6. V.32. Ind. B..9. KHARE. Chem. Chem.76-80.6. n. Indian Veterinary Journal. KIM. KETEL. Phytochemistry. KEDAR.3-4.1568-71. Phytochemistry. S.KAYANO. et al. Nat.. H. 1991. 1996. Herba Hung. v. v. Sect. v. v. . Prod. p.. M.n. M.8..561-3. n. Sci. p. .2. Heterocycles.109-14. Res. J. KHALIL.3708-12. p.l09-10. K.177-8. n. v. SIDDIQUI. n. v.73. T.

K. n.971-4. S.J.63. . Ital EPPOS. Thrombosis Research. v. P. C. n. v. et al. Phytochemistry. H. 1991. n. KOUMAGLO..36. KOUL. S. et al. Nat. M. E. P.10. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. (Tokyo). n. v.18.161-6. v.4. KLUEGER. KOO..1992. H. n. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). Bull. E. REKKA.1989. et al. L. N. v. v. et al.55. K. Yakugaku Zasshi. p. KITANAKA. 1987. Planta Med. v. KITANAKA.7. KO.3980-4. p.TAKIDO. . Med.53. C. K. FEBS Lett.909-13. Med. Chem. 28. V. KREBS. 1988.41. et al. v. n. v. Pharm. Fitoterapia.38. 81-9 1989a. p. V.35. 1996. KONG. Bull. Phytochemistry.l.KITANAKA.. B. v. n.91-6. KONG. v.2. Phytochemistry. KITTAKOOP. J.302-6. 2000a. Pharm. n. K.28. Plant Med Phytother. Y C. v.1995. et al. p. v.860-4. Incl. n.237-40. Pharm.2. Sect. Chem. KRAUS. p. Chem. RANGASWAMI. H. KOHLER. n. v.. v.1989. p. v.713-6. et al. p.1989c. Chem.1986. . et al. p. p.J. Bull. v. P A. n. n.249-52. SON. et al. v.66. Chem. KOBAYASHI..9.4. v. Chem. .2. J. Z. Bull. J.764-5. et al. p. Pharm. 2002.29. p. TAKIDO.1991. p. Biological and Pharmaceutical Bulletin. Phytochemistry (Oxford).38.2. n. Chem. Bull. et al. KRAMBECK. Prod. KLINKS. n. 118. Org. 1990.30.3.1576-19.8. C. KONOSHIMA. KOSTOVA. n.l. p.33. n. p. p. Y.9. et al.1989b.57. K. Chem. Pharm. Chemical Papers.6626-33.5. Farm.2. v. Chem. G. 1977. 1996. p. n.35. KRETTLI. Prod. l l .106.125-42. p. p. et al.55. et al. Phytochemistry. v. 1989. RAMIARANTSOA. p.284-7. p.999-1000. Bull (Tokyo). 1980.387-97. et al.l. S. . 1994. 1985. p.1982.37.63. 1996. Trib. Journal of the Korean Society for Horticultural Science.. KITANAKA. v.67-72. KOSASI.20.55. n.227-34. . 1973. KOUMAGLO. S.5. F. KITAZAWA.879-86. v.. v. v.40.74. p. p.1984.. n.. H. I. v.. Geoderma. n.1-11. L. et al. KOSTALOVA.. n.2. Indian J. Zhiwu Xuebao. Sci. H.375-7. KONE-BAMBA. KLEBS. p. 27.176-8. Chem. n.122-30. REINBOTHE. n. Essent. p. v. v. KOEGEL. M. n. Naturforsch.21. v.2279-82. p. 1996. p. J. 1985. n.ll. p.2. Phytochemistry.8. D.48-56. Oil Res.1990.l 19-26.. D. p. 2000. Toxicon. KOBAYASHI. .32. v. p. 45.S. A. n.350-1. et al.. Research Communications in Chemical Pathology and Pharmacology. W.ll. et al J..1984. p. Riv.2.8. R. Chem.. n. . ZECH. n. Sos. v.680-91. Bull. . I. Pharm.511-12. S.32.21. S. M. . p.103. 1983. Ethnopharmacol.6. Pharm. v.3.1989.37. 1996. Nat. v. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. et al. et al. n.3. n.3-4.2441-4.15.2001.l. p. v.1-2. 1994. I.. n.2439-41. A.2. n . H. 1985. v.561-3.1292-4. Chem.4.. KIUCHI. n.349-52.3. KOUROUNAKIS. J.1-2. K.277-81.256.8. n. p.2001..387-91.. Pharm. 44. Org. 2000b. n. Bull. M. T. p. 1985.

KUMAR. Grain Britain: Dragon's world ltd.1992b.8. 8 Dec. ALAM. v. et al.76 (suppl.2724-5.40. n. Food Chem. 17-171.. A. et al.57.191-5. et al. v. p. C. v. Kokai Tokkyo Koho JP01305080 [89305080] (IPCC07D-311/60. n. n. KUMAR. et al.5. I et al. Khim. Appl..41. n. Indian J. Agric. v.8. M. 124-5.. Med.. 1985. 1991. et al. Phytochemistry (Oxford).27.74. Chem. KUMARI. . v. I. v. M. Eur.Journal of Natural Products (Lloydia). Carbohydr. Soc. N.1996. et al. Indian Journal Of Chemistry Section B Organic Chemistry including Medicinal Chemistry. Journal of Agricultural and Food Chemistry.533-7. J. N. v.203-4.. 1996. p. v. L. Food Chemistry.70. v. Prir. KUTSCHABSKY.J.30. A. Afr. Chem. p. K. 1989. limpsfield.2/3. KRUGER.803-7. n. 27.241-4. 1970. KUMAR. KUSUMOTO.2. v. 2001.46. KUSMENOGLU.175-88. n. v.3.1993. K. Y. KRISNA RAO. I. Bull. S.190-3. p. p.M. An illustrated guide to herbs.. n. v. KUBO. Pharm.4476.l.170-1. KUROYANAGI. KUO. 1999. v. et al. 1994. V D.. S. et al. et al. Org. J.5. n.67.. 1995.24. KUMAR. J. v. KUMARI.1 Jun. Phytother Res. KUROKAWA. J. p.227-32. M.92.40. n. 1992. 192p.: Edited by Chartier.72-4.6. Lloydia. Fac. J. Fitoterapia. J. et al.3. l 1 1 17. 88/132874.8. n. p. HO. Chem.198. R. Am.. p. p .34. 1987. S.KRISHNA RAO.30. n. v. Agric.2. 1984. Antiviral Res. Proc. M. Bioenergy Conf. p.954-7. p. n. 1012-5. .37.2229-31. v.4. et al. et al. R. 1996. et al. 1991. A. Cancer Letters.283-4. AUGUSTI.. p. v.384-6.1987.. p.39. p. n. p. P. J. V. p. v.61.49.636-8. p.9-10. T. KUROSHIMA.3. v. Khim.47. A. p. p. Phytochemistry.2/3. Soc. Biomass Energy Environ.. 1978.5. E. I. Chem. Gozi Univ. v. KUSTER.5.1990. et al. p. SHARMA. M.48.. et al. Soedin (Tashk). Pharm. 1991.2. v. n.8. p. Y.125-8. 1992a. N. Phytochemistry....l. v.167-70.. KUZOVKINA. p.758-61. Philippe. Sci.2. KUBO. KUO. p.2445-6. et al. n. p. v. Indian J. Chem. 1995.). N.819-24. p. v. et al. Ethnopharmacoi. Chem. J.65. R. .1. Shoyakugaku Zasshi. Pharm. v. K. R. 1988. H. KUMARI. 1997. p.401-4.22. C. Indian Chem.4. v. v. Planta Med. V. M. UK.1025-7.66-70. Chem. Prir. 1978. Pharm. 2000. V. p. M.Jpn. KUHNT.l. KUMAR. n. n. 1979.6. S.l7. et al. .2. n. KRUGER. p.. KUGELMAN.39. KUO. Rast. n.245-6.. p.61. S.1989. Planta Medica. n. p. 1988. Res.13. p. et al. v. n. KUBO. KUMAR.56. I.. KUSUMOTO.769-72. p. n.2477-8. 1988. T. p. . v. S. 2001.3. v.1978.T. n. G.l. KULCHIK. Sci. their medicine and magic. n. Z. v. n.1993.. Res.. N.67-74. p.40.l 1. Pharm. n. D. v. Fiziol. RIVETT.41. n. Chin.. n. 1996. Buli.4-6. Naturforsch.. n. v. Phytochemistry.545-51.35. Soedin (Tashk)... et al. Food.61. KUPCHAN. p. Pharm. KUPCHAN et al. Pol. Indian J. S. n. v. 1994. v.60.637-41.1982. et al. J.3. 9th. KUMAMOTO.703-6. 1992. R. R.291-302. Oxford. et al. Agric. J. n. p. 1974. p. et al. KRISHNASWAMY. 1976. et al.

WAGNER.44. N. . 1996.854-61.l. Phytochemistry. . LARNER. S.8.877-81.54.18. Postepow Nauk Roln. p.169-84. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Journal of Biosciences.240. 2002.1551-5.1995..91-7.1995. p.J. A. 1996. n.1989. 1988. 1998. 1999. LANNUZEL. v.. J. Res. Brasilian-Sino Symp. Rastit Resur. Disord.l.. p. M. n.4. 1992.2. n. p. LARANJA. K.64. 1996. Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental.49-57. p. et al. Nat. v. v. Fitoterapia. Biochemical Pharmacology. p. LATZA..14. O. n. KYOUKO. 1996. Prod. 1996. p.40. . LACASE.3. Mov. 1994.5. Agricultural Chemistry and Biotechnology. et al. n.1995. LAM. p.854-61. 386. n. LATHA. Toxicology. BOOR.3. LARANJA. E. G. A.. T. et al. M.2881-2. v. v. p. v.15.245-8. Zhongguo Zhongyao Zazhi. 1991. v.1982. Phytochemistry (Oxford). p. p. 2002.11. LACICOWA.65.7. n.l.43.44. I. v.39.3. S. v. Soc. Chem. et al.1995.2. et al.l 12-18. KUZUYA. Chem. Phytochemistry. SHANMUGASUNDARAM. Planta Med.. B.. D. J. n. S.235-40. et al. et al. A. v. v. v. v. KWON.. p. Food Sci.36. v. M. v. p. et al. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Soc.2. n.694-9. Fr. M. 1979. LACHOWICZ. T.372-5. LE VAN. n. Medicai Hypotheses. J.11-2. S. n.1-13. p.8.53-60.J.63.1995a.291-4. v.50. F. et al. v. 2002. 1997. LACOSTE.42. LAKSHMANAN.. Dev. LAGROTA.228-30.6.159-64.. Chem. of Chromatography B.18. 1990. Pharm. p.. J. Phytochemistry.84-90. et al. Zesz. 1995.5. J. Mutation Research. Food Chem.481-5.16. et al. v. KWEON. p.39. G. 238. LAMI. n. p. Biosci. n. et al.. et al. n.l. n. M. 1977. p. B.1982a. N. J. A.31. A.. P. LANGFORD. v. Bull.394-7. v. . et al. Chem.521-2. Let al. p.11. n.KUZOVKINA. Phytochemistry (Oxford).2. Phytochemistry. Biomedical Letters.752. and Pharmacol. Phytochemistry (Oxford). v.17.et al. n.11/12. 238.2. LANGASON. et al. et al. v.109. Prod. . Phytother. J. p. v.263-72. p. 1988.4. 2001. Agric.5.16.51.428. 1989. Probl. S. KYUNG-SOO. et al. v. M. n. Phytochemistry.202. et al. C. p.301-2.. Prod. Cytobiologic. v. v. n. A.l.1205-8. Pharm. n. v. n. J.. M. n. E. n.6. p. B.44. p. n. H. 1980.65... p.1989. R. 1996. PHAM. et al. LANG. Ann. n. v.161-70. p.50.1994. LAHLOU.1625-8. n. Indian Chem.. p. Plant. v. v.l. n. C.1981. p.41-7. Nat. LASKAR. p. H. v. H. et al. Phytother. v. R. S.372-81. Brazilian-Sino Symp. (Lloydia). p. P.127-35. Perkin Trans. Nat.V.39.1959-62.. LAI. n. v.295-7. Med. 1989. et al. LAMATY. C. et al. LEBOEUF.473-5. K. Pharm. 1987.68. et al. LA CASA. N. p. . p. LAWRENCE.29.

91-4. GOOK. Q. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.S. G.5. et al. 1988.27..3. Y. 72.. n. v.470-5.13. LIKHITWITA YAWUID. n.Acta Botanica Yunnanica. 1991. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. v. N. Soedin.1061-5. LEE.1995a.3. v.2. n. v. p. v. p. et al. p. p.17.8. LI. V. p.54.269-70. p. n.745-8.435-46.4.353-8. L. AVARENGA. Yunnan Zhiwu Yanjiu. n.31. 2000. 1995.1987. LIBERALINO. LIM.19. Korea. p. A. V. et al.37. n. 1996. T..1995. A. n. Taiwan. v. n. v.. Invest. Med. Prir. 154. Med.5. et al. et al. H. J. Biol. p. S. 1989. p.l7-24. p. n. . Phytochemistry. 1993.1995. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. v. LEVIN. M.12. Clin.1997.2000.1990.2. O.2. Sin. K. et al. 1995b. n.19. 1997. p. et al. M. J. LEE. p. Arq.159-71. n. A. et al. J. LEWIS. LI. v.35-8. v. n.297-301.28. p. LI. LEMOS. p. n. LEMUS. n. n. 1988. p. v.3689-94. p.459-62. Immunopharmacology. p. n.3277-9. n.. K.13. n. v. 1999. p.1988. et al. LI. 1988. Kim. v. 1978. Toxic Constituents of Plants foods tuffs. P.l.l6. LI.208-12. S. Planta Med.1-2.151-6..63. Y. n. L.C. Tetrahedon. Univ. Tecnol. Journal of Ethnopharmacology. n. n.7. T Toxicon. Spectroscopy.49-51. Q. S. S. G. Taichung. p. Nat. CASTRO.43. LEE. Asian Societies of Cosmetic Scientists. J. LEE. v. 1989. et al. LI.196-202.. I. LI. . Acta Pharm. H. D. R. V. v..224-6.2. S. Khim.787-91.. E. Acta Botsin.31. BANDYUKOVA. . n.1996. v. p. LEITÃO. . S. n. v. C. H. 1996. J. T..261-5. 1992.172-5.2.2. .. p. et al. Acta Botanica Yunnanica. v. et al. LEE. 217.24. K. Nat.1992.562. .40. p. et al. et al. G. 2. p.1992. CUVEELE. p.43.l069-76. v. v. 1989. A. A.17. LEMUS. M.2. LEMOS. V. v.3944.22. 91. n.1992. J. 1987.59.19. C. I. n. LEUNG. v. LEMLI. v. . p.311-8. n. v. 1994. C.196-200. et al..2.266-8. et al. Free Rad. LEMOS. p. p. et al. D.. LIENER. p. Emerg.141-5. Eur. et al. G. Prod. v.3.1995. Acta Botanica Yunnanica. p. 2002. et al. M„ HAN. Oncology Reports. n.l.308-11. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. LI. LIGAI.5-6.34.9. et al.4. J. v. J H.29. p. . Phytother Res... n. Shenyang Yaoxueyuan Xuebao. n. O. Patologicheskaya Fiziologiya I Eksperimental'naya Terapiya. n. G. S. Med. Fitoterapia. v.5. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. n.9. 1988. LEMONICA.2. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. C. p. Acta Botanica Sinica. New York: Academic Press. SHIBAMOTO.92. n.26. Prod.17. Journal of Ethnopharmacol. v. Biol. J. V.3.. et al. S.. M. Chromatogr.539-50. S.1987. v. 1995. C.11.161. A.65. p. n.. Planta Med.3. K.519-29.4..LEE HUANG.221-4. J. et al.8818-22.4.3. v.1987. p.2. 1987. R. et al. LEKIS. G. v.3. J. LIAW. p. 1980.3.ed.. Gene (Amsterdam).

J. R.1996. 1991.3.3. Univ.223-4.24. Pharm. 1993. Y S. . et al. 1992.2. . p. Y. C. v. 1990. MARTINS. Food Chem. Chin.3.l96-200. et al.4.70-2.49. et al. LOPES. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. LONDERSHAUSEN. n. LIN. São Paulo: Hemus Editora Ltda. 1996a. p. n. LIN. R. n. 1997. S. p. J. v. p. Planta Med.36.665-8. . v. n.53-6. et al. de ALMEIDA. n.LIM. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1997. T.14-6. v. Issue). 101. Tap Chi Duoc Hoc.5. D. p. ... LIU. p. F. G. D.l7-24. 2002. L. S. Toxicol. v.2573-4. LIU.233-43. Fitoterapia.12.3.2. Appl. Lat. G. n. M.1993. L. n. 1987. O. 1994b. Trop. Mycoses. Conhecimentos Populares e Científicos. v. LIMA.3. J. M. LONG. v. GOOK. LIN. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. 1964. A. LIN. . Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Y H.1-3. R.427-38. M. . v. LIN. n. v. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. LIMA. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. L. 10. v. LOPES. et al. Pharm.. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. CHOU. C.12. p. . P. LOHEZIC-LE. C. Anais da XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil.1988. LIMA. O. p. Korea Med. 32.1995. et al.514-17. LIN. CALDAS J.. et al.3132-5. de Pernambuco. LIU. et al. 1994. v. 36.5. 1996b. G. v. LIU. P. p. Bull. J. p.. 1993. et al.. Int. p.9. P et al. Biol. P.26(Spec. et al. n. C. . 1998. L. J. LIU. 1986. Res. Pesticide Science. T. Ethnopharmacol. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC.. W.73.54.43. n. n.. et al. 1995. Anais da X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. 1988c. et al. 1988. Health.79. et al.2. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.161-3. n. et al. . Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al J. 2002. 1992.1456-8. LIMA. 34. p. E. 7/9. p. v. Y. 517. n. n. Z. Acta Botanica Yunnanica.333-6.2002. n. B.213-16.635-41. S. v. 1998. LISCIANI. F. R. v.41. Bonaerense. LIMA. 1982. 1988. N. (Tokyo). C.14.45. LIMA.1984. M. p. E. Acta Farm. 1997. 1994.06.263-70. n. et al. Am. KUO. 172. 1996 LIMA. F. 7/9. Zhonghua Xinxueguanbing Zazhi. R. Chem. v. M. 1998. LIMA. S.12. p. LIN. C. TOME. p. et al.l. 1996. n.400. O.8. Anais da Soc.40. v. v. Zhiyong Fenxi Ceshi Xuebao. p. v. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.9-10. p. et al. Pharm. 377.20.33.34. v.3. S. F. p.14. 1994a. Ethnopharmacoi.7. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. 3. v. Phytochemistry. S.31. Huaxue Xuebao... 1988a.. n.5. LIMA. 1987. 151. A.l.5. Q. Plantas Medicinais Brasileiras. p. et al. p.. 1991. G. Phytochemistry. LI-RONGTAO et al. L. J. Chem. n. 54. O. 583. Bull. 1996.654-8. Amer J Chinese Med. 89.l3-20. p. Y. 57. et al. Kao-hsiung I Hsueh K'o Hsueh Tsa Chih. p.19. LIMA. LIMA FILHO.2. M. Anais da XL Reunião Anual da SBPC.179-88. LIU.39.3/4. Med. et al. p. S. 1988. et al. . 124. 152. n.16. K. n.. v.

R. LOPES. Lier. et al. v. A. v. p. E. LUNA COSTA. 1998. J. Chin. L.9. Lier. 1990. PUJOL. et al. L.11. n..235-47. v.8. Anais da III Reunião Anual da FESBE. et al. Mem. X. V. p. p. LUZ PAREDES.34752. LUITZARDS-MOURA. 81. Phytomedicine. . . F. M. et al. R. X. et al. L. 75. p. 1986. 1995. X. Yaoxue Xuebao. 176..1989. H.67. p. B. 1992. n. Phytochemistry.9. 1988. J.660-2.8. 75. 138. et al.4005-9. n. S. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Phytother. LUAN.10. n. et al.3. Phytochemistry. v. v.588-93. 67. n. n. LOPEZ-ABRAHAM A. Rev. v. v. BOLZANI. L.64.27. p. F. G. v.3. 203. v. v. D. v.9. 1999. 6.689-91. .38. et al. Químico-Farm. n. et al.21.5-6. Colombiana Cienc. Arch Med Res.1992.. H. Oswaldo Cruz. Trop. 1986a. M. Plantas ornamentais do Brasuil..46-50. . p.97-104. Shipin Kexue (Beijing). 1990.17. LUTOMSKI. et al. et al. v. L.268-70..2265-8. Sin. LORANO. 1996. n. Herba Pol. n.30. I.31.1998. T.21. p. LUTTERDODT. LORES.2781-4. 58.667-8..4. v. M. LOURENÇO. Apr. .1979. v. n.69-71.5. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1998.7. Rev. v. n. J.27. v.151-2.3. v. . p. LOZOYA. v. LOUREIRO. . LOU. J. 1998. Cubana Med. 1986. Phytochemistry.245-8. herbáceas e trepadeiras. A. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 513. H. X. LOPEZ-MARTINS.3. Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1997b. R. N.737-42. n. . 730p. p. 1995. p.2. Planta Med. LORENZI. M. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. LUSSIGNOL. M. n.28. . Pharm. Acta Helv.. 1990. p.. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue. 2002.37-41. LORENZETTI. LUO. et al. v. n. Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. p. 2002.2..l. Arch Invest Med (Mex). M. J. M. et al.25. p. Nova Odessa: Editora Plantarum. v. Res. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.99.4. 1997a.9. LOU. . n. 1980. et al. X. LOPES. LOPES. v. Anais IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Arvores brasileiras. Ethnopharmacol.31.66. A. 1991.-Jun.3.3. p. p. H. X..28.8. . n. R. LOZOYA. 1993. v. et al. v.l.13. p. J.29. p.390-1. LOPES. p.. n. 1992. 1986.1-6. LOZOYA.. C. Zhongcaoyao. LOZOYA.4. et al. M.9. B.3-11. et al. Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Inst. 1986a. p. P. et al. Phytochemistry. n. C. 2v. p.2. N.2.702-5. C. 1987. Acta Pharm. n. n.26. Yaoxue Xuebao. v. 2000. n. 1985. LORENZI. p. F.Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC.702-5. H. LU. M.1987. V. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue. Spring 1994. LOXOSTE.97. Arbustivas.LOPES. Am. Acta Pharmaceutica Sinica.1986. SOUZA. p.313-9. 1988. Nova Odessa: Editora Plantarum. C. Ethnopharmacol. n. 1999. p. n. Med. Revue Roumaine de Medecine Interne. 1994.7.

