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Livro Mecânica - Estática - James Meriam

Livro Mecânica - Estática - James Meriam

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FATORES DE CONVERSÃO Unidades Inglesas para SI
Para converter (Aceleração) pé/segundo2 (Área) pé (ft2) Para Multiplicar por

(ft/sec2)

polegada/segundo2 (in./sec2)

metro/segundo2 (m/s') metro/segundo2 (m/s')
metro2 metro2

3.048 X 10-1 * 2.54 X 10-2 * 9.2903 X 10-2 6.4516 X 10-4* 2.7680 X 104 1.6018 X 10 4.4482 X 103 4.4482 3.048 X 10-1 * 2.54 X 10-' * 1.6093 X 103 1.852 X 10- '* 4.5359 X 10-1 1.4594 X 10 9.0718 X 10' 1.3558 0.11298 41.623 • 1.3558 4.4482 1.3558 2.2597 X 10-' 7.4570 X Ia' 1.0133 X 10' 4.7880 X 10 6.8948 X 103 1.7513 X 10' 3.048 X 10-1 * 5.1444 X 10-1 4.4704 X 10-1 * 1.6093 2.8317 X 10-2 1.6387 X 10-' 1.0551 X 103 1.3558 3.60 X 10· *
X

polegada 2 (in.2)
(Massa especz'fica)

(m') (m')

libra massa/polegada3 (Ibm/in.') libra massa/pé 3 (lbm/ft3)
(Força)

quilograma/metro3 (kg/m3) quilograma/metro3 (kg/m3) newton (N) newton (N) metro (m) metro (m) metro(m) metro (m) quilograma (kg) quilograma (kg) quilograma (kg) newton-metro (N • m) newton-metro (N • m)
metro4
(m4)

kip (1000 Ib) libra força (Ib)
(Comprimento) pé (ft)

polegada (in.) milha (mi) milha (mi), (milha marítima)
(Massa)

libra massa (lbm) slug (lb-sec2/ft) tonelada (2000 Ibm)
(Momento de força)

libra-pé (lb-ft) libra-polegada (lb-in.)
(Momento de inércia, área) pOlegada4 (Momento de inércia, massa)

10-0

libra-pé-segundo2 (lb-ft-sec')
(Momentum (Momentum (Potência) ou quantidade de movimento, ou quantidade de movimento, linear)

quilúgrama-metro2 (kg • m') quilograma-metro/segundo
angular)

libra-segundo (lb-sec) libra-pé-segundo (lb-ft-sec) pé-libra-minuto (ft-Ib-min) horsepower (550 ft-Ib/sec)
(Pressão, tensão)

(kg • m/s)

newton-metro-segundo (kg • m'/s) watt(W) watt(W) newton "metro' (N/m2 ou Pa) newton/metro' (N/m' ou Pa) newton/metro' (N/m' ou Pa) newton/metro (N/m) metro /segundo (m/s) metro/segundo (m/s) metro/segundo (m/s) qúilômetro/hora (km/h) metro3 (m3) metro3 (m3) joule (1) joule (1) joule (1)

atmosfera (padrão) (14.7 Ib/in!) libra-força/pé' (lb/ft') libra-força/polegada' (lb/in! ou psi)
(Constante elástico)

libra força/polegada (Ib/in.)
(Velocidade)

pé/segundo nó/náutica milha/hora milha/hora
(Volume)

(tf/sec) (mi/hr) (mi/hr) (mi/hr)

pé3 (ft3) polegada 3 (in.')
(Trabalho, energia)

Unidade :érrnica Inglesa (BTU) pé-libra forç (ft-Ib) kilowatt-hora (kw-h) * Valor exato

UNIDADES

DO SISTEMA

INTERNACIONAL

USADAS

NA MECÂNICA

Quantidade (Unidades Básicas)
Comprimento Massa Tempo

Unidade

S{mbolo SI

metro quilograma segundo linear angular metro/segundo' radiano/segundo' metro' q uilograma/metro' newton hertz newton-segundo newton-metro-segundo newton-metro metro" de movimento de movimento linear angular quilograma-metro q uilograma-metro/ quilograma-metro ' segundo '/segundo

m kg s

(Unidades Derivadas)
Aceleração, Aceleração, Área Força Freqüência Impulso, 1mpulso, Momento Momento Momento Momentum Momentum Potência Pressão, Produto

m/s'
rad/s'

m'
kg/m'

Massa específica

N (= kg • m/s')

linear angular de força de inércia, área de inércia, massa ou quantidade ou quantidade

N· N·

Hz

(= l/s)
s m· s

N'm m' kg' m'
kg • m/s (= N . s) kg' m'/s(=N' m· W (= J/s = N . m/s) Pa (= N/m') s)

watt
área massa pascal metro4 quilograma-metro' newton/metro metro/segundo racliano/segundo metro'

tensão de inércia,

Produto de inércia, Constante elástico Velocidade, Velocidade, Volume linear angular

m' kg. m'
N/m m/s
rad/s

m'

FATORES Unidades

DE CONVERSÃO Inglesas para SI

Para con verter
Trabalho, Distância Massa energia (navegação)

Para
joule milha náutica tonelada métrica graus (decimal) racliano nó dia hora minuto

Multiplicar por
J(=N· m)

(Unidades Suplementares)

(= 1.852 km) t (= 1.000 kg)

Ângulo plano Ângulo plano Velocidade Tempo Tempo Tempo

(1.852 d

km/h)

h
min

PREFIXOS

DE UNIDADES

SI

Fator Multiplicação

Prefixo
terra giga mega kilo hecto deka deci centi milli micro nano pico

S{mbolo
T G

1000000000000 = 10" -1000000000 = 10' -1000000 = 10' 1000 = 10' 100 = 10' 10=10 0.1 = 10-1 0.01 = 10-' 0.001 = 10-' 0.000001 = 10-' 0.000 000 001 = 100.000000000001 = 10-1'
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M

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ESTATICA

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ASSOCIAÇÃO

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BRASILEIRA

DE DIREITOS

REPROGRÁFICOS

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EDITORA

AFILIADA

38IC' T 500 kg Probl. Desprezar a massa da polia. Encontrar também To' C:aIEl 6. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. 6. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas.60. T= 2.1 N Vertical-1 Probl. J.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. como mostrado.. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. Resp.238 I ESTATICA 6.65 6. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. F = 136. A massa total do veículo é 480 kg.estrada horizontal. Resp.15 e P= 500N. a tração To na parte estacionárn. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato.35. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B. que não gira com a roda. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. no Probl. To = 2. 6.64 6.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. 6.65 Probl.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela.65. do cabo. o eixo é girado. 6. 6. porém devendo girar com ele.62 6.271. para constante. existem cinco pares de superfícies de atrito.25. Se for necessário uma força P = 80 N • q . calculado 6.6. até que a biela deslize no ângulo Ci. vagarosamente. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. com centro de gravidade em G. se o coeficiente de atrito for 0. respectivamente. O anel. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo. aplicar ao 6.52 kN.l. também. Resp.67 Probl.6. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. Na embreagem mostrada.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar.é forçado contra o disco da roda por uma força P. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a. Com a biela inicialmente na posição vertical. E::contre. para uma força axial P = 1 kN. ::. para o coeficiente de atrito.60.

Meriam Professor de Engenharia Mecânica Califomia Polytechnic State University Tradução da 1!1 Edição Augusto Cesar Alcoforado do Couto Engenheiro Industrial Mecânico.I.• James L. formado pela Escola de Engenharia da UFF Tradução da 2!1 Edição Márcio de Luca Rebello Engenheiro Naval. EDITORA .T. formado pelo M. formado pela USP Mestre em Engenharia Naval.

sob quaísquer formas ou por quaísquer meíos (eletrôníco.CEP 20040-040 Reservados todos os díreitos. no todo ou em parte.e Científicos S. ou outros). RJ . .A. É proibída a duplícação ou reprodução deste volume. Direítos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 1994 by LTC . gravação. mecâníco. fotocópía. Inc. Authorízed translatíon from Englísh Language editíor. reserved. Inc.Livros Técnicos. Travessa do Ouvidor.Título do Copyríght All ríghts publíshed orígínal em ínglês: Engíneering Mechanícs Statícs and Dynamícs © John Wíley & Sons. sem permíssão expressa da Edítora. 11 Rio de Janeiro. by John Wiley & Sons.

onde foi Professor de Mecânica. orientados para o estudante médio e contendo excelentes exemplos de problemas de Engenharia da vida real. tornou-se Deão de Engenharia na Universidade de Duke. e este fato tem sido reconhecido pelos seus estudantes. com primorosas ilustrações. Tanto o primeiro livro quanto os que se seguiram sempre se caracterizaram por uma organização lógica. Meriam iniciou seu contato com a Mecânica na Universidade de Yale. Meriam no campo da Engenharia Mecânica são dignas de nota. O Dr. Todas estas experiências. Meriam. ele foi a pessoa que mais influenciou o ensino da Mecânica nos últimos vinte e cinco anos. de maneira clara. segundo. a ênfase e o rigor com que desenvolveu o seu emprego na Mecânica foram novos e de pleno sucesso. em Berkeley. Meriam sempre deu muita ênfase ao ensino. para resolver uma classe de problemas geralmente negligenciados por outros autores. onde quer que dê aulas. Sem dúvida alguma. durante vinte e dois anos. Por exemplo. onde obteve os graus de Bacharel. ele descobriu o seu profundo interesse pelas aplicações práticas da Mecânica. Deão Assistente dos Estudos de Graduação e Chefe da Divisão de Mecânica e Projeto. e estão incluídos em seus escritos e aulas. . Em 1972. influenciaram o Professor Meriam de dois modos: primeiro. outorgado principalmente em consideração à excelência de suas aulas. ao abordarem problemas da Mecânica. serviu na Guarda Costeira Americana.. O Professor Meriam muito contribuiu para a clareza e a compreensão de que se dispõe atualmente. e tornou-se o livro-texto definitivo naquela década. de fácil leitura. o ProL Meriam satisfez seu desejo de retomar a ensinar em tempo integral. ele esenvolveu um gosto permanente por navios e pelo mar . aceitando o cargo de Professor de Mecânica na Universidade Estadual Politécnica da Califórnia. O diagrama de corpo livre é o fundamento da Mecânica. absorvidas no início de sua carreira. James L. Estes livros tornaram-se modelo para outros textos sobre Engenharia Mecânica nos anos ~e 50 e de 60.PREFÁCIO As inovações e contribuições do Dr. O Dr. Apesar de não ser um conceito criado pelo Dr. Mestre e Doutor. Aqueles que iniciaram o estudo da Mecânica depois de 1950 não passaram pelas apreensões e falta de entendimento experimentados pela maioria dos engenheiros formados anteriormente. O seu primeiro livro sobre Mecânica. publicado em 1951. Em 1963. ele foi o primeiro a ser agraciado com o prêmio Tau Beta Pi. que estimularam suas primeiras contribuições para a Mecânica nas análises matemática e experimental das tensões. como o método do trabalho virtual pode ser empregado na Estática. em Berkeley. reconstruiu literalmente a apresentação do assunto para os estudantes. onde dedicou todas as suas energias ao desenvolvimento da Escola de Engenharia. Dr. Foi o primeiro autor a mostrar. Cedo ganhou experiência industrial na Pratt and Whitney Aircraft e na General Electric Company. de relevância universitária. em 1963. Durante a Segunda Guerra Mundial. Meriam foi membro docente da Universidade da Califórnia.

O recente livro do Prof. Mais recentemente. É especialmente orientado para auxiliar os estudantes nos estágios preliminares de cada tópico novo e. está entre os primeiros livros-textos de Mecânica. professores e engenheiros. sem dúvida. Meriam promete igualar e mesmo exceder o padrão elevado dos anteriores. o Prof. a edição de Dinâmica. Sem dúvida. A ele são creditados os desenvolvimentos originais de teoria da dinâmica de massa variável. e ampliará ainda mais a contribuição do autor no estudo da Mecânica. então. no sistema métrico. contidos na sua 2. a Cinética e a Cinemática Tridimensional receberam o mesmo tratamento. contém uma das melhores coleções de problemas já apresentadas até agora. publicada em 1975. Sua versão métrica de Estática e Dinâmica. Steidel Professor de Mecânica Universidade da Califórnia. publicados nos Estados Unidos. nas suas últimas edições.I VIII I PREFÁCIO Na Dinâmica. Robert F. Terá. tornou compreensível o movimento plano e. Meriam vem se mostrando um líder na promoção das unidades métricas. direcioná-Ios para aplicações mais desafiantes da Engenharia. enorme sucesso entre estudantes. Berkeley .

estudante de Mecânica. Na Engenharia Mecânica. a fim de que possam ser evitados. cada vez mais. desde a formulação das hipóteses até a conclusão. o estudante terá freqüentes oportunidades de usar seus conhecimentos de Geometria Plana e Sólida. quanto de estímulo para que. Califórnia Janeiro 1978 . com a finalidade de estimular o seu interesse e desenvolver' a percepção para as diversas aplicações da Mecânica na Engenharia. quanto na solução de problemas mecânicos. Devido aos muitos anos de experiência que possuo como professor e como engenheiro. e onde devem ser rigorosamente aplicados os princípios adequados. incluindo ob~ervações úteis que destacam erros e distrações comuns. para ajudarem o estudante a ganhar confiança inicial e entendimento em cada tópico novo. O presente . conheço a importância que tem o desenvolvimento da habilidade de representar um trabalho de uma maneira clara. Além disso. o estudante estará edificando as bases de sua capacidade analítica para solucionar uma grande variedade de problemas de Engenharia. Meriam Santa Bárbara. para o desenvolvimento desta capacidade. de maneira decisiva. Espero que este livro sirva tanto de auxílio. desenvolva seus conhecimentos em Engenharia. bem como em toda a Engenharia. Tanto na formulação. oferece uma grande seleção de 'problemas simples introdutórios e uma seleção de problemas de dificuldade intermediária. Apresenta. incorporando hipóteses físicas e simplificações matemáticas apropriadas.PREFÁCIO AO ESTUDANTE Ao penetrar no estudo da Engenharia Mecânica. " J. Álgebra Escalar e Vetorial. A Mecânica é um excelente campo para desenvolver estes hábitos de pensamento lógico e de comunicação efetiva. à medida que usá-Ias na Mecânica. A prática da moderna Engenharia exige um alto nível de capacidade analítica e o estudante irá perceber que o estudo da Mecânica contribuirá. Tenho a satisfação de estender meu incentivo a você. Trigonometria. Certamente o estudante descobrirá novos significados para estas ferramentas matemáticas. O seu sucesso na Mecânica. muitos problemas que ilustram aspectos importantes e contemporâneos da Engenharia. lógica e precisa. formulamos estes modelos. por outro lado. Geometria Analítica e Cálculo. iniciando pela Estática e terminando na Dinâmica.livro contém um grande número de problemas resolvidos com soluções detalhadas. L. aprendemos a construir e a resolver modelos matemáticos que descrevem os efeitos de forças e movimentos sobre uma grande variedade de estruturas e máquinas relacionadas com os engenheiros. Aplicando os princípios da Mecânica. será altamente dependente do desenvolvimento de um método de abordagem bem disciplinado.

Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B. Na embreagem mostrada. até que a biela deslize no ângulo Ci. 6. To = 2. no Probl. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. Se for necessário uma força P = 80 N • q . ao longo dos quais eles estão livres para deslizar.l. para uma força axial P = 1 kN. Desprezar a massa da polia. como mostrado.64 6. Encontrar também To' C:aIEl 6.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo.15 e P= 500N.35. que não gira com a roda.. com centro de gravidade em G. para constante.25.6.52 kN.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. existem cinco pares de superfícies de atrito.6. respectivamente. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. para o coeficiente de atrito. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas. Resp. a tração To na parte estacionárn. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0.60.271.60. 6.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela. vagarosamente. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito.é forçado contra o disco da roda por uma força P. também. aplicar ao 6. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido.65.estrada horizontal. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. se o coeficiente de atrito for 0.65 Probl. ::. Com a biela inicialmente na posição vertical.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl. F = 136. E::contre. o eixo é girado. O anel. 6. Resp.238 I ESTATICA 6. calculado 6. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. 6. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. 6.67 Probl. T= 2. J.65 6. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a. A massa total do veículo é 480 kg.38IC' T 500 kg Probl. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo.1 N Vertical-1 Probl. Resp.62 6.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. porém devendo girar com ele. do cabo.

e Engenharia. resultando em exercícios vazios. inerente aº-s l'Ij)jejos. evidências e preocupações justificadas de que. o motivo mais forte para aprender a teoria. se os estudantes estiverem preparados para receberem este tratamento acelerado. Os cursos de Mecânica são freqüentemente encarados pelos estudantes como uma barreira acadêmica sem nenhum interesse. Além disso. Quando se permite que o primeiro ponto de vista predomine. do que a desenvolver a teoria com a finalidade de resolver os problemas. e até mesmo total---e1llíÍnação. do emprego de gráficos no ensino. o mais profundamente possível. dever-se-ia ter em mente o fato de que a teoria é que deve se aproximar do mundo real da Mecânica e. ao avançar o nível matemático no . Não deve ser subestimada a importância de se motivar o estudante. destacam-se três tendências. não. Um dos principais objetivos do ensino da Mecânica deveria ser auxiliar o estudante a desenvolver essa habilidade de visualização. A primeira é que parece ter diminuído a ênfase dada aos significados geométricos e físicos/nos pré-requisitos de Matemática. Durante os últimos vinte anos. -É-também nec~sârio" possuir a habilidade d. tão vital para a formulação dos problemas. O segundo ponto de vista apresenta. Esta abordagem priva o estudante da valiosa experiência na formulação de problemas e.d. descobrir a necessidade da teoria e seu significado. Finalmente. quando se obriga a raciocinar sobre os princíQi9s fundamentais. que no passado serviam para facilitar a visualização e a representação dos problemas mecânicos... visualizar contlgürnções físicas. principalmente. e pode ser benéfica.. certamente.. totalmente divorciada dos desafios e do propósito da Engenharia. OSücéSsOdêssa-previsão requer muito mais do _Cl!J~1!!11 mero_conhecimento dos princípiQs -físicõs e p. Realmente.PREFÁCIO AO PROFESSOR 9_priPcipal propósito do_ estudQ. de aumentar a extensão e o nívl da teoria ministrada nos cursos de Engenharia. o contrário. recentemente. Este fato é observado na tendência freqüente de apresentar a Mecânica através de problemas que visam mais a ser um veículo de ilustração da teoria. tem havido uma tendência.atemáticos_1ia Mecânica. contudo. Esta diferença de fIlosofia é realmente-básic. os problemas tendem a se tornar irreais e desvinculados da Engenharia.. assim. bem como as limitações práticas que afetam o ÇQIDportamento_das máquinas e estruturas. Existem. acadêmicos e sem nenhum interesse. levando em consideração os materiais e as restrições reais. ao invés de simplesmente aprender decorando. para aprender.a~e distingue a Engenharia Mecânica da Ciência Mecânica.. ~ dificuldade parece aumentar. A falta de interesse que é freqüentemente observada deve-se. no ensino de Engenharia. a construção de um modelo matemático que tenha algum significado é freqüentem ente uma experiência mais importante do que sua própria solução. durante a execução da função criativa. Dentre os aspectos que contribuem para isso. ao fato -de que a Mecânica é apresentada como uma disciplina acadêmica. tem ocorrido um distanciamento entre as áreas focalizadas e sua compreensão. e conduz a um melhor balanceamento entre a teoria e a aplicação. da Engenharia Mecânica é desenvolver ª-Bpacidade de pIeveE. tem havido uma redução significante. O maior progresso é obtido quando os princípios e suas limitações são aprendidos em conjunto. Esta tendência foi mais acentuada nos cursos de Mecânica. os efeitos de forças e movimentos. dentro do contexto da aplicação em Engenharia. Segundo.

~ica é fundamentalmente um campo que depende das percepções geométrica e física. um dos importantes aspectos do livro é o tratamento detalhado dado às soluções dos problemas resolvidos. de modo a não complicar a solução e não desviar a atenção dos princípios. talvez seja tão prejudicial quanto não ajudá-Ios em nada. momentos. proveniente de uma seleção de problemas da segunda edição e da versão métrica de Estática e Dinâmica. 50% são totalmente novos e o restante. Ele é orientado. No Capo 2. mascarando-a. visualização e representação.820 problemas a resolver. geralmente. principalmente. a solução mais rápida. não irá perceber a unidade da Mecânica e as amplas aplicações dos seus poucos princípios básicos e métodos. retirados de uma ampla gama de aplicações. contudo. que devem servir de grande auxílio nos seus estudos. os princípios básicos e os métodos. cada um com instruções detalhadas e repetitivas. por se tratarem de pré-requisitos. é opcional e. conjugados e resultantes. no Capo 3. Procurou-se usar. de modo que o estudante poderá passar diretamente para o equilíbrio de sistemas de forças não-concorrentes._guJlJldo_~solvidouelo_p. as respostas finais devem ser consideradas corretas até o último algarismo significativo mostrado. como no 3. é essencial. tem a séria responsabilidade de encorajar os estudantes a pensar por eles mesmos. Todo professor de Engenharia Mecânica tem uma obrigação para com a profissão de Engenharia: atingir um razoável padrão de desempenho e mantê-Io. Apesar disso.-Á maioria dos estudantes adquire melhor percepção física e . Ajudá-Ios demasiadamente em assuntos com os quais deveriam estar razoavelmente aptos a lidar. Os problemas estão geralmente organizados em ordem crescente de dificuldade e a maioria possui resposta. freqüentemente. os estudantes tornam-se melhores engenheiros quando desenvolvem plenamente suas capacidades de percepção. para os bidimensionais. ao invés de diversificar a atenção em uma multiplicidade de casos especiais. tem havido uma tendência de permitir que a notação vetarial substitua a visualização geométrica. . a subdivisão da Mecânica em um número excessivo de pequenos compartimentos. com maior ênfase. valores numéricos simples. os problemas bidimensionais são apresentados antes dos tridimensionais. Tanfu no Capo 2. para os tridimensionais. Focalizaram-se. é muito importante dar ênfase ao significado geométrico. sem necessitar perder tempo com problemas relativamente triviais sobre o equilíbrio de forças concorrentes atuando sobre uma partícula. pode dificultar o estudante a ter a visão da "floresta" a partir das "árvores" e.lQÍes_s_or. é adotado no segundo ano do curso. Existem. cuja geometria indica. são desenvolvidas as propriedades das forças. Uma equação vetorial torna-se mais clara através de um esboço de polígono vetorial correspondente. já que pode condicioná-Ios facilmente à dependência do raciocínio de outros e a não exercitarem sua própria iniciativa e habilidade. salientando pontos importantes e alertando os estudantes sobre distrações comuns. neste caso. é essencial confiar-se na análise. Todas as soluções numéricas foram obtidas e verificadas por computador eletrônico. O livro foi escrito em um ésmoconc~oloquial. Cada conjunto de problemas se inicia com problemas relativamente simples e fáceis. Ao se introduzir a operação vetorial em problemas bidimensionais. O uso da notação vetorial em problemas unidimensionais é geralmente trivial. conseqüentemente. Com esta finalidade. para introduzir a Mecânica ao principiante em Engenharia. Foram empregados todos os esforços para mostrar a cÓesão existente entre o relativamente pequeno número de idéias fundamentais da Mecânica e a grande variedade de problemas que estas idéias poderão resolver. do autor. O presente texto contém 168 problemas resolvidos e 1. Omite alguns tópicos mais avançados que estavam incluídos em livros anteriores do autor. que são apresentadas em páginas isoladas. sem arredondamento de valores intermediários e.XII / PRÉFÁCIO AO PROFESSOR tratamento da Mecânica.~ _coIEpreens~~ dos estudan~es. Além disso. e é especialmente dirigido para facilitar o estudo individual. O autor está confiante de que o livro está isento de erros. porém.- . Os problemas mais difÍCeis estão identificadoLp_elo_ siVal ~ e podem ser usados para ~e1b. Finalmente. conseqüentemente. estão representados nas coletâneas de problemas.desenvolver estas habilidades._~ala de aula. Desses problemas. Muitos problemas práticos e exemplos interessantes de situações encontradas na Engenharia. e. com ampla possibilidade de escolha. o que é mais conveniente para o estudo. para auxiliar o estudante a ganhar confiança no novo tópico. muitos problemas mecânicos em que a complexidade da interdependência entre as variáveis está além da capacidade de visualização e da percepção física e. cada solução contém comentários e notas de precaução. Além disso. Uma das responsabilidades dos professores de Mecânica é empregar a parte da Matemática mais adequada para o problema que tem em mãos.---- A fIlosofia exposta é a adotada neste livro. e deve-se orientar todo o esforço no sentido de ~ ---.

O Capo 5 introduz. Califórnia Janeiro 1978 /~~ /\ / \ ) . os conceitos e categorias de forças distribuídas. reconheço a paciência e a assistência de minha mulher Júlia. o Prof. O Capo 4 apresenta a aplicação dos princípios do equilíbrio às treliças simples e às estruturas de máquinas. da Universidade do Estado da Pensilvânia. Incluiu-se. com aplicação limitada aos sistemas com um único grau de liberdade. da Universidade da Califórnia. reconhecido. um número suficiente de exemplos tridimensionais. antes de tratar com a tridimensional. que inclui tópicos especiais de vigas. O Apêndice A apresenta os momentos e os produtos de inércia de áreas. Menciono. Agradeço o apoio dado pela Universidade Politécnica do Estado da Califórnia. no início. O Capo 7 apresenta uma introdução consolidada ao trabalho virtual. J. apresentando exemplos detalhados que auxiliam o estudante a dominar seus conhecimentos de Cálculo aprend'idos anteriormente. Embora a Seção B possa ser omitida no caso de haver restrição de tempo. enfocando principalmente os sistemas bidimensionais. pelos seus comentários e pelos problemas selecionados sugeridos. também agradecido. podendo ser omitida sem que haja perda da continuidade dos conceitos básicos. O trabalho virtual fornece uma oportunidade excelente para convencer o estudante sobre as potencialidades da análise matemática na ~ecânica. para tornar o estudante capaz de exercitar-se com a ferramenta mais geral da Análise Vetorial. Meriam Santa Bárbara.PREFÁCIO AO PROFESSOR I XIII entendimento da Mecânica. durante as horas em que preparei o manuscrito. Esse tópico auxilia a ligação entre a Estática e a Mecânica dos Sólidos. dos Laboratórios da Bell Telephone. e pelos Profs. cabos flexíveis e forças em fluidos. que contém o fenômeno do atrito seco. o assunto apresentado oferece uma valiosa experiência para o estudante. L. Tenho a satisfação de reconhecer. ao licenciar-me para preparar este livro. Sou grato também ao staff da John Wiley & Sons. da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia. M. Henderson. que trata dos centros de massa e dos centróides. O Capo 6 trata do atrito e está dividido em Seção A. no tratamento com forças distribuídas. Kenneth Schneider e JoOO Biddle. porém. Salienta a vantagem do emprego dos métodos do trabalho virtual e da energia em sistemas interligados e na determinação da estabilidade. A. Andrew Pytel. e Seção B. que mostra aplicações selecionadas em máquinas. L. Está dividido em duas seções principais: Seção A. pelo alto padrão profissional demonstrado no planejamento e na produção deste livro. Finalmente. Também agradeço. J. a constante contribuição do DI. mais uma vez. Seção B. Hale. às revisões críticas realizadas pelo Prof. aplicando-os em problemas físicos e geométricos. pelas suas valiosas sugestões e cuidadosa revisão do manuscrito. se ganhar confiança na análise bidimensional.

Desprezar a massa da polia. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo.35. o eixo é girado.65 Probl. ::. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B. 6.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. se o coeficiente de atrito for 0. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0.. para uma força axial P = 1 kN. J. Resp.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.65. para constante.15 e P= 500N. que não gira com a roda.38IC' T 500 kg Probl.271. existem cinco pares de superfícies de atrito. a tração To na parte estacionárn. 6. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. porém devendo girar com ele. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. O anel. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela. como mostrado. para o coeficiente de atrito. Encontrar também To' C:aIEl 6.estrada horizontal.64 6. To = 2. E::contre. T= 2.é forçado contra o disco da roda por uma força P. até que a biela deslize no ângulo Ci.238 I ESTATICA 6. Na embreagem mostrada. 6.65 6.62 6.52 kN. no Probl.6.25. Resp.l. do cabo. calculado 6. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a. aplicar ao 6. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. F = 136. 6.1 N Vertical-1 Probl. A massa total do veículo é 480 kg. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar.60.60. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido. também. vagarosamente.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl.6. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. Com a biela inicialmente na posição vertical. respectivamente. Se for necessário uma força P = 80 N • q . 6.67 Probl. com centro de gravidade em G. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. Resp.

8 Momento e Conjugado.3 3.6 Resultantes. 5 Lei da Gravitação.9 Resultantes.8 Escalares e Vetores.6 1.SUMÁRIO 1 PRINCIPIOS DA ESf ÁTICA. 100 . EquilíbVo em Mecânico.1 Introdução. 2. 50 3 EQUlLÍB~ 3.4 Momento. 1 1. 100 4. 14 14 oS tridimensionais. 29 Seção B. 7 Precisão.3 1. 11 2. Equilíbrio em três dimensões.2 3.7 Componentes Retangulares.4 3.2 Treliças Planas. 24 2. 96 CC r 4 ESTRUTURAS.5 1. Sistemas de forças 2.7 1.2 Força. 2 Leis de Newton.5 bidimensionais. 1 1.2 Conceitos Básicos.4 1.5 Conjugado.1 Introdução. 1 1. 19 2. 3. 82 / Condições d~quilíbrio.1 /Introdução. 9 c '\ 2 SISTEMAS DE FORÇAS. 40 2.1 Mecânica. Sistemas de forças 2. duas dimensões. 2. 100 4. Limites e Aproximações. 82 Formulação do Problema e Revisãó.3 Componentes Retangulares. 35 39 57 Seção A. 11 2. 4 Unidades. 11 Seção A. 65 Seção B. 7 Descrição dos Problemas de Estática. 57 Isolamento do Si~ema 57 Condições de EqJilíbrio.

6 Mancais Radiais. 284 283 / //-~ Áreas Compostas. 241 6. 316 INDICE REMISSNO.4 Estabilidade e Energia Potencial.3 Centróides de Linhas. 283 Introdução. Tópicos especiais.7 Cabos Flexíveis. 226 6.9 Formulação do Problema e Revisão. O fenômeno do atrito. 255 7. 158 5.4 Cunhas. Centro de massa e centróides. 168 5.8 Estática dos Fluidos. 146 5.3 Equilíbrio. 279 ~ÊNDICE AI A2 A3 A4 A MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS. 294 .6 Vigas. 144 5. 211 6.2 Trabalho. 118 Armações e Máquinas. 142 5.1 Introdução. Disco de Atrito. 227 6. 252 7. 226 6.1 Introdução.5 4.9 Resistência ao Rolamento.2 Tipos de Atrito. 123 Formulação do Problema e Revisão.3 Atrito Seco.2 Centros de Massa. 268 7. 323 .5 Formulação do Problema e Revisão.4 4. 298 \ I \ APÊNDICE B APÊNDICE C TÓPICOS SELECIONADOS DE MATEM}TICA.5 Parafusos. 246 7 TRABALHO VIRTUAL.7 Método dos Nós. 234 6. Aplicações do atrito nas máquinas. 206 ATRITO. 211 Seção A. 182 5.8 Correias Flexíveis. 144 5. Produtos de Inércia e Rotação de Eixos.4 Figuras e Corpos Compostos: Aproximações.6 4.7 Mancais de Escora. 190 5. 252 7. 236 6.1 Introdução. 103 Método das Seções. 111 Treliças Espaciais.3 4. 212 Seção B. Áreas e Volumes. 252 7. 211 6. 136 5 FORÇAS DISTRIBUIbAS. 211 6. 240 6. 168 5.XVI/SUMÁRIO 4.5 Teoremas de Pappus. 308 TABELAS ÚTEIS. Definições.10 Formulação do Problema e Revisão. 165 Seção B. 142 Seção A.

Varignon. que se ·referem aos princípios da alavanca e da flutuação. Espaço é a região geométrica ocupada por corpos cujas posições são descritas por medidas lineares e angulares em relação a um sistema de coordenadas. dos rendimentos de motores. D'Alembert. do projeto de foguetes e~naves espaciais. Mecânica é a aplicação destes princípios na solução de problemas 'ticos. Por o lado.1 PRINCÍPIOS DA ESTÃTlCA 1. o propósito da Engenharia.-foram feitas por Newton (1642-1727). Tempo é a medida da sucessão de eventos e é uma quantidade básica na Mecânica. CONCEITOS BÃSICOS 1. A Mecâmca divide-se em duas partes: Estática. O tempo não está 'etamente envolvido na análise de problemas da Estática. Neste livro. A completa· compreensão desté assunto é requisito essencial para o trabalho neste e em muitos outros campos. assim como das leis da gravitação. das máquinas e mecanismos elétricos e no comporta:nento mo1ecular atômico e subatôrnico dependem muito dos princípios básicos da Mecânica. A formulação precisa das leis do movimento. Sua origem se confunde . Lagrange.dos desde o início. que também concebeu a idéia do inflnitésirno em análise matemática. relativa a suas experiências sobre a queda de pedras. Nos problemas tridimensionais o espaço requer três coordenadas independentes e. por esta razão. e BiiUiiiilêa~e se refere ao movimento dos corpos. da estabilidade e da resis. devem ser enten. apenas duas. Acredita-se que a primeira pesquisa em Dinâfoi feita por Galileu (1564-1642). A Mecânica é a mais antiga das ciências físicas e os mais antigos escritos neste campo são os de Arquies (287-212 aC). nos bidimensionais.com a da própria Engenharia. A moderna pesquisa e o desenvolvimento nos campos das vibrações. Laplace e outros. Foi ele ttmbém quem formulou a maioria dos princípios da Estática. dar-se-á atenção tanto ao desenvolvimento rigoroso dos princípios como à sua aplicação. que se refere ao equilíbrio dos corpos sob a ação de -ças. eles têm ampla aplicação e os procedimentos empregados na Mecânica poderão ser transferidos para muitos outros campos do domínio da Engenharia. A Mecânica. dos controles automáticos. tem seus princípios bastante dependentes do rigor da Matemática. do escoamento de fluidos.ento da Mecânica foram também dadas por da Vinci.cia de estruturas e máquinas. / / . É o assunto mais importante na análise em Engenharia. Contribuições substanciais para o desenvo1.1 MECÂNICA Mecânica é a ciência física que estuda os estados de repouso ou movimento dos corpos sob a ação de orças.2 - Certas defmições e conceitos são básicos para o estudo da Mecânica e. porém seu desenvolvimento tstancia1 teve lugar quando Stevinus (1548-1620) expôs as leis da combinação vej:orial das forças. corno toda ciência. Apesar de existirem relativamente poucos princípios básicos.

Particula. Um corpo de dimensões desprezíveis é chamado partícula. Portanto. =::i qualquer ponto de sua linha de ação sem alteração de seu efeito no corpo considerado como um LOC:l •• A ~ aplicada pode ser considerada um vetor deslizante. de modo que pode ser analisada como um ponto de massa. por outro lado. submetido a um carregamento. Força é a ação de um corpo sobre o outro. momento e quantidzde::'e illonmento. uma partícula é um corpo cujas dimensões se aproximam de zero. em lugar do . * É o chamado princípio de transposição de uma força que será ap . Oi: --=~ a:-~~ f~~ e. que descrevemos~:e ne:. A força é uma quantidade vetorial e suas propriedades estão discutidas em detalhe no Capo 2. Então.• aio em grito V.-reitem.-=~-:ir< ~~~.::Er representa. es1ocamento de cada ponto do corpo. 1. ~e--""''' internos do corpo são funções tanto dº_p_o~o de aplicaÇ['o da força co Uma grandeza vetorial V ~esentada. que vem ap6s o estudo da Estática. possuem tanto direção e sentiêo como intensidade e a soma destas grandezas deve obedecer à lei do paralelogramo. volume. dever-se-ia analisar as características de deformação do material da lança. ~ =--~:o do corpo pode ser e a intensidade do representado por um vetor. em uma das extremidades um. por sua vez. densidade. Corpo Rigido. Por exemplo.. Tem muita importância na Estática. a força pode ser apl''''''-=. Para determinar as ensões e os esforços internos. energia e massa. princi· palmente. As grandezas físicas vetoriais são classificadas em livres. Freqüentemente uma partícula representa um elemento infinitesimal de um corpo.:r. força.Iill!P--~ F--.e seta orientado ~::se:: . não é sensivelmente influenciado pelas pequenas deformações nos elementos estruturais da lança. Um vetor ligado é aquele para o qual um único ponto de aplicação c . GrandeZ2S escalares são aquelas associadas apenas à intensidade. pela direção de sua ação e pelo ponto de aplicação. tal como sublinhar a letra y.. o corpo pode ser considerado uma partícula.2 I ESTÁTICA Massa é a medida da inércia de um corpo que.escalares e vetoriais. Exemplos de grandezas escalares em Mecânica são rempo. para o propósito de determinar as forças externas que agem sobre a lança. o movimento ou deslocamento de qual'. Por exemplo. o cálculo da tração no cabo que suporta a lança de um guindaste móvel. Assim. em escala conveniente.por um segmento linear (r ~ _. No sentido matemático. Exemplos . A ação de uma fOI:ça é caracterizada por sua intensidade. Acons~-x para distinguir quantidades vetoriais. aceleração. portanto. do cálculo das forças externas que agem sobre os corpos rígidos em equilíbrio. o deslocamento de tal co -=~ X:: representado por um vetor livre. Ao se escrever uma equação vetorial é importante f~ ticos representativos das quantidades escala~/e vetoriais. Uma força tende a mover o corpo na direção de sua ação sobre ele.. pode-se considerá-Ia como um corpo rígido._ o V. a intensidade I V I do vetor e grafil tipo em negrito é usado para grandezas vetoriais (sempre que o as representação. velocidade.... é a resistência à variação de movimento. A ação da força em corpos representada por um vetor ligado no ponto de aplicação da força.3 . quando as dimensões de um corpo são irrelevantes para a caracterização de sua posição ou de seu movimento.d.ESCALARES E VEfORES A Estática lida .. no espaço. O r for parte de sua S SÍmbolos matemá- ". A Estática trata. Um corpo é considerado rígido quando o propósito do problema que se está abordando permitir desprezar os movimentos relativos entre suas partes. Quando lidamos com a ação externa de forças em corpos rígidos. O compr. o veto r fu-<rígidos deve ser e os movimentos o vetor e tendo -. Vetor livre é aquele cuja ação não está restrita ou associada a uma úrÚ se um corpo se move sem rotação.e vetores são deslocamento.com duas espécies de grandezas . Grandezas vetoriais. além de ser uma propriedade dos corpos responsável pela sua atração mútua. e este descreve ou representa igualmente a dir. seta para indicar o sentido. deslizantes ou lig>'rkço. Vetor deslizante é aquele em que sua grandeza age ao longo de ll. utilizar um sinal . Este tipo de análise pertence ao estudo da mecânica dos corpos deformáveis. ocupa uma posição particular no espaço.

1. facilmente.3 Obtém-se.40 são os componentes de V nas direções 1 e 2.l.1. Vx' . tratados como vetares livres. V1 + V2 = V2 + V1. 1. Esta combinação ou soma vetorial é representada pela equação retorial onde o sinal mais ( + ) usado em conjunto com as grandezas vetoriais (tipos em negrito) significa soma vetorial e não soma escalar. respectivamente. VY~x Vx cal -----.. V -x' (a) (b) (e) Fig.2a.conhecida. O negativo de V é um vetar -V dirigido em sentido oposto a V. . pela lei do triângulo. 1. I Y. Normalmente é mais conveniente lidar com componentes vetoriais perpendiculares entre si chamados de componentes retangulares. para obter a mesma soma vetorial V. Fig. e. a diferença V1 . Além de possuírem as propriedades de intensidade e direção. (a) (b) Fig.::ornoé mostrado na Fig.. 1.2h. considerados vetares livres. que é a diagonal do paralelogramo formado pelos lados V1 e V2.1.V2 adicionando-se .3).4b são componentes x ey respectivay' y I V y. e é evidente que pela geometria do paralelogramo V =1=V1 + V2• Os dois vetores V1 e V2.l. A diferença Vi entre os dois vetores é expressa pela equação vetorial onde o sinal (-) indica subtração vetorial. Os vetares Vx e Vy na Fig. também.4 . Esta regra exige que dois vetores V 1 e V 2. Dois ou mais vetores quaisquer. 1. obedecer à :egra do paralelogramo para a soma. 1. 1. A soma escalar das intensidades de dois vetares é escrita na maneira usual como V1 + V2.2c. possam ser substituídos par seu equivalente V. O senti~o de V pode ser determinado por meio de um ângulo. É evidente pelo diagrama que a ordem de adição dos vetores não afeta a soma.PRINC(PIOS DA ESTÃTICA I 3 Fig.1. quer pela regra do paralelogramo quer pela regra do triângulo. como é mostrado na Fig.1 negrito. cuja soma seja igual a um certo valor V são chamados componentes deste vetor. os v~es V1 e V2. isto é.1. 1. como é indicado na Fig.V2 ao vetar V1 (Fig. a partir de uma direção de referên. Portanto. como é mostrado na Fig. na Fig.2 Fig. os vetares devem. podem também ser adicionados com a cabeça da seta de um deles tocando a cauda da seta do outro.

Quando o vetor é expresso em componentes retangulares.4c. aó eixo dos x é evidentemente especificada por Vy O = arc tg Vx' Em alguns problemas.4 I ESTÁTICA mente de V. m e n forem os co-senos diretores de V. em função dos vetores unitários i.5. estas leis são como segue. sua direção em relação. 1. conforme mostrado na Fig. dados por: I = cos 0x m = cos Oy n = cos Oz as intensidades das componentes serão: Vy com ( V2 = mV + V/ + Vz2 = Vx2 J Note também que [2 +m2 + n2 = 1. k que são vetares nas direções x. Uma partícula permanece em repouso ou continua a mover-se em linha reta à yelocidade uniforme se nenhuma força isolada ou não equilibrada atua sobre ela. respectivamente. Primeira lei.1.5 Se I. y e z. particularmente aqueles a três dimensões. com intensidades iguais a um. A soma vetorial das componentes é \ ~ \ \ ) Fig. revista por F. Na Fig. por exemplo. 1. j. Vx' e Vy' são os componentes x' e y' de V.LEIS DE NEWTON Isaac Newton foi o primeiro a enunciar corretamente as leis básicas que governam o movimento das partículas e a demonstrar sua validade. 1934. . é conveniente expressar os componentes retangulares de V. Cajori e impressa na Universidade da Califórnia. * Com o texto levemente modificado pelo uso da terminologia moderna.4 . * Os enunciados originais de Newton podem ser encontrados na tradução de sua obra Principia (1687). 1.

com as mesmas intensidades. mesmas direções e sentidos opostos. que está guardado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas. Aplicada a uma partícula de massa m pode ser equacionada como (1. SI. É necessário. não obstante sua origem. uma vez que não há aceleração quando a força é nula. A exatidão destas leis tem sido verifica da por inúmeras experiências físicas precisas. guardada no Bureau Internacional de Pesos e Medidas. Systeme International d'Unités). acarretou a adoção de um padrão mais preciso e repro- .. pela mesa sobre o lápis. O quilograma é uma unidade de massa e não de força. isolar o corpo em estudo e. antes de tudo. O sistema SI é um sistema absoluto de unidades baseado nas quantidades de comprimento. é absolutamente necessário deixar bem claro qual a força do par que está sendo considerada. medida sobre o meridiano que passa por Paris. 1. Foram estabelecidos. França. a força exercida para baixo por um lápis sobre uma mesa é acompanhada por uma força igual exercida para cima. As forças de ação e reação entre corpos que atuam reciprocamente têm a mesma intensidade.1) onde F é a força resultante que atua sobre a partícula e a a aceleração resultante. A primeira lei nada acrescenta ao estudo do movimento. Portanto. comprimento e tempo. ao utilizar o sistema SI. o mesmo ocorrendo com a libra no Sistema Inglês. servindo também como padrão. o quilograma era usado tanto como unidade de massa como de força. principalmente. tempo e massa. com as unidades de comprimento e força. É necessário proteger-se contra esta prática. mais tarde. então. e se aplica durante todo o tempo no qual a força é aplicada. Massa. tem sido aceito universalmente e está substituindo. A unidade de força no SI é o Newton (símbolo N) que. é a força necessária para dar a aceleração de um metro por segundo ao quadrado a uma massa de um quilograma. originalmente definido como um décimo milionésimo da distância do pólo ao equador. que é o assunto de interesse principal da Estática. por definição. Este princípio é válido para todas as forças. O quilograma é definido como a massa de um cilindro de platina iridiada. e a intensidade de F é igual a de ma. A falta de atenção a esta lei básica é motivo de erro muito freqüente entre os principiantes. este livro adotará as unidades do Sistema Métrico. A dificuldade de acesso e de obter precisão na reprodução das medidas. A primeira lei de Newton estabelece o princípio do equil1brio de forças.UNIDADES o Sistema Internacional de Unidades. abreviado SI (do francês. sentidos opostos e são colineares. porém é citada por fazer parte dos princípios clássicos de Newton. com a unidade de força sendo obtida a partir da Eq. tendo em vista que F tem a mesma direção e sentido de a. localizado próximo a Paris. considerar somente a única força do par que age sobre o corpo em questão. o Sistema Inglês. Uma cópia precisa deste cilindro é mantida no Bureau de Padrões Americanos. A Estática lida. como será explicado no próximo item. Terceira lei. foi. permanecendo a partícula em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. empregado por muitos países durante muito tempo. Em análise de corpos sujeitos à ação de forças. Estabelece que as forças sempre ocorrem aos pares. ewton é a base da maioria das análises feitas no campo da Dinâmica.PRINC!"PIOS DA ESTÁTICA / 5 Segunda lei. 1.1. O metro.5 . por acor'4o internacional. A aceleração de uma partícula é proporcional à força resultante que atua sobre ela e tem a direção e o sentido desta força. Realmente esta Lei é conseqüência da segunda. Esta equação é uma equação vetorial. fixado como sendo o comprimento de uma barra de platina iridiada. rapidamente. como mostrado a seguir: Padrões Fundamentais para as medidas de massa. No Sistema Gravitacional (MKS). A terceira lei é básica para o entendimento do que seja uma força. Comprimento. envolvendo massa somente quando se determina a força gravitacional. variáveis ou constan· tes. Assim. A segunda lei de .

305 m) 1m Fig. Porém. nos dois sistem~s de unidades. para A Fig. agora definido como sendo 1 650763. Tempo.201bf) N 1111bf (4.1: força (lb) = massa(slugs) X aceleração (pés/s2). 1.21bf (143 N) MASSA 1kg (2..201bm) 11bm (0.' .1 e é a massa que obtém uma aceleração de 1 pé/s2.225lb A unidade de massa no Sistema Inglês se deriva da Eq..~·. irregularidades na rotação da Terra provocaram dificuldades para o uso desta definição. Portanto. conduzindo à adoção de um padrão mais preciso e reproduzível.6 kg) (0.4482 1N newtons de força.45 N ou = 0. que vale 2000 lb.11. encontra-se a massa m com: W (lb) m (slugs) = g (pés/s2) .1. O segundo é agora fixado como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação de um certo estado do átomo do Césio-133.~'!' ~.1740 libras-massa. A libra padrão é a força necessária para fornecer a uma massa de uma libra.1 par~ a condição de queda livre de uma massa padrão de uma libra..806 65 m/s2. que é o valor padrão da aceleração da gravidade g ao nível do mar e na latitude de 45°. da Eq. e o ton.6 I ESTÁTICA duzível para o comprimento do metro.1740 pés por segundo ao quadrado.73 vezes o comprimento de onda da radiação do átomo de Criptônio-86. É claro que. 1. usando três = 4. O valor correspondente para a aceleração da gravidade padrão g no sistema SI é 9. Nos experimentos gravitacionais com peso W.45 N) II . Esta massa se denomina slug e é igual a 32. tem-se as equivalências: llb = 4.6 apresenta exemplos de força.453 592 37) (9. No Si~ema Inglês. Força. quando submetida a uma força de llb.21bm (14.806 65) algarismos significativos. '1. 1.-~~ ~l 1 slug ou 32. I~l. a unidade de força é a libra (símbolo lb). 1. a precisão desses padrões está muito além do necessário. Assim. encontra-se que uma libra de'Ío~<1l!iváÍente a (0.45 kg) COMPRIMENTO 1 pé I. 32. FORÇA 119'81 (2.-!'. Aplicando a Eq. que vale 1 000 lb. O segundo era anteriormente defrnido como a fração 1/864QO do dia solar médio. massa e comprimento auxiliar a visualização dos seus valores relativos. para a maioria dos trabalhos de Engenharia e para o prop6sito do estudo da Mecânica.6 . a aceleração de 32. Outras unidades de força empregadas no Sistema Inglês (EUA) são o quilolibra (kip).

A fim de evitar confu. Assim. Conseqüentemente. 1. A lei de gravitação é expressa pela equação (1. neste livro. Esta força existe esteja o corpo em movimento ou em repouso. seria ~dicada como 580 mm2 e não como 576 mm2. O valor correspondente de g no Sistema Inglês é 32. A constante gravitacional determinada experimentalmente tem o valor K = 6. O valor padrão g = 9-. são ligeiramente diferentes. A atração gravitacional exercida pela Terra sobre os corpos é conhecida como "peso" do corpo. conseqüentemente.&-l m/s2 é suficientemenÜ: preciso para os cálculos desenvolvidos na Estática. conhecida como a constante de gravitação ou constante gravitacional.6 - LEI DA GRA VITAÇÃO Na Estática ena Dinâmica é freqüentemente necessário determinar o peso de um corpo (a força gravicionà1 atuando sobre ele). LIMITES E APROXIMAÇÕES O número de algarismos significativos mostrados em uma resposta.2 dá (1. se colocarmos uma outra esfera exatamente igual em contato com a primeira. Sobre a superfície terrestre. Quando expressa em quilogramas. Infelizmente.3) o peso W sera expresso em newtons (N) quando m for em quilogramas (kg) e g em metros por segundo ao quadrado (m/s2). pois ntuam em linha reta unindo os centros das partículas. a atração gravicional da Terra é úrnca força gravitacional de apreciável intensidade que precisa ser considerada nas experiências realizadas na superfície do planeta.673 (10-11}m3 /(kg' S2).são. Este efeito será discutido no volume 2. a área da seção transversal de uma barra quadrada. Se a força gravitacional ou peso tem intensidade W. Esta determinação depende da lei de gravitação. conforme definida na Eq. distância entre os centros das duas partículas. Esta diferença é causada pela rotação da Terra e é muito pequena. estritamente falando. na prática. K constante universal. opostas em sentido e têm a mesma direção. O peso verdadeiro devido a atração gravitacional e o peso aparente medido por balança de mola. 1. uma esfera de ferro de 100 mm de diâmetro é raída para a Terra com uma força de 37. Por outro lado. As forças gravitacionais existem sempre entre dois corpos quaisquer. As forças F obedecem à lei da ação e reação tendo em vista que são iguais em intensidade.2. cujo lado de 24 mm foi medido até o mais próximo centésimo. o peso do corpo é expresso em newtons (N). que foi também formulada por _tewton. Para um corpo de massa m sobre a superfície da Terra. é usada também como medida de }?eso. a atração gravitacional.7 - PRECISÃO. a única força gravitacional de apreciável intensidade é a devida à atração da Terra. Dinâmica. 1. restringe-se ao significado de força da atração gravitacional e é expresso sempre em wtons. o uso da palavra '»eso".0000000994 N.9 N. então. a Eq.2 pés/s2. não deve ser maior do que o número algarismos que possam ser justificados pela precisão dos dados fornecidos. massa de cada uma das partículas. quilograma (kg). a força de atração recíproca entre elas será de 0. . Esta orça é evidentemente desprezível comparada com a atração da Terra e. tendo em vista que o corpo cai com uma aceleração g. no SI. não sendo aqui considerada. a palavra "peso" tecnicamente significa massa.PRINCfplOS DA ESTÃTICA / 7 1.nação uma força. obtida pela multiplicação sem aproximação.2) onde: F= força de atração recíproca entre duas partículas. pode ser calculada pelo resultado de um simples teste gravitaeional. Sendo essa . a unidade de massa.

Além disso.2503 e 4. pode-se escrever sen () ~. 1. Conseqüentemente. é relativamente pequeno. observa-se. Como exemplo. exige-se maior precisão nos dados para se obter precisão nos resultados. A ordem das quantidãdes diferenciais é assunto que acarreta freqüentes enganos. Pode-se empregar algumas simplificações quando se lida com ângulos pequenos. Para exemplificar as aproximações aqui citadas. expresso em radianos. tomemos um ângulo de 10 10 sen 10 tg 10 cos 10 == == 0.xima o limite matemático. o volume do elemento ~V de um cone circular reto de altÜra h eiaio de ba~e r pode ser tomado como uma fatia circular distante x do vértice e de espessura &.2391 com uma precisão de cinco algarismos significativos. Diferenciais de ordem mais alta podem sempre ser desprezadas.1. que a expressão completa para este volume do elemento pode ser 1I"r2 Ó. É muitas vezes difícil em cálculos um tanto longos. de modo que a diferença de 0. é necessário conhecer os nÚmeros 4.7. Três algarismos significativos dão a precisão considerada satisfatória para a maioria dos cálculos em Engenharia.017452 0.999848 Se for desejada uma maior aproximação. ficando simplesmente & para dx e de ~V (&)2 e (&)3 podem ser que é uma expressão exata no limite. Ocos () também é quase um.8 / ESTÁTICA Quando nos cálculos aparecem pequenas diferenças em quantidades grandes.017453 rad 0. Considere o triângulo retângulo da Fig.x)3] para dV. que o comprimento do arco 1 X () e o sen () são praticamente iguais. de abandonados. quando comparadas com as diferenciais de ordem mais baixa. Pode ser verificado. \ \ ~lX()=() cos () I I Fig. os termos em Ao se ~~a os limites.017455 0. V = h2 [x2 ó'x + x(Ó. o sen () e a tg () têm quase o mesmo\'alor.7 Fazendo a hipotenusa igual a unidade.0112 possa ser expressa com uma precisão de três algarismos.x)Z + i(ó. para pequenos ângulos. Assim. pela geometria da figura. pode-se manter os dois primeiros termos da série. que são . conhecer previamente o número de algarismos significativos necessários nos dados originais que assegurem uma certa precisão na resposta. quandoseapl'o-. onde o ângulo (). tg () ~ () cos () ~ 1 Essas aproximações significam que estamos considerando somente o primeiro termo da expansão em série dessas três funções.

da precisão exigida. Para 5 graus o erro é de 0.Jl!l1bas ªªo representadas simultaneamente.il!!~3[O_allXílio :valioso nas int.9s.apr0x!mações estarão sempre incluídas._mas_@nc_ajgua~ comJ:Jl~t~en~_~~~uação física real.005 por cento .51 por cento. Cada solução deve ser precedida de um roteiro lógico das etapas. no limite matemático: sen de = tg de = de cosde = 1 o ângulo 1. as hipóteses dependem do que se está procurando determinar e.nte a execuç!o da transiç_ão do raciocínio ent~ !~itu~ção física e a exgressão matSlmátic-ª-Lp.orql!e.!!B e_nh_ar_i~a... A medida que as seguintes relações são válidas.etp. é muitas vezes necessário desprezar pequenas distâncias. As soluções_gráfica~~sõmeilte fornecem o meio prático de obtenç. Uma das características mais importantes de um engenheiro bem sucedido é a sua habilidade para entender e fazer uso das hipóteses adequadas no decurso do equacionamento e da solução dos problemas de Engenharia. Urna força que está realmente distribuída numa pequena área de um corpo sobre o qual ela age pod. ângulos ou forças comparadas com grandes distâncias'.interpretação física e auxilia enormemente a visuaHzação dos aspectos tridimensionais de muitos Rroblemas> Segundo. eles tornam. é somente de 0. Sem dúvida.'e reconhecer ~O-. uma das maiores dificuldades encontradas pelo estudante é efetuar esta transição de raciocínio. através do equacionamento e análise de muitos problemas práticos que envolvem os princípios da Estática. ainda.e ser considerada como uma força concentrada. Assim.ão dos r!lsultad. O desenvolvimento de bons hábitos no equacionamento dos problemas e na representação de suas soluções é imperioso.~c_e_r_ta_s . 2. desde as hipóteses até a conclusão. Por exemplo. pensar primeiro em termos da situação física e depois em termos da correspondente descrião matemática. como os outros problemas de Engenharia. e sua representação deve incluir exposição clara dos seguintes pontos. cada qual inteiramente identificado: 1. onde a solução matemática direta seria impraticável ou difícil.possível a re12resentaç-ª9 de sistemas físicos no pa~por meio de croguis ou diagram~ A re12resentação geométrica é vital para a . _A_o_se_e_qu_a_c_i_o_n_ar_u_m_d_a_do--"problema de ~. que se aproxima. O estudante deve estar sempre alerta para as diversas suposições feitas no equacionamento dos problemas reais. ângulos ou forças. para 10 graus.!l.1cê~pos de ação. . _ É essencial que os problemas de Estática.!~gr~ mas.-e. somente de 0. DESCRIÇÃO DOS PROBLEMAS DE ESTÁTICA o estudo da Estática está voltado para a descrição quantitativa das forças que atuam nas estruturas em equilíbrio. A Matemática estabelece as relações entre as diversas quantidades envolvidas e torna possível edizer os efeitos destas relações. Algumas dessas aproximações podem ser matemáticas.. Ele de'.quaciQnamento de um 12roblema de Física re12resenta !lIlla descrição ideal. sujeito à ação do próprio peso. ao passo que esse mesmo peso não poderá ser desprezado se o problema exigir a determinação da deflexão ou flecha do cabo suspenso..PRINC!"PIOS DA ESTÁTICA / 9 o erro que se comete na substituição do seno pelo ângulo. o erro é. sejam resolvidos por métodos eficientes.. A análise de cada problema exige a passagem do r'aciocínio do que respeita à Física para o relativo à Matemática...--ºª---ªáficos muitas vezes propiciam o meio de solução de relações físicas.ões. comparadas com as outras dimensões relativas. Primeiro. no modelo matemático idealizado. Os gráficos são uma importante ferramenta em análise e têm muita utilidade em.Il!em. resultados desejados. dados apresentados...13 por cento e. como também allxiljam enoI:. para 1 grau. limite ou modelo. É preciso realizar um duplo processo de raciocínio para formular esta rição. O peso de um cabo de aço pode ser desprezado se a tração no cabo for muito superior ao seu peso. se as dimensões da área forem pequenas. Um dos principais objetivos deste livro é fornecer o máximo de oportunidade para o desenvolvimento desta habilidade. O terceiro uso dos gráficos é a eXP:Qsiç. enquanto outras serão físicas.reíaÇ. isto é.[odos resultados em cartas eJ~.8 - de é expresso em radianos.

Soluções descuidadas. Este isolamento tanto deve existir mentalmente como ser representado nopapel. Entretanto. é essencial ~o corpo em questª. É essencial que se tenha facilidade com ambas as formas de solução. Na aplicação das leis da Estática. 5. Além dis!. No Cal" 3 apresentamos e usamos. através de soluções gráficas. a intensidade de cada quantidade. desenvolvendo-se uma solução literal. cálculos.. Primeiro. que as leis que 'aplicamos sejam cuidadosamente fixadas na mente e que estes princípios sejam aplicados literal e exatamente. onde as respostas aparecem como símbolos algébricos ou como resultados numéricos.s_exID.çõe.. 4.e uma (or. E também importante que a apresentação do trabalho seja li1p. Isto porque o isolamento do corpo é a ferramenta na qual a causa e o efeito estão claramente separados. os valores numéricos das quantidades podem ser usados diretamente. De modo a reduzir o tempo de cálculo na resolução dos problemas. uma vez sejam tratados por um mé~ de resol~ã~ lógico e disciplinado. no decorrer da solução.r-------~-----------------------------~~-------------~•. É essencial. O estudante que tem pronto acesso às facilidades da computação digital pode resolver alguns dos problemas escolhidos por este meio. é evidente em cada estágio do cálculo. O estudante verificará que as soluções dos problemas de Estática podem ser obtidas por 1im dos seguintes meios: utilizando-se uma solução matemática direta com os cálculos a mão.®s atuantes é chamado de diagrama de corpo livre.ç-ª.~_d_e_atra. Muitos problemas que a princípi6-podem parecer difíceis e complicados. . ~ ordem de grandeza dos valores nUÍnéric~E. a solução literal permite fazer uma verificação nas dimensões em cada etapa. Este procedimento oferece vantagem.-o ~f~isolaqo de todos os outros corpos. / Surpreendentemente. diagramas necessários.Sobr{l um corpo. Terceiro. ao passo que a homogeneidade dimensional pode ser perdida quando se usa somente valores numéricos. Nessas aplicações. Com a substituição dos valores numéricos. quando é importante o significado prático da intensidade de cada termo. respostas e conclusões. que não podem ser facilmente lidas por outros.eve ~I_obse!ya~ ~pr~c~~homogeneidac!e <!!wensi9I!al dos termos devem ser freqüentemente verif!çadªs. em forma numérica. por si só. é aconselhável incorI'orar uma série de verificaçõ~ dos cálc~os ellLpontos intermediários ~ão. porque a prática só se consegue pela resolução de problemas. expressa em sua unidade particular. a solução simbólica tem várias vantagens sobre a numérica. o método de análise é de grande importância. onde certos problemas são resolvidos praticamente. Segundo.[o_d. a Estática está baseada em apenas alguns poucos conceitos fundamentais e contém principalmente a aplicação destas relações básicas para uma variedade de situações. uma ajuda inestimável ao desenvolvimento das habilidades para o equacionamento e a análise. a simplificação conseguida pelo uso dos símbolos literais auxilia a evidenciar a conexão entre a situação física e sua representação matemática. na solução de um problema. pela primeira vez neste livro. e a grande maioria dos problemas está dentro desta categoria. ou por meio de um moderno computador digital que é vantajoso especialmente quando se lida com um grande número de equa·ções ou dados repetidos. e a apreciação para a aplicação exata de um princípio é posta em evidência. 10 / ESTÁTICA 3. quando se usam diferentes conjuntos de unidades e dimensões. que terminará indicando a resposta por meio de uma fórmula. A escolha do método mais apropriado de solução é um importante aspecto da experiência a ser obtida no trabalho de resolução dos problemas. ~ aplicação dos princípi~lque definem as condi. de modo que um cálculo c01!!pleto e preciso de todas as forças que agem neste corpo possa ser obtido.o. ou esta pode ser encaminhada com símbolos algébricos..pa e ordenada.ç. são de pequeno ou mesmo de nenhum valor. pode-se usar repetidamente uma solução literal para obter respostas para o mesmo problema.ça. O diagrama de tal corpo isolado com a representação de todas as fQr. a técnica do traçado do diagrama do corpo livre. Este método do diagrama do corpo livre é a chave para o êntendimento da Mecânica. A disciplina exigida aliada a uma boa apresentação será. tornam-se claros e diretos. os dados da maioria deles são fornecidos em números fáceis de trabalhar.

mas de toda a Mecânica. Vemos. pela força que atua em um dos parafusos que o prendem à base. 2. por conseguinte. como pode ser verificado. A ação de tração P do cabo no surporte. as propriedades de umaJ'orça isolada. está representada na Fig. Neste capítulo colocamos os alicerces necessários ao entendimento básico. tais como. portanto.1 .2. Uma mudança em qualquer uma destas especificações altera o efeito no suporte. mostrado na Fig. em detalhes.FORÇA Antes de lidarmos com um grupo ou sistema de forças será necessário examinannos.2 . Verificou-se que força é uma quantidade vetorial. Força tem sido definida como o resultado da ação de um corpo sobre outro. não somente da Estática. análise de tensões. A experiência obtida através deste exame será de fundamental utilidade por todo o estudo da Mecânica e também no estudo de outros assuntos. do ângulo 8 e da posição do ponto de aplicação A. direção.2 SISTEMAS DE FORÇAS 2. A fj p (a) (b) Tração no cabo p Fig. projeto de elementos de máquinas e escoamento de fluidos. 2. ou pela tensão interna e deformação do material em qualquer ponto do suporte. por exemplo. que a especificação completa da ação de uma força exige o conhecimento de sua intensidade. tendo em vista que seus efeitos dependem de sua direção. sentido e intensidade de ação e pode ser combinada vetorialmente a outras forças de acordo com a lei do paralelogramo.1 INTRODUÇÃO Neste capítulo e nos seguintes examinamos as propriedades e os efeitos das várias espécies de forças. sendo. tratada como vetor fixo. 2. ao atuarem nas estruturas e nos mecanismos.1b pelo veto r força de intensidade P. sentido e ponto de aplicação. O efeito desta ação no suporte dependerá de P. O estudante não deverá prosseguir.la. enquanto não dominar por completo tudo o que for aqui apresentado.

12 /

ESTÁTICA

Uma força pode ser aplicada por contato mecânico direto ou por ação remota. As forças gravitacionais, elétricas e magnéticas"atuam físico direto. " por ação remota. Todas as outras forças reais são aplicadas através de contato

A ação da força acarreta, no corpo em que atua, efeitos que podem ser divididos em externos e internos. No suporte da Fig. 2.1 os efeitos externos da força P são as forças de reação (não representadas), exercidas no suporte pela base e pelos parafusos em conseqüência da ação de P. Então, as forças externas ao corpo são de duas espécies: forças.aplicadas (ativas) e forças reativas. Os efeitos internos da forçaP no suporte são as tensões internas e as deformações resultantes, distribuídas por todo o material do suporte. As relações entre as forças e as deformações internas abrangem as propriedades do material do corpo e são estudadas juntamente com resistência dos materiais, elasticidade e plasticidade. Quando lidamos com a mecânica dos corpos rígidos, onde se dá importância somente aos efeitos externos das forças, a experiência mostra que não é necessário restringir a ação da força aplicada ao dado ponto. Portanto, a força P atuando na chapa rígida, vista na Fig. 2.2, pode ser aplicada em A, emB ou em qualquer outro ponto sobre sua linha de ação e os efeitos externos resultaIltes da força P, isto é, a força exercida na chapa pelo suporte do mancal em O e a exercida pelo rolete de apoio em C não irão se alterar. Esta conclusão é definida pelo princípio da transposição de forças, que estabelece que uma força externa, atuando num corpo rígido, pode ser aplicada em qualquer ponto do seu suporte ou linha de ação sem alterar os seus efeitos resultantes. Quando são pesquisados somente os efeitos externos resultantes da aplicação de uma força sobre um corpo rígido, pode a mesma ser considerada um vetor deslizante, sendo necessário e suficiente especificar sua intensidade, sentido e linha de ação e suporte. Como este livro lida essencialmente com a mecânica dos corpos rígidos, quase todas as forças são consideradas vetores deslizantes em relação ao corpo rígido em que atuam.

Fig.2.2
--------

As forças podem ser concentradas ou distribuidas. Realmente, o contato de uma força aplicada se faz, sempre, sobre uma área fmita e, portanto, a força é distribuída. Quando as dimensões da área são desprezíveis, comparadas com as demais dimensões do corpo, a força pode ser considerada concentrada em um ponto. A distribuição de uma força pode ser sobre uma área, como no caso de contato mecânico, ou sobre um volume, quando atuam as forças da gravidade e magnética. O "peso" de um corpo é a força da gravidade distribuída sobre seu volume, e pode ser considerado como uma força concentrada que atua no centro de gravidade do corpo. Normalmente, a posição do centro-de gravidade é facilmente determinada por considerações de· simetria. No entanto, se a posição não for clara será necessário calcular separadamente sua posição, o que é apresentado no Capo 5. Uma força pode ser medida por comparação com outras forças conhecidas, usando-se uma balança mecânica, ou pela deformação calibrada de um elemento elástico. Qualquer dos processos têm como base um padrão primário. A unidade padrão de força no SI é o newton (N) e no Sistema Inglês é a libra (lb), como definido no item 1.5. A característica das forças expressas pela terceira lei de Newton deve ser cuidadosamente observada. A ação das forças está sempre associada a uma reação igual e oposta. Devemos ter cuidado em determinar qual das forças do par está sendo considerada. A situação fica perfeitamente defmida quando o corpo em questão é isolado e, se representa a força que atua sobre o corpo (e não pelo corpo). É muito fácil cometermos um erro, por descuido, e considerarmos a força errada do par, a menos que façamos uma cuidadosa distinção entre cada ação e sua conseqüente reação. Duas forças FI e F2, concorrentes, podem ser somadas pela regra do paralelogramo, no plano comum a ambas, para que se obtenha uma resultante R, como é vista na Fig. 2.3a. Se as duas forças concorrentes encontram-se no mesmo plano, mas são aplicadas em dois pontos diferentes, como na Fig. 2.3b, elas podem

SISTEMAS

DE FORCAS

I

13

(a)

(b)

(c)

Fig.2.3

ser deslocadas ao longo de suas linhas de ação, de acordo com o princípio da transposição, e a soma vetorial R completada no ponto de concorrência. A resultante R pode substituir as forças F 1 e F2, sem alterar os efeitos externos sobre o corpo, no qual elas atuam. Podemos usar, também, a regra do triângulo para obtermos R, exigindo, no entanto, o deslocamento da linha de ação ou suporte de uma das forças, como está mostrado na Fig. 2.3c. Na Fig. 2.3d estão somadas as mesmas duas forças e embora estejam mantidas a intensidade e direção corretas de R, a linha de ação não é a verdadeira, pois a resultante R obtida deste modo não passa pelo ponto A. Este tipo de combinação ou soma deve ser evitado. Algebricamente a soma das duas forças pode ser registrada pela equação vetorial:

Além da necessid;lde de combinar forças para obter uma resultante, substituir uma força por suas componentes, atuando segundo duas direções na Fig. 2.3a, pode ser substituída ou decomposta em dois componentes F 1 simplesmente pela complementação do paralelogramo, como mostrado para /dades de Fl e F2.

há muitas vezes necessidade de especificadas. Assim, a força R, e F2 nas direções especificadas, que se sejam obtidas as intensi-

Um caso especial da soma aparece quando as duas forças Fl e F2 são paralelas, Fig. 2.4. Elas podem ser somadas pela prévia inclusão de duas forças iguais, opostas e colineares F e ~, de intensidades adequadas, que, consideradas em conjunto, não produzem nenhum efeito externo sobre o corpo. Somando Fl e F2 para fornecer Rl e combinando-a com a soma R2 de F2 e -F resulta R, correta em intensidade, sentido, direção e linha de ação. O método exposto é, também, utilizado ao se combinar graficamente duas forças que sejam quase paralelas, apresentando, portanto, um ponto de concorrência muito distante. É recomendável dominar a análise dos sistemas de forças bidimensionais, antes de abordar a análise tridirnensional. Com esta fmalidade, dividiu-se o restante deste capítulo nestas duas categorias. Porém, se o estudante possui bom conhecimento da análise vetorial, pode estudá-Ias simultaneamente.

R

Fig.2.4

I

ESTÁTICA

SEÇÃO A.

SISTEMAS DE FORÇAS BIDlMENSIONAIS RETANGULARES

2.3 -

COMPONENTES

A decomposição bidimensional mais comum de uma força F é a sua decomposição nas componentes retangulares Fx e Fy, conforme mostrado na Fig. 2.5. Conclui-se imediatamente da figura que

Fx
Fy

= FcosB
=
Fsen ()

(2.1)

onde F é a intensidade de F e Fx e Fy, as intensidades de Fx e Fy. Se introduzirmos os vetores unitários nas direções x e y, conforme indicado na Fig. 2.5, podemos escrever a equação vetorial

ie j
(2.2)

Para eliminar qualquer ambigüidade, é recomendado representar por linhas tracejadas as componentes de uma força, como na Fig. 2.5, ou vice-versa. Com qualquer destas convenções, estará sempre claro quando a representação significar uma força e suas componentes .ou três forças separadas, que seriam indicadas por três vetores em linha cheia.

Fig.2.5 Os problemas reais não vêm com eixos de referência. A sua determinação é arbitrária e depende da conveniência, sendo freqüentemente deixado ao estudante escolhê-Ios. A escolha lógica é, geralmente, a indicada pela geometria do problema. Por exemplo, quando as dimensões principais de um corpo são dadas nas direções horizontal e vertical, é conveniente selecionar os eixos de referência nestas direções. Porém, nem sempre as dimensões são fornecidas nas direções horizontal e vertical, nem os ângulos medidos no sentido anti-horário a partir do eixo x, como também não é obrigatório que a origem das coordenadas esteja na linha de ação de uma força. Portanto, é muito importante que se tenha a capacidade de determinar as componentes de uma força, qualquer que sejam a orientação dos eixos e o sentido de medida dos ângulos. A Fig. 2.6 sugere alguns exemplos típicos de decomposição de forças em duas dimensões, cujos resultados deveriam ser pronta-

~

Fx = Fsen {3 Fy=Fcos{3

1
Y,
Fx
Fy

I

/

I

Y

==-

F cos (3 Fsen{3

Fx = Fsen(7r - (3) Fy = - F cOS(7r - (3)

Fx = F cos ({3 - a) Fy = Fsen({3 -a)

Fig.2.6

SISTEMAS DE FORCAS

I 15

mente identificados pelo estudante. Assim, é evidente que a memorização das Eqs. 2.1 não substitui a necessidade de compreender a lei do paralelogramo e de saber fazer a projeção correta de um vetor sobre eixos de referência. Um esboço aproximado sempre ajuda a esclarecer a geometria e a evitar erros.

Problema Resolvido

2.1

y

Uma força F de 100.N é aplicada a um suporte fixo, como se vê na Itgura. Determinar as componentes retangulares de F: (1) nas direções x e)l; (2) nas direções x' e y'. (3) Determinar também as componentes de F nas direções x' ey'.

F .•• ~ __ 20·

=

lOON

"

30·---x ,, ,,'x'

Solução. Parte (1). As componentes x e y de F são mostradas na parte a da figura, e são: Fx

=

F cos 8x

=

100 cos 20°

94,ON.
Fy

y I I

Fy = F cos 8y = 100 cos 70°

34,2N.

Resp.

LdCJ--x
F
F",

Parte (2). As componentes de F, nas direções dos eixos x' e y' são projeções sobre esses eixos, como se pode ver na parte b da figura, e são: Fx' = F cos 8x' = 100 cos 50° Fy' 64,3 N.

(a) y I
I

(6) Fy160· Resp.

=

F cos 8y'

=

100 cos 40°

76,6 N.

Parte (3). As componentes de F nas direções x' e y' não são retangulares e são obtidas pela complementação do paralelogramo, como é mostrado na parte c da figura. As componentes podem ser calculadas pela lei dos senos, resultando:

I I I

--x

Resp. Nota:

seus resultados os valores calculados. (c) F x ' y - 0,940 0,866100 com F sen sel160° F = 1085 N. F '= - 60° 0,766 - -,5. 88 <D N Obtenha Fx' e Fy graficamente e compare

'

,

,
x

Problema Resolvido

2.2

Combine as duas forças P e T, que atuam sobre o ponto B, da estrutura fixa, em uma só força R.

6

I

ESTÁTICA

Solução. O paralelogramo da soma de T com P está mostrado na figura. Primeiro tem-se que determinar o ângulo cx e depois encontrar R através da lei dos co-senos. Da figura

p

BD
tgcx

=

AD

6 sen 600 3 + 6 cos 600

=

0,S66,

cx

= 40,90

A lei dos co-senos aplicada ao paralelogramo formado pelos vetores dá R'
R

600' + SOO' - 2 (600) (SOO)cos 40,90 524 N

274300 Resp. Nota:

O ângulo IJ dá a direção de R e é obtido da lei dos senos 600 sen IJ 524 sen 40,90;

(!) Observe atentamente o reposicionamento
sen IJ

=

0,750;

IJ

=

4S,6°

Resp.

de P para permitir a construção do paralelogramo de soma em B.

PROBLEMAS

PROPOSTOS
2.4 Um cabo exerce uma força F sobre uma cantoneira fixada a um elemento estrutural. Se a intensidade da componente x de F é 900 N, calcular a componente y e a intensidade de F.

2.1 Calcular as componentes x e y da força P, de intensidade igual a 20 kN, atuando sobre o elemento estrutural. Resp.
Px

= -19,70

kN; Py

= 3,47kN

p
Y

20· x

~

I I I I I

l.. Probl. 2.1

...:.. __

--.l

2.2 Encontre a componente retangular, na direção de BC, da tração T = 600 N do Problema Resolvido 2.2. 2.3 Quando a carga L está a 7 m do pino C, a tração T no cabo tem a intensidade de 15 kN. Escrever a expressão vetorial de T usando os vetores unitários i

Probl. 2.4 2.5 O tensor C é montado de modo a dar uma tração de 900 N no cabo. Calcule as componentes x e y da força exercida sobre o quadro pelo cabo, em B. Resp. Fx= -879N; Fy= -195,2N
900

ej.
Resp.

T=

12,S6i + 7,72j kN

, l/i
I
I

~l 6m
I .

mm

Til

A~

l3m -I.

7m-J
Probl. 2.3

c1__
<

AI
400

IY I

mm

L__ -X

Probl. 2.5

SISTEMAS DE FORÇAS

/ 17

2.6 A tração T no cabo vertical é igual ao peso do caixote. Calcular as componentes Tt e Tn, nas direções da lança e normal a ela, respectivamente, da força T aplicada pelo caixote à lança em A.

2.9

Calcular a intensidade da força única R equivalente às duas forças mostradas. Determinar também o ângulo e, entre R e o eixo positivo dos x, medido no sentido anti-horário. Resp. R = 9,17 kN; e = 109,1 °

I I I I

A y 10 kN

10m
I I ~

!1
~8kN ,. '-.ô---x Probl. 2.9

I I
I I

Probl. 2.6 2.10 Resolver o Probl. 2.9 graficamente. 2.7 O camo circular tem uma excentricidade e = 20 mm e raio r = 40 mm. Na posição de e = 30°, a superfície lisa inferior do seguidor eXerce uma força para baixo sobre o camo de 400 N, normal às superfícies de contato. Calcular a componente retangular F' desta força, na direção da linha que liga o ponto de contato ao centro do eixo. Resp. F' = 378 N 2.11 Com que ângulo e deve ser aplicada a força de 400 N para que a resultante R das duas forças tenha a intensidade de 1 000 N? Nestas condições, qual será o ângulo (3 entre R e a horizontal? Resp. e = 51Y; (3 = 18,2°

400N

~
Probl. 2.11

2.12 A força vertical de 10 kN deve ser substituída por duas outras forças, uma F" orientada na direção da linha de 45° a-a e outra F2, com intensidade de 8 kN. Calcular a intensidade de F,e o ângulo e, antihorário, entre F 2 e o eixo x. Resp. F, = 10,81 kN, com e = 17,1° ouF, = 3,33 kN, com e = 72,9° Probl. 2.7 2.8 O cilindro hidráulico exerce uma força de 40 kN na direção de se~ eixo, em posição à carga que está levantando. Determinar as componentes Fn e Ft, normal e tangente respectivamente, à direção AR, no momento em que e = 30°.

Probl. 2.12

2.13 Resolver o Probl. 2.12 graficamente. 2.14 O conjunto rígido ARC é suportado pelo pino A e pelo elo articulado D e está submetido à ação de uma força F em C. Poder-se-ia concluir, pelo princípio da transposição de uma força, que a reação no pino em

f--l,5 fi ----i
Probl. 2.8

59 kN A 4kN B Probl. através de cabos conforme mostrado. de modo que é necessário aplicar duas forças. -1- ~ 1. quando atuava a força de 100 kN. em vez de C? vetores unitários nas direções x e y.63i + 6. T. 2. _--=.1'5 Decompor a força de 4 kN em duas componentes: uma na direção AB e outra na BC. 1): = 53. na barra B.) F B Probl.. A carga de 100 kN é substituída por uma força P.0° r-2oo1 I /f.20 . Calcular a intensidade de P.06j kN. aplicando uma força na direção do seu eixo horizontal. Resp.19 150mm 1 1 4m 2. 2. Os ângulos internos da treliça são todos de 45° ou 90°.6° 2. Probl. usando os 4 kN- 6kN F Probl.18 A resultante da carga de 100 kN e da tração T.T correspondente na tração da barra B. uma na direção do eixo y e outra na direção horizontal h. ~ -±- " À. R = 2. conseqüente. Determinar as intensidades dessas componentes.16 Deseja-se remover o grampo da madeira.6kN Probl. Determine. 2. (Sugestão: a resultante de P e o novo T é o mesmo vetor que a resultante da força de 100 kN e T original. de modo que a intensidade de sua componente ao longo de CA não ultrapasse 80 por cento da intensidade da componente na direção de BC? Resp. I) = 66. Determinar o acréscimo f:.15 t lOOkN r-2.omm --'l Probl. aplicada na direção da linha tracejada. também.16 2. FAB = 2. Calcule o ângulo I) feito por R com o eixo x. de tal modo que produzam o mesmo efeito de F. 2. de modo que resulte sobre o pino em A o mesmo efeito que anteriormente existia.17 Probl.. 2.93 kN. Um obstáculo A impede o acesso direto.18 I ESTÁTICA A seria a mesma se F fosse aplicada em D ou em E.14 ~ I J 2. uma de 1.19 Qual o máximo ângulo I) que a força F pode ser orientada. para assegurar que a tração T se dê ao longo do eixo do grampo. mostrada na figura.17 Substitua as forças de 6 kN e 4 kN por uma única força equivalente R. FBC = 3. Resp.20 A força F = -401 60j N deve ser substituída por duas outras. 2. passa pelo ponto A e resulta em certa força sobre o pino que suporta a treliça nesse ponto. expressa como vetor.18 2. Calcule a intensidade de P. 2.6 kN e outra P.

Px' = 800 N. quando decomposta nas direções dos eixos x e y. 2. normal ao plano do corpo é. 2. Quando lidamos com forças que atuam num dado plano.21 graficamente. tem uma componente x de 500 N. A Fig. R = 898 N. Resp. Realmente.4 . O sentido de M depende da direção da rotação imprimida ao corpo pela força F. por sua vez. A regra da mão direita. Determinar a intensidade de P.62 m BOON GOON P 1~ 4 400= I ---t---+-T-· I 300 mm '_-""+ __ r t ~~f I 91 DIJ Probl.24 As duas forças que atuam sobre a estrutura rígida devem ser substituídas por uma única força equivalente R. --+--+/ A Probl. Esta tendência é conhecida como momento M da força em relação ao eixo dado.para forças copla- .() pode ser representado por um vetor apontando no sentido do polegar com os outros dedos curvados no sentido da rotação do corpo.7a mostra um corpo bidirnensional sobre o qual atua uma força F.24 I l. 2. também. P = 500i + 965j N. x = 1.7c.7b.II 2.21 A força P. 2. é usada para identificar esse sentido. As unidades básicas momento são newton-metros (N om). usando oS vetores unitários dos eixos x-y e calcule a componente na direção y' de P. Determinar a intensidade de R e a distância x para o ponto A. Resolver graficamente ou algebricamente. A representação vetorial dos momentos.3) O momento é um vetor M perpendicular ao plano do corpo." \ Probl. e o moménto de F em torno de O. é costume falarmos do momento em torno de um ponto. a intensidade do momento é definida como M = Fd (2. a distância perpendicular do eixo à linha de ação da força. as ff)rças tendem também a girar o corpo em torno de qualquer eixo que não cruze. nem seja paralelo à sua linha de ação. na Fig. Portanto.. 2. 2. Fig. está subentendido o momento em relação a um eixo normal ao plano e passando pelo ponto.23 2. Quando decomposta nas direções dos eixos x' e y'. (Execute a solução com ajuda da geometria dos vetores da figura. proporcional à intensidade da própria força e ao braço de alavanca d.22 Resolver o Probl. o momento da força F em torno do ponto O.) Resp. sem soluções simul tâneas.~. 2. Resp.21 I . contida no seu plano. 2. A intensidade do momento ou tendência da força girar o corpo em torno do eixo "O"(). O momento de uma força é. aplicada no ponto A. Assim. O momento M obedece a todas as regras da combinação vetorial e pode ser considerado um vetor deslizante com uma linha de ação coincidindo com o eixo dos momentos. freqüentemente denominado torqile. Expresse P como um vetor.MOMENTO Além da tendência de deslocar um corpo na direção de sua aplicação. Py' = 736 N @be-se que a resultante de duas forças passa pelo ponto A. que é. claramente.. P = 675 N SISTEMAS DE FORÇAS I lS 2. tem a intensidade Mo = Fd e está no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

Construamos a linha AO e projetemos os. ~1. O Teorema de Varignon não fIca restrito ao caso de somente duas componentes mas aplica-se igualmente a três ou mais. Multiplicando pela distância AO e substituindo os valores de p. para peças coplanares. Tracemos também os braços dealav{U1cap. r.7 nares é desnecessária. visto que os vetores ou estão saindo do plano do papel (sentido anti-horário) ou entrando (sentido horário). como se vê na figura. que atuam no ponto A (Fig.2. Uma vez que o paralelogramo formado pelos lados P e Q exige que ac seja igual a bd. q. F I O (a) __ (b) (c) Fig. r das três forças.2. q.8 . Como centro dos momentos escolhamos. o ponto O. 2. Um dos mais importantes princípios da Mecânica é o Teorema de Varignon ou Teorema dos Momentos. em relação ao ponto O. arbitrariamente. Teorema dos Momentos.8). é evidente que. ad ou R sen 'Y = ab + bd = ab + ac = P sen o: + Q sen (3. os sentidos dos momentos podem ser defInidos pelo emprego do sinal mais (+ ) para os de sentido anti-horário e do sinal menos (-) para os de sentido horário ou vice-versa. que. Para demonstrar este teorema consideremos uma força R e suas componentes P e Q. para as quais o teoremajá foi demonstrado. Tendo em vista que li soma de vetores livres e paralelos pode ser efetuada pela álgebra escalar. visto que é sempre possível por combinação direta reduzir um número qualquer de componentes a duas. 'Y.20 I ESTÁTICA o I I I cb. três vetores sobre uma normal a esta linha. por o:~ (3. É necessário somente que se adote sempre a mesma convenção de sinal na solução de um problema.M I I / / '<>--. resulta Rr = Pp +Qq o que prova que o momento de uma força'em relação a qualquer ponto é igual à soma dos momentos de suas componentes em relação ao mesmo ponto. A Fig.~~1:. estabelece: o momento de uma força em relação a um ponto qualquer é igual à soma dos momentos das componentes da força em relação ao mesmo ponto. e indiquemos os ângulos formados pelos vetores com a linha AO.

. = 600 cos 40° = 460 N. elimina-se o momento da componenté F" O braço de alavanca de F2 é d2 '"" A = 2+4cotg40° = 6.68) = 2610 N· m. Notas: CD (lI) Substitua a força por suas componentes retangulares em A: F. (III) Usando o princípio da transposição.-------':rF. 3 (IV) Movendo a força para o ponto C. Resp. eliminando o momento da componente F2• O braço da alavanca de F.35) = 2610 N· m. . ® Não deve causar estranheza o fato de os pontos B e C não pertencerem ao objeto.77m "" "" "" "" " F2 e o momento é O MO 386 (6. Resp. = e o momento é MO 4 + 2tg40° = 5.77) 2610N·m. usando quatro processos diferentes. (1) O braço de alavanca para a força de 600 N é d = 4 cos 40° + 2 sen 40° = 4. porque o cálculo matemático do momento de uma força não requer que ela esteja sobre o corpo. o momento é MO = 460 (4) + 386 (2) = 2610 N· m. Resp. é d. o momento MO = 600 (4. se o esboço for cuidadosamente traçado.3 Calcular o momento da força de 600 N em torno do ponto O na base do poste. = 460 (5. pelo teorema de Varignon. 40° 4m 600N Solução.35 m é horário e tem a intensidade Usando M = Fd.68m ® Este é o procedimento que conduz à solução mais rápida. Então.SISTEMAS DE FORÇAS I 21 Problema Resolvido 2. deslizar a força de 600 N ao longo da sua linha de ação até o ponto B. -------. F2 = 600 sen 40° 386 N A geometria aqui e em problemas semelhantes não causará dificuldade. Resp.

dando o mesmo momento que a força de 600 N dá em torno do ponto O. 2. Calcular estas forças. Calcular o momento M B de F em torno do ponto B.28 2. é composta de quadrados de 1 m de lado. em duas forças dirigidas para baixo.25 No Problema Resolvido 2.1 m de lado. Resp. . de um ponto onde se deve aplicar uma única força externa P. Calcular a intensidade de P.29 A 2. aplicada no punho da chave de grifo.30 Determinar a distância y do topo do mastro. para a posição da chave mostrada na figura. Resp. no sentido horário 800 N 2m 300 N Probl. P = 584 N. de modo que se duplique os efeitos externos das duas forças dadas.26 o momento da força P em torno do ponto A é 30 N· m.2.3.31 Calcular o momento da força de 250 N. MB = 27. de tal modo que não haja alteração no efeito externo global sobre a viga. Resp. Encontre o ângulo correspondente e entre P e a horizontal.6° 2. A chapa sobre a qual atua a força está dividida em quadrados de 0. mostrada na figura. 250 N 2. RA em A e RB em B. 2.4 m Probl. Resp. 2.28 Calcule o momento de força de 400 N em torno do ponto O..que atua sobre a viga. M= 78.22 / ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2.32 Uma força de 200 N é aplicada na extremidade da chave para apertar um dos parafusos do flange que mantém a roda presa ao eixo do veículo. Uma força F = 10 kN está em um ponto A na direção mostrada.26 1m 2.27 A chapa retangular.1 m Probl. 2m p 0.29Deseja-se substituir a força de 1 OOON.7 kN 'm. Determinar o momento M produzido por esta força em torno do centro O da roda. e = 26. detenninar a intensidade da menor força P que pode ser aplicada no ponto A.2.1 m 0. y = 0. em torno do centro de parafuso. 2. 400 N ~100 mm -1600 Probl.30 2.31 120 mm Probl.3 N ·m.

32 Probl. for nulo. causado pela força de 160 kN.v_ . gráfica e algebricamente.. a tração T no cabo deve fornecer um momento de 72 kN' m..-.37 2. resultar nulo. Probl. determinar a intensidade de P.36 2. na posição mostrada. também._.2. 2.SISTEMAS DE FORÇAS I 23 Probl.38 ~_ A 2. determinar a intensidade R da sua resultante. em torno do ponto A.36 Se o momento combinado da força de 50 kN e da força P. ~.. 200N 2.65 kN Probl.33 Calcular o momento. em torno do ponto O. \ Probl.34 Para erguer o mastro a partir da posição mostrada.35 2. 2.34 2. . 2.. A chapa sobre a qual as forças atuam está dividida em quadrados. Resp.38 No mecanismo manivela-cursar mostrado. • ! . em função de C. N l-12mj Probl. MO' 2._J_ . T = 8. Deduzir a expressão para o momento de C em torno do eixo O da manivela.33 _-<_ . ·_ ~ ) ! 160 kN . 1 e do ângulo variável e. Determinar T._ Probl. __ . P = 51. suportada pelo cabo do guindaste de esteira.. em torno do ponto A.~·>_ .-.37 Se o momento combinado das duas forças. •••• _.. Calcular. a bielaAB de comprimento 1 suporta uma força de compressão variável C. __ . 50kN . Resp. Determinar a intensidade da força T para que o momento total em torno do ponto C seja nulo. r.39 Os olhais do topo do mastro suportam as duas forças mostradas. em torno de C.2.5 kN ~ _0 < <LC . __. 2.35 Determinar o ângulo e que maximiza o momento MO causado pela força de 200 N em torno do eixo em O. 2.

2. Encontrar M para este ponto. O momento combinado das duas 'orças em torno do eixo normal ao plano das forças e que passa por um ponto qualquer situado sobre o plano. M=40Nom y o to F d p e c Probl.39 C s a ~40 No Probl.9 . Estas duas forças não podem ser combinadas. visto que sua soma é zero em todas as direções. em torno do qual o momento M das duas forças é máximo. 2.. iguais e opostas. é o conjugado M. e separadas por uma distânciaq (Fig. opostas e não colineares é conhecido como conjugado.2mm.24 / EST Ã TICA 2. Esta expréssão. calcular a intensidade da força T de modo que não haja flexão do mastro no ponto O. resultando uma força única. na periferia da roda. as coordenadas do ponto A.CONJUGADO o momento produzido por duas forças iguais.41 2.23 kN m Probl. tal como O.39. Seu efeito produz. 2. A (-173.2. unicamente.5 .9a). gráfica ou algebricamente. Considere a ação de duas forças F e -F.41 Determinar. uma tendência de rotação. Resp. T= 3. quando visto de :ima. Um conjugado tem certas propriedades exclusivas e importantes aplicações na Mecânica. 2. Resp. não contém qualquer referência ã dimensão a que (a) 6)(2) ou ou Conjugado em sentido anti-horário (\8 I i (b) I cbM' W@ (c) Conjugado em sentido horário Fig. cuja intensidade é de M = F(a +d) -Fa ou M = Fd e está no sentido contrário ao movimento dos ponteiros de um relógio. para a intensidade do conjugado. -100mm). para o caso ilustrado.

