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O Conselho de Disciplina de Matemática_Um estudo de caso n…

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  • Resumo
  • ABREVIATURAS
  • 1. INTRODUÇÃO
  • 1.1 Contexto do Estudo
  • 1.3 Definição de Objectivos
  • 1.4 Pertinência do Estudo
  • 1.5 Limitações do Estudo
  • 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
  • 2.1. Paradigmas Organizacionais da Escola
  • 2.1.1. A Escola como Organização
  • 2.1.2. A Escola como Empresa
  • 2.1.3. A Escola como Burocracia
  • 2.1.4. A Escola como Democracia
  • 2.1.5.Teoria Comportamental da Administração
  • A hierarquia das necessidades de Maslow
  • As Teorias X e Y de McGregor
  • 2.1.6. A Teoria Z de William Ouchi
  • 2.1.7. A Abordagem Sistémica
  • 2.1.8. A Abordagem Contingencial
  • 2.1.9. A Escola como Arena Política
  • 2.1.10. A Escola como Anarquia
  • a) A escola como anarquia organizada;
  • 2.1.10.1. A Escola como anarquia organizada
  • 2.1.10.2. A decisão organizacional como caixote do lixo (garbage can)
  • 2.1.10.3. A Escola como sistema debilmente articulado (loosely coupled)
  • 2.1.10.4. A Escola como sistema caótico
  • 2.1.11. A Escola como Cultura
  • 2.1.12. O Desenvolvimento Organizacional
  • 2.2 Organização Administrativa
  • 2.2.1 Pessoas colectivas públicas e serviços públicos
  • 2.2.2 Órgãos de pessoa colectiva
  • 2.2.3 O Código do Procedimento Administrativo e os órgãos colegiais
  • 2.3 Enquadramento legal
  • 2.3.1 O Despacho nº 8/SERE/89, de 3 de Fevereiro
  • 2.3.2 O Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M, de 31 de Janeiro
  • - Departamento curricular;
  • 2.4 O Departamento Curricular
  • 2.5 O Delegado de Disciplina e o Conselho de Disciplina
  • 3. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO
  • 3.1 Caracterização do Contexto de Estudo
  • 3.1.1 Caracterização geral da Escola
  • 3.2.1.Estudo de caso
  • 3.3.1 A Análise Documental
  • 3.3.2 A Observação
  • 4. ANÁLISE DE DADOS
  • 4.1. Análise de conteúdo das entrevistas
  • 4.1.1 Noção de análise de conteúdo
  • 4.1.2. Etapas da Análise de Conteúdo
  • - Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico;
  • a) Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico
  • b) Constituição de um corpus documental
  • c) Definição de categorias
  • d) Definição de unidades de análise ou unidades de conteúdo
  • e) Quantificação
  • f) Interpretação dos resultados obtidos
  • 4.2 Análise de documentos e resultados da observação
  • 4.2.2 O Delegado de Disciplina
  • 4.2.2.1 Normas em vigor
  • 4.2.2.3 Eleição do Delegado de Disciplina
  • 4.2.3 O Regimento do Conselho de Disciplina
  • 4.2.3.1 Periodicidade das reuniões
  • 4.2.3.2 Convocatória e ordem de trabalhos das reuniões
  • 4.2.3.3 As actas das reuniões
  • 4.2.4 Assuntos tratados nas reuniões
  • 4.2.4.1 A transmissão de Informação
  • 4.2.4.2 O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática
  • 4.2.4.3 O desdobramento das turmas
  • 4.2.4.4 As aulas de recuperação
  • 4.2.4.5 A planificação didáctica das actividades lectivas
  • 4.2.4.7 Planificação das actividades não lectivas
  • a) As Olimpíadas Portuguesas da Matemática
  • b) O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos
  • c) O Maismat
  • d) Campeonato Regional de Resolução de Problemas (Agente X)
  • DOCUMENTOS DA ESCOLA CONSULTADOS
  • OUTROS DOCUMENTOS CONSULTADOS
  • Requerimento ao Director Regional de Educação
  • Quadro Síntese das actas do Conselho de Disciplina 2006/2007
  • Guião da entrevista ao Delegado de Disciplina
  • Entrevista ao Delegado de Disciplina, professor António (E1)
  • Guião da entrevista aos professores da disciplina

INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS EDUCATIVAS

Curso de Qualificação em Administração Escolar e Administração Educacional Ano Lectivo de 2006/07

O CONSELHO DE DISCIPLINA DE MATEMÁTICA Órgão de coordenação dos professores e estrutura de apoio ao Departamento Curricular
Um estudo de caso numa escola da Região Autónoma da Madeira

Rui Manuel Martins Castanheira

PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO EDUCATIVA 2007

Resumo

Esta investigação centra-se na actividade do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo de uma Escola Básica e Secundária da Região Autónoma da Madeira, enquanto órgão de coordenação dos professores da disciplina e estrutura de apoio ao Departamento Curricular e refere-se ao ano escolar de 2006/2007. O objectivo central da investigação visa a inventariação das

competências do órgão, bem como a descrição do seu funcionamento e a análise da respectiva actividade, para a compreensão da forma como o órgão tem exercido as suas competências e para a identificação e caracterização das eventuais disfunções. Nesta conformidade, a problemática da investigação é lançada pela questão que constitui o ponto de partida deste trabalho: Será que o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo tem exercido cabalmente as suas competências? O presente trabalho inicia-se com uma introdução, seguida pelo enquadramento teórico do tema em estudo e pela metodologia utilizada nesta investigação. Depois segue-se a análise dos dados recolhidos através dos instrumentos apropriados, que foram a consulta de

documentos, a observação participante natural e a entrevista não estruturada. Finalmente, o trabalho termina com as conclusões e recomendações. Nesta pesquisa recorremos à investigação descritiva qualitativa, realizada com base num estudo de caso, tendo-se adoptado um abordagem centrada na descrição, com os dados organizados e apresentados num registo interpretativo.

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ABREVIATURAS

CP – Conselho Pedagógico. CPA – Código do Procedimento Administrativo. DO – Desenvolvimento Organizacional DRE – Direcção Regional de Educação. DT – Director de Turma. EB – Ensino Básico. EF – Educação Física. EM – Educação Musical. EVT – Educação Visual e Tecnológica. EMRC – Educação Moral e Religiosa Católica. OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico PISA – Programme for International Student Assessment. PmatE- Projecto Matemática Ensino. PQND – Professor do quadro de escola com nomeação definitiva. PQZN – Professor do quadro de zona pedagógica. RAM – Região Autónoma da Madeira. SASE – Serviço de Acção Social Escolar. SEE – Secretário de Estado da Educação. SERE – Secretário de Estado da Reforma Educativa. SRE – Secretário Regional da Educação. TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação.

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ÍNDICE GERAL

Pág. Resumo Abreviaturas Índice de quadros Índice dos anexos 1. INTRODUÇÃO 1.1. Contexto do Estudo 1.2. Definição do Problema 1.3. Definição de Objectivos 1.4. Pertinência do Estudo 1.5. Limitações do Estudo 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO 2.1. Paradigmas Organizacionais da Escola 2.1.1. A Escola como Organização 2.1.2. A Escola como Empresa 2.1.3. A Escola como Burocracia 2.1.4. A Escola como Democracia 2.1.5. A Teoria Comportamental da Administração - A hierarquia das necessidades de Maslow - As Teorias X e Y de McGregor 2.1.6. A Teoria Z de William Ouchi 2.1.7. A Abordagem Sistémica 2.1.8. A Abordagem Contingencial 2.1.9. A Escola como Arena Política 2.1.10. A Escola como Anarquia 2.1.10.1. A Escola como anarquia organizada 2.1.10.2. A decisão organizacional como caixote do lixo (garbage can) 2.1.10.3. A Escola como sistema debilmente articulado (loosely coupled) 2.1.10.4. A Escola como sistema caótico 2.1.11. A Escola como Cultura 2.1.12. O Desenvolvimento Organizacional 2.2. Organização Administrativa 2.2.1. Pessoas colectivas públicas e serviços públicos 2.2.2. Órgãos de pessoa colectiva 2.2.3. O Código do Procedimento Administrativo e os órgãos colegiais 2.3. Enquadramento legal 2.3.1. O Despacho nº 8/SERE/89, de 3 de Fevereiro 2.3.2. O Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M, de 31/01 2.4. O Departamento Curricular 2.5. O Delegado de Disciplina e o Conselho de Disciplina 2 3 7 9 10 10 11 11 11 12 13 13 13 15 20 29 37 37 39 40 41 42 43 48 49 51 53 55 57 62 69 69 69 70 80 80 82 83 85

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3. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO 3.1. Caracterização do Contexto de Estudo 3.1.1. Caracterização geral da Escola 3.1.2. O Departamento Curricular 3.1.3. Caracterização do Grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo 3.2. Método de investigação 3.2.1. Estudo de caso 3.2.2. Fiabilidade e validade 3.3. Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados 3.3.1. A Análise Documental 3.3.2. A Observação 3.3.3. A Entrevista 4. ANÁLISE DE DADOS 4.1. Análise de conteúdo das entrevistas 4.1.1. Noção de análise de conteúdo 4.1.2. Etapas da análise de conteúdo a) Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico b) Constituição de um corpus documental c) Definição de categorias d) Definição de unidades de análise ou unidades de conteúdo e) Quantificação d) Interpretação dos resultados obtidos 4.2. Análise de documentos e resultados da observação 4.2.1. Regulamento Interno da Escola e Competências do Conselho de Disciplina 4.2.2. O Delegado de Disciplina 4.2.2.1. Normas em vigor 4.2.2.2. A redução na componente lectiva do horário do Delegado de Disciplina 4.2.2.3. Eleição do Delegado de Disciplina 4.2.3. O Regimento do Conselho de Disciplina 4.2.3.1. Periodicidade das reuniões 4.2.3.2. Convocatória e ordem de trabalhos das reuniões 4.2.3.3. As actas das reuniões 4.2.4. Assuntos tratados nas reuniões 4.2.4.1. A transmissão de Informação 4.2.4.2. O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática 4.2.4.3. O desdobramento das turmas 4.2.4.4. As aulas de recuperação 4.2.4.5. A planificação didáctica das actividades lectivas 4.2.4.6. Avaliação do grau de cumprimento da planificação das actividades da disciplina 4.2.4.7. A planificação das actividades não lectivas a) As Olimpíadas Portuguesas da Matemática b) O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos c) O Maismat d) O Campeonato Regional de Resolução de Problemas (Agente X)

93 93 93 93 94 96 97 97 98 99 101 104 111 111 111 113 113 114 116 118 121 122 146 146 154 154 155 157 158 158 162 165 167 167 169 172 174 176 178 179 179 180 181 184

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4.2.4.8. Recursos Materiais a) Materiais previstos no Plano de Acção b) Outros recursos materiais 4.2.4.9. Problemas de instalações 4.2.4.10. Análise e reflexão sobre as práticas educativas 4.2.4.11. Avaliação e exames. Elaboração de provas a nível de escola. a) Critérios de avaliação b) Fichas de avaliação global c) Provas de aferição d) Exame de Equivalência à Frequência 4.4.12. Encontros Regionais de Delegados 4.4.13. Análise dos resultados escolares dos alunos 4.4.14. Balanço da execução do Plano de Acção. 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES. BIBLIOGRAFIA LEGISLAÇÃO CONSULTADA DOCUMENTOS DA ESCOLA CONSULTADOS OUTROS DOCUMENTOS CONSULTADOS ANEXOS

186 186 187 188 189 189 189 189 189 189 191 193 195 197 204 206 207 208 209

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nas suas reuniões? Não considera que se ocupe muito tempo a transmitir informações? Quadro 10 – Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Quadro 11 – Na sua opinião.ÍNDICE DE QUADROS Pág.Grupos Disciplinares do Departamento Curricular de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias Quadro 2 . Ano lectivo de 2006/2007 Quadro 3 – Entrevistas efectuadas Quadro 4 – Categorias Quadro 5 – No seu entender quais são as competências do Conselho de Disciplina? Quadro 6 – Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Quadro 7 – Conhece o Projecto Educativo da Escola? Quadro 8 – Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina? Quadro 9 – Quais são os assuntos que habitualmente mais ocupam o Conselho de Disciplina. Quadro 1 .Professores da disciplina de Matemática – 2º ciclo. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Quadro 12 – Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina Quadro 13 – De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? 95 96 110 118 123 125 126 126 127 129 131 134 136 7 .

Ordem de trabalhos das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 Quadro 25 . no exercício do cargo. se confronta com um problema de particular complexidade.Secretários das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 138 139 141 141 142 142 143 144 144 161 164 166 8 . a periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina foi alterada a partir do mês de Janeiro.Quadro 14 – Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Quadro 15 – No seu entender. a transmitir informações? Quadro 18 – A maior parte da informação que é transmitida no Conselho de Disciplina. a quem recorre preferencialmente para solicitar apoio? Quadro 23 . a maior parte do tempo. Conseguiu saber as razões desta alteração? Quadro 17 – As reuniões do Departamento também são ocupadas. As reuniões que até então tinham uma periodicidade semanal deixaram de o ter. em que sentido circula? Quadro 19 – O Coordenador do Departamento ausculta a opinião dos Delegados para tomar posição sobre os assuntos que são discutidos no Conselho Pedagógico? Quadro 20 – Qual a sua opinião sobre a utilidade da existência do Departamento? Considera que é uma estrutura que tem muita utilidade na escola.Distribuição das reuniões do Conselho de Disciplina ao longo do ano escolar 2006/2007 Quadro 24 . ou apenas se limita a transmitir informação? Quadro 21 – Quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? Quadro 22 – Quando. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Quadro 16 – No corrente ano lectivo.

Transcrição da entrevista.Transcrição da entrevista. Anexo 4 – Guião da entrevista ao Delegado de Disciplina. . . .Ficha síntese da entrevista.Ficha síntese da entrevista. Anexo 6 . Anexo 10 – Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática.ÍNDICE DE ANEXOS Pág. Anexo 1 – Requerimento ao Director Regional de Educação. 210 212 259 278 281 290 293 299 306 316 9 . Anexo 7 – Entrevista à professora Sofia (E2). Anexo 8 – Entrevista à professora Maria (E3).Transcrição da entrevista. (A1 a A25) Anexo 3 – Quadro síntese das actas do Conselho de Disciplina.Transcrição da entrevista. . .Guião da entrevista aos professores da disciplina. . .Ficha síntese da entrevista.Ficha síntese da entrevista. Anexo 2 – Actas do Conselho de Disciplina do ano escolar 2006/2007. Anexo 5 – Entrevista ao Delegado de Disciplina. . Anexo 9 – Entrevista à professora Rosa (E4). professor António (E1).

nas quais se inclui o Conselho de Disciplina. em grande medida. decorrente da nossa actividade profissional. participando nas reuniões deste órgão. A escolha da actividade do Conselho de Disciplina. por vezes.2 Definição do Problema A problemática deste estudo centra-se em torno da seguinte interrogação: Será que o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo tem exercido cabalmente as suas competências? 10 . Qualquer professor da escola está inserido num grupo disciplinar e. INTRODUÇÃO. 1. A qualidade do trabalho dos professores de qualquer disciplina depende. O Conselho de Disciplina. como docente da disciplina de Matemática do 2º ciclo numa escola da Região Autónoma da Madeira. como órgão de coordenação vertical dos professores da mesma disciplina e estrutura de apoio ao Departamento Curricular no qual está inserido. 1. Com a crescente autonomia das escolas. é membro de um Conselho de Disciplina. têm necessidade de exercer um leque de competências. as estruturas de gestão intermédia.1 Contexto do Estudo O estudo incide sobre a actividade do órgão Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo do Ensino Básico. numa Escola Básica e Secundária da Região Autónoma da Madeira e refere-se ao ano escolar de 2006/2007. cada vez mais alargado e. por consequência. podem surgir algumas dificuldades por parte dos professores no exercício das suas funções. como objecto deste estudo. da dinâmica daquele órgão. assume alguma importância no funcionamento da escola. decorre de uma lógica de preocupação com esta temática.1.

Descrever o funcionamento do Conselho de Disciplina. 11 .Inventariar as competências do Conselho de Disciplina.Nesta perspectiva. .Caracterizar as eventuais disfunções do órgão.Analisar a actividade do órgão Conselho de Disciplina. 1. este estudo pretende clarificar as seguintes questões: . A investigação permite aprofundar o conhecimento sobre a forma de funcionamento de um Conselho de Disciplina e a consequente identificação das eventuais disfunções do órgão. .Quais as principais características do funcionamento do referido Conselho? .Que deliberações foram tomadas pelo órgão? .Em que medida o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências? 1.Compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências. .4 Pertinência do Estudo Este estudo insere-se numa perspectiva do professor que reflecte sobre a sua actividade profissional e que investiga. contribuindo assim.3 Definição de Objectivos O conjunto das questões de investigação permite evidenciar os seguintes propósitos na investigação realizada: .Quais foram os assuntos tratados nas reuniões? . detectando os problemas e tentando encontrar soluções para os mesmos. .Quais são as competências do Conselho de Disciplina? . para melhoria do desempenho dos professores da disciplina.

de forma a obter alguma validade interna para a investigação. que só poderão ser ultrapassadas com um eventual aprofundamento futuro desta temática de investigação. faz todo o sentido enveredar por uma investigação que verse sobre a temática proposta.Como docente do 2º Ciclo do Ensino Básico. estando esta investigação inserida num Curso de Qualificação em Administração Escolar e Administração Educacional. concretamente da disciplina de Matemática. por conseguinte. têm dificuldades em distanciar-se. o facto do investigador ser. Por outro lado. Uma das preocupações do investigador é a procura de objectividade na observação e na análise dos dados. um observador participante pode provocar alguma subjectividade no seu trabalho. 12 . Contudo. preocupa-nos a forma como o exercício das competências de um Conselho de Disciplina pode contribuir para melhorar o desempenho profissional dos docentes que o integram e contribuir para o almejado sucesso escolar dos alunos na disciplina em causa. intimamente envolvidas num ambiente. que tentaremos eliminar. Temos presente um dos conselhos dados por Bogdan e Biklen (2003). simultaneamente.5 Limitações do Estudo Este estudo está bastante limitado pelo tempo disponível para a sua concretização e. é passível da existência de lacunas. as pessoas. decidimos enveredar por esta temática de investigação. quer do conhecimento prévio que possuem das situações. pelas razões antes apresentadas. 1. visto que. Apesar disso. quer de preocupações pessoais. no sentido de ser conveniente não escolher para tema da investigação um assunto em que o investigador esteja pessoalmente envolvido.

ENQUADRAMENTO TEÓRICO 2.1. departamentos públicos. Hoje. A análise conceptual da problemática da escola como organização remetenos para a questão da própria conceptualização de organização. do médico que nos atende quando estamos doentes. alimentamo-nos em restaurantes. o fruto da organização escola. aos gestores das empresas que influenciam o desenvolvimento da economia nacional.1. de alguma maneira. irá ter influência sobre todas as outras. quando morremos recorremos à igreja e à empresa funerária: tudo são organizações. “o mundo em que vivemos é uma sociedade institucionalizada e composta por organizações” (p. Segundo Teixeira (1995). aos membros do Governo que dirige o nosso país ou a nossa região são. March e Simon (1979. No entender de Chiavenato (2003). que. instituições sem fins lucrativos e. Na verdade.2. ao menos em parte. Paradigmas Organizacionais da Escola 2. De acordo com Bilhim (1996). A Escola como Organização A sociedade actual é uma sociedade organizacional. lhes modelou o pensamento. 1995) apesar de se recusarem a definir as organizações. entendem que “as organizações são compostas de seres humanos em estado de interacção” (p. 2).1. trabalhamos em empresas. citados por Teixeira. “as organizações são as unidades sociais dominantes das sociedades complexas […]. de entre as organizações que estruturam a nossa sociedade. a organização escola é uma das mais importantes já que. Elas penetram em todos os aspectos da vida contemporânea” (p. ao condutor do autocarro em que nos deslocamos para o local de trabalho. 19). 5) 13 . nascemos em hospitais. em alguma medida.

14 . facilitam a compreensão do que nela se passa. alguns autores desses estudos. algumas dão-nos um apoio mais relevante para essa compreensão do que a teoria da burocracia.5). Segundo Teixeira (1995). Para Etzioni. (1984. modelo a que mais frequentemente se tem recorrido (Teixeira. que se enquadram no âmbito do quadro teórico da organização e administração escolar e que constituem modos distintos de perspectivar a organização escolar. várias vezes.Hobbes (1985. é considerada a organização escola. citado por Teixeira. entre as quais. estendem as suas conclusões a outros tipos de organizações. Diversas teorias organizacionais influenciaram no passado. e certamente que continuarão a influenciar no futuro. 2003). “as organizações são unidades sociais intencionalmente construídas e reconstruídas. os estudos realizados têm-se debruçado muito mais sobre empresas industriais do que sobre escolas. um número qualquer de homens reunidos pelo encargo de um negócio que lhes é comum” (p. Contudo. De acordo com a mesma autora. frequentemente. 6). o funcionamento da escola ou. “a compreensão das organizações e a procura de processos que as tornem mais eficazes tem ocupado múltiplos investigadores e homens de acção que ao seu estudo têm dedicado parte significativa das suas vidas” (p. 1995). pelo menos. procuraremos caracterizar algumas dessas teorias. 1995) entende “por organização. a fim de atingir objectivos específicos” (p. 10). citado por Costa. De seguida. apelidados de imagens organizacionais da escola.

No entender de Vicente (2004). A Escola como Empresa Segundo Costa (2003). 26). “em primeiro lugar. sendo o precursor do estudo e medição dos tempos e dos movimentos dos operários. Deste modo nasceu a chamada Teoria da Administração Científica. pela emancipação da administração. essas propostas passavam. “conceber a escola como empresa significa atribuirlhe um conjunto de características que tiveram a sua origem em concepções e práticas utilizadas na área da produção industrial” (p. citado por Costa (2003). desse modo. Frederick Taylor (1856-1915). 2003) as etapas fundamentais da proposta de Taylor para a análise e organização do trabalho. em segundo lugar.2. a teoria preconizada por Taylor “coloca a sua ênfase nas tarefas executadas pelos operários fabris.1. pelo estudo científico do trabalho que deverá ficar a cargo da administração” (p. engenheiro americano. A imagem empresarial da escola encontra a sua fundamentação conceptual nos modelos clássicos de organização e administração industrial.2. podia melhorar a eficiência produtiva” (p. cujo principal objectivo consistiu em introduzir nas empresas um conjunto de procedimentos que aumentasse a sua eficiência e. 25). pela necessidade de separação. entre a função administrativa e as restantes tarefas desempenhadas pelos trabalhadores e. De acordo com uma síntese efectuada por Hampton (1986. publicou em 1911 a sua mais famosa obra – The Principles of Scientific Management – na qual procurou apresentar as soluções que considerava necessárias para aumentar a eficiência das empresas do seu país. a sua produtividade. ou seja. acreditando que. citado por Costa. designadamente nos trabalhos de Frederick Taylor e Henri Fayol. Segundo o Taylor. nas empresas. 20). deste modo. foram as seguintes: 15 .

2003) tem uma concepção do homem como preguiçoso e indolente. a alternativa para esta situação é. desde que se lhes dê liberal acréscimo de ordenado. surgiu em França o livro de um outro engenheiro. tanto maior será a sua eficiência. todos os dias da sua vida trabalham menos – muito menos do que deviam” (p. Análise das tarefas: identificação dos tempos e movimentos de cada tarefa em ordem a estabelecer o tempo-padrão e eliminar tudo o que possa levar a uma menor rapidez de desempenho (tais como os movimentos supérfluos. Identificação da melhor maneira de realizar tarefas (the one best way): a eficiência atinge-se através da descoberta de soluções óptimas que logo que identificadas. com o título Administration Industrielle et Générale. segundo as suas palavras “para cada indivíduo que trabalha demais. Selecção dos trabalhadores: seleccionar significa escolher entre os homens comuns os poucos especialmente apropriados para o tipo de trabalho em vista. os tempos inúteis e a fadiga). tempos. 16 . esta selecção é feita em função dos princípios da divisão do trabalho e da especialização do operário subjacente aos quais está. o pressuposto de que a eficiência aumenta com a especialização: quanto mais especializado for o operário. a administração deverá proceder à selecção e aperfeiçoamento científico do trabalhador. (p.1. citado por Costa. Treino dos trabalhadores: de acordo com a obra de Taylor. segundo o autor da teoria da administração científica. 5. intencionalmente. Henry Fayol (1841-1925). ferramentas). 88) Cinco anos depois da publicação da obra de Taylor. 2. o controlo e os incentivos salariais (designadamente através do pagamento à peça) já que “muitos operários estão sempre desejosos de trabalhar com a máxima rapidez.29). há cem deles que. serão objecto de padronização (uniformização dos métodos de trabalho. e que constitui outro documento clássico dos estudos de administração. 3. movimentos instrumentos. Incentivos salariais: Taylor (1990. segundo Chiavenato. 4.

podem ser necessárias penalidades. 7. 10. Cadeia de comando: numa organização. Fayol dividiu as operações empresariais em seis actividades fundamentais: comercial. as quais constituem o chamado processo administrativo e estão associadas ao papel de um gestor. A função administração engloba as funções fundamentais de planear. 5. 17 . financeira e administração. o empregador. oferta de pessoal qualificado. a linha de autoridade vai por ordem de escalões da gestão de topo até aos níveis mais baixos da hierarquia. Subordinação do interesse individual ao interesse colectivo: os interesses de uma pessoa não devem nunca ter preferência em relação ao interesse da organização como um todo. Fayol foi o autor da ideia da organização estrutural das empresas por funções. 2. não ao nível das tarefas. Remuneração: a compensação pelo trabalho realizado deve ser justa tanto para quem recebe. como o custo de vida. 4. Unidade de comando: cada trabalhador deve receber ordens de apenas uma pessoa.Apesar de manter como preocupação fundamental a questão da eficiência nas organizações. qualquer que seja o nível em que se encontra. devem ser tidas em conta. a par de esquemas de incentivos. Centralização: o grau de centralização ou descentralização da gestão dependerá das condições específicas da organização em causa. Fayol sintetizou a sua teoria em catorze princípios gerais da gestão (administração): 1. Disciplina: uma organização com sucesso requer o esforço comum de todos os trabalhadores. bem definida.. segurança. devem estar nos lugares certos. mas no quadro da estrutura organizacional. Para isso. Fayol situou a sua investigação. sendo considerado o fundador da escola clássica de gestão. contabilidade. autoridade e responsabilidade devem estar intimamente ligadas: 3. Contudo. diversas variáveis. técnica. Segundo Teixeira (1998). Unidade de direcção: a empresa deve ser orientada para um objectivo comum. o empregado. como procedeu Taylor. tal como as pessoas. organizar. entendendo a organização como um todo. etc. 6. numa direcção (única). 9. coordenar e controlar. Divisão do trabalho: quanto mais as pessoas se especializarem. o sucesso da empresa. nas horas certas. judiciosamente aplicadas. 8. comandar. como para quem paga. maior é a experiência do seu trabalho. Ordem: os materiais. Autoridade: o direito de dar ordens e o poder de se fazer obedecer.

citados por Costa. a transposição para a organização escolar dos princípios anteriormente apresentados. leva-nos a uma concepção da escola como empresa educativa. A este propósito. constitui uma das marcas dominantes em vários aspectos dos modos de organização da acção educativa nas escolas. Estabilidade de emprego: reter os empregados produtivos deve ser sempre uma prioridade de gestão. 12. citado por Costa. (Teixeira. governamentais. 31). o taylorismo. controlo minucioso da qualidade. 2003) consideram que “a visão produtiva da escola acentua a importância da eficácia (adequação dos resultados aos objectivos previstos) e da eficiência (uso adequado dos recursos): planificação precisa e ajustada. Segundo Costa (2003). políticas ou mesmo religiosas. 14. Segundo diversos investigadores. selecção e promoção do pessoal directivo e docente” (p. citado por Costa. Uma elevada taxa de rotação de pessoal geralmente anda associada a uma quebra da eficiência da empresa. em vez da escrita e formal. Equidade: os empregados devem ser tratados numa base de justa igualdade. Para Bottery (1993. comerciais. nomeadamente através de novas ou adicionais actividades autodirigidas. 2003): A analogia com a concepção de Taylor da indústria é presentemente bastante evidente. por exemplo.33) Martin-Moreno (1989. 13. Tem de haver uma hierarquia clara tanto directores como professores com responsabilidades directivas são gestores industriais. 2003). 1998. p. direcção por objectivos. a comunicação verbal e informal. 10-11) De acordo com Vicente (2004). Iniciativa: os gestores devem encorajar as iniciativas dos trabalhadores. os professores são trabalhadores e os alunos são matériasprimas a ser processadas. analisando a marcada influência que os princípios da administração científica tiveram na organização 18 . Espírito de equipa: o espírito de equipa contribui para a unidade da organização. (p. Fayol aconselhava.11. Muñoz e Roman (1989. como corrente de pensamento. Fayol defendia que os mesmos princípios podiam ser aplicados em empresas de dimensões diferentes e de todo o tipo – industriais.

Uniformidade de horários: divididos ao minuto os dias mantêm-se inalteráveis depois de previamente e devidamente planeados para todo o ano lectivo. 33-34) 19 . apresenta onze características gerais que presidem à organização de uma escola de tipo taylorista: 1. Direcção unipessoal: organização hierárquica e centralizada da escola na figura do director que. decide sobre todos os aspectos da vida escolar. 10.dos centros educativos. velando pelo cumprimento das normas e disposições da administração central. 9. 3. a mesma disposição das mesas e dos alunos nas salas (independentemente da diversidade de países e de culturas). cada professor molda durante um período de tempo (ano. Insuficientes relações com a comunidade: escola fechada ao meio. Agrupamentos rígidos de alunos: procura-se a constituição de agrupamentos homogéneos de alunos com base quer na idade cronológica. 6. hora) uma faceta do produto (aluno) e envia-o para outro professor. quer no nível de instrução. Posicionamento insular dos professores: como na produção industrial. mas assume-se como condição prévia a estas (formalismo do cumprimento de normas). 2. de modo a conseguirem-se turmas de iguais. 11. Uniformidade curricular: os mesmos conteúdos programáticos são obrigatórios para todos os alunos. não permitindo a interferência dos membros da comunidade exterior nas questões escolares (mesmo os pais devem esperar os filhos à porta de entrada e poderão esclarecer-se com o director). com predomínio para a lição magistral. 7. Uniformidade na organização dos espaços educativos: a mesma localização das salas. 4. 8. Disciplina formal: o professor é um agente de manutenção da disciplina a qual não decorre do desenrolar das actividades de aprendizagem. Escassez de recursos materiais: pouca diversificação e utilização de materiais didácticos. o mesmo corredor. (p. Metodologias dirigidas para o ensino colectivo: métodos de ensino uniformizados. que decidem da passagem ou da repetência para o ano seguinte. Avaliação descontínua: realização periódica de provas ou exames (de preferência escritos) com base nos conteúdos adquiridos. 5. retomando o processo com outro produto.

portanto. Para o mesmo autor. existem três bases para a autoridade. a burocracia constitui o modelo mais puro da autoridade legal e. porque havia a consciência de que estas teorias não davam resposta aos problemas globais de administração das organizações. descreveu uma forma ideal de organização que enfatizava a ordem. designadamente a teoria da Administração Científica. Tal acontece. . capaz de atingir o mais alto grau de eficiência.3. 1996). que será objecto de análise mais adiante. dando lugar à teoria Administrativa da Burocracia. sendo o mais racional e conhecido meio de exercer dominação sobre os seres humanos. numa perspectiva puramente técnica. Merton inspirou-se nos trabalhos do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920). A Escola como Burocracia Segundo Teixeira (1995). cujo pensamento foi aplicado às práticas organizacionais. entendida como tipo ideal. a partir do estudo das organizações europeias do séc. de organização administrativa. o sistema. e a teoria das relações humanas. ou seja. encontra a sua legitimação na autoridade legal. a burocracia.2. 20 . a teoria da burocracia.Tradicional. Segundo Weber (1979. que se traduz na igualdade de tratamento perante a lei e no carácter universal e abstracto da sua aplicação. a saber: . Poder-se-á dizer que o paradigma burocrático está intimamente ligado a Weber. a uniformidade e a consistência. foi criada por Merton nos anos 40. O pensamento de Weber sobre a burocracia surge enquadrado nas suas perspectivas sobre os tipos de dominação (ou autoridade). 1996).Carismática. XIX.1. enquanto teoria organizacional. que. como refere Teixeira (1998). como alternativa às teorias em voga. três tipos de dominação. citado por Costa. já referida anteriormente. Segundo Weber (1991. a racionalidade. citado por Bilhim.

. com um inequívoca delimitação de competências. a dominação legal baseia-se na racionalidade e responde às seguintes características: . . delimitação precisa dos meios de coerção e das hipóteses da sua aplicação. na maior parte das vezes. .A totalidade da direcção é constituída por funcionários individuais que são pessoalmente livres. A terceira nas organizações modernas é definida como obediência à autoridade. De acordo com Teixeira (1995). só devendo obediência aos deveres objectivos da sua função.Racional-Legal.existência de uma hierarquia administrativa (com direito de recurso dos subordinados aos superiores).as relações são contratuais baseadas numa selecção aberta. . 1995).existe uma relação salarial geralmente congruente com a posição hierárquica e as responsabilidades assumidas e. apresenta as seguintes características: . . Para Weber (1971.autoridade constituída por: domínio de deveres de execução objectivamente delimitado em virtude da partilha dessa execução. definido por Weber. A primeira deriva de uma qualidade “extraordinária” que uma pessoa tem e que faz com que as outras desejem satisfazer as suas ordens. os funcionário têm direito à reforma..actividade ligada a regras. .existe uma hierarquia de funções solidamente estabelecida. citado por Teixeira.todos os regulamentos são fixados por escrito. . o tipo ideal de organização.separação total da direcção administrativa dos meios de administração e de propriedade. . A segunda baseiase na crença em algo que sempre existiu. poderes de comando necessários para o fim em vista. 21 .ausência total de apropriação do lugar pelo seu titular.as qualificações profissionais são adquiridas através de exames e atestadas por diplomas. .

os funcionários estão sujeitos a uma disciplina estrita e homogénea e a controlo. A administração com base em documentos devidamente preservados (arquivos). .não há lugar a apropriação dos postos dos postos de trabalho.existe uma separação total entre a administração e a propriedade. (pp. citado por Costa. enquanto tipo ideal. destaca um conjunto de elementos que distinguem a organização burocrática relativamente a outros modelos de organização. O desempenho de cada cargo com base na universalidade. O princípio da especialização e do “treinamento” específico do cargo. que não se afasta significativamente dos objectivos da administração científica pretendidos por Taylor. 6. 3. 2. Beetham (1988. para isso. A estruturação hierárquica da autoridade (de acordo com um “sistema firmemente ordenado de mando e subordinação”). 5. ao fazer uma caracterização mais pormenorizada do modelo burocrático..os funcionários exercem funções em regime de profissão única ou principal e têm direito a uma carreira profissional muitas vezes ligada à antiguidade. Baseado na obra de Max Weber. 4. . Costa (1996). a saber: 1. de seis grupos de características propostas por Max Weber. a burocracia. A exigência ao funcionário de “plena capacidade” de dedicação ao trabalho (sem prejuízo da “delimitação rigorosa” do “tempo de permanência na repartição”). constitui um modelo organizacional caracterizado globalmente pela racionalidade e pela eficiência. . uniformidade e estabilidade das regras gerais (recusa dos privilégios individuais e da concessão de favores). 1996) reduz a quatro as características básicas da burocracia: 22 . A existência de normas e regulamentos que fixam cada “área de jurisdição” (divisão do trabalho). 12-13) Como refere Costa (1996). socorrendo-se.

4. 6. na adequação dos meios aos objectivos (fins) pretendidos. Divisão do trabalho. A competência: os funcionários são seleccionados conforme o seu mérito. 8. citado por Costa. são treinados para as suas funções e controlam o acesso aos conhecimentos reunidos nos processos. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objectivos” (p. 4. “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. 2. A impessoalidade: o trabalho é conduzido segundo regras prescritas. isto é. Disciplina racional. 3.1. citado por Costa. Autoridade limitada do cargo. 2. A hierarquia: cada funcionário tem uma competência claramente definida dentro da divisão hierárquica do trabalho e é responsável pelo seu cumprimento perante um superior. e existe um registo escrito de cada transacção. Normas que controlam o comportamento dos empregados. Ênfase nas comunicações escritas. Segundo Chiavenato (1983. sem arbitrariedades ou favoritismos. 11. 1996). 10. Separação entre propriedade e administração. 23 . com uma estrutura de carreira que oferece perspectivas de promoção regular. Competência técnica. Gratificação diferencial por cargo. 9. Hall (1971. 1996) indica-nos onze características da organização burocrática: 1. Impessoalidade dos contactos pessoais. Hierarquia da autoridade. 44). 3. Normas de procedimento para actuação no cargo. A continuidade: a repartição constitui uma ocupação remunerada a tempo inteiro. Por sua vez. 7. 5.

globalmente. 24 . Na consensualidade sobre os objectivos. tem vindo a ser alvo de contestação acérrima por uma parte significativa da literatura situada no âmbito da gestão e da análise organizacional das últimas décadas. designadamente: 1. as diversas características apontadas apresentam-nos a burocracia como um modelo organizacional que pode ser. quer o modelo seja visualizado numa vertente prescritiva. enquanto teoria organizacional. o termo burocracia tem uma carga negativa. para aplicação à realidade. a ideia de burocracia conduziria a um tratamento equitativo de todos os empregados. sendo associado a excesso de papelada e de regras com prejuízo do funcionamento eficaz e inovador das organizações: Contudo. A teoria da burocracia assenta nos princípios de hierarquia e da autoridade de comando como a forma de organização estrutural ideal para todas as organizações. 2. 3. Nos processos de decisão e de planeamento estáveis. a burocracia. uma vez que a cada um eram atribuídas áreas específicas de actuação e responsabilidades na base da sua competência e capacidades (Teixeira. Conforme refere Costa (1996). Weber desenvolveu a teoria da burocracia como forma superior de racionalidade na organização das actividades humanas. Nas tecnologias claras. O modelo organizacional burocrático é caracterizado por regras rígidas e por sistemas de controlo e hierarquias. Na correcta adequação dos meios aos fins. Para muita gente.1998). Como refere Vicente (2004). 5. Na previsibilidade e na certeza face ao futuro. colocando a ênfase na estrutura. quer seja entendido como modelo descritivo que reflecte as características comuns a um vasto conjunto de organizações das sociedades modernas. qualificado como uma imagem organizacional assente no princípio da racionalidade. Essa racionalidade traduz-se. com um modelo de liderança carismática com apenas uma figura dominante.Para Costa (1996). 4.

qualquer lugar tende a ser ocupado por um empregado incompetente para assumir as responsabilidades inerentes a ele” (p. 39). por outro lado. por um lado. certamente. 46). Regulamentação pormenorizada de todas as actividades a partir de uma rigorosa e compartimentada divisão do trabalho. outros autores dedicaram-se a escrever sobre este modelo organizacional. entre os indicadores mais significativos da imagem burocrática da escola. porque. o corolário de Peter diz que: “Com o tempo. é o célebre Princípio de Peter: “Numa hierarquia. em termos satíricos e humorísticos e de forma sistematizada. sendo. 46). Centralização das decisões nos órgãos de cúpula dos ministérios da educação. Se. apontam-se os seguintes: 1. segundo Peter e Hull. também um dos mais criticados) na caracterização quer dos sistemas educativos quer das escolas” (p. 25 . 1996). no qual os autores procuram examinar a competência dos indivíduos nas organizações e descrever o seu percurso de promoção hierárquica. todo o empregado tende a ser promovido. A formulação mais divulgada. traduzida na ausência de autonomia das escolas e no desenvolvimento de cadeias administrativas hierárquicas. até ao seu nível de incompetência” (p. Previsibilidade de funcionamento com base numa planificação minuciosa da organização. 3. um dos mais utilizados (e. 2. por isso o trabalho realizado por aqueles que ainda não chegaram ao seu nível de incompetência. por um lado.Se. Para o mesmo autor. Um dos textos mais conhecidos neste domínio é o de Peter e Hull. “o quadro conceptual e teórico desenvolvido pelo modelo burocrático de organização terá sido. trata-se de uma questão de dar tempo ao tempo. citado por Costa. apresentada neste livro. No entender de Costa (2003). raramente numa organização todos os empregados atingiram os patamares mais elevados. O Princípio de Peter (1973. a crítica à burocracia constitui uma constante dos textos de inúmeros autores. eventualmente. por outro lado.

Concepção burocrática da função docente. 1995). na avaliação da eficácia do acto de aprender. (p. Para Teixeira (1995). 7). hierarquização e centralização da estrutura organizacional dos estabelecimentos de ensino. 6. Obsessão pelos documentos escritos (duplicação. Actuação rotineira (comportamentos estandardizados) com base no cumprimento de normas escritas e estáveis. 5. este autor deixa inequivocamente expresso que o modelo burocrático prevalece [em Portugal] não só antes. os mesmos conteúdos disciplinares. Na sua tese de doutoramento. 9. as seguintes: 1. Formosinho (1987. Uniformidade. Na sua análise à legislação que rege as escolas. as regras administrativas prevalecem sobre as regras pedagógicas. Pedagogia uniforme: a mesma organização pedagógica. certificação. 2. 26 . as mesmas metodologias para todas as situações. na organização do sistema escolar” (p.4. citado por Teixeira. 3. Formalização. a utilização do paradigma burocrático como paradigma explicativo da escola leva vantagens sobre todos os outros. como depois da revolução de 1974. Impessoalidade. 8. 7) O mesmo autor salienta como características da burocracia apontadas por Weber e que se aplicam facilmente à escola. o carácter burocrático da escola está patente “no que é proposto como fim do acto escolar. 7. existe um elevado grau de centralização. Na perspectiva de Alves-Pinto (1983. Uniformidade e impessoalidade nas relações humanas. 1995) usa em vários dos seus escritos o paradigma da burocracia como elemento explicativo do funcionamento da escola. Legalismo. citado por Teixeira. arquivomania). nos métodos seguidos. Formosinho verifica que a escola é orientada pelos princípios do paradigma burocrático: existe uniformidade e rigidez nas tomadas de decisão.

(p. Em segundo lugar. apresentando as seguintes características: normatividade. é já ao nível de escola que alguns autores colocam a abordagem burocrática. mas. 6. quanto à pedagogia e ao próprio acto de ensino. É-o. citado por Costa. da administração dos sistemas educativos. ou seja. Hierarquia. defendeu que a organização da educação se estrutura de acordo com o modelo burocrático. em detrimento da formação do conjunto dos alunos. depois de caracterizar como burocrático o sistema social francês e partindo do princípio que o sistema educativo de uma sociedade reflecte e perpetua o seu sistema social. citado por Teixeira. É-o. na dimensão especificamente organizacional onde a centralização e a impessoalidade são levadas ao extremo. sem contacto com os problemas da vida prática e da vida pessoal do aluno. 1995). Fernandes (1992. no que respeita à importância que atribui à questão da selecção de uma pequena elite e da sua assimilação às camadas sociais superiores. os conteúdos leccionados.4. refere-se assim ao sistema educativo do seu país: Com efeito. Centralismo. que estudou a evolução do sistema educativo durante os períodos liberal e republicano. Por seu turno. caracterizados pela existência de um fosso entre o mestre e o aluno. por consequência. finalmente. no conhecido livro Le Phénomène Bureaucratique. como modelo explicativo de outras dimensões educativas tais como: a relação pedagógica. É ainda demasiado abstracto quanto ao conteúdo. também. 5. 27 . o sistema educativo francês pode ser facilmente classificado de burocrático. a selecção e preparação das elites. uniformidade e centralização. antes de mais. o qual reproduz a separação estratificada do sistema burocrático.48-49) Segundo Costa (1996). a burocracia manifesta-se não só como modelo caracterizador da administração pública e. 1996). Formalismo. Crozier (1963.

de acordo com diversos trabalhos de investigação. de modo especial se perspectivado de forma prescritiva. 1996): Estamos certos de uma coisa. Dentro da estrutura burocrática nunca mudaremos para novas escolas. 1996). parece ser opinião generalizada que a administração do sistema educativo português tem assumido marcas óbvias deste modelo organizacional. uma esfera de autonomia relativa ao nível da organização […] os estudos em torno da anarquia organizada. Contudo. (p. mas não de forma exclusiva. no seu estudo sobre a participação na organização escolar no período de 1974-1988. que entre nós utilizaram o modelo burocrático na análise da educação. afirmando: Em termos de modelo teórico de análise. 51-52) Segundo Costa (1996). citado por Costa. Essa estrutura foi inventada para assegurar o domínio e o controlo. para um compromisso entre a perspectiva burocrática (a consideração das determinações formais e dos respectivos constrangimentos impostos) e uma perspectiva que pudesse contemplar a organização e os actores. (p. é objecto de recusa e de oposição radical. outro tipo de estruturas e de regras. citado por Costa. Nunca produzirá liberdade nem actualização continuada. 1996). analisando a presença e os modos de funcionamento da estrutura burocrática nas escolas. em suma.53) 28 . por exemplo. 49) Licínio Lima (1992. desta forma. citados por Costa. do seguinte excerto do trabalho de Clark e Meloy (1990. como se pode depreender. a acção organizacional. referem: As escolas são organizações formais com muitas das mesmas características das organizações burocráticas […] O modelo burocrático é aquele que a maioria dos administradores escolares adoptam. para isso. socorrendo-se. a aplicação à escola do modelo organizacional da burocracia. utiliza a perspectiva burocrática. para escolas livres. e isto poderá explicar a razão pela qual o modelo pode ser utilizado para prever com correcção certos tipos de comportamento nas escolas.Hoy e Miskel (1987. de um curioso compromisso entre esta perspectiva e a teoria da anarquia organizada. a solução consubstanciada encaminha-se. (p. para alguns.

possivelmente.1. alguns dos indicadores desta imagem organizacional são os seguintes: 1. a alternativa aos ditames burocráticos está na concepção e no funcionamento democrático dos estabelecimentos de ensino. Empenhamento do grupo e consenso sobre os objectivos e os meios organizacionais. liderança) e defesa da utilização de técnicos para a “correcção” dos desvios (psicólogos. satisfação. assistentes sociais. Segundo Costa (1996). motivação. 4. encontramo-nos perante a defesa de uma imagem organizacional da escola como democracia que analisaremos de seguida. que se seguiram à revolução de 1974. Democracia. 4. 3.4. 3. Desenvolvimento de processos participativos na tomada de decisões. Valorização dos comportamentos informais na organização relativamente à sua estrutura formal. 6. Incremento do estudo do comportamento humano (necessidades. Desenvolvimento de uma pedagogia personalizada. 2. Visão harmoniosa e consensual da organização. generalidade e interactividade no desempenho das tarefas. um dos lugares mais comuns do discurso educacional português das duas décadas. terapeutas comportamentais).Na perspectiva destes autores. Desta forma. 2. que se traduz nas seguintes características: 1. 2. 29 . 5. Variabilidade. Autodisciplina e controlo exercido individual e colectivamente. Autoridade de grupo e prestação de contas. 5. A Escola como Democracia A imagem da escola enquanto democracia constitui. Utilização de estratégias de decisão colegial através da procura de consensos partilhados.

da Western Electric Company. a Western Electric decide chamar Elton Mayo e os seus colegas para estudarem estes «estranhos» fenómenos. nos anos 20. também aumentou. Segundo Câmara. A paternidade desta teoria é atribuída a Elton Mayo (1880-1949). grupos de controlo (níveis de iluminação inalterados) e grupos experimentais (sujeitos a diferentes níveis de iluminação. uma série de experiências. em 1927. vieram pôr em causa os pressupostos básicos do comportamento humano na qual assentava a organização científica do trabalho. com uma equipa de colaboradores. um bairro nos arredores de Chicago. assente nos pressupostos de Taylor. devido à experiência de Hawthorne. com a variação da luminosidade. mas sim o facto de os trabalhadores envolvidos nas experiências se terem sentido alvo de preferência e de uma atenção especial. sem quaisquer alterações. uma investigação por ele realizada. conseguindo assim estabelecer o seu nível optimizante. nas quais grupos de trabalhadores eram sujeitos a alterações de horários. numa fábrica de componentes electrónicos. Esta atenção que lhes era dirigida levou ao 30 . pois seria de esperar que o desempenho do grupo experimental variasse com os aumentos e diminuições da intensidade da luz. para estudar os efeitos dos vários níveis de iluminação na produtividade dos seus trabalhadores. nos anos seguintes. Esperava-se um conjunto de resultados que permitisse estabelecer o nível óptimo de iluminação. Tal não aconteceu e começaram a surgir resultados que punham em causa os pressupostos da organização científica do trabalho. em termos de produção. Seguiram-se. O que se verificou na prática foi que. Guerra & Rodrigues (2005). a fundamentação teórica da imagem da escola como democracia situa-se inicialmente na teoria das relações humanas. estabelecendo. mais estranho ainda foi que a produção do grupo de controlo. Tratava-se de uma experiência tradicional típica da organização científica do trabalho. diminuindo apenas quando a luminosidade era tão fraca que o grupo experimental tinha dificuldades reais de ver. a produção continuava a aumentar. para tal. Os resultados obtidos nestas alterações e os resultados alcançados. Por outro lado. o programa de Hawthorn foi originalmente pensado pelos engenheiros da Western Electic. É perante estes resultados que. entre 1927 e 1932.Em termos organizacionais e administrativos. sistemas de pagamentos e períodos de descanso. Conclui-se que não eram as alterações das condições de trabalho que afectavam a produção. situada em Hawthorne.

na relação com os outros grupos e com os superiores. como seres sociais. segurança e pertença sentida pelo homem. da experiência de Hawthorne ressaltaram duas conclusões básicas. valores e atitudes que lhe dá capacidade para exercer pressão social forte sobre os indivíduos dentro do mesmo. foi o facto de estarem a ser estudados que levou ao aumento da sua produção (o chamado efeito Hawthorne). Mayo refere a importância da direcção ganhar a colaboração e a cooperação destes grupos para assim obter melhores desempenhos dos seus trabalhadores. na sua relação com o seu espaço e tempo de trabalho. Foi devido ao efeito Hawthorne que o grupo de controlo melhorou o seu desempenho. 31 . nas atitudes e no comportamento dos grupos informais de trabalhadores. em detrimento do estudo das condições de trabalho. 93) Segundo os mesmos autores. procuram criar grupos informais para satisfazerem aquilo que Mayo chama um desejo de intimidade. segurança e também pelo sentimento de pertença produzido pelos grupos informais. A segunda conclusão refere-se à profunda necessidade de reconhecimento. A primeira conclusão diz respeito à importância dos grupos informais dentro da estrutura formal das organizações. Ou seja. Por isso. Estas descobertas levaram Mayo e o seu grupo a centralizarem a sua atenção no papel. Isto porque a experiência de Hawthorne mostrou a importância do grupo informal no desempenho do trabalhador.incremento da sua moral e levou-os a desejar melhorar o seu desempenho. a necessidade de ver o processo de trabalho como uma actividade colectiva e cooperativa e não como uma actividade individualizada. em vez de destruir as acções destes grupos informais (tal como preconizaria Taylor). mesmo sem alterações nos níveis de iluminação da sua área de trabalho. Assim.(p. consistência e previsibilidade. ou seja. perante situações de incerteza social. nas normas. na medida em que o grupo tende a desenvolver as suas próprias normas. A experiência de Hawthorne demonstrou que as atitudes dos trabalhadores poderiam ser influenciadas pelo reconhecimento. que vieram a ser a base da abordagem da teoria das relações humanas. os trabalhadores.

a administração não pode ignorar que dentro da organização existem vários subgrupos. o operário move-se mais por necessidades de reconhecimento social do que por benefícios materiais. pode sintetizar-se nos seguintes pontos: o operário é visto menos como um ser individual do que como um ser social. a ênfase passa da tarefa para a pessoa já que se admite que o nível de produção depende da satisfação do pessoal e que esta decorre da integração social obtida na empresa e do enriquecimento do posto de trabalho. De acordo com Vicente (2004).Com esta experiência ficou evidente a importância dos factores afectivoemocionais no desempenho dos trabalhadores. integrado num grupo. ressaltando que a motivação para a produtividade não depende apenas da organização do trabalho (Câmara et al.. colocando a ênfase nas pessoas – quando anteriormente a ênfase era colocada nas tarefas e na estrutura – e enfatizando a importância que os factores psicológicos têm na produtividade do trabalho. a teoria das relações humanas introduziu no campo do estudo das organizações. O reconhecimento da existência de uma estrutura informal. é um dos contributos mais importantes que a teoria das relações humanas ofereceu para a compreensão do que se passa nas organizações. elementos novos e extremamente relevantes. a teoria das relações humanas. Dentro da organização formal existem organizações informais. Ainda de acordo com a mesma autora. a saber: 1. tal como é proposta por Elton Mayo. 32 . a teoria das relações humanas surgiu como uma reacção humanista à Administração Científica do Trabalho. Para Teixeira (1995). 2005). por vezes extremamente poderosa.

que procurava tratar os operários um a um. quando desde 1974. As pessoas são motivadas mais por necessidade de reconhecimento social do que por benefícios materiais. Existem várias questões que se podem colocar. a socialização do trabalhador torna-se um elemento importante para a sua própria realização e para a eficácia do seu trabalho. A ênfase na pessoa substitui a ênfase que anteriormente se colocava nas tarefas e na estrutura. Os trabalhadores reagem como membros de um grupo e não como indivíduos isolados. 4. professores e trabalhadores não docentes a assumirem determinadas atitudes e não outras? O que explica o ascendente de um determinado elemento? Qual a fonte do seu poder? Como se cruza a estrutura formal com a informal? 2. Mayo e os seus colaboradores verificam que o comportamento do operário não é independente do grupo a que ele pertence. o órgão de gestão da escola passou a integrar representantes dos três subgrupos que coexistem na escola: os professores. se passa na escola. efectivamente. de cuja resposta depende a compreensão do que. Coexistem vários subgrupos dentro do grupo organizacional. Toda a organização – ao ultrapassar o nível da total indiferenciação.Essa problemática. os trabalhadores não docentes e os alunos. em grande parte. entre os seus membros. nomeadamente: Quais são as normas escritas que levam alunos. de estatutos e papéis – vai integrar vários subgrupos dentro do grupo organizacional. 33 . 3. O reconhecimento desta realidade exprimiu-se na estrutura organizacional da escola secundária portuguesa. Assim. 5. Ao contrário de Taylor. Quando o professor procura identificar os líderes naturais de uma turma e procura entrar em acordo com eles para obter um determinado resultado está a ter em conta este princípio simples da teoria das relações humanas: os elementos de uma turma vão ter os seus comportamentos influenciados pelo seu grupo de pertença. está presente quando se analisam as questões do chamado currículo oculto.

o paradigma dominante para o entendimento da gestão das organizações. Contudo. para citar algumas das mais significativas. que se caiu num culto do grupo. a dinâmica de grupos. estas áreas de investigação enveredaram por um novo rumo e encontraram um novo objecto de estudo: os factores sociais e psicológicos do comportamento organizacional. um vasto conjunto de investigadores deu continuidade aos trabalhos iniciais de Elton Mayo. à tradicional visão racionalista e mecanicista do indivíduo se sobrepõe um novo entendimento do trabalhador que deixa de ser visto como um mero elemento do encadeamento mecânico para aparecer como pessoa dependente da complexidade social e interpessoal em que se encontra inserido e dos aspectos emocionais e irracionais daí decorrentes. A administração passou. Segundo Hollway (1991. a experiência de Hawthorne constitui um evento extremamente importante na história da análise organizacional e da teoria administrativa já que.Esta grande orientação da teoria das Relações Humanas recorda-nos o que aconteceu. desde os anos trinta. assim. a partir desse momento. No entender de Costa (1996). motivações e satisfação individual e grupal. e durante várias épocas. em interacção constante com os outros. Com Hawthorne registou-se uma importante alteração das concepções administrativas já que. quando se efectuou a passagem do ensino centrado nos programas ao ensino centrado na aprendizagem dos alunos. a participação nos processos de decisão. a teoria das relações humanas constituiu. a liderança. a dirigir todas as atenções para os fenómenos grupais com um tal impacto. citado por Costa. mas 34 . 1996). enveredando por novas abordagens. as necessidades. em termos pedagógicos. Segundo o mesmo autor. a introdução do factor humano no contexto organizacional trouxe para o mundo empresarial novas áreas de investigação: as estruturas informais na organização. A perspectiva taylorista que entendia o trabalhador de forma individualizada (de acordo com uma relação directa e exclusiva com a tarefa) foi substituída pelo estudo do homem social.