J.1995.1997. S. L. MAESTRI.67.46. 1997. 558. et al.4441-5. RAHMAN. J. Exp. G. M. p.45. S. MAGADAN. n. D.51. v. MacLEOD. K. p. et al. v. 1986. 1993. M. Phytother. et al. Heterocycles. 1987. 1987..3. n. 2.. p. v. G. Bras.2. F. MABBERLEY. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. C. p.3. A. MAESTRI.23.3. MAKKAR. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. Am. et al. p.4.. V. MADEIRA.1988. J. et al. n. M.171-3.51. Prod.137-45. v. Res. v. n.59. L. Anais da VIII Reunião Anual da FERBE. A. B.369-71. J. p. p. 1992. E. Res. Food Sci. J. p. The plant book. Planta Med. 1987. 389.45.165-70. Nat. et al. n.1995.. MAHATO. 1988.81. v. 2002. 1992.1996.. n. D. et al.92. et al. L. p.58..27. p. et al. n. S. 80.6.96-7. B.58.30.324-8.707-11. p. p. p. F.531-2.1989. MACHADO. Tetrahedron. p.127-35.204-5. 1994. v. 1981. 1994. 185. p.594. n. p. Nat. MACIEL. Sci.13.39. Fitoterapia. J. J. MADEIRA. et al. v. et al..10. Med. J. Soc. Farm. Soc.4.749-54. Sci. M. N. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. et al.24. Ethnopharmacol. Indian Chem. Bot. C. p. A. MAHESHWARI.1997 MAKUCH. et al.208..18.31. 1989.10. 187.1/3. S.. Food Chem. 1987. M. M.825-9.v. n.MA. Nat. 858p. v. J.. 1996. 1997. v. F.2.1886.259-60. n. et al. v. MAHIDOL. G. Wakan Iyakugaku Zasshi.746-7. p. Ind. MAHATO. MAGALHÃES. .6.. et al. n.2. 1999. Sci. K. B. S. Agric.. J. v. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC.11. et al.1987.41-55.. R.4. 1995.1988.ed.. M. M.27.54.817-9.l. MAHMOUD. MAKJANIC. H.B. MALIK. v. p. v. et al. et al.8. F.45. v. n. n. Indian Perfum. V. Technol. M. A..1523-8. Res. B. MAJUMDAR. A. et al. . MALINI.58. 480.145-51. MAIA. Natural Prod.20. H.v./. p.1-2. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MAIR.3152-7. Journal of Chromatography. Grasas y Aceites.. p. et al. Pak. n.J. 2000. 1994. et al.5. 1979. n.2.776-7. p. p. v. M. 1987. P S. Biol. Prod. Ethnopharmacol.41. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.207-8. p. 1983. A portable dictionary of the vascular plants. J.32. n.64. v. MAHIOU. 1998a.565-70. MacKEEN.47.105.l668-74. n.1998b. p.467-71. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. n. K. n. A. .1-4. Prod. et al. J. v. p. 1997. 201. v.70. MALAN.17-31. n. p. MALIK. et al.54. Plant. A. n. n. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.l 1. v... v. Pak.l. MALPEZZI. K. C. D. Rev. et al. J. v.l. Phytochemistry. J. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC.96-7. v. et al. et al. E.2. J. p. MACEDO. Grasas y Aceites. S. MALIK. v. p. p. . A. MAIA. et al. M. MALAN. v. et al. et al.v.. . n.12529-38. Ind. Sci. n. Chem. E. n. X. 1995.86-9. Journal of Agricultural and Food Chemistry. 1988. p. GUZMAN. n. n. M.3. Pharmazie v.5. p. 1983. Phytochemistry {Oxford). n. et al. MACAMBIRA. 1997.7. O. p. J. Pestic. Pharmazie. n. MACEDO.2.416-7.46. R. n.397-400..1997. n. Cambridge: Cambridge University Press. . H.3. v. v. v. et al.4. 39. MAIA. 60. et al. n. et al. MAKINO.694-7.

1982. p. A. v. J. et al. Phytochemistry.60. l l .51.2. p. 1999. n. 1994. E.51. Org.53. 389. et al.4.121.3.1995.460-1.1989.2.1987a. 752.12. et al.91-3.3. MARQUINA.479-86. 2002. n. Quimico-Farm. 255.39-47. p. P. p. 1990.1987b. Heart J.39. M. p.4380-1. n.8. p.511-20. et al. . MARIN. v. Anais da Reunião Anual da FESBE. Pharmazie. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. 1985.44. R.44. Colombiana Cien. A. .695-8. 174. p. Y. Entomol.25-34. O. n . 1991.1-2. 6/9. p. G. E. p. A.2. 1986. v. F. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 272. v. O. p.21.2655-7.214-7. Fruits. et al. A. v. et al. et al. v. et al. et al. .. p.29. MAIA. p.5. v. MATISSEK. 647. et al. Rev. MANN. KAMAL. MARTINS. v. . Phytochemistry. R. et al. p. Journal of Biosciences.. M. Appl. MARTINS. et al. n. n. et al. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. v. n.1997.1979.261-9. J.2. Pesqui. Chem. 1978. p. et al. n. Nat. MATIDA.117-25. 1045-7.8. H. n. p. V. v.. n.870-1. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. v. A. MARX. 1988. 147-51. D.6. MARUYAMA. v.50. MARTIN. n. MATHUR. p. p.. p.l 179-82.7. v.1980. n.6. R. MARTIN-LAGOS. Prod.89-91.570-7. M. Pharmazie. v. Nat. et al.l 11-6. n.5. p. F.44. MASLENNIKOVA. p. 20.. p. Prir.26.35-8. v. n. P.-Unters. p. J. n.205.. MARTINS. n. 594. An. A. P S. MATOS. v. Food Chemistry. 1993. et al. Phytochemistry (Oxford). MARINUZZI. Journal of Phytological Research. M. Colomb. Ital. et al. n.Óreades. . Vet.50. Phytochemistry. Zeitschrift fuer Lebensmittel-Untersuchung Und-Forschung. R„ SANABRIA. A.1995. MATA. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. G et al.8.. n. Anais da 32a Reunião Anual da SBPC.1981. MARCELIN.1990..267-71. v. v. v. G. Shoyakugaku Zasshi. Politecnica. et al.14/15. Forsch. J. R. P A. J. MARCHAND.1979. E. p. E.7-8. v.1992. MARTINEZ V. n. n. et al. Khim. J. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. p. M. 1999.3. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. 1987.. . R. 1994. Quim. G S. v.3. Alimentos.l. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. J. v. n.12. 533. et al.6. Soedin (Tashk). Prod. R. F. 1996. p. . Bras. et al J. MANCHAND. .74-85. 1997.1322-4. v. Quim. MARTIN-CALERO.45.43. Anais da 31a Reunião Anual da SBPC. 1986. p. n. Essent. et al. 1996. v.6. MARINGHINI. Assoc.55-6. n. 1979. p. S.175-84. n. MANSOUR. 1980. K et al.31. v. Phytochemistry.MALUF. M.137-40.1-2. Oil Res. 1987. v. B. M.6. MARQUES. 1997. 1992.l..4.l. MARTINS. v.8. Lebensm. 1985. p.45.191-4. Anais da 33a Reunião da SBPC. et al. MARQUINA. Rev. p. n. et al. v. n. 474.14. 1988.321-5. Phytochemistry. H.2. MATINOD.2. . 1996. 181.1997.1996.3.. MATOS. 1996. MANTILLA.4. p.l 189-92. S. n.193. Bras.

R. n. 1455-6. D. et al.1991. al. A. p. 241. 1993. .). Chem.213-20. Rev. R K.62. 183. M. (Eng).2. Plantas medicinales de uso popular en Ia Amazonia Peruana. O. Acta. Nat. Univ. DA8725002. et al. v. J.9. Fortaleza: Edições UFC. Order No.MATOS. n. et al. C.167-70. et al J. Res. L. n. MEHTA. Ecol. J. p. 5/9.l 155-60. v. Natural Medicines. U...370-3.. et al. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. McPHERSON. I.927-9.5. E. Vet.600-3. MEDEIROS.72. MATSUNAGA. B. GREIDER. MECKES. J. 1977. RAMPERSAD. J.22. v.35-41. . Chem.15-20. p.12.n.1996. 2002.19. K.96-103.51. Cult. 1975. Chem. Phytochemistry (Oxford).1983. 1984. 1985. p. et al. Abstr. MAZUMDER. v. Nat..ll. et al. et al.. MEDEIROS. Phytother. A. K.l. p. sistema de utilização de plantas medicinais projetado para pequenas comunidades. v.834. p. et al.. De SAREM. Prod. J. v. Bras. et al. n. v. v. Prod. RENG.799-801.. et al. Pharm. v. Anais do Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. p. D.25. p. n.. MEJIA. Phytochemistry (Oxford).. . Yakugaku Zasshi. et al. Ethnopharmacol. 1981. MAURYA.60. Syst.8. Microfilms Int. . et al. Austr.1997. Heiv. n. n. et al. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. B 1988. MAZZANT. McPHERSON. Etnopharmacol. Sect.l..ll. p. M.1243-7. p. n. 1985b. MATSUURA. p. D. P. v.68-74.427-34.68. D.8.4. v.51. McBARRON. et al. MELITO. 249. (suppl. Anais da II Reunião Anual da FESBE. v. 305. v.280. A. v. et al.1991... 121-7. p. p.9. p..2835-8.. 1994. H. Farm. Int.2. Incl. p. MELITA RODRIGUES. A. p. F. n. v. 1996. v. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.64. Avail. J. Vet.157-65. A. 1985a. et al. 1987. v.8. M. From Diss. 48.2. Chim. M. v. Aust. v. v. AECI and IIAR 1995. p. v.l. .v. MEDIRATTA. D. . 1997. J. C.98.24. McLEAN. MAUER. C. W. n. K.10.37. 1993. S. Indian Chem. n.Tetrahedron Lett. p.9. J. n.l0.p. MATSUDA.. L. 1996. Biochem. n. Phytochemistry. Med. McCHESNEYJ.Alcohol Alcohol.10.1988.51. n. R.. 2330-1.2527-34. n. et al. n. p.. n.l37-41. E. A.80. Soc. p. v. Bioorganic & Medicinal Chemistry.6. 1980. 1996. MAXWELL. 1978. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MATOS.37. Cie. MCKENZIE.. Fitoterapia. Phytochemistry (Oxford). MELITO.54. n.1987. 2000. v. n.l.5. Rev. J. Panama. 1288-91. n. et al. A. MEDEIROS.9.72. A. H. 1986. p.63-6. p. 2002. R. MEDEIROS. 2001. v. p.8.1625-33.60.10. J. K.2002a. Studies on Caesalpinia pulcherrima and DNA-ligand interactions.2002b.2.7. Ethnopharmacol. 1988. G. I. R. Org. MECKESET et.4.77-8. . D. p.2835-8.1991b. A. Fitoterapia. Med. J. v. MBAH.. S. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Indian J. DAS GRAÇAS. 195-6.77. BROWN. 7. F. 105p. .p. 1987. n.. v. Res. B. 1983. Farmácias vivas. et al.

p. v. p. G. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. V. 270. n. et al.7.1990. 11. 1997. 256. 6/9. 5.71-80. D. D.30. n.708-10. Z.93-8. Phytochemistry. Res. Revista de Ciências Farmacêuticas. n.4.1255-6. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MEYER et al. 1968. 1986. 1988.5.41.1990. Archives Of Toxicology..9. MIMURA. n.555-9. MIMURA. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. n. O.) n. Z. Indie..6.794-7.10. p. 488..4. p.. et al. F.1-2.. p. n. Rio de Janeiro. C. MENSAHJ.l. Essent. et al. Y. A.MELITO.939-42. MENUT. MEYRE-SILVA.ll. MENDONÇA.). OH Res. et al.1847-53. C. MEYER. n. n. 1976.5.43.1988.4. n.. . S. D. et al. Bioscience Biotechnology and Biochemistry.25. Fragrance J. MENGHINI. 1988.414-28.419-22 1995.1989. v. C. In: SAN MARTIN.1201-3. v. L.96-101. B. p. v. A.57. et al.2. Prod. p. MIGUEL. Food Chem. et al. A.1-7. et al.31. Commun. 9. MESQUITA. H.2.9. v. p. 1999. L. M. 2000. J. v. . Ethnopharmacol.35. Farmacognosia com Farmacodinamia. 353.l 113-15.107-11. et al. L. n.. F. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3027-8. 1984. v. MILAGRES.l 13-16. Behav. M. F. MELO. C. n.1991.5. v. . et al. n. MENEZES ORNELAS.v.1997. J. 1988. et al. et al. p. Editora da UFRGS.l. v.6. v.67. MESSANA. C. p. Naturforsch. p.6. 1986. A. MIMURA. n. MESIA. Y. M. M. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. MING. Agric. R. Ing. Kokai Tokkyo Koho JP. 1990. J.1986. 2001. Jpn. T Bio Ind. F. v. et al. MENGS. E. v. n. p.44. L. MIMAKI. MENENDEZ. 1991. . 1997.73. 1987. p. S.. 1988.307-11. FUNATSU. p. L. Acta Hortic. M. MERCADANTE. R. v. v. STOTZEM. MENDA.1141-4. Phytochemistry. 1988a. U. v. et al. et al. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.5. MENDONZA. 15. 82. 1998. Phytochemistry. J.l. p. n. Phytochemistry (Oxford). . p. Phytochemistry (Oxford). Phytochemistry.6. et al.6. p. G. 1991. MENDONÇA. n. 1941. p. et al.56. A.11-12. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.7.86 (Supl. T. 61. MINAMI. Phytochemistry. 1993. n.426. MELLO.. et al.. v. et al. A. Physiol. M. In: SIMÕES. Nat. 1986.153-9. B. v. v.19. C. A. V. Ned.67. v. 26 Aug. et al.1996. METZIZ. p. A. et al. n. C. p. M. M. Heterocycles. MILES. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. I. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.20 (Suppl.1988. Anais da I Reunião da FESBE. OHSAWA. 5/9. 1996. 1988.29.51.12. MELLO. p. n.l325-31. v.1996. 13. M. . J.64-5. et al. et al. et al.329-32. V. C. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.. Arg. 1993. O. p. v. A.8. C. et al. Anais do VII Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. 1990. H. I. MELO DINIZ. MENEZES.

44. J. S.571-2. J.6 (Suppl. n. et al. R. Nutr. D.342-4. In: SAN MARTIN.. MIYAKADO. E. Nat. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. p. MISAS. S. p. C.. Rev. Plant Cell Rep. v. S.2. et al. G. T. MODAWI. Arg. v.1998b.. Contraception.44. M. G.29. Soedin.2. J. Contraception. MOCK. 1995. MIRALLES. B. Pharmazie. et al. v. MIZUKAMI.12.6. 1996.l. 1989.. et al. E. S. p. Jpn. A. T. T. J..3-4. Journal of AOAC International. 27. 1986.537-44.78. Nat. p.4. B. Fitoterapia.3. Sci.340-4. FUNATSU. BEVILACQUA. (Lloydia). Kokai Tokkyo Koho JP 08099889 A2 16 Apr.735-8. MONGELLI. H. 1984. Med.259-64.3.l. et al. C.47. F. v. n. Res.. 1996 Heisei. 1996. QUEIROZ. 2002.58.5. Pesticide Science. v. n. WOODWARA.. p. N. Indica. J.55. v. v. p. MIZUNO.29.37..l59-68. v. S. E. 1989. MOLINATORRES. S. n. M.1853-9.. Farmacognosia com Farmacodinamia. p. Agric. J.5. Phytotherapy Research. n.5. Vitaminol. . M. Life Sciences.l. P et al. Immunopharmacol. Chem.381-4. p. et al. Thromb. p.l 108-10.7 . v. n. L.33. S.71-86. Herba Hung. MISRA. MISRA. n.l 18-21. Prir. n.553-6. et al.. HUSSEIN. S.335-9.1-2. p. M. et al. n. v.l. S..22. v. n. n. n. Rev. et al.59. YOSHINO. n. et al. v. MONTANARI. MISRA. n. Contraception. 1978.59. p. SESHADRI.6.275-88. 1968. 6p.1990. J. v. 1999. v. G. MIRANDOLA. n. Sci. et al. v.53. p. v.283-5. n. n. 1988.24. p. et al. MOHAMED. Corps Gras. L. 1996.1984. v. Biochemical Systematics and Ecology. B. 2002. Acta Bot. M. n. et al. MIRAMBOLA. et al. 7-11.170-6. A.31. v.171-5. T.).3. v. p.348. M. M. 1995. 1979. v. MONACHE.. MONTAGU. MIRO. MOISEEVA. n. Prod. Rev.. 1968.60-2. I.45.1979. p.5. P. v.309-13. T.1982. p.. v. Planta Med.491-6. 2001. GAYDOU.13-20. . Res. et al. MOHAMMAD. n. Pestic. J.1-9. 1991.47. 426. MONTANARI. Cub. et al. p. J. Fr.l. Immunotoxicol.198. Phytochemistry. et al. p. MITSUYAMA.p.16. v.43-7.2.l... MISHRA. n. Indian.41.. et al. Khim.24. p. v.793-806. et al. J. v.1995. Editorial Científíco-Médica.199-203.10. p. p. n. n. A. Anais da XIV Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Trop.l. v. p. n.1998a. p. B. 1997. v. de Microbiol. 1990. MINKER. A. v. p.28. (Cairo).l. et al. G. p. 1985.65. n.l. 1995. Protoplasma..3. 1995. . MIURA.469-73. MIRALLES. L. p.35.179-81. n. A. E.1994. p. 1979. 1996. E.101. n. International Journal of Pharmacognosy.1986. MOHAMED. Planta Med.57. p. Phytother. et al. MIURA. MISRA. Ann.2002. n.l9-23. v. MONACELLI.MINGUEZ-MOSQUERA.2.p. Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht). v.l56-60. MOAWAD.371-6. p. M. et al. Sci.9. v. v. I... n. p.25-30. Prod.44.7. n.

S. 776-7.23.l 17-20. Inst.l. Journal of the Japanese Society for Food Science and Technology. v. . 788.40. O. 3546505. et al. 1996.20.34.. West Indian Med. Phytochemistry. MORITA. M.5. p. WEST. Rev. S. MORAES. . Anais da 32a Reunião Anual da SBPC. MORITA. Antibióticos. 1987.West Indian Med. v. E.. H. ITOKAWA.. et al. 1985. Arch. C. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). Appl. v. M. et al. et al.3. MOROTA. 1987.54.l. p. 1980-1981.. et al. n. E. Lloydia (Cinci).1982. p. MORI. 1988. p. 23. Journal of Agricultural and Food Chemistry.989-95.1991. MORAIS FILHO. 2000. J. S. et al.. MOREIRA.43.38-42. MORIMITSU. p. v. Appl. Crude Drug.1980. L. Farmacogn. Y S. 1990. M. H. T. . n.. . 1977.368-72. 1990. 1995. 1977.360-5. Planta Med.1/2. M. p. MOSSA. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC. v.1985.2. 1991. Planta Med. n. MORRISON. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. Y et al. n. MOREIRA.29-34. n. Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. F.29 Oct. p. O.l603-6. et al. MOTA. MORITA. v. E. p.1985. H. n.36. 10. Med.184-8. Spring 1994. S.3. n. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MORAES. Pharm. S.172-4. M. n. M. v. Y. N. n. C. Bras. Bioorg.20 Aug. et al.l37-45. MORETTI. L. V. Syoyakugaku Zasshi. J. v. n. A. MORAES FILHO.MONTE. 1992. J.7p.12. M.l.1.42. n.. T. 1986. v. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. Res. Int.4 Apr. MORAES.40.8. v. N. M. MONTGOMERY. K. p. 1979. n. v.. A. C. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. L. H. ROQUE. M. FONTENELES.. Med.99-103. S. Chem. et al. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. O. Chem.2. et al. MOREIRA. v. 1982. 89/83906. n. Q.269-74. MORITA. Buli. et al. v.2.4. p. Res. .35. MORTON. v. 176. p. T C. v. M. R.30. C. p. 776-7. MORRISON. Kokai Tokkyo Koho JP 02264718 [90264718] (IPC A61K-031/ 335. West Indian Med.31.3. J. Anais do Congresso Nacional de Botânica. F et al. A. J. et al.38-42. MORIMOTO. n. n. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MORALES. p. F. Offen.44. A. MORAES FILHO. A. 1989. p. et al. DE 3546505 (IPC A61K-035/78. et al. Lett. n.2397-9. et al.. p. et al. 1987. MOON. 29 Mar.1987. 1990. 1986. M. .39-47. et al.l. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.1-2.469-71.. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. Ger. v. M. 1989. Rev. 1988. 156. 356. v. et al. MORAIS. 1985.. 1988. 1992. C. . 627-8. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. 533.7. 1994.34.Planta Med. S.101-9.. p. J. et a. n.1996. Tropical and Geographical Medicine. 1988.36.

