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CURSO REGULAR DE DIREITO CONSTITUCIONAL P R O F E S S O R E S VICENTE P A U L O E F R E D E R I C O DIAS

Aula 6 - Organização do Estado
Na aula de hoje, estudaremos como a Constituição Federal de 1988 estruturou o nosso Estado, especialmente no tocante à forma de Estado (federal), forma de governo (republicana) e sistema de governo (presidencialista). Em comparação a outros assuntos por nós já estudados neste curso on-line, os tópicos examinados nesta aula são uma moleza, embora repletos de detalhes! Afinal, eles tratam de assuntos que estão na mídia o tempo todo, em debates na televisão, em discussões no rádio etc. Se a matéria jornalística aborda o controle exercido pelo Tribunal de Contas da União sobre as obras (superfaturadas) do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), alguém faz referência ao princípio republicano; se o debate no rádio é sobre a interferência da União na legislação sobre o ICMS (tributo estadual), provavelmente algum governador invocará ofensa à autonomia política dos estados, ou dirá que essa intervenção da União desrespeita o princípio federativo - e assim por diante. Vamos, então, iniciar o nosso estudo, tratando das formas de Estado. 1) Formas de Estado Quando examinamos as formas de Estado, preocupamo-nos com a verificação de quantos poderes políticos autônomos existem no território do Estado. A depender dessa relação - entre território e poder político -, teremos as duas clássicas formas de Estado: unitário e federado. O Estado unitário (ou simples) é aquele em que não há uma descentralização política, isto é, não há uma divisão espacial e política de poder, sendo todas as competências definidas pelo poder político central. Em outras palavras: no Estado unitário, temos um só poder político central, que irradia sua competência em todo o território. Constitui, pois, caso de centralização política. Modernamente, o Estado unitário pode ser de três espécies: a) centralizado (ou puro); b) descentralizado administrativamente; e c) descentralizado administrativa e politicamente. No Estado unitário centralizado (ou puro), o poder político central não só define como também executa diretamente, de forma centralizada, as políticas públicas. Ou seja: no Estado unitário puro, temos não só uma centralização política (definição das políticas públicas) como também uma centralização administrativa (execução dessas políticas); definição e execução estão, portanto, centralizadas no mesmo poder político central. No Estado unitário descentralizado administrativamente (ou regional), o poder político define as políticas públicas, mas não as executa diretamente, criando entidades meramente administrativas para esse fim. Ou seja: no Estado unitário descentralizado administrativamente, temos um exemplo de centralização política (na definição das políticas públicas pelo poder político
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central) e descentralização administrativa (na execução dessas políticas pelas entidades administrativas - autárquicas - criadas para esse fim). No Estado unitário descentralizado administrativa e politicamente, além da descentralização meramente administrativa (para a execução das políticas públicas), os entes descentralizados recebem, também, certa autonomia política para, no momento da execução das decisões adotadas pelo poder central, decidir no caso concreto a mais conveniente e oportuna atitude a tomar. Cuidado! Veja que a diferença entre o Estado unitário descentralizado administrativamente e o Estado unitário descentralizado administrativa e politicamente é que, no primeiro, os entes descentralizados apenas executarão as decisões adotadas pelo governo central ("cegamente", sem emitir juízo de oportunidade e conveniência sobre a tarefa a ser executada), ao que passo que, no segundo, os entes descentralizados, ao executar as decisões do governo central, apreciarão, no caso concreto, a conveniência e a oportunidade de adoção desta ou daquela atitude (aqui, na emissão desse juízo de oportunidade e conveniência, é que se encontra a parcela de descentralização política). Importante: nos dias atuais, predominam os Estados unitários descentralizados administrativa e politicamente, isto é, aqueles em que temos não só a descentralização administrativa (de execução das decisões do governo central), como também descentralização de parcela da autonomia política (para os entes descentralizados decidirem que medida adotar, de acordo com a oportunidade e a conveniência que cada caso concreto recomende). O Estado federado (composto, complexo ou federal) é aquele formado por uma união indissolúvel de entidades regionais dotadas de autonomia política, isto é, com capacidade de autogoverno, auto-organização (autolegislação) e autoadministração. Essa união indissolúvel de entidades autônomas é estabelecida no texto de uma Constituição, que reparte entre tais entidades as competências do Estado. Constitui, pois, caso de descentralização política. A República Federativa do Brasil, por exemplo, é um Estado federal, porque formado pela união indissolúvel de entidades dotadas de autonomia política (União, estados, Distrito Federal e municípios) estabelecida no texto de uma Constituição, de forma que a cada ente federado sejam atribuídas competências próprias. São, portanto, características de um Estado federado: (a) união de diferentes entes; (b) autonomia política desses entes; (c) indissolubilidade (vedação à secessão); (d) repartição de competências, estabelecida no texto de uma Constituição. Importante destacar que, na federação, os entes federados dispõem, apenas, de autonomia política (e não de soberania). Na prática, significa dizer que, em um Estado federado, "ninguém pode tudo"! Todos os entes federados só podem exercer as suas competências nos termos e nos limites estabelecidos na Constituição. A autonomia política é exatamente isto: exercício de
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competências nos limites estabelecidos pela Constituição (daí o fato de ser a "repartição constitucional de competências" o ponto nuclear de um Estado federado); todos os entes federados dispõem de competências próprias, mas somente nos limites estabelecidos pela Constituição Federal; logo, nenhum ente federado poderá invadir a competência de outro, sob pena de inconstitucionalidade. Desse modo, em um Estado federado, os entes componentes não dispõem de soberania (dispõem, apenas, de autonomia política). Só dispõe de soberania o todo, o Estado federado, nas suas relações internacionais com outros Estados soberanos. No nosso caso, portanto, temos o seguinte: a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios dispõem, apenas, de autonomia política; só o todo, a República Federativa do Brasil, é que dispõe de soberania nas suas relações com outros Estados soberanos. Essa confusão entre autonomia e soberania é muito cobrada em provas, como nestes exemplos: "(ESAF/EPPGG/MP0G/2009) Nem o governo federal, nem os governos dos Estados, nem os dos Municípios ou o do Distrito Federal são soberanos, porque todos são limitados, expressa ou implicitamente, pelas normas positivas da Constituição Federal." "(ESAF/AFC/CGU/2008) A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos soberanos, nos termos da Constituição." A primeira está certa, pois, como vimos, os entes federados dispõem, apenas, de autonomia, nos limites estabelecidos na Constituição (e não de soberania); a segunda está errada, já que todos os entes federados dispõem, apenas, de autonomia. A forma federativa de Estado nasceu nos Estados Unidos da América (em 1789, com a promulgação da Constituição dos Estados Unidos da América) e, de lá para cá, foi sendo implantada por diferentes Estados soberanos. O Brasil, por exemplo, não nasceu como Estado federado. Inicialmente, adotou-se, aqui, a forma de Estado unitário. Somente na Constituição de 1891 é que foi implantada, entre nós, a forma federativa de Estado, com a descentralização política do poder. Vale destacar, ademais, que nem mesmo a união norte-americana nasceu sob a forma federativa de Estado. Com efeito, inicialmente, as colônias norteamericanas uniram-se sob outra forma de Estado composto, a chamada confederação (a confederação funcionou, assim, como um embrião para o nascimento da federação). Na confederação, os poderes políticos são organizados no texto de um tratado internacional e dispõem de soberania e do direito de secessão (logo, os Estados podem se separar da confederação quando entenderem conveniente). Enfim, a confederação constitui uma união dissolúvel de poderes políticos soberanos, formalizada em um tratado internacional.

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Sintetizando:

Federação
1. Constituição 2. Autonomia dos entes 3. Indissolubilidade (vedação à secessão)

Confederação
1. Tratado 2. Soberania dos entes 3. Dissolubilidade secessão) (direito de

Um enunciado que bem retratou esse assunto foi este, elaborado pela Esaf: "(ESAF/AFC/STN/2005) A divisão fundamentai de formas de Estados dá-se entre Estado simples ou unitário e Estado composto ou complexo, sendo que o primeiro tanto pode ser Estado unitário centralizado como Estado unitário descentralizado ou regional." O item está certo, abordando, em termos precisos, o que acabamos de estudar acima. 2) Formas de Governo Quando estudamos as diferentes formas de governo, a preocupação é saber como se dá a relação entre governantes e governados no tocante à aquisição e o exercício do poder. É preocuparmos em responder, dentre outras, às seguintes perguntas: como os governantes adquirem o Poder? Eles são eleitos pelos governados? Os governantes exercem o poder por prazo certo, ou de forma vitalícia? Os governantes respondem perante os governados pelos seus atos?
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De acordo com as respostas a essas indagações, temos as duas clássicas formas de governo: república e monarquia. A república é marcada por três características básicas: eletividade (os governantes são eleitos pelos governados), temporalidade (os governantes são eleitos para o exercício do poder por período certo de tempo, isto é, a forma republicana de governo pressupõe a alternância no exercício do poder) e responsabilidade (os governantes têm o dever de prestar contas sobre a gestão da coisa pública). Desse modo, tudo o que virmos na nossa Constituição Federal relacionado à eleição de governantes (eleições diretas para Presidente da República, governadores, prefeitos, parlamentares etc.), à temporalidade no exercício do poder (mandato de quatro anos para o Presidente da República, por exemplo) e dever de prestar contas (fiscalização popular das contas municipais, controle externo da competência do Congresso Nacional etc.) pode ser vinculado ao princípio republicano. A monarquia possui as seguintes características básicas: hereditariedade (os governantes não são eleitos pelos governados, o poder é repassado de antecessor a sucessor no âmbito de determinada família), vitaliciedade (os governantes exercem o poder por prazo indeterminado, em regra, por toda a sua vida) e irresponsabilidade (como os governantes não representam os governados, aqueles não respondem pelos seus atos perante estes). Sintetizando:

São recorrentes as questões sobre formas de governo em provas, mas sempre abordando esses três aspectos - como esta, da Esaf, cobrada no concurso de Auditor-Fiscal do Trabalho/2006: "A forma republicana não implica a necessidade de legitimidade popular do presidente da República, razão pela qual a periodicidade das eleições não é elemento essencial desse princípio."
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Ora, acabamos de ver, acima, que a periodicidade das eleições (temporalidade) é elemento essencial da forma republicana de governo. Item errado. 3) Sistemas de Governo Estudar os sistemas de governo é examinar como se dá a relação entre os Poderes Executivo e Legislativo no Estado, isto é, se há uma maior independência (separação) ou interdependência (proximidade, colaboração) entre eles. O presidencialismo é o características: sistema de governo marcado pelas seguintes

a) independência entre os Poderes Executivo e Legislativo (o exercício do Poder no âmbito do Executivo independe da vontade do Legislativo, e viceversa); Vejamos o caso do Brasil. O Presidente da República é eleito para o exercício de um mandato de quatro anos, e tem direito a cumpri-lo integralmente, até o último dia de seu governo, sem nenhuma interferência do Legislativo (isto é, o Legislativo não pode abreviar o mandato do Presidente da República). Por outro lado, os membros do Legislativo, deputados e senadores, são eleitos para mandatos de quatro e oito anos, respectivamente, e terão também direito a cumprir integralmente tais períodos, sem nenhuma interferência do Executivo (isto é, o Executivo não pode determinar a dissolução do Congresso Nacional, a fim de abreviar o mandado dos congressistas). b) mandatos por prazo certo (membros do Executivo e do Legislativo exercem mandatos por prazo certo, que não podem ser abreviados); c) chefia monocrática ou unipessoal (as chefias de Estado e de Governo estão concentradas numa mesma pessoa). Novamente, temos o exemplo do Brasil, em que o Presidente da República exerce, simultaneamente, a chefia de Estado e a chefia de Governo. O Presidente da República exerce a chefia de Estado quando representa a República Federativa do Brasil frente a outros Estados soberanos ou perante organizações internacionais (quando celebra um tratado internacional, por exemplo), bem assim quando corporifica internamente a unidade nacional (quando decreta a intervenção federal para manter a integridade nacional art. 34, I -, por exemplo). O exercício da chefia de governo se dá quando o Presidente da República cuida dos negócios internos de interesse da sociedade brasileira (quando ele discute a reforma tributária com os governadores e prefeitos, por exemplo). Por outro lado, o parlamentarismo é o sistema de governo marcado pelas seguintes características: a) interdependência, maior proximidade e colaboração entre os Poderes Executivo e Legislativo (o exercício do poder no âmbito do Executivo depende da vontade do Legislativo, e vice-versa);
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b) mandatos por prazo incerto (os membros do Parlamento e o chefe de Governo exercem mandados por prazo incerto); c) chefia dual (as chefias de Estado e de Governo são exercidas por duas pessoas distintas: a chefia de Estado é exercida pelo Monarca ou Presidente da República, conforme seja a forma de governo Monarquia ou República, e a chefia de Governo é exercida pelo Primeiro Ministro). Em resumo, o parlamentarismo funciona assim: (a) os membros do Parlamento são eleitos pelo povo; (b) o chefe de Estado (o monarca, se o Estado for monárquico; ou o Presidente da República, se o Estado for republicano) escolhe o seu chefe de Governo; (a) a partir daí, estabelece-se uma interdependência entre os Poderes, haja vista que o chefe de Governo só permanecerá no seu mandato enquanto o seu projeto de governo obtiver apoio da maioria do Parlamento (se ele perder o apoio parlamentar, será automaticamente exonerado); por outro lado, os parlamentares também não têm garantia de mandato por prazo certo, porque o Governo (Executivo) poderá determinar a dissolução do Parlamento, abreviando a duração do mandato dos parlamentares (hipótese em que serão convocadas novas eleições parlamentares). Sintetizando:

Atenção! É muito importante que, na hora da prova, você não confunda esses três conceitos - formas de estado, formas de governo e sistema de governo. Isso porque as bancas examinadoras adoram confundir o candidato desavisado, trocando tais conceitos. Veja, por exemplo, estes três enunciados da Esaf: "(AFC/STN/2005) Forma de governo diz respeito ao modo como se relacionam os poderes, especialmente os Poderes Legislativo e Executivo, sendo os Estados, segundo a classificação dualista de Maquiavel, divididos em repúblicas ou monarquias." "(ESAF/AFRE/RN/2005) Sistema de governo pode ser definido como a maneira pela qual se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados."

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"(AFRE/RN/2005) O presidencialismo é a forma de governo que tem por característica reunir, em uma única autoridade, o Presidente da República, a Chefia do Estado e a Chefia do Governo." E então? Bem, os três enunciados estão errados. O primeiro, porque forma de governo diz respeito ao relacionamento entre governantes, governados e a instituição do poder, e não ao relacionamento entre os Poderes Executivo e Legislativo (este último aspecto diz respeito ao sistema de governo). O segundo está errado porque tal conceito refere-se às formas de governo (república e monarquia), e não aos sistemas de governo (presidencialismo e parlamentarismo). Finalmente, o terceiro está errado porque o presidencialismo não é forma de governo, mas sim sistema de governo. Fala sério, haja maldade do examinador! Outra confusão recorrente: princípio federativo com princípio republicano. Veja esta questão, elaborada pela Esaf: "(ESAF/MPOG/ENAP/ADMINISTRADOR/2006) Como conseqüência direta da adoção do princípio republicano como um dos princípios fundamentais do Estado brasileiro, a Constituição estabelece que a República Federativa do Brasil é composta pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal." Ora, o fato de ser a República Federativa do Brasil formada pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal nada tem a ver com o princípio republicano (este, como vimos, tem a ver é com a relação entre governantes e governados no tocante à instituição do poder na sociedade)! Esse aspecto mencionado no enunciado está relacionado, aí sim, é com o princípio federativo. Por fim, vejamos uma questão do Cespe sobre a distinção entre o exercício da chefia de Estado e chefia de governo: "(CESPE/AGENTE PENITENCIÁRI0/SEJUS/ES/2009) Na qualidade chefe de Estado, o presidente da República exerce a liderança política nacional por meio da orientação das decisões gerais e direção da máquina administrativa." de da da

A assertiva está errada, pois ao exercer a liderança da política nacional e dirigir a máquina administrativa, o Presidente da República estará atuando como chefe de governo. 4) Federação na Constituição de 1988 Nos subitens seguintes, veremos os principais aspectos que marcam a nossa Federação, desde o seu surgimento até o modo de formação. Em seguida, no tópico seguinte, estudaremos a disciplina prevista na Constituição Federal de 1988.

