FATORES DE CONVERSÃO Unidades Inglesas para SI
Para converter (Aceleração) pé/segundo2 (Área) pé (ft2) Para Multiplicar por

(ft/sec2)

polegada/segundo2 (in./sec2)

metro/segundo2 (m/s') metro/segundo2 (m/s')
metro2 metro2

3.048 X 10-1 * 2.54 X 10-2 * 9.2903 X 10-2 6.4516 X 10-4* 2.7680 X 104 1.6018 X 10 4.4482 X 103 4.4482 3.048 X 10-1 * 2.54 X 10-' * 1.6093 X 103 1.852 X 10- '* 4.5359 X 10-1 1.4594 X 10 9.0718 X 10' 1.3558 0.11298 41.623 • 1.3558 4.4482 1.3558 2.2597 X 10-' 7.4570 X Ia' 1.0133 X 10' 4.7880 X 10 6.8948 X 103 1.7513 X 10' 3.048 X 10-1 * 5.1444 X 10-1 4.4704 X 10-1 * 1.6093 2.8317 X 10-2 1.6387 X 10-' 1.0551 X 103 1.3558 3.60 X 10· *
X

polegada 2 (in.2)
(Massa especz'fica)

(m') (m')

libra massa/polegada3 (Ibm/in.') libra massa/pé 3 (lbm/ft3)
(Força)

quilograma/metro3 (kg/m3) quilograma/metro3 (kg/m3) newton (N) newton (N) metro (m) metro (m) metro(m) metro (m) quilograma (kg) quilograma (kg) quilograma (kg) newton-metro (N • m) newton-metro (N • m)
metro4
(m4)

kip (1000 Ib) libra força (Ib)
(Comprimento) pé (ft)

polegada (in.) milha (mi) milha (mi), (milha marítima)
(Massa)

libra massa (lbm) slug (lb-sec2/ft) tonelada (2000 Ibm)
(Momento de força)

libra-pé (lb-ft) libra-polegada (lb-in.)
(Momento de inércia, área) pOlegada4 (Momento de inércia, massa)

10-0

libra-pé-segundo2 (lb-ft-sec')
(Momentum (Momentum (Potência) ou quantidade de movimento, ou quantidade de movimento, linear)

quilúgrama-metro2 (kg • m') quilograma-metro/segundo
angular)

libra-segundo (lb-sec) libra-pé-segundo (lb-ft-sec) pé-libra-minuto (ft-Ib-min) horsepower (550 ft-Ib/sec)
(Pressão, tensão)

(kg • m/s)

newton-metro-segundo (kg • m'/s) watt(W) watt(W) newton "metro' (N/m2 ou Pa) newton/metro' (N/m' ou Pa) newton/metro' (N/m' ou Pa) newton/metro (N/m) metro /segundo (m/s) metro/segundo (m/s) metro/segundo (m/s) qúilômetro/hora (km/h) metro3 (m3) metro3 (m3) joule (1) joule (1) joule (1)

atmosfera (padrão) (14.7 Ib/in!) libra-força/pé' (lb/ft') libra-força/polegada' (lb/in! ou psi)
(Constante elástico)

libra força/polegada (Ib/in.)
(Velocidade)

pé/segundo nó/náutica milha/hora milha/hora
(Volume)

(tf/sec) (mi/hr) (mi/hr) (mi/hr)

pé3 (ft3) polegada 3 (in.')
(Trabalho, energia)

Unidade :érrnica Inglesa (BTU) pé-libra forç (ft-Ib) kilowatt-hora (kw-h) * Valor exato

UNIDADES

DO SISTEMA

INTERNACIONAL

USADAS

NA MECÂNICA

Quantidade (Unidades Básicas)
Comprimento Massa Tempo

Unidade

S{mbolo SI

metro quilograma segundo linear angular metro/segundo' radiano/segundo' metro' q uilograma/metro' newton hertz newton-segundo newton-metro-segundo newton-metro metro" de movimento de movimento linear angular quilograma-metro q uilograma-metro/ quilograma-metro ' segundo '/segundo

m kg s

(Unidades Derivadas)
Aceleração, Aceleração, Área Força Freqüência Impulso, 1mpulso, Momento Momento Momento Momentum Momentum Potência Pressão, Produto

m/s'
rad/s'

m'
kg/m'

Massa específica

N (= kg • m/s')

linear angular de força de inércia, área de inércia, massa ou quantidade ou quantidade

N· N·

Hz

(= l/s)
s m· s

N'm m' kg' m'
kg • m/s (= N . s) kg' m'/s(=N' m· W (= J/s = N . m/s) Pa (= N/m') s)

watt
área massa pascal metro4 quilograma-metro' newton/metro metro/segundo racliano/segundo metro'

tensão de inércia,

Produto de inércia, Constante elástico Velocidade, Velocidade, Volume linear angular

m' kg. m'
N/m m/s
rad/s

m'

FATORES Unidades

DE CONVERSÃO Inglesas para SI

Para con verter
Trabalho, Distância Massa energia (navegação)

Para
joule milha náutica tonelada métrica graus (decimal) racliano nó dia hora minuto

Multiplicar por
J(=N· m)

(Unidades Suplementares)

(= 1.852 km) t (= 1.000 kg)

Ângulo plano Ângulo plano Velocidade Tempo Tempo Tempo

(1.852 d

km/h)

h
min

PREFIXOS

DE UNIDADES

SI

Fator Multiplicação

Prefixo
terra giga mega kilo hecto deka deci centi milli micro nano pico

S{mbolo
T G

1000000000000 = 10" -1000000000 = 10' -1000000 = 10' 1000 = 10' 100 = 10' 10=10 0.1 = 10-1 0.01 = 10-' 0.001 = 10-' 0.000001 = 10-' 0.000 000 001 = 100.000000000001 = 10-1'
9

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ESTATICA

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ASSOCIAÇÃO

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BRASILEIRA

DE DIREITOS

REPROGRÁFICOS

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EDITORA

AFILIADA

66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.238 I ESTATICA 6.é forçado contra o disco da roda por uma força P. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. vagarosamente. do cabo. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito.6. como mostrado. até que a biela deslize no ângulo Ci. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a.1 N Vertical-1 Probl. Resp. também.15 e P= 500N. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo. se o coeficiente de atrito for 0. 6. o eixo é girado.. no Probl. J. 6. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco.65 6. aplicar ao 6.67 Probl. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. a tração To na parte estacionárn.38IC' T 500 kg Probl. porém devendo girar com ele.estrada horizontal. para constante.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela.25. que não gira com a roda. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. para uma força axial P = 1 kN. T= 2. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido. Resp.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas. Desprezar a massa da polia.52 kN. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. ::. respectivamente.6. O anel.65 Probl.l.64 6. Com a biela inicialmente na posição vertical.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl.35. 6. A massa total do veículo é 480 kg. calculado 6. Encontrar também To' C:aIEl 6. E::contre. para o coeficiente de atrito. 6.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. Resp.65. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. To = 2. Se for necessário uma força P = 80 N • q . existem cinco pares de superfícies de atrito. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. F = 136.60.60. com centro de gravidade em G.62 6. 6.271. Na embreagem mostrada.

formado pela USP Mestre em Engenharia Naval.• James L.T. formado pelo M. formado pela Escola de Engenharia da UFF Tradução da 2!1 Edição Márcio de Luca Rebello Engenheiro Naval.I. Meriam Professor de Engenharia Mecânica Califomia Polytechnic State University Tradução da 1!1 Edição Augusto Cesar Alcoforado do Couto Engenheiro Industrial Mecânico. EDITORA .

no todo ou em parte.e Científicos S. Direítos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 1994 by LTC . sob quaísquer formas ou por quaísquer meíos (eletrôníco. Inc. reserved. Authorízed translatíon from Englísh Language editíor.CEP 20040-040 Reservados todos os díreitos. by John Wiley & Sons. ou outros). Inc. mecâníco.A. RJ . 11 Rio de Janeiro.Livros Técnicos. gravação. É proibída a duplícação ou reprodução deste volume. sem permíssão expressa da Edítora. fotocópía. Travessa do Ouvidor.Título do Copyríght All ríghts publíshed orígínal em ínglês: Engíneering Mechanícs Statícs and Dynamícs © John Wíley & Sons. .

Meriam foi membro docente da Universidade da Califórnia. O Dr. onde dedicou todas as suas energias ao desenvolvimento da Escola de Engenharia. Meriam no campo da Engenharia Mecânica são dignas de nota. Apesar de não ser um conceito criado pelo Dr. O Professor Meriam muito contribuiu para a clareza e a compreensão de que se dispõe atualmente. Cedo ganhou experiência industrial na Pratt and Whitney Aircraft e na General Electric Company. Tanto o primeiro livro quanto os que se seguiram sempre se caracterizaram por uma organização lógica. e este fato tem sido reconhecido pelos seus estudantes. reconstruiu literalmente a apresentação do assunto para os estudantes. em Berkeley. Estes livros tornaram-se modelo para outros textos sobre Engenharia Mecânica nos anos ~e 50 e de 60. orientados para o estudante médio e contendo excelentes exemplos de problemas de Engenharia da vida real. em 1963. para resolver uma classe de problemas geralmente negligenciados por outros autores. segundo. influenciaram o Professor Meriam de dois modos: primeiro. Todas estas experiências. onde obteve os graus de Bacharel. Meriam sempre deu muita ênfase ao ensino. publicado em 1951. Dr. ao abordarem problemas da Mecânica. com primorosas ilustrações. ele foi a pessoa que mais influenciou o ensino da Mecânica nos últimos vinte e cinco anos. tornou-se Deão de Engenharia na Universidade de Duke. em Berkeley. O seu primeiro livro sobre Mecânica. ele esenvolveu um gosto permanente por navios e pelo mar . onde quer que dê aulas. Em 1963. Meriam iniciou seu contato com a Mecânica na Universidade de Yale. de maneira clara. ele descobriu o seu profundo interesse pelas aplicações práticas da Mecânica. Sem dúvida alguma. a ênfase e o rigor com que desenvolveu o seu emprego na Mecânica foram novos e de pleno sucesso. absorvidas no início de sua carreira. aceitando o cargo de Professor de Mecânica na Universidade Estadual Politécnica da Califórnia. o ProL Meriam satisfez seu desejo de retomar a ensinar em tempo integral. Por exemplo. Foi o primeiro autor a mostrar. e tornou-se o livro-texto definitivo naquela década. de fácil leitura. O diagrama de corpo livre é o fundamento da Mecânica. ele foi o primeiro a ser agraciado com o prêmio Tau Beta Pi.. outorgado principalmente em consideração à excelência de suas aulas. e estão incluídos em seus escritos e aulas. James L. . O Dr. que estimularam suas primeiras contribuições para a Mecânica nas análises matemática e experimental das tensões. Em 1972. Durante a Segunda Guerra Mundial. Aqueles que iniciaram o estudo da Mecânica depois de 1950 não passaram pelas apreensões e falta de entendimento experimentados pela maioria dos engenheiros formados anteriormente. Meriam. Deão Assistente dos Estudos de Graduação e Chefe da Divisão de Mecânica e Projeto. durante vinte e dois anos.PREFÁCIO As inovações e contribuições do Dr. Mestre e Doutor. serviu na Guarda Costeira Americana. de relevância universitária. como o método do trabalho virtual pode ser empregado na Estática. onde foi Professor de Mecânica.

sem dúvida. enorme sucesso entre estudantes. A ele são creditados os desenvolvimentos originais de teoria da dinâmica de massa variável. publicada em 1975. O recente livro do Prof. no sistema métrico. contém uma das melhores coleções de problemas já apresentadas até agora. Mais recentemente. Sua versão métrica de Estática e Dinâmica. Sem dúvida.I VIII I PREFÁCIO Na Dinâmica. Meriam vem se mostrando um líder na promoção das unidades métricas. nas suas últimas edições. o Prof. Meriam promete igualar e mesmo exceder o padrão elevado dos anteriores. publicados nos Estados Unidos. está entre os primeiros livros-textos de Mecânica. Steidel Professor de Mecânica Universidade da Califórnia. tornou compreensível o movimento plano e. professores e engenheiros. e ampliará ainda mais a contribuição do autor no estudo da Mecânica. contidos na sua 2. a Cinética e a Cinemática Tridimensional receberam o mesmo tratamento. Terá. a edição de Dinâmica. Robert F. então. Berkeley . direcioná-Ios para aplicações mais desafiantes da Engenharia. É especialmente orientado para auxiliar os estudantes nos estágios preliminares de cada tópico novo e.

com a finalidade de estimular o seu interesse e desenvolver' a percepção para as diversas aplicações da Mecânica na Engenharia. e onde devem ser rigorosamente aplicados os princípios adequados. Geometria Analítica e Cálculo. Meriam Santa Bárbara.livro contém um grande número de problemas resolvidos com soluções detalhadas. Devido aos muitos anos de experiência que possuo como professor e como engenheiro. A prática da moderna Engenharia exige um alto nível de capacidade analítica e o estudante irá perceber que o estudo da Mecânica contribuirá. incluindo ob~ervações úteis que destacam erros e distrações comuns. Califórnia Janeiro 1978 . para ajudarem o estudante a ganhar confiança inicial e entendimento em cada tópico novo. o estudante estará edificando as bases de sua capacidade analítica para solucionar uma grande variedade de problemas de Engenharia. a fim de que possam ser evitados. quanto na solução de problemas mecânicos. por outro lado. oferece uma grande seleção de 'problemas simples introdutórios e uma seleção de problemas de dificuldade intermediária. cada vez mais. Tanto na formulação. aprendemos a construir e a resolver modelos matemáticos que descrevem os efeitos de forças e movimentos sobre uma grande variedade de estruturas e máquinas relacionadas com os engenheiros. Tenho a satisfação de estender meu incentivo a você. de maneira decisiva. A Mecânica é um excelente campo para desenvolver estes hábitos de pensamento lógico e de comunicação efetiva. será altamente dependente do desenvolvimento de um método de abordagem bem disciplinado. conheço a importância que tem o desenvolvimento da habilidade de representar um trabalho de uma maneira clara. para o desenvolvimento desta capacidade.PREFÁCIO AO ESTUDANTE Ao penetrar no estudo da Engenharia Mecânica. Álgebra Escalar e Vetorial. desde a formulação das hipóteses até a conclusão. quanto de estímulo para que. formulamos estes modelos. Espero que este livro sirva tanto de auxílio. Trigonometria. bem como em toda a Engenharia. Apresenta. estudante de Mecânica. incorporando hipóteses físicas e simplificações matemáticas apropriadas. muitos problemas que ilustram aspectos importantes e contemporâneos da Engenharia. lógica e precisa. desenvolva seus conhecimentos em Engenharia. Na Engenharia Mecânica. Certamente o estudante descobrirá novos significados para estas ferramentas matemáticas. iniciando pela Estática e terminando na Dinâmica. à medida que usá-Ias na Mecânica. " J. O seu sucesso na Mecânica. Além disso. o estudante terá freqüentes oportunidades de usar seus conhecimentos de Geometria Plana e Sólida. O presente . Aplicando os princípios da Mecânica. L.

6. Encontrar também To' C:aIEl 6. 6. Se for necessário uma força P = 80 N • q . O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0.65 6.25. se o coeficiente de atrito for 0. vagarosamente.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. Resp. To = 2. 6. respectivamente. Na embreagem mostrada.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. 6. como mostrado.. ::. A massa total do veículo é 480 kg. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm.6.35. o eixo é girado.estrada horizontal. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar.6.1 N Vertical-1 Probl. Resp. que não gira com a roda. até que a biela deslize no ângulo Ci.65.64 6. para constante. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. para o coeficiente de atrito. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo.238 I ESTATICA 6.38IC' T 500 kg Probl.65 Probl. T= 2. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B. do cabo. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. F = 136. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. para uma força axial P = 1 kN. calculado 6. Com a biela inicialmente na posição vertical. porém devendo girar com ele. J. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato.62 6. no Probl.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela.271.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas. a tração To na parte estacionárn.l. Resp. com centro de gravidade em G.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.60. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos.é forçado contra o disco da roda por uma força P.60. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. O anel.15 e P= 500N.52 kN. E::contre. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a. existem cinco pares de superfícies de atrito. também.67 Probl. aplicar ao 6. 6. Desprezar a massa da polia.

destacam-se três tendências. acadêmicos e sem nenhum interesse. ao avançar o nível matemático no . A falta de interesse que é freqüentemente observada deve-se. assim. o contrário. o mais profundamente possível. que no passado serviam para facilitar a visualização e a representação dos problemas mecânicos. OSücéSsOdêssa-previsão requer muito mais do _Cl!J~1!!11 mero_conhecimento dos princípiQs -físicõs e p. e conduz a um melhor balanceamento entre a teoria e a aplicação. Quando se permite que o primeiro ponto de vista predomine. Durante os últimos vinte anos. A primeira é que parece ter diminuído a ênfase dada aos significados geométricos e físicos/nos pré-requisitos de Matemática. Existem. Finalmente. principalmente. no ensino de Engenharia.e Engenharia. e até mesmo total---e1llíÍnação.d. levando em consideração os materiais e as restrições reais. Além disso.. Realmente. O maior progresso é obtido quando os princípios e suas limitações são aprendidos em conjunto. ~ dificuldade parece aumentar. não. Um dos principais objetivos do ensino da Mecânica deveria ser auxiliar o estudante a desenvolver essa habilidade de visualização. tem havido uma redução significante. evidências e preocupações justificadas de que. o motivo mais forte para aprender a teoria. recentemente.atemáticos_1ia Mecânica. contudo. da Engenharia Mecânica é desenvolver ª-Bpacidade de pIeveE. ao invés de simplesmente aprender decorando. resultando em exercícios vazios. Esta abordagem priva o estudante da valiosa experiência na formulação de problemas e. Os cursos de Mecânica são freqüentemente encarados pelos estudantes como uma barreira acadêmica sem nenhum interesse. O segundo ponto de vista apresenta. Este fato é observado na tendência freqüente de apresentar a Mecânica através de problemas que visam mais a ser um veículo de ilustração da teoria. do emprego de gráficos no ensino. ao fato -de que a Mecânica é apresentada como uma disciplina acadêmica.PREFÁCIO AO PROFESSOR 9_priPcipal propósito do_ estudQ.. quando se obriga a raciocinar sobre os princíQi9s fundamentais. Esta tendência foi mais acentuada nos cursos de Mecânica. totalmente divorciada dos desafios e do propósito da Engenharia. para aprender. os problemas tendem a se tornar irreais e desvinculados da Engenharia. dever-se-ia ter em mente o fato de que a teoria é que deve se aproximar do mundo real da Mecânica e. os efeitos de forças e movimentos. durante a execução da função criativa. tem ocorrido um distanciamento entre as áreas focalizadas e sua compreensão. visualizar contlgürnções físicas. e pode ser benéfica. inerente aº-s l'Ij)jejos. tão vital para a formulação dos problemas. bem como as limitações práticas que afetam o ÇQIDportamento_das máquinas e estruturas. do que a desenvolver a teoria com a finalidade de resolver os problemas. descobrir a necessidade da teoria e seu significado. de aumentar a extensão e o nívl da teoria ministrada nos cursos de Engenharia.. Dentre os aspectos que contribuem para isso. se os estudantes estiverem preparados para receberem este tratamento acelerado. certamente.a~e distingue a Engenharia Mecânica da Ciência Mecânica. Esta diferença de fIlosofia é realmente-básic. a construção de um modelo matemático que tenha algum significado é freqüentem ente uma experiência mais importante do que sua própria solução.. Segundo. tem havido uma tendência. Não deve ser subestimada a importância de se motivar o estudante.. -É-também nec~sârio" possuir a habilidade d. dentro do contexto da aplicação em Engenharia..

conseqüentemente. um dos importantes aspectos do livro é o tratamento detalhado dado às soluções dos problemas resolvidos. Focalizaram-se.- . sem arredondamento de valores intermediários e. para auxiliar o estudante a ganhar confiança no novo tópico. é opcional e. e deve-se orientar todo o esforço no sentido de ~ ---. é essencial. Muitos problemas práticos e exemplos interessantes de situações encontradas na Engenharia. Os problemas mais difÍCeis estão identificadoLp_elo_ siVal ~ e podem ser usados para ~e1b. Com esta finalidade. talvez seja tão prejudicial quanto não ajudá-Ios em nada. O livro foi escrito em um ésmoconc~oloquial. Uma equação vetorial torna-se mais clara através de um esboço de polígono vetorial correspondente. visualização e representação. mascarando-a. conjugados e resultantes. . freqüentemente. os princípios básicos e os métodos. cuja geometria indica. Os problemas estão geralmente organizados em ordem crescente de dificuldade e a maioria possui resposta. Ele é orientado. no Capo 3. momentos. é adotado no segundo ano do curso.XII / PRÉFÁCIO AO PROFESSOR tratamento da Mecânica. valores numéricos simples. cada solução contém comentários e notas de precaução. Além disso. muitos problemas mecânicos em que a complexidade da interdependência entre as variáveis está além da capacidade de visualização e da percepção física e. ao invés de diversificar a atenção em uma multiplicidade de casos especiais. No Capo 2. Uma das responsabilidades dos professores de Mecânica é empregar a parte da Matemática mais adequada para o problema que tem em mãos. sem necessitar perder tempo com problemas relativamente triviais sobre o equilíbrio de forças concorrentes atuando sobre uma partícula. os estudantes tornam-se melhores engenheiros quando desenvolvem plenamente suas capacidades de percepção. já que pode condicioná-Ios facilmente à dependência do raciocínio de outros e a não exercitarem sua própria iniciativa e habilidade. Todas as soluções numéricas foram obtidas e verificadas por computador eletrônico.820 problemas a resolver. Ajudá-Ios demasiadamente em assuntos com os quais deveriam estar razoavelmente aptos a lidar. 50% são totalmente novos e o restante. O uso da notação vetorial em problemas unidimensionais é geralmente trivial. Além disso. para os tridimensionais. a solução mais rápida. a subdivisão da Mecânica em um número excessivo de pequenos compartimentos. ~ica é fundamentalmente um campo que depende das percepções geométrica e física. O autor está confiante de que o livro está isento de erros. Finalmente. as respostas finais devem ser consideradas corretas até o último algarismo significativo mostrado. Procurou-se usar. porém. para os bidimensionais. e. para introduzir a Mecânica ao principiante em Engenharia. que são apresentadas em páginas isoladas.desenvolver estas habilidades._~ala de aula. O presente texto contém 168 problemas resolvidos e 1. pode dificultar o estudante a ter a visão da "floresta" a partir das "árvores" e. com maior ênfase. e é especialmente dirigido para facilitar o estudo individual.---- A fIlosofia exposta é a adotada neste livro. os problemas bidimensionais são apresentados antes dos tridimensionais. são desenvolvidas as propriedades das forças. por se tratarem de pré-requisitos. Todo professor de Engenharia Mecânica tem uma obrigação para com a profissão de Engenharia: atingir um razoável padrão de desempenho e mantê-Io. salientando pontos importantes e alertando os estudantes sobre distrações comuns. que devem servir de grande auxílio nos seus estudos. retirados de uma ampla gama de aplicações. é essencial confiar-se na análise. Foram empregados todos os esforços para mostrar a cÓesão existente entre o relativamente pequeno número de idéias fundamentais da Mecânica e a grande variedade de problemas que estas idéias poderão resolver. proveniente de uma seleção de problemas da segunda edição e da versão métrica de Estática e Dinâmica. principalmente.lQÍes_s_or. Tanfu no Capo 2. Desses problemas. conseqüentemente. tem havido uma tendência de permitir que a notação vetarial substitua a visualização geométrica.-Á maioria dos estudantes adquire melhor percepção física e . com ampla possibilidade de escolha. contudo. não irá perceber a unidade da Mecânica e as amplas aplicações dos seus poucos princípios básicos e métodos. de modo que o estudante poderá passar diretamente para o equilíbrio de sistemas de forças não-concorrentes. geralmente. o que é mais conveniente para o estudo. é muito importante dar ênfase ao significado geométrico. Existem.~ _coIEpreens~~ dos estudan~es._guJlJldo_~solvidouelo_p. Cada conjunto de problemas se inicia com problemas relativamente simples e fáceis. de modo a não complicar a solução e não desviar a atenção dos princípios. Ao se introduzir a operação vetorial em problemas bidimensionais. Apesar disso. neste caso. como no 3. estão representados nas coletâneas de problemas. cada um com instruções detalhadas e repetitivas. Omite alguns tópicos mais avançados que estavam incluídos em livros anteriores do autor. tem a séria responsabilidade de encorajar os estudantes a pensar por eles mesmos. do autor.

e Seção B. pelo alto padrão profissional demonstrado no planejamento e na produção deste livro. porém. reconheço a paciência e a assistência de minha mulher Júlia. que mostra aplicações selecionadas em máquinas. a constante contribuição do DI. O Capo 4 apresenta a aplicação dos princípios do equilíbrio às treliças simples e às estruturas de máquinas. J. às revisões críticas realizadas pelo Prof. os conceitos e categorias de forças distribuídas. da Universidade do Estado da Pensilvânia. O Capo 5 introduz. Finalmente. mais uma vez. que inclui tópicos especiais de vigas. Está dividido em duas seções principais: Seção A. Menciono. pelas suas valiosas sugestões e cuidadosa revisão do manuscrito. e pelos Profs. um número suficiente de exemplos tridimensionais.PREFÁCIO AO PROFESSOR I XIII entendimento da Mecânica. reconhecido. pelos seus comentários e pelos problemas selecionados sugeridos. A. aplicando-os em problemas físicos e geométricos. Andrew Pytel. Embora a Seção B possa ser omitida no caso de haver restrição de tempo. também agradecido. enfocando principalmente os sistemas bidimensionais. O Capo 6 trata do atrito e está dividido em Seção A. Tenho a satisfação de reconhecer. apresentando exemplos detalhados que auxiliam o estudante a dominar seus conhecimentos de Cálculo aprend'idos anteriormente. Esse tópico auxilia a ligação entre a Estática e a Mecânica dos Sólidos. Também agradeço. Kenneth Schneider e JoOO Biddle. O Capo 7 apresenta uma introdução consolidada ao trabalho virtual. Incluiu-se. L. Sou grato também ao staff da John Wiley & Sons. dos Laboratórios da Bell Telephone. da Universidade da Califórnia. antes de tratar com a tridimensional. no início. que trata dos centros de massa e dos centróides. Agradeço o apoio dado pela Universidade Politécnica do Estado da Califórnia. J. durante as horas em que preparei o manuscrito. o assunto apresentado oferece uma valiosa experiência para o estudante. O trabalho virtual fornece uma oportunidade excelente para convencer o estudante sobre as potencialidades da análise matemática na ~ecânica. que contém o fenômeno do atrito seco. Hale. com aplicação limitada aos sistemas com um único grau de liberdade. L. o Prof. O Apêndice A apresenta os momentos e os produtos de inércia de áreas. ao licenciar-me para preparar este livro. se ganhar confiança na análise bidimensional. para tornar o estudante capaz de exercitar-se com a ferramenta mais geral da Análise Vetorial. cabos flexíveis e forças em fluidos. Meriam Santa Bárbara. M. Henderson. Seção B. Salienta a vantagem do emprego dos métodos do trabalho virtual e da energia em sistemas interligados e na determinação da estabilidade. podendo ser omitida sem que haja perda da continuidade dos conceitos básicos. Califórnia Janeiro 1978 /~~ /\ / \ ) . no tratamento com forças distribuídas. da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia.

existem cinco pares de superfícies de atrito. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a.25.65. a tração To na parte estacionárn. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas. para constante. respectivamente.38IC' T 500 kg Probl.6.52 kN.. vagarosamente.60.65 6. como mostrado. que não gira com a roda.l. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. Resp. A massa total do veículo é 480 kg. J. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito.6.estrada horizontal. Desprezar a massa da polia. 6.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela. Se for necessário uma força P = 80 N • q . O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos.64 6. 6. 6. calculado 6. E::contre.238 I ESTATICA 6.67 Probl. com centro de gravidade em G. T= 2.271. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. Resp.é forçado contra o disco da roda por uma força P. 6. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm.60. To = 2. F = 136.62 6. para uma força axial P = 1 kN.15 e P= 500N.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. também. Resp. ::. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0. Com a biela inicialmente na posição vertical.65 Probl. Encontrar também To' C:aIEl 6. se o coeficiente de atrito for 0.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl. porém devendo girar com ele. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido. do cabo. no Probl. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg.1 N Vertical-1 Probl. o eixo é girado.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. aplicar ao 6. até que a biela deslize no ângulo Ci. 6. para o coeficiente de atrito.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl. Na embreagem mostrada. O anel. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar.35.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco.

11 2.3 Componentes Retangulares. Limites e Aproximações. 82 / Condições d~quilíbrio. 65 Seção B.4 1. Sistemas de forças 2.8 Momento e Conjugado. 7 Precisão. 9 c '\ 2 SISTEMAS DE FORÇAS. 50 3 EQUlLÍB~ 3. 40 2.2 Conceitos Básicos.5 1. 11 Seção A. 1 1. Sistemas de forças 2. 2.8 Escalares e Vetores.SUMÁRIO 1 PRINCIPIOS DA ESf ÁTICA. EquilíbVo em Mecânico. 2 Leis de Newton. 96 CC r 4 ESTRUTURAS.6 Resultantes. 7 Descrição dos Problemas de Estática. 19 2. 82 Formulação do Problema e Revisãó.1 /Introdução.4 Momento. 29 Seção B. 4 Unidades. 1 1.5 Conjugado.9 Resultantes. 3.2 Força. 14 14 oS tridimensionais. 2. 57 Isolamento do Si~ema 57 Condições de EqJilíbrio.2 Treliças Planas. 100 4.1 Introdução. Equilíbrio em três dimensões.1 Introdução. 24 2.5 bidimensionais.4 3. 5 Lei da Gravitação. 1 1.2 3. 100 . 100 4. 11 2.3 1. duas dimensões.7 1.3 3.6 1.1 Mecânica. 35 39 57 Seção A.7 Componentes Retangulares.

252 7.6 4.XVI/SUMÁRIO 4.3 Atrito Seco.7 Método dos Nós. 236 6. 255 7.5 Teoremas de Pappus. 323 . 279 ~ÊNDICE AI A2 A3 A4 A MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS.6 Vigas. 206 ATRITO. 308 TABELAS ÚTEIS. 284 283 / //-~ Áreas Compostas.3 Equilíbrio.2 Centros de Massa. 252 7.7 Cabos Flexíveis. 211 6. Disco de Atrito.8 Estática dos Fluidos. Centro de massa e centróides. 168 5.6 Mancais Radiais. 182 5.10 Formulação do Problema e Revisão. 246 7 TRABALHO VIRTUAL. 103 Método das Seções.5 4.7 Mancais de Escora.4 Figuras e Corpos Compostos: Aproximações. Produtos de Inércia e Rotação de Eixos. 168 5. 123 Formulação do Problema e Revisão.5 Formulação do Problema e Revisão. Tópicos especiais. 211 6. 283 Introdução.9 Formulação do Problema e Revisão. 142 5. 111 Treliças Espaciais. 252 7.2 Trabalho. 294 .5 Parafusos. 268 7.3 4. 234 6.3 Centróides de Linhas. 240 6. 316 INDICE REMISSNO. 298 \ I \ APÊNDICE B APÊNDICE C TÓPICOS SELECIONADOS DE MATEM}TICA. 211 6.8 Correias Flexíveis. Áreas e Volumes.1 Introdução.4 4. 144 5. 211 Seção A. 118 Armações e Máquinas.2 Tipos de Atrito. 142 Seção A. O fenômeno do atrito. 212 Seção B.9 Resistência ao Rolamento.1 Introdução.4 Estabilidade e Energia Potencial. 226 6. Aplicações do atrito nas máquinas.1 Introdução.4 Cunhas. 241 6. 136 5 FORÇAS DISTRIBUIbAS. 158 5. 144 5. 165 Seção B. 190 5. 226 6. 146 5. Definições. 227 6.

corno toda ciência. / / . Varignon. e BiiUiiiilêa~e se refere ao movimento dos corpos. Laplace e outros. que se refere ao equilíbrio dos corpos sob a ação de -ças. tem seus princípios bastante dependentes do rigor da Matemática. O tempo não está 'etamente envolvido na análise de problemas da Estática. Espaço é a região geométrica ocupada por corpos cujas posições são descritas por medidas lineares e angulares em relação a um sistema de coordenadas.cia de estruturas e máquinas. do projeto de foguetes e~naves espaciais. das máquinas e mecanismos elétricos e no comporta:nento mo1ecular atômico e subatôrnico dependem muito dos princípios básicos da Mecânica. Apesar de existirem relativamente poucos princípios básicos. eles têm ampla aplicação e os procedimentos empregados na Mecânica poderão ser transferidos para muitos outros campos do domínio da Engenharia. Mecânica é a aplicação destes princípios na solução de problemas 'ticos.com a da própria Engenharia. A formulação precisa das leis do movimento. Acredita-se que a primeira pesquisa em Dinâfoi feita por Galileu (1564-1642). É o assunto mais importante na análise em Engenharia. o propósito da Engenharia. Lagrange.-foram feitas por Newton (1642-1727). devem ser enten. CONCEITOS BÃSICOS 1. dar-se-á atenção tanto ao desenvolvimento rigoroso dos princípios como à sua aplicação. relativa a suas experiências sobre a queda de pedras. que se ·referem aos princípios da alavanca e da flutuação. dos controles automáticos.1 MECÂNICA Mecânica é a ciência física que estuda os estados de repouso ou movimento dos corpos sob a ação de orças. A Mecâmca divide-se em duas partes: Estática. que também concebeu a idéia do inflnitésirno em análise matemática. A moderna pesquisa e o desenvolvimento nos campos das vibrações. Neste livro.1 PRINCÍPIOS DA ESTÃTlCA 1.ento da Mecânica foram também dadas por da Vinci. da estabilidade e da resis. do escoamento de fluidos. nos bidimensionais. Contribuições substanciais para o desenvo1. D'Alembert. A Mecânica é a mais antiga das ciências físicas e os mais antigos escritos neste campo são os de Arquies (287-212 aC).2 - Certas defmições e conceitos são básicos para o estudo da Mecânica e. Sua origem se confunde . Nos problemas tridimensionais o espaço requer três coordenadas independentes e. Foi ele ttmbém quem formulou a maioria dos princípios da Estática. A completa· compreensão desté assunto é requisito essencial para o trabalho neste e em muitos outros campos. Tempo é a medida da sucessão de eventos e é uma quantidade básica na Mecânica. porém seu desenvolvimento tstancia1 teve lugar quando Stevinus (1548-1620) expôs as leis da combinação vej:orial das forças. A Mecânica. assim como das leis da gravitação. Por o lado.dos desde o início. por esta razão. apenas duas. dos rendimentos de motores.

o deslocamento de tal co -=~ X:: representado por um vetor livre. para o propósito de determinar as forças externas que agem sobre a lança.:r. Freqüentemente uma partícula representa um elemento infinitesimal de um corpo. o cálculo da tração no cabo que suporta a lança de um guindaste móvel. Ao se escrever uma equação vetorial é importante f~ ticos representativos das quantidades escala~/e vetoriais. por sua vez. densidade. As grandezas físicas vetoriais são classificadas em livres.ESCALARES E VEfORES A Estática lida . o corpo pode ser considerado uma partícula. 1._ o V. A ação da força em corpos representada por um vetor ligado no ponto de aplicação da força. A força é uma quantidade vetorial e suas propriedades estão discutidas em detalhe no Capo 2. energia e massa. por outro lado. em uma das extremidades um. es1ocamento de cada ponto do corpo.-=~-:ir< ~~~. não é sensivelmente influenciado pelas pequenas deformações nos elementos estruturais da lança. Um vetor ligado é aquele para o qual um único ponto de aplicação c . No sentido matemático. Vetor livre é aquele cuja ação não está restrita ou associada a uma úrÚ se um corpo se move sem rotação. Um corpo é considerado rígido quando o propósito do problema que se está abordando permitir desprezar os movimentos relativos entre suas partes.. Quando lidamos com a ação externa de forças em corpos rígidos. dever-se-ia analisar as características de deformação do material da lança. Este tipo de análise pertence ao estudo da mecânica dos corpos deformáveis. o movimento ou deslocamento de qual'.e vetores são deslocamento. do cálculo das forças externas que agem sobre os corpos rígidos em equilíbrio. volume... no espaço. submetido a um carregamento. em lugar do .. A Estática trata. deslizantes ou lig>'rkço. a força pode ser apl''''''-=. Assim.. Corpo Rigido. possuem tanto direção e sentiêo como intensidade e a soma destas grandezas deve obedecer à lei do paralelogramo. =::i qualquer ponto de sua linha de ação sem alteração de seu efeito no corpo considerado como um LOC:l •• A ~ aplicada pode ser considerada um vetor deslizante. Por exemplo. força. ~ =--~:o do corpo pode ser e a intensidade do representado por um vetor. Força é a ação de um corpo sobre o outro. Para determinar as ensões e os esforços internos.por um segmento linear (r ~ _. pode-se considerá-Ia como um corpo rígido. Uma força tende a mover o corpo na direção de sua ação sobre ele. princi· palmente. uma partícula é um corpo cujas dimensões se aproximam de zero. utilizar um sinal .. o veto r fu-<rígidos deve ser e os movimentos o vetor e tendo -. O compr.3 .com duas espécies de grandezas . ~e--""''' internos do corpo são funções tanto dº_p_o~o de aplicaÇ['o da força co Uma grandeza vetorial V ~esentada. Portanto.• aio em grito V. Tem muita importância na Estática. a intensidade I V I do vetor e grafil tipo em negrito é usado para grandezas vetoriais (sempre que o as representação.escalares e vetoriais.d. O r for parte de sua S SÍmbolos matemá- ".. tal como sublinhar a letra y. que descrevemos~:e ne:. Particula. além de ser uma propriedade dos corpos responsável pela sua atração mútua. momento e quantidzde::'e illonmento.2 I ESTÁTICA Massa é a medida da inércia de um corpo que.-reitem. Exemplos de grandezas escalares em Mecânica são rempo. Um corpo de dimensões desprezíveis é chamado partícula. pela direção de sua ação e pelo ponto de aplicação. de modo que pode ser analisada como um ponto de massa. Por exemplo. Exemplos . * É o chamado princípio de transposição de uma força que será ap . Acons~-x para distinguir quantidades vetoriais. Então. portanto. Grandezas vetoriais. ocupa uma posição particular no espaço. é a resistência à variação de movimento. velocidade.e seta orientado ~::se:: . seta para indicar o sentido. que vem ap6s o estudo da Estática. aceleração.::Er representa. e este descreve ou representa igualmente a dir. Oi: --=~ a:-~~ f~~ e. em escala conveniente. GrandeZ2S escalares são aquelas associadas apenas à intensidade. Vetor deslizante é aquele em que sua grandeza age ao longo de ll.Iill!P--~ F--. quando as dimensões de um corpo são irrelevantes para a caracterização de sua posição ou de seu movimento. A ação de uma fOI:ça é caracterizada por sua intensidade.

os v~es V1 e V2. Os vetares Vx e Vy na Fig. Esta regra exige que dois vetores V 1 e V 2..1. Normalmente é mais conveniente lidar com componentes vetoriais perpendiculares entre si chamados de componentes retangulares. 1.1. facilmente. Além de possuírem as propriedades de intensidade e direção. podem também ser adicionados com a cabeça da seta de um deles tocando a cauda da seta do outro.3). também.3 Obtém-se. É evidente pelo diagrama que a ordem de adição dos vetores não afeta a soma. Portanto.PRINC(PIOS DA ESTÃTICA I 3 Fig.::ornoé mostrado na Fig. respectivamente. e é evidente que pela geometria do paralelogramo V =1=V1 + V2• Os dois vetores V1 e V2.V2 adicionando-se .4b são componentes x ey respectivay' y I V y. obedecer à :egra do paralelogramo para a soma. (a) (b) Fig. O negativo de V é um vetar -V dirigido em sentido oposto a V. 1. na Fig.2h. Esta combinação ou soma vetorial é representada pela equação retorial onde o sinal mais ( + ) usado em conjunto com as grandezas vetoriais (tipos em negrito) significa soma vetorial e não soma escalar. a partir de uma direção de referên. A soma escalar das intensidades de dois vetares é escrita na maneira usual como V1 + V2. 1. como é mostrado na Fig.1. 1. como é mostrado na Fig.2c. tratados como vetares livres.2a. os vetares devem. I Y. 1. Fig. quer pela regra do paralelogramo quer pela regra do triângulo. V -x' (a) (b) (e) Fig. possam ser substituídos par seu equivalente V. Vx' . que é a diagonal do paralelogramo formado pelos lados V1 e V2. para obter a mesma soma vetorial V. considerados vetares livres. e. V1 + V2 = V2 + V1.40 são os componentes de V nas direções 1 e 2. 1. cuja soma seja igual a um certo valor V são chamados componentes deste vetor. Dois ou mais vetores quaisquer.1.. VY~x Vx cal -----. A diferença Vi entre os dois vetores é expressa pela equação vetorial onde o sinal (-) indica subtração vetorial. pela lei do triângulo. O senti~o de V pode ser determinado por meio de um ângulo.2 Fig.l. . como é indicado na Fig. a diferença V1 . 1.4 .V2 ao vetar V1 (Fig.l.conhecida. 1. isto é.1 negrito.

sua direção em relação. Vx' e Vy' são os componentes x' e y' de V.5 Se I. k que são vetares nas direções x. 1. Quando o vetor é expresso em componentes retangulares.4 I ESTÁTICA mente de V. respectivamente. A soma vetorial das componentes é \ ~ \ \ ) Fig. m e n forem os co-senos diretores de V. Na Fig. Uma partícula permanece em repouso ou continua a mover-se em linha reta à yelocidade uniforme se nenhuma força isolada ou não equilibrada atua sobre ela. 1. com intensidades iguais a um. Primeira lei. 1. estas leis são como segue.5. y e z. 1934.1. é conveniente expressar os componentes retangulares de V.4 . * Os enunciados originais de Newton podem ser encontrados na tradução de sua obra Principia (1687).4c. por exemplo. em função dos vetores unitários i. j. Cajori e impressa na Universidade da Califórnia. * Com o texto levemente modificado pelo uso da terminologia moderna. conforme mostrado na Fig. aó eixo dos x é evidentemente especificada por Vy O = arc tg Vx' Em alguns problemas. . revista por F. dados por: I = cos 0x m = cos Oy n = cos Oz as intensidades das componentes serão: Vy com ( V2 = mV + V/ + Vz2 = Vx2 J Note também que [2 +m2 + n2 = 1. particularmente aqueles a três dimensões.LEIS DE NEWTON Isaac Newton foi o primeiro a enunciar corretamente as leis básicas que governam o movimento das partículas e a demonstrar sua validade.

UNIDADES o Sistema Internacional de Unidades. servindo também como padrão. isolar o corpo em estudo e. comprimento e tempo. uma vez que não há aceleração quando a força é nula. 1. este livro adotará as unidades do Sistema Métrico. com as unidades de comprimento e força. mais tarde. tem sido aceito universalmente e está substituindo. Comprimento. antes de tudo. É necessário proteger-se contra esta prática. O quilograma é definido como a massa de um cilindro de platina iridiada. pela mesa sobre o lápis. por definição. como será explicado no próximo item. 1. e se aplica durante todo o tempo no qual a força é aplicada. empregado por muitos países durante muito tempo. Systeme International d'Unités). localizado próximo a Paris.1. A Estática lida. tendo em vista que F tem a mesma direção e sentido de a. abreviado SI (do francês. ao utilizar o sistema SI. As forças de ação e reação entre corpos que atuam reciprocamente têm a mesma intensidade. rapidamente. foi. A falta de atenção a esta lei básica é motivo de erro muito freqüente entre os principiantes. o mesmo ocorrendo com a libra no Sistema Inglês. A segunda lei de . Realmente esta Lei é conseqüência da segunda.1) onde F é a força resultante que atua sobre a partícula e a a aceleração resultante. O sistema SI é um sistema absoluto de unidades baseado nas quantidades de comprimento. ewton é a base da maioria das análises feitas no campo da Dinâmica. considerar somente a única força do par que age sobre o corpo em questão. o Sistema Inglês. com a unidade de força sendo obtida a partir da Eq. Esta equação é uma equação vetorial. Massa. É necessário. fixado como sendo o comprimento de uma barra de platina iridiada. Portanto.. por acor'4o internacional. A terceira lei é básica para o entendimento do que seja uma força.PRINC!"PIOS DA ESTÁTICA / 5 Segunda lei. principalmente. acarretou a adoção de um padrão mais preciso e repro- . Em análise de corpos sujeitos à ação de forças. como mostrado a seguir: Padrões Fundamentais para as medidas de massa. é a força necessária para dar a aceleração de um metro por segundo ao quadrado a uma massa de um quilograma.5 . A exatidão destas leis tem sido verifica da por inúmeras experiências físicas precisas. O metro. que está guardado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas. Aplicada a uma partícula de massa m pode ser equacionada como (1. a força exercida para baixo por um lápis sobre uma mesa é acompanhada por uma força igual exercida para cima. o quilograma era usado tanto como unidade de massa como de força. SI. é absolutamente necessário deixar bem claro qual a força do par que está sendo considerada. A aceleração de uma partícula é proporcional à força resultante que atua sobre ela e tem a direção e o sentido desta força. A dificuldade de acesso e de obter precisão na reprodução das medidas. Uma cópia precisa deste cilindro é mantida no Bureau de Padrões Americanos. tempo e massa. variáveis ou constan· tes. No Sistema Gravitacional (MKS). A primeira lei de Newton estabelece o princípio do equil1brio de forças. A primeira lei nada acrescenta ao estudo do movimento. medida sobre o meridiano que passa por Paris. não obstante sua origem. O quilograma é uma unidade de massa e não de força. porém é citada por fazer parte dos princípios clássicos de Newton. A unidade de força no SI é o Newton (símbolo N) que. então. e a intensidade de F é igual a de ma. sentidos opostos e são colineares. Estabelece que as forças sempre ocorrem aos pares. Este princípio é válido para todas as forças. França. que é o assunto de interesse principal da Estática. com as mesmas intensidades. permanecendo a partícula em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Assim. envolvendo massa somente quando se determina a força gravitacional. Foram estabelecidos. Terceira lei. guardada no Bureau Internacional de Pesos e Medidas. mesmas direções e sentidos opostos. originalmente definido como um décimo milionésimo da distância do pólo ao equador.

6 .201bf) N 1111bf (4. conduzindo à adoção de um padrão mais preciso e reproduzível.~'!' ~.305 m) 1m Fig.-!'.201bm) 11bm (0. que vale 2000 lb. para a maioria dos trabalhos de Engenharia e para o prop6sito do estudo da Mecânica. Força. a precisão desses padrões está muito além do necessário. irregularidades na rotação da Terra provocaram dificuldades para o uso desta definição.1740 pés por segundo ao quadrado.6 I ESTÁTICA duzível para o comprimento do metro. quando submetida a uma força de llb.. massa e comprimento auxiliar a visualização dos seus valores relativos. a unidade de força é a libra (símbolo lb). e o ton. No Si~ema Inglês.806 65) algarismos significativos.. encontra-se que uma libra de'Ío~<1l!iváÍente a (0. I~l. para A Fig.4482 1N newtons de força. O valor correspondente para a aceleração da gravidade padrão g no sistema SI é 9. que é o valor padrão da aceleração da gravidade g ao nível do mar e na latitude de 45°. 1.21bf (143 N) MASSA 1kg (2.' . Porém.21bm (14. A libra padrão é a força necessária para fornecer a uma massa de uma libra. encontra-se a massa m com: W (lb) m (slugs) = g (pés/s2) .6 apresenta exemplos de força.1. 32.225lb A unidade de massa no Sistema Inglês se deriva da Eq. agora definido como sendo 1 650763. '1..11. 1. Outras unidades de força empregadas no Sistema Inglês (EUA) são o quilolibra (kip).6 kg) (0.1740 libras-massa.45 N ou = 0.1: força (lb) = massa(slugs) X aceleração (pés/s2). nos dois sistem~s de unidades.453 592 37) (9. Tempo.73 vezes o comprimento de onda da radiação do átomo de Criptônio-86.-~~ ~l 1 slug ou 32. 1. da Eq. 1. a aceleração de 32. que vale 1 000 lb. FORÇA 119'81 (2. Assim. usando três = 4.45 kg) COMPRIMENTO 1 pé I.1 par~ a condição de queda livre de uma massa padrão de uma libra. Esta massa se denomina slug e é igual a 32. Portanto.~·. Nos experimentos gravitacionais com peso W.45 N) II . O segundo era anteriormente defrnido como a fração 1/864QO do dia solar médio. tem-se as equivalências: llb = 4.806 65 m/s2. O segundo é agora fixado como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação de um certo estado do átomo do Césio-133. Aplicando a Eq. É claro que.1 e é a massa que obtém uma aceleração de 1 pé/s2.

a Eq. Quando expressa em quilogramas. então.2.PRINCfplOS DA ESTÃTICA / 7 1. Este efeito será discutido no volume 2. Se a força gravitacional ou peso tem intensidade W. a força de atração recíproca entre elas será de 0. pois ntuam em linha reta unindo os centros das partículas. Assim. opostas em sentido e têm a mesma direção. Sobre a superfície terrestre. Para um corpo de massa m sobre a superfície da Terra.7 - PRECISÃO. Esta diferença é causada pela rotação da Terra e é muito pequena. Por outro lado. conseqüentemente. A fim de evitar confu. Esta orça é evidentemente desprezível comparada com a atração da Terra e. As forças gravitacionais existem sempre entre dois corpos quaisquer.3) o peso W sera expresso em newtons (N) quando m for em quilogramas (kg) e g em metros por segundo ao quadrado (m/s2). pode ser calculada pelo resultado de um simples teste gravitaeional. cujo lado de 24 mm foi medido até o mais próximo centésimo. 1. o peso do corpo é expresso em newtons (N).0000000994 N. A constante gravitacional determinada experimentalmente tem o valor K = 6.2 dá (1. estritamente falando. K constante universal.&-l m/s2 é suficientemenÜ: preciso para os cálculos desenvolvidos na Estática. Esta força existe esteja o corpo em movimento ou em repouso. Sendo essa . são ligeiramente diferentes. O valor padrão g = 9-.6 - LEI DA GRA VITAÇÃO Na Estática ena Dinâmica é freqüentemente necessário determinar o peso de um corpo (a força gravicionà1 atuando sobre ele). massa de cada uma das partículas. tendo em vista que o corpo cai com uma aceleração g. no SI. a palavra "peso" tecnicamente significa massa. que foi também formulada por _tewton. a única força gravitacional de apreciável intensidade é a devida à atração da Terra. Esta determinação depende da lei de gravitação. O peso verdadeiro devido a atração gravitacional e o peso aparente medido por balança de mola.são. não deve ser maior do que o número algarismos que possam ser justificados pela precisão dos dados fornecidos. Dinâmica. uma esfera de ferro de 100 mm de diâmetro é raída para a Terra com uma força de 37. 1. Conseqüentemente. As forças F obedecem à lei da ação e reação tendo em vista que são iguais em intensidade. obtida pela multiplicação sem aproximação. seria ~dicada como 580 mm2 e não como 576 mm2. é usada também como medida de }?eso. a atração gravitacional. distância entre os centros das duas partículas.2) onde: F= força de atração recíproca entre duas partículas. conhecida como a constante de gravitação ou constante gravitacional. O valor correspondente de g no Sistema Inglês é 32.9 N.nação uma força.2 pés/s2. neste livro.673 (10-11}m3 /(kg' S2). a unidade de massa. quilograma (kg). o uso da palavra '»eso". não sendo aqui considerada. A atração gravitacional exercida pela Terra sobre os corpos é conhecida como "peso" do corpo. Infelizmente. a área da seção transversal de uma barra quadrada. 1. restringe-se ao significado de força da atração gravitacional e é expresso sempre em wtons. a atração gravicional da Terra é úrnca força gravitacional de apreciável intensidade que precisa ser considerada nas experiências realizadas na superfície do planeta. conforme definida na Eq. se colocarmos uma outra esfera exatamente igual em contato com a primeira. na prática. A lei de gravitação é expressa pela equação (1. LIMITES E APROXIMAÇÕES O número de algarismos significativos mostrados em uma resposta. .

x)3] para dV.2503 e 4.0112 possa ser expressa com uma precisão de três algarismos. ficando simplesmente & para dx e de ~V (&)2 e (&)3 podem ser que é uma expressão exata no limite. o sen () e a tg () têm quase o mesmo\'alor. de abandonados. Pode-se empregar algumas simplificações quando se lida com ângulos pequenos. observa-se. Para exemplificar as aproximações aqui citadas. para pequenos ângulos. que o comprimento do arco 1 X () e o sen () são praticamente iguais. pode-se escrever sen () ~.017453 rad 0. quandoseapl'o-. Ocos () também é quase um.017455 0. que são . tomemos um ângulo de 10 10 sen 10 tg 10 cos 10 == == 0. pela geometria da figura. Três algarismos significativos dão a precisão considerada satisfatória para a maioria dos cálculos em Engenharia. é relativamente pequeno. 1.8 / ESTÁTICA Quando nos cálculos aparecem pequenas diferenças em quantidades grandes. Pode ser verificado.1. conhecer previamente o número de algarismos significativos necessários nos dados originais que assegurem uma certa precisão na resposta. o volume do elemento ~V de um cone circular reto de altÜra h eiaio de ba~e r pode ser tomado como uma fatia circular distante x do vértice e de espessura &. Como exemplo.xima o limite matemático.999848 Se for desejada uma maior aproximação. tg () ~ () cos () ~ 1 Essas aproximações significam que estamos considerando somente o primeiro termo da expansão em série dessas três funções.7 Fazendo a hipotenusa igual a unidade.x)Z + i(ó. quando comparadas com as diferenciais de ordem mais baixa.7. que a expressão completa para este volume do elemento pode ser 1I"r2 Ó. Considere o triângulo retângulo da Fig. pode-se manter os dois primeiros termos da série. Assim. A ordem das quantidãdes diferenciais é assunto que acarreta freqüentes enganos. exige-se maior precisão nos dados para se obter precisão nos resultados. onde o ângulo (). Conseqüentemente. é necessário conhecer os nÚmeros 4. os termos em Ao se ~~a os limites. É muitas vezes difícil em cálculos um tanto longos. de modo que a diferença de 0.2391 com uma precisão de cinco algarismos significativos. Diferenciais de ordem mais alta podem sempre ser desprezadas. expresso em radianos.017452 0. V = h2 [x2 ó'x + x(Ó. Além disso. \ \ ~lX()=() cos () I I Fig.

reíaÇ.. A análise de cada problema exige a passagem do r'aciocínio do que respeita à Física para o relativo à Matemática. limite ou modelo.... Os gráficos são uma importante ferramenta em análise e têm muita utilidade em. no modelo matemático idealizado. Assim. cada qual inteiramente identificado: 1. Algumas dessas aproximações podem ser matemáticas.8 - de é expresso em radianos. através do equacionamento e análise de muitos problemas práticos que envolvem os princípios da Estática. _A_o_se_e_qu_a_c_i_o_n_ar_u_m_d_a_do--"problema de ~. Uma das características mais importantes de um engenheiro bem sucedido é a sua habilidade para entender e fazer uso das hipóteses adequadas no decurso do equacionamento e da solução dos problemas de Engenharia.ões. resultados desejados.-e.[odos resultados em cartas eJ~. O peso de um cabo de aço pode ser desprezado se a tração no cabo for muito superior ao seu peso.etp. dados apresentados. desde as hipóteses até a conclusão. _ É essencial que os problemas de Estática.orql!e. como os outros problemas de Engenharia. eles tornam.!~gr~ mas. ao passo que esse mesmo peso não poderá ser desprezado se o problema exigir a determinação da deflexão ou flecha do cabo suspenso. no limite matemático: sen de = tg de = de cosde = 1 o ângulo 1.!!B e_nh_ar_i~a.'e reconhecer ~O-. Urna força que está realmente distribuída numa pequena área de um corpo sobre o qual ela age pod. O desenvolvimento de bons hábitos no equacionamento dos problemas e na representação de suas soluções é imperioso.apr0x!mações estarão sempre incluídas.ão dos r!lsultad.!l. é muitas vezes necessário desprezar pequenas distâncias. DESCRIÇÃO DOS PROBLEMAS DE ESTÁTICA o estudo da Estática está voltado para a descrição quantitativa das forças que atuam nas estruturas em equilíbrio.. para 10 graus..e ser considerada como uma força concentrada. e sua representação deve incluir exposição clara dos seguintes pontos.~c_e_r_ta_s . uma das maiores dificuldades encontradas pelo estudante é efetuar esta transição de raciocínio.nte a execuç!o da transiç_ão do raciocínio ent~ !~itu~ção física e a exgressão matSlmátic-ª-Lp. pensar primeiro em termos da situação física e depois em termos da correspondente descrião matemática..51 por cento. A medida que as seguintes relações são válidas. o erro é.quaciQnamento de um 12roblema de Física re12resenta !lIlla descrição ideal.9s. A Matemática estabelece as relações entre as diversas quantidades envolvidas e torna possível edizer os efeitos destas relações. ângulos ou forças comparadas com grandes distâncias'. Ele de'. Sem dúvida. somente de 0. que se aproxima. como também allxiljam enoI:. para 1 grau. É preciso realizar um duplo processo de raciocínio para formular esta rição. O estudante deve estar sempre alerta para as diversas suposições feitas no equacionamento dos problemas reais. ângulos ou forças. se as dimensões da área forem pequenas.possível a re12resentaç-ª9 de sistemas físicos no pa~por meio de croguis ou diagram~ A re12resentação geométrica é vital para a .il!!~3[O_allXílio :valioso nas int. isto é. Um dos principais objetivos deste livro é fornecer o máximo de oportunidade para o desenvolvimento desta habilidade.. é somente de 0.005 por cento . 2.13 por cento e. sujeito à ação do próprio peso. . ainda.Il!em. Por exemplo. comparadas com as outras dimensões relativas.--ºª---ªáficos muitas vezes propiciam o meio de solução de relações físicas. As soluções_gráfica~~sõmeilte fornecem o meio prático de obtenç. da precisão exigida.Jl!l1bas ªªo representadas simultaneamente. Cada solução deve ser precedida de um roteiro lógico das etapas.interpretação física e auxilia enormemente a visuaHzação dos aspectos tridimensionais de muitos Rroblemas> Segundo. enquanto outras serão físicas. O terceiro uso dos gráficos é a eXP:Qsiç. sejam resolvidos por métodos eficientes. as hipóteses dependem do que se está procurando determinar e. Primeiro.. onde a solução matemática direta seria impraticável ou difícil._mas_@nc_ajgua~ comJ:Jl~t~en~_~~~uação física real.1cê~pos de ação.PRINC!"PIOS DA ESTÁTICA / 9 o erro que se comete na substituição do seno pelo ângulo. Para 5 graus o erro é de 0.

-o ~f~isolaqo de todos os outros corpos. Soluções descuidadas. por si só. onde certos problemas são resolvidos praticamente.pa e ordenada. Segundo. quando é importante o significado prático da intensidade de cada termo.. Isto porque o isolamento do corpo é a ferramenta na qual a causa e o efeito estão claramente separados. A escolha do método mais apropriado de solução é um importante aspecto da experiência a ser obtida no trabalho de resolução dos problemas. a Estática está baseada em apenas alguns poucos conceitos fundamentais e contém principalmente a aplicação destas relações básicas para uma variedade de situações. é aconselhável incorI'orar uma série de verificaçõ~ dos cálc~os ellLpontos intermediários ~ão. no decorrer da solução. ao passo que a homogeneidade dimensional pode ser perdida quando se usa somente valores numéricos.eve ~I_obse!ya~ ~pr~c~~homogeneidac!e <!!wensi9I!al dos termos devem ser freqüentemente verif!çadªs. 5.. é evidente em cada estágio do cálculo.çõe.ça. É essencial. O estudante que tem pronto acesso às facilidades da computação digital pode resolver alguns dos problemas escolhidos por este meio.o. uma vez sejam tratados por um mé~ de resol~ã~ lógico e disciplinado.r-------~-----------------------------~~-------------~•. em forma numérica. 4. Terceiro.Sobr{l um corpo. que terminará indicando a resposta por meio de uma fórmula. O estudante verificará que as soluções dos problemas de Estática podem ser obtidas por 1im dos seguintes meios: utilizando-se uma solução matemática direta com os cálculos a mão. pela primeira vez neste livro.®s atuantes é chamado de diagrama de corpo livre. e a grande maioria dos problemas está dentro desta categoria. são de pequeno ou mesmo de nenhum valor. uma ajuda inestimável ao desenvolvimento das habilidades para o equacionamento e a análise. onde as respostas aparecem como símbolos algébricos ou como resultados numéricos. a intensidade de cada quantidade. diagramas necessários. de modo que um cálculo c01!!pleto e preciso de todas as forças que agem neste corpo possa ser obtido. O diagrama de tal corpo isolado com a representação de todas as fQr. a técnica do traçado do diagrama do corpo livre. e a apreciação para a aplicação exata de um princípio é posta em evidência. através de soluções gráficas. No Cal" 3 apresentamos e usamos. Com a substituição dos valores numéricos.s_exID. expressa em sua unidade particular. ~ aplicação dos princípi~lque definem as condi. é essencial ~o corpo em questª. cálculos.. respostas e conclusões. E também importante que a apresentação do trabalho seja li1p. . ou por meio de um moderno computador digital que é vantajoso especialmente quando se lida com um grande número de equa·ções ou dados repetidos. a solução literal permite fazer uma verificação nas dimensões em cada etapa. É essencial que se tenha facilidade com ambas as formas de solução. Entretanto. que as leis que 'aplicamos sejam cuidadosamente fixadas na mente e que estes princípios sejam aplicados literal e exatamente. o método de análise é de grande importância. Na aplicação das leis da Estática. na solução de um problema. 10 / ESTÁTICA 3. Muitos problemas que a princípi6-podem parecer difíceis e complicados.ç-ª.~_d_e_atra. A disciplina exigida aliada a uma boa apresentação será. ou esta pode ser encaminhada com símbolos algébricos.ç. / Surpreendentemente. a simplificação conseguida pelo uso dos símbolos literais auxilia a evidenciar a conexão entre a situação física e sua representação matemática. que não podem ser facilmente lidas por outros. porque a prática só se consegue pela resolução de problemas. os valores numéricos das quantidades podem ser usados diretamente. ~ ordem de grandeza dos valores nUÍnéric~E. Este isolamento tanto deve existir mentalmente como ser representado nopapel. os dados da maioria deles são fornecidos em números fáceis de trabalhar. quando se usam diferentes conjuntos de unidades e dimensões. a solução simbólica tem várias vantagens sobre a numérica. Primeiro.e uma (or. De modo a reduzir o tempo de cálculo na resolução dos problemas. Este método do diagrama do corpo livre é a chave para o êntendimento da Mecânica. tornam-se claros e diretos. desenvolvendo-se uma solução literal. Além dis!. Nessas aplicações. Este procedimento oferece vantagem. pode-se usar repetidamente uma solução literal para obter respostas para o mesmo problema.[o_d.

ao atuarem nas estruturas e nos mecanismos. O efeito desta ação no suporte dependerá de P. mostrado na Fig. Verificou-se que força é uma quantidade vetorial. A fj p (a) (b) Tração no cabo p Fig. projeto de elementos de máquinas e escoamento de fluidos. 2.2 .2 SISTEMAS DE FORÇAS 2. enquanto não dominar por completo tudo o que for aqui apresentado. Uma mudança em qualquer uma destas especificações altera o efeito no suporte. sentido e intensidade de ação e pode ser combinada vetorialmente a outras forças de acordo com a lei do paralelogramo.1b pelo veto r força de intensidade P. por conseguinte. sendo.1 . 2. Vemos. como pode ser verificado. O estudante não deverá prosseguir. tais como. está representada na Fig. que a especificação completa da ação de uma força exige o conhecimento de sua intensidade.2. do ângulo 8 e da posição do ponto de aplicação A. tendo em vista que seus efeitos dependem de sua direção.la. portanto.FORÇA Antes de lidarmos com um grupo ou sistema de forças será necessário examinannos. Força tem sido definida como o resultado da ação de um corpo sobre outro. direção. 2. as propriedades de umaJ'orça isolada.1 INTRODUÇÃO Neste capítulo e nos seguintes examinamos as propriedades e os efeitos das várias espécies de forças. análise de tensões. em detalhes. ou pela tensão interna e deformação do material em qualquer ponto do suporte. não somente da Estática. por exemplo. mas de toda a Mecânica. Neste capítulo colocamos os alicerces necessários ao entendimento básico. pela força que atua em um dos parafusos que o prendem à base. tratada como vetor fixo. A experiência obtida através deste exame será de fundamental utilidade por todo o estudo da Mecânica e também no estudo de outros assuntos. sentido e ponto de aplicação. A ação de tração P do cabo no surporte.

12 /

ESTÁTICA

Uma força pode ser aplicada por contato mecânico direto ou por ação remota. As forças gravitacionais, elétricas e magnéticas"atuam físico direto. " por ação remota. Todas as outras forças reais são aplicadas através de contato

A ação da força acarreta, no corpo em que atua, efeitos que podem ser divididos em externos e internos. No suporte da Fig. 2.1 os efeitos externos da força P são as forças de reação (não representadas), exercidas no suporte pela base e pelos parafusos em conseqüência da ação de P. Então, as forças externas ao corpo são de duas espécies: forças.aplicadas (ativas) e forças reativas. Os efeitos internos da forçaP no suporte são as tensões internas e as deformações resultantes, distribuídas por todo o material do suporte. As relações entre as forças e as deformações internas abrangem as propriedades do material do corpo e são estudadas juntamente com resistência dos materiais, elasticidade e plasticidade. Quando lidamos com a mecânica dos corpos rígidos, onde se dá importância somente aos efeitos externos das forças, a experiência mostra que não é necessário restringir a ação da força aplicada ao dado ponto. Portanto, a força P atuando na chapa rígida, vista na Fig. 2.2, pode ser aplicada em A, emB ou em qualquer outro ponto sobre sua linha de ação e os efeitos externos resultaIltes da força P, isto é, a força exercida na chapa pelo suporte do mancal em O e a exercida pelo rolete de apoio em C não irão se alterar. Esta conclusão é definida pelo princípio da transposição de forças, que estabelece que uma força externa, atuando num corpo rígido, pode ser aplicada em qualquer ponto do seu suporte ou linha de ação sem alterar os seus efeitos resultantes. Quando são pesquisados somente os efeitos externos resultantes da aplicação de uma força sobre um corpo rígido, pode a mesma ser considerada um vetor deslizante, sendo necessário e suficiente especificar sua intensidade, sentido e linha de ação e suporte. Como este livro lida essencialmente com a mecânica dos corpos rígidos, quase todas as forças são consideradas vetores deslizantes em relação ao corpo rígido em que atuam.

Fig.2.2
--------

As forças podem ser concentradas ou distribuidas. Realmente, o contato de uma força aplicada se faz, sempre, sobre uma área fmita e, portanto, a força é distribuída. Quando as dimensões da área são desprezíveis, comparadas com as demais dimensões do corpo, a força pode ser considerada concentrada em um ponto. A distribuição de uma força pode ser sobre uma área, como no caso de contato mecânico, ou sobre um volume, quando atuam as forças da gravidade e magnética. O "peso" de um corpo é a força da gravidade distribuída sobre seu volume, e pode ser considerado como uma força concentrada que atua no centro de gravidade do corpo. Normalmente, a posição do centro-de gravidade é facilmente determinada por considerações de· simetria. No entanto, se a posição não for clara será necessário calcular separadamente sua posição, o que é apresentado no Capo 5. Uma força pode ser medida por comparação com outras forças conhecidas, usando-se uma balança mecânica, ou pela deformação calibrada de um elemento elástico. Qualquer dos processos têm como base um padrão primário. A unidade padrão de força no SI é o newton (N) e no Sistema Inglês é a libra (lb), como definido no item 1.5. A característica das forças expressas pela terceira lei de Newton deve ser cuidadosamente observada. A ação das forças está sempre associada a uma reação igual e oposta. Devemos ter cuidado em determinar qual das forças do par está sendo considerada. A situação fica perfeitamente defmida quando o corpo em questão é isolado e, se representa a força que atua sobre o corpo (e não pelo corpo). É muito fácil cometermos um erro, por descuido, e considerarmos a força errada do par, a menos que façamos uma cuidadosa distinção entre cada ação e sua conseqüente reação. Duas forças FI e F2, concorrentes, podem ser somadas pela regra do paralelogramo, no plano comum a ambas, para que se obtenha uma resultante R, como é vista na Fig. 2.3a. Se as duas forças concorrentes encontram-se no mesmo plano, mas são aplicadas em dois pontos diferentes, como na Fig. 2.3b, elas podem

SISTEMAS

DE FORCAS

I

13

(a)

(b)

(c)

Fig.2.3

ser deslocadas ao longo de suas linhas de ação, de acordo com o princípio da transposição, e a soma vetorial R completada no ponto de concorrência. A resultante R pode substituir as forças F 1 e F2, sem alterar os efeitos externos sobre o corpo, no qual elas atuam. Podemos usar, também, a regra do triângulo para obtermos R, exigindo, no entanto, o deslocamento da linha de ação ou suporte de uma das forças, como está mostrado na Fig. 2.3c. Na Fig. 2.3d estão somadas as mesmas duas forças e embora estejam mantidas a intensidade e direção corretas de R, a linha de ação não é a verdadeira, pois a resultante R obtida deste modo não passa pelo ponto A. Este tipo de combinação ou soma deve ser evitado. Algebricamente a soma das duas forças pode ser registrada pela equação vetorial:

Além da necessid;lde de combinar forças para obter uma resultante, substituir uma força por suas componentes, atuando segundo duas direções na Fig. 2.3a, pode ser substituída ou decomposta em dois componentes F 1 simplesmente pela complementação do paralelogramo, como mostrado para /dades de Fl e F2.

há muitas vezes necessidade de especificadas. Assim, a força R, e F2 nas direções especificadas, que se sejam obtidas as intensi-

Um caso especial da soma aparece quando as duas forças Fl e F2 são paralelas, Fig. 2.4. Elas podem ser somadas pela prévia inclusão de duas forças iguais, opostas e colineares F e ~, de intensidades adequadas, que, consideradas em conjunto, não produzem nenhum efeito externo sobre o corpo. Somando Fl e F2 para fornecer Rl e combinando-a com a soma R2 de F2 e -F resulta R, correta em intensidade, sentido, direção e linha de ação. O método exposto é, também, utilizado ao se combinar graficamente duas forças que sejam quase paralelas, apresentando, portanto, um ponto de concorrência muito distante. É recomendável dominar a análise dos sistemas de forças bidimensionais, antes de abordar a análise tridirnensional. Com esta fmalidade, dividiu-se o restante deste capítulo nestas duas categorias. Porém, se o estudante possui bom conhecimento da análise vetorial, pode estudá-Ias simultaneamente.

R

Fig.2.4

I

ESTÁTICA

SEÇÃO A.

SISTEMAS DE FORÇAS BIDlMENSIONAIS RETANGULARES

2.3 -

COMPONENTES

A decomposição bidimensional mais comum de uma força F é a sua decomposição nas componentes retangulares Fx e Fy, conforme mostrado na Fig. 2.5. Conclui-se imediatamente da figura que

Fx
Fy

= FcosB
=
Fsen ()

(2.1)

onde F é a intensidade de F e Fx e Fy, as intensidades de Fx e Fy. Se introduzirmos os vetores unitários nas direções x e y, conforme indicado na Fig. 2.5, podemos escrever a equação vetorial

ie j
(2.2)

Para eliminar qualquer ambigüidade, é recomendado representar por linhas tracejadas as componentes de uma força, como na Fig. 2.5, ou vice-versa. Com qualquer destas convenções, estará sempre claro quando a representação significar uma força e suas componentes .ou três forças separadas, que seriam indicadas por três vetores em linha cheia.

Fig.2.5 Os problemas reais não vêm com eixos de referência. A sua determinação é arbitrária e depende da conveniência, sendo freqüentemente deixado ao estudante escolhê-Ios. A escolha lógica é, geralmente, a indicada pela geometria do problema. Por exemplo, quando as dimensões principais de um corpo são dadas nas direções horizontal e vertical, é conveniente selecionar os eixos de referência nestas direções. Porém, nem sempre as dimensões são fornecidas nas direções horizontal e vertical, nem os ângulos medidos no sentido anti-horário a partir do eixo x, como também não é obrigatório que a origem das coordenadas esteja na linha de ação de uma força. Portanto, é muito importante que se tenha a capacidade de determinar as componentes de uma força, qualquer que sejam a orientação dos eixos e o sentido de medida dos ângulos. A Fig. 2.6 sugere alguns exemplos típicos de decomposição de forças em duas dimensões, cujos resultados deveriam ser pronta-

~

Fx = Fsen {3 Fy=Fcos{3

1
Y,
Fx
Fy

I

/

I

Y

==-

F cos (3 Fsen{3

Fx = Fsen(7r - (3) Fy = - F cOS(7r - (3)

Fx = F cos ({3 - a) Fy = Fsen({3 -a)

Fig.2.6

SISTEMAS DE FORCAS

I 15

mente identificados pelo estudante. Assim, é evidente que a memorização das Eqs. 2.1 não substitui a necessidade de compreender a lei do paralelogramo e de saber fazer a projeção correta de um vetor sobre eixos de referência. Um esboço aproximado sempre ajuda a esclarecer a geometria e a evitar erros.

Problema Resolvido

2.1

y

Uma força F de 100.N é aplicada a um suporte fixo, como se vê na Itgura. Determinar as componentes retangulares de F: (1) nas direções x e)l; (2) nas direções x' e y'. (3) Determinar também as componentes de F nas direções x' ey'.

F .•• ~ __ 20·

=

lOON

"

30·---x ,, ,,'x'

Solução. Parte (1). As componentes x e y de F são mostradas na parte a da figura, e são: Fx

=

F cos 8x

=

100 cos 20°

94,ON.
Fy

y I I

Fy = F cos 8y = 100 cos 70°

34,2N.

Resp.

LdCJ--x
F
F",

Parte (2). As componentes de F, nas direções dos eixos x' e y' são projeções sobre esses eixos, como se pode ver na parte b da figura, e são: Fx' = F cos 8x' = 100 cos 50° Fy' 64,3 N.

(a) y I
I

(6) Fy160· Resp.

=

F cos 8y'

=

100 cos 40°

76,6 N.

Parte (3). As componentes de F nas direções x' e y' não são retangulares e são obtidas pela complementação do paralelogramo, como é mostrado na parte c da figura. As componentes podem ser calculadas pela lei dos senos, resultando:

I I I

--x

Resp. Nota:

seus resultados os valores calculados. (c) F x ' y - 0,940 0,866100 com F sen sel160° F = 1085 N. F '= - 60° 0,766 - -,5. 88 <D N Obtenha Fx' e Fy graficamente e compare

'

,

,
x

Problema Resolvido

2.2

Combine as duas forças P e T, que atuam sobre o ponto B, da estrutura fixa, em uma só força R.

6

I

ESTÁTICA

Solução. O paralelogramo da soma de T com P está mostrado na figura. Primeiro tem-se que determinar o ângulo cx e depois encontrar R através da lei dos co-senos. Da figura

p

BD
tgcx

=

AD

6 sen 600 3 + 6 cos 600

=

0,S66,

cx

= 40,90

A lei dos co-senos aplicada ao paralelogramo formado pelos vetores dá R'
R

600' + SOO' - 2 (600) (SOO)cos 40,90 524 N

274300 Resp. Nota:

O ângulo IJ dá a direção de R e é obtido da lei dos senos 600 sen IJ 524 sen 40,90;

(!) Observe atentamente o reposicionamento
sen IJ

=

0,750;

IJ

=

4S,6°

Resp.

de P para permitir a construção do paralelogramo de soma em B.

PROBLEMAS

PROPOSTOS
2.4 Um cabo exerce uma força F sobre uma cantoneira fixada a um elemento estrutural. Se a intensidade da componente x de F é 900 N, calcular a componente y e a intensidade de F.

2.1 Calcular as componentes x e y da força P, de intensidade igual a 20 kN, atuando sobre o elemento estrutural. Resp.
Px

= -19,70

kN; Py

= 3,47kN

p
Y

20· x

~

I I I I I

l.. Probl. 2.1

...:.. __

--.l

2.2 Encontre a componente retangular, na direção de BC, da tração T = 600 N do Problema Resolvido 2.2. 2.3 Quando a carga L está a 7 m do pino C, a tração T no cabo tem a intensidade de 15 kN. Escrever a expressão vetorial de T usando os vetores unitários i

Probl. 2.4 2.5 O tensor C é montado de modo a dar uma tração de 900 N no cabo. Calcule as componentes x e y da força exercida sobre o quadro pelo cabo, em B. Resp. Fx= -879N; Fy= -195,2N
900

ej.
Resp.

T=

12,S6i + 7,72j kN

, l/i
I
I

~l 6m
I .

mm

Til

A~

l3m -I.

7m-J
Probl. 2.3

c1__
<

AI
400

IY I

mm

L__ -X

Probl. 2.5

SISTEMAS DE FORÇAS

/ 17

2.6 A tração T no cabo vertical é igual ao peso do caixote. Calcular as componentes Tt e Tn, nas direções da lança e normal a ela, respectivamente, da força T aplicada pelo caixote à lança em A.

2.9

Calcular a intensidade da força única R equivalente às duas forças mostradas. Determinar também o ângulo e, entre R e o eixo positivo dos x, medido no sentido anti-horário. Resp. R = 9,17 kN; e = 109,1 °

I I I I

A y 10 kN

10m
I I ~

!1
~8kN ,. '-.ô---x Probl. 2.9

I I
I I

Probl. 2.6 2.10 Resolver o Probl. 2.9 graficamente. 2.7 O camo circular tem uma excentricidade e = 20 mm e raio r = 40 mm. Na posição de e = 30°, a superfície lisa inferior do seguidor eXerce uma força para baixo sobre o camo de 400 N, normal às superfícies de contato. Calcular a componente retangular F' desta força, na direção da linha que liga o ponto de contato ao centro do eixo. Resp. F' = 378 N 2.11 Com que ângulo e deve ser aplicada a força de 400 N para que a resultante R das duas forças tenha a intensidade de 1 000 N? Nestas condições, qual será o ângulo (3 entre R e a horizontal? Resp. e = 51Y; (3 = 18,2°

400N

~
Probl. 2.11

2.12 A força vertical de 10 kN deve ser substituída por duas outras forças, uma F" orientada na direção da linha de 45° a-a e outra F2, com intensidade de 8 kN. Calcular a intensidade de F,e o ângulo e, antihorário, entre F 2 e o eixo x. Resp. F, = 10,81 kN, com e = 17,1° ouF, = 3,33 kN, com e = 72,9° Probl. 2.7 2.8 O cilindro hidráulico exerce uma força de 40 kN na direção de se~ eixo, em posição à carga que está levantando. Determinar as componentes Fn e Ft, normal e tangente respectivamente, à direção AR, no momento em que e = 30°.

Probl. 2.12

2.13 Resolver o Probl. 2.12 graficamente. 2.14 O conjunto rígido ARC é suportado pelo pino A e pelo elo articulado D e está submetido à ação de uma força F em C. Poder-se-ia concluir, pelo princípio da transposição de uma força, que a reação no pino em

f--l,5 fi ----i
Probl. 2.8

Determine.6° 2. em vez de C? vetores unitários nas direções x e y. Calcular a intensidade de P.14 ~ I J 2. FAB = 2. conseqüente.6 kN e outra P. 2. uma de 1.59 kN A 4kN B Probl. mostrada na figura.63i + 6.1'5 Decompor a força de 4 kN em duas componentes: uma na direção AB e outra na BC. de modo que é necessário aplicar duas forças. aplicando uma força na direção do seu eixo horizontal.16 2.omm --'l Probl. de tal modo que produzam o mesmo efeito de F. 2..18 2. para assegurar que a tração T se dê ao longo do eixo do grampo. _--=. Determinar o acréscimo f:. Calcule a intensidade de P. Os ângulos internos da treliça são todos de 45° ou 90°. de modo que a intensidade de sua componente ao longo de CA não ultrapasse 80 por cento da intensidade da componente na direção de BC? Resp.19 Qual o máximo ângulo I) que a força F pode ser orientada. R = 2.6kN Probl. Resp. Resp.0° r-2oo1 I /f. quando atuava a força de 100 kN. aplicada na direção da linha tracejada.93 kN. através de cabos conforme mostrado. (Sugestão: a resultante de P e o novo T é o mesmo vetor que a resultante da força de 100 kN e T original. uma na direção do eixo y e outra na direção horizontal h. 2. usando os 4 kN- 6kN F Probl. -1- ~ 1. T.15 t lOOkN r-2. 2. FBC = 3.17 Substitua as forças de 6 kN e 4 kN por uma única força equivalente R. Calcule o ângulo I) feito por R com o eixo x. 1): = 53.17 Probl.18 A resultante da carga de 100 kN e da tração T. expressa como vetor. também. na barra B.. I) = 66. ~ -±- " À. passa pelo ponto A e resulta em certa força sobre o pino que suporta a treliça nesse ponto. A carga de 100 kN é substituída por uma força P. Determinar as intensidades dessas componentes. Probl. Um obstáculo A impede o acesso direto.18 I ESTÁTICA A seria a mesma se F fosse aplicada em D ou em E.20 A força F = -401 60j N deve ser substituída por duas outras. 2.06j kN. 2. 2.20 .) F B Probl. de modo que resulte sobre o pino em A o mesmo efeito que anteriormente existia.16 Deseja-se remover o grampo da madeira.19 150mm 1 1 4m 2.T correspondente na tração da barra B.

2. que é.21 graficamente.23 2..MOMENTO Além da tendência de deslocar um corpo na direção de sua aplicação. O sentido de M depende da direção da rotação imprimida ao corpo pela força F. 2.22 Resolver o Probl. Quando decomposta nas direções dos eixos x' e y'. 2. A Fig. 2. O momento M obedece a todas as regras da combinação vetorial e pode ser considerado um vetor deslizante com uma linha de ação coincidindo com o eixo dos momentos.21 I ." \ Probl. 2. usando oS vetores unitários dos eixos x-y e calcule a componente na direção y' de P.4 .II 2. A representação vetorial dos momentos. Resp.7a mostra um corpo bidirnensional sobre o qual atua uma força F. claramente. 2. Px' = 800 N.21 A força P. R = 898 N. Py' = 736 N @be-se que a resultante de duas forças passa pelo ponto A.. 2.~. A regra da mão direita. contida no seu plano. nem seja paralelo à sua linha de ação. 2.62 m BOON GOON P 1~ 4 400= I ---t---+-T-· I 300 mm '_-""+ __ r t ~~f I 91 DIJ Probl. Determinar a intensidade de R e a distância x para o ponto A. e o moménto de F em torno de O.) Resp. P = 675 N SISTEMAS DE FORÇAS I lS 2. as ff)rças tendem também a girar o corpo em torno de qualquer eixo que não cruze. x = 1. também. a intensidade do momento é definida como M = Fd (2. a distância perpendicular do eixo à linha de ação da força. Expresse P como um vetor. Esta tendência é conhecida como momento M da força em relação ao eixo dado. Realmente.7c. quando decomposta nas direções dos eixos x e y.para forças copla- . é usada para identificar esse sentido. é costume falarmos do momento em torno de um ponto.24 I l. (Execute a solução com ajuda da geometria dos vetores da figura. tem uma componente x de 500 N. freqüentemente denominado torqile. o momento da força F em torno do ponto O. A intensidade do momento ou tendência da força girar o corpo em torno do eixo "O"(). por sua vez. está subentendido o momento em relação a um eixo normal ao plano e passando pelo ponto. Resolver graficamente ou algebricamente. Assim. --+--+/ A Probl. P = 500i + 965j N. sem soluções simul tâneas. Portanto. tem a intensidade Mo = Fd e está no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. O momento de uma força é. As unidades básicas momento são newton-metros (N om). Fig. proporcional à intensidade da própria força e ao braço de alavanca d. Resp. na Fig. normal ao plano do corpo é.7b.24 As duas forças que atuam sobre a estrutura rígida devem ser substituídas por uma única força equivalente R.3) O momento é um vetor M perpendicular ao plano do corpo.() pode ser representado por um vetor apontando no sentido do polegar com os outros dedos curvados no sentido da rotação do corpo. Determinar a intensidade de P. aplicada no ponto A. Quando lidamos com forças que atuam num dado plano.

O Teorema de Varignon não fIca restrito ao caso de somente duas componentes mas aplica-se igualmente a três ou mais. ~1. três vetores sobre uma normal a esta linha. é evidente que. 2. Teorema dos Momentos.~~1:.2. que atuam no ponto A (Fig. visto que os vetores ou estão saindo do plano do papel (sentido anti-horário) ou entrando (sentido horário).8 . Tracemos também os braços dealav{U1cap. por o:~ (3.2. É necessário somente que se adote sempre a mesma convenção de sinal na solução de um problema.20 I ESTÁTICA o I I I cb.7 nares é desnecessária. F I O (a) __ (b) (c) Fig. r das três forças. Um dos mais importantes princípios da Mecânica é o Teorema de Varignon ou Teorema dos Momentos. Como centro dos momentos escolhamos. estabelece: o momento de uma força em relação a um ponto qualquer é igual à soma dos momentos das componentes da força em relação ao mesmo ponto.M I I / / '<>--. para as quais o teoremajá foi demonstrado. Para demonstrar este teorema consideremos uma força R e suas componentes P e Q. para peças coplanares. 'Y. visto que é sempre possível por combinação direta reduzir um número qualquer de componentes a duas. que. Construamos a linha AO e projetemos os. A Fig. arbitrariamente. q. Uma vez que o paralelogramo formado pelos lados P e Q exige que ac seja igual a bd. ad ou R sen 'Y = ab + bd = ab + ac = P sen o: + Q sen (3. em relação ao ponto O.8). e indiquemos os ângulos formados pelos vetores com a linha AO. resulta Rr = Pp +Qq o que prova que o momento de uma força'em relação a qualquer ponto é igual à soma dos momentos de suas componentes em relação ao mesmo ponto. r. como se vê na figura. o ponto O. Tendo em vista que li soma de vetores livres e paralelos pode ser efetuada pela álgebra escalar. os sentidos dos momentos podem ser defInidos pelo emprego do sinal mais (+ ) para os de sentido anti-horário e do sinal menos (-) para os de sentido horário ou vice-versa. Multiplicando pela distância AO e substituindo os valores de p. q.

Resp. Então.68) = 2610 N· m.77) 2610N·m. . porque o cálculo matemático do momento de uma força não requer que ela esteja sobre o corpo. = 460 (5. Resp.SISTEMAS DE FORÇAS I 21 Problema Resolvido 2. eliminando o momento da componente F2• O braço da alavanca de F.68m ® Este é o procedimento que conduz à solução mais rápida. Resp. -------. Resp.35) = 2610 N· m. = e o momento é MO 4 + 2tg40° = 5. elimina-se o momento da componenté F" O braço de alavanca de F2 é d2 '"" A = 2+4cotg40° = 6. o momento MO = 600 (4.. = 600 cos 40° = 460 N. 40° 4m 600N Solução.3 Calcular o momento da força de 600 N em torno do ponto O na base do poste. (III) Usando o princípio da transposição. se o esboço for cuidadosamente traçado. Notas: CD (lI) Substitua a força por suas componentes retangulares em A: F. (1) O braço de alavanca para a força de 600 N é d = 4 cos 40° + 2 sen 40° = 4.77m "" "" "" "" " F2 e o momento é O MO 386 (6. o momento é MO = 460 (4) + 386 (2) = 2610 N· m. deslizar a força de 600 N ao longo da sua linha de ação até o ponto B.35 m é horário e tem a intensidade Usando M = Fd. 3 (IV) Movendo a força para o ponto C. é d. pelo teorema de Varignon.-------':rF. ® Não deve causar estranheza o fato de os pontos B e C não pertencerem ao objeto. usando quatro processos diferentes. F2 = 600 sen 40° 386 N A geometria aqui e em problemas semelhantes não causará dificuldade.

29 A 2. aplicada no punho da chave de grifo. Calcular o momento M B de F em torno do ponto B. em duas forças dirigidas para baixo. Uma força F = 10 kN está em um ponto A na direção mostrada. Determinar o momento M produzido por esta força em torno do centro O da roda. 2. 2.3 N ·m. de modo que se duplique os efeitos externos das duas forças dadas. no sentido horário 800 N 2m 300 N Probl.3.1 m 0. Resp. A chapa sobre a qual atua a força está dividida em quadrados de 0.30 2.7 kN 'm. y = 0.26 1m 2.27 A chapa retangular.31 Calcular o momento da força de 250 N. 250 N 2.22 / ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2. 2. de tal modo que não haja alteração no efeito externo global sobre a viga. Encontre o ângulo correspondente e entre P e a horizontal.2. Calcular a intensidade de P.25 No Problema Resolvido 2. Resp.31 120 mm Probl.2. 400 N ~100 mm -1600 Probl. em torno do centro de parafuso.28 2. Resp. RA em A e RB em B. é composta de quadrados de 1 m de lado.1 m de lado. detenninar a intensidade da menor força P que pode ser aplicada no ponto A..4 m Probl. MB = 27. 2m p 0.26 o momento da força P em torno do ponto A é 30 N· m. dando o mesmo momento que a força de 600 N dá em torno do ponto O. Resp. .que atua sobre a viga.1 m Probl.29Deseja-se substituir a força de 1 OOON.30 Determinar a distância y do topo do mastro. e = 26. P = 584 N. mostrada na figura. Calcular estas forças.6° 2. M= 78.28 Calcule o momento de força de 400 N em torno do ponto O.32 Uma força de 200 N é aplicada na extremidade da chave para apertar um dos parafusos do flange que mantém a roda presa ao eixo do veículo. de um ponto onde se deve aplicar uma única força externa P. para a posição da chave mostrada na figura. 2.

em torno do ponto O. ~. 2. causado pela força de 160 kN.35 Determinar o ângulo e que maximiza o momento MO causado pela força de 200 N em torno do eixo em O. 2. Calcular.37 2.36 2. __. determinar a intensidade R da sua resultante. r. Determinar a intensidade da força T para que o momento total em torno do ponto C seja nulo. A chapa sobre a qual as forças atuam está dividida em quadrados.-. 2. também.5 kN ~ _0 < <LC .33 _-<_ . Resp. • ! . na posição mostrada. a bielaAB de comprimento 1 suporta uma força de compressão variável C. 2. em torno do ponto A. N l-12mj Probl. . Probl._. for nulo._J_ .34 2.SISTEMAS DE FORÇAS I 23 Probl. determinar a intensidade de P. \ Probl..36 Se o momento combinado da força de 50 kN e da força P. 200N 2. MO' 2.2.39 Os olhais do topo do mastro suportam as duas forças mostradas. Determinar T. __ .32 Probl. suportada pelo cabo do guindaste de esteira. 1 e do ângulo variável e.35 2. em função de C.2. em torno de C. Deduzir a expressão para o momento de C em torno do eixo O da manivela.34 Para erguer o mastro a partir da posição mostrada...v_ ... ·_ ~ ) ! 160 kN . 2.65 kN Probl.38 No mecanismo manivela-cursar mostrado.~·>_ .. Resp.33 Calcular o momento. __ . em torno do ponto A.37 Se o momento combinado das duas forças. 50kN . gráfica e algebricamente. P = 51.38 ~_ A 2. a tração T no cabo deve fornecer um momento de 72 kN' m. •••• _._ Probl. resultar nulo.-. T = 8.

T= 3.9a).CONJUGADO o momento produzido por duas forças iguais.9 .2mm. em torno do qual o momento M das duas forças é máximo. -100mm).2. 2.39. gráfica ou algebricamente. Resp. para a intensidade do conjugado.23 kN m Probl. uma tendência de rotação.. A (-173. na periferia da roda. Resp. 2. não contém qualquer referência ã dimensão a que (a) 6)(2) ou ou Conjugado em sentido anti-horário (\8 I i (b) I cbM' W@ (c) Conjugado em sentido horário Fig. cuja intensidade é de M = F(a +d) -Fa ou M = Fd e está no sentido contrário ao movimento dos ponteiros de um relógio. Esta expréssão. Seu efeito produz. O momento combinado das duas 'orças em torno do eixo normal ao plano das forças e que passa por um ponto qualquer situado sobre o plano. as coordenadas do ponto A.39 C s a ~40 No Probl. calcular a intensidade da força T de modo que não haja flexão do mastro no ponto O.5 . Considere a ação de duas forças F e -F. iguais e opostas.41 2. é o conjugado M. M=40Nom y o to F d p e c Probl.41 Determinar.2. e separadas por uma distânciaq (Fig. Encontrar M para este ponto. Estas duas forças não podem ser combinadas. para o caso ilustrado. Um conjugado tem certas propriedades exclusivas e importantes aplicações na Mecânica. opostas e não colineares é conhecido como conjugado. quando visto de :ima.24 / EST Ã TICA 2. visto que sua soma é zero em todas as direções. resultando uma força única. tal como O. 2. unicamente.

