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Causas de Aborto Em Vacas Leiteiras

Causas de Aborto Em Vacas Leiteiras

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Causas de aborto em vacas leiteiras

:

1)Brucelose –

uma zoonose das mais prevalentes do mundo todo.A contaminação ocorre pela

ingestão de pastagens, alimentos e águas infectadas pela bactéria, mas também pelo contato direto com o animal infectado (ou com os produtos do aborto) ou sêmen. As brucelas penetram no organismo dos mamíferos pelas mucosas do trato digestório, genital ou nasal, e conjuntiva ocular. Patogenia - Nas vacas prenhas, a B. abortus prejudica a circulação materno-fetal e compromete a respiração e a alimentação do feto, que pode morrer. Se chegar ao ambiente uterino, a bactéria desencadeia uma reação inflamatória que, nos casos mais agudos, acaba provocando o abortamento no terço final da gestação. “Quando a brucela acomete uma população suscetível, com baixa imunidade, a maioria das fêmeas enfermas aborta”, Se não descartadas, as fêmeas podem transmitir novamente a bactéria a um novo embrião. Na prenhez subseqüente, a bactéria reinvade o útero, mas a proporção de abortamentos decresce em 20% a 25% e raramente ocorre na terceira prenhez, relata a pesquisadora. “Passada a fase aguda, sobrevêm a crônica, quando apenas os animais suscetíveis introduzidos no rebanho ou novilhas de primeira cria abortam”. Cerca de duas semanas após a expulsão do feto, quando o útero entra em repouso, a bactéria migra para outros órgãos ativos como a glândula mamária e os linfonodos supramamários, podendo ocasionar mastite crônica sem lesões aparentes ou mudanças das características do leite. O leite não poder ser usado para consumo humano ou para alimentação animal, pois a eliminação da bactéria é intermitente e persiste por meses. “O quadro pode evoluir para endometrite crônica e tornar o animal infértill ou estéril”. A disseminação da brucelose no rebanho é rápida e, o pior, não há cura para esse mal. Os animais infectados devem ser descartados, mesmo que assintomáticos. Ao detectar animais positivos nos testes para brucelose, o produtor deve providenciar o imediato afastamento da produção e isolamento dos outros animais. No prazo máximo de 30 dias, a contar da data da realização dos exames, esses animais deverão ser encaminhados ao abate

medidas preventivas: adquirir animais livres de infeccções, com exames diagnósticos prévios; utilizar sêmen livre de agentes infecciosos; impedir a movimentação de animais infectados na propriedade e vacinar o gado de acordo com os programas sanitários oficiais. Completando, os alimentos e a água do
rebanho precisam estar protegidos das fezes de animais silvestres, roedores e carnívoros, controle de roedores e vetores. “Todas as pessoas envolvidas na atividade devem estar devidamente treinadas e conscientes da importância dessas medidas’, As medidas de controle devem ser realizadas em função das necessidades do rebanho e do perfil do sistema de produção, e definidas com base na avaliação clínica dos animais enfermos, em dados epidemiológicos, de índices reprodutivos do rebanho e de exame laboratoriais. Outras medidas são a destruição, por incineração, de restos de animais contaminados e de fetos abortados ou qualquer outro processo que garanta a eliminação do agente infeccioso e impeça a propagação da infecção.

LEPTOSPIROSE:

Presença de roedores, animais silvestres e domésticos contaminados

pela bactéria Leptospira e períodos de chuvas fortes, com inundações, compõem a dobradinha responsável pela propagação da leptospirose, “Normalmente, a interrupção da gestação é mais freqüente em infecções contraídas durante o terço final, quando a ligação materno-fetal é mais frágil”, Caso não ocorra o aborto, podem nascer animais fracos e congenitamente infectados. Durante a gestação, as leptospiras podem permanecer no útero das vacas por até 142 dias e são eliminadas nas descargas uterinas pós-parto. A expulsão do feto ocorre entre 24 a 48 horas após a infecção. “O abortamento ocorre como sequela de infecção sistêmica.