MOURA. ANSARI. A.1993. p.9. p.7-10. Oncol Rev. n.. J. n.130. M. Assiut Univ. v. 1985..4.757-60. Chem. Indian Chem. n. MURAYAMA. K. n. N. M. et al. et al.5. Phytochemistry (Oxford).4. S. Prod. Anais da 42a Reunião da SBPC. MURUGESAN. MOURA. Indian Perfum. B. v.l. V. p. n. Apoth. p.J. MUKHERJEE.2. Phytochemistry {Oxford). n. p. M. MUNOZ. MOURA. MUIR.l51-2.2. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. Arch. v. p. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 1995. et al.58-64.619. D. Carbohydr. MOURA.1986. Ethnopharmacol. Sci. KUBO. p. Soc. et al. J.l. et al. p. Indian J. et al. et al. A. G. v.56. C. et al..64.. MUROI. n. n. v.1988. MURDIATI. MULHERJEE.. MUNGANTIWAR.29. n. et al. n. 1993. et al.. L. Phytochemistry. Biophys. G. n. T. M.86.J. Org. A. 1994. M. et al. Incl. J..391-5.7329-33. J. p.172-3. . p. L. MUELLER. Journal of Agricultural and Food Chemistry. S. . 1990. 1977. v. 242.40.1-10.1990. H. 1992. N.. 568.63. Soc. v.3. C. et al.73-4 (English) 1996..6.n.325-31.34.125-31.. J.1963.36. MULLER. p. n. p.853-5. n. 1990.. n. . Indian Chem.32. et al. 1990.1987. MUKHERJEE.82. V. A. Bull.45. K. H. N. M. 1980. v.445-9.9. et al. v. 1987. Cult. B. FRANZ. . v. J. n.J. v.1963.l. Med.1780-3. v. v. n. p.3. et al. Int. Indwn Chem. Sect. L. MURALIKRISHNA.66-7. M.268-73. Bose Res.55. T. V.182. . v. S.55. K. Journal of Agricultural and Food Chemistry.13. T. et al. Ethnopharmacol. et al. 1988. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC.130.13. 801.2.l. Biochem. v.65. C. 1985. E. Chem.. p. Ethnopharmacol. et al.. v. p. v. MUELLER.3.l.2. p. MULCHANDANI. XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1989.26. MOTOYAMA. MULHOLLAND. 1986. Pharm. n. K. et al. Sci. et al. v. I. MUROI.66. Med. Soc. n. MUKHOPADHYAY. p. p. n.213-14.70. n.1989. C. 2000. v..1999. 1987. I. v. 631. 99.p. et al. K. n.41. T. n. A.. P. B. H. G. Planta Med. p.10. Soc.575-81.. n. v.37. F. Fitoterapia. Res. n. 1997.. p. v. p.7. n.MOTA. MOTEKI. J Ethnopharmacol. 2000.7 2537-2543. v. MUJUMDAR. B.1997. . et al.. J. E. Dtsch. 1989. Shokubutsu Soshiki Baiyo. A. B. p. p.69. MUNDE. V.4. p. Cancer. v. n. L. 436.64. A.5.31. MOURA. T. J. O.183-7.70. MUKHARYA. et al. H.l. v.26.1987. MUNOZ. K.41 . v. Nat. MULCHANDANI.536-9.357-61. n. p. Fitoterapia. Malaysia.6. S. L. K. Helvetica Chimica Acta 76. MOULIS.279-80. Ztg. 1986.1106-9. D.. D. et al. Chem.. 1993. H.. n.289-300. Planta Med.55-8.66. v.163-5. 1979. v. MOUSTAFA. 38ª Reunião da SBPC. p.2. DAMODARAN.127-37. 2002. p. p. S.3. 2000. et al. 1986.10. MUSCHIETTI. M. p.l 19-25. Indian Chem. R..2. 1993. v. v. N. p. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. A. LAM.3. R. A. Planta Med. et al.l085-6. Appl.4. p. HASSARAJANI. Inst.2. et al.l.. n. M. 1985. Trans.. v. Toxicol. B. 631. . CROTEAU.

et al. J.l 115-9. K.1985. C. NAGEM. T. p. NAIR.6. n. et al. I.66. v. V. NAKANO. p.417-21. et al.5..64. n. v. N. 13p. n.201-6. NAGEM. et al. p. PN-86. p. 1996.1992a.. MYINT.3362-4. p. Int. n.. v. J. v. v. p. Latinoam.l. p.20. T.10.449-52.9. Univ. MUTSCH ECKNER. .143-4. V. NAGEM.l95-205. Pharm. Phytother. Phytochemistry (Oxford). et al. M. 1985. p. Kokai Tokkyo Koho JP 09221496 A2 26 Aug. Ethnopharmacol.36. p. et al. W. L.. Y.81.7. NAGARAJU. FERREIRA. J. Planta Med..Abstr. NAGEM.30. p. T. NAGASHIMA. Quim.1987. 1999. v. Chem.1991.2107-12. Plant Foods Hum.1995. p. M. 186-8. p.. p. n. J. A. et al J. Tetrahedron Lett. L.759-62.1990. NAGAYA. 1979. J. 1976.. p.5. Phytochemistry (Oxford). M. K. Natur.56. n.177. p. v. n.1990. M. Anais da 16a Reunião Anual da Soc.1986. . NAKATANI. et al.. Fitoterapia. et al. 2002b. n.249-50.54 .703-6.29.8649. S.34. Tissue Res.48.4. G. v. p.. v. Ethnopharmacol.1993. v. n. et al. v. et al. v. p. Forsch. n .4. p.MUSUDA.283-5. et al. n. et al.2.DANN97521 From.1995. v.1986. n. 125. Bras. n.l 19-24.36. 10. 1995. Nutr.1275-6. v.293-6. N.30. S.44.. Phytochemistry.3335-8.1981.5.29. 1993. W.3-4.56. H. v.. n. p.3362-4. Cancer Letter. et al. NAKATANI.1.40. p. .l.1983.1962. J. v. Journal of Natural Products (Lloydia). Am. 2000. Quim.200-3. Phytochemistry. p. K... v. v.. p.2. et al. n. Lett.25.3345-6. p. NADAKAVUKAREN.1990.3. Perkin. Planta Med. n. v. S. Lebensmittel-Wissenschaft & Technologie. Jpn. NAKAMURA. N. DE JESUS FARIA. S.. J. et al.30.1986.. n.6. Planta Med.25. p. n. Seikagaku. et al. Nutr. et al.. V.4. NAKANO. Food Chem. v.l37-58.5675-8. p. p. p. H. Tennen Yuki Kagobutsu ToronkaiKoen Yoshishu. Chem. 1991. A. n. et al.29. v. C.1993. NAGARAJA. T. p. Z.244-5.2.. M. MWENDIA. n.J. p. n. ALVES. n. Soc. Planta Med. E. NAKATANI.17. A.517-9. V. NAKATANI. . v. Agric. n. n. p. T. v. 1990. T. Microfüms Int. J. T.Diss.253-7. Biosci. 1989. T.56. 1990. v. n. T Chem.J. 1997a Heisei. MWANGI.2002. Biol. Fitoterapia.6.307-11.3/4.10. Med.33.1979. T. Phytochemistry (Oxford).3. Pharmacol. p.163-6.1985. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.135-7.204..5512-6. Order No.56. p. v.27. n.37. H.2. Sect. J..1997. v. Agric. et al. Plant Foods Hum.12. p.2.. MARTIN. . NAJAMURA. Phytochemistry (Oxford). W. et al. n.37.278. v. 1993. v. FARIA.50. v. Phytochemistry.. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. T. v.2002a. Avail. .32.296-303. l l . et al.2. n. Phytochemistry (Oxford). . p. n. M. n. Chem.47-8. B 56.2.47. . 1990. J. WDOUNGA. NAGASAWA. n. NAKATU. NAGEM. v. C.64-75.382-3. n. NAENGCHOMNONG. NAHRSTEDT.. n. Fitoterapia. 3518. NAKAJIMA.10. p. NAKAMURA. HASE.2-3. M. Cell. MUTASA. n. 1992b. NAGARAJA. Rev. et al. A. p. R.

391. NEOGI.l91-3. U.264-6. C. DUTTA.243-7.61.1998. N. Seikagaku. n.43. Sci. 1999. Res. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. et al.107-18.Ecol. SRIVASTAVA. Journal of Advanced Zoology. NGUYEN.379-80.1980.2. M. E. 36159.12. Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC. R. V.. NASIR.9..1977.2.J. Sci. v. Anais da XIV Reunião Anual da FESBE.13 . NAMBA. 1989.26. . Pharm. 189. 826. p. L. n. v. 826. . B.. Pharm.25.570-2. v. p.7. Phytochemistry. M. et al.21. S.. Res. n.1994. NEIDLEIN. n. n. Essent. NASCIMENTO. p. p. Res. A. v. v. Indian J. 1987c.1992. et al. v. C. Vet. n. S. et al.Journal of Ethnopharmacology. 1987. Chem. NERKAR.ll. T.35. M. BURREN.15. 1997. J.10.2.l831-3.. et al. Tap Chi Duoc Hoc.19. n.467. .2761-73. Ethnopharmacol. D. NEGI. p. Phytochemistry.242-4.163-72. et al. v.21-9. Bull. p. .. NGOUELA. p.2. p. K. (Tokyo). Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Bull (Tokyo). p. Q. Dial.l. Bull. Pharmacol. S.35.1987a. n. p. v. J. DALDRUP V. p.J. T. Chem. 1987. Anais da XXXXIX Reunião Anual da SBPC.1988. M.39. v. Protein. NAMIKOSHI. p. p. J.. 1996. n. J. Pak. 108. et al. NETO. l 1 .12-16 (Vietnamese) 1997. n. (Tokyo). p. et al. n. Exp. NAMIKOSHI. 26. K. et al. v. . NAVARRO-RUIZ.598-600. .54-8. v.50. p. TAMOTSU.1986a. v. NASCIMENTO. v. M. p.575-90.2. Pharm. et al. v. n.1998. Chem.. M. Shoyakugaku Zasshi. p.. R. NANDA. . p. Oil Res. K.2002. Sci. J. S. General Pharmacology. p. 1964. 446.. J. NELSON.566-8. R.. 1985. et al. Prod.1994.1988. n. v. et al. P. Bull. v. 1987. NG.146-53.18.6. M. p. v. T. Pharm.43. n. M. v. p. n.35. Aust. 58.23.l. (Weinheim). Phytother.3568-75. C. Ind. General Pharmacology. NERALIYA.79. 1994. et al.2. n. p. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC.4. Anais da 48a Reunião Anual da SBPC. Pharm. n. n. Indian J. v. n. n.51. v. . Ethnopharmacol.81-7.313.8. . F. 1991. n.J. v.55-61. Pharm. et al.3. .28.l. p. J. A. Transplant.3.24. et al.6.l33-8.1976. M. Biol. v.97-108.1986. n. p. p. NERI. l . n. S. Ethnopharmacol. Arch.1983. NATH. p. NEILSONJ. .. C.1987b. ..9. Nephrol. n. Int. p.1986.2.3568-75. NETO. Pharm. Chem. v. et al. NETO. S.l11-14. NASCIMENTO. 1994. Chem. et al.9.2.1997. S.2. Phytochemistry. SAITOH..1988. J. MORS. v.1981.8. K. n. Ethnopharmacol. p.l 175-94. 1986b. M. v.1997. R.75-7. et al. n.. n . B.NAKATU.J. A.4. NEVES PEREIRA.17. C.9. v.43-7.327-8.31. v. Nat. NAMIKOSHI. Phytochemistry. P et al.3597-602. 1985.. Indian J.l. Pept.23. 1996.2735-6. n .60.l. p. Pharm.1996. W. B. A. NASCIMENTO. v. p. M. n.35. 36. K.125-7.

n. .2. K. n. p. Chem.1993. .100-3.1997a.1987.4. et al J.1993.17-19. p. n. E..7. 1949 NISHIMURA. Oil Res. Org. Prod. C.56. Nat. 134. Fitoterapia.. 1998 NUNES. v.9.11 Sep 1987.61. Parasitology Research.p. v. Fitoterapia.62. H. n.. STIPNOVIC.l5. et al. v.67. p. O. p. v. p. et al. Planta Med. et al. n. NUNES. Jap.546-9.5. D. Rev. J. Journal of' Ethopharmacology. NISHIKAWA.139-42. p.4. Essent. Buli.6. v.135. NICOLA. S.. N.421-3. UK Pat. A. p.507-7.157-9. 1997b. et al. T.. et al.N. O. v. n.3.27. Nat. Toxins. Appl. v.30. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1985. 9p. n.56.3. Pharm. 47. v.l325-35. B. v.5. v. S. NOVELO. ..43.82..1990. J. n. p. et al.1998. T. n.350-4. B.337. Fitoterapia. N. D.16. n. X. B.1994. 86/49164. OELRICHS.259-61. West Afr. v. v. n. et al. p. H. p.. Químico-Farm. Acta Botanica Yunnanica.4. p. H. NGUYEN. Soc. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. L. v. I.1985.945-7.1987.309-18. NOAMESI.1984.480-1. NIGAM. p.7-14. C.344-9. Planta Medica. p.49. O.30.1990.37-48. Planta Med.897-902.53. v. C. Q. T.59.. O 'BRIEN. Tap Chi Hoa Hoc. OBASI. v.634-7.. J. p.p. Kokai Tokkyo Koho JP 62207287 [87207287] (IPCC07H-013/06. p. NOPITSCH-MAI. et al.1991. J. p..29-30. et al. H.Antibiot. p. R. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.Anais da XII Reunião Anual da FESBE.1995. v. .1728-6. n.1978. NORRIS. Oil Chem. p.11 3819-21. B.v40. n.1991.5.50.50.. n.31. Químico-Farm.. p. NIU. Exp Med. Indian J. n. (Tokyo). NOMEIR.297-9. Food Chem. Oncology.624-5 . et al. n. et al. B. v. S. R. v.144-6. Chem. A. v. Rev.38. et al. v.1985. 1977. et al. 1998. OBASI. et al. .1991.2. Pharmacol.2. p. et al J. et al.9. ODEBIYI. n. n. n.l. Colombiana Cienc. et al.781-5. Natural Toxins. L. Phytochemistry. n.201-8. v. E.2.2.1996. D.3. 1986. et al. IGBOECHI. GB 2246128 Al 22 Jan. Prod.10. N1GRINIS.1976. NUZELLLARD. NISHINO.39.6. 195. p.J. Planta Med. v. B. W.5. NORO. p.4. NUNES. NGUYEN.1996. NOAMESI. v. p. n. Boll Chim.1988. p. Nat.. n. p. M. OELRICHS. OBERLIES. N. S. PZ Wíss. C. Phytochemistry. M. 1986. B J. v. P.12. H. NOVOA.6.5. Jpn.1989..1986. J.36.n. P.5.2. et al. F.358-8. NOZAKI. et al J. et al.T. ABOU-DONIA.l. p. p. v.1993. NIE.59.159-62.1989. et al J. G. NTEZURUBANZA.37.NGUYEN. p. Brit.4. n. p. A..244-8. B. p. 189. M. n. NODA.1995. p. J. K.85-7. 1986.1982. n. n. . Am. n. B.et al. v.. Agric. Drug. J. v. O. NOK A. Colombiana Cienc. Nat. Prod. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. n. n. Appl. R. NILUBOL.l..l. Pharm. Chem. Soc. Res.1996. v.3.1990. Farm. n.. v.3.253-5.l.43. n.. v. n.48-8.10.6 Mar. Am.1105-11. v. K. 1992. et al J. N. D.1980. Planta Med.5. p.302-3. v.20. NIETO.5.4. B.1977. n.33-6. Oil.

v. p. v. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. Bull. et al. et al. v.76.12. Discovery and Innovation. M. n. OGURA. p. OJEWOLE. O.1981. 189. 1984. 1987. Pharm.5. Journal of the American OH Chemists' Society.15. Nat. n. 1997.3. Ethnopharmacol.l33-5. Phytochemistry (Oxford). OKWUASABA.. O.1987. .3.36. p. E. Planta Med. O.l 55-257. J. Pharmazie. OHMOTO. n. 27.1996. p. ONAWUNMI..4. Res. Bull.4075-8. p.605-8. 1993.. .18. v.279-86. OMARA ALWALA.1983. . E. H. Pharm.26.21.1997. OLIVEIRA. OKUNADE. . 1991.3-11. p. OHSAKI.2. A. Res.332-338. Phytochemistry (Oxford). Int. n. n. T. 37th. Chem. Planta Med. n. n.578-81. L. G. p.4. p. Phytochemistry. v. p. p. S..303-6. Chem. G. p. p. p. Ethnopharmacol.1986. A. Fitoterapia.5.39. ONAWUNMI. 1984. Phytochemistry (Oxford). Planta Med. ONAYADE.51. n.1986.2. et al. OGUNLANA. et al.43. Phytochemistry..281-287. p. Crude Drug. v.44. . Phytother. O. v. Journal of Ethnopharmacology.1993. v.2.2. 1986. n.1980. n. Commun. v.41. . n.2.OGA. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. 1986.1991. n.1-21.198-9. p. et al. O. . Chem. Ethnopharmacol. OLIVEIRA. A.2650-2. 25. 2001. OLIVEIRA. ONAWUNMI. 1995. et al.139-41. D. Res.24. Flavour Fragrance J.1987 . v. n.2414-2416. n. Lloydia. v. OKUGAWA. OJI. p. v.443-6.30. O. Chem. M. 253-8.205-7. p.64. O.1982. OLIVEIRA. p. F.38. et al. Bull. Soc.4.. v. n. T.1977. Sci.157-68. et al. 1976. O. J.. ONAJOBI. v. O. p.1-16. n. et al. et al. et al.41. . n. n. et al.2. n.4.40. OKJAR. n. O. A. 1996. p. p. v.l.29-41. Q. v. Lloydia. v.2. OKUYAMA. n. Phytochemistry. OJI. et al. v. v.2002.1986.101-5.. Fitoterapia.2. M.J.l08-15. OMIDIJI.l.73.91-7.55.64-8.1984. 1996. OKAFOR. v.l. OLIVEIRA.1988.3.12. p.2. A.347-51.. n.54. n.333-6..10.21. O..347-51.68. v. Planta Med. p. Planta Med. Prod. ODEBIYI. Philipp. 1998.. n.9..7. p.J. Pharm.2. . Tennen Yuki Kagobutsu Toronkai Koen Yoshishu. L et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. E. F. n. M. v. OJEWOLE.4.243-226. n. 1990. . n..2171-2173. M. v. 67. J. . E. v. G. 2001.. et al J. Phytother. n.. .1991.60. p. 1995. n.40. Fitoterapia. et al.l. n.151-3. Chem.4. v.14. T. G.l57-61.12.l. p.912-4. . p.35. J. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2871-4. Lloydia (Cinci).115. OKUDA. v.B. v.1988.2000. et al. OLIVEROS-BELARDO. Shoyakugaku Zasshi. v. et al J.7.. R.l.1.42. v. p. G.9. 137-9. p. p.1987. p. v. A. n. J. J. et al. n. 1987.4. p. O. p. 123. A. n. Q. 123.1988. n.3.34.

p.l99-206. Y et al J. A. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1979. PAES. p. v. Sep. Jornada Paulista de Plantas Medicinais. Boll. Exp. et al. et al. Sci.5. Pharm. Farm. PAGANINI.2986-91.8. n. PAIXÃO.176-80. p.2001. PAL. 109. OSPINA de NIGRINIS. Quim. 485. F.l 16-7. 108.l 1. A.. Toxicol. v.3. PAKRASHI. J.1996. et al.55.1985. Anais da VII Reunião Anual da FESBE.14. Grasas Aceites.38.39-42. SHALA.2001. p. n.l. Y. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC. A. .58. Contact. n. Soc. p. S. Araraquara. et al. Experientia. v.385-9. ONTENGCO.1986. et al.1978. OZDEN.1990. ORTEGA. PAIVA. Tropical Agriculture. G. n..29.20.13. I. p. ORTEGA-NIEBLAS.69. Stud. v. C. n. Zootec. Contraception. SHANA. n.4. ORTEGA-FLEITAS. p. Pharmazie. n.14-8. PAKRASHI.39.2.6-10.737-8. D. 2000. N. p. L. p. et al. v. v. A. A.158-62. et al.17.5. PAGOTTO. S. PALERMO-NETO.3.34. G. T. Exp. A. n.16. M. n. Food Cosmet.1995. PAGNOCCA.l 192-6. p. M. Indian J. D. p.. v.l 101-5. v. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. Contraception. v. Rev. Letters in Applied Microbiology. v.l. J. R. p.49-54. . C.1995. et al.l 16. G. . PAI.2015-6.457.26. p.233-41.43. Chem.22.61. C.1978. OSAKABE. v.1978. v.7. A. p.475-80. et al. ORSINI.1-2. n.12. et al. Biol. v.273. P.3.37-47. PLATT. v. PAKRASHI.. OSHIMA. v.l79-80.1995. n.. Indian J. v.46. M.1996. p. v.1. F. Farm.. PALANICHAMY. p. M. B. v.1989. Biol.l. p. Cell Biochem. Kokai Tokkyo Koho JP 09234018 A2 9.73.1325-30.10.3. p. et al. 165.1977.. M. OPDYKE.1999.4. v.281-2. A.. p. M.l.32. p. L. et al. K. et al. p. v. ORABI.9.34. et al. n. S.5. Chem.47.. Buli. Ecol.437-9.15. v. et al.34. n. Alimentaria. p.T et al. Contraception. Dematitis.l78. 1989a.1990. 2. v. p.1990. n. n. n.. A. R.45.628-9. p. et al.276.2000. Funct. NAGARAJAN. 1997. Pharm. ONWUKA.1979. n. B. v.. et al. 1996. Phytochemistry.6. L. n. Indian J. p.. I. Food Agric. Bot.1987.30. L. C. . P. CHAKRABARTY. n. ONYENEKWE.1996 ORTH. p.456-9. ORTEGA.J. L. v. D. et al J.. C. Phytochemistry.1976. p. CIURDARU. W.5. K.l74. C. Phytother Res. OSMAN. Biochim. Colomb. V. 1992a.. n. v. L J. Pharma Prat. PAKRASHI. n.1985.19-23.65-72. Chem. p. p. Phytochemistry. p. O. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. OTERO. OPUTE. F.1283-5. PAL. et al. Commun. Acta Manilana.1980. Jpn. C. PAKRASI. n. Anais da XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. Alimentaria (Madrid). F.9. Chim. p. v. C.47-9.44-7.1992b. et al. v. v.523-36. PAGAM. A.5. A. Cirne. M. Ethnopharmacol. A. n.2000. Cercet. et al. OSIANU.1988. J.20. et al. G. Fitoterapia. S. n.1996. HIRUMA-LIMA.17. v. R. 1974.1986. 78.517-29. Exp.1995. v. 275.601-6. PAKRASHI. n. v. 1995. C. F. n.1997.129. n. OTAKE.1992. Chem. v.... Arch.31.ONO. et al.

