FATORES DE CONVERSÃO Unidades Inglesas para SI
Para converter (Aceleração) pé/segundo2 (Área) pé (ft2) Para Multiplicar por

(ft/sec2)

polegada/segundo2 (in./sec2)

metro/segundo2 (m/s') metro/segundo2 (m/s')
metro2 metro2

3.048 X 10-1 * 2.54 X 10-2 * 9.2903 X 10-2 6.4516 X 10-4* 2.7680 X 104 1.6018 X 10 4.4482 X 103 4.4482 3.048 X 10-1 * 2.54 X 10-' * 1.6093 X 103 1.852 X 10- '* 4.5359 X 10-1 1.4594 X 10 9.0718 X 10' 1.3558 0.11298 41.623 • 1.3558 4.4482 1.3558 2.2597 X 10-' 7.4570 X Ia' 1.0133 X 10' 4.7880 X 10 6.8948 X 103 1.7513 X 10' 3.048 X 10-1 * 5.1444 X 10-1 4.4704 X 10-1 * 1.6093 2.8317 X 10-2 1.6387 X 10-' 1.0551 X 103 1.3558 3.60 X 10· *
X

polegada 2 (in.2)
(Massa especz'fica)

(m') (m')

libra massa/polegada3 (Ibm/in.') libra massa/pé 3 (lbm/ft3)
(Força)

quilograma/metro3 (kg/m3) quilograma/metro3 (kg/m3) newton (N) newton (N) metro (m) metro (m) metro(m) metro (m) quilograma (kg) quilograma (kg) quilograma (kg) newton-metro (N • m) newton-metro (N • m)
metro4
(m4)

kip (1000 Ib) libra força (Ib)
(Comprimento) pé (ft)

polegada (in.) milha (mi) milha (mi), (milha marítima)
(Massa)

libra massa (lbm) slug (lb-sec2/ft) tonelada (2000 Ibm)
(Momento de força)

libra-pé (lb-ft) libra-polegada (lb-in.)
(Momento de inércia, área) pOlegada4 (Momento de inércia, massa)

10-0

libra-pé-segundo2 (lb-ft-sec')
(Momentum (Momentum (Potência) ou quantidade de movimento, ou quantidade de movimento, linear)

quilúgrama-metro2 (kg • m') quilograma-metro/segundo
angular)

libra-segundo (lb-sec) libra-pé-segundo (lb-ft-sec) pé-libra-minuto (ft-Ib-min) horsepower (550 ft-Ib/sec)
(Pressão, tensão)

(kg • m/s)

newton-metro-segundo (kg • m'/s) watt(W) watt(W) newton "metro' (N/m2 ou Pa) newton/metro' (N/m' ou Pa) newton/metro' (N/m' ou Pa) newton/metro (N/m) metro /segundo (m/s) metro/segundo (m/s) metro/segundo (m/s) qúilômetro/hora (km/h) metro3 (m3) metro3 (m3) joule (1) joule (1) joule (1)

atmosfera (padrão) (14.7 Ib/in!) libra-força/pé' (lb/ft') libra-força/polegada' (lb/in! ou psi)
(Constante elástico)

libra força/polegada (Ib/in.)
(Velocidade)

pé/segundo nó/náutica milha/hora milha/hora
(Volume)

(tf/sec) (mi/hr) (mi/hr) (mi/hr)

pé3 (ft3) polegada 3 (in.')
(Trabalho, energia)

Unidade :érrnica Inglesa (BTU) pé-libra forç (ft-Ib) kilowatt-hora (kw-h) * Valor exato

UNIDADES

DO SISTEMA

INTERNACIONAL

USADAS

NA MECÂNICA

Quantidade (Unidades Básicas)
Comprimento Massa Tempo

Unidade

S{mbolo SI

metro quilograma segundo linear angular metro/segundo' radiano/segundo' metro' q uilograma/metro' newton hertz newton-segundo newton-metro-segundo newton-metro metro" de movimento de movimento linear angular quilograma-metro q uilograma-metro/ quilograma-metro ' segundo '/segundo

m kg s

(Unidades Derivadas)
Aceleração, Aceleração, Área Força Freqüência Impulso, 1mpulso, Momento Momento Momento Momentum Momentum Potência Pressão, Produto

m/s'
rad/s'

m'
kg/m'

Massa específica

N (= kg • m/s')

linear angular de força de inércia, área de inércia, massa ou quantidade ou quantidade

N· N·

Hz

(= l/s)
s m· s

N'm m' kg' m'
kg • m/s (= N . s) kg' m'/s(=N' m· W (= J/s = N . m/s) Pa (= N/m') s)

watt
área massa pascal metro4 quilograma-metro' newton/metro metro/segundo racliano/segundo metro'

tensão de inércia,

Produto de inércia, Constante elástico Velocidade, Velocidade, Volume linear angular

m' kg. m'
N/m m/s
rad/s

m'

FATORES Unidades

DE CONVERSÃO Inglesas para SI

Para con verter
Trabalho, Distância Massa energia (navegação)

Para
joule milha náutica tonelada métrica graus (decimal) racliano nó dia hora minuto

Multiplicar por
J(=N· m)

(Unidades Suplementares)

(= 1.852 km) t (= 1.000 kg)

Ângulo plano Ângulo plano Velocidade Tempo Tempo Tempo

(1.852 d

km/h)

h
min

PREFIXOS

DE UNIDADES

SI

Fator Multiplicação

Prefixo
terra giga mega kilo hecto deka deci centi milli micro nano pico

S{mbolo
T G

1000000000000 = 10" -1000000000 = 10' -1000000 = 10' 1000 = 10' 100 = 10' 10=10 0.1 = 10-1 0.01 = 10-' 0.001 = 10-' 0.000001 = 10-' 0.000 000 001 = 100.000000000001 = 10-1'
9

M

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ESTATICA

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ASSOCIAÇÃO

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BRASILEIRA

DE DIREITOS

REPROGRÁFICOS

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EDITORA

AFILIADA

52 kN. Na embreagem mostrada. O anel.65 6. do cabo.62 6. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a.67 Probl. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. 6. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. Se for necessário uma força P = 80 N • q .62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar. vagarosamente. existem cinco pares de superfícies de atrito. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. Resp. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. E::contre.35. J.60.65 Probl. T= 2. até que a biela deslize no ângulo Ci. Resp. para o coeficiente de atrito. Encontrar também To' C:aIEl 6. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. para uma força axial P = 1 kN. se o coeficiente de atrito for 0. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0.15 e P= 500N.60. Com a biela inicialmente na posição vertical.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl. porém devendo girar com ele.25.6. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo. A massa total do veículo é 480 kg. ::.estrada horizontal. no Probl.271. Desprezar a massa da polia.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo.65. 6. 6. F = 136. calculado 6. Resp. o eixo é girado.64 6. como mostrado. com centro de gravidade em G. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B.. que não gira com a roda.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro.238 I ESTATICA 6.1 N Vertical-1 Probl. 6.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl. para constante. aplicar ao 6. respectivamente.é forçado contra o disco da roda por uma força P.l.6. a tração To na parte estacionárn. To = 2.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela. também. 6.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas.38IC' T 500 kg Probl.

T. formado pela Escola de Engenharia da UFF Tradução da 2!1 Edição Márcio de Luca Rebello Engenheiro Naval.• James L. Meriam Professor de Engenharia Mecânica Califomia Polytechnic State University Tradução da 1!1 Edição Augusto Cesar Alcoforado do Couto Engenheiro Industrial Mecânico. EDITORA . formado pela USP Mestre em Engenharia Naval. formado pelo M.I.

É proibída a duplícação ou reprodução deste volume. sem permíssão expressa da Edítora. RJ . Direítos exclusivos para a língua portuguesa Copyright © 1994 by LTC . . Inc. Inc. Travessa do Ouvidor. 11 Rio de Janeiro. fotocópía.Título do Copyríght All ríghts publíshed orígínal em ínglês: Engíneering Mechanícs Statícs and Dynamícs © John Wíley & Sons. sob quaísquer formas ou por quaísquer meíos (eletrôníco. reserved.CEP 20040-040 Reservados todos os díreitos. mecâníco.e Científicos S.Livros Técnicos. no todo ou em parte. by John Wiley & Sons. ou outros). gravação.A. Authorízed translatíon from Englísh Language editíor.

de relevância universitária. de fácil leitura. onde dedicou todas as suas energias ao desenvolvimento da Escola de Engenharia. ele descobriu o seu profundo interesse pelas aplicações práticas da Mecânica. Mestre e Doutor. onde obteve os graus de Bacharel. ele esenvolveu um gosto permanente por navios e pelo mar . Durante a Segunda Guerra Mundial. Estes livros tornaram-se modelo para outros textos sobre Engenharia Mecânica nos anos ~e 50 e de 60.PREFÁCIO As inovações e contribuições do Dr. reconstruiu literalmente a apresentação do assunto para os estudantes. e estão incluídos em seus escritos e aulas. absorvidas no início de sua carreira. em 1963. O seu primeiro livro sobre Mecânica. serviu na Guarda Costeira Americana. o ProL Meriam satisfez seu desejo de retomar a ensinar em tempo integral. Todas estas experiências. influenciaram o Professor Meriam de dois modos: primeiro. James L. de maneira clara. ele foi o primeiro a ser agraciado com o prêmio Tau Beta Pi. Em 1972. aceitando o cargo de Professor de Mecânica na Universidade Estadual Politécnica da Califórnia. Por exemplo.. e tornou-se o livro-texto definitivo naquela década. Foi o primeiro autor a mostrar. Deão Assistente dos Estudos de Graduação e Chefe da Divisão de Mecânica e Projeto. Apesar de não ser um conceito criado pelo Dr. outorgado principalmente em consideração à excelência de suas aulas. Tanto o primeiro livro quanto os que se seguiram sempre se caracterizaram por uma organização lógica. segundo. com primorosas ilustrações. Em 1963. Cedo ganhou experiência industrial na Pratt and Whitney Aircraft e na General Electric Company. publicado em 1951. que estimularam suas primeiras contribuições para a Mecânica nas análises matemática e experimental das tensões. onde foi Professor de Mecânica. orientados para o estudante médio e contendo excelentes exemplos de problemas de Engenharia da vida real. Sem dúvida alguma. a ênfase e o rigor com que desenvolveu o seu emprego na Mecânica foram novos e de pleno sucesso. tornou-se Deão de Engenharia na Universidade de Duke. Aqueles que iniciaram o estudo da Mecânica depois de 1950 não passaram pelas apreensões e falta de entendimento experimentados pela maioria dos engenheiros formados anteriormente. O diagrama de corpo livre é o fundamento da Mecânica. durante vinte e dois anos. como o método do trabalho virtual pode ser empregado na Estática. Dr. Meriam iniciou seu contato com a Mecânica na Universidade de Yale. Meriam foi membro docente da Universidade da Califórnia. . Meriam sempre deu muita ênfase ao ensino. Meriam. O Professor Meriam muito contribuiu para a clareza e a compreensão de que se dispõe atualmente. e este fato tem sido reconhecido pelos seus estudantes. para resolver uma classe de problemas geralmente negligenciados por outros autores. em Berkeley. onde quer que dê aulas. ao abordarem problemas da Mecânica. O Dr. ele foi a pessoa que mais influenciou o ensino da Mecânica nos últimos vinte e cinco anos. em Berkeley. O Dr. Meriam no campo da Engenharia Mecânica são dignas de nota.