Aktouf (1989.mantendo os pressupostos básicos da teoria das relações humanas. Dewey preconiza “uma concepção de escola como modelo e projecção da sociedade ideal. a teoria das relações humanas constitui a fundamentação teórica da imagem democrática da escola. 62). ao valorizar as pessoas e os grupos. 1996) o modelo democrático ou colegial de escola é caracterizado pelos seguintes indicadores: 35 . reconhecido como dos mais notáveis pedagogos do movimento da Escola Nova. citado por Costa.1996. Para Bush (1986. Em termos organizacionais. Maslow. 1996) identifica como principais continuadores de Mayo os autores Lewin. a identificação com a empresa e a participação. 62). os fenómenos de cooperação e de participação.1996. Ao defender uma concepção democrática de sociedade. Dewey “concebe a educação como preparação para a vida em sociedade e a escola como o cadinho onde essa preparação se processa” (Costa. Likert e McGregor e como os elementos organizacionais mais importantes desenvolvidos na sequência de Hawthorne. a satisfação e realização dos trabalhadores. Um dos autores que mais marcou o desenvolvimento de uma concepção democrática da escola foi John Dewey. p. da sociedade democrática” (Costa. a comunicação (de cima para baixo e de baixo para cima). o grupo. é com a teoria comportamental que o interesse pelas pessoas assume uma dimensão mais aprofundada. p. Argyris. citado por Costa. 1996). ou seja. e à sua realização e desenvolvimento interior (Bwditch & Buono. Na verdade. a liderança. citado por Costa. já que se apresentam como objectivos prioritários desta perspectiva. 1992. a completa utilização das habilidades e capacidades dos indivíduos em ordem à sua satisfação e crescimento pessoal. Entre as novas abordagens destacam-se a teoria comportamental e a corrente do Desenvolvimento Organizacional. a visão harmoniosa e consensual da organização.

funcionando como linhas orientadoras da acção pedagógica. de modo a que a harmonia e o consenso prevaleçam. É um modelo de organização fortemente normativo. 3. estando sujeita ao modelo de representatividade. Aceita-se a existência de um conjunto comum de valores que. nomeadamente de tipo colegial. para ter verdadeira legitimidade.1. devem guiar o funcionamento da organização escolar. estes aspectos constituem formas de mudar a ordem hierárquica tradicional das relações de cima para baixo. contrastando com a concepção de autoridade formal dos modelos burocráticos. De acordo com Costa (1996). 36 . citado por Costa. Os diversos órgãos de gestão e coordenação da escola devem ser constituídos através de processos de representação formal com base em procedimentos eleitorais que cada departamento realiza e a tomada de decisões. 4. 5. As decisões são entendidas como tendo na base um processo de consenso ou compromisso e não são decorrentes de procedimentos conflituais. Para Borrell (1989. Segundo o mesmo autor. característica dos modelos de escola como empresa e como burocracia. Reclama a autoridade profissional com base na competência especializada dos professores. 2. 1996). deverá ser precedida de consulta aos colegas. trata-se de um modelo que assenta em dois aspectos fundamentais: a participação e a democracia organizacional. a imagem da escola como democracia concebe os estabelecimentos de educação com modos de funcionamento participados e concertados entre todos os intervenientes na vida escolar. valorizando as pessoas.

das relações humanas e da burocracia) e a adopção de posições explicativas e descritivas. A teoria comportamental da administração tem o seu início com Herbert Alexander Simon. Frederick Herzberg e David McClelland. o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias anteriores (teorias clássica. por ordem hierárquica. as necessidades mais 37 . campo no qual a teoria administrativa recebeu volumosa contribuição. mas dentro do contexto organizacional mais amplo. Para poder explicar como as pessoas se comportam. Assim. e no topo. Na base da pirâmide estão as necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas). Douglas McGregor.Teoria Comportamental da Administração No entender de Chiavenato (2004). A hierarquia das necessidades de Maslow Abraham H. um dos temas fundamentais da teoria comportamental da administração é a motivação humana. Os autores behavioristas verificaram que o gestor precisa de conhecer as necessidades humanas para melhor compreender o comportamento humano e utilizar a motivação humana como poderoso meio para melhorar a qualidade de vida dentro das organizações. a teoria comportamental (ou teoria behaviorista) da administração trouxe uma nova concepção e um novo enfoque dentro da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento.2. torna-se necessário o estudo da motivação humana. Maslow (1908-1970) apresentou uma teoria da motivação segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em cinco níveis. Com a teoria comportamental a ênfase permanece nas pessoas.1. Dentro do campo da motivação humana salientam-se Abraham Maslow. Essa hierarquia de necessidades pode ser visualizada como uma pirâmide. Rensis Likert e Chris Argyris são autores importantes desta teoria.5. Para explicar o comportamento organizacional. a teoria comportamental fundamenta-se no comportamento individual das pessoas. Kurt Lewin.

o indivíduo torna-se resistente e hostil em relação às pessoas que o cercam. A sua frustração pode produzir sentimentos de inferioridade. o desejo sexual.elevadas (necessidades de auto-realização). de ser integrado no meio social. mas de vital importância. prestígio. ser respeitado. força. 5. poder capacidade e utilidade. Necessidades fisiológicas. 4. quando as necessidades mais baixas (fisiológicas e de segurança) se encontram relativamente satisfeitas. Surgem no comportamento quando as necessidades fisiológicas estão relativamente satisfeitas. Necessidades de estima. Constituem o nível mais baixo de todas as necessidades humanas. só surgirão novas necessidades se as necessidades de nível inferior forem satisfeitas. A satisfação das necessidades de estima conduz a sentimentos de autoconfiança. nomeadamente família. Necessidades de auto-realização. de valor. podem levar ao desânimo ou a actividades compensatórias. Constituem o segundo nível das necessidades humanas. ou seja. Na nossa sociedade. São as necessidades humanas mais elevadas e que estão no topo da hierarquia. São necessidades relacionadas com a maneira pela qual o indivíduo se vê e avalia. Dentre as necessidades sociais estão a necessidade de associação. na sua maioria. a frustração das necessidades sociais conduz à falta de adaptação social. Nesse nível estão as necessidades de alimentação (fome e sede). ser apreciado. fraqueza. de sono e repouso (cansaço). Envolvem a necessidade de ser reconhecido. etc. Quando as necessidades sociais não estão suficientemente satisfeitas. com 38 . de participação. Os cinco níveis de necessidades são os seguintes: 1. pelo menos. por sua vez. Estão relacionadas com o crescimento pessoal e com a realização do próprio potencial. Necessidades de segurança. Necessidades sociais. 3. amigos. ao isolacionismo e à solidão. de aceitação por parte dos colegas. busca de protecção contra ameaças físicas e emocionais ou privação. São necessidades de segurança. Surgem no comportamento. 2. De acordo com esta hierarquia. dependência e desamparo que. estabilidade. de abrigo (frio ou calor).

As Teorias X e Y de McGregor Douglas McGregor(1906-1964) opõe à visão pessimista e negativa do homem (teoria X) a visão optimista e positiva (teoria Y). não gostam de assumir responsabilidades e só obrigados são capazes de trabalhar. Para o mesmo autor. satisfazer sucessivamente as suas necessidades sociais. O homem não procura apenas satisfazer as suas necessidades fisiológicas e de segurança – necessidades primárias. têm capacidade de iniciativa. 2004).a força de cada indivíduo para se tornar naquilo que é capaz (Chiavenato. existe um paralelismo entre a teoria X e os modelos clássicos. a teoria X assume que os trabalhadores não gostam de trabalhar.. para motivar o indivíduo. de reconhecimento e de desenvolvimento – as necessidades secundárias. A teoria Y. a necessidade imediatamente superior torna-se dominante. aceitam responsabilidades e são capazes de se auto-dirigir e auto-controlar. são preguiçosos. Assim. depois de satisfeitas as necessidades básicas (fisiológicas e segurança) é necessário. de auto-estima e de auto-realização (Câmara et al. (2005). 2004) Segundo Câmara et al. ao contrário. 39 . De acordo com Abraham Maslow.2005). tal como entre a teoria Y e a teoria das relações humanas. São duas visões opostas sobre a natureza humana e a forma de gerir a força de trabalho (Vicente. é preciso conhecer em que nível da escala hierárquica de necessidades se encontra a pessoa. Ele tem também necessidades sociais. e de seguida proporcionar-lhe a satisfação desse nível ou do imediatamente superior (Bilhim. A teoria X (gestão autoritária) e a teoria Y (gestão participativa) pretendem evidenciar as preocupações com o factor humano. À medida que uma necessidade inferior é satisfeita. 1996). para motivar alguém. assume que os trabalhadores gostam de trabalhar. são criativos.

na autonomia e na recompensa. por essa via. para conseguir uma melhor integração dos seus colaboradores e. 2. A Teoria Z de William Ouchi Na sequência das teorias X e Y. ideias. será muito difícil aceitar a forma colectiva de responsabilidade que caracteriza muitas das empresas japonesas. A teoria Y veio reforçar a ideia que pode existir uma outra forma de gerir as organizações e de motivar os indivíduos. muitas vezes. em que organizar e dirigir pressupõe uma forte ênfase no controlo. mas a responsabilidade continua a ser individual. facilitando a tomada de decisões e as comunicações internas. defendendo que os trabalhadores têm um envolvimento similar aos dos gestores quando existe um sistema de recompensas e incentivos eficaz. neste tipo de gestão as decisões são. Só quando estes verificam que os objectivos individuais são compatíveis e que não 40 . à maneira das empresas japonesas. supervisão.1. McGregor propõe uma outra forma de gestão em que organizar e dirigir pressupõe uma acção assente no desenvolvimento. as organizações cuja gestão se desenvolve dentro dos parâmetros da teoria Z tendem a desenvolver as suas próprias tradições. melhores resultados. De facto. Segundo o mesmo autor. tomadas colectivamente. que pretende ser uma variante da teoria Y. a Teoria Y recomenda que as organizações ocidentais implementassem uma cultura de clã. para a cultura ocidental. William Ouchi apresentou a teoria Z.6.A um modelo de gestão baseado no teoria X. De acordo com Castro (1996). Segundo Teixeira (1998). coesão e punição. o americano de ascendência japonesa. cultura e o chamado “ambiente familiar”. Esta combinação de decisão colectiva com responsabilidade individual exige uma atmosfera de elevada confiança mútua entre os membros da organização. diferente da que era defendida pelas teorias clássicas.

As relações entre as pessoas tendem a ser informais e é enfatizada a necessidade de relacionamento entre membros da organização com posições hierárquicas diferentes.há ninguém disposto a assumir um comportamento em benefício próprio é que se disponibilizam para assumir a responsabilidade por uma decisão do grupo e se empenham com entusiasmo no seu trabalho. a energia é a capacidade utilizada para movimentar e dinamizar o sistema e os materiais são os recursos a serem utilizados pelo sistema.7. 2. Katz e Kahn (1978. ou seja. tal como os sistemas físicos ou biológicos como o corpo humano ou uma célula. de acordo com o sistema. a abordagem sistémica baseia-se na teoria de sistemas que surgiu na sequência da Teoria Geral de Sistemas da autoria de Ludwing Van Bertalanffy. como meios para produzir os outputs. 41 . A informação é tudo o que permite reduzir a incerteza a respeito de alguma coisa. 1998). uma identidade que interage com as variáveis do ambiente que a rodeia. output (saída) e feedback (retroacção). concebem uma organização como um sistema aberto. o que contribui para o desenvolvimento de uma atmosfera de igualitarismo e aumento da confiança recíproca. os principais conceitos relacionados com os sistemas são input (entrada). A Abordagem Sistémica Para Vicente (2004).1. Segundo Vicente (2004). Nas organizações do tipo Z geralmente verifica-se um amplo interesse pelo bem-estar dos membros da organização como uma faceta natural do relacionamento no trabalho. um conjunto ou combinações de coisas ou partes formando um todo unitário ou complexo. citados por Teixeira. É tudo o que o que o sistema recebe do exterior. Os inputs são as entradas no sistema para que ele possa operar. ou seja. segundo o qual um sistema é um todo complexo ou organizado. energia ou materiais. entre outros. podendo ser informação.

em cada situação. as organizações. para sobreviverem. O feedback é um mecanismo segundo o qual uma parte da energia de saída de um sistema volta á entrada. a solução depende das características dessa situação. 42 . Por outro lado. as organizações são afectadas pelo (e afectam o) que se passa no seu ambiente.Os outputs são o resultado final da operação de um sistema. segundo Castro (1996). O feedback permite comparar a maneira como um sistema funciona em relação a um padrão estabelecido e na presença de desvios. A Abordagem Contingencial A abordagem contingencial dá um passo em frente em relação à visão sistémica. a abordagem sistémica. como qualquer sistema vivo. chama a atenção para o facto de que. vê as organizações como formadas por partes interrelacionadas. Esta. respondendo às alterações do ambiente com as apropriadas alterações no sistema. A teoria dos sistemas. Assim. Para Vicente (2004). uma vez que elas se encaixam e são interdependentes. pode afectar outras e o desempenho global da organização. é necessário encará-la no seu contexto e procurar antecipar todas as consequências (desejáveis ou não) de qualquer actuação. o reconhecimento de que as organizações são sistemas e que as mudanças numa das suas partes afectarão as outras.1. regular a entrada. No entender de Vicente (2004).8. têm de se adaptar à situação. usando uma analogia com os sistemas vivos. coloca a ênfase no ambiente. para que a saída se aproxime do padrão. Segundo Castro (1996). de tal forma. ao analisar determinada situação ou problema de uma organização. que o que acontece numa delas. vem introduzir a necessidade da abordagem contingencial. 2.

basicamente. obtêm-se. Ao invés da racionalidade linear e da previsibilidade dos modelos empresarial e burocrático.1.Os interesses. encontra-se. a este 43 . a abordagem contingencial defende o princípio que não há uma melhor maneira de gerir. . o desenvolvimento do paradigma da escola como arena política marca uma importante viragem nas concepções vigentes. de pendor marcadamente sociológico.As decisões escolares. este modelo organizacional.A escola é um sistema político em miniatura. a partir de processos de negociação.Contrariamente a Taylor. em cada situação. chamando a atenção para o facto de. individuais ou de grupos. o modelo de escola como arena política apresenta as seguintes características: . manifestam-se quer no interior da escola. no sentido interpretativo e crítico. . Uma solução que funciona bem em determinada situação numa certa organização.9. que defendia que só há uma melhor maneira de desempenhar uma tarefa. . bem como da unidade de objectivos e da visão consensual da perspectiva democrática. . em que o funcionamento é semelhante ao das situações políticas existentes nos contextos macro-sociais. 2. A Escola como Arena Política Para Costa (1996). pode não funcionar bem noutra situação ou noutra organização.Os estabelecimentos de ensino são compostos por uma pluralidade e heterogeneidade de indivíduos e de grupos que dispõem de objectivos próprios. tendo na base a capacidade de poder e de influência dos diversos indivíduos e grupos. poderes e influências diversas e posicionamentos hierárquicos diferenciados.A vida escolar desenrola-se com base na conflitualidade de interesses e na consequente luta pelo poder. A abordagem contingencial procura identificar as variáveis chave em relação às quais a organização pode ser caracterizada. De acordo com o mesmo autor. quer no seu exterior e influenciam toda a actividade organizacional. a solução depender das características dessa situação. ao nível da análise organizacional.

as organizações são percepcionadas como realidades sociais complexas onde os actores. a incerteza e a divergência surgem como características dominantes das situações organizacionais. O conflito é perspectivado como um fenómeno natural e o poder decorre das coligações dominantes em vez de ser um exclusivo de líderes formais.nível. mobilizam poderes e influências. 79) Segundo Costa (1996). De acordo com a definição de Bush (1986. por vários autores. como organizações 44 . racional e consensual da organização e avançaram para uma visão da realidade organizacional onde a homogeneidade cedeu o lugar à heterogeneidade a harmonia foi usurpada pelo caos. na vertente oposta ao paradigma da escola como democracia. e pela luta por mais legitimidade e poder. estruturação e comportamento organizacional. devido a algumas especificidades da sua composição. (p. Nesta perspectiva. recusaram a concepção homogénea. as escolas. Os grupos de interesses desenvolvem e formam alianças em busca de objectivos políticos particulares. 1996). Trata-se de um paradigma que surge a partir do desenvolvimento de várias linhas de investigação que. pela existência de conflitos abertos ou latentes. têm vindo a ser concebidas. situados no centro das contendas e em função de interesses individuais ou de grupo. defende que: a abordagem política concebe as escolas e os sistemas escolares como organizações políticas onde grupos distintos com interesses próprios entram em interacção com o objectivo de satisfazer esses interesses particulares. Na vertente de análise micropolítica. estabelecem estratégias. num contexto caracterizado pela diversidade dos objectivos. citado por Costa. conforme afirmado por Bacharach (1988. citado por Costa. os modelos políticos partem do pressuposto que nas organizações a política e as decisões emergem de um processo de negociação e regateio. já que são muito reduzidas as suas tendências normativas. 1996). 1996). como espaços organizacionais privilegiados para a aplicação dos modelos políticos e. (p. basicamente. desencadeiam situações de conflito. de coligação e de negociação tendo em conta a consecução dos seus objectivos. 79) Focalizado no contexto escolar Afonso (1993. por isso. citado por Costa.

de acordo com este modelo organizacional. conflito. 1988. não será correcto falar em objectivos previamente definidos pela organização. constituindo-se como a primeira arena do conflito político (Bacharach. desta forma.relativamente às quais a metáfora da arena política encontra sucesso. profissionais e políticos (Hoyle.1996) – e procuram realizá-los através das organizações. citado por Costa. Não sendo a estratégia individual a forma mais eficaz na consecução desses interesses. em situações de conflito. (p. poder e negociação. Os indivíduos detêm interesses de ordem diversa pessoais. citado por Costa. o conflito não é encarado como um problema a evitar (como o é na teoria das relações humanas) nem um acontecimento inapropriado ou uma disfunção (modelo burocrático). 1988. Os interesses dos grupos passam. o processo da tomada de decisões surge como o lugar privilegiado das manifestações micropolíticas.1996). b) Conflito. a) Interesses. A perspectiva micropolítica valoriza primordialmente os indivíduos e secundariza a colectividade ou instituição como unidade (Hughes. os indivíduos procuram associar-se formando coligações para. citado por Costa. Desta forma. 1986. 1986. citado por Costa.79) O mesmo autor caracteriza o paradigma da escola como arena política através de um conjunto de ideias-base agrupadas em torno de quatro conceitos: interesses. ambiguidade e contestação (Bush. No entanto. a dominar a tomada de decisões nas organizações escolares. mas em objectivos sujeitos à constante instabilidade. 1988. podendo mesmo ser percebido como um factor que. mas surge como algo natural e inevitável perante o qual os responsáveis escolares devem estar preparados para o entenderem enquanto característica do processo global de funcionamento da organização. em conjunto. 1996). 1996). Assim. A diversidade de interesses inerente aos vários grupos que compõem a organização escolar traduz-se. no momento da decisão. melhor atingirem os seus objectivos (Bacharach. citado por Costa. para além 45 . 1996). para os defensores da abordagem política.

1996). No paradigma político as decisões resultam de complexos processos de negociações e compromissos que. No modelo político. cuja fonte se situa na estrutura hierárquica da organização. não estando dependente de processos de legitimação legal. ao contrário do que se verifica nos paradigmas empresarial e burocrático. citado por Costa.de inevitável e normal. o poder de controlo das recompensas e o poder coercivo (Bush. traduzem as preferências daqueles que detêm maior poder e/ou influência. 1996). em que as 46 . podemos considerar dois tipos de poder. o poder assume um lugar de grande importância: os interesses individuais e grupais desenvolvem-se e afirmam-se em função do poder dos respectivos representantes. c) Poder. 1996) e seguida por Hoyle (1986. 1983. que têm à sua disposição cinco formas de poder. 1996). não conseguindo satisfazer completamente as preferências dos vários grupos ou indivíduos. A autoridade corresponde ao poder formal. A influência consiste no poder informal que. a experiência pessoal ou o controlo dos recursos. o poder pessoal. que assumem particular importância nos contextos escolares: o poder de posição oficial. pode ser suportado por diversificadas fontes tais como o carisma. assumem importâncias diversificadas nos contextos organizacionais: O poder de autoridade e o poder de influência. citado por Costa. d) Negociação. que não sendo sinónimos. citado por Costa. citado por Costa. Utilizando uma distinção efectuada por Bacharach (1988. o poder de especialista. De um modo geral. 1986. o conhecimento. Entre os actores escolares que dispõem de grandes fontes de poder (sem contudo estarem na posse de um poder absoluto) merecem destaque os responsáveis máximos dos estabelecimentos de ensino. é benéfico para o desenvolvimento de uma saudável mudança organizacional (Baldridge. poder-se-á dizer que nas situações conflituais surgem como vencedores aqueles que detêm maiores fatias de poder e nos processos de negociação conseguem melhores resultados os que representam um maior peso organizacional.

47 . citado por Costa. 1996). assumindo particular importância. a opinião sobre a liderança. o processo normal de decisão não consiste na imposição unilateral da vontade do(s) grupo(s) mais forte(s). 1986. também de negociação e de troca de bens entre os responsáveis hierárquicos e a classe docente) é o que tem a ver com a implementação de reformas educativas e com a introdução de inovações pedagógicas (Costa 1996). a promoção dos professores. os professores podem oferecer bens de troca tais como: a estima ao director. a autonomia e a aplicação flexível das regras. neste quadro. 1996). a conformidade com as regras e a reputação da escola.decisões surgem na sequência de um processo racional. de acordo com os objectivos formalmente definidos e também de forma diferente do que se verifica no paradigma democrático. o apoio aos seus objectivos. citado por Costa. as formas de intercâmbio ou de troca. por consequência. tendo em conta a partilha de objectivos comuns (Hughes. em que as decisões resultam do desenvolvimento de situações consensuais. Um dos casos típicos de conflitualidade nas organizações escolares (e. o aumento da auto-estima destes. mas sim um processo baseado fundamentalmente em procedimentos negociais. Para Hoyle (1986. por seu lado. O mesmo autor especifica alguns desses bens de troca que podem ser colocados na mesa das negociações entre o director da escola e os professores: entre os bens de troca do primeiro aponta a distribuição dos recursos materiais. já que os diversos grupos ou actores. dispõem de bens de troca que utilizam na negociação.

A imagem da organização escolar como anarquia. o conceito de anarquia. autoridades locais. processos ou indivíduos frouxamente unidos e fragmentados. heterogénea. instituições. apesar de situar-se numa linha de ruptura efectuada pelo modelo político.1996). a imprevisibilidade e a incerteza do funcionamento organizacional (Costa. . suplanta o corte proposto por este modelo e rompe profundamente com os aspectos teóricos que caracterizam os outros paradigmas organizacionais referidos. na medida em que é suportado por intenções e objectivos vagos. visto que à racionalidade. do amontoamento de problemas.A escola é.2. . estruturas. pais. A Escola como Anarquia Para Costa (1996).As organizações escolares são vulneráveis em relação ao seu ambiente externo (governo. . mas uma sobreposição de diversos órgãos. grupos e organizações profissionais) que sendo turbulento e incerto aumenta a incerteza e ambiguidade organizacionais. contrapõe a ambiguidade. coerente e articulado. entre os quais se apontam os seguintes: . o modelo burocrático ou racional e o modelo de escola como democracia. em termos organizacionais.O seu modo de funcionamento pode ser considerado de anárquico. soluções e estratégias.10.A tomada de decisões não surge a partir de uma sequência lógica de planeamento. ou mesmo dos seus actores. problemática e ambígua. uma realidade complexa. 48 . não surge aqui com um conotação negativa. mas sim de forma desordenada. .Um estabelecimento de ensino não constitui um todo unido. previsibilidade e clareza das organizações. tecnologias pouco claras e participação fluida. administração. imprevisível e improvisada.1. nomeadamente o modelo empresarial. mas sim como uma metáfora cuja utilização permite visualizar um conjunto de aspectos que poderão ser encontrados nas organizações escolares.

ou seja. caixote do lixo. . A Escola como anarquia organizada Para Cohen. A imagem anárquica da escola. ou seja. Tendo em conta os trabalhos apresentados por autores que se situam nesta abordagem organizacional. hoje. no tempo e na importância que os actores dedicam à participação nos diferentes contextos organizacionais fazendo com que os espaços de decisão vejam regularmente alterada a sua composição real. mais parecendo uma colecção de ideias soltas e desagregadas. uma referência obrigatória dos diversos trabalhos que elegem a organização escolar como objecto de estudo. a anarquia organizada ocorre em organizações nas quais se encontrem as três características seguintes: . b) a decisão organizacional como caixote do lixo. existe uma mudança constante na forma.Tecnologias pouco claras. tendo em conta os vários contributos teóricos (anarquia organizada. podem enquadrar-se no âmbito desta imagem as metáforas: a) A escola como anarquia organizada.A escola como anarquia é uma imagem organizacional que teve a sua origem em diversos estudos que foram maioritariamente desenvolvidos por autores americanos.10. citados por Costa. c) a escola como sistema debilmente articulado. 49 . March e Olsen (1972. d) a escola como sistema caótico. caos) constitui.1. mal definidos. ou seja.Objectivos problemáticos. . articulação débil. não sendo geralmente percebidos pelos respectivos membros. 2. decorrendo muitas vezes de procedimentos improvisados ou na sequência de situações de tentativa e erro. 1996). vagos.1. as preferências e os objectivos da organização são inconsistentes.Participação fluida. os processos utilizados na actividade organizacional são pouco claros.

O colapso das teorias tradicionais de gestão. Segundo Bush (1986. . citado por Costa. a decisões que nem sempre são as suas. as tecnologias. certamente ambígua a fundamentação e justificação das intenções. no que diz respeito às organizações escolares. a tomada de decisões. definindo a escola como uma organização imprevisível num campo turbulento. com relevância para as dimensões da incerteza e da imprevisibilidade das organizações e para a complexidade e instabilidade do seu funcionamento.A ambiguidade do poder: a ocupação de um lugar no topo da estrutura hierárquica não significa necessariamente dispor sempre de um poder superior (o poder não decorre automaticamente da autoridade) e daqui pode inferir-se que o poder de liderança nas organizações escolares. o ambiente e a liderança. ocorreu. 1996) juntou uma quarta e que consiste na existência de ambientes turbulentos no interior dos quais as organizações actuam. incoerentes e de difícil operacionalização. citado por Costa. pouco claros. confronta-se com outros poderes e tem mesmo de se sujeitar. afirmando a necessidade de alteração das teorias de gestão vigentes. das propostas e dos projectos que o líder necessita de implementar. algumas vezes.A estas três características Turner (1988. porque nem sempre é claro. citados por Costa. No caso específico da liderança. 1996). Cohen e os seus colegas fizeram assentar em novas bases as suas concepções organizacionais. então.A ambiguidade da experiência: a experiência é certamente uma forma de aprendizagem. tornase.A ambiguidade das intenções: como os fins e os objectivos são problemáticos. 1996) apresentaram quatro tipos de ambiguidade com que se confronta o líder formal numa organização escolar: . o seu sucesso está relacionado com um mundo 50 . Cohen e March (1974. . nem sempre é respeitado. o planeamento. no entanto. porque nestas instituições a ambiguidade se tornou o aspecto dominante da sua actividade organizativa em domínios como a identificação dos objectivos.

as soluções e os participantes saltam de uma oportunidade de escolha para outra. . A decisão organizacional como caixote do lixo (garbage can) Em consonância com as características da anarquia organizada. citados por Costa.A ambiguidade do êxito: a avaliação do sucesso na liderança organizacional é problemática pois não é fácil medir. March e Olsen (1972. em novas formas de ambiguidade. a mistura de soluções em busca de problemas e as exigências externas sobre os decisores. A ambiguidade de liderança traduzir-se-á. 1996) definiram este modelo do seguinte modo: O processo caixote do lixo é aquele no qual os problemas. de forma mais específica. entre fracasso e êxito. os teóricos desta teoria organizacional desenvolveram um modelo explicativo do processo de tomada de decisão nas organizações. Estes incluem a mistura das escolhas disponíveis num dado momento. de tal modo que a natureza da escolha. (p.1. de imprevisibilidade e de incerteza. que apelidaram de modelo do caixote do lixo (garbage can). como parece ser a situação das organizações escolares. ou mesmo distinguir. Cohen. nos momentos de escolha e de decisão. através da metáfora do caixote do lixo. a mistura dos problemas que irrompem na organização. duas das principais formas de reconhecimento do êxito do administrador são a promoção e a aceitação generalizada dos resultados da sua actuação.caracterizado pela simplicidade e pela estabilidade e no decorrer do qual a experiência seja frequente.2. o tempo que demora e os problemas que resolve dependem todos de uma interligação de elementos relativamente complicada. 94) 51 . indicadores estes que se traduzirão provavelmente em avaliações ambíguas se nos colocarmos no âmbito da administração escolar. 2. A questão do processo de decisão nas organizações constitui uma temática central na teoria da anarquia organizada que foi equacionada. já que essa mesma experiência poder-se-á tornar ambígua se a realidade se apresentar complexa e estiver em constante mutação.10.

é interpretada da seguinte forma: […] as soluções e os problemas são despejados no “caixote do lixo” figurativo das organizações. onde as soluções planeadas se ligam a problemas descabidos e os problemas encontram soluções pouco usuais. especialmente em relação ao modelo burocrático racional. Para Estler (1988. a tomada de decisões. situando-se principalmente na observação do processo da tomada de decisões com base em pressupostos organizacionais distintos dos que até aí prevaleciam.De acordo com esta teoria. a utilização da metáfora do modelo de caixote do lixo. implementação e avaliação – um outro modelo no qual as soluções resultam frequentemente de um conjunto de elementos relativamente independentes e desligados uns dos outros. tem no entanto a vantagem de chamar a atenção para a falta de intencionalidade de certas acções organizacionais e de contrapor ao modelo burocrático e ao seu conhecido circuito sequencial – identificação do problema. 1989. de acordo com as teorias do caixote do lixo e da anarquia. Deste modo. 1996). a tomada de decisões não segue os processos de sequencialidade lógica. definição. ao recusar a concepção hierárquica das decisões e da autoridade na escola (Bell. no mínimo um pouco estranha. constitui um desafio aos pressupostos da ordem e da racionalidade dos modelos anteriores. citado por Costa. participantes e oportunidades de escolha. A abordagem da anarquia organizada. entre os objectivos e as estratégias e onde confluem e se misturam desordenadamente problemas. a tomada de decisões decorre no interior de um contexto situacional onde é manifesta a desarticulação entre os problemas e as soluções. através do modelo de decisão do caixote do lixo. 1996). surgiu como 52 . (p. Para Foster (1986. 1996). selecção da solução. soluções. citado por Costa) o modelo do caixote do lixo. citado por Costa. ou mesmo de elementos acidentais. do tipo da causalidade linear: problema – objectivos – estratégias – negociação – decisão (Costa. 94) Segundo Lima (2003).

1996). uma coordenação eficiente e racional. vai constituir o objecto de estudo privilegiado por Weick na análise das organizações escolares. referem-se à noção de “conexão débil”.10.o modelo racional-burocrático tipíco da revolução industrial. mas antes uma conexão frouxa ou mesmo uma desarticulação entre os vários elementos que. a concepção da escola como anarquia organizada e a explicação das decisões escolares como caixote do lixo não significam que o funcionamento desse tipo de organizações seja basicamente desorganizado ou completamente sujeito à desordem. Neste sentido Cohen e March (1974.o modelo político. a partir dos anos sessenta. citados por Costa. estruturais ou processuais).um alternativa dos anos setenta aos três modelos de decisão que o precederam. e à importância central que a desarticulação parcial entre problemas e decisões assume no modelo caixote do lixo. órgãos e acontecimentos não existe uma união forte. embora aparentemente 53 . presente no modelo anárquico. já que entre as diversas estruturas.1. .o modelo do consenso (participativo) com início nos anos vinte e . designadamente: . Segundo Costa (1996). certamente que há ordem na actividade organizacional. Esta noção de desarticulação e de conexão débil entre os vários componentes organizacionais. só que se trata de uma ordem diferente que não corresponde às explicações lineares da racionalidade dos modelos tradicionais. 2. Um dos aspectos que deve ser destacado é a ideia de que não existe uma harmonia e coesão fáceis entre os vários componentes de uma organização (humanos.3. A Escola como sistema debilmente articulado (loosely coupled) As escolas são organizações debilmente acopladas (loosely coupled). o que poderá indiciar um certo grau de autonomia dos diversos elementos e numa certa desarticulação da vida escolar.

entre indivíduos. . . os meios e os fins. . citado por Costa) identificou oito tipos de articulação débil nas organizações: . também. O princípio da desarticulação organizacional.entre sub-unidades.entre intenções e acções. a fraca articulação entre o topo e a base. são várias as situações que podemos apelidar de “loosely coupled”. .entre organizações.entre actividades. Para os autores referidos.unidos.entre ideias. . Em segundo lugar. Weick (1990. Considerando os diversos componentes da organização escolar. Scott e Deal) e desenvolve-se em torno de duas ideias básicas: Em primeiro lugar as estruturas organizacionais escolares reflectem regras institucionais criadas a partir do ambiente em relação à educação. estão separados e preservam uma identidade própria.entre organizações e ambientes. o ontem e o amanhã ou. Esta situação deve-se essencialmente ao facto da função prioritária da 54 . . citado por Costa). não coordenando nem controlando a actividade educativa. designadamente a débil conexão entre a intenção e a acção. os professores e os administradores. as estruturas organizacionais da escola estão frouxamente ligadas à instrução. . segundo Weick (1976. tomando por base a estrutura hieráquica da organização. Rowan. a linha e o saff. objecto de estudo por parte de alguns autores (Meyer. tem vindo a constituir. nomeadamente a temática da desconexão entre a estrutura burocrática da escola e as actividades de instrução. estas estruturas organizacionais são desarticuladas do trabalho técnico da educação e de muitas das suas indefinições e problemas.entre níveis hierárquicos.

55 . fundamentalmente numa agência de certificação pessoal. a escola encontra-se altamente institucionalizada tendo-se transformado. A teoria do caos aparece como resposta positiva e como solução para as dificuldades e ambiguidades teóricas no campo da administração da educação. avaliação. o qual confia nos professores. Se. a comunidade tem confiança no conselho escolar. citados por Costa.1. é a perspectiva organizacional do caos. Perante este aparente dilema. em causa a legitimação da sua própria existência. na sociedade moderna.10. aos valores e às expectativas da sociedade. 2. por um lado. Segundo Meyer e Rowan (1992. de interacção e de sentido no seu interior que impeça a sua desagregação. por outro lado. A Escola como sistema caótico A última temática a ser analisada no âmbito da imagem anárquica da escola.escola consistir em responder às normas. que tem confiança no director. porque entre os diversos órgãos e actores se estabeleceu uma “lógica de confiança”. a desconexão entre as estruturas formais e o trabalho organizacional (instrução) é explicada pelo carácter ritual e cerimonial daquelas. mesmo que a estrutura formal não coordene satisfatoriamente a actividade educativa. Assim. os autores avançam com aquilo que apelidam de “lógica de confiança” e que corresponde ao pressuposto que cada indivíduo confia na competência e no trabalho dos outros. estando. 1996).4. isso não significa a desagregação da escola. bem como pelo facto de se tratar de um estratégia de resposta (bem sucedida) a ambientes incertos e diversificados. por isso. Para isso socorre-se de estruturas e de procedimentos estandardizados e ritualizados (currículos. conforme referem Meyer e Rowan (1992). certificação) que produzem graus e diplomas diferenciados para responder aos diversos interesses de afectação de recursos no mercado de trabalho e à estratificação social. as organizações necessitam de um mínimo de conexão. Por exemplo.

de insubordinação e de contestação. “os administradores escolares não necessitam de entrar em pânico face a esse caos. citado por Costa. há caos nos sistemas educacionais. estando sujeitas a mudanças radicais. principalmente os sistemas não lineares (que não são estáticos e por isso se encontram sujeitos a grande quantidade de variáveis) 56 . 4. 2. mas. ou seja. as organizações são compostas de estruturas que não permanecem estáticas. pode influenciar e alterar o funcionamento organizacional. uma ordem caótica. As estruturas dissipativas: enquanto sistemas. 102). 3. De acordo com o trabalho de Griffiths. dispersivas e esbanjadoras de sentido entrópico). O efeito de borboleta: sendo provavelmente o conceito mais conhecido da teoria do caos (também designado por “dependência sensível das condições iniciais”). O efeito de borboleta costuma ser ilustrado com a seguinte imagem: se uma borboleta bater as asas no Brasil. mas um caos ordenado. tornando-se necessário um alerta constante em relação às mais pequenas alterações que acontecem na organização.Para Sungalaia (1990. podendo mesmo um pequeno facto originar um grande efeito. 1996). de forma inesperada e repentina. Para este autor. pequeno ou grande. citado por Costa. os quais não são imediatamente explicáveis. 1996). podemos apresentar um conjunto de sete conceitos nucleares desta perspectiva que nos permitem caracterizar a teoria do caos na organização escolar. O ataque de turbulência: significa que no decorrer de períodos de ordem e de estabilidade organizacional podem irromper. Hart e Blair (1991. Os choques do acaso: todos os sistemas caóticos estão dependentes de choques aleatórios. e que são os seguintes: 1. podem transformar-se em estruturas dissipadoras. o resultado pode ser um ciclone no Texas. Os especialistas da disciplina de administração escolar também não necessitam de se alarmar por causa disso” (p. parte do princípio que qualquer acontecimento. Os políticos não necessitam de o exacerbar. há ordem no caos educacional. momentos de distúrbio e de desordem.

os resultados (outputs) entram novamente no sistema. podem significar grandes alterações. introduzindo. a cultura organizacional pode definir-se como “um conjunto de valores. novas informações (energia) na organização. Forças de atracção estranhas: existência de elementos ou forças ocultas que emergem rapidamente como componentes centrais do sistema. designadamente a alteração das situações iniciais. 6. 1998). a cultura organizacional representa a maneira tradicional e costumeira de pensar e fazer as coisas numa organização. Equivale à personalidade no indivíduo. A Escola como Cultura Para Teixeira (1998). De acordo com Chiavenato (2004). rituais. assim. desta forma. 173). significa que na teoria do caos. mais do que a unidade individual. citado por Teixeira. crenças e hábitos partilhados pelos membros de uma organização que interagem com a sua estrutura formal produzindo normas de comportamento” (p. a cultura organizacional representa as normas informais e 57 .11. estabelecendo um sistema de valores que se exprime por meio de ritos. 2. Simetrias recorrentes: noção ligada ao conceito anterior de strange attractors. alguma ordem nos sistemas caóticos.para os quais.1. interessa prestar atenção às formas que se mantêm e permanecem simétricas nos diversos níveis do sistema e que ocorrem de tempos em tempos. Mecanismos de feedback: componente fundamental dos modelos sistémicos. transformando-se em inputs e introduzindo. a cultura de uma organização é o conjunto único de características que permite distinguir essa organização de qualquer outra. mitos e acções. consiste no processo de retroacção segundo o qual. fazendo com que os acontecimentos girem à sua volta (strange attractors). Para o mesmo autor. e transmite a forma como as pessoas de uma organização se comportam. Segundo Mondy (1991. mesmo os choques pequenos. 7. 5.

as intenções. a tecnologia utilizada. interiorizados nos indivíduos. que se encontram expressos nas concepções acerca das relações com o ambiente (dominação. os padrões de comportamento. submissão. 1996) pode ser analisada segundo três níveis diferentes: Um primeiro nível diz respeito aos aspectos mais visíveis e tangíveis da cultura. ou seja. para Schein (1984. Um segundo nível. 58 . deste modo. as regras e as normas. tais como a arquitectura dos edifícios da organização. lazer) e da natureza das relações humanas (cooperação. a ética organizacional. aos artefactos. as crenças. a visão e a missão. ao conjunto de pressupostos tomados por verdadeiros. de que se destacam. chegando até às publicações dessa organização. perfeição). para além dos valores. poder. harmonização). da natureza da actividade humana (actividade.As organizações são diferentes umas das outras e. mas mais consciente que o terceiro. tal como cada escola é diferente de qualquer outra escola. competitividade. os sentimentos. relaciona-se com os valores. passividade. A perspectiva cultural das organizações. os objectos materiais. os hábitos. a linguagem escrita e falada. trabalho. má. a um nível pré-consciente ou mesmo inconsciente. individualismo. as ideologias.não escritas que orientam o comportamento dos membros da organização no diaa-dia e que direccionam as suas acções para a realização dos objectivos organizacionais. da natureza humana (boa. amor). menos visível que o primeiro. o conhecimento. os símbolos. Acrescenta ainda que cada organização tem a sua própria cultura. as justificações para agir. ou seja. Um terceiro nível diz respeito aos pressupostos de base. A cultura organizacional. citado por Bilhim. as atitudes. a escola é diferente das outras organizações. poderá ser sintetizada nos seguintes aspectos: . e dele faz parte um conjunto de elementos que procuram dar sentido e justificar a acção organizacional. segundo Costa (1996). invisíveis.

e outros elementos simbólicos identificados e partilhados pelos membros da organização). 1996). designadamente a existência de uma cultura forte (valores.. mas a sua preocupação constante será canalizada para os aspectos simbólicos. heróis. A prioridade dada à cultura surge como a chave para o êxito empresarial naquelas organizações que prestam atenção ao conjunto de elementos que caracterizam a sua cultura. o desenvolvimento da perspectiva cultural na análise da realidade escolar foi certamente influenciado pelas investigações realizadas no campo da cultura de empresa (como a teoria Z de Ouchi. e se posicionaram como gestores do simbólico. recusando os modelos racionais. linguagem. das formas ou dos processos racionais de decisão. Para Costa (1996). De acordo com Deal e Kennedy (1988. no seio da teia 59 . bem como por alguns sucessos editoriais sobre esta temática (como Corporate Cultures de Deal e Kennedy e In Search of Excellence de Peters e Waterman). crenças. citado por Costa. o indicador fundamental das organizações de sucesso é o tipo de cultura presente em cada uma das organizações. como actores que. que se traduz em diversas manifestações simbólicas tais como valores. através da partilha de identidade e de valores. mitos. Para os mesmos autores as grandes organizações (corporate cultures) são aquelas que colocaram sempre nos seus lugares de topo gestores (heróis) que se afastaram dos padrões tradicionais de gestão. através da gestão do simbólico. . alternativa à teoria X e à teoria Y de McGregor). rituais.A especificidade própria de cada escola constitui a sua cultura. cerimónias.As tarefas primordiais de um gestor não se devem situar ao nível da estrutura.A qualidade e o sucesso de cada organização escolar dependem do seu tipo de cultura: as escolas bem sucedidas são aquelas em que predomina uma cultura forte entre os seus membros. já que a cultura pode e deve ser não só utilizada como também alterada. .

a noção de cultura organizacional tem vindo a percorrer a investigação da realidade escolar. os rituais e as crenças). começou a encontrar terreno fértil no âmbito da análise organizacional da escola. Este movimento surgiu como reacção a uma tese. citado por Costa. os heróis. ou escolas de qualidade. 1996). a moldar e a alterar essa mesma cultura. ou seja. O movimento das escolas eficazes (effective schools). Contudo. ainda que se reconheçam algumas diferenças entre a investigação sobre as escolas eficazes (que reflecte uma maior ênfase nos aspectos racionais e técnicos como os objectivos. se dedicaram não só a perceber e gerir a cultura. suportada pelo famoso Relatório Coleman. podemos continuar a afirmar a semelhança de características entre as escolas eficazes e as escolas com fortes culturas e a fazer depender uma maior eficácia organizacional de uma maior intervenção na revitalização e recriação da cultura. segundo a qual “as escolas não marcam a diferença”. a formação) e a perspectiva cultural (mais preocupada com elementos simbólicos como os valores. 60 . segundo Deal (1988. iniciado nos Estados Unidos defende que as escolas fazem a diferença (schools make difference) no que diz respeito ao aproveitamento dos alunos. mas. De acordo com Costa (1996). comos seus recursos. os planos. à semelhança das empresas associadas à corporate culture. a construir. da qualidade e da excelência escolar. ou seja o aproveitamento dos alunos está dependente principalmente de variáveis sócio-culturais e familiares exteriores à escola. o movimento das escolas eficazes encontrou nas investigações sobre cultura organizacional um dos seus mais fortes aliados e nos conceitos de qualidade e excelência algumas das suas “bandeiras” mais utilizadas. também.cultural. os resultados académicos dos alunos têm que ver com as escolas (com as suas características. A ideia que as escolas eficazes eram aquelas que dispunham de uma cultura forte. Para o mesmo autor. surgindo geralmente associado às questões da eficácia. com os efeitos provocados pelas varáveis organizacionais).

sendo de destacar os de “qualidade” e de “excelência”. citados por Costa. mais do que a consecução de determinados objectivos inerentes aos dois primeiros termos. concomitantemente. entendem a “excelência” como o completar da trilogia constituída pelos termos “eficiência. chega a duas constatações sobre a questão da qualidade escolar: a) as motivações e os resultados dos alunos são profundamente afectados pela cultura ou o espírito particular de cada escola. a fazer parte integrante dos estudos sobre a cultura organizacional. as mesmas características. A imagem da escola como cultura tem um carácter englobante. está presente nos mais diversos aspectos da vida organizacional e nos vários sectores de actuação administrativa. a dar-se uma 61 . 1996) valorizando a imagem cultural da escola. supõe a existência de organizações diferenciadas qualitativamente: umas melhores do que outras. b) as escolas nas quais os alunos obtêm bons resultados têm essencialmente. Caldwell e Millikan (1989. refira-se que Beare. 1989). eficácia.Para Costa (1996). excelência” pois a noção de excelência. já que analogamente ao que se passa com as organizações excelentes ou com as culturas fortes. que colocando a escola como organização no âmago do problema da qualidade. assim. O indicador fundamental das escolas que vão conseguindo subir na lista da excelência é para os autores o desenvolvimento de uma cultura organizacional própria. Porém uma das áreas temáticas possivelmente mais divulgadas pelos defensores dos modelos culturais é a liderança. ou seja. A questão da liderança passa. pode ser referido o relatório da OCDE sobre As Escolas e a Qualidade (1972). Relativamente ao conceito de qualidade. também as escolas excelentes são aquelas que dispõem de líderes sobressalientes (Beare et al. Em relação ao conceito de excelência. as preocupações com a melhoria do funcionamento da escola através da valorização de cultura organizacional têm vindo a ultimamente a socorrer-se de outros conceitos englobantes. tendo vindo.

O Desenvolvimento Organizacional O Desenvolvimento Organizacional (DO). ou seja. De acordo com Bilhim (1996). o Desenvolvimento Organizacional é uma das abordagens mais conhecidas destinadas a provocar e a implementar mudança organizacional. Para Lawrence e Lorsch (1972. toma em linha de conta a pressão endógena a favor da mudança e os mecanismos de implementação da mesma. De acordo com Peiró (2000. citado por Bilhim.12. 2. focalizados na cultura organizacional e nos seus processos sociais e humanos.1. para se entender o Desenvolvimento Organizacional é necessário conhecer os seus pressupostos básicos. que são os seguintes: a) Conceito de organização. o Desenvolvimento Organizacional busca melhorar as organizações através de esforços sistemáticos. Os especialistas de Desenvolvimento Organizacional adoptam um conceito comportamentalista de organização. planificados. O conceito de Desenvolvimento Organizacional está relacionado com os conceitos de mudança e capacidade adaptativa da organização à mudança. citado por Vicente. Para Bilhim (1996). “a organização é a coordenação de diferentes actividades 62 . a longo prazo.deslocação significativa das concepções tradicionais da liderança (ligada aos modelos racionais e burocrático) para um novo entendimento do papel do líder. 1996). mais ligado às questões culturais e simbólicas e aos processos de influência. 2004). com uma orientação contingencial. a partir da teoria das relações humanas. Esta abordagem focaliza fundamentalmente o contexto interno. para Vicente (2004) consiste numa abordagem que pretende facilitar o crescimento e desenvolvimento das organizações.

de contribuições individuais com a finalidade de efectuar transacções planeadas com a envolvente” (p. embora o seu ritmo não seja idêntico em todos os sectores da actividade produtiva. ajustamento e reorganização. c) Conceito de mudança organizacional. Trata-se da noção de cultura como variável organizacional interna. d) Necessidade de contínua adaptação à mudança. O indivíduo. nem em todos os países ao mesmo tempo. os pressupostos básicos em que se baseiam as normas. como condição de sobrevivência numa envolvente de mudança turbulenta. A mudança organizacional deve ser planeada e nesta perspectiva haverá sempre lugar à mudança. mudar os sistemas de pensar. o grupo. O Desenvolvimento Organizacional é uma resposta da organização à dinâmica da sua envolvente permitindo-lhe descobrir caminhos de sobrevivência. Quanto mais forte for esta relação mais facilmente as oportunidades e as ameaças com origem na envolvente serão diagnosticadas e atempadamente geridas. a organização e a instituição são sistemas dinâmicos e vivos. na medida em que nunca se atingirá um ponto de perfeição. 63 . A organização e a envolvente estão em permanente e íntima interacção. que exigem adaptação. valores e crenças que enformam (normalizam) o comportamento das pessoas na organização. sentir e agir das organizações onde as pessoas trabalham e às quais dedicam grande parte do seu tempo. A turbulência da mudança obriga a que a organização se adapte ou morra. isto é. percepção e adaptabilidade ante a mudança de estímulos externos. f) Interacção entre o indivíduo e a organização. Uma das qualidades mais importantes da organização é exactamente a sua sensibilidade. e) Interacção entre a organização e a sua envolvente. ou seja.344). b) Conceito de cultura organizacional. A única maneira viável de mudar as organizações é mudar a sua cultura. O mundo actual caracteriza-se pela mudança constante.

. o comportamento grupal que integra a liderança.Toda a organização é um sistema social. incentivos e directrizes. etc. a qual se refere à divisão formal do trabalho (funções) entre posições. O Desenvolvimento Organizacional parte de uma noção de contrato psicológico. se fizermos da organização um ambiente que satisfaça as necessidades dos indivíduos estes poderão expandir-se e encontrar a sua maior satisfação e auto-realização na promoção dos objectivos da organização.. bem como aos sistemas formais de fluxo de trabalho. g) Objectivos individuais e organizacionais. as relações interpessoais que incluem as relações entre duas ou mais pessoas no desempenho de uma actividade. as normas do grupo. O Desenvolvimento Organizacional parte da seguinte filosofia acerca do homem: o ser humano tem aptidões para a produtividade. baseada no pressuposto de que é possível o esforço no sentido de se conseguir que as metas dos indivíduos se integrem e articulem sem conflito com as metas da organização. impedindo o crescimento e a expansão das suas potencialidades. o comportamento inter-grupos. as quais podem permanecer inactivas se a envolvente em que vive e trabalha lhe é restritiva e hostil. h) Alvos de mudança O Desenvolvimento Organizacional está voltado para a mudança sistémica ao nível organizacional podendo esta ser estrutural ou comportamental. departamentos e divisões. necessários para a coordenação das actividades e interacções. O Desenvolvimento Organizacional salienta o comportamento ao nível individual para atingir o comportamento organizacional: as normas. grupos. a coesão. informação. 64 . De acordo com as teses de Maslow e Herzberg. Os alvos comportamentais estão relacionados com os fenómenos humanos ou comportamentais. os valores e as crenças organizacionais podem ser mudados através da mudança operada nos indivíduos. Os alvos estruturais estão relacionados com a estrutura da organização. como seja a relação entre dois ou mais grupos de trabalho no desempenho de uma dada tarefa. tais como: o individuo em si mesmo com o seu sistema de crenças e valores. etc.

O agente principal de mudança pode ser um consultor externo à organização. O Desenvolvimento Organizacional utiliza agentes de mudança que são pessoas que desempenham o papel de estimular. A organização necessita de todas as suas partes trabalhando em conjunto para resolver os problemas e aproveitar as oportunidades que surgem. ou seja. O Desenvolvimento Organizacional envolve a organização como um todo para que a mudança possa ocorrer definitivamente. a) Focalização na organização como um todo.Para Davis (1981. a melhoria organizacional por meio de pesquisa e do diagnóstico dos problemas e da acção necessária para resolvê-los. Contudo. d) Resolução de problemas O Desenvolvimento Organizacional enfatiza a resolução de problemas. 65 . e) Aprendizagem experimental. para as relações de trabalho entre as pessoas. O objectivo do Desenvolvimento Organizacional é fazer todas essas partes trabalharem juntas com eficácia. citado por Chiavenato. o executivo principal de Recursos Humanos e o administrador da organização podem ser importantes agentes de mudança. para que opere independentemente e sem vinculações com a hierarquia ou políticas da empresa. pressupõe 2004). O Desenvolvimento Organizacional está voltado para as interacções entre as partes da organização que se influenciam reciprocamente. Para isso utiliza a pesquisa-acção. certas a definição de Desenvolvimento nomeadamente: Organizacional características. A ênfase é em como as partes se relacionam entre si e não em cada uma dessas partes. b) Orientação sistémica. tomada isoladamente. bem como para a estrutura e os processos organizacionais. orientar e coordenar a mudança dentro de um grupo ou organização. não se limitando a discuti-los teoricamente. c) Agente de mudança.

A formação e desenvolvimento de equipas é uma técnica de alteração comportamental muito utilizada pelas organizações. confrontações. etc. o sistema de recompensas. O Desenvolvimento Organizacional proporciona informação de retorno e retroacção às pessoas para que elas tenham dados concretos que fundamentem as suas decisões. procurando um ponto de encontro para que se alcance a colaboração. O desenvolvimento organizacional repousa sobre processos de grupo. compreensão dos objectivos da equipa.. dos seus grupos e indivíduos. de vários níveis e de diversas especializações reúnem-se sob a coordenação de um especialista ou consultor externo e criticam-se mutuamente. A equipa passa a auto-avaliar o seu comportamento por intermédio de determinadas variáveis. g) Retroacção da informação. melhorar as relações inter-grupos. g) Desenvolvimento de equipas. Os dados são submetidos a reuniões com cada nível de pessoal da organização. como discussões em grupo. No trabalho destas equipas. as barreiras hierárquicas e os interesses específicos de cada departamento são eliminados. conflitos inter-grupo e procedimentos para cooperação. o estilo de liderança. f) Processos de grupo. proporcionando uma predisposição para a colaboração e inovação.O Desenvolvimento Organizacional apoia-se quase sempre numa estratégia baseada na experiência directa da organização. Grupos de indivíduos. métodos de controlo. eliminando as barreiras interpessoais de comunicação pelo esclarecimento e compreensão das suas razões. Há um esforço para desenvolver equipas. de cada 66 . A retroacção da informação fornece informação de retorno sobre temas tais como o clima organizacional. tratamento de conflitos. utilização das habilidades dos participantes. membros da organização. e a gestão. construir confiança e encorajar responsabilidades entre as pessoas. abrir os canais de comunicação. como o grau de confiança recíproca.

Segundo Kotter (2000. a saber: 1. Obtenção dos dados apropriados. é situacional e orientado para as contingências. Avaliação e acompanhamento. A sinergia é fundamental nas interacções. Para Davis (1991. 3. 7. o Desenvolvimento Organizacional é um processo que se desenvolve por oito etapas. Desenvolvimento intergrupal. Decisão da organização de utilizar o Desenvolvimento Organizacional e escolha do consultor para coordenar o processo. 4. localizar problemas e estabelecer prioridades de mudança. Desenvolvimento de equipas. 2004). Retroacção dos dados obtidos. o avanço do Desenvolvimento Organizacional em relação à teoria comportamental reside no facto de que o Desenvolvimento Organizacional persegue a mudança da cultura e não apenas a 67 . Diagnóstico das necessidades pela direcção e pelo consultor. h) Orientação contingencial. Pelo contrário. Os participantes discutem todas as alternativas possíveis e não se baseiam exclusivamente em uma única maneira de abordar os problemas.vez. 8. citado por Chiavenato. Õ Desenvolvimento Organizacional não segue um procedimento rígido e imutável. 2. É flexível e pragmático. para analisar os resultados e planear as medidas de correcção para cada nível da organização. i) Enfoque interactivo. Planeamento da acção para resolução do problema. adaptando as acções para adequá-las às necessidades específicas e particulares que foram diagnosticadas. com avaliação e revisão dos mesmos. para mediar áreas de desentendimentos. 6. citado por Chiavenato). 5. As comunicações e interacções constituem os aspectos fundamentais do Desenvolvimento Organizacional para obter multiplicação de esforços rumo à mudança.

assim. a ênfase na mudança da cultura da organização. 68 . o objectivo do Desenvolvimento Organizacional consiste em mudar as pessoas e a natureza e a qualidade das suas relações dentro da organização. O Desenvolvimento Organizacional coloca. Daí a necessidade de actuar sobre o comportamento individual e de grupo para chegar à mudança do comportamento organizacional.mudança das pessoas. No entender de Vicente (2004).

manifestar a vontade imputável à pessoa colectiva. em cada época. As pessoas colectivas públicas dispõem de órgãos e são dirigidas pelos mesmos. dotadas em nome próprio de poderes e deveres públicos. as associações públicas. que é um atributo dos seres humanos.2. ou seja. segundo Amaral (1998). 2. com o objectivo de realizar o interesse público. As pessoas colectivas públicas são criadas por iniciativa pública. constituem as células organizacionais que compõem internamente as pessoas colectivas públicas. por sua vez. não possuem vontade própria.1 Pessoas colectivas públicas e serviços públicos A organização administrativa é o modo de estruturação concreta que. por isso. Exemplos de pessoas colectivas públicas são o Estado. formas de organizar a prossecução de interesses comuns a várias pessoas. são as organizações criadas no seio das pessoas colectivas públicas que contribuem para realizar as suas atribuições e exercer as suas competências. ou seja.2. Os órgãos são centros de imputação de poderes funcionais.2 Órgãos de pessoa colectiva Para Caupers (2000). para assegurar a prossecução necessária de interesses públicos e. Os serviços públicos. os institutos públicos.2. as pessoas colectivas. não têm existência física. as autarquias locais e as Regiões Autónomas. 69 . cabe tomar decisões em nome da pessoa colectiva. A estes. a lei dá à administração pública de um dado país. Assim. os elementos da organização administrativa são basicamente dois: (1) as pessoas colectivas e (2) os serviços públicos.2 Organização Administrativa 2. De acordo com Sá (1999). sendo criações do mundo do direito. nomeadamente as pessoas colectivas públicas.

costuma reservar-se a designação de órgãos deliberativos aos que tenham carácter colegial. 70 . aqueles a quem compete executar tais decisões. que são compostos por dois ou mais titulares. exigem regras especiais para poderem funcionar. pô-las em prática. como a nomeação e a cooptação. os órgãos podem classificar-se de várias maneiras: Usando como critério o número de titulares. por sua vez. nomeadamente. aqueles a quem compete tomar decisões e órgãos executivos. cujos titulares são eleitos. na sua maioria. classificar-se em decisórios e executivos. que têm por missão fiscalizar a regularidade do funcionamento de outros órgãos. Tais regras encontram-se.De acordo com Caupers (2000). sendo órgãos decisórios. 2) os órgãos colegiais. a quem compete tomar decisões ou executá-las. isto é. que têm apenas um titular. cuja função é emitir uma opinião ou esclarecer os órgãos activos antes de estes tomarem uma decisão. 2) os órgãos consultivos. cujos titulares são designados por outros processos. Segundo Amaral (1998) os órgãos activos podem. 3) os órgãos de controlo. encontramos: 1) os órgãos activos. 2) os órgãos não representativos. devido à circunstância de serem integrados por diversos membros. através da emissão de pareceres. estabelecidas nos artigos 14º a 28º do Código do Procedimento Administrativo (CPA). Dentro dos órgãos decisórios. Com recurso ao critério da forma de designação.2. temos: 1) os órgãos representativos. 2. temos: 1) os órgãos singulares. Com base no critério do tipo de funções exercidas.3 O Código do Procedimento Administrativo e os órgãos colegiais Os órgãos colegiais.

enquanto a constituição é o acto pelo qual os membros de um órgão colegial se reúnem pela primeira vez e dão início ao funcionamento desse órgão. nomeadamente: . . o CPA foi alterado. que aprovou o CPA. De acordo com Amaral (1998). a convocação é a notificação feita a todos e cada um dos membros acerca da reunião a realizar. ainda que meramente técnica ou de gestão privada. em 1996. onde se incluem os órgãos do Estado e das Regiões Autónomas que exerçam funções administrativas. A marcação é a fixação da data e hora em que a reunião terá lugar. 71 . passando a ter uma nova redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 6/96.Durante décadas. as disposições do CPA relativas à organização e à actividade administrativas são aplicáveis a todas as actuações da Administração Pública no domínio da gestão pública (artigo 2º do CPA). Em 1991. Posteriormente. de 15 de Novembro. O CPA aplica-se a todos os órgãos da Administração Pública. o local desta e a respectiva ordem de trabalhos. Além disso. é normalmente utilizada alguma terminologia própria. não existia em Portugal nenhum diploma legislativo que regulasse de forma genérica o regime jurídico da constituição e funcionamento dos órgãos colegiais da Administração Pública. cada uma das suas reuniões tem de ser marcada e convocada. uma vez constituído. e na qual são indicados. com a publicação do Decreto-Lei nº 442/91.A composição e a constituição do órgão colegial: a composição é o elenco abstracto dos membros que hão-de fazer parte do órgão colegial. o qual se encontrava por isso disperso por centenas de diplomas legais. Os princípios gerais da actividade administrativa constantes do CPA e as normas que concretizam preceitos constitucionais são aplicáveis a toda e qualquer actuação da Administração Pública. de 31 de Janeiro. além do dia e hora da reunião. esta situação foi alterada. em matéria de órgãos colegiais administrativos em Portugal.A marcação e a convocação de reuniões: para que os órgãos colegiais possam funcionar.