2. podemos representá-Io por um vetor livre M. também. Posteriormente.11 . então. está no sentido anti-horário. que atua em um outro ponto B.11. como se vê na figura do lado direito. Esta decomposição de uma força em outra força e um conjugado é ilustrada na Fig. pois encontra repetidas aplicações em Mecânica. contanto que seu produto permaneça o mesmo. Conclui-se. O transporte pode ser observado na figura central. o sentido de um vetor conjugado como horário ou anti-harário.9b. como é mostrado na ig. Conclui-se que um conjugado tem o mesmo valor para IOdos os centros de momento. e por um conjugado. 2. A representação deste efeito duplo é. 2. onde a direção de M é normal ao plano do conjugado e o sentido do vetor é estabelecido pela regra mão direita. Assim. este conjugado não sofrerá alteração se os valores de F e d forem alterados.2. que representa a mesma tendência para girar os carpos na direção mostrada. em cada um dos quatro casos. freqüentemente. que a força original F aplicada em A e a força -F. para o exemplo escolhido. resultando uma simples força. A decomposição da força numa força equivalente e num conjugado é uma etapa do estudo que deve ser inteiramente dominada. manteremos a notação vetorial para sua representação. sem introduzir qualquer efeito externo sobre o corpo. Portanto. quando tratarmos com vetares conjugados em problemas de três dimensões. igual e paralela.SISTEMAS DE FORÇAS I 25 o n- Jocaliza as forças em relação ao centro de momento O. que um dado conjugado e uma força. Um conjugado não se altera. Como o vetor conjugado M é sempre perpendicular ao plano que contém as forças que o compõe. onde a força dada F. a força original que atua em A costuma ser substituída pela mesma força. na análise bidimensional. Do mesmo modo um conjugado não é afetado ao se admitir as forças atuando em qualquer um dos planos paralelos. facilitada pela substituição da 'orça dada por outra. empregando uma das convenções mostradas na Fig. 2.9c. igual e oposta.10 mostra quatro diferentes configurações do mesmo conjugado M. Fig. aplicada emB constituem o conjugado M = Fd que. para compensar a alteração no momento da força. Observa-se. desde que a intensidade e a direção de seu vetar permaneçam constantes. onde as forças iguais e opostas F e . pode-se representar. no sentido anti-horário. Conseqüentemente. O conjugado é definido. M M c1 ~ :±. podem ser combinados. que se encontre no plano definido pelo mesmo (normal ao vetor do conjugado). A Fig. sem que os seus efeitos externos sobre o corpo sejam alterados. 2.10 O efeito das forças que atuam sobre os corpos tem sido definido em termos da tendência que as mesmas têm de empurrar ou puxar o corpo em sua direção e de girá-Io em torno de qualquer eixo que não cruze sua linha de ação. e pelo conjugado. que atua no ponto A é substituída pela mesma força deslocada para algum ponto B e pelo conjugado Jf = Fd.F são adicionadas no ponto B. -2F V2F Fig. pelo mesmo vetor livre.

3/400 = 0.060) cos e Igualando as duas expressões 1 60 e 500 (0. assim. O conjugado dado é anti-horário. e sua intensidade é [M=FdJ M Dimensões em milímetros = 200(0. isto é.P produzem um conjugado anti-horário [M=Fd] M = 500 (0. a linha de ação da força resultante única de 400 N.160) cos e Resp.5 Substituir a força horizontal de 400 N.200+0. Substituir este conjugado por outro equivalente consistindo de duas forças.-o 400 N 400 N 400 N Freqüentemente se depara com o problema inverso a este. <D Problema Resolvido 2. agindo sobre a alavanca. a força original é equivalente a uma força de 400 N aplicada em O e a um conjugado de 69.1732 m. quando visto de cima do plano que contém as forças. de intensidade igual a 500 N. Solução. Nota: <D 0(/ 7/=7/ ~. Encontrar o ângulo e apropriado. a substituição de uma força e um conjugado por uma força única. . O braço de alavanca da segunda força seráM/F = 69. P e -P.26 / ESTÁTICA Problema Resolvido 2.3 No m. Nota: Observe que as únicas dimensões relevantes são aquelas que fornecem as distâncias perpendiculares entre as forças dos conjugados.100) = 60Nom As forças P e . determinando.4 Um suporte rígido é submetido a um conjugado composto de forças de 200 N. 1 Assim. 400N 400N 400N Solução.100 + 0.2 sen 60°. como mostrado na terceira das figuras equivalentes.200 sen 60°) = 69. que é 0. agora substituindo-se o conjugado por duas forças. por um sistema equivalente. .3 No m Resp. constitu{do de uma força em O e um conjugado. Aplicam-se duas forças opostas e iguais a 400 N no ponto O e identifica-se o conjugado anti-horário [M = FdJ M = 400 (0. O procedimento é o mesmo. uma das quais igual e oposta a 400 Nem O.

~ '- l00N '-. determinar a excentricidade d. Resp. Qual o empuxo P que cada rebocador deve exercer sobre o navio para se opor ao efeito de rotação do navio. Determinar a coordenaday deB. I y Probl. A carga de 40 kN e a componente vertical da reação. formam um conjugado igual e oposto ao conjugado devido ~s duas forças horizontais. causado pelos seus hélices? Resp. Resp. Se o conjugado tem uma intensidade 800 N • m. A parede vertical exerce uma força horizontal contra o ro1ete-suporte em A. determinar a intensidade de F . necessária para manter o equillbrio.SISTEMAS DE FORCAS / 27 OBLEMASPROPOSTOS 2 A ação da força de 10 kN sobre a coluna de aço pode ser analisada considerando que ela produz uma compressão na direção da linha de centro e um conjugado..5 kN 100 mJ Probl. rotação.45 2. mostrada na figura. em B. 2.45 Expressar em notação vetoria1 o momento das duas forças em torno do eixo y e do eixo y'. é uma tração em B e um conjugado. 2. Durante as manobras. em B. Calcular a intensidade B da força que atua sobre o pino da conexão em B.44 -Am 1< ~~ >1 200 N A I I I • 240mm 30° ----1\1 xI I I I 2.44 Cada hélice de um navio de dois eixos desenvolve um empuxo F de 300 kN. .47 A chapa em forma de L.46 A treliça simples suporta uma carga de 40 kN. exerce a força adicional sobre a treliça. Se a intensidade do conjugado é 4 000 N· m. B = 75.46 2. d = 80 mm 100N lOkNLd I "- '- J . Deseja-se substituir estas forças por um conjunto equivalente.43 3 Ao projetar um gancho de içamento. consistindo da força de 200 N aplicada em A e de uma segunda força aplicada em B. t Probl. P = 51.47 y . 2. usando os vetores unitários mostrados . está submetida a duas forças de 250 N. na seção crítica do gancho. notamos que a ação de uma força F.4 kN Probl.42 F Probl. uma hélice gira a plena rotação avante e o outro a ré. 2. A conexão articulada. y Probl. a plena. 2. 2.

52 Substituir o conjugado e a força mostrados pela única força F.51 A alavanca de controle está submetida a um conjugado no sentido horário de 80 N' m. submetidas às forças de contato nos dentes. 2. 2.52 Probl.53 .51 2. aplicada no ponto D. qual seria o sentido de rotação? Resp. determinar P e R. 60N·m Probl.50 Uma ferramenta está sujeita a uma força de 200 N e outra P. b = 213 mm 2. Probl. 2.49 2.50 2.48 Probl.10 M = 11.28 I ESTÁTICA A roda traseira de um carro que está acelerando é impulsionada por uma força de atrito F de 2. como é mostrado na fIgura.ação das cargas nos dentes. que atue no ponto 12 mm acima do centro da roda. no sentido anti-horário Probl.2.28 N· m. ()x = 51. Se o conjugado e a força de 300 N forem substituídos por uma força equivalente única em B. R = 3. Queremos projetá-Ia para operar com y Probl. Substituir as duas forças por uma força única equivalente R. determinar a correta dimensão x da alavanca.49 Um conjugado de 37. Resp.4 kN e por um torque sobre o eixo. mostradas. Se a força e o conJugado puderem ser substituídos por uma força equiyalente. Se as engrenagens partem do repouso sob a . 2. determinar a distância x. que corresponde ao conjugado M. mostradas.56 kN. aplicada no eixo de rotação O. R = -160j N 2. e por um conjugado M correspondente. Se a resultante do conjugado e da força passa por A. determinar M. como mostrado. M = 929 N •m a força de 200 N. exercido por seu eixo em A. P = 40j N. Localizar D determinando a distância b. Resp.53 A figura representa duas engrenagens acopladas.5 N· m é aplicado ao eixo vertical soldado à placa retangular horizontal. Se uma força R em O e um conjugado M = 20k N •m forem equivalentes às duas forças. 2. Resp.

como é ilustrado na Fig. sendo geralmente necessário reduzi-Io à forma mais simples para descrever sua ação. O equilíbrio do corpo é a condição na qual a resultante de todas as forças que atuam sobre o mesmo seja nula. para qualquer sistema coplanar de forças.6°. 2. F2 e F3' Obtemos a intensidade e a direção da força R pela construção do poligono de forças. Quando a resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo não for zero. Redistribuà. Podemos agora.e F. Assim a detern1inação das resultantes é básica. como em Dinâmica.I = IF. onde os vetores das forças são somados cabeça à cauda. por exemplo. do momento e do conjugado foram desenvolvidas nas quatro seções anteriores. no qual as forças podem ser aplicadas. Substituir esta força por uma força atuando na linha horizontal a meio entre os rebites e um conjugado.54 250mm -+ lOOmm 200 N Dimensões em milímetros Probl.SISTEMAS DE FORÇAS / 29 a - A cantoneira está fixada a uma viga por meio de dois rebites A e B e suporta a força de 2 kN.RESULTANTES As propriedades da força. em qualquer seqüência.55 Se o sistema de forças F. 2. determinar e e a intensidade de F. for equivalente às duas forças de 200 N. sem alterar o efeito externo do sistema sobre o corpo rígido. pode·se escrever: . com o auxílio destas defInições. A maioria dos problemas em Mecânica lida com um sistema de forças. mostrado na parte b da fIgura.. y (a) (b) Fig. tanto em Estática. Resp. Assim. então. descrever a ação resultante de um grupo ou sistema de 'orças.12a pelo sistema das três forças Fi. 2. 2.6 . A resultante do sistema de forças é a combinação de forças mais simples. IF. e = 26. que pode substituir as forças originais. e assim determine as forças suportadas pelos rebites.12 O tipo mais comum de sistemas de forças ocorre quando todas as forças atuam em um único plano. no plano x-y.I =F= 335 N F2 ---1 Probl. e F.2. uma em A e outra em B. esta força e o conjugado substituindo-os por duas forças. a aceleração do corpo fica defInida pelo equacionamento da força resultante ao produto da massa pela aceleração do corpo.55 2.

k Mo = M. para um dado sistema de forças. Por exemplo. é automaticamente satisfeita e. 2. M = F 3 d. onde a soma Rl de F2 e F 3 é adicionada à F 1 para obter R. ~s gado. são suficientes uma equação da força.13 Vê-se que são necessárias três equações. para determinar completamente a resultante R de um sistema geral de forças coplanares. conforme: ou simplesmente (2. só é necessário usar as equações das forças. a força resultante R for nula. como está indicado na parte a da figura.30 I ESTÁTICA R Rx = Fl Ry + F2 + F3 + .14 têm força resultante nula. onde O é qualquer centro conveniente de momentos. na direção das forças. preservando as corretas linhas de ação das forças e somando-as pela regra do paralelogramo. e uma equação do momento.14 . Este é o princípio mais utilizado entre todos os da Mecânica. Fig.2. para determinar R. que diz que o momento da força resultante em torno de qualquer ponto O é igual à soma dos momentos das forças do sistema em torno do mesmo ponto.5) que é uma outra forma de apresentar o teorema de Varignon ou o teoremados momentos.. pois pode existir um conjugado M. com a escolha de um ponto conveniente O como centro de momento (Fig.. calculamos o braço de alavanca desconhecido d.13). para determinar R. a correta linha de ação de R.4) = tg-1 _Y = tg-1 _Y Rx R 2:Fx Podemos obter. Podemos determinar a posição da força resultante. no sentido horário. Assim. O princípio da transposição de uma força é usado neste processo. a resultante do sistema não é necessariamente nula. Em um sistema de forças concorrentes. as três forças da Fig. 2. usando o princípio do momento devido a Varignon. graficamente. algebricamente.2. Ry = k Fy e Rd = k MO. Em um sistema de forças paralelas. = = 2:F y R 2:F = 2: F x e = y(2: F x')2 2:F + (2: F y )2 (2. têm um conju- F2 Fig. a equação do momento em torno do ponto de concorrência. Se. Rx = k Fx. Neste caso.

e com o sentido anti-horário.4 N R [Ry Ry [R =.60m ma R. O sistema de forças dado pode. b daria negativo. O momento no sentido horário de R. que será agora determinada. Portanto. em Mecânica.50(5) + 60 cos 45° (4) . Ry não apareceria.3 132.2°. que C está à esquerda de O.9 NResp. ® 2 [Rd= ~MO] 132. Se tivéssemos admitido C no lado positivo do eixo x.4 = 63.79m . i- - O sinal' negatjvo indica que o momento da resultante está atuando no sentido horário em vez de no sentido anti-horário. o princípio da transposição e o método para a transformação de um conjugado e de uma força. 5) o o [()= are tg ----L Rx ()= are tg Resp. tos devidos às duas forças que passam por O. Observe também que poderíamos localizar R encontrando o ponto que R corta o eixo y. Neste cálculo. A seleção cuidadosa de um conveniente centro de momentos.9)' + (132. como positivo.6 Determinar a resultante das quatro forças e de um conjugado que atuám sobre a chapa mostrada. escolhido arbitrariamente.3d Notas: = 140 .o momento da resultante. A posição da linha de ação de R é encontrada pelo princípio dos momentos (Teorema de Varignon).9 N = 50 + 80 sen 30° + 60° sen 45° = 132.79 sen 63.4b = -140 + 50(5) . que elimine o maior número possível de termos das equações de momento.J Rx' = Ry'] R ] =. Outro modo seria localizar R encontrando o ponto C sobre o eixo x. ser combinado graficamente. então um somatóno de momentos no sentido horário.60 = 1. como teria sido o caso se o momento estivesse atuando nO sentido anti-horário.60 sen 45° (7) <D d= -1. Solução.SISTEMAS DE FORÇAS I 31 Problema Resolvido 2.60° cos 45° = 66.4)' = 148. ele influencia. O ponto O é escolhido arbitrariamente.6 m de raio. exige que a linha de ação de R seja tangente ao ponto A e não ao ponto B. também. em uma única força.60 cos 45°(4) + 60 sen 45°(7) b=1.J' (66. inicialmente. é uma simplificação importante nos cálculos. observe que d = b sen (). dará - Nota-se que a escolha do ponto O como centro de momentos eliminou quaisquer momen-. Como verificação. como a origem conveniente de coordenadas e como centro dos momentos. este princípio exige: [Rd= ~MO] 1 148. em torno de O. As componentes Rx e Ry. Com O como o centro dos momentos. como se'vê na figura. 1. a resultante pode ser aplicada em qualquer ponto sobre uma linha que forme um ângulo de 63°13' com o eixo dos x e tangente a um cúculo de 1. Se admitÍI1)1os. usando-se a regra do paralelogramo. com centro em O.20 66. --x Embora o conjugado não tenha influência sobre a intensidade e a direção de R. a resultante R e o ângulo () formado por R com o eixo x vêm a ser: [Rx = ~ Fx] = ~ Fy] Rx = 40 + 80 cos 30° . 4) as de o m. d como o braço de alavança de R.

9i + 41. para que o olhal seja atuado por uma força resultante para baixo de 15 kN.9° 300 mm 320 N Probl.5 kN 8x = 50. T = 12.32 I ESTÃTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2. 2.85 kN. Resp. R = 34. 40 kN 209 N 800 mm Probl. na solda de sustentação em A. . R = 1. onde atua a resultante das três forças. 2.57 Calcular a intensidade da tração T e o ângulo 8.60 Explique por que a resultante das três forças paralelas sempre passa pelo ponto A. O resultado depende do ângulo 8? . 10. b = 11 m Probl.2° 50 kN 30 kN 2.56 p 2.58 Determinar a altura h acima da base D. a intensidade de R e o ângulo 8. à esquerda deA 680 N I / / 20~. Determinar a força vertical P. Determinar a posição de R.56 Determinar a resultante R das quatro forças atuando sobre a chapa de ligação. 2. Encontre. Resp.57 3kN 3.60 2. 2.62 Na posição de equilíbrio mostrada./ / / / / 60 kN Probl.59 Onde atua a resultante das duas forças? Resp. a resultante das três forças que atuam sobre a alavanca em cotovelo passa pelo centro do mancal O.8j kN R = 54.70 m. Resp. 2.•••• 300 N 6kN 650N 600mm 3m 5kN 9m Probl.61 Determinar a força R que possa substituir as quatro forças que atuam sobre a viga em balanço e não altere a reação sobre a extremidade da viga. também.59 2.58 2.61 600 1I11111~ 250 N mm 300mm B@II\I\~ Probl. que a resultante faz com o eixo x. encontrando sua distância b à esquerda deA.5 kN. 8 = 38. para baixo. qualquer que seja a intensidade de P. 2.5 kN 2.

00j kN.2. que atuam sobre o suporte vertical. 2. 2. e por um conjugado M. 2. . através do qual passa R. R = 4 OOOi.2. y = 109 mm .66 Substituir as cargas aplicadas e o conjugado mostrados. Especificar M e dar a intensidade de R. por meio de uma força equivalente R. Encontrar a coordenada x do ponto sobre o eixo dos x. de modo que a resultante das três forças passe pelo ponto O. sobre o tramo superior. Resp. 2. Se a resultante deste sistema de dois conjugados e de três forças for zero. 1.67 --x Probl. por onde deve passar a resultante. Resp. ea 4kN 6kN 0. Resp. E = 260 N 2.64 2. determinar as forças em A e B. 2.7m y I I I I L_-x A 150 mm > 1< 120 N 100 mm 120 N Probl..11 460j N. mostrado. que atue emA. a seu peso de 200 N e a uma força vertical em cada uma das bases A e B..66 Probl. 2. 2.640 redutor de engrenagens.67 Determinar a resultante R das três forças e dos dois conjugados mostrados.~I::L t 3kN 300mm 1. R = -1.5 kN 200N 200mm'A Probl.63 o a .63 Determinar a intensidade F da força aplicada no cabo da alavanca.50i .62 Probl.SISTEMAS DE FORÇAS / 33 5000 N 3000N y I I A L_-x 2000N 4000N Probl. à direita de B 2.832 m. Resp.65 2.65 Determinar a resultante R das quatro forças e localizar o ponto A. está sujeito aos dois conjugados. x = 290 mm m 2 kN y I 100mm~ I I 100 N'm 400mrn1 500mm r.68 Calcular a coordenada y sobre o eixo y por onde deve passar a resultante das três forças e do conjugado.

graficamente. O conjunto está acelerando ou desacelerando? Resp. para as condições representadas. R equivalente em A e um conjugado M.71 Representar a resultante das três forças e do conjugado.72 A engrenagem e a polia a ela agregada giram no sen tido anti-horário e estão submetidas a uma carga de contato nos dentes da engrenagem de 1 600 N e às trações de 800 N e 450 N na correia em V.69 Determinar. a resultante das quatro forças.73 O avião a jato tem uma massa m de 30 Mg e estlÍ subindo com um ângulo de 15 o.83 kN. Calcular a reação D. Resp.72 2. R = 930i + 1 666j N. L = 279. P= 4.75 kN mg Probl.71 100 N Probl. acelerando 2. 2.2. Como a velocidade é constante. por uma força R emA e um conjugadoM. Representar a ação dessas três forças por uma força resultante R em O e um conjugado de intensidade M.34 I ESTÁTICA 6ON'm 3kN 100 N T 200 mm 300 m~ t- ~ 4kN Probl. com velocidade constante. D = 9. a resultante de todas as forças atuando sobre o avião é nula. 2. 2. anti-horário.69 kN 200 N Probl. 2. 200N 3~ 4 200 mm ___ T 360N y i Jo mm -1- mm 3601' mm 520N / Probl. Verificar o resultado através de cálculo.70 Substituir as três forças e os dois conjugados que atuam sobre a peça rígida por uma única força.70 2. a sustentação L e a força P atuando sobre o estabilizador. Encontre M e a intensidade de R.73 .69 Probl. 2. 2.68 2. Resp. impulsionada pelo empuxo T de 86 kN.05 kN'm. M= 21. R = 4.6 kN.

ou como a prokção (comIlQnente)--º cos a de Q na direiY.i'cado p-or O. o produto escalar de dois tores P e Q (Fig. deve ser multiplicada pelo vetor unitário s.15 Os vetores unitários i.SISTEMAS DE FORÇAS I 35 SEÇÃO B.15 por exemplo. é freqüentemente necessário mpor uma força em suas componentes mutuamente perpendiculares. girando no m.16b) terá a intensidade Fs = F· s. em um sistema destro.7) A escolha da orientação do sistema de coordenadas é totalmente arbitrária e inteiramente dependente conveniência.P. a componente de F na direção de s (Fig. . Por definição. 2. As componentes retangulares de uma força F (ou outro vetor) podem ser escritas de modo alternado. que pode ser escrito. multiplicaª-o p. SISTEMAS DE FORÇAS TRIDIMENSIONAIS 7 .COMPONENTES RETANGULARES Muitos problemas na Mecânica requerem análise em três dimensões e. Se introduzirmos os co-senos diretores de F como sendo [= cos 8x.15. Se for conveniente escrever o vetor compo~ente na direção de s como uma quantidade vetorial. na Fig. é produto de suas intensidades pelo co-seno do ângulo escrito p. Assim. deve ser usado um conjunto de eixos ro. é aquela do nanço de um parafuso de passo a direita. Em termos mais gerais se s for um vetor unitário em determinada direção. onde i é o vetor unitário na direção eixo x.ãode Q. então sua intensidade escalar. Qualquer seja a interpretação. a direção positiva do eixo z. y e z. j e k estão. nas direções x.ão de P. II meio da operação vetorial conhecida como produto escalar. Fy e Fz. Quando se girar do eixo x para y. a força F atuando no ponto O na Fig. 2..or. Assim. como a projeção (componente) P cos a de P na direiY. como Fs = F • ss.esmo sentido. o produto escalar de dois vetores é uma g. pode ser Fx = F· i. onde [2 + m2 + n2 = L podemos escrever a . expressa por F • s. tem componentes retangulares Fx.JIDili.100). onde Fx Fy Fz = Fcos ()x F = /F V· x 2 + Fy 2 + F z2 e s j = F cos ()y = Fcos ()z F= F + jFy + kFz = F (i cos ()x + j cos ()y + k cos ()z) iFx (2. simplesmente.6) Fig. pata dar Fs = (F • s) s. Porém. 2. Q a por eles formado e é = PQ cos a Este produto pode ser considerado.ça como (F = F(il + jm + kn)) (2.uantidade escalar. respectivamente. o componente Fx = F cos 8x da força F.2. m = cos 8y e n = cos 8z. para preservar a orientação relativa dos eixos. 2.

que é P' Q cos a = PQ cos a. Assim.36 I ESTÁTICA /\ 6\ F \ Fn = F.nn --Ç-Fn"'Y' (a) \\ -- _-~\ n~ (b) n ~('. a compo. escrevê-Io decomposto como qualquer outro s = ia + j.:Or unitário. então cos (J = O e F . Se F tem os co-senos diretores nente de F na direção de s toma-se: Fn I.s = Fs cos (J = F cos (J. ~ e 'Y pode-se. então. generalizando. Deve ser notado que a relação do proçluto escalar aplica-se a vetores que se interceptam ou não.+ j. em virtude da relação do produto escalar. o produto escalar de dois vetores P e Q.s = O. então. Fig.&) Se a força F é perpendicular a uma linha cuja direção é indicada pelo vetor unitário s.) Fig. que não se interceptam./ de intensidade uriitária.17.2. o ângulo entre dois vetores quaisquer P e Q é (J = cos -1 P-Q __ PQ (2.e a direção indica da pelo vetor uriitário sé (J.8) ou. como seria no caso da multiplicação escalar. na Fig. y e z. tem -se F . 2. onde I s I = s = 1.17 . (ia = F· fi = F(il + jm + kn) = F(la + m. Observe atentamente que isto não significa que F ou s são nulos..8 +ny) . Assim. o ângulo entre F e s é dado por (2.16 Se s tiver os co-senos diretores veto r a. pois P' e P são o mesmo vetor livre.8 + ky . então. onde (A )(B) = O requer que A ou B seja nulo.2. m e n em relação aos eixos x. é a projeção de P' sobre Q.8 + ky) = k-i = j'k = k-j uma vez que i-i = j-j = k-k = 1 e i-j = j-i = i-k = O Se o ângulo entre a força li.

4 m e 5 m.566 z I I I I I 1 1 = 5 .707) (0.--x . a componente de F ao longo de O-n é: Fn = F· n = 100 (0...----.071 = 0.7 N.707) = 70.:::. O co-seno do ângulo exy entre F e o plano x-y é: -::::.071 m...229k) = = 100 [(0. / . __ - + / /y _F. como está representado. y e z...J32+42 cos exy = ----7. Parte (a).J 62 6 G) O produto escalar encontra automaticamen- .688) + + (0.::::~ F".J 32 + 42 + 52 =. I I o Resp.424) (0.4 N. Problema Resolvido 2.071 = 0.?f'-..424) = 42... Notas: <D Neste exemplo todas as componentes são positivas.707) = 70.•••. n \ \\ \ \ r-\ ~ __ "".707 = 7.071 = 0.. Parte (c). (b) a projeção de F sobre o plano x-y.y= 70.566j + 0.566) (0. Os co-senos diretores de um vetor unitário n na direção O-n são: o<={3= "(= . como mostrado.- __ n n = 84. y e z. A linha de ação de F passa por um ponto A cujas coordenadas são 3 m.<. Determinar: (a) as componentes de Fnas direções x. devemos escrever F • nn ou 84..SISTEMAS DE FORÇAS / 37.229 te.688j + 0.7 N Parte (b)..""..y .566)= Fz = Fn = 100 (0._----./// ~ F/ // '" .. Estej? preparado para o caso quando um co-seno diretor for negativo.. //Vi".J50 componentes são: Fx = Fi = 100 (0. Resp.J 62 + 62 + 22 2 0.4 N 56.::. e (c) a componente Fn de F na direção da linha O-n.229») = = 84. Resp. __ . Os co-senos diretores de F são: 3 1= 7.688 0. o comprimento da projeção ou componente de F sobre a linha O-n.__ . + 62u+2' F \ \ \ \ z Assim.707 de modo que Fxy = F cos exy = 100 (0.688) + (0.7 N .6 N I I I I //1 .071 = 0..688i + 0.7 Uma força F = 100 N é aplicada na origem dos eixos x. como se vê na figura..424i + 0. As Fzf-------I I I 1 1 1 onde a diagonal OA é ..4n N.' 7. Fy = Fm = 100 (0.-/ 1/ 1 1 /y Fy // /. que passa pelo ponto B. Para expressar esta componente como um vetor.707k) • (0. F = 100N B 2m n Solução..// -:.424 n m= 4 7.••...4 N .

----t "" ''''(: ~~ ---.15j + 10k) kN Resp. T = 2 (-0. Expresse F corno um vetor.] -_/ 1J-------"- B B Probl.79 O guindaste exerce uma força de T = . Calcular os ângulos que T faz com o eixo positivo dos x e com o plano x-y.920i + 0. 2m r A '/'s Jl) z I I 1/ / / II 1 1 I I ~' I 4~/ 1 1 I .6i . z I /' /' t ~2 llJ Probl. 2. Escreva a expressão vetorial para a tração T corno urna força atuando sobre o braço da alavanca. através do cabo. 2. T = V~ 389 (8i . 2.2.78 ---y 2. Py = 85.76 O cabo exerce urna tração de 2 kN sobre o pontoA.74 2.77 2.77 A força F de 140 kN está orientada ao longo da diagonal do paralelep{pedo.2.2 kN.I ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2. Expressar esta tração corno o vetor força Tatuando sobre Be. Resp. 2.2.3m ~- ~.8j + lOk kN sobre o pilar de concreto.78 A tração no cabo de sustentação AB é de 10 kN.383j + O. y Probl. i ~T~ Y . Resp. cujos lados têm a proporção 2:3:6. Escreva a expressão vetorial para a tração T.74 Se a componente x de P for 60.--~\ -----J x Probl.75 Probl.9 N 1 1 1 Probl.76 O.75 O esticador (tensor) é apertado até a tração no cabo AB igualar 1.077k) icN 2.79 .N determine a sua componente y.

x = 2. da força F ao longo da linha orientada de D para C.6 N Càlcular a intensidade FCD da projeção da força de 100 N sobre a diagonal CD da face do cubo.83 Probl.2. de modo que seja assegurado que não existe componente da tensão no cabo OC ao longo deAB. determinar a sua componente ao longo da diagonal CD da porta. . da o- D Probl.6. em relação aos eixos x e y são. Calcular a componente FCD de F ao longo de CD.67 m 2.6.2. Fx = -34. Resp. FCD = V6i5 kN A B N Probl. Resp. encontre P como um vetor.86 A força F tem uma intensidade de 2 kN e é orientada de A para B.0.25 e a razão entre as componentes x e z for 0. Se o seu co-seno diretor com o eixo x for 0.4 e 0. 2. respectivamente. calcular o ângulo Oxy entre F e o plano x·y e encontre a componente x de F. encontrar Fy.85 Encontre a expressão para a componente F DC. Oxy = 43. o 2.6. Os co-senos diretores de um vetor força F. 2. Se a tração na corrente é 100 N. Fy = 1 049 N A linha de ação de uma força P faz um ângulo de 120° com o eixo positivo dos x e tem o co-seno diretor el11relação ao eixo z valendo 0.87 . Resp.86 Determinar a coordenada x que localiza a pequena polia em C. Resp.9°.0 N 0k alx Probl. Se F· k = 60 N.SISTEMAS DE FORÇAS I 39 Uma força F tem a intensidade de 1 200 N. 2. 2. TCD = 46. Resp.85 N.84 Probl.87 A porta é mantida aberta na posição de 30° pela corrente AB. Se a componente y de P é 200 N.

se consideramos r e F como vetores livres (Fig. Introduz·se um vetor r. se os outros dedos da mão direita se curvarem no sentido da rotação r para F. A direção e o sentido corretos do momento são definidos pela regra da mão direita. Por defmição.4 e 2. que assim como Fd.8 . Momento. mais geral do que a usada na análise bidimensional. F X r = -Mo. Consideremos uma força F com uma determinada linha de ação (Fig. Tanto a intensidade como o sentido de Mo podem ser defmidos pela operação vetorial conhecida como produto cruzado ou produto vetorial (ver o § 7 do item B7 do Apêndice B). 14b).40 I ESTÁTICA 2.5.18 (2. Este momento é também designado como o momento de F em torno do ponto O. do qual depende a correta avaliação das operações vetoriais. e passando por O. o momento de F em torno do eixo que passa por O pode ser escrito como: :m lt X F ~~. visto que F X r resultaria num vetor com um sentido oposto ao de Mo.9) A ordem r X F dos vetores deve ser mantida. O momento Mo de F em relação ao eixo normal ao plano. A expressão do produto vetorial para Mo pode ser apresentada sob a forma de determinante (ver o § 7 do item B7 no Apêndice B) que fornece es k Mo = I rx ~y Fy rz (2. sendo d a distância perpendicular de O à linha de ação de F. além de empregar um sistema de eixos de coordenadas destro. que vai de O até um ponto qualquer da linha de ação de F. tem a intensidade Mo = Fd. Assim. isto é.MOMENTO E CONJUGADO Será desenvolvida agora uma formulação dos conceitos de momento e conjugado. Expandindo o deterrni· nante obtém-se d p . É somente quando se trabalha com três dimensões que fica evidente a grande vantagem da análise vetorial.2. o polegar apontará o sentido de Mo. O ponto Q e a linha de ação de F definem um plano a.10) Fx Fz ta Deve·se notar cuidadosamente a simetria e a ordem dos termos. para ser empregada nos problemas tridimensionais. descrita anteriormente nos itens 2. o produto vetorial de r e F é representado por r X F e tem a intensidade (r sen a)F. 2.18a) e um ponto O qualquer que não esteja sobre esta linha. é a intensidade de Mo. (a) (b) Se Fig. Portanto. passa por O. ~r Mn é normal ao plano e tem como suporte o eixo que.

é fixada pelo vetar r.2. A expressão r X F • n. que mostra as três componentes de uma força F atuando em um ponto A.4. .21 mostra um sistema de forças F 1.. onde tratou-se do momento de uma força em duas dimensões. 7 ry Fy f3 rz Fz = 1M.19 Fig. é r. y e z.'Y são os co-senos diretores do vetor unitário n..a partir de O. Teorema dos Momentos. com os respectivos termos da expansão do determinante obtido do produto vetorial a e a o e s e Fig. A soma dos momentos das forças do sistema.11) de r X F substitui Mo. em relação a O. de F em torno de um eixo qualquer que passe por O (Fig. pela aplicação da lei distributiva em uma soma de produtos toriais. 8 também pode ser expressa como: I'x M. 2. 2. resultando ( M" = (r x F . {3. como apresentado na Fig. é s .20 Pode-se agora escrever o momento M. basdo executar as operações indicadas. a intensidade deve ser multiplicada pelo vetor unitário n.2. uma vez que a asso~iação r X (F • n) não teria sentido porque um produto rial não pode ser formado por um vetor e um escalar.20). o triplo produto escalar pode ser escrito sob a forma de determinante. 2.7.>.. No item 2. introduzido o teorema dos momentos ou teorema de Varignon. O princípio é também aplicável em três ensões. usando-se a expressão do produto escalar para a componente vetor.12) y de 0:. podendo-se provar facilmente isto. ulu ) (2. Para se obter a expressão vetorial para o momento F em torno de 'A. . F 3.19. do Apêndice B. F 2. A Fig.SISTEMAS DE FORÇAS / 41 a e Para ganhar mais confiança no emprego das relaçÕes do produto vetorial. cujo vetor :lOSição. ••. As ltensidades dos momentos dessas forças em relação aos eixos positivos x. de modo que a Eq. cuja posição..necessita ser escrita (r X F) • n. observemos as três compotes do momento de uma força em relação a um ponto. Este resultado pode ser facilmente verificado. concorrentes no ponto A. como foi defrnido no item 2. são: O são coincidentes X F.>. cuja origem é O. a componente de Mo na direção de 'A é simplesmente Mo • n que é intensidade escalar do momento M. conhecida como triplo produto escalar (ver Apêndice B). de F em torno de 'A. em relação a O. .>.>. do n um vetor unitário na direção À. então. B14. I = I Fx o: (2. Da Eq.

-Ur de qualquer O conceito de conjugado foi apresentado no item 2. Os :vetores de conjugados obedecem a todas as regras que regem as quantidades vetoriais.Mi = r x Fi M2:' r x F2 "z9..22 mostra duas forças F e . conforme mostrado. . a soma dos momentos de momento da sua resultante em . a ponto O.. Fa . atuando sobre um corpo.14) Assim..ÁTICA r x Fl +r x Fz + r x F3 + . conforme descrito no item 2.23. Assim. e o on (2. Como ocorreu no caso bidimensional. = r x (F1 + Fz + F3 + . ao vetor conjugado Mz. O momento combinado das duas forças em torno do ponto O é m po po pa po de ex 12 Porém. Os pontos A e B estão localizados pelos vetores posição TA e TB. para produzir o conjugado M que. em torno de um ponto dado.22 do de Conjugado.P:i X Fa P Fig. devido a Fi e -Fi.5 e é facilmente estendido para três 2. por sua vez.5. Como já foi mencionado no item 2. p d p l B Ma =r . a ação do conjugado sobre o corpo produz uma rotação pura em torno de um eixo perpendicular ao plano formado pelas forças que constituem o conjugado. para momentos de vetores = rx R) (2. uer ponto B :".. Vemos que a intensidade de ~ é M = Fd. O vetor r liga da linha de ação de F. O momento de um conjugado é um vetar livre.0 -F . TA . o momento do conjugado é o mesmo em relação a qualquer ponto. iguais e opostas.2.13) w um sistema de forças concorrentes. ) = r x ~F ( ~Mo Assim. pode ser somado.TB = r.2. de modo que desaparece toda a referência ao centro de momentos wmento do conjugado torna-se: O. este Mecânica.:9io é freqüentemente aplicado na _:EDlbém. das forças Fz e -Fz.. onde d é a distância perpendicular entre as linhas de ação das duas forças.F. enquanto que o momento de uma força em torno de um ponto (que é também o momento em torno de um eixo que passa pelo ponto) é um vetar deslizante. o vetar conjugado Mi.4. cuja direção está ao longo do eixo que passa pelo ponto. pode ser produ~do por F e lM M M . -~nsões.21 Fig. na Fig. A Fig. é torno do mesmo ponto. 2. não apenas somente para momentos de vetores de forças em geral. t F2 j.

O momento..24.5... Portanto..566k + 0.84. que atua sobre um corpo rígido no ponto A.empregando o vetor OA é mais simples. ~_ 13) = -FI BM ' Fig. O momento pedido pode ainda ser obtido pelos métodos vetoriais segundo o momento MO de T em torno do ponto O.2. a >-: //yr---__ /. 6 para se achar MO o vetor r é qualquer vetor proveniente do ponto O à linha de ação de T.-<.424.424k) kN. aprendemos a substituir uma força por outra e um conjugado equivalentes. Portanto Mz == 150 (-0.. O vetor MO é normal ao plano defmido por T e pelo ponto O como está mostrado na figura. na juF e O sinal menos indica que o vetor Mz está no sentido negativo do eixo dos z.9 kN • m Resp.. 2. A escolha mais simples é o vetor de O até A.F e F.. e obter o mesmo resultado.0..· Colocando-se em B as forças iguais e opostas .. -15/AB == -0. __ /?--. Soluça-o (a). 14) de no Poderíamos ter usado o vetor de O para B. 12m--"". expresso como vetor. Conforme a Eq. y [MO == r X F] MO = 15j X 10 (0. ste ças Fig.0.566i .424k) == == 150 (-0. de a força F.J45õ = 21. 2.566. Devemos estar parados para fazer esta substituição no caso tridimensional.F e a força original F.566k + 0.2. para repre~ntar r. preso ao topo A do mastro rígido e ligado ao solo em B.707j + 0.2 m. O procedimento é apresentado na Fig.23 No item 2.J9' + 15' + 12' =.9k kN· m z . Recorda-se que f é um vetar B para qualquer ponto da linha de ação passando por A...1° /9m B 12/AB == 0.8 Uma tração T = 10 kN é aplicada ao cabo. e pelo conjugado M = r X F.566i .424i) X k = . atuando ponto B. obtém-se o conjugado composto por . Calcular o momento Mz de T em torno do eixo dos z que passa pela base O do mastro.SISTEMAS DE FORCAS I 43 M x_.9.707 e 9/AB == 0.. é Mz == -84. mas. vê-se que o vetor conjugado é simplesmente o mento da força original em tomo do ponto para o qual a força foi deslocada. é substituída por uma força idêntica.10<. A expressão vetorial T exige seus co-senos diretores. Assim. Na aplicação da Eq.424i) kN • m A de uja julas A intensidade Mz do momento desejado é a componente de MO na direção z ou Mz = MO • k. Problema Resolvido 2. Notas: <D e o ondeAB = . ·A é I•.24 o. que é escrito como r = 15j m. que são: y I A 15m T = 10 kN rês liga B.707j + 0.-:: .l" z/ --. T ~ 10 (0.

/ 152 + 122 /.37 m Então. O co-seno diretor de T em relação ao eixo dos x é 12/.9 Determinar a intensidade e a direção do conjugado M. As forças de 30 N atuam paralelamente ao plano y-z. É evidente que Ty não exerce nenhum momento em torno do eixo dos z. de modo a obter um panorama claro da geometria do problema. é normal ao plano definido pelas duas forças.10) = = 2. M= J (1.80 cos 60° = m 1.566 de modo que Tx = 10 (0. e o sentido mostrado na figura é estabelecido pela regra da mão direita.. O co-seno do ângulo entre Te Txy é.566) = 5.559)2+(-1.80 N· m. Solução (c). tem-seMz = Txy d. resultando nas componentes: Solução./ 152 + 122 + 92 = 0.66 (15) = 84. que substitua os dois conjugados dados e ainda cause o mesmo efeito externo sobre o bloco.44 / ESTÁTICA Solução (b). paralelas ao plano y-z. ® Esboce a vista x-y do problema e mostre d.50 + 1. decompondo-se Txy em suas componentes Tx e Ty. visto que ele o intercepta. O momento Mz é devido somente a Txy visto que Tz sendo paralelo ao eixo z não pode exercer nenhum momento em 3) torno deste eixo./122 + 152 = 9. A direção de M. Txy = 10 (0. o momento de T em torno do eixo dos z é: Mz = 9.2.9 kN· m e o sentido é o horário. aplicadas em duas faces do bloco. = 30 (0.06 kN. O conjugado devido às forças de 25 N tem a intensidade M2 = 25 (0. com a direção e o sentidQ mostrados na mesma figura.906)=9. Sendo d a distância perpendicular de Txy ao ponto O.80 sen 60° = 1.9 kN· m Resp./92 + 122 + 152 = 0. Mz = 5.66 kN. Problema Resolvido 2. O momento pode ser também facilmente calculado. que podem substituir as quatro forças dadas.50 N· m. Especificar as duas forças F e -F. 50mm 25 N I z / My Mz = 1. portantb. . Os dois vetores dos conjugados são então combinados. A força T está decomposta nas componentes Tz e Txy. quando visto no plano x-y. de modo que o momento pedido é devido somente a Tx. Portanto... \ O braço de alavanca d é igual a OA multiplicado pelo seno do ângulo entre Txy e OA ou d = 15 12 .906 e.23 N'm Resp.37) = 84. que é normal ao eixo de momento z.60)' = 2. Resp.06 (9. O conjugado devido às forças de 30 N tem a intensidade M.06) = 1. ® É sempre de grande ajuda acompanhar as operações vetoriais com um esboço dos veres.559 N· = . situadas no plano x-y..600 N· m 1 Assim.

F= e a direção 8 = 22. .ç--.23 0.3 N· m Resp. cuja intensidade é de: Solução. =. A direção de M no plano y-z é dada por: 125 8 = arc tg -= 32 00 200 ' Resp. a partir do qual a intensidade e a direção de M podem ser escritas. é necessário adicionar o conjugado M.125k) X (-400i) = -50j + 80k N· m Resp.3 N Resp. até uma posição paralela que passa por O. no sistema de representação vetorial. Assim. Definir este conjugado como um vetorM.SISTEMAS DE FORÇAS/ ~ com 8 Nota: = arc 1 559 tg -'-1. onde r = OA 0.10 Uma força de 400 N é aplicada em A para manobrar a alavanca de controle.125k m e F = -400i N.ira do lado esquerdo.236) = 94.3 o Resp. tal como em O. M = (0. Na determinação do efeito da força sobre o eixo em seção transversal. como M = r A F. e o braço de alavanca é de 100 mm. que está acoplada ao eixo fixo OB.974 = 44. e seu sentido é o do momento da força dada. o conjugado também pode ser expresso.30• Problema Resolvido 2.J 125' + 200' M = Fd = 400 (0.2j + 0. <D As forças F encontram-se no plano normal ao conjugado M. 400N -. o vetor do conjugado é perpendicular ao plano.2j + 0. Assim. em torno de O. a força pode ser substituída por uma força equivalente em O e por um conjugado. 75 mm li' d Ao se mover a força de 400 N na distãncia = 236 mm. = 44.60P = arc tg 0. como pode ser visto na fig1.10 Mantenha-se atento para o fato de que os vetores conjugados são vetores livres e portanto não têm uma única linha de ação. no qual a força é deslocada. cada força tem a intensidade: 2.

89 Determinar pontoA. O eixo de saída B fornece um torque de 320 N •m à máquina que ele aciona (não mostrada). são indicados pelas flechas curvas.93 Probl. Substitua estas forças por uma força equivalente única. M=-75i+22. . MA 2. Resp. e um conjugado M.46 I ESTÁTICA Problemas Propostos 2. z I 2. 2. Determinar a resultante M dos dois conjugados que atuam sobre o redutor e calcular o co-seno diretor de M em relação ao eixo x.92 As duas forças atuando nos punhos das chaves de grifo formam o conjugado M.89 2.92 2. Um torque (conjugado) de entrada de 80 N •m é aplicado ao eixo A no sentido da rotação. em torno do eixo O-O. suporta duas cargas verticais. ao longo da linha vertical central da coluna. de relação de transmissão 10:1.88 Determinar pontoA.90 Calcular o momento MO da força de 250 N. Expresse o conjugado como um vetor.91 = F (bi + aj) / Probl. o momento da força F em torno -do Resp. O eixo da máquina acionada exerce um torque de reação igual e oposto sobre o eixo de saída do redutor. o momento da força P em torno do x x Probl. trabalhando como coluna.2. __y Probl.91 I I I : ~}i I~---IP 3 I I I B----l.90 Uma viga H. Resp.88 Os sentidos de rotação do eixo de entrada A e do eixo de saída B do redutor coroa sem-fIm. M = (-6Oi + 40j) f03 N· m Probl. de aço. 2. conforme mostrado. 2. 2.5jN'm 150N 2.

Calcule a intensidade do momento desta força em torno do ponto O. 2.75 está repetida aqui. cuja origem está situada na base do guindaste. Determine.98 em Probl. M=-20i-6. 2.>' ~ .94 de ga- A fIgUra do Probl. determinar o momen· to MO desta força.99 Probl.920 kN • m I T 1'1 I I 130m o I I I I I 0.SISTEMAS DE FORÇAS I 47 2. 2.lk kN'm otade traque do dei njur o Probl.l./ 1-. B~ .98 Três conjugados são formados por três pares de forças iguais e opostas. o cabo é tracionado ao valor T = 21 kN./ " : \ ".2kN'm Probl.4 . em vez de em A. 2. de A para B..96 apanhar a carga em B. em torno da origem O. 2. O cabo AB.r--~ 1'2l1J~ / ~Jm J-----l 2./ I I I I I I .76.2 kN sobre o braço da alavanca./. MO = -374i + 93.96 /L'. exerce uma força de 1.é1!<~m 4.5j .93 'I c I I Calcular o momento em tomo do eixo z. 2m r A .56.. Mz = 0. 2./ "" z " 2. a . Resp. Calcular o momento que T produz em torno de cada um dos eixos de coordenadas.97 x Se o guindaste do Probl. Resp.5m"Y A ~~. 2. da tração de 2 kN no cabo AB do Probl.95 Calcular a intensidade do momento em torno do eixo x.77j-37. também.-6--1 Y Probl./. e desenvolver uma traçã~ inicial T de 21 kN em seu cabo..96 0" do elahas Ao suspender uma carga dOa posição A. 2. repetido aqui. produzido por uma força de 100 N atuando no ponto A do suporte. Determinar a resultante M dos três conjugados. 2. Resp.

100 4 -m--_~ (a) À---x 2. no solo.104 .----- x expressão vetorial para o momento da força em torno do ponto O. A tração n~ cabo é 20 kN. Determinar o momento M da força em torno de um ponto de coordenadas 2. 2.103 Uma fresa está submetida.103 Determinar o momento deste sistema em torno do ponto O.48 I ESTÁTICA y !. 2 e -5 mm. Desenvolva o problema usando a abordagem mais apropriada para cada uma das duas formas de apresentação.104 A placa retangular de aço está inclinada e apoiada sobre a sua aresta horizontal AR e é mantida na posição mostrada por um cabo que vai do ponto C ao ponto O. sem usar o produto vetorial. (rI X F'n)n (-r4 Probl.13j + 6k) N'm 2. Resp.2 e 1 m. Probl. (b) 2.3 mm. + r3)·n]n (r. 4) metros B 13m// " Probl. Calcular o momento M da força. y e z de A e de R. como mostrado. com os co-senos diretores proporcionais a 2.5. (Observe z I X F'n)n [F X (r. A caixa é retangular.5. As coordenadas x. respectivamente.F cos (3cos~) n I I I I I I //' O C(5.3. 2 e . . de coordenadas 2. MO= -260i + 328j + 88kN'm 2.2. -1. passa por um ponto P cujas coordenadas x.4 e 3. são. 2. em metros. Determinar qual das expressões citadas descreve M corretamente.101 Uma força de 50 kN. 6 e 9.'4. no sentido de A para R.100 A força F exerce um certo momento M em torno do eixo 0-0. Calcular a intensidade do momento da tração do cabo em torno da aresta AR. . a uma força de 1 200 N e um conjugado de 240 N· m. M= ~ 11 (12i . 2. y e z são 3. 2.102 Uma força de 100 N passa por dois pontos. em torno do ponto C. Resp. A e R. O vetor n é unitário ao longo de O-O.

105 Probl.109 . 1ml 1.109 Uma ferramenta de abrir rosca está atarrachada na extremidade de um tubo. que tem um joelho de 20°. 2.t5i .5 m' _----' o'.I .. de seu momento em torno do eixo da dobradiça. 2. = -1. calcular a intensidade do momento da tração em torno do eixo AB.)8 2.11.5 Im _--À '. Se a intensidade do momento de F em torno da linha CD é 50 N • m. .107 Substituir as duas forças que atuam sobre o cubo de 3 m de lado por uma força única equivalente F aplicada em A e por um conjugado M.SISTEMAS DE FORÇAS / 49 que a escolha do método de solução freqüentemente depende da maneira na qual são apresentados os dados.86 está mostrada outra vez aqui.2.I ' I I '. 72j + 28.) 30kN x 2. equivalentes.106 2. Determine M e calcule a intensidade M' do momento que tende a girar o tubo em torno do ponto O do bloco fIxo. M/ = 85.Q.84. 2. Resp. '\.93k N' m. M = 17.106 A IJgUl"ado Probl. M= 46. determinar a intensidade deF. Substituir as duas forças por uma força em O e um conjugado M. determinar a intensidade M. .'1 I r----- IA Y' x 2.5 !!!_--1-m:J. 2. Probl. 2. o do roblecada serve _VII I.84 está repetida aqui.m A x . RelJP.I 1.05i . I _---- B 051 T 11~ I c ' I -I _-k--Y . Se a tração na corrente AB é 100 N.2.28k kN M = 5. 2.67 m.6 N· m Probl. Para a posição da polia C. F.105 A IJgUl"a do Probl. B 2. Resp.107 z 1 ~ 1 1 1 --- -------~ I· 1 1 1ml I 1 no do 1 1. Resp. M = 0.87 está mostrada aqui outra vez.8 N'm N'm oiada da na nto C 0 kN.707 kN •m \ OkN // // 3m Probl.!i.~ w: I I . em x = 2.108 A fIgura do Probl. I Probl.90k kN'm '50N~:~1 ~m~ . A tração no cabo é 2 kN.

por exemplo. escolhido como ponto de concorrência das forças é arbitrário e a intensidade e a direção de M dependerá do ponto particular O. . a fim de fornecerem uma força resultante R. rígido capaz em de que substituir atuam. Desta maneira. F2. Assim.25 Os vetores conjugados.25a). Então. o . F3.15) L(r x F) M ~ R \~ O (b) (c) en Fig. atuando sobre um corpo rígido (Fig.16) L(r x F)z M = yM x 2 + My 2 + Mz 2 O ponto O. . 2.de defmiu-se forças. No item anterior.9 . podem ser representados em qualquer posição paralela. em um sistema de forças bidimensional. um conjugado para cada força transferida. embora sejam mostrados passando pelo ponto O. Contudo. 2. onde r é o vetor de O para qualquer ponto sobre a linha de ação de FI.. o sistema geral de forças é reduzido à: R M to so = = FI MI + F2 + F3 + + M2 = LF + M3 + = (2.6. adicionando-se um conjugado correspondente. sendo a alteração no movimento linear do corpo determinada pela força resultante e a mudança no movimento angular do mesmo sendo determinada pelo conjugado resultante.RESULTANTES um. tem-se um sistema de forças concorrentes em O e um sistema de vetores conjugados.5). Encontrou-se a intensidade e a direção da força resultante.as forças para o ponto O. Em geral. a intensidade e a direção de R são as mesmas não importanto o ponto escolhido. Na Estática. como representado na parte b da figura.4) e localizou-se a sua linha dé ação empregando o teorema dos momentos (Eq. as forças concorrentes podem ser adicionadas vetorialmente. podendo também serem adicionados os conjugados fornecendo um conjugado resultante M (Fig.50 I ESTÁTICA 2. para um sistema de forças FI.2. pode-se deslocar cada uma delas para um ponto arbitrário O. 2. escolhido.25c). mostrou-se que uma força pode ser deslocada para uma posição paralela. sem resultante alterar como o efeito sendo externo a combinação que causam mais sobre simples o de corpo forças. 2. qualquer sistema de forças pode ser substituído por sua força resultante R e pelo conjugado resultante M. pode-se mover a força F para o ponto O. desde que se introduza o conjugado M1 = r X FI. Portanto. As intensidades dos resultados e suas componentes são: Rx d re m C = R LFx Ry = + LFy (LF)2 Rz = Mz LFz = n +'(LFY Y(LFx)2 My Mx = L(r x F)x = L(r x F)y = (2.-Em Dinâmica o centro de massa é usualmente escolhido como ponto de referência. quando se transferir todas.~~~istema ~o item 2. visto que eles são vetores livres. desde que se introduza. usando o somatório de vetores de forças (Eq. Assim. também. Esses mesmos princípios podem ser utilizados em sistemas de três dimensões..

Esta simplificação é ilustrada na Fig. a força resultante R. Encontra-se um ex~mplo comum de um II positivo. que atua ao longo de uma nova e única linha de ação.27 . e o correspondente conjugado resultante M. é mais conveniente usar como ponto eferência um ponto O. usualmente. onde os esforços de torção e axial são exercidos e o parafuso na direção de seu eixo. :. com a força -R aplicada em O a fim de anular a força original R. Assim. nes~a ilustração). que o eixo do torsor re~ultante situa-se no plano que passa por O.SISTEMAS DE FORÇAS I 51 uir am. Esta etapa permite obter a te R.6 dedicou·se a este sistema de forças. a determinação de resultantes é essencial na Estática e na DirIâmica.2. somente a primeira das Eqs.. por conveniênc:ta. se eles apontarem em sentidos opostos. normal à R. o o dos íbrio completo de um corpo é especificado. O torsor é positivo se os vetores da força e do conjugado apo~tatem no o sentido.15 é neces.26). nem todas no mesmo plano.eparadas por uma distância =M2/R. para o sistema de forças.26 Qualquer sistema geral de forças pode ser representado por um torsoraplicado ao longo de uma única de ação. a soma das forças dadas. negativo. em es 6) R R R de ão (a) (6) -R (e) ça mo ea o (d) Fig. O item 2. O torsor é a forma mais simples para expressar a resultante de um sistema geral de forças. anum tropara nto um da rça M Torsor Resultante. tudo. Para um sistema de forças paralelas. 'erifica-se pela Fig. como é mostrado na parte d da figura. que atuam num ponto O. resultante é chamada de torsor. quando a força resultante R e o conjugado resultante forem . ra M seja um vetor livre. Forças Concorrentes. decomposto nas componentes M1. esta forma tem aplicação limitada. e ao conjugado paralelo M1. não situada sobre o eixo único do torsor. 2. a irItensidade da paralela resultante é. no emprego de um parafuso de acionamento. simplesmente. o jugado M2 foi substituído por seu equivalente de duas forças R e -R. M . em torno de eixos em um plano ndicular às forças. e a posição de sua linha de ação é facile obtida empregando as duas componentes do teorema dos momentos. Quando o vetofM do conjugado resultante é paralelo à força resultante (Fig. tal como o centro da massa do corpo ou outra origem de coordenadas convelte. normal ao plano .27.do por R e M. Portanto. Forças Paralelas.2. ele é representado passando por O. as resultantes do origirIal sistema geral de forças transfor·se em um torsor (positivo. com seu único eixo defmido pela nova posição de R. uma vez que. ao longo da direção de R. porque não existem momentos em torno do ponto de concorrência. 2. e M2. 2. que um vetor . Quando as forças são concorrentes. Forças Coplanares. onde a parte a da figura representa. 15) Torsor positivo Torsor negativo Fig. Na parte b da figura.27. 2. Vamos agora estudar as resultantes para algups sistemas especiais de forças. Na parte c da figura.

71.5)2 + (24. mo pa onde r é o vetor deA aB.4)2 + (90.5.[(700 sen 60°) (0. avaliando os momentos das' componentes da força de 500 N em torno de A.0 N . ga ne .nentes x.Ok N . inspecionando a figura.07i -13.0 (-i sen 40° .060)i + (600) (0. [Rx [Ry [Rz 700 N A força resultante tem as componentes Rx ~.m do torsor aponta na direção oposta à da força de 500 N e.JT 80mm ai /Í 40° 500 N Pr I so x-y tam = = = EFxl EFyl EFz = 500 sen 40° + 700 sen 60° = 928 N = 600 + 500 cos 40° cos 45° = 871 N = 700 cos 60° + 500 cos 40° sen 45° = 621 N I Ry Rz Portanto.Oi + 24.4j . @ Embora o vetor conjugado resultante M seja mostrado.12j + 0. o conjugado resultante. é mais fácil obter as componentes dos momentos em torno das direções coordenadas de origem A. reconhecemos que o vetor conjugado é um vetor livre e. no esboço das resultantes.m 2) O momento da força de 700 N em torno de A é facilmente obtido dos momentos das componentes x e z da força.4i . do que montar as relações do produto vetoria!.90k N . Para as forças de 600 N e de 700 N. O desenvolvimento componente por componente. j e k.54kN-m Portanto. podemos decompô-lo nas compo.m e O momento da força de 600 N.100) li - (700 sen 60°) (0. diretamente do esboço.040)k = = 36.16.6k N .030)k 10. = (700 = cos 60°) (0. a serem aduzidos às componentes dos outros vetores conjugados. em torno de A.54j -13. em conseqüência do deslocamento da força de 500 N é: [M = r X FI MSDO o co = (0. queiornecem: M60D M Notas: .5i .59j . portanto.j cos 40° cos 45° . obtido por meio da soma dos termos i. O resultado vem a ser: M700 <D Sugestão: Verifique os resultados do produto vetarial.m 3) O conjugado do torsor também pode ser escrito: M' = 25.030)i .m J (49. y e z. R e de to = 928i + 871j + 621k N R= e R = -. conjugado a ser adicionado.24. ou determinante.90. não tem nenhuma linha de ação especÍfica.19k N . O vetor conjugado de 25 N .= (600) (0.11 Substituir as duas forças e o torsor negativo por uma força única R. dos quatro mommltos é: 4 e M = M = 49.18.k cos 40° sen 45°) ® = -16.m Resp.5j . aplicada emA./(928)2 + (871)2 + (621)2 = 1 416 N Resp. dá M50D = 18.08i + 0.52 I ESTÁTICA Problema Resolvido 2. e pelo conjugado correspondente M.6)2 = 106.95i . passando por A. é calculado pelo exame de seus componentes x e z.05k) X 500 (i sen 40° + j cos 40° cos 45° + k cos 40° sen 45°). Solução.060) + ® on R + (700 cos 60°) (0.

Os momentos em tomo de P. Igualando os co-senos diretores de R e de M tem-se 800 -40y -4000+40x= -40x =M 3 2M 3 + 20y = 2M 3 Nota: y=40mm Resp.y)i . Vemos que M é negativo.40y)i + (-4 000 + 40x)j + (-40x Os co-senos diretores de M são cos 8x cos 8y cos 8z + 20y)k N •mm = (800 . Se M vier a ser negativo. Devemos supor. também. . Solução. pelo qual passa R. a intensidade do conjugado M do torsor. x=60mm. cos8z= 60- 40 _ 2 3 60 mm O momento do conjugado do torsor deve ser igual à soma dos momentos das forças dadas em tomo do ponto P. supondo que o torsor seja positivo. +(40)' + (40)' = 60 N cos8x= 60= 3' 20 1. no plano x-y. tomando o torsor negativo.M= -2400N'mm. das três forças são (M)Rx (M)Ry (M)Rz = 20ykN'mm y =40mm = -49 (60)i -AOxkN'mm = 40 (80 .40 (100 ''''--x .SISTEMAS DE FORCAS I 53 Problema Resolvido 2. A força resultante é R= 20i + 40j + 40kN e seus co-senos diretores são R = v'c20) . o que significa que o vetor conjugado está orientado na direção oposta à de R. inicialmente. Encontre. Calcular as coordenadas do ponto P.40y)/M = (-4 000 + 40x)/M = (-40x + 20y)/M onde M é a intensidade de M. <D A solução das três equações dá . através do qual atua a força resultante do torsor. a direção do vetor conjugado é oposta à da força resultante.12 Detenninar o torsor resultante das três forças que atuam sobre a cantoneira. que o torsor é positivo. Os co-senos diretores do conjugado M do torsor devem ser os mesmos da força resultante R.x)j N • mm e o momento total é M = (800 . cos 8y = 60 = 3' 40 2.

30o~ / 40N\--rt? '/ z I I I 2.O eR.30 m.V/ Prob!.2.110 ~--/' I'~--:::. 3at I \~I----/'--y " I .734 2. Resp. determinar F. Resp. Conjugado M = -13 . x = 7./ "".111 Determinar as coordenadas x e y de um ponto pelo qual passe a resultante das forças paralelas.3°. k 45.I 80 1-=' mm I mm z--------~J1~ J '. cos Oz = -0.112 Determinar o ângulo O de modo que a força líquida para baixo sobre o olhal fIxo seja 750 N. Resp.~'x k 80 mm 50*-90 mm 80N Probl. cos Oy = 0.115 . cosOx=0.SOj + 4k N •m y I 2. y = 15.110 A laje de concreto suporta as seis cargas verticais mostradas.430.4N 4N'm I ' . Determinar a intensidade correspondente da resultante das três forças e os seus co-senos diretores. 2.R=1021N.54 I ESTÁTICA ll1 PROBLEMAS PROPOSTOS 2.5li + 2.. O=33. 2.115 Determine a resultante das quatro forças e do conjugado que atuam sobre o eixo.114 Use a Fig.25c e mostre que um sistema mais geral de· forças pode ser representado por duas forças que não se interceptam. 2.113 2.2.113 As quatro forças são concorrentes na origem O de coordenadas.S3 m 5kN 6kN 4kN 9kN 8kN Probl. " I/iao' 40 N I I I I I ~~~.111 2. Se a componente x da resultante R for -50 N e a componente z for 100 N.525. Determinar a resultante dessas forças e as coordenadas x e y de um ponto através do qual ela atua. Dimensões em milímetros Probl.

320j + 400k N· m Probl. em termos de uma força R aplicada em A. por uma força única R. de igual intensidade F.117 2. I 400 N I I I 2. z I r3r:fJ n:\1:n-1 100N 50 N • fi d1I::s~ 120 N li/L ~ ProbI. z con- . M= 38.SISTEMAS z I I I DE FORÇAS / 55 116 Represente a resultante do sistema de forças que atua sobre o conjunto de tubos.9 kN'm Probl.119 mais duas a.121 A resultante de duas forças e de um conjugado pode ser representada por um torsor.118 --y ProbI./ /' /' /' J.120 2. que passa pelo ponto A. z=100mm . e por um conjugado M. como se vê na figura. Determinar R e o conjugado associado M. R = 10.119 A ação combinada das três forças sobre a base em O pode ser obtida pela determinação de sua resultante através de O.81)1 de lado. por uma única força R em A e um conjugado M. 2. Representar a resultante dessas forças por uma força R. R = 200 (j + k) N M = 560i .- --y N'm Probl. e por um conjugado M: Resp. Resp: M=10(i+j)N'm. no plano x-z.120 O motor de 160 N de peso está montado sobre o suporte. Determinar a resultante do sistema de forças mostrado. 2.. e de um conjugado M. Resp. 2. 2.2.93 kN. x=100mm.8m :---.117 As quatro forças estão atuando ao longo das arestas do cubo de 0. Determine a expressão vetorial para o momento M do torsor e encontre as coordenadas do pontoP. que passa pelo ponto A. O. força axia1 de 120 N e a um conjugado de 25 N •m aplicado. 2.118 Substituir as duas forças.116 2. pelo qual passa a força resultante do torsór.8m. Seu eixo resiste à.

ao longo de urna única linha de ação.6 N'm.. Probl. m pa de do ao em Es 'for sis SE 3..122 Substituir o sistema de forças que atua sobre o conjunto de tubos do Probl.120. y = 100 mm. determinar as coordenadas do ponto P. M= 95.121 3.56 / ESTÁTICA /OON 2.2 mm. . pelo qual passa a força resultante do torsor. no plano x-y. X = 56. 2. que é a interseção da linha de ação do torsor com o plano x-y. y = -486 mm 2. 2.2 ou sob tará tod cor gas def dos cor . Para o sistema de forças do Probl.116 por um torsor. x = 271 mm. 2. Resp. Resp. Encontre a intensidade do momento M do torsor e as coordenadas do ponto P.123 A resultante de um sistema geral de forças pode ser expressa corno unrtorsor.

EQUlLIBRlO EM DUAS DIMENSÕES 3. Um corpo está em equihbrio quando a resultante de todas as forças que agem sobre ele é nula. Tal sistema pode ser um corpo único ou uma combinação de corpos ligados. Portanto. deve ser dominado inteiramente. momentos.1 serem aplicadas. quando aplicarmos os princípios equilíbrio. o equihbrio de sistema de forças tridimensionais. A omissão de uma força ou a inclusão de uma que não atue sobre o corpo em questão. portanto. este capítulo. Faremos uso contínuo dos conceitos nvolvidos no Capo 2. a ça resultante R e o conjugado resultante M são ambos nulos. considerada como um corpo único) é isolado de todos os outros que lhe sejam adja- . Assim. assim. = LF = O M=LM=OJ (3. 3. na Seção B.INTRODUÇÃO A Estática lida principalmente com a defmição das situações de forças necessárias e suficientes para ter o estado de equihbrio das estruturas. constitui a e mais central da Estática e. Um sistema mecâ. representar claramente e completamente todas as forças que atuam JObre o corpo. o corpo particular ou o sistema mecânico a ser analisado e. discutiremos na Seção A o equilíbrio de um ÃStema de forças bidimensional e. é recomendável que o estudante leia e estude as seções seguintes com atenção e empenho.nico é defmido como um corpo. que pode ser isolado de todos os outros corpos. Os procedimentos que serão desenvolvidos neste capítulo constituem uma ampla introdução métodos de abordagem usados na solução de um sem-número de problemas. tanto na Mecânica como outras áreas da Engenharia. conjugados e resultantes. O sistema pode também ser uma massa fluida definida. embora seja considerada também a Estática dos fluidos.1) Estes requisitos são condições necessárias e suficientes para haver equillbrio. SEÇÃO A. então este corpo (ou combinação. a atenção está orientada principalmente para a defInição das forças que atuam sobre corpos rígidos em repouso. é fundamental que se defma. sobre forças. ou uma combinação de fluidos e sólidos.· 3 EQUILÍBRIO . e tem-se as equações de equilíbrio: (R nica robl. ou um grupo de corpos. acarretará resultados errados.con· e as qual mm E. A abordagem que será desenvolvida é básica para o domínio perfeito da 'tica. Em Estática. Seguiremos a organização usada no Capo 2 e. e que ser m o mm. que trata do equihbrio. sem ambigüidades. assim. Os corpos podem ser rígidos ou deformáveis. Uma vez decidido qual o corpo (ou combinação de corpos) que deve ser analisado.2 .ISOLAMENTO DO SISTEMA MECÂNICO Antes das Eqs. líquida ou gasosa.

Ex. a reação é normal à superfície do apoio. o princípio da transposição. Um cabo flexível. além disso. Pode-se admitir que o cabo forme uma linha reta quando a tração T for grande. Não existe resistência paralela à guia. como no Ex. Quando a posição não estiver facilmente aparente.correia. Tal ligação é capaz de suportar uma força em qualquer direção normal ao eixo do pino. ao cisalhamento ou à compressão e exerce. que não aparecem no diagrama. podem ser internas ou externas ao corpo em consideração. Uma das forças mais comuns é a devida à atração da gravidade. particularmente onde existem condições de simetria. portanto. que é representação esquemática do orpo isolado (ou combinação de corpos). se a articulação não estiver livre para girar. Quando as superfícies dos corpos em contato são rugosas. e em uma componente normal N. ~ o diagrama de corpo livre é o passo mais importante na solução de problemas na Mecânica. está inteiramente distribuída nele. em muitos casos. O Ex. A força exercida pelo cabo sobre o corpo ao qual está ligado é sempre para fora do corpo. mostrando todas as forças aplicadas nele (ou neles) pelos outros corpos adjacentes. Está representada. que permite tratar a força como um vetor deslizante. 8. no que se refere aos efeitos externos sobre um corpo rígido. Observou-se que as.2 foram descritas as características básicas das forças. que ambas podem ser concentradas ou distribuídas. uma força de tração na direção tangente ao cabo. Embora não existam superfícies reais completamente lisas. por causa de sua flexibilidade. é incapaz de oferecer qualquer resistência à flexão. ao qual serão aplicadas as equações de equihbrio. 7 mostra as resultantes de uma distribuição bastante complexa de forças através da seção transversal de uma barra ou viga esbelta. que a aplicação das forças externas é acompanhada por forças reativas e. As características mecânicas da aplicação da força necessitam de uma descrição adicional. O Ex. A posição de G é usualmente determinada pela forma geométrica do corpo. No item 2. ainda. Os cálculos das várias forças devem ser efetuados somente após o diagrama ter sido cuidadosamente desenhado. normal ao plano de tangência das superfícies. 1. Observação análoga se aplica às forças magnéticas e elétricas que agem por ação remota. Neste exemplo. porém pode ser decomposta em uma componente tangencial F. Estas forças de ação remota têm os mesmos efeitos . ao qual está ligado. a localização de G deve ser calculada ou determinada experimentalmente. Deve-se observar cuidadosamente a terceira lei de Newton. a força exercida por um sobre o outro é normal ao plano de tangência das superfícies e é de compressão. Essas características das forças serão ágora usadas para desenvolver o modelo analítico de um sistema mecânico isolado. no Ex. em seu ponto de ligação. 3. Esta ação é normalmente representada por dois componentes retangulares.sobre o corpo. O Ex. antes de se tentar desenhar os diagramas de corpos lineares. 4 ilustra diversos tipos de apoios mecânicos que eliminam efetivamente as forças tangenciais de fricção. Quando as superfícies lisas (sem atrito) de dois corpos estão em contato. comparada a seu peso. Somente a força R pode ser suportada. focalizando-se a atenção principalmei\te nas propriedades vetoriais das forças. no seu suporte engastado ou fixo. corda ou corrente . Em seu ponto de ligação ela exerce uma força tangente a si mesma. a ação de um cabo flexível . também. relativa ao atrito. em sentido prático. Notou-se. Um conjugado resistente M pode também ser suportado. Devido a sua importância salienta-se aqui que. se a conexão puder girar livremente em torno do pino.58 / ESTÁTICA --~---- centes. 6 ilustra a ação de um pino de ligação. para análise em duas dimensões. 5 mostra a ação de uma guia polida sobre o corpo que ela suporta. em cada exemplo. portanto. esta suposição é válida. a força exercida sobre o corpo a ser isolado pelo corpo a ser retirado da representação esquemática. 3. Está indicado. O Ex. Este isolamento é efetuado por meio do diagrama de corpo livre. Quando o peso do cabo não for desprezível em relação à tração. que menciona a existência de uma reação igual e oposta para cada ação. a força de contato pode não ser. Esta força afeta todos os elementos do corpo e. a flecha do cabo torna-se importante e a tração no cabo muda de direção e de intensidade ao longo de seu comprimento. Introduziu-se. A Fig. forças são aplicadas tanto por contato físico direto como por ação remota e. A resultante das forças gravitacionais sobre todos os elementos é o peso mg do corpo que passa pelo centro de gravidade G e que para estruturas terrestres está dirigido para o centro da Terra.1 mostra os tipos comuns de aplicação de força sobre sistemas mecânicos. necessariamente. 2. Ex.

a a às itos Fig. que atua em direção ao centro da Terra. e capaz de suportar uma força em qualquer direção. livres para moverem-se ao longo de guias lisas. Cabo flexível. Conexão de pino orça não sos. no plano norinal ao eixo do pino geralmente indicada como duas componentes Rx e Ry' Um pino que não esteja livre para girar pode também suportar um conjugado M.3. passando pelo centro de gravidade G do corpo.1 . de esfera ou de setor de rolete transmite uma força de compressão normal à superÍlcie do suporte. tros ente corrente ou cor~8 o peso é --8 _ T?O 8 "" _ do cabo nao A força exercida por um cabo flexível é sempre uma tração para fora do corpo na direção do cabo. Suporte engast"do ou fixo A A 1 Uma conexão de pin0J articulada livremente. uma força transversal V (força de cisalhamento) e um conjugado M (momento Íletor) para evitar rotação. tên· a de mpre mpaa-se Colar ou cursor. e. Para uma mola linear em regime elástico. Superfícies rugosas 4. rpo. 8. a constante elástica da mola k é a força necessária para deformar a mola de uma unidade de comprimento. o peso do ca. Guia deslizando livremente O suporte de role te. Pino está livre para girar Pino não está livre paragirar onto 6. Suporte de rolete duas a ser que ·5. 2. As superfícies rugosas são capazes de suportar uma componente tangencial F (força de atrito). ~Iédespmd'~ desprezível T~ A força de contato é de compressão e normal à superfí cie. Atração gravítacional ~ ans- HHH men- dos está rpo. Superfícies liSas e se das e as' nas ada pio nos tico 3.EQUIu'BRIO / 59 do AÇÃO MECÃNICA DAS FORÇAS Tipo de contato e origem de força I Ação sobre o corpo a ser isolado 1. bem como uma componente normal N da força de contato resultante R. ado Um suporte engastado ou fixo é capaz de suportar uma força axial F. podem suportar somente forças normais à guia . mpo7. "- Solda F~C= V ~ W=mg quer res. ser. A resultante da atração gravitacional sobre todos os elementos de um corpo é o peso mg. A força da mola é de tração se a mola for esticada e de compressão se ela for comprimida. oorreia.

As representações na Fig. 3. quando apreciáveis. Se o sentido do vetor for também desconhecido. resultará um correto diagrama de corpo livre. O Ex.1 não são diagramas de corpo livre mas simplesmente princípios para serem empregados na construo ção dos diagramas de corpo livre. É necessário ser coerente com as características fixadas das forças desconhecidas. medida a partir da posição neutra ou indeformada. o diagrama não deve ser amon\oado desordenadamente. a foiça para uma dada deformação não é a mesma para as condições de carregamento e alívio. direções e sentidos próprios indicados. O método completo para desenhar um diagrama de corpo livre.60 / ESTÁTICA totais sobre um corpo rígido como as forças de igual intensidade e direção aplicadas por contato externo direto. de modo que os diagramas de corpo livre correntes possam ser desenhados. também. Deve-se definir claramente o corpo ou combinação de corpos que deve ser isolado. A função linear da relação força-deformação define que forças iguais acarretam deformações iguais durante o carregamento ou alívio da mola. de modo a não se confundirem com qualquer outra que possa aparecer. A escolha dos eixos de coordenadas deve ser indicada diretamente sobre o diagrama. Os seguintes passos estão envolvidos: l. e negativo. O corpo escolhido incluirá uma ou mais das quantidades desconhecidas desejadas. Observe contudo que o diagrama de corpo livre é apropriado para pôr em evidência a análise acurada sobre a ação de forças externas e. Esse limite externo define o isolamento do corpo de todos os corpos que estão em contato ou exercem atração.a Fase. à primeira vista. 3. estarão cometendo graves erros. É bastante recomendável que o estudante examine estas nove condições e as identifique na resolução dos problemas. As forças conhecidas devem sér representadas pelas setas dos vetores com suas intensidades. onde k é a constante elástica da mola e x é sua deformação. A força exercida pela mola no regime elástico. como as aplicadas pelos corpos em contato ou por aqueles que. se o sentido arbitrado estiver correto. todas as forças que atuam sobre o corpà isolado. Os cálculos revelarão um resultado positivo. do começo ao fim dos cálculos. é dada por F = kx. Esta fase é freqüentemente a mais crucial de todas. As forças desconhecidas devem ser representadas pelas setas dos vetores com as intensidades ou direções desconhecidas indicadas pelos símbolos. e são considerados removidos do diagrama. A análise sistemática do limite completo do corpo mostrará todas essas forças. Muitos estudantes ficarão tentados. O estudante deve sempre certificar-se de ter isolado completamente o corpo antes de passar à fase seguinte. Os pesos. As setas que indicam forças devem ser claramente evidenciadas. . Uma vez executadas as quatro fases precedentes. em seguida.a omitir do diagrama de corpo livre certas forças que podem pare· cer. removidos. e é útil utilizar lápis de cor. ser apresentadas por conveniência. Portanto. O corpo ou combinação escolhida é. e o caminho estará livre para a aplicação direta e bem sucedida dos princípios da Mecânica (quer da Estática quer da Dinâmica). ele pode ser adotado arbitrariamente.a Fase. 9 mostra a ação de molas nos regimes elásticos (linear) e não-elástico (não-linear). isolado por um diagrama que representa seu completo limite externo. 4. que permita isolar o corpo ou sistema em consideração será agora definido. sobre o diagrama do corpo isolado. Construção dos diagramas de corpo livre. Ao caírem nesta tentação. em suas próprias posições. Para a mola em regime não-elástico. Representam-se. exercem atração. portanto. 2. Dimensões geométricas apropriadas podem. devem ser incluídos. o único procedimento correto é certificar-se de que todas as forças cujas intensidades não sejam desprezíveis figurem no diagrama de corpo livre.a Fase. É somente através do isolamento completo e da representação sistemática de todas as forças externas que se pode calcular com segurança os efeitos de todas as forças ativas e reativas.a Fase. com excessivas informações alheias a seu objetivo. em caso contrário. em seguida. Muito freqüentemente é falsa a primeira impressão que uma determinada força possa parecer não influenciar o resultado desejado. desnecessárias aos cálculos. tração ou compressão.

Treliya plana O peso da treUça é suposto desprezível comparado com P.EQUILfBRIO I 61 no erda EXEMPLOS DE DIAGRAMAS DE CORPO LIVRE Sistema Mecânico 1.2 pareos. Viga Superfície de contato lisa. É dos p p~~~~N ~B.\3 Ft F'~ ~ ! em . eo quer Fig. P ---Programa de corpo livre do corpo isolado ão da di- ão es ru- L. Massam M . É ue se alsa a anto. zíveis . Viga em balanço W=mg Lx y . ~~~M ões. O 3.rrw=mg By ! L x menue o rnas a seu com 4. emA. Sistema rígido de corpos interligados considerado como uma unidade p m W=mg . V ma 2.3. eles ssas elas das elos ulos .

O isolamento do sistema mecânico em estudo será identificado como uma fase crítica no equacionamento do modelo matemático. 3 é mostrado o peso mg. através de exemplos selecionados simples e diretos. As características dos vários tipos de forças de contato. 3. O pino de ligação em A (Ex.1). ilustradas na Fig.62 I ESTÁTICA o diagrama de corpo livre foi apresentado em detalhe por causa de sua grande importância em Mecâ· nica. a treliça completa pode ser removida de sua base de suporte e tratada como um corpo rígido único. No Ex. para impedir que a treliça se mova para a direita. 2. sob a influência da componente horizontal de P. revela três quantidades desconhecidas par:a o equilíbrio com as cargas dadas mg e P. Tendo em vista esta fmalidade. positivos ou negativos. está claro que a componente vertical Ay deve ser dirigida para baixo. O método do diagrama de corpo livre assegura a defmição precisa de um sistema mecânico e concentra a atenção sobre o significado e a aplicação exata das leis da Estática e da Dinâmica. estão incluídas nos quatro exem· pIos. as forças internas não são mostradas. Recomendamos novamente ao estudante dedicar uma atenção especial a esta fase. existe o pino de ligação em B.1). Antes de usarmos diretamente. As dimensões e as intensidades foram omitidas para tornar mais claro. é necessário um conjugado M. para impedir que a viga gire em tomo de A. será útil termos certa prática inicial com seu desenho. 3. a treliça é composta de elementos estruturais que.2 fornece quatro exemplos de mecanismos e estruturas juntamente com seus diagramas de corpo livre corretos. 3. Neste exemplo.1). 3.mte. 1. quando os cálculos forem executados nos problemas reais. na próxima seção. Em aditamento à carga externa P aplicada. em torno de B. Na verdade. o diagrama de corpo livre na aplicação dos princípios do equillbrio das forças. os problemas que seguem foram planejados para dar essa prática. a viga em balanço está fixada à parede e sujeita às três cargas aplicadas~ Quando se isola a parte da viga à direita da seção A. A Fig. emB. Qualquer uma das muitas configurações internas.esta força é transmitida à estrutura B (Ex. os sentidos positivos deBx e By no Ex. 8 da Fig. para evitar que a treliça gire no sentido horário.1). Os sentidos positivos destas componentes são supostos arbitrariamente.2 e os problemas resolvidos que aparecem no final da seção seguinte. quando estiver estudando os exemplos dos diagramas de corpos livres mostrados na Fig. 2 da Fig. O peso mg da viga deve ser representado passando pelo centro de massa (Ex. que exerce sobre a viga uma componente x e uma y da força. Assim. que atua através do centro de gravidade da viga.o mecanismo completo. A validade dessas hipóteses deve ser aprovada ou não. e de By no Ex. seria possível sem alterar o efeito do mecanismo como um todo e este fato é apresentado pelo diagrama de corpo livre. existe a possibilidade de desenvolvimento de uma componente de atrito tangencial. sob a ação de seis forças e um conjugado. o sistema completo é tratado como um corpo único. Foram admitidos. deve-se incluir as forças reativas aplicadas na viga pela parede. a partir de m. Se o peso total dos membros da treliça for apreciável. . Também a componente horizontal Ax estará dirigida para a esquerda. anti-horário. 3. Deve ser também incluída a tração T para compensar o excesso de forças aplicadas para a direita. isolado. este método é tão importante que recomendamos ao estudante reler esta seção várias vezes. de acordo com o que derem os sinais algébricos dos termos. 4 o. quando comparado com P e com as forças em A e B. 6 da Fig. No Ex. relativamente simples. isto é. nos diagramas de corpos livres.1) é capaz de fornecer 'à treliça as componentes horizontal e vertical da força. O diagrama de corpo livre está agora completo e mostra a viga em equilíbrio. 4 da Fig.1). 3. Está mostrada uma força vertical V para contrabalançar o excesso de forças aplicadas com sentido para baixo. O suporte oscil. Em todos os casos. no intuito de assegurar a direção do cabo. No Ex. 8 da Fig. considerados em conjunto. 4. 7 da Fig. A força exercida pelo canto A sobre a viga é normal à superfície lisa da viga (Ex.1. quando se aplicam. Além disso. que se supõe conhecido (Ex. 3. então estes pesos devem ser incluídos no diagrama de corpo livre como forças externas. Em aditamento à força aplicadaP e ao conjugadoM. Se as superfícies de contato no canto não forem lisas. constituem uma estrutura rígida. 3. o diagrama de corpo livre deve incluir as reações sobre a treliça em A e B. As resultantes dessas forças reativas são mostradas atuando sobre a seção da viga (Ex. No Ex. 3. çiiagrama de corpo livre d. pode suportar somente uma força vertical e . 3. 3.

incompleto. Alavanca de controle aplicando torque ao eixo em O. Caixote de massa m homogênea. A lança está pivotada em O e suportada pelo cabo de içamento em B. do corpo isolado. um diagrama de corpo livre (DCL). Os pesos dos corpos são desprezíveis. Foram omitidos. suportada pelo pino de articulação (ligação) em A e pelo pino fIXO posicionado dentro da ranhura lisa em B. Alavanca em ângulo suportando a massa m.EQUIu"BRIO / 63 ecâ· ra a do é os no OBLEMASPROPOSTOS Em cada um dos cinco exemplos seguintes.1 . em um r as esta de está ido dir dos sos ~g A p 2. a não ser que seja indicado o contrário. Acrescentar todas as forças necessárias. Peça carregada. he. B no os asta os alios 5. ~ a a sulda ser ces· ser om- 3. em cada caso. apoiado na parede vertical lisa e suportado em uma superfície horIZontal rugosa. para formar um diagrama de corpo livre completo. Lança OA. o corpo a ser isolado é mostrado no lado esquerdo do diagrama e. A (7\F Probl. de mas· sa desprezível comparada com a massa m. 2 to ino tas heno mo 4. os valores numéricos das forças e as dimensões do corpo. no lado direito. de Corpo s os As DCL incompleto em· 1. para facilitar. 3.

Jogo de suportes em .. sendo empurrado para cima. Corpo 1. de cada um dos corpos indicados. tendo esta uma superfície horizontal lisa. Os pesos dos corpos são significativos. para formar um diagrama de corpo livre correto e completo. pelo guincho. Barra dobrada soldada em A e submetida a duas forças e um conjugado.)1 B ângulo para estrutura. Os pesos dos corpos são desprezíveis. A. uniforme sendo içada para a posição. Rolo de uma cortadora de grama de massa m. F 5. F 4. No lado direito é mostrado um diagrama de corpo livre errado ou incompleto. para evitar o deslizamento da estaca. A barra repousa sobre uma superfície horizontal rugosa. apenas quando é mencionado. em cáda caso. Nós com pino. DCL errado ou incompleto 3. (Nota. A y I I M M L_-x P•••• \'" Probl.~ ESTÁTICA 3.2 \V1 cada um dos cinco exemplos seguintes. As dimensões e os valores numéricos foram omitidos. O sentido de algumas componentes de reação nem sempre pode ser determinado sem cálculo numérico. em um plano inclinado de ângulo e. A superfície horizontal de suporte está escariada. Alavanca levantando uma massa m.) . 3. Todas as forças conhecidas e desconhecidas devem ser qualificadas. o corpo a ser isolado é mostrado no diagrama do lado esquerdo. 2. Faça todas as mudanças ou adições necessárias.2 :> p- ~ 3. Estaca de massa m. a não ser que se indique o contr4rio.3 Desenhar um diagrama de corpo livre completo e correto.

massa m. nas extremidades. que atuam um corpo é nula. Ce pino no plano flexionada sob carga P.3. defIniu-se equilíbrio como a condição na qual a resultante de todas as forças. Submetidos ao conjugado M e suportados como está mostrado na figura.1.1) que. Probl. Placa de A. 3. em duas dimensões podem ser escritas na forma escalar (3. Estas exigências estão contidas nas equações vetoriais do equilibrio . por meio de piI 7. uniforpelo me. Barra inicialmente horizontal. uniforme. uniforme. suspensa pelo cabo vertical em A e suportada pela superfície inclinada e rugosa em B. suportada cabo pesada. não 1000 1. de massa m. suportada por uma superfície rugosa e sob ação de cabo horizontal.§ij ~ ~ 4. aos suportes rígidos. homogênea. mo ~M 8. e rolete de massa M. Estrutura completa. Roda de massa m na iminência de mas 6. No item 3. Barra de massa m.2) . nos.3 CONDIÇÕES DE EQUlLIBRIO s são adas. polias e cabo de ligação a serem isoladas. Dito de outro modo. Roda com gome. e pelo I 2. ulação em pela A forçaP. meio-fio. um corpo está em equill'brio se todas as forças e os momentos dos sobre ele estão compensados..EQUILi"SRIO I 65 ias. considerados em conjunto. 5. Baira horizontal de massa m. como uma só unidade. vertical Fixada P.

::onhecidas. e o corpo pode ser tratado como se estivesse no estado de equihbrio. exige somente a única equação de forças. I de I mais ~Fy oo ~Mz ~F. que atua sobre o corpo. se um corpo move com velocidade constante (aceleração nula). por exemplo. A . na direção das forças (direção x). Um outro exemplo. com velocidade angular crescente. com velocidade crescente.2 são as condições necessárias e suficientes para o completo equihbrio em duas dimensões. 3. deste autor. Para o equilíbrio completo em duas dimensões. um corpo que deslize em uma superfície horizontal. não está em equihbrio rotacional. Colinear I IY pode situação é o ~Fx = oI A segunda :alcorrência ser consi IY L__ x I I~/ I ~Fx = o I --ügono ação das três fo ~íbrio é de considerável das forças é traçadc z 4. estão desenvolvidas no livro Dinâmica. Tome. p CATEGORIAS DE SISTEMAS DE FORÇAS EM EQUILÍBRIO EM DUAS DIMENSÕES I Figura I Equações independentes Categoria F~2 .3 Caso 1. As aplicações das Eqs. torno er sob a cada ação de ~tante em torno do pon ponto. 3.66 / ESTÁTICA A terceira equação representa o somatório nulo dos momentos de todas as forças em torno de qualquer ponto O. = o---------I I== '-''// 1. mas não o serão na direção horizontal. as forças e os momentos não estarão compensados. mas as duas equações de equillbrio das forças serão satisfeitas. também.2 caem naturalmente dentro de um número de categorias que são facilmente identificadas. e o equihbrio estará assegurado. as três Eqs. se não forem satisfeitas. 3. 3. As Eqs. 3. tendo em vista que todas as outras equações estão automaticamente satisfeitas.tã . a força resultante sobre ele deve ser nula. e um pode valer sem o outro. São. Geral ~Fx = o ~F)' =0 Fig. evidentemente. Estas equações mostram que a aceleração do centro de massa de um corpo é proporcional à força resultante F. São condições necessárias porque. Porém. suficientes porque.3 e explicadas como segue. não pode ocorrer desbalanceamento de esforços. sobre o corpo ou fora dele. Conseqüentemente. uma roda girando em torno de seu centro fixo de massa.2 devem ser integralmente satisfeitas. sob a ação de forças aplicadas. . O equilíbrio sob forças colineares. a partir da segunda lei de Newton referente ao movimento. estas condições são requisitos independentes. Estas categorias de sistemas de força que atuam em corpos em equihbrio estão resumidas na Fig. . (a) Categorias de Equilíbrio. As equações de equilíbrio das forças serão satisfeitas na direção vertical onde a aceleração é nula. As equações que relacionam força e aceleração para movimento dos corpos rígidos. uma vez satisfeitas.

o polígono das forças é traçado de modo a fechar-se. o equilíbrio de um sistema geral de forças em um plano (x-y) exige as duas equações de forças plano e uma única equação de momentos em torno de um eixo (eixo z) normal ao plano. Neste caso. Se elas não o forem. isto é. Caso 3. o equillbrio de forças paralelas em um plano exige a única equação de forças na direção das (direção x). Se um corpo em equillbrio estiver sob a ação de mais de três forças. A primeira situação é o equilíbrio de um corpo sob a ação de apenas duas forças. 3. a resultante R.5a). em o de um eixo z que passa por O. porém deve ser uma força R que passa . o equillbrio de forças que se situam no plano (x-y) e são concorrentes no ponto O exige ente as duas equações de força. Há duas situações de equillbrio que ocorrem freqüentemente e para as quais o estudante deve ser do. então. Neste caso. 3. o que violará a exigênçia de momento nulo. é comum reduzi-Ias a três.EQUILI"BRIO / 67 uer eto os rer das ões atua rça Caso 2. uma das forças exercerá um momento resultante em torno do ponto de concorrência das outras duas. Nas ilustrações citadas. se ela ainda existe. é necessariam~nte igual a zero. um As o o sa. Para o corpo mostrado na Fig. (a) Corpo submetido à ação (b) Polígono fechado de três forças satisfaz ~F == O Fig. como mostrado na Fig. 3. o ponto de concorrência pode ser considerado como estando no infmito. combinando duas ou mais das forças conhecidas. não pode ser um conjugado. 3. opostas e colilleares. e a única equação de momentos em torno de um eixo (eixo z) normal ao plano das forças. Há duas maneiras adicionais de se expressar as condições necessárias para o equilíbrio de forças em duas dimensões. em torno de cada ponto.5b. das p /' /' /' /' de -p /' /' em Corpo submetido à ação de duas forças (a) Fig. O ato do corpo não deve confundir esta simples exigência. as forças devem ser iguais. tendo em vista que a soma dos momentos em torno de O. Dois exemplos são ados na Fig. os pesos dos corpos são 'derados desprezíveis.00 se LMA =0. (b) Equações Alternativas de Equilíbrio.4 e está claro que para tal corpo.4 A segunda situação é o equillbrio de um corpo sob a ação de três forças (Fig.3. comparados com as forças aplicadas . Vê-se que as linhas de ação das três forças devem ser concorrentes. as.5 na as. O princípio da concorrência das três forças em equillbrio é de considerável utilidade na execução de soluções gráfIcas das equações das forças.3. Caso 4. A única exceção ocorre quando as três forças são paralelas.

contudo elas não fornecem necessariamente informações suficientes para se calcular todas as forças desconhecidas que possam atuar sobre o corpo emequillbrioo A questão de suficiência situa-se nas caracterfsticas dos vfnculos a possfvel movimento do corpo. que a força resultante R. em um problema geral em duas dimensões. meramente. Se agora a equaçOo ~ F x ~ O "mantém onde a direçOo x é perfei. Para a bucha . com três incógnitas.6b. se "iMB = O. B e C são três pontos quaisquer não situados sobre a mesma linha reta. se ela existe. determinar duas das incógnitas. 3. mas nenhum vínculo tangente à superffcie. deve passar por B.en!e "bitrária.6d. se "iMA = O. as equações de equillbrio podem ser . (a) A R\.. Agora.-B. se "i Me = O. a esfera e o suporte oscilante fornecem vfnculos normais à superffcie de contato. p~r A. Por conseguinte. como mostrado. Portanto. onde A. no máximo. se ela ainda existe. Tal força não pode existir. 4 da Figo 3. A terceira equação verificará. não somente deve passar por A. está claro que R deve ser zero e portanto o corpo está em equilfbrio . confonne a Fig. mas deve também ser perpendicular à direção x. 3. (b) x "LMA = O satisfeita "LMR=O tMA = O}satisfeitas lÍ . Além do que. fornecidas pelos seus suportes. No Ex. Portanto. 3. obtém-se informação redundante e a solução das equações dará O = O. se "iMB = O. - tMA = o satisfeita -------. para um sistema de forças copIa· nares. se ainda existir. "gue. As equações de equillbrio desenvolvidas neste item são condições necessárias e suficientes para estabelecer o equillbrio de um corpo. a resultante. uma força tangencial não pode ser suportada. Quando nem todas as equações de equillbrio são independentes. escrevendo-se três equações de momentos em torno de três pontos que estão sobre a mesma linha reta. Estas equações conterão informações redundantes e a solução de duas delas pode. Novamente. onde C não é colinear com A e B. onde B é qualquer ponto tal que a linha AB não seja perpendicular à direção x.". a resultante.6c. para qualquer corpo tal como mostrado na Fig. como mostrado na Fig. contudo. deve ser uma força R que passa por A.68 I ESTATlCA ( . (c) Figo 306 (d) Uma terceira formulação das condições de equilíbrio pode ser feita. Vfnculo significa o impedimento do movimento.1. obtém-se equações dependentes. uma opção para o conjunto das equações de equilfbrio é: onde os dois pontos A e B não se devem situar sobre uma linha perpendicular à direção x. o r01ete. Por exemplo. a identidade 0=00 (c) Vinculas e Determinação Estática.