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4.1) Surgimento Conforme dissemos antes, o Estado brasileiro não nasceu Federado. Inicialmente, adotamos a forma de Estado unitário. Somente com a Constituição de 1891 tivemos formalmente a adoção da forma federativa de Estado no texto constitucional. 4.2) Formação Há duas formas básicas para a formação inicial de um Estado Federado: por agregação ou por desagregação. A formação "por agregação" ocorre quando distintos Estados unitários resolvem se unir (agregar-se) para a criação de um único - e mais forte Estado do tipo federado. Foi o que aconteceu na formação dos Estados Unidos da América, em que os antigos Estados resolveram se uniram para formar um novo - e único - Estado, com o fim de se apresentar mais forte perante outros Estados soberanos. Observe que, nesse caso, temos uma formação de fora para dentro (diferentes Estados se agregando), por isso chamado de movimento centrípeto. A formação "por desagregação" ocorre quando um Estado unitário resolve subdividir-se espacialmente, descentralizando o poder político, mediante a concessão de autonomia política aos entes regionais então criados. Foi o que ocorreu no Brasil, em que tínhamos um grande Estado unitário e que, na Constituição de 1891, resolveu descentralizar-se (desagregar-se) politicamente, criando entes regionais dotados de autonomia política. Veja que, neste caso, temos uma formação de dentro para fora, por isso denominado movimento centrífugo. Importante! O movimento de agregação, que se deu nos Estados Unidos da América, é o modo típico de formação de um Estado federado. A nossa federação, portanto, formou-se por processo atípico (de desagregação). 4.3) Características da Federação Além do que dissemos a respeito da caracterização de um Estado federado, vale a pena conhecermos seus principais elementos, apontados pela doutrina constitucionalista. Para a doutrina dominante, são os seguintes os elementos de caracterização de um Estado federado: a) existência de uma Constituição do tipo rígida (que organiza o Estado Federado e divide as competências desse Estado entre os entes federativos); b) entidades federadas titulares de autonomia política (que exercem suas competências de organização, de governo, de legislação e de administração nos limites estabelecidos na Constituição); c) Estado federado (o todo) titular de soberania nas suas relações com outros Estados soberanos;

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d) vedação à secessão (os entes federados não podem se separar do todo, a fim de formar um novo Estado soberano); e) ausência de hierarquia entre os entes federados (a União não é entidade hierarquicamente superior aos estados-membros, nem esses são superiores aos municípios); f) repartição constitucional de competências (já que coexistem, no mesmo território, diferentes entes federados dotados de autonomia política, faz-se necessário repartir entre eles as competências do Estado federado); g) participação dos entes federados na formação da vontade nacional (no Brasil, essa participação se dá pela existência do Senado Federal, que representa os Estados e o Distrito Federal, daí o porquê de o nosso bicameralismo ser chamado de "bicameralismo federativo"); Cuidado! Veja que essa não é uma característica própria da haja vista que nem todos os entes federados participam vontade nacional, haja vista que os Municípios não representação no Legislativo federal (já que o Senado Estados e o Distrito Federal). nossa Federação, da formação da têm nenhuma só representa os

h) controle de constitucionalidade das leis (a fim de se evitar que um ente federado invada a competência de outro, em desrespeito à repartição de competências estabelecida na Constituição Federal). 4.4) Federalismo de segundo grau (quatro entes federados) Na Constituição Federal de 1988, temos quatro entes federados, todos autônomos (lembre-se: soberano é só o todo, a República Federativa do Brasil!): União, estados, Distrito Federal e municípios. Mais uma vez, a nossa federação foge do modelo clássico de Estado federado. Por quê? Ora, porque nas federações clássicas, só temos duas espécies de entes federados: a entidade nacional (União) e os entes regionais (estados). Na nossa federação, além desses dois entes federados (típicos), temos, ainda, dois outros (atípicos): o Distrito Federal e os municípios. Por isso, diz-se que a nossa federação é do tipo segundo grau, pois contempla dois graus de autonomias políticas (um primeiro grau, da União para os estados; e um segundo grau, dos estados para os municípios). 4.5) Federalismo cooperativo Vimos que um dos elementos que caracterizam a forma federativa de Estado é a repartição de competências, que deve estar estabelecida no texto de uma Constituição rígida. Pois bem, há Estados federados que adotam um modelo rígido de repartição de competências, enquanto outros adotam modelo não rígido, com maior proximidade entre os entes federados. No primeiro caso rígida repartição de competências -, temos o chamado federalismo dual (como nos Estados Unidos da América). No segundo caso - repartição de
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competências não rígida -, temos o federalismo cooperativo (como é o caso do Brasil). Com efeito, no Brasil, a Constituição Federal não adotou um modelo rígido de repartição de competências. Na verdade, o legislador constituinte originário combinou o modelo de competência exclusiva, com competência privativa (delegável, na forma do art. 22, parágrafo único), com competência comum (em que todos os entes atuam em paralelo, em condições de igualdade, nos termos do art. 23) e, ainda, uma concorrência legislativa (art. 24). Ora, a possibilidade de delegação da competência privativa da União (art. 22, parágrafo único), a previsão de competências comuns a todos os entes (art. 23) e a concorrência legislativa entre a União, os estados e o Distrito Federal (art. 24) não deixam dúvida de que, no Brasil, não foi adotado modelo rígido de repartição de competências - isto é, não há dúvida de que o nosso federalismo é do tipo cooperativo.

4.6) Federalismo simétrico Fala-se em federalismo simétrico quando há, no Estado, uma homogeneidade cultural, de grau de desenvolvimento e também de língua adotada pelos integrantes da federação - como ocorre nos Estados Unidos da América. Já o federalismo assimétrico é aquele marcado pela diversidade cultural e de língua falada, como é o caso do Canadá, país bilíngue e multicultural. 5) Organização da República Federativa do Brasil A partir de agora, estudaremos cada um dos entes federados. Observe, antes de tudo, o que dispõe o art. 18 da CF/88: "A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição". Objetivamente, é importante você saber que: a) a República Federativa do Brasil (RFB) é integrada por diferentes entes federados, que são: a União, os estados-membros, o DF e os municípios; Diante disso, não caia nas "pegadinhas" das bancas, que inserem os territórios nessa lista, pois isso está incorreto. Os territórios não são entes federativos, como veremos mais à frente. b) os entes federados são autônomos; Observe que o dispositivo constitucional transcrito acima deixa patente o fato de que cada um dos entes federados é dotado de autonomia política (aliás, já mencionamos isso várias vezes nesta aula). Por isso, está errada a questão que diga que um estado-membro ou município é soberano. Não. Eles são autônomos. Guarde isso!
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Agora ficou fácil acertar uma questão como esta do Cespe, concurso de Analista de infraestrutura do MPOG realizado em 2010: "Segundo a CF, a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os estados, o Distrito Federal (DF), os municípios e os territórios, todos dotados de autonomia." A questão está incorreta, pois os integrantes da Federação brasileira. territórios não são entes federados

De se destacar as vedações que a Constituição estabelece aos entes federados (CF, art. 19). Nesse sentido, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I) estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II) recusar fé aos documentos públicos; III ) criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. Essas vedações são cobradas de forma literal em concursos, como foi o caso dessa prova de Analista de Finanças e Controle da CGU de 2008, realizada pela Esaf: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou estrangeiros." As distinções entre brasileiros e estrangeiros são admitidas. Não é dado aos entes federados criar distinções entre brasileiros (CF, art. 19, III). Logo, a assertiva está incorreta. Lembrando ainda que, de acordo com o art. 12, § 2°, a lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos na própria Constituição. 5.1) União A União é um dos entes autônomos integrantes da nossa Federação, nos termos do art. 18 da CF/88. Portanto, fique atento! Não faça confusão entre a República Federativa do Brasil (RFB) e a União! Não confunda o todo com a parte. RFB e União são duas coisas completamente diferentes. A RFB é o Estado federal, o todo, pessoa jurídica de direito internacional que engloba União, estados, municípios e DF. público

No âmbito externo, a União até representa o Estado brasileiro, mantendo relações com Estados estrangeiros e participando de organizações internacionais (CF, art. 21, I). Mas a União é pessoa jurídica de direito público interno. Enfim, a União é parte integrante do Estado federal; vale dizer, é uma das entidades políticas que integram o Estado federal.
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A União (como os demais entes) dispõe de autonomia, enquanto a RFB dispõe de soberania. É isso que tínhamos para falar nesta aula sobre a União; as competências da União serão estudadas na próxima aula; já os Poderes da União serão estudados cada um na sua respectiva aula. Falta-nos, apenas, o art. 20 da CF/88 (bens da União). Mas sobre isso não há o que falar. Quando esse dispositivo é cobrado em prova (o que é raro!), exige-se somente a literalidade do texto constitucional. De qualquer forma, dentre os exercícios comentados, haverá alguns sobre esse tema - para serem respondidos com a Constituição ao lado. 5.2) Estados-membros Você já estudou o poder constituinte derivado decorrente. Então já sabe que os estados-membros organizam-se pelas suas próprias Constituições, observados os princípios da Constituição Federal (afinal, o poder constituinte derivado decorrente sofre limites). Assim como a União, os estados-membros também dispõem de autonomia. Por isso, não se subordina a nenhum outro ente, mas unicamente à Constituição Federal. Afinal, o Brasil é uma Federação! Diante disso, temos a chamada tríplice capacidade garantidora de autonomia dos estados-membros, que assegura a eles: (i) autogoverno; (ii) autoadministração; e (iii) auto-organização e normatização própria. I) Autogoverno: o povo daquele estado-membro escolhe seus próprios governantes (poderes Executivo e Legislativo locais) sem qualquer vínculo de subordinação ou tutela por parte da União. II) Autoadministração: os estados-membros se autoadministram por meio do exercício das suas competências legislativas, administrativas e tributárias definidas pela Constituição Federal. III) Auto-organização e normatização própria: os estados-membros editam suas próprias Constituições, bem como sua própria legislação, respeitados os princípios da Constituição Federal (que funcionam como limitadores da autonomia estadual). Apesar dessa autonomia, devemos lembrar que os estados-membros estão sujeitos a determinadas limitações impostas pela Constituição, e devem respeitar, portanto, seus princípios (CF, art. 25). Tratando da organização dos estados, seguintes regras. podemos citar, objetivamente, as

a) Número de Deputados estaduais - triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze (CF, art. 27).

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b) Mandato dos Deputados estaduais - será de quatro anos, aplicáveis aos deputados estaduais as regras dos parlamentares federais (imunidades, impedimentos, licenças etc.), nos termos do art. 27, § 1°, da CF/88. c) Subsídio dos Deputados estaduais - fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa (no máximo, 75% do valor dos deputados federais) (CF, art. 27, § 2°). d) Subsídios do Governador, Vice e Secretários - fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa (CF, art. 28, § 2°). e) Poder Judiciário estadual - os estados organizarão sua justiça, observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal (CF, art. 125). Antes de passarmos aos municípios, julgue o item abaixo. "(CESPE/ANALISTA PR0CESSUAL/MPU/2010) As capacidades de autoorganização, autogoverno, autoadministração e autolegislação reconhecidas aos estados federados exemplificam a autonomia que lhes é conferida pela Carta Constitucional." A questão traz a tríplice capacidade garantidora de autonomia, isto é, competências que conferem autonomia aos estados-membros. Item certo. 5.3) Municípios O Município rege-se por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará. Deverão ser atendidos os princípios estabelecidos na Constituição Federal e na Constituição do respectivo Estado (CF, art. 29, caput). Sobre os municípios, vale destacar as regras a seguir. I) Subsídios do Prefeito, Vice e Secretários - fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal (CF, art. 29, V). II) Subsídio dos Vereadores - fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a subseqüente (observados limites máximos estabelecidos na Constituição) (CF, art. 29, VI). III) O total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de cinco por cento da receita do Município (CF, art. 29, VII). IV) A Câmara Municipal não gastará mais de 70% de sua receita com folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores (CF, art. 29A, § 1°). V) Eleição do Prefeito e Vice - só haverá segundo turno da eleição no caso de municípios com mais de duzentos mil eleitores (cuidado: não confundir eleitores com habitantes!). Por fim, abro um parêntese para mencionar algo importante sobre os municípios. É que, em 2009, houve a aprovação da Emenda Constitucional 58,
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alterando regras dos arts. 29 e 29-A (assuntos não muito cobrados em concursos). Em resumo, essa nova emenda constitucional: a) cria 24 limites máximos para a composição das Câmaras Municipais (art. 1°, alterando o inciso IV do art. 29 da Constituição), aumentando em 7.709 o número de vereadores em todo o país; b) fixa novos limites de percentuais máximos do total de despesas para as Câmaras Municipais (art. 2°, alterando o art. 29-A da Constituição). O interessante (interessante para quem?) é que a letra "a" acima foi aprovada com efeitos retroativos às eleições pretéritas, realizadas em 2008. A finalidade dessa retroatividade era recalcular os quocientes eleitorais, de forma a já dar posse a 7.709 vereadores à época não eleitos em todo país. Você, que está dando duro para buscar seu cargo público, acha justo? Pois é! Graças ao bom senso, imediatamente, o Procurador-Geral da República propôs uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) perante o STF impugnando tais disparates. Nessa ação, a Corte Maior afastou, com efeitos retroativos, a eficácia dessa determinação de aplicação retroativa do referido comando. Assim, outorgaram-se efeitos ex tunc (retroativos) à medida cautelar concedida, para o fim de tornar nulas as posses dos vereadores mais afoitos. 5.4) Distrito Federal O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, rege-se por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos na Constituição (CF, art. 32, caput). Ou seja, a LODF é o instrumento que organiza e estrutura o Distrito Federal, garantindo sua autonomia. Aliás, o STF já decidiu que a LODF tem natureza de Constituição estadual. Portanto, não se engane. A Constituição Federal atribui ao DF natureza de ente federado, dotado de autonomia. É dizer que aquela tríplice capacidade organizadora serve também para o DF (e para os municípios), com a diferença de que o Poder Judiciário no DF é organizado e mantido pela União (CF, art. 21, XIII). Como veremos na próxima aula, o Distrito Federal recebeu da Constituição as competências de interesse predominantemente local (municipais) e regional (estaduais), pois há vedação à sua divisão em municípios (CF, art. 32, § 1°). 5.5) Territórios Federais Ao contrário da União, estados, DF e municípios, os Territórios Federais não são entes federativos. Essas autarquias territoriais integram a União, como mera divisão administrativo-territorial, sem autonomia política.
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Segundo a Constituição, a lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios, sendo admissível sua divisão em municípios (CF, art. 33, § 1°). As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio do Tribunal de Contas da União (CF, art. 33, § 2°). Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do Governador nomeado pelo Presidente da República, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instância, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa (CF, art. 33, § 3°). 5.6) Formação de Estados, Municípios e Territórios Esse assunto está na moda, com o possível desmembramento do estado do Pará. Os parágrafos 3° e 4° do art. 18 estabelecem as regras de formação de estados e municípios. Os estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. Para isso deverão ser consultadas as respectivas Assembléias Legislativas (CF, art. 48, VI). Portanto, deve-se passar pelas seguintes etapas: a) aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito; b) manifestação meramente opinativa das assembléias legislativas; c) aprovação de lei complementar pelo Congresso Nacional (lembre-se: como se trata de lei, haverá, depois da aprovação do Congresso Nacional, o encaminhamento do projeto para o Presidente da República, para sanção ou veto). Um detalhe relevante é que a formação de estados depende da aprovação por plebiscito. Ou seja, a discordância da população mediante plebiscito inviabiliza a alteração do território estadual. Agora, se o plebiscito for favorável à mudança, o Congresso Nacional decidirá com plena independência. Ou seja: a discordância da população impede a formação do Estado; entretanto, a concordância da população não obriga o Congresso Nacional, que decidirá, com plena independência, se altera, ou não, o território estadual. No que se refere à Assembleia legislativa, o caso é de mera consulta. Ou seja, a manifestação das assembleias legislativas é meramente opinativa. Logo, o Congresso pode criar ou extinguir um estado mesmo que haja posição contrária da Assembleia manifestada na oitiva. Ou poderá não fazê-lo, mesmo que as Assembleias Legislativas tenham se manifestado favoravelmente. Já os municípios seguem regra distinta. Segundo o art. 18, § 4°, da CF/88, a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão
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por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Em suma, para a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios será necessário percorrer as etapas a seguir: a) aprovação de lei complementar federal fixando genericamente o período dentro do qual poderá ocorrer a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios; b) aprovação de lei ordinária federal estabelecendo a forma de apresentação e publicação dos estudos de viabilidade municipal; c) divulgação dos estudos de viabilidade municipal, na forma estabelecida pela lei ordinária federal acima mencionada; d) consulta envolvidos; prévia, mediante plebiscito, às populações dos municípios

e) aprovação de lei ordinária estadual formalizando a criação, a incorporação, a fusão ou o desmembramento do município, ou dos municípios. Ou seja, a alteração dos limites territoriais dos municípios passou a depender da vontade do Congresso Nacional, expressa em lei complementar federal. Enquanto não publicada tal lei complementar federal, não se pode alterar limites de municípios no Brasil. Sintetizando:

Ainda falando dos municípios, é interessante mencionar que a exigência de lei complementar não existia até 1996, quando foi aprovada a EC 15/96. Desde então a criação de municípios depende de edição de lei complementar federal.
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Ocorre que, mesmo não havendo tal lei complementar, vários municípios foram sendo criados ao arrepio da Constituição. Com isso, a criação de alguns desses municípios foi questionada no STF, que, em 2007, decidiu o seguinte: a) eram inválidas as leis de criação de municípios editadas a partir da EC 15/96, uma vez que careciam da edição de lei complementar federal; b) entretanto, não se podia desconsiderar a realidade fática de que, não obstante essa irregularidade, passados vários anos desde a criação, tais municípios já existiam de fato, constituindo uma situação consolidada (já havia prefeitos, vereadores, servidores contratados etc.); e sua desconstituição causaria mais prejuízos e insegurança jurídica; c) diante disso, em homenagem ao princípio da segurança jurídica, entendeuse por bem admitir a existência dos municípios criados até que tal lei regulamentasse a situação; adicionalmente, o STF declarou a mora do Congresso Nacional, cuja omissão em editar a LC, passados mais de dez anos desde a EC 56/2007, consubstanciaria autêntica violação da ordem constitucional; d) assim, o STF considerou razoável o prazo de dezoito meses para que fossem adotadas todas as providências legislativas necessárias ao cumprimento do dever constitucional. Bem, como o prazo acima foi apenas um parâmetro, tendo em vista a impossibilidade de o STF obrigar o Parlamento a legislar, a fatídica lei complementar não foi editada... Aí você pergunta: e os municípios indevidamente criados? Eles foram convalidados pela EC 57/2008, que incluiu art. 96 no ADCT: "Ficam convalidados os atos de criação, fusão, incorporação e desmembramento de Municípios, cuja lei tenha sido publicada até 31 de dezembro de 2006, atendidos os requisitos estabelecidos na legislação do respectivo Estado à época de sua criação." Por fim, cabe mencionar algo sobre a formação de Territórios. Hoje não existem Territórios, mas, se eles voltarem a existir, sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar (CF, art. 18, § 2°). Ademais, a Constituição dispõe que os Estados podem desmembrar-se para formar Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar (CF, art. 18, § 3°). Segundo o inciso VI do art. 48 da CF/88, cabe ao Congresso Nacional dispor sobre incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios, ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas. Em suma, as regras de formação de Território Federal a partir do desmembramento de área de estado assemelham-se à formação dos estados, a saber:
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a) aprovação da população diretamente interessada, mediante plebiscito; b) manifestação meramente opinativa das assembléias legislativas; e c) edição de lei complementar pelo Congresso Nacional. 6) Intervenção Apesar da autonomia que caracteriza a Federação, em determinadas situações excepcionais a Constituição possibilita que ela seja afastada temporariamente, por meio da intervenção de um ente (maior) sobre o outro (menor). Portanto, em nosso país, só a União e os estados-membros podem ser sujeitos ativos de intervenção. Os estados-membros podem intervir sobre os municípios situados em seus territórios (CF, art. 35). E a União pode intervir nos estados-membros e no Distrito Federal (CF, art. 34) e nos municípios localizados em Territórios Federais (CF, art. 35), tendo em vista que a Constituição não prevê intervenção federal em municípios localizados em estados-membros. A intervenção funciona como medida última para estabelecer o respeito à Constituição Federal. Por isso, pode ser considerada como meio de controle de constitucionalidade. Observe que a intervenção configura ato de dupla conseqüência: a) uma de natureza estritamente jurídica ^ invalidade do ato; e b) uma de caráter político-administrativo ^ afastamento temporário da autonomia local. Por fim, guarde mais dois detalhes sobre a intervenção. Em primeiro lugar, lembre-se que as normas que regulam a intervenção são elementos de estabilização constitucional (elementos das Constituições, segundo José Afonso da Silva). Em segundo lugar, como veremos ao estudar a reforma da Constituição, a Constituição não pode ser emendada na vigência de intervenção federal (CF, art. 60, § 1°). 6.1) Espécies de Intervenção Federal As possibilidades de intervenção se dividem em espontânea e provocada. Espontânea - Nesses casos, o chefe do Executivo age de ofício, discricionariamente, efetivando a medida diretamente. As situações que ensejam essa medida são: a) manter a integridade nacional (CF, art. 34, I); b) repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra (CF, art. 34, II); c) pôr termo a grave comprometimento da ordem pública (CF, art. 34, III); d) reorganizar as finanças da unidade da Federação que: (i) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo
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motivo de força maior; ou (ii) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei (CF, art. 34, V). Entenda bem: nos casos acima, a iniciativa do chefe do Executivo não depende de nenhum órgão. Além desses casos, temos a chamada intervenção provocada, quando a medida depende da provocação de algum outro órgão ao qual a Constituição conferiu essa competência. Nesses casos, a provocação poderá se dar por solicitação ou requisição. Provocada por solicitação - Na situação prevista no art. 34, IV, da CF/88 (garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação), caso o poder impedido seja o Executivo ou o Legislativo, a intervenção dependerá de solicitação desse poder. Por exemplo, se o poder coagido for o Legislativo estadual, caberá a ele solicitar ao Presidente da República a intervenção federal naquele estado. Nesse caso, o Presidente poderá ou não atender ao pedido (trata-se de solicitação). Provocada por requisição - Podemos listar os seguintes casos como sendo de requisição (em todos esses casos só haverá intervenção se houver a provocação de um desses órgãos, lembrando que não haverá discricionariedade na atuação do Presidente, que, quando requisitado, está obrigado a promover a intervenção): a) para garantir o livre exercício do Poder Judiciário nas unidades da Federação (CF, art. 34, IV) - caso em que a competência para a requisição será do STF; b) para prover a execução de ordem ou decisão judicial (CF, art. 34, VI) - caso em que a intervenção dependerá de requisição feita pelos seguintes tribunais superiores, de acordo com a natureza da ordem descumprida: (i) TSE, no caso de descumprimento de ordem ou decisão da Justiça eleitoral; (ii) STJ, no caso de descumprimento de ordem ou decisão do próprio STJ; e (iii) STF, no caso de descumprimento de ordem ou decisão do próprio STF, da justiça do trabalho ou da justiça militar; (Um detalhe importante é que se o descumprimento for de ordem ou decisão da justiça federal ou estadual, a competência para requisição será do STJ, exceto se envolver matéria constitucional, caso em que a competência para a requisição será do STF). Aliás, esse aspecto já foi cobrado pelo Cespe na prova de Advogado da União de 2010: "De acordo com a jurisprudência, é da competência do STF o julgamento do pedido de intervenção federal por falta de cumprimento de decisão judicial proferida pela justiça do trabalho, mesmo quando referida decisão não contiver matéria de cunho constitucional." Se a ordem ou decisão for da justiça federal ou da justiça estadual, a competência só será do STF se estiver envolvida matéria constitucional. Ao contrário, caso envolva apenas questões legais, a requisição competirá ao STJ.
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Por outro lado, se a ordem for emanada da justiça do trabalho ou da justiça militar, a competência será do STF, independentemente de haver ou não relação com matéria constitucional. Logo, a assertiva está correta. c) para garantir a execução de lei federal (CF, art. 34, VI) e no caso de ofensa aos princípios sensíveis (CF, art. 34, VII) - caso em que a intervenção dependerá de representação interventiva do Procurador-Geral da República perante o STF (CF, art. 36, III). E o que são os tais "princípios sensíveis", capazes de acarretar intervenção federal, caso não sejam respeitados? Bem, eles estão listados no art. 34, VII da CF/88: a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. O decreto de intervenção especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução da medida e, se couber, nomeará o interventor. Observe que nem sempre haverá nomeação de interventor, pois a anormalidade poderá ser restrita (restrita somente ao Poder Legislativo estadual, por exemplo). De se destacar, ainda, que, cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos retornam, salvo impedimento legal. Ademais, esse decreto será submetido à apreciação do Congresso Nacional, no prazo de vinte e quatro horas. Nesse caso, estando o Legislativo em período de recesso, far-se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas. Segundo a Constituição, dispensa-se essa análise posterior do Congresso nos casos em que a intervenção teve por finalidade: (i) prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial (CF, art. 34, VI); e (ii) assegurar a observância dos princípios sensíveis (CF, art. 34, VII). Nesses casos, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se esta medida bastar ao restabelecimento da normalidade (CF, art. 36, § 3°). Veja que são casos em que a intervenção se deu de forma provocada por requisição. É intuitivo que o controle político do Congresso não faz muito sentido naquelas ocasiões em que o ato do presidente limitou-se a obedecer a requisição feita pelo Poder Judiciário (ou seja, naqueles casos em que a atuação do Presidente foi vinculada). Nesse sentido, parte da doutrina considera que não haveria controle do Congresso também no caso de intervenção provocada por requisição do STF para garantir o livre exercício do Poder judiciário nas unidades da Federação. Entretanto, esse entendimento não é pacífico, tendo em vista que a
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Constituição dispensa expressamente o controle político do Congresso apenas nos casos do art. 34, VI e VII. Sintetizando:

Antes de continuar, tente resolver esta recente questão da FCC (Analista do TRE-RN/2011): "A União poderá intervir nos Estados ou no Distrito Federal para assegurar a observância do princípio constitucional da autonomia municipal. Neste caso, a decretação da intervenção dependerá de a) solicitação do Poder Legislativo impedido. b) provimento, pelo Supremo Procurador-Geral da República. d) provimento, pelo Município envolvido. Supremo ou do Poder Executivo coacto ou de representação do

Tribunal Federal,

c) requisição do Supremo Tribunal Federal. Tribunal Federal, Tribunal Federal, de de representação representação do do

e) provimento, pelo Supremo Presidente da República."

Autonomia municipal é princípio sensível (CF, art. 34, VII, "c"); nessa hipótese, a intervenção depende de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República (CF, art. 36, III). Logo, o gabarito é letra "b". 6.2) Intervenção estadual nos municípios

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Salvo no caso de municípios localizados em territórios, apenas os estadosmembros poderão intervir em municípios (e, por óbvio, apenas em municípios localizados no seu próprio domínio). Nesse caso, a intervenção passa a ser competência do governador, competindo à Assembléia Legislativa o controle político (também no prazo de 24 horas). As hipóteses de intervenção estadual em municípios estão taxativamente previstas no art. 35 da CF/88: I) deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II) não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III) não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; IV) o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. Essa última hipótese apresenta duas especificidades: a) depende de provimento pelo Tribunal de justiça de representação formulada pelo Procurador-Geral de Justiça; e b) não será submetida ao controle político da Assembléia Legislativa. Vejamos, a partir de agora, várias (muitas!) questões sobre a Organização do Estado. Ao final, essas questões encontram-se listadas, sem os comentários. 1. (CESPE/ANALISTA/ADVOCACIA/SERPRO/2010) A Espanha e a Itália são exemplos de estados unitários com peculiaridades próprias, já que se caracterizam pela descentralização de poder, seja na execução das determinações centrais, seja na capacidade legislativa e política para eleição dos seus representantes.

O Estado unitário caracteriza-se pela centralização do poder político. Ou seja, considera-se que exista apenas uma esfera de poderes executivo, legislativo e judiciário. Apesar dessa definição doutrinária, é bastante difícil que haja, na realidade, um Estado unitário completamente centralizado (Estado unitário simples ou puro). Por isso, hoje, o mais comum (especialmente nos países europeus) é que haja uma descentralização, não só administrativa, mas também política, em que os territórios recebem diversas competências do poder central. Há casos (como os da Espanha e da Itália, mencionadas no enunciado), em que determinados territórios regionais chegam a deter até mesmo competências legislativas delegadas. Isso faz com que alguns autores já situem esses dois Estados (Espanha e Itália) num estágio intermediário entre o Estado unitário e a Federação, tal o grau de descentralização. Portanto, a questão está correta.
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Em suma, para concursos, guarde que, apesar da tradicional definição de Estado unitário, esse seu caráter não é incompatível com a autonomia regional e descentralização territorial; daí podermos classificar os Estados unitários como: (i) puros ou simples; (ii) descentralizados administrativamente; e (iii) descentralizados administrativa e politicamente. 2. (CESPE/ADVOGADO/CORREIOS/2011) Quando, no exercício de sua capacidade de auto-organização, o estado-membro edita sua constituição, ele age com fundamento no denominado poder constituinte derivado decorrente.

A auto-organização está relacionada com a capacidade de elaboração de suas próprias Constituições estaduais, respeitados os princípios da Constituição Federal (CF, art. 25). Relacionando esse assunto com o da aula sobre Poder Constituinte, você pode lembrar que essa elaboração de Constituições estaduais nada mais é do que exercício do poder constituinte derivado decorrente. Portanto, correta a assertiva. 3. (CESPE/ANALISTA/JUDICIÁRIO/TRE/ES/2011) Tanto a decretação quanto a execução de intervenção federal são da competência privativa do presidente da República.

Quem decreta e executa a intervenção é o chefe do Pode Executivo. Assim, em âmbito federal é competência do Presidente da República (CF, art. 84, X). Portanto, o item está certo. 4. (CESPE/ANALISTA/JUDICIÁRIO/TRE/ES/2011) No processo de formação de novos estados-membros, a CF considera pressuposto fundamental o parecer favorável das assembleias legislativas dos estados envolvidos. Caso o posicionamento destas seja contrário à formação, não se poderá dar prosseguimento ao processo.

A formação de novo estado-membro exige aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar (CF, art. 18, § 3°). Para que o Congresso possa exercer essa competência, deverão, ainda, ser consultadas as respectivas Assembleias Legislativas (CF, art. 48, VI). Enquanto a formação do estado está vinculada à decisão do plebiscito, ela não depende de aprovação das Assembléias Legislativas. Em outras palavras, o Congresso deve ouvir o Legislativo local, nos termos do art. 48, VI; mas a opinião da Assembleia Legislativa não vincula a decisão do Congresso (eventual discordância não impede a formação de novo Estado). Item errado. 5. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/M PS/2010) Os territórios integram a União, e sua criação ou transformação em estado ou ainda a sua reintegração ao estado de origem serão reguladas por lei delegada.

Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar (CF, art. 18, § 2°). Item errado.

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6.

(CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA JUDICIÁRIA/TRE/BA/2010) A União e os municípios integram a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil.

Exato. Nos termos do art. 18, caput, da CF/88, a organização políticoadministrativa da República Federativa do Brasil compreende tanto a União quanto os municípios. A questão não mencionou estados-membros e DF, mas isso não a torna incorreta. Item certo. 7. (CESPE/PROCURADOR FEDERAL DE 2a CATEGORIA/AGU/2010) Para o STF, é inconstitucional norma inserida no âmbito de constituição estadual que outorgue imunidade formal, relativa à prisão, ao chefe do Poder Executivo estadual, por configurar ofensa ao princípio republicano.

A partir de situações concretas, e com base na Constituição Federal, a jurisprudência já construiu diversas limitações ao poder constituinte derivado decorrente. Uma delas é abordada pela assertiva acima. Como veremos (em detalhes) ao estudar o Poder Executivo, a Constituição Federal atribui diversas prerrogativas ao Presidente da República, entre elas a imunidade formal à prisão em flagrante, preventiva e temporária (CF, art. 86, § 3°), bem como a irresponsabilidade, na vigência do mandato, por atos estranhos ao exercício das funções (CF, art. 86, § 4°). Pois bem, a dúvida é: poderiam as Constituições estaduais estender tais imunidades ao governador de Estado? Segundo o STF, não, pois se trataria de prerrogativas conferidas ao Presidente no exercício da função de chefe de Estado. Logo, a assertiva está correta. A propósito, guarde outras decisões do STF que configuram verdadeiras vedações ao poder constituinte derivado decorrente. Segundo o STF, a Constituição estadual não pode: a) desrespeitar o quórum de três quintos para alteração da Constituição estadual; b) tratar de matérias de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo; c) condicionar a nomeação/exoneração dos secretários à prévia aprovação da Assembléia Legislativa; d) estabelecer a monarquia ou o parlamentarismo. Ao longo das aulas do nosso curso, veremos outros exemplos de decisões jurisprudenciais que limitaram o exercício do poder constituinte derivado decorrente. 8. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/AGU/2010) O Brasil, desde a promulgação da Constituição de 1946, tem adotado o presidencialismo como forma de governo. Assim, a atividade executiva está concentrada na figura do presidente da República, que é, ao mesmo tempo, chefe de governo, chefe de Estado e chefe da administração pública.
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De fato, o presidencialismo adota uma chefia monocrática, em que a atividade executiva está concentrada no presidente da República, que é, ao mesmo tempo, chefe de governo, chefe de Estado e chefe da administração pública. Entretanto, a questão está errada, pois o Brasil chegou a adotar o parlamentarismo durante o início governo do presidente João Goulart. Tratouse de um curto período, entre 1961 e 1963. Hoje, somos um país presidencialista. Fala sério! Essa questão é de história, e não de direito constitucional! Foi uma questão que saiu totalmente dos padrões de cobrança das bancas; mas, se for repetida, você já fica sabendo. 9. (CESPE/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/AN EEL/2010) A CF admite incorporação, a subdivisão ou o desmembramento de estados. a

Sim, como vimos, a Constituição admite, nos termos do art. 18, § 3°. Logo, a assertiva está correta. 10. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/RR/2010) A doutrina diverge no que se refere ao considerar municípios entidades federativas. Para alguns, são apenas divisões político-administrativas dos estados. De fato, há autores que rejeitam a idéia de um município como ente federado; afinal, os municípios: (i) são uma especificidade da nossa Federação; (ii) não têm representação na formação da legislação nacional; (iii) não dispõem de poder judiciário próprio. Diante disso, correto o item. Entretanto, trata-se de corrente minoritária; os municípios compõem federação como um ente autônomo, nos termos do art. 18 da CF/88. a

11. (CESPE/ANALISTA EM C & T JÚNIOR/DIREITO/INCA/2010) Como exemplo da autonomia conferida aos estados-membros pelo pacto federativo brasileiro, atenderá ao disposto na CF a hipótese de o edital de um concurso público, organizado pelo estado X, determinar que somente possa participar do certame candidato que tenha residência no próprio estado X, de forma a promover o desenvolvimento regional. Um edital com essas características ofenderia frontalmente a Constituição, em especial, os princípios da impessoalidade, da igualdade e o art. 19, III, que veda distinções ou preferências entre brasileiros ou entre si. Logo, a assertiva está incorreta. 12. (CESPE/ADVOGADO/IPAJM/2010) A União, por ser soberana, poderá editar normas específicas aplicáveis aos estados-membros e ao DF que não serão passíveis de controle de constitucionalidade. A União não é soberana (é autônoma), nem pode editar normas que sejam imunes ao controle de constitucionalidade. Item duas vezes errado. 13. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) O sistema federal adotado pelo Brasil confere autonomia administrativa e política aos estados, ao DF e aos municípios, mas não lhes confere competência para o exercício de sua atividade normativa, em razão dos diversos limites impostos pelas normas de observância obrigatória.
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A assertiva está incorreta, pois a chamada capacidade de auto-legislação alcança os estados, o DF e os municípios, quando editam sua própria legislação (daí a existência da Câmara Legislativa do Distrito Federal e das assembléias legislativas dos estados-membros), respeitados os princípios estabelecidos pela Constituição Federal. Em outras palavras, os entes dispõem de autonomia para o exercício da atividade normativa, desde que respeitada a Constituição Federal. 14. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) O DF é entidade federativa que acumula as competências legislativas reservadas pela CF aos estados e aos municípios, sendo permitida sua divisão em municípios, desde que aprovada pela população diretamente interessada, por meio de plebiscito, e pelo Congresso Nacional, mediante a edição de lei complementar. Realmente, o DF acumula as competências dos estados e municípios (CF, art. 32, § 1°); todavia, a questão está incorreta, pois é vedada a sua divisão em municípios (CF, art. 32, caput). 15. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) A instituição de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, depende de lei complementar. Nos termos do art. 25, § 3°, da CF/88, os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Portanto, correta a assertiva. 16. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) É inconstitucional norma estadual que subordine a nomeação dos dirigentes de autarquias e fundações públicas à prévia aprovação da assembleia legislativa, por se entender que somente aquelas autoridades constantes no modelo federal estariam submetidas a esse procedimento. A Constituição Federal atribui ao Presidente da República competência para nomear e exonerar os Ministros de Estado (CF, art. 84, I), que são seus assessores diretos. Pois bem, com base nesse dispositivo, é notória a jurisprudência do STF que não admite que o Constituinte estadual condicione a nomeação dos secretários de Estado à prévia aprovação da assembléia legislativa, por ofensa à competência discricionária do governador em nomear seus auxiliares. Situação diversa é a nomeação de dirigentes de autarquias, por exemplo. Tirando os ministros de Estado, a nomeação de diversas autoridades pelo Presidente da República é submetida à aprovação do Senado Federal, como é o caso da nomeação do Presidente do Banco Central e de titulares de outros cargos que a lei determina (CF, art. 52, III, "d" e "f"). Nessa linha, o STF entende que a nomeação de dirigentes de autarquias e fundações públicas pelo Governador do Estado, após aprovação das
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indicações pela Assembléia Legislativa, está em consonância com o modelo federal, que prevê a participação legislativa na nomeação de dirigentes de autarquias. Ou seja, não haveria vício de inconstitucionalidade em norma da Constituição estadual que subordinasse a nomeação de dirigentes de autarquias e fundações públicas à aprovação da assembléia legislativa estadual. Item incorreto. 17. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/SE/2010) São requisitos para que os estados se incorporem, se subdividam ou se desmembrem para se anexarem a outros ou para formarem novos estados a aprovação da população diretamente interessada, mediante plebiscito, e lei complementar estadual aprovada pela maioria absoluta das casas legislativas dos estados envolvidos. A formação de estados-membros depende de Lei complementar federal, e não de lei complementar estadual. Item incorreto. 18. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/M PE/SE/2010) Não existem, na atualidade, territórios federais no Brasil. Nada impede, entretanto, que voltem a ser criados sob a forma de distritos federais, dotados de autonomia política, mas não administrativa e financeira, constituindo entes sui generis do Estado Federal. De fato, podem ser criados territórios federais; todavia, eles integrarão a União e não disporão de autonomia política (CF, art. 18, § 2°). Incorreta a assertiva. 19. (CESPE/ANALISTA/ADVOCACIA/SERPRO/2010) Como forma de Estado, a Federação destaca-se pela perda da soberania dos estados federados em favor de um poder central, mantendo-se, no entanto, certa autonomia em seu favor, além do direito de secessão na hipótese de quebra do pacto federativo. A Federação caracteriza-se pela união de entes que abrem mão de sua soberania, em prol do fortalecimento do Estado federal como um todo; esses entes permanecem autônomos, sem, no entanto, dispor de capacidade de secessão, uma vez que uma das características da Federação é a indissolubilidade. Logo, a assertiva está incorreta. 20. (CESPE/ANALISTA PROCESSUAL/MPU/2010) Em face da descentralização administrativa e política que caracteriza o Estado brasileiro, a República Federativa do Brasil constitui um estado unitário descentralizado, dispondo os entes políticos estatais de autonomia para a tomada de decisão, no caso concreto, a respeito da execução das medidas adotadas pela esfera central de governo. A questão apresenta o conceito de Estado unitário descentralizado administrativa e politicamente. Nessa forma de Estado, as unidades regionais dispõem de certa autonomia para decidir, no caso concreto, a melhor forma de execução das decisões já tomadas pelo Governo Central. Entretanto, está incorreta, pois essa não é a forma de Estado adotada pelo Brasil, afinal somos uma República Federativa (CF, art. 1°). Logo, a assertiva está incorreta.