2.11. que atua em um outro ponto B.10 O efeito das forças que atuam sobre os corpos tem sido definido em termos da tendência que as mesmas têm de empurrar ou puxar o corpo em sua direção e de girá-Io em torno de qualquer eixo que não cruze sua linha de ação. como é mostrado na ig. manteremos a notação vetorial para sua representação. Do mesmo modo um conjugado não é afetado ao se admitir as forças atuando em qualquer um dos planos paralelos. contanto que seu produto permaneça o mesmo. resultando uma simples força. então. onde as forças iguais e opostas F e . desde que a intensidade e a direção de seu vetar permaneçam constantes. Conclui-se que um conjugado tem o mesmo valor para IOdos os centros de momento. para o exemplo escolhido.11 . aplicada emB constituem o conjugado M = Fd que. e pelo conjugado. em cada um dos quatro casos. que se encontre no plano definido pelo mesmo (normal ao vetor do conjugado). O transporte pode ser observado na figura central. pois encontra repetidas aplicações em Mecânica. Conclui-se. Conseqüentemente. pode-se representar. está no sentido anti-horário.2. sem que os seus efeitos externos sobre o corpo sejam alterados. podemos representá-Io por um vetor livre M.9c. a força original que atua em A costuma ser substituída pela mesma força. A Fig. quando tratarmos com vetares conjugados em problemas de três dimensões. igual e oposta. onde a direção de M é normal ao plano do conjugado e o sentido do vetor é estabelecido pela regra mão direita. Fig.10 mostra quatro diferentes configurações do mesmo conjugado M. para compensar a alteração no momento da força. na análise bidimensional. O conjugado é definido. Um conjugado não se altera. que um dado conjugado e uma força. podem ser combinados. que atua no ponto A é substituída pela mesma força deslocada para algum ponto B e pelo conjugado Jf = Fd. facilitada pela substituição da 'orça dada por outra. Assim. 2. A representação deste efeito duplo é. Como o vetor conjugado M é sempre perpendicular ao plano que contém as forças que o compõe.9b. também. Observa-se. o sentido de um vetor conjugado como horário ou anti-harário. -2F V2F Fig. Portanto. Esta decomposição de uma força em outra força e um conjugado é ilustrada na Fig. 2. como se vê na figura do lado direito. e por um conjugado. igual e paralela. que a força original F aplicada em A e a força -F. este conjugado não sofrerá alteração se os valores de F e d forem alterados. A decomposição da força numa força equivalente e num conjugado é uma etapa do estudo que deve ser inteiramente dominada. Posteriormente. pelo mesmo vetor livre. M M c1 ~ :±.F são adicionadas no ponto B. 2. 2. no sentido anti-horário. sem introduzir qualquer efeito externo sobre o corpo. freqüentemente.SISTEMAS DE FORÇAS I 25 o n- Jocaliza as forças em relação ao centro de momento O. onde a força dada F. que representa a mesma tendência para girar os carpos na direção mostrada. empregando uma das convenções mostradas na Fig.

3 No m. assim.060) cos e Igualando as duas expressões 1 60 e 500 (0. Nota: Observe que as únicas dimensões relevantes são aquelas que fornecem as distâncias perpendiculares entre as forças dos conjugados.100 + 0. uma das quais igual e oposta a 400 Nem O. quando visto de cima do plano que contém as forças.5 Substituir a força horizontal de 400 N. <D Problema Resolvido 2.160) cos e Resp. Encontrar o ângulo e apropriado. O conjugado dado é anti-horário. como mostrado na terceira das figuras equivalentes. e sua intensidade é [M=FdJ M Dimensões em milímetros = 200(0. determinando.P produzem um conjugado anti-horário [M=Fd] M = 500 (0.4 Um suporte rígido é submetido a um conjugado composto de forças de 200 N. de intensidade igual a 500 N. . O procedimento é o mesmo. Solução.200+0. agindo sobre a alavanca. por um sistema equivalente. O braço de alavanca da segunda força seráM/F = 69. que é 0. agora substituindo-se o conjugado por duas forças. isto é.100) = 60Nom As forças P e . a substituição de uma força e um conjugado por uma força única. P e -P. 1 Assim. . a linha de ação da força resultante única de 400 N. a força original é equivalente a uma força de 400 N aplicada em O e a um conjugado de 69. Substituir este conjugado por outro equivalente consistindo de duas forças. Nota: <D 0(/ 7/=7/ ~.3 No m Resp.3/400 = 0.-o 400 N 400 N 400 N Freqüentemente se depara com o problema inverso a este.1732 m.200 sen 60°) = 69.2 sen 60°. Aplicam-se duas forças opostas e iguais a 400 N no ponto O e identifica-se o conjugado anti-horário [M = FdJ M = 400 (0. constitu{do de uma força em O e um conjugado.26 / ESTÁTICA Problema Resolvido 2. 400N 400N 400N Solução.

Durante as manobras. 2. Se o conjugado tem uma intensidade 800 N • m. 2. Qual o empuxo P que cada rebocador deve exercer sobre o navio para se opor ao efeito de rotação do navio.47 A chapa em forma de L. exerce a força adicional sobre a treliça. A conexão articulada.4 kN Probl. 2.~ '- l00N '-.SISTEMAS DE FORCAS / 27 OBLEMASPROPOSTOS 2 A ação da força de 10 kN sobre a coluna de aço pode ser analisada considerando que ela produz uma compressão na direção da linha de centro e um conjugado. formam um conjugado igual e oposto ao conjugado devido ~s duas forças horizontais. consistindo da força de 200 N aplicada em A e de uma segunda força aplicada em B. em B.44 Cada hélice de um navio de dois eixos desenvolve um empuxo F de 300 kN.46 2. Resp. determinar a excentricidade d. A carga de 40 kN e a componente vertical da reação. a plena.44 -Am 1< ~~ >1 200 N A I I I • 240mm 30° ----1\1 xI I I I 2. t Probl. Resp.47 y . 2. notamos que a ação de uma força F. em B. P = 51. y Probl. I y Probl. necessária para manter o equillbrio. determinar a intensidade de F . 2. . rotação. está submetida a duas forças de 250 N.46 A treliça simples suporta uma carga de 40 kN. Calcular a intensidade B da força que atua sobre o pino da conexão em B.42 F Probl.45 2. é uma tração em B e um conjugado. Se a intensidade do conjugado é 4 000 N· m.. causado pelos seus hélices? Resp. B = 75. mostrada na figura. d = 80 mm 100N lOkNLd I "- '- J . na seção crítica do gancho. Determinar a coordenaday deB. A parede vertical exerce uma força horizontal contra o ro1ete-suporte em A. 2. uma hélice gira a plena rotação avante e o outro a ré. Deseja-se substituir estas forças por um conjunto equivalente.45 Expressar em notação vetoria1 o momento das duas forças em torno do eixo y e do eixo y'. usando os vetores unitários mostrados .43 3 Ao projetar um gancho de içamento.5 kN 100 mJ Probl.

R = 3. ()x = 51. mostradas.51 2.2. determinar P e R. e por um conjugado M correspondente. Se o conjugado e a força de 300 N forem substituídos por uma força equivalente única em B. R = -160j N 2. Probl. como é mostrado na fIgura. Resp. b = 213 mm 2. 2. que corresponde ao conjugado M.49 Um conjugado de 37. Localizar D determinando a distância b. exercido por seu eixo em A. determinar a distância x.50 Uma ferramenta está sujeita a uma força de 200 N e outra P. P = 40j N.50 2. que atue no ponto 12 mm acima do centro da roda. M = 929 N •m a força de 200 N. como mostrado. Se a resultante do conjugado e da força passa por A. mostradas.53 .51 A alavanca de controle está submetida a um conjugado no sentido horário de 80 N' m.ação das cargas nos dentes. Resp. determinar a correta dimensão x da alavanca. Queremos projetá-Ia para operar com y Probl.28 N· m. determinar M. 2. qual seria o sentido de rotação? Resp.10 M = 11. 2.48 Probl.52 Substituir o conjugado e a força mostrados pela única força F.49 2.28 I ESTÁTICA A roda traseira de um carro que está acelerando é impulsionada por uma força de atrito F de 2.52 Probl. Substituir as duas forças por uma força única equivalente R. aplicada no ponto D. 2. Se a força e o conJugado puderem ser substituídos por uma força equiyalente. 60N·m Probl. 2. submetidas às forças de contato nos dentes.5 N· m é aplicado ao eixo vertical soldado à placa retangular horizontal. Resp. aplicada no eixo de rotação O. Se as engrenagens partem do repouso sob a .53 A figura representa duas engrenagens acopladas. no sentido anti-horário Probl.56 kN.4 kN e por um torque sobre o eixo. Se uma força R em O e um conjugado M = 20k N •m forem equivalentes às duas forças.

para qualquer sistema coplanar de forças. a aceleração do corpo fica defInida pelo equacionamento da força resultante ao produto da massa pela aceleração do corpo. por exemplo. sendo geralmente necessário reduzi-Io à forma mais simples para descrever sua ação. O equilíbrio do corpo é a condição na qual a resultante de todas as forças que atuam sobre o mesmo seja nula. A maioria dos problemas em Mecânica lida com um sistema de forças. no qual as forças podem ser aplicadas. tanto em Estática. Podemos agora. e assim determine as forças suportadas pelos rebites.6°.12a pelo sistema das três forças Fi. Substituir esta força por uma força atuando na linha horizontal a meio entre os rebites e um conjugado. Assim a detern1inação das resultantes é básica. que pode substituir as forças originais. e F.12 O tipo mais comum de sistemas de forças ocorre quando todas as forças atuam em um único plano. 2. do momento e do conjugado foram desenvolvidas nas quatro seções anteriores. então. em qualquer seqüência. mostrado na parte b da fIgura. sem alterar o efeito externo do sistema sobre o corpo rígido. A resultante do sistema de forças é a combinação de forças mais simples. esta força e o conjugado substituindo-os por duas forças. Redistribuà. Quando a resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo não for zero. y (a) (b) Fig. com o auxílio destas defInições. pode·se escrever: . descrever a ação resultante de um grupo ou sistema de 'orças. como em Dinâmica. determinar e e a intensidade de F. 2.2. for equivalente às duas forças de 200 N. IF.RESULTANTES As propriedades da força. 2. Resp. uma em A e outra em B..6 . e = 26.e F. no plano x-y. Assim.I =F= 335 N F2 ---1 Probl. como é ilustrado na Fig.SISTEMAS DE FORÇAS / 29 a - A cantoneira está fixada a uma viga por meio de dois rebites A e B e suporta a força de 2 kN. F2 e F3' Obtemos a intensidade e a direção da força R pela construção do poligono de forças. 2.54 250mm -+ lOOmm 200 N Dimensões em milímetros Probl. onde os vetores das forças são somados cabeça à cauda.55 Se o sistema de forças F.I = IF.55 2.

são suficientes uma equação da força. Podemos determinar a posição da força resultante. é automaticamente satisfeita e. a força resultante R for nula. com a escolha de um ponto conveniente O como centro de momento (Fig. para determinar R. Por exemplo. e uma equação do momento. têm um conju- F2 Fig. calculamos o braço de alavanca desconhecido d.2.14 têm força resultante nula.5) que é uma outra forma de apresentar o teorema de Varignon ou o teoremados momentos.. as três forças da Fig. Rx = k Fx. para determinar R.2. O princípio da transposição de uma força é usado neste processo. a correta linha de ação de R.13 Vê-se que são necessárias três equações. Se. M = F 3 d.30 I ESTÁTICA R Rx = Fl Ry + F2 + F3 + . 2. 2. a resultante do sistema não é necessariamente nula. preservando as corretas linhas de ação das forças e somando-as pela regra do paralelogramo. na direção das forças. Este é o princípio mais utilizado entre todos os da Mecânica. k Mo = M. graficamente. algebricamente. Fig.. como está indicado na parte a da figura.14 . usando o princípio do momento devido a Varignon.13). Ry = k Fy e Rd = k MO. só é necessário usar as equações das forças. para um dado sistema de forças. que diz que o momento da força resultante em torno de qualquer ponto O é igual à soma dos momentos das forças do sistema em torno do mesmo ponto. = = 2:F y R 2:F = 2: F x e = y(2: F x')2 2:F + (2: F y )2 (2. onde a soma Rl de F2 e F 3 é adicionada à F 1 para obter R. onde O é qualquer centro conveniente de momentos.4) = tg-1 _Y = tg-1 _Y Rx R 2:Fx Podemos obter. Assim. no sentido horário. Em um sistema de forças concorrentes. Em um sistema de forças paralelas. ~s gado. pois pode existir um conjugado M. a equação do momento em torno do ponto de concorrência. Neste caso. conforme: ou simplesmente (2. para determinar completamente a resultante R de um sistema geral de forças coplanares.

4)' = 148. dará - Nota-se que a escolha do ponto O como centro de momentos eliminou quaisquer momen-. que elimine o maior número possível de termos das equações de momento. este princípio exige: [Rd= ~MO] 1 148. é uma simplificação importante nos cálculos.60 cos 45°(4) + 60 sen 45°(7) b=1. como teria sido o caso se o momento estivesse atuando nO sentido anti-horário. então um somatóno de momentos no sentido horário. escolhido arbitrariamente. o princípio da transposição e o método para a transformação de um conjugado e de uma força. e com o sentido anti-horário. que será agora determinada. como positivo. Solução. também. Outro modo seria localizar R encontrando o ponto C sobre o eixo x. O ponto O é escolhido arbitrariamente. A seleção cuidadosa de um conveniente centro de momentos. Se admitÍI1)1os.9)' + (132.79m . a resultante pode ser aplicada em qualquer ponto sobre uma linha que forme um ângulo de 63°13' com o eixo dos x e tangente a um cúculo de 1. 5) o o [()= are tg ----L Rx ()= are tg Resp. ® 2 [Rd= ~MO] 132. 4) as de o m. com centro em O. em uma única força.6 m de raio.60° cos 45° = 66.4 = 63. d como o braço de alavança de R.9 NResp. inicialmente. Com O como o centro dos momentos.3d Notas: = 140 .60 = 1.o momento da resultante. Como verificação. Neste cálculo.J' (66. exige que a linha de ação de R seja tangente ao ponto A e não ao ponto B.50(5) + 60 cos 45° (4) .J Rx' = Ry'] R ] =. Ry não apareceria. em torno de O. que C está à esquerda de O. O sistema de forças dado pode. usando-se a regra do paralelogramo.SISTEMAS DE FORÇAS I 31 Problema Resolvido 2. As componentes Rx e Ry. --x Embora o conjugado não tenha influência sobre a intensidade e a direção de R.2°.4b = -140 + 50(5) .79 sen 63.4 N R [Ry Ry [R =. ser combinado graficamente. O momento no sentido horário de R. b daria negativo. a resultante R e o ângulo () formado por R com o eixo x vêm a ser: [Rx = ~ Fx] = ~ Fy] Rx = 40 + 80 cos 30° . observe que d = b sen ().9 N = 50 + 80 sen 30° + 60° sen 45° = 132. tos devidos às duas forças que passam por O. ele influencia. Se tivéssemos admitido C no lado positivo do eixo x. Observe também que poderíamos localizar R encontrando o ponto que R corta o eixo y. em Mecânica.20 66. Portanto. como a origem conveniente de coordenadas e como centro dos momentos. 1.6 Determinar a resultante das quatro forças e de um conjugado que atuám sobre a chapa mostrada.60m ma R.3 132.60 sen 45° (7) <D d= -1. A posição da linha de ação de R é encontrada pelo princípio dos momentos (Teorema de Varignon). como se'vê na figura. i- - O sinal' negatjvo indica que o momento da resultante está atuando no sentido horário em vez de no sentido anti-horário.

2.5 kN. T = 12. também.61 Determinar a força R que possa substituir as quatro forças que atuam sobre a viga em balanço e não altere a reação sobre a extremidade da viga.59 2. 8 = 38. O resultado depende do ângulo 8? . R = 34.85 kN. Resp. 2.59 Onde atua a resultante das duas forças? Resp.61 600 1I11111~ 250 N mm 300mm B@II\I\~ Probl. para que o olhal seja atuado por uma força resultante para baixo de 15 kN.5 kN 8x = 50. encontrando sua distância b à esquerda deA. Encontre.58 Determinar a altura h acima da base D.62 Na posição de equilíbrio mostrada.60 Explique por que a resultante das três forças paralelas sempre passa pelo ponto A. Determinar a força vertical P. 40 kN 209 N 800 mm Probl. que a resultante faz com o eixo x.5 kN 2. 2.9i + 41.2° 50 kN 30 kN 2. na solda de sustentação em A.9° 300 mm 320 N Probl.60 2. b = 11 m Probl. Resp. à esquerda deA 680 N I / / 20~.32 I ESTÃTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2.8j kN R = 54.57 Calcular a intensidade da tração T e o ângulo 8./ / / / / 60 kN Probl. Determinar a posição de R. R = 1. a intensidade de R e o ângulo 8. .56 Determinar a resultante R das quatro forças atuando sobre a chapa de ligação. Resp. 2.•••• 300 N 6kN 650N 600mm 3m 5kN 9m Probl. 2. onde atua a resultante das três forças.56 p 2.58 2. 10. qualquer que seja a intensidade de P. para baixo.57 3kN 3. 2.70 m. a resultante das três forças que atuam sobre a alavanca em cotovelo passa pelo centro do mancal O.

por meio de uma força equivalente R. sobre o tramo superior.00j kN. 2. E = 260 N 2.66 Substituir as cargas aplicadas e o conjugado mostrados. mostrado. x = 290 mm m 2 kN y I 100mm~ I I 100 N'm 400mrn1 500mm r. ea 4kN 6kN 0.67 --x Probl. Resp. por onde deve passar a resultante.65 2.11 460j N. à direita de B 2.SISTEMAS DE FORÇAS / 33 5000 N 3000N y I I A L_-x 2000N 4000N Probl.~I::L t 3kN 300mm 1.63 Determinar a intensidade F da força aplicada no cabo da alavanca. y = 109 mm . 2.66 Probl. Se a resultante deste sistema de dois conjugados e de três forças for zero.64 2. R = -1. através do qual passa R.62 Probl.640 redutor de engrenagens. que atue emA. a seu peso de 200 N e a uma força vertical em cada uma das bases A e B. 2. Resp. Encontrar a coordenada x do ponto sobre o eixo dos x. 2. Resp..67 Determinar a resultante R das três forças e dos dois conjugados mostrados.2. 2. determinar as forças em A e B.5 kN 200N 200mm'A Probl.63 o a . Especificar M e dar a intensidade de R. está sujeito aos dois conjugados. e por um conjugado M. .65 Determinar a resultante R das quatro forças e localizar o ponto A.68 Calcular a coordenada y sobre o eixo y por onde deve passar a resultante das três forças e do conjugado. Resp. de modo que a resultante das três forças passe pelo ponto O. R = 4 OOOi. 1. que atuam sobre o suporte vertical. 2.2.50i .7m y I I I I L_-x A 150 mm > 1< 120 N 100 mm 120 N Probl..832 m. 2.

R = 930i + 1 666j N. a resultante de todas as forças atuando sobre o avião é nula. graficamente. 2.75 kN mg Probl.05 kN'm. 2.34 I ESTÁTICA 6ON'm 3kN 100 N T 200 mm 300 m~ t- ~ 4kN Probl. Calcular a reação D. 200N 3~ 4 200 mm ___ T 360N y i Jo mm -1- mm 3601' mm 520N / Probl. Encontre M e a intensidade de R. 2.73 . R = 4. Representar a ação dessas três forças por uma força resultante R em O e um conjugado de intensidade M. Como a velocidade é constante. 2.69 kN 200 N Probl. impulsionada pelo empuxo T de 86 kN.72 A engrenagem e a polia a ela agregada giram no sen tido anti-horário e estão submetidas a uma carga de contato nos dentes da engrenagem de 1 600 N e às trações de 800 N e 450 N na correia em V. Verificar o resultado através de cálculo. a resultante das quatro forças. com velocidade constante. Resp.6 kN.69 Determinar. O conjunto está acelerando ou desacelerando? Resp.70 2.72 2. a sustentação L e a força P atuando sobre o estabilizador.71 100 N Probl. M= 21. acelerando 2. L = 279.73 O avião a jato tem uma massa m de 30 Mg e estlÍ subindo com um ângulo de 15 o. por uma força R emA e um conjugadoM. anti-horário. P= 4. Resp. 2.69 Probl.68 2.83 kN.2.71 Representar a resultante das três forças e do conjugado.70 Substituir as três forças e os dois conjugados que atuam sobre a peça rígida por uma única força. 2. D = 9. para as condições representadas. R equivalente em A e um conjugado M.

uantidade escalar. Q a por eles formado e é = PQ cos a Este produto pode ser considerado. como Fs = F • ss. Qualquer seja a interpretação. o componente Fx = F cos 8x da força F. 2.2. o produto escalar de dois vetores é uma g. Assim. Se introduzirmos os co-senos diretores de F como sendo [= cos 8x. a componente de F na direção de s (Fig.6) Fig.16b) terá a intensidade Fs = F· s. simplesmente. Quando se girar do eixo x para y. m = cos 8y e n = cos 8z. SISTEMAS DE FORÇAS TRIDIMENSIONAIS 7 . 2.P. II meio da operação vetorial conhecida como produto escalar. em um sistema destro. a direção positiva do eixo z. .or. tem componentes retangulares Fx. é freqüentemente necessário mpor uma força em suas componentes mutuamente perpendiculares.i'cado p-or O. onde Fx Fy Fz = Fcos ()x F = /F V· x 2 + Fy 2 + F z2 e s j = F cos ()y = Fcos ()z F= F + jFy + kFz = F (i cos ()x + j cos ()y + k cos ()z) iFx (2.100)..esmo sentido.7) A escolha da orientação do sistema de coordenadas é totalmente arbitrária e inteiramente dependente conveniência. então sua intensidade escalar. As componentes retangulares de uma força F (ou outro vetor) podem ser escritas de modo alternado. pata dar Fs = (F • s) s.15 por exemplo. onde [2 + m2 + n2 = L podemos escrever a . deve ser usado um conjunto de eixos ro. y e z. Assim. 2. onde i é o vetor unitário na direção eixo x. Em termos mais gerais se s for um vetor unitário em determinada direção. é produto de suas intensidades pelo co-seno do ângulo escrito p. como a projeção (componente) P cos a de P na direiY. Por definição.15 Os vetores unitários i. ou como a prokção (comIlQnente)--º cos a de Q na direiY. expressa por F • s. a força F atuando no ponto O na Fig.15. 2. multiplicaª-o p. pode ser Fx = F· i. Fy e Fz. girando no m. deve ser multiplicada pelo vetor unitário s. respectivamente. que pode ser escrito. para preservar a orientação relativa dos eixos.ão de P. nas direções x. Se for conveniente escrever o vetor compo~ente na direção de s como uma quantidade vetorial.SISTEMAS DE FORÇAS I 35 SEÇÃO B. o produto escalar de dois tores P e Q (Fig.ãode Q.ça como (F = F(il + jm + kn)) (2. Porém.JIDili. j e k estão. na Fig.COMPONENTES RETANGULARES Muitos problemas na Mecânica requerem análise em três dimensões e. é aquela do nanço de um parafuso de passo a direita.

y e z.8 + ky) = k-i = j'k = k-j uma vez que i-i = j-j = k-k = 1 e i-j = j-i = i-k = O Se o ângulo entre a força li. 2.8 +ny) .17 . então. generalizando./ de intensidade uriitária. a compo.s = O. Assim. é a projeção de P' sobre Q.16 Se s tiver os co-senos diretores veto r a. na Fig.. o ângulo entre F e s é dado por (2. em virtude da relação do produto escalar. então.8) ou.nn --Ç-Fn"'Y' (a) \\ -- _-~\ n~ (b) n ~('.2.s = Fs cos (J = F cos (J. Se F tem os co-senos diretores nente de F na direção de s toma-se: Fn I. m e n em relação aos eixos x. escrevê-Io decomposto como qualquer outro s = ia + j.2. Assim. pois P' e P são o mesmo vetor livre. tem -se F . Observe atentamente que isto não significa que F ou s são nulos. Fig. que é P' Q cos a = PQ cos a. (ia = F· fi = F(il + jm + kn) = F(la + m. então cos (J = O e F . onde I s I = s = 1. Deve ser notado que a relação do proçluto escalar aplica-se a vetores que se interceptam ou não.17.36 I ESTÁTICA /\ 6\ F \ Fn = F. que não se interceptam. como seria no caso da multiplicação escalar.e a direção indica da pelo vetor uriitário sé (J. o ângulo entre dois vetores quaisquer P e Q é (J = cos -1 P-Q __ PQ (2. então.8 + ky . o produto escalar de dois vetores P e Q. ~ e 'Y pode-se.:Or unitário. onde (A )(B) = O requer que A ou B seja nulo.&) Se a força F é perpendicular a uma linha cuja direção é indicada pelo vetor unitário s.+ j.) Fig.

J 62 + 62 + 22 2 0..424) (0. Determinar: (a) as componentes de Fnas direções x. Notas: <D Neste exemplo todas as componentes são positivas.::::~ F"..688 0. como mostrado. / .229») = = 84.566j + 0..J 32 + 42 + 52 =. como está representado.229k) = = 100 [(0.. As Fzf-------I I I 1 1 1 onde a diagonal OA é .' 7. 4 m e 5 m..4n N.4 N.071 m.. F = 100N B 2m n Solução..••. y e z. Parte (c). y e z.J32+42 cos exy = ----7. Problema Resolvido 2. //Vi". + 62u+2' F \ \ \ \ z Assim.707k) • (0./// ~ F/ // '" . que passa pelo ponto B.J50 componentes são: Fx = Fi = 100 (0.__ .4 N 56. e (c) a componente Fn de F na direção da linha O-n.7 Uma força F = 100 N é aplicada na origem dos eixos x.707) = 70.071 = 0.6 N I I I I //1 ..7 N .. Fy = Fm = 100 (0.424 n m= 4 7.566 z I I I I I 1 1 = 5 .7 N.229 te.688) + (0.424i + 0.SISTEMAS DE FORÇAS / 37.. como se vê na figura.J 62 6 G) O produto escalar encontra automaticamen- . Parte (a). a componente de F ao longo de O-n é: Fn = F· n = 100 (0.688) + + (0.566) (0. Resp.688j + 0.// -:.. A linha de ação de F passa por um ponto A cujas coordenadas são 3 m. Resp..:::. o comprimento da projeção ou componente de F sobre a linha O-n. Para expressar esta componente como um vetor. (b) a projeção de F sobre o plano x-y.y ."".688i + 0. __ .566)= Fz = Fn = 100 (0. devemos escrever F • nn ou 84.071 = 0. Os co-senos diretores de um vetor unitário n na direção O-n são: o<={3= "(= .4 N .----..7 N Parte (b).707) = 70.•••.707) (0.. O co-seno do ângulo exy entre F e o plano x-y é: -::::.707 de modo que Fxy = F cos exy = 100 (0.<. n \ \\ \ \ r-\ ~ __ "".071 = 0..-/ 1/ 1 1 /y Fy // /.?f'-.071 = 0. Os co-senos diretores de F são: 3 1= 7. I I o Resp.707 = 7...424) = 42.- __ n n = 84.._----. Estej? preparado para o caso quando um co-seno diretor for negativo..::... __ - + / /y _F.y= 70.--x .

77 2. 2.2 kN.15j + 10k) kN Resp. 2.] -_/ 1J-------"- B B Probl.----t "" ''''(: ~~ ---.2. T = V~ 389 (8i .9 N 1 1 1 Probl. z I /' /' t ~2 llJ Probl.76 O cabo exerce urna tração de 2 kN sobre o pontoA.6i . Escreva a expressão vetorial para a tração T. Expressar esta tração corno o vetor força Tatuando sobre Be. Py = 85. 2. Resp. Calcular os ângulos que T faz com o eixo positivo dos x e com o plano x-y.8j + lOk kN sobre o pilar de concreto.2.76 O.--~\ -----J x Probl.383j + O.78 A tração no cabo de sustentação AB é de 10 kN.I ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2. Expresse F corno um vetor.75 Probl. através do cabo. y Probl.79 O guindaste exerce uma força de T = . cujos lados têm a proporção 2:3:6. T = 2 (-0.78 ---y 2.74 Se a componente x de P for 60. Resp. 2m r A '/'s Jl) z I I 1/ / / II 1 1 I I ~' I 4~/ 1 1 I . Escreva a expressão vetorial para a tração T corno urna força atuando sobre o braço da alavanca.920i + 0.74 2. i ~T~ Y .75 O esticador (tensor) é apertado até a tração no cabo AB igualar 1.2.79 .077k) icN 2.3m ~- ~.N determine a sua componente y.77 A força F de 140 kN está orientada ao longo da diagonal do paralelep{pedo. 2.

2. calcular o ângulo Oxy entre F e o plano x·y e encontre a componente x de F. FCD = V6i5 kN A B N Probl.6 N Càlcular a intensidade FCD da projeção da força de 100 N sobre a diagonal CD da face do cubo. Os co-senos diretores de um vetor força F. encontrar Fy. Se a tração na corrente é 100 N.67 m 2.85 Encontre a expressão para a componente F DC.87 A porta é mantida aberta na posição de 30° pela corrente AB.0 N 0k alx Probl. da o- D Probl. Se a componente y de P é 200 N. x = 2.2. Resp.6. da força F ao longo da linha orientada de D para C.86 Determinar a coordenada x que localiza a pequena polia em C. 2. Resp. respectivamente.SISTEMAS DE FORÇAS I 39 Uma força F tem a intensidade de 1 200 N.25 e a razão entre as componentes x e z for 0.0.6.2. de modo que seja assegurado que não existe componente da tensão no cabo OC ao longo deAB. Calcular a componente FCD de F ao longo de CD. determinar a sua componente ao longo da diagonal CD da porta. em relação aos eixos x e y são.84 Probl. Se o seu co-seno diretor com o eixo x for 0. Fx = -34. Resp.85 N. Se F· k = 60 N. encontre P como um vetor. Resp. .87 .6. Resp. TCD = 46. Fy = 1 049 N A linha de ação de uma força P faz um ângulo de 120° com o eixo positivo dos x e tem o co-seno diretor el11relação ao eixo z valendo 0. 2.83 Probl.4 e 0.9°. o 2.86 A força F tem uma intensidade de 2 kN e é orientada de A para B. 2. Oxy = 43.

Tanto a intensidade como o sentido de Mo podem ser defmidos pela operação vetorial conhecida como produto cruzado ou produto vetorial (ver o § 7 do item B7 do Apêndice B). para ser empregada nos problemas tridimensionais. se os outros dedos da mão direita se curvarem no sentido da rotação r para F. Momento. (a) (b) Se Fig. o polegar apontará o sentido de Mo. F X r = -Mo. 14b). isto é.4 e 2.2. além de empregar um sistema de eixos de coordenadas destro. é a intensidade de Mo.40 I ESTÁTICA 2. mais geral do que a usada na análise bidimensional. que assim como Fd. Assim. Este momento é também designado como o momento de F em torno do ponto O. passa por O.8 .18a) e um ponto O qualquer que não esteja sobre esta linha. A direção e o sentido corretos do momento são definidos pela regra da mão direita. o produto vetorial de r e F é representado por r X F e tem a intensidade (r sen a)F. Introduz·se um vetor r. Portanto. e passando por O. tem a intensidade Mo = Fd. Por defmição.18 (2. que vai de O até um ponto qualquer da linha de ação de F. 2. descrita anteriormente nos itens 2. O ponto Q e a linha de ação de F definem um plano a.MOMENTO E CONJUGADO Será desenvolvida agora uma formulação dos conceitos de momento e conjugado.5.9) A ordem r X F dos vetores deve ser mantida. É somente quando se trabalha com três dimensões que fica evidente a grande vantagem da análise vetorial. sendo d a distância perpendicular de O à linha de ação de F. se consideramos r e F como vetores livres (Fig. visto que F X r resultaria num vetor com um sentido oposto ao de Mo. o momento de F em torno do eixo que passa por O pode ser escrito como: :m lt X F ~~. do qual depende a correta avaliação das operações vetoriais. Consideremos uma força F com uma determinada linha de ação (Fig. A expressão do produto vetorial para Mo pode ser apresentada sob a forma de determinante (ver o § 7 do item B7 no Apêndice B) que fornece es k Mo = I rx ~y Fy rz (2.10) Fx Fz ta Deve·se notar cuidadosamente a simetria e a ordem dos termos. ~r Mn é normal ao plano e tem como suporte o eixo que. O momento Mo de F em relação ao eixo normal ao plano. Expandindo o deterrni· nante obtém-se d p .

O princípio é também aplicável em três ensões. {3. F 3. . que mostra as três componentes de uma força F atuando em um ponto A. y e z.20 Pode-se agora escrever o momento M.a partir de O...7. No item 2.19 Fig. ulu ) (2. pela aplicação da lei distributiva em uma soma de produtos toriais. com os respectivos termos da expansão do determinante obtido do produto vetorial a e a o e s e Fig. I = I Fx o: (2. ••. como apresentado na Fig. podendo-se provar facilmente isto. Teorema dos Momentos. concorrentes no ponto A. a componente de Mo na direção de 'A é simplesmente Mo • n que é intensidade escalar do momento M. basdo executar as operações indicadas. 2.20). Este resultado pode ser facilmente verificado. 7 ry Fy f3 rz Fz = 1M.2. o triplo produto escalar pode ser escrito sob a forma de determinante. uma vez que a asso~iação r X (F • n) não teria sentido porque um produto rial não pode ser formado por um vetor e um escalar. então.. conhecida como triplo produto escalar (ver Apêndice B). 2.21 mostra um sistema de forças F 1.4.>. A soma dos momentos das forças do sistema.>.11) de r X F substitui Mo. é r. A Fig.19. são: O são coincidentes X F. é fixada pelo vetar r. cujo vetor :lOSição. é s . cuja origem é O. 8 também pode ser expressa como: I'x M. Para se obter a expressão vetorial para o momento F em torno de 'A. como foi defrnido no item 2.>. de F em torno de 'A. de F em torno de um eixo qualquer que passe por O (Fig.. de modo que a Eq.12) y de 0:. As ltensidades dos momentos dessas forças em relação aos eixos positivos x. Da Eq. introduzido o teorema dos momentos ou teorema de Varignon.necessita ser escrita (r X F) • n. onde tratou-se do momento de uma força em duas dimensões. a intensidade deve ser multiplicada pelo vetor unitário n. F 2.>.2. usando-se a expressão do produto escalar para a componente vetor. resultando ( M" = (r x F . A expressão r X F • n.SISTEMAS DE FORÇAS / 41 a e Para ganhar mais confiança no emprego das relaçÕes do produto vetorial. do n um vetor unitário na direção À. do Apêndice B. . . 2. observemos as três compotes do momento de uma força em relação a um ponto. em relação a O.'Y são os co-senos diretores do vetor unitário n. B14. em relação a O. cuja posição.

das forças Fz e -Fz..:9io é freqüentemente aplicado na _:EDlbém.22 mostra duas forças F e .22 do de Conjugado. atuando sobre um corpo. = r x (F1 + Fz + F3 + .. O momento de um conjugado é um vetar livre. este Mecânica. de modo que desaparece toda a referência ao centro de momentos wmento do conjugado torna-se: O. para produzir o conjugado M que. p d p l B Ma =r .0 -F . uer ponto B :".14) Assim. para momentos de vetores = rx R) (2.5 e é facilmente estendido para três 2. Fa .13) w um sistema de forças concorrentes.4.-Ur de qualquer O conceito de conjugado foi apresentado no item 2..TB = r.21 Fig. o vetar conjugado Mi. TA .ÁTICA r x Fl +r x Fz + r x F3 + . cuja direção está ao longo do eixo que passa pelo ponto. a ponto O. devido a Fi e -Fi. ao vetor conjugado Mz.Mi = r x Fi M2:' r x F2 "z9. -~nsões. Os :vetores de conjugados obedecem a todas as regras que regem as quantidades vetoriais. conforme descrito no item 2. a soma dos momentos de momento da sua resultante em . Os pontos A e B estão localizados pelos vetores posição TA e TB.2. O momento combinado das duas forças em torno do ponto O é m po po pa po de ex 12 Porém.P:i X Fa P Fig. Como ocorreu no caso bidimensional.23. a ação do conjugado sobre o corpo produz uma rotação pura em torno de um eixo perpendicular ao plano formado pelas forças que constituem o conjugado. O vetor r liga da linha de ação de F. na Fig. iguais e opostas.2. Vemos que a intensidade de ~ é M = Fd. t F2 j. por sua vez. A Fig. o momento do conjugado é o mesmo em relação a qualquer ponto. conforme mostrado. é torno do mesmo ponto. em torno de um ponto dado. onde d é a distância perpendicular entre as linhas de ação das duas forças.5. 2. pode ser somado.F.. pode ser produ~do por F e lM M M . Assim. ) = r x ~F ( ~Mo Assim. . enquanto que o momento de uma força em torno de um ponto (que é também o momento em torno de um eixo que passa pelo ponto) é um vetar deslizante. Como já foi mencionado no item 2. e o on (2. não apenas somente para momentos de vetores de forças em geral..

Na aplicação da Eq. O momento pedido pode ainda ser obtido pelos métodos vetoriais segundo o momento MO de T em torno do ponto O. atuando ponto B.0. preso ao topo A do mastro rígido e ligado ao solo em B. Soluça-o (a). Recorda-se que f é um vetar B para qualquer ponto da linha de ação passando por A. A expressão vetorial T exige seus co-senos diretores.23 No item 2. obtém-se o conjugado composto por . O momento.F e a força original F. O vetor MO é normal ao plano defmido por T e pelo ponto O como está mostrado na figura..SISTEMAS DE FORCAS I 43 M x_.8 Uma tração T = 10 kN é aplicada ao cabo. A escolha mais simples é o vetor de O até A.0.566k + 0. na juF e O sinal menos indica que o vetor Mz está no sentido negativo do eixo dos z.24 o.J45õ = 21. que é escrito como r = 15j m...424i) kN • m A de uja julas A intensidade Mz do momento desejado é a componente de MO na direção z ou Mz = MO • k.424k) == == 150 (-0..F e F...l" z/ --. para repre~ntar r. é Mz == -84. que atua sobre um corpo rígido no ponto A. 2..707 e 9/AB == 0. Conforme a Eq. aprendemos a substituir uma força por outra e um conjugado equivalentes.9 kN • m Resp. 6 para se achar MO o vetor r é qualquer vetor proveniente do ponto O à linha de ação de T. é substituída por uma força idêntica. Problema Resolvido 2.566i . mas. T ~ 10 (0. que são: y I A 15m T = 10 kN rês liga B.84. ~_ 13) = -FI BM ' Fig.-<.24.J9' + 15' + 12' =... de a força F. 2.424..empregando o vetor OA é mais simples. e pelo conjugado M = r X F. Calcular o momento Mz de T em torno do eixo dos z que passa pela base O do mastro.10<.707j + 0. O procedimento é apresentado na Fig.· Colocando-se em B as forças iguais e opostas .. 14) de no Poderíamos ter usado o vetor de O para B. Notas: <D e o ondeAB = .566i . Portanto.5. Portanto Mz == 150 (-0.-:: .9.424k) kN. ·A é I•. -15/AB == -0.2. Devemos estar parados para fazer esta substituição no caso tridimensional.424i) X k = ..566. expresso como vetor. e obter o mesmo resultado.566k + 0.707j + 0.2 m. 12m--"". y [MO == r X F] MO = 15j X 10 (0.9k kN· m z . ste ças Fig. vê-se que o vetor conjugado é simplesmente o mento da força original em tomo do ponto para o qual a força foi deslocada.1° /9m B 12/AB == 0. Assim. __ /?--.2. a >-: //yr---__ /.

resultando nas componentes: Solução. O co-seno do ângulo entre Te Txy é.80 N· m. situadas no plano x-y. é normal ao plano definido pelas duas forças. ® É sempre de grande ajuda acompanhar as operações vetoriais com um esboço dos veres.50 + 1. O co-seno diretor de T em relação ao eixo dos x é 12/. A força T está decomposta nas componentes Tz e Txy.66 (15) = 84. Sendo d a distância perpendicular de Txy ao ponto O. O conjugado devido às forças de 25 N tem a intensidade M2 = 25 (0.906)=9.80 cos 60° = m 1./ 152 + 122 /./ 152 + 122 + 92 = 0.66 kN. Solução (c).06 kN.06) = 1. . É evidente que Ty não exerce nenhum momento em torno do eixo dos z. O momento pode ser também facilmente calculado. visto que ele o intercepta. o momento de T em torno do eixo dos z é: Mz = 9. e o sentido mostrado na figura é estabelecido pela regra da mão direita.559 N· = .06 (9. tem-seMz = Txy d. O momento Mz é devido somente a Txy visto que Tz sendo paralelo ao eixo z não pode exercer nenhum momento em 3) torno deste eixo. A direção de M. 50mm 25 N I z / My Mz = 1.566 de modo que Tx = 10 (0.. com a direção e o sentidQ mostrados na mesma figura.37 m Então. quando visto no plano x-y.50 N· m. decompondo-se Txy em suas componentes Tx e Ty. Problema Resolvido 2. M= J (1. que é normal ao eixo de momento z. Txy = 10 (0. \ O braço de alavanca d é igual a OA multiplicado pelo seno do ângulo entre Txy e OA ou d = 15 12 . Especificar as duas forças F e -F. As forças de 30 N atuam paralelamente ao plano y-z.44 / ESTÁTICA Solução (b). Os dois vetores dos conjugados são então combinados./92 + 122 + 152 = 0.37) = 84. de modo que o momento pedido é devido somente a Tx.10) = = 2. ® Esboce a vista x-y do problema e mostre d..80 sen 60° = 1.9 kN· m Resp. que substitua os dois conjugados dados e ainda cause o mesmo efeito externo sobre o bloco. que podem substituir as quatro forças dadas. Mz = 5. aplicadas em duas faces do bloco./122 + 152 = 9. Resp.566) = 5.600 N· m 1 Assim.9 kN· m e o sentido é o horário. portantb.23 N'm Resp.. paralelas ao plano y-z..60)' = 2.559)2+(-1. de modo a obter um panorama claro da geometria do problema.9 Determinar a intensidade e a direção do conjugado M. O conjugado devido às forças de 30 N tem a intensidade M.906 e. = 30 (0.2. Portanto.

J 125' + 200' M = Fd = 400 (0.30• Problema Resolvido 2. como M = r A F. Na determinação do efeito da força sobre o eixo em seção transversal. A direção de M no plano y-z é dada por: 125 8 = arc tg -= 32 00 200 ' Resp. . a partir do qual a intensidade e a direção de M podem ser escritas. Assim. Definir este conjugado como um vetorM. no qual a força é deslocada. o conjugado também pode ser expresso.ç--.SISTEMAS DE FORÇAS/ ~ com 8 Nota: = arc 1 559 tg -'-1. tal como em O.60P = arc tg 0. que está acoplada ao eixo fixo OB. 400N -.236) = 94.3 N· m Resp. como pode ser visto na fig1. até uma posição paralela que passa por O.10 Uma força de 400 N é aplicada em A para manobrar a alavanca de controle. e seu sentido é o do momento da força dada. M = (0.125k) X (-400i) = -50j + 80k N· m Resp. no sistema de representação vetorial. =.125k m e F = -400i N.10 Mantenha-se atento para o fato de que os vetores conjugados são vetores livres e portanto não têm uma única linha de ação.23 0. <D As forças F encontram-se no plano normal ao conjugado M.2j + 0.ira do lado esquerdo. é necessário adicionar o conjugado M. a força pode ser substituída por uma força equivalente em O e por um conjugado.974 = 44.2j + 0.3 o Resp. 75 mm li' d Ao se mover a força de 400 N na distãncia = 236 mm. e o braço de alavanca é de 100 mm. cada força tem a intensidade: 2. Assim. F= e a direção 8 = 22. em torno de O. onde r = OA 0. o vetor do conjugado é perpendicular ao plano.3 N Resp. cuja intensidade é de: Solução. = 44.

91 = F (bi + aj) / Probl.88 Os sentidos de rotação do eixo de entrada A e do eixo de saída B do redutor coroa sem-fIm. 2. 2.5jN'm 150N 2. Expresse o conjugado como um vetor. conforme mostrado. Resp. M = (-6Oi + 40j) f03 N· m Probl. 2. . de aço. MA 2.92 As duas forças atuando nos punhos das chaves de grifo formam o conjugado M. Resp. ao longo da linha vertical central da coluna.92 2. em torno do eixo O-O.93 Probl. suporta duas cargas verticais. de relação de transmissão 10:1.46 I ESTÁTICA Problemas Propostos 2.91 I I I : ~}i I~---IP 3 I I I B----l.89 Determinar pontoA. Substitua estas forças por uma força equivalente única.88 Determinar pontoA. M=-75i+22. O eixo da máquina acionada exerce um torque de reação igual e oposto sobre o eixo de saída do redutor.90 Calcular o momento MO da força de 250 N.89 2. e um conjugado M. Determinar a resultante M dos dois conjugados que atuam sobre o redutor e calcular o co-seno diretor de M em relação ao eixo x.90 Uma viga H. Um torque (conjugado) de entrada de 80 N •m é aplicado ao eixo A no sentido da rotação. O eixo de saída B fornece um torque de 320 N •m à máquina que ele aciona (não mostrada). 2. o momento da força F em torno -do Resp. z I 2.2. __y Probl. o momento da força P em torno do x x Probl. trabalhando como coluna. são indicados pelas flechas curvas.

2 kN sobre o braço da alavanca. Calcule a intensidade do momento desta força em torno do ponto O.é1!<~m 4. em torno da origem O.98 Três conjugados são formados por três pares de forças iguais e opostas. Calcular o momento que T produz em torno de cada um dos eixos de coordenadas.96 0" do elahas Ao suspender uma carga dOa posição A. 2. MO = -374i + 93.r--~ 1'2l1J~ / ~Jm J-----l 2. O cabo AB. 2. 2. 2.95 Calcular a intensidade do momento em torno do eixo x.>' ~ . e desenvolver uma traçã~ inicial T de 21 kN em seu cabo. determinar o momen· to MO desta força../ "" z " 2.2kN'm Probl.lk kN'm otade traque do dei njur o Probl. Resp.77j-37. Resp.98 em Probl./ " : \ ".-6--1 Y Probl.76.5m"Y A ~~..l.93 'I c I I Calcular o momento em tomo do eixo z.. exerce uma força de 1. o cabo é tracionado ao valor T = 21 kN.94 de ga- A fIgUra do Probl. 2.96 /L'. 2. 2m r A . produzido por uma força de 100 N atuando no ponto A do suporte. repetido aqui. de A para B. Mz = 0.97 x Se o guindaste do Probl.920 kN • m I T 1'1 I I 130m o I I I I I 0. M=-20i-6. 2.56.75 está repetida aqui. a . B~ . cuja origem está situada na base do guindaste. Determine. também./ 1-.SISTEMAS DE FORÇAS I 47 2./. em vez de em A. Resp./.5j .99 Probl.4 ./ I I I I I I . 2.96 apanhar a carga em B. Determinar a resultante M dos três conjugados. 2. da tração de 2 kN no cabo AB do Probl.

Determinar qual das expressões citadas descreve M corretamente.4 e 3. no sentido de A para R.104 A placa retangular de aço está inclinada e apoiada sobre a sua aresta horizontal AR e é mantida na posição mostrada por um cabo que vai do ponto C ao ponto O. passa por um ponto P cujas coordenadas x.101 Uma força de 50 kN.104 . de coordenadas 2.2. são. Probl. a uma força de 1 200 N e um conjugado de 240 N· m. Calcular a intensidade do momento da tração do cabo em torno da aresta AR. 2 e . y e z de A e de R. 2. Resp. 2. em torno do ponto C. 4) metros B 13m// " Probl.----- x expressão vetorial para o momento da força em torno do ponto O. Calcular o momento M da força. (b) 2.3 mm.2 e 1 m. como mostrado.103 Determinar o momento deste sistema em torno do ponto O.'4. 2. (rI X F'n)n (-r4 Probl. . -1. + r3)·n]n (r. Determinar o momento M da força em torno de um ponto de coordenadas 2. . em metros.13j + 6k) N'm 2. respectivamente. Desenvolva o problema usando a abordagem mais apropriada para cada uma das duas formas de apresentação. 2 e -5 mm. 2.3. A tração n~ cabo é 20 kN.48 I ESTÁTICA y !.102 Uma força de 100 N passa por dois pontos. MO= -260i + 328j + 88kN'm 2.100 A força F exerce um certo momento M em torno do eixo 0-0. no solo. y e z são 3. com os co-senos diretores proporcionais a 2.5.5. O vetor n é unitário ao longo de O-O. A caixa é retangular. As coordenadas x. 6 e 9.100 4 -m--_~ (a) À---x 2. M= ~ 11 (12i . sem usar o produto vetorial.103 Uma fresa está submetida. (Observe z I X F'n)n [F X (r.F cos (3cos~) n I I I I I I //' O C(5. A e R. Resp.

2.Q. . 2. determinar a intensidade deF.05i .5 !!!_--1-m:J.84.2. M= 46. Se a intensidade do momento de F em torno da linha CD é 50 N • m.I ' I I '.2. Se a tração na corrente AB é 100 N. 72j + 28. Determine M e calcule a intensidade M' do momento que tende a girar o tubo em torno do ponto O do bloco fIxo. RelJP. Substituir as duas forças por uma força em O e um conjugado M.I 1.87 está mostrada aqui outra vez.109 . 2.109 Uma ferramenta de abrir rosca está atarrachada na extremidade de um tubo. calcular a intensidade do momento da tração em torno do eixo AB. em x = 2. A tração no cabo é 2 kN.m A x . = -1. equivalentes.~ w: I I . M = 17. Para a posição da polia C.11.106 A IJgUl"ado Probl.28k kN M = 5.I . 2.) 30kN x 2.67 m. B 2. de seu momento em torno do eixo da dobradiça.84 está repetida aqui.106 2. Resp.'1 I r----- IA Y' x 2.)8 2.107 z 1 ~ 1 1 1 --- -------~ I· 1 1 1ml I 1 no do 1 1.t5i .93k N' m..105 Probl.86 está mostrada outra vez aqui.90k kN'm '50N~:~1 ~m~ .6 N· m Probl. . M/ = 85. M = 0. 2. Probl. 2.8 N'm N'm oiada da na nto C 0 kN.SISTEMAS DE FORÇAS / 49 que a escolha do método de solução freqüentemente depende da maneira na qual são apresentados os dados. Resp. I _---- B 051 T 11~ I c ' I -I _-k--Y . '\. F.5 m' _----' o'. que tem um joelho de 20°.707 kN •m \ OkN // // 3m Probl. I Probl. Resp. determinar a intensidade M.107 Substituir as duas forças que atuam sobre o cubo de 3 m de lado por uma força única equivalente F aplicada em A e por um conjugado M.108 A fIgura do Probl.!i. o do roblecada serve _VII I. 1ml 1.5 Im _--À '.105 A IJgUl"a do Probl.

5). Portanto.25a). escolhido como ponto de concorrência das forças é arbitrário e a intensidade e a direção de M dependerá do ponto particular O. qualquer sistema de forças pode ser substituído por sua força resultante R e pelo conjugado resultante M. mostrou-se que uma força pode ser deslocada para uma posição paralela. por exemplo.16) L(r x F)z M = yM x 2 + My 2 + Mz 2 O ponto O.25c)..15) L(r x F) M ~ R \~ O (b) (c) en Fig. . 2. 2. a fim de fornecerem uma força resultante R. rígido capaz em de que substituir atuam. onde r é o vetor de O para qualquer ponto sobre a linha de ação de FI. . F3. Contudo. Assim. visto que eles são vetores livres. sem resultante alterar como o efeito sendo externo a combinação que causam mais sobre simples o de corpo forças. sendo a alteração no movimento linear do corpo determinada pela força resultante e a mudança no movimento angular do mesmo sendo determinada pelo conjugado resultante. também. Então. As intensidades dos resultados e suas componentes são: Rx d re m C = R LFx Ry = + LFy (LF)2 Rz = Mz LFz = n +'(LFY Y(LFx)2 My Mx = L(r x F)x = L(r x F)y = (2. quando se transferir todas. usando o somatório de vetores de forças (Eq. Esses mesmos princípios podem ser utilizados em sistemas de três dimensões. um conjugado para cada força transferida. Em geral. desde que se introduza.as forças para o ponto O. Encontrou-se a intensidade e a direção da força resultante.25 Os vetores conjugados.4) e localizou-se a sua linha dé ação empregando o teorema dos momentos (Eq. atuando sobre um corpo rígido (Fig. Desta maneira.de defmiu-se forças.. desde que se introduza o conjugado M1 = r X FI. pode-se mover a força F para o ponto O. o sistema geral de forças é reduzido à: R M to so = = FI MI + F2 + F3 + + M2 = LF + M3 + = (2. escolhido. 2. F2. No item anterior. como representado na parte b da figura. Na Estática. Assim. 2. tem-se um sistema de forças concorrentes em O e um sistema de vetores conjugados. podem ser representados em qualquer posição paralela. as forças concorrentes podem ser adicionadas vetorialmente. para um sistema de forças FI. adicionando-se um conjugado correspondente.2.RESULTANTES um. embora sejam mostrados passando pelo ponto O.9 .50 I ESTÁTICA 2. pode-se deslocar cada uma delas para um ponto arbitrário O.6. podendo também serem adicionados os conjugados fornecendo um conjugado resultante M (Fig. a intensidade e a direção de R são as mesmas não importanto o ponto escolhido. em um sistema de forças bidimensional. o .~~~istema ~o item 2.-Em Dinâmica o centro de massa é usualmente escolhido como ponto de referência.

15) Torsor positivo Torsor negativo Fig. Forças Paralelas.SISTEMAS DE FORÇAS I 51 uir am. normal à R. onde os esforços de torção e axial são exercidos e o parafuso na direção de seu eixo. que atua ao longo de uma nova e única linha de ação. M . e o correspondente conjugado resultante M. e ao conjugado paralelo M1. que atuam num ponto O. ele é representado passando por O. a força resultante R. ra M seja um vetor livre.26). anum tropara nto um da rça M Torsor Resultante.do por R e M. Esta simplificação é ilustrada na Fig. para o sistema de forças. Na parte c da figura. quando a força resultante R e o conjugado resultante forem . 2. Esta etapa permite obter a te R. a determinação de resultantes é essencial na Estática e na DirIâmica. não situada sobre o eixo único do torsor. somente a primeira das Eqs. nes~a ilustração). o jugado M2 foi substituído por seu equivalente de duas forças R e -R. negativo. simplesmente. 2. e a posição de sua linha de ação é facile obtida empregando as duas componentes do teorema dos momentos. Quando as forças são concorrentes. com a força -R aplicada em O a fim de anular a força original R. tal como o centro da massa do corpo ou outra origem de coordenadas convelte.eparadas por uma distância =M2/R. 2. ao longo da direção de R. no emprego de um parafuso de acionamento. por conveniênc:ta. O torsor é a forma mais simples para expressar a resultante de um sistema geral de forças. Portanto. as resultantes do origirIal sistema geral de forças transfor·se em um torsor (positivo.15 é neces. tudo. que o eixo do torsor re~ultante situa-se no plano que passa por O. em torno de eixos em um plano ndicular às forças. 'erifica-se pela Fig. esta forma tem aplicação limitada. onde a parte a da figura representa. nem todas no mesmo plano. O torsor é positivo se os vetores da força e do conjugado apo~tatem no o sentido. em es 6) R R R de ão (a) (6) -R (e) ça mo ea o (d) Fig. é mais conveniente usar como ponto eferência um ponto O. Encontra-se um ex~mplo comum de um II positivo. decomposto nas componentes M1.26 Qualquer sistema geral de forças pode ser representado por um torsoraplicado ao longo de uma única de ação. uma vez que. usualmente. O item 2. porque não existem momentos em torno do ponto de concorrência. Quando o vetofM do conjugado resultante é paralelo à força resultante (Fig. com seu único eixo defmido pela nova posição de R. Forças Concorrentes.27 . a irItensidade da paralela resultante é. Para um sistema de forças paralelas.6 dedicou·se a este sistema de forças.2. Assim..27. Na parte b da figura. que um vetor . normal ao plano . se eles apontarem em sentidos opostos. e M2.2. :. a soma das forças dadas. Vamos agora estudar as resultantes para algups sistemas especiais de forças. 2. Forças Coplanares. como é mostrado na parte d da figura.27. resultante é chamada de torsor. o o dos íbrio completo de um corpo é especificado.

5)2 + (24. a serem aduzidos às componentes dos outros vetores conjugados.24.90. @ Embora o vetor conjugado resultante M seja mostrado.5. é mais fácil obter as componentes dos momentos em torno das direções coordenadas de origem A. podemos decompô-lo nas compo.52 I ESTÁTICA Problema Resolvido 2. y e z.4)2 + (90. do que montar as relações do produto vetoria!.11 Substituir as duas forças e o torsor negativo por uma força única R. passando por A.08i + 0. R e de to = 928i + 871j + 621k N R= e R = -. diretamente do esboço.JT 80mm ai /Í 40° 500 N Pr I so x-y tam = = = EFxl EFyl EFz = 500 sen 40° + 700 sen 60° = 928 N = 600 + 500 cos 40° cos 45° = 871 N = 700 cos 60° + 500 cos 40° sen 45° = 621 N I Ry Rz Portanto. em torno de A.18.12j + 0.71. = (700 = cos 60°) (0.= (600) (0.m Resp.05k) X 500 (i sen 40° + j cos 40° cos 45° + k cos 40° sen 45°). conjugado a ser adicionado.90k N . e pelo conjugado correspondente M. ou determinante. aplicada emA.95i .59j .nentes x. O vetor conjugado de 25 N .100) li - (700 sen 60°) (0.16. avaliando os momentos das' componentes da força de 500 N em torno de A.030)k 10.060) + ® on R + (700 cos 60°) (0.6)2 = 106.m 3) O conjugado do torsor também pode ser escrito: M' = 25.m 2) O momento da força de 700 N em torno de A é facilmente obtido dos momentos das componentes x e z da força.060)i + (600) (0./(928)2 + (871)2 + (621)2 = 1 416 N Resp.6k N . é calculado pelo exame de seus componentes x e z.0 (-i sen 40° .[(700 sen 60°) (0.4j .m do torsor aponta na direção oposta à da força de 500 N e. j e k.19k N . O resultado vem a ser: M700 <D Sugestão: Verifique os resultados do produto vetarial.54kN-m Portanto. em conseqüência do deslocamento da força de 500 N é: [M = r X FI MSDO o co = (0. dos quatro mommltos é: 4 e M = M = 49. ga ne .4i . queiornecem: M60D M Notas: .m J (49. [Rx [Ry [Rz 700 N A força resultante tem as componentes Rx ~. portanto.Ok N .j cos 40° cos 45° . dá M50D = 18. o conjugado resultante.5j . Solução. Para as forças de 600 N e de 700 N.030)i . O desenvolvimento componente por componente.040)k = = 36. obtido por meio da soma dos termos i.k cos 40° sen 45°) ® = -16. mo pa onde r é o vetor deA aB.54j -13.Oi + 24. reconhecemos que o vetor conjugado é um vetor livre e.m e O momento da força de 600 N. no esboço das resultantes. não tem nenhuma linha de ação especÍfica. inspecionando a figura.07i -13.0 N .5i .

que o torsor é positivo. Vemos que M é negativo. Os momentos em tomo de P. cos8z= 60- 40 _ 2 3 60 mm O momento do conjugado do torsor deve ser igual à soma dos momentos das forças dadas em tomo do ponto P. tomando o torsor negativo. através do qual atua a força resultante do torsor. no plano x-y. Se M vier a ser negativo. também. inicialmente. +(40)' + (40)' = 60 N cos8x= 60= 3' 20 1.40y)/M = (-4 000 + 40x)/M = (-40x + 20y)/M onde M é a intensidade de M. x=60mm. <D A solução das três equações dá .40y)i + (-4 000 + 40x)j + (-40x Os co-senos diretores de M são cos 8x cos 8y cos 8z + 20y)k N •mm = (800 . Devemos supor. . cos 8y = 60 = 3' 40 2. a intensidade do conjugado M do torsor.SISTEMAS DE FORCAS I 53 Problema Resolvido 2. A força resultante é R= 20i + 40j + 40kN e seus co-senos diretores são R = v'c20) . supondo que o torsor seja positivo. a direção do vetor conjugado é oposta à da força resultante. Encontre. Os co-senos diretores do conjugado M do torsor devem ser os mesmos da força resultante R. Calcular as coordenadas do ponto P.y)i .40 (100 ''''--x . pelo qual passa R. Igualando os co-senos diretores de R e de M tem-se 800 -40y -4000+40x= -40x =M 3 2M 3 + 20y = 2M 3 Nota: y=40mm Resp.M= -2400N'mm.x)j N • mm e o momento total é M = (800 . das três forças são (M)Rx (M)Ry (M)Rz = 20ykN'mm y =40mm = -49 (60)i -AOxkN'mm = 40 (80 . Solução.12 Detenninar o torsor resultante das três forças que atuam sobre a cantoneira. o que significa que o vetor conjugado está orientado na direção oposta à de R.

k 45.54 I ESTÁTICA ll1 PROBLEMAS PROPOSTOS 2. Resp. Dimensões em milímetros Probl. Determinar a resultante dessas forças e as coordenadas x e y de um ponto através do qual ela atua.111 2./ ""..I 80 1-=' mm I mm z--------~J1~ J '.110 ~--/' I'~--:::. 2.3°. 3at I \~I----/'--y " I .V/ Prob!. cosOx=0. Resp. cos Oy = 0. 30o~ / 40N\--rt? '/ z I I I 2. " I/iao' 40 N I I I I I ~~~.113 As quatro forças são concorrentes na origem O de coordenadas. determinar F. Se a componente x da resultante R for -50 N e a componente z for 100 N.R=1021N.4N 4N'm I ' .115 Determine a resultante das quatro forças e do conjugado que atuam sobre o eixo.O eR.2. Resp.115 .430.30 m. cos Oz = -0.111 Determinar as coordenadas x e y de um ponto pelo qual passe a resultante das forças paralelas. x = 7. O=33.525.S3 m 5kN 6kN 4kN 9kN 8kN Probl.110 A laje de concreto suporta as seis cargas verticais mostradas.734 2.SOj + 4k N •m y I 2.5li + 2.2. 2. 2.~'x k 80 mm 50*-90 mm 80N Probl.113 2.25c e mostre que um sistema mais geral de· forças pode ser representado por duas forças que não se interceptam. y = 15. Conjugado M = -13 .114 Use a Fig.112 Determinar o ângulo O de modo que a força líquida para baixo sobre o olhal fIxo seja 750 N. Determinar a intensidade correspondente da resultante das três forças e os seus co-senos diretores.

Resp. por uma única força R em A e um conjugado M.117 2. 2. O.81)1 de lado.119 A ação combinada das três forças sobre a base em O pode ser obtida pela determinação de sua resultante através de O.9 kN'm Probl. força axia1 de 120 N e a um conjugado de 25 N •m aplicado. I 400 N I I I 2. e de um conjugado M. Determine a expressão vetorial para o momento M do torsor e encontre as coordenadas do pontoP. que passa pelo ponto A. Determinar R e o conjugado associado M.SISTEMAS z I I I DE FORÇAS / 55 116 Represente a resultante do sistema de forças que atua sobre o conjunto de tubos. 2.121 A resultante de duas forças e de um conjugado pode ser representada por um torsor. no plano x-z. de igual intensidade F. 2. em termos de uma força R aplicada em A.320j + 400k N· m Probl. x=100mm. Seu eixo resiste à.2. 2. Determinar a resultante do sistema de forças mostrado.116 2.93 kN.120 O motor de 160 N de peso está montado sobre o suporte. 2. z con- .. como se vê na figura. e por um conjugado M. z I r3r:fJ n:\1:n-1 100N 50 N • fi d1I::s~ 120 N li/L ~ ProbI. pelo qual passa a força resultante do torsór.118 Substituir as duas forças.117 As quatro forças estão atuando ao longo das arestas do cubo de 0. Resp: M=10(i+j)N'm. por uma força única R.8m :---. M= 38. e por um conjugado M: Resp. R = 200 (j + k) N M = 560i . z=100mm .8m./ /' /' /' J.- --y N'm Probl.118 --y ProbI. Representar a resultante dessas forças por uma força R.119 mais duas a.120 2. R = 10. que passa pelo ponto A.

no plano x-y. 2. Para o sistema de forças do Probl.. X = 56.2 ou sob tará tod cor gas def dos cor .123 A resultante de um sistema geral de forças pode ser expressa corno unrtorsor. 2. Probl. Resp. que é a interseção da linha de ação do torsor com o plano x-y. y = -486 mm 2.6 N'm. y = 100 mm. 2. determinar as coordenadas do ponto P.121 3.122 Substituir o sistema de forças que atua sobre o conjunto de tubos do Probl.120.116 por um torsor. pelo qual passa a força resultante do torsor. Resp.2 mm.. x = 271 mm. Encontre a intensidade do momento M do torsor e as coordenadas do ponto P. m pa de do ao em Es 'for sis SE 3. . M= 95.56 / ESTÁTICA /OON 2. ao longo de urna única linha de ação.

acarretará resultados errados. = LF = O M=LM=OJ (3. Um corpo está em equihbrio quando a resultante de todas as forças que agem sobre ele é nula. Uma vez decidido qual o corpo (ou combinação de corpos) que deve ser analisado. o equihbrio de sistema de forças tridimensionais. considerada como um corpo único) é isolado de todos os outros que lhe sejam adja- . Um sistema mecâ. e que ser m o mm. constitui a e mais central da Estática e. líquida ou gasosa.2 . assim.con· e as qual mm E.nico é defmido como um corpo.INTRODUÇÃO A Estática lida principalmente com a defmição das situações de forças necessárias e suficientes para ter o estado de equihbrio das estruturas. e tem-se as equações de equilíbrio: (R nica robl. Assim. EQUlLIBRlO EM DUAS DIMENSÕES 3. então este corpo (ou combinação. quando aplicarmos os princípios equilíbrio.1) Estes requisitos são condições necessárias e suficientes para haver equillbrio. assim. a ça resultante R e o conjugado resultante M são ambos nulos. discutiremos na Seção A o equilíbrio de um ÃStema de forças bidimensional e. Tal sistema pode ser um corpo único ou uma combinação de corpos ligados. deve ser dominado inteiramente. este capítulo. na Seção B. portanto. Seguiremos a organização usada no Capo 2 e. o corpo particular ou o sistema mecânico a ser analisado e. é fundamental que se defma. 3. sem ambigüidades.· 3 EQUILÍBRIO . embora seja considerada também a Estática dos fluidos. Os corpos podem ser rígidos ou deformáveis. A abordagem que será desenvolvida é básica para o domínio perfeito da 'tica. Em Estática. é recomendável que o estudante leia e estude as seções seguintes com atenção e empenho. momentos. Portanto. O sistema pode também ser uma massa fluida definida. A omissão de uma força ou a inclusão de uma que não atue sobre o corpo em questão. representar claramente e completamente todas as forças que atuam JObre o corpo. Os procedimentos que serão desenvolvidos neste capítulo constituem uma ampla introdução métodos de abordagem usados na solução de um sem-número de problemas. SEÇÃO A. Faremos uso contínuo dos conceitos nvolvidos no Capo 2. ou um grupo de corpos. que pode ser isolado de todos os outros corpos. a atenção está orientada principalmente para a defInição das forças que atuam sobre corpos rígidos em repouso.1 serem aplicadas. sobre forças. conjugados e resultantes. tanto na Mecânica como outras áreas da Engenharia. ou uma combinação de fluidos e sólidos. que trata do equihbrio.ISOLAMENTO DO SISTEMA MECÂNICO Antes das Eqs.

Está representada. Esta força afeta todos os elementos do corpo e. Um conjugado resistente M pode também ser suportado. a força exercida sobre o corpo a ser isolado pelo corpo a ser retirado da representação esquemática. O Ex. Quando as superfícies lisas (sem atrito) de dois corpos estão em contato. O Ex. podem ser internas ou externas ao corpo em consideração. que ambas podem ser concentradas ou distribuídas. em sentido prático. Quando as superfícies dos corpos em contato são rugosas. Este isolamento é efetuado por meio do diagrama de corpo livre. A Fig. a ação de um cabo flexível . Os cálculos das várias forças devem ser efetuados somente após o diagrama ter sido cuidadosamente desenhado. ainda. porém pode ser decomposta em uma componente tangencial F. Neste exemplo. 1. Está indicado. no Ex. ao cisalhamento ou à compressão e exerce. A força exercida pelo cabo sobre o corpo ao qual está ligado é sempre para fora do corpo. no seu suporte engastado ou fixo.2 foram descritas as características básicas das forças. forças são aplicadas tanto por contato físico direto como por ação remota e. A posição de G é usualmente determinada pela forma geométrica do corpo. que é representação esquemática do orpo isolado (ou combinação de corpos). Quando o peso do cabo não for desprezível em relação à tração. Tal ligação é capaz de suportar uma força em qualquer direção normal ao eixo do pino. relativa ao atrito. As características mecânicas da aplicação da força necessitam de uma descrição adicional. 4 ilustra diversos tipos de apoios mecânicos que eliminam efetivamente as forças tangenciais de fricção. necessariamente. por causa de sua flexibilidade. Ex. em muitos casos. particularmente onde existem condições de simetria. como no Ex. que menciona a existência de uma reação igual e oposta para cada ação. Introduziu-se. corda ou corrente . é incapaz de oferecer qualquer resistência à flexão. Ex.58 / ESTÁTICA --~---- centes. O Ex. portanto. Essas características das forças serão ágora usadas para desenvolver o modelo analítico de um sistema mecânico isolado. 5 mostra a ação de uma guia polida sobre o corpo que ela suporta.correia. antes de se tentar desenhar os diagramas de corpos lineares.1 mostra os tipos comuns de aplicação de força sobre sistemas mecânicos. a flecha do cabo torna-se importante e a tração no cabo muda de direção e de intensidade ao longo de seu comprimento. está inteiramente distribuída nele. Pode-se admitir que o cabo forme uma linha reta quando a tração T for grande. a força de contato pode não ser. ~ o diagrama de corpo livre é o passo mais importante na solução de problemas na Mecânica. mostrando todas as forças aplicadas nele (ou neles) pelos outros corpos adjacentes. que a aplicação das forças externas é acompanhada por forças reativas e. 3. a força exercida por um sobre o outro é normal ao plano de tangência das superfícies e é de compressão. A resultante das forças gravitacionais sobre todos os elementos é o peso mg do corpo que passa pelo centro de gravidade G e que para estruturas terrestres está dirigido para o centro da Terra. Quando a posição não estiver facilmente aparente. que não aparecem no diagrama. se a articulação não estiver livre para girar. focalizando-se a atenção principalmei\te nas propriedades vetoriais das forças. se a conexão puder girar livremente em torno do pino. a reação é normal à superfície do apoio. Uma das forças mais comuns é a devida à atração da gravidade. também. Somente a força R pode ser suportada. a localização de G deve ser calculada ou determinada experimentalmente. em cada exemplo. 3. Não existe resistência paralela à guia. portanto. Devido a sua importância salienta-se aqui que. 8.sobre o corpo. e em uma componente normal N. para análise em duas dimensões. uma força de tração na direção tangente ao cabo. em seu ponto de ligação. que permite tratar a força como um vetor deslizante. 2. Notou-se. 6 ilustra a ação de um pino de ligação. o princípio da transposição. ao qual serão aplicadas as equações de equihbrio. além disso. ao qual está ligado. Embora não existam superfícies reais completamente lisas. esta suposição é válida. comparada a seu peso. Deve-se observar cuidadosamente a terceira lei de Newton. Um cabo flexível. 7 mostra as resultantes de uma distribuição bastante complexa de forças através da seção transversal de uma barra ou viga esbelta. no que se refere aos efeitos externos sobre um corpo rígido. normal ao plano de tangência das superfícies. Observou-se que as. Observação análoga se aplica às forças magnéticas e elétricas que agem por ação remota. O Ex. Em seu ponto de ligação ela exerce uma força tangente a si mesma. No item 2. Estas forças de ação remota têm os mesmos efeitos . Esta ação é normalmente representada por dois componentes retangulares.

uma força transversal V (força de cisalhamento) e um conjugado M (momento Íletor) para evitar rotação. e capaz de suportar uma força em qualquer direção. o peso do ca. Suporte engast"do ou fixo A A 1 Uma conexão de pin0J articulada livremente. rpo. bem como uma componente normal N da força de contato resultante R. e. passando pelo centro de gravidade G do corpo. A força da mola é de tração se a mola for esticada e de compressão se ela for comprimida. "- Solda F~C= V ~ W=mg quer res. Para uma mola linear em regime elástico. ado Um suporte engastado ou fixo é capaz de suportar uma força axial F. a a às itos Fig. A resultante da atração gravitacional sobre todos os elementos de um corpo é o peso mg. oorreia. Superfícies rugosas 4. Pino está livre para girar Pino não está livre paragirar onto 6. As superfícies rugosas são capazes de suportar uma componente tangencial F (força de atrito). ~Iédespmd'~ desprezível T~ A força de contato é de compressão e normal à superfí cie. Atração gravítacional ~ ans- HHH men- dos está rpo. tros ente corrente ou cor~8 o peso é --8 _ T?O 8 "" _ do cabo nao A força exercida por um cabo flexível é sempre uma tração para fora do corpo na direção do cabo. tên· a de mpre mpaa-se Colar ou cursor. podem suportar somente forças normais à guia . Cabo flexível.3. ser. no plano norinal ao eixo do pino geralmente indicada como duas componentes Rx e Ry' Um pino que não esteja livre para girar pode também suportar um conjugado M. Guia deslizando livremente O suporte de role te.EQUIu'BRIO / 59 do AÇÃO MECÃNICA DAS FORÇAS Tipo de contato e origem de força I Ação sobre o corpo a ser isolado 1. de esfera ou de setor de rolete transmite uma força de compressão normal à superÍlcie do suporte. Suporte de rolete duas a ser que ·5. Conexão de pino orça não sos. que atua em direção ao centro da Terra. 2. mpo7. 8.1 . livres para moverem-se ao longo de guias lisas. Superfícies liSas e se das e as' nas ada pio nos tico 3. a constante elástica da mola k é a força necessária para deformar a mola de uma unidade de comprimento.

9 mostra a ação de molas nos regimes elásticos (linear) e não-elástico (não-linear). se o sentido arbitrado estiver correto. As forças conhecidas devem sér representadas pelas setas dos vetores com suas intensidades. As representações na Fig. medida a partir da posição neutra ou indeformada. também. O estudante deve sempre certificar-se de ter isolado completamente o corpo antes de passar à fase seguinte. Observe contudo que o diagrama de corpo livre é apropriado para pôr em evidência a análise acurada sobre a ação de forças externas e. portanto. e são considerados removidos do diagrama. Dimensões geométricas apropriadas podem. Esta fase é freqüentemente a mais crucial de todas. Representam-se. ser apresentadas por conveniência. à primeira vista. 3. Ao caírem nesta tentação. 2. de modo que os diagramas de corpo livre correntes possam ser desenhados. 4. Se o sentido do vetor for também desconhecido. o diagrama não deve ser amon\oado desordenadamente. O corpo ou combinação escolhida é. do começo ao fim dos cálculos.a omitir do diagrama de corpo livre certas forças que podem pare· cer. Muitos estudantes ficarão tentados. em seguida. O corpo escolhido incluirá uma ou mais das quantidades desconhecidas desejadas. A análise sistemática do limite completo do corpo mostrará todas essas forças. removidos. É somente através do isolamento completo e da representação sistemática de todas as forças externas que se pode calcular com segurança os efeitos de todas as forças ativas e reativas.a Fase. de modo a não se confundirem com qualquer outra que possa aparecer. com excessivas informações alheias a seu objetivo. A força exercida pela mola no regime elástico. Os cálculos revelarão um resultado positivo.60 / ESTÁTICA totais sobre um corpo rígido como as forças de igual intensidade e direção aplicadas por contato externo direto. Construção dos diagramas de corpo livre. Para a mola em regime não-elástico. O método completo para desenhar um diagrama de corpo livre.a Fase. Os seguintes passos estão envolvidos: l. desnecessárias aos cálculos. quando apreciáveis. o único procedimento correto é certificar-se de que todas as forças cujas intensidades não sejam desprezíveis figurem no diagrama de corpo livre. devem ser incluídos. As forças desconhecidas devem ser representadas pelas setas dos vetores com as intensidades ou direções desconhecidas indicadas pelos símbolos. direções e sentidos próprios indicados. isolado por um diagrama que representa seu completo limite externo. é dada por F = kx. . exercem atração. estarão cometendo graves erros. tração ou compressão. como as aplicadas pelos corpos em contato ou por aqueles que. a foiça para uma dada deformação não é a mesma para as condições de carregamento e alívio. Esse limite externo define o isolamento do corpo de todos os corpos que estão em contato ou exercem atração.a Fase. Muito freqüentemente é falsa a primeira impressão que uma determinada força possa parecer não influenciar o resultado desejado. A função linear da relação força-deformação define que forças iguais acarretam deformações iguais durante o carregamento ou alívio da mola. todas as forças que atuam sobre o corpà isolado. e o caminho estará livre para a aplicação direta e bem sucedida dos princípios da Mecânica (quer da Estática quer da Dinâmica). É bastante recomendável que o estudante examine estas nove condições e as identifique na resolução dos problemas.a Fase. Deve-se definir claramente o corpo ou combinação de corpos que deve ser isolado. 3. em caso contrário. ele pode ser adotado arbitrariamente. Os pesos. e é útil utilizar lápis de cor. A escolha dos eixos de coordenadas deve ser indicada diretamente sobre o diagrama. Portanto. resultará um correto diagrama de corpo livre.1 não são diagramas de corpo livre mas simplesmente princípios para serem empregados na construo ção dos diagramas de corpo livre. É necessário ser coerente com as características fixadas das forças desconhecidas. que permita isolar o corpo ou sistema em consideração será agora definido. Uma vez executadas as quatro fases precedentes. e negativo. em seguida. sobre o diagrama do corpo isolado. O Ex. onde k é a constante elástica da mola e x é sua deformação. em suas próprias posições. As setas que indicam forças devem ser claramente evidenciadas.

rrw=mg By ! L x menue o rnas a seu com 4. eo quer Fig.EQUILfBRIO I 61 no erda EXEMPLOS DE DIAGRAMAS DE CORPO LIVRE Sistema Mecânico 1. eles ssas elas das elos ulos . emA. Massam M . É dos p p~~~~N ~B. É ue se alsa a anto. ~~~M ões. O 3. Sistema rígido de corpos interligados considerado como uma unidade p m W=mg .\3 Ft F'~ ~ ! em . Viga em balanço W=mg Lx y .3.2 pareos. Treliya plana O peso da treUça é suposto desprezível comparado com P. V ma 2. zíveis . P ---Programa de corpo livre do corpo isolado ão da di- ão es ru- L. Viga Superfície de contato lisa.

a treliça completa pode ser removida de sua base de suporte e tratada como um corpo rígido único. será útil termos certa prática inicial com seu desenho. Além disso. No Ex. Está mostrada uma força vertical V para contrabalançar o excesso de forças aplicadas com sentido para baixo. para evitar que a treliça gire no sentido horário. 2 da Fig. para impedir que a treliça se mova para a direita.1). Se o peso total dos membros da treliça for apreciável. a treliça é composta de elementos estruturais que. No Ex. 3. As dimensões e as intensidades foram omitidas para tornar mais claro. As características dos vários tipos de forças de contato. Assim. Antes de usarmos diretamente. o sistema completo é tratado como um corpo único. isto é. 6 da Fig. estão incluídas nos quatro exem· pIos. 4 da Fig. para impedir que a viga gire em tomo de A. quando os cálculos forem executados nos problemas reais.1). quando comparado com P e com as forças em A e B. 3. 3. 8 da Fig.o mecanismo completo. Se as superfícies de contato no canto não forem lisas. Deve ser também incluída a tração T para compensar o excesso de forças aplicadas para a direita. 2. 3. A força exercida pelo canto A sobre a viga é normal à superfície lisa da viga (Ex. nos diagramas de corpos livres. que exerce sobre a viga uma componente x e uma y da força.2 fornece quatro exemplos de mecanismos e estruturas juntamente com seus diagramas de corpo livre corretos. Em aditamento à força aplicadaP e ao conjugadoM. 3.esta força é transmitida à estrutura B (Ex. Em aditamento à carga externa P aplicada. a partir de m. No Ex. 3. sob a influência da componente horizontal de P. está claro que a componente vertical Ay deve ser dirigida para baixo. o diagrama de corpo livre deve incluir as reações sobre a treliça em A e B. que atua através do centro de gravidade da viga. Em todos os casos. a viga em balanço está fixada à parede e sujeita às três cargas aplicadas~ Quando se isola a parte da viga à direita da seção A. Neste exemplo. em torno de B. no intuito de assegurar a direção do cabo. 4 o. através de exemplos selecionados simples e diretos.1). 3. A Fig. emB. então estes pesos devem ser incluídos no diagrama de corpo livre como forças externas. O método do diagrama de corpo livre assegura a defmição precisa de um sistema mecânico e concentra a atenção sobre o significado e a aplicação exata das leis da Estática e da Dinâmica. existe a possibilidade de desenvolvimento de uma componente de atrito tangencial. considerados em conjunto. 7 da Fig. .mte. çiiagrama de corpo livre d.1) é capaz de fornecer 'à treliça as componentes horizontal e vertical da força. anti-horário. de acordo com o que derem os sinais algébricos dos termos. é necessário um conjugado M. 4. deve-se incluir as forças reativas aplicadas na viga pela parede. relativamente simples. na próxima seção. isolado. Qualquer uma das muitas configurações internas. No Ex. 3. 1. existe o pino de ligação em B. constituem uma estrutura rígida. O pino de ligação em A (Ex. os problemas que seguem foram planejados para dar essa prática. e de By no Ex. Foram admitidos. positivos ou negativos. revela três quantidades desconhecidas par:a o equilíbrio com as cargas dadas mg e P. pode suportar somente uma força vertical e .1. quando se aplicam. O suporte oscil. Recomendamos novamente ao estudante dedicar uma atenção especial a esta fase. os sentidos positivos deBx e By no Ex. O isolamento do sistema mecânico em estudo será identificado como uma fase crítica no equacionamento do modelo matemático.2 e os problemas resolvidos que aparecem no final da seção seguinte. As resultantes dessas forças reativas são mostradas atuando sobre a seção da viga (Ex. A validade dessas hipóteses deve ser aprovada ou não. Também a componente horizontal Ax estará dirigida para a esquerda. O peso mg da viga deve ser representado passando pelo centro de massa (Ex.62 I ESTÁTICA o diagrama de corpo livre foi apresentado em detalhe por causa de sua grande importância em Mecâ· nica. Na verdade. que se supõe conhecido (Ex. sob a ação de seis forças e um conjugado. 3. Tendo em vista esta fmalidade. 3. este método é tão importante que recomendamos ao estudante reler esta seção várias vezes. as forças internas não são mostradas. 3 é mostrado o peso mg. O diagrama de corpo livre está agora completo e mostra a viga em equilíbrio. seria possível sem alterar o efeito do mecanismo como um todo e este fato é apresentado pelo diagrama de corpo livre. 3. o diagrama de corpo livre na aplicação dos princípios do equillbrio das forças. ilustradas na Fig.1). Os sentidos positivos destas componentes são supostos arbitrariamente. quando estiver estudando os exemplos dos diagramas de corpos livres mostrados na Fig. 8 da Fig.1).

Peça carregada. um diagrama de corpo livre (DCL). suportada pelo pino de articulação (ligação) em A e pelo pino fIXO posicionado dentro da ranhura lisa em B. Caixote de massa m homogênea. Acrescentar todas as forças necessárias. Alavanca de controle aplicando torque ao eixo em O. he. 3.1 . a não ser que seja indicado o contrário. apoiado na parede vertical lisa e suportado em uma superfície horIZontal rugosa. no lado direito. os valores numéricos das forças e as dimensões do corpo. B no os asta os alios 5. A lança está pivotada em O e suportada pelo cabo de içamento em B. do corpo isolado. incompleto.EQUIu"BRIO / 63 ecâ· ra a do é os no OBLEMASPROPOSTOS Em cada um dos cinco exemplos seguintes. para formar um diagrama de corpo livre completo. em um r as esta de está ido dir dos sos ~g A p 2. Lança OA. em cada caso. de mas· sa desprezível comparada com a massa m. para facilitar. A (7\F Probl. o corpo a ser isolado é mostrado no lado esquerdo do diagrama e. Os pesos dos corpos são desprezíveis. de Corpo s os As DCL incompleto em· 1. 2 to ino tas heno mo 4. Alavanca em ângulo suportando a massa m. Foram omitidos. ~ a a sulda ser ces· ser om- 3.

F 5. O sentido de algumas componentes de reação nem sempre pode ser determinado sem cálculo numérico. Todas as forças conhecidas e desconhecidas devem ser qualificadas. Corpo 1. Rolo de uma cortadora de grama de massa m. Os pesos dos corpos são significativos. o corpo a ser isolado é mostrado no diagrama do lado esquerdo. uniforme sendo içada para a posição. A barra repousa sobre uma superfície horizontal rugosa. DCL errado ou incompleto 3. sendo empurrado para cima. Jogo de suportes em . pelo guincho. Nós com pino. F 4. Os pesos dos corpos são desprezíveis. A y I I M M L_-x P•••• \'" Probl. A superfície horizontal de suporte está escariada. apenas quando é mencionado. A. Barra dobrada soldada em A e submetida a duas forças e um conjugado. para evitar o deslizamento da estaca. No lado direito é mostrado um diagrama de corpo livre errado ou incompleto. (Nota. 2. de cada um dos corpos indicados. Faça todas as mudanças ou adições necessárias. para formar um diagrama de corpo livre correto e completo. Alavanca levantando uma massa m. em um plano inclinado de ângulo e. As dimensões e os valores numéricos foram omitidos.)1 B ângulo para estrutura.2 \V1 cada um dos cinco exemplos seguintes. 3..3 Desenhar um diagrama de corpo livre completo e correto. tendo esta uma superfície horizontal lisa.2 :> p- ~ 3. Estaca de massa m. a não ser que se indique o contr4rio.~ ESTÁTICA 3. em cáda caso.) .

Barra inicialmente horizontal.3 CONDIÇÕES DE EQUlLIBRIO s são adas. Estas exigências estão contidas nas equações vetoriais do equilibrio . homogênea. como uma só unidade. Roda com gome. polias e cabo de ligação a serem isoladas. defIniu-se equilíbrio como a condição na qual a resultante de todas as forças. considerados em conjunto. Baira horizontal de massa m. Ce pino no plano flexionada sob carga P.1. 3. uniforme. e pelo I 2. vertical Fixada P. por meio de piI 7.3. suspensa pelo cabo vertical em A e suportada pela superfície inclinada e rugosa em B. meio-fio. Barra de massa m. de massa m. ulação em pela A forçaP. aos suportes rígidos. mo ~M 8. que atuam um corpo é nula. uniforpelo me. Dito de outro modo. não 1000 1.EQUILi"SRIO I 65 ias.2) . suportada cabo pesada. Submetidos ao conjugado M e suportados como está mostrado na figura. em duas dimensões podem ser escritas na forma escalar (3. Placa de A. massa m. suportada por uma superfície rugosa e sob ação de cabo horizontal.. nas extremidades. Roda de massa m na iminência de mas 6. nos.1) que. Probl.§ij ~ ~ 4. e rolete de massa M. um corpo está em equill'brio se todas as forças e os momentos dos sobre ele estão compensados. No item 3. Estrutura completa. uniforme. 5.

3. 3. p CATEGORIAS DE SISTEMAS DE FORÇAS EM EQUILÍBRIO EM DUAS DIMENSÕES I Figura I Equações independentes Categoria F~2 . exige somente a única equação de forças. = o---------I I== '-''// 1. um corpo que deslize em uma superfície horizontal. também. se um corpo move com velocidade constante (aceleração nula). não pode ocorrer desbalanceamento de esforços.::onhecidas. deste autor. . por exemplo. que atua sobre o corpo. tendo em vista que todas as outras equações estão automaticamente satisfeitas. 3. e o equihbrio estará assegurado.3 e explicadas como segue. Geral ~Fx = o ~F)' =0 Fig. e um pode valer sem o outro. as forças e os momentos não estarão compensados. sobre o corpo ou fora dele.3 Caso 1. 3. com velocidade angular crescente. estas condições são requisitos independentes. a força resultante sobre ele deve ser nula. mas as duas equações de equillbrio das forças serão satisfeitas. O equilíbrio sob forças colineares. São condições necessárias porque. Conseqüentemente. na direção das forças (direção x). .tã . não está em equihbrio rotacional. e o corpo pode ser tratado como se estivesse no estado de equihbrio. 3. I de I mais ~Fy oo ~Mz ~F. evidentemente. As aplicações das Eqs. São. As equações que relacionam força e aceleração para movimento dos corpos rígidos.2 caem naturalmente dentro de um número de categorias que são facilmente identificadas. uma vez satisfeitas. sob a ação de forças aplicadas. mas não o serão na direção horizontal. Para o equilíbrio completo em duas dimensões. Porém.2 devem ser integralmente satisfeitas. se não forem satisfeitas. as três Eqs. suficientes porque. A . Estas categorias de sistemas de força que atuam em corpos em equihbrio estão resumidas na Fig. Estas equações mostram que a aceleração do centro de massa de um corpo é proporcional à força resultante F. (a) Categorias de Equilíbrio. uma roda girando em torno de seu centro fixo de massa. com velocidade crescente. Um outro exemplo. As Eqs. torno er sob a cada ação de ~tante em torno do pon ponto. a partir da segunda lei de Newton referente ao movimento.66 / ESTÁTICA A terceira equação representa o somatório nulo dos momentos de todas as forças em torno de qualquer ponto O. estão desenvolvidas no livro Dinâmica. As equações de equilíbrio das forças serão satisfeitas na direção vertical onde a aceleração é nula. Colinear I IY pode situação é o ~Fx = oI A segunda :alcorrência ser consi IY L__ x I I~/ I ~Fx = o I --ügono ação das três fo ~íbrio é de considerável das forças é traçadc z 4. Tome.2 são as condições necessárias e suficientes para o completo equihbrio em duas dimensões.

(b) Equações Alternativas de Equilíbrio. Neste caso. 3. porém deve ser uma força R que passa . um As o o sa.4 A segunda situação é o equillbrio de um corpo sob a ação de três forças (Fig. 3.EQUILI"BRIO / 67 uer eto os rer das ões atua rça Caso 2. Há duas situações de equillbrio que ocorrem freqüentemente e para as quais o estudante deve ser do. isto é. A primeira situação é o equilíbrio de um corpo sob a ação de apenas duas forças.5b. as forças devem ser iguais. não pode ser um conjugado. 3. o equillbrio de forças paralelas em um plano exige a única equação de forças na direção das (direção x). o equillbrio de forças que se situam no plano (x-y) e são concorrentes no ponto O exige ente as duas equações de força. O princípio da concorrência das três forças em equillbrio é de considerável utilidade na execução de soluções gráfIcas das equações das forças. Se um corpo em equillbrio estiver sob a ação de mais de três forças. Caso 3. O ato do corpo não deve confundir esta simples exigência.00 se LMA =0. como mostrado na Fig. Há duas maneiras adicionais de se expressar as condições necessárias para o equilíbrio de forças em duas dimensões. a resultante R. então. Caso 4. o ponto de concorrência pode ser considerado como estando no infmito. comparados com as forças aplicadas . (a) Corpo submetido à ação (b) Polígono fechado de três forças satisfaz ~F == O Fig. Vê-se que as linhas de ação das três forças devem ser concorrentes.3. das p /' /' /' /' de -p /' /' em Corpo submetido à ação de duas forças (a) Fig. Para o corpo mostrado na Fig. Dois exemplos são ados na Fig. uma das forças exercerá um momento resultante em torno do ponto de concorrência das outras duas.5 na as. tendo em vista que a soma dos momentos em torno de O. se ela ainda existe. Nas ilustrações citadas.3. as. em torno de cada ponto. o polígono das forças é traçado de modo a fechar-se. 3. combinando duas ou mais das forças conhecidas. em o de um eixo z que passa por O. o que violará a exigênçia de momento nulo.5a). Se elas não o forem. opostas e colilleares. é comum reduzi-Ias a três. os pesos dos corpos são 'derados desprezíveis. é necessariam~nte igual a zero. Neste caso. e a única equação de momentos em torno de um eixo (eixo z) normal ao plano das forças.4 e está claro que para tal corpo. o equilíbrio de um sistema geral de forças em um plano (x-y) exige as duas equações de forças plano e uma única equação de momentos em torno de um eixo (eixo z) normal ao plano. A única exceção ocorre quando as três forças são paralelas.

se ela ainda existe. obtém-se informação redundante e a solução das equações dará O = O. as equações de equillbrio podem ser . B e C são três pontos quaisquer não situados sobre a mesma linha reta. uma força tangencial não pode ser suportada. 4 da Figo 3. com três incógnitas. (a) A R\. Agora. onde B é qualquer ponto tal que a linha AB não seja perpendicular à direção x. para qualquer corpo tal como mostrado na Fig.-B. (c) Figo 306 (d) Uma terceira formulação das condições de equilíbrio pode ser feita. Além do que. se "iMA = O. Para a bucha .68 I ESTATlCA ( .6d. Vfnculo significa o impedimento do movimento. a resultante. está claro que R deve ser zero e portanto o corpo está em equilfbrio . Por exemplo. como mostrado na Fig. Quando nem todas as equações de equillbrio são independentes. Portanto. Estas equações conterão informações redundantes e a solução de duas delas pode. Portanto.6c. (b) x "LMA = O satisfeita "LMR=O tMA = O}satisfeitas lÍ . em um problema geral em duas dimensões. p~r A. deve ser uma força R que passa por A. onde A. "gue. Novamente. contudo. fornecidas pelos seus suportes.1. 3. Se agora a equaçOo ~ F x ~ O "mantém onde a direçOo x é perfei. A terceira equação verificará. deve passar por B. a resultante. Por conseguinte. mas deve também ser perpendicular à direção x. obtém-se equações dependentes. meramente. se "iMB = O. como mostrado.6b.. escrevendo-se três equações de momentos em torno de três pontos que estão sobre a mesma linha reta. 3. determinar duas das incógnitas. que a força resultante R. a identidade 0=00 (c) Vinculas e Determinação Estática. se ela existe. uma opção para o conjunto das equações de equilfbrio é: onde os dois pontos A e B não se devem situar sobre uma linha perpendicular à direção x. mas nenhum vínculo tangente à superffcie.". se "i Me = O. Tal força não pode existir. contudo elas não fornecem necessariamente informações suficientes para se calcular todas as forças desconhecidas que possam atuar sobre o corpo emequillbrioo A questão de suficiência situa-se nas caracterfsticas dos vfnculos a possfvel movimento do corpo. no máximo. se "iMB = O. o r01ete. As equações de equillbrio desenvolvidas neste item são condições necessárias e suficientes para estabelecer o equillbrio de um corpo. não somente deve passar por A.en!e "bitrária. - tMA = o satisfeita -------. se ainda existir. No Ex. confonne a Fig. 3. onde C não é colinear com A e B. a esfera e o suporte oscilante fornecem vfnculos normais à superffcie de contato. para um sistema de forças copIa· nares.

