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Aula 01 DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCIÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFBPROFESSOR LAURO ESCOBAR

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR

AULA 01
DAS PESSOAS NATURAIS
Itens específicos previstos nos últimos editais e que serão abordados nesta aula: Pessoa Natural: conceito, capacidade e incapacidade, começo e fim, direitos da personalidade. Subitens: Pessoa Natural. Conceito. Personalidade: Início, Individualização e Término. Nascituro. Domicílio Civil. Residência. Direitos da Personalidade. Capacidade: classificação. Incapacidade. Emancipação. Registro e Averbação.

Meus amigos e alunos Após a análise da Lei de Introdução às Normas do Direito, vamos analisar nesta aula o tema “Pessoas”, que é o primeiro ponto referente ao Código Civil, propriamente dito (Parte Geral). Primeiro vamos ao nosso conteúdo esquemático que seria um resumo teórico da matéria da aula. A seguir daremos os exercícios, como proposto.

CONTEÚDO ESQUEMÁTICO DA AULA
Dispositivos do Código Civil referentes a esta aula: arts. 1° ao 78.

PESSOAS NATURAIS (FÍSICAS)
CONCEITO ⎯ é todo ser humano considerado como sujeito de obrigações e direitos, sem qualquer distinção. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil (art. 1o do CC). Compõe: a Personalidade, a Capacidade e a Emancipação. I. PERSONALIDADE ⎯ conjunto de caracteres próprios da pessoa, reconhecida pela ordem jurídica a alguém, sendo a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. Os Direitos de Personalidade estão previstos nos arts. 11 a 21 do CC. Lembrando que estes dispositivos não exaurem a matéria; são meramente exemplificativos. Com exceção dos casos previstos expressamente na lei eles são: intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. A) Início da Personalidade ⎯ nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro (o que está por nascer) – art. 2o do CC. Cuidado com a expressão natimorto. Ela não é considerada técnica. O vocábulo possui um duplo sentido: aquele que nasceu sem vida OU aquele que veio à luz, com sinais de vida, mas, logo morreu. B) Individualização (atributos da personalidade) Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br

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1. Nome – é o sinal exterior pelo qual se designa e se reconhece uma pessoa perante a sociedade (arts. 16 a 19 do CC). Características: inalienável, imprescritível e personalíssimo. Elementos: prenome, patronímico (sobrenome) e agnome (Júnior, Neto, etc.). A lei protege de forma expressa o pseudônimo. Em princípio o nome é imutável, mas a lei permite inúmeras exceções (ex: situações vexatórias, erro gráfico, homônimo, casamento, etc.). 2. Estado – soma das qualificações de uma pessoa na sociedade. Estado individual (idade, sexo, saúde mental e física, altura, peso, etc.); Estado político (brasileiro nato, naturalizado, estrangeiro, etc.); Estado familiar: quanto ao matrimônio (solteiro, casado, viúvo, etc.), quanto ao parentesco (pai, mãe, filho, avô irmão, etc.). 3. Domicílio (arts. 70 a 78 do CC) – Regra básica = lugar onde se estabelece a residência com ânimo definitivo (art. 70, CC). É domicílio também, quanto às relações concernentes à profissão, onde esta é exercida (art. 72, CC). Elementos: a) objetivo (estabelecimento físico); b) subjetivo (intenção de ali permanecer). Outras regras: a) pluralidade domiciliar: pessoa com diversas residências onde alternadamente viva → domicílio será qualquer delas (art. 71, CC); b) pessoa sem residência habitual → domicílio será o local onde for encontrada (art. 73, CC). Domicílio Legal ou Necessário: incapaz (absoluta ou relativamente), servidor público, militar, preso e marítimo (art. 76, CC). Domicílio voluntário especial: a) domicílio contratual (art. 78, CC) que é o local especificado no contrato para o cumprimento das obrigações dele resultantes; b) domicílio (ou foro) de eleição ou cláusula de eleição de foro (previsto no art. 111 do Código de Processo Civil), que é o escolhido pelas partes para a propositura de ações relativas às obrigações. Jurisprudência → não se admite o foro de eleição nos contratos por adesão quando dificultar os direitos do aderente em comparecer em juízo; considera-se como sendo uma cláusula abusiva e, por isso, nula. C) Fim da Personalidade 1. Morte Real com corpo (certidão de óbito) ou sem corpo (justificação judicial – art. 88 da Lei de Registros Públicos – 6.015/73). 2. Morte Civil – não existe mais. Deixou resquícios no Direito das Sucessões. Ex: indignidade (art. 1.816, CC) 3. Morte Presumida: efeitos patrimoniais e alguns pessoais. Depende de um demorado processo judicial, passando por três fases (arts. 22 a 39, CC): a) Ausência (ou curadoria do ausente) – 01 ou 03 anos, dependendo da hipótese (art. 26, CC), arrecadando-se os bens que serão administrados por um curador; b) Sucessão Provisória – é feita a partilha de forma provisória, aguarda-se 10 anos o retorno do ausente; c) Sucessão Definitiva – na abertura já se concede a propriedade plena dos bens e se declara a morte (presumida) do ausente. Seu cônjuge é reputado viúvo. Aguardam-se mais dez anos; d) Fim – após o decurso deste prazo, encerra-se o processo e o ausente, se retornar, não terá direito a nada. 4. Efeitos da Morte: dissolução do vínculo conjugal e do regime matrimonial; extinção do poder familiar; extinção da obrigação de Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br

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prestar alimentos com o falecimento do credor; extinção dos contratos personalíssimos, etc. Por outro lado a vontade do de cujus (falecido) pode sobreviver por meio de um testamento. Além disso, ao cadáver é devido respeito; os militares e os servidores públicos de uma forma geral podem ser promovidos post mortem; permanece o direito à imagem, à honra, aos direitos autorais, etc. D) Comoriência – presunção relativa (juris tantum – admite prova em contrário) de morte simultânea de duas ou mais pessoas, sempre que não se puder averiguar quem faleceu em primeiro lugar – art. 8º CC. Aplica-se o instituto sempre que houver uma relação de sucessão hereditária. A consequência prática é que se os comorientes forem herdeiros uns dos outros, não haverá transferência de direitos entre eles; um não sucederá o outro. II. CAPACIDADE – aptidão da pessoa para exercer direitos e assumir obrigações, ou seja, de atuar sozinha perante o complexo das relações jurídicas. Espécies: Capacidade de Direito e de Fato. Quem tem as duas espécies de capacidade tem a capacidade plena. Incapacidade é a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil. A) Capacidade de Direito (ou gozo) ⎯ própria de todo ser humano; quem tem personalidade (está vivo) possui capacidade de direito. B) Capacidade de Fato ⎯ trata-se da possibilidade de exercício dos direitos. Subdivide-se em: 1. Absolutamente Incapazes (art. 3º, CC) a) menores de 16 anos. b) enfermidade ou deficiência mental sem discernimento. c) mesmo por causa transitória, não puderem exprimir a vontade. 2. Relativamente Incapazes (art. 4º, CC) a) maiores de 16 e menores de 18 anos. b) ébrios habituais, viciados em tóxico e os que por deficiência mental tenham discernimento reduzido. c) excepcionais, sem desenvolvimento completo. d) pródigos (os que dissipam seus bens). Obs. Os absolutamente incapazes serão representados e os relativamente serão assistidos por seus representantes legais (pais, tutores ou curadores). Índios → são regulados por legislação especial (Lei n° 6.001/73 – Estatuto do Índio). 3. Capacidade Plena ⎯ pessoas maiores de 18 anos ou emancipadas. III. EMANCIPAÇÃO ⎯ é a aquisição da capacidade plena antes dos 18 anos, habilitando o indivíduo para todos os atos da vida civil. Definitiva e Irrevogável – Art. 5o, parágrafo único, CC: 1) concessão dos pais (na falta de um deles, apenas a do outro), por instrumento público, independentemente de homologação judicial – 16 anos. 2) sentença do Juiz (ouvido o tutor, nos casos em que não há poder familiar) – 16 anos. 3) casamento – idade núbil (homens e mulheres) → 16 anos. Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br

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4) exercício de emprego público efetivo. 5) colação de grau em curso de ensino superior. 6) estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, com economia própria – 16 anos. IV. Devem ser registrados (art. 9o, CC): • • • • nascimentos, casamentos e óbitos. emancipação por outorga dos pais ou por sentença do Juiz. interdição por incapacidade absoluta ou relativa. sentença declaratória de ausência e de morte presumida.

V. Devem ser averbados (art. 10, CC): • sentenças que decretam a nulidade ou anulação do casamento, bem como separação judicial, restabelecimento da sociedade conjugal (não se exige mais a separação para a efetivação do divórcio - EC n° 66/2010) e divórcio. atos judiciais ou extrajudiciais que declaram ou reconhecem a filiação.

TESTES
Observação: como nesta aula tratamos sobre diversos assuntos, tentei separar os testes por tema (personalidade, capacidade, domicílio e emancipação), melhor situando a matéria e evitando que eles fiquem “misturados”. Vamos a eles:

A) PERSONALIDADE
A.01) De acordo com o Código Civil, os direitos inerentes à dignidade da pessoa humana são: a) absolutos, intransmissíveis, irrenunciáveis, ilimitados e imprescritíveis. b) relativos, transmissíveis, renunciáveis, limitados. c) absolutos, transmissíveis, impenhoráveis. imprescritíveis, ilimitados, em renunciáveis, determinadas

d) inatos, absolutos, intransmissíveis, situações, limitados e imprescritíveis. Comentários:

renunciáveis

e) absolutos, intransmissíveis, irrenunciáveis, ilimitados e penhoráveis. Alternativa correta: letra “a”. Nascendo com vida uma pessoa adquire a personalidade, que é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. Desta forma uma pessoa, embora recém nascida, pode receber uma herança, uma doação, etc. Adquirindo a personalidade, o ser humano adquire o direito de defender o que lhe é próprio, como sua integridade física (vida, liberdade, identidade, alimentos, etc.), intelectual (liberdade de pensamento, autoria científica, artística e intelectual), moral (honra, segredo pessoal ou profissional, privacidade, imagem, opção religiosa, sexual, etc.). Lembremse: a dignidade é um direito fundamental, previsto em nossa Constituição, que também prevê que são invioláveis a intimidade, a vida
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente dessa violação. Os direitos da personalidade são direitos que existem para garantir a manifestação da personalidade humana; é o direito subjetivo ao respeito ao conjunto de características personalíssimas denominado "personalidade". O art. 11, CC prescreve: “Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária”. Os direitos referentes à personalidade (arts. 11 a 21, CC), portanto, não permitem que o seu exercício sofra limitação voluntária. Em outras palavras, mesmo que a pessoa queira, não pode assinar um contrato abrindo mão de sua vida, da sua integridade física ou moral, etc. Mas em alguns casos expressamente previstos em lei é possível esta limitação. Exemplo: eu não posso vender a autoria de um livro; porém eu posso ceder os direitos autorais referentes a este livro. Apesar do Código Civil se referir apenas a algumas características, a doutrina costuma relacionar outros exemplos. No caso concreto, a questão teve um cunho doutrinário. Portanto, podemos arrolar, de uma forma completa, que os direitos de personalidade são: inatos (ou seja, o direito já nasce com o indivíduo), absolutos (ou seja, podem ser opostos contra todos, impondo à coletividade o dever de respeitálos – costumamos dizer “oponível erga omnes”), intransmissíveis (não se transmitem – por exemplo – pela sucessão), indisponíveis (nem mesmo o seu titular pode desprezá-los ou deles dispor de foram onerosa ou gratuita), irrenunciáveis (que não se pode abrir mão), imprescritíveis (não correm os prazos prescricionais, podem ser reclamados judicialmente a qualquer tempo; no entanto não se deve confundir imprescritibilidade da lesão do direito de personalidade – o exercício do direito da personalidade é imprescritível – com a prescritibilidade da pretensão indenizatória de eventual dano decorrente da violação do direito de personalidade – este prescreve em três anos conforme o art. 206, §3o, V, CC), impenhoráveis (se não pode ser objeto de cessão, muito menos de penhora) e inexpropriáveis (ninguém pode removê-los de uma pessoa). Observem que o art. 11, CC não utiliza a expressão “ilimitados”. Isto é fruto de construção doutrinária. Este termo se refere à impossibilidade de se imaginar um número fechado de direitos. O que se quer dizer é que não existe um número certo, determinado ou limitado de direitos. Eles não se resumem ao que está na lei. Podem existir direitos de personalidade que não estejam previstos expressamente na lei. A expressão não se refere à extensão do direito propriamente dito (pois na realidade todos os direitos possuem certos limites... Costumo sempre citar a seguinte expressão: "o seu direito termina quando começa o direito de seu próximo"), mas sim à possibilidade de existirem outros direitos de personalidade que não estejam previstos na lei. Notem que nas demais alternativas há sempre pelo menos uma palavra errada: a letra “b” todas as palavras estão erradas; na “c” estão erradas as palavras ‘transmissíveis’ e ‘renunciáveis’; na “d” renunciáveis e limitados e finalmente na letra “e” penhoráveis. A.02) (OAB/SP – irrenunciáveis e ... 2005) Os direitos da personalidade são

a) disponíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) intransmissíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. c) intransmissíveis, podendo o seu exercício sofrer, parcialmente, limitação voluntária. d) intransmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. Como vimos acima, os direitos da personalidade decorrem da própria Pessoa Natural, que compreende, entre outros, o direito à vida, à liberdade, à privacidade, à intimidade, à honra, ao nome, à integridade física, etc. Com fundamento no art. 11, CC tais direitos são irrenunciáveis e intransmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária, salvo algumas exceções previstas na própria lei. O titular do direito pode ceder o exercício (e não a titularidade) de alguns dos direitos de personalidade (ex: o direito de imagem pode ser cedido, à título gratuito ou oneroso durante certo lapso de tempo). A.03) Sobre tutela dos direitos da personalidade assinale a alternativa CORRETA: a) falecida a pessoa, cessa a possibilidade de tutela desses direitos. b) é vedada à pessoa a disposição gratuita do próprio corpo. c) no ordenamento jurídico brasileiro, não se admite a possibilidade de alteração do sobrenome. d) para a manutenção da ordem pública, o Código Civil admite a exposição da imagem da pessoa sem sua autorização. e) uma pessoa pode ser constrangida a submeter-se a uma intervenção cirúrgica, mesmo que esta exponha o paciente a risco de vida. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. O direito à imagem é o de não ver a sua efígie exposta em público ou comercializada sem a sua autorização. Ele é um direito autônomo, isto é, não precisa, necessariamente, estar ligado a outro direito como a identidade, honra, etc. (embora muitas vezes estejam ligados entre si). No entanto em hipóteses especiais a lei permite a exposição da imagem sem autorização. O art. 20, CC prevê que “salvo se autorizadas ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escrito, a transmissão da palavra ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais”. A letra “a” está errada, pois embora o art. 11, CC diga que os direitos personalíssimos sejam intransmissíveis, há ressalva de “exceções previstas na lei”. Assim, alguns direitos podem se transmitem com a morte da pessoa (ex: direitos autorais), havendo ainda a proteção (ou tutela) dos mesmos. As pessoas que podem requerer a proteção destes direitos são: os cônjuges, os ascendentes ou os descendentes (art. 20, parágrafo único, CC). A letra “b” também está errada, pois o art. 14, CC permite a disposição gratuita
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR do próprio corpo, no todo ou em parte, com o objetivo científico ou altruístico. Como vimos o nome (incluindo o prenome e o sobrenome) da pessoa natural pode ser alterado em diversas situações (alternativa “c” está errada, portanto). Finalmente a letra “e” está errada, pois o art. 15, CC prevê que ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. A.04) Sobre os direitos de personalidade, pode-se afirmar que: a) a pessoa jurídica não é titular de tais direitos, por não ser detentora de honra. b) são renunciáveis, podendo seu exercício sofrer limitação voluntária. c) é permitida a disposição livre e onerosa do próprio corpo, para quaisquer fins. d) embora eles sejam intransmissíveis, o direito de exigir sua reparação transmite-se aos sucessores. e) caracterizam-se por serem apenas extrapatrimoniais. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. Notem, mais uma vez, que o art. 11, CC prescreve que os direitos de personalidade são intransmissíveis. Mas este próprio artigo faz a ressalva: “com exceção dos casos previstos em lei”. Vejam como o examinador gosta das “exceções”. Para a resposta ficar completa e bem fundamentada, devemos combinar este artigo com o art. 943, CC que prescreve que “o direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. Por isso esta alternativa acabou ficando certa. A letra “a” está totalmente errada, pois o art. 52, CC assegura às pessoas jurídicas a mesma proteção cabível para a proteção da personalidade. A letra “b” está errada, pois os direitos da personalidade, como vimos, são irrenunciáveis. A letra “c” também está errada. Os artigos 13 e 14, CC regulam o tema; observem o que dispõe o art. 14: “É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte”. Assim a disposição do próprio corpo deve ser gratuita e para fins específicos (e não qualquer finalidade, como ficou na questão). Finalmente a letra “e” também está errada, não só pela expressão “apenas”, mas porque os direitos da personalidade podem ser patrimoniais em algumas hipóteses. A.05) (Procurador do Distrito Federal – 2005) Quanto aos direitos de personalidade, pode-se afirmar: a) é vedado, seja qual for a hipótese, à pessoa juridicamente capaz, dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo, pois os direitos de personalidade, entre os quais se pode citar a integridade física, são irrenunciáveis. b) é viável a utilização, por terceiro, da imagem de uma pessoa, desde que tal uso não lhe atinja a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, nem se destine a fins comerciais.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) pelo Código Civil os direitos de personalidade são irrenunciáveis, porém são admitidas diversas limitações voluntárias. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal, o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. e) apenas o titular do direito de personalidade pode exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, sendo vedado a qualquer outra pessoa levar a efeito tais medidas, ainda que o titular do direito de personalidade já tenha falecido. Comentários: Alternativa correta: letra “b”. O artigo 5o, XXVIII, “a” da Constituição Federal combinado com o art. 20, CC tutelam o direito à imagem, porém não proíbem o seu uso por terceiros se isto não atingir a honra, a boa fama, a respeitabilidade, nem se destine a fins comerciais. A letra “a” está errada, pois o art. 14, CC permite a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. Já o art. 13 e o seu parágrafo único, CC permite a disposição do próprio corpo, mesmo estando a pessoa viva, desde que para fins de transplante e desde que não importe em diminuição permanente da integridade física ou contrarie os bons costumes. A letra “c” é a mais sutil: ela está errada, pois o art. 11, CC não admite limitação voluntária ao direito de personalidade; eventuais exceções são raras e devem estar expressamente prevista na lei. A letra “d” está errada, pois o art. 19, CC equipara o pseudônimo ao nome para fins de proteção civil. A letra “d” está errada, uma vez que o pseudônimo, utilizado para atividades lícitas tem a mesma proteção jurídica que se dá ao nome (art. 19, CC). A letra “e” está errada, pois o art. 12, parágrafo único do CC prevê que em se tratando de pessoa falecida, terá legitimidade para proteger sua personalidade o cônjuge ou qualquer parente em linha reta (que são os descendentes ou ascendentes) ou colaterais até quarto grau (que são os irmãos, tios, sobrinhos, primos, etc.), portanto não é só apenas o titular do direito que pode mover ações judiciais. A.06) (Tribunal Regional Federal - 1a Região – Técnico Administrativo – 2006) Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos de personalidade são: a) irrenunciáveis, mas transmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. b) renunciáveis e transmissíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. c) irrenunciáveis e intransmissíveis, mas pode o seu exercício sofrer limitação voluntária. d) renunciáveis e transmissíveis, mas não pode o seu exercício sofrer limitação voluntária. e) irrenunciáveis e intransmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Comentários:
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR Alternativa correta: letra “e”. Trata-se, mais uma vez, do texto literal do art. 11, CC. O examinador apenas deseja que se complete o texto do cabeçalho com a alternativa que esteja exatamente de acordo com o dispositivo legal. A.07) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Assinale a alternativa CORRETA da disciplina do Código Civil sobre os direitos de personalidade: a) os direitos de personalidade são sempre intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. b) é sempre defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes; todavia é válida a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte, com objetivo altruístico ou científico. c) com a finalidade de preservação do direito à integridade física é possível, mediante determinação judicial, a adoção coativa de tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. d) o nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, desde que presente a intenção difamatória, bem como, sem autorização, não será utilizado em propaganda comercial. e) o pseudônimo adotado para atividade lícitas goza da proteção que se dá ao nome. Comentários: Alternativa correta: letra “e”. A alternativa está correta, pois se trata do texto exato previsto no art. 19, CC. A alternativa “a” está errada por causa da expressão “sempre”. Notem que o art. 11, CC prevê inicialmente que: “com exceção dos casos previstos em lei, os direitos de personalidade são intransmissíveis...”. A letra “b” está errada. Trata-se do mesmo problema da alternativa anterior: a expressão sempre. Isto porque o art. 13 inicia sua redação prevendo que “salvo por exigência médica...”. A letra “c” está errada, pois o art. 15, CC determina que ninguém pode ser constrangido a submeterse, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. Portanto, não há mais a chamada supremacia do interesse médico-científico, que se invocava em nome da coletividade. Atualmente adotou-se o Princípio da Autonomia do Paciente. A alternativa “d” também está errada por uma sutileza. A alternativa utiliza a expressão “desde que presente a intenção difamatória”. No entanto o art. 17, CC prevê o direito ao nome, “ainda quando não haja a intenção difamatória”. A.08) (CESPE/UnB - OAB/SP – 2008) Não é própria aos direitos da personalidade a qualidade de: a) imprescritibilidade. b) irrenunciabilidade. c) disponibilidade.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) efeitos erga omnes. e) impenhorabilidade. Comentários: Alternativa correta: “c”. Cuidado com a forma de elaboração da questão. O “não” pode confundir. Na verdade a questão quer saber qual a alternativa errada. Como vimos os direitos de personalidade, salvo as exceções previstas em lei, entre outras características, são imprescritíveis, irrenunciáveis, possuem efeitos erga omnes (extensíveis a todos) e impenhoráveis. Portanto não é própria aos direitos de personalidade a disponibilidade (ou seja, em regra eles são indisponíveis). A.09) (Fundação Getúlio Vargas – Magistratura do Estado do Pará) O Código Civil, no âmbito dos direitos da personalidade, no que concerne às circunstâncias de transgenitalização: a) proíbe. b) impõe. c) estimula. d) permite. e) vilipendia. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. Transgenitalização é a cirurgia para alteração de sexo, adaptando o corpo (sexo biológico) à mente (sexo psíquico) da pessoa. Não há uma previsão expressa autorizando a operação. No entanto o entendimento é de que tanto a Constituição Federal como o Código Civil, de forma implícita, permitem a cirurgia. Inclusive já há inúmeras decisões judiciais garantindo o direito dos transexuais de realizar a cirurgia de transgenitalização pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A.10) (OAB/RS – 2006) Em se tratando de direitos da personalidade, assinale a alternativa CORRETA. a) na hipótese de manutenção da ordem pública, a lei civil autoriza a divulgação da imagem da pessoa sem a sua devida e prévia autorização. b) os direitos da personalidade se enquadram no campo dos direitos eminentemente relativos. c) ocorrendo a morte da pessoa, cessa a tutela sobre sua personalidade. d) não há previsão legal que regule a possibilidade de alteração do sobrenome da pessoa. e) o elemento que permite integrar o nome, objetivando distinguir pessoas de uma mesma família com nomes iguais denomina-se codinome. Comentários: Alternativa correta: letra “a”. O art. 20, CC determina que “salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais”. Portanto é possível, em casos especiais, a divulgação da imagem da pessoa sem a sua devida e prévia autorização. A letra “b” está errada, pois segundo a doutrina tais direitos são absolutos, ou seja, podem ser opostos contra todos. A letra “c” está errada, pois tanto o parágrafo único do art. 12, CC, como o parágrafo único do art. 20, CC, prevêem que ao morto também há proteção dos direitos de personalidade e atribuem legitimidade ao cônjuge sobrevivente ou a seus parentes para a propositura de ações pertinentes. Quanto à possibilidade de alteração do nome, a Lei de Registros Públicos (6.015/73) prevê expressamente inúmeras hipóteses em que isso é possível. Já a letra “e” não estava na prova original. Caiu em um outro exame do Distrito Federal. Mas acrescentei nesta questão para ficar mais completa. A alternativa está errada, pois este sinal distintivo se refere ao agnome (Júnior, Neto, Sobrinho, etc.) e não ao codinome. A doutrina se refere a este termo (não está previsto na lei) como sinônimo de apelido. Quem não se lembra da música “Codinome Beija-flor” do Cazuza? A.11) (OAB/MG – 2007) Assinale a afirmativa CORRETA: a) a publicação, exposição ou utilização da imagem da pessoa é, de maneira geral, permitida, sendo necessária sua autorização se lhe atingir a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destinar a fins comerciais. b) a existência legal da pessoa natural se dá a partir do registro no Cartório Civil das Pessoas Naturais. c) o nome da pessoa natural é protegido contra qualquer divulgação ou publicação não autorizada pelo titular, podendo este obter judicialmente a cessação da divulgação ou publicação ou, ainda, indenização pelas perdas e danos daí decorrentes. d) havendo alguma lesão ao direito de personalidade, o interessado tem direito de reclamar somente as eventuais perdas e danos desta lesão. Comentários: Alternativa correta: letra “a”. Na verdade é exatamente esse o sentido e o alcance da lei. Confiram o art. 20, CC. A letra “b” está errada, pois a existência legal da pessoa natural se dá com o nascimento com vida (art. 2o, CC), e não com o registro. A letra “c” está errada e o erro é sutil, pois embora o nome da pessoa seja protegido, esta proteção não é contra qualquer divulgação como exposto na questão, mas apenas em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, conforme o art. 17, CC. Também não se pode usar o nome alheio, sem autorização, em propaganda comercial (art. 18, CC). A letra “d” está errada, pois o interessado pode, além de reclamar perdas e danos, exigir também que cesse a ameaça ou lesão a direito de personalidade, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. A.12) (Delegado de Polícia Civil do Estado de Goiás – 2003) O Código Civil preceitua que “se pode exigir que cesse a ameaça ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR outras sanções previstas em lei”. Em caso de morte, tem legitimação para requerer a medida prevista no artigo citado: a) o cônjuge sobrevivente e os demais descendentes. b) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até o terceiro grau. c) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até o quarto grau. d) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até o segundo grau. e) o cônjuge sobrevivente, os descendentes e os colaterais até o quarto grau. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Trata-se do texto exato previsto no parágrafo único do art. 12, CC. Observem que a diferença entre as alternativas é muito sutil. A.13) (Defensoria Pública do Estado do Ceará – FCC – 2009) O envelhecimento é um direito personalíssimo e sua proteção um direito social, razão pela qual fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos, urbanos e semiurbanos, a toda pessoa com mais de: a) 65 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. b) 60 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. c) 65 anos, incluindo-se os serviços seletivos e especiais, ainda que prestados paralelamente aos serviços regulares. d) 70 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. e) 65 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, mesmo quando inexistir serviços regulares. Comentários: Alternativa correta: letra “a”. Esta matéria está prevista na Lei nº 10.741/03 (Estatuto do Idoso). Ela apenas complementa o Código Civil. Não faz parte da aula, embora caia em alguns concursos, que exige a lei de forma expressa. Selecionamos esta questão devido a curiosidade do tema. Estabelece a lei: Art. 39. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos

transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. §1o Para ter acesso à gratuidade, basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. §2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo, serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos, devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. §3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos, ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. Art. 40. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á, nos

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termos da legislação específica: I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos; II – desconto de 50% (cinqüenta por cento), no mínimo, no valor das passagens, para os idosos que excederem as vagas gratuitas, com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. Parágrafo único. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. Art. 41. É assegurada a reserva, para os idosos, nos termos da lei local, de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados, as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. Art. 42. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo.

A.14) (Advogado Contencioso do BNDES – 2009) Desaparecendo alguém em uma catástrofe, provada a sua presença no local do acidente e não sendo encontrado o cadáver para exame: a) será declarado morto à vista após a confecção do Boletim de Ocorrência registrando o sinistro e de sua apresentação no Cartório de Pessoas Naturais. b) somente será considerado morto vinte anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. c) se o ausente contar com 70 anos e decorrendo cinco anos de suas últimas notícias, será declarado morto. d) poderão os juízes togados, mediante justificação, determinar a lavratura do assento de óbito. e) será declarado morto apenas depois de contar oitenta anos de idade e haverem decorrido cinco anos de suas últimas notícias. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. Trata-se da justificação judicial, disciplinada no art. 88 da Lei n° 6.015/73 (Lei de Registros Públicos). Lembrando que “juiz togado” é uma expressão da própria lei referindo-se ao Juiz graduado em Direito, aprovado em concurso de provas e títulos para o ingresso na Magistratura. Toga é o vestuário especial que o Juiz usa nas audiências (eu, particularmente, costumo usar nas audiências de julgamento). A.15) (ESAF – AFRFB/2009) Se uma pessoa, que participava de operações bélicas, não for encontrada até dois anos após o término da guerra, configurada está a: a) declaração judicial de morte presumida, sem decretação de ausência. b) comoriência. c) morte civil. d) morte presumida pela declaração judicial de ausência. e) morte real. Comentários: Alternativa correta: letra “a”. O art. 7o, inciso II, CC determina que “pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência de pessoa desaparecida em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra”.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR A.16) (VUNESP – Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – 2011) Considerando a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta quanto ao direito de ser reconhecido como filho, mediante a ação própria de investigação de paternidade. a) é imprescritível, por se tratar de direito personalíssimo. b) prescreve em quatro anos, a contar da maioridade ou emancipação do filho. c) somente pode ser intentada após a ação de anulação de registro. d) somente pode ser proposta se vivo o pai. Comentários: Alternativa correta: letra “a”. O direito de ser reconhecido como filho, descobrindo-se sua origem genética, é um dos direitos da personalidade, de natureza vitalícia, que não se submete a qualquer prazo prescricional ou decadencial.