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21. (CESPE/ANALISTA MINISTERIAL ESPECIALIDADE CIÊNCIAS JURÍDICAS/MINISTÉRIO PÚBLICO - TO/2006) Decorre do princípio republicano a regra constitucional de que o mandato do presidente da República será de quatro anos. De fato, o mandado de quatro anos do Presidente decorre do princípio republicano. Trata-se da "temporalidade", relacionada à alternância no exercício do poder. Portanto, o item está correto. 22. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO /SEGER/ES/2008) A forma republicana pressupõe, modernamente, que o representante do governo seja eleito pelo povo, que este seja representado em câmaras ou assembléias populares e que os mandatos eletivos sejam temporários. São características da república (como visto no esquema): temporalidade. Correto o item. eletividade e

23. (CESPE/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL - ACRE/2006) Estado unitário é aquele em que não ocorre a chamada descentralização administrativa à mercê do poder central. A assertiva está incorreta, afinal, não existe apenas o Estado unitário centralizado (ou puro), em que ocorre a execução dos serviços e das políticas públicas de forma centralizada. Pelo contrário, atualmente, o mais comum é que haja descentralização administrativa (quando o poder político continua concentrado, mas a execução de políticas públicas ocorre de forma descentralizada, por meio de entidades administrativas criadas para esse fim) ou mesmo certa descentralização política. 24. (CESPE/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL - ACRE/2006) O parlamentarismo e o presidencialismo são formas de governo previstas no texto constitucional. Essa questão é clássica em concursos públicos: confundir o candidato misturando os conceitos de forma de Estado, forma de governo e sistema de governo. Assertiva errada, já que presidencialismo e parlamentarismo não são formas de governo, mas sim sistemas de governo (formas de governo são república e monarquia). Item errado 25. (CESPE/AGENTE PENITENCIÁRIO/AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIO/SEJUS/ES/2009) A CF adota o presidencialismo como forma de Estado, já que reconhece a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente da República. De fato, a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na mesma pessoa (chefia monocrática) é característica do presidencialismo. Entretanto, presidencialismo e parlamentarismo são sistemas de governo (e não formas de Estado). Logo, a assertiva está incorreta. 26. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MP/RN/2009) Uma das características comuns à federação e à confederação é o fato de ambas serem indissolúveis.
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A confederação não é indissolúvel. A confederação estabelece-se por meio de um tratado, como uma união dissolúvel de Estados soberanos. A federação, sim, é indissolúvel. Logo, a assertiva está incorreta. 27. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO / SEGER / ES / 2008) A forma republicana pressupõe, modernamente, que o representante do governo seja eleito pelo povo, que este seja representado em câmaras ou assembleias populares e que os mandatos eletivos sejam temporários. A escolha da forma de governo diz respeito à relação entre governantes e governados no tocante à aquisição e aoo exercício do poder. A assertiva está correta, pois eletividade (governantes são eleitos pelo povo) e temporalidade (exercício do poder se dá por um período transitório) são características da república. O item está correto. 28. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO / SEGER / ES / 2008) Saber a forma de governo de determinado Estado é o mesmo que saber quem deve exercer o poder e como este se exerce. Estudar as formas de governo é estudar como se dá a relação entre governantes e governados no tocante à aquisição e ao exercício do poder. É saber como é escolhido o governante, de que forma ele exerce o poder e como se dá a relação entre ele e seus governados. Item certo. 29. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA federalismo brasileiro, quanto à sua agregação. SUBSTITUTO/MP/RN/2009) origem, é um federalismo O por

O Estado federal pode ser formado por agregação ou desagregação. Por agregação é quando se parte de diversas parcelas independentes (Estados soberanos) que se unem para formar a federação, num movimento de fora para dentro. Foi o que ocorreu com os Estados Unidos da América, por exemplo. Por desagregação é quando o Estado se forma de dentro para fora, ou seja, quando se tem um todo (Estado unitário) que se reparte em vários outros. É o caso do Brasil, por exemplo. Logo, a assertiva está incorreta. 30. (CESPE/AUFC/TCU/2009) No âmbito do federalismo cooperativo, os entes federados devem atuar de forma conjunta na prestação de serviços públicos. Para esse fim, a CF prevê os consórcios públicos e os convênios, inclusive autorizando a gestão associada desses serviços, com a transferência de encargos, serviços e até mesmo de pessoal e bens. No Brasil, ocorre o federalismo cooperativo, em que a divisão de competências não é rigidamente definida. Assim, a boa coexistência desses entes autônomos exige mecanismos de coordenação e cooperação entre eles, sendo os consórcios e os convênios dois exemplos desses tipos de instrumento expressos na CF: Art. 241. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços
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públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. Portanto, o item está correto. 31. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT 17a REGIÃO/2009) A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios, do Distrito Federal e dos territórios. De acordo com o art. 1° da CF/88, "a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal (...)". Nesse sentido, é importante ter em mente que os territórios não são entes federados. Logo, a assertiva está incorreta. 32. (CESPE/BACHAREL EM DIREITO/CORPO DE BOMBEIROS - DF/2007) O termo União designa entidade federal de direito público interno, autônoma em relação às unidades federadas. A União distingue-se do Estado federal, que é o complexo constituído da União, dos estados, do DF e dos municípios e dotado de personalidade jurídica de direito público internacional. Não faça confusão entre a República Federativa do Brasil (RFB) e a União! A RFB é o Estado federal, o todo, pessoa jurídica de direito público internacional. Já a União é pessoa jurídica de direito público interno. Enfim, a União integra o Estado federal. Portanto, o item está correto. 33. (CESPE/OFICIAL DE CHANCELARIA/MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES/2006) No Estado federal, cada componente da Federação detém soberania e autodeterminação para desempenhar relações de direito público internacional. No Estado federal, os entes federados dispõem, apenas, de autonomia política. A soberania é atributo exclusivo da República Federativa do Brasil como um todo (o Estado federal). Logo, a assertiva está incorreta. 34. (CESPE/JUIZ/TRF devolutas. 5.a Região/2009) São bens da União as terras

Os bens da União estão explícitos no art. 20 da CF/88. Não se pode afirmar serem todas as terras devolutas bens da União. Nos termos do art. 20, II, são bens da União as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei. Logo, a assertiva está incorreta. 35. (CESPE/ANALISTA/ADVOCACIA/SERPRO/2010) As terras devolutas são bens dos estados, desde que não estejam compreendidas entre os bens da União. Os bens dos Estados estão previstos no art. 26 da CF/88. "Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
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I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros; III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União." Observe que os bens dos estados são residuais, em relação aos da União; ou seja, abrangem águas, ilhas e terras não pertencentes à União. A assertiva está correta, pois pertencem aos estados as terras devolutas não compreendidas entre as da União (CF, art. 26, IV). 36. (CESPE/ANALISTA DE INFRAESTRUTURA/MPOG/2010) Segundo a CF, a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os estados, o Distrito Federal (DF), os municípios e os territórios, todos dotados de autonomia. Os Territórios Federais não são entes federativos. Essas autarquias territoriais integram a União (CF, art. 18, § 2°), como mera divisão administrativo-territorial, sem autonomia política. Logo, a assertiva está incorreta. 37. (CESPE/BACHAREL EM DIREITO/CORPO DE BOMBEIROS - DF/2007) Em razão da autonomia política dos entes federados, um estado-membro poderá, por lei estadual, criar vantagens e distinções, como isenções tributárias ou incentivos sociais diversos, em favor dos brasileiros nascidos naquele território em detrimento de brasileiros originários de outros estados. Uma lei com esse teor seria contrária à Constituição, pois iria contra a ideia de Estado Federal. Ademais, segundo o art. 19: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II - recusar fé aos documentos públicos; III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si." Logo, a assertiva está incorreta. 38. (CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO DE 2a CATEGORIA/2007) Na elaboração das normas locais, o poder constituinte decorrente deve respeitar o modelo de estruturação do Estado fixado pela CF. Ao elaborar a Constituição estadual, o poder constituinte derivado decorrente deve obediência aos princípios estabelecidos na Constituição Federal (CF, art. 25). Portanto, o item está correto.
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39. (CESPE/ANALISTA PROCESSUAL/MPU/2010) As capacidades de autoorganização, autogoverno, autoadministração e autolegislação reconhecidas aos estados federados exemplificam a autonomia que lhes é conferida pela Carta Constitucional. Trata-se do que a doutrina denomina como tríplice capacidade garantidora de autonomia dos estados-membros, que assegura a eles: (i) autogoverno; (ii) autoadministração; e (iii) auto-organização e normatização própria (autolegislação). Portanto, o item está correto. 40. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) A forma federativa de Estado poderá ser alterada mediante emenda constitucional. A forma federativa de Estado é uma das cláusulas pétreas estabelecidas pela nossa Constituição (CF, art. 60.§ 4°, I). Nesse sentido, não se admite mudança na forma de Estado adotada (adoção da forma unitária de Estado, por exemplo) nem mesmo por meio de reforma constitucional. Logo, a assertiva está incorreta. 41. (CESPE/DIPLOMATA/ RIO BRANCO/2008) Ao Distrito Federal atribuídas as competências legislativas dos estados e municípios. são

Como comentado, o DF acumula tanto as competências reservadas aos estados como aquelas atribuídas aos municípios. Portanto, o item está correto. 42. (CESPE/ANALISTA - ASSUNTOS JURÍDICOS/SERPRO/2004) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios, dentro do período determinado por lei complementar estadual, dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos municípios envolvidos, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apresentados na forma da lei. Segundo o art. 18, § 4°, da CF/88, a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Logo, a assertiva está incorreta. 43. (CESPE/Análise de Legislação Previdenciária/MPS/2010) De acordo com a CF, os territórios podem ser divididos em municípios. De fato, a Constituição admite a divisão dos territórios em municípios, aos quais se aplicarão, no que couber, as disposições constitucionais referentes aos demais municípios (CF, art. 33, § 1°). Portanto, o item está correto. 44. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) É possível a criação de novos territórios federais, na qualidade de autarquias que integrem a União, na forma regulada por lei complementar. Atualmente, não existem territórios federais. Entretanto, a Constituição admite a criação de novos territórios na forma regulada por lei complementar (CF, art. 18, § 2°). Nesse caso, eles passarão a integrar a União como autarquias territoriais. Portanto, o item está correto.
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45. (CESPE/PROMOTOR/MPE/SE/2010) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios devem preservar a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano, serão feitos por lei estadual, obedecidos os requisitos de lei complementar estadual, e dependem de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações diretamente interessadas. A criação de municípios segue regra distinta da existente para alteração dos limites dos estados-membros. Segundo o art. 18, § 4°, da CF/88, a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Assim, a questão está errada, pois a Constituição não menciona lei complementar estadual. Na verdade, a lei complementar federal estabelecerá o período dentro do qual poderá haver essa alteração territorial de municípios. Logo, a assertiva está incorreta. 46. (CESPE/AUDITOR DAS CONTAS PÚBLICAS/TCE-PE/2004) Se, por hipótese, os estados de Pernambuco e de Alagoas decidissem fundir-se para gerar um novo estado, a justiça eleitoral deveria promover plebiscito entre as populações envolvidas e, no caso de aprovação, o resultado deveria ser enviado ao Congresso Nacional, para ser objeto de emenda constitucional, já que a fusão alteraria a estrutura federativa originalmente prevista na Constituição. Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar (não é necessária emenda constitucional). Para isso deverão ser consultadas as respectivas Assembléias Legislativas (CF, art. 48, VI). Portanto, deve-se passar pelas seguintes etapas: I) aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito; II) manifestação meramente opinativa das assembléias legislativas; III) aprovação de lei complementar pelo Congresso Nacional. Logo, a assertiva está incorreta. 47. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MP/RN/2009) Os territórios federais são considerados entes federativos. Os Territórios Federais não são entes federativos. Essas autarquias territoriais integram a União, como mera divisão administrativo-territorial, sem autonomia política. Cabe destacar que na vigência da Constituição Federal anterior (CF/69), os Territórios Federais eram entes federados autônomos. Por outro lado, os
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municípios não. Diante disso, podemos considerar que a atual Constituição Federal (CF/88) inverteu tal situação: retirou a natureza de ente federado dos Territórios Federais e atribuiu essa condição aos municípios. Logo, a assertiva está incorreta. 48. (CESPE/ANALISTA/ANEEL/2010) A CF admite a incorporação, a subdivisão ou o desmembramento de estados. A questão está de acordo com o art. 18, § 3°, da Constituição. O item está correto. 49. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT 17a REGIÃO/2009) A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios, do Distrito Federal e dos territórios. Territórios não são entes federados. Item errado. 50. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO/STF/2008) A União não pode intervir em municípios, exceto quando a intervenção ocorrer em município localizado em territórios federais. É vedada a intervenção federal em município localizado em estado-membro. A União poderá intervir em um município apenas se ele estiver localizado em território federal. Assertiva correta. 51. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) De acordo com a CF, na hipótese de recusa à execução de lei federal, a representação interventiva será julgada pelo STJ. Caberá intervenção federal na hipótese de recusa à execução de lei federal (CF, art. 34, VI). Entretanto, nessa hipótese, a decretação da intervenção dependerá de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República (CF, art. 36, III). Nesse sentido, a assertiva está errada, uma vez que na hipótese de recusa à execução de lei federal, a representação interventiva será julgada pelo STF (e não pelo STJ). 52. (CESPE/ANALISTA/PROCURADOR MUNICIPAL/PREFEITURA DE BOA VISTA/2010) O estado pode intervir em seus municípios somente quando estes deixarem de pagar, por dois anos consecutivos, a dívida fundada ou não prestarem as contas devidas, na forma da lei, ou ainda quando não aplicarem o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e no desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. De acordo com o art. 35 da CF/88, o estado poderá intervir em seus municípios (ou a União nos Municípios localizados em território federal) nas seguintes hipóteses: I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;