publicados nos Estados Unidos. então. Meriam promete igualar e mesmo exceder o padrão elevado dos anteriores. contidos na sua 2. sem dúvida. Meriam vem se mostrando um líder na promoção das unidades métricas. É especialmente orientado para auxiliar os estudantes nos estágios preliminares de cada tópico novo e. Mais recentemente. nas suas últimas edições. Steidel Professor de Mecânica Universidade da Califórnia. o Prof.I VIII I PREFÁCIO Na Dinâmica. Berkeley . a edição de Dinâmica. Sem dúvida. Robert F. tornou compreensível o movimento plano e. Terá. Sua versão métrica de Estática e Dinâmica. no sistema métrico. e ampliará ainda mais a contribuição do autor no estudo da Mecânica. enorme sucesso entre estudantes. O recente livro do Prof. publicada em 1975. a Cinética e a Cinemática Tridimensional receberam o mesmo tratamento. professores e engenheiros. A ele são creditados os desenvolvimentos originais de teoria da dinâmica de massa variável. contém uma das melhores coleções de problemas já apresentadas até agora. direcioná-Ios para aplicações mais desafiantes da Engenharia. está entre os primeiros livros-textos de Mecânica.

e onde devem ser rigorosamente aplicados os princípios adequados. Meriam Santa Bárbara. quanto na solução de problemas mecânicos. bem como em toda a Engenharia. de maneira decisiva. para o desenvolvimento desta capacidade. a fim de que possam ser evitados. Além disso. quanto de estímulo para que. à medida que usá-Ias na Mecânica. Certamente o estudante descobrirá novos significados para estas ferramentas matemáticas. incorporando hipóteses físicas e simplificações matemáticas apropriadas. iniciando pela Estática e terminando na Dinâmica. Geometria Analítica e Cálculo. Trigonometria. Na Engenharia Mecânica. o estudante estará edificando as bases de sua capacidade analítica para solucionar uma grande variedade de problemas de Engenharia. O seu sucesso na Mecânica.PREFÁCIO AO ESTUDANTE Ao penetrar no estudo da Engenharia Mecânica. por outro lado.livro contém um grande número de problemas resolvidos com soluções detalhadas. aprendemos a construir e a resolver modelos matemáticos que descrevem os efeitos de forças e movimentos sobre uma grande variedade de estruturas e máquinas relacionadas com os engenheiros. desenvolva seus conhecimentos em Engenharia. Devido aos muitos anos de experiência que possuo como professor e como engenheiro. para ajudarem o estudante a ganhar confiança inicial e entendimento em cada tópico novo. estudante de Mecânica. Aplicando os princípios da Mecânica. oferece uma grande seleção de 'problemas simples introdutórios e uma seleção de problemas de dificuldade intermediária. formulamos estes modelos. incluindo ob~ervações úteis que destacam erros e distrações comuns. o estudante terá freqüentes oportunidades de usar seus conhecimentos de Geometria Plana e Sólida. Tanto na formulação. muitos problemas que ilustram aspectos importantes e contemporâneos da Engenharia. A prática da moderna Engenharia exige um alto nível de capacidade analítica e o estudante irá perceber que o estudo da Mecânica contribuirá. Álgebra Escalar e Vetorial. lógica e precisa. L. A Mecânica é um excelente campo para desenvolver estes hábitos de pensamento lógico e de comunicação efetiva. conheço a importância que tem o desenvolvimento da habilidade de representar um trabalho de uma maneira clara. Apresenta. " J. O presente . cada vez mais. com a finalidade de estimular o seu interesse e desenvolver' a percepção para as diversas aplicações da Mecânica na Engenharia. Califórnia Janeiro 1978 . Tenho a satisfação de estender meu incentivo a você. Espero que este livro sirva tanto de auxílio. desde a formulação das hipóteses até a conclusão. será altamente dependente do desenvolvimento de um método de abordagem bem disciplinado.

38IC' T 500 kg Probl. T= 2. Resp. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos.60.271. se o coeficiente de atrito for 0. também.15 e P= 500N. que não gira com a roda. 6.52 kN.1 N Vertical-1 Probl. 6.é forçado contra o disco da roda por uma força P. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B.65 Probl. Resp. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. respectivamente. porém devendo girar com ele.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. existem cinco pares de superfícies de atrito. do cabo. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido. a tração To na parte estacionárn.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo.238 I ESTATICA 6.35.estrada horizontal.65. aplicar ao 6. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm.67 Probl.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl.64 6. no Probl. para uma força axial P = 1 kN. Se for necessário uma força P = 80 N • q .c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0. até que a biela deslize no ângulo Ci. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0.l. Resp.. 6. com centro de gravidade em G. o eixo é girado. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. vagarosamente.62 6. O anel. ::. para constante. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. Encontrar também To' C:aIEl 6. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. como mostrado. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar. 6. Com a biela inicialmente na posição vertical.60. para o coeficiente de atrito. Desprezar a massa da polia. calculado 6. Na embreagem mostrada. E::contre.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela. 6. J.25. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando.65 6.6.6. To = 2. A massa total do veículo é 480 kg. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. F = 136.

descobrir a necessidade da teoria e seu significado. o mais profundamente possível... A primeira é que parece ter diminuído a ênfase dada aos significados geométricos e físicos/nos pré-requisitos de Matemática. o contrário. -É-também nec~sârio" possuir a habilidade d. a construção de um modelo matemático que tenha algum significado é freqüentem ente uma experiência mais importante do que sua própria solução. bem como as limitações práticas que afetam o ÇQIDportamento_das máquinas e estruturas. assim. que no passado serviam para facilitar a visualização e a representação dos problemas mecânicos. ao invés de simplesmente aprender decorando. os efeitos de forças e movimentos. Segundo. Um dos principais objetivos do ensino da Mecânica deveria ser auxiliar o estudante a desenvolver essa habilidade de visualização. ~ dificuldade parece aumentar. tem havido uma redução significante. do emprego de gráficos no ensino. tem ocorrido um distanciamento entre as áreas focalizadas e sua compreensão. para aprender.e Engenharia. visualizar contlgürnções físicas.. inerente aº-s l'Ij)jejos. da Engenharia Mecânica é desenvolver ª-Bpacidade de pIeveE. Existem. e conduz a um melhor balanceamento entre a teoria e a aplicação. Durante os últimos vinte anos.atemáticos_1ia Mecânica. Os cursos de Mecânica são freqüentemente encarados pelos estudantes como uma barreira acadêmica sem nenhum interesse. os problemas tendem a se tornar irreais e desvinculados da Engenharia. acadêmicos e sem nenhum interesse. Além disso. e até mesmo total---e1llíÍnação... Esta tendência foi mais acentuada nos cursos de Mecânica. do que a desenvolver a teoria com a finalidade de resolver os problemas. Esta diferença de fIlosofia é realmente-básic. Esta abordagem priva o estudante da valiosa experiência na formulação de problemas e.d. A falta de interesse que é freqüentemente observada deve-se. O maior progresso é obtido quando os princípios e suas limitações são aprendidos em conjunto. principalmente. não. tem havido uma tendência. se os estudantes estiverem preparados para receberem este tratamento acelerado.PREFÁCIO AO PROFESSOR 9_priPcipal propósito do_ estudQ. Não deve ser subestimada a importância de se motivar o estudante. ao fato -de que a Mecânica é apresentada como uma disciplina acadêmica. Finalmente. resultando em exercícios vazios. Dentre os aspectos que contribuem para isso.a~e distingue a Engenharia Mecânica da Ciência Mecânica. quando se obriga a raciocinar sobre os princíQi9s fundamentais. destacam-se três tendências. OSücéSsOdêssa-previsão requer muito mais do _Cl!J~1!!11 mero_conhecimento dos princípiQs -físicõs e p. totalmente divorciada dos desafios e do propósito da Engenharia. recentemente. Quando se permite que o primeiro ponto de vista predomine. contudo.. no ensino de Engenharia. O segundo ponto de vista apresenta. o motivo mais forte para aprender a teoria. tão vital para a formulação dos problemas. e pode ser benéfica. dever-se-ia ter em mente o fato de que a teoria é que deve se aproximar do mundo real da Mecânica e. ao avançar o nível matemático no . dentro do contexto da aplicação em Engenharia. de aumentar a extensão e o nívl da teoria ministrada nos cursos de Engenharia. evidências e preocupações justificadas de que. Realmente. Este fato é observado na tendência freqüente de apresentar a Mecânica através de problemas que visam mais a ser um veículo de ilustração da teoria. certamente. durante a execução da função criativa. levando em consideração os materiais e as restrições reais.