Uma parte importante das reuniões desenrolase sem que seja necessário deliberar: é o que se passa com a leitura do expediente. diz-se que está em sessão permanente. isto é. se existir. é declarada encerrada. uma vez constituídos. ou quatro sessões por ano. embora possa reunir apenas uma vez por semana. Os membros são todos os titulares do órgão colegial. dirse-á que tal órgão tem duas. por exemplo. os períodos dentro dos quais podem reunir os órgãos colegiais de funcionamento intermitente. se forem convocadas. . expressamente. começam a funcionar.Os membros e os vogais: os órgãos colegiais são. por exemplo. etc. Mas a parte essencial é deliberativa. e os vice-presidentes. ou três. pois.As reuniões e as sessões: a reunião de um órgão colegial é o encontro dos respectivos membros para deliberar sobre a matéria da sua competência. que existe sempre. O processo jurídico mais frequente pelo qual os órgãos colegiais deliberam chama-se votação. Tanto as reuniões como as sessões podem ser ordinárias se forem realizadas regularmente em datas ou períodos certos. com o período de antes da ordem do dia. a desempenhar as funções para que foram criados. aquela em que o órgão colegial é chamado a tomar decisões em nome da pessoa colectiva a que pertence. Vogais são apenas os membros que não ocupem uma posição funcional dotada. e cada reunião começa quando é declarada aberta pelo presidente e termina quando. inesperadamente. são membros mas não vogais. por ele.Funcionamento. As sessões são. O seu funcionamento realiza-se através de reuniões.. que permite apurar a vontade colectiva pela contagem das vontades individuais dos membros. isto é. a Assembleia Municipal. compostos por uma pluralidade de titulares. fora dessas datas ou períodos. em cada sessão poderá haver uma ou várias reuniões. de uma denominação apropriada. deliberação e votação: os órgãos colegiais. o Governo ou a Câmara Municipal -. secretários e tesoureiros. ou extraordinárias. por definição. há casos em que certos órgãos colegiais podem deliberar sem ser através de votação: são os casos de 72 . Se o órgão colegial é de funcionamento contínuo – como. . se se tratar de um órgão colegial de funcionamento intermitente – como. quando existam. Mas o presidente. Porém.

que nesse sentido tenha votado a maioria.deliberação por consenso. 73 . . ou ainda por método electrónico. se houver empate. em que todos os presentes ficam a saber o sentido de voto de cada um. o presidente participa com os outros membros na votação geral e. o quórum deliberativo pode referir-se ao número de membros que compõem o colégio eleitoral ou ao número de membros presentes na reunião. . procede-se à votação sem que o presidente vote e. em que o sentido do voto de cada um não se torna conhecido dos demais. A votação pública. pode ser nominal. normalmente. A maioria é habitualmente definida como metade dos votos e mais um. pode ser por listas. mas podem ser diferentes. A maioria dizse simples ou absoluta. e qualificada ou agravada. para o órgão começar a funcionar. com um número de presenças inferior ao exigido para que o mesmo órgão possa deliberar. .Os modos de votação: há vários modos de votação utilizáveis nos órgãos colegiais. nomeadamente. O quórum de funcionamento e o quórum de deliberação muitas vezes coincidem. por braços erguidos ou caídos. se a lei a faz corresponder a um número superior à maioria simples. Em ambos os casos. quando a lei se contenta. no segundo.Voto de desempate e voto de qualidade: a forma mais usual que a lei utiliza para resolver o impasse criado por uma votação empatada consiste na atribuição ao presidente do órgão colegial do direito de fazer um voto de desempate ou um voto de qualidade. por assentimento tácito informal nos termos em que for interpretado pelo presidente. para se poder considerar ter sido tomada uma decisão. maioria deve ser definida como sendo mais de metade dos votos. por levantados e sentados. . ainda que não atinja mais de metade dos votos. ou também por método electrónico.Quórum: significa o número mínimo de membros de um órgão colegial que a lei exige para que ele possa funcionar regularmente (quórum de funcionamento) ou deliberar validamente (quórum de deliberação). é o presidente quem decide do sentido da votação: no primeiro. ou seja. relativa se traduz a maior votação obtida entre várias alternativas. A votação secreta ou escrutínio secreto. mas correctamente. se corresponde a mais de metade dos votos.Maioria: a lei exige. Convém chamar a atenção que. o presidente vota desempatando.

com os documentos em que se relata. os actos são as decisões tomadas. . por escrito. as dos órgãos colegiais.Dissolução e demissão: há quem entenda que a dissolução é o acto que põe termo colectivamente ao mandato dos titulares de um órgão colegial. considera-se automaticamente desempatada a votação de acordo com o sentido em que o presidente tiver votado. o acto que põe termo colectivamente às suas funções é uma demissão. indicaremos as principais regras gerais em vigor no direito português sobre a constituição e funcionamento dos órgãos colegiais. No entender do autor é mais correcto admitir que todo o acto administrativo é uma decisão. portanto. No entender do autor. mas tudo o que mais tiver ocorrido em reunião. na vontade da pessoa colectiva a que o órgão pertence. Por conseguinte. só há dissolução quanto a órgãos colegiais designados por eleição. isto é. . se os titulares do órgão colegial são nomeados. recorrendo a alguns preceitos do CPA.havendo empate.Actos e actas: os órgãos colegiais da Administração Pública tomam decisões que configuram actos jurídicos. onde se mencionam não só as decisões tomadas. Os actos assim praticados não se confundem com as actas. a ocorrência de reuniões e tudo quanto nelas se tenha passado. . a partir desse momento. . diz-se destes que foram adoptados ou aprovados pelo órgão colegial. Essas regras são as seguintes: 74 . Seguidamente. as actas são as narrativas das reuniões efectuadas.Adopção e aprovação: os órgãos colegiais deliberam sobre propostas ou projectos que lhe são apresentados. sendo a demissão o acto que faz cessar as funções de um órgão singular. tais propostas ou projectos deixam de exprimir o ponto de vista do membro apresentador ou proponente para se converterem numa decisão do órgão em causa e.Decisão e deliberação: há quem distinga estes dois termos entendendo que decisões são as resoluções dos órgãos singulares e deliberações. sendo a deliberação o processo específico usado nos órgãos colegiais para tomar decisões. Se a votação é favorável a uma certa proposta ou projecto.

No caso dos membros possuírem a mesma antiguidade. bem como pedir a suspensão jurisdicional da eficácia das deliberações tomadas pelo órgão colegial a que preside que considere ilegais (art. 1998). coadjuvar o presidente no que por este lhe for determinado (Amaral. mediante decisão fundamentada.1. servirá de presidente o membro mais antigo. ou pela circulação de textos a assinar individualmente pelos membros do órgão. Quanto às reuniões extraordinárias. nº1 do CPA). 5. em geral. O presidente. nº 2 do CPA). Compete ao presidente abrir e encerrar as reuniões. 14º. ou quem o substituir. órgãos defensores e fiscalizadores da legalidade administrativa. 15º. em princípio eleitos pelo próprio órgão de entre os seus membros. a substituição faz-se. pois. 1998). nº 4 do CPA). 75 . 15º. 2. 14º. 17º. por sua iniciativa ou a pedido de pelo menos um terço dos membros (art. 3. 14º. Compete ao secretário redigir os projectos de actas das reuniões. e de secretário o mais moderno (art. 14º. na falta de determinação legal ou de deliberação do orgão colegial sobre o assunto. terão lugar quando o presidente as convocar. organizar o expediente e. Cada órgão colegial deve ter um presidente e um secretário. pelo membro de mais idade e pelo mais jovem (art. 4. quando circunstâncias excepcionais o justifiquem (art. Os presidentes dos órgãos colegiais da Administração Pública são. fixar os dias e as horas das reuniões ordinárias (art. ou por simples reunião informal fora do local próprio (Amaral. nº 2 do CPA). assegurar a sua boa ordem. passá-las ao livro respectivo uma vez aprovadas. Pode o presidente. Qualquer órgão colegial só pode deliberar em reunião formalmente convocada e realizada. Na falta do presidente ou do secretário escolhido por eleição (art. nº 3 do CPA). nº 1 do CPA). nº 1 do CPA). Cabe ao presidente. 6. 6º. ou por circuito integrado de televisão. respectivamente. nº 1 do CPA). suspender ou encerrar antecipadamente as reuniões. dirigir os trabalhos e assegurar o cumprimento das leis aplicáveis e a regularidade das deliberações (art. pode interpor recurso contencioso. sendo por isso inexistentes quaisquer pretensas decisões tomadas por auscultação telefónica.

a maioria pode. 1998). 1998). salvo quando a lei dispuser o contrário (art. a menos que se trate de reunião ordinária e pelo menos dois terços dos membros reconheçam a urgência da deliberação imediata sobre outros assuntos (art. As deliberações são em regra tomadas por votação nominal. salvo se todos os membros do órgão comparecerem à reunião e nenhum suscitar oposição (art. nº 2 do CPA). 20º do CPA). Exceptuam-se os casos em que a lei exija 76 . nº 1). 12. a requerimento de qualquer deles. dar a discussão por encerrada e decidir passar imediatamente à votação (Amaral. passado um período razoável e. nº 2 do CPA). A generalidade das deliberações é tomada por maioria absoluta dos membros presentes à reunião. 13. quando todos os membros presentes já tenham usado da palavra por uma vez. desde que se verifiquem a presença de pelo menos um terço dos membros com direito a voto. mesmo que a votação venha a ser feita por escrutínio secreto. Um órgão colegial só pode deliberar sobre a matéria constante da ordem do dia. A violação das disposições sobre a convocação de reuniões gera a ilegalidade das deliberações tomadas. Mas. Nenhum órgão colegial pode reunir e deliberar sem estar devidamente constituído (Amaral. pode o presidente convocar nova reunião – com o intervalo de. Os órgãos colegiais só podem deliberar em primeira convocação quando esteja presente a maioria do número legal dos seus membros com direito a voto (art. pelo menos. As reuniões dos órgãos colegiais da Administração não são públicas. Não comparecendo o número mínimo exigido. 11. porém. 24º. 21º do CPA). nº 1 do CPA). 8. 23º do CPA). 24 horas -. São. nos órgãos colegiais consultivos não são permitidas abstenções (art. 14. sempre tomadas por escrutínio secreto as deliberações que envolvam apreciação do comportamento ou das qualidades de qualquer pessoa (art. salvo se a lei impuser ou permitir o voto secreto (ar. 10. Nenhuma votação pode ter lugar sem que primeiro seja proporcionada a oportunidade de discussão do assunto. 22º. podendo nesta o órgão deliberar. nomeadamente. 22º. 24. 19º do CPA).7. em número não inferior a três (art. 15. Salvo determinação da lei em contrário. 9.

as deliberações tomadas. que conterá um resumo de tudo o que de relevante nela tiver ocorrido. que votarem vencidos. ilegal a prática – corrente entre nós – de votar sem apoio em nenhuma proposta fundamentada e encarregar depois um membro do órgão colegial de. nº 3). 17. se o empate se mantiver. nº 2). 27º. Neste caso. em que – perante a Administração ou em tribunal – serão admitidos todos os meios de prova para reconstituir a verdade dos factos (Amaral. 21 As decisões tomadas pelos órgãos colegiais da Administração Pública só adquirem eficácia depois de aprovadas as actas ou as minutas correspondentes (art. 20. sendo assinada. pode aprovar em minuta parte da acta. não pode fazerse a votação senão com base numa ou várias propostas também fundamentadas. nº 4). pelo presidente e pelo secretário (art. na mesma reunião e. 28º. 22. 26º do CPA). o presidente pode votar ou abster-se de votar. 27º. encontrar uma fundamentação adequada (Amaral. Em caso de empate. 1998). Por via de regra. É. nº 1 do CPA). pelo menos. Nos casos em que o órgão assim o delibere. 19. a data. adiar-se-á a deliberação para a reunião seguinte. a votação será repetida precedendo nova discussão. salvo os casos de extravio ou falsidade. nº 1 do CPA). salvo se a votação se tiver efectuado por escrutínio secreto. A acta de cada reunião é aprovada no final da respectiva reunião ou no inicio da seguinte. 16. Os membros do órgão colegial. após a aprovação. 25º. podem fazer constar na acta o seu voto de vencido e respectiva justificação (art. Tais decisões. se o empate ainda se mantiver.maioria qualificada ou em que seja suficiente a maioria relativa (art. 1998). logo na reunião a que a acta diga respeito (art. 27º. e a forma e o resultado das votações (art. De cada reunião será lavrada acta. e deverá indicar. Se a lei exigir que determinada decisão seja fundamentada. o presidente terá voto de qualidade. proceder-se-á então a votação nominal (art. e o local da reunião. pois. a posteriori. 27º. os assuntos apreciados. nº 1) e quando 77 . só pela respectiva acta. os membros presentes. 18. poderão ser provadas.

os diferentes órgãos de uma pessoa colectiva dispõem de competências diversas para prosseguir atribuições idênticas (Caupers. A lei especificará. as pessoas colectivas públicas precisam de poderes – são os poderes funcionais. Atribuições e competências As pessoas colectivas existem para prosseguir determinados fins. a constituição e o funcionamento dos órgãos colegiais da Administração Pública serão regulados pelo regimento da Assembleia da República. ficam responsáveis por ela. 78 . Se alguma deliberação tomada for ilegal. as atribuições de cada pessoa colectiva pública e. Ao conjunto dos poderes funcionais chamamos competência. 2000). 24. todos os membros que a tiverem aprovado. públicos e privados (Amaral. Para o fazerem. competência é o conjunto de poderes funcionais que a lei confere para a prossecução das atribuições das pessoas colectivas públicas. 28º. Nos casos omissos na lei administrativa e na falta de costume aplicável. nas pessoas colectivas públicas as atribuições referem-se à pessoa colectiva pública em si mesma. 23. de acordo com a tradição europeia que faz dos regimentos parlamentares a norma supletiva para os demais órgãos colegiais. atribuições são os fins ou interesses que a lei incumbe as pessoas colectivas públicas de prosseguir. as deliberações serão sempre acompanhadas das declarações de voto (art. enquanto a competência se reporta aos órgãos de uma pessoa colectiva pública. 1998). portanto. Em regra. Por conseguinte. Assim. 28º.se trate de pareceres a dar a outros órgãos administrativos. Os que votaram vencidos ficarão isentos de tal responsabilidade se fizerem registo na acta da respectiva declaração de voto (art. Em princípio e na maior parte dos casos. noutro plano. Os fins das pessoas colectivas públicas chamam-se atribuições. a competência de cada órgão (Amaral. nº 3). 1998). nº 2).

delimitada ou retirada por lei. nem tão-pouco pode exercer a sua competência fora das atribuições da pessoa colectiva em que se integra (Amaral. o que configura o princípio da legalidade da competência. são actos anuláveis. de acordo com Sá (1999). qualquer órgão da Administração Pública. está também limitado pelas atribuições da pessoa colectiva em cujo nome actua. está limitado pela sua própria competência – não podendo. que os pratica. a competência é definida por lei ou por regulamento. 79 . invadir a esfera de competência de outros órgãos da mesma pessoa colectiva – e. Enquanto os actos praticados fora das atribuições são nulos. não podendo. a lei estabelece uma sanção diferente para o caso de os órgãos da Administração praticarem actos estranhos às atribuições das pessoas colectivas públicas ou actos fora da competência confiada a cada órgão. conhece e encontra pela frente uma dupla limitação: pois. Para Amaral (1998). designadamente praticar quaisquer actos sobre matéria estranha às atribuições da pessoa colectiva a que pertence. por meio de competências que não sejam as suas. não só para se compreender a diferença que existe entre os fins que se prosseguem e os meios jurídicos que se usam para prosseguir esses fins. os praticados apenas fora da competência do órgão. ao agir. por outro lado. nomeadamente. Atribuições e competências limitam-se. De acordo com o CPA. Nenhum órgão administrativo pode prosseguir atribuições da pessoa colectiva a que pertence.Segundo Amaral (1998). por um lado. assim. reciprocamente umas às outras. Esta distinção entre atribuições e competências tem a maior importância. mas também porque. 1998). um princípio que deve ser sublinhado é o de que a competência só pode ser conferida.

subgrupo.2. 80 . nomeadamente na partilha de experiências e recursos de formação. c) Elaborar estudos e ou pareceres no que se refere a programas. disciplina ou especialidade. nomeadamente os Conselhos de grupo. disciplina ou especialidade. b) Colaborar com o Conselho Pedagógico na elaboração e execução do plano de formação dos professores da escola e do grupo disciplinar.3 Enquadramento legal 2. Os números 18 a 32 do anexo ao mesmo despacho referiam-se a normas sobre os Conselhos de grupo. de 3 de Fevereiro. mais concretamente no seu anexo.3. subgrupo. métodos. para além do Conselho de Directores de Turma. e) Colaborar na inventariação das necessidades em equipamento e material didáctico e promover a interdisciplinaridade. assim como o intercâmbio de recursos pedagógicos e materiais com outras escolas. disciplina ou especialidade. No anexo ao referido despacho previa-se a existência de órgãos de apoio ao Conselho Pedagógico. O nº 18 previa que os professores das diversas disciplinas se organizassem em Conselhos de grupo. f) Planificar as actividades lectivas e não lectivas. a existência do órgão Conselho de Disciplina estava contemplada no Despacho nº 8/SERE/89. subgrupo.1 O Despacho nº 8/SERE/89. organização curricular e processos e critérios de avaliação de docentes e discentes. enquanto o nº 19 estipulava as atribuições [competências] dos mesmos órgãos: a) Colaborar com o Conselho Pedagógico na construção do Projecto Educativo da Escola. de 3 de Fevereiro Até 2001. d) Apoiar os professores em profissionalização. que definia as regras de composição e funcionamento do Conselho Pedagógico e dos seus órgãos de apoio. dos Conselhos de Turma e do Conselho Consultivo.

de acordo com os números 21 e 22 do anexo ao Despacho nº 8/SERE/89. Conforme estipulava o nº 26. g) Orientar directamente o professor em profissionalização. actuando como transmissor entre este órgão e o grupo. disciplina ou especialidade. Em qualquer outra situação a eleição era válida por um período de um ano.Segundo o nº 31. de 3 de Fevereiro. o Delegado era eleito por um período de dois anos. sempre que se justifique. tendo em vista a sua formação contínua. d) Estimular a criação de condições que favoreçam a formação contínua e apoiar os professores menos experientes. subgrupo. O Delegado. O nº 20 estabelecia as condições exigidas ao desempenho do cargo de Delegado estipulando que o mesmo deveria ser “um professor portador de habilitação própria. subgrupo. de preferência profissionalizado. f) Assegurar a participação do grupo na análise e crítica da orientação pedagógica. disciplina ou especialidade de entre os professores que reuniam as condições estabelecidas no nº 20. desde que existisse um número mínimo de três professores. b) Orientar e coordenar pedagogicamente os professores do grupo. em 81 . o Delegado era eleito pelo Conselho de grupo. tinha as seguintes competências: a) Representar os professores da disciplina na Conselho Pedagógico. De acordo com o nº 23. e) Coordenar a planificação das actividades pedagógicas e promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores do grupo. quem deve assumir a direcção de instalações próprias ou adstritas ao respectivo grupo. escolhido pela sua competência científica e pedagógica. na área da concepção e realização do projecto de formação e acção pedagógica. de entre os professores do grupo. c) Propor ao Conselho Directivo. disciplina ou especialidade eram presididas pelo respectivo Delegado. subgrupo. todas as reuniões dos Conselhos de grupo. bem como pela sua capacidade de relacionamento e liderança”. se fosse professor do quadro de nomeação definitiva.

administrativa e financeira (nº 1 do art. o Decreto Legislativo Regional nº 4/2000M. de 31 de Janeiro. art. Mais de vinte professores – 6 horas semanais. no ano escolar de 2001/2002. os delegados tinham direito. subgrupo. 13º). De acordo com o nº 28 do mesmo anexo. está prevista a existência do Conselho Executivo ou director. de acordo com o número de professores do respectivo grupo. às seguintes reduções de serviço lectivo: De três a dez professores – 4 horas semanais. bem como elaborar proposta fundamentada da sua avaliação. da orientação e 82 . como órgão de gestão da escola. desde então.articulação com a instituição do ensino superior.3. no ano escolar de 2000/2001. a existência do Conselho da Comunidade Educativa como órgão de direcção da escola. e do Conselho Pedagógico. nomeadamente nos domínios pedagógico-didáctico. prevê. aprovou o novo regime de autonomia. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos na Região Autónoma da Madeira. 2. de 21 de Junho e. que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. De onze a vinte professores – 5 horas semanais. sofreu algumas alterações. nas áreas pedagógica. de 31 de Janeiro. que. aplicado de forma generalizada em todos os estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região. cultural. disciplina ou especialidade. na secção II do mesmo capítulo. na sua secção I do capítulo II. foi. Em 2006. sendo que esta competência podia ser desempenhada por um professor substituto designado pelo Conselho Pedagógico.2 O Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. como órgão de coordenação e orientação educativa da escola. de 31 de Janeiro O Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. enquanto. foi experimentado num número reduzido de escolas e. 6ª). finalmente. responsável pela definição da respectiva política educativa (nº 1.

O mesmo diploma. podem ser criadas estruturas de gestão intermédia em função do respectivo projecto educativo. . e de acordo com o nº 3 do mesmo artigo. as estruturas de gestão intermédia devem ser fixadas no regulamento interno da escola. o Departamento curricular “constitui a estrutura de apoio ao conselho pedagógico. de 21 de Junho. no seu artigo 35º. . O nº 1 do artigo 36º estipula que as estruturas de gestão intermédia podem revestir um carácter pedagógico ou técnico-pedagógico. . na escola. 83 .Conselho de Turma. 2.acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente (art. 21º). ao qual incumbe.Coordenador do departamento curricular. . sem prejuízo das seguintes estruturas de cariz pedagógico: .Coordenador de curso do ensino recorrente. prevê a criação de estruturas de gestão intermédia.4 O Departamento Curricular Segundo o nº 3 do artigo 37º. .Orientadores de estágio pedagógico. De acordo com o nº 1 do mesmo artigo. de 31 de Janeiro. no sentido de assegurar o acompanhamento eficaz do percurso escolar dos alunos na perspectiva da promoção da qualidade educativa.Director de turma.Coordenação de ciclo. . com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000M. . que colaboram com o Conselho Pedagógico e com o Conselho Executivo ou o director.Delegado de disciplina.Departamento curricular.

em articulação com outros serviços e estruturas pedagógicas. tem as seguintes competências: a) Coordenar as actividades pedagógicas a desenvolver pelos professores do departamento. desenvolvimento e avaliação do projecto educativo de escola. o desenvolvimento de medidas que reforcem a articulação interdisciplinar na aplicação dos planos de estudo”. c) Promover a articulação entre a formação inicial e a formação contínua dos professores do departamento. e) Exercer as demais competências fixadas pelo regulamento interno. bem como do plano anual de escola e do regulamento interno do estabelecimento. no domínio da implementação dos planos curriculares nas suas componentes disciplinares bem como de outras actividades educativas. quer no âmbito da formação contínua quer no apoio aos que se encontram em formação inicial. visando contribuir para o seu sucesso educativo.especialmente. c) Colaborar com o Conselho Pedagógico na concepção de programas e na apreciação de projectos. acompanhamento e avaliação dos alunos. b) Assegurar a participação do departamento na elaboração. d) Colaborar com as estruturas de formação contínua na identificação das necessidades de formação dos professores do departamento. e) Promover medidas de planificação e avaliação das actividades do departamento. de acordo com o artigo 38º. b) Desenvolver. nomeadamente na análise e desenvolvimento de medidas de orientação pedagógica. d) Propor medidas no domínio da formação dos docentes do departamento. O Departamento curricular. “compete ao Coordenador do departamento curricular: a) Assegurar a articulação entre o departamento e as restantes estruturas de orientação educativa. De acordo com o artigo 40º do mesmo diploma. 84 . f) Exercer as demais competências fixadas pelo regulamento interno”. medidas no domínio da orientação.

A partir de 2001. É o caso. de 31 de Janeiro. com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. O nº 2 do mesmo artigo estipula que “o delegado de disciplina é o docente profissionalizado eleito pelos docentes da mesma disciplina. a existência de Conselhos de Disciplina. alterado posteriormente pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos. na Região Autónoma da Madeira. por exemplo. consagra a figura do Delegado de Disciplina. vertida no respectivo Regulamento Interno. “O mandato do delegado de disciplina tem a duração de quatro anos” (nº 4 do artigo 41º). A existência do Conselho de Disciplina passou. De acordo com o nº 3 do mesmo artigo “as competências do delegado de disciplina devem constar no regulamento interno” da escola. a existência do Conselho de Disciplina deixou de estar contemplada em qualquer normativo legal de âmbito regional. a depender da decisão de cada escola. competência pedagógico-didáctica e científica”.2. tendo em consideração as habilitações académico-profissionais respectivas. considera o Conselho de Disciplina como “um órgão de apoio ao departamento curricular na execução da política pedagógica da escola e da 85 . então. de 21 de Junho. de 21 de Junho. no respectivo Regulamento Interno. considerando que a coordenação de disciplina corresponde à estrutura de apoio ao Coordenador do Departamento curricular em todas as questões específicas da respectiva disciplina. aprovado em 5 de Julho de 2001 e alterado em 5 de Dezembro de 2006. da Escola Básica e Secundária da Calheta. de 31 de Janeiro. com a entrada em vigor do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M.5 O Delegado de Disciplina e o Conselho de Disciplina O artigo 41º do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000M. que no artigo 54º do seu Regulamento Interno. bem como a sua experiência. que aprovou o regime de autonomia. Algumas escolas da Região Autónoma da Madeira contemplam.

86 . o Conselho de Disciplina é composto por todos os professores da respectiva disciplina e tem as seguintes competências: a) Colaborar com o departamento curricular na execução do projecto educativo da escola e do projecto curricular de escola. i) Promover debates. técnicas e recursos pedagógicos. sendo as convocatórias afixadas nos placares existentes nos locais habituais. d) Apoiar o trabalho dos professores promovendo a troca de experiências sobre métodos. pelo presidente da direcção executiva [Conselho Executivo] da escola. no mínimo. b) Colaborar com o departamento curricular na elaboração e execução do plano de formação de professores da escola e da disciplina. g) Conceber medidas que visem uma rentabilização pedagógica dos espaços. h) Promover intercâmbios escolares para troca de experiências pedagógicas. e) Apoiar os professores em formação inicial. uma vez por mês e extraordinariamente sempre que seja convocado pelo respectivo delegado. c) Planificar as actividades lectivas e não lectivas. ordinariamente. f) Colaborar na inventariação das necessidades em equipamentos e material didáctico. seminários. com dois dias úteis de antecedência. nomeadamente na partilha de experiências e recursos de formação. “o conselho de disciplina reúne. j) Estas competências não invalidam outras que lhe sejam atribuídas pela natureza específica das suas funções.formação do pessoal docente”. De acordo com o mesmo artigo. ou por solicitação de dois terços dos seus membros em efectividade de funções”. Segundo o artigo 55º do mesmo Regulamento. no âmbito da formação contínua. encontros ou outras acções.

no seu artigo 56º. às seguintes reduções de serviço lectivo: . actuando como elemento de ligação. que o apresentará em conselho pedagógico. de acordo com o número de ciclos em que é leccionada a respectiva disciplina.Leccionação em dois ciclos – 4 tempos semanais. h) Propor a aquisição de material didáctico de interesse para a disciplina. b) Assegurar. ao nível da sua disciplina. f) Assegurar a participação da disciplina na orientação pedagógica da escola. a concretização dos objectivos enunciados no projecto educativo. O nº 7 do mesmo artigo consagra as seguintes competências do Delegado de Disciplina: a) Representar a disciplina e respectivos professores no departamento curricular. c) Orientar e coordenar a acção pedagógica dos professores. . o relatório da observação efectuada ao coordenador de departamento. posteriormente. 87 .Leccionação em três ciclos – 6 tempos semanais.O mesmo Regulamento Interno. tendo em vista a formação contínua dos docentes que representam.Leccionação em apenas um ciclo – 2 tempos semanais. e) Coordenar a planificação de todas as actividades curriculares e de complemento curricular e promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores. acompanhando o desenvolvimento da componente lectiva. d) Para cumprimento do estipulado na alínea anterior pode o delegado decidir assistir a aulas de outro docente da disciplina. informando-o dessa intenção com 48 horas de antecedência e fazendo chegar. g) Organizar um dossier com toda a informação disponível de interesse significativo para a disciplina e para as actividades planificadas a desenvolver ao longo do ano lectivo. . estipula que o Delegado de Disciplina é eleito por maioria simples pelo Conselho de Disciplina e tem direito.

e) Proceder. j) Analisar e debater questões relativas à adopção de materiais de ensino/aprendizagem e manuais escolares. na fase de preparação do ano lectivo. aprovado em 16 de Março de 2005. j) Presidir às reuniões de conselho de disciplina. n) Estas atribuições não invalidam outras que lhe sejam atribuídas pela natureza específica das suas funções. h) Promover a troca de informações entre os professores da disciplina e seus homólogos dos apoios acrescidos. assegurando a coordenação de procedimentos e formas de actuação. de acordo com os programas em vigor. d) Definir. b) Planificar as actividades lectivas e não lectivas. colaborando na sua preservação e divulgando sugestões de exploração. às planificações a longo e médio prazo. a troca de experiências e sugestões. no que respeita às planificações a curto prazo. l) Eleger o coordenador do respectivo departamento curricular. g) Analisar criteriosamente os resultados do aproveitamento escolar na disciplina propondo. novas estratégias de aprendizagem. os objectivos essenciais da disciplina. m) Organizar o dossier a depositar na biblioteca da escola conforme o expresso no nº4. c) Reflectir sobre estratégias que visem o sucesso educativo. i) Elaborar e utilizar os materiais didácticos próprios da disciplina. se necessário. do artigo 116º deste regulamento interno. no Funchal. No artigo 56º do seu Regulamento Interno. encontram-se fixadas as funções [competências] daquele órgão: a) Eleger o Delegado de Disciplina.i) Coordenar e planificar a articulação vertical dos currículos quando a disciplina que representa está presente em vários ciclos/níveis de ensino. assim como promover estratégias que visem o sucesso educativo. em acção conjunta e coordenada pelo respectivo Delegado. Outra escola da Região Autónoma da Madeira que contempla a existência do Conselho de Disciplina é a Escola Secundária Francisco Franco. f) Propor critérios de avaliação na disciplina. 88 . promovendo.

de acordo com os recursos da Escola. gestão e coordenação pedagógica. o) Colaborar com o Departamento em que se integra para o bom desempenho das suas competências. b) Materiais de apoio. as competências do Delegado de Disciplina são as seguintes: 1. De acordo com o artigo 59º do mesmo Regulamento.l) Identificar as necessidades prioritárias na área da formação apresentadas pelos Professores que constituem o grupo disciplinar. 4. q) Sugerir acções pedagógicas e curriculares. para definição dos respectivos critérios de avaliação. 2. 3. solicitadas pelos órgãos de direcção. c) Fichas de trabalho. susceptíveis de análise pelo Departamento e pelo Conselho Pedagógico. Convocar uma reunião por disciplina/nível de ensino no início de cada ano lectivo. Convocar e presidir às reuniões do conselho de disciplina. Manter organizado o dossier da disciplina. r) Desenvolver medidas tendentes a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão. Entregar. quando solicitado. 6. Representar os professores da disciplina nas reuniões de Departamento. m) Concretizar as tarefas adequadas ao grupo. p) Proporcionar momentos de formação através de partilha de materiais e experiências. tendo por base as disposições programáticas em vigor para a disciplina/nível de ensino. contribuindo para assegurar a coordenação e articulação das actividades. 89 . Garantir a eficácia do circuito de comunicação entre o Departamento Curricular e o Conselho de Disciplina. no prazo de 48 horas após a realização da reunião. n) Apoiar os professores em profissionalização. d) Testes de avaliação formativa e sumativa. 5. a convocatória e a síntese da reunião à Direcção Executiva. no domínio de projectos de âmbito regional. no qual deve constar: a) Programa da disciplina.

90 . bem como de outras actividades educativas constantes do Plano Anual de Actividades. 9. 12. f) Legislação. 11. à partilha de recursos e à dinamização de projectos de inovação pedagógica. 13. mediante proposta do grupo disciplinar. desenvolvimento e avaliação de outras actividades a desenvolver pelos professores da disciplina. elaboração. favorecendo a formação contínua e o apoio aos professores menos experientes. Analisar e debater. de materiais de ensino-aprendizagem e de manuais escolares. execução e avaliação das actividades lectivas e pedagógicas a desenvolver. a ser levada a Conselho Pedagógico pelo representante dos orientadores pedagógicos. 10. 7. g) Documentos. na área da concepção e realização do projecto de formação e acção pedagógica. Orientar pedagogicamente os professores da disciplina. 8. h) Outros instrumentos de recolha de informação. bem como elaborar proposta fundamentada da sua avaliação. com os professores da disciplina. nomeadamente no que se refere à troca de experiências. Coordenar a planificação. em articulação com a instituição superior. de métodos de ensino e de avaliação. Elaborar linhas de orientação metodológica que visem o sucesso educativo. Esta competência pode ser desempenhada por outro professor. Orientar directamente professores em profissionalização em exercício. no domínio da implementação dos planos curriculares na sua componente disciplinar. Coordenar a planificação. a incluir no Plano Anual de Actividades de acordo com o Projecto Educativo da Escola. Promover a cooperação entre os professores da disciplina.e) Resumo das planificações a médio e longo prazo. designado pelo Conselho Pedagógico. ou desenvolvidas pelos professores da disciplina. em início de carreira. questões relativas à gestão dos currículos e programas e à adopção de modelos pedagógicos.

de preferência em disquete. 19. 22. Responsabilizar-se. no caso de existir. na inventariação do material presente nas salas específicas e propor novas aquisições. Em caso de impedimento. 20. a nível de escola. 91 . Identificar as necessidades de formação dos professores da disciplina em colaboração com a comissão de formação. 18. à Direcção Executiva. 21. o Delegado de Disciplina deve indicar um professor para o substituir nessa tarefa.14. 16. Fornecer à equipa pedagógica de acompanhamento de estudos. nomeadamente. no contexto dos sistemas de avaliação dos ensinos básico e secundário. 23. pela entrega atempada de todas as provas de equivalência à frequência. 15. Coordenar a constituição dos júris de exame responsáveis pela elaboração das provas de equivalência à frequência e/ou correcção das mesmas. Assegurar a participação dos professores da disciplina na inventariação das necessidades em recursos educativos e na promoção da interdisciplinaridade. que será responsável perante a Direcção Executiva. Responsabilizar-se pela recepção e entrega das provas de equivalência à frequência. na ausência de directores de instalações. zelar pela sua conservação e apresentar à Direcção Executiva propostas de aquisição de material/equipamento. ouvidos os docentes da disciplina. através da formação e do estabelecimento de linhas de articulação curricular entre as disciplinas do departamento a que pertence. pela organização do inventário do material e equipamento pertencente à disciplina. Apoiar o Director de Instalações. Divulgar a Ordem de Serviço referente ao serviço de vigilância de Exames. 17. testes de avaliação e fichas de trabalho com as respectivas propostas de resolução. no sentido de valorização colectiva. Estabelecer com o Coordenador de Departamento Curricular uma política concertada de esforços. Analisar e prestar esclarecimentos sobre a designada Norma 2 do Júri Nacional de Exames.

o grupo disciplinar deverá designar um substituto. 25. 92 . Designar o professor da disciplina. que o substitui pontualmente nas suas ausências e impedimentos. que terá direito às mesmas horas de redução nesse período de tempo.24. Caso o Delegado de Disciplina esteja impedido de exercer funções profissionais por um período superior a 30 dias.

1 Caracterização do Contexto de Estudo O estudo foi realizado no grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo da Escola Básica e Secundária do Pedregal. no qual se integra o investigador. 3. e 53 alunos no 2º ano. A designação da escola é um nome fictício.1 Caracterização geral da Escola A Escola do Pedregal é uma escola pública. no ano lectivo de 1975/76 matricularam-se 132 alunos no 1º ano do então denominado Ciclo Preparatório (actual 5º ano). num concelho onde a actividade turística e todos os serviços que lhe estão associados têm um importante peso na economia local. a Escola Preparatória. Trata-se de uma Escola Básica e Secundária que teve a sua origem na Escola Preparatória do Pedregal. de forma a assegurar a confidencialidade das informações recolhidas. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO Os processos usados na obtenção da informação foram implementados de acordo com a metodologia da investigação qualitativa.3. ou seja. 93 . a Escola Preparatória alargou progressivamente a sua actividade ao ensino unificado do 7º. 8º e 9º ano (actual 3º ciclo do Ensino Básico) e posteriormente ao Ensino Secundário. começou por funcionar nas instalações de uma antiga Escola Primária e. a única no concelho.1. Ao longo da década de 80. em três turmas. criada no mesmo concelho em 1975. Na época. um total de 185 alunos. 3. fruto do período revolucionário do pós-25 de Abril de 1974. localizada na Região Autónoma da Madeira. e refere-se à actividade do Conselho de Disciplina durante o ano escolar de 2006/2007. distribuídos por cinco turmas.

incluindo os 24 docentes que leccionaram no 2º Ciclo do Ensino Básico. . onde actualmente ainda funciona a Escola Básica e Secundária do Pedregal. No mesmo ano lectivo. depois o cargo de Presidente da Direcção Executiva e finalmente. os alunos do 2º ciclo estavam distribuídos por quatro turmas de 5º ano e três turmas de 6º ano.2º ciclo – 142 alunos. 94 . a Escola Básica e Secundária do Pedregal continuava a ser a única escola do concelho a funcionar para o 2º e 3º ciclos do Ensino Básico. Em 2006/2007. Em 1998 a Escola Preparatória do Pedregal passou a designar-se Escola Básica e Secundária do Pedregal. incluindo os do regime nocturno. primeiro o cargo de Presidente do Conselho Directivo. distribuídos da seguinte forma: .Secundário – 183 alunos. . período sobre o qual incide o nosso estudo.3º ciclo – 251 alunos. .Cursos de Educação e Formação – 28 alunos. o de Presidente do Conselho Executivo. ser o mesmo docente a ocupar. No ano lectivo de 2006/2007.Desde 1981. nos últimos 13 anos. Ao nível da gestão destacamos o facto de. hoje já algo degradado. leccionaram na Escola 105 docentes. a Escola Preparatória passou a funcionar num novo edifício construído de raiz. Nela estavam matriculados 604 alunos. de forma continuada. bem como para o Ensino Secundário.

3.1.2 O Departamento Curricular

Na Escola do Pedregal, tal como nas outras escolas da RAM, as várias disciplinas estão agrupadas em grupos disciplinares, que por sua vez, agrupamse em Departamentos Curriculares, que são estruturas de gestão intermédia previstas no artigo 37º do Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M, de 21 de Junho. Segundo o mesmo normativo legal, o Departamento Curricular constitui a estrutura de apoio ao Conselho Pedagógico, que é coordenada por um Coordenador do Departamento Curricular, eleito de entre os Delegados de Disciplina. Na Escola do Pedregal, a disciplina de Matemática do 2º ciclo, que constitui o grupo disciplinar com a mesma designação, está integrada no Departamento Curricular de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias, tal como também pertence ao mesmo Departamento o grupo disciplinar de Matemática do 3º ciclo e Secundário. Contudo, os dois grupos disciplinares funcionam de forma autónoma em Conselhos de Disciplina distintos e com Delegados de Disciplina diferentes.

QUADRO 1 Grupos Disciplinares do Departamento Curricular de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias Disciplinas Matemática (2º ciclo) Matemática (3º ciclo e Secundário), Métodos Quantitativos. Ciências Físico-Químícas, Fìsico-Química, Física, Química, Técnicas Laboratoriais de Química, Técnicas Laboratoriais de Física. Ciências da Natureza (2º Ciclo); Ciências Naturais (3º ciclo); Ciências da Terra e da Vida, Biologia, Geologia. Introdução às Tecnologias de Informação; Informática. Educação Tecnológica

1 2 3 4 5 6 7

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3.1.3 Caracterização do Grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo

O grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo do Ensino Básico da Escola Secundária do Pedregal, durante o ano escolar de 2006/2007, era composto por 5 professores que leccionavam a respectiva disciplina e, por isso tinham assento no Conselho de Disciplina. Dos membros do Conselho de Disciplina refira-se que, em 2006/2007, o professor António esteve a desempenhar o cargo de delegado de disciplina nesta Escola, estando no primeiro ano do seu mandato. O professor Rui já exerceu, anteriormente o cargo de delegado de disciplina de Matemática do 2º ciclo, nesta escola, durante nove anos, desde 1990 até 1999, os dois primeiros anos apenas como delegado da disciplina de Matemática e os restantes anos como delegado de 4º grupo do 2º ciclo, que englobava as disciplinas de Matemática e de Ciências da Natureza. A professora Rosa também já exerceu, nesta Escola, as funções de Delegada da Disciplina de Matemática (2ºciclo), durante dois anos, desde 2004 até 2006. QUADRO 2 Professores da disciplina de Matemática – 2º ciclo Ano lectivo de 2006/2007
Nome Idade Categoria Profissional Contratado PQZP Destacada PQND Contratada PQND Habilitações Na escola 1 0 18 3 11 Tempo de serviço Na No disciplina total 7 7 0 20 0 6 4 24 3 12

António Sofia Rui Maria Rosa

29 30 48 32 40

Licenciatura em Ensino de Matemática e C. Natureza Licenciatura em Ensino de Matemática e C. Natureza Bacharelato Economia Licenciatura Matemática Via Ensino Licenciatura em Gestão

Refira-se que um dos membros do Conselho de Disciplina é o próprio investigador. Por outro lado, os nomes dos professores do grupo disciplinar, como todos os outros nomes mencionados neste estudo, excepto o do investigador, são

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pseudónimos, de forma a respeitar a confidencialidade das informações recolhidas.

3.2 Método de investigação

Nesta pesquisa recorremos à investigação descritiva qualitativa, realizada com base num estudo de caso, sobre a forma como o Conselho de Disciplina desenvolveu a sua actividade e exerceu as suas competências. Deste modo, procurou-se analisar o modo de funcionamento do órgão, Conselho de Disciplina, enquanto estrutura de coordenação vertical dos professores da mesma disciplina e estrutura de apoio ao Departamento Curricular, no qual está inserido.

3.2.1.Estudo de caso

Os estudos de caso “correspondem a um modelo de análise intensiva de uma situação particular (caso). Tal modelo, flexível no recurso a técnicas, permite a recolha de informação diversificada a respeito da situação em análise, viabilizando o seu conhecimento e caracterização “ (Pardal & Correia, 1995, p. 23).

Yin (1988, citado por Carmo e Ferreira, 1998) define um estudo de caso como uma abordagem empírica que investiga um fenómeno actual no seu contexto actual, quando os limites entre determinados fenómenos e o seu contexto não são claramente evidentes e no qual são utilizadas muitas fontes. O mesmo autor evidencia que o estudo de caso constitui a estratégia preferida quando se quer responder a questões de “como” ou “porquê”, o investigador não pode exercer o controlo sobre os acontecimentos e o estudo focaliza-se na investigação de um fenómeno actual no seu próprio contexto. Além destes estudos de caso, cujo objectivo é a explicação de fenómenos, Yin refere, ainda, a existência de estudos de caso exploratórios e descritivos.

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Por sua vez, para Sousa (2005), o estudo de caso visa essencialmente a compreensão do comportamento de um sujeito, de um dado acontecimento, ou de um grupo de sujeitos ou de uma instituição, considerados como entidade única, diferente de qualquer outra, numa dada situação contextual específica, que é o seu ambiente natural.

Para Trindade (2002), os estudos de caso correspondem a um método de pesquisa que privilegia o estudo de situações singulares como uma estratégia de abordagem e compreensão da realidade, porque, de acordo com tal estratégia, as situações singulares tendem a ser entendidas e tratadas como situações mais amplas e abrangentes. 3.2.2 Fiabilidade e validade

Seja qual for o procedimento de recolha de dados que for adoptada, o mesmo deverá ser, sempre, examinado criticamente para ver até que ponto é fiável e válido. A fiabilidade de qualquer processo de recolha de dados consiste na sua capacidade de fornecer resultados semelhantes sob condições constantes em qualquer ocasião. A validade é um conceito mais complexo. Diz-nos se um método mede ou descreve o que supostamente deve medir ou descrever. Se um método não é fiável, também não é válido, mas um método fiável não é necessariamente válido. Pode dar origem a respostas iguais ou semelhantes em quaisquer ocasiões, mas pode não medir o que se pretende na realidade medir (Bell, 2004).

Nos estudos de caso, como em qualquer outros estudos, torna-se necessário assegurar a validade e fiabilidade do estudo. Segundo Carmo e Ferreira (1998), a validade interna diz respeito à correspondência entre os resultados e a realidade, isto é, à necessidade de garantir que estes traduzam a realidade estudada, enquanto a fiabilidade diz respeito à replicação do estudo, isto é, à necessidade de assegurar que os resultados obtidos seriam idênticos aos que se alcançariam caso o estudo fosse repetido.

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Num estudo de caso, de acordo com Pardal e Correia (1995), o investigador pode recorrer a uma grande diversidade de técnicas, facto que tanto pode ser determinado pelo quadro teórico de que se possa ter socorrido e das questões que tenha formulado, como da especificidade da situação, ou de ambas as condições. Sendo assim, no estudo de caso utilizam-se diferentes técnicas de recolha de dados tais como: a observação, a entrevista, a análise documental e o inquérito. No nosso estudo utilizámos as primeiras três técnicas referidas,

concretamente, a observação participante, a entrevista semi-estruturada e a análise documental.

3.3 Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados

A recolha de dados foi feita na Escola, fundamentalmente, através da consulta de documentos, complementada com entrevistas semi-estruturadas e com a observação participante.

3.3.1 A Análise Documental

A pesquisa documental ou arquivística, segundo Afonso (2005), “consiste na utilização de informação existente em documentos anteriormente elaborados, com o objectivo de obter dados relevantes para responder às questões de investigação” (p. 88).

Para Chaumier (1974, citado por Sousa, 2005), a análise documental é “uma operação ou um conjunto de operações visando representar o conteúdo de um documento sob uma forma diferente da original, a fim de facilitar num estado ulterior, a sua consulta e referenciação”(p. 262).

Para Sousa (2005), a análise documental tem por objectivo dar forma conveniente e apresentar de outro modo a informação, facilitando a compreensão

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e a aquisição do máximo de informação com a maior pertinência. Esta permite passar de um documento primário, em bruto, para um documento secundário, que sintetiza o primeiro, produzindo resumos sínteses, indexações, índices, etc. Segundo Lee (2003, citado por Afonso, 2005), uma das grandes vantagens desta técnica de recolha de dados reside no facto de poder ser utilizada uma metodologia não interferente, sendo os dados obtidos por processos que não envolvem recolha directa de informação a partir dos sujeitos investigados, evitando problemas causados pela presença do investigador. O mesmo autor refere que os dados recolhidos desta maneira evitam problemas de qualidade, resultantes de as pessoas saberem que estão a ser estudadas, em consequência do que, muitas vezes, mudam o seu comportamento.

Conforme já referido anteriormente, neste estudo a recolha de dados foi feita fundamentalmente com base na análise de documentos. Os principais documentos consultados foram as actas das reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo, referentes ao ano de 2006/2007, bem como o Regulamento Interno da Escola e outros documentos divulgados e aprovados no referido Conselho de Disciplina. Por vezes, foi igualmente necessário consultar algumas outras actas do mesmo órgão, referentes a reuniões realizadas em anos escolares anteriores, de forma a encontrar mais facilmente resposta para as questões de investigação. Para a consulta das actas do Conselho de Disciplina, foi necessário previamente solicitar autorização para tal, através de um requerimento dirigido ao Exmo Sr. Director Regional de Educação (anexo 1). Após a recepção da resposta ao requerimento, contendo a referida autorização entrámos em contacto com o Presidente do Conselho Executivo da Escola, de forma a operacionalizar a consulta das ditas actas.

Para um trabalho mais eficaz a partir da informação contida nas actas, foi construído um quadro síntese das actas das reuniões do Conselho de Disciplina, durante o ano escolar de 2006/2007, que se pode encontrar como anexo 3 deste trabalho.

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segundo o número de observadores. e apesar de se estar a assistir constantemente à sofisticação das técnicas de investigação. nem estudo científico sem um observador” (1995. d) Individual ou em Equipa. Sendo eminentemente espontânea. isto é. 49). informal e não planeada. podem variar consoante as circunstâncias. funcionando mais como um espectador do que como um investigador. Na verdade. tem como função produzir informação requerida pelas hipóteses de trabalho ou pelas questões da investigação e prescrita pelos indicadores. constantemente o que se passa à nossa volta. e) Laboratorial ou em Campo. de acordo com os mesmos autores. apenas é aceite como procedimento científico na medida em que ultrapassa a simples constatação dos factos ao proceder à sua interpretação. a observação pode ser: a) Simples ou Estruturada. A vida quotidiana e a nossa natural curiosidade levam-nos a observar. segundo o contexto.3. segundo o tipo de procedimento. sem conhecer em profundidade o contexto nem os sujeitos. segundo o tipo de participação do observador.2 A Observação Segundo Pardal e Correia. p. segundo o tipo de organização. a observação perdeu actualidade e interesse. como técnica científica. de um ponto de vista exterior. planeada sistematicamente e passível de controlo. Contudo. para trabalhar cientificamente. a observação é a mais antiga das técnicas da recolha de dados. As modalidades de observação. A observação.3. Sendo assim. “não há ciência sem observação. b) Participante ou Não-participante. A observação simples é uma forma de observação em que o observador. devemos sistematizar a observação. 101 . c) Sistematizada ou Não-sistematizada. observa de modo espontâneo os factos que ocorrem. para Sousa (2005). nem por isso.

o papel do observador é essencialmente o de um espectador isento. A observação não-participante é aquela em que o observador toma contacto mas não se integra no contexto que observa. A observação sistematizada é utilizada sobretudo quando se procede a uma investigação em que o problema e as hipóteses estão bem definidos. de modo a que a recolha dos dados seja mais objectiva e concreta. Enquanto a observação simples se limita a visitar. sendo necessário proceder-se a uma série de observações estrategicamente organizadas de modo a que os dados obtidos possam confirmar ou infirmar as 102 . A observação participante pressupõe o envolvimento pessoal do observador na vida da comunidade educacional que pretende estudar. 2005. tornando-se o observador um membro do grupo de modo a vivenciar o que eles vivenciam e trabalhar dentro do sistema de referência deles”. como se fosse um dos seus elementos. em que o observador pertence à mesma comunidade do grupo que investiga (por exemplo. a observação estruturada parte da formulação do problema para estruturar uma estratégia de observação que vise directamente a recolha de dados que interessam para a validação ou invalidação das hipóteses ou para dar resposta às questões da investigação. Neste caso. permanecendo de fora. é professor da escola onde efectua o estudo) e a observação participante artificial. presenciando os factos mas sem participar nem se deixar envolver por eles. Segundo o mesmo autor existem duas formas de observação participante: A observação participante natural. sem qualquer objectivo previamente definido. observando a vida do grupo a partir do seu interior como seu membro.A observação estruturada contrapõe-se à observação simples na medida em que é previamente organizada. mantendo um certo afastamento. em que o observador se integra num grupo com a finalidade de obter informações.113) afirma que a observação participante é uma “tentativa de colocar o observador e o observado do mesmo lado. citado por Sousa. ver e ouvir. p. Mann (1970.

A observação individual é efectuada apenas por um único observador. ficando apenas atento aos acontecimentos e registando aqueles comportamentos ou acções que sucedem casualmente e que poderão eventualmente possuir significado para a investigação. No contexto da educação. Nesta modalidade de observação os procedimentos sucedem-se segundo um programa sistematizado. Contudo. embora esse registo seja feito sem meios técnicos especiais e sem perguntas directas. quase todas as observações são efectuadas no seu ambiente natural educacional. A observação em campo pressupõe que o campo é o local. 103 . enquanto a observação em equipa é efectuada por vários observadores. A observação laboratorial é rara no contexto da educação. onde decorrem os eventos que se procuram observar. o observador sabe sempre o que deseja observar. as categorias susceptíveis de observação e a calendarização das observações. sendo aconselhável este último tipo de observação porque diversas pessoas a observarem o mesmo fenómeno de ângulos diferentes poderão chegar a conclusões mais objectivas do que apenas uma. registando o observador os dados à medida que forem ocorrendo.hipóteses. estando antecipadamente bem definidos os factos a observar. Nesta modalidade de observação não há condições controladas nem o intuito de responder a propósitos preestabelecidos. Só quando se pretende enveredar por estudos de competências e capacidades pessoais é que se recorre à elaboração de condições laboratoriais. A observação não-sistematizada ou não-planeada é caracterizada pelo facto do observador não ter nada previamente planeado. procurando o maior rigor no controlo das variáveis independentes. porque se aceitam os grupos preexistentes de sujeitos com as suas características normais. espontaneamente.

Podem constituir a estratégia dominante para a recolha de dados ou 104 . na medida em que a informação obtida não se encontra condicionada pelas opiniões e pontos de vista dos sujeitos. “as entrevistas podem ser utilizadas de duas formas. 2005. muito especialmente na sua qualidade de membro de alguns órgãos da escola. como acontece nas entrevistas e nos questionários” (2005. Valeu ao investigador o facto de. tinham sido registadas diversas notas pessoais sobre os assuntos tratados nas referidas reuniões e que permitiram a sua utilização como mais uma fonte de dados. a forma de registos escritos pelo investigador ou registos em vídeo realizados pelo investigador ou por outra pessoa. os produtos da observação tomam.3 A Entrevista A entrevista “consiste numa interacção verbal entre o entrevistador e o respondente ou entrevistado.3. porque a decisão de opção por esta temática de investigação.Segundo Afonso. Por isso. p. a observação participante natural não-sistematizada foi outra das técnicas utilizadas para a recolha de dados. 97). ao longo do ano escolar. a maioria das vezes. 3. 91). na sua actividade profissional. mas sob a orientação do investigador. p. No estudo efectuado. Na investigação qualitativa. em situação de face a face ou por intermédio do telefone” (Afonso. muito especialmente durante as reuniões do Conselho de Disciplina. Segundo o mesmo autor. só foi tomada muito perto do final do ano lectivo de 2006/2007. Tratou-se de uma observação não sistematizada. designadamente para complementar as informações recolhidas através da análise das próprias actas das reuniões. “a observação é uma técnica de recolha de dados particularmente útil e fidedigna. ter o hábito de efectuar registos de notas pessoais e a compilação de documentos distribuídos nas diversas reuniões em que participa.

ao guião da entrevista. citado por Sousa. na entrevista estruturada. O primeiro. 2005. quase como se fosse um questionário aplicado verbalmente. Como a ordem e a redacção das perguntas permanecem inalteráveis para todos os entrevistados. devendo responder exclusivamente ao que lhe é perguntado. também designada por dirigida. Trata-se de uma entrevista estandardizada. condicionados pelo rigor da técnica. Para Lodi (1974. submetendo-se. Para Afonso (2005). análise de documentos e outras técnicas” (Bogdan & Biklen. 105 . 2003. o segundo. “podemos distinguir entre entrevistas estruturadas. 97). a todos os níveis: no modo de formulação das perguntas. directiva. a entrevista estruturada obedece a um grande rigor na colocação de perguntas ao entrevistado. “trata-se de uma técnica que procura obter dos diferentes entrevistados respostas às mesmas perguntas. é possível um tratamento quantitativo dos dados. Segundo Afonso (2005) as entrevistas estruturadas utilizam-se em investigações onde se pretende obter informação quantificável de um número elevado de entrevistados. desse modo. de resposta curta e objectiva. o entrevistador segue um guião previamente estabelecido. não estruturadas e semi-estruturadas. o que torna mais objectivas as conclusões do estudo. a fim de se estudarem as diferenças entre as respostas dadas. entrevistador e entrevistado são.podem ser utilizadas em conjunto com a observação participante. Neste caso. p. em função das características do dispositivo montado para registar a informação fornecida pelo entrevistado” (p. 134). 248). p. de forma estrita. De acordo com Sousa (2005). fechada ou padronizada. na sequência destas e na utilização de vocabulário. visto que ambos têm uma liberdade de actuação muito limitada. com o objectivo de estabelecer frequências que permitam um tratamento estatístico posterior. com uma série de perguntas predefinidas. Para Pardal e Correia (1995).

evitando dar qualquer sinal de perspectivas pessoais sobre a pergunta. as entrevistas estruturadas têm a vantagem de serem efectuadas com relativa rapidez e de não exigirem uma preparação prévia dos entrevistadores. (3) não deixar que outra pessoa interrompa a entrevista . nunca improvisar. que para Pardal e Correia (1995). quando necessário. imprime rigor na informação. usando a definição padrão gizada previamente. na entrevista estruturada devem ser aplicadas as seguintes regras: (1) evitar longas afirmações sobre o estudo. É um tipo de entrevista que. mas que. de qualquer maneira. De acordo com Sousa (2005). (4) nunca sugerir uma resposta nem mostrar que se concorda ou discorda de uma resposta. não pode sugerir respostas ao interlocutor. porém. trata-se de uma conversa livre entre entrevistador e entrevistado. Não possibilitam. a pode fragilizar. Para Afonso (2005). de alguma forma. nomeadamente acrescentando categorias de resposta ou alterando frases. 98) Outro tipo de entrevista é a não estruturada.A aplicação de uma entrevista estruturada apresenta alguma dificuldade. responda em vez do entrevistado ou dê a sua opinião sobre a pergunta. em que o primeiro. (5) nunca interpretar o significado de uma pergunta. (p. na medida em que o entrevistado vê. 106 . uma análise qualitativa dos factos e opiniões em maior profundidade. mesmo que ligeiramente. por outro lado. repetir apenas a pergunta com as instruções e clarificações previamente definidas. por um lado. limitada a sua espontaneidade. exigindo a máxima disciplina ao entrevistador e ao entrevistado. (2) respeitar sempre a sequência das perguntas e a sua exacta formulação.

o forçar a responder. Assim. Segundo o Ghiglione e Matalon (1985. e. Para o mesmo autor. (p. no entender de Afonso (2005). levando-o a falar sobre determinado assunto sem. a condução deste tipo de entrevistas obedece a regras de utilização ditadas pela experiência acumulada dos investigadores. em geral. 249). “o que geralmente se pretende com a entrevista deste tipo é a obtenção de uma visão geral do problema em estudo ou o conhecimento de algumas das características da personalidade do entrevistado” (p. Durante a entrevista é necessário saber ouvir. 99) Na entrevista não estruturada. nas entrevistas não estruturadas “a interacção verbal entre entrevistador e entrevistado desenvolve-se à volta de temas ou grandes questões organizadoras do discurso. Em relação às entrevistas semi-estruturadas. p. podendo este expressar as suas opiniões e sentimentos com total abertura e liberdade. isto é. citados por Sousa. argumentações ou justificações que o entrevistado deseje dar”. em primeiro lugar. Para Sousa (2005). explicitando as regras do anonimato e da confidencialidade em relação à informação recolhida. coloca questões no decorrer de uma conversa ao entrevistado. Não há qualquer limite para a resposta nem para a linha de raciocínio. sem perguntas específicas e respostas codificadas” (p. As perguntas fechadas devem ser utilizadas apenas quando for necessário clarificar detalhes do discurso do entrevistado. 249). quando for caso disso. segundo Sousa (2005). não interromper a linha de pensamento do entrevistado. 98). explicando claramente o objectivo da entrevista e. o entrevistador. as mesmas obedecem a um formato intermédio entre os dois tipos de entrevistas 107 . “a função do entrevistador é a de estimular o entrevistado. Além disso. 2005. a estratégia de gestão da entrevista deve basear-se em perguntas abertas.Para Afonso (2005). no entanto. aceitar as pausas. também designada por não dirigida ou aberta. empatia e segurança com o entrevistado. aceitar tudo o que é dito numa atitude de neutralidade atenta e simpática. é indispensável estabelecer e garantir uma boa relação de confiança.