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III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. A assertiva está incorreta já que, no caso de inobservância dos princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial, poderá também o estado intervir em seus municípios. Nessa hipótese, a intervenção dependerá de provimento pelo Tribunal de Justiça de representação interventiva do Procurador-Geral de Justiça (chefe do Ministério Público estadual). Nesse caso, estará dispensada a apreciação da assembleia legislativa (CF, art. 36, § 3°). 53. (CESPE/ANALISTA JURÍDICO/CBMDF/2007) A intervenção estadual nos municípios tem a mesma característica de excepcionalidade que a intervenção federal, cabendo, única e exclusivamente, aos estadosmembros intervir nos municípios, salvo nos casos de municípios localizados em territórios federais, quando, então, será a própria União que concretizará a hipótese interventiva. De fato, a União não pode em nenhuma hipótese intervir em municípios localizados em estados-membros. É permitido que a União intervenha apenas nos estados-membros, no Distrito Federal ou em municípios localizados em territórios federais. Item certo. 54. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) Na hipótese de inobservância dos princípios constitucionais — forma republicana, sistema representativo e regime democrático —, a decretação da intervenção dependerá de solicitação do Poder Legislativo, do Poder Executivo ou de requisição do STF. Forma republicana, sistema representativo e regime democrático são princípios sensíveis (CF, art. 34, VII, "a"). E a inobservância desses princípios, de fato, enseja a decretação de intervenção. Entretanto, a assertiva está errada, uma vez que, nessa hipótese, a decretação da intervenção dependerá de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República (CF, art. 36, III). 55. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) Um dos princípios expressamente consignados na CF que possibilitam o cabimento da representação interventiva pelo procurador-geral da República é o da independência e harmonia entre os poderes. Entre os princípios sensíveis não se encontra expressamente previsto o princípio da independência e harmonia entre os poderes. Item errado. 56. (CESPE/AUFC/TCU/2009) Caso determinado estado da Federação suspenda o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, não havendo qualquer justificativa de força maior, a intervenção da União no estado, conforme entendimento do STF, não será
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vinculada, havendo espaço para análise de conveniência e oportunidade pelo presidente da República. A intervenção federal para reorganizar as finanças da unidade da Federação que suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos (sem motivo de força maior) configura uma hipótese de intervenção espontânea. As hipóteses de intervenção espontânea dependem apenas de iniciativa discricionária do Presidente da República, a partir de um juízo de conveniência e oportunidade da medida excepcional. Portanto, questão correta. 57. (CESPE/AUFC/TCU/2009) Se a União intervier em um estado da Federação, ela afastará momentaneamente a atuação autônoma desse estado. Portanto, se o motivo da intervenção for o provimento de execução de decisão judicial, sua decretação dependerá da requisição do tribunal de justiça daquele estado. A intervenção com a finalidade de prover a execução de ordem ou decisão judicial (CF, art. 34, VI) é hipótese de intervenção provocada, em que a medida depende da iniciativa de outro órgão. Entretanto, a assertiva está errada, pois a requisição não é competência do tribunal de justiça daquele estado. Nessa situação (prover a execução de ordem ou decisão judicial) a intervenção dependerá de requisição feita pelos seguintes tribunais superiores, de acordo com a natureza da ordem descumprida: (i) TSE, no caso de descumprimento de ordem ou decisão da Justiça eleitoral; (ii) STJ, no caso de descumprimento de ordem ou decisão do próprio STJ; e (iii) STF, no caso de descumprimento de ordem ou decisão do próprio STF, da justiça do trabalho ou da justiça militar. Lembrando que se o descumprimento for de ordem ou decisão da justiça federal ou estadual, a competência para requisição será do STJ, exceto se envolver matéria constitucional, caso em que a competência para a requisição será do STF. 58. (CESPE/PROCURADOR/AGU/2007) A intervenção federal representa elemento de estabilização da ordem normativa prevista na CF, mas representa também a própria negação, ainda que transitória, da autonomia reconhecida aos estados-membros pela CF. Se, por um lado, a intervenção funciona como última tentativa de se restabelecer a ordem constitucional (funcionando como elemento de estabilização da ordem normativa), ela também configura um afastamento (ainda que temporário) na autonomia local. Item certo. 59. (CESPE/PROCURADOR/AGU/2007) A inobservância, pelos estados, dos denominados princípios constitucionais sensíveis configura um ilícito constitucional de dupla consequência. De um lado, haverá uma consequência de caráter estritamente político-administrativo, qual seja, a ilegitimidade constitucional do ato do poder público local; de outro, haverá
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uma consequência de natureza jurídica, consistente na possibilidade de decretação de intervenção federal no estado-membro. Realmente, configura um ilícito de dupla consequência (uma vertente jurídica e outra político-administrativa). Nesse sentido: a) a consequência de natureza jurídica consiste na invalidade do ato; b) a consequência de caráter político-administrativo consiste no afastamento temporário da autonomia local. O candidato atento observou que a assertiva inverteu os conceitos, e, por isso, está incorreta. 60. (CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ACRE/2006) A decretação de intervenção da União nos estados para assegurar a observância da prestação de contas da administração pública, direta ou indireta, independerá de provimento, pelo STF, de representação do procurador-geral da República. A prestação de contas da administração pública, direta ou indireta, configura um princípio sensível (CF, art. 34, VII). Portanto, a assertiva está errada, uma vez que a intervenção federal por ofensa a princípio sensível depende de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do ProcuradorGeral da República (CF, art. 36, III). 61. (CESPE/PROCURADOR DE 1a CATEGORIA/PROCURADORIA-GERAL DO AMAPÁ/2006) A validade de decreto presidencial de intervenção em estado da Federação, com o objetivo de pôr termo a grave comprometimento da ordem pública, independe de prévia autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). De fato, trata-se de intervenção espontânea (CF, art. 34, III), em que a intervenção independe de provocação de outro órgão. Item certo. 62. (CESPE/DEFENSOR PÚBLICO/DPE/PI/2009) Na medida em que as autoridades e órgãos da União representam a República Federativa do Brasil nos atos e relações de âmbito internacional, a União é o único ente federativo que possui personalidade jurídica de direito internacional. Muita gente confunde isso. A União é um ente federado, pessoa jurídica de direito interno, componente da Federação. Quem dispõe de personalidade jurídica de direito internacional é a República Federativa do Brasil, é o Estado nacional. Em suma, a questão está incorreta. 63. (ESAF/FISCAL DE TRIBUTOS/SMF-RJ/2010) São bens da União os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva, incluindo os recursos minerais inclusive os do subsolo. De fato, são bens da União tanto os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva (CF, art. 20, V) quanto os recursos minerais, inclusive os do subsolo (CF, art. 20, IX). Logo, a assertiva está correta. 64. (ESAF/FISCAL DE TRIBUTOS/SMF-RJ/2010) Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observado o disposto na legislação federal.
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Não, não. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios da Constituição (CF, art. 25, caput). 65. (ESAF/MPOG/ENAP/ADMINISTRADOR/2006) Como conseqüência direta adoção do princípio republicano como um dos princípios fundamentais Estado brasileiro, a Constituição estabelece que a República Federativa Brasil é composta pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e Distrito Federal. da do do do

É certo que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e Distrito Federal, conforme preceitua o art. 1° da Constituição Federal. Entretanto, essa realidade decorre do princípio federativo, e não do princípio republicano. Como examinado, da forma republicana de governo decorrem a eletividade, a temporalidade e o dever de prestar contas. Logo, a assertiva está incorreta. 66. (ESAF/AFRE/RN/2005) O presidencialismo é a forma de governo que tem por característica reunir, em uma única autoridade, o Presidente da República, a Chefia do Estado e a Chefia do Governo. Veja como a Esaf tenta "pegar" o candidato desprevenido. A questão está errada única e exclusivamente por relacionar presidencialismo à forma de governo. Sabemos que se trata de sistema de governo. Logo, a assertiva está incorreta. 67. (ESAF/AFC/STN/2005) A obrigação de prestar contas, que tem por conseqüência a existência de sistemas de controle interno e externo da União, dos Estados e dos Municípios, é um elemento essencial do princípio federativo, o qual é adotado como princípio fundamental da República Federativa do Brasil. Na verdade, como comentado, a obrigação de prestar contas decorre da responsabilidade perante o povo, característica do princípio republicano (e não do princípio federativo). Logo, a assertiva está incorreta. 68. (ESAF/APO/MPOG/2005) Decorre do princípio republicano a previsão constitucional da competência do presidente da República de manter relações com Estados estrangeiros. Veja que a competência do Presidente da República para manter relações com estados estrangeiros é decorrência do sistema de governo presidencialista (e não do princípio republicano). Relaciona-se com o fato de que é o presidencialismo que impõe ao chefe do Executivo a tarefa de exercer a chefia de estado e a chefia de governo. Logo, a assertiva está incorreta. 69. (ESAF/AFC/CGU/2003) Em um Estado governo tem uma relação de dependência havendo, por isso, uma repartição, entre função de estabelecer as decisões políticas Parlamentarista, a chefia de com a maioria do Parlamento, o governo e o Parlamento, da fundamentais.

De fato, no parlamentarismo, a permanência do chefe de governo no poder depende da vontade do parlamento. Nesse sentido, as decisões políticas do
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Estado são propostas pelo governo, mas dependem de apoio parlamentar para sua aprovação (portanto, o parlamento assume certa responsabilidade em relação a elas). Portanto, o item está correto. 70. (ESAF/AFRE/RN/2005) Sistema de governo pode ser definido como a maneira pela qual se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados. A relação entre governantes e governados relaciona-se com a forma de governo (república ou monarquia), e não com o sistema de governo. Sistema de governo está ligado ao relacionamento entre os poderes Executivo e Legislativo. Logo, a assertiva está incorreta. 71. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A divisão funcional do poder é, mais precisamente, o próprio federalismo. A divisão funcional do poder relaciona-se ao princípio da separação dos poderes. Ou, de forma mais precisa, relaciona-se à distinção das funções de poder: executiva, legislativa e judiciária. O federalismo consiste na divisão territorial ou geográfica do poder. Logo, a assertiva está incorreta. 72. (ESAF/AFC/CGU/2006) Não é elemento essencial do princípio federativo a existência de dois tipos de entidade - a União e as coletividades regionais autônomas. É essência de um Estado do tipo federado a existência de duas entidades: a União e os entes federados regionais, dotados de autonomia política. Logo, a assertiva está incorreta. 73. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) É vedado aos Estados manter relação de aliança com representantes de cultos religiosos ou igrejas, resguardando-se o interesse público. A assertiva está de acordo com a vedação do art. 19, I. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. Entretanto, há uma ressalva. Trata-se da colaboração de interesse público, que será admitida, na forma da lei. Essa vedação constitucional aos entes federados decorre da natureza de laico da República Federativa do Brasil. Ou seja, nosso país não adota uma religião oficial. Portanto, o item está correto. 74. (ESAF/GESTOR FAZENDÁRIO/MG/2005) O Estado-membro não pode recusar fé aos documentos que ele próprio expediu, mas pode recusá-la aos documentos públicos produzidos nos Municípios. Trata-se de regra constitucional no sentido de que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios recusar fé aos documentos públicos uns dos outros (CF, art. 19, II), incluindo os dos municípios. Logo, a assertiva está incorreta.
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75. (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Constitui vedação constitucional de caráter federativo o estabelecimento de aliança entre as unidades da Federação e igrejas, inclusive os representantes destas, sendo possível, na forma da lei, a colaboração de interesse público. De fato, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público (CF, art. 19, I). Portanto, o item está correto. 76. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) A organização político-administrativa da União compreende os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos na forma do disposto na própria Constituição Federal. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição (art. 18). Ou seja, a União é um ente autônomo (assim como estados, DF e municípios) e integra a República Federativa do Brasil (RFB). Como professores, temos a função de chamar sua atenção para esses detalhes. Assim, vai uma dica (já repetitiva): não faça confusão entre a RFB e a União! A ESAF sempre tentar "pegar" os candidatos nesse assunto. A RFB é o Estado federal, o todo, pessoa jurídica de direito público internacional. Enquanto a União é um dos entes federados, pessoa jurídica de direito público interno. Se esta última é autônoma, a primeira dispõe de soberania. Logo, a assertiva está incorreta. 77. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Nem o governo federal, nem os governos dos Estados, nem os dos Municípios ou o do Distrito Federal são soberanos, porque todos são limitados, expressa ou implicitamente, pelas normas positivas da Constituição Federal. Observe que tanto a União, quanto os estados, municípios e Distrito Federal são todos autônomos, nos termos do art. 18 da CF. Observe que apenas a República Federativa do Brasil, o Estado brasileiro, é soberana. A soberania é atributo que confere ao Estado a característica de ser ele juridicamente ilimitado. Em outras palavras, no plano internacional, seu poder não encontra nenhum outro que esteja em nível superior. E, no plano interno, não encontra nenhum outro poder nem mesmo de igual estatura. Já a autonomia é diferente, tendo em vista que está condicionada pelo arcabouço jurídico estabelecido pela Constituição. Portanto, o item está correto. 78. (ESAF/ANALISTA/M PU/2004) Em decorrência do princípio federativo, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e os Territórios são entes da organização político-administrativa do Brasil.

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Os Territórios Federais não são dotados de autonomia política, pois são meras repartições territoriais pertencentes à União (CF, art. 18, § 2°). Logo, a assertiva está incorreta. 79. (ESAF/APO/MPOG/2005) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios pertencem à União, salvo após a sua demarcação, quando passarão a ser bens da comunidade indígena que as ocupe de forma tradicional. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios pertencem à União (CF, art. 20, XI), mesmo após o ato de demarcação (marcação dos limites territoriais pela autoridade competente). Logo, a assertiva está incorreta. 80. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Brasília é a Capital Federal. A assertiva limita-se a reproduzir o § 1° do art. 18. Portanto, o item está correto. 81. (ESAF/AFC/CGU/2008) A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos soberanos, nos termos da Constituição. A questão está errada por contrariar o art. 18. Independentemente da literalidade da Constituição, você já sabe que, como nosso Estado é uma Federação, seus entes dispõem de autonomia, e não de soberania. A soberania é característica de entes que compõem uma Confederação. Logo, a assertiva está incorreta. 82. (ESAF/AFC/CGU/2008) O Distrito Federal é chamado de Brasília e com esse nome constitui a Capital Federal. Em realidade, Brasília é a Capital Federal (CF, art. 18, § 1°) e faz parte, mas não se confunde com o Distrito Federal. Inclusive, trata-se de inovação do constituinte do 1988, pois as constituições anteriores relacionavam ao DF a qualidade de capital do Brasil. Como afirmou Alexandre de Moraes: "Assim ficam diferenciadas a Capital Federal do País da circunscrição territorial representada na Federação pelo Distrito Federal." Todavia, acredite: em que pese o erro explícito do enunciado, e apesar dos inúmeros recursos recebidos, a Esaf não alterou o gabarito. O item está correto (considerado o gabarito oficial definitivo da Esaf, repita-se!). 83. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Incluem-se entre os bens dos estados as terras devolutas não compreendidas entre as da União. A assertiva reproduz corretamente o teor do art. 26, IV da CF/88. Portanto, o item está correto. 84. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados. A assertiva reproduz o início do art. 27, caput. Daí, está de acordo com a Constituição a afirmação de que o número de Deputados Estaduais corresponderá ao triplo de Deputados Federais daquele estado.
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Entretanto, devemos alertar que o próprio art. 27 consigna que, atingido o número de trinta e seis, o número de Deputados Estaduais será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. Ou seja, a rigor, a questão estaria correta apenas até o número de 36 deputados estados; a partir daí, a conta não é mais essa. Todavia, a Esaf não se preocupou com isso e considerou a assertiva correta. Para quem não entendeu a conta, vejamos um exemplo: caso haja 15 Deputados Federais, a regra do triplo da representação vai até a bancada formar 36 deputados estaduais, depois se soma a esse número a quantidade de deputados (da bancada federal) que ultrapassarem 12: ou seja: soma-se mais 3 deputados (15-12=3). Em suma, nesse exemplo hipotético, haveria 39 deputados estaduais (36 + 3). Para quem preferir (considerando-se as siglas DE, para representar o número deputados estaduais e DF, representando o número de deputados federais), temos: I) Se houver até 12 deputados federais ^ DE = 3 x DF; II) Se houver mais de 12 deputados federais ^ DE = 36 + DF - 12 Mas nunca vimos cobrarem essa conta em concursos. 85. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Os Estados-membros se auto-organizam por meio da escolha direta de seus representantes nos Poderes Legislativo e Executivo locais, sem que haja qualquer vínculo de subordinação por parte da União. A competência de auto-organização relaciona-se com a elaboração das Constituições estaduais. A capacidade de autogoverno é que outorga competência aos estados-membros para organizar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Auto-organização ^ Elaboração da Constituição Autogoverno ^ Organização dos Poderes Autoadministração ^ Competências próprias Logo, a assertiva está incorreta. 86. (ESAF/AFC/CGU/2008) Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios da Constituição Federal, por isso que Constituição estadual pode criar órgão de controle administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros poderes ou entidades. Esse assunto relaciona-se à Organização do Estado, mas se refletirá também quando estudarmos o Conselho Nacional de Justiça. É que na época da criação do Conselho Nacional de Justiça - CNJ pela EC n° 45/2004, foi questionada a criação desse órgão, entre outras coisas, por ofensa ao princípio federativo.

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O Supremo Tribunal Federal entendeu que o CNJ configura órgão de caráter nacional, assim como o Poder Judiciário como um todo, não havendo como se questionar de prejuízo à Federação devido à criação desse órgão. Ou seja, o caráter nacional do CNJ possibilita que esse órgão exerça atividade de controle da magistratura em todo o território nacional. Nesse julgado, a Suprema Corte afirmou ainda que os estados-membros não dispõem de competência constitucional para instituir, como órgão interno ou externo do Judiciário, conselho destinado ao controle da atividade administrativa, financeira ou disciplinar da respectiva justiça, dado o caráter nacional do Judiciário. Esse entendimento está consolidado no enunciado da Súmula 649, nestes termos: "É inconstitucional a criação, por Constituição estadual, de órgão de controle administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros Poderes ou entidades." A assertiva está incorreta. 87. (ESAF/EPPGG/MPOG/2005) Os subsídios dos Governadores de Estado e dos membros das Assembléias Legislativas estaduais devem ser fixados por ato do Congresso Nacional. Como vimos, tanto o subsídio do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado (CF, art. 28, § 2°), quanto o subsídio dos Deputados Estaduais são fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. Logo, a assertiva está incorreta. 88. (ESAF/APO/MPOG/2005) Estabelece o texto constitucional que o subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, tendo por limite o subsídio, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Realmente, o subsídio dos Deputados Estaduais é fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. Entretanto, o limite do subsídio dos Deputados Estaduais é 75% do subsídio, em espécie, dos Deputados Federais (CF, art. 27, § 2°). Logo, a assertiva está incorreta. 89. (ESAF/AFC/CGU/2003) Segundo a CF/88, a Câmara Municipal não poderá gastar mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento, não sendo incluído nesse percentual o gasto com o subsídio de seus Vereadores. Mais uma vez a Esaf cobrando detalhes literais da Constituição! Determina a Constituição que a Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores (art. 29-A, § 1°). Logo, a assertiva está incorreta. 90. (ESAF/AFC/CGU/2003) Segundo a CF/88, as eleições para Prefeito seguirão as mesmas regras definidas na Constituição para a eleição do Presidente da República, se o município tiver mais de duzentos mil habitantes.
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Segundo o art. 29, II da CF/88, as eleições para Prefeito seguirão as mesmas regras definidas constitucionalmente para a eleição do Presidente da República se o Município tiver mais de duzentos mil eleitores (e não habitantes). Objetivamente: I) municípios com até duzentos mil eleitores ^ não há segundo turno (independentemente da diferença de votos entre os dois candidatos a prefeito mais votados); II) municípios com mais de duzentos mil eleitores ^ se não obtida a maioria absoluta por um candidato no primeiro turno, far-se-á segundo turno, seguindo-se as mesmas regras fixadas para a eleição do Presidente da República (CF, art. 77). Logo, a assertiva está incorreta. 91. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. A assertiva reproduz o teor do art. 18, § 4°, após a aprovação da EC n° 15/1996. Observe que a alteração dos limites territoriais dos municípios passou a depender da vontade do Congresso Nacional, expressa em lei complementar federal. Portanto, o item está correto. 92. (ESAF/AUDITOR/TCE-GO/2007) Os Estados podem incorporar-se entre subdividir- se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação população diretamente interessada, por meio de plebiscito, e Congresso Nacional, por lei complementar. si, ou da do

A Esaf gosta de cobrar esses artigos relativos à formação de estados, municípios e territórios. A assertiva acima se limita a reproduzir o art. 18, § 3°. Portanto, o item está correto. 93. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. A questão apenas reproduz o art. 18, § 2°. De acordo com o exposto anteriormente, os Territórios integram a União. O item está correto. 94. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, por meio de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. A assertiva encontra-se de acordo com o § 3° do art. 18. Assim, a criação do Território Federal a partir de desmembramento de Estado será precedida de prévia aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito.