28. et al J. Planta Med.82-3. PATWARPHAN.. PAUMGARTTEN. Pharmazie.5. et al. et al. p. P.6. Prod. p.1991. v. KAR. PELOTTO. n..l 158-63. S. Gen. v. Toxicol. 2001. LI. n.1989c. P. E. GUPTA.228-32 1996. v. Yaoxue Xuebao. n. K. .5.1987.. MORS. M.1989b. et al Biochemical Sytematic and Ecology. Nat.879-83. 446.36. et al. D. n. n. n.1965.7. v.2000. C.40. p.31. PASKA. 1997.4.321-2 (English) 1996. Tetrahedron.1996 . et al.1991.8. J.1998. C. 594-5.2. p. n. N. p.239-42. p. v. p.51.470-4. Journal of Ethnopharmacology.. 1989b. P.l63-6.964-6. A. PAULO.1996. p. PASQUA.4. p. S. A.1987. v.20. et al.. O. n. v. v. et al.1977.43. n. n. ] Etnopharmacol. O.52.11.53. v. R. Prod.1996.56. p.l 1.1987. p. Mutagenesis.l. Compt.59-61. PATIL.. n. PARRY. J.189. p. ROTAR. V. lndian Drugs. Phytochemistry.305-7.30. Scand. PARMAR. n.271-3. C..1993.325-32. R et al. PARIS. n. S.40. Hunan Yike Daxue Xuebao. p. v.1-2. n. P. p.11.187-94. H.501-4. p. 1986. D. . J.5.9-16. 39.4. p.31. n. H..67.49. B. D.. Phytochemistry (Oxford). . Phytochemistry. M. n.. J.39-41.2. R. v. PANTOJA. p.1583-92.J.5. PARODI. v. G.l359-60.913-15.5. p. v. . et al. . n. n.795-802 1996a.57. et al.2. PAULA. Pharmacol. v. p. p.48. et al.. J . PAULINO. p. Orient. A..58. v. PARK. PATEL. PENELLE. n.53. PASCOE. A. S. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. p.... B41. Phytochemistry. Food Chem.521-5.l. v. PANDEY.233-9. p.260.271-3. n.3. Crop. v. p..1996.1995. Nephrology Dialysis Transplantation. Nat. SCHIMMER. v. 1992. et al J. Crude Drug Res. v. v. n. n.PANDA. p.1989. p.45-50. v. et al.1986. 1998. Pharm. B. . PASCUAL. M. v. O.17. 294. Ser. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. p. v. Journal of Ethnopharmacology. M.l. Probe. p. B. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. . Acta Chem. Nat.24.296-7. Journal of Ethnopharmacology.1991.1999. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC. B. J. Prod. M. 108. A. Indian J. Res. 1999. PAYA. F. J.5. PATEL. Yaoxue Xuebao.1988. P.3.1968. et al J. n.6.4.l595. p. J. Pharmacol. et al. p. PAPHASSARANG.2002. 1996.8. et al.4. Volume Date 1995.446-50. S. p. Phytother. n. Sci. FREITAS.1458-9.7. PENG. J. et al.1057-66.52. n. 10.5-7. n. p.7.12. Journal of Ethnopharmacology. Quart. et al. n.4. R. v. M.. v.21. n.267-70.J. PATNEY. DELAVEAU. v. v. Prod. J. . Hosp.5. v.44.580-1.3.101-5. PENG. v.2001. v.63. p. Mutagenesis. n. F. PAULINI.1989a. W. v. .2.200-2. n. n. Rend. v. V. n. v.v. . v. v. Nat. et al. 1967. et al. n. v.577-80. Phytochemistry. p. J. PARENTE.1990. S. et al. PAULINI.. G.3. G. .. Pharm.1539-41. Protoplasma. et al. Farmaco.1995.1978.8. n.26.. n.2.619-26.595-7. p. p. A.l 1. Pharmazie. PENA. P.1988. N.l. Chem. p. p.52. 132-42. n.23.1999. C.27.3. PARLERMO-NETO.

v.6.12. G. PETCHNAREE. . p.2971-4. p. Clin.. v. Perkin Trans. TSE. v. et al.56. p. R. p. et al.43.l. PEREIRA.5. Prod. v.. R.31. M. PETTIT.1993. B 1992. P.67. KULKARNI. p. R... n.2. PEREDA-MIRANDA. Appl. M J. 1997. V. n. et al. P.. P. PEREDA-MIRANDA. J. PEREDA-MIRANDA. W. PHILIPOV. n. PIERS.1986.. A. v. 1990.Journal of the American Mosquito Control Association.. A. p. p.465-8. Exp. v.1. T..182-5. et al J. v. Indian J. Order No. PETERS. p.60. n. n. PERRY. 1994. Soc. et al J. l l . n . Ethnopharmacol. The biologically active constituents of "sangre de drago". C. Phyton.6. p.169-74. P.l 77-83. Nat. p. p. p. n. . PETER..63. Phyton. p.57.2. v. Microfilms Int. Tap Chi Hoa Hoc.8. PERICH. 1992.307-10.2. 216p.1989.56. v.26. v.76. W.5. n.937-40.. C. n. R.1054-7. PFAU. R. A. PEREZ-GUERRERO. Abstr. M. 872. n.23-6.5767-70.833-7.31. Fitoterapia. a traditional South American drug. Chem. H. PEREIRA. p. Br.12. et al. n.1994. B. 1991. Perkin Trans. .22. L. n. Diss. v. Can. . 1991. 1978. Med. n. p.38. . A. v. p.6.. PEPATO.54.1994.1551-6.. n. A. Nat.3.. Nutr. n. Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC.1987. v. et al.1980. n. Antimicrobial Agents and Chemotherapy.. S. et al. S.51. PEREZ-MALDONADO. N.1992.515-33. p. 1974. S.25.l 13-7. v. PHAN. H. Phytochemistry. I. 467683.1219-21 1997a. p. p. v. PEREZ-AMADOR.. Nat. v.. L.1994.2429-37. Prod.1322.2. et al J. .2803-4 (English) 1992.3. Planta Med.1994. J. v. C. et al J. p. PIETERS.337-9. PEREIRA..l43-6. v. Journal of Medical Entomology. J.2.T. R Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC. .1991. Acta Pharmaceutica Sinica.5. C.581-6. n.26..53. PEREZ. n. Sci. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2001. et al J.. Chemical Research in Toxicology.19Jan.23.2. p.64. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. n. n. A.. R. PERDUE. SOUZA.. BLONSTER.38. 1988. p.27.996-8.899-906.l. PICHA. M. p. et al. v.6. B. n.1993. PHADKE.76..607-12. DA9231869 From.1996.1990. 1.5.53. M. v. Cancer Res. Phytomedicine. S.J. W. et al. 1995..33. P. v. Int.2. NORTON. ANESINI. n.PENG. p. American Journal of Chinese Medicine. R. S. v.525-8. Planta Medica. 1988. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC.11. DELGADO. J. Avail. Life Sci. Prod. 1974.9.1984. R. D.99-102.9. Univ. 302.1999. p. PIETERS. M.. N. Vlietinck. Pharm. J Ethnopharmacol. et al. p. J. Nat. et al.J. n. v.4.65. v. G. PHADNIS. B. v. et al. 1995. P.81.555.. p. Yaoxue Xuebao. n.1996.29. n. 1994. 514-25 (IPC A61K-031/ 71. v. v.6. PIETERS. Chem. L. Soc. p. E.l91-7. n. p. Tetrahedron Lett. n. S. v. Ciência e Cultura. C. Prod. PEREIRA.6. p.58. et al.2. R. p.17-22.. v.1974. 129-31. R. Sci.2002.1996.1990. n. C. US4997817 (C1. W. J. et al. p. . v.4. R.1997b. Chem.5Mar. n. PEREZ. PETERS.1986. G. Planta Med.279-84. p. J.]. et al. PESSOA.2623. n. Arizona Board of Regents US. N. GASCON-FIGUEROA.918-22.15.

A.. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.228.8.2320-21. p. p.18. L.1993.4.365. PINAR. Phytochemistry. 1693-5. 258. E.].l.1997. 258. et al. et al. Oil Res. Sept. RUKMINI.5. K.346-50. B. et al. et al. POTTRAT O. M. 1994. M.1997.1991.33..et al.662-3. . M.2. Cancer Immunology Immunotherapy. 1998. PIRKER. A. n. n.-Oct. et al. 1998.1605-8.763-6.155-61.279-82.4. PORRO. R.1989.p.101-5. et al. H.3. n. v. p. C. v. p.9. et al J. Bradea 5 (Suppl.J.1997a. GALAN.2. A. n. Public Health. v.3. Ethnopharmacol. Nat. p. et al. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. B. 1985.41. et al. A.. p. p. Nahrung. C. p. 1998. J.9. . R. K. . et al J.4. PINO. v. B. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. Helvetica Chimica Acta. et al.l-118. n. v.44.833-41. Southeast Asian J.4.286.56. v. PISTELLI. v. SRINWASAN.3. Herba Hung. K. p.156-160. P. PLATEL. .29. n. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. p. v. S. PONCE-MACOTELA.9. PINO. Essent.25.1994. PORTILLO.362-4. Compte Rendu Des Seances De La Societe De Biogeographie 66. 1996.203.36. 2000. p. A. Nahrung.467-8. PINO. n. Proceeding of the Society for Experimental Biology and Medicine... A.37. POLI.75. Ethnopharmacol. p.5. v. POMÍLIO.1990. POBOZSNY.. PINO. p.1949. PINHO. p. et al J. M.36. p.41-5. n. 149.1983. 87. n. Oil Res.23 . et al.93-8.33. M. J. Technol.68-74. 1993. G. . v.48. Journal of Natural Products (Lloydia).34. p. et aí.1992.3. N. et al.. n. K. Trop. 547. n. 1994. n. M.1990. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . p. et al.3. PINTO JUNIOR. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1990. v. Contact Dermatitis. V. v. Oil Res.5.2. Oil.76. v. et al.l 8-25. R. Nahrung.1990.1993.1997. v. p. A. Alimentaria (Madrid)..2. PINTO.J.1987. P. Toxicol. p. Res.PIETRO.1989.859-61. et al. Phytochemistry. S. 1998. PLOUVIER. PINHEIRO. C. 59.2. v. PINTO. O. Planta Med.2. C. Phytomedicine. C. J. Rev Invest Clin. A.10. et al. .1992.26. F.25-33. Nahrung. PLUMEL.). PINTO..1997. Prod. PITASAWAI B. n. Lebensm.. n. p. PRADHAN. B. n.384-8. Med. Essent. v. n. n. et al. v. E. n. v. v. 1984. v. n. International Journal of Pharmacognosy.-Wiss.8. n. PRAKASH. POLASA... 2001.l.139-41 1996. p. Ethnopharmacol.J. et al. et al. P. L. v. v. p. POUGET.l. Food Chem. n.l23-4. n. p. Oil Res. n. PORROS. J. v.7. K. n.335-8.445-6.1996. 88.. p.4. n.3. Essent.p.853-4. n. Essent..9.. Rend.22.1992. n.103-127. v. v.1979. v.4. p.217-9.l. v. 1995.1993. n.10. p.1981. ORTEGA. PINO. . R. M. J. PLATEL.J.43.29. p.289-95. et al. v.71-82. Compt.

1988. . n. Materia Medica. J. 320. QUEIROZ.2. PRIESTAP. . Journal of the Science of Food and Agriculture. v. 109.71. 1988.57. K.3.183. G. PUATANACHOKCHAI. et al.5.58. PUGAZHENTHI.l 129-30.1986.75-81. Ethnopharmacol. PU. PURI.1987. 1988.l. J. A. J. Rev. S. v. et al.12. L. et al.l579-82. v.5.3.1986. v. Biophys. R.23. VASANTH. Biochem. v.367-82. n.1986. p. B. Z. S. v. J.14. n. Cancer Letter. v. K.2420-2.1988. v. Pharmazie. 1996 QU. et al. I. C.53. P.11.8. Fitoterapia. n. p. O. K.673-4. v. 1995. p.9-15.l 15-9. . BRANDÃO. v.1990.858-61. F. n. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. n.. C. PUSHPENDRAN.. 1975.l.7833-42. A.5.3.3035-40.196-9.41. n.. n. et al. 1993..1997. Estudo do efeito analgésico de plantas medicinais da família Piperaceae. v. p. 16. v. p.2.. PROLIAC. Phytochemistry.l9-24. 2001. Ethnopharmacol. J. p.18. 2000. p. . 246. Tetrahedron Letter. n. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. v.. Nat. et al. Res. n. v.1971. Crude Drug. et al. v..59. p. Anais do X Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. China Journal of Chinese Materia Medica. M.. et al.287-94. PUSHPARAJ.51. 1996. B.2002.2.13.465-8.221-6. PRAKASH. n. A. Chem.519-30. S. n. S. PROLIAC. QUEIROZ.PRAKASH. Biol. p. Bot. R. A. n.ll. PRASAD. Tetrahedron. et al.18.6. n. v. 1989.70. et al.429-32. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. J. et al.89-92.25.611-12. Journal of Food Protection. et al. PURUSHOTHAMAN.. n.23.6. MURTHY. S. K. L. Soc. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. lnt. p.1985. p. v. Pharmazie.26.304-5. et al.2. p. v. L. p. PURUSHOTHAMAN. C. p. Ethnopharmacol. 5/9. PRASAIN. Pharm.28. 320. p. p. QUEIROZ. p. 22. p. 1980. et al. n.484-91. n. I.6.. Immunopharmacol. 1993. Bras. K. v. v. v. v.1996. . Acta Helv. P. 6/9. Clin. n. n. v. p. QUEIROZ. A.l. O. J. n. PRAZERES.1988. Prod.1977. Phytochemistry. p. QUADROS.1996. Monografia Unesp-Botucatu. J. C.1996.1991. et al. Res. v. K.185-92. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. QUESADA. Exp.1987.63. K. n. et al. 1996. v. p. et al.24.Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht). et al. 133. M.8. p. R. 1996. . p.2000.33. J.69-76.2.10. n. PRAKASH. 1992. p.12. B. QUEIROGA. H. A.9. J. D et al.685-6.47. A. Commun. Indian J. RAYNAUD. v.535-47. L.143-4. p. Biochem.59. QUEIROZ NETO.72.2000. Indian]. n. n.l. REIS. QIAN-CUTRONE.l74-5. Phytochemistry.v.304-5. . 273.24. v. Phytochemistry.. PUPO. et al. . p.. Immunotoxicol.1-2.2001. n. Life Sci.18. A. n. p. et al.. Indian Drugs.l-2.229. QUEIROZ NETO.

. S. RAINA. RAO. RAMSEWAK. v. Fil. QUIJANO.P. RAHARIVELOMANNA. RALISON. 236.1985. p. p.56. et al. L. RAO. Indian J. n.1992. et al. P.81-7. R. et al. v. M.1985. et al J. Ethnopharmacol. Fitoterapia. Pasteur Madagascar.9. RAI. Phytochemistry.236-3. Prir.40. v.. n. Res.1979.l. v. Food Chem. 777. p. et al. Sei.. FOUSSARD-BLANPIN. QURESHI. Phytochemistry. RAE. T. Ethnopharmacol. et al J. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anal. v. K.1987. D. R. et al. 1994. RAO.261-71. S. Phytochemistry.19. p. C. p. A. Indian J.81-7.81-5.2002.1996. p.2. p. p. S. Sci. F. p. p.. et al. Soedin (Tashk). n.2. et al. et al. D.57-61. v. v. S.59. n.40. RAHMAN. N.3. G. RAMAN. 509. RAPPARINI. S. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC.3.QUETIN-LECRERQ. Phytochemistry. et al. RATH. v. A. O.1988. Bangladesh Acad. n.3.729-32.65.48. p.2002. R. A.1980. A. R J . LAU. n. v. n. n. Phytochemistry (Oxford).1994. Biol. et al. v.2. Pertanika.869-72. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. Pharmacoi. v.13. P. B. v.16. L.384-6.l.6. et al. et al J. Res.2000. 1989.. RAMOS RUIZ. V J. n. p.).. Prod. K. 6. v..1989. v. A.5. et al. Nat.2. Khim.1996.J. v.1978.1986.l. M. n. Anais da II Reunião Anual da FESBE. Indian J. Biochem. Soedin. G et al J. v.2001. p.1990. p. n..l. C. Arch.. v. 313.. n..36.1979. RABE.517-20. A.170. P. p. p. p. p. Nat.. p. RAKHIMOVA. N. p. A.l 107-10.1997. 1997.3. RAI. n. n.4.67. 1988.321-7. SHAKIROV. N. B. n. India. n. Cancer Lett. RAJASEKARAN. Res.1999.5..170-1. n.40. Planta Medica.14. A. A. v. et al.681-7. v. 1995. Food Compos. v.57. p. S..l. et al.1990. n. RAO. v. n. L. p.l. et al. Assoc. Oil Technol. V.52. .1990. R. Agric.517-20. n. p. p.68. RAFATRO.1996. S. 1225-30. K. n.).5.1997.70 (Sept. et al.45.5.63-4. N. p. DASAUNDHI.2001. n. M.10/11. Sci.1978. p. n. Med. J. v. RAMESH. p.3.51. n. et al.27. v. v. v.V. PRAKASH.70 (Sept. et al. J. v. p.21-4.349-62. v. C. Inst. H.2..1988. V.l24-7.l557-60. Pharm. A.9.. . Y.. RAGASA. n. RADHAKRESHANAN. RAMOS. S.1987. Soc. 1. p. Curr Sci.. Essential Oil Res. RATHRI. Prir.67. v.223-31. Chromatogr. Khim. p. Phytother.51.26. 1976. 1990.269-75. et al.3. Phytochemistry. Seances Soc. RATNAYAKE. p. Phytomedicine. et al. R. RAHMAN. QUEVAUVILLER.1982. . S.J.8. Drug Dev. 123-7. et al. v.207-214. et al. RAKOTONIRAINY. GAIKWAD. Indian Chem. v. et al J.3. n.41. 6/9. n. p.l. et al.405-8. T. n.1053-61.. R. A J. Pharm.. et al. S.267-9.1987.19. 1975-8. v. Phytochemistry. Med.3. RASTOGI. Indian J. n.l.. RAO.179-82. p.76. P. RAKHMOV. n.1979. K.86.1093-4. v.37.67. et al J. Journal of Ethnopharmacology.58. v. RAFFAELLI. p.3. RAO.2.. v.171-6. RAMACHANDRA. Biochimie (Paris).56. p. C.9. n.103-4.1988. p. p. Prod.. V. R.4. 1997. p. 1187-1188. RAJENDRAN. v.492-5. et al.