por se tratarem de pré-requisitos. são desenvolvidas as propriedades das forças. Todas as soluções numéricas foram obtidas e verificadas por computador eletrônico. para os tridimensionais. é adotado no segundo ano do curso.-Á maioria dos estudantes adquire melhor percepção física e . para introduzir a Mecânica ao principiante em Engenharia. no Capo 3. muitos problemas mecânicos em que a complexidade da interdependência entre as variáveis está além da capacidade de visualização e da percepção física e. como no 3. conseqüentemente. Além disso. Ajudá-Ios demasiadamente em assuntos com os quais deveriam estar razoavelmente aptos a lidar. e é especialmente dirigido para facilitar o estudo individual. os estudantes tornam-se melhores engenheiros quando desenvolvem plenamente suas capacidades de percepção. Foram empregados todos os esforços para mostrar a cÓesão existente entre o relativamente pequeno número de idéias fundamentais da Mecânica e a grande variedade de problemas que estas idéias poderão resolver. O uso da notação vetorial em problemas unidimensionais é geralmente trivial. as respostas finais devem ser consideradas corretas até o último algarismo significativo mostrado. sem necessitar perder tempo com problemas relativamente triviais sobre o equilíbrio de forças concorrentes atuando sobre uma partícula. é opcional e. neste caso. Existem. é essencial. cuja geometria indica. . para os bidimensionais. retirados de uma ampla gama de aplicações. Focalizaram-se. a solução mais rápida. mascarando-a. Ele é orientado. No Capo 2. de modo a não complicar a solução e não desviar a atenção dos princípios. Tanfu no Capo 2. cada um com instruções detalhadas e repetitivas. a subdivisão da Mecânica em um número excessivo de pequenos compartimentos.- . principalmente. tem havido uma tendência de permitir que a notação vetarial substitua a visualização geométrica. o que é mais conveniente para o estudo. um dos importantes aspectos do livro é o tratamento detalhado dado às soluções dos problemas resolvidos. 50% são totalmente novos e o restante. e deve-se orientar todo o esforço no sentido de ~ ---. com ampla possibilidade de escolha.~ _coIEpreens~~ dos estudan~es.XII / PRÉFÁCIO AO PROFESSOR tratamento da Mecânica. Uma equação vetorial torna-se mais clara através de um esboço de polígono vetorial correspondente. do autor. Uma das responsabilidades dos professores de Mecânica é empregar a parte da Matemática mais adequada para o problema que tem em mãos. e. Apesar disso. é essencial confiar-se na análise. Procurou-se usar. com maior ênfase. estão representados nas coletâneas de problemas. porém. tem a séria responsabilidade de encorajar os estudantes a pensar por eles mesmos. que devem servir de grande auxílio nos seus estudos. não irá perceber a unidade da Mecânica e as amplas aplicações dos seus poucos princípios básicos e métodos._guJlJldo_~solvidouelo_p. valores numéricos simples. visualização e representação. O autor está confiante de que o livro está isento de erros. O presente texto contém 168 problemas resolvidos e 1. contudo.lQÍes_s_or. Omite alguns tópicos mais avançados que estavam incluídos em livros anteriores do autor. Além disso. Os problemas estão geralmente organizados em ordem crescente de dificuldade e a maioria possui resposta. os princípios básicos e os métodos. conseqüentemente. para auxiliar o estudante a ganhar confiança no novo tópico._~ala de aula. ~ica é fundamentalmente um campo que depende das percepções geométrica e física. Muitos problemas práticos e exemplos interessantes de situações encontradas na Engenharia. Todo professor de Engenharia Mecânica tem uma obrigação para com a profissão de Engenharia: atingir um razoável padrão de desempenho e mantê-Io. Ao se introduzir a operação vetorial em problemas bidimensionais. geralmente. proveniente de uma seleção de problemas da segunda edição e da versão métrica de Estática e Dinâmica. Finalmente. Os problemas mais difÍCeis estão identificadoLp_elo_ siVal ~ e podem ser usados para ~e1b. momentos. Cada conjunto de problemas se inicia com problemas relativamente simples e fáceis. Desses problemas. é muito importante dar ênfase ao significado geométrico. cada solução contém comentários e notas de precaução. salientando pontos importantes e alertando os estudantes sobre distrações comuns. ao invés de diversificar a atenção em uma multiplicidade de casos especiais. sem arredondamento de valores intermediários e. conjugados e resultantes.desenvolver estas habilidades. já que pode condicioná-Ios facilmente à dependência do raciocínio de outros e a não exercitarem sua própria iniciativa e habilidade. os problemas bidimensionais são apresentados antes dos tridimensionais. que são apresentadas em páginas isoladas. talvez seja tão prejudicial quanto não ajudá-Ios em nada.820 problemas a resolver. O livro foi escrito em um ésmoconc~oloquial. pode dificultar o estudante a ter a visão da "floresta" a partir das "árvores" e. Com esta finalidade. freqüentemente.---- A fIlosofia exposta é a adotada neste livro. de modo que o estudante poderá passar diretamente para o equilíbrio de sistemas de forças não-concorrentes.

antes de tratar com a tridimensional. e Seção B. Califórnia Janeiro 1978 /~~ /\ / \ ) . que mostra aplicações selecionadas em máquinas. M. e pelos Profs. Finalmente. Agradeço o apoio dado pela Universidade Politécnica do Estado da Califórnia. Meriam Santa Bárbara. que trata dos centros de massa e dos centróides. Henderson. podendo ser omitida sem que haja perda da continuidade dos conceitos básicos. Incluiu-se. se ganhar confiança na análise bidimensional. no início. Seção B. um número suficiente de exemplos tridimensionais. porém. da Universidade do Estado da Pensilvânia. no tratamento com forças distribuídas. Também agradeço. os conceitos e categorias de forças distribuídas. o Prof. às revisões críticas realizadas pelo Prof. O Capo 4 apresenta a aplicação dos princípios do equilíbrio às treliças simples e às estruturas de máquinas. Está dividido em duas seções principais: Seção A. A. que contém o fenômeno do atrito seco. Esse tópico auxilia a ligação entre a Estática e a Mecânica dos Sólidos. apresentando exemplos detalhados que auxiliam o estudante a dominar seus conhecimentos de Cálculo aprend'idos anteriormente. Kenneth Schneider e JoOO Biddle. a constante contribuição do DI. Sou grato também ao staff da John Wiley & Sons. reconheço a paciência e a assistência de minha mulher Júlia. pelos seus comentários e pelos problemas selecionados sugeridos. dos Laboratórios da Bell Telephone. L. cabos flexíveis e forças em fluidos. O Capo 5 introduz. durante as horas em que preparei o manuscrito. da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia. para tornar o estudante capaz de exercitar-se com a ferramenta mais geral da Análise Vetorial. que inclui tópicos especiais de vigas. Embora a Seção B possa ser omitida no caso de haver restrição de tempo. o assunto apresentado oferece uma valiosa experiência para o estudante. reconhecido. pelo alto padrão profissional demonstrado no planejamento e na produção deste livro. O Apêndice A apresenta os momentos e os produtos de inércia de áreas. J. O Capo 7 apresenta uma introdução consolidada ao trabalho virtual. Hale. J. Andrew Pytel. aplicando-os em problemas físicos e geométricos. com aplicação limitada aos sistemas com um único grau de liberdade. Tenho a satisfação de reconhecer. O trabalho virtual fornece uma oportunidade excelente para convencer o estudante sobre as potencialidades da análise matemática na ~ecânica. Menciono. mais uma vez. pelas suas valiosas sugestões e cuidadosa revisão do manuscrito. da Universidade da Califórnia.PREFÁCIO AO PROFESSOR I XIII entendimento da Mecânica. ao licenciar-me para preparar este livro. também agradecido. O Capo 6 trata do atrito e está dividido em Seção A. Salienta a vantagem do emprego dos métodos do trabalho virtual e da energia em sistemas interligados e na determinação da estabilidade. enfocando principalmente os sistemas bidimensionais. L.

Se for necessário uma força P = 80 N • q . com centro de gravidade em G.65.é forçado contra o disco da roda por uma força P. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito. para constante. a tração To na parte estacionárn. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0. Resp.25.65 Probl.64 6.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela. Resp.271. que não gira com a roda. existem cinco pares de superfícies de atrito. F = 136. respectivamente. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. O anel.38IC' T 500 kg Probl. To = 2. vagarosamente.l.238 I ESTATICA 6. Resp. no Probl. 6. A massa total do veículo é 480 kg. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. aplicar ao 6.62 6. E::contre. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B.15 e P= 500N. porém devendo girar com ele.6. ::. se o coeficiente de atrito for 0.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl. J. também. 6.estrada horizontal.67 Probl. para uma força axial P = 1 kN.60. Com a biela inicialmente na posição vertical.1 N Vertical-1 Probl.6. 6. 6. Na embreagem mostrada. para o coeficiente de atrito. como mostrado. 6. do cabo. o eixo é girado. Desprezar a massa da polia. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. Encontrar também To' C:aIEl 6.52 kN. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. T= 2. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a.65 6.35. calculado 6..c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas.60. até que a biela deslize no ângulo Ci. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar.

6 Resultantes.1 Introdução.1 /Introdução.5 1. 11 Seção A. 100 4. 24 2. 7 Precisão. 65 Seção B. 82 / Condições d~quilíbrio. 3. 19 2. 9 c '\ 2 SISTEMAS DE FORÇAS. Limites e Aproximações. 11 2.2 Conceitos Básicos.1 Mecânica. 40 2.9 Resultantes.2 3. 57 Isolamento do Si~ema 57 Condições de EqJilíbrio. 100 . duas dimensões.5 bidimensionais.4 Momento. 82 Formulação do Problema e Revisãó. 1 1. 7 Descrição dos Problemas de Estática.3 1.8 Escalares e Vetores. 14 14 oS tridimensionais.2 Treliças Planas. 2 Leis de Newton.SUMÁRIO 1 PRINCIPIOS DA ESf ÁTICA.5 Conjugado. 11 2. Sistemas de forças 2. 4 Unidades. Equilíbrio em três dimensões. 2. 2. 50 3 EQUlLÍB~ 3. 100 4.4 3.2 Força.7 Componentes Retangulares. 29 Seção B.3 3. EquilíbVo em Mecânico. 35 39 57 Seção A.6 1.4 1. 1 1. 96 CC r 4 ESTRUTURAS. 1 1. Sistemas de forças 2.3 Componentes Retangulares.7 1. 5 Lei da Gravitação.1 Introdução.8 Momento e Conjugado.

144 5. Tópicos especiais. 168 5.4 4.8 Correias Flexíveis. 226 6. O fenômeno do atrito.3 Atrito Seco. 118 Armações e Máquinas.1 Introdução.6 4.7 Mancais de Escora. 284 283 / //-~ Áreas Compostas. 103 Método das Seções. Centro de massa e centróides. 212 Seção B. 294 . 165 Seção B. 142 5. 268 7. 211 6. 227 6.1 Introdução.XVI/SUMÁRIO 4. 252 7. 252 7. 146 5.3 Centróides de Linhas. Disco de Atrito. 323 . 226 6.2 Tipos de Atrito. 190 5.4 Estabilidade e Energia Potencial.4 Cunhas.3 4.7 Método dos Nós. 298 \ I \ APÊNDICE B APÊNDICE C TÓPICOS SELECIONADOS DE MATEM}TICA.8 Estática dos Fluidos.4 Figuras e Corpos Compostos: Aproximações. 255 7.9 Resistência ao Rolamento. 144 5.6 Vigas. 136 5 FORÇAS DISTRIBUIbAS.1 Introdução.5 Teoremas de Pappus. 182 5.6 Mancais Radiais. 308 TABELAS ÚTEIS. 240 6. 246 7 TRABALHO VIRTUAL. 158 5. 279 ~ÊNDICE AI A2 A3 A4 A MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS.3 Equilíbrio. 211 6. 252 7. 168 5. 206 ATRITO.7 Cabos Flexíveis. 111 Treliças Espaciais.5 Parafusos. Produtos de Inércia e Rotação de Eixos. 283 Introdução. Áreas e Volumes.9 Formulação do Problema e Revisão. 123 Formulação do Problema e Revisão. Definições.5 4. 142 Seção A. Aplicações do atrito nas máquinas. 211 Seção A. 316 INDICE REMISSNO.10 Formulação do Problema e Revisão. 241 6.5 Formulação do Problema e Revisão. 234 6. 236 6.2 Centros de Massa.2 Trabalho. 211 6.