à medida da oportunidade. A intervenção do entrevistador tem como finalidade encaminhar a comunicação para os objectivos da entrevista. Em geral. que serão lançadas à medida do desenrolar da conversa. o entrevistador possui um referencial de perguntas. tal e qual foram previamente concebidas e formuladas. O objectivo é que o discurso do entrevistado vá fluindo livremente. mas os temas tendem a ser mais específicos. mas antes. nem. que servem de guia. Naturalmente. um guião próprio. foi solicitada autorização para a realização de entrevistas aos professores da disciplina de Matemática do 2º ciclo da Escola onde se desenvolveu o estudo. a três professores membros do Conselho de Disciplina. suscitando o aprofundamento da informação requerida. Depois de concedida a autorização para as entrevistas. suficientemente abertas. fez-se um primeiro 108 . Segundo Pardal e Correia (1995). também semi-estruturadas. foi feita uma entrevista semi-estruturada ao Delegado de Disciplina . não necessariamente pela ordem estabelecida no guião. ao nível da informalidade na comunicação. tal como já foi referido anteriormente. o modelo global é o da entrevista não estruturada. Para estas três últimas entrevistas. do entrevistador e do entrevistado. construindo-se o respectivo guião (Anexos 4 e 6). sempre que o discurso se desvie das intenções da investigação. Director Regional de Educação (Anexo 1). a entrevista semi-estruturada não é inteiramente livre e aberta.já referidos anteriormente. para complementar a recolha de dados.utilizando-se um guião próprio que foi construído previamente . também foi construído previamente. que este forneça a informação pretendida. nem orientada por um leque inflexível de perguntas. de forma a. Após a construção do guião. através de um requerimento dirigido ao Exmo Sr. tão pouco. Qualquer uma das entrevistas foi convenientemente preparada. Neste caso. definindo-se o objectivo da entrevista e. Neste estudo. estabelecidas à priori.e outras três entrevistas. são conduzidas a partir de um guião que constitui o instrumento de gestão da entrevista semi-estruturada.

foi construído um guião para a entrevista ao Delegado de Disciplina e outro guião para ser utilizado nas entrevistas às três professoras. visto o grupo disciplinar estar reduzido a cinco docentes. professor António. encontra-se no anexo 5. Os materiais utilizados nas entrevistas foram os seguintes: o guião da entrevista. concretamente as professoras Sofia. hora e local das entrevistas.contacto com os docentes do grupo disciplinar no sentido de saber a sua disponibilidade para concederem a entrevista. A receptividade por parte dos docentes foi total e como não existiam muitas hipóteses de escolha dos entrevistados. 8 e 9. encontram-se nos anexos 7. Sendo assim. O guião elaborado para a entrevista a três docentes do Conselho de Disciplina encontra-se no anexo 6 deste trabalho e as transcrições das entrevistas. bem como a respectiva ficha síntese. o investigador efectuou quatro entrevistas: Uma ao Delegado de Disciplina. Maria (E3) e Rosa (E4). de imediato foram feitas as marcações da data. e as outras três a docentes membros do Conselho de Disciplina. uma caneta e um relógio. 109 . Conforme anteriormente referido. Conforme já foi referido. O guião da entrevista feita ao Delegado de Disciplina encontra-se no anexo 4 deste trabalho e a transcrição da mesma entrevista (E1). no sentido de os informar sobre os propósitos da entrevista. Maria e Rosa Em qualquer uma das entrevistas houve uma preparação prévia dos entrevistados. foram recolhidos depoimentos das professoras Sofia (E2). um bloco de notas. bem como as respectivas fichas síntese. sendo um deles o Delegado de Disciplina e outro o próprio investigador. um pequeno gravador áudio.

QUADRO 3 Entrevistas efectuadas Entrevistado António Sofia Maria Rosa Código E1 E2 E3 E4 Data 06/07/2007 10/07/2007 09/07/2007 09/07/2007 Hora 09h00 17h00 16h00 15h00 Local Escola Escola Escola Escola Observações Delegado Professor Professor Professor 110 .O quadro 3 contém algumas informações sobre as entrevistas efectuadas.

os dados de observação directa registados em protocolos. etc. peças de legislação. baseada em regras explícitas de codificação” (p. a “análise de conteúdo é uma técnica sistemática e replicável para comprimir muitas palavras de texto em poucas categorias de conteúdo. enquanto traços de fenómenos que existem independentemente da acção do investigador. diários. livros ou partes de livros. 251). biografias.1 Noção de análise de conteúdo A análise de conteúdo é uma expressão que se utiliza para designar um conjunto de técnicas possíveis para tratamento de informação previamente recolhida. Segundo Berelson (1952. 2006). como por exemplo. representando um conjunto de procedimentos metodológicos muito frequentes em trabalhos de investigação educacional.1. . citado por Esteves.1. portefólios. citado por Esteves.4. Análise de conteúdo das entrevistas 4. relatos de práticas. artigos de jornal.Invocados pelo investigador.Suscitados pelo investigador. respostas abertas solicitadas em questionários. etc De acordo com Stemler (2001.107). como por exemplo. notas de campo. protocolos de entrevistas semidirectivas e não-directivas. 111 . tendo por objectivo a sua interpretação” (p. sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto de comunicações. histórias de vida. 2003) a análise de conteúdo é “uma técnica de investigação que permite fazer uma descrição objectiva. citado por Vala. 2006). documentos de arquivo. Segundo a tipologia dos dados sugerida por Van der Maren (1995. ANÁLISE DE DADOS 4. Os dados que são objecto de uma análise de conteúdo podem ser de origem e de natureza diversa. os dados podem ser: .

citado por Ghiglione & Matalon. por conseguinte. “toda a análise de conteúdo decorre de uma pergunta ou perguntas que o investigador se coloca (caso contrário. 2003) definiu análise de conteúdo como “uma técnica de investigação que permite fazer inferências. de redução da informação. as categorias a estabelecer e a utilizar e a definição operacional de cada uma dessas categorias. Quantitativa. trabalhando sobre o mesmo conteúdo.108-109). ao serviço da sua compreensão para lá do que a apreensão de superfície das comunicações permitiria alcançar” (Esteves. segundo determinadas regras. p. Krippendorf (1980. porque a totalidade do conteúdo deve ser ordenado e integrado em categorias previamente escolhidas. No entender de Esteves (2006). Isto pressupõe que eles cheguem a acordo sobre os aspectos a analisar. válidas e replicáveis. de “um trabalho de economia. Trata-se. citado por Vala. em função dos objectivos que o investigador quer atingir. possam obter os mesmos resultados.107). seria um exercício sem sentido). Nesta linha de pensamento. obedecer a instruções suficientemente claras e precisas para que investigadores diferentes. bem como da natureza dos dados com que ele lida (invocados ou suscitados) (pp. dos dados para o seu contexto” (p. considera que “a análise de conteúdo é uma técnica para fazer inferências pela identificação sistemática e objectiva das características específicas de uma mensagem” (pp. 1998). porque a análise deve ser efectuada de acordo com determinadas regras.Objectiva. porque na maior parte das vezes é calculada a frequência dos elementos considerados significativos (Carmo & Ferreira. Sistemática. Holsti (1968. 2005). 103).181-182). 2006. a mesma autora entende que: 112 . Uma primeira característica da análise de conteúdo traduz-se na necessidade de lidar com comunicações frequentemente numerosas e extensas para delas extrair um conhecimento que a simples leitura ou audição cumulativas não permitiria formar.

Etapas da Análise de Conteúdo Segundo Carmo e Ferreira (1998). a) Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico. 109). a análise de conteúdo implica que sejam definidos objectivos e referentes teóricos.Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico. A objectividade e a sistematicidade de um trabalho de análise de conteúdo podem e devem ser testadas e.Constituição de um corpus documental. darão origem a formas necessariamente diferentes de tratamento do material. diferentes níveis de conhecimento prévio do objecto de estudo por parte de diferentes investigadores. não se trata ainda de uma etapa da análise de conteúdo propriamente dita. O que importa é que. Como qualquer outra técnica de investigação. à contestação dos resultados obtidos. de formular as questões de pesquisa. Porém.Quantificação (não obrigatória). segundo Esteves (2006). . uma vez que todas as decisões tomadas e os argumentos em que se fundaram são explicitados. . posteriormente. . à crítica e. se necessário. melhoradas. se for o caso. ela seja sujeita a processos de validação interna do trabalho realizado e se sujeite. 4.2. Para Vala (2003). a análise de conteúdo compreende no seu percurso um certo número de etapas: .Definição de unidades de análise ou unidades de conteúdo.Interpretação dos resultados obtidos. tal como para Carmo e Ferreira (1998). desde logo por quem o fez (p. esta é a primeira etapa em qualquer processo de investigação empírica. por entender que para uma recolha de dados pertinentes e para as decisões que depois é preciso 113 . . .1.Diferentes formas de circunscrever o objecto de investigação.Definição de categorias. apesar de lhe fazer referência. seja qual for a análise construída.

.tomar na fase do tratamento respectivo. Também foram referenciados o quadro conceptual e o quadro teórico em que se situa e alicerça o problema da investigação.perspectivado a natureza geral do estudo que pretende realizar (exploratório. Numa primeira fase. . descritivo.Analisar a actividade do órgão Conselho de Disciplina. o corpus documental é o conjunto dos documentos escolhidos que vão ser objecto de análise. .referenciado os quadros conceptual e/ou teórico em que os seus problemas se situam e alicerçam.Descrever o funcionamento do Conselho de Disciplina.é fundamental a clareza com que o investigador tiver: .Inventariar as competências do Conselho de Disciplina.Compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências. . bem como foram delineados os objectivos desta investigação. . interpretativo. por meio de análise de conteúdo . explicativo ou confirmatório). que é o seguinte: Será que o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo tem exercido cabalmente as suas competências? b) Constituição de um corpus documental.Caracterizar as eventuais disfunções do órgão. . . a constituição do corpus documental deve ser feita tendo em atenção as seguintes regras: 114 .circunscrito o objecto ou objectos de que se vai ocupar. Para Bardin (2004).delineado os seus objectivos de investigação. nomeadamente: . a actividade do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo de uma Escola Básica e Secundária da Região Autónoma da Madeira. foi delimitado o objecto deste estudo. Segundo Carmo e Ferreira (1998). a saber.

apresentando certas semelhanças entre si. . é preciso ter-se em conta todos os elementos desse corpus. devem referir-se todas a esse tema. ou seja.. sem apresentar demasiada diversidade nos referidos critérios. Sabe-se “quem” falou e “a quem”. o sujeito fala porque lho pedimos. editoriais de um jornal.Regra da pertinência. ter sido obtidas por intermédio de técnicas idênticas e ser realizadas por indivíduos semelhantes. Os documentos escolhidos devem ser adequados. A análise pode efectuar-se numa amostra. Ghiglione e Matalon (2005) consideram que compete ao investigador.).Regra da exaustividade. as questões relevantes serão apenas a segunda (o quê?) e a quarta (como?).Quem diz? .Regra da representatividade. etc.Regra da homogeneidade. Os documentos escolhidos devem obedecer a critérios de escolha rigorosos. . de forma a corresponderem ao objectivo que suscita a análise.O quê? . respostas a um questionário. programas de televisão sobre determinado assunto. mesmo os de mais difícil acesso. .A quem? . visto que são conhecidas as respostas às restantes. perante o corpus documental. procurando-se reunir todos os documentos sobre o assunto.Como? . colocar as seguintes interrogações gerais: .Porquê? No caso das entrevistas ou das respostas abertas dadas em questionários. enquanto fonte de informação. não se pode deixar de fora nenhum documento. Além disso. as entrevistas sobre um dado tema. Uma vez definido o campo do corpus documental (entrevistas. devendo a parte seleccionada ser representativa do conjunto dos documentos. em relação ao “porquê”. Por exemplo. 115 . desde que o material a isso se preste.

são classificados e reduzidos. Segundo Henry e Moscovici (1968. Para Esteves (2006). depois de terem sido identificados como pertinentes. 1998). c) Definição de categorias. as categorias ou classes. 255). conhecidos frequentemente como procedimentos fechados e procedimentos abertos. também designados por exploratórios. também designada por codificação por alguns autores.Neste estudo. ou categorização. citado por Carmo & Ferreira. são as entrevistas efectuadas ao Delegado de Disciplina e a outros três professores da disciplina de Matemática do 2º Ciclo. De acordo com Grawitz (1993. Nos procedimentos fechados parte-se de um quadro teórico ou empírico de análise educacional. procurando-se depois apenas as unidades que possam ser incluídas nestas categorias Os procedimentos abertos. definindo as categorias em conformidade com os conteúdos que foram encontrando. as categorias são criadas na ocasião e para 116 . que é objecto de análise de conteúdo. em função das quais o conteúdo será classificado e eventualmente quantificado” (p. a definição de categorias. nas quais os dados contidos no material e julgados pertinentes vão ser agrupados. que leva a definir determinadas categorias. surgindo as categorias à medida que nos procedimentos de análise se vão encontrando unidades que se podem ir associando em categorias. podem ser criadas segundo dois tipos fundamentais de procedimentos. invocados ou suscitados. enquanto os procedimentos abertos efectuam primeiro uma exploração. citado por Sousa. Os procedimentos fechados definem as categorias antes de darem início à análise. são os mais frequentes na investigação educacional. 2005). “as categorias são rubricas significativas. é a operação através da qual os dados. Nos procedimentos abertos não há qualquer quadro categorial pré-estabelecido. o corpus documental. ou seja.

. mantémse como provisória ou instável até todo o material pertinente ter sido absorvido. Trata-se assim de um processo essencialmente indutivo. de acordo com os objectivos.Exaustivas. a escolha das categorias é fundamental na análise de conteúdo. cada elemento ou unidade não pode pertencer a mais do que uma categoria. A fixação definitiva da categorização foi o produto de um processo que passou pela criação de uma primeira grelha de análise que foi sendo sucessivamente reformulada. à medida que novos dados vão sendo considerados. Para os mesmos autores. 117 .Objectivas. à medida que o material ia sendo incorporado. nas mesmas categorias. as categorias foram criadas por um procedimento aberto. o que significa que todo o conteúdo objecto de classificação deve ser integralmente incluído nas categorias consideradas. as categorias devem ter as seguintes características: . a situação em que entrevistados relatam por vezes factos ou emitem opiniões sobre aspectos que estão fora dos objectivos da investigação. A categorização. quando se estabelece por um procedimento aberto. .esse efeito. não considerar alguns aspectos do conteúdo. Por exemplo.Exclusivas. ou seja. emergindo do próprio material analisado. Segundo Carmo e Ferreira (1998). as características de cada categoria devem ser explicitadas sem ambiguidade e de forma suficientemente clara. sendo no entanto possível. ou seja. que se seleccionaram dos conteúdos em análise. o que significa que devem manter uma estreita relação com os objectivos e com o conteúdo que está a ser classificado. No presente estudo. de modo a que diferentes codificadores classifiquem os diversos elementos. a categorização é passível de remodelações. Quando se definem categorias a priori pode-se pôr em risco a pertinência da sua inclusão. mais ou menos profundas. caso em que se torna necessário justificar porque razão esses aspectos não foram considerados. porque se caminha dos dados empíricos para a formulação de uma classificação que se lhes adeqúe. . ou seja.Pertinentes.

Forma de participação dos professores nas reuniões do Departamento 14. após a definição de categorias.Forma de participação dos professores nas reuniões do Conselho de Disciplina 7.Papel do Delegado de Disciplina 8. recortadas nas entrevistas. às vezes também designada por “índice” (Bardin.Utilidade da existência do Departamento 13.Conhecimento do regimento do Conselho de Disciplina 5.A quem recorre para solicitar apoio d) Definição de unidades de análise ou unidades de conteúdo. O quadro seguinte mostra a categorização produzida: QUADRO 4 Categorias 1. torna-se necessário tomar em consideração três tipos de unidades: 118 .Competências do Conselho de Disciplina 2. que por si só ou associada a outras poderá contribuir para se poder chegar à compreensão de uma dada ideia expressa (de modo manifesto ou oculto) no documento.Sugestões para melhorar o exercício das competências 9. De acordo com Ghiglione e Matalon (2005).Influência do Conselho de Disciplina no desempenho profissional dos professores 10. foi criada uma grelha de categorias que se coaduna com os objectivos da pesquisa e que permitiu incorporar e distribuir todas as unidades de registo.Conhecimento do Projecto Educativo da Escola 4.Razões da alteração da periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina 12.No final.Conhecimento dos normativos legais que fixam as competências do órgão 3. A unidade de conteúdo ou de contexto. 2004) é uma unidade mínima possuidora de sentido.Dificuldades sentidas no desempenho do cargo 15.Influência do Conselho de Disciplina no sucesso escolar dos alunos 11.Assuntos tratados nas reuniões 6.

Segundo Bardin (2004). Segundo Vala (2003). Para Carmo e Ferreira (1998). colocando-o numa dada categoria. a unidade de contexto serve de unidade de compreensão para codificar a unidade de registo e corresponde ao segmento de mensagem. sobretudo em discursos muito elaborados onde as ideias foram sendo apresentadas interligadas umas nas outras. por unidade de registo entende-se o elemento de significação a codificar. e unidades de registo semânticas ou temáticas. cujas dimensões. porque implica decidir qual o mais pequeno segmento do discurso dotado de sentido próprio e isso nem sempre é fácil de estabelecer. Por unidades de registo formais podem entender-se determinadas palavras. 119 . sendo a distinção mais frequente entre unidades de registo formais. a unidade de registo pode ser de natureza e dimensões muito diversas. ou seja. superiores às das unidades de registo são óptimas para que se possa compreender significação exacta da unidade de registo. a classificar. que podem ou não coincidir com unidades linguísticas. são unidades de sentido ou de significado.1) Unidade de registo. Para Esteves (2006). associações de palavras ou mesmo um item ou um objecto. a escolha da unidade de registo depende dos objectivos estabelecidos e do quadro teórico orientador da investigação. sendo esta o segmento mais curto. As unidades de registo semânticas ou temáticas. simplesmente designadas por temas. a atribuir a uma dada categoria. por vezes. O recorte das unidades de registo a codificar é uma das operações mais delicadas de um processo de análise temática. 2) Unidade de contexto. independente da palavra ou palavras com que foram expressas na mensagem. que é definida como o segmento de conteúdo mínimo que se considera necessário para poder proceder à análise. que é o segmento mais largo de conteúdo que o investigador considera quando caracteriza uma unidade de registo.

no caso de se estar a trabalhar com vários textos. apenas interessa o primeiro tipo de unidades de numeração. a escolha das unidades de enumeração deve ser cuidadosamente ponderada. na sua integralidade. que permite reconhecer imediatamente o inquirido. cada um deles. a palavra).Para Esteves (2006). ou. que permite compreender o sentido de cada uma das unidades de registo que foram recortadas e que se pretende codificar. Aritmética. se servir para medir o espaço consagrado a determinado conteúdo. Geométrica. Mas também pode considerar-se unidade de contexto. a frase de que esse registo faz parte. foi possível obter os indicadores que ajudam a compreender melhor o sentido da 120 . cada um dos parágrafos de um texto. No presente estudo. Ghiglione e Matalon (2005) consideram que a unidade de numeração pode ser de dois tipos: aritmética ou geométrica. 3) Unidade de enumeração ou de numeração. Frequentemente. considera-se cada entrevista como uma unidade de contexto. se servir para contar o número de vezes que aparece um determinado conteúdo. que é a unidade em função da qual se procede à quantificação. ao trabalhar com protocolos de entrevistas. cada entrevista foi tomada como unidade de contexto e foi-lhe atribuído um código. pode-se considerar como unidade de contexto de uma unidade de registo formal (por exemplo. pois diferentes tipos de unidades podem conduzir a diferentes resultados. Pode querer contar as unidades de registo (quantas por categoria) para. a partir dessa contagem. as unidades de enumeração existem sempre que o investigador considera adequado proceder a alguma quantificação de ocorrências. porque é ela. No caso de análise de entrevistas. calcular as frequências relativas das ocorrências entre categorias. Cabe ao investigador decidir aquilo que vai ser objecto de contagem. A partir das unidades de registo que foram codificadas em cada categoria. Segundo Vala (2003). Para Esteves (2006).

a análise quantitativa pode tomar três direcções: . que são muito próximas do conteúdo manifesto das entrevistas. o que é especialmente verdadeiro em trabalhos meramente exploratórios. que consiste no tratamento mais simples que um analista pode efectuar sobre os seus dados. a partir da quantificação feita. perceber o valor que esse objecto tem para os sujeitos. bem como as respectivas unidades de registo. de acordo com a óptica dos entrevistados.Análise de ocorrências. visando determinar o interesse da fonte por diferentes objectos ou conteúdos. . ou seja. Para cada indicador foi efectuada a contabilização de frequências relativas. Sendo assim. envolvendo a mera contabilidade de frequências. iniciada por Osgood através do que chamou Análise Associativa. Os indicadores representam inferências do investigador a partir das unidades de registo. que inclui os vários indicadores referentes a cada categoria. “supõe-se que há um significado diferente se o objecto 121 . De acordo com Esteves (2006). Segundo Esteves (2006). que consiste no estudo das atitudes da fonte relativamente a determinados objectos. negativo ou neutro em relação a determinado objecto e. Neste estudo.própria categoria. nem todos os trabalhos de análise do conteúdo implicam a necessidade de quantificação dos dados obtidos. foram contadas em quantas entrevistas (relativamente ao total de entrevistas efectuadas). Segundo Vala (2003). fez-se uma análise quantitativa de ocorrências. para cada pergunta das entrevistas foi elaborado um quadro. e) Quantificação. .Análise estrutural. também consideradas como unidades de enumeração. os entrevistados se referiram a um determinado objecto (indicador).Análise avaliativa. tratando de distinguir e contabilizar as unidades de registo que reflectem um juízo positivo. que visa encontrar associações ou dissociações estatisticamente significativas entre diferentes unidades do discurso ou entre estas e variáveis relativas aos sujeitos envolvidos na investigação.

A interpretação dos resultados obtidos. é fundamental. feita à luz dos objectivos e do suporte teórico. nalguns casos. a análise de conteúdo deverá não só possibilitar a compreensão do fenómeno que constitui objecto de estudo.em causa tiver sido referido por dois sujeitos ou se tiver sido referido por dezassete” (p. 121). foi elaborado um guião para ser utilizado na entrevista ao Delegado de Disciplina. a verdade é que várias perguntas das entrevistas são coincidentes nos dois guiões. para assegurar a validade de qualquer previsão que venha a ser feita. professor António (E1) e outro guião para ser utilizado nas entrevistas às professoras membros do Conselho de Disciplina. como também fazer o investigador chegar à sua explicação e podendo mesmo. f) Interpretação dos resultados obtidos. Além da descrição. torna-se necessário fazer o cruzamento com os resultados obtidos por outras técnicas. a análise de conteúdo para as perguntas coincidentes foi feita em conjunto. Maria (E3) e Rosa (E4). professoras Sofia (E2). Por isso. fazê-lo chegar a formas de previsão. Apesar de serem guiões diferentes. 122 . no entender de Carmo e Ferreira (1998). Conforme foi referido anteriormente. No entanto.

darmos as nossas opiniões. coisas que podemos utilizar no ensino. materiais.” (E2) “Planificação. QUADRO 5 No seu entender. claro […]” (E4) Troca de experiências “[…] ver quais são as coisas que estão mal. para tentar melhorar. Organizar os professores. para ver aquilo que estamos a fazer correctamente. “[…] e tentar transmitir informação de 25 “E formação também. em primeira instância para tratar de assuntos relativos à disciplina” (E1) “Todos os assuntos que digam respeito ao nosso grupo” (E4) Formação de professores Transmissão de informação. Perguntas que integravam simultaneamente o guião da entrevista ao Delegado de Disciplina e o guião da entrevista às professoras do Conselho de Disciplina. o que é que podemos melhorar.” (E3) 25 50 superiores […]” (E2) 123 . para poder esclarecer […]” (E4) Tratar de assuntos relativos à disciplina “Decidir. 50 75 % 75 recursos. organizar tudo aquilo que se faz ao longo de um ano. essas coisas […]” (E2) “[…] qualquer dúvida que uma pessoa tenha.A. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Categorias Competências do Conselho de Disciplina Coordenação/ organização/ orientação Indicadores Planificação Unidades de registo “Fazer planificação. Ter o à vontade para perguntar a outro colega que tenha mais tempo de serviço e mais experiência.” (E3) “Planear as aulas. relativamente ao nosso grupo e à nossa disciplina […]” (E2) “Organizar o trabalho da disciplina. Tentarmos orientar uns aos outros.” (E3) “[…] e coordenação. […]” (E4) “Em primeiro lugar.

Planificação. uma das competências do Conselho de Disciplina é a formação de professores. três dos entrevistados (75%) referiram estas competências. por sua vez. Tentarmos orientar uns aos outros. em primeira instância. relativamente ao nosso grupo e à nossa disciplina. as competências do Conselho de Disciplina mais referidas foram a planificação e a coordenação/ organização/ orientação dos professores da disciplina e da respectiva actividade. era “organizar tudo aquilo que se faz ao longo do ano. A professora Maria. materiais. na entrevista feita ao Delegado de Disciplina em funções no ano lectivo de 2006/2007. no seu entender. as competências essenciais do Conselho de Disciplina são “decidir. para tratar de assuntos relativos à disciplina” (E1). No âmbito desta investigação. darmos as nossas opiniões. coisas que podemos utilizar no ensino. Fazer planificação. Ter o à 124 . O tratamento de assuntos relativos à disciplina é outra competência referida por dois entrevistados (50%). este afirma que no seu entender. Pelo menos. A professora Rosa. em relação à questão que lhes foi colocada sobre quais eram. em primeiro lugar. o que é que podemos melhorar. recursos. afirmou que as principais competências do Conselho de Disciplina eram tratar “todos os assuntos que digam respeito ao nosso grupo.Para os professores entrevistados. enquanto na entrevista que foi feita a outros professores da disciplina. Dois dos entrevistados (50%) consideram que a troca de experiências entre os professores é uma das competências do órgão em questão. Planear as aulas. por seu turno. essas coisas e tentar transmitir informações de superiores”(E2). Organizar os professores e formação também”(E3). qualquer dúvida que uma pessoa tenha. ver quais as coisas que estão mal. disse que as competências do Conselho de Disciplina eram “organizar o trabalho da disciplina. enquanto para outro (25%) uma das competências do órgão é a transmissão de informações. as principais competências do Conselho de Disciplina estes responderam da seguinte forma: A professora Sofia afirmou que. para ver aquilo que estamos a fazer correctamente. para tentar melhorar. Para um dos professores (25%). professor António.

não conheço todas as leis. Mas não sei. e coordenação. afirmando que não conhecia completamente os normativos legais. a percepção dos docentes em relação às competências do órgão Conselho de Disciplina é muito vaga. incluindo a professora Rosa (E4). 125 . as três docentes entrevistadas manifestaram categoricamente desconhecer os normativos legais que fixam as competências do referido órgão. Por outro lado. mas os normativos legais.” (E4) “Não completamente. que exerceu a função de Delegada de Disciplina no ano lectivo 2005/2006.” (E1) 25 Unidades de registo % 75 Os normativos legais que fixam as competências do Conselho são absolutamente desconhecidos por três professores entrevistados (75%). Provavelmente de todos não. quando vai sendo preciso alguma coisa. apenas conhece parcialmente alguns normativos legais sobre o assunto. O Delegado de Disciplina não foi tão categórico em relação a este assunto. que tenha mais tempo de serviço e mais experiência para poder esclarecer. Lá está. todos os decretos que regem o Conselho de Disciplina. QUADRO 6 Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Categorias Conhecimento dos normativos legais que fixam as competências do órgão Conhece parcialmente Indicadores Não conhece “Não. Não tenho conhecimento de todos.vontade para perguntar a outro colega. vou recorrendo a outras pessoas e vou procurar. como delegado. claro” (E4). todos os decretos que falam sobre as competências do Conselho de Disciplina não conheço. Sei basicamente as minhas competências.” (E2) “Não. todos eles.” (E3) “Não. Conforme se pode verificar. Delegado de Disciplina no período objecto de estudo. O professor António (E1).

]. O Projecto Educativo.” (E4) “Na integra não. afinal. algumas coisas.” (E1) “Não. Conheço assim algumas coisinhas. 126 . Delegado de Disciplina.” (E2) 25 Unidades de registo % 75 O Projecto Educativo da Escola é completamente desconhecido por três dos professores entrevistados (75%). Não. nem nunca ouvi falar. mas acabou por confessar que. quando é necessário. afirma que conhece “algumas coisinhas”. incluindo o professor António (E1). não tenho conhecimento. Não conheço. se calhar. por acaso. A professora Sofia (E2). não me disseram nada disso.” (E4) “Só conheço aquele que nós utilizamos […. embora tenha acrescentado que o Projecto Educativo “era uma das coisas que até era interessante sabermos”. Vou conhecendo. era uma das coisas que até era interessante nós sabermos. Delegado de Disciplina.” (E3) “Não. QUADRO 8 Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina? Categorias Conhecimento do regimento do Conselho de Disciplina Indicadores Não conhece Unidades de registo “Que eu conheça. não o conhecia.” (E3) “Não.QUADRO 7 Conhece o Projecto Educativo da Escola? Categorias Conhecimento do Projecto Educativo da Escola Conhece parcialmente Indicadores Não conhece “Não.” (E2) % 100 O regimento interno do Conselho de Disciplina é desconhecido pela totalidade dos professores entrevistados (100%). a professora Sofia (E2).” (E1) “Não. começou por afirmar que conhecia o regimento que era utilizado. Nem quando fui delegada. não. Apenas um entrevistado (25%). incluindo o professor António (E1).

em todas as reuniões que fazemos. que nós perdemos tempo e que não nos interessam a nós. Se calhar. poupava-se alguma coisa. quer o insucesso. é mais fácil.” (E2) “Eu acho que é a parte da planificação e a parte da coordenação …” (E4) Insucesso na disciplina “No caso da Matemática.” (E1) “Sim. Ao nosso grupo não nos interessam para nada. Muitas delas. habitualmente. acaba por ser o insucesso. por exemplo. que vêm. Pois. ou grande parte 100 delas. como é que eles estão. quer o cumprimento do programa. Depois ter que estar a explicar. mais ocupam o Conselho de Disciplina. porque tem aquelas súmulas. não nos interessam. nas suas reuniões? Não considera que se ocupe muito tempo das reuniões a transmitir informações? Categorias Assuntos tratados nas reuniões Indicadores Transmissão de informação Unidades de registo % “Aliás. Lê-se as súmulas. é mais a nível disso. Porque realmente. É só para ficarmos também a ter conhecimento dos outros grupos e das outras disciplinas. … e tentar arranjar estratégias para combater isso.QUADRO 9 Quais são os assuntos que.” (E2) “Este ano era mais a transmissão de informação. porque há algumas informações. e o que é que podemos fazer a nível de planificação para poder melhorar.” (E1) 25 75 No entender dos professores entrevistados os assuntos que habitualmente mais ocupam as reuniões do Conselho de Disciplina são os seguintes: 127 . Se essas informações fossem logo disponibilizadas para todos os membros. há algum tempo perdido acerca disso. E agora.” (E3) “…porque as informações do Pedagógico é ler e informar mais o grupo. para podermos ver. senão…” (E4) Planificação/ coordenação “…o cumprimento de programas…” (E1) “Se calhar. transmitir aquilo que se passa nas aulas com os alunos. se calhar. a ordem de trabalhos é sempre informações do Pedagógico e outras informações.

Planificação/coordenação (75% dos entrevistados). . o professor António (E1). 128 . Refira-se ainda que um dos professores entrevistados (25%). considera que o insucesso na disciplina de Matemática também é um dos assuntos que mais ocupa as reuniões do órgão.Transmissão de informação (100% dos entrevistados). Delegado de Disciplina..

O facto de não sugerir para planear. Cada um. Não sei se tem a ver com o coordenador. para que dêem mais.” (E3) “Mas é um bocado passivo. Podia haver uma maior intervenção nesse aspecto. também. às vezes. mas há uma falta de confiança no grupo. talvez por falta de experiência. mas acho que são todos participativos e nunca há assim muita discordância entre propostas. Tirar partido … Mas pelo que eu vi este ano. Não há assim muitas propostas. nunca houve. no nosso grupo. por isso. por exemplo. nunca há propostas no nosso grupo. Não sei se tem a ver com o coordenador.QUADRO 10 Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? É uma participação interventiva? Categorias Forma de participação dos professores Indicadores Interventiva/ participativa Unidades de registo “Sim. no fundo. como é que vamos fazer aquilo. Pode ter a ver. não é pelo Delegado. tirando aquelas reuniões. Daí a importância do coordenador também. que eu não tinha grande conhecimento. Quanto mais depressa o tempo passasse melhor. Não todos. por parte dos docentes.” (E4) Pouco interventiva/ pouco activa/ passiva “Eu.” (E1) “Eu acho que. mas alguns. notei que havia elementos. Acho que é um bocado isso. também. Até porque as decisões são tomadas pelo Conselho. que foram muito pouco activos na tomada de decisões e na própria ajuda em encontrar outros caminhos. por falta de 100 capacidade também de decidir sobre determinados temas.” (E1) “Eu acho que são participativos e todos. não foi muito interventiva. pode querer falar. Acho que foi mais para o passiva. Parece que há uma falta de confiança no grupo.” (E2) “Pouco activa. por vezes. no fundo. eu acho que são um bocado […]” (E4) % 50 129 . De alguns. se calhar. quanto mais despachado melhor. de gerir a reunião. Quando há aquelas actividades. como é que vamos fazer isto. não há assim muitas propostas.

Para a professora Sofia (E2). por parte dos docentes”. nas reuniões. “não há assim muitas propostas. afirma que “havia elementos. Delegado de Disciplina. No entender da professora Maria (E3). 130 .A totalidade dos entrevistados considera que a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina é pouco activa ou passiva. a participação dos professores foi “pouco activa”. ressalvando que “não todos. O professor António (E1). mas alguns”. a participação dos professores nas reuniões do Conselho de Disciplina “não foi muito interventiva”. enquanto a professora Rosa (E4) considera que os professores são “participativos”. Acrescenta que “podia haver uma maior intervenção nesse aspecto”. considerando que a mesma “foi mais para o passiva”. que foram muito pouco activos na tomada de decisões”. mas por outro lado.

Tentar orientar o resto do grupo. Eu senti-me como coordenadora e dar as informações quando tínhamos as reuniões no Funchal era só transmitir toda a informação que recebia de lá. quer seja a coordenar as planificações. é assim. Também não sei as suas competências.” (E4) Papel semelhante ao dos outros “Acho que o papel não devia ser muito diferente dos outros. leva os próprios colegas. que nós não saibamos. também foi um bocado assim caído do céu aos trambolhões. Já que tem que haver um professor que dê a assinatura em todas as actas. quer seja a coordenar as actividades. Ajudar-nos. naquilo que nós tenhamos dúvidas. aos restantes elementos do grupo. senão também não funciona bem. eu falo por mim porque eu não tinha experiência nenhuma. Aquele que é líder. Ele deve ser o líder. ele deve ser o líder. Principalmente. não é? E depois.” (E2) “Deve ser um coordenador. Aquele que puxa por todos os assuntos.” (E3) % 75 “Um coordenador. Porque um líder. acho que não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas. É claro que o grupo tem de colaborar com o coordenador. ou com leis. Mas deve ser um bom coordenador. Nas reuniões. Acho 25 professores 131 . também não tenho geito para ser líder. Já por isso é o coordenador. Mas. pode-nos ajudar nisso.QUADRO 11 Na sua opinião. Porque se souber puxar. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Categorias Papel do Delegado de Disciplina Indicador Coordenador/ líder Unidades de registo “Acho que deve ser um coordenador. A todos os níveis. Se tivermos alguma dúvida que esteja relacionada com o Conselho Executivo. Mas como líder. há pessoas que são. Deve orientar-nos no nosso trabalho. aquele cargo. nas preparações e em tudo o mais. Há pessoas que têm mesmo o perfil para ser líder e são líderes.

esta 132 . Acrescenta a mesma professora que essa orientação deve ser a “todos os níveis. Principalmente. não me parece que o delegado tenha que decidir e que mandar e mesmo coordenar. Já por isso é o coordenador. entende que o Delegado “não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas”. senão também não funciona bem. Ele deve ser o líder. que já anteriormente desempenhou a função de Delegada de Disciplina. Em relação à possibilidade do Delegado ser um líder. que nós não saibamos. quer seja a coordenar as actividades. refira-se que. Deve orientar-nos no nosso trabalho”. ou com leis. Agora. Mas deve ser um bom coordenador” (E3). no entender da professora Sofia. no que diz respeito ao papel do Delegado de Disciplina. Relativamente à representação que cada docente tem. em caso de dúvida. o delegado deve ser “um coordenador”.que deve ser mais um professor. …” (E1) A maioria dos professores entrevistados (75%) considera que o Delegado de disciplina deve ser um coordenador ou um líder. Se tivermos alguma dúvida que esteja relacionada com o Conselho Executivo. Agora. em caso de divergência. tentar sempre ajudar a convergir. quer seja a coordenar as planificações. Para a professora Rosa. naquilo que nós tenhamos dúvidas. Deve “tentar orientar o resto do grupo. durante dois anos lectivos. haverá decisões que. pode-nos ajudar nisso”. Ajudar-nos. Acrescenta que o delegado deve ser “aquele que puxa por todos os assuntos. Acrescenta o professor António que não lhe parece que o Delegado “tenha que decidir e que ma mandar e mesmo coordenar”. A professora Maria partilha da mesma opinião que a professora Sofia pois também considera que o Delegado “deve ser um coordenador”. o Delegado “deve ser um coordenador”. que desempenha a função de Delegado de Disciplina. Conclui a professora Sofia dizendo: “Também não sei as suas competências” (E2). ele deve ser o líder. É claro que o grupo tem de colaborar com o coordenador. afirmando que ele “deve ser mais um professor”. Ajuda sim. enquanto o professor António (E1).

aos restantes elementos do grupo. a propósito do papel do delegado. Eu senti-me como coordenadora e dar as informações quando tínhamos as reuniões no Funchal era só transmitir toda a informação que recebia de lá. Há pessoas que têm mesmo o perfil para ser líder e são líderes” (E4). nas preparações e em tudo o mais. Mas. não é? E depois. 133 . aquele cargo. Acho que deve ser mais um professor. Nas reuniões. Acrescenta o mesmo professor. professor António. ao afirmar: “Porque um líder. é assim. que: “Já que tem que haver um professor que dê a assinatura em todas as actas. Mas como líder. o papel do Delegado não deve ser muito diferente dos outros [professores]. Agora. em caso de dúvida. em caso de divergência. tentar sempre ajudar a convergir. acho que não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas. também não tenho jeito para ser líder. também foi um bocado assim caído do céu aos trambolhões. haverá decisões que. eu falo por mim. Agora. há pessoas que são. porque eu não tinha experiência nenhuma.professora apresenta o exemplo do seu caso pessoal quando desempenhou o cargo em questão. No entender do próprio Delegado de Disciplina. não me parece que o delegado tenha que decidir e que mandar e mesmo coordenar” (E1).

os grupos não davam as mesmas coisas. é importante. se os professores estão a par. Acho que é importante. nós termos aqueles 45 minutos para nos podermos reunir. acho que deviam ser aprovadas. por exemplo. no início do ano. Depois há actividades que podem ser bem planeadas. Embora se fizesse. quais são as dificuldades. Não quer dizer que tenham de ser feitas no grupo. com mais antecedência e com mais empenho. [Mas a nível do funcionamento do órgão. mas não era consagrado no nosso horário. coordenadas em grupo. Acho que é importante haver esse tempo. Porque. Não é questão de pressa. mas discutidas e aprovadas e depois.” (E2) Maior coordenação entre os professores “Eu acho que nas reuniões ordinárias devia-se falar mais na parte da matéria que se dá. tem de haver empenho. uma das coisas que nós tínhamos dito na reunião. Há tantas coisas que podiam melhorar. Categorias Sugestões para melhorar o exercício das competências Indicador Aprovação atempada de planificações Unidades de registo “Logo no início do ano. este ano.] não [tenho nenhuma sugestão]. mas com a antecedência devida! Planificações feitas.” (E3) Tempo semanal destinado a coordenação entre pares pedagógicos “No caso do trabalho de pares pedagógicos. acho que era importante. e depois esta parte que foi. esse tal um tempo [proposto] destinado só à planificação e organização das aulas pelos pares. na mesma turma. 25 50 % 25 134 . para nós podermos reunir e falar sobre as dificuldades que vamos encontrando. isto os comentários que eu ouvi.QUADRO 12 Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. pelo menos para mim. para poder preparar as aulas e ver o que é preciso e o que não é preciso. sem ser com pressas.” (E1) “Por exemplo. se calhar. a Português. as planificações. de forma planeada. que foram divididas as turmas.

deveria haver uma maior coordenação entre os professores da disciplina. 135 . em reuniões do órgão. Possivelmente.Eu acho que isso era importante debater. Para a professora Rosa (E4). os professores teriam em vista ganhos do tempo dispendido. Outra sugestão apresentada pela professora Maria (E3) foi a da planificação atempada das planificações. como medida para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. o horário semanal dos professores deveria incluir um tempo de 45 minutos.” (E4) Metade (50%) dos entrevistados sugerem que. ao apresentarem esta sugestão. para os pares pedagógicos coordenarem as actividades a desenvolver nas respectivas turmas. De acordo com esta professora as planificações deviam ser aprovadas “logo no início do ano”. na coordenação das referidas actividades. Se estão a seguir os mesmos critérios? Tudo isso. nomeadamente entre os professores que constituem cada par pedagógico.

já não pensa tanto nas planificações. há mais uniformidade entre o grupo e tudo funciona da mesma maneira. pela falta de experiência e o que tem muita experiência. E. É mais fácil para todos. E o que tem menos experiência acaba por falhar. de uniformizar o procedimento dos professores 136 . Porque se houver uma boa planificação. que saiba orientar. mas também precisava de uma coordenação e. se houver um boa coordenação. se calhar. nós também seguimos as coisas de outra maneira.” (E2) “A falta de experiência de um professor ou a experiência a mais de um professor. nós provavelmente. facilita o desempenho para todos. Acho que é importante que um Conselho de Disciplina saiba orientar. 100 Por exemplo. também não queremos saber de algumas coisas. QUADRO 13 De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Categorias Influência do Conselho de Disciplina no desempenho profissional dos professores Indicadores Pode facilitar o desempenho Unidades de registo % “Eu acho que tem alguma influência. Perguntas que integravam apenas o guião da entrevista às professoras do Conselho de Disciplina. pelos vícios que já tem e. ás vezes. se o Conselho de Disciplina for exigente. coordena cada um à sua maneira. também nos baldamos. Então. O que tem falta de experiência pensa. em que ele esteja habituado e acaba por não pensar muito na planificação. Acaba por ir cada um para a sua maneira. se for um Conselho de Disciplina que não quer saber de nada. Acho que sim. … Influencia nesse ponto. o papel dele. se não formos competentes a esse nível. Agora. se calhar. o coordenador não coordena bem isso. também se calhar.B. acaba por falhar. aí. O que tem muita experiência.

às vezes. Acrescenta a mesma professora que. há mais uniformidade entre o grupo e tudo funciona da mesma maneira”.” (E4) Todos os professores. Mas eu acho que é muito importante a planificação. A professora Sofia (E2). A planificação. Por seu lado. facilita o desempenho de todos”.pode ter influência aí. não siga assim à risca o número de aulas. E mesmo para nós. consideram que essa influência pode facilitar o desempenho dos docentes. Se bem que eu. “é mais fácil para todos. 137 .” (E3) “É muito importante. assim. seguir a planificação. a professora Rosa (E4) enfatiza a necessidade da planificação e do acompanhamento da respectiva execução. para ver se conseguimos terminar ou não o programa. Para a professora Maria (E3). para sabermos em que ponto é que estamos. a quem foi colocada a questão da forma como o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos docentes que o integram. considera “que é importante que um Conselho de Disciplina saiba orientar”. “se houver uma boa planificação.

que é uma actividade que tem a ver com a Matemática. Eu acho que influencia muito. através do Maismat. tudo de acordo com o Conselho de Disciplina.QUADRO 14 Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Categorias Influência do Conselho de Disciplina no sucesso escolar dos alunos Indicadores Pode aumentar o sucesso Unidades de registo “Acho que sim. Fazer com que os alunos também participem mais activamente. se houver um Plano de Acção que seja implementado. o sucesso. se o grupo for bem coordenado. 138 . Se o professor estiver empenhado a fazer aquilo que está a fazer. acho que só tende a melhorar o ensino. através do Conselho de Disciplina e que todos utilizem actividades e coisas para melhorar. Ao nível do Plano de Acção.” (E2) “Influencia. o professor fica mais motivado e os alunos vão estar mais motivados para também aprenderem. deviam ser mais trabalhadas com o coordenador e com todos os % 100 professores.” (E3) “Por exemplo estas medidas que nós propusemos no Plano de Acção para a Matemática. se houver uma boa coordenação. Isso bem trabalhado poderia dar mais nas aulas de recuperação. por exemplo. Por exemplo. Por exemplo. as dificuldades que foram diagnosticadas nos testes diagnóstico. destacando a importância que o Plano de Acção para a melhoria do ensino e consequentemente dos resultados escolares dos alunos. o ensino da Matemática. em que os alunos podem apanhar o gosto pela Matemática. acho que foi excelente. Se ele influenciar as coisas de forma mais activa. planificações. Se nós nos organizarmos de forma a realizar actividades. se o Conselho de Disciplina tiver esse Plano que nós passamos a utilizar já é uma dica para que seja melhor o ensino. mesmo …” (E4) A totalidade das professoras entrevistadas considera que o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar muito o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática. acho que foi muito bom. que seja para melhorar.

tudo de acordo com o Conselho de Disciplina. o Maismat. que seja para melhorar”. contribuir para o aumento do sucesso.” (E4) Execução actividades lectivas das não “Eu senti-me muito perdida na motivação dos alunos. nas actividades que iam ocorrendo durante o ano. Em todas as actividades que foram surgindo. uma vez que eles têm provas de aferição e. de motivar os alunos. isso só tenderá a melhorar o ensino e. eu acho. coisas que eu nunca tinha participado e senti um pedacinho de dificuldade aí. o desempenho do professor com as turmas. mas há sempre uma avaliação e. Eu se tivesse a leccionar o 6º ano sentia um grande peso. planificações. que não seja quantitativa. a nível de reuniões do Conselho de Disciplina. que isso acarreta um bocado. QUADRO 15 No seu entender. planificações. assim. Às vezes. também não sabia como é que isto funcionava muito bem e também…” (E2) Preparar os alunos tendo em vista as provas de aferição “Sei lá. quer o Agente X. o empenho. há sempre uma avaliação. A professora Maria (E4). “ se o professor estiver empenhado a fazer aquilo que está a fazer. o professor dá tudo e a turma não ajuda nada. o professor fica mais motivado e os alunos vão estar mais motivados para aprender”. para mim. se os professores se organizarem “de forma a realizar actividades. Acho que se fosse mais trabalhado. uma grande responsabilidade em preparar os alunos.” (E3) 33 33 % 33 139 . Como também foi a primeira vez. se houver uma boa coordenação. se o grupo for bem coordenado. a nível da organização de documentos. Também depende das turmas. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Categorias Dificuldades sentidas pelos membros Indicadores Planificações Unidades de registo “Se calhar.Para a professora Sofia (E3). porque depois. não é. o professor.

a motivação dos alunos para as actividades não lectivas da disciplina. 140 . a professora Rosa (E4) faz referência à responsabilidade para preparar os alunos para as provas de aferição. nomeadamente o Agente X e o Maismat. foi uma das dificuldades mais sentidas. no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina. a dificuldade mais sentida. foi “a nível da organização de documentos. Por sua vez. planificações”. Para a professora Maria (E3).No entender da professora Sofia (E2).

confirma que as reuniões do Departamento são ocupadas. a maior parte do tempo. nesse sentido. a transmitir informações? Categorias Ocupação das Reuniões do Departamento Indicadores Transmissão informação de Unidades de registo “Sim. que à quintafeira ia deixar de haver essas reuniões. Conseguiu saber as razões desta alteração? Categorias Razões da alteração da periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina Indicadores Alteração legislação de Unidades de registo “O que me foi dito no Conselho Executivo foi. a transmitir informação. a maior parte do tempo. Eu inclusivamente. professor António (E1). (E1) O Delegado de Disciplina. QUADRO 16 No corrente ano lectivo. entretanto. a periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina foi alterada a partir do mês de Janeiro. mas não me chegou a dar. Delegado de Disciplina. não sei se regional ou nacional. deveu-se a uma norma recente.C. As reuniões que até então tinham uma periodicidade semanal deixaram de o ter. disse-me que a tinha lá. 141 . QUADRO 17 As reuniões do Departamento também são ocupadas. a alteração na periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina. cheguei a pedir legislação nesse sentido ao professor Renato [membro do Conselho Executivo]. ocorrida a partir do mês de Janeiro. Mas sei que saiu qualquer norma.” (E1) De acordo com o testemunho do professor António (E1). A maior parte do tempo”. Perguntas que integravam apenas o guião da entrevista ao Delegado de Disciplina. Ele. que não soube precisar.

Unidades de registo “Não. QUADRO 19 O Coordenador do Departamento ausculta a opinião dos Delegados para tomar posição sobre os assuntos que são discutidos no Conselho Pedagógico? Categorias Auscultação da opinião dos Delegados no Departamento Indicadores Não são auscultados. a maior parte da informação. não ausculta a opinião dos Delegados de Disciplina em relação aos assuntos que são discutidos no Conselho Pedagógico.” (E1) De acordo com o testemunho do professor António (E1). é proveniente do departamento e é dirigida aos professores da disciplina. que é transmitida no Conselho de Disciplina. o Coordenador do Departamento. ou seja.QUADRO 18 A maior parte da informação que é transmitida no Conselho de Disciplina. (E1) No entender do Professor António (E1). circula no sentido descendente. Normalmente não. em que sentido circula? Categorias Transmissão da informação no Conselho de Disciplina Indicadores Sentido descendente Unidades de registo “No sentido descendente”. normalmente. 142 .

o que realmente não costuma acontecer. E também por culpa dos colegas que estão no Departamento. na próxima reunião isto vai! Pronto já se tratou. 143 . Porque. argumentando com “um comodismo muito grande. já que tem a palavra de muitos professores. antes de se falar por eles.” (E1) Para o Delegado de Disciplina. realmente. e que é contagioso”. nem todos os professores podem ter assento no Conselho Pedagógico. deve. e que é contagioso. Aqui existe muito: O que não se fizer agora. professor António (E1). quem tem lugar no Conselho Pedagógico não costuma auscultar a opinião dos professores que representa. saber que posição é que esses professores tomam. já está! Nota-se que há um comodismo muito grande. Há que limitar. quem tiver assento no Conselho Pedagógico. ou apenas se limita a transmitir informação? Categorias Utilidade da existência do Departamento Indicadores Limitação do número de assentos no Conselho Pedagógico.QUADRO 20 Qual a sua opinião sobre a utilidade da existência do Departamento? Considera que é uma estrutura que tem muita utilidade na Escola. Por outro lado. atribuindo também responsabilidade por esse facto aos membros do departamento. quando vemos que as coisas vão funcionando de determinada maneira. a existência do Departamento justifica-se por ser necessário limitar o número de assentos no Conselho Pedagógico. não vou eu agora …” (E1) Unidades de registo “[…]. Forma de participação dos professores nas reuniões do Departamento Comodismo “Agora a verdade é que. o professor António confirma que.

Também recorria a ele. porque há sempre coisas que vão falhando e também serviram para aprender. tentava saber o que era preciso fazer. por falta de tempo…” (E1) “[…] falta de algum traquejo. Tentava sempre em grupo. QUADRO 22 Quando. Director de Turma somos logo […] também falta de formação para o exercício do cargo. se tivesse mais experiência. a falta de experiência e a falta de formação específica para o cargo. para qualquer cargo. falta de experiência… Se calhar.” (E1) 144 . a quem recorre preferencialmente para solicitar apoio? Categorias A quem recorre para solicitar apoio Indicadores Professores da disciplina Coordenador do Departamento Presidente do Conselho Executivo Unidades de registo “Em grupo. Embora. já que tiramos um curso virado para o ensino. foram a falta de tempo. no exercício do cargo.QUADRO 21 Quais as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? Categorias Dificuldades sentidas no desempenho do cargo Indicadores Falta de tempo Falta de experiência Unidades de registo “Este ano. quando havia alguma dúvida. também ao Presidente do Conselho Executivo. também em relação a isso. Eu não tive formação para isso. também acho que falta de formação para isso. no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina. se confronta com um problema de particular complexidade. que se mostrou sempre muito disponível.” (E1) Falta de formação “Já agora. Aliás. se calhar devia ter … O meu não teve qualquer preparação para exercer qualquer cargo: Por exemplo.” (E1) “Sim. […]” (E1) “[…] ou mesmo. não precisava de tanto tempo. Tentava falar com o grupo.” (E1) As dificuldades mais sentidas pelo professor António (E1).

quando se confronta com algum problema de particular complexidade.No exercício do cargo de Delegado de Disciplina. mas também recorre ao apoio do Coordenador do Departamento e do Presidente do Conselho Executivo. 145 . ou seja. o professor António (E1) recorre preferencialmente ao apoio do grupo. dos professores da disciplina.

que definia as regras de composição e funcionamento do Conselho Pedagógico e dos seus órgãos de apoio. a existência do Conselho de Disciplina deixou de estar contemplada em qualquer normativo legal de âmbito regional. administração e gestão dos estabelecimentos de educação da Região Autónoma da Madeira. a depender da decisão de cada escola. Na verdade. A existência do Conselho de Disciplina passou. No Regulamento Interno da Escola Básica e Secundária do Pedregal. até ao final do ano escolar de 2000/2001.4. com as alterações aprovadas no Conselho da Comunidade Educativa em Maio e Julho de 2005 e Julho de 2006. com a entrada em vigor do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. no seu artigo 39º. a existência dos Conselhos de Disciplina nas escolas básicas e secundárias da Região Autónoma da Madeira estava contemplada no Despacho nº 8/SERE/89.2. a partir de 2001.2 Análise de documentos e resultados da observação Sendo uma pesquisa baseada em informação qualitativa. exactamente. adopta-se uma abordagem centrada na descrição. concretamente. com os dados organizados e apresentados num registo interpretativo. através da produção de um texto final. Tal como também foi referido anteriormente. 4.1 Regulamento interno da Escola e Competências do Conselho de Disciplina Conforme já foi referido anteriormente. de 31 de Janeiro. o artigo 39º do referido regulamento estipula que as competências do Delegado de Disciplina são as seguintes: 146 . na alínea c) do referido artigo. a única referência que é feita ao Conselho de Disciplina é. vertida no respectivo Regulamento Interno. mais concretamente no seu anexo. na Região Autónoma da Madeira. alterado posteriormente pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. então. de 21 de Junho. que se refere às competências do Delegado de Disciplina. que aprovou o regime de autonomia. de 3 de Fevereiro.

pressupõem-se a existência deste órgão. a indagar sobre a resposta à questão que lhe foi colocada. administração e gestão dos estabelecimentos de educação. embora não as revelando. o regime de autonomia. comprometendo-se. c) Convocar e coordenar os conselhos de disciplina. cooperação e colaboração dos professores da disciplina para projectos pedagógicos e didácticos inovadores. situação que ocorre desde o início do ano escolar de 2001/2002. Portanto. e acabou por não saber explicar em que normativo legal é que as mesmas se encontravam explicitadas. e) Coordenar a planificação das actividades lectivas e não lectivas da disciplina. o Delegado de Disciplina começou por afirmar que sabia quais eram essas competências. face ao pedido de esclarecimento feito por um dos membros do Conselho de Disciplina sobre quais eram as exactas competências deste órgão. b) Representar os professores da disciplina no departamento curricular. pela primeira vez na reunião do dia 27 de Setembro de 2002. se uma das competências do Delegado de Disciplina é “convocar e coordenar os conselhos de disciplina”. h) Coordenar a utilização das salas. g) Promover a interdisciplinaridade dentro do departamento curricular e ao nível de projectos da escola. conforma consta da respectiva acta. Nessa reunião. de forma generalizada em todas as escolas da Região Autónoma da Madeira. quando entrou em vigor. Dada a inexistência de competências para o Conselho de Disciplina na Escola do Pedregal. f) Estimular a criação.a) Eleger o coordenador do departamento curricular. embora a sua composição e as suas competências não estejam referidas no Regulamento Interno da Escola. esta questão foi colocada no seio do próprio Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo. por isso. d) Organizar e actualizar o dossier da disciplina. 147 . instalações ou laboratórios específicos da disciplina e respectivo equipamento e material.

aprovada na Assembleia 148 . o delegado “distribuiu aos colegas o despacho 8/SERE/89 com a intenção de servir de suporte à redacção da proposta sobre as competências do Conselho de Disciplina”. conforme consta da respectiva acta.Na reunião do mesmo Conselho de Disciplina realizada no dia 22 de Novembro de 2002. Tendo em conta tal solicitação. o delegado informou que esta questão fora transmitida à Coordenadora do Departamento e que a mesma ficara de obter informações sobre o assunto. “presumindo-se que desconhecia a resposta à questão colocada”. na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 9 de Maio de 2003. para as mesmas serem incluídas no Regulamento Interno da Escola. Depois disso. oferece-me dizer o seguinte: Parto do pressuposto que o Conselho Pedagógico é constituído por pessoas que sabem ler e compreender aquilo que lêem. na reunião do Conselho de Disciplina do dia 10 de Fevereiro de 2003. consta da mesma acta uma declaração apresentada por um dos membros do Conselho de Disciplina que diz o seguinte: “Relativamente ao teor da deliberação tomada pelo Conselho Pedagógico da escola na sua reunião do dia 28 de Março de 2003. segundo a respectiva acta. segundo a qual. o Delegado transmitiu aos presentes uma informação oriunda do Conselho Pedagógico. um dos membros do Conselho de Disciplina solicitou ao Delegado que o informasse sobre os normativos legais nos quais constam as competências do Conselho de Disciplina. de acordo com a respectiva acta. Posteriormente. A legislação em vigor sobre o assunto. as competências dos Conselhos de Disciplina constam dos diversos diplomas legais em vigor e estão dispersas. Na sequência desta informação. os membros do Conselho de Disciplina foram convidados a apresentar uma proposta sobre as competências para o mesmo órgão. Na sequência deste assunto. na qual é sugerido directamente ao Departamento de Ciências Exactas que apresente uma proposta sobre as competências do Conselho de Disciplina.

elaborar e submeter à aprovação do Conselho da Comunidade Educativa o Regulamento Interno da Escola. na reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. o mesmo órgão de gestão passou a designar-se Conselho Executivo.” Refira-se que. não fazendo o mesmo em relação aos outros Departamentos. realizada no dia 13 de Junho de 2003.Legislativa Regional. Contudo. conforme consta da respectiva 149 . Apesar de tudo o que acabei de referir. de 31 de Janeiro. Considero estranho que o Conselho Pedagógico não tenha solicitado à Direcção Executiva a apresentação de uma proposta sobre a eventual alteração a introduzir no Regulamento Interno. Ainda em relação ao assunto das competências do Conselho de Disciplina na Escola do Pedregal. de 21 de Junho. é bem clara quando afirma que compete à Direcção Executiva. que entrou em vigor no ano escolar de 2006/2007. é necessário que fique bem claro que é à Direcção Executiva que compete elaborar a referida proposta. Contudo. mas sim à Direcção Executiva. ouvido o Conselho Pedagógico. um dos órgãos de direcção. o facto do Conselho Pedagógico ter sugerido apenas ao Departamento de Ciências Exactas a apresentação de uma proposta sobre o assunto. administração e gestão da escola era a Direcção Executiva. não é aos departamentos que compete apresentar propostas sobre o Regulamento Interno. na Escola do Pedregal. Aliás. Portanto. é bem elucidativo da forma de funcionamento do referido Conselho Pedagógico. visto ser competência deste órgão a elaboração de propostas referentes ao citado Regulamento. devo esclarecer que estou disponível para apresentar sugestões para a elaboração da proposta em questão. até ao final do ano escolar de 2005/2006. facto esse que parece ser do desconhecimento dos elementos do Conselho Pedagógico. em consequência da aprovação das alterações introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. de acordo com o nº 2 do artigo 5º do Decreto Legislativo Regional nº 4/200/M.