2. Portanto existiriam quatro reações de apoio incógnitas atuando sobre a viga. visto que Ax e Bx não poderiam ser separadas. O suporte fIxo do Ex. 3. (d) Estabilidade excessiva. com o auxI1io somente das equações de equillbrio. o vínculo somente é possível na direção normal à guia. No Ex. Contudo. pode-se desperdiçar esforço na tentativa de uma solução impossível. Um corpo será identillcado como estaticamente indeterminado quando existirem ais reações externas desconhecidas do que equações de equillbrio independentes disponíveis. A existência de três vínculos em um problema bidimensional. por esta breve discussão. referência à Fig. As reações horizontais também seriam dependentes de qualquer eformação inicial. Caso contrário. não seriam sufIcientes para a determinação de todas as quatro incógnitas. como em A. 3.3. oferece vínculo à rotação. Estas duas componentes da 'orça seriam dependentes da deformação das barras da treliça. Vínculos parciais Vínculos parciais Vínculos redundantes Fig. as três equações escalares do equilíbrio independentes não iriam fornecer informações sufIcientes para o cálculo das quatro incógnitas. 3. o suporte pode transmitir um conjugado para a viga através do pino. Vínculos suficientes (b) Estabilidade incompleta. se o pino B no Ex. o estudante está alertado neste ponto.2. nem sempre garante a existência uma configuraçito estável. onde os vínculos são perfeitamente sufIcientes para assegurar uma posição estável e onde as forças de suporte desconhecidas podem ser completamente determinadas pelas equações de equillbrio independentes disponíveis. o ponto A do corpo rígido está fIxado por dois vínculos e não pode mover-se. Por outro lado. exigida para ajustar as dimensões da estrutura àquelas das fundaçÕes entre A e B. 1. além do exigido. e um terceiro vínculo impede qualquer rotação em torno de A. Na parte a da figura. Suportes que podem ser removidos sem destruir a posição de equillbrio do corpo são chamados de redundantes. plaela eve o é ea gnieta. distâncias ou ângulos.EQUI ÜBR 10 I 69 nne ém nha io. considerada como um corpo único. para tais corpos. Se o suporte oscilante. 6. Conseqüentemente. cógnitas podem ser forças. O número de elementos de suportes redundantes presentes corresponde ao grau de indeterminação estática e se iguala ao número total de forças externas desconhecidas menos o . é chamado de estaticamente indeterminado. Eqs.7 . antes de tentar resolver um ifOblema de equillbrio. ou combinação rígida de elementos. a menos que o pino não esteja livre para girar. conjugados.2. para o fato de que ele deve estar atento sobre a natureza dos vínculos. a saber: a força em A. Na parte b da fIgura. para o sistema de forças envolvido. outra vez. 7. 3. elas ade de guia e o curso r do Ex. haveria um vínculo adicional.7 apresenta quatro tipos diferentes de vínculos. o terceiro vínculo é posicionado de tal modo que a sua linha de ação passa pelo ponto A. as equações de equillbrio são sufIcientes para determinar as orças externas desconhecidas.ÚInero míniino de vínculos necessários para assegurar uma confIguração de equihbrio são chamados de estaticamente determinados e. Ao discutir a relação entre vínculos e equillbrio. assim como vínculo ao movimento lateral. Assim o corpo está completamente fIxo com três vínculos adequados apropriados). o pino de articulação fixo fornece vínculo em ambas as direções. 5. As três condições de equilíbrio escalar. que possua mais suportes externos ou vínculos do que os necessários para manter uma posição de equilíbrio. que suporta a treliça do Ex. conforme fossem influencidas por suas correspondentes propriedades de rigidez. fosse substituído por uma junta de linO. mas não oferece resistência à rotação em torno do pino. contudo. Fazendo.ÚInero de equações de equilíbrio independentes disponíveis. (c) Estabilidade incompleta. para suportar uma configuração de equilíbrio sem colapso. esta confIguração de ndissaA e o nto da mas cha A (o) Estabilidade completa. corpos que são suportados pelo . a duas componentes da força emB e o conjugado emB. É sempre bom contar o número de forças desconhecidas sobre um dado corpo e estar certo que um número igual de equações independentes podem ser escritas. As . Um corpo. onde as forças dos outros dois vínculos concorrem. na Fig. A Fig. 3 não for livre para girar. Portanto. deve-se estar atento para a questão da adequabilidade dos vínculos. Os problemas sobre equillbrio incluídos nesta seção e por toda a Estática estão geralmente restritos a corpos estaticamente determinados.

A necessidade freqüente de encontrar a solução simultânea das equações de equillbrio pode ser minimizada ou evitada por uma escolha cuidadosa dos eixos de referência e do centro dos momentos. Os problemas resolvidos no final do item.940C = 3 (b) A solução simultânea das equações (a) e (b) dá T= 9. Problema Resolvido 3.1 Determinar a intensidade das forças C e T que. juntamente com as outras três forças mostradas. Do mesmo modo. quando os vínculos de um corpo em equilíbrio em duas dimensões são adequados (apropriados). Solução. que este corpo está mal fixado. Nos problemas resolvidos. têm-se. um vínculo redundante. atuam sobre os elementos de um nó de treliça. 3. e mOstra as cmco forças que estão em equilíbrio. Na parte d da figura. através da observação direta. é geralmente possível concluir. antes de aplicar um princípio da Mecânica. para formar seus hábitos de abordagem à solução dos problemas de Engenharia. um passo muito útil é proceder a uma rápida escolha dos eixos de referência e do centro de momentos.Ccos 200 . a grande maioria dos problemas neste livro é estaticamente determinada com vínculos adequados. Para os eixos x-y mostrados. que pode ocorrer quando forem aplicadas forças externas sobre o corpo. à esquerda dos cálculos e servem como recordação da justificativa para cada etapa principal.766T + 0.3 = O 0.342C [1. parciais (impróprios) ou redundantes. O esboço apresentado constitui o diagrama de corpo livre do nó em questão.09 kN C= 3. A configuração da parte c da figura fornece uma condição semelhante de fixação incompleta. Em geral.~ÀTIC' vínculos não pode oferecer nenhuma resistência inicial à rotação em torno de A.8 são valiosas ao estudante.0. Os vínculos desses dois exemplos são freqüentemente denominados impróprios. eo corpo é estaticamente indeterminado.643T . com a ligação 4 atuando como um quarto vínculo. tem-se as condições de fixação completa. A ligação 4 é. desnecessário para manter" a posição fixa. preceder esta aplicação por uma declaração simbólica do princípio ou da equação regente envolvida. com vínculos parciais. as recomendações localizadas no item 1. Como já foi citado. Solução I (álgebra escalar).7.03 kN Resp. estas declarações estão localizadas entre parênteses. ilustram a aplicação do diagrama de corpo livre e das equações de equilíbrio em problemas típicos da Estática. particularmente neste estágio inicial. Quando se aplicam as equações do equilíbrio. [~Fx = O] 8 + T cos 400 + C sen 200 - 16 = O 0. . Conclui-se. nesta direção. a melhor escolha para centro de momentos é o ponto pelo qual passa o maior número possível de forças desconhecidas. Como mostrado noS quatro exemplos da Fig. assim. Na solução de problemas é recomendável.Fy =8 (a) = O] T sen 400 . então. porque os três vínculos paralelos não podem oferecer resistência inicial a pequenos movimentos verticais do corpo como resultado da aplicação de cargas externas sobre ele.

EQUI LfBRIO

I 71

ndo cuta, do em-

Solução II (álgebra escalar). Para evitar a solução de equações simultâneas, serão usados os eixos x"y', tomando o primeiro somatório na direção y', para eliminar T. Assim P;Fy'

Notas:

CD

= O]
- C cos 20° - 3 cos 40° - 8 sen 40° + 16 sen 40° C= 3,03 kN

=

O

ção . A
[!:Fx'

Resp.

= O] =O
Resp.

A escolha dos eixos de referência, para facilitar os cálculos, é sempre uma consideração importante. Poderíamos ter tomado, neste exemplo, um outro conjunto de eixos, coincidente e perpendicular à direção de C, e empregarmos um somatório de forças normais a C, para eliminá-Ia.

ção s), ati-

T + 8 cos 40° - 16 cos 40° - 3 sen 40° - 3,03 sen 20°

T= 9,09 kN

quaasso al, a scoser

Solução ]]] (álgebra vetorial). Com os vetores unitários i e j, nas direções x e y, o somatório de forças nulo para o equilíbrio dá a equação vetorial [!:F

= O]

8i + (T cos 40")i + (T sen 400)j - 3j +

+ (C sen

200)i - (C cos 200)j - 16i

=O

Igualando a zero os coeficientes de i e de j tem-se 8 + T cos 40° + C sen 20° - 16 T sen 40° - 3 - C cos 20° que, naturalmente; das acima.

esta solção são ção

=O =O

são as mesmas equações que (a) e (b), resolvi-

Solução ]V (geométrica). Apresenta-se o polígono que representa a soma vetorial nula das cinco forças. Imediatamente vê-se que as equações (a) e (b) dão as projeções dos vetores nas direções x e y. Semelhantemente, as projeções sobre as direções x' e y' dão as equações alternativas da solução 11. Uma solução gráfica é facilmente obtida. Os vetores conhecidos são dispostos em seqüência, usando uma escala conveniente, e as direções de T e de C são traçadas para fechar o polígono. A interseção resultante no ponto P completa a solução, permitindo medir as intensidades de T e de C diretamente do desenho, qualquer que seja o grau de precisão usado na construção do polígono.

§...!íl::!.

~ Os vetares conhecidos podem ser somados em qualquer ordem desejada, mas sempre devem ser somados antes dos vetores desconhecidos.

Problema Resolvido

3.2

Determinar a tração T no cabo de suporte e a força sobre o pino em A, para a lança do guindaste, mostrada. A viga AB é um perfil I, padronizado, com 0,5 m de altura e 95 kg por metro de comprimento.

Solução algébrica. ~ evidente que o sistema é simétrico em relação ao plano vertical x-y, como se observa na vista lateral. Assim, o problema pode ser analisado como o equilíbrio de um

\

I

ESTATlCA

sistema de forças coplanares. O diagrama de corpo livre da viga é mostrado na figura, com a reação do pino em A decomposta nas duas· componentes retangulares. O peso da viga é 95 00-3) (5) 9,81 = 4,66 kN e atua em seu centro. Note-se que existem três incógnitas, Ax, Ay e T que podem ser achadas com as :três equações de equilíbrio. Começa-se com a equação dos momentos em torno de A, que elimina duas das três incógnitas. Na aplicação da equação dos momentos, em torno de A, é mais simples considerar os momentos das componentes retangulares x e y de T, do que calcular o braço de alavanca de T em relação a A. Portanto, tomando o sentido anti-horário como positivo: (T cos 25°) 0,25 + (T sen 25°) (5 - 0,12) - 10 (5 - 1,5 - 0,12) - 4,66 (2,5 - 0,12) Calculando, vem:

OB

T= 19,61 kN

Resp.

Igualando a zero as somas das forças nas direções x e y, vem: [EFx [EFy

4,66 kN

~

= O]
= O]

Ax - 19,61 cos 25°

= 0,

Ax

= 17,77
= 0,

lOkN

kN Notas:

Diagrama de corpo livre

Ay + 19,61 sen 25° - 4,66 - 10

Ay = 6,37 kN,
[A = .J~A-x-'-+-A-y-'J,
3

A =

y'(i
kN.

7,77fJ + (6,37)', Resp.

CV

A

= 18,88

A justificativa para este passo é, naturalmente, o teorema de Varignon ou teorema dos momentos, explicado no item 2.4. Esteja preparado para tirar, freqüentemente, toda a vantagem deste princípio.

Solução gráfica. Aplica-se o princípio de que três forças em equilíbriO devem ser concorrentes para uma solução gráfica, combinando-se as duas forças verticais conhecidas de 4,66 kN e 10 kN, em urna força única de 14,66 kN, aplicada, corno se vê, sobre o diagrama de corpo livre da viga, modificado, na parte b da fJgUra A. A posição desta carga resultante pode ser determinada gráfica ou algebricamente. A interseção da força de 14,66 kN com a linha de ação da força de tração T, desconhecida, define o ponto de concorrência 0, pelo qual deve passar a reação do pino A. As intensidades desconhecidas das forças T e A podem agora ser determinadas, traçando-se o polígono feohado de equilíbrio das forças. Após a carga"vertical conhecida ser repre6entada em escala sonveniente, corno é mostrado na parte inferior da figura, desenha-se urna linha que representa a direção dada da tração T e que passa pela extremidade do vetor de 14,7 kN: Do mesmo modo desenha-se uma linha que representa a direção da reação A do pino, determinada da concorrência estabelecida com o diagrama de corpo livre e que passa pela parte traseira do vetor de 14,7 kN. A interseção das linhas que representam os vetores T e A estabelece as intensidades de T e A, necessárias para igualar a sorna vetorial das forças a zero. Essas intensidades podem se! medidas diretamente do diagrama. As componentes x e y de A podem ser representadas no polígono de força, se isso for conveniente.

CV

O cálculo de momentos em problemas bidimensionais é, geralmente, tratado de maneira mais fácil, pela álgebra escalar do que pelo produto vetorial r A F. Em três dimensões ocorre o oposto, corno será visto.

®

A direção da força em A poderia ser calculada facilmente, se desejado. Porém, no projeto do pino A, ou na verificação da sua resistênCia, a intensidade da força é que interessa.

--~~~~f"-...
[
.

-...o~
I

Ax A 1--1A y

_--

i

4,66 kN

EQUIu"BRIO

/ 73

OBLEMASPROPOSTOS o
cilindro tem massa homogênea de 40 kg e repousa sobre superfícies lisas A e B, inclinadas de 30° e 60° da horizontal, respectivamente. Determinar as forças de contato em A e B. Resp. A=340N;B=196N 3.7 Se o parafuso B do grampo de madeira for apertado de modo que os dois blocos fiquem submetidos a uma compressão de 500 N, determinar a força no parafuso A. (Nota. A força no parafuso pode ser tomada na direção do parafuso.)

Probl. 3.4 Determinar a intensidadeP da força horizontal que o jardineiro deve exercer sobre a alavanca leve de um rolo para gramado de 100 kg, a fun de mantê-Io parado em um plano com 10° de inclinação. Encontre, também, a força exercida pelo solo sobre o rolo. O centro de gravidade do rolo está no centro
O.

150 mm

Probl. 3.7

3.8

Uma balança de mola indica uma tração T no cabo mais à direita de um sistema de cabos e polias, que está suportando um corpo de massa m. Expresse m em termos de T. Desprezar as massas das polias . . Resp. m = 8T/g

Probl.3.5

l.6

O suporte deslizante mostrado é empregado para facilitar a mudança de posição de um gancho de içamento, quando estiver sem carga. Quando carregado, as saliências A e B se travam nos flanges de uma viga caixão, e o gancho se projeta para fora através de um rasgo horizontal na viga. Calcular as forças em A e em B quando o gancho está suportando uma massa de 300 kg. Resp. A = 4,91 kN; B= 1,96 kN

Probl. 3.8

3.9

A viga de 4,5 m de comprimento e de massa uniforme igual a 200 kg está carregada, no plano vertical, pelas forças paralelas mostradas. Calcular as reações nos. apoios A e B. A
6kN 2kN

.

~

~

~
~

LL ~
I

O,5m

1,5m +lm

Jl4kNJ 1m 0,5m

Probl. 3.6

Probl.3.9

74 I ESTÁTICA

3.10

Calcular a forçaP que o homem deve exercer sobre o cabo, a fim de suspender o caixote de 200 kg, na posição incliriada mostrada. Escolha os eixos de referência de modo a encontrar P usando uma única equação, sem envolver a tração na parte superior do cabo. Resp. P

6

=

871 N

Probl. 3.13

Probl. 3.10
1,5m~

3.11

Encontrar graficamente a força P e a tração T da parte superior do cabo do Probl. 3.10. Calcular as intensidades T, e T2 das trações nos dois cabos que suportam o caixote de 100 kg. Resp. T, = 1 067 N; T2 = 1 730 N

3.12

A
010

~O,75J m

Probl.3.14

2000 N

?
3.15 A resistência à flexão do suporte é testada com uma carga de 2 kN. Calcular a força sobre o rolete emA e a força total suportada pelo pino em O. Probl. 3.12

3.13

Determinar a força P que o operário, cuja massa é de 80 kg, deve exercer sobre o cabo, a fim de suportar a si próprio, no assento ligado no mecanismo, como é mostrado na figura. Que força R o homem exerGe sobre o assento? Resp. P= 157 N; R = 628N Para testar a deflexão de uma viga uniforme de 100 kg, o menino de 50 kg exerce uma força de 150 N no cabo, montado como mostrado. Calcular a força suportada pelo pino da articulação O. Resp. FO = 3,93 kN

3.14

Probl. 3.15

EQUIÜBRIO / 75

A estrutura em T de massa 200 kg, tem o centro de massa em G. Calcular a força total suportada pelo pino em O, após a aplicação da força de 3 kN no cabo. Resp. O = 2,36 N

~

3kN

2,5m

't1..-.
Prob1.3.16 3.20 Calcular o valor do conjugado M, necessário para empurrar a roda de 40 kg para cima do plano inclinado. Determinar também a força de contato R em A. A superfície do plano inclinado é suficientemente rugosa para evitar escorregamento. Resp. M= 47,1 N·m; R = 393 N

Um avião a jato, com massa de 8 Mg, está voando horizontalmente à velocidade constante de 1 000 km/h, sob um empuxo dado pelas turbinas de 16 kN. Se o piloto aumenta a taxa de combustível para forneçer um empuxo de 20 kN e levanta o nariz do avião de modo a subir, mantendo o ar na velocidade constante de 1 000 km/h, determinar o ângulo () formado pela nova trajetória de vôo com a horizontal. Notar que a resistência do ar na trajetória de vôo, em uma altitude qualquer, é função somente da velocidade do ar . Resp. () = 2,920
8 Se o peso do pau de carga for desprezível, comparado com a carga P, encontrar a força F sobre a rótula, em A, e mostrar que F é constante para todos os valores de (). Determinar o valor limite de T, quando () se aproxima de 900•

Probl. 3.20

3.21

com o1ete

Substituir o conjugado M, do Probl. 3.20, pela força horizontal P e calcular seu valor, necessário para empurrar a roda de 40 kg para cima do plano inclinado. Determinar também a força de contato R, emA. Não ocorre deslizamento. Resp. R = 406 N

Probl. 3.18

Probl. 3.21

9

A peça articulada é usada para ativar um dispositivo de trinco, para ligar um grande reboque ao seI.: vagão. Se uma tração T = 400 N for necessária na barra de controle horizontal para desengatar o pistão, contra o qual a peça atua em C, estimar por meio de uma solução vetorial, a mão livre, a força que o pino suporta em A.

3.22

O tambor de óleo com massa de 300 kg, quando cheio, tem centro de massa em G. Calcular a força vertical P, necessária para manter o equilíbrio do tambor e do carrinho na posição mostrada. Pode-se desprezar o peso do carrinho quando comparado com o do tambor.

p p
375mm

Probl. 3.25 3.26
450

..• ,. 2~·'i
Probl.3.22 3.23

Dimensões em milímetros

A viga em balanço, com massa uniforme de 50 kg por metro de comprimento, suporta o conjugado e as três forças mostradas. Isolar a viga à direita da seção A e calcular o momento (conjugado) M e a força vertical V, exercida pela parede nesta seção. Resp. V = 3,44 kN para cima M = 8,33 kN' m anti-horário

Um tambor de 600 mm de raio, com centro de massa G no seu centro geométrico, tem uma maSSE total de 1 600 kg e repousa sobre um carrinho constituído por dois roletes longos de 240 mm de diâmetro. Os roletes se apóiam sobre uma superfície horizontal lisa e são impedidos de se separarem por meio de vínculos horizontais, um em cada extremidade do rolete, como mostrado. Calcular a tração T em cada vínculo e a reação R entre o tam· bor e cada rolete. Resp. T= 3,79 kN; R = 10,91 kN

1 kN 2m

!

1,5 kN

3m

---±-

4m

b~
~2kN'm

240 mm

A Probl. 3.23 3.27

Probl. 3.26 A treliça rígida está submetida às quatro cargas mostradas e é suportada pela articulação em A e pela ligação BC. Desprezar o peso da treliça e calcular a intensidade da força suportada pelo pino em A. Porque, com o carregamento dado, a direção da força em A é paralela a BC?

3.24

A vara de 15 metros, com massa uniforme de 150 kg, é suportada por suas extremidades lisas, contra as paredes verticais, e pela tração T no cabo vertical. Calcular as reações em A e B.

Probl.3.24 3.28 3.25 A chave de pinos é usada para girar eixos e anéis. Se um momento de 80 N • m for necessário para girar o eixo de 200 mm de diâmetro em torno de seu centro O, sob a ação da força aplicada?, determinar a força de contato R sobre a superfície lisa em A. O encaixe do pino em B pode ser considerado como ocorrendo na periferia do colar. Resp. R = 1 047 N A fita magnética, sob uma tração de 10,0 N em D, passa em torno das polias-guia e através do cabeçote de eliminação da informação registrada em C, com velocidade constante. Como conseqüência de um pequeno atrito nos mancais das polias, a fita em E está sob uma tração de 11,0 N. Calcule a tração T na mola de suporte em B. A .chapa é horizontal e o mancal A, de rolamento de agulha, é de precisão. Resp. T. = 10,6 N

I

6 N I A barra.29 é substituíde pela ferça herizental de 300 N mestrada. 3. -- 300N Prebl. Pre!. a de fita trazené de . para cada casa. Analise a chave e a reda ceme se fessem um carpe únice. pela mancal fixe em O. permanece em equil1brie na pesiçãe mestrada.30 mD. Determinar a traçãe T.32 cenjugade aplicade ne Prabl. 3. Obter. na cerda. escrevende somente uma equaçãe de equilÍbrie. a ferça de atrite cem e sele impede a gire da rada. 3. A = 747 N rgas A e calpino eção o 3. uma madificaçãe nas apaias.3.29 Prebl. Calcular a intensidade da ferça supertada pele pine em A. 0x = 510 N Prebl. Resp.33 As estruturas mestradas sãa estaticamente indeterminadas. ne mÍnime. as ferças A e B. que teme a estrutura estaticamente determinada.28 3. 3. per inspeçãe. Usande semente uma equaçãa de equilíbrie. Quanda se aplica a ferça de 300 N na chave de reda vista na figura.34 A figura mestra uma série de chapas retangulares e seus vínculas.33 3. seb a açãe de um cenjugada de 30 Nom aplicade ae superte leve. 3. per meie da cerda herizental CD. Resp. As chapas pedem ser submetidas a várias .3. tadas limitadas ae plane de representaçãe.EQUIÜBRIO / 77 A"· Prebl. Descreva. abem C.>I.32 Calcular a intensidade da farça supartada pele pine em A.31 de assa nho m de erfírem cada ar a amkN Prebl. entãe. determinar a cempanente herizental 0x da reaçãa exercida sebre a reda. cam reletes nas extremidades e massa uniferme de 5 O kg. que sustenta e superte leve.

B = 196. é suportada pelas superfícies vertical e horizontal e pelo fio AC.37 3. Calcular a tração T no fio e as reações contra os roletes em A e.34 3. A = 73. para cada sapata. A relação entre a sustentação e o a"asta· mento. como se vê na figura. usando somente uma equação de equilíbrio. mqstrada em vista lateral. 3.s.36 HD ~ 8 4 5 3. sapata A é firmemente presa à ranhura. T = 295 N. 3.78 I ESTÁTICA cargas conhecidas aplicadas no plano da chapa. (D) Estabilidade parcial.38 Probl. .2 N d r Probl. é n. (B) Estabilidade parcial.6 N. O empuxo é fornecido pelz hélice. pela tração P no cabo de içamento. está equi· pado com quatro sapatas.em B. Resp. escrever z expressão para o arrastamento D sobre cada uma das duas sapatas dianteiras.35 1----1 ~ Um barco. calcular a tração T na ancoragem do cabo horizontal. tem massa de 25 Mg e está sendo içada vagarosamente para a posição vertical. (A) Estabilidade completa com o número mínimo de vínculos suficientes. Identificar as chapas que se relacionam com cada uma das seguintes categorias. Em teste estático de míssil.35 As sapatas de suporte que mantêm o míssil preso plataforma de lançamentos deslizam em ranh T. com roletes nas extremidades e massa uniforme de 30 kg.~/ ~ Probl.3. duas de cada lado. Sabendo-se que o míssil tem massa de 1 500 kg e centro de gravidade G e . Sustentação é a força vertical que cada sapata suporta.36 A laje uniforme de concreto. !J tio 2 Probl. Para um dado empuxo T da hélice. D = 4n 1 ( mg + T -bd+h) A barra. ainda em fase experimental. com vínculos insuficientes. com vínculo redundante. com vínculos redundantes. Resp. Para a posição onde = 600.37 · . enquanto sapata B fica solta. 3... calcular a força que atua pino que liga o míssil à sapata B. no trilho-guia. O barco tem massa total m e centro de gravidade em G. (C) Estabilidade completa.empuxo de 20 kN. 3. A"astamento é a força horizontal que a água opõe ao movimento.

3. Calcular a intensidade da força total exercida sobre a roda em C. repousa sobre uma superfície horizontal rugosa. nto tem e ur:. FC = 343 N Probl. {3 = arc tg (+ tg 8) 3. ua n: <<- Determinar. 3.42. 3. Para um dado valor de 8. calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C e a pressão de óleo p que atua contra o pistão com diâmetro de 80 mm. excluindo a carroceria. c. F ~ 26 kN O guindaste móvel de uma oficina de automóveis' está levantando um motor de 100 kg. Calcular a força compressiva F C. A seção do tronco tem massa de 600 kg e a do corpo da carroceria é de 300 kg.EQUI L(BR 10 I 79 3. pela superfície horizontal. A unidade é levada para a posição por dois cilindros hidráulicos. o levantamento. também. um de cada lado do reboque. Calcular. do cilindro hidráulico AB.43 reso<hurG! ssil. na posição de levantamento. ás forças correspondentes nos pares de rodas traseiro e dianteiro do caminhão.38 9 A barra e os roletes das suas extremidades têm o centro de massa em G. Resp. conforme mostrado. Sob ação do conjugado M = 50 N • m. no sistema de transporte de míssil descrito no Probl. O centro de massa G •• está localizado diretamente sobre as rodas traseiras. para a posição em que o eixo AB do cilindro é perpendicular ao eixo longitudinal do reboque e míssil.3.40 . 3. que a impede de rolar para a frente. a intensidade F da força total suportada pela articulação em O.39 Um reboque especialmente constru{do é usado para transportar e erguer um míssil até a sua posição vertical de lançamento. A massa do cavalo mecânico é de 3 100 kg. O corpo do reboque e o míssil têm massa combinada de 6. e o centro de massa está em G 2 • Probl. a roda se ap6ia contra o rolete em B. Resp. ver a uma h) - O caminhão basculante é usado para levantar uma seção cortada de um tronco de uma grande árvore. 3. Calcular o torque M necessário para fazer. Indicar. em cada haste dos cilindros. 3. no qual a barra estará em equilÍbrio instável.41 A roda de 300 mm de raio com massa de 60 kg e centro de massa em G. aplicado à carroceria através do eixo em O. Resp. ento. Sugere-se uma solução gráfica. determinar o ângulo {3. também.44 mm mm Probl. aplicado em A. e estão dispostas sobre superfícies inclinadas. dois valores adicionais de {3 para posições estáveis.42 Probl.41 equicom entro pela rasta· força é <- Probl. Para a posição mostrada.42 3.20 Mg. com centro de massa em G.

quando sai da fábrica. Determinar a força F no cilindro hidráulico AB do guindaste. Encontrar também a força R suportada pelo pino.2 kN A Probl. no momento em que ele posiciona a cápsula na superfície da Lua. Calcular a força de atrito F. Lembrar que a atração gravitacional da Lua é +. em O. na posição mostrada.5 kN. antes do tambor começar a girar. Um homem de 80 kg move-se vagarosamente Probl.ESTÁTICA a uma distância de 700 mm da linha de centro vertical. e seu centro de gravidade está na metade do comprimento.da terrestre. Resp. que deve vencer um apreciável atrito no mancal. R = .44 Determinar a dimensão !. Resp. T= 61.45 I 3. 3. Desprezar os pesos do braço e da polia central. em Los Angeles. comparados com m. exercida por aquele rolete.4 7 3. 3. tangente ao tambor.48 .48 Um guindaste está içando um trator de 4. A massa da lança OA é 2 Mg e o centro de massa está no meio da sua altura.47 A cápsula lunar.J3T2+ (mg)2 Probl. F = 2 340 N Probl. de alumínio.46 O tambor com massa uniforme de 400 kg está montado sobre uma linha de roletes em A e outra em B. 3. com a massa m mantendo a tração especificada T na correia para a posição mostrada.3. na posição de 600• Desprezar a largura da lança. e também encontrar a intensidade R da força exercida sobre o tambor por todos os roletes de A. Todos os roletes estão perfeitamente livres para girar. com excessão de um em B. Resp. A lança oe do guindaste lunar tem 48 kg. tem massa de 240 kg. 3. 0= 99.20 Mg. quando fabricado. Calcular a tração T no cabo preso a B e a intensidade da força suportada pela articulação em O. 3. para estas condições. para as condições de equilíbrio.46 Probl.

3. Resp. Calcular a tração nos cabos A e E. A força P aplicada ao cabo de levantamento é lentamente aumentada. e a força suportada pela articulação de pino.52 3. é necessário um torque de 4 680 N •m sentido horário para evitar a rotação. apre<= trito :olete. Resp. quando se aplica a força de 10 kN no cabo. nça OC cado. Quando 30°.53 . para impedir que o conjunto gire. para içar o anel C. Localizar o centro de massa G da estrutura especial.53 Mg. ~ comp::ráuli mome:. e serve para girar o setor em torno do seu eixo geométriCO O.52 tão. em A . ~ exerc:A. de massa 80 Mg.51 Probl. 3. (Suges- Uma estrutura especial para girar grandes seções de tubos de concreto (mostrada em tracejado). O anelA fornece suporte somente na direção horizontal.2m Probl. O = 13. 0= 34. Um dos roletes em E é uma engrenagem que encaixa em um anel dentado do sétor. Quando = O. tire vantagem da substituição de uma força por uma força e um conjugado) .3.3 kN A viga tem comprimento de 6 m e massa uniforme de 300 kg.50 A estrutura triângular com polias tem massa total de 200 kg e centro de massa em G. 3.- o peso da treliça rígida AECDE é pequeno. Calcular a força na barra horizontal.8° C< C< ~ (J O. == 79. 3. e a forçaP é igual ao peso da viga. Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em O. Ao usar a equação do momento. r == 367 mm.34 kN Probl.49 A peça OEC e a roldana C têm juntas SOOkg e o centro de gravidade em G. a Lua ~ 340 ~Probl. ça. quando a viga deixa os seus suportes. uma em A e outra em E. piL.'o sa estÉ o cabe a pelE líbrio. compaudo com a carga de 12 Mg que ela suporta. Calcular a força suportada pela articulação de pino O quando a carga de 3 kN for aplicada. consiste de um setor. os dois cabos AC e EC de 4 m e a viga. TA = 816 N.3.. 9.ície 6. . em E. Resp. TE = 2449 N 240 kg. montado sobre duas linhas de roletes. Resp.2 kl\ Probl.EQUILfSRIO / 81 odos tro ar. calculando r e (J. deve ser aplicado um torque anti-horário de 2 460 N • m à engrenagem em E.

Pode-se escolher entre desenhar uma vista em perspectiva do corp isolado com todas as forças externas representadas. mas as equações restantes do equilíbrio de forças são satisfeitas pois todas as outras acelerações são nulas. Por exemplo. Os somatórios nas Eqs.3 são condições independentes. e k. j j (a) Diagrama do Corpo Livre. Estas . Para aplicar a forma vetorial das Eqs. O segundo grupo de três equações expressa o outro requisito do equillbrio. "LF = O.1. que devem ser incluídos nas equações de equihbrio. Os coeficientes de i. darão precisamente as três equações escalares do equihbrio. representa-se o momento de cada força com o produto vetorial r X F. "LMx = O. Aprendeu-se.sem a outra. 3. o diagrama de corpo livre tem a mesma fmalidade essencial que em duas dimensões e deve ser sempre traçado.3) . que o diagrama de corpo livre é o único método confiável para identificar todas as forças e momentos. em torno do eixo x. As condições gerais para o equilíbrio de um corpo foram estabelecidas nas ~~ (3. que é não existir momento resultante agindo sobre o corpo em torno de lualquer dos eixos coordenados ou de eixos paralelos á eles. para um carro acelerando em uma estrada reta e nivelada. se a roda de inércia do motor do carro acelerando estiver girando com velocidade angular crescente. Do mesmo modo. estendidos ao :J'brio em três dimensões. Estas seis equações são condições necessárias e suficientes para que exista o equillbrio completo. LFy = O e "LFz = O.: 1 ~M:: O '2. produzem exatamente as três equações escalares dos momentos.3.:or Os princípios e métodos desenvolvidos para o equilíbrio em duas dimensões serão. onde a soma de momentos pode ser tomada em relação a qualque. "LM = O.-=: equações vetoriais do equillbrio e suas componentes escalares podem ser escritas como cie lisa ou . Os eixos de referência podem ser escolhidos arbitraria· mente. não haverá equillbrio rotacional em torno deste eixo. "LMy = O e "LMz = O. e k forem todos nulos. item 3. inicialmente representa-se cada força em termos dos vetores unitários coordenados i. conforme a conveniência. Então tem-se "LMx 1= O junta· mente com "LFx 1= O. "LM = "Lr X F = O. quando igualados a zero. Para a segunda equação. ou traçar as projeções ortogonais do diagrama de corp livre. Para a primeira equação. "LFx 1= O. porque qualquer uma delas é válida . agora.F I =O ou II I '2.1). Estes três coefioientes. no item anterior. Portanto. Ambas as representações serão ilustradas nos problemas resolvidos no fmal deste item. "LFx = O. 3.ESTÁTICA -O~RIO CONDIÇOES EM TR~S DIMENSÕES DE EQUlLmRIO si< . I ~embro em Cl (3. A única restrição é que deve ser usado um sistema coordenado destro.M =O ou f:':~ I {\s três primeiras equações escalares estabelecem que não existem forças resultantes atuando sobre um '!po em equihbrio. (3.3) incluem os efeitos de todas as forças que atuam sobre o corpo em consideração. na equação resultante. ponto conveniente O. com notação vetorial.Mz =O O ~ /2. . em qualquer das três direções coordenadas. a soma vetorial será nula se os coeficientes de i. j e k. quando igualados a zero. especificando que a força e o conjugado resultantes sobre o corpo sejam nulos. Assim. Em três dimensões. a segunda lei de Newton diz que a força resultante sobre o carro é igual à sua massa ve~es a aceleração. r sendo o vetar posição de O para qualquer ponto sobre a linha de ação da força F. As seis relações escalares das Eqs. mas as quatro equações do equilíbrio restantes estariam satisfeitas para os eixos do cen tro de massa.

.. poce suportar uma Ry . . eixos x ez. Estas características foram .•. representado por suas pode suportar um conjugado três componentes. "'" cbM I IZ ~y C"o./'~ % lquer veto entes alares Ry R % M M. 3. y x/ .. x/ .. requer o conhecimento das características das superfícies de contato....•.. Suporte de roda ou rolete com restrição lateraL . ..8. '-. e estão expandidas para sistemas tridimensionais na Fig. Membro em contato com superfície rugosa. .. y // x Fig.3) . e um ressa o de ias e aria· com Existe a possibilidade de uma força F. R I 'Y força R.. % 'Y O manca! de escora é capaz de suportar a força axial Ry IZ s que re é o es de m duas corpo corpo y . Tipo de contato e origem das forças 1... Rx também.. untaos d x/ .1..... A menos que o mancal seja livre para girar em torno dos :-. 3.. Conexão fixa (soldada ou engastada)... e as forças e Ry. ao nas AÇÂO MECÂNICA DAS FORÇAS NA ANÁLISE TRIDlMENSIONAL . I Estas Ação sobre o corpo a ser isolado A força deve ser normal à superfície e dirigida contra o membro. uma conexão fixa .. As representações das Figs. onde são mostradas situações mais comuns de transmissão de força.1 e 3... ••... com todas as três componentes. . 3. y 3. 6. Membro em contato com superfície lisa ou membro suportado por esfera./ R".. para problemas bidimensionais.apontadas na Fig.. 3. da força. tangente à superfície (força de atrito). Iz IZ clda pela guia sobre a roda além da força normal N. do mesmo modo que a força normal N./ 2. I I. .•.3.. União-rótula....// ~ .•. ~R R".8 serão usadas na análise tridimensional...•• % . y x/ . 1 g~ar em torno do centro da rotula.. Apoio tipo mancal de escora..••••. "'Z . radiais poderá.. M "'-...•..// ~I N' P .•.EQUILt"BRIO I 83 A representação correta das forças. ' válida wton mas as esmo ente. s três R ~IZ M%~ . atuar sobre o membro... ~ma união-rótula livre para Além das três componentes % etares entes 5.// /.. exer- 4. '-y x/~z ..... no diagrama de corpo livre.. y P~e existir a força P.8 tRz C!)M I Y suportar Mx e Mz· os conjugados ..•.

o e~ui1IbriO de forças paralelas exige uma única equação de forças na direção das forças (dire· ção x). Geral :l::Fy =0 :l::Fz =O Fig.3) cai em quatro categorias que podem ser facilmente identificadas com auxIllo da Fig. 3. A aplicação das Eqs.84 I ESTÁTICA (b) Categorias de Equilíbrio. tendo em vista que seus momentos em torno de qualquer eixo que passe por O é.•. zero.••.-tt:::: 1'1 (e) IY CATEGORIAS IY= ". " I I ~ . porém exi~e duas equações de momentos em torno dos eixos (x e z) que são normais à direção das forças. "- I F2/ 'I 4. automaticamente. x TRÊS DIMENSÕES Diagrama de Corpo :l::Fx O Equações Independentes /. Caso 2.9 L 'c Caso 1.•.•.111~~ :l::Fy=O Fa 'z --./F2 .9. 'z Fa ..' Sistema de Forças . exceto a equação do momento em torno desta linha.•..••..-'...••. :'z I 1-- I Fl""".. (3.3.' :l::Fx = O :l::Mz=O :l::Fz =0 (:: til --l:::/ . x I EQUILIBRIO :l::Fx= O IY :l::Fz =0I Livre ~ ."a :l::Mz=O DE EM . Caso 3.~ I :l::My=O :l::Fy=O _. . que está automaticamente satisfeita.••. o equi1íb.io~ncorrentes em um ponto O exige as três equações de forças mas nenhu· ma equação de mo~éntos. . F .'. o 9~Ui11'briO de forças concorrentes com uma linha exige todas as equações.

o equilíbrio de um sistema geral de forças exige as três equações de forças e as três equações de entos.EQUIÜBRIO / 85 m se:- Caso 4. Vínculos parciais Vínculo redundante Fig.ez. Vínculos parciais (c) Estabilidade incompleta. . A parte (b) da figura mostra o mesmo número de vínculos. as informações eridas para calcular as forças incógnitas que atuam em uma situação de equilíbrio tridimensional.cia contra uma força desbalanceada na direção y e. estaticamente indeterminado. Se fosse imposta uma sétima ligação ao sistema de seis vínculos.~ A está comp~tamente fixado pelas ligações 1. porém. porém está fora do escopo deste livro. 3. Vínculos suficientes (b) Estabilidade incompleta. As seis relações escalares das Eqs.10. seriam fornecidas mais restrições do que as necessárias para manter a posição de equilíbrio e a sétima ligação seria redundante . na Fig. com a tal sétima ligação montada. seria.3. (d) Estabilidade excessiva. necessariamente. contudo. Semelhantemente. então.3). não provêm. citam-se quatro exemplos de condição vínculos. 3. Neste livro. de modo que o corpo está completamente fixado e os víncusão ditos adequados.sticas dos vínculos providos pelos suportes. (a) Estabilidade completa. já equadamente localizados para completa fixação. Na parte (a) da figura é mostrado um corpo rígido cujo . Outra . como foi o caso em duas dimensões. os vínculos de apoio dos corpos rígidos em equilíbrio serão sempre adequados e estaticamente terminados. As ligações 4.10 nenhuor O é. 3. a questão da adequabilidade das informações depende das caracteí. Na Fig. embora sejam condinecessárias e suficientes para estabelecerem o equilíbrio. corpo.p-ara--alertar o leitor sobre o problema.2 e 3. tem-se outro caso de corpo fixado de modo completo e parcialmente restringido. (3. Existe um critério analítico para determinar a adequação dos 'cu1os. os vínculos não provêm resis. vê-se que não erecem resistência a um momento que pode ser aplicado em torno do eixo AE.1 (X>.lOd. tal como é mostrado na Fig.2 e 3. uação (direão dai (c) Vínculos e Determinação Estática. com raras exceções. Aqui o corpo está fixado de do incompleto e parcialmente restringido. portànto. 5 e 6 impedem a rotação em torno eixos das ligações 1. respectivamente.

=-se Igualando os coeficientes de i. Os vetores posição necessários para ~ os momentos em torno de A são rAG=-li-3j+l. :. (654 -Ax)l Ax = 654 N t I 962 -Ay)j + (-1 962 +A.ESTÁTICA blema Resolvido 3. sempre que possível.p<>nentes estão mostradas com os seus sentidos físicos =tos.5 -1962 I= O (-3By + 5 886)i + (3Bx -1 962)j + (-2By + 6Bx)k= O Poderíamos. naturalmente. pelo como piso sobre mostrado. ?malmente. [ = Solução vetorial. a força exercida pelo piso sobre a -o-rótula é representada por suas componentes x. O diagrama de corpo livre descreve a situação física.81) = 1 962 N.3 m t = o eixo de aço.---. que Ax e Ay dariam negativos.2By + 6Bx = = O. (Caso 2 das categorias de equiUbrio) . . A equação vetorial de momentos dá rAB X (Bx + By) + rAG X P= O (-2i .J (654)2 + (1 962)2 + (1 962)2 = 2851 N . h= 3 m. A extremidade em esfera B repousa contra as [ [ ~~~. ~ paredes e lisas. agindo sobre a extremidade B. concorrentes em uma linha. por convecia.J 2' + 6' + h2. p:F=O] .3j + 1. por se tratar de eixo uniforme. meramente verifica os resultados das duas primeiras equações. j e k a zero. e· resolvendo. . By kll' ~.Skm e rAB=-2i-6j+3km ::cde o centro de massa G está localizado a meio caminho entre A e B.a:a eliminar as forças em A.riso horizontal. que são evidentes das condições necessárias para manA no lugar. exerci- [ [ :::XC.verticais . com 7 m de comprimento. y e z. Este resultado poderia ser previsto. então. as extremidades Calcule as do forças eixo. após o cálculo.uniforde 200 kg e é suportado por uma união do tipo rótula em A. (i) Note que a terceira equação. Solução. Bx=654N As forças em A pode~r ~ facilmente determinadas por Resp. do fato que um sistema de forças em equilíbrio. tomar todas as componentes desconhecidas das forças no sentido matemático positivo.=. Usaremos A como centro dos momentos. Estas .JAx2 +Ay' =. 'Sfu normais à superfície das paredes. Além do peso P = mg = = 200 (9.. resultando. Primeiro traça-se o diagrama de corpo livre do onde as forças de contato. Os eixos foram selecionados como está na figura. de modo que é preferível mostrar as forças no seu sentido físico correto. A posição vertical de B é encontrada de .5k) X X (-1962k) = Notas: O <D j -~ -~ 3 O + -~ O -3 O I· Bx . tem massa.)k= O Ay = 1 962 N Az = 1 962 N +AZ2 Resp. A=.6j + 3k) X (iBx + jBy) + (-i . necessita somente de duas equações de momentos.

o problema deve ser analisado como um sistema geral de forças no espaço. . embora a solução vetorial seja igualmente satisfatória. Da projeção x-z tem-se [l:MA = O] 150Bx + 175 (70.4 N Ax = 35.3 N (i) Se o estudante não estiver familiarizado com as três vistas padrões da projeção ortográfica.250 (70. simplesmente. Solução. A projeção no plan~-. observando-se que ~\linha de ação da resultante das duas forças de 70. enquanto o mancal B suporta somente a carga radial (carga normal ao eixo geométrico). de topo e do fundo de uma caixa de plástico transparente. poder-se-ia ter obtido primeiroAz de '2:. iam eve vel cor- das poema em quaas de x = Notas: [l:Mo = O] 100 (9. x-z .7 = O (í) Poderíamos ter iniciado pela projeção ao invés de x-y. meramente dá 6Bx . respectivamente. Determinar a massa m que pode ser suportada e a força radial total exercida sobre cada mancal. que. issim eles podem ser arbitrariamente fixados. relacionados pelas componentes correspondentes das forças.7) . sem linha ou plano de simetria e.Fz = O] = O] -Ax + 654 = -Ay + 1962= O O Ax = 654 N Ay = 1 962 N Az = 1 962 N = O] Az .EQUIL"BRIO / 87 Solução Escalar. Os sentidos corretos das forças Ay e By não podem ser determinados. [l:Fx = O] Ax + 35.4 Uma força de 200 N é aplicada ao cabo da manivela do guincho na direção mostrada.t das forças dos mancais está mostrada em termos das somas daS'Componentes incógnitas nas dii:eções x e y. alavanca e tambor. c6nsiderados como um corpo único. então. porém aqui está representadbI por suas três projeções ortogonais. Da projeção x-y tem-se as no do.81 m) . para obter Ax eAy- = O] = O] 1962(3) . se desejado.4 -70. podia ter sido mostrado pot uma vista no espaço. sobre o corpo e alinhado com ele. como observado anteriormente. Aqui é usada a solução escalar para ilustrar esta introdução. Se detenriinarmos as equações escalares dos momentos em tomo de eixos passando por A e paralelos. Por outro lado. Deve ser notado que as três vistas representam três problemas bidimensionais.250 (173. O sistema é evidentemente tridimensional.3By = O -1962(1) By = 1 962 N Bx = 654 N + 3Bx = O As equações das forças dão.Fz = O e. portanto.2By = O. O acréscimo de Az~g~completa os diagramas de corpo livre.2) = O m = 44.1 962 = O Problema Resolvido 3. O mancal A suporta o esforço axial (força na direção do eixo geométrico). Os sentidos corretos de Ax e Bx podem ser obtidos por inspeção. podemos escrever [l:MAx [l:MA y ® Observe que a soma de momentos em tomo de um eixo que passa por A e paralelo ao eixo z. até que as intensidades dos momentos sejam obtidas. [l:Fx [l:Fy ['2:. O diagrama de corpo livre do eixo. tomar as equações de momentos em tomo dos eixos através de B.1 kg Resp. ~ ••• A força aplicada de 200 ?'{ esta decomposta em suas tres componentes e cada uma das trê~ vistas mostra duas destas componentes. deve revisá-Ias e praticar.7) = O Bx = 35.7 N passa entre~ e B. aos eixos x e y. serve apenas como verificação. Visualize as três vistas como se fossem as imagens do corpo projetadas sobre as superfíCies frontal.

6k). podem ser eliminadas por uma soma dos momentos. Solução.3)' + (86. e é suportada pelo anel. 150By + 175 (173.2 . é r.. -i + 2. Todas as forças desconhecidas. O momento de T em torno de AB é a componen\ . . exceto T.5j . e determinar a tração T. Assim.1 (4.5i + 6k m k 48T I e r•.J (35.1) (9. é impedida pelo cabo CD.J Ax' + Ay2] Ar =. As expressões vetoriais para T \r \ \ I/ \I \ T rI = = ~ 46. sob a ação da carga de 2 kN. vetor em torno de AR é dado I X T· A. porque a determinação de Ay e By pode ser feita ápós encontrar mg. no cabo.J 4~.88 / ESTÁTICA '3) A vista y-z dá [~MA ® = O] =O By A vista de y-z poderia ter seguido imediatamente após a vista x-y.173. por meio de uma rótula.___. O sistema é evidentemente tridimensional. portanto. vem a ser: (-i + 2. as reações no anel e as componentes da reação em A.J 46.250 (44.5j) X .J Bx' + B/] [~ = 93. em A. não contendo nenhuma linha ou plano de simetria e.6k) X + (3j + 4k) + + (2. A figura mostra o diagrama de corpo livre.25 + 20 = O T = 2.8 N I [~ As = forças radiais totais Ay sobre os mancais vêm a ser [rFZ O] = 70.5' te na direção de AB momento/em torno por do rponto fi.y A equação de momentos.25 (2i': 2. com ajustagem folgada. Desprezar o peso da estrutura comparado com a carga aplicadà. Analogamente.1) (9. r. com a reação no anel representada pelas duas componentes. o momento dedo T... Resp.. [~ B = . A conclusão das equações vetoriais dá . = 2.7 N [Ar =.4)' + (520)' = 521 N [~ (~ Problema Resolvido 3. / X . A rotação em torno da linha AB. X F· n.(44.8)' [B =.5j .5i + 6k) X (2j) X + (3j + 4k) = O. agora. A direção e o sentido de AB estão representados por um vetor unitário fi O = . .J6'/+ 4. em torno de AB. em B.81) [~Fy = 520 N = O] Ay + 520 .2) .5j m. deve ser analisado como sistema de forças geral no espaço. \ I i5 --------2:~D I .-----l.5 A estrutura tubular soldada está apoiada no plano horizontal x-y.5 N Resp.. .5j + 6k) = = + (3j + 4k).25 (2i + 2. são: 2j kN ~ kAx ·~I 'Az I / fij I . o momento da carga F apUcada. em torno da linha AB.81) = O so Ay = 86.J (35. A estrutura é estável na posição mostrada.83 kN Resp.

oom m"" " 40 kg P" metro de compdmento.50 0. Para a posição mostrada. calcular a intensidade da força total suportada pela dobradiça emB. Ao invés de r" uma escolha também válida seriaAC As incógnitas restantes são facilmente encontradas somatórios dos momentos e das forças.5Bx + 2.042 kN = -2.250 kN 4.56 O centro de massa de uma porta de 30 kg está no centro do painel. B e C. Resp.u l. que encosta na extremidade inferior da porta. B = 190.50 kN pelos (i) Lembre-se que o vetor r.06 = 0. tendo-se obtido as seguintes leituras:A = 22.57 A porta representada é um painel retangular com massa uniforme de 600 kg e desliza.2 N ---1't. Se o peso da porta é inteiramente suportado pela dobradiça inferior A.0 kN.215 m 3.-dê modo que permaneçam no plano horizontal.417 -3. Calcular as coordenadas x-y do centro de gravidade do avião. como segue: (~Mz = O] Resp. calcule as forças laterais horizontais em cada rolete A e B . Az Bx Ax Bz Ay = = -1. .<: /360 IL [~m mm S M duu ~ do 'ÇO. ® Os sinais negativos nas componentes A indicam que elas estão no sentido oposto aos sentidos mostrados. Probl. no trilho fixo D.56 kN kN -1. são soldadas em ângulo reto e içadas por ca~uticais. OBLEMASPROPOSTOS Para verificar o equilíbrio de um avião.833 -1. B = 22._:J Probl. esta liberdade permite a escolha de um eixo que elimina cinco das incógnitas.EQUIÜSRIO / 89 Notas: Tz aar Os componentes de T são. instalado no piso.06 2--+2 1. portanto. Resp. Neste problema. é um vetor do centro dos momentos para qualquer ponto sobre a linha de ação da força. na expressão r • F para o momento de uma força. 3. Calcular a tração em cada um dos cabos A.--- "".55 . 3.042 O G) A vantagem de se usar a notação vetorial é a liberdade de se tomar os momentos diretamente. em torno de qualquer eixo. Resp. A porta é mantida no plano vertical pelo rolete guia C. em seus suportes de roletes A e B.042 = 1.417 4.04kN kN Az 2 (2.833 kN Ty = 1.5) + 0. x= -0.5Bz Ay + 4. Tx = 0.4 kN.0201 m.43 kN. y= 0. C = 3.042 O = (6) O (3) Ax (6) -= == OO 4. escolhidos como positivos.56 3. manobrouse de modo que as rodas ficassem sobre balanças.

com massa 120 kg. 3. está suspensa por um fio AB. A = 4 200 N e .Ji \ 15' 3.57 3. 3. Calcular a força total suportada pela dobradiça em A. que é normal à direção da ranhura.62 O centro de massa de uma bancada. e se apoia ~ chapa da extremidade. de 1200. calcular a tração T na . Probl.61 Uma esfera homogênea lisa. quando um vento horizontal exercer uma força de 2 kN. normal ao sinal e atuando no seu centro.60 3.61 'y 3m O cabo de uma linha de alta tensão está suspenso em uma torre de transmissão pela estrutura mostrada. de modo que as reações em cada lado da ranhura e a força suportada pela chapa da extremidade sejam iguais. Uma força de 400 N é aplicada. sobre a linha de interseção das duas paredes verticais em ângulo reto. com centro de massa no centro do retângulo. Resp. no punho de uma chave de grifo que está sendo usada para torcer um tubo no seu .58 D ( 3.59 Uma esfera lisa e homogênea de massa m repousa na ranhura do bloco em V. O comprimento das duas correntes juntas é ligeiramente maior que a distância de a D. Determinar a reação R de cada parede contra a esfera. medido a partir da horizontal. Calcular o ângulo (). Probl.90 I ESTÁTICA D Detalhe do suporte ""- Probl.ligação AD e a compressão nas ligaçõesAB eAC. 3. Resp.. e ~ Probl. está na linha vertical que passa pelo centro do seu topo quadrado. de modo que somente uma delas é tracionada de cada vez.58 O sinal retangular tem massa de 800 kg. As correntes leves oe e OD impedem que o sinal balance. 3. 3. R = mg.. preso ao ponto B. Se a tração no cabo da linha é 3 kN.60 3. de comprimento 2r. para baixo. de massa m e raio r.59 ""- x z I I I Probl.

em comparação com a da mesa. Se as pernas A e C forem ligeiramente mais curtas que as pernas B e D. com massa uniforme de 160 Ieg..65 c ~ fI'<S> Os três mastros estão erguidos conforme mostrado e suportam o cilindro de 300 kg. calcular as forças suportadas pelas três pernas que estão em contato com o solo. preso ao cilindro. antes de arriá-Io no buraco.64 '''z /' 3. I I I I I I :5m I I I I \ ~D A /'x .J-/' I~ I~ I ./. 3.62 penso ostraular a s liga- A porta de ventilação tem uma massa de 200 leg. B = 522 N. Resp.. Suponha que o contato se dê nas arestas externas das pernas e despreze as massas da chave. Tz = 366 N Probl. BD e CD. 1200 l1ll1l~~ _ <LjJlJ)-.EQUIu'BRIO / 91 flange. suportadas pelos pinos em A e B. Calcular a tração no fio e as forças normais ao eixo das dobradiças. e dobradiças nos cantos A e B de sua aresta superior. 3. é suportado pelos dois cabos. TI = 507 N. uniformemente distribuída. D = 689 N . na parede vertical. passa por uma pequena polia em E e é fixado no ponto F.65 Probl. no plano vertical x-y e pela rótula em O./~~ . Calcular as trações TI e Tz nos cabos. 3. A porta é mantida aberta na posição horizontal por meio de um fio de C' para D. Resp. 3. B / \-'1>"""" Ptobl./J-'Í~ A Prob1. Probl./. O cabo. do tubo e do flange.66 . .63 massa entro é apligrifo o seu o pau de carga horizontal. e encontre a intensidade da força total em A. As uniões nas extremidades dos mastros podem ser tratadas como rótulas e os pesos dos mastros são pequenos quando comparados com as cargas que suportam. Calcular a compressão P em cada uma das pernas iguais. 3. C = 367 N.

(Atenção.41 kN. suporte e motor. de comprimento 500 mm cada.861 kN compressão C = 1. está içado por três cabos. T=1310N Um anel de aço. ao eixo pela sua base.70 3. e os torques de entrada e de saída serão iguais.68 A placa de aço quadrada tem massa de 1 800 kg. Os pesos das barras podem ser desprezados. 3. aplica-se uma força de 200 N no suporte. Resp.~Onfo='mo""do. A = 2.92 I ESTÁTICA 3.m Probl. aplicados.~ . consistente com a terceira lei de Newton.69 3. em A.87 kN A unidade rígida composta de eixo. TA = TB = 5. é uma luva livre que pode suportar a capa do eixo em qualquer uma das 3 .71 3.70 B Probl.66 O pau de carga horizontal. presos aos pontos 3.) . de 600 mm de diâmetro com massa uniforme de 50 kg. Resp. com massa de 30 g. Esteja atento para indicar o torque (conjugado) que atua sobre o eixo do motor no seu sentido correto.67 ~. que é capaz de exercer uma força normal à linha de centro do eixo. com massa uniforme de 240 kg. As três barras estão presas em suas extremidades por rótula e são capazes de suportar tração ou compressão. TC= 9. \'"'"' tr.'. A capa do eixo está montada em um apoio auto-alinhável em B. tem seu centro de massa G localizado a 300 mm da linha de centro vertical do eixo. conforme mostrado. Determinar a expressão vetorial da fQrça total R e do momentoM. 3.67 3.269 kN compressão Um torque de 20 N • m é aplicado ao eixo flexível.çio. girando no sentido indicado. Após ter ocorrido a deformação angular inicial. O motor move uma máquina através de um eixo flexível e debita um torque de 200 N· m. O eixo está soldado a uma base fixa em A.69 Determinar a força em cada barra do tripé. Além disto. é suportado pelos dois cabos ancorados em B e C e pela rótula em O. por outro lado. conforme mostrado. com centro de massa no seu centro G. Resp. Calcular a tração T no caboAC.72 A Probl. 3. Calcular a tração em cada um dos três cabos que suportam a placa na posição horizontal. uma rotação na extremidade de entrada será acompanhada por uma rotação na extremidade de saída.~.041 kN tração B = 0. O apoio em A.

é articulada em A e B. = 8 kN. 1200m~ 600 mm \~ _ . comparado com a carga aplicada de 30 kN.9 N. Despreze o peso do eixo. Torquede saída aplicado aqui A árvore de manivelas de um compressor de dois cilindros está montada sobre os mancais A e B. calcular as componentes x e y das forças totais suportadas pelos mancais A e B e o torq ue M aplicado à árvore. 3. Observe a terceira leiode Newton na extremidade de saída. perpendicular à sua superfície. A = 523 N.74 mosa G l do A.3 N. B = . rmae de o na e de a em exerxo. 3.73 Ação do apoio emA 3. B=D=50kN. Determinar a intensidade da força horizontal suportada pela dobradiça em B. a capa do eixo pode ser tratada como um corpo rígido em uma determinada posição de flexão. que exerce uma força contra a extremidade inferior da porta.100kN I 93 \ Probl.16kN e F.75 300lmm 9 O mm4" Probl.1256 N Se o peso do mastro for desprezível. e a força A que atua na rótula em A.EQUIu'BRIO duas maneiras mostradas nos desenhos em corte separados. C e D. 3. T=. A porta é impedida de abrir.•. calculara força P no dente da engrenagem e as intensidades das forças totais suportadas pelos mancais em A e B.) Resp.' 1800mm]. C=-. O eixo ndo uma ado. olhando o torque aplicado ao eixo. ~~ xível. para remover um prego. P= 70. torotor ceira B Probl. suportadas pelos pinos em A eB.76 .74 1.' . Aplica-se uma força de 200 N. em D. determinar as duas trações TI e T" que atuam nos cabos. calcular a tração no fio e as forças normais ao eixo das dobradiças. nas direções indicadas.72 A engrenagem C aciona. 72 A porta com massa uniforme de 30 kg.'. O e que a das ~[~II' [J~c 3. No que concerne ao equilíbrio. (Atenção. Seu peso é totalmente suportado pela dobradiça em A. Determinar as forças exercidas sobre a capa do eixo pelos apoios em B. por um batente em C. 3.71 . além da posição em que está. Para as trações mostradas nas correias. Para a posição mostrada. 3.63 for mantida em posição por um fio de C para E. R e base. Resp. L-~~25Inim Probl. Para uma condição de equilíbrio da árvore.1 907 N. paralela à superfície da porta. Resp. ao invés de C para D. as forças exercidas pelas bielas sobre a árvore de manivelas são FI = . B = 208 N Se a porta de ventilação do Probl. A = 83. a polia em V com uma velocidade constante. 3.73 3. no cabo de um martelo.

Calcular as intensidades das forças P e R. D = 496 N 500 kg I.78 Probl. A ~tremJd~ D "".·l~ H Probl. mo. 3.' 'm.. Resp. e a força normal ao eixo das dobradiças no pino da dobradiçaD. p= 1 584 N. exceto Ay. Alérr: de suportar a carga de 500 kg. pelas paredes verticais C e D. Calcular a componente y da fOIça suportada pela rótula em A.suportam Problema extremiResolvido 3. 3.79 A estrutura rígida leve está fIxada à parede vertiC<: por uma rótula em A e pelos cabos BG e CF.) z I 3.3 é girada de q~ um ~lo kg do de a 30°. ainda. a estrutura suporta. com centro de massa localizado na metade do comprimento.81 3. medindo 900 mm por 1 200 mm. conforme se vê na fIgura. ~~ . I~. com massa de 100 kg. respectivamente. um conjugado de 1. e por dois cabos submetidos às trações TI e T. ..94 I ESTÁTICA suportada no plano horizontal x·y por uma rótula. é escorada por um suporte de rótula em A. Use urnz equação vetorial que elimine referências a todas ~ incógnitas. con- A lança de aço de 9 m de comprimento e de 600 kg de massa. Supor que as dobradiças trabalhem na extremidade inferior da aresta. Calcular a compressão FB na escora.'z 2000kg Probl. Resp. 3. exerciclz sobre a esfera da extremidade B do eixo.o.2 kN • m aplicado nz haste vertical CD..77 A porta do alçapão..79 3. F= 343 N. (Sugestão.78 dade Uma das B do paredes eixo uniforme verticais d~\200 .. é mantida aberta no ângulo 8 = are tg (4/3) pela escora leveAB.80 .".77 3. O cabo que f~.."d•• i.80 Probl. 3. R = 755 K 3.

é guiado por uma roldana em B e está preso ao plano vertical x-y. = 19. C == 768 N 00 kg metate de s trClo que Probl. No canto D. colocada na porta de uma loja. exceto T. Resp. soldada à haste horizontal. Determinar x. O suporte ligado à parede no ponto C pode ser considerado como uma rótula. através da qual o cabo deve ser passado e preso. que vai da extremidade C da haste ao ponto fIxo D. de massa desprezível. T. tem 100 kg de massa. A estrutura está carregada por uma esfera de 100 kg. (Sugestão. Estabeleça uma equação de momentos. para que a peça mantenha a posição mostrada. Exis- = 347 N.) Resp.75 m A estrutura tubular soldada. por um anel liso em B e por um fio.82 3. em F.. O problema pode ser resolvido sem envolver a força em A. = 63. Calcular as trações T.1 To = 431 N N. T. é suportada por uma rótula em A. que elimine todas as incógnitas.83 Uma tabuleta retangular.81 te uma posição para o ponto D. a tabuleta recebe apoio somente na direção y. x = 3.76 kN 3. Resp. 3. cujo centro está no centro do retângulo. 3. a força total em C e a força lateral R em D.) ~ -~ j ~"'l_ 5Mg Probl. na ranhura horizontal. e To nos fios do suporte. por meio de uma rótula em A e suportada pelos cabos BE e CD.EQUILIBRIO / 95 suporta a carga de 2 000 kg. A massa da peça pode ser desprezada diante da massa de 5 Mg que suporta.83 . Calcular a força exercida sobre a estrutura pelo anel fixo em B. Calcular a tração T" (Sugestão. 'R A peça rígida ABC está ligada à superfície vertical x-y.

de acordo com a preferência e a experiência individual. ~s Eles -o:nossas soluções. agora.87 PROBLEMAS PARA lÓ:VISÃO ~~~-~ ~QIlJle-de barra ~~e comprimento. C 3. Estes requisitos. sempre usando um conjunto destro para análise em trê~ dimensões. concentrada no ângulo da cabeça hexagonal. 2. particularmente útil na solução de muitos problemas tridimensionais.84 . no qual são representadas todas as forças que agem sobre o corpc isolado. bastante familiarizado com os principais passos para aplicação dos princípios do equihorio. aprendidos no Capo 2. também endurecida. Observar o princípio de ação e reação (terceira lei de Newton). a sua aplicação. conhecida ou não. 3. para resolver problemas do equilíbrio de corpos rígidos. em torno de um pont seja também nulo (1:M = O). Escolher os eixos de referência. Um dos procedimentos mais úteis. mas sim. Uns pouco~ instantes de raciocínio. 4. Os princípios e métodos cobertos pelos Caps. não só na Estática. Representar cada força. 5. 3. por letras. Resp. pelo role te fIxado em A. a álgebra vetorial ou a análise gráfica.) - FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO este Capítulo aplicamos nossos conhecimentos sobre as propriedades das forças. dos momentos e dOE ados. de um parafuso. 0= 1 769 N A boca de uma chave tem acabamento fino. é articulado em O e impedida de girar no plano vertical. Se existirem mais apoios do que o necessário para segurar o corpo em posição.86 1. é de aço endurecido e pode resistir a uma força de no máximo 7. que permita a eliminação do maior número possível de incógnitas ou escolher urn~ direção para o somatório das forças. provenientes de fontes externas. pode representar considerável economia de esforço e tempo. Cada corpc em equilíbrio é caracterizado por dois requisitos: que o vetor resultante de todas as forças atuando sobre ele seja nulo (1:F = O) e que o vetor resultante de todos os momentos atuantes sobre ele. Isolar o corpo em questão de todos os outros corpos adjacentes em contato com ele. Estes cinco passos devem se tornar automáticos. 1. mas também na Dinâmica. pode-se empregar a álgebra escalar. não é a teoria que oferece dificuldade. com massa ulÚ100 kg. de significado físico facilmente compreensível. Eles fazem a base para o que se segue. e a melhor maneira de assegurar uma solução correta.. Decidir correta e inequivocamente qual o corpo em equillorio que será analisado. ele será estaticamente indeterminado e as equações do equillorio não serão suficientes para encontrarmos todas as reações externas. 2 e 3 constituem a parte mais fundamental da Estática. é simplificar a álgebra da solução através da escolha de um eixo de momentos conveniente. Ao resolver um problema de equihorio. Na utilização das equações do equilíbrio. porém. desenhando seu diagrama de corpo livre.j. orientaran: Como é sempre o caso.5 kN. Calcular a intensidade da força total suportada pelo pino em O. para determinar o sentido de cack força..85 Probl. deve-se primeiro verificar se o corpo é estaticamente determinado. e rotulá-Ios. além da posição de 30°.ESTÁTICA . para tirar vantagem destas simplificações.. O estudank dev estar. a álgebra vetorial é. de tal modo que evite referências a determinadas incógnitas. 3. é segui-Ios consistentemente antes de iniciar o cálculo do equillorio.

- Probl. ao se reengatar a catraca C em outro dente. supondo existir um uma ligeira folga entre a cabeça do parafuso e 'a chave. O peso do dispositivo é desprezível comparado com L.86 B U1l12 xo de J b A ~. rolando-a para fora.89 eta. normal às superfícies de contato em B pelo pinhão condutor A.3. a partir da linha vertical que passa pelo centro do cilindro. simétrico. determinar o valor da força de equilíbrio sobre o eixo da dobradiça em A. de modo que os pesos dos roletes e da fita não são envolvidos. mente ernas.89 T ouco. 3. Qual a influênciadero.85 m trê-. nálise ment~ O dispositivo fita-rolete consiste de dois roletes de raio r cada um.reO? Probl. com o centro em G. .88 3. quando se aplica o conjugado M. na coluna vertical fixa D.EQUILI'BRIO / 97 e dos corpc re ele onto.88 Um grande cilindro giratório. x= 199 mm dante brio. b = 207 mm Probl. do c corpa ca& 3. Uma roda de massa m e raio r. P = 0. ia de Está- 3.90 O dispositivo mostrado em corte pode suportar a carga L em várias alturas.689 kN 2. é enni. Resp. aran: sem danificar as superfícies de trabalho. 3. para removê-Ia da depressão.87 A roda. Escrever a expressão para a força de contato R entre a fita e as superfícies planas de suporte. Calcular a força máxima P que poderá ser exercida com um braço de alavanca de 300 mm. repousa sobre uma superfície rugosa e encosta no rolete A. circundados por uma fita flexível de espessura desprezível e submetida a duas trações T.. à engrenagem do cilindro rotativo. Resp. Calcular a reação sobre o rolete A. Para a posição na qual x = 5 m.91 A estrutura de elevação de uma plataforma de testes de foguete e o foguete nela localizado têm uma massa combinada de 635 Mg. em A e B. 3. Resp. se M = 60 N • m e não ocorre deslizamento da roda . para recapagem de areia é acionado por meio de motor e engrenagem.87 3. Determinar a distância b na qual a carga seria posicionada a fun de que os dois roletes A e B suportem forças iguais. Desprezar todos os atritos nos rolos de suporte.86 Probl._--. Supor que não ocorra deslizamento. como se vê na figura. 3. Resolver graficamente. de 100 kg de massa. Calcule a abscissa média x do centro de massa G da areia. na altura desejada. Resp. com centro de massa G no seu centro geométrico. repousa em uma pequena depressão de largura b. A areia tem massa·de 750 kg e é fornecida uma força média de 3. T { ~b Probl. A ação se passa no plano horizontal. Determinar o conjugado mínimo M.6 kN. FA = 231 N 3. que deve ser aplicado na roda.

9 3. à velocidade constante de 5 km/h.93 ••• mm B 400 60mm~' ~-ft L' ' f-41 f!~40mm Catrac. tem massa de 13. subindo uma rampa com 15% de inc1i:Í1ação. A'= 187. NB = 125 kN A 3.96 p . e é usado para puxar ou empurrar cargas pesadas. 3. presos aos seus vértices.94 A placa de aço. (Suponha que as três sapatas suportem cargas iguais e consulte a Tabela C2. Se a unidade é livre para girar em torno do eixo vertical da base D.SN Probl. no Apêndice C.5 Mg com centro em G. O braço B está livre para deslizar na luva C. Determinar as reações correspondentes nos mancais A e B. se necessário. quando a nave está repousando sobre uma superfície horizontal em Marte.1 C mm 160 1 A unidade de potência da máquina de fazer buracos para colocação de postes fornece um torque de 450 N· m à broca.94 3. para produzir uma tração T de 400 N na barra vertical de controle. determinar a força exercida contra a roda traseira direita pelo bloco A (ou A'). se a força motriz exercida pelo solo -em cada uma das suas quatro rodas for de 80% da força Probl. de massa m. P = 85 kN. Probl.93 3. com suas dimensões aproximadas.4m B Probl. Resp. (Sugestão.92 O trator representado na figura. A massa da nave é 600 kg. A = 184 N.98 I ESTATlCA normal sob a roda. Veja o sistema de cima para baixo. 3. Resp. uniforme. 3.95 E necessária uma força vertical P sobre o pedal da alavanca. indepen· dente da forma do triângulo. Calcular a força em cada perna do trem de pouso. B = 424 N Uma das três sapatas de pouso da nave Viking está mostrada na figura. FCD = I 046 N compressão FAC = FCB = 240 N tração 3. Mostre que a tração em cada fio é sempre mg/3. 3.91 3.90 I' 2. Determine a cargaP que o trator pode puxar. Calcular também a reação nor· mal total N B sob o par de rodas traseiras em B.) Resp. mas não está livre para girar em torno do eixo horizontal de C.) Resp. tem a forma triangular e está suportada no plano horizontal por três fios verticais. que evita o deslocamento da viatura quando o freio está solto.

3.99 são ção . então. Calcular a tração T no fio e a intensidade da força total suportada pela ligação ar a pelo girar viaeja o emA. L Probl. cada uma com massa m. O l da N na ções 4 N esta ' maem está em care C. == 11. assim. 3.98 O mastro de 300 kg é escorado por uma rótula em A. 3. saia do plano horizontal.98 A estrutura soldada tem duas pernas com massa de 50 kg cada uma.95 z orma por ostre pen3. que repo\lsa sobre uma superfície horizontal e cuja altura é ligeiramente maior que o raio das bolas.96 Probl. se for aJ?licada uma força horizontal de 10 kN em F.97 Três bolas idênticas de aço. 3. Calcular a tração T. A == . colocada sobre elas.EQUIu"BRIO / 99 nor- 5 kN burae de lizar o do diâmetro do cilindro é tal que as bolas estão virtualmente se tocando. Uma quarta bola. T == 1 201 N. 3. Resp.97 Probl.34 kN 3. T.5 N 601 N Probl.99 Dimensões em milímetros Probl. Resp. Um fio de C para D impede que a estrutura gire em torno de um eixo que passa pelo mancal em B e pela rótula em A e. idêntica às outras é. estão colocadas dentro de um anel cilíndrico. Determinar a forçaP exercida pelo anel sobre cada uma das bolas inferiores. 3.

* Exemplos comuns de treliças aparecem nas pontes. !fi 'c d 'cu do a 000 e nex e 4. tais como as usadas em pontes. tais como treliças. formada por elementos ligados pelas extremidades. os diagramas de corpo livre dos elementos .T. sendo capaz de defInir perfeitamente o corpo em estudo. das estruturas de máquinas e das vigas sob cargas concentradas constitui uma aplicação direta da matéria desenvolvida nos dois capítulos anteriores. ou como pinos. guindastes e outras estruturas similares. forças de ação e reação entre elementos ligados.4 ESTRUTURAS 4. barras e perfIs especiais. que sãc ligados em conjuriÍo. A análise das treliças. Em tais problemas. isto é. Em Engenhar. focalizamos a determinação das forças internas da estrutura. construído para suportar ou transferir forças e para resistir com segurança às cargas que nele atuam. estruturas que não têm mais vínculos de apoio além dos necessários para manter uma configuração de equilíbrio. Treliça é um sistema reticulado indeformável. isto é. a atenção foi concentrada no equilíbrio de corpos rígidos únicos ou nos sistemas de peças ligadas que.situam-se em suasessencialmente extremidades. a rebites. armações e máquinas. solda. em L (cantoneiras).ia. que estabelece que cada ação acarreta UIllZ reação igual e contrária. Assim. . estrutura é um sistema qualquer de elementos ligados. Estz análise recorre à rigorosa aplicação da terceira lei de Newton. desenhou-se o diagrama de corpo livre deste corpo único.TRELIÇAS PLANAS Uma treliça é uma estrutura rígida. mostrando todas as forças externas ao corpo isolado antes da aplicação das equações de equilíbrio das forças e dos momentos. separadamente. de maneira a determinar as forças internas da estrutura.INTRODUÇÃO No Capo 3. quando considerados como um todo. individuais ou da combinação dos elementos. Os elementos estruturaiS usados são perfIs em I. como foi visto no Capo 3. Neste capítulo analisaremos as forças internas atuando em vários tipos de estruturas. O estudante que aprendeu o método básico desenvolvido no Capo 3.2 . as equações do equillbrio são suficientes para determinar todas as reaçõ~ desconhecidas.1 .treliça Quando ai plana ~treliça único treliça parafusos é conhecida Treliças planas. é necessário desmembrar a estrutura e analisar. Na análise das forças das estruturas. Consideraremos somente estruturas estaticamente determinadas. não encontrará difIculdade na análise das estruturas estaticamente determinadas. podiam ser tratados como corpo único. em porum meio de plano. em U. suportes de telhados. são comumente projetadas aos pares. construindo corretamerite o diagrama de corpo livre. uma de cada lado ck * N. Neste capítulo.

2b pode ar-se estável ou rígida com uma barra diagonal adicional. Três barras ligaras entre si por extremidades '. A ~- F (c) (b) Fig. ~ Warren Treliças de telhado usadas comumente Fig. perfei· ldade e das ítulos te e ligadas entre si por meio de vigas transversais. quatro ou mais barras ligadas do mesmo o.-.. tais como DE e CE ou AF e DF (Fig.2 c ado d<. Na Fig. 4. é entos Esta uma .4.culadas (Fig.indicar que a estrutura não entra em colapso. eaçõe. que mantém a forma inicial. ligadas extremidades. e formando.1 liças. anexando-se unidades adicionais de duas barras. ligando A e D ou B e C.1. 4. Os ue são ndo os plana.2a) constituem um sistema rígido.ESTRUTURAS I 101 ~ Pratt - - ~ Warren K - Baltirnore Treliças de pontes usadas comum ente Fink Pratt s de tais s ao ulo. formando um polígono. dois triângulos. e transferem as cargas 'cadas aos elementos da treliça. não estabelecem um sistema rígido. isto é. O termo rígido é aqui aplicado não ente para.4. A estrutura pode ser ampliada. que Assim. que são ligadas por articulação. Por outro lado. estão mostrados vários exemplos de treliças comumente as que podem ser analisadas como treliças planas. 4. como também indicar que as deformações das barras decorrentes das tensões internas induzidas são desprezíveis. .2c). toda a estrutura permanecerá rígida. desse o. O componente básico de uma treliça plana é o triângulo. entos r ou as. C A D mplos res. A estrutura não-rígida da Fig. desta maneira. 4. às duas xões fIxas e. que suportam o leito da estrada.

Os elementos adicionais. antes de se prosseguir COII.3. consi· derada como um todo. a análise das forças do restante da treliça.3.3 * N.3 Yi - . 4.T. As treliças e as estruturas. Note que ao se repre· sentar o equillbrio de uma parte da barra.5b. Em caso contrário. porém o efeito da flexão da barra não poderá ser levado em conta. O diagrama de corpo livre da treliça. 'c Tração Barras Compressão t~ t: Fig. * Quando existem mais elementos do que os necessários para evitar o colapso. todos os elementos são considerados como sendo barras. Há sistemas triângulos hiperestáticos. A barra poderá trabalhar à tração ou à compressão. Uma treliça estaticamente indeterminada não pode ser analisada somente pelas equações de equilíbrio. Primeiro. na conexão. também. como se vê na Fig. cada uma atuando nas extremidades da barra. se o pequeno efeito do peso tiver que ser levado em conta. na análise das treliças simples. se a barra for uniforme. Está suposto. que não sejam necessários para manter a posi. que o peso da barra é pequeno comparado com a força que ela suporta. .4. O suporte é equipado com rolete. poderá ser suposto como duas forças.102 I ESTÁTICA As estruturas construídas a partir de um triângulo básico. .4. como foi defmido em termos gerais na Fig. ou suportes. e com as deformações resultantes das cargas aplicadas. como na Fig. As duas forças estão aplicadas nas extremidades da barra e são necessariamente iguais. 4. 4.P/2. Supõe-se. mostrada na Fig. a treliça é estaticamente indeterminada. Considerar o peso de uma barra dessa maneira dá resultado correto para a tração ou compressão média ao longo da barra. Nas grandes treliças usualmente toma-se cuidado. As reações externas são usualmente determinadas pel cálculo das equações de equilíbrio aplicadas à treliça. a hipótese de urna conexão de pino articulado é usualmente satisfatória se as linhas de centro das barras forem concorrentes em um ponto. Estas forças realmente são tratadas como cargas aplicadas externamente aos nós. nas quais não é tomada tal precaução. na maneira descrita são conhecidas como treliças simples.4 Fig. 4. Esta condição é satisfeita na maioria das treliças: Nas treliças de pontes. opostas e colineares. Várias hipóteses são feitas na análise das forças que atuam nas treliças simples. para o equilíbrio. com a dilatação e a contração devidas à mudanças de temperatura. 3.4 do item 3. Barra é todo o elemento em equilíbrio sob a ação de apenas duas forças. cada elemento é uma barra reta que une os dois pontos de aplicação das forças. é mostrado na Fig. o tabuleiro é usualmente assentado sobre as vigas transversais. como foi exposto no item 3. Para as treliças. O projeto de uma treliça envolve a determinação das forças que atuam nas diferentes barras e a seleção do perf1l adequado para resistir a essas forças. em um dos suportes.4. setor de rolete ou outra éspécie corrediça. são estaticamente indeterminadas. por não serem justapostos de acordo com a lei de formação descrita. Quando são usadas conexões soldadas ou rebitadas para unir elementos estruturais. .5a. o peso P.3. Apresentamos dois métodos para a análise das forças das treliças simples e fazemos referências à treliç:< simples. que se apóiam nos nós. ção de equilíbrio são chamados redundantes. aqui. que todas as forças externas são aplicadas aos nós. a tração T ou a compressão C que atua sobre a seção cortada é a mesma para todas as seções. para éada um dos dois métodos. considerada como um todo.

7 mostra o diagrama de corpo livre de cada nó e seu correspondente polígono de força. o método lida com o equilíbrio de forças concorrentes. pe2z: p leÇÊ. Assim. embora a forçaAB esteja desenhada do lado direito e afll$tando-se do pino. Se a seta indicativa da força empurrai: (comprimir) o nó. e onde estejam presentes no máximo duas forças desconhecidas. e a compressão (AF.ESTRUTURAS I 103 c F E i~ :. graficamente. Os diagramas de corpo livre das partes das barras AF e AR são também mostrados para indicar claramente o mecanismo da ação e da reação. Com os nós indicados por letras. nessa ordem. 4.3 . se a seta puxar (tracionar) o nó. por exemplo) será sempre indicada por urna seta apontando para o nó. Começa-se a análise por qualquer nó onde exista ao menos urna carga conhecida. e AB é. do ão é o é çasielo om Rl r I i I {}comID'''o AB ~ ~ x AF 11 Tração Fig. (a) (b) rna o Fig. por exemplo) estará sempre indicada por uma seta afastando-se do nó. C. e somente estão envolvidas duas equações de equilíbrio. a força em cada barra é indicada pelas duas letras que defmem as extremidades da barra.6 ta. A barra AR realmente faz contato com o lado esquerdo do pino."" nE:. neste caso simples. O nó F é o próximo a ser analisado. as duas condições de equilí- ós.4. Os sentidos correntes das forças são evidentes. por inspeção. a barra é à tração.4.T. então a tração (AB. uas a o reéa que ea ra. 4. posteriormente analisados. Os nósB. então.6. * A intensidade de AF é obtida da equação '2:-Fy= O.5 ma em 4. E eD serão. que representa. independentes. * N. a barra é à compressão.3. se as setas das forças estiverem consistentemente desenhadas do mesmo lado do pino. Portanto. . A solução pode começar com onó da extremidade esquerda e seu diagrama de corpo livre é mostrado na Fig. em:: 3. calculada de '2:-Fx= O. visto que ele agora contém somente duas incógnitasEF eBF. A Fig.MÉTODO DOS NÓS Este método consiste em satisfazer as condições de equilíbrio para as forças que atuam sobre o pino de ligação de cada nó. assim corno a barra.

a treliça corno um todo é estaticamente indeterrninada e os apoios extras estabelecem a redundância externa.4. ) CD NóF NóE NóD I AF 15 BF /L BE 16 CD R2 R2 Fig. quando for aplicada a equação 'EFy = O. Nesse caso. Um valor negativo do cálculo indicaria que o sentido suposto deve ser invertido. quando referentes a compressão. é impossível determinar. Deve-se notar que. também. então . pode-se fazer uma indicação arbitrária.104 / ESTÁTICA n ~EÚ 1 IIS! zJR' 4-f CD RI BE 4 brio 'EFx = O e 'EFy = O. a reação R2 calculada deve estar em equilfbrio com as forçás nas barras CD e EF. Essa indicação está ilustrada na parte inferior da Fig. rapidamente. que o isolamento do nó C revela. inicialmente. quando o nó D é finalmente alcançado. Deve-se notar. É muitas vezes conveniente indicar a tração T e a compressão C das várias barras diretamente sobre o diagrama original da treliça. 4. D~R2 2 I BC ( At NóC EF D L----x YMV Em alguns exemplos.7. o sentido correto de urna ou de ambas as forças desconhecidas que atuam sobre um dado nó.7 B BF C lCE=Ü L F. Naturalmente a força nesta barra não seria nula. Os números indicam a ordem em que os nós são analisados. o fato de a força em CE ser nula. Esta exigência permite verificar a exatidão do cálculo feito. Se a treliça tiver mais barras internas do que as necessárias para evitar um colapso. se fosse aplicada uma carga externa vertical em C. e apontando para os nós. Se urna treliça simples tiver mais apoios do que os necessários para asSegurar uma configuração de equilíbrio estável. determinadas previamente partindo dos dois nós vizinhos. desenhando-se as setas afastando-se dos nós referentes à tração.

a equação m + 3 = 2j deve ser satisfeita.T. da soma na direção x. formando uma figura gráfica composta. hiperestático.7. Se m + 3 > 2j. por meio de um terceiro. 4. para que uma treliça simples. e entrará em colapso sob carga. . mostrado na Fig. Se m + 3 > 2j. o que é falso.T. há um total de 2j equações semelhantes. deformável. * Esta relação é uma condição necessária para a estabilidade da treliça. estes polígonos de força podem ser superpostos. para uma treliça simples com j nós. há um de m + 3 incógnitas. é necessário adicionar uma terceira barra para manter o alinhamento das duas barras e evitar a bagem.ponen te na direção y. Como o equilíbrio de cada nó é defmido por duas ções escalares de forças. sç e ar~ barras extras estabelecem a redundância interna e a treliça é estaticamente indeterminada. É largamente empregado na solução dos reticulados indeformáveis. ou como uma verificação dos cálculos algé. * N. e a treliça é estaticamente indeterminada. ** O polígono das forças para cada nó. antes de Cremona. sem redundância. plana. Condições Especiais. o ** N. deve praticar com esta construção e consultar outros livros tratam a análise estrutural de maneira mais completa. para se r as forças desconhecidas nas barras.8a. Se for aplicada uma força externa com uma . internamente. o reticulado é. também para o caso em que as barras estão tracionadas. porém interiormente !iUema é deformável. da soma das forças na direção y. Examinando-se a figura. 4. na terceira barra. apresentando barras redundantes. há uma relação definida entre o número de suas barras e o dos nós ssários para a estabilidade interna.os que usam as equações de equilíbrio das forças. Este método é conhecido com o nome de método de Maxwell-Cremona. naturalmente. Quando duas barras colineares estão comprimidas. A teoria do método foi apresentada. Vê-se. Na figura seguinte: aplicação da expressão m + 3 = 2j levaria à conclusão de que o sistema é isostático. conhecida o o diagrama de Maxwell. que a força F3. -xa-se a combinação de um sistema hiperestático com outro isostático. existem mais barras do que equações indepentes. ou simplesmente Cremonas. rapidamente. Assim. deve ser e. designação estajá tradicional. formada por triângulos seja estaticate determinada internamente. porém não é uma condição sufi" te. Focalizaremos a atenção em várias condições especiais que ocorrem freqüentete na análise de treliças simples. há uma deficiência de barras internas e a treliça é instável. Se + 3 < 2j. por exemplo). as (Hiperestáticol (Deformável) (Isostáticol de a ão *** O método foi publicado por James Clerk Maxwell. a-r. O reticulado é interiormente hipoestático. em 1864. e adicionarmos os vetores na ordem em que forem sendo encontra. N. . Para uma treliça ticamente determinada externamente. porque uma ou mais das m barras podem ser dispostas de tal modo.T. indeformável. Se m + 3 < 2j. ainda. como uma opção para. e os polígonos de força que são desenvolvidos na solução recebem o nome de polígonos de Cremona. por Maxwell e depois por Rankine. a força F 3 deixará de ser nula. graficamente. a treliça completa composta de m barras e um máximo de três reações desconhecidas nos apoios. para obter uma descrição mais detalhada do ama de Maxwell. sempre no mesmo sentido (no ponteiros do relógio. *** A força e seu sentido podem ser obtidos diretamente do diagrama. pode ser construído.ESTRUTURAS / 105 ue. O dante que estiver interessado em estruturas. que Fi = F2• Esta conclusão é válida para qualquer ângulo e e. que não contribuam para uma iguração estável da treliça completa. como indicado na . Se percorrermos cada nó. m.

o painel será estaticamente indeterrninado. Se o resultado der força negativa.Fx' = O requer Fa = :. fazendo uma escolha cuidadosa dos eixos de referência. como mostra a Fig.1j = O requer Fa "i.4.Fx = O requer FI = r: /F2 (a) (b) (c) Fig. é preferível usar duas soluções simultâneas de equações. então o membro AB -deveria ser considerado e o CD. quando os membros forem flexíveis. 4. a assimetria do carregamento evidencia como o painel se deformará. Quando não for possível fazer esta seleção por simples inspeção. Se a deformação for a indicada na Fig.8 Quando duas barras não colineares são ligadas como mostrado na Fig.Fx = O requer FI = O "i. uma para cada conjunto de eixos de referência.106 / ESTÁTICA /' /' /' X ~a "i. conforme indicam os somatórios de forças.8c. 4.4. deve ser feita uma escolha arbitrária dos membros a serem considerados.Fx = b requer FI =O = F2 x // JA F~ x' "i. Se cada membro for capaz de suportar tanto tração como compressão. se não houver nenhuma carga externa aplicada ao nó. significa que a escolha estava certa. Freqüentemente usa-se intertravar painéis de treliças. incapazes de suportar compres'são. Deve ser evitada a solução simultânea de equações para duas forças desconhecidas em um nó. Geralmente.10.9a. as forças em ambas as barras devem ser nulas. um somatório de forças na direção x elimina referência à força FI enquanto que um somatório de forças na direção x' elimina referência à F2• Quando não se puder encontrar facilmente os ângulos envolvidos.9b. Conclui-se isto dos somatórios de forças indicados na figura.10 . como é o caso 'dos cabos. Portanto. para o nó indicado esquematicamente na Fig. ignorado. que elimine uma das forças desconhecidas. 4.4. as forças em cada par devem ser iguais e opostas.Fx' = Orequer F2 = O Fj "i. Quando dois pares de barras colineares são ligados como mostrado na Fig. 4. Porém. somente os membros tracionados atuarão e os demais podem ser ignorados.8b. 4. der positiva. ~M A C (á) D B D B A (b) C Fig. Se a força em um membro que se assumiu ser tracionado.9 L Fig. após o cálculo. o "i. onde L é conhecida e FI e F2 são desconhecidas. deve-se considerar o membro oposto e refazer o cálculo.

deve-se analisar o nó B. A força BC deve dar uma componente para cima e.64) = O AC = 17. = O] CE .866 (34. A exatidão dos sentidos supostos.S (34. carregada. O equihbrio exige [~Fy = O] L__ x 0.64) BD =O Resp.64 kN ~ 'I\RTl.74 kN T Resp.0.S I '\07 Problema Resolvido 4. no nó E.866BC .1 = F~ Aplicando o método dos nós. BD deve equilibrar a força orientada para a esquerda.64) . para as forças.0.00 kN NóE e a equação ~Fx = O comprova os resultados.0.5 (S7.e os diagramas de corpo livre.866DE = 10. .64 kN C [~Fx BD .64) . porque o C tem mais do que duas incógnitas. as forças são obtidas de: [~Fy :!AB AB[I 30kN AC---x NóA 34. = F2 a s Solução. calcular as forças nas barras da treliça em balanço.5 (34. [~Fy = O] 0.30 = O Ey = 10.30(10) 80.20 (S) . como está na figura. Resp. Contudo.0. Nota: CD NóB = 34. em conseqüência.0 sen 300 + Ey . Novamente.ESTRUTURA.64 kN T Resp.20 = O CD [~Fx Observe que traçamos a seta da força do mesmo lado do nó onde está a barra que exerce a força. = 63. CE = l. de modo que a primeira etapa constará do cálculo das forças externas em D e E do diagrama de corpo livre da treliça. quando se considera a seqüência dos nós. Se não se desejar calcular as reações externas em D e E.!!!.32 . esta treliça será totalmente solucionada. considerada como um todo. As equações de equilíbrio dão [~ME= [~Fx A 30kN 20 kN O] 5T .32 kN C y 1 o 0.00 DE = ll.E 63. 30kN 20kN [~Fx = O] AC .5 (2) (34..0.'"kN 10.17. à r a onde T significa tração e C compressão.SI kN C Y.SSkN Resp.866CD .20 .866 (34.866AB - 30 = O AB = 34. Em seguida. tem-se: [~Fy = O] 0. tração (seta saindo do nó) fica distinta da compressão (seta apontando para o nó). Deste modo.0 cos 300 - =O T= Ex 80. se er I I Em seguida.0 kN o os o B o. é verificada. traçam-. Indicando os nós com letras. as forças em cada barra serão indicadas pelas letras das extremidades.0 kN kN y r = O] Ex =O = 69. kN T O nó C agora possui apenas duas incógnitas.64) BC =O Resp.3 or [~Fy = O] 80. mostrando as forças que atuam sobre cada um dos nós.O. Não haveria dúvida sobre o sentido correto das forças sobre o nó A. C = O] = O] 0.64 = 34. que podem ser achadas como foi feito antenormente.74) CE =O Resp. a análise para uma treliça em balanço pode começar com o nó da extremidade carregada.51 kN Finalmente. = 57.