e BiiUiiiilêa~e se refere ao movimento dos corpos. corno toda ciência.-foram feitas por Newton (1642-1727). que também concebeu a idéia do inflnitésirno em análise matemática. que se ·referem aos princípios da alavanca e da flutuação. Espaço é a região geométrica ocupada por corpos cujas posições são descritas por medidas lineares e angulares em relação a um sistema de coordenadas. A Mecânica é a mais antiga das ciências físicas e os mais antigos escritos neste campo são os de Arquies (287-212 aC). devem ser enten. Acredita-se que a primeira pesquisa em Dinâfoi feita por Galileu (1564-1642). da estabilidade e da resis.com a da própria Engenharia. O tempo não está 'etamente envolvido na análise de problemas da Estática. A Mecâmca divide-se em duas partes: Estática. que se refere ao equilíbrio dos corpos sob a ação de -ças. dos rendimentos de motores. A completa· compreensão desté assunto é requisito essencial para o trabalho neste e em muitos outros campos. Lagrange.1 PRINCÍPIOS DA ESTÃTlCA 1. dar-se-á atenção tanto ao desenvolvimento rigoroso dos princípios como à sua aplicação. Neste livro. Mecânica é a aplicação destes princípios na solução de problemas 'ticos. Tempo é a medida da sucessão de eventos e é uma quantidade básica na Mecânica.1 MECÂNICA Mecânica é a ciência física que estuda os estados de repouso ou movimento dos corpos sob a ação de orças. relativa a suas experiências sobre a queda de pedras. Laplace e outros. Sua origem se confunde . CONCEITOS BÃSICOS 1. do projeto de foguetes e~naves espaciais. A Mecânica.ento da Mecânica foram também dadas por da Vinci. tem seus princípios bastante dependentes do rigor da Matemática. do escoamento de fluidos. A moderna pesquisa e o desenvolvimento nos campos das vibrações. Contribuições substanciais para o desenvo1. nos bidimensionais. eles têm ampla aplicação e os procedimentos empregados na Mecânica poderão ser transferidos para muitos outros campos do domínio da Engenharia. Nos problemas tridimensionais o espaço requer três coordenadas independentes e. Varignon. A formulação precisa das leis do movimento. D'Alembert. dos controles automáticos.cia de estruturas e máquinas.2 - Certas defmições e conceitos são básicos para o estudo da Mecânica e. É o assunto mais importante na análise em Engenharia. Foi ele ttmbém quem formulou a maioria dos princípios da Estática. / / . das máquinas e mecanismos elétricos e no comporta:nento mo1ecular atômico e subatôrnico dependem muito dos princípios básicos da Mecânica. o propósito da Engenharia. Por o lado. assim como das leis da gravitação. Apesar de existirem relativamente poucos princípios básicos. apenas duas.dos desde o início. porém seu desenvolvimento tstancia1 teve lugar quando Stevinus (1548-1620) expôs as leis da combinação vej:orial das forças. por esta razão.

Freqüentemente uma partícula representa um elemento infinitesimal de um corpo.-=~-:ir< ~~~.. Acons~-x para distinguir quantidades vetoriais. Portanto. no espaço. =::i qualquer ponto de sua linha de ação sem alteração de seu efeito no corpo considerado como um LOC:l •• A ~ aplicada pode ser considerada um vetor deslizante. Por exemplo. momento e quantidzde::'e illonmento. es1ocamento de cada ponto do corpo. 1. Exemplos ..• aio em grito V. a intensidade I V I do vetor e grafil tipo em negrito é usado para grandezas vetoriais (sempre que o as representação. velocidade.. não é sensivelmente influenciado pelas pequenas deformações nos elementos estruturais da lança. o corpo pode ser considerado uma partícula. em uma das extremidades um. por outro lado. por sua vez. do cálculo das forças externas que agem sobre os corpos rígidos em equilíbrio. ~e--""''' internos do corpo são funções tanto dº_p_o~o de aplicaÇ['o da força co Uma grandeza vetorial V ~esentada. Uma força tende a mover o corpo na direção de sua ação sobre ele. quando as dimensões de um corpo são irrelevantes para a caracterização de sua posição ou de seu movimento. pela direção de sua ação e pelo ponto de aplicação. As grandezas físicas vetoriais são classificadas em livres. que vem ap6s o estudo da Estática. de modo que pode ser analisada como um ponto de massa.::Er representa. para o propósito de determinar as forças externas que agem sobre a lança. Por exemplo.. possuem tanto direção e sentiêo como intensidade e a soma destas grandezas deve obedecer à lei do paralelogramo. Então. o deslocamento de tal co -=~ X:: representado por um vetor livre. A Estática trata. ~ =--~:o do corpo pode ser e a intensidade do representado por um vetor. Um corpo é considerado rígido quando o propósito do problema que se está abordando permitir desprezar os movimentos relativos entre suas partes.com duas espécies de grandezas . O r for parte de sua S SÍmbolos matemá- ".. Ao se escrever uma equação vetorial é importante f~ ticos representativos das quantidades escala~/e vetoriais.d. em lugar do .. Vetor deslizante é aquele em que sua grandeza age ao longo de ll. Oi: --=~ a:-~~ f~~ e.ESCALARES E VEfORES A Estática lida . submetido a um carregamento. e este descreve ou representa igualmente a dir. Este tipo de análise pertence ao estudo da mecânica dos corpos deformáveis.por um segmento linear (r ~ _. ocupa uma posição particular no espaço. dever-se-ia analisar as características de deformação do material da lança. Tem muita importância na Estática. Força é a ação de um corpo sobre o outro._ o V.. Grandezas vetoriais. No sentido matemático. em escala conveniente. Um corpo de dimensões desprezíveis é chamado partícula. GrandeZ2S escalares são aquelas associadas apenas à intensidade.e seta orientado ~::se:: . que descrevemos~:e ne:. uma partícula é um corpo cujas dimensões se aproximam de zero.e vetores são deslocamento. Particula.escalares e vetoriais. A ação de uma fOI:ça é caracterizada por sua intensidade.:r. é a resistência à variação de movimento. além de ser uma propriedade dos corpos responsável pela sua atração mútua. deslizantes ou lig>'rkço. força. portanto. o veto r fu-<rígidos deve ser e os movimentos o vetor e tendo -. Para determinar as ensões e os esforços internos. Corpo Rigido. aceleração. energia e massa. Exemplos de grandezas escalares em Mecânica são rempo. A força é uma quantidade vetorial e suas propriedades estão discutidas em detalhe no Capo 2.3 . seta para indicar o sentido. Quando lidamos com a ação externa de forças em corpos rígidos. volume. A ação da força em corpos representada por um vetor ligado no ponto de aplicação da força. utilizar um sinal . pode-se considerá-Ia como um corpo rígido. Vetor livre é aquele cuja ação não está restrita ou associada a uma úrÚ se um corpo se move sem rotação. Um vetor ligado é aquele para o qual um único ponto de aplicação c . Assim. a força pode ser apl''''''-=. tal como sublinhar a letra y. o cálculo da tração no cabo que suporta a lança de um guindaste móvel.-reitem. densidade. * É o chamado princípio de transposição de uma força que será ap . o movimento ou deslocamento de qual'. O compr. princi· palmente.2 I ESTÁTICA Massa é a medida da inércia de um corpo que.Iill!P--~ F--.

l.2 Fig. 1. tratados como vetares livres. O negativo de V é um vetar -V dirigido em sentido oposto a V.40 são os componentes de V nas direções 1 e 2. 1. pela lei do triângulo. Normalmente é mais conveniente lidar com componentes vetoriais perpendiculares entre si chamados de componentes retangulares. O senti~o de V pode ser determinado por meio de um ângulo. A soma escalar das intensidades de dois vetares é escrita na maneira usual como V1 + V2. possam ser substituídos par seu equivalente V. É evidente pelo diagrama que a ordem de adição dos vetores não afeta a soma. VY~x Vx cal -----.V2 ao vetar V1 (Fig. 1. que é a diagonal do paralelogramo formado pelos lados V1 e V2.PRINC(PIOS DA ESTÃTICA I 3 Fig. os v~es V1 e V2. Esta combinação ou soma vetorial é representada pela equação retorial onde o sinal mais ( + ) usado em conjunto com as grandezas vetoriais (tipos em negrito) significa soma vetorial e não soma escalar. facilmente. A diferença Vi entre os dois vetores é expressa pela equação vetorial onde o sinal (-) indica subtração vetorial. a diferença V1 .2h. como é mostrado na Fig. 1. quer pela regra do paralelogramo quer pela regra do triângulo. para obter a mesma soma vetorial V.3 Obtém-se.2c. na Fig. 1. obedecer à :egra do paralelogramo para a soma.conhecida. Fig. Os vetares Vx e Vy na Fig. I Y. Esta regra exige que dois vetores V 1 e V 2. 1. isto é. respectivamente. cuja soma seja igual a um certo valor V são chamados componentes deste vetor.1 negrito. também. e. considerados vetares livres.1. podem também ser adicionados com a cabeça da seta de um deles tocando a cauda da seta do outro. como é mostrado na Fig. . a partir de uma direção de referên. 1. Portanto. V1 + V2 = V2 + V1.3). 1. Vx' .::ornoé mostrado na Fig. e é evidente que pela geometria do paralelogramo V =1=V1 + V2• Os dois vetores V1 e V2. (a) (b) Fig.1.4b são componentes x ey respectivay' y I V y. V -x' (a) (b) (e) Fig. como é indicado na Fig.1.1. Além de possuírem as propriedades de intensidade e direção.4 . os vetares devem.2a. Dois ou mais vetores quaisquer..V2 adicionando-se ..l.

1. Vx' e Vy' são os componentes x' e y' de V. * Os enunciados originais de Newton podem ser encontrados na tradução de sua obra Principia (1687). j. estas leis são como segue. . Na Fig.4c. 1. 1. por exemplo.5 Se I.5. dados por: I = cos 0x m = cos Oy n = cos Oz as intensidades das componentes serão: Vy com ( V2 = mV + V/ + Vz2 = Vx2 J Note também que [2 +m2 + n2 = 1. Primeira lei.LEIS DE NEWTON Isaac Newton foi o primeiro a enunciar corretamente as leis básicas que governam o movimento das partículas e a demonstrar sua validade. k que são vetares nas direções x. em função dos vetores unitários i. sua direção em relação. Cajori e impressa na Universidade da Califórnia. y e z. * Com o texto levemente modificado pelo uso da terminologia moderna. 1934. é conveniente expressar os componentes retangulares de V. revista por F. particularmente aqueles a três dimensões.4 . m e n forem os co-senos diretores de V. Uma partícula permanece em repouso ou continua a mover-se em linha reta à yelocidade uniforme se nenhuma força isolada ou não equilibrada atua sobre ela. conforme mostrado na Fig. com intensidades iguais a um. aó eixo dos x é evidentemente especificada por Vy O = arc tg Vx' Em alguns problemas.1. A soma vetorial das componentes é \ ~ \ \ ) Fig. respectivamente. Quando o vetor é expresso em componentes retangulares.4 I ESTÁTICA mente de V.