B) CAPACIDADE
B.01) São consideradas absolutamente incapazes pela atual legislação civil: I – os menores de 16 anos. II – os maiores de 80 anos. III – os silvícolas. IV – os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiveram o necessário discernimento para a prática desses atos. V – os que, por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. ASSINALE: a) os itens I, II e IV são considerados corretos. b) somente o item I está correto. c) os itens I, IV e V estão corretos. d) somente o item V está incorreto. e) todas as alternativas estão corretas. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. O art. 3o, CC arrola as pessoas que são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I – os menores de dezesseis anos; II – os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos; III – os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Portanto o que está afirmado nas proposições I, IV e V está correto. O maior de 80 anos, por si só não é incapaz. A velhice (senilidade ou senectude), por si só não limita a capacidade da Pessoa Natural. Esta somente será considerada incapaz se a velhice originar um estado patológico, uma doença (esclerose mental), hipótese em que a incapacidade resulta do estado psíquico e não da velhice propriamente dita (item II errada). A palavra “silvícola” não consta
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR mais do Código Civil. O Código anterior dizia que o silvícola era relativamente incapaz. O atual, além de não usar mais este termo, determina que a capacidade do índio será regulada pela legislação especial (Estatuto do Índio), portanto o item III também está errado. B.02) São absolutamente incapazes os menores de: a) 16 anos; os que somente não puderem exprimir sua vontade, em razão e por causa permanente. b) 18 anos; os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os excepcionais sem desenvolvimento mental completo. c) 16 anos; os que por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os que mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. d) 16 anos; os ébrios habituais; os pródigos; os toxicômanos. e) 16 anos, os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os pródigos. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Esta alternativa está completa, pois contempla todas as hipóteses do art. 3o, CC, que trata dos absolutamente incapazes. A alternativa “a” esta errada, pois fala daqueles que não podem expressar ou exprimir a vontade somente por causa permanente, no entanto o inciso III do art. 5o fala em “mesmo por causa transitória não puderem exprimir a sua vontade”. A letra “b” está errada quanto à idade (o correto seria 16 anos) e no tópico “os excepcionais sem desenvolvimento mental completo” (pois esta é uma causa de incapacidade relativa). A letra “d” também está errada, pois os ébrios habituais, os pródigos e os toxicômanos são causas de incapacidade relativa. Finalmente a alternativa “e” também está errada, pois menciona o pródigo, que é relativamente incapaz. B.03) É INCORRETO afirmar que são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: a) os ébrios habituais e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. b) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. c) os maiores de 14 e menores de 18 anos. d) os pródigos. e) os viciados em tóxicos que por este motivo tenham o discernimento reduzido. Comentários: Alternativa incorreta: letra “c”. São relativamente incapazes (art. 4 o, CC) os: maiores de 16, mas menores de 18 anos; os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR reduzido; os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo e os pródigos. Portanto o critério etário (relativo à idade) apontado na questão (entre 14 e 18 anos) está errado. Observem que todas as demais alternativas estão previstas no mencionado dispositivo e, portanto, corretas. B.04) Uma pessoa com dezenove anos de idade, que sempre trabalhou na roça, sendo que por esse motivo não teve o seu registro de nascimento realizado: a) por não ter sido registrada ainda, não existe juridicamente como pessoa natural. b) é pessoa plenamente capaz. c) é pessoa relativamente incapaz. d) é pessoa absolutamente incapaz. e) não será considerada pessoa, nem mesmo se for registrada, pois não há registro retroativo. Comentários: Alternativa correta: letra “b”. O início da personalidade civil da pessoa natural ou física se dá com o nascimento com vida (art. 2o, CC). E não com o efetivo registro do nascimento. Para a pessoa física o registro é um ato declaratório, isto é, a certidão de nascimento somente vai declarar uma situação que já ocorreu (o próprio nascimento). Veremos na aula sobre pessoas jurídicas que o registro delas é um ato constitutivo, ou seja, é o registro da pessoa jurídica que faz com que ela “nasça”. No teste em análise, a pessoa tem 19 anos e não há nada que limite a sua capacidade. Portanto ela é absolutamente capaz. No entanto, apesar disso, na prática terá muitos problemas pela falta de registro (ou certidão de nascimento). B.05) (OAB/RS – 2006) Quanto à capacidade civil, podemos afirmar que: a) os menores de 18 anos são absolutamente incapazes para exercer pessoalmente qualquer ato da vida civil. b) são relativamente incapazes os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. c) os menores de 16 anos já podem contratar, sem haja vício de vontade. d) os pródigos são incapazes relativamente a certos atos. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. Capacidade é a aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil. Trata-se da capacidade de fato (ou capacidade para exercício do direito). Segundo o art. 4°, IV, CC os pródigos são incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer. O pródigo (pessoa que de forma compulsiva dissipa seu patrimônio) pode praticar, por si só e de forma válida os atos da vida civil que não envolvam e nem comprometam seu patrimônio. Não pode emprestar, dar quitação, alienar, hipotecar, etc. Ele será interditado e o seu representante legal irá assisti-lo nos atos. A letra “a” está errada, pois a incapacidade absoluta neste caso seria para os menores de 16
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR anos. A letra “b” está errada, pois as pessoas que mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade são absolutamente incapazes (art, 3°, III, CC). A letra “c” está errada, pois os menores de 16 anos são absolutamente incapazes e não podem realizar os negócios da vida civil, entre eles o de contratar, sob pena de nulidade, portanto há vício de vontade. B.06) (Magistratura - São Paulo. Concurso 171) O Código Civil exige, para a validade na realização de um ato jurídico, que o agente seja capaz. Tal disposição legal configura a exigência de que o agente: a) tenha capacidade de gozo ou de direito. b) tenha capacidade de fato ou exercício. c) seja pessoa física, dotado de personalidade jurídica. c) somente tenha sempre mais de 18 anos. d) mesmo menor de 16 anos, seja assistido por seu representante legal. Comentários: Alternativa correta: letra “b”. Embora basta nascer com vida para se adquirir a personalidade, nem sempre se terá capacidade. A capacidade pode ser classificada em: a) de direito ou de gozo, que é própria de todo ser humano, inerente à personalidade e que só se perde com a morte. É a capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações; b) de fato ou de exercício que serve para exercitar por si os atos da vida civil. A capacidade de direito não pode ser negada ao indivíduo, mas pode sofrer restrições quanto ao seu exercício. A questão trata da capacidade para os atos jurídicos. Logo está se referindo à capacidade de fato, ou seja, para exercitar os direitos. Portanto as alternativas “a” e “c” estão erradas. A alternativa “d” está errada, pois uma pessoa pode ter mais de 18 anos e ser incapaz (ex: doente mental); a letra “e” também está errada, pois o menor de 16 anos deve ser representado (e não assistido) por seus representantes legais. B.07) A venda de um imóvel por um menor, com dezessete anos de idade, sem ter sido assistido, mas após sua aprovação no concurso vestibular, do qual participou pagando a inscrição com suas próprias economias, será: a) inexistente, porque o menor não foi emancipado. b) ineficaz, porque o agente não foi assistido nem representado. c) anulável, porque o agente é relativamente incapaz. d) anulável, porque o agente é absolutamente incapaz. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Como vimos anteriormente, o menor, entre 16 e 18 anos é considerado relativamente incapaz. Logo, para realizar um negócio jurídico válido (ex: a compra e venda de um imóvel), seria necessário ser assistido pelos seus representantes legais, sob pena de anulação deste negócio (se fosse menor de 16 anos, seria considerado absolutamente incapaz e o negócio seria reputado como nulo). O fato de ter ingressado em uma faculdade não o emancipa, pois a causa de emancipação é o fato ter colado
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR grau em curso de ensino superior. Da mesma forma, o fato de ter pago sua inscrição com economia própria não o emancipa, pois a causa legal de emancipação é “pelo estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha economia própria”. B.08) Assinale a alternativa CORRETA: a) a incapacidade será absoluta, quando houver proibição total do exercício do direito pelo incapaz, acarretando, em caso de violação do preceito, a possibilidade de decretação da anulação do ato. b) os menores somente são capazes de direitos e obrigações, quando representados ou assistidos. c) os menores relativamente incapazes, independente da presença de assistente, podem ser testemunhas em atos jurídicos e elaborar o seu próprio testamento. d) nosso Código Civil trata do instituto da comoriência, no livro do Direito das Sucessões, em razão de sua relevância para esse ramo do Direito Civil, que trata sobre a presunção absoluta de morte simultânea. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Observem como uma questão relativamente fácil pode se tornar um pouco mais difícil pela redação das alternativas. O examinador redigiu as alternativas de uma maneira em que o candidato deve pensar um pouco mais ao analisá-las. Além disso, exige conhecimentos específicos da parte especial do Código. De fato, a letra “c” está correta, pois um menor, entre 16 e 18 anos, já pode praticar alguns atos, mesmo sem assistência, tais como: casar (embora necessite para tanto de autorização dos pais – art. 1517, CC), fazer testamento (art. 1.860, parágrafo único, CC), servir como testemunha em contratos (art. 228, I, CC), celebrar contrato de trabalho, ser eleitor, receber poderes no contrato de mandato (art. 666, CC), etc. A alternativa “a” está errada, pois menciona que a incapacidade absoluta gera a anulação do ato. Na verdade a incapacidade absoluta gera a nulidade absoluto do ato; ou seja, o ato é nulo de pleno direito. O problema da nulidade ou anulabilidade será visto mais adiante, com maior profundidade, quando tratarmos do tema Negócio Jurídico. A “b” também está errada, pois uma pessoa, mesmo menor pode ser considerada capaz, se for emancipada; além disso, os menores possuem capacidade de direito ou gozo (que é inerente à personalidade). Portanto a expressão ‘somente’ está errada. Já a letra “d” também está errada, pois a comoriência é tratada na Parte Geral do Código e trata da presunção relativa de morte simultânea. B.09) (Analista Judiciário – 4a Região – 2005) A respeito das Pessoas Naturais, é CERTO que: a) os ébrios habituais, os viciados em tóxico e os pródigos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. b) a personalidade civil da pessoa começa com a concepção e termina com a morte, ainda que presumida, com ou sem declaração de ausência.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer. d) a menoridade cessa aos 21 anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. e) a declaração da morte presumida só poderá ser requerida se alguém, desaparecido em campanha, não for encontrado até 02 (dois) anos após o término da guerra. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Esta alternativa está certa, pois traz o texto expresso do art. 4o, inciso III, CC. A alternativa “a” está errada, pois de acordo com o art. 4o, CC as pessoas nele arroladas são relativamente incapazes. A alternativa “b” está errada, pois o Brasil (art. 2o, CC) adotou a Teoria Natalista; ou seja, inicia-se a personalidade com o nascimento com vida, e não com a concepção (embora a lei ponha a salvo os direitos do nascituro). A segunda parte da alternativa está correta, pois o art. 6o, CC prevê que a existência da pessoa natural termina com a morte, ainda que presumida e o art. 7o, CC permite, em circunstâncias especiais a declaração de morte presumida sem a decretação de ausência, como veremos na análise da alternativa “e”. A letra “d” está errada, pois o art. 5°, CC determina que a menoridade cessa ao 18 anos completos. A letra “e” também está errada. Embora a alternativa traga um exemplo de morte presumida sem declaração de ausência, não é apenas esta hipótese que autoriza a declaração da morte presumida. Um outro exemplo é o caso em que “for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida” (art. 7o, II, CC). Portanto a expressão “só” tornou a alternativa errada. B.10) (Procurador do Banco Central – 2005) São relativamente incapazes: a) os que por enfermidade ou deficiência mental não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. b) os maiores de 18 (dezoito) e menores de 21 (vinte e um anos). c) os ébrios habituais e os viciados em tóxicos que tenham o discernimento reduzido. d) os que, por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. e) os menores de 16 (dezesseis) anos. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Embora a alternativa apontada como correta não esteja completa, isto é, não traga todas as hipóteses do rol dos relativamente incapazes (art. 4o, CC), no entanto é a única que não contém erros. Observem que as letras “a”, “d” e “e” trazem hipóteses de absolutamente incapazes (art. 3o, CC). A letra “b” também está errada, pois a pessoa natural (ou física) quando completa 18 anos já é considerada absolutamente capaz.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR B.11) (Procurador do Banco Central – 2005) A existência da Pessoa Natural termina com a morte, a) a qual pode ser declarada, pelo Juiz, sem decretação de ausência, se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. b) presumindo-se a morte quanto aos ausentes, desde que aberta a sua sucessão provisória. c) a qual nunca pode ser presumida. d) e o ausente será presumido morto somente depois de contar 80 (oitenta) anos de idade e de 05 (cinco) anos antes forem suas últimas notícias. e) e o ausente será considerado presumidamente morto depois de 10 (dez) anos do pedido de sucessão definitiva. Comentários: Alternativa correta: letra “a”. De fato, o art. 6o, CC determina que a existência da pessoa natural termina com a morte, presumindo-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva. No entanto o art. 7o, I, CC permite a declaração de morte presumida sem a declaração de ausência, se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. A letra “b” está errada, pois como vimos da leitura do art. 6º, CC a presunção da morte se dá nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva (e não provisória, como na questão). A letra “c” está errada, pois afirma que a morte nunca poderia ser presumida, o que vai de encontro com os artigos mencionados. A letra “d” está errada, pois o art. 38, CC prevê que pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta com 80 (oitenta) anos de idade e que de 05 (cinco) datam as últimas notícias dele. Trata-se, portanto, de uma hipótese a mais de presunção de morte e não ‘somente’ esta hipótese (como afirmado na questão). Finalmente a letra “e” está errada, pois afirma que o ausente será presumido morto depois de 10 (dez) anos do pedido de sucessão definitiva, quando o correto seria 10 (dez) anos depois do trânsito em julgado da sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória (art. 37,CC). B.12) (ESAF - Advogado da IRB – Brasil Resseguros – 2008) Assinale a opção FALSA: a) o direito à personalidade é o direito da pessoa defender o que lhe é próprio, como a vida, a identidade, a liberdade, a imagem, a privacidade, a honra, etc. b) pessoa idosa poderá sofrer interdição se a senectude originar um estado patológico, retirando-lhe o necessário discernimento para pratica atos negociais. c) o pródigo é considerado, se sofre interdição, relativamente incapaz, estando privado, sem assistência do curador, da prática de atos que possam comprometer o seu patrimônio.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) o direito brasileiro não admite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência, para, em casos excepcionais, viabilizar o registro do óbito, resolver problemas jurídicos e regular a sucessão causa mortis. e) o instituto da incapacidade visa proteger os que são portadores de alguma deficiência jurídica apreciável, graduando a forma de proteção. Comentários: Alternativa incorreta: letra “d”. O que ocorre é exatamente o contrário. O art. 7°, CC admite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência, sempre que for extremamente provável a morte de alguém que estava em perigo de vida e se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. A alternativa “a” está correta, pois adquirindo a personalidade, o ser humano adquire o direito de defender o que lhe é próprio, como sua integridade física (vida, liberdade, identidade, alimentos, etc.), intelectual (liberdade de pensamento, autoria científica, artística e intelectual), moral (honra, segredo pessoal ou profissional, privacidade, imagem, opção religiosa ou sexual, etc.). É o que se extrai da Constituição Federal e dos artigos de 11 a 21 do CC. A alternativa “b” está correta. A senectude ou senilidade (ou seja, a velhice), por si só, não é causa de interdição. As pessoas com idade avançada podem realizar os negócios da vida civil normalmente. No entanto, poderá haver interdição se a velhice originar de um estado patológico, retirando o discernimento para a prática desses negócios, como a arteriosclerose, hipótese em que a incapacidade resulta do estado psíquico e não da velhice propriamente dita. A letra “c” está correta, pois o pródigo é o que dilapida, dissipa os seus bens ou seu patrimônio, fazendo gastos excessivos e anormais. Trata-se de um desvio de personalidade e não de alienação mental. Por isso deve ser interditado, nomeando-se um curador, que irá assisti-lo, para cuidar de seus bens. Portanto ele fica privado dos atos que possam comprometer seu patrimônio. Por fim a letra “e” está exata, quanto à definição de incapacidade, que visa a proteção, com certa graduação (incapacidade absoluta → art. 3°, CC e incapacidade relativa → art. 4°, CC). B.13) (Controladoria Geral da União – 2006) Assinale a opção VERDADEIRA. a) a capacidade de exercício pressupõe a de gozo e esta não pode subsistir sem a de fato ou de exercício. b) artista plástico menor, com 16 anos de idade, que, habitualmente, expõe, mediante remuneração, numa galeria, não adquire capacidade. c) a condenação criminal acarreta incapacidade civil. d) o estado civil é uno e indivisível, pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro, salvo nos casos de dupla nacionalidade. e) se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra, seus parentes poderão requerer ao Juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR Comentários: Alternativa correta: letra “d”. De fato, o estado de uma pessoa é regulado por normas de ordem pública, sendo: irrenunciável, uno e indivisível, inalienável, indisponível e imprescritível. A letra “a” está errada, pois afirma que a capacidade de gozo não pode subsistir sem a capacidade de fato. A situação inversa é a verdadeira: a capacidade de fato (ou exercício) depende da capacidade de gozo (ou direito). A letra “b” está errada: a doutrina costuma citar esse exemplo como causa de emancipação “por estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com 16 (dezesseis) anos completos tenha economia própria”. A letra “c” está errada, pois capacidade civil e a criminal são independentes. Finalmente a letra “e” está errada, pois se alguém desaparecer em campanha ou for feito prisioneiro, e não for encontrado até dois anos após o termino da guerra, já pode se declarada a morte presumida sem a declaração de sua ausência (art. 7o, CC). De fato deve haver um requerimento dos interessados (parentes). Mas não há nomeação de curador, pois esta figura somente aparece na fase de ausência, fase esta que não existe nesta hipótese. Com a declaração do Juiz, os bens transmitem-se, de imediato, para os herdeiros. B.14) (Tribunal de Contas da União – Analista de Controle Externo – ESAF - 2006) Aponte a opção FALSA. a) a capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. b) o portador de doença neurológica degenerativa progressiva grave, por não ter discernimento, é tido como absolutamente incapaz, devendo ser interditado e representado. c) a capacidade dos índios, pela sua gradativa assimilação à civilização, nos termos do atual Código Civil, deverá ser regida por leis especiais. d) admite-se a morte presumida sem decretação de ausência, em casos excepcionais (ex: naufrágio), para viabilizar o registro de óbito, resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis. e) a curatela é um instituto de interesse público, ou melhor, é um munus público, cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazê-lo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade. Comentários: Alternativa incorreta: letra “e”. O erro da questão está na expressão “somente”. O curador deve, além de administrar os bens do incapaz, também reger e defender esta pessoa. B.15) (FCC - Defensoria Pública do Estado do Ceará - 2009) A capacidade de fato... a) da pessoa natural inicia-se com o nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) da pessoa moral inicia-se com o nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. c) é relativa entre os dezesseis e vinte e um anos de idade e absoluta a partir de então. d) será absoluta a partir dos dezoito anos incompletos e não é perdida em razão do envelhecimento. e) não se apura exclusivamente com base no critério etário. Comentários: Alternativa correta: letra “e”. A capacidade de fato realmente não é apurada exclusivamente com base no critério etário, ou seja, relativo à idade. Há outros fatores que também são levados em conta (arts. 3o e 4o do CC) como: a enfermidade ou deficiência mental, impossibilidade (mesmo que transitória) de expressar a vontade, alcoolismo ou vício em drogas, prodigalidade, etc. A letra “a” está errada, pois se refere à personalidade e conseqüentemente à capacidade de direito (e não de fato ou exercício). A letra “b” está errada, pois a pessoa moral é a pessoa jurídica, sendo que a personalidade desta tem início com a inscrição de seu ato constitutivo no respectivo registro (art. 45, CC), como veremos na próxima aula. A letra “c” está errada, pois a capacidade relativa é entre os 16 e 18 anos (e não 21 como na questão), A letra “d” está errada, pois a partir dos 18 anos completos (e não incompletos) a pessoa passa a ser absolutamente capaz.