Um corpo. Fazendo. Eqs. Se o suporte oscilante. as três equações escalares do equilíbrio independentes não iriam fornecer informações sufIcientes para o cálculo das quatro incógnitas. o vínculo somente é possível na direção normal à guia. a duas componentes da força emB e o conjugado emB. Contudo. onde as forças dos outros dois vínculos concorrem.EQUI ÜBR 10 I 69 nne ém nha io. O número de elementos de suportes redundantes presentes corresponde ao grau de indeterminação estática e se iguala ao número total de forças externas desconhecidas menos o .ÚInero míniino de vínculos necessários para assegurar uma confIguração de equihbrio são chamados de estaticamente determinados e. por esta breve discussão. As três condições de equilíbrio escalar. não seriam sufIcientes para a determinação de todas as quatro incógnitas. fosse substituído por uma junta de linO. assim como vínculo ao movimento lateral. referência à Fig. 3. 6. conjugados. 5. Caso contrário. O suporte fIxo do Ex.3. elas ade de guia e o curso r do Ex. ou combinação rígida de elementos. Na parte a da figura. Ao discutir a relação entre vínculos e equillbrio. visto que Ax e Bx não poderiam ser separadas. a saber: a força em A.7 apresenta quatro tipos diferentes de vínculos. (c) Estabilidade incompleta. 1. contudo. conforme fossem influencidas por suas correspondentes propriedades de rigidez. nem sempre garante a existência uma configuraçito estável.2. distâncias ou ângulos. 3. Vínculos suficientes (b) Estabilidade incompleta. Os problemas sobre equillbrio incluídos nesta seção e por toda a Estática estão geralmente restritos a corpos estaticamente determinados. cógnitas podem ser forças. o terceiro vínculo é posicionado de tal modo que a sua linha de ação passa pelo ponto A. para o sistema de forças envolvido. 3. na Fig. Estas duas componentes da 'orça seriam dependentes da deformação das barras da treliça. 3 não for livre para girar. Portanto existiriam quatro reações de apoio incógnitas atuando sobre a viga. exigida para ajustar as dimensões da estrutura àquelas das fundaçÕes entre A e B. com o auxI1io somente das equações de equillbrio. A Fig. haveria um vínculo adicional. As reações horizontais também seriam dependentes de qualquer eformação inicial. é chamado de estaticamente indeterminado. para tais corpos. Assim o corpo está completamente fIxo com três vínculos adequados apropriados). plaela eve o é ea gnieta. Por outro lado. Portanto. deve-se estar atento para a questão da adequabilidade dos vínculos. considerada como um corpo único. No Ex.7 . É sempre bom contar o número de forças desconhecidas sobre um dado corpo e estar certo que um número igual de equações independentes podem ser escritas. além do exigido. (d) Estabilidade excessiva. antes de tentar resolver um ifOblema de equillbrio.ÚInero de equações de equilíbrio independentes disponíveis. e um terceiro vínculo impede qualquer rotação em torno de A. as equações de equillbrio são sufIcientes para determinar as orças externas desconhecidas. 7. esta confIguração de ndissaA e o nto da mas cha A (o) Estabilidade completa. Na parte b da fIgura. mas não oferece resistência à rotação em torno do pino.2. se o pino B no Ex. que possua mais suportes externos ou vínculos do que os necessários para manter uma posição de equilíbrio. que suporta a treliça do Ex. onde os vínculos são perfeitamente sufIcientes para assegurar uma posição estável e onde as forças de suporte desconhecidas podem ser completamente determinadas pelas equações de equillbrio independentes disponíveis. para suportar uma configuração de equilíbrio sem colapso. corpos que são suportados pelo . o suporte pode transmitir um conjugado para a viga através do pino. Um corpo será identillcado como estaticamente indeterminado quando existirem ais reações externas desconhecidas do que equações de equillbrio independentes disponíveis. 3. oferece vínculo à rotação. Suportes que podem ser removidos sem destruir a posição de equillbrio do corpo são chamados de redundantes. Vínculos parciais Vínculos parciais Vínculos redundantes Fig. outra vez. A existência de três vínculos em um problema bidimensional. As . para o fato de que ele deve estar atento sobre a natureza dos vínculos. o estudante está alertado neste ponto. o pino de articulação fixo fornece vínculo em ambas as direções. a menos que o pino não esteja livre para girar.2. pode-se desperdiçar esforço na tentativa de uma solução impossível. Conseqüentemente. o ponto A do corpo rígido está fIxado por dois vínculos e não pode mover-se. como em A.

7. assim.09 kN C= 3. desnecessário para manter" a posição fixa. porque os três vínculos paralelos não podem oferecer resistência inicial a pequenos movimentos verticais do corpo como resultado da aplicação de cargas externas sobre ele. a grande maioria dos problemas neste livro é estaticamente determinada com vínculos adequados. que este corpo está mal fixado. Na solução de problemas é recomendável. Solução I (álgebra escalar). para formar seus hábitos de abordagem à solução dos problemas de Engenharia. antes de aplicar um princípio da Mecânica.940C = 3 (b) A solução simultânea das equações (a) e (b) dá T= 9. Como já foi citado.766T + 0. à esquerda dos cálculos e servem como recordação da justificativa para cada etapa principal. atuam sobre os elementos de um nó de treliça. Conclui-se. A configuração da parte c da figura fornece uma condição semelhante de fixação incompleta. que pode ocorrer quando forem aplicadas forças externas sobre o corpo. 3. Como mostrado noS quatro exemplos da Fig.3 = O 0. com a ligação 4 atuando como um quarto vínculo. Na parte d da figura. um vínculo redundante. as recomendações localizadas no item 1. Do mesmo modo.0. . Para os eixos x-y mostrados. preceder esta aplicação por uma declaração simbólica do princípio ou da equação regente envolvida. juntamente com as outras três forças mostradas. ilustram a aplicação do diagrama de corpo livre e das equações de equilíbrio em problemas típicos da Estática. Os problemas resolvidos no final do item.643T . Problema Resolvido 3. Solução. A ligação 4 é. quando os vínculos de um corpo em equilíbrio em duas dimensões são adequados (apropriados). particularmente neste estágio inicial. Nos problemas resolvidos.1 Determinar a intensidade das forças C e T que.Ccos 200 . e mOstra as cmco forças que estão em equilíbrio. tem-se as condições de fixação completa. através da observação direta. Quando se aplicam as equações do equilíbrio. então.342C [1. um passo muito útil é proceder a uma rápida escolha dos eixos de referência e do centro de momentos. com vínculos parciais.~ÀTIC' vínculos não pode oferecer nenhuma resistência inicial à rotação em torno de A. Em geral.Fy =8 (a) = O] T sen 400 . têm-se. parciais (impróprios) ou redundantes. é geralmente possível concluir. Os vínculos desses dois exemplos são freqüentemente denominados impróprios. O esboço apresentado constitui o diagrama de corpo livre do nó em questão. estas declarações estão localizadas entre parênteses. eo corpo é estaticamente indeterminado.03 kN Resp. A necessidade freqüente de encontrar a solução simultânea das equações de equillbrio pode ser minimizada ou evitada por uma escolha cuidadosa dos eixos de referência e do centro dos momentos. a melhor escolha para centro de momentos é o ponto pelo qual passa o maior número possível de forças desconhecidas. [~Fx = O] 8 + T cos 400 + C sen 200 - 16 = O 0. nesta direção.8 são valiosas ao estudante.

EQUI LfBRIO

I 71

ndo cuta, do em-

Solução II (álgebra escalar). Para evitar a solução de equações simultâneas, serão usados os eixos x"y', tomando o primeiro somatório na direção y', para eliminar T. Assim P;Fy'

Notas:

CD

= O]
- C cos 20° - 3 cos 40° - 8 sen 40° + 16 sen 40° C= 3,03 kN

=

O

ção . A
[!:Fx'

Resp.

= O] =O
Resp.

A escolha dos eixos de referência, para facilitar os cálculos, é sempre uma consideração importante. Poderíamos ter tomado, neste exemplo, um outro conjunto de eixos, coincidente e perpendicular à direção de C, e empregarmos um somatório de forças normais a C, para eliminá-Ia.

ção s), ati-

T + 8 cos 40° - 16 cos 40° - 3 sen 40° - 3,03 sen 20°

T= 9,09 kN

quaasso al, a scoser

Solução ]]] (álgebra vetorial). Com os vetores unitários i e j, nas direções x e y, o somatório de forças nulo para o equilíbrio dá a equação vetorial [!:F

= O]

8i + (T cos 40")i + (T sen 400)j - 3j +

+ (C sen

200)i - (C cos 200)j - 16i

=O

Igualando a zero os coeficientes de i e de j tem-se 8 + T cos 40° + C sen 20° - 16 T sen 40° - 3 - C cos 20° que, naturalmente; das acima.

esta solção são ção

=O =O

são as mesmas equações que (a) e (b), resolvi-

Solução ]V (geométrica). Apresenta-se o polígono que representa a soma vetorial nula das cinco forças. Imediatamente vê-se que as equações (a) e (b) dão as projeções dos vetores nas direções x e y. Semelhantemente, as projeções sobre as direções x' e y' dão as equações alternativas da solução 11. Uma solução gráfica é facilmente obtida. Os vetores conhecidos são dispostos em seqüência, usando uma escala conveniente, e as direções de T e de C são traçadas para fechar o polígono. A interseção resultante no ponto P completa a solução, permitindo medir as intensidades de T e de C diretamente do desenho, qualquer que seja o grau de precisão usado na construção do polígono.

§...!íl::!.

~ Os vetares conhecidos podem ser somados em qualquer ordem desejada, mas sempre devem ser somados antes dos vetores desconhecidos.

Problema Resolvido

3.2

Determinar a tração T no cabo de suporte e a força sobre o pino em A, para a lança do guindaste, mostrada. A viga AB é um perfil I, padronizado, com 0,5 m de altura e 95 kg por metro de comprimento.

Solução algébrica. ~ evidente que o sistema é simétrico em relação ao plano vertical x-y, como se observa na vista lateral. Assim, o problema pode ser analisado como o equilíbrio de um

\

I

ESTATlCA

sistema de forças coplanares. O diagrama de corpo livre da viga é mostrado na figura, com a reação do pino em A decomposta nas duas· componentes retangulares. O peso da viga é 95 00-3) (5) 9,81 = 4,66 kN e atua em seu centro. Note-se que existem três incógnitas, Ax, Ay e T que podem ser achadas com as :três equações de equilíbrio. Começa-se com a equação dos momentos em torno de A, que elimina duas das três incógnitas. Na aplicação da equação dos momentos, em torno de A, é mais simples considerar os momentos das componentes retangulares x e y de T, do que calcular o braço de alavanca de T em relação a A. Portanto, tomando o sentido anti-horário como positivo: (T cos 25°) 0,25 + (T sen 25°) (5 - 0,12) - 10 (5 - 1,5 - 0,12) - 4,66 (2,5 - 0,12) Calculando, vem:

OB

T= 19,61 kN

Resp.

Igualando a zero as somas das forças nas direções x e y, vem: [EFx [EFy

4,66 kN

~

= O]
= O]

Ax - 19,61 cos 25°

= 0,

Ax

= 17,77
= 0,

lOkN

kN Notas:

Diagrama de corpo livre

Ay + 19,61 sen 25° - 4,66 - 10

Ay = 6,37 kN,
[A = .J~A-x-'-+-A-y-'J,
3

A =

y'(i
kN.

7,77fJ + (6,37)', Resp.

CV

A

= 18,88

A justificativa para este passo é, naturalmente, o teorema de Varignon ou teorema dos momentos, explicado no item 2.4. Esteja preparado para tirar, freqüentemente, toda a vantagem deste princípio.

Solução gráfica. Aplica-se o princípio de que três forças em equilíbriO devem ser concorrentes para uma solução gráfica, combinando-se as duas forças verticais conhecidas de 4,66 kN e 10 kN, em urna força única de 14,66 kN, aplicada, corno se vê, sobre o diagrama de corpo livre da viga, modificado, na parte b da fJgUra A. A posição desta carga resultante pode ser determinada gráfica ou algebricamente. A interseção da força de 14,66 kN com a linha de ação da força de tração T, desconhecida, define o ponto de concorrência 0, pelo qual deve passar a reação do pino A. As intensidades desconhecidas das forças T e A podem agora ser determinadas, traçando-se o polígono feohado de equilíbrio das forças. Após a carga"vertical conhecida ser repre6entada em escala sonveniente, corno é mostrado na parte inferior da figura, desenha-se urna linha que representa a direção dada da tração T e que passa pela extremidade do vetor de 14,7 kN: Do mesmo modo desenha-se uma linha que representa a direção da reação A do pino, determinada da concorrência estabelecida com o diagrama de corpo livre e que passa pela parte traseira do vetor de 14,7 kN. A interseção das linhas que representam os vetores T e A estabelece as intensidades de T e A, necessárias para igualar a sorna vetorial das forças a zero. Essas intensidades podem se! medidas diretamente do diagrama. As componentes x e y de A podem ser representadas no polígono de força, se isso for conveniente.

CV

O cálculo de momentos em problemas bidimensionais é, geralmente, tratado de maneira mais fácil, pela álgebra escalar do que pelo produto vetorial r A F. Em três dimensões ocorre o oposto, corno será visto.

®

A direção da força em A poderia ser calculada facilmente, se desejado. Porém, no projeto do pino A, ou na verificação da sua resistênCia, a intensidade da força é que interessa.

--~~~~f"-...
[
.

-...o~
I

Ax A 1--1A y

_--

i

4,66 kN

EQUIu"BRIO

/ 73

OBLEMASPROPOSTOS o
cilindro tem massa homogênea de 40 kg e repousa sobre superfícies lisas A e B, inclinadas de 30° e 60° da horizontal, respectivamente. Determinar as forças de contato em A e B. Resp. A=340N;B=196N 3.7 Se o parafuso B do grampo de madeira for apertado de modo que os dois blocos fiquem submetidos a uma compressão de 500 N, determinar a força no parafuso A. (Nota. A força no parafuso pode ser tomada na direção do parafuso.)

Probl. 3.4 Determinar a intensidadeP da força horizontal que o jardineiro deve exercer sobre a alavanca leve de um rolo para gramado de 100 kg, a fun de mantê-Io parado em um plano com 10° de inclinação. Encontre, também, a força exercida pelo solo sobre o rolo. O centro de gravidade do rolo está no centro
O.

150 mm

Probl. 3.7

3.8

Uma balança de mola indica uma tração T no cabo mais à direita de um sistema de cabos e polias, que está suportando um corpo de massa m. Expresse m em termos de T. Desprezar as massas das polias . . Resp. m = 8T/g

Probl.3.5

l.6

O suporte deslizante mostrado é empregado para facilitar a mudança de posição de um gancho de içamento, quando estiver sem carga. Quando carregado, as saliências A e B se travam nos flanges de uma viga caixão, e o gancho se projeta para fora através de um rasgo horizontal na viga. Calcular as forças em A e em B quando o gancho está suportando uma massa de 300 kg. Resp. A = 4,91 kN; B= 1,96 kN

Probl. 3.8

3.9

A viga de 4,5 m de comprimento e de massa uniforme igual a 200 kg está carregada, no plano vertical, pelas forças paralelas mostradas. Calcular as reações nos. apoios A e B. A
6kN 2kN

.

~

~

~
~

LL ~
I

O,5m

1,5m +lm

Jl4kNJ 1m 0,5m

Probl. 3.6

Probl.3.9

74 I ESTÁTICA

3.10

Calcular a forçaP que o homem deve exercer sobre o cabo, a fim de suspender o caixote de 200 kg, na posição incliriada mostrada. Escolha os eixos de referência de modo a encontrar P usando uma única equação, sem envolver a tração na parte superior do cabo. Resp. P

6

=

871 N

Probl. 3.13

Probl. 3.10
1,5m~

3.11

Encontrar graficamente a força P e a tração T da parte superior do cabo do Probl. 3.10. Calcular as intensidades T, e T2 das trações nos dois cabos que suportam o caixote de 100 kg. Resp. T, = 1 067 N; T2 = 1 730 N

3.12

A
010

~O,75J m

Probl.3.14

2000 N

?
3.15 A resistência à flexão do suporte é testada com uma carga de 2 kN. Calcular a força sobre o rolete emA e a força total suportada pelo pino em O. Probl. 3.12

3.13

Determinar a força P que o operário, cuja massa é de 80 kg, deve exercer sobre o cabo, a fim de suportar a si próprio, no assento ligado no mecanismo, como é mostrado na figura. Que força R o homem exerGe sobre o assento? Resp. P= 157 N; R = 628N Para testar a deflexão de uma viga uniforme de 100 kg, o menino de 50 kg exerce uma força de 150 N no cabo, montado como mostrado. Calcular a força suportada pelo pino da articulação O. Resp. FO = 3,93 kN

3.14

Probl. 3.15

EQUIÜBRIO / 75

A estrutura em T de massa 200 kg, tem o centro de massa em G. Calcular a força total suportada pelo pino em O, após a aplicação da força de 3 kN no cabo. Resp. O = 2,36 N

~

3kN

2,5m

't1..-.
Prob1.3.16 3.20 Calcular o valor do conjugado M, necessário para empurrar a roda de 40 kg para cima do plano inclinado. Determinar também a força de contato R em A. A superfície do plano inclinado é suficientemente rugosa para evitar escorregamento. Resp. M= 47,1 N·m; R = 393 N

Um avião a jato, com massa de 8 Mg, está voando horizontalmente à velocidade constante de 1 000 km/h, sob um empuxo dado pelas turbinas de 16 kN. Se o piloto aumenta a taxa de combustível para forneçer um empuxo de 20 kN e levanta o nariz do avião de modo a subir, mantendo o ar na velocidade constante de 1 000 km/h, determinar o ângulo () formado pela nova trajetória de vôo com a horizontal. Notar que a resistência do ar na trajetória de vôo, em uma altitude qualquer, é função somente da velocidade do ar . Resp. () = 2,920
8 Se o peso do pau de carga for desprezível, comparado com a carga P, encontrar a força F sobre a rótula, em A, e mostrar que F é constante para todos os valores de (). Determinar o valor limite de T, quando () se aproxima de 900•

Probl. 3.20

3.21

com o1ete

Substituir o conjugado M, do Probl. 3.20, pela força horizontal P e calcular seu valor, necessário para empurrar a roda de 40 kg para cima do plano inclinado. Determinar também a força de contato R, emA. Não ocorre deslizamento. Resp. R = 406 N

Probl. 3.18

Probl. 3.21

9

A peça articulada é usada para ativar um dispositivo de trinco, para ligar um grande reboque ao seI.: vagão. Se uma tração T = 400 N for necessária na barra de controle horizontal para desengatar o pistão, contra o qual a peça atua em C, estimar por meio de uma solução vetorial, a mão livre, a força que o pino suporta em A.

3.22

O tambor de óleo com massa de 300 kg, quando cheio, tem centro de massa em G. Calcular a força vertical P, necessária para manter o equilíbrio do tambor e do carrinho na posição mostrada. Pode-se desprezar o peso do carrinho quando comparado com o do tambor.

p p
375mm

Probl. 3.25 3.26
450

..• ,. 2~·'i
Probl.3.22 3.23

Dimensões em milímetros

A viga em balanço, com massa uniforme de 50 kg por metro de comprimento, suporta o conjugado e as três forças mostradas. Isolar a viga à direita da seção A e calcular o momento (conjugado) M e a força vertical V, exercida pela parede nesta seção. Resp. V = 3,44 kN para cima M = 8,33 kN' m anti-horário

Um tambor de 600 mm de raio, com centro de massa G no seu centro geométrico, tem uma maSSE total de 1 600 kg e repousa sobre um carrinho constituído por dois roletes longos de 240 mm de diâmetro. Os roletes se apóiam sobre uma superfície horizontal lisa e são impedidos de se separarem por meio de vínculos horizontais, um em cada extremidade do rolete, como mostrado. Calcular a tração T em cada vínculo e a reação R entre o tam· bor e cada rolete. Resp. T= 3,79 kN; R = 10,91 kN

1 kN 2m

!

1,5 kN

3m

---±-

4m

b~
~2kN'm

240 mm

A Probl. 3.23 3.27

Probl. 3.26 A treliça rígida está submetida às quatro cargas mostradas e é suportada pela articulação em A e pela ligação BC. Desprezar o peso da treliça e calcular a intensidade da força suportada pelo pino em A. Porque, com o carregamento dado, a direção da força em A é paralela a BC?

3.24

A vara de 15 metros, com massa uniforme de 150 kg, é suportada por suas extremidades lisas, contra as paredes verticais, e pela tração T no cabo vertical. Calcular as reações em A e B.

Probl.3.24 3.28 3.25 A chave de pinos é usada para girar eixos e anéis. Se um momento de 80 N • m for necessário para girar o eixo de 200 mm de diâmetro em torno de seu centro O, sob a ação da força aplicada?, determinar a força de contato R sobre a superfície lisa em A. O encaixe do pino em B pode ser considerado como ocorrendo na periferia do colar. Resp. R = 1 047 N A fita magnética, sob uma tração de 10,0 N em D, passa em torno das polias-guia e através do cabeçote de eliminação da informação registrada em C, com velocidade constante. Como conseqüência de um pequeno atrito nos mancais das polias, a fita em E está sob uma tração de 11,0 N. Calcule a tração T na mola de suporte em B. A .chapa é horizontal e o mancal A, de rolamento de agulha, é de precisão. Resp. T. = 10,6 N

I

3. uma madificaçãe nas apaias.28 3. A = 747 N rgas A e calpino eção o 3. 3. entãe. pela mancal fixe em O.30 mD. permanece em equil1brie na pesiçãe mestrada. cam reletes nas extremidades e massa uniferme de 5 O kg. per inspeçãe.33 As estruturas mestradas sãa estaticamente indeterminadas.33 3.3. determinar a cempanente herizental 0x da reaçãa exercida sebre a reda. Pre!. Resp. ne mÍnime. Resp. As chapas pedem ser submetidas a várias .6 N I A barra. para cada casa.29 é substituíde pela ferça herizental de 300 N mestrada. a de fita trazené de . Usande semente uma equaçãa de equilíbrie. as ferças A e B. a ferça de atrite cem e sele impede a gire da rada.EQUIÜBRIO / 77 A"· Prebl. Analise a chave e a reda ceme se fessem um carpe únice.29 Prebl. Descreva. que sustenta e superte leve. Quanda se aplica a ferça de 300 N na chave de reda vista na figura. Determinar a traçãe T.32 cenjugade aplicade ne Prabl. -- 300N Prebl. 3. Calcular a intensidade da ferça supertada pele pine em A. 3. que teme a estrutura estaticamente determinada. tadas limitadas ae plane de representaçãe. abem C. seb a açãe de um cenjugada de 30 Nom aplicade ae superte leve.32 Calcular a intensidade da farça supartada pele pine em A. 0x = 510 N Prebl.>I. na cerda.34 A figura mestra uma série de chapas retangulares e seus vínculas. 3. escrevende somente uma equaçãe de equilÍbrie.3.31 de assa nho m de erfírem cada ar a amkN Prebl. per meie da cerda herizental CD. Obter.

Identificar as chapas que se relacionam com cada uma das seguintes categorias. 3. T = 295 N.36 HD ~ 8 4 5 3. duas de cada lado. para cada sapata. !J tio 2 Probl. sapata A é firmemente presa à ranhura.s.37 · . com vínculos redundantes. escrever z expressão para o arrastamento D sobre cada uma das duas sapatas dianteiras. é n. calcular a força que atua pino que liga o míssil à sapata B.. (D) Estabilidade parcial. 3. ainda em fase experimental. tem massa de 25 Mg e está sendo içada vagarosamente para a posição vertical.36 A laje uniforme de concreto.em B. Sabendo-se que o míssil tem massa de 1 500 kg e centro de gravidade G e . (B) Estabilidade parcial. com vínculo redundante.35 1----1 ~ Um barco. mqstrada em vista lateral.78 I ESTÁTICA cargas conhecidas aplicadas no plano da chapa. O barco tem massa total m e centro de gravidade em G.2 N d r Probl.~/ ~ Probl.. Calcular a tração T no fio e as reações contra os roletes em A e. Resp. 3. A relação entre a sustentação e o a"asta· mento. 3.34 3. D = 4n 1 ( mg + T -bd+h) A barra. (A) Estabilidade completa com o número mínimo de vínculos suficientes.3. com vínculos insuficientes. . Sustentação é a força vertical que cada sapata suporta. Em teste estático de míssil. pela tração P no cabo de içamento. está equi· pado com quatro sapatas. Para um dado empuxo T da hélice. é suportada pelas superfícies vertical e horizontal e pelo fio AC. calcular a tração T na ancoragem do cabo horizontal.37 3. (C) Estabilidade completa. A"astamento é a força horizontal que a água opõe ao movimento. Para a posição onde = 600. B = 196.empuxo de 20 kN.6 N. O empuxo é fornecido pelz hélice. Resp. A = 73. como se vê na figura. enquanto sapata B fica solta.35 As sapatas de suporte que mantêm o míssil preso plataforma de lançamentos deslizam em ranh T. no trilho-guia.38 Probl. usando somente uma equação de equilíbrio. com roletes nas extremidades e massa uniforme de 30 kg.

e o centro de massa está em G 2 • Probl. pela superfície horizontal. repousa sobre uma superfície horizontal rugosa. ua n: <<- Determinar.42. 3. que a impede de rolar para a frente. a roda se ap6ia contra o rolete em B. Calcular o torque M necessário para fazer. dois valores adicionais de {3 para posições estáveis. Calcular a força compressiva F C. determinar o ângulo {3.EQUI L(BR 10 I 79 3. no sistema de transporte de míssil descrito no Probl. Calcular. O centro de massa G •• está localizado diretamente sobre as rodas traseiras. em cada haste dos cilindros.3. nto tem e ur:. um de cada lado do reboque. 3. Resp. A seção do tronco tem massa de 600 kg e a do corpo da carroceria é de 300 kg.42 Probl. excluindo a carroceria. na posição de levantamento.20 Mg. com centro de massa em G.41 A roda de 300 mm de raio com massa de 60 kg e centro de massa em G.43 reso<hurG! ssil.39 Um reboque especialmente constru{do é usado para transportar e erguer um míssil até a sua posição vertical de lançamento. FC = 343 N Probl. Resp. Para um dado valor de 8. ás forças correspondentes nos pares de rodas traseiro e dianteiro do caminhão. Resp. do cilindro hidráulico AB. A unidade é levada para a posição por dois cilindros hidráulicos. 3.42 3. e estão dispostas sobre superfícies inclinadas. 3. 3. Para a posição mostrada. 3. calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C e a pressão de óleo p que atua contra o pistão com diâmetro de 80 mm. aplicado em A.40 . a intensidade F da força total suportada pela articulação em O. O corpo do reboque e o míssil têm massa combinada de 6. c. também. aplicado à carroceria através do eixo em O. ento. ver a uma h) - O caminhão basculante é usado para levantar uma seção cortada de um tronco de uma grande árvore. Indicar. o levantamento. Sob ação do conjugado M = 50 N • m. Sugere-se uma solução gráfica. conforme mostrado.44 mm mm Probl. para a posição em que o eixo AB do cilindro é perpendicular ao eixo longitudinal do reboque e míssil. F ~ 26 kN O guindaste móvel de uma oficina de automóveis' está levantando um motor de 100 kg.38 9 A barra e os roletes das suas extremidades têm o centro de massa em G. A massa do cavalo mecânico é de 3 100 kg. Calcular a intensidade da força total exercida sobre a roda em C.41 equicom entro pela rasta· força é <- Probl. {3 = arc tg (+ tg 8) 3. no qual a barra estará em equilÍbrio instável. também.

Um homem de 80 kg move-se vagarosamente Probl. quando fabricado. 3.5 kN. e também encontrar a intensidade R da força exercida sobre o tambor por todos os roletes de A. de alumínio.20 Mg. em Los Angeles. F = 2 340 N Probl. 3. Resp. 0= 99.ESTÁTICA a uma distância de 700 mm da linha de centro vertical. antes do tambor começar a girar.3. Determinar a força F no cilindro hidráulico AB do guindaste. 3. em O. tem massa de 240 kg. com a massa m mantendo a tração especificada T na correia para a posição mostrada. que deve vencer um apreciável atrito no mancal. Encontrar também a força R suportada pelo pino. tangente ao tambor. comparados com m. Todos os roletes estão perfeitamente livres para girar.46 O tambor com massa uniforme de 400 kg está montado sobre uma linha de roletes em A e outra em B.J3T2+ (mg)2 Probl.48 .2 kN A Probl.47 A cápsula lunar. exercida por aquele rolete.48 Um guindaste está içando um trator de 4.45 I 3. quando sai da fábrica. Calcular a força de atrito F. na posição mostrada. 3. com excessão de um em B. A massa da lança OA é 2 Mg e o centro de massa está no meio da sua altura. Desprezar os pesos do braço e da polia central. e seu centro de gravidade está na metade do comprimento. A lança oe do guindaste lunar tem 48 kg.44 Determinar a dimensão !.4 7 3. Calcular a tração T no cabo preso a B e a intensidade da força suportada pela articulação em O. T= 61. para as condições de equilíbrio.da terrestre. Resp. Resp. Lembrar que a atração gravitacional da Lua é +. para estas condições.46 Probl. no momento em que ele posiciona a cápsula na superfície da Lua. R = . na posição de 600• Desprezar a largura da lança. 3.

52 tão. == 79. Quando = O.'o sa estÉ o cabe a pelE líbrio.34 kN Probl. é necessário um torque de 4 680 N •m sentido horário para evitar a rotação. 3. deve ser aplicado um torque anti-horário de 2 460 N • m à engrenagem em E. quando a viga deixa os seus suportes.3 kN A viga tem comprimento de 6 m e massa uniforme de 300 kg. ~ exerc:A. Resp. compaudo com a carga de 12 Mg que ela suporta.- o peso da treliça rígida AECDE é pequeno. Calcular a força na barra horizontal. r == 367 mm. ça.51 Probl. .3. TA = 816 N. Resp. para impedir que o conjunto gire.49 A peça OEC e a roldana C têm juntas SOOkg e o centro de gravidade em G.53 Mg.50 A estrutura triângular com polias tem massa total de 200 kg e centro de massa em G. O anelA fornece suporte somente na direção horizontal. de massa 80 Mg. 3. Resp. ~ comp::ráuli mome:. Quando 30°.ície 6. Calcular a força suportada pela articulação de pino O quando a carga de 3 kN for aplicada. 3. os dois cabos AC e EC de 4 m e a viga. 0= 34.2 kl\ Probl. TE = 2449 N 240 kg.53 . quando se aplica a força de 10 kN no cabo. e serve para girar o setor em torno do seu eixo geométriCO O. calculando r e (J.2m Probl.8° C< C< ~ (J O. 9. A força P aplicada ao cabo de levantamento é lentamente aumentada. e a força suportada pela articulação de pino. Ao usar a equação do momento. Resp. O = 13. Localizar o centro de massa G da estrutura especial. Um dos roletes em E é uma engrenagem que encaixa em um anel dentado do sétor. tire vantagem da substituição de uma força por uma força e um conjugado) . em A .. piL. consiste de um setor. a Lua ~ 340 ~Probl. e a forçaP é igual ao peso da viga. apre<= trito :olete. 3.EQUILfSRIO / 81 odos tro ar. Calcular a tração nos cabos A e E. Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em O. (Suges- Uma estrutura especial para girar grandes seções de tubos de concreto (mostrada em tracejado). nça OC cado.3. em E. uma em A e outra em E. montado sobre duas linhas de roletes. para içar o anel C.52 3.

especificando que a força e o conjugado resultantes sobre o corpo sejam nulos. Do mesmo modo. estendidos ao :J'brio em três dimensões. 3. em qualquer das três direções coordenadas. Os somatórios nas Eqs. "LMy = O e "LMz = O. I ~embro em Cl (3. ponto conveniente O. conforme a conveniência. Em três dimensões. a segunda lei de Newton diz que a força resultante sobre o carro é igual à sua massa ve~es a aceleração.Mz =O O ~ /2. item 3. (3.3.1.F I =O ou II I '2. 3. "LF = O.3) incluem os efeitos de todas as forças que atuam sobre o corpo em consideração. para um carro acelerando em uma estrada reta e nivelada.sem a outra. que é não existir momento resultante agindo sobre o corpo em torno de lualquer dos eixos coordenados ou de eixos paralelos á eles. "LM = "Lr X F = O. no item anterior.:or Os princípios e métodos desenvolvidos para o equilíbrio em duas dimensões serão. "LM = O. Assim. As seis relações escalares das Eqs. Os coeficientes de i. Para aplicar a forma vetorial das Eqs. Ambas as representações serão ilustradas nos problemas resolvidos no fmal deste item. quando igualados a zero.-=: equações vetoriais do equillbrio e suas componentes escalares podem ser escritas como cie lisa ou . e k forem todos nulos. "LFx 1= O. "LFx = O. agora. não haverá equillbrio rotacional em torno deste eixo. e k.3) . . j e k. a soma vetorial será nula se os coeficientes de i. representa-se o momento de cada força com o produto vetorial r X F.M =O ou f:':~ I {\s três primeiras equações escalares estabelecem que não existem forças resultantes atuando sobre um '!po em equihbrio. na equação resultante. Estas seis equações são condições necessárias e suficientes para que exista o equillbrio completo.: 1 ~M:: O '2. Por exemplo. Aprendeu-se. Pode-se escolher entre desenhar uma vista em perspectiva do corp isolado com todas as forças externas representadas. se a roda de inércia do motor do carro acelerando estiver girando com velocidade angular crescente. j j (a) Diagrama do Corpo Livre. onde a soma de momentos pode ser tomada em relação a qualque. LFy = O e "LFz = O. o diagrama de corpo livre tem a mesma fmalidade essencial que em duas dimensões e deve ser sempre traçado. Para a segunda equação. que o diagrama de corpo livre é o único método confiável para identificar todas as forças e momentos. em torno do eixo x. Estas . ou traçar as projeções ortogonais do diagrama de corp livre. Portanto. que devem ser incluídos nas equações de equihbrio. quando igualados a zero.ESTÁTICA -O~RIO CONDIÇOES EM TR~S DIMENSÕES DE EQUlLmRIO si< . O segundo grupo de três equações expressa o outro requisito do equillbrio. produzem exatamente as três equações escalares dos momentos. Para a primeira equação. darão precisamente as três equações escalares do equihbrio.3 são condições independentes. A única restrição é que deve ser usado um sistema coordenado destro. mas as equações restantes do equilíbrio de forças são satisfeitas pois todas as outras acelerações são nulas. r sendo o vetar posição de O para qualquer ponto sobre a linha de ação da força F. mas as quatro equações do equilíbrio restantes estariam satisfeitas para os eixos do cen tro de massa. porque qualquer uma delas é válida . com notação vetorial. As condições gerais para o equilíbrio de um corpo foram estabelecidas nas ~~ (3. "LMx = O. Os eixos de referência podem ser escolhidos arbitraria· mente. Então tem-se "LMx 1= O junta· mente com "LFx 1= O. Estes três coefioientes. inicialmente representa-se cada força em termos dos vetores unitários coordenados i.1).

•.•.. ao nas AÇÂO MECÂNICA DAS FORÇAS NA ANÁLISE TRIDlMENSIONAL . untaos d x/ . eixos x ez. atuar sobre o membro.. 3.8. uma conexão fixa ..apontadas na Fig.. da força. '-.. requer o conhecimento das características das superfícies de contato. . Membro em contato com superfície rugosa..1.. Membro em contato com superfície lisa ou membro suportado por esfera. ~R R".... ••.. do mesmo modo que a força normal N. Tipo de contato e origem das forças 1. 3. y 3.. y x/ ...... 3.. I Estas Ação sobre o corpo a ser isolado A força deve ser normal à superfície e dirigida contra o membro.•.. 6. Conexão fixa (soldada ou engastada)..8 tRz C!)M I Y suportar Mx e Mz· os conjugados .•. y x/ ..3) .. y P~e existir a força P./ R".•. R I 'Y força R.. s três R ~IZ M%~ ...•• % . .. y // x Fig. no diagrama de corpo livre.// ~ ... radiais poderá. exer- 4./'~ % lquer veto entes alares Ry R % M M. .. A menos que o mancal seja livre para girar em torno dos :-. 3. % 'Y O manca! de escora é capaz de suportar a força axial Ry IZ s que re é o es de m duas corpo corpo y .. ...8 serão usadas na análise tridimensional. União-rótula..EQUILt"BRIO I 83 A representação correta das forças.•.... onde são mostradas situações mais comuns de transmissão de força... "'" cbM I IZ ~y C"o.. e estão expandidas para sistemas tridimensionais na Fig. As representações das Figs. x/ .1 e 3. para problemas bidimensionais... ' válida wton mas as esmo ente. .3. Suporte de roda ou rolete com restrição lateraL .. com todas as três componentes.. ~ma união-rótula livre para Além das três componentes % etares entes 5. 1 g~ar em torno do centro da rotula. Iz IZ clda pela guia sobre a roda além da força normal N. representado por suas pode suportar um conjugado três componentes.. '-y x/~z . e as forças e Ry.// /. Rx também.. Apoio tipo mancal de escora. Estas características foram . M "'-../ 2.// ~I N' P . e um ressa o de ias e aria· com Existe a possibilidade de uma força F.. poce suportar uma Ry . "'Z . tangente à superfície (força de atrito).. I I..•.••••.

' :l::Fx = O :l::Mz=O :l::Fz =0 (:: til --l:::/ .9 L 'c Caso 1. o e~ui1IbriO de forças paralelas exige uma única equação de forças na direção das forças (dire· ção x).'. ..•.9.•.. x I EQUILIBRIO :l::Fx= O IY :l::Fz =0I Livre ~ . o equi1íb. porém exi~e duas equações de momentos em torno dos eixos (x e z) que são normais à direção das forças.io~ncorrentes em um ponto O exige as três equações de forças mas nenhu· ma equação de mo~éntos. zero. "- I F2/ 'I 4.. automaticamente. (3..111~~ :l::Fy=O Fa 'z --. . 3. :'z I 1-- I Fl""". x TRÊS DIMENSÕES Diagrama de Corpo :l::Fx O Equações Independentes /. o 9~Ui11'briO de forças concorrentes com uma linha exige todas as equações. Caso 3.84 I ESTÁTICA (b) Categorias de Equilíbrio.••.••.•.••.•."a :l::Mz=O DE EM .3..••.~ I :l::My=O :l::Fy=O _.-'. A aplicação das Eqs. Caso 2. " I I ~ .-tt:::: 1'1 (e) IY CATEGORIAS IY= ".3) cai em quatro categorias que podem ser facilmente identificadas com auxIllo da Fig. tendo em vista que seus momentos em torno de qualquer eixo que passe por O é. que está automaticamente satisfeita. Geral :l::Fy =0 :l::Fz =O Fig. exceto a equação do momento em torno desta linha.' Sistema de Forças . 'z Fa . F ../F2 .

seria. 5 e 6 impedem a rotação em torno eixos das ligações 1. estaticamente indeterminado.p-ara--alertar o leitor sobre o problema. com raras exceções. o equilíbrio de um sistema geral de forças exige as três equações de forças e as três equações de entos. . com a tal sétima ligação montada. respectivamente. A parte (b) da figura mostra o mesmo número de vínculos. Aqui o corpo está fixado de do incompleto e parcialmente restringido. Na parte (a) da figura é mostrado um corpo rígido cujo .lOd.10. Vínculos suficientes (b) Estabilidade incompleta. Na Fig. Vínculos parciais Vínculo redundante Fig.ez. uação (direão dai (c) Vínculos e Determinação Estática. como foi o caso em duas dimensões. as informações eridas para calcular as forças incógnitas que atuam em uma situação de equilíbrio tridimensional.2 e 3. Vínculos parciais (c) Estabilidade incompleta. corpo. embora sejam condinecessárias e suficientes para estabelecerem o equilíbrio.EQUIÜBRIO / 85 m se:- Caso 4. a questão da adequabilidade das informações depende das caracteí. (d) Estabilidade excessiva. então. As ligações 4. citam-se quatro exemplos de condição vínculos. tem-se outro caso de corpo fixado de modo completo e parcialmente restringido.~ A está comp~tamente fixado pelas ligações 1. os vínculos de apoio dos corpos rígidos em equilíbrio serão sempre adequados e estaticamente terminados.2 e 3. porém. vê-se que não erecem resistência a um momento que pode ser aplicado em torno do eixo AE.3. (3. 3. porém está fora do escopo deste livro. Se fosse imposta uma sétima ligação ao sistema de seis vínculos. Outra .1 (X>.3). 3. contudo. Semelhantemente. seriam fornecidas mais restrições do que as necessárias para manter a posição de equilíbrio e a sétima ligação seria redundante . tal como é mostrado na Fig. já equadamente localizados para completa fixação. Neste livro.cia contra uma força desbalanceada na direção y e. 3. As seis relações escalares das Eqs. na Fig. Existe um critério analítico para determinar a adequação dos 'cu1os. de modo que o corpo está completamente fixado e os víncusão ditos adequados. portànto.sticas dos vínculos providos pelos suportes. não provêm. os vínculos não provêm resis. necessariamente. (a) Estabilidade completa.10 nenhuor O é.

[ = Solução vetorial. y e z. exerci- [ [ :::XC. que são evidentes das condições necessárias para manA no lugar. Primeiro traça-se o diagrama de corpo livre do onde as forças de contato.. sempre que possível. Além do peso P = mg = = 200 (9. . ?malmente. Solução. por convecia. p:F=O] . por se tratar de eixo uniforme. e· resolvendo. agindo sobre a extremidade B. :.J (654)2 + (1 962)2 + (1 962)2 = 2851 N . concorrentes em uma linha.5k) X X (-1962k) = Notas: O <D j -~ -~ 3 O + -~ O -3 O I· Bx . as extremidades Calcule as do forças eixo. necessita somente de duas equações de momentos. (654 -Ax)l Ax = 654 N t I 962 -Ay)j + (-1 962 +A.J 2' + 6' + h2. Estas . Usaremos A como centro dos momentos.---.5 -1962 I= O (-3By + 5 886)i + (3Bx -1 962)j + (-2By + 6Bx)k= O Poderíamos. Os vetores posição necessários para ~ os momentos em torno de A são rAG=-li-3j+l. A=.3 m t = o eixo de aço. By kll' ~. resultando.3j + 1.verticais . O diagrama de corpo livre descreve a situação física. tomar todas as componentes desconhecidas das forças no sentido matemático positivo.JAx2 +Ay' =. =-se Igualando os coeficientes de i. pelo como piso sobre mostrado. . j e k a zero.=. A extremidade em esfera B repousa contra as [ [ ~~~. ~ paredes e lisas. A posição vertical de B é encontrada de . de modo que é preferível mostrar as forças no seu sentido físico correto. Bx=654N As forças em A pode~r ~ facilmente determinadas por Resp. A equação vetorial de momentos dá rAB X (Bx + By) + rAG X P= O (-2i . h= 3 m. que Ax e Ay dariam negativos.riso horizontal. com 7 m de comprimento. Este resultado poderia ser previsto. tem massa.a:a eliminar as forças em A. naturalmente. (i) Note que a terceira equação. 'Sfu normais à superfície das paredes.p<>nentes estão mostradas com os seus sentidos físicos =tos.81) = 1 962 N.6j + 3k) X (iBx + jBy) + (-i .Skm e rAB=-2i-6j+3km ::cde o centro de massa G está localizado a meio caminho entre A e B. do fato que um sistema de forças em equilíbrio.2By + 6Bx = = O.uniforde 200 kg e é suportado por uma união do tipo rótula em A. a força exercida pelo piso sobre a -o-rótula é representada por suas componentes x. Os eixos foram selecionados como está na figura.)k= O Ay = 1 962 N Az = 1 962 N +AZ2 Resp. então. após o cálculo. meramente verifica os resultados das duas primeiras equações.ESTÁTICA blema Resolvido 3. (Caso 2 das categorias de equiUbrio) .

O diagrama de corpo livre do eixo. Deve ser notado que as três vistas representam três problemas bidimensionais.2By = O. [l:Fx = O] Ax + 35. podia ter sido mostrado pot uma vista no espaço.Fz = O] = O] -Ax + 654 = -Ay + 1962= O O Ax = 654 N Ay = 1 962 N Az = 1 962 N = O] Az . ~ ••• A força aplicada de 200 ?'{ esta decomposta em suas tres componentes e cada uma das trê~ vistas mostra duas destas componentes. Visualize as três vistas como se fossem as imagens do corpo projetadas sobre as superfíCies frontal. Os sentidos corretos de Ax e Bx podem ser obtidos por inspeção. observando-se que ~\linha de ação da resultante das duas forças de 70. que. enquanto o mancal B suporta somente a carga radial (carga normal ao eixo geométrico). Da projeção x-z tem-se [l:MA = O] 150Bx + 175 (70. iam eve vel cor- das poema em quaas de x = Notas: [l:Mo = O] 100 (9. simplesmente. até que as intensidades dos momentos sejam obtidas. Por outro lado. como observado anteriormente.4 N Ax = 35.EQUIL"BRIO / 87 Solução Escalar. sobre o corpo e alinhado com ele.7 N passa entre~ e B. O acréscimo de Az~g~completa os diagramas de corpo livre.2) = O m = 44. para obter Ax eAy- = O] = O] 1962(3) . podemos escrever [l:MAx [l:MA y ® Observe que a soma de momentos em tomo de um eixo que passa por A e paralelo ao eixo z. issim eles podem ser arbitrariamente fixados. Solução. sem linha ou plano de simetria e.81 m) . o problema deve ser analisado como um sistema geral de forças no espaço.7) = O Bx = 35. aos eixos x e y.250 (70.Fz = O e. Os sentidos corretos das forças Ay e By não podem ser determinados. então. portanto. alavanca e tambor. meramente dá 6Bx .250 (173. Se detenriinarmos as equações escalares dos momentos em tomo de eixos passando por A e paralelos. O mancal A suporta o esforço axial (força na direção do eixo geométrico).4 -70.1 kg Resp.3By = O -1962(1) By = 1 962 N Bx = 654 N + 3Bx = O As equações das forças dão. poder-se-ia ter obtido primeiroAz de '2:.7) . se desejado. relacionados pelas componentes correspondentes das forças. . c6nsiderados como um corpo único. de topo e do fundo de uma caixa de plástico transparente. A projeção no plan~-. deve revisá-Ias e praticar. serve apenas como verificação. tomar as equações de momentos em tomo dos eixos através de B. x-z . embora a solução vetorial seja igualmente satisfatória.7 = O (í) Poderíamos ter iniciado pela projeção ao invés de x-y.4 Uma força de 200 N é aplicada ao cabo da manivela do guincho na direção mostrada. respectivamente.3 N (i) Se o estudante não estiver familiarizado com as três vistas padrões da projeção ortográfica. [l:Fx [l:Fy ['2:. Aqui é usada a solução escalar para ilustrar esta introdução. Da projeção x-y tem-se as no do.t das forças dos mancais está mostrada em termos das somas daS'Componentes incógnitas nas dii:eções x e y.1 962 = O Problema Resolvido 3. porém aqui está representadbI por suas três projeções ortogonais. O sistema é evidentemente tridimensional. Determinar a massa m que pode ser suportada e a força radial total exercida sobre cada mancal.

5j) X . exceto T.J (35. no cabo.3)' + (86.173.81) = O so Ay = 86. não contendo nenhuma linha ou plano de simetria e. portanto. -i + 2.J (35.25 + 20 = O T = 2.5i + 6k) X (2j) X + (3j + 4k) = O. X F· n. O momento de T em torno de AB é a componen\ .J 4~. com ajustagem folgada. podem ser eliminadas por uma soma dos momentos.y A equação de momentos. agora.. vem a ser: (-i + 2. .J6'/+ 4. sob a ação da carga de 2 kN.5j . deve ser analisado como sistema de forças geral no espaço.6k).J 46. o momento dedo T. / X . em A.5 N Resp. em B.J Bx' + B/] [~ = 93.5 A estrutura tubular soldada está apoiada no plano horizontal x-y. = 2.83 kN Resp. \ I i5 --------2:~D I . A figura mostra o diagrama de corpo livre.8 N I [~ As = forças radiais totais Ay sobre os mancais vêm a ser [rFZ O] = 70. 150By + 175 (173. r.___. Assim.5j .. é impedida pelo cabo CD. A estrutura é estável na posição mostrada. Analogamente.1 (4. e é suportada pelo anel..1) (9. em torno da linha AB.5i + 6k m k 48T I e r•.88 / ESTÁTICA '3) A vista y-z dá [~MA ® = O] =O By A vista de y-z poderia ter seguido imediatamente após a vista x-y. [~ B = . em torno de AB. porque a determinação de Ay e By pode ser feita ápós encontrar mg. . Desprezar o peso da estrutura comparado com a carga aplicadà. por meio de uma rótula. . Solução.4)' + (520)' = 521 N [~ (~ Problema Resolvido 3.7 N [Ar =. as reações no anel e as componentes da reação em A. o momento da carga F apUcada. Resp.5' te na direção de AB momento/em torno por do rponto fi.25 (2i': 2. é r.25 (2i + 2.6k) X + (3j + 4k) + + (2.2) .8)' [B =.1) (9.(44. As expressões vetoriais para T \r \ \ I/ \I \ T rI = = ~ 46.250 (44.81) [~Fy = 520 N = O] Ay + 520 .. são: 2j kN ~ kAx ·~I 'Az I / fij I . com a reação no anel representada pelas duas componentes. vetor em torno de AR é dado I X T· A. Todas as forças desconhecidas. A conclusão das equações vetoriais dá . e determinar a tração T.-----l.5j m.2 . A rotação em torno da linha AB..5j + 6k) = = + (3j + 4k).J Ax' + Ay2] Ar =. A direção e o sentido de AB estão representados por um vetor unitário fi O = . O sistema é evidentemente tridimensional.

oom m"" " 40 kg P" metro de compdmento. esta liberdade permite a escolha de um eixo que elimina cinco das incógnitas. escolhidos como positivos. 3. x= -0.-dê modo que permaneçam no plano horizontal. tendo-se obtido as seguintes leituras:A = 22.5) + 0.042 O G) A vantagem de se usar a notação vetorial é a liberdade de se tomar os momentos diretamente. em torno de qualquer eixo. Resp. em seus suportes de roletes A e B. Az Bx Ax Bz Ay = = -1.0 kN. .042 = 1.EQUIÜSRIO / 89 Notas: Tz aar Os componentes de T são.50 kN pelos (i) Lembre-se que o vetor r. Probl. calcule as forças laterais horizontais em cada rolete A e B .06 = 0.5Bx + 2. é um vetor do centro dos momentos para qualquer ponto sobre a linha de ação da força. B e C. Para a posição mostrada. calcular a intensidade da força total suportada pela dobradiça emB.4 kN. que encosta na extremidade inferior da porta.55 .56 kN kN -1. Ao invés de r" uma escolha também válida seriaAC As incógnitas restantes são facilmente encontradas somatórios dos momentos e das forças. como segue: (~Mz = O] Resp. A porta é mantida no plano vertical pelo rolete guia C. OBLEMASPROPOSTOS Para verificar o equilíbrio de um avião. Tx = 0.042 O = (6) O (3) Ax (6) -= == OO 4. B = 190. Neste problema. na expressão r • F para o momento de uma força.56 O centro de massa de uma porta de 30 kg está no centro do painel. portanto.250 kN 4.<: /360 IL [~m mm S M duu ~ do 'ÇO.833 -1.417 4.2 N ---1't.042 kN = -2. y= 0. no trilho fixo D. C = 3. 3._:J Probl.215 m 3.--- "". ® Os sinais negativos nas componentes A indicam que elas estão no sentido oposto aos sentidos mostrados. instalado no piso.56 3. Resp. Se o peso da porta é inteiramente suportado pela dobradiça inferior A. Calcular a tração em cada um dos cabos A. manobrouse de modo que as rodas ficassem sobre balanças.06 2--+2 1.u l.833 kN Ty = 1.50 0.5Bz Ay + 4.0201 m.417 -3.57 A porta representada é um painel retangular com massa uniforme de 600 kg e desliza. B = 22. Resp. são soldadas em ângulo reto e içadas por ca~uticais. Calcular as coordenadas x-y do centro de gravidade do avião.43 kN.04kN kN Az 2 (2.

59 ""- x z I I I Probl. está suspensa por um fio AB. e se apoia ~ chapa da extremidade.. Probl.Ji \ 15' 3.90 I ESTÁTICA D Detalhe do suporte ""- Probl. 3.57 3. de modo que somente uma delas é tracionada de cada vez.58 D ( 3.61 Uma esfera homogênea lisa. de 1200. As correntes leves oe e OD impedem que o sinal balance. sobre a linha de interseção das duas paredes verticais em ângulo reto. normal ao sinal e atuando no seu centro. Uma força de 400 N é aplicada. com centro de massa no centro do retângulo. O comprimento das duas correntes juntas é ligeiramente maior que a distância de a D. para baixo.ligação AD e a compressão nas ligaçõesAB eAC. de comprimento 2r. 3. e ~ Probl. Calcular a força total suportada pela dobradiça em A. quando um vento horizontal exercer uma força de 2 kN.62 O centro de massa de uma bancada. no punho de uma chave de grifo que está sendo usada para torcer um tubo no seu . de massa m e raio r. de modo que as reações em cada lado da ranhura e a força suportada pela chapa da extremidade sejam iguais.60 3. R = mg.60 3. A = 4 200 N e . Calcular o ângulo (). 3. 3. preso ao ponto B. Resp.61 'y 3m O cabo de uma linha de alta tensão está suspenso em uma torre de transmissão pela estrutura mostrada. calcular a tração T na .59 Uma esfera lisa e homogênea de massa m repousa na ranhura do bloco em V. com massa 120 kg. Determinar a reação R de cada parede contra a esfera. 3. Probl. Se a tração no cabo da linha é 3 kN. medido a partir da horizontal. que é normal à direção da ranhura.. está na linha vertical que passa pelo centro do seu topo quadrado.58 O sinal retangular tem massa de 800 kg. Resp.

. em comparação com a da mesa. O cabo. TI = 507 N. antes de arriá-Io no buraco. B / \-'1>"""" Ptobl. uniformemente distribuída.62 penso ostraular a s liga- A porta de ventilação tem uma massa de 200 leg./. B = 522 N. Suponha que o contato se dê nas arestas externas das pernas e despreze as massas da chave. é suportado pelos dois cabos./J-'Í~ A Prob1. preso ao cilindro. suportadas pelos pinos em A e B.65 c ~ fI'<S> Os três mastros estão erguidos conforme mostrado e suportam o cilindro de 300 kg.J-/' I~ I~ I . 3.EQUIu'BRIO / 91 flange.66 . Calcular as trações TI e Tz nos cabos./~~ . calcular as forças suportadas pelas três pernas que estão em contato com o solo. 3. A porta é mantida aberta na posição horizontal por meio de um fio de C' para D. BD e CD. passa por uma pequena polia em E e é fixado no ponto F.. 1200 l1ll1l~~ _ <LjJlJ)-. Calcular a tração no fio e as forças normais ao eixo das dobradiças. Resp. Tz = 366 N Probl.65 Probl. D = 689 N . Resp. 3./. 3.64 '''z /' 3. e encontre a intensidade da força total em A. C = 367 N. 3. Se as pernas A e C forem ligeiramente mais curtas que as pernas B e D. As uniões nas extremidades dos mastros podem ser tratadas como rótulas e os pesos dos mastros são pequenos quando comparados com as cargas que suportam. no plano vertical x-y e pela rótula em O. e dobradiças nos cantos A e B de sua aresta superior. Calcular a compressão P em cada uma das pernas iguais. na parede vertical. com massa uniforme de 160 Ieg. I I I I I I :5m I I I I \ ~D A /'x . Probl. do tubo e do flange.63 massa entro é apligrifo o seu o pau de carga horizontal..

girando no sentido indicado. aplicados. O eixo está soldado a uma base fixa em A. com massa de 30 g.269 kN compressão Um torque de 20 N • m é aplicado ao eixo flexível. consistente com a terceira lei de Newton.66 O pau de carga horizontal. O motor move uma máquina através de um eixo flexível e debita um torque de 200 N· m. conforme mostrado. está içado por três cabos. A = 2. Esteja atento para indicar o torque (conjugado) que atua sobre o eixo do motor no seu sentido correto. TC= 9. uma rotação na extremidade de entrada será acompanhada por uma rotação na extremidade de saída. O apoio em A.72 A Probl. 3. conforme mostrado.~ . TA = TB = 5.92 I ESTÁTICA 3.70 B Probl. com centro de massa no seu centro G. As três barras estão presas em suas extremidades por rótula e são capazes de suportar tração ou compressão. que é capaz de exercer uma força normal à linha de centro do eixo.68 A placa de aço quadrada tem massa de 1 800 kg. por outro lado. Além disto. A capa do eixo está montada em um apoio auto-alinhável em B. 3. é suportado pelos dois cabos ancorados em B e C e pela rótula em O.69 Determinar a força em cada barra do tripé. 3. de comprimento 500 mm cada. (Atenção. em A. Calcular a tração em cada um dos três cabos que suportam a placa na posição horizontal. Resp.'. e os torques de entrada e de saída serão iguais. presos aos pontos 3. tem seu centro de massa G localizado a 300 mm da linha de centro vertical do eixo.41 kN.67 ~.67 3. Os pesos das barras podem ser desprezados.71 3. é uma luva livre que pode suportar a capa do eixo em qualquer uma das 3 . Resp.çio. Resp.~. Determinar a expressão vetorial da fQrça total R e do momentoM. Após ter ocorrido a deformação angular inicial. ao eixo pela sua base. T=1310N Um anel de aço.70 3.) . \'"'"' tr. Calcular a tração T no caboAC. suporte e motor. com massa uniforme de 240 kg.~Onfo='mo""do.69 3.m Probl.861 kN compressão C = 1. aplica-se uma força de 200 N no suporte.041 kN tração B = 0. de 600 mm de diâmetro com massa uniforme de 50 kg.87 kN A unidade rígida composta de eixo.

em D. determinar as duas trações TI e T" que atuam nos cabos. comparado com a carga aplicada de 30 kN. 3. rmae de o na e de a em exerxo.' . 72 A porta com massa uniforme de 30 kg. além da posição em que está. = 8 kN. é articulada em A e B. Resp.'. Resp. A = 523 N. e a força A que atua na rótula em A. 3. Para as trações mostradas nas correias.' 1800mm]. T=.16kN e F. por um batente em C. paralela à superfície da porta. 3. B = 208 N Se a porta de ventilação do Probl. Determinar as forças exercidas sobre a capa do eixo pelos apoios em B.74 1. 3.71 . calcular a tração no fio e as forças normais ao eixo das dobradiças. nas direções indicadas. R e base. ~~ xível. Aplica-se uma força de 200 N. L-~~25Inim Probl. calcular as componentes x e y das forças totais suportadas pelos mancais A e B e o torq ue M aplicado à árvore. as forças exercidas pelas bielas sobre a árvore de manivelas são FI = .72 A engrenagem C aciona.100kN I 93 \ Probl. (Atenção. No que concerne ao equilíbrio. 1200m~ 600 mm \~ _ . P= 70. que exerce uma força contra a extremidade inferior da porta. B=D=50kN. no cabo de um martelo. Seu peso é totalmente suportado pela dobradiça em A. a capa do eixo pode ser tratada como um corpo rígido em uma determinada posição de flexão. suportadas pelos pinos em A eB. Despreze o peso do eixo. perpendicular à sua superfície.1 907 N. Para uma condição de equilíbrio da árvore.75 300lmm 9 O mm4" Probl. calculara força P no dente da engrenagem e as intensidades das forças totais suportadas pelos mancais em A e B. Para a posição mostrada.) Resp.9 N.•. Observe a terceira leiode Newton na extremidade de saída.EQUIu'BRIO duas maneiras mostradas nos desenhos em corte separados.73 Ação do apoio emA 3. O eixo ndo uma ado.73 3. C e D. para remover um prego.74 mosa G l do A. B = . a polia em V com uma velocidade constante. C=-. 3. A porta é impedida de abrir. O e que a das ~[~II' [J~c 3. olhando o torque aplicado ao eixo.3 N.63 for mantida em posição por um fio de C para E. 3. Torquede saída aplicado aqui A árvore de manivelas de um compressor de dois cilindros está montada sobre os mancais A e B. torotor ceira B Probl.1256 N Se o peso do mastro for desprezível. ao invés de C para D. A = 83.76 . Determinar a intensidade da força horizontal suportada pela dobradiça em B.

é mantida aberta no ângulo 8 = are tg (4/3) pela escora leveAB.77 A porta do alçapão.·l~ H Probl. e a força normal ao eixo das dobradiças no pino da dobradiçaD. ainda.81 3. Use urnz equação vetorial que elimine referências a todas ~ incógnitas.. . a estrutura suporta. (Sugestão. Resp.. exceto Ay. um conjugado de 1. Alérr: de suportar a carga de 500 kg. Supor que as dobradiças trabalhem na extremidade inferior da aresta. Calcular as intensidades das forças P e R. 3. exerciclz sobre a esfera da extremidade B do eixo. medindo 900 mm por 1 200 mm. Calcular a componente y da fOIça suportada pela rótula em A.77 3. é escorada por um suporte de rótula em A. O cabo que f~.78 Probl. F= 343 N. p= 1 584 N.. Resp..80 Probl.80 . 3. con- A lança de aço de 9 m de comprimento e de 600 kg de massa. com massa de 100 kg. com centro de massa localizado na metade do comprimento.94 I ESTÁTICA suportada no plano horizontal x·y por uma rótula.. 3. mo.78 dade Uma das B do paredes eixo uniforme verticais d~\200 .3 é girada de q~ um ~lo kg do de a 30°."d•• i. conforme se vê na fIgura. R = 755 K 3.o.suportam Problema extremiResolvido 3.'z 2000kg Probl. Calcular a compressão FB na escora.) z I 3.. ~~ . 3. e por dois cabos submetidos às trações TI e T. A ~tremJd~ D "".79 3. D = 496 N 500 kg I.2 kN • m aplicado nz haste vertical CD. pelas paredes verticais C e D. I~. respectivamente.' 'm.79 A estrutura rígida leve está fIxada à parede vertiC<: por uma rótula em A e pelos cabos BG e CF.".

Determinar x. T. 3. na ranhura horizontal. x = 3. tem 100 kg de massa.83 Uma tabuleta retangular. soldada à haste horizontal. de massa desprezível.) ~ -~ j ~"'l_ 5Mg Probl. O problema pode ser resolvido sem envolver a força em A.) Resp. (Sugestão. a tabuleta recebe apoio somente na direção y. C == 768 N 00 kg metate de s trClo que Probl. em F. é guiado por uma roldana em B e está preso ao plano vertical x-y.83 . Resp.EQUILIBRIO / 95 suporta a carga de 2 000 kg. Estabeleça uma equação de momentos. cujo centro está no centro do retângulo. é suportada por uma rótula em A. = 19. T.82 3. 3. para que a peça mantenha a posição mostrada. colocada na porta de uma loja. exceto T. No canto D. Exis- = 347 N. através da qual o cabo deve ser passado e preso.1 To = 431 N N. A estrutura está carregada por uma esfera de 100 kg. A massa da peça pode ser desprezada diante da massa de 5 Mg que suporta. por um anel liso em B e por um fio. Calcular a força exercida sobre a estrutura pelo anel fixo em B. a força total em C e a força lateral R em D. que elimine todas as incógnitas. Resp.75 m A estrutura tubular soldada. por meio de uma rótula em A e suportada pelos cabos BE e CD. = 63. O suporte ligado à parede no ponto C pode ser considerado como uma rótula. que vai da extremidade C da haste ao ponto fIxo D. Calcular a tração T" (Sugestão. Calcular as trações T.81 te uma posição para o ponto D. e To nos fios do suporte. 'R A peça rígida ABC está ligada à superfície vertical x-y.76 kN 3..

agora. por letras.ESTÁTICA . 1. 4. e a melhor maneira de assegurar uma solução correta. Observar o princípio de ação e reação (terceira lei de Newton). Os princípios e métodos cobertos pelos Caps.5 kN. a álgebra vetorial é.) - FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO este Capítulo aplicamos nossos conhecimentos sobre as propriedades das forças. de um parafuso. bastante familiarizado com os principais passos para aplicação dos princípios do equihorio. para determinar o sentido de cack força. 5. e rotulá-Ios. a álgebra vetorial ou a análise gráfica. 0= 1 769 N A boca de uma chave tem acabamento fino. é articulado em O e impedida de girar no plano vertical. é de aço endurecido e pode resistir a uma força de no máximo 7.85 Probl. não é a teoria que oferece dificuldade. para resolver problemas do equilíbrio de corpos rígidos. em torno de um pont seja também nulo (1:M = O). Escolher os eixos de referência. provenientes de fontes externas. Uns pouco~ instantes de raciocínio. 2 e 3 constituem a parte mais fundamental da Estática. com massa ulÚ100 kg.87 PROBLEMAS PARA lÓ:VISÃO ~~~-~ ~QIlJle-de barra ~~e comprimento.86 1. além da posição de 30°.. pode representar considerável economia de esforço e tempo. pode-se empregar a álgebra escalar.. O estudank dev estar. é simplificar a álgebra da solução através da escolha de um eixo de momentos conveniente. de tal modo que evite referências a determinadas incógnitas. C 3. pelo role te fIxado em A. de significado físico facilmente compreensível. orientaran: Como é sempre o caso. desenhando seu diagrama de corpo livre. que permita a eliminação do maior número possível de incógnitas ou escolher urn~ direção para o somatório das forças. deve-se primeiro verificar se o corpo é estaticamente determinado. Ao resolver um problema de equihorio. Eles fazem a base para o que se segue. Decidir correta e inequivocamente qual o corpo em equillorio que será analisado. Na utilização das equações do equilíbrio. de acordo com a preferência e a experiência individual. 3. a sua aplicação.j. ele será estaticamente indeterminado e as equações do equillorio não serão suficientes para encontrarmos todas as reações externas. mas também na Dinâmica. Calcular a intensidade da força total suportada pelo pino em O. Cada corpc em equilíbrio é caracterizado por dois requisitos: que o vetor resultante de todas as forças atuando sobre ele seja nulo (1:F = O) e que o vetor resultante de todos os momentos atuantes sobre ele. Estes requisitos. 3. é segui-Ios consistentemente antes de iniciar o cálculo do equillorio. particularmente útil na solução de muitos problemas tridimensionais. ~s Eles -o:nossas soluções. dos momentos e dOE ados. porém. conhecida ou não. no qual são representadas todas as forças que agem sobre o corpc isolado. Representar cada força. 3. mas sim. 2. para tirar vantagem destas simplificações. concentrada no ângulo da cabeça hexagonal.. Se existirem mais apoios do que o necessário para segurar o corpo em posição. Estes cinco passos devem se tornar automáticos. também endurecida. Um dos procedimentos mais úteis. Resp. não só na Estática.84 . aprendidos no Capo 2. sempre usando um conjunto destro para análise em trê~ dimensões. Isolar o corpo em questão de todos os outros corpos adjacentes em contato com ele.

P = 0.6 kN._--. rolando-a para fora. A areia tem massa·de 750 kg e é fornecida uma força média de 3. 3. de 100 kg de massa.reO? Probl. Calcule a abscissa média x do centro de massa G da areia.3. Supor que não ocorra deslizamento. é enni. Calcular a força máxima P que poderá ser exercida com um braço de alavanca de 300 mm. x= 199 mm dante brio. ao se reengatar a catraca C em outro dente. como se vê na figura.86 Probl. nálise ment~ O dispositivo fita-rolete consiste de dois roletes de raio r cada um. em A e B. FA = 231 N 3. para recapagem de areia é acionado por meio de motor e engrenagem. aran: sem danificar as superfícies de trabalho.85 m trê-. Desprezar todos os atritos nos rolos de suporte.87 3.91 A estrutura de elevação de uma plataforma de testes de foguete e o foguete nela localizado têm uma massa combinada de 635 Mg. 3. Uma roda de massa m e raio r. normal às superfícies de contato em B pelo pinhão condutor A. Resolver graficamente. Resp. que deve ser aplicado na roda. repousa em uma pequena depressão de largura b. supondo existir um uma ligeira folga entre a cabeça do parafuso e 'a chave. .689 kN 2.89 eta.EQUILI'BRIO / 97 e dos corpc re ele onto. à engrenagem do cilindro rotativo. de modo que os pesos dos roletes e da fita não são envolvidos. Determinar a distância b na qual a carga seria posicionada a fun de que os dois roletes A e B suportem forças iguais. com centro de massa G no seu centro geométrico. na altura desejada. b = 207 mm Probl. T { ~b Probl.88 Um grande cilindro giratório. para removê-Ia da depressão. do c corpa ca& 3. A ação se passa no plano horizontal.88 3. Resp. com o centro em G.89 T ouco.86 B U1l12 xo de J b A ~. Qual a influênciadero. Resp. ia de Está- 3. na coluna vertical fixa D. a partir da linha vertical que passa pelo centro do cilindro.. Para a posição na qual x = 5 m.87 A roda. Resp. se M = 60 N • m e não ocorre deslizamento da roda . repousa sobre uma superfície rugosa e encosta no rolete A. Determinar o conjugado mínimo M. Escrever a expressão para a força de contato R entre a fita e as superfícies planas de suporte. quando se aplica o conjugado M. mente ernas.- Probl. 3.90 O dispositivo mostrado em corte pode suportar a carga L em várias alturas. Calcular a reação sobre o rolete A. O peso do dispositivo é desprezível comparado com L. determinar o valor da força de equilíbrio sobre o eixo da dobradiça em A. circundados por uma fita flexível de espessura desprezível e submetida a duas trações T. 3. simétrico.

Mostre que a tração em cada fio é sempre mg/3. Resp. NB = 125 kN A 3.95 E necessária uma força vertical P sobre o pedal da alavanca. Veja o sistema de cima para baixo. Calcular a força em cada perna do trem de pouso. se necessário.94 3.96 p . Resp. O braço B está livre para deslizar na luva C. se a força motriz exercida pelo solo -em cada uma das suas quatro rodas for de 80% da força Probl. 3. de massa m.4m B Probl.91 3.94 A placa de aço. FCD = I 046 N compressão FAC = FCB = 240 N tração 3. para produzir uma tração T de 400 N na barra vertical de controle. determinar a força exercida contra a roda traseira direita pelo bloco A (ou A').9 3.98 I ESTATlCA normal sob a roda.1 C mm 160 1 A unidade de potência da máquina de fazer buracos para colocação de postes fornece um torque de 450 N· m à broca.5 Mg com centro em G. presos aos seus vértices. e é usado para puxar ou empurrar cargas pesadas. Se a unidade é livre para girar em torno do eixo vertical da base D. com suas dimensões aproximadas.) Resp. mas não está livre para girar em torno do eixo horizontal de C. A'= 187. B = 424 N Uma das três sapatas de pouso da nave Viking está mostrada na figura. quando a nave está repousando sobre uma superfície horizontal em Marte. Determine a cargaP que o trator pode puxar. que evita o deslocamento da viatura quando o freio está solto.93 3.92 O trator representado na figura. A = 184 N. 3. no Apêndice C.90 I' 2. P = 85 kN. (Suponha que as três sapatas suportem cargas iguais e consulte a Tabela C2. 3. indepen· dente da forma do triângulo.93 ••• mm B 400 60mm~' ~-ft L' ' f-41 f!~40mm Catrac. Determinar as reações correspondentes nos mancais A e B. Probl. uniforme. tem massa de 13. à velocidade constante de 5 km/h. A massa da nave é 600 kg.SN Probl. 3. subindo uma rampa com 15% de inc1i:Í1ação. tem a forma triangular e está suportada no plano horizontal por três fios verticais. Calcular também a reação nor· mal total N B sob o par de rodas traseiras em B.) Resp. (Sugestão.

== 11. Uma quarta bola. que repo\lsa sobre uma superfície horizontal e cuja altura é ligeiramente maior que o raio das bolas. Um fio de C para D impede que a estrutura gire em torno de um eixo que passa pelo mancal em B e pela rótula em A e. 3. 3. 3. Calcular a tração T no fio e a intensidade da força total suportada pela ligação ar a pelo girar viaeja o emA. assim.96 Probl. L Probl. Resp. 3. O l da N na ções 4 N esta ' maem está em care C.99 Dimensões em milímetros Probl.99 são ção . se for aJ?licada uma força horizontal de 10 kN em F. T == 1 201 N. colocada sobre elas. Resp.97 Três bolas idênticas de aço.98 O mastro de 300 kg é escorado por uma rótula em A.EQUIu"BRIO / 99 nor- 5 kN burae de lizar o do diâmetro do cilindro é tal que as bolas estão virtualmente se tocando.98 A estrutura soldada tem duas pernas com massa de 50 kg cada uma.5 N 601 N Probl. A == . então. 3. 3. saia do plano horizontal.34 kN 3. estão colocadas dentro de um anel cilíndrico.97 Probl. Determinar a forçaP exercida pelo anel sobre cada uma das bolas inferiores. Calcular a tração T. T.95 z orma por ostre pen3. cada uma com massa m. idêntica às outras é.

Em Engenhar. Em tais problemas. barras e perfIs especiais. mostrando todas as forças externas ao corpo isolado antes da aplicação das equações de equilíbrio das forças e dos momentos.4 ESTRUTURAS 4.situam-se em suasessencialmente extremidades. que estabelece que cada ação acarreta UIllZ reação igual e contrária. construindo corretamerite o diagrama de corpo livre. Estz análise recorre à rigorosa aplicação da terceira lei de Newton. separadamente. desenhou-se o diagrama de corpo livre deste corpo único. em U. suportes de telhados. a rebites. tais como treliças. não encontrará difIculdade na análise das estruturas estaticamente determinadas. tais como as usadas em pontes.T. O estudante que aprendeu o método básico desenvolvido no Capo 3. estruturas que não têm mais vínculos de apoio além dos necessários para manter uma configuração de equilíbrio. são comumente projetadas aos pares. individuais ou da combinação dos elementos. isto é. . Consideraremos somente estruturas estaticamente determinadas. !fi 'c d 'cu do a 000 e nex e 4. solda. de maneira a determinar as forças internas da estrutura.ia. * Exemplos comuns de treliças aparecem nas pontes. em L (cantoneiras). ou como pinos. Neste capítulo. a atenção foi concentrada no equilíbrio de corpos rígidos únicos ou nos sistemas de peças ligadas que. guindastes e outras estruturas similares. Assim. Treliça é um sistema reticulado indeformável. Os elementos estruturaiS usados são perfIs em I. é necessário desmembrar a estrutura e analisar.1 . Na análise das forças das estruturas. Neste capítulo analisaremos as forças internas atuando em vários tipos de estruturas. isto é. que sãc ligados em conjuriÍo. forças de ação e reação entre elementos ligados.2 . os diagramas de corpo livre dos elementos . construído para suportar ou transferir forças e para resistir com segurança às cargas que nele atuam. A análise das treliças. como foi visto no Capo 3. podiam ser tratados como corpo único. formada por elementos ligados pelas extremidades. uma de cada lado ck * N. em porum meio de plano. estrutura é um sistema qualquer de elementos ligados. armações e máquinas.INTRODUÇÃO No Capo 3. focalizamos a determinação das forças internas da estrutura.TRELIÇAS PLANAS Uma treliça é uma estrutura rígida. das estruturas de máquinas e das vigas sob cargas concentradas constitui uma aplicação direta da matéria desenvolvida nos dois capítulos anteriores. quando considerados como um todo.treliça Quando ai plana ~treliça único treliça parafusos é conhecida Treliças planas. sendo capaz de defInir perfeitamente o corpo em estudo. as equações do equillbrio são suficientes para determinar todas as reaçõ~ desconhecidas.

indicar que a estrutura não entra em colapso. O termo rígido é aqui aplicado não ente para. eaçõe.1 liças. é entos Esta uma . A estrutura não-rígida da Fig. 4. e transferem as cargas 'cadas aos elementos da treliça.2 c ado d<. isto é.2b pode ar-se estável ou rígida com uma barra diagonal adicional. dois triângulos. 4. que Assim.2c). desse o.. não estabelecem um sistema rígido. toda a estrutura permanecerá rígida.culadas (Fig. Na Fig.ESTRUTURAS I 101 ~ Pratt - - ~ Warren K - Baltirnore Treliças de pontes usadas comum ente Fink Pratt s de tais s ao ulo. que são ligadas por articulação. A ~- F (c) (b) Fig. ligando A e D ou B e C.4. desta maneira. A estrutura pode ser ampliada. e formando. . anexando-se unidades adicionais de duas barras.2a) constituem um sistema rígido. Três barras ligaras entre si por extremidades '. ligadas extremidades. C A D mplos res. tais como DE e CE ou AF e DF (Fig. que mantém a forma inicial.4. perfei· ldade e das ítulos te e ligadas entre si por meio de vigas transversais. Os ue são ndo os plana. às duas xões fIxas e. 4. O componente básico de uma treliça plana é o triângulo. Por outro lado. entos r ou as. formando um polígono. quatro ou mais barras ligadas do mesmo o. ~ Warren Treliças de telhado usadas comumente Fig. que suportam o leito da estrada. 4. estão mostrados vários exemplos de treliças comumente as que podem ser analisadas como treliças planas.1.-. como também indicar que as deformações das barras decorrentes das tensões internas induzidas são desprezíveis.

5a. ção de equilíbrio são chamados redundantes.3 Yi - .P/2. Os elementos adicionais.4.3.5b. como foi exposto no item 3. são estaticamente indeterminadas. por não serem justapostos de acordo com a lei de formação descrita. considerada como um todo. que não sejam necessários para manter a posi. se o pequeno efeito do peso tiver que ser levado em conta. é mostrado na Fig. Está suposto. em um dos suportes. O diagrama de corpo livre da treliça. nas quais não é tomada tal precaução. Primeiro. As reações externas são usualmente determinadas pel cálculo das equações de equilíbrio aplicadas à treliça. para o equilíbrio. que todas as forças externas são aplicadas aos nós. A barra poderá trabalhar à tração ou à compressão. como na Fig. Quando são usadas conexões soldadas ou rebitadas para unir elementos estruturais. Esta condição é satisfeita na maioria das treliças: Nas treliças de pontes. Em caso contrário.4. . Várias hipóteses são feitas na análise das forças que atuam nas treliças simples. * Quando existem mais elementos do que os necessários para evitar o colapso. setor de rolete ou outra éspécie corrediça. Para as treliças. cada elemento é uma barra reta que une os dois pontos de aplicação das forças.4 Fig. ou suportes. o tabuleiro é usualmente assentado sobre as vigas transversais. Apresentamos dois métodos para a análise das forças das treliças simples e fazemos referências à treliç:< simples.4 do item 3. mostrada na Fig. e com as deformações resultantes das cargas aplicadas. cada uma atuando nas extremidades da barra.3. As duas forças estão aplicadas nas extremidades da barra e são necessariamente iguais. na análise das treliças simples. a treliça é estaticamente indeterminada.102 I ESTÁTICA As estruturas construídas a partir de um triângulo básico. O suporte é equipado com rolete. . como se vê na Fig. Estas forças realmente são tratadas como cargas aplicadas externamente aos nós. para éada um dos dois métodos. Há sistemas triângulos hiperestáticos.3. como foi defmido em termos gerais na Fig. 4.3 * N. na maneira descrita são conhecidas como treliças simples. O projeto de uma treliça envolve a determinação das forças que atuam nas diferentes barras e a seleção do perf1l adequado para resistir a essas forças. também.T. a análise das forças do restante da treliça. Note que ao se repre· sentar o equillbrio de uma parte da barra.4. todos os elementos são considerados como sendo barras. Uma treliça estaticamente indeterminada não pode ser analisada somente pelas equações de equilíbrio. Barra é todo o elemento em equilíbrio sob a ação de apenas duas forças. 'c Tração Barras Compressão t~ t: Fig. opostas e colineares. que o peso da barra é pequeno comparado com a força que ela suporta. com a dilatação e a contração devidas à mudanças de temperatura. 4. . porém o efeito da flexão da barra não poderá ser levado em conta. a tração T ou a compressão C que atua sobre a seção cortada é a mesma para todas as seções. As treliças e as estruturas. poderá ser suposto como duas forças. consi· derada como um todo. aqui. a hipótese de urna conexão de pino articulado é usualmente satisfatória se as linhas de centro das barras forem concorrentes em um ponto. na conexão. 4. que se apóiam nos nós. se a barra for uniforme. o peso P. Nas grandes treliças usualmente toma-se cuidado. 4. Supõe-se. Considerar o peso de uma barra dessa maneira dá resultado correto para a tração ou compressão média ao longo da barra. 3. antes de se prosseguir COII.

se a seta puxar (tracionar) o nó. por exemplo) será sempre indicada por urna seta apontando para o nó. E eD serão. posteriormente analisados. 4. a força em cada barra é indicada pelas duas letras que defmem as extremidades da barra. por inspeção. C. então a tração (AB. Os diagramas de corpo livre das partes das barras AF e AR são também mostrados para indicar claramente o mecanismo da ação e da reação. Os sentidos correntes das forças são evidentes.4. se as setas das forças estiverem consistentemente desenhadas do mesmo lado do pino. e somente estão envolvidas duas equações de equilíbrio. a barra é à compressão. assim corno a barra. Começa-se a análise por qualquer nó onde exista ao menos urna carga conhecida.T. então. Se a seta indicativa da força empurrai: (comprimir) o nó. a barra é à tração. * A intensidade de AF é obtida da equação '2:-Fy= O. 4. e AB é. que representa.6 ta. (a) (b) rna o Fig. graficamente. uas a o reéa que ea ra.3. as duas condições de equilí- ós. nessa ordem.3 . embora a forçaAB esteja desenhada do lado direito e afll$tando-se do pino. e onde estejam presentes no máximo duas forças desconhecidas. por exemplo) estará sempre indicada por uma seta afastando-se do nó. e a compressão (AF.ESTRUTURAS I 103 c F E i~ :.6. pe2z: p leÇÊ. calculada de '2:-Fx= O.5 ma em 4. Assim. independentes.7 mostra o diagrama de corpo livre de cada nó e seu correspondente polígono de força.4. Portanto. * N. o método lida com o equilíbrio de forças concorrentes."" nE:. do ão é o é çasielo om Rl r I i I {}comID'''o AB ~ ~ x AF 11 Tração Fig. A solução pode começar com onó da extremidade esquerda e seu diagrama de corpo livre é mostrado na Fig. O nó F é o próximo a ser analisado. Os nósB. Com os nós indicados por letras. . visto que ele agora contém somente duas incógnitasEF eBF. neste caso simples. em:: 3. A Fig. A barra AR realmente faz contato com o lado esquerdo do pino.MÉTODO DOS NÓS Este método consiste em satisfazer as condições de equilíbrio para as forças que atuam sobre o pino de ligação de cada nó.

Um valor negativo do cálculo indicaria que o sentido suposto deve ser invertido. quando o nó D é finalmente alcançado. determinadas previamente partindo dos dois nós vizinhos. Essa indicação está ilustrada na parte inferior da Fig. Nesse caso. Se a treliça tiver mais barras internas do que as necessárias para evitar um colapso. inicialmente. também. desenhando-se as setas afastando-se dos nós referentes à tração. quando referentes a compressão. quando for aplicada a equação 'EFy = O. Se urna treliça simples tiver mais apoios do que os necessários para asSegurar uma configuração de equilíbrio estável.104 / ESTÁTICA n ~EÚ 1 IIS! zJR' 4-f CD RI BE 4 brio 'EFx = O e 'EFy = O. a treliça corno um todo é estaticamente indeterrninada e os apoios extras estabelecem a redundância externa. o fato de a força em CE ser nula. 4.7. rapidamente. é impossível determinar. Esta exigência permite verificar a exatidão do cálculo feito. D~R2 2 I BC ( At NóC EF D L----x YMV Em alguns exemplos. então . se fosse aplicada uma carga externa vertical em C. Deve-se notar. a reação R2 calculada deve estar em equilfbrio com as forçás nas barras CD e EF. e apontando para os nós. Naturalmente a força nesta barra não seria nula. Deve-se notar que. ) CD NóF NóE NóD I AF 15 BF /L BE 16 CD R2 R2 Fig. pode-se fazer uma indicação arbitrária. que o isolamento do nó C revela.4. É muitas vezes conveniente indicar a tração T e a compressão C das várias barras diretamente sobre o diagrama original da treliça.7 B BF C lCE=Ü L F. Os números indicam a ordem em que os nós são analisados. o sentido correto de urna ou de ambas as forças desconhecidas que atuam sobre um dado nó.

porque uma ou mais das m barras podem ser dispostas de tal modo. 4. sempre no mesmo sentido (no ponteiros do relógio. sem redundância. como indicado na . há um total de 2j equações semelhantes. mostrado na Fig. por meio de um terceiro. -xa-se a combinação de um sistema hiperestático com outro isostático.T. deformável. por exemplo).ponen te na direção y. para uma treliça simples com j nós. pode ser construído. para que uma treliça simples. Se m + 3 > 2j. na terceira barra. designação estajá tradicional. há um de m + 3 incógnitas. A teoria do método foi apresentada. o ** N. O reticulado é interiormente hipoestático. que a força F3. Se percorrermos cada nó. conhecida o o diagrama de Maxwell. há uma deficiência de barras internas e a treliça é instável. rapidamente. e a treliça é estaticamente indeterminada. deve ser e. Na figura seguinte: aplicação da expressão m + 3 = 2j levaria à conclusão de que o sistema é isostático. *** A força e seu sentido podem ser obtidos diretamente do diagrama. antes de Cremona. e os polígonos de força que são desenvolvidos na solução recebem o nome de polígonos de Cremona. Se for aplicada uma força externa com uma . estes polígonos de força podem ser superpostos. Se + 3 < 2j. . Assim. N. formada por triângulos seja estaticate determinada internamente. ou como uma verificação dos cálculos algé. hiperestático. * N. ainda. plana. o reticulado é. Condições Especiais. a treliça completa composta de m barras e um máximo de três reações desconhecidas nos apoios. O dante que estiver interessado em estruturas.T. Se m + 3 < 2j. que Fi = F2• Esta conclusão é válida para qualquer ângulo e e. Como o equilíbrio de cada nó é defmido por duas ções escalares de forças. deve praticar com esta construção e consultar outros livros tratam a análise estrutural de maneira mais completa. para obter uma descrição mais detalhada do ama de Maxwell. o que é falso. apresentando barras redundantes. para se r as forças desconhecidas nas barras. ou simplesmente Cremonas. por Maxwell e depois por Rankine.7. Para uma treliça ticamente determinada externamente. * Esta relação é uma condição necessária para a estabilidade da treliça. Se m + 3 > 2j.os que usam as equações de equilíbrio das forças. também para o caso em que as barras estão tracionadas. sç e ar~ barras extras estabelecem a redundância interna e a treliça é estaticamente indeterminada. a equação m + 3 = 2j deve ser satisfeita. é necessário adicionar uma terceira barra para manter o alinhamento das duas barras e evitar a bagem. que não contribuam para uma iguração estável da treliça completa. Quando duas barras colineares estão comprimidas. porém não é uma condição sufi" te. formando uma figura gráfica composta. em 1864.T. Vê-se. da soma das forças na direção y. m. Focalizaremos a atenção em várias condições especiais que ocorrem freqüentete na análise de treliças simples. 4. da soma na direção x. indeformável. graficamente.ESTRUTURAS / 105 ue.8a. a-r. naturalmente. as (Hiperestáticol (Deformável) (Isostáticol de a ão *** O método foi publicado por James Clerk Maxwell. porém interiormente !iUema é deformável. como uma opção para. ** O polígono das forças para cada nó. internamente. existem mais barras do que equações indepentes. e entrará em colapso sob carga. há uma relação definida entre o número de suas barras e o dos nós ssários para a estabilidade interna. Examinando-se a figura. a força F 3 deixará de ser nula. . e adicionarmos os vetores na ordem em que forem sendo encontra. Este método é conhecido com o nome de método de Maxwell-Cremona. É largamente empregado na solução dos reticulados indeformáveis.

somente os membros tracionados atuarão e os demais podem ser ignorados. quando os membros forem flexíveis.8b. se não houver nenhuma carga externa aplicada ao nó. 4.Fx' = O requer Fa = :. para o nó indicado esquematicamente na Fig. ~M A C (á) D B D B A (b) C Fig. 4. como mostra a Fig. uma para cada conjunto de eixos de referência. Porém.4. então o membro AB -deveria ser considerado e o CD.1j = O requer Fa "i. incapazes de suportar compres'são. a assimetria do carregamento evidencia como o painel se deformará.9a.Fx = O requer FI = O "i. é preferível usar duas soluções simultâneas de equações. um somatório de forças na direção x elimina referência à força FI enquanto que um somatório de forças na direção x' elimina referência à F2• Quando não se puder encontrar facilmente os ângulos envolvidos. Deve ser evitada a solução simultânea de equações para duas forças desconhecidas em um nó. deve-se considerar o membro oposto e refazer o cálculo. Portanto. Quando não for possível fazer esta seleção por simples inspeção. onde L é conhecida e FI e F2 são desconhecidas. Se cada membro for capaz de suportar tanto tração como compressão. como é o caso 'dos cabos. Se o resultado der força negativa. 4. após o cálculo.4.10. significa que a escolha estava certa. der positiva. as forças em ambas as barras devem ser nulas. Se a deformação for a indicada na Fig.8 Quando duas barras não colineares são ligadas como mostrado na Fig.9b. Quando dois pares de barras colineares são ligados como mostrado na Fig.106 / ESTÁTICA /' /' /' X ~a "i. Geralmente. Conclui-se isto dos somatórios de forças indicados na figura. 4.10 . que elimine uma das forças desconhecidas. o painel será estaticamente indeterrninado. 4.8c. deve ser feita uma escolha arbitrária dos membros a serem considerados.Fx = b requer FI =O = F2 x // JA F~ x' "i.Fx = O requer FI = r: /F2 (a) (b) (c) Fig. Se a força em um membro que se assumiu ser tracionado. ignorado.9 L Fig.4.Fx' = Orequer F2 = O Fj "i. o "i. fazendo uma escolha cuidadosa dos eixos de referência. as forças em cada par devem ser iguais e opostas. Freqüentemente usa-se intertravar painéis de treliças. conforme indicam os somatórios de forças.

ESTRUTURA.0 kN o os o B o.5 (34. Novamente. C = O] = O] 0.0.5 (2) (34. que podem ser achadas como foi feito antenormente. Em seguida. = 63. de modo que a primeira etapa constará do cálculo das forças externas em D e E do diagrama de corpo livre da treliça.E 63.64 kN ~ 'I\RTl. . As equações de equilíbrio dão [~ME= [~Fx A 30kN 20 kN O] 5T . Deste modo. deve-se analisar o nó B.32 . kN T O nó C agora possui apenas duas incógnitas.O.64) . carregada. em conseqüência. no nó E.'"kN 10. Se não se desejar calcular as reações externas em D e E.74) CE =O Resp.3 or [~Fy = O] 80.64) = O AC = 17. mostrando as forças que atuam sobre cada um dos nós.30 = O Ey = 10.866AB - 30 = O AB = 34.0 kN kN y r = O] Ex =O = 69. é verificada.00 kN NóE e a equação ~Fx = O comprova os resultados.64) BC =O Resp.0 sen 300 + Ey . Nota: CD NóB = 34. = F2 a s Solução.0.64 = 34.SI kN C Y. = O] CE . calcular as forças nas barras da treliça em balanço. Não haveria dúvida sobre o sentido correto das forças sobre o nó A. se er I I Em seguida.0.32 kN C y 1 o 0.866CD .64 kN T Resp. tração (seta saindo do nó) fica distinta da compressão (seta apontando para o nó). considerada como um todo. [~Fy = O] 0. A força BC deve dar uma componente para cima e. porque o C tem mais do que duas incógnitas. 30kN 20kN [~Fx = O] AC . as forças são obtidas de: [~Fy :!AB AB[I 30kN AC---x NóA 34. CE = l.e os diagramas de corpo livre.S (34. tem-se: [~Fy = O] 0.20 . BD deve equilibrar a força orientada para a esquerda.866DE = 10.!!!.. à r a onde T significa tração e C compressão. as forças em cada barra serão indicadas pelas letras das extremidades. Resp.30(10) 80.0 cos 300 - =O T= Ex 80.00 DE = ll. Contudo.17.5 (S7.51 kN Finalmente. = 57.20 = O CD [~Fx Observe que traçamos a seta da força do mesmo lado do nó onde está a barra que exerce a força.64 kN C [~Fx BD . a análise para uma treliça em balanço pode começar com o nó da extremidade carregada.0.866 (34.866BC . O equihbrio exige [~Fy = O] L__ x 0.1 = F~ Aplicando o método dos nós. Indicando os nós com letras. traçam-.0.SSkN Resp.S I '\07 Problema Resolvido 4. esta treliça será totalmente solucionada.74 kN T Resp.64) . como está na figura.64) BD =O Resp.20 (S) . A exatidão dos sentidos supostos. para as forças. quando se considera a seqüência dos nós.866 (34.