com as mesmas intensidades. O quilograma é uma unidade de massa e não de força. que é o assunto de interesse principal da Estática. fixado como sendo o comprimento de uma barra de platina iridiada. Portanto. Realmente esta Lei é conseqüência da segunda. ewton é a base da maioria das análises feitas no campo da Dinâmica. servindo também como padrão. o Sistema Inglês. Este princípio é válido para todas as forças. considerar somente a única força do par que age sobre o corpo em questão. por definição. A exatidão destas leis tem sido verifica da por inúmeras experiências físicas precisas. No Sistema Gravitacional (MKS). A aceleração de uma partícula é proporcional à força resultante que atua sobre ela e tem a direção e o sentido desta força. A unidade de força no SI é o Newton (símbolo N) que. A primeira lei nada acrescenta ao estudo do movimento. É necessário. Comprimento. França. A terceira lei é básica para o entendimento do que seja uma força. por acor'4o internacional. é a força necessária para dar a aceleração de um metro por segundo ao quadrado a uma massa de um quilograma. Estabelece que as forças sempre ocorrem aos pares. principalmente. Foram estabelecidos. guardada no Bureau Internacional de Pesos e Medidas. mesmas direções e sentidos opostos. mais tarde. É necessário proteger-se contra esta prática. O metro. que está guardado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas. A primeira lei de Newton estabelece o princípio do equil1brio de forças. o mesmo ocorrendo com a libra no Sistema Inglês. localizado próximo a Paris. porém é citada por fazer parte dos princípios clássicos de Newton. O sistema SI é um sistema absoluto de unidades baseado nas quantidades de comprimento. permanecendo a partícula em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. rapidamente. Systeme International d'Unités).1. como mostrado a seguir: Padrões Fundamentais para as medidas de massa. Massa. foi. abreviado SI (do francês. pela mesa sobre o lápis. Terceira lei. sentidos opostos e são colineares. A falta de atenção a esta lei básica é motivo de erro muito freqüente entre os principiantes. antes de tudo. e a intensidade de F é igual a de ma. com as unidades de comprimento e força. acarretou a adoção de um padrão mais preciso e repro- . variáveis ou constan· tes. A dificuldade de acesso e de obter precisão na reprodução das medidas. A segunda lei de . não obstante sua origem. originalmente definido como um décimo milionésimo da distância do pólo ao equador. este livro adotará as unidades do Sistema Métrico.UNIDADES o Sistema Internacional de Unidades. tempo e massa. A Estática lida.1) onde F é a força resultante que atua sobre a partícula e a a aceleração resultante. isolar o corpo em estudo e. Assim. ao utilizar o sistema SI. As forças de ação e reação entre corpos que atuam reciprocamente têm a mesma intensidade. empregado por muitos países durante muito tempo. a força exercida para baixo por um lápis sobre uma mesa é acompanhada por uma força igual exercida para cima. como será explicado no próximo item. medida sobre o meridiano que passa por Paris. 1. Esta equação é uma equação vetorial.PRINC!"PIOS DA ESTÁTICA / 5 Segunda lei. é absolutamente necessário deixar bem claro qual a força do par que está sendo considerada. SI. 1. com a unidade de força sendo obtida a partir da Eq. envolvendo massa somente quando se determina a força gravitacional. Em análise de corpos sujeitos à ação de forças. o quilograma era usado tanto como unidade de massa como de força. Aplicada a uma partícula de massa m pode ser equacionada como (1. O quilograma é definido como a massa de um cilindro de platina iridiada. Uma cópia precisa deste cilindro é mantida no Bureau de Padrões Americanos. então. uma vez que não há aceleração quando a força é nula.5 . e se aplica durante todo o tempo no qual a força é aplicada. tendo em vista que F tem a mesma direção e sentido de a. tem sido aceito universalmente e está substituindo.. comprimento e tempo.

1.1 e é a massa que obtém uma aceleração de 1 pé/s2. tem-se as equivalências: llb = 4.1740 pés por segundo ao quadrado. a unidade de força é a libra (símbolo lb).45 N) II .21bf (143 N) MASSA 1kg (2. agora definido como sendo 1 650763. No Si~ema Inglês. 1. FORÇA 119'81 (2.. a precisão desses padrões está muito além do necessário. Assim.21bm (14.-~~ ~l 1 slug ou 32.1740 libras-massa. usando três = 4. 1. irregularidades na rotação da Terra provocaram dificuldades para o uso desta definição. É claro que.305 m) 1m Fig.6 apresenta exemplos de força.6 kg) (0. a aceleração de 32.6 I ESTÁTICA duzível para o comprimento do metro. O segundo é agora fixado como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação de um certo estado do átomo do Césio-133.. '1. O segundo era anteriormente defrnido como a fração 1/864QO do dia solar médio. 32.73 vezes o comprimento de onda da radiação do átomo de Criptônio-86.45 kg) COMPRIMENTO 1 pé I. quando submetida a uma força de llb. para a maioria dos trabalhos de Engenharia e para o prop6sito do estudo da Mecânica.~·. da Eq. 1.201bm) 11bm (0. encontra-se que uma libra de'Ío~<1l!iváÍente a (0.225lb A unidade de massa no Sistema Inglês se deriva da Eq.4482 1N newtons de força..6 .1 par~ a condição de queda livre de uma massa padrão de uma libra. massa e comprimento auxiliar a visualização dos seus valores relativos. Outras unidades de força empregadas no Sistema Inglês (EUA) são o quilolibra (kip). Esta massa se denomina slug e é igual a 32.' . I~l. Aplicando a Eq.806 65) algarismos significativos.806 65 m/s2.11. O valor correspondente para a aceleração da gravidade padrão g no sistema SI é 9.~'!' ~. que vale 1 000 lb.1: força (lb) = massa(slugs) X aceleração (pés/s2).-!'. A libra padrão é a força necessária para fornecer a uma massa de uma libra. Tempo. nos dois sistem~s de unidades. e o ton. Portanto. para A Fig. Nos experimentos gravitacionais com peso W. que vale 2000 lb. Força. que é o valor padrão da aceleração da gravidade g ao nível do mar e na latitude de 45°.1.45 N ou = 0. encontra-se a massa m com: W (lb) m (slugs) = g (pés/s2) .453 592 37) (9. Porém. conduzindo à adoção de um padrão mais preciso e reproduzível.201bf) N 1111bf (4.

2) onde: F= força de atração recíproca entre duas partículas. a atração gravitacional.2. o peso do corpo é expresso em newtons (N). As forças gravitacionais existem sempre entre dois corpos quaisquer. 1.673 (10-11}m3 /(kg' S2). Quando expressa em quilogramas. o uso da palavra '»eso".7 - PRECISÃO. a força de atração recíproca entre elas será de 0. A lei de gravitação é expressa pela equação (1. Assim.9 N. O peso verdadeiro devido a atração gravitacional e o peso aparente medido por balança de mola. a única força gravitacional de apreciável intensidade é a devida à atração da Terra. A atração gravitacional exercida pela Terra sobre os corpos é conhecida como "peso" do corpo. a área da seção transversal de uma barra quadrada. conhecida como a constante de gravitação ou constante gravitacional. neste livro. 1. cujo lado de 24 mm foi medido até o mais próximo centésimo. não deve ser maior do que o número algarismos que possam ser justificados pela precisão dos dados fornecidos. obtida pela multiplicação sem aproximação. a palavra "peso" tecnicamente significa massa. Esta força existe esteja o corpo em movimento ou em repouso. Dinâmica. tendo em vista que o corpo cai com uma aceleração g.0000000994 N. conseqüentemente. a unidade de massa. então. A fim de evitar confu.&-l m/s2 é suficientemenÜ: preciso para os cálculos desenvolvidos na Estática. Se a força gravitacional ou peso tem intensidade W. Para um corpo de massa m sobre a superfície da Terra. é usada também como medida de }?eso.nação uma força. distância entre os centros das duas partículas. . Este efeito será discutido no volume 2. O valor correspondente de g no Sistema Inglês é 32. Esta determinação depende da lei de gravitação. pode ser calculada pelo resultado de um simples teste gravitaeional. conforme definida na Eq.PRINCfplOS DA ESTÃTICA / 7 1. uma esfera de ferro de 100 mm de diâmetro é raída para a Terra com uma força de 37. seria ~dicada como 580 mm2 e não como 576 mm2. que foi também formulada por _tewton. são ligeiramente diferentes. pois ntuam em linha reta unindo os centros das partículas. A constante gravitacional determinada experimentalmente tem o valor K = 6.são. a atração gravicional da Terra é úrnca força gravitacional de apreciável intensidade que precisa ser considerada nas experiências realizadas na superfície do planeta. opostas em sentido e têm a mesma direção. 1. As forças F obedecem à lei da ação e reação tendo em vista que são iguais em intensidade. Esta diferença é causada pela rotação da Terra e é muito pequena. LIMITES E APROXIMAÇÕES O número de algarismos significativos mostrados em uma resposta. Esta orça é evidentemente desprezível comparada com a atração da Terra e.3) o peso W sera expresso em newtons (N) quando m for em quilogramas (kg) e g em metros por segundo ao quadrado (m/s2). estritamente falando. K constante universal.2 dá (1. O valor padrão g = 9-. se colocarmos uma outra esfera exatamente igual em contato com a primeira. Conseqüentemente. na prática. quilograma (kg). massa de cada uma das partículas.2 pés/s2. restringe-se ao significado de força da atração gravitacional e é expresso sempre em wtons. Infelizmente. Por outro lado. a Eq. Sendo essa . não sendo aqui considerada.6 - LEI DA GRA VITAÇÃO Na Estática ena Dinâmica é freqüentemente necessário determinar o peso de um corpo (a força gravicionà1 atuando sobre ele). no SI. Sobre a superfície terrestre.

é necessário conhecer os nÚmeros 4.x)3] para dV. pela geometria da figura.0112 possa ser expressa com uma precisão de três algarismos. Assim. é relativamente pequeno.017455 0. de modo que a diferença de 0. Pode-se empregar algumas simplificações quando se lida com ângulos pequenos. que são . quando comparadas com as diferenciais de ordem mais baixa. ficando simplesmente & para dx e de ~V (&)2 e (&)3 podem ser que é uma expressão exata no limite.1. que a expressão completa para este volume do elemento pode ser 1I"r2 Ó.8 / ESTÁTICA Quando nos cálculos aparecem pequenas diferenças em quantidades grandes.xima o limite matemático. expresso em radianos. conhecer previamente o número de algarismos significativos necessários nos dados originais que assegurem uma certa precisão na resposta. para pequenos ângulos.2503 e 4. Pode ser verificado. onde o ângulo (). de abandonados.7 Fazendo a hipotenusa igual a unidade. Para exemplificar as aproximações aqui citadas. Três algarismos significativos dão a precisão considerada satisfatória para a maioria dos cálculos em Engenharia. pode-se escrever sen () ~.017452 0. observa-se.7. Diferenciais de ordem mais alta podem sempre ser desprezadas. quandoseapl'o-. tg () ~ () cos () ~ 1 Essas aproximações significam que estamos considerando somente o primeiro termo da expansão em série dessas três funções. Como exemplo. Ocos () também é quase um. pode-se manter os dois primeiros termos da série. É muitas vezes difícil em cálculos um tanto longos.2391 com uma precisão de cinco algarismos significativos. \ \ ~lX()=() cos () I I Fig.999848 Se for desejada uma maior aproximação. A ordem das quantidãdes diferenciais é assunto que acarreta freqüentes enganos. Conseqüentemente. tomemos um ângulo de 10 10 sen 10 tg 10 cos 10 == == 0. Além disso.017453 rad 0.x)Z + i(ó. exige-se maior precisão nos dados para se obter precisão nos resultados. o volume do elemento ~V de um cone circular reto de altÜra h eiaio de ba~e r pode ser tomado como uma fatia circular distante x do vértice e de espessura &. que o comprimento do arco 1 X () e o sen () são praticamente iguais. o sen () e a tg () têm quase o mesmo\'alor. Considere o triângulo retângulo da Fig. 1. V = h2 [x2 ó'x + x(Ó. os termos em Ao se ~~a os limites.