Na sequência disso. Avaliar o grau de consecução das planificações e decidir de eventuais reajustamentos a efectuar. organização curricular e processos e critérios de avaliação de 150 . De acordo com a proposta aprovada. solicitei que a mesma me fotocopiasse o despacho 8/SERE/89. conforme consta da acta respectiva. Planificar as actividades lectivas e não lectivas. no âmbito da respectiva disciplina. Propor actividades para o plano de actividades da escola. Colaborar na inventariação de necessidades em equipamento e material didáctico e promover a interdisciplinaridade. Colaborar com o departamento curricular na emissão de propostas e/ou pareceres sobre assuntos que sejam objecto de deliberação no referido departamento e noutras estruturas da escola. tendo a mesma se disponibilizado para a colocar em sede própria. Eleger o delegado de disciplina. 5. as competências do Conselho de disciplina deveriam ser as seguintes: 1.acta. o Delegado de Disciplina afirmou o seguinte: “Coloquei a questão das competências do Conselho de Disciplina à Coordenadora [do Departamento]. 7. Apoiar o trabalho dos professores da disciplina. que colocou a questão em Conselho Pedagógico. 8. Elaborar os estudos e/ou pareceres no que se refere a programas. métodos. 4.” Em reunião realizada no dia 26 de Junho de 2003. e devido à falta de informação sobre a questão. técnicas e materiais de ensino. Posteriormente. para servir de base de trabalho na inventariação de eventuais competências do Conselho de disciplina. 2. o mesmo Conselho de Disciplina aprovou uma proposta. contendo uma sugestão de competências para o próprio Conselho de Disciplina. 6. 3. promovendo a troca de experiências sobre metodologia. Foi com este propósito que distribuí aos colegas tal documento e sugeri que o assunto fosse tratado na sessão seguinte. voltei a insistir com a referida Coordenadora.

9. um dos membros do Conselho de Disciplina questionou sobre qual a legislação onde estão referenciadas essas competências. transmitida pelo Delegado. proveniente da Coordenadora [do Departamento]. segundo a qual as competências da disciplina já estão referenciadas na legislação em vigor. competências e regime de funcionamento do Conselho de disciplina. 10. a redacção de competências”.alunos. Exercer as demais competências previstas nos diversos normativos legais em vigor. conforme consta da respectiva acta. Analisar a qualidade científica e pedagógica dos manuais escolares e propô-los para adopção na escola. sugeridas pelo Conselho de Disciplina no ano escolar anterior. Ainda no ano lectivo de 2003/2004. Avaliar os resultados atingidos. 11. 12. apresentando sugestões sobre acções de formação no âmbito pedagógico-didáctico da disciplina. Colaborar com o responsável pela elaboração do Plano de Formação de Professores da Escola. ficando sem resposta. Acrescentou o delegado que “desta forma o grupo inventariou sugestões de competências que o delegado entregou à Coordenadora [do 151 . conforme consta da respectiva acta. durante uma reunião do Conselho de Disciplina. Na primeira reunião do já citado Conselho de Disciplina realizada no ano escolar de 2003/2004. realizada no dia 16 de Junho de 2004. Na sequência desta informação. consta uma informação. mais concretamente no dia 29 de Setembro de 2003. tendo o delegado afirmado que o Conselho Pedagógico havia remetido para o grupo [disciplinar]. o Delegado entregou aos professores presentes. um dos membros do referido órgão “questionou o delegado da existência ou não de uma regulamentação sobre a composição. Na acta da reunião do Conselho de Disciplina. relacionando-os com os objectivos propostos e as práticas pedagógicas. realizada no dia 29 de Outubro de 2003. a lista das referidas competências.

dada ausência da professora que então desempenhava o cargo de delegada de disciplina. Em relação às competências do Conselho de disciplina não esclareceu qual foi o órgão que as aprovou e em que data. no dia 21 de Junho de 2004. o mesmo professor que solicitara o esclarecimento declarou o seguinte: “Em relação à composição e regime de funcionamento do Conselho de disciplina. tendo o Delegado assumido um compromisso de dar informações sobre o assunto. o mesmo professor que tinha colocado a questão inicial. Da acta dessa reunião consta que um dos membros do Conselho de Disciplina “questionou a Coordenadora do Departamento sobre quais as competências do Conselho de Disciplina.Departamento] para efeitos de aprovação em sede própria”. a partir de quando estão em vigor”. Sobre este assunto. Na reunião seguinte do Conselho de Disciplina. reunião essa presidida pela Coordenadora do Departamento. o Delegado prestou o seguinte esclarecimento sobre as competências do Conselho de Disciplina: “De acordo com a coordenadora do departamento e com o presidente da direcção executiva. o professor que pretendia ser esclarecido. “perguntou se a proposta [de competências] que foi apresentada em Departamento se encontra ou não em vigor”. Face a esta resposta do Delegado. a sugestão de competências do Conselho de disciplina inventariada pelo mesmo e apresentada oportunamente à coordenadora. ou seja. Na sequência destas afirmações feitas pelo Delegado de Disciplina. ou seja. realizada no dia 3 de Março de 2005. já consta dos normativos legais. Na mesma reunião. o professor que pretendia ser esclarecido sobre as competências do Conselho de Disciplina declarou “achar curioso o delegado não saber quais as competências do Conselho de Disciplina” e não saber se as mesmas se encontram ou não em vigor. ao que o Delegado respondeu: “É suposto que sim”. No ano lectivo de 2004/2005. o assunto das competências do Conselho de Disciplina foi novamente referenciado numa reunião do mesmo órgão. Como tal está em vigor”. perguntou ao delegado ”qual o órgão que aprovara [a proposta] e qual a data da aprovação”. de acordo com a respectiva acta. A Coordenadora do 152 . na reunião seguinte. o delegado nada esclareceu.

De acordo com a alínea d) do mesmo número. diz que as provas “são elaboradas a nível de escola. mas a coordenadora não satisfez essa pretensão do professor”. para que a Coordenadora do Departamento especificasse quais os normativos legais em que estão expressas as competências do Conselho de Disciplina. sob orientação e responsabilidade do conselho pedagógico. que será o coordenador e um professor que tenha leccionado a disciplina”. a matriz da prova. do Secretário de Estado da Educação. no seu nº 12. conforme se refere na respectiva acta. em reunião conjunta dos Conselhos das disciplinas de Matemática e de Ciências da Natureza. os professores presentes tomaram conhecimento do teor do Despacho normativo nº 14/2007. “para a elaboração da prova é constituída. “ao grupo disciplinar/departamento curricular compete propor ao conselho pedagógico. Segundo a alínea b) do mesmo número. na sua falta. de 22 de Fevereiro. a estrutura da prova. 153 . sob proposta do grupo disciplinar/departamento curricular”. O mesmo professor que tinha questionado a Coordenadora “afirmou desconhecer os referidos documentos legais e insistiu. para cada uma das disciplinas. da qual constam as aprendizagens e competências de ciclo a avaliar. Conforme estipulam as alíneas e) e f) do mesmo número. nos anos terminais dos 2º e 3º ciclos do ensino básico. Ainda no que diz respeito às competências do órgão Conselho de Disciplina. da qual devem fazer parte um professor profissionalizado dessa disciplina ou. respectivas cotações e critérios de classificação”. o qual. “compete ao coordenador de cada disciplina ou ao coordenador do departamento curricular assegurar o cumprimento das orientações e decisões do conselho pedagógico” e “ao presidente/director compete assegurar a constituição das equipas de elaboração das provas de exame”. realizada no dia 22 de Março de 2007.2. com observância de algumas normas. a propósito dos exames de equivalência à frequência. ao qual compete a definição dos respectivos critérios de elaboração e classificação das provas.Departamento respondeu dizendo que as competências do Conselho de Disciplina estão dispersas por diversos documentos legais”. ambas do 2º ciclo da escola do Pedregal. de uma área afim. uma equipa de dois professores.

que aprovou o regime de autonomia. eleito pelos docentes da mesma disciplina. a matriz da prova de exame de equivalência à frequência. de 31 de Janeiro. Segundo o nº 4 do mesmo artigo. de 21 de Junho. que é a de propor. conforme se pode ler no impresso próprio.2 O Delegado de Disciplina 4. Desde 2001 até à actualidade. o Delegado de Disciplina é o professor profissionalizado. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino público da Região Autónoma da Madeira. ou melhor. com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. isto partindo do pressuposto que o departamento curricular não chama a si o exercício desta competência. colocado à disposição dos Delegados de Disciplina para estes efectuarem as convocatórias das reuniões do órgão em questão. na Escola do Pedregal haverá delegados e representantes de disciplina 154 . do Conselho de Disciplina.Do anteriormente exposto pode ser inferida uma competência do grupo disciplinar. ao Conselho Pedagógico.1 Normas em vigor Conforme estipula o nº 2 e o nº 5 do artigo 41º do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M.2. o mandato do Delegado de Disciplina tem a duração de quatro anos.2. Tendo em consideração o estipulado no nº 3 do artigo 38º do Regulamento Interno.2. foram introduzidas algumas alterações no Regulamento Interno da Escola. mas nunca foram estipuladas quaisquer normas que regulamentassem a existência dos Conselhos de Disciplina. sempre que o número de docentes seja igual ou superior a três. apesar dos mesmos continuarem a reunir e a ser convocados “nos termos da legislação em vigor”. 4.

2 A redução na componente lectiva do horário do Delegado de Disciplina De acordo com o nº 7 do artigo 38º do Regulamento Interno da Escola do Pedregal. 4. Daqui resulta a existência de um Delegado de Disciplina de Matemática para o 2º Ciclo do ensino básico e de outro Delegado de Matemática para o 3º ciclo e secundário. o cargo de Delegado de Disciplina de Matemática. .distintos para o 2º Ciclo do ensino básico e para o conjunto do 3º Ciclo do ensino básico e secundário. durante o ano escolar de 2006/2007.2. de acordo com o número total de níveis da respectiva disciplina. 45 minutos.10 ou mais níveis – 4 horas. na componente lectiva do seu horário semanal.4 a 6 níveis – 2 horas.1 a 3 níveis – 1 hora. . a redução na componente lectiva do horário semanal do Delegado de Disciplina de Matemática de 2º ciclo é de apenas 1 hora. ou melhor. O órgão de administração e gestão da escola deverá calendarizar e afixar todo o processo de eleição dos delegados de disciplina. foi desempenhado pelo professor António. Na Escola Básica e Secundária do Pedregal. era insuficiente para 155 .2. introduzida pela reorganização curricular de 2001. conforme determina o nº2 do artigo 38º do Regulamento Interno da Escola Segundo o nº 7 do artigo 39º. à luz da nova organização dos tempos lectivos dos professores. do 2º Ciclo. o professor António manifestou a sua opinião que a redução de uma hora. Por várias vezes. o delegado de disciplina tem direito. .7 a 9 níveis – 3 horas. às seguintes reduções de serviço na componente lectiva do seu horário: .

Face a esta posição do Conselho Pedagógico. e de acordo com os respectivos Regulamentos Internos.Na Escola Básica dos 2º e 3º ciclos do Caniço. Prof. podemos dizer o seguinte: . os delegados em que a respectiva disciplina é leccionada em apenas um ciclo. os professores da disciplina foram informados que “o Conselho Pedagógico entende que temos que cumprir o Regulamento Interno da Escola”(A16). . a título comparativo com outras escolas da Região Autónoma da Madeira. Na reunião do dia 5 de Julho de 2007. Na reunião do Conselho de Disciplina do dia 7 de Dezembro de 2006. o professor António informou os professores da disciplina que iria propor uma alteração ao Regulamento Interno da Escola. é manifestamente insuficiente para o desempenho da sua função. . 2º e 3º ciclos. 4 horas de redução para o desempenho deste cargo. o delegado de Disciplina tem 2 tempos de redução de serviço lectivo. . o professor António voltou a manifestar a sua opinião na reunião de 22 de Março de 2007.Na Escola Básica e Secundária da Calheta. S. a que fosse aumentado o número de horas de redução correspondente ao desempenho do cargo em questão.Na Escola Básica do 1º. têm direito a uma redução de 2 tempos no serviço lectivo. (A24) No que diz respeito à redução na componente lectiva do horário semanal correspondente ao cargo de Delegado de Disciplina. afirmando que “a redução de uma hora lectiva no seu horário. ao considerar que a redução de 45 minutos. Barreto. na componente lectiva do horário semanal do professor. 156 . no mínimo. referente ao cargo de delegado de disciplina. Horácio Bento de Gouveia. é insuficiente para resolver todos os problemas do Grupo” [disciplinar] (A20). o Conselho de Disciplina tomou uma posição sobre este assunto. de forma. o Delegado de Disciplina tem uma redução de 4 horas na componente lectiva. o Delegado de Disciplina tem 3 horas de redução. Francisco M. e propondo.o desempenho do cargo de Delegado de Disciplina.Na Escola Básica do 2º e 3º ciclos Dr. Em 18 de Janeiro de 2007.

ou o triplo. o professor António cumpriu o primeiro ano do seu mandato de Delegado de Disciplina. devido ao facto da docente eleita na véspera “não pertencer ao Grupo 230 e não ser profissionalizada neste grupo e. o Conselho de Disciplina procedeu à eleição da professora Maria. que em qualquer uma destas escolas da RAM. a professora Maria é profissionalizada no Grupo 500 (Matemática do 3º Ciclo e Secundário). no dia 6 de Julho de 2007.Verifica-se assim.3 Eleição do Delegado de Disciplina No ano escolar de 2006/2007. que não lecciona a disciplina de Matemática. Refira-se que. no ano escolar de 2007/2008. foi necessário repetir a eleição. A professora 157 . Atendendo ao facto do referido professor não continuar a leccionar na Escola. houve necessidade de. não ser elegível para este cargo” (A25). eleger um outro professor para o cargo de Delegado de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo. no dia 5 de Julho de 2007. mas pertence ao grupo de recrutamento 230 (Matemática e Ciências da Natureza). por unanimidade. Contudo. para o cargo de Delegada de Disciplina. no final do ano escolar 2006/2007. para além dos cinco professores membros do Conselho de Disciplina. 4. Refira-se que. para o qual fora eleito em Julho de 2006. por isso.2. o número de horas de redução de serviço lectivo a que tem direito um Delegado é o dobro. para o cargo em questão. foi eleito. em reunião extraordinária e de acordo com as instruções recebidas do Presidente do Conselho Executivo. por unanimidade. no dia 6 de Julho. Na reunião do dia 6 de Julho de 2007. o professor Rui. Sendo assim. ou mesmo o quádruplo do número de horas de redução que tem direito o Delegado de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo na Escola do Pedregal. também compareceu na reunião a professora Isabela.2.

mais concretamente a partir de 1 de Fevereiro de 2007 passou a ter. por parte do presidente da reunião. no ano escolar de 2006/2007. 158 . No ano escolar de 2005/2006. As razões para esta alteração nunca foram convenientemente explicadas.3 O Regimento do Conselho de Disciplina 4. uma periodicidade mensal.3.2. 4. sabendo-se apenas que estiveram relacionadas com alterações efectuadas nos horários dos professores. a periodicidade das reuniões começou por ser semanal e a partir de meados do ano lectivo. novamente. uma periodicidade mensal. a periodicidade da realização das reuniões do Conselho de Disciplina tem ficado ao critério do Delegado de Disciplina. tendo acontecido o mesmo nos anos lectivos anteriores. Contudo.Isabela compareceu na reunião por indicação do Presidente do Conselho Executivo e participou na votação. período sobre o qual incide o nosso estudo.2. não se percebendo se participou apenas na qualidade de professora eleitora ou se também participou na qualidade de professora elegível. A situação peculiar ocorrida na eleição do Delegado de Disciplina sugere o desconhecimento.1 Periodicidade das reuniões Dada a inexistência de regimento interno para o órgão. que antecedeu o ano sobre o qual incidiu este estudo. sobre quem são efectivamente os docentes eleitores e quem são os elegíveis. geralmente. as reuniões tinham.

conforme consta na acta da reunião do Conselho de Disciplina de 28 de Setembro de 2006 (A3). a partir do dia 1 de Fevereiro e até ao final do ano escolar. Na ocasião. num só ano 159 . às quintasfeiras. No dia 1 de Fevereiro de 2007. o que lhe foi dito pelo Conselho Executivo era que ia deixar de haver reuniões do Conselho de Disciplina à quinta-feira e que inclusivamente tinha pedido a legislação nesse sentido a um dos membros do Conselho Executivo. um bloco semanal de 90 m. conforme consta da acta referente à reunião realizada nesse dia (A18). aulas de recuperação ou aulas de substituição. tendo este respondido que não tinha nenhuma directiva a esse respeito e que lhe tinham distribuído. semanalmente. na sala 34 da escola e que estas reuniões não necessitariam de ordem de trabalhos. Contudo. no início do ano lectivo. destinado à realização de reuniões dos Conselhos das várias disciplinas. os horários semanais de todos os professores sofreram alterações. A verdade é que. às 15h30m.Na verdade. o delegado de disciplina informou o órgão que as reuniões se realizariam. o Delegado garantiu que tinha saído alguma norma sobre o assunto (E1). Enquanto nos anos escolares anteriores o número de reuniões do Conselho de Disciplina era quase sempre inferior a 15. tendo sido retirado dos horários dos professores da escola. sendo o mesmo substituído por outras actividades. Na entrevista feita ao Delegado de Disciplina. as reuniões do Conselho de Disciplina deixaram de ser semanais e passaram a realizar-se de acordo com o critério do respectivo delegado. o mesmo adianta que na ocasião. como salas de estudo. se tinham realizado tantas reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática. um horário com aulas à quinta-feira [à tarde]. no ano escolar de 2006/2007 registaram-se 25 reuniões do mesmo órgão. mas a mesma nunca lhe chegou a ser entregue. o professor Rui perguntou ao Delegado de Disciplina se iriam continuar ou não a realizar-se reuniões ordinárias [semanais] à quintafeira. Nunca. anteriormente. a partir de então.

escolar. Mas, em algumas das 25 reuniões referenciadas em 2006/2007, registaram-se situações curiosas, nomeadamente: - A 5ª reunião, que se deveria ter realizado no dia 19 de Outubro de 2006, na verdade, não se realizou, devido ao falecimento de uma professora da Escola. Contudo, foi feita uma acta correspondente a essa reunião, assinada pelo Delegado de Disciplina, na qual se afirma que a reunião não se realizou “devido ao falecimento da colega” Zelinda (A5); - A 8ª reunião, realizada no dia 9 de Novembro de 2006, registou apenas a presença do Delegado de Disciplina. Contudo, face à informação transmitida pelo mesmo Delegado, na reunião do dia 16 de Novembro de 2006, segundo a qual “devem ser feitas actas de todas as reuniões semanais do Conselho de Disciplina, inclusivamente, no caso de apenas um dos professores comparecer na reunião” (A9), foi também feita uma acta correspondente a essa pretensa reunião; - Nas reuniões dos dias 2 e 3 de Novembro, bem como, no dia 25 de Janeiro, o Delegado não compareceu e, para além de ter ocorrido a falta de quórum numa delas, o desconhecimento da ordem de trabalhos por parte dos presentes, fez com que as referidas reuniões tenham terminado, breves momentos após o seu início.

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QUADRO 23 Distribuição das reuniões do Conselho de Disciplina ao longo do ano escolar 2006/2007 (Por período lectivo)

Momento Antes do início do ano lectivo 1º Período

Data 14/09/2006 22/09/2006 28/09/2006 12/10/2006 19/10/2006 a) 26/10/2006 02/11/2006 b) 09/11/2006 c) 16/11/2006 23/11/2006 30/11/2006 b) 07/12/2006 14/12/2006 04/01/2007 11/01/2007 18/01/2007 25/01/2007 b) 01/02/2007 01/03/2007 22/03/2007 16/04/2007 03/05/2007 19/06/2007 05/07/2007 06/07/2007

Nº de reuniões 2

11

2º Período

7

3º Período

3 2

Depois do final do ano lectivo

a) A reunião não se realizou, mas foi elaborada uma acta. b) A reunião terminou logo após o seu início, dada a ausência do Delegado e o desconhecimento da ordem de trabalhos. c) Apenas compareceu o Delegado de Disciplina.

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Contando com estas cinco pretensas reuniões, no ano escolar de 2006/2007, no total, podemos contabilizar 25 reuniões distribuídas da seguinte forma: - 2 reuniões antes do início do ano lectivo; - 11 reuniões durante o 1º período; - 7 reuniões durante o 2º período; - 3 reuniões durante o 3º período; - 2 reuniões depois do final do ano lectivo.

Relativamente ao Regimento do Conselho de Disciplina, recorde-se que, como se infere das entrevistas feitas quer ao Delegado de Disciplina, quer a outros docentes, não existe nenhum regimento para este órgão. Face à questão que lhes foi colocada, no sentido de saber se conheciam o Regimento Interno do Conselho de Disciplina todos os entrevistados responderam negativamente.

4.2.3.2 Convocatória e ordem de trabalhos das reuniões

As duas primeiras reuniões do Conselho de Disciplina realizadas antes do início do ano lectivo foram convocadas nos termos legais, com a divulgação prévia da ordem de trabalhos. Contudo, na 2ª reunião, realizada no dia 22 de Setembro de 2006, o Delegado de Disciplina transmitiu a informação que a partir de então as reuniões do Conselho de Disciplina realizar-se-iam semanalmente, sempre às quintas-feiras, na mesma sala e não necessitavam de ordem de trabalhos (A3). Tal situação ocorreu até ao final do mês de Janeiro de 2007, porque só a partir de então, as reuniões recomeçaram novamente a ser convocadas nos termos legais, com a divulgação prévia da convocatória.

No período de tempo em que as reuniões eram semanais, também ocorria uma outra situação digna de registo. Uma dos membros do Conselho de Turma, concretamente a professora Rosa, que leccionava também a disciplina de Ciências da Natureza, só participava nas reuniões do Conselho de Disciplina de

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Matemática, quando houvesse algum assunto do seu interesse, sendo neste caso convocada para a reunião (A3), o que nunca veio a acontecer. Tal situação ocorria, porque as reuniões do Conselho de Disciplina de Ciências da Natureza realizavam-se, em simultâneo, com as reuniões de Matemática, e como o horário desta professora era fundamentalmente preenchido com aulas de Ciências da Natureza era dada prioridade a esta disciplina, já que no que diz respeito à Matemática, a professora Rosa apenas leccionava a uma turma de currículos alternativos de 9ºano (3º Ciclo) e aulas de recuperação a uma turma de 6º ano.

Analisando a ordem de trabalhos das 10 reuniões em que a mesma foi conhecida, constata-se que o ponto “outros assuntos” figurou 8 vezes na ordem de trabalhos das reuniões e o ponto “Informações” figurou também 8 vezes, algumas delas como “Informações do Conselho Pedagógico”, outras vezes como “Informações dadas pelo Delegado” ou mesmo “Informações do Departamento”. Logo no início do ano escolar, o assunto “Ficha de avaliação diagnostica”, figurou 2 vezes na ordem de trabalhos e no final do ano, o assunto “Eleição do delegado de Disciplina” também figurou 2 vezes na ordem de trabalhos.

Outros assuntos que também figuraram, pelo menos uma vez, na ordem de trabalhos das reuniões foram os seguintes: - Preparação do ano lectivo; - Desdobramento das turmas; - Balanço do 2º período; - Balanço do ano lectivo; - Matriz do exame de equivalência à frequência; - Actividade Pmate.

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QUADRO 24 Ordem de trabalhos das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007
Reunião 1 Data 14/09/2006 Ordem de trabalhos inicial 1. Preparação do Ano Lectivo 2006/2007 2. Realização de uma Ficha de Avaliação Diagnóstica. 3. Outros assuntos 1. Leitura e aprovação da acta da reunião anterior. 2. Informações dadas pelo Delegado de grupo. 3. Ficha de Avaliação Diagnostica. 4. Desdobramento das turmas. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. A reunião não foi realizada. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. 1. Elaboração do plano da actividade Pmate. 2. Informação sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X). 3. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2. Informações do Departamento. 3. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2.Outros assuntos 1. Aprovação matriz exame equivalência à frequência. 2. Balanço do 2º Período. 3. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2. Outros assuntos. 1. Informações Pedagógico. 2. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2. Balanço do ano lectivo. 3. Eleição do Delegado de Disciplina. 4. Outros assuntos. Eleição do Delegado de Disciplina.

2

22 /09/2006

3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

28/09/2006 12/10/2006 19/10/2006 26/10/2006 02 /11/2006 09 /11/2006 16 /11/2006 23/11/2006 30/11/2006 07/12/2006 14/12/2006 04/01/2007 11/01/2007 18/01/2007 25/01/2007 01/02/2007

19

01/03/2007

20 21

22/03/2007 16/04/2007

22 23 24

03/05/2007 19/06/2007 05/07/2007

25

06/07/2007

164

4.2.3.3 As actas das reuniões

As actas são normalmente aprovadas na reunião seguinte do órgão. Contudo, por vezes, a acta é aprovada no final da própria reunião. Esta situação ocorreu em reuniões curtas, que se encerraram logo após o seu início, ou mesmo na última reunião do ano escolar.

Em certos casos, parece que a acta foi aprovada duas vezes, a primeira vez na própria reunião e a segunda vez numa reunião seguinte. Mas, tal nunca ocorreu. O que aconteceu foi o secretário da própria reunião, por lapso, ter escrito no final da acta que a mesma tinha sido aprovada, sem tal acontecer. Tal lapso deveu-se ao facto do secretário ter utilizado uma minuta, já feita em suporte informático, em que no final da mesma se diz que a acta foi aprovada na própria reunião.

Até ao final do mês de Janeiro, enquanto se realizaram reuniões semanais do Conselho de Disciplina, era obrigatório fazer uma acta para cada reunião do órgão, mesmo que esta não se realizasse, ou que apenas comparecesse um dos membros do órgão, conforme já foi anteriormente referido.

Dada a inexistência de regimento interno do órgão, por consenso, todos os membros do Conselho de Disciplina, incluindo o Delegado de Disciplina, secretariam a reunião de forma rotativa ao longo do ano escolar.

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QUADRO 25 Secretários das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 Nº da reunião 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Data 14/09/2006 22 /09/2006 28/09/2006 12/10/2006 19/10/2006 26/10/2006 02 /11/2006 09 /11/2006 16 /11/2006 23/11/2006 30/11/2006 07/12/2006 14/12/2006 04/01/2007 11/01/2007 18/01/2007 25/01/2007 01/02/2007 01/03/2007 22/03/2007 16/04/2007 03/05/2007 19/06/2007 05/07/2007 06/07/2007 Secretário Sofia Maria Rui António António Sofia Maria António Rui Sofia Maria Rui António Sofia Maria Rui Sofia Rosa António Carina Sofia Maria Rui António António 166 .

do Conselho Pedagógico e do Departamento Curricular.2. Por sua vez.1 A transmissão de Informação A transmissão de informação foi seguramente uma das formas de ocupação das reuniões mais utilizada ao longo do ano lectivo. o secretário da reunião do Departamento é obrigado a transcrever. oriunda do Conselho Executivo. e finalmente para a acta do Conselho de Disciplina. os mesmos assuntos são transcritos para 3 actas diferentes: Para a acta da reunião Conselho de Pedagógico. é frequente em quase todas as reuniões. sendo a mesma. Para além desses. antes da aprovação da acta da reunião respectiva. é lida e distribuída no Departamento Curricular pelo Coordenador respectivo.4. não foram só aqueles que figuram na ordem de trabalhos das 10 reuniões em que as mesmas foram divulgadas.4. para a acta da reunião do Departamento Curricular. conforme se pode constatar pela leitura das actas das referidas reuniões. Normalmente a maior quantidade de informação tem origem no Conselho Pedagógico. para a respectiva acta. Entretanto. 167 . os assuntos que constam na dita súmula do Conselho Pedagógico.4 Assuntos tratados nas reuniões Os assuntos tratados nas reuniões. o secretário da reunião do Conselho de Disciplina também é obrigado a transcrever para acta respectiva. especialmente aqueles assuntos que se relacionam directa ou indirectamente com o desempenho de funções por parte dos professores da disciplina. os assuntos que constam na referida súmula. transmitida através de uma súmula ou resumo dos assuntos tratados no referido Conselho. é portador da mesma súmula e procede à sua leitura e distribuição na reunião do Conselho de Disciplina. Desta forma. que participa nas reuniões do Departamento. informações essas de tipos diversos. 4. A dita súmula elaborada por um membro do Conselho Pedagógico. A transmissão de informação descendente. realizadas ao longo do ano escolar de 2006/2007. muitos outros assuntos foram tratados nas reuniões do Conselho de Disciplina.2. Depois. o Delegado de Disciplina.

ambos os despachos foram lidos na integra. na altura. as folhas das ditas súmulas das reuniões do Conselho Pedagógico. o Secretário da reunião do Conselho de Disciplina anexa à acta respectiva. o que perfaz um total de 2520 linhas. a que acrescem 8 páginas do mesmo Diário da República. O mesmo já tinha acontecido na reunião do Departamento. durante a reunião do Conselho de Disciplina. desempenhava o cargo de Coordenadora do Departamento. o Despacho normativo nº 14/2007. com quadros referentes ao mesmo despacho. habitualmente. mas também os chamados livros de apoio escolar. por vezes. porque a mesma não permitia que os Delegados do seu Departamento distribuíssem as referidas súmulas. mais morosa é a informação sobre os normativos legais mais importantes. contendo cada uma 84 linhas. o que só acontecia no Departamento de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias. escritas a duas colunas. de 05/02. 168 . que vão entrando em vigor. Registe-se que. a realizar no final dos 1º e 2º ciclos do ensino básico. os livros de exercícios (A12). Durante as reuniões o Delegado também dá conhecimento da correspondência recebida.Para facilitar o andamento dos trabalhos. como por exemplo. apesar de terem sido distribuídas cópias dos referidos despachos a todos os professores presentes na reunião (A20). tudo para ser lido em voz alta. durante a reunião. em que foi dado a conhecer o teor de dois normativos legais. de 22/02. Por ordens superiores. que aprova os regulamentos dos exames dos Ensinos Básico e Secundário e o Despacho nº 2351/2007. do SEE. só o Despacho normativo nº 14/2007. Contudo em anos anteriores esta prática não era autorizada pela professora que. do SEE. do SEE corresponde a 15 páginas do Diário da República. nomeadamente aquela que tem origem nas editoras que procuram divulgar. Uma das informações cuja transmissão é. refira-se o que ocorreu na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 22 de Março de 2007. não só os manuais escolares. de 22/02. A título de exemplo. de forma fastidiosa. que determina um conjunto de normas sobre as provas de aferição.

2 O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática No final do ano escolar de 2005/2006. o mais rapidamente possível o desempenho dos alunos nesta disciplina. tendo em conta os respectivos calendários escolares). Número insuficiente de aulas de Matemática possíveis (carga horária semanal insuficiente e défice de aulas na R. Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo. depois de ter sido aprovado superiormente. Falta de pré-requisitos.º ano como nos exames de 12. referentes aos Exames Nacionais do 9º ano e do 12º ano realizados nos anos lectivos anteriores. Indisciplina. partiu de um diagnóstico feito. apesar de apenas abranger as turmas do 2º Ciclo.2.4. 169 . A. não só com base nos resultados da avaliação interna dos alunos do 2º Ciclo na disciplina de Matemática no ano lectivo de 2005/2006.º Ciclo.Todos dos professores da disciplina concordam que a transmissão de informações é um dos assuntos que mais ocupa o Conselho de Disciplina nas suas reuniões. tornando-se necessário melhorar. 4.º ciclo. dos alunos do 2º Ciclo. na disciplina de Matemática (Anexo 10). relativamente ao Continente. mas também com base nos resultados da avaliação externa dos alunos da Escola. 3. no 2. foi implementado na Escola. Partiu-se do pressuposto que. Face aos resultados não satisfatórios obtidos pelos alunos da Escola na disciplina de Matemática. O Plano em questão. o Conselho de Disciplina elaborou um Plano de Acção para promover o sucesso. 2. para no futuro obterem bons resultados na avaliação. O referido Plano. M. tanto nos exames de 9. no ano escolar de 2006/2007. no Plano de Acção foram identificados os problemas mais associados aos resultados negativos dos alunos.º ano. é fundamental os alunos efectuarem boas aprendizagens na disciplina de Matemática no 2. nomeadamente: 1. 4.

3. b) Aulas de Matemática leccionadas em salas específicas. com um ritmo lento de aprendizagem ou que manifestem falta de interesse pela disciplina. 6. 2. Estas fichas devem ser aplicadas no início de cada ano lectivo. seriam mais 90 minutos de carga lectiva para a disciplina.º 20/2003/M de 24 de Julho. atribuindo mais 45 minutos. Aumentar o gosto/motivação pela disciplina de Matemática. e) Desdobrar as Aulas de Recuperação. para identificar quais as dificuldades dos alunos. concretamente sala 21 e 22. Desinteresse. foram definidos os objectivos a atingir com a implementação do Plano de Acção. de forma. c) Realizar fichas de avaliação diagnóstica.5. embora o Conselho de Disciplina tivesse considerado que o ideal. 4. a saber: 1. d) Aulas de Recuperação de Matemática leccionadas. equipadas com mesas individuais. desde o inicio do ano lectivo. Para a prossecução destes objectivos foi proposta a implementação de diversas estratégias. 170 . Falta de trabalho e métodos de estudo. a fim de detectar quais as dificuldades específicas de cada aluno. agrupados segundo o critério do nível de dificuldades de aprendizagem. Um dos grupos deverá ser constituído pelos alunos que apresentam maiores dificuldades. a que sejam dadas aulas distintas para 2 grupos diferentes de alunos em cada turma. dispostas de forma separada para evitar conversas entre os alunos. Reduzir o número de níveis inferiores a três. Melhorar o desempenho dos alunos. nomeadamente: a) Aumentar a carga lectiva semanal da disciplina de Matemática. Evitar o abandono escolar. de acordo com a prerrogativa do Decreto Legislativo Regional n. pelos professores titulares da turma (90 minutos semanais). Feito o diagnóstico e identificados os problemas.

ligação à internet. h) Sala de Estudo de Matemática.O outro grupo deverá ser constituído pelos alunos que apresentam dificuldades pontuais de aprendizagem ao nível de alguns pré-requisitos. no máximo por 10 elementos. k) Aplicar medidas disciplinares aos alunos do 2. Sub12. g) Aulas de Matemática leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. nomeadamente na resolução de problemas. m) Melhorar o processo de requisição e utilização de computadores com. j) Realizar fichas de trabalho de Matemática já elaboradas pelo grupo e colocadas em dossier próprio na sala dos professores. l) Possibilitar o acesso livre pelos alunos. não só as fichas de trabalho como também a respectiva correcção para o caso do docente não ser de Matemática. Cada grupo deverá ser constituído. leccionadas. 171 . f) Aulas de Apoio Pedagógico Acrescido para os alunos com Necessidades Educativas Especiais. sempre que possível com a presença de um professor de Matemática da escola.. n) Criar turmas com Percursos Curriculares Alternativos. para serem utilizados nas aulas de Matemática. de acordo com o estipulado no Despacho n. de forma a motivar o interesse e acompanhar os alunos em jogos lúdico-matemáticos como sejam o MaisMat. o) Responsabilizar os pais pelo desempenho escolar dos respectivos educandos. aos computadores da escola com ligação à internet. Neste dossier estarão disponíveis. sempre que tal se justifique. i) Aulas de Estudo Acompanhado leccionadas por professores de Matemática/Ciências da Natureza e Língua Portuguesa. atribuindo para este fim a componente não lectiva de 90 minutos do horário de cada professor de Matemática.º Ciclo. preferencialmente por um dos professores titulares da turma. etc.º 13/2006 da Secretaria Regional de Educação. MiniMat. nas Aulas de Substituição e Estudo Acompanhado. pelo menos das 14h30m às 18h.

na reunião do mesmo órgão realizada no dia 16 de Novembro de 2006 o Delegado de Disciplina informou que o Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática (2º ciclo) elaborado pelo Conselho de Disciplina. tendo em conta o tipo de dificuldades dos mesmos alunos.3 O desdobramento das turmas Depois de. alguma pressão exercida 172 . que têm aulas de Matemática separadamente.4.p) Utilizar com mais frequência materiais didácticos manipuláveis como por exemplo. etc. geoplano. nesse mesmo ano.. em Julho de 2006. nomeadamente. foi aprovado na íntegra. excepto a estratégia das aulas de Matemática serem leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. na reunião do Conselho de Disciplina do dia 26 de Outubro de 2006. em desdobrar cada turma em dois grupos. em mais um segmento de 45 minutos e a formação de grupos de alunos para as actividades de recuperação. incluindo a definição da composição de cada um dos grupos. O desdobramento de cada turma em dois grupos. contidas no Plano. que foi substituída pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de alunos. jogos lúdico-matemáticos. ter sido colocada a questão. foi notória. Contudo. os professores de Matemática do 2º Ciclo foram informados sobre algumas das estratégias. o desdobramento da turma não figurava entre as estratégias propostas pelo Conselho de Disciplina no momento de elaboração do Plano de Acção. logo que foi conhecida a decisão superior. para efectuar tal desdobramento. pensamos que da Direcção Executiva. de saber se o referido Plano de Acção tinha sido aprovado nos termos propostos (A6). que seriam implementadas na Escola. em salas distintas e leccionadas por professores distintos (A9). foi um processo algo sinuoso. Logo no início do ano escolar de 2006/2007. Recorde-se que.2. dada a falta de critérios previamente definidos. 4. mas em simultâneo. o aumento da carga horária semanal da disciplina. tangram.

A primeira proposta preconizava a divisão de cada turma em dois grupos de nível diferente: um de nível superior e outro de nível inferior e apontava numa linha que era defendida pelo Presidente do Conselho Executivo (A1) e pelo próprio Delegado de Disciplina. surgiram duas propostas antagónicas. de forma aleatória. 173 . os dois professores de cada turma trabalharam em conjunto na mesma sala com todos os alunos da turma (A2). A segunda proposta venceu com apenas 1 voto de diferença. No início do ano lectivo. em relação ao critério que deveria ser adoptado no desdobramento de cada turma em dois grupos (A2). reunido no dia 27 de Setembro de 2006. A segunda proposta preconizava a divisão da turma em dois grupos homogéneos entre si. em dois grupos de alunos. ficar a cargo dos dois docentes da disciplina (A3 e A4). O próprio Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo. o Conselho Pedagógico da Escola. desde o dia 25 de Setembro até ao dia 13 de Outubro. tendo em consideração a tomada de posição do Conselho de Disciplina tomada na reunião do dia 22 de Setembro. revelou alguma divisão no momento da tomada de posição. ou seja. conforme consta de uma decisão tomada pelo Conselho de Disciplina na reunião realizada no dia 12 de Outubro. de forma a manter a heterogeneidade em cada grupo (A4). durante três semanas. Nesse sentido os professores de Matemática. Já posteriormente à tomada de posição do Conselho de Disciplina. de forma a manter a heterogeneidade dentro de cada grupo (A2 e A4). deliberou no sentido da divisão de cada turma. ficando um grupo constituído pelos alunos com números ímpares e o outro grupo pelos alunos com os números pares.sobre os membros do Conselho de Disciplina para que estes assumissem a responsabilidade pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de nível diferente: um grupo de nível superior e outro grupo de nível inferior (A1). No seio do Conselho de Disciplina. na reunião realizada no dia 22 de Setembro de 2006. A partir do dia 16 de Outubro. os professores passaram a trabalhar com as turmas desdobradas em grupos. decidiram desdobrar a turma em dois grupos.

4. mais concretamente até ao final do mês de Janeiro. ao contrário daquilo que era proposto no Plano de Acção (Anexo 9).Refira-se que. as aulas de recuperação. a partir de então. com o desdobramento das turmas. conforme previsto no Plano de Acção. no final do ano lectivo anterior. apenas funcionaram aulas de recuperação para alguns alunos do 6º ano que já tinham sido propostos. aplicaram-se testes diagnóstico na disciplina de Matemática.4 As aulas de recuperação Em relação às aulas de recuperação da disciplina de Matemática do 2º Ciclo. 174 . feitos na escola.4. Esta situação prolongou-se até meados do 2º período. No início do ano lectivo. o Delegado de Disciplina informou que em relação aos testes diagnóstico. sempre que um dos professores faltava. passando o outro professor a leccionar para toda a turma (A3). desde Setembro até Janeiro. tendo o processo de elaboração e aplicação dos referidos testes sido coordenado pelo Conselho de Disciplina. mas a verdade é que a implementação das referidas aulas constituiu também um processo complicado. o enunciado. Nesta fase. Contudo. os alunos do seu grupo juntavam-se ao outro grupo da mesma turma. não funcionavam por grupos de nível. o Conselho Pedagógico aconselhou que os alunos fossem agrupados por grau de dificuldade (A4). a todos os alunos do 2º Ciclo (A2). Além disso. os resultados dos testes diagnóstico nunca foram solicitados aos professores. os critérios de correcção e os resultados seriam enviados para a Secretaria Regional de Educação. No início do ano lectivo 2006/2007.2. Na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 12 de Outubro de 2006. para as referidas aulas. cada professor passou a leccionar para grupos com cerca de 10 alunos. para efeitos de envio para a Secretaria Regional. para os alunos de 6ºano. o que permitiu uma melhor rentabilidade do trabalho.

ainda no mês de Outubro. deve ter no mínimo uma carga horária semanal de 90 minutos (A19). na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 1 de Março de 2007. no que diz respeito a aulas de recuperação. apenas no final do mês de Janeiro é que as aulas de recuperação começaram para estes alunos. 175 . apenas 45 minutos de aulas de recuperação de Matemática. o órgão em questão considerou que cada aluno. no final do 1º período. as aulas de recuperação deveriam ter uma duração de 90 minutos e uma frequência semanal. Por outro lado. Registe-se que. a inserção dos alunos nas aulas de recuperação de Matemática se processou com algumas dificuldades. Contudo.Em função dos resultados obtidos nos testes diagnóstico. alunos com poucas dificuldades foram agrupados com outros alunos com muitas dificuldades (A19). ao contrário do previsto no Plano de Acção. assim como também para aqueles alunos. contrariando as propostas dos professores de Matemática e a estratégia prevista no Plano de Acção. foi outro dos assuntos tratados nas reuniões do Conselho de Disciplina. proposto para aulas de recuperação. Para além do atraso no início das aulas. no sentido de vários alunos do 5º e 6º anos frequentarem aulas de recuperação em grupos de nível: um grupo constituído por alunos com mais dificuldades e outro grupo constituído por alunos com menos dificuldades (A6). por decisão administrativa. ao contrário do preconizado no Plano de Acção. os professores de Matemática apresentaram propostas. Segundo o Plano de Acção. no ano lectivo de 2006/2007. Além disso. na generalidade dos casos. registaram-se trocas de alunos na organização dos grupos para as aulas de recuperação. de forma administrativa. foram atribuídos a alguns alunos. cujas propostas tinham sido apresentadas nas reuniões dos Conselhos de Turma efectuadas em Dezembro. visto que. A carga horária semanal que cada aluno deve ter. Contudo. refira-se que durante o ano lectivo de 2006/2007. as aulas de recuperação não foram leccionadas pelos professores titulares de cada turma.

porque a uma das outras disciplinas – Língua Portuguesa ou Inglês – foi atribuído um bloco de 90 minutos. Nessa mesma reunião o Conselho de Disciplina decidiu que a professora Maria e o professor Rui ficavam responsáveis pela elaboração da planificação anual do 5º ano de escolaridade.4. Depois disso. quando o Delegado de Disciplina questionou os professores presentes. 4. o professor Rui e a professora Maria entregaram ao Delegado de Disciplina a proposta de planificação referente ao 5º ano. isso aconteceu. é dada prioridade a disciplinas que apresentam melhores resultados que a disciplina de Matemática. pela disciplina de Inglês. o assunto das planificações apenas voltou a ser falado no Conselho de Disciplina no dia 7 de Dezembro. O ano lectivo iniciouse no dia 25 de Setembro de 2006 e na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 28 do mesmo mês.Por deliberação do Conselho Pedagógico. nos casos em que apenas foram atribuídos 45 minutos para a disciplina de Matemática.2. o máximo de aulas de recuperação por aluno. seriam 2 blocos de 90 minutos ou 4 tempos de 45 minutos (A16). por vezes.5 A planificação didáctica das actividades lectivas Nas várias reuniões do Conselho de Disciplina realizadas ao longo do ano escolar de 2006/2007. enquanto a professora Sofia e o professor António se encarregavam da elaboração da planificação anual para o 6º ano de escolaridade (A3). nunca constou da ordem de trabalhos o assunto da planificação didáctica das actividades lectivas da disciplina. datada do dia 10 de Janeiro de 2007. mas também. pelas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Antes do dia 6 de Outubro. semanalmente. para saber se a planificação estava a ser cumprida. fundamentalmente. Na 176 . ou seja. Sendo as aulas de recuperação repartidas. o Delegado de Disciplina forneceu a informação que as planificações anuais da disciplina deveriam ser entregues ao Coordenador do Departamento Curricular até ao dia 6 de Outubro. significa que.

mais concretamente na reunião do Conselho de Disciplina do dia 4 de Janeiro de 2007. no dia 18 de Janeiro. o Delegado de Disciplina esclareceu que.ocasião. passados quase 4 meses após o início do ano lectivo. Em relação à planificação anual do sexto ano. inicialmente. Já no 2º período. “facto que o Delegado também lamentou afirmando que o mesmo se deveu à falta de experiência e esquecimento de as levar a aprovação na reunião de disciplina”(A13). o assunto das planificações só voltou novamente a ser tratado na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 3 de Maio de 2007. do referido documento (A12). Finalmente. estavam a ser cumpridas com alguns atrasos na calendarização. “foi feita uma uniformização do número de aulas previstas para as planificações do 5º e 6º ano. “foi acordado entre os presentes que a aprovação das planificações do 2º e 3º períodos ficava para a próxima reunião. dizendo que as planificações de 5º ano. porque tal não constava. por unanimidade. o professor Rui alertou para o facto das planificações da disciplina ainda não terem sido aprovadas pelo Conselho de Disciplina. foi-lhe solicitado que acrescentasse a essa planificação o número de aulas previstas para cada unidade. para 177 . apenas para o 2º e 3º período. na disciplina de Matemática. por eles elaboradas. tanto para o 5º ano. visto o 1º período já ter passado” (A14). visto estar a faltar um elemento do grupo” (A15). as planificações anuais das actividades lectivas da disciplina (até ao final do ano lectivo). Essa alteração ficou para ser aprovada na reunião seguinte do Conselho de Disciplina”. Até ao final do ano lectivo. em que o professor Rui alertou para o facto da planificação de 6º ano. apenas se manifestaram os professores Maria e Rui. no dia 11 de Janeiro. na mesma reunião. como para o 6º ano (A16). na reunião que se seguiu. Na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 14 de Dezembro de 2007. depois de ter entregue a referida planificação ao Coordenador do Departamento. o Conselho de Disciplina aprovou. No entanto.

As referidas matrizes.6 Avaliação do grau de cumprimento da planificação das actividades da disciplina No final de cada período os membros do Conselho de Disciplina preencheram umas matrizes para efectuar o balanço das unidades programáticas já leccionadas até ao momento. o Conselho de Disciplina aprovou uma proposta. durante o ano lectivo.o ano lectivo então em curso. que contêm em linha 178 . idênticas a outras que tinham sido utilizadas na disciplina de Matemática do 2º Ciclo. não era necessário a aprovação das planificações por parte do Conselho de Disciplina. uma para cada ano de escolaridade. durante grande parte do ano. nunca foi aprovada qualquer planificação de médio prazo. cada professor adoptou a sua própria planificação. dada a inexperiência alegada pelo próprio. No mesmo dia. Por outro lado. acresce que. o professor Rui alertou para o facto de. apresentada pelo professor Rui. para que a planificação de 6º ano fosse reformulada. feita no ano lectivo anterior. já durante o 2º período. Para além do facto das planificações anuais apenas terem sido aprovadas no dia 18 de Janeiro ou. no sentido de ser elaborada uma planificação de ciclo para a disciplina (A22). que o mesmo entregou planificações da disciplina ao Coordenador do Departamento. depreende-se das afirmações feitas pelo Delegado na reunião do dia 7 de Dezembro. sem que tais planificações tenham sido previamente aprovadas pelo Conselho de Disciplina. já aprovada pelo Conselho de Disciplina.4. 4. no ano lectivo então em curso. não incluir os conteúdos referentes à unidade programática de volumes do 5º ano.2. Deste modo. Na lógica do Delegado. consistem em tabelas. seja. não se ter seguido a sugestão do Inspector. Em consequência desta alerta. em anos anteriores. que não foi leccionada no ano lectivo transacto nas turmas de 5º ano. de forma a incluir o assunto dos volumes do 5º ano (A22).

em 2006/2007. o plano de actividades da disciplina (A3). Este preenchimento é feito durante as reuniões do Conselho de Disciplina e deste modo. mais uma vez. o Delegado de Disciplina informou os presentes que até ao dia 17 de Outubro deveria ser entregue ao Coordenador do Departamento. essas matrizes eram actualizadas em todas as reuniões do Conselho de Disciplina. mas nos últimos anos o seu preenchimento tem sido feito de forma mais esporádica e. inclusivamente. consultando as referidas matrizes que se encontram arquivadas no dossier de disciplina. À medida que os professores vão leccionando as unidades. a nível nacional. preenchendo assim a referida tabela. vão rubricando e datando no espaço respectivo. cujas inscrições terminavam no dia 18 de Outubro. nas reuniões do Conselho de Disciplina. e até ao final do ano escolar.7 Planificação das actividades não lectivas Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 28 de Setembro de 2006. nunca mais se voltou a falar nas referidas Olimpíadas. se constata quais foram as unidades do programa já leccionadas em cada turma.2. a qualquer momento. 179 . no último ano escolar. 4.as várias unidades do programa e em coluna as várias turmas do respectivo ano de escolaridade. não tendo nenhum aluno do 2º Ciclo participado nas mesmas. Desde então.4. Em anos lectivos anteriores. a matriz apenas foi preenchida no final de cada período. a) As Olimpíadas Portuguesas da Matemática Nesse mesmo dia o Delegado de Disciplina informou que se iriam realizar. as Olimpíadas Portuguesas da Matemática.

por ter sido altura de realização de testes e avaliações. ainda não tinha elaborado. sobre a possibilidade de assegurar a deslocação dos alunos da escola ao Campeonato Nacional.b) O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos No Conselho de Disciplina. Os professores foram informados que a escola só pode inscrever um aluno por jogo e nível de ensino. o Delegado afirmou que. “foi abordada a possibilidade da Escola participar nos Jogos Matemáticos. tendo em vista a sua aprovação”(A10). quando o Delegado transmitiu a informação sobre a realização do 3º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. em Évora. não tendo nenhum aluno do 2º ciclo participado no mesmo. Sendo assim. e até ao final do ano escolar. pelo menos. no dia 9 de Março de 2007. um aluno do 2º ciclo participar na Final Nacional” (A12). Na reunião de 7 de Dezembro. na reunião do dia 16 de Novembro de 2006. concretamente a 14 de Dezembro de 2006. o Delegado esclareceu que ainda não tinha elaborado nenhum plano para a actividade dos Jogos Matemáticos. Na reunião seguinte do órgão. ficou assente que. Na última reunião realizada durante o 1º período. no caso da disciplina de Matemática do 2º ciclo participar na organização dos Jogos Matemáticos. nas reuniões do Conselho de Disciplina. apenas se voltou a falar em eventuais actividades não lectivas. o delegado deveria “elaborar um plano que contemple a possibilidade de. e que não há garantias. por indicação do Delegado de Disciplina. 180 . O Delegado ficou incumbido de elaborar um Plano para essa actividade. ficou ao critério dos professores da disciplina trabalharem com estes jogos. no dia 23 de Novembro. nunca mais se voltou a falar no referido Campeonato Nacional. Desde então. Na ocasião. o Plano de Actividade para o Campeonato dos Jogos Matemáticos (A13). no sentido dos alunos treinarem os mesmos (A9).

c) O Maismat A única actividade não lectiva desenvolvida pelos professores da disciplina de Matemática do 2º ciclo. realizada anualmente. existiria uma competição para o quinto ano de escolaridade e outra para o sexto ano de escolaridade no Maismat. destinada exclusivamente a alunos do 2º ciclo. promovido pelo Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro e ao qual se associou. O Maismat. Na competição Maismat. No dia 11 de Janeiro de 2007. os mesmos são convidados a responder a um conjunto de 20 questões ou níveis sobre conteúdos que fazem parte do programa de Matemática do 5º e 6º ano de escolaridade. Na reunião seguinte. utilizando uma plataforma de ensino assistido por computador que está disponível na internet. o Conselho de Disciplina decidiu integrar no Plano de Actividades a Competição Maismat (A4). foi o Maismat que é uma competição integrada no Projecto Matemática Ensino (PmatE). por sua vez. apesar de poderem treinar individualmente. através de uma parceria. a Direcção Regional de Educação da Madeira (DRE). o Delegado recordou que seriam realizadas competições diferentes para os diferentes anos de escolaridade e que. para competir são agrupados em equipas constituídas por dois elementos. está dividido em duas competições: uma para 5º ano e outra para o 6º ano de escolaridade e os alunos. o Delegado deu a conhecer a calendarização do PmatE e informou que haveriam competições para os diferentes anos de escolaridade (A15). na 15ª reunião. portanto. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 12 de Outubro de 2006. 181 . a 18 de Janeiro de 2007. durante o ano escolar de 2006/2007.

o Delegado informou que a Final Regional do Maismat se realizaria no dia 18 de Abril. para depois elaborar uma planificação da mesma (A16). No dia 22 de Março. Na mesma reunião.Na mesma reunião. até à data. na Escola do Carmo. o delegado de disciplina resolveu o problema das dificuldades sentidas na inscrição de alguns alunos do 5º ano e esclareceu o professor em questão. o 4. a correspondente actividade do PmatE destinada a alunos do 1º ciclo. o professor Rui deu conhecimento que alguns dos seus alunos de 5º ano. na reunião do Conselho de Disciplina. no ano lectivo anterior. uma vez que continuavam inscritos no Minimat. 182 . o Delegado de Disciplina deu conhecimento que tinha entregue ao Coordenador do Departamento uma folha sobre o Maismat e que estava à espera que a actividade fosse aprovada superiormente. que fosse informado da disponibilidade das salas da escola com computadores. De acordo com a acta dessa reunião “foram acertadas as directrizes para a elaboração do plano da actividade Maismat” (A18). No mesmo dia.º ano de escolaridade. aprovou o Plano da actividade Maismat (A19). mas que a deslocação à Final Regional ainda aguardava resposta da Escola. para os alunos treinarem o Maismat (A19). relativamente às salas com computadores disponíveis. Na sequência deste alerta. Passados breves dias. o Conselho de Disciplina ainda não ter aprovado qualquer plano para a actividade do Maismat. o Conselho de Disciplina. que frequentaram. finalmente. constava como primeiro ponto da ordem de trabalhos o assunto “Elaboração do plano da actividade PmatE”. “visto não haver verba disponível” (A20). no concelho de Câmara de Lobos. o professor Rui alertou para o facto de. O mesmo professor pediu. não conseguiam actualizar os seus dados no Maismat. o Delegado informou que o PmatE (Maismat) já constava do Pano Anual de Actividades da Escola. realizada a 1 de Março. Na reunião seguinte do Conselho de Disciplina. também. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 1 de Fevereiro de 2007.

não conseguiam passar do nível 8. ou seja. que nela participaram. a equipa de 5º ano participou na Final Regional do Maismat. onde obteve um brilhante 4º lugar. num total de 127 equipas concorrentes oriundas das várias escolas do 2º Ciclo da RAM. obtendo o 7º. Relativamente aos alunos do 5º ano. nos treinos da competição. dentro do prazo regulamentar. o professor Rui. classificaram-se todas nas primeiras 16 posições. visto ainda “não terem conhecimento da matéria que corresponde a esse nível”. informaram que os alunos desse ano de escolaridade não tinham sido inscritos porque. na Final Regional do Maismat. de forma inequívoca. os professores que leccionavam às turmas de 6º ano. no Plano da actividade estava prevista a deslocação de apenas uma equipa de 5º ano à Final Regional do Maismat. no dia 18 de Abril de 2007. Na ocasião. constatou-se que nenhuma equipa da escola tinha sido inscrita para a Final Regional do Maismat. e que nem sequer tinha sido cumprida uma das fases do Plano da actividade. no sentido de ainda se tentar inscrever a equipa em questão na Final Regional (A21). porque ainda não tinha sido cumprida a fase da selecção das equipas representantes da Escola e porque não havia a garantia de verba disponível para fazer face às despesas de deslocação dos alunos e do professor acompanhante. deu conhecimento da forma como decorreu a participação da referida equipa na 183 . dois dias antes da realização da Final Regional. o 14º e o 16º lugares. o que veio a acontecer. no ano lectivo anterior. que previa a selecção das equipas representantes da escola na Final Regional. e que uma das equipas desse ano de escolaridade se tinha destacado. num total de 79 equipas.Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 16 de Abril de 2007. nos treinos. Dado que. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 3 de Maio de 2007. constatou-se que também não tinham sido inscritos. as 3 equipas de 6º ano da Escola do Pedregal. Refira-se que. que acompanhou a equipa de 5º ano à final Regional do Maismat. o Delegado comprometeu-se a envidar todos os esforços. Desta forma.

ao nível da nossa Escola. com o apoio da DRE da Madeira. na Escola do Carmo. fase esta que deveria estar concluída até ao final do 2º período. se este já tinha tratado da justificação das faltas dadas às aulas. Destacou o 4º lugar alcançado por esta equipa nessa Final. que ainda não tinham sido leccionados até à data. mas comprometeu-se a tratar desse assunto” (A22). isso permitiria uma preparação mais eficaz para a Final. “Realçou a forma como a equipa e o professor acompanhante foram bem recebidos na citada Escola. Acrescentou o mesmo professor que. devido ao facto da selecção da equipa representante no Maismat de 5º ano apenas ter ocorrido dois dias antes da Final Regional. a classificação de triângulos. Manuel Ferreira Cabral. no dia 18 de Abril. num total de 79 equipas. designado por Agente X. como por exemplo. foi o Campeonato Regional de Resolução de Problemas Matemáticos. dizendo que se a selecção da equipa tivesse sido feita atempadamente. o que não aconteceu. aos alunos da equipa. membros da equipa que participou. d) Campeonato Regional de Resolução de Problemas (Agente X) Uma outra actividade. Lamentou que a planificação desta actividade. no que diz respeito à calendarização da fase de selecção da equipa representante da Escola na Final Regional. que normalmente fazem parte das questões que surgem nos últimos níveis do Maismat de 5º ano. que foi abordada nas reuniões do Conselho de Disciplina. realizada no dia 18 de Abril. os volumes de cubos e de paralelepípedos rectângulos e as fracções. e a provável obtenção de um resultado ainda melhor” (A22). só na véspera dessa Final é que foi possível ensinar. O delegado de disciplina respondeu negativamente. Concluiu o professor Rui. de Santana. pelos alunos do 5º B. o professor Rui “perguntou ainda ao delegado de disciplina. em Câmara de Lobos. alguns conteúdos programáticos de 5º ano. na Final Regional do Maismat. um projecto dinamizado por professores da Escola Básica e Secundária Bispo D. nesse mesmo dia.Final Regional. 184 . Na mesma reunião. não tenha sido cumprida.