C) DOMICÍLIO
C.01) (Analista Judiciário – TRF 1a Região – 2006 – FCC) Considere as seguintes assertivas a respeito do domicílio: I – Se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. II – O domicílio do marítimo é, em regra, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. III – Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde residam seus ascendentes e, na falta deles, onde residam os descendentes. IV – Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. De acordo com o Código Civil brasileiro, está CORRETO o que se afirma SOMENTE em: a) I e III. b) I e IV. c) I, II e III. d) I, III e IV. e) II, III e IV. Comentários:
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR Alternativa correta: letra “b”. Somente as alternativas I e IV estão corretas. A questão trata do Domicílio da Pessoa Física ou Natural, que é o lugar onde a pessoa estabelece a sua residência com ânimo definitivo. A afirmativa I está correta, pois o art. 71, CC determina que se uma pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente viva, considera-se domicílio qualquer uma delas. Conclui-se que nosso legislador adotou o princípio da pluralidade domiciliar. A afirmativa IV também está correta, pois prevê o art. 76, CC que têm domicílio necessário: o incapaz (seja absoluta ou relativamente), o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. Completa o parágrafo único deste dispositivo afirmando: o domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença. A afirmativa II está errada, pois o domicílio do marítimo é o lugar onde o navio estiver matriculado (parte final do parágrafo único do art. 76, CC). A afirmativa III também está errada, pois quando uma pessoa não tem uma residência habitual seu domicílio é o lugar onde ela for encontrada (art. 73, CC) e não o lugar onde residem seus ascendentes ou descendentes. C.02) (Analista Judiciário – TRT 16a Região/MA – 2009 – FCC) Pessoa que seja possuidora de duas residências regulares. O seu domicílio poderá ser: a) a localidade em que por último passou a residir. b) o local de sua propriedade em que começou a residir em primeiro lugar. c) qualquer das residências. d) o local onde estiver residindo há mais tempo. e) somente se o imóvel for de sua propriedade. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Em qualquer das residências, nos termos do art. 71,CC. C.03) (Técnico Administrativo – TRF 1a Região – 2006) Maria é artista circense. Sua vida é viajar pelo Brasil fazendo espetáculos. Considerando que Maria nasceu no Rio de Janeiro, que seus pais residem em São Paulo e que seus filhos residem em Salvador, de acordo com o Código Civil brasileiro, ter-se-á como domicílio civil de Maria: a) o lugar em que for encontrada. b) Rio de Janeiro ou Salvador. c) Rio de Janeiro, somente. d) Salvador, somente. e) São Paulo, somente. Comentários:
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR Alternativa correta: letra “a”. O conceito de domicílio surge da necessidade legal que se tem de fixar as pessoas em determinado ponto do território nacional. Por isso, mesmo que uma pessoa não tenha uma residência fixa habitual, não tenha um ponto central de negócios, o Código Civil aponta um domicílio para ela, sendo este o lugar onde ela for encontrada. Assim, o domicílio dos circenses, dos ciganos, etc. é o lugar onde eles forem encontrados, nos termos do art. 73, CC. C.04) (Advogado do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – 2006) A respeito do domicílio, marque a afirmação CORRETA: a) o conceito de domicílio confunde-se com o de residência, nos inovadores termos do Código Civil de 2002. b) as pessoas jurídicas estatais – União, Estados e Municípios – não possuem um domicílio. c) como vigora em nosso sistema o princípio da unicidade de domicílio, é vedado ao particular possuir domicílio. d) havendo pluralidade de residências, cabe à autoridade pública indicar o domicílio da pessoa natural, a qual não terá direito de opção. e) é instituto caracterizado por um elemento objetivo, qual seja, o estabelecimento físico da pessoa e outro subjetivo, configurado pela intenção (animus) de permanência definitiva. Comentários: Alternativa correta: letra “e”. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece residência em um estabelecimento físico (elemento objetivo) com ânimo definitivo (elemento subjetivo) conforme o art. 70, CC. No entanto existem várias exceções a este princípio (arts. 71 a 73, CC). A letra “a” está errada, pois mesmo nos dias atuais o conceito de residência (lugar em que o indivíduo habita com a intenção de permanecer, mesmo que dele se ausente temporariamente, sendo uma situação de fato) é diferente do domicílio, que é uma situação jurídica. A alternativa “b” está errada, pois as Pessoas Jurídicas, inclusive as estatais (ou seja, as de Direito Público), possuem domicílio, sendo que o art. 75, CC aponta quais são estes domicílios. As alternativas “c” e “d” estão erradas, pois nossa legislação adotou o princípio da pluralidade domiciliar (art. 71, CC), quando a pessoa tiver mais de uma residência, sendo que será domicílio qualquer uma delas, a sua escolha. C.05) Assinale a alternativa CORRETA de acordo com as normas do Código Civil em vigor. Possui(em) domicílio necessário: a) o servidor público. b) apenas o preso e o militar. c) somente o marítimo, o militar e o incapaz. d) o militar da ativa ou da reserva. e) as pessoas casadas. Comentários:
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR Alternativa correta: letra “a”. Esta questão está prevista no art. 76, CC. A letra “b” está errada por causa da palavra ‘apenas’; o mesmo se diga em relação à expressão ‘somente’ da alternativa “c”. A letra “d” está errada, pois o militar da reserva (em outras palavras, o aposentado) não possui domicílio necessário. As pessoas casadas atualmente também não possuem domicílio casado (a título de curiosidade citamos que pelo Código anterior a mulher casada tinha domicílio necessário: era o de seu marido... mas isso já está totalmente ultrapassado). C.06) O domicílio, como consagrado pelo Código Civil, a) é único e consiste no local em que a pessoa estabelece residência com ânimo definitivo. b) é único e consiste no centro de ocupação habitual da pessoa natural. c) é considerado o local onde a pessoa exerce sua profissão. Se a pessoa exercer a profissão em locais diversos, deverá indicar um local específico para todas as relações correspondentes. d) pode ser plural, desde que a pessoa natural tenha diversas residências onde alternadamente viva. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. Já vimos que a lei brasileira prevê a possibilidade da pluralidade domiciliar (art. 71, CC). Observem que o parágrafo único do art. 72, CC não traz o dever de se indicar um local específico para as relações correspondentes. Daí estar a letra “c” errada. C.07) (OAB/MG INCORRETA: 2007) Sobre domicílio, assinale a alternativa

a) o domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. b) o domicílio do preso é o lugar onde foi processado. c) o domicílio do militar é o lugar onde servir. d) o domicílio do servidor público é o lugar em que exerce permanentemente suas funções. e) o domicílio do marítimo é o do lugar onde o navio estiver matriculado Comentários: Alternativa incorreta: letra “b”. Na realidade o domicílio do preso é o local onde ele cumpre a sentença (e não onde foi processado), conforme o art. 76, parágrafo único do CC. Notem que a lei menciona “sentença”. Não está errado. No entanto, para ser mais técnico, é interessante deixar claro que sentença é a decisão do Juiz de primeiro grau. Se houver recurso desta sentença o processo será encaminhado para o Tribunal de Justiça. A decisão do Tribunal é chamada de Acórdão (e não sentença). Por isso costumo dizer que o domicílio do preso é o local onde cumpre a decisão (termo que abrange tanto a sentença como o acórdão) condenatória.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR C.08) (Procurador do Banco Central – 2005) Considera-se domicílio da Pessoa Natural, quanto às relações concernentes à profissão: a) somente o lugar em que a pessoa natural estabelecer a sua residência com ânimo definitivo. b) o lugar onde esta é exercida, e se exercitar a profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. c) o lugar em que for encontrada em dia útil. d) somente um único lugar onde esta é exercida em caráter permanente e principal, desconsiderando-se qualquer outra localidade onde também a exerça, ainda que com habitualidade. e) apenas o lugar para o qual estiver inscrita em caráter permanente no órgão de classe correspondente, independentemente de exercê-la com habitualidade em outro local. Comentários: Alternativa correta: letra “b”. De uma forma geral, domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo (art. 70, CC). No entanto é também domicílio, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde ela é exercida. Observem que se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos, cada uma deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem (art. 72 e parágrafo único do CC). C.09) (Controladoria Geral da União – 2006) Os marítimos têm por domicílio o local onde estiver matriculado o navio. Tal domicílio é: a) voluntário geral. b) aparente. c) legal. d) ocasional. e) voluntário especial. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. A doutrina costuma classificar o domicílio em: a) voluntário (geral ou especial) e b) legal (ou necessário). O art. 76, CC enumera as hipóteses de domicílio necessário. Entre eles está o domicílio dos marítimos (oficiais e tripulantes da marinha mercante). C.10) (FCC - Técnico Judiciário TJ-PE/2007) Considere as afirmativas abaixo sobre domicílio civil. I. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada. II. Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, apenas sua sede será considerada domicílio para quaisquer atos praticados. III. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR IV. Nos contratos escritos, o domicílio deve ser necessariamente o local da residência dos contraentes. É correto o que se afirma APENAS em: (A) I e II. (B) I, II e III. (C) I e III. (D) II e III. (E) III e IV. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. A afirmação I está correta (art. 73, CC); a afirmação II está errada (art. 75, §1°, CC); a afirmação III está correta (art. 76); a afirmação IV está errada (art. 78, CC). C.11 (Auditor Fiscal do Estado da Paraíba – ICMS/PB - 2006) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo, porém a) quanto às relações concernentes à profissão também será domiciliada onde a profissão for exercida. b) o preso em cumprimento de sentença, ainda que a pena seja elevada, não perde o seu domicílio, que será considerado o local de sua última residência. c) o itinerante não tem domicílio. d) se tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domiciliada no local em que primeiro houver estabelecido residência. e) o domicílio do diplomata será, sempre, o Distrito Federal, enquanto servir no estrangeiro. Comentários: Alternativa correta: letra “a”. Nos termos do art. 72, CC. Lembrando apenas que o no caso do diplomata o domicílio será o Distrito Federal ou no último ponto do território nacional onde o teve (art. 77, CC).