4.27 kN T 4. para a treliça mostrada.7 C Probl.8 .G 4 painéis de 4 m~ H I B J ··1 6m E ~ A 4kN Probl.1 4.83 kN T BE = BD = 2. Se a força de 2 kN que atua sobre a treliça do Probl.66kN C AB = BC = 2.00 kN C (Resolva os problemas seguintes pelo método dos nós.4 Calcular a força em cada barra da treliça. com massa uniforme de 200 kg. Calcular.6 4. Resp. 3m ~" ~r 'mE 8kN 'm • D~ L T F r--.27 kN T DE= 3. A menos que seja indicado o contrário. Resp. despreze o peso próprio das barras comparado com as forças que suportam.5 A 1 1 Probl.2 4.5 3m Probl. quais as barras que têm força nula.5 for removida. 4. 4. Calcular a tração ou compressão média.4.33 kN C 6 kN ~ Probl. por outro lado.62 kN C AC= 3.1 Calcular a força em cada barra da treliça. Todos os triângulos são isósceles.4.8 Calcular as forças nas barras FG. em cada barra. Resp. existiria alguma barra com força nula? Cada barra da treliça é uma peça de 8 metros. 4.7 Probl.108 I ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 4. CG = 2..4 Probl.3 B 4. devido aos pesos das barras. as forças nas barras CG e CF.2 Calcular a força em cada barra da treliça. 4. Resp. a força de 2 kN fosse aplicada em G ao invés de em B.3 Calcular a força na barra CF da treliça. AE = CD = 5. identificar.24 kN T CF= 1.52 kN T BC= 4.) 4.96 kN C 4. por inspeção. CF= 3. Se.4. EG e GD na treliça carregada em balanço. AB = 3.

11 4. 60° ou 90°.5 kN T Calcular as forças em todas as barras da treliça carregada.13 4kN C B Probl. 4.15 4.15 . recebe urna carga horizontal provocada pelo vento· de 4 ÍcN.. calcular as forças que atuam nas barras BH. A análise isolada do painel. recebe as forças em seus nós superiores. BG e FG da treliça simples do guindaste.ESTRUTURAS / 109 •. Todos os ângulos são 30°. Desprezando qualquer reação horizontal nos apoios. Um painel de propaganda. tipo Pratt. BF. Calcular as forças nas barras BE e BC.i E -t Probl. que está suportada pela ligação horizonF reli- 4.. iB = 56. 4. 9 s os _ Calcular as forças nas barras IB e BH na treliça representada. 10 kN Probl. 4. como está representado. na treliça do guindaste.:. do ção.9 4. CI e HI da treliça.. devido a urna carga de neve. 4. utro nvés Probl. BE = 2.14 Calcular as forças que atuam nas barras CF. Resp.80 kN T. ~C m Probl.. 4.10 com ou esos 4.l H G} C 40kN 60kN --.6 kN C BH = 47.12 Calcular as forças induzi das nas barras GH e ED.1 kN C 12 m nas I' 4 painéis de 5 m 'j N T NC :~. considerado corno viga.10 Determinar as forças nas barras BI. BC e CH.11 N C N T N T Uma tesoura de telhado.12 D Probl. BC = 1. quando este iça um carro de 1 800 leg.13 4. 4. e montado em urna treliça. Resp. corno se vê na figura. mostra que 5/8 desta carga é suportada no ponto central C e o restante dividido igualmente entre D e B.

Resp. todas as barras de cada treliça. Todas as barras podem supor· tar compressão ou tração.16 Probl. mostrada. Calcular as forças correspondentes nas barras BF e EF. 4. AB = CB = DC = 4 kN C BE = CE = DE = 4 kN T.4. A estrutura principal do p6rtico assemelha-se à treliça plana simétrica. Bl. AB=7.17 Calcular as forças nas barras AB. (a) (b) (e) (d) Probl. Todos os ângulos interiores são 60°. cujas forças não estejam influenciadas pela indeterminação dos suportes.20 4. usando-se somente as equações de equilíbrio. devidas à carga de 60 Mg. Ao posicionar um estágio do foguete de 60 Mg.20 Verificar o fato de cada urna das treliças conter um ou mais elementos de redundância. AE = O EF= 8 kN T. Probl. BI=7. C A ~fI \.19 Cada urna das treliças carregadas tem vínculos de suporte estaticamente indeterminados.18 Indicar. 4. Suo por que o carregamento e as dimensões das treliças sejam conhecidas. e que podem ser calculadas diretamente.5kNC. Relacionar Resp.4.18 O pórtico móvel representado na figura é emprega· do para erguer e preparar um foguete de 500 t pàra o lançamento. suspenso em A. BF = 188. Propor duas alterações independentes. Sendo que qualquer uma eliminaria a redundância e produziria'{:Ompleta de. por inspeção.terminação estática. a medida das tensões nas barras AB e CD acusou as cargas de 50 kN de compressão e de 120 kN de tração.21 A Probl. EF= 120 kN T 1 . que é estaticamente indeterrninada.' ~\.AF= 8 kN C 4. quais as barras da treliça que tornam a estrutura estaticamente indeterminada.17 Gr (e) (d) 4.5kNT B D E 4. ç e u c b a n e m c 4. BI e CIo Os membros CH e DI são cabos capazes de suportar apenas tração.16 Mostre que a treliça é estaticamente determinada e calcule as forças nas barras BD e BF em função da carga aplicada L.J d flO kN 4m li H3 m 5 painéis de Probl.110 / ESTÁTICA tal FC e pela articulação em A. Bl=CI=O.4. respectivamente. Resp.19 4.4 kN C.

não há necessidade de se analisar nó a nó. empregando-se apenas ~as das três equações de equilíbrio. Resp. Este método das seçães* tem a vantagem de permitir achar a força que atua em quase todas as barras. em geral. 4.4 .22 Probl.1:!!!la seção irÍteira da treliça como um corpo livre e~~~bp~.89 kN C. aplicado na treliça da Fig.23 4. considerando a treliça como um todo. Também chamado método de Ritter ou método dos momentos dos momentos. Assim. KL. 4. calcular as forças nas barras EF. pode ser usada considerando-se . Suas 1< T HI 3m 16 m ~ I 3m ~I t 1. DN etc. desejamos determinar a força que atua gaàra co da. PC. Calcule as forças induzidas nas barras AB. não se pode cortar mais do que três barras. . a treliça está repetida na Fig. Fe NT * N. O método das seções será. deve-se notar que. GL.23 I < 6 painéis de 5 m Probl. uma vez que esse método trata apenas das forças concorrentes em cada nó.) Resp. 4. diretamente. (Sugestão.22 A torre para uma linha de transmissão é modelada pela treliça mostrada. tipo Fink. 4. cujas forças sejam desconhecidas. CD = 0.T. até se chegar à barra desejada.-de_ÍQrç~sE-ã~ concorrentes. apresentado por Ritter. ou princípio do equilíbrio dos momentos. sob a)~çãode um sistem3. em 1860.MÉTODO DAS SEÇÕES No item anterior desenvolveu-se a análise das treliças planas pelo método dos nós. nar A.0 kN T um uas ma deor- 4. Notar que as forças em BP. na Escola Técnica de Hannover.5. Ao escolher uma seção da treliça.93 kN C Na treliça. agora. Primeiro.ESTRUTURAS / 111 ão os e.8 kN 15' f 5m 1 Probl.21 4. Para rápida referência.8 kN aplicadas no plano vertical. as reações externas são calculadas como antes. Agora. AB = 3. petas cargas de 1. DB = 0. uma vez que só se dispõe de três equações independentes de equihbrio. As barras cruzadas das seções centrais são capazes de suportar apenas esforços de tração. que já foi utilizada na explicação do método anterior. a as de Mg. analisando-se a seção que corta a barra considerada. A terceira equação. DB eCD. representada. são nulas. 4.11a. EF = 202 kN C KL = 100 kN T GL = 50.

Como um todo. A equação dos momentos. A carga L é maior do que a reação R I. Estas forças. em torno do ponto B. Qualquer sistema de notação pode ser usado.112 / ESTÁTICA y I I I L __ -x Al~( 1 L (a) R2 (b) Fig. atuarão sempre nas treliças simples. Esta seção cortará três barras.11 b) está em equilíbrio sob a ação de R2. para o equll1'brio vertical. através das barras e não dos nós. De modo a elucidar o corpo livre e as forças que nele atuam externamente. É essencial entender que. uma força de tração. as forças nas barras internas. <seção é feita. portanto. é supor. o que a torna de compressão. sejam de tração. que todas as forças 'desconhecidas são positivas.4. A equação dos momentos pode ser usada com grande vantagem no método das seções. o sentido correto das forças no diagrama de corpo livre dE seção. 4. em torno do ponto E. . Uma notação alternativa. Assim. Qualquer das duas partes de uma treliça pode ser usada para os cálculos.11 na barra BE. Nem sempre é possfvel indicar o sentido correto de uma força no diagrama de corpo livre de uma seção. visto que ela atua em direção à seção cortada da barraEF. Assim. preferivelmente. O sentido correto das forças horizontais pode ser visto facilmente. Uma rápida observação da treliça conduziria ao mesmo resultado. A forçaBE é calculada pela equação de equilíbrio para a direção y. como conseqüência da flexão causada pelas cargas. A fIm de que cada parte da treliça permaneça em equiHbrio. embora normalmente seja mais conveniente indicar os nós por letras e as barras e suas forças pelas duas letras que defmem suas extremidades. compressão. como um corpo único em equilíbrio. por exemplo. é considerada uma parte inteira da treliça. pelo equilfbrio dos momentos. Deste modo. Com os valores aproximados de R I. uma vez que ela atua afastando-se da seção. uma resposta positiva confIrmará o sentido arbitrado e uma negativa indicará que o sentido deve ser trocado. deve-se aplicar em cada barra cortada. devendo-se escolher. é que este procedimento ressalta mais diretamente a ação ffsica das forças . é um tratamento preferfvel. sejam de compressão. Arbitrando-se um sentido. BC pode ser determinada pelo equilfbrio dos momentos.l1b). no método das seções. mas aquela que inclui o menor número de forças usualmente conduzirá à solução mais simples. 4. Uma seção imaginária. cada uma das incógnitas foi achada independentemente das outras duas. A parte direita da treliça (Fig. A parte da esquerda está em equilfbrio sob aaçãó da carga aplicada L. Por outr lado. Assim. e EF pode ser determinada diretamente. exige que BC esteja para a direita. e das mesmas três forças que atuam nas barras cortadas. preferida por alguns. deverá passar através da treliça cortando-a em duas partes (Fig. a vantagem de se supor. obtidos por um exame visual das condições de equilfbrio. o equilíbrio dos momentos. . Finalmente. arbitrariamente. não estão inclufdas na análise da seção. em torno do nó B. da reação de apoio RI e das três forças exercidas sobre as barras cortadas pela parte da direita que foi removida. um ponto em que passe o maior número de forças. equilibrando os momentos.e. cujas forças são inicialmente desconhecidas. portanto. em torno do ponto E. A forçaBE é. Estas forças podem usualmente ser traçadas com os seus sentidos corretos. e L~ em mente. em torno dos pontosB eE. para a parte do lado esquerdo da seção. já que se nota qU1~ as barras horizontais inferiores sofrem tração. elimina três forças da relação. a força que era exercida pela parte que foi afastada. um sinal positivo signifIcaria tração e um negativo. aplicadas no sentido oposto ao que foi considerado na parte da esquerda. de tal maneira que a força BE deve estar para cima e à direita. como centro dos momentos. a força EF está evidentemente para a esquerda. indicada pela linha tracejada. a fun de fornecer a necessária componente com o sentido para cima. seguindo os eixos das barras. na direção de tração (saindo da seção) e deixar o sinal algébrico da resposta distingui: entre tração e compressão. em relação à seção. sempre que possfvel.

resolv~ndo para cada uma das três forças desconhecidas.9.60) . e é m er os Finalmente. 'o que obriga a calcular o cos e. G) Poderíamos ter iniciado com os momentos em torno de C ou de P. a fIm de calcular as três forças em questão. 3) [EMp r o a - = O] 200 (12 .:~ KL (4) : O KL: 650 kN T Resp.7° ecos (3 = 0. ue O os Assim. [EMC: O] 200 (4) (3) . até que se observa que KL e CB interceptam-se no ponto P. a solução do problema torna-se bastante simples. Com estas considerações em mente.CL (0. Embora as componentes verticais das reações em A e em M sejam esta~icamente indeterrninadas.4) ou PC: 9. do ângulo {3que é dado por {3: arc tg (CBjBL): arc tg (3/5. GI 200kN Solução. cuja distância de C é dada por: PC/4: 6/(6.6 kN C Poderíamos. à direita do ponto G. Tem-se agora. todas as barras. também. também.. pela sorna dos momentos em torno de P. o método das seções oferece urna considerável vantagem.ESTRUTURAS I 113 Problema Resolvido 4. para contrabalançar o momento da força de 200 kN em torno do ponto P. Precisa-se. Urna sorna dos momentos em torno de L. 4m t m L. devido aos dois apoios fIxos. A sorna dos momentos em torno de L requer o braço de alavanca BL : 4 r-F 6 Epainéis D de 3 Cm da te rra mem as eus na 200kN L a ça o da mo as a te Notas: <D + (6. vê-se que e : arc tg (5/12) de modo que cos e : 12/13.B e mostra que CL deve estar comprimida. neste caso. que a barra KL está tracionada. Portanto.868.5 . Com as dimensões dadas. são estaticamente dMerrninadas. ® = 57.2 Calcular as forças induzidas nas barras KL.868) (9.25) : O CB: 571 kN C Resp.4)/2: 5. ter determinado CL por meio de um somatório de forças na direção x ou na direção y. 200 (5) (3) .CB (5. obrigaria tratar com oito nós. torna-se os momentos em torno de C. CL e CB e analisar a parte da treliça à esquerda desta seção corno um corpo rígido. A direção da força na barra CL já não é tão óbvia. rapidamente verifica que a barra CB está comprimida e urna sorna de momentos em torno de C indica do mesmo modo. exceto AM. Está mostrado o diagrama de corpo livre da parte da treliça à esquerda da seção. corno veremos.5 . pode-se encontrar a força em CL. Urna sorna de momentos em torno de P e1irnina a referência a KL e a C.25) : = 29. independentemente das outras duas.60 m.60): CL O Resp. Pode-se passar urna seção cortando diretamente as barras KL. estaticamente determinado. CL e CB.25 m Note que a análise feita pelo método dos nós. pela carga de 200 kN atuando sobre a treliça em balanço. . Assim. or m na a Em seguida.

é necessário comiderar.. Apesar de ser evidente que a barra superior está comprimida. evidentemente.. desde que os cálculos se mantenham consistentes com tal suposição..6kN 2 O momento da força CD.3'(12) .lkN ""Seção'2 . exige: [~MJ= OJ (í). a direção da força na barra CD poderia ser invertida no diagrama de corpo livre e. O equilíbrio dos momentos..•. Assim. treliça de telhado. elimina o efeito das três forças concorrentes em C e indica que a força JK deve estar para a direita. Novamente. a seção adjacente 1. Uma resposta negativa mostrará a necessidade de se inverter o sentido da força =O = 14. a força em DJ ainda não poderá ser obtida com as duas equações de equilíbrio restantes. também. uma vez que o cálculo é feito coerentemente com o sentido arbitrado. que foi calculada preyiamente. elimina os efeitos de CD e JKe. tipo Howe .T. considerada como um todo. obter a quarta força DE. . Um sinal negativo no resultado indicará a necessidade de se inverter o sentido da força. em torno de C. a fim de fornecer o momento adequado. CJ é obtido de: 0... Tesoura tipo inglês foi a tradução dada ao que seria.3 kN. o que permitiria.. no sentido anti-horário. A seção 2 corta qliatro barras.6 kN C Resp... não causa nenhuma dificuldade. em torno de J.. primeiro.114 I ESTATlCA Problema Resolvido 4. inicialmente. compressão Nesta equação... 0... antes da seção 2.10 (4) -10 CD (8) =O = -18.10(4) ~ 10 (8) CJ 10kN CD Seção 1 A 18.3kN ~-- DJ 1-14. O equilíbrio dos mOmentos....3 kN t Notas: <D Não há conseqüências produzidas por supor. Portanto. em torno de J. sendo que três são concorrentes em J.894CD (6) + 18.literalmente.1 kN. que atuam no ponto J. sentidos errados para uma ou mais forças.Na determinação dos sentidos corretos das forças que atuam sobre as barras cortadas.•. O sinal negativo indica que o sentido da força CD foi fixado no sentido incorreto... pode-se deixar o trabalho como está. considerando-se suas componentes horizontal e vertical. --- --_':::""G = 18. está calculado aqui considerando-se suas duas componentes atuando no ponto D. Entretanto. 1 Solução. Desprezar quaisquer componentes horizontais da força nos suportes. o sinal algébrico de CD invertido nos cálculos. emA. que aparece na figura. Se fosse desejado. * N. exige que CJ esteja para cima e para a esquerda. .. O diagrama de corpo livre para a seção 1 está desenhado e inclui a reação de 18. O fato de se tomar uma ou mais forças com os sentidos errados. Não é possível fazer uma seção através de DJ sem cortar quatro barras cujas forças são desconhecidas. Porém. Analisando-se a seção 1.. a força em CD será arbitrariamente tomada como tração. CD J1{ J Af ·18.. o momento da força CJ está calculada...707CJ (12) .. o equilíbrio dos momentos. será razoavelmente óbvio que a barra inferior esteja tracionada por causa da tendência da treliça à flexão. em torno de A. do equilíbrio da treliça. . colocando uma observação sobre a direção apropriada.. calcular a força na barra DJ da tesoura tipo inglês *.•. tomando-se os momentos em relação a J.3 Empregando o método das seções.

uma equação de momentos em torno de D não daria informações sobre elas. AB = 7. como estas três forças são concorrentes em D. composta de triângulos eqüiláteros.Observe + 10 (16) + 10 (20) .24 Calcular as forças nas barras CD. o equilíbrio dos momentos. EF = 4 kN C fi Probl. Resp. elimina DE e JK.27 Probl.3 (24) .6 kN T Resp. a partir de uma equação de equi1íbrio--que contenha a força como única incógnita. comparados com as forças que elas suportam.1 (0.25 Calcular ilS forças nas barras CD.8 kN C . Assim [~MG= O] 12DJ ® . BC e CG da treliça carregada. o sentido arbitrado estava correto. Resolver para cada força. ' Resp. isolado. é sempre importante relacionar o 3) número de incógnitas com o número de equações de equilíbrio independentes que podem ser aplicadas. admitindo-se as componentes horizontal e vertical de CJ atuando ao ponto J. Ao escolher uma seção. que poderia ser feita uma seção nas barras CD. A 2 kN Probl:4.27 Probl.14. BF e EF da treliça representada. BG = 3 kN C GF= 7. que inclui. CF= 2 Lj-!3. BF = 2 kN C. também verifica esta conclusão. 4. Como o resultado foi positivo.28 Calcular as forças nas barras AB. C 4.26 Determinar a força na barra CF em termos da carga aplicada L. As duas equações restantes das forças não seriam suficientes para resolver as três incógnitas. 4. Uma análise do nó D.24 Calcular as forças nas barras AB. considerando apenas as três forças desconhecidas. BG e GF. agora. .26 4.25 4. Contudo. o momento de CJ foi calculado. BC e CG da treliça.707) (12) =O DJ= 16.) 4. AB = 8 kN T.ESTRUTURAS / 115 Do diagrama de corpo livre correspondente à seção 2. o valor conhecido de CJ. DJ e DE. Novamente. Resp. 4. Todos os ângulos internos são 60°.18. Desprezar os pesos das barras. em torno de G.2 kN T. PROBLEMAS PROPOSTOS (Resolver os seguintes problemas pelo método das seções. 4. composta de triângulos eqüiláteros.

4.9 k:N:HG=40kNC . Resp.31 Probl.10.12 kN T HI= 2. Resp.4.32 Calcular as forças nas barras BC. Calcular as forças nas barras DE.29 Suponha que os braços diagonais da treliça de ponte são membros flexíveis. DE = 16 kN T.33 A treliça de telhado é composta de triângulos r-tângulos com ângulos de 300 e 600 e está carregactE conforme mostrado.33 Probl. CB e GH dI!treliça em balanço. Calcular a força na barra DE para a condição de carregamento mostrada. Um guindaste é modelado pela treliça simples m trada. Resolver para Cl!dz. DG e Hh correspondentes à carga representada pelo tra com 1 631 kg de massa.4. DE e EI.29 Probl. incapazes de suportar compressão. 4.4. 4. aqui repetido.30 4.28 Probl. mostrada. Calcular as forças nas b= BHeHG.116 / ESTÁTICA Probl.30 Calcular as forças que atuam nas barras DI. CI e HI da treliç:<:.32 4.69 kN T 320 kN ' 480 kN 5 painéis de9 m Probl.33 kN C. Determinar cada força. Resp. força. EI=O 4. DE= 25. do Probl. 4.5 kN C. 9kN 12 kN 9 kN 4. a partir de uma equação de momentos que contenha esta força como a única incógnita. DG = 33.4. CI = 2.31 4. BC = 4.34 Calcular as forças que atuam nas barras CH. para a treliça carregada. a partir de uma equação de equilíbrio qlll' contenha a força como única incógnita. DI= 18 kN C.

está suportando um tambor de 1.33 kN C. A resultante de 4 kN..37 Probl. Identificar se existe alguma barra estaticamente indeterminada e calcular a força na barraHG. As barras cruzadas nos dois painéis centrais são tiÍ:antes esbeltos. DF = 4 kN T D 4. DG = 2.. 4.39 os reegada barras 4.39 kN T. 4.36 . . incapazes de suportar compressão.8 kN C Probl4. com seu guincho W travado.34 Probl.37 Calcular as forças que atuam nas barras FC e FD. Resp.38 reliça cada o que . Resp. Calcular as forças nas barras CF. FC = 3. Resp.13. DE e EF. 4.40 Probl.667 kN C.5 Mg.te. CD eHI da treliça do guindaste do Probl. repetida aqui.40 . 4. Probl .4. . HG = 59. devidas à carga de 100 kN. A treliça do guindaste está segura por apoios fIxos em A e em K e. Indicar os dois tirantes que estão sob tração e calcular as forças que neles atuam.36 A treliça representada é composta de triângulos retângulos isósceles. DE = 1. EF=4 kN T B c 3 kN Probl. 4.ESTRUTURAS / 117 4.38 Cada uma das barras DE e FC é capaz de suportar tanto compressão como tração. passa por C.34 . Achar também a força na barraMN. que atua na treliça do guindas. 4. Calcular as forças nas barras DG e DF da treliça do painel de propaganda do Probl.)5 kN C.35 Calcular as forças nas barras CH. devido à carga do yento.

BC e AC. independente da base de fixação.. seja a unidade básica. Viu·se que um triângulo de barras articuladas forma a unidade básica. Demonstrar que. DF = 768 kN C EF= 364 kN C Ax = 101 kN para a direita 4. A treliça tridimensional.-'.78 kN C 4..12b a base de apoio foi substituída por três novas barras. a força em DE também o será. que Probl. por outro lado. para formar um tetraedro com rigidez própria. da treliça plana. Determinar as forças nas barras DF e EF. se a força em CF for nula.41 ~I)\_~: . AB = 3. tipo Baltimore. cujas seis arestas são barras articuladas nas extremidades.43 4.7 kN C No p6rtico móvel representado. 900 ou 1200• Resp. 4.118 I ESTATICA se cruzam sem estarem ligadas. 1 i i ~. 600. HI~ 4. exigem um terceJo suporte CD. estudada no artigo anterior. incapazes de suportar compressão. 4.8kN ~ 3m 3m Probl. Resp. e encontrar a reação horizontal sobre a treliça.12a as duas barras AD e BD. AB e CD. quando existe o carregamento mostrado. articuladas nas extremidades por meio de uniões-rótula. ligadas em D. em A. estável.44 4. Na Fig. Probl. OS ângulos são de 300. D J EI 5 painéis de 11~1. 4. estável. por .42 Na treliça. JQ = 57. para impedir que o triângulo ABD gire em tomo de AB. 4.22 está mostrada aqui outra vez. 4.41 A treliça da torre da linha de transmissão do Pro bl.43 As estruturas articuladas ACE e DFB.TRELIÇAS ESPACIAIS Uma treliça espacial é uma estrutura em três dimensões correspondente à treliça plana. calcular a força na barra JQ.. exige que o tetraedro. Supor que as barras diagonais sejam capazes de suportar apenas tração e calcular a força na barra FC.~. Resp. Na Fig. vista na figura. Calcular a força que atua emAB. Pode-se anexar à estrutura anterior novas unidades. 3m 1\ 5m I / .& 10kN .5 . todas as barras cruzadas são tirantes esbeltos. AB. estão interligadas pelas duas barras articuladas.44 4. A treliça espacial pode ser concebida como formada por barras rígidas.".

composta de m barras. desenvolvido no item 4. É necessário iniciar por algum nó. nas uniões rebitadas ou soldadas. Se m + 6 > 3 j. ** As relações precedentes. uma vez que. suportada externamente. porém. F e H e. mo aqui. deve-se imaginar que as suas extremidades estão articuladas por uniões-rótula. a equação vetorial completa. Se m + 6 < 3 j. e a treliça é estaticamente indeterminada internamente. na Fig.ESTRUTURAS / 119 D D B c A (a) (b) (c) Fig. acarretarão esforços em todas as barras. são muito úteis no anteprojeto. como as articulações não são perfeitas. analogamente. formado. no máximo. no e· ca. aparecem esforços JeCUndário~ de flexão. 4. ão D. Nas treliças tridirnensionais. pode ser aplicado. no mínimo.3 para as treliças planas. há uma defIciência de barras internas. visto que uma ou mais barras podem ser dispostas de tal modo que não contribuam para a estabilidade do conjunto. fIxam o nó G no espaço. há um total de 3 j equações semelhantes. existem m incógnitas mais seis reações de suporte desconhecidas. quando considerada como um todo. pode-se analisar os nós adjacentes. de modo que não haja nenhuma flexão nas barras. ~F=O. fIxam o nó F no espaço. composta de tetraedros. Assim. no espaço tridimensional. FG e HG estão ligadas aos três nós fIxos C. aliás. BF e CF estão ligadas à fundação e. portanto. em cada nó. as barras AF. portanto. necessária para a estabilidade interna. no espaço. Em seguida. Para a treliça completa. e que concordam em um nó. contendo barras redundantes. às treliças tridimensionais. três incógnitas. para uma treliça tridimensional. ** Cabem aqui as mesmas considerações feitas. em cada nó. pelas barras AH. suficiente. satisfazendo-se. de tal modo que seja estaticamente determinada. mas não é uma condição sufIciente. Na prática. e a treliça é instável e está sujeita a desabar quando carregada. e as duas cargas aplicadas. Nas ligações das barras de uma treliça. numa treliça tridimensional simples com j nós.4.12c.T. onde. evidente. o nó H está fIxo. é estabelecido por meio de três equações escalares de forças. é aceitável a hipótese de barras sujeitas exclusivamente a esforços normais de tração e compressão.12 meio de três barras que se ligam por suas extremidades. sem redundância. Tal como vimos nas treliças planas. existe uma relação entre o número de seus nós e o de suas barras. Analogamente. e existam. DH e CH. Na om por * N. dado o emprego dos rebites ou soldas. Como o equihôrio. esta relação é uma condição necessária para a estabilidade. geralmente. mostradas. há mais barras do que equações independentes. a equação m + 6 = 3 j será satisfeita se a treliça for estaticamente determinada internamente. O nó E foi. entre o número de nós e o de barras. estes esforços são mais importantes do que nas treliças planas. onde a geometria para a determinação estática é. O método dos nós. As três barras adicionais CG. para a maioria das aplicações práticas. em três nós fixos da estrutura existente. ainda podem ser desprezados nos primeiros cálculos. se as linhas de centro concorrerem em um ponto. Assim. A estrutura resultante é inteiramente rígida. atua uma força conhecida. tridimensional. para uma treliça simples. Tal como no caso da treliça plana. diretamente. sobre os quais não atuem mais do que três orças desconhecidas. nestas estruturas. quando se trata deste assunto em treliças planas. a confIguração não é tão evidente como nas treliças planas. no caso geral de uma estrutura tridimensional estaticamente determinada. * Para uma treliça tridimensional. .

Deve-se iniciar por urna união que contenha pelo menos urna força conhecida e não mais que três forças desconhecidas. Como as duas equações vetoriais são equivalentes a seis equações escalares. y e z.5 FED (-3J . Encontrar as forças nas barras que concorrem na união E. muitas vezes. As reações externas em A. As duas equações vetoriais 2:F=O e 2:M = O devem ser satisfeitas para qualquer seção da treliça onde a soma dos momentos é nula.120 / ESTÁTICA Pode-se também aplicar. r~spectivamente pelas ligações 1. cortar mais do que seis barras. tendo sido convencionado o sentido positivo de tração. contudo. Notas: CD Sugestão: Desenhe um diagrama de corpo livre da treliça corno um todo e verifique que as forças externas atuando sobre a treliça são Ax Dy = -Li. apresentar vantagens. Az = (4L/3)k. 2 e 3. .5 (-3J ..1+ FED + -. o método das seções (Ritter). FED FEC= . que elimine todas as incógnitas exceto uma. que a treliça está suportada por seis vínculos. FEB= ~ (-i-j). Observa-se. F:C (-3i-4k).4k) . com todos os vetores das forças que atuam sobre ela. porque raramente pode-se encontrar um eixo de momentos. B e D podem ser facilmente calculadas em urna primeira abordagem.(4L/3)k. ÓZ = . A notação vetorial para representar os termos nas equações das forças e dos momentos. em geral. Também é satisfeita a condição m + 6 = 3j que verifica a suficiência de barras necessárias à estabilidade da estrutura. para todos os eixos de momentos.4 A treliça espacial consiste em um tetraedro rígido ABCD. ancorado em A por urna união-rótula e impedido de girar em torno dos eixos x. que está rigidamente fixada ao tetraedro por meio de três ligações adicionais. O método das seções para as treliças tridimensionais não é largamente usado. cujas forças são desconhecidas. A carga L é aplicada à união E. para as treliças uidimensionais. seus valores serão 1) determinados aqui a partir da solução de todas as forças em cada urna das uniões. corno é o caso da união E. convenientemente posicionados. Av = Lj. para as treliças tridimensionais. Solução. urna vez que m = 9 barras e j = 5 uniões. =O G) Um valor numérico negativo para a força indica compressão. By = O.4k) O equilíbrio da união E requer [:EF = O] L· L + FEB + FEC + FED FEB (' ') J = ( 4 O ou FEC - 1+ ~ -1 - + ~ 3' 4k) . três dos quais estão na união-rótula A e os demais são representados pelas ligações 1. e indicar o procedimento para determinar as forças nas barras restantes da treliça. para 2) todas elas (saindo da união). e será usada no exemplo que segue. sucessivamente. Problema Resolvido 4. pode. primeiramente. = -. 2 e 3. como no caso das treliças planas. porém. As expressões vetoriais para as três forças desconhecidas são: . segue que uma seção não deve. = LJ. O diagrama de corpo livre da união E está mostrado. desenvolvido na seção anterior.

A menos que se tenha calculado as reações externas em primeiro lugar. se não existir nenhuma união carregada que tenha no máximo três forças desconhecidas atuando sobre ela. o próximo passo deve ser analisar a união C com o valor conhecido de FEC e as três incógnitas FCD. 4.46 . j e k a zero.x Probl. ligados por três baJ'ras verticais. PROBLEMAS PROPOSTOS (Nos problemas abaiXo. será necessário calcular primeiro as reações externas e iniciar a análise em urna das uniões externas sobre a qual não atue mais do que três forças desconhecidas. e é reforçada por três barras diagonais. no formato de triângulos eqililáteros iguais.. iguais. nesta ordem. dá (-L- FEB _ fi 3FEC) 5 i+ (_ FEB fi _ 3FED) 5 j+ k + (_ 4FEC 55' _ 4FED) =O Igualando os coeficientes dos termos i. Substituir também a ligação AE por outra diferente. Demonstrar que esta treliça representa urna configuração estável.45 A treliça tridimensional foi construída sobre a base triangular ABC. analisadas do mesmo modo. então. BCF. corno é mostrado na figura. limitando assim as incógnitas a três em cada união. As uniões B. As reações externas calculadas por esta análise. ternos FEC= -5L/6 FED = 5L/6 Resp.. As posições dos nós D e E foram estabelecidas pelas ligações mostradas. No caso mais geral. conc1ui-se que FEB e FEC são forças de compressão e FED de tração. naturalmente devem concordar com os valores determinados inicialmente pela análise da treliça corno um todo. O procedimento é idêntico ao empregado para a união E.45 F 4. FCA e FCD. Demonstrar que esta cOrUIguração é internamente estável. que mantenha a rigidez da treliça. obtém-se as três equações FEB 3FEC --+--=-L FEB + 3FED fi 5 =O fi 5 Resolvendo as equações. B --. use sinal mais para tração e menos para com pressão. D e A são. A treliça tridimensional prismática tem urna base horizontal ADE e urna face superior paralela.46 E :ti Probl. Assim.) 4.ESTRUTURAS I 121 Reagrupando os termos. 4.

se a treliça for submetida às forças de compressão P. desenhar um diagrama de corpo livre da configuração triangular dos elos BDE. seja: de Urna treliça tridimensional foi construída em forma de cubo.52 4. C = -3. 4. é suportada pelas ligações de rótula. 4. com seis barras diagonais.5 L /6 e calcule as forças nas barras CB. corno se vê na figura.47 A treliça tridimensional é mostrada em um estágio intermediário do projeto.4. Quantas barras adicionais são necessárias para evitar instabilidade interna. indicados. BD e CD.122 I ESTÁTICA 4. e onde devem ser colocadas? 9 kN.. em cada cabo. Resp. em seus nós A e B da base. FCD = L/fi. 4.49 5mg FAC= . Calcular a compressao C em cada urna das barras diagonais análogas. e é impedida de girar em torno de AB pelo tirante CD.51 4. Resp.48 Na treliça espacial do Probl. Depois de observar os componentes verticais das reações em A e B sob a treliça simétrica. e das barras AD.50 A treliça retangular tridimensional tem urna altura de 16 me f!li construída sobre uma. Os vértices da base estão suspensos por fios verticais. ligada ao ponto D. em forma de um triângulo isósceles.49 4. em B. ligados aos suportes situados na parte superior. que suportam a massa m. Resp. Verificar que a treliça é internamente estável.72 kN H B Probl.base hor~ontal quadrada de 12 m de lado. e determinar a componente x da força exercida pela fundação sobre a treliça. são suficientes para manter o equilíbrio externo. Os v{nculos externos. 4. CA e CD. Resolvido 4. Calcular a força induzida nas barrasAC eAB. Determinar as forças nas barras FE e EG. aplicadas em F e D na direção da diagonal FD. Bx A treliça tetraédrica tridimensional é constituída de urna base horizontal ABC. e são esticados até que a tração T. FEG=P/ft .50 Probl. Resp. Cabos de aço prendem a estrutura em E e G.j3 C. corno se vê na figura.51 Probl. FCA =-L A treliça tridimensional. em forma de um tetraedro.__ 54 ' o FAB = --- 4mg 27 =P '\ b Probl. RFE = -Pf.47 4. FCB = 5L/6. Resp. 4. use o resultado FEC = .

foi discutido e ilustrado o equilíbrio de corpos com múltiplas forças. se o P. então o cálculo das reações dos suportes externos não pode ser fmalizado enquanto não se separar todos os elementos da estrutura e analisá-Ios separadamente.-- 1 y/ I )<. na direção dos elementos.5. como a armação em A da Fig.:---x / I ~. existem numerosos exemplos de armações e máquinas tridimensionais.4 e 4. considerada como wn corpo rígido único.J6 . não for uma unidade rígida.6 . Se a estrutura contiver mais elementos ou suportes do que os necessários para garantir a estabilidade. 4. geralmente.620 kN C Probl. Portanto._ F Probl. Se a estrutura. corno se vê na figura. g 7 fore vê nte G.ARMAÇÕES E MÁQUINAS As estruturas compostas de elementos ligados.3. fixadas em uma posição. em relação ao plano vertical X-Z. tal como se viu nas treliças. para treliças simples compostas de barras. FBE = 1. o problema é estaticamente indeterminado. então.ESTRUTURAS / 123 da. quando removida de seus suportes. não se pode analisar essas estruturas pelos mé. Para-urna força de alunissagem F = 2. será estudado o equilíbrio de corpos rígidos interligados. I z I /Y I I .13a. A estrutura é então desmembrada. porém foi focalizado o equilíbrio de um corpo rígido único.l3b. quando se representam as forças de interação nos diagramas de corpo livre isolados.9m : . Supor que cargas iguais atuam nas barras localizadas simetricamente. 4. dependendo de seus suportes~xternos para ter rigidez. tais corpos permitirem uma análise como sistemas bidimensionais.2 kN. 4. nas quais qualquer um destes elementos suportes mais de duas forças.53 da um que ces dos r a . a análise deve ser iniciada pela deflnição de todas as forças externas à estrutura..52 I I . contendo elementos submetidos a muitas forças.:.2 m----. por si só. As forças que atuam sobre cada elemento de um sistema ligado são encontradas. Se a armação ou máquina constitui.todos desenvolvidos nos itens 4. por si só. 4. Z I I d\ I IE massa da treliça for muito pequena.53 Cada um dos braços de alunissagem de um módulo lunar é urna treliça tridirnensional simétrica. Apesar de. não são suficientes para a solução. embora necessários. onde as forças têm sempre a direção das respectivas barras. No presente artigo. A hipótese do equilíbrio estático para a treliça é admissível. uma unidade rígida. As equações de equillbrio das diferentes partes serão relacionadas pelos termos que contêm as forças de interação. se a O. Resp. Armações são estruturas projetadas para suportar cargas aplicadas e são. estas forças não estarão. calcular a força correspondente na barra BE. isolando-se o elemento por meio de um diagrama de corpo livre e aplicando-se as equações de equilíbrio estabelecidas. Como as armações e as máquinas contêm elementos com forças múltiplas (três 'ou mais forças). /. O princípio de ação e reação deve ser cuidadosamente observado. e os princípios de equilíbrio. em geral. Máquinas são estruturas que contêm partes móveis e são projetadas para transmitir forças ou conjugados de uma posição de entrada (ponto de aplicação) para wna posição de saída. como é mostrado na Fig. na maioria dos casos. 4. estão na categoria de armações ou máquinas. No capítulo anterior. e considera-se o equihbrio de cada uma das partes.

4. seria necessário inverter o sentido da força em ambas as peças e inverter o sinal do termo em que esta força aparece na equação. o princípio de ação e reação deve ser aplicad às três componentes. a análise das armações e máquinas é facilitada representando-se as forças por suas componentes retangulares. = Fig. na maioria dos casos. 4. resultasse negativo. Assim. as componentes. Se Ax. o que eliminará os termos índesejáveis nas equaçõ~ Nos exemplos a seguir. conforme é mostrado na Fig.14b.4. e selecionando-se o eixo adequado para o cálculo dos momentos. A vantagem desta representação é que o cálculo dos braços de alavanca é. simplificado. é absolutamente necessário que uma força seja coerentemente representada nos diagramas que caracterizam a interação dos corpos que contêm a força em questão. 4. deve-se ter o cuidado de usar um sinal mais para uma ação e menos para a reação correspondente. escolhendo-se cuidadosamente o elemento ou grupo de elementós para o diagrama de corpo livre. 4. separar as incógnitas. Se for escolhida a notação vetorial para identificar as forças. em algumas situações. . particularmente quando os momentos são calculados em relação a eixos que não são paralelos aos eixos coordenados. Isto é particularmente verdadeiro quando as dimensões das partes são dadas segundo duas direç~s perpendiculares entre si. Os sentidos arbitrados poderão estar incorretos o qu~ será verificado após os cálculos.4. poder-se-á evitar a solução de sistemas de equações. como é mostrado na Fig.14 Fig. sendo necessário tomar sentidos arbitrários.124 / ESTÁTICA Rígido (a) (b) Não rígido Fig. estaria realmente em sentido opost ao representado inicialmente. entre peças de uma estrutura tridimensional.15.13 Verificar-se-á que. Nem sempre é possível representar as forças ou suas componentes com os verdadeiros sentidos nos diagramas de corpo livre. Em qualquer caso. por exemplo.14a). para os dois corpos ligados pelo plano A (Fig. é necessário resolver um sistema de duas ou mais equações par!. ou deixar a representação inicial e entender-se o sentido real da força pelo sinal negativo.15 Finalmente. Para urnz ligação de rótula. quando separadas. -Ay -A AXÇp Ay Notação Vetori:l1 ~ . devem ser coerentemente representadas nos sentidos opostos. está ilustrado o método descrito nos parágrafos anteriores. Conseqüentemente. O emprego da notação vetorial é vantajosa em alguns problemas tridimensionais. Na maioria dos caso} porém. conseqüentemente.

ESTRUTURAS

/ 125

Problema Resolvido 4.5
A armação suporta a carga de 400 Ieg,na maneira mostrada na fJgUIa. Desprezar os pesos das peças, comparados com as forças induzidas pela carga, e calcular as componentes horizontal e vertical de todas as forças que atuam sobre cada uma das peças.

1

as

o a s

Solução. Observa-se, primeiro, que as três peças que constituema armação formam um conjunto rígido que pode ser analisado como uma unidade isolada. Observa-se, também, que a disposição dos suportes externos faz com que a armação seja estaticamente determinada. O di<ig!ama de corpo livre da estrutura completa está desenhado e as reações externas estão determinadas. Portanto,
[EMA [EFx [EFy

G) Vemos que a armação corresponde à catego-

ria ilustrada na Fig. 4.13a.

=

O]

5,5 (0,4) (9,81) - 5D = Ax - 4,32 =
O O

O

D= 4,32 kN
Ax = 4,32 kN
y I
I I

os

= O] = O]

Ay - 3,92=

Ay = 3,92 kN

os

as ma do ue to as e as e,

A armação é, em seguida, d~smembrada, e é desenhado um diagrama de corpo livre para cada peça. Os diagramas são dispostos em suas posições relativas, para ajudar a observação atenta das forças comuns de interação. As reações externas há pouco obtidas são introduzidas no diagrama da peçaAD. Outras forças conhecidas são as forças de 3,92 kN, exercidas pelo eixo da polia na peça BF, tendo sido obtidas do diagrama de corpo livre da polia. A tração de 3,92 kN do cabo é também mostrada atuando sobre AD, em ieU ponto de ligação. Em seguida, desenham-se, nos diagramas, as componentes de todas as forças desconhecidas. Observa-se, aqui, que CE é uma barra, de modo que a direção da linha que une os dois pontos de aplicação das forças e não o formato da peça, determina a direção da força e, portanto, a razão entre as componentes das forças que atuam em C e E. Estás componentes têm reações. iguais e opostas, que estão desenhadas sobre BF no ponto E, e iObre AD no ponto C. Não pode ser identificado, à primeira vista, o sentido positivo das componentes em B e, deste modo, pode ser arbitrariamente, porém coerentemente, suposto. A solução pode prosseguir, usando-se uma equação de momentos, em torno de B ou E, para a peça BF, seguida pelas duas equações de forças. Portanto,
[EMB= O]

L_--x

~

D

3,92 kN Ay

= 3.92 kN
3'92kN~ 3,92 kN Ex 3,92 kN 3,92 kN

9Y,Ex

3,92 kN

ir

.3,92 (5) - i-Ex (3) = Ex = 13,08 kN

O

D Resp.
O

= 4,32 kN

I Y,Cx

-A[EFy

= O]

By + 3,92 - 13,08/2 = By =' 2,62 kN

Resp.
O

(EFx

= O)

Bx Bx

+ 3,92 - 13,08 =

= 9,15

kN

Resp.

G) Sem essa observação crítica o problema não

par!. s nar.ões.

Os valores numéricos, positivos, das incógnitas significam que ~us sentidos foram corretamente supostos, nos diagramas de corpo livre. O valor de Cx = Ex = 13,08 kN, obtido pela análise diagrama de corpo livre da peça CE, é agora introduzido. no diagrama de corpo livre da peça AD, juntamente com os valores

pode ser resolvido. Observe com atenção que a direção da linha ligando os dois pontos de aplicação da força, e não a forma do elemento, determina a direção da força e portanto a relação entre as componentes das forças atuando em C e E.

126 I ESTÁTICA

de Bx e By determinados acima. Pode-se, agora, aplicar as equações de equilíbrio à peça AD, como verificação, visto que todas as forças que atuam sobre ela já foram calculadas. As equações fornecem
[l:MC= [l:Fx [l:Fy O]

4,32 (3,5) + 4,32 (1,5) - 3,92 (2) - 9,15 (1,5) 4,32 - 13,08 + 9,15 + 3,92 - 4,32 = O -13,08/2

= ('

= O] = O]

+ 2,62 + 3,92 = O

que verificam os cálculos anteriores.

4-

Problema Resolvido 4.6
Desprezar o peso da armação e calcular as forças atuando em todos os seus membros. Observa-se que a armação não é uma unidade rígida, quando removida dos seus suportes, pois BDEF é um quadrilátero móvel e não um triângulo rígido. Conseqüentemente, as reações externas não podem ser completamente determinadas enquanto não se analisar, individualmente, cada membro. Porém pode-se determinar as componentes verticais das reações em A e em C, a partir do diagrama de corpo livre da armação, como um todo. Assim,
Solução. [l:MC= O]

I t
500 500 ~750mm

200 (0,3) + 120 (1,0) - 0,750 Ay

=O
Resp. Notas:
<D

Ay = 240 N
[l:Fy

= O]

Cy - 200 (4/5) - 240 Cy

=O
Resp.

= 400

N

Vemos que esta armação corresponde à categoria ilustrada na Fig. 4.13b.

A seguir, desmonta-se a armação e desenha-se o diagrama de corpo livre de cada elemento. Como EF é uma barra, a direção da força em E sobre ED e em F sobre AB, é conhecida. Supo3) nhamos que a força de 130 N esteja aplicada ao pino, 'parte do elemento DC. Não há dificuldade em alocar os sentidos corretos para as forças E, F, D e Bx. O sentido de B, contudo, pode não ser inferido por inspeção e, portanto, é arbitrariamente mostrado como sendo para baixo sobre AB e para cima sobre BC.
Elemento ED. [l:MD [l:F=

As duas incÓgnitas são facilmente obtidas por 200 (0,3) - 0,3E

= O]
O]

=O

,E

= 200 N

Resp. Resp.
CV

D - 200 - 200 = O

D = 400 N

Elemento EF.

F é claramente igual e oposta a E, com inten-

sidade de 200 N.
Elemento AB. Bx,AxeByde [l:MA

Os sentidos de Ax e Cx não são, inicialmente, óbvios, e podem ser convencionados arbitrariamente para posteriormente serem corrigidos, se necessário.

Como F é agora conhecida, resolve-se para

= O]

200 (3/5) (0,5) - Bx (1,0)
Bx

=O
Resp.

®

= 60N

A força de 130 N poderia ser também aplicada ao pino considerado como parte deBA, resultando numa mudança da reação Bx'

ESTRUTURAS

/ 127

[EFX

= O]
O]

Ax + 60 - 200 (3/5) Ax

=O
Resp.

= 60N
=O

[EFy=

200 (4/5) - 240 - By By=-80N

Resp.

o

sinal menos mostra que alocou-se o sentido de By errado.

Elemento para BC. BC, Os e resultados Bx, By D são, agora, a incógnitapara restante Cx e é encontrada de 4) transferidos
[EFx= O]

120 + 400 (3/5) - 60 - Cx =0 Cx

= 300

N

Resp.

Ay = 240 N

Cy

= 400N

Pode-se usar as duas equações restantes do equilíbrio para verificação~ Assim,
[EFy

= O]
O]

400 + (-80)

-400

(4/5)

[EMC=

(120 - 60) (1,0) + (-80)

=O (0,75) = O

@ Poderíamos ter, também, retomado"ao diagrama de corpo livre da armação como um todo e encontrado Cx'

Pr,oblema Resolvido

4.7

A máquina mostrada é um aparelho de proteção contra sobrecarga, que libera a carga quando esta 'exceder, um valor predeterminado T. Um pino de cisalhamento, de metal,' está inserido em um furo na-metade inferior do aparelho, e recebe o esforço de travamento da metade superior. Quando a força total sobre o pino exceder a sua resistência, ele se rompe. As duas partes, então, giram em torno de A, sob ação das trações em BD e CD, como está mostrado na segunda figura, e os roletes E e F soltam o olhal. Determinar a tração máxima possível T, se o pinoS cisalhar quando a força total sobre ele for 800 N. Calcular, também, a força correspondente sobre o pino articulado A.

Solução. Devido à simetria, pode-se analisar somente uma das metades. Escolhe-se a metade superior e desenha-se o diagrama de corpo livre, juntamente com o da ligação D~ Devido à, simetria, as forças em S e em A não possuem componentes na direção x. As barras BD e CD exercem forças de igual intensidade, B = C, sobre a ligação em D. O equilíbrio da ligação dá
,-

[EFx=O]

BcosO+CcosO-T=O, B

2BcosO=T

= T/(2

cos O),

Do diagrama de equil1orio da metade superior, expressa-se o equilíbrio dos momentos em torno do ponto A. Substituindo S = 800 N e a expressão para B, obtém-se

128 I ESTATICA

2

[I:MA=

O] T 2 cos
O

Notas: (cos
O)

(50) +

2 cos

T

O

(sen

O)

(36) -

- (36) (800) Substituindo

L
2

<D

É sempre útil reconhecer a simetria. Neste
exemplo ela nos mostrou que as forças agin, do sobre as duas partes se comportam como imagens recíprocas uma da outra, com respeito eixoum ação ao sobre x. Assim, dos elementos não se pode na ter direção uma ... _y ) positiva do eixo x e a sua reação sobre o outro elemento ser na direção negativa dos x. Como conseqüência, as forças em S e em A não têm componentes na direção x.

(26)

=O

sen O/cos O = tg O = 5/12 e resolvendo para T,

, T (25 + 5 2 (3,6) (12) - 13) T= 1477 N ou

= 28

800 Resp,

T= 1,477 kN

Finalmente, o equilíbrio na direção y, dá [I:Fy= O]
S-BsenO-A=O

@ Tenha cuidado para não se esquecer do momento da componente y de B. Observe que as unidades usadas são newton-milÍmetro. A

1477 800 2 (12/13)

5

i"3 -A = O

= 492

N

Resp,

PROBLEMASPROPOsrOS

9

(Desprezar a massa dos vários membros nos problemas que se seguem, exceto onde for indicado o contrário.) Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C, na armação carregada. Resp. C = 1 002 N

10.6mI0.5m~

.
Cf Probl. 4.55

Probl. 4.54

4.55

Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em A , que fixa o suporte carregado à parede.

~

CalCul: a intensidade forçaé suportada pelo pino B da armação, cuja da carga' um conjugado de 200N·m. Resp. B = 289 N

Probl. 4.56

ESTRUTURAS

I

129

Pino de 4.57 Substituir o conjugado de 200 N • m do Probl. 4.56 por uma força, para baixo, de 800 N, aplicada no ponto D e calcular a intensidade da força que atua emB. I( cisalhamento I 11:
BI 150N

=:=
IA

p

(ó---©

loomhl~~
mm

b=300mm~

Probl. 4.60

3m

Probl. 4.57

4.58

A tesoura representada na figura é, muitas vezes, usada em lugar das tesouras comuns de funileiro, quando se deseja grande força no corte. Para uma força aplicada de 150 N, qual é a forçaP disponível no corte, à distância de 30 mm na direção da lâmina, a partir do pino A? Resp. P= 1467 N A figura mostra um alicate usado para cortar, manualmente, péquenos parafusos e vergalhões. Para um aperto manual de P = 150 N, determinar a força Q, ,que cada mandíbula do alicate exerce sobre o vergalhão,

Probl. 4.61

4.59

G

Na armação carregada da figura, calcular as componentes x·e y da força suportada pelo pino C. Resp. Cx = 5,25 kN; Cy = 1 kN
9 kN

y I I

1'16kN 3m

L_-x
Probl. 4.62

Dimensões em milímetros Probl. 4.59 4.63

.60

Uma chave com limitações de torque possui um pino de cisalhamento B, que rompe quando a força sobre ele exceder sua resistência e, portanto, limita o torque que pode ser aplicado sobre a chave. Se a resistência limite do pino de cisalhamento for de 900 N, em cisalhamento duplo (isto é, Vl2 = = 450 N), calcular o torque limite M, que pode ser aplicado à chave. Que efeito tem sobre o valor de M um acréscimo em b, mantendo todas as outras condições constantes. Resp. M= 75 N'm M diminui quando b aumenta Na armação carregada da figura, calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino C.

Calcular a intensidade da força que atua sobre o pino em D. O pino.C está fixo à barra DE e encosta no rasgo liso da chapa triangular.

.61

Probl. 4.63

130 / ESTÁTICA

Calcular a força suportada pelo pino em A, do alicate com regulável, utilizado para aperto, sob uma carga aplicada de 100 N. Resp. A = 525 N

270mm

'I
looN

um torque de entrada de 50 N· m, no sentido horário, na árvore A, e se a árvore de saída D aciona uma máquina à velocidade constante, determinar as forças exercidas sobre o flange da base do redutor, em E e F, pela ação combinada dos parafusos e da fundação de suporte. Resp. E = 139 N, para baixo F= 433 N, para cima

4

./
Probl. 4.64
E
300 mm

,j,

4.65

Calcular a força Q, exercida pelo alicate furador de papéis, quando se aplica a forçaP no cabo.

250 mm

Probl. 4.67

4.68

As duas engrenagens cilíndricas A e B acionam as engrenagens cênicas C e D. ·Para um dado torque Mo, encontrar a expressão do torque M, na árvore de saída, necessário para manter o equilíbrio.

4

Probl. 4.65

4.66

A chave de caixa especial da figura tem a caixa B livre para girar em tomo do pino C fIXo ao punho A, e pode acomodar vários tamanhos de parafusos com cabeça hexagonal. Para o tamanho nominal mostrado, onde o centro O do parafuso e o pino C estão alinhados com o punho, calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C, quando P = 160 N. Assumir que a superfície da cabeça do parafuso seja lisa. Resp. C= 1 367 N

r1/r2

= 2/3

tg ~M

a = 3/4

Probl. 4.68

4

Probl. 4.66

4.67

O r~utor de velocidade consiste da árvore de entrada A, onde está montado o pinhão B, que aciona a engrenagem C, e sua árvore, de saídaD, com uma redução 2:1. O centro de gravidade da unidade, cuja massa é de 30 kg, está em G. Se for aplicado

Probl. 4.69

73 Na armação carregada. By = 215 N .75 P 1\---100 nun ~ Probl. Resp. Resp.71 Calcular as componentes x e y da força que atua sobre o pino em B. Resp. Resp. que retém a peça de trabalho F em posição. 4. em função da força P. cujos braços se cruzam sem se tocarem.75 4.ESTRUTURAS I 131 4. 400 Probl. e para uma força P = 150 N no cabo da alavanca.72 Calcular as componentes x e y da força que atua sobre o pino B. formando uma unidade integral. By = 785 N . as e e 4.71 Os alicates articulados são usados para urna variedade de fInalidades de aperto.69 s 4. Resp.09 kN. 4. B = 933 N a o mm 270 3 BOON Probl. 4. quando a carga é de 200 N.74 Calcular as componentes x e y de todas as forças que atuam em cada membro da armação carregada. 4.74 4.72 Na armação carregada.4. C= 1 368 N 300 50 20= 60mm D---X 200 N Probl. Bx = 287 N.76 Probl.73 A. que une as duas peças representadas. Bx = 809 N. FAB = 8. Para a posição da alavanca definida por meio de Ct = 100. encontrar as componentes x e y da reação no pino em B. calcular a força de aperto.C produzida. calcular a força suportada pelo pino em B . Os cabos estão firmemente enrolados nas polias.4. aplicada no punho do grampo de travamento.70 Calcular a força que atua no elo AB da tenaz de içamento. As duas polias estão ligadas entre si. tração Determinar a força vertical de retenção em E.

O.79 Na armação carregada.8 m----J Probl. no Probl. Resp. e a força suportada pelo pino A. por um conjugado de 50 N· m. 4. que forma um ângulo e = 75° com a vertical.82 "---x O. 4. para poder ser facilmente movimentada. se for aplicada uma força F = 200 N no cabo da alavanca.80 n~r I mm mm mm A escada simétrica de 20 kg está montada sobre rodas.80 4. Para uma carga L = 12 kN.J3N 4. transmitida à viga F. com o centro de massa a 680 mm da linha vertical central.78 4. calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino em E. A articulação no topo da escada está sobre a linha de centro das suas pernas.81 A 4. calcular a tração T na ligação AB. Resp.75 kK . A massa da viga central F é de 40 kg e a de cada roda com o respectivo eixo é de 35 kg. Na armação carregada.79 A figura representa uma suspensão dianteira. com eixo duplo.132 / ESTÁTICA E t 4. 4. A = 1.78 A mandíbula móvel D da prensa articulada desloca-se com atrito desprezível ao longo da coluna vertical fixa.76. T= 231 N Probl. A = 833 N x Probl. 4. Calcular a força de compressão R exercida sobre o cilindro E. calcular a força total de cisalhamento suportada pelo pino A. e calcular as componentes x e y de todas as forças atuantes sobre cada um dos dois membros da máquina. usada em pequenos caminhões. no sentido horário. 4. Se uma pessoa de 90 kg ficar em p~ no degrau em C.77 Substituir a força de 200 N em E. Ey = 25.4m 50 kg Probl. 4.76 4.4m Probl. encontrar as componentes x e y das forças em A e em C. Ex = 25 N. Resp.81 k--l. R = 966 N. Resp.

Sabendo-se que o braço e a rodaAO têm em conjunto 50 kg com centro de massa em G. Se for necessário um torque (momento) de 60 N • m.88 Probl. P= --2Fe C{I-{. de um pistão hidráulico carregado.7 kN ---------1 L--750mm~ Probl. por meio da árvore B. equilibrada. localizada no nariz do avião. 4. A = 44. 4. Se o trem Probl.85 Determinar a força de compressãoP. é recolhido aplicando-se um conjugado M na barra BC.84 O trem de aterrissagem do avião consiste de uma mola. em função da força F aplicada nos punhos da máquina de rebitar. 4.87 Determinar a força suportada pelo pino C da estrutura carregada. Resp. 4.84 . 4. em seu eixo fIxo O. calcular a força total que o pino A suporta.83 O conjunto da roda dianteira. Resp. N Probl.4. C= 2 160 N Calcular a intensidade da força suportada pelo pino A da armação carregada.86 O dispositivo mostrado é um tipo ajustável de chaye.ESTRUTURAS I 133 move-se ao longo da pista à velocidade constante. na qual os pinos A e B se ajustam nos furos na face do disco que está para ser montado. com a roda suportando uma carga constante. conforme se vê na fIgura. 4.86 m A a de ma a A. do cilindro D e de dois elos OB e CB articulados.82 4. quando a força aplicada P tem o valor necessário. calcular o valor de M necessário para recolher a roda no momento em que D está diretamente debaixo de B com o ângulo () = 30°. Resp. calcular a força em cada um dos pinos A e B. em tomo de O. N 4. de 24 kN.) e F F Probl. pllJ:a apertar o disco no eixo.85 N 4.83 4.

E = 36. 4.92 A caçamba é controlada pelos três cilindros hidráulicos e.90 O guindaste portátil mostrado é usado para içar materiais de construção ao teto de . e poder mantê-Ia na posição mostrada. 4. uma força de 400 N.91 Probl.9~ G IF Probl4.18 kN E ~O. C = 908 N / 100 ---±-.90 Calcular o esforço cortante Q. Desprezar os pesos das peças e calcular as forças suportadas pelos pinos em A e E. Resp. sendo o ângulo e = 30°. na alavanca do tambor. independentemente. na posição particular mostrada. que atua na roda. Resp.87 ( ~ 4. para equilibrar o torque resistente M.um edifício. onde a barra RE é perpendicular aAR e CE. Se uma força F. Resp.89 4. Para uma dada força aplicada.134 I ESTATlCA 1 600N 'F c sa em G. Probl. Probl. 4. pode aplicar uma força horizontal P = 10 kN.89 O braço CE e a roda dentada estão montados.91 Probl. aplicado à barra.88 4.7lli 4. no eixo do braço AR. Resp. suporta uma carga de 90 kg. calcular a intensidade da força suportada·pelo pino emA. 4. quando atuar no punho da alavanca. em C. Q = 13.. A = 1 727 N • E :tüDJ ~o'mlo. É necessário aplicar um torque Mo = 30 N 'm.4 kN. Calcular a intensidade da força correspondente que atua na extremidade C do braço EC. A = 22. O guindaste tem massa de 50 kg e tem centro de mas- . determinar o valor de e que fornece o maior esforço cortante. no mesmo eixo.

na qual BA é perpendicular a OAE e a barra DC é perpendicular a AC. A = 64.8 kN. F= 131. A posição do raspador é controlada por dois cilindros hidráulicos EF. R = 59. Determine a compressão P no cilindro hidráulico BE e a intensidade da força suportada pelo pino em A. Para a posição particular mostrada.ESTRUTURAS I 135 l.5 kN ProbL 4. Todas as dimensões estão indicadas na figura. um em cada lado da máquina. E= 40.9 kN 4.5 Mg e é içado pela plataforma B. H= 113. Desprezar a massa do cilindro e das barras. Resp.4.9m T 4. para a posição particular mostrada.0 kN Detalhe do mecanismo para içar a carroceria Dimensões em milímetros ProbL 4. Calcular a compressão F. tem massa de 24 Mg e centro de massa em G •. de massa 2 Mg.93 o mecanismo para içar a carroceria de um caminhão basculante está mostrado em detalhe na figura.2m f' 1 ProbL 4. A carroceria basculante e sua carga têm massa de 9 Mg.93 s N A figura mostra um dispositivo especial para erguer seções verticais de uma torre em construção. e a intensidade da força que atua em cada um dos pinos em H. em cada um dos cilindros.92 Probl. Supor que as rodas sejam livres para girar de modo que não há componentes horizontais de força sob as rodas.0 kN. A plataforma é guiada pelos roletes sobre a coluna vertical fixa e acionada pelo cilindro hidráulico CD e pelas barras EDF e FH.95 . P= 119.95 O. totalmente carregada. Resp. calcular a força R exercida pelo cilindro hidráulico em D e a intensidade da força sUportada pelo pino em E. Resp. com centro de massa em G.7 kN.94 A unidade motora A do trator ra~ tem massa de 4 Mg e centro de massa em Gl' A caçamba-raspadora B rebocada. O conjunto A tem massa de 1. situados um em cada lado do reboque.

Contudo.. Ax =Ay =By = Dy =Ex =Fx = 1. As uniões em A.25 kN Dimensões em milímetros Probl. . y e z de todas as forças que atuam em cada elemento da armação espacial carregada conforme mostrado. D e G podem ser tratadas como uniões-rótula. já familiares.98 A estrutura em forma de A mostrada na figura. y e z de todas as forças que atuam em cada uma das três partes do mecanismo mostrado. 4. Não foi necessário desenvolver nenhuma teoria nova pois as soluções foram enco tradas apenas com o traçado do diagrama de corpo livre e aplicando as equações do equilíbrio. y e z de todas as forças que atuam sobre cada membro da armação.5 kN Cx = Cz =5 =O Probl. Calcular as componentes x.97 Calcular as componentes x.7 . A corda enrolada em torno do disco menor aponta para a direção x e o impede de girar. Os dois discos estão rigidamente montados no eixo. as estruturas que foram tratadas neste Capítulo proporcionaram a oportunidade de desenvolver uma abordagem sistemática para uma classe de problemas mecânicos que ocorrem fre<lüentemente.Fz = kN. Trate todas as uniões como tipo rótula e despreze o peso de todos os membros. C.98 4. Pode-se desprezar o peso dos elementos comparados com as cargas transmitidas.136 I ESTÁTICA 4. Os aspectos mais essenciais da análise destas duas classes de estruturas estão revistos nos passos apresentados abaixo. E e F. e (b) armações e máquinas.97 4. Bx=Bz =Dx =Dz =Ez =.4.96 4. Az 2. B.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Neste Capítulo aplicaram-se os princípios do equilíbrio a duas classes de problemas: (a) treliças simples. tem dois pinos. Probl. A ligação CG é a única barra. 4.96 Calcular as componentes x. Resp. sendo que o maior deles tem uma força de 300 N atuando na corda a ele enrolada e orientada para a direção negativa do eixo y. que permitem que ela gire em torno do eixo y mas não oferecem resistência a forças nesta mesma direção.

for uma unidade não rígida (que possa sofrer colapso).ESTRUTURAS / 137 (a) Treliças simples 1. as forças internas têm sempre a direção dos seus respectivos membros. As treliças simples são construídas em tomo de uma unidade rígida básica. 5. 7. 5. ~mente. somente se considera aquele que está em tração. os nós podem transmitir forças. m m a . que tenha componente na direção da terceira barra. no caso das espaciais. geralmente sob condições estáticas. 2. e do tipo união-rótula. 4. a menos que se aplique uma força externa. O método das seções utiliza o corpo livre de uma seção completa de uma treliça. a análise das reações externas não pode ser completada antes da estrutura ser smembrada. O mesmo procedimento para analisar armações. significará que esta nova barra terá força nula. envolvem uma ou mais partes móveis. ou. Portanto. determinadas. em geral. Se duas barras carregadas forem colineares em um nó. pelo menos. Somente serão consideradas aqui armações e máquinas estaticamente te como internamente. As treliças simples são compostas de barras. 10. As armações são estruturas projetadas para suportar cargas. dois no caso de treliça plana e três nas treliças espaciais. A análise deve iniciar por um nó onde. uma força seja conhecida. incapazes de suportar compressão. isto é. 8. se uma seção cortar mais do que três barras cujas força~desconhecidas. no caso de treliças planas. no caso de treliças espaciais. no caso de treliças planas. estruturas que contêm um ou membros sujeitos a mais de duas forças. e o painel permanece estaticamente determinado. As treliças são estaticamente determinadas internamente quando são construídas da forma descrita no parágrafo 2 acima. onde os membros internos não excedem aqueles necessários para evitar o colapso. ligadas nas suas extremidades e capazes de suportar tração ou compressão. tanto externa- s · . Quando dois membros são as diagonais de um painel quadrilátero. quando seus suportes ernos são removidos. e são membros flexíveis. a análise iniciará computando as reações externas sobre toda a unidade. como um todo. envolve o equillbrio de um sistema de forças não concorrentes. 2. duas forças desconhecidas. como um todo. três forças desconhecidas. Se uma armação máquina. ligando-os aos nós existentes e unindo suas extremidades para formar novos nós. As armações e as máquinas são estruturas de múltiplas forças. 6. quando são removidos seus rtes externos. de forma triangular para treliças planas e de tetraedro para treliças especiais. contendo dois ou mais nós e. no caso de treliças planas. · · . e que tenha. O veto r que representa uma força atuando sobre um nó ou uma seção é desenhado do mesmo lado do nó ou da seção em que está a barra que transmite a força. 9. a tração é 'indicada por uma seta saindo do nó ou da seção e a compressão é indicada pela seta apontando na direção do nó ou da seção. 3. 11. Com esta convenção. Em geral. no máximo. Algumas estruturas podem ser classificadas em ambas as legorias. Se uma armação ou máquina é uma unidade rígida. Portanto. aplica-se às máquinas. com direção diferente das outras duas. As cargas externas sobre treliças simples são aplicadas somente nos nós. a inclusão de uma terceira barra neste nó. A equação de equillbrio dos momentos é de grande auxílio no método das seções. A a s N (b) Armações e máquinas 1. a solução não poderá ser encontrada pois existem apenas três equações independentes do equihbrio. As treliças são estaticamente determinadas externamente quando os vínculos externos não excedem os necessários para manter uma posição de equillbrio. As 'quinas são estruturas que transformam forças e momentos de entrada em forças e momentos de saída e. mas não momentos. As unidades adicionais de uma treliça são formadas incluindo novos membros. 4. que não sofre colapso. Suponhamos que os nós nas treliças simples são do tipo pino. 3. no máximo. O método dos nós utiliza as equações do equilíbrio das forças em cada nó.

4.101 E F 3m G P Probl. conforme mostrado. que atuam sobre a treliça da ponte.102 4.1 kN C CD= 6.103 > I 4. do contrário. PROBLEMAS PARA REVISÃO 4. As equações de equihbrio de forças e de momentos são aplicadas aos membros à medida que for sendo necessário calcular as incógnitas desejadas.104 Calcular as componentes x e y das forças atuando em A e em C.7 kNC GD=O c A B 4kN Probl. Resp. . As forças atuando nas conexões internas das armações e máquinas são calculadas desmembrando a estrutura e construindo um diagrama de corpo livre separado para cada parte. com o mínimo de cálculo.103 Cada uma das três cargas L.99 Uma armação usada para testar a resistência à compressão de blocos de concreto. 7. DF = 825 kN C I' J I 4painéisde5m H G 'IF Awm1 40kN 60kN r F Probl. BH= 47. O princípio da ação e reação deve ser rigorosamente observado.'? co::. Resp. 4. usando um diagrama de corpo liVre do membro rígido ABe.138 I ESTATlCA 6. na armação carregada pelo conjugadoM=40N·m. certamente ocorrerão erros. de quatro barras de compressão e de três barras externas.100 P 3m 3m Calcular as forças que atuam nas barras BH. I< L 12 painéis de 6 m L L Probl. Determinar as forças nos membros EG e DF. Resp. EG = 600 kN T. é de 200 kN. 4. pois. em seu nó comum K.101 Determinar a força que atua em cada barra das duas treliças que suportam a carga de 10 kN. 4. 4. carregada pelas forças de 40 e 60kN. em termos das forças aplicadas P. BG = 8 kN C 4. se compõe de quatro sapatas de pressão. CD e GD da treliça. disposta como um quadrado. iA S o b .102 Calcular a força no membro BG. que atua sobre cada lado do bloco de concreto quadrado. Expressar a força compressiva C.99 4. p \~ b b r Probl.100 ~ 4.

que conecta a unidade tratora H ao trem de aterrissagem J de um grande avião. carregada. com centro de massa em G. 4.107 4.:: 37. Indicar. Probl. A treliça é estaticamente determinada? Resp.108 4.108 Determinar a força que atua na barraAC em função da carga m suportada pela treliça.107 Determinar a força que atua na barra GL da treliça da torre. pelo método dos nós. que é atuado por uma pequena bomba manual (não mostrada).4. GL:. O ajuste da altura do gancho F. está mostrada na flgUIa. Para a posição nominal mostrada das barras do triângulo ARC.105 4. para posicionar a barra de reboque. C H AB=AC=500 750 600 200 Dimensões em milímetros Probl. Resp. AC = mg/3. O conjunto tem massa total de 50 kg em centro ~e massa em G e está suportado pelo pino E do trator~ Resp. Todos os ângulos águdos internos são de 30° ou de 60°. m B Probl4.109 Probl. Calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino emE. dois métodos que .ESTRUTURAS I 139 4.104 4.106 Verificar o fato de cada uma das treliças carregadas mostradas ser internamente instável (nãorígida). na extremidade da barra de reboque. P = 298 N .4.5 kN T Probl. no mínimo. é obtido através do cilindro hidráulico CD. calcuIai a força P fornecida pelo cilindro ao pino C.105 Uma barra ajustável de reboque. 4.106 O topo de uma bancada retrátil tem massa de 50 kg.

achar a força de compressão I1Z haste do cilindro hidrá~co lL e a força cisalhante suportada pelo pino.) Resp. Se o guindaste estiver içando um tronco de massa igual a 2. por meio do acréscimo de uma ou mais barras. Os pesos próprios das peças podem ser desprezados diante das cargas que suportam. calcular as forças que os pinos A e D suportam.·.113 4.111 Na posição particular representada. O pino A aloja-se no orifício existente na estrutura que contém o parafuso que vai ser apertado.109 Probl. normal à linha AB. 4. projetada para ser utilizada por um tripulante de nave espacial. M= 7. ~As dimensões são as que aparecem na figura. sem introduzir redundância.. devidas ao peso do tronco.·.111 4. A reação contra o pino A estabelece a característica "antitorque" desta ferramenta. Resp. R = 137. nesta posição particular.1 Probl. . Resp. 4.~ 100 kg com uma força P aplicada no punho C.5 kN. A = 173. não exige plataforma fixa contra a qual se poderia apoiar.112 A caçamba de uma escavadeira tem a capacidad= de 4 m 3 e está sendo utilizada para transportz: material com a massa específica de 2. Para uma força P = 150 N. o soquete gira em um só sentido. ~. ao fazer o esforço para apertar um parafuso. manivela. 4. e a reação externa R contra o pino A. 4.-. Um guincho de armação A suporta uma carga c.·..88 N'm. sob a ação de uma catraca. A = 247 b'\ 40 12Q mm P Dimensões em milímetros p f~w: A'Y~">.0 kN. L = 52.110 Uma chave"antitorque". D = 87. A máquina é simétrica em relação ao plano vertical.140 I ESTÁTICA assegurem estabilidade interna (rigidez) a cada treliça. as lanças AF e EG do empilhador de troncos estão em ângulo reto e AF é perpendicular a AB.5 Mg. (Um dos lados da chave é usado para apertar o parafuso e o lado oposto para afrouxar. emA.110 4.. central e longitudinal e tem dois conjuntos de alavancas iguais ao mostrado na figura.6 Mg/m' . calcular o torque M transmitido ao parafuso.4ld' H G F H G F H G F F E D ~ (c) (d) Probl. p~ a posição particular apresentada.· . para o punho da manivela na posiçi:= vertical mostrada.0 N 4. Calcular as componentes x e y de todz as forças que atuam em cada uma das três barra da armação. Por meio de movimentos sucessivos de oscilação do cabo que comanda a engrenagem.112 I Probl. em que o braço EB é horizontal..

90 kN z I I x 100 kg I D~e~sões . As conexões podem ser consideradas como rótulas.ESTRUTURAS I 141 o N duas forças mostradas. 4.114 Calcular a força total que atua sobre a peça BD. 4. Resp.114 m3• ara aço na anméngiuali das rgas kN = D. D = 4. milImetrosem 1200 -+-1200 Proo!. Probl.113 x de ar 4. ~ "trot"" m:5ionm =-" p'''' ga d= o ~ todE! arrZ! siçãz .

5 FORÇAS mSTRlBUIDAS 5. na seção transversal. tal como a distância' entre as rodas.-é aplicada sobre uma área de contato. Se. tratado como um todo.1 q c a . ou ao longo das linhas de ação. não provocari dúvidas qU!ll1dose estão analisando as forças atuando no carro.INTRODUÇÃO Nos capítulos anteriores todas as forças foram consideradas como concentradas e representadas por mei.1 . da maneira indicadE.lb. conforme mostrado na Fig. a força exercida pelo pavimento de uma entrada sobre o pneu de um automóvel. a força de contato entre uma esfera de aço endurecido e sua pista de rolamento. será aplicada sobre uma área de contato fmal. uma vez que wna força real 'aplicada ao corpo é distribuída sobre UIl12 área ou volume fmito. considerada uma força concentrada. internamente. se . não deve haver dúvida em tratar-se das forças como concentradas. Realmente. que pode ter UIl12 dimensã'o apreciável. na realidade distribuídas por sua resultante R.. por outro lado. o Interesse estiver em encontrar a distribuição interna das forças no material corpo. 5. ao analisar seus efeitos externos sobre um corpo. Mesmo no caso de um manca:.o pneu for macio.1 c) são aplicadas en: uma área real de contato entre o pino e o furo e. não existem forças "concentradas". no exato sentido da palavra. cujas dimensões. Nestes exemplos e em outros semelhantes. naturalmente. 5. então a substituição das forças de contato. como mostrado na Fig.1a. Por exemplo. As forças aplicadas sobre uma barra de uma treliça (Fig. de rolamento carregado. nas vizinhanças do ponto de contato. Quando a dimensã'o b da área de contato é desprezível comparadiõ com as outras dimensões pertinentes. qualquer. 5. de vetores nos pontos de aplicação. são extremamente pequenas.5. como um todo. onde as tenSÕes e as deformações internas podem ser aprec" Detalhe na zona de contato ~ ~ c R (a) (b) pC c (c) R I I Fig.

e m .2b). sem dúvida. 5.. no SI.2c. a intensidade w do carregamento é expressa como força por unidade de comprimento da linha. a unidade de libra por polegada quadrada (lb/in2). o . requer que se leve em consicferação a força gravitacional distribuída ao longo de toda a estrutura. A Seção A deste capítulo trata da determinação do ponto do corpo no qual atua a resultante da força gravitacional. e tensão. Esta unidade é. somando-se os efeitos das forças distribuídas sobre toda a região. quando se trata de forças fluidas. para tensão. e forças distribuídas de fluidos atuando sobre superfícies expostas. o megapascal. A intensidade da força gravitacional é o peso especifico pg. como a da Fig. que é igual a 103Pa. o quilopascal (kPa). A unidade básica para pressão ou tensão. que atua sobre todos os elementos da massa de um corpo. mais comumente no caso de pressão fluida. A unidade para . a determinação das forçqs sobre os suportes de uma estrutur~pesada em balanço. é o newton por metro quadrado (N/m2). em geral. Uma força distribuída sobre o volume de um corpó é conhecida como força de corpo. como é o caso de uma carga vertiCal continua. Distribuição Linear. obrigando o conhecimento da força em qualquer posição~ Estes tipos de problemas caem. Para isto. a u 'Distribuição por Área. em três categorias.FORÇAS DISTRIBUfoAS I 143 veis. deve-se levar em consideração a distribuição real das forças. Quando uma força é distribuída ao longo de uma linha.2 As forças de corpo devido à atração gravitacional da Terra (peso). Por exemplo. não se pode tratar a carga como sendo concentrada. . que é igual a 106 Pa. o - ~J (a) (b) . Este tipo de problema requer um conhecimento das propriedades do material e pertence a áreas mais avançadas da resistência dos materiais e das teorias da elastiCidade e da plasticidade. quando é o caso de forças distribuídas internamente em sólidos. A Seção B ao capítulo trata de problemás importantes e especiais sobre forças distribuídas que atuam em vigas e em cabos flexíveis. O sistema inglês usa. muito pequena para a maioria das aplicações. ~ Distribuição por Volume. t t t Fig. Quando uma força é distribuída sobre uma área. onde p é a densidade (massa pór unidade de volume) e g é a aceleração devida à gravidade.' '. são. como é o caso da pressão hidráulica da água contra a face interna de uma seção de represa (Fig. e. sendo empregado. contudo. tanto para pre~São fluida como para tensão mecânica. Esta intensidade é conhecida como pressão.2a). que é também chamado pascal (pa).' (e) . pg é (kg/m3) (m/s2) = N/m3 no SI.5. mas sim considerar a sua distribuição real. 5 . A força de corpo mais comum é a força de atração gravitacional. as forças distribuídas mais comumente encontradas. Quando as forças são aplicadas sobre uma região cujas dimensões não são desprezíveis comparadas com outras dimensões pertinentes. são empregados procedimentos de integração matemática. suportada por um cabo suspenso (Fig. a intensidade é expressa como força por unidade de área.(1lb/in2 = 6 895 Fa). em newtons por metro (N/m). 5.

entretanto. a mamenta da pesa elementar.-- --. desta supasiçãa a canceita de um centro.3 Fig. da resultante. que a mamenta em tarna de qualquer eixo. em tarna deste eixo.. agara. CENTROS DE MASSA E CENTRÓIDES 5. Assitn..144 I ESTÁTICA SEÇÃO A. rigarasamente falando. não. exatamente. canstante sabre a carpa. gravitacianal da Terra. z I I I I I I I ~I w (a) (b) (c) "" 1'" "" "x --r-. da Terra. da tração. cama as partículas cansideradas estão.5. e é dada pela sarna W = J dW. desde que se trate de carpas de dimensões pequenas diante das dimensões da Terra. suspendenda-se o·carpa par autras pantas. as linhas de ação. a expressão. cama B e C. Estas cansiderações levam ã canclusãa de que. Esta resultante será evidentemente calinear cam a carda. a pasiçãa da centro.CENTROS DE MASSA Cansidere um carpa tridimensianal de qualquer tamanha. a linha de ação. Ainda mais.. canearrentes e. da mamenta em ta ma da eixo.Cam a substituição. Este samatória de mamentas deve ser igual ao. marcanda-se. das mamento. a intensidade da campa de farça terrestre não. langa de sua linha de ação. tem valar prática. de gravidade única. Para tadas as fms práticas. au farças de carpa. partanta. fazenda-se um fura de diâmetro desprezível. pela tearema de Varignan.~ --Y (a) (b) Fig. A resultante das farças gravitacianais que atuam sabre tadas as elementas é a pesa da carpa. canhecida cama centro de gravidade.eça. na corda. decarrente da atração. Para defmir. de que as direções das farças gravitacianais que atuam sabre as partículas da carpa diferem ligeiramente. matematicamente.3. nenhum centro. da resultante W das farças gravitacianais é igual ã sarna das 'mamentas. pade-se escrever uma equação. 5. Repete-se a experiência. de W = mg e dW = g dm. tal camaA.4a). que atuam sabre ta das as partículas da carpa. são. e a sarna destesIT\amentas para tados as elementas da carpa é Jx dW. em cada casa. que estabel.4 A análise exata. é x dW. de gravidade única. par exemplo. por exemplo.mamenta da sarna Wx. das resultantes da atração. Supanha-se. a diferentes distâncias da Terra. tanta não. cancarrentes em um panta. levaria em canta a fato. Se ele estiver suspensa. serão. parque canvergem para a centro.s para as três eixas vem a ser: y= _ J ydm m z= . existe. pade-se supar um campa unifarme de farças paralelas. de gravidade G de um carpa qualquer (Fig. farma e massa. entre. é.2 . e da resultante W da gravidade. estas linhas de ação.. terrestre não. a carpa estará em equilíbrio. Se far aplicada a princípio. das farças gravitacianais dW que atuam sabre tadas as partículas cansideradas cama elementas infmitesimais da carpa. cama é mastrada na Fig. 5. sab a ação... S.. nas experiências acima descritas. que sua pasiçãa seja marcada. par uma carda em um panta qualquer. Isto. ao. resultando. y. de atração.em tama da mesma eixo. cama anteriarmente.

Estas expressões seriam. que trata da Dinâmica. uma vez que não atuariam forças gravitacionais sobre o corpo.1). ele ainda possuiria seu centro de massa único. que é uma linha de simetria.2) A massa específica p de um corpo é sua massa por unidade de volume.4b.5.1) podem ser expressas em forma vetorial com o auxl1io da Fig.3) defmem a posição do centro de massa. S.3) As Eqs. coordenadas polares são úteis para corpos de formato circular. será necessário considerar esta variação no cálculo dos numeradores e dos denominadores das Eqs. em geral.. Contudo. O termo centr. o cálculo da posição do centro de mássa pode ser simplificado por meio de uma escolha inteligente dos eixos de referência. contanto que o campo gravitacional seja tratado como uniforme e paralelo.iY + k:Z. maS poder ser expresso como função das coordenadas do corpo. S.1) são as componentes da equação vetorial única (5. a massa de um elemento diferencial de volume dV vem a ser dm = p dV. •. e o produto de m pela coordenada correspondente de G representa o momento da soma. escritas: f xp dV y= f ypdV f pdV z =---- f zp dV (5.2) e (5. é mais corretamente usado. Um outro indício importante pode ser tomado das considerações de simetria. Na maioria dos problemas. sobre està linha ou plano. (5. Assim. evidentemente.1). No caso de p não ser constante em todo o corpo. Esta classe de problemas é discutida detalhadamepte no volume associado. uma vez que os momentos devidos a elementos simetricamente localizados sempre se 'cancelarão. (5.o de massa por outro lado. (5. tanto quanto possível. Não tem sentido falar do centro de gravidade de um corpo que foi removido do campo gravitacional da Terra. as equações dos limites. É absolutamente correto usar-se o termo centro de gravidade. o centro de massa G do cone circular reto homogêneo da Fig. As Eqs. deve ser escolhido um eixo ou plano de coordenadas para coincidir com esta linha ou plano. Os eixos. Assim. r = ix + jy + kz e = iX + .. e o corpo pode ser considerado como composto de pares destes elementos.. sempre que se fizer referência ao efeito das forças gravitacionais sobre um corpo. Assim. Sempre que houver uma linha ou plano de simetria. as Eqs.5a estará em algum ponto sobre o seu eixo central. Portanto. (5. sempre. quando se fizer referência à influência da distribuição de massa sobre o efeito dinâmico de um corpo submetido a forças não equilibradas. O centro de massa da metade do cone circular reto está (bi (ei Fig. onde a massa elementar e o centro de gravidade G estão localizados por seus vetores de posição respectivos. o mesmo do centro de' gravidade. devem ser localizados de modo a simplificarem. ---FORÇAS OISTRIBUi'OAS / 145 r o numerador de cada expressão representa a soma dos momentos. então. (5.5 . cujo ponto é. O centro de massa situar-se-á.

As expressões remanescentes definem uma propriedade puramente gométrica do corpo. 5. não coincidirão. (5. No caso de uma barra delgada ou de um fio de comprimento L. O termo centróide é usado quando o cálculo diz respeito somente à forma geométrica. podem ser: x=---L f xdL f ydL \ Y= -L- _ J zdL z=--L (5. 5. se a densidade variar. somente duas coordenadas exigirão cálculo.3) e. quando ela existir. e das Eqs. Novamente. Se p e A forem constantes sobre todo o comprimento da barra. se cancelarão.5c está sobre os dois planos de simetria e. o corpo se aproxima de um segmento de linha. real. portanto.146 / ESTÁTICA sobre o seu plano de simetria.não se situará sobre a linha. as coordenadas do centro de massa do corpo também vêm a ser as coordenadas do centróide C da área da superfície. em geral.6 (b) Áreas. ÁREAS E VOLUMES Sempre que a densidade p de um corpo for inteiramente uniforme. t. as coordenadas do centro de massa vêm a ser também as coordenadas do centróide C do segmento de linha. pode-se escrever: y= f ydA A (5.3 . usa-se o termo centro de massa. está situado na linhaAB. (5. Se a densidade for uniforme por todo o corpo. área ou volume. tal como o plano x-y. em geral. Fig. 5.6). portanto. (a) Linhas. Existem três categorias distintas de cálculo de centróide. 5.1). Quando se fala de corpo físico.1. as posições do centróide e do centro de massa serão idênticas. 5. ao passo que. conforme mostra à Fig. Quando um corpo de massa específica p tem uma pequena espessura. o centróide 9.1). A localização de G é sempre facilitada pela observação da simetria. e se aproxima de uma superfície de área A (Fig. então dm = pt dA. e dm = pA dL.CENTRÓIDES DE LINHAS.5. 5. que. O centro de massa do meio anel da Fig. dependendo de como a forma do corpo puder ser modelada como linha.4) Deve-se notar que. das Eqs. estes dois pontos. se p e t forem constantes sobre toda a área. uma vez que não fazem referência a qualquer propriedade física. Se a barra se situar em um plano único. ela será um fator constante nos numeradores e denominadores das Eqs. área da seção tranversalA e densidade p (Fig.5) .5b.

5. de área dA = I dy. e as coordenadas do centro de massa também vêm a ser as coordenadas do centróide C do corpo. a fim de cobrir toda a figura. Novamente aqui. A densidade p é cancelada se ela for constante em todo o volume.6) (d) Esco/h. somente as coordenadas neste plano serão desconhecidas.3) ou (5. Assim. por exemplo.~---. o elemento tem um peso dm = p dV.7 Os numeradores das Eqs. No caso de centros de massa e de cerrlróides. no Apêndice A. Das Eqs.s. (5. entos de inércia de áreas. (1) Ordem do Elemento. a principal dificuldade de uma teoria está mUitb mais nos procedimentos para aplicá-Ia do que nos seus conceitos.. se a área da superfície for curva como uma concha. como está ilustrado na Fig. um elemento horizontal de l. Para um corpo qualquer de volume Ve massa específica p.5..1) elas vêm a ser: J ydV y= V (5. 5. o conceito do princípio dos momentos é muito simple. a dificuldade reside. principalmente.5) são conhecidos como primeiro momento de área. (5. Se a área for uma superfície plana. Existem cinco pontos importantes que devem ser especialmente observados. _----FORÇAS OISTRIBUfoAS I 147 Fig.8a. Como oGorre freqüentemente.8 * O segundo momento de área (momento do primeiro momento) aparecerá posteriormente.dQ Elemento para Integração.7. na escolha do elemento diferencial e na definição da integral. O IY IY I I (a) (b) Fig. * Todas as três coordenadas estarão envolvidas. (c) Volumes. 5. de modo que seja necessário apenas uma única integração para cobrir toda a figura.a ordem. o centróide C da superfície curva em geral não se situará sobre a superfície.a ordem no lugar de elementos de ordem mais alta. na Fig. no plano x-y. na apresentação de . Sempre que possível deve-se ter preferência por selecionar um elemento diferencial de l. irá necessitar de apenas uma única integração com respeito a y.

(2) Continuidade. o braço de momento y c.148 I ESTÁTICA elemento de 2.a ou de 2. 5. I I I ". y --x -. . a faixa horizontal da Fig. Como um segundo exemplo.11 (5) Coordenadas do centróide do elemento. zados quando comparados com os termos de ordem elemento de área sob a curva da Fig. irá obrigar a resolver duas integrações separadas. 5.5. o braço de momento Zc ao centróide do elemento é o mesmo que a coordenada z do elemento. Portanto. em x = Xl' (3) Simplificação de termos de ordem elevada.12a..8b. No caso Os termos de ordem elevada podem sempre ser despremais baixa (veja o item 1.. (4) Escolha das coordenadas. o momento de dA em torno do eixo y é Xc • dA. que requereria três integrais trabalhosas. devido à descontinuidade na expressão da altura da faixa.10.lla são melhor descritos em coordenadas retangulares.7).a ordem. 5. Observe que Xc não é o x que descreve os contornos da área. enquanto que os de setor circular da Fig. onde Xc é a coordenada x do centróide G do elemento.1O y I I Ir] liJ I . dV = dx • dy • dz. onde foi escolhido o elemento de 1.9.8a é preferível à faixa vertical da Fig. 5.. Sempre que possível. para a faixa horizontal de área da Fig.a ordem dA = y dx e é desprezado o limite naturalmente não haverá erro.a ordem. Como regra geral. ao invés de escolher um elemento de 3. é essencial empregar as coordenadas do centróide do elemento para representar o braço de momento na equação do momento do elemento diferencial. que se for usada.'1 '1> y I I r --x ! 8 --x (a) (b) Fig. a faixa vertical do pelo termo de 1.cone sólido da Fig. escolhe-se o sistema coordenado que seja mais adequado ao contorno da figura. dx • dy. requer duas integrações para cobrir a figura.j rdx Fig. ao longo de toda a figura.1I . 5. neste elemento. O braço de momento para o elemento na direção x é a distância Xc ao centróide da face do elemento e não a coordenada x do contorno do elemento." I . que requer somente uma integração. Assim.5. Porém. Por outro lado.l1b são mais adequados para coordenadas polares. na direção z.a ordem.a ordem da forma de uma fatia circular. 5. Quando se adota um elemento diferencial de 1. tome o . a primeira em relação ax e a segunda em relação a y. Assim. deve ser selecionado um elemento que possa ser integrado em uma operação contínua. de volume dV = rrr2 dy. 5 . se confunde com as coordenadas y dos dois contornos. Como um exemplo mais avançado. na direção y.l2b.5. tendo como elemento de volume a fatia semicircular de espessura diferencial. é dada triângulo de segunda ordem de área -+ dx dy.9 Fig. considere o meio cone sólido da Fig. os contornos da área da Fig. Assim. 5.

serão aplicáveis. onde a densidade (massa específica) foi cancelada. (5. nos numeradores.5.4. Neste ponto. é de valia para o estudante verificar se compreendeu claramente os princípios dos momentos (teorema de Varignon). (5. 5. O reconhecimento do princípio dos momentos assegurará a utilização da expressão correta para os braços de momento xc.5) e (5.5) Z=--e J Zc dA A ) X= y= _ J Yc dV (5. são sempre as coordenadas dos centróides dos elementos particulares escollúdos. mantendo em mente o aspecto físico do princípio dos momentos.6) V J z Zc dV = V o subscrito c serve para lembrar que os braços de momento que aparecem nas integrais das expressões para os mome. do Apêndice C. pode-se reescrever as Eqs.FORÇAS OISTRIBUfoAS f 149 Y /' /' /' (a) Fig. as Eqs. que foi apresentado no item 2.5) e (5. Yc e Zc do centróide do elemento diferencial escolhido. também. As Tabelas C3 e C4. é pouco provável que ocorra um erro no estabelecimento da matemática necessária. aos corpos físicos homogêneos.4a. . Mantendo sempre em mente a equivalência entre o momento do peso resultante W e a soma (integral) dos momentos dos pesos elementares dW. (5.4).6).12 Tendo em vista esses exemplos. apresentam um sumário das coordenadas de centróides de algumas formas usualmente empregadas. É importante que o significado físico desse princípio seja reconhecido na sua aplicação ao sistema de forças-peso paralelas mostrado na Fig.ntos.6) na seguinte forma: x = A J y= Yc dA A (5. que são relações geométricas. Além disso.

e a coordenada x do elemento é r cos e. 1) Escolhe-se uma faixa diferencial de área x dy. Escolhendo-se o eixo x como o eixo de simetria. r sen a x=--a Para uma semi-circunferência 2Ci= 11'. (5.y) = b/h. quando a medida é feita como mostrado.150 / ESTÁTICA Problema Resolvido 5.1 Centróide de um arco de circunferência. Considera-se o eixo dos x coincidindo com a base. (5. vê-se imediatamente que este resultado também se aplica ao arco de 1/4 de circunferência.Por simetria.•.:: o elemento de área de l. de integração y.4) e entrando com L = 2Cir. Localizar o centróide da área de um triângulo de base b e altura h. Nota: <D É claramente evidente a preferência no us: de coordenadas polares no lugar de coorcL"'nadas retangulares para expressar o comprimento de um arco de circunferência. Notel[~ dA deve ser expresso em termos da variá•. Solução.a ordem. vem: [Lx= J xdL] (2ar)x = J" -a (r cos 8)r 2arx de = 2r2 sen a Resp. tem-se y = O. Localizar o centróide de um arco de circunferência como o mostrado na figura. Pela semelhança de triângulos. x/(h .Ili.Jo rh 2 Y y b(h h- y) dY _ bh2 6 Nota: <D y= 3 h Economizamos aqui uma integração usa. Solução. Aplicando a primeira das Eqs.5) dá: [Ay e = J ycdA] bh __. o que dá:X = 2r/1I'. ser necessário x = f (' . Problema Resolvido 5. Um elemento diferencial do arco tem um compri1) mento dL = r de. Aplicando-se a segunda das Eqs. daí.2 Centróide de uma área triangular.