A Fase da Investigação Final. . Alguns professores divulgaram esta actividade junto dos seus alunos. O Campeonato era composto por duas fases: . A competição subdivide-se em duas: . fase essa que se iniciou no dia 1 de Fevereiro. para divulgação do Campeonato Regional de Resolução de Problemas Matemáticos e. . foram apurados para a Investigação Final os 50 melhores Agentes no conjunto dos 10 Casos de Investigação resolvidos na Fase de Investigação. de acordo com a acta da reunião do Conselho de Disciplina. mas a verdade é que. no dia 15 de Junho. Contudo. foram acertadas as directrizes para a elaboração do Plano desta actividade. Na RAM. o referido Plano nunca chegou a ser apresentado ao Conselho de Disciplina para efeitos de aprovação. realizada no Funchal. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 1 de Fevereiro.O Agente X Max para alunos do 7º e 8 º anos de escolaridade.O Agente X mini para alunos do 5º e 6º anos de escolaridade.A Fase de Investigação que consiste na resolução de 10 Casos em Investigação que eram colocados quinzenalmente na página web do Agente X. no que diz respeito à participação dos alunos da escola do Pedregal (A18). na DRE. o Delegado de Disciplina informou que participara numa reunião. até ao final do ano escolar. o assunto nunca mais foi falado nas reuniões do Conselho de Disciplina e nenhum aluno da Escola foi apurado para a Fase de Investigação Final.Neste Campeonato os alunos participantes são os Agentes e os problemas são os Casos em Investigação. 185 . que foi uma prova de carácter presencial que teve lugar na Escola Básica e Secundária de Santana. chegando inclusivamente a propor a resolução dos Casos em Investigação como trabalhos desenvolvidos na sala de aula ou como trabalhos de casa.

O Delegado deu conhecimento da recepção das mesmas e na reunião do Conselho 186 .8 Recursos Materiais a) Materiais previstos no Plano de Acção No Plano de Acção. nesse sentido. proveniente de editoras. cuja proposta de aquisição consta do Plano de Acção (A3). ainda não tinha chegado à escola qualquer material didáctico. foram requisitados” (A9). Na 2ª reunião do Conselho de Disciplina do ano escolar de 2006/2007. b) Outros Recursos materiais Durante o ano escolar. efectuada no dia 22 de Setembro de 2006. cuja aquisição era proposta. do referido Plano constava uma lista de materiais manipuláveis e jogos lúdico-didácticos.2. que constasse na lista de materiais do referido plano de acção e que tivesse sido requisitado. divulgando os seus produtos. foi recebida pelo Delegado de Disciplina.4. Na reunião seguinte do Conselho de Disciplina. o Delegado afirmou que ainda não sabia se já tinha chegado à Escola o material didáctico. na 9ª reunião do Conselho de Disciplina o delegado informou que “os recursos materiais. aprovado pelo Conselho de Disciplina no final do ano escolar de 2005/2006. até à data da conclusão desta investigação.4. realizada no dia 28 de Setembro. o Delegado de Disciplina informou que “a lista de materiais pedida no final do ano lectivo anterior desapareceu” e que seria efectuado outro pedido com requisição de imediato (A2). uma das estratégias propostas era a utilização. cuja proposta de aquisição pela Escola constava do Plano de Acção da Matemática. Refira-se que. com maior frequência. de materiais didácticos manipuláveis e. No dia 16 de Novembro. alguma correspondência.

187 . o Conselho de Disciplina. avaliar uma possível requisição do mesmo. Refira-se que. posteriormente.9 Problemas de instalações O Plano de Acção prevê que as aulas de Matemática sejam leccionadas em salas específicas. aprovou uma proposta “no sentido de todas as aulas de Matemática serem leccionadas em salas do piso superior do Bloco 3 da escola. 4. No dia 1 de Março de 2007. que apresentavam alguns problemas que foram identificados no Conselho de Disciplina. Contudo. com dimensões mais reduzidas. dos manuais de 3º e 4º anos de escolaridade. O Conselho de Disciplina foi informado da chegada. dada a sua insuficiência para serem utilizadas por todas as 7 turmas do 2º ciclo. por unanimidade. até ao final do ano lectivo nunca mais o assunto foi discutido no seio do Conselho de Disciplina. devido à proximidade do gabinete onde se encontra depositado o material da disciplina” (A1). de acordo com o referido Plano. Pediu aos docentes para se informarem das capacidades e funcionalidades do produto. mas.4. no mesmo dia 1 de Março.de Disciplina efectuada no dia 7 de Dezembro de 2006.2. efectuada em 14 de Setembro de 2006. à Escola. no sítio da Internet para. o delegado informou que recebera um folheto informativo sobre os quadros interactivos. cuja aquisição fora proposta anteriormente (A19). na 1ª reunião do ano escolar. concretamente nas salas 21 e 22. a carga lectiva semanal da disciplina de Matemática do 2º ciclo corresponde a 2 blocos de 90 minutos mais um tempo de 45 minutos. foi necessário recorrer a outras salas. como a sala 18 e a sala 20. localizam-se no referido piso superior do bloco 3 da Escola. Dado que. Refira-se que as salas 21 e 22. esse órgão. deliberou propor a aquisição de alguns Cadernos de Matemática com actividades da editora Santillana/Constância (A12).

permitiriam a análise pretendida. o Delegado informou que.4. certamente. essa análise nunca foi feita no seio do Conselho de Disciplina. Relativamente ao quadro de parede foi sugerido a colocação de um outro com maiores dimensões.10 Análise e reflexão sobre as práticas educativas No dia 28 de Setembro de 2006 o Delegado solicitou uma análise do relatório da inspecção feito à escola.Exames do E. o Delegado informou que iria “ser colocado um novo quadro na sala 18” (A18). B – 2006 – Roteiro” da Inspecção Regional de Educação (desde a pág. Aliás. talvez por lapso. realizada no dia 12 de Outubro. foi identificado o problema dos alunos se queixarem da dificuldade em visualizarem o que é escrito no referido quadro. Até ao final do ano escolar. No que diz respeito à sala 18.2. As páginas distribuídas referem-se a uma matriz de competências dos órgãos de gestão e estruturas intermédia/orientação educativa. foi referido “o problema das dimensões exíguas de um quadro de parede” e do “número insuficiente de mesas e cadeiras existente na mesma sala (A3). na reunião do Conselho Pedagógico do dia 27 de Setembro de 2006. o que veio a acontecer. depois de ter distribuído cópias de um excerto de 5 páginas do documento: “Análise da Organização e Orientação Pedagógica . no final do ano lectivo anterior.Assim. Na reunião do Conselho de Disciplina. 4. “facto este que prejudica os alunos e o normal desenrolar das aulas” (A9). Na reunião do dia1 de Fevereiro. páginas que se referem a uma matriz de recomendação de melhoria para as estruturas de gestão intermédia/orientação educativa e que. conforme informação dada pelo Delegado na reunião do dia 14 de Janeiro de 2007 (A14). o delegado não distribuiu as páginas 35 e 37 do mesmo documento. tinham sido discutidos alguns aspectos a ter em conta nos 188 . 43 até à 47) (A3). na reunião do dia 28 de Setembro na reunião do Conselho de Disciplina. em relação à sala 20.

com a análise de resultados). EMRC. 4.4. a) Critérios de avaliação Na 3ª reunião do ano escolar. em todas as disciplinas do 2º ciclo. EM. como na reunião efectuada no dia 3 de Maio de 2007. o Delegado informou que os referidos critérios tinham sido aprovados pelo Conselho Pedagógico (A12).11 Avaliação e exames. uma proposta referente aos critérios de avaliação que deveriam ser adoptados pela disciplina (A3). No 6º ano também de exceptuam as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática (sujeitas a Provas de Aferição).Departamentos e nos Grupos Disciplinares: planificações por ciclo. Elaboração de provas a nível de escola. planificações por turma (consoante dificuldades detectadas). por unanimidade. tanto no 5º como no 6º ano. no final do ano lectivo. actas completas (com actividades e estratégias para superar certas dificuldades. excepto nas disciplinas de EF.2. o Conselho de Disciplina aprovou. com a referência a reajustamentos das planificações. b) Fichas de avaliação global Tanto na reunião do Conselho de Disciplina. No dia 7 de Dezembro. deveriam ser submetidos a um teste global. O Delegado também informou que as matrizes dessas provas globais deveriam ser aprovadas pelo Conselho de Disciplina e dadas a conhecer aos alunos com o mínimo de 15 dias de antecedência em relação à data de realização da prova (A22). o Delegado informou que os alunos da escola. EVT e áreas curriculares não disciplinares. efectuada no dia 22 de Março. realizada no dia 28 de Setembro de 2006. 189 .

no dia 24 de Maio. o Delegado de Disciplina também deu conhecimento do teor do Despacho normativo nº 14/2007. no sentido destes tentarem obter o melhor resultado possível na Prova de aferição (A22). que aprova os Regulamentos dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário. o mesmo professor apresentou uma proposta para superar esse problema. 190 . o professor Rui afirmou que. o Conselho de Disciplina concordou com a proposta apresentada pelo professor Rui. bem como o Regulamento do Júri Nacional de Exames.c) Provas de aferição No dia 22 de Março de 2007. o delegado informou que “o prazo de entrega das matrizes dos Exames de Equivalência à frequência termina no dia 16 de Abril” (A20). nas aulas de recuperação. de 5 de Fevereiro. a todos os alunos do 6º ano. se tinha apercebido que alguns alunos do 6º ano estavam convencidos que as Provas de aferição eram respondidas de forma anónima. na disciplina de Matemática. d) Exames de Equivalência à Frequência No dia 22 de Março de 2007. depois de classificadas. que determina um conjunto de normas sobre as provas de aferição. Deste modo. no sentido dos professores informarem os alunos que as Provas de aferição são identificadas e que. Na sequência deste despacho. Dado que tal ideia não corresponde à verdade. o Delegado de Disciplina deu conhecimento do teor do Despacho nº 2351/2007. os membros do Conselho de Disciplina foram informados que. do Secretário de Estado da Educação. pelas 10 horas. os professores deveriam motivar os alunos. Na reunião do dia 3 de Maio. Sendo assim. as pautas com os resultados dos alunos são publicitadas. de 22 de Fevereiro de 2007. Nesse mesmo dia. seria aplicada uma Prova de aferição.

Na mesma reunião de 3 de Maio o Delegado informou que os exames de equivalência à frequência deveriam ser entregues ao Conselho Executivo até ao dia 1 de Junho e forneceu outras informações úteis sobre a elaboração do enunciado da prova de exame. na reunião do dia 3 de Maio. ainda. .Ser feito com letra Arial. dizendo que o mesmo deveria: . O delegado esclareceu. No mesmo dia 22 de Maio.4. o Conselho de Disciplina decidiu que a prova do Exame de Equivalência à Frequência seria elaborada pelo professor António e pela professora Rosa. .5 entre as questões. que as provas deveriam ser acompanhadas dos critérios de correcção/classificação e que os nomes dos professores responsáveis pela elaboração dos Exames deveriam constar em acta do Conselho de Disciplina.(A22) 4.2. Posteriormente.Referir a cotação a atribuir a cada questão. o Delegado de Disciplina foi convocado para participar em Encontros de Delegados de Matemática do 2º ciclo realizados no Funchal. promovido pela DRE. espaço simples no texto e 1. 191 . o delegado informou que as matrizes dos Exames de equivalência à frequência foram aprovadas.12 Encontros Regionais de Delegados Durante o ano escolar de 2006/2007. no âmbito do Programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”. tamanho 12.Na reunião do Conselho de Disciplina do dia 16 de Abril de 2007 foi aprovada a matriz do Exame de Equivalência à Frequência da disciplina de Matemática do 2º Ciclo (A21).Conter a duração no cabeçalho.

troca de planificações. uma proposta para o aumento da carga horária da disciplina de Matemática. o Encontro foi subordinado ao tema “Materiais na aula de Matemática”. Em relação a isso. o professor Rui “sugeriu que houvesse partilha de informação entre escolas para que estes Encontros fossem mais produtivos. na sequência deste assunto. do dia 1 de Fevereiro de 2007. O Delegado. por consenso. Na sequência do mesmo assunto. no total com três blocos de noventa minutos por semana” (A10). desta vez. Na sua reunião de 19 de Junho de 2007. recursos existentes em cada escola e sua utilização. por exemplo. todas as escolas em conjunto. cumprimento do programa e. o Delegado informou que tinha participado em mais um Encontro de Delegados de Matemática do 2º Ciclo. o Conselho de Disciplina foi informado que o Delegado participara em mais um Encontro de Delegados de Matemática do 2º Ciclo da RAM. no Funchal. ficando esta. o Delegado e o professor Rui deram conhecimento da forma como tinha decorrido o referido Encontro de Delegados e. decidiu que seria o professor Rui a acompanhar o Delegado de Disciplina ao Encontro de Delegados (A9). informou que. para além do Delegado foi também convocado outro professor da disciplina. visto que se realizarão mais dois Encontros no segundo período e outro no terceiro período. No dia 23 de Novembro de 2006. para além de recordar que este Encontro de reflexão e formação se inseriu no programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”. Na reunião do Conselho de Disciplina. na reunião do Conselho de Disciplina. o Delegado de Disciplina deu conhecimento das actividades desenvolvidas no 192 . que se realizou no dia 17 de Novembro de 2006. o Delegado pediu aos restantes colegas que indicassem temáticas para serem abordadas nos próximos Encontros.Para o 1º Encontro. que desta vez tinha versado a temática da avaliação dos alunos (A18). O Conselho de Disciplina reunido no dia 16 de Novembro tomou conhecimento da realização do referido Encontro e. realizado no dia 4 de Junho no Auditório da Direcção Regional de Educação. elaborarem.

por unanimidade. ao nível do segundo ciclo. com apenas 23 % de níveis inferiores a três.referido Encontro de Delegados. no final do 1º período.13 Análise dos resultados escolares dos alunos Na reunião do Conselho de Disciplina. O professor Rui referiu que os resultados obtidos na disciplina de Matemática. os resultados obtidos pelos alunos do 6ºano na disciplina de Matemática. no momento de avaliação sumativa ocorrido no final do 1º período. bem como à ausência de pré-requisitos manifestadas por diversos alunos. positivamente. os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos fundamentalmente à indisciplina de alguns alunos. deveramse. considerou que os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática. nas diversas disciplinas e nos diversos anos de escolaridade. embora fossem de realçar. o que infelizmente já era normal acontecer nesta disciplina. 4. tendo solicitado que se fizesse uma análise dos resultados obtidos. Não foi feita qualquer análise em relação aos dados fornecidos. o Delegado distribuiu um quadro estatístico com os resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico e Secundário.4. à falta de empenho e de sentido de responsabilidade. No dia 18 de Janeiro de 2007 o delegado distribuiu pelos presentes cópias de um documento. O Conselho de Disciplina. efectuada no dia 26 de Outubro de 2006. fundamentalmente. no seu entender. com o número e percentagens de "negativas" obtidas pelos alunos da Escola. referente às várias escolas da RAM. O mesmo professor afirmou que. divulgando um conjunto de fichas de trabalho utilizadas com alguns materiais didáctico-pedagógicos (A23). à falta de empenho e de hábitos de trabalho. resultado superior ao de outras disciplinas como Ciências da Natureza. não eram satisfatórios. História e mesmo Inglês.2. bem 193 . respeitante ao ano lectivo 2005/2006 (A6).

na avaliação interna. e entendeu que vários factores contribuíram para o insucesso escolar de muitos alunos na disciplina de Matemática. mas 50% de classificações não satisfatórias na Prova de Aferição (A24). -Falta de empenho. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 5 de Julho de 2007. Na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 5 de Julho de 2007. na disciplina de Matemática. tendo na ocasião sido elaborado um relatório referente ao ano lectivo que terminara (A24). manifestados por diversos alunos (A16). o Conselho de Disciplina fez um balanço da execução do Plano de Acção para Promover o Sucesso na Matemática. Segundo o referido relatório.como ao não cumprimento de regras básicas do saber estar na sala de aula e à falta de pré-requisitos.2.4. No dia 3 de Maio de 2007. -Falta de pré-requisitos. nomeadamente: -Aulas de recuperação iniciadas apenas a meio do ano lectivo. enquanto os alunos do 6º ano obtiveram 31% de níveis inferiores a três na mesma avaliação interna. -Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo (A24). hábitos e métodos de estudo dos alunos. -Indisciplina não punida de alguns alunos. os professores constataram que no final do ano lectivo.14 Balanço da execução do Plano de Acção. no ponto da ordem de trabalhos “Balanço do ano lectivo”. Face aos números apresentados. no ano escolar de 2007/2008 deveriam ser implementadas as seguintes medidas: 194 . o Conselho de Disciplina considerou não satisfatórios os resultados obtidos pelos alunos na disciplina de Matemática do 2º ciclo. 4. o Delegado distribuiu pelos presentes cópias de um quadro resumo com os resultados da avaliação dos alunos da Escola. por disciplina. no final do 2º período (A22). os alunos do 5º ano obtiveram 37% de níveis inferiores a 3.

7. A carga lectiva semanal da disciplina de Matemática do 2º Ciclo deveria aumentar para 3 blocos de 90 minutos. deveria ser desdobrada em dois grupos. por cada par pedagógico a que pertença cada professor. equipadas com mesas individuais. Um dos grupos deveria ser constituído pelos alunos que apresentam muitas dificuldades de aprendizagem. deveriam ser leccionadas. A disciplina de Matemática do 2º ciclo. deveriam ser seleccionados para as aulas de recuperação em função dos resultados que obtiveram na Prova de Aferição do 4º ano e dos elementos que constarem nos respectivos processos individuais. com aulas em simultâneo. as aulas de recuperação deveriam funcionar desde o início do ano lectivo. na sua componente não lectiva.1. destinadas aos alunos com Necessidades Educativas Especiais. deveriam ser seleccionados para as aulas de recuperação de acordo com as propostas nesse sentido. 195 . que ficaram retidos no 5º ano e aqueles que vão frequentar o 6º ano. 2. por um dos professores titulares da turma. 3. As aulas de Apoio Pedagógico Acrescido. deveria continuar a ser leccionada por dois professores em cada turma. Os horários semanais dos professores de Matemática (2º Ciclo) deveriam incluir. 5. As aulas de recuperação deveriam ser leccionadas pelos professores titulares da turma. que transitaram do 4º ano. 6. sendo formados dois grupos por turma. 1 tempo de 45 minutos. preferencialmente. Além disso. que. b) Os alunos. 4. nomeadamente nas salas 21 e 22. aprovadas pelos Conselhos de Turma. por sua vez. O outro grupo deveria ser constituído pelos alunos que têm algumas dificuldades de aprendizagem. para coordenação das actividades das respectivas turmas. A selecção dos alunos para as aulas de recuperação deveria processar-se da seguinte forma: a) Os alunos do 5º ano. As aulas de Matemática deveriam ser leccionadas em salas específicas.

deveriam ser aplicadas fichas de avaliação diagnóstica para identificar as dificuldades específicas de cada aluno. aos alunos indisciplinados. que permitisse o uso de computadores com acesso à Internet. 10. desde as 14h30 até à saída dos últimos autocarros. 9. 11. específica para os alunos do 2º Ciclo. nomeadamente. No 2º ciclo. ao nível de material didáctico. medidas essas que não foi possível aplicar no ano lectivo que findou. 13. aprovado no final do ano lectivo anterior e que ainda não tinham sido fornecidos. por não estarem contempladas no Regulamento Interno da Escola. No início do ano lectivo. Esta sala de estudo deveria funcionar no turno contrário ao da maioria das aulas dos alunos. supostamente na parte da tarde. que constavam do Plano de Acção. 196 . Deveria ser criada uma Sala de Estudo de Matemática. a inibição de actividades de complemento curricular e a realização de actividades úteis à comunidade escolar. ou seja. que transportam os alunos para suas casas. deveriam ser criadas turmas com Percursos Curriculares Alternativos para alunos com necessidades educativas especiais.8. Sempre que surjam problemas de indisciplina nas turmas. de algumas medidas disciplinares que constam do Estatuto Disciplinar do Aluno. Deveriam ser adquiridos os recursos materiais. de forma a possibilitar a aplicação. os Directores de Turma e os restantes professores deveriam aplicar todos os dispositivos legais que constam no Estatuto Disciplinar dos Alunos. O Regulamento Interno da Escola deveria ser urgentemente revisto. o que nem sempre aconteceu no ano lectivo que findou. 12.

no caso concreto. . introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. e que vigora desde 2001. concretamente. concretamente o Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. pressupõe-se a existência deste órgão. acontecendo o mesmo em relação à sua composição. para assim. vertida no respectivo Regulamento Interno. não contempla a existência do Conselho de Disciplina. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira. Por conseguinte. Nesse artigo e nessa alínea estipula-se que uma das competências do Delegado de Disciplina é convocar e coordenar os Conselhos de Disciplina. exactamente. que se refere às competências do Delegado de Disciplina. se uma das competências do Delegado de Disciplina é “convocar e coordenar os conselhos de disciplina”. tendo-se adoptado uma abordagem centrada na descrição. compreendermos em que medida aquele órgão tem exercido as suas competências Tratou-se de uma pesquisa baseada em informação qualitativa. com os dados organizados a apresentados num registo interpretativo.5. O quadro legislativo que serve de moldura à nossa investigação. e que sofreu algumas alterações em 2006. O estudo que realizámos permitiu-nos descrever e analisar a actividade de um Conselho de Disciplina específico. 197 . Na Escola Básica e Secundária do Pedregal as competências do Conselho de Disciplina não figuram no Regulamento Interno da Escola. de 31 de Janeiro. A única referência ao Conselho de Disciplina que é feita no Regulamento Interno da Escola é. que aprova o regime de autonomia. na alínea c) do referido artigo. embora a sua composição e as suas competências não estejam referidas no Regulamento Interno da Escola. no seu artigo 39º. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES. de 21 de Junho. o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo de uma escola da Região Autónoma da Madeira. A existência deste órgão está dependente da decisão de cada escola.

as competências do Conselho de Disciplina não se esgotam na elaboração das matrizes dos Exames de Equivalência à Frequência. Analisar a qualidade científica e pedagógica dos manuais escolares e propôlos para adopção na escola.A única competência do Conselho de Disciplina que pode ser inferida dos normativos legais. Avaliar o grau de consecução das planificações e decidir de eventuais reajustamentos a efectuar. técnicas e materiais de ensino. tomámos como referência para o nosso estudo as competências que o próprio órgão sugeriu em 26 de Junho de 2003 e que agora recordamos: 1. concretamente do Despacho normativo nº 14/2007. Propor actividades para o plano de actividades da escola. 9. ao Conselho Pedagógico. Eleger o delegado de disciplina. no âmbito da respectiva disciplina. do Secretário de Estado da Educação é a de propor. 5. 11. de 22 de Fevereiro. 8. e dada a indefinição em relação a este assunto. Elaborar os estudos e/ou pareceres no que se refere a programas. 4. Colaborar com o responsável pela elaboração do Plano de Formação de 198 . organização curricular e processos e critérios de avaliação de alunos. Planificar as actividades lectivas e não lectivas. Colaborar na inventariação de necessidades em equipamento e material didáctico e promover a interdisciplinaridade. 2. 3. Colaborar com o departamento curricular na emissão de propostas e/ou pareceres sobre assuntos que sejam objecto de deliberação no referido departamento e noutras estruturas da escola. Avaliar os resultados atingidos. 10. Apoiar o trabalho dos professores da disciplina. 6. 7. Contudo. relacionando-os comos objectivos propostos e as práticas pedagógicas. isto partindo do pressuposto que o departamento curricular não chama a si o exercício desta competência. a matriz da prova de exame de equivalência à frequência. métodos. promovendo a troca de experiências sobre metodologia.

bem como das actividades não lectivas. Mas. informações oriundas do Conselho Pedagógico ou mesmo da Direcção Executiva. O facto das planificações anuais terem sido aprovadas pelo Conselho de Disciplina apenas a 18 de Janeiro e de. mas grande parte das reuniões desse órgão foi utilizada para transmitir informações. a realização de testes diagnóstico no início do ano lectivo. durante o ano lectivo. tomando como referência de análise as competências sugeridas pelo próprio órgão. aprovado no final do ano lectivo de 2005/2006. A transmissão de informação poderia ser feita de forma mais eficiente através da utilização das novas tecnologias da informação e comunicação. Exercer as demais competências previstas nos diversos normativos legais em vigor. nas reuniões do Conselho de Disciplina. 12. Durante o ano escolar de 2006/2007. as aulas de recuperação e os recursos materiais cuja utilização está prevista no Plano. quer das actividades didácticas lectivas. nunca se ter 199 . libertando as reuniões dos Conselhos de Disciplina para o tratamento das questões que são mais prementes. nomeadamente. parece-nos que uma das lacunas evidenciadas no desempenho do Conselho de Disciplina é exactamente a planificação. como por exemplo. nomeadamente ao nível da implementação de diversas estratégias previstas no referido Plano. um dos assuntos que foi objecto de tratamento pelo Conselho de Disciplina foi o Plano de Acção para promover o sucesso na disciplina de Matemática. Durante o ano escolar de 2006/2007. apresentando sugestões sobre acções de formação no âmbito pedagógico-didáctico da disciplina. o desdobramento das turmas. foram tratados diversos assuntos.Professores da Escola. Normalmente. Outros assuntos tratados nas reuniões do Conselho de Disciplina foram a planificação didáctica das actividades lectivas. a coordenação pedagógica dos docentes da disciplina. como também das actividades não lectivas.

aprovado qualquer planificação a médio prazo. até ao final do ano lectivo. a única que foi desenvolvida durante o ano lectivo. Por outro lado. Também no que diz respeito às planificações das actividades não lectivas. os procedimentos não foram os melhores. constitui indicadores suficientes para aferir da existência de um problema. órgão que na Escola tem a competência para aprovar o Regulamento Interno da Escola. mas a verdade é que. Em relação à actividade do Maismat. Contudo. pode ter contribuído para um aligeirar de responsabilidades por parte dos restantes membros do Conselho de Disciplina. ou mesmo. a insuficiente redução de horas na componente lectiva do horário semanal do Delegado para o desempenho do cargo. podem ser ultrapassados com a introdução das competências do Conselho de Disciplina no Regulamento Interno da Escola. e apenas depois do Delegado ter sido pressionado para tal. o Plano da Actividade não foi integralmente cumprido. 200 . tanto para as actividades lectivas como para as actividades não lectivas. Para que tal aconteça. o problema não se verificou apenas ao nível das planificações lectivas. é necessário que o Conselho Executivo elabore uma proposta nesse sentido e a apresente ao Conselho da Comunidade Educativa. O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos e o Campeonato Regional de Resolução de Problemas Matemáticos (Agente X). pode estar a alegada inexperiência do professor que desempenhou a função de Delegado de Disciplina durante o ano lectivo. onde apenas acabou por participar uma equipa. tendo em vista a sua aprovação. em relação ao ocorrido. o que colocou seriamente em risco a participação das equipas da Escola na Final Regional do Maismat. foram duas actividades para o qual o Delegado de Disciplina se comprometeu a apresentar os respectivos Planos ao Conselho de Disciplina. Além disso. Na origem do mesmo. a aprovação do correspondente Plano só ocorreu a 1 de Março de 2007. a inexistência de competências para o órgão. Os problemas ocorridos com a aprovação de Planos. tal nunca aconteceu.

resultantes do desdobramento das turmas nas aulas regulares. 201 . foram a definição de critérios de avaliação dos alunos e a aprovação da matriz do Exame de Equivalência à Frequência. Aprovação do plano da Actividade Maismat. foi a eleição do Delegado de Disciplina. Definição de critérios na formação de grupos de alunos para as aulas de recuperação. o Conselho de Disciplina tomou algumas decisões. Outros assuntos tratados nas reuniões e de forma que nos parece minimamente satisfatória. a necessidade de repetir a eleição. face ás exigências existentes. por parte do presidente da reunião. Contudo.Um dos assuntos tratados nas reuniões. No que diz respeito a análise dos resultados escolares dos alunos parece-nos que o Conselho de Disciplina deveria aprofundar as suas análises de forma a melhorar o desempenho dos alunos na disciplina. Aprovação das planificações didácticas anuais. no âmbito dos assuntos tratados nas reuniões. Durante o ano escolar. sobre quem eram os docentes elegíveis. Raramente o Conselho de Disciplina fez análises relacionadas com o processo de ensino-aprendizagem e tomou decisões no sentido de melhorar o desempenho profissional dos docentes que integram o órgão. Aprovação dos critérios de avaliação dos alunos na disciplina de Matemática. numa reunião extraordinária do Conselho de Disciplina. revelou o desconhecimento. nomeadamente no final do ano escolar. das quais se destacam as seguintes: Definição de critérios para a composição dos grupos de alunos. Elaboração da proposta de matriz do Exame de equivalência à frequência. que habitualmente é a mais problemática ao nível dos resultados escolares.

o Conselho de Disciplina não exerceu as seguintes competências: Apoio ao trabalho dos professores da disciplina. no ano escolar em análise. Elaboração da proposta de critérios de avaliação dos alunos. poder-se-á afirmar que. apresentando sugestões sobre acções de formação no 202 . Eleição do Delegado de Disciplina. as competências exercidas plenamente foram as seguintes: Elaboração da proposta da matriz da prova do Exame de equivalência à frequência. Eleição do Delegado de Disciplina. o Conselho de Disciplina exerceu parcialmente as seguintes competências: Planificação das actividades lectivas e não lectivas. de 22 de Fevereiro. continuando a ter por base de trabalho as competências sugeridas pelo próprio órgão na reunião de 26 de Junho de 2003. Promoção da interdisciplinaridade. No que diz respeito ao exercício das competências do Conselho de Disciplina. Colaboração na inventariação de necessidades em equipamento e material didáctico. promovendo a troca de experiências sobre metodologia. já citado anteriormente. Colaboração com o responsável pela elaboração do Plano de Formação dos Professores da Escola. bem como aquela que resulta da aplicação do Despacho normativo nº 14/2007. técnicas e materiais de ensino. Avaliação do grau de consecução das planificações. Contudo. Por outro lado. durante o ano escolar de 2006/2007.Elaboração de proposta sobre o aumento do número de horas da redução na componente lectiva do horário semanal do Delegado de Disciplina. Colaboração com o Departamento Curricular na emissão de propostas e/ou pareceres sobre assuntos que sejam objecto de deliberação no referido Departamento e noutras estruturas da escola.

ao possibilitar a realização de reuniões sem convocatória e sem a respectiva ordem de trabalhos e inclusivamente apenas com a presença de um docente. De uma forma geral. Qualquer órgão da administração pública deve ter o seu próprio regimento. pode constituir um problema. de forma.âmbito pedagógico-didáctico da disciplina. 203 . que são inerentes à realização de reuniões por parte dos órgãos colegiais. importará referir que a inexistência de Regimento Interno para o órgão. a que não haja qualquer dúvida em relação a um conjunto de procedimentos. Relativamente à forma de funcionamento do Conselho de Disciplina. poder-se-á dizer que a actividade e a forma de funcionamento do Conselho de Disciplina poderá ser melhorada com a implementação de algumas medidas tendentes a que sejam ultrapassadas as lacunas agora detectadas ao nível das competências e do regimento do órgão.

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Lima. Sousa. L. O papel do delegado de grupo na escola secundária em Portugal: Um estudo de caso. Sá. R. São Paulo: Cortez Editora. Pinto (org. & Matalon. Pardal. Perspectivas Organizacionais. monografia ou livro científico usando o Word (3ª ed. Porto: Edições Asa. A Escola como organização educativa (2ª ed. Oeiras: Celta Editora (edição original em francês publicada em 1977). N. Porto: Edições Asa. A. L. (2003). Métodos e técnicas de investigação social. Como escrever uma tese. A Análise de conteúdo. L & Correia. Silva & J. Pereira. Lisboa: Universidade Aberta. (2005). Dissertação de mestrado. R. O Inquérito (4ª ed. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. L. (1995). O Professor e a Escola. (1998). (1995). Lisboa: Livros Horizonte.). Amadora: Editora McGraw-Hill. (2001). Gestão das Organizações. Metodologia das ciências sociais (pp.). In A. Teixeira. Lisboa. (2002). C. Trindade. J. A. S. Introdução ao Direito Administrativo.). B. Porto: Areal Editores. A. Vala. F. M. Lisboa: Edições Sílabo. (2004). Experiências educativas e situações de aprendizagem. (2005). B. Teixeira. 205 .Ghiglione. Amadora: Editora McGraw-Hill. C. Vicente. C. Porto: Edições Afrontamento (edição original 1986). & Poupa. M. 101-128). Investigação em educação. Universidade de Lisboa. Guia do Gestor Escolar. S.). E. (2003). C. (2006). Ramos. (1999). S.

de 22 de Fevereiro de 2007. Despacho nº 2351/2007. Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. bem como o Regulamento do Júri Nacional de Exames. Decreto-Lei nº 442/91. 206 . Despacho normativo nº 14/2007. de 31 de Janeiro – Altera e republica o Código do Procedimento Administrativo.LEGISLAÇÃO CONSULTADA Por ordem cronológica Despacho 8/SERE/89. Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. de 21 de Junho – Altera e republica o Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. do Secretário de Estado da Educação. que aprova o regime de autonomia. de 15 de Novembro – Aprova o Código do Procedimento Administrativo Decreto-Lei nº 6/96. do Secretário de Estado da Educação. de 31 de Janeiro. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira. de 3 de Fevereiro – Define as regras da composição e funcionamento dos conselhos pedagógicos e dos seus órgãos de apoio nas escolas. que determina um conjunto de normas sobre as provas de aferição. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira. de 5 de Fevereiro. de 31 de Janeiro – Aprova o regime de autonomia. que aprova os Regulamentos dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

de 22 de Novembro de 2002. Regulamento Interno da Escola. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Actas das reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo. 207 . de 29 de Outubro de 2003. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. com alterações aprovadas em Maio e Julho de 2005 e Julho de 2006. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. de 10 de Fevereiro de 2003. de 21 de Junho de 2004. de 13 de Junho de 2003. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. de 27 de Setembro de 2002. de 16 de Junho de 2004. de 29 de Setembro de 2003. de 9 de Maio de 2003. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. do ano escolar 2006/2007. Projecto Educativo da Escola. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo.DOCUMENTOS DA ESCOLA CONSULTADOS Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. de 26 de Junho de 2003. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. com revisão aprovada em 25 de Janeiro de 2007. de 3 de Março de 2005.

Regulamento Interno da Escola Secundária Francisco Franco. aprovado em 16 de Março de 2005 208 . aprovado em 5 de Dezembro de 2001 e alterado em 10 de Julho de 2006.OUTROS DOCUMENTOS CONSULTADOS Regulamento Interno da Escola Básica e Secundária da Calheta.

ANEXOS 209 .

ANEXO 1 Requerimento ao Director Regional de Educação 210 .

professor do quadro de nomeação definitiva. Pede deferimento Funchal. emitido no Funchal em 23/11/1999. Director Regional de Educação Rua Cidade do Cabo. da Escola Básica e Secundária ------------------------------. Órgão de coordenação dos professores e estrutura de apoio ao Departamento Curricular: Um estudo de caso na Região Autónoma da Madeira”. nº38 9050-047 Funchal Rui Manuel Martins Castanheira. b) A consulta das actas das reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática (2º Ciclo) efectuadas na mesma Escola. residente em ---------------.ª Ex. 25 de Junho de 2007 __________________________________________ (Rui Manuel Martins Castanheira) Anexo: Guião da entrevista. solicitar a V.ª se digne autorizar o seguinte: a) A realização de entrevistas aos professores da disciplina de Matemática (2º Ciclo) da Escola Básica e Secundária -----------------------------------. do 2º Ciclo do Ensino Básico (grupo 230). 211 . desde 1 de Setembro de 2001 até ao final do presente ano lectivo. portador do Bilhete de Identidade nº 5153219.Exmo Sr. Esta solicitação ocorre no âmbito da realização de um trabalho de investigação intitulado “O Conselho de Disciplina de Matemática. natural de Lisboa. por este meio. vem. promovido pelo Instituto Superior de Ciências Educativas. a frequentar o Curso de Qualificação em Administração Escolar e Administração Educacional.

ANEXO 2 Actas do Conselho de Disciplina do ano escolar 2006/2007. (A1 a A25) 212 .

Aumento da carga horária semanal da disciplina de Matemática. das quais constam: .Irão ser formados grupos para as actividades de recuperação. perante as dificuldades apresentadas. tendo em conta o tipo de dificuldades dos alunos. . realizaram uma reunião ordinária. Foi sugerido que este desdobramento terá em conta a avaliação diagnostica de cada aluno. .Desdobramento das turmas na aula de Matemática. sendo assim possível a organização dos mesmos. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática do Segundo Ciclo. em quarenta e cinco minutos.Foi sugerido que a ficha de avaliação diagnostica não fosse apresentada aos alunos na primeira semana de aulas. ainda. o Delegado relembrou as informações dadas pelo Presidente do Conselho Executivo no passado dia onze de Setembro. Foram. Assuntos tratados e deliberações: 123Preparação do Ano Lectivo 2006/2007 Realização de uma Ficha de Avaliação Diagnostica Outros Assuntos Relativamente ao ponto um. 213 . onde foram apresentadas as várias propostas para a elaboração da ficha de avaliação diagnostica. formados dois grupos de trabalho: .A1 1ª Reunião 14/09/2006 Aos catorze dias do mês de Setembro do ano dois mil e seis. sob a presidência do Professor Delegado António. Um grupo será de nível superior e o outro de nível inferior.Maria e Rui irão elaborar a ficha de avaliação diagnostica do quinto ano. . pelas dez horas e trinta minutos. Seguiu-se o ponto dois. para lhes ser proporcionado tempo de relembrar as aprendizagens realizadas no passado ano lectivo. sendo cada grupo leccionado por professores distintos.

Em relação ao ponto três. 214 . que todas as salas utilizadas para as aulas de Matemática sejam no piso superior do Corpo três. Nada mais havendo a tratar. foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião.Sofia e António irão elaborar a ficha de avaliação diagnostica para o sexto ano. assim como a organização de grupos para as aulas de recuperação. Relembrou-se que esta ficha terá como intuito a separação das turmas. foi decidido que o Delegado irá propor ao Conselho Executivo. devido à proximidade com o material de Matemática..

dividir a turma por dois níveis. Será efectuado outro pedido com requisição de imediato.A2 2ª Reunião 22/09/2006 Aos vinte e dois dias do mês de Setembro do ano dois mil e seis. um nível superior e um inferior.A lista de materiais pedida no final do ano lectivo anterior desapareceu. Informações dadas pelo Delegado de Grupo 3.As turmas serão leccionadas pelos dois professores enquanto não há desdobramento das turmas. sob a presidência do Professor Delegado António. Seguiu-se o ponto três. onde foram apresentados os teste de Avaliação Diagnósticos dos quinto e sexto anos. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática do Segundo Ciclo. Assuntos tratados e deliberações: 1.Primeira proposta. realizaram uma reunião ordinária. Ficha de Avaliação Diagnóstica 4. onde foram discutidas as duas propostas de desdobramento da turma: . Desdobramento das turmas A reunião teve inicio com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. O Técnico de informática está avisado da desorganização dos computadores da sala trinta e quatro mas não procederam à sua organização porque estão à espera de novos computadores. . 215 . Passando ao ponto quatro. Relativamente ao ponto dois da ordem de trabalho agendada. o Delegado de grupo deu as seguintes informações: O presidente do Conselho Executivo comprometeu-se em colocar as salas utilizadas para as aulas de Matemática o mais próximo possível das salas áudio Visuais. pelas dez horas e trinta minutos. . Leitura e aprovação da acta da reunião anterior 2.

deu-se por terminada a reunião. dividir a turma por dois grupos homogéneos para que haja heterogeneidade dentro de cada grupo. um voto na proposta um e uma abstenção.. 216 .Segunda proposta. Feita a votação a segunda proposta foi aprovada por dois votos a favor. Nada mais havendo a tratar.

professor António. ao coordenador do departamento. Até ao dia seis de Outubro devem ser entregues. o plano de actividades da disciplina. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à última reunião do Conselho de Disciplina. as planificações anuais da disciplina. às quinze horas e trinta minutos. O delegado de disciplina forneceu então algumas informações emanadas do coordenador do departamento. Até dezassete de Outubro deve ser entregue. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola.A3 3ª Reunião 28/09/2006 Aos vinte e oito dias do mês de Setembro do ano dois mil e seis. realizada no passado dia vinte e dois de Setembro. Seguidamente. sob a presidência do professor delegado António. De seguida. nomeadamente: 1. de acordo com o modelo de impresso disponibilizado em suporte de papel e informático. pelas quinze horas e trinta minutos. o delegado de disciplina. contendo as competências e os critérios de avaliação. ao referido coordenador. Em relação às planificações anuais e por sugestão do delegado de disciplina. o delegado de disciplina entregou aos presentes cópias dos critérios de avaliação adoptados nesta disciplina no ano lectivo 217 . 2. Acrescentou que as actas das reuniões devem ser feitas de forma sucinta. Maria. informou que as reuniões do Conselho de Disciplina se realizam semanalmente às quintas-feiras. na sala trinta e quatro e não necessitam de ordem de trabalhos. Rui e António. ficou acordado que os professores Maria e Rui ficam responsáveis pela elaboração da planificação anual referente ao quinto ano de escolaridade. enquanto os professores Sofia e António se encarregam da elaboração da planificação anual referente ao sexto ano de escolaridade. Estiveram presentes os professores Sofia.

o delegado de disciplina informou que era necessário requisitar os manuais de Matemática de terceiro e quarto anos. a correspondente requisição não foi. pois segundo o mesmo. no seu entender. De seguida. tendo o delegado de disciplina ficado incumbido de satisfazer este pedido. devido às suas dimensões exíguas. este problema só ficaria resolvido pela substituição do referido quadro por outro de maiores dimensões ou. que constitui um excerto. não tem as condições apropriadas para ser utilizado numa aula normal de Matemática. cuja proposta de aquisição foi aprovada pelo Conselho de Disciplina no final do ano lectivo transacto. o delegado de disciplina disse que ainda não sabe se o referido material já chegou à Escola.transacto. e solicitou uma análise do relatório da inspecção feita à escola. O professor Rui Castanheira disse que. cujas inscrições devem ser efectuadas até ao dia dezoito de Outubro. A professora Maria manifestou interesse em que lhe fossem distribuídas chaves do armário da disciplina. B. cuja proposta de aquisição consta do Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática. até à data. pela substituição da sala. O delegado de disciplina sugeriu que se colocasse outro quadro ao lado do já existente. existente na sala trinta e quatro. tendo o Conselho de Disciplina aprovado por unanimidade a adopção dos referidos critérios no presente ano lectivo. 218 . aprovado pelo Conselho de Disciplina no final do ano lectivo transacto. O delegado de disciplina deu então conhecimento de documentação recebida sobre a realização das Olimpíadas da Matemática. O delegado de disciplina distribuiu pelos presentes cópias da matriz de competências dos órgãos de gestão e estruturas de gestão intermédia/orientação educativa (ficha v). Relativamente ao material didáctico. entregue ao Conselho Executivo. O professor Rui apresentou o problema do quadro branco de parede da sala vinte que. – 2006 – Roteiro". de um documento da Inspecção Regional de Educação que tem por título "Análise da Organização e Orientação Pedagógica – Exames do E. páginas quarenta e três a quarenta e sete. no final do ano lectivo anterior.

pois. Em relação à necessidade de abordagem. os alunos do outro grupo. é natural que. o mesmo professor afirmou que. inclusivamente. muitos alunos do sexto ano não têm o manual do quinto ano e. dado que as turmas ainda não foram desdobradas nas aulas de Matemática. é da responsabilidade do par pedagógico titular da disciplina. por muita coordenação que exista entre os dois professores. de acordo com uma deliberação do Conselho Pedagógico. Face a este problema o delegado informou que sugeriu aos alunos que. cujo professor esteja a faltar. Seguidamente. em que se vai desdobrar cada turma nas aulas de Matemática. os alunos desse grupo juntam-se ao outro grupo da mesma turma. quando a aula já esteja a decorrer. da unidade sobre os números racionais. passando o outro professor a leccionar para toda a turma. muitas vezes. a abordagem dos assuntos não esteja 219 . o delegado de disciplina informou que. o que acontece no momento. que constituem o par pedagógico de cada turma. cujo professor esteja a leccionar. de forma facultativa. a composição dos dois grupos. que consta do programa de quinto ano e que não foi leccionada no ano lectivo transacto em algumas turmas então no quinto ano. Além disso.O professor Rui chamou também a atenção para o facto de a sala vinte não ter um número de mesas e cadeiras suficiente para ser utilizada por turmas de vinte alunos. O delegado forneceu também a seguinte informação: Sempre que um dos professores da disciplina faltar a um dos grupos. por vezes. no sexto ano. tirassem fotocópias do manual. com os naturais prejuízos daí inerentes para o normal decorrer da lição. só entrarão na sala onde já está o primeiro grupo. O professor Rui alertou para o facto de. o delegado de disciplina informou os presentes que. tal procedimento poder perturbar o normal funcionamento das aulas no grupo. vários alunos do sexto ano ainda não têm o correspondente manual de sexto ano. actualmente. se ainda não o possuíssem.

Finalmente. Acrescentou que. que se realiza em simultâneo. deu-se por terminada a reunião. ela é convocada. 220 . para que a professora em questão possa ainda participar na reunião do Conselho de Disciplina de Ciências da Natureza.a ser feita rigorosamente em simultâneo nos dois grupos. sempre que houver algum assunto que interesse à referida professora. o delegado de disciplina informou que a professora Rosa lecciona a disciplina de Matemática e também a disciplina de Ciências da Natureza. em que é desdobrada cada turma. dando-se prioridade na reunião a abordagem desse assunto. E nada mais havendo a tratar.

os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. 221 . de modo a manter a heterogeneidade em cada grupo. Foram elaboradas as grelhas de correcção das fichas diagnóstico De seguida leram-se todas as informações emanadas do Conselho Pedagógico de dia vinte e sete de Setembro de 2006. O grupo foi informado que já existe na escola o Software Geometer´s Sketchpad.A4 4ª Reunião 12/10/2006 Aos doze dias do mês de Outubro do ano dois mil e seis. 2.º Ciclo. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Foi lida e aprovada a acta da reunião anterior. um grupo constituído pelos alunos com números ímpares. Este desdobramento será aleatório. pelas quinze horas e trinta minutos. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. O grupo deliberou que a partir da próxima Segunda Feira os colegas irão começar a trabalhar com as turmas desdobradas. O Grupo decidiu integrar no Plano de Actividades a Competição Mais Mate. outro com os números pares. sob a presidência do Professor António. E nada mais havendo a tratar.

2. pelas quinze horas e trinta minutos.A5 5ª Reunião 19/10/2006 Aos dezanove dias do mês de Outubro do ano dois mil e seis. não realizaram a reunião devido ao falecimento da colega Zelinda. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. sob a presidência do Professor António. 222 .º Ciclo.

pelas quinze horas e trinta minutos. Foi discutido o decorrer das aulas de Matemática depois de feitos os desdobramentos das turmas. Os professores António e Sofia informaram que têm feito os mesmos sumários e que. Os docentes detectaram. alguns esclarecimentos: se o Plano de Matemática foi efectivamente aprovado nos termos propostos. foi colocada a possibilidade de instalar o mesmo programa em vários computadores. de forma a possibilitar a utilização. 2. “Geometer´s sketchpad”. têm conseguido manter o ritmo de aprendizagem em ambos os grupos. um constituído por alunos com mais dificuldades e outro de alunos com menos dificuldades. até à data. pelo professor Rui. De seguida foi facultado ao grupo pelo Delegado um quadro estatístico dos resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico e Secundário respeitante ao ano lectivo 2005/2006. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Iniciou-se a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior.º Ciclo. O grupo foi informado sobre a Acção de Formação intitulada “A Matemática e o Jogo” sobre a qual nenhum docente mostrou interesse. sob a presidência do Professor António. Ficou estabelecido que as Aulas de Recuperação funcionarão em dois grupos. diversas maneiras de preencher o mesmo. na sala vinte o quadro branco é de dimensões insuficientes. o mesmo docente 223 . na sala dezoito tem havido muitas queixas por parte dos alunos que não conseguem visualizar com clareza o que se escreve no quadro preto. Por último. por exemplo por todos os alunos de uma turma.A6 6ª Reunião 26/10/2006 Aos vinte e seis dias do mês de Outubro do ano dois mil e seis. sendo necessário colocar um maior. Esta lista será feita com base nos resultados das Fichas Diagnosticas. no que refere ao software educativo. relativamente ao livro de ponto. talvez devido à fraca iluminação. Foram pedidos.

para os alunos e que alguns manuais de quinto ano não vieram com o respectivo Caderno de Materiais. 224 . foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião.questionou se os Cadernos de Actividades fornecidos pelo SASE ficam. no final do ano. E nada mais havendo a tratar.

pelas quinze horas e trinta minutos. e o facto dos dois professores já terem reunido hoje de manhã. conforme é habitual às quintas-feiras. conforme determina o artigo 22º do Código de Procedimento Administrativo.A7 7ª Reunião 02/11/2006 Aos dois dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. depois da presente acta ter sido lida e aprovada. Estiveram presentes os professores Maria e Rui. acordou-se dar por encerrada a reunião. 225 . Constatada a ausência do delegado de disciplina e dado o desconhecimento da ordem de trabalhos. entre as 10h55 e as 11h40. bem como a impossibilidade de deliberarem por falta de quórum. para coordenarem a sua actividade como docentes de três turmas de 5º ano. sob a presidência do professor Rui. nesta mesma sala.

º Ciclo. foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião.A8 8ª Reunião 09/11/2006 Aos nove dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. o Delegado procedeu à correcção das fichas de avaliação das Turmas A e C do sexto ano. 2. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. E nada mais havendo a tratar. pelas quinze horas e trinta minutos. sob a presidência do Professor António. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Na ausência de todos os outros elementos do Conselho de Disciplina. 226 .

A9 9ª Reunião 16/11/2006 Aos dezasseis dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. outro entregue ao Coordenador de Departamento e o terceiro é arquivado no dossiê da disciplina. esclareceu que devem ser feitas actas de todas as reuniões semanais do Conselho de Disciplina. Os Cadernos de Actividades. sendo um dos exemplares entregue na Secretaria da escola. o delegado de disciplina. distribuídos aos alunos carenciados pelos serviços de Acção Social Escolar. 2. os funcionários dos referidos serviços não souberam esclarecer o delegado. Rui e António. Esclareceu também que. em relação ao problema levantado na última reunião. os serviços 227 . não necessitam de ser devolvidos pelos referidos alunos. ou seja. Relativamente aos Cadernos de Materiais. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. professor António. De seguida. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. Estiveram presentes os professores Maria. que são distribuídos anualmente aos alunos carenciados pelos serviços de Acção Social Escolar. no final do ano lectivo. ao contrário do que acontece com os manuais escolares adoptados. realizada no passado dia vinte e seis de Outubro. sob a presidência do professor delegado António. sempre que falte algum professor às referidas reuniões. o delegado esclareceu o seguinte: 1. é necessário assinar a folha de presenças em triplicado. Relativamente a dúvidas suscitadas na reunião do dia vinte e seis de Outubro. inclusivamente no caso de apenas um dos professores comparecer na reunião. pelas quinze horas e trinta minutos.

Horácio Bento de Gouveia. 3. às nove horas. que foi substituída pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de alunos. que teve início hoje. no Funchal. destinada a professores de Matemática do segundo ciclo do Ensino Básico. Na sala 18 vai ser colocada uma lâmpada. 4. em Julho do corrente ano. no Funchal. para um Encontro de Delegados de Matemática desse mesmo ciclo.de Acção Social Escolar não distribuem o Caderno de Materiais a muitos alunos carenciados que a eles têm direito. foi aprovado na íntegra. Os recursos materiais. cuja proposta de aquisição pela Escola constava do Plano de Acção da Matemática. O delegado de disciplina deu também conhecimento aos presentes da realização de uma acção de formação subordinada ao tema "Na Matemática com a resolução de problemas". 5. na Escola Básica do segundo e terceiro ciclos Dr. 6. em salas distintas e leccionadas por professores distintos. apesar do referido Caderno fazer parte integrante do Manual escolar adoptado. cuja sessão de trabalho irá decorrer na Escola Básica do segundo e terceiro ciclos Dr. amanhã. Seguidamente o delegado deu conhecimento do teor do ofício circular número setecentos e quarenta e três barra dois mil e seis da Direcção Regional de Educação. foram requisitados. das catorze horas e trinta minutos às dezassete horas e trinta 228 . Na sala 20 vai ser colocado um quadro de parede com maiores dimensões. através do qual é convocado o delegado de Matemática do segundo ciclo. dia dezassete de Novembro. de forma a tentar melhorar a sua visibilidade por parte dos alunos. excepto a estratégia das aulas de Matemática serem leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. por cima do quadro. Horácio Bento de Gouveia. bem como outro docente da disciplina. mas em simultâneo. que têm aulas de Matemática separadamente. O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática (segundo ciclo) elaborado pelo Conselho de Disciplina.

decidiu-se que seria indicado o professor Rui. facto este que prejudica os alunos e o normal desenrolar das aulas.minutos e. para posterior consulta dos interessados. informando que não há garantias sobre a possibilidade de assegurar a deslocação dos alunos desta Escola ao terceiro Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. apresentado na última reunião do Conselho Pedagógico. O delegado deu também conhecimento do facto da Escola ter sido informada. para informar que vários alunos continuam a queixar-se da dificuldade em visualizarem o que é escrito no quadro da sala dezoito. para acompanhar o delegado de disciplina no Encontro anteriormente referido. no dia nove de Março de dois mil e sete. Ainda sobre o Campeonato Nacional dos Jogos Matemáticos. por consenso. pela professora Felícia. tendo-se acordado que seria colocada no dossiê da disciplina uma cópia do referido projecto. pela Associação de Professores de Matemática. Seguidamente interveio o professor Rui. o delegado afirmou que fica ao critério dos professores da disciplina trabalharem com estes jogos. do qual se junta cópia em anexo. 229 . que se realizará em Évora. dirigida ao Presidente do Conselho Executivo e da qual foi distribuída uma cópia a cada um dos professores presentes nesta reunião. que se insere no âmbito do Programa "O Sucesso na Disciplina de Matemática". no sentido dos alunos treinarem os mesmos. o delegado esclareceu que cada escola só pode inscrever um aluno por jogo e nível de ensino. realizada no passado dia dois de Novembro. De seguida. sobre a realização do terceiro Campeonato Nacional dos Jogos Matemáticos. através de uma carta da Comissão Organizadora do referido Campeonato. o delegado deu conhecimento da existência do projecto das TIC. Sendo assim. o delegado de disciplina deu conhecimento do resumo dos assuntos tratados na última reunião do Conselho Pedagógico. que também foi distribuída pelos presentes. Ainda na sequência do mesmo assunto. Tendo em consideração esta convocatória.

num dossiê existente na sala de professores. 230 . Face à deliberação do Conselho Pedagógico. na qual foi rejeitada uma proposta para que os grupos elaborassem fichas de trabalho para as aulas de substituição. deu-se por terminada a reunião. serem retiradas do referido dossiê. no sentido de cada professor elaborar o seu próprio dossiê. colocadas num dossiê existente na sala de professores.Por último. os membros do Conselho de Disciplina presentes acordaram no sentido das fichas de trabalho de Matemática do segundo ciclo. foi abordada a questão da existência de fichas de trabalho de Matemática do segundo ciclo. reunião essa do Conselho Pedagógico. tomada na reunião do dia vinte e sete de Setembro de dois mil e seis. ficando arquivadas num dossiê existente no armário da disciplina colocado na sala trinta e quatro. E nada mais havendo a tratar. para uma eventual utilização nas aulas de substituição.

foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. por exemplo. tendo em vista a sua aprovação. visto que se realizarão mais dois no segundo período e um no terceiro período. recursos existentes em cada escola e sua utilização. todas as escolas em conjunto. troca de planificações. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Iniciou-se a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. Em relação a isso. uma proposta para o aumento da carga horária da disciplina de Matemática. O Delegado de Disciplina. O Delegado ficou incumbido de elaborar um Plano para essa actividade. na Escola Básica Horácio Bento Gouveia. De seguida. elaborarem.A10 10ª Reunião 23/11/2006 Aos vinte e três dias do mês de Outubro [Novembro] do ano dois mil e seis.º Ciclo que se realizou no dia dezassete de Novembro no Funchal. E nada mais havendo a tratar. o colega Rui sugeriu que houvesse partilha de informação entre escolas para que estes encontros fossem mais produtivos. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. sob a presidência do Professor António. ficando esta. 231 . cumprimento do programa e. no total com três blocos de noventa minutos por semana.º Ciclo. o Delegado pediu aos restantes colegas que pensassem em temáticas para serem abordadas nos próximos encontros. na internet da página do PISA. 2. Foi também abordada a possibilidade desta escola participar nos Jogos Matemáticos. Sobre este encontro. solicitou a todos os docentes do Conselho a consulta. o Delegado deu algumas informações acerca do Encontro de Delegados e Professores de Matemática do 2. pelas quinze horas e trinta minutos.

os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. Constatada a ausência do delegado de disciplina e dado o desconhecimento da ordem de trabalhos. Sofia e Rui. sob a presidência do professor Rui. pelas quinze horas e trinta minutos. nesta mesma sala. acordou-se dar por encerrada a reunião. Estiveram presentes os professores Maria. realizada no passado dia quatro de Janeiro [23 de Novembro]. e o facto do par pedagógico Maria e Rui já terem reunido hoje de manhã. entre as 10h55 e as 11h40.A11 11ª Reunião 30/11/2006 Aos trinta dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. para coordenarem a sua actividade como docentes de três turmas de 5º ano. conforme é habitual às quintas-feiras. 232 . Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina.

do Secretário de Estado da Educação. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. o delegado de disciplina.A12 12ª Reunião 07/12/2006 Aos sete dias do mês de Dezembro do ano dois mil e seis. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. pelas quinze horas e trinta minutos. Despacho normativo número cinquenta barra dois mil e cinco. Estiveram presentes os professores Sofia. sob a presidência do professor delegado António. dado o dia para a sua realização ter coincidido com a data do falecimento da professora desta escola. que define. O delegado distribuiu também pelos presentes cópias dos seguintes normativos legais: 1. a folhas cinco. princípios de actuação e normas orientadoras para a 233 . De seguida. realizada no passado dia trinta de Novembro. Rui e António. Relativamente a uma dúvida que foi colocada sobre a numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. que introduz algumas alterações nas regras referentes aos exames do décimo segundo ano. o delegado distribuiu pelos presentes cópias de um resumo dos assuntos tratados e deliberações tomadas na reunião do Conselho Pedagógico realizada no passado dia vinte e nove de Novembro. esclareceu que apesar da referida reunião não se ter realizado. Zelinda. a mesma reunião foi contabilizada na numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. professor António. seis e sete. documento este que foi lido pelo delegado e que se junta em anexo a esta acta. concretamente em relação à quinta reunião. da Ministra da Educação. Despacho normativo número quinze barra dois mil e seis. 2. no âmbito da avaliação sumativa interna. Maria.