MAJUNDAR. et al. RIBEIRO PRATA. v.67. Indian Chem. v. Phytochemistry. Phytochemistry (Oxford).3. R. Pharm. v. RIEL. v.45-53.1993. Photochemistry and Photobiology.l-2. RE. A. M. Cavinilles. p. 56.2. REDDY.1993. n.1995. REDL. p.4.29. M. 1987. 764. Trans.1988. v. Pak.3. RIAZ.36-41. Soc.1976. F. Agrum. R et al J.2002.58. B.9. RIBEIRO. v. Bras.. Bot. Colomb. Sci. .2. Nakasone Rivadeneyra. et al. n. 1988. RAVI. J. et al. Etnopharmacol.361-4.459.57-63.1995.l. n. R. REBUELTA. Agrum. M.82. M.6.65. 1994.1985.. 1986.171-4.813-17. An. Agrum. Rev. Chem. 9. 21. A. v. L.1995. 1992. p. et al. v.l. et al. et al. 1998.J. REYNOLDS. v. n. RAZA. n . A.1984b. 1639-42. n. Quim. 176. 41. Perkin. et al. v. M.30. K. RAVID. H. 300. n.58. 262. Inst. n.. REEVE. et al. M. v.65. p. REDDY. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.249-51. M. E. p.J.703-14. n. n. World Journal of Microbiology & Biotechnology. v. K. p. et al. p. n.. p. I. H. v.l. n. p. et al. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. P. et al. Bot. v.191-5. Flavour Fragrance J..C. Nat. et al. A.3. Essenze. v.12-19. L. 1993. Inst. M. Res. REISCH. Planta Medica. Ind. RETAMAR.1976..65.l. S.1993. Quim. A. p.362-4. R.1995. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. p. REATEGUIGONZALEZ.1977. An.1997. S.1994. 1986.. REDDY.34. et al. p. n. n. REINA.355-8. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. n.J. v.. et al.38. J.l.3. RETAMAR. p.. 7/9.54. 1989. Etnopharmacol.1990.74.783-4.79. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.614-5. . .1986.. v. p..34. R. n... Inst. RAULINO FILHO. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. n. v. et al. M. et al. K. REIS. H. et al. 64. Oswaldo Cruz. Prod. n. n. RIBEIRO DO VALLE.447-52. T.40.317-20. KAWANO. W. 10. v..4. n.60. et al. S. n. v. et al.6.58-62.261-70. Nat. U. et al. et al. 300. p. Deriv.9. n. R G.37. . p. n.4. p. Peru. 1994. J„ PODPETSCHNIG E.3.4. R. Phytochemistry (Oxford).1988. et al.11. J. Mem. p. J. . A. M. J. Deriv. n. Phytochemistry (Oxford).l. p.1996. V. n.315-20. p..303-7. Econ. Cavinilles. 1984. . p. v. 1996 RAWAT. et al J.Rev.J. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. Etnopharmacol. K.317-20. A. p. 41.RATNAYAKE-BANDARA.1980. REES. n. Biochemical Pharmacology. p. P. Bot.1983-5. RAY. 3.1990. Deriv. RIBEIRO. Sci. l 1 . Prod. L. R.218-20. A.2002.56. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da X Reunião da FESBE.1988.32. v. p.Essenze. p. RESTREPO. RIBEIRO.. Farm.4. Soc. v.503-10. v.56.61-6.l730-4. n. 138.1995.. E.15. 31. p.17. Soc. p. S.J. Bol. M. RIBEIRO.52. A. . v. DUQUE.

1994.135-44. n. Biol. et al. et al.2450-8.2. 1988. Biochem. p.L. RIOS.. .6-11. V. et al.11.. Varasarn Paesachasarthara. Southern Medicai Journal.1725-40. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. B. R. RODRIGUES. v. v. Phytochemistry. A.101. ROUQUAYROL.p.100.543-6. n.1989.381-7. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. n. n. Anais da II Reunião Anual da FESBE. v. RIZK. ROTZSCH. n.. RODRIGUES.3. P. A. 1986. et al. A. S.2. et al Pharmacol. M.261-7. ROMO de VIVAR. et al J. Phyton (Buenos Aires). Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais..12. et al. M.93-8. p. Qatar University Science Bulletin. . v. R. 1998.16. M. p. 89. et al. et al.65. Z. L.1991. v. F.1741-52. A. B.100.1994. v.281-5. p. L.l. p.30. A. ROCHA. H. p.87. 1995.6. p.. p. C. n. v. ROEDER.1988.42. v. p. p. Aug. E. p. 1998. Belém: CEJUP.Anais da XI Reunião Anual da FESBE. M.1995. Aliment. et al.. FORDICE. Tecnol. J.34. Cienc. n. Acta Amazônica.. Phytochemistry. p. Anais da X Reunião Anual de FESBE. 311. Anais do 1o Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental. n. 6. v. R. 1997. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. 6/89.105-10.13.43.183-190. p. RODRIGUES.4.1988.RIGGS. RODRIGUEZ-AMAYA. E. 1989. Behav.1992. v..5-10. ROSAS. ROMAN-RAMOS. Pharmacal Res.7. ROMERO. et al. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 127.1980. M. Chem Ber. F. W. 113-9. Ver. Chem Ber. Ber. RODRIGUEZ. A. RIPPERGER. Pesqui.42. v. et al Arzneimittel-Forschung.138 p. M. K. KIMURA. SIMEON. SCHREIBER..1987-94. n. 186. n. Campinas. Bras. A. p. Phytochemistry (Oxford). Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. v. et al. RIPPERGER.1999. RODRIGUEZ. RODRIGUEZ.1991 ROJANAPANTHU. v. 1982.30. n. 1993. (Seoul). 2002.4-6. et al. v. n. v. A.n. .l.7. ROCHA.13. F.5. ROSSI-FERREIRA. . et al. Phytochemistry (Oxford). p. 166. p.4. Chem. Sci Pharm. L. n. toxicidade e metabolização in vivo e in vitro. RODRIGUES. A.l0. et al. 73.. 1988. 1989. et al.71. 42.l. p. et al. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l79-83. A flora da Amazônia.l48-62. J Ethnopharmacol. T. 189. v. H.9.387. 2000. D. p. RODRIGUES. et al Journal of Ethnopharmacology. Desidrocrotonina: Atividade antiulcerogenica.1223-7. ROCHA. M. A. n. p. D. 113. L. Fitoterapia. A.40. v. v. n. J. n. 279. 1997. v. HAUN. M. TAKAKI. .2417-18.1967b. R. Basic. G.56.1-2.5. et al.522-6.10. Microbiol. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. n. RODRIGUES. F. v.5. ROSEN. v.60. D. et al.. ROJAS.53. L.9.1986.1982. 1996. I. p.367-71. p. 241. v. 1987. 1999.5. Med. A. n. J. A. Cancer.9.1989. et al. .2. ROBLOT.1968. RIMANDO.2. B. Arch. 1998. A. 1992.79. p. v.. 1703-6. 1991.1967c. VILLAR. n. 1996. J. Planta Medica. ROCHA MOTA. M. RIVERA. Tese (Doutorado)Universidade Estadual de Campinas. K.

1994. et al.42. T. B. p. p. n.5. et al. L.1987.1980. Soc. et al. Phytochemistry. Technol.3. SALEH.103-7.29.l. E.1997. n. SAITOH. Phytochemistry. 1984. Indian J. SAHA. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. n. et al. n.1996 SAKSENA.2001.6.1990. Memórias do Instituto de Oswaldo Cruz Rio de Janeiro. v.. Chem. Org. Prir. SALEEM. RUZ.86 (SUPPL.45 .1090-7. ROY.1976. SAGAREISHV1LI. Vet. T. F.65. n.1992.3. Chem. n. p.2000. Am. Tetrahedron. p. v. A.1980. 1994.5. Indian J. SAKURAI. n.757-60. M. p.2.42-45. et al.8. n. SADIQUEJ.538-40. et al. S.19.6. S.6. v. p. SALAMANCA. Chemical & Pharmaceutical Bulletin. et al.5. 1163-74. T.v34. Chemotherapy. A. K. v. Essenze Deriv.3. et al. Planta Med.203-6.1. v. p. v. et al. v. et al.. . A. D. (Tokyo). L.. 42.497-510. S. K. ALVARENGA. v. Etnopharmacol. v.1991. A. Indian Perfum.1249-56.983-5.1996. Res.19. International Journal of Oncology. OH Res. n. p. G. et al J.1987. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. Planta Med.423-30. Pharmacogn.456-9.29 . n. 2001. ..40-4. SAKAI. p. SACCHI. p. et al. Chem.. Int. v. N. N. Trans.60. Agrum.l.57.41.47. 565-6. 1279-82.61-71..3265-8. RYBAK. Khim. p.. Planta Med.l6.2751-6. RUFFO.l 17-26. Lloydia. p. et al.47.2002. v.1994. . p. Med. R.6.. M. . 1990. n.42. L. v. SAADJ. et al. 86. M. Trop. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. n..l625-8. Phytochemistry. SACCO. p. K. Perkin. Phytochemistry (Oxford). n.6.188-90. 1990. et al. J. v. D. p. M. B.1996.1980. J. n. SERTIÉ. S. 1996a. J. 1994.45.55. Biol. Bull. v. n. n. n.1983. v. A. n. n.. L. Phytochemistry.284-6. Phytochemistry. p. p. N. Planta Medica. J.143-9.48. 1991.1989. p.1994. Chem. v.4.992-7. Sect. J. v.1991. Yarinacocha: Instituto Lingüístico de Verano. RUTTER. RUPPELT.6. p. et al. n. 1980.180. p. 1992.1986.87. M. p. 29B. p. ROWE.1365-70 1996. v. v. A. v. et al. .39. RUECKER. Planta Med.144-7. R. p.62..2. p.. A. 187.6.29. n. C. n. Z.1988. n. L. 6/9. v.68-9.. Chem.. RAY. et al. Int.. et al. p. M.ROW. SAAVEDRA. n. et al. Phar.43. v. Fitoterapia. v. M. A. Soedin (Tashk).6..48. SAIKIA.l6-17.) 2.3.l. et al.535-9. n. B. SAKSENA. n. n. M. M. Health.3. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.6. T. Res. Exp. 327. Catalogo de Plantas Utiles de Ia Amazonia Peruana. et al J.. v. n. SAITO. p. SACCO. B. ROZSA.. M..5. p.6. SACHDEWA.5. . p.9. RUPPEL. A.2. v. et al. p. p. et al. Carbohydr.l 171-6.28. n. M.. et al. G. .2506-11. AgricBiol. 1988.67. L. SAAD. n. Essent.l 175-82. n.1981. V. v. A.1991.2. SAHAI.1987. SAHPAZ. SAITO. p.298-303. Indian J.39. v. N. n. R. et al.201-12. v. SÁ. J.6.l. A. p.

Indian Journal of Pharmaceutical Sciences.7.53 . n. Ethnopharmacol. . 118.2.72. Quimico-Farm. Barcelona.1499-506.. 50. A. R.229-38. 431. V. Revista Iberoamericana de Micologia..67. Sci. 1996a. Phytomedicine. et al. v. 1998 SANTOS. A. C. et al. S.549-601. SANTANA. L. n.55.63.3. 580-4.95. et al. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. R et al. 6. 2001. n. Anais da 22' Reunião da SBPC. SANKARANARAYANAN.l33-5. Reunião Anual da FESBE.1499-506.144-51. . 1968. SANNOMIYA. F. A..2. et al. et al. R. v. . Lipids. B.738. v.555-6. p. R.66. A. Anais da X.1043-7.12. et al. L. 387. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. SANTOS. v. SANTOS.l 15-200.23. n.6-13. et al. 793.49.J. J.F. et al. n.15. p. E.1982. p. . 129-36. A.1996. A. S.237-9. v. 1994. p. 1996(a).42. SANBONGI. SANTOS. n. Indian J. n.8.9. 1997. Indian Drugs. SANCHEZ-MEDINA.1995. n. Qatar Univ.1997. p.1999.76. n. D.212. D. Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil.83. et al. A. et al. SAMY. Cienc. 10.1993. 1970. 12. v.1996. A. Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. v.. p. Anais do VIII Reunião Anual da FESBE. 384. n. . 32..3.211-15. ALKOFAHI.. T.1980. et al.32. F. Gen Pharmacol. V. SANTANNA TUCCI. N. SANTANI.2. 347. ADLER. et al. et al. SANE.1998. 1986. p.8.10. SANDHU. et al.2.2. SALUJA. Farmacognosiacom Farmacodinamia. S. SAN MARTIN. Mykosen. p. et al. F.l5. v. Editorial Científico-Médica. R. V.1997. A. M. O. K.1997. SANTOS. v. Phytochemistry.74-8. p. 1996. v. n. p. p. p.J. et al. n. v. SALT. T.J Ethnopharmacol. SANABRIA. p. A. n. Lett. 103. p. Ethnopharmacol. Cell.207-13. L. A.177. SANTOS. K. n. 1996(b). Rev. p. v. SAMA. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC.. v.26. . D. SANTOS.l. Planta Med.l.1999. 1993. H.1996. M. E. 244. 1995. v. n. . p. Anais do XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. 2000. Res. v. SANTOS. 1998. p. SANTOS. v.. v.64. p.1985.55. et al. MATNILLA.19. n. M.. n. Gen.705-7. J.l54-62. Phytochemistry. et al. A. SANTOS. E. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. SANTOS.. A. I.2001..l. 298. v. Biomed. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1990. Bragantia.20.1995. Med.1998. p. 1993. R. SANTOS. JOLLY. SANOKO. 1987.. v. p. 6. 108-10.Anais da XII Reunião Anual da FESBE.235-40.691-8.. p.. lmmunol. v. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. C. . Colomb. J.51. v. et al.6.2. Pharmacol. 1995.7. P. 347. SANCHEZ-MIRT. 1994.SALLAL. C. et al. n. n. v. Fitoterapia. Anais da II Reunião Anual da FESBE. . SANT'ANA.77-82. . R. E. F A. International Journal of Pharmacognosy. Phytomedicine.l7-22. p.26. J. QUEIROZ NETO.1994.34.1976. J. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. SAMMOUR.

v. v.6. KUEHNE. SARASWAT D..20. 485.v. SAWHNEY.. SANTOS.1988. 45.1997.12. v. n.84-7. Food Chem.. v. A. Trib.1992.2854-60. SCHULTES. C. Anais da 36a Reunião da SBPC. et al. V.l. A.1992-1993. Zoo. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3/4.285-90. M. ML. I. D.. SAXENA. KUBELKA. SASHIDA.4. R. Farm. p. SAXENA. E.2.l. Growth. SHUKLA. Chromatographia. v.. SARAF.. SATHE. 1986. p. J. Pak. K. VYAS. p.l. P R J .45. R. F. V.l. n.44-9.31-4. 1988.663-6. S.51. et al. M. n. SAXENA.1991 . n.1990. E. et al. 1992..1990. WELLS. n. R.7. Oesterr. E.179. Assoc. Nat. Apoth. W.9. v.47-62. SANTOS. v.13-27.611-17.709-10. p. Liebigs Ann. 53. A. n. p. E D.. Asian J.. S. SCHNEIDER. SAXENA.5/6. Fitoterapia. R. Res.6. et al.. Biochem.9. J. Nat.579-81.66.. SCHLEMPER. n. RAFFAUF. Lebensmittelunters Hyg. The Healing Forest. O. SAXENA. G..51.243. A. Agric. LANCAS. T et al. v. Res. H.381.44. 605. SCHNEIDER. n.. v.l78-83. Phytochemistry. O.46. v. et al.3. Anais da III Reunião Anual da FESBE. n.l. S. SCHIMMER. S. SCHNEIDER. Anais da IX Reunião Anual da FESBE.40. et al.l. H. n. v. n. 209/69.193-6. . M. J. SAUERWEIN. 9. P. v. M. 1998. p. 1998. K. v.1990.1997. Phytother Res.l. Anal. K.1986. J. p. n. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. J.709-11. SCHMIDT. SCHIMIO.253-60.1987. SCHMEDA-HIRSCHMANN. p.1991a. A. R.287-8. p. 1996. Plant Cell Rep.4. Mittgeb.1995. P D. .3. Zeitschrift Fuer Angew. Plant Cell Rep.l.1997.58.32. p. SCHEWE. 83. 2002. S. Fitoterapia. O. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. v.154.1985.63-67. et al. et al. Phytother.2.2. 1986. L.-Ztg. A. p.208-16. SAVITRI. v. E M. et al. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. p.185-91.. Physicians India.l5. MOREIRA.2001. et al. P et al. SCHLIEMANN. SATO. R. Prod. Dioscorides Press.375-8. SANT'ANA. et al. v. v. W. Journal of the American Mosquito Control Association. n.4..244-9. 206. p. n.44-9. v. 364. J. Histotechnol. n. p.1993. SATO. V. K. K.1978. p. n. G. R.78. v.44. E. G. p.2.. SATO. n. O.1994. et al. J.. A... p. v. K. Mutat. GNANAM. S. Journal of the Food Hygienic Society of]apan. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1995. v. n. Oesterr. p.9. et al.1997. et al.2002. SANTOS.159-65. 1990. v. n. p.. et al.1994.5/6. 1991. SATYANARAYANA. et al. Prod. T.J. p.1988. M.SANTOS. C. Phytomedicine.. Ztg. Apoth. et al.9. n.M. SCHENKEL. v.21..10. JAIN. et al. .1986.8.1997.. n. 1993. v.l5. Medicinal and Toxic Plants of the Northwest Amazonia..53. Y. p. n.628-9. v. Chemical &Pharmaceutical Bulletin.39. Nutri. p. n. n. v.34. N. p. S.1990. et al. W. et al.132. 125. Y N.9. Herba. Int J Pharmacog. P. SCHONING. N. p. p. Chem. S.348-9. E. n. et al. SAYYAH. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC.68-73. Sci.5..287-8. Cryst. 1985.79. n. E. Res.. v.2.. v. SARASWATHI.l. K.1825-9.212-6. p. MUKHARYA. J. n. SARTI. p. SARGENTI.. n.1 996.10. p.

SCHVARTSMAN. 1988. 198-9.173-4.11. v. et al.9-13. J. 1988.225-40.25. Planta Med. Plantas Venenosas. p. Biol. n. v. Biochem. n. 2000. n. p. K. n. S. J.. n.30.4.49. Phytochem..63.4.73-6. SHAMEEL. D. SHARMA.10. p. et al. 27.229-32. l . Ind. et al. C. Chem.4.8. Anal.534-535. 1997. n .263-5. Experientia. p. K.l. R.5-12.. p. v. et al.l.3.5.J. L. C. et al.3.356-7..4. Syst. Sci.. n. p. p. v. Nat. H. Chem.27-32. p. v.15.l.3.58. n. K. 1980. N. 1995. n. et al. p. M. Arch. 1986. P. n./. Prod. 1996. Fitoterapia. n. J. p.1-2. SENDL. R.197-201.335-6.J. Ethnopharmacol. Ethnopharmacol. 1995. S. Soc. LEITE. 1975. p. 2001. et al.27. SHEELA. n. v. 1977. N.21-6. n. v. Fitoterapia. M. Trans.33.21-5. et al.95-6. M. SHUKLA.7-10.27. Cient. Rev.l.l. Soc.3708-9. R. SHARADA.31. Sect. Ethnopharmacol. SCHWARTZMAN et al. SENAPATI. (London). SEN.. J. p. n. Res. B 26B.. 1995. et al. SHARMA. et al. Phytother. v. K. F. SELLOUM. 1989. A. et al J. N. v. p.29-38. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. A. H. 1991.104.79-85. p. p. v. 2002. v. p. n. RADHAKRISHNAIAH.15660. n. n.75. p.4.54..2. p.76. SESHAGIRIRAO.15. SHABA.l. A. Bull. P. p. Feddes Repertorium. 1992.25. G.609S. M. et al. et al. p. S.3. 755. K. v. Biochem. p. et al. 1986. C. Biochem.59. Phytochemistry. J. l l . v. p. Phytochemistry.23.12. p. M. Plants. SHAHEEN.14. et al. n. V.523-6. M. Egypt. SHARMA. Hortic. Orient. n.4. n. p. 1988. SELLOUM L. .35-42. Natural Medicines. p. p. n... São Paulo: Sarvier. T.2. Ecol. . 1997. v. 1995. n. v... v. v. 1995. S. v. SAXENA. 2001. v. et al.2. 1992. SEETHARAMAN. O. v. et al. p. Med. SEO. T. n. v. R.399-402. 2000. 61. .33.25. SHARMA.3. n. International Journal of Pharmacognosy. Atherosclerosis.161-6. SENA. J. v. p.J. v. Fac.54 . SETHURAMAN.55.S608. p. v. B.. Indian J.31. 1993. v. Planta Medica. 1987.. p. v. Fitoterapia.516-21. FABAD Farm. H. p.. SENER. Indian Journal of Pharmacology. Curr. Biochem.. G. SERTIE.2. 1970.4. AUGUSTI. p.61. SHANTA. J.l.l. M. Res. n. E.4.12. Exp.l36-51. Pak. p. p. A.239-147. K. SENGUPTA.Pharm. p. SHAH... Cult. p. T Indian J.57. et al. v . v. Pharm. . B. C. A. n. 1992. SHAW. n. 1993. Phytochemistry.223-34.332-5. Ethnopharmacol.. Ethnopharmacol. et al. Bilimler Derg. A. SHAH. v. P. p. 1998. SHARMA. 1979. SETHARAMAN. SHARMA. v. H. P. SHARATHCHANDRA. 1997.663. K.51-2.31. SULOCHANA... Soc. SHEELA. SHALABY. Y.13.JACOB. G„ THOMAS.374. v. v. L. v.107-111.6. SER. et al. SEEROM. Trans. p. N. R. Planta Medica.80. Aromat. N. S. Chem. Sci. 2001. n. SHARAF. v. A. 2000. S. n. TEMIZER. 9. v.. 1994.1997-8. N.3.1-7. n. Indian Journal of Malariology. SEN. n. 1990. 2001. . 1987.76. n. n.l. 1988. K. M.94. SEKIOKA. v. v. 1995. p.