inflamação com pústulas da vagina e da vulva. ou indireto. abortamento e infecção generalizada em neonatos. com agulhas. dos olhos e dos genitais são as principais vias de eliminação dos vírus de BVD e IBR. causada pelo herpesvírus bovino tipo 1 (BoHV-1). sujeitos a situações de stress. “Embora normalmente não passem dos dois anos de idade e morram em conseqüência da infecção. “Com isso. os bezerros podem nascer infectados. mas não manifestar sinais clínicos evidentes das doenças. será portador do vírus por toda vida e pode voltar a manifestar os sintomas quando estiver com baixa imunidade” Secreções respiratórias. em animais jovens ou com baixa imunidade. é sempre bom acompanhar de perto a performance reprodutiva dos animais para detectar a tempo possíveis anormalidades. “Deficiência reprodutiva dos plantéis. Outros problemas são o comprometimento no crescimento do animal.Na maioria das vezes. são bens comuns no País. A incidência de abortamento e de morte. uma vez infectado. ensina a pesquisadora. No entanto. principalmente em bovinos de seis a 18 meses de idade. nos índices de produção” Caso não ocorra. mas a sua aplicação não é obrigatória. 100% do plantel pode desenvolver os sintomas. tratamento de animais doentes com antibióticos. . As vias de transmissão são o contato direto entre as mucosas dos animais (cópula. diminui-se a prevalência da infecção por sorovares presentes na população e o grau de associação ecológica das leptospiras mantidas por animais BVD e IBR: incidência é elevada . sobretudo de novilhas que ainda não entraram na fase reprodutiva. apesar da aparência saudável. a viremia (presença do vírus na corrente sanguínea) por BVD é passageira. em raras ocasiões. no entanto. em curtas distâncias. conjuntivite. havendo a necessidade de confirmação de exames laboratoriais” Há diversas espécies de Leptospira. redução da eficiência reprodutiva tanto de machos como de fêmeas e menor produção leiteira. caracteriza-se pela manifestação de rinotraqueíte. Animais com boa imunidade.Os agentes causadores da diarréia viral bovina (BVD) e da rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR). material cirúrgico e luvas de palpação contaminados. de categorias de animais susceptíveis possibilita a adoção estratégica de condutas de controle e profilaxia com o objetivo de aumentar a eficiência reprodutiva”. em torno de 1% e. Por isso a maioria das infecções é inaparente ou moderada”. os abortos ocorrem porque os vírus presentes na corrente sanguínea materna podem atravessar a placenta e infectar o embrião ou feto que ainda não está com o sistema imunológico totalmente desenvolvido. em rebanhos mal alimentados e com manejo deficiente. é baixa. abortamentos. esses animais devem ser identificados e descartados” Já a IBR. os distúrbios reprodutivos são os que provocam maiores conseqüências. “A determinação das taxas de infecção de animais e. pelo contato com os fetos abortados e a placenta. “Esse vírus está altamente adaptado aos bovinos. presença de roedores. mas a disseminação da bactéria ocorre principalmente pela urina de animais doentes ou portadores assintomáticos. Portanto. atinge 10%. principalmente. a infecção pode ser fatal. Há vacinas específicas para os dois tipos de viroses. o animal. Mas. Diarréia e problemas respiratórios são sintomas freqüentes nas infecções pelo BVD. o animal produz anticorpos contra o vírus e se torna protegido contra novas infecções por longo período. lambedura entre mãe e filho e de animais em estro) e até pelo ar. natimortos e infertilidade constituem os únicos e expressivos sinais da leptospirose no rebanho. que também provocam aborto em vacas leiteiras. No caso da IBR. vacinação preventiva (não obrigatória por lei). “Nessas condições. porém. controle dos roedores nas propriedades e eliminação de excesso de água do ambiente. podem contrair os vírus. diretas e indiretas. “No entanto. entre outros sintomas. mas o diagnóstico apenas pelos sinais e sintomas não é conclusivo. tornando-se os principais responsáveis pela manutenção e transmissão do vírus no rebanho. manejo sanitário de rebanhos e fatores ambientais e climáticos podem levar à suspeita de leptospirose.