4.66kN C AB = BC = 2.6 4. Calcular. AE = CD = 5. Resp. 4. Se a força de 2 kN que atua sobre a treliça do Probl.8 Calcular as forças nas barras FG.8 .62 kN C AC= 3.00 kN C (Resolva os problemas seguintes pelo método dos nós.5 A 1 1 Probl.33 kN C 6 kN ~ Probl. Resp. para a treliça mostrada.2 4. 4. devido aos pesos das barras.3 Calcular a força na barra CF da treliça. Resp.4. as forças nas barras CG e CF. EG e GD na treliça carregada em balanço.3 B 4. 4. por outro lado. AB = 3. despreze o peso próprio das barras comparado com as forças que suportam.24 kN T CF= 1. por inspeção. Todos os triângulos são isósceles. 4.52 kN T BC= 4.4.5 for removida.7 Probl.4 Probl.4 Calcular a força em cada barra da treliça.5 3m Probl. existiria alguma barra com força nula? Cada barra da treliça é uma peça de 8 metros. Calcular a tração ou compressão média. CG = 2.83 kN T BE = BD = 2.27 kN T 4.G 4 painéis de 4 m~ H I B J ··1 6m E ~ A 4kN Probl. 3m ~" ~r 'mE 8kN 'm • D~ L T F r--.96 kN C 4. com massa uniforme de 200 kg.1 Calcular a força em cada barra da treliça. Se.27 kN T DE= 3.. CF= 3.1 4.4. Resp.108 I ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 4. identificar. quais as barras que têm força nula.) 4.2 Calcular a força em cada barra da treliça.7 C Probl. em cada barra. a força de 2 kN fosse aplicada em G ao invés de em B. A menos que seja indicado o contrário.

do ção. 4.l H G} C 40kN 60kN --. quando este iça um carro de 1 800 leg.10 Determinar as forças nas barras BI. 10 kN Probl. 9 s os _ Calcular as forças nas barras IB e BH na treliça representada. como está representado. tipo Pratt. Calcular as forças nas barras BE e BC.14 Calcular as forças que atuam nas barras CF. ~C m Probl. calcular as forças que atuam nas barras BH.9 4. 4. 60° ou 90°.15 . Resp. Todos os ângulos são 30°.13 4kN C B Probl..12 Calcular as forças induzi das nas barras GH e ED. Desprezando qualquer reação horizontal nos apoios.i E -t Probl. 4. BF. que está suportada pela ligação horizonF reli- 4.15 4. recebe urna carga horizontal provocada pelo vento· de 4 ÍcN.10 com ou esos 4..12 D Probl.6 kN C BH = 47.1 kN C 12 m nas I' 4 painéis de 5 m 'j N T NC :~. BC e CH. A análise isolada do painel. 4.. BC = 1.11 4. mostra que 5/8 desta carga é suportada no ponto central C e o restante dividido igualmente entre D e B.:.. BE = 2. 4. BG e FG da treliça simples do guindaste. recebe as forças em seus nós superiores. corno se vê na figura. CI e HI da treliça. utro nvés Probl. devido a urna carga de neve.5 kN T Calcular as forças em todas as barras da treliça carregada. na treliça do guindaste. iB = 56.13 4. 4.ESTRUTURAS / 109 •. considerado corno viga. e montado em urna treliça. Resp. Um painel de propaganda.80 kN T.11 N C N T N T Uma tesoura de telhado.

Calcular as forças correspondentes nas barras BF e EF.4. e que podem ser calculadas diretamente. Todos os ângulos interiores são 60°. respectivamente. quais as barras da treliça que tornam a estrutura estaticamente indeterminada.J d flO kN 4m li H3 m 5 painéis de Probl. BI=7.AF= 8 kN C 4.18 Indicar. Bl. Suo por que o carregamento e as dimensões das treliças sejam conhecidas.20 4.terminação estática. AB = CB = DC = 4 kN C BE = CE = DE = 4 kN T. AE = O EF= 8 kN T. Sendo que qualquer uma eliminaria a redundância e produziria'{:Ompleta de. Propor duas alterações independentes.19 Cada urna das treliças carregadas tem vínculos de suporte estaticamente indeterminados. por inspeção. que é estaticamente indeterrninada. suspenso em A. Ao posicionar um estágio do foguete de 60 Mg.' ~\. BF = 188.4 kN C. Resp.110 / ESTÁTICA tal FC e pela articulação em A. 4. mostrada. (a) (b) (e) (d) Probl. AB=7. Todas as barras podem supor· tar compressão ou tração.16 Mostre que a treliça é estaticamente determinada e calcule as forças nas barras BD e BF em função da carga aplicada L. cujas forças não estejam influenciadas pela indeterminação dos suportes. C A ~fI \. a medida das tensões nas barras AB e CD acusou as cargas de 50 kN de compressão e de 120 kN de tração.4.4.21 A Probl. EF= 120 kN T 1 .20 Verificar o fato de cada urna das treliças conter um ou mais elementos de redundância. Resp.18 O pórtico móvel representado na figura é emprega· do para erguer e preparar um foguete de 500 t pàra o lançamento. todas as barras de cada treliça. A estrutura principal do p6rtico assemelha-se à treliça plana simétrica. ç e u c b a n e m c 4.17 Gr (e) (d) 4. usando-se somente as equações de equilíbrio. devidas à carga de 60 Mg.19 4. Bl=CI=O. Relacionar Resp. 4.5kNC.5kNT B D E 4. Probl.16 Probl.17 Calcular as forças nas barras AB. BI e CIo Os membros CH e DI são cabos capazes de suportar apenas tração.

CD = 0. Resp. Notar que as forças em BP. que já foi utilizada na explicação do método anterior. PC. deve-se notar que. aplicado na treliça da Fig. Suas 1< T HI 3m 16 m ~ I 3m ~I t 1.T.89 kN C.1:!!!la seção irÍteira da treliça como um corpo livre e~~~bp~. cujas forças sejam desconhecidas. DN etc.4 .22 A torre para uma linha de transmissão é modelada pela treliça mostrada. a as de Mg. AB = 3. 4. desejamos determinar a força que atua gaàra co da. Agora. são nulas. GL.23 I < 6 painéis de 5 m Probl. em 1860.MÉTODO DAS SEÇÕES No item anterior desenvolveu-se a análise das treliças planas pelo método dos nós. na Escola Técnica de Hannover. DB eCD. Fe NT * N. EF = 202 kN C KL = 100 kN T GL = 50. não há necessidade de se analisar nó a nó. a treliça está repetida na Fig. uma vez que só se dispõe de três equações independentes de equihbrio. calcular as forças nas barras EF. ou princípio do equilíbrio dos momentos. nar A. Ao escolher uma seção da treliça.11a. apresentado por Ritter. uma vez que esse método trata apenas das forças concorrentes em cada nó. Calcule as forças induzidas nas barras AB. Este método das seçães* tem a vantagem de permitir achar a força que atua em quase todas as barras. petas cargas de 1. representada.8 kN aplicadas no plano vertical. As barras cruzadas das seções centrais são capazes de suportar apenas esforços de tração. Primeiro.0 kN T um uas ma deor- 4. Para rápida referência. não se pode cortar mais do que três barras. tipo Fink. 4.93 kN C Na treliça. A terceira equação. analisando-se a seção que corta a barra considerada.-de_ÍQrç~sE-ã~ concorrentes. (Sugestão.22 Probl. Também chamado método de Ritter ou método dos momentos dos momentos. empregando-se apenas ~as das três equações de equilíbrio.23 4. as reações externas são calculadas como antes. 4. considerando a treliça como um todo. 4. KL. diretamente.ESTRUTURAS / 111 ão os e.5. Assim. sob a)~çãode um sistem3.8 kN 15' f 5m 1 Probl. DB = 0.) Resp. . até se chegar à barra desejada.21 4. agora. O método das seções será. pode ser usada considerando-se . em geral. 4.

. cada uma das incógnitas foi achada independentemente das outras duas. É essencial entender que. como centro dos momentos. cujas forças são inicialmente desconhecidas. Assim. em torno dos pontosB eE. preferida por alguns. Uma seção imaginária. como conseqüência da flexão causada pelas cargas. mas aquela que inclui o menor número de forças usualmente conduzirá à solução mais simples. embora normalmente seja mais conveniente indicar os nós por letras e as barras e suas forças pelas duas letras que defmem suas extremidades. Deste modo. 4. sejam de compressão. Uma notação alternativa. A equação dos momentos. não estão inclufdas na análise da seção. A parte direita da treliça (Fig. é que este procedimento ressalta mais diretamente a ação ffsica das forças . Arbitrando-se um sentido. elimina três forças da relação. já que se nota qU1~ as barras horizontais inferiores sofrem tração. equilibrando os momentos. para o equll1'brio vertical. O sentido correto das forças horizontais pode ser visto facilmente. que todas as forças 'desconhecidas são positivas. <seção é feita. Estas forças podem usualmente ser traçadas com os seus sentidos corretos. a força que era exercida pela parte que foi afastada. um sinal positivo signifIcaria tração e um negativo. uma força de tração. A equação dos momentos pode ser usada com grande vantagem no método das seções. em relação à seção. Como um todo. é um tratamento preferfvel. A carga L é maior do que a reação R I. por exemplo. é considerada uma parte inteira da treliça. Esta seção cortará três barras. a fun de fornecer a necessária componente com o sentido para cima. uma vez que ela atua afastando-se da seção. Nem sempre é possfvel indicar o sentido correto de uma força no diagrama de corpo livre de uma seção. aplicadas no sentido oposto ao que foi considerado na parte da esquerda.e.112 / ESTÁTICA y I I I L __ -x Al~( 1 L (a) R2 (b) Fig. o equilíbrio dos momentos. 4. A fIm de que cada parte da treliça permaneça em equiHbrio. De modo a elucidar o corpo livre e as forças que nele atuam externamente. compressão.11 na barra BE.11 b) está em equilíbrio sob a ação de R2. de tal maneira que a força BE deve estar para cima e à direita.l1b).4. sejam de tração. exige que BC esteja para a direita. Qualquer sistema de notação pode ser usado. em torno do ponto E. visto que ela atua em direção à seção cortada da barraEF. BC pode ser determinada pelo equilfbrio dos momentos. como um corpo único em equilíbrio. deve-se aplicar em cada barra cortada. Qualquer das duas partes de uma treliça pode ser usada para os cálculos. Assim. a força EF está evidentemente para a esquerda. . Por outr lado. e das mesmas três forças que atuam nas barras cortadas. devendo-se escolher. sempre que possfvel. A forçaBE é. o sentido correto das forças no diagrama de corpo livre dE seção. Uma rápida observação da treliça conduziria ao mesmo resultado. deverá passar através da treliça cortando-a em duas partes (Fig. seguindo os eixos das barras. na direção de tração (saindo da seção) e deixar o sinal algébrico da resposta distingui: entre tração e compressão. obtidos por um exame visual das condições de equilfbrio. um ponto em que passe o maior número de forças. A forçaBE é calculada pela equação de equilíbrio para a direção y. e L~ em mente. em torno do nó B. atuarão sempre nas treliças simples. em torno do ponto B. no método das seções. uma resposta positiva confIrmará o sentido arbitrado e uma negativa indicará que o sentido deve ser trocado. através das barras e não dos nós. preferivelmente. A parte da esquerda está em equilfbrio sob aaçãó da carga aplicada L. indicada pela linha tracejada. pelo equilfbrio dos momentos. para a parte do lado esquerdo da seção. da reação de apoio RI e das três forças exercidas sobre as barras cortadas pela parte da direita que foi removida. Estas forças. e EF pode ser determinada diretamente. Assim. é supor. portanto. a vantagem de se supor. as forças nas barras internas. Finalmente. portanto. em torno do ponto E. arbitrariamente. Com os valores aproximados de R I. o que a torna de compressão.

[EMC: O] 200 (4) (3) . ter determinado CL por meio de um somatório de forças na direção x ou na direção y. Pode-se passar urna seção cortando diretamente as barras KL. neste caso.868. 'o que obriga a calcular o cos e. a fIm de calcular as três forças em questão. Está mostrado o diagrama de corpo livre da parte da treliça à esquerda da seção. .ESTRUTURAS I 113 Problema Resolvido 4.868) (9. 3) [EMp r o a - = O] 200 (12 .25) : O CB: 571 kN C Resp.60) .9.CL (0. para contrabalançar o momento da força de 200 kN em torno do ponto P. e é m er os Finalmente. a solução do problema torna-se bastante simples. pela carga de 200 kN atuando sobre a treliça em balanço. pela sorna dos momentos em torno de P. estaticamente determinado. todas as barras. rapidamente verifica que a barra CB está comprimida e urna sorna de momentos em torno de C indica do mesmo modo. Portanto.4) ou PC: 9. Urna sorna de momentos em torno de P e1irnina a referência a KL e a C. G) Poderíamos ter iniciado com os momentos em torno de C ou de P. cuja distância de C é dada por: PC/4: 6/(6.25) : = 29.. corno veremos. são estaticamente dMerrninadas. à direita do ponto G. Urna sorna dos momentos em torno de L. Tem-se agora. pode-se encontrar a força em CL. GI 200kN Solução. torna-se os momentos em torno de C. 200 (5) (3) . também.2 Calcular as forças induzidas nas barras KL. Embora as componentes verticais das reações em A e em M sejam esta~icamente indeterrninadas. CL e CB.:~ KL (4) : O KL: 650 kN T Resp.5 . o método das seções oferece urna considerável vantagem. até que se observa que KL e CB interceptam-se no ponto P. ue O os Assim. Assim. do ângulo {3que é dado por {3: arc tg (CBjBL): arc tg (3/5.60 m.6 kN C Poderíamos.B e mostra que CL deve estar comprimida. também.5 . independentemente das outras duas. resolv~ndo para cada uma das três forças desconhecidas. A direção da força na barra CL já não é tão óbvia. or m na a Em seguida. CL e CB e analisar a parte da treliça à esquerda desta seção corno um corpo rígido. Com as dimensões dadas. obrigaria tratar com oito nós. Precisa-se.7° ecos (3 = 0.60): CL O Resp. vê-se que e : arc tg (5/12) de modo que cos e : 12/13. ® = 57. 4m t m L. A sorna dos momentos em torno de L requer o braço de alavanca BL : 4 r-F 6 Epainéis D de 3 Cm da te rra mem as eus na 200kN L a ça o da mo as a te Notas: <D + (6.CB (5.25 m Note que a análise feita pelo método dos nós. que a barra KL está tracionada. devido aos dois apoios fIxos. exceto AM. Com estas considerações em mente.4)/2: 5.

114 I ESTATlCA Problema Resolvido 4... Portanto. do equilíbrio da treliça.. no sentido anti-horário. emA.6kN 2 O momento da força CD. --- --_':::""G = 18..Na determinação dos sentidos corretos das forças que atuam sobre as barras cortadas.literalmente. treliça de telhado. em torno de J.. que aparece na figura. colocando uma observação sobre a direção apropriada.. Não é possível fazer uma seção através de DJ sem cortar quatro barras cujas forças são desconhecidas.10 (4) -10 CD (8) =O = -18. que foi calculada preyiamente. tomando-se os momentos em relação a J. Desprezar quaisquer componentes horizontais da força nos suportes. o momento da força CJ está calculada. Assim. O sinal negativo indica que o sentido da força CD foi fixado no sentido incorreto..6 kN C Resp.707CJ (12) .T. obter a quarta força DE. a direção da força na barra CD poderia ser invertida no diagrama de corpo livre e. considerada como um todo. também.3 Empregando o método das seções. O diagrama de corpo livre para a seção 1 está desenhado e inclui a reação de 18..1 kN. CD J1{ J Af ·18.3kN ~-- DJ 1-14. considerando-se suas componentes horizontal e vertical. sendo que três são concorrentes em J. que atuam no ponto J. O equilíbrio dos momentos.. tipo Howe . em torno de C.. Apesar de ser evidente que a barra superior está comprimida. a seção adjacente 1.•. O equilíbrio dos mOmentos.. em torno de J. A seção 2 corta qliatro barras.. está calculado aqui considerando-se suas duas componentes atuando no ponto D... Se fosse desejado.. Uma resposta negativa mostrará a necessidade de se inverter o sentido da força =O = 14. Novamente.10(4) ~ 10 (8) CJ 10kN CD Seção 1 A 18.. . a fim de fornecer o momento adequado..3'(12) . 0. elimina o efeito das três forças concorrentes em C e indica que a força JK deve estar para a direita. a força em CD será arbitrariamente tomada como tração. o sinal algébrico de CD invertido nos cálculos.. evidentemente. . o que permitiria.. primeiro. será razoavelmente óbvio que a barra inferior esteja tracionada por causa da tendência da treliça à flexão. elimina os efeitos de CD e JKe. calcular a força na barra DJ da tesoura tipo inglês *...lkN ""Seção'2 . .3 kN t Notas: <D Não há conseqüências produzidas por supor..3 kN. exige que CJ esteja para cima e para a esquerda.•.894CD (6) + 18. Entretanto.. desde que os cálculos se mantenham consistentes com tal suposição. sentidos errados para uma ou mais forças. compressão Nesta equação. 1 Solução. O fato de se tomar uma ou mais forças com os sentidos errados. é necessário comiderar. Tesoura tipo inglês foi a tradução dada ao que seria. exige: [~MJ= OJ (í). em torno de A. o equilíbrio dos momentos.•. Um sinal negativo no resultado indicará a necessidade de se inverter o sentido da força. Porém.. pode-se deixar o trabalho como está.. não causa nenhuma dificuldade.. a força em DJ ainda não poderá ser obtida com as duas equações de equilíbrio restantes. inicialmente. * N. CJ é obtido de: 0. uma vez que o cálculo é feito coerentemente com o sentido arbitrado. Analisando-se a seção 1. antes da seção 2.

que poderia ser feita uma seção nas barras CD. admitindo-se as componentes horizontal e vertical de CJ atuando ao ponto J. BG = 3 kN C GF= 7. 4. o valor conhecido de CJ. composta de triângulos eqüiláteros. Como o resultado foi positivo.25 4. C 4. é sempre importante relacionar o 3) número de incógnitas com o número de equações de equilíbrio independentes que podem ser aplicadas. Resolver para cada força. Assim [~MG= O] 12DJ ® . 4. Uma análise do nó D. 4. EF = 4 kN C fi Probl. a partir de uma equação de equi1íbrio--que contenha a força como única incógnita.24 Calcular as forças nas barras AB.ESTRUTURAS / 115 Do diagrama de corpo livre correspondente à seção 2. BF e EF da treliça representada.) 4.2 kN T. em torno de G.25 Calcular ilS forças nas barras CD.707) (12) =O DJ= 16. As duas equações restantes das forças não seriam suficientes para resolver as três incógnitas. o momento de CJ foi calculado.1 (0.26 4. BC e CG da treliça carregada. BG e GF. Desprezar os pesos das barras. DJ e DE.26 Determinar a força na barra CF em termos da carga aplicada L. BF = 2 kN C. que inclui. CF= 2 Lj-!3. como estas três forças são concorrentes em D.27 Probl. composta de triângulos eqüiláteros. AB = 8 kN T. também verifica esta conclusão.6 kN T Resp.Observe + 10 (16) + 10 (20) . Contudo. BC e CG da treliça. Resp. 4. Resp. Novamente.28 Calcular as forças nas barras AB.14. Ao escolher uma seção. ' Resp. PROBLEMAS PROPOSTOS (Resolver os seguintes problemas pelo método das seções. isolado. agora. A 2 kN Probl:4. AB = 7.3 (24) .18. . considerando apenas as três forças desconhecidas. elimina DE e JK. uma equação de momentos em torno de D não daria informações sobre elas. comparados com as forças que elas suportam. o equilíbrio dos momentos.24 Calcular as forças nas barras CD.8 kN C . o sentido arbitrado estava correto. Todos os ângulos internos são 60°.27 Probl.

a partir de uma equação de equilíbrio qlll' contenha a força como única incógnita. DE= 25. Resolver para Cl!dz.33 kN C. Determinar cada força.9 k:N:HG=40kNC . EI=O 4.12 kN T HI= 2. mostrada. aqui repetido. Calcular a força na barra DE para a condição de carregamento mostrada. CI e HI da treliç:<:. força. DE = 16 kN T. CI = 2.34 Calcular as forças que atuam nas barras CH. Resp. Resp. Calcular as forças nas b= BHeHG. DG = 33.10.28 Probl. 4.69 kN T 320 kN ' 480 kN 5 painéis de9 m Probl. para a treliça carregada.31 4. incapazes de suportar compressão. DI= 18 kN C. DE e EI.4.5 kN C.33 Probl.32 4. 4.29 Suponha que os braços diagonais da treliça de ponte são membros flexíveis. Calcular as forças nas barras DE.29 Probl. DG e Hh correspondentes à carga representada pelo tra com 1 631 kg de massa. 4. 9kN 12 kN 9 kN 4.31 Probl.4.33 A treliça de telhado é composta de triângulos r-tângulos com ângulos de 300 e 600 e está carregactE conforme mostrado.32 Calcular as forças nas barras BC.30 Calcular as forças que atuam nas barras DI. 4. do Probl. Um guindaste é modelado pela treliça simples m trada.4.4. CB e GH dI!treliça em balanço. Resp. a partir de uma equação de momentos que contenha esta força como a única incógnita. BC = 4.30 4.116 / ESTÁTICA Probl.

ESTRUTURAS / 117 4. Probl . Calcular as forças nas barras CF. DF = 4 kN T D 4. 4. passa por C.4. está suportando um tambor de 1.)5 kN C.39 kN T. Indicar os dois tirantes que estão sob tração e calcular as forças que neles atuam. repetida aqui. 4. 4.5 Mg.35 Calcular as forças nas barras CH. que atua na treliça do guindas. 4. Resp. . 4. 4. DE = 1.667 kN C. As barras cruzadas nos dois painéis centrais são tiÍ:antes esbeltos. devido à carga do yento.40 Probl.39 os reegada barras 4.37 Calcular as forças que atuam nas barras FC e FD. . A treliça do guindaste está segura por apoios fIxos em A e em K e.40 . Identificar se existe alguma barra estaticamente indeterminada e calcular a força na barraHG.33 kN C.36 A treliça representada é composta de triângulos retângulos isósceles. FC = 3. HG = 59. com seu guincho W travado. Achar também a força na barraMN.37 Probl.34 .36 . A resultante de 4 kN.te.38 reliça cada o que .34 Probl. incapazes de suportar compressão. EF=4 kN T B c 3 kN Probl.8 kN C Probl4. Resp.. CD eHI da treliça do guindaste do Probl. devidas à carga de 100 kN. DE e EF. DG = 2.13. Calcular as forças nas barras DG e DF da treliça do painel de propaganda do Probl. Resp..38 Cada uma das barras DE e FC é capaz de suportar tanto compressão como tração.

22 está mostrada aqui outra vez.~. HI~ 4. calcular a força na barra JQ. Resp. D J EI 5 painéis de 11~1. estudada no artigo anterior. cujas seis arestas são barras articuladas nas extremidades. Probl. Na Fig. vista na figura. Pode-se anexar à estrutura anterior novas unidades. estável.44 4.118 I ESTATICA se cruzam sem estarem ligadas. 4.42 Na treliça. estão interligadas pelas duas barras articuladas.43 4. Resp. por .". Calcular a força que atua emAB. incapazes de suportar compressão.41 ~I)\_~: . A treliça espacial pode ser concebida como formada por barras rígidas.. 1 i i ~.7 kN C No p6rtico móvel representado. A treliça tridimensional. que Probl. Viu·se que um triângulo de barras articuladas forma a unidade básica. 4. Supor que as barras diagonais sejam capazes de suportar apenas tração e calcular a força na barra FC. DF = 768 kN C EF= 364 kN C Ax = 101 kN para a direita 4.12b a base de apoio foi substituída por três novas barras. todas as barras cruzadas são tirantes esbeltos. quando existe o carregamento mostrado. Determinar as forças nas barras DF e EF.5 . 600. independente da base de fixação.41 A treliça da torre da linha de transmissão do Pro bl. 4. exige que o tetraedro. exigem um terceJo suporte CD. a força em DE também o será. em A. articuladas nas extremidades por meio de uniões-rótula. da treliça plana. BC e AC.12a as duas barras AD e BD.43 As estruturas articuladas ACE e DFB. Demonstrar que.& 10kN . por outro lado. estável. AB. se a força em CF for nula. 3m 1\ 5m I / .-'. seja a unidade básica. tipo Baltimore. JQ = 57.8kN ~ 3m 3m Probl. para impedir que o triângulo ABD gire em tomo de AB.78 kN C 4. 4. OS ângulos são de 300. 900 ou 1200• Resp. 4. para formar um tetraedro com rigidez própria.44 4.TRELIÇAS ESPACIAIS Uma treliça espacial é uma estrutura em três dimensões correspondente à treliça plana.. e encontrar a reação horizontal sobre a treliça. ligadas em D. AB e CD. AB = 3. Na Fig..

suficiente. e a treliça é estaticamente indeterminada internamente. existem m incógnitas mais seis reações de suporte desconhecidas.12c. desenvolvido no item 4. no máximo.ESTRUTURAS / 119 D D B c A (a) (b) (c) Fig. Nas treliças tridirnensionais.T. a equação m + 6 = 3 j será satisfeita se a treliça for estaticamente determinada internamente. composta de m barras. Na om por * N. as barras AF. * Para uma treliça tridimensional. Se m + 6 < 3 j. analogamente. há um total de 3 j equações semelhantes. para uma treliça simples. portanto. Como o equihôrio. suportada externamente. são muito úteis no anteprojeto. mostradas. diretamente. no mínimo. e as duas cargas aplicadas. FG e HG estão ligadas aos três nós fIxos C. em cada nó. para a maioria das aplicações práticas. . contendo barras redundantes. DH e CH. É necessário iniciar por algum nó. existe uma relação entre o número de seus nós e o de suas barras. entre o número de nós e o de barras. Tal como vimos nas treliças planas.12 meio de três barras que se ligam por suas extremidades. mo aqui. em cada nó. há uma defIciência de barras internas. O nó E foi. onde. necessária para a estabilidade interna. de modo que não haja nenhuma flexão nas barras. no espaço. o nó H está fIxo. dado o emprego dos rebites ou soldas. sobre os quais não atuem mais do que três orças desconhecidas. é estabelecido por meio de três equações escalares de forças. no caso geral de uma estrutura tridimensional estaticamente determinada. ** As relações precedentes. em três nós fixos da estrutura existente. estes esforços são mais importantes do que nas treliças planas. ~F=O. 4. quando se trata deste assunto em treliças planas. A estrutura resultante é inteiramente rígida. Na prática.3 para as treliças planas. composta de tetraedros. nas uniões rebitadas ou soldadas. três incógnitas. a equação vetorial completa. uma vez que. tridimensional. fIxam o nó G no espaço. satisfazendo-se. aliás. Assim. ão D. formado. As três barras adicionais CG. às treliças tridimensionais. Tal como no caso da treliça plana. no e· ca. ** Cabem aqui as mesmas considerações feitas. onde a geometria para a determinação estática é. Em seguida. numa treliça tridimensional simples com j nós. deve-se imaginar que as suas extremidades estão articuladas por uniões-rótula. na Fig. F e H e. geralmente. atua uma força conhecida. para uma treliça tridimensional. Nas ligações das barras de uma treliça. e que concordam em um nó. BF e CF estão ligadas à fundação e. visto que uma ou mais barras podem ser dispostas de tal modo que não contribuam para a estabilidade do conjunto. portanto. como as articulações não são perfeitas. ainda podem ser desprezados nos primeiros cálculos. porém. é aceitável a hipótese de barras sujeitas exclusivamente a esforços normais de tração e compressão. Se m + 6 > 3 j. O método dos nós. pelas barras AH. pode ser aplicado. há mais barras do que equações independentes.4. no espaço tridimensional. se as linhas de centro concorrerem em um ponto. esta relação é uma condição necessária para a estabilidade. nestas estruturas. a confIguração não é tão evidente como nas treliças planas. acarretarão esforços em todas as barras. evidente. quando considerada como um todo. e a treliça é instável e está sujeita a desabar quando carregada. Analogamente. aparecem esforços JeCUndário~ de flexão. mas não é uma condição sufIciente. sem redundância. e existam. Assim. fIxam o nó F no espaço. de tal modo que seja estaticamente determinada. Para a treliça completa. pode-se analisar os nós adjacentes.

para as treliças uidimensionais. O diagrama de corpo livre da união E está mostrado. desenvolvido na seção anterior.4k) O equilíbrio da união E requer [:EF = O] L· L + FEB + FEC + FED FEB (' ') J = ( 4 O ou FEC - 1+ ~ -1 - + ~ 3' 4k) . Deve-se iniciar por urna união que contenha pelo menos urna força conhecida e não mais que três forças desconhecidas. apresentar vantagens. . e será usada no exemplo que segue. primeiramente. urna vez que m = 9 barras e j = 5 uniões. = -. Também é satisfeita a condição m + 6 = 3j que verifica a suficiência de barras necessárias à estabilidade da estrutura.5 FED (-3J . A carga L é aplicada à união E. sucessivamente. B e D podem ser facilmente calculadas em urna primeira abordagem. contudo. F:C (-3i-4k). As duas equações vetoriais 2:F=O e 2:M = O devem ser satisfeitas para qualquer seção da treliça onde a soma dos momentos é nula. convenientemente posicionados. com todos os vetores das forças que atuam sobre ela. porque raramente pode-se encontrar um eixo de momentos. 2 e 3. para as treliças tridimensionais. Encontrar as forças nas barras que concorrem na união E.4 A treliça espacial consiste em um tetraedro rígido ABCD. As reações externas em A.5 (-3J . O método das seções para as treliças tridimensionais não é largamente usado. = LJ. cortar mais do que seis barras. FEB= ~ (-i-j). o método das seções (Ritter). Av = Lj. =O G) Um valor numérico negativo para a força indica compressão. Solução. corno é o caso da união E.1+ FED + -. tendo sido convencionado o sentido positivo de tração. que elimine todas as incógnitas exceto uma. ÓZ = . cujas forças são desconhecidas. pode. muitas vezes. três dos quais estão na união-rótula A e os demais são representados pelas ligações 1. segue que uma seção não deve. para 2) todas elas (saindo da união). FED FEC= .4k) . y e z. By = O. para todos os eixos de momentos. r~spectivamente pelas ligações 1..(4L/3)k. ancorado em A por urna união-rótula e impedido de girar em torno dos eixos x. em geral. Observa-se. Problema Resolvido 4. porém. Como as duas equações vetoriais são equivalentes a seis equações escalares. como no caso das treliças planas.120 / ESTÁTICA Pode-se também aplicar. e indicar o procedimento para determinar as forças nas barras restantes da treliça. 2 e 3. que está rigidamente fixada ao tetraedro por meio de três ligações adicionais. que a treliça está suportada por seis vínculos. Notas: CD Sugestão: Desenhe um diagrama de corpo livre da treliça corno um todo e verifique que as forças externas atuando sobre a treliça são Ax Dy = -Li. A notação vetorial para representar os termos nas equações das forças e dos momentos. As expressões vetoriais para as três forças desconhecidas são: . seus valores serão 1) determinados aqui a partir da solução de todas as forças em cada urna das uniões. Az = (4L/3)k.

dá (-L- FEB _ fi 3FEC) 5 i+ (_ FEB fi _ 3FED) 5 j+ k + (_ 4FEC 55' _ 4FED) =O Igualando os coeficientes dos termos i. será necessário calcular primeiro as reações externas e iniciar a análise em urna das uniões externas sobre a qual não atue mais do que três forças desconhecidas..46 E :ti Probl. No caso mais geral. A menos que se tenha calculado as reações externas em primeiro lugar. use sinal mais para tração e menos para com pressão.45 F 4. então. Assim. 4. Substituir também a ligação AE por outra diferente. O procedimento é idêntico ao empregado para a união E. analisadas do mesmo modo. As uniões B. As posições dos nós D e E foram estabelecidas pelas ligações mostradas. 4. B --. nesta ordem. e é reforçada por três barras diagonais.x Probl. D e A são.45 A treliça tridimensional foi construída sobre a base triangular ABC. PROBLEMAS PROPOSTOS (Nos problemas abaiXo. que mantenha a rigidez da treliça. limitando assim as incógnitas a três em cada união.ESTRUTURAS I 121 Reagrupando os termos. ligados por três baJ'ras verticais.) 4. no formato de triângulos eqililáteros iguais. Demonstrar que esta treliça representa urna configuração estável. Demonstrar que esta cOrUIguração é internamente estável. o próximo passo deve ser analisar a união C com o valor conhecido de FEC e as três incógnitas FCD. j e k a zero. obtém-se as três equações FEB 3FEC --+--=-L FEB + 3FED fi 5 =O fi 5 Resolvendo as equações. BCF.. se não existir nenhuma união carregada que tenha no máximo três forças desconhecidas atuando sobre ela. corno é mostrado na figura. naturalmente devem concordar com os valores determinados inicialmente pela análise da treliça corno um todo. conc1ui-se que FEB e FEC são forças de compressão e FED de tração. iguais. A treliça tridimensional prismática tem urna base horizontal ADE e urna face superior paralela.46 . ternos FEC= -5L/6 FED = 5L/6 Resp. As reações externas calculadas por esta análise. FCA e FCD.

que suportam a massa m. corno se vê na figura. desenhar um diagrama de corpo livre da configuração triangular dos elos BDE. em seus nós A e B da base. com seis barras diagonais.__ 54 ' o FAB = --- 4mg 27 =P '\ b Probl. 4.51 Probl. FEG=P/ft .51 4.4. Calcular a compressao C em cada urna das barras diagonais análogas.j3 C. e determinar a componente x da força exercida pela fundação sobre a treliça. Resp.. são suficientes para manter o equilíbrio externo. em forma de um tetraedro.52 4. Os vértices da base estão suspensos por fios verticais.base hor~ontal quadrada de 12 m de lado.50 Probl. é suportada pelas ligações de rótula. Depois de observar os componentes verticais das reações em A e B sob a treliça simétrica. FCA =-L A treliça tridimensional. C = -3.49 5mg FAC= .5 L /6 e calcule as forças nas barras CB. e onde devem ser colocadas? 9 kN. RFE = -Pf. 4. BD e CD. indicados. use o resultado FEC = . Resp. FCD = L/fi. em B. e das barras AD. Cabos de aço prendem a estrutura em E e G. em forma de um triângulo isósceles. Resp.49 4. Bx A treliça tetraédrica tridimensional é constituída de urna base horizontal ABC. FCB = 5L/6. aplicadas em F e D na direção da diagonal FD. Quantas barras adicionais são necessárias para evitar instabilidade interna.50 A treliça retangular tridimensional tem urna altura de 16 me f!li construída sobre uma. 4. Resolvido 4. Calcular a força induzida nas barrasAC eAB.122 I ESTÁTICA 4. seja: de Urna treliça tridimensional foi construída em forma de cubo. em cada cabo. 4. ligados aos suportes situados na parte superior.47 4. corno se vê na figura. Resp. CA e CD. 4.47 A treliça tridimensional é mostrada em um estágio intermediário do projeto. Resp.72 kN H B Probl. e é impedida de girar em torno de AB pelo tirante CD. Determinar as forças nas barras FE e EG.48 Na treliça espacial do Probl. Verificar que a treliça é internamente estável. Os v{nculos externos. e são esticados até que a tração T. se a treliça for submetida às forças de compressão P. ligada ao ponto D.

Se a estrutura contiver mais elementos ou suportes do que os necessários para garantir a estabilidade. então. para treliças simples compostas de barras.52 I I .53 da um que ces dos r a .-- 1 y/ I )<. por si só.ESTRUTURAS / 123 da. O princípio de ação e reação deve ser cuidadosamente observado. fixadas em uma posição. Máquinas são estruturas que contêm partes móveis e são projetadas para transmitir forças ou conjugados de uma posição de entrada (ponto de aplicação) para wna posição de saída.13a.todos desenvolvidos nos itens 4. contendo elementos submetidos a muitas forças. Para-urna força de alunissagem F = 2. na direção dos elementos.2 kN._ F Probl. FBE = 1. como a armação em A da Fig. 4. Apesar de. I z I /Y I I . e os princípios de equilíbrio. embora necessários.ARMAÇÕES E MÁQUINAS As estruturas compostas de elementos ligados. 4. não for uma unidade rígida. o problema é estaticamente indeterminado. No presente artigo. Se a armação ou máquina constitui. nas quais qualquer um destes elementos suportes mais de duas forças.3. geralmente. será estudado o equilíbrio de corpos rígidos interligados. A hipótese do equilíbrio estático para a treliça é admissível. Resp.:. 4.l3b. Se a estrutura. porém foi focalizado o equilíbrio de um corpo rígido único. As forças que atuam sobre cada elemento de um sistema ligado são encontradas. então o cálculo das reações dos suportes externos não pode ser fmalizado enquanto não se separar todos os elementos da estrutura e analisá-Ios separadamente. isolando-se o elemento por meio de um diagrama de corpo livre e aplicando-se as equações de equilíbrio estabelecidas. tais corpos permitirem uma análise como sistemas bidimensionais. 4. em geral. Como as armações e as máquinas contêm elementos com forças múltiplas (três 'ou mais forças). e considera-se o equihbrio de cada uma das partes. não são suficientes para a solução.53 Cada um dos braços de alunissagem de um módulo lunar é urna treliça tridirnensional simétrica. considerada como wn corpo rígido único. corno se vê na figura. uma unidade rígida.9m : . /. existem numerosos exemplos de armações e máquinas tridimensionais. como é mostrado na Fig. calcular a força correspondente na barra BE. se o P. não se pode analisar essas estruturas pelos mé.620 kN C Probl. estão na categoria de armações ou máquinas. No capítulo anterior. 4.6 .4 e 4. se a O. na maioria dos casos. A estrutura é então desmembrada. As equações de equillbrio das diferentes partes serão relacionadas pelos termos que contêm as forças de interação. por si só.2 m----. foi discutido e ilustrado o equilíbrio de corpos com múltiplas forças. onde as forças têm sempre a direção das respectivas barras. dependendo de seus suportes~xternos para ter rigidez. Z I I d\ I IE massa da treliça for muito pequena. estas forças não estarão. g 7 fore vê nte G.J6 .5. Armações são estruturas projetadas para suportar cargas aplicadas e são. a análise deve ser iniciada pela deflnição de todas as forças externas à estrutura. Supor que cargas iguais atuam nas barras localizadas simetricamente. Portanto. em relação ao plano vertical X-Z.:---x / I ~.. quando se representam as forças de interação nos diagramas de corpo livre isolados. tal como se viu nas treliças. quando removida de seus suportes.

conseqüentemente. 4. está ilustrado o método descrito nos parágrafos anteriores. em algumas situações. o princípio de ação e reação deve ser aplicad às três componentes. Conseqüentemente. conforme é mostrado na Fig. é necessário resolver um sistema de duas ou mais equações par!. quando separadas. ou deixar a representação inicial e entender-se o sentido real da força pelo sinal negativo. poder-se-á evitar a solução de sistemas de equações. Assim.4.15 Finalmente. = Fig. as componentes. estaria realmente em sentido opost ao representado inicialmente. na maioria dos casos. devem ser coerentemente representadas nos sentidos opostos. particularmente quando os momentos são calculados em relação a eixos que não são paralelos aos eixos coordenados. Para urnz ligação de rótula. o que eliminará os termos índesejáveis nas equaçõ~ Nos exemplos a seguir.13 Verificar-se-á que. Se Ax. como é mostrado na Fig. Os sentidos arbitrados poderão estar incorretos o qu~ será verificado após os cálculos. A vantagem desta representação é que o cálculo dos braços de alavanca é. . sendo necessário tomar sentidos arbitrários. é absolutamente necessário que uma força seja coerentemente representada nos diagramas que caracterizam a interação dos corpos que contêm a força em questão. por exemplo. Em qualquer caso. simplificado. 4. Se for escolhida a notação vetorial para identificar as forças. deve-se ter o cuidado de usar um sinal mais para uma ação e menos para a reação correspondente. escolhendo-se cuidadosamente o elemento ou grupo de elementós para o diagrama de corpo livre.4. Isto é particularmente verdadeiro quando as dimensões das partes são dadas segundo duas direç~s perpendiculares entre si. entre peças de uma estrutura tridimensional. separar as incógnitas.14b. a análise das armações e máquinas é facilitada representando-se as forças por suas componentes retangulares. 4. O emprego da notação vetorial é vantajosa em alguns problemas tridimensionais.124 / ESTÁTICA Rígido (a) (b) Não rígido Fig. resultasse negativo. e selecionando-se o eixo adequado para o cálculo dos momentos.14 Fig. -Ay -A AXÇp Ay Notação Vetori:l1 ~ . seria necessário inverter o sentido da força em ambas as peças e inverter o sinal do termo em que esta força aparece na equação.15. Nem sempre é possível representar as forças ou suas componentes com os verdadeiros sentidos nos diagramas de corpo livre. Na maioria dos caso} porém.14a).4. para os dois corpos ligados pelo plano A (Fig.

ESTRUTURAS

/ 125

Problema Resolvido 4.5
A armação suporta a carga de 400 Ieg,na maneira mostrada na fJgUIa. Desprezar os pesos das peças, comparados com as forças induzidas pela carga, e calcular as componentes horizontal e vertical de todas as forças que atuam sobre cada uma das peças.

1

as

o a s

Solução. Observa-se, primeiro, que as três peças que constituema armação formam um conjunto rígido que pode ser analisado como uma unidade isolada. Observa-se, também, que a disposição dos suportes externos faz com que a armação seja estaticamente determinada. O di<ig!ama de corpo livre da estrutura completa está desenhado e as reações externas estão determinadas. Portanto,
[EMA [EFx [EFy

G) Vemos que a armação corresponde à catego-

ria ilustrada na Fig. 4.13a.

=

O]

5,5 (0,4) (9,81) - 5D = Ax - 4,32 =
O O

O

D= 4,32 kN
Ax = 4,32 kN
y I
I I

os

= O] = O]

Ay - 3,92=

Ay = 3,92 kN

os

as ma do ue to as e as e,

A armação é, em seguida, d~smembrada, e é desenhado um diagrama de corpo livre para cada peça. Os diagramas são dispostos em suas posições relativas, para ajudar a observação atenta das forças comuns de interação. As reações externas há pouco obtidas são introduzidas no diagrama da peçaAD. Outras forças conhecidas são as forças de 3,92 kN, exercidas pelo eixo da polia na peça BF, tendo sido obtidas do diagrama de corpo livre da polia. A tração de 3,92 kN do cabo é também mostrada atuando sobre AD, em ieU ponto de ligação. Em seguida, desenham-se, nos diagramas, as componentes de todas as forças desconhecidas. Observa-se, aqui, que CE é uma barra, de modo que a direção da linha que une os dois pontos de aplicação das forças e não o formato da peça, determina a direção da força e, portanto, a razão entre as componentes das forças que atuam em C e E. Estás componentes têm reações. iguais e opostas, que estão desenhadas sobre BF no ponto E, e iObre AD no ponto C. Não pode ser identificado, à primeira vista, o sentido positivo das componentes em B e, deste modo, pode ser arbitrariamente, porém coerentemente, suposto. A solução pode prosseguir, usando-se uma equação de momentos, em torno de B ou E, para a peça BF, seguida pelas duas equações de forças. Portanto,
[EMB= O]

L_--x

~

D

3,92 kN Ay

= 3.92 kN
3'92kN~ 3,92 kN Ex 3,92 kN 3,92 kN

9Y,Ex

3,92 kN

ir

.3,92 (5) - i-Ex (3) = Ex = 13,08 kN

O

D Resp.
O

= 4,32 kN

I Y,Cx

-A[EFy

= O]

By + 3,92 - 13,08/2 = By =' 2,62 kN

Resp.
O

(EFx

= O)

Bx Bx

+ 3,92 - 13,08 =

= 9,15

kN

Resp.

G) Sem essa observação crítica o problema não

par!. s nar.ões.

Os valores numéricos, positivos, das incógnitas significam que ~us sentidos foram corretamente supostos, nos diagramas de corpo livre. O valor de Cx = Ex = 13,08 kN, obtido pela análise diagrama de corpo livre da peça CE, é agora introduzido. no diagrama de corpo livre da peça AD, juntamente com os valores

pode ser resolvido. Observe com atenção que a direção da linha ligando os dois pontos de aplicação da força, e não a forma do elemento, determina a direção da força e portanto a relação entre as componentes das forças atuando em C e E.

126 I ESTÁTICA

de Bx e By determinados acima. Pode-se, agora, aplicar as equações de equilíbrio à peça AD, como verificação, visto que todas as forças que atuam sobre ela já foram calculadas. As equações fornecem
[l:MC= [l:Fx [l:Fy O]

4,32 (3,5) + 4,32 (1,5) - 3,92 (2) - 9,15 (1,5) 4,32 - 13,08 + 9,15 + 3,92 - 4,32 = O -13,08/2

= ('

= O] = O]

+ 2,62 + 3,92 = O

que verificam os cálculos anteriores.

4-

Problema Resolvido 4.6
Desprezar o peso da armação e calcular as forças atuando em todos os seus membros. Observa-se que a armação não é uma unidade rígida, quando removida dos seus suportes, pois BDEF é um quadrilátero móvel e não um triângulo rígido. Conseqüentemente, as reações externas não podem ser completamente determinadas enquanto não se analisar, individualmente, cada membro. Porém pode-se determinar as componentes verticais das reações em A e em C, a partir do diagrama de corpo livre da armação, como um todo. Assim,
Solução. [l:MC= O]

I t
500 500 ~750mm

200 (0,3) + 120 (1,0) - 0,750 Ay

=O
Resp. Notas:
<D

Ay = 240 N
[l:Fy

= O]

Cy - 200 (4/5) - 240 Cy

=O
Resp.

= 400

N

Vemos que esta armação corresponde à categoria ilustrada na Fig. 4.13b.

A seguir, desmonta-se a armação e desenha-se o diagrama de corpo livre de cada elemento. Como EF é uma barra, a direção da força em E sobre ED e em F sobre AB, é conhecida. Supo3) nhamos que a força de 130 N esteja aplicada ao pino, 'parte do elemento DC. Não há dificuldade em alocar os sentidos corretos para as forças E, F, D e Bx. O sentido de B, contudo, pode não ser inferido por inspeção e, portanto, é arbitrariamente mostrado como sendo para baixo sobre AB e para cima sobre BC.
Elemento ED. [l:MD [l:F=

As duas incÓgnitas são facilmente obtidas por 200 (0,3) - 0,3E

= O]
O]

=O

,E

= 200 N

Resp. Resp.
CV

D - 200 - 200 = O

D = 400 N

Elemento EF.

F é claramente igual e oposta a E, com inten-

sidade de 200 N.
Elemento AB. Bx,AxeByde [l:MA

Os sentidos de Ax e Cx não são, inicialmente, óbvios, e podem ser convencionados arbitrariamente para posteriormente serem corrigidos, se necessário.

Como F é agora conhecida, resolve-se para

= O]

200 (3/5) (0,5) - Bx (1,0)
Bx

=O
Resp.

®

= 60N

A força de 130 N poderia ser também aplicada ao pino considerado como parte deBA, resultando numa mudança da reação Bx'

ESTRUTURAS

/ 127

[EFX

= O]
O]

Ax + 60 - 200 (3/5) Ax

=O
Resp.

= 60N
=O

[EFy=

200 (4/5) - 240 - By By=-80N

Resp.

o

sinal menos mostra que alocou-se o sentido de By errado.

Elemento para BC. BC, Os e resultados Bx, By D são, agora, a incógnitapara restante Cx e é encontrada de 4) transferidos
[EFx= O]

120 + 400 (3/5) - 60 - Cx =0 Cx

= 300

N

Resp.

Ay = 240 N

Cy

= 400N

Pode-se usar as duas equações restantes do equilíbrio para verificação~ Assim,
[EFy

= O]
O]

400 + (-80)

-400

(4/5)

[EMC=

(120 - 60) (1,0) + (-80)

=O (0,75) = O

@ Poderíamos ter, também, retomado"ao diagrama de corpo livre da armação como um todo e encontrado Cx'

Pr,oblema Resolvido

4.7

A máquina mostrada é um aparelho de proteção contra sobrecarga, que libera a carga quando esta 'exceder, um valor predeterminado T. Um pino de cisalhamento, de metal,' está inserido em um furo na-metade inferior do aparelho, e recebe o esforço de travamento da metade superior. Quando a força total sobre o pino exceder a sua resistência, ele se rompe. As duas partes, então, giram em torno de A, sob ação das trações em BD e CD, como está mostrado na segunda figura, e os roletes E e F soltam o olhal. Determinar a tração máxima possível T, se o pinoS cisalhar quando a força total sobre ele for 800 N. Calcular, também, a força correspondente sobre o pino articulado A.

Solução. Devido à simetria, pode-se analisar somente uma das metades. Escolhe-se a metade superior e desenha-se o diagrama de corpo livre, juntamente com o da ligação D~ Devido à, simetria, as forças em S e em A não possuem componentes na direção x. As barras BD e CD exercem forças de igual intensidade, B = C, sobre a ligação em D. O equilíbrio da ligação dá
,-

[EFx=O]

BcosO+CcosO-T=O, B

2BcosO=T

= T/(2

cos O),

Do diagrama de equil1orio da metade superior, expressa-se o equilíbrio dos momentos em torno do ponto A. Substituindo S = 800 N e a expressão para B, obtém-se

128 I ESTATICA

2

[I:MA=

O] T 2 cos
O

Notas: (cos
O)

(50) +

2 cos

T

O

(sen

O)

(36) -

- (36) (800) Substituindo

L
2

<D

É sempre útil reconhecer a simetria. Neste
exemplo ela nos mostrou que as forças agin, do sobre as duas partes se comportam como imagens recíprocas uma da outra, com respeito eixoum ação ao sobre x. Assim, dos elementos não se pode na ter direção uma ... _y ) positiva do eixo x e a sua reação sobre o outro elemento ser na direção negativa dos x. Como conseqüência, as forças em S e em A não têm componentes na direção x.

(26)

=O

sen O/cos O = tg O = 5/12 e resolvendo para T,

, T (25 + 5 2 (3,6) (12) - 13) T= 1477 N ou

= 28

800 Resp,

T= 1,477 kN

Finalmente, o equilíbrio na direção y, dá [I:Fy= O]
S-BsenO-A=O

@ Tenha cuidado para não se esquecer do momento da componente y de B. Observe que as unidades usadas são newton-milÍmetro. A

1477 800 2 (12/13)

5

i"3 -A = O

= 492

N

Resp,

PROBLEMASPROPOsrOS

9

(Desprezar a massa dos vários membros nos problemas que se seguem, exceto onde for indicado o contrário.) Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C, na armação carregada. Resp. C = 1 002 N

10.6mI0.5m~

.
Cf Probl. 4.55

Probl. 4.54

4.55

Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em A , que fixa o suporte carregado à parede.

~

CalCul: a intensidade forçaé suportada pelo pino B da armação, cuja da carga' um conjugado de 200N·m. Resp. B = 289 N

Probl. 4.56

ESTRUTURAS

I

129

Pino de 4.57 Substituir o conjugado de 200 N • m do Probl. 4.56 por uma força, para baixo, de 800 N, aplicada no ponto D e calcular a intensidade da força que atua emB. I( cisalhamento I 11:
BI 150N

=:=
IA

p

(ó---©

loomhl~~
mm

b=300mm~

Probl. 4.60

3m

Probl. 4.57

4.58

A tesoura representada na figura é, muitas vezes, usada em lugar das tesouras comuns de funileiro, quando se deseja grande força no corte. Para uma força aplicada de 150 N, qual é a forçaP disponível no corte, à distância de 30 mm na direção da lâmina, a partir do pino A? Resp. P= 1467 N A figura mostra um alicate usado para cortar, manualmente, péquenos parafusos e vergalhões. Para um aperto manual de P = 150 N, determinar a força Q, ,que cada mandíbula do alicate exerce sobre o vergalhão,

Probl. 4.61

4.59

G

Na armação carregada da figura, calcular as componentes x·e y da força suportada pelo pino C. Resp. Cx = 5,25 kN; Cy = 1 kN
9 kN

y I I

1'16kN 3m

L_-x
Probl. 4.62

Dimensões em milímetros Probl. 4.59 4.63

.60

Uma chave com limitações de torque possui um pino de cisalhamento B, que rompe quando a força sobre ele exceder sua resistência e, portanto, limita o torque que pode ser aplicado sobre a chave. Se a resistência limite do pino de cisalhamento for de 900 N, em cisalhamento duplo (isto é, Vl2 = = 450 N), calcular o torque limite M, que pode ser aplicado à chave. Que efeito tem sobre o valor de M um acréscimo em b, mantendo todas as outras condições constantes. Resp. M= 75 N'm M diminui quando b aumenta Na armação carregada da figura, calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino C.

Calcular a intensidade da força que atua sobre o pino em D. O pino.C está fixo à barra DE e encosta no rasgo liso da chapa triangular.

.61

Probl. 4.63

130 / ESTÁTICA

Calcular a força suportada pelo pino em A, do alicate com regulável, utilizado para aperto, sob uma carga aplicada de 100 N. Resp. A = 525 N

270mm

'I
looN

um torque de entrada de 50 N· m, no sentido horário, na árvore A, e se a árvore de saída D aciona uma máquina à velocidade constante, determinar as forças exercidas sobre o flange da base do redutor, em E e F, pela ação combinada dos parafusos e da fundação de suporte. Resp. E = 139 N, para baixo F= 433 N, para cima

4

./
Probl. 4.64
E
300 mm

,j,

4.65

Calcular a força Q, exercida pelo alicate furador de papéis, quando se aplica a forçaP no cabo.

250 mm

Probl. 4.67

4.68

As duas engrenagens cilíndricas A e B acionam as engrenagens cênicas C e D. ·Para um dado torque Mo, encontrar a expressão do torque M, na árvore de saída, necessário para manter o equilíbrio.

4

Probl. 4.65

4.66

A chave de caixa especial da figura tem a caixa B livre para girar em tomo do pino C fIXo ao punho A, e pode acomodar vários tamanhos de parafusos com cabeça hexagonal. Para o tamanho nominal mostrado, onde o centro O do parafuso e o pino C estão alinhados com o punho, calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C, quando P = 160 N. Assumir que a superfície da cabeça do parafuso seja lisa. Resp. C= 1 367 N

r1/r2

= 2/3

tg ~M

a = 3/4

Probl. 4.68

4

Probl. 4.66

4.67

O r~utor de velocidade consiste da árvore de entrada A, onde está montado o pinhão B, que aciona a engrenagem C, e sua árvore, de saídaD, com uma redução 2:1. O centro de gravidade da unidade, cuja massa é de 30 kg, está em G. Se for aplicado

Probl. 4.69

B = 933 N a o mm 270 3 BOON Probl.74 Calcular as componentes x e y de todas as forças que atuam em cada membro da armação carregada. tração Determinar a força vertical de retenção em E. Para a posição da alavanca definida por meio de Ct = 100.4.ESTRUTURAS I 131 4.76 Probl.75 P 1\---100 nun ~ Probl. 4. By = 785 N . que retém a peça de trabalho F em posição. Resp. encontrar as componentes x e y da reação no pino em B.74 4.71 Calcular as componentes x e y da força que atua sobre o pino em B. FAB = 8.72 Na armação carregada. cujos braços se cruzam sem se tocarem.71 Os alicates articulados são usados para urna variedade de fInalidades de aperto. Os cabos estão firmemente enrolados nas polias. calcular a força de aperto.70 Calcular a força que atua no elo AB da tenaz de içamento. 400 Probl.73 Na armação carregada. em função da força P. Resp.4. 4. Bx = 287 N. 4.73 A. que une as duas peças representadas. quando a carga é de 200 N. As duas polias estão ligadas entre si. Resp. formando uma unidade integral.72 Calcular as componentes x e y da força que atua sobre o pino B.09 kN. 4. calcular a força suportada pelo pino em B .69 s 4. Bx = 809 N. C= 1 368 N 300 50 20= 60mm D---X 200 N Probl. e para uma força P = 150 N no cabo da alavanca. aplicada no punho do grampo de travamento. Resp.C produzida. By = 215 N . as e e 4. Resp.75 4.

encontrar as componentes x e y das forças em A e em C.80 4. A = 1.82 "---x O.4m 50 kg Probl. e a força suportada pelo pino A. para poder ser facilmente movimentada.81 k--l.4m Probl. Resp. Resp. 4. transmitida à viga F. A = 833 N x Probl. Ey = 25.132 / ESTÁTICA E t 4. por um conjugado de 50 N· m.78 A mandíbula móvel D da prensa articulada desloca-se com atrito desprezível ao longo da coluna vertical fixa. Ex = 25 N. no Probl. e calcular as componentes x e y de todas as forças atuantes sobre cada um dos dois membros da máquina.77 Substituir a força de 200 N em E. calcular a tração T na ligação AB. no sentido horário. 4.75 kK . Se uma pessoa de 90 kg ficar em p~ no degrau em C.J3N 4.80 n~r I mm mm mm A escada simétrica de 20 kg está montada sobre rodas. calcular a força total de cisalhamento suportada pelo pino A. A articulação no topo da escada está sobre a linha de centro das suas pernas. Resp. com eixo duplo. Na armação carregada. 4. 4.79 A figura representa uma suspensão dianteira.76. calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino em E.79 Na armação carregada.81 A 4. O. Resp. Calcular a força de compressão R exercida sobre o cilindro E. 4. que forma um ângulo e = 75° com a vertical. se for aplicada uma força F = 200 N no cabo da alavanca.8 m----J Probl. Para uma carga L = 12 kN. 4.76 4. usada em pequenos caminhões. R = 966 N. com o centro de massa a 680 mm da linha vertical central.78 4. A massa da viga central F é de 40 kg e a de cada roda com o respectivo eixo é de 35 kg. T= 231 N Probl.

por meio da árvore B.86 m A a de ma a A.ESTRUTURAS I 133 move-se ao longo da pista à velocidade constante. calcular a força em cada um dos pinos A e B.84 . em função da força F aplicada nos punhos da máquina de rebitar. 4. 4. 4.7 kN ---------1 L--750mm~ Probl. equilibrada. Resp. 4. localizada no nariz do avião. quando a força aplicada P tem o valor necessário. C= 2 160 N Calcular a intensidade da força suportada pelo pino A da armação carregada.) e F F Probl. N Probl. na qual os pinos A e B se ajustam nos furos na face do disco que está para ser montado.85 N 4.83 O conjunto da roda dianteira.84 O trem de aterrissagem do avião consiste de uma mola.82 4. Sabendo-se que o braço e a rodaAO têm em conjunto 50 kg com centro de massa em G. Se for necessário um torque (momento) de 60 N • m.4. do cilindro D e de dois elos OB e CB articulados.86 O dispositivo mostrado é um tipo ajustável de chaye. 4. é recolhido aplicando-se um conjugado M na barra BC.87 Determinar a força suportada pelo pino C da estrutura carregada. Resp. Resp. pllJ:a apertar o disco no eixo.83 4. P= --2Fe C{I-{. calcular o valor de M necessário para recolher a roda no momento em que D está diretamente debaixo de B com o ângulo () = 30°. de 24 kN. em tomo de O. em seu eixo fIxo O. conforme se vê na fIgura.85 Determinar a força de compressãoP. A = 44. de um pistão hidráulico carregado. N 4.88 Probl. com a roda suportando uma carga constante. calcular a força total que o pino A suporta. Se o trem Probl. 4.

O guindaste tem massa de 50 kg e tem centro de mas- . 4. calcular a intensidade da força suportada·pelo pino emA. sendo o ângulo e = 30°.91 Probl. É necessário aplicar um torque Mo = 30 N 'm.89 O braço CE e a roda dentada estão montados.92 A caçamba é controlada pelos três cilindros hidráulicos e. C = 908 N / 100 ---±-. suporta uma carga de 90 kg. Probl. Resp. uma força de 400 N.91 Probl. E = 36. Desprezar os pesos das peças e calcular as forças suportadas pelos pinos em A e E. 4. Se uma força F. onde a barra RE é perpendicular aAR e CE.4 kN.9~ G IF Probl4.90 O guindaste portátil mostrado é usado para içar materiais de construção ao teto de . e poder mantê-Ia na posição mostrada. Resp..134 I ESTATlCA 1 600N 'F c sa em G. Para uma dada força aplicada. aplicado à barra.7lli 4. que atua na roda. na posição particular mostrada.90 Calcular o esforço cortante Q. A = 1 727 N • E :tüDJ ~o'mlo.um edifício. Resp. em C.89 4. 4. Q = 13. pode aplicar uma força horizontal P = 10 kN.18 kN E ~O. determinar o valor de e que fornece o maior esforço cortante. na alavanca do tambor. no eixo do braço AR. Resp. para equilibrar o torque resistente M. A = 22. Probl.87 ( ~ 4. independentemente.88 4. quando atuar no punho da alavanca. no mesmo eixo. Calcular a intensidade da força correspondente que atua na extremidade C do braço EC. 4.

ESTRUTURAS I 135 l. P= 119.9m T 4. e a intensidade da força que atua em cada um dos pinos em H. tem massa de 24 Mg e centro de massa em G •.95 O. de massa 2 Mg. em cada um dos cilindros. Para a posição particular mostrada. H= 113. E= 40. para a posição particular mostrada. Todas as dimensões estão indicadas na figura.92 Probl. situados um em cada lado do reboque. Supor que as rodas sejam livres para girar de modo que não há componentes horizontais de força sob as rodas. um em cada lado da máquina. A plataforma é guiada pelos roletes sobre a coluna vertical fixa e acionada pelo cilindro hidráulico CD e pelas barras EDF e FH. Desprezar a massa do cilindro e das barras.93 s N A figura mostra um dispositivo especial para erguer seções verticais de uma torre em construção.94 A unidade motora A do trator ra~ tem massa de 4 Mg e centro de massa em Gl' A caçamba-raspadora B rebocada. O conjunto A tem massa de 1. Resp. A carroceria basculante e sua carga têm massa de 9 Mg.2m f' 1 ProbL 4. A posição do raspador é controlada por dois cilindros hidráulicos EF. na qual BA é perpendicular a OAE e a barra DC é perpendicular a AC. Determine a compressão P no cilindro hidráulico BE e a intensidade da força suportada pelo pino em A.7 kN.4. A = 64. F= 131. com centro de massa em G. Resp. R = 59. Resp.93 o mecanismo para içar a carroceria de um caminhão basculante está mostrado em detalhe na figura.5 kN ProbL 4. totalmente carregada.0 kN.9 kN 4.95 .0 kN Detalhe do mecanismo para içar a carroceria Dimensões em milímetros ProbL 4.8 kN. calcular a força R exercida pelo cilindro hidráulico em D e a intensidade da força sUportada pelo pino em E. Calcular a compressão F.5 Mg e é içado pela plataforma B.

Não foi necessário desenvolver nenhuma teoria nova pois as soluções foram enco tradas apenas com o traçado do diagrama de corpo livre e aplicando as equações do equilíbrio. Trate todas as uniões como tipo rótula e despreze o peso de todos os membros. Resp.96 4. e (b) armações e máquinas. Calcular as componentes x. sendo que o maior deles tem uma força de 300 N atuando na corda a ele enrolada e orientada para a direção negativa do eixo y.97 4.7 . que permitem que ela gire em torno do eixo y mas não oferecem resistência a forças nesta mesma direção. Contudo.96 Calcular as componentes x.. Bx=Bz =Dx =Dz =Ez =.98 A estrutura em forma de A mostrada na figura. Os aspectos mais essenciais da análise destas duas classes de estruturas estão revistos nos passos apresentados abaixo. Az 2. y e z de todas as forças que atuam em cada uma das três partes do mecanismo mostrado.25 kN Dimensões em milímetros Probl.4. as estruturas que foram tratadas neste Capítulo proporcionaram a oportunidade de desenvolver uma abordagem sistemática para uma classe de problemas mecânicos que ocorrem fre<lüentemente. Pode-se desprezar o peso dos elementos comparados com as cargas transmitidas.97 Calcular as componentes x. D e G podem ser tratadas como uniões-rótula. Probl. 4. .136 I ESTÁTICA 4. A corda enrolada em torno do disco menor aponta para a direção x e o impede de girar. As uniões em A. y e z de todas as forças que atuam sobre cada membro da armação. 4. tem dois pinos. C.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Neste Capítulo aplicaram-se os princípios do equilíbrio a duas classes de problemas: (a) treliças simples. A ligação CG é a única barra. B.Fz = kN. y e z de todas as forças que atuam em cada elemento da armação espacial carregada conforme mostrado. Os dois discos estão rigidamente montados no eixo. E e F.98 4.5 kN Cx = Cz =5 =O Probl. já familiares. Ax =Ay =By = Dy =Ex =Fx = 1.

Algumas estruturas podem ser classificadas em ambas as legorias. 2. for uma unidade não rígida (que possa sofrer colapso). pelo menos. no caso de treliças espaciais. As treliças são estaticamente determinadas internamente quando são construídas da forma descrita no parágrafo 2 acima. A análise deve iniciar por um nó onde. como um todo. 5. ligadas nas suas extremidades e capazes de suportar tração ou compressão. a solução não poderá ser encontrada pois existem apenas três equações independentes do equihbrio. estruturas que contêm um ou membros sujeitos a mais de duas forças. aplica-se às máquinas. As treliças simples são compostas de barras. tanto externa- s · . no caso de treliças planas. As unidades adicionais de uma treliça são formadas incluindo novos membros. O veto r que representa uma força atuando sobre um nó ou uma seção é desenhado do mesmo lado do nó ou da seção em que está a barra que transmite a força. isto é. que tenha componente na direção da terceira barra. ligando-os aos nós existentes e unindo suas extremidades para formar novos nós. significará que esta nova barra terá força nula. no caso das espaciais. determinadas. A a s N (b) Armações e máquinas 1. Se uma armação máquina. Portanto. 4. O método das seções utiliza o corpo livre de uma seção completa de uma treliça. os nós podem transmitir forças. Em geral. se uma seção cortar mais do que três barras cujas força~desconhecidas. três forças desconhecidas. 7. Suponhamos que os nós nas treliças simples são do tipo pino. As armações são estruturas projetadas para suportar cargas. em geral. com direção diferente das outras duas. envolvem uma ou mais partes móveis. a menos que se aplique uma força externa. geralmente sob condições estáticas. a análise iniciará computando as reações externas sobre toda a unidade. As treliças simples são construídas em tomo de uma unidade rígida básica. e do tipo união-rótula. duas forças desconhecidas. 10. no caso de treliças planas. As 'quinas são estruturas que transformam forças e momentos de entrada em forças e momentos de saída e. 3. a inclusão de uma terceira barra neste nó. O método dos nós utiliza as equações do equilíbrio das forças em cada nó. Portanto. ~mente. 2. 11. · · . dois no caso de treliça plana e três nas treliças espaciais. 8. contendo dois ou mais nós e. As armações e as máquinas são estruturas de múltiplas forças. a análise das reações externas não pode ser completada antes da estrutura ser smembrada. e o painel permanece estaticamente determinado. mas não momentos. 4. as forças internas têm sempre a direção dos seus respectivos membros.ESTRUTURAS / 137 (a) Treliças simples 1. Se uma armação ou máquina é uma unidade rígida. quando são removidos seus rtes externos. incapazes de suportar compressão. A equação de equillbrio dos momentos é de grande auxílio no método das seções. que não sofre colapso. ou. uma força seja conhecida. Com esta convenção. m m a . 3. onde os membros internos não excedem aqueles necessários para evitar o colapso. e que tenha. envolve o equillbrio de um sistema de forças não concorrentes. 5. Se duas barras carregadas forem colineares em um nó. no máximo. e são membros flexíveis. no máximo. somente se considera aquele que está em tração. como um todo. As cargas externas sobre treliças simples são aplicadas somente nos nós. O mesmo procedimento para analisar armações. de forma triangular para treliças planas e de tetraedro para treliças especiais. no caso de treliças planas. a tração é 'indicada por uma seta saindo do nó ou da seção e a compressão é indicada pela seta apontando na direção do nó ou da seção. As treliças são estaticamente determinadas externamente quando os vínculos externos não excedem os necessários para manter uma posição de equillbrio. Quando dois membros são as diagonais de um painel quadrilátero. 6. Somente serão consideradas aqui armações e máquinas estaticamente te como internamente. 9. quando seus suportes ernos são removidos.

101 E F 3m G P Probl. em seu nó comum K. certamente ocorrerão erros. iA S o b . 4. CD e GD da treliça. As forças atuando nas conexões internas das armações e máquinas são calculadas desmembrando a estrutura e construindo um diagrama de corpo livre separado para cada parte.103 > I 4. que atuam sobre a treliça da ponte. que atua sobre cada lado do bloco de concreto quadrado. 4.7 kNC GD=O c A B 4kN Probl. .101 Determinar a força que atua em cada barra das duas treliças que suportam a carga de 10 kN.100 ~ 4. conforme mostrado. EG = 600 kN T. 4. BG = 8 kN C 4.99 4. pois.102 4.102 Calcular a força no membro BG. do contrário. de quatro barras de compressão e de três barras externas. disposta como um quadrado.104 Calcular as componentes x e y das forças atuando em A e em C. Determinar as forças nos membros EG e DF. é de 200 kN.1 kN C CD= 6.138 I ESTATlCA 6. em termos das forças aplicadas P. Resp.100 P 3m 3m Calcular as forças que atuam nas barras BH.103 Cada uma das três cargas L. com o mínimo de cálculo. 4. Expressar a força compressiva C. PROBLEMAS PARA REVISÃO 4. As equações de equihbrio de forças e de momentos são aplicadas aos membros à medida que for sendo necessário calcular as incógnitas desejadas.4. Resp. se compõe de quatro sapatas de pressão. carregada pelas forças de 40 e 60kN.99 Uma armação usada para testar a resistência à compressão de blocos de concreto. p \~ b b r Probl. na armação carregada pelo conjugadoM=40N·m.'? co::. I< L 12 painéis de 6 m L L Probl. BH= 47. DF = 825 kN C I' J I 4painéisde5m H G 'IF Awm1 40kN 60kN r F Probl. usando um diagrama de corpo liVre do membro rígido ABe. 7. O princípio da ação e reação deve ser rigorosamente observado. Resp.

ESTRUTURAS I 139 4. carregada. AC = mg/3. Para a posição nominal mostrada das barras do triângulo ARC.108 Determinar a força que atua na barraAC em função da carga m suportada pela treliça. no mínimo. GL:. C H AB=AC=500 750 600 200 Dimensões em milímetros Probl. A treliça é estaticamente determinada? Resp.108 4. Todos os ângulos águdos internos são de 30° ou de 60°.4. Calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino emE. na extremidade da barra de reboque.105 4.106 O topo de uma bancada retrátil tem massa de 50 kg.106 Verificar o fato de cada uma das treliças carregadas mostradas ser internamente instável (nãorígida).105 Uma barra ajustável de reboque. calcuIai a força P fornecida pelo cilindro ao pino C.107 4. dois métodos que . Indicar.104 4. Probl. pelo método dos nós. com centro de massa em G.5 kN T Probl. que é atuado por uma pequena bomba manual (não mostrada).:: 37. está mostrada na flgUIa. m B Probl4.109 Probl.4. 4.107 Determinar a força que atua na barra GL da treliça da torre. P = 298 N . 4. é obtido através do cilindro hidráulico CD. O conjunto tem massa total de 50 kg em centro ~e massa em G e está suportado pelo pino E do trator~ Resp. para posicionar a barra de reboque. O ajuste da altura do gancho F. Resp. que conecta a unidade tratora H ao trem de aterrissagem J de um grande avião.

em que o braço EB é horizontal. normal à linha AB.111 Na posição particular representada. M= 7.1 Probl. 4. sob a ação de uma catraca.112 A caçamba de uma escavadeira tem a capacidad= de 4 m 3 e está sendo utilizada para transportz: material com a massa específica de 2.113 4.4ld' H G F H G F H G F F E D ~ (c) (d) Probl. Por meio de movimentos sucessivos de oscilação do cabo que comanda a engrenagem.0 kN.. para o punho da manivela na posiçi:= vertical mostrada. não exige plataforma fixa contra a qual se poderia apoiar. central e longitudinal e tem dois conjuntos de alavancas iguais ao mostrado na figura. L = 52. 4. Calcular as componentes x e y de todz as forças que atuam em cada uma das três barra da armação.·. calcular as forças que os pinos A e D suportam. o soquete gira em um só sentido.6 Mg/m' . emA. A máquina é simétrica em relação ao plano vertical. e a reação externa R contra o pino A. (Um dos lados da chave é usado para apertar o parafuso e o lado oposto para afrouxar. Se o guindaste estiver içando um tronco de massa igual a 2. D = 87. manivela. calcular o torque M transmitido ao parafuso. ~As dimensões são as que aparecem na figura. achar a força de compressão I1Z haste do cilindro hidrá~co lL e a força cisalhante suportada pelo pino. projetada para ser utilizada por um tripulante de nave espacial.88 N'm. p~ a posição particular apresentada. devidas ao peso do tronco..110 Uma chave"antitorque". A = 173. Um guincho de armação A suporta uma carga c. sem introduzir redundância..0 N 4..140 I ESTÁTICA assegurem estabilidade interna (rigidez) a cada treliça.5 kN.109 Probl.5 Mg. Os pesos próprios das peças podem ser desprezados diante das cargas que suportam.· . Para uma força P = 150 N.-. ao fazer o esforço para apertar um parafuso. R = 137. Resp. A reação contra o pino A estabelece a característica "antitorque" desta ferramenta. ~.~ 100 kg com uma força P aplicada no punho C.·.110 4. Resp. A = 247 b'\ 40 12Q mm P Dimensões em milímetros p f~w: A'Y~">. O pino A aloja-se no orifício existente na estrutura que contém o parafuso que vai ser apertado. .·.112 I Probl.) Resp. 4. 4. as lanças AF e EG do empilhador de troncos estão em ângulo reto e AF é perpendicular a AB. por meio do acréscimo de uma ou mais barras. nesta posição particular.111 4.

114 m3• ara aço na anméngiuali das rgas kN = D. 4. milImetrosem 1200 -+-1200 Proo!.90 kN z I I x 100 kg I D~e~sões .113 x de ar 4.ESTRUTURAS I 141 o N duas forças mostradas. Resp.114 Calcular a força total que atua sobre a peça BD. D = 4. Probl. 4. As conexões podem ser consideradas como rótulas. ~ "trot"" m:5ionm =-" p'''' ga d= o ~ todE! arrZ! siçãz .

cujas dimensões.1 .-é aplicada sobre uma área de contato. 5. como mostrado na Fig.o pneu for macio. 5. a força de contato entre uma esfera de aço endurecido e sua pista de rolamento. qualquer. tal como a distância' entre as rodas. na seção transversal. Por exemplo. por outro lado. 5. se . uma vez que wna força real 'aplicada ao corpo é distribuída sobre UIl12 área ou volume fmito.5 FORÇAS mSTRlBUIDAS 5. naturalmente. tratado como um todo. como um todo. que pode ter UIl12 dimensã'o apreciável. não provocari dúvidas qU!ll1dose estão analisando as forças atuando no carro. a força exercida pelo pavimento de uma entrada sobre o pneu de um automóvel. não existem forças "concentradas". da maneira indicadE. Mesmo no caso de um manca:. Se. nas vizinhanças do ponto de contato.1a. no exato sentido da palavra.5. ao analisar seus efeitos externos sobre um corpo. de rolamento carregado. o Interesse estiver em encontrar a distribuição interna das forças no material corpo. As forças aplicadas sobre uma barra de uma treliça (Fig. na realidade distribuídas por sua resultante R.INTRODUÇÃO Nos capítulos anteriores todas as forças foram consideradas como concentradas e representadas por mei. Realmente. será aplicada sobre uma área de contato fmal.lb. Quando a dimensã'o b da área de contato é desprezível comparadiõ com as outras dimensões pertinentes.. de vetores nos pontos de aplicação. onde as tenSÕes e as deformações internas podem ser aprec" Detalhe na zona de contato ~ ~ c R (a) (b) pC c (c) R I I Fig.1 q c a . internamente. ou ao longo das linhas de ação.1 c) são aplicadas en: uma área real de contato entre o pino e o furo e. então a substituição das forças de contato. conforme mostrado na Fig. não deve haver dúvida em tratar-se das forças como concentradas. são extremamente pequenas. considerada uma força concentrada. Nestes exemplos e em outros semelhantes.

sendo empregado. como é o caso de uma carga vertiCal continua. somando-se os efeitos das forças distribuídas sobre toda a região. deve-se levar em consideração a distribuição real das forças. A unidade básica para pressão ou tensão. o megapascal. são empregados procedimentos de integração matemática. Quando uma força é distribuída ao longo de uma linha. e m . a determinação das forçqs sobre os suportes de uma estrutur~pesada em balanço.' (e) . a intensidade w do carregamento é expressa como força por unidade de comprimento da linha. mas sim considerar a sua distribuição real. sem dúvida. quando é o caso de forças distribuídas internamente em sólidos. O sistema inglês usa. Por exemplo. e. e forças distribuídas de fluidos atuando sobre superfícies expostas. onde p é a densidade (massa pór unidade de volume) e g é a aceleração devida à gravidade. A Seção B ao capítulo trata de problemás importantes e especiais sobre forças distribuídas que atuam em vigas e em cabos flexíveis. o quilopascal (kPa). Este tipo de problema requer um conhecimento das propriedades do material e pertence a áreas mais avançadas da resistência dos materiais e das teorias da elastiCidade e da plasticidade. como a da Fig. pg é (kg/m3) (m/s2) = N/m3 no SI.2c. em geral. Uma força distribuída sobre o volume de um corpó é conhecida como força de corpo. obrigando o conhecimento da força em qualquer posição~ Estes tipos de problemas caem. Esta unidade é. . no SI. são. 5 . A intensidade da força gravitacional é o peso especifico pg. Quando uma força é distribuída sobre uma área. o - ~J (a) (b) . requer que se leve em consicferação a força gravitacional distribuída ao longo de toda a estrutura.5. Esta intensidade é conhecida como pressão. a intensidade é expressa como força por unidade de área. ~ Distribuição por Volume. e tensão.2a). Quando as forças são aplicadas sobre uma região cujas dimensões não são desprezíveis comparadas com outras dimensões pertinentes.2b). A unidade para . como é o caso da pressão hidráulica da água contra a face interna de uma seção de represa (Fig. Para isto. suportada por um cabo suspenso (Fig. 5. que é igual a 106 Pa. muito pequena para a maioria das aplicações. Distribuição Linear. tanto para pre~São fluida como para tensão mecânica. a unidade de libra por polegada quadrada (lb/in2). contudo. t t t Fig. as forças distribuídas mais comumente encontradas. A Seção A deste capítulo trata da determinação do ponto do corpo no qual atua a resultante da força gravitacional. mais comumente no caso de pressão fluida. não se pode tratar a carga como sendo concentrada. a u 'Distribuição por Área. em newtons por metro (N/m). que atua sobre todos os elementos da massa de um corpo. em três categorias. o . que é também chamado pascal (pa).2 As forças de corpo devido à atração gravitacional da Terra (peso).. é o newton por metro quadrado (N/m2). para tensão. quando se trata de forças fluidas. que é igual a 103Pa.FORÇAS DISTRIBUfoAS I 143 veis.' '.(1lb/in2 = 6 895 Fa). A força de corpo mais comum é a força de atração gravitacional. 5.

Isto. não. au farças de carpa.5. de atração. tanta não. em tarna deste eixo. da mamenta em ta ma da eixo. partanta. canhecida cama centro de gravidade. par uma carda em um panta qualquer. Supanha-se. Se far aplicada a princípio. da Terra.em tama da mesma eixo. de que as direções das farças gravitacianais que atuam sabre as partículas da carpa diferem ligeiramente.2 . suspendenda-se o·carpa par autras pantas. Estas cansiderações levam ã canclusãa de que. e a sarna destesIT\amentas para tados as elementas da carpa é Jx dW. Repete-se a experiência. cama anteriarmente. exatamente. resultando. cama é mastrada na Fig. pade-se escrever uma equação. CENTROS DE MASSA E CENTRÓIDES 5. que atuam sabre ta das as partículas da carpa. fazenda-se um fura de diâmetro desprezível. z I I I I I I I ~I w (a) (b) (c) "" 1'" "" "x --r-. A resultante das farças gravitacianais que atuam sabre tadas as elementas é a pesa da carpa. Para tadas as fms práticas. que estabel. canearrentes e.s para as três eixas vem a ser: y= _ J ydm m z= .Cam a substituição. langa de sua linha de ação.. da tração. Para defmir. entre. e é dada pela sarna W = J dW. entretanto.. das farças gravitacianais dW que atuam sabre tadas as partículas cansideradas cama elementas infmitesimais da carpa. das resultantes da atração. par exemplo. da resultante W das farças gravitacianais é igual ã sarna das 'mamentas.. nas experiências acima descritas.. matematicamente. cama as partículas cansideradas estão.144 I ESTÁTICA SEÇÃO A. terrestre não. nenhum centro. pela tearema de Varignan. a expressão. das mamento. ao. y. que a mamenta em tarna de qualquer eixo.3 Fig. pade-se supar um campa unifarme de farças paralelas. as linhas de ação. de gravidade G de um carpa qualquer (Fig. por exemplo. sab a ação. serão. Ainda mais. canstante sabre a carpa. a mamenta da pesa elementar.4 A análise exata.~ --Y (a) (b) Fig. cama B e C. Assitn. a carpa estará em equilíbrio. de gravidade única. gravitacianal da Terra. e da resultante W da gravidade. a pasiçãa da centro. S. 5. Se ele estiver suspensa. existe.. cancarrentes em um panta.-- --. 5. Este samatória de mamentas deve ser igual ao. que sua pasiçãa seja marcada. farma e massa. de W = mg e dW = g dm. levaria em canta a fato. rigarasamente falando. da resultante. é. decarrente da atração. estas linhas de ação. desde que se trate de carpas de dimensões pequenas diante das dimensões da Terra. na corda. é x dW. agara.mamenta da sarna Wx. parque canvergem para a centro. a intensidade da campa de farça terrestre não.. a diferentes distâncias da Terra. a linha de ação. de gravidade única.3.4a).. são.CENTROS DE MASSA Cansidere um carpa tridimensianal de qualquer tamanha. em cada casa.eça. Esta resultante será evidentemente calinear cam a carda. tal camaA. tem valar prática. marcanda-se. desta supasiçãa a canceita de um centro.

escritas: f xp dV y= f ypdV f pdV z =---- f zp dV (5. Portanto. contanto que o campo gravitacional seja tratado como uniforme e paralelo. coordenadas polares são úteis para corpos de formato circular. onde a massa elementar e o centro de gravidade G estão localizados por seus vetores de posição respectivos. •. e o corpo pode ser considerado como composto de pares destes elementos.. Não tem sentido falar do centro de gravidade de um corpo que foi removido do campo gravitacional da Terra. S.4b. que é uma linha de simetria. Estas expressões seriam. devem ser localizados de modo a simplificarem. quando se fizer referência à influência da distribuição de massa sobre o efeito dinâmico de um corpo submetido a forças não equilibradas. ---FORÇAS OISTRIBUi'OAS / 145 r o numerador de cada expressão representa a soma dos momentos. uma vez que os momentos devidos a elementos simetricamente localizados sempre se 'cancelarão. S. Os eixos. deve ser escolhido um eixo ou plano de coordenadas para coincidir com esta linha ou plano. então.iY + k:Z. Um outro indício importante pode ser tomado das considerações de simetria. Na maioria dos problemas. evidentemente. O centro de massa da metade do cone circular reto está (bi (ei Fig. as Eqs. ele ainda possuiria seu centro de massa único.1) são as componentes da equação vetorial única (5. Contudo. as equações dos limites. o cálculo da posição do centro de mássa pode ser simplificado por meio de uma escolha inteligente dos eixos de referência. Sempre que houver uma linha ou plano de simetria. O termo centr. (5. O centro de massa situar-se-á. Assim. (5. Assim. Esta classe de problemas é discutida detalhadamepte no volume associado. No caso de p não ser constante em todo o corpo..5a estará em algum ponto sobre o seu eixo central.1). a massa de um elemento diferencial de volume dV vem a ser dm = p dV. sempre. maS poder ser expresso como função das coordenadas do corpo. (5. r = ix + jy + kz e = iX + . sempre que se fizer referência ao efeito das forças gravitacionais sobre um corpo.3) As Eqs. o centro de massa G do cone circular reto homogêneo da Fig. o mesmo do centro de' gravidade. será necessário considerar esta variação no cálculo dos numeradores e dos denominadores das Eqs.2) e (5.3) defmem a posição do centro de massa. é mais corretamente usado.o de massa por outro lado. que trata da Dinâmica. Assim. e o produto de m pela coordenada correspondente de G representa o momento da soma.5. As Eqs. (5. uma vez que não atuariam forças gravitacionais sobre o corpo. sobre està linha ou plano.2) A massa específica p de um corpo é sua massa por unidade de volume.5 . tanto quanto possível..1) podem ser expressas em forma vetorial com o auxl1io da Fig.1). cujo ponto é. (5. em geral. É absolutamente correto usar-se o termo centro de gravidade.

pode-se escrever: y= f ydA A (5. Novamente.CENTRÓIDES DE LINHAS.1.6).6 (b) Áreas. t. portanto. Existem três categorias distintas de cálculo de centróide. o centróide 9. 5. tal como o plano x-y. em geral. não coincidirão. 5. então dm = pt dA. área ou volume. as coordenadas do centro de massa vêm a ser também as coordenadas do centróide C do segmento de linha.4) Deve-se notar que. e se aproxima de uma superfície de área A (Fig. ao passo que.1). dependendo de como a forma do corpo puder ser modelada como linha. e dm = pA dL. A localização de G é sempre facilitada pela observação da simetria. Quando um corpo de massa específica p tem uma pequena espessura. Se a densidade for uniforme por todo o corpo. e das Eqs. (5.5c está sobre os dois planos de simetria e. podem ser: x=---L f xdL f ydL \ Y= -L- _ J zdL z=--L (5. quando ela existir. conforme mostra à Fig. ÁREAS E VOLUMES Sempre que a densidade p de um corpo for inteiramente uniforme. as posições do centróide e do centro de massa serão idênticas.1). 5.3 . se a densidade variar. somente duas coordenadas exigirão cálculo. Se p e A forem constantes sobre todo o comprimento da barra. uma vez que não fazem referência a qualquer propriedade física. das Eqs. O termo centróide é usado quando o cálculo diz respeito somente à forma geométrica. se cancelarão. Fig. (a) Linhas. o corpo se aproxima de um segmento de linha. Se a barra se situar em um plano único. área da seção tranversalA e densidade p (Fig. 5. No caso de uma barra delgada ou de um fio de comprimento L. que. portanto.3) e.não se situará sobre a linha. em geral. se p e t forem constantes sobre toda a área. As expressões remanescentes definem uma propriedade puramente gométrica do corpo. usa-se o termo centro de massa.5.146 / ESTÁTICA sobre o seu plano de simetria. 5. está situado na linhaAB. estes dois pontos. 5. O centro de massa do meio anel da Fig. (5. real.5) . ela será um fator constante nos numeradores e denominadores das Eqs. Quando se fala de corpo físico. as coordenadas do centro de massa do corpo também vêm a ser as coordenadas do centróide C da área da superfície.5b.

5. principalmente. 5. Novamente aqui.6) (d) Esco/h.7 Os numeradores das Eqs. de área dA = I dy. um elemento horizontal de l. na apresentação de . a dificuldade reside. Sempre que possível deve-se ter preferência por selecionar um elemento diferencial de l.a ordem no lugar de elementos de ordem mais alta.~---.5) são conhecidos como primeiro momento de área. * Todas as três coordenadas estarão envolvidas. no Apêndice A. Como oGorre freqüentemente. Das Eqs. o centróide C da superfície curva em geral não se situará sobre a superfície. _----FORÇAS OISTRIBUfoAS I 147 Fig. 5. a fim de cobrir toda a figura. o elemento tem um peso dm = p dV. por exemplo.. na escolha do elemento diferencial e na definição da integral. A densidade p é cancelada se ela for constante em todo o volume. como está ilustrado na Fig. o conceito do princípio dos momentos é muito simple. irá necessitar de apenas uma única integração com respeito a y.3) ou (5..5. entos de inércia de áreas. (5. Para um corpo qualquer de volume Ve massa específica p. se a área da superfície for curva como uma concha. e as coordenadas do centro de massa também vêm a ser as coordenadas do centróide C do corpo. Existem cinco pontos importantes que devem ser especialmente observados. (5. (1) Ordem do Elemento.a ordem. Assim. (c) Volumes. Se a área for uma superfície plana.8 * O segundo momento de área (momento do primeiro momento) aparecerá posteriormente. somente as coordenadas neste plano serão desconhecidas. No caso de centros de massa e de cerrlróides.dQ Elemento para Integração. na Fig.8a. no plano x-y.1) elas vêm a ser: J ydV y= V (5.s. O IY IY I I (a) (b) Fig. a principal dificuldade de uma teoria está mUitb mais nos procedimentos para aplicá-Ia do que nos seus conceitos.7. de modo que seja necessário apenas uma única integração para cobrir toda a figura.

zados quando comparados com os termos de ordem elemento de área sob a curva da Fig. que requer somente uma integração.11 (5) Coordenadas do centróide do elemento. na direção z. 5. deve ser selecionado um elemento que possa ser integrado em uma operação contínua. devido à descontinuidade na expressão da altura da faixa. que se for usada.9 Fig. tendo como elemento de volume a fatia semicircular de espessura diferencial.j rdx Fig. dx • dy. dV = dx • dy • dz. 5. O braço de momento para o elemento na direção x é a distância Xc ao centróide da face do elemento e não a coordenada x do contorno do elemento. a primeira em relação ax e a segunda em relação a y.10. Como um segundo exemplo. Observe que Xc não é o x que descreve os contornos da área." I . em x = Xl' (3) Simplificação de termos de ordem elevada.l2b.7). Assim. Assim. Sempre que possível. (2) Continuidade. é essencial empregar as coordenadas do centróide do elemento para representar o braço de momento na equação do momento do elemento diferencial.8b.148 I ESTÁTICA elemento de 2. tome o . Como um exemplo mais avançado. onde Xc é a coordenada x do centróide G do elemento. o braço de momento y c. Assim. irá obrigar a resolver duas integrações separadas.5.a ordem. 5. ao invés de escolher um elemento de 3. 5. Quando se adota um elemento diferencial de 1. os contornos da área da Fig. Como regra geral.8a é preferível à faixa vertical da Fig. o momento de dA em torno do eixo y é Xc • dA. . Portanto. considere o meio cone sólido da Fig. na direção y. que requereria três integrais trabalhosas.5. de volume dV = rrr2 dy. 5.'1 '1> y I I r --x ! 8 --x (a) (b) Fig. a faixa horizontal da Fig. neste elemento.a ordem da forma de uma fatia circular. escolhe-se o sistema coordenado que seja mais adequado ao contorno da figura. requer duas integrações para cobrir a figura..5. se confunde com as coordenadas y dos dois contornos. enquanto que os de setor circular da Fig. 5 .a ordem dA = y dx e é desprezado o limite naturalmente não haverá erro.a ordem.12a. a faixa vertical do pelo termo de 1. onde foi escolhido o elemento de 1. No caso Os termos de ordem elevada podem sempre ser despremais baixa (veja o item 1. o braço de momento Zc ao centróide do elemento é o mesmo que a coordenada z do elemento.l1b são mais adequados para coordenadas polares.a ordem.cone sólido da Fig. ao longo de toda a figura. 5. para a faixa horizontal de área da Fig. é dada triângulo de segunda ordem de área -+ dx dy.a ou de 2.9. Porém..lla são melhor descritos em coordenadas retangulares. I I I ". (4) Escolha das coordenadas.. y --x -. Por outro lado.1I . 5.1O y I I Ir] liJ I .

5. Yc e Zc do centróide do elemento diferencial escolhido. Neste ponto. apresentam um sumário das coordenadas de centróides de algumas formas usualmente empregadas.ntos. (5.4. é pouco provável que ocorra um erro no estabelecimento da matemática necessária. O reconhecimento do princípio dos momentos assegurará a utilização da expressão correta para os braços de momento xc. as Eqs. do Apêndice C.4a. pode-se reescrever as Eqs. aos corpos físicos homogêneos. É importante que o significado físico desse princípio seja reconhecido na sua aplicação ao sistema de forças-peso paralelas mostrado na Fig.5) e (5.12 Tendo em vista esses exemplos.5) Z=--e J Zc dA A ) X= y= _ J Yc dV (5. (5.4). é de valia para o estudante verificar se compreendeu claramente os princípios dos momentos (teorema de Varignon). As Tabelas C3 e C4. que foi apresentado no item 2. que são relações geométricas. 5.FORÇAS OISTRIBUfoAS f 149 Y /' /' /' (a) Fig. Mantendo sempre em mente a equivalência entre o momento do peso resultante W e a soma (integral) dos momentos dos pesos elementares dW.6).5) e (5. mantendo em mente o aspecto físico do princípio dos momentos. serão aplicáveis. onde a densidade (massa específica) foi cancelada. são sempre as coordenadas dos centróides dos elementos particulares escollúdos. também. (5.6) na seguinte forma: x = A J y= Yc dA A (5.6) V J z Zc dV = V o subscrito c serve para lembrar que os braços de momento que aparecem nas integrais das expressões para os mome. nos numeradores. Além disso. .