T.. S. SIDDIQUI.61... 140. DEVAKI. Phytochemistry. p. SH1BATA.10. p. SHINGU. V. p. SHEEN.2.. .4363-5.749-51.2. M. et al.38.2. v.37-8. n. 1994. A. . V. p. n.277-84. E. p. E. Res.5.26. Nutr. Chem.SHEELA.. 1998 SILVA. SIBANDA.2531-2. p.201. 1994. 1986. 1989. T. E. n. et al. Indian Journal of Experimental Biology.l. et al. . K.38. Tai-wan Yao Hsueh Tsa Chih. K. 2000 SILVA. n. n. Buli.6.12. n. v.2448-51. Phytochemistry. T. v.337-41. Jpn. p. SIEMS. Y. Heterocycles.339-44.. et al.75. p. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Journal of Natural Products (Lloydia).. C. Pharm. et al. Buli. SILVA. K. n. p. S. Metab. SHOJI. Chem. Jiegou Huaxue.3. 8p. AUGUSTI. SILVA. N. v. v. Int.l. p. v. R.14. Prod.267-70. 161. . n.20. Bull. . Pharm. v. et al. Nat. n. p. T. N. Indian Journal of Experimental Biology.1315-8.82-4. v. 1985.113-9. v.38. Pharm.9 p. n. 1990. 2002. n. 1995. v. SHIBIB. Biochemical Journal. M...37.292. 1987. J. v. SHOBHA.7. A. SHEN. p. J. n. K.2. n. Pharm. Pharm. Jpn. L.1755-7. SILVA. et al.4. p. L. 1991. 1992b. S. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Nutrition and Cancer. et al.4. p. v.6. SICKE. T. Phytother. Sci. Pharm. Agric. v. et al. p. 2000. SILVA. 166. p. C. LENG-PESCHLOW. S. 1987. n. K. n.l. CHITATE. Chem. Y. 2002. v. p.53. Food Chem. 1995a. 78. p.381. 1986. FREIRE. 1992.452-6. O. B. Tissue React.10. . R. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. C. et al. et al. B. 245. . Clin.. J.3. A.130-2. S.2219-29. v. Prod. H. M.34. 1992. et al. 1998. 44. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SIGOUNAS. v. p. 2001.1709-13. p. Chem.12. Y.33.9. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.383-9. Y. Bull.203-13. CHEN. 61. n. Carbohydr. v. Biochem. et al. n. H. M. Pharm. v. p.939-43. Fitoterapia. n.l. 1993. Chem.2. 1992a. 1997. Kokai Tokkyo Koho JP 07291873 A2 7 Nov. H. Phytochemistry. n.8.9. p.31. Bull. n. v. Pharm. v. p. J. SHYAMALA. n. v. 1987. J. v..103-6. SHIGEMORI. SHIMIZU. SILVA.46.6. SILVA. 1996. SILVA. n. et al. Planta Med.10.102-6. A. 1998.27. SHIROTA. M. et al. 1990.2088-91.33. p. SHEN... G.40. Anais da VII Reunião Anual da FESBE.5. et al.. v. v. p. n. 1988.l86-91. n. p. E. SHIMIZU. 1992c. n. Heterocycles. C. 1998. Chem. M. Res.31. et al. v.10. Buli. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.39. et al. v. 2000. N. et al. p. et al.l 188-9.1234-7. n. et al.2. 1994.65.7. G. T..J. .40. Bull. 1994a. G. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.5. Nat. Kokai Tokkyo Koho JP 08012550 A2 16 Jan 1996 Heisei. 1992. 1986. F. n. Chem. J. n. p. SHI.65. 1995. 1996.57.39. SIERAKOWSKI. SHIMOMURA. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 245. M. v. . v. M. p. v.3541-6. et al. SHIN. 1998. F. Diabetes Obes. et al. et al. n. et al. M.1591-3. SILVA B. 129. v. n.4133-8.35.12.

.44. Biological Agriculture & Horticulture. SINGH. Pak. Prod. A.9. Environ.1987.1996.J. N J. C. v.5.l. 84. J.21. p.4. Editora da UFRGS.36. Diet.1984.n. p. SINGH. Chem. Chem.33. n. SINGH. R. v. SINGH. p. et al. D. Planta Med. . Ethnopharmacol. p. Planta Med. p.6. SINGH.171-4. SINGWI.2. Chem. R. Fitoterapia.1988. SIMOPOULOS. p. 28B.15.25. V.57. SINHA. p. S. . SIMÕES. n. n. M. B. v. v. . Int. p. A.2.35. v.6.18. SINGH. v.SILVEIRA. Biol. et al. Chemophere.218-22. S. J. v. McCHESNEY. Weinheim. n. et al. V. Int. SINGH.12. Ger. B. Incl. SINGH.41..1986.. et al. Etnopharmacol.l140-1. Ciência e Cultura.121-5. Chem. n.600-2. p.. .1994. p. SINGH. R et al.457-63.2. Planta Med. Indian J. v. Ret al.49.7. Nutr. p.l 19-13.287-94. p.3.73. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. n. v. n. n. et al. C. Cellul. K. E. Indian J. n.26. Rep.65. v. 1986 SIMÕES. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Med.l. R Fitoterapia.37482. MAJUMDAR. p. W.31. 397. Blangladesh Acad. LALL.4. n.20. 1999.1987. Y.. Biol.61. v. Org.. p. Toxicol. et al. Indian J.7-12. K.7. SINGH. SINGH.2001. n. VCH. N. L J.1457-63. S. J. Res.2.55-7.. SINGH. J.C.171-4 (Eng).3.l.2.5. n. R. n. JINDAL. p. n. MAJUMDAR. SIMON. Fed. 1987.1982.1986.25. et al J.397-9.153-5. S. n. . J. O. n. S.53 . B.1982. E.3. P.1980. v. Meeting Date 1985.11.. [Proc]. Phytochemistry.507-8. p. et al. v.1979.1991. p. v.2002.8.4. v. p. n. n.l3-9. p. SINGH.1989. Int.9. Sect. SINGH J. et al..1991. KHANNA. . S.. Pol.4. Chem.. Exp. K. Chem.. v.267-76. p. SINGH.108-11. Sect.313-5. v. 1989.288-92.16.. p.3. Pharmacogn. Act. n.805-9. v. D. v. p. v. et al J.. p.52. p. Chem. v.. Biological Agriculture & Horticulture. Phytochemistry.3-4. v.1986. A.. Planta Med.l 171-9. J. Ethnopharmacol.48. 1979.121-4.45-9.1405-7. .1989a. p.. Pharmacogn. Sci.2002. S. n. B.1996. B.3. Phytochemistry (Oxford).. SINGH. Nat. J. . n. n.l. SILVEIRA. Phytochemistry.1983. 1995. A. SINGH. v. v. . Journal of the American College of Nutrition.858-9. Planta Medica. n. n. n. K.98. S. p. K. n. n.36. SINGH. M.315-6.303-8. Technol. 1995. p. v. R. J. p. n..34.12. B. S.81-8.48-51. v. K. M. v. v. n. v.203-8.. Acta Cienc.6.. 3rd. p. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. v. Phytochemistry. V.1994.1980-1. A. v. p.l985-7. Phytochemistry. n. . p. v. p. D. Sci. E.1987. Med. S.. n. SILVEIRA. 1986. D.4. SINDHU. 10. I.2. N. O.57. SINGH. Chem.55-9. S.10. Chem. Indica.1981. K.139-43. 1993. SINGH.. p.78. 1986. p. Publisher. R et al. . SINHA.1986... Prod. J . Sect. Conf. Indian J. K. SINGH.1992. B27B. . D. v.28. Chem. Nat. SILVEIRA. SINGH. p. D.319-21. p.. 1987.55. 1989. Biotechnol. R. SHUKLA.2. et al.4... p.25. v. Indian J. n.1988. A.

1990. SIVARAMAN.. S. K.2. p. Rastitel'nye Resursy. Tetrahedron. 1986. n. Phytother. SOFFAR. R. J. M. RAY. et al. A. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Journal of the Egyptian Society of Parasitology.v. Phytother. Fitoterapia. p. Planta Med. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. R. v.. p.57.8.1995.58.. Indian Phytopathol.54.2.. A. Tropical Forests and their Crops. M.. SOTELO. M. v. Revista do Instituto de Medicina Tropical São Paulo. SOULIMANI. H. Indian Chem. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.4. et al J. v. Lett. v. p. 59. n. p. A. Plant. J.286. p. et al.. SMITH.1990. v45.1986. v. SOCORRO. Agric.1987. et al.211-5. FESBE. SHAMMAS. 1998 . p. n. et al. Phytother. SOUSA. Vet.165-74. A. G.l 1.4. n. SKALTSA. p. p. Prod. Y R. Editorial Salesiano.10.. M..1642-6. n. SOCORRO. n.436p.1988. S.. J. G. p. P et al. Planta Medica.54. 1970. v. v.1991. 278. 1992. n. J. H. n. p. n. Plant. Anais do Io Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental. MOKHTAR.1979.126-9.. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. S.4. SOMOVA. SOARES.1981.31. SLAVINKSKENE. Afr. v. et al. KASSIM.65. G. et al. Bio. 103. L. R. 1997. M.. R.186-8. A.8. SMITH. 118-21. p.Í.J. v.4. p. Nat. 138.27. SOUZA. SOUZA BRITO. . S.2-3. M. J. p. 2001. Kletka. L. p.1979.21.2. 1998.. et al. n. v. K. Sect. Plant. G. n.2. 54. v. C. Acta Crystallogr. n. D.64.1996.. et al. Nutrition and Cancer. R. Acta Pol. SK1LES.2.1986. 600. SOUKUR J.1998 .740-1. et al. Vocabulary of the Common Names of the Peruvian Flora and Catalog of the Genera. I. M. J. Med. 101. R D.. et al J. p.22..119-24. SKALTSA. et al. M. et al. SMOLARZ.48. 1982a.Z.. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.2.291-9.57. 783. Commun. W. v. p. H. p.151-8. M. L.1979. n. et al. Chem.13.20432045.280-2.l52-6. Y R. et al. R. P. SKALTSA-DIAMANTIDIS. Ethnopharmacol. Med.6. p.1997. v.5. B. SMITH.2.465. v.S. M. v. New York: Comstock Publishing.ll. Struct. J. v. D.191-3. n. SIVAM. n. v. Ethnopharmacol. Phytother.. Assoc.24.. SOBTI. Ethnopharmacol.1988. et al.1988. J.1077-80.SINHA. SMIRNOY V. SKALTSA.1940-3. et al.1996.1995. n. C52. n.2-3. v. n. et al.62. Q. G. Pharm.C. R.3.79-81. n.1982b.. A.1996.. Cryst.J.193-6. p.3. SOUZA. V. S.81.. n. v. I. F.1995. J Ethnopharmacol. v. p.18. H.. Med. p. R.2. SOSA. v.1992.43-52. Plant. Polim. ALVAREZ.127-8. 103. SOMANATHAN. et al. v. et al. M.. Can.l. SOUZA BRITO.34. v. 2002. R. et al.3. n. et al. Y. R.497-502.. v.1997. n.1991. SOUTO-BACHILLER. SKALTSA..2. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC. p. S.437-40. Ethnopharmacol. Heterocycl.77.. Q.20. SOHNI.459-66.. SLADER. PHILIANOS.31-7.35. A. M.J. n. G. Food Chem. n. Chem.l.5. Med.1997. THOMAS.2. C. THOMAS. et al.1991.1988. SMITH. R. M. N. M. n. Soc. H. n. A. n. p.1994.l 1-20. p.161-3. N.39. SOHNI. C. p. H. BHATT.24. SIQUEIRA..

M.413-6. SOVOVA. Planta Med. et al J.575-81. n. M. Soc. Invest. 78.v31.4. STEELE. SPATNHOUR.l. Indian J Exp Biol. STAJNER. v. v. J. J.. Fortaleza: Ed. v. n. 1996. 1991. 1996. S.44. 1995. B. SUGA. p. p.6.3. K Indian J.41.1999. p.1999.25-30. J. v. Chem.2001. et al.. SPERONI.41.7. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.. et al. n.. l l .1986.1996. 1985. Med. p. v. p. n.1 +2.8. Planta Med. Fitoterapia.24. v. .J. UFC. Curr. STIPANOVIC. Constituintes químicos ativos de plantas medicinais brasileiras.44. p.6. N.. v.3. FoodChem.335-44.65. STUART. RAO. SRINIVASAN. Anais do 39a Congresso Nacional de Botânica. J. SRILATHA. Journal of Ethnopharmacology. C.47. SUKUMARAN. Fitoterapia. J. v. Farm.3853. M. Arogya. n.1995. Diagn. et al.11. LAKSHIMINARAYANA. v. Tetrahedron letters. n. Indian J. F.61-3. v. et al. P. Toxicology ln Vitro. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1987a. .5. p.1735-8.l. et al J. V. p.10. RAJ.1995. C. v. Int. Biol. 1983. v. M. Chem. p. K. et al J. et al. STASHENKO. T. SPENCER.41. v. n. v. 559. p. et al. M.1997.4. et al. n. Soc. 9. v. Tokyo-toritsu Eisei Kenkyusho Kenkyu Nenpo. et al.. Int J Pharmacog.1887. n.1982. D.. KUTTAN. n..1983. SANKARASUBRAMANIAN. K. v. v.. R. GUPTA. N. SUZUKIJ. STEVENS.428. Journal of Agricultural and Food Chemistry. STEFANOVIC. et al. E.. Sci.9. L.31.. p. 752.552-3. SREENIVASAN.6. Mutation Research.1665-7. D et al.4. p.A. 1975. n. SOUZA-FORMIGONI.1980. n.33. Chem. A. v. p. v. et al. e SRINIVAS. v. K. SUNDARRAO. SPREAFICO.12. S. R.51.n.8. p. SOUZA. p.1993. R. v. M. v. et al. Y J. M. C. Fitoterapia.1995. et al.S98-S100. 1990a. R. Mutation Research.. B.794-6. p. p. n.44. n.1987b. n.343. Biochemical Systematics and Ecology.l75-7. Phytother. STACEWICZ-SAPUNTZAKIS. n. SRIVASTAVA. et al.1990. n. p.23.. p. A.861-4. v.l.1661-3. n .2. O.1996. R. SEIGLER. K et al. C. T. C.66.. SRIDHAR. Crit.Agric. M.477-9. R.51.33. Anim. p.. Exp.1984.253-54.6. p. Serh.51.1981.2615-18. n.SOUZA.123-5. n.1990.3-8. J.19.26.67. Ceska Slov. G. K. N.4. v.1974. J Immunopharmacol.4. M. p. p.l. K.451-2. v. J. . p.261-4. Phytochemistry. STADLER.400-2.3-6.2002. v.4. A. Pharmaceutical Sciences.C. v. p.223-32.. n.156-8. 130. SUJATHA. p. M. . Res. Phytochemistry (Oxford). Phytochemistry (Oxford). v. et al. P. C.. n. H.663.305-27. Planta Med.231-6..35-42. p. n.64-6. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC. et al. Biol. SUGAI. 1988. C. Vet. 1817-20.271-2. Agric. K. E. 1998. v.l.F. D. n.21-7. WOO-MING. SRIVIDYA.1997. L. Complement. S. E. 1995.. p.3..5.l. SOUZA. n. n. v. v. v. p. p.26..344-6. J. SUKUL.251 -86.2. K. Phytochemistry. Chromatogr.10. Altern.59. Sci. Food Sá.4.34. SREEJAYAN. SULLIVAN. 2001. et al.1991.3. SUKARI. Nutr.1995. n.1980. p.. L. SURH. 1991. v. et al. Y.62. SURESH. p. SOUZA. P et al. 64.52. et al. S. . p. Indian J. R. Ver.l68-72. p. n.68. n.1993. p. SRINIVASAN.

n. Med.. n. Pharmacol.7. et al. H. et al. T et al.3.332-9. p. p. p. Biotechnol..2273-7.1982.1988a. et al. Soc. Am. TACHIBANA. Sepu.. et al. J. .65. G. Pharm. v. Agric.l.1980. Biochem. TATEO.15.1982a. v. v. .37. . v. Prep.1995. TAKEUCHI. SY.5.1215-7. M. et al. H. Ind. Soc. Biochem.217-20. C.l. TAN. Biol. et al. Enzyme (Basel). n.3/4. p.J. p. Rev..13.2-3. N.1985. R. Indian J. 103. v.335-9. Pharm. BROWN. Ann Appl Biol. . 1996. Chem. n. p.485-92.94.. p. 1985. et al. 1989.205-8. V. n.62. Prod. Journal of Pesticide Science.10.. p. R. TAKEDA. et al.2318-21. TANG. J.44-6. Phytochemistry. .545-50. et al. J. TAKEMOTO. p. v.1981.1997b. et al. Biochem. Quim. p.9. l 1 .7. Fertil. M. M. J. p. S.69-71. Ann. v. Sci. S. TATEO. et al.146-8.397-422. Incl.1994. p. Phytochemistry. n. et al. TAKEDA. v. Prep.19. p. p. TAIRA.1513-9.. Prep.41-4. Tetrahedron Lett. G.10. LAI-KING. . et al. v.12. Sci. n. 31. J. S. 1983a. v. TADA. v. TANIRA.1992.3562-4. TALAPATRA. p. n. v. K. n. Carcinogenesis (Eynsham). v. Biophys. p.28. S. p.10. p. Biol.. SYAMASUNDAR.262-73.904-8.19. espec). n. Shokubutsu Soshiki Baiyo. n. V.. N.45..1. p.. Phytomedicine.60. n. v.J. et al. v. p.. v.508-11. v. TAKEMOTO. D.537-44. p. TANAKA.1997.1983.1996. Biol.SUZUKI.1989a.137-8. MATSUNAGA.34.371-94.13. 1925. Oil Res. W.4. n. 1989. n .38. Chem. v.. p.1983. Apl. J. p.1995 TAN. TAN.4.l. v.J. R. et al. F. TANAKA. TAKAHASHI. v. SYSNEIROS.729-32. p.l29-32. v. v.6. Chem.4. . Indian Chem. et al.1. Org.299-304. S. H. M. n.253. . 1980. v. p. K. n.4. Commun. K.1996. .27. Phytochemistry. n. n. et al. v.28.2.43. p. TASHIRO.1989. n.3.9.27. n. TAKAHASHI. 1985. n.52-6.16 (n. v. p. E. 2001. n. Pharm.48. p.27. H. D. p. 1940. n..1990. V. Phychedelic Drug. n. Essent.2.5. Indian. v. v.69-74.13. D.1932..12.3. v.6.4. p. Phytochemistry. J.14.9.1977. n. T.3563-7.8. J.27. v. E. Oil Chem.. Cienc. Nat. TATTERSFIELD. Int. p. v.178-88. Essent. Apl.3. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.J.82. A. Shokuno Kagaku. p. SWARNALAKSHMI.999-1002. et al. n.4751-4. et al J. n. Res.4. Chem.12.3.4. p. p. p.806-7. B. Chem. Phytochemistry. Sect. et al. R. TABUNENG. Ann. Pak. p. v.1993. Buli. n.1994.l788. v. n. Biochem. TAKAHASHI. et al. v.1992. R.12. F..247-8. TAPANES.1997a. et al. J.31. Biosci.1988.13. p. Oil Res. n. Res. G.. Ethnopharmacol.244-6.355-75. Y et al. v. Aids. p. v. P. O. Biochem. .2000. v.1988.29. TATARINTSEV.67. n. p.45.. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.228.61. SYED.l.1983. v. VERDERIO.1996. Ethnopharmacol.1981. n. v.97. v.

v.l. TEWTRAKUL. THOPPIL. F. Planta Med. n.227-32. A.40. v. Contador.32. et al.1999. TERBLANCHE.9-12. Planta Med.33. p.. p.. TELLEZ.l580-1. PCT Int. H. . Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). THAPA.8. p. G. Planta Medica. Kornelius.Unicamp. L. n. D. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. v. M. p. SGARBIERI.11..1986. v. p.319-22. v.1990. West Indian Med. p. Journal. 1992.4. V.51.1978.J. TOGRASHI. C.1991. n.l.n..38 SI.5. Tecnol. Planta Med. 51. v. Adv. TEIXEIRA. et al. F. v. p. v.l. .2.3. Chem. TAZAKI.J. TIWARDI. THOMAS. v. M. 1437-41. et al.10.67-9. p.1971. v.. Nat. 1996.79. Indian Bot. D. M.. p.l. Chem. TOFERN. 1997. n. n. Dissertação (Mestrado) .l. M. p.. p. v. et al.1995.8.3.J.1977.2002.6.E. p. TELANGE.1987. Pesquisa Veterinária Brasileira. p. S.5-20. Delivery Syst. R. D. v. Lloydia.. THOMPSON. F.3.4. .617-18.. p. v. A.41-8. n.1979. v. 1996.1971. et al. n. p. Pharmacol..). p. J.27-42. et al. p. TETENYI. Gematol. et al.1990.l. n. 1996. TENNEKOON. C.1986. 142.1978. S. Manaus: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.34. Am. C. TOGASHI.11. Physiol. p. v.. P.5.30 Apr.50. L. Pesquisa Veterinária Brasileira. et al Journal of Ethnopharmacology. C.630-5..46-52. FRANCIS.899-903.18.30. p.108p. H. n.1995.39.5. Res.44. Herba Hung.16. p.. TEMPESTA. Campinas.54. M. H.25. Planta Med. G. Bragantia. p. S. 1988. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. N. et al. et al. Chem Pharm. v. S. v. SHIBUYA. TEIXEIRA. . Y.209-12. TENG. V.1995 TINWA.25.6. n.1. n. Aliment. p.375-7. M. et al. 1983. Contracept. DAVE.v. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J. n..1989.32-5.553-6. v. M. v. J.53. TERAHARA. Transfuziol. et al J.]. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. J. F. 7/9/5. 151-3. V.105.171-4. M. P. Acta Pharm. n.3.3.363-4. n. A. n. M. n.195-9. M.56. A. Journal of Ethnopharmacology. SINGH. v. TIWARDI. V.. n. TERASHIMA.1988. S.471-85. v. ANJARIA. 1993. J.2002. p. K. n. N. v. n. TOKARNIA. v. p.2000. Org. N. TIMOSHENKO.151-7. 124. n.7. Sect.15. et al. p. TEH. Chem. THOMAS.1994.4. Phytochemistry. Prod.16. n.46.2. P et al. 1988. B. p. N. Oil Res.20. n. Indian J. Plantas tóxicas da Amazônia a bovinos e outros herbívoros. et al. TILLEQUIN.33.. R. v. Bull. et al.TAYLOR.1977. et al. TIWARI.919-22. Phytochemistry. 109p.66-9. S.3346-7.. v. M. B. p. THAKER.. Plant Cell Physiol. J.l. C. et al. n. Food Sci. Appl.l-2.36. Med. p. Chin. TEIXEIRA. R. n. 1989. n.46. 1991. WO9206695 Al. Indian J.. v. Phytother. Incl.15. Cienc.p. p. K.3177-83. TERESCHUK. v. 1998. T.1996. n. 1979..3.. Cherenkevich.4. et al. v. K. et al. Composição e caracterização química e nutricional dos frutos do baru (Dipteryx alata Vog.p. v.. et al. Soc. R.4. .8..1996.12. n.93-7.91-4.52.34. TEMPESTA. RICHARDS. Chem. n.