O raio do anel é r o e a sua espessura é dr o' de modo que a sua área é dA = 2roadro' A coordenada x . como anteriormente.5a) fornece: ---x [Ax= JXc~ -('7Tr2)x 2a 2'7T r2ax x = Ir (rosen --o a a) (2roa dro) = ~r3 sen a 2 r sena =---3 a Resp.FORÇAS OISTRIBUrOAS I 151 Este mesmo resultado se mantém em relação a qualquer dos outros dois lados do triângulo considerados como uma nova base com a altura correspondente. tem uma área dA = (r/2) (r dO). Escolhendo-se o eixo dos x como o eixo de simetria. y é automaticamente igual a zero. uma vez que a distância deste ponto a qualquer lado é igual a um terço da altura. a primeira-!ias Eqs. conforme o Problema Resolvido 5. mostrado na ilustração. Problema Resolvido 5. Assim. em relação a seu vértice.5a). (5. e deslocando-se esse elemento do centro do círculo para a periferia. Para uma área semicircular. verifica-se que esta coordenada é 2r/3 multiplicado pelo cos O.é a coordenada do centróide do elemento dA do Problema Resolvido 5. como está representado na figura. Aplicando-se a primeira das Eqs. Novamente. Por simetria. 2a = '/T. onde os termos de ordem superior são' desprezados. Localizar o centróide da área de um setor circular. a coordenada x de dA é medida para o centróide do elemento e. A área pode também ser coberta pela rotação de um triângulo de área diferencial em tomo do v~rtice e através do ângulo total do setor. ---x x=---. Este triângulo. Solução I Notas: Q) Observe com atenção que devemos distinguir Solução lI. onde as medidas são feitas como mostrado. pode-se dizer que o centróide situa-se na interseção das medianas. (6) Tenha cuidado para não usar r o como coordenada do centróide do elemento.1 e é ro sen a/a.2. A área do setor pode ser coberta tomando-se um segmento de anel circular como área elementar.3 Centróide da área de um setor circular. Assim. onde ro substitui r. vê-se imediatamente que este resultado também se aplica à área de 1/4 de círculo. com este lado considerado como base. Solução 1. Solução 11 . vem: (r2a)x entre a variável r o e a constante r. 3 a 2 rsena Resp. que dá x = 4r/3'/T. (5. y = J'" -'" (~r cos B)(!r2 dB) I xc=jrcosO e.

ou Xc = (a + x)/2.. Problema Resolvido 5. a coordenada do centróide do elemento retangular é y c = Y /2. uma integração em relação a e daria como resultado o anel com o qual foi iniciada a Solução I. (5. a partir da primeira das Eqs.5a). O princípio dos momentos dá: [Ay=fYcdA] Substituindo-se y y I 3ab -4-y - - -Ia ('i)y 2 O a --x dx Solução I vem: Resp. regida pela equação da curva x = ky3. onde y é a altura da faixa. No cálculo de f x dA. Encontra-se a coordenada x do centróide. de x = O a y I x=a. Em lugar da área elementar vertical. brI y I k-xc == -2 _ a+x~ I O valor de y é determinado por ~==kY3 I I . (5. se for escolhido o elemento de segunda ordem 'od'ode.4 Localizar o centróide da área sob a curva x = ky3. Solução 11. = b (x/a) "3 e integrando. O cálculo dessas integrais conduzirá aos valores encontrados anteriormente para x e y.a 4 Na solução de y pela segunda das Eqs. I I I r-x I Solução I. Escolhe-se um elemento vertical de área dA = y dx. emprega-se a área elementar horizontal. [Ax I I I _ b =f XcdA] x ia O y dx = ia xy O a dx y I I I I I I I I x Substituindo Y = (x/k)113 ek = a/b3 e integrando. =. Portanto.x) dy onde Yc = Y para a faixa horizontal. • : x+-a-xI = I y dy --±- [Ay= f ycdA] y i b o (a - x) dy i u I o y(a -'. Solução Il . Esta coordenada é a média das coordenadas das extremidades. o Observe que Xc =x para o elemento Vertical . vista na figura abalxo. a integração em relação a '0 inicialmente daria o elemento triangular com o qual a Solução 11 começou. Por outro lado.152 I ESTÁTICA Deve-se notar que. vem: X bl-------Resp. Portanto.5a). como aparece na figura. deve-se usar a coordenada x do centróide do elemento para "x".

6a). Uma outra alternativa poderia ser o uso do ângulo e como variável de integração. O volume do elemento é dV= (21TZ dz) (y). y = r cos e. tem-se: x = z = O. paralela ao plano x-z. cobre-se totalmente o volume. O raio de qualquer elemento seria r sen e. Escolhendo-se os eixos como está representado na figura. com limites de O a1T12. dá y = +~. -y Solução III . O volume elementar mais conveniente é o de uma fatia circular. de espessura dy. de zero ar. Usando o valor de -} 1Tr3 encontrado na Solução I para o volume do hemisfério e substituindo na segunda das Eqs. Expressando y em termos de z. o raio da fatia circular é z = +~. o centróide da casca elementar está no seu centro. Pode identificar algum termo de ordem superior do volume elementar.elemento diferencial uma casca cilÍndrica de comprimento y. vem: ij = ~T Resp. de modo que Yc = y12.FORÇAS OISTRIBUi"OAS I 153 Problema Resolvido 5. O comprimen to da casca. enquanto que a espessura da fatia seria dy = (r de) sen e e a da casca dz = (r de) cos e. Resp. Devido à simetria. por simetria. raio z e espessura dz. em relação à sua base. O volume da fatia elementar vem a ser: 1 A segunda das Eqs. z Solução llI. Como o plano y-z corta a semi-esfera no círculo y2 +Z2 = r2. como mostrado na figura. através da equação do círculo. obtém-se Solução II Nota: CD i f z ~y ij =~. (5. Localizar o centróide do volume de uma semi-esfera de raio r. Expandindo o raio da casca.5 Volume de uma semi-esfera.00) exige: Solução I Integrando. Pode-se usar como . por que cada uma envolve um elemento de forma simples e requer a integração com respeito a uma única variável. que tenha sido omitido na expressão de dV? As Soluções I e II são de emprego semelhante. Solução l. (5. dz Solução lI.

5. Resp. x = 3a/8.4 Calcular as coordenadas do centróide do segmento de área circular. 5. 5.43.7 Calcular.-x = y2/4 5.5 Y . x = 3b/10.8 Probl. 5. ]i = 3b/4 y 5.1 Determinar as coordenadas do centróide da área sombreada. x= 2a/5.7 5.5.1 5. 5.J Probl.3 I ---x I I I I I "y Probl.2 Determinar as coordenadas do centróide da área sombreada.as coordenadas do centróide da área mostrada. : ú'L_ 1 3 5. Resp. por integração direta. ]i = 1.4 Determinar a coordenada y do centróide da área sob a curva senoidal mostrada. Resp.5 I Determinar a cOClldenada y do cent!Glde da Ílea. --x Probl.6 5. 5. ]i = 2b/5 = x2/bl _____ -.5.b--x -. x = 2.6 I I I Calcular a coordenada x do centróide da área sombreada. 14R Resp. ]i = b/2 Probl.154 / ESTATlCA PROBLEMAS PROPOSTOS 5.3 I I I I Ib ----a---J. .09. y= ~ b~~------- x Probl.2 Localizar o centróide da área sombreada mostrada. Resp.--x Probl.

14 ELjI 11 a I I .15 Probl. 5. Resp.y= -1. Probl.12 I I I I I Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada. mostrada.11 Encontrar a distância z do vértice do cone circular reto ao centróide dó seu volume.339a I I I a ~-----Probl.8 5. Resp. 5. entre a elipse e o círculo..12 Y tt/ I ~X X::' 'j. (Atenção. Y x = 10 4 _ 31T 1T !!. 5.13 Especificar as coordenadas do centro de massa da camisa cilíndrica.3 para calcular as coordenadas do centro de massa da parte mostrada do cilindro sólido homogêneo. 5..FORÇAS OISTRIBUfoAS y I I I 155 5.11 Localizar o centróide da área mostrada na figura por integiação direta.11.10 Determinar a posição do centróide da área sombreada.14 Use os resultados do Problema Resolvido 5.13 5.1.2mm.. por referência direta aos resultados do Probl.. I I x = y2 ~ = x3 'S ! ~'\ 1- 5. y I i I ~ x= ~~. + '\ ~. x 5. (Ver a observação do Probl.) Resp. Observe cuidadosamente ó sinal do radical. 5. 3 I I Probl.9 5.9 --x --x Localizar O centróide da área sombreada entre as duas curvas. .) Resp. Probl. x = 0. --x Probl.z=125mm Probl. 5.10 5. 5. 5. x=y=-21. 5. secionada.

22 Probl. 5.23 . ]i 5. Resp.17 5.20 = 15a/(141T) Probl./ Probl. a distância h do centróide da área lateral de qualquer cone ou pirâmide de altura h à base da figura. 5.18 Determinar a coordenada z do centróide do volume obtido pela revolução da área sombreada sob a parábola. z z Probl.18 Probl.16 li = :~ h Probl.17 Localizar o centro de massa do corpo sólido homogêneo cujo volume é determinado pela revolução da área sombreada 3600 em torno do eixo z. 1800 em torno do eixo x. Resp.23 5. 5. Resp.156 I ESTÃTlCA 5.22 5.16 5. Determinar a coordenada y do centróide do volume obtido pela revolução da área sombreada. 5. 5. 5. 1800 em torno do eixo z. Determinar a distância "f.19 Determinar a coordenada x do centróide do volume descrito no Probl. 5. 5. de altura h.18. h Resp.21 Use os resultados do Problema Resolvido 5. "f= r/2 "f= 2a/3 // / y / 4-a----. ="4 Probl. ao centróide do seu volume.15 Calcular a distância li medida da base para o centróide do volume do tronco de cone circular reto.2 e determine. da base de qualquer cone ou pirâmide. por inspeção.20 5. 5. x Determinar a coordenada z do centro de massa da quarta parte da casca esférica homogênea de raio r. Resp.

25 5. em tomo do eixo dos z. em forma de sino e de espessura desprezível.29 Determinar a posição do centro de massa do corpo homogêneo. do centro de massa da barra.) z= _a_ 1T-2 x I I I ~----I I I a I 100 mm I I I I I I I O~--~-~I--X 1--I I I I I I -- y Probl.29 .28 Determinar a posição do centro de massa da concha cônica representada na figura. com o vértice na origem.24 Determinar a coordenada z do centro de massa do sólido gerado pela revolução da área do quadrante circular. da área do quadrante circular. 5.j (dx) . 5. 5. em tomo do eixo dos z.27 5.25 D~terminar a coordenada z. Determinar as coordenadas . Um arco de comprimento diferencial é dL =. z Probl. percorrendo um ângulo (J. z= 4r/31T Probl. 5. 5. Resp. 5. 5.j 1 + (dyfdx)' dx. + (dy)' =. z= --- 2(4 + 31T) lla Calcular as coordenadas do centróide de uma cunha cônica. (Lembrete. 5.28 Probl. Resp.27 R esp. obtida pela revolução do triângulo retângulo de altura a e base b.26 A barra esbelta tem uma seção transversal uniforme. x = 2h/3. formando um arco de parábola.24 Probl.26 Probl.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 157 5. e está flexionada. do centróide do volume gerado por uma rotação de 900. 5. representado na figura.

158 I ESTATlCA 5. digamos. ou uma figura. _ r 5. o princípio dos momentos dá: onde X é a coordenada.32 5. 5. o princípio de Varignon pode ser usado. cujas partes tenham massas ml. Estas somas podem ser expressas em forma resumida.29. Escolher um volume elementar com a forma de uma casca cilíndrica.FIGURAS E CORPOS COMPOSTOS: APROXIMAÇÕES Quando um corpo. m3 e cujas coordenadas dos centros de massa respectivos sejam.5.) Resp. Assim.32 z= 2(lQ-3rr) Determinar a posição do centro de massa G do semi-anel de aço representado na figura. Relações similares se mantêm para as outras duas coordenadas.13 . (Sugestão. m2.4 . do centro de massa do conjunto. mostrado esquematicamente na Fig. 5. X3. 5. Xl.7) Fig.30 Determinar a posição do centróide do volume contido dentro da casca em forma de sino do Probl.13.31 Determinar a coordenada x do centróide da metade Resp. na direção x. puder ser convenientemente dividido em várias partes de formas simples. 5.31 R~R~ Probl. para um corpo. a Resp. cuja interseção com o plano das extremidades do semi-anel aparece na figura. 5. // y/ // / -z Probl. x I =- rr rr-2 a (3rr _ 8) --- I K---I I I a. x = a2 +4R2 2rrR superior da casca em forma de s~. se cada parte for tratada como um elemento finito do conjunto. segundo o eixo dos x. X2. u. e escritas como: y= 22mlj 22m z= ~::J (5.

diminuindo-se a largura das faixas usadas.5. Embora seja usualmente vantajoso utilizar elementos de largura constante.5. são plotadas contra X. pode-se usar elementos de qualquer tamanho e formato. 5. das somas ~Axc e ~Ayc' e dos resultados Fig.14. composto. freqüentemente aparecem casos em que os limites das áreas ou volumes não podem ser expressos segundo forinas geométricas simples. ou da figura. desde que aproximem a área dada com uma precisão satisfatória.14 A precisão do cálculo aumentará. Uma faixa vertical sob a curva tem áreaA tu. --x A 0ft\ t A.15 .15. conforme mostrado. áreas e volumes compostos. A's e V's. ou área. Em todos os casos. A áreaA de cada faixa. Considere o problema de determinar a posição do centróide C da área irregular. usa-se a altura média. é h Ax e é multiplicada 'pelas coordenadas Xc e y c do seu centróide dando os momentos da áiea elementar. na apreciação da área. representada pela cavidade.FORÇAS DISTRIBUrOAS I 159 Relações análogas se mantêm para as linhas. nos quais não se tem a expressão matemática correspondente. normais à direção X. onde os m's são substituídos por L's. o peso correspondente. 5. havendo casos. se um furo ou cavidade for considerado como sendo uma das partes componentes do corpo. Para tais casos é. Note-se que. ou furo. De fato. também. A área pode ser dividida em faixas de largura tu e alturas variáveis h. Pode-se reduzir o problema de localizar o centróide de um volume irregular à determinação do centróide de uma área.necessário recorrer a um método q. onde as grandezas A. C : I I I ~ h-~ --x Fig. mostrada na Fig. A soma dos momentos de todas as faixas. tal como a que aparece destacada em tracejado. dividida pela área total dará a coordenada correspondente do centróide procurado. Uma tabela ordenada dos resultados permitirá uma avaliação metódica da área total ~A. Considere o volume mostrado na Fig.e aproximação. é considerada como uma quantidade negativa. Na prática. respectivamente. das áreas transversais. não há necessidade que se faça assim.

ser aplicadas.2 que o centróide de uma massa triangular está a + da sua altura a partir da base.160 / ESTAnCA que é idêntica ao correspondente elemento de volume . vê-se do Problema Resolvido 5. O corpo pode ser considerado como composto dos cinco elementos.7 = 53.73 2. Para a peça 1.476 21.094 -100.600 -42.7 mm Resp.098 (rnrn) (kg) -0.83 Mgfcm 3.25 -+(75))= -100mm As coordenadas x e y dos centros de massas das peças restantes são obtidas facilmente por inspeção.0 2.7) podem.m J. Solução.22 -90.6 z Determinar a posição do centro de massa do conjunto suporte-e-eixo.642 = -45.562 -75. A massa m de cada peça é facilmente calculada sem ser'necessária qualquer explicação adicional. [z = Resp. Medidas em relação aos eixos coordenados tomam Z= -[150 .19 110. a área sob a curva plotada representa o volume do corpo.00 2. A aba vertical é uma chapa metálica com massa de 25 kgfm2.0 0.7 -120.0 1. mostrados na parte inferior da ilustração.7 As Eqs.3 mm 2. Assim.08 9. que é igual a Problema Resolvido 5. Para os eixos de referência indicados é evidente. (5. tem-se do Problema Resolvido 5. por simetria.0 0.030.0 0.3 4r _ 3. e a coordenada x do centróide da área sob a curva é dado por ~(A Lix)xc x=--~A Lix para o centróide do volume real.642 -120. e os resultados são: [y = J. Tomar-se-á a peça triangular como uma área negativa. Os termos pertinentes à aplicação das Eqs. .m Y = Z = 140.73 my 50.::l V. agora.7) são melhor apreciados na forma de uma tabela como a seguinte: m y Z ° m z °° (mm) -150.mz ] J.38 (kg (kg o° mm) o mm) 140. que a coordenada x do centro de massa é zero.2 mm 311' Xl 150 75 mCD ~ l00~ Z= Para a peça 3.my ] J.642 75.'"4 (50) = 21. (5. enquanto o material da base horizontal tem40 kgfm2• A massa específica do eixo é de 7.

X = 6.. a I I . 5. mm 60 .39 . repetido aqui.10. Y = 40 mm I I I I y. 508.~ '-~. Resp. Problo 5.54 mm Y I x Probl. 5. pelo método artigo.' . 50S.mm 90 I I I I a ~-----Probl.38 Y I Probl. 5. C3 no Apêndice C para obter as propriedades de uma área elípticao) ~ Calcular a coordenada: x do centróide da área sombreada mostrada.entre a coordenada x do centróide da área deste sombreada a elipse e o círculo do Probl.5. Resp.33 y I Resp. li ..repetida aqui. repetida aqui.5. 5036 \ --x \\ \\ ______ \ ~ __ x. pelo método apresentado neste artigo. --x Probl.37 ~\ ~ Determinar. Y=-- 91T (8 Calcular a coordenada y do centróide da fIgura mostrada. (Consulte a Tab.35 @ Localizar o centróide da área sombreada do Probl. 14R Probl. Localizar o centróide da área do Probl. ~' . pelo método apresentado neste artigo. I----x .r FORÇAS OISTRIBUfoAS / 161 8 PROBLEMAS PROPOSTOS do centróide da área triany I I Calcular a coordenaday gular.

5.2m y I 150mm 50mm I Probl.42 Determinar a distância fi. Z=31..44 I I I I 5.46 A concha hemisférica e sua base semi-circu1ar são formadas pelo mesmo pedaço de chapa metálica. Resp. ProbL 5. 5. a altura fi da base ao centro de massa do tronco de cone maciço do Probl.5.44 Calcular as coordenadas do centro de massa da barra esbelta.r 50 mm 50mm Determine.42 5. aqui repetido .45 5./ área sombreada.43 Uma barra uniforme é dobrada na forma mostrada e está pivotada em Q.11. Resp. Resp. y I Probl. Prob1.S.lmm ~.16. da superfície inferior da chapa da base ao centróideda seção estrutural composta.3 mm z Probl. repetida aqui.9mm. x= y= ---4-11' 3 t5. X= Y= 107. 10 . pelo método deste artigo.43 5. pelo método deste artigo. de modo que a seção reta permaneça na horizontal. 5.5.. Y=48. curvada no formato mostrado. / / /+" II " 4ml " X=31.162 I ESTAnCA rS:39\Loca1izar o centróide da área sombreada do Probl.41 5. fi = 39.46 .4Ol Calcular a distância Y do eixo x ao centróide da . 6m 6m Probl.40 Q Calcular as coordenadas do centróide da área sombreada.45 150 mm I L:::-::::" L:J ---. y Probl.. em terinos do raio r.lmm.311' a Resp. Encontrar o valor de a.5. 5.

2.. 5. 5. e a da chapa. em lugar do triângulo.48 As massas das três peças do conjunto soldado.2mrn. que se comete ao se determinar a coordenada x do centro de massa da área triangular.52 x . soldada a uma chapa triangular. é de 36 \ég/m2• Resp. Usar os resultados do Probl. consistindo de placa triangular. Admitindo que a massa do material tubular seja de 7.49 Probl. A casca é feita de chapa me: de 24 kg/m 2 de massa e o semicírculo da e dade é feito também de chapa metálica cuja fi: no entanto. 4.51 5. Resp. são. Determinar a posição do centro de massa da cilíndrica com uma das extremidades fechacU um semicúculo. 'I = .52 Dimensões em milímetros Probl. calcular o erro e. de 100 kg/m\ calcular as coordenadas do centro de massa da peça .4 mm. X=17. que é feito de uma chapa de espessura uniforme.. Resp. em percentagem. 5. empregando-se os cinco retângulos de largura a/5. 5.50 Resp.5 kg. X=0. Resp.48 5.47 5.6mm 5.475r.51 Determinar as coordenadas do centro de massa do suporte.FORÇAS DISTRIBUrOAS de pequena espessura. 5.. Z = 10. _ .23. 5.50 Dimensões em milímetros Probl.. '1= -31.2 kg e 2.5 kg por metro de comprimento. Z=200.S mm Probl. 5. '1= 47. X = 348 mm.47 Y=r/3 Calcular as coordenadas do centro de massa do molde mostrado.5.90. respectivamente.9mrn. e = 1. Calcular as coordenadas do centro de massa. I I __ I a Probl.3 mm y I Probt.00% para menos y b~----. 5. barra uniforme e chapa semicircular. X= -8. y I Como exemplo da precisão que se pode ter nas aproximações gráficas. e calcular as coordenadas do centro de massa da concha e da base combinadas.49 Uma peça é formada por uma armação tubular.3 mm. tal como está esquematizado na figura.2 kg.

55 Um pedaço retangular é removido de uma pláca de metal quadrada.54 O disco contém três furos de diâmetro d nas posi- ções mostradas. 5. como mostrado no corte.55 Probl. Resp. X = O.54 5. Resp. 5. a = 39. 5. A seguir. Z = 73. no mesmo raio r.227d.60 Probl. com um furo axial de diâmetro dI e profundidade h. Determinar o valor h que fará com que o centro de massa da carga fIque o mais afastado possível da extremidade aberta.58 Probl.0 mm y . h = 0. Determinar o valor de h que causará o centro de massa do restante da placa se localizar o mais para a esquerda possível. Probl. Determinar o diâmetro D e a posição angular () de um furo a ser broqueado no disco.5 mm. 5.53 5.57 5. () = 84.90 Um envólucro cilíndrico com uma extensão retangular e extremidades semi-circulares é todo fabricado da mesma folha de metal.57 5. quando este girar em torno de seu centro O.56 Probl. de lado a. D = 1.~. Resp.586a Uma carga homogênea de explosivos deve tomar a forma de um cilindro circular de comprimento L e diâmetro d2.58 .53 / "'lATlCA Um gabarito metálico tem a forma mostrada. para assegurar o equilíbrio (centro de massa em O) do disco. 5. Y = -14. Calcular o ângulo a feito pela parte retangular com a vertical quando o envólucro repousa sobre uma superfície horizontal. 5.: 5. Estimar a localização do centróide da área visualizada e anotar suas coordenadas. dobrada no formato mostrado na fIgura. em uma posição de equilíbrio. Resp. verifique sua estimativa pelo cálculo usando a malha superposta.56 Determinar a posição do centro de massa da chapa [ma. y I 120' 100 mm 'x -x 20 40 60 80 100 120 140 160 mm Probl. 5.

Assim.0 século d.TEOREMASDEPAPPUS* Existe um método muito simples para calcular a área de uma superfície gerada por uma curva plana. Na Fig. 5. o anel da seção transversal dA e raio y é um elemento do volume gerado pela revolução da área A.5 . a quem alguns atribuem a autoria original. aparentemente. descrita pelo seu centróide. (5. Assim.8) onde y é a ordenada do centróide C da curva de comprimento um cilindro circular reto de altura L e raio y. 5. com o nome de Guldin (Paul Guldin.17.17 No caso do volume gerado pela revolução de uma área. Um elemento desta superfície é o anel gerado por dL. o volume gerado é obtido multiplicando-se a irea geradora pela circunferência da trajetória circular.I FORÇAS OISTRIBUfoAS / 165 5.5. igualmente simples para o cálculo do volume gerado.8) e (5. I y I y I I L. do seu conhecimento. quando as áreas * Atribuídos a Pappus de Alexandria. como yL = 27T J Y dL = f Y dL. geôrnetra grego que viveu no 3. =__as vezes.9).9) de y é a ordenada do centróide C da área A resolvida. e que não a intercepta. de comprimento L no plano x-y. o arco de curva. então. 1577-1643). em torno de um eixo do seu plano. a área gerada é igual à área lateral de I Fig. Os dois teoremas de Pappus.e. gerando uma superfície. não obstante os :::3balhos de Pappus serem. A Porém. pode-se estabelecer uma expressão. e o volume total é: Porém. Esses teoremas são apresentados. comoyA = f y dA.5. expressos pelas Eqs. e que não o intercepta. são úteis não somente para o cálculo das ireas e volumes gerados como também para determinar os centróides de linhas e áreas planas. .16. O volume elementar é d V = 211)' dA.16 Fig. a área vem a ser: (5. tem-se: (5. que gira em torno de um eixo do seu plano. gira em torno do eixo dos x. A área deste anel é a súa circunferência vezes o comprimento do arco: dA = 27TY dL e a área total é. em tomo do eixo dos x. Na Fig.

No caso em que a linha ou área não completa o giro.8) e (5.'/I'r3 de uma esfera de raio r. determinar a distância radial r do centróide do arco do semicírculo usado para gerar a superfície.62 Probl. = ()ijL e v = ()ijA PROBLEMAS 5.61 5. 5. são conhecidos. Calcular a área da superfície de um dos lados da casca completa.62 ProbL 5. em torno do eixo dos z.63 Probl. 5.da superfície de um toro completo. substituindo-se 27T por e nas Eqs. girando 3600 em torno do eixo dos z. Assim A sendo e expresso em radianos. Dividindo-se a área ou volwne por 27T vezes o valor correspondente ao comprimento da linha ou a medida da área. a área ou o volume. Do volume conhecido V = 1. tem-se a distância do centróide ao eixo de revoluçã:o. (5.64 5. Resp.59 PROPOSTOS 5.63 Uma casca tem a forma de uma superfície gerada por um arco de circunferência. V= 3 619mm3 Determinar o volume V e a área lateral A.32 e determinar o volume V e a área A.64 Calcular o volume V do sólido gerado pela revolução. percorrendo apenas wn ângulo e. em torno de eixos que não os interceptam. gerado pode ser obtida. no ângulo de 1800 do triângulo retângulo.60 5. Usar a notação do semitoro do Probl. z c Probl. determinar a distância radial r do centróide da área do semicírculo usado para gerar a esfera. de um cone circular reto de raio da base r e altura h. Probl. Da área conhecida A = 4'/1'r' da superfície de uma esfera de raio r. 5.9). 5. 5. menor do que 2rr.66 . Escreva a expressão dO'volume V do sólido gerado. pelo método apresentado nesta seção.65 O triângulo sombreado de base b e altura h gira em torno de sua base de um ângulo e para gerar uma parte de um sólido de revolução.65 5. 5.166 / ESTÁTICA e volwnes gerados pela revolução dessas linhas e áreas.

Calcule a área desta superfície. x I I I 5.0 kg.69 Calcular o volume Ve área A total da superfície do anel completo. 25. O engenheiro (que não se esqueceu da Mecânica).72 ProbL 5. A = 9.72 (311 - 2) z I I Um tanque de arrnazenamento de água é uma casca de revolução e deve. 5. A massa específica do ". feito de alumínio. A área total da seção mostrada é 15 200 mm' e o volante tem massa de 10.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 167 5. empregando o teorema de Pappus.73 5. a área da superfície de um dos lados da casca em Um volante de controle manual.69 5.70 Determinar. Resp. 5. cuja seção transversal quadrada é mostrada.69 Mg/m3• . 5.71 5.39.68 A 5.29. num ângulo de 900• Resp. tem as proporções mostradas na vista em corte. Quantos litros de tinta serão necessários para pintar o tanque e a coluna vertical cilíndrica? Resp.67 5.66 Os dois arcos de círculo AB e BC sofrem uma revolução em torno do eixo vertical para obter a superfície de revolução mostrada.87 (10') mm' Determinar o volume V gerado pela revolução da área do quadrante de círculo.68 Determinar o volume V gerado pela revolução da área do quadrante de círculo. .67 ~---.50 m da linha de centro do tanque. 5. Empregar os resultados citarlos no Probl.5 litros Probl. ser pintado cqm duas demâos de tinta com índice de aproveitamento 16 m'/litro. mostrada aqui outra vez. V= Determinar o volume contido pela casca em forma de sino do Probl.5.12 1103 5. Calcular a distância r ao centróide da meia seção. em torno do eixo dos z. alumínio é 2.70. 5. consultou um desenho em escala do tanque e determinou que a linha curva ABC tem um comprimento de 10 m e que o seu centróide dista 2. em torno do eixo dos z. num ângulo de 900• forma de sino do Probl. z Probl.70 Probl. 5.a I I I I I ~ z I I I Probl.

Primeiro. TÓPICOS ESPECIAIS 5. e as cargas são em geral aplicadas normalmente aos eixos das barras.8m 120' ) / / 1\ V / I Probl. v= 27. \0. As vigas são. do arco de círculo de 0. 5. em torno do eixo dos z. em sua maioria. m = 1. A = 4.75 5.73 Dimensões em milímetros Probl. Resp. 5.126 (106)/Mg \.VIGAS Os elementos estruturais que oferecem resistência à flexão causada por cargas aplicadas são conhecidos como vigas.6 m. 5.74 Uma superfície é gerada pela revolução completa. e considerando-se qualquer parte dela separadamente.76 SEÇÃO B. e a teoria que serve de base para os cálculos deve ser perfeitamente conhecida. em toneladas do concreto necessário para construir a represa em arco circular vista na figura.6 . O concreto tem massa específica de 2. como uma peça única. cuja seção é mostrada. Segundo. 5. estabelecendo-se as condições exigidas pelo equilíbrio da viga. Calcular o volume de estiropor usado em cada anel. A capacidade de carga de uma viga é analisada sob dois aspectos. As vigas. Resp.40 Mgfm'.8 m de raio e subtendido pelo ângulo de 1200• O diâmetro do pescoço é de 0. foi projetado para a embalagem de um item de produção em massa. Resp. são barras prismáticas.168 / ESTÁTICA Probl.75 Um anel de estiropor.76 Calcular a massa· m.62 m' 5. os mais importantes de todos os elementos estruturais. sem dúvida alguma. estabele- . Determinar a área A gerada.74 5. longas.2 (106) mm3 Probl.

19 (b) Osalhamento. para a determinação das reações dos apoios. Contínua â v. A intensidade do carregamento na Fig. As vigas da Fig.18 estão suportando cargas concentradas enquantO' que a viga da Fig. devem ser consideradas as relações entre as cargas e as deformações.19 é constante de C aD e variável deA a C e deD aB. Nesta seção são examinadas somente vigas estaticamente determinadas. As vigas apoiadas de modo que as reações dos apoios possam ser calculadas apenas com a aplicação dos princípios da Estática são conhecidas como estaticamente determinadas. Estes efeitos representam as componentes vetoriais da resultante das forças que atuam sobre uma seção transversal da viga. A força V é chamada força de cisalhamento. Estes três efeitos estão ilustrados na Fig. A intensidade pode ser constante ou variável. a sua derivada. de modo que a viga possa suportar aquelas forças.18 . Composta y 8 t-t Engastada em uma extremidade e simplesmente apoiada na outra Engastada em ambas as extremidades Vigas estaticamente indeterminadas / Fig. onde muda abruptamente de intensidade. li- w ~ C D ~--x B Fig. enquanto a segunda envolve características de resistência. A primeira parte desta análise exige a aplicação dos princípios da Estática. o é. Além de resistir à tração e à compressão.5.18 mostra exemplos de ambos os tipos. contínua ou descontínua. 5. / Vigas estaticamente determinadas As vigas podem. 5. Flexão e Torção.5. normalmente tratadas no estudo da Resistência dos Materiais.19 suporta uma carga distribuída. Embora intensidade não seja descontínua em C. como está mostrado na parte esquerda da figura. (a) Tipos de vigas. 5. o conjugado M é conhecido como momento fletor e o conjugado T é chamado momento torsor. 5. A intensidade w de uma carga distribuída pode ser expressa como força por unidade de comprimento da viga. também. 5. ser identificadas pelo tipo de carregamento externo que suportam. além disto. Este item diz respeito somente ao primeiro aspecto do problema e dará os conhecimentos necessários para calcular a distribuição ao longo da viga das forças internas e dos momentos que atuam em cada seção.20. A Fig. à flexão e à torção. . As que têm mais apoios do que os necessários para o equilíbrio são estaticamente indeterminadas e. é descontínua em D. uma viga também oferece resistência ao cisalhamento. além dos princípios da Estática.dwjdx.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 169 cendo-se as relações entre as forças resultantes e a resistência interna associada.

tlexionada pelos dois conjugados iguais e opostos. sobre uma certa seção de uma viga carregada. nos diagramas de corpo livre. mostrada na Fig. sem o auxI1io de cálculos. 5. aplicados em suas extremidades.5. a I Fig. A seção transversal da viga é a do perfIl estrutural I. são positivos ou negativos. 5. Para este perf1l. se o cisalhamento e o momento.21. As convenções mostradas na Fig.21 Ocorre com freqüência a impossibilidade de se determinar. é recomendável representar VeM.22. considere a viga. Observa-se.5. +v Fig. em seus sentidos positivos. são as mais empregadas.5. principalmente. Por esta razão. pelo princípio da ação e reação. que os sentidos de VeM são opostos nas duas seções.20 A partir deste ponto a atenção será voltada. para a força de cisalhamento V e para o momento fletor M.22 . e deixar os sinais algébricos dos valores calculados indicarem o sentido correto. para valores positivos de cisalhamento Vede momento fletor M. com a alma de pequena espessura comparada com a das mesas. causados por forças aplicadas sobre a viga e contidas em um único plano. Para auxiliar a interpretação física do momento fletor M.170 I ESTATICA v ~ V Cisalhamento Torção B)M Flexão V Carregamento combinado Fig.

fornece elementos necess. fornecem os diagramas de esforço cortante (força de cisalhamento) e de momento fletor da viga.21.atuando em uma seção qualquer é um conjugado e tem o valor do momento fletor da seção. R =t I wL C2L/3~ A1ffll L (b) w L (e) ~ Fig. observa-se que a resultante passa pelo centróide da figura formada pela intensidade w e pelo comprimento. quando. Essas equações estabelecerão as expressões para o esforço cortante Ve para o momento fletor M que atuam na seção transversal da parte da viga isolada. indicar uma rotação no sentido dos ponteiros de um relógio. a preocupação principal no projeto ou seleção de uma viga. porém não são universais. ilustrada na Fig. A variação da força de cisalhamento Vedo momento fletor M.23 • N. Se forem utilizadas as forças à direita a convenção deverá ser invertida. quando representadas graficamente. é isolada com um diagrama de corpo livre. enquanto a mesa inferior sobre alongamento. em função da distância ao longo da viga.T.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 171 carga suportada pela alma pode ser desprezada quando comparada com as das mesas. estando sob compressão. porque uma tal posição representa um ponto de descontinuidade na variação do esforço cortante (cisalhamento) e do momento fletor. A parte da viga que encerra o menor número de forças. A primeira etapa na determinação dos esforços cortantes e momentos fletores é estabelecer os valores de todas as reações externas sobre a viga. Finalmente. Deve ficar perfeitamente entendido que a mesa superior sofre encurtamento.23 ilustra os três casos mais comuns e as respectivas resultantes das cargas distribuídas. considerada como um todo. ao longo do comprimento. 5. Se uma viga com seção transversal diferente fosse carregada do mesmo modo. usualmente conduz à solução mais simples. for voltado para cima. Particularmente. à direita ou à esquerda da seção arbitrária. A resultante das duas forças . O esforço cortante é positivo. Não se deve escolher uma seção transversal que coincida com a localização de uma carga concentrada. devem ser coerentes com a convenção positiva. Se forem utilizadas as forças à direita. calculado pelas forças situadas à esquerda da seção. Os carregamentos cujas intensidades sejam constantes ou que variem linearmente ao longo da viga são de fácil tratamento. O momento fletor é positivo quando. ~ usual indicar nos diagramas as zonas positivas e nega. à direita ou à esquerda de uma seção transversal arbitrária. * (c) Cargas Distribuídas. a distribuição das forças na seção seria diferente porém a resultante seria o mesmo conjugado.uma de tração e a outra de compressão . calculado pelas forças situadas à esquerda da seção. . e as equações de equilíbrio são aplicadas a esta parte isolada da viga. 5. As expressões para VeM. pela aplicação das equações de equilíbrio a um diagrama de corpo livre da viga. Existem convenções para o traçado. em geral. As variações da força de cisalhamento (esforço cortante) e do momento fletor são representadas com mais perfeição graficamente.5. Em seguida. em cada seção escolhida. Em cada um desses exemplos. devendo-se determinar esse valor e a seção em que atua. A Fig. o valor máximo do momento fletor é.irios ao estudo da viga.tivas por meio dos sinais (+) e (-). uma parte da viga. a convenção deverá ser invertida. sobre o qual se distribui o carregamento. estando sob tração. é importante observar que os cálculos para VeM.

(V + dV) = O (5. igual ao negativo do valor do carregamento aplicado. A Eq.5. para qualquer viga com carga distribuída. com sentido positivo. O carregamento w representa a força por unidade de comprimento da viga. pois este comprimento é uma quantidade diferencial e o efeito de qualquer variação de w ao longo dele é desprezível comparado com o próprio valor de w. isolado. (5. em qualquer ponto. onde a coordenada é x + dx. porque é necessário existir variação de VeM como x.24 (d) Relações Gerais entre Carregamento. O carregamento aplicado w pode ser considerado constante sobre o comprimento do elemento. tem-se vou w dx . Assim.25 O equilíbrio do elemento requer que a soma das forças verticais seja zero. Cisalhamento e Momento.25 representa uma parte de uma viga carregada e um elemento dx da viga. No lado oposto do elemento. 5. O princípio dos momentos permite localizar R através de R"X = f xw dx. como o da Fig. w = f(x) -1 r-dx M(i~M+dM V+dV Fig. poré~ identificadas 'como V + dV e M + dM. que muito auxiliarão a construção das distribuições de cisalham~ntos e de momentos. na posição x. Pode-se estabelecer algumas rela· ções gerais. A Fig.5. o momento da força distribuída.172 / ESTÁTICA Para um carregamento de forma mais geral. (5.10) que a tangente do diagrama de cisalhamento deve ser. j+-x I I I I I I I I dR=wdx H-x~ ~dx Fig.10) Observa-se da Eq.24. 5.10) vale dos dois lados de uma carga concen- . O cisalhamento Ve o momento M que atuam sobre o elemento são traçados. dR = w dx. estas quantidades são também mostradas no sentido positivo. A integral f w dx dá a resultante R e a integral f xw dx. deve-se iniciar com um incremento diferencial de força.

(5.11) que significa ser o cisalhamento. que permitem escrever expressões analíticas pna o cisalhamento Ve o momento M sobre um campo de descontinuidades. e passa por um valor nulo. O procedimento de somar a área sob o diagrama de cisalhamento é. o grau da função M de x é duas unidades acima do de w. obtém-se simplesmente (5. o momento fletor Quando V é uma função contínua de x. o cisalhamento V é do segundo grau em x e o momento fletor M é do terceiro grau em x. Este livro não discutirá estas funções .10) e (5. O equilibrio do elemento na Fig.10) e (5. tendo atenção para utilizar os limites ~da integração apropriados em cada integração. combinados vetorialmente.. M " f ou M Mo dM=f "o Vdx = Mo + (área sob o diagrama de cisalhamento de Xo ax). geralmente. das Eqs. (5. Com isto.11. o momento total em qualquer seção é igual à área sob o diagrama de cisalhamento até aquela seção. pode ser efetuada uma análise separada em cada plano. por serem diferenciais de ordem superior comparados com os demais. que V é uma função de x com grau uma unidade acima daquele referente a w e. Observa-se..11). o momento M pode ser obtido por duas integrações. Também ocorrem valores críticos de M quando V cruza o eixo do zero de forma descontínua. Nas vigas onde não existir momento Mo externamente aplicado em Xo = 0. que o grau de M em x é um acima do de V. agora. também. que é do primeiro grau em x.12) Assim. - * Quando w é uma função descontínua de x. neste ponto. * Quando a flexão de uma viga ocorrer em mais de um plano. Assim. integrando 5.25 também requer que a soma dos momentos seja nula.11) podem ser combinadas para dar * (5. 5. uma vez que dM/dx = O. Este método só pode ser empregado se w for uma função contínua de x. como é o caso de vigas com carga concentrada. se w é uma função de x. Assim. a maneira mais simples de construir o diagrama de momentos . Pode-se. Além disto. O. para uma viga com carregamento dado por w = kx. porém não pode ser usada no seu ponto de aplicação devido à descontinuidade provocada pela variação súbita no cisalhamento. As Eqs.2 + (V + dV) dx dx - (M + dM) = O Os dois M's se cancelam e os termos w (dX)2/2 e dV dx podem ser desprezados. . é possível introduzir um conjunto especial de expressões chamadas funções singularidade.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 173 trada. igual à tangente da curva de momentos. com dV/dx será máximo ou mínimo. em qualquer ponto da viga. Nessa expressão. tem-se M + w dx. Mo é o momento fletor em Xo e M. exprimir o momentoM em função do cisalhamento V. Tomando os momentos em relação ao lado esquerdo do elemento. o momento em x. então. Os resultados podem ser.

SI 2. meramente. de cisalhamento. O momento fletor máximo ocorre na seção onde o cisalhamento muda de sentido. ~ 4m.6 - V= O O V= 1.4 kN O r--------I I I I I I .4 [I:MR2 -(2. 4kN RI = 1.kN 1. e traça-se o seu diagrama de corpo livre mostrando o cisalhamento V e o momento fletor M. O equilíbrio requer. com seus sentidos positivos.7 Sm 4 kN Determinar as distribuições de cisalhamento e de momento na viga da fIgura produzidas pela carga concentrada de 4 kN.2. Quando se percorre no sentido positivo o eixo x. Os valores de VeM são representados conforme mostrado.174 I ESTÁTICA Problema Resolvido 5.4 kN = O] [I:MRI = O] [I:Fy 1. Encontra-se as reações nos apoios através do diagrama de corpo livre da viga considerada como um todo.6kN M= 1. M. a área sob o diagrama. m I I . isola-se uma seção da viga.4 kN A seguir. vê-se que o momento M é. partindo de x = O.4 kN ± V J--x tRz = 2.l Solução.4) 00 -x) +M= M= 2.kN'm I 9.6x M -1. O próximo passo é isolar uma seção da viga à direita da carga de 4 kN e traçar o seu diagrama de corpo livre mostrando VeM com seus sentidos positivos.6x= Estes valores de Vede M se aplicam a todas as seções da viga à esquerda da carga de 4 kN. de comprimento x. O equilíbrio dá Mq V.6 kN R2 = 2. 6 iõ-x.4 (10 -x) OLol O Estes resultados são válidos apenas nas seções da viga à direita da carga de 4 kN.2.S I I [I:Fy = O] = O] V + 24 =O V= .

O equilÍbrio da viga como um todo dá [I:MRI [I:Fy = O] = O] 0. que representa a carga distribuída. respectivamente.4 = O.33 .04x'(x/3) -M= O .08x kN/m A resultante F do carregamento linear sobre a seção da viga é igual a área da distribuição triangular e passa pelo centróide desta área.11). A resultante R da distribuição linear de carga é igual à área do diagrama triangular..FORCAS OISTRIBUfoAS I 175 Problema Resolvido 5. (10) = O.77 lO-X' m Como a intensidade da carga é uma função contínua de x.O. o que ocorre quando 0= 1.0. ~ .77)3 = 5. (5~10) e (5.04x' . dando [I:M= O] 1.0133 (5.77) .8) = 0. em qualquer seção. induzidos na viga pela carga distribuída.8) (10) = 4 kN.08x)x = 0.04x' ()u x =. plotando VeM.~kN/m I.4 (6. na expressão. Substituindo este valor de x.33 . ~ .1 Solução.08x e dM/dx = 1. F= -}wx = -}(O.J 1. A intensidade da carga linear é w = (x/l0) = 2.67 kN (0.33 kN --x R2 A seguir.0.8 .67) R! R.m 10 A equação de momentos em tomo da seção cortada e a equação das forças na direção y estabelecem o equilÍbrio da seção.33 (5.77 m. = 2. dá Mmáx. R = -} (0.67 . . iguala. paraM. Os diagramas da força de cisalhamento e do momento fletor podem ser obtidos. Determinar as distribuições de cisalhamento e de momentos.67kN RI y I + 2.0133x3 [I:Fy = O] 1.33/0.0. obtém-se -dv/dx = 0. que. Nota-se que M é máximo quando V = O. = 1.04 = 5.04 x' --x.0. as expressões para VeM são válidas ao longo de toda a viga.2.04x'. e passa pelo centróide desta área. Assim.33 . isola-se uma seção representativa da viga e traça-se o diagrama de corpo livre. é a área sob a curva de cisalhamento até aquela seção. 10m .0. conforme requerido pelas Eqs.33 . mostrando VeM nos sentidos positivos. Se as expressões para VeM forem derivadas em relação a x. conforme mostrado .0. .V= O V= 1. R. a w e a V. Assim. conforme mostrado.13 kN 'm Outra vez. cuja intensidade varia linearmente com o comprimento. agora. .04x' 5.33x .33x . observa-se que o valor de M. = 1.67 M= 1.

e a intensidade de M é obtida substituindo este valor de x na expressão para M do segundo intervalo.25x' 3 -----' ---x =° I M + (0.0833x3 tR. . para o intervalo 2 < x < 4 m.2) + 1 .-----------------. em torno da seção cortada dá [~Fy 123 kN ~' t • ~M I~~(" ~M M l(x _ 2) ~D .-} (2)) ..77x ' I : : I 1 1 1 I Estes valores de Vede M estão traçados nos diagramas de cisalhamento e de momento. onde a curva do cisalhamento cruza o eixo x.23kN L _327kN I IR2 - Estes valores de VeM são válidos para O < x < 2 m e estão plotados.23x M .23x .23x =° . a Pll1tir da extremidade esquerda da viga. O momento máximo ocorre em x = 2.0. usando o diagrama de corpo livre da parte da viga à direita da seção.23 = x-2 M + 1 (x . iniciando com valor nulo na extremidade direita da viga. neste intervalo. 'm·-.1.~.momento máximo é 1831----~ J I MkN'm 1 I--x. Continua-se a análise do restante da viga. conforme mostrado no diagrama de corpo livre da viga considerada como um todo. Determinar o momento máximo M e sua localização x.0.77 kN e M= 7.2) -.83 kN'm Resp.1.50x' Estes valores de Vede M estão traçados nos diagramas de cisalhamento e de momento.: x ~ M= -0.Fy= [~M=O] 01 v = 1.33 . nos diagramas de cisalhamento ede momento mostrados nas ilustrações.x [~M=OI + 1 [x .5 1 : I I -1. O somatório de forças verticais e o somatório dos momentos em tomo da seção dá t 1/23kN V i 61 -l--x. Do diagrama de corpo livre da seção compreendida em 2 < x < 4 m.~-"-176 / ESTÁTICA Problema Resolvido 5.667 + 2.2 ° V = 2.23 . O somatório das forças verticais e o somatório dos momentos em torrio da seção cortada dá 2kN I P. o equilíbrio das forças verticais e a soma dos momentos. m m Solução. Oprirneiro intervalo da viga é analisado no diagrama de corpo livre da seção compreendida por ° < x < 2 m. no intervalo seguinte. O cisalhamento é constante e igual a + 1.L i I Á"-. 1'.0. As reações dos apoios são mais facilmente encontradas.23 m.5 kN I I = 01 V + 1 (x .5 kN e o momento segue uma relação linear.23 = 1. Deve-se observar que VeM estão representados nos seus sentidos positivos. para o intervalo 4 < x < 5 m. O .m I ]1.771 V= -1.25x') ~ . O último intervalo pode ser analisado por simples inspeção.1. considerando-se as resultantes das cargas distribuídas.l. mostrada na parte superior da figura.9 Traçar os diagramas das forças de cisalhamento e dos momentos fletores para a viga carregada.23x . = 1.m 1 6 M= 1.

o momento M em qualquer seção. 600N Probl. = 6. 5. [.82 Probl. M= 1.M=fvdx] x M .81 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga mostrada. p t 5.83 .0.0.0833x3 que está em concordância com os resultados já obtidos. para x < 2 m.77 4m ~_ 5. 5. Resp.= 5.23x . é igual à área sob o diagrama do cisalhamento. Mc= -2.77 PROPOSTOS Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para o trampolim que suporta um homem de 80 kg em posição para dar um mergulho. 5.00 kN o m em x = 7 m B Probl.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 177 Como já foi visto.78Nom Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga em balanço. ' Resp.80 5. ---x Probl.s.78 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga mostrada e encontrar o momento M na seção C.6. Por exemplo. 5..81 3kN 2kN 2m .79 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga horizontal mostrada e determinar a intensidade máxima do momento fletor e a sua localização. A ~2Illt 600N 4m ~ B Probl. até a seção.80 I I ~A ~c '~ Probl.O = fo (1.79 ! 3m h~ 5.78 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga carregada.23 . 5.5. Mmáx.25x2) dx. PROBLEMAS 5.

em função de e .83 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento.m 5.84 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento para a viga sujeita ao conjugado da extremidade. B Probl. Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento para a viga. Qual é o momento M em urna seção 0. Probl.85 soldado em ângulo está também soldado à viga AB. M= -120N.89 Construir o diagrama de momento fletor para o eixo AB. em balanço.86 Construir o diagrama de momento para as duas vigas ligadas pela articulação B e carregadas corno está na figura.·Determinar o momento fletor M de intensidade máxima. Resp. para a viga carregada. 5.85 5. Resp.I 1 ~~L~--k-~---J.88 5. o perfil -r-~-{ I I I I I > I Y 1 kN Probl.90 ~M Probl. corno se vê na flgUIa.89 Urna viga em balanço tem a forma de um arco de quadrante de círculo. A viga em balanço da figura tem altura h no engastamento.84 m-----+i ~ .5 m à direitadeB? Resp.. 4m 6m Probl.JXTf ~ A 12 m-r-2 .88 r 1-- I ---r.5. da unidade rígida mostrada. 5. em seu centro. Encontrar a altura y em função do comprimento x a fim de que todas as seções da viga tenham a mesma resistência à flexão. y = h .87 A resistência à flexão de urna viga de largura uniforme é proporcional ao quadrado da alturay da viga. Determinar as expressões para o cisalhamento V e para o momento fletor M.~J Probl. 5.. 5. pelo conjugado C.178 I ESTÁTICA 5. 5kN 5.87 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento para a viga carregada. 5. e suporta a carga de 1 kN.J 120N'm r 5.86 4m 6m~ C 5. M= -5 kN-m . 5..

93 Traçar os diagramas de esforços cortantes e momentos para a viga uniformemente carregada. com carregamento mostrado na figura.97 Traçar os diagramas de esforços cortantes e momentos para a viga que suporta a carga de 500 N por metro de comprimento da viga. Determinar a intensidade M do momento fletor máximo..5kN • m. para a viga em balanço. T=-La(1-senO) 5.5. Calcular o momento fletor M em x= 2m. Calcular a intensidade máximaM do momento fletor.91 Escrever as expressões para o momento de torção T.95 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos. Calcular o momento fletor máximo M. carregada. 5. 5.96 Probl. Resp.Il Uma viga suporta uma carga distribulda. respectivamente. onde os vetores dos momentos positivos são tomados no sentido positivo dos eixos..94 5. Resp. Resp.99 ~ J:D1Probl. onde o conjugado da extremidade M1 é ajustado de modo a produzir momento nulo na extremidade engastada. 5. na viga curvada na forma de um quadrante de círculo.91 5. 500N/m Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga simples.96 ~ I. 5.: I J 5.94 . entre os pontos A e B.98 Probl. sob uma carga L na extremidade. / O / a~ ---.---- . M= woI' 12 5.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 179 5. 5.97 Probl. se os seus valores em A são. e para o momento fletor M. M= wI' 8 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga em balanço.=-Lacoso. + 2 kN e -1 . Calcular a força de cisalhamento e o momento fletor em B. com o carregamento mostrado. M. de intensidade constante w = 3 kN 1m.92 5. Resp. Resp. distribuída sobre sua parte média . 5. M= fPl . Probl.•. M= 12 kNem Probl. Calcular a intensidade máximaM do momento fletor. .93 5. 5. Usar uma notação coerente com o sistema de coordenadas '-O-z. Probl..92 Traçar os diagramas dos esforços cortantes e dos momentos. para a viga em balanço com a carga uniforme w por unidade de comprimento.95 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga carregada.•.

Indicar a seção onde este momento atua. Calcular o momento de torção e o momento fletor M em função do ângulo (J. 5. b = 1..)51' . VB = Probl.i03 5. medida da extremidade esquerda ao ponto onde o momento fletor é nulo entre os suportes. L a +1 Resp. 5. 5. x = O.67 kN'm Resp. respectivamente. em balanço.5 m Probl.a)2. kN. está sujeito a cargas que variam linearmente em planos perpendiculares entre si.100 Urna carga distribuída sobre urna viga em equilÍbrio. tem a forma de um arco de quadrante circular e suporta urna carga de w N/m que atua na face superior da viga. em um intervalo de 2 m. Determinar a distância b.102 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga mostrada. 5. vista na figura. Resp..5 kN/m ~ '.2lx + 2x2 4 kNfm .105 . se os seus valores na seção A são.wr2 (1 .4b e x = 1.101 5. 5.98 5..j ~2m >I< 1m~ Probl. T = wr2 (% cos ~) M = . 5. Determinar a expressão para o momento fletor resultante M que atua no eixo. apoiado nas extremidades. x = -2- ~ A B Prob\.99 1-<-2m~ L 5.105 A viga curva.102 Determinar o momento fletor máximo M e o valor correspondente de x na viga da ponte rolante. r=-1/2 ~ Probl.103 3 kNfm ~ 1/2----. 5. Resp.sen (J) (J - b >:7lA L ~ I Probl. Calcular a força de cisalhamento e o momento fletor na seção B.--x A ~2m~ B Probl. 5. + 3 kN e + 2 kN • m.104 O eixo.100 5.180 f ESTAnCA 1. MB = 2. M= -3 ~l x(1- x) . Resp. MA = 4T (1.101 Fazer um croqui dos diagramas de momento fletor da viga da parte superior para os valores do balanço x = O. aumenta linearmente de 2 a 4 kN/m.

12). admitindo-se que. Para isso. 5. Resp.26a. 5. M rrx I 181 w = -wol 11 ( 11 I - sen -11X + x .7 . como se indica no carregamento da Fig.T. flexível. Um cabo flexível é um fio. em função de x.26b. o peso do cabo. aplicando diretamente a Eq.106 J 5. estuda-se o cabo como um corpo em equilíbrio.FORÇAS OISTRIBUfoAS 5. (5.26b. linhas de telefone e muitas outras aplicações. onde w é uma carga de intensidade variável. a resultante R das cargas verticais será R =J wdx * N. a flecha e o comprimento do cabo. não haja nenhuma resistência oposta à flexão. o vão. muito usado nas pontes pênseis. podendo mesmo ser a carga única a considerar. articulada em todos os seus pontos. em outros. que é uma estrutura considerada flexível em todos os pontos. pode ser desprezado. Determinar o momento fletor M. isto é. Os cabos flexíveis podem suportar uma série de forças concentradas. Se a carga w aplicada ao cabo da Fig. por hipótese. No cálculo dessas estruturas é necessário que se conheçam as relações existentes entre as tensões. ou fio. ou forças distribuídas por todo o comprimento. o equilíbrio do cabo é estudado da mesma maneira. 5. Tal suposição implica em se ter as forças sempre agindo na direção do cabo.26 (a) Relações Gerais. .I ) I ~ t-_x-J_z Probl. Em alguns casos.106 A viga em balanço suporta uma carga senoidal = Wo sen (11Xj[) por unidade de comprimento. IY I -x+dx I =-X--11 T 8 T+dT ~fr~+-x W wdx 8+d8(c) R (b) Fig. linhas de transmissão. 5. comparado com as cargas que atuam. como se vê na Fig. Em qualquer caso. for expressa em força por unidade de comprimento do vão x. transportes em carros aéreos.5. o peso é importante.CABOS FLEXlYEIS* Um elemento estrutural de grande importância é o cabo.

se bem que erradamente. (5. de modo que f xdR Rx= fxdR x= --R- A carga elementar dR = w dx é representada por uma faixa elementar de altura w e largura dx da área sombreada do diagrama de carga e R é representada pela área total. 5. obtém-se T cos e de + dT sen e .T. sen de (T+dT)cos(e Desenvolvendo o seno e o co-seno da soma dos dois ângulos. * N. Cancelando os termos de segunda ordem.13) é a equação diferencial dos fios ou cabos flexíveis. o que é verdadeiro no limite. que R passa pelo centróide da área sombreada. tg e = dy /dx o que permite dar à equação de equillbrio a forma (5. O diagrama de corpo livre de um elemento diferencial é mostrado na Fig. O equilíbrio das forças verticais e horizontais exige. .182 I ESTATICA fazendo-se a integração no intervalo desejado. é T. das expressões anteriores. Chamando esta força horizontal constante de To = T cos e e combinando com a primeira equação resulta d (To tg e) = w dx. A solução desta equação é a relação que satisfaça tanto à equação quanto às condições nas extremidades fixas do cabo denominadas condições de contorno. se cada parcela infmitesimal estiver em equihbrio. quando de tende para zero. A tração * no cabo.26c. que: (T + dT) sen (e + de) = + de) = T sen e + w dx Tcose. A condição de equiHbrio do cabo estará satisfeita. sendo e o ângulo que o cabo forma com a horizontal na direçãox. A carga vertical w dx completa o diagrama de corpo livre. respectivamente. É comum. chamar-se a tração no cabo. e substituindo-se cosde = 1. Na seção x + dx a tração é T + dT.T sen e de que se pode escrever como d (T sen e) = w dx = o + dT cos e = w dx e d(Tcose) = O A segunda relação mostra que a componente horizontal de T não varia. A posição de R é encontrada pelo princípio dos momentos. Esta relação defme a forma do cabo e será usada para resolver dois casos importantes de carregamentos de cabos.sen e de) Tsene + wdx T cos e. e simplificando. Conclui-se. de tensão. e o ângulo e + de. vem (T = de e + dT) (sen e + cos e de) (T + dT) (cos e . Porém.13) y = f(x) A Eq. Note-se que as variações de T e e foram tomadas positivamente para uma variação positiva de x. em um ponto qualquer defmido por x. o que está claro no diagrama de corpo livre.

quando x onde C é uma constante de integração. 5. dy _ wx = O. onde o peso uniforme do tabuleiro pode ser expresso pela constante w.14) ~ O estudante deve perceber que poderia chegar aos mesmos resultados por meio de uma integral indefinida e conseqüente cálculo da constante de integração. sendo relativamente pequeno. (5.13) pode ser integrada uma vez em relação a x para se obter: dy _ wx dx-To +C = O. A Fig. Integrando novamente.-. transforma-se na própria tração do cab". na origem. Entrando na Eq. Quando a intensidade do carregamento vertical w é constante. vem: Iy o dy = IZwX -dx o To ou (5. prova-se que o cabo toma a configuração de um arco parabólico. componente essa que tem valor constante.15) . de dx-To que defIne a inclinação da curva como função de x. (5. 5.5. Portanto.27 (b) Cabo Parabólico. dyjdx modo que C = O.27 mostra uma ponte pênsil de vão L e flecha h._.14) com os valores x = L/2 e y = h. vem To = WL2 8h e y = 4hx2 L2 A tração T pode ser determinada no diagrama de corpo livre por uma porção flnita do cabo. visto na Fig. Pela Eq. a situação se aproxima bastante da que se tem em uma ponte pênsil. Para os eixos coordenados escolhidos. a Eq.. porém. Nestas condições. com a origem das coordenadas no meio do vão. sobre a curva. é desprezado. o qual exige que Eliminando To. (5. A componente horizontal da tração do cabo. verifica-se que a forma do cabo é uma parábola vertical..27. Sendo constantes w e To.. O peso próprio do cabo não é distribuído uniformemente pela distância horizontal (vão).· . vem (5. ---------------------~-------~----------------FORÇAS OISTRIBUfoAS I 183 < L ) I Fig.14).

5. 5.16) dão suficiente precisão. 5. será substituído por jJ. a equação diferencial. Eq. (5. vem (5. -- o comprimento S do cabo IS/2 o completo é obtido da relação diferencial ds ds=-= S 2 IL/2 o j 1+ n(n - _(dy)2 dx - dx= IL/2 o j 1+ 2) (WX)2 To - dx Por conveniência de cálculo. h é muito menor do que L/4.-------->-. 184 I ESTÃTICA A tração máxima ocorre quando x = L/2 e vale T..WLj 2 max.. na qual a força vertical total suportada é igual ao peso da parte do cabo d~ comprimento s. para o cabo vem a ser: (5. Na maio"'dos casos. Partindo do desenvolvimento. 1/4.1- L y I I I Fig.. --.ix)2 + (dy)2. (1 + x)n = 1 + nx + 1) 2! x2 + -------x3 3! n(n .28) suspenso por dois pontl situados no mesmo plano horizontal e sujeito somente à ação do seu próprio peso. em seguida. pode-se escrever a integral do seguinte modo Como w/To = 8h/L2.l)(n - + .S e o incremento de carga vertical w rlx_ da Fig. que.27. a resultante R da carga será R = jJ.13).-.ds.26c. agora. Se o peso do cabo fi jJ. (5.. - 1 + 16h2 U = V7..5.1 Examinando-se esta série verifica-se que é convergente para todos os valores de h/L :s. por unidade de comprimento. Este diagrama de co livre difere daquele da Fig.28 . um cabo uniforme (Fig. (c) Cabo em Catenária. Consideremos. é integrada termo a termo. em lugar da carga uniformemente distribuída em relação à horizontal. Na parte direita da fIgUI'E aparece o diagrama de corpo livre de uma porção fmita do cabo de comprimento s. Assim. substitui-se esta expressão por uma série convergente. de modo que os três termos da Eq. . Portanto.

C3. visto que dyjdx a forma exponencial e simplificando. combinando com a Eq. que dá ~=~dx é Integrando.19) é a equação da curva (catenária) formada pelo cabo suspenso sob a ação do seu próprio peso.20).28 vê-se que dyjdx riores vem s = tg e = p. (5. de modo que só apareçam essas duas variáveis. considerando-se que x exige que K = .18) é a equação diferencial da curva (catenária) formada pelo cabo. vem dy dx = p = O.y). To fJ.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 185 Como s = f(x. é necessário modificar a equação. passando para tendo-se introduzido a função hiperbólica* por conveniência. To ( fJ.28.x To +K = O. 5. que.quando x = O. Assim. A solução desta equação é facilitada pela substituição p = dy /dx. vem (5.x To fJ. e. vem ln (p Vf+1J2 To + Vf+1J2) = ~ x + C o A constante C é zero. transforma-se em * Ver Tab. (5. Considerando a identidade (dS)2 = (dX)2 + (dy)2. (5.x To (5. . das expressões ante- =- To fJ. quando y A constante de integração k é calculada. Apêndice C.1) (5. senh- fJ.19) A Eq. Esta substituição y =cosh -. 5. No diagrama de corpo livre da Fig. = O. Assim.18) d2y dx2 = ~j1 To + (dy)2 dx A Eq. portanto.To/p.20) A tração T no cabo é obtida do triângulo de equilíbrio das forças na Fig. A inclinação pode ser integrada para se obter Y = -coshfJ. Entrando comp = dyjdx. .s/To.

a solução da parte (b) do Art. y Tmáx. (5. (5. nesse caso. Portanto. fornece.22) A Eq. e está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e afastados de 300 m. 27 kN Res.22) mostra que o incremento na tração do cabo. (5. depende apenas de f. Se a flecha for de 60 m. o que pode ser feito graficamente ou por cálculo.11772 (300) . (5. I [T o = 8h wL2 ] To = 0.. a relação da Eq. partindo do ponto mais baixo. e pode-se escrever para o comprimento total Nota: <D S = 300 [ 1 + 8 (1)2 3 5 -5 5 32 (1)4 + . a expressão da série desenvolvida na Eq.. medido na horizontal. a partir do ponto mais baixo. Como a distribuição da carga é horizontal uniforme.l. ' = 0.7 se aplica e tem-se uma forma parabólica para o cabo. significa que o cabo é tenso e.l. I 60m I To 1--------- A tração máxima ocorre nos suportes e é dada pela Eq. Problema Resolvido 5.1177 (300)2 = 22.81)(10-3) 2] 2 = 17. diretamente do diagrama de corpo livre da metade direita do cabo. onde a relação flecha-vão é pequena.J 1 + I 4 (60) Q[~J = 28 .19) a (5. A relação flecha-vão. T = To + f.0. sendo pequena. as relações podem ser aplicadas em ambos os lados do cabo.16) é convergente. A solução dos problemas de catenária.1067 .15a).01024 + . (5. (5. a tração máxima e o comprimento total do cabo.186 / ESTÁTICA ou T = TO coshTo JlX (5.10 Um cabo leve suporta uma massa de 12 kg por metro. A maioria dos problemas que envolvem catenárias exige a solução das Eqs.19). L = 300 m e w = 12 (9..21) A tração pode também ser expressa em função de y com o auxilio da Eq. ' = ~2 J~1 + (~) 4h R = 12(150)(9. ] Resp.21). pode ser obtida. Muitos problemas que tratam de cabos parabollcos ou catenários apresentam cabos suspensos em pontos que não estão no mesmo nível. pouca diferença existe entre a distribuição uniforme do peso ao longo do cabo e a mesma carga distribuída ao longo do vão. Assim. Solução. .22).07 kN 8 (60) Resp. que quando substituída na Eq. dentro de uma certa aproximação..Y (5. de onde se pode obter um po1Ígono de forças.14) dá para a tração no meio do vão. = 300 [1 + 0. 5.Y. Para h = 60 m. 1) [T max. encontrar a tração no meio do vão. pelas fórmulas apresentadas para o cabo parabólico. (5. Nesses casos.81) (10-3) kN/m.P A relação entre flecha e vão é 60/300 = 1/5 < 1/4.66 kN T max. ] = 329 m Sugestão: Verificar o valor de T máx. O processo gráfico será visto no exercício que aparece adiante.

To Esta equação pode ser resolvida mais facilmente pelo processo gráfico. Resp.107 PROPOSTOS cabos com a horizontal. 5. vale T máx.21). para x = 150 m.5 23.2 330m. To.10.3 60 ou = To 0. podendo ser calculada e representada graficamente para diferentes valores de To' A interseção das duas curvas estabelece a igualdade e determina o valor correto de To·. por um cabo de massa 12 kg por metro do seu comprimento e tendo como carga apenas o seu peso próprio.19).31 0.0 Solution To = 22. (5. entre suas torres. em relação à distância horizontal. distribuída uniformemente. que deve ser achada pela Eq. uma flecha de 143 me Os dois cabos de uma ponte pênsil. (5. Cada um dos membros da equação é uma função de To.] 7. em São Fraricisco. mesmo no caso de grandes flechas.1177) . pela Eq. a tração máxima e o comprimento total do cabo.30 0. Resp.0 23.11 Substituir o cabo do Problema Resolvido 5. A tração máxima surge quando y é máximo e. Resolvido 5. To (150) _ 1.2 0.1177) (60) = 30. PROBLEMAS 5. em cada cabo. To = 200 MN.FORÇAS OISTRIBUrOAS / 187 Problema Resolvido 5.28 0.0° 5. 23.108 A ponte Golden Gate. Resp.1177 kN/m.29 0. kN 0.2 kN.33 y = 60 m e J.2 + (0. 1 O comprimento total do cabo é dado pela Eq. a solução da parte (c) do Art.063 To = cosh 17. As Eqs. junto aos suportes na parte superior de qualquer das torres. Como a distribuição da carga é uniforme ao longo do comprimento do cabo. e o ângulo 8 formado pelos .com um vão de 1000 m e uma flecha de 150 m.10 para o cabo parabólico dá uma aproximação muito boa para os valores da catenária.1177 [COSh (0. 8 = 31. Assim. exigem o conhecimento da tração mínima To.22). (5.20) e (5. Observe que a solução do Probl. O cabo está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e distantes 300 m um do outro e tem uma flecha de 60 m.81) (10-3) = 0. no meio do vão. Nota: <D = 23.20) 2s =2 23.1177 senh (0. Calcular a tração To. tem um vão principal de 1 280 m. A aproximação é ainda melhor para pequenas relações entre flecha e vão.7 se aplica e tem-se uma forma de catenária para o cabo. suportam uma carga vertical de 480 MN. que tem um caxregamento uniformemente distribuído na horizontal.5 24. que dão respectivamente o comprimento do cabo e a tração. Encontrar a tração no meio do vão.1177) (150) 23. Esta representação gráfica é mostrada na figura que acompanha este problema e conduz à solução To = 23. Solução.66 _ 1.l = 12 (9.2 kN. (5.2 kN 0.

Cada um dos cabos suporta uma carga uniforme de 20 kg por metro. entre as duas torres idênticas.14). To = 21. T máx. em relação à horizontal. Deduzir a equação da curva formada pelo cabo.115 90m r------ 1~ A 200m 100m Probl. A inclinação do cabo é zero em A.112 O cabo de uma ponte pênsil com um vão de 1 000 m está 150 m abaixo da parte superior das torres de suporte.04 kN 5.19) em série de potências de cosh (jJ. a flecha h e o ângulo e feito pelo cabo com a horizontal.109 O cabo de A a B está carregado com uma carga de 80 Mg distribuída uniformemente ao longo da horizontal.09 kN. como se vê na figura. em cada cabo principal e a força de compressão C exercida pelo cabo no topo de cada torre. Calcular a tração máxima T no cabo. nos suportes.115 5. Determinar as trações T e To. é o mesmo em ambos os lados da torre. (5.-31 ) 3hx2 x ~ I ri h Probl. Calcular a tração To no meio do vão. 5. Resp. máxima e mínima.111 I I I I I 5. no topo da torre. O ângulo feito pelo cabo com a horizontal. Determinar a massa total m' de material adicionado ao piso por metro linear da ponte. 5.25 m.109 ---~ 5. e seu peso é pequeno comparado com a carga que suporta. (5.116 . Os pesos de ambos os cabos principais estão incluídos nessa carga estática admitindo-se uniformemente distribuídos ao longo da horizontal. para o desenvolvimento em série das funções hiperbólicas. T= 35.110 Desenvolver a Eq.116 Um cabo de massa desprezível está suspenso por dois pontos fixos tendo inclinação nula no suporte mais baixo. 5. Determinar a flecha h do cabo. h = 16.X/To) e mostrar que a Eq. = 1 173 kN lar o comprimento total S de cada cabo.s da ponte p~nsil indicaram um aumento de 1. To = 15. calcular a tração To no meio do vão.111 5. Um cabo suporta uma carga de 50 kgfm uniformemente distribuída.113 Uma pequena ponte pênsil para pedestres tem um vão de 100 m entre suportes. colocados no mesmo nível. 5. Resp. pode ser obtida tomando-se apenas os dois primeiros termos da série. CalcuG Probl. Resp. medido horizontalmente.80 MN na tração em cada um dos dois cabos principais devido ao recapeamento executado no piso da ponte. Apêndice B. medido na horizontal. Resp. sabendo que a carga w por ele suportada decresce uniforme~ente com x desdewo até zero. Se a tração máxima no cabo é 18 kN. no cabo.61 kN. e = 33. Resp.6 m de comprimento e está suspenso entre dois pontos no mesmo nível e afastados de 30 m um do outro. B8. (Ver Tab. equação da parábola.114 B 5.0° Um cabo que suporta uma carga uniformemente distribuída ao longo da horizontal. tem 33. m' = 909 kg/m 20m 20m +--- 50kg/m Probl.188 I ESTÁTICA uma carga estática total de 310 kN por metro linear. na posição a 1/4 do vão. 5. e está suspenso por dois pontos fixos localizados como se vê na figura. 5. y = --21' (l .) Medidas feitas no ponto A dos cabo.

122 Resolver o Probl.123 Probl.121 5. visto na figura.FORÇAS DISTRIBUfDAS / 189 as 5. Sabendo que a flecha é de 100 m. Resp. h == 18. 5._gr .119 Uma draga flutuante é mantida em posição por um único cabo preso à sua popa.. as relações para o cabo parabólico. por metro de seu comprimento.117 m sa lo s O cabo visto na figura é de massa desprezível e tem inclinação nula no suporte mais baixo.117 Um cabo flexível está ligado ao ponto A e passa sobre uma pequena polia em B. como aproximação.-r 180m m \.119 . está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e distantes 400 m entre si.dois pontos separados por uma distância horizontal de 10 m.5 m. calcular o comprimento total S do cabo.. para fazer com que o ângulo a seja nulo em A. que está 180 m acima de A.5 m 5.118 r-10ffi-] 5. sujeito à ação do seu próprio peso. determinar o peso J.121 usando. de acordo com a relação w == a + bx'. 5. 5. em terra. - m Um cabo. Deduzir a expressão para a tração To. 5. h == -(5wo + wl) 48To ' I B f. na origem.119. 5..118 e N O cabo de massa desprezível.~"om~ Probl.120 acima do nível da água e encontre o comprimento do cabo entre A e B. 5. Se o cabo exige uma tração T == 50 kN em B. ~ . Um cabo de 40 m de comprimento está suspenso entre . Calcular a distância h para a parte mais baixa do cabo. em A.123 ~~~ ~""" •. deduzir a equação para a flecha h do cabo. B 5. Se o cabo tem massa de 22 kg por metro do seu comprimento. Resp. usando três termos nas séries? . A~~~~--~~~ / I ~.124 Probl.""i'.119 usando as relações para um cabo parabólico..5.l do cabo. suportada pelo cabo varia de Wo no centro a w1 nas extremidades. 5. s == 251 m Refazer o Probl. L' Resp. Qual será o erro cometido se o cálculo for feito com a expressão dos cabos parabólicos.~~ ·250 Probl.121 m o Probl. É necessária uma tração de 300 kN no cabo. H == 24. ° 5. Se a carga por unidade de comprimento na direção horizontal. desde Wo até w I' como se vê na figura. em função da tração To no meio do vão.. está suspenso por dois pontos a uma distância L um do outro e sobre a mesma linha horizontal. A carga varia linearmente com x. como aproximação. e compare os resultados com os obtidos pelo Probl. calcular a altura H necessária para a ancoragem. 5. tendo direção horizontal no ponto de amarração A e vencendo uma distância horizontal de 250 m até o ponto de ancoragem B. e 5..

reboca um arado A durante uma inspeção do fundo do oceano para.2 N/m.128 Um balão está preso ao tambor de guincho por meio de um cabo de 100 m de comprimento.125 usando. (a) Pressão dos fluidos. p = 13.2kN. é incapaz de suportar uma força de cisalhamento. O cabo tem 18. como se vê na Fig. a pressão é a mesma em todas as direções (princípio de Pascal).125 Uma linha de transmissão elétrica está suspensa . sujeitos a forças devidas à ação de pressões exercida~por fluidos. com o arado na profundidade de 180 m.3 kN.51 kg/m.127 H 1 Probl. Resp. P3 e P4.2 kg/m de comprimento e uma flecha de 32 m. apresentada como Hidrostática quando o fluido é um líquido e como Aerostática quando o fluido é um gás. Assim.por duas torres situadas no mesmo nível e distantes 200 m uma da outra. principalmente à ação das forças que agem em corpos rígidos. o cabo. Em um ponto qualquer de um fluido. sem ultrapassar aquela tração máxima. As pressões do fluido normais às faces do elemento foram designadas por Pl.128 5. A Estática dos fluidos é. Calcular a força horizontal To aplicada ao arado e a tração máxima no cabo.4 kg de gelo por metro Resolver o Probl. levando em conside- ração seu empuxo. 5. que está a 480 m a ré do navio. Este fato pode ser demonstrado.127 Probl. considerando-se um prisma triangular e inflnitesimal do fluido. diâmetro de 12 mm e massa de 0.126 5. posteriormente. Devido à baixa velocidade.190 / ESTÁTICA 5. O peso efetivo do cabo de reboque. o comprimento do cabo de reboque do ponto A ao B. Encontre. P2. também. Calcular a altura H do balão. O equilíbrio das forças segundo as direções x e y exige que P2dxdz = P3dsdz cose P 1 dy dz = P3 ds dz sen e. . sabendo que o diâmetro do tambor é de 0. Para iniciar o enrolamento do cabo no tambor é necessário um torque de 400 N •m. Sabendo que o cabo pode suportar uma tração máxima de 60 kN. H= 90m 5. Os fluidos podem ser gasosos ou líquidos. Resp. Um fluido é qualquer substância contínua que. as relações para o cabo parabólico. geralmente. Um navio para lançamento de cabo submarino.= 38. Força de cisalhamento é uma força tangente à superfície sobre a qual atua e aparece quando existe diferença de velocidades entre lâminas adjacentes dos fluidos. 5. O navio mantém-se com velocidade baixa constante. 5. no meio do vão. Resp. O cabo tem comprimento suficiente para permitir que saia horizontalmente do arado. Nestas condições. do gelo que se pode acumular no cabo. Tmáx.5 m. 5. na entrada do tambor faz um ângulo de 30° com a vertical. lançar um cabo telefônico. s=522m 5. determinar a massa p por unidade de comprimento. Neste item estudaremos o equilíbrio de corpos.29. To=30. é de 45. um fluido em repouso só pode exercer força normal sobre uma superfície limite. pode-se desprezar as forças do movimento do cabo na água. em repouso. O vento na região é muito fraco. como aproximação.8 ESTÁTICA DOS FLUIDOS Até aqui dedicamos nossa atenção.

isto é. Cl. O equilíbrio do elemento do fluido na direção h exige P dA + pg dA dh dp (p pgdh + dp) dA =O (5. quando se passa os limites. A Fig.5. Os fluidos essencialmente incompressíveis são chamados líquidos. para tabela dos pesos específicos. estando de acordo com o conhecimento comum das pressões exercidas pelo ar e pela água . para a maioria dos fms práticos. veja a aceleração da gravidade g) é multiplicado pelo volume do elemento resulta uma quantidade diferencial de terceira ordem que pode ser desprezada. ara esé da l. a superfície lateral não interfere no cálculo do equilíbrio das forças verticais. Nesta análise não é necessário levar em consideração o peso do elemento do fluido. suas densidades p podem ser consideradas constantes. cuja seção transversal tem a área dA.FORÇAS OISTRIBUIOAS / 191 xa vinno do m dx I P2dxdz or o. a pressão em um ponto qualquer de um fluido é a mesma em qualquer direção. a Eq. considera-se uma variação da dimensão vertical. (5. densidade p.23) é verdadeira. A pressão sobre a face superior é P e sobre a face inferior é P mais a variação de p. Em qualquer fluido em repouso. visto que quarido o seu peso específico (peso por unidade de volume. Portanto. e o resultado é (p = Po + pgh) (5. a pressão é função da dimensão vertical. (5. P + dp. A Eq. Apêndice C. tanto para os líquidos quanto para os gases. . O peso do elemento é igual a seu peso específico pg multiplicado pelo volume.30 Esta relação diferencial mostra que a pressão em um fluido aumenta com a profundidade ou decresce para a superfície.23) = pdA pgdAdh I \ Fig.24) * Ver Tab.30 mostra um elemento diferencial de uma coluna vertical de um fluido. â- Fig. verifica-se que P4 também é igual às outras pressões.23) pode ser integrada como se encontra. 5. e leva-se em conta o peso do fluido. em qualquer parte dos líquidos. m Girando o elemento num ângulo de 90°.29 Como ds sen () = dy e ds cos () = dx.5. do que se segue que. O sentido positivo da dimensão vertical h foi tomado para baixo. Para se determinar esta função. diante das grandezas diferenciais de segunda ordem. não aparecem na figura. estas equações exigem que Pl=P2=P3=P. Como as forças normais. * Com p constante.

m/s2 para g e m para h.3la representa uma chapa 1-2-3-4.. A Fig. e é igual ao peso específico pg vezes a profundidade vertical da superfície do líquido ao ponto 2. a pressão conhecida como "pressão manométrica" que é p = pgh.1 kN/m2 = 98. e a posição na qual esta resultante atua. como é o caso de uma válvula-gaveta de represa ou a parede de um tanque. o produto gh dará a pressão diretamente em kPa.3 kPa.5. 5 (a) (b) (c) Fig. necessitamos considerar.192/ ESTÁTICA A pressão poé a pressão sobre a superfície de líquido. a pressão em uma profundidade de 10 m.1 (3 10 --sz( 1. A unidade usada para pressão no SI é o quilopascal (kPa). Nos problemas onde as forças do fluido são apreciáveis. chamado "pressão manométrica" ou p = pgh.A pressão atmosférica ao nível do mar (1 atmosfera) pode ser igual a 101. No ponto I. Uma superfície imersa em um líquido. * obter-se-á.81 m) kg' m m2 1) = 98. A pressão do fluido (manométrica) que atua normalmente à chapa. se for usado Mg/m3 para p.0 Mg) ( 9. sobre a aresta inferior.1 kPa (b) Pressão hidrostática sobre superfides retangulares imersas. Consideremos o caso comum da ação da pressão hidrostática sobre uma chapa retangular imersa em um líquido. representada pela altitude do prisma truncado 1-2-3-4-5-6-7-8 com a chapa como base. com a leitura. A variação da pressão p sobre a área da chapa é governada pela relação linear da profundidade e. Assim. A superfície horizontal do líquido está represen· tada pelo plano x-i. Por exemplo. em água doce é s v P __ . onde h = O. No cálculo da pressão. e esta pressão é a mesma em todos os pontos ao longo da aresta 1-4. .98. A força resultante produzida por esta distribuição de pressão está representada porR. 5.. dá uma resultante nula. está representada pela seta 6-2. somente. no ponto 2. Esta mesma pressão atua em todos os pontos ao longo da aresta 2-3. conhecido como centro de pressão. com a aresta superior na horizontal e o plano da chapa fazendo um certo ângulo qualquer e com o plano vertical. Para os sistemas abertos para a atmosfera terrestre. desse modo. Se Po for devido à pressão atmosférica. é necessário considerar a força resultante devida à distribuição de pressão sobre a superfície. que é o mesmo que um quilonewton por· metro quadrado (103 N/m2).pgh - m3 S2 (10 m) _ . a pressão atmosférica Po atua sobre todas as superfícies e. o acréscimo acima da pressão atmosférica. e se o instrumento de medida registra somente o acréscimo acima da pressão atmosférica. que atua em algum ponto P.31 . portanto. está submetida a pressão do fluido normal à sua superfície e distribuída sobre sua área. a pressão do fluido é igual a pg vezes a profundidade vertical do ponto 1.

5. Substituindo P dy = dA' e cancelando b resulta y= _ f ydA' f dA' que é simplesmente a expressão para a coordenada do centróide da área trapezoidal. a distribuição de pressão é trapezoidal. Portanto. r. a força resultante que atua sobre a chapa inteira pode ser expressa como o produto da área trapezoidall-2-6-5 pela largura b da chapa R =bf dA I = bA I Deve-se tomar cuidado para não confundir a área física A da chapa com a área geométrica A'. a força resultante R pode ser escrita em função da pressão média Prnéd. A força representada pelo acréscimo triangular da distribuição de pressão é -+ (P1 .31a. e a força representada por cada parte é considerada separadamente. Se b for a largura horizontal da chapa. 5. Portanto. uma expressão opcional para R é R é = Prnéd. definida pela distribuição trapezoidal da pressão. e éR2 =P2A. a resultante R passa pelo centróideC da área trapezoidal defmida pela distribuição de pressão sobre a seção vertical. na vista bidimensional. na Fig.31c). é facilmente expressa usando-se sua altitude média. Portanto. Para esta seção. onde A é a área 1-2-3-4 da chapa. considerando-se a resultante como composta por duas componentes (Fig. (a) Fig. A área trapezoidal. 531 a. Assim. No estudo de uma distribuição trapezoidal de pressão. A força representada pela parte retangular atua no centro O da chapa. são idênticas às da seção 4-3-7-8 e em todas as outras seções verticais da chapa. como mostrado. = ~ (P1 + P2) vezes a área A da chapa. bidimensional de uma seção vertical. Usando o eixo x (ponto B na Fig. Portanto. Mas p dy é. A linha de ação da força resultante R é obtida do princípio dos momentos. A = pghA onde h = Y cos e. o problema pode ser analisado a partir da vista.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 193 . 531b para a seção 1-2-6-5. O trapezóide é dividido em um retângulo e um triângulo. como é mostrado na Fig. 531b como o eixo dos momentos dá RY = f y(pb dy). de modo que dR = b dA'. através do qual a resultante realmente passa. o m É evidente que as condições que prevalecem na seção vertical 1-2-6-5.A'. que representa a distribuição de pressão. o cálculo é usualmente simplificado. Y também posiciona o centróide C do prisma truncado 1-2-3-4-5-6-7-8 na Fig. uma área elementar da chapa sobre a qual a pressão P = pgh atua é dA = b dy.32 . simplesmente. A pressão média é também a pressão que ocorre na profundidade média do centróide O da chapa.5.P2)A e atua no centróide da parte triangular. e um aumento da força resultante é dR = P dA = = bp dy. o acréscimo sombreado da área trapezoidal dA'. Evidentemente.

aplicadas ao diagrama de corpo livre da porção do fluido. seria necessário escrever uma equação de momentos para determinar a posição -de R. A superfície horizontal do líquido é o plano x-y.5. Portanto. A pressão p tem a mesma intensidade por todo o comprimento da faixa. Considera-se o equihbrio da porção do líquido ABC diretamente acima da superfície mostrada (Fig.33a mostra uma superfície plana de qualquer formato imersa em um líquido. ao longo da curvaAB. 5. As resultantes das pressões nas direções AC e CB sãoPy ePx. e l p p Ry = bf (p dL)y = bf P dx Em seguida. A força total que atua sobre a área exposta A é obtida por integração e é p o o f f d R =f dR =f P dA = pg f p h dA Substituindo a relação do centróide hA = f h dA. muito mais simples. onde os elementos da superfície são paralelos à superfície horizontal x-y' do líquido. causada pela pressão distribuída em superfície curva. então. então. Para determinar R por integração direta. 5. A resultante R.32a. determinada completamente pelas equações de equihbrio. A força que atua sobre a faixa diferencial de área dA paralela à superfície do líquido é dR = p dA = pgh dA. revelam a mesma curvaAB e a mesma distribuição de pressão. e é a pressão e p c D p d Fig. pode ser usada. como a reação igual e oposta da superfície sobre a porção do líquido. Um segundo método para a determinação de R é. do centróide O da área.32b. freqüentemente. perpendiculareS à superfície. 5. acarreta mais cálculo do que em superfície plana. é necessário integrar as componentes de dR. (d) Pressão hidrostática sobre superfícies planas de qualquer fonnato. e são fmalmente obtidas. Todas as seções verticais. segundo os eixos dos x e dos y.194 I ESTÁTICA (c) Pressão hidrostática sobre superfícies cilíndricas. considere a superfície imersa. visto que não há alteração da profundidade ao longo da faixa horizontal.25) c A grandeza pgh representa a pressão que existe na profundidade média sobre a área. O pesoP da porção do líquido é calculado a partir da área ABC de sua seção.32c). A Fig. Assim.33 . A resultante R revela-se. Como exemplo. vem (5. a representação bidimensional da Fig. multiplicada pela dimensão constante b e pelo peso específico pg. mostrada na Fig. 5. respectivamente. O peso W passa pelo centróide da área ABC. visto que a pressão muda continuamente de direção. e o plano da chapa forma um ângulo e com a vertical. A força de equilíbrio R é.

FORÇAS DISTRIBU(DAS

I

195

o -

A resultante R pode, também, ser representada geometricamente pelo volume mostrado na Fig. 5.33b. Aí a pressão p do fluido é representada como uma altitude em relação à chapa considerada como base. O volume resultante é um cilindro reto truncado. A força dR que atua sobre a área diferencial dA = x dy produz o volume elementar dV = p dA mostrado pela fatia sombreada, e a força total é então representada pelo volume total do cilindro. Portanto,

R

=

f dR

=J

dV

=

V

Vê-se pela Eq. (5.25) que a altitude média do cilindro truncado é a pressão média pgh que existe na profundidade que corresponde ao centróide O da área exposta à pressão. Em problemas onde o centróide O, ou o volume V, não é óbvio, pode-se realizar uma integração direta, para obter R. Assim

R

=

f dR = f P dA = f

pghx dy

onde a profundidade h e o comprimento x da faixa horizontal da área diferencial devem ser expressos em função de y para efetuar a integração. A segunda exigência da análise da pressão do fluido é a determinação da posição da força resultante, a fim ,de responder pelos momentos das forças de pressão. Usando o princípio dos momentos com o eixo dos x da Fig. 5.33b como o eixo dos momentos, vem

RY=

J ydR

ou

y=

J ydV
V

(5.26)

Esta segunda relação satisfaz a defmição da coordenada Y para o centróide do volume Ve é deduzido, portanto, que a resultante R passa pelo centróide C do volume definido pela área da chapa como base, e a pressão que varia linearmente como altitude. O ponto P em que R está aplicado à chapa é o centro de pressão. Deve-se notar, cuidadosamente, que o centro de pressão P e o centróide O. da área da chapa não coincidem. (e) Flutuação. O princípio da flutuação, cuja descoberta é atribuíja a Arquimedes é facilmente explicado, para qualquer fluido, líquido ou gasoso, em equilíbrio, da maneira que segue. Consideremos uma porção do fluido limitada por uma superfície fechada, imaginária, como está ilustrado pela linha interrompida, irregular, na Fil!. 5.34a. Se o fluido pudesse ser retirado do interior da superfície limite, fechada, da cavidade, e substituído, simultaneamente, pelas forças que exercia sobre os limites da cavidade (Fig. 5 .34b), não haveria modificação alguma no equiHbrio do fluido vizinho. Além disso, o diagrama de corpo livre dessa porção do fluido antes de ser removido (Fig. 5.34c) mostra que a resultante das forças de pressão, distribuídas sobre sua superfície, deve ser igual e oposta a seu peso mg e deve passar pelo centro de massa do elemento do fluido. Se o elemento for substituído por um corpo das mesmas dimensões, a ação das forças sobre a

(b)

(c)

Fig.5.34

196 / ESTÁTICA

superfície do corpo, mantido nesta posição, será idêntica a das que atuavam sobre o elemento do fluido. Assim, a resultante das forças que atuam sobre a superfície de um objeto imerso em um fluido é igual e oposta ao peso do fluido deslocado e passa pelo centro de massa do fluido deslocado. * Essa força resultante é a força de empuxo ' (5.27) onde p é a densidade de fluido e g é a aceleração da gravidade. No caso de um líquido cuia densidade é constante, o centro de massa do líquido deslocado coincide com o centróide do volume deslocado. Segue da discussão anterior que, quando a densidade do objeto é menor do que a densidade do fluido no qual ele está imerso, haverá uma força vertical não-equilibrada, e o objeto flutuará. Quando o fluido de imersão é um líquido, o obieto sobe até a superfície, ficando, então, em repouso, em situação de equilíbrio, supondo-se que a densidade do novo fluido, acima da superfície, seja menor do que a densidade do objeto. No caso da superfície de separação entre um líquido e um gás, tal como entre a água e o ar, o efeito da pressão do gás sobre a parte do objeto flutuante, acima da superfície do líquido, é contrabalançada pelo acréscimo de pressão no líquido decorrente da ação do gás sobre a sua superfície. Um dos mais importantes problemas de flutuação é a determinação da estabilidade de um objeto flutuante. Esta situação pode ser ilustrada considerando-se o casco de navio, mostrado em corte transversal, em posição vertical na Fig. 5.35a. O ponto B é o centróide do volume deslocado e é conhecido como o centro de empuxo. ** A resultante das forças exercidas sobre o casco, pela pressão da água, é a força F. A força F passa por B, e é igual e oposta ao peso w do navio. Se o navio for obrigado a inclinar-se no ângulo o: (Fig. 5.35 b), a forma do volume deslocado muda, e o centro de empuxo deslocar-se-á para uma nova posição, tal como B. O ponto de interseção da linha vertical que passa por B' com a linha de centro do navio é chamado de metacentro M, e a distância h, de M até o centro de massa G, é conhecida como altura metacêntrica. Para a maioria dos formatos de casco, a altura metacêntrica permanece praticamente cpnstante para ângulos de inclinação até 20° aproximadamente. Quando M estiver acima de G, como na Fig. 5.35b, há evidentemente um momento de correção, que tende a trazer o navio de volta à sua posição original. O valor deste momento, para qualquer ângulo específico de inclinação, é uma medida da estabilidade do navio. SeM estiver abaixo de G, como para o casco da Fig. 5.35c, o momento que surge com qualquer balanço do casco, está no mesmo sentido, e tende a aumentar a inclinação. Isto evidencia uma condição de instabilidade e deve ser evitada no projeto de qualquer navio.