Localizar o centróide de um arco de circunferência como o mostrado na figura.150 / ESTÁTICA Problema Resolvido 5. (5. tem-se y = O. de integração y.•. Solução. Pela semelhança de triângulos. o que dá:X = 2r/1I'.Ili.y) = b/h. e a coordenada x do elemento é r cos e. vem: [Lx= J xdL] (2ar)x = J" -a (r cos 8)r 2arx de = 2r2 sen a Resp. x/(h .Por simetria. quando a medida é feita como mostrado. ser necessário x = f (' . Considera-se o eixo dos x coincidindo com a base. Solução. Um elemento diferencial do arco tem um compri1) mento dL = r de. daí. (5.Jo rh 2 Y y b(h h- y) dY _ bh2 6 Nota: <D y= 3 h Economizamos aqui uma integração usa.2 Centróide de uma área triangular. 1) Escolhe-se uma faixa diferencial de área x dy.:: o elemento de área de l.a ordem. r sen a x=--a Para uma semi-circunferência 2Ci= 11'. Nota: <D É claramente evidente a preferência no us: de coordenadas polares no lugar de coorcL"'nadas retangulares para expressar o comprimento de um arco de circunferência. Problema Resolvido 5. Aplicando-se a segunda das Eqs.4) e entrando com L = 2Cir. Aplicando a primeira das Eqs.1 Centróide de um arco de circunferência. vê-se imediatamente que este resultado também se aplica ao arco de 1/4 de circunferência. Notel[~ dA deve ser expresso em termos da variá•. Escolhendo-se o eixo x como o eixo de simetria. Localizar o centróide da área de um triângulo de base b e altura h.5) dá: [Ay e = J ycdA] bh __.

Problema Resolvido 5.5a). pode-se dizer que o centróide situa-se na interseção das medianas. A área pode também ser coberta pela rotação de um triângulo de área diferencial em tomo do v~rtice e através do ângulo total do setor.3 Centróide da área de um setor circular. que dá x = 4r/3'/T. Assim. em relação a seu vértice. Este triângulo. Solução 1. vê-se imediatamente que este resultado também se aplica à área de 1/4 de círculo.2. y = J'" -'" (~r cos B)(!r2 dB) I xc=jrcosO e. Por simetria. onde as medidas são feitas como mostrado. Escolhendo-se o eixo dos x como o eixo de simetria. conforme o Problema Resolvido 5.5a) fornece: ---x [Ax= JXc~ -('7Tr2)x 2a 2'7T r2ax x = Ir (rosen --o a a) (2roa dro) = ~r3 sen a 2 r sena =---3 a Resp. (5. tem uma área dA = (r/2) (r dO). O raio do anel é r o e a sua espessura é dr o' de modo que a sua área é dA = 2roadro' A coordenada x . como está representado na figura. 3 a 2 rsena Resp.é a coordenada do centróide do elemento dA do Problema Resolvido 5. a coordenada x de dA é medida para o centróide do elemento e. y é automaticamente igual a zero. ---x x=---. Para uma área semicircular. com este lado considerado como base. como anteriormente. verifica-se que esta coordenada é 2r/3 multiplicado pelo cos O. Assim. (5. vem: (r2a)x entre a variável r o e a constante r. Localizar o centróide da área de um setor circular. onde os termos de ordem superior são' desprezados.FORÇAS OISTRIBUrOAS I 151 Este mesmo resultado se mantém em relação a qualquer dos outros dois lados do triângulo considerados como uma nova base com a altura correspondente.1 e é ro sen a/a. Solução 11 . Novamente. Aplicando-se a primeira das Eqs. (6) Tenha cuidado para não usar r o como coordenada do centróide do elemento. onde ro substitui r. mostrado na ilustração. e deslocando-se esse elemento do centro do círculo para a periferia. uma vez que a distância deste ponto a qualquer lado é igual a um terço da altura. 2a = '/T. A área do setor pode ser coberta tomando-se um segmento de anel circular como área elementar. a primeira-!ias Eqs. Solução I Notas: Q) Observe com atenção que devemos distinguir Solução lI.

I I I r-x I Solução I. Solução 11. Solução Il . vista na figura abalxo. Em lugar da área elementar vertical. uma integração em relação a e daria como resultado o anel com o qual foi iniciada a Solução I. Escolhe-se um elemento vertical de área dA = y dx. Encontra-se a coordenada x do centróide. brI y I k-xc == -2 _ a+x~ I O valor de y é determinado por ~==kY3 I I .4 Localizar o centróide da área sob a curva x = ky3. a integração em relação a '0 inicialmente daria o elemento triangular com o qual a Solução 11 começou.152 I ESTÁTICA Deve-se notar que. o Observe que Xc =x para o elemento Vertical .x) dy onde Yc = Y para a faixa horizontal. ou Xc = (a + x)/2. deve-se usar a coordenada x do centróide do elemento para "x". (5. vem: X bl-------Resp. =. No cálculo de f x dA. Esta coordenada é a média das coordenadas das extremidades.. emprega-se a área elementar horizontal. O princípio dos momentos dá: [Ay=fYcdA] Substituindo-se y y I 3ab -4-y - - -Ia ('i)y 2 O a --x dx Solução I vem: Resp. se for escolhido o elemento de segunda ordem 'od'ode.a 4 Na solução de y pela segunda das Eqs. regida pela equação da curva x = ky3. Portanto. = b (x/a) "3 e integrando. a coordenada do centróide do elemento retangular é y c = Y /2. Portanto. (5. onde y é a altura da faixa. [Ax I I I _ b =f XcdA] x ia O y dx = ia xy O a dx y I I I I I I I I x Substituindo Y = (x/k)113 ek = a/b3 e integrando. de x = O a y I x=a. Por outro lado.5a). O cálculo dessas integrais conduzirá aos valores encontrados anteriormente para x e y. a partir da primeira das Eqs. como aparece na figura. Problema Resolvido 5.5a). • : x+-a-xI = I y dy --±- [Ay= f ycdA] y i b o (a - x) dy i u I o y(a -'.

elemento diferencial uma casca cilÍndrica de comprimento y. o raio da fatia circular é z = +~.5 Volume de uma semi-esfera. Devido à simetria. de modo que Yc = y12. Uma outra alternativa poderia ser o uso do ângulo e como variável de integração. Solução l. raio z e espessura dz. O volume do elemento é dV= (21TZ dz) (y). dá y = +~. através da equação do círculo. o centróide da casca elementar está no seu centro. (5. Resp. em relação à sua base. por simetria. obtém-se Solução II Nota: CD i f z ~y ij =~. de zero ar. O volume da fatia elementar vem a ser: 1 A segunda das Eqs. dz Solução lI. Como o plano y-z corta a semi-esfera no círculo y2 +Z2 = r2.FORÇAS OISTRIBUi"OAS I 153 Problema Resolvido 5. tem-se: x = z = O. cobre-se totalmente o volume. como mostrado na figura. (5.6a). de espessura dy. O volume elementar mais conveniente é o de uma fatia circular. Escolhendo-se os eixos como está representado na figura. O comprimen to da casca. Expandindo o raio da casca. y = r cos e. vem: ij = ~T Resp. z Solução llI. Pode-se usar como . Usando o valor de -} 1Tr3 encontrado na Solução I para o volume do hemisfério e substituindo na segunda das Eqs. O raio de qualquer elemento seria r sen e. Expressando y em termos de z. por que cada uma envolve um elemento de forma simples e requer a integração com respeito a uma única variável. paralela ao plano x-z. Localizar o centróide do volume de uma semi-esfera de raio r. que tenha sido omitido na expressão de dV? As Soluções I e II são de emprego semelhante. -y Solução III .00) exige: Solução I Integrando. com limites de O a1T12. Pode identificar algum termo de ordem superior do volume elementar. enquanto que a espessura da fatia seria dy = (r de) sen e e a da casca dz = (r de) cos e.

Resp.2 Determinar as coordenadas do centróide da área sombreada.5.J Probl.as coordenadas do centróide da área mostrada. x= 2a/5.7 Calcular. por integração direta. 5.--x Probl. 5. --x Probl. : ú'L_ 1 3 5.4 Calcular as coordenadas do centróide do segmento de área circular. x = 2.43. x = 3b/10.3 I I I I Ib ----a---J. Resp. 14R Resp.1 5.4 Determinar a coordenada y do centróide da área sob a curva senoidal mostrada. y= ~ b~~------- x Probl. ]i = b/2 Probl.3 I ---x I I I I I "y Probl.09.5 I Determinar a cOClldenada y do cent!Glde da Ílea.b--x -. . ]i = 1.1 Determinar as coordenadas do centróide da área sombreada. ]i = 2b/5 = x2/bl _____ -.8 Probl.2 Localizar o centróide da área sombreada mostrada. x = 3a/8.6 5. Resp.5.7 5.-x = y2/4 5. 5. ]i = 3b/4 y 5.6 I I I Calcular a coordenada x do centróide da área sombreada. Resp. 5.154 / ESTATlCA PROBLEMAS PROPOSTOS 5. 5.5 Y . 5.

2mm. 5.. 5. I I x = y2 ~ = x3 'S ! ~'\ 1- 5. .13 5.15 Probl. 5.14 ELjI 11 a I I . Y x = 10 4 _ 31T 1T !!. 5. 5.10 Determinar a posição do centróide da área sombreada. 3 I I Probl. (Atenção.1.11 Localizar o centróide da área mostrada na figura por integiação direta. secionada.8 5.13 Especificar as coordenadas do centro de massa da camisa cilíndrica. Probl. por referência direta aos resultados do Probl.) Resp.11 Encontrar a distância z do vértice do cone circular reto ao centróide dó seu volume. y I i I ~ x= ~~. 5.9 5. x = 0.11.) Resp. mostrada. entre a elipse e o círculo. Resp. 5.z=125mm Probl.10 5..12 I I I I I Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada. Observe cuidadosamente ó sinal do radical. 5. x 5. Probl.3 para calcular as coordenadas do centro de massa da parte mostrada do cilindro sólido homogêneo.9 --x --x Localizar O centróide da área sombreada entre as duas curvas.14 Use os resultados do Problema Resolvido 5.339a I I I a ~-----Probl. (Ver a observação do Probl.12 Y tt/ I ~X X::' 'j. + '\ ~.FORÇAS OISTRIBUfoAS y I I I 155 5.. 5.y= -1. x=y=-21. Resp.. --x Probl.

="4 Probl.18 Determinar a coordenada z do centróide do volume obtido pela revolução da área sombreada sob a parábola.16 li = :~ h Probl.2 e determine. ]i 5. 1800 em torno do eixo x. por inspeção. 5. ao centróide do seu volume.23 5.20 5. Resp. z z Probl. 5. 5. "f= r/2 "f= 2a/3 // / y / 4-a----. a distância h do centróide da área lateral de qualquer cone ou pirâmide de altura h à base da figura. Determinar a distância "f. 5. Determinar a coordenada y do centróide do volume obtido pela revolução da área sombreada. 5.15 Calcular a distância li medida da base para o centróide do volume do tronco de cone circular reto.18 Probl.20 = 15a/(141T) Probl. Resp. h Resp.21 Use os resultados do Problema Resolvido 5.18. 1800 em torno do eixo z. 5.19 Determinar a coordenada x do centróide do volume descrito no Probl.22 5. 5. x Determinar a coordenada z do centro de massa da quarta parte da casca esférica homogênea de raio r. de altura h.156 I ESTÃTlCA 5. 5.17 Localizar o centro de massa do corpo sólido homogêneo cujo volume é determinado pela revolução da área sombreada 3600 em torno do eixo z./ Probl. Resp. da base de qualquer cone ou pirâmide.17 5.16 5. Resp. 5.23 .22 Probl.

5. percorrendo um ângulo (J.29 Determinar a posição do centro de massa do corpo homogêneo.25 D~terminar a coordenada z.24 Determinar a coordenada z do centro de massa do sólido gerado pela revolução da área do quadrante circular. do centro de massa da barra. Resp.25 5. Resp. do centróide do volume gerado por uma rotação de 900. 5.28 Determinar a posição do centro de massa da concha cônica representada na figura.26 A barra esbelta tem uma seção transversal uniforme. (Lembrete.j 1 + (dyfdx)' dx. em tomo do eixo dos z. em forma de sino e de espessura desprezível. Determinar as coordenadas .29 . da área do quadrante circular. e está flexionada.) z= _a_ 1T-2 x I I I ~----I I I a I 100 mm I I I I I I I O~--~-~I--X 1--I I I I I I -- y Probl. z Probl. em tomo do eixo dos z.24 Probl.27 R esp. 5. formando um arco de parábola. z= 4r/31T Probl. obtida pela revolução do triângulo retângulo de altura a e base b. 5. Um arco de comprimento diferencial é dL =.28 Probl. 5. z= --- 2(4 + 31T) lla Calcular as coordenadas do centróide de uma cunha cônica.26 Probl. 5.27 5. + (dy)' =. 5.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 157 5. 5. x = 2h/3. representado na figura.j (dx) . com o vértice na origem. 5.

31 R~R~ Probl. Escolher um volume elementar com a forma de uma casca cilíndrica. Relações similares se mantêm para as outras duas coordenadas. ou uma figura. mostrado esquematicamente na Fig. 5. m3 e cujas coordenadas dos centros de massa respectivos sejam. // y/ // / -z Probl. o princípio dos momentos dá: onde X é a coordenada. Assim. (Sugestão.) Resp. se cada parte for tratada como um elemento finito do conjunto. para um corpo. do centro de massa do conjunto.7) Fig. Xl.158 I ESTATlCA 5. X3. segundo o eixo dos x. a Resp.4 .29.13. x = a2 +4R2 2rrR superior da casca em forma de s~. cuja interseção com o plano das extremidades do semi-anel aparece na figura. e escritas como: y= 22mlj 22m z= ~::J (5. m2. 5. 5.13 . x I =- rr rr-2 a (3rr _ 8) --- I K---I I I a. 5.FIGURAS E CORPOS COMPOSTOS: APROXIMAÇÕES Quando um corpo.5. na direção x. 5.30 Determinar a posição do centróide do volume contido dentro da casca em forma de sino do Probl. digamos. o princípio de Varignon pode ser usado.32 5. puder ser convenientemente dividido em várias partes de formas simples.31 Determinar a coordenada x do centróide da metade Resp. cujas partes tenham massas ml. u. Estas somas podem ser expressas em forma resumida. X2.32 z= 2(lQ-3rr) Determinar a posição do centro de massa G do semi-anel de aço representado na figura. _ r 5.

ou da figura. desde que aproximem a área dada com uma precisão satisfatória. A's e V's. dividida pela área total dará a coordenada correspondente do centróide procurado. usa-se a altura média.15 . mostrada na Fig.14 A precisão do cálculo aumentará. das áreas transversais. havendo casos. pode-se usar elementos de qualquer tamanho e formato. áreas e volumes compostos. é considerada como uma quantidade negativa. na apreciação da área. não há necessidade que se faça assim. são plotadas contra X. tal como a que aparece destacada em tracejado. também. Uma tabela ordenada dos resultados permitirá uma avaliação metódica da área total ~A. diminuindo-se a largura das faixas usadas. ou furo. Para tais casos é. respectivamente.14. onde as grandezas A. 5. Note-se que. ou área. C : I I I ~ h-~ --x Fig. Uma faixa vertical sob a curva tem áreaA tu. onde os m's são substituídos por L's.15. A soma dos momentos de todas as faixas. Considere o problema de determinar a posição do centróide C da área irregular.FORÇAS DISTRIBUrOAS I 159 Relações análogas se mantêm para as linhas. A área pode ser dividida em faixas de largura tu e alturas variáveis h. representada pela cavidade. Na prática. A áreaA de cada faixa. das somas ~Axc e ~Ayc' e dos resultados Fig.e aproximação.necessário recorrer a um método q.5. freqüentemente aparecem casos em que os limites das áreas ou volumes não podem ser expressos segundo forinas geométricas simples. nos quais não se tem a expressão matemática correspondente. o peso correspondente. 5. é h Ax e é multiplicada 'pelas coordenadas Xc e y c do seu centróide dando os momentos da áiea elementar. se um furo ou cavidade for considerado como sendo uma das partes componentes do corpo. normais à direção X. Em todos os casos. --x A 0ft\ t A. composto. Considere o volume mostrado na Fig. Embora seja usualmente vantajoso utilizar elementos de largura constante.5. conforme mostrado. De fato. Pode-se reduzir o problema de localizar o centróide de um volume irregular à determinação do centróide de uma área.

m J.73 my 50.00 2.160 / ESTAnCA que é idêntica ao correspondente elemento de volume . Assim.83 Mgfcm 3.3 4r _ 3.73 2.22 -90. vê-se do Problema Resolvido 5.08 9. Medidas em relação aos eixos coordenados tomam Z= -[150 .098 (rnrn) (kg) -0.0 0. a área sob a curva plotada representa o volume do corpo.562 -75.6 z Determinar a posição do centro de massa do conjunto suporte-e-eixo.mz ] J. A aba vertical é uma chapa metálica com massa de 25 kgfm2.476 21.7) podem.7 mm Resp.7 -120. mostrados na parte inferior da ilustração. enquanto o material da base horizontal tem40 kgfm2• A massa específica do eixo é de 7.094 -100. por simetria. ser aplicadas. A massa m de cada peça é facilmente calculada sem ser'necessária qualquer explicação adicional. [z = Resp.7 = 53.::l V.25 -+(75))= -100mm As coordenadas x e y dos centros de massas das peças restantes são obtidas facilmente por inspeção.3 mm 2. Os termos pertinentes à aplicação das Eqs.19 110. Solução. tem-se do Problema Resolvido 5. Tomar-se-á a peça triangular como uma área negativa. agora. (5.0 0.2 que o centróide de uma massa triangular está a + da sua altura a partir da base. (5.0 1. e os resultados são: [y = J.2 mm 311' Xl 150 75 mCD ~ l00~ Z= Para a peça 3. que é igual a Problema Resolvido 5.7 As Eqs.642 75. . Para a peça 1.7) são melhor apreciados na forma de uma tabela como a seguinte: m y Z ° m z °° (mm) -150.600 -42.my ] J. que a coordenada x do centro de massa é zero.'"4 (50) = 21. O corpo pode ser considerado como composto dos cinco elementos.m Y = Z = 140.38 (kg (kg o° mm) o mm) 140. Para os eixos de referência indicados é evidente.642 -120. e a coordenada x do centróide da área sob a curva é dado por ~(A Lix)xc x=--~A Lix para o centróide do volume real.0 0.030.0 2.642 = -45.

Localizar o centróide da área do Probl.r FORÇAS OISTRIBUfoAS / 161 8 PROBLEMAS PROPOSTOS do centróide da área triany I I Calcular a coordenaday gular.mm 90 I I I I a ~-----Probl.entre a coordenada x do centróide da área deste sombreada a elipse e o círculo do Probl. 5. a I I . pelo método artigo. repetida aqui.5.39 . Resp. Y=-- 91T (8 Calcular a coordenada y do centróide da fIgura mostrada.37 ~\ ~ Determinar. I----x . (Consulte a Tab. mm 60 . 14R Probl. X = 6. C3 no Apêndice C para obter as propriedades de uma área elípticao) ~ Calcular a coordenada: x do centróide da área sombreada mostrada.5. Problo 5.repetida aqui.10. pelo método apresentado neste artigo. li . ~' . 5. repetido aqui. Y = 40 mm I I I I y...35 @ Localizar o centróide da área sombreada do Probl. --x Probl.~ '-~. 5.38 Y I Probl.54 mm Y I x Probl. 5036 \ --x \\ \\ ______ \ ~ __ x. Resp. 50S. 508. pelo método apresentado neste artigo.' .33 y I Resp.

5. aqui repetido .46 . x= y= ---4-11' 3 t5. curvada no formato mostrado. fi = 39. Resp. ProbL 5.. Resp. repetida aqui. de modo que a seção reta permaneça na horizontal.lmm ~.41 5..162 I ESTAnCA rS:39\Loca1izar o centróide da área sombreada do Probl. Resp.44 I I I I 5.40 Q Calcular as coordenadas do centróide da área sombreada.43 5.45 150 mm I L:::-::::" L:J ---. Y=48. Encontrar o valor de a.. em terinos do raio r.46 A concha hemisférica e sua base semi-circu1ar são formadas pelo mesmo pedaço de chapa metálica.45 5. X= Y= 107.44 Calcular as coordenadas do centro de massa da barra esbelta.4Ol Calcular a distância Y do eixo x ao centróide da . pelo método deste artigo. a altura fi da base ao centro de massa do tronco de cone maciço do Probl.lmm. y I Probl.42 Determinar a distância fi. 10 .9mm./ área sombreada.3 mm z Probl. Prob1.11.42 5.S.43 Uma barra uniforme é dobrada na forma mostrada e está pivotada em Q. 5.5. pelo método deste artigo. Z=31. / / /+" II " 4ml " X=31. da superfície inferior da chapa da base ao centróideda seção estrutural composta. y Probl.5.r 50 mm 50mm Determine.2m y I 150mm 50mm I Probl. 6m 6m Probl.5. 5. 5.311' a Resp.16.

em lugar do triângulo. 5. 5. Resp.3 mm.2 kg e 2.9mrn. 'I = . 5. consistindo de placa triangular. que se comete ao se determinar a coordenada x do centro de massa da área triangular. 2. X=0. A casca é feita de chapa me: de 24 kg/m 2 de massa e o semicírculo da e dade é feito também de chapa metálica cuja fi: no entanto. 5.4 mm. que é feito de uma chapa de espessura uniforme..48 As massas das três peças do conjunto soldado.. y I Como exemplo da precisão que se pode ter nas aproximações gráficas.50 Dimensões em milímetros Probl.50 Resp. 5. e a da chapa. Calcular as coordenadas do centro de massa. 5.FORÇAS DISTRIBUrOAS de pequena espessura. tal como está esquematizado na figura..00% para menos y b~----. calcular o erro e.3 mm y I Probt. soldada a uma chapa triangular.2 kg. Determinar a posição do centro de massa da cilíndrica com uma das extremidades fechacU um semicúculo. _ . Z = 10. em percentagem. 5. Admitindo que a massa do material tubular seja de 7. de 100 kg/m\ calcular as coordenadas do centro de massa da peça . I I __ I a Probl. Resp.47 Y=r/3 Calcular as coordenadas do centro de massa do molde mostrado.. 5. 4.2mrn.5 kg.6mm 5.47 5.52 x . respectivamente.49 Uma peça é formada por uma armação tubular. '1= 47.90. X= -8.51 Determinar as coordenadas do centro de massa do suporte.S mm Probl. empregando-se os cinco retângulos de largura a/5. e calcular as coordenadas do centro de massa da concha e da base combinadas. é de 36 \ég/m2• Resp.48 5. barra uniforme e chapa semicircular.52 Dimensões em milímetros Probl. X=17. '1= -31.51 5. Resp.5 kg por metro de comprimento.475r. e = 1. Usar os resultados do Probl. são.5.49 Probl. Z=200. X = 348 mm.23.

60 Probl. Calcular o ângulo a feito pela parte retangular com a vertical quando o envólucro repousa sobre uma superfície horizontal.53 / "'lATlCA Um gabarito metálico tem a forma mostrada. D = 1.56 Probl. 5. para assegurar o equilíbrio (centro de massa em O) do disco.90 Um envólucro cilíndrico com uma extensão retangular e extremidades semi-circulares é todo fabricado da mesma folha de metal. X = O. Resp.5 mm.0 mm y . y I 120' 100 mm 'x -x 20 40 60 80 100 120 140 160 mm Probl.57 5. 5.586a Uma carga homogênea de explosivos deve tomar a forma de um cilindro circular de comprimento L e diâmetro d2.55 Probl. 5. de lado a.~. Estimar a localização do centróide da área visualizada e anotar suas coordenadas. dobrada no formato mostrado na fIgura. em uma posição de equilíbrio.54 O disco contém três furos de diâmetro d nas posi- ções mostradas.54 5.57 5. a = 39. Resp. Resp. Determinar o valor de h que causará o centro de massa do restante da placa se localizar o mais para a esquerda possível. 5.53 5. Resp.: 5. 5. Determinar o valor h que fará com que o centro de massa da carga fIque o mais afastado possível da extremidade aberta. Y = -14. Probl. () = 84.56 Determinar a posição do centro de massa da chapa [ma.58 .55 Um pedaço retangular é removido de uma pláca de metal quadrada. verifique sua estimativa pelo cálculo usando a malha superposta. A seguir. no mesmo raio r. Determinar o diâmetro D e a posição angular () de um furo a ser broqueado no disco. quando este girar em torno de seu centro O. 5. Z = 73. com um furo axial de diâmetro dI e profundidade h. como mostrado no corte. 5. h = 0.58 Probl.227d.

5.17. geôrnetra grego que viveu no 3. (5. Na Fig. o volume gerado é obtido multiplicando-se a irea geradora pela circunferência da trajetória circular. então. Na Fig.5 . 5. comoyA = f y dA.5. Assim. a área vem a ser: (5. com o nome de Guldin (Paul Guldin. o arco de curva. quando as áreas * Atribuídos a Pappus de Alexandria. Um elemento desta superfície é o anel gerado por dL. em torno de um eixo do seu plano. tem-se: (5. não obstante os :::3balhos de Pappus serem. descrita pelo seu centróide. que gira em torno de um eixo do seu plano. expressos pelas Eqs.8) onde y é a ordenada do centróide C da curva de comprimento um cilindro circular reto de altura L e raio y. em tomo do eixo dos x. gerando uma superfície. Assim. de comprimento L no plano x-y.e. I y I y I I L.17 No caso do volume gerado pela revolução de uma área. .0 século d. a quem alguns atribuem a autoria original. do seu conhecimento. e o volume total é: Porém. 1577-1643). gira em torno do eixo dos x.8) e (5.TEOREMASDEPAPPUS* Existe um método muito simples para calcular a área de uma superfície gerada por uma curva plana. são úteis não somente para o cálculo das ireas e volumes gerados como também para determinar os centróides de linhas e áreas planas. Esses teoremas são apresentados.9) de y é a ordenada do centróide C da área A resolvida.9). Os dois teoremas de Pappus. A área deste anel é a súa circunferência vezes o comprimento do arco: dA = 27TY dL e a área total é. pode-se estabelecer uma expressão. A Porém.16.5. o anel da seção transversal dA e raio y é um elemento do volume gerado pela revolução da área A.I FORÇAS OISTRIBUfoAS / 165 5. a área gerada é igual à área lateral de I Fig. e que não a intercepta. como yL = 27T J Y dL = f Y dL. aparentemente.16 Fig. e que não o intercepta. O volume elementar é d V = 211)' dA. igualmente simples para o cálculo do volume gerado. =__as vezes.

menor do que 2rr. 5. 5.64 Calcular o volume V do sólido gerado pela revolução. pelo método apresentado nesta seção.63 Uma casca tem a forma de uma superfície gerada por um arco de circunferência. gerado pode ser obtida. = ()ijL e v = ()ijA PROBLEMAS 5. girando 3600 em torno do eixo dos z.da superfície de um toro completo. V= 3 619mm3 Determinar o volume V e a área lateral A. Da área conhecida A = 4'/1'r' da superfície de uma esfera de raio r. Escreva a expressão dO'volume V do sólido gerado. Resp.64 5. Do volume conhecido V = 1. de um cone circular reto de raio da base r e altura h.60 5. 5.62 ProbL 5. são conhecidos. Usar a notação do semitoro do Probl. 5. No caso em que a linha ou área não completa o giro. z c Probl.32 e determinar o volume V e a área A.62 Probl. no ângulo de 1800 do triângulo retângulo. Calcular a área da superfície de um dos lados da casca completa.63 Probl. determinar a distância radial r do centróide da área do semicírculo usado para gerar a esfera.'/I'r3 de uma esfera de raio r. 5.65 5. tem-se a distância do centróide ao eixo de revoluçã:o. Assim A sendo e expresso em radianos. em torno do eixo dos z. (5. percorrendo apenas wn ângulo e. Dividindo-se a área ou volwne por 27T vezes o valor correspondente ao comprimento da linha ou a medida da área. substituindo-se 27T por e nas Eqs. 5. em torno de eixos que não os interceptam.166 / ESTÁTICA e volwnes gerados pela revolução dessas linhas e áreas. determinar a distância radial r do centróide do arco do semicírculo usado para gerar a superfície.59 PROPOSTOS 5.66 . a área ou o volume.65 O triângulo sombreado de base b e altura h gira em torno de sua base de um ângulo e para gerar uma parte de um sólido de revolução. Probl.9).8) e (5.61 5.

ser pintado cqm duas demâos de tinta com índice de aproveitamento 16 m'/litro. A massa específica do ".FORÇAS OISTRIBUfoAS I 167 5. 5.68 Determinar o volume V gerado pela revolução da área do quadrante de círculo. Quantos litros de tinta serão necessários para pintar o tanque e a coluna vertical cilíndrica? Resp.71 5.39. num ângulo de 900• Resp. x I I I 5.a I I I I I ~ z I I I Probl. feito de alumínio.5 litros Probl.68 A 5. 25.67 5. V= Determinar o volume contido pela casca em forma de sino do Probl.12 1103 5. .67 ~---.0 kg.69 Calcular o volume Ve área A total da superfície do anel completo. em torno do eixo dos z. Calcule a área desta superfície. A área total da seção mostrada é 15 200 mm' e o volante tem massa de 10. consultou um desenho em escala do tanque e determinou que a linha curva ABC tem um comprimento de 10 m e que o seu centróide dista 2. alumínio é 2. 5. 5. a área da superfície de um dos lados da casca em Um volante de controle manual. Empregar os resultados citarlos no Probl.72 ProbL 5. Calcular a distância r ao centróide da meia seção.73 5. A = 9. 5.29.50 m da linha de centro do tanque.72 (311 - 2) z I I Um tanque de arrnazenamento de água é uma casca de revolução e deve.70 Probl.5. O engenheiro (que não se esqueceu da Mecânica). 5.66 Os dois arcos de círculo AB e BC sofrem uma revolução em torno do eixo vertical para obter a superfície de revolução mostrada. empregando o teorema de Pappus. z Probl. mostrada aqui outra vez. em torno do eixo dos z.69 Mg/m3• . Resp.70. cuja seção transversal quadrada é mostrada. 5. tem as proporções mostradas na vista em corte.69 5. num ângulo de 900• forma de sino do Probl.87 (10') mm' Determinar o volume V gerado pela revolução da área do quadrante de círculo.70 Determinar.

e considerando-se qualquer parte dela separadamente. TÓPICOS ESPECIAIS 5. e a teoria que serve de base para os cálculos deve ser perfeitamente conhecida. os mais importantes de todos os elementos estruturais. estabele- . em toneladas do concreto necessário para construir a represa em arco circular vista na figura. 5. v= 27. A capacidade de carga de uma viga é analisada sob dois aspectos. O concreto tem massa específica de 2. m = 1.168 / ESTÁTICA Probl. Primeiro. do arco de círculo de 0.8m 120' ) / / 1\ V / I Probl.75 5.74 5. 5.126 (106)/Mg \.6 m. cuja seção é mostrada. Resp. e as cargas são em geral aplicadas normalmente aos eixos das barras. sem dúvida alguma.2 (106) mm3 Probl. longas. Determinar a área A gerada. Calcular o volume de estiropor usado em cada anel. em sua maioria. Resp.6 .VIGAS Os elementos estruturais que oferecem resistência à flexão causada por cargas aplicadas são conhecidos como vigas.74 Uma superfície é gerada pela revolução completa.76 SEÇÃO B. Resp. 5.76 Calcular a massa· m.40 Mgfm'.75 Um anel de estiropor. estabelecendo-se as condições exigidas pelo equilíbrio da viga. Segundo. como uma peça única. 5. A = 4. \0. em torno do eixo dos z. As vigas. são barras prismáticas. foi projetado para a embalagem de um item de produção em massa.73 Dimensões em milímetros Probl.8 m de raio e subtendido pelo ângulo de 1200• O diâmetro do pescoço é de 0.62 m' 5. As vigas são.

a sua derivada.18 mostra exemplos de ambos os tipos. A intensidade pode ser constante ou variável. além dos princípios da Estática. Estes efeitos representam as componentes vetoriais da resultante das forças que atuam sobre uma seção transversal da viga. uma viga também oferece resistência ao cisalhamento. As que têm mais apoios do que os necessários para o equilíbrio são estaticamente indeterminadas e. para a determinação das reações dos apoios. o conjugado M é conhecido como momento fletor e o conjugado T é chamado momento torsor. normalmente tratadas no estudo da Resistência dos Materiais. 5.19 (b) Osalhamento. Contínua â v. de modo que a viga possa suportar aquelas forças. A primeira parte desta análise exige a aplicação dos princípios da Estática. Flexão e Torção.18 . à flexão e à torção.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 169 cendo-se as relações entre as forças resultantes e a resistência interna associada. 5. também. Além de resistir à tração e à compressão. A Fig. como está mostrado na parte esquerda da figura. / Vigas estaticamente determinadas As vigas podem. 5.5. Este item diz respeito somente ao primeiro aspecto do problema e dará os conhecimentos necessários para calcular a distribuição ao longo da viga das forças internas e dos momentos que atuam em cada seção. As vigas apoiadas de modo que as reações dos apoios possam ser calculadas apenas com a aplicação dos princípios da Estática são conhecidas como estaticamente determinadas. devem ser consideradas as relações entre as cargas e as deformações. além disto. 5. onde muda abruptamente de intensidade. o é. .18 estão suportando cargas concentradas enquantO' que a viga da Fig. A intensidade w de uma carga distribuída pode ser expressa como força por unidade de comprimento da viga. As vigas da Fig. 5.dwjdx. Embora intensidade não seja descontínua em C. contínua ou descontínua. é descontínua em D. (a) Tipos de vigas.19 é constante de C aD e variável deA a C e deD aB. Estes três efeitos estão ilustrados na Fig. ser identificadas pelo tipo de carregamento externo que suportam. A intensidade do carregamento na Fig.20. Nesta seção são examinadas somente vigas estaticamente determinadas. A força V é chamada força de cisalhamento. enquanto a segunda envolve características de resistência. li- w ~ C D ~--x B Fig.5. Composta y 8 t-t Engastada em uma extremidade e simplesmente apoiada na outra Engastada em ambas as extremidades Vigas estaticamente indeterminadas / Fig.19 suporta uma carga distribuída.

são positivos ou negativos.21 Ocorre com freqüência a impossibilidade de se determinar. 5.22. Observa-se. Para este perf1l. aplicados em suas extremidades. se o cisalhamento e o momento. com a alma de pequena espessura comparada com a das mesas.5. considere a viga. são as mais empregadas. As convenções mostradas na Fig. 5. tlexionada pelos dois conjugados iguais e opostos. sem o auxI1io de cálculos.22 . sobre uma certa seção de uma viga carregada.21. pelo princípio da ação e reação. que os sentidos de VeM são opostos nas duas seções.170 I ESTATICA v ~ V Cisalhamento Torção B)M Flexão V Carregamento combinado Fig. Para auxiliar a interpretação física do momento fletor M. e deixar os sinais algébricos dos valores calculados indicarem o sentido correto. a I Fig. para valores positivos de cisalhamento Vede momento fletor M. é recomendável representar VeM. Por esta razão. A seção transversal da viga é a do perfIl estrutural I.5. +v Fig.20 A partir deste ponto a atenção será voltada. em seus sentidos positivos. nos diagramas de corpo livre. causados por forças aplicadas sobre a viga e contidas em um único plano. principalmente.5. mostrada na Fig. para a força de cisalhamento V e para o momento fletor M.

calculado pelas forças situadas à esquerda da seção.5. quando representadas graficamente. A variação da força de cisalhamento Vedo momento fletor M. 5. uma parte da viga. a distribuição das forças na seção seria diferente porém a resultante seria o mesmo conjugado. Os carregamentos cujas intensidades sejam constantes ou que variem linearmente ao longo da viga são de fácil tratamento.irios ao estudo da viga. considerada como um todo. Deve ficar perfeitamente entendido que a mesa superior sofre encurtamento. A parte da viga que encerra o menor número de forças. A primeira etapa na determinação dos esforços cortantes e momentos fletores é estabelecer os valores de todas as reações externas sobre a viga. R =t I wL C2L/3~ A1ffll L (b) w L (e) ~ Fig. pela aplicação das equações de equilíbrio a um diagrama de corpo livre da viga. quando. ~ usual indicar nos diagramas as zonas positivas e nega. for voltado para cima.tivas por meio dos sinais (+) e (-). usualmente conduz à solução mais simples. As expressões para VeM. A Fig. * (c) Cargas Distribuídas. fornecem os diagramas de esforço cortante (força de cisalhamento) e de momento fletor da viga. devem ser coerentes com a convenção positiva. fornece elementos necess. Em seguida. enquanto a mesa inferior sobre alongamento.atuando em uma seção qualquer é um conjugado e tem o valor do momento fletor da seção. observa-se que a resultante passa pelo centróide da figura formada pela intensidade w e pelo comprimento.21. Não se deve escolher uma seção transversal que coincida com a localização de uma carga concentrada. ilustrada na Fig. em função da distância ao longo da viga. Particularmente. indicar uma rotação no sentido dos ponteiros de um relógio. estando sob compressão.23 ilustra os três casos mais comuns e as respectivas resultantes das cargas distribuídas. devendo-se determinar esse valor e a seção em que atua. 5. ao longo do comprimento. Em cada um desses exemplos. . Se uma viga com seção transversal diferente fosse carregada do mesmo modo. em cada seção escolhida. em geral. à direita ou à esquerda de uma seção transversal arbitrária. e as equações de equilíbrio são aplicadas a esta parte isolada da viga. O momento fletor é positivo quando. a preocupação principal no projeto ou seleção de uma viga. Existem convenções para o traçado. Se forem utilizadas as forças à direita. A resultante das duas forças . é isolada com um diagrama de corpo livre. Finalmente. calculado pelas forças situadas à esquerda da seção. Essas equações estabelecerão as expressões para o esforço cortante Ve para o momento fletor M que atuam na seção transversal da parte da viga isolada. a convenção deverá ser invertida. o valor máximo do momento fletor é. sobre o qual se distribui o carregamento. porque uma tal posição representa um ponto de descontinuidade na variação do esforço cortante (cisalhamento) e do momento fletor.uma de tração e a outra de compressão .FORÇAS OISTRIBUfoAS I 171 carga suportada pela alma pode ser desprezada quando comparada com as das mesas.T. porém não são universais. estando sob tração.23 • N. O esforço cortante é positivo. à direita ou à esquerda da seção arbitrária. Se forem utilizadas as forças à direita a convenção deverá ser invertida. é importante observar que os cálculos para VeM. As variações da força de cisalhamento (esforço cortante) e do momento fletor são representadas com mais perfeição graficamente.

A Eq.(V + dV) = O (5. 5. A integral f w dx dá a resultante R e a integral f xw dx. estas quantidades são também mostradas no sentido positivo. O cisalhamento Ve o momento M que atuam sobre o elemento são traçados. Assim.5. o momento da força distribuída. que muito auxiliarão a construção das distribuições de cisalham~ntos e de momentos. em qualquer ponto. j+-x I I I I I I I I dR=wdx H-x~ ~dx Fig.24. dR = w dx.10) vale dos dois lados de uma carga concen- . igual ao negativo do valor do carregamento aplicado.25 representa uma parte de uma viga carregada e um elemento dx da viga. porque é necessário existir variação de VeM como x. isolado. O princípio dos momentos permite localizar R através de R"X = f xw dx. como o da Fig. tem-se vou w dx . w = f(x) -1 r-dx M(i~M+dM V+dV Fig. na posição x. pois este comprimento é uma quantidade diferencial e o efeito de qualquer variação de w ao longo dele é desprezível comparado com o próprio valor de w.5. (5. para qualquer viga com carga distribuída. Cisalhamento e Momento. O carregamento w representa a força por unidade de comprimento da viga. com sentido positivo.172 / ESTÁTICA Para um carregamento de forma mais geral. (5. A Fig.10) que a tangente do diagrama de cisalhamento deve ser. O carregamento aplicado w pode ser considerado constante sobre o comprimento do elemento. 5.10) Observa-se da Eq. deve-se iniciar com um incremento diferencial de força.25 O equilíbrio do elemento requer que a soma das forças verticais seja zero. Pode-se estabelecer algumas rela· ções gerais.24 (d) Relações Gerais entre Carregamento. No lado oposto do elemento. onde a coordenada é x + dx. poré~ identificadas 'como V + dV e M + dM.

também. como é o caso de vigas com carga concentrada.. O procedimento de somar a área sob o diagrama de cisalhamento é. Mo é o momento fletor em Xo e M.11) que significa ser o cisalhamento. exprimir o momentoM em função do cisalhamento V. M " f ou M Mo dM=f "o Vdx = Mo + (área sob o diagrama de cisalhamento de Xo ax). neste ponto. Assim.25 também requer que a soma dos momentos seja nula.. . que é do primeiro grau em x. é possível introduzir um conjunto especial de expressões chamadas funções singularidade.12) Assim. o grau da função M de x é duas unidades acima do de w.2 + (V + dV) dx dx - (M + dM) = O Os dois M's se cancelam e os termos w (dX)2/2 e dV dx podem ser desprezados. Este livro não discutirá estas funções .10) e (5. Observa-se.11. tem-se M + w dx. Com isto. igual à tangente da curva de momentos.10) e (5. combinados vetorialmente. para uma viga com carregamento dado por w = kx. * Quando a flexão de uma viga ocorrer em mais de um plano. das Eqs. obtém-se simplesmente (5. Este método só pode ser empregado se w for uma função contínua de x. Nas vigas onde não existir momento Mo externamente aplicado em Xo = 0. Nessa expressão. em qualquer ponto da viga. tendo atenção para utilizar os limites ~da integração apropriados em cada integração. por serem diferenciais de ordem superior comparados com os demais. Assim. e passa por um valor nulo. (5. com dV/dx será máximo ou mínimo. integrando 5.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 173 trada. que V é uma função de x com grau uma unidade acima daquele referente a w e. porém não pode ser usada no seu ponto de aplicação devido à descontinuidade provocada pela variação súbita no cisalhamento. Também ocorrem valores críticos de M quando V cruza o eixo do zero de forma descontínua. se w é uma função de x. uma vez que dM/dx = O. o momento M pode ser obtido por duas integrações. que permitem escrever expressões analíticas pna o cisalhamento Ve o momento M sobre um campo de descontinuidades. O. Os resultados podem ser. O equilibrio do elemento na Fig. o cisalhamento V é do segundo grau em x e o momento fletor M é do terceiro grau em x. As Eqs. agora.11). a maneira mais simples de construir o diagrama de momentos . então. pode ser efetuada uma análise separada em cada plano. que o grau de M em x é um acima do de V. Pode-se. Além disto. geralmente.11) podem ser combinadas para dar * (5. (5. o momento em x. 5. o momento total em qualquer seção é igual à área sob o diagrama de cisalhamento até aquela seção. Tomando os momentos em relação ao lado esquerdo do elemento. - * Quando w é uma função descontínua de x. o momento fletor Quando V é uma função contínua de x.

4 (10 -x) OLol O Estes resultados são válidos apenas nas seções da viga à direita da carga de 4 kN.6x= Estes valores de Vede M se aplicam a todas as seções da viga à esquerda da carga de 4 kN. O equilíbrio dá Mq V. Os valores de VeM são representados conforme mostrado. isola-se uma seção da viga.2. com seus sentidos positivos. Quando se percorre no sentido positivo o eixo x.kN 1. ~ 4m.7 Sm 4 kN Determinar as distribuições de cisalhamento e de momento na viga da fIgura produzidas pela carga concentrada de 4 kN.S I I [I:Fy = O] = O] V + 24 =O V= . e traça-se o seu diagrama de corpo livre mostrando o cisalhamento V e o momento fletor M.6x M -1. m I I . O próximo passo é isolar uma seção da viga à direita da carga de 4 kN e traçar o seu diagrama de corpo livre mostrando VeM com seus sentidos positivos.174 I ESTÁTICA Problema Resolvido 5.6 - V= O O V= 1. meramente. 6 iõ-x. a área sob o diagrama.4 kN ± V J--x tRz = 2.kN'm I 9. O equilíbrio requer.l Solução.6 kN R2 = 2.4) 00 -x) +M= M= 2. O momento fletor máximo ocorre na seção onde o cisalhamento muda de sentido.4 kN = O] [I:MRI = O] [I:Fy 1.2.4 kN A seguir.6kN M= 1.4 kN O r--------I I I I I I . de comprimento x.SI 2. de cisalhamento. 4kN RI = 1. M.4 [I:MR2 -(2. Encontra-se as reações nos apoios através do diagrama de corpo livre da viga considerada como um todo. partindo de x = O. vê-se que o momento M é.

~ .33 kN --x R2 A seguir. Assim.77) . obtém-se -dv/dx = 0.0. Os diagramas da força de cisalhamento e do momento fletor podem ser obtidos. O equilÍbrio da viga como um todo dá [I:MRI [I:Fy = O] = O] 0.04 = 5. paraM. = 1. Assim. e passa pelo centróide desta área.V= O V= 1. . A intensidade da carga linear é w = (x/l0) = 2.0133 (5.33/0.67) R! R.08x kN/m A resultante F do carregamento linear sobre a seção da viga é igual a área da distribuição triangular e passa pelo centróide desta área.FORCAS OISTRIBUfoAS I 175 Problema Resolvido 5. conforme requerido pelas Eqs. Nota-se que M é máximo quando V = O.67 . Se as expressões para VeM forem derivadas em relação a x.33 .04x' . plotando VeM.11). ~ .33 . Substituindo este valor de x.04x'(x/3) -M= O .33 .0. na expressão.m 10 A equação de momentos em tomo da seção cortada e a equação das forças na direção y estabelecem o equilÍbrio da seção. conforme mostrado.0. que. em qualquer seção. dá Mmáx.67 M= 1. isola-se uma seção representativa da viga e traça-se o diagrama de corpo livre.4 (6. R. mostrando VeM nos sentidos positivos.33x .~kN/m I.8 . = 1.77 lO-X' m Como a intensidade da carga é uma função contínua de x. induzidos na viga pela carga distribuída. as expressões para VeM são válidas ao longo de toda a viga. F= -}wx = -}(O.0.4 = O. iguala. cuja intensidade varia linearmente com o comprimento. = 2.04 x' --x.0.J 1..77)3 = 5.33 .0. observa-se que o valor de M. Determinar as distribuições de cisalhamento e de momentos.13 kN 'm Outra vez.04x'. 10m . respectivamente.2.04x' ()u x =. R = -} (0.O. dando [I:M= O] 1. . .04x' 5.67kN RI y I + 2. (10) = O.1 Solução.77 m.0133x3 [I:Fy = O] 1.8) = 0. A resultante R da distribuição linear de carga é igual à área do diagrama triangular.67 kN (0. a w e a V.33 (5. (5~10) e (5. que representa a carga distribuída. conforme mostrado . o que ocorre quando 0= 1.08x e dM/dx = 1.33x .8) (10) = 4 kN.08x)x = 0. agora. é a área sob a curva de cisalhamento até aquela seção.

no intervalo seguinte. Oprirneiro intervalo da viga é analisado no diagrama de corpo livre da seção compreendida por ° < x < 2 m.23 . Do diagrama de corpo livre da seção compreendida em 2 < x < 4 m.23x . Deve-se observar que VeM estão representados nos seus sentidos positivos.2) + 1 .~-"-176 / ESTÁTICA Problema Resolvido 5.~. mostrada na parte superior da figura.5 kN e o momento segue uma relação linear.. onde a curva do cisalhamento cruza o eixo x. 1'.1. O momento máximo ocorre em x = 2.Fy= [~M=O] 01 v = 1.33 . 'm·-.0.83 kN'm Resp. O último intervalo pode ser analisado por simples inspeção.23kN L _327kN I IR2 - Estes valores de VeM são válidos para O < x < 2 m e estão plotados.l.23 = 1. = 1. para o intervalo 2 < x < 4 m.9 Traçar os diagramas das forças de cisalhamento e dos momentos fletores para a viga carregada.2) -.0. a Pll1tir da extremidade esquerda da viga.: x ~ M= -0. considerando-se as resultantes das cargas distribuídas.77 kN e M= 7.23 = x-2 M + 1 (x .771 V= -1. e a intensidade de M é obtida substituindo este valor de x na expressão para M do segundo intervalo.23x =° . conforme mostrado no diagrama de corpo livre da viga considerada como um todo. para o intervalo 4 < x < 5 m. o equilíbrio das forças verticais e a soma dos momentos.5 1 : I I -1.5 kN I I = 01 V + 1 (x . Continua-se a análise do restante da viga.23x M .2 ° V = 2. O cisalhamento é constante e igual a + 1.0. As reações dos apoios são mais facilmente encontradas.-} (2)) .momento máximo é 1831----~ J I MkN'm 1 I--x.25x' 3 -----' ---x =° I M + (0.1. O somatório das forças verticais e o somatório dos momentos em torrio da seção cortada dá 2kN I P.m I ]1. .50x' Estes valores de Vede M estão traçados nos diagramas de cisalhamento e de momento.667 + 2. O somatório de forças verticais e o somatório dos momentos em tomo da seção dá t 1/23kN V i 61 -l--x.23 m.23x .-----------------. em torno da seção cortada dá [~Fy 123 kN ~' t • ~M I~~(" ~M M l(x _ 2) ~D .0833x3 tR. neste intervalo. Determinar o momento máximo M e sua localização x.L i I Á"-. usando o diagrama de corpo livre da parte da viga à direita da seção. nos diagramas de cisalhamento ede momento mostrados nas ilustrações.m 1 6 M= 1. m m Solução.x [~M=OI + 1 [x .25x') ~ . O . iniciando com valor nulo na extremidade direita da viga.1.77x ' I : : I 1 1 1 I Estes valores de Vede M estão traçados nos diagramas de cisalhamento e de momento.

' Resp. Resp.77 4m ~_ 5. 5. Mc= -2. M= 1. 5.80 5.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 177 Como já foi visto. = 6.77 PROPOSTOS Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para o trampolim que suporta um homem de 80 kg em posição para dar um mergulho.78 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga carregada. 5.78 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga mostrada e encontrar o momento M na seção C. Por exemplo. p t 5.0833x3 que está em concordância com os resultados já obtidos. A ~2Illt 600N 4m ~ B Probl..6. 5. PROBLEMAS 5. para x < 2 m.79 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga horizontal mostrada e determinar a intensidade máxima do momento fletor e a sua localização.M=fvdx] x M . 600N Probl.81 3kN 2kN 2m . é igual à área sob o diagrama do cisalhamento.79 ! 3m h~ 5.0.0.25x2) dx.23 . o momento M em qualquer seção.78Nom Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga em balanço.= 5. até a seção. Mmáx.80 I I ~A ~c '~ Probl.s.81 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga mostrada.5.23x .00 kN o m em x = 7 m B Probl. 5.83 .82 Probl. ---x Probl. [.O = fo (1.

90 ~M Probl.85 5.84 m-----+i ~ . Encontrar a altura y em função do comprimento x a fim de que todas as seções da viga tenham a mesma resistência à flexão.5 m à direitadeB? Resp.·Determinar o momento fletor M de intensidade máxima.I 1 ~~L~--k-~---J..88 5. Qual é o momento M em urna seção 0.. 5. em função de e . Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento para a viga.86 4m 6m~ C 5.5. Determinar as expressões para o cisalhamento V e para o momento fletor M.JXTf ~ A 12 m-r-2 .84 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento para a viga sujeita ao conjugado da extremidade. 5. A viga em balanço da figura tem altura h no engastamento.87 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento para a viga carregada. 5. B Probl. o perfil -r-~-{ I I I I I > I Y 1 kN Probl.83 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento. em balanço.86 Construir o diagrama de momento para as duas vigas ligadas pela articulação B e carregadas corno está na figura. Resp.. 5. para a viga carregada. em seu centro. M= -120N.88 r 1-- I ---r. 4m 6m Probl. da unidade rígida mostrada. e suporta a carga de 1 kN. Resp.89 Urna viga em balanço tem a forma de um arco de quadrante de círculo.~J Probl.85 soldado em ângulo está também soldado à viga AB.m 5. M= -5 kN-m . 5kN 5. corno se vê na flgUIa. 5.J 120N'm r 5. 5. y = h . pelo conjugado C.178 I ESTÁTICA 5.87 A resistência à flexão de urna viga de largura uniforme é proporcional ao quadrado da alturay da viga. Probl.89 Construir o diagrama de momento fletor para o eixo AB.

500N/m Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga simples. M= fPl .97 Probl.. Calcular o momento fletor máximo M.93 5. se os seus valores em A são. onde os vetores dos momentos positivos são tomados no sentido positivo dos eixos. Calcular a força de cisalhamento e o momento fletor em B. para a viga em balanço com a carga uniforme w por unidade de comprimento.92 5. Determinar a intensidade M do momento fletor máximo.•. 5. 5.97 Traçar os diagramas de esforços cortantes e momentos para a viga que suporta a carga de 500 N por metro de comprimento da viga.•. com carregamento mostrado na figura.. sob uma carga L na extremidade. Calcular a intensidade máximaM do momento fletor.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 179 5. onde o conjugado da extremidade M1 é ajustado de modo a produzir momento nulo na extremidade engastada. 5.=-Lacoso. Probl.98 Probl. Resp.: I J 5. 5.94 5. na viga curvada na forma de um quadrante de círculo. M= wI' 8 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga em balanço.Il Uma viga suporta uma carga distribulda.96 ~ I.95 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos.95 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga carregada. de intensidade constante w = 3 kN 1m. / O / a~ ---.99 ~ J:D1Probl. 5. Calcular a intensidade máximaM do momento fletor.94 . Calcular o momento fletor M em x= 2m. e para o momento fletor M. . Resp. 5. com o carregamento mostrado. 5. M= woI' 12 5..92 Traçar os diagramas dos esforços cortantes e dos momentos.5kN • m.96 Probl. para a viga em balanço. + 2 kN e -1 .91 Escrever as expressões para o momento de torção T. M. Resp. entre os pontos A e B. M= 12 kNem Probl. Probl.5.---- . carregada. Resp. Usar uma notação coerente com o sistema de coordenadas '-O-z.91 5.93 Traçar os diagramas de esforços cortantes e momentos para a viga uniformemente carregada. Resp. T=-La(1-senO) 5. distribuída sobre sua parte média . respectivamente.

se os seus valores na seção A são.)51' . Resp. Determinar a distância b.99 1-<-2m~ L 5.--x A ~2m~ B Probl.101 Fazer um croqui dos diagramas de momento fletor da viga da parte superior para os valores do balanço x = O.105 . Determinar a expressão para o momento fletor resultante M que atua no eixo. kN.wr2 (1 . L a +1 Resp. T = wr2 (% cos ~) M = .. apoiado nas extremidades. vista na figura. tem a forma de um arco de quadrante circular e suporta urna carga de w N/m que atua na face superior da viga. em um intervalo de 2 m. x = O.104 O eixo.103 3 kNfm ~ 1/2----.5 kN/m ~ '. medida da extremidade esquerda ao ponto onde o momento fletor é nulo entre os suportes.sen (J) (J - b >:7lA L ~ I Probl.j ~2m >I< 1m~ Probl. x = -2- ~ A B Prob\.100 Urna carga distribuída sobre urna viga em equilÍbrio.98 5. 5.5 m Probl. MA = 4T (1.. 5. 5. b = 1.2lx + 2x2 4 kNfm . 5.4b e x = 1. Resp.102 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga mostrada.100 5. MB = 2.180 f ESTAnCA 1. Resp. respectivamente. Calcular o momento de torção e o momento fletor M em função do ângulo (J. + 3 kN e + 2 kN • m.i03 5. VB = Probl.105 A viga curva.. está sujeito a cargas que variam linearmente em planos perpendiculares entre si. 5. 5.a)2. em balanço. 5. M= -3 ~l x(1- x) . 5. r=-1/2 ~ Probl.102 Determinar o momento fletor máximo M e o valor correspondente de x na viga da ponte rolante. Indicar a seção onde este momento atua. Calcular a força de cisalhamento e o momento fletor na seção B. aumenta linearmente de 2 a 4 kN/m.101 5.67 kN'm Resp.

articulada em todos os seus pontos. o peso é importante.5.I ) I ~ t-_x-J_z Probl. podendo mesmo ser a carga única a considerar.FORÇAS OISTRIBUfoAS 5. Os cabos flexíveis podem suportar uma série de forças concentradas. Resp. Determinar o momento fletor M. Em alguns casos. o peso do cabo. IY I -x+dx I =-X--11 T 8 T+dT ~fr~+-x W wdx 8+d8(c) R (b) Fig. o equilíbrio do cabo é estudado da mesma maneira. Para isso. comparado com as cargas que atuam. muito usado nas pontes pênseis.CABOS FLEXlYEIS* Um elemento estrutural de grande importância é o cabo. o vão. em outros. como se indica no carregamento da Fig. como se vê na Fig. transportes em carros aéreos. em função de x. que é uma estrutura considerada flexível em todos os pontos. for expressa em força por unidade de comprimento do vão x. 5.106 J 5. No cálculo dessas estruturas é necessário que se conheçam as relações existentes entre as tensões. não haja nenhuma resistência oposta à flexão. estuda-se o cabo como um corpo em equilíbrio. M rrx I 181 w = -wol 11 ( 11 I - sen -11X + x . por hipótese.7 . Se a carga w aplicada ao cabo da Fig.12). Um cabo flexível é um fio.106 A viga em balanço suporta uma carga senoidal = Wo sen (11Xj[) por unidade de comprimento. onde w é uma carga de intensidade variável. 5.T. (5. linhas de telefone e muitas outras aplicações.26b. Em qualquer caso.26b. 5. .26 (a) Relações Gerais. flexível. pode ser desprezado. Tal suposição implica em se ter as forças sempre agindo na direção do cabo. a resultante R das cargas verticais será R =J wdx * N. isto é.26a. a flecha e o comprimento do cabo. 5. aplicando diretamente a Eq. admitindo-se que. ou fio. linhas de transmissão. ou forças distribuídas por todo o comprimento.

de tensão. Porém. Conclui-se.26c. É comum. vem (T = de e + dT) (sen e + cos e de) (T + dT) (cos e . se cada parcela infmitesimal estiver em equihbrio.13) é a equação diferencial dos fios ou cabos flexíveis. se bem que erradamente.T. A carga vertical w dx completa o diagrama de corpo livre. A solução desta equação é a relação que satisfaça tanto à equação quanto às condições nas extremidades fixas do cabo denominadas condições de contorno.13) y = f(x) A Eq. em um ponto qualquer defmido por x. de modo que f xdR Rx= fxdR x= --R- A carga elementar dR = w dx é representada por uma faixa elementar de altura w e largura dx da área sombreada do diagrama de carga e R é representada pela área total. sen de (T+dT)cos(e Desenvolvendo o seno e o co-seno da soma dos dois ângulos. A condição de equiHbrio do cabo estará satisfeita. chamar-se a tração no cabo. 5. que: (T + dT) sen (e + de) = + de) = T sen e + w dx Tcose. o que está claro no diagrama de corpo livre. Cancelando os termos de segunda ordem. é T. obtém-se T cos e de + dT sen e . tg e = dy /dx o que permite dar à equação de equillbrio a forma (5. respectivamente.182 I ESTATICA fazendo-se a integração no intervalo desejado. A tração * no cabo. (5. Chamando esta força horizontal constante de To = T cos e e combinando com a primeira equação resulta d (To tg e) = w dx.sen e de) Tsene + wdx T cos e. das expressões anteriores. . o que é verdadeiro no limite. A posição de R é encontrada pelo princípio dos momentos. quando de tende para zero. O equilíbrio das forças verticais e horizontais exige. Na seção x + dx a tração é T + dT. sendo e o ângulo que o cabo forma com a horizontal na direçãox. e substituindo-se cosde = 1. e simplificando. que R passa pelo centróide da área sombreada. e o ângulo e + de.T sen e de que se pode escrever como d (T sen e) = w dx = o + dT cos e = w dx e d(Tcose) = O A segunda relação mostra que a componente horizontal de T não varia. O diagrama de corpo livre de um elemento diferencial é mostrado na Fig. Esta relação defme a forma do cabo e será usada para resolver dois casos importantes de carregamentos de cabos. * N. Note-se que as variações de T e e foram tomadas positivamente para uma variação positiva de x.

27 mostra uma ponte pênsil de vão L e flecha h. (5. de dx-To que defIne a inclinação da curva como função de x.. dyjdx modo que C = O. dy _ wx = O. vem (5. visto na Fig. Integrando novamente. A Fig. sendo relativamente pequeno. (5. Para os eixos coordenados escolhidos. verifica-se que a forma do cabo é uma parábola vertical. vem: Iy o dy = IZwX -dx o To ou (5. onde o peso uniforme do tabuleiro pode ser expresso pela constante w.. Portanto. na origem. a situação se aproxima bastante da que se tem em uma ponte pênsil.27 (b) Cabo Parabólico._.15) .5. A componente horizontal da tração do cabo. com a origem das coordenadas no meio do vão. é desprezado.14) com os valores x = L/2 e y = h. prova-se que o cabo toma a configuração de um arco parabólico.27. Sendo constantes w e To.. componente essa que tem valor constante.· . Pela Eq. quando x onde C é uma constante de integração. a Eq. Nestas condições.13) pode ser integrada uma vez em relação a x para se obter: dy _ wx dx-To +C = O. o qual exige que Eliminando To. transforma-se na própria tração do cab".14) ~ O estudante deve perceber que poderia chegar aos mesmos resultados por meio de uma integral indefinida e conseqüente cálculo da constante de integração. 5. O peso próprio do cabo não é distribuído uniformemente pela distância horizontal (vão).-. sobre a curva. Entrando na Eq. porém. 5. vem To = WL2 8h e y = 4hx2 L2 A tração T pode ser determinada no diagrama de corpo livre por uma porção flnita do cabo. Quando a intensidade do carregamento vertical w é constante. ---------------------~-------~----------------FORÇAS OISTRIBUfoAS I 183 < L ) I Fig.14). (5.

1 Examinando-se esta série verifica-se que é convergente para todos os valores de h/L :s. Este diagrama de co livre difere daquele da Fig. Eq. vem (5. 5. . (5.5.-. Partindo do desenvolvimento. para o cabo vem a ser: (5. em lugar da carga uniformemente distribuída em relação à horizontal.S e o incremento de carga vertical w rlx_ da Fig. --. 184 I ESTÃTICA A tração máxima ocorre quando x = L/2 e vale T.l)(n - + . por unidade de comprimento. que. (c) Cabo em Catenária. 5.. é integrada termo a termo. em seguida.WLj 2 max.13).27.. a resultante R da carga será R = jJ. Consideremos. (5.28 . substitui-se esta expressão por uma série convergente. agora. a equação diferencial..ds.-------->-.16) dão suficiente precisão. (1 + x)n = 1 + nx + 1) 2! x2 + -------x3 3! n(n . um cabo uniforme (Fig.1- L y I I I Fig. 1/4.ix)2 + (dy)2. Portanto. de modo que os três termos da Eq. Se o peso do cabo fi jJ.26c. Assim. Na maio"'dos casos. 5.. será substituído por jJ. h é muito menor do que L/4. - 1 + 16h2 U = V7. -- o comprimento S do cabo IS/2 o completo é obtido da relação diferencial ds ds=-= S 2 IL/2 o j 1+ n(n - _(dy)2 dx - dx= IL/2 o j 1+ 2) (WX)2 To - dx Por conveniência de cálculo.28) suspenso por dois pontl situados no mesmo plano horizontal e sujeito somente à ação do seu próprio peso. pode-se escrever a integral do seguinte modo Como w/To = 8h/L2.. Na parte direita da fIgUI'E aparece o diagrama de corpo livre de uma porção fmita do cabo de comprimento s. na qual a força vertical total suportada é igual ao peso da parte do cabo d~ comprimento s.

é necessário modificar a equação. considerando-se que x exige que K = . Considerando a identidade (dS)2 = (dX)2 + (dy)2. 5.To/p.x To fJ. de modo que só apareçam essas duas variáveis. Esta substituição y =cosh -.x To (5. e. quando y A constante de integração k é calculada. portanto.18) d2y dx2 = ~j1 To + (dy)2 dx A Eq. transforma-se em * Ver Tab. A inclinação pode ser integrada para se obter Y = -coshfJ. C3. 5. Assim.x To +K = O. Entrando comp = dyjdx.quando x = O. A solução desta equação é facilitada pela substituição p = dy /dx. No diagrama de corpo livre da Fig.y). (5. Apêndice C. . combinando com a Eq.28 vê-se que dyjdx riores vem s = tg e = p. = O. que dá ~=~dx é Integrando.s/To.1) (5. vem (5. das expressões ante- =- To fJ. que. (5. vem dy dx = p = O. (5.19) A Eq.20).18) é a equação diferencial da curva (catenária) formada pelo cabo. . passando para tendo-se introduzido a função hiperbólica* por conveniência. visto que dyjdx a forma exponencial e simplificando.28. senh- fJ. To ( fJ. vem ln (p Vf+1J2 To + Vf+1J2) = ~ x + C o A constante C é zero.20) A tração T no cabo é obtida do triângulo de equilíbrio das forças na Fig. To fJ.19) é a equação da curva (catenária) formada pelo cabo suspenso sob a ação do seu próprio peso.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 185 Como s = f(x. Assim.

a expressão da série desenvolvida na Eq.22) mostra que o incremento na tração do cabo. Solução. (5.186 / ESTÁTICA ou T = TO coshTo JlX (5.P A relação entre flecha e vão é 60/300 = 1/5 < 1/4.J 1 + I 4 (60) Q[~J = 28 .10 Um cabo leve suporta uma massa de 12 kg por metro. ' = 0. Problema Resolvido 5. Portanto. A maioria dos problemas que envolvem catenárias exige a solução das Eqs. e está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e afastados de 300 m.66 kN T max. Muitos problemas que tratam de cabos parabollcos ou catenários apresentam cabos suspensos em pontos que não estão no mesmo nível. O processo gráfico será visto no exercício que aparece adiante. T = To + f.. fornece.14) dá para a tração no meio do vão. A relação flecha-vão. 1) [T max.1067 . as relações podem ser aplicadas em ambos os lados do cabo. 27 kN Res. .81) (10-3) kN/m. ] = 329 m Sugestão: Verificar o valor de T máx. e pode-se escrever para o comprimento total Nota: <D S = 300 [ 1 + 8 (1)2 3 5 -5 5 32 (1)4 + .07 kN 8 (60) Resp.15a).Y (5. ' = ~2 J~1 + (~) 4h R = 12(150)(9. que quando substituída na Eq.21) A tração pode também ser expressa em função de y com o auxilio da Eq.22) A Eq. sendo pequena.l. 5. dentro de uma certa aproximação. (5.l. Se a flecha for de 60 m.1177 (300)2 = 22. encontrar a tração no meio do vão.7 se aplica e tem-se uma forma parabólica para o cabo.. L = 300 m e w = 12 (9.. depende apenas de f. Para h = 60 m. a solução da parte (b) do Art. diretamente do diagrama de corpo livre da metade direita do cabo. (5.16) é convergente.21). o que pode ser feito graficamente ou por cálculo. onde a relação flecha-vão é pequena. a tração máxima e o comprimento total do cabo. Como a distribuição da carga é horizontal uniforme. partindo do ponto mais baixo. (5. a relação da Eq. (5. pode ser obtida.11772 (300) . pouca diferença existe entre a distribuição uniforme do peso ao longo do cabo e a mesma carga distribuída ao longo do vão..19). pelas fórmulas apresentadas para o cabo parabólico. medido na horizontal. ] Resp. de onde se pode obter um po1Ígono de forças.01024 + .81)(10-3) 2] 2 = 17. Nesses casos. = 300 [1 + 0. (5. significa que o cabo é tenso e. a partir do ponto mais baixo. (5.19) a (5. y Tmáx. I 60m I To 1--------- A tração máxima ocorre nos suportes e é dada pela Eq. nesse caso. A solução dos problemas de catenária. I [T o = 8h wL2 ] To = 0. Assim.Y.22).0.

e o ângulo 8 formado pelos . A aproximação é ainda melhor para pequenas relações entre flecha e vão. (5. exigem o conhecimento da tração mínima To. Encontrar a tração no meio do vão. 1 O comprimento total do cabo é dado pela Eq.1177) (150) 23. Calcular a tração To. Resolvido 5. Esta representação gráfica é mostrada na figura que acompanha este problema e conduz à solução To = 23.30 0. To = 200 MN.1177 [COSh (0.19). em São Fraricisco. (5.7 se aplica e tem-se uma forma de catenária para o cabo.1177) (60) = 30.com um vão de 1000 m e uma flecha de 150 m.2 + (0.20) 2s =2 23.5 24.0 Solution To = 22. que dão respectivamente o comprimento do cabo e a tração.20) e (5. distribuída uniformemente. O cabo está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e distantes 300 m um do outro e tem uma flecha de 60 m.107 PROPOSTOS cabos com a horizontal.] 7. vale T máx. que deve ser achada pela Eq.11 Substituir o cabo do Problema Resolvido 5. junto aos suportes na parte superior de qualquer das torres.2 0. a solução da parte (c) do Art. em relação à distância horizontal.3 60 ou = To 0. Resp. kN 0. (5. Assim. To (150) _ 1.2 330m.2 kN 0.28 0. To Esta equação pode ser resolvida mais facilmente pelo processo gráfico.33 y = 60 m e J.l = 12 (9.1177 senh (0. To. entre suas torres.66 _ 1.108 A ponte Golden Gate. Observe que a solução do Probl. em cada cabo.FORÇAS OISTRIBUrOAS / 187 Problema Resolvido 5. Nota: <D = 23. 8 = 31.81) (10-3) = 0. 23. no meio do vão.2 kN. As Eqs. (5. uma flecha de 143 me Os dois cabos de uma ponte pênsil. 5. para x = 150 m.1177 kN/m. suportam uma carga vertical de 480 MN. que tem um caxregamento uniformemente distribuído na horizontal. Como a distribuição da carga é uniforme ao longo do comprimento do cabo. podendo ser calculada e representada graficamente para diferentes valores de To' A interseção das duas curvas estabelece a igualdade e determina o valor correto de To·.0 23.29 0.5 23. A tração máxima surge quando y é máximo e. PROBLEMAS 5. pela Eq. mesmo no caso de grandes flechas.10 para o cabo parabólico dá uma aproximação muito boa para os valores da catenária.10.0° 5. Solução.31 0. Resp. Resp. por um cabo de massa 12 kg por metro do seu comprimento e tendo como carga apenas o seu peso próprio.063 To = cosh 17. a tração máxima e o comprimento total do cabo. tem um vão principal de 1 280 m.1177) .21).22).2 kN. Cada um dos membros da equação é uma função de To.

Resp. calcular a tração To no meio do vão. B8. Determinar a flecha h do cabo.6 m de comprimento e está suspenso entre dois pontos no mesmo nível e afastados de 30 m um do outro. Os pesos de ambos os cabos principais estão incluídos nessa carga estática admitindo-se uniformemente distribuídos ao longo da horizontal.116 . (Ver Tab. Calcular a tração máxima T no cabo. 5. = 1 173 kN lar o comprimento total S de cada cabo.09 kN. (5.s da ponte p~nsil indicaram um aumento de 1. 5.109 ---~ 5. nos suportes. 5. To = 15.112 O cabo de uma ponte pênsil com um vão de 1 000 m está 150 m abaixo da parte superior das torres de suporte. a flecha h e o ângulo e feito pelo cabo com a horizontal.-31 ) 3hx2 x ~ I ri h Probl.X/To) e mostrar que a Eq. 5. Deduzir a equação da curva formada pelo cabo. medido horizontalmente. no topo da torre.80 MN na tração em cada um dos dois cabos principais devido ao recapeamento executado no piso da ponte. Se a tração máxima no cabo é 18 kN. T= 35. como se vê na figura.0° Um cabo que suporta uma carga uniformemente distribuída ao longo da horizontal. em relação à horizontal. y = --21' (l . CalcuG Probl. Apêndice B. Resp. medido na horizontal. To = 21.115 90m r------ 1~ A 200m 100m Probl. Determinar a massa total m' de material adicionado ao piso por metro linear da ponte. equação da parábola. O ângulo feito pelo cabo com a horizontal. T máx.113 Uma pequena ponte pênsil para pedestres tem um vão de 100 m entre suportes.19) em série de potências de cosh (jJ. A inclinação do cabo é zero em A. pode ser obtida tomando-se apenas os dois primeiros termos da série.188 I ESTÁTICA uma carga estática total de 310 kN por metro linear. Determinar as trações T e To. tem 33. é o mesmo em ambos os lados da torre. h = 16.114 B 5. para o desenvolvimento em série das funções hiperbólicas. e = 33. Resp.04 kN 5.) Medidas feitas no ponto A dos cabo. Calcular a tração To no meio do vão. Cada um dos cabos suporta uma carga uniforme de 20 kg por metro. Resp. no cabo.109 O cabo de A a B está carregado com uma carga de 80 Mg distribuída uniformemente ao longo da horizontal. (5. 5.111 5. sabendo que a carga w por ele suportada decresce uniforme~ente com x desdewo até zero.115 5. e está suspenso por dois pontos fixos localizados como se vê na figura. 5. m' = 909 kg/m 20m 20m +--- 50kg/m Probl.61 kN. Resp.116 Um cabo de massa desprezível está suspenso por dois pontos fixos tendo inclinação nula no suporte mais baixo. Um cabo suporta uma carga de 50 kgfm uniformemente distribuída. máxima e mínima. na posição a 1/4 do vão.14). colocados no mesmo nível. entre as duas torres idênticas. em cada cabo principal e a força de compressão C exercida pelo cabo no topo de cada torre. e seu peso é pequeno comparado com a carga que suporta.110 Desenvolver a Eq.25 m.111 I I I I I 5.

de acordo com a relação w == a + bx'.119 usando as relações para um cabo parabólico. ~ . - m Um cabo. suportada pelo cabo varia de Wo no centro a w1 nas extremidades. A carga varia linearmente com x. h == 18. na origem.117 Um cabo flexível está ligado ao ponto A e passa sobre uma pequena polia em B. deduzir a equação para a flecha h do cabo. Deduzir a expressão para a tração To. está suspenso por dois pontos a uma distância L um do outro e sobre a mesma linha horizontal. como aproximação. 5.""i'. em terra. 5.124 Probl. para fazer com que o ângulo a seja nulo em A. A~~~~--~~~ / I ~. Resp. Calcular a distância h para a parte mais baixa do cabo. e compare os resultados com os obtidos pelo Probl. tendo direção horizontal no ponto de amarração A e vencendo uma distância horizontal de 250 m até o ponto de ancoragem B.118 e N O cabo de massa desprezível. que está 180 m acima de A. determinar o peso J.121 5. 5. está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e distantes 400 m entre si. usando três termos nas séries? .. H == 24. calcular o comprimento total S do cabo. Se o cabo exige uma tração T == 50 kN em B.120 acima do nível da água e encontre o comprimento do cabo entre A e B. 5. calcular a altura H necessária para a ancoragem.118 r-10ffi-] 5. Sabendo que a flecha é de 100 m. Qual será o erro cometido se o cálculo for feito com a expressão dos cabos parabólicos._gr .119 . por metro de seu comprimento. h == -(5wo + wl) 48To ' I B f. desde Wo até w I' como se vê na figura.5.dois pontos separados por uma distância horizontal de 10 m. ° 5. 5..FORÇAS DISTRIBUfDAS / 189 as 5.119 Uma draga flutuante é mantida em posição por um único cabo preso à sua popa. É necessária uma tração de 300 kN no cabo..117 m sa lo s O cabo visto na figura é de massa desprezível e tem inclinação nula no suporte mais baixo. Um cabo de 40 m de comprimento está suspenso entre .123 ~~~ ~""" •. visto na figura.119.121 m o Probl.~"om~ Probl. s == 251 m Refazer o Probl. 5. Se o cabo tem massa de 22 kg por metro do seu comprimento. sujeito à ação do seu próprio peso. as relações para o cabo parabólico.121 usando..123 Probl.-r 180m m \.5 m 5. Se a carga por unidade de comprimento na direção horizontal.. 5. Resp.l do cabo. B 5..122 Resolver o Probl. como aproximação. L' Resp. em função da tração To no meio do vão. e 5. em A.~~ ·250 Probl.5 m. 5.

a pressão é a mesma em todas as direções (princípio de Pascal). p = 13. Sabendo que o cabo pode suportar uma tração máxima de 60 kN. o comprimento do cabo de reboque do ponto A ao B. com o arado na profundidade de 180 m.190 / ESTÁTICA 5. Calcular a força horizontal To aplicada ao arado e a tração máxima no cabo. apresentada como Hidrostática quando o fluido é um líquido e como Aerostática quando o fluido é um gás. A Estática dos fluidos é. Em um ponto qualquer de um fluido.128 Um balão está preso ao tambor de guincho por meio de um cabo de 100 m de comprimento. posteriormente.51 kg/m.125 Uma linha de transmissão elétrica está suspensa . que está a 480 m a ré do navio. Tmáx. Um fluido é qualquer substância contínua que. Nestas condições. principalmente à ação das forças que agem em corpos rígidos. s=522m 5. lançar um cabo telefônico. diâmetro de 12 mm e massa de 0. . Calcular a altura H do balão. pode-se desprezar as forças do movimento do cabo na água. 5. P2. To=30. determinar a massa p por unidade de comprimento. O vento na região é muito fraco.4 kg de gelo por metro Resolver o Probl. é de 45. como se vê na Fig. no meio do vão. como aproximação. Força de cisalhamento é uma força tangente à superfície sobre a qual atua e aparece quando existe diferença de velocidades entre lâminas adjacentes dos fluidos. H= 90m 5. O equilíbrio das forças segundo as direções x e y exige que P2dxdz = P3dsdz cose P 1 dy dz = P3 ds dz sen e. Este fato pode ser demonstrado.127 Probl. Os fluidos podem ser gasosos ou líquidos.5 m. (a) Pressão dos fluidos.126 5.8 ESTÁTICA DOS FLUIDOS Até aqui dedicamos nossa atenção. P3 e P4. As pressões do fluido normais às faces do elemento foram designadas por Pl. um fluido em repouso só pode exercer força normal sobre uma superfície limite. Para iniciar o enrolamento do cabo no tambor é necessário um torque de 400 N •m. do gelo que se pode acumular no cabo. 5. também. Resp. na entrada do tambor faz um ângulo de 30° com a vertical. geralmente.2 kg/m de comprimento e uma flecha de 32 m. sujeitos a forças devidas à ação de pressões exercida~por fluidos. sabendo que o diâmetro do tambor é de 0. levando em conside- ração seu empuxo. Devido à baixa velocidade. O cabo tem 18. as relações para o cabo parabólico.3 kN. O cabo tem comprimento suficiente para permitir que saia horizontalmente do arado. sem ultrapassar aquela tração máxima.= 38.2kN. Encontre.125 usando. Assim. 5. O peso efetivo do cabo de reboque.29. o cabo. reboca um arado A durante uma inspeção do fundo do oceano para. em repouso. Resp. é incapaz de suportar uma força de cisalhamento. Um navio para lançamento de cabo submarino.2 N/m.127 H 1 Probl.por duas torres situadas no mesmo nível e distantes 200 m uma da outra. 5. Resp. Neste item estudaremos o equilíbrio de corpos. O navio mantém-se com velocidade baixa constante.128 5. considerando-se um prisma triangular e inflnitesimal do fluido.

O equilíbrio do elemento do fluido na direção h exige P dA + pg dA dh dp (p pgdh + dp) dA =O (5. Apêndice C. cuja seção transversal tem a área dA. densidade p. isto é. veja a aceleração da gravidade g) é multiplicado pelo volume do elemento resulta uma quantidade diferencial de terceira ordem que pode ser desprezada. (5. â- Fig. para a maioria dos fms práticos. suas densidades p podem ser consideradas constantes. A pressão sobre a face superior é P e sobre a face inferior é P mais a variação de p.24) * Ver Tab. O sentido positivo da dimensão vertical h foi tomado para baixo. a Eq. m Girando o elemento num ângulo de 90°. Em qualquer fluido em repouso.29 Como ds sen () = dy e ds cos () = dx. diante das grandezas diferenciais de segunda ordem. O peso do elemento é igual a seu peso específico pg multiplicado pelo volume.30 mostra um elemento diferencial de uma coluna vertical de um fluido. Os fluidos essencialmente incompressíveis são chamados líquidos. A Fig. não aparecem na figura. Portanto. considera-se uma variação da dimensão vertical. a superfície lateral não interfere no cálculo do equilíbrio das forças verticais.23) é verdadeira. estas equações exigem que Pl=P2=P3=P. Como as forças normais. tanto para os líquidos quanto para os gases. ara esé da l. * Com p constante. Nesta análise não é necessário levar em consideração o peso do elemento do fluido. estando de acordo com o conhecimento comum das pressões exercidas pelo ar e pela água .30 Esta relação diferencial mostra que a pressão em um fluido aumenta com a profundidade ou decresce para a superfície. do que se segue que. quando se passa os limites. a pressão em um ponto qualquer de um fluido é a mesma em qualquer direção. P + dp. em qualquer parte dos líquidos.23) = pdA pgdAdh I \ Fig. visto que quarido o seu peso específico (peso por unidade de volume. e o resultado é (p = Po + pgh) (5. verifica-se que P4 também é igual às outras pressões. a pressão é função da dimensão vertical. Cl. A Eq.23) pode ser integrada como se encontra. (5. para tabela dos pesos específicos. .FORÇAS OISTRIBUIOAS / 191 xa vinno do m dx I P2dxdz or o. e leva-se em conta o peso do fluido.5. 5. Para se determinar esta função.5.

está representada pela seta 6-2. A variação da pressão p sobre a área da chapa é governada pela relação linear da profundidade e.31 . 5 (a) (b) (c) Fig. e a posição na qual esta resultante atua. a pressão atmosférica Po atua sobre todas as superfícies e.3 kPa.1 kPa (b) Pressão hidrostática sobre superfides retangulares imersas. 5.. A unidade usada para pressão no SI é o quilopascal (kPa). que é o mesmo que um quilonewton por· metro quadrado (103 N/m2). .98. Consideremos o caso comum da ação da pressão hidrostática sobre uma chapa retangular imersa em um líquido. somente. Se Po for devido à pressão atmosférica. Para os sistemas abertos para a atmosfera terrestre. no ponto 2. A superfície horizontal do líquido está represen· tada pelo plano x-i. dá uma resultante nula. m/s2 para g e m para h.1 kN/m2 = 98. com a aresta superior na horizontal e o plano da chapa fazendo um certo ângulo qualquer e com o plano vertical. * obter-se-á. conhecido como centro de pressão..1 (3 10 --sz( 1. está submetida a pressão do fluido normal à sua superfície e distribuída sobre sua área. Por exemplo. em água doce é s v P __ . A pressão do fluido (manométrica) que atua normalmente à chapa. a pressão em uma profundidade de 10 m. com a leitura. e é igual ao peso específico pg vezes a profundidade vertical da superfície do líquido ao ponto 2. se for usado Mg/m3 para p. o acréscimo acima da pressão atmosférica. Nos problemas onde as forças do fluido são apreciáveis. e esta pressão é a mesma em todos os pontos ao longo da aresta 1-4. e se o instrumento de medida registra somente o acréscimo acima da pressão atmosférica. como é o caso de uma válvula-gaveta de represa ou a parede de um tanque. necessitamos considerar. representada pela altitude do prisma truncado 1-2-3-4-5-6-7-8 com a chapa como base. No cálculo da pressão. o produto gh dará a pressão diretamente em kPa.5. A Fig.A pressão atmosférica ao nível do mar (1 atmosfera) pode ser igual a 101. portanto. sobre a aresta inferior. onde h = O.192/ ESTÁTICA A pressão poé a pressão sobre a superfície de líquido.3la representa uma chapa 1-2-3-4. Uma superfície imersa em um líquido. é necessário considerar a força resultante devida à distribuição de pressão sobre a superfície. chamado "pressão manométrica" ou p = pgh. A força resultante produzida por esta distribuição de pressão está representada porR.pgh - m3 S2 (10 m) _ . Esta mesma pressão atua em todos os pontos ao longo da aresta 2-3. No ponto I. que atua em algum ponto P.0 Mg) ( 9. a pressão do fluido é igual a pg vezes a profundidade vertical do ponto 1. a pressão conhecida como "pressão manométrica" que é p = pgh.81 m) kg' m m2 1) = 98. Assim. desse modo.

na Fig. A = pghA onde h = Y cos e. uma expressão opcional para R é R é = Prnéd. 5.A'. como mostrado. uma área elementar da chapa sobre a qual a pressão P = pgh atua é dA = b dy.P2)A e atua no centróide da parte triangular. o acréscimo sombreado da área trapezoidal dA'. na vista bidimensional. onde A é a área 1-2-3-4 da chapa. A pressão média é também a pressão que ocorre na profundidade média do centróide O da chapa. A linha de ação da força resultante R é obtida do princípio dos momentos.31c). O trapezóide é dividido em um retângulo e um triângulo. é facilmente expressa usando-se sua altitude média. A área trapezoidal. a resultante R passa pelo centróideC da área trapezoidal defmida pela distribuição de pressão sobre a seção vertical. 5. Portanto.5. A força representada pelo acréscimo triangular da distribuição de pressão é -+ (P1 . Usando o eixo x (ponto B na Fig. a força resultante R pode ser escrita em função da pressão média Prnéd. Assim. Se b for a largura horizontal da chapa. o cálculo é usualmente simplificado. 531b como o eixo dos momentos dá RY = f y(pb dy). = ~ (P1 + P2) vezes a área A da chapa. bidimensional de uma seção vertical.32 . o problema pode ser analisado a partir da vista. a força resultante que atua sobre a chapa inteira pode ser expressa como o produto da área trapezoidall-2-6-5 pela largura b da chapa R =bf dA I = bA I Deve-se tomar cuidado para não confundir a área física A da chapa com a área geométrica A'. e éR2 =P2A. A força representada pela parte retangular atua no centro O da chapa. 531 a. 531b para a seção 1-2-6-5. definida pela distribuição trapezoidal da pressão. Portanto.31a. através do qual a resultante realmente passa. são idênticas às da seção 4-3-7-8 e em todas as outras seções verticais da chapa. Para esta seção. (a) Fig. Evidentemente. No estudo de uma distribuição trapezoidal de pressão. Y também posiciona o centróide C do prisma truncado 1-2-3-4-5-6-7-8 na Fig. o m É evidente que as condições que prevalecem na seção vertical 1-2-6-5. Portanto.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 193 . r. como é mostrado na Fig. de modo que dR = b dA'. Portanto. que representa a distribuição de pressão. e a força representada por cada parte é considerada separadamente. Substituindo P dy = dA' e cancelando b resulta y= _ f ydA' f dA' que é simplesmente a expressão para a coordenada do centróide da área trapezoidal. e um aumento da força resultante é dR = P dA = = bp dy. a distribuição de pressão é trapezoidal. considerando-se a resultante como composta por duas componentes (Fig. Mas p dy é. simplesmente.

e são fmalmente obtidas.32b. visto que a pressão muda continuamente de direção. A força de equilíbrio R é. considere a superfície imersa. como a reação igual e oposta da superfície sobre a porção do líquido.5. multiplicada pela dimensão constante b e pelo peso específico pg. O pesoP da porção do líquido é calculado a partir da área ABC de sua seção.33a mostra uma superfície plana de qualquer formato imersa em um líquido. ao longo da curvaAB. vem (5. 5. determinada completamente pelas equações de equihbrio. 5.32c). A força total que atua sobre a área exposta A é obtida por integração e é p o o f f d R =f dR =f P dA = pg f p h dA Substituindo a relação do centróide hA = f h dA. 5. A superfície horizontal do líquido é o plano x-y. segundo os eixos dos x e dos y. O peso W passa pelo centróide da área ABC. freqüentemente. Um segundo método para a determinação de R é. então. Assim.194 I ESTÁTICA (c) Pressão hidrostática sobre superfícies cilíndricas. respectivamente. Para determinar R por integração direta. e é a pressão e p c D p d Fig. Como exemplo. é necessário integrar as componentes de dR. A Fig. e o plano da chapa forma um ângulo e com a vertical. acarreta mais cálculo do que em superfície plana. As resultantes das pressões nas direções AC e CB sãoPy ePx. a representação bidimensional da Fig. A pressão p tem a mesma intensidade por todo o comprimento da faixa. causada pela pressão distribuída em superfície curva. e l p p Ry = bf (p dL)y = bf P dx Em seguida. Considera-se o equihbrio da porção do líquido ABC diretamente acima da superfície mostrada (Fig. 5. A resultante R revela-se. seria necessário escrever uma equação de momentos para determinar a posição -de R. perpendiculareS à superfície. Portanto. A força que atua sobre a faixa diferencial de área dA paralela à superfície do líquido é dR = p dA = pgh dA. mostrada na Fig.33 . Todas as seções verticais. revelam a mesma curvaAB e a mesma distribuição de pressão. visto que não há alteração da profundidade ao longo da faixa horizontal.32a. onde os elementos da superfície são paralelos à superfície horizontal x-y' do líquido. do centróide O da área. pode ser usada. aplicadas ao diagrama de corpo livre da porção do fluido. (d) Pressão hidrostática sobre superfícies planas de qualquer fonnato.25) c A grandeza pgh representa a pressão que existe na profundidade média sobre a área. muito mais simples. A resultante R. então.

FORÇAS DISTRIBU(DAS

I

195

o -

A resultante R pode, também, ser representada geometricamente pelo volume mostrado na Fig. 5.33b. Aí a pressão p do fluido é representada como uma altitude em relação à chapa considerada como base. O volume resultante é um cilindro reto truncado. A força dR que atua sobre a área diferencial dA = x dy produz o volume elementar dV = p dA mostrado pela fatia sombreada, e a força total é então representada pelo volume total do cilindro. Portanto,

R

=

f dR

=J

dV

=

V

Vê-se pela Eq. (5.25) que a altitude média do cilindro truncado é a pressão média pgh que existe na profundidade que corresponde ao centróide O da área exposta à pressão. Em problemas onde o centróide O, ou o volume V, não é óbvio, pode-se realizar uma integração direta, para obter R. Assim

R

=

f dR = f P dA = f

pghx dy

onde a profundidade h e o comprimento x da faixa horizontal da área diferencial devem ser expressos em função de y para efetuar a integração. A segunda exigência da análise da pressão do fluido é a determinação da posição da força resultante, a fim ,de responder pelos momentos das forças de pressão. Usando o princípio dos momentos com o eixo dos x da Fig. 5.33b como o eixo dos momentos, vem

RY=

J ydR

ou

y=

J ydV
V

(5.26)

Esta segunda relação satisfaz a defmição da coordenada Y para o centróide do volume Ve é deduzido, portanto, que a resultante R passa pelo centróide C do volume definido pela área da chapa como base, e a pressão que varia linearmente como altitude. O ponto P em que R está aplicado à chapa é o centro de pressão. Deve-se notar, cuidadosamente, que o centro de pressão P e o centróide O. da área da chapa não coincidem. (e) Flutuação. O princípio da flutuação, cuja descoberta é atribuíja a Arquimedes é facilmente explicado, para qualquer fluido, líquido ou gasoso, em equilíbrio, da maneira que segue. Consideremos uma porção do fluido limitada por uma superfície fechada, imaginária, como está ilustrado pela linha interrompida, irregular, na Fil!. 5.34a. Se o fluido pudesse ser retirado do interior da superfície limite, fechada, da cavidade, e substituído, simultaneamente, pelas forças que exercia sobre os limites da cavidade (Fig. 5 .34b), não haveria modificação alguma no equiHbrio do fluido vizinho. Além disso, o diagrama de corpo livre dessa porção do fluido antes de ser removido (Fig. 5.34c) mostra que a resultante das forças de pressão, distribuídas sobre sua superfície, deve ser igual e oposta a seu peso mg e deve passar pelo centro de massa do elemento do fluido. Se o elemento for substituído por um corpo das mesmas dimensões, a ação das forças sobre a

(b)

(c)

Fig.5.34

196 / ESTÁTICA

superfície do corpo, mantido nesta posição, será idêntica a das que atuavam sobre o elemento do fluido. Assim, a resultante das forças que atuam sobre a superfície de um objeto imerso em um fluido é igual e oposta ao peso do fluido deslocado e passa pelo centro de massa do fluido deslocado. * Essa força resultante é a força de empuxo ' (5.27) onde p é a densidade de fluido e g é a aceleração da gravidade. No caso de um líquido cuia densidade é constante, o centro de massa do líquido deslocado coincide com o centróide do volume deslocado. Segue da discussão anterior que, quando a densidade do objeto é menor do que a densidade do fluido no qual ele está imerso, haverá uma força vertical não-equilibrada, e o objeto flutuará. Quando o fluido de imersão é um líquido, o obieto sobe até a superfície, ficando, então, em repouso, em situação de equilíbrio, supondo-se que a densidade do novo fluido, acima da superfície, seja menor do que a densidade do objeto. No caso da superfície de separação entre um líquido e um gás, tal como entre a água e o ar, o efeito da pressão do gás sobre a parte do objeto flutuante, acima da superfície do líquido, é contrabalançada pelo acréscimo de pressão no líquido decorrente da ação do gás sobre a sua superfície. Um dos mais importantes problemas de flutuação é a determinação da estabilidade de um objeto flutuante. Esta situação pode ser ilustrada considerando-se o casco de navio, mostrado em corte transversal, em posição vertical na Fig. 5.35a. O ponto B é o centróide do volume deslocado e é conhecido como o centro de empuxo. ** A resultante das forças exercidas sobre o casco, pela pressão da água, é a força F. A força F passa por B, e é igual e oposta ao peso w do navio. Se o navio for obrigado a inclinar-se no ângulo o: (Fig. 5.35 b), a forma do volume deslocado muda, e o centro de empuxo deslocar-se-á para uma nova posição, tal como B. O ponto de interseção da linha vertical que passa por B' com a linha de centro do navio é chamado de metacentro M, e a distância h, de M até o centro de massa G, é conhecida como altura metacêntrica. Para a maioria dos formatos de casco, a altura metacêntrica permanece praticamente cpnstante para ângulos de inclinação até 20° aproximadamente. Quando M estiver acima de G, como na Fig. 5.35b, há evidentemente um momento de correção, que tende a trazer o navio de volta à sua posição original. O valor deste momento, para qualquer ângulo específico de inclinação, é uma medida da estabilidade do navio. SeM estiver abaixo de G, como para o casco da Fig. 5.35c, o momento que surge com qualquer balanço do casco, está no mesmo sentido, e tende a aumentar a inclinação. Isto evidencia uma condição de instabilidade e deve ser evitada no projeto de qualquer navio.