TSAI.1977. v. 1986. v.. p. Prir. Khim. n. v. p.617-9. I.30.1978. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Prir.1993. n. (Tokyo).139. A. v.3.190.1985.1987.JURGEN.485-7. J. Boll. S. p. FR87/13348. DAVYDOV.. G. K.42. TSCHIERSCH. 1991. Soedin (Tashk).. Journal of the Medicai Association of Thailand.5. 16.283-6. . T.26. p.. et al. S.1988b. Eur.5. (Tokyo). Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. 802. et al.8.87-94. Res. M. p. v. et al.6. Chem. .35. . RAGADIO.34. Contrib. 1173-82. TREBIEN. v. E. n. Flora. Philipp. Mol. C. TORRES. 217. Carbohydr. et al.31.4. et al. v. H. B. p.40-4. G. Chem. R. . et al. Pat.74.l.7.. TSENG. Sci.6.8.29 Mar. TOKUMOTO. 752.151. Anais da XXXXI Reunião Anual da SBPC. Commun.1980.TOKARNIA. Physiol.3. v.66. TROTTA. Jpn. v. A. Cient. J. v. p. 1994 . Farm. et al. 1994. Bras.9. R. v. n.1988a. p. p.2281-4. Prir. n. A.1348-9.3. E. L.. 194. . n. G.2.20 (Suppl.. v.Phytochemistry (Oxford). Vet. F. TUBERY.225-7.150. Pharm. TRATSK. p. Farm. n. EP 309342 (IPC A61K-035/78. 196. J. v. E. Carbohdr. n.2.323-8.40. n. p. 342.24 Sept.l 17-21.1977.2360-5.. E.33. D. J. Tecnol.147-56.1986. A. PAIVA. p. TOZYO. T et al.29-36.1996. p. TORRANCE. R. p.4. Pharm. v. Prir.26. H. E. TORRES. Res.79-92.2. V V Rastitel'nye Resursy. P.1977a. T et al. n. SAID. C. Pesq. H. ICHIKAWA. TORRES. v. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC. p. Bull. Res.1996. Anim. M. Chem. v.. p. Buli.77. Pharm. v. Khim. p. Pesq. Chem. 1989. v. TOKARNIA.776-80. Phytochemistry. p. p. n. Buli. . I.5.35-43.l987. et al.1961. n. v.1989. Journal of Liquid Chromatography. Anais do XXXII Reunião anual da SBPC. et al. p. Appl.. et ai. et al. TRYLIS. Phytochemistry (Oxford).263-6.2000. v.135. n. n. L. v. n. v. TOMODA. .249-50. TORRES DA SILVA.2000.558-64. Pharm. J.1994. Khim.l. Formosan Sá. p.3330-5. Soedin. et al.1997 TOLIBAEV.1991. TROTTA.1989. et al. Pharmacol. 520. DOBEREINER.1987.. et al. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. F. n. Boll. C. v. TOMAS-BARBERAN. 1980.5. Y. p.19-36. H. TROVATO. v. A. Soedin (Tashk). 4p. C.1986.6. 1989. P. Chem.. E. Kokai Tokkyo Koho JP 04368309 A2 21 Dec. M. Sci. p. Bioact.5. TOLERA.209-16. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2297-300. B. v. Vet. p.1897-9. n. Bras. Pharm.1995. TRIRATANA. T. Anim. A. n. Bull.). et al. n. Chim. p.390-400. p. TREZZINI.2.55. n.1996.125. TSAI. n. H. Soedin (Tashk). Khim.1994. . 1992 Heisei.. v.1992. C. v. TORRES. v. Appl. et al. D. A.l. et al.36. 1982. n. n. TOSI. B.1096-100. ZRYD. M. J. p.6. et al.5.. p.l7-20.l11. p. TOMODA. .(Japan).1987.8. n.5. 1989. Nutr.2.25.l7-26. M. Phytochemistry. .559-62. N. Phytochemistry. p. v.1987.

VALE. R. 87.. 1996. . B. C. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.33. Quim. Phytochemistry. URZUA. et al. v. J. n. et al. VAN DEN BERG. Workshop. 1996. n. F. VANDERLEI.129-33. S. Chem. 1982. F. 1994. p. Nutr. et al. Plant Sei. Indian Acad.6. v. Chem.45. Tetrahedron Lettres. 1995. Braz. Sci. ..1509-12. p. et al. et al.2411-16. Phytochemistry.J. p.1439-42. 208. Value Legume Diets. Belém: CNPq/PTU. 1979.2. Lett. et al. n. CORTES. E. 1993. W. S. V. VALENTIN. VAISBERG. 1988. n. M. COSTA.2. J. UEHARA. T. v.TWAIJ. Biol. A. H. n.26. UPADHYAYA.9. n. VAN DAMME. . Proc. 1989.26.34. UKHUN. J. 1989. 1991. n.4. et al. VAN DAMME. UNANDER. 1963. p.50.40. 1994. Natural Medicines. E.. E. VAN DEN BERG.35.. PRESLE.. .18. VAN EITEN. p.16. . K.205-10. v. UENO. p. S. Proc.181-2.33.77-106. Sci. et al. n. . J. v. J. RODRIGUEZ A. p. J.. Food Chem. l l . J. VANDERLINDE. LEITE. 1998.. J. Bull. n.l63-70. VALDERRAMA. v. Acad. 1988. J.51-5. 8-12. VALVERDE. IFEBIGH. W. v.3. SUZUKI. Pharm.. 1988. E. Chem.8. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. Res. 2nd.140-3. p. p. PEUMANS. J. Soe.2.2-3. et al. et al. 3rd. 36. VANDERLINDE. 1993.. Nutr. Phytochemistry. URZUA. Antinutr. v. 178.2. K.61-74. Meeting Date 1995. URUSHIBARA. et al. Nat. 120.Workshop. 1988. (India). M. A. Buli.874-5. p. 196. 16. Ethnopharmacol. Chil.51.2414-15. N. 1996. Planta Med. p. v. et al Phytochemistry. D. Phytochemistry.3. v.. A. USUI. 1982. n. M. Plantas medicinais da Amazônia. Proc. A. et al. Antinutr. Meeting Date 1995.96. v. et al.). Volume 3. p. Bol. T. 1987. p. Soc. 1978. Natl. v. UENO. volume 2. v. 1999.8.2. URZUA A.399-410.. W. p. S. n.51-2. n. Phytochemistry. et al. v. v . et al.l.147-50. (Suppl. O. 1996. n. TM VANDERLINDE. J.. L. E. Sci.. 1996. v. G. VALE. n. 1987. F. p.l. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Ci.1.. M.1485-9. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. Agric. 5/9. n.1213-16.5. Phytomedicine. 636. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. p.109-28. Eff. et al. Sci. A.2.I2. v.3298-304.42. p. Cult. J. n. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. . SINGH. E. p. n. 1986. 1980. Phytochemistry. 1992.26. Pharm. p. H. v. et al. A.. 3nd. 1992.2. R. 1986. 357-9. n.30. S. F. M. 19879a. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. A. M. A. v. 1987. 158.. UBILLAS. 1994. 1991.135-7. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. . 1991.. p. v.52.34.l. et al. R. A. v. H.. n. Sci. Food Chem. p.. Value Legume Diets. p.691-3. Prod.3.55. M. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. A.321-6.97-133. Planta Med. Anais da IX Reunião anual da FESBE. v..30. UPADHYAY.5. v. 2 n d .6.

..1992.. et al.1996. Phytochemistry. p. A. n.1987.193-8.112C.1992.. n. v.309-11. D.749-53. Ceres: Ed. et al. M. 1994a. et al. p.35. et al.4. 1999..30.4. EL SAYED. p. Physiol C. n. v. p. J.6. VAZQUEZ.l. et al.47. R. Planta Med. 1996.6. S.3. Natl. n. . S. 596-602. Planta Med. S. n. v. De Ciencias. p. Filed with USDAs National Agricultural Library. VENKATESWARAN. 156. v. S. Bol. 453.261-9.8. G. C. Facultad.. I.1987. v. S.17. Phytother. p. J . v.1990. 1980.6. M. p. v. R.323-7. et a l . p. B.4. R G.1982. Fitoterapia da Amazônia. VERARDO. 56p. n... Soe.. VILEGAS. A. VIEL. RAO. v. v.856-8. et al. VILLARREAL. R. n. Prir. L. T. B. Prir.79-87.2.1995. et al. 1977.69-75.J.J. v. et al. n. Prod. n. 1869-72. et al. VARANDA. Biochemical Systematics and Ecology.. M. Pharm. . et al. Departamento de Farmacia.15-16. p.5.27.233-6. p. VILLARROEL. n. v.. Quim. M.1995. S.47.Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.l.230-5. p. VILLAN DEL FRESNO.. VETRICHELVAN.51. S. 14/15. Chemv Nat Com. Ethnopharmacol. v. Proc. R S. Clin. Soedin.l 17-21. n. p.Q. Toxicol. . A. Ethnopharmacol. p. VILJOEN. 157. VASQUEZ. Acta Botanica Gallica.1988. M. Farm. A. CM.25. p. 167-73. Second Draft. v. p. Fitoterapia.. v.4. v. 1984. p. VIDIGAL. p.ll.70. A. 1995 VIEIRA. G. 1990. v.26.. p.274-8. 143-8. et al.3. IndianJ. B. 1988. . VARSHNEY. 752.1983.67. et al. Comprobacion de Ia actividad hipoglicemiante de Ia corteza de Anacardium occidentale. v. VILLAR. URZUA. n. v. n. R.11.18.. 115B. VASANTH. Hung..2. 1991. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. Colombia.6. Khim. p. n. p. 2000. Useful Plants of Amazonian Peru.127-8. M. . . Obz..2. Acta Pharm. Indian Drugs.l53-6. USA.3. M. W. p.5.Biochem. Tesis. YAZDANIAN. A. Agronômica.4. M. Biol.526-8. v. n. M.57. . Farm. Pharmacol.44-5. Crude Drug. v. VAVERKOVA.1978. 1991.5. DEVAKI. VASINA. p. v. Res. S.55. Endocrinol. Nutr.J.267-71. 117p.238-40. Phytoher. Prod.. et al.1-10. 1995 VANNEREAU. p. p. Rev. VESSAL. Phytochemistry..J.507-17. Nat.1980.55. Nat. USA 84. et al.J.J.1986.4.1259-61. p. p. A. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. Comp. Latinoamericana Química.2.2. n. v. 1999. 1996.19. L.66. p. B.800-3..40.40. v. et al.1988. VENSKUTONIS.. S. Obz. Sci. p. n.39.403-6. v. A. PAL.1981. A. Acd.2-3. 1994.2. n. Flavour Fragrance J. M.56. VANISREE. Biol. P.229-36. Universida Naciona.19. R C. A. M. n. Y. 1999. et al. Planta Med. VERZANE. VESSAL. MELLOUKI.l. T. Santa Fé de Bogotá. n. Oréades. p. Buli. p. v. VILEGAS.. M. F. Ethnopharmacol. n. n. v. VIEIRA. p.560-5.VANDERLINDE. n. p.. E. et al.. H.1987.211-17. VARGAS. Soedin {Tashk). E. v. Khim. et al. 1990 VAVERKOVA. VIANA. n. Journal of Agricultural and Food Chemistry. 143. FELKLOVA. T. C.. G.1996. n. v.92-115. n. et al.Biochem. Pharm. 1978. VESELOVA. VIANA. F.2002.1996.

1073-6. M.5. Medizinische Welt. v. n.l. WAGNER. Rev. WAAGE.2000. p. NY. 1991.. Yao Hsuch-Husch-Pao.1987. .1992a. p. Z. Res. p.77-85. p. WAAGE. WANG. 1991. p.. X. p. v. l 1 . p.7. n.1996.282. et al. n.40.1509-12. STODOLA.487-90.1993 VU.1996. p. v. et al. H.787-96. Lett.16-18. Rev.28.287-288. v. 134-5.97-00..551-4. v.44. Z. Indian J.1998. G. R. Zhongcaoyao.145-51. v..1224-8.59.515. C.737-9.451-7. JURCIC. C. VILLEGAS. B.5. Tai-wan I. v.318p.1997. Hsueh Hui Tsa Chih. et al. p. p. B. v. et al.7. B. R. BUNKERS. VON ROTZ.1989. T.1996. B. H. Chem. WANG. p.1990. et al. n. et al. et al. n.8.4. WANG. p.1980. Planta Med. v.441-2. v. WADER.1989. n. n. v. X. VO. Chem. Phytochemistry (Oxford). Anais da 36a Reunião Anual da SBPC.1997. et al. n. V. .5.10. Lett.628-30. N. VU.. F.47. VOSTROWSKY. Khimiya Prirodnykh Soedinenii. G. L. Phytochemistry. Tap Chi Duoc Hoc. 2000. BAYET.l 12-14. J.19. M. S. p.8.193-200. n. n.599-602. VOLLERNER YU. p. Arzneimittel Forschung. p.357-65.9-10. p. n. WASSEL. Colomb.26. X. Phytochemistry. v. D. v. 1072-6. VITRAL. J.13. p.703.. et al. B. p. 1979.50. n. v.71.55. Quim. 10. 2002. Y T.26. et al. p.2001. p. G.64. n .. n. n..411-6. p. n. C. v. n.. et al.7. v. v.3. 879. 1987. K. Org. Huaxue Shijie. K.576. T.3. n.10. WANG. H. v.27. Shengwu Huaxue Zazhi. S. O. VOIGTJ. Mutat. et al. J. p.3. Zhongcaoyao.1-2. BAGHDADI. p. Biochem. et al. KUDAV.6.1992b. Phytochemistry. v. Biophys. p. 492-3.16. H.13.1993.. v. et al. p. . n. VOLÁK. p. p. Chin.3.5. B. n. Chem. Life Science.229-231.. Q. Res. v. n. VOIRIN. 1984. T. Zhongcaoyao. D. n. H. v.2. H. WANNISSORN. Biosci. Res. et al.. J. v. Toxicol. p.1984. et al. n. Zhongguo Zhongyao Zazhi.1987.l. .11.43. Chem.51-5.. v. Commun.. p.4. HEDIN.47. . M.1993. H. et al. R. v. Prod. .1997.l. n.. et al. WANG.4.2509-12. Phytochemistry. Plantas medicinais.2. L. H.3. Ethnopharmacol.45.1995. . et al. et al.25. WANG.]. n. v. Naturforsch. WAN. HEDIN. et al.VILLASENOR. v. et al.16.1972.1990. 1990. J. K. A.3. Lisboa: Editorial Inquérito.7A. p. p. p. Biophys.2. 1997.38..1997 WANG. et al. Sect.. v. WANG. n. Chin. Phytochemistry.74-7. v. I. v. v. Commun. v. WAGNER.1357-9. Planta Med Phytother.2001. Biochem. v.1991. Incl. p..669-73. v. n.1990. Food Chem.l 189-93. Food Chemistry. n. F.573-80. WANG. p. Nat.8. VOIRIN. S.8. Phytother.. WANG.. Quim.2.1-2. .231 -41. S. Chinese Journal of Microbiology and Immunology (Beijing).3.256-9. G.J.70.2001. H.23.1999.41. n. P. v. WARGOVICH. p. Planta Medica.34-6. Med. Colomb.30.7. n.. Res. R A. n.45.15.279. Chem. n. n. p. p..7. A. WANG. 1981.5. n.141-6.6. v. Carcinogenesis (Lond). p. N. n. n.

WONG.62. p. WOERDENBAG. n. v. R E..J. Journal of Natural Products (Lloydia). Chim. B. v. . p.3.28. et al.E. et al. n. S.423-6. et al.1996. n. W.1979. v.3. C et al. WILLIAMS.J. W. WOODCOCK. n. n.4. . N.691-3. n. Agric. WIEDENFELD. M. p. E. E. Res. v.211-14. v.1978.. WU. S. Insect Science and its Application.991-4. Toxicon. n. M. n. et al.1989.58. Food Chem. K. Pharmacal. 1995.24. p. v. Naturforsch.. WELIHINDA.2.J. et al.l 1.P. v..1993. M. WECKERT.9.l93-200. 1986. WU. Edinburgh/London: E. Journal of Natural Products (Lloydia)..4. v. Biosci. p..49. C. p.l2.13-30. BREYER-BRANDWIJK. et al. n. v. . n. n. 2001. p.8. WOOD.20.1435-6. 1962. n. p. n. D. et al.36.659-61. p. Chem.52. WATT. et al. Prod.J.438-46.l. WONG. 1477-8. n .1986.1986. C. Food Chem. n.1992. p.1987. p. A.452-5. .5. et al. Journal of Pharmacy and Pharmacology. C.1992.301-7.21-5. Phytochemistry.17. . D. v. WELIHINDA. WEINBERG.1973. Phytochemistry. v.53. Weekbl.8. F.38.l.276-80. B. et a. et al. WEI. M... KARUNANA-YAKE.417-23. n.1997.24-25. 1990. MANSINGH. n.. v.1986. v.vA5. Essent.42. S. Phytochemistry. p.5. G. Z. L. n. (Seoul).1982. v. p. et al. The medicinal and poisonous plants of southern and Eastern Africa. Y.497-500. WONG. 1995. R.5-6. p.1982. WATANABE.ed. p.30. n. H. WOLLENWEBER.2.. et al.l. WINTER. SCHNIER. Phytochemistry (Oxford). n.146-9. v. p. N. Sei. v.419-28. v. LOPES. Phytochemistry. 1. M. p.5-10. 193. V. Ethnopharmacol. p. p. Shipin Kexue. WONG. et al.l. 121-6.830-6.17.. WATSON. L. Y C. v.4.6. P.2. WONG. p. n. Flavour and Fragrance Journal.78.J.56.l. 109-14. n. Zeitschrift Fuer Lebensmittel-Untersushung UndForschung.. Planta Med.J.Livingstone LTd. 103-11. Planta Medica. v.31.5.70-2.. G.617-22. J. J. Pharm. p..697-700. C.2170-2. . v.4.1995.3.8. WENIGER. T.6. E. n. WU.8. n. 1986. (Lloydia). Ethnopharmacol. Y. D. n. p.. Pharm.2001.4. A.1996 WILSON.2. v. WEBER.380-1.7. n. Oil Res. p. 1063-8. C.245-51.A. Helv. p. n.1991. et al. p.J. H. Planta Med. p. SHAW.1988 WOO. 14.p.55. n. Nat. WILLS. p. 1994.61. K. K.61. n.6. L. Ed. v.1979. L. C. WOERNER. X.}. v. L. P. Phytochemistry. WENZEL. 1993.58. . Essent. p. p. Appl Biochem. Archiv. Oil Res. J. K. E.2. p. H.131-9.1430-7.J Ethnopharmacol. 1994. p. n. 902-15. p.318-22.451-5. n.3. B. WU.341-53. 1993. K.1997. KHOO. v..17. J. Res. et al. v.WAT. v. n.277-82. 1993. A.5/6.1995. p. FOWDEN. 1995. et al. et al.3. Phytochemistry. v. Biotechnol. S.J. p. RANGGA. WINTERHALTER.2. v. G. H. Bull.58. Acta. v.. v.1979. n. . n. Phytother. M. 2. v. H. Planta Medica. Chinese Pharmaceutical Journal. v.33.17. M.. Ethnopharmacol. 1457p.277-82. p. l . v. v.. Planta Medica. R.1990. D. 1995. p.40.46.4. v.