F
(a)
(b)

F

~F
(c)

Fig.5.35

* N.T. Este é.o conhecido Princípio de Arquimedes, em geral, apresentado com o seguinte enunciado: "Todo corpo mergulhado em um fluido recebe um empuxo, de baixo para cima, igual ao peso do fluido por ele deslocado". ** N.T. Na técnica naval este ponto é conhecido também como centro de carena.

FORÇAS OISTRIBUfoAS I 197

. e é

Problema Resolvido 5.12
A chapa retangular, mostrada no corte vertical AB, tem 4 m de altura e 6 m de largura (na direção normal ao plano do papel) e bloqueia a extremidade de um canal de água doce de 3 m de profundidade. A chapa está articulada em torno de um eixo horizontal na direção de sua aresta superior, que passa por A, e está contida pelo ressalto fIxo em B, na abertura do canal, que reage horizontalmente cop.tra a aresta inferior da chapa. Calcular a força B exercida contra a chapa pelo ressalto. O diagrama de corpo livre da chapa é mostrado em corte e inclui as componentes vertical e horizontal da força em A, o peso W = mg da chapa (não especificado), a força horizontal B (desconhecida) e a resultante R da distribuição triangular de pressão contra a face verticaL A massa espec.íf1ca da água doce é p = 1 000 Mg/m 3, de modo que a pressão média é
Solução.

A
~<>

=-"_-:--

--'

é

~

-- -:. _lfID_"
-~
3m

=~'=,

I' .=
1='

mlB

e

a

y I I

x--._ Ax

Ay

IPméd. = pgh]

Pméd. = 1 000 (9,81) (3/2) = 14,72 kPa .

o A

A resultante R, das forças de pressão contra a chapa, vem a ser
[R

-l
mg

a = Pméd.A]
R = (14,72) (3) (6) = 265 kN.

é
Esta força atua no centróide da distribuição triangular da pressão, que está 1 m acima da parte inferior da chapa. Um somatório de momentos, igual a zero, em torno deA, determina a força B desconhecida. Assim, 3 (265) - 4B =
O,

Nota:
<D

J

4m

Observe que as unidades envolvidas com a pressão pgh são:

B = 198,7 kN

Resp.

( 103m3 kg)(m) ~ (m)= (kg.m)l( 103-s,-' kN/m' = kPa.

1) = m'

Problema Resolvido 5.13 r-5OOmID-1
O espaço de ar em um tanque fechado de água doce é mantido com uma pressão de 5,5 kN/m' (ou kPa) acima da pressão atmosférica. Determinar a força resultante R exercida pelo ar e pela água na parede da extremidade do tanque.
Solução. A fIgura mostra a distribuição de pressão sobre a superfície da extremidade, onde Po = 5,5 kPa. O peso específIco da água doce é J.l = pg = (1 000) (9,81) = 9,81 kN/m3, de modo que o incremento de pressão t:.p devido à água é t:.p =
J.l

Vista lateral
PO

A

t:.h = 9,81 (0,6~ = 5,89 kPa.

.~

1

=~
I

As" forças resultantes R I e R., correspondentes às distribuições de pressão retangular e triangular", respectivamente, são RI = poA 1= 5,5 (0,760) (0,5) = 2,09 kN
/:"P

--~ Ri

-~
PO

J I --'L

"mm I 560

B

R. = t:.Pméd.A.

= 5,~9 (0,6) (0,5) = 0,883 kN

Nota:
<D

A resultante é, então,

R = RI + R. = 2,09 + 0,883 = 2,97 kN

Resp.

Dividir a distribuição de pressão nessas duas partes é, sem dúvida, o caminho mais simples para encontrar a solução.

198 I ESTÁTICA

Localiza-se R aplicando o princípio dos momentos em torno de A, observando-se que R I atua no centro da altura de 760 mm e que R2 atua no centróide da distribuição de pressão triangular, que está a 400 mm abaixo do nível da água e a 400 + 160 = = 560 mm abaixo de A. Assim,
2,97 h

= 2,09
mm

(380) + 0,883 (560)
Resp.

h = 433

Problema Resolvido 5.14
Determinar, completamente, a força resultante R exercida sobre a superfície cilÍndrica da represa, pela água. A massa específica da água doce é 1 000 Mg/m" e a represa tem um comprimento; normal ao papel, de b = 30 m.

I

-=-B
Solução. A porção circular de água BDO está isolada, e seu diagrama de corpo livre está desenhado. A forçaPx é

1

Px

=

puh A
O'

=
W

pgr br 2'

= (1000)(9,81)(4) 2

(30) (4) = 2350 kN

o peso
mg

o
da água é

D

---x

=

pgV

= (1 000) (9,81) --

11'(4)2
4

(30) = 3 700 kN

e passa pelo centro de massa G. O equilíbrio da seção de água exige P;Fx
[~Fy

----\
kN kN Notas:

x

= O] = O]

Rx

= Px = 2 350
mg

Ry =

= 3 700

A força resultante R, exercida pelo fluido sobre a represa, é igual e oposta à mostrada atuando sobre o fluido, e é
[R

=.J

Rx2

+ Ry2]

R =.J (2350)2 + (3 700)2

=4

380 kN
Resp.

<D

Veja a Nota CD no Probl. Resolvido 5.12 se houver alguma dúvida a respeito da unidade
de pgh.

Pode-se encontrar graficamente a coordenada x do ponto A, através do qual passa R. Algebricamente, x é determinado pelo princípio dos momentos. Usando B como centro de momentos, vem
r Px -3 4r

+ mg -311'-

Ryx

=O

x=

2 350

(4) 3' + 3 700
3700

(li) 311'

= 2,55

m

Resp.

FORÇAS OISTRIBUfoAS

I 199

Solução Alternativa. A força atuando sobre a superfície da represa pode ser obtida pela integração direta dos componentes dRx onde p Rx

= P dA

cos e e dA

e

dR y

= p dA
Assim,

sen e

= pgh = pgr sen e
11/2

= b (r de). = -pgr'b

= fo

pgr'b sen e cos e de

-o [cos 4 2e J11/2

=

= -}pgr'b

Ry

= fo11/2 pgr'b = + 11pgr2b

sen' e de

=

2 pgr2b [ !....

_

0- sen4 2e J11/2
+ 112/4. SubstituinResp. @ Este método· de solução pela integração é viável aqui, principalmente, devido à geometria do arco circular.

Assim, R =.) Rx2 + Rl do os valores numéricos:

=-}pgr' b.)1
(30)

R = -} (1,00)

(9,81)

(42)

.)1 + 112/4 = 4 380 kN

Como dR sempre passa pelo ponto O, vê-se que R também passa por O e, portanto, os momentos de Rx e de Ry em torno de O devem se anular. De modo que se pode escrever Rx Yl = =Ry xl' que dá

Por triângulos semelhantes, vê-se que x/r

= X1/Yl

= 2/11

e

x

=

2r/11= 2 (4)/11

= 2,55

m

Resp.

Problema Resolvido 5.15
Determinar a força resultante R exercida sobre a extremidade semicircular do tanque de água mostrado na figura, se o tanque estiver cheio até sua capacidade máxima. Expressar a resultante em função do raio r da extremidade circular, e da massa específica p da água.

Solução l. Por integração direta determina-se R. Com uma faixa horizontal de área dA = 2x dy, atuada pela pressão p = pgy, o incremento da força resultante é dR = p dA, de modo que, R =fpdA Integrando dá Resp. Determina-se a posição de R pelo princípio dos momentos. Tomando os momentos em relação ao eixo x, vem: [RY=fydR] =f pgy(2xdy) =2pg

fo

r

y~dy

.

200 / ESTÁTICA

Integrando resulta
3Pgr
2 :3 -

Y=~

42

4

1T

e

y=

---r6 r

31T

Resp.

Solução 11. Usando a Eq. (5.25) diretamente para encontrar
R, onde a pressão média é pgh e h é a coordenada do centróide

h=
[R

da área sobre a qual atua a pressão. Para uma área semicircular, 4r /31T. Assim,

= pghA)

Resp.

Este cálculo significa encontrar o volume da figura formada pela área semicircular e a distribuição de pressão. A resultante R age no centróide C do volume definido pela figura pressão-área. O cálculo da distância Y do centróide emprega a mesma integral obtida na Solução I.

Nota:
<D

Atenção para não cometer o erro de pensar que R passa pelo centróide da área sobre a qual atua a pressão.

Problema Resolvido 5.16
Urna bóia, com formato de poste, tem 8 m de comprimento, 0,2 m de diâmetro e massa de 200 kg. Sua extremidade inferior está presa por um cabo de 5 m ao fundo de um lago de água doce. Se a profundidade da água é de 10 m, calcular o ângulo 8 feito pelo poste com a horizontal.

I .~
I .

-==----.:":-l/~-

Solução. O diagrama de corpo livre da bóia mostra seu peso 1) atuando em G, a tração vertical T do cabo de ancoragem e a força de empuxo B que passa pelo centróide C da parte submersa da bóia. Faça x ser a distância de G à superfície da água. A massa específica da água doce é p = 103 kg/mS, de modo que a força de empuxo é
[B=pgV) B

_~I _1W"'

TI

=

103 (9,81)

1T

(0,1)' (4 + x) N

O equilíbrio dos momentos, em torno.do ponto A dá
LMA

=O
2

4+x 200(9,81)(4 cos 8) - [103 (9,81)rr (0,1)' (4 + x)) -cos 8 Assim, x

=O
Nota:
<D

= 3,14 m

e

8 = arc sen ( 4 + 53,14 ) = 44,5°

Resp.

Corno as forças, decorrentes do peso e do empuxo, são verticais, para haver equilíbrio a outra única força, T, deve ser também vertical.

PROBLEMAS PROPOSTOS
5.129 A represa em curva tem a forma de urna ~uperfície cilíndrica de 240 m de raio, e subtende um ângulo de 60°. Se a profundidade da água for de 90 m, determinar a força total P exercida pela água sobre a face da represa .. Resp. P = 9,54 Gl\

Calcular a força F da mola pré-montada. 5. A massa específica da água ép. bloqueando a extremidade de um canal retangular com água doce de 1.5m Um tubulão cilíndrico de raio r e espessura de parede t foi colocado em posição e a água do seu interior.134 A comporta articulada ABC fecha uma abertura de largura b (perpendicular ao papel) em um canal de água. de seção retangular. F = 38..1 kN 1 Probl.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 201 uma escora BC em cada 1. que se comporta como um líquido de massa específica Pm' Determinar a espessura mínima b da parede. Resp.129 l. na parede do cilindro.130 t ~ h . A água tem livre acesso tanto à parte inferior como ao lado direito da comporta. que limitará a profundidade da água em h = 1. Probl. 5. supondo que as uniões A.132 5. para qualquer profundidade h. de altura diferencial.8 m. Analisar as forças que atuam sobre um anel semicircular. ~ Probl. O concreto úmido pode ser tratado como um líquido de massa específica 2 400 kg/m 3. ~ ProbJ.3 kN B ProbJ. 5. bombeada para fora.132 A forma para uma pequena parede de concreto tem a seção mostrada na figura.. Resp. C = 16. espessura b e massa específica Pc' A parede sustenta lama. 5. 5.131 '~~b~ lz 5. Foi colocada Probl. girando em torno da arestaA. B e C atuem como articulações.2m r 5-130 A comporta vertical carregada à mola está articulada em torno de um eixo horizontal.133 5. 5. tem altura h. para impedir que ela tombe. Quando o nível da água aumenta acima de um h c -~~~.131 Uma parede de concreto. e determinar a expressão da tensão de compressão a.6 m ao longo do comprimento da parede. .•.133 t r 1.134 N .2 m de largura (na direção normal ao plano do papel). ao longo de sua aresta superior A. Calcular a compressão em uma escora BC.

Q = + 1trpo Probl.140 Probl. contendo água doce. Calcular a força vertical P exercida pela fundação sobre a extremidade inferior A da comporta.~lm ~. A pressão é positiva a barlavento do galpão e negativa.135 A figura mostra a seção transversal de uma comporta retangular de 4 m de altura e 6 m de comprimento (perpendicular ao papel). ~ LJ -. ao longo do comprimento da calha. Desprezar a massa da estrutura que sustenta a comporta.137 3mlB -----. 5.135 5. e estão mantidos na posição mostrada na fIgUra por um cabo e tensor. O cilindro é tornado estanque à água por um envoltório plástico. que bloqueia um canal de água doce. A massa específica da água salgada é 1 030 kg/m 3• Desprezar as componentes verticais das forças devido ao fundeamento. 5.6 m de diâmetro. > p. Resp. Determinar o esforço cortante horizontal total Q.. Quando lastrada._--.138 ~-3m ---====: . h = 24. 5.138 5.139 O casco de uma plataforma flutuante para perfu· ração de petróleo consiste de dois batelões retangulares e de seis colunas cilíndricas que suportam a plataforma de trabalho. T = 89. Calcular a tração T no cabo. Determinar a expressão para a distância b do bloco dentro do líquido superior. medido na direção normal ao plano do papel. Resp.202 / ESTÁTICA certo valor h. Determinar o valor crítico de h.~ft~ P2 Probl.) Resp. --- ---~-----~ -~--------- f~~ti[-1[~~-~:~~-. a comporta se abre. (Consultar a Tabela C1 do Apêndice C. -'-=---- 5. . 5. 5. é mantido submerso até a metade em água doce por um cabo que passa por uma polia fixa em A. A pressão p contra o telhado circular é aproximadamente Po cos e. Resp. mostrada em corte.9 kN Probl.. A comporta tem massa de 8. estão articulados em torno de sua interseção comum que passa por O. se necessário.136 Um cilindro maciço de concreto de 2. a estrutura toda tem um deslocamento de 26 000 Calcular o calado h total da estrutura quando estiver fundeada no oceano. por unidade de comprimento.4 m de comprimento e 1. localizados a cada 2 m. Calcular a tração T em cada tensor.5 Mg e é articulada em torno do eixo horizontal que passa por C.1 m t 5. 1' O galpão está submetido a um vento horizontal.136 Os lados de uma calha em forma de V. h = a 5.137 fi O bloco homogêneo de massa específica p está flutuando entre dois líquidos de massas específicas PI < P e P. Desprezar a massa da comporta. sobre a fundação do telhado. a sotavento.

Resp. Vista frontal Probl. M=195. Probl.85.140 água doce) de 0.139 Vista lateral ntal. tem 3 m de altura e 2. C = 25. 5. à direita.2kNom 1 n: Prob1. lar ~ -42 A chapa retangular. Determinar a compressão C em cada escora BC. necessária para fazer com que a reação em B seja nula. imaarlarmibre a menapel.6 m.· tem 3 m de comprimento (na perpendicular ao papel) e é articulada em torno da aresta superior B. A comporta separa um lago de água doce.143 erfu· etan· tarr. ~ 00 and íficz comdea- Um canal de água doce tem 9 m de largura (perpendicular ao plano do papel) e está bloqueado por um obstáculo retangular. mostrado por sua seção ACD. rrrpo t Prob1. 5. 5. Determinar a profundidade h da água.FORÇAS DISTRIBUfDAS / 203 está ecífipara rior. Resp. Calcular o torqueM necessário a ser aplicado no eixo B da comporta para impedir que ela se abra quando o nível da água salgada diminuir de h = 1 m. comparado com as outras forças atuantes.7 m de largura (normal ao plano do papel) e separa os reservatórios de água do mar e de óleo. de uma bacia de maré de água salgada.141 endc ado~ a po:: flgll2 lU. à esquerda.143 . ao longo da largura de 9 m. O óleo tem uma densidade relativa (razão entre a massa específica do óleo e o da Prob1.142 5. 5.4 kN -± h Uma comporta retangular cuja seção está mostrada na fIgura. a. 5. Supor que o peso do obstáculo seja desprezível. mostrada em corte. As escoras horizontais BC de suporte estão localizadas a cada 0.

88). Calcular o volume total V desl pela câmara. Que comprimento h da corrente p ser abaixada dentro de uma parte profunda . Sua resistência à ruptura é 13. As marcas de calado no casco do navi:: apresentam a mesma leitura na água salgada. A comporta tem massa total de 3 100 kg.0 kN 5. No posicionamento do centro de gravidade da comporta. desprezar sua espessura comparada com o raio de 2.-------.-iI .f de 8 kN. (Supor que não haja variação na pressão da gaxeta entre a chapa de fechamento e o tanque. mostrada em corte. em forma de quadrante de círculo. em A e B.7 Mg.145 5. e na água doce.im::.5 kN.. ---- --------1.00 m e espessura de 35 mm.7~ - '-- L' - B P Probl. 5. TA = 80. espaçadas de 1.144 A forma de uma sapata de concreto é articulada emA. d _r Probl.i-2. e está articulada em torno de sua aresta superior A. tem um compartimento p= passageiros em forma de esfera. raio médio de 1.:i oceano antes da corrente se romper. como se vê na fIgura. em cada travessa. Probl. então. calcular a força de compressão C.. C2- 5. 1 -i.146 5. e suportada por travessas horizontais BC. Quando a câmara desce a uma p~ didade de 1. de 6. Calcular o acréscimo de tração em cada parafuso.40 Mgfm 3. ---:-'.145 A chapa de fechamento da porta de visita de um tanque de água doce está aparafusada no local e o tanque está cheio até o nível mostrado.0 N..) Resp.6 N Probl. na aresta inferior. tem uma largura horizontal de 1. <L~ pois do carregamento. 5. Calcular o deslo~ mento final m (massa total) do navio em tone das métricas (Mg). 5.7 m.147 -. resultank do comportamento do concreto ao ser despejado. .204 I ESTÁTICA 5. Um veículo submersível. recebe um carregamento adicional 2400 m3 de óleo combustível (de densidade reh=tiva 0. h = 1 í'::~Um superpetroleiro se movimenta de um anCOC?douro em água doce para outro em água salgó e.147 A câmara de mergulho tem massa total. incluindo pessoal. TB = 96. e controla o fluxo de água doce sobre a borda em B.146 A comporta AB.150 = . equip= to e lastro. antes éi receber o óleo combustível. sob a ~de seu próprio peso? Resp.anter a comporta fechada. feito de aço.'. para pesquisas em gra::des profundidades.-. 4OO~mm 1<~~>I -- -- (j .8 m (normal ao plano do papel). de modo que a força devida à pressão da água é resistida unicamente pelo acréscimo na tração nos parafusos.5 m.5.148 '200mm -1 I . Desprezando o peso da forma. I "'1200mm ~uu 1 °lt +' __ 5. tomando para o concreto a massa específIca de 2.. Resp.. elo de 6 mm e massa de 93 kg por 100 me comprimento. P = 45. Calcular a força mínimaP.149 A corrente de aço tem um diâmetro rtoI11. d'água. t--~. necessária para m. a tração no câx:. devido ao enchimento do tanque.144 5.2 km no oceano.

m = 1. Calcular a força P.5 Mg. determinar o torque M a ser aplicado no eixo em O para manter a válvula fixa em uma posição.. exercida pela água doce do tanque sobre a janela triangular representada. As chapas são articuladas ao longo da aresta comum B e ao longo das arestas A e C das paredes do canal. cada uma. consiste de um disco circular plano. de modo que os pesos combinados da esfera de aço e do lastro de chumbo cancelem seus empuxos.210 Mg (toneladas métricas) 5. consiste de duas chapas retangulares.153 Uma grande válvula borboleta. Se a diferença da pressão do fluido sobre as duas faces da válvula variar linearmente com a distância ao eixo.) Resp.J51 O objeto flutuante é composto de uma semiesfera e de um cilindro circular de raio igual a r. por metro de comprimento do canal. Determinar também a distância H de R ao nível da água. homogêneas. de zero a Po' conforme mostrado na figura. exercida por uma chapa sobre a articulação em B.) Resp.52 4m Determinar a força total R. determinar a altura máxima h que o cilindro pode' ter. h = r/. (Sugestão.152 O fundo do canal de água doce. (Consultar a Tab. ranpara com Cal- . 5. O nível da água atinge o topo da janela. com massa de 1.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 205 cular a massa do lastro de chumbo que O submersível deve transportar. Se o objeto flutua com o centro da semi-esfera acima da superfície da água.153 l do s de é de pode do ação 5. se necessário. 5.[2 I Mdb 10 ! I O Vista fron tal Probl. que gira em torno de um eixo diametral vertical O-O. Veja a utilidade dos resultados do Problema Resolvido 5. colocada em uma tubulação horizontal.1. Resp. Apêndice C.. que mede 6 m de comprimento (perpendicular ao plano do papel). Cl. por3 4 5. M = fora menofunabo é cado Probl.150 l!. antes que o objeto não flutue mais na posição vertical mostrada.151 Probl.. 5. mostrado em corte. 5.154 oragada de relaavio dede ocaela- 1 } 1m Probl. 5.15. AB e BC.

> p. 5. por integração direta sobre a superfície cilíndrica. se o fio-de-prumo de 6 m estire:desviado à distância a = 0.530:::..8 m acima de M.da linha de centro. em torno de um ponto distante h. 5.P. 5.157 A extremidade de uma estaca uniforme. supondo que p.Encontrar o ângulo e formado pela estaca com ~ superfície do líquido. GM = 0. A comporta tem massa de 7 Mg e um comprimento normal ao papel de 6 m. determinar as componentes horizontal e vertical. 1 j P. Fx ~e Fy.157 5. P. A massa mo est2 distância b = 1. da força total exercida pelo eixo sobre seus mancais em O. em áreas e ao longo de linhas. inc1inad= por uma massa de 27 t. inclinando-se :: navio carregado. Um torque aplicado ao eixo da comporta em O controla a posição angular da comporta.ej Probl.158 5. ei tr ---x Probl.. e o ângulo de inclinação 8 ~ medido por meio do desvio de um fio-de-prum::. 5. .9 . Em todos os problemas o interesse principal estava em deter: e:. . acima da superfície de um líquido de massa específica p.155 A comporta de controle. Resp. volumes. localizada a 7. de seção transversal cilíndrica. Calcular o efeito da pressão do fluido. pelo cálculo.4 kN F re = arc sen ( !!.1 kN. a m= externa conhecida mo é localizada à distância::.156 Probl.2 m.8 m linha de centro. como está mostrado na figura..6 pgab (h + .. Para a posição mostrada. Determinar a força P necessária para manter a comporta em posição fechada contra a pressão do líquido. P a = -. Fx = 127.) 2 a . Resp. é usada para regular o fluxo de água sobre o vertedouro de uma represa de água doce. a determina~ precisa da posição vertical do centro de gravidac= G de um navio.158 1I É difícil conseguir. de comprimento 1 e massa específica P I está articulada. O deslocamento do nSlVioe a localização do metEcentro M são conhecidos. [Observar quer tonelada métrica (t) é igual a 1 000 kg e é o memo que o megagrama (Mg). Com referência à figura. Resp. . e 5. A chapa é articulada em torno da aresta superior O do triângulo. Calcular a altura mel:?cêntrica GM de um navio de 12 000 t.206 I ESTATlCA 5. es i m Probl. Tal ponto é mais facilmente ob~ do por uma simples experiência.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Neste capítulo foram apresentados váFios-exemplos de casos mais comuns de forças distribuídas. Fy = 35.156 Uma chapa plana veda uma abertura triangular na parede vertical de um tanque contendo líquidO de massa específica p.155 5.] Resp.

FORCAS OISTRIBUfoAS / 207 ma. Apêndice C. Para corpos de densidade constante. 5. suas formulações contêm os citados elementos comuns. de acordo com a unidade na qual esta intensidade estava expressa. juntamente com os princípios do equiHbrio. onde p é a densidade e g é a aceleração da gravidade. FA = 2) -2. somou-se (integrou-se) as forças incrementais sobre toda a região de interesse para obter sua resultante. Terceiro. de preferência. Geralmente a melhor escolha recai sobre o sistema que fomecer a descrição mais simples dos limites da região de integração. Resp. cabos e fluidos. m a Para encontrar a resultante. Nas vigas e cabos expressou-se a intensidade da força como força por unidade de comprimento. e este no lugar de um de terceira ordem. uma em nível mais alto que a outra. pg1Tr ( l bl I I I I I I L------a d60 ---- --x B Probl.) midades sobre superfícies horizontais lisas. expressou-se intensidade da força como força por unidade de área ou pressão. Quarto. (Usar a Tab.159 Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada entre o quadrante de elipse e a linha reta. Feito isso. 5. como é o caso da atração gravitacional. para reduzir o trabalho durante os cálculos. com o centro de massa do corpo físico cujos limites defmem a figura. Determinar a força FA sob a extremidade A. escolher. que coincidia. Segundo. Para encontrar a localização da linha de ação da resultante empregouose o princípio dos momentos (teorema de Varignon). e repousa as extre- em ina Probl.1--. então. fez-se uso das observações citadas acima. X=-. um elemento diferencial de primeira ordem.159 A barra semicircular uniforme AB tem massa p por unidade de comprimento. as quantidades diferenciais de mais alta ordem devem sempre ser desprezadas quando comparadas com as de ordem mais baixa. etaeta- ado m da iver stá à ue a nesm 0 OBLEMAS PARA REVISÃO . ') ção ade btie o assa a d (J é mo. sempre que possível. para encontrar o braço de momento desconhecido da resultante. escolher um elemento diferencial que evite descontinuidades dentro da região de integração. Quando a força está distribuída em uma massa. viu-se na Seção A que pg se cancelava ao se aplicar o princípio dos momentos. Para barras delgadas e fios de densidade uniforme e seção transversal constante. C3. o problema reduz-se ao de encontrar as propriedades de um segmento de linha.1T-2 y - 20/3 Resp. Primeiro. Em fluidos. su- p. então. de área ou de comprimento. Quatro medidas úteis são apresentadas a seguir para problemas que exigem a integração de relações diferenciais. iniciou-se multiplicando a intensidade da força pelo elemento apropriado de volume. tomando um problema apenas geométrico de determinação do centróide da figura. se necessário.. resolveu-se. Embora estes três tipos de problemas !ejam fisicamente bastante diferentes. Igualou-se a soma dos momentos de todos os incrementos de força em torno de um eixo conveniente ao momento da resultante em relação a este mesmo eixo e.160 . e tendo espessura constante. relacionar um sistema adequado de coordenadas. Essas idealizações matemáticas dos corpos físicos são elementos essenciais para a identificação da formulação de problemas reais. Na seção B deste capítulo. no lugar de um e segunda ordem. o problema reduz-se ao de encontrar as propriedades de uma área. para resolver e encontrar os efeitos das forças distribuídas em vigas. a intensidade é a força de atração pg por unidade de volume. Em chapas planas e cascas homogêneas.

--/1 '\ x 'Om -~ .149 m' z 300 O centro de empuxo (também chamado. das seções transversais do casco..1 23. I I I I I I I Ia ''-'.3 kg de hélio e exerce uma força.5 12. partindo da Eq.. Trace a curva correspondente a esses valores e determine a distância x de B.. por aproximações suces· sivas. 'm = 291 Ieg.· d = 1. em função da distância x tomada na linha d 'água.16). 5.162 5. em dois pontos situados no mesmo nível e distantes 280 m um do outro. O material da roda tem massa específica de 7.. A tabela abaixo apresenta os valores das áreas imersas.7 19. A massa específica do ar é 1.165 Um cabo de 300 m de comprimento está suspenso por duas extremidades.. Resp.• ~ 1 B --. 5..163 5. determinar o diâmetro d do balão esférico. tem massa de 0.164 Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada.8 25. em relação à direção horizontal. para cada 5 metros.162 5.3 N sobre sua ancoragem. Sabendo que o cabo suporta uma grande carga uniformemente distribuída. x " . encontrar a flecha h do cabo. O 30 25 40 45 35 O 22.208 / ESTA T1CA 5. para a viga em balanço carregada.164 Probl. A = 1. 5 5. como é mostrado na figura.5 m Desenhar os diagramas de esforços cortantes e de momentos. para cima.166 Probl.1 A x (m) x (m) 15 20 10 5 O 50 Resp. na técnica naval..167 .138 m Determinar as coordenadas do centróide da forma feita de chapa fina de metal. Se o balão está inflado com 0...-~~~'':!\\'I.5 m.--------.167 5.•• ----L--x a/2 a/2 Probl. de 5.163 Calcular a massa m e a área totalA da superfície da roda gerada pela revolução da seção sombreada em torno do eixo z.• '~\~\1i~~~\~~-~-'-~'\'}.5 (m') 5.8 15. 5. 5. 5. ::. antes de soltar-se. A ". medida do ponto A em direção à popa.1 7. como centro de carena) B do casco de um navio é o centróide do volume do líquido deslocado. (5..4 Ieg.206 kg/m3• Resp.21 Mg/m 3. x= 24 m T mm 1 200 Probl.161 Um pequeno balão.1 24.J C 11-.. Resp. h = 47. utilizado para registrar a velocidade e direção do vento.. 5.166 Probl. com aproximação de 0.~ (~I)'"-(:= . .•.

projetada para observação da vida marinha sob o gelo.170 500N t l Probl. é travado ao seu suporte e não pode girar. .37 Mg/m3• Resp..= der dE = p= e L n::. cujos pesos são desprezíveis.169 .. está fechado pela chapa triangular A.85. A massa específica do chumbo é de 11. h = 2 m 5. cilíndrica.' . A comporta AB é uma chapa retangular com 1.. Resp. consiste da câmara de observação..5 m de altura por 1. O cabo que sustenta a carga de 1 200 kg está enrolado no tambor E.7 Mg fora d'água.172 Uma represa é formada pelas chapas planas A e B. 5. uces- . ligada à superfície pelo eixo cilíndrico. A densidade relativa do óleo é 0. 5.1 m de largura. Resp. Calcular o momento M. aplicado em torno do eixo B da articulação. com uma seção em V de 60°. Desprezar as dimensões dos flanges que fixam os suportes à viga em B e D e construir os diagramas de cisalhamento (força cortante) e de momentos para a viga carregada. Determinar o momento fletor M de maior intensidade e a distância x.171 1 écdo c.5. na qual ele ocorre. R = 151.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 209 spen- situam de andf ão ~ cabo.173 Probl. O lastro está apoiado na prateleira situada na parte inferior da câmara.171 4~ 5.. m = 4. C=474kN.24 Mg A viga AD está suportada e carregada como mostrado. 5.. Se a estrutura sem o lastro tem massa de 5.6m~ 5. calcular a necessária massa m do lastro de chumbo. Pode-se supor que todas as ligações sejam articuladas.170 Desenhar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga carregada. de 260 kg de massa e é usada para fechar o canal de descarga na parte inferior de um reservatório de óleo. ·'1 .9m ~ I m+0. e a altura h do ponto sobre a chapa A através do qual R atua . Ai1H ~ H 900N/m 8. I f-<--1.8 N'm e d= gad2.3kN A extremidade de um canal de água doce. Para assegurar uma condição de estabilidade à estrutura. da articulação A. 1200 kg Probl. Determinar o momento fletor M que provoca a compressão máxima nas fibras superiores da viga. é necessário que suas pernas se apóiem sobre o gelo com uma força mínima de 15 por cento da força total de flutuação da estrutura imersa. aberto na parte superior. inclinada.6 Mg/m 3. As escoras C e D estão localizadas de 3 em 3 m ao longo do comprimento. por sua vez. 5. acu' mula água doce na parte inferior do canal. que. Determinar a compressão em C e D. Uma amostra da lama tem massa específica de 1.:- oxi- A estrutura.0 kN. exercida sobre a chapa A pela água. M= 52. em águas do p610.51:.168 9 l 0. necessário para fechar a comporta contra as forças hidrostáticas da água e do óleo. Calcular a força resultante R. Resp. para acesso à câmara.D=88.2 m--+0. Como resultado da condensação no tanque.6 Probl.

M= 0. A massa específica da água salgada é 1. as hélices do navio de assentar cabos exercem um empuxo para a frente de 300 kN. Calcular também o torque M sobre o tambor.172 ~ x. onde ele entra na água. 5.lÁgua= t~ :':doce' 3 fi 5. 1800 em torno do eixo z. M=600kN'rn (J 6 m s m d s t a a e s c p t q m 01 u o Probl. no ponto P. medida em metros.175 5. Qual é o valor deM? Resp.176 ~ A Probl.0214wP.momento fletor máximo M. para manter uma posição fixa no mar calmo.Enquarito se efetuam reparos em seu cabo. A profundidade do oceano neste local é h.176 S 6 u o e ta c .03 Mg/m3• Calcular o comprimento s do cabo do ponto P ao ponto onde o cabo toca o fundo do oceano. 5. e observa-se que o cabo faz um ângulo de = 600 com a horizontal. Determinar a distância r. Determinar a profundidade h do oceano. Determinar o valor de x.175 :'.1 l kx> i Probl. Resp. A carga vertical é a diferença entre o peso do cabo e o peso da água deslocada.207l Probl. de assentar o cabo.~B D A viga suporta uma carga uniformemente distribuída. que atua na viga. de modo a tornar mínimo o.210 I ESTÁTICA .174 Probl. 5. e encontrar a distância horizontal x deste ponto a um outro diretamente abaixo de P. de 2 m de diâmetro. x = 2330 m. para impedi-Io de girar. r= 1T(2a' + b') . A massa do cabo é de 22 kg/m e a área de sua seção transversal é de 4 600 mm'. do eixo z ao centróide da superfície.. s = 3 070 m. (Nota.8ab 1T(1Ta-2b) .) Resp. 5.. h=1770m. x = 0. como se vê na figura. 5.174 A superfície da figura é gerada pela revolução do arco semicircular de raio b.1---=.173 SeçãoA·A 5.

de modo considerável. por exemplo. são conhecidas como forças de atrito e estão presentes em um grau qualquer entre todas as superfícies reais que se tocam. sem lubrificação. Os veículos com rodas dependem do atrito tanto para as partidas quanto para as paradas. tipos mais comuns. Em todos os casos reais. A máquina ou o processo em que se despreza o atrito é. Sempre que existir a tendência de uma superfície deslizar sobre outra. As forças tangenciais. nas engrenagens. estão em contato sob condição de deslizamento ou de tendência ao deslizamento. no escoamento de fluidos nas tubulações e na propulsão de aviões e mísseis através da atmosfera.1 INTRODUÇÃO as um er e e 00 onde ssa lar to ar ro diM tar ga eo . usa-se o termo real para caracterizar a máquina o processo. nos mancais de qualquer tipo. O atrito seco é encontrado quando as superfícies. as forças de atrito acarretam a perda de energia.2 - DO ATRITO TIPOS DE ATRITO Existem vários tipos distintos de resistências ocasionadas pelo atrito. e o simples andar depende do atrito entre o sapato e o solo. As forças de atrito estão presentes em toda a natureza e existem. forças de atrito geradas estarão sempre se opondo a essa tendência. de dois sólidos. Surge uma força de atrito tangente às superfícies de contato.1. m Supôs-se nos capítulos anteriores. 3. Cada destes tipos é resumidamente definido nesta seção. Essa hipótese caracteriza a interação entre as superfícies sem atrito e foi ilustrada no Ex. transmissões por rreias e nas cunhas. Em alguns tipos de máquinas e processos é interessante tornar mínimo o efeito retardador das forças de mito. Na próxima. como. ~o durante o tempo em que o deslizamento é realizado.. onde ocorre deslizamento entre as peças. em todas as máquinas. há um grande número de problemas em que se deve considerar a capacidade das superfícies contato de suportarem forças tangenciais. O FENÓMENO . procura-se tirar vantagens do atrito. 2 da Fig. ao contrário. embreagens. com mais detalhes. denominado ideal. O sentido da força sempre se opõe ao movimento . atrito entre as peças em contato ocasionará desgaste durante o período de movimento relativo entre elas. Em outras situações. que é dissipada em forma de calor. Além de gerar calor e da perda associada de energia. assim como forças normais. como nos freios. geradas entre mperfícies que se tocam. (a) Atrito seco. fossem normais às superfícies. seja qual for o grau de precisão com são fabricadas e o de lubrificação que possuem. serão considerados. na maioria dos casos. SEÇÃO A. Embora em muitos casos esta hipótese ideal acarrete um erro uito pequeno. não somente durante o tempo em que só há a tendência ao deslizamento. Quando se considera o atrito. que as forças de ação e reação entre as superfícies de contato. nos parafusos de acionamento. encontradas na Mecânica.rilor flelor 7/ 6 ATRITO 6. 'tas vezes.

mãx~=l1sN-: I I {'Fk=l1kN p (c) (d) Fig. (b) Atrito fluido. de 1831 a 1834. 6. que acompanha esta deformação. também. Para materiais altamente elásticos. dos efeitos externos das forças. (a) Mecanismo do Atrito. para (a) Atrito estático FI (sem : Atrito dinâmico movimento)1 (movimento) ~~ I ~. Como este livro trata. As superfícies de contato possuem uma certa aspereza. e estas forças dependem da velocidade relativa entre as camadas. O diagrama de corpo livre do bloco. Esta análise constitui a base para a maior parte deste capítulo. não haverá atrito do fluido. O estudante deve consultar uma obra especializada para obter a descrição detalhada do fenômeao. pode ser considerável. Não havendo tal velocidade relativa. A experiência envolve a aplicação de uma força horizontal P. durante o carregamento. I F. Para os materiais de baixo limite elástico e que sofrem apreciáveis deformações plásticas. o que será visto no item 6.. O atrito fluido é tratado no estudo da mecânica dos fluidos e não será desenvolvido neste livro. em repouso sobre uma superfície horizontal. (c) Atrito interno. com auxílio de uma experiência bastante simples. Este movimento causa as forças de atrito entre os elementos do fluido. a quantidade de atrito interno. O atrito fluido depende não somente dos gradientes de velocidade no interior do fluido. a volta ao estado inicial sem deformação processa-se com pequena perda de energia. O mecanismo do atrito interno está associado com a ação da deformação por cisalhamento.3 - ATRITO SECO O restante deste capítulo será dedicado a descrever os efeitos do atrito seco nas superfícies externas de corpos rígidos. com o nome de atrito de Coulomb. O atrito fluido aparece quando as camadas adjacentes em um fluido (líquido ou gás) movem-se com velocidades diferentes. como é mostrado na Fig. Apesar de não ter uma teoria perfeita para o atrito seco.1a.212 I ESTÁTICA ou quando o movimento está iminente. principalmente. O atrito interno é encontrado em todos os materiais sólidos submetidos a uma carga cíclica. O mecanismo do atrito seco será agora explicado. As leis do atrito seco ou de Coulomb foram grandemente estudadas a partir das experiências de Coulomb.1 . causada pelo atrito interno. em detalhes. e dos trabalhos de Morin. que é uma medida de sua resistência à ação de cisalhamento entre as camadas do fluido. em 1781.6. como também da viscosidade do mesmo. Consideremos um bloco sólido de massa m. a análise fornece elementos suficientes para a solução da grande maioria dos problemas em que ele aparece. não se considerará atrito interno daqui para frente.3. Este tipo de atrito é conhecido. 6. que varia continuamente de zero até um valor suficiente para mover o bloco e dar-lhe uma velocidade apreciável.

sempre igual e em sentido contrário. ' do atrito estático é proporcional à força normal N. É costume escrever as duas equações que dão as forças de atrito.1) Estará subentendido no problema. aproximadamente. Esta força pode ter qualquer valor de zero até. À medida que P cresce.1b. desde que o bloco não deslize. Uma vista aumentada das irregularidades das superfícies em contato (Fig. Assim erA lor ara onde J1s é a constante de proporcionalidade. o coeficiente de atrito dinâmico diminui um pouco e. o bloco está em equilíbrio. e todas as forças que sobre ele agem devem satisfazer às equações de equilíbrio. Os coeficientes de atrito dependem grandemente das condições exatas em que se encontram as superfícies e da velocidade de deslizamento. abruptamente. na parte superior das saliências. Deve-se notar. sobre o bloco. . necessária para manter o movimento do bloco. com seu coeficiente de atrito estático correspondente. 6. para um valor um pouco menor. ou à tendência ao movimento do corpo. ou de atrito dinâmico com seu coeficiente dinâmico correspondente. surge a condição de atrito dinâmico. a força de atrito exercida pelo plano sobre o bloco. não dando nenhuma indicação de nenhum outro valor menor. Quando P = O. sem os índices de particularização F=pN. mas então cairá ainda um pouco mais com velocidades maiores. Ao iniciar o deslizamento. agora. nesses casos. quando as irregularidades estão mais intimamente engrenadas. e a força total R. exercida pela superfície de suporte sobre o bloco. O apoio é necessariamente intermitente e ocorre nas saliências em contato. Suponhamos. A região até o ponto de deslizamento. e a força total de atrito F é a soma das componentes t das forçasR. que esta equação define. e o valor da força de atrito é determinado pelas equações de equilfbrio. Deve-se destacar. mas também da extensão da deformação local. Esta consideração ajuda a explicar o fato bem conhecido que a forçaP. que pode ocorrer sobre uma minúscula crosta em cada um dos pontos de contato. é a resultante de N e F. Portanto. por um período.1 c) auxiliará a visualização da ação mecânica do atrito. e as componentes t das forças R serão menores do que quando as superfícies estão em repouso relativo. Quando as superfícies estão em movimento relativo. iguala-se aP. atingindo-se altas velocidades. é conhecida como a variação do atrito estático. cuidadosamente. e estão sujeitos a grandes incertezas. essa equação somente se aplica nos casos em que se sabe que o movimento é iminente. este valor máximo Famax. A força de atrito dinâmico é sempre um pouco menor do que a força máxima de atrito estático. do to ol- ma om em ha mado ito de ên. Conclui-se que J1k éum pouco menor do que J1s' Aumentando a velocidade do bloco. os contatos estão. o valor máximo. neste caso. um valor qualquer de P. que alguns problemas contêm uma força de atrito estático menor do que a correspondente à iminência do movimento e. a força de atrito vai acompanhando. A força normal totalN é simplesmente a soma das componentes n das forças R. é geralmente menor do que a exigida para iniciá-Io. aparece na Fig.a equação de atrito não pode ser empregada. sobre o qual ela atua. A direção de cada uma das reações. Durante esse tempo. o efeito da lubrificação por um f1lme fluido pode tomar-se apreciável. somente. Denomina-se F.. Neste mesmo momento. e incluindo no limite. R3 etc. R2 . que a experiência descrita tenha sido realizada e que a força de atrito F foi medida como uma função de P.1d. no limite. 6. 6. onde J1k é o coeficiente de atrito dinâmico. Para um dado par de superfícies em contato. o valor limite ou máximo da força de atrito estático. Esta força de atrito estará sempre em sentido oposto ao movimento. a força de atrito cai. ou movimento iminente. R 1. se se trata de atrito estático. assim como da solda. A força de atrito dinâmico Fk é proporcional à força normal.ATRITO f 213 de de a o que ou do va. A relação experimental que resulta está indicada na Fig. dependerá não somente da geometria do perm das irregularidades. Finalmente P atinge um valor que ocasiona o deslocamento do bloco e o faz mover-se no sentido da força aplicada. uma vez mais. Existe também uma força normalN que. (6. Assim. conhecida como o coeficiente de atrito estático. o equilíbrio exige que não haja força de atrito. Aí ela se mantém praticamente constante.

na Fig. há razões para se acreditar que a atração molecular seja uma importante causa -:CS' atrito.18 Quando o deslizamento ocorre. Fig. a posição limite da reação totL R. R será a geratriz de um cone circuk:: reto com ângulo de abertura 21/>8' como se vê na Fig. Outros fatores que afetam o atrito seco são ~ temperatura atingida nos pontos de contato e "soldagem" desses pontos. a área h contato também aumenta. Relativamente. Se o movimento estiver iminente. para ser feita pelos dados do problema qu= se tiver em mãos. medida a partir da direção de N. 6.1 b. aplica-se o ângulo de atrito dinâmico. é dada por tg a= F/lÇQuando a força de atrito atinge seu valor estático máximo. um coeficiente d:: atrito reflete o acabamento de um par de superfícies em contato e incorpora uma propriedade geométri. Analogamente I/>d correspondente à força de atri É comum escrever-se simplesmente tgl/> =Jl. e a reação deve situar-se sobre a superfície de um cone ligeira mente diferente. no movimento iminente. A área de contato real é muito menor do que a projetada.10... Este ângulo de atrito I/> defme claramente. óleos. pequenas caI"? normais resultam em altas tensões nesses pontos de contato.2.2 Uma experiência adicional mostra que a força de atrito é essencialmente independente da área ê= contato. aparente ou projetada. O ângulo 1/>8 é chamado ângulo de atrito estático ou ângulo de repouso. em cada caso. sendo I/>k o ângult. entre duas superfícies em contato. esmagamento ou cisalhamento. do que no caso de superfícies mais bem acabadas. A apresentação de uma teoria ampla para o atrito seco vai além da explicação mecânica apr~tada aqui. Por exemplo. . Não tem sentido falar de coeficiente de atrito para uma superfície isoladz. e represent~ a superfície gerada pelas possíveis posições da reação R. de atrito dinámico. destes contornos que se tocam. Assim. que para superfícies rugosas há maior possibilidade de ângulos grandl ~ entre as reações e a direção n. poeiras ou outras substâncias. quando as superfícies estão em íntimo contato. Se o movimento não estiver iminente. 6. A direção da resultante R. visto que someI::: os picos das irregularidades das superfícies em contato suportam a carga.6. Esse cone de ângulo do vértice 21/>8 é conhecido como o cone de atrito estático. Quando a força normal aumenta. o ângulo a alcança um valor máximo 1/>8' Assin: tg 1/>8 t c i = N· J. nos po de contato. quando o material sofre escoamento. R estar! dentro do cone. deixando-se a interpretação de atrito dinâmico ou atrito estático.214 I ESTAnCA Pode-se observar. 6. de ângulo do vértice 21/>k' Este cone é o cone de atrito dinámico. na Fig. dureza superficial relativa superfícies em contato e a presença de películas de óxidos. Se o movimento tive: início. o ângulo a passa a ter um valor dinâmico.

m to 2) ue lo al ar rá ta ver ra- Problema Resolvido 6. até um certo grau. 6. Apêndice C. onde um corpo em equilíbrio está no ' = !J. não existe o movimento iminente e. conclui-se que a força de atrito suposta poderá ser suportada pela superfície. em conseqüência. parcialmente lubrifica das. ser comparada com o atrito estático máximo que as superfícies podem suportar. N. necessária para manter este estado. nas aperiências. pode ser calculada pelas equações de equilíbrio. 6. Para isso. existe a condição de movimento iminente. reproduzir. Fs max. na maioria -das vezes. de ca a.1. Alguns valores típicos dos coeficientes de atrito são os na Tab. 6. Quando se desejar precisão no cálculo. Se o valor calculado de F for maior do que o nlor limite. O diagrama de corpo livre do bloco mostra seu peso W = mg. supõe-se o corpo em equilíbrio e a força de atrito correspondente.sN. será ferível. 6. procura-se saber se a força de atrito é suficiente. = !J. as limiar do escorregamento e a força de atrito é igual ao atrito estático limite. Neste caso a força de atrito será determinada. pelas equações de equilíbrio. ou não. determinar os coeficientes de atrito experimentalmente. .1 com o coeficiente de atrito estático. que o plano inclinado ajustável pode fazer com a horizontal. A discussão precedente se aplica a todas as superfícies secas em contato e. Naturalmente. a força normal N e a força de atrito F exercida pelo plano inclinado sobre o bloco. somente. então. Entretanto. equações do equilíbrio também são válidas. e aqui se aplica o coeficiente de atrito dinâmico. a força de atrito pode ter valores menores do que o fornecido pela Eq. ndendo das conclições exatas que prevalecerem na ocasião. O equilíbrio nas direções x e y obriga. {1:Fx=O] I1:Fy mgsen{]-F=O -mg cos {] +N= O Notas: <D a5 F=mgsen{] N= mg cos {] = O] Escolhemos os eixos de referência na direção da força F e perpendicular a ela para evitar decompor F e N.1 Determinar o ângulo máximo {]. Pelo que foi apresentado.s. antes do bloco de massa m começar a deslizar. pode-se reconhecer a existência de três tipos de problemas de atrito seco. fornecido pela Eq. =!J. A força de atrito atua no Sentido contrário ao do escorregamento que ocorreria se não houvesse atrito. necessária para equilíbrio e. portanto. e o corpo permanecerá em repouso. para mperfícies em movimento. diretamente.s. Em problemas deste tipo.s dará sempre. O passo inicial na solução de problemas de atrito é identificar em que categoria ele se enquadra. (b) Tipos de Problemas de Atrito. conclui-se que as superfícies em contato não podem suportar esta força de atrito. O coeficiente de atrito estático entre o bloco e a superfície inclinada é !J. calculando-se com o coeficiente de atrito estático.ATRITO I 215 es. Se F for menor do que o valor dado pela Eq. (1) No primeiro tipo.1. podem ser usados como exemtípicos da intensidade dos efeitos causados pelo atrito. a Eq. Para este caso. as condições do problema. o mais exatamente possível. Esta força de atrito pode.1 com !J. procurando-se. para manter o corpo em repouso. a ça de atrito dinâmico. (2) No segundo tipo de problema. (3) O terceiro tipo de problema envolve o movimento relativo entre as superfícies em contato. Estes valores são aproximados e estão sujeitos a consideráveis variações. de te gas: de cn de l Solução. CI. haverá movimento e o atrito se transformará em atrito dinâmico.

como está mostrado no diagrama de corpo livre do Caso 11. mo pode ter qualquer valor de 6. = tg emáx. P = 500 N e segundo. Suponha-se que a força de atrito esteja dirigida para cima. mostrado. = arc tg J.para o movimento iminente. não comece a se mover para a parte superior do plano.N] N . não se pode dizer se o bloco fica em repouso ou desliza. A força de atrito sobre o bloco atua.Fx= mo (9. O equilíbrio das forças nas direções x e y dá p Y. Como o ângulo máximo ocorre quando F = F x max.981 sen 20° = mo = 62. As forças estão aplicadas com o bloco inicialmente em repouso. portanto. É necessário.81) = 981 N \I ~x [~Fx [~Fy = O] P cos 20° + F . ' = J. pois tg 20° > 0.981 sen 20° = mo O = 6. se.0 kg.Fy = O] JJ.3 Determinar o valor e o sentido da força de atrito que atua sobre o bloco de 100 kg. N .l. Problema Resolvido 6. O coeficiente de atrito estático é 0. Pelos dados do problema. O valor máximo de e é conhecido como ângulo de repouso.17.20 e o coeficiente de atrito dinâmico é 0. Assim.81) + 277 . para baixo do plano. tem-se: 2 !J. Solução.s Resp. 100(9.30 (922) = 277 N O P.l.1 que o bloco escorregaria no plano incli· nado se não houvesse a massa mo presa a ele. para opor-se à tendência ao movimento. como está representada pela seta em linha cheia. primeiro. nem a deslizar para a parte inferior.~ 216 / ESTÁTICA Dividindo a prim~ira equação pela segunda. quando o movimento é iminente para baixo do plano. as equações de equilíbrio são P. Resolvido 6. no Caso I da figura.81) = 981 N. Assim será necessário um valor de mo para manter o equilíbrio. e o bloco permanecerá em repouso. O valor máximo de mo será dado pela condição de movimento iminente do bloco subindo o plano. Vemos dos resultados do Probl. dá F/N = tg e.981 cos 20° = O. como é mostrado no diagrama de corpo livre do bloco.0 kg a 62. Solução. O valor mínimo de mo é determinado. Problema Resolvido 6. representado na figura. P = 100 N.981 sen 20° = O = O] N -P sen 20° . de modo que o bloco de 100 kg. admitir-se uma hipótese. Com o peso mg = 100 (9.30. ou emáx. ao se aplicar a forçaP.s (%) Este problema mostra um modo muito simples para se determinar um coeficiente de atrito estático. Resp. O equilíbrio na direção x exige [~Fx Nota: <D = O] mo (9. A força de atrito sobre o bloco atuará para cima do plano.4 kg.277 .30. portanto.sN.4 kg.981 cos 20° = O N= 922N W= F= O] 0.81) . O coeficiente de atrito estático entre as superfícies em contato é 0. Resp.2 Determinar a faixa de valores que a massa mo pode ter.

como representado pela seta tracejada. Portanto. largura b e altura H. Nota: o a - O que mostra que uma força "deatrito de 231 N não pode ser suportada. (b) a localização doponto C. A substituição nas duas equações de equilíbrio dá F=231N N=956N. J: Problema Resolvido 6. Como esta força é maior do que a exigida para o equilíbrio. Não se pode. máxima. A força de atrito estático.17 (956) = 163 N para cima do plano. Isto pode ser feito substituindo-se P = 500 N na segunda equação. (í) Note-se que mesmo não sendo mais 'EFx o equilíbrio persiste na direção y. de é P = 500 N. acompanhando o movimento para baixo no plano. que dá N= 1093 N. F = 134 N para baixo do plano. a força normal N é 956 esteja ou não em equilíbrio o bloco. é [F =pN] Fmáx. Resp. = 0. Resp. r r-b--j P r h m . concluir o valor de F. Caso fI. a força de atrito que atua sobre ele estará no sentido oposto ao suposto e. A resposta é então. Portanto. está colocado sobre a superfície horizontal e sujeito a uma força horizontal P. O coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e a superfície é IJ. para baixo do plano. na face inferior do bloco. A primeira das equações dá F= -134N. máxima possível. = 0. Determinar: (a) o maior valor de h que permite o bloco deslizar sem tombar. segue que a hipótese do equilíbrio foi correta. Porém.20 (l 093) = 219 N.. a resposta é [F = j.ATRITO 1217 m- Caso I.4 O bloco retangular homogêneo de massa m. é então [F= pN] Fmáx. não pode haver equilíbrio e o valor correto da força de atrito é obtido usando-se o coeficiente dinâmico de atrito. pelo qual passe a resultante das forças de atrito e a normal. que move o bloco na superfície com uma velocidade constante. P = 100 N.lN] F = 0. porém.20 (956) = 191 N. até se verificar se as superfícies são capazes de suportar a força de atrito de 134 N. O sinal negativo significa que. que as superfícies podem suportar. Portanto. se o bloco estiver em equilíbrio. se h = H/2. de modo que 'EF = O. a força de atrito estático. portanto.

O ângulo e é ainda e = = arc tg p. ® Outra alternativa seria igualar os momentos em torno de G a zero. vê-se que toda a reação entre o plano e o bloco estará em A. (a) Com o bloco na iminência de tombar.. o bloco do meio. Como ocorre o deslizamento. pois as três forças coplanares em equilíbrio são concorrentes. conforme está mostrado. o que daria F(H/2) . por"onde também deve passar P. I} Solução. Se h for maior que este valor. tem-se x = p. que estão na direção y.--I P h F I. enquanto o bloco estiver deslizando. sob influência de P. . de modo que x = p. Assim: Notas: (i) Na ausência de atrito. a partir da posição de repouso. a força de atrito é o valor limite }JN. As forças de atrito são orientadas no sentido oposto ao movimento relativo que ocorreria se não houvesse atrito presente. ou os blocos de 50 kg e 40 kg se movem juntos.N. H 1" ------L p .H/2 Resp. O diagrama de corpo livre do bloco mostra esta condição. <D Lembre-se que as equações de equilíbrio se aplicam a um corpo movendo com velocidade constante (aceleração nula) tão bem como em um corpo em repouso. a direção oposta a este movimento. portanto. Daí. = b/2 h ' Resp. Notas: Se p.5 Os três blocos estão posicionados sobre um plano inclinado de 30° conforme mostrado e uma força P. Problema Resolvido 6. A resultante de F e N passa pelo ponto B. a condição de equilíbrio dos momentos em torno de A não será satisfeita e o bloco tombará. As forças normais.{ /h11G I mg ~ ([3/e~-º-~ N2 = p. ocorrendo escorregamento entre o bloco de 40 kg e o plano inclinado.Nx = O. com F = p. permanecendo parado o bloco de 40 kg.H /2. representasse o coeficiente de atrito estático.d C/ l'1-mg I 2 x H2 -/- = tg e = p. e o ângulo e torna"se e = arc tg p. da geometria da figura tem-se: <f> G ---j . paralela ao plano inclinado é aplicada ao bloco do meio. Estão mostrados na figura os coeficientes de atrito estático para cada um dos três pares de superfícies adjacentes.218 I ESTÁTICA 1 Solução. que estão na direção x. Existem duas condições possíveis de movimento iminente: ou o bloco de 50 kg escorrega. teria um movimento maior que o bloco de 40 kg e a força de atrito F2 terá. Traça-se o diagrama de corpo livre de cada bloco . O bloco superior é impedido de mover-se por um fio preso a um suporte fixo. as soluções obtidas descreveriam as condições. Assim. Determine o máximo valor que P pode ter antes de ocorrer qualquer deslizamento. para as quais o bloco estaria (a) na iminência de tombar e (b) na imÚlência de deslizar. podem ser determinadas sem nenhuma referência às forças de atrito. (b) Com h = H /2 vê-se do diagrama de corpo livre para o caso (b) que a resultante de F e N passa pelo ponto C que está a uma distância x à esquerda da linha de centro vertical que passa por G. da geometria do bloco: tg e B . Assim..

1 N Verifica-se.592 o / Probl.76. Resp.F3 =O F3 = 468 N nia Porém. permanecendo no lugar o bloco de 40 kg. o equilíbrio do bloco de 40 kg requer: (1:Fx N.30(9. li validade da hipótese inicial.1 P .76. calcular o coeficiente de atrito estático IJ. que o escorregamento ocorre entre o bloco de 40 kg e o plano inclinado. para movimento iminente.81) cos 30° . Resp. Conclui-se.263 .40(680) = 272 N o equilíbrio de forças para o bloco de 50 kg. Tem-se w= fJN] FI = 0.30(255) = 76.45 (1 019) = 459 N.81) sen 30° . 468 N não pode ser suportado e a hip6tese inicial estava errada. com F2 = 272 N.680 = O = 1 019 N Será arbitrariamente suposto que somente o bloco de 50 kg escorregue.255 = 680 N N3 - (40 kg) N3 40(9.81) sen 30° .5 P = O.8 N Vemos. Com o mor correto F3 = 459 N. o máximo valor possível de F3 é F3 = IJ. cuja direção pode variar.81) cos 30° . Para o bloco de 40 kg. entre o bloco e a superfície. é aplicada a ele.81) sen 30° = O. então.272 + 50(9. é menor que JJN2 OBLE~SPROPOSTOS bloco de 100 kg repousa sobre a superfície horizontal e uma força P. P= 103. Portanto. agora. Se P = 500 N e o bloco começar a mover-se quando o ângulo a aumentar para 60°. F.N3 = 0. dá: (1:Fx = O] P . P = O] + 50(9.5 .459 = O F2 = 263 N o equillôrio (1:Fx do bloco de 50 kg dá.5 N /' /' F.81) sen 30° . que = 272 N. ® = 93.81) cos 30° =O =O = 255 N N2 - (50 kg) N2 50(9. fmalrnente. agora. = O] F2 + 40(9.ATRITO I 219 P:Fy= O] (30 kg) NI NI . 6. a força de atrito F3 será dada por: (1:Fx se amo = O] 272 + 40(9. fJ = 0. = x/' 0.

pode ser colocada e ainda suporte a prancha. Para a posição mostrada.70. a = 17. Resp. o bloco de 50 kg.7 A figura mostra um dispositivo que preride u::.9 A roda de 100 kg. 6. Probl. que aumenta gradativamente.8 t Probl. 6.3 A força horizontal P de 200 N é aplicada ao caixote de 100 kg para forçá-Io a deslizar para baixo no plano inclinado. no plano inclinado de 300. det5:minar o mínimo coeficiente de atrito entre o cab: e as peças que torne o dispositivo auto-retentc:: Calcular.6 6. 6. de massa desprezível. que estão sendo tratados termicame:::te em um banho de óleo. 6. IJ.5 Se. sob a ação da massa C= 25 kg. calcular a força de atrito F que atua sobre o caixote. 600 N r F ~ Probl. também.7 6. em que ocorre o início do deslizamento do bloco. o 6. no Probl. Para uma abertura de 2[f das mandíbulas. para cima d:: rampa em forma circular. rola sobre o cubo. 6. Probl. = 0. = 0.. a reação total R no apoio 6cada peça. que permita tenaz apertar o tubo sem deslizamento? Resp.entre as mandíbulas e o tubo. determinar o valor de a..mín. em virtude da grande força é= atrito desenvolvida.3 6.2 Calcular a forçaP necessária para mover. O coeficiente de atrito é 0.60 Determinar o valor máximo da distância d. ligada a uma corda em torno do seu Determinar o ângulo e no qual a roda fica em Te- .8 6.2 6. Determinar o valor de x de modo que a força P necessária para iniciar o movimento para cima do plano seja a menor possível.30.4 6. Resp.6.4 coeficiente de atrito entre o bloco e o plano inclinado é p.30.220 I ESTA T1CA 6. P = 500 N e p. cabo sob tração. para cima. 6.11" 20° L F Probl.1. sem deslizamento. Desprezar o raio da polia.6 Probl. Se o coeficiente de atrito entre o caixote e o plano inclinado é 0. na qual a extremidade inferior da escora. em termos -de 1. qual é o coeficiente de atrito míC:mo IJ. F = 523 N As tenazes são usadas para se manipular tubos é= aço quentes.

6. Determinar a força P máxima. 6. M= 79.ATRITO I 221 pouso.10 Probl. antes que se inicie o deslizamento. que está articulado em torno de um eixo horizontal que passa por O. também. O coeficiente de atrito é j...11 O bloco retangular. Determinar o máximo ângulo e que pode ser inclinado. quando o ângulo e for aumentando gradualmente. re- 6. Supor que o atrito seja suficiente para evitar o deslizamento. Probl.9 6.13 10 Determinar a força horizontal P necessária para causar o deslizamento. 6. 6. Determinar o conjugado M necessário para girar a roda sobre o degrau de 90 mm sobre plano horizontal. 2400 mmj de en· 20° íni· a a I ' t Probl. J-Lmín.2°.14 Um bloco homogêneo. repousa sobre o plano inclinado. Estão indicados os coeficientes de atrito para os três pares de superfícies em contato. J.630 Se o coeficiente de atrito estático entre o bloco e o especificar as condições que determiplano for nam se o bloco tomba antes de deslizar ou se desliza antes de tombar. Especificar o coeficiente de atrito mínimo que deve existir entre a roda e o degrau para evitar o deslizamento da roda. = 0.Lmín. o ângulo {3 entre a direção horizontal de P e a direção do movimento inicial do bloco. que pode ser aplicada ao bloco na direção mostrada. e = 32. Resp. 6. homogêneo. O coeficiente de atrito entre o bloco e o plano inclinado é Determinar. a partir da horizontal. que permitirá esta posição ser alcançada sem deslizamento? Resp. J-L. dz de o.11 A roda de 900 mm de diâmetro tem massa de 30 kg. de Probl. J-L. Qual é o coeficiente de atrito mínimo. de massa m. o bloco com o corte em V.5 N -m.= 0.12 Probl. de massa m está em repouso sobre um plano inclinado de ângulo e. O bloco superior é livre para mover verticalmente.14 . 6. antes que o cilindro maciço inicie o deslizamento.13 .12 25 kg 176 Probl.. 6.75 Resp. e = arc tg (J-L/cos Q() um de erabo or.

20 Resp. Examinando = diagrama de corpo livre.6. Se é necessária uma força P de 400 N para iniciar o movimento do caixote. quando a for grande. O painel está montado em rodas que facilitam o movimento horizontal ao longo do trilho fixo.L' -J. durante um aumento gradativo C::: valor de P. 6 6. Resp. S= o coeficiente de atrito for e a massa da roda calcular o valor de P para o qual a roda des]i7~ para o valor crítico de a. determinar o coeficiente de atrito _ entre o anel e o suporte. determinar o coeficiente de atrito em A. quando o ângulo a da corda for pequeno. P = mg . determinar a força verticalP. 6.-17 Um anel de metal. {3 = arc tg J.34 J. M= 303 N 'm.J 1 + J. Expressar. determinar o ângulo :: para o qual a roda não rolará. rolará para a querda.222 I ESTATlCA 6. em função da massa m do anel.L . superfície vertical for 0.15 Probl. 6. representada na figura. calcular o torque M I:Ecessário para girar o cilindro.18 O anel do Probl. J.17 está sujeito a uma força ho~ zontal P.: valor de 600.16 Probl. calcular a força P necessária para mover o painel. Se o coeficiente de atrito entre o anel e o suporte é J.L 6. o ângulo {3 no qual ocorre o deslizamento.16 O centro de massa do pam:el vertical de 800 kg está em G. J. aplicada na periferia do anel. R = 1 683~- r Probl. com centro de massa em G está suportado sobre superfícies horizontais por um apoio em A e um rolete em B.L. 6.6. tem massa m e raio médio r e está pendurado no suporte A. Se o deslizamen:: sobre o suporte em A ocorrer quando {3tiver .30. = valor de P. 6. 6. Determinar. necessária para fazê-Io deslizar sobre o suporte. conforme mostrado.15 O caixote de 200 kg. que gira com atrito despr=vel. O coeficiente de atrito entre a roda e o trilho é 0. também. também.17 Probl.19 6.18 6.para lado nenhum. de espessura desprezível. Se o mancal da roda em A grimpar. quan-'se iniciar o deslizamento. impedindo-a de girar. Encontrar também :E reação R sobre o mancal do rolo.20 . = 0.L A roda. Resp.6.L Probl.L 6. Se o coeficiente de atrito entre o cilindro e .!. 6 Probl. = para a direita.19 O cilindro homogêneo com 200 kg de massa = suportado pelo rolo. quando M aplicado.

P = 22. para cima no plano inclinado de 30°.25? 3 K Probl. . o . respectivamente. é Jl. para cada par de superfícies em contato. (a) calcular a força de atrito que atua sobre a roda.6. a dimensão x deve exceder um certo valor mínimo. Se o suporte emA for removido. para cada par de superfícies em contato. Probl. . T= 727 N Calcular o torque M exigido para girar a roda homogênea de massa m. horinto 6. subindo o plario inclinado.20. Demonstrar se a bobina de papel rola sem deslizamento ou se ela desliza.26 . e o cr Se A mandlôula esquerda do grampo tipo C pode deslizar ao longo da guia. é 0. 6. calcular a força de tração P necessária entre os pneus da empilhadeira e a superfície horizontal.45.25 6.6. e para o coeficiente de atrito Jl entre a guia e a mandíbula. O coeficiente de atrito. (b) O que ocorreria se estes coeficientes de atrito fossem 0. 6. em sua posição contra a parede vertical.25 6.21 6.22 3 e. de 50 kg.24 6. Encontrar e·ste valor correspondente às dimensões dadas a e b. Resp.26 m. Os coeficientes de atrito estático e dinâmico entre o cubo e o trilho são. por meio de uma tração T.sai horizontalmente para se prender no gancho B. que repousa sobre o cubo e está encostado em uma parede vertical.22 Uma bobina de papel está para ser rolada lentamente.1 kN r' b L Probl. sa é ezíea nem a for A roda uniforme. x = a- bJl 2Jl ará A empilhadeira está sendo usada para mover o rolo maciço de papel. O coeficiente de atrito. para aumentar a capacidade do grampo. 0. enrolada na sua periferia. com o cubo repousando sobre trilhos inclinados. Uma corda. quando ele for puxado horizontalmente para fora da bobina.60. O coeficiente de atrito entre a bobina e o plano inclinado é 0..30 e 0. Resp. quando o grampo estiver sob a carga. ndo Probl. Para evitar o deslizamento da mandlôuIa sobre a guia. aplicada ao papel. ajustada com folga .24 erdo o o JJ m.ATRITO / 223 Calcular a força T necessária para girar o carretel do cabo telefônico de 200 kg. está encostada em um suporte fixo em A.D plano inclinado forem ambos 0. Se os coeficientes de atrito entre o rolo e o painel vertical da empilhadeira e entre o rolo e. 6.23 Probl.50 e 0. Resp.40. de 1 200 kg.

Desprezar o diâmetro da barra diante das outras dimensões. for 0. 6 .31 Um pequeno rolete na extremidade B da barra forme de 60 kg. determinar o ângulo e que a roda pode ser girada em torno do eixo horizontal que passa por O. com centro de gravidade em G é suportada pelos pinos Ae B. em ambos os locais de contato. calcular a força de atrito existe no estado de equilíbrio. Encontrar a expressão para o coeficiente de atr:::= j. homogênea. Se o coeficiente de atrito entre a barra e os pinos for j.29 Probl. P= o_ 6.50. de 6 comprimento.80.62 N 6.32 6. antes que a barra comece a deslizar. tem o seu movimento rest:rirr.28 6. como é mostra:S.lmín.30 6. Resp. 6. de massa m e co~ mento I está à beira do deslizamento..29 A barra homogênea.26. 6. que estão fixados na roda. exercendo força h=zontalno cabo? O coeficiente de atrito está6 entre a prancha de 60 kg e o topo do prédio é 0. 6.:). 6. = =- 6 B Probl.224 I ESTÁTICA 6.l.30 Supondo que o operário tem força suficiente. Determinar a força P necessária para mover a prancha homogênea de 50 kg. que é o mesmo para ambos os pares de supeC'cies em contato. na empilhadeira do Probl. Resp·j. da posição de repouso mostrada. 6.27 Calcular a força horizontal entre os pneus e a superfície horizontal. se o rolo de papel estiver na irninência de rolar para baixo no plano inclinado.31 6.::. sobre os apoios? A prancha c=::massa de 100 kg e o coeficiente de atrito entre ~ e cada suporte é 0.gD:: por uma guia vertical lisa.l. 6. :xderá ele manter em equilíbrio a prancha unifo de 7 m. Resp.28 Que força P devem os dois homens exercer na da para deslizar a prancha uniforme. na posição mostrada.Se a resposta for sim. 6 =- =- Probl.32 A barra esbelta. quando cionada contra a parede vertical.50. P = 19.:. 0. Determinar a força horizontal P ne~ para iniciar o deslizamento em A. se o coeficiente de atrito. O coeficiente de entre a extremidade A e a superfície horizon:i:. Probl.33 Probl.

J.6° A luva A.38 Se o operário do Probl. 6. e = 16.414 J. devido ao rolamento do cilindro.33 6.35 e . I II:ÇI: Probl.9° Uma barra homogênea. = 0.50 e cada urna das seções homogêneas da escada articulada tem massa de 10 kg. Se for necessário um torque de 1. bem aproximadamente.3 kN • m para girar a luva A. h = 2. 6. aplicada na extremidade da barra e necessária para movê-Ia. 4 ngid: atrir:: tal ssárn. qual é o correspondente ângulo 0/ em relação ao plano inclinado.• fi a 1: stt é :: • r - Se o coeficiente de atrito entre o cilindro semicircular maciço e o plano inclinado for 0.70°.36 Probl. calcular o coeficiente de atrito efetivo entre as duas peças. de massa m e comprimento 1 repousa sobre uma superfície horizontal com a massa uniformemente distribuída ao longo do comprimento.) Resp. Se o coeficiente de atrito entre a barra e escrever as expressões a superfície de suporte for para a força P. e a distância a ao eixo O. Encontre a resposta aproximada com uma solução gráfica da equação que governa e. Resp.-L {!ArtiCUlição. de massa m e raio r é girada em um ângulo e pela força horizontal P aplicada em seu aro. a força de atrito que atua na barra também está distribuída uniformemente sobre os comprimentos das partes da barra situadas dos dois lados de O.-L. a = 0. Resp. dentro da peça B.-L J. a equação p = Po + kx2.776 J. Resp. (Sugestão. antes do cilindro deslizar. 6. mostrada em corte.-L k. sem causar a queda da pequena escada articulada. 6. 6. . Para esta condição. em torno do qual se observa o giro.38 6. Em conseqüência.. no qual a concha desliza sobre a superfície horizontal. Qual o valor de permitirá 8 = 90°? J. qual o ângulo e que a prancha fará com a vertical quando começar a deslizar? (Sugestão. está montada na peça B com ajustagem forçada.33 relaxar a força aplicada no cabo. 6. que gera uma pressão ou tensão de compressão p entre as peças.-x--1 B k-100mm-J Probl. := Probl. O coeficiente de atrito em A e B éO.) Resp. Se o coeficiente de atrito for calcular o ângulo e.37 m 6. quando a forçaP for gradualmente aumentada.-Lmg. e: = 40.. A força normal sob a barra está distribuída sobre o seu comprimento. determinar o máximo ângulo e que o plano inclinado pode fazer com a horizontal. 0/ = 25.37 Encontrar a altura h do degrau mais alto que o homem de 80 kg pode alcançar.39 Probl.-L. A distribuição da pressão segue. porém mantiver a direção horizontal.34 Pl = 1600 kPa a per::': - t~ lJJ1fII:1 I PO = 800 kPa =-- - A concha semicilÍndrica.ATRITO / 225 corm à= te!:: e 96 Y ~3 w:::. sendo que nas extremidades tem os valores indicados na figura. P = 0.2931 J.30.

.CUNHAS A cunha é uma das mais simples e úteis peças. A forçaP. onde as reações estão inclinadas no ângulo de ~ </> d c e 6 d m a .3a mostra uma cunha usada Rara posicionar ou levantar uma grande massa m.40 6. 6. quando o deslizamento começar. de massa m. 2r + (1 - 10+ J. O coeficiente de atrito entre a viga e os trilhos é IJ. é suportada pelos dois trilhos hprizontais fixos. 6.i. Especificar o coeficiente de atrito mínimo que permitirá ocorrer o tombamento. Resp.42 a dispositivo mostrado impede a rotação da central. vertical é mg. J.i.2)R <d < (R _. = 694 N. 6. Res. Calcular a carga aplicada P que é exatamente suficiente para causar o deslizamento da viga.mín.i. o Resp. cujo sentido é sempre oposto ao movimento da cunha. .:_ b Probl.40 Probl. J. APLICAÇÕES DO ATRITO NAS MÁQUINAS 6. no sentido horário no plano hori por meio de travamento por atrito dos dois pequenos. de um ângulo igual ao ângulo de atrito. Para valores dados de R e r e p= coeficiente de atrito comum em todas as ~ cies de contato.2 J. a força resultante em cada uma das faces fica inclinada em relação à no â face. e o seu correspondente ângulo a.41 Determinar a força mínima P. Quando o desliz: mento de uma cunha é iminente.3b.= 1/3 6.mgb r p o Probl.39 6. onde a carg.41 Uma viga I.mga 2 (a + b) . 6. A componente da resultante ao longo do plano da face é :E força de atrito.i. 6. necessária para iniciz: o movimento da cunha é calculada dos triângulos de equilíbrio das forças sobre a carga e sobre a cunha. O coeficiente de atrito para cada par de superfícies é /l = tg </>.i. Pmín. P= J. A Fig. I c W c SEÇÃO B. como mostrado.i. Oi diagramas de corpo livre são mostrados na Fig. necessária para virar o caixote uniforme de 200 kg em torno da sua aresta frontal. 6.42 D p 2 (a + b)' • F = A J. É usada para fazer pequenos ajustes nas posições outras peças ou para exercer grandes forças.4 . determinar a faixa de valo= ó= =para o qual o dispositivo irá operar como f~ ~ crito.226 / ESTA TICA Probl. Determinar a força de atrito correspondente em A. Depende do atrito para executar seu trabalho.

lISlI.I1do-se o valor de Rz já conhecido. primeiro. de za. contanto que Q seja menor do que </>. a cunha permanecerá no lugar. etes um erfíe d. para se oporem ao novo movimento Einente. onde Rz é encontrado.: 6. A força P é.5) sob a ação da carga axial W e de um momento M aplicado em torno do eixo do parafuso.ATRITO I 227 p (a) ~mg oda tal. Para se retirar uma cunha deste tipo. Estes diagramas permitem escrever as equações de equilíbrio e onde W = mg.6. as reações RI e Rz atuariam nos lados opostos de suas normais. A precisão uma solução gráfica é facilmente mantida dentro das tolerâncias compatíveis com as incertezas dos coeficientes de atrito. A análise a seguir limita-se à rosca quadrada. As soluções destas equações aparecem na parte c da figura. ma! é . então.3 respectivas normais e no sentido oposto ao movimento. dizendo-se. Neste caso. le/>I R. des- ITL ~. sobre uma rgF ia: 0uas . Os problemas de cunhas conduzem a soluções gráficas. As soluções algébricas podem também ser obtidas pela trigonometria dos polígonos de equi!lôrio. como está indicado nas duas figuras. 6. achada no triângulo inferior. o atrito senvolvido nos metes determina grandemente a ação do parafuso. deve-se aplicar uma forçaP. e a solução continuaria seguindo caminhos análogos àqueles definidos para o caso de elevação da carga. Considere o macaco de rosca quadrada (Fig.5 . Em cada caso. Desse caso. A força R. 6. DOdiagrama superior. a rosca quadrada é mais eficiente do que a triangular. 6. Os diagramas de corpo livre e os polígonos vetoriais para esta condição estão mostrados na Fig. exercida pelo mete da estrutura do macaco.rng R2 \ e/>-a ~ (c) a ~ làRl p R2 F orças para elevar a carga F orças para baixar a carga Fig.PARAFUSOS Os parafusos são usados para unir peças e transmitir potência ou movimento.4' Fig. O peso da cunha é desprezível. Para a transmissão de potência ou movi • ento.4. usando-se o valor conhecido de mg. Se P for removida. que ela é auto-retentora.

exige W Dividindo M por W dá M = ~R cos (a + rp) = [cos (a + rp)] ~R. O momento de R em torno do eixo vertical do parafuso .S Fig.·tga= I \q. Se M for exatamente suficiente para girar o parafuso. é mostrada no diagrama de corpo livre do parafus:: Reações semelhantes existem em todos os segmentos do mete do parafuso. além disso. o mete do parafuso des~ em torno e para cima sobre o mete fixo da estrutura.3). Visto " r sen (a + rp) aparece em todos os termos. podemos colocá-Io em evidência. como mostrado na Fig. .W \ a = tg-1 (L/2rrr). onde ocorre o contato com filete da estrutura-base. imediatamente. Se o momento M for removido.228 I ESTA T1CA pequena parte representativa do mete do parafuso.. 6. ~Il 21l"r (a) Elevar a carga W -a} . obtendo. ~ P=!'f-~\ ---' l----:/\ li 2rrr aa ~. O parafuso permanecerá no lugar e será auto-blocado desde que a < rp. Determina-se o ângulo de hélice a retificando o mete do parafuso. - O equilíbrio das forças na direção axial.6. para uma ( \.-a f~~ (b) Baixar a carga (C< < </» \ Rlq. e na iminência de desaparafusar se a = rp. O ângulo rp formado por R com a normal ao mete re::l.momento para o parafuso vem a ser c a o M = [r sen (a + rp)] ~R.\ (c) Baixar a carga (a > </» Fig.' Rr sen (a + rp) e o momento total devido a todas as reações sobre os metes é ~ Rr sen (a + rp). o ângulo de atrito. a Eq.6 Pode-se usar o mete retificado do parafuso como um modelo alternativo para simular a ação do _ fuso completo. de modo que tg rp = jJ. A equação de equilíbrio :"'. = Wr tg (a + rp).6a. a força de atrito muda de direção de modo que rp é medido oposto da normal ao mete.6. A força equivalente necessária para empurrar o filete mó cima do plano inclinado é P = M/r e o triângulo dos vetores das forças dá. (6.If!.

3b) 6. n. o peso W do bloco. determinar a mínima força P necessária para mover o bloco. também. Observe.6 A posição horizontal de um bloco retangular de concreto de 200 kg é ajustada pela cunha de 5° sob a ação da força P. 6. que é M = Wr tg (rJ> - a) (6. Vê-se que deve ser aplicada uma força equivalente. o ponto B do poIígono inferior. deve fechar o poIígono para se obter o equilíbrio. encontrando-se as suas intensidades. também é conhecida.. </> Notas: CD Certifique-se que as reações são inclinadas das suas normais no sentido que se opõe ao movimento.3) olta. A seguir. Para o diagrama vetoria! da cunha.60. é determinado pela interseção das direções conhecidas de R. Portanto. a solução para a intensidade de P. P = M/r. m o ará será o é que do A fIm de abaixar a carga. p araparr l~ stz:l Solução. é agora conhecida. Se o coeficiente de atrito estático para ambos os pares de superfícies da cunha for 0. e acrescenta-se RI' que tem direção conhecida. Os diagramas de corpo livre da cunha e do bloco estão desenhados com as reações RI' R2 e R3 inclinadas em relação às suas normais de ângulos iguais aos ângulos de atrito para movimento iminente. adiciona-se R3. As direções de RI e de P se interceptam em C. Assim. cuja inclinação da vertical. Problema Resolvido 6. Esta condição está ilustrada na Fig. se a < rJ>. O ângulo de atrito para o atrito estático limite é dado por == are tg IJ. Os dois ângulos de atrito estão calculados e mostrados no diagrama.3a) Se a> rJ>. as reações iguais e opostas R2• . o parafuso desaparafusará sozinho e. 16. 31.6c. cuja inclinação da horizontal. para puxá-Io para baixo no plano inclinado. traça-se R2. e R2. obtém-se o momento necessário para baixar o parafuso do triângulo dos vetores.0°.7°. sendo portanto.6b para o mete simulado sobre o plano inclinado fIxo. deve-se inverter o sentido de M. colocando-se o único vetor conhecido. O vetor R2. ao mete. O diagrama vetorial que expressa o equilíbrio do bloco é traçado a partir de um ponto conveniente A. desaparafusando o parafuso. agora conhecido.pedir o desaparafusamento será M Wrtg(a-rJ» 6. vê-se da Fig.ATRITO 1229 so. que o momento necessário para (6.30 e entre o bloco e a superfície horizontal for 0.

seguindo a seqüência descrita. (kMC= O] 5kN 5(400) .250T= O Ct T= 8 kN. o ângulo entre R2 e a direção b é 900 .70.5 mm.70. A precisão de uma solução gráfica está bem dentro das incertezas dos coeficientes de atrito e provê um resultado simples e direto. (a) Determine o momento de atrito MB desenvolvido em B devido à compressão do parafuso contra o corpo da mandíbula. na direção a-a normai à R. Atenção para corretamente. e o ângulo entre P e a direção b é rp. a escolha mais simples para eixos de referência é. Assim.81) sen 31. na direção b-b normai à R" O ângulo entre R2 e a direção a é 16. Para fmalidade de cálculo.00 = 47. calcular o ângulo de hélice Sua tangente é o avanço L por rotação) dividido pela média 2rrr e não pelo diâ- . =O Para a cunha.70 R2=3747N.70 + 31.70 =O Resp. aplicada normalmente ao punho em A. Do diagrama de corpo livre da mandíbula. Solução. a tração T no parafuso.20.=arc tg 0. obtémse. rp T O ângulo de hélice dados por Ct e o ângulo de atrito para o fIlete são c Notas: 3640 CD L 5 = arc tg -2rrr = arc tg ---= 2rr(12. e à R" para a cunha.60. para o bloco [kFa= O) 500(9. Uma força de 300 N aplicada ao punho em A produz uma força de aperto de 5 kN entre as mandíbulas do torno.230 / ESTA TICA 2 Solução algébrica.20 = 11. e.5)' rp= arc tg IJ.7 O parafuso de rosca simples de um torno de bancada tem 25 mm de diâmetro e avanço (deslocamento em uma rotação) de 5 mm. Desenhando-se os vetores em uma escala adequada.310 onde o raio médio do mete é r = 12. Q) Deve estar claro que foram evitadas equa- ções simultâneas pela eliminação da referência à R" para o bloco. 3 747 cos 51. Problema Resolvido 6. (deslocamento circunferência metro 2r. inicialmente. as intensidades de P e de R são obtidas diretamente dos diagramas.60 . + 50) = 51. necessária para afrouxar o torno. O coeficiente de atrito estático nos filetes é 0.(2rp. P= 2505 N Solução gráfica. Assim. + 50 = 21. para a cunha.P cos 21. para o bloco.00 -R2 cos 47. através de simples leituras. (b) Determinar a força Q.

f~::J~ l ~~~t~ MB 300(0.44 . o momento líquido que atua sobre o parafuso é M . (b) MB M Para afrouxar ® M' - = Tr tg (if>. a ~~~~~ 'LT • 4J = 33. iâ- Probl. Se o coeficiente de atrito entre a cunha e o material a ser rachado for J. O momento de atrito M B devido às forças de atrito que atuam na escora em B tem o sentido anti-horário para se opor ao movimento iminente. O ângulo entre R e o eixo do parafuso é agora igual a if> .8N'm Note que R vai para o lado oposto da normal quando o movimento iminente inverte o sentido. está também mostrado atuando no sentido horário. MB = 33. tg (11.3 = 8000(0.6.ATRITO! 231 (a) Para apertar. 6.0:. (6. onde todas as forças que atuam nos filetes do parafuso estão representadas por uma única força R inclinada da normal ao fIlete de um ângulo de atrito'if>. (6. com T substituído por W.43 Probl.3). O diagrama de corpo livre do parafuso na iminência de se afrouxar é mostrado com a força R atuando no sentido oposto ao movimento iminente e fazendo um ângulo com a normal igual ao ângulo de atrito if>.0125) MB tg (3. a força a ser aplicada ao punho e necessária para soltar o tomo é Q = M'/d = 46. qual é o valor crítico de o:? 6. Da Eq.3 N °m aea (b) Para afrouxar.8/0. colocadas sob cada um dos quatro flanges da base do motor.200) = = 60 N om. fi (a) Para apertar = Tr tg (o: - if» 60 -MB = 8000(0.64°) Portanto. contanto que seu ângulo o: seja menor do que um valor crítico.0125) M M'=46.2 = 234 N Resp. Assim. Calcular a força horizontal P no parafuso de ajustagem. O momento aplicado em tomo do eixo do parafuso é 300(0.200) = 60 N .3. BLEMAS PROPOSTOS Uma cunha será auto-retentora. opondo-se ao movimento.3a) com o momento líquido igual ao momento aplicado M' menos MB. no sentido horário quando visto da frente do tomo.massa total do motor de ce L e!é. O parafuso isolado é simulado pelo diagrama de corpo livre mostrado. necessária para elevar o flange da base.31 ° .L. supondo que ele suporte um quarto da .64° + 11.0:) 33.3 N om. O momento de atrito.31°) Resp . e emprega-se a Eq.44 O alinhamento preciso de um motor diesel pesado em sua fundação é obtido por meio de cunhas ajustadas por parafusos.

Durante ::: movimento.= não estão ligadas com o cabeçote. calcular o momento de torçãoM _ deve ser aplicado a cada parafuso: (a) para eleVE:: cabeçote e (b) para abaixar o cabeçote. 5kN ProbJ. 6. Determinar a intensidade das forças P necessárias para elevar a coluna.8 Mg.25. urna entrada e passo é~ 13 mm. (a) M = 129.20.3 N· (b) M= 81.33 kN 6. calcular o coeficiente de atrito efetivo na rosca. Resp.45 Um macac.4 kN. ProbJ.50 ~ 6. com raio médio de 25 mm suporta uma carga de 5 kN.----------------------------------------------232 / ESTA TICA ---- ---- 4. 6.1 Mg com urna força P = 5. 0. sob a ação da carga? Para esta condição.8N·c.2 Mg é elevada para a posição de trabaI: por dois parafusos de acionamento.49 ~- M ProbJ. determinar a posição x do centro de massa G da máquina. O coeficiente de atrito para ambas as faces da cunha é 0. P = 7. = 0. as colunas internas de carregamer-. determinar: (a) o torque M que deve aplicado ao parafuso para elevar uma aq::.51 O dispositivo mostrado é usado corno maca P P ProbJ.47 As duas cunhas de 5°.49 O cabeçote móvel de uma máquina de teste unm::sal de 2. Resp.46 6. A máquina está impedida de deslizar horizontalmente por urna saliência rígida emA. A coeficiente de atrito na ro~ :. entre a cunha e a máquina e entre a cunha e o piso horizontal. x = 770 mm parafuso tem duas roscas quadradas de duas e= das. são usadas para ajustar a posição da coluna submetida a urna carga vertical de 5 kN. Resp. aplicado ao parafuso seria necessário para elevar a carga? 6. calcular as forças horizontais P' necessárias para retirar as cunhas.30. Resp. e (b) o torque M' necessário pz:1 abaixar a carga. com um avanço por rotação de 8 mm. para o qual a rosca não retrocederá por si só. Se for necessário um torque de 380 N • m para afrouxar o tensor.J.6.o de parafuso de rosca quadrada. Sabendo que o coeficiente de atrito metes é 0. = T~ T Probl. 6.47 6. Se o coeficiente de atrito. A parte A do parafuso tem rOl direita.46 O temor suporta uma tração T de 60 kN.51 kN Urna cunha de aço de 5° é forçada sob a extremidade da máquina de 2. rosca j 78 mm de diâmetro. girando-se o corpo com ambos os parafusos impedidos de girar.. e a parte B tem rosca à esquerda. P = 6. ~ e = 30°.48 Se a coluna carregada do ProbJ. se o coeficiente de atrito para todas as superfícies for 0.40.47 for abaixada.250 /ol J. Resp.5 kN. 6. Se o coeficiente de atrito for 0. 6.50 6. sendo uma à direita e a outra à esquerda. P' = 3. for 0. mostradas. que torque M.25.51 . Cada um 2050mm -. 6.25. dos parafusos tem um diâmetro médio de 36 mm e uma rosca de uma entrada. com um diâmetro médio de 21 mm e um aV<::"ço de 8 nup. qual será o maior avanço L do parafuso.

la co. e incluindo.. cônica.eficiente de atrito. co. Calcular a mamento. (tensão. P = 198. O mecanismo.30.bl. entre a barra e a superfície ho. entre a haste e a ranhura. Desprezar a atrito.bl.la exerce uma fo. calcular a caeficiente de atrito. cama indicado.52 6. di de o.55 Substituir a rasca quadrada da parafusa da macaco. de atrito. entre ela e a sua guia passa ser desprezada. O vetar R I é a prajeçãa de R na plana da figura.. M' que deve ser aplicada ao. cam a mesma co. um pino. que cantém a eixo.) narmal.nicidade.m a fo.rizo.55 co. 6. co. substituições para as ângulas 'Ye {3. cama se vê na figura.ver a ro. A pressão.) Resp. para o. 6.co de 100 kg é ajustada pela cunha atuada par parafuso. 6. punho.das as superfícies do. Supo. representativa da filete. retentar co. O parafusa de uma entrada tem filete quadrado.40.8 N Em um blo. de 30 mm e avança 10 mm em cada vo. da Fig. }J.25 e entre as superfícies da cunha é 0.53 A po. A farça R. P Pro. O coeficiente de atrito. calcular a co. punho. em função.ntal é 0. na superfície da pino. blaco.mprimida.rça P necessária para mo.eficiente de atrito. M que deve ser aplicada ao. na figura. do. na mala igual a 200 N.368 S tem uma co. do.ca fixa. O co. P = 60 N para mo.encaixanda-se nas ranhuras existentes.53 6. do. entre a pino. mantendo.s previamente..54 Calcular o.58 6. e a superfície do. Resp. Resp. arifícia.rça.nsiste da haste co. parafusa para elevar o. O ângulo. que mantém a barra harizantal em po.rça de campressão.siçãa vertical da blo. é 0.la 6.mpleta. cônico. filete do. atuada par uma mo. de testes realizado.m panta esférica.56 Refazer a Prpbl. M'= 3. 6. (Sugestão. da hélice para C< <p .rça P = 400 N. canstantes to. Além disso.jeções impartantes.co e da cunha é 0.25 e para to.das as autras candições . médio. ue o. Resp..m um diâmetro. que a atrito. mamento.ver a barra. 6. Cameça-se a análise cam um samatória de farças axiais e de mamentas. parafuso. parafuso.30. Se a mo.57 Pro. realmente se mava.rça de 40 N sabre a haste para mantê-Ia na pasiçãa indicada e é necessária empregar uma fo. = arc tg}J. Sabendo.bl. da parafusa.mpressãa de 100 N e a haste aferece um apaio. está mastrada cam suas pro.ATRITO I 233 6. que o. é necessária uma farça P' = 300 N.eficiente de atrito.55 6. par uma fo. em A é 0. na uniãó-rótulaA.sição.. e determinar o. 6. a mo. sabre a parafusa. e da ângulo.rifício. que atua sabre uma pequena seção. -c:::aI = e: ?- a= I I :p' ProbL.57 Probl.5 par uma rasca triangular.122 6. necessária para elevar a carga W.da de 20 kg.ltaco.52 ro.02N'm Calcular a fo. que para remaver a pino. de e.6.r que a haste está bem lubrificada e adequadamente mantada de m·ado. é forçada em um o. blo. = 0. mantém-se canstante até que a pino. }J. mamenta M. É sabido.53 para remaver a cunha e baixar a carga de 100 kg.. Pro. = 0. desprezível à rada.

o ângulo cp é pequeno. também.T. a análise pell princípios do atrito seco dá uma aproximação satisfatória às fInalidades de projeto.MANCAIS RADIAIS Mancais desse tipo dão apoio ao eixo na direção radial.6. 6. Para manter o equilíbrio na direçi"vertical. é mostrado na Fig. entre ele e o eixo. O torque M. ou próximo ao contato.. e a c~ radial L sobre o eixo causarão uma reação R no ponto de contato A. e o seno e a tangente podem ser inf". Quando o eixo começa a girar no sentiémostrado. Para os mancais secos e para muitos mancais parcialmente lubrificados. eixo mais ou menos se mantém durante a rotação. apenas.-.6. um pequeno erro.. uma boa aproximação para o torque é M = pRr. como ângulo de excentricin. Este ângulo caracteriza a excentricidade do mancal e é conhecido. vem M = o p = Rr I = Rr sen cp. Fig. tgc< + 1- 6 Resp. Um mancal radial seco ~_ parcialmente lubrificado com contato. (6. porém estas duas forças não serão colineares. .~_ Esta equação dá o valor do torque ou do momento que deve ser aplicado ao eixo para superar o a em um mancal radial do tipo seco ou parcialmente lubrificado.-cambiados com. Nessa posição. * Igualando a zero a soma dos momentos em tomo de O..7 * N.~ Para um coefIciente de atrito pequeno. Visto que p = tg cp. ele rola subindo à superfície interna do mancal até que o deslizamento ocorra. R deve ser igual a L. M= Wr Il jl + tg2 % cos2 C< + tg2 % cos2 C< L Il tg C< )1 sa e a fa onde C< = arc tg -- 2fTr Probl. ao contrário dos mancais conhecidos com: axiais ou de escora. A força R será tangente a u= pequeno círculo de raio rI chamado círculo de atrito.234 I ESTA TICA rosca de uma entrada foi exagerado para maior clareza.5S c a g 6..6 . necessário para manter a rotação. O ângulo entre R e sua componente normal N é ângulo de atrito cp. (6.onde a folga entre o eixo e o mancal está grandemente exagerada.