D) EMANCIPAÇÃO
D.01) (TRF - Analista Judiciário – 2006 – 1a Região) Maria, Mariana e Mônica são menores de idade. Considerando-se que Maria contraiu matrimônio com João; Mariana exerceu emprego público transitório e Mônica colou grau em curso de ensino médio, cessou a incapacidade para os atos da vida civil para: a) Maria e Mônica. b) Maria e Mariana. c) Maria, Mariana e Mônica. d) Mônica. e) Maria. Comentários:
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR Alternativa correta: letra “e” – A questão trata da emancipação da Pessoa Natural, prevista no art. 5°, CC: A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do Juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II – pelo casamento; III – pelo exercício de emprego público efetivo; IV – pela colação de grau em curso de ensino superior; V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. Somente no caso de Maria é que realmente houve a cessação da incapacidade para os atos da vida civil. Notem que Maria se casou e o casamento é uma modalidade de emancipação (inciso II). Mariana exerceu emprego público transitório, sendo que apenas o emprego público efetivo é causa de emancipação (inciso III). Já Mônica colou grau em curso de ensino médio. Mas apenas o curso superior é causa de emancipação (inciso IV). D.02) É considerado como uma das formas de emancipação: a) o contrato de trabalho. b) o ingresso em curso superior. c) o exercício do direito ao voto. d) o casamento. e) o consentimento do tutor mediante instrumento público. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. O art. 5º, parágrafo único do CC arrola as hipóteses de emancipação, sendo certo que o casamento é uma delas. Um contrato de trabalho (letra “a”) por si só, não emancipa ninguém. Veja a “pegadinha” da letra “b”: é a colação de grau em ensino superior que emancipa uma pessoa natural. E não o seu ingresso em curso superior. Por isso que eu sempre digo que as questões não podem ser lidas de forma afoita. Tenha calma: leia o cabeçalho com atenção e a seguir todas as alternativas; vá eliminando as mais absurdas e somente ao final da leitura atenta de todas as alternativas assinale a que entenda como correta. Continuando: quanto ao exercício do direito de voto não há previsão legal relacionado com a capacidade civil; logo está errada. Finalmente deve ser esclarecido que o tutor não pode emancipar seu representado, pois desta forma ele estaria se livrando de uma obrigação legal (de um encargo, um munus). Neste caso a emancipação é feita pelo Juiz, se o menor tiver 16 anos, ouvido o tutor, depois de verificada a conveniência para o bem do menor. Assim quem emancipa é o Juiz e o tutor deve ser apenas consultado sobre a possibilidade. D.03) (Ordem dos Advogados do Brasil – Minas Gerais – 2007) A incapacidade cessará para os menores: a) pelo ingresso em curso de ensino superior. b) pela aprovação em concurso público.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) pela existência de relação de emprego, desde que, em função dela, o menor, com dezesseis anos completos, tenha economia própria. d) por sentença do Juiz, ouvidos os pais, ainda que o menor não tenha dezesseis anos completos. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. Trata-se da aplicação do art. 5o, parágrafo único inciso V do CC. A letra “a” está errada, pois a emancipação se dá com a colação (e não com o ingresso) em ensino superior; a letra “b” está errada, pois é pelo exercício de emprego público efetivo (e não pela simples aprovação em concurso); a letra “d” está errada, pois a emancipação será dada pelo Juiz ouvido o tutor (e não os pais) e desde que o menor tenha 16 anos completos. D.04) Flávia, divorciada, com dezessete anos de idade, celebra um contrato de locação de um imóvel de sua propriedade, sem a assistência de seus pais. Pode-se afirmar que o contrato é: a) nulo em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. b) anulável em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. c) nulo, pois Flávia não atingiu a maioridade. d) válido, pois Flávia está emancipada. e) válido, pois em qualquer locação de imóvel basta a idade de dezesseis anos do locador para sua validade. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. Observem que apesar de ter 17 anos e ter celebrado um contrato sem a assistência de seus, Flávia é divorciada. Logo foi casada. E o casamento é uma forma de emancipação (art. 5o, parágrafo único, inciso II do CC) e o divórcio não faz com que se perca a emancipação. Logo o negócio é plenamente válido por ter sido realizado por pessoa emancipada. D.05) Assinale a alternativa INCORRETA: a) a incapacidade relativa, ao contrário da incapacidade absoluta, não afeta a aptidão para o gozo de direitos, uma vez que o exercício será sempre possível com a representação. b) a emancipação do menor pode ser obtida com a relação de emprego que proporcione economia própria, desde que tenha 16 anos completos. c) pode ser declarada a morte presumida, sem decretação da ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. d) a mulher pode casar-se com 16 anos, desde que com autorização dos pais ou responsáveis. e) os viciados em tóxicos e os alcoólatras relativamente incapazes.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR Comentários: Alternativa incorreta: letra “a”. A questão trata de temas variados desta aula. E observem que a questão pede que seja assinalada a alternativa incorreta. A letra “a”, realmente está errada, pois a incapacidade relativa é suprida pela assistência e não pela representação. Além disso, tanto a incapacidade absoluta como a relativa (espécies de capacidade de fato ou exercício), não afetam a aptidão para o gozo de direitos (capacidade de direito). A alternativa “b” está correta, pois o artigo 5o, parágrafo único, inciso V do CC permite a emancipação pela existência de emprego, desde que tenha 16 anos completos. A letra “c” também está correta, pois o art. 7o, CC permite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência na hipótese narrada na questão. A letra “d” também está correta, pois tanto a mulher como o homem podem se casar aos 16 anos, necessitando, para tanto, de autorização dos pais. Trata-se de um dispositivo referente ao Direito de Família (art. 1.517, CC: O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil). Acrescente-se que celebrado o casamento de uma pessoa com 16 anos ocorre a emancipação, cessando a incapacidade e ficando o menor habilitado para a prática de todos os atos na vida civil (arts. 5o e 1.511, CC). A letra “e” está correta, pois o art. 4o, inciso II, CC prevê que os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido são relativamente incapazes. D.06) Assinale a alternativa CORRETA: a) são considerados relativamente capazes os maiores de dezoito e menores de vinte e um anos. b) os absolutamente incapazes, desde que assistidos pelos pais, estão aptos a praticar os atos da vida civil. c) os pródigos são considerados absolutamente incapazes. d) para os menores a incapacidade poderá cessar com o casamento. e) o tutor pode emancipar o relativamente incapaz. Comentários: Alternativa correta: letra “d”. O casamento é uma das hipóteses de emancipação, por isso é uma das causa em que a incapacidade poderá cessar. A letra “a” está errada, pois os relativamente capazes (embora este termo não esteja errado, é mais técnico usar a expressão “relativamente incapazes”) são as pessoas maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. A letra “b” também está errada, pois os absolutamente incapazes devem ser representados (e não assistidos) por seus representantes legais. Os pródigos são considerados relativamente incapazes (letra “c” errada). Finalmente vimos que o tutor não pode emancipar o menor. Se este não tiver pais a emancipação deve ser concedida pelo Juiz, que irá apenas consultar o tutor a respeito (letra “e” errada).