O delegado acrescentou que havia questionado o professor Renato sobre como é que se ia trabalhar. um aluno do segundo ciclo da Escola participar na final do campeonato nacional. acompanhamento e avaliação dos planos de recuperação. De seguida. membro do Conselho Executivo. com o preço unitário de dois euros e quinze cêntimos. pelo menos. Números e operações catorze: Adição. irão três alunos da Escola à Final. Ainda sobre o mesmo assunto. no dia nove de Março de dois mil e sete. 234 . por unanimidade. o delegado deu conhecimento de correspondência recebida da editora Santillana Constância. e depois do delegado ter esclarecido que ainda não tinha sido elaborado nenhum plano para esta actividade. divulgando a edição de uma colecção de cadernos de Matemática com actividades para os alunos do primeiro e segundo ciclos do ensino básico. de acordo com indicações recebidas do professor Renato.implementação. para substituir outro. nos Jogos Matemáticos. Relativamente ao Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. O Conselho de Disciplina deliberou. propor que a Escola adquira um exemplar de cada um dos seguintes cadernos: 1. um por cada jogo. o delegado de disciplina deu também conhecimento que em breve vai ser colocado um novo quadro de parede na sala 20. de acompanhamento e de desenvolvimento como estratégia de intervenção com vista ao sucesso educativo dos alunos. o delegado deverá elaborar um plano que contemple a possibilidade de. que lá se encontra colocado. o delegado de disciplina informou que. ficou assente que. multiplicação e divisão de números decimais. subtracção. de exíguas dimensões. a realizar em Évora. Para além das informações que constam do resumo dos assuntos tratados na reunião do Conselho Pedagógico do dia vinte e nove de Novembro. no caso desta disciplina participar na organização da actividade em questão. tendo este informado que iria tentar que fosse disponibilizada uma sala de escola para este efeito. com os alunos.

na disciplina de Matemática. do referido documento. 3. 235 . esclarecendo que contabilizara os dias da semana do desporto escolar e que tinha solicitado uma opinião. depois de ter entregue a referida planificação ao Coordenador do Departamento. Problemas da matemática dezoito: Percentagens e proporcionalidade. nas turmas de quinto ano leccionadas por ele e pela professora Maria. ao Coordenador do Segundo Ciclo. informando que. 5. feitas no início do ano lectivo. contabiliza também os dias de feriados e a interrupção de actividades lectivas no Carnaval. o delegado de disciplina esclareceu que. subtracção. Números e operações quinze: Operações com números inteiros e decimais. Passando para outro assunto. 6. porque tal não constava. Refira-se que. sobre este assunto.2. Problemas da matemática dezasseis: Adição e subtracção de fracções com igual denominador. tendo este o informado que nas suas planificações anuais. Números e operações dezasseis: Iniciação às fracções. O delegado acrescentou que tinha previsto cerca de cento e sessenta aulas na planificação anual de sexto ano. 7. multiplicação de fracções. foi-lhe solicitado que acrescentasse a essa planificação o número de aulas previstas para cada unidade. o delegado de disciplina questionou os presentes para saber se a planificação estava a ser cumprida. multiplicação de fracções. a editora em questão ofereceu à escola um exemplar do caderno Números e operações dezassete. como dias de aulas previstas. subtracção. O professor Rui respondeu. as planificações estavam a ser cumpridas com alguns atrasos ao nível da calendarização. Problemas da matemática dezassete: Adição. Adição e Subtracção de fracções com igual denominador. Em relação à planificação anual do sexto ano. inicialmente. Números e operações dezoito: Adição. 4.

tendo este respondido negativamente. o professor Rui colocou a questão do preenchimento dos livros de ponto nas aulas de Matemática. o cargo de delegado de disciplina no segundo ciclo apenas dá direito a uma hora de redução na componente lectiva do respectivo horário semanal.Mudando de assunto. o delegado de disciplina afirmou que iria contactar o Conselho Executivo para apresentar este assunto. Dado que. tendo dado conhecimento ao Conselho de Disciplina que uma das auxiliares de acção educativa o tinha informado que. Por último. O professor Rui chamou a atenção para o facto de tal procedimento não estar de acordo com a prática adoptada pelos professores desde o início do ano lectivo. deu-se por terminada a reunião. o delegado informou que fica arquivada. no seu entender. esta redução é insuficiente. o delegado informou os presentes que. o professor Rui perguntou ao delegado se ele dispunha de alguma informação sobre o início das aulas de recuperação de Matemática para os alunos de quinto ano. o delegado informou que vai propor uma alteração ao Regulamento Interno da Escola. de acordo com instruções dadas pela Chefe do Pessoal Auxiliar. de forma a aumentar o número de horas de redução da componente lectiva referente ao cargo de delegado de disciplina. A propósito do Regulamento Interno da Escola. De seguida. de acordo com o estipulado no Regulamento Interno da Escola. 236 . no dossiê de disciplina. uma cópia do referido Regulamento e que os professores interessados podem solicitar cópias do mesmo na reprografia da Escola. E nada mais havendo a tratar. Face à questão colocada. nos livros de ponto seria reservado um rectângulo normal para cada professor de Matemática e para cada bloco de noventa minutos.

nos livros de ponto que utiliza. O Professor Rui referiu que não há ainda. O Coordenador [delegado] referiu que. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. E nada mais havendo a tratar. por ter sido altura de realização de testes e avaliações. 2. não fez. Foi preenchido na respectiva tabela que consta do dossier de grupo. sob a presidência do Professor António.º Ciclo. no seu entender. ainda o Plano de Actividades para o Campeonato da Matemática. 237 . O colega Rui informou os presentes que fazia questão que o mesmo constasse da referida acta. não deveria. facto que o Delegado também lamentou afirmando que o mesmo se deveu à falta de experiência e esquecimento de as levar a aprovação na reunião de disciplina. o balanço das unidades lectivas leccionadas. O mesmo professor alertou para o facto das planificações não terem sido aprovadas em reunião de grupo. pelas quinze horas e trinta minutos.A13 13ª Reunião 14/12/2006 Aos catorze dias do mês de Dezembro do ano dois mil e seis. que por se ter tratado apenas de um comentário informal por parte do Coordenador do segundo ciclo. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. uniformidade na questão dos espaços para os sumários. constar da acta. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Foi lida e aprovada a acta da reunião anterior em relação à qual o Delegado mostrou o seu desagrado pelo facto de constar uma sugestão em relação à contabilização das aulas previstas.

visto o primeiro já ter passado. Essa alteração deverá ser aprovada na próxima reunião de grupo. Foi feita uma uniformização das aulas previstas para as planificações do quinto e sexto ano. E nada mais havendo a tratar. De seguida. 2. pelas quinze horas e trinta minutos.º Ciclo.A14 14ª Reunião 04/01/2007 Aos quatro dias do mês de Janeiro do ano dois mil e seis. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. sendo essa apenas para o segundo e terceiro período. o Delegado de Grupo informou que o quadro se encontra colocado na sala vinte. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Foi lida e aprovada a acta da reunião anterior. sob a presidência do Professor António. 238 .

realizada no passado dia quatro de Janeiro. Seguidamente o delegado deu a conhecer a calendarização do Pmate e que neste haverá competições para os diferentes anos de escolaridade. Por último foi acordado entre os presentes que as aprovações das planificações do segundo e terceiro período ficava para a próxima reunião visto faltar um elemento do grupo. o coordenador do segundo ciclo esteve presente na reunião para confirmar a lista de alunos propostos para as aulas de recuperação com os respectivos professores. Confirmados os alunos. deu-se por terminada a reunião. pelas quinze horas e trinta minutos. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. caso não haja horários disponíveis para todos os alunos e que na avaliação intercalar poderá fazer-se os ajustes.A15 15ª Reunião 11/01/2007 Aos onze dias do mês de Janeiro do ano dois mil e sete. E nada mais havendo a tratar. Ainda na sequência do mesmo assunto. 239 . sob a presidência do professor delegado António. Estiveram presentes os professores Maria. Sofia e António. A professora Maria informou o coordenador que a lista dos alunos propostos para as aulas de recuperação foram com base na avaliação dos testes diagnósticos. o coordenador ausentou-se. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. o coordenador informa que irá dar prioridade aos alunos propostos para o plano de recuperação. De seguida.

por unanimidade. Estiveram presentes os professores Sofia. no seu entender. embora fossem de realçar. à falta de empenho e de hábitos de trabalho. ao nível do segundo ciclo. positivamente. e distribuiu pelos presentes cópias de um documento. realizada no passado dia onze de Janeiro. De seguida o delegado de disciplina deu conhecimento da realização de uma reunião do Departamento. sob a presidência do professor delegado António. O mesmo professor afirmou que. tendo solicitado que se fizesse uma análise dos resultados obtidos. Rui e António. considera que os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos 240 . História e mesmo Inglês. não eram satisfatórios. com apenas vinte e três por cento de níveis inferiores a três. resultado superior ao de outras disciplinas como Ciências da Natureza. o que infelizmente já é normal acontecer nesta disciplina. os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos fundamentalmente à indisciplina de alguns alunos. com o número e percentagens de "negativas" obtidas pelos alunos da Escola. os resultados obtidos pelos alunos do 6ºano na disciplina de Matemática. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. O professor Rui referiu que os resultados obtidos na disciplina de Matemática. pelas quinze horas e trinta minutos. no momento de avaliação sumativa realizada no final do primeiro período. bem como à ausência de pré-requisitos manifestadas por diversos alunos. Maria.A16 16ª Reunião 18/01/2007 Aos dezoito dias do mês de Janeiro do ano dois mil e sete. realizada no dia doze de Janeiro. O Conselho de Disciplina. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. nas diversas disciplinas e nos diversos anos de escolaridade.

lendo-a e destacando os pontos que lhe pareceram mais importantes. para afirmar o seguinte: «1. A proposta para alunos do quinto ano. com um elevado grau de abrangência e precisão. manifestadas por diversos alunos. realizada no passado dia dez de Janeiro. no que diz respeito aos pré-requisitos necessários para a abordagem do programa de 5º ano. A avaliação diagnóstica teve por base os resultados de um teste diagnóstico feito aos alunos. nomeadamente na resolução de problemas. bem como ao não cumprimento de regras básicas do saber estar na sala de aula e à falta de pré-requisitos. e que tais aulas devem ser iniciadas na próxima semana. De seguida. da qual se junta uma cópia em anexo. das turmas B. feita no passado mês de Outubro. eram uma das estratégias que constam do Plano de 241 . interveio o professor Rui. para as quais foram propostos alunos no início do ano lectivo. As aulas de recuperação. C e D. Ainda em relação às aulas de recuperação e ao assunto tratado na última reunião deste órgão. Através do teste em questão. 3. 5. o delegado de disciplina distribuiu pelos presentes a súmula da reunião do Conselho Pedagógico. 4. frequentarem aulas de recuperação de Matemática. O delegado de disciplina informou que os alunos com planos de recuperação têm prioridade para as aulas de recuperação. 2. a folhas cinco. Um grupo que apresentava mais dificuldades e outro grupo constituído por alunos que apresentavam dificuldades pontuais de aprendizagem ao nível de alguns pré requisitos. Tendo em consideração os resultados da avaliação diagnóstica. teve em consideração a avaliação diagnóstica efectuada no início do ano lectivo. foram constituídos dois grupos de alunos que manifestaram dificuldades de aprendizagem e que foram propostos para aulas de recuperação. diagnosticaram-se as dificuldades dos alunos ao nível cognitivo. que esteve ausente na última reunião do Conselho de Disciplina.fundamentalmente à falta de empenho e de sentido de responsabilidade.

referente ao sistema de numeração decimal. 7. Outra coisa são os resultados da avaliação sumativa feita no final do primeiro período. feitas no início do ano lectivo. Dado que. Não compreender as diferenças resultantes destes dois tipos de avaliação. feita no início do ano lectivo. apenas teve em consideração o desempenho dos alunos no que diz respeito à primeira unidade programática (Sólidos geométricos) e à primeira parte da segunda unidade programática. só pode acontecer a alguém que seja desconhecedor do programa de Matemática de quinto ano e da forma como foi elaborado o teste diagnóstico. 6. Deste modo. para o qual os alunos tinham revelado menos dificuldades. para alunos do quinto ano. podem ser explicadas algumas pretensas divergências entre os resultados da avaliação diagnóstica. 11. por isso estas duas avaliações podem produzir resultados algo diferentes. A avaliação sumativa das aprendizagens dos alunos das turmas B. na disciplina de Matemática. 8. realizado nas turmas de quinto ano no início do ano lectivo. 9.» A professora Maria concordou com o facto de se manterem as propostas. logicamente. efectuada no final do primeiro período. no 5º ano. nas referidas turmas. 242 . efectuada no final do primeiro período. Uma coisa são os resultados da avaliação diagnóstica feita no início do ano lectivo. e os resultados da avaliação sumativa. para os alunos terem aulas de recuperação de Matemática. ao nível dos pré-requisitos. para determinados alunos frequentarem as aulas de recuperação de Matemática. feitas no início do ano lectivo. não foram objecto de avaliação no teste diagnóstico efectuado no início do ano lectivo. no momento de avaliação diagnóstica. Assim. durante o primeiro período não houve aulas de recuperação de Matemática. plano esse proposto no final do ano lectivo transacto. A avaliação sumativa de final do primeiro período teve em consideração parâmetros do domínio das atitudes e valores que. C e D do quinto ano. 10. entendo que devem manter-se as propostas. grande parte do 1º período foi ocupado com um tema da geometria.Acção para promover o sucesso na disciplina de Matemática no segundo ciclo.

vai existir uma competição para o quinto ano de escolaridade e outra para o sexto ano de escolaridade no Maismat. 243 . De seguida. o delegado recordou que vão ser realizadas competições diferentes para os diferentes anos de escolaridade e que.Relativamente a este assunto das propostas de alunos para as aulas de recuperação de Matemática. para depois elaborar uma planificação da mesma. relativamente aos alunos das turmas que leccionam. os presentes aprovaram. uma folha sobre o Maismat e que estava à espera que a actividade fosse aprovada superiormente. E nada mais havendo a tratar. tendo em consideração que no presente ano lectivo este Conselho ainda não tinha aprovado nenhuma planificação das actividades lectivas da disciplina. por unanimidade. O professor Rui alertou para o facto de. O delegado de disciplina informou que no segundo período. as planificações para as referidas actividades. como para o sexto ano. para se efectuar a avaliação intercalar. a folhas seis a dezasseis. deu-se por terminada a reunião. entre vinte e dois e vinte e oito de Fevereiro vão ser convocadas reuniões de Conselhos de Turma. até à presente data. até ao final do ano lectivo. o Conselho de Disciplina ainda não ter aprovado qualquer plano para a actividade do Maismat. portanto. tanto para o quinto ano. Em relação ao Pmate. planificações essas que se juntam em anexo. o professor António informou que ele e a professora Sofia fizeram um reajuste em relação às propostas efectuadas no início do ano lectivo. A propósito deste assunto. o delegado de disciplina deu conhecimento que havia entregue ao coordenador do Departamento.

Constatada a ausência do delegado de disciplina e dado o desconhecimento da ordem de trabalhos. pelas quinze horas e trinta minutos. Maria e Rui. sob a presidência do professor Rui. Estiveram presentes os professores Sofia.A17 17ª Reunião 25/01/2007 Aos vinte e cinco dias do mês de Janeiro do ano dois mil e sete. acordou-se dar por encerrada a reunião. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. 244 .

o delegado informou o conselho de disciplina.Outros assuntos. Estas actividades são promovidas pela Direcção Regional de Ensino [Educação]. todos os interessados em participar na revista. a turma do oitavo A optou pela realização da revista da escola denominada “Ponto e Vírgula”. Como tal. No âmbito da Área curricular Não Disciplinar de Área de Projecto. sob a presidência do professor Delegado António.A18 18ª Reunião. Passando ao ponto um da ordem de trabalhos. O delegado de disciplina divulgou os jogos: Agente X. 245 . os professores do conselho de disciplina de Matemática do 2º Ciclo realizaram uma reunião ordinária. e a outra reunião foi sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X). cujo site é o seguinte: http://projectos.Informação sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X). Uma reunião foi sobre a avaliação dos alunos. pelas dezassete horas e quinze minutos. os artigos deverão ser entregues até ao dia 23 de Fevereiro à professora Rute Areal.madeira-edu. no âmbito do sucesso na disciplina de Matemática. Foram elaboradas as directrizes para a elaboração dos planos de actividade para as actividades Maismat e agente X. quer ao nível do grupo disciplinar ou trabalhos realizados pelos alunos. das duas reuniões que teve no Funchal. 01/02/2007 Ao 1[primeiro] dia do mês de Março [Fevereiro] do ano dois mil e sete. E o Maismat. 2.pt/agente x.Elaboração do plano da actividade Pmat. para ser aprovado em Departamento e em conselho Pedagógico. Assuntos tratados e deliberações: 1. 3.

246 . devido à fraca visibilidade. e que lhe deram um horário com aulas à quinta-feira. O prof. Relativamente à sala dezoito vai ser requisitado um quadro novo para esta sala. Rui perguntou ao delegado de disciplina se vai ou não continuar a haver reuniões ordinárias [semanais] à quinta-feira. Em relação às aulas de recuperação estão a ser elaborados dossiers de registo próprios para estas aulas. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. O delegado de disciplina referiu que não tem nenhuma directiva a esse respeito. E nada mais havendo a tratar.Às equipas da escola que forem apuradas tem que ser garantida pela escola a sua deslocação.

livros cuja lista se junta em anexo. informou também que alguns dos seus alunos. O Delegado alertou para o preço. Assim. Pediu aos docentes para se informem. posteriormente. o 4. Susana Silva que o informou das datas e locais onde vai decorrer o mesmo. Este professor. O Grupo foi informado da chegada de vários livros do 3.º e 4. no sítio da Internet para. a Final regional será no dia dezoito de Abril na Escola Básica e Secundária do Carmo em Câmara de Lobos. não conseguem actualizar os seus dados no Maismate. que frequentaram.A19 19ª Reunião 01/03/2007 Ao primeiro dia do mês de Março do ano dois mil e sete. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Iniciou-se a reunião com a aprovação do Plano para a actividade Maismate. uma vez que continuam inscritos no Minimate. Pediu também que fosse informado 247 . a separação deixou de ter sentido. O delegado informou ainda que recebeu um folheto informativo de Quadros Interactivos. pelas quinze horas e trinta minutos. os professores do conselho de disciplina de Matemática. desta maneira. bastante alto do mesmo. no ano lectivo anterior. Alunos com poucas dificuldades foram agrupados com outros de muitas dificuldades. a partir de agora. 2º ciclo. uma vez que.ºs anos de escolaridade que se encontram. O Delegado informou os docentes que havia falado com uma responsável da Fase Regional do Maismate. mostrando assim o seu desagrado perante esta situação. Segundo o mesmo docente. avaliar uma possível requisição do mesmo. sob a presidência do professor António. as aulas têm menos rendimento e deixa de haver possibilidade de trabalhar de igual forma perante os alunos. das capacidades e funcionalidades do produto.º ano de escolaridade. no respectivo armário do Grupo. O Professor Rui fez referência para o facto de ter havido troca na organização dos grupos para as Aulas de Recuperação.

248 . demonstrou o seu desagrado com o facto de ter sido dada prioridade à disciplina de Língua Portuguesa nas Aulas de Recuperação. E nada mais havendo a tratar. Por fim. o Grupo acha que as Aulas de Recuperação da disciplina de Matemática deve ter. 2 blocos de 90 minutos. um dos blocos de 90 minutos passa a ter de ser distribuída por Língua Inglesa e Matemática. uma vez que os alunos propostos para Aulas de Recuperação de Língua Portuguesa.da disponibilidade das salas com computadores para os alunos treinarem o Maismate. No entanto. no máximo. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. O delegado relembrou que esse facto tinha sido informado em reunião de grupo pelo Coordenador do segundo Ciclo e que nada em contrário havia sido dito. só podem frequentar. no mínimo uma carga horária semanal de 90 minutos. Matemática e Inglês. Sendo assim.

o anexo dois do Despacho Normativo catorze de dois mil e sete. somente. sob a presidência do Professor António. Relativamente ao último ponto da ordem de trabalhos. O delegado referiu. Informações do Conselho Pedagógico. os professores do conselho de grupo Matemática e Ciências da Natureza.A20 20ª Reunião 22/03/2007 Aos vinte e dois dias do mês de Março do ano dois mil e sete. procedeu-se à transmissão de informações da última reunião do Conselho Pedagógico. Salientou-se em Departamento a discriminação dos alunos desta escola face à Região. A Direcção Regional de Educação assegura. 249 . mais uma vez. O delegado iniciou a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior de quinze [um] de Março. E nada mais havendo a tratar. foi feito o balanço das unidades já leccionadas. bem como o Despacho Normativo dois mil trezentos e cinquenta e um de dois mil e sete. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: 1. na integra. que a redução de uma hora lectiva no seu horário é insuficiente para resolver todos os problemas do Grupo. a deslocação à Final Nacional. Outros assuntos. referiu-se que o Pmate já constava do Plano Anual de Actividades mas a deslocação à Final Regional aguarda ainda resposta da escola. 2.º Ciclo. 2. Foi lido. O delegado informou que o prazo de entrega das Matrizes dos Exames de Equivalência à Frequência é o dia dezasseis de Abril do corrente ano e informou também que é necessário elaborar matrizes das fichas de avaliação global para o quinto ano que serão entregues aos alunos quinze dias antes da sua realização. visto não haver verba disponível. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. De seguida. pelas quinze horas e trinta minutos.

realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Deu-se início à reunião com a informação de que a acta relativa à reunião anterior será aprovada numa próxima reunião. pois os alunos não conseguem passar do nível oito. sob a presidência do Professor Delegado António. Em relação ao PMATE. vinte e um e vinte e dois ainda não estão a funcionar devidamente. Nada mais havendo a tratar. O delegado informou que recebeu uma carta que divulga o nome de manuais para a preparação dos exames nacionais [das provas de aferição] do segundo ciclo. Fomos informados de que as luzes das salas dezoito. mas o Delegado iria fazer os possíveis para a sua inscrição. 250 . Sendo assim. professora Carina. que foi vista e aprovada por todos os presentes. Relativamente às equipas de quinto ano. conclui-se que estes não seriam propostos para o concurso. informou-se que ainda não tinham sido inscritas. informou-se que as equipas de sexto ano não foram inscritas. foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião. visto a secretária. visto não terem conhecimento da matéria que se encontra nesse nível. não ter sido convocada para a presente reunião. pelas catorze horas e trinta minutos. De seguida foi apresentada a Matriz do exame de equivalência à frequência da disciplina de Matemática do sexto ano.A21 21ª Reunião 16/04/2007 Aos dezasseis dias do mês de Abril do ano dois mil e sete. os professores do conselho de disciplina de Matemática [2º Ciclo]. visto estas estarem interessadas em participar no PMATE. embora já tenha sido chamado um técnico para resolver o problema.

A22 22ª Reunião 03/05/2007

A três do mês de Maio de do ano dois mil e sete, pelas dezassete horas, sob a presidência da professora Maria [professor António], os professores do Conselho de disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. Estiveram presentes os professores António, Maria, Sofia, Rui e Rosa. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação das actas referentes às reuniões do Conselho de disciplina, realizadas nos passados dias vinte e dois de Março e dezasseis de Abril. De seguida o delegado distribuiu pelos presentes cópias do quadro resumo da Avaliação por disciplina do segundo período do 2º Ciclo. Seguidamente, o delegado de disciplina deu a conhecer as informações do conselho pedagógico e informou o conselho de grupo que as matrizes da Ficha de Avaliação global devem ser entregues aos alunos quinze dias antes da realização desta. Ficou decidido que os professores a elaborarem a prova do exame de equivalência a frequência são o Professor António e a Professora Rosa. O professor Rui afirmou que se tinha apercebido que alguns alunos do 6º ano estavam convencidos que as provas de aferição eram respondidas de forma anónima. Dado que tal ideia não corresponde à verdade, o mesmo professor apresentou uma proposta no sentido dos professores informarem os alunos que as provas de aferição são identificadas e que, depois de classificadas, as pautas com os resultados dos alunos são publicitadas. Deste modo, o professor Rui propôs que os professores devem motivar os alunos, no sentido destes tentarem obter o melhor resultado possível na prova de aferição. Esta proposta mereceu a concordância do Conselho de Disciplina. Relativamente ao Maismat, o prof. Rui deu conhecimento da forma como decorreu a participação da equipa de 5ºano desta Escola na Final Regional

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do Maismat, realizada no passado dia 18 de Abril, em Câmara de Lobos, na Escola do Carmo. Realçou a forma como a equipa e o professor acompanhante foram bem recebidos na referida Escola. Destacou o 4º lugar alcançado por esta equipa na citada Final, num total de 79 equipas. Lamentou que a planificação desta actividade ao nível da nossa escola não tenha sido cumprida, no que diz respeito à calendarização da fase de selecção da equipa representante da Escola na Final Regional, fase esta que deveria estar concluída até ao final do 2º período, o que não aconteceu. Acrescentou o mesmo professor que, devido ao facto da selecção da equipa representante no Maismat de 5º ano apenas ter ocorrido dois dias antes da Final Regional, só na véspera dessa Final é que foi possível ensinar, aos alunos da equipa, alguns conteúdos programáticos de 5º ano que ainda não tinham sido leccionados até à data, como por exemplo, a classificação de triângulos, os volumes de cubos e de paralelepípedos rectângulos e as fracções, que normalmente fazem parte das questões que surgem nos últimos níveis do Maismat de 5º ano. Concluiu o prof. Rui, dizendo que se a selecção da equipa tivesse sido feita atempadamente, isso permitiria uma preparação mais eficaz para a Final, e a provável obtenção de um resultado ainda melhor. O professor Rui perguntou ainda ao delegado de disciplina, se este já tinha tratado da justificação das faltas às aulas, dadas no dia 18 de Abril, pelos alunos do 5º B, membros da equipa que participou, nesse mesmo dia, na Final Regional do Maismat. O delegado de disciplina respondeu negativamente, mas comprometeu-se a tratar desse assunto. Em relação à planificação do 6º ano, o professor Rui alertou para o facto da planificação de 6º ano para o presente ano lectivo, já aprovada pelo Conselho de Disciplina, não incluir os conteúdos referentes à unidade programática de volumes do 5º ano, que não foi leccionada no ano lectivo transacto nas turmas de 5º ano. Por isso o mesmo professor propôs que a planificação de 6º ano fosse reformulada, de forma a incluir este assunto. Esta proposta foi aprovada pelo Conselho de Disciplina.

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O mesmo professor alertou para o facto de, neste ano lectivo, não se ter seguido a sugestão do Inspector, feita no ano lectivo anterior, no sentido de ser elaborada uma planificação de ciclo para a disciplina. Relativamente às convocatórias das reuniões do Conselhos de Disciplina, o professor Rui pediu ao delegado de disciplina que as convocatórias das reuniões do Conselho de Disciplina fossem sempre feitas com a devida antecedência, de forma a evitar situações de haver professores a faltar a reuniões por não terem conhecimento atempado da realização das mesmas. Finalmente, o delegado de disciplina informou que o Profmat 2007 terá início entre cinco e nove de Novembro de dois mil e sete na Ilha Terceira nos Açores. E nada mais havendo a tratar, deu-se por terminada a reunião.

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A23 23ª Reunião 19/06/2007

Aos dezanove dias do mês de Junho do ano dois mil e sete, pelas catorze horas e trinta minutos, sob a presidência do professor delegado António, os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. A ordem de trabalhos da reunião foi a seguinte: Ponto um: Informações; Ponto dois: Outros assuntos. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina, realizada no passado dia três de Maio. De seguida o delegado de disciplina leu e distribuiu pelos presentes uma cópia do resumo da reunião do Conselho Pedagógico efectuada no passado dia vinte e quatro de Maio, que se junta em anexo, a folhas três e quatro. O delegado de disciplina informou que o Departamento Curricular aprovou um voto de pesar pelo falecimento do professor desta escola, João Guevara. Seguidamente, o delegado de disciplina deu conhecimento aos presentes que, tinha participado em mais um Encontro Regional de Delegados de Matemática, realizado no passado dia 4 de Junho no Auditório da Direcção Regional de Educação, no Funchal. O delegado, para além de recordar que este Encontro de reflexão e formação se insere no programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”, informou que, desta vez, o Encontro foi subordinado ao tema “Materiais na aula de Matemática”. Na sequência do mesmo assunto, o delegado de disciplina deu conhecimento das actividades desenvolvidas no referido Encontro de Delegados, divulgando um conjunto de fichas de trabalho utilizadas com alguns materiais didáctico-pedagógicos, nomeadamente com a calculadora, com o geoplano, com material cuisenaire e com material polydron.

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Passando para o último ponto da ordem de trabalhos, os professores actualizaram o preenchimento de uma matriz, onde assinalaram as unidades programáticas já leccionadas, até à data, em cada uma das turmas do ensino regular. E nada mais havendo a tratar, deu-se por terminada a reunião.

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A24 24ª Reunião 05/07/2007

Aos cinco dias [do mês de Julho] do ano de dois mil e sete, pelas quinze horas e trinta minutos, sob a presidência do Professor António, os professores do conselho de disciplina de Matemática, 2.º Ciclo, realizaram uma reunião ordinária. Iniciou-se a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. De seguida o Delegado leu todas as informações emanadas pelo Conselho Pedagógico, segue em, anexo uma fotocópia da súmula do mesmo. Em relação ao ponto dois da ordem de trabalhos, seguiu-se o balanço do ano lectivo. O Conselho de disciplina considerou os resultados da disciplina de Matemática no quinto e sexto ano de escolaridade, depois de analisados os mesmos, não são satisfatórios, tendo em conta que na avaliação interna do quinto ano foram obtidos 37% de níveis inferiores a três no final do ano lectivo. No sexto ano os alunos obtiveram 31% de níveis inferiores a três no final do ano lectivo e 50% de classificações não satisfatórias na Prova de Aferição de Matemática deste ano. De seguida, foi feito um balanço da execução do Plano de Acção para Promover o Sucesso na Matemática, tendo sido elaborado um relatório referente ao presente ano lectivo que se junta em anexo a esta acta. O Conselho de Disciplina entende que vários factores contribuíram para o insucesso escolar de vários alunos na disciplina de Matemática,

nomeadamente: - Aulas de recuperação iniciadas apenas a meio do ano lectivo; - Indisciplina não punida de alguns alunos; - Falta de empenho, hábitos e métodos de estudo dos alunos; - Falta de pré-requisitos;

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. o Conselho de Disciplina entende que a redução da carga horária na componente lectiva do professor. Após isto. . O Conselho de Disciplina elegeu-a para o referido cargo por unanimidade. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião.Adição e Subtracção. A Professora Maria disponibilizou-se para exercer o mesmo. 257 .Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo.Perímetros. quarenta e cinco minutos. foram leccionados os seguintes conteúdos: . . . E nada mais havendo a tratar.Números e Cálculos. houve necessidade de eleger um outro professor para o mesmo cargo. no mínimo quatro horas de redução para o desempenho deste cargo.Números inteiros e decimais. referente ao cargo de Delegado de disciplina. e em relação ao próximo ponto da ordem de trabalhos e atendendo ao facto do António. não continuar a leccionar nesta escola no próximo ano lectivo. Após isto. os professores preencheram uma matriz onde foram assinaladas as unidades programáticas leccionadas durante o ano lectivo em cada uma das turmas do ensino regular.. outros assuntos.Números racionais relativos. propondo-se. No que concerne ao último ponto da ordem de trabalhos. matriz essa que segue em anexo a esta acta. é manifestamente insuficiente para o desempenho da sua função. Em relação aos Currículos Alternativos. a exercer presentemente as funções de Delegado da disciplina.

2. sob a presidência do António. E nada mais havendo a tratar.A25 25ª Reunião 06/07/2007 Aos seis dias do mês de Julho do ano dois mil e sete. realizaram uma reunião extraordinária na sala 34. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião.º Ciclo. de acordo com as instruções recebidas do Presidente do Conselho Executivo. com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto único: Eleição do Delegado de Disciplina O Delegado iniciou a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. o professor Rui disponibilizou-se para o cargo e foi eleito por unanimidade. De seguida. 258 . por isso. informou os presentes que a eleição de Delegado de Disciplina feita na reunião anterior deverá ser repetida devido ao facto da docente eleita não pertencer ao Grupo 230 e não ser profissionalizada neste grupo e. Posto isto. os professores do conselho de disciplina de Matemática. estando também presente a professora Isabela que também pertence ao Grupo 230. pelas dezanove horas e quarenta e cinco minutos. não ser elegível para este cargo.

ANEXO 3 Quadro Síntese das actas do Conselho de Disciplina 2006/2007 259 .

de acordo com a sugestão do Presidente do Conselho Executivo. -Desdobramento de cada turma em dois grupos. 2. que tais grupos fossem organizados em função das dificuldades manifestadas pelos alunos na avaliação diagnóstica. Decisões Foram constituídos dois grupos de trabalho para elaborar as fichas de avaliação diagnóstica. Preparação do Ano Lectivo 2006/2007. sendo um grupo de nível superior e outro grupo de nível inferior -Formação de grupos de alunos para as actividades de recuperação. leccionados por professores distintos. Outros assuntos. Leitura e aprovação da acta da reunião anterior. tendo em conta o tipo de dificuldades dos alunos. sugerindo o presidente do Conselho Executivo.Quadro Síntese das Actas das Reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 Reunião Data 1ª 14/09/2006 Assuntos 1. devido à proximidade do gabinete onde se encontra depositado o material da disciplina 2ª 22/09/2006 1. 260 . 2. assim como a organização dos grupos para as aulas de recuperação. Foram apresentadas várias propostas para a elaboração da ficha de avaliação diagnostica. fornecidas pelo Delegado de Disciplina. para proporcionar aos alunos tempo de relembrar as aprendizagens realizadas no ano lectivo anterior. -Sugestão. sobre a implementação de estratégias que constam do Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática: -Aumento da carga horária semanal da disciplina. as salas destinadas às aulas de as da de Aprovação da acta da reunião anterior. Aprovação de proposta no sentido de todas as aulas de Matemática serem leccionadas em salas do piso superior do Bloco 3 da escola. 3. O Delegado de Disciplina forneceu informações seguintes: -Conforme pretensão dos professores disciplina. do Presidente do Conselho Executivo. Informações dadas pelo Delegado grupo. provenientes do Presidente do Conselho Executivo. em mais um segmento de 45 minutos. relembrando-se que esta ficha terá como intuito o desdobramento das turmas. Salas que devem ser utilizadas para as aulas de Matemática. que a ficha de avaliação diagnóstica não fosse aplicada na primeira semana de aulas. Informações. Realização de uma Ficha de Avaliação Diagnostica.

devem ser entregues ao Coordenador do Departamento. -A lista de materiais. -Até ao dia 17 de Outubro deve ser entregue ao Coordenador do Departamento. 3. 261 . o plano de actividades da disciplina. -Até ao dia 6 de Outubro. -Enquanto as turmas não forem desdobradas as aulas serão leccionadas conjuntamente pelos dois professores de cada turma. Foram apresentadas as fichas de avaliação diagnóstica de 5º e 6º anos. cuja aquisição foi proposta pelo Conselho de Disciplina no final do ano lectivo anterior. as planificações anuais da disciplina. 4. onde está depositado o material da disciplina. em que cada turma vai ser desdobrada nas aulas de Matemática. sempre que um dos professores de Matemática falte a um dos grupos. passando o outro professor a leccionar para toda a turma. enquanto a professora Sofia e o professor António se encarregam da elaboração da planificação anual para o 6º ano de escolaridade. os alunos desse grupo juntam-se ao outro grupo da mesma turma. e que ocorrem reuniões dos respectivos Conselhos em simultâneo. -Dado que a professora Rosa lecciona a disciplina de Matemática e também a disciplina de Ciências da Natureza. -A composição dos dois grupos. Desdobramento das turmas. A segunda proposta previa que a turma fosse dividida em dois grupos homogéneos entre si. A professora Maria e o professor Rui ficam responsáveis pela elaboração da planificação anual do 5º ano de escolaridade. de forma sucinta. em que se vai desdobrar cada turma nas aulas de Matemática. Definição do critério a utilizar na composição dos dois grupos de alunos. esta professora participará Foram apresentadas e discutidas duas propostas: A primeira proposta previa que cada turma fosse dividida em dois grupos de nível diferente: um de nível superior e outro de nível inferior. desapareceu. -Nas aulas regulares. 3ª 28/09/2006 O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes: -As reuniões do Conselho de Disciplina realizam-se semanalmente às quintas-feiras sempre na mesma sala e não necessitam de ordem de trabalhos. -As actas dessas reuniões devem ser feitas. Aprovação da acta da reunião anterior.Matemática estão situadas o mais próximo possível do gabinete de audiovisuais. Ficha de avaliação diagnostica. de acordo com uma deliberação do Conselho Pedagógico. 1 voto na primeira proposta e uma abstenção. de acordo com o modelo de impresso disponibilizado em suporte de papel e informático. Foi aprovada a segunda proposta com dois votos a favor. é da responsabilidade do par pedagógico titular da disciplina. contendo as competências e os critérios de avaliação.

tirassem fotocópias do manual. se já chegou à Escola. na reunião de Matemática. no final do ano lectivo anterior. -Necessidade de nova requisição de manuais escolares de 3º e 4º anos.Exames do E.preferencialmente nas reuniões de Ciências da Natureza e só participará nas reuniões de Matemática quando houver algum assunto que interesse à referida professora. cuja proposta de aquisição foi aprovada pelo Conselho de Disciplina. cuja proposta de aquisição consta do Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática. cujas inscrições terminam dia 18 de Outubro. à abordagem do assunto que interessa à professora Rosa. 43 até à 47). visto que. se ainda não o possuíssem. para que ela ainda possa participar na reunião de Ciências da Natureza. B – 2006 – Roteiro” da Inspecção Regional de Educação (desde a pág. o delegado informou que sugeriu aos alunos que. no final do ano lectivo anterior. até à data. no final do ano lectivo anterior. -Realização das Olimpíadas Portuguesas da Matemática. dando-se prioridade. que seria necessário para a abordagem de uma unidade do programa de 5º ano que não tinha sido leccionada em algumas turmas do 5º ano. O delegado apresentou o problema de vários alunos do 6º ano ainda não terem o correspondente manual escolar e de muitos alunos do mesmo ano não terem o manual de 5º ano. sendo nesse caso convocada para a reunião do Conselho de disciplina de Matemática. aprovado pelo Conselho de Disciplina. de forma facultativa. 262 . Face a este problema. o material didáctico. no ano lectivo anterior. O delegado ficou incumbido de satisfazer este pedido. dos critérios de avaliação adoptados na disciplina. depois de ter distribuído cópias de um excerto de 5 páginas do documento: “Análise da Organização e Orientação Pedagógica . por unanimidade. Aprovação. -Não sabe. A professora Maria manifestou interesse em que lhe fossem distribuídas chaves do armário da disciplina. O Delegado solicitou uma análise do relatório da inspecção feito à escola. a correspondente requisição não foi entregue ao Conselho Executivo. O professor Rui apresentou o problema das dimensões exíguas de um quadro de parede da sala 20 e do número insuficiente de mesas e cadeiras existente na mesma sala.

por exemplo. respeitante ao ano lectivo 2005/2006. com a referência a reajustamentos das planificações. Zelinda. de forma a possibilitar a utilização. Foram elaboradas grelhas de correcção da ficha diagnóstica. A divisão por turma e disciplina fica a cargo dos dois docentes da disciplina. com a análise de resultados. ficando um grupo constituído pelos alunos com números ímpares e o outro grupo pelos alunos com os números pares. critérios de correcção e resultados). . A divisão dos alunos.4ª 12/10/2006 5ª 19/10/2006 6ª 26/10/2006 O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. alguns aspectos a ter em conta nos Departamentos e nos Grupos Disciplinares: planificações por ciclo. as turmas devem ser desdobradas. foram discutidos. A partir da próxima 2ª feira os professores trabalharão com as turmas desdobradas em grupos. no Conselho Pedagógico.A escola acedeu ao Plano de Acção na Matemática no 2º e 3º ciclos. -O Conselho Pedagógico aconselha que nas aulas de recuperação os alunos sejam agrupados por grau de dificuldade e não só por ano. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 27 de Setembro de 2006: -Nas aulas de Matemática no 2º ciclo e nas aulas de Língua Portuguesa no 5º ano. actas completas (com actividades e estratégias para superar certas dificuldades. ou seja. planificações por turma (consoante dificuldades detectadas). nas aulas de recuperação. Este desdobramento será aleatório. de forma a manter a heterogeneidade em cada grupo. -Os testes diagnóstico feitos na escola. há dois professores por turma e com base nos testes diagnóstico as turmas serão divididas. A competição Maismat deverá integrar o plano de actividades. o decorrer das aulas de Aprovação da acta da reunião anterior. por todos os alunos de uma turma. O professor Rui colocou as seguintes questões: -Se o Plano de Acção na Matemática foi aprovado nos termos propostos? -Se o software educativo “Geometer’s Sketchpad” pode ser instalado em vários computadores. -Na sequência da inspecção feita na escola. Foi discutido recuperação. 263 . -Se os Cadernos de Actividades fornecidos As aulas de recuperação funcionarão em dois grupos: um constituído por alunos com mais dificuldades e outro de alunos com menos dificuldades. Não se realizou a reunião devido ao falecimento da professora da Escola. Aprovação da acta da reunião anterior. …) O Delegado de Disciplina forneceu também a seguinte informação: -Já existe na escola o Software “Geometer’s Sketchpad”. serão enviados para a Secretaria Regional de Educação (enunciado. O delegado distribuiu um quadro estatístico com os resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico e Secundário. será feita com base nos resultados das fichas diagnosticas.

destinada a professores de Matemática do 2º ciclo. dada a ausência do delegado. Por isso. O professor Rui apresentou. depois de aberta. -As reuniões semanais de grupo [Conselho de disciplina] são obrigatórias. -Na sala 20. . é necessário assinar a folha de presenças em triplicado.Satisfaz Muito Bem. -Em todos os testes realizados na Escola. outro entregue ao Coordenador de departamento e o terceiro arquivado no dossiê da disciplina. 264 .pelo SASE ficam para os alunos. os seguintes problemas: -Na sala 18. 50 a 69% . foram entregues aos alunos sem o respectivo Caderno de Materiais.Não satisfaz. inclusivamente no caso de apenas um dos professores comparecer na reunião. -Realização de uma acção de formação subordinada ao tema “Na matemática com a resolução de problemas”. sugere-se a aquisição de um com maiores dimensões.Satisfaz. o quadro é de dimensões insuficientes. fornecidos pelo SASE. 7º e 8º). Na ausência de todos os outros elementos do Conselho de disciplina. o delegado procedeu à correcção das fichas de avaliação das turmas A e C do 5º ano. que Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] 7ª 02/11/2006 Aprovação da acta da reunião 8ª 09/11/2006 9ª 16/11/2006 Aprovação da acta da reunião Aprovação da acta da reunião de 26/10/2006. 70 a 89% .Alguns manuais de 5º ano. os professores têm de pôr a nota qualitativa e quantitativa nos testes. a iluminação do quadro é insuficiente o que prejudica a visualização do quadro preto. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. Outras informações fornecidas pelo delegado de disciplina: -Devem ser feitas actas de todas as reuniões semanais do Conselho de disciplina. -Para as avaliações intercalares as menções qualitativas serão: de 0 a 49% . o desconhecimento da ordem de trabalhos e a impossibilidade do órgão deliberar por falta de quórum. sendo um dos exemplares entregue na secretaria. também. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 2 de Novembro de 2006: -O Conselho pedagógico decidiu manter os critérios de progressão e retenção para os alunos do 2º e 3º ciclos em anos não terminais (5º. -Sempre que falte algum professor ás reuniões do Conselho de disciplina. no final do ano lectivo. foi encerrada. A reunião.Satisfaz Bem e de 90 a 100% .

-Projecto das TIC.Os recursos materiais. em Évora. excepto a estratégia das aulas de Matemática serem leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. -Na sala 18 vai ser colocada uma lâmpada. -Os funcionários do SASE não souberam esclarecer o delegado em relação ao problema de estarem a ser distribuídos manuais escolares a alunos carenciados. Sendo assim. por cima do quadro. no dia 9 de Março de 2007. que têm aulas de Matemática separadamente. numa outra escola da RAM e. pelo SASE. que são distribuídos aos alunos carenciados. 265 . sem o respectivo Caderno de Materiais. decidiu-se que seria o professor Rui a acompanhar o delegado de disciplina no Encontro de Delegados. que decorrerá. que foi substituída pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de alunos. cuja proposta de aquisição pela Escola constava do Plano de Acção da Matemática. às 9 horas numa outra escola da RAM. Não necessitam de ser devolvidos pelos referidos alunos no final do ano lectivo.O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática (segundo ciclo) elaborado pelo Conselho de Disciplina. hoje. em Julho do corrente ano. para posterior consulta dos interessados. do dia 26/10/2006. para um Encontro de Delegados de Matemática do 2º ciclo. em salas distintas e leccionadas por professores distintos. . pela professora responsável.teve início. Relativamente a dúvidas suscitadas na reunião do Conselho de Disciplina. Não há garantias sobre a possibilidade de assegurar a deslocação dos alunos da escola ao Campeonato Nacional. Por consenso. amanhã. no sentido dos alunos treinarem os mesmos. que se insere no âmbito do Programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática” (Ofício circular nº743/2006 da DRE). foi aprovado na íntegra. -Na sala 20 vai ser colocado um quadro de parede com maiores dimensões. o delegado esclareceu o seguinte: Os Cadernos de Actividades. . A escola só pode inscrever um aluno por jogo e nível de ensino. fica ao critério dos professores da disciplina trabalharem com estes jogos. foram requisitados. apresentado na última reunião do CP. -Convocatória do delegado e de outro professor da disciplina. mas em simultâneo. cuja cópia fica arquivada no dossiê da disciplina. de forma a tentar melhorar a sua visibilidade por parte dos alunos. -Realização do 3º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos.

visto que se realizarão mais dois no segundo período e um no terceiro período. Foi abordada a possibilidade da Escola participar nos Jogos Matemáticos. referente à elaboração de planos de recuperação e de acompanhamento. 12ª 07/12/2006 Aprovação da acta da reunião de 30/11/2006. solicitou a todos os docentes do Conselho a consulta. Em relação a isso. realizado no dia 17/11/2006. troca de planificações. O Delegado de Disciplina. ao DT. o delegado pediu aos restantes colegas que indicassem temáticas para serem abordadas nos próximos encontros. por exemplo. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 29 de Novembro de 2006:: -Os critérios de avaliação levados a Conselho Pedagógico foram aprovados. o colega Rui sugeriu que houvesse partilha de informação entre escolas para que estes encontros fossem mais produtivos. ficando esta. cumprimento do programa e. facto este que prejudica os alunos e o normal desenrolar das aulas. uma proposta para o aumento da carga horária da disciplina de Matemática. posteriormente.O professor Rui informou que vários alunos continuam a queixar-se da dificuldade em visualizarem o que é escrito no quadro da sala dezoito. Aprovação da acta da reunião anterior. na internet da página do PISA. no total com três blocos de noventa minutos por semana. -Foi dado a conhecer o teor do despacho normativo nº 50/2005. Desde que um aluno seja posto fora da sala de aula. recursos existentes em cada escola e sua utilização. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da acta da reunião de 23/11/2006. -Serão postos em vigor diversos impressos para facilitar e uniformizar o processo do registo Disciplinar dos alunos. a reunião foi encerrada. o professor deverá preencher o documento do registo da participação disciplinar. 11ª 30/11/2006 Depois da aprovação da acta da sessão anterior. dada a ausência do delegado e o desconhecimento da ordem de trabalhos. 266 . todas as escolas em conjunto. tendo em vista a sua aprovação. a ser entregue. para os alunos do Ensino Básico. O Delegado ficou incumbido de elaborar um Plano para essa actividade. 10ª 23/11/2006 Sobre o Encontro de Delegados e professores de Matemática do 2º ciclo. elaborarem.

o delegado deverá elaborar um plano que contemple a possibilidade de. para substituir o quadro de dimensões exíguas que lá se encontra colocado. conforme prevê o referido regulamento. -o delegado vai propor uma alteração ao Regulamento Interno da Escola. Ficou assente que. as planificações estavam a ser cumpridas com alguns atrasos ao nível da calendarização. 267 .O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Em breve vai ser colocado um novo quadro de parede na sala 20. Em relação à planificação anual do sexto ano. no caso da disciplina de Matemática do 2º ciclo participar na organização dos Jogos Matemáticos. O delegado de disciplina questionou os presentes para saber se a planificação estava a ser cumprida. informando que. um aluno do 2º ciclo participar na Final Nacional. o delegado de disciplina esclareceu que. referente ao cargo de delegado de disciplina. concretamente em relação à quinta reunião. foi-lhe solicitado que acrescentasse a essa planificação o número de aulas previstas para cada unidade. o delegado de disciplina. depois de ter entregue a referida planificação ao Coordenador do Departamento. porque no seu entender. fica arquivado no dossiê da disciplina e os professores interessados podem solicitar cópias do mesmo na reprografia da Escola. divulgando a edição de uma colecção de cadernos de Matemática com actividades para os alunos do 1º e 2º ciclos do EB. de forma a aumentar o número de horas de redução da componente lectiva do seu horário semanal. é insuficiente -O Regulamento Interno da Escola. professor António. pelo menos. por unanimidade. na disciplina de Matemática. Relativamente a uma dúvida que foi colocada sobre a numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. Zelinda. -Recepção de correspondência da editora Santillana/Constância. propor que a escola adquira um exemplar de alguns cadernos de Matemática com actividades da editora Santillana/Constância. dado o dia para a sua realização ter coincidido com a data do falecimento da professora desta escola. esclareceu que apesar da referida reunião não se ter realizado. porque tal não constava. Foi deliberado. O professor Rui respondeu. o delegado esclareceu que ainda não tinha sido elaborado nenhum plano para esta actividade. a mesma reunião foi contabilizada na numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. nas turmas de quinto ano leccionadas por ele e pela professora Maria. a redução de uma hora. Sobre o Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos.

no seu entender. ao Coordenador do Segundo Ciclo. tendo dado conhecimento ao Conselho de Disciplina que uma das auxiliares de acção educativa o tinha informado que. feitas no início do ano lectivo. para efectuar o balanço das unidades lectivas leccionadas. Face à questão colocada. o delegado de disciplina afirmou que iria contactar o Conselho Executivo para apresentar este assunto. O mesmo professor alertou para o facto das planificações não terem sido aprovadas em reunião de grupo. Foi preenchida uma tabela. contabiliza também os dias de feriados e a interrupção de actividades lectivas no Carnaval. do referido documento. O mesmo professor colocou a questão do preenchimento dos livros de ponto nas aulas de Matemática. que consta do dossiê de Grupo [disciplina]. não deveria. que por se ter tratado apenas de um comentário informal por parte do Coordenador do 2º ciclo. O colega Rui informou os presentes que fazia questão que o mesmo constasse da referida acta. O delegado acrescentou que tinha previsto cerca de cento e sessenta aulas na planificação anual de sexto ano. nos livros de ponto seria reservado um rectângulo normal para cada professor de Matemática e para cada bloco de noventa minutos. pelo facto de. constar da acta. 13ª 14/12/2006 Aprovação da acta da reunião de 07/12/2006.inicialmente. o delegado mostrou o seu desagrado. de acordo com instruções dadas pela Chefe do Pessoal Auxiliar. como dias de aulas previstas. O professor Rui perguntou ao delegado se ele dispunha de alguma informação sobre o início das aulas de recuperação de Matemática para os alunos de quinto ano. facto que o Delegado também lamentou afirmando que o mesmo se deveu à falta de experiência e esquecimento de as levar a aprovação na reunião de disciplina. tendo este o informado que nas suas planificações anuais. Em relação à aprovação da acta da reunião anterior. 268 . esclarecendo que contabilizara os dias da semana do desporto escolar e que tinha solicitado uma opinião. na referida acta constar uma sugestão em relação à contabilização das aulas previstas. O professor Rui chamou a atenção para o facto de tal procedimento não estar de acordo com a prática adoptada pelos professores desde o início do ano lectivo. sobre este assunto. tendo este respondido negativamente.

O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Os alunos com planos de recuperação têm Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da acta da reunião de 14/12/2006. Confirmados os alunos. Seguidamente o delegado deu a conhecer a calendarização do Pmate e informou que haverá competições para os diferentes anos de escolaridade. Essa alteração deverá ser aprovada na próxima reunião de grupo. -As reuniões intercalares de Conselhos de Turma decorrerão entre 22 e 28 de Fevereiro.14ª 04/01/2007 15ª 11/01/2007 16ª 18/01/2007 O Coordenador [delegado] referiu que. foi feita com base na avaliação resultante dos testes diagnósticos. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 10 de Janeiro de 2007: -O Conselho Pedagógico deliberou que o máximo de aulas de recuperação semanais por aluno é de 2 blocos de 90 minutos ou 4 tempos de 45 minutos. O Delegado informou que. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. Foi acordado entre os presentes que a aprovação das planificações do 2º e 3º períodos ficava para a próxima reunião visto estar a faltar um elemento do grupo. nas aulas de recuperação. propostos para as aulas de recuperação. -No dia 11 de Janeiro. por ter sido altura de realização de testes e avaliações. onde estivessem professores que tenham proposto alunos para as aulas de recuperação. não fez. O Coordenador informou que. Foi feita uma uniformização do número de aulas previstas para as planificações do quinto e sexto ano. ainda o Plano de Actividades para o Campeonato da Matemática. caso não haja horários disponíveis para todos os alunos e que na avaliação intercalar poderá fazer-se os ajustes. o Coordenador ausentou-se da reunião. apenas para o segundo e terceiro período. 269 . O Coordenador do 2º ciclo esteve presente na reunião para confirmar a lista de alunos propostos para as aulas de recuperação com os respectivos professores. A professora Maria informou o Coordenador. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da acta da reunião de 04/01/2006. a fim de elaborar um mapa das aulas de recuperação. na sala 20. o Conselho Pedagógico entende que temos que cumprir o Regulamento Interno da Escola. visto o primeiro período já ter passado. -Relativamente à pretensão do delegado de disciplina em propor um aumento das horas de redução no seu horário semanal. uma equipa iria percorrer todas as reuniões de grupo. Aprovação da acta da reunião de 11/01/2006. já se encontra colocado um novo quadro. irá dar prioridade aos alunos propostos para o plano de recuperação. que a lista dos alunos.

para os alunos terem aulas de recuperação de Matemática. o delegado recordou que vão ser realizadas competições diferentes para os diferentes anos de escolaridade e que. ao nível do segundo ciclo. resultado superior ao de outras disciplinas como Ciências da Natureza. os resultados obtidos pelos alunos do 6ºano na disciplina de Matemática. que tinha O Conselho de Disciplina. relativamente aos alunos das turmas que leccionam O professor Rui fez uma declaração sobre o processo de selecção dos alunos. feitas no início do ano lectivo. com o número e percentagens de "negativas" obtidas pelos alunos da Escola. tanto para o 5º ano. vai existir uma competição para o quinto ano de escolaridade e outra para o sexto ano de escolaridade no Maismat. o delegado de disciplina deu conhecimento. à falta de empenho e de sentido de responsabilidade. 270 . com apenas vinte e três por cento de níveis inferiores a três. O mesmo professor afirmou que. positivamente. O professor Rui alertou para o facto de. por unanimidade. será efectuada a avaliação intercalar. o Conselho de Disciplina ainda não ter aprovado qualquer plano para a actividade do Maismat. História e mesmo Inglês. manifestadas por diversos alunos. -As aulas de recuperação devem ser iniciadas na próxima semana. por unanimidade. O professor Rui referiu que os resultados obtidos na disciplina de Matemática. no momento de avaliação sumativa realizada no final do primeiro período. até à presente data. à falta de empenho e de hábitos de trabalho. nas diversas disciplinas e nos diversos anos de escolaridade. para as aulas de recuperação de Matemática. os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos fundamentalmente à indisciplina de alguns alunos. até ao final do ano lectivo. bem como ao não cumprimento de regras básicas do saber estar na sala de aula e à falta de pré-requisitos. como para o 6º ano. fundamentalmente. devem-se. embora fossem de realçar. O professor Rui e a professora Maria informaram que tinham mantido as propostas. que se realizarão entre 22 e 28 de Fevereiro. o que infelizmente já é normal acontecer nesta disciplina. não eram satisfatórios. tendo solicitado que se fizesse uma análise dos resultados obtidos. O delegado distribuiu pelos presentes cópias de um documento. no final do 1º período. O professor António e a professora Sofia informaram que fizeram um reajuste em relação às propostas efectuadas no inicio do ano lectivo.prioridade para as aulas de recuperação. A propósito deste assunto. portanto. bem como à ausência de pré-requisitos manifestadas por diversos alunos. no seu entender. Em relação ao Pmate. das planificações das actividades lectivas da disciplina. Aprovação. -Nas reuniões dos Conselhos de turma. considera que os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática.