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Em resumo, temos que, para a criação de um Território Federal a partir do desmembramento de área de Estado serão necessárias as seguintes medidas: a) aprovação da população diretamente interessada, mediante plebiscito (o plebiscito tem poder de veto, isto é, se o resultado da votação for "não" o procedimento não poderá seguir para as fases seguintes; entretanto, se o resultado for "sim", essa decisão não obriga o Congresso Nacional, que poderá decidir, politicamente, se cria ou não o Território); b) manifestação da Assembléia Legislativa (essa manifestação é meramente opinativa) - art. 48, VI; c) edição de lei complementar, pelo Congresso Nacional. Vale lembrar que o projeto dessa lei complementar, após ser aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional, seguirá para o Presidente da República, para sanção ou veto. O item está correto. 95. (ESAF/PROCESSO SELETIVO INTERNO - MF/2008) Na atualidade, não existem Territórios Federais. Contudo, se criados, integrarão unidade autônoma, e não a própria União, razão pela qual terão organização administrativa própria. Já vimos diversas questões sobre isso. Os territórios integram a União, de acordo com o art. 18, § 2°. Logo, a assertiva está incorreta. 96. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento dos Estados far-se-ão por lei complementar federal, após divulgação dos Estudos de Viabilidade, apresentados e publicados na forma da lei. A assertiva tentou confundir o candidato ao misturar os §§ 3° e 4° do art. 18. A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento dos Estados não dependem de Estudos de Viabilidade. Logo, a assertiva está incorreta. 97. (ESAF/AFC/CGU/2008) A criação de territórios federais, que fazem parte da União, depende de emenda à Constituição. Os Territórios Federais têm natureza de autarquia territorial e integram a União. De acordo com o art. 18, § 2°, da CF/88, a criação, transformação em Estado ou reintegração do território ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. Logo, a assertiva está incorreta. 98. (ESAF/AFC/CGU/2008) A criação de Municípios deve ser feita por lei complementar federal. A criação dos municípios até depende de lei complementar federal estabelecendo o período em que se dará a criação dos municípios. Mas a criação propriamente dita deve ser feita por lei ordinária estadual, após publicação de Estudo de Viabilidade Municipal (nos termos de lei ordinária federal) e plebiscito. Logo, a assertiva está incorreta. 99. (ESAF/PROCESSO SELETIVO INTERNO - MF/2008) É lícito a determinado órgão fazendário a recusa de fé em documento público sob sua
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responsabilidade, se verificar que de tal ato poderá resultar pleito de particulares em desfavor do próprio Ministério da Fazenda. Nos termos do art. 19, II, não poderia o órgão fazendário recusar fé a documentos públicos. Logo, a assertiva está incorreta. 100. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) Considerando o contexto da independência do Poder Legislativo, é norma de repetição obrigatória nas Constituições Estaduais o reconhecimento às Assembléias Legislativas do poder de determinar a exoneração de Secretário de Estado. Os cargos de Secretário de Estado são de livre nomeação e exoneração pelo Governador. Assim, em respeito ao princípio da separação dos poderes, é vedado atribuir à Assembléia Legislativa o poder de exonerar os Secretários de Estado. Assim, já decidiu o Supremo. Essa mesma regra vale para os Secretários Municipais, que também são de livre nomeação e exoneração pelo Prefeito. Logo, a assertiva está incorreta. 101. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Os Estados-membros em sua tríplice capacidade garantidora de autonomia se autoadministram, normatizando sua própria legislação e regras de competência. Já vimos que a autonomia dos estados-membros está assentada na sua capacidade de (i) auto-organização e autolegislação (art. 25, caput); (ii) autogoverno (arts. 27, 28 e 125) e de (iii) auto-administração (art. 25, §§ 1° a 3°). Trata-se da tríplice capacidade garantidora de autonomia dos estadosmembros. Todavia, observa-se que a capacidade de autoadministração não é aquela que os permite normatizar sua própria legislação. Essa é a capacidade de autolegislação. Logo, a assertiva está incorreta. 102. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A autonomia estadual também se caracteriza pelo autogoverno, uma vez que ditam suas respectivas Constituições. Autogoverno relaciona-se com a organização dos Poderes em âmbito estadual. A capacidade de ditar suas respectivas Constituições é a auto-organização. Portanto, o item está errado. 103. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Ao exercitarem o seu poder constituinte derivado decorrente, os Estados-membros, a teor do disposto na Constituição Federal, respeitam os princípios constitucionais sensíveis, princípios federais extensíveis e princípios constitucionais estabelecidos. O exercício do poder constituinte derivado decorrente relaciona-se à capacidade de auto-organização, por meio da qual o estado-membro elabora sua Constituição. No exercício dessa competência, os estados-membros devem obediência aos princípios estabelecidos na Constituição Federal de 1988. Esses princípios são tradicionalmente denominados princípios constitucionais sensíveis, extensíveis e estabelecidos (segundo a doutrina de José Afonso da Silva). Portanto, o item está correto.
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Os princípios constitucionais sensíveis da ordem federativa são aqueles cuja observância é obrigatória, sob pena de intervenção federal (eles estão enumerados no art. 34, VII, da CF/88). Os princípios constitucionais extensíveis consistem nas regras de organização da União que a Constituição estendeu aos estados-membros. Os princípios constitucionais estabelecidos são aqueles que, dispersos ao longo do texto constitucional, limitam a autonomia organizatória do estado, estabelecendo preceitos centrais de observância obrigatória. Alguns geram limitações expressas vedatórias (CF, arts. 19, 150 e 152), outros, limitações expressas mandatórias (CF, arts. 37 a 41, 125), outros, limitações implícitas (CF, arts. 21, 22, 30) e outros, ainda, limitações decorrentes do sistema constitucional adotado, que são limitações que defluem naturalmente, como consequência lógica dos princípios constitucionais adotados pela Constituição Federal de 1988, por exemplo, do princípio federativo, dos princípios do Estado Democrático de Direito, dos princípios da ordem econômica e social etc. 104. (FCC/TÉCNICO/TRE/AP/2011) No tocante à Organização PolíticoAdministrativa, a União repassou para determinada Igreja verba pública para o auxilio de trezentas crianças carentes e desabrigadas, sendo que com tal repasse as crianças foram todas tiradas da rua e abrigadas numa instituição controlada pela Igreja. Esse repasse de verba é a) ilícito porque não há previsão na Constituição Federal que autorize. b) ilícito porque a Constituição Federal proíbe expressamente a União de manter relação com Igreja para tal finalidade. c) permitido pela Constituição Federal porque visa o interesse público. d) vedado pela ausência de interesse público. e) ilícito porque o Poder Público é quem deve, com exclusividade, auxiliar diretamente as crianças, não podendo delegar essa função para uma Igreja. A questão trata do art. 19, I, da CF/88, segundo o qual, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. Entretanto, há uma ressalva. Trata-se da colaboração de interesse público, que será admitida, na forma da lei. Nesse caso, poderá haver esse repasse de verba por se tratar de colaboração de interesse público. O gabarito é letra "c". 105. (FCC/TÉCNICO/TRF/13 REGIÃO/2011) A incorporação de Municípios farse-á por Lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação a) do parecer favorável do Procurador-Geral do Estado. b) da decisão do Presidente da Assembleia Legislativa. c) do Decreto Estadual emitido pelo Governador do Estado.
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d) do parecer favorável do Ministro do Planejamento. e) dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. A questão cobrou o conhecimento literal do art. 18, § 4°, da CF/88, segundo o qual a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Logo, o gabarito é letra "e". 106. (FCC/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJ/AP/2011) São bens da União as terras devolutas em geral, exceto as indispensáveis à preservação ambiental, que serão de titularidade do Estado-membro respectivo. A assertiva está errada, pois são bens da União as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei (CF, art. 20, II). 107. (FCC/TÉCNICO/TRT/83 REGIÃO (PA e AP)/2010) O desmembramento de Município far-se-à por lei municipal, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, sem necessidade de divulgação prévia dos Estudos de Viabilidade Municipal na imprensa oficial. O item tem dois erros. Primeiro, o desmembramento de município será feito por lei estadual; ademais, é necessária a divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei (CF, art. 18, § 4°). Logo, a assertiva está errada. 108. (FCC/TÉCNICO/TRT/223 REGIÃO (PI)/2010) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, em outros Municípios ou Estado far-se-ão por lei federal, dentro do período determinado pelo Chefe do Executivo Estadual. Nos termos do art. 18, § 4°, da CF/88, a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios: a) far-se-ão por lei estadual, Complementar Federal; e dentro do período determinado por Lei

b) dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. Portanto, incorreta a assertiva. 109. (FCC/TÉCNICO/TRT/223 REGIÃO (PI)/2010) À União não é vedado, recusar fé a documentos públicos, bem como estabelecer diferença entre brasileiros.

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É vedado a todos os entes federados (incluindo a União) recusar fé aos documentos públicos; e criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF, art. 19, II e III). Portanto, incorreta a questão. 110. (FCC/TÉCNICO/TRT/83 REGIÃO (PA e AP)/2010) A fusão de Municípios far-se-à por lei municipal, dentro do período determinado por Lei Ordinária Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. O item tem dois erros. O desmembramento de município será feito por lei estadual, dentro do período estabelecido em Lei complementar federal (CF, art. 18, § 4°). Assertiva errada. 111. (FCC/TÉCNICO/TRT/83 REGIÃO (PA e AP)/2010) Os Estados podem desmembrar-se para se anexarem a outros Estados, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. A assertiva reproduz os requisitos previstos no art. 18, § 3°, da CF/88, segundo o qual os Estados podem desmembrar-se para se anexarem a outros "mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar". Item certo. 112. (FCC/TÉCNICO/TRT/223 REGIÃO (PI)/2010) Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. A assertiva está correta, pois se limita a reproduzir o art. 18, § 2°, da CF/88. 113. (FCC/AGENTE ADMINISTRATIVO/MPE/RS/2010) A Constituição Federal estabelece a organização do Estado, de forma que os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de a) referendo, e da Câmara dos Deputados, por lei delegada. b) plebiscito, e da Câmara dos Deputados, por emenda constitucional. c) referendo, e do Congresso Nacional, por resolução do Senado Federal. d) plebiscito, e do Senado Federal, por lei ordinária. e) plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. A transformação dos estados depende da aprovação da população diretamente interessada, mediante plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar (CF, art. 18, § 3°). Cabe destacar que é de natureza temporal a distinção entre o referendo e o plebiscito. Este último precede o ato que se deseja submeter à população (é anterior). Aquele primeiro sucede tal ato que deve ser aprovado (é posterior). Em suma, a população se pronuncia mediante plebiscito antes da transformação de estados. Seria referendo se a consulta à população ocorresse após tal transformação. O gabarito é letra "e".
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114. (FCC/SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS/MPE/RS/2010) Nos termos da Constituição Federal, dentre outras hipóteses, é a) vedado aos Municípios e Distrito Federal, nos termos da lei, a colaboração de interesse, ainda que alegado interesse público, com igrejas ou cultos ou seus representantes, salvo à União e aos Estados. b) vedado ao Distrito Federal e à União manter com representantes de igrejas relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público. c) permitido à União recusar fé aos documentos públicos, vedada a recusa pelos Estados e Municípios. d) garantido aos Estados, nos termos da lei, criar distinções entre brasileiros natos ou naturalizados ou preferências entre si, salvo pela União. e) permitido aos Municípios, nos termos de lei estadual, subvencionar ou estabelecer cultos religiosos ou igrejas ou embaraçar-lhes o funcionamento. A Constituição veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público (CF, art. 19, I). Assim, estão incorretas as letras "a" e "e"; e correta a letra "b". A alternativa "c" está errada, pois é vedado a todos os entes recusar fé aos documentos públicos (CF, art. 19, II). A alternativa "d" está errada, pois é vedado a todos os entes criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si (CF, art. 19, III). Portanto, o gabarito é letra "b". 115. (FCC/PROCURADOR/TCE/AP/2010) Em dezembro de 2009, foi aprovado pelo Senado Federal projeto de Decreto Legislativo que autoriza a realização de plebiscito sobre a criação do chamado Estado de Carajás. O novo Estado seria formado por 38 Municípios do sul e sudeste do atual Estado do Pará, com extensão total de 285.000 km2 e 1.300.000 habitantes. O plebiscito seria realizado nesses Municípios, seis meses após a publicação do Decreto Legislativo. A referida proposta de criação do Estado de Carajás a) deveria ser precedida de Estudos de Viabilidade, apresentados e publicados na forma da lei, e ser aprovada por lei do Estado do Pará, dentro do período determinado por lei complementar federal. b) é inconstitucional, uma vez que a união estabelecida entre os entes da Federação é indissolúvel. c) seria possível somente durante os trabalhos de Assembleia Nacional Constituinte, a exemplo do que ocorreu com a criação do Estado de Tocantins.
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d) deveria ser precedida da criação do Território de Carajás, o qual, somente após demonstrar sua viabilidade, seria então transformado em Estado. e) é compatível com a Constituição desde que, ademais da consulta à população interessada, mediante plebiscito, seja aprovada pelo Congresso Nacional, por lei complementar. A alternativa "a" está errada, pois os estudos de viabilidade e o estabelecimento de período por lei complementar federal são requisitos necessários para a criação de municípios (CF, art. 18, § 4°), e não de estados. As alternativas "b" e "c" estão erradas, pois a Constituição admite a formação de novos estados ainda hoje (CF, art. 18, § 3°). A alternativa "d" está errada, pois não se exige a criação de territórios antes da criação de um estado. Novos estados podem ser criados a partir da incorporação, subdivisão ou desmembramento de estados existentes. A alternativa "e" está correta, pois a criação do novo estado de Carajás é compatível com a Constituição desde que, após a consulta à população interessada, mediante plebiscito, seja aprovada pelo Congresso Nacional, por lei complementar. Logo, o gabarito é letra "e". 116. (FCC/ADVOGADO/PREFEITURA DE SANTOS/2005) A respeito da soberania, SAMPAIO DORIA afirma que ela "determina a si mesma os limites de sua competência" e que "a autonomia atua dentro de limites que a soberania lhe tenha prescrito". Assim sendo, o Estado Federal a) é detentor exclusivo da autonomia e a Nação exerce a soberania. b) e os Estados-Membros são autônomos. c) e os Estados-Membros são soberanos. d) e os Estados-Membros são soberanos e os Municípios são autônomos. e) é soberano e os Estados-Membros são autônomos. Fácil, fácil... Já sabemos que o Estado federal é dotado de soberania, enquanto os entes que o compõem são dotados de autonomia, na forma do art. 18 da Constituição. Gabarito: "e" 117. (FCC/AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL I/PREFEITURA DE SÃO PAULO/2007) Por serem entes da federação brasileira, os Municípios gozam de autonomia, a) a qual é tratada pela Constituição vigente como um princípio constitucional sensível. b) da qual decorre sua competência para criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação tributária federal.