F
(a)
(b)

F

~F
(c)

Fig.5.35

* N.T. Este é.o conhecido Princípio de Arquimedes, em geral, apresentado com o seguinte enunciado: "Todo corpo mergulhado em um fluido recebe um empuxo, de baixo para cima, igual ao peso do fluido por ele deslocado". ** N.T. Na técnica naval este ponto é conhecido também como centro de carena.

FORÇAS OISTRIBUfoAS I 197

. e é

Problema Resolvido 5.12
A chapa retangular, mostrada no corte vertical AB, tem 4 m de altura e 6 m de largura (na direção normal ao plano do papel) e bloqueia a extremidade de um canal de água doce de 3 m de profundidade. A chapa está articulada em torno de um eixo horizontal na direção de sua aresta superior, que passa por A, e está contida pelo ressalto fIxo em B, na abertura do canal, que reage horizontalmente cop.tra a aresta inferior da chapa. Calcular a força B exercida contra a chapa pelo ressalto. O diagrama de corpo livre da chapa é mostrado em corte e inclui as componentes vertical e horizontal da força em A, o peso W = mg da chapa (não especificado), a força horizontal B (desconhecida) e a resultante R da distribuição triangular de pressão contra a face verticaL A massa espec.íf1ca da água doce é p = 1 000 Mg/m 3, de modo que a pressão média é
Solução.

A
~<>

=-"_-:--

--'

é

~

-- -:. _lfID_"
-~
3m

=~'=,

I' .=
1='

mlB

e

a

y I I

x--._ Ax

Ay

IPméd. = pgh]

Pméd. = 1 000 (9,81) (3/2) = 14,72 kPa .

o A

A resultante R, das forças de pressão contra a chapa, vem a ser
[R

-l
mg

a = Pméd.A]
R = (14,72) (3) (6) = 265 kN.

é
Esta força atua no centróide da distribuição triangular da pressão, que está 1 m acima da parte inferior da chapa. Um somatório de momentos, igual a zero, em torno deA, determina a força B desconhecida. Assim, 3 (265) - 4B =
O,

Nota:
<D

J

4m

Observe que as unidades envolvidas com a pressão pgh são:

B = 198,7 kN

Resp.

( 103m3 kg)(m) ~ (m)= (kg.m)l( 103-s,-' kN/m' = kPa.

1) = m'

Problema Resolvido 5.13 r-5OOmID-1
O espaço de ar em um tanque fechado de água doce é mantido com uma pressão de 5,5 kN/m' (ou kPa) acima da pressão atmosférica. Determinar a força resultante R exercida pelo ar e pela água na parede da extremidade do tanque.
Solução. A fIgura mostra a distribuição de pressão sobre a superfície da extremidade, onde Po = 5,5 kPa. O peso específIco da água doce é J.l = pg = (1 000) (9,81) = 9,81 kN/m3, de modo que o incremento de pressão t:.p devido à água é t:.p =
J.l

Vista lateral
PO

A

t:.h = 9,81 (0,6~ = 5,89 kPa.

.~

1

=~
I

As" forças resultantes R I e R., correspondentes às distribuições de pressão retangular e triangular", respectivamente, são RI = poA 1= 5,5 (0,760) (0,5) = 2,09 kN
/:"P

--~ Ri

-~
PO

J I --'L

"mm I 560

B

R. = t:.Pméd.A.

= 5,~9 (0,6) (0,5) = 0,883 kN

Nota:
<D

A resultante é, então,

R = RI + R. = 2,09 + 0,883 = 2,97 kN

Resp.

Dividir a distribuição de pressão nessas duas partes é, sem dúvida, o caminho mais simples para encontrar a solução.

198 I ESTÁTICA

Localiza-se R aplicando o princípio dos momentos em torno de A, observando-se que R I atua no centro da altura de 760 mm e que R2 atua no centróide da distribuição de pressão triangular, que está a 400 mm abaixo do nível da água e a 400 + 160 = = 560 mm abaixo de A. Assim,
2,97 h

= 2,09
mm

(380) + 0,883 (560)
Resp.

h = 433

Problema Resolvido 5.14
Determinar, completamente, a força resultante R exercida sobre a superfície cilÍndrica da represa, pela água. A massa específica da água doce é 1 000 Mg/m" e a represa tem um comprimento; normal ao papel, de b = 30 m.

I

-=-B
Solução. A porção circular de água BDO está isolada, e seu diagrama de corpo livre está desenhado. A forçaPx é

1

Px

=

puh A
O'

=
W

pgr br 2'

= (1000)(9,81)(4) 2

(30) (4) = 2350 kN

o peso
mg

o
da água é

D

---x

=

pgV

= (1 000) (9,81) --

11'(4)2
4

(30) = 3 700 kN

e passa pelo centro de massa G. O equilíbrio da seção de água exige P;Fx
[~Fy

----\
kN kN Notas:

x

= O] = O]

Rx

= Px = 2 350
mg

Ry =

= 3 700

A força resultante R, exercida pelo fluido sobre a represa, é igual e oposta à mostrada atuando sobre o fluido, e é
[R

=.J

Rx2

+ Ry2]

R =.J (2350)2 + (3 700)2

=4

380 kN
Resp.

<D

Veja a Nota CD no Probl. Resolvido 5.12 se houver alguma dúvida a respeito da unidade
de pgh.

Pode-se encontrar graficamente a coordenada x do ponto A, através do qual passa R. Algebricamente, x é determinado pelo princípio dos momentos. Usando B como centro de momentos, vem
r Px -3 4r

+ mg -311'-

Ryx

=O

x=

2 350

(4) 3' + 3 700
3700

(li) 311'

= 2,55

m

Resp.

FORÇAS OISTRIBUfoAS

I 199

Solução Alternativa. A força atuando sobre a superfície da represa pode ser obtida pela integração direta dos componentes dRx onde p Rx

= P dA

cos e e dA

e

dR y

= p dA
Assim,

sen e

= pgh = pgr sen e
11/2

= b (r de). = -pgr'b

= fo

pgr'b sen e cos e de

-o [cos 4 2e J11/2

=

= -}pgr'b

Ry

= fo11/2 pgr'b = + 11pgr2b

sen' e de

=

2 pgr2b [ !....

_

0- sen4 2e J11/2
+ 112/4. SubstituinResp. @ Este método· de solução pela integração é viável aqui, principalmente, devido à geometria do arco circular.

Assim, R =.) Rx2 + Rl do os valores numéricos:

=-}pgr' b.)1
(30)

R = -} (1,00)

(9,81)

(42)

.)1 + 112/4 = 4 380 kN

Como dR sempre passa pelo ponto O, vê-se que R também passa por O e, portanto, os momentos de Rx e de Ry em torno de O devem se anular. De modo que se pode escrever Rx Yl = =Ry xl' que dá

Por triângulos semelhantes, vê-se que x/r

= X1/Yl

= 2/11

e

x

=

2r/11= 2 (4)/11

= 2,55

m

Resp.

Problema Resolvido 5.15
Determinar a força resultante R exercida sobre a extremidade semicircular do tanque de água mostrado na figura, se o tanque estiver cheio até sua capacidade máxima. Expressar a resultante em função do raio r da extremidade circular, e da massa específica p da água.

Solução l. Por integração direta determina-se R. Com uma faixa horizontal de área dA = 2x dy, atuada pela pressão p = pgy, o incremento da força resultante é dR = p dA, de modo que, R =fpdA Integrando dá Resp. Determina-se a posição de R pelo princípio dos momentos. Tomando os momentos em relação ao eixo x, vem: [RY=fydR] =f pgy(2xdy) =2pg

fo

r

y~dy

.

200 / ESTÁTICA

Integrando resulta
3Pgr
2 :3 -

Y=~

42

4

1T

e

y=

---r6 r

31T

Resp.

Solução 11. Usando a Eq. (5.25) diretamente para encontrar
R, onde a pressão média é pgh e h é a coordenada do centróide

h=
[R

da área sobre a qual atua a pressão. Para uma área semicircular, 4r /31T. Assim,

= pghA)

Resp.

Este cálculo significa encontrar o volume da figura formada pela área semicircular e a distribuição de pressão. A resultante R age no centróide C do volume definido pela figura pressão-área. O cálculo da distância Y do centróide emprega a mesma integral obtida na Solução I.

Nota:
<D

Atenção para não cometer o erro de pensar que R passa pelo centróide da área sobre a qual atua a pressão.

Problema Resolvido 5.16
Urna bóia, com formato de poste, tem 8 m de comprimento, 0,2 m de diâmetro e massa de 200 kg. Sua extremidade inferior está presa por um cabo de 5 m ao fundo de um lago de água doce. Se a profundidade da água é de 10 m, calcular o ângulo 8 feito pelo poste com a horizontal.

I .~
I .

-==----.:":-l/~-

Solução. O diagrama de corpo livre da bóia mostra seu peso 1) atuando em G, a tração vertical T do cabo de ancoragem e a força de empuxo B que passa pelo centróide C da parte submersa da bóia. Faça x ser a distância de G à superfície da água. A massa específica da água doce é p = 103 kg/mS, de modo que a força de empuxo é
[B=pgV) B

_~I _1W"'

TI

=

103 (9,81)

1T

(0,1)' (4 + x) N

O equilíbrio dos momentos, em torno.do ponto A dá
LMA

=O
2

4+x 200(9,81)(4 cos 8) - [103 (9,81)rr (0,1)' (4 + x)) -cos 8 Assim, x

=O
Nota:
<D

= 3,14 m

e

8 = arc sen ( 4 + 53,14 ) = 44,5°

Resp.

Corno as forças, decorrentes do peso e do empuxo, são verticais, para haver equilíbrio a outra única força, T, deve ser também vertical.

PROBLEMAS PROPOSTOS
5.129 A represa em curva tem a forma de urna ~uperfície cilíndrica de 240 m de raio, e subtende um ângulo de 60°. Se a profundidade da água for de 90 m, determinar a força total P exercida pela água sobre a face da represa .. Resp. P = 9,54 Gl\

3 kN B ProbJ.131 Uma parede de concreto. F = 38.129 l.133 5. A água tem livre acesso tanto à parte inferior como ao lado direito da comporta. A massa específica da água ép.5m Um tubulão cilíndrico de raio r e espessura de parede t foi colocado em posição e a água do seu interior.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 201 uma escora BC em cada 1. de seção retangular. C = 16. Resp. girando em torno da arestaA. B e C atuem como articulações.1 kN 1 Probl. 5.130 t ~ h . bombeada para fora. que se comporta como um líquido de massa específica Pm' Determinar a espessura mínima b da parede.8 m. para qualquer profundidade h. 5. Calcular a força F da mola pré-montada. Quando o nível da água aumenta acima de um h c -~~~. Analisar as forças que atuam sobre um anel semicircular. Foi colocada Probl. .131 '~~b~ lz 5. Calcular a compressão em uma escora BC.6 m ao longo do comprimento da parede.2m r 5-130 A comporta vertical carregada à mola está articulada em torno de um eixo horizontal. que limitará a profundidade da água em h = 1. ~ Probl.•. de altura diferencial. supondo que as uniões A. na parede do cilindro.2 m de largura (na direção normal ao plano do papel). e determinar a expressão da tensão de compressão a. ~ ProbJ. O concreto úmido pode ser tratado como um líquido de massa específica 2 400 kg/m 3.132 A forma para uma pequena parede de concreto tem a seção mostrada na figura. Probl.. ao longo de sua aresta superior A.133 t r 1. espessura b e massa específica Pc' A parede sustenta lama. bloqueando a extremidade de um canal retangular com água doce de 1. 5. tem altura h. 5.132 5. Resp. para impedir que ela tombe. 5. 5.134 N .134 A comporta articulada ABC fecha uma abertura de largura b (perpendicular ao papel) em um canal de água..

. 5. A comporta tem massa de 8. ao longo do comprimento da calha. Resp.136 Os lados de uma calha em forma de V.138 5. O cilindro é tornado estanque à água por um envoltório plástico. 5. 1' O galpão está submetido a um vento horizontal.135 5. a estrutura toda tem um deslocamento de 26 000 Calcular o calado h total da estrutura quando estiver fundeada no oceano.4 m de comprimento e 1. -'-=---- 5. Calcular a tração T em cada tensor. A pressão p contra o telhado circular é aproximadamente Po cos e. 5.140 Probl._--. 5.~ft~ P2 Probl.139 O casco de uma plataforma flutuante para perfu· ração de petróleo consiste de dois batelões retangulares e de seis colunas cilíndricas que suportam a plataforma de trabalho. Desprezar a massa da comporta.) Resp. Resp.5 Mg e é articulada em torno do eixo horizontal que passa por C. por unidade de comprimento. e estão mantidos na posição mostrada na fIgUra por um cabo e tensor. Calcular a tração T no cabo. (Consultar a Tabela C1 do Apêndice C. localizados a cada 2 m. Determinar o esforço cortante horizontal total Q.202 / ESTÁTICA certo valor h. Desprezar a massa da estrutura que sustenta a comporta.6 m de diâmetro. a sotavento. contendo água doce. T = 89. medido na direção normal ao plano do papel. 5. --- ---~-----~ -~--------- f~~ti[-1[~~-~:~~-.1 m t 5. Determinar a expressão para a distância b do bloco dentro do líquido superior. Determinar o valor crítico de h.137 3mlB -----. A pressão é positiva a barlavento do galpão e negativa. que bloqueia um canal de água doce. A massa específica da água salgada é 1 030 kg/m 3• Desprezar as componentes verticais das forças devido ao fundeamento.9 kN Probl.137 fi O bloco homogêneo de massa específica p está flutuando entre dois líquidos de massas específicas PI < P e P. Calcular a força vertical P exercida pela fundação sobre a extremidade inferior A da comporta. .~lm ~. Resp. a comporta se abre.. Quando lastrada. h = a 5. mostrada em corte. estão articulados em torno de sua interseção comum que passa por O. h = 24. > p.136 Um cilindro maciço de concreto de 2. Q = + 1trpo Probl. sobre a fundação do telhado. é mantido submerso até a metade em água doce por um cabo que passa por uma polia fixa em A. ~ LJ -. se necessário.138 ~-3m ---====: .135 A figura mostra a seção transversal de uma comporta retangular de 4 m de altura e 6 m de comprimento (perpendicular ao papel).

tem 3 m de altura e 2. ~ 00 and íficz comdea- Um canal de água doce tem 9 m de largura (perpendicular ao plano do papel) e está bloqueado por um obstáculo retangular.143 . Determinar a profundidade h da água. à direita.FORÇAS DISTRIBUfDAS / 203 está ecífipara rior.7 m de largura (normal ao plano do papel) e separa os reservatórios de água do mar e de óleo. A comporta separa um lago de água doce. à esquerda. Vista frontal Probl. imaarlarmibre a menapel.85. comparado com as outras forças atuantes. necessária para fazer com que a reação em B seja nula. 5. O óleo tem uma densidade relativa (razão entre a massa específica do óleo e o da Prob1.2kNom 1 n: Prob1. a. mostrada em corte. Resp. de uma bacia de maré de água salgada.142 5.4 kN -± h Uma comporta retangular cuja seção está mostrada na fIgura. As escoras horizontais BC de suporte estão localizadas a cada 0.143 erfu· etan· tarr. 5. 5.140 água doce) de 0. ao longo da largura de 9 m. M=195. Calcular o torqueM necessário a ser aplicado no eixo B da comporta para impedir que ela se abra quando o nível da água salgada diminuir de h = 1 m. Resp. Determinar a compressão C em cada escora BC. mostrado por sua seção ACD. 5.· tem 3 m de comprimento (na perpendicular ao papel) e é articulada em torno da aresta superior B. Supor que o peso do obstáculo seja desprezível. rrrpo t Prob1.6 m. Probl.141 endc ado~ a po:: flgll2 lU. 5. lar ~ -42 A chapa retangular. C = 25.139 Vista lateral ntal.

e na água doce.-iI .anter a comporta fechada. para pesquisas em gra::des profundidades.145 A chapa de fechamento da porta de visita de um tanque de água doce está aparafusada no local e o tanque está cheio até o nível mostrado. 1 -i..88). P = 45. antes éi receber o óleo combustível. (Supor que não haja variação na pressão da gaxeta entre a chapa de fechamento e o tanque. d _r Probl. e está articulada em torno de sua aresta superior A. h = 1 í'::~Um superpetroleiro se movimenta de um anCOC?douro em água doce para outro em água salgó e.147 A câmara de mergulho tem massa total.:i oceano antes da corrente se romper. 5. então.144 5. TA = 80. Desprezando o peso da forma.0 kN 5.5 m. em A e B. Resp.00 m e espessura de 35 mm.7 Mg.5.148 '200mm -1 I .40 Mgfm 3. calcular a força de compressão C.7~ - '-- L' - B P Probl.5 kN.147 -.150 = .144 A forma de uma sapata de concreto é articulada emA. sob a ~de seu próprio peso? Resp. na aresta inferior.-------. No posicionamento do centro de gravidade da comporta. em forma de quadrante de círculo.145 5. <L~ pois do carregamento. raio médio de 1. A comporta tem massa total de 3 100 kg..i-2. resultank do comportamento do concreto ao ser despejado. a tração no câx:.-. como se vê na fIgura. ---- --------1. tem uma largura horizontal de 1. recebe um carregamento adicional 2400 m3 de óleo combustível (de densidade reh=tiva 0.'. necessária para m. 4OO~mm 1<~~>I -- -- (j . Quando a câmara desce a uma p~ didade de 1.146 A comporta AB.im::. de 6. elo de 6 mm e massa de 93 kg por 100 me comprimento. incluindo pessoal. TB = 96. tomando para o concreto a massa específIca de 2. C2- 5. 5. ---:-'. mostrada em corte. Probl. em cada travessa.8 m (normal ao plano do papel). I "'1200mm ~uu 1 °lt +' __ 5. Um veículo submersível. As marcas de calado no casco do navi:: apresentam a mesma leitura na água salgada. feito de aço. d'água. Calcular a força mínimaP. equip= to e lastro. de modo que a força devida à pressão da água é resistida unicamente pelo acréscimo na tração nos parafusos. 5. Sua resistência à ruptura é 13.. Calcular o acréscimo de tração em cada parafuso.146 5.2 km no oceano. Calcular o volume total V desl pela câmara.) Resp. Que comprimento h da corrente p ser abaixada dentro de uma parte profunda .149 A corrente de aço tem um diâmetro rtoI11. t--~. espaçadas de 1. e controla o fluxo de água doce sobre a borda em B. devido ao enchimento do tanque. e suportada por travessas horizontais BC. desprezar sua espessura comparada com o raio de 2. tem um compartimento p= passageiros em forma de esfera.204 I ESTÁTICA 5.6 N Probl.0 N.f de 8 kN. ..7 m.. Calcular o deslo~ mento final m (massa total) do navio em tone das métricas (Mg).

154 oragada de relaavio dede ocaela- 1 } 1m Probl. que mede 6 m de comprimento (perpendicular ao plano do papel).5 Mg. Apêndice C.15.153 Uma grande válvula borboleta.150 l!. consiste de um disco circular plano. m = 1. com massa de 1.52 4m Determinar a força total R. cada uma.. AB e BC. Veja a utilidade dos resultados do Problema Resolvido 5. se necessário. de zero a Po' conforme mostrado na figura. Resp. de modo que os pesos combinados da esfera de aço e do lastro de chumbo cancelem seus empuxos. h = r/. Calcular a força P.153 l do s de é de pode do ação 5. por3 4 5. 5. 5. antes que o objeto não flutue mais na posição vertical mostrada.1. mostrado em corte. M = fora menofunabo é cado Probl. exercida pela água doce do tanque sobre a janela triangular representada. consiste de duas chapas retangulares. ranpara com Cal- . 5.210 Mg (toneladas métricas) 5.152 O fundo do canal de água doce.[2 I Mdb 10 ! I O Vista fron tal Probl. exercida por uma chapa sobre a articulação em B.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 205 cular a massa do lastro de chumbo que O submersível deve transportar. (Consultar a Tab. que gira em torno de um eixo diametral vertical O-O.) Resp. Determinar também a distância H de R ao nível da água.. 5.) Resp. Se a diferença da pressão do fluido sobre as duas faces da válvula variar linearmente com a distância ao eixo. determinar a altura máxima h que o cilindro pode' ter. Cl. por metro de comprimento do canal. determinar o torque M a ser aplicado no eixo em O para manter a válvula fixa em uma posição. 5.. homogêneas. As chapas são articuladas ao longo da aresta comum B e ao longo das arestas A e C das paredes do canal.151 Probl.J51 O objeto flutuante é composto de uma semiesfera e de um cilindro circular de raio igual a r. O nível da água atinge o topo da janela. colocada em uma tubulação horizontal. Se o objeto flutua com o centro da semi-esfera acima da superfície da água. (Sugestão.

Para a posição mostrada. em torno de um ponto distante h.158 1I É difícil conseguir. e o ângulo de inclinação 8 ~ medido por meio do desvio de um fio-de-prum::. ei tr ---x Probl. O deslocamento do nSlVioe a localização do metEcentro M são conhecidos. GM = 0. supondo que p. a m= externa conhecida mo é localizada à distância::.155 5.] Resp. volumes. P. Um torque aplicado ao eixo da comporta em O controla a posição angular da comporta. Calcular o efeito da pressão do fluido.da linha de centro. .1 kN. 5. por integração direta sobre a superfície cilíndrica. localizada a 7.) 2 a .4 kN F re = arc sen ( !!.155 A comporta de controle. é usada para regular o fluxo de água sobre o vertedouro de uma represa de água doce. > p. de seção transversal cilíndrica. 1 j P. A chapa é articulada em torno da aresta superior O do triângulo.9 . 5. 5..158 5. . P a = -.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Neste capítulo foram apresentados váFios-exemplos de casos mais comuns de forças distribuídas.8 m acima de M.P. A massa mo est2 distância b = 1. determinar as componentes horizontal e vertical. de comprimento 1 e massa específica P I está articulada. Em todos os problemas o interesse principal estava em deter: e:. es i m Probl. Determinar a força P necessária para manter a comporta em posição fechada contra a pressão do líquido.156 Probl.156 Uma chapa plana veda uma abertura triangular na parede vertical de um tanque contendo líquidO de massa específica p.157 5.6 pgab (h + .. inc1inad= por uma massa de 27 t. Fx ~e Fy. como está mostrado na figura. 5. a determina~ precisa da posição vertical do centro de gravidac= G de um navio..8 m linha de centro. .530:::.. e 5.157 A extremidade de uma estaca uniforme. Resp. da força total exercida pelo eixo sobre seus mancais em O. Resp. A comporta tem massa de 7 Mg e um comprimento normal ao papel de 6 m. Fx = 127. se o fio-de-prumo de 6 m estire:desviado à distância a = 0. Calcular a altura mel:?cêntrica GM de um navio de 12 000 t. Tal ponto é mais facilmente ob~ do por uma simples experiência. inclinando-se :: navio carregado. Fy = 35. Com referência à figura. acima da superfície de um líquido de massa específica p.Encontrar o ângulo e formado pela estaca com ~ superfície do líquido.2 m.ej Probl. em áreas e ao longo de linhas. Resp.206 I ESTATlCA 5. pelo cálculo. [Observar quer tonelada métrica (t) é igual a 1 000 kg e é o memo que o megagrama (Mg).

5. o problema reduz-se ao de encontrar as propriedades de uma área. de área ou de comprimento. no lugar de um e segunda ordem. para encontrar o braço de momento desconhecido da resultante. Feito isso.FORCAS OISTRIBUfoAS / 207 ma. e tendo espessura constante. então. C3. um elemento diferencial de primeira ordem. etaeta- ado m da iver stá à ue a nesm 0 OBLEMAS PARA REVISÃO .) midades sobre superfícies horizontais lisas. pg1Tr ( l bl I I I I I I L------a d60 ---- --x B Probl. relacionar um sistema adequado de coordenadas. escolher um elemento diferencial que evite descontinuidades dentro da região de integração. resolveu-se. X=-. Geralmente a melhor escolha recai sobre o sistema que fomecer a descrição mais simples dos limites da região de integração.. Primeiro. Resp. para resolver e encontrar os efeitos das forças distribuídas em vigas. FA = 2) -2. então. onde p é a densidade e g é a aceleração da gravidade. Em chapas planas e cascas homogêneas. Para corpos de densidade constante. su- p. Quarto. fez-se uso das observações citadas acima. com o centro de massa do corpo físico cujos limites defmem a figura. cabos e fluidos. as quantidades diferenciais de mais alta ordem devem sempre ser desprezadas quando comparadas com as de ordem mais baixa. Segundo. Na seção B deste capítulo. Em fluidos. que coincidia. e este no lugar de um de terceira ordem.159 A barra semicircular uniforme AB tem massa p por unidade de comprimento. Para barras delgadas e fios de densidade uniforme e seção transversal constante. Quando a força está distribuída em uma massa. Essas idealizações matemáticas dos corpos físicos são elementos essenciais para a identificação da formulação de problemas reais. Determinar a força FA sob a extremidade A.1--. viu-se na Seção A que pg se cancelava ao se aplicar o princípio dos momentos. juntamente com os princípios do equiHbrio.1T-2 y - 20/3 Resp. sempre que possível. uma em nível mais alto que a outra. suas formulações contêm os citados elementos comuns. expressou-se intensidade da força como força por unidade de área ou pressão. a intensidade é a força de atração pg por unidade de volume. iniciou-se multiplicando a intensidade da força pelo elemento apropriado de volume. 5. somou-se (integrou-se) as forças incrementais sobre toda a região de interesse para obter sua resultante. como é o caso da atração gravitacional. m a Para encontrar a resultante. de acordo com a unidade na qual esta intensidade estava expressa. Terceiro. Quatro medidas úteis são apresentadas a seguir para problemas que exigem a integração de relações diferenciais. Apêndice C. de preferência. e repousa as extre- em ina Probl. se necessário. Embora estes três tipos de problemas !ejam fisicamente bastante diferentes. tomando um problema apenas geométrico de determinação do centróide da figura. Para encontrar a localização da linha de ação da resultante empregouose o princípio dos momentos (teorema de Varignon). escolher. (Usar a Tab. Igualou-se a soma dos momentos de todos os incrementos de força em torno de um eixo conveniente ao momento da resultante em relação a este mesmo eixo e. para reduzir o trabalho durante os cálculos. Nas vigas e cabos expressou-se a intensidade da força como força por unidade de comprimento. o problema reduz-se ao de encontrar as propriedades de um segmento de linha.159 Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada entre o quadrante de elipse e a linha reta. ') ção ade btie o assa a d (J é mo.160 .

. encontrar a flecha h do cabo.5 m.167 5.. em dois pontos situados no mesmo nível e distantes 280 m um do outro. 5 5.167 .138 m Determinar as coordenadas do centróide da forma feita de chapa fina de metal.--/1 '\ x 'Om -~ . em função da distância x tomada na linha d 'água.J C 11-. das seções transversais do casco.162 5.5 (m') 5. 5. .1 23.. Resp. tem massa de 0. A ". partindo da Eq.5 m Desenhar os diagramas de esforços cortantes e de momentos. O material da roda tem massa específica de 7. Se o balão está inflado com 0.• '~\~\1i~~~\~~-~-'-~'\'}.1 A x (m) x (m) 15 20 10 5 O 50 Resp. 5.. na técnica naval. I I I I I I I Ia ''-'. determinar o diâmetro d do balão esférico..• ~ 1 B --..149 m' z 300 O centro de empuxo (também chamado. 5..164 Probl.16). (5.8 25.166 Probl. Trace a curva correspondente a esses valores e determine a distância x de B.3 kg de hélio e exerce uma força.162 5.. 5..--------.-~~~'':!\\'I. h = 47.•.166 Probl.206 kg/m3• Resp.161 Um pequeno balão. Sabendo que o cabo suporta uma grande carga uniformemente distribuída. com aproximação de 0.163 5.1 24. antes de soltar-se. como centro de carena) B do casco de um navio é o centróide do volume do líquido deslocado.7 19.5 12.8 15.3 N sobre sua ancoragem. Resp. 5. A tabela abaixo apresenta os valores das áreas imersas.~ (~I)'"-(:= . 5. O 30 25 40 45 35 O 22.208 / ESTA T1CA 5. medida do ponto A em direção à popa.163 Calcular a massa m e a área totalA da superfície da roda gerada pela revolução da seção sombreada em torno do eixo z. para cima.4 Ieg. 'm = 291 Ieg.· d = 1. em relação à direção horizontal. para a viga em balanço carregada. A massa específica do ar é 1.•• ----L--x a/2 a/2 Probl.. para cada 5 metros. por aproximações suces· sivas..21 Mg/m 3. x " . A = 1. de 5.1 7. utilizado para registrar a velocidade e direção do vento. x= 24 m T mm 1 200 Probl.. ::.164 Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada. como é mostrado na figura.165 Um cabo de 300 m de comprimento está suspenso por duas extremidades.

O cabo que sustenta a carga de 1 200 kg está enrolado no tambor E.168 9 l 0. Pode-se supor que todas as ligações sejam articuladas. 5. e a altura h do ponto sobre a chapa A através do qual R atua . para acesso à câmara. A densidade relativa do óleo é 0. Resp. I f-<--1. Determinar o momento fletor M que provoca a compressão máxima nas fibras superiores da viga. 5. por sua vez. Resp.173 Probl. calcular a necessária massa m do lastro de chumbo. 5... acu' mula água doce na parte inferior do canal. inclinada..170 500N t l Probl. necessário para fechar a comporta contra as forças hidrostáticas da água e do óleo. está fechado pela chapa triangular A. Como resultado da condensação no tanque..9m ~ I m+0.85.6 Probl. As escoras C e D estão localizadas de 3 em 3 m ao longo do comprimento. projetada para observação da vida marinha sob o gelo. Calcular o momento M. 1200 kg Probl. A massa específica do chumbo é de 11.3kN A extremidade de um canal de água doce. 5. Determinar o momento fletor M de maior intensidade e a distância x. é travado ao seu suporte e não pode girar.5 m de altura por 1. Uma amostra da lama tem massa específica de 1. é necessário que suas pernas se apóiem sobre o gelo com uma força mínima de 15 por cento da força total de flutuação da estrutura imersa. ·'1 . C=474kN.8 N'm e d= gad2.:- oxi- A estrutura.6m~ 5. cilíndrica.0 kN.2 m--+0. ligada à superfície pelo eixo cilíndrico. aplicado em torno do eixo B da articulação. que. A comporta AB é uma chapa retangular com 1.7 Mg fora d'água. Se a estrutura sem o lastro tem massa de 5. em águas do p610.24 Mg A viga AD está suportada e carregada como mostrado. na qual ele ocorre. Ai1H ~ H 900N/m 8.= der dE = p= e L n::. com uma seção em V de 60°.169 . . uces- .172 Uma represa é formada pelas chapas planas A e B. h = 2 m 5. exercida sobre a chapa A pela água.6 Mg/m 3.' . Desprezar as dimensões dos flanges que fixam os suportes à viga em B e D e construir os diagramas de cisalhamento (força cortante) e de momentos para a viga carregada. aberto na parte superior.D=88.1 m de largura. Resp.. O lastro está apoiado na prateleira situada na parte inferior da câmara.. de 260 kg de massa e é usada para fechar o canal de descarga na parte inferior de um reservatório de óleo. R = 151.37 Mg/m3• Resp.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 209 spen- situam de andf ão ~ cabo. Determinar a compressão em C e D. cujos pesos são desprezíveis. Para assegurar uma condição de estabilidade à estrutura.171 1 écdo c. m = 4. Calcular a força resultante R.170 Desenhar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga carregada. M= 52.51:.5.171 4~ 5. da articulação A. consiste da câmara de observação.

5. M=600kN'rn (J 6 m s m d s t a a e s c p t q m 01 u o Probl.210 I ESTÁTICA . 5. Determinar a profundidade h do oceano. e observa-se que o cabo faz um ângulo de = 600 com a horizontal. e encontrar a distância horizontal x deste ponto a um outro diretamente abaixo de P. que atua na viga. 1800 em torno do eixo z.lÁgua= t~ :':doce' 3 fi 5.207l Probl. x = 2330 m. A profundidade do oceano neste local é h. A massa do cabo é de 22 kg/m e a área de sua seção transversal é de 4 600 mm'. M= 0. Determinar a distância r.175 :'.1 l kx> i Probl. do eixo z ao centróide da superfície.03 Mg/m3• Calcular o comprimento s do cabo do ponto P ao ponto onde o cabo toca o fundo do oceano.momento fletor máximo M.~B D A viga suporta uma carga uniformemente distribuída. r= 1T(2a' + b') .174 A superfície da figura é gerada pela revolução do arco semicircular de raio b. 5.Enquarito se efetuam reparos em seu cabo.175 5. Resp.8ab 1T(1Ta-2b) . (Nota. como se vê na figura. x = 0. 5. s = 3 070 m.176 S 6 u o e ta c . Determinar o valor de x. para impedi-Io de girar. A carga vertical é a diferença entre o peso do cabo e o peso da água deslocada.1---=. onde ele entra na água. as hélices do navio de assentar cabos exercem um empuxo para a frente de 300 kN. de assentar o cabo.0214wP. medida em metros. A massa específica da água salgada é 1. de modo a tornar mínimo o.174 Probl.176 ~ A Probl.172 ~ x.) Resp. de 2 m de diâmetro. 5. no ponto P. h=1770m. Calcular também o torque M sobre o tambor.173 SeçãoA·A 5. para manter uma posição fixa no mar calmo... Qual é o valor deM? Resp.

O sentido da força sempre se opõe ao movimento . assim como forças normais. m Supôs-se nos capítulos anteriores. serão considerados. de dois sólidos. Quando se considera o atrito. há um grande número de problemas em que se deve considerar a capacidade das superfícies contato de suportarem forças tangenciais. encontradas na Mecânica. onde ocorre deslizamento entre as peças.1. ~o durante o tempo em que o deslizamento é realizado. como nos freios. forças de atrito geradas estarão sempre se opondo a essa tendência. usa-se o termo real para caracterizar a máquina o processo. no escoamento de fluidos nas tubulações e na propulsão de aviões e mísseis através da atmosfera. Essa hipótese caracteriza a interação entre as superfícies sem atrito e foi ilustrada no Ex. embreagens. estão em contato sob condição de deslizamento ou de tendência ao deslizamento. As forças tangenciais. atrito entre as peças em contato ocasionará desgaste durante o período de movimento relativo entre elas. Na próxima. As forças de atrito estão presentes em toda a natureza e existem. Em todos os casos reais. fossem normais às superfícies. por exemplo. que é dissipada em forma de calor. 'tas vezes. procura-se tirar vantagens do atrito. nos parafusos de acionamento. (a) Atrito seco. SEÇÃO A.. O atrito seco é encontrado quando as superfícies.2 - DO ATRITO TIPOS DE ATRITO Existem vários tipos distintos de resistências ocasionadas pelo atrito. ao contrário. Além de gerar calor e da perda associada de energia. Em alguns tipos de máquinas e processos é interessante tornar mínimo o efeito retardador das forças de mito. tipos mais comuns. em todas as máquinas. com mais detalhes. A máquina ou o processo em que se despreza o atrito é. as forças de atrito acarretam a perda de energia. O FENÓMENO . transmissões por rreias e nas cunhas. 2 da Fig. Embora em muitos casos esta hipótese ideal acarrete um erro uito pequeno. Surge uma força de atrito tangente às superfícies de contato.rilor flelor 7/ 6 ATRITO 6. Sempre que existir a tendência de uma superfície deslizar sobre outra. seja qual for o grau de precisão com são fabricadas e o de lubrificação que possuem. como. que as forças de ação e reação entre as superfícies de contato. Cada destes tipos é resumidamente definido nesta seção. 3. Em outras situações.1 INTRODUÇÃO as um er e e 00 onde ssa lar to ar ro diM tar ga eo . sem lubrificação. e o simples andar depende do atrito entre o sapato e o solo. não somente durante o tempo em que só há a tendência ao deslizamento. geradas entre mperfícies que se tocam. na maioria dos casos. nos mancais de qualquer tipo. de modo considerável. nas engrenagens. denominado ideal. são conhecidas como forças de atrito e estão presentes em um grau qualquer entre todas as superfícies reais que se tocam. Os veículos com rodas dependem do atrito tanto para as partidas quanto para as paradas.

para (a) Atrito estático FI (sem : Atrito dinâmico movimento)1 (movimento) ~~ I ~. a análise fornece elementos suficientes para a solução da grande maioria dos problemas em que ele aparece. com auxílio de uma experiência bastante simples. (a) Mecanismo do Atrito. A experiência envolve a aplicação de uma força horizontal P. de 1831 a 1834. Como este livro trata. As leis do atrito seco ou de Coulomb foram grandemente estudadas a partir das experiências de Coulomb.3 - ATRITO SECO O restante deste capítulo será dedicado a descrever os efeitos do atrito seco nas superfícies externas de corpos rígidos. Este tipo de atrito é conhecido. 6.mãx~=l1sN-: I I {'Fk=l1kN p (c) (d) Fig. O diagrama de corpo livre do bloco. também. O mecanismo do atrito seco será agora explicado. Esta análise constitui a base para a maior parte deste capítulo. como é mostrado na Fig. I F. principalmente. que é uma medida de sua resistência à ação de cisalhamento entre as camadas do fluido.1a. que acompanha esta deformação.212 I ESTÁTICA ou quando o movimento está iminente. dos efeitos externos das forças. e dos trabalhos de Morin. Para os materiais de baixo limite elástico e que sofrem apreciáveis deformações plásticas. O atrito interno é encontrado em todos os materiais sólidos submetidos a uma carga cíclica.1 .. Consideremos um bloco sólido de massa m. O atrito fluido é tratado no estudo da mecânica dos fluidos e não será desenvolvido neste livro. em detalhes. durante o carregamento. (c) Atrito interno. pode ser considerável. As superfícies de contato possuem uma certa aspereza. em 1781. a quantidade de atrito interno. a volta ao estado inicial sem deformação processa-se com pequena perda de energia. O mecanismo do atrito interno está associado com a ação da deformação por cisalhamento. (b) Atrito fluido. não haverá atrito do fluido. O atrito fluido aparece quando as camadas adjacentes em um fluido (líquido ou gás) movem-se com velocidades diferentes. não se considerará atrito interno daqui para frente. que varia continuamente de zero até um valor suficiente para mover o bloco e dar-lhe uma velocidade apreciável. Para materiais altamente elásticos. como também da viscosidade do mesmo.6. O estudante deve consultar uma obra especializada para obter a descrição detalhada do fenômeao. o que será visto no item 6. e estas forças dependem da velocidade relativa entre as camadas. Este movimento causa as forças de atrito entre os elementos do fluido. Apesar de não ter uma teoria perfeita para o atrito seco. com o nome de atrito de Coulomb. Não havendo tal velocidade relativa. causada pelo atrito interno. 6. O atrito fluido depende não somente dos gradientes de velocidade no interior do fluido.3. em repouso sobre uma superfície horizontal.

mas também da extensão da deformação local. Esta força pode ter qualquer valor de zero até. o bloco está em equilíbrio. agora. um valor qualquer de P. ' do atrito estático é proporcional à força normal N. Deve-se destacar. surge a condição de atrito dinâmico. no limite. À medida que P cresce. que esta equação define. o valor limite ou máximo da força de atrito estático. necessária para manter o movimento do bloco.1 c) auxiliará a visualização da ação mecânica do atrito. iguala-se aP. . que pode ocorrer sobre uma minúscula crosta em cada um dos pontos de contato. por um período. (6. 6. O apoio é necessariamente intermitente e ocorre nas saliências em contato. Neste mesmo momento. na parte superior das saliências. uma vez mais. sempre igual e em sentido contrário. este valor máximo Famax. Denomina-se F. Portanto. Finalmente P atinge um valor que ocasiona o deslocamento do bloco e o faz mover-se no sentido da força aplicada. é a resultante de N e F. essa equação somente se aplica nos casos em que se sabe que o movimento é iminente.1b.a equação de atrito não pode ser empregada. e a força total R. aproximadamente. Durante esse tempo. atingindo-se altas velocidades. neste caso. Existe também uma força normalN que. 6. Esta consideração ajuda a explicar o fato bem conhecido que a forçaP. se se trata de atrito estático. Os coeficientes de atrito dependem grandemente das condições exatas em que se encontram as superfícies e da velocidade de deslizamento. sobre o qual ela atua. Ao iniciar o deslizamento. Uma vista aumentada das irregularidades das superfícies em contato (Fig.1) Estará subentendido no problema. quando as irregularidades estão mais intimamente engrenadas. abruptamente. não dando nenhuma indicação de nenhum outro valor menor. Deve-se notar. somente. e a força total de atrito F é a soma das componentes t das forçasR. É costume escrever as duas equações que dão as forças de atrito. desde que o bloco não deslize. a força de atrito vai acompanhando.. o equilíbrio exige que não haja força de atrito. é geralmente menor do que a exigida para iniciá-Io. que alguns problemas contêm uma força de atrito estático menor do que a correspondente à iminência do movimento e. Aí ela se mantém praticamente constante. o valor máximo. dependerá não somente da geometria do perm das irregularidades. ou de atrito dinâmico com seu coeficiente dinâmico correspondente. ou movimento iminente. ou à tendência ao movimento do corpo.ATRITO f 213 de de a o que ou do va. Para um dado par de superfícies em contato.1d. A direção de cada uma das reações. sem os índices de particularização F=pN. o coeficiente de atrito dinâmico diminui um pouco e. A força de atrito dinâmico Fk é proporcional à força normal. com seu coeficiente de atrito estático correspondente. os contatos estão. A força normal totalN é simplesmente a soma das componentes n das forças R. onde J1k é o coeficiente de atrito dinâmico. conhecida como o coeficiente de atrito estático. o efeito da lubrificação por um f1lme fluido pode tomar-se apreciável. do to ol- ma om em ha mado ito de ên. A região até o ponto de deslizamento. A relação experimental que resulta está indicada na Fig. Assim. aparece na Fig. exercida pela superfície de suporte sobre o bloco. a força de atrito cai. e todas as forças que sobre ele agem devem satisfazer às equações de equilíbrio. nesses casos. R2 . e o valor da força de atrito é determinado pelas equações de equilfbrio. para um valor um pouco menor. assim como da solda. sobre o bloco. 6. Quando P = O. Quando as superfícies estão em movimento relativo. e incluindo no limite. Esta força de atrito estará sempre em sentido oposto ao movimento. é conhecida como a variação do atrito estático. e estão sujeitos a grandes incertezas. a força de atrito exercida pelo plano sobre o bloco. mas então cairá ainda um pouco mais com velocidades maiores. R3 etc. Assim erA lor ara onde J1s é a constante de proporcionalidade. A força de atrito dinâmico é sempre um pouco menor do que a força máxima de atrito estático. e as componentes t das forças R serão menores do que quando as superfícies estão em repouso relativo. Suponhamos. Conclui-se que J1k éum pouco menor do que J1s' Aumentando a velocidade do bloco. cuidadosamente. que a experiência descrita tenha sido realizada e que a força de atrito F foi medida como uma função de P. R 1.

6. esmagamento ou cisalhamento. de ângulo do vértice 21/>k' Este cone é o cone de atrito dinámico. A apresentação de uma teoria ampla para o atrito seco vai além da explicação mecânica apr~tada aqui. a posição limite da reação totL R. pequenas caI"? normais resultam em altas tensões nesses pontos de contato. A direção da resultante R. na Fig. 6. entre duas superfícies em contato. Assim. e a reação deve situar-se sobre a superfície de um cone ligeira mente diferente. no movimento iminente. Não tem sentido falar de coeficiente de atrito para uma superfície isoladz. visto que someI::: os picos das irregularidades das superfícies em contato suportam a carga.214 I ESTAnCA Pode-se observar. Quando a força normal aumenta. Se o movimento não estiver iminente. sendo I/>k o ângult. Este ângulo de atrito I/> defme claramente.2 Uma experiência adicional mostra que a força de atrito é essencialmente independente da área ê= contato. o ângulo a passa a ter um valor dinâmico. e represent~ a superfície gerada pelas possíveis posições da reação R. Fig. há razões para se acreditar que a atração molecular seja uma importante causa -:CS' atrito. A área de contato real é muito menor do que a projetada. Esse cone de ângulo do vértice 21/>8 é conhecido como o cone de atrito estático. 6.10. aplica-se o ângulo de atrito dinâmico. dureza superficial relativa superfícies em contato e a presença de películas de óxidos. Por exemplo. quando o material sofre escoamento. para ser feita pelos dados do problema qu= se tiver em mãos. Se o movimento tive: início.2. a área h contato também aumenta.. é dada por tg a= F/lÇQuando a força de atrito atinge seu valor estático máximo. que para superfícies rugosas há maior possibilidade de ângulos grandl ~ entre as reações e a direção n. poeiras ou outras substâncias. R estar! dentro do cone. quando as superfícies estão em íntimo contato. Relativamente. de atrito dinámico. Analogamente I/>d correspondente à força de atri É comum escrever-se simplesmente tgl/> =Jl. deixando-se a interpretação de atrito dinâmico ou atrito estático. Se o movimento estiver iminente. R será a geratriz de um cone circuk:: reto com ângulo de abertura 21/>8' como se vê na Fig. nos po de contato. aparente ou projetada.6. .1 b. o ângulo a alcança um valor máximo 1/>8' Assin: tg 1/>8 t c i = N· J. na Fig. Outros fatores que afetam o atrito seco são ~ temperatura atingida nos pontos de contato e "soldagem" desses pontos.18 Quando o deslizamento ocorre.. destes contornos que se tocam. em cada caso. do que no caso de superfícies mais bem acabadas. um coeficiente d:: atrito reflete o acabamento de um par de superfícies em contato e incorpora uma propriedade geométri. O ângulo 1/>8 é chamado ângulo de atrito estático ou ângulo de repouso. óleos. medida a partir da direção de N.

as limiar do escorregamento e a força de atrito é igual ao atrito estático limite. O equilíbrio nas direções x e y obriga.sN. pelas equações de equilíbrio. Entretanto. procurando-se. Para isso. Em problemas deste tipo. nas aperiências. calculando-se com o coeficiente de atrito estático. Neste caso a força de atrito será determinada. determinar os coeficientes de atrito experimentalmente. a força de atrito pode ter valores menores do que o fornecido pela Eq. . portanto. procura-se saber se a força de atrito é suficiente. de te gas: de cn de l Solução. N. Estes valores são aproximados e estão sujeitos a consideráveis variações. as condições do problema. o mais exatamente possível. na maioria -das vezes. diretamente. 6. ndendo das conclições exatas que prevalecerem na ocasião. O passo inicial na solução de problemas de atrito é identificar em que categoria ele se enquadra. haverá movimento e o atrito se transformará em atrito dinâmico. Quando se desejar precisão no cálculo. Apêndice C. =!J. de ca a. antes do bloco de massa m começar a deslizar. equações do equilíbrio também são válidas. somente. Alguns valores típicos dos coeficientes de atrito são os na Tab. = !J. necessária para equilíbrio e. Esta força de atrito pode. ser comparada com o atrito estático máximo que as superfícies podem suportar.1.1 com o coeficiente de atrito estático. supõe-se o corpo em equilíbrio e a força de atrito correspondente. fornecido pela Eq. até um certo grau. Para este caso. 6. e aqui se aplica o coeficiente de atrito dinâmico. não existe o movimento iminente e. (2) No segundo tipo de problema. podem ser usados como exemtípicos da intensidade dos efeitos causados pelo atrito. que o plano inclinado ajustável pode fazer com a horizontal. existe a condição de movimento iminente. 6. conclui-se que as superfícies em contato não podem suportar esta força de atrito. Se F for menor do que o valor dado pela Eq.ATRITO I 215 es. m to 2) ue lo al ar rá ta ver ra- Problema Resolvido 6. será ferível. Pelo que foi apresentado. O diagrama de corpo livre do bloco mostra seu peso W = mg. onde um corpo em equilíbrio está no ' = !J. para manter o corpo em repouso. (b) Tipos de Problemas de Atrito. parcialmente lubrifica das. ou não. 6. A discussão precedente se aplica a todas as superfícies secas em contato e. conclui-se que a força de atrito suposta poderá ser suportada pela superfície. Se o valor calculado de F for maior do que o nlor limite.1. A força de atrito atua no Sentido contrário ao do escorregamento que ocorreria se não houvesse atrito. a força normal N e a força de atrito F exercida pelo plano inclinado sobre o bloco. a ça de atrito dinâmico. O coeficiente de atrito estático entre o bloco e a superfície inclinada é !J.1 com !J.1 Determinar o ângulo máximo {]. pode-se reconhecer a existência de três tipos de problemas de atrito seco. em conseqüência. então. necessária para manter este estado. a Eq. (3) O terceiro tipo de problema envolve o movimento relativo entre as superfícies em contato. CI.s. para mperfícies em movimento. Fs max. pode ser calculada pelas equações de equilíbrio. {1:Fx=O] I1:Fy mgsen{]-F=O -mg cos {] +N= O Notas: <D a5 F=mgsen{] N= mg cos {] = O] Escolhemos os eixos de referência na direção da força F e perpendicular a ela para evitar decompor F e N.s. Naturalmente. (1) No primeiro tipo.s dará sempre. e o corpo permanecerá em repouso. reproduzir.

portanto. nem a deslizar para a parte inferior. de modo que o bloco de 100 kg. Assim será necessário um valor de mo para manter o equilíbrio. e o bloco permanecerá em repouso. As forças estão aplicadas com o bloco inicialmente em repouso. Suponha-se que a força de atrito esteja dirigida para cima.981 sen 20° = O = O] N -P sen 20° . quando o movimento é iminente para baixo do plano. Problema Resolvido 6.30 (922) = 277 N O P. ao se aplicar a forçaP. mo pode ter qualquer valor de 6. Solução. = tg emáx. N .1 que o bloco escorregaria no plano incli· nado se não houvesse a massa mo presa a ele.Fx= mo (9. P = 500 N e segundo.981 sen 20° = mo = 62. Solução. pois tg 20° > 0.0 kg a 62.Fy = O] JJ. como está representada pela seta em linha cheia. ' = J. O valor máximo de e é conhecido como ângulo de repouso.17. O coeficiente de atrito estático entre as superfícies em contato é 0. representado na figura. para opor-se à tendência ao movimento. P = 100 N.81) .s (%) Este problema mostra um modo muito simples para se determinar um coeficiente de atrito estático.4 kg. portanto.l.para o movimento iminente. Com o peso mg = 100 (9. Assim. Resp. A força de atrito sobre o bloco atuará para cima do plano.81) + 277 . não comece a se mover para a parte superior do plano. A força de atrito sobre o bloco atua. como está mostrado no diagrama de corpo livre do Caso 11. É necessário.0 kg. O equilíbrio das forças nas direções x e y dá p Y.3 Determinar o valor e o sentido da força de atrito que atua sobre o bloco de 100 kg. tem-se: 2 !J. O equilíbrio na direção x exige [~Fx Nota: <D = O] mo (9. = arc tg J.~ 216 / ESTÁTICA Dividindo a prim~ira equação pela segunda.sN. se.20 e o coeficiente de atrito dinâmico é 0. mostrado. Resp. Problema Resolvido 6.s Resp.N] N . ou emáx. no Caso I da figura. Como o ângulo máximo ocorre quando F = F x max.981 cos 20° = O. O coeficiente de atrito estático é 0.30. dá F/N = tg e. Vemos dos resultados do Probl. primeiro. O valor mínimo de mo é determinado. O valor máximo de mo será dado pela condição de movimento iminente do bloco subindo o plano. 100(9.277 .81) = 981 N.81) = 981 N \I ~x [~Fx [~Fy = O] P cos 20° + F . não se pode dizer se o bloco fica em repouso ou desliza.4 kg. como é mostrado no diagrama de corpo livre do bloco. admitir-se uma hipótese.981 sen 20° = mo O = 6.2 Determinar a faixa de valores que a massa mo pode ter. Pelos dados do problema.981 cos 20° = O N= 922N W= F= O] 0. para baixo do plano. as equações de equilíbrio são P.30. Resolvido 6.l.

segue que a hipótese do equilíbrio foi correta. a resposta é [F = j. na face inferior do bloco. Porém. Portanto. O sinal negativo significa que.20 (l 093) = 219 N.ATRITO 1217 m- Caso I. O coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e a superfície é IJ. F = 134 N para baixo do plano. largura b e altura H. se h = H/2. é então [F= pN] Fmáx. P = 100 N. a força de atrito estático.20 (956) = 191 N. A primeira das equações dá F= -134N. que as superfícies podem suportar. A força de atrito estático. para baixo do plano. Não se pode. porém. Nota: o a - O que mostra que uma força "deatrito de 231 N não pode ser suportada. que dá N= 1093 N. portanto. que move o bloco na superfície com uma velocidade constante. de modo que 'EF = O. Resp. Isto pode ser feito substituindo-se P = 500 N na segunda equação. pelo qual passe a resultante das forças de atrito e a normal. está colocado sobre a superfície horizontal e sujeito a uma força horizontal P. acompanhando o movimento para baixo no plano. a força de atrito que atua sobre ele estará no sentido oposto ao suposto e. máxima possível. Caso fI. Resp. até se verificar se as superfícies são capazes de suportar a força de atrito de 134 N. se o bloco estiver em equilíbrio. a força normal N é 956 esteja ou não em equilíbrio o bloco.17 (956) = 163 N para cima do plano. A substituição nas duas equações de equilíbrio dá F=231N N=956N. como representado pela seta tracejada. A resposta é então. r r-b--j P r h m . é [F =pN] Fmáx. máxima. Portanto. = 0. = 0.4 O bloco retangular homogêneo de massa m. J: Problema Resolvido 6. Determinar: (a) o maior valor de h que permite o bloco deslizar sem tombar. Portanto.. (b) a localização doponto C. de é P = 500 N. concluir o valor de F. (í) Note-se que mesmo não sendo mais 'EFx o equilíbrio persiste na direção y. Como esta força é maior do que a exigida para o equilíbrio. não pode haver equilíbrio e o valor correto da força de atrito é obtido usando-se o coeficiente dinâmico de atrito.lN] F = 0.

Se h for maior que este valor. da geometria da figura tem-se: <f> G ---j . O diagrama de corpo livre do bloco mostra esta condição. da geometria do bloco: tg e B . Existem duas condições possíveis de movimento iminente: ou o bloco de 50 kg escorrega.{ /h11G I mg ~ ([3/e~-º-~ N2 = p. A resultante de F e N passa pelo ponto B. paralela ao plano inclinado é aplicada ao bloco do meio. com F = p. (b) Com h = H /2 vê-se do diagrama de corpo livre para o caso (b) que a resultante de F e N passa pelo ponto C que está a uma distância x à esquerda da linha de centro vertical que passa por G. podem ser determinadas sem nenhuma referência às forças de atrito. (a) Com o bloco na iminência de tombar. O bloco superior é impedido de mover-se por um fio preso a um suporte fixo. As forças de atrito são orientadas no sentido oposto ao movimento relativo que ocorreria se não houvesse atrito presente. pois as três forças coplanares em equilíbrio são concorrentes. de modo que x = p. a partir da posição de repouso.H /2. representasse o coeficiente de atrito estático.N. tem-se x = p.5 Os três blocos estão posicionados sobre um plano inclinado de 30° conforme mostrado e uma força P. a direção oposta a este movimento. as soluções obtidas descreveriam as condições. vê-se que toda a reação entre o plano e o bloco estará em A. Traça-se o diagrama de corpo livre de cada bloco . a condição de equilíbrio dos momentos em torno de A não será satisfeita e o bloco tombará. H 1" ------L p . teria um movimento maior que o bloco de 40 kg e a força de atrito F2 terá.--I P h F I.Nx = O. Notas: Se p. para as quais o bloco estaria (a) na iminência de tombar e (b) na imÚlência de deslizar. . a força de atrito é o valor limite }JN. Assim. ® Outra alternativa seria igualar os momentos em torno de G a zero. ocorrendo escorregamento entre o bloco de 40 kg e o plano inclinado. Assim. ou os blocos de 50 kg e 40 kg se movem juntos. Assim: Notas: (i) Na ausência de atrito.. enquanto o bloco estiver deslizando.H/2 Resp. Como ocorre o deslizamento. o que daria F(H/2) .218 I ESTÁTICA 1 Solução. Estão mostrados na figura os coeficientes de atrito estático para cada um dos três pares de superfícies adjacentes. = b/2 h ' Resp. As forças normais. que estão na direção y. <D Lembre-se que as equações de equilíbrio se aplicam a um corpo movendo com velocidade constante (aceleração nula) tão bem como em um corpo em repouso. por"onde também deve passar P. Daí. conforme está mostrado. e o ângulo e torna"se e = arc tg p. portanto. O ângulo e é ainda e = = arc tg p.. o bloco do meio. I} Solução. que estão na direção x. Determine o máximo valor que P pode ter antes de ocorrer qualquer deslizamento. permanecendo parado o bloco de 40 kg. sob influência de P.d C/ l'1-mg I 2 x H2 -/- = tg e = p. Problema Resolvido 6.

8 N Vemos. dá: (1:Fx = O] P .81) cos 30° .680 = O = 1 019 N Será arbitrariamente suposto que somente o bloco de 50 kg escorregue. Resp. Portanto. agora. para movimento iminente.81) cos 30° . Resp. 468 N não pode ser suportado e a hip6tese inicial estava errada. ® = 93.40(680) = 272 N o equilíbrio de forças para o bloco de 50 kg.30(9.76. P = O] + 50(9.272 + 50(9. Com o mor correto F3 = 459 N.F3 =O F3 = 468 N nia Porém. é menor que JJN2 OBLE~SPROPOSTOS bloco de 100 kg repousa sobre a superfície horizontal e uma força P.5 . fmalrnente. cuja direção pode variar. agora.81) sen 30° . o equilíbrio do bloco de 40 kg requer: (1:Fx N.263 . F. Se P = 500 N e o bloco começar a mover-se quando o ângulo a aumentar para 60°. = x/' 0. P= 103. = O] F2 + 40(9.30(255) = 76. fJ = 0.592 o / Probl. o máximo valor possível de F3 é F3 = IJ. a força de atrito F3 será dada por: (1:Fx se amo = O] 272 + 40(9.81) sen 30° . então. Conclui-se.1 N Verifica-se. que o escorregamento ocorre entre o bloco de 40 kg e o plano inclinado.255 = 680 N N3 - (40 kg) N3 40(9.1 P . que = 272 N.76.81) cos 30° =O =O = 255 N N2 - (50 kg) N2 50(9. é aplicada a ele.81) sen 30° = O.5 N /' /' F.45 (1 019) = 459 N. Tem-se w= fJN] FI = 0.ATRITO I 219 P:Fy= O] (30 kg) NI NI . permanecendo no lugar o bloco de 40 kg. 6. calcular o coeficiente de atrito estático IJ.81) sen 30° .5 P = O. li validade da hipótese inicial.459 = O F2 = 263 N o equillôrio (1:Fx do bloco de 50 kg dá. com F2 = 272 N. Para o bloco de 40 kg.N3 = 0. entre o bloco e a superfície.

30.60 Determinar o valor máximo da distância d. que estão sendo tratados termicame:::te em um banho de óleo.mín.7 A figura mostra um dispositivo que preride u::. O coeficiente de atrito é 0.70. para cima d:: rampa em forma circular.6 6.. a = 17. calcular a força de atrito F que atua sobre o caixote.5 Se. Resp. que permita tenaz apertar o tubo sem deslizamento? Resp. Se o coeficiente de atrito entre o caixote e o plano inclinado é 0. 6. Resp. em que ocorre o início do deslizamento do bloco. = 0.8 6.8 t Probl. qual é o coeficiente de atrito míC:mo IJ. Probl.2 Calcular a forçaP necessária para mover. 6. em termos -de 1. 6. também. = 0.6 Probl. 600 N r F ~ Probl. P = 500 N e p.4 coeficiente de atrito entre o bloco e o plano inclinado é p. no plano inclinado de 300.2 6. pode ser colocada e ainda suporte a prancha. 6. o bloco de 50 kg. Desprezar o raio da polia. a reação total R no apoio 6cada peça. sem deslizamento.entre as mandíbulas e o tubo..4 6.6.30. 6. que aumenta gradativamente.3 6. Probl. Determinar o valor de x de modo que a força P necessária para iniciar o movimento para cima do plano seja a menor possível. o 6. Para a posição mostrada. sob a ação da massa C= 25 kg.11" 20° L F Probl.1. 6.9 A roda de 100 kg. IJ. cabo sob tração.3 A força horizontal P de 200 N é aplicada ao caixote de 100 kg para forçá-Io a deslizar para baixo no plano inclinado. rola sobre o cubo. F = 523 N As tenazes são usadas para se manipular tubos é= aço quentes. det5:minar o mínimo coeficiente de atrito entre o cab: e as peças que torne o dispositivo auto-retentc:: Calcular. em virtude da grande força é= atrito desenvolvida. para cima. determinar o valor de a.220 I ESTA T1CA 6. Para uma abertura de 2[f das mandíbulas. de massa desprezível. ligada a uma corda em torno do seu Determinar o ângulo e no qual a roda fica em Te- .7 6. no Probl. na qual a extremidade inferior da escora.

. re- 6. dz de o.. 6.12 Probl. a partir da horizontal. M= 79.5 N -m.14 . que permitirá esta posição ser alcançada sem deslizamento? Resp. Estão indicados os coeficientes de atrito para os três pares de superfícies em contato. Determinar o conjugado M necessário para girar a roda sobre o degrau de 90 mm sobre plano horizontal. O bloco superior é livre para mover verticalmente. 6. 6. Determinar o máximo ângulo e que pode ser inclinado. quando o ângulo e for aumentando gradualmente. de massa m está em repouso sobre um plano inclinado de ângulo e.630 Se o coeficiente de atrito estático entre o bloco e o especificar as condições que determiplano for nam se o bloco tomba antes de deslizar ou se desliza antes de tombar. O coeficiente de atrito entre o bloco e o plano inclinado é Determinar. J-L. 2400 mmj de en· 20° íni· a a I ' t Probl. 6. Determinar a força P máxima. J.2°.10 Probl. o ângulo {3 entre a direção horizontal de P e a direção do movimento inicial do bloco. que pode ser aplicada ao bloco na direção mostrada. antes que se inicie o deslizamento. Supor que o atrito seja suficiente para evitar o deslizamento. 6.14 Um bloco homogêneo. de Probl.ATRITO I 221 pouso. o bloco com o corte em V. e = arc tg (J-L/cos Q() um de erabo or.13 . que está articulado em torno de um eixo horizontal que passa por O.11 O bloco retangular.9 6.12 25 kg 176 Probl. também.75 Resp. de massa m. Resp. 6.= 0. = 0.Lmín. Especificar o coeficiente de atrito mínimo que deve existir entre a roda e o degrau para evitar o deslizamento da roda.13 10 Determinar a força horizontal P necessária para causar o deslizamento. Qual é o coeficiente de atrito mínimo. J-Lmín. O coeficiente de atrito é j. repousa sobre o plano inclinado.11 A roda de 900 mm de diâmetro tem massa de 30 kg. homogêneo. Probl. antes que o cilindro maciço inicie o deslizamento.. 6. J-L. e = 32.

Se o mancal da roda em A grimpar. Se o coeficiente de atrito entre o anel e o suporte é J.L 6. aplicada na periferia do anel.L.20 .L .: valor de 600. em função da massa m do anel. quan-'se iniciar o deslizamento. O coeficiente de atrito entre a roda e o trilho é 0. Se o coeficiente de atrito entre o cilindro e . durante um aumento gradativo C::: valor de P. Examinando = diagrama de corpo livre. Resp.18 O anel do Probl.L 6. = para a direita. rolará para a querda. Se o deslizamen:: sobre o suporte em A ocorrer quando {3tiver .6. 6. 6.17 está sujeito a uma força ho~ zontal P. Determinar. Expressar. quando a for grande. determinar o ângulo :: para o qual a roda não rolará.J 1 + J. necessária para fazê-Io deslizar sobre o suporte.!. determinar o coeficiente de atrito _ entre o anel e o suporte. tem massa m e raio médio r e está pendurado no suporte A. de espessura desprezível. 6 Probl.L' -J. calcular a força P necessária para mover o painel. Resp. impedindo-a de girar.30. 6 6.15 O caixote de 200 kg. também. calcular o torque M I:Ecessário para girar o cilindro. P = mg .-17 Um anel de metal.15 Probl. O painel está montado em rodas que facilitam o movimento horizontal ao longo do trilho fixo. quando M aplicado.20 Resp. Encontrar também :E reação R sobre o mancal do rolo. = 0.19 6. quando o ângulo a da corda for pequeno.19 O cilindro homogêneo com 200 kg de massa = suportado pelo rolo.222 I ESTATlCA 6. determinar o coeficiente de atrito em A. M= 303 N 'm. o ângulo {3 no qual ocorre o deslizamento. representada na figura.16 Probl. {3 = arc tg J.para lado nenhum.17 Probl.18 6. J. Se é necessária uma força P de 400 N para iniciar o movimento do caixote. R = 1 683~- r Probl. também.16 O centro de massa do pam:el vertical de 800 kg está em G. superfície vertical for 0. S= o coeficiente de atrito for e a massa da roda calcular o valor de P para o qual a roda des]i7~ para o valor crítico de a. = valor de P. que gira com atrito despr=vel. determinar a força verticalP. 6.L A roda. J.6.6.34 J. 6.L Probl. conforme mostrado. com centro de massa em G está suportado sobre superfícies horizontais por um apoio em A e um rolete em B. 6.

24 6. de 50 kg. e o cr Se A mandlôula esquerda do grampo tipo C pode deslizar ao longo da guia. horinto 6. é 0.. por meio de uma tração T. Uma corda.60. x = a- bJl 2Jl ará A empilhadeira está sendo usada para mover o rolo maciço de papel. .40. ndo Probl.ATRITO / 223 Calcular a força T necessária para girar o carretel do cabo telefônico de 200 kg. Os coeficientes de atrito estático e dinâmico entre o cubo e o trilho são.21 6.sai horizontalmente para se prender no gancho B. P = 22. 0. Se os coeficientes de atrito entre o rolo e o painel vertical da empilhadeira e entre o rolo e.23 Probl. . T= 727 N Calcular o torque M exigido para girar a roda homogênea de massa m. é Jl. 6. com o cubo repousando sobre trilhos inclinados. calcular a força de tração P necessária entre os pneus da empilhadeira e a superfície horizontal. aplicada ao papel. quando o grampo estiver sob a carga. está encostada em um suporte fixo em A.24 erdo o o JJ m.6.1 kN r' b L Probl. O coeficiente de atrito. para cima no plano inclinado de 30°. para cada par de superfícies em contato.25? 3 K Probl.6.25 6. subindo o plario inclinado. ajustada com folga . 6.50 e 0. Resp. para aumentar a capacidade do grampo.30 e 0. em sua posição contra a parede vertical.25 6. Probl. O coeficiente de atrito entre a bobina e o plano inclinado é 0. para cada par de superfícies em contato. (b) O que ocorreria se estes coeficientes de atrito fossem 0. o .26 m. Se o suporte emA for removido.D plano inclinado forem ambos 0. quando ele for puxado horizontalmente para fora da bobina. Resp. Resp. 6.22 3 e. O coeficiente de atrito. a dimensão x deve exceder um certo valor mínimo.26 . que repousa sobre o cubo e está encostado em uma parede vertical.45. (a) calcular a força de atrito que atua sobre a roda. enrolada na sua periferia. e para o coeficiente de atrito Jl entre a guia e a mandíbula. sa é ezíea nem a for A roda uniforme. Para evitar o deslizamento da mandlôuIa sobre a guia.20.22 Uma bobina de papel está para ser rolada lentamente. de 1 200 kg. Encontrar e·ste valor correspondente às dimensões dadas a e b. respectivamente. Demonstrar se a bobina de papel rola sem deslizamento ou se ela desliza.

como é mostra:S.28 Que força P devem os dois homens exercer na da para deslizar a prancha uniforme.30 Supondo que o operário tem força suficiente.. homogênea. O coeficiente de entre a extremidade A e a superfície horizon:i:.l.62 N 6.33 Probl.31 Um pequeno rolete na extremidade B da barra forme de 60 kg. = =- 6 B Probl. Resp·j. antes que a barra comece a deslizar.28 6. em ambos os locais de contato.26. calcular a força de atrito existe no estado de equilíbrio.:. sobre os apoios? A prancha c=::massa de 100 kg e o coeficiente de atrito entre ~ e cada suporte é 0. P= o_ 6.::. exercendo força h=zontalno cabo? O coeficiente de atrito está6 entre a prancha de 60 kg e o topo do prédio é 0. se o rolo de papel estiver na irninência de rolar para baixo no plano inclinado. que estão fixados na roda. na empilhadeira do Probl.29 Probl. de massa m e co~ mento I está à beira do deslizamento. P = 19.29 A barra homogênea. 6. 0.224 I ESTÁTICA 6. tem o seu movimento rest:rirr. com centro de gravidade em G é suportada pelos pinos Ae B.32 A barra esbelta. na posição mostrada. 6. Encontrar a expressão para o coeficiente de atr:::= j.50. 6.gD:: por uma guia vertical lisa. :xderá ele manter em equilíbrio a prancha unifo de 7 m. Se o coeficiente de atrito entre a barra e os pinos for j.31 6.32 6.:). 6 =- =- Probl. 6.30 6. Resp.l. 6. Determinar a força P necessária para mover a prancha homogênea de 50 kg. que é o mesmo para ambos os pares de supeC'cies em contato.lmín. Determinar a força horizontal P ne~ para iniciar o deslizamento em A. for 0. da posição de repouso mostrada. determinar o ângulo e que a roda pode ser girada em torno do eixo horizontal que passa por O.80. de 6 comprimento. quando cionada contra a parede vertical.27 Calcular a força horizontal entre os pneus e a superfície horizontal. Desprezar o diâmetro da barra diante das outras dimensões. Probl. 6. 6 .50. se o coeficiente de atrito. Resp.Se a resposta for sim.

calcular o coeficiente de atrito efetivo entre as duas peças.33 relaxar a força aplicada no cabo. mostrada em corte. 6.39 Probl.-L J. dentro da peça B.35 e .• fi a 1: stt é :: • r - Se o coeficiente de atrito entre o cilindro semicircular maciço e o plano inclinado for 0.37 Encontrar a altura h do degrau mais alto que o homem de 80 kg pode alcançar.33 6. qual o ângulo e que a prancha fará com a vertical quando começar a deslizar? (Sugestão. que gera uma pressão ou tensão de compressão p entre as peças. e a distância a ao eixo O. sem causar a queda da pequena escada articulada. e: = 40. determinar o máximo ângulo e que o plano inclinado pode fazer com a horizontal.38 6. Encontre a resposta aproximada com uma solução gráfica da equação que governa e. a força de atrito que atua na barra também está distribuída uniformemente sobre os comprimentos das partes da barra situadas dos dois lados de O. Se o coeficiente de atrito entre a barra e escrever as expressões a superfície de suporte for para a força P. 6. := Probl. A distribuição da pressão segue. 6.-L {!ArtiCUlição. 0/ = 25.-L. em torno do qual se observa o giro.) Resp.-L k. aplicada na extremidade da barra e necessária para movê-Ia.. está montada na peça B com ajustagem forçada. J. devido ao rolamento do cilindro. bem aproximadamente.50 e cada urna das seções homogêneas da escada articulada tem massa de 10 kg. Resp.3 kN • m para girar a luva A. I II:ÇI: Probl. qual é o correspondente ângulo 0/ em relação ao plano inclinado.38 Se o operário do Probl. O coeficiente de atrito em A e B éO. Se o coeficiente de atrito for calcular o ângulo e. = 0.) Resp.-x--1 B k-100mm-J Probl.34 Pl = 1600 kPa a per::': - t~ lJJ1fII:1 I PO = 800 kPa =-- - A concha semicilÍndrica. Qual o valor de permitirá 8 = 90°? J.6° A luva A.776 J. a equação p = Po + kx2. 4 ngid: atrir:: tal ssárn.2931 J. sendo que nas extremidades tem os valores indicados na figura. 6.-Lmg. Em conseqüência. 6. a = 0. antes do cilindro deslizar.30. . 6. porém mantiver a direção horizontal. A força normal sob a barra está distribuída sobre o seu comprimento.-L.37 m 6. (Sugestão. P = 0.36 Probl.414 J. Para esta condição.70°. quando a forçaP for gradualmente aumentada. Resp. no qual a concha desliza sobre a superfície horizontal. de massa m e raio r é girada em um ângulo e pela força horizontal P aplicada em seu aro. Resp.. de massa m e comprimento 1 repousa sobre uma superfície horizontal com a massa uniformemente distribuída ao longo do comprimento.9° Uma barra homogênea.ATRITO / 225 corm à= te!:: e 96 Y ~3 w:::. e = 16. Se for necessário um torque de 1. h = 2.

J. Calcular a carga aplicada P que é exatamente suficiente para causar o deslizamento da viga. 6.39 6. Para valores dados de R e r e p= coeficiente de atrito comum em todas as ~ cies de contato. Depende do atrito para executar seu trabalho. O coeficiente de atrito entre a viga e os trilhos é IJ.41 Uma viga I. APLICAÇÕES DO ATRITO NAS MÁQUINAS 6. Res.3b.i. de massa m.41 Determinar a força mínima P.mgb r p o Probl.2)R <d < (R _. cujo sentido é sempre oposto ao movimento da cunha.2 J. quando o deslizamento começar. é suportada pelos dois trilhos hprizontais fixos.:_ b Probl.40 Probl. = 694 N. necessária para virar o caixote uniforme de 200 kg em torno da sua aresta frontal. A forçaP. . a força resultante em cada uma das faces fica inclinada em relação à no â face.42 a dispositivo mostrado impede a rotação da central.226 / ESTA TICA Probl. O coeficiente de atrito para cada par de superfícies é /l = tg </>.4 . vertical é mg. 6. I c W c SEÇÃO B. 6. onde as reações estão inclinadas no ângulo de ~ </> d c e 6 d m a . É usada para fazer pequenos ajustes nas posições outras peças ou para exercer grandes forças.. 6. o Resp. e o seu correspondente ângulo a.i. Resp. 2r + (1 - 10+ J.i. 6. no sentido horário no plano hori por meio de travamento por atrito dos dois pequenos.42 D p 2 (a + b)' • F = A J.3a mostra uma cunha usada Rara posicionar ou levantar uma grande massa m. Determinar a força de atrito correspondente em A. de um ângulo igual ao ângulo de atrito.i.i. como mostrado. Pmín. necessária para iniciz: o movimento da cunha é calculada dos triângulos de equilíbrio das forças sobre a carga e sobre a cunha.mín. 6. Especificar o coeficiente de atrito mínimo que permitirá ocorrer o tombamento. onde a carg.i. A Fig.= 1/3 6.40 6. determinar a faixa de valo= ó= =para o qual o dispositivo irá operar como f~ ~ crito. Oi diagramas de corpo livre são mostrados na Fig.mga 2 (a + b) .CUNHAS A cunha é uma das mais simples e úteis peças. A componente da resultante ao longo do plano da face é :E força de atrito. P= J. Quando o desliz: mento de uma cunha é iminente. J.

ma! é . e a solução continuaria seguindo caminhos análogos àqueles definidos para o caso de elevação da carga. como está indicado nas duas figuras. Os problemas de cunhas conduzem a soluções gráficas. Em cada caso.6. 6. usando-se o valor conhecido de mg.PARAFUSOS Os parafusos são usados para unir peças e transmitir potência ou movimento. A força P é. 6. as reações RI e Rz atuariam nos lados opostos de suas normais. A precisão uma solução gráfica é facilmente mantida dentro das tolerâncias compatíveis com as incertezas dos coeficientes de atrito. de za.I1do-se o valor de Rz já conhecido. então.ATRITO I 227 p (a) ~mg oda tal.3 respectivas normais e no sentido oposto ao movimento. a cunha permanecerá no lugar.: 6.5) sob a ação da carga axial W e de um momento M aplicado em torno do eixo do parafuso. etes um erfíe d. contanto que Q seja menor do que </>. O peso da cunha é desprezível. a rosca quadrada é mais eficiente do que a triangular.rng R2 \ e/>-a ~ (c) a ~ làRl p R2 F orças para elevar a carga F orças para baixar a carga Fig. Os diagramas de corpo livre e os polígonos vetoriais para esta condição estão mostrados na Fig. Desse caso. achada no triângulo inferior. Se P for removida. A análise a seguir limita-se à rosca quadrada. Para se retirar uma cunha deste tipo. le/>I R. onde Rz é encontrado. dizendo-se.5 . primeiro. exercida pelo mete da estrutura do macaco. A força R. 6. para se oporem ao novo movimento Einente. Neste caso.4. Para a transmissão de potência ou movi • ento. Considere o macaco de rosca quadrada (Fig. Estes diagramas permitem escrever as equações de equilíbrio e onde W = mg. sobre uma rgF ia: 0uas . o atrito senvolvido nos metes determina grandemente a ação do parafuso. DOdiagrama superior.4' Fig. deve-se aplicar uma forçaP. des- ITL ~. As soluções algébricas podem também ser obtidas pela trigonometria dos polígonos de equi!lôrio. que ela é auto-retentora. As soluções destas equações aparecem na parte c da figura. lISlI.

A força equivalente necessária para empurrar o filete mó cima do plano inclinado é P = M/r e o triângulo dos vetores das forças dá.If!. - O equilíbrio das forças na direção axial. (6. Visto " r sen (a + rp) aparece em todos os termos.6a.6.' Rr sen (a + rp) e o momento total devido a todas as reações sobre os metes é ~ Rr sen (a + rp).228 I ESTA T1CA pequena parte representativa do mete do parafuso. o mete do parafuso des~ em torno e para cima sobre o mete fixo da estrutura. para uma ( \.momento para o parafuso vem a ser c a o M = [r sen (a + rp)] ~R.6. = Wr tg (a + rp). O ângulo rp formado por R com a normal ao mete re::l. . O momento de R em torno do eixo vertical do parafuso . podemos colocá-Io em evidência.6 Pode-se usar o mete retificado do parafuso como um modelo alternativo para simular a ação do _ fuso completo. exige W Dividindo M por W dá M = ~R cos (a + rp) = [cos (a + rp)] ~R. Se o momento M for removido. como mostrado na Fig. de modo que tg rp = jJ. Determina-se o ângulo de hélice a retificando o mete do parafuso. ~Il 21l"r (a) Elevar a carga W -a} . além disso. 6. obtendo.S Fig. O parafuso permanecerá no lugar e será auto-blocado desde que a < rp. imediatamente. o ângulo de atrito. a força de atrito muda de direção de modo que rp é medido oposto da normal ao mete.3).-a f~~ (b) Baixar a carga (C< < </» \ Rlq. é mostrada no diagrama de corpo livre do parafus:: Reações semelhantes existem em todos os segmentos do mete do parafuso. ~ P=!'f-~\ ---' l----:/\ li 2rrr aa ~..W \ a = tg-1 (L/2rrr). onde ocorre o contato com filete da estrutura-base. Se M for exatamente suficiente para girar o parafuso.\ (c) Baixar a carga (a > </» Fig. a Eq. e na iminência de desaparafusar se a = rp. A equação de equilíbrio :"'.·tga= I \q.

e R2.3b) 6. o parafuso desaparafusará sozinho e. Vê-se que deve ser aplicada uma força equivalente.pedir o desaparafusamento será M Wrtg(a-rJ» 6. traça-se R2. Portanto. deve fechar o poIígono para se obter o equilíbrio.6b para o mete simulado sobre o plano inclinado fIxo. Os diagramas de corpo livre da cunha e do bloco estão desenhados com as reações RI' R2 e R3 inclinadas em relação às suas normais de ângulos iguais aos ângulos de atrito para movimento iminente. que o momento necessário para (6. se a < rJ>. A seguir. cuja inclinação da vertical. p araparr l~ stz:l Solução. m o ará será o é que do A fIm de abaixar a carga. As direções de RI e de P se interceptam em C. desaparafusando o parafuso. adiciona-se R3. deve-se inverter o sentido de M. Assim. 6.3a) Se a> rJ>.30 e entre o bloco e a superfície horizontal for 0. 16. o peso W do bloco.6c. Para o diagrama vetoria! da cunha. as reações iguais e opostas R2• . P = M/r. O diagrama vetorial que expressa o equilíbrio do bloco é traçado a partir de um ponto conveniente A. determinar a mínima força P necessária para mover o bloco. Observe. Problema Resolvido 6. para puxá-Io para baixo no plano inclinado. e acrescenta-se RI' que tem direção conhecida.7°. vê-se da Fig. O vetor R2. </> Notas: CD Certifique-se que as reações são inclinadas das suas normais no sentido que se opõe ao movimento. é determinado pela interseção das direções conhecidas de R. Esta condição está ilustrada na Fig.ATRITO 1229 so. n. Se o coeficiente de atrito estático para ambos os pares de superfícies da cunha for 0. colocando-se o único vetor conhecido. obtém-se o momento necessário para baixar o parafuso do triângulo dos vetores. o ponto B do poIígono inferior. 31.0°.60.. é agora conhecida.6 A posição horizontal de um bloco retangular de concreto de 200 kg é ajustada pela cunha de 5° sob a ação da força P. a solução para a intensidade de P. ao mete. cuja inclinação da horizontal. também é conhecida. Os dois ângulos de atrito estão calculados e mostrados no diagrama. agora conhecido. que é M = Wr tg (rJ> - a) (6. encontrando-se as suas intensidades. sendo portanto. também. O ângulo de atrito para o atrito estático limite é dado por == are tg IJ.3) olta.

Assim. inicialmente.70 R2=3747N. rp T O ângulo de hélice dados por Ct e o ângulo de atrito para o fIlete são c Notas: 3640 CD L 5 = arc tg -2rrr = arc tg ---= 2rr(12. calcular o ângulo de hélice Sua tangente é o avanço L por rotação) dividido pela média 2rrr e não pelo diâ- . (b) Determinar a força Q. a tração T no parafuso.70 + 31. e. para o bloco. (a) Determine o momento de atrito MB desenvolvido em B devido à compressão do parafuso contra o corpo da mandíbula. Problema Resolvido 6. as intensidades de P e de R são obtidas diretamente dos diagramas.81) sen 31. Desenhando-se os vetores em uma escala adequada.7 O parafuso de rosca simples de um torno de bancada tem 25 mm de diâmetro e avanço (deslocamento em uma rotação) de 5 mm. obtémse. na direção a-a normai à R.60 . na direção b-b normai à R" O ângulo entre R2 e a direção a é 16.70. + 50 = 21.20.P cos 21. P= 2505 N Solução gráfica.230 / ESTA TICA 2 Solução algébrica.60. Uma força de 300 N aplicada ao punho em A produz uma força de aperto de 5 kN entre as mandíbulas do torno. e à R" para a cunha. =O Para a cunha. através de simples leituras.=arc tg 0. 3 747 cos 51. necessária para afrouxar o torno.5)' rp= arc tg IJ. Do diagrama de corpo livre da mandíbula. O coeficiente de atrito estático nos filetes é 0. (kMC= O] 5kN 5(400) . e o ângulo entre P e a direção b é rp. aplicada normalmente ao punho em A. seguindo a seqüência descrita. a escolha mais simples para eixos de referência é. Atenção para corretamente.5 mm. (deslocamento circunferência metro 2r. Assim. A precisão de uma solução gráfica está bem dentro das incertezas dos coeficientes de atrito e provê um resultado simples e direto.70.70 =O Resp. para o bloco [kFa= O) 500(9. o ângulo entre R2 e a direção b é 900 .20 = 11. para a cunha. Q) Deve estar claro que foram evitadas equa- ções simultâneas pela eliminação da referência à R" para o bloco.310 onde o raio médio do mete é r = 12. + 50) = 51. Solução. Para fmalidade de cálculo.00 = 47.(2rp.00 -R2 cos 47.250T= O Ct T= 8 kN.

Se o coeficiente de atrito entre a cunha e o material a ser rachado for J. O diagrama de corpo livre do parafuso na iminência de se afrouxar é mostrado com a força R atuando no sentido oposto ao movimento iminente e fazendo um ângulo com a normal igual ao ângulo de atrito if>.44 O alinhamento preciso de um motor diesel pesado em sua fundação é obtido por meio de cunhas ajustadas por parafusos. Calcular a força horizontal P no parafuso de ajustagem. qual é o valor crítico de o:? 6.43 Probl. necessária para elevar o flange da base. O ângulo entre R e o eixo do parafuso é agora igual a if> .3 = 8000(0.L. iâ- Probl.massa total do motor de ce L e!é. (b) MB M Para afrouxar ® M' - = Tr tg (if>.200) = 60 N . Assim. e emprega-se a Eq.44 . tg (11. com T substituído por W. colocadas sob cada um dos quatro flanges da base do motor.f~::J~ l ~~~t~ MB 300(0.0:) 33. O momento de atrito M B devido às forças de atrito que atuam na escora em B tem o sentido anti-horário para se opor ao movimento iminente. (6.ATRITO! 231 (a) Para apertar. o momento líquido que atua sobre o parafuso é M . O parafuso isolado é simulado pelo diagrama de corpo livre mostrado. (6.6.0125) M M'=46. O momento aplicado em tomo do eixo do parafuso é 300(0.3).31 ° .64°) Portanto.64° + 11.3 N °m aea (b) Para afrouxar. supondo que ele suporte um quarto da .2 = 234 N Resp. a força a ser aplicada ao punho e necessária para soltar o tomo é Q = M'/d = 46. O momento de atrito. BLEMAS PROPOSTOS Uma cunha será auto-retentora. MB = 33.0125) MB tg (3. opondo-se ao movimento.3 N om. no sentido horário quando visto da frente do tomo.0:.3. 6. Da Eq. onde todas as forças que atuam nos filetes do parafuso estão representadas por uma única força R inclinada da normal ao fIlete de um ângulo de atrito'if>. está também mostrado atuando no sentido horário.3a) com o momento líquido igual ao momento aplicado M' menos MB.8/0.31°) Resp . a ~~~~~ 'LT • 4J = 33.8N'm Note que R vai para o lado oposto da normal quando o movimento iminente inverte o sentido.200) = = 60 N om. contanto que seu ângulo o: seja menor do que um valor crítico. fi (a) Para apertar = Tr tg (o: - if» 60 -MB = 8000(0.

----------------------------------------------232 / ESTA TICA ---- ---- 4. com raio médio de 25 mm suporta uma carga de 5 kN. se o coeficiente de atrito para todas as superfícies for 0.45 Um macac. 6. girando-se o corpo com ambos os parafusos impedidos de girar. qual será o maior avanço L do parafuso.47 for abaixada. são usadas para ajustar a posição da coluna submetida a urna carga vertical de 5 kN.33 kN 6.3 N· (b) M= 81. entre a cunha e a máquina e entre a cunha e o piso horizontal. sob a ação da carga? Para esta condição. Resp. (a) M = 129. 6. determinar a posição x do centro de massa G da máquina. ProbJ. 6. A parte A do parafuso tem rOl direita.20. 0. dos parafusos tem um diâmetro médio de 36 mm e uma rosca de uma entrada. Resp. P' = 3.6. com um diâmetro médio de 21 mm e um aV<::"ço de 8 nup.50 ~ 6. Resp. rosca j 78 mm de diâmetro. urna entrada e passo é~ 13 mm. sendo uma à direita e a outra à esquerda. mostradas. = 0.4 kN.46 6. ~ e = 30°. com um avanço por rotação de 8 mm. calcular o coeficiente de atrito efetivo na rosca. A máquina está impedida de deslizar horizontalmente por urna saliência rígida emA. A coeficiente de atrito na ro~ :.8N·c.= não estão ligadas com o cabeçote. P = 6.49 O cabeçote móvel de uma máquina de teste unm::sal de 2.o de parafuso de rosca quadrada. Resp. e a parte B tem rosca à esquerda. 6.30.1 Mg com urna força P = 5.5 kN.25. = T~ T Probl. Sabendo que o coeficiente de atrito metes é 0. 6.50 6. Determinar a intensidade das forças P necessárias para elevar a coluna.2 Mg é elevada para a posição de trabaI: por dois parafusos de acionamento. Durante ::: movimento..48 Se a coluna carregada do ProbJ.47 As duas cunhas de 5°. Se o coeficiente de atrito. Resp. Se for necessário um torque de 380 N • m para afrouxar o tensor.25. aplicado ao parafuso seria necessário para elevar a carga? 6. Cada um 2050mm -. P = 7. Se o coeficiente de atrito for 0. que torque M.25. 6.51 . 5kN ProbJ. calcular as forças horizontais P' necessárias para retirar as cunhas.49 ~- M ProbJ. calcular o momento de torçãoM _ deve ser aplicado a cada parafuso: (a) para eleVE:: cabeçote e (b) para abaixar o cabeçote. O coeficiente de atrito para ambas as faces da cunha é 0. for 0.46 O temor suporta uma tração T de 60 kN.J.47 6. x = 770 mm parafuso tem duas roscas quadradas de duas e= das. e (b) o torque M' necessário pz:1 abaixar a carga.51 O dispositivo mostrado é usado corno maca P P ProbJ. as colunas internas de carregamer-. para o qual a rosca não retrocederá por si só.51 kN Urna cunha de aço de 5° é forçada sob a extremidade da máquina de 2.8 Mg.250 /ol J.40. determinar: (a) o torque M que deve aplicado ao parafuso para elevar uma aq::.

em A é 0. parafuso. calcular a co.rizo.bl. Pro.55 Substituir a rasca quadrada da parafusa da macaco. mantém-se canstante até que a pino. 6.bl. cônico.25 e para to.eficiente de atrito.5 par uma rasca triangular.368 S tem uma co. na superfície da pino. Desprezar a atrito.rça P = 400 N. sabre a parafusa. médio. necessária para elevar a carga W. na uniãó-rótulaA. = arc tg}J.40. que a atrito. de testes realizado. cônica. co. O coeficiente de atrito. mantendo.122 6.rça de 40 N sabre a haste para mantê-Ia na pasiçãa indicada e é necessária empregar uma fo. M' que deve ser aplicada ao.ver a ro.la exerce uma fo.m um diâmetro. um pino. Calcular a mamento. Cameça-se a análise cam um samatória de farças axiais e de mamentas. di de o. = 0. Resp.s previamente.la 6. -c:::aI = e: ?- a= I I :p' ProbL.bl. entre ela e a sua guia passa ser desprezada.) Resp. Sabendo. substituições para as ângulas 'Ye {3.eficiente de atrito.rça de campressão. parafusa para elevar o.ntal é 0. mamenta M. desprezível à rada. na figura. filete do. e determinar o. Supo. e da ângulo. entre a haste e a ranhura.r que a haste está bem lubrificada e adequadamente mantada de m·ado.53 A po. é 0.co de 100 kg é ajustada pela cunha atuada par parafuso. que o. entre a pino. atuada par uma mo.ATRITO I 233 6. par uma fo. punho. a mo. arifícia. em função. = 0. 6.jeções impartantes.da de 20 kg.53 6. que cantém a eixo.rça. }J.das as autras candições ..nsiste da haste co. blo. que mantém a barra harizantal em po.mpleta. é necessária uma farça P' = 300 N.55 6. 6.ltaco. e incluindo.ca fixa.co e da cunha é 0. cama indicado... cama se vê na figura. P Pro. 6.57 Pro.58 6. para o.8 N Em um blo. M que deve ser aplicada ao.nicidade. É sabido. na mala igual a 200 N. Resp. do. 6.mprimida. A pressão.52 6.54 Calcular o.das as superfícies do. é forçada em um o.53 para remaver a cunha e baixar a carga de 100 kg.56 Refazer a Prpbl.siçãa vertical da blo. e a superfície do.55 co.la co. blaco. de 30 mm e avança 10 mm em cada vo. que atua sabre uma pequena seção.rifício. da Fig. P = 60 N para mo.30. realmente se mava. cam a mesma co. O parafusa de uma entrada tem filete quadrado. (Sugestão. O vetar R I é a prajeçãa de R na plana da figura. (tensão. retentar co. de e. P = 198. O ângulo. Além disso.6.eficiente de atrito.mpressãa de 100 N e a haste aferece um apaio. O mecanismo.57 Probl.02N'm Calcular a fo.ver a barra. }J. ue o. da hélice para C< <p . parafuso. A farça R.52 ro.sição. co. representativa da filete. canstantes to. da parafusa.) narmal.25 e entre as superfícies da cunha é 0. Resp. do. mamento. O co. M'= 3. punho. do. que para remaver a pino.. 6. Se a mo..rça P necessária para mo.m panta esférica.encaixanda-se nas ranhuras existentes. está mastrada cam suas pro. entre a barra e a superfície ho.30.m a fo. calcular a caeficiente de atrito.. de atrito.

R deve ser igual a L. uma boa aproximação para o torque é M = pRr. Fig.5S c a g 6.~_ Esta equação dá o valor do torque ou do momento que deve ser aplicado ao eixo para superar o a em um mancal radial do tipo seco ou parcialmente lubrificado. e a c~ radial L sobre o eixo causarão uma reação R no ponto de contato A.onde a folga entre o eixo e o mancal está grandemente exagerada. (6.234 I ESTA TICA rosca de uma entrada foi exagerado para maior clareza.6.-cambiados com. também. um pequeno erro.6 . Visto que p = tg cp.MANCAIS RADIAIS Mancais desse tipo dão apoio ao eixo na direção radial. a análise pell princípios do atrito seco dá uma aproximação satisfatória às fInalidades de projeto. entre ele e o eixo. o ângulo cp é pequeno. Um mancal radial seco ~_ parcialmente lubrificado com contato. (6. M= Wr Il jl + tg2 % cos2 C< + tg2 % cos2 C< L Il tg C< )1 sa e a fa onde C< = arc tg -- 2fTr Probl. porém estas duas forças não serão colineares.~ Para um coefIciente de atrito pequeno. como ângulo de excentricin. O torque M.-. Para os mancais secos e para muitos mancais parcialmente lubrificados.T. e o seno e a tangente podem ser inf". Quando o eixo começa a girar no sentiémostrado.. ou próximo ao contato...6. .7 * N.. necessário para manter a rotação. apenas. O ângulo entre R e sua componente normal N é ângulo de atrito cp. 6. Este ângulo caracteriza a excentricidade do mancal e é conhecido. é mostrado na Fig. vem M = o p = Rr I = Rr sen cp. * Igualando a zero a soma dos momentos em tomo de O. tgc< + 1- 6 Resp. ao contrário dos mancais conhecidos com: axiais ou de escora. Para manter o equilíbrio na direçi"vertical. ele rola subindo à superfície interna do mancal até que o deslizamento ocorra. A força R será tangente a u= pequeno círculo de raio rI chamado círculo de atrito. Nessa posição. eixo mais ou menos se mantém durante a rotação.