alguns trabalhos já citam a Neospora caninum como a espécie determinante de abortos em bovinos. Suspeita-se que o armazenamento dos ingredientes da dieta na forma de baias abertas propicia a contaminação do alimento devido à facilidade de animais. ainda não foi determinado ao certo. fetos mumificados também podem estar associados com a ocorrência deste parasita. suspeita-se que haja a ingestão do oocisto advindo das fezes de cães ou gatos contaminados. É . estão distribuídos durante todo o ano. Infelizmente. De um total de 266 fetos. em 113 (42. grandes avanços poderão ser feitos no campo da prevenção e controle da doença. A doença ocorre em gado de corte e leite. Israel. baseado no estudo individualizado de cada rebanho e no risco que a doença apresenta. Os abortos causados pela Neospora sp.“Essa estratégia deve ser estabelecida por um técnico especializado. constitui uma das mais novas causas de aborto e problemas congênitos em bovinos. quando este hospedeiro for determinado. entretanto. A vaca infectada contamina o feto através da placenta. México. tem sido diagnosticado a ocorrência da Neospora sp. Inglaterra. A pesquisa tenta identificar qual seria o hospedeiro definitivo deste parasita e. Nova Zelândia. Durante um ano. tais como USA. Como a vaca pode ter sido contaminada. tais como cachorros e gatos. todos os fetos abortados recolhidos de 26 fazendas da Califórnia (EUA) foram submetidos ao diagnóstico de neosporose. ocasionando abortos em bovinos em diversos países.5%) foi diagnosticada a doença. Canadá. A neosporose já é a causa mais comum de aborto em várias fazendas em todo o mundo. Patogenia Até o momento. sendo mais comum em gado de leite confinado. Entretanto. Muitos bezerros filhos de vacas infectadas podem nascer clinicamente normais mas. A análise do custo X benefício deve ser uma constante na adoção de qualquer medida” O protozoário Neospora sp. podem apresentar anormalidades neurológicas congênitas. A espécie que determina os problemas reprodutivos em bovinos ainda não foi determinada. entre outros. mas a incidência aumenta na época das chuvas. ocorre após o quarto mês de gestação. Japão. Austrália. a única rota confirmada de sua patogenia é via transplacentária. sendo chamada de forma generalizada Neospora sp. África do Sul. Desde 1987. Aspectos Clínicos A grande maioria dos abortos causados pela Neospora sp. defecarem próximo ao alimento. qualquer afirmativa feita neste sentido ainda é uma especulação. Além de aborto. posteriormente.

Entretanto. uma vez que ainda não há preocupação crescente neste sentido. e são potenciais candidatos a abortos . Outra alternativa para a confirmação de uma suspeita de Neospora sp. . Até o momento. este teste tem sido usado para estimar a soroprevalência de rebanhos. sempre que possível. o feto e a placenta. a tendência é haver no futuro um certificado de Rebanho Livre de Neospora. não há testes para serem realizados diretamente no leite. Nos EUA. no caso de aborto. causa lesões no miocárdio. e geralmente ocorrem devido a problemas individuais das vacas e não problema do rebanho. A recomendação tem sido o abate. Uma recomendação prudente é eliminar fetos abortados e placentas do ambiente. Além disso. Além de diagnosticar abortos. Para isto devese coletar amostras de sangue das vacas cerca de 2 meses após o parto. com os ingredientes da dieta dos bovinos e com cochos d'água. Os animais infectados que nascem. ainda. a existência de animais domésticos juntamente com rebanhos leiteiros pode ser uma causa de aborto nas fazendas. tem menor custo que os demais. As .possível. deve-se evitar o contato de pequenos animais.Alterações genéticas: não são freqüentemente diagnosticadas.6%) e especificidade (96. uma vez que não foi comprovado que um animal acometido contamine os demais do rebanho. alta sensibilidade (88. os quais podem ser fontes de infecção para o hospedeiro da doença. Exames histológicos irão identificar lesões no cérebro e coração. já que animais que apresentaram abortos por Neospora podem ter outros abortos ou parirem animais com defeitos congênitos. Sabe-se apenas da contaminação vertical (mãe/feto). ocorrer a morte de neonatos devido a problemas cardíacos pois a Neospora sp. é enviar para o laboratório. principalmente cachorros. Este teste é rápido.5%). esta decisão é muito complexa. mas outros fatores também podem estar envolvidos. Os agentes infecciosos são provavelmente a causa mais comum de abortamento bovino. Diagnóstico O teste de ELISA (Mastazym tem sido utilizado como rotina para diagnosticar a Neospora sp. mantêm a doença no rebanho. Por fim. possibilitando assim uma maior segurança no programa de reposição. crescem normais e tornam-se novilhas. Controle e prevenção Até o momento não há método de tratamento ou prevenção para esta doença. como a compra de novilhas para reposição é muito comum.