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR D.07) Assinale, considerando as normas do Código Civil em vigor, entre as alternativas seguintes, a CORRETA. a) a existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. b) a emancipação pode se dar com a concessão dos pais, com a sentença do Juiz, ouvido o tutor, nos casos em que não há poder familiar; com o casamento; com emprego público efetivo, com a colação de grau superior e com o estabelecimento civil ou comercial com economia própria. c) o embrião fecundado in vitro e não implantado no útero materno é sujeito de direito, equiparado ao nascituro, de acordo com a legislação em vigor. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal, o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. e) se dois indivíduos falecerem na mesma ocasião, ocorreu o instituto da comociência em que se presume que a pessoa mais velha morreu primeiro. Comentários: Alternativa correta: letra “b”. A alternativa correta trata da leitura atenta do art. 5o e seu parágrafo único do CC, ou seja, as hipóteses de emancipação. No entanto a questão como um todo, pode ser considerada perigosa! A letra “a” está errada. Trata-se de um erro sutil, pois o art. 6o, CC fala em abertura da sucessão definitiva (e não provisória, como na questão). A letra “c” está incorreta, pois em que pese algumas posições doutrinárias divergentes, devemos nos ater ao que diz o texto de nosso Código Civil. O art. 2o, CC prevê que a lei põe a salvo os direitos do nascituro, nada mencionando sobre embriões e a hipótese da fecundação in vitro. Portanto não há esta equiparação pela lei. Isto ainda pode mudar no futuro. Mas atualmente não há equiparação do embrião fecundado in vitro e ainda não implantado no útero materno com o nascituro propriamente dito. Além disso, o nascituro não é um sujeito de direitos, pois ainda não nasceu. A alternativa “d” também está incorreta, pois o art. 19, CC equipara o pseudônimo ao nome para fins de proteção civil, principalmente sendo a atividade lícita. A letra “e” está errada, pois o instituto é da comoriência (e não comociência). Além disso, a presunção (que é relativa, ou seja, admite prova em contrário) é de que ambos morreram simultaneamente (art. 8°, CC). D.08) A emancipação do menor estará CORRETA, se: a) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, automaticamente. b) por concessão dos pais, ao menor de 16 (dezesseis) anos completos, por instrumento público, homologado judicialmente. c) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, concedida por seus pais por instrumento público, independentemente de homologação judicial. d) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, por sentença do Juiz, independentemente de ser ouvido o tutor.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos qualquer um dos pais poderá emancipá-lo, mas em havendo um conflito de interesses entre ambos o juiz nomeará um tutor para a emancipação. Comentários: Alternativa correta: letra “c”. A emancipação do menor de 18, mas maior de 16 anos se dará por concessão de ambos os pais (na falta de um o outro), por meio de instrumento público, independentemente de homologação judicial (alternativa “b” errada). Se houver um conflito entre os pais o próprio Juiz é quem decidirá pela emancipação (ou não) do menor, tendo-se em vista o que será melhor para o menor (alternativa “e” errada). Vejam que se o aluno for afoito, pode assinalar a alternativa “a” como correta, mas ela está incompleta, pois não basta somente ter 16 anos; alcançada esta idade não há emancipação automática. A letra “d” também está errada, pois se o menor não estiver sob o poder familiar por algum motivo, será nomeado um tutor; mas este não poderá emancipar o menor; a emancipação neste caso será feita pelo Juiz, através de uma sentença, sendo que no processo o tutor será apenas consultado sobre a possibilidade de emancipação. D.09) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Diz a lei que são hipóteses em que cessa a incapacidade dos menores, EXCETO: a) pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial. b) pelo casamento. c) pelo exercício de emprego público efetivo. d) pela colação de grau em curso de ensino superior. e) pela existência de relação de emprego, desde que, em função dela, o menor com quinze anos completos detenha economia própria. Comentários: Alternativa incorreta: letra “e”. O art. 5o, parágrafo único, inciso V, CC determina que a emancipação, neste caso, se dá se o menor tiver dezesseis anos completos. As demais alternativas estão previstas no dispositivo citado. Meus amigos e alunos: a exemplo da aula anterior, para que ela fique ainda mais completa, inserimos mais testes. Só que estes seguem o padrão da CESPE/UnB, julgando as assertivas e colocando CERTO ou ERRADO. Reforçando: estes exercícios são apenas um complemento da aula. QUESTÃO 01 (CESPE/UnB – Analista Processual – MPU/2010) Considerando a regulamentação constitucional e civilista, julgue os próximos itens: a) De acordo com o Código Civil, o domicílio do marítimo e do militar do Exército é o de eleição da pessoa natural; o do preso condenado e do incapaz, o domicílio necessário.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) Para que a ocorrência de fato natural não resulte em extinção de uma pessoa jurídica, pode-se prever, no ato constitutivo da entidade, manutenção de suas atividades. c) Personalidade jurídica, definida como a maior ou menor extensão dos direitos e das obrigações de uma pessoa, representa um atributo. COMENTÁRIOS: a) Errado. O domicílio do marítimo é o local onde o navio estiver matriculado e o do militar do exército, o local onde servir (portanto, nestas hipóteses, não há domicílio de eleição, mas sim domicílio necessário). Já o domicílio do preso condenado é lugar onde está cumprindo a sentença e o do incapaz o do seu representante ou assistente (portanto, estas pessoas possuem domicílio necessário). Conferir art. 76 e seu parágrafo único do CC. b) Certo. A expressão “ocorrência de fato natural” utilizada pelo examinador para a extinção da pessoa jurídica significa que pelo menos um dos sócios faleceu (a morte é um fato natural). E esta, de fato, pode ser uma causa de extinção da pessoa jurídica. Ocorre que o ato constitutivo da entidade pode prever o prosseguimento das suas atividades por intermédio dos demais membros ou de seus herdeiros. Prescreve o art. 46, VI, CC que o registro deve conter as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. c) Errado. Personalidade é o conjunto de caracteres próprios da pessoa, reconhecida pela ordem jurídica a alguém, sendo a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações. É atributo da dignidade do homem. Está errado afirmar que ela se define como maior ou menor extensão dos direitos e obrigações. QUESTÃO 02 (CESPE/UnB – Analista e Técnico Judiciário – Área Judiciária – TRT 17a Região/ES – 2009) A respeito das pessoas naturais e jurídicas, e do domicílio, julgue os seguintes itens. a) No caso de preso ainda não condenado, o domicílio deste será o voluntário. b) Personalidade jurídica é a potencialidade de a pessoa adquirir direitos ou contrair obrigações na ordem civil. c) Pode ser declarada por sentença a morte presumida da pessoa natural sem a necessidade da decretação da sua ausência. COMENTÁRIOS: a) Certo. O art. 76, CC exige que haja uma sentença. Portanto, o domicílio necessário do preso somente se aplica quando houver sentença condenatória, não abrangendo casos de prisão provisória. Alguns autores ainda exigem que haja o trânsito em julgado da decisão condenatória. b) Certo. Personalidade é o conjunto de caracteres próprios da pessoa, reconhecida pela ordem jurídica a alguém, sendo a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) Certo. Pode ser declarada por sentença a morte presumida da pessoa natural sem a necessidade da decretação da sua ausência, nas hipóteses do art. 7o, CC. QUESTÃO 03 (CESPE/UnB - TCU – Analista de Controle Externo – 2008) Julgue os itens a seguir: a) Os pais de Hortelino, jovem de 19 anos de idade, faleceram em grave acidente automobilístico, herdando ele todos os bens e passando a residir com seus avós maternos. Tempos depois, necessitando saldar dívidas contraídas com cartão de crédito, fez, sozinho e de boa-fé, a venda de uma casa de praia a um casal de argentinos residentes na França. Nessa situação, essa venda é anulável, pois trata-se de negócio jurídico efetuado por indivíduo relativamente incapaz não assistido por seus representantes legais. b) Ranulfo, auditor-fiscal lotado na Delegacia da Receita Federal em Boa Vista-RR, foi nomeado para o cargo em comissão de diretor financeiro de uma autarquia com sede em Brasília. Nessa situação, durante o período em que ele estiver exercendo esse cargo, Ranulfo passará a ter por domicílio a Capital Federal, configurando-se o que se denomina domicílio necessário. c) Genivaldo, residente em Teresina-PI, adquiriu um automóvel por meio de financiamento obtido junto à financeira da própria montadora, com sede em São Paulo. Nesse caso, inobstante tal fato, Genivaldo poderá demandar judicialmente a referida instituição financeira na própria capital piauiense, local onde foi assinado o contrato. COMENTÁRIOS: a) Errado. Hortelino possui 19 (dezenove) anos de idade. Com essa idade já é absolutamente capaz (art. 5o, caput, CC). Portanto a venda que realizou é considerada válida. b) Errado. O domicílio necessário do servidor público é o local onde ele exerce permanentemente suas funções (art. 76, CC). No caso ele foi nomeado para um cargo em comissão (que não é permanente). Portanto seu domicílio continua sendo em Boa Vista, Roraima. c) Certo. O art. 78, CC prevê que os contratantes podem especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. No caso concreto é Teresina, no Estado do Piauí. QUESTÃO 04 (CESPE/UnB – Advogado Geral da União - 2008) Suponha-se que Aldo, com dezesseis anos de idade, deseja ser emancipado por seus pais. Nessa situação e de acordo com a legislação civil vigente relativa à emancipação e à família, julgue os itens em seguida. a) Se apenas o pai de Aldo desejar emancipá-lo, essa emancipação terá efeito de pleno direito, nos termos do Código Civil vigente. b) A hipótese de emancipação apresentada é classificada pela doutrina como emancipação voluntária.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) Caso Aldo se case com Maria, de dezessete anos de idade, tornar-se-á plenamente capaz, apesar de não ter 18 anos de idade, o mesmo ocorrendo com ela. d) Supondo que Aldo esteja concluindo a 3a série do ensino médio; caso ele seja aprovado no vestibular, será automaticamente emancipado. e) Caso Aldo seja emancipado com a concordância de seus pais e queira se casar após a emancipação, ainda assim deverá ter a autorização deles. COMENTÁRIOS: a) Errado. De acordo com o art. 5o, parágrafo único, inciso I do CC, para se emancipar alguém é necessária a concessão de ambos os pais. Somente na hipótese de um dos pais faltar (ex: morte, ausência, perda ou suspensão do poder familiar, etc.) o outro poderá emancipar sozinho. b) Certo. A emancipação também é conhecida como antecipação dos efeitos da maioridade e possui muitas espécies. Uma delas é emancipação voluntária (ou emancipação parental), em que os pais autorizam a emancipação, sem necessitar de homologação do Juiz. Trata-se de uma questão em que se exige do candidato o conhecimento de expressões sinônimas. c) Certo. O casamento é forma de emancipação da pessoa natural, conforme o art. 5º, parágrafo único, II, CC, lembrando que a idade nupcial é de 16 anos. Ambos necessitarão apenas da autorização de seus pais para o casamento (art. 1.511, CC). A emancipação se dá com a efetiva realização do casamento. Lembrando que o divórcio e a viuvez não implicam no retorno à incapacidade. d) Errado. A emancipação se dá com a colação de grau superior (faculdade) e não o fato de ter sido aprovado em um vestibular (confira: art. 5º, parágrafo único, inciso IV, CC). e) Errado. Uma vez emancipado pela concessão dos pais, a pessoa já pode realizar todos os atos negociais em nome próprio, sem assistência ou autorização de seus pais. Pode comprar, vender, doar, hipotecar, enfim, realizar todos os atos da vida civil, inclusive se casar, pois já é emancipado e, por tal motivo, absolutamente capaz. QUESTÃO 05 (CESPE/UnB - INSS/2008 – Analista do Seguro Social com Formação em Direito) No que concerne ao direito civil das pessoas, julgue os itens subsequentes. a) A capacidade de fato ou de exercício da pessoa natural é a aptidão oriunda da personalidade para adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. b) Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos. c) O foro de eleição constitui espécie de domicílio necessário ou legal especial.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR COMENTÁRIOS: a) Errado. É a capacidade de direito que é oriunda da personalidade, para adquirir direitos e contrair obrigações, própria de todo ser humano e que só se perde com a morte. Já a capacidade de fato ou de exercício é a aptidão para exercitar por si próprio os atos da vida civil. b) Certo. Trata-se do instituto da comoriência, previsto no art. 8o, CC. c) Errado. O foro de eleição é uma espécie de domicílio voluntário especial. QUESTÃO 06 (CESPE/UnB - INSS/2008 – Analista do Seguro Social) Acerca da tutela e curatela no direito civil, julgue os seguintes itens. a) Tutela e poder familiar são institutos jurídicos que não se excluem, ou seja, podem coexistir e, assim, terem ambos, por objeto, a um só tempo, o mesmo incapaz. b) A sentença que declara a interdição do incapaz, em qualquer hipótese, somente produz efeitos após o seu trânsito em julgado. COMENTÁRIOS: a) Errado. A tutela é um instituto de caráter assistencial que tem por finalidade substituir o poder familiar. Protege o menor (impúbere ou púbere) não emancipado e seus bens, se seus pais falecerem ou forem suspensos ou destituídos do poder familiar. Somente se pode falar em tutela se não houver poder familiar. Portanto são institutos que se excluem. b) Errado (questão de doutrina). A regra é que a sentença somente produz efeitos após o seu trânsito em julgado. Admite-se, porém, em situações bem especiais, a produção de efeitos de forma retroativa, como no caso em que uma pessoa, reconhecidamente por todos da comunidade em que vive (inclusive pelo comprador) como doente mental, mas ainda não declarado por sentença como tal, vendeu sua casa e a ação de interdição somente foi proposta posteriormente à venda. Neste caso a doutrina entende que há a possibilidade de retroatividade da sentença de interdição. Leva-se em consideração: a data da realização do negócio (próxima a do ingresso com ação), grau da doença mental, se a doença era aparente ou não, se era ou não do conhecimento da outra parte, valor do negócio, etc. Assim, o erro da questão reside na expressão “em qualquer hipótese”. QUESTÃO 07 (CESPE/UnB – Analista Judiciário TST – 2008) O cientista francês Philippe Charlier trouxe à tona uma revelação inimaginável: os restos mortais da guerreira e mártir francesa Joana d’Arc são falsos — e, na realidade, podem ser de uma múmia egípcia. (Revista IstoÉ - 11/4/2007, p. 75 - com adaptações). Considerando a notícia acima e a legislação civil brasileira, julgue os itens a seguir. a) Se Joana d’Arc fosse brasileira, a personalidade jurídica dessa heroína teria se iniciado no momento em que foi concebida, pois a partir desse momento estariam legalmente assegurados os seus direitos.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) A divulgação da referida descoberta, feita pelo cientista francês à imprensa, classifica-se como um fato jurídico stricto sensu. c) O nome do renomado pesquisador faz parte de seus direitos de propriedade, o que lhe assegura compensação financeira pelo uso não autorizado de seu nome. d) Se o cientista em questão fosse de nacionalidade brasileira, porém domiciliado na Alemanha, as regras relativas ao princípio e término de sua personalidade jurídica seriam as contidas no direito alemão. COMENTÁRIOS: a) Errado. O art. 2o, CC prevê que embora a lei ponha a salvo os direitos do nascituro, a personalidade da pessoa natural se inicia com o nascimento com vida. b) Errado. Veremos em aula mais adiante que fato jurídico em sentido estrito é o nascimento, a morte, bem como outros fatos naturais dos quais não dependem da vontade humana. No caso concreto a divulgação da descoberta é um fato que depende da vontade humana c) Errado. Os arts. 17 e 18, CC determinam que o nome de uma pessoa não pode ser usado em publicações que exponham a pessoa ao desprezo publico, bem como em propagandas comerciais sem autorização. Como o relatado na questão não se encaixa nestas hipóteses, não haverá esta compensação financeira. d) Certo. A resposta para esta questão está na aula anterior, sobre a Lei de Introdução do Código Civil. O art. 7o, caput, da LICC prevê que “a lei do País em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família”. QUESTÃO 08 (CESPE/UnB – Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo – 2009) De acordo com o Código Civil, julgue os itens seguintes. a) O indivíduo não pode ser constrangido a submeter-se a tratamento ou a intervenção cirúrgica com risco de morte. b) No que concerne a domicílio, é correto afirmar que, tendo uma pessoa natural vivido sucessivamente em diversas residências, qualquer uma delas será considerada como domicílio seu. c) A fixação da residência em determinado lugar configura o elemento subjetivo inerente ao conceito legal do domicílio da pessoa natural. COMENTÁRIOS: a) Certo. É o que prevê o art. 15, CC. b) Errado (pegadinha). A pluralidade domiciliar somente é aplicável na hipótese de alternância da residência. A questão fala em “tendo vivido sucessivamente”. Esta situação não se enquadra no disposto no art. 71, CC. c) Errado. A fixação da residência em determinado local configura o elemento objetivo. O elemento subjetivo é a intenção de permanecer neste local, com ânimo definitivo (também chamado de animus manendi).
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR QUESTÃO 09 (CESPE/UnB – Analista Judiciário STM/2011) No que se refere ao Novo Código Civil, julgue o item a seguir. a) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se divorciar aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz. COMENTÁRIOS: a) Errado. Após a celebração de um casamento, se um dos cônjuges for menor, será considerado emancipado. O divórcio, a viuvez e mesmo a anulação do casamento ocorrida logo a seguir não implicam no retorno à incapacidade. Em relação a um casamento nulo (não é a hipótese da questão) “pode” fazer com que se retorne à situação de incapaz. Obs.: a questão origina falava em “separar judicialmente”. No entanto a doutrina entende que a separação judicial foi revogada de nosso ordenamento jurídico.

LISTA DE EXERCÍCIOS SEM COMENTÁRIOS A) PERSONALIDADE
A.01) De acordo com o Código Civil, os direitos inerentes à dignidade da pessoa humana são: a) absolutos, intransmissíveis, irrenunciáveis, ilimitados e imprescritíveis. b) relativos, transmissíveis, renunciáveis, limitados. c) absolutos, transmissíveis, impenhoráveis. imprescritíveis, ilimitados, em renunciáveis, determinadas

d) inatos, absolutos, intransmissíveis, situações, limitados e imprescritíveis.

renunciáveis

e) absolutos, intransmissíveis, irrenunciáveis, ilimitados e penhoráveis. A.02) (OAB/SP – irrenunciáveis e ... 2005) Os direitos da personalidade são

a) disponíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. b) intransmissíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. c) intransmissíveis, podendo o seu exercício sofrer, parcialmente, limitação voluntária. d) intransmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. A.03) Sobre tutela dos direitos da personalidade assinale a alternativa CORRETA: a) falecida a pessoa, cessa a possibilidade de tutela desses direitos. b) é vedada à pessoa a disposição gratuita do próprio corpo. c) no ordenamento jurídico brasileiro, não se admite a possibilidade de alteração do sobrenome.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) para a manutenção da ordem pública, o Código Civil admite a exposição da imagem da pessoa sem sua autorização. e) uma pessoa pode ser constrangida a submeter-se a uma intervenção cirúrgica, mesmo que esta exponha o paciente a risco de vida. A.04) Sobre os direitos de personalidade, pode-se afirmar que: a) a pessoa jurídica não é titular de tais direitos, por não ser detentora de honra. b) são renunciáveis, podendo seu exercício sofrer limitação voluntária. c) é permitida a disposição livre e onerosa do próprio corpo, para quaisquer fins. d) embora eles sejam intransmissíveis, o direito de exigir sua reparação transmite-se aos sucessores. e) caracterizam-se por serem apenas extrapatrimoniais. A.05) (Procurador do Distrito Federal – 2005) Quanto aos direitos de personalidade, pode-se afirmar: a) é vedado, seja qual for a hipótese, à pessoa juridicamente capaz, dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo, pois os direitos de personalidade, entre os quais se pode citar a integridade física, são irrenunciáveis. b) é viável a utilização, por terceiro, da imagem de uma pessoa, desde que tal uso não lhe atinja a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, nem se destine a fins comerciais. c) pelo Código Civil os direitos de personalidade são irrenunciáveis, porém são admitidas diversas limitações voluntárias. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal, o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. e) apenas o titular do direito de personalidade pode exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, sendo vedado a qualquer outra pessoa levar a efeito tais medidas, ainda que o titular do direito de personalidade já tenha falecido. A.06) (Tribunal Regional Federal - 1a Região – Técnico Administrativo – 2006) Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos de personalidade são: a) irrenunciáveis, mas transmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. b) renunciáveis e transmissíveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. c) irrenunciáveis e intransmissíveis, mas pode o seu exercício sofrer limitação voluntária.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) renunciáveis e transmissíveis, mas não pode o seu exercício sofrer limitação voluntária. e) irrenunciáveis e intransmissíveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. A.07) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Assinale a alternativa CORRETA da disciplina do Código Civil sobre os direitos de personalidade: a) os direitos de personalidade são sempre intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. b) é sempre defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes; todavia é válida a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte, com objetivo altruístico ou científico. c) com a finalidade de preservação do direito à integridade física é possível, mediante determinação judicial, a adoção coativa de tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. d) o nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, desde que presente a intenção difamatória, bem como, sem autorização, não será utilizado em propaganda comercial. e) o pseudônimo adotado para atividade lícitas goza da proteção que se dá ao nome. A.08) (CESPE/UnB - OAB/SP – 2008) Não é própria aos direitos da personalidade a qualidade de: a) imprescritibilidade. b) irrenunciabilidade. c) disponibilidade. d) efeitos erga omnes. e) impenhorabilidade. A.09) (Fundação Getúlio Vargas – Magistratura do Estado do Pará) O Código Civil, no âmbito dos direitos da personalidade, no que concerne às circunstâncias de transgenitalização: a) proíbe. b) impõe. c) estimula. d) permite. e) vilipendia. A.10) (OAB/RS – 2006) Em se tratando de direitos da personalidade, assinale a alternativa CORRETA.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) na hipótese de manutenção da ordem pública, a lei civil autoriza a divulgação da imagem da pessoa sem a sua devida e prévia autorização. b) os direitos da personalidade se enquadram no campo dos direitos eminentemente relativos. c) ocorrendo a morte da pessoa, cessa a tutela sobre sua personalidade. d) não há previsão legal que regule a possibilidade de alteração do sobrenome da pessoa. e) o elemento que permite integrar o nome, objetivando distinguir pessoas de uma mesma família com nomes iguais denomina-se codinome. A.11) (OAB/MG – 2007) Assinale a afirmativa CORRETA: a) a publicação, exposição ou utilização da imagem da pessoa é, de maneira geral, permitida, sendo necessária sua autorização se lhe atingir a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destinar a fins comerciais. b) a existência legal da pessoa natural se dá a partir do registro no Cartório Civil das Pessoas Naturais. c) o nome da pessoa natural é protegido contra qualquer divulgação ou publicação não autorizada pelo titular, podendo este obter judicialmente a cessação da divulgação ou publicação ou, ainda, indenização pelas perdas e danos daí decorrentes. d) havendo alguma lesão ao direito de personalidade, o interessado tem direito de reclamar somente as eventuais perdas e danos desta lesão. A.12) (Delegado de Polícia Civil do Estado de Goiás – 2003) O Código Civil preceitua que “se pode exigir que cesse a ameaça ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei”. Em caso de morte, tem legitimação para requerer a medida prevista no artigo citado: a) o cônjuge sobrevivente e os demais descendentes. b) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até o terceiro grau. c) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até o quarto grau. d) o cônjuge sobrevivente, qualquer parente em linha reta e colateral até o segundo grau. e) o cônjuge sobrevivente, os descendentes e os colaterais até o quarto grau. A.13) (Defensoria Pública do Estado do Ceará – FCC – 2009) O envelhecimento é um direito personalíssimo e sua proteção um direito social, razão pela qual fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos, urbanos e semiurbanos, a toda pessoa com mais de:

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) 65 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. b) 60 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. c) 65 anos, incluindo-se os serviços seletivos e especiais, ainda que prestados paralelamente aos serviços regulares. d) 70 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, quando prestados paralelamente aos serviços regulares. e) 65 anos, exceto nos serviços seletivos e especiais, mesmo quando inexistir serviços regulares. A.14) (Advogado Contencioso do BNDES – 2009) Desaparecendo alguém em uma catástrofe, provada a sua presença no local do acidente e não sendo encontrado o cadáver para exame: a) será declarado morto à vista após a confecção do Boletim de Ocorrência registrando o sinistro e de sua apresentação no Cartório de Pessoas Naturais. b) somente será considerado morto vinte anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. c) se o ausente contar com 70 anos e decorrendo cinco anos de suas últimas notícias, será declarado morto. d) poderão os juizes togados, mediante justificação, determinar a lavratura do assento de óbito. e) será declarado morto apenas depois de contar oitenta anos de idade e haverem decorrido cinco anos de suas últimas notícias. A.15) (ESAF – AFRFB/2009) Se uma pessoa, que participava de operações bélicas, não for encontrada até dois anos após o término da guerra, configurada está a: a) declaração judicial de morte presumida, sem decretação de ausência. b) comoriência. c) morte civil. d) morte presumida pela declaração judicial de ausência. e) morte real. A.16) (VUNESP – Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – 2011) Considerando a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta quanto ao direito de ser reconhecido como filho, mediante a ação própria de investigação de paternidade. a) é imprescritível, por se tratar de direito personalíssimo. b) prescreve em quatro anos, a contar da maioridade ou emancipação do filho. c) somente pode ser intentada após a ação de anulação de registro.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) somente pode ser proposta se vivo o pai.

B) CAPACIDADE
B.01) São consideradas absolutamente incapazes pela atual legislação civil: I – os menores de 16 anos. II – os maiores de 80 anos. III – os silvícolas. IV – os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiveram o necessário discernimento para a prática desses atos. V – os que, por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. ASSINALE: a) os itens I, II e IV são considerados corretos. b) somente o item I está correto. c) os itens I, IV e V estão corretos. d) somente o item V está incorreto. e) todas as alternativas estão corretas. B.02) São absolutamente incapazes os menores de: a) 16 anos; os que somente não puderem exprimir sua vontade, em razão e por causa permanente. b) 18 anos; os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os excepcionais sem desenvolvimento mental completo. c) 16 anos; os que por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os que mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. d) 16 anos; os ébrios habituais; os pródigos; os toxicômanos. e) 16 anos, os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil; os pródigos. B.03) É INCORRETO afirmar que são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: a) os ébrios habituais e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido. b) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo. c) os maiores de 14 e menores de 18 anos. d) os pródigos. e) os viciados em tóxicos que por este motivo tenham o discernimento reduzido.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR B.04) Uma pessoa com dezenove anos de idade, que sempre trabalhou na roça, sendo que por esse motivo não teve o seu registro de nascimento realizado: a) por não ter sido registrada ainda, não existe juridicamente como pessoa natural. b) é pessoa plenamente capaz. c) é pessoa relativamente incapaz. d) é pessoa absolutamente incapaz. e) não será considerada pessoa, nem mesmo se for registrada, pois não há registro retroativo. B.05) (OAB/RS – 2006) Quanto à capacidade civil, podemos afirmar que: a) os menores de 18 anos são absolutamente incapazes para exercer pessoalmente qualquer ato da vida civil. b) são relativamente incapazes os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. c) os menores de 16 anos já podem contratar, sem haja vício de vontade. d) os pródigos são incapazes relativamente a certos atos. B.06) (Magistratura - São Paulo. Concurso 171) O Código Civil exige, para a validade na realização de um ato jurídico, que o agente seja capaz. Tal disposição legal configura a exigência de que o agente: a) tenha capacidade de gozo ou de direito. b) tenha capacidade de fato ou exercício. c) seja pessoa física, dotado de personalidade jurídica. c) somente tenha sempre mais de 18 anos. d) mesmo menor de 16 anos, seja assistido por seu representante legal. B.07) A venda de um imóvel por um menor, com dezessete anos de idade, sem ter sido assistido, mas após sua aprovação no concurso vestibular, do qual participou pagando a inscrição com suas próprias economias, será: a) inexistente, porque o menor não foi emancipado. b) ineficaz, porque o agente não foi assistido nem representado. c) anulável, porque o agente é relativamente incapaz. d) anulável, porque o agente é absolutamente incapaz. B.08) Assinale a alternativa CORRETA: a) a incapacidade será absoluta, quando houver proibição total do exercício do direito pelo incapaz, acarretando, em caso de violação do preceito, a possibilidade de decretação da anulação do ato.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) os menores somente são capazes de direitos e obrigações, quando representados ou assistidos. c) os menores relativamente incapazes, independente da presença de assistente, podem ser testemunhas em atos jurídicos e elaborar o seu próprio testamento. d) nosso Código Civil trata do instituto da comoriência, no livro do Direito das Sucessões, em razão de sua relevância para esse ramo do Direito Civil, que trata sobre a presunção absoluta de morte simultânea. B.09) (Analista Judiciário – 4a Região – 2005) A respeito das Pessoas Naturais, é CERTO que: a) os ébrios habituais, os viciados em tóxico e os pródigos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil. b) a personalidade civil da pessoa começa com a concepção e termina com a morte, ainda que presumida, com ou sem declaração de ausência. c) os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo são incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer. d) a menoridade cessa aos 21 anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. e) a declaração da morte presumida só poderá ser requerida se alguém, desaparecido em campanha, não for encontrado até 02 (dois) anos após o término da guerra. B.10) (Procurador do Banco Central – 2005) São relativamente incapazes: a) os que por enfermidade ou deficiência mental não tiverem o necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. b) os maiores de 18 (dezoito) e menores de 21 (vinte e um anos). c) os ébrios habituais e os viciados em tóxicos que tenham o discernimento reduzido. d) os que, por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. e) os menores de 16 (dezesseis) anos. B.11) (Procurador do Banco Central – 2005) A existência da Pessoa Natural termina com a morte, a) a qual pode ser declarada, pelo Juiz, sem decretação de ausência, se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. b) presumindo-se a morte quanto aos ausentes, desde que aberta a sua sucessão provisória. c) a qual nunca pode ser presumida. d) e o ausente será presumido morto somente depois de contar 80 (oitenta) anos de idade e de 05 (cinco) anos antes forem suas últimas notícias.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR e) e o ausente será considerado presumidamente morto depois de 10 (dez) anos do pedido de sucessão definitiva. B.12) (ESAF - Advogado da IRB – Brasil Resseguros – 2008) Assinale a opção FALSA: a) o direito à personalidade é o direito da pessoa defender o que lhe é próprio, como a vida, a identidade, a liberdade, a imagem, a privacidade, a honra, etc. b) pessoa idosa poderá sofrer interdição se a senectude originar um estado patológico, retirando-lhe o necessário discernimento para pratica atos negociais. c) o pródigo é considerado, se sofre interdição, relativamente incapaz, estando privado, sem assistência do curador, da prática de atos que possam comprometer o seu patrimônio. d) o direito brasileiro não admite a declaração de morte presumida sem decretação de ausência, para, em casos excepcionais, viabilizar o registro do óbito, resolver problemas jurídicos e regular a sucessão causa mortis. e) o instituto da incapacidade visa proteger os que são portadores de alguma deficiência jurídica apreciável, graduando a forma de proteção. B.13) (Controladoria Geral da União – 2006) Assinale a opção VERDADEIRA. a) a capacidade de exercício pressupõe a de gozo e esta não pode subsistir sem a de fato ou de exercício. b) artista plástico menor, com 16 anos de idade, que, habitualmente, expõe, mediante remuneração, numa galeria, não adquire capacidade. c) a condenação criminal acarreta incapacidade civil. d) o estado civil é uno e indivisível, pois ninguém pode ser simultaneamente casado e solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro, salvo nos casos de dupla nacionalidade. e) se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra, seus parentes poderão requerer ao Juiz a declaração de sua ausência e nomeação de curador. B.14) (Tribunal de Contas da União – Analista de Controle Externo – ESAF - 2006) Aponte a opção FALSA. a) a capacidade de fato é a aptidão de exercer por si os atos da vida civil. b) o portador de doença neurológica degenerativa progressiva grave, por não ter discernimento, é tido como absolutamente incapaz, devendo ser interditado e representado. c) a capacidade dos índios, pela sua gradativa assimilação à civilização, nos termos do atual Código Civil, deverá ser regida por leis especiais.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) admite-se a morte presumida sem decretação de ausência, em casos excepcionais (ex: naufrágio), para viabilizar o registro de óbito, resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento e regular a sucessão causa mortis. e) a curatela é um instituto de interesse público, ou melhor, é um munus público, cometido por lei a alguém somente para administrar os bens de pessoa maior que, por si só, não está em condições de fazê-lo, em razão de enfermidade mental ou de prodigalidade. B.15) (FCC - Defensoria Pública do Estado do Ceará - 2009) A capacidade de fato... a) da pessoa natural inicia-se com o nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. b) da pessoa moral inicia-se com o nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. c) é relativa entre os dezesseis e vinte e um anos de idade e absoluta a partir de então. d) será absoluta a partir dos dezoito anos incompletos e não é perdida em razão do envelhecimento. e) não se apura exclusivamente com base no critério etário.

C) DOMICÍLIO
C.01) (Analista Judiciário – TRF 1a Região – 2006 – FCC) Considere as seguintes assertivas a respeito do domicílio: I – Se a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. II – O domicílio do marítimo é, em regra, a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. III – Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde residam seus ascendentes e, na falta deles, onde residam os descendentes. IV – Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. De acordo com o Código Civil brasileiro, está CORRETO o que se afirma SOMENTE em: a) I e III. b) I e IV. c) I, II e III. d) I, III e IV. e) II, III e IV.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR C.02) (Analista Judiciário – TRT 16a Região/MA – 2009 – FCC) Pessoa que seja possuidora de duas residências regulares. O seu domicílio poderá ser: a) a localidade em que por último passou a residir. b) o local de sua propriedade em que começou a residir em primeiro lugar. c) qualquer das residências. d) o local onde estiver residindo há mais tempo. e) somente se o imóvel for de sua propriedade. C.03) (Técnico Administrativo – TRF 1a Região – 2006) Maria é artista circense. Sua vida é viajar pelo Brasil fazendo espetáculos. Considerando que Maria nasceu no Rio de Janeiro, que seus pais residem em São Paulo e que seus filhos residem em Salvador, de acordo com o Código Civil brasileiro, ter-se-á como domicílio civil de Maria: a) o lugar em que for encontrada. b) Rio de Janeiro ou Salvador. c) Rio de Janeiro, somente. d) Salvador, somente. e) São Paulo, somente. C.04) (Advogado do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – 2006) A respeito do domicílio, marque a afirmação CORRETA: a) o conceito de domicílio confunde-se com o de residência, nos inovadores termos do Código Civil de 2002. b) as pessoas jurídicas estatais – União, Estados e Municípios – não possuem um domicílio. c) como vigora em nosso sistema o princípio da unicidade de domicílio, é vedado ao particular possuir domicílio. d) havendo pluralidade de residências, cabe à autoridade pública indicar o domicílio da pessoa natural, a qual não terá direito de opção. e) é instituto caracterizado por um elemento objetivo, qual seja, o estabelecimento físico da pessoa e outro subjetivo, configurado pela intenção (animus) de permanência definitiva. C.05) Assinale a alternativa CORRETA de acordo com as normas do Código Civil em vigor. Possui(em) domicílio necessário: a) o servidor público. b) apenas o preso e o militar. c) somente o marítimo, o militar e o incapaz. d) o militar da ativa ou da reserva. e) as pessoas casadas.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR C.06) O domicílio, como consagrado pelo Código Civil, a) é único e consiste no local em que a pessoa estabelece residência com ânimo definitivo. b) é único e consiste no centro de ocupação habitual da pessoa natural. c) é considerado o local onde a pessoa exerce sua profissão. Se a pessoa exercer a profissão em locais diversos, deverá indicar um local específico para todas as relações correspondentes. d) pode ser plural, desde que a pessoa natural tenha diversas residências onde alternadamente viva. C.07) (OAB/MG INCORRETA: 2007) Sobre domicílio, assinale a alternativa