8.pr dA e o momento total é M= f p. O torque máximo que esta embreagem pode transmitir será igual ao torque M capaz de fazer deslizar um disco contra o outro. Se p for a pressão normal em um ponto qualquer da superfície de contato do disco. em torno do eixo geométrico da árvore é p.PR (6.6. Substituindo este valor de p na expressão paraM. em função de los ou r: 6. Além disso.5a) í T Fig. de modo que eles possam ser colocados em contato sob a ação da força axial P. Consideremo~ os dois discos circulares planos. a força de atrito que atua sobre uma área elementar é p. cujos eixos estão montados em mancais (não mostrados). discos de embreagem e de freio. se as superfícies forem novas. 6. rg<! çãl urr. é o coeficiente de atrito e dA é a área r dr dO do elemento. os limites de inteão são os raios internos e externos Ri e Ro. d.P.p dA. como é o caso do mancal de escora da Fig.MANCAIS DE ESCORA. e bem apoiadas.9. e p.ATRITO / 235 6.6. DISCO DE ATRITO o atrito entre superfícies circulares sob pressão normal é encontrado em mancais de escora (de sapatas). seja constante.7 . Para efetuar esta integral deve-se conhecer a variação de jJ. dá . e o momento de atrito vem a ser (6.7. que à distância 2R/3 do centro do eixo.9 2 . é razoável admitir-se que a pressão p seja constante e uniformemente distribuída. de o que rrR2p = P. O momento desta força de atrito elementar. 6. onde p. . p. da Fig. Fig. Se as peças que atritam forem anéis. respectivamente. Nos exemplos seguintes admite-se que jJ.prdA mo onde a integral é calculada sobre a área do disco.P te:- <1 M = --2 7TR i II 2'/T R o o r2dr dO = ip.8 é 6.5) Pode-se interpretar este resultado como sendo equivalente ao momento devido à força de atrito p. as.

que é fixo e impedido de girar.236 / ESTA TICA Verificou-se que. pqde-se escrever a expressã rp = K. e da pressão p. daí em diante.20 = J. o momento de atrito para as chapas amaciadas é.L 180=--1 P = 100 N Ângulo de atrito <t> = arc tg = arc tg 0.60 oe .do que corresponde L superfícies novas . P _fL_J 277R 217' M = J fLprdA = que vem a ser o I o R rdrdf) (6. a área.. Determinar os valores máximo e mínimo que T pode assumir. Assim. Após o período de "amaciamento". A força horizontal T é aplicada para manter o equilíbrio da peça. Como a distância percorrida é proporcional a r. depois de um certo desgaste da superfície. a substituição dos limites de integraçZ: mostra que o torque para as superfícies "amaciadas" é f). portanto. sem causar a rotação da peça em qualquer sentido. A rotação iminente ocorre quando a reação R do eixo fixo sobre a peça faz um ângulo = arc tg com a normal à superfície de contato e é. apenas. onde K é uma constante. O equilíbrio obriga. é constante sobre toda. Este desgaste depende da distância circunferencÜL percorrida.J (120)2 +(180)2 .L Solução. . tangente ao círculo de atrito.7 o o (3 sen rf 9. o momento de atrito diminui um pouco de valor. Os diagramas de corpo livre mostram esses aspectos para os dois casos de movimento iminente.& Problema Resolvido 6. (t)/( ou i.L 11. também. ' No caso de anel com raio interno Ri e o raio externo Ro.81 -== arc sen -~-_-_-_-_-_-_-_-_-_-~ = 2.310 Raio do círculo de atrito rf= r sen<t> = 50 sen 11. O valor de K é determinado igualando-se a zero as forças axiais ou Pode-se escrever a expressão paraM. e desgaste. (6. São necessários os seguintes cálculos: <t> J. J. com pr = K = P/(2rrR).20. que se encontra sob a ação da força P = 100 N.310 = 9..8 A peça vista na figura está montada em um eixo de 100 mm de diâmetro. O coeficiente de atrito estático entre o eixo e a superfície de contato da peça é 0. as superfícies não mudam mais suas formas no contato. que as três forças que atuam sobre a peça sejam concorrentes no ponto e.81 mm Angulo Angulo ~ O = arc tg = arc 120 -180 = 3 3.

calcular (a) o coeficiente de atrito /J.60 Um torque M de 1 510 N • m deve ser aplicado ao eixo de 50 mm de diâmetro do tambor de elevação. /J. 6. de forças é traçado e dá O triângulo de equilí- TI =P cotg (6 . O tambor e o eixo juntos têm massa de 100 kg.59 Os dois volantes estão montados sobre um eixo comum que se apoia em um mancal situado entre eles.ATRITO I 237 _ .60°) = Tmín. e às açã PROBLEMAS PROPOSTOS 6. 6. de forças para este caso dá T2 T2 O triângulo de equilíbrio TI (a) Movimento Iminente Anti-horário = P cotg (6 + (3)= 100 cotg (33.8 N Resp.271 500 kg Probl.) Movimento iminente anti-horário. no mancal e. Cada volante tem massa de 40 kg e o diâmetro do eixo é 40 mm.60°) TI = T máx.(3)= 100 cotg (33. Resp.2. 6. Calcular o coeficiente de atrito /J.59 Probl. para o mancal. Se é necessário aplicar um momento M de 3 N • m para manter os volantes e o eixo girando com velocidade baixa e constante.60 . (b) o raio rIdo círculo de atrito. = 136. = 165. = 0. para elevar a carga de 500 kg à velocidade constante.7° .7° + 2. (b) Movimento iminente horário.2 N Resp.

M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0.6. aplicar ao 6. T= 2.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela.l.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido. 6. J.64 6.é forçado contra o disco da roda por uma força P.52 kN.35. Encontrar também To' C:aIEl 6. a tração To na parte estacionárn. do cabo.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. E::contre.271. para o coeficiente de atrito. Desprezar a massa da polia.238 I ESTATICA 6. 6.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl. Resp.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.67 Probl.1 N Vertical-1 Probl. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. até que a biela deslize no ângulo Ci.65 Probl. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. como mostrado. ::.60. para constante. 6. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. O anel.25.60.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato.65 6. A massa total do veículo é 480 kg. Com a biela inicialmente na posição vertical. no Probl.15 e P= 500N. o eixo é girado. Resp. Na embreagem mostrada. Resp. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. que não gira com a roda. respectivamente. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. To = 2. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. também. vagarosamente. para uma força axial P = 1 kN. calculado 6.62 6. existem cinco pares de superfícies de atrito. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo. se o coeficiente de atrito for 0. F = 136. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E.65.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. com centro de gravidade em G.6. 6.estrada horizontal. 6. porém devendo girar com ele.. Se for necessário uma força P = 80 N • q . Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B.38IC' T 500 kg Probl. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a.

Usa!: o valor de 0. O sistema articulado está inicialmente em repouso sob a ação dos torquesM1 eM.. a pressão p desenvolvida entre o disco e a superfície lixada diminui linearmente com r de um valor Po' no centro.ATRITO / 239 ino G. Probl. calcular o torqueM que deve ser aplicado a cada parafuso: (a) para fazer subir o elevador. (b) M = 2 790 N • m p Probl. = 0.69 I I o d= tIaL~ ári:: Detalhe do Mancal emA Probl. 6. a = arc sen I. (a) M= 3 290N'm. por meio de um elevador de dois parafusos.Ui 6. Se o coeficiente de atrito for J1. A massa total do míssil.' 6. SeM.) Resp.67 6. Determinar a expressão para o momento M necessário para girar . como é mostrado na figura.20 para coeficiente de atrito nos mancais das rodas.2 Mg do elevador é suportada. O coeficiente de atrito para cada mancal é J1. escrever uma expressão exata para o ângulo a. na ausência da força P. (Sugestão.70 IC" Resp. Se o coeficiente de atrito no apoio e nos parafusos em B for 0. 6. tendo cada um diâmetro externo de 250 mm e diâmetro interno de 125 mm.J 1 + J1. a Po/2 em r = a.71 Para o disco de lixamento plano de raio a.208 J1.71 6. osiaté ma manter o veículo em movimento com velocidade baixa e constante sobre a superfície horizontal. Resp.. comandados por um motor situado na base do silo. até que o sistema articulado se mova. calcular o coeficiente de atrito que existe nos mancais das rodas. pelos discos em A.68 Determinar o maior ângulo e que um plano inclinado pode fazer com a horizontal de modo que o veículo do Probl. deduzir a expressão para o torque M necessário para girar o eixo submetido a uma forçà axialL. entre a força de compressão resultante na barra AB e sua linha de centro.72 O mancal de escora esférico. com um passo de 13 mm.67 possa ficar sobre ele sem rolar por si mesmo. J. 6. Probl. 6. Traçar um diagrama de corpo livre completo de uma roda. Supõe-se que a pressão sobre os apoios esteja uniformemente distribuída sobre a superfície dos discos. igualmente. Os parafusos giram em sincronismo. gradualmente. dos parafusos e da plataforma de 4. for crescendo.07 Mg tem 130 mm de diâmetro e uma rosca quadrada de uma entrada. mobn parr 70 O míssil de 20 Mg é abaixado dentro do seu silo protetor. suporta uma carga axial P. quando o movimento está iminente.15. na extremidade do éixo. Cada parafuso de 1. (b) para descer o elevador. 6.69 0~ m~ ..

2 Probl. O diagrama de corpo livre de uma parte elementar da correia. A tração aumenta de T.73 = p.d I ' 3 sen _. O ramo que tem maior tração é chamado ramo tenso. TI e Tz. A força normal é um diferencial dN.Pr Determinar a expressão para o torque M necessário para girar o eixo. dN = (T + dT) de cos2 visto que o co-seno de uma quantidade diferencial é igual à unidade. Supor que a pressão p é diretamente proporcional ao sen a. tais como correias e cabos sobre roldanas e tambores. M= ~ d.73 6. de comprimento r de. Na Fig. O equihôrio na direção n exige que dN ou dN = (T + dT)sen de 2 + T sen de 2 = Tde * N. na correia. cujo esforço axial L é suportado por um mancal de pivô cônico. em um sentido. 6. está também representado na figura. Re sp.6..T. e à reação R do mancal. necessário para impedir a rotação.lOa. o outro é o ramo frouxo.* ao torqueM. no ângulo e. O coeficiente de atrito !l e a pressão do mancal é constante.3 _d13 a d' .240 I ESTÁTICA o eixo contra o atrito no manca!. . no ângulo e + de. visto que ela atua sobre um elemento diferencial da área. Do mesmo modo. Com M no sentido mostrado. 6. e que o coeficiente de atrito é . para se opor ao deslizamento. é de importância em projetos de transmissão por correias de todos os tipos. e é J. Tz é maior do que TI..8 . a T + dT.. onde se estabeleceu o equihôrio de uma parte diferencial.l dN para o movimento iminente. é uma diferencial. mostra-se um tambor sujeito a duas trações.CORREIAS FLEXÍVEIS o deslizamento iminente dos membros flexíveis. A análise das forças deste elemento segue os mesmos princípios já vistos em outros problemas. M 6. freios de cinta e aparelhos de içamento. O equihôrio na direção t dá Tcosou de 2 + /l.72 Prob!. a força de atrito que deve atuar sobre a correia. Resp.

(6. Esta conclusão é evidente. Quando a rotação é alta. A Eq. a ife· se dá T+J.RESISTeNCIA AO ROLAMENTO A deformação no ponto de contato entre uma roda e a superfície que a suporta introduz uma resistência ao rolamento que será mencionada brevemente aqui. de modo que a Eq.6. 6. Combinando-se as duas equações de equilfbrio. deve-se recordar que o senso de um ângulo infinitesimal se iguala ao próprio ângulo. (6. onde tanto a correia como a polia giram à velocidade constante. onde o ângulo total de contato é (3. Para descrever a resistência . e que o produto de duas grandezas inflllitesimais deve ser desprezado no limite. 6.dT n I I i _ 1 dO ~ 2 dN ~i m~ I T -r 2 -±- t I I dO -C J. n vezes. o ângulo {3seria 21Tn radianos.LdN{rr (b) dO Fig. (6. Neste caso. para uma seção não-circular.10 A relação expressa pela Eq. portanto. l:IIDavez que o raio r do tambor circular da Fig. comparado com os infmitésimos de primeira ordem.7) também se aplica às transmissões de potência por meio de correias.9 . T = /l de Integrando entre os limites correspondentes resulta ou onde ln (T2/Td é o logaritmo neperiano (base e) da relação T2/Tl . Esta resistência não é devida às forças de atrito tangenciais e.7). vem (6. neste caso. es. de M. há tendência da correia "descolar" da polia.10 não aparece nas equações para o equilíbrio de um elemento diferencial da correia. igualmente bem. vem dT 3 2 d. incorrerá em algum erro. que pre· ros e. Se um cabo estivesse enrolado em torno de um tambor. a equação defme a relação das trações da correia para o deslizamento ou deslizamento iminente. é um fenômeno completamente diferente do atrito seco.7) se mantém.ATRITO / 241 ário ado de Nesta simplificação.7) Deve-se notar que {3é o ângulo total de contato da correia e está expresso em radianos. Resolvendo em relação a T 2.

representada na Fig. que suporta uma carga L sobre o eixo. e a resultante R desta distribuição atuará em algum pontoA. para haIT equilíbrio. é análogo aos coeficientes de atrirc estático e dinâmico. não podendo ser. em tomo de A.11. Infelizmente. muitas vezes. a tem a dimensão de comprimento. necessária para iniciar e manter o rolamento. a quantidade a tem sido citada em algumas referências bibliográficas como sendo o COei ciente de atrito de rolamento. Isso dá P=-L=/J. 6. de modo que não existe uma teoria perfeita para a resistência ao rolamento. não há deslizamento ou deslizamento iminente.242 / ESTATlCA .30.rL r onde r é o braço de alavanca de P. pode ser encontrada igualando-se a zero ::: soma dos momentos de todas as forças.11 ao rolamento. Por outro lado. neste aspecto. Porém.> plásticas dos materiais em contato. e. portanto. e passará pelo centro da roda. O coeficiente é a relação entre a força resistente e a carga normal. te. e urr:r força P aplicada no seu centro para produzir rolamento. A distribuição da pressão p sobre a área de contato é similar à mccada. incluído na interpretação de /J. . (b) ParaP = 500 N. do raio da roda. -= a P 6 Problema Resolvido 6. (a) Para Ct = O determinar os valores máximo e mínimo que P pode ter de modo que a carga nem suba nem desça. da velocidade do movimento e da aspereza das superfícies. coeficiente adimensional. considere a roda. consideradindependente do raio da roda. está muito exagerada. apóia-se em um tambor circular fixo e é mantido em equilíbrio por uma força P..9 P Um cabo flexível que suporta uma carga de 100 kg.:. todos difíceis de serem medidos. determinar o menor valor que o ângulo Ct pode ter antes que a carga comece a deslizar. A deformação da roda e da superfície de supor. como mostrado.l: \ \ \ \R Fig.r' A quantidade a depende de vários fatores.r = a/r é chamado o coeficiente de atrito de rolamento. Esta distância a é uma função das propriedades elástica.6. Alguns testes indicaram somente uma pequena variação no raio da roda e a é. e /J. O coeficiente de atrito estático ~ enfie o cabo e o tambor fixo é 0. A força P.

Apenas o ângulo de contato e o coeficiente de atrito determinam as condições limites para o moviment0 'minente do cabo flexível sobre ~ superfície curva.{3. = 981/1. torno do eixo fixo.7) que é T2/TI = e}J.77 Um estivador sustenta uma espia (cabo) que mantém um pequeno navio junto ao cais. Que força T pode ser . }J. o raio do tambor não entra nos cálculos.74 . e uma f~rça P de 0. um Uma força P = 5 mg é necessária para elevar a carga de massa m. (6.75 Para um dado coeficiente de atrito e um dado número de voltas em torno do eixo da" figura do Probl. O deslizamento iminente do cabo sobre o tambor fixo é dado pela Eq.602) = 1 572 N Para movimento iminente de carga para baixo.7).7) dá Resp.30{3. efi- PROPOSTOS 6.74. (a) Com a = ° o ângulo de contato é (3= 1T/2rad. m~ te.r Observe que ao obter a Eq.76 6.ATRITO I 243 Solução.30{3 = 1n (981/500) = 0. Probl.48 kN é. calcular o coeficiente de atrito entre a corda e a superfície. (6. Calcular o coeficiente de atrito entre a corda e o eixo. Resp. = 981 (1. Assim. = 0. (6. (b) P (b) Com T2 = 981 N e TI =P 981/500 = eO.292 }J.674 Notas: CD Atenção para expressar (3em radianos. uma força P de 3 kN é necessária para elevar m. 6. Pmín. Se o sistema estiver nl! iminência de escorregar. T2 =Pmáx. = 500 N 0. = 0.l981 = 981 N e (a) = A30(1T/2). necessária para abaixar m. 6.74 Como pode-se observar na obtenção da Eq. Resp. ® J. }J. a Eq..205 Resp.30(1T/2). TI =Pmín . Probl. = 981 N. impedindo-o de ser levado pela correnteza. 981/Pmín.602 = 612 N = 500 N. Resp. Para moviTI mento iminente da carga para cima.1.' tem-se Pmáx. 6.76 Os blocos de 10 kg e de 25 kg estão ligados por um cabo que se apóia sobre a superfície curva fixa.7). T2 a = O Pmáx. (6. Encontrar m. ndiver o a = eO. com a corda fazendo 1 + voltas em . usou-se To> TI' ito re- ® ste s e rfído PROBLEMAS 6.

Se o coeficiente de atrito en= ~ fita e o volante for 0.77 Probl. estando aplicada uma tração de 16 kN na extremidade da espia que está presa ao navio.l entre a fita e os pinos.6. calcular a força que o homem deve exercer no cabo para permitir uma descida suave.l = 0.cL: necessária para impedir que o volante gire.83 Probl. e está sob a ação das trações horizontais TI = 40 N e T. Resp.80 6.23 voltas Um jardineiro de 80 kg desce de uma árvore usando um cabo passado sobre um galho horizontal. fixo na estrutura.244 I ESTATICA suportada pela espia se o estivador exercer um esforço de 240 N na extremidade livre do cabo para: (o) a espia dá uma volta completa no cabeço do cais.77 tiver que segurar o cabo. 6. ao volante. P = 5~_ Probl. por desllzamento da corda.20.30.lI entre o tronco e a rampa. n = 2.80 A fita desiiza em torno dos dois pinos fixos.78 Se o estivador do Probl.82 Aplica-se um momento M = 150 No m.79 P 6. T ---- -240 N Probl.50. 6.i. 6. 6.81 6. 6. anti-h=rio. 6. Resp. qUf' enrola em um eixo central. Resp. O mero de voltas da corda é ajustado girando-s= colar que enrola ou desenrola a corda em tom eixo central. Se o operário exercer uma força horizontal de 160 N na extremidade livre do cabo.313 O operário iça um tronco de 100 kg em uma rampa de 30° usando um guincho que gira no sentido indicado. (b) a espia dá duas voltas completas? O coeficiente de atrito entre o cabo e o cabeço de aço fundido é 0.79 Probl.30. 6.25. Se o coeficiente de atrito entre o cabo e o galho for 0. calcular a força mín. A entrada da corda na parte su . e com a extremidade livre pelo colar inferior.81 A figura mostra um mecanismo para fazer des~ uma pessoa. como é mostrado. J. como mostrado e. = 160 N. Determinar o coeficiente de atrito J. quantas voltas serão necessárias dar no cabeço? O coeficiente de atrito entre o cabo e o cabeço é 0. O coeficiente de atrito entre o cabo e o tambor do guincho é 0.82 6. calcular o coeficiente de atrito J.

O coeficiente de atrito entre·a cinta e o tubo é 0.10 por uma correia trapezoidal e pela polia ranhurada correspondente.30. de modo a assegurar que o conjunto permaneça suspenso. calcular o coeficiente de atrito fJ.40.'. .87 ' <1= e ~.. entre a corda e as superfícies de contato do mecanismo.. com centro de massa em G. a? 6. equivale a 1/4 de volta e a passagem pelo canto inferior B. é equivalente. Uma força P = 100 N é aplicada na alavanca que está pivotada em torno de O. . Deduzir a relação entre as trações nos ramos da correia.30. Desprezar o pequeno ângulo da hélice da corda.~ . antes do tambor inclinar-se saindo de sua posição horizontal. contra a ação da cinta flexível. O coeficiente de atrito estático entre o cabo e a superfície sobre a qual ele passa é fJ. em velocidade constante. em média. 6.4 N'm Probl..' r . tal como é indicado na vista transversal que acompanha este problema. O atrito da corda nas partes retas de entrada e saída é. . o ângulo de contato e o coeficiente de atrito para a . são necessárias 3 voltas completas em torno do eixo para baixar um homem de 75 kg. 10 N para cada colar. sem que o mesmo tenha necessidade de puxar a corda na extremidade livre. O coeficiente de atrito entre os arames e os pinos é 0. além do que está dito acima. Resp. e pela mola ajustável S. é suportado por dois arames que passam em torno dos pinos fixos e são manti- Encontrar o conjugado M necessário para girar O tubo no bloco em V. Determinar o valor máximo que a dimensão a pode ter. 6.86 sce:: s= 6. 6.ATRITO I 245 em A. em torno do eixo... Os pesos das peças são desprezíveis. e entre o tubo e o bloco é 0. a 1/4 de volta.84 Substituir a correia planà e a polia da Fig. Resp.85 L Probl.."'. homogêneo. Calcular a tração mínima T que a mola deve exercer.86 or2e :.83 6. T = 555 N 6. Admitindo que. M= 183. com centro de massa na metade de seu comprimento estásuspenso por um cabo que passa sobre a superfície cilíndrica fixa B.85 O tambor A. 6.' ia: Probl. também. 6.. L L-L---J Probl. dos sob trações iguais pela chapa compensadora A. como é mostrado.84 8 ~- O conjunto mostrado de massa de 100 kg. de saída.

e empregou-sc um modelo mecânico simples consistindo de irregularidades superficiais entre os corpos em conta (Fig. para a maioria dos propósitos engenharia. Calcular n. Tendo este modelo em mente. qualquer que seja o valor da força P.25.L{3' onde (Ci 2) {3'= sen {3/ fixo for 0. Se o coeficiente de atrito entre a corrente e o tubo . no instante em que o deslizamento é iminente. A soh-ção é T= Ce-Ke + e-Ke J eKe f(e)de onde C e K são constantes. 2. 6.87 Resp. abaixo guia cilíndrica fixa. T2 = T. é da forma dt/de + KT= = f(e). ângulo correspondente e. concentrou-se a atenção no atrito seco ou de Coulomb.L 2W (1 + eJ! 6.10 .88 A corrente de rolos é usada como chave de tubos. 3. eJ. . = J1sN). L-h~ I Probl. Determinar o comprimento h. O coeficiente de atric é (Sugestão. Probl.88 6.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO No presente estudo do atrito. Resp. de modo adequado. variável. D~ prezar os pesos da corrente e da alavanca e quz! quer atrito entre a extremidade ésquerda da alava::!ca e o tubo. para o qual a corrente estará ::z iminência do deslizamento. com Ci = 35° equivaleria a multiplicar o coeficiente de atrito de uma correia plana.:= J. porém suficiente para explicar o fenômeno. Resp. por um fator n.L. onde ocorre movimento qe deslizamento entre as superfícies de conta-- à (F= J1kN). h = 96. 6. Seção transversal da correia trapezoidal V que envolve a tração T. O uso de uma correia V. linez: não-homogênea. uma equação de primeira ordem.33 6. determinar o valor mínimo de h paz de assegurar que não haverá deslizamento sobre o tubo.246 / ESTÃTlCA correia trapezoidal. A equação diferencial resultar.9 = à n = 3. h = --2 1+J. da corrente. Atrito estático menor que o valor máximo possível e determinado pelas equações de equilíbr:c (geralmente requer wna verificação para ver se F < J1sN). 6. do mesmo material. Atrito dinâmico. pode-se facilmente visualizar os três tipos de problemas de atritc seco que são encontrados.89 A corrente tem massa p por unidade de comjrimento.89 Probl. Atrito estático limite com movimento iminente (Fmáx. 6. com coeficiente constante. Estas categorias são: 1.1).

b = 118.s. Resp. Os coeficientes de atrito estático e dinâmico entre o bloco de 100 kg e o plano inclinado são respectivamente. para coeficientes de atrito estático ou dinâmico a serem usados em cálculos de projetos de engenharia. Se o corpo estiver parado. quando ocorrer. e (c) a força de atrito F que atua sobre o bloco seP = 600 N. dependendo das condições das superfícies em contato. qual dos dois coeficientes está se tratando. Os coeficientes de atrito são sujeitos a variações consideráveis.40. Determinar: (a) a força de atrito F que atua sobre o bloco quando P é aplicada com uma intensidade de 200 N no bloco em repouso. o estudante deve ter em mente a existência de outras formas de atrito. Resp. O emprego de coeficientes de atrito com três algarismos significativos representa uma precisão difícil de ser reproduzida em experimentos e. (a) F = 66. Se o coeficiente de atrito entre a sapata B e a barra A for 0. segundo alguma lei. Não faz sentido falar em coeficiente de atrito para uma superfície única. deve ser visto apenas como uma aproximação. mencionados no artigo introdutório deste capítulo. 6. 6. O coeficiente de atrito estático. os problemas que envolvem atrito fluido estão entre os mais importantes problemas de atrito encontrados em engenharia e o estudo deste fenômeno está incluído como assunto da mecânica dos fluidos.. Por exemplo. que é suportada por um bloco com uma ranhura em V. O uso de valores obtidos em manual. serve apenas como verificação dos cálculos.ante no KT= near.91 Movimento permitido u-se tato s da trito 6.0 Y (b)P=516~ (c) F= 148 ~ . sobre uma superfície ou ao longo de uma linha. a partir do problema a ser abordado. à integração desses efeitos sobre a superfície ou linha. determinar o maior comprimento que a barra b pode ter para que o sistema trabalhe conforme descrito. com seção V.5 mm Probl. seleciona-se um elemento representativo da superfície ou da linha e calcula-se os efeitos de força e de momento causado pela força de atrito elementar atuando sobre o elemento. Ao rever esta introdução aos problemas de atrito. 0. Procede-se. solu- ~'" Todo coeficiente de atrito corresponde a um dado par de superfícies em contato.92 Probl. A força de atrito que atua sobre um corpo em movimento tem sempre o sentido oposto ao seu deslizamento.20. Quando existem forças de atrito distribuídas. JJ. mas impede o movimento para a direita. PROBLEMAS PARA REVISÃO 6. Se o coeficiente de atrito for IJ. A barra suporta uma carga vertical w por unidade de comprimento. J. para um dado par de superfícies é geralmente maior que o coeficiente dinâmico.lk' É comum não colocar subscrito e inferir. (b) a forçaP necessária par2 iniciar o movimento para cima no plano inclinado a partir do repouso. então. o sentido é oposto ao deslizamento que ocorreria na ausência de atrito.90 Um sistema de travamento por atrito permite que a barra A se mova para a esquerda.ATRITO I 2G h casobre Desqualavanmm mprio da atrito .91 ~ 6.30 e 0.90 brio tato Um elemento deslizante de uma máquina-ferramenta consiste de uma barra. determinar a força horizontal P necessária para mover a barra.

que gira a roda no sentido anti-horário sob a ação de uma força P aplicada ao punho.95 . deslizamento em B. e tem superfícies que estão bem amaciadas. determinar: (o) o coeficiente de atrito mínimo entre a barra e a roda de modo a garantir que não h<$.6. &. (o) Pmín. e (b) a intensidade R da for' sobre o pino emA.-- Probl. aliviar a prensa da compressão de 4 kN. 6.kg.25.95 Probl. silenciosa.94 Probl. (b) parz.96 6.i::r o coeficiente de atrito mínimo nas rodas trase~ para impedi-Ias de deslizar. Qual o torque M que o motor aplica às rodas traseiras.92 o parafuso da pequena prensa tem um diâmetro médio de 25 mm e uma rosca quadrada de dlla'i entradas. Resp.94 Probl.754 ld\ 6. O mancal de escora plano em A é mostrado na vista ampliada. a partir de uma condição de rep e sem que as rodas traseiras deslizem. A figura mostra uma catraca de atrito.97 A extremidade inferior A da prancha homogên~ de 80 kg repousa sobre roletes que podem m ver-se livremente sobre a superfície horizontal. Resp.80. os coeficientes de atrito estático e dinâmico enir::' a prancha e a arestaB forem 0. -----1l"""""'" 248 I ESTATlCA 6.80 e 0.~" •••.25. Um pino de retenção em A impede que a polia gire. sem que as rodas de tração traseiras derrapem. re~tivamente. = 0. x = 0.70. calcular a força de atrito F que ab em B.364. tem o centro de gravidade a 600 mm acima da pista de rolamento e no meio da distância entre os eixos.02 kN· m. M = 2. calcular o torque M sobre o volante manual necessário (o) para produzir uma força de compressão de 4 kN. encontrar o maior ângulo e que um plano inclinado pode fazer com a horizontal de modo que o carro possa subir por ele. 6. com velocidade constante. Se o coeficiente de atrito entre o cabo e a polia for 0.6. Pmín.96 r 6. O carro tem massa h 1200. determinar o valor mínimo de x para que o cabo não deslize sobre a polia: Resp. com distância entre eixos de 3 000 mm. tanto para as rosC4S como para o mancal em A.98 Calcular o torque M que o motor deve fornece: ao eixo traseiro do carro para que ele passe sob o obstáculo. com um avanço de 8 mm. 6. Se o coeficiente de atrito-for 0. = l. (b) R = 1. nessas condições? Desprezar qualquer atrito sob as rodas dianteiras. A viga uniforme de 3 m está suspensa por um cabo que passa por uma grande polia.97 6. Determ. 3m Probl. Se o coeficiente de atrito entre os pneus e a pista de rolamento for 0.343 m 6.93 Um carro de 1 600 kg. A barra flutuante AB prende-se na roda de modo que Ci = 200• Se é necessária uma força P = 150 para girar a roda em tomo do mancal em O. de 660 mm de diâmetro. se a prancha sair do repouso na posiç:E mostrada.

03 kN ~\ \ \ ce: obre use DZ: ir.. O coeficiente de atrito. Comparando-se com a carga axial. P mm 200 t L Probl. resultará em uma elevação·da carga de 600 kg.99 6. e entre a tora e o solo for 0.41 kN Uma escavadeira de terraplanagem rola a tara de 750 kg para cima do plano inclinado de 20°. na coluna.ATRITO I 249 ro uas de da. esqueceu de fixar a trava ou se.OC . P = 5. 6. é 0. podem ser desprezados os pesos da mesa e da luva. (Sugestão. Supondo o contato nos pontos A e B. se o operador. ção luque N detre aja rça 6.. O coeficiente de atrito para todas as superfícies de deslizamento é 0. um laminador. é J. empurrando-a com a lâmina. Determinar P. 6.101 cas M duo. ao operar a máquina. de modo que uma força para baixo. para ambos os pares de superfícies em contato. Probl. o atrito é suficiente para manter a posição. 6.L -1 .:! a de Probl.100 Probl. calcular o componente P da força normal à lâmina. que é normal ao plano inclinado. conforme aparece na figura. 6.L2 sa. O coeficiente de atrito é J.102 Probl.99 O coeficiente de atrito. ara Na figura aparece. A condição crítica ocorre quando a resultante das forças horizontais na chapa é nula. que deve ser exercida contra a tara. 6. Se o coeficiente de atrito entre a lâmina e a tara for 0.L. b Probl. P= 2.)1 +J. Resp. para entrar no laminador puxada apenas pelo atrito entre ela e os rolos. P. Resp.101 kN 1450 mm----: 6.L. 6. Calcular a espessura máxima b que a chapa a ser laminada pode ter.98 = o + d .) Resp. çã. verificar se a luva desliza para baixo. ao contrário.100 As duas cunhas de 10° estão posicionadas. 6. e as massas das cunhas são desprezíveis.80./1+2" J.50. entre a luva da mesa da furadeira de coluna e a coluna vertical. produzida pela operação de furar. aplicada em uma delas. esquematizado.30.20.103 .102 Determinar a força P que iniciará o giro do cilindro de massa m contra a ação do atrito. 6.103 P nez moSe ntre eotill.

secoefIciente de atrito entre a roda e a lona for = Probl. 6.60. do ângulo e. comandadas pelo cilindro hidráuli C. = .107 Probl. L E . A caixa tem massa total de 5 Mg. -~ -t J~ A C . suportando uma :6' carga axial L. Calcular a tração correspo::dente T. . Determinar o coefIciente de atrito mí-mo /Jo..108 6. e tem um valor Po em e = {3.-:::: da confIguração mostrada. 6..105 O caminhão descarrega a caixa escorregando-a lentamente para fora da carroceria elevada.104 6. necessário a se aplicar sobre o eixo para vencer o atrito no apoio. varia diretamente com o seI:':.. 6.em A) ou estreitos (com contato em B) do que o tamar::: nominal. Resp. Não ocorre deslizamento na aresta inferior da caixa. Calcular a força frenante F entre os pneus e a pista de rolamento horizontal quando a caixa está na iminência de deslizar carroceria abaixo. a partir da posição mostrada. com centro de massa G no seu centro geométrico.98 kN As duas sapatas de freio e suas lonas giram torno dos pontos O e se expandem contra o ta:mbor de freio. O coeficiente de atrito entre a caixa e a carroceria é 0.. Pode-se demonstrar que a pressão p. para cada sapatt. na corrente horizontal. que evito o deslizamento para o caso em que o des1iz~to é mais provável. e o caminhão estiver na iminência de andar para a frente. A largura da lona e:= contato com o tambor é b. escrever a expressão para o momento M.. 6. Resp. entre as tenazes e o engradado.30.. determinar se o ~ zamento é mais provável para os engradados pouco mais largos (com contato ..106 6.105 6.250 I ESTATICA to B o E o:> o:> "" 6. A pa. calcular o torque máximo M que pode ser aplicado à roda sem causar rotação.106 Uma força de 1 kN é desenvolvida no cilindro hidráulico C para ativar o freio de sapata. Se o coefIciente de atrito estático entre as sapatas e o aro da roda for 0. M = 558 N °m As tenazes de atrito representadas na figura =-ram projetadas para erguer engradados de 500 ~ com uma largura nominal de 1 200 mm. Escrever a express2:: para o torque de frenagem Mf sobre a roda.. Supor que as forças entre as sapatas e a roda atuam nos centros das faces de contato das sapatas.~.104 O eixo tubular de parede fina e diâmetro médio D gira em torno do eixo vertical. medido do pino O. que conecta 1:: mandíbulas da tenaz. A roda está montada em um mancal fIxo em seu centro.107 Probl. e apóia-se contra uma superfície esférica fIxa de raio r. Se o coefIciente de atrito entre o tubo e a superfície esférica for }J. F = 9.+ E Probl. entre tambor e as lonas.

graficamente. no cabo. a = 87. calcular o ângulo a entre as normais à corda. em ambos os lados do carretel. 6. como é mostrado. 6. ir im is o iá nas ..110 Uma corda flexível leve é passada em torno do disco circular de massa m. P = 313 N 6. que está livre para encontrar sua posição de equilíbrio sobre a corda. para a posição onde o disco está na iminência de girar sob a ação de um conjugado M nele aplicado. (Sugestão. }L. eo Probl.. O carretel é levantado do solo. de modo que o cabo possa ser puxado para fora na direção horizontal.ATRITO / 251 portes. Se o coeficiente de atrito entre o eixo e as superfícies do V for 0.30. Se o coeficiente de atrito entre a corda e o disco for 0. pelo içamento dos su- -.. ã. exigida para girar o carretel.) Resp.50. Resolver a equação resultante para a.109 og.e termina em uma polia pequena.108 6. calcular a força P.30 l--1200 mm----J Probl.:: ta. nos pontos de tangência. err. Resp. O eixo está fixado ao carretel e gira com ele.109 m m- O carretel do cabo telefônico tem massa de 3 Mg e é suportado sobre seu eixo nos blocos entalhados em V.

a constante F que atua sobre o corpo da Fig. 7. o equilíbrio de um corpo foi analisado isolando-o com um diagrama de co livre. Neste capí apresenta-se um método mais útil e direto. ~-:.1 . :. e onde ~ ou mais forças externas era uma incógnita a ser determinada.. permite que examine com cuidado o assunto da estabilidade dos sistemas em equilíbrio. é o produto da componl da força na direção do deslocamento pelo deslocamento. permitindo. durante o seu deslocamento. I I (a) Fig.7. deslocamento de A para A' está representado pelovetor Lls. Para a maioria dos cas05. Es::: método leva o estudante a compreender mais profundamente o comportamento dos sistemas mecânicos. chamado deslocamento do corpo.. Em problemas deste tipo.7 TRABALHO VIRTUAL 7. ou U F Ia l. não são. que é empregado em sentido quantitativo contraste com o seu uso generalizado fora da técnica. I . Considere a forç. Por definil o trabalho U realizado pela força F sobre o corpo.2 - TRABALHO Em primeiro lugar é necessário defmir o termo trabalho.1 INTRODUÇÃO Nos capítulos anteriores._ Fcosa I = (Fcosa)6. 7. nos quais os corpos são compostos de elementos interliga que admitem movimento relativo entre as peças. esta solução foi empregada para corpos cuja posição de equilíbrio era conhecida ou especificada.1a. o caminho mais direto e conveniente. que sejam examinadas várias possíVIconfigurações de equilíbrio. assim. e igualando·se a zero as equações dos somatórios das forças e dos momentos.s tos A' r------. baseado no conceito do trabalho realizado por uma força.dos momen embora válidas e adequadas. (a) Trabalho de uma força.. Há uma classe particular de problemas. geralmente. as equações de equilíbrio das forças e.:~ método do trabalho virtual e é desenvolvido a seguir. Ele é chamado .

U = (F cos a) b.que o mesmo resultado é obtido ao multiplicar a intensidade da força pela componente do deslocamento na direção da força. deve-se integrar dU entre essas posições. resultado obtido independe da direção escolhida para decompor os vetores. como representado na Fig. que é U = F(b.3b. O trabalho é uma quantidade positiva quando a componente da força que produz trabalho possui o mesmo sentido do deslocamento.s cos a) Portanto. (a) (b) Fig. 7. Quando o sentido da componente da força que produz trabalho for oposto ao do deslocamento (Fig.s = F -(F cos B) b. podendo-se concluir.1) onde o produto escalar de F por ds adequa-se à defInição de trabalho.s AS r I I I I po os. que o trabalho é uma quantidade vetorial. A Fig. 7. imediatamente. 7. Novamente.3a mostra uma força F atuando sobre o ponto O de um corpo que se move ao longo do caminho indicado. ao longo do caminho.lb. ma A defInição de trabalho será agora generalizada para levar em consideração condições nas quais possam haver variação na direção do deslocamento ou variações na intensidade e direção da força. o. o.3 . o trabalho realizado por F é ( dU os eis s. ste e de = F cos a ds ou dU=F~ (7.7. tem-se dU em = (iFx + jFy + kFz) + Fy • Fz (i dx dz + j dy + k dz) = Fx dx dy + ujo o. e Para obter o trabalho total U realizado por F durante um movimento firrito do ponto O de A a B (Fig. 7. Durante um deslocamento infmitesimal ds.TRABALHO VIRTUAL / 253 Vê-se. o trabalho realizado será negativo. p·ode-se interpretar esta expressão como sendo a componente F cos a da força na direção do deslocamento vezes o deslocamento ou como o produto da componente ds cos a do deslocamento na direção da força vezes a força. da Fig.3a). Assim. Expressando-se F e ds em termos das suas componentes retangulares.2). Assim. 7.

durante o deslocamento idêntico. Além das forças. F e -F. tem-se (7.4 O trabalho do conjugado é positivo seM tiver o mesmo sentido de de (no sentido horário nesta ilustração) e negativo se o sentido de M for oposto ao de rotação. onde de é o ângulo infinitesimal de rotação em radianos.254 I ESTÁTICA ou u= f F cos o: ds A fIm de efetuar esta integração é necessário conhecer-se a relação entre as componentes da força e suas coordenadas respectivas.2) I~~i . pelo fato de a componente da resultante. o trabalho realizado pelo conjugado é facilmente determinado combinando o trabalho de cada uma das forças que o constituem.F. a segunda. se igualar à soma das componentes das várias forças na mesma direção.4a tem-se um conjugado M atuando sobre um corpo que muda sua posição angular de uma quantidade de.-~--// (a) -F (b) Fig. a linha AB move-se para A "B'. Durante a rotação. os conjugados também podem realizar trabalho. igual ao de B. ou as relações entre F e s. Como M = Fr. O trabalho total de um conjugado durante uma rotação finita no seu plano torna-se . Na parte b da fIgura representa-se o conjugado por duas forças iguais e opostas. na direção do deslocamento. \ I I I I/ II I I \. Isto pode ser verillcado. Na Fig. o trabalho realizado por sua resultante se iguala ao trabalho total realizado pelas várias forças. Durante o movimento infinitesimal no plano da figura. durante o deslocamento de A para A I. pode-se concluir que não há trabalho devido à translação de um conjugãdo (movimento sem rotação). a primeira. O deslocamento de A pode ser decomposto em duas partes. (b) Trabalho de um conjugado. é igual e oposto àquele realizado por . de B para B'. devido à rotação em torno de B. um deslocamento dSA/B (o deslocamento real de A em relação a B). F realiza um trabalho igual a F 'dSA/B = Fr de. que atuam nos pontos A e B tal que M = Fr. No caso de forças concorrentes que atuam sobre o corpo. Portanto. contudo. Vê-se que o trabalho realizado por F.7. 7. e entre cos a e s. um deslocamento dSB.

Qualquer pequeno deslocamento os. seriam eliminados. Sob o aspecto dimensional. Esta consideração é idêntica àquela que permite escrever que uma área elementar sob a curva y = f(x) é dA =ydx. A força F. Se fosse considerada uma variação na intensidade ou no sentido de F ou M. Observe. (a) Partícula. n· de = F' os ou oU = F os cos o: 2) onde a é o ângulo entre F e os. em segundo para um corpo rígido único e em terceiro para um sistema de corpos rígidos interligados. O termo virtual é usado para indicar que o deslocamento não existe na realidade. que encontra a sua posição de equilíbrio como resultado das forças nas molas às quais está presa. momento é um vetor obtido do produto vetorial. (c) Trabalho virtual. oU = M 88. escreve-se oU r:::z = 2:F ·os = (i2:Fx + j2:Fy + k2:Fz) '(i ox + j oy + k oz) = 2:Fx ox + 2:Fy oy + 2:Fz OZ = O . uma partícula. que é o trabalho realizado por uma força de uma libra movendo-se na distância de um pé sobre a sua direção. durante um deslocamento virtual angular 08 é. 7. afastando-a da posição natural. envolvendo o produto de uma força por uma distância. o peso mg deve ser também incluído como uma das forças. com atenção. A diferença entre ds e os é que ds se refere a uma variação infinitesimal no movimento real. Para um deslocamento virtual suposto os da posição de equilfbrio da partícula. então. que é o trabalho realizado por uma força de um newton movendo-se na distância de um metro sobre a sua direção (J = N' m). durante o movimento infrnitesimal.3 . apareceriam termos de ordem superior que. quando escrever as suas unidades no sistema SI. cuja posição de equilíbrio seja determinada pelas forças que agem sobre ela.EQUlLIBRlO As condições de equilíbrio serão agora expressas em termos do trabalho virtual. Considere agora. ambas medidas sobre a mesma linha. no limite. arbitrariamente. inicialmente para uma partícula. Considere a partícula ou pequeno corpo da Fig. No Sistema Inglês de unidades. que o trabalho é um escalar obtido do produto escalar.. o trabalho virtual total realizado sobre a partícula será oU = FI' os + F2' os + F3' os + . O trabalho efetuado por uma força qualquer F. envolvendo o produto de uma força por uma distância. o trabalho e o momento de uma força têm a mesma unidade. e pode ser integrado. usar-se-á o joule (J) para o trabalho e reservar-se-á a combinação de unidades newton-metro (No m) para o momento. pode ser considerado como constante durante qualquer deslocamento infmitesimal virtual os ou 08. Na Trabalho tem a dimensão de (força) X (distância). será chamado um deslocamento virtual. Se a massa da partícula for significativa. que a partícula supostamente sofra. O trabalho virtual realizado pelo conjugado M. apesar de serem quantidades físicas completamente diferentes. a unidade do trabalho é o joule (J). a unidade do trabalho é o libra-pé. = 2:F' os r:: Expressando ~F em termos de suas somas escalares e os em termos das suas componentes virtuais nas direções das coordenadas. ambas as quantidades são diferenciais de primeira ordem. tendo sido apenas suposto. que atue sobre a partícula durante o deslocamento virtual.5. Um deslocamento virtual pode também ser uma rotação 08 do corpo.TRABALHO VIRTUAL I 255 as se da o. é chamado trabalho virtual e é oU e as a Fm e a ra o. Matematicamente.. Por outro lado. enquanto os se refere a um movimento infrnitesimal virtual ou suposto e não pode ser integrado. No sistema de unidades SI. perpendiculares entre si. 7. no processo de determinação da posição correta. ou o conjugado M. a fim de permitir a comparação das várias possíveis posições de equilíbrio. Para distinguir estas duas quantidades.

LFy = O e LFz = O. porque oU = O e LF = O fornecem a meSlIl2 informação. defInido por um movimento linear ou angular. Esta condição de ser trabalho virtual nulo. um outro modo de se estabelecer as condições de equiHbrio da~partícula. uma vez que as forças internas ocorrem em parel de forças iguais. resultará nz mesma expressão que teria sido obtida usando-se uma das equações de equihbrio de força. sob a ação de uma dada forçaP. que formam os corpos rígidos. 7. para a chapa articulada.5 A soma é iguala zero. quando cancelado. A extensão do princípio do trabalho virtual de partículas para sistemas de partículas rigidamente ligadas. p b Fig. ou momento. e o trabalho realizado por estas forças durante qualquer movimento é nulo. portanto. O conceito do trabalho virtual para a partícula foi introduzido. porque as componentes do deslocamento das duas partículas ao longo das linhas de ação das forças são idênticas para corpos rígidos.6. Este trabalho é nulo. Somente o trabalho virtual realizado pelas forças externas aparece no cálculo de oU = O. opostas e colineares. porque LF = O e também LFx = O. diretamente. para o corpo todo. Esta condição está ilustrada na Fig. realizado sobre cada partícula do corpo em equihbrio é nulo. geralmente não traz nenhuma simplificação adicional ao já simples problema. resulta que o trabalho virtual realizado sobre todo o corpo rígido é nulo.7. A equação oU = O é. é facilmente realizada. o princípio do trabalho virtual não oferece vantagem re para a solução de um corpo rígido em equihbrio. O princípio do trabalho virtual nulo para o equihbrio de uma partícula única. de peso desprezível.256 / ESTÁTICA XOS ~2VF: FI F4 Fig. tomadas uma de cada vez e é. porque pode ser aplicada nas três direções perpendiculares entre si. onde se deseja determinar a reação R sob o rolo.6 Novamente. é necessária e suficiente. (b) Corpo rígido. suposta. Uma pequena rotação. para o equihbrio. equivalente às três condições escalares de equihbrio conhecidas. Qualquer deslocamento virtual suposto. Como o trabalho virtual. aparecerá em todos os termos de oU = O e. como no caso de uma partícula.7. então. de modo que possa ser aplicado a sistemas de partículas no desenvolvimento que segue. 06 da .

.7b. 7.7. E. 7. 7. A Fig. e o trabalho realizado por R é + Rb ôe. O trabalho realizado por P é -Pa M.' i. e:o de az nz do í· o as es é . A força Fo que o apoio fixo em O exerce sobre o sistema. O princípio do trabalho virtual será agora aplicado para descrever o equilíbrio de um sistema de corpos rígidos interligados.TRABALHO VIRTUAL / 257 chapa em torno de O é compatível com o vínculo articulado em O. sejam de encurtamento. Durante qualquer movimento possível do sistema ou de suas partes.7c para as forças internas FA e -FA da união A.7 (1) Forças ativas são forças externas capazes de realizar trabalho virtual durante possíveis deslocamentos virtuais. rr:. sejam de alongamento. ser enunciado como a seguir: . e é tomada como deslocamento virtual. . (3) Forças internas são forças nas uniões entre os membros de um sistema. (2) Forças reativas são forças que agem em pontos de apoio fIxos. que são aqueles constituídos por dois ou mais corpos rígidos. Pa -Rb = O. Eles são: é. Na Fig. agora. que não podem absorver energia por deformações. 7. as forças P e F são forças ativas porque realizam trabalho quando as barras se movem. a força horizontal FB que a parede da guia exerce sobre o rolete da extremidade da barra. como será descrito na próxima seção. também é uma força reativa que não realiza trabalho porque não há deslocamento do ponto O. As forças reativas não realizam trabalho durante um deslocamento virtual. que é.e os seus idênticos deslocamentos.a:s (a) Forças ativas (b) Forças reativas (c) Forças internas Fig. como é mostràdo na Fig. nada se ganha com o emprego do princípio do trabalho virtual para um corpo rígido único. ligados por conexões mecânicas sem atrito. Observando que somente as forças externas ativas executam trabalho durante qualquer movimento' possível do sistema. Portanto. resulta ôe + Rb (j() = O. Portanto. A explicação para este fato é que as forças internas sempre existem aos pares. simplesmente. e o trabalho de uma força necessariamente anula o trabalho da outra. não pode realizar trabalho porque o rolete está impedido de se deslocar na direção horizontal. O tratamento será limitado aos sistemas chamados ideais. compostos de forças iguais e opostas. Três tipos de forças são identillcadas neste sistema mecânico interligado. a equação de equilíbrio dos momentos em torno de O.7a. (c) Sistemas de corpos rígidos. onde não há possibilidade de existir deslocamento virtual na direção da força. O uso do princípio terá uma vantagem evidente para corpos interligados. o princípio do trabalho virtual pode. observa-se que o trabalho líquido realizado pelas forças internas nas uniões é nulo. durant.7a mostra um exemplo simples de um sistema ideal onde é possível o movimento entre suas duas partes e a posição de equilíbrio é determinada pelas forças externas aplicadas P e F. o princípio Ô U = O dá -Pa Cancelando ôe. Na Fig.

Este tipo de problema é oposto ao de se determinar as forças que atuam em corpos cuja posição de equilíbrio está fIxada.8a mostra três exemplos de sistemas com um grau de liberdade. Estas vantagens fazem o método do trabalho virtual particularmente útil na determinação é. não é necessário desmembrar-se os sistemas ideais para estabelecer as relações entre 25 forças ativas. Somente agora podem ser percebidas as reais vantagens do método do trabalho virtual. pode ser obtido qualquer número de gr de liberdade. Em oposição ao diagrama de corpo livre. o princípio encontra sua maior aplicação nos sistemas ideais. porém requer que trabalho executado pelas forças internas de atrito. deve ser desenhado um diagrama que isole o sistema em consideração. A coordenada pode ser uma distância ou uc ângulo. trabalho necessita mostrar somente as forças ativas. a menos que seja levado em consideração trabalho realizado pelo atrito interno. Sob esta forma.3. o diagrama para o método . A Fig. sobre um sistema mecânico ideal em equilíbrio. Entenda-se por vínculos as restrições impostas pelos apoios ao movimento do sistema. como é geralmente o caso com o método de equilíbrio baseado nos somatórios de força e d= momentos. seja desprezívi Como conseqüência. cOClrdenada para determinar a posição de cada parte do sistema. a confIguração de um sistema mecânico. Adicionando mais barras e rem vendo vínculos de apoio do sistema de barras da fIgura da direita. O princípio pode ser matematicamente representado pela equação. No método do trabalho virtual. visto que as forças reativas não entram na aplicação • oU = O. durante um deslocamento virtual. Tal diagrama é chamado diagrama das forças ativas. a aplicação do método -'trabalho virtual ao sistema como um todo. O número de coordenadas independentes necessário para especillcar. sem referência ~ forças reativas. Primeira.7a é um diagrama das forças ativas pé1L~ o sistema mostrado. onde são mostradas todas as forças. durante qualquer deslocamento virtual. O método do trabalho virtual é bastante útil para os propósitos mencionados. onde é necessária somente UrE. 7. onde são necessárias dU25 coordenadas independentes para detenninar a confIguração do sistema. redundará em erro. (7. as relações entre as forças ativas podem ser detenninadas diretamente.: posição de equilíbrio de sistemas sob a ação de cargas conhecidas. é nulo para todo e qualquer deslocamento virtual.258 / ESTATICA o trabalho virtual executado pelas forças externas ativas. 7. compatível com os vfnculos. Segunda.8 • . realizado por todas as forças externas ativas.8b mostra três exemplos de sistemas com dois graus de liberdade.7. ~ Fig. Essencialmente são duas. 7. completamente. P mg (a) Exemplos de sistemas com um grau de liberdade (b) Exemplos de sistemas com dois graus de liberdade Fig. A Fig. é chamado de número de graus de liberdade do sistema. (d) Graus de liberdade. se' o atrito interno em um sistema mecânico for apreciável. onde &U significa o trabalho virtual total.

l ~ 2 e ôh=_isen~ôe 4 2 Notas: CD 2 Substituindo na equação do trabalho virtual. ôh é também positivo para baixo.TRABALHO VI RTUAL / 259 ma. na direção de mg. decorrente de um aumento em xeeme. seria necessário desmembrar as barras e levar em conta todas as forças que atuam sobre cada barra. Para obter este resultado pelos princípios do somatório das forças e dos momentos. determinar o ângulo e de equilíbrio. que serão tratadas aqui. de modo que o trabalho virtual é P (+ ôX).' e e:. mantendo todas as outras constantes.ôe .ta. apenas. no sentido de P. Para uma dada força P.a Edição de Estática. autor.2mg . consultar o Capítulo 7 da l. que não realizam nenhum trabalho durante o movimento virtual ôx e não são mostradas.::_-_ =. a variação de uma coordenada independente. cuidadosamente. Em cada aplicação do método permite-se.ôe = 2 4 2 O o que dá e tg 2P mg 2= ou 2P e=2arctg mg Resp. ÔU= O. se restringirão a sistemas com um grau de liberdade. p . O princípio do trabalho virtual exige que o trabalho total de todas as forças externas ativas seja nulo para qualquer deslocamento virtual compatível com os vínculos. * Para exemplos de problemas com dois ou mais graus de liberdade. a seguir. que sendo x positivo para a direi. As aplicações do trabalho virtual. x = 21 sen ~ e ôx = I cos ~ ôe 2 .3) ca- te a3 de à! ill. que é a quantidade que se deseja determinar. Assim. ôh terá um sinal negativo. e inclui os dois pesos mg além da força P. ôX é também positivo para a direita. vem e 1 e Pl cos . Com h positivo para baixo. quando o centro de massa se move para cima. assim. Quando. * Problema Resolvido 7.. que ôh é negativo para ôx positivo. o trabalho virtual vem a ser [ôU= O] P ôx + 2mg ôh p =O i d= é. s.sen . . são forças reativas. <6> Obtêm-se ôh e ôx das mesmas regras matemáticas de diferenciação com os quais se obtém dh e dx. agora. pela geometria. A solução pelo método do trabalho virtual é mais simples. para o movimento ôx. de modo que a expressão matemática correta para o trabalho é mg (+ ôh). pode ser aplicado tantas vezes quantos forem os graus de liberdade. - ê: Solução.1 Cada uma das duas barras articuladas homogêneas tem massa m e comprimento 1 e é suportada e carregada como mostrado. re- o princípio do trabalho virtual. colocando. expressa-se ôh em termos de ôe. Cada um desses deslocamentos virtuais será. Todas as outras forças que atuam externamente no sistema. D É evidente. a expressão matemática em concordância com a observação física. expresso em função da variável e. que o peso mg realiza trabalho negativo. Observe. O diagrama de forças ativas para o sistema composto pelas duas barras é mostrado separadamente. Assim: h = icos 2 Analogamente.

Então. para um dado valor de M. lida diretamente com causa e efeito. Resolvido 7. corno no Probl. indica que o trabalho é negativo. e ter-se-ia que considerar as reações internas nas articulações de pino. vem [óU=O] MóO + mgóh = Nota: O que resulta M óO CD = mgb sen O ó O M mgb Resp. As barras têm massas desprezíveis e supõe-se que não haja atrito. manteve-se a consistência matemática com a definição de trabalho e observa-se que o sinal algébrico da expressão resultante concorda com a variação física. Considere a alternativa de urna solução pelo equilÍbrio de força e momento. formado pelas barras com a vertical. visto que mg e M são a força e o momento externos. Determinar a expressão para o ângulo de equilíbrio o. Para este método. Solução. ó O é também positivo no sentido horário. no final. únicos que realizam trabalho sobre o sistema. no sentido horário.2 A massa m élevada para urna posição de equilÍbrio. que são articuladas corno é mostrado. durante urna variação no ângulo o. e não faz referência a grandezas irrelevantes. na equação do trabalho virtual. visto que sua derivada é igual a zero.1. é logo vista quando se experimenta a solução pelo equilíbrio das forças e dos momentos. A constante c é eliminada. . Corno o valor de senO não pode ser maior que a unidade. neste problema. A vantagem da solução pelo método do trabalho virtual. seria necessário incluir na análise. separados para as três peças móveis. e é h = b cos O + c. Assim. A posição vertical do centro de gravidade G está indicada pela distância h. em relação aos pontos de ligação das duas barras. no sentido de mg. a posição horizontal de G. que o método do trabalho virtual. é evidente. a referência a esta posição é eliminada. seria preciso desenhar diagramas de corpo livre. é +M óo. abaixo da linha horizontal de referência fixada. O trabalho realizado por mg. durante o movimento óh. o trabalho realizado pelo conjugado M.260/ ESTATICA Problema Resolvido 7. Com O medido positivamente. Substituindo. O croqui dado constitui-se no próprio diagrama de forças ativas para o mecanismo completo. para um valor positivo de ó O. para este problema. pela aplicação do conjugado M à extremidade de urna das duas barras paralelas. emboril quando se solucionam estas equações. M está limitado aos valores de equilÍbriO que não excedam mgb. é +mg óh = mg ó (b cos O + c) = mg(-b = -mgb sen O óO + O) senO óO 1) O sinal menos. no sentido horário. 0= arcsen-- Outra vez. Para efetuar estas etapas.

observa-se que o método do trabalho virtual produz uma relação direta entre a força ativa P e o conjugado M. o que causaria apenas a inversão dos sinais de todos os termos. agora. para impedir que a barra OA gire. 0= 2x ôx + 2y ôy Assim. o deslocamento angular movimenta A para baixo da distância ôy = a ôe onde ôe é. ® Môe+Pôx=O P= Mx ya Môe+p(-~aôe)=o = Mx ha Resp. a partir da posição horizontal mostrada. ® Poder-se-ia usar.3 Determinar o valor da força P aplicada sobre a luva desllzante. sem envolver outras forças que são irrelevantes neste relacionamento. naturalmente. do ponto A. Determina-se o trabalho virtual resultante. Observe o sinal negativo que apenas nos diz que.TRABALHO VIRTUAL I 261 Problema Resolvido 7. Desprezar a massa das partes móveis. . Outra vez. Do triângulo retângulo que tem a barraAB como hipotenusa constante. O esboço apresentado na figura serve como diagrama das forças ativas para o sistema. ôe. sob a ação do conjugado M. expresso em radianos. não seria igual aôy. pode-se escrever. Dá-se à conectora OA um pequeno deslocamento angular. que será o deslocamento virtual. de modo que ôb = O. b2=X2+y2 Toma-se. executado por Me P. A partir da posição horizontal da conectora. O comprimento b é constante. Todas as outras forças são ou internas ou reativas que não realizam trabalho devido aos vínculos. ôx=-Laôe x e a equação do trabalho virtual dá [ôU= O] CD ou ôx =- L x ôy Notas: Observe que o deslocamento aôe. se a conectora OA não estivesse na posição horizontal. no sentido horário. também. . um deslocamento virtual anti-horário para a conectora. a outra deve ser negativa. x--! Solução. y ---t----Í. se uma variação é positiva. . a diferencial da equação e obtém-se.

Resp.1 7.6 pela fQ:Ç' horizontal P. O polígono ABCD é um paralelogramo. determinar o ângulo e para que haja equilíbrio.7 Cada uma das barras uniformes da estrutura t=.do Probl. Resp. Exp sar e em termos de M. Resp. 7.2 O mecanismo articulado é usado para posicíonar a massa m nas guias verticais lisas. Desprezar a massa das barras. exceto quando indicado o contrário.cada em uma direção diferente da horizontal? Resp. 7. 7. Determinar a expressão para a força horizontal P necessária para suportar m. Determinar a força horizontal P necessária para se tentá-Ias na posição mostrada.4 7.3 Probl. massa m e comprimento b. 7. 7. necessário para equilibrar a massa m. P = 4. quando o ângulo de descarregamento for e.65.mg tg Probl. e = are cos 2P mg Probl. se P fosse apli. repetido aqui.262 I ESTATICA PROBLEMAS PROPOSTOS (Nos problemas abaixo. supor que o trabalho negativo do atrito é desprezível.6 7. 4. com centro de massa em G.3 Encontrar a força Q exercída pelo furador de papel.2 7. e = are tg ~ 7. A posição de equili1ri: da estrutura no plano vertical é determinada ~ conjugado M aplicado à barra da esquerda.1 Para uma dada força P. Determinar o torqueM.3 . para qualquer valor de e. Seria a ação mais eficaz. 7.) 7. sobre a alavanca de comando do caminhão basculante.5 Probl. Substituir o conjugado M do Probl. no plano vertical.conforme mostrado. e determinar :: ângulo de equilíbrio e. P = mg tg e Probl.4 2". 7..5 Cada uma das barras uniformes tem massa m.

7. em radianos.12 Cada uma das barras uniformes tem massa me roletes centrais com movimento confmado pela guia e=. A massa combinada da cadeira e do paciente é m. necessária para manter o equilíbrio em um dado ângulo (). que tem massa m e centro de massa em G.12 .11 7. P =""2 mg( I. F = 0. Resp. necessária para produzir uma compressão R sobre o rolete. determinar a compressão C no cilindro. tangente ao anel de condução da cadeira de rodas. se a roda rola sem escorregar. 7.E .9 A prensa do Probl. Determinar a força F. exercida pelo cilindro. 7. 7.b h) tg () () Probl. mostra-se facilmente que S = R (3. 7. quando o sistema articulado do cilindro se alohga. para subir o plano inclinado de ângulo (). 7. 7. O canto inferior C é livre para rolar horizontalmente.81 é repetida aqui. 7.8 Determinar a força F que o paciente deve aplicar. para qualquer valor dado de (). Determinar a força P.9 Probl. 4.6 P • Probl. Resp. (Se s for o deslocamento do centro da roda medido sobre o plano inclinado e (3 o ângulo correspondente. Probl. Desprezar os pesos de todas as outras peças. - e :: r.TRABALHO VIRTUAL / 263 7.11 O cilindro hidráulico DA e a barra OR estão combinados para controlar a inclinação da carga. Para a posição mostrada.) Probl.10 Probl.8 Probl. que a roda gira.10 7.7 7.8R cos () O cilindro hidráulico é usado para expandir o sistema articulado e elevar a carga P. sobre o cabo da alavanca.

A figura OBAC forma um paralelogramo e ângulo COB é reto.e(d + c) 2~ p Probl.15 7. que controla a distância BC.16 7. que. está articulada à estrutura Probl. O pistão tem uma área útil de 10' mm2• O peso do conjunto é considerável. comparada com m. e será. como resultado de tração P..264 / ESTÁTICA lisa vertical. F = 6. Probl.14 A balança postal consiste de um setor.15 fixa. de massa m2. As ranh ras horizontais permitem que o sistema articulado se abra. onde 23 pinças estão paralelas.. de massa mo.14 = ~tg: SmgL 5 . por sua vez. 7. Determinar o ângulo 8 para que haja equilíbrio sob a atuação do conjugado M. O contador de radiação A tem massa m e é posicionado girando-se parafuso de avanço L. Resp. 7. Resp. se a barra CE estiver sob tração produzida por uma pressão do fluido de 20 MPa. em serviço de aeronaves.00 MN 7. O prato e a barra vertical AB têm a massa m I e estão articulados no setor em B. portanto. e é elevada pela aplicação de um tmque M sobre a extreI!lidade inferior da barra.16 A caixa de carga do caminhão de distribuição de alimentos. As pinças da garra de controle remoto desenvolY<õ uma força de pega C. 7. que atua sobre o lado esquerdo do pistão dei cilindro hidráulico.13 7. 7. quando a caixa de carga for elevaclz. Expressar M em função de h. O ro1ete da extremidade da barra inferior tem o movimento restringido pela guia lisa horizontal. Expressar C em função de P. Resp. aplicada à haste de controle. que está articulada à estrutura do caminhão. articulado em O e com centro de massa em C. para a configuração mostrada. Desprezar to' o atrito e a massa do sistema articulado.17 A figura mostra um dispositivo para medir a radÍêção do corpo de um paciente.13 O croqui mostra o esquema aproximado da montagemque prende o flange da base do foguete Saturno V ao pedestal de sua plataforma. com um torqueM. C=!._ massa m a ser medida e o ângulo 8. A extremidade A está articulada à barra homogênea AC. tem uma carga de massa m. Determinar a relação entre . mas é pequeno comparado com a força de aperto produzida. Calcular a força de aperto F em A.. Relacionar o torque M à carga mg para os valores dados de b e 8. desprezado. supondo q 8 = 8 o quando m = O. antes do lançamento. 7. M Probl.

7. A massa do elevador é deprezÍvel comparada com a massa m do veículo. determinar a expressão para o momento total M.18 p 40 120 mm mm iarae o ono rga do rafi g2 ". para elevar a carga. em função de um torque M exercido sobre a manivela do parafuso de ajuste.22 Expressar a compressão C no cilindro hidráulico do elevador de carro em função do ângulo O. Resp. = ---s-en-fi fi_o _ M~ Prob\. 7. lve 7. A variação na distância entre A e B.19 + (1)' . para qualquer ângulo R C mg y' 1 + 8 sen' fi esp. 7. / 265 eo e a ue 7. é igual ao seu avanço L (avanço por rotação). A força de aperto é P = 150 N.21 Probl. Se é necessário aplicar um momento Mf para vencer o atrito nos metes e nos mancais do parafuso.17 p 7.' 'A I Probl. 7.20 A plataforma elevadora faz a entrega de carga na porta de carga de um avião. c) Prob\.21 p 7. 7. determinar a força compressiva C no cilindro hidráulicoAB.88 Nem Determinar a força F entre as mandíbulas do grampo.20 unas P. para uma rotação do parafuso. comparada com a massa m da carga...18 de ga orue udo da. necessário a ser aplicado ao parafuso.' -i~.2 1 cos fi . M= 7. Desprezar o atrito. O parafuso tem um avanço por rotação L.19 Determinar o torque M exercido pela chave antitorque. C = 2mg cotg fi ) Prob\. 4. Se a màssa de estrutura for desprezível. 7. Resp.110 e repetida aqui.TRABALHO VI R TUhJ. A posição vertical da carga de massam é controlada pelo parafuso que conecta as uniões A e B. defrnida no Probl.

4.22 7.4 .23 7. em função de a. F = mgL b . de vão L.85. O mecanismo interno em C mantém o ângulo 'l= entre as duas partes. estendido para levar em consideração sistemas mecânicos que possuem elementos elásticos na forma de molas.25 7. O método será. Resp.23 Determinar a força P desenvolvida nas mandíbulas do alicate rebitador do Probl. que leva. 7. agora. ~ lançada de um carro de combate.a) = 'Z. ao importante problema de determinar ~ estabilidade do equiHbrio.24 O alicate articulado do Probl. é ' introduzir o conceito de energia potencial. 4. diretamente. Com este objetivo. Por que se deve calcular trabalho do momento interno em C? Discutir escolha do método do trabalho virtual para este problema. repetido aqui.266 / ESTÁTICA p L Probl. Se cada das duas partes idênticas da ponte tiver massa me centro de massa em G. e ~IF Resp. tidos como perfeitamente rígidos. 7. Determinar a força de aperto C. para urna determinada força P no cabo. através da ação do sistema articulado hidráulico AB. mostrada na fIgura.j 1 + sen S Probl.)2 tg e .ESTABILIDADE E ENERGIA POTENCIAL No item anterior tratou-se de configurações de equilíbrio de sistemas mecânicos compostos de membros individuais. . C=P f( i cotg a-I ) Probl..25 A ponte militar. 7. Resp.71 é repetido aqui com dimensões simbólicas. relacionar a força F TIl cilindro hidráulico com o ângulo e de equilíbrio. 7. P= 2Feb c (b .

Durante uma variação na compressão da mola de Xl para X2. aliviando a mola de sua compressão. - L -: E:- (a) Energia Potencial Elástica. considera-se a força F como sendo diretamente proporcional à deflexão x. de X = X 2 para X = X I. onde k é a constante da mola. apenas X representará. Enquanto a mola estiver sendo esticada.9 . Supõe-se que a mola Jeja elástica e linear. O trabalho realizado por F durante o movimento dx é dU = F dx. torna-se mea Correspondentemente. o Ve será também negativo. úVe = Fúx = kxúx Se a força compressiva for diminuída. as relações de trabalho e de energia serão as mesmas. e é uma medida da rigidez da mola. Quando a mola está tracionada. para compressão x. realizando trabalho positivo sobre a mola e aumentando sua energia potencial. Esta energia é potencialmente utilizável e pode ser JeCUperada.-dxX2 Fig. se ox for negativo. de O a x. de modo que a energia potencial elástica da mola. O trabalho realizado no elemento elástico é -armazenado no próprio elemento e é chamado energia potencial elástica. é Ve ou = I o x F dx = ~ kx2 (7. agora. observa-se que a força atua. 7. a energia potencial da mola se iguala à área t~iangular no diagrama de F versus x. ou que é idêntica à área trapezoidal de Xl a X2. isto é.9) que está sendo comprimida por uma força F. Esta relação é escrita como F = kx. o trabalho realizado sobre ela é igual à variação na energia potencial elástica. no lugar da compressão.. durante o alívio de sua compressão ou ongamento. na direção do deslocamento.7. o estiramento da mola.4) Assim. o trabalho virtual realizado sobre ela é a variação virtual da energia potencial elástica.TRABALHO VIRTUAL I 267 r-- Comprimento livre ----1 F F dVe = kxdx o O X ~x Xl ~ 11 f. a variação (final menos inicial) na energia potencial da mola. . como no caso da compressão. Ve. ao invés de comprimida. admitindo-se que o elemento realize trabalho no corpo. Durante um deslocamento virtual ox da mola. Considere a mola (Fig.

conclui-se que o trabalho realizado sobre o corpo é o negativo da variação da energia potencial da mola. pois ti. de um corpo é defmida. As unidades da energia potencial são idênticas às do trabalho e são expressas em joules (J) no sistema e pé-libra (ft-Ib) no sistema inglês. a energia potencial é o negativo do trabalho utilizado pelo pel Quando o corpo é levantado. Este tratamento opcional é ~ representação útil.10 Uma alternativa para o tratamento anterior pode ser adotada. que a energia potencial gravitacional é também independente caminho percorrido para atingir o nível h em consideração. por defmição. h é medido em relação ao centro de massa do corpo. Vg. por exemplo. A ene~ potencial gravitacional. pelo trabalho realizado no corpo com objetivo de trazê-Io para a posição em consideração.=-Wh Fig. A variação virtual da energia potencial gravitacional é simplesmente ôVg = mg8h C= onde ôh é o deslocamento virtual para cima do centro de massado corpo.: é -mgh. arbitrário. No item anterior. é perfeitamente' arbitrário. se o corpo tem um deslocamento para baixo ôh.W5h + Wh . atuando sobre um corpo. Naturalmente. 7.7. onde a ener~ potencial é. tratou-se o trabalho de uma força gravitacio~ ou peso. e esta variação é independente da posi~ do plano de referência.11.10). simplesmente. ô Vg seria negativo se o centro massa tivesse um deslocamento virtual para baixo. em h = O (Fig.10. É importante notar que o plano de referência. G''- -- :r+h óh 5Vg ou ~/----'\ W = + W5h -de referênCiaT Vg = 0--I Plano +h alternativo ~ W V. mostrado na Fig. em um deslocamento para cima ôh. tem a mesma variação da energia potencial. este trabalho é convertido em energia potencialmente disponíw " visto que o corpo é capaz de efetuar trabalho em algum outro corpo. o peso W = mg realiza um trabalho negaf ô U = -mg ôh. Note-se. do corpo da Fig. com sentido positivo de h para baixo. então. sua energia potencial gravitaciom. 7.: referência. Portanto. quando o trabalho realizado pelas forçzs de gravidade é expresso por uma mudança na energia potencial do corpo. nula. de algum plano de referência. uma vez que somente nos interessa a variação da energia. Ou.h é iglli: em todos eles. do mesmo modo que o trabalho de qualquer outra força ativa. na altura h acima do plano ti. quando se defmem os sistemas mecânicos em função de sua energia total. a energia potencial gravitacional do corpo é (7 Se o corpo estiver a uma distância h abaixo do plano de referência. para o qual a energia potencial é nula. ainda. quando ele retoma à sua posiç&! original mais baixa. Tomando-se Vg igual a zero. . Assim. o corpo de massa m. Assim. !lã: importando qual caminho é seguido para ir do plano de referência I ao plano de referência 2. 7. peso executa um trabalho positivo ô U = +mg ôh.268 I ESTA T1CA Como a força que atua sobre a extremidade móvel de uma mola é o negativo da força exercida pela mola sobre o corpo ao qual está fIxado esta extremidade móvel. (b) Energia Potencial Gravitacional. óU= Vg = .

para todo e qualquer deslocamento virtual consistente com os vínculos. para o caso de um sistema mecânico com membros elásticos e membros que mudem de posição. para sistemas mecânicos. excetuando as forças das molas e as gravitacionais. 7. Portanto. (d) Estabilidade do Equilíbrio. o princípio dos trabalhos virtuais.7) ~- - ~ ~. Aqui. Além da substituição do trabalho das forças de gravidade pelas variações correspondentes na energia potencial.6. pode ser convertido em variações da energia potencial. o trabalho de outras forças ativas. mais claramente. observou-se que o trabalho realizado por uma mola sobre o corpo que está ligado à sua extremidade móvel.3 pode-se escrever a equação do trabalho virtual como (7. Assim sendo. Ao incluir um membro elástico dentro do contorno do sistema. expresso pela Eq. Com a substituição dos termos do trabalho pelos da energia. é igual às correspondentes E.6) onde V = Ve + Vg representa a energia potencial do sistema. _ o trabalho Como sempre. ser escrito como (7. sem atrito dinâmico interno. Ao utilizar o método do trabalho-energia é útil desenhar o diagrama das forças ativas do sistema. é o negativo da variação da energia potencial elástica da mola. Portanto. 7. é equivalente à variação mg 8s cos o: na energia potencial da massa m para o sistema equivalente. os membros que são parte do sistema. (c) Equação da Energia. Nas duas seções anteriores.TRABALHO VIRTUAL / 26~ _ - :- As unidades da energia potencial são idênticas às do trabalho e da energia potencial elástica. em sistemas mecânicos pode ser substituído pelas variações correspondentes na energia potencial no sistema equivalente. 7. variações da potencial gravitacional e da energia potencial elástica total do sistema. com sinal oposto. pode-se substituir os trabalhos das molas e dos pesos pelo negativo das respectivas variações da energia potencial. agora. pode. . como a seguir: virtual realizado pelas forças externas ativas sobre um sistema mecânico em equilíbrio. pode-se reescrever o princípio do trabalho virtual. por todas as forças externas ativas. A quantidade 8 U agora representa o trabalho virtual realizado sobre o sistema durante um deslocamento virtual. adotando como contorno o limite que distingue. como é mostrado na Fig. é o negativo da variação da energia potencial gravitacional.12. joule (J) em unidades SI e pés-libras (ft-Ib) no sistema inglês. durante o deslocamento virtual 8s de seu ponto de aplicação. daqueles que não o são. o trabalho realizado por F. Também. aplicadas externamente ao sistema. vê-se que as forças de interação entre ele e o membro móvel ao qual está conectado. a decisão mais importante consiste em defmir no que constitui o sistema. quando se aplica a equação do trabalho virtual a sistemas com molas e com variações na posição vertical dos seus membros. Colocando estas variações no lado direito da Eq. o trabalho executado pela força gravitacional. o trabalho realizado pelas forças externas ativas. ou peso mg. são internas ao sistema e não necessitam ser mostradas.

7. matematicamente. por exemplo x. como ~ seguir: * Para exemplos de sistemas com 2 graus de liberdade. em um ponto de valor máximo. * A Eq. consultar o item 43.~ . do livro Estática. quando a energia potencial total é um mínimo (equilíbril estável). a derivada parcial de Ver::: relação a cada coordenada.12 A Eq. deve ser nula.. l. a qual a energia potencial total V do sistema tenha um valor fIxo. Para a posição de equilíbrio indiferente. negativa.270 I ESTA TICA / U ' ctl .~..~ posição estável.7.->- Sistema dado Sistema equivalente Fig. caracterizar a estabilidade de um sistema mecânico.:. a condição de equilíbrio ó V = O é. para um lado ou para o outro não altera a energia potencial e não exisI: tendência de movimento para nenhuma outra posição. um pequeno deslocamento. deste autor. resulta em uma diminuição da energia potencial e em uma tendência de se afastar G posição de equilíbrio. Por outro lado. 7.-. 7.. a saber. equivalente à co dição (7.a Edição. também._. onde a energia potencial e suas derivadas são funções contínuas de uma única variável. " ~. para uma posição de nível de energia mais baixo.8 se aplica a três condições. pan:. Assim.13 apresen um exemplo simples destas três condições..13 Pode-se. 7. onde a energia potencial do rolete é claramente um mínimo I. para haver equilíbrio. observando que um ligeiro de camento da posição de equilíbrio estável. em um sistema de um grau de liberdade. Em sistemas com vários graus de liberdade..7.7 exprime a exigência que a confIguração de equilíbrio de um sistema mecânico seja uma.. um máximo (equilíbrio instável) ou uma constante (equilíbrio indiferente). um máximo na posição instável e uma constante na posição indiferente. que descreve a sua confIguração. A Fig. . pode-se escrever as condiçõ~ matemáticas para o equilíbrio e a estabilidade de um sistema com um único grau de liberdade.." . x. Portanto. Capítulo 7. Estável Instável Indiferente Fig.8 diz que um sistema mecânico está em equilíbrio quando a derivada da sua energia potenciE. a derivada segunda é positiva em um ponto valor mínimo da função e.. total for nula. ': --m[lmg=F L_J=rúscosa . . Quando uma função e suas derivadas são contínuas. resulta em um aumento na energia potencial e em uma tendência "retomar à posição de nível de energia mais baixo. um ligeiro deslocamento da posição C= equilíbrio instável. A Eq.

porém. a o equilíbrio -4 dV = kx . for par. para a energia 1) potencial nula. neste caso. d2V/dx2 = k. as relações de energia. Se a ordem da derivada mais baixa. para dois graus de liberdade. no valor do equilíbrio. para determinar o tipo de equilíbrio. Assim.mg = dx O. Embora já se saiba que.) Escolhe-se o plano de referência. o equilíbrio é estável. aquela na qual a força na mola se iguale ao peso mg. a solução será desenvolvida como se a posição fosse desconhecida. -8 Notas: CD A escolha é arbitrária. m = 10 kg 8 Solução. e o traçado do gráfico de V versus x. . usa-se uma expansão em série de Taylor para duas variáveis.4 ec o cilindro de 10 kg está suspenso pela mola com constante igual a 2 kN/m. diferente de zero e remanescente. apresenta um ponto de inflexão na curva. (Embora.TRABALHO VIRTUAL / 271 Instável I Equilíbrio dx dx2= dV d2V> dx2 d2V <O O O I (7. simplifica a álgebra.lOx.m -2 V= ocorre onde +kX2 . diferente de zero e remanescente. deve·se examinar o sinal das derivadas de ordem mais alta. A energia potencial elástica em uma posição arbitrária x é Ve = +kX2.9) Estável =. de modo que a energia potencial total é [V= Ve + VgI 6 oz 4 V.de modo bastante simples. O critério de estabilidade para sistemas com mais de um grau de liberdade requer um tratamento mais avançado. o equilíbrio é classificado como instável. obviamente. provando que o equilíbrio é estável. :' m:=.mgx de es. e a energia gravitacional é -mgx. para este caso. Traçar o gráfico da energia potencial V do sistema e mostrar que ela é mínima na posição de equilíbrio. neste problema. de acordo com o sinal desta derivada. for ímpar. para apresentar. que é positivo. x = mg/k -6 o. para este caso simples. ser positivo ou negativo. aquele que corresponde à posição da mola sem extensão. e:r o::<- Por vezes. podecse encontrar a situação onde a derivada segunda de V também seja nula na posição de equilíbrio. G. o equilíbrio será estável ou instável. Se a ordem da derivada mais baixa. a posição de equilíbrio seja. .J 2 de da ete O. L Problema Resolvido 7. pode-se provar este fato determinando o sinal da derivada segunda de V na posição de equilíbrio. com inclinação nula. Por exemplo.

049 m ou 49 mm Resp. como referência para a energia .cos - 08 .049 m. aumenta. onde dVjdx = O e d'Vjdx' é positivo.!.81)/2 000 = 0.08 2 8 8 = 2kb' sen . e o valor de x. comprime a mola de constante k. de modo 2 que o trabalho óU=P ° (4b sen %)= 2Pb cos % 00 A equação do trabalho virtual dá.81) x expresso em joules. [oU=oVe +oVg] 2Pb cos %08 = ° (2kb' sen' %) + 2 2 ó (-2mgb cos %)= 8 + mgb sen . a expressão para Vg torna-se [Vg=mgh] Vg = 2mg ( -b cos %) A distância entre O e C é 4b sen virtual feito por P é . a haste leve. devido à aplicação da força horizontal P. o plano que passa por O. por conveniência. sem afetar as conclusões. Assim. O esboço dado na figura serve como diagrama de forças ativas para o sistema. Se a mola está sem compressão n'! posição correspondente a O = O.272 / ESTÁTICA Substituindo os valores numéricos tem-se ® Pode-se escolher planos de referência diferentes para Ve e Vg. Problema Resolvido 7. v = -} (2000) = x' . estão no plano vertical e possuem vínculos e ligações conforme mostrado. Solução. potencial gravitacional nula. 2 a Ve = ~k • 2b sen ( . tendo massa m cada uma. agora. que é x energia potencial elástica da mola é = 2b sen .!.10 (9. A compressão x da mola é igual à distância que A se afasta de B. que é conectada em A e passa através de um orifício articulado em B. Esta mudança apenas deslocará as curvas separadas de Ve e Vg para cima ou para baixo mas não influenciará a posição do valor mínimo de V. determinar a força P que produzirá o equilíbrio no ângulo o. no equilíbrio é x 10 (9. Calcula-se V para vários valores de x e traça-se o gráfico de V versus x. entre as barras. como mostrado. Quando o ângulo O. 2 0)2 = 2kb' sen~ - O 2 Tomando.5 As duas barras uniformes. O valor mínimo de V ocorre em x = 0.

nas guias horizontal e vertical. l) sene = e= O de2 = kb2 (2 _ 1) _ 2-mgb 2 = kb2 (1 _ 2kb mg) d2V = positivo (estável) = negativo (instável) se k> mg/2b se k < mg/2b Resp.2-mgb cos e = 2 = kb2 (Solução (2 cos2 e . -= kb2 de2 d2V (cos2 e . de modo que -de = kb2 dV sene cos e. Problema Resolvido 7.TRABALHO VIRTUAL / 273 - Simplificando obtém-se e P e c = kb sen 2" + -} mg tg 2" Resp.1) . de constante k.sen2 e) . a estabilidade examinando o sinal da derivada segunda de V para cada uma das duas posições de equilíbrio. A mola. as energias potenciais gravitacional e elástica são Ve y I I = -}kX2 = -}kb2 sen2 e e b Vg= mg 2" cos e A energia potencial total é. Solução. correspondente a uma dada força P. ter-se-ia dificuldade para resolver explicitando e. = O. Na posição deslocada.6 As extremidades da barra uniforme de massa m deslizam livremente. . Como não existem forças ativas externas. de modo aproximado. O sistema consiste da mola e da barra. não está deformada quando x = O. poder-se-ia resolver.-}mgb sen e . Se fosse pedido para exprimir o valor de e para o equilibrio. traçando um gráfico dos valores numéricos da soma das duas funções de e e determinar o valor de e para o qual a soma é igual aP.-}mgb cos e O. V= Ve + Vg = -}kb2 sen2 e + -}mgb cos e O equilíbrio ocorre em dV/de = e. Examinar as condições de estabilidade na posição de equilíbriO.-}mgb) sen e e= = (kb2 cos =o As duas soluções desta equação são sen-e =O e mg cos e = 2kb Notas: Determina-se. Toma-se o eixo x como referência para a energia potencial gravitacional nula. conforme mostrado. -agora. o esboço da figura serve como diagrama de força ativa. então. Em um problema numérico. A derivada segunda é CD Cuidado para não desprezar a solução e dada por sen e = O.

dete~ o ângulo 6. que o trabalho negativo do atrito é desprezível. A roda homogênea de massa m é suportada no p~ no vertical pela tira leve ABC e pela mola de C02tante elástica k. através do qual a roda gira da posição inicial parE'. sem os benefícios da análise matemática da estabilidade. ca que exprime as posições de ambos os siste= Definir a estabilidade de cada sistema na posição equilíbrio x = o. 6 (Suponha. 7. é 2b. poder-se-ia supor. (Solução lI) mg mg cos 6 = 2kb' 6 = arc J 2. 7. que a barra repousaria em uma posição de equilíbrio em algum valor de 6 entre 0° e 90° . Demonstrar as condições de estabilidade para as duas condições de equilíbrio. Então.7. não haverá Solução lI. por vez. cos 2kb --' -= kb2 d62 d2V [ 2' -2kb (' mg ') -1 2 2. Se k < mg/2b. erroneamente.E posição fmal de equilíbrio.26 A barra de massa m.29 { Prob!.) 7. Resp.7. P = 4kb (1 . PROBLEMAS PROPOSTOS 7. estão montadas em mancais fixos.26 7. Quando ~ = . ® Este resultado não poderia ser previsto sem a análise matemática da estabilidade. está pivotada em torno de um eixo horizontal que passa por O. nos problemas a seguir. vê-se que esta solução é limitada ao caso onde k > mg/2b. no sentido dos ponteiros do relógi:. que faz a derivada segun3) da de V ser 'negativa.cos 6) tg 6 k B Probl. O comprimento da mola. onde C.28 As energias potenciais de dois sistemas mecâni são dadas por VI = Clx' e V2 = C2X3.30 A alavanca está fIXada a uma das engrenagens '= uma mola de constante elástica k liga dois p' montados nas faces das engrenagens que.mgb (' 2kb mg == ) Resp. ~ C 2 são constantes positivas e x é a coordenada fr:j. Resp.274 / ESTÁTICA 2) Assim.27 Determinar a força P necessária para manter em equilíbrio as duas barras articuladas... inicialmena da posição onde a força na mola é zero. pois a mola será muito fraca para manter o equilíbrio para valores de 6 entre 0° e 90°. com centro de massa em G. se a mola for suficientemente rígida. a barra retomará à posição vertical mesmo que não exista força na mola nesta posição. Como o co-seno é menor que a unidade. Se a roda for solta. Desprezar a massa das barras. sem compressão. na Solução lI.27 7. com um ângulo 6. o equilíbrio nunca será estável. ® Outra vez.29 =~ 4 Probl.

A janela é controlada por um cabo que passa por uma pequena roldana em A. Determinar o ângulo e para o equilíbrio. em O. A força F atua na direção da barra. 7. A mola de constante elástica k não é tensionada quando y == O. e está preso a uma mola. a mola de constante elástica k está descomprimida. P==. li == O.31 = ri d= p:: A figura mostra a seção transversal de uma janela de ventilação.34 Determinar o valor de equilíbrio da coordenada y para o mecanismo sob a ação da carga verticalP. e não está tensionada quando x == O.30 b ') ku 7. O peso da barra é desprezível comparado com P. Probl. a barra desliza através da luva articulada em A e comprime a mola entre a luva e a extremidade da barra. necessária para manter o equilíbrio no ângulo li. e a massa desta é desprezível. 7. articulada em sua aresta' horizontal superior. de 50 kg. e não fica deformada quando e == O. y-~y----1 Probl. a força da mola é zero. x _ Probl. homogênea. Determinar a força P necessária para produzir um deslocamento u. que tem uma constante elástica k.31 7.(I~. Supor a ausência de atrito e desprezar o peso da barra. Resp.32 = - Determinar o valor de equilíbrio de x da barra suportada pela mola. Resp.6° ::~ Er <2 Probl.33 Quando u == O. Determinar a força P.33 7. e == 48. Probl.32 7. 7. A mola tem uma constante elástica de 180 N por metro de alongamento. 7. 7.34 . Quando u aumenta.TRABALHO VIRTUAL / 275 alavanca está em posição vertical.

com massa m e centro de massa em G. Mostrar que.39 . Probl.37 7. que equilibre o sistema articulado visto na [Jgura.. Determinar o ângulo agudo e. articulada em A. e Probl. que pode deslizar no orifício articulado em A." mola tem uma constante elástica k. e c 150mm 1l\\E G~ ..••. Resp.70 Probl. e está dei primida para a posição equivalente a e = O. determinar o ângulo e. 7. Resp.38 No mecanismo mostrado. a mola está sem deformação. a porta estará em equilíbrio para qualquer ângulo e. de massa m e centro de massa em G. As massas ..36 A seção transversal de uma porta tipo alçapão.36 7.Dc=minar o ângulo e para o equilíbrio. A posição da barra é controlada pela haste leve e sua mola.37 Para uma força horizontal F de 250 N. :.À" kl = are tg mg ka i ~5~~~ 150 mm Probl.276 / ESTÁTICA 7.7.: peças são desprezíveis.• . a haste AB desliza a=vés do colar pivotado em C e comprime a n:± quando um conjugado M é aplicado à barra DE.35 = are sen . 7. Quando e = O. e = 21. A haste DG passa através do pivô em E e comprime a mola que tem uma constante elástica de 45 kN/m e não é comprimida quando e = O. 7.38 7. é pivotada em torno de O e pode balançar no plano vertical. A mola. usando uma mola com uma constante k apropriada. em G I e G2' Determinar os valores de e para equilíbrio e identifique o tipo de equilíbrio p= cada posição.39 As duas engrenagens giram no plano vertical e (Zregam massas excêntricas m com centros de ma=. está sem compressão na posição correspondente a e = O. onde ocorre o equil1õrio. está mostrada na figura. de constante k. Resp.35 A barra uniforme. A mola é comprimida pela haste.. 7. que por sua vez está pivotada na extremidade inferior da porta e passa por um bloco pivô em B. e provar que a posição é estável. Probl. Desprezar os pesos das peças.• ".:' 7.

g k f*--b ) Probl. Determinar o valor limite de h para a estabilidade.43 Uma das exigências críticas no projeto de uma perna artificial para um amputado é evitar que a articulação do joelho flambe sob carga.43 -7. h < 27 Prever. 7.. Determinar o valor mínimo de K que irá garantir a estabilidade da articulação do joelho para (3 = O. 2kbZ "" Probl.altura máxima h da massa m. permanecerão na posição mostrada ou se rolarão sobre o cilindro inferior. () = 1T. Determinar a limitação em h. com uma mola de torção em sua articulação comum. simule a perna artificial. Resp. A barra OA tem massa desprezível e a mola de constante k está sem compressão quando e = O. feitas do mesmo material. se o semicilindro e a meia casca cilíndrica.41 A figura mostra a seção transversal de um vaso composto ·de uma cascahemisférica de raio 7 e uma casca cilíndrica de altura h. - Probl. Desprezar o peso das demais peças do mecanismo.45 . Kmín.42 e instável se k > mg 2b ()= 2 arc sen 2k mgb requer k > mg. está colocado centrado em uma posição horizontal sobre uma superfície cilíndrica de raio 7. 7. através de cálculo. nesta posição. proporcional ao ângulo de dobra (3.TRABALHO VIRTUAL / 277 7. pelas duas barras leves. na articulação. A mola desenvolve um torque M = K(3. Cada mola tem uma constante elástica k. = -. 2b estável :::. para a qual o pêndulo invertido será estável. quando a perna está reta. Como primeira aproximação.44 .Determinar as posições de equilíbrio e sua estabilidade. Resp. I ( b-+i Probl. igualmente. quando o vaso estiver colocado sobre uma superfície horizontal. e está pré-comprimida. feitas do mesmo material. 7.44 Determinar a . 7.42 Um bloco retangular uniforme de altura h e massa m. na posição vertical mostrada. 7. hmáx.40 o centro de massa G da barra uniforme AB está forçada a mover-se na guia vertical lisa. Determinar a limitação em h para que a posição vertical mostrada seja estável.40 7. ambos homogêneos. Resp. = +mgl . h estável se k < mg 2b Probl. Resp.41 7.

sem que haja força atuando no pedal. sobre uma linha que passa por 0. Para pequenos ângulos de inclinação pode-se supor. A mola. sempre. sentada na cadeira.46 7. O centro de massa de uma pessoa de 80 kg. que tem uma constante elástica de 96 kN/m.49 A massa m se desloca em uma guia vertical. de comprimento 1 e massa m. em torno de 0.19° Probl. O aumento da distância entre A e B. apresentando. no plano horizontal.) Resp. Pode-se visualizar a deformação da mola.46 A figura mostra um pequeno elevador industrial. em torno de um eixo horizontal que passa por O.48 7. com erro desprezível. está em G. com pedal de acionamento. (J = O. 7. em torno de 0. (Sugestão. para haver estabilidade na posição (J = O. e pode-se supor que elas atuem. 7. A estrutura do assento está articulada em torno do ponto fixo na base. Determinar o ângulo de inclinação (J necessário ao equill brio. não está deformada na posição em que (J = O.47 7. da mola. . A constante elástica de cada par de molas é 2k. = 2 are cos (J 1/2 1_ = 2mg kl kmáx. que o eixo da mola permaneça paralelo ao assento. não está comprimida quando (J = O. Existem quatro molas idênticas.45 1 ~~/ Probl. de constante elástica k.Especificar a estabilidade do sistema em suas posições de equilíbrio. excluindo (J = rr. necessário. 7. As molas são igualmente pnxomprimidas. está articulada livremente. enquanto o assento é mantido em uma posição fixa. é o aumento na compressão da mola. Especificar o valor de k que irá garantir o equilíbrio estável. (J = 11.47 A figura mostra uma cadeira de escritório. lisa e é suportada pelas quatro barras de massa desprezível. 4mg 1 Probl. quando a cadeira se inclina para trás. Determinar as posições de equilíbrio. sujeitas à ação da mola. 7. duas de cada lado do eixo central.278 / ESTATICA do ângulo (J. e o valor máximo da constanre elástica k. A barra esbelta. na posição representada. quando o elevador suportar uma carga L. perpendicular ao assento. a mola do mecanismo de inclinação. em detalhe. A mola.48 7. admitindo-se que a base se incline ° Probl. A mola tem comprimento livre de 1/2. Resp.