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c) que lhes assegura participação nos órgãos centrais federais, nos termos estabelecidos pela Constituição. d) não admitindo a Constituição hipótese alguma de intervenção da União em Municípios. e) regendo-se por lei orgânica própria, votada em dois turnos, com um intervalo de dez dias, e aprovada pela maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. A alternativa "a" está certa, pois, de fato, a autonomia municipal é um dos princípios sensíveis da ordem federativa (CF, art. 34, VII, c). Os princípios sensíveis autorizam a intervenção federal no Estado ou no Distrito Federal que os desrespeitar, desde que o Supremo Tribunal Federal dê provimento à representação interventiva do Procurador-Geral da República (CF, art. 36, III). A alternativa "b" está errada porque os Municípios, na criação, organização e supressão de distritos, devem obediência à legislação estadual (CF, art. 30, IV). A alternativa "c" está errada porque os Municípios não têm participação nos órgãos centrais federais. Somente os Estados e o Distrito Federal têm essa participação, já que eles são representados pelo Senado Federal (CF, art. 46). A assertiva "d" está errada porque a Constituição permite a intervenção da União em Municípios, desde que estes estejam localizados em Territórios Federais (art. 35). A alternativa "e" está errada porque o Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará (CF, art. 29). Gabarito: "a" 118. (FCC/AUXILIAR DE CONTROLE EXTERNO /TCE - MG/2007) O Estado brasileiro caracteriza-se por ser Estado Federal. Isso exige que a) as competências da União, dos Estados-membros e dos Municípios sejam fixadas na Constituição Federal. b) haja alternância no exercício do poder. c) as normas federais sejam sempre de hierarquia superior às normas editadas pelos Estados-membros. d) os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário sejam exercidos por autoridades distintas e de modo independente entre si. e) o voto seja direto, universal e periódico. A alternativa "a" está certa, pois é da essência de uma federação a repartição de competências entre os entes federados estar estabelecida no texto de uma Constituição, pois essa medida é que confere estabilidade ao equilíbrio federativo.
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As alternativas "b" e "e" estão erradas porque a alternância no exercício do poder e o direito ao voto estão relacionados com o princípio republicano, que é caracterizado pela eletividade e temporalidade dos governantes - e não com o princípio federativo. A alternativa "c" está errada porque, assim como não existe hierarquia entre os entes federados, também não existe hierarquia entre normas oriundas de entes federados diferentes. A alternativa "d" está errada porque a independência entre os Poderes está relacionada com o sistema de governo presidencialista, e não com a forma federativa de Estado. Gabarito: "a" 119. (FCC/AUDITOR/TCE-PI/2005) De acordo com a Constituição, a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, a) sendo a União soberana, na medida em que goza de personalidade jurídica de direito público internacional, e os demais membros da Federação autônomos, com personalidade jurídica de direito público interno. b) dependendo a incorporação ou subdivisão de Estados de aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. c) dispondo os Municípios de capacidade de autoorganização, que se reflete na possibilidade de eleição de Vereadores, Prefeito e estruturação de órgãos judiciários, observados os preceitos constitucionais federais e estaduais. d) sendo possível a criação e fusão de Municípios por lei federal, após consulta à população interessada, mediante plebiscito, e divulgação de Estudos de Viabilidade Municipal. e) cabendo ao Distrito Federal, que integra a União e é regido por lei orgânica própria, as competências legislativas reservadas aos Estados, admitindo-se sua divisão em Municípios. A alternativa "a" está errada porque a União, assim como os demais entes federativos, é dotada somente de autonomia, nos termos do art. 18 da Constituição. A alternativa "b" está certa, plenamente de acordo com o previsto no § 3° do art. 18 da Constituição. A alternativa "c" está errada porque os Municípios não dispõem de órgãos judiciários próprios, isto é, não temos Poder Judiciário na estrutura orgânica dos Municípios. A alternativa "d" está errada porque a criação de Municípios far-se-á por lei ordinária estadual, aprovada pela Assembléia Legislativa (CF, art. 18, § 4°). A alternativa "e" está errada porque o Distrito Federal não integra a União, tampouco é permitida sua divisão em Municípios. A vedação da divisão do
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Distrito Federal em municípios está disciplinada no art. 32 da Constituição Federal. Gabarito: "b" 120. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/SEAD/2010) A organização políticoadministrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. A assertiva reproduz o art. 18 da Constituição, que estabelece a forma de Estado (Federação) e a forma de Governo (República). Item certo. 121. (FGV/FISCAL DE RENDAS/SEFAZ/RJ/2008) O Brasil é uma república, a indicar o governo como: (A) sistema. (B) forma. (C) regime. (D) paradigma. (E) modelo. De fato, desde o art. 1° ("A República Federativa do Brasil...") percebemos que o Brasil é uma república. A classificação do Brasil como república decorre da adoção da forma de governo. Gabarito: "b" 122. (FGV/JUIZ/TJ/MS/2008) O princípio republicano impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu, no cargo, função ou mandato, cuja titularidade se qualifica como o único fator de legitimidade constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária do STF. Como estudaremos neste curso mais à frente, a prerrogativa de foro não permanece após o término do exercício da função pública. É dizer que, se hoje, o ex-presidente Lula cometer um crime comum (ou mesmo se ele tiver cometido durante o mandato) ele não será mais julgado pelo STF. Ora, se a prerrogativa de foro visa a proteger o ocupante da função, não faz mais sentido que ela persista após o término da função, concorda? Até porque vivemos em uma república, que se caracteriza não pela vitaliciedade, mas pela temporalidade, exatamente porque o exercício do poder se dá por um período transitório. Nesse sentido, o término do foro especial concomitante à cessação da investidura no cargo é uma decorrência do princípio republicano. Item certo. 123. (FGV/JUIZ/TJ/MS/2008) A garantia constitucional de imunidade recíproca entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios é corolária do princípio federativo.
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Para que seja mantida a autonomia, a harmonia e o equilíbrio entre os entes federados, não há que se admitir a cobrança de tributos de um ente sobre o outro. É esse o "espírito" da imunidade recíproca, garantia segundo a qual veda-se aos entes instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros (CF, art. 150, VI, "a"). Essa garantia reforça a ideia central de Federação, baseada na divisão de poderes e partilha de competências e receitas. Item certo. 124. (FGV/ADVOGADO/BADESC/2010) As alternativas a seguir apresentam características do sistema federativo brasileiro, à exceção de uma. Assinale-a. (A) Repartição constitucional de competências entre a União, Estadosmembros, Distrito Federal e Municípios. (B) Atribuição de autonomia constitucional aos Estadosmembros, Distrito Federal e Municípios, podendo tais entes federativos organizar seus poderes executivo, legislativo e judiciário, na forma de suas constituições regionais. (C) Participação dos Estados-membros na elaboração das leis federais, através da eleição de representantes para o Poder Legislativo Federal. (D) Possibilidade constitucional excepcional e taxativa de intervenção federal nos Estados-membros e no Distrito Federal, para manutenção do equilíbrio federativo. (E) Indissolubilidade da federação, sendo vedada a aprovação de emenda constitucional tendente a abolir a forma federativa de Estado. A alternativa "a" está correta, pois a repartição de competências é o que assegura a autonomia de cada um dos entes federados. A partir da clara distribuição de competências, cada ente federado pode exercer suas atividades sem interferência dos outros. A alternativa "b" está errada. Como vimos, os entes dispõem de autonomia. Entretanto, não podemos dizer que o DF e os municípios organizam o seu poder Judiciário. Os municípios só dispõem de dois poderes: Executivo e Legislativo. Ademais, no caso do DF, não compete a ele organizar sua própria justiça, já que compete à União organizar e manter o Poder Judiciário do Distrito Federal e dos Territórios (CF, art. 21, XIII). A alternativa "c" está correta, pois é verdade que os estados-membros participam da elaboração da legislação federal. Como veremos ao estudar os poderes, o Poder Legislativo compõe-se de representantes de cada um dos estados (ao contrário dos municípios, que não fazem parte do processo legislativo federal). A alternativa "d" está correta. Em determinadas situações excepcionais, a Constituição possibilita que a tão falada autonomia política de um ente seja afastada temporariamente, por meio da intervenção de um ente (maior) sobre o outro (menor). Logo, podemos considerar a intervenção uma medida última para se estabelecer o respeito à Constituição Federal. Aliás, uma das
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hipóteses de intervenção federal é exatamente a intervenção decretada para manter a integridade nacional (CF, art. 34, I). A alternativa "e" está correta, pois uma das características da Federação é exatamente a indissolubilidade do vínculo federativo (não há direito de secessão). Cabe mencionar que a Constituição veda a aprovação de emenda constitucional tendente a abolir a forma federativa de Estado (CF, art. 60, § 4°, I). Portanto, o gabarito e letra "b". 125. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/SEAD/2010) A autonomia federativa assegura aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, autorizar ou proibir seu funcionamento, na forma da lei. No art. 19, a Constituição estabelece vedações aos entes federados. "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II - recusar fé aos documentos públicos; III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si." Portanto, veda-se aos entes federados estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los ou embaraçar-lhes o funcionamento (CF, art. 19, I). Afinal, nosso Estado é laico. Essa vedação tem reflexos no sistema tributário também, uma vez que há vedação para que os entes instituam impostos sobre templos de qualquer culto. Item errado (art. 150, VI). 126. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/SEAD/2010) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. De fato, a Constituição veda que os entes federados estabeleçam: (i) distinção entre brasileiros ou (ii) preferências entre si (CF, art. 19, III). 127. (FGV/JUIZ/TJ/MS/2008) Como corolário do princípio federativo, a União, os Estadosmembros, o Distrito Federal e os Municípios, no Brasil, são autônomos e possuidores da tríplice capacidade de autoorganização e normatização própria, autogoverno e autoadministração. É importante você conhecer a tríplice capacidade garantidora de autonomia dos estados-membros, DF e municípios, que assegura a eles: (i) autogoverno; (ii) autoadministração; e (iii) auto-organização e normatização própria. I) Autogoverno: o povo daquele estado-membro (ou município) escolhe seus próprios governantes (poderes executivo e legislativo locais) sem qualquer vínculo de subordinação ou tutela por parte da União.
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II) Autoadministração: os estados-membros (ou municípios) se autoadministram por meio do exercício das suas competências legislativas, administrativas e tributárias definidas pela Constituição Federal. III) Auto-organização e normatização própria: os estados-membros editam suas próprias Constituições, bem como sua própria legislação, respeitados os princípios da Constituição Federal (que funcionam como limitadores da autonomia estadual). Já o DF e os municípios editam a sua Lei Orgânica. Ademais, também legislam por meio dos seus órgãos legislativos (Câmara Legislativa do Distrito Federal e Câmaras Municipais). Logo, a assertiva está certa. Com essa grande quantidade de questões, você fica bem treinado nesse tema de hoje. A próxima aula será sobre repartição de competências, assunto que complementa e finaliza a "Organização do Estado". Um forte abraço e bons estudos. Vicente Paulo e Fred Dias

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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS 1. (CESPE/ANALISTA/ADVOCACIA/SERPRO/2010) A Espanha e a Itália são exemplos de estados unitários com peculiaridades próprias, já que se caracterizam pela descentralização de poder, seja na execução das determinações centrais, seja na capacidade legislativa e política para eleição dos seus representantes. (CESPE/ADVOGADO/CORREIOS/2011) Quando, no exercício de sua capacidade de auto-organização, o estado-membro edita sua constituição, ele age com fundamento no denominado poder constituinte derivado decorrente. (CESPE/ANALISTA/JUDICIÁRIO/TRE/ES/2011) Tanto a decretação quanto a execução de intervenção federal são da competência privativa do presidente da República. (CESPE/ANALISTA/JUDICIÁRIO/TRE/ES/2011) No processo de formação de novos estados-membros, a CF considera pressuposto fundamental o parecer favorável das assembleias legislativas dos estados envolvidos. Caso o posicionamento destas seja contrário à formação, não se poderá dar prosseguimento ao processo. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MPS/2010) Os territórios integram a União, e sua criação ou transformação em estado ou ainda a sua reintegração ao estado de origem serão reguladas por lei delegada. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/SEGURANÇA JUDICIÁRIA/TRE/BA/2010) A União e os municípios integram a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil. (CESPE/PROCURADOR FEDERAL DE 2a CATEGORIA/AGU/2010) Para o STF, é inconstitucional norma inserida no âmbito de constituição estadual que outorgue imunidade formal, relativa à prisão, ao chefe do Poder Executivo estadual, por configurar ofensa ao princípio republicano. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/AGU/2010) O Brasil, desde a promulgação da Constituição de 1946, tem adotado o presidencialismo como forma de governo. Assim, a atividade executiva está concentrada na figura do presidente da República, que é, ao mesmo tempo, chefe de governo, chefe de Estado e chefe da administração pública. (CESPE/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/ANEEL/2010) A CF admite incorporação, a subdivisão ou o desmembramento de estados. a

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10. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/RR/2010) A doutrina diverge no que se refere ao considerar municípios entidades federativas. Para alguns, são apenas divisões político-administrativas dos estados. 11. (CESPE/ANALISTA EM C & T J0NIOR/DIREITO/INCA/2010) Como exemplo da autonomia conferida aos estados-membros pelo pacto federativo brasileiro, atenderá ao disposto na CF a hipótese de o edital de um concurso público, organizado pelo estado X, determinar que somente
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possa participar do certame candidato que tenha residência no próprio estado X, de forma a promover o desenvolvimento regional. 12. (CESPE/ADVOGADO/IPAJM/2010) A União, por ser soberana, poderá editar normas específicas aplicáveis aos estados-membros e ao DF que não serão passíveis de controle de constitucionalidade. 13. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) O sistema federal adotado pelo Brasil confere autonomia administrativa e política aos estados, ao DF e aos municípios, mas não lhes confere competência para o exercício de sua atividade normativa, em razão dos diversos limites impostos pelas normas de observância obrigatória. 14. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) O DF é entidade federativa que acumula as competências legislativas reservadas pela CF aos estados e aos municípios, sendo permitida sua divisão em municípios, desde que aprovada pela população diretamente interessada, por meio de plebiscito, e pelo Congresso Nacional, mediante a edição de lei complementar. 15. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) A instituição de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, depende de lei complementar. 16. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/ES/2010) É inconstitucional norma estadual que subordine a nomeação dos dirigentes de autarquias e fundações públicas à prévia aprovação da assembleia legislativa, por se entender que somente aquelas autoridades constantes no modelo federal estariam submetidas a esse procedimento. 17. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/SE/2010) São requisitos para que os estados se incorporem, se subdividam ou se desmembrem para se anexarem a outros ou para formarem novos estados a aprovação da população diretamente interessada, mediante plebiscito, e lei complementar estadual aprovada pela maioria absoluta das casas legislativas dos estados envolvidos. 18. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/SE/2010) Não existem, na atualidade, territórios federais no Brasil. Nada impede, entretanto, que voltem a ser criados sob a forma de distritos federais, dotados de autonomia política, mas não administrativa e financeira, constituindo entes sui generis do Estado Federal. 19. (CESPE/ANALISTA/ADVOCACIA/SERPRO/2010) Como forma de Estado, a Federação destaca-se pela perda da soberania dos estados federados em favor de um poder central, mantendo-se, no entanto, certa autonomia em seu favor, além do direito de secessão na hipótese de quebra do pacto federativo. 20. (CESPE/ANALISTA PROCESSUAL/MPU/2010) Em face da descentralização administrativa e política que caracteriza o Estado brasileiro, a República Federativa do Brasil constitui um estado unitário descentralizado,
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dispondo os entes políticos estatais de autonomia para a tomada de decisão, no caso concreto, a respeito da execução das medidas adotadas pela esfera central de governo. 21. (CESPE/ANALISTA MINISTERIAL ESPECIALIDADE CIÊNCIAS JURÍDICAS/MINISTÉRIO PÚBLICO - TO/2006) Decorre do princípio republicano a regra constitucional de que o mandato do presidente da República será de quatro anos. 22. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO /SEGER/ES/2008) A forma republicana pressupõe, modernamente, que o representante do governo seja eleito pelo povo, que este seja representado em câmaras ou assembléias populares e que os mandatos eletivos sejam temporários. 23. (CESPE/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL - ACRE/2006) Estado unitário é aquele em que não ocorre a chamada descentralização administrativa à mercê do poder central. 24. (CESPE/FISCAL DA RECEITA ESTADUAL - ACRE/2006) O parlamentarismo e o presidencialismo são formas de governo previstas no texto constitucional. 25. (CESPE/AGENTE PENITENCIÁRIO/AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIO/SEJUS/ES/2009) A CF adota o presidencialismo como forma de Estado, já que reconhece a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente da República. 26. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MP/RN/2009) Uma das características comuns à federação e à confederação é o fato de ambas serem indissolúveis. 27. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO / SEGER / ES / 2008) A forma republicana pressupõe, modernamente, que o representante do governo seja eleito pelo povo, que este seja representado em câmaras ou assembleias populares e que os mandatos eletivos sejam temporários. 28. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO / SEGER / ES / 2008) Saber a forma de governo de determinado Estado é o mesmo que saber quem deve exercer o poder e como este se exerce. 29. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA federalismo brasileiro, quanto à sua agregação. SUBSTITUTO/MP/RN/2009) origem, é um federalismo O por

30. (CESPE/AUFC/TCU/2009) No âmbito do federalismo cooperativo, os entes federados devem atuar de forma conjunta na prestação de serviços públicos. Para esse fim, a CF prevê os consórcios públicos e os convênios, inclusive autorizando a gestão associada desses serviços, com a transferência de encargos, serviços e até mesmo de pessoal e bens. 31. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT 17a REGIÃO/2009) A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios, do Distrito Federal e dos territórios.
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32. (CESPE/BACHAREL EM DIREITO/CORPO DE BOMBEIROS - DF/2007) O termo União designa entidade federal de direito público interno, autônoma em relação às unidades federadas. A União distingue-se do Estado federal, que é o complexo constituído da União, dos estados, do DF e dos municípios e dotado de personalidade jurídica de direito público internacional. 33. (CESPE/OFICIAL DE CHANCELARIA/MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES/2006) No Estado federal, cada componente da Federação detém soberania e autodeterminação para desempenhar relações de direito público internacional. 34. (CESPE/JUIZ/TRF devolutas. 5.a Região/2009) São bens da União as terras

35. (CESPE/ANALISTA/ADVOCACIA/SERPRO/2010) As terras devolutas são bens dos estados, desde que não estejam compreendidas entre os bens da União. 36. (CESPE/ANALISTA DE INFRAESTRUTURA/MPOG/2010) Segundo a CF, a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os estados, o Distrito Federal (DF), os municípios e os territórios, todos dotados de autonomia. 37. (CESPE/BACHAREL EM DIREITO/CORPO DE BOMBEIROS - DF/2007) Em razão da autonomia política dos entes federados, um estado-membro poderá, por lei estadual, criar vantagens e distinções, como isenções tributárias ou incentivos sociais diversos, em favor dos brasileiros nascidos naquele território em detrimento de brasileiros originários de outros estados. 38. (CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO DE 2a CATEGORIA/2007) Na elaboração das normas locais, o poder constituinte decorrente deve respeitar o modelo de estruturação do Estado fixado pela CF. 39. (CESPE/ANALISTA PROCESSUAL/MPU/2010) As capacidades de autoorganização, autogoverno, autoadministração e autolegislação reconhecidas aos estados federados exemplificam a autonomia que lhes é conferida pela Carta Constitucional. 40. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) A forma federativa de Estado poderá ser alterada mediante emenda constitucional. 41. (CESPE/DIPLOMATA/ RIO BRANCO/2008) Ao Distrito Federal atribuídas as competências legislativas dos estados e municípios. são

42. (CESPE/ANALISTA - ASSUNTOS JURÍDICOS/SERPRO/2004) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios, dentro do período determinado por lei complementar estadual, dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos municípios envolvidos, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apresentados na forma da lei.

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43. (CESPE/Análise de Legislação Previdenciária/MPS/2010) De acordo com a CF, os territórios podem ser divididos em municípios. 44. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) É possível a criação de novos territórios federais, na qualidade de autarquias que integrem a União, na forma regulada por lei complementar. 45. (CESPE/PROMOTOR/MPE/SE/2010) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios devem preservar a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano, serão feitos por lei estadual, obedecidos os requisitos de lei complementar estadual, e dependem de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações diretamente interessadas. 46. (CESPE/AUDITOR DAS CONTAS PÚBLICAS/TCE-PE/2004) Se, por hipótese, os estados de Pernambuco e de Alagoas decidissem fundir-se para gerar um novo estado, a justiça eleitoral deveria promover plebiscito entre as populações envolvidas e, no caso de aprovação, o resultado deveria ser enviado ao Congresso Nacional, para ser objeto de emenda constitucional, já que a fusão alteraria a estrutura federativa originalmente prevista na Constituição. 47. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MP/RN/2009) Os territórios federais são considerados entes federativos. 48. (CESPE/ANALISTA/ANEEL/2010) A CF admite a incorporação, a subdivisão ou o desmembramento de estados. 49. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT 17a REGIÃO/2009) A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios, do Distrito Federal e dos territórios. 50. (CESPE/ANALISTA ADMINISTRATIVO/STF/2008) A União não pode intervir em municípios, exceto quando a intervenção ocorrer em município localizado em territórios federais. 51. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) De acordo com a CF, na hipótese de recusa à execução de lei federal, a representação interventiva será julgada pelo STJ. 52. (CESPE/ANALISTA/PROCURADOR MUNICIPAL/PREFEITURA DE BOA VISTA/2010) O estado pode intervir em seus municípios somente quando estes deixarem de pagar, por dois anos consecutivos, a dívida fundada ou não prestarem as contas devidas, na forma da lei, ou ainda quando não aplicarem o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e no desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. 53. (CESPE/ANALISTA JURÍDICO/CBMDF/2007) A intervenção estadual nos municípios tem a mesma característica de excepcionalidade que a intervenção federal, cabendo, única e exclusivamente, aos estadosmembros intervir nos municípios, salvo nos casos de municípios localizados em territórios federais, quando, então, será a própria União que concretizará a hipótese interventiva.
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54. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) Na hipótese de inobservância dos princípios constitucionais — forma republicana, sistema representativo e regime democrático —, a decretação da intervenção dependerá de solicitação do Poder Legislativo, do Poder Executivo ou de requisição do STF. 55. (CESPE/PROMOTOR/MPE/ES/2010) Um dos princípios expressamente consignados na CF que possibilitam o cabimento da representação interventiva pelo procurador-geral da República é o da independência e harmonia entre os poderes. 56. (CESPE/AUFC/TCU/2009) Caso determinado estado da Federação suspenda o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, não havendo qualquer justificativa de força maior, a intervenção da União no estado, conforme entendimento do STF, não será vinculada, havendo espaço para análise de conveniência e oportunidade pelo presidente da República. 57. (CESPE/AUFC/TCU/2009) Se a União intervier em um estado da Federação, ela afastará momentaneamente a atuação autônoma desse estado. Portanto, se o motivo da intervenção for o provimento de execução de decisão judicial, sua decretação dependerá da requisição do tribunal de justiça daquele estado. 58. (CESPE/PROCURADOR/AGU/2007) A intervenção federal representa elemento de estabilização da ordem normativa prevista na CF, mas representa também a própria negação, ainda que transitória, da autonomia reconhecida aos estados-membros pela CF. 59. (CESPE/PROCURADOR/AGU/2007) A inobservância, pelos estados, dos denominados princípios constitucionais sensíveis configura um ilícito constitucional de dupla consequência. De um lado, haverá uma consequência de caráter estritamente político-administrativo, qual seja, a ilegitimidade constitucional do ato do poder público local; de outro, haverá uma consequência de natureza jurídica, consistente na possibilidade de decretação de intervenção federal no estado-membro. 60. (CESPE/DEFENSOR PÚBLICO DO ACRE/2006) A decretação de intervenção da União nos estados para assegurar a observância da prestação de contas da administração pública, direta ou indireta, independerá de provimento, pelo STF, de representação do procurador-geral da República. 61. (CESPE/PROCURADOR DE 1a CATEGORIA/PROCURADORIA-GERAL DO AMAPÁ/2006) A validade de decreto presidencial de intervenção em estado da Federação, com o objetivo de pôr termo a grave comprometimento da ordem pública, independe de prévia autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). 62. (CESPE/DEFENSOR PÚBLICO/DPE/PI/2009) Na medida em que as autoridades e órgãos da União representam a República Federativa do Brasil nos atos e relações de âmbito internacional, a União é o único ente federativo que possui personalidade jurídica de direito internacional.
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63. (ESAF/FISCAL DE TRIBUTOS/SMF-RJ/2010) São bens da União os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva, incluindo os recursos minerais inclusive os do subsolo. 64. (ESAF/FISCAL DE TRIBUTOS/SMF-RJ/2010) Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observado o disposto na legislação federal. 65. (ESAF/MPOG/ENAP/ADMINISTRADOR/2006) Como conseqüência direta adoção do princípio republicano como um dos princípios fundamentais Estado brasileiro, a Constituição estabelece que a República Federativa Brasil é composta pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e Distrito Federal. da do do do

66. (ESAF/AFRE/RN/2005) O presidencialismo é a forma de governo que tem por característica reunir, em uma única autoridade, o Presidente da República, a Chefia do Estado e a Chefia do Governo. 67. (ESAF/AFC/STN/2005) A obrigação de prestar contas, que tem por conseqüência a existência de sistemas de controle interno e externo da União, dos Estados e dos Municípios, é um elemento essencial do princípio federativo, o qual é adotado como princípio fundamental da República Federativa do Brasil. 68. (ESAF/APO/MPOG/2005) Decorre do princípio republicano a previsão constitucional da competência do presidente da República de manter relações com Estados estrangeiros. 69. (ESAF/AFC/CGU/2003) Em um Estado governo tem uma relação de dependência havendo, por isso, uma repartição, entre função de estabelecer as decisões políticas Parlamentarista, a chefia de com a maioria do Parlamento, o governo e o Parlamento, da fundamentais.