7 . cujos eixos estão montados em mancais (não mostrados). é o coeficiente de atrito e dA é a área r dr dO do elemento. Se as peças que atritam forem anéis.9.9 2 .7.p dA. O torque máximo que esta embreagem pode transmitir será igual ao torque M capaz de fazer deslizar um disco contra o outro. Substituindo este valor de p na expressão paraM. onde p. e p. de o que rrR2p = P. Consideremo~ os dois discos circulares planos. de modo que eles possam ser colocados em contato sob a ação da força axial P.6. em função de los ou r: 6. discos de embreagem e de freio. Além disso.MANCAIS DE ESCORA.pr dA e o momento total é M= f p. Se p for a pressão normal em um ponto qualquer da superfície de contato do disco. as. seja constante.8 é 6. DISCO DE ATRITO o atrito entre superfícies circulares sob pressão normal é encontrado em mancais de escora (de sapatas). que à distância 2R/3 do centro do eixo. 6. a força de atrito que atua sobre uma área elementar é p. e bem apoiadas. é razoável admitir-se que a pressão p seja constante e uniformemente distribuída.prdA mo onde a integral é calculada sobre a área do disco. rg<! çãl urr.P.8. Nos exemplos seguintes admite-se que jJ. e o momento de atrito vem a ser (6.ATRITO / 235 6. dá .PR (6. em torno do eixo geométrico da árvore é p. se as superfícies forem novas.P te:- <1 M = --2 7TR i II 2'/T R o o r2dr dO = ip. respectivamente. Fig. p.5a) í T Fig. 6. os limites de inteão são os raios internos e externos Ri e Ro. como é o caso do mancal de escora da Fig.5) Pode-se interpretar este resultado como sendo equivalente ao momento devido à força de atrito p. da Fig.6. d. . O momento desta força de atrito elementar. Para efetuar esta integral deve-se conhecer a variação de jJ.

O equilíbrio obriga. apenas. tangente ao círculo de atrito. A força horizontal T é aplicada para manter o equilíbrio da peça. J. Este desgaste depende da distância circunferencÜL percorrida.236 / ESTA TICA Verificou-se que.310 Raio do círculo de atrito rf= r sen<t> = 50 sen 11. com pr = K = P/(2rrR). Como a distância percorrida é proporcional a r. é constante sobre toda. portanto. onde K é uma constante..7 o o (3 sen rf 9. também.20 = J. sem causar a rotação da peça em qualquer sentido. e desgaste.81 -== arc sen -~-_-_-_-_-_-_-_-_-_-~ = 2. que se encontra sob a ação da força P = 100 N. Após o período de "amaciamento".81 mm Angulo Angulo ~ O = arc tg = arc 120 -180 = 3 3. a área.L 11. (6. Determinar os valores máximo e mínimo que T pode assumir.& Problema Resolvido 6. (t)/( ou i. .8 A peça vista na figura está montada em um eixo de 100 mm de diâmetro.. daí em diante. a substituição dos limites de integraçZ: mostra que o torque para as superfícies "amaciadas" é f). que as três forças que atuam sobre a peça sejam concorrentes no ponto e.L Solução. o momento de atrito diminui um pouco de valor. Os diagramas de corpo livre mostram esses aspectos para os dois casos de movimento iminente.L 180=--1 P = 100 N Ângulo de atrito <t> = arc tg = arc tg 0. A rotação iminente ocorre quando a reação R do eixo fixo sobre a peça faz um ângulo = arc tg com a normal à superfície de contato e é. O coeficiente de atrito estático entre o eixo e a superfície de contato da peça é 0.60 oe .310 = 9. O valor de K é determinado igualando-se a zero as forças axiais ou Pode-se escrever a expressão paraM. e da pressão p.J (120)2 +(180)2 . Assim.do que corresponde L superfícies novas . depois de um certo desgaste da superfície.20. ' No caso de anel com raio interno Ri e o raio externo Ro. que é fixo e impedido de girar. o momento de atrito para as chapas amaciadas é. pqde-se escrever a expressã rp = K. São necessários os seguintes cálculos: <t> J. as superfícies não mudam mais suas formas no contato. P _fL_J 277R 217' M = J fLprdA = que vem a ser o I o R rdrdf) (6.

(3)= 100 cotg (33. Calcular o coeficiente de atrito /J. 6. de forças para este caso dá T2 T2 O triângulo de equilíbrio TI (a) Movimento Iminente Anti-horário = P cotg (6 + (3)= 100 cotg (33. de forças é traçado e dá O triângulo de equilí- TI =P cotg (6 .59 Os dois volantes estão montados sobre um eixo comum que se apoia em um mancal situado entre eles. (b) o raio rIdo círculo de atrito.ATRITO I 237 _ . calcular (a) o coeficiente de atrito /J.60°) = Tmín. 6.8 N Resp.60 . O tambor e o eixo juntos têm massa de 100 kg. 6.7° + 2. Resp. para o mancal. para elevar a carga de 500 kg à velocidade constante.) Movimento iminente anti-horário.60 Um torque M de 1 510 N • m deve ser aplicado ao eixo de 50 mm de diâmetro do tambor de elevação. Se é necessário aplicar um momento M de 3 N • m para manter os volantes e o eixo girando com velocidade baixa e constante.2. e às açã PROBLEMAS PROPOSTOS 6. Cada volante tem massa de 40 kg e o diâmetro do eixo é 40 mm. /J. no mancal e. (b) Movimento iminente horário.271 500 kg Probl.7° .59 Probl. = 0. = 165.60°) TI = T máx.2 N Resp. = 136.

F = 136. calculado 6. Na embreagem mostrada. como mostrado. 6. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a. Se for necessário uma força P = 80 N • q .65 6. a tração To na parte estacionárn.25. J. A massa total do veículo é 480 kg.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. 6.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas.238 I ESTATICA 6.52 kN. com centro de gravidade em G. 6. para o coeficiente de atrito. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. para uma força axial P = 1 kN. no Probl. respectivamente. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo.60. Resp.6. do cabo.1 N Vertical-1 Probl. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. se o coeficiente de atrito for 0. até que a biela deslize no ângulo Ci. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.62 6.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. vagarosamente.15 e P= 500N.64 6. aplicar ao 6. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. o eixo é girado.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl.60.38IC' T 500 kg Probl. também. To = 2.35. Com a biela inicialmente na posição vertical.67 Probl. Encontrar também To' C:aIEl 6. ::. T= 2. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0.6. Desprezar a massa da polia. E::contre. que não gira com a roda.l. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. existem cinco pares de superfícies de atrito. O anel.271.estrada horizontal. 6.. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. Resp. 6.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo.é forçado contra o disco da roda por uma força P. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar. para constante. porém devendo girar com ele. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela.65.65 Probl. Resp. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido.

com um passo de 13 mm. 6. 6.69 0~ m~ . igualmente. a Po/2 em r = a.68 Determinar o maior ângulo e que um plano inclinado pode fazer com a horizontal de modo que o veículo do Probl. Se o coeficiente de atrito no apoio e nos parafusos em B for 0.67 possa ficar sobre ele sem rolar por si mesmo. escrever uma expressão exata para o ângulo a. pelos discos em A.' 6.ATRITO / 239 ino G. Determinar a expressão para o momento M necessário para girar . calcular o coeficiente de atrito que existe nos mancais das rodas. suporta uma carga axial P. Supõe-se que a pressão sobre os apoios esteja uniformemente distribuída sobre a superfície dos discos.. por meio de um elevador de dois parafusos. A massa total do míssil. Probl.208 J1. Traçar um diagrama de corpo livre completo de uma roda. tendo cada um diâmetro externo de 250 mm e diâmetro interno de 125 mm. SeM. J.) Resp. a pressão p desenvolvida entre o disco e a superfície lixada diminui linearmente com r de um valor Po' no centro.. O sistema articulado está inicialmente em repouso sob a ação dos torquesM1 eM. 6. Usa!: o valor de 0. (b) M = 2 790 N • m p Probl. (Sugestão. Resp. a = arc sen I. osiaté ma manter o veículo em movimento com velocidade baixa e constante sobre a superfície horizontal.69 I I o d= tIaL~ ári:: Detalhe do Mancal emA Probl. Se o coeficiente de atrito for J1.67 6.07 Mg tem 130 mm de diâmetro e uma rosca quadrada de uma entrada. (a) M= 3 290N'm.Ui 6. até que o sistema articulado se mova.2 Mg do elevador é suportada. Probl. deduzir a expressão para o torque M necessário para girar o eixo submetido a uma forçà axialL. 6. O coeficiente de atrito para cada mancal é J1. = 0. Cada parafuso de 1.71 Para o disco de lixamento plano de raio a. Os parafusos giram em sincronismo. entre a força de compressão resultante na barra AB e sua linha de centro. for crescendo.. quando o movimento está iminente. na extremidade do éixo.20 para coeficiente de atrito nos mancais das rodas. gradualmente. mobn parr 70 O míssil de 20 Mg é abaixado dentro do seu silo protetor. 6. dos parafusos e da plataforma de 4. (b) para descer o elevador. como é mostrado na figura.72 O mancal de escora esférico.15. calcular o torqueM que deve ser aplicado a cada parafuso: (a) para fazer subir o elevador.J 1 + J1.70 IC" Resp.71 6. na ausência da força P. comandados por um motor situado na base do silo.

cujo esforço axial L é suportado por um mancal de pivô cônico. A análise das forças deste elemento segue os mesmos princípios já vistos em outros problemas. e que o coeficiente de atrito é . onde se estabeleceu o equihôrio de uma parte diferencial.73 = p. é de importância em projetos de transmissão por correias de todos os tipos. Na Fig. necessário para impedir a rotação. 2 Probl.CORREIAS FLEXÍVEIS o deslizamento iminente dos membros flexíveis. O ramo que tem maior tração é chamado ramo tenso. de comprimento r de.. o outro é o ramo frouxo.73 6. TI e Tz. freios de cinta e aparelhos de içamento. Re sp. é uma diferencial. 6.l dN para o movimento iminente. . a T + dT.* ao torqueM. O equihôrio na direção n exige que dN ou dN = (T + dT)sen de 2 + T sen de 2 = Tde * N. dN = (T + dT) de cos2 visto que o co-seno de uma quantidade diferencial é igual à unidade. 6. tais como correias e cabos sobre roldanas e tambores. A tração aumenta de T.d I ' 3 sen _.lOa. a força de atrito que deve atuar sobre a correia. no ângulo e. no ângulo e + de..240 I ESTÁTICA o eixo contra o atrito no manca!.T. O equihôrio na direção t dá Tcosou de 2 + /l.72 Prob!.8 . em um sentido.6. Resp. M 6. Supor que a pressão p é diretamente proporcional ao sen a.3 _d13 a d' .Pr Determinar a expressão para o torque M necessário para girar o eixo. e à reação R do mancal. Com M no sentido mostrado. está também representado na figura. O coeficiente de atrito !l e a pressão do mancal é constante. M= ~ d. para se opor ao deslizamento. visto que ela atua sobre um elemento diferencial da área. O diagrama de corpo livre de uma parte elementar da correia. mostra-se um tambor sujeito a duas trações. na correia. Tz é maior do que TI.. e é J. A força normal é um diferencial dN. Do mesmo modo.

l:IIDavez que o raio r do tambor circular da Fig. para uma seção não-circular.10 não aparece nas equações para o equilíbrio de um elemento diferencial da correia.7). n vezes. Esta conclusão é evidente. neste caso. há tendência da correia "descolar" da polia.dT n I I i _ 1 dO ~ 2 dN ~i m~ I T -r 2 -±- t I I dO -C J. 6. vem (6. e que o produto de duas grandezas inflllitesimais deve ser desprezado no limite. T = /l de Integrando entre os limites correspondentes resulta ou onde ln (T2/Td é o logaritmo neperiano (base e) da relação T2/Tl . igualmente bem.LdN{rr (b) dO Fig. onde tanto a correia como a polia giram à velocidade constante. vem dT 3 2 d. a ife· se dá T+J.7) se mantém. a equação defme a relação das trações da correia para o deslizamento ou deslizamento iminente. Para descrever a resistência . 6. portanto.7) Deve-se notar que {3é o ângulo total de contato da correia e está expresso em radianos. (6. de M. Combinando-se as duas equações de equilfbrio. Se um cabo estivesse enrolado em torno de um tambor. comparado com os infmitésimos de primeira ordem. onde o ângulo total de contato é (3.9 . es. Quando a rotação é alta.10 A relação expressa pela Eq. o ângulo {3seria 21Tn radianos. de modo que a Eq. que pre· ros e. (6. incorrerá em algum erro. (6. deve-se recordar que o senso de um ângulo infinitesimal se iguala ao próprio ângulo. Neste caso. A Eq.RESISTeNCIA AO ROLAMENTO A deformação no ponto de contato entre uma roda e a superfície que a suporta introduz uma resistência ao rolamento que será mencionada brevemente aqui. é um fenômeno completamente diferente do atrito seco. Resolvendo em relação a T 2. Esta resistência não é devida às forças de atrito tangenciais e.ATRITO / 241 ário ado de Nesta simplificação.7) também se aplica às transmissões de potência por meio de correias.6.

:. e urr:r força P aplicada no seu centro para produzir rolamento.r' A quantidade a depende de vários fatores. Por outro lado. portanto. em tomo de A. e /J. e a resultante R desta distribuição atuará em algum pontoA. A distribuição da pressão p sobre a área de contato é similar à mccada. Infelizmente. consideradindependente do raio da roda. pode ser encontrada igualando-se a zero ::: soma dos momentos de todas as forças. (a) Para Ct = O determinar os valores máximo e mínimo que P pode ter de modo que a carga nem suba nem desça. a quantidade a tem sido citada em algumas referências bibliográficas como sendo o COei ciente de atrito de rolamento. muitas vezes.> plásticas dos materiais em contato. coeficiente adimensional.11 ao rolamento.242 / ESTATlCA .rL r onde r é o braço de alavanca de P. para haIT equilíbrio.r = a/r é chamado o coeficiente de atrito de rolamento. representada na Fig.11. -= a P 6 Problema Resolvido 6. necessária para iniciar e manter o rolamento. todos difíceis de serem medidos. que suporta uma carga L sobre o eixo. neste aspecto.l: \ \ \ \R Fig. te.30. como mostrado.. de modo que não existe uma teoria perfeita para a resistência ao rolamento.9 P Um cabo flexível que suporta uma carga de 100 kg. não podendo ser. do raio da roda. 6. Alguns testes indicaram somente uma pequena variação no raio da roda e a é. considere a roda. e. incluído na interpretação de /J.6. O coeficiente é a relação entre a força resistente e a carga normal. (b) ParaP = 500 N. apóia-se em um tambor circular fixo e é mantido em equilíbrio por uma força P. e passará pelo centro da roda. Isso dá P=-L=/J. A força P. não há deslizamento ou deslizamento iminente. . da velocidade do movimento e da aspereza das superfícies. determinar o menor valor que o ângulo Ct pode ter antes que a carga comece a deslizar. Porém. é análogo aos coeficientes de atrirc estático e dinâmico. está muito exagerada. O coeficiente de atrito estático ~ enfie o cabo e o tambor fixo é 0. A deformação da roda e da superfície de supor. Esta distância a é uma função das propriedades elástica. a tem a dimensão de comprimento.

T2 =Pmáx. T2 a = O Pmáx.1. Apenas o ângulo de contato e o coeficiente de atrito determinam as condições limites para o moviment0 'minente do cabo flexível sobre ~ superfície curva.76 6. 6. = 0.ATRITO I 243 Solução. = 0. ® J.77 Um estivador sustenta uma espia (cabo) que mantém um pequeno navio junto ao cais.. Pmín.' tem-se Pmáx. Calcular o coeficiente de atrito entre a corda e o eixo. Resp. (6. efi- PROPOSTOS 6. O deslizamento iminente do cabo sobre o tambor fixo é dado pela Eq.74 . (6. usou-se To> TI' ito re- ® ste s e rfído PROBLEMAS 6.l981 = 981 N e (a) = A30(1T/2). Se o sistema estiver nl! iminência de escorregar. (b) P (b) Com T2 = 981 N e TI =P 981/500 = eO. o raio do tambor não entra nos cálculos.602) = 1 572 N Para movimento iminente de carga para baixo.75 Para um dado coeficiente de atrito e um dado número de voltas em torno do eixo da" figura do Probl. necessária para abaixar m. Encontrar m. = 981/1. m~ te. uma força P de 3 kN é necessária para elevar m. impedindo-o de ser levado pela correnteza.48 kN é. Para moviTI mento iminente da carga para cima. Que força T pode ser .7) que é T2/TI = e}J. 6. = 500 N 0.602 = 612 N = 500 N. }J. Resp. }J.r Observe que ao obter a Eq.674 Notas: CD Atenção para expressar (3em radianos. Assim. 6.30{3. e uma f~rça P de 0.7) dá Resp. TI =Pmín . (6.30{3 = 1n (981/500) = 0. (6.74 Como pode-se observar na obtenção da Eq. ndiver o a = eO. calcular o coeficiente de atrito entre a corda e a superfície.{3. Resp.7). torno do eixo fixo. = 981 N. Probl. 981/Pmín. um Uma força P = 5 mg é necessária para elevar a carga de massa m.7).76 Os blocos de 10 kg e de 25 kg estão ligados por um cabo que se apóia sobre a superfície curva fixa.205 Resp. (a) Com a = ° o ângulo de contato é (3= 1T/2rad.74.292 }J.30(1T/2). com a corda fazendo 1 + voltas em . Probl. a Eq. = 981 (1.

l = 0.78 Se o estivador do Probl.20. fixo na estrutura. = 160 N. 6. Se o coeficiente de atrito en= ~ fita e o volante for 0. calcular a força que o homem deve exercer no cabo para permitir uma descida suave.80 6.79 Probl.313 O operário iça um tronco de 100 kg em uma rampa de 30° usando um guincho que gira no sentido indicado. (b) a espia dá duas voltas completas? O coeficiente de atrito entre o cabo e o cabeço de aço fundido é 0. qUf' enrola em um eixo central.l entre a fita e os pinos. Resp. Se o operário exercer uma força horizontal de 160 N na extremidade livre do cabo. estando aplicada uma tração de 16 kN na extremidade da espia que está presa ao navio.79 P 6. Resp. quantas voltas serão necessárias dar no cabeço? O coeficiente de atrito entre o cabo e o cabeço é 0.77 Probl. e está sob a ação das trações horizontais TI = 40 N e T.81 A figura mostra um mecanismo para fazer des~ uma pessoa. T ---- -240 N Probl. 6.244 I ESTATICA suportada pela espia se o estivador exercer um esforço de 240 N na extremidade livre do cabo para: (o) a espia dá uma volta completa no cabeço do cais. 6.30.83 Probl.lI entre o tronco e a rampa. 6. como é mostrado. O coeficiente de atrito entre o cabo e o tambor do guincho é 0. 6.cL: necessária para impedir que o volante gire. calcular o coeficiente de atrito J.6. como mostrado e.80 A fita desiiza em torno dos dois pinos fixos. Determinar o coeficiente de atrito J.82 6.81 6. Se o coeficiente de atrito entre o cabo e o galho for 0.30. ao volante. e com a extremidade livre pelo colar inferior.50. J.77 tiver que segurar o cabo. P = 5~_ Probl. n = 2.i.25. O mero de voltas da corda é ajustado girando-s= colar que enrola ou desenrola a corda em tom eixo central. anti-h=rio. 6. por desllzamento da corda.23 voltas Um jardineiro de 80 kg desce de uma árvore usando um cabo passado sobre um galho horizontal. calcular a força mín.82 Aplica-se um momento M = 150 No m. Resp. A entrada da corda na parte su . 6.

tal como é indicado na vista transversal que acompanha este problema."'. de modo a assegurar que o conjunto permaneça suspenso. 6. Determinar o valor máximo que a dimensão a pode ter. 6. como é mostrado.85 L Probl. O coeficiente de atrito entre·a cinta e o tubo é 0. contra a ação da cinta flexível.. Calcular a tração mínima T que a mola deve exercer. O coeficiente de atrito entre os arames e os pinos é 0. Os pesos das peças são desprezíveis.86 sce:: s= 6. Admitindo que. Deduzir a relação entre as trações nos ramos da correia. é equivalente. em média.~ . a 1/4 de volta. . dos sob trações iguais pela chapa compensadora A.40. com centro de massa na metade de seu comprimento estásuspenso por um cabo que passa sobre a superfície cilíndrica fixa B. Desprezar o pequeno ângulo da hélice da corda.86 or2e :. O coeficiente de atrito estático entre o cabo e a superfície sobre a qual ele passa é fJ.10 por uma correia trapezoidal e pela polia ranhurada correspondente. Resp.' ia: Probl. em torno do eixo. também. . . de saída. além do que está dito acima. 6. M= 183. e pela mola ajustável S. antes do tambor inclinar-se saindo de sua posição horizontal... calcular o coeficiente de atrito fJ. Resp.' r .ATRITO I 245 em A. O atrito da corda nas partes retas de entrada e saída é.30. L L-L---J Probl.84 8 ~- O conjunto mostrado de massa de 100 kg.87 ' <1= e ~. em velocidade constante..'.4 N'm Probl. e entre o tubo e o bloco é 0.30. 10 N para cada colar. com centro de massa em G. a? 6. equivale a 1/4 de volta e a passagem pelo canto inferior B. o ângulo de contato e o coeficiente de atrito para a .. são necessárias 3 voltas completas em torno do eixo para baixar um homem de 75 kg. 6. entre a corda e as superfícies de contato do mecanismo. 6. é suportado por dois arames que passam em torno dos pinos fixos e são manti- Encontrar o conjugado M necessário para girar O tubo no bloco em V.83 6.85 O tambor A. sem que o mesmo tenha necessidade de puxar a corda na extremidade livre. homogêneo.. Uma força P = 100 N é aplicada na alavanca que está pivotada em torno de O.84 Substituir a correia planà e a polia da Fig. T = 555 N 6..

Estas categorias são: 1. pode-se facilmente visualizar os três tipos de problemas de atritc seco que são encontrados. da corrente. Resp.33 6. Atrito estático limite com movimento iminente (Fmáx. 2. do mesmo material. 6. para o qual a corrente estará ::z iminência do deslizamento. Seção transversal da correia trapezoidal V que envolve a tração T. Probl. Resp. de modo adequado.9 = à n = 3. 6.10 . Determinar o comprimento h. qualquer que seja o valor da força P. concentrou-se a atenção no atrito seco ou de Coulomb. .89 Probl.88 A corrente de rolos é usada como chave de tubos. A soh-ção é T= Ce-Ke + e-Ke J eKe f(e)de onde C e K são constantes. eJ. variável. Calcular n. h = --2 1+J. linez: não-homogênea.89 A corrente tem massa p por unidade de comjrimento. A equação diferencial resultar.L. L-h~ I Probl. por um fator n. T2 = T.25. e empregou-sc um modelo mecânico simples consistindo de irregularidades superficiais entre os corpos em conta (Fig.246 / ESTÃTlCA correia trapezoidal. é da forma dt/de + KT= = f(e). O uso de uma correia V.87 Resp. 6.88 6. abaixo guia cilíndrica fixa. ângulo correspondente e. = J1sN).:= J. Atrito dinâmico. determinar o valor mínimo de h paz de assegurar que não haverá deslizamento sobre o tubo.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO No presente estudo do atrito. uma equação de primeira ordem. h = 96. Se o coeficiente de atrito entre a corrente e o tubo . 6.1). onde ocorre movimento qe deslizamento entre as superfícies de conta-- à (F= J1kN). O coeficiente de atric é (Sugestão. para a maioria dos propósitos engenharia. D~ prezar os pesos da corrente e da alavanca e quz! quer atrito entre a extremidade ésquerda da alava::!ca e o tubo.L{3' onde (Ci 2) {3'= sen {3/ fixo for 0. no instante em que o deslizamento é iminente. com Ci = 35° equivaleria a multiplicar o coeficiente de atrito de uma correia plana. 3. porém suficiente para explicar o fenômeno.L 2W (1 + eJ! 6. Atrito estático menor que o valor máximo possível e determinado pelas equações de equilíbr:c (geralmente requer wna verificação para ver se F < J1sN). com coeficiente constante. Tendo este modelo em mente.

Os coeficientes de atrito são sujeitos a variações consideráveis. 6. Não faz sentido falar em coeficiente de atrito para uma superfície única.90 brio tato Um elemento deslizante de uma máquina-ferramenta consiste de uma barra.ATRITO I 2G h casobre Desqualavanmm mprio da atrito . deve ser visto apenas como uma aproximação. sobre uma superfície ou ao longo de uma linha. então.0 Y (b)P=516~ (c) F= 148 ~ .90 Um sistema de travamento por atrito permite que a barra A se mova para a esquerda. O emprego de coeficientes de atrito com três algarismos significativos representa uma precisão difícil de ser reproduzida em experimentos e. solu- ~'" Todo coeficiente de atrito corresponde a um dado par de superfícies em contato. Os coeficientes de atrito estático e dinâmico entre o bloco de 100 kg e o plano inclinado são respectivamente. para coeficientes de atrito estático ou dinâmico a serem usados em cálculos de projetos de engenharia.40. J.lk' É comum não colocar subscrito e inferir. (b) a forçaP necessária par2 iniciar o movimento para cima no plano inclinado a partir do repouso. 6. A barra suporta uma carga vertical w por unidade de comprimento. segundo alguma lei. Procede-se.5 mm Probl. Ao rever esta introdução aos problemas de atrito.30 e 0.92 Probl.91 ~ 6. Se o coeficiente de atrito entre a sapata B e a barra A for 0. e (c) a força de atrito F que atua sobre o bloco seP = 600 N. quando ocorrer. Por exemplo. o sentido é oposto ao deslizamento que ocorreria na ausência de atrito. qual dos dois coeficientes está se tratando.20. mas impede o movimento para a direita. seleciona-se um elemento representativo da superfície ou da linha e calcula-se os efeitos de força e de momento causado pela força de atrito elementar atuando sobre o elemento. Resp. PROBLEMAS PARA REVISÃO 6. A força de atrito que atua sobre um corpo em movimento tem sempre o sentido oposto ao seu deslizamento. b = 118.. (a) F = 66. determinar o maior comprimento que a barra b pode ter para que o sistema trabalhe conforme descrito.91 Movimento permitido u-se tato s da trito 6. serve apenas como verificação dos cálculos. à integração desses efeitos sobre a superfície ou linha. Se o corpo estiver parado. Resp. Se o coeficiente de atrito for IJ. dependendo das condições das superfícies em contato. a partir do problema a ser abordado. os problemas que envolvem atrito fluido estão entre os mais importantes problemas de atrito encontrados em engenharia e o estudo deste fenômeno está incluído como assunto da mecânica dos fluidos.s. com seção V. Determinar: (a) a força de atrito F que atua sobre o bloco quando P é aplicada com uma intensidade de 200 N no bloco em repouso. O coeficiente de atrito estático. mencionados no artigo introdutório deste capítulo. JJ. 0. O uso de valores obtidos em manual. para um dado par de superfícies é geralmente maior que o coeficiente dinâmico.ante no KT= near. que é suportada por um bloco com uma ranhura em V. determinar a força horizontal P necessária para mover a barra. o estudante deve ter em mente a existência de outras formas de atrito. Quando existem forças de atrito distribuídas.

92 o parafuso da pequena prensa tem um diâmetro médio de 25 mm e uma rosca quadrada de dlla'i entradas. x = 0.754 ld\ 6. Resp.i::r o coeficiente de atrito mínimo nas rodas trase~ para impedi-Ias de deslizar. de 660 mm de diâmetro. -----1l"""""'" 248 I ESTATlCA 6. 6. Qual o torque M que o motor aplica às rodas traseiras. O mancal de escora plano em A é mostrado na vista ampliada.95 .6. A figura mostra uma catraca de atrito.25. Determ. tanto para as rosC4S como para o mancal em A. e tem superfícies que estão bem amaciadas.96 r 6. encontrar o maior ângulo e que um plano inclinado pode fazer com a horizontal de modo que o carro possa subir por ele.96 6.80 e 0. A barra flutuante AB prende-se na roda de modo que Ci = 200• Se é necessária uma força P = 150 para girar a roda em tomo do mancal em O. e (b) a intensidade R da for' sobre o pino emA. Se o coeficiente de atrito-for 0. calcular o torque M sobre o volante manual necessário (o) para produzir uma força de compressão de 4 kN. Se o coeficiente de atrito entre o cabo e a polia for 0.364.kg. aliviar a prensa da compressão de 4 kN.02 kN· m.80. com distância entre eixos de 3 000 mm. deslizamento em B. Se o coeficiente de atrito entre os pneus e a pista de rolamento for 0.95 Probl. a partir de uma condição de rep e sem que as rodas traseiras deslizem. sem que as rodas de tração traseiras derrapem. que gira a roda no sentido anti-horário sob a ação de uma força P aplicada ao punho.94 Probl.93 Um carro de 1 600 kg. 6. Pmín. A viga uniforme de 3 m está suspensa por um cabo que passa por uma grande polia. silenciosa. calcular a força de atrito F que ab em B. (b) R = 1.25. nessas condições? Desprezar qualquer atrito sob as rodas dianteiras. O carro tem massa h 1200. com um avanço de 8 mm. os coeficientes de atrito estático e dinâmico enir::' a prancha e a arestaB forem 0.343 m 6. com velocidade constante. = 0. &. = l.6. (o) Pmín. tem o centro de gravidade a 600 mm acima da pista de rolamento e no meio da distância entre os eixos. determinar o valor mínimo de x para que o cabo não deslize sobre a polia: Resp. Resp. (b) parz.-- Probl.~" •••.97 A extremidade inferior A da prancha homogên~ de 80 kg repousa sobre roletes que podem m ver-se livremente sobre a superfície horizontal.98 Calcular o torque M que o motor deve fornece: ao eixo traseiro do carro para que ele passe sob o obstáculo.94 Probl. Um pino de retenção em A impede que a polia gire. re~tivamente.70.97 6. 6. determinar: (o) o coeficiente de atrito mínimo entre a barra e a roda de modo a garantir que não h<$. se a prancha sair do repouso na posiç:E mostrada. 3m Probl. M = 2.

para entrar no laminador puxada apenas pelo atrito entre ela e os rolos. 6.30.20.L -1 .102 Determinar a força P que iniciará o giro do cilindro de massa m contra a ação do atrito. Calcular a espessura máxima b que a chapa a ser laminada pode ter.101 cas M duo.100 Probl. o atrito é suficiente para manter a posição. Determinar P.. O coeficiente de atrito para todas as superfícies de deslizamento é 0. 6. verificar se a luva desliza para baixo. ção luque N detre aja rça 6./1+2" J. 6. O coeficiente de atrito. e as massas das cunhas são desprezíveis. çã. 6. (Sugestão. A condição crítica ocorre quando a resultante das forças horizontais na chapa é nula.L. para ambos os pares de superfícies em contato. calcular o componente P da força normal à lâmina.)1 +J. que deve ser exercida contra a tara.99 6. aplicada em uma delas.50. empurrando-a com a lâmina. ao contrário. que é normal ao plano inclinado. conforme aparece na figura. P= 2..OC . entre a luva da mesa da furadeira de coluna e a coluna vertical. resultará em uma elevação·da carga de 600 kg. ara Na figura aparece. 6. Resp. P mm 200 t L Probl.100 As duas cunhas de 10° estão posicionadas. Comparando-se com a carga axial. Se o coeficiente de atrito entre a lâmina e a tara for 0. de modo que uma força para baixo.80. um laminador. na coluna. é 0. Resp. esqueceu de fixar a trava ou se. ao operar a máquina. esquematizado. se o operador. 6.L2 sa. O coeficiente de atrito é J. Supondo o contato nos pontos A e B. b Probl.:! a de Probl. 6.41 kN Uma escavadeira de terraplanagem rola a tara de 750 kg para cima do plano inclinado de 20°.) Resp. podem ser desprezados os pesos da mesa e da luva.99 O coeficiente de atrito.03 kN ~\ \ \ ce: obre use DZ: ir.101 kN 1450 mm----: 6. produzida pela operação de furar.102 Probl. Probl.103 .98 = o + d .103 P nez moSe ntre eotill. P. e entre a tora e o solo for 0. é J.L.ATRITO I 249 ro uas de da. 6. P = 5.

.60.98 kN As duas sapatas de freio e suas lonas giram torno dos pontos O e se expandem contra o ta:mbor de freio. comandadas pelo cilindro hidráuli C.em A) ou estreitos (com contato em B) do que o tamar::: nominal. A largura da lona e:= contato com o tambor é b. escrever a expressão para o momento M. Não ocorre deslizamento na aresta inferior da caixa. Pode-se demonstrar que a pressão p. Se o coefIciente de atrito estático entre as sapatas e o aro da roda for 0.108 6.30.104 O eixo tubular de parede fina e diâmetro médio D gira em torno do eixo vertical. a partir da posição mostrada. entre as tenazes e o engradado. necessário a se aplicar sobre o eixo para vencer o atrito no apoio. Se o coefIciente de atrito entre o tubo e a superfície esférica for }J. -~ -t J~ A C . suportando uma :6' carga axial L.. Supor que as forças entre as sapatas e a roda atuam nos centros das faces de contato das sapatas.105 6. = . para cada sapatt. A pa.104 6.250 I ESTATICA to B o E o:> o:> "" 6.107 Probl.106 Uma força de 1 kN é desenvolvida no cilindro hidráulico C para ativar o freio de sapata.. Determinar o coefIciente de atrito mí-mo /Jo.. que evito o deslizamento para o caso em que o des1iz~to é mais provável..107 Probl.+ E Probl. 6. varia diretamente com o seI:':. Calcular a tração correspo::dente T.105 O caminhão descarrega a caixa escorregando-a lentamente para fora da carroceria elevada. do ângulo e. determinar se o ~ zamento é mais provável para os engradados pouco mais largos (com contato . Resp. 6. e o caminhão estiver na iminência de andar para a frente.. entre tambor e as lonas.~. M = 558 N °m As tenazes de atrito representadas na figura =-ram projetadas para erguer engradados de 500 ~ com uma largura nominal de 1 200 mm. 6. medido do pino O. calcular o torque máximo M que pode ser aplicado à roda sem causar rotação. A roda está montada em um mancal fIxo em seu centro. .-:::: da confIguração mostrada. na corrente horizontal. Escrever a express2:: para o torque de frenagem Mf sobre a roda. que conecta 1:: mandíbulas da tenaz. 6. e tem um valor Po em e = {3. Calcular a força frenante F entre os pneus e a pista de rolamento horizontal quando a caixa está na iminência de deslizar carroceria abaixo. F = 9. L E .. com centro de massa G no seu centro geométrico.106 6.. secoefIciente de atrito entre a roda e a lona for = Probl. e apóia-se contra uma superfície esférica fIxa de raio r. O coeficiente de atrito entre a caixa e a carroceria é 0. Resp. A caixa tem massa total de 5 Mg.

30. de modo que o cabo possa ser puxado para fora na direção horizontal.109 og. eo Probl. Resp.) Resp. }L.ATRITO / 251 portes..:: ta.108 6. (Sugestão.109 m m- O carretel do cabo telefônico tem massa de 3 Mg e é suportado sobre seu eixo nos blocos entalhados em V. no cabo. como é mostrado. em ambos os lados do carretel. O eixo está fixado ao carretel e gira com ele.. 6. ir im is o iá nas . calcular a força P. pelo içamento dos su- -. P = 313 N 6. calcular o ângulo a entre as normais à corda.30 l--1200 mm----J Probl. err.50. para a posição onde o disco está na iminência de girar sob a ação de um conjugado M nele aplicado. Se o coeficiente de atrito entre a corda e o disco for 0. graficamente. ã. nos pontos de tangência. O carretel é levantado do solo. Se o coeficiente de atrito entre o eixo e as superfícies do V for 0. 6. Resolver a equação resultante para a.e termina em uma polia pequena. que está livre para encontrar sua posição de equilíbrio sobre a corda. a = 87..110 Uma corda flexível leve é passada em torno do disco circular de massa m. exigida para girar o carretel.

e igualando·se a zero as equações dos somatórios das forças e dos momentos. Neste capí apresenta-se um método mais útil e direto. Por definil o trabalho U realizado pela força F sobre o corpo. (a) Trabalho de uma força. 7. ~-:.1 .a constante F que atua sobre o corpo da Fig.s tos A' r------.. o caminho mais direto e conveniente. que é empregado em sentido quantitativo contraste com o seu uso generalizado fora da técnica. permite que examine com cuidado o assunto da estabilidade dos sistemas em equilíbrio. Ele é chamado . é o produto da componl da força na direção do deslocamento pelo deslocamento. 7. nos quais os corpos são compostos de elementos interliga que admitem movimento relativo entre as peças. permitindo. Há uma classe particular de problemas. não são. e onde ~ ou mais forças externas era uma incógnita a ser determinada. Considere a forç. que sejam examinadas várias possíVIconfigurações de equilíbrio.2 - TRABALHO Em primeiro lugar é necessário defmir o termo trabalho. baseado no conceito do trabalho realizado por uma força. durante o seu deslocamento..:~ método do trabalho virtual e é desenvolvido a seguir. Es::: método leva o estudante a compreender mais profundamente o comportamento dos sistemas mecânicos.dos momen embora válidas e adequadas. Para a maioria dos cas05. ou U F Ia l.1 INTRODUÇÃO Nos capítulos anteriores. assim.._ Fcosa I = (Fcosa)6. Em problemas deste tipo. o equilíbrio de um corpo foi analisado isolando-o com um diagrama de co livre. I . deslocamento de A para A' está representado pelovetor Lls.7 TRABALHO VIRTUAL 7. esta solução foi empregada para corpos cuja posição de equilíbrio era conhecida ou especificada.1a.7. I I (a) Fig. geralmente. chamado deslocamento do corpo. :. as equações de equilíbrio das forças e.

deve-se integrar dU entre essas posições. Expressando-se F e ds em termos das suas componentes retangulares.3a). ma A defInição de trabalho será agora generalizada para levar em consideração condições nas quais possam haver variação na direção do deslocamento ou variações na intensidade e direção da força. 7. (a) (b) Fig.1) onde o produto escalar de F por ds adequa-se à defInição de trabalho. ao longo do caminho.7. da Fig.2). 7.3a mostra uma força F atuando sobre o ponto O de um corpo que se move ao longo do caminho indicado.que o mesmo resultado é obtido ao multiplicar a intensidade da força pela componente do deslocamento na direção da força.s = F -(F cos B) b. imediatamente. U = (F cos a) b. Assim. podendo-se concluir.3 . ste e de = F cos a ds ou dU=F~ (7. o trabalho realizado será negativo. resultado obtido independe da direção escolhida para decompor os vetores. 7. 7. o trabalho realizado por F é ( dU os eis s. tem-se dU em = (iFx + jFy + kFz) + Fy • Fz (i dx dz + j dy + k dz) = Fx dx dy + ujo o. e Para obter o trabalho total U realizado por F durante um movimento firrito do ponto O de A a B (Fig.s cos a) Portanto. O trabalho é uma quantidade positiva quando a componente da força que produz trabalho possui o mesmo sentido do deslocamento.s AS r I I I I po os. o. como representado na Fig.3b. o. Novamente. que é U = F(b. A Fig. que o trabalho é uma quantidade vetorial. p·ode-se interpretar esta expressão como sendo a componente F cos a da força na direção do deslocamento vezes o deslocamento ou como o produto da componente ds cos a do deslocamento na direção da força vezes a força. Assim.TRABALHO VIRTUAL / 253 Vê-se. Quando o sentido da componente da força que produz trabalho for oposto ao do deslocamento (Fig.lb. 7. Durante um deslocamento infmitesimal ds.

pelo fato de a componente da resultante. a segunda. contudo. se igualar à soma das componentes das várias forças na mesma direção. F realiza um trabalho igual a F 'dSA/B = Fr de. O trabalho total de um conjugado durante uma rotação finita no seu plano torna-se . Na parte b da fIgura representa-se o conjugado por duas forças iguais e opostas. um deslocamento dSA/B (o deslocamento real de A em relação a B).2) I~~i . na direção do deslocamento.7. devido à rotação em torno de B. é igual e oposto àquele realizado por . 7.254 I ESTÁTICA ou u= f F cos o: ds A fIm de efetuar esta integração é necessário conhecer-se a relação entre as componentes da força e suas coordenadas respectivas. Além das forças. Durante a rotação. tem-se (7. (b) Trabalho de um conjugado. O deslocamento de A pode ser decomposto em duas partes. ou as relações entre F e s. No caso de forças concorrentes que atuam sobre o corpo.4a tem-se um conjugado M atuando sobre um corpo que muda sua posição angular de uma quantidade de. de B para B'. Vê-se que o trabalho realizado por F. onde de é o ângulo infinitesimal de rotação em radianos. F e -F. a linha AB move-se para A "B'. \ I I I I/ II I I \.-~--// (a) -F (b) Fig. que atuam nos pontos A e B tal que M = Fr. o trabalho realizado pelo conjugado é facilmente determinado combinando o trabalho de cada uma das forças que o constituem. um deslocamento dSB. Portanto. Isto pode ser verillcado. durante o deslocamento de A para A I. o trabalho realizado por sua resultante se iguala ao trabalho total realizado pelas várias forças. durante o deslocamento idêntico.4 O trabalho do conjugado é positivo seM tiver o mesmo sentido de de (no sentido horário nesta ilustração) e negativo se o sentido de M for oposto ao de rotação. Como M = Fr. Na Fig. igual ao de B. pode-se concluir que não há trabalho devido à translação de um conjugãdo (movimento sem rotação). a primeira.F. e entre cos a e s. os conjugados também podem realizar trabalho. Durante o movimento infinitesimal no plano da figura.

EQUlLIBRlO As condições de equilíbrio serão agora expressas em termos do trabalho virtual. a unidade do trabalho é o joule (J). = 2:F' os r:: Expressando ~F em termos de suas somas escalares e os em termos das suas componentes virtuais nas direções das coordenadas. que é o trabalho realizado por uma força de um newton movendo-se na distância de um metro sobre a sua direção (J = N' m). inicialmente para uma partícula. envolvendo o produto de uma força por uma distância. envolvendo o produto de uma força por uma distância. Por outro lado. ambas as quantidades são diferenciais de primeira ordem. enquanto os se refere a um movimento infrnitesimal virtual ou suposto e não pode ser integrado. oU = M 88. tendo sido apenas suposto. pode ser considerado como constante durante qualquer deslocamento infmitesimal virtual os ou 08. a unidade do trabalho é o libra-pé. durante um deslocamento virtual angular 08 é. perpendiculares entre si. Qualquer pequeno deslocamento os. no processo de determinação da posição correta. e pode ser integrado. Esta consideração é idêntica àquela que permite escrever que uma área elementar sob a curva y = f(x) é dA =ydx. Matematicamente. Para um deslocamento virtual suposto os da posição de equilfbrio da partícula. Se fosse considerada uma variação na intensidade ou no sentido de F ou M. A diferença entre ds e os é que ds se refere a uma variação infinitesimal no movimento real. Um deslocamento virtual pode também ser uma rotação 08 do corpo.5. Considere a partícula ou pequeno corpo da Fig. O trabalho efetuado por uma força qualquer F. que é o trabalho realizado por uma força de uma libra movendo-se na distância de um pé sobre a sua direção. seriam eliminados. A força F. arbitrariamente. Na Trabalho tem a dimensão de (força) X (distância). é chamado trabalho virtual e é oU e as a Fm e a ra o. o trabalho virtual total realizado sobre a partícula será oU = FI' os + F2' os + F3' os + . que atue sobre a partícula durante o deslocamento virtual. cuja posição de equilíbrio seja determinada pelas forças que agem sobre ela. a fim de permitir a comparação das várias possíveis posições de equilíbrio. que a partícula supostamente sofra. 7. uma partícula. que encontra a sua posição de equilíbrio como resultado das forças nas molas às quais está presa..TRABALHO VIRTUAL I 255 as se da o. será chamado um deslocamento virtual. ambas medidas sobre a mesma linha. Sob o aspecto dimensional. 7. No sistema de unidades SI. quando escrever as suas unidades no sistema SI. apesar de serem quantidades físicas completamente diferentes. (a) Partícula. afastando-a da posição natural. então. No Sistema Inglês de unidades. apareceriam termos de ordem superior que. Para distinguir estas duas quantidades. (c) Trabalho virtual. o trabalho e o momento de uma força têm a mesma unidade. o peso mg deve ser também incluído como uma das forças. escreve-se oU r:::z = 2:F ·os = (i2:Fx + j2:Fy + k2:Fz) '(i ox + j oy + k oz) = 2:Fx ox + 2:Fy oy + 2:Fz OZ = O . com atenção. usar-se-á o joule (J) para o trabalho e reservar-se-á a combinação de unidades newton-metro (No m) para o momento. O termo virtual é usado para indicar que o deslocamento não existe na realidade.3 . momento é um vetor obtido do produto vetorial. que o trabalho é um escalar obtido do produto escalar. O trabalho virtual realizado pelo conjugado M. ou o conjugado M. Observe. durante o movimento infrnitesimal. Se a massa da partícula for significativa. no limite. n· de = F' os ou oU = F os cos o: 2) onde a é o ângulo entre F e os. Considere agora.. em segundo para um corpo rígido único e em terceiro para um sistema de corpos rígidos interligados.

para a chapa articulada. para o corpo todo. O conceito do trabalho virtual para a partícula foi introduzido. A extensão do princípio do trabalho virtual de partículas para sistemas de partículas rigidamente ligadas. geralmente não traz nenhuma simplificação adicional ao já simples problema. O princípio do trabalho virtual nulo para o equihbrio de uma partícula única. opostas e colineares. que formam os corpos rígidos. é necessária e suficiente. (b) Corpo rígido. Qualquer deslocamento virtual suposto. então. resultará nz mesma expressão que teria sido obtida usando-se uma das equações de equihbrio de força. Uma pequena rotação.6. portanto. onde se deseja determinar a reação R sob o rolo. quando cancelado. de peso desprezível. Esta condição está ilustrada na Fig. resulta que o trabalho virtual realizado sobre todo o corpo rígido é nulo.7.7.6 Novamente. ou momento. 7. 06 da . e o trabalho realizado por estas forças durante qualquer movimento é nulo. suposta. realizado sobre cada partícula do corpo em equihbrio é nulo.5 A soma é iguala zero. um outro modo de se estabelecer as condições de equiHbrio da~partícula. para o equihbrio. porque LF = O e também LFx = O. porque pode ser aplicada nas três direções perpendiculares entre si. Esta condição de ser trabalho virtual nulo. tomadas uma de cada vez e é. defInido por um movimento linear ou angular. A equação oU = O é. Somente o trabalho virtual realizado pelas forças externas aparece no cálculo de oU = O. de modo que possa ser aplicado a sistemas de partículas no desenvolvimento que segue. equivalente às três condições escalares de equihbrio conhecidas. porque oU = O e LF = O fornecem a meSlIl2 informação. é facilmente realizada. Como o trabalho virtual. LFy = O e LFz = O. diretamente. p b Fig. aparecerá em todos os termos de oU = O e. sob a ação de uma dada forçaP. porque as componentes do deslocamento das duas partículas ao longo das linhas de ação das forças são idênticas para corpos rígidos.256 / ESTÁTICA XOS ~2VF: FI F4 Fig. uma vez que as forças internas ocorrem em parel de forças iguais. o princípio do trabalho virtual não oferece vantagem re para a solução de um corpo rígido em equihbrio. como no caso de uma partícula. Este trabalho é nulo.

O tratamento será limitado aos sistemas chamados ideais. (3) Forças internas são forças nas uniões entre os membros de um sistema.7c para as forças internas FA e -FA da união A. observa-se que o trabalho líquido realizado pelas forças internas nas uniões é nulo. agora. Portanto. a força horizontal FB que a parede da guia exerce sobre o rolete da extremidade da barra. que não podem absorver energia por deformações. e é tomada como deslocamento virtual. O uso do princípio terá uma vantagem evidente para corpos interligados.a:s (a) Forças ativas (b) Forças reativas (c) Forças internas Fig. . 7. As forças reativas não realizam trabalho durante um deslocamento virtual.7b. Eles são: é. simplesmente. onde não há possibilidade de existir deslocamento virtual na direção da força. ligados por conexões mecânicas sem atrito. o princípio do trabalho virtual pode. como é mostràdo na Fig. Pa -Rb = O. que são aqueles constituídos por dois ou mais corpos rígidos. e:o de az nz do í· o as es é . rr:. . que é. Durante qualquer movimento possível do sistema ou de suas partes.' i. (2) Forças reativas são forças que agem em pontos de apoio fIxos. Na Fig. E. também é uma força reativa que não realiza trabalho porque não há deslocamento do ponto O. 7. e o trabalho de uma força necessariamente anula o trabalho da outra. Observando que somente as forças externas ativas executam trabalho durante qualquer movimento' possível do sistema. o princípio Ô U = O dá -Pa Cancelando ôe. a equação de equilíbrio dos momentos em torno de O.7 (1) Forças ativas são forças externas capazes de realizar trabalho virtual durante possíveis deslocamentos virtuais.TRABALHO VIRTUAL / 257 chapa em torno de O é compatível com o vínculo articulado em O. A Fig. compostos de forças iguais e opostas. O trabalho realizado por P é -Pa M. A explicação para este fato é que as forças internas sempre existem aos pares. (c) Sistemas de corpos rígidos. 7. as forças P e F são forças ativas porque realizam trabalho quando as barras se movem. 7. A força Fo que o apoio fixo em O exerce sobre o sistema. e o trabalho realizado por R é + Rb ôe. resulta ôe + Rb (j() = O. nada se ganha com o emprego do princípio do trabalho virtual para um corpo rígido único. como será descrito na próxima seção. durant.7a mostra um exemplo simples de um sistema ideal onde é possível o movimento entre suas duas partes e a posição de equilíbrio é determinada pelas forças externas aplicadas P e F. sejam de encurtamento.7a. sejam de alongamento. não pode realizar trabalho porque o rolete está impedido de se deslocar na direção horizontal. O princípio do trabalho virtual será agora aplicado para descrever o equilíbrio de um sistema de corpos rígidos interligados. Na Fig.7. ser enunciado como a seguir: . Portanto. Três tipos de forças são identillcadas neste sistema mecânico interligado.e os seus idênticos deslocamentos.

visto que as forças reativas não entram na aplicação • oU = O. se' o atrito interno em um sistema mecânico for apreciável. onde são necessárias dU25 coordenadas independentes para detenninar a confIguração do sistema.8a mostra três exemplos de sistemas com um grau de liberdade. Este tipo de problema é oposto ao de se determinar as forças que atuam em corpos cuja posição de equilíbrio está fIxada. sobre um sistema mecânico ideal em equilíbrio. a confIguração de um sistema mecânico. não é necessário desmembrar-se os sistemas ideais para estabelecer as relações entre 25 forças ativas. durante um deslocamento virtual. No método do trabalho virtual. cOClrdenada para determinar a posição de cada parte do sistema. 7.7a é um diagrama das forças ativas pé1L~ o sistema mostrado. sem referência ~ forças reativas. A coordenada pode ser uma distância ou uc ângulo. Estas vantagens fazem o método do trabalho virtual particularmente útil na determinação é. completamente. deve ser desenhado um diagrama que isole o sistema em consideração. onde é necessária somente UrE.: posição de equilíbrio de sistemas sob a ação de cargas conhecidas. Segunda. O princípio pode ser matematicamente representado pela equação. a menos que seja levado em consideração trabalho realizado pelo atrito interno. A Fig. 7. Tal diagrama é chamado diagrama das forças ativas. pode ser obtido qualquer número de gr de liberdade. como é geralmente o caso com o método de equilíbrio baseado nos somatórios de força e d= momentos. onde &U significa o trabalho virtual total. redundará em erro. ~ Fig. O método do trabalho virtual é bastante útil para os propósitos mencionados. Somente agora podem ser percebidas as reais vantagens do método do trabalho virtual. a aplicação do método -'trabalho virtual ao sistema como um todo. onde são mostradas todas as forças. 7. Sob esta forma. porém requer que trabalho executado pelas forças internas de atrito. Entenda-se por vínculos as restrições impostas pelos apoios ao movimento do sistema. Adicionando mais barras e rem vendo vínculos de apoio do sistema de barras da fIgura da direita. é nulo para todo e qualquer deslocamento virtual. realizado por todas as forças externas ativas. Em oposição ao diagrama de corpo livre.8 • . A Fig.258 / ESTATICA o trabalho virtual executado pelas forças externas ativas. (d) Graus de liberdade. seja desprezívi Como conseqüência.3.7. (7. O número de coordenadas independentes necessário para especillcar. Essencialmente são duas. trabalho necessita mostrar somente as forças ativas. o diagrama para o método .8b mostra três exemplos de sistemas com dois graus de liberdade. P mg (a) Exemplos de sistemas com um grau de liberdade (b) Exemplos de sistemas com dois graus de liberdade Fig. Primeira. durante qualquer deslocamento virtual. compatível com os vfnculos. as relações entre as forças ativas podem ser detenninadas diretamente. o princípio encontra sua maior aplicação nos sistemas ideais. é chamado de número de graus de liberdade do sistema.

que é a quantidade que se deseja determinar. s. determinar o ângulo e de equilíbrio.1 Cada uma das duas barras articuladas homogêneas tem massa m e comprimento 1 e é suportada e carregada como mostrado. pode ser aplicado tantas vezes quantos forem os graus de liberdade.sen . que não realizam nenhum trabalho durante o movimento virtual ôx e não são mostradas. a variação de uma coordenada independente. ôX é também positivo para a direita. expresso em função da variável e. de modo que o trabalho virtual é P (+ ôX).ta. o trabalho virtual vem a ser [ôU= O] P ôx + 2mg ôh p =O i d= é. pela geometria. no sentido de P.' e e:. que serão tratadas aqui. O princípio do trabalho virtual exige que o trabalho total de todas as forças externas ativas seja nulo para qualquer deslocamento virtual compatível com os vínculos. a expressão matemática em concordância com a observação física. Todas as outras forças que atuam externamente no sistema. - ê: Solução. Em cada aplicação do método permite-se. re- o princípio do trabalho virtual. e inclui os dois pesos mg além da força P.l ~ 2 e ôh=_isen~ôe 4 2 Notas: CD 2 Substituindo na equação do trabalho virtual.TRABALHO VI RTUAL / 259 ma. assim. são forças reativas. quando o centro de massa se move para cima. Com h positivo para baixo. * Para exemplos de problemas com dois ou mais graus de liberdade.::_-_ =. decorrente de um aumento em xeeme. Quando. consultar o Capítulo 7 da l. Observe. que o peso mg realiza trabalho negativo. Assim: h = icos 2 Analogamente. expressa-se ôh em termos de ôe. para o movimento ôx. vem e 1 e Pl cos . apenas. p . <6> Obtêm-se ôh e ôx das mesmas regras matemáticas de diferenciação com os quais se obtém dh e dx. agora. que ôh é negativo para ôx positivo..a Edição de Estática. ôh é também positivo para baixo.3) ca- te a3 de à! ill. O diagrama de forças ativas para o sistema composto pelas duas barras é mostrado separadamente. A solução pelo método do trabalho virtual é mais simples. se restringirão a sistemas com um grau de liberdade. * Problema Resolvido 7. Para obter este resultado pelos princípios do somatório das forças e dos momentos. mantendo todas as outras constantes. As aplicações do trabalho virtual. cuidadosamente. autor.ôe = 2 4 2 O o que dá e tg 2P mg 2= ou 2P e=2arctg mg Resp. Cada um desses deslocamentos virtuais será. de modo que a expressão matemática correta para o trabalho é mg (+ ôh). que sendo x positivo para a direi. colocando. a seguir. na direção de mg. seria necessário desmembrar as barras e levar em conta todas as forças que atuam sobre cada barra. Para uma dada força P. ÔU= O. .ôe . Assim. D É evidente. ôh terá um sinal negativo.2mg . x = 21 sen ~ e ôx = I cos ~ ôe 2 .

Para efetuar estas etapas. é +mg óh = mg ó (b cos O + c) = mg(-b = -mgb sen O óO + O) senO óO 1) O sinal menos. no sentido de mg. para um dado valor de M. A vantagem da solução pelo método do trabalho virtual. abaixo da linha horizontal de referência fixada. Substituindo.260/ ESTATICA Problema Resolvido 7. lida diretamente com causa e efeito. Determinar a expressão para o ângulo de equilíbrio o. a posição horizontal de G. durante o movimento óh. e ter-se-ia que considerar as reações internas nas articulações de pino. durante urna variação no ângulo o. Resolvido 7. e é h = b cos O + c. no final. é logo vista quando se experimenta a solução pelo equilíbrio das forças e dos momentos. que são articuladas corno é mostrado. emboril quando se solucionam estas equações. em relação aos pontos de ligação das duas barras. que o método do trabalho virtual. indica que o trabalho é negativo. separados para as três peças móveis. O trabalho realizado por mg. . Corno o valor de senO não pode ser maior que a unidade. neste problema. para este problema. na equação do trabalho virtual. seria preciso desenhar diagramas de corpo livre. únicos que realizam trabalho sobre o sistema. no sentido horário. Então. 0= arcsen-- Outra vez. As barras têm massas desprezíveis e supõe-se que não haja atrito. o trabalho realizado pelo conjugado M. vem [óU=O] MóO + mgóh = Nota: O que resulta M óO CD = mgb sen O ó O M mgb Resp. é +M óo. O croqui dado constitui-se no próprio diagrama de forças ativas para o mecanismo completo. A constante c é eliminada. A posição vertical do centro de gravidade G está indicada pela distância h. Para este método. visto que sua derivada é igual a zero. pela aplicação do conjugado M à extremidade de urna das duas barras paralelas. é evidente. e não faz referência a grandezas irrelevantes. Com O medido positivamente. M está limitado aos valores de equilÍbriO que não excedam mgb. a referência a esta posição é eliminada. Considere a alternativa de urna solução pelo equilÍbrio de força e momento.1. Assim. seria necessário incluir na análise. formado pelas barras com a vertical. visto que mg e M são a força e o momento externos. para um valor positivo de ó O. corno no Probl.2 A massa m élevada para urna posição de equilÍbrio. no sentido horário. ó O é também positivo no sentido horário. manteve-se a consistência matemática com a definição de trabalho e observa-se que o sinal algébrico da expressão resultante concorda com a variação física. Solução.

. agora. ôx=-Laôe x e a equação do trabalho virtual dá [ôU= O] CD ou ôx =- L x ôy Notas: Observe que o deslocamento aôe. ôe. A partir da posição horizontal da conectora. pode-se escrever. Todas as outras forças são ou internas ou reativas que não realizam trabalho devido aos vínculos. Observe o sinal negativo que apenas nos diz que. executado por Me P. . Dá-se à conectora OA um pequeno deslocamento angular. não seria igual aôy. 0= 2x ôx + 2y ôy Assim. um deslocamento virtual anti-horário para a conectora. ® Poder-se-ia usar. O esboço apresentado na figura serve como diagrama das forças ativas para o sistema. x--! Solução. do ponto A. a partir da posição horizontal mostrada. sob a ação do conjugado M. observa-se que o método do trabalho virtual produz uma relação direta entre a força ativa P e o conjugado M. Outra vez. Determina-se o trabalho virtual resultante. de modo que ôb = O.TRABALHO VIRTUAL I 261 Problema Resolvido 7. Desprezar a massa das partes móveis. que será o deslocamento virtual. o que causaria apenas a inversão dos sinais de todos os termos. para impedir que a barra OA gire. ® Môe+Pôx=O P= Mx ya Môe+p(-~aôe)=o = Mx ha Resp. a diferencial da equação e obtém-se. b2=X2+y2 Toma-se. se uma variação é positiva. expresso em radianos. . naturalmente. O comprimento b é constante. no sentido horário. a outra deve ser negativa. o deslocamento angular movimenta A para baixo da distância ôy = a ôe onde ôe é. se a conectora OA não estivesse na posição horizontal. y ---t----Í. sem envolver outras forças que são irrelevantes neste relacionamento. também.3 Determinar o valor da força P aplicada sobre a luva desllzante. Do triângulo retângulo que tem a barraAB como hipotenusa constante.

O polígono ABCD é um paralelogramo. repetido aqui.6 pela fQ:Ç' horizontal P. 7.5 Cada uma das barras uniformes tem massa m. 7. Determinar o torqueM. Exp sar e em termos de M.4 2". sobre a alavanca de comando do caminhão basculante. determinar o ângulo e para que haja equilíbrio.65. 7. 7. Resp. com centro de massa em G. Desprezar a massa das barras.) 7. 7.7 Cada uma das barras uniformes da estrutura t=.. necessário para equilibrar a massa m.262 I ESTATICA PROBLEMAS PROPOSTOS (Nos problemas abaixo. 7. quando o ângulo de descarregamento for e.6 7.3 Encontrar a força Q exercída pelo furador de papel. massa m e comprimento b.2 7.1 Para uma dada força P. exceto quando indicado o contrário. P = mg tg e Probl.conforme mostrado.2 O mecanismo articulado é usado para posicíonar a massa m nas guias verticais lisas. supor que o trabalho negativo do atrito é desprezível. e = are cos 2P mg Probl. para qualquer valor de e.mg tg Probl. no plano vertical. 4. 7. Determinar a força horizontal P necessária para se tentá-Ias na posição mostrada. P = 4.5 Probl. e = are tg ~ 7. Seria a ação mais eficaz. Resp. A posição de equili1ri: da estrutura no plano vertical é determinada ~ conjugado M aplicado à barra da esquerda.do Probl. Substituir o conjugado M do Probl. e determinar :: ângulo de equilíbrio e. se P fosse apli.1 7.3 Probl. Determinar a expressão para a força horizontal P necessária para suportar m.3 . Resp.cada em uma direção diferente da horizontal? Resp.4 7.

12 .10 Probl. Resp.) Probl. que tem massa m e centro de massa em G.10 7.TRABALHO VIRTUAL / 263 7. 7. Resp.E . para subir o plano inclinado de ângulo (). 7. mostra-se facilmente que S = R (3.9 A prensa do Probl. O canto inferior C é livre para rolar horizontalmente. A massa combinada da cadeira e do paciente é m. que a roda gira.7.9 Probl. tangente ao anel de condução da cadeira de rodas. P =""2 mg( I. necessária para produzir uma compressão R sobre o rolete. em radianos. se a roda rola sem escorregar. 7. necessária para manter o equilíbrio em um dado ângulo (). 7.8 Determinar a força F que o paciente deve aplicar.6 P • Probl. Determinar a força P.8R cos () O cilindro hidráulico é usado para expandir o sistema articulado e elevar a carga P. Determinar a força F. para qualquer valor dado de (). quando o sistema articulado do cilindro se alohga. (Se s for o deslocamento do centro da roda medido sobre o plano inclinado e (3 o ângulo correspondente. Desprezar os pesos de todas as outras peças.11 O cilindro hidráulico DA e a barra OR estão combinados para controlar a inclinação da carga.7 7. - e :: r.81 é repetida aqui. 7. 7. Para a posição mostrada. 4.8 Probl. exercida pelo cilindro. Probl. 7.b h) tg () () Probl.11 7. sobre o cabo da alavanca. determinar a compressão C no cilindro.12 Cada uma das barras uniformes tem massa me roletes centrais com movimento confmado pela guia e=. F = 0.

e(d + c) 2~ p Probl. articulado em O e com centro de massa em C. A figura OBAC forma um paralelogramo e ângulo COB é reto. O ro1ete da extremidade da barra inferior tem o movimento restringido pela guia lisa horizontal. Resp. que. como resultado de tração P.16 A caixa de carga do caminhão de distribuição de alimentos.15 7. está articulada à estrutura Probl. 7.264 / ESTÁTICA lisa vertical. O contador de radiação A tem massa m e é posicionado girando-se parafuso de avanço L.. se a barra CE estiver sob tração produzida por uma pressão do fluido de 20 MPa. que controla a distância BC. O prato e a barra vertical AB têm a massa m I e estão articulados no setor em B. C=!. para a configuração mostrada. Determinar a relação entre . Determinar o ângulo 8 para que haja equilíbrio sob a atuação do conjugado M. 7. mas é pequeno comparado com a força de aperto produzida. 7. com um torqueM. Expressar M em função de h. portanto. F = 6. tem uma carga de massa m. 7. onde 23 pinças estão paralelas. A extremidade A está articulada à barra homogênea AC. por sua vez. M Probl.14 = ~tg: SmgL 5 .15 fixa. de massa m2. que atua sobre o lado esquerdo do pistão dei cilindro hidráulico. e é elevada pela aplicação de um tmque M sobre a extreI!lidade inferior da barra.. Relacionar o torque M à carga mg para os valores dados de b e 8. Desprezar to' o atrito e a massa do sistema articulado. As ranh ras horizontais permitem que o sistema articulado se abra. As pinças da garra de controle remoto desenvolY<õ uma força de pega C. Resp. que está articulada à estrutura do caminhão.13 O croqui mostra o esquema aproximado da montagemque prende o flange da base do foguete Saturno V ao pedestal de sua plataforma. comparada com m. Calcular a força de aperto F em A.17 A figura mostra um dispositivo para medir a radÍêção do corpo de um paciente._ massa m a ser medida e o ângulo 8. em serviço de aeronaves. Resp.. antes do lançamento. Expressar C em função de P. supondo q 8 = 8 o quando m = O.13 7. O pistão tem uma área útil de 10' mm2• O peso do conjunto é considerável. de massa mo.00 MN 7. desprezado. Probl.14 A balança postal consiste de um setor. 7.16 7. e será. quando a caixa de carga for elevaclz. aplicada à haste de controle.

7.20 unas P. A massa do elevador é deprezÍvel comparada com a massa m do veículo. c) Prob\. 7.20 A plataforma elevadora faz a entrega de carga na porta de carga de um avião. A posição vertical da carga de massam é controlada pelo parafuso que conecta as uniões A e B. necessário a ser aplicado ao parafuso. Resp. defrnida no Probl. Resp.18 p 40 120 mm mm iarae o ono rga do rafi g2 ". / 265 eo e a ue 7. C = 2mg cotg fi ) Prob\.. 4.19 + (1)' .' 'A I Probl. para elevar a carga. é igual ao seu avanço L (avanço por rotação).21 p 7.' -i~. Se é necessário aplicar um momento Mf para vencer o atrito nos metes e nos mancais do parafuso. comparada com a massa m da carga. A variação na distância entre A e B. determinar a expressão para o momento total M. Se a màssa de estrutura for desprezível. em função de um torque M exercido sobre a manivela do parafuso de ajuste.22 Expressar a compressão C no cilindro hidráulico do elevador de carro em função do ângulo O. lve 7. determinar a força compressiva C no cilindro hidráulicoAB. A força de aperto é P = 150 N. 7.TRABALHO VI R TUhJ.18 de ga orue udo da. 7. para uma rotação do parafuso. 7. O parafuso tem um avanço por rotação L.. = ---s-en-fi fi_o _ M~ Prob\. para qualquer ângulo R C mg y' 1 + 8 sen' fi esp. 7.17 p 7.88 Nem Determinar a força F entre as mandíbulas do grampo. Desprezar o atrito.2 1 cos fi .110 e repetida aqui. M= 7.21 Probl.19 Determinar o torque M exercido pela chave antitorque.

7.23 7. 4. mostrada na fIgura.a) = 'Z. tidos como perfeitamente rígidos. 7.ESTABILIDADE E ENERGIA POTENCIAL No item anterior tratou-se de configurações de equilíbrio de sistemas mecânicos compostos de membros individuais. Por que se deve calcular trabalho do momento interno em C? Discutir escolha do método do trabalho virtual para este problema.25 7. Determinar a força de aperto C. 7. Com este objetivo.23 Determinar a força P desenvolvida nas mandíbulas do alicate rebitador do Probl.266 / ESTÁTICA p L Probl. F = mgL b .)2 tg e .71 é repetido aqui com dimensões simbólicas. O mecanismo interno em C mantém o ângulo 'l= entre as duas partes.24 O alicate articulado do Probl. C=P f( i cotg a-I ) Probl. relacionar a força F TIl cilindro hidráulico com o ângulo e de equilíbrio. repetido aqui. em função de a. através da ação do sistema articulado hidráulico AB. ~ lançada de um carro de combate. e ~IF Resp. 4. 7. estendido para levar em consideração sistemas mecânicos que possuem elementos elásticos na forma de molas. P= 2Feb c (b . é ' introduzir o conceito de energia potencial. Resp. Se cada das duas partes idênticas da ponte tiver massa me centro de massa em G. .j 1 + sen S Probl. diretamente. ao importante problema de determinar ~ estabilidade do equiHbrio. Resp. agora.22 7. para urna determinada força P no cabo.4 .25 A ponte militar.. de vão L. que leva. O método será.85.

e é uma medida da rigidez da mola. Durante uma variação na compressão da mola de Xl para X2. Esta energia é potencialmente utilizável e pode ser JeCUperada.4) Assim. - L -: E:- (a) Energia Potencial Elástica. 7. agora. a variação (final menos inicial) na energia potencial da mola. o trabalho realizado sobre ela é igual à variação na energia potencial elástica. Quando a mola está tracionada. durante o alívio de sua compressão ou ongamento. se ox for negativo. como no caso da compressão.. úVe = Fúx = kxúx Se a força compressiva for diminuída. Durante um deslocamento virtual ox da mola. a energia potencial da mola se iguala à área t~iangular no diagrama de F versus x. apenas X representará.-dxX2 Fig. ou que é idêntica à área trapezoidal de Xl a X2.7. de modo que a energia potencial elástica da mola. é Ve ou = I o x F dx = ~ kx2 (7. aliviando a mola de sua compressão. o trabalho virtual realizado sobre ela é a variação virtual da energia potencial elástica. as relações de trabalho e de energia serão as mesmas.TRABALHO VIRTUAL I 267 r-- Comprimento livre ----1 F F dVe = kxdx o O X ~x Xl ~ 11 f. Enquanto a mola estiver sendo esticada. de X = X 2 para X = X I. isto é. Supõe-se que a mola Jeja elástica e linear. observa-se que a força atua. na direção do deslocamento. de O a x. o Ve será também negativo. Esta relação é escrita como F = kx. Ve. no lugar da compressão. Considere a mola (Fig. onde k é a constante da mola. O trabalho realizado no elemento elástico é -armazenado no próprio elemento e é chamado energia potencial elástica. ao invés de comprimida. realizando trabalho positivo sobre a mola e aumentando sua energia potencial. O trabalho realizado por F durante o movimento dx é dU = F dx. . torna-se mea Correspondentemente. o estiramento da mola. admitindo-se que o elemento realize trabalho no corpo. para compressão x.9) que está sendo comprimida por uma força F. considera-se a força F como sendo diretamente proporcional à deflexão x.9 .

que a energia potencial gravitacional é também independente caminho percorrido para atingir o nível h em consideração. Este tratamento opcional é ~ representação útil.11. (b) Energia Potencial Gravitacional. quando o trabalho realizado pelas forçzs de gravidade é expresso por uma mudança na energia potencial do corpo. a energia potencial gravitacional do corpo é (7 Se o corpo estiver a uma distância h abaixo do plano de referência. então.10 Uma alternativa para o tratamento anterior pode ser adotada. em um deslocamento para cima ôh. do corpo da Fig. uma vez que somente nos interessa a variação da energia. Tomando-se Vg igual a zero.=-Wh Fig. de um corpo é defmida. o peso W = mg realiza um trabalho negaf ô U = -mg ôh. conclui-se que o trabalho realizado sobre o corpo é o negativo da variação da energia potencial da mola. 7. este trabalho é convertido em energia potencialmente disponíw " visto que o corpo é capaz de efetuar trabalho em algum outro corpo. 7. óU= Vg = . na altura h acima do plano ti. 7. quando ele retoma à sua posiç&! original mais baixa. com sentido positivo de h para baixo. A ene~ potencial gravitacional. sua energia potencial gravitaciom. nula. !lã: importando qual caminho é seguido para ir do plano de referência I ao plano de referência 2. É importante notar que o plano de referência. o corpo de massa m. pelo trabalho realizado no corpo com objetivo de trazê-Io para a posição em consideração.7. Vg. tem a mesma variação da energia potencial. Assim. . onde a ener~ potencial é. por defmição. No item anterior. pois ti. quando se defmem os sistemas mecânicos em função de sua energia total. Note-se.: referência. G''- -- :r+h óh 5Vg ou ~/----'\ W = + W5h -de referênCiaT Vg = 0--I Plano +h alternativo ~ W V. simplesmente.: é -mgh.10).W5h + Wh . se o corpo tem um deslocamento para baixo ôh. a energia potencial é o negativo do trabalho utilizado pelo pel Quando o corpo é levantado. Naturalmente. é perfeitamente' arbitrário. atuando sobre um corpo. em h = O (Fig. ô Vg seria negativo se o centro massa tivesse um deslocamento virtual para baixo. e esta variação é independente da posi~ do plano de referência. arbitrário. ainda. por exemplo. de algum plano de referência. peso executa um trabalho positivo ô U = +mg ôh.268 I ESTA T1CA Como a força que atua sobre a extremidade móvel de uma mola é o negativo da força exercida pela mola sobre o corpo ao qual está fIxado esta extremidade móvel.10. Assim. A variação virtual da energia potencial gravitacional é simplesmente ôVg = mg8h C= onde ôh é o deslocamento virtual para cima do centro de massado corpo.h é iglli: em todos eles. Ou. mostrado na Fig. do mesmo modo que o trabalho de qualquer outra força ativa. para o qual a energia potencial é nula. h é medido em relação ao centro de massa do corpo. Portanto. As unidades da energia potencial são idênticas às do trabalho e são expressas em joules (J) no sistema e pé-libra (ft-Ib) no sistema inglês. tratou-se o trabalho de uma força gravitacio~ ou peso.

como é mostrado na Fig. Ao utilizar o método do trabalho-energia é útil desenhar o diagrama das forças ativas do sistema. agora. daqueles que não o são. Colocando estas variações no lado direito da Eq. o trabalho de outras forças ativas. (c) Equação da Energia. para sistemas mecânicos. vê-se que as forças de interação entre ele e o membro móvel ao qual está conectado. A quantidade 8 U agora representa o trabalho virtual realizado sobre o sistema durante um deslocamento virtual. mais claramente. para o caso de um sistema mecânico com membros elásticos e membros que mudem de posição. pode-se reescrever o princípio do trabalho virtual. para todo e qualquer deslocamento virtual consistente com os vínculos. observou-se que o trabalho realizado por uma mola sobre o corpo que está ligado à sua extremidade móvel. Assim sendo. é o negativo da variação da energia potencial gravitacional. Com a substituição dos termos do trabalho pelos da energia. pode. são internas ao sistema e não necessitam ser mostradas.12. é equivalente à variação mg 8s cos o: na energia potencial da massa m para o sistema equivalente. em sistemas mecânicos pode ser substituído pelas variações correspondentes na energia potencial no sistema equivalente. excetuando as forças das molas e as gravitacionais. Aqui. é o negativo da variação da energia potencial elástica da mola.7) ~- - ~ ~. . ou peso mg. o trabalho executado pela força gravitacional.6) onde V = Ve + Vg representa a energia potencial do sistema. sem atrito dinâmico interno. 7. variações da potencial gravitacional e da energia potencial elástica total do sistema. adotando como contorno o limite que distingue. o trabalho realizado pelas forças externas ativas. o trabalho realizado por F. joule (J) em unidades SI e pés-libras (ft-Ib) no sistema inglês. os membros que são parte do sistema. Portanto. Portanto. pode ser convertido em variações da energia potencial. o princípio dos trabalhos virtuais.TRABALHO VIRTUAL / 26~ _ - :- As unidades da energia potencial são idênticas às do trabalho e da energia potencial elástica. Nas duas seções anteriores. ser escrito como (7. 7. aplicadas externamente ao sistema. Também. _ o trabalho Como sempre. por todas as forças externas ativas.6. como a seguir: virtual realizado pelas forças externas ativas sobre um sistema mecânico em equilíbrio. Ao incluir um membro elástico dentro do contorno do sistema. 7. (d) Estabilidade do Equilíbrio. pode-se substituir os trabalhos das molas e dos pesos pelo negativo das respectivas variações da energia potencial. a decisão mais importante consiste em defmir no que constitui o sistema. é igual às correspondentes E. quando se aplica a equação do trabalho virtual a sistemas com molas e com variações na posição vertical dos seus membros.3 pode-se escrever a equação do trabalho virtual como (7. com sinal oposto. Além da substituição do trabalho das forças de gravidade pelas variações correspondentes na energia potencial. durante o deslocamento virtual 8s de seu ponto de aplicação. expresso pela Eq.

a condição de equilíbrio ó V = O é. também.. resulta em um aumento na energia potencial e em uma tendência "retomar à posição de nível de energia mais baixo. a qual a energia potencial total V do sistema tenha um valor fIxo. * A Eq. pan:._.. . 7. Capítulo 7. resulta em uma diminuição da energia potencial e em uma tendência de se afastar G posição de equilíbrio. onde a energia potencial do rolete é claramente um mínimo I. a derivada parcial de Ver::: relação a cada coordenada. para um lado ou para o outro não altera a energia potencial e não exisI: tendência de movimento para nenhuma outra posição.:. quando a energia potencial total é um mínimo (equilíbril estável).270 I ESTA TICA / U ' ctl . A Eq. deve ser nula.-. A Fig. para haver equilíbrio. Quando uma função e suas derivadas são contínuas.~. negativa.7 exprime a exigência que a confIguração de equilíbrio de um sistema mecânico seja uma. x..13 Pode-se. Assim. total for nula. deste autor..8 se aplica a três condições. l.->- Sistema dado Sistema equivalente Fig. onde a energia potencial e suas derivadas são funções contínuas de uma única variável. em um sistema de um grau de liberdade. a saber. um ligeiro deslocamento da posição C= equilíbrio instável. pode-se escrever as condiçõ~ matemáticas para o equilíbrio e a estabilidade de um sistema com um único grau de liberdade..12 A Eq. que descreve a sua confIguração. do livro Estática. Portanto. " ~. 7. um pequeno deslocamento. para uma posição de nível de energia mais baixo.7. equivalente à co dição (7.. por exemplo x.13 apresen um exemplo simples destas três condições. um máximo (equilíbrio instável) ou uma constante (equilíbrio indiferente). matematicamente. Estável Instável Indiferente Fig..~ posição estável. Por outro lado. 7. em um ponto de valor máximo.~ .8 diz que um sistema mecânico está em equilíbrio quando a derivada da sua energia potenciE." .. Para a posição de equilíbrio indiferente. ': --m[lmg=F L_J=rúscosa . um máximo na posição instável e uma constante na posição indiferente. Em sistemas com vários graus de liberdade. .7. observando que um ligeiro de camento da posição de equilíbrio estável. caracterizar a estabilidade de um sistema mecânico. a derivada segunda é positiva em um ponto valor mínimo da função e. como ~ seguir: * Para exemplos de sistemas com 2 graus de liberdade. consultar o item 43. 7.a Edição.

provando que o equilíbrio é estável. (Embora. porém.lOx. para este caso simples. no valor do equilíbrio. .9) Estável =. o equilíbrio é classificado como instável. e:r o::<- Por vezes. para este caso. . deve·se examinar o sinal das derivadas de ordem mais alta. Se a ordem da derivada mais baixa.) Escolhe-se o plano de referência. pode-se provar este fato determinando o sinal da derivada segunda de V na posição de equilíbrio. neste caso. aquele que corresponde à posição da mola sem extensão. que é positivo. Por exemplo. d2V/dx2 = k. aquela na qual a força na mola se iguale ao peso mg. x = mg/k -6 o. a o equilíbrio -4 dV = kx . O critério de estabilidade para sistemas com mais de um grau de liberdade requer um tratamento mais avançado. for ímpar. Se a ordem da derivada mais baixa.J 2 de da ete O. para a energia 1) potencial nula. L Problema Resolvido 7. para determinar o tipo de equilíbrio. as relações de energia. de acordo com o sinal desta derivada. Traçar o gráfico da energia potencial V do sistema e mostrar que ela é mínima na posição de equilíbrio. simplifica a álgebra.m -2 V= ocorre onde +kX2 .mgx de es. G. -8 Notas: CD A escolha é arbitrária. de modo que a energia potencial total é [V= Ve + VgI 6 oz 4 V.4 ec o cilindro de 10 kg está suspenso pela mola com constante igual a 2 kN/m. para dois graus de liberdade. Assim. e o traçado do gráfico de V versus x. podecse encontrar a situação onde a derivada segunda de V também seja nula na posição de equilíbrio.mg = dx O. usa-se uma expansão em série de Taylor para duas variáveis. diferente de zero e remanescente. a solução será desenvolvida como se a posição fosse desconhecida. ser positivo ou negativo. obviamente. for par. e a energia gravitacional é -mgx. neste problema. diferente de zero e remanescente.TRABALHO VIRTUAL / 271 Instável I Equilíbrio dx dx2= dV d2V> dx2 d2V <O O O I (7. com inclinação nula. m = 10 kg 8 Solução. a posição de equilíbrio seja. para apresentar. o equilíbrio será estável ou instável. A energia potencial elástica em uma posição arbitrária x é Ve = +kX2.de modo bastante simples. :' m:=. Embora já se saiba que. apresenta um ponto de inflexão na curva. o equilíbrio é estável.

Assim.81) x expresso em joules. o plano que passa por O.!. e o valor de x. Se a mola está sem compressão n'! posição correspondente a O = O. por conveniência.cos - 08 .5 As duas barras uniformes. no equilíbrio é x 10 (9. de modo 2 que o trabalho óU=P ° (4b sen %)= 2Pb cos % 00 A equação do trabalho virtual dá. devido à aplicação da força horizontal P. Calcula-se V para vários valores de x e traça-se o gráfico de V versus x. tendo massa m cada uma. Problema Resolvido 7. v = -} (2000) = x' . que é conectada em A e passa através de um orifício articulado em B.10 (9.049 m. Solução. onde dVjdx = O e d'Vjdx' é positivo. como referência para a energia . 2 0)2 = 2kb' sen~ - O 2 Tomando. potencial gravitacional nula.049 m ou 49 mm Resp. comprime a mola de constante k. entre as barras.08 2 8 8 = 2kb' sen . [oU=oVe +oVg] 2Pb cos %08 = ° (2kb' sen' %) + 2 2 ó (-2mgb cos %)= 8 + mgb sen . como mostrado. sem afetar as conclusões. a haste leve. A compressão x da mola é igual à distância que A se afasta de B. Quando o ângulo O. determinar a força P que produzirá o equilíbrio no ângulo o.81)/2 000 = 0. O esboço dado na figura serve como diagrama de forças ativas para o sistema. O valor mínimo de V ocorre em x = 0. Esta mudança apenas deslocará as curvas separadas de Ve e Vg para cima ou para baixo mas não influenciará a posição do valor mínimo de V. 2 a Ve = ~k • 2b sen ( .272 / ESTÁTICA Substituindo os valores numéricos tem-se ® Pode-se escolher planos de referência diferentes para Ve e Vg. agora. a expressão para Vg torna-se [Vg=mgh] Vg = 2mg ( -b cos %) A distância entre O e C é 4b sen virtual feito por P é . que é x energia potencial elástica da mola é = 2b sen .!. estão no plano vertical e possuem vínculos e ligações conforme mostrado. aumenta.

Se fosse pedido para exprimir o valor de e para o equilibrio.-}mgb) sen e e= = (kb2 cos =o As duas soluções desta equação são sen-e =O e mg cos e = 2kb Notas: Determina-se. poder-se-ia resolver. Solução. Na posição deslocada. . traçando um gráfico dos valores numéricos da soma das duas funções de e e determinar o valor de e para o qual a soma é igual aP.-}mgb sen e . Problema Resolvido 7. -= kb2 de2 d2V (cos2 e . então.sen2 e) . Como não existem forças ativas externas.2-mgb cos e = 2 = kb2 (Solução (2 cos2 e . -agora.1) . nas guias horizontal e vertical. Toma-se o eixo x como referência para a energia potencial gravitacional nula. de constante k. de modo aproximado. correspondente a uma dada força P. O sistema consiste da mola e da barra. não está deformada quando x = O. = O.TRABALHO VIRTUAL / 273 - Simplificando obtém-se e P e c = kb sen 2" + -} mg tg 2" Resp. conforme mostrado. ter-se-ia dificuldade para resolver explicitando e.6 As extremidades da barra uniforme de massa m deslizam livremente. A mola. l) sene = e= O de2 = kb2 (2 _ 1) _ 2-mgb 2 = kb2 (1 _ 2kb mg) d2V = positivo (estável) = negativo (instável) se k> mg/2b se k < mg/2b Resp. a estabilidade examinando o sinal da derivada segunda de V para cada uma das duas posições de equilíbrio. Em um problema numérico. A derivada segunda é CD Cuidado para não desprezar a solução e dada por sen e = O. o esboço da figura serve como diagrama de força ativa. as energias potenciais gravitacional e elástica são Ve y I I = -}kX2 = -}kb2 sen2 e e b Vg= mg 2" cos e A energia potencial total é.-}mgb cos e O. de modo que -de = kb2 dV sene cos e. V= Ve + Vg = -}kb2 sen2 e + -}mgb cos e O equilíbrio ocorre em dV/de = e. Examinar as condições de estabilidade na posição de equilíbriO.

® Este resultado não poderia ser previsto sem a análise matemática da estabilidade. não haverá Solução lI. através do qual a roda gira da posição inicial parE'. Então. inicialmena da posição onde a força na mola é zero.cos 6) tg 6 k B Probl.E posição fmal de equilíbrio. nos problemas a seguir. na Solução lI. pois a mola será muito fraca para manter o equilíbrio para valores de 6 entre 0° e 90°. sem os benefícios da análise matemática da estabilidade. com um ângulo 6.30 A alavanca está fIXada a uma das engrenagens '= uma mola de constante elástica k liga dois p' montados nas faces das engrenagens que.7.27 Determinar a força P necessária para manter em equilíbrio as duas barras articuladas.29 =~ 4 Probl. PROBLEMAS PROPOSTOS 7. é 2b. (Solução lI) mg mg cos 6 = 2kb' 6 = arc J 2.7. vê-se que esta solução é limitada ao caso onde k > mg/2b. por vez.) 7. Se a roda for solta. Resp. P = 4kb (1 .28 As energias potenciais de dois sistemas mecâni são dadas por VI = Clx' e V2 = C2X3. a barra retomará à posição vertical mesmo que não exista força na mola nesta posição..26 A barra de massa m.mgb (' 2kb mg == ) Resp. onde C. se a mola for suficientemente rígida. O comprimento da mola. sem compressão. Demonstrar as condições de estabilidade para as duas condições de equilíbrio. o equilíbrio nunca será estável. com centro de massa em G. que o trabalho negativo do atrito é desprezível. Desprezar a massa das barras. poder-se-ia supor.. que faz a derivada segun3) da de V ser 'negativa. que a barra repousaria em uma posição de equilíbrio em algum valor de 6 entre 0° e 90° . ~ C 2 são constantes positivas e x é a coordenada fr:j. 6 (Suponha. Resp. cos 2kb --' -= kb2 d62 d2V [ 2' -2kb (' mg ') -1 2 2. dete~ o ângulo 6. Se k < mg/2b. ® Outra vez. A roda homogênea de massa m é suportada no p~ no vertical pela tira leve ABC e pela mola de C02tante elástica k. 7.27 7.26 7. erroneamente. Como o co-seno é menor que a unidade. Quando ~ = . ca que exprime as posições de ambos os siste= Definir a estabilidade de cada sistema na posição equilíbrio x = o.274 / ESTÁTICA 2) Assim. 7. estão montadas em mancais fixos. está pivotada em torno de um eixo horizontal que passa por O. no sentido dos ponteiros do relógi:.29 { Prob!.

e não está tensionada quando x == O. Quando u aumenta. a força da mola é zero. e não fica deformada quando e == O. Resp. Determinar o ângulo e para o equilíbrio. a mola de constante elástica k está descomprimida.34 Determinar o valor de equilíbrio da coordenada y para o mecanismo sob a ação da carga verticalP. 7.(I~. A mola de constante elástica k não é tensionada quando y == O.6° ::~ Er <2 Probl. Probl. x _ Probl. 7.31 = ri d= p:: A figura mostra a seção transversal de uma janela de ventilação. li == O. homogênea. Resp. 7. P==. Probl.33 7.33 Quando u == O. y-~y----1 Probl.34 . Determinar a força P necessária para produzir um deslocamento u. em O.TRABALHO VIRTUAL / 275 alavanca está em posição vertical. 7. de 50 kg. e a massa desta é desprezível. A mola tem uma constante elástica de 180 N por metro de alongamento. necessária para manter o equilíbrio no ângulo li.32 = - Determinar o valor de equilíbrio de x da barra suportada pela mola. A força F atua na direção da barra. a barra desliza através da luva articulada em A e comprime a mola entre a luva e a extremidade da barra. 7.32 7.31 7. articulada em sua aresta' horizontal superior. A janela é controlada por um cabo que passa por uma pequena roldana em A.30 b ') ku 7. e == 48. que tem uma constante elástica k. Determinar a força P. Supor a ausência de atrito e desprezar o peso da barra. e está preso a uma mola. O peso da barra é desprezível comparado com P.

a porta estará em equilíbrio para qualquer ângulo e. está mostrada na figura. é pivotada em torno de O e pode balançar no plano vertical. Resp.37 7. articulada em A.. que equilibre o sistema articulado visto na [Jgura.36 A seção transversal de uma porta tipo alçapão. e = 21.35 A barra uniforme.39 As duas engrenagens giram no plano vertical e (Zregam massas excêntricas m com centros de ma=. que por sua vez está pivotada na extremidade inferior da porta e passa por um bloco pivô em B.• . Determinar o ângulo agudo e.36 7. onde ocorre o equil1õrio. A haste DG passa através do pivô em E e comprime a mola que tem uma constante elástica de 45 kN/m e não é comprimida quando e = O. 7.••. Mostrar que... 7..38 7.38 No mecanismo mostrado. que pode deslizar no orifício articulado em A. Desprezar os pesos das peças. A mola é comprimida pela haste.276 / ESTÁTICA 7. 7. de constante k. e provar que a posição é estável. e está dei primida para a posição equivalente a e = O. e c 150mm 1l\\E G~ . :. Resp. e Probl. A posição da barra é controlada pela haste leve e sua mola.35 = are sen .39 . Resp. A mola. em G I e G2' Determinar os valores de e para equilíbrio e identifique o tipo de equilíbrio p= cada posição. 7. usando uma mola com uma constante k apropriada. Probl. a mola está sem deformação.• ". Probl.Dc=minar o ângulo e para o equilíbrio. está sem compressão na posição correspondente a e = O.:' 7. a haste AB desliza a=vés do colar pivotado em C e comprime a n:± quando um conjugado M é aplicado à barra DE.7. determinar o ângulo e. As massas . de massa m e centro de massa em G. com massa m e centro de massa em G.70 Probl. Quando e = O.37 Para uma força horizontal F de 250 N.À" kl = are tg mg ka i ~5~~~ 150 mm Probl.: peças são desprezíveis." mola tem uma constante elástica k.