A infecção normalmente resulta em abortamentos que acontecem durante o terço médio e final da gestação. A bactéria pode não causar doença na mãe. provavelmente devido à imaturidade do seu sistema imune. e é causada pela bactéria do gênero Campylobacter.anormalidades genéticas podem não causar alterações na aparência do feto. mas podem resultar em abortamento devido à incapacidade do feto geneticamente alterado se desenvolver. pois são frequentemente encontradas na alimentação das vacas leiteiras. pois são encontrados comumente em animais sadios. Agentes de doenças venéreas bovina Campilobacteriose (Vibriose) . embora eles possam ocorrer já no segundo mês de gestação. O resultado do crescimento bacteriano é a morte do feto e sua expulsão (abortamento). Micoses . geralmente comprometendo a concepção ao invés de causar abortos. freqüentemente próximo ao termo.campilobacteriose (vibriose) é uma doença venérea que acomete bovino. Esses microrganismos geralmente atingem o feto e a placenta pelo sistema circulatório. .Agentes tóxicos: são várias as substâncias tóxicas que podem causar abortamento. mas também são raras.Estresse térmico: pode afetar o desempenho reprodutivo do rabinho leiteiro. É difícil determinar se esses agentes estão relacionados com abortamentos. Mas existem algumas evidencias de que um aumento repentino da temperatura ambiente pode causar abortamentos. . Streptococcus spp. só sobrevivendo . A placenta normalmente é retida e permanece firmemente fixada. Bacillus. Infecções bacterianas secundárias normalmente ocorrem concomitantemente.As infecções micóticas (fungos) também podem causar abortamento em bovinos.geralmente esses agentes causam problema quando são introduzidos em rebanhos livres. dentre elas as micotoxinas (toxinas produzidas por fungos) são bastante comuns. Alguns tipos de alterações genéticas causam alterações visíveis no feto. porém o feto parece ser mais sensível. O principal microrganismo causador de infecção é o Aspergillus fumigatusresponsável por 80% dos abortamentos micóticos bovinos. e outras bactérias encontradas comumente no ambiente podem causar abortos em vacas de leite. Este microrganismo é um patógeno de flora normal da genitália bovina. Bactérias que podem causar abortamento Actinomyces pyogenes. como em vacas que apresentam abortamento devido à alta temperatura corporal (febre) resultante de infecções. Ureaplasm diversum e Mycoplasma bovigenitalium .

Normalmente. É menos comum em locais que usam IA e mais comum onde se usa ainda a monta natural.Artigos . embora as vacas mais velhas apresentem maior resistência por já terem tido contato e desenvolvido imunidade com duração variada.Abortoemvacas Leiteiras . A tricomoníase não causa nenhum sinal clínico alarmante podendo.MEDICAMENTOS L_27/03/13 ISOPHÓS.NutriçãoAnimal . pois tem ocorrido em regiões livres. Nas fêmeas.isophos.Notícias www. Embora os touros sejam os portadores da doença.br/html/modules/news/article. É enfermidade que acomete animais jovens e adultos. Esta enfermidade recebeu atenção especial nos últimos anos. Tricomoníase . até que as primeiras falhas reprodutivas ocorram.php?storyid=89 2/3 1 . eles não mostram nenhum sinal clínico. Outros sintomas como diminuição na taxa de concepção e cios irregulares também é relatada. a infertilidade. Não existe nenhuma sintomatologia clínica típica da infecção. PRODUTOS QUE PODEM CAUSAR ABORTO 1 . É enfermidade cosmopolita.com. é uma doença venérea bovina causada por um protozoário denominado Tritrichomonas foetus. Na maioria dos casos de abortamento a causa não é determinada.MEDICAMENTOS * Acetilcolina * Analgésicos fortes * Arecolina * Carrapaticidas * Clucocorticoides * Corticosteróides * Erfotamina * Estrógenos * Grandes infusões intravenosa nos últimos meses de gestação . Os quadros de abortamentos são raros. portanto. A morte embrionária precoce pode ser maior do que 5%.A tricomoníase. o que dificulta o cálculo das taxas de incidência e prevalência. a queixa principal do proprietário é a de que as vacas ou novilhas estão retornando ao cio depois de cobertas ou inseminadas. É difícil de ser diagnosticada e eliminada de um rebanho. A campilobacteriose não tem efeito clínico direto em touros.neste ambiente. mas não é classificada como uma doença de notificação obrigatória. passar despercebida. como é freqüentemente chamada. os abortamentos precoces (primeiro 60 dias) e quadros de piometras (infecções uterinas) são os sintomas clínicos mais comuns.