70. (ESAF/AFRE/RN/2005) Sistema de governo pode ser definido como a maneira pela qual se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados. 71. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A divisão funcional do poder é, mais precisamente, o próprio federalismo. 72. (ESAF/AFC/CGU/2006) Não é elemento essencial do princípio federativo a existência de dois tipos de entidade - a União e as coletividades regionais autônomas. 73. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) É vedado aos Estados manter relação de aliança com representantes de cultos religiosos ou igrejas, resguardando-se o interesse público. 74. (ESAF/GESTOR FAZENDÁRIO/MG/2005) O Estado-membro não pode recusar fé aos documentos que ele próprio expediu, mas pode recusá-la aos documentos públicos produzidos nos Municípios. 75. (ESAF/PROCURADOR/DF/2004) Constitui vedação constitucional de caráter federativo o estabelecimento de aliança entre as unidades da
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Federação e igrejas, inclusive os representantes destas, sendo possível, na forma da lei, a colaboração de interesse público. 76. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) A organização político-administrativa da União compreende os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos na forma do disposto na própria Constituição Federal. 77. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Nem o governo federal, nem os governos dos Estados, nem os dos Municípios ou o do Distrito Federal são soberanos, porque todos são limitados, expressa ou implicitamente, pelas normas positivas da Constituição Federal. 78. (ESAF/ANALISTA/M PU/2004) Em decorrência do princípio federativo, a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e os Territórios são entes da organização político-administrativa do Brasil. 79. (ESAF/APO/MPOG/2005) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios pertencem à União, salvo após a sua demarcação, quando passarão a ser bens da comunidade indígena que as ocupe de forma tradicional. 80. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Brasília é a Capital Federal. 81. (ESAF/AFC/CGU/2008) A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos soberanos, nos termos da Constituição. 82. (ESAF/AFC/CGU/2008) O Distrito Federal é chamado de Brasília e com esse nome constitui a Capital Federal. 83. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Incluem-se entre os bens dos estados as terras devolutas não compreendidas entre as da União. 84. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados. 85. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Os Estados-membros se auto-organizam por meio da escolha direta de seus representantes nos Poderes Legislativo e Executivo locais, sem que haja qualquer vínculo de subordinação por parte da União. 86. (ESAF/AFC/CGU/2008) Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios da Constituição Federal, por isso que Constituição estadual pode criar órgão de controle administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros poderes ou entidades. 87. (ESAF/EPPGG/MPOG/2005) Os subsídios dos Governadores de Estado e dos membros das Assembléias Legislativas estaduais devem ser fixados por ato do Congresso Nacional. 88. (ESAF/APO/MPOG/2005) Estabelece o texto constitucional que o subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, tendo por limite o subsídio, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
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89. (ESAF/AFC/CGU/2003) Segundo a CF/88, a Câmara Municipal não poderá gastar mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento, não sendo incluído nesse percentual o gasto com o subsídio de seus Vereadores. 90. (ESAF/AFC/CGU/2003) Segundo a CF/88, as eleições para Prefeito seguirão as mesmas regras definidas na Constituição para a eleição do Presidente da República, se o município tiver mais de duzentos mil habitantes. 91. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 92. (ESAF/AUDITOR/TCE-GO/2007) Os Estados podem incorporar-se entre subdividir- se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação população diretamente interessada, por meio de plebiscito, e Congresso Nacional, por lei complementar. si, ou da do

93. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 94. (ESAF/EPPGG/MPOG/2009) Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, por meio de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. 95. (ESAF/PROCESSO SELETIVO INTERNO - MF/2008) Na atualidade, não existem Territórios Federais. Contudo, se criados, integrarão unidade autônoma, e não a própria União, razão pela qual terão organização administrativa própria. 96. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento dos Estados far-se-ão por lei complementar federal, após divulgação dos Estudos de Viabilidade, apresentados e publicados na forma da lei. 97. (ESAF/AFC/CGU/2008) A criação de territórios federais, que fazem parte da União, depende de emenda à Constituição. 98. (ESAF/AFC/CGU/2008) A criação de Municípios deve ser feita por lei complementar federal. 99. (ESAF/PROCESSO SELETIVO INTERNO - MF/2008) É lícito a determinado órgão fazendário a recusa de fé em documento público sob sua responsabilidade, se verificar que de tal ato poderá resultar pleito de particulares em desfavor do próprio Ministério da Fazenda.
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100. (ESAF/PROCURADOR DA FAZENDA/PGFN/2007) Considerando o contexto da independência do Poder Legislativo, é norma de repetição obrigatória nas Constituições Estaduais o reconhecimento às Assembléias Legislativas do poder de determinar a exoneração de Secretário de Estado. 101. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Os Estados-membros em sua tríplice capacidade garantidora de autonomia se autoadministram, normatizando sua própria legislação e regras de competência. 102. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) A autonomia estadual também se caracteriza pelo autogoverno, uma vez que ditam suas respectivas Constituições. 103. (ESAF/ATA/MINISTÉRIO DA FAZENDA/2009) Ao exercitarem o seu poder constituinte derivado decorrente, os Estados-membros, a teor do disposto na Constituição Federal, respeitam os princípios constitucionais sensíveis, princípios federais extensíveis e princípios constitucionais estabelecidos. 104. (FCC/TÉCNICO/TRE/AP/2011) No tocante à Organização PolíticoAdministrativa, a União repassou para determinada Igreja verba pública para o auxilio de trezentas crianças carentes e desabrigadas, sendo que com tal repasse as crianças foram todas tiradas da rua e abrigadas numa instituição controlada pela Igreja. Esse repasse de verba é a) ilícito porque não há previsão na Constituição Federal que autorize. b) ilícito porque a Constituição Federal proíbe expressamente a União de manter relação com Igreja para tal finalidade. c) permitido pela Constituição Federal porque visa o interesse público. d) vedado pela ausência de interesse público. e) ilícito porque o Poder Público é quem deve, com exclusividade, auxiliar diretamente as crianças, não podendo delegar essa função para uma Igreja. 105. (FCC/TÉCNICO/TRF/13 REGIÃO/2011) A incorporação de Municípios farse-á por Lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação a) do parecer favorável do Procurador-Geral do Estado. b) da decisão do Presidente da Assembleia Legislativa. c) do Decreto Estadual emitido pelo Governador do Estado. d) do parecer favorável do Ministro do Planejamento. e) dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 106. (FCC/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS/TJ/AP/2011) São bens da União as terras devolutas em geral, exceto as indispensáveis à preservação ambiental, que serão de titularidade do Estado-membro respectivo.
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107. (FCC/TÉCNICO/TRT/83 REGIÃO (PA e AP)/2010) O desmembramento de Município far-se-à por lei municipal, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, sem necessidade de divulgação prévia dos Estudos de Viabilidade Municipal na imprensa oficial. 108. (FCC/TÉCNICO/TRT/223 REGIÃO (PI)/2010) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, em outros Municípios ou Estado far-se-ão por lei federal, dentro do período determinado pelo Chefe do Executivo Estadual. 109. (FCC/TÉCNICO/TRT/223 REGIÃO (PI)/2010) À União não é vedado, recusar fé a documentos públicos, bem como estabelecer diferença entre brasileiros. 110. (FCC/TÉCNICO/TRT/83 REGIÃO (PA e AP)/2010) A fusão de Municípios far-se-à por lei municipal, dentro do período determinado por Lei Ordinária Federal, e dependerá de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 111. (FCC/TÉCNICO/TRT/83 REGIÃO (PA e AP)/2010) Os Estados podem desmembrar-se para se anexarem a outros Estados, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. 112. (FCC/TÉCNICO/TRT/223 REGIÃO (PI)/2010) Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. 113. (FCC/AGENTE ADMINISTRATIVO/MPE/RS/2010) A Constituição Federal estabelece a organização do Estado, de forma que os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de a) referendo, e da Câmara dos Deputados, por lei delegada. b) plebiscito, e da Câmara dos Deputados, por emenda constitucional. c) referendo, e do Congresso Nacional, por resolução do Senado Federal. d) plebiscito, e do Senado Federal, por lei ordinária. e) plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. 114. (FCC/SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS/MPE/RS/2010) Constituição Federal, dentre outras hipóteses, é Nos termos da

a) vedado aos Municípios e Distrito Federal, nos termos da lei, a colaboração de interesse, ainda que alegado interesse público, com igrejas ou cultos ou seus representantes, salvo à União e aos Estados. b) vedado ao Distrito Federal e à União manter com representantes de igrejas relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
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c) permitido à União recusar fé aos documentos públicos, vedada a recusa pelos Estados e Municípios. d) garantido aos Estados, nos termos da lei, criar distinções entre brasileiros natos ou naturalizados ou preferências entre si, salvo pela União. e) permitido aos Municípios, nos termos de lei estadual, subvencionar ou estabelecer cultos religiosos ou igrejas ou embaraçar-lhes o funcionamento. 115. (FCC/PROCURADOR/TCE/AP/2010) Em dezembro de 2009, foi aprovado pelo Senado Federal projeto de Decreto Legislativo que autoriza a realização de plebiscito sobre a criação do chamado Estado de Carajás. O novo Estado seria formado por 38 Municípios do sul e sudeste do atual Estado do Pará, com extensão total de 285.000 km2 e 1.300.000 habitantes. O plebiscito seria realizado nesses Municípios, seis meses após a publicação do Decreto Legislativo. a) deveria ser precedida de Estudos de Viabilidade, apresentados e publicados na forma da lei, e ser aprovada por lei do Estado do Pará, dentro do período determinado por lei complementar federal. b) é inconstitucional, uma vez que a união estabelecida entre os entes da Federação é indissolúvel. c) seria possível somente durante os trabalhos de Assembleia Nacional Constituinte, a exemplo do que ocorreu com a criação do Estado de Tocantins. d) deveria ser precedida da criação do Território de Carajás, o qual, somente após demonstrar sua viabilidade, seria então transformado em Estado. e) é compatível com a Constituição desde que, ademais da consulta à população interessada, mediante plebiscito, seja aprovada pelo Congresso Nacional, por lei complementar. 116. (FCC/ADVOGADO/PREFEITURA DE SANTOS/2005) A respeito da soberania, SAMPAIO DORIA afirma que ela "determina a si mesma os limites de sua competência" e que "a autonomia atua dentro de limites que a soberania lhe tenha prescrito". Assim sendo, o Estado Federal a) é detentor exclusivo da autonomia e a Nação exerce a soberania. b) e os Estados-Membros são autônomos. c) e os Estados-Membros são soberanos. d) e os Estados-Membros são soberanos e os Municípios são autônomos. e) é soberano e os Estados-Membros são autônomos. 117. (FCC/AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL I/PREFEITURA DE SÃO PAULO/2007) Por serem entes da federação brasileira, os Municípios gozam de autonomia,
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a) a qual é tratada constitucional sensível.

pela

Constituição

vigente

como

um

princípio

b) da qual decorre sua competência para criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação tributária federal. c) que lhes assegura participação nos órgãos centrais federais, nos termos estabelecidos pela Constituição. d) não admitindo a Constituição hipótese alguma de intervenção da União em Municípios. e) regendo-se por lei orgânica própria, votada em dois turnos, com um intervalo de dez dias, e aprovada pela maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. 118. (FCC/AUXILIAR DE CONTROLE EXTERNO /TCE - MG/2007) O Estado brasileiro caracteriza-se por ser Estado Federal. Isso exige que a) as competências da União, dos Estados-membros e dos Municípios sejam fixadas na Constituição Federal. b) haja alternância no exercício do poder. c) as normas federais sejam sempre de hierarquia superior às normas editadas pelos Estados-membros. d) os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário sejam exercidos por autoridades distintas e de modo independente entre si. e) o voto seja direto, universal e periódico. 119. (FCC/AUDITOR/TCE-PI/2005) De acordo com a Constituição, a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, a) sendo a União soberana, na medida em que goza de personalidade jurídica de direito público internacional, e os demais membros da Federação autônomos, com personalidade jurídica de direito público interno. b) dependendo a incorporação ou subdivisão de Estados de aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. c) dispondo os Municípios de capacidade de autoorganização, que se reflete na possibilidade de eleição de Vereadores, Prefeito e estruturação de órgãos judiciários, observados os preceitos constitucionais federais e estaduais. d) sendo possível a criação e fusão de Municípios por lei federal, após consulta à população interessada, mediante plebiscito, e divulgação de Estudos de Viabilidade Municipal. e) cabendo ao Distrito Federal, que integra a União e é regido por lei orgânica própria, as competências legislativas reservadas aos Estados, admitindo-se sua divisão em Municípios.
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120. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/SEAD/2010) A organização políticoadministrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. 121. (FGV/FISCAL DE RENDAS/SEFAZ/RJ/2008) O Brasil é uma república, a indicar o governo como: (A) sistema. (B) forma. (C) regime. (D) paradigma. (E) modelo. 122. (FGV/JUIZ/TJ/MS/2008) O princípio republicano impede que prevaleça a prerrogativa de foro, perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, mesmo que a prática delituosa tenha ocorrido durante o período de atividade funcional, se sobrevier a cessação da investidura do indiciado, denunciado ou réu, no cargo, função ou mandato, cuja titularidade se qualifica como o único fator de legitimidade constitucional apto a fazer instaurar a competência penal originária do STF. 123. (FGV/JUIZ/TJ/MS/2008) A garantia constitucional de imunidade recíproca entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios é corolária do princípio federativo. 124. (FGV/ADVOGADO/BADESC/2010) As alternativas a seguir apresentam características do sistema federativo brasileiro, à exceção de uma. Assinale-a. (A) Repartição constitucional de competências entre a União, Estadosmembros, Distrito Federal e Municípios. (B) Atribuição de autonomia constitucional aos Estadosmembros, Distrito Federal e Municípios, podendo tais entes federativos organizar seus poderes executivo, legislativo e judiciário, na forma de suas constituições regionais. (C) Participação dos Estados-membros na elaboração das leis federais, através da eleição de representantes para o Poder Legislativo Federal. (D) Possibilidade constitucional excepcional e taxativa de intervenção federal nos Estados-membros e no Distrito Federal, para manutenção do equilíbrio federativo. (E) Indissolubilidade da federação, sendo vedada a aprovação de emenda constitucional tendente a abolir a forma federativa de Estado. 125. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/SEAD/2010) A autonomia federativa assegura aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, autorizar ou proibir seu funcionamento, na forma da lei.
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126. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/SEAD/2010) É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 127. (FGV/JUIZ/TJ/MS/2008) Como corolário do princípio federativo, a União, os Estadosmembros, o Distrito Federal e os Municípios, no Brasil, são autônomos e possuidores da tríplice capacidade de autoorganização e normatização própria, autogoverno e autoadministração. GABARITOS OFICIAIS 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. C C C E E C C E C 27. C 28. C 29. E 30. C 31. E 32. C 33. E 34. E 35. C 36. E 37. E 38. C 39. C 40. E 41. C 42. E 43. C 44. C 45. E 46. E 47. E 48. C 49. E 50. C 51. E 52. E 53. C 54. E 55. E 56. C 57. E 58. C 59. E 60. E 61. C 62. E 63. C 64. E 65. E 66. E 67. E 68. E 69. C 70. E 71. E 72. E 73. C 74. E 75. C 76. E 77. C 78. E 79. E 80. C 81. E 82. C 83. C 84. C 85. E 86. E 87. E 88. E 89. E 90. E 91. C 92. C 93. C 94. C 95. E 96. E 97. E 98. E 99. E 100. E 101. E 102. E 103. C 104. C
73

105. E 106. E 107. E 108. E 109. E 110. E 111. C 112. C 113. E 114. B 115. E 116. E 117. A 118. A 119. B 120. C 121. B 122. C 123. C 124. B 125. E 126. C 127. C

10. C 11. E 12. E 13. E 14. E 15. C 16. E 17. E 18. E 19. E 20. E 21. C 22. C 23. E 24. E 25. E 26. E

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