1999. 1994.30.3. China. D'ANGELO.31.149-51.106.3. XY. YU. Prod. v. YANG. v. p. p. Jpn. v. YE. p.38. p. M. p. Pept. p. n. n.ll.Y.16. Acta Botanica Sinica. YASUKAWA. v. p.87-8. YEN. 1987.714-9. YAMAGUCHI. YASMIN.l. Indian].Tokyo-Toritsu Eisei Kenkyusho.468. YANG. et al. N„ TRIPATHI. A. v. 1997. v.28B.l. Toxicol.44 . p. n.2. R.491-4. v. n.1989. p.61-4. P/anta Med. G. Acta Pharmacologica Sinica. v. 2001.2.. v. n. et ai. A. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. NIGAM. YAMAMOTO. n. p. YANG. YADAVA. H. Int. 1991.WU. 1996.58-60. KNOLL. XIMENES..65. K..1979. S. R. v. p.4. et al.J. 171-4. Zhonghua Zhongliu Zazhi. Yakugaku Zasshi. n.187-90.71. H. K. v.. Pak. 1993.29. p.5.13. . T.348-9. J.3. Pept. B.J. Phytochemistry. T. 1996. n. Sci. Fitoterapia. n. n. N. v. H. Ind.2. p. v. 1988. E. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. Acta Physiologica Hungarica. Phytochemistry {Oxford).2. R.1.17. YADAVA. v. et al. R. Asian. n.43. n. YEN. CHENG. J.10. v. v. YANG. p. n. Res. XUE.354-6.l.79. n. YADAVA. n. p..1269-70. Kokai Tokkyo Koho JP 09224606 A2 2 Sept. Sci. Pharm. YU. Repub.3213-16.. n. Journal of the Science of Food and Agriculture. C. C. N. N. v. 1993. Egypt. T. Y. T. 1994.805-12.357-64. YANG.62. YANG. C. H.53. et al.J.5. Journal of Plant Resources and Environment.34.31. et al. . v. REDDY. X. v. Acta Botanica Yunnanica. et al. XU.ll. J. 1996. Q. v. et al. n. 1992. 2. p. n. v. n.2001..2. YU. Q. B. p. Simpósio Brasil-China.3053-4.. et al. Prod. T. p.630-3. et al. et al. 1986. YASSA. n.10. 1989.l. p. 1990. 1987. YANG. v.2. Indian Perfumer. V. YESILADA. Acta Cienc.2. Res. p. et al. Mem. et al. p. S. Ethnopharmacol. n. R. C.39. 1987.J.8. Bul.28. 2000. p. Z.l35-40. W. Counc. Fenxi Shiyanshi.. YAMAGISHI. Zhonghua Nongye Yanjiu. n.518-24. YANG. v. n. L. A. et al. n. n. 1991.Pharm. Food Chem. Nat. XAVIER. YU. S. Sect. Zhongcaoyao.8.4. M. et al.16. p. N„ SAINI. v. YADAVA. V.55-7.341-6. Sichuan. 145-7. 1995.J. 1989. p. Fitoterapia.l. D. J. M.457-64. Oswaldo Cruz. p. p. p. p. n. YOSHIDA. et al. 1986..8. H. v. S.l.6. n. p..61-3. W et al. Zhongyao Tongbao. p.. X. p. V.331-6. et al. v.3-5. 1990. et al. 1990. . YADAVA..39. Nat. YANG. D. Chem. YASUDA. E. MISRA. et al. Gaodeng Xuexiao Huaxue Xuebao. 8. L. n. B. v.86.5. Z. p.29. 1986. S. 1991. SBCQFPN. et al.18-21.2. S. v. p.1045-53.88-90. 1995. X. 1989. WANG.42.. et al.36.289-93.13. Indica. v. YANG. Chinese Pharmaceutical Journal. n. et al. p. p. Int.128-31. v. H.63-6. et al. 1994. Chem.. J. Kenkyu Nenpo . 1990. T. YAMAHARA.6.6. v..l 15-17. 1989. L. P. Natl. 1991. 1990. n.583-4.66. YAMAGISHI. S. v. Protein Res.. G. v. v.517-19. V K. YUN-CHOI. Y X. 1997.1-4. p. Protein Res. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa.l 19-24. n. Zhiwu Xuebao. v. I. Journal of Food and Drug Analysis. n.6. Sci. M. p.3.2. v. A.10. et al.14.4.ll. n.27. CHEN.. et al.135-46. Phytochemistry. n. 127. 1995. p. YEUNG. n. R.3. et al. S..2. 1988. Chem.. 1990. Inst. n.488-90.l.875-7. H. v. Proc. et al.443-51. p.66. v.

p. p. Ed.79-85. et ai.107-27. v. ZHEN. Sci. Acta Botanica Sinica.131-3. Kexue Tongbao. Sin. X.. 1987.6.4. v. 1995. Acad. ZAKI.28. 1988. Chin.71-4. n. Q. . ZHANG. v. . l l . n. v. Phytochemistry. 1997. Agric. n. n.207-8. Biochem.22. 1995a. 1987. n.1-4.5.201-6.J.. p...234. X.31-9.169-72. 1994. v.l. 1996. Prir. Am... n.36. v. n . ZHENG. 1996.3. R.. et al. ZHEN.1.52. 1988. Med. Egypt. l l . Khim. ZHOU. et al.l72-3..846-51. p.. p. L.l. p. Chinese Medicai Journal. ZHOU... ZHOU. 1998. N. et al. Cancer Res. Prod. 1986. ZENG. O.15. YUSOF.l. ZHENG. n. p. Phytochemistry. et ai.104. et al. Planta Med. n. v. v. ZENG..27.J. F. Tetrahedron Letters. Proc. Journal of Agricultural and Food Chemistry. Zhiwu Xuebao. S. ZHANG. p. M.38 . D. v. ZAFAR. . 1990. l l . L. HE. Z. p.. Pak. Sci. 47. et al. n. Prir. n. v. H. v. n. p.l. 1989. 1987. 1988. Acta Pharm. . Soedin.603-7.. Kexue Tongbao.47..26. p.2. 1986. H. Conf. C. 1987. p.31. n. DZHALILOV. et al. v.79-85.16.33. S. 1986. Nat.2.et al. N.101.18. p. n.16-17.5.218-222 . Sci. v. v. p. Q. 1989. ZHANG.35-8. et al. ZHU. S. Acta Pharmaceutica Sinica.. LIN.J. v. A. v. v. ZHANG.643-8. ZDERO. 1986. K. et al. n. R. ZAKA. D. J. ZAVALA. Acta Chim. p. ZHANG. Res.ll. Sci.. n.J. p. 1987. 1988.1. S. A. n. et al. Redai Yaredai Zhiwu Xuebao. M. M.812-14.3633-6.33.273-8. N. n . Khim.5. C.2. Univ. v. .. 1987.1/2. Pak.8. Y Fenxi Ceshi Xuebao. Proc. Soe. n. et al.265-8. Med. YUWAI. 1998. v. et al. X. et al.6. Soedin. B.37. Food Agric.J. ZAKHARY. ZENG. R.25.143-4..2. M.235-45.791-2.30. 1991. BOHLMANN. BUSR1.5707-12. p. Chin. X. F.. B. Sci. R. ZAKHAROV. G. 1993. Sci. et al Indian J. n. J. ZAKHAROVA.61. Soedin. M. E. Acta Chim. 1989. 351.2. EthnopharmacoL. v. F. 1996. S. v. n . et al. N. n. Sin. p. ZHENG. Q.YUNES. n. v.126-7. l l . S. p. p. ZHAO.3. 1992.59-67. Proc. FEBS Lett. (Engl Ed. p. 1989.5291-4. Maharashtra Agric.153-6. p. n. 1991. v.l 18-19. {Engl. et ai. v.4.l. X. 1988.3. 1988. Prir.J. p. n. v. v.23.39. . n.2.l. p. Soedin. p. n. n. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica.1865-8. D. Acad. v. v.. Pak.292-9. n . et al.14. et al. Prir. n. LIN. S. M.2. L.28. 1986. J. 1987.106-13.J. p. p. A.2. p. Malays. A.861-6. p. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Xuebao. p.. v. 1988. n.238-43. Acta Pharm. ZHOU. p. 1988. Food Chem.). Ind. Res. 1991.488-91. ZHANG. v. F. Ind.. p. J.l67-72. v. n. ZAKIR.28. Egyptian Journal of Bilharziasis. Y. p.2. p. v. Sin. p. MOHAMED. v. ZHANG. C.. Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. ZHENG. v. p.5.. Anais da 22a Reunião Anual da SBPC.30. p. Sin. R.91-102. ZAKARIA. n. Pharm. n.15.2.4. et al.I. v. p.41-7. ZHANG. Zhongcaoyao. v. 1997. 12th..l762-3.. B..l. YUNUSKHANOV.l. Duoqing Zhongcaoyao. et al.41. et al. v. v. Khim. I. 1987. et al. p.10. 1987. 1995. et al. p. p. et al.16. n.). J.152-6. 1970.53. ZELNIK. Pak.89-92. Y et al.1-2.

ZHUANG.17. J. ZITTERL-EGLSEER.12.444-6. Herba Hung.898-903.12.3. 1990. et al. v. C. v. et al.}. F. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093362A 120ct.1801-10. Bot. n.J.7. S. n.67. Acta Pharmaceutica Sinica. v. n. . WANG.6. p. 21p. OH Res. n. 1994. p. p. Bot..405-8.6. p.285-8.3.. Can. Phytochemistry (Oxford). W. v. ZULUETA. et al. Acta Amazonica.1995.915-21. et al. ZOGHBI.57-9.l.57. v. Chem. 1988. 19p. Essent.46. Planta Med. 1989. R. p. Z. n. 1991. ZOBEL.25. 1991.. p. 1990. n. 1995. Yaoxue Xuebao. A. v. J.9. n. . p. p.4-5. A. p. v. ZYGADLO.27. 1991.18. v.. v. 1994. J. A. p.. n. ZIMNA. M.98..38. n.. Grasas Aceites (Seville).1995. et al. A et al. G. K. Ecol.1-2. p. n. J. ZYGADLO. 1988. M. v.213-18. M. v. et al.593-5. ZUO. v. 18. C.25. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093361 A 12 Oct. BROWN. n. PIEKOS. . ZOBEL.6. n. Biochemical Systematics and Ecology. B. 1988. D. (London).. Ann. p. p..67 . .65-75. A. 1449-50. A.ZHU.48-51. Shipin Kexue.5.898-903. 1990. v.

342-3. 119 Aristolochiaceae. 467. 386 Asteraceae. 391 Allium cepa. 75 Allium sativum. 81 Arecidae. 68. 90 Apiaceae. 62 Alternanthera brasiliana. 110 Annona tenuiflora. 96. 461 Ageratum conyzoides. 149. 465. 202-4 . 115 Aristolochia trilobata. 361 Andropogon leucostachys. 475. 458-6 Achillea millefolium. 90-3. 154 Alternanthera micrantha. 467-8. 474. 113 Aristolochiales. 223 Bixa orellana. 113-5. 140-1. 463-5 Asterales.Índice de nomes científicos Abuta sabdwithiana. 79 Aristolochia. 56. 149-50 Amaranthaceae. 381-5. 480 Bignoniaceae. 78 Alpiniajaponica. 364 Apocynaceae. 65-6. 102. 339-40 Anacardium giganteum. 466 Adenocalyma alliaceum. 360 Anacardium occidentale. 480. 368 Arecaceae. 65. 373 Averrhoa bilimbi. 93. 79 Alismatidae. 488 Bauhinia forficata. 340-3. 143 Acanthospermum australe. 345. 463 Asteridae. 148 Anacardiaceae. 111 Annonaceae. 364 Apiales. 43 Annona muricata. 227-8. 450. 52. 58. 479. 377-78. 489 Bidens pilosa. 69-74. 376 Araliaceae. 475. 449 Bixa arborea. 468-9. 468-9. 201-2. 316 Bidens bipinnatus. 77 Aloe vera. 95-9. 351-2 Averrhoa carambola. 453. 42-3 Andropogon nardus. 113 Asclepiadaceae. 487 Alismataceae. 3512. 65. 152. 79 Allamanda cathartica. 351-2 Baccharis trimera. 67.

287 Cecropia peltata. 471 Gomphrena globosa. 82-3 Fabaceae. 285. 212-3. 402-3 Cactaceae. 235 Cecropiaceae. 441 Inga spectabilis. 496 Caryophyllales. 286. 393 Cordia verbenacea. 210. 205 Hibiscus rosa-sinensis. 154. 279. 61 Heliotropium indicum. 276 Fischeria cf. 366-7 Hymenaea courbaryl. 302 Echinodorus grandiflorus. 264-5 Cymbopogon citratus. 247. 49 Cymbosena roseuna. 207. 41-2 Convolvulaceae. 406 Brunfelsia grandiflora. 214 Himatanthus. 382-3. 170 Chenopodiaceae. 178-9. 319 Dipsacales. 145 Caryophyllus aromaticus. 211. 231 Celastrales. 179 Cucurbitaceae. 163-4 Chrysobalanaceae. 440 Costus spiralis. 259 Hedychium coronarium. 300. 299. 292 Caesalpiniaceae. 259 Commelinidae. 83 Eryngium ekmanii. indicus.Bixaceae. 276-7 Cajanus cf. 312 Ipomoea batatas. 298 Derris floribunda. 388 Croton cajucara. 175 Diplotropis purpurea. 231 Celastraceae. 296 Fabales. 413-4. 80. 315 Caesalpinia pulcherrima. 165. 172 Boraginaceae. 185. 281. 318 Desmodium tortuossum. 411 Hibiscus furcellatus. 386-7 Gentianaceae. 292. 242. 331 Celosia argentea. 152-3. 324. 201 Boerhavia difusa. 394-5 Ipomoea quamoclit. 407. 408-9. 375 Gnaphalium purpureum. 53-4 Coutoubea spicata. 265 Caprifoliaceae. 236 Euphorbiales. 379. 171 Gossypium barbadense. 206-7. 395 . 283. 282-3. 373 Eupatorium ayapana. 287 Cassia occidentalis. 322 Clusiaceae. 272 Clidemia novemnervia. 385 Hirtella. 213. 298 Derris amazônica. 224 Hibiscus sabdariffa. 215. 225 Guttiferales. 255 Croton sacaquinha. 490 Euphorbiaceae. mariana. 387 Gentianales. 496 Dipteryx odorata. 237. 287-8 Cassia reticulata. 46-7. 398. 155-6 Caesalpinia ferrea. 327 Cassia multijuga. 151-2. 299 Dillenidae. 230-2. 470. 308 Dipteryx punctata. 63 Heliconia. 150. 280. 295. 44. 190 Cucurbitapepo. 163 Chenopodium ambrosioides. 178 Cybianthus. 238 Cucumis anguria. 272. 205. 275 Hydrocotyle exigua. 297 Capparidaceae. 147 Caryophyllidae. 236 Euterpe edulis. 284 Hyptis crenata. 266 Capparidales. 54. 430. 365-9. 301-2. 481.

432 Ocimum micranthum. 427-8.120 Piperales. 399-400. 453 Peperomia elongata. 64-5 Liliales. 79 Moraceae. 191-2. 426. marcgravii. 350 Palicourea cf. 435 Loganiaceae. 106 Laurus nobilis. 494-5 Passiflora coccinea. 131. 156-7 Persea americana. 108 Petiveria alliacea. 128. 221-2. 420. 446 Origanum vulgare. 185. 89 Malpiguiaceae. 125. 495 Palicourea cf. 173 Phyllanthus corcovadensis. 121-2 Pereskia grandifolia. 107 Leguminosae. 451-2 Jatropha curcas. 233 Muntingia calabura. 336 Maytenus ilicifolia. 124. 422-3. 166 Piper cavalcantei. 129. 136 Piperaceae. 135 Piper marginatum. 158-9. 432. 167-9. 427. 254. 162 Portulacaceae. 134 Piper d. 121. 64 Lippia alba. 419. 429. 61 Musaceae. 199 Passifloraceae. 42 Pogostemon patchouly. 425. 126-7. 200 Maytenus aquifolium. 198 Lacistemaceae. 137 . lhotzkyanum. 87 Magnoliales. 191 Lamiaceae. 208 Malvaceae. 250-1. 443 Liliaceae. 332. 389 Luffa cylindrica. 417. 415-6. 108 Persea gratíssima. 192-3. 252. 277 Leonotis nepetaefolia. 240-1 Magnoliidae. 184-9. 337 Polyscias. 323-4 Myrtales. 161 Ocimum basilicum. 125. 444 Mentha pulegium. 321 Nyctaginaceae. 239-40. 139 Mentha piperita. 244-6. 311 Momordica charantia. 256 jatropha gossypifolia. 132 Peperomia. 421. 161-2 Portulaca pilosa. 445 Mimosaceae. 442 Leucas martinicensis. 130. 245. 369-72 Portulaca oleraceae. 303 Myrsinaceae. 238-9. 416. 64 Liliidae. 419-20. 103 Myrocarpus frondosus. 447 Polygalales. 160. 158 Pothomorphe peltata. 262 Myrtaceae. 321 Menispermaceae. 431. 412-3 Lamiales. 425-6. 181-2. 434-5 Lippia granais. 427. 122-3 Piper cernnum. 337 Malva parviflora. 229 Musa. 431. 332. 39. laniflora. 241. 133 Piper gaudichaudianum. 251 Lacistema. 192 Pedaliaceae. 406 Lauraceae. 180. 120 Poaceae. 334-6 Melastomataceae.Jacaranda caroba. 204 Malvales. 123. 422 Oxalidaceae. 418 Mentha viridis. 414. 424. 493. 258 Physalis angulata. 196 Monocotiledonae. 402-5 Phytolacaceae. 432 Ocimum canum. 60 Myristicaceae. 195 Mabea angustifolia. 427 Ocimum gratissimum.

101. 492 Ruta graveolens. 52 Zingiberales. 379-85 Tiliaceae. 273 Rosales. 491 Spondias purpurea.Pothomorphe umbellata. 462 Ranunculales. 226 Solanaceae. 215-6. 233-4 Spilanthes acmella. 269 Rubiaceae. 338 Stigmaphyllon strigosum. 271 Rosidae. 209 Urticales. 197 Xylopia cf. frutescens. 471 Sorocea bomplandii. 112 Zingiber officinale. 58 Zingiberaceae. 326 Psydium guajava. 260-1 Wilbrandia ebracteata. 76 Sapindales. 397-8 Solanales. 449 Sechium edule. 350. 312. 132. 434 Violales. 393 Solanum paniculatum. 325-9. 139 Rhynchanthera grandiflora. 208-9. 338 Strychnos triplinervia. 492 Rubiales. 45. 452. 213. 218. 474. 478 Theobroma grandiflorum. 477. 360 Scoparia dulcis. 349. 485. 363 Rutaceae. 390 Symphytum officinale. 484 Zollernia ilicifolia. 127. 51 Zinnia elegans. 482. 55. 457 Scrophulariales. 320 . 473-4. 94-5. 497-500 Sansevieria. 401 Solidago microglossa. 189. 177-8 Virola surinamensis. 182 Sesamum indicum. 353 Saccharum officinarum. 457-60. 216 Stigmaphyllon fulgen. 344. 48. 228 Thevetia peruviana. 274 Psydium cf. 221 Urena lobata. 453-6 Sida rhombifolia. 230-1 Verbenaceae. 330 Pyrostegia venusta. 217-9. 322 Rosaceae. 472. 463 Scrophulariaceae. 138 Primulales. 361 Sterculiaceae. 103-6 Vismia japurensis. 51 Zinigiberidae. 479. 409. 339 Schinus terebenthifolius. 262 Prunus domestica. 345. 50 Sambucus nigra. 354-7. 400 Solanum tuberosum. guineense. 183. 227 Theobroma speciosa. 347. 99. 412 Tagetes erecta.

Estúdio Gráfico (Diagramação) .5 x 49 paicas Tipologia: lowan Old Style 10/15 Papel: Offset 75 g / m 2 (miolo) Cartão Supremo 250 g / m 2 (capa) 2» edição: 2003 EQUIPE DE REALIZAÇÃO Coordenação Geral Sidnei Simonelli Produção Gráfica Anderson Nobara Edição de Texto Nelson Luís Barbosa (Assistente Editorial) Nelson Luís Barbosa (Preparação de Original) Marcelo Rondinelli e Ada Santos Seles (Revisão) Editoração Eletrônica Lourdes Guacira da Silva Simonelli (Supervisão) AVIT'S .SOBRE O LIVRO Formato: 1 6 x 23 cm Mancho: 27.

Ao coordenar a equipe científica multidisciplinar responsável pelo livro. do Departamento de Fisiologia. os biólogos Luiz Cláudio Di Stasi. e Clélia Akiko Hiruma-Lima. Campus de Botucatu. do Instituto de Biociências (IB) da UNESP. estimulam a realização de estudos desse gênero que recuperem e documentem o conhecimento popular das mais diferentes populações autóctones. do Departamento de Farmacologia. Capa: tsabel Carballo .

ponto de partida para a identificação e catalogação de 135 espécies vegetais daquelas regiões que. .Esta cuidadosa pesquisa etnofarmacológica tem como fonte moradores da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. estudadas pelo seu potencial dores condições de atingir o desenvolvimento sustentado com a extração e conservação dos produtos medicinais existentes no seu próprio hábitat.