Muitos destes microorganismos atacam os bovinos quando os estábulos não . ser o anúncio de uma infeção. Maria Preta.fungo Claviceps purpurea * Nitratos e Nitritos * Silagem estragada * Trevos muito passados.OUTROS PRODUTOS * Ácido prússico do sorgo * Aflatoxinas . Na prática elas aparecem junto com os sintomas de diarréia. Alguns dos sintomas acima podem. queimados pôr geada ou fermentados * Uréia mal dosada * Veneno de cobra (principalmente cascavel) Existem outras causas que levam ao aborto e não são infeciosas como pôr exemplo grande perda de sangue e dispepsia (má digestão) que através das diarréias. Cinamomo Bravo .PLANTAS * Anileira.Pilocarpus pinnatifolius * Mamona.Ateleia glazioviana 3.Indigofera suffruticosa * Jaborandi.fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus * Alimento atacado pôr fungos ou estragado * Cevada fermentada (azeda) * Consumo exagerado de leguminosas * Ergotismo .Ricinus communis * Timbó. sulfato de magnésio) * Sulfato de atropina * Vermífugos 2 . Rícino . Anil .* Oxitocina * Pilocarpina * Prostaglandina * Purgantes salinos (sulfato de sódio. ABORTOS INFECIOSOS Como microorganismos que causam aborto nos bovinos podemos citar. as Salmonelas. Cutia . pôr exemplo. também. dores e coligas causam o aborto.

Nestes casos suspeita-se que a infeção foi causada pôr uma Listeriose. indicações que dão o VDB como a principal causa de aborto em bovinos. Na 2º metade da gravides podem ocorrer Micoses. No oeste dos Estados Unidos foi diagnosticado neosporose em 28% dos fetos. Outras causas de aborto. Esta doença que tem como agente o bacilo Neospora caninum. A origem e o contaminador desta infeção são desconhecidos. As silagens estragadas. A Listeriose aparece mais no outono/inverno quando silagem estragada é fornecida as vacas.são mantidos com uma boa higiene. mesmo quando o aborto ocorrer antes do 3º mês de gravides. também em outros países. A Leptospirose causa aborto em 20 a 40% das vacas quando a infeção se processa no último trimestre da gestação Neste caso a solução do problema é a . atualmente. também pode ocorrer através do ar ou de alimentos estragados. com um ph superior a 5 podem causar aborto nas vacas entre o 4º e 7º mes de gestação. Provocam as micoses os fungos Aspergillus ou o fermento Candida. pode como o próprio nome diz atacar os cachorros. A infeção. Os sinais a seguir podem ser um indicativo de existência de VDB no rebanho: * Aumento de vacas em anestro * Indicação de vírus no feto e na vaca-mãe * Existência de anticorpos no rebanho * Nascimento de terneiras muito fracas ou deformadas A segunda causa de aborto mais atual é a NEOSPOROSE. Outro meio de contaminação são as camas de palhas mofadas e contaminadas pôr fungos. Outras importantes causas de aborto são a Rinotraqueite Infeciosa Bovina – Vulvovaginite Granular (IBR – IPV) e o Aborto Bovino Epidêmico (Chlamydien) assim como a Coxiella burnetii. Existem. como a brucelose diminuíram de importância nos últimos anos. A neosporose está ocorrendo. que se criam em fenos e palhas mofadas. sendo que os dois últimos bacilos podem inclusive contaminar as pessoas. A principal ação contra este vírus é a seleção de animais isentos. A causa de aborto mais atual é um vírus que se chama VÍRUS DA DIARRÉIA BOVINA (VDB) ou seja em bom português o vírus causador da diarréia. Em propriedades onde está ocorrendo casos de aborto deve-se mandar examinar os fetos contra neosporose.