17ª 25/01/2007 A reunião. O professor Rui perguntou ao delegado. para divulgação do Campeonato Regional de Resolução de Problemas (Agente X). Elaboração do plano da actividade Pmate. dada a ausência do delegado e o desconhecimento da ordem de trabalhos. O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Encontro de Delegados de Matemática do 2º ciclo da RAM. . O delegado respondeu que não tem nenhuma directiva a esse respeito e que lhe tinham distribuído um novo horário com aulas à 5ª feira à tarde. se as reuniões ordinárias do Conselho de Disciplina continuam ou não a ser semanais à 5ª feira. (Nada consta na acta) 2. O Delegado de Disciplina forneceu as seguintes informações: . para depois elaborar uma planificação da mesma.Vai ser colocado um novo quadro na sala 18.entregue ao coordenador do Departamento. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] 19ª 01/03/2007 1. Foram acertadas as directrizes para a elaboração do plano da actividade Maismat. 3. versando a temática da avaliação dos alunos. depois de aberta. uma folha sobre o Maismat e que estava à espera que a actividade fosse aprovada superiormente. 2.A Final Regional do Maismat terá lugar no dia 271 . Informação sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X). 18ª 01/02/2007 1. (Nada consta na acta) 3. Outros assuntos. no qual esteve presente. Informações do Departamento. Outros assuntos. na qual esteve presente. realizada no Funchal. Foram acertadas as directrizes para a elaboração do plano desta actividade 3. foi encerrada. O Delegado de Disciplina forneceu informação sobre uma reunião. que se insere no âmbito do Programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”. Informações do Conselho Pedagógico. Outros assuntos.

-Recepção de manuais de 3º e 4º anos de escolaridade. 272 . O mesmo professor. do SEE. 2 blocos de 90 minutos. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 15 de Março de 2007: -Despacho normativo nº 14/2007. O mesmo professor demonstrou o seu desagrado com o facto de ter sido dada prioridade à disciplina de Língua Portuguesa nas Aulas de Recuperação. O delegado relembrou que esse facto tinha sido informado em reunião de grupo pelo Coordenador do segundo Ciclo e que nada em contrário havia sido dito. com o que determina um conjunto de normas sobre Conselho as provas de aferição. pelo Conselho de disciplina. O Professor Rui fez referência ao facto de ter havido troca na organização dos grupos para as Aulas de Recuperação. no mínimo. Sendo assim. na Escola do Carmo. -Recepção de um folheto informativo sobre quadros interactivos. a separação deixou de ter sentido. do SEE. conjunta -Despacho nº 2351/2007. só podem frequentar. no ano lectivo anterior. que frequentaram. não conseguem actualizar os seus dados no Maismat. a realizar no final dos 1º de e 2º ciclos do ensino básico. uma vez que os alunos propostos para Aulas de Recuperação de Língua Portuguesa.º ano de escolaridade. de 22/02. em Câmara de Lobos. da O Conselho de Disciplina considera que nas aulas de recuperação da disciplina de Matemática. disciplina (os dois despachos foram lidos na íntegra e de foram distribuídas cópias dos mesmos). uma carga horária semanal de 90 minutos. uma vez que continuam inscritos no Minimat. as aulas têm menos rendimento e deixa de haver possibilidade de trabalhar de igual forma perante os alunos. Estes livros ficam depositados no armário da disciplina. cada aluno proposto deve ter. o 4. Segundo o mesmo docente. Aprovação da acta da reunião de 01/03/2007. de 05/02. informou também que alguns dos seus alunos. Alunos com poucas dificuldades foram agrupados com outros de muitas dificuldades. uma vez que. Pediu também que fosse informado da disponibilidade das salas com computadores para os alunos treinarem o Maismat. desta maneira. cuja aquisição foi proposta. que aprova os regulamentos dos exames Reunião dos Ensinos Básico e Secundário.18 de Abril. anteriormente. Aprovação do plano actividade Maismat. mostrando assim o seu desagrado perante esta situação. Informações do Conselho Pedagógico. no máximo. 1. Matemática e Inglês. 20ª O Delegado de Disciplina forneceu as 22/03/2007 informações seguintes. um dos blocos de 90 minutos passa a ter de ser distribuída por Língua Inglesa e Matemática.

Ciências da Natureza do 2º ciclo. (Nada consta na acta) 3. . Outros assuntos. que a redução de uma hora lectiva no seu horário. 2. os presentes foram informados. -O Conselho Pedagógico decidiu que no 3ª período será colocada uma legenda no livro [de ponto] sobre as faltas. Foi feito um balanço leccionadas. deixará a participação a um funcionário e fará uma chamada telefónica oficial para o Director de Turma informando-o do ocorrido. -Quando um professor não conseguir encontrar o Director de Turma para lhe entregar uma participação disciplinar. sendo FM. Outros assuntos. Balanço do 2º Período. -A prova de aferição de 6º ano na disciplina de Matemática terá lugar no dia 24 de Maio às 10 horas. 1. Aprovação matriz exame equivalência à frequência. que as equipas do 6º ano não tinham sido inscritas.Falta disciplinar.Falta de material. mais uma vez. FD.O Conselho Pedagógico relembrou que a saída da sala de aula. -O prazo de entrega das matrizes dos Exames de Equivalência à frequência termina no dia 16 de Abril. 273 . é definitiva e estes deverão ser encaminhados para a sala de estudo e feita a participação disciplinar. -É necessário elaborar matrizes das fichas de avaliação global para o 5º ano. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da matriz do Exame de equivalência à frequência da disciplina de matemática do 6º Ano. -O Pmate (Maismat) já consta do Plano Anual de Actividades. é insuficiente para resolver todos os problemas do Grupo [disciplinar]. 2. das unidades já 21ª 16/04/2007 O delegado referiu. que serão entregues aos alunos 15 dias antes da sua realização. pelos professores respectivos. mas a deslocação à Final Regional aguarda ainda resposta da escola. embora já tenha sido chamado um técnico para resolver o problema. por mau comportamento dos alunos. Em relação ao Pmate. 21 e 22 não está a funcionar devidamente. -Recepção de uma carta que divulga o nome de manuais para a preparação das provas de aferição do 2º ciclo. O Delegado de Disciplina forneceu as seguintes informações: -A iluminação eléctrica das salas 18. visto não haver verba disponível.

. no final do 2º período.As matrizes das provas globais devem ser aprovadas pelo Conselho de disciplina e dadas a conhecer aos alunos com o mínimo de 15 dias de antecedência em relação à data de realização da prova. disciplinas sujeitas a Provas de Aferição e áreas curriculares não disciplinares. As provas deverão se acompanhadas dos critérios de correcção/classificação.Na semana do Desporto escolar haverá aulas na 2ª e na 3ª feira. O Conselho de disciplina decidiu que a prova do Exame de equivalência à frequência será elaborada pelo professor António e pela professora Rosa. mas o delegado irá fazer os possíveis para que se possa inscrever uma equipa.pois os alunos não conseguem passar do nível 8. O enunciado da prova deve referir a cotação a atribuir a cada questão. por disciplina. 5ª e 6º feira. no sentido dos professores informarem os 274 . as aulas decorrerão normalmente. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 23 de Abril de 2007: -As matrizes dos Exames de equivalência à frequência foram aprovadas. em todas as disciplinas do 2º ciclo. espaço simples no texto e 1. Outros asssuntos. visto não terem conhecimento da matéria que corresponde a esse nível. -Os nomes dos professores encarregues da elaboração dos Exames devem constar em acta do Conselho de disciplina. deverão ser submetidos a um teste global. EVT. decorrerão nas manhãs de 4º. no final do ano lectivo. Relativamente às equipas de 5º ano. 2. Nas turmas de 9º ano e Secundário. As actividades previstas na alíneas b) do nº 4 do Despacho nº 18/2006. excepto nas disciplinas de EF. -Os alunos da escola. que não tenham alunos envolvidos no Desporto Escolar. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. EMRC. Informações do Conselho Pedagógico. O Conselho de disciplina concordou com uma proposta apresentada pelo professor Rui. 22ª 03/05/2007 1. O professor Rui afirmou que se tinha apercebido que alguns alunos do 6º ano Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação das actas das reuniões de 22/03/2007 e 16/04/2007.5 entre as questões. As provas deverão conter a duração no cabeçalho. que está interessada em participar no Pmate. as mesmas também ainda não foram inscritas. tamanho 12. EM. . tanto no 5º como no 6º ano. -Os Exames de equivalência à frequência devem ser entregues ao Conselho Executivo até ao dia 1 de Junho. -Os exames devem ser feitos com letra Arial. SRE (calendário escolar 2006/2007). O delegado distribuiu pelos presentes cópias de um quadro resumo com os resultados da avaliação dos alunos.

Acrescentou o mesmo professor que. Deste modo. 275 . o que não aconteceu. a classificação de triângulos. Destacou o 4º lugar alcançado por esta equipa nessa Final. em Câmara de Lobos. as pautas com os resultados dos alunos são publicitadas. o mesmo professor apresentou uma proposta para superar esse problema. Em relação à planificação do 6º ano. dadas no dia 18 de Abril. que normalmente fazem parte das questões que surgem nos últimos níveis do Maismat de 5º ano. o professor Rui. isso permitiria uma preparação mais eficaz para a Final. O delegado de disciplina respondeu negativamente. o professor Rui alertou para o facto da planificação de 6º ano para o presente ano lectivo. na Escola do Carmo. Realçou a forma como a equipa e o professor acompanhante foram bem recebidos na citada Escola. Relativamente ao Maismat. alguns conteúdos programáticos de 5º ano que ainda não tinham sido leccionados até à data. apresentada pelo professor Rui. para que a planificação de 6º ano fosse reformulada. só na véspera dessa Final é que foi possível ensinar. não incluir os conteúdos referentes à unidade programática de volumes do 5º ano. fase esta que deveria estar concluída até ao final do 2º período. os volumes de cubos e de paralelepípedos rectângulos e as fracções. depois de classificadas. Concluiu o prof. membros da equipa que participou. alunos que as provas de aferição são identificadas e que. de forma a incluir o assunto dos volumes do 5º ano. O professor Rui perguntou ainda ao delegado de disciplina. realizada no passado dia 18 de Abril. mas comprometeu-se a tratar desse assunto. devido ao facto da selecção da equipa representante no Maismat de 5º ano apenas ter ocorrido dois dias antes da Final Regional. dizendo que se a selecção da equipa tivesse sido feita atempadamente. e a provável obtenção de um resultado ainda melhor. deu conhecimento da forma como decorreu a participação da referida equipa na Final Regional. como por exemplo. num total de 79 equipas. pelos alunos do 5º B. Dado que tal ideia não corresponde à verdade. os professores devem motivar os alunos. se este já tinha tratado da justificação das faltas às aulas. aos alunos da equipa. nesse mesmo dia. Lamentou que a planificação desta actividade ao nível da nossa Escola não tenha sido cumprida.estavam convencidos que as provas de aferição eram respondidas de forma anónima. Rui. na Final Regional do Maismat. que acompanhou a equipa de 5º ano à final Regional do Maismat. já aprovada pelo Conselho de Disciplina. Aprovação de uma proposta. no que diz respeito à calendarização da fase de selecção da equipa representante da Escola na Final Regional. no sentido destes tentarem obter o melhor resultado possível na prova de aferição.

no qual esteve presente. no Funchal. na disciplina de Matemática. 1. Os alunos do 6º ano obtiveram 31% de níveis inferiores a três na avaliação interna e 50% de classificações não satisfatórias na Prova de Aferição. divulgando um conjunto de fichas de trabalho utilizadas com alguns materiais didáctico-pedagógicos. o delegado de disciplina deu conhecimento das actividades desenvolvidas no referido Encontro de Delegados. informou que. 24ª 05/07/2007 1. nomeadamente com a calculadora. neste ano lectivo. desta vez. tendo sido elaborado um relatório referente ao presente ano lectivo que se junta em anexo a esta acta. O delegado. não se ter seguido a sugestão do Inspector.que não foi leccionada no ano lectivo transacto nas turmas de 5º ano. até à data. na avaliação interna. O Conselho de Disciplina considerou não satisfatórios os resultados obtidos pelos alunos na disciplina de Matemática. Os professores actualizaram o preenchimento de uma matriz. com o geoplano. com material cuisenaire e com material polydron. 23ª 19/06/2007 Aprovação da acta da reunião de 03/05/2007. em cada uma das turmas do ensino regular. feita no ano lectivo anterior. Balanço do ano lectivo. Outros assuntos. Informações do Conselho Pedagógico O delegado de disciplina leu e distribuiu pelos presentes uma cópia do resumo da reunião do Conselho Pedagógico do dia 29/06/2007. para além de recordar que este Encontro de reflexão e formação se insere no programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”. O delegado de disciplina leu e distribuiu pelos presentes uma cópia do resumo da reunião do Conselho Pedagógico do dia 24/05/2007.. No final do ano lectivo. Na sequência do mesmo assunto. o Encontro foi subordinado ao tema “Materiais na aula de Matemática”. Foi feito um balanço da execução do Plano de Acção para Promover o Sucesso na Matemática. os alunos do 5º ano obtiveram 37% de níveis inferiores a 3. realizado no passado dia 4 de Junho no Auditório da Direcção Regional de Educação. no sentido de ser elaborada uma planificação de ciclo para a disciplina. Informações do Conselho Pedagógico. nomeadamente: -Aulas de recuperação 276 . 2. onde assinalaram as unidades programáticas já leccionadas. O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Encontro de Delegados de Matemática do 2º ciclo da RAM. Aprovação da acta da reunião de 19/06/2007. 2. O Conselho de Disciplina entende que vários factores contribuíram para o insucesso escolar de vários alunos na disciplina de Matemática. O mesmo professor alertou para o facto de.

não continuar a leccionar nesta Escola. O professor Rui disponibilizou-se para o cargo. houve necessidade de eleger um outro professor para o mesmo cargo.Números inteiros e decimais. por isso. é manifestamente insuficiente para o desempenho da sua função. -Indisciplina não punida de alguns alunos. . Em relação aos Currículos Alternativos. por unanimidade.Perímetros. A professora Maria foi eleita. 4.Números e Cálculos.Adição e Subtracção. a exercer presentemente as funções de delegado de disciplina. foram leccionados os seguintes conteúdos: . Aprovação da acta da reunião 277 . . mas pertence ao mesmo grupo de recrutamento (230). Foi preenchida uma matriz onde foram assinaladas as unidades programáticas leccionadas durante o ano lectivo em cada uma da turmas do ensino regular. 3. professor António. por unanimidade. 25ª 06/07/2007 Nesta reunião extraordinária também esteve presente a professora Isabela. -Falta de empenho. O Conselho de Disciplina entende que a redução de 45 minutos. que não lecciona a disciplina de Matemática. O professor Rui foi eleito.Números racionais relativos. hábitos e métodos de estudo dos alunos. no próximo ano lectivo. referente ao cargo de delegado de disciplina. no mínimo. Aprovação da acta da reunião de 05/07/2007. não ser elegível para este cargo. . Outros assuntos. para o cargo de delegado de disciplina. propondo-se. Ponto único: Eleição do delegado de disciplina. para o cargo de delegada de disciplina. Eleição do delegado de disciplina. -Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo. O delegado em funções. . informou os presentes que a eleição de Delegado de Disciplina feita na reunião anterior deverá ser repetida devido ao facto da docente eleita não pertencer ao Grupo 230 e não ser profissionalizada neste grupo e. Atendendo ao facto do professor António. A professora Maria disponibilizou-se para exercer o cargo. na componente lectiva do horário semanal do professor.iniciadas apenas a meio do ano lectivo. -Falta de pré-requisitos. de acordo com as instruções recebidas do Presidente do Conselho Executivo. 4 horas de redução para o desempenho deste cargo.

ANEXO 4 Guião da entrevista ao Delegado de Disciplina 278 .

Guião da entrevista ao Delegado de Disciplina

Legitimação da entrevista A. Informar, em linhas gerais, sobre os objectivos da investigação. Este trabalho de investigação destina-se a compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências, como expliquei ao colega no contacto prévio que tive consigo. B. Motivar o professor para as respostas, reforçando a importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. A participação do colega, enquanto entrevistado, é importante para a concretização do estudo, o que me leva, desde já, a agradecer a sua disponibilidade.

C. Assegurar o carácter confidencial das informações. Posso assegurar que o nome desta escola não será mencionado em circunstância alguma, assim como a identificação do entrevistado. Queria pedir autorização ao colega para gravar a entrevista, de modo a permitir que a recolha de informação seja o mais completa e célere possível.

Caracterização do entrevistado - Idade - Tempo de serviço total - Tempo de serviço na Escola - Tempo de serviço na disciplina - Habilitações académicas - Situação profissional

Competências do Conselho de Disciplina 1. No seu entender, quais são as competências do Conselho de Disciplina? 2. Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina?

279

Regimento do Conselho de Disciplina 3. Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina?

Assuntos tratados nas reuniões 4. Quais são os assuntos que, habitualmente, mais ocupam o Conselho de Disciplina, nas suas reuniões?

O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade 5. Na sua opinião, o planeamento da actividade do grupo disciplinar tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola? 6. Conhece o Projecto Educativo da Escola?

Participação dos professores no Conselho de Disciplina 7. Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina?

Delegado de disciplina 8. Na sua opinião, qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? 9. Quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? 10. Quando, no exercício do cargo, se confronta com um problema de particular complexidade com quem contacta preferencialmente?

Sugestões 11. Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina.

280

ANEXO 5
Entrevista ao Delegado de Disciplina, professor António (E1)

- Ficha síntese da entrevista

- Transcrição da entrevista

281

Ficha síntese da entrevista ao Delegado de Disciplina, professor António

A primeira entrevista foi feita ao Delegado de Disciplina, professor António, e teve lugar no dia 6 de Julho de 2007, entre as 9 horas e as 10 horas, na sala 34 da Escola. O local escolhido para a entrevista foi uma sala de trabalho dos professores de várias disciplinas da escola, onde habitualmente se realizam as reuniões do Conselho de Disciplina e onde se encontra localizado o armário da disciplina.

O entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação, tendo o entrevistado sido motivado para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada, ao entrevistado, a confidencialidade das informações fornecidas pelo mesmo e foi solicitada autorização para a gravação das respostas.

Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista, apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e o entrevistado. Devido ao facto de não ser um dia de aulas, porque o ano lectivo já tinha terminado, havia um silêncio adequado para a realização da entrevista.

O entrevistado e o entrevistador encontravam-se sentados à volta de uma mesa oval, habitualmente usada para as reuniões de professores.

Apesar do conhecimento mútuo existente, dado o entrevistado e o entrevistador serem ambos professores de Matemática do 2º ciclo na mesma escola, notava-se algum nervosismo na voz do entrevistado.

No final, o entrevistador agradeceu a disponibilidade do entrevistado para colaborar nesta investigação.

282

Entrevista ao Delegado de Disciplina, professor António - E1

Competências do Conselho de Disciplina

Entrevistador: No seu entender, quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professor: Decidir, em primeira instância para tratar de assuntos relativos à disciplina. São os professores mais chegados à disciplina, que percebem mais da disciplina, que sabem quais as necessidades, que estão mais dentro dela e depois decidem. Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as

competências do Conselho de Disciplina? Professor: Não completamente. Sei basicamente as minhas competências, como delegado, mas os normativos legais, todos eles, todos os decretos que falam sobre as competências do Conselho de Disciplina não conheço. Provavelmente de todos não. Não tenho conhecimento de todos. Lá está, quando vai sendo preciso alguma coisa, vou recorrendo a outras pessoas e vou procurar. Mas não sei, não conheço todas as leis, todos os decretos que regem o Conselho de Disciplina.

Regimento do Conselho de Disciplina

Entrevistador: Sabe que a periodicidade das reuniões de cada órgão deve estar consagradas num regimento interno do órgão. Neste caso do Conselho de Disciplina, existe algum regimento interno para o Conselho de Disciplina, aqui na Escola? Professor: Que eu conheça, não. Entrevistador: E a nível de Departamento? Professor: Que eu conheça, não.

283

Entrevistador: Em relação à realização das reuniões do Conselho de Disciplina, este ano lectivo houve aquela situação em que nós, até Janeiro, fazíamos reuniões semanais do Conselho de Disciplina. A partir de certa altura deixaram de se fazer reuniões semanais. Conseguiu saber, porque é que isso aconteceu? Houve alguma alteração da legislação? Professor: Não. O que me foi dito no Conselho Executivo foi, acho que os outros professores têm conhecimento, que à quinta-feira ia deixar de haver essas reuniões. Entrevistador: Mas, não chegou a saber porque é que houve essa alteração a meio do ano lectivo? Professor: Não. Eu, inclusivamente, cheguei a pedir legislação nesse sentido ao professor Renato [membro do Conselho Executivo]. Ele, entretanto, disse-me que a tinha lá, mas não me chegou a dar. Mas sei que saiu alguma norma, não sei se regional ou nacional, nesse sentido.

Assuntos tratados nas reuniões

Entrevistador: Quais são os assuntos que, habitualmente, mais ocupam o Conselho de Disciplina, nas suas reuniões? Professor: No caso da Matemática, acaba por ser o insucesso, o cumprimento de programas e tentar arranjar estratégias para combater isso, quer o insucesso, quer o cumprimento do programa.

Entrevistador: Mas, em termos de assuntos, podemos, por exemplo, considerar a gestão do programa ou a transmissão de informação. Não considera que se ocupa muito tempo das reuniões do Conselho de Disciplina a transmitir informação? Professor: Sim. Aliás, em todas as reuniões que fazemos, ou grande parte delas, a ordem de trabalhos é sempre informações do Pedagógico e outras

284

A maior parte do tempo. poupava-se alguma coisa. as reuniões nesse órgão. quando eu fornecia as informações do Conselho Pedagógico. Entrevistador: Mas no Departamento há pouca informação no sentido contrário. Há pouca. Se essas informações fossem logo disponibilizadas para todos os membros. temos de ouvir tudo. Normalmente não. Como é um órgão mais vasto. mas pouco.informações. também são ocupadas. a transmitir informações? Professor: Sim. Entrevistador: Quando participa nas reuniões do Departamento. Ás vezes um pedido. O Coordenador. 285 . Entrevistador: Quando se fala em transmissão de informação. Em sentido ascendente. pode haver transmissão em vários sentidos. normalmente. como é um órgão mais vasto. a maior parte do tempo. não é? Professor: Sim. assuntos que previamente já são conhecidos. no Conselho Pedagógico. em que sentido circula? Professor: No sentido descendente. O Departamento. Nós aqui. ou em sentido horizontal. Lá no Departamento não. via mais ou menos o que interessava a esta disciplina. não ausculta a opinião dos delegados sobre isso? Professor: Não. A maior parte da informação que é transmitida no Conselho de Disciplina. tem necessidade de tomar posição em relação aos assuntos que lá são discutidos. Ele. Entrevistador: O Coordenador do Departamento representa o Departamento no Conselho Pedagógico. em sentido descendente.

realmente. o que realmente não costuma acontecer. não vou eu agora. Acredito que se for bem … Porque. na sua opinião. mas desconhecendo o projecto educativo. antes de se falar por eles. quando vemos que as coisas vão funcionando de determinada maneira. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professor: Não. ou que apenas se limita a transmitir informação? Professor: Se calhar pode ter. Professor: Mas este ano. deve. vamos lá a ver. nem todos os professores podem ter assento no Conselho Pedagógico. não teve em conta isso. 286 . Aqui existe muito: O que não se fizer agora. já que tem a palavra de muitos professores. quem tiver assento no Conselho Pedagógico. Entrevistador: Ia fazer-lhe a pergunta se.. O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo.. Agora a verdade é que. na próxima reunião isto vai! Pronto já se tratou. e que é contagioso. já está! Nota-se que há um comodismo muito grande. Porque. Neste caso concreto. Não quer dizer que neste caso tenha. considera que o planeamento da actividade na disciplina tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola. Há que limitar. não …. saber que posição é que esses professores tomam. E também por culpa dos colegas que estão no Departamento.Entrevistador: Qual é a sua opinião sobre a utilidade da existência do Departamento? Considera que é uma estrutura que tem muita utilidade na Escola.

não me parece que o delegado tenha que decidir e que mandar e mesmo coordenar. 287 . por falta de capacidade também de decidir sobre determinados temas. Agora. Não todos. em caso de divergência. falta de experiência. Até porque as decisões são tomadas pelo Conselho. não é pelo Delegado. Podia haver uma maior intervenção nesse aspecto. Agora. por vezes. mas alguns. Se calhar. haverá decisões que. notei que havia elementos. De alguns. foram as duas principais dificuldades. Nas reuniões. que foram muito pouco activos na tomada de decisões e na própria ajuda em encontrar outros caminhos. É uma Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. por falta de tempo e falta de algum traquejo. Ajuda sim. acho que não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas. nas preparações e em tudo o mais. não precisava de tanto tempo. talvez por falta de experiência. Acho que deve ser mais um professor. se tivesse mais experiência.Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? participação interventiva? Professor: Sim. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professor: Acho que o papel não devia ser muito diferente dos outros. Eu. tentar sempre ajudar a convergir. … Entrevistador: Quais as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? Professor: Este ano. Já que tem que haver um professor que dê a assinatura em todas as actas. em caso de dúvida. que eu não tinha grande conhecimento.

Eu não tive formação para isso. Sugestões Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. também ao Presidente do Conselho Executivo. se confronta com um problema de particular complexidade. acho que era importante. Aliás. Há tantas coisas que podiam melhorar… 288 . tentava saber o que era preciso fazer. Professor: No caso do trabalho de pares pedagógicos. já que tiramos um curso virado para o ensino. Entrevistador: Quando. porque há sempre coisas que vão falhando e também serviram para aprender. esse tal um tempo [proposto] destinado só à planificação e organização das aulas pelos pares. Tentava falar com o grupo. também acho que falta de formação para isso. ou mesmo. a quem recorre preferencialmente para solicitar apoio? Professor: Em grupo. se calhar devia ter … O meu não teve qualquer preparação para exercer qualquer cargo: Por exemplo. no exercício do cargo. Director de Turma somos logo … também falta de formação para o exercício do cargo. que se mostrou sempre muito disponível. quando havia alguma dúvida. Tentava sempre em grupo.Embora. Entrevistador: E com o Coordenador do Departamento? Professor: Sim. Embora se fizesse. também em relação a isso. Também recorria a ele. Já agora. para qualquer cargo. mas não era consagrado no nosso horário.

289 .Entrevistador: Mas a nível do órgão em si. acha que alguma coisa podia ser feita. alguma sugestão que tenha a dar para eventualmente melhorar? Professor: Não. do funcionamento do órgão.

ANEXO 6 Guião da entrevista aos professores da disciplina 290 .

Situação profissional Competências do Conselho de Disciplina 1. o que me leva. sobre os objectivos da investigação. Motivar o professor para as respostas.Habilitações académicas . desde já. em linhas gerais. Posso assegurar que o nome desta escola não será mencionado em circunstância alguma.Tempo de serviço na disciplina .Guião da entrevista aos professores da disciplina Legitimação da entrevista A. Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? 291 . como expliquei ao colega no contacto prévio que tive consigo. Este trabalho de investigação destina-se a compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências. de modo a permitir que a recolha de informação seja o mais completa e célere possível.Tempo de serviço na Escola . Caracterização do entrevistado . C. B. é importante para a concretização do estudo.Idade . Informar. a agradecer a sua disponibilidade. No seu entender. A participação do colega. assim como a identificação do entrevistado. quais são as competências do Conselho de Disciplina? 2. Assegurar o carácter confidencial das informações. enquanto entrevistado.Tempo de serviço total . reforçando a importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. Queria pedir autorização ao colega para gravar a entrevista.

Quais são os assuntos que. o planeamento da actividade do grupo disciplinar tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola? 6. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? 12. Conhece o Projecto Educativo da Escola? Participação dos professores no Conselho de Disciplina 7. 292 . Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Dificuldades sentidas e sugestões 11. Na sua opinião qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos 9. Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Papel do Delegado de disciplina 8. Na sua opinião. mais ocupam o Conselho de Disciplina. nas suas reuniões? O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade 5. No seu entender. Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina? Assuntos tratados nas reuniões 4. Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? 10.Regimento do Conselho de Disciplina 3. habitualmente.

ANEXO 7 Entrevista à professora Sofia (E2) .Transcrição da entrevista 293 .Ficha síntese da entrevista .

Os procedimentos utilizados na aplicação da entrevista à professora Sofia foram idênticos aos procedimentos já utilizados na entrevista feita ao Delegado de Disciplina. No fim da entrevista. na sala 34 da Escola. era audível. entre as 17 e as 18 horas. apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e a entrevistada. fruto de eventuais obras que estivessem a decorrer no interior da Escola. ou seja. o entrevistador agradeceu a colaboração da entrevistada. sentados à volta de uma mesa oval. na sala. o entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação. Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista. à entrevistada. um barulho incomodativo de uma máquina a funcionar.Ficha síntese da entrevista à professora Sofia A professora Sofia foi entrevistada no dia 10 de Julho de 2007. a confidencialidade das informações fornecidas pela mesma e foi solicitada autorização para a gravação das respostas. habitualmente usada para as reuniões de professores. por vezes. 294 . tendo a entrevistada sido motivada para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. Durante a entrevista à professora Sofia. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada.

organizar tudo aquilo que se faz ao longo de um ano. coisas que podemos utilizar no ensino. para tentar melhorar. ver quais são as coisas que estão mal. Fazer planificação. recursos. materiais. relativamente ao nosso grupo e à nossa disciplina. Regimento do Conselho de Disciplina Entrevistador: Qualquer órgão. quem é que secretaria as reuniões. essas coisas e tentar transmitir informação de superiores. deve ter um regimento interno que estipula a periodicidade das reuniões. mais ocupam o Conselho de Disciplina. Não. em termos de tempo? 295 . Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Não. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Em primeiro lugar.Transcrição da entrevista à professora Sofia – E2 Competências do Conselho de Disciplina Entrevistador: No seu entender. Assuntos tratados nas reuniões Entrevistador: Quais são os assuntos que. para ver aquilo que estamos a fazer correctamente. darmos as nossas opiniões. o que é que podemos melhorar. habitualmente. etc. Tentarmos orientar uns aos outros. não tenho conhecimento. Conhece o regimento interno do Conselho da Disciplina? Professora: Só conheço aquele que nós utilizamos…. à priori.

Neste caso concreto. se calhar. que nós perdemos tempo e que não nos interessam a nós. não nos interessam. Porque realmente. Ao nosso grupo não nos interessam para nada. Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? 296 . o planeamento da actividade do grupo disciplinar tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola? Professora: Não sei. O Projecto Educativo. Entrevistador: Não considera que se ocupe muito tempo das reuniões a transmitir informações? Professora: Sim. é mais a nível disso. se calhar. e o que é que podemos fazer a nível de planificação para poder melhorar. por exemplo. Conheço assim algumas coisinhas. como é que eles estão. era uma das coisas que até era interessante nós sabermos. algumas coisas. Vou conhecendo. há algum tempo perdido acerca disso. para podermos ver. É só para ficarmos também a ter conhecimento dos outros grupos e das outras disciplinas. por acaso. que vêm. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professora: Na integra não. O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo. Se calhar. quando é necessário. Entrevistador: Na sua opinião. porque há algumas informações. Muitas delas. transmitir aquilo que se passa nas aulas com os alunos.Professora: Se calhar.

também se calhar.Professora: Eu acho que. Tentar orientar o resto do grupo. Entrevistador: Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Professora: Acho que sim. no fundo. também não queremos saber de algumas coisas. também nos baldamos. Também não sei as suas competências. pode-nos ajudar nisso. Por exemplo. naquilo que nós tenhamos dúvidas. Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos Entrevistador: De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Professora: Eu acho que tem alguma influência. no fundo. Agora. Por exemplo. que nós não saibamos. se houver um Plano de Acção que seja implementado. ou com leis. nós também seguimos as coisas de outra maneira. Acho que é importante que um Conselho de Disciplina saiba orientar. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professora: Acho que deve ser um coordenador. A todos os níveis. através do Conselho de Disciplina e que todos utilizem 297 . Deve orientar-nos no nosso trabalho. Acho que sim. se for um Conselho de Disciplina que não quer saber de nada. se o Conselho de Disciplina for exigente. nós provavelmente. Ajudar-nos. se não formos competentes a esse nível. Acho que foi mais para o passiva. Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. que saiba orientar. Se tivermos alguma dúvida que esteja relacionada com o Conselho Executivo. não foi muito interventiva.

para mim. o ensino da Matemática. Professora: Por exemplo. acho que só tende a melhorar o ensino. Acho que é importante haver esse tempo. para nós podermos reunir e falar sobre as dificuldades que vamos encontrando. se calhar. o sucesso. pelo menos para mim. uma das coisas que nós tínhamos dito na reunião. para poder preparar as aulas e ver o que é preciso e o que não é preciso. é importante. planificações. nós termos aqueles 45 minutos para nos podermos reunir. a nível da organização de documentos. quais são as dificuldades. planificações. se o Conselho de Disciplina tiver esse Plano que nós passamos a utilizar já é uma dica para que seja melhor o ensino. por exemplo. Dificuldades sentidas e sugestões Entrevistador: No seu entender. também não sabia como é que isto funcionava muito bem e também… Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Professora: Se calhar.actividades e coisas para melhorar. Acho que é importante. Como também foi a primeira vez. Se nós nos organizarmos de forma a realizar actividades. 298 . que seja para melhorar. tudo de acordo com o Conselho de Disciplina.

ANEXO 8 Entrevista à professora Maria (E3) .Ficha síntese da entrevista .Transcrição da entrevista 299 .

O entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação. porque o ano lectivo já tinha terminado. o entrevistador agradeceu a colaboração da entrevistada. mas que foi diminuindo à medida que a entrevista se aproximava do seu final. No fim da entrevista. Durante a entrevista a professora Maria manifestou algum nervosismo inicial. na sala 34 da Escola. havia um silêncio adequado para a realização da entrevista. entre as 16 e as 17 horas. apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e a entrevistada. sentados à volta de uma mesa oval. tendo a entrevistada sido motivada para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. habitualmente usada para as reuniões de professores. Devido ao facto de não ser um dia de aulas. 300 .Ficha síntese da entrevista à professora Maria A professora Maria foi entrevistada no dia 9 de Julho de 2007. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada. à entrevistada. Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista. a confidencialidade das informações fornecidas pela mesma e foi solicitada autorização para a gravação das respostas.

Assuntos tratados nas reuniões Entrevistador: Quais são os assuntos que. etc. O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo. Organizar os professores. à priori. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professora: Não. quem é que secretaria as reuniões. 301 . habitualmente. Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Não. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Organizar o trabalho da disciplina. Conhece o regimento interno do Conselho da Disciplina? Professora: Não. Regimento do Conselho de Disciplina Entrevistador: Qualquer órgão. deve ter um regimento interno que estipula a periodicidade das reuniões. Neste caso concreto. mais ocupam o Conselho de Disciplina. Não conheço. Planificação.Transcrição da entrevista à professora Maria – E3 Competências do Conselho de Disciplina Entrevistador: No seu entender. E formação também. em termos de tempo? Professora: Este ano era mais a transmissão de informação.

Tirar partido … Mas pelo que eu vi este ano. mas há uma falta de confiança no grupo. se calhar. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professora: Deve ser um coordenador. Acho que é um bocado isso. também. O facto de não sugerir para planear. Porque se souber puxar. ele deve ser o líder. como é que vamos fazer aquilo. Não sei se tem a ver com o coordenador. de gerir a reunião. Principalmente. Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. Quanto mais depressa o tempo passasse melhor. como é que vamos fazer isto. quer seja a coordenar as actividades. senão também não funciona bem. Daí a importância do coordenador também. 302 . leva os próprios colegas. às vezes. Mas deve ser um bom coordenador. Aquele que é líder. quanto mais despachado melhor. quer seja a coordenar as planificações. Aquele que puxa por todos os assuntos.Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Professora: Pouco activa. Ele deve ser o líder. Pode ter a ver. Parece que há uma falta de confiança no grupo. para que dêem mais. Cada um. Já por isso é o coordenador. pode querer falar. Não sei se tem a ver com o coordenador. É claro que o grupo tem de colaborar com o coordenador.

O que tem muita experiência. porque pode haver dois aspectos: A falta de experiência de um professor ou a experiência a mais de um professor. Fazer com que os alunos também participem mais activamente. se calhar. ás vezes. Acaba por ir cada um para a sua maneira. O que tem falta de experiência pensa. 303 . acaba por falhar. E. coordena cada um à sua maneira. o professor fica mais motivado e os alunos vão estar mais motivados para também aprenderem. já não pensa tanto nas planificações. há mais uniformidade entre o grupo e tudo funciona da mesma maneira. o papel dele. se houver um boa coordenação. se calhar. … Influencia nesse ponto. pela falta de experiência e o que tem muita experiência. Se ele influenciar as coisas de forma mais activa. Se o professor estiver empenhado a fazer aquilo que está a fazer. o coordenador não coordena bem isso. aí. E o que tem menos experiência acaba por falhar. mas também precisava de uma coordenação e. Entrevistador: Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Professora: Influencia. Facilita o desempenho para todos. Então. pelos vícios que já tem e. em que ele esteja habituado e acaba por não pensar muito na planificação. se o grupo for bem coordenado. Eu acho que influencia muito. de uniformizar o procedimento dos professores pode ter influência aí.Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos Entrevistador: De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Professora: Pode influenciar. É mais fácil para todos. Porque se houver uma boa planificação. se houver uma boa coordenação.

com mais antecedência e com mais empenho. de motivar os alunos. Ao nível do Plano de Acção. Acho que se fosse mais trabalhado. quer o Agente X. Depois há actividades que podem ser bem planeadas. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Professora: As dificuldades que eu mais senti foram: Eu senti-me muito perdida na motivação dos alunos. o Maismat. coisas que eu nunca tinha participado e senti um pedacinho de dificuldade aí. com a mesma disciplina [no 5º ano]. deviam ser mais trabalhadas com o coordenador e com todos os professores. a nível de grupo. Dificuldades sentidas e sugestões Entrevistador: No seu entender. as dificuldades que foram diagnosticadas nos testes diagnóstico. a nível de reuniões do Conselho de Disciplina. de forma planeada. não partilhámos muito aí. no início do ano. trabalhámos de forma diferente. Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. nas actividades que iam ocorrendo durante o ano. mas com a antecedência devida! 304 . através do Maismat. da planificação. já não… Mas.Por exemplo. Como tive muito o apoio do par pedagógico: Já a nível do Conselho de Disciplina. que é uma actividade que tem a ver com a Matemática. se calhar. Professora: Logo no início do ano. Não é questão de pressa. as planificações. sem ser com pressas. A nível de conteúdos. Isso bem trabalhado poderia dar mais nas aulas de recuperação. acho que deviam ser aprovadas. em que os alunos podem apanhar o gosto pela Matemática. Em todas as actividades que foram surgindo. acho que não tive muita [dificuldade].

tem de haver empenho. 305 . coordenadas em grupo. mas discutidas e aprovadas e depois.Planificações feitas. Não quer dizer que tenham de ser feitas no grupo.

Transcrição da entrevista 306 .Ficha síntese da entrevista .ANEXO 9 Entrevista à professora Rosa (E4) .

a confidencialidade das informações fornecidas pela mesma e foi solicitada autorização para a gravação das respostas. Durante a entrevista à professora Rosa. o entrevistador agradeceu a colaboração da entrevistada 307 . com cerca de 6 anos de idade. Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista. porque o ano lectivo já tinha terminado. entretida com um jogo no computador. que permaneceu quase sempre em silêncio.Ficha síntese da entrevista à professora Rosa A professora Rosa foi entrevistada no dia 9 de Julho de 2007. sentados à volta de uma mesa oval. havia um silêncio adequado para a realização da entrevista. também esteva presente na sala a sua pequena filha. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada. Devido ao facto de não ser um dia de aulas. entre as 15 e as 16 horas. tendo a entrevistada sido motivada para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. habitualmente usada para as reuniões de professores. O entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação. na sala 34 da Escola. apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e a entrevistada. No fim da entrevista. à entrevistada. A entrevistada manifestou alguma descontracção durante a entrevista.

Por isso é que eu acho que é muito importante. mais ocupam o Conselho de Disciplina. Conhece o regimento interno do Conselho da Disciplina? Professora: Não. e coordenação. Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Não. agora.Transcrição da entrevista à professora Rosa – E4 Competências do Conselho de Disciplina Entrevistador: No seu entender. Nem quando fui delegada. claro. Ter o à vontade para perguntar a outro colega que tenha mais tempo de serviço e mais experiência. Regimento do Conselho de Disciplina Entrevistador: Qualquer órgão. Assuntos tratados nas reuniões Entrevistador: Quais são os assuntos que. não me disseram nada disso. em termos de tempo? 308 . este ano. deve ter um regimento interno que estipula a periodicidade das reuniões. etc. quem é que secretaria as reuniões. nesta parte. habitualmente. não tivesse tido coordenação com o professor D [com quem formava um par pedagógico]. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Todos os assuntos que digam respeito ao nosso grupo. que dividiram as turmas. se o professor C. por exemplo. Planear as aulas. à priori. tipo. porque se não há coordenação. qualquer dúvida que uma pessoa tenha. para poder esclarecer. o professor D dava uma coisa e o professor C dava outra.

Neste caso concreto. é mais fácil. na sua opinião. mas acho que são todos participativos e nunca há assim muita discordância entre propostas. 309 . senão… O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo. Entrevistador: Ia fazer-lhe a pergunta se. Depois ter que estar a explicar. em termos de tempo. porque tem aquelas súmulas. Entrevistador: Mas. considera que o planeamento da actividade na disciplina tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola. Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Professora: Eu acho que são participativos e todos. não é isso que tem ocupado mais tempo? Professora: Pois. nem nunca ouvi falar. no Continente. Professora: Não sei.Professora: Eu acho que é a parte da planificação e a parte da coordenação porque as informações do Pedagógico é ler e informar mais o grupo. por acaso. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professora: Não. estive numa escola e tinha um Projecto Educativo muito engraçado. E agora. mas desconhecendo o projecto educativo. Lê-se as súmulas. tirando aquelas reuniões. antes de vir para cá. Eu. nunca houve. não ….

há pessoas que são. eu acho que são um bocado… Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. a transmissão de informação pode ser no sentido ascendente. gostaria também de lhe perguntar algo sobre a participação do delegado no Departamento. tínhamos que ler tudo. e aí é que era muito maçudo e quando eram decretos. por exemplo. por parte dos docentes. tudo. Há pessoas que têm mesmo o perfil para ser líder e são líderes.Mas é um bocado passivo. A professora Isabela até dizia: Parece que não sabemos ler. no nosso grupo. Quando há aquelas actividades. Mas. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professora: Um coordenador. não há assim muitas propostas. tudo. aos restantes elementos do grupo. A Coordenadora lia tudo. nunca há propostas no nosso grupo. Mas como líder. por isso. Eu senti-me como coordenadora e dar as informações quando tínhamos as reuniões no Funchal era só transmitir toda a informação que recebia de lá. Entrevistador: Como já desempenhou anteriormente a função de delegada de disciplina. também foi um bocado assim caído do céu aos trambolhões. também. Quando foi delegada de disciplina participava no Departamento curricular no qual se integra a disciplina. Não há assim muitas propostas. 310 . eu falo por mim porque eu não tinha experiência nenhuma. é assim. Como é que considera que o Departamento ocupa a maior parte do tempo nas suas reuniões? É com a transmissão de informação? Professora: Era. Sem dúvida. também não tenho geito para ser líder. não é? E depois. aquele cargo. tudo. Porque um líder. Entrevistador: Quando se fala em transmissão de informação. tudo.

acaba por despachar um pouco certos assuntos. qual é o tipo de informação que era preponderante? Seria a informação que circulava em sentido descendente. No caso concreto do Departamento. e uma pessoa. Por exemplo. toda. O que acho … Eu não conseguia fazer isso. dos órgãos superiores para os órgãos inferiores? Professora: Sim. porque a pessoa já está maçada. é essa informação toda. três horas de reunião.descendente. quando tive [a leccionar] no 1º grupo [do 3º Ciclo e Secundário] de Matemática. só no fim é que são tratados esses assuntos e. são muito à pressa. Era. 311 . Entrevistador: A informação em sentido ascendente era escassa? Professora: Sim. eles auscultam mas. Era. Sei lá. primeiro. no fundo. se havia erros e depois criticavam muito. Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos Entrevistador: De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Professora: Sim. onde está a representar o departamento. ou seja. por vezes. mas. À priori pressupunha-se que ele tivesse que auscultar as pessoas do seu Departamento. não será assim? Professora: Às vezes. não é. tipo iam ver o caderno dos alunos e iam ver a matéria que a pessoa dava. ou mesmo horizontal. Entrevistador: Eu estou a dizer isto porque o Coordenador do Departamento tem assento no Conselho Pedagógico. é muito maçador. e. havia pessoas que faziam isso. sobre posições que ele quer tomar no Conselho Pedagógico.

depois. era para aí meia hora. quando comecei a dar aulas pela primeira vez. eu pensava que era horrível. os alunos vieram-me dizer que gostam muito de si.Entrevistador: Mas quem? O delegado? Professora: Os professores do grupo iam ver os cadernos dos alunos dos outros professores e depois criticavam. primeiro que eu conseguisse que eles se acalmassem e que tivessem a passar [para o caderno] a matéria e isso tudo. A Directora de duas turmas que eu tinha. nem nada disso. era professora de Físico-Química e ajudou-me imenso. mas depois. olhe. quando uma pessoa está num grupo pela primeira vez. Por acaso. além de professor. Venho de um curso onde não tivemos nada de práticas pedagógicas. os alunos diziam que nas explicações comentavam. Foi no Pedro Nunes. Não. mas tipo. Nesse aspecto não me senti lesada. essa professora foi ter comigo e disse-me: Olhe. E tive de entrar muitas vezes nas brincadeiras com eles. ou é novo e inicia a carreira. aqueles professores. quando uma pessoa. 312 . acho que tem que haver um pouco de apoio. em Lisboa. o que é que eu pensava? Também não falava com os outros professores e. E eu: Gostam de mim? Olhe eu estava desesperada eu não sabia com quem é que havia de desabafar. porque houve uma altura que eu estava tão desanimada. as tias e os tios todos. como exponho agora a matéria e conseguir controlá-los. E. Porque eu não conseguia ter mão nos miúdos. aquilo era tudo professores do quadro. tipo … Por acaso a mim nunca foi directamente. que nem se chegavam e eu pensei: Bom devo ser uma péssima professora! E um dia. porque eles vêm-te como um amigo. isso eu senti. Ter mão. principalmente. Eu acho que é assim. gostam imenso de ti e a maneira como estás a lidar com eles. Eu cheguei à escola e eu dizia: mas o que é que eu vou dar? E como é que eu vou dar? E como é que eu vou expor a matéria? Como é que eu me vou relacionar com os alunos? E por acaso tive muita sorte. não era no sentido de eles serem mal criados comigo. depois. por acaso.

E. não é? Professora: É como em Estudo Acompanhado. e já tinham sido quatro professores que tinham desistido. eu ouvia-as e dava a minha opinião também. não havia coordenação nenhuma. Eu já era a quinta [professora]. Os professores não reuniam. por acaso. o facto dela ter vindo ter comigo e ter … Porque eu comecei em Novembro ou Dezembro. para eles aquilo era: Esta é mais uma! E. ela foi. Nós a Estudo Acompanhado damos o que queremos. por acaso. Gostei muito. houve uma altura em que eu disse ao meu conjugue: Eu vou desistir. no fim. Nunca tive uma orientação. pronto. E. por acaso. agradeci muito. muito. ou seja. tipo. Entrevistador: Mas isso foi antes ser colocada nesta Escola. Entrevistador: Mas eu estava a referir-me mais ao aspecto em que o desempenho profissional dos professores… Vamos imaginar que. É exactamente a mesma coisa. uma pessoa … E a delegada de disciplina não foi capaz de me ajudar. o Figo. estás a fazer bem ou não estás a fazer mal. A fazer aquilo e tudo. depois. Então as miúdas falavam muito deles e. simpática. gostei muito da atitude dela. não existia o Conselho de Disciplina. Não há coordenação. por hipótese. está a ver. Porque. porque não conseguiam aguentar as turmas. que começaram. 313 . ajudou-me imenso. Então. a partir do momento em que não há coordenação. e a professora. não foi? Professora: Dois anos antes de vir para cá. era na altura em que o Rui Costa.Porque eles ficavam no fim da aula. então. por absurdo. Porque eu fui mesmo por conta própria. eu não vou conseguir: Mas depois. porque eu estava mesmo. cada professor está por sua conta. muito.

às vezes. há sempre uma avaliação.Entrevistador: O que eu queria perguntar era. o desempenho do professor com as turmas. Eu se tivesse a leccionar o 6º ano sentia um grande peso. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Professora: Sei lá. Às vezes. que não seja quantitativa. até que ponto é que o Conselho de Disciplina. que isso acarreta um bocado. Também depende das turmas. 314 . para sabermos em que ponto é que estamos. mesmo … E mais aquele tempo lectivo adicional. o professor dá tudo e a turma não ajuda nada. para ver se conseguimos terminar ou não o programa. uma grande responsabilidade em preparar os alunos. Entrevistador: Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Professora: Por exemplo estas medidas que nós propusemos no Plano de Acção para a Matemática. de haver alguma coordenação. o facto dele existir. que nós pedimos. o professor. acho que foi excelente. não é. seguir a planificação. acho que foi muito bom. eu acho. mas há sempre uma avaliação e. o empenho. Mas eu acho que é muito importante a planificação. Se bem que eu. A planificação. Dificuldades sentidas e sugestões Entrevistador: No seu entender. porque depois. não siga assim à risca o número de aulas. E mesmo para nós. uma vez que eles têm provas de aferição e. até que ponto isso influencia o desempenho dos professores? Professora: É muito importante.

Professora: Eu acho que nas reuniões ordinárias devia-se falar mais na parte da matéria que se dá. isto os comentários que eu ouvi.Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. na mesma turma. a Português. se os professores estão a par. Eu acho que isso era importante debater. este ano. Porque. Se estão a seguir os mesmos critérios? Tudo isso. que foram divididas as turmas. e depois esta parte que foi. os grupos não davam as mesmas coisas. por exemplo. 315 .

ANEXO 10 PLANO DE ACÇÃO PARA PROMOVER O SUCESSO NA MATEMÁTICA 316 ..

º Ciclo Projecto de Escola Pedregal.Escola Básica e Secundária do Pedregal. Região Autónoma da Madeira PLANO DE ACÇÃO PARA PROMOVER O SUCESSO NA MATEMÁTICA 2. 19 de Julho de 2006 317 .

º ano e transitaram para o 5. b) Alunos que frequentaram o 5. 1. II . a) Alunos que realizaram o exame de 9. Em 2005 e anos anteriores.º ano: • Após apreciação das sínteses descritivas. a Escola registou um dos piores resultados.º ano. • Professores que leccionam Matemática no 2º ciclo. • 11% ficaram retidos.º ano: • 24% dos alunos obtiveram nível inferior a três. 2. a) Alunos que frequentaram o 4.º Ciclo.Turmas abrangidas pelo projecto. utilizando os resultados da avaliação dos alunos na disciplina de Matemática.Professores responsáveis pela execução. IV . c) Alunos que frequentaram o 6. a nível nacional. com uma média de 318 . • 19% transitaram para o 6. no exame da disciplina de Matemática. tendo estes obtido nível inferior a três na disciplina de Matemática.º ano: • Em 2005. III .º Ciclo. • Delegado da disciplina de Matemática.I . verificou-se que 53% dos alunos revelam dificuldades na aprendizagem da Matemática. No ano lectivo 2005/2006. no ensino regular: • 54% dos alunos obtiveram nível inferior a três.Coordenador do Projecto.º ano de escolaridade com nível inferior a três na disciplina de Matemática. 2.Diagnóstico da situação. • Todas as turmas do 2.

Número insuficiente de aulas de Matemática possíveis (carga horária semanal insuficiente e défice de aulas na R. 5. os alunos efectuarem boas aprendizagens na disciplina de Matemática no 2.º Ciclo. ficando incluída. Sabendo que. A. é fundamental. 6.2 valores. Falta de pré-requisitos. b) Alunos que realizaram o exame de 12. 2. tanto nos exames de 9. esta escola tem obtido maus resultados. no 2. Indisciplina.º ano como nos exames de 12. para no futuro obterem bons resultados na avaliação. o mais rapidamente possível o desempenho dos alunos nesta disciplina. ao nível da avaliação externa do 12º ano. Desinteresse.1.º Ciclo.º pior resultado no ranking das escolas. 3. com uma média de 2. frequentemente.Identificação dos problemas mais associadas aos resultados negativos dos alunos. Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo. relativamente ao Continente. sendo esta a pior média de todas as regiões do país. 4. 1. sendo a média nacional de 8.97). M.1 valores. nas 50 piores escolas a nível nacional na disciplina de Matemática. torna-se necessário melhorar. V . a nível nacional. no exame da disciplina de Matemática. a Escola registou o 4.º ano: • Em 2005. • Nos últimos anos.º ano. inferior à média da Região (1.85. Falta de trabalho e métodos de estudo. tendo em conta os respectivos calendários escolares). 319 .

Estas fichas devem ser aplicadas no início de cada ano lectivo. pelos professores titulares da turma (90 minutos semanais). a fim de detectar quais as dificuldades específicas de cada aluno ao longo do Ciclo. 2. b) Aulas de Matemática leccionadas em salas específicas. agrupados segundo o critério do nível de dificuldades de aprendizagem. para identificar quais as dificuldades dos alunos. dispostas de forma separada para evitar conversas entre os alunos. Melhorar o desempenho dos alunos. Reduzir o número de níveis inferiores a três. 4.º 20/2003/M de 24 de Julho. e) Desdobrar as Aulas de Recuperação. c) Realizar fichas de avaliação diagnóstica. d) Aulas de Recuperação de Matemática leccionadas. VII . de forma a que sejam dadas aulas distintas para 2 grupos diferentes de alunos em cada turma. Aumentar o gosto/motivação pela disciplina de Matemática.Objectivos a atingir.Estratégias a implementar. concretamente sala 21 e 22. 320 .VI . Evitar o abandono escolar. 1. atribuindo mais 45 minutos. desde o inicio do ano lectivo. 3. seriam mais 90 minutos de carga lectiva para a disciplina. a) Aumentar a carga lectiva semanal da disciplina de Matemática. embora o Conselho de Disciplina considere que o ideal. de acordo com a prerrogativa do Decreto Legislativo Regional n. equipadas com mesas individuais.

preferencialmente por um dos professores titulares da turma. Cada grupo deverá ser constituído. no máximo por 10 elementos. O outro grupo deverá ser constituído pelos alunos que apresentam dificuldades pontuais de aprendizagem ao nível de alguns pré-requisitos. g) Aulas de Matemática leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma.Um dos grupos deverá ser constituído pelos alunos que apresentam maiores dificuldades. sempre que tal se justifique. i) Aulas de Estudo Acompanhado leccionadas por professores de Matemática/Ciências da Natureza e Língua Portuguesa. k) Aplicar medidas disciplinares aos alunos do 2. Neste dossier estarão disponíveis. nas Aulas de Substituição e Estudo Acompanhado. leccionadas. não só as fichas de trabalho como também a respectiva correcção para o caso do docente não ser de Matemática. com um ritmo lento de aprendizagem ou que manifestem falta de interesse pela disciplina. f) Aulas de Apoio Pedagógico Acrescido para os alunos com Necessidades Educativas Especiais. 321 . de acordo com o estipulado no Despacho n. atribuindo para este fim a componente não lectiva de 90 minutos do horário de cada professor de Matemática. nomeadamente na resolução de problemas.º 13/2006 da Secretaria Regional de Educação.º Ciclo. j) Realizar fichas de trabalho de Matemática já elaboradas pelo grupo e colocadas em dossier próprio na sala dos professores. h) Sala de Estudo de Matemática.

Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo 5. de forma a motivar o interesse e acompanhar os alunos em jogos lúdico-matemáticos como sejam o MaisMat. o) Responsabilizar os pais pelo desempenho escolar dos respectivos educandos. jogos lúdico-matemáticos. 2. p) a). f). d). o) c). f). g). i) 322 . VIII – Relação Problemas – Estratégias. h). g).. pelo menos das 14h30m às 18h. m) Melhorar o processo de requisição e utilização de computadores com. Número insuficiente de aulas de Matemática possíveis a) (carga horária semanal insuficiente e défice de aulas na R. Estratégias a Problemas 1. d). Falta de trabalho e métodos de estudo implementar b). d). para serem utilizados nas aulas de Matemática. ligação à internet. n). k).l) Possibilitar o acesso livre pelos alunos. geoplano. h). sempre que possível com a presença de um professor de Matemática da escola. etc. Falta de pré requisitos 4. n) Criar turmas com Percursos Curriculares Alternativos. c). e). j) l). j). m). e). Desinteresse 6. relativamente ao Continente tendo em conta os respectivos calendários escolares). e). aos computadores da escola com ligação à internet. A. MiniMat. Indisciplina 3. g). i). f). Sub12. M. etc. tangram. p) Utilizar com mais frequência materiais didácticos manipuláveis como por exemplo. l a)..

380€. 1.67€ Mundo da Matemática-Heróis dos números. Língua Portuguesa). 23€. 323 . 8€ Divisão. Verbo.60€ o Jogos Matemáticos (Tio Papel): Cubos. Verbo. 2.50€. • Professores de outras disciplinas (Ciências da Natureza.Recursos necessários para a aplicação das estratégias. 8€ • Materiais manipuláveis (Areal Editora): Material Polidron: • • 1 saco de pentágonos. • Sala com computadores. Iona Software. 8€ Tabuada da Multiplicação. • Jogos lúdico-matemáticos como sejam: o Cd Rom: Adição e Subtracção. licença para 10 utilizadores. 8€ Adição e Subtracção. acessíveis para os alunos. • Software de Geometria “Geometer´s Sketchpad” (APM). 8€ Fracções equivalentes.99€ Multiplicação e Divisão. 8€ Expressões numéricas. Recursos Materiais: • Salas de aula específicas. 23.IX . Recursos Humanos: • Professores de Matemática (componente lectiva e não lectiva). com ligação à Internet. 35. 39. 1 saco de rectângulos. 40.

2. 1 saco de quadrados. 36.30€. 3.00€. - Colecção de medidas líquidas em acrílico.70€. 1 saco de triângulos equiláteros.Metodologia de Acompanhamento e Avaliação Interna do Projecto. 2 fitas métricas enroláveis. 1 saco de triângulos isósceles. 1.90€. 13.80€.80€. 20.º Ciclo. A delegada da disciplina de Matemática (2º Ciclo) ______________________________________________ 324 . X . 24. Realização da Prova de Aferição no final do 2. 15. Loto das tábuas de multiplicar.40€. capacidade 1 litro. 23. Acompanhamento interno das diferentes fases de execução do Plano. 23.• • • • - 1 saco de hexágonos. Elaboração de relatórios anuais. 22.70€. Cubo geométrico em acrílico com tampa.

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