A medida que as seguintes relações são válidas. O terceiro uso dos gráficos é a eXP:Qsiç..e ser considerada como uma força concentrada.13 por cento e. o erro é. é somente de 0. ângulos ou forças. cada qual inteiramente identificado: 1. somente de 0.8 - de é expresso em radianos. Urna força que está realmente distribuída numa pequena área de um corpo sobre o qual ela age pod.il!!~3[O_allXílio :valioso nas int...reíaÇ. para 10 graus. . O desenvolvimento de bons hábitos no equacionamento dos problemas e na representação de suas soluções é imperioso. Um dos principais objetivos deste livro é fornecer o máximo de oportunidade para o desenvolvimento desta habilidade. pensar primeiro em termos da situação física e depois em termos da correspondente descrião matemática.-e. Assim.. O peso de um cabo de aço pode ser desprezado se a tração no cabo for muito superior ao seu peso. uma das maiores dificuldades encontradas pelo estudante é efetuar esta transição de raciocínio. É preciso realizar um duplo processo de raciocínio para formular esta rição. e sua representação deve incluir exposição clara dos seguintes pontos..etp. O estudante deve estar sempre alerta para as diversas suposições feitas no equacionamento dos problemas reais. DESCRIÇÃO DOS PROBLEMAS DE ESTÁTICA o estudo da Estática está voltado para a descrição quantitativa das forças que atuam nas estruturas em equilíbrio.ão dos r!lsultad.~c_e_r_ta_s . se as dimensões da área forem pequenas. ângulos ou forças comparadas com grandes distâncias'. Sem dúvida.1cê~pos de ação. onde a solução matemática direta seria impraticável ou difícil.005 por cento .--ºª---ªáficos muitas vezes propiciam o meio de solução de relações físicas.. desde as hipóteses até a conclusão. Cada solução deve ser precedida de um roteiro lógico das etapas. resultados desejados. isto é. eles tornam.PRINC!"PIOS DA ESTÁTICA / 9 o erro que se comete na substituição do seno pelo ângulo. Ele de'. Uma das características mais importantes de um engenheiro bem sucedido é a sua habilidade para entender e fazer uso das hipóteses adequadas no decurso do equacionamento e da solução dos problemas de Engenharia.Jl!l1bas ªªo representadas simultaneamente.!~gr~ mas. Por exemplo. sejam resolvidos por métodos eficientes.51 por cento. Primeiro.nte a execuç!o da transiç_ão do raciocínio ent~ !~itu~ção física e a exgressão matSlmátic-ª-Lp.'e reconhecer ~O-.apr0x!mações estarão sempre incluídas. A Matemática estabelece as relações entre as diversas quantidades envolvidas e torna possível edizer os efeitos destas relações. enquanto outras serão físicas. que se aproxima. através do equacionamento e análise de muitos problemas práticos que envolvem os princípios da Estática.interpretação física e auxilia enormemente a visuaHzação dos aspectos tridimensionais de muitos Rroblemas> Segundo.. da precisão exigida. Para 5 graus o erro é de 0. Os gráficos são uma importante ferramenta em análise e têm muita utilidade em. dados apresentados.!!B e_nh_ar_i~a. comparadas com as outras dimensões relativas. 2.Il!em.ões. no limite matemático: sen de = tg de = de cosde = 1 o ângulo 1. As soluções_gráfica~~sõmeilte fornecem o meio prático de obtenç.!l. _A_o_se_e_qu_a_c_i_o_n_ar_u_m_d_a_do--"problema de ~.9s. Algumas dessas aproximações podem ser matemáticas..possível a re12resentaç-ª9 de sistemas físicos no pa~por meio de croguis ou diagram~ A re12resentação geométrica é vital para a . ao passo que esse mesmo peso não poderá ser desprezado se o problema exigir a determinação da deflexão ou flecha do cabo suspenso. como também allxiljam enoI:. é muitas vezes necessário desprezar pequenas distâncias._mas_@nc_ajgua~ comJ:Jl~t~en~_~~~uação física real.orql!e. _ É essencial que os problemas de Estática. as hipóteses dependem do que se está procurando determinar e. sujeito à ação do próprio peso..quaciQnamento de um 12roblema de Física re12resenta !lIlla descrição ideal. limite ou modelo. como os outros problemas de Engenharia. para 1 grau. ainda. no modelo matemático idealizado.[odos resultados em cartas eJ~. A análise de cada problema exige a passagem do r'aciocínio do que respeita à Física para o relativo à Matemática.

eve ~I_obse!ya~ ~pr~c~~homogeneidac!e <!!wensi9I!al dos termos devem ser freqüentemente verif!çadªs. o método de análise é de grande importância. Este método do diagrama do corpo livre é a chave para o êntendimento da Mecânica. a Estática está baseada em apenas alguns poucos conceitos fundamentais e contém principalmente a aplicação destas relações básicas para uma variedade de situações. Primeiro. é evidente em cada estágio do cálculo. uma ajuda inestimável ao desenvolvimento das habilidades para o equacionamento e a análise. que as leis que 'aplicamos sejam cuidadosamente fixadas na mente e que estes princípios sejam aplicados literal e exatamente. ao passo que a homogeneidade dimensional pode ser perdida quando se usa somente valores numéricos. Isto porque o isolamento do corpo é a ferramenta na qual a causa e o efeito estão claramente separados.®s atuantes é chamado de diagrama de corpo livre. a técnica do traçado do diagrama do corpo livre. onde as respostas aparecem como símbolos algébricos ou como resultados numéricos. em forma numérica. ~ ordem de grandeza dos valores nUÍnéric~E. É essencial. os dados da maioria deles são fornecidos em números fáceis de trabalhar. no decorrer da solução. E também importante que a apresentação do trabalho seja li1p.çõe. 5.e uma (or. ou por meio de um moderno computador digital que é vantajoso especialmente quando se lida com um grande número de equa·ções ou dados repetidos. Muitos problemas que a princípi6-podem parecer difíceis e complicados. porque a prática só se consegue pela resolução de problemas. respostas e conclusões. são de pequeno ou mesmo de nenhum valor. De modo a reduzir o tempo de cálculo na resolução dos problemas.o. quando é importante o significado prático da intensidade de cada termo. Nessas aplicações.Sobr{l um corpo. O estudante que tem pronto acesso às facilidades da computação digital pode resolver alguns dos problemas escolhidos por este meio. a solução simbólica tem várias vantagens sobre a numérica. ~ aplicação dos princípi~lque definem as condi. No Cal" 3 apresentamos e usamos. / Surpreendentemente. a solução literal permite fazer uma verificação nas dimensões em cada etapa. Este isolamento tanto deve existir mentalmente como ser representado nopapel. na solução de um problema.pa e ordenada. e a apreciação para a aplicação exata de um princípio é posta em evidência. O estudante verificará que as soluções dos problemas de Estática podem ser obtidas por 1im dos seguintes meios: utilizando-se uma solução matemática direta com os cálculos a mão. O diagrama de tal corpo isolado com a representação de todas as fQr. Além dis!. onde certos problemas são resolvidos praticamente. quando se usam diferentes conjuntos de unidades e dimensões.r-------~-----------------------------~~-------------~•. a intensidade de cada quantidade.-o ~f~isolaqo de todos os outros corpos. Segundo. tornam-se claros e diretos. 10 / ESTÁTICA 3. A escolha do método mais apropriado de solução é um importante aspecto da experiência a ser obtida no trabalho de resolução dos problemas. através de soluções gráficas.. uma vez sejam tratados por um mé~ de resol~ã~ lógico e disciplinado. Soluções descuidadas. 4. de modo que um cálculo c01!!pleto e preciso de todas as forças que agem neste corpo possa ser obtido. Entretanto.. Na aplicação das leis da Estática. expressa em sua unidade particular. e a grande maioria dos problemas está dentro desta categoria. É essencial que se tenha facilidade com ambas as formas de solução.ça. pode-se usar repetidamente uma solução literal para obter respostas para o mesmo problema. diagramas necessários. Com a substituição dos valores numéricos.ç-ª. por si só.s_exID. Este procedimento oferece vantagem. que não podem ser facilmente lidas por outros. cálculos. ou esta pode ser encaminhada com símbolos algébricos. é essencial ~o corpo em questª.[o_d. .~_d_e_atra. que terminará indicando a resposta por meio de uma fórmula. pela primeira vez neste livro. Terceiro. é aconselhável incorI'orar uma série de verificaçõ~ dos cálc~os ellLpontos intermediários ~ão.ç. os valores numéricos das quantidades podem ser usados diretamente. a simplificação conseguida pelo uso dos símbolos literais auxilia a evidenciar a conexão entre a situação física e sua representação matemática. A disciplina exigida aliada a uma boa apresentação será. desenvolvendo-se uma solução literal..

O efeito desta ação no suporte dependerá de P. 2. ao atuarem nas estruturas e nos mecanismos.1b pelo veto r força de intensidade P.2 SISTEMAS DE FORÇAS 2. 2. está representada na Fig.la. ou pela tensão interna e deformação do material em qualquer ponto do suporte. sentido e intensidade de ação e pode ser combinada vetorialmente a outras forças de acordo com a lei do paralelogramo. Vemos. A ação de tração P do cabo no surporte.2 . não somente da Estática. mas de toda a Mecânica. A experiência obtida através deste exame será de fundamental utilidade por todo o estudo da Mecânica e também no estudo de outros assuntos. 2. do ângulo 8 e da posição do ponto de aplicação A. O estudante não deverá prosseguir. sentido e ponto de aplicação.2.1 INTRODUÇÃO Neste capítulo e nos seguintes examinamos as propriedades e os efeitos das várias espécies de forças. tendo em vista que seus efeitos dependem de sua direção. tratada como vetor fixo.FORÇA Antes de lidarmos com um grupo ou sistema de forças será necessário examinannos. projeto de elementos de máquinas e escoamento de fluidos. análise de tensões. as propriedades de umaJ'orça isolada. A fj p (a) (b) Tração no cabo p Fig. Força tem sido definida como o resultado da ação de um corpo sobre outro. Uma mudança em qualquer uma destas especificações altera o efeito no suporte. sendo. pela força que atua em um dos parafusos que o prendem à base. Neste capítulo colocamos os alicerces necessários ao entendimento básico. em detalhes. portanto. tais como. como pode ser verificado. por conseguinte. por exemplo. mostrado na Fig. direção.1 . Verificou-se que força é uma quantidade vetorial. que a especificação completa da ação de uma força exige o conhecimento de sua intensidade. enquanto não dominar por completo tudo o que for aqui apresentado.