procurar a causa do aborto nos agentes infeciosos. Somente dez anos após a descrição da doença. Noeopora: Em meados de 1988. pode nascer viável. quando podem ser tratados com estreptomicina. CAMPILOBACTERIOSE Enfermidade assim denominada por ser causada por espécies do gênero Campilobacter fetus subesp. porém estar infectado sem sintomas. por sua vez. Três anos após sua descoberta. mas inflamações no trato genital feminino podendo levar até a infertilidade. O desempenho reprodutivo das fêmeas pode sugerir a presença da enfermidade. O tratamento em bovinos é desaconselhável. Desde então. passando por baixa taxa de natalidade. no estado de São Paulo Como a neosporose é uma doença recentemente descoberta. No Brasil.identificação dos sorotipos presentes e o uso de imunógenos específicos. a fim de que se criem medidas efetivas de manejo que minimizem os efeitos desta infecção em bovinos. Além de infectarem-se através da ingestão de oocistos presentes no ambiente. servindo como reservatório da infecção. após ingerirem carcaças bovinas infectadas com Neospora. EUA. venerealis. este protozoário foi considerado a principal causa de aborto em bovinos leiteiros no estado da Califórnia. dando negativo procurar nas causas não infeciosas. salvo em condições especiais. medidas de controle e prevenção. A vacinação sistemática reduz a freqüência do problema. . comportamento da infecção. A principal medida é o uso de Inseminação Artificial como tratamento de eleição. o primeiro relato de neosporose bovina ocorreu em 1999. Uma vez ingerindo ração contaminada com o parasita. pois os resultados são insatisfatórios e antieconômicos. os bovinos podem adquirir a infecção e tornarem-se portadores assintomáticos do protozoário durante a vida inteira. Neospora tem sido descrito como uma das principais doenças relacionadas ao aborto bovino em grande parte do mundo. Os canídeos. quando o protozoário foi identificado em um feto abortado. inicialmente. aborto entre o 4° e o 7° mês de gestação. exclusivamente de bovinos que não causa nenhum mal aos machos. tratamento e vacinas ainda estão sendo investigados e muito estudo ainda precisa ser realizado. os bovinos podem adquirir neosporose via transplacentária (mãe-filho) e se o feto sobreviver a infecção intrauterina. podem eliminar o parasita (na forma de oocistos) pelas fezes. endometrite. sendo também uma doença venérea. um parasita protozoário semelhante ao Toxoplasma gondii foi descrito pela primeira vez e nomeado Neospora caninum. Fetos abortados para serem remetidos para exame não devem ser congelados mas sim resfriados. sendo que os sinais clínicos se assemelham à tricomonose e de outras doenças infecciosas do aparelho genital. proveniente de uma propriedade leiteira com histórico de aborto. descobriu-se que os cães são os hospedeiros definitivos de Neospora. Em todos os casos deve-se.

Abortos causados por Neospora também podem ser decorrentes da reativação da infecção em animais cronicamente infectados. Como os agentes infecciosos que causam aborto estão amplamente difundidos no meio ambiente. chances de infecção concomitante. Aborto. o primeiro passo é certificar-se da presença da doença dentro da propriedade. Normalmente. A vaca que aborta não demonstra outras anormalidades. podem aumentar ainda mais as chances de aborto. têm maiores chances de repetir o aborto do que vacas que nascem infectadas sem histórico de aborto. Portanto. grande parte das vacas prenhes principalmente entre quatro e seis meses poderão abortar. medidas de controle baseado no descarte racional de animais podem ser tomadas. e Neospora caninum já foram observados no estudo que vem sendo realizado na UFRGS. Medidas de controle Os exames sorológicos devem ser realizados para uma avaliação epidemiológica. o descarte de animais soropositivos com histórico de . fazendo com que um grande número de vacas se infectem. Há fortes indícios de que alguns animais soropositivos repitam o aborto. Tipos de aborto Os abortos podem ocorrer de forma esporádica ou em surtos epidêmicos. Os efeitos causados pela infecção estão relacionados com as perdas reprodutivas. nascimentos de terneiros fracos com sinais neurológicos e indícios de mortalidade embrionária são outros possíveis sintomas da doença. estando aparentemente saudável. Por outro lado. e que apresentam histórico de aborto. As únicas formas de transmissão da doença são da mãe para o filho ou através dos cães. por exemplo. Toda a vaca soropositiva tem maiores chances de abortar que vacas soronegativas e vacas que já nasceram infectadas pela mãe. Em outras palavras.Transmissão da doença Aparentemente. nem toda a propriedade que apresente vacas soropositivas em diferentes níveis de prevalência apresentarão sérios problemas de aborto. embora ocorram em menor freqüência do que o aborto. Mumificação fetal. Ao se infectarem pela primeira vez. mudança de dieta ou dietas mal balanceadas. as chances de uma vaca soropositiva transmitir a infecção para o feto variam entre 45-90%. provavelmente devido a uma falha do sistema imune. micotoxinas na ração. ou seja. como mudanças bruscas de temperatura. BVDV. Desta maneira. através de evidências sorológicas e diagnóstico realizado no maior número de fetos abortados possíveis. mais de um agente ao mesmo tempo. para que se verifique a situação e se avalie o impacto da neosporose no rebanho. problemas de manejo em geral (que variam de fazenda para fazenda. Esta reativação provavelmente é decorrente de fatores estressantes. Isto dependerá muito da forma de infecção e manejo empregado em cada propriedade. As medidas de controle e prevenção devem ser tomadas principalmente após o conhecimento do verdadeiro impacto da neosporose dentro do rebanho. principalmente entre o quarto e sexto mês de gestação é o principal sintoma clínico. Casos de aborto bovino causados por Leptospira sp. os surtos epidêmicos são decorrentes de uma infecção externa. através da ingestão de oocistos liberados pelos cães. É inviável descartar todos os animais soropositivos de uma propriedade com alta soroprevalência. afetando o bem estar animal) e doenças concomitantes como.