a) o domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. b) o domicílio do preso é o lugar onde foi processado. c) o domicílio do militar é o lugar onde servir. d) o domicílio do servidor público é o lugar em que exerce permanentemente suas funções. e) o domicílio do marítimo é o do lugar onde o navio estiver matriculado C.08) (Procurador do Banco Central – 2005) Considera-se domicílio da Pessoa Natural, quanto às relações concernentes à profissão: a) somente o lugar em que a pessoa natural estabelecer a sua residência com ânimo definitivo. b) o lugar onde esta é exercida, e se exercitar a profissão em lugares diversos, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. c) o lugar em que for encontrada em dia útil. d) somente um único lugar onde esta é exercida em caráter permanente e principal, desconsiderando-se qualquer outra localidade onde também a exerça, ainda que com habitualidade. e) apenas o lugar para o qual estiver inscrita em caráter permanente no órgão de classe correspondente, independentemente de exercê-la com habitualidade em outro local. C.09) (Controladoria Geral da União – 2006) Os marítimos têm por domicílio o local onde estiver matriculado o navio. Tal domicílio é: a) voluntário geral. b) aparente. c) legal. d) ocasional. e) voluntário especial.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR C.10) (FCC - Técnico Judiciário TJ-PE/2007) Considere as afirmativas abaixo sobre domicílio civil. I. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural, que não tenha residência habitual, o lugar onde for encontrada. II. Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, apenas sua sede será considerada domicílio para quaisquer atos praticados. III. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e o preso. IV. Nos contratos escritos, o domicílio deve ser necessariamente o local da residência dos contraentes. É correto o que se afirma APENAS em: a) I e II. b) I, II e III. c) I e III. d) II e III. e) III e IV. C.11 (Auditor Fiscal do Estado da Paraíba – ICMS PB/2006) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo, porém a) quanto às relações concernentes à profissão também será domiciliada onde a profissão for exercida. b) o preso em cumprimento de sentença, ainda que a pena seja elevada, não perde o seu domicílio, que será considerado o local de sua última residência. c) o itinerante não tem domicílio. d) se tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domiciliada no local em que primeiro houver estabelecido residência. e) o domicílio do diplomata será, sempre, o Distrito Federal, enquanto servir no estrangeiro.

D) EMANCIPAÇÃO
D.01) (TRF - Analista Judiciário – 2006 – 1a Região) Maria, Mariana e Mônica são menores de idade. Considerando-se que Maria contraiu matrimônio com João; Mariana exerceu emprego público transitório e Mônica colou grau em curso de ensino médio, cessou a incapacidade para os atos da vida civil para: a) Maria e Mônica. b) Maria e Mariana. c) Maria, Mariana e Mônica. d) Mônica. e) Maria.

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR D.02) É considerado como uma das formas de emancipação: a) o contrato de trabalho. b) o ingresso em curso superior. c) o exercício do direito ao voto. d) o casamento. e) o consentimento do tutor mediante instrumento público. D.03) (Ordem dos Advogados do Brasil – Minas Gerais – 2007) A incapacidade cessará para os menores: a) pelo ingresso em curso de ensino superior. b) pela aprovação em concurso público. c) pela existência de relação de emprego, desde que, em função dela, o menor, com dezesseis anos completos, tenha economia própria. d) por sentença do Juiz, ouvidos os pais, ainda que o menor não tenha dezesseis anos completos. D.04) Flávia, divorciada, com dezessete anos de idade, celebra um contrato de locação de um imóvel de sua propriedade, sem a assistência de seus pais. Pode-se afirmar que o contrato é: a) nulo em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. b) anulável em virtude da incapacidade de Flávia, já que com o divórcio a emancipação perdeu seus efeitos. c) nulo, pois Flávia não atingiu a maioridade. d) válido, pois Flávia está emancipada. e) válido, pois em qualquer locação de imóvel basta a idade de dezesseis anos do locador para sua validade. D.05) Assinale a alternativa INCORRETA: a) a incapacidade relativa, ao contrário da incapacidade absoluta, não afeta a aptidão para o gozo de direitos, uma vez que o exercício será sempre possível com a representação. b) a emancipação do menor pode ser obtida com a relação de emprego que proporcione economia própria, desde que tenha 16 anos completos. c) pode ser declarada a morte presumida, sem decretação da ausência se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. d) a mulher pode casar-se com 16 anos, desde que com autorização dos pais ou responsáveis. e) os viciados em tóxicos e os alcoólatras relativamente incapazes. D.06) Assinale a alternativa CORRETA:
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são

considerados

como

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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) são considerados relativamente capazes os maiores de dezoito e menores de vinte e um anos. b) os absolutamente incapazes, desde que assistidos pelos pais, estão aptos a praticar os atos da vida civil. c) os pródigos são considerados absolutamente incapazes. d) para os menores a incapacidade poderá cessar com o casamento. e) o tutor pode emancipar o relativamente incapaz. D.07) Assinale, considerando as normas do Código Civil em vigor, entre as alternativas seguintes, a CORRETA. a) a existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão provisória. b) a emancipação pode se dar com a concessão dos pais, com a sentença do Juiz, ouvido o tutor, nos casos em que não há poder familiar; com o casamento; com emprego público efetivo, com a colação de grau superior e com o estabelecimento civil ou comercial com economia própria. c) o embrião fecundado in vitro e não implantado no útero materno é sujeito de direito, equiparado ao nascituro, de acordo com a legislação em vigor. d) embora o nome de uma pessoa goze de proteção legal, o mesmo não se dá quanto ao pseudônimo utilizado em atividades lícitas. e) se dois indivíduos falecerem na mesma ocasião, ocorreu o instituto da comociência em que se presume que a pessoa mais velha morreu primeiro. D.08) A emancipação do menor estará CORRETA, se: a) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, automaticamente. b) por concessão dos pais, ao menor de 16 (dezesseis) anos completos, por instrumento público, homologado judicialmente. c) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, concedida por seus pais por instrumento público, independentemente de homologação judicial. d) o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos, por sentença do Juiz, independentemente de ser ouvido o tutor. e) se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos qualquer um dos pais poderá emancipá-lo, mas em havendo um conflito de interesses entre ambos o juiz nomeará um tutor para a emancipação. D.09) (Magistratura do Trabalho – 8a Região/PA – 2007) Diz a lei que são hipóteses em que cessa a incapacidade dos menores, EXCETO: a) pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial. b) pelo casamento. c) pelo exercício de emprego público efetivo.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) pela colação de grau em curso de ensino superior. e) pela existência de relação de emprego, desde que, em função dela, o menor com quinze anos completos detenha economia própria.

LISTA DE EXERCÍCIOS SEM COMENTÁRIOS CESPE/UnB – Certo ou Errado
QUESTÃO 01 (CESPE/UnB – Analista Processual – MPU/2010) Considerando a regulamentação constitucional e civilista, julgue os próximos itens: a) De acordo com o Código Civil, o domicílio do marítimo e do militar do Exército é o de eleição da pessoa natural; o do preso condenado e do incapaz, o domicílio necessário. b) Para que a ocorrência de fato natural não resulte em extinção de uma pessoa jurídica, pode-se prever, no ato constitutivo da entidade, manutenção de suas atividades. c) Personalidade jurídica, definida como a maior ou menor extensão dos direitos e das obrigações de uma pessoa, representa um atributo. QUESTÃO 02 (CESPE/UnB – Analista e Técnico Judiciário – Área Judiciária – TRT 17a Região/ES – 2009) A respeito das pessoas naturais e jurídicas, e do domicílio, julgue os seguintes itens. a) No caso de preso ainda não condenado, o domicílio deste será o voluntário. b) Personalidade jurídica é a potencialidade de a pessoa adquirir direitos ou contrair obrigações na ordem civil. c) Pode ser declarada por sentença a morte presumida da pessoa natural sem a necessidade da decretação da sua ausência. QUESTÃO 03 (CESPE/UnB - TCU – Analista de Controle Externo – 2008) Julgue os itens a seguir: a) Os pais de Hortelino, jovem de 19 anos de idade, faleceram em grave acidente automobilístico, herdando ele todos os bens e passando a residir com seus avós maternos. Tempos depois, necessitando saldar dívidas contraídas com cartão de crédito, fez, sozinho e de boa-fé, a venda de uma casa de praia a um casal de argentinos residentes na França. Nessa situação, essa venda é anulável, pois trata-se de negócio jurídico efetuado por indivíduo relativamente incapaz não assistido por seus representantes legais. b) Ranulfo, auditor-fiscal lotado na Delegacia da Receita Federal em Boa Vista-RR, foi nomeado para o cargo em comissão de diretor financeiro de uma autarquia com sede em Brasília. Nessa situação, durante o período em que ele estiver exercendo esse cargo, Ranulfo passará a ter por domicílio a Capital Federal, configurando-se o que se denomina domicílio necessário.
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) Genivaldo, residente em Teresina-PI, adquiriu um automóvel por meio de financiamento obtido junto à financeira da própria montadora, com sede em São Paulo. Nesse caso, inobstante tal fato, Genivaldo poderá demandar judicialmente a referida instituição financeira na própria capital piauiense, local onde foi assinado o contrato. QUESTÃO 04 (CESPE/UnB – Advogado Geral da União - 2008) Suponha-se que Aldo, com dezesseis anos de idade, deseja ser emancipado por seus pais. Nessa situação e de acordo com a legislação civil vigente relativa à emancipação e à família, julgue os itens em seguida. a) Se apenas o pai de Aldo desejar emancipá-lo, essa emancipação terá efeito de pleno direito, nos termos do Código Civil vigente. b) A hipótese de emancipação apresentada é classificada pela doutrina como emancipação voluntária. c) Caso Aldo se case com Maria, de dezessete anos de idade, tornar-se-á plenamente capaz, apesar de não ter 18 anos de idade, o mesmo ocorrendo com ela. d) Supondo que Aldo esteja concluindo a 3a série do ensino médio; caso ele seja aprovado no vestibular, será automaticamente emancipado. e) Caso Aldo seja emancipado com a concordância de seus pais e queira se casar após a emancipação, ainda assim deverá ter a autorização deles. QUESTÃO 05 (CESPE/UnB - INSS/2008 – Analista do Seguro Social com Formação em Direito) No que concerne ao direito civil das pessoas, julgue os itens subsequentes. a) A capacidade de fato ou de exercício da pessoa natural é a aptidão oriunda da personalidade para adquirir direitos e contrair obrigações na vida civil. b) Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos. c) O foro de eleição constitui espécie de domicílio necessário ou legal especial. QUESTÃO 06 (CESPE/UnB - INSS/2008 – Analista do Seguro Social) Acerca da tutela e curatela no direito civil, julgue os seguintes itens. a) Tutela e poder familiar são institutos jurídicos que não se excluem, ou seja, podem coexistir e, assim, terem ambos, por objeto, a um só tempo, o mesmo incapaz. b) A sentença que declara a interdição do incapaz, em qualquer hipótese, somente produz efeitos após o seu trânsito em julgado. QUESTÃO 07 (CESPE/UnB – Analista Judiciário TST – 2008) O cientista francês Philippe Charlier trouxe à tona uma revelação inimaginável: os restos
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DIREITO CIVIL: CURSO DE EXERCÍCIOS COMENTADOS PARA AFRFB PROFESSOR LAURO ESCOBAR mortais da guerreira e mártir francesa Joana d’Arc são falsos — e, na realidade, podem ser de uma múmia egípcia. (Revista IstoÉ - 11/4/2007, p. 75 - com adaptações). Considerando a notícia acima e a legislação civil brasileira, julgue os itens a seguir. a) Se Joana d’Arc fosse brasileira, a personalidade jurídica dessa heroína teria se iniciado no momento em que foi concebida, pois a partir desse momento estariam legalmente assegurados os seus direitos. b) A divulgação da referida descoberta, feita pelo cientista francês à imprensa, classifica-se como um fato jurídico stricto sensu. c) O nome do renomado pesquisador faz parte de seus direitos de propriedade, o que lhe assegura compensação financeira pelo uso não autorizado de seu nome. d) Se o cientista em questão fosse de nacionalidade brasileira, porém domiciliado na Alemanha, as regras relativas ao princípio e término de sua personalidade jurídica seriam as contidas no direito alemão. QUESTÃO 08 (CESPE/UnB – Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo – 2009) De acordo com o Código Civil, julgue os itens seguintes. a) O indivíduo não pode ser constrangido a submeter-se a tratamento ou a intervenção cirúrgica com risco de morte. b) No que concerne a domicílio, é correto afirmar que, tendo uma pessoa natural vivido sucessivamente em diversas residências, qualquer uma delas será considerada como domicílio seu. c) A fixação da residência em determinado lugar configura o elemento subjetivo inerente ao conceito legal do domicílio da pessoa natural. QUESTÃO 09 (CESPE/UnB – Analista Judiciário STM/2011) No que se refere ao Novo Código Civil, julgue o item a seguir. a) O menor que for emancipado aos dezesseis anos de idade em razão de casamento civil e que se divorciar aos dezessete anos retornará ao status de relativamente incapaz.

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GABARITO “SECO”
A.01) A A.02) D A.03) D A.04) D A.05) B A.06) E A.07) E A.08) C A.09) D A.10) A A.11) A A.12) C A.13) A A.14) D A.15) A A.16) A B.01) C B.02) C C.01) B C.02) C C.03) A C.04) E C.05) A B.03) C B.04) B B.05) D B.06) B B.07) C B.08) C B.09) C B.10) C B.11) A B.12) D B.13) D B.14) E B.15) E D.01) E D.02) D D.03) C D.04) D D.05) A D.06) D D.07) B D.08) C D.09) E C.06) D C.07) B C.08) B C.09) C C.10) C C.11) A

CESPE/UnB
Questão 01 a) Errado b) Certo c) Errado Questão 02 a) Certo b) Certo c) Certo Questão 03 a) Errado b) Errado c) Certo Questão 04 a) Errado b) Certo c) Certo d) Errado e) Errado Questão 05 a) Errado b) Certo c) Errado Questão 06 a) Errado b) Errado Questão 07 a) Errado b) Errado c) Errado d) Certo Questão 08 a) Certo b) Errado c) Errado Questão 09 a) Errado

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