51 7. Cada roda. mostrada em corte.. e si- g A suspensão dianteira vista no Probl.52 ( /B g Z- -750mm~ Probl. = ~ (1 + ~:) Probl. e a estrutura central F tem massa de 40 kg. de maneira que h = 350 mm. A carga L é de 12 kN.51 A plataforma de massa m é suportada por barras iguais. repetidamente. igual a t:. na posição mostrada. A. é desejável que a porta esteja insensível ao movimento nesta posição. tem massa m homogênea. tem massa de . conjugadas com molas em diagonal. Determinar a constan te elástica necessária. e = o. e está equipada com dois mecanismos de mola. cada mola sofre uma deflexão. com sua respectiva barra. com e = n.49 Probl.. 7.TRABALHO VIRTUAL I 279 o ° estabilidade da plataforma.52 -'" . geralmente. determinar a constante elástica mínima k de cada mola. 7. como é mostrado na figura. determine o valor de h quando o macaco for removido.50 7.5 . mais facilmente encontrada aplicando-se o princípio do trabalho virtual desenvolvido neste capítulo. De modo a assegurar a ação suave da porta. k= mg(r+a) 8a2 7. são aquelas que realizam trabalho eé ásUf a. Se as massas das barras e das molas forem desprezíveis. h = 265 mm A - . por tração. que irá garantir a A porta de garagem AR. da porta está livre para se deslocar horizontalmente com o rolete. como é mostrado na figura. assumir diversas configurações em resposta às forças aplicadas. 7-. O braço OR tem peso desprezível e o canto superior. . um de cada lado da porta.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Quando for possível um corpo ou um sistema de corpos interligados.50 tá rio o. "- ""- \\ \ \ \ I h = 2r I / / L 7. kmín. de modo que no ponto mais alto.. Sabendo que a estrutura F deve ser levantada por um macaco. Cada mola tem uma constante de 120 kN/m. da mola. a posição de equilíbrio é. que as únicas forças a serem consideradas na determinação da posição de equilíbrio. Na montagem. O comprimento livre da mola é r .35 kg.7. 4.82 é aqui repetida. a força da mola é nula. Resp. k.a. Resp./' Probl. Resp. com um centro de massa a 680 mm da linha vertical central. por este método. Viu-se. quando ela alcança a posição vertical fechada. a fim de aliviar a compressão nas molas helicoidais.

B e C (d) Encontrar () para o equilíbrio Encontrar as reações em A e B (a) (b) Probl. onde ocorre. respectivamente. Por este motivo. No presente capítulo. h------ x ------J o plano Encontrar x para o equilíbrio de cada figura é vertical. A seguir são estabeleci das variações diferenciais nas posições das partes do sistema. devem ser escritas as relações geométricas que descrevem a configuração do sistema. na realidade não precisa ocorrer. Usa-se o símbolo o para a Variação virtual diferencial. para a variação diferencial em um movimento real. aplicar·se·á a equação do trabalho virtual tantas vezes quantos forem os graus de liberdade. (B) pelo trabalho virtual. 7. a posição de equilíbrio e o tipo de estabilidade existente. pois é um movimento assumido que. No método do trabalho virtual. também. Descreva. durante um movimento virtual. Descobriu-se que o conceito de energia potencial. lineares e angulares. em termos da variável que especifica a possível posição do sistema. Esta variação é fictícia. variações correspondentes na alongação ou compressão de membros elásticos (molas). é muito útil na solução de problemas de equilíbrio. e mantendo todas as outras constantes. sucintamente.53 Encontrar x para o equilíbrio (e) Determinar o máximo k para obter equilíbrio es~ em&=O (f) . e o símbolo usual d. variação na posição vertical do centro de massa do corpo e. restringiu-se a atenção aos sistemas mecânicos nos quais as posições dos membros componentes possam ser especificadas por uma única variável (sistema com um grau de liberdade). não necessitam ser consideradas. pelo processo de derivação das relações geométricas para obter as expressões dos movimentos virtuais diferenciais. Matematicamente. durante o deslocamento virtual. tanto gravitacional (Vg) como elástica (Ve). Freqüentemente. que sejam consistentes com os vínculos. construiu-se o diagrama de forças ativas do corpo ou sistema (ao invés do diagrama de corpo livre) para focalizar a atenção somente sobre as forças externas que realizam trabalho durante os deslocamentos virtuais.53 PARA REVISÃO Identifique quais dos problemas de (a) até (j) são mais adequadamente resolvidos: (A) pelas equações de equilíbrio de momentos e de forças. as massas de cada membro e as forças aplicadas (c) Encontrar as forças emA. aqui.280 / ESTATICA (forças ativas) durante o movimento diferencial assumido do corpo ou do sistema. o procedimento para cada solução. permitindo uma única variável variar de cada vez. a parte mais difícil da análise é relacionar os correspondentes deslocamentos virtuais. uma expressão para a energia potencial total V do sistema. PROBLEMAS 7. das partes de um sistema mecânico. As derivadas primeira e segunda de V são usadas para estabelecer. As forças externas que não realizam trabalho (forças reativas). São conhecidas as dimensões. Obteve-se. Primeiro. saindo de sua posição de equilíbrio. deve ser observado o fato que um deslocamento virtual é uma variação diferencial de primeira ordem em um comprimento ou um ângulo. um deslocamento virtual é t~{ado do mesmo modo que uma variação diferencial em um movimento real. Para dois ou mais graus de liberdade.

fornecida pelo cilindro. em A. 7. perfazendo um círculo completo na vertical. interligados de modo ideal. 7. também para dentro. Resp. que se move na direção x.- Uma "caixa preta" contém um conjunto de cremalheiras. onde e é o ângulo que define a posição do sistema e b e c são constantes positivas. 7. as condições de estabilidade que são evidentes nas duas condições de equilíbrio. P = 785 N A energia potencial de um sistema mecânico com atrito desprezível. contra a forçaP. calcular a tração T. A posição da plataforma é controlada pelo cilindro hidráulico. a mola de constante elástica k está com o seu comprimento natural.54 7. matematicamente. se P. é dada por V = b sen 2 e + + c cos e. 7. As massas da plataforma e das barras podem ser desprezadas. 7.55 Probl. Desprezar os atritos e admitir que todos os componentes mecânicos são corpos rígidos. de acionamento hidráulico. aplicada na extremidade da barra. para haver equilíbrio. suportada pela haste B. calcular P 2 para haver equilÍbrio. Desprezar o atrito interno e supor que todos os componentes mecânicos são· corpos rígidos. Se M = 10 N • m.57 A barra é livre para girar. B e F. 7. O mecanismo é montado de modo que o movimento linear de B seja proporcional ao movimento angular de A. _ e = arc tg 2P ka 7. Resp. Para cada unidade de movimento de A. o tipo de equilíbrio para cada uma. comparadas com .54 for rearranjado. com x aumentando 80 mm para a volta completa em A.eterminar o ângulo de equilíbrio correspondente a uma dada força vertical P. engrenagens e outros elementos mecânicos internos. que transferem o movimento linear da haste A para o movimento linear da haste B. que gira ao ser aplicado um conjugado M e de uma barra deslizante de saída B. Determinar a forçaP. está mostrada na fIgura. leves. um. da haste A. para dentro. Um mecanismo de controle consiste de um eixo de entrada. contra a força P 2' Se P 1 = 100 N. corresponder um movimento de um terço da unidade.60 k ávê~ Probl.TRABALHO VIRTUAL / 281 = 7. = 100 N.59 Se o mecanismo interno da caixa descrita no Probl.. também. de modo que. Determinar a posição ou posições de equilíbrio e. Verificar. determinar P para haver equilíbrio. para fora da caixa. todos interligados. para dentro. em A.~~ Probl. terço da unidade. 7.57 . empregada na traseira de um caminhão. para cada unidade de movimento. P2 ~ .56 Uma plataforma de carregamento.54 :. 7. As barras são articuladas na carroceria do caminhão. Desprezar a massa da barra e o diâmetro das polias.56 k 1\1\i\I"W"\I\I"W\'W a Probl. interligados de maneira ideal. Quando e = O. que aplica força em e.58 . a fIm de suportar a plataforma na posição mostrada. sob a ação da força P" a haste B move.59 7. da haste B. D.. A barra leve oe é pivotada em O e pode balançar no plano vertical. .

com e = O. 282 / ESTATICA a massa do caixote de 250 kg. necessária para balancear a porta em uma posição de equilíbrio.". com centro de massa emG. A porta é contrabalançada pela ação da mola. 7.61 . Resp.60 7. uniforme.l1ar a constante elástica k. quando a . 7. sem esforço.porta está no plano vertical. de massa m. Determi. P = 3. independente de e 21 J 350 mm 650 mm Probl. k = mg. com centro de massa no meio da distância entre A e O.5 kN tante elástica k e comprimento natural.61 A figura mostra a vista de perfJl de uma porta de clarabóia.. Resp. que tem cons- Probl. para e > O.

dada por a = ky. quando se avalia o momento totalM = k f y2 dA. Assim.viga. a área da superfícieABCD está submetida a uma pressão distribuída p. sendo que A (c) Fig. Na parte a da figura. Vê-se. em qualquer seção da. a integral em questão aparece. que é devido à pressão sobre o elemento de área dA. uma distribuição linear da intensidade da força ou tensão. Esta integral é conhecida como o momento de inércia da área. aplicados em suas extremidades. A força elementar atuando sobre um elemento de área é. Freqüentemente a intensidade da força (pressão ou tensão) é proporcional à sua distância ao eixo de momento.INTRODUÇÃO Quando as forças são distribuídas de modo contínuo. é py dA = ky2 dA. Na Fig. é muitas vezes necessário calcular seu momento em torno de um eixo no plano da área ou perpendicular a ele. proporcional ao produto da distância vezes a área diferencial e o momento elementar é proporcional ao produto do quadrado da distância vezes a área diferencial. que o momento total envolve uma integral da forma f (distância)2 d (área). sobre uma área de atuação.! . quando a integral aparece. Está presente. a partir do eixo AB.8 do Capo 5' e defrne a ação de uma pressão de líquido sobre uma superfície plana. cuja intensidade é proporcional à distância y. A Fig. que é útil desenvolver suas propriedades em detalhes e ter estas propriedades disponíveis para pronta utilização. A integral é uma função da geometria da área e ocorre tão freqüentemente nas aplicações da Mecânica. flexionada por conjugados iguais e opostos. A. O momento em torno de AB. portanto. Alb é mostrada a distribuição da tensão que atua sobre a seção transversal de uma viga elástica simples. AI ilustra a origem física destas integrais. então.-- AP~NDICE A MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS ( I AI . Esta situação foi estudada no item 5.

Os momentos de inércia do elemento dA. em torno de O. os momentos de inércia de A. Assim. nos dois exemplos precedentes. em torno dos mesmos eixos. Cada seção transversal do eixo resiste a este momento. no caso de corpos em rotação. para que se obtenha o segundo momento. e o momento de inércia de toda a área. em vez de uma coordenada retangular. Ale. chamada de o momento de inércia da área em torno do eixo ~questão. (a) Momentos de inércia retangular e polar. O momento elementar em torno do eixo 0-0 é dM = Y (a dA) = ky 2 dA. T = kr. para o elemento dA. em torno dos eixos x e y. Embora a integral ilustrada nos exemplos precedentes seja. d1x = y2 dA e dly = x2 dA respectivamente. Aqui. que é proporcional à distância radial r. geralmente. em razão da analogia entre a forma matemática das integrais para os segundos momentos das áreas e aquelas para os momentos resultantes das tão conhecidas forças de inércia.284 I ESTÁTICA a tensão é positiva (de tração) abaixo do eixo 0-0 e negativa (de compressão) acima do eixo. não tem nenhum significado físico. Portanto. Considere a área A no plano x-y (Fig. o segundo momento da área. por defmição. em si mesmo. é: O III I II I I ( lz =Fig. por definição análoga. ou a um momento de torção. a integral difere daquelas. ê. que mostra um eixo circular submetido a um esforço de torção. um termo mais adequado seria. a partir do centro. A2 . passo que a expressão da Eq. tendo em vista que o primeiro momento y da está multiplicado pelo braço de alavancay. (AI) são conhecidas como momentos retangulares de inércia. A palavra inércia aparece na terminologia. são. e o momento total em torno do eixo central é M = f r (T dA) = k f r2 dA. O momento de inérçia de uma área é uma propriedade puramente matemática da área e. Assim. são Ix Iy = J y2 dA (AI =J x2 dA onde a integração abrange toda a área. dJz = r2 dA. f r2A. dentro do limite elástico do material.2 dA J (A2) As expressões defmidas pelas Eqs.DEFINIÇÕES As segumtes defmições de termos constituem a base da análise do momento de inércia da área. por meio de uma distribuição de tensão tangencial ou de cisalhamento T. em que a área é uma coordenada polar ou radial. O momento de inércia de dA em torno do pólo O (eixo dos z) é. Um terceiro exemplo é dado na Fig. A2). Uma vez que x2 + y2 = r_ é evidente que: (A3 . a mesma integral aparece quando se avalia o momento totalM = k f y2 dA. (A2) é conhecida como o momento polar de inércia.

E importante a escolha de rdenadas para utilizá-Ias no cálculo dos momentos de inércia. pode-se exprimir o momento polar de inércia como kz 2 A = lz. (A3) resulta ( k/ = kx2 + k/) (AS) Assim. facilmente defmidos em r e e. o mento de inércia da área em torno de qualquer eixo é sempre uma quantidade positiva.. Em contraste. o momento de inércia faixa em relação ao eixo x será o mesmo que o da área orginal. Por definição. tanto quanto possível. A escolha de elemento de área que simplifique a integração. agora.A. em torno dos dois eixos retangulares correspondentes. de área A. A3 b). de raio kz. A3c.'erando a área como sendo reduzida a uma faixa estreita paralela ao eixo y. cujos limites são mais facilmente expressos nestas coordenadas. As dimensões dos momentos de inércia das áreas são evidentemente.'rcia. como mostrado . visuallzando a área como sendo concentrada em um anel fino. o raio de gir~ção é uma medida da distribuição da área a partir do eixo em questão. y I y I y I . A distância kx é conhecida raio de giração da área em torno do eixo x. Deve ser notado. dos momentos de inércia das áreas são expressas em metros elevados quarta potência (m4) ou em milímetros elevados à quarta potência (mm4). pode-se escrever Ix Iy !z = k/A = k/A = kz2A kx ou ky kz = = vlxlA vlylA (A4) = VJJA Portanto.ÃREAS / 285 Um momento polar de inércia. contribui tanto para o momento de . o 'eiro momento da área que foi incluído nos cálculos dos centros de gravidade pode ser positivo ou ativo. que o momento de inércia de um elemento contém o quadrado da distância do eixo inércia ao elemento. para uma área cujos limites são mais simplesmente defmidos em coordenadas cartesianas ou retangulares. A3a) que tem momentos de inércia retangulares Ix e e um momento polar de inércia lz em relação a O. como mostrado na Fig. Visualize. Um momento de inércia polar ou retangular pode ser expresso especificando o raio de giração e a área . esta área como sendo reduzida a uma faixa estreita. do que em coordenadas polares é facilmente calculada com o auxilio da Eq.:to. no SI.. é também importante. Coordenadas polares usualte tomarão mais simples os problemas que contêm limites. L 4. (A4) é substituída na Eq. Um elemento. mesmo modo.3 . Coordenadas retangulares devem ser usadas contornos. cuja coordenada é negativa. Pode-se escrever uma relação semelhante para o eixo y. Conseqüentemente. se kx 2 A = Ix. A3d. as unidades. Assim. Quando a Eq.-. a uma distância kx do eixo x (Fig. I I I I r-· I Iy I x C (a) A I A O L_l. Considere uma área A (Fig. onde L significa a dimensão de I prim. __ T OL---. como um elemento igual com uma coordenada positiva de mesmo valor. Estas consições são quase análogas àquelas discutidas e ilustradas no Capo 5 para o cálculo dos centros de gravidade.j -x : I I --x ~ kx oL_(c) --x (d) ikY-1~ (b) Fig. (A3) . o quadrado do raio de t giração em torno do eixo polar se iguala à soma dos quadrados dos raios de giração. .AP~NDICE A .MOMENTOS DE IN~RCIA DE. Resumindo. (b) Raio de giração.

O terceiro termo é simplesmente Adx 2. qu= passa pelo centróide. A segunda integral é zero. (A6). (A6) e (~.><: distâncias. A quantidade kx2. Dois em e. visto que o quadrado da média é menor do que a mé dos quadrados. Os teoremas do eixo paralelo também se empregam para o raio de giração. Suponha se deseje determinar os momentos de inércia da área em torno dos eixos paralelos x-y. sendo que nenhum deles passa pelo centróide é primeiro necessário transferir de um eixo ao eixo paralelo que passa pelo centróide e. O quadrado da distância do centróide ao eixo x (Fig. paralelos. A4. Se desejarmos uma transferência entre dois eixos paralelos. AA Desenvolvendo eintegrando. (AS) a soma destas duas equações fornece (A6a) Eqs. a expressão para Ix. Com a substituição da definição de k nas Eqs. O momento de inércia de uma área em torno de um eixo que não passae= seu centróide pode ser facilmente expresso em termos do momento de inércia. por outro lado. os eixos entre os quais teoremas a transferência é feita devem serpontos. um dos eixos deve passar pelo c. (c) Transferência de eixos. e é o quadro do valor méili das distâncias y dos elementos dA ao eixo. em torno de um eixo para1e~ que passa pelo centróide. momento de inércia do elemento dA em torno do eixo x é Yo --Xo -x Fig. e a expressão similar para y' torna-se I Ix = f" +Adx2 Iy = (A6 ""Z + Ad/ Pela Eq. os eixos Xo-Yo passam pelo centro de gravidade C da área.286 I ESTAnCA É imperativo que não haja nenhuma confusão entre a coordenada do centróide C de uma área e o de giração k. Ix obtemos = J Yo2dA + 2dxJ Yo dA + dx2 J dA Vê-se que a pÍimeira integral é.6a) são os assim chamados do eixo paralelo. Assim. o momento de inércia Ix em relação ao eixo Xo. Na Fig. com o centróide sobre o eixo Xo. Por definição. segundo. A3a) é y2. particular _devem As se~ad~Pri:tÍÍeiro. visto que f Yo dA = Ayo e Yo é automaticamente zero. por definição.entro de gravidade da área. então. a relação de transferência torna-se (P = 1(2 + d2) (A6b . é a média dos quadrados dest. transferir do eixo que passa pelo centro de gravidade ao segundo eixo. O momento de inércia não é igual a Ay2.

o momento de inércia. que passam pelo centróide. que passa pelo centróide é: _ 1 Iy=i2hb3 Resp. do eixo polar zo' que passa pelo centróide C. o momento de inércia em torno do eixo Yo. que passa por O. Problema Resolvido A2 Determinar os momentos de inércia da área triangular em torno de sua base e em torno dos eixos paralelos à base.APeNDICE A -'. = f'" + Ad '"2] I '" = 12 . significa apenas multiplicar por b e dá a expressão y 2 bdy. em torno do eixo xo' é escolhida uma lâmina horizontal de área bdy de maneira que todos os elementos da lâmina tenham a mesma coordenada y. Um resumo das relações de momento de inércia para algumas das figuras planas mais comuns é dada na Tab. é: [I '" 3 lAh2 Resp. Assim.lbh3 + Se se iniciasse com o elemento de segunda ordem dA = dxdy. a integração com relação a x. em torno do eixo x. em torno de um eixo que passa pelo centróide paralelo ao eixo em torno do qual k se aplica e d é a distância entre os dois eixos. pode também ser obtido pelo teorema do eixo paralelo. . Apêndice C. O momento polar de inércia em torno de O. Nota: o momento polar de inércia. e o do eixo polar z. b ~ nX Por permuta dos símbolos.MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS I 287 onde k é o raio de giração. = J y2dA] ~ = J-h/2 y2b dy = rzbh3 Resp. Para cálculo do momento de inércia Ix. 2 bh (!!:. que se escolheu no início.)2 = 3 lbh3 = Resp. do eixo x. 3. em torno dos eixos Xo·Yo. Problema Resolvido AI Determinar os momentos de inércia' da área retangular. Assim. mantendo y constante. Solução. Os eixos podem estar no plano da área ou normais ao plano da área. que passam pelo centróide e pelo vértice. em relação ao centróide é CD Pelo teorema do eixo paralelo. h/2 Yo I I dy --xo [I".

(A3) Resp. Se o elemento escolhido fosse dA = dxdy. . Uma transferência do eixo que passa pelo centróide. y2 dxdy em relação a x. assim de área em forma de anel circular do momento de inércia em torno do O. à distância h/3 acima do eixo x. escolheu-se o mais simples elemento possível. Pelo teorema de eixo paralelo. Isto daria y2 x dy.• ~ I I r I ---1. ao eixo passa pelo vértice. 4 = bh3 R esp. certamente. Deveria ser imediatamente evidente. que o momento polar de inércia do anel é sua área 21f r o dr o vezes r~ . o momento de inércia em torno do eixo que passa pelo centróide. Uma lâmina de área paralela à base foi escolhida. É. 12 _ (bh)(~)2 2 3 T = bh3 x'.~ I _O O~ro .y4]h = 12 4h o Resp. de modo que a Eq. Um elemento pode ser usado para cálculo eixo polar Z. Q) Não deve causar nenhuma dificuldade ex• primir x em termos de y se for observado a relação proporcional entre os triângulos semelhantes. outra vez. y I Solução. Aqui. visto que todos os elementos do A área elementar é dA = 21fr./x Resp.y)bjh]dy. Especificar o raio de giração. que é o anel infinitesimal.L --x \ ro s. ter-se-ia que integrar.'\. é r kx ="2 Resp. dro. é: I. em torno de um eixo diametral e de um eixo polar que passa pelo centro. Problema Resolvido A3 Calcular os momentos de inércia da área do círculo. em primeiro lugar. o raio de giração. Por defmição. ____ : I. que [I = 36 = bh3 Resp. e y I I I [lz = J r2 or~l~é dA] lz rT = J_ o ro 2(27T1'0 dro) = 7Tr4 = !Ar2 2 Resp. como mostrado na figura. Notas: [Ix = J y2 dA] Ix = i CD h h _ Y o y2-h-b dy = b [ y3 bh3 3 . Notas: CD I Por simetria.~n O [k = fr] = Iy. Como anteriormente. também foi escolhido o elemento mais simples e da mais baixa ordem possível. que passa por anel são ~qüidistantes de O. dá T + Ad2] x = bh3 36 + (bh)(2h)2 2 3 I. e tem a área dA = x dy = = [(h .288 / ESTÁTICA 1 I 2 Solução. em torno do eixo diametral. indicado usar coordenadas polares aqui. da definição. que é a expressão que se escolheu no início.

requer que se saiba o momento de inércia de uma área retangular em relação à sua base. Para largura dx e altura y. Resolver usando (a) uma faixa horizontal de área e (b) uma faixa vertical de área. y deve ser expresso em termos de x.. que é fácil de ser lembrado devido ao seu uso freqüente. A solução (b). também. de modo que deve ser usada a expressão correta para o momento de inércia do elemento retangular em relação à sua base que. 31--I I I I I I . = -}.4 4 .AP~NDICE A . . naturalmente. usando-se o elemento de área dA = r o dr o de. Aqui. segundo o Pro bL AI. em conjunto com o resultado para Jz' é naturalmente mais simples. porém o uso da Eq.4 (unidades)4 (b) Faixa vertical. Como todos os pontos da faixa horizontal têm a mesma distância do eixo x. onde dA = (4 .x ~ f--dx Solução (b) Ix = i~ 4 (3yÇ)3 -2- dx = 72 = 14. O resultado pode.y' 19)dy.substi- 01 O (a) FaiXil horizontal. que dá y = 3 . em relação ao eixo x. é bh 3 13." l 4 x I Solução. e a integral torna-se <D x h--. 14. A3.- 2 [e _' sen20 2 4 Problema Resolvido A4 y Determinar o momento de inércia da área sob a parábola. Esta int~gração é direta. o momento de inércia da faixa em relação a este eixo é simplesmente y' dA. I _ ".4sen o 4 2e ---dO ]27T o <I> Resp. P:rimeiramente obtém-se a constante k tuindo x = 4 e y = 3 na equação da parábola. Integrando em y.x) dy = 4 (1 . Não há preferência entre as soluções (a) e (b). Por defmição. dá y x Ix = ~3 72 5 4y2(1 _ Yg2)dY Solução (a) Resp.JX12. ser obtido por integração direta. I = l27T . os pontos do elemento têm diferentes distâncias ao eixo x.!. a expressão se torna Nota: Para integrar com respeito a x. mostrado na figura.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS / 289 A determinação precedente de x é a mais simples possível. = .4 (unidades)4 5 Resp.

A transferência é da distância r= 4r/31T = (4) (20)/31T = 80/31T do eixo paralelo. Os valores de Yl e Y2 são obtidos pelas equações das duas curvas. o momento de inércia J.08(104) = 94. através mm. ao eixo x. estão acima do . em torno do que passa pelo centróide. em torno do mesmo eixo.31T Finalmente. em virtu~da descontinuidade. Se o círculo estivesse completo. pois nem o eixo x'. passa pelo centróide C da área. cujos centros estão em O e A. seria necessária apenas uma única transferência.(x . 2 .x2 eYl =. em ---- torno dd fixo x. O momento de inércia da lâmina. Solução. 1. é aquele de uma lâmina de. com o centróide sobre o eixo x'. O momento de inércia da área semicircular. Yl como Y.J a2 . (~). altura Y2' menos aquele de uma lâmina de altura y l' Assim.755(104)+ (20. em torno do eixo x. é a metade do momento de inércia do círculo completo. = 1. [1=1+Ad2] Ix". em torno do eixo x'.1T) (30+ ~~f = mm4 Resp. pelo teorema [1=I-Ad2) seguida. Uma âmina horizontal iria requerer duas integrais em relação ay.2 = 1. que são x2 + Y22 = a2 e (x ~ a)2 + Y12 = a2 e que fornecemY2 =. da área fechada entre o eixo Y e os arcos circulares de raio a.755(104)mm4 .J a2 . A escolha de uma lâmina diferencial vertical de área permite a integração para abranger a área completa.290 / ESTA TICA Problema Resolvido AS Determinar o momento de inércia. em eixo paralelo xo. que passa pelo centróide. realizada. Assim. pelo resultado do Problema Resolvido A3 --x' __ m __ :[ • Obtém-se. nem o x. Portanto. Nota: Q) Este problema ilustra a cautela que se deve 1= 1 J 2(104)1T _ (2021T) . Conseqüentemente.a)2.755(104) + 93. Nota: Q) Escolheu-se o sinal positivo para os radicais porque tanto eixo x. a transferência é feita do eixo xo. que fornece ter ao usar uma dupla transferência de eixos. pelo resultado do Problema Resolvido AI.8(104) Problema Resolvido A6 Calcular o momento de inércia. em torno do eixo x. da área semicircular mostrada. Solução.

I A lâmina retangular estreita tem uma área de 6 mm' e seu momento de inércia. A. I~ = 21. Probl. é 170mm4• Obter o raio de giração em torno do ponto O. dA = dx dy. .:> 2 +~) 3 ·3 1al2 X2ya2-x2dx=~(~_~) o a2ya2_(x-aJ2dx=~(V3 • . Se tivesse sido iniciado usando um elemento de segunda ordem.r. com aproximação rigorosa. em torno do .o' momento.j3 - 21T) = 0. sem . A. kO = 7. Integrando de YI ay" mantendo x constante.0969a4• Resp.06 (106) mm4. A avaliação das integrais dá 1al2 a2ya2 o a12 - X2 dx = ~(~ 44 4 16 . originária do momento de inércia do retângulo.64 (106) mm4 'Dos resultados do Probl. em torno do eixo x que passa por sua base e em·torno de um eixo paralelo. 5mm r ' I I ~o . y2 dY] = i( Y23 - Y13) dx que é a expressão usada no início. de inércia da área do paralelog~o. AI. que passa pelo centróide.2 Probl. Calcular o momento de inércia da área retangular em relação ao eixo x e encontrar o momento polar de inércia em torno do ponto O.:> 4 2 -1 o a/2 4 _27T) 3 1 o (x - aJ2ya2 - (x - a)2 dx = ~(V3 7T) 8 8 +"3 Reunindo-se as integrais com o fator 1/3 dá a4 Ix = % (9. estabelecer.30 mm G "'.'.. PROBLEMAS PROPOSTOS @) Utilizando os resultados do Probl. em relação ao centro O. ~ Re"sp. que por inspeção. Resp.MOMENTOS DE IN~RCIA DE AREAS I 291 A solução das duas equações fornece a coordenada x da interseção das duas curvas. eixo y. escrever a expressão do momento polar de inércia da área do setor circular.AP~NDICE A . é a/2.r.pá1culo. Resolvido A3. poder-se-ia escrever y' dx dy para o momento de inércia do elemento em relação ao eixo x.• ·•· 'r~ O ~L @ O . obtém-se para a faixa vertical d1x = [JY2 Y. JO = 35.'.

IO .- ----------------Probl.'. A.4 ~b~n--L Os momentos de inércia da área A em relação aos eixos y e y' diferem de 0.368 (10-4) m4 x-Probl. de inércia . cujo centróide está em C.\() ~~~ 40 m'.. Ix = 0. h O·'o. A. I 1 1 I y y' y I I I 1 Probl. A. A. Ix I O lOmm l úll<. i 1. em torno do eixo x.9 \1 ISOmm I AIO O aro de 1/4 de cúculo tem largura b.o momento polar de inércia da área em torno do centróide. 40mm c:--I I 1 // I I 130mm I I I I ------------~---x Probl.'. 1/ Resp. Resp. comparada com o seu raio r.032 m4• Calcular a área A.. A.da área triangular.--x - = 270 (104) mm4 Probl. que é pequena.292 I ESTÁTICA y ---x Probl. por integração direta.'T Probl. . Determinar ..6 ~50mm~40mm4 ij Y --x 20mm I I Obter o momento de inércia polar da área do anel semicircular em torno do ponto O.3 Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x. A.-:::-/ / I 1 A Calcular o momento em torno do eixo x. A. Usar o resultado para achar o momento de inércia.S .8 A9 I I I 1 Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x.

y-_ 4 0<+--sen 2 r4 ( 20< ) . se ilr = r/lO? Resp.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS I 293 Ali Determinar os momentos polares de inércia da área semicircular em relação aos pontos A e B. Resp. JA=+11"r4.226% Determinar os momentos de inércia da área do setor circular em torno dos eixos x e y. Ix = 4ab3 911" bD~---O O I I I i I a . 401--------I I & b I I I I I I O i I I I I I I I I 20 I O -.mm I A13 Determinar o raio de giração polar da área do triângulo equilátero de lado b. Y I A19 O --x 4 O< - --) 2 Probl.8 (104) mm4 y.lS /::0---' Resp.AP~NDICE A ."mm~ V·-" __ . Determinar o momento de inércia da área sob a curva senoidal. b sen 1!:X a --x Probl.JB=r4 (311" AIS 4-34) Demonstrar que o momento de inércia da área do quadrado em torno de qualquer eixo x'. A.l? A18 A área de um anel circular de raio interno r e externo r + ilr é aproximadamente igual à circunferência de raio médio vezes a espessura ilr. em torno do centróide C. O momento polar de inércia do anel pode ser aproximadamente obtido. em relação ao eixo y. Resp. y =. Y IB A G_-.lI A16 y __ c=J--_X' Probl. multiplicando-se esta área pelo quadrado do raio médio. Considerando a simetria. Qual é o erro percentual.J __ 40 x. independente do ângulo 0<. . y A12 Calcular por integração direta o momento de inércia da área sombreada. A. Erro = 0. r' sen 20< Resp. O Probl. Probl. A. A. em relação ao eixo x.14 I.12 A17 Determinar o momento de inércia da área sombreada. segundo.( Probl. usando uma lâmina vertical da área infrnitesimal.16 . A. A. é igual ao momento de inércia em torno de um eixo central x paralelo a um lado. em torno do eixo x. Resolver primeiro. Ix = . usando uma lâmina horizontal de área infrnitesimal e. mostrar que Ix' = Iy' = para a área semicircular.13 A14 = Ix = Iy. mm Probl. A. que passa pelo seu centro. Iy = 27.

19 A20 Urna lâmina estreita. tratar o momento de inércia de uma área negativa como uma quantidade negativa. Eara uma área no plano x-y. o momento de inércia desejado é + Ad2 e. onde Ixo é idêntico a Ix e Iyo é idêntico aly.609R: b. então. para a seção completa. o momento de inércia de uma área composta. obtém-se. Quando a seção é composta de grande número deJ'artes.20 A3 ÁREAS COMPOSTAS É freqüentemente necessário calcular os momentos de inércia de áreas compostas por um número de partes distintas.294 I ESTATICA Determinar o momento polar de inércia e o raio de giração da área em torno de O. e do produto Ad2• Para qualquer uma das partes. é conveniente tabelarem-se os resultados para as partes em termos da área A. do momento de inércia I. kO = O. de e = o a e = 21T.Ady 2 Da soma das quatro últimas colunas. tem a forma de urna espiral. I + L. o mesmo não pode ser feito com relação ao seus raios de giração. o momento de inércia desejado pode ser expresso como = "f:. JO = 1. da distância d do eixo que passa pelo centróide ao eixo em tomo do qual o momento de inércia de toda a seção está sendo calculado.Ad2• _ Por ex~~plo. É muitas vezes conveniente considerar a área composta como constituída de partes positivas e negativas. A. é simplesmente a soma dos momentos de inércia de suas partes individuais. assim. A.I + "f:. Pode-se. de formatos geométricos simples e calculáveis. Portanto. em relação ao centróide. de largura constante b. em tomo do mesmo eixo.Ad Xo x 2 = L. O raio de giração da área composta em tomo do eixo em questão é dado por k = Y I/A. A4. o raio [mal da espiral é R. Após urna volta completa. Resp. Visto que o momento de inércia é a integral ou a soma dos produtos da distância elevada ao quadrado vezes o elemento de área. e empregando a notação da Fig. a tabela poderia incluir. r = ke. I I Pa~L \ Área. segue que o momento de inércia de uma área positiva é sempre uma quantidade positiva. onde I é o momento de inércia total e A é a área total da figura.690R --x Probl. . Probl. então. em tomo dos eixos x e y /' Ix Iy = L. os momentos de inércia da área composta.Ad/ Embora se possa somar os momentos de inércia das partes individuais de uma área composta em tomo de um dado eixo. em tomo de um eixo.Iyo + L. A Ad y 2 Somas "f:.

J IxlA = J 4. em torno de seu eixo da base x'. conforme o Probl.Ad2• I = 3493 A área da figura é A = 60(80) . A2 (ou Tabela C3). de maneira que o raio de giração em torno do eixo x é kx =. é agora [1=/ \ Ix= -0.{.I + 'J. é conseqüentemente 3 Ix Atenção aos sinais corretos.73 mm. 1"(~0)2 Jc60 -12. antes de transferi-Io para o eixo x. negativas. e das áreas do quadrante do círculo (2) e do triângulo (3).MOMENTOS DE INI:RCIA DE ÁREAS I 295 Problema Resolvido A 7 Calcular o momento de inércia e o raio de giração em torno do eixo x. = 5.0445(106) - [- 1"(~0)' (12. Observe que se deve transferir o momento de inércia da área do quarto de círculo para o eixo Xo que passa pelo centróide. é: X01 4 ( .-0.2A ) = _ ~ 16 (30)4 = -0. em torno do eixo x da área composta. V X'-~D (1) ~-x /1 r= transferência deste resultado.76(106) mm4. Solução. tantoTcomoA têm sinais negativos. o momento de inércia da área triangular negativa (3) em torno de sua base. para a área sombreada mostrada.0 mm. Conforme o Probl.AP~NDICE A . como foi feito no Probl.624(106) - 0. conforme o Probl. ® o momento de inércia total.046(106)/3493 = 34. ® mm4.624(106) +Ad2] Notas: + [mm4. Resolvido A5. de modo a garantir a inclusão de todos eles e obter 1= 'J. A3 (ou Tabela C3) o momento de inércia da área negativa do..-&-(40)(30)3 = -0.0445(106) -1. através da distância = 4(30)/31"( = 12. teria sido organizada uma tabela dos termos e Ad2. quadrante de círculo. Para o retângulo.046(106) - 1. fornece para o momento de inércia do eixo paralelo que passa pelo centro de gravidade da parte (2) (ou use a Tabela C3 diretamente) 4r/31"( [/ = I - Ad2] /x = . U momento de inércia em torno do eixo x. em torno do eixo x. é Ix = .-&-bh3 = .1"(30)' . pelo teorema da transferência de eixo.-} (40)(30) = mm2.73}' = = CD Finalmente. AI (ou Tabela C3).09(106) = Resp.1590(106) mm4. Como a área é negativa. Resp. positiva. o momento de inércia da parte do quadrante de círculo.76(106) = 4. é Ix = +Ah2 = +(80)(60)(60)' = 5.73)2] = mm4.1590(106) = -0. Se a área composta tivesse mais de três partes. A área composta é constituída da área do retângulo (1). 1"(r4 4 Ix' = .09(106) mm4. .

empregando dois procedimentos diferentes.76 (106) mm' Probl.9(lá') mm Encontrar o momento de inércia da área sombreada. Resp.. kA = 208 mm t -1 r-30mm A27 Lu A ~ 400 mm--~-. 1-1 20mm r x Resp.24 Probl.96mm' ~ Y I A25 ~ Calcular o momento polar de inércia da área sombreada. em tomo do eixo xo' que passa pelo centróide. 40mm I I I .265 m' 130mm I I A~~ I - l--40mm~ 1 l-x 40mm Probl.296 I ESTA T1CA PROBLEMU\SPROPOSTOS ~ Calcular o momento polar de inércia da área sombreada.23 .mm l-loomm-1 Probl. Resp. em Yo I I 2/ 300mm tomo do ponto A]Observar que largura das abas é pequena quando!comparada coma o comprimento. Resp. em torno do eixo x. de simetria a 45°. '''Imm jr~. em torno dos eixos xo e Yo' que passam pelo centróide. JO = 1. Ix = 10. A. A.26 L-.rT ~r Calcular o momento de inércia da seção transversal da cantoneira. em tomo do ponto O. em tomo do eixo x.. A. A.lx=17. ~~ f--<- I a ___ L-tx I a I-f-a --L Probl.21 @ Determinar o momento de inércia dà área sombreada. A. Probl. A. JA = 138.25 r-4a--j a A26 Determinar os momentos de inércia da seção Z. A. " "- "" 40mm .27 .22 Calcular o raio de-gjração da área da cantoneira. " I I I I 45°' I --------~ lOmm Probl. em tomo do ponto A."".

A33 30mm 1- \ T ProbI.455 m A34 Determinar o momento de inércia da área retangular. inércia da área do ProbI.36 A37 Calcular o momento de inércia da área sombreada.1. em torno do eixo Xo que passa pelo centróide. A. em tomo de seu eixo central x. dividindo-a em cinco faixas horizontáis de larguras iguais.2mm A3I Desenvolver uma fórmula para o momento de inércia da área do hexágono regular de lado b. A21 em torno do eixo x. em torno de um eixo polar. A35 Calcular o momento de. fornecido por manual . Resp. A.25 (10·) mm·. A. Probl.30 --1 f-16. A. em tomo de sua base.29 A30 Determinar a expressão do momento de inércia da área do trapezóide. A.28 10mm \ \ / _~ ~30mm \ -_L--. Resp.. A.j3 16 b· ( 300mm " . que passa pelo centro O. em torno do eixo x.~) 16 r· . Desprezar os metes e arredondarnentos dos cantos e comparar o resultado com o valor de Ix = 6.l---x 30mm~ --x . Resp. Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x. Ix Probl. em torno do eixo diagonal x.33 A29 Calcular o raio de giração polar da área sombreada. A. kO = 0. de 300 X 100 mm. Calcular o momento de inércia de cada faixa como a área (largura vezes o comprimento da linha horizontal média) vezes o quadrado da distância da linha horizontal média ao eixo dos x.. Ix = 5. A32 Determinar a expressão para o raio de giração da área hexagonal do ProbI. A36 b ProbI.AP~NDICE A .3I =i( 1 . padrão.--Xo Probl.5~ ':J O /' i /' ProbI.. Comparar o resultado com o valor exato. Resp. ~ ---.• ~. /' ' I /' X a .MOMENTOS DE IN~RCIA DE AREAS A28 I 297 ' Determinar o momento de inércia da área semicircular em tomo do eixo x.34 Probl. A31.'" O.3 (10·) mm· Calcular o momento de inércia da seção transversal da viga C. Ix = 28. em tomo do ponto O.

ou aproximar a resposta com o de uma solução gráfica-numérica. ocorre uma expressão dIXY = xy dA _~ inte~rada ) que tem a forma [I~~ JXYdA) (A7) onde x e y são as coordenadas do elemento de área dA. em torno de eixos rotativos. A. sejam iguais. Tendo em vista que a área completa pode ser composta de pares . os termos x (. Nesse caso.38 A4 - PRODUTOS DE INÉRCIA E ROTAÇÃO DE EIXOS (a) Definição. (Sugestão. Referir-se ao Apêndice B. que fará com que os momentos de inércia.298 I ESTATICA y I I I para resolvê-Ia. situados simetricamente.37 TU b1-----L---~lOOmm -x A38 Determinar a largura b da mesa. Em certos problemas que envolvem seções transversais assimétricas e no cálculo de momentos de inércia. A quantidade Ixy é chamada o produto de inércia da área A. sempre que qualquer um dos eixos de referência for um eixo de simetria. e1iminar-se-ão mutuamente na soma.y) dA e x (+y) dA.de tais elementos. em torno dos eixos centrais x e y. l'lwmm lOmm~ f- ~~lOmm Probl. b = 16 • ~-I I I --- = I I I I I I r x Probl. para a seção transversal da viga H. AS. É necessário resolver uma equação cúbica.) Resp. tal como o eixo x para a área da Fig. segue que o produto de inércia para a área completa é zero. O produto de inércia é zero. A. em relação aos eixos x-y.A. o produto dé inércia pode ser positivo ou negativo. Fig. De modo diferente dos momentos de inércia que são sempre positivos para áreas positivas. seção B4.5 .

MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS / 299 (b) Transferência de eixos.A.cos 2 2B cos2 B = 1 + cos 2B 2 e as relações definidas para Ix'!y'!xy fornecem I_Ix x' - + 2 Iy + Ix Ix -2 Iy cos cos 2B _ IXY sen 2B (A9) I y' = + Iy 2 - Ix - 2 Iy 2B + I xy sen2B . por definição. o produto de inércia da áreaA. similar àquele para os momentos de inércia. O produto de inércia encontra uso. o teorema da transferência de eixos para produtos de inércia. em torno dos quais o momento de inércia é um máximo e um mínimo. que se escreveu fxy. sen2 B = 1 .AP~NDICE A . aos eixos que passam pelo centróide é: IXY = f (xo + dy)(Yo + dx) dA dA = J xoYo + dx f Xo dA + dy f Yo dA + dXdy J dA A primeira integral é. A4. em termos das coordenadas Xo . também existe para os produtos de inércia.Yo. torna-se: (A8) (c) Rotação de eixos. de eixos inclinados. As duas integrais do meio são ambas nulas porque o primeiro momento de área em relação ao seu próprio centróide é. Um teorema de transferência de eixo. necessariamente. Esta consideração conduz diretamente ao importante problema de determinação dos eixos.6 Desenvolvendo e substituindo as igualdades trigonométricas. zero. Assim. por suas expressões equivalentes. na Fig. são Ix' Iy' = J y/2 dA = J (y cosB - xsenB)2 dA = J x'2dA = f(y·senB + xcosB)ZdA onde x' e y' foram substituídos figura. Por definição. Na Fig. quando é necessário calcular o momento de inércia de uma área. os momentos de inércia da área. A6. como pode ser visto pela geometria da Fig. em relação aos eixos x e y. em torno. o produto de inércia em relação aos eixos que passam pelo centróide. A terceira integral é apenas dxdyA. em torno dos eixos x' e y'.

(A9a). obtldos da Eq. (AlO) fornece dois valores para 2a.x sene) dA Desenvolvendo e substituindo as igualdades trigonométricas sen e cos e e as relações definidas para Ix. substitUiÇ~~ Eq. O ângulo formado pelo raio OA com o eixo horizontal é 2a. (A9). O ângulo no diagrama e o ângulo na área são medidos no mesmo sentido. par~ ~ v~or O crí~ic~ ~e 20. dá Ix' + Iy' = Ix + Iy = fz.que o produto de merCla e zero-para os elXOSpnnClpalS de lllerCla. Conseqüentemente. os valores correspondentes de Ix'. As relações nas Eqs. (AIO). o momento polar de inércia em torno de O. \Al. Ix 2 Iy _ ~ 2 vUx + _ Iy)Z + 4Ix/ (d) Círculo de inércia de Mohr. . para a medida dos produtos de inércia (Fig. que tem as coordenadas (Iy. Assim. Iy' e Ix'y' podem ser determinados pelo diagrama.lx' ou Iy' em relação a O. por sen 20 ecos 20 nas Eqs. Esses dois eixos retangulares são conhecidos como os eixos principais de inércia. Seleciona-se. localiza-se o ponto A. ou duas vezes o ângulo formado pelo eixo x. (A9). que tem as coordenadas (Ix.. fornece as intensidades dos momentos de inércia principais. (A9). como é mostrado. Desenha-se um círculo com estes dois pontos. A substltUlçao do sen 2a e do cos 2a. (A9a). por um diagrama conhecido como círculo de Mohr. ': . temos 2IXY (AIO) tg2a =~Ix y A Eq. um eixo horizontal. como: (AlI) Imín. como extremidades do diâmetro. A7). Um valor define o eixo de momento de inércia máximo e o outro. e um eixo vertical.sen 2 e = cos 2(J fornecem Ix' y' = Ix - Iy 2 sen 2e + IXY cos 2e (A9a) Adicionando as Eqs. (AIO) e (AlI) podem ser represen- tadas. O ângulo que faz com que Ix' e Il sejam um máximo ou um mínimo pode ser determinado igualando-se a zero a derivada de qualquer um. A.O). uma vez que tg 2a = tg (2a + 1T).ly. Para os valores dados de Ix: Iy e Ixy. (A3). escreve-se o produto de inércia em relação aos eixos inclinados: IX'y' = f x'y' dA = J (ysen e + x cos e)(y cos e . valor) define o eixo de momento de inércia mínimo. Simbolizando este ângulo crítico por a. com o eixo do momento de inércia máximo. -Ixy). Ixy) e o ponto B.lxy = ~sen 2e. para qualquer ângulo desejado O. Em seguida. graficamente. para medir os momentos de inércia. que está de acordo com os resultados da Eq.300 I ESTA T1CA De modo similar. as duas s0luções para a diferirão de 1T12. CoSZ e . primeiro. que diferem de 1T. na Eq. As coordenadas de . da área em questão. mostra .

Naturalmente. o teorema de transferéncia de eixo dá Resp.AP~NDICE A . (A9). Ix'y') e aquelas do ponto correspondente D são(Iy".? qualquer ponto são (Ix'.x Ix'y' I " 28 A/ ~ p~ \EixO maxuno que passa por P de inércia de. Pode ser verificado da trigonometria do círculo que as Eqs. quando y = b. Solução. nulo. de modo a observar os seus sinais. dx e dy são ambos positivos. Considerando que x da curva torna-se x = ay2 Jb2. (A9a) e (AIO) concordam com as aproximações feitas. em relação aos eixos x-y.~omento 1--I I ~Iy I r--1y' ~ Imá:<. A. Fig.Ix'y')' Também o ângulo entre OA e oe é 2 (J. com centróide em C. para a área sob a parábola mostrada. k-lmín.MOMENTOS DE IN~RCIA DE ÁREAS I 301 Ixy I I f"<' / / x' /x r I I ~. por simetria. Y Problema Resolvido A9 Determinar o produto de inércia Ixy. ambos os ângulos são medidos no mesmo sentido.i~~ . 1x9i ~/. I bl----'lo _ I I I '}. Deve-se atentar para manter a consistência com os sentidos positivos de dx e dy. Solução. Como o produto de inércia lxy. paralelos aos seus lados. Y Yo I I II I I I I i h C I idY---õo-j~ --r-xo dx L I b 1 --x Neste exemplo. como definido. como é mostrado. ou duas vezes o ângulo formado pelo eixo x com o eixo x'. 9"'~ I = a. I I I ~. a equação a----x . e Problema Resolvido A8 Escrever a expressão para o produto de inércia da área retangular. em torno dos eixos Xo-Yo é.

(a + x) [(a . onde as distâncias aos eixos que passam pelo centróide do retângulo inlmitesimal são dx = y/2 e dy = x.-. Problema Resolvido AlI Localizar os eixos principais de inércia que passam pelo centróide e determinar os momentos de inércia máximos e mínimos correspondentes. como está / . I-Y ----x x ~ f-dx a I + r-----»j I a x Yo IXY = f a Lxdx 2 O 2 = f a -xdx xb2 2a O ~x4 I I I 2 = _x3 b2]a 6a O = ia2b2 Resp. quando mtegrada. O centróide C é facilmente localizado. per- =O + ( . Uma vez que um dos eixos que passam pelo centro de gravidade é um eixo de simetria 7xy = o. agora. (j) O emprego correto do teorema de transferência de eixos traz uma grande economia de trabalho no cálculo dos produtos de inércia. a expressão se tornaria dI xy = Y .-3rr 4r ) (r) ( -rrr' 2· ) = . Tem-se.. Pode-se iniciar com uma faixa inf"mitesimal de primeira ordem e evitar uma integração. usando os resultados do Probl. Resolvido A8. I I Nota: <D Se tivesse sido escolhida uma faixa horizontal. Tomando uma faixa vertical. (A8). em relação aos eixos X-y) --Sol~ema mite escrever [Ixy=7xy +dxdyA] Ixy da transferência de eixo. O produto de inércia para o elemento dA é dIxy = xy dx dy e para área completa é IXY = dxdy Y Yo I = f fay2/b2xy dx dy = f 1(a2 2 O b a O b + a2 b b 4) y dy = ia2b2 Solução lI.x) dy] que. obviamente daria o mesmo resultado. Solução.302 / ESTÁTICA Solução I. 2r' 3 Resp. tem-se dI xy = O + (+ y) (x) (y dx). Eq. Nota: onde as coordenadas x e y do centróide C são dy = +r e dx = -4r/3rr. para a seção da cantoneira. dA = Y dx. Problema Resolvido AIO Determinar o produto de inércia da área semicircular. mostrado.

583(104) + 11. 20<= 61. = onde dx = +(20 .(10)(40)3 + (400}(12.75(104) mm4.583(104) = 18.11 ou graficamente. A inclinação dos principai's eixos de inércia é dada pela Eq.2.583(104) Assim.5)( -7.5= ic l-40=~ -------j-X10= [Ixy = Ixy + dxdyA I Ixy = O + (n. como é mostrado na figura abaixo. conforme está mostrad..583(104) Iy = 112 (10)(4W + (7.AP~NDICE A .5 + 5) = -12.9° .18.-(40)(lW + (400)(7. em torno de seus próprios eixos que passam pelo centróide.7. paralelos aos eixos x e y.50) = 1 875 10. são Ix = I~ (40)(IW + (12. para a parte I.5= [Ixy =Ixy +dxdyA] = 50 r = 7.5) = 12.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS I 303 Produtos de inércia.5)(+7.W (400) = mm4 = 6.5)2 (400) = mm4 Círculo de Mohr.583(104) + 2.5) = -7. em torno dos mesmos eixos são Ix = +. Para a cantoneira completa Momentos de inércia. eImín.5 mm.583(104) e os momentos de inércia.o. que são as extremidades do diâmetro do círculo. A.167 . Estes resultados podem também ser obtidos diretamente das Eqs. Para a construção do círculo de Mohr usam-se os valores calculados de Ix' Iy e IxY' Estes valores são marcados no diagrama para localizar os pontos A e B. Imax. para a parte lI. pela construção do círculo de .5 mm e dy = -(5 + 2.Ix tg 20<= -2(7. por simetria. para a parte II l I I 7. para a seção completa Ix = 6.5)2 = = 2.167(104) mm4 mm4 mm4 Eixos principais. = 7.5)(400) = -3. Assim. são obtidos da figura. Portanto. [ tg20<=~] 2I Iy . é zero.167(104) = 10. AIO.583(104) Iy = 7.583 (104) mm4 Iy = +. Mohr.75(104) mm" y 10 I 16ni11"'""'2.5 mm. O produto de inércia para cada retângulo.5) = Do mesmo modo.167 ' O< = 31. onde dx = -(7.5 mm e dy = + (20 .5)(400) = -3. O ângulo 20<.5)2 = = 11.0° Resp.10 . Os momentos de inércia. o produto de inércia para a parte I é Ixy = O + (-12.

40 t --x [330---60 . lxy= -0. y IL I I I i h ---x b Probl. _ Imln. Assim. os momentos principais de inércia po!lem ser calculados com as Eqs. Ixy = -128. de Ix' e Imín. A.167.42 40mm . A.4705) + (7.67(04) mm4 Resp.167 -10.-Iy = 5.67(104) mm 4 ~~ PROBLEMAS PROPOSTOS ~ Calcular o produto de inércia da área sombreada.--304 I ESTATICA Agora. (a) e (c): Ixy = 360 (04) mm4 (b) e (d): Ixy = -360(04) mm4 y I I 50:50\ I 601 (b) I +-+--i I 30 60 I . em torno dos eixos x-y. ./18.4705) _ (7.8824)) (104) = = 22. = Ix' = (' 18.01647r4 .50)(0. A.167. (A9).167 _ 18.. Resp. 8 Calcular o produto de inércia da área triangular. Ixy= r4f8.167 + 2 10. Imáx.+ 18.-t (~~ --:----[g--30---Probl. __ t_--x 30~ mm Probl. e. de Iy'.167 2 . em relação aos eixos x-y. : Resp.40 / Obter o produto de inércia da área do quadrante circular.167.39 (Dimensões em milímetros) @ Calcular o produto de inércia da área do triângulo retângulo. e usar este resultado para obter o produto de inércia. em torno dos eixos x-y. 10.0(10') mm4 @ Determinar o p~uto-d~ércia de cada uma das quatro áreas. usando a para () e obtendo Imáx._ (0.50)(0.167 (0. (c) ' (a) c=9-r 60 40 I ..8824)') (104) = -\ . em relação aos eixos x-y.m torno dos eixos x-y.. 10.I 30 . : Resp. em relação aos eixos paralelos que passam pelo centróide.

I (c) (d) Probl. Imín. .•. em torno de um eixo x' que passa pelo ponto C. em torno de um eixo que passa porO.. A. Calcular a área da figura cujo centróide é C... (Ver o Probl.'7+1.. = 9. f f./ Determinar a relação entre a base b e a altura h do triângulo isósceles que tornará iguais todos os momentos de inércia em torno de qualquer eixo que passe pelo vértice C. " Probl. \I . R.48 A49 // x \ \ \ b \ \ QI \ // .---- :.~~~ 2 2 Probl. é um valor constante. A.AP~NDICE A ... do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo.._/ . no sentido dos ponteiros de um relógio.:. em relação aos eixos x-y e x'-y'.-~~.. para a qual o momento de inércia.1 I h ~1. que passa ·pela origem O. Resp.:"".MOMENTOS Y I DE IN~RCIA DE AREAS I 305 A48 Yo . ---x .: . A44 Determinar os momentos e o produto de inércia da área do quadrado. y I I \ CZ2J '..44 A4S Uma área tem momentos de inércia Ix = 28 (104) mm4 e Iy = 12(104) mm\ em torno de um conjunto de eixos x-y. A = 1. centro do lado maior.' . "'. /1 " / I " I A47 Onde Ix = Iy para uma área simétrica em torno de qualquer um dos eixos x ou y. "'. A. A.' "'. qualquer que seja e.. A.%1/ / .--.) •••x' ---x I Probl.ImáxJmín. . para cada uma das quatro áreas retangulares. a = 2b ~:I ---x . . com y I I I Y 50=:>1 I~ I I I L __ Y 1 I -+---1 _ --~~\l. ' ..-&' "'\ •••• -8 aJ2 C aJ2 Probl. - ~x' " . Resp. A47.J IxIy .. ~ /30° .43 b .5l . em relação aos eixos x'-y'.2 '..:--<. A46 AS 1 Fazer um croqui do círculo de inércia de Mohr... demonstrar que o momento de inércia é o mesmo para todos os eixos que passam pela origem. (Ver o Probl. ---x \ 1\ I \ ~ 'mm1:T i L· C _ 20~ __ y Probl.-I r --Xo Determinar as proporções da área retangular.49 ASO Demonstrar que a intensidade do produto de inércia pode ser calculada da relação Ixy =.316 (104) mm2 ffi !. O ângulo medido...46 ~.56 (104) mm4 Os produtos de inércia da área sombreada. .. C .:.) Resp. A. respectivamente. b /. é 20°. Determinar o momento de inércia mínimo da área. são 8 (106) mm4 e -42 (106) mm4. A47.

!o'!:. a partir do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo. entre o eixo x e o eixo de momento de inércia máximo. Ixy = 1 225 m' I I 6mml I L- _ Probl.306 I ESTA T1CA as proporções e posições mostradas.4° y A55 80mm r ~ r-10mm y I I Lll ___ a a Probl. A52 quadradas mostradas.56 A53 Resolver o Probl. em torno dos eixos que passam pelo centróide . Encontrar o ângulo a. Ix = 21 (106) mm4. medido no sentido anti-horário. calcular x e o ângulo a.--60 mm---! r c a a Probl. a = 26. Imáx. Iy = 24 (10') mm' e Ixy = 12(104) mm4• Construir o círculo de inércia de Mohr e usá-Io para determinar os momentos principais de inércia e o ângulo a. Desprezar os arredondamentos dos cantos. para a combinação das quatro áreas Calcular os momentos de inércia máximo e mínimo da cantoneira estrutural. são Ix = 14 (104) mm4. O produto de inércia. I' max. o ponto A de coordenadas Ix'!xy e ângulo 2a. = -13. é -8 (106) mm4. A57 A54 Os momentos e o produto de inércia de uma área. De acordo com as equações adequadas. Resp.55 a a A58 Calcular os momentos de inércia máximo e mínimo. Resp. Resp. Indicar em cada diagrama. a partir do eixo x ao eixo de inércia máximo.684 (106) a mm4.57 x ----±L. onde a é o ângulo do ei~o x com o eixo de momento de inércia máximo. V 5 ). medido a partir do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo. A52 pela construção do círculo de inércia de Mohr. A. Encontrar o ângulo a. em torno dos eixos que passam pelo centróide C. em relação aos eixos x-y. a = 56. Os momentos de inércia máximo e mínimo da área sombreada são 25 (106) mm4 e 5 (106) mm\ respectivamente.782(106) Imín. = 6 (104) mm4. Resp. = 1. = a I' mIn. = 0.6° = a 4(10 a= 76. em relação aos eixos x-y. 4 (10 + Vf7 5 ). em relação aos eixos que passam pelo centróide C.~ a a I A f. em relação aos eixos x-y.3° sentido horário Determinar os momentos de inércia máximo e mínimo. Resp. A. Imín. A. Imáx.7° 3 3- f7 I A56 Ca1cular o produto de inércia da área retangular. em torno dos eixos que passam pelo seu vértice C. mm4. = 32 (10') mm4. medido no sentido anti-horário.

== 0. Imín.207 (106) mm'.820 (106) mm'. Ci== 30.MOMENTOS DE IN~RCIA DE ÁREAS I 307 para a seção estrutural Z. Resp. Imáx.AP~ND'CE A . == 1. Indicar o ângulo Ci medido no sentido anti-horário. a partir do eixo Xo ao eixo de momento de inércia máximo. A.58 .1° lOmm ~J~-50mm-1 Probl.

61 + 6. À medida que o leitor revisa e aplica sua matemática. O estudante de Mecânica terá oportunidade freqüente de usar essas relações e estará em desvantagem se elas não estiverem à mão. b = -}bh = 1800 ~8_4 A .GEOMETRIA PLANA 1. Portanto.AP:eNDICE B TÓPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA Bl . 4. B2 . Ângulos de um triângulo . os ângulos formados são iguais. as interpretações geométrica e física da matemática aplicada. Um triângulo inscrito em um semicírculo é um triângulo retângulo. Quando duas linhas que se interceptam são. freqüentemente empregados na Mecânica. Ocasionalmente serão necessários outros tópicos não listados aqui. h ~ IIt + 62 = 1r/2 3. Qualquer triângulo Área 6. perpendiculares a duas outras. deve ter em mente que a Mecânica é tiina ciência descritiva aplicada a corpos e movimentos reais.INTRODUÇÃO o apêndice B contém um resumo abreviado de tópicos selecionados da matemática fundamental. Triângulos semelhantes ~=h-y b 5. + 63 64 = 61 + 6. As relações são citadas sem nenhuma prova. re spectivamente. devem ser observadas durante o desenvolvimento da teoria e a formulação e solução de problemas. CírculO Circunferência = 21rr Área = 1rr' Comprimento de arco s = r6 Área do setor = -}r'6 2.

p3Jl13 Caso 111. = B/2 2. x=logbY . Caso I: q' - P3 negativo (três raÍzes reais e distintas) q/(P cos u = x.b ± ~ 2a 4ac ' b 2 > 4ac para raÍzes reais faça p = A/3.c3 -a.4343 1nx Caso 11: q' .JP = 2. Para a equação cúbica geral: x3 + ax' + bx + c 3.b.TOPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA I 309 B3 - GEOMETRIA DOS SóLIDOS 3. Equação do 2.JP Logaritmos naturais b = e = 2. + a.b. b.JP log (ab) = log a + log b log (a/b) = log a -log b log (l/n) = -log n log an = n log a log 1 = O log.-a. -a3b.a ordem - P3 = O (três raÍzes reais.b3c.o x = 0. I a. - I a. x x.1 b.1 c. Proceder.a ordem =O b.AP~NDICE B . q' 3. = 2. 0< u < 180° cos (u/3) cos (u/3 + 120°) cos (u/3 + 240°) = 2. b. c.b.. c31 = +a.b. Determinantes 2.JP).a/3. Y eX = lo~ = 1nY x.J r' + h' 2. I a. . Esfera Volume=+1Tr' Área da Superfície = 41fT' Volume Área lateral = -} 1Tr' h = 1TrL L =.c.p3)1/' + (q . duas raÍzes iguais) I a. Cunha esférica 4. Cone Circular Reto 1.0 grau ax' + bx + c = O x= ( onde B = -}Bh = área da base 4.c.J q' .718282 = y. Substituir x = Xo .p' positivo (uma raiz real e duas raÍzes imaginárias) Xl = (q +. I=a. + a. b. c. Logarltmos bX=y.c.a/3 e obter X03 = Axo + B. . Qualquer pirâmide ou cone Volume ) B4 ÁLGEBRA 1. a.. Equação ~úbica x' =Ax +B q .. como acima para encontrar os valores de Xo para os quais x = Xo .b.Jq' . b..-a. então.

Defmições sen (J = a/c cos (J = b/c tg (J = a/b cosec = c/a sec = c/b cos sec (J (J (J cosec sen (J cotg (J cotg (J tg = (J b/a (J (J + + III II IV b - I + 2.TRIGONOMETRlA 1.a)2 + (y . Parábola 1.310 I ESTAnCA B5 .J----x a 5.GEOMETRIA ANALmCA 3. Linha reta y ai Ib V~.b)2 = r2 I xy I I a ---x . Sinais nos quatro quadrantes (+) I ~(+)(-)~ II (+) H+ III (_) ~(+) (_) IV .----JL I I I I = a2 B6 . Hipérbole y rx ... Elipse r ~ --- I bl I I I I L----. Círculo --x o 18) I I 4.2 2.· y=a+mx y I L---------x y2 x=a/.

Subtração P -Q = P i. Por exemplo..AP~NDICE B . k + (-Q) 4. sec2 (J = cosec2 = b senA cos B -= . Sãoosco-senosdosângulos e z. Assim. n. Vetores unitdrios V=iVz+jVy+kV.m. Assim. Co-senosdiretores. deve-se usar um símbolo que caracterize bem as grandezas vetoriais.TOPICOS SELECIONADOS 3.sen2 (J sen (a ± b) = sen a cos b ± cos a sen b cos (a ± b) = cos a cos b + sen a sen b = (1 + cos (J) = 2sen(J cos(J A D S. sen2 (J DA MA TEMA TICA I 31 1 4. Em trabalhos manuscritos. Relações diversas. a grandeza vetorial V tem uma intensidade escalar V.2ab cos C c2=a2+b2+2abcosD B7 - OPERAÇÕES VETORlAIS 1. Notaçaõ. Lei dos senos 1 (J + cos2 (J = 1 + tg2 (J 1 + cotg2 sen (J = (J !!. entre V e os eixos x.J 2. para-9ue não haja confusão com as escalares.. Regrà do triângulo P +Q =R =R Regra do paralelogramo Lei Comutativa Lei Associativa P +Q P +Q =Q +P = (P + Q) + R P'lR z P + (Q + R) 3. onde ~VI= V = VVz2 + V/ + V/ S. y 1. V indicaria vetor. j.IV = V(il + jin + kn) .(1 ~ 2 2 cos (J) cos % sen 2(J cos 2(J = cos2 (J . As grandezas vetoriais são impressas em negrito' e as escalares em grifo. 1 = VzIV de modo que V e m = VylV n = V. Lei dos co-senos c2 = a2 + b2 .

obtém-se Q A P = -P A Q. como mostra a fIgUra ao lado. O ângulo O entre dois vetores Pie ~ encontrado por sua expressão do produto PI X P2 =PIP2 cos O. Produto escalar P'Q = PQ cos e onde O é o ângulo entre eles. n significam os resp(ctivos co-senos diretores dos vetores. Este produto pode ser visto como a intensidade de P multiplicada pela componente Q cos (}.P = + P/ + Pz 2 Segue da defmição de produto escalar. que dá escalar onde I. P A Q. Lei comutativa PXQ=QXP Da defmição do produto escalar. Lei distributiva P X (Q + R) = P X Q + P X R. Lei distributiva PA (Q + R)= PA Q + PA R PI ~ \ Q Da defmição do produto vetorial. tem-se iAj=k jAk=i j1\i = -k kAj = -i iAi=jAj=kAk=O kAi=j i1\k = -j \ \ \ \ '\' QAP=-PAQ . Q = (iPx + jPy + kPz) • (iQx + jQy + = PxQx + PyQy + PzQz P/ P .312 I ESTATICA 6. de dois vetores P e Q é defmido como um vetor de intensidade IPAQI=PQsenO e cuja direção é dada pela regra da mão direita. quando seus co-senos diretores obedecem à relação 1112 + ml m2 + nl n2 = O. Produto vetoria!. m. Observa-se também que dois vetores são perpendiculares. que dois vetores P e Q são perpendiculares quando seu produto escalar se anula. Produto vetorial ou cruzado. 7. P X Q = O. segue que i·i=j·j=k·k=l i'j =j·i =i·k=k·i =j'k=k'j =0 kQz) p. usando o sistema convenciaTUlIde eixos coordeTUldos.de Q na direção P ou como a intensidade de Q multiplicada pela componente P cos O de P na direção de Q. Usando-se a regra da mão direita e invertendo-se a ordem da multiplicação vetorial.

Seguem as mesmas regras dos 8. Assim. ser expresso pelo determinante o primeiro termo. QP ou P 1\ (QI\ R) = P . O x e o 1\ podem ser trocados. na primeira expressão. e um volume elementar for dr = dx dy dz. visto que a expressão P 1\ Q 1\ R seria ambígua.R . Pode-se mostrar que o produto vetorial triplo é equivalente a PzQz) PyQx) (P 1\ Q) 1\ R = R . o produto vetorial pode ser escrito PI\Q = (iPz + jPy - + kPz) 1\ (iQz + jQy - + kQz) = i(PyQz o PzQy) + j(PzQz + k(PzQy Aqui deve-se usar parênteses.7f + x4 x6 [x2 X 1 . QR produto vetorial pode. Relações adicionais Produto escalar triplo (P 1\ Q) • R = R • (P 1\ Q).AP~NDICE B . y e~. escalares. (P 1\ Q) 1\ R = -R 1\ (P 1\ Q) 10. a integral de V sobre o volume pode ser escrita como a soma vetorial das três integrais de suas componentes. multiplicado pelo vetor Q. = R 1\ (Q 1\ P). Integração de vetores. desde que se mantenha a ordem dos vetores. B8 SÉRIES (A expressão entre colchetes que segue as séries indica a convergência. um escalar. também. Derivadas dos vetores. a expressão pode ser escrita: d(P'Q) dt =P'Q +P'Q PI\Q'R O produto determinante =P'QI\R escalar triplo pode ser expresso pelo d(PI\Q) dt = PI\Q + PI\Q ( Produto vetorÚlI triplo.P . por exemplo. Assim.1) x 2 x7 + n(n .2) x3 + [x2 < 1] < 00] x3 sen x cos 3! x2 + 5T . porque não identificaria o vetor a ser cruzado. Os parênteses não são necessários visto que não teria sentido escrever-se P 1\ (Q • R).2T eZ - + 4T . PQ . é o produto escalar R X P. RQ .) (1 ± x)n =x = = - 1 ± nx + x5 n(n 21 . Se V for função de x.6! + [X2 < 00] < 00] senhx = e-Z [x2 eZ + e-Z x2 x4 x6 cosh x = --- = 1 + 2T + 4T + 6! + [X2<00] . por que um vetor P não pode ter um produto vetorial com ~esc~ R. 9.TÓPICOS SELECIONADOS DA MATEMATICA /'313 Com o auxilio destas identidades e da lei distributiva.3! 1)(n .

. o expoente xn+1 -1 indica função inversa.bx n __ 1 n ou f __ d_x _ a + bx2 1 a _~ v -ab tgh-1 xy-ab _1_ tg -1 _x_Vab_a_b v'ab... d tg x dx dx = cos x. Ex. d cos x ~ = sec2 x sech2 x d senh x dx = cosh x.: tg-l x = arctg x. = = d(uv) ~=udx sen dx cos dx dv du +vdx' v d (!:!:.+ n=l ~ n7TX cos -l-dx. d~ 19h x dx B 10 - INTEGRAIS (Observação: nas expressões que se seguem. d cosh x dx = senh x.a ln (a J a xdx + bx + bx)] f (a xdx + bx)n + b2 bx)l-n (a 2 + a_) . a f a x+dx bx2 = ~ 2b ln a + b bx2 f yx2 ± a2 dx = Hx yx2 ± a2 ± a21n (x + VX2 ± a2)] .) dx _ u dv dx v du v2 ---a.2a) ya dx + bx = 2va+bX b 1 [a + = b2 = (a bx .) f xn dx = n fdx=lnx x +1 f f ya + bx dx = 32b V( a + bX)3 v(a -tbx)3 f x ya + bx dx = lS2b2 (3bx .= lim sen Llx = = tg dx = dx lim cos Llx â.314 / ESTÁTICA a f(x) 00 n7TX cos 00 n7TX = .. + n=l 2:an -1. bnsen -11 f!-! f(x) T n7TX sen -l-dx ondean 1 f!-! f(x) =T bn '7 [Desenvolvimento de Fourier para -I < x < I] B9 - DERIVADAS dxn dx àx~O = nxn-l.~O d sen x 1 -senx.

cos2x ) sen x f eaxsenxcosxdx = 4 eax + aZ (a 2"sen2x = l.ln 1 + sen x 21-senx f sen3 x dx sen42x f cos3 X dx sen42x = = = co.2) cos x f senh x dx f cosh x dx f· tgh.pZ p cos px) aZ eax(a cos px++ aZ pZp sen px) 4 eax + aZ ( asenz x .(xZ .ln(Va+bx+cxZ+xvc+ yC f 2yc ~r:) x dx vxz x dx ou -1 sen-1 (---.sen 2x f eax cos px dx eax senz x dx f = --- +a 2) .x2dx = = -~v'(a2 .x Raios de curvatura f xeax dx = -(ax eax aZ . x dx = cosh x f x2cosxdx = senh x = ln cosh x 2x cos x + (xZ .x2dx -i v(a2 - x2)3 + a82(xva2 .1) f eax sen px dx = = eax(a sen px + .XZ + aZsen-l~) f dx va+bx+cx2 = _\:.X2)3 f x2Va2 .TOPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA / 315 f xva2 .ob=+=2=CX=) v=c Vb2 .2)senx Pxy flnxdx = = xlnx . x (2 + senz x) cosz x) f ~ Z x dx f cosz x dx =~ 2 _ =~ 2 + = se~x (2 + f x sen x dx f x cos x dx f xZ sen x dx sen x .4ac aZ aZ = vxz - f Vaz ± xZ ± vaz ± xZ f sen x dx f cos x dx f sec x dx = = cos x f eax cosz x dx = ---2 4 eax +a ( a cosz x + sen 2x + a 2) .x cos x f sen x cos x dx senz 2 x = cos x + x sen x = 2x = sen x .API:NDICE B .

4 0.na tabela abaixo. sob condições de trabalho normais.3 0.2 0. dependendo das condições predominantes de limpeza.l Dinâmico 0. Coeficientes reais.8 0.1 0.02 0. Massa específica. /.Propriedades A. pinho) Madeira (dura.4 0.3 0.5 0.2 0.04 0. Pode-se esperar uma variação de 25 a 100 por cento. lubrificação e velocidade. pressão.05 0. carvalho) Mercúrio Óleo (média) Ouro Terra (úmida. destes valores em uma aplicação real. média) Terra (seca. acabamento superficial.9 0. Coeficientes de Atrito. ou mais.4 0.) Valores tz'picos do coeficiente de atrito. Superfz'cies de contato Aço sobre aço (lubrificado) Aço sobre aço (seco) Aço sobre babbitt (lubrificado) Aço sobre babbitt (seco) Cabo de aço sobre polia de ferro (seco) Cabo de cânhamo sobre metal Latão sobre aço (seco) Lona de freio sobre ferro fundido Metal sobre gelo Pneumático de borracha sobre pavimento liso (seco) Teflon sobre aço Estático 0. .4 0. para uma dada situação.3 0. dependerão da natureza exata das superfícies em contato.1 0.07 0.AP~NDICE C TABELAS ÚTEIS Tabela Cl .l (Os coeficientes. representam valores típicos.6 /.04 . p Aço Água (doce) Água (salgada) Alumínio Chumbo Cobre Concreto (média) Ferro (fundido) Gelo 7830 1000 1030 2690 11 370 8910 2400 7210 900 Madeira (macia. média) Titânio Vidro 480 800 13 570 900 19300 1760 1280 3080 2590 B.15 0.

TABELAS ÚTEIS I 317 .1991 5.7292 (1024) (10-6) (10-4) kg rad/s w K= 6. km e não girando.673 107 (10-11) km/h m3/(kg·s2) 06 ntro a-eentro .5°. ume sférica 713 km.Velocidade média do 1392 000 * 23 h 200 56 min 4 s centro da Terra em torno do Sol m w' = 0. a gravitação universal AP~NDICE C .976 0. equivalente ao valor absoluto no nível do mar e latitude de 37.

4a bh(b2 r Yo Iy I .•. aI 2r +.T 91i IIy=.X 3 a (m massa do J1 I r sen 31i 1i YI r x :1 h zIy \ ESTAnCA Xl Xl I Y1 -bh3 4r I= X 12 318 I Momentos yde ..~ = 9~) ' . z- j ..!' 16' Ida C Área 16 91i a Centróide I I bh3 r=--I Inércia Iy 31i4"(a r4 I bh3 IT 31i 3 Y r4 ----.36 + == das Figuras Planas . -x J=x-3 x 12 Ix 8 ::: h2) \ I bh3 12 r4 .3b I ab3 Ix = 1i~:3 (~ ....tr:na (1i \ JI~~ I 4) I x= I r~ii~~ I bh3 1it: (a2 b2) I J TabelaC4 I J ~r4a ~~ I =-í =-.) .!.I ~% .= h·e " = + Tabela C3 Propriedades 1ir4 L''lF\ == ='I x= 16 ..• .. I a'.- + sen2a) f I= Xl I~ = 1ia3b _(~ .

)mr2 lxx lx.TABELAS ÚTEIS I 319 Tabela C4 ~ Propriedades dos Sólidos Homogêneos (m = massa do corpo mostrado) Centro de Corpo Massa Momentos de Inércia ubo 2r Cilíndrico Cilíndrico x==""mr2 lxx = !mr2 = mr2 !ml2 = ~mr2 + lxx + ~m12 lxx zz Circular I I lx..x..y. -rzmb2 + 12) + [2) + b2) + !ml2 ..lm(b2 12 • fz-m(a2 Paralelep{pedo Retangular ly.a V1Y! I 172 --±.~'. lxx + -rzm12 = imr2 + !m12 = = lmr2 ~mr2 Cilirldro Circular lxx I x 4r XtX! = lyy = lmr2 + =I YtYl -rzm12 = 37T lxx = imr2 = ~mr2 - + jm12 97T 2 Semicilindro 2: Ixx _ (1 16) mr 2 lxx Iyy lxx = = = = fzm(a2 -.'.AP~NDICE C . = I= = ~mr2 -rzml2 lxx+ lyy I = (1 ~mr2 += !ml2 N r---.x.::'XlXt .

) ( 1 = massa do corpo mostrado) Corpo Centro de Massa Momentos de Inércia z ----- Casca Esférica ( x x I r = 2' Ixz Y..320 I ESTÁTICA Tabela C4 .y = Iyy ~z = Izz = ~mr2 Casca Hemisférica = = l%mr2 z ----- Esfera - 3r x=S Hemisfério I"" Y.Propriedades dos Sólidos Homogêneos (Cont..y = Iyy = Izz = smr2 = ~" = -Mimr2 Iyy IY1Y1 = = ~ml2 âml2 Barra Delgada Uniforme .

lmr2 + "*omh2 20 ou .)mr2 Cone Circular Reto Iyy = fõmr2 + ~mh2 z=-3h 4 z-.'.'.) (m = massa do corpo mostrado) Centro de Massa Momentos de Inércia Corpo Barra Quadrante Circular x = y 2r 'IT Ixx Izz = Iyy = ~mr2 = mr2 yCilindro Elíptico Ixx Iyy Izz Iy.x. I yy = = lmr2 4 fmr2 lmr2 '2 ~ I z--~~~ ~h Yl z y = -3 I + lmh2 2 + ~mh2 + lkmh2 zz = ~I yyy = lmr2 4 Ixx - Iyy Casca Semicônica I x = 4r 'IT 3 =1 4 mr 2+1m~ 2 Ix..~hYl Izz __ 2 (l_ 9'IT2 J&.y. -"'. = = fma2 fmb2 fm(a2 fmb2 + -flmi2 + -flmi2 + b2) + !mi2 = = Casca Cônica I 2h ' Iy. Z - '~ . " ~'Y I x I "'" z =2h 3 I zz _ = lmr2 4 mr2 ~ + !mh2 .Propriedades dos Sólidos Homogêneos (Cont.TABELAS ÚTEIS / 321 Tabela C4 . .Iy..•• ~ ~ I Y1Vl I I Izz Yyy 2 = = ihmr i!Jmr2 + J:h-mh2 = .AP~NDICE C .y.y.c"~ '4>.

: .322 / ESTÁTICA Tabela C4 .Propriedades dos Sólidos Homogêneos (m = massa do corpo (Cont.) mostrado) Corpo Centro de Massa Momentos de Inércia lxx = = lyy z-Semicone x r ='TT = itJmr2 I XIXI I + ~mh2 + -mmh2 VI!!l z= 3h 4 lxx lzz = itJmr2 = iõmr2 2 10 .= (3 1) mr = tm(b2 = 3m(a2 = tm(a2 = gm(b2 = 3m(a2 lxx z=~ y lyy lzz ~x 8 + c2) + c2) + b2) + ~C2) Semielipsóide "Zy + ~C2) lxx z=3 Parabolóide Elíptico IZ - 2c lyy lzz ~x = = = tmb2 tma2 tm(a2 tm(b2 tm(a2 "Zy = = = + ~mc2 + ~mc2 + b2) + ~C2) + ~C2) I a x lxx lyy lzz ~x ="4 x __ b Y="4 y/ x / Tetraedro Retangular z=~ 4 "Zy ~z + c2) = -mm(a2 + c2) = -mm(a2' + b2) =i1m(b2 + c2) = i1m(a2 + c2) = i1m(a2 + b2) -mm( b2 lxx lzz = = lyy = !mR 2 + ~ma2 mR2 + ~ma2 Meio Anel Cilíndrico ..-.

13. 145 de pressão. 66 devido à gravidade. 183. 184 comprimento de. 2 equilíbrio de. 184. 123. momento de um. 8 Áreas compostas centróides de.256 interligados. 235 em filetes de parafusos. 234 coeficien tes de. 212 interno. 213 fluido. unidade padrão de. 24. 211 trabalhos de. 2 equilíbrio de. 195-6 Atrito ângulo de. 3 retangulares. 183 tração em. 3. 213 circunferência de. F. 214 de rolamento. 12 de um vetor. 1 princípio de. 215 Apoios redundantes. 25. de atrito. 258 Cabos catenária. 226 em pivô.257 . centro de massa de. 213 de repouso. 212 problemas sobre atrito seco. 85 Aproximação. 214 Conjugado. 196 de gravidade. 165 por integração. 241 em correias. 7 Coordenadas. 35 Compressão em barras de treliças. 254 Constante de gravitação. 123. 212 em máquinas. 212 tipos de. 181 equação diferencial para. 213 de resistência ao rolamento. 182 Cone. 186 Cajori. 159 de volumes irregulares. 235 estático. 143 rígido. 12. 5 O trabalho de um. 256 Corpos compostos. 213 cone de. escolha das. 228 em mancais de escora. 42 representação vetorial de um. 12 Ângulo de atrito. 241 Componentes de uma força. 214 seco ou de-Coulomb. 146 Cinético atrito.lNDlCE REMISSNO Aceleração absoluta de um corpo. 6 Condições de contorno. 7 Adição de vetores. 60. 148 Corpo deformável. 144 de massa. 256-7 força de. 146 de figuras compostas. 24. 213 Coeficiente de atrito. 4 Centro de empuxo. 158 Corpos rígidos articulados. 5. 6. 186 flexíveis. 3.. 103 Comprimento. 82. 42 resultante. 42 resolução de um. 214 cinético. 24. 240 em discos. 159 pelo teorema de Pappus. 235 em mancais radiais. 192 Centróides. 182 parabólico. 69. 159 Arquimedes.

2 concentrad'a. 12. 19. 169 ~colllPonentes de. 66 de um corpo rígido. atrito em. 258 G G G G H H Im In In L L L L L L L L M M M M M M M M M M .257 representação de uma.257 Formulação de problema. 19. 4. 257 diagrama da. 13.. 190 Força ação de uma. 8 Dimensões. 29 distribuídas. 106. 270 por trabalho virtual. 271 Estática. 1 Estruturas estaticamente determinadas. 58. 69. 66 resultante de. 84 com dois graus de liberdade. 1 Decomposição de forças. 12 Eixo dos momentos. 5-6 trabalho de uma. 171 Diferencial. 252 Forças colineares. 35 Coulomb. 57. 266. 268 nível de referência. 142 cortante. 196 de equilíbrio. escolha de.42 Desgaste em mancais. 147 ordem de.257. 12. 2 produto. 256 de um ponto material.83 ação remota de uma. 143 interna. 13 distribuída. 58 medida de. 255. equilíbrio de. 67-8 estabilidade de. 66-7 concentradas. J. 142-3 efeitos de uma. 3 Equilíbrio categorias de. 12 momento de uma. 67 de forças paralelas.50 unidade de. 51 reativas. 196 decomposição de. 67 de forças coplanares. 101. 171\ diagrama da. 255 equações de.29. 147 Empuxo centro de. 27O critério para estabilidade. 105 de momento fletor. 14 resultante. 85. 83 equações alternativas de.57. 269 unidades. 257 magnética e elétrica.35. 66-7 de forças concorrentes. 58. 7 intensidade de uma. equilíbrio de. 142 em vigor.60.253 Espaço.82. 252 virtual. 212 incompressíveis. 10. 12. 58.257 de forças colineares. 6 O. 142-3 em vigas. 1 Da Vinci.324 / fNDICE REMISSIVO Co-senos diretores. 69. 9 Funções singulares. 69. 66. 100. 195 Energia critério para equilíbrio. 270 mínima.269 Escalar. 85. 69 de treliças. 190 atrito em. 1 Graus de liberdade. 123. 255 Diagrama de corpo livre. 271 potencial.105 Fluidos. 12. 105 para sistemas simples com um grau de liberdade. 173 Galileu. 171 de atrito. 196 princípio do. 82. princípio da. 267 Equação vetorial. 11 gravitacional. 12 efeitos internos da.100. 192 pressão em. 12. 51 coplanares. 258 de Maxwell. 1 Estabilidade de corpos imersos. Leonardo. 57. 143 de empuxo. 258 cisalhante. 196 força de. 66 resultante de. 36. 13 força e momento. 269 instável. 170 concorrentes. 83 de força ativa. 211 de um corpo.58 ativa.65 condições necessárias e suficientes para. 12. 142. 226 D'Alembert. 235 Deslocamento. ordem de. 82 critério de energia para. 12. 66 resultante de. 12. 1 Efeitos externos de forças. 257 espécies de.212 Cunhas. 12. 258 cond~õesde. 12 especifícação de uma.40 reativa.41 Eixos. 269 potencial elástica. 145 Elemento diferencial escolha de.29. equilíbrio de. 13-4 conccito~e. 269 de corpos rígidos interligados. 12 ação mecânica de uma. 14. 105 estaticamente indeterminadas. equilíbrio de. 169-70 paralelas. 27O neutro. 25. homogeneidade. 10 Dinâmica.

147 de segunda ordem de área. 4 Newton (unidade). 194 hidrostática. 19 de primeira ordem de área. 4 Princípio da ação e reação. eixo dos. 5. 7 Gravitacional. 105 Mecânica. de Newton.40 .INDICE REMISSIVO / 325 Gravidade aceleração devida à. 192. 25 axial. 20. 119 Regra de mão direita. atrito em.41 braço do. 67 da transmissibilidade. 196 de Varignon. L. 40 Produtos de vetores. 169 unidades de. 1 Newton. 137 Modelo matemático.143 específico. 191 Livre. ângulo de.. 70. 137 de solução de problemas. 35. 41. 60 rigidez de. 105. 19. 85 próprias e impróprias. 69.12 Pascal (unidade). atrito nas. 105 Maxwell. 123. 3 Leis do movimento. 215 Newton. 211 Massa. 2. 69 adequação de. lei de. 258 Linha de ação. 102 sujeita à ação de três forças. 9 Resistência ao rolamento. 192 centro de. lsaac. 30. 2 Interno. 35 Quilograma. 19. 192. James Clerk. 213. 268 Guldin. 12 Líquidos. 9 Molar energia potencial de. 255 para sistemas elásticos. 145 Gravitação constante de. atrito. 7 centro de. 143. 165 Paralelogramo. 5 O torsor.212 Movimento iminente.41 Morin. 7 3. 12. 7 Nós. vetor. 165 teoremas de. 13 Pressão atmosférica. 85 Inércia. 9 dos nós. 2. J.12. 2. 212 Lagrange. 137 de Ritter. 123 ideais ou reais. funções. 7. 103. 192 Principia. 19 resultante. 196 Métodos das seções. 270 Produto escalar. 267 Momento. 111. 8 Pappas. lei do. 216 Representação gráfica. 143 Pivô. 190 em superfícies submersas. 193 em fluidos. coeficiente de. P. método dos.123 da concorrência de forças. 7 Quilograma (unidade). 6 Redundância externa e interna. 266 lineares e não-lineares. 171 representação vetorial de.. do paralelogramo. 226 definição. graus de. 185 Imposições.42 MáqUinas. 5 centro de.12. 165 Hidrostática. 192 Pascal. 5. diagrama de. 137 equilíbrio de. 85 parciais. 19 Momentos. 103. leis de. 7 Maxwell. 1 equilíbrio de. 147 fletor. 192. 1 Lei dagravitação. 70 redundantes. 145 unidades de. 2·3. 269 para sistemas mecânicos. 147 de uma força. 4 Liberdade. 111. Repouso. 137 Ordem das diferenciais. 19. 67 Peso. energia potencial. 1 Metacentro. 67. 190 Peça sujeita à ação de duas forças. 6. 194 Hiperbólicas. 19. 235 Pontos materiais. 190 pressão. 169 diagrama de. Paul. 7. 14 ~ ~ do triângulo.144 do trabalho virtual para um ponto material.253 vetorial. 19. 242 Resultante . 255 Precisão. 12 de Arquimedes. 194 manométrica.40-1 estático de área. 1 Laplace. 7 lei da.

42 fixo. 35. 3 Superfícies submersas. 48 Simetria. método das. pressão em. 165 de Varignon. 257 para um ponto material. 102. princípio da. lei do. 253 produto vetorial. 195 de um sistema geral de forças. 123 equilíbrio de. 169 carregamento qualquer relações entre a força cortante e o carregamento. 5 Sistema Internacional de Unidades.257 mecânico. 256 para sistemas elétricos. 51 Torque. 104 Teorema de Pappus. 254 virtual. 82 Vigas cargas concentradas em. 102 no espaço. 173 delmição de. 2. 50 momento. 252 de um conjugado. 2. 12. 2. 13. 144 Vetor deslizante. 12. 249 Transmissibilidade. 19. 145-6 Sistema com peças elásticas. 40 soma de. 252. 41 Unidades.42 ligados.40-1 Trabalho de uma força. 168 estaticamente determinadas e indeterminadas. 100 simples. 29 de forças em seções retas de vigas. 42 de forças. 2 produto escalar.6 Tensão. 255 Transformação de derivadas.41 Subtração de vetores. 11. unidades do. 3 unitários. 2. 11 de unidades absolutas. 11 livres. 267 de corpos articulados. 42 Vetores. 57 de unidades. considerações sobre.41. 257 Viscosidade. 5 Unidades métricas. 255 trabalho. 13 subtração de. 252. 3. 20 Tonelada. 13 deslizantes. 111 S.257 de forças concorrentes. rigidez de. 42 momento de. 172 relações entre o momento fletor e a força cortante. 256 para um corpo rígido. 24. 267 Roscas. 3 Triplo produto escalar. 123.2 componentes de. 1. 51 de pressão de fluidos. 228 Seções.29. 101 estaticidade de. 20. 6 Torsor resultante. 169 Virtual deslocamento. 169 de forças paralelas. 143 em barras de treliças. 19. 5 O no espaço. 51 de forças coplanares. 118 estabilidade de. 256 Slug. atrito em. 42 decomposição de. 269 para sistemas ideais. 3.326 / fNDICE REMISSIVO força. 192 Tempo. 13. 119 planas. 11 livre. 2. 19. 30. I.1 teorema de. 51 quaisquer. 100 Triângulo.50 de forças concorrentes. 123 de máquinas. 29. 3 conjugado. 254 unidades.51 geral. 5 ideal. 51 coplanares. 169 tipos de. 100 em três dimensões. 123 ideais. 5 Sistemas definidos. 35 paralelas. 169 resultante de força na seção reta. 50 Rigidez de uma mola. 19 notação. 2. 137 tipos de. 212 \ / Impressão e acabamento (com filmes fornecidos): GRÁFICA SANTUÁRIO Fone (012) 565-2140 Fax (012) 565-2141 APARECIDA-SP . 2. 12 Treliças definição. 6 Soma vetorial conjugados. 193. 169 cargas distribuídas em. 5 Varignon.

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