42 Um bloco retangular uniforme de altura h e massa m. h estável se k < mg 2b Probl. Desprezar o peso das demais peças do mecanismo.Determinar as posições de equilíbrio e sua estabilidade. Resp. Como primeira aproximação. - Probl.g k f*--b ) Probl. na posição vertical mostrada.40 7. na articulação.45 . = +mgl . A mola desenvolve um torque M = K(3.44 Determinar a . 7. 7. Determinar a limitação em h. Resp. 2b estável :::.43 Uma das exigências críticas no projeto de uma perna artificial para um amputado é evitar que a articulação do joelho flambe sob carga.. 2kbZ "" Probl.altura máxima h da massa m. e está pré-comprimida. hmáx.41 7. h < 27 Prever. Resp. feitas do mesmo material. com uma mola de torção em sua articulação comum. A barra OA tem massa desprezível e a mola de constante k está sem compressão quando e = O. Determinar o valor mínimo de K que irá garantir a estabilidade da articulação do joelho para (3 = O. pelas duas barras leves. I ( b-+i Probl. para a qual o pêndulo invertido será estável. simule a perna artificial.41 A figura mostra a seção transversal de um vaso composto ·de uma cascahemisférica de raio 7 e uma casca cilíndrica de altura h. quando o vaso estiver colocado sobre uma superfície horizontal.43 -7. = -. ambos homogêneos. está colocado centrado em uma posição horizontal sobre uma superfície cilíndrica de raio 7. () = 1T. 7.40 o centro de massa G da barra uniforme AB está forçada a mover-se na guia vertical lisa.TRABALHO VIRTUAL / 277 7. Cada mola tem uma constante elástica k. Determinar o valor limite de h para a estabilidade.44 . nesta posição. através de cálculo. feitas do mesmo material. quando a perna está reta. Resp. Determinar a limitação em h para que a posição vertical mostrada seja estável.42 e instável se k > mg 2b ()= 2 arc sen 2k mgb requer k > mg. Kmín. igualmente. proporcional ao ângulo de dobra (3. se o semicilindro e a meia casca cilíndrica. 7. 7. permanecerão na posição mostrada ou se rolarão sobre o cilindro inferior.

em detalhe. sobre uma linha que passa por 0. = 2 are cos (J 1/2 1_ = 2mg kl kmáx. a mola do mecanismo de inclinação. A barra esbelta. (J = O.Especificar a estabilidade do sistema em suas posições de equilíbrio. para haver estabilidade na posição (J = O. sujeitas à ação da mola. em torno de 0. em torno de um eixo horizontal que passa por O. no plano horizontal. (Sugestão. sempre.278 / ESTATICA do ângulo (J.) Resp.47 A figura mostra uma cadeira de escritório. é o aumento na compressão da mola.49 A massa m se desloca em uma guia vertical. . com erro desprezível. quando o elevador suportar uma carga L. Resp. A mola. Existem quatro molas idênticas. 7. 7. na posição representada.19° Probl. apresentando. quando a cadeira se inclina para trás.46 7. não está deformada na posição em que (J = O. Especificar o valor de k que irá garantir o equilíbrio estável.46 A figura mostra um pequeno elevador industrial. de constante elástica k. sentada na cadeira. e pode-se supor que elas atuem. 4mg 1 Probl. As molas são igualmente pnxomprimidas. sem que haja força atuando no pedal. e o valor máximo da constanre elástica k. Determinar as posições de equilíbrio. duas de cada lado do eixo central. A constante elástica de cada par de molas é 2k. de comprimento 1 e massa m. excluindo (J = rr. O aumento da distância entre A e B. O centro de massa de uma pessoa de 80 kg. necessário. Pode-se visualizar a deformação da mola. da mola. 7. com pedal de acionamento. está articulada livremente. não está comprimida quando (J = O. A estrutura do assento está articulada em torno do ponto fixo na base. A mola. que tem uma constante elástica de 96 kN/m.48 7. (J = 11. enquanto o assento é mantido em uma posição fixa. lisa e é suportada pelas quatro barras de massa desprezível. Determinar o ângulo de inclinação (J necessário ao equill brio. em torno de 0.45 1 ~~/ Probl. Para pequenos ângulos de inclinação pode-se supor. está em G. 7. admitindo-se que a base se incline ° Probl.47 7. que o eixo da mola permaneça paralelo ao assento. perpendicular ao assento. A mola tem comprimento livre de 1/2.48 7.

35 kg.7.50 tá rio o.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Quando for possível um corpo ou um sistema de corpos interligados. determinar a constante elástica mínima k de cada mola. por este método. O braço OR tem peso desprezível e o canto superior. são aquelas que realizam trabalho eé ásUf a. cada mola sofre uma deflexão. 7.a. = ~ (1 + ~:) Probl. a força da mola é nula.. repetidamente.49 Probl. Sabendo que a estrutura F deve ser levantada por um macaco.. e = o. De modo a assegurar a ação suave da porta. com um centro de massa a 680 mm da linha vertical central. na posição mostrada.5 . que as únicas forças a serem consideradas na determinação da posição de equilíbrio. 4. Cada mola tem uma constante de 120 kN/m.82 é aqui repetida.TRABALHO VIRTUAL I 279 o ° estabilidade da plataforma. kmín. mostrada em corte. e está equipada com dois mecanismos de mola. A carga L é de 12 kN. igual a t:. O comprimento livre da mola é r .52 ( /B g Z- -750mm~ Probl. tem massa m homogênea. tem massa de . por tração. é desejável que a porta esteja insensível ao movimento nesta posição. A. . geralmente. Resp./' Probl. a posição de equilíbrio é. com sua respectiva barra.51 7. da mola. "- ""- \\ \ \ \ I h = 2r I / / L 7. 7-. de maneira que h = 350 mm. Determinar a constan te elástica necessária. determine o valor de h quando o macaco for removido. com e = n. um de cada lado da porta.50 7. da porta está livre para se deslocar horizontalmente com o rolete. Se as massas das barras e das molas forem desprezíveis. mais facilmente encontrada aplicando-se o princípio do trabalho virtual desenvolvido neste capítulo. e si- g A suspensão dianteira vista no Probl.52 -'" . 7.. que irá garantir a A porta de garagem AR. como é mostrado na figura. k. assumir diversas configurações em resposta às forças aplicadas.51 A plataforma de massa m é suportada por barras iguais. Viu-se. Resp. Resp. conjugadas com molas em diagonal. Cada roda. de modo que no ponto mais alto. como é mostrado na figura. Na montagem. k= mg(r+a) 8a2 7. h = 265 mm A - . a fim de aliviar a compressão nas molas helicoidais. e a estrutura central F tem massa de 40 kg. quando ela alcança a posição vertical fechada.

deve ser observado o fato que um deslocamento virtual é uma variação diferencial de primeira ordem em um comprimento ou um ângulo. No método do trabalho virtual. construiu-se o diagrama de forças ativas do corpo ou sistema (ao invés do diagrama de corpo livre) para focalizar a atenção somente sobre as forças externas que realizam trabalho durante os deslocamentos virtuais. saindo de sua posição de equilíbrio. sucintamente.53 PARA REVISÃO Identifique quais dos problemas de (a) até (j) são mais adequadamente resolvidos: (A) pelas equações de equilíbrio de momentos e de forças. durante o deslocamento virtual. o procedimento para cada solução. variação na posição vertical do centro de massa do corpo e. A seguir são estabeleci das variações diferenciais nas posições das partes do sistema.280 / ESTATICA (forças ativas) durante o movimento diferencial assumido do corpo ou do sistema. Primeiro. Matematicamente. uma expressão para a energia potencial total V do sistema. aplicar·se·á a equação do trabalho virtual tantas vezes quantos forem os graus de liberdade. restringiu-se a atenção aos sistemas mecânicos nos quais as posições dos membros componentes possam ser especificadas por uma única variável (sistema com um grau de liberdade). São conhecidas as dimensões. pelo processo de derivação das relações geométricas para obter as expressões dos movimentos virtuais diferenciais. (B) pelo trabalho virtual. em termos da variável que especifica a possível posição do sistema. das partes de um sistema mecânico. para a variação diferencial em um movimento real. pois é um movimento assumido que. Usa-se o símbolo o para a Variação virtual diferencial. No presente capítulo. e o símbolo usual d.53 Encontrar x para o equilíbrio (e) Determinar o máximo k para obter equilíbrio es~ em&=O (f) . um deslocamento virtual é t~{ado do mesmo modo que uma variação diferencial em um movimento real. que sejam consistentes com os vínculos. Descobriu-se que o conceito de energia potencial. tanto gravitacional (Vg) como elástica (Ve). variações correspondentes na alongação ou compressão de membros elásticos (molas). As forças externas que não realizam trabalho (forças reativas). não necessitam ser consideradas. a posição de equilíbrio e o tipo de estabilidade existente. as massas de cada membro e as forças aplicadas (c) Encontrar as forças emA. na realidade não precisa ocorrer. Por este motivo. durante um movimento virtual. aqui. Esta variação é fictícia. As derivadas primeira e segunda de V são usadas para estabelecer. Obteve-se. PROBLEMAS 7. é muito útil na solução de problemas de equilíbrio. e mantendo todas as outras constantes. Freqüentemente. h------ x ------J o plano Encontrar x para o equilíbrio de cada figura é vertical. 7. também. permitindo uma única variável variar de cada vez. Descreva. respectivamente. lineares e angulares. a parte mais difícil da análise é relacionar os correspondentes deslocamentos virtuais. devem ser escritas as relações geométricas que descrevem a configuração do sistema. onde ocorre. Para dois ou mais graus de liberdade.B e C (d) Encontrar () para o equilíbrio Encontrar as reações em A e B (a) (b) Probl.

54 :. perfazendo um círculo completo na vertical. sob a ação da força P" a haste B move. o tipo de equilíbrio para cada uma. fornecida pelo cilindro. que se move na direção x. que aplica força em e. um. que transferem o movimento linear da haste A para o movimento linear da haste B.eterminar o ângulo de equilíbrio correspondente a uma dada força vertical P. todos interligados. Determinar a forçaP. Resp. Desprezar a massa da barra e o diâmetro das polias. a mola de constante elástica k está com o seu comprimento natural. calcular a tração T. 7. contra a forçaP. 7.56 Uma plataforma de carregamento. para cada unidade de movimento. calcular P 2 para haver equilÍbrio. Desprezar os atritos e admitir que todos os componentes mecânicos são corpos rígidos.. = 100 N.59 Se o mecanismo interno da caixa descrita no Probl.~~ Probl. As massas da plataforma e das barras podem ser desprezadas. matematicamente. interligados de modo ideal. 7.54 for rearranjado. suportada pela haste B.54 7. leves. engrenagens e outros elementos mecânicos internos.58 . com x aumentando 80 mm para a volta completa em A. Resp. aplicada na extremidade da barra. para fora da caixa. empregada na traseira de um caminhão. terço da unidade. B e F. 7. para haver equilíbrio.TRABALHO VIRTUAL / 281 = 7. em A. da haste B.. se P. A posição da plataforma é controlada pelo cilindro hidráulico. também. _ e = arc tg 2P ka 7.57 . Quando e = O. 7. para dentro. Para cada unidade de movimento de A.- Uma "caixa preta" contém um conjunto de cremalheiras. determinar P para haver equilíbrio. em A. contra a força P 2' Se P 1 = 100 N. onde e é o ângulo que define a posição do sistema e b e c são constantes positivas. que gira ao ser aplicado um conjugado M e de uma barra deslizante de saída B. A barra leve oe é pivotada em O e pode balançar no plano vertical. Desprezar o atrito interno e supor que todos os componentes mecânicos são· corpos rígidos.59 7. de acionamento hidráulico.55 Probl. de modo que.57 A barra é livre para girar. Determinar a posição ou posições de equilíbrio e.56 k 1\1\i\I"W"\I\I"W\'W a Probl. as condições de estabilidade que são evidentes nas duas condições de equilíbrio. . da haste A.60 k ávê~ Probl. P2 ~ . interligados de maneira ideal. Se M = 10 N • m. corresponder um movimento de um terço da unidade. 7. 7. O mecanismo é montado de modo que o movimento linear de B seja proporcional ao movimento angular de A. Verificar. P = 785 N A energia potencial de um sistema mecânico com atrito desprezível. a fIm de suportar a plataforma na posição mostrada. D. Um mecanismo de controle consiste de um eixo de entrada. também para dentro. 7. As barras são articuladas na carroceria do caminhão. para dentro. comparadas com . é dada por V = b sen 2 e + + c cos e. está mostrada na fIgura.

necessária para balancear a porta em uma posição de equilíbrio. de massa m. para e > O. Resp. uniforme.. com e = O. 7. Resp. 282 / ESTATICA a massa do caixote de 250 kg. k = mg. sem esforço.".61 .61 A figura mostra a vista de perfJl de uma porta de clarabóia. que tem cons- Probl. quando a . 7.5 kN tante elástica k e comprimento natural.60 7. independente de e 21 J 350 mm 650 mm Probl. A porta é contrabalançada pela ação da mola.l1ar a constante elástica k.porta está no plano vertical. com centro de massa no meio da distância entre A e O. P = 3. com centro de massa emG. Determi.

é muitas vezes necessário calcular seu momento em torno de um eixo no plano da área ou perpendicular a ele. Esta situação foi estudada no item 5. Na Fig. dada por a = ky. Alb é mostrada a distribuição da tensão que atua sobre a seção transversal de uma viga elástica simples. A integral é uma função da geometria da área e ocorre tão freqüentemente nas aplicações da Mecânica. Esta integral é conhecida como o momento de inércia da área. proporcional ao produto da distância vezes a área diferencial e o momento elementar é proporcional ao produto do quadrado da distância vezes a área diferencial. aplicados em suas extremidades. que é devido à pressão sobre o elemento de área dA. que é útil desenvolver suas propriedades em detalhes e ter estas propriedades disponíveis para pronta utilização. quando a integral aparece. quando se avalia o momento totalM = k f y2 dA. sobre uma área de atuação. A. Está presente. A Fig. sendo que A (c) Fig. flexionada por conjugados iguais e opostos. A força elementar atuando sobre um elemento de área é. Assim. a partir do eixo AB. Na parte a da figura. que o momento total envolve uma integral da forma f (distância)2 d (área). Vê-se. em qualquer seção da.INTRODUÇÃO Quando as forças são distribuídas de modo contínuo. então.8 do Capo 5' e defrne a ação de uma pressão de líquido sobre uma superfície plana. a integral em questão aparece. O momento em torno de AB. uma distribuição linear da intensidade da força ou tensão. AI ilustra a origem física destas integrais.-- AP~NDICE A MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS ( I AI .! . Freqüentemente a intensidade da força (pressão ou tensão) é proporcional à sua distância ao eixo de momento. portanto. cuja intensidade é proporcional à distância y. a área da superfícieABCD está submetida a uma pressão distribuída p. é py dA = ky2 dA.viga.

em razão da analogia entre a forma matemática das integrais para os segundos momentos das áreas e aquelas para os momentos resultantes das tão conhecidas forças de inércia.2 dA J (A2) As expressões defmidas pelas Eqs. Assim. (A2) é conhecida como o momento polar de inércia. no caso de corpos em rotação. são Ix Iy = J y2 dA (AI =J x2 dA onde a integração abrange toda a área. d1x = y2 dA e dly = x2 dA respectivamente. Ale. para que se obtenha o segundo momento. que é proporcional à distância radial r. por definição análoga. chamada de o momento de inércia da área em torno do eixo ~questão. por defmição. a integral difere daquelas. é: O III I II I I ( lz =Fig. geralmente. O momento de inérçia de uma área é uma propriedade puramente matemática da área e. (AI) são conhecidas como momentos retangulares de inércia. O momento de inércia de dA em torno do pólo O (eixo dos z) é. A palavra inércia aparece na terminologia. Cada seção transversal do eixo resiste a este momento. em torno de O. Portanto. os momentos de inércia de A. não tem nenhum significado físico. a mesma integral aparece quando se avalia o momento totalM = k f y2 dA. tendo em vista que o primeiro momento y da está multiplicado pelo braço de alavancay. em si mesmo. dJz = r2 dA. o segundo momento da área. em torno dos eixos x e y. um termo mais adequado seria. Assim. e o momento total em torno do eixo central é M = f r (T dA) = k f r2 dA.284 I ESTÁTICA a tensão é positiva (de tração) abaixo do eixo 0-0 e negativa (de compressão) acima do eixo. que mostra um eixo circular submetido a um esforço de torção. A2). em que a área é uma coordenada polar ou radial. Os momentos de inércia do elemento dA. Embora a integral ilustrada nos exemplos precedentes seja. por meio de uma distribuição de tensão tangencial ou de cisalhamento T. O momento elementar em torno do eixo 0-0 é dM = Y (a dA) = ky 2 dA. nos dois exemplos precedentes. são.DEFINIÇÕES As segumtes defmições de termos constituem a base da análise do momento de inércia da área. ou a um momento de torção. para o elemento dA. ê. passo que a expressão da Eq. Aqui. A2 . (a) Momentos de inércia retangular e polar. a partir do centro. em vez de uma coordenada retangular. Uma vez que x2 + y2 = r_ é evidente que: (A3 . f r2A. dentro do limite elástico do material. e o momento de inércia de toda a área. T = kr. em torno dos mesmos eixos. Um terceiro exemplo é dado na Fig. Considere a área A no plano x-y (Fig.

para uma área cujos limites são mais simplesmente defmidos em coordenadas cartesianas ou retangulares. as unidades. A3c. dos momentos de inércia das áreas são expressas em metros elevados quarta potência (m4) ou em milímetros elevados à quarta potência (mm4). A3a) que tem momentos de inércia retangulares Ix e e um momento polar de inércia lz em relação a O. . E importante a escolha de rdenadas para utilizá-Ias no cálculo dos momentos de inércia. Estas consições são quase análogas àquelas discutidas e ilustradas no Capo 5 para o cálculo dos centros de gravidade. Em contraste. A3d. __ T OL---. Conseqüentemente. cuja coordenada é negativa. (b) Raio de giração. o 'eiro momento da área que foi incluído nos cálculos dos centros de gravidade pode ser positivo ou ativo. Deve ser notado. como um elemento igual com uma coordenada positiva de mesmo valor.:to. A distância kx é conhecida raio de giração da área em torno do eixo x.'rcia. esta área como sendo reduzida a uma faixa estreita. em torno dos dois eixos retangulares correspondentes. (A3) .'erando a área como sendo reduzida a uma faixa estreita paralela ao eixo y. agora. Coordenadas retangulares devem ser usadas contornos. A escolha de elemento de área que simplifique a integração. tanto quanto possível. (A4) é substituída na Eq. Um momento de inércia polar ou retangular pode ser expresso especificando o raio de giração e a área . y I y I y I . pode-se escrever Ix Iy !z = k/A = k/A = kz2A kx ou ky kz = = vlxlA vlylA (A4) = VJJA Portanto. o raio de gir~ção é uma medida da distribuição da área a partir do eixo em questão. como mostrado .j -x : I I --x ~ kx oL_(c) --x (d) ikY-1~ (b) Fig. a uma distância kx do eixo x (Fig. onde L significa a dimensão de I prim. contribui tanto para o momento de . do que em coordenadas polares é facilmente calculada com o auxilio da Eq.AP~NDICE A . A3 b). Quando a Eq.. I I I I r-· I Iy I x C (a) A I A O L_l. como mostrado na Fig.3 . no SI. pode-se exprimir o momento polar de inércia como kz 2 A = lz. Coordenadas polares usualte tomarão mais simples os problemas que contêm limites. As dimensões dos momentos de inércia das áreas são evidentemente. Pode-se escrever uma relação semelhante para o eixo y.. o mento de inércia da área em torno de qualquer eixo é sempre uma quantidade positiva. mesmo modo. se kx 2 A = Ix. Considere uma área A (Fig. que o momento de inércia de um elemento contém o quadrado da distância do eixo inércia ao elemento. Visualize.MOMENTOS DE IN~RCIA DE. (A3) resulta ( k/ = kx2 + k/) (AS) Assim. Um elemento. o quadrado do raio de t giração em torno do eixo polar se iguala à soma dos quadrados dos raios de giração. visuallzando a área como sendo concentrada em um anel fino. de área A. o momento de inércia faixa em relação ao eixo x será o mesmo que o da área orginal. facilmente defmidos em r e e. Assim. é também importante.A. de raio kz. Por definição.ÃREAS / 285 Um momento polar de inércia. cujos limites são mais facilmente expressos nestas coordenadas. Resumindo. L 4.-.

e a expressão similar para y' torna-se I Ix = f" +Adx2 Iy = (A6 ""Z + Ad/ Pela Eq. Dois em e. A segunda integral é zero. A quantidade kx2. Os teoremas do eixo paralelo também se empregam para o raio de giração. Suponha se deseje determinar os momentos de inércia da área em torno dos eixos paralelos x-y. com o centróide sobre o eixo Xo. Se desejarmos uma transferência entre dois eixos paralelos. Assim. (A6). qu= passa pelo centróide. a relação de transferência torna-se (P = 1(2 + d2) (A6b . os eixos entre os quais teoremas a transferência é feita devem serpontos. particular _devem As se~ad~Pri:tÍÍeiro. A4.6a) são os assim chamados do eixo paralelo.><: distâncias. os eixos Xo-Yo passam pelo centro de gravidade C da área. Ix obtemos = J Yo2dA + 2dxJ Yo dA + dx2 J dA Vê-se que a pÍimeira integral é. O terceiro termo é simplesmente Adx 2. sendo que nenhum deles passa pelo centróide é primeiro necessário transferir de um eixo ao eixo paralelo que passa pelo centróide e. momento de inércia do elemento dA em torno do eixo x é Yo --Xo -x Fig. segundo. O momento de inércia de uma área em torno de um eixo que não passae= seu centróide pode ser facilmente expresso em termos do momento de inércia. então.entro de gravidade da área. em torno de um eixo para1e~ que passa pelo centróide. (c) Transferência de eixos. Por definição. um dos eixos deve passar pelo c. AA Desenvolvendo eintegrando. Com a substituição da definição de k nas Eqs. a expressão para Ix. O quadrado da distância do centróide ao eixo x (Fig.286 I ESTAnCA É imperativo que não haja nenhuma confusão entre a coordenada do centróide C de uma área e o de giração k. A3a) é y2. paralelos. é a média dos quadrados dest. por outro lado. visto que o quadrado da média é menor do que a mé dos quadrados. Na Fig. (A6) e (~. e é o quadro do valor méili das distâncias y dos elementos dA ao eixo. por definição. (AS) a soma destas duas equações fornece (A6a) Eqs. transferir do eixo que passa pelo centro de gravidade ao segundo eixo. O momento de inércia não é igual a Ay2. visto que f Yo dA = Ayo e Yo é automaticamente zero. o momento de inércia Ix em relação ao eixo Xo.

em torno dos eixos Xo·Yo. que passa pelo centróide é: _ 1 Iy=i2hb3 Resp. = f'" + Ad '"2] I '" = 12 .APeNDICE A -'. Para cálculo do momento de inércia Ix. é: [I '" 3 lAh2 Resp. Nota: o momento polar de inércia. que passam pelo centróide. 2 bh (!!:. do eixo polar zo' que passa pelo centróide C. . em torno do eixo xo' é escolhida uma lâmina horizontal de área bdy de maneira que todos os elementos da lâmina tenham a mesma coordenada y. Assim. em torno de um eixo que passa pelo centróide paralelo ao eixo em torno do qual k se aplica e d é a distância entre os dois eixos. significa apenas multiplicar por b e dá a expressão y 2 bdy. que se escolheu no início. O momento polar de inércia em torno de O. Problema Resolvido AI Determinar os momentos de inércia' da área retangular.lbh3 + Se se iniciasse com o elemento de segunda ordem dA = dxdy. Assim. Um resumo das relações de momento de inércia para algumas das figuras planas mais comuns é dada na Tab. que passa por O. pode também ser obtido pelo teorema do eixo paralelo. b ~ nX Por permuta dos símbolos. e o do eixo polar z. em torno do eixo x. o momento de inércia. h/2 Yo I I dy --xo [I". Os eixos podem estar no plano da área ou normais ao plano da área. Solução. a integração com relação a x. = J y2dA] ~ = J-h/2 y2b dy = rzbh3 Resp. 3.MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS I 287 onde k é o raio de giração. que passam pelo centróide e pelo vértice. Apêndice C. mantendo y constante. Problema Resolvido A2 Determinar os momentos de inércia da área triangular em torno de sua base e em torno dos eixos paralelos à base. o momento de inércia em torno do eixo Yo. em relação ao centróide é CD Pelo teorema do eixo paralelo. do eixo x.)2 = 3 lbh3 = Resp.

o raio de giração. Se o elemento escolhido fosse dA = dxdy. Especificar o raio de giração.• ~ I I r I ---1. dro. É. dá T + Ad2] x = bh3 36 + (bh)(2h)2 2 3 I. y I Solução. y2 dxdy em relação a x. que [I = 36 = bh3 Resp. Notas: [Ix = J y2 dA] Ix = i CD h h _ Y o y2-h-b dy = b [ y3 bh3 3 . em torno de um eixo diametral e de um eixo polar que passa pelo centro. . Um elemento pode ser usado para cálculo eixo polar Z. Isto daria y2 x dy. ao eixo passa pelo vértice. que é o anel infinitesimal. em primeiro lugar.y)bjh]dy. Deveria ser imediatamente evidente. Uma lâmina de área paralela à base foi escolhida.y4]h = 12 4h o Resp.~n O [k = fr] = Iy. é r kx ="2 Resp. escolheu-se o mais simples elemento possível./x Resp. Notas: CD I Por simetria. Por defmição. (A3) Resp. e y I I I [lz = J r2 or~l~é dA] lz rT = J_ o ro 2(27T1'0 dro) = 7Tr4 = !Ar2 2 Resp.'\. indicado usar coordenadas polares aqui. certamente. de modo que a Eq. que é a expressão que se escolheu no início. 12 _ (bh)(~)2 2 3 T = bh3 x'. visto que todos os elementos do A área elementar é dA = 21fr. também foi escolhido o elemento mais simples e da mais baixa ordem possível. é: I. ter-se-ia que integrar. assim de área em forma de anel circular do momento de inércia em torno do O. Uma transferência do eixo que passa pelo centróide.L --x \ ro s. como mostrado na figura.~ I _O O~ro . 4 = bh3 R esp. em torno do eixo diametral. que passa por anel são ~qüidistantes de O. Problema Resolvido A3 Calcular os momentos de inércia da área do círculo. Como anteriormente. à distância h/3 acima do eixo x.288 / ESTÁTICA 1 I 2 Solução. outra vez. Aqui. o momento de inércia em torno do eixo que passa pelo centróide. Q) Não deve causar nenhuma dificuldade ex• primir x em termos de y se for observado a relação proporcional entre os triângulos semelhantes. que o momento polar de inércia do anel é sua área 21f r o dr o vezes r~ . Pelo teorema de eixo paralelo. ____ : I. e tem a área dA = x dy = = [(h . da definição.

x) dy = 4 (1 ..4 (unidades)4 5 Resp.substi- 01 O (a) FaiXil horizontal. Para largura dx e altura y. Resolver usando (a) uma faixa horizontal de área e (b) uma faixa vertical de área. Esta int~gração é direta. naturalmente. segundo o Pro bL AI. em relação ao eixo x.4sen o 4 2e ---dO ]27T o <I> Resp. Não há preferência entre as soluções (a) e (b). usando-se o elemento de área dA = r o dr o de. que é fácil de ser lembrado devido ao seu uso freqüente. y deve ser expresso em termos de x. em conjunto com o resultado para Jz' é naturalmente mais simples. mostrado na figura. I _ ". ser obtido por integração direta. a expressão se torna Nota: Para integrar com respeito a x. Aqui. e a integral torna-se <D x h--. Por defmição. porém o uso da Eq. O resultado pode.- 2 [e _' sen20 2 4 Problema Resolvido A4 y Determinar o momento de inércia da área sob a parábola. que dá y = 3 . I = l27T . = .!. A3. dá y x Ix = ~3 72 5 4y2(1 _ Yg2)dY Solução (a) Resp. P:rimeiramente obtém-se a constante k tuindo x = 4 e y = 3 na equação da parábola.4 4 .AP~NDICE A .x ~ f--dx Solução (b) Ix = i~ 4 (3yÇ)3 -2- dx = 72 = 14. requer que se saiba o momento de inércia de uma área retangular em relação à sua base. os pontos do elemento têm diferentes distâncias ao eixo x. . onde dA = (4 . 14.4 (unidades)4 (b) Faixa vertical.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS / 289 A determinação precedente de x é a mais simples possível. Integrando em y. de modo que deve ser usada a expressão correta para o momento de inércia do elemento retangular em relação à sua base que. Como todos os pontos da faixa horizontal têm a mesma distância do eixo x.y' 19)dy. é bh 3 13. 31--I I I I I I . A solução (b).JX12. também." l 4 x I Solução. = -}. o momento de inércia da faixa em relação a este eixo é simplesmente y' dA.

em torno do eixo x. A transferência é da distância r= 4r/31T = (4) (20)/31T = 80/31T do eixo paralelo.755(104) + 93.x2 eYl =. Yl como Y. [1=1+Ad2] Ix". Nota: Q) Escolheu-se o sinal positivo para os radicais porque tanto eixo x. em eixo paralelo xo. cujos centros estão em O e A. 2 . altura Y2' menos aquele de uma lâmina de altura y l' Assim. Uma âmina horizontal iria requerer duas integrais em relação ay. da área semicircular mostrada. pelo resultado do Problema Resolvido AI. com o centróide sobre o eixo x'.2 = 1. pelo teorema [1=I-Ad2) seguida.755(104)+ (20. que fornece ter ao usar uma dupla transferência de eixos.31T Finalmente. seria necessária apenas uma única transferência. em virtu~da descontinuidade. Solução. em torno do que passa pelo centróide. Solução. (~). pois nem o eixo x'. em torno do mesmo eixo.J a2 . que são x2 + Y22 = a2 e (x ~ a)2 + Y12 = a2 e que fornecemY2 =.755(104)mm4 . nem o x.08(104) = 94. A escolha de uma lâmina diferencial vertical de área permite a integração para abranger a área completa. da área fechada entre o eixo Y e os arcos circulares de raio a. Nota: Q) Este problema ilustra a cautela que se deve 1= 1 J 2(104)1T _ (2021T) . ao eixo x. = 1. em torno do eixo x.8(104) Problema Resolvido A6 Calcular o momento de inércia. é a metade do momento de inércia do círculo completo. passa pelo centróide C da área. 1. é aquele de uma lâmina de. que passa pelo centróide. em ---- torno dd fixo x.(x . Conseqüentemente. Assim. Portanto. o momento de inércia J. Os valores de Yl e Y2 são obtidos pelas equações das duas curvas. Se o círculo estivesse completo.J a2 . através mm.290 / ESTA TICA Problema Resolvido AS Determinar o momento de inércia. realizada. estão acima do . a transferência é feita do eixo xo. O momento de inércia da lâmina.1T) (30+ ~~f = mm4 Resp. O momento de inércia da área semicircular.a)2. em torno do eixo x'. pelo resultado do Problema Resolvido A3 --x' __ m __ :[ • Obtém-se.

A.pá1culo.64 (106) mm4 'Dos resultados do Probl.j3 - 21T) = 0. PROBLEMAS PROPOSTOS @) Utilizando os resultados do Probl.:> 2 +~) 3 ·3 1al2 X2ya2-x2dx=~(~_~) o a2ya2_(x-aJ2dx=~(V3 • . Resp.AP~NDICE A .2 Probl. de inércia da área do paralelog~o.r.I A lâmina retangular estreita tem uma área de 6 mm' e seu momento de inércia. Integrando de YI ay" mantendo x constante. . sem . é 170mm4• Obter o raio de giração em torno do ponto O.06 (106) mm4. escrever a expressão do momento polar de inércia da área do setor circular. com aproximação rigorosa.o' momento. 5mm r ' I I ~o .r. Resolvido A3..0969a4• Resp. que passa pelo centróide.MOMENTOS DE IN~RCIA DE AREAS I 291 A solução das duas equações fornece a coordenada x da interseção das duas curvas. eixo y. poder-se-ia escrever y' dx dy para o momento de inércia do elemento em relação ao eixo x. em torno do . y2 dY] = i( Y23 - Y13) dx que é a expressão usada no início. I~ = 21.:> 4 2 -1 o a/2 4 _27T) 3 1 o (x - aJ2ya2 - (x - a)2 dx = ~(V3 7T) 8 8 +"3 Reunindo-se as integrais com o fator 1/3 dá a4 Ix = % (9.'. originária do momento de inércia do retângulo. ~ Re"sp. Calcular o momento de inércia da área retangular em relação ao eixo x e encontrar o momento polar de inércia em torno do ponto O. kO = 7. JO = 35. estabelecer.• ·•· 'r~ O ~L @ O . dA = dx dy. A avaliação das integrais dá 1al2 a2ya2 o a12 - X2 dx = ~(~ 44 4 16 . Probl. em torno do eixo x que passa por sua base e em·torno de um eixo paralelo. obtém-se para a faixa vertical d1x = [JY2 Y. A.30 mm G "'. que por inspeção. em relação ao centro O.'. Se tivesse sido iniciado usando um elemento de segunda ordem. AI. é a/2.

'. comparada com o seu raio r.S . A.da área triangular. A.032 m4• Calcular a área A..292 I ESTÁTICA y ---x Probl.368 (10-4) m4 x-Probl. I 1 1 I y y' y I I I 1 Probl. .o momento polar de inércia da área em torno do centróide.9 \1 ISOmm I AIO O aro de 1/4 de cúculo tem largura b.-:::-/ / I 1 A Calcular o momento em torno do eixo x. A. 40mm c:--I I 1 // I I 130mm I I I I ------------~---x Probl. em torno do eixo x.. cujo centróide está em C. de inércia . A. A. i 1.6 ~50mm~40mm4 ij Y --x 20mm I I Obter o momento de inércia polar da área do anel semicircular em torno do ponto O. por integração direta.--x - = 270 (104) mm4 Probl.'T Probl.IO . Resp. Ix = 0.4 ~b~n--L Os momentos de inércia da área A em relação aos eixos y e y' diferem de 0. Determinar .'..3 Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x. Ix I O lOmm l úll<. que é pequena.8 A9 I I I 1 Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x.\() ~~~ 40 m'.- ----------------Probl. A. A. h O·'o. 1/ Resp. Usar o resultado para achar o momento de inércia.

Resp. Resp. mm Probl. A.mm I A13 Determinar o raio de giração polar da área do triângulo equilátero de lado b. Resolver primeiro. mostrar que Ix' = Iy' = para a área semicircular. que passa pelo seu centro. multiplicando-se esta área pelo quadrado do raio médio. Erro = 0. O Probl.8 (104) mm4 y.14 I.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS I 293 Ali Determinar os momentos polares de inércia da área semicircular em relação aos pontos A e B. JA=+11"r4. b sen 1!:X a --x Probl. se ilr = r/lO? Resp. A. Y I A19 O --x 4 O< - --) 2 Probl.( Probl.J __ 40 x. y =.12 A17 Determinar o momento de inércia da área sombreada.JB=r4 (311" AIS 4-34) Demonstrar que o momento de inércia da área do quadrado em torno de qualquer eixo x'. 401--------I I & b I I I I I I O i I I I I I I I I 20 I O -. Ix = . A.16 . A.lI A16 y __ c=J--_X' Probl.226% Determinar os momentos de inércia da área do setor circular em torno dos eixos x e y. .y-_ 4 0<+--sen 2 r4 ( 20< ) . independente do ângulo 0<.13 A14 = Ix = Iy. Qual é o erro percentual. Considerando a simetria. Determinar o momento de inércia da área sob a curva senoidal."mm~ V·-" __ . A. usando uma lâmina vertical da área infrnitesimal. em relação ao eixo y. em torno do eixo x. Iy = 27. A. é igual ao momento de inércia em torno de um eixo central x paralelo a um lado. A. em torno do centróide C. Y IB A G_-. y A12 Calcular por integração direta o momento de inércia da área sombreada. Probl. O momento polar de inércia do anel pode ser aproximadamente obtido. r' sen 20< Resp.l? A18 A área de um anel circular de raio interno r e externo r + ilr é aproximadamente igual à circunferência de raio médio vezes a espessura ilr. Ix = 4ab3 911" bD~---O O I I I i I a .AP~NDICE A .lS /::0---' Resp. usando uma lâmina horizontal de área infrnitesimal e. segundo. em relação ao eixo x.

JO = 1. A.294 I ESTATICA Determinar o momento polar de inércia e o raio de giração da área em torno de O.Ad/ Embora se possa somar os momentos de inércia das partes individuais de uma área composta em tomo de um dado eixo.609R: b. Após urna volta completa. em tomo de um eixo. segue que o momento de inércia de uma área positiva é sempre uma quantidade positiva. I I Pa~L \ Área. Quando a seção é composta de grande número deJ'artes. do momento de inércia I. de e = o a e = 21T. A4. em tomo dos eixos x e y /' Ix Iy = L. I + L.Iyo + L. para a seção completa. Pode-se. o momento de inércia desejado pode ser expresso como = "f:. é simplesmente a soma dos momentos de inércia de suas partes individuais.Ady 2 Da soma das quatro últimas colunas. é conveniente tabelarem-se os resultados para as partes em termos da área A. kO = O. Portanto. Resp.20 A3 ÁREAS COMPOSTAS É freqüentemente necessário calcular os momentos de inércia de áreas compostas por um número de partes distintas. e empregando a notação da Fig.Ad2• _ Por ex~~plo. da distância d do eixo que passa pelo centróide ao eixo em tomo do qual o momento de inércia de toda a seção está sendo calculado. .Ad Xo x 2 = L. Visto que o momento de inércia é a integral ou a soma dos produtos da distância elevada ao quadrado vezes o elemento de área. A Ad y 2 Somas "f:. de formatos geométricos simples e calculáveis. então. e do produto Ad2• Para qualquer uma das partes. os momentos de inércia da área composta.690R --x Probl. o raio [mal da espiral é R. assim. O raio de giração da área composta em tomo do eixo em questão é dado por k = Y I/A.19 A20 Urna lâmina estreita. de largura constante b. onde I é o momento de inércia total e A é a área total da figura. o momento de inércia de uma área composta. o momento de inércia desejado é + Ad2 e. tratar o momento de inércia de uma área negativa como uma quantidade negativa. o mesmo não pode ser feito com relação ao seus raios de giração. É muitas vezes conveniente considerar a área composta como constituída de partes positivas e negativas.I + "f:. obtém-se. então. A. a tabela poderia incluir. tem a forma de urna espiral. r = ke. em relação ao centróide. onde Ixo é idêntico a Ix e Iyo é idêntico aly. Probl. Eara uma área no plano x-y. em tomo do mesmo eixo.

em torno do eixo x da área composta. de maneira que o raio de giração em torno do eixo x é kx =.Ad2• I = 3493 A área da figura é A = 60(80) . Resp. . 1"(~0)2 Jc60 -12. antes de transferi-Io para o eixo x.624(106) +Ad2] Notas: + [mm4. através da distância = 4(30)/31"( = 12. Solução. A2 (ou Tabela C3). Se a área composta tivesse mais de três partes.I + 'J. em torno de seu eixo da base x'. e das áreas do quadrante do círculo (2) e do triângulo (3).73}' = = CD Finalmente. pelo teorema da transferência de eixo.-&-(40)(30)3 = -0.1590(106) mm4.76(106) mm4. é Ix = .{. A área composta é constituída da área do retângulo (1).73 mm. Conforme o Probl.046(106)/3493 = 34. AI (ou Tabela C3). Como a área é negativa.MOMENTOS DE INI:RCIA DE ÁREAS I 295 Problema Resolvido A 7 Calcular o momento de inércia e o raio de giração em torno do eixo x. em torno do eixo x. quadrante de círculo. U momento de inércia em torno do eixo x. ® mm4.1"(30)' .73)2] = mm4. é Ix = +Ah2 = +(80)(60)(60)' = 5.-0. V X'-~D (1) ~-x /1 r= transferência deste resultado.046(106) - 1. como foi feito no Probl. 1"(r4 4 Ix' = .0445(106) - [- 1"(~0)' (12. o momento de inércia da área triangular negativa (3) em torno de sua base.09(106) = Resp. é agora [1=/ \ Ix= -0.2A ) = _ ~ 16 (30)4 = -0.624(106) - 0.-&-bh3 = .-} (40)(30) = mm2. ® o momento de inércia total.0 mm. é conseqüentemente 3 Ix Atenção aos sinais corretos. Resolvido A5. fornece para o momento de inércia do eixo paralelo que passa pelo centro de gravidade da parte (2) (ou use a Tabela C3 diretamente) 4r/31"( [/ = I - Ad2] /x = .. para a área sombreada mostrada. é: X01 4 ( .09(106) mm4. conforme o Probl. positiva. o momento de inércia da parte do quadrante de círculo. = 5. A3 (ou Tabela C3) o momento de inércia da área negativa do. negativas.76(106) = 4.AP~NDICE A . tantoTcomoA têm sinais negativos.J IxlA = J 4. Observe que se deve transferir o momento de inércia da área do quarto de círculo para o eixo Xo que passa pelo centróide. teria sido organizada uma tabela dos termos e Ad2.0445(106) -1. de modo a garantir a inclusão de todos eles e obter 1= 'J.1590(106) = -0. Para o retângulo. conforme o Probl.

em tomo do eixo x. Ix = 10.24 Probl. kA = 208 mm t -1 r-30mm A27 Lu A ~ 400 mm--~-. JA = 138. '''Imm jr~."". 40mm I I I . em torno dos eixos xo e Yo' que passam pelo centróide.lx=17. " "- "" 40mm . A. Probl. Resp.21 @ Determinar o momento de inércia dà área sombreada.265 m' 130mm I I A~~ I - l--40mm~ 1 l-x 40mm Probl.. ~~ f--<- I a ___ L-tx I a I-f-a --L Probl. em torno do eixo x. A.25 r-4a--j a A26 Determinar os momentos de inércia da seção Z. A..27 . 1-1 20mm r x Resp.96mm' ~ Y I A25 ~ Calcular o momento polar de inércia da área sombreada. em tomo do ponto O.296 I ESTA T1CA PROBLEMU\SPROPOSTOS ~ Calcular o momento polar de inércia da área sombreada. Resp. A.mm l-loomm-1 Probl. A. empregando dois procedimentos diferentes. em Yo I I 2/ 300mm tomo do ponto A]Observar que largura das abas é pequena quando!comparada coma o comprimento. JO = 1. " I I I I 45°' I --------~ lOmm Probl.23 . Resp.22 Calcular o raio de-gjração da área da cantoneira.9(lá') mm Encontrar o momento de inércia da área sombreada. A. A.rT ~r Calcular o momento de inércia da seção transversal da cantoneira. em tomo do ponto A.26 L-. em tomo do eixo xo' que passa pelo centróide.76 (106) mm' Probl. de simetria a 45°.

Ix Probl. Ix = 28.28 10mm \ \ / _~ ~30mm \ -_L--. Resp. /' ' I /' X a . Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x. Resp.AP~NDICE A . Resp. A..• ~. A31. em torno de um eixo polar. A.3 (10·) mm· Calcular o momento de inércia da seção transversal da viga C. em torno do eixo Xo que passa pelo centróide..30 --1 f-16. Desprezar os metes e arredondarnentos dos cantos e comparar o resultado com o valor de Ix = 6.~) 16 r· .. em torno do eixo diagonal x. em torno do eixo x. A.455 m A34 Determinar o momento de inércia da área retangular. A. kO = 0.MOMENTOS DE IN~RCIA DE AREAS A28 I 297 ' Determinar o momento de inércia da área semicircular em tomo do eixo x. em tomo de seu eixo central x.25 (10·) mm·. A32 Determinar a expressão para o raio de giração da área hexagonal do ProbI. que passa pelo centro O. A.l---x 30mm~ --x .1. A.j3 16 b· ( 300mm " . de 300 X 100 mm. Resp.33 A29 Calcular o raio de giração polar da área sombreada. Probl. Comparar o resultado com o valor exato. ~ ---.34 Probl.'" O. A. padrão. Ix = 5. dividindo-a em cinco faixas horizontáis de larguras iguais. A21 em torno do eixo x.2mm A3I Desenvolver uma fórmula para o momento de inércia da área do hexágono regular de lado b. Calcular o momento de inércia de cada faixa como a área (largura vezes o comprimento da linha horizontal média) vezes o quadrado da distância da linha horizontal média ao eixo dos x. inércia da área do ProbI. em tomo de sua base. A36 b ProbI. A33 30mm 1- \ T ProbI. A35 Calcular o momento de. em tomo do ponto O.--Xo Probl.36 A37 Calcular o momento de inércia da área sombreada.3I =i( 1 .5~ ':J O /' i /' ProbI.29 A30 Determinar a expressão do momento de inércia da área do trapezóide. fornecido por manual .

A quantidade Ixy é chamada o produto de inércia da área A. em torno dos eixos centrais x e y.A. É necessário resolver uma equação cúbica. Fig. para a seção transversal da viga H. em torno de eixos rotativos. b = 16 • ~-I I I --- = I I I I I I r x Probl.5 .298 I ESTATICA y I I I para resolvê-Ia. situados simetricamente. sempre que qualquer um dos eixos de referência for um eixo de simetria. e1iminar-se-ão mutuamente na soma.y) dA e x (+y) dA. (Sugestão. AS. A. segue que o produto de inércia para a área completa é zero.) Resp. ou aproximar a resposta com o de uma solução gráfica-numérica. ocorre uma expressão dIXY = xy dA _~ inte~rada ) que tem a forma [I~~ JXYdA) (A7) onde x e y são as coordenadas do elemento de área dA. seção B4.37 TU b1-----L---~lOOmm -x A38 Determinar a largura b da mesa. A. que fará com que os momentos de inércia. Em certos problemas que envolvem seções transversais assimétricas e no cálculo de momentos de inércia. O produto de inércia é zero. em relação aos eixos x-y. Tendo em vista que a área completa pode ser composta de pares . Nesse caso.de tais elementos. sejam iguais. De modo diferente dos momentos de inércia que são sempre positivos para áreas positivas.38 A4 - PRODUTOS DE INÉRCIA E ROTAÇÃO DE EIXOS (a) Definição. os termos x (. tal como o eixo x para a área da Fig. l'lwmm lOmm~ f- ~~lOmm Probl. o produto dé inércia pode ser positivo ou negativo. Referir-se ao Apêndice B.

A terceira integral é apenas dxdyA. zero. O produto de inércia encontra uso. A6. em torno dos quais o momento de inércia é um máximo e um mínimo.MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS / 299 (b) Transferência de eixos. quando é necessário calcular o momento de inércia de uma área. por suas expressões equivalentes. por definição. Por definição. que se escreveu fxy. necessariamente. A4. Esta consideração conduz diretamente ao importante problema de determinação dos eixos. de eixos inclinados. em termos das coordenadas Xo . os momentos de inércia da área.6 Desenvolvendo e substituindo as igualdades trigonométricas. como pode ser visto pela geometria da Fig.cos 2 2B cos2 B = 1 + cos 2B 2 e as relações definidas para Ix'!y'!xy fornecem I_Ix x' - + 2 Iy + Ix Ix -2 Iy cos cos 2B _ IXY sen 2B (A9) I y' = + Iy 2 - Ix - 2 Iy 2B + I xy sen2B . em relação aos eixos x e y. torna-se: (A8) (c) Rotação de eixos. o teorema da transferência de eixos para produtos de inércia. aos eixos que passam pelo centróide é: IXY = f (xo + dy)(Yo + dx) dA dA = J xoYo + dx f Xo dA + dy f Yo dA + dXdy J dA A primeira integral é. também existe para os produtos de inércia. Assim. o produto de inércia da áreaA. em torno. em torno dos eixos x' e y'.A. o produto de inércia em relação aos eixos que passam pelo centróide. similar àquele para os momentos de inércia. sen2 B = 1 . Na Fig. são Ix' Iy' = J y/2 dA = J (y cosB - xsenB)2 dA = J x'2dA = f(y·senB + xcosB)ZdA onde x' e y' foram substituídos figura.AP~NDICE A . na Fig. As duas integrais do meio são ambas nulas porque o primeiro momento de área em relação ao seu próprio centróide é.Yo. Um teorema de transferência de eixo.

Ix 2 Iy _ ~ 2 vUx + _ Iy)Z + 4Ix/ (d) Círculo de inércia de Mohr. dá Ix' + Iy' = Ix + Iy = fz. na Eq. Desenha-se um círculo com estes dois pontos. que tem as coordenadas (Iy. Conseqüentemente. ': . Ixy) e o ponto B. o momento polar de inércia em torno de O. Um valor define o eixo de momento de inércia máximo e o outro. por um diagrama conhecido como círculo de Mohr. Em seguida. . como é mostrado. (A9). CoSZ e .sen 2 e = cos 2(J fornecem Ix' y' = Ix - Iy 2 sen 2e + IXY cos 2e (A9a) Adicionando as Eqs. para a medida dos produtos de inércia (Fig. (A9a). A substltUlçao do sen 2a e do cos 2a. (AlO) fornece dois valores para 2a. par~ ~ v~or O crí~ic~ ~e 20. obtldos da Eq. escreve-se o produto de inércia em relação aos eixos inclinados: IX'y' = f x'y' dA = J (ysen e + x cos e)(y cos e . para medir os momentos de inércia. graficamente. localiza-se o ponto A. mostra . substitUiÇ~~ Eq. (A9). um eixo horizontal. valor) define o eixo de momento de inércia mínimo. para qualquer ângulo desejado O.ly. primeiro. como: (AlI) Imín. (A9). temos 2IXY (AIO) tg2a =~Ix y A Eq. A.x sene) dA Desenvolvendo e substituindo as igualdades trigonométricas sen e cos e e as relações definidas para Ix. que está de acordo com os resultados da Eq. que tem as coordenadas (Ix.. Simbolizando este ângulo crítico por a. como extremidades do diâmetro. uma vez que tg 2a = tg (2a + 1T). Esses dois eixos retangulares são conhecidos como os eixos principais de inércia. A7). Iy' e Ix'y' podem ser determinados pelo diagrama. -Ixy). As relações nas Eqs. com o eixo do momento de inércia máximo. que diferem de 1T. Assim. O ângulo que faz com que Ix' e Il sejam um máximo ou um mínimo pode ser determinado igualando-se a zero a derivada de qualquer um.lxy = ~sen 2e. O ângulo no diagrama e o ângulo na área são medidos no mesmo sentido. (A9a). O ângulo formado pelo raio OA com o eixo horizontal é 2a. e um eixo vertical. As coordenadas de . (A3). \Al.que o produto de merCla e zero-para os elXOSpnnClpalS de lllerCla. da área em questão. fornece as intensidades dos momentos de inércia principais. por sen 20 ecos 20 nas Eqs.300 I ESTA T1CA De modo similar. ou duas vezes o ângulo formado pelo eixo x. as duas s0luções para a diferirão de 1T12. Para os valores dados de Ix: Iy e Ixy. (AIO). os valores correspondentes de Ix'.lx' ou Iy' em relação a O.O). Seleciona-se. (AIO) e (AlI) podem ser represen- tadas.

Ix'y')' Também o ângulo entre OA e oe é 2 (J. (A9).x Ix'y' I " 28 A/ ~ p~ \EixO maxuno que passa por P de inércia de. nulo. Solução. em relação aos eixos x-y. Solução. Fig. 9"'~ I = a. e Problema Resolvido A8 Escrever a expressão para o produto de inércia da área retangular. Como o produto de inércia lxy. de modo a observar os seus sinais. k-lmín.~omento 1--I I ~Iy I r--1y' ~ Imá:<. dx e dy são ambos positivos. I I I ~. para a área sob a parábola mostrada. Naturalmente. o teorema de transferéncia de eixo dá Resp. por simetria.AP~NDICE A .i~~ . Ix'y') e aquelas do ponto correspondente D são(Iy". com centróide em C. como definido. Deve-se atentar para manter a consistência com os sentidos positivos de dx e dy. ambos os ângulos são medidos no mesmo sentido. Pode ser verificado da trigonometria do círculo que as Eqs. Y Yo I I II I I I I i h C I idY---õo-j~ --r-xo dx L I b 1 --x Neste exemplo. quando y = b. Y Problema Resolvido A9 Determinar o produto de inércia Ixy. como é mostrado. I bl----'lo _ I I I '}. ou duas vezes o ângulo formado pelo eixo x com o eixo x'.MOMENTOS DE IN~RCIA DE ÁREAS I 301 Ixy I I f"<' / / x' /x r I I ~. paralelos aos seus lados. em torno dos eixos Xo-Yo é. 1x9i ~/. (A9a) e (AIO) concordam com as aproximações feitas.? qualquer ponto são (Ix'. A. Considerando que x da curva torna-se x = ay2 Jb2. a equação a----x .

Tem-se.-. tem-se dI xy = O + (+ y) (x) (y dx).302 / ESTÁTICA Solução I. per- =O + ( . Solução. Tomando uma faixa vertical. (a + x) [(a . Uma vez que um dos eixos que passam pelo centro de gravidade é um eixo de simetria 7xy = o. a expressão se tornaria dI xy = Y . mostrado. Nota: onde as coordenadas x e y do centróide C são dy = +r e dx = -4r/3rr. Pode-se iniciar com uma faixa inf"mitesimal de primeira ordem e evitar uma integração. em relação aos eixos X-y) --Sol~ema mite escrever [Ixy=7xy +dxdyA] Ixy da transferência de eixo. para a seção da cantoneira. O produto de inércia para o elemento dA é dIxy = xy dx dy e para área completa é IXY = dxdy Y Yo I = f fay2/b2xy dx dy = f 1(a2 2 O b a O b + a2 b b 4) y dy = ia2b2 Solução lI. I-Y ----x x ~ f-dx a I + r-----»j I a x Yo IXY = f a Lxdx 2 O 2 = f a -xdx xb2 2a O ~x4 I I I 2 = _x3 b2]a 6a O = ia2b2 Resp.x) dy] que. obviamente daria o mesmo resultado. quando mtegrada. O centróide C é facilmente localizado. usando os resultados do Probl. onde as distâncias aos eixos que passam pelo centróide do retângulo inlmitesimal são dx = y/2 e dy = x. Eq. (j) O emprego correto do teorema de transferência de eixos traz uma grande economia de trabalho no cálculo dos produtos de inércia. Problema Resolvido AIO Determinar o produto de inércia da área semicircular. dA = Y dx. Problema Resolvido AlI Localizar os eixos principais de inércia que passam pelo centróide e determinar os momentos de inércia máximos e mínimos correspondentes. Resolvido A8. como está / . (A8).-3rr 4r ) (r) ( -rrr' 2· ) = . 2r' 3 Resp. I I Nota: <D Se tivesse sido escolhida uma faixa horizontal.. agora.

583(104) e os momentos de inércia.5) = Do mesmo modo. Portanto.2.583(104) Iy = 7.5) = -7. para a parte II l I I 7. O ângulo 20<.o. que são as extremidades do diâmetro do círculo.5)(400) = -3.5 mm e dy = + (20 .583 (104) mm4 Iy = +.0° Resp. como é mostrado na figura abaixo.10 .5= ic l-40=~ -------j-X10= [Ixy = Ixy + dxdyA I Ixy = O + (n.5 mm.7. Para a construção do círculo de Mohr usam-se os valores calculados de Ix' Iy e IxY' Estes valores são marcados no diagrama para localizar os pontos A e B. A. para a parte lI. o produto de inércia para a parte I é Ixy = O + (-12.Ix tg 20<= -2(7.9° . são obtidos da figura. paralelos aos eixos x e y.583(104) + 2. eImín. O produto de inércia para cada retângulo.167 . AIO. são Ix = I~ (40)(IW + (12.5 mm e dy = -(5 + 2. [ tg20<=~] 2I Iy .MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS I 303 Produtos de inércia.5 mm.5)( -7.5)2 (400) = mm4 Círculo de Mohr. Para a cantoneira completa Momentos de inércia.5)(400) = -3. Os momentos de inércia.167(104) mm4 mm4 mm4 Eixos principais. A inclinação dos principai's eixos de inércia é dada pela Eq.18. por simetria.50) = 1 875 10. em torno dos mesmos eixos são Ix = +. Mohr.11 ou graficamente. Imax.5= [Ixy =Ixy +dxdyA] = 50 r = 7.5)2 = = 2.167 ' O< = 31.75(104) mm" y 10 I 16ni11"'""'2.W (400) = mm4 = 6. é zero. para a seção completa Ix = 6.5 + 5) = -12.583(104) Iy = 112 (10)(4W + (7. conforme está mostrad.167(104) = 10. = 7.5)2 = = 11..(10)(40)3 + (400}(12. onde dx = -(7.75(104) mm4. 20<= 61.5) = 12.5)(+7. em torno de seus próprios eixos que passam pelo centróide. Estes resultados podem também ser obtidos diretamente das Eqs. Assim. = onde dx = +(20 .AP~NDICE A . para a parte I. pela construção do círculo de .583(104) + 11.583(104) = 18.583(104) Assim.-(40)(lW + (400)(7.

e usar este resultado para obter o produto de inércia. Ixy= r4f8.I 30 . = Ix' = (' 18. A. _ Imln. A. em torno dos eixos x-y.. (A9). 40 t --x [330---60 . em relação aos eixos paralelos que passam pelo centróide.167 (0. Assim.50)(0.167.42 40mm . (c) ' (a) c=9-r 60 40 I .67(104) mm 4 ~~ PROBLEMAS PROPOSTOS ~ Calcular o produto de inércia da área sombreada._ (0. __ t_--x 30~ mm Probl. : Resp. 10.8824)) (104) = = 22./18.50)(0. Ixy = -128.4705) _ (7. de Ix' e Imín.39 (Dimensões em milímetros) @ Calcular o produto de inércia da área do triângulo retângulo. : Resp. 8 Calcular o produto de inércia da área triangular.--304 I ESTATICA Agora. em relação aos eixos x-y.8824)') (104) = -\ . de Iy'.167. A. y IL I I I i h ---x b Probl.167 2 . os momentos principais de inércia po!lem ser calculados com as Eqs.. 10. (a) e (c): Ixy = 360 (04) mm4 (b) e (d): Ixy = -360(04) mm4 y I I 50:50\ I 601 (b) I +-+--i I 30 60 I .-t (~~ --:----[g--30---Probl.01647r4 . em torno dos eixos x-y..0(10') mm4 @ Determinar o p~uto-d~ércia de cada uma das quatro áreas.167.-Iy = 5.167 + 2 10.+ 18.67(04) mm4 Resp.m torno dos eixos x-y. Resp.167 _ 18. Imáx. usando a para () e obtendo Imáx. . lxy= -0.40 / Obter o produto de inércia da área do quadrante circular.4705) + (7. e.167 -10. em relação aos eixos x-y.

5l . A.. (Ver o Probl..J IxIy ./ Determinar a relação entre a base b e a altura h do triângulo isósceles que tornará iguais todos os momentos de inércia em torno de qualquer eixo que passe pelo vértice C. no sentido dos ponteiros de um relógio. em torno de um eixo x' que passa pelo ponto C. A. com y I I I Y 50=:>1 I~ I I I L __ Y 1 I -+---1 _ --~~\l... y I I \ CZ2J '. em torno de um eixo que passa porO. são 8 (106) mm4 e -42 (106) mm4. ---x \ 1\ I \ ~ 'mm1:T i L· C _ 20~ __ y Probl. é 20°.' "'. A46 AS 1 Fazer um croqui do círculo de inércia de Mohr.. f f. Determinar o momento de inércia mínimo da área. qualquer que seja e.49 ASO Demonstrar que a intensidade do produto de inércia pode ser calculada da relação Ixy =. centro do lado maior. Imín.:. para cada uma das quatro áreas retangulares. "'.---- :.%1/ / ..-&' "'\ •••• -8 aJ2 C aJ2 Probl.-~~.~~~ 2 2 Probl.48 A49 // x \ \ \ b \ \ QI \ // . Resp.. R. A47. A = 1.' .) Resp.1 I h ~1.•..AP~NDICE A ..43 b . A. A. A47. que passa ·pela origem O.. respectivamente. em relação aos eixos x'-y'.ImáxJmín. ---x .:"". . b /.. A44 Determinar os momentos e o produto de inércia da área do quadrado. ' ..2 '.-I r --Xo Determinar as proporções da área retangular.. O ângulo medido. A. \I .56 (104) mm4 Os produtos de inércia da área sombreada. .:--<. /1 " / I " I A47 Onde Ix = Iy para uma área simétrica em torno de qualquer um dos eixos x ou y. C . I (c) (d) Probl. é um valor constante. - ~x' " . para a qual o momento de inércia. do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo.MOMENTOS Y I DE IN~RCIA DE AREAS I 305 A48 Yo ... demonstrar que o momento de inércia é o mesmo para todos os eixos que passam pela origem. " Probl.. Calcular a área da figura cujo centróide é C. = 9. .--. "'..: . em relação aos eixos x-y e x'-y'. A.44 A4S Uma área tem momentos de inércia Ix = 28 (104) mm4 e Iy = 12(104) mm\ em torno de um conjunto de eixos x-y.'7+1. (Ver o Probl..316 (104) mm2 ffi !. ~ /30° .) •••x' ---x I Probl.:.46 ~. Resp._/ . . a = 2b ~:I ---x .

Imáx. a = 26. 4 (10 + Vf7 5 ).55 a a A58 Calcular os momentos de inércia máximo e mínimo.306 I ESTA T1CA as proporções e posições mostradas. calcular x e o ângulo a.4° y A55 80mm r ~ r-10mm y I I Lll ___ a a Probl. A52 quadradas mostradas.~ a a I A f.7° 3 3- f7 I A56 Ca1cular o produto de inércia da área retangular. são Ix = 14 (104) mm4. Ix = 21 (106) mm4. medido no sentido anti-horário. em relação aos eixos x-y. Resp. Imáx. é -8 (106) mm4. medido a partir do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo. A. onde a é o ângulo do ei~o x com o eixo de momento de inércia máximo. A. Desprezar os arredondamentos dos cantos. medido no sentido anti-horário. Resp. em torno dos eixos que passam pelo centróide C. = a I' mIn. em torno dos eixos que passam pelo centróide .--60 mm---! r c a a Probl.782(106) Imín. A57 A54 Os momentos e o produto de inércia de uma área. em relação aos eixos x-y. O produto de inércia. Encontrar o ângulo a. = 32 (10') mm4. Ixy = 1 225 m' I I 6mml I L- _ Probl. a partir do eixo x ao eixo de inércia máximo. Resp. em torno dos eixos que passam pelo seu vértice C. Iy = 24 (10') mm' e Ixy = 12(104) mm4• Construir o círculo de inércia de Mohr e usá-Io para determinar os momentos principais de inércia e o ângulo a. em relação aos eixos x-y. = 0. Indicar em cada diagrama. Resp. = -13. V 5 ).3° sentido horário Determinar os momentos de inércia máximo e mínimo. em relação aos eixos que passam pelo centróide C.684 (106) a mm4. a = 56. a partir do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo. o ponto A de coordenadas Ix'!xy e ângulo 2a. = 6 (104) mm4.57 x ----±L.56 A53 Resolver o Probl. I' max. Encontrar o ângulo a. Resp. Imín. para a combinação das quatro áreas Calcular os momentos de inércia máximo e mínimo da cantoneira estrutural.!o'!:. A52 pela construção do círculo de inércia de Mohr. De acordo com as equações adequadas. entre o eixo x e o eixo de momento de inércia máximo.6° = a 4(10 a= 76. = 1. mm4. A. Os momentos de inércia máximo e mínimo da área sombreada são 25 (106) mm4 e 5 (106) mm\ respectivamente.

AP~ND'CE A . == 1.207 (106) mm'. Imín. Imáx. Ci== 30.MOMENTOS DE IN~RCIA DE ÁREAS I 307 para a seção estrutural Z. a partir do eixo Xo ao eixo de momento de inércia máximo. Indicar o ângulo Ci medido no sentido anti-horário. A. == 0.58 .1° lOmm ~J~-50mm-1 Probl. Resp.820 (106) mm'.

Quando duas linhas que se interceptam são. as interpretações geométrica e física da matemática aplicada. + 63 64 = 61 + 6.AP:eNDICE B TÓPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA Bl . perpendiculares a duas outras. Ocasionalmente serão necessários outros tópicos não listados aqui. CírculO Circunferência = 21rr Área = 1rr' Comprimento de arco s = r6 Área do setor = -}r'6 2. Um triângulo inscrito em um semicírculo é um triângulo retângulo.GEOMETRIA PLANA 1. B2 .INTRODUÇÃO o apêndice B contém um resumo abreviado de tópicos selecionados da matemática fundamental. 61 + 6. deve ter em mente que a Mecânica é tiina ciência descritiva aplicada a corpos e movimentos reais. freqüentemente empregados na Mecânica. Portanto. 4. Ângulos de um triângulo . os ângulos formados são iguais. devem ser observadas durante o desenvolvimento da teoria e a formulação e solução de problemas. h ~ IIt + 62 = 1r/2 3. Triângulos semelhantes ~=h-y b 5. À medida que o leitor revisa e aplica sua matemática. Qualquer triângulo Área 6. O estudante de Mecânica terá oportunidade freqüente de usar essas relações e estará em desvantagem se elas não estiverem à mão. As relações são citadas sem nenhuma prova. re spectivamente. b = -}bh = 1800 ~8_4 A .

a.J q' .c3 -a. Equação ~úbica x' =Ax +B q . + a. c. como acima para encontrar os valores de Xo para os quais x = Xo .p3)1/' + (q .JP log (ab) = log a + log b log (a/b) = log a -log b log (l/n) = -log n log an = n log a log 1 = O log. I a. Substituir x = Xo .Jq' .b. duas raÍzes iguais) I a. Determinantes 2. Y eX = lo~ = 1nY x. x x.1 c. c.4343 1nx Caso 11: q' .a/3.c. Para a equação cúbica geral: x3 + ax' + bx + c 3.TOPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA I 309 B3 - GEOMETRIA DOS SóLIDOS 3.c. Logarltmos bX=y. b. Proceder.a ordem - P3 = O (três raÍzes reais.b3c. - I a.a/3 e obter X03 = Axo + B. Cunha esférica 4. Caso I: q' - P3 negativo (três raÍzes reais e distintas) q/(P cos u = x. 0< u < 180° cos (u/3) cos (u/3 + 120°) cos (u/3 + 240°) = 2..p' positivo (uma raiz real e duas raÍzes imaginárias) Xl = (q +.1 b.b. = 2.718282 = y.c.b. I a. Esfera Volume=+1Tr' Área da Superfície = 41fT' Volume Área lateral = -} 1Tr' h = 1TrL L =.b ± ~ 2a 4ac ' b 2 > 4ac para raÍzes reais faça p = A/3.o x = 0.JP Logaritmos naturais b = e = 2.AP~NDICE B .0 grau ax' + bx + c = O x= ( onde B = -}Bh = área da base 4..b. q' 3.p3Jl13 Caso 111.. Cone Circular Reto 1. x=logbY .-a.JP). I=a. -a3b. b. então. Qualquer pirâmide ou cone Volume ) B4 ÁLGEBRA 1. . = B/2 2.JP = 2. Equação do 2. b.b.-a. .a ordem =O b.. b. c31 = +a.J r' + h' 2. + a.

----JL I I I I = a2 B6 . Elipse r ~ --- I bl I I I I L----. Sinais nos quatro quadrantes (+) I ~(+)(-)~ II (+) H+ III (_) ~(+) (_) IV . Defmições sen (J = a/c cos (J = b/c tg (J = a/b cosec = c/a sec = c/b cos sec (J (J (J cosec sen (J cotg (J cotg (J tg = (J b/a (J (J + + III II IV b - I + 2. Círculo --x o 18) I I 4.a)2 + (y . Hipérbole y rx .· y=a+mx y I L---------x y2 x=a/..TRIGONOMETRlA 1.J----x a 5..GEOMETRIA ANALmCA 3.310 I ESTAnCA B5 . Linha reta y ai Ib V~.2 2.b)2 = r2 I xy I I a ---x . Parábola 1.

entre V e os eixos x.(1 ~ 2 2 cos (J) cos % sen 2(J cos 2(J = cos2 (J . Lei dos co-senos c2 = a2 + b2 . sec2 (J = cosec2 = b senA cos B -= . onde ~VI= V = VVz2 + V/ + V/ S.sen2 (J sen (a ± b) = sen a cos b ± cos a sen b cos (a ± b) = cos a cos b + sen a sen b = (1 + cos (J) = 2sen(J cos(J A D S.AP~NDICE B . Notaçaõ. Co-senosdiretores. V indicaria vetor.J 2. para-9ue não haja confusão com as escalares. Regrà do triângulo P +Q =R =R Regra do paralelogramo Lei Comutativa Lei Associativa P +Q P +Q =Q +P = (P + Q) + R P'lR z P + (Q + R) 3.m. k + (-Q) 4. a grandeza vetorial V tem uma intensidade escalar V. Relações diversas. Lei dos senos 1 (J + cos2 (J = 1 + tg2 (J 1 + cotg2 sen (J = (J !!... 1 = VzIV de modo que V e m = VylV n = V. n. sen2 (J DA MA TEMA TICA I 31 1 4.TOPICOS SELECIONADOS 3.IV = V(il + jin + kn) . Por exemplo. j. Em trabalhos manuscritos. Vetores unitdrios V=iVz+jVy+kV. Assim. Assim. As grandezas vetoriais são impressas em negrito' e as escalares em grifo. Subtração P -Q = P i.2ab cos C c2=a2+b2+2abcosD B7 - OPERAÇÕES VETORlAIS 1. deve-se usar um símbolo que caracterize bem as grandezas vetoriais. Sãoosco-senosdosângulos e z. y 1.

Lei distributiva PA (Q + R)= PA Q + PA R PI ~ \ Q Da defmição do produto vetorial. n significam os resp(ctivos co-senos diretores dos vetores. Lei distributiva P X (Q + R) = P X Q + P X R. O ângulo O entre dois vetores Pie ~ encontrado por sua expressão do produto PI X P2 =PIP2 cos O. Produto escalar P'Q = PQ cos e onde O é o ângulo entre eles. Este produto pode ser visto como a intensidade de P multiplicada pela componente Q cos (}. que dois vetores P e Q são perpendiculares quando seu produto escalar se anula. Lei comutativa PXQ=QXP Da defmição do produto escalar. de dois vetores P e Q é defmido como um vetor de intensidade IPAQI=PQsenO e cuja direção é dada pela regra da mão direita. Q = (iPx + jPy + kPz) • (iQx + jQy + = PxQx + PyQy + PzQz P/ P .P = + P/ + Pz 2 Segue da defmição de produto escalar.de Q na direção P ou como a intensidade de Q multiplicada pela componente P cos O de P na direção de Q. Observa-se também que dois vetores são perpendiculares. P A Q.312 I ESTATICA 6. que dá escalar onde I. Produto vetorial ou cruzado. segue que i·i=j·j=k·k=l i'j =j·i =i·k=k·i =j'k=k'j =0 kQz) p. P X Q = O. obtém-se Q A P = -P A Q. tem-se iAj=k jAk=i j1\i = -k kAj = -i iAi=jAj=kAk=O kAi=j i1\k = -j \ \ \ \ '\' QAP=-PAQ . 7. Produto vetoria!. usando o sistema convenciaTUlIde eixos coordeTUldos. Usando-se a regra da mão direita e invertendo-se a ordem da multiplicação vetorial. quando seus co-senos diretores obedecem à relação 1112 + ml m2 + nl n2 = O. m. como mostra a fIgUra ao lado.

B8 SÉRIES (A expressão entre colchetes que segue as séries indica a convergência. 9.2) x3 + [x2 < 1] < 00] x3 sen x cos 3! x2 + 5T . Os parênteses não são necessários visto que não teria sentido escrever-se P 1\ (Q • R). a expressão pode ser escrita: d(P'Q) dt =P'Q +P'Q PI\Q'R O produto determinante =P'QI\R escalar triplo pode ser expresso pelo d(PI\Q) dt = PI\Q + PI\Q ( Produto vetorÚlI triplo. escalares. desde que se mantenha a ordem dos vetores. QR produto vetorial pode. também. O x e o 1\ podem ser trocados. Derivadas dos vetores.7f + x4 x6 [x2 X 1 . por que um vetor P não pode ter um produto vetorial com ~esc~ R.2T eZ - + 4T . o produto vetorial pode ser escrito PI\Q = (iPz + jPy - + kPz) 1\ (iQz + jQy - + kQz) = i(PyQz o PzQy) + j(PzQz + k(PzQy Aqui deve-se usar parênteses. Integração de vetores. Seguem as mesmas regras dos 8. na primeira expressão.1) x 2 x7 + n(n .TÓPICOS SELECIONADOS DA MATEMATICA /'313 Com o auxilio destas identidades e da lei distributiva. Pode-se mostrar que o produto vetorial triplo é equivalente a PzQz) PyQx) (P 1\ Q) 1\ R = R . é o produto escalar R X P. Se V for função de x. Assim. ser expresso pelo determinante o primeiro termo. RQ .R . porque não identificaria o vetor a ser cruzado. por exemplo.AP~NDICE B .6! + [X2 < 00] < 00] senhx = e-Z [x2 eZ + e-Z x2 x4 x6 cosh x = --- = 1 + 2T + 4T + 6! + [X2<00] . Assim. e um volume elementar for dr = dx dy dz. visto que a expressão P 1\ Q 1\ R seria ambígua. a integral de V sobre o volume pode ser escrita como a soma vetorial das três integrais de suas componentes. (P 1\ Q) 1\ R = -R 1\ (P 1\ Q) 10.3! 1)(n .) (1 ± x)n =x = = - 1 ± nx + x5 n(n 21 . PQ .P . = R 1\ (Q 1\ P). QP ou P 1\ (QI\ R) = P . Relações adicionais Produto escalar triplo (P 1\ Q) • R = R • (P 1\ Q). um escalar. multiplicado pelo vetor Q. y e~.

a ln (a J a xdx + bx + bx)] f (a xdx + bx)n + b2 bx)l-n (a 2 + a_) . o expoente xn+1 -1 indica função inversa. d cos x ~ = sec2 x sech2 x d senh x dx = cosh x..: tg-l x = arctg x.314 / ESTÁTICA a f(x) 00 n7TX cos 00 n7TX = . + n=l 2:an -1. = = d(uv) ~=udx sen dx cos dx dv du +vdx' v d (!:!:. d tg x dx dx = cos x.+ n=l ~ n7TX cos -l-dx. d~ 19h x dx B 10 - INTEGRAIS (Observação: nas expressões que se seguem...= lim sen Llx = = tg dx = dx lim cos Llx â.) f xn dx = n fdx=lnx x +1 f f ya + bx dx = 32b V( a + bX)3 v(a -tbx)3 f x ya + bx dx = lS2b2 (3bx . a f a x+dx bx2 = ~ 2b ln a + b bx2 f yx2 ± a2 dx = Hx yx2 ± a2 ± a21n (x + VX2 ± a2)] . bnsen -11 f!-! f(x) T n7TX sen -l-dx ondean 1 f!-! f(x) =T bn '7 [Desenvolvimento de Fourier para -I < x < I] B9 - DERIVADAS dxn dx àx~O = nxn-l..bx n __ 1 n ou f __ d_x _ a + bx2 1 a _~ v -ab tgh-1 xy-ab _1_ tg -1 _x_Vab_a_b v'ab.) dx _ u dv dx v du v2 ---a.2a) ya dx + bx = 2va+bX b 1 [a + = b2 = (a bx . Ex. d cosh x dx = senh x.~O d sen x 1 -senx.

(xZ .XZ + aZsen-l~) f dx va+bx+cx2 = _\:.ln 1 + sen x 21-senx f sen3 x dx sen42x f cos3 X dx sen42x = = = co.x2dx -i v(a2 - x2)3 + a82(xva2 .X2)3 f x2Va2 .4ac aZ aZ = vxz - f Vaz ± xZ ± vaz ± xZ f sen x dx f cos x dx f sec x dx = = cos x f eax cosz x dx = ---2 4 eax +a ( a cosz x + sen 2x + a 2) . x (2 + senz x) cosz x) f ~ Z x dx f cosz x dx =~ 2 _ =~ 2 + = se~x (2 + f x sen x dx f x cos x dx f xZ sen x dx sen x .x cos x f sen x cos x dx senz 2 x = cos x + x sen x = 2x = sen x . x dx = cosh x f x2cosxdx = senh x = ln cosh x 2x cos x + (xZ .1) f eax sen px dx = = eax(a sen px + .2)senx Pxy flnxdx = = xlnx .ob=+=2=CX=) v=c Vb2 .x Raios de curvatura f xeax dx = -(ax eax aZ .API:NDICE B .ln(Va+bx+cxZ+xvc+ yC f 2yc ~r:) x dx vxz x dx ou -1 sen-1 (---.2) cos x f senh x dx f cosh x dx f· tgh.cos2x ) sen x f eaxsenxcosxdx = 4 eax + aZ (a 2"sen2x = l.TOPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA / 315 f xva2 .pZ p cos px) aZ eax(a cos px++ aZ pZp sen px) 4 eax + aZ ( asenz x .sen 2x f eax cos px dx eax senz x dx f = --- +a 2) .x2dx = = -~v'(a2 .

3 0.4 0.9 0. Coeficientes reais. para uma dada situação. média) Terra (seca.04 0.3 0.na tabela abaixo.) Valores tz'picos do coeficiente de atrito.4 0.AP~NDICE C TABELAS ÚTEIS Tabela Cl . dependerão da natureza exata das superfícies em contato. média) Titânio Vidro 480 800 13 570 900 19300 1760 1280 3080 2590 B. Pode-se esperar uma variação de 25 a 100 por cento.8 0.6 /.15 0. carvalho) Mercúrio Óleo (média) Ouro Terra (úmida. Massa específica.5 0.3 0. lubrificação e velocidade. pressão.2 0.1 0. p Aço Água (doce) Água (salgada) Alumínio Chumbo Cobre Concreto (média) Ferro (fundido) Gelo 7830 1000 1030 2690 11 370 8910 2400 7210 900 Madeira (macia. representam valores típicos.2 0.04 .07 0. ou mais. Superfz'cies de contato Aço sobre aço (lubrificado) Aço sobre aço (seco) Aço sobre babbitt (lubrificado) Aço sobre babbitt (seco) Cabo de aço sobre polia de ferro (seco) Cabo de cânhamo sobre metal Latão sobre aço (seco) Lona de freio sobre ferro fundido Metal sobre gelo Pneumático de borracha sobre pavimento liso (seco) Teflon sobre aço Estático 0.02 0. destes valores em uma aplicação real.05 0. sob condições de trabalho normais. .l Dinâmico 0.1 0.l (Os coeficientes. Coeficientes de Atrito. /.4 0.4 0.Propriedades A. acabamento superficial. dependendo das condições predominantes de limpeza. pinho) Madeira (dura.

1991 5.7292 (1024) (10-6) (10-4) kg rad/s w K= 6.5°. ume sférica 713 km.673 107 (10-11) km/h m3/(kg·s2) 06 ntro a-eentro . equivalente ao valor absoluto no nível do mar e latitude de 37.Velocidade média do 1392 000 * 23 h 200 56 min 4 s centro da Terra em torno do Sol m w' = 0. a gravitação universal AP~NDICE C .TABELAS ÚTEIS I 317 . km e não girando.976 0.

. I a'.I ~% ..T 91i IIy=. z- j .. -x J=x-3 x 12 Ix 8 ::: h2) \ I bh3 12 r4 .!... 4a bh(b2 r Yo Iy I .!' 16' Ida C Área 16 91i a Centróide I I bh3 r=--I Inércia Iy 31i4"(a r4 I bh3 IT 31i 3 Y r4 ----.•.3b I ab3 Ix = 1i~:3 (~ ...) .• .= h·e " = + Tabela C3 Propriedades 1ir4 L''lF\ == ='I x= 16 .X 3 a (m massa do J1 I r sen 31i 1i YI r x :1 h zIy \ ESTAnCA Xl Xl I Y1 -bh3 4r I= X 12 318 I Momentos yde .tr:na (1i \ JI~~ I 4) I x= I r~ii~~ I bh3 1it: (a2 b2) I J TabelaC4 I J ~r4a ~~ I =-í =-. aI 2r +.~ = 9~) ' .- + sen2a) f I= Xl I~ = 1ia3b _(~ .36 + == das Figuras Planas .

~'...::'XlXt .a V1Y! I 172 --±.AP~NDICE C .y. = I= = ~mr2 -rzml2 lxx+ lyy I = (1 ~mr2 += !ml2 N r---.lm(b2 12 • fz-m(a2 Paralelep{pedo Retangular ly..x.TABELAS ÚTEIS I 319 Tabela C4 ~ Propriedades dos Sólidos Homogêneos (m = massa do corpo mostrado) Centro de Corpo Massa Momentos de Inércia ubo 2r Cilíndrico Cilíndrico x==""mr2 lxx = !mr2 = mr2 !ml2 = ~mr2 + lxx + ~m12 lxx zz Circular I I lx.'.)mr2 lxx lx. -rzmb2 + 12) + [2) + b2) + !ml2 .x. lxx + -rzm12 = imr2 + !m12 = = lmr2 ~mr2 Cilirldro Circular lxx I x 4r XtX! = lyy = lmr2 + =I YtYl -rzm12 = 37T lxx = imr2 = ~mr2 - + jm12 97T 2 Semicilindro 2: Ixx _ (1 16) mr 2 lxx Iyy lxx = = = = fzm(a2 -.

y = Iyy = Izz = smr2 = ~" = -Mimr2 Iyy IY1Y1 = = ~ml2 âml2 Barra Delgada Uniforme .y = Iyy ~z = Izz = ~mr2 Casca Hemisférica = = l%mr2 z ----- Esfera - 3r x=S Hemisfério I"" Y.320 I ESTÁTICA Tabela C4 .Propriedades dos Sólidos Homogêneos (Cont...) ( 1 = massa do corpo mostrado) Corpo Centro de Massa Momentos de Inércia z ----- Casca Esférica ( x x I r = 2' Ixz Y.

-"'. I yy = = lmr2 4 fmr2 lmr2 '2 ~ I z--~~~ ~h Yl z y = -3 I + lmh2 2 + ~mh2 + lkmh2 zz = ~I yyy = lmr2 4 Ixx - Iyy Casca Semicônica I x = 4r 'IT 3 =1 4 mr 2+1m~ 2 Ix. Z - '~ .x.) (m = massa do corpo mostrado) Centro de Massa Momentos de Inércia Corpo Barra Quadrante Circular x = y 2r 'IT Ixx Izz = Iyy = ~mr2 = mr2 yCilindro Elíptico Ixx Iyy Izz Iy. " ~'Y I x I "'" z =2h 3 I zz _ = lmr2 4 mr2 ~ + !mh2 .'. = = fma2 fmb2 fm(a2 fmb2 + -flmi2 + -flmi2 + b2) + !mi2 = = Casca Cônica I 2h ' Iy.Propriedades dos Sólidos Homogêneos (Cont.~hYl Izz __ 2 (l_ 9'IT2 J&..y.•• ~ ~ I Y1Vl I I Izz Yyy 2 = = ihmr i!Jmr2 + J:h-mh2 = .c"~ '4>.lmr2 + "*omh2 20 ou ..y.Iy.y.AP~NDICE C .TABELAS ÚTEIS / 321 Tabela C4 . .)mr2 Cone Circular Reto Iyy = fõmr2 + ~mh2 z=-3h 4 z-.'.

: .= (3 1) mr = tm(b2 = 3m(a2 = tm(a2 = gm(b2 = 3m(a2 lxx z=~ y lyy lzz ~x 8 + c2) + c2) + b2) + ~C2) Semielipsóide "Zy + ~C2) lxx z=3 Parabolóide Elíptico IZ - 2c lyy lzz ~x = = = tmb2 tma2 tm(a2 tm(b2 tm(a2 "Zy = = = + ~mc2 + ~mc2 + b2) + ~C2) + ~C2) I a x lxx lyy lzz ~x ="4 x __ b Y="4 y/ x / Tetraedro Retangular z=~ 4 "Zy ~z + c2) = -mm(a2 + c2) = -mm(a2' + b2) =i1m(b2 + c2) = i1m(a2 + c2) = i1m(a2 + b2) -mm( b2 lxx lzz = = lyy = !mR 2 + ~ma2 mR2 + ~ma2 Meio Anel Cilíndrico .Propriedades dos Sólidos Homogêneos (m = massa do corpo (Cont.) mostrado) Corpo Centro de Massa Momentos de Inércia lxx = = lyy z-Semicone x r ='TT = itJmr2 I XIXI I + ~mh2 + -mmh2 VI!!l z= 3h 4 lxx lzz = itJmr2 = iõmr2 2 10 .322 / ESTÁTICA Tabela C4 ..-.

6 Condições de contorno. 212 interno. 60. 213 fluido. 2 equilíbrio de. 212 tipos de. 183 tração em. 235 em mancais radiais. 213 de resistência ao rolamento.lNDlCE REMISSNO Aceleração absoluta de um corpo. 159 Arquimedes. 215 Apoios redundantes. 159 de volumes irregulares. 5. 182 parabólico. 241 Componentes de uma força. 25. 85 Aproximação. 3. 82. escolha das. 192 Centróides. 213 cone de. 24. unidade padrão de. 35 Compressão em barras de treliças.257 . 146 de figuras compostas. 4 Centro de empuxo. 234 coeficien tes de.256 interligados. 226 em pivô. 235 em filetes de parafusos. 42 representação vetorial de um. 8 Áreas compostas centróides de. 186 flexíveis. 228 em mancais de escora. 186 Cajori. 5 O trabalho de um. de atrito. 254 Constante de gravitação. 183. 143 rígido. 214 Conjugado. 7 Adição de vetores. 214 seco ou de-Coulomb. 258 Cabos catenária. 214 cinético. 146 Cinético atrito. 144 de massa. 7 Coordenadas. 69. 158 Corpos rígidos articulados. 2 equilíbrio de. 256 Corpos compostos. F. 182 Cone. 66 devido à gravidade. 213 circunferência de. 24. 159 pelo teorema de Pappus. 24. centro de massa de. 12 Ângulo de atrito. 256-7 força de. 42 resultante. 123. 12. 213 Coeficiente de atrito. 241 em correias. 13. 212 em máquinas. 184. 195-6 Atrito ângulo de. 235 estático. 12 de um vetor. 181 equação diferencial para. 6. 1 princípio de. 240 em discos. 184 comprimento de. 165 por integração. 3 retangulares. 196 de gravidade. 123. 212 problemas sobre atrito seco. 211 trabalhos de. 42 resolução de um. 214 de rolamento. 213 de repouso. 145 de pressão. momento de um. 103 Comprimento. 3. 148 Corpo deformável..

255. 19. 258 cisalhante. 147 Empuxo centro de. 270 mínima. 190 Força ação de uma. 84 com dois graus de liberdade. 66. 12 ação mecânica de uma.40 reativa.29. 142. J. 169-70 paralelas. 1 Da Vinci. 271 Estática. 85.83 ação remota de uma. 145 Elemento diferencial escolha de. 66 resultante de. 13. 4. 8 Dimensões. 13 força e momento. 35 Coulomb. 12. 12..60. 27O critério para estabilidade. 69. Leonardo. 58.82. 269 instável. 82. 190 atrito em. 10. equilíbrio de. 69. 266. 252 virtual. 171 Diferencial. 66-7 concentradas. 29 distribuídas.100.269 Escalar. 170 concorrentes. 123. 66-7 de forças concorrentes. 12. 2 concentrad'a. 2 produto. 82 critério de energia para.58 ativa. 105 de momento fletor. 143 interna. 1 Graus de liberdade. 270 por trabalho virtual.253 Espaço.29. 143 de empuxo. 67 de forças coplanares. equilíbrio de.257. 258 cond~õesde.35. 101. 142 em vigor. 36. 9 Funções singulares. ordem de. escolha de. 268 nível de referência. 19. 196 princípio do. 14 resultante. 255 Diagrama de corpo livre. 173 Galileu.212 Cunhas. 105 estaticamente indeterminadas. 66 resultante de. 12.57. 7 intensidade de uma. 12 Eixo dos momentos. 269 de corpos rígidos interligados. equilíbrio de. 196 decomposição de. 196 força de. 147 ordem de. 142-3 efeitos de uma. 192 pressão em. 12 momento de uma. 271 potencial. 235 Deslocamento.42 Desgaste em mancais. 211 de um corpo. 257 espécies de. 58 medida de. 69. 3 Equilíbrio categorias de. 1 Estruturas estaticamente determinadas. 258 G G G G H H Im In In L L L L L L L L M M M M M M M M M M . 212 incompressíveis. 256 de um ponto material. 196 de equilíbrio. 58. 1 Decomposição de forças. 258 de Maxwell.257 de forças colineares. 83 de força ativa. 171\ diagrama da. 257 diagrama da. equilíbrio de. princípio da. 51 coplanares. 13-4 conccito~e. 11 gravitacional. 105 para sistemas simples com um grau de liberdade. 226 D'Alembert. 67 de forças paralelas. 12. 66 resultante de. 1 Efeitos externos de forças.41 Eixos.65 condições necessárias e suficientes para. 6 O. 12. 12. 13 distribuída. 67-8 estabilidade de. 106. 12 efeitos internos da. 58. 57. 57. 269 unidades. 142-3 em vigas. 267 Equação vetorial. 85.257 Formulação de problema. 66 de um corpo rígido.324 / fNDICE REMISSIVO Co-senos diretores. 69 de treliças. homogeneidade. 1 Estabilidade de corpos imersos. 14. 252 Forças colineares. 83 equações alternativas de. 171 de atrito. 12 especifícação de uma. 27O neutro.105 Fluidos. 10 Dinâmica.50 unidade de. 12. 100. 269 potencial elástica. atrito em. 142 cortante. 255 equações de. 51 reativas. 195 Energia critério para equilíbrio. 257 magnética e elétrica.257 representação de uma. 12. 5-6 trabalho de uma. 25. 169 ~colllPonentes de.

vetor. 185 Imposições. graus de. coeficiente de. 20.41 braço do. 192 Pascal. 147 de segunda ordem de área. 192.41 Morin.42 MáqUinas. 7 centro de. 137 de Ritter. 216 Representação gráfica. 268 Guldin. 4 Liberdade.. 19 Momentos. energia potencial. 111. 235 Pontos materiais. 242 Resultante . 12 de Arquimedes. de Newton. 143 Pivô. 9 Resistência ao rolamento. 1 Newton. eixo dos. 137 equilíbrio de. 102 sujeita à ação de três forças. 147 fletor. 19 de primeira ordem de área.144 do trabalho virtual para um ponto material. 2. 103. 123. 190 pressão.12. 7 lei da. 196 Métodos das seções. 2. 213. 145 unidades de. 2·3. 196 de Varignon. 165 Hidrostática. 85 parciais. 4 Newton (unidade). 85 Inércia. L. 67 da transmissibilidade. Paul. 19. P. 191 Livre. 211 Massa. 41. 192. 7 3. 19. 60 rigidez de. 192 Principia. 2. 7. 147 de uma força. 194 Hiperbólicas. 7.40-1 estático de área. 212 Lagrange. leis de. 123 ideais ou reais. método dos.INDICE REMISSIVO / 325 Gravidade aceleração devida à. 171 representação vetorial de. 226 definição. 255 Precisão. funções. 9 Molar energia potencial de. 143. 192 centro de. 69. 13 Pressão atmosférica. 169 diagrama de. 1 Laplace. 266 lineares e não-lineares. atrito em. 165 Paralelogramo.143 específico. 40 Produtos de vetores.123 da concorrência de forças. 269 para sistemas mecânicos. 30. 1 equilíbrio de. 69 adequação de. 255 para sistemas elásticos. 9 dos nós. 105 Mecânica. 35. 270 Produto escalar. diagrama de. 12 Líquidos.212 Movimento iminente. 111. 1 Metacentro. 5. 35 Quilograma.253 vetorial. 103. lsaac.12. atrito. do paralelogramo. 67. 5. 194 hidrostática. 7 Gravitacional. 70 redundantes. 19. 14 ~ ~ do triângulo. 215 Newton. 25 axial. 7 Maxwell. 194 manométrica. James Clerk. Repouso. 67 Peso. 6. 165 teoremas de. 190 Peça sujeita à ação de duas forças. 190 em superfícies submersas. 119 Regra de mão direita. 19. 19.12 Pascal (unidade). 137 Modelo matemático. 6 Redundância externa e interna. lei do. 5 centro de. 193 em fluidos. 5 O torsor. ângulo de. 258 Linha de ação. 145 Gravitação constante de. 2 Interno. 12. 137 de solução de problemas. 105. 70. 3 Leis do movimento. 7 Quilograma (unidade). 19 resultante. 169 unidades de. 137 Ordem das diferenciais..40 . J. atrito nas. 105 Maxwell. 7 Nós. 4 Princípio da ação e reação. lei de. 85 próprias e impróprias. 192. 1 Lei dagravitação. 8 Pappas. 267 Momento.

13 deslizantes. 57 de unidades. rigidez de. 254 virtual. 11. 123 ideais. 24. 255 trabalho. 2. 19. 3 Superfícies submersas. 5 Unidades métricas. 169 Virtual deslocamento. 2. 143 em barras de treliças. 145-6 Sistema com peças elásticas. 82 Vigas cargas concentradas em.6 Tensão. 35. 20 Tonelada. 3 Triplo produto escalar. 3 unitários. 172 relações entre o momento fletor e a força cortante. 212 \ / Impressão e acabamento (com filmes fornecidos): GRÁFICA SANTUÁRIO Fone (012) 565-2140 Fax (012) 565-2141 APARECIDA-SP .42 ligados. 104 Teorema de Pappus. 123 de máquinas. 256 Slug.51 geral. 267 de corpos articulados. 20. 123 equilíbrio de. 50 Rigidez de uma mola.257 mecânico.326 / fNDICE REMISSIVO força. 100 Triângulo. 51 quaisquer. 173 delmição de. atrito em. 19 notação. 254 unidades. 119 planas. 3 conjugado. 5 O no espaço. 42 Vetores. 5 Sistemas definidos. 2. 51 de forças coplanares. 51 Torque. 169 tipos de.257 de forças concorrentes. 256 para sistemas elétricos. 269 para sistemas ideais. 100 em três dimensões. 40 soma de. 2. 13. 11 de unidades absolutas. 193. 3. 2. 19. 228 Seções. 29. 169 cargas distribuídas em. método das. 5 Varignon.41 Subtração de vetores. 102. 6 Soma vetorial conjugados.41.40-1 Trabalho de uma força.2 componentes de. 249 Transmissibilidade. 118 estabilidade de. 13 subtração de. 252 de um conjugado. 2 produto escalar.42 fixo.1 teorema de. 42 momento de. 192 Tempo. 19. considerações sobre. lei do. 169 resultante de força na seção reta. 123. 169 carregamento qualquer relações entre a força cortante e o carregamento. 169 de forças paralelas. 11 livre. 11 livres. 12 Treliças definição. 267 Roscas. 257 para um ponto material. 2. 144 Vetor deslizante. 42 de forças. 1. 195 de um sistema geral de forças. I. unidades do. 111 S. 12. 51 coplanares. 165 de Varignon. 5 Sistema Internacional de Unidades. 100 simples. 12. 255 Transformação de derivadas. pressão em. 30. 29 de forças em seções retas de vigas. 6 Torsor resultante. 48 Simetria. 13. 41 Unidades. 102 no espaço. 2. 35 paralelas. 3. 51 de pressão de fluidos. 257 Viscosidade. 252. 137 tipos de. 42 decomposição de. 256 para um corpo rígido.29. 168 estaticamente determinadas e indeterminadas. 253 produto vetorial.50 de forças concorrentes. 5 ideal. princípio da. 101 estaticidade de. 50 momento. 252.

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