12 /

ESTÁTICA

Uma força pode ser aplicada por contato mecânico direto ou por ação remota. As forças gravitacionais, elétricas e magnéticas"atuam físico direto. " por ação remota. Todas as outras forças reais são aplicadas através de contato

A ação da força acarreta, no corpo em que atua, efeitos que podem ser divididos em externos e internos. No suporte da Fig. 2.1 os efeitos externos da força P são as forças de reação (não representadas), exercidas no suporte pela base e pelos parafusos em conseqüência da ação de P. Então, as forças externas ao corpo são de duas espécies: forças.aplicadas (ativas) e forças reativas. Os efeitos internos da forçaP no suporte são as tensões internas e as deformações resultantes, distribuídas por todo o material do suporte. As relações entre as forças e as deformações internas abrangem as propriedades do material do corpo e são estudadas juntamente com resistência dos materiais, elasticidade e plasticidade. Quando lidamos com a mecânica dos corpos rígidos, onde se dá importância somente aos efeitos externos das forças, a experiência mostra que não é necessário restringir a ação da força aplicada ao dado ponto. Portanto, a força P atuando na chapa rígida, vista na Fig. 2.2, pode ser aplicada em A, emB ou em qualquer outro ponto sobre sua linha de ação e os efeitos externos resultaIltes da força P, isto é, a força exercida na chapa pelo suporte do mancal em O e a exercida pelo rolete de apoio em C não irão se alterar. Esta conclusão é definida pelo princípio da transposição de forças, que estabelece que uma força externa, atuando num corpo rígido, pode ser aplicada em qualquer ponto do seu suporte ou linha de ação sem alterar os seus efeitos resultantes. Quando são pesquisados somente os efeitos externos resultantes da aplicação de uma força sobre um corpo rígido, pode a mesma ser considerada um vetor deslizante, sendo necessário e suficiente especificar sua intensidade, sentido e linha de ação e suporte. Como este livro lida essencialmente com a mecânica dos corpos rígidos, quase todas as forças são consideradas vetores deslizantes em relação ao corpo rígido em que atuam.

Fig.2.2
--------

As forças podem ser concentradas ou distribuidas. Realmente, o contato de uma força aplicada se faz, sempre, sobre uma área fmita e, portanto, a força é distribuída. Quando as dimensões da área são desprezíveis, comparadas com as demais dimensões do corpo, a força pode ser considerada concentrada em um ponto. A distribuição de uma força pode ser sobre uma área, como no caso de contato mecânico, ou sobre um volume, quando atuam as forças da gravidade e magnética. O "peso" de um corpo é a força da gravidade distribuída sobre seu volume, e pode ser considerado como uma força concentrada que atua no centro de gravidade do corpo. Normalmente, a posição do centro-de gravidade é facilmente determinada por considerações de· simetria. No entanto, se a posição não for clara será necessário calcular separadamente sua posição, o que é apresentado no Capo 5. Uma força pode ser medida por comparação com outras forças conhecidas, usando-se uma balança mecânica, ou pela deformação calibrada de um elemento elástico. Qualquer dos processos têm como base um padrão primário. A unidade padrão de força no SI é o newton (N) e no Sistema Inglês é a libra (lb), como definido no item 1.5. A característica das forças expressas pela terceira lei de Newton deve ser cuidadosamente observada. A ação das forças está sempre associada a uma reação igual e oposta. Devemos ter cuidado em determinar qual das forças do par está sendo considerada. A situação fica perfeitamente defmida quando o corpo em questão é isolado e, se representa a força que atua sobre o corpo (e não pelo corpo). É muito fácil cometermos um erro, por descuido, e considerarmos a força errada do par, a menos que façamos uma cuidadosa distinção entre cada ação e sua conseqüente reação. Duas forças FI e F2, concorrentes, podem ser somadas pela regra do paralelogramo, no plano comum a ambas, para que se obtenha uma resultante R, como é vista na Fig. 2.3a. Se as duas forças concorrentes encontram-se no mesmo plano, mas são aplicadas em dois pontos diferentes, como na Fig. 2.3b, elas podem

SISTEMAS

DE FORCAS

I

13

(a)

(b)

(c)

Fig.2.3

ser deslocadas ao longo de suas linhas de ação, de acordo com o princípio da transposição, e a soma vetorial R completada no ponto de concorrência. A resultante R pode substituir as forças F 1 e F2, sem alterar os efeitos externos sobre o corpo, no qual elas atuam. Podemos usar, também, a regra do triângulo para obtermos R, exigindo, no entanto, o deslocamento da linha de ação ou suporte de uma das forças, como está mostrado na Fig. 2.3c. Na Fig. 2.3d estão somadas as mesmas duas forças e embora estejam mantidas a intensidade e direção corretas de R, a linha de ação não é a verdadeira, pois a resultante R obtida deste modo não passa pelo ponto A. Este tipo de combinação ou soma deve ser evitado. Algebricamente a soma das duas forças pode ser registrada pela equação vetorial:

Além da necessid;lde de combinar forças para obter uma resultante, substituir uma força por suas componentes, atuando segundo duas direções na Fig. 2.3a, pode ser substituída ou decomposta em dois componentes F 1 simplesmente pela complementação do paralelogramo, como mostrado para /dades de Fl e F2.

há muitas vezes necessidade de especificadas. Assim, a força R, e F2 nas direções especificadas, que se sejam obtidas as intensi-

Um caso especial da soma aparece quando as duas forças Fl e F2 são paralelas, Fig. 2.4. Elas podem ser somadas pela prévia inclusão de duas forças iguais, opostas e colineares F e ~, de intensidades adequadas, que, consideradas em conjunto, não produzem nenhum efeito externo sobre o corpo. Somando Fl e F2 para fornecer Rl e combinando-a com a soma R2 de F2 e -F resulta R, correta em intensidade, sentido, direção e linha de ação. O método exposto é, também, utilizado ao se combinar graficamente duas forças que sejam quase paralelas, apresentando, portanto, um ponto de concorrência muito distante. É recomendável dominar a análise dos sistemas de forças bidimensionais, antes de abordar a análise tridirnensional. Com esta fmalidade, dividiu-se o restante deste capítulo nestas duas categorias. Porém, se o estudante possui bom conhecimento da análise vetorial, pode estudá-Ias simultaneamente.

R

Fig.2.4

I

ESTÁTICA

SEÇÃO A.

SISTEMAS DE FORÇAS BIDlMENSIONAIS RETANGULARES

2.3 -

COMPONENTES

A decomposição bidimensional mais comum de uma força F é a sua decomposição nas componentes retangulares Fx e Fy, conforme mostrado na Fig. 2.5. Conclui-se imediatamente da figura que

Fx
Fy

= FcosB
=
Fsen ()

(2.1)

onde F é a intensidade de F e Fx e Fy, as intensidades de Fx e Fy. Se introduzirmos os vetores unitários nas direções x e y, conforme indicado na Fig. 2.5, podemos escrever a equação vetorial

ie j
(2.2)

Para eliminar qualquer ambigüidade, é recomendado representar por linhas tracejadas as componentes de uma força, como na Fig. 2.5, ou vice-versa. Com qualquer destas convenções, estará sempre claro quando a representação significar uma força e suas componentes .ou três forças separadas, que seriam indicadas por três vetores em linha cheia.

Fig.2.5 Os problemas reais não vêm com eixos de referência. A sua determinação é arbitrária e depende da conveniência, sendo freqüentemente deixado ao estudante escolhê-Ios. A escolha lógica é, geralmente, a indicada pela geometria do problema. Por exemplo, quando as dimensões principais de um corpo são dadas nas direções horizontal e vertical, é conveniente selecionar os eixos de referência nestas direções. Porém, nem sempre as dimensões são fornecidas nas direções horizontal e vertical, nem os ângulos medidos no sentido anti-horário a partir do eixo x, como também não é obrigatório que a origem das coordenadas esteja na linha de ação de uma força. Portanto, é muito importante que se tenha a capacidade de determinar as componentes de uma força, qualquer que sejam a orientação dos eixos e o sentido de medida dos ângulos. A Fig. 2.6 sugere alguns exemplos típicos de decomposição de forças em duas dimensões, cujos resultados deveriam ser pronta-

~

Fx = Fsen {3 Fy=Fcos{3

1
Y,
Fx
Fy

I

/

I

Y

==-

F cos (3 Fsen{3

Fx = Fsen(7r - (3) Fy = - F cOS(7r - (3)

Fx = F cos ({3 - a) Fy = Fsen({3 -a)

Fig.2.6

SISTEMAS DE FORCAS

I 15

mente identificados pelo estudante. Assim, é evidente que a memorização das Eqs. 2.1 não substitui a necessidade de compreender a lei do paralelogramo e de saber fazer a projeção correta de um vetor sobre eixos de referência. Um esboço aproximado sempre ajuda a esclarecer a geometria e a evitar erros.

Problema Resolvido

2.1

y

Uma força F de 100.N é aplicada a um suporte fixo, como se vê na Itgura. Determinar as componentes retangulares de F: (1) nas direções x e)l; (2) nas direções x' e y'. (3) Determinar também as componentes de F nas direções x' ey'.

F .•• ~ __ 20·

=

lOON

"

30·---x ,, ,,'x'

Solução. Parte (1). As componentes x e y de F são mostradas na parte a da figura, e são: Fx

=

F cos 8x

=

100 cos 20°

94,ON.
Fy

y I I

Fy = F cos 8y = 100 cos 70°

34,2N.

Resp.

LdCJ--x
F
F",

Parte (2). As componentes de F, nas direções dos eixos x' e y' são projeções sobre esses eixos, como se pode ver na parte b da figura, e são: Fx' = F cos 8x' = 100 cos 50° Fy' 64,3 N.

(a) y I
I

(6) Fy160· Resp.

=

F cos 8y'

=

100 cos 40°

76,6 N.

Parte (3). As componentes de F nas direções x' e y' não são retangulares e são obtidas pela complementação do paralelogramo, como é mostrado na parte c da figura. As componentes podem ser calculadas pela lei dos senos, resultando:

I I I

--x

Resp. Nota:

seus resultados os valores calculados. (c) F x ' y - 0,940 0,866100 com F sen sel160° F = 1085 N. F '= - 60° 0,766 - -,5. 88 <D N Obtenha Fx' e Fy graficamente e compare

'

,

,
x

Problema Resolvido

2.2

Combine as duas forças P e T, que atuam sobre o ponto B, da estrutura fixa, em uma só força R.

6

I

ESTÁTICA

Solução. O paralelogramo da soma de T com P está mostrado na figura. Primeiro tem-se que determinar o ângulo cx e depois encontrar R através da lei dos co-senos. Da figura

p

BD
tgcx

=

AD

6 sen 600 3 + 6 cos 600

=

0,S66,

cx

= 40,90

A lei dos co-senos aplicada ao paralelogramo formado pelos vetores dá R'
R

600' + SOO' - 2 (600) (SOO)cos 40,90 524 N

274300 Resp. Nota:

O ângulo IJ dá a direção de R e é obtido da lei dos senos 600 sen IJ 524 sen 40,90;

(!) Observe atentamente o reposicionamento
sen IJ

=

0,750;

IJ

=

4S,6°

Resp.

de P para permitir a construção do paralelogramo de soma em B.

PROBLEMAS

PROPOSTOS
2.4 Um cabo exerce uma força F sobre uma cantoneira fixada a um elemento estrutural. Se a intensidade da componente x de F é 900 N, calcular a componente y e a intensidade de F.

2.1 Calcular as componentes x e y da força P, de intensidade igual a 20 kN, atuando sobre o elemento estrutural. Resp.
Px

= -19,70

kN; Py

= 3,47kN

p
Y

20· x

~

I I I I I

l.. Probl. 2.1

...:.. __

--.l

2.2 Encontre a componente retangular, na direção de BC, da tração T = 600 N do Problema Resolvido 2.2. 2.3 Quando a carga L está a 7 m do pino C, a tração T no cabo tem a intensidade de 15 kN. Escrever a expressão vetorial de T usando os vetores unitários i

Probl. 2.4 2.5 O tensor C é montado de modo a dar uma tração de 900 N no cabo. Calcule as componentes x e y da força exercida sobre o quadro pelo cabo, em B. Resp. Fx= -879N; Fy= -195,2N
900

ej.
Resp.