é claro) também se constitui em uma importante arma preventiva. Análise do feto Os abortos devem ser examinados para se saber qual a causa e poder tomar as providências necessárias. Novamente. como é impossível prever o aborto. Compra de animais com pelo menos dois resultados negativos para Neospora caninum (entre outras doenças infecciosas. e que nem todo o aborto é decorrente de uma causa infecciosa. podendo transmitir a infecção. . o diagnóstico de neosporose e diversas outras doenças infecciosas é bastante seguro em fetos abortados. Causas do aborto É sempre bom esclarecer que o aborto bovino tem muitas causas. Há. temos de ter cuidado para não supervalorizar o aborto causado por Neospora. o tratamento de neospororose bovina não teria nenhum sentido prático e seria antieconômico. tanto por Neospora como por qualquer outro fator (infeccioso ou não) que possa prejudicar o desempenho reprodutivo do seu rebanho. Porém. também a placenta.aborto baseado no resultado sorológico de apenas um animal da propriedade também não é uma medida racional. Com relação à vacinação. uma avaliação geral da propriedade através de uma análise soroepidemiológica e histórico reprodutivo constitui-se na melhor maneira para iniciar-se um programa de controle e prevenção da doença. há indícios de que as vacinas inativadas conferem algum efeito na prevenção da transmissão vertical (mãe-filha). pois. já que muitos animais soropositivos podem ter abortado por outras causas. Se possível. para diagnóstico de necropsia. porém seu resultado na prevenção do aborto é muito discutível. É importante que os fetos abortados sejam enviados inteiros e quando for possível. freqüentemente. Ainda não há um tratamento efetivo contra a neosporose bovina. Devemos ter em mente que um monitoramento. tente recolher a placenta após o parto. é possível detectar o agente Neospora caninum em material autolisado com bastante segurança por imunoístoquímica. o feto abortado já estava morto há mais tempo no útero da vaca. ainda não se sabe sobre as vantagens econômicas de se utilizar vacinas inativadas contra Neospora. antes de ser expelido. análise das perdas reprodutivas e diagnóstico são fundamentais para minimizar os impactos causados. Os cães podem infectar-se ao ingerirem carcaças de bovino e restos de placenta de animais infectados. também é de extrema importância no controle da neosporose. Embora um feto abortado apresente problemas com autólise. plantas tóxicas que causam aborto e são muito importantes em determinadas regiões do Brasil. Portanto. Estudos utilizando drogas antiprotozoárias em terneiros infectados têm mostrado algum efeito relativo à diminuição da disseminação do parasito no animal. Portanto. Manter o silo coberto e a ração dos bovinos fora do alcance dos cães. Pela nossa experiência. Procure manter os cães afastados dos bovinos e evite oferecer restos de carcaças de bovinos. por exemplo.

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