T=

12,S6i + 7,72j kN

, l/i
I
I

~l 6m
I .

mm

Til

A~

l3m -I.

7m-J
Probl. 2.3

c1__
<

AI
400

IY I

mm

L__ -X

Probl. 2.5

SISTEMAS DE FORÇAS

/ 17

2.6 A tração T no cabo vertical é igual ao peso do caixote. Calcular as componentes Tt e Tn, nas direções da lança e normal a ela, respectivamente, da força T aplicada pelo caixote à lança em A.

2.9

Calcular a intensidade da força única R equivalente às duas forças mostradas. Determinar também o ângulo e, entre R e o eixo positivo dos x, medido no sentido anti-horário. Resp. R = 9,17 kN; e = 109,1 °

I I I I

A y 10 kN

10m
I I ~

!1
~8kN ,. '-.ô---x Probl. 2.9

I I
I I

Probl. 2.6 2.10 Resolver o Probl. 2.9 graficamente. 2.7 O camo circular tem uma excentricidade e = 20 mm e raio r = 40 mm. Na posição de e = 30°, a superfície lisa inferior do seguidor eXerce uma força para baixo sobre o camo de 400 N, normal às superfícies de contato. Calcular a componente retangular F' desta força, na direção da linha que liga o ponto de contato ao centro do eixo. Resp. F' = 378 N 2.11 Com que ângulo e deve ser aplicada a força de 400 N para que a resultante R das duas forças tenha a intensidade de 1 000 N? Nestas condições, qual será o ângulo (3 entre R e a horizontal? Resp. e = 51Y; (3 = 18,2°

400N

~
Probl. 2.11

2.12 A força vertical de 10 kN deve ser substituída por duas outras forças, uma F" orientada na direção da linha de 45° a-a e outra F2, com intensidade de 8 kN. Calcular a intensidade de F,e o ângulo e, antihorário, entre F 2 e o eixo x. Resp. F, = 10,81 kN, com e = 17,1° ouF, = 3,33 kN, com e = 72,9° Probl. 2.7 2.8 O cilindro hidráulico exerce uma força de 40 kN na direção de se~ eixo, em posição à carga que está levantando. Determinar as componentes Fn e Ft, normal e tangente respectivamente, à direção AR, no momento em que e = 30°.

Probl. 2.12

2.13 Resolver o Probl. 2.12 graficamente. 2.14 O conjunto rígido ARC é suportado pelo pino A e pelo elo articulado D e está submetido à ação de uma força F em C. Poder-se-ia concluir, pelo princípio da transposição de uma força, que a reação no pino em

f--l,5 fi ----i
Probl. 2.8

conseqüente. R = 2.16 2. 2.06j kN. T. ~ -±- " À. 2. de modo que a intensidade de sua componente ao longo de CA não ultrapasse 80 por cento da intensidade da componente na direção de BC? Resp. expressa como vetor.6 kN e outra P. uma de 1. (Sugestão: a resultante de P e o novo T é o mesmo vetor que a resultante da força de 100 kN e T original. usando os 4 kN- 6kN F Probl.93 kN. A carga de 100 kN é substituída por uma força P. 2. Um obstáculo A impede o acesso direto. de tal modo que produzam o mesmo efeito de F. também. Calcule a intensidade de P. aplicando uma força na direção do seu eixo horizontal. Calcule o ângulo I) feito por R com o eixo x.) F B Probl.18 I ESTÁTICA A seria a mesma se F fosse aplicada em D ou em E. 1): = 53.6° 2. FAB = 2. uma na direção do eixo y e outra na direção horizontal h.17 Probl. Determinar as intensidades dessas componentes.18 2.omm --'l Probl.63i + 6. de modo que resulte sobre o pino em A o mesmo efeito que anteriormente existia.59 kN A 4kN B Probl.20 A força F = -401 60j N deve ser substituída por duas outras. I) = 66. 2. -1- ~ 1. aplicada na direção da linha tracejada.0° r-2oo1 I /f.20 . na barra B. 2.19 Qual o máximo ângulo I) que a força F pode ser orientada. Determine. de modo que é necessário aplicar duas forças. Determinar o acréscimo f:. mostrada na figura.6kN Probl.18 A resultante da carga de 100 kN e da tração T. FBC = 3.17 Substitua as forças de 6 kN e 4 kN por uma única força equivalente R.15 t lOOkN r-2. em vez de C? vetores unitários nas direções x e y.14 ~ I J 2. _--=. Resp. para assegurar que a tração T se dê ao longo do eixo do grampo.T correspondente na tração da barra B. 2. 2.19 150mm 1 1 4m 2.1'5 Decompor a força de 4 kN em duas componentes: uma na direção AB e outra na BC. passa pelo ponto A e resulta em certa força sobre o pino que suporta a treliça nesse ponto. quando atuava a força de 100 kN. Probl. Calcular a intensidade de P.. Os ângulos internos da treliça são todos de 45° ou 90°.. Resp. através de cabos conforme mostrado.16 Deseja-se remover o grampo da madeira.

O momento M obedece a todas as regras da combinação vetorial e pode ser considerado um vetor deslizante com uma linha de ação coincidindo com o eixo dos momentos. Determinar a intensidade de P. é costume falarmos do momento em torno de um ponto. --+--+/ A Probl.23 2. que é. sem soluções simul tâneas.21 I . Px' = 800 N. por sua vez. 2. 2. A intensidade do momento ou tendência da força girar o corpo em torno do eixo "O"(). também. Quando decomposta nas direções dos eixos x' e y'. Realmente. normal ao plano do corpo é.62 m BOON GOON P 1~ 4 400= I ---t---+-T-· I 300 mm '_-""+ __ r t ~~f I 91 DIJ Probl. R = 898 N. Fig.7a mostra um corpo bidirnensional sobre o qual atua uma força F. o momento da força F em torno do ponto O. Esta tendência é conhecida como momento M da força em relação ao eixo dado.~.7c. 2.21 A força P. na Fig. 2.24 I l. Resolver graficamente ou algebricamente.() pode ser representado por um vetor apontando no sentido do polegar com os outros dedos curvados no sentido da rotação do corpo.7b.. contida no seu plano. O momento de uma força é. a distância perpendicular do eixo à linha de ação da força. está subentendido o momento em relação a um eixo normal ao plano e passando pelo ponto. nem seja paralelo à sua linha de ação. Expresse P como um vetor. quando decomposta nas direções dos eixos x e y. tem uma componente x de 500 N. proporcional à intensidade da própria força e ao braço de alavanca d.MOMENTO Além da tendência de deslocar um corpo na direção de sua aplicação.II 2." \ Probl.4 . Py' = 736 N @be-se que a resultante de duas forças passa pelo ponto A.22 Resolver o Probl.) Resp. (Execute a solução com ajuda da geometria dos vetores da figura. As unidades básicas momento são newton-metros (N om). usando oS vetores unitários dos eixos x-y e calcule a componente na direção y' de P. A regra da mão direita. Resp. x = 1. é usada para identificar esse sentido.para forças copla- . e o moménto de F em torno de O. Quando lidamos com forças que atuam num dado plano.24 As duas forças que atuam sobre a estrutura rígida devem ser substituídas por uma única força equivalente R. claramente. 2. freqüentemente denominado torqile. P = 675 N SISTEMAS DE FORÇAS I lS 2. Resp. A representação vetorial dos momentos..3) O momento é um vetor M perpendicular ao plano do corpo. 2. A Fig. O sentido de M depende da direção da rotação imprimida ao corpo pela força F.21 graficamente. Determinar a intensidade de R e a distância x para o ponto A. as ff)rças tendem também a girar o corpo em torno de qualquer eixo que não cruze. 2. a intensidade do momento é definida como M = Fd (2. aplicada no ponto A. 2. Assim. Portanto. P = 500i + 965j N. tem a intensidade Mo = Fd e está no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

7 nares é desnecessária. e indiquemos os ângulos formados pelos vetores com a linha AO. por o:~ (3. resulta Rr = Pp +Qq o que prova que o momento de uma força'em relação a qualquer ponto é igual à soma dos momentos de suas componentes em relação ao mesmo ponto. r das três forças. visto que é sempre possível por combinação direta reduzir um número qualquer de componentes a duas.8). F I O (a) __ (b) (c) Fig. arbitrariamente. em relação ao ponto O. Como centro dos momentos escolhamos.8 .20 I ESTÁTICA o I I I cb. os sentidos dos momentos podem ser defInidos pelo emprego do sinal mais (+ ) para os de sentido anti-horário e do sinal menos (-) para os de sentido horário ou vice-versa. É necessário somente que se adote sempre a mesma convenção de sinal na solução de um problema. q. que atuam no ponto A (Fig. Um dos mais importantes princípios da Mecânica é o Teorema de Varignon ou Teorema dos Momentos. para as quais o teoremajá foi demonstrado. Multiplicando pela distância AO e substituindo os valores de p. ~1. o ponto O. Construamos a linha AO e projetemos os. r.2. visto que os vetores ou estão saindo do plano do papel (sentido anti-horário) ou entrando (sentido horário). Tendo em vista que li soma de vetores livres e paralelos pode ser efetuada pela álgebra escalar.~~1:. Uma vez que o paralelogramo formado pelos lados P e Q exige que ac seja igual a bd. O Teorema de Varignon não fIca restrito ao caso de somente duas componentes mas aplica-se igualmente a três ou mais. Tracemos também os braços dealav{U1cap. estabelece: o momento de uma força em relação a um ponto qualquer é igual à soma dos momentos das componentes da força em relação ao mesmo ponto. que. Para demonstrar este teorema consideremos uma força R e suas componentes P e Q. 2. é evidente que. Teorema dos Momentos. para peças coplanares. q. 'Y. como se vê na figura.2. A Fig.M I I / / '<>--. três vetores sobre uma normal a esta linha. ad ou R sen 'Y = ab + bd = ab + ac = P sen o: + Q sen (3.

3 (IV) Movendo a força para o ponto C. (1) O braço de alavanca para a força de 600 N é d = 4 cos 40° + 2 sen 40° = 4. -------.77m "" "" "" "" " F2 e o momento é O MO 386 (6.SISTEMAS DE FORÇAS I 21 Problema Resolvido 2.68m ® Este é o procedimento que conduz à solução mais rápida. pelo teorema de Varignon..35) = 2610 N· m. Resp.77) 2610N·m. ® Não deve causar estranheza o fato de os pontos B e C não pertencerem ao objeto.35 m é horário e tem a intensidade Usando M = Fd. deslizar a força de 600 N ao longo da sua linha de ação até o ponto B. = 600 cos 40° = 460 N. Resp. = 460 (5. Resp. é d.-------':rF. o momento MO = 600 (4. 40° 4m 600N Solução.3 Calcular o momento da força de 600 N em torno do ponto O na base do poste. o momento é MO = 460 (4) + 386 (2) = 2610 N· m. Então. Resp. (III) Usando o princípio da transposição. eliminando o momento da componente F2• O braço da alavanca de F. elimina-se o momento da componenté F" O braço de alavanca de F2 é d2 '"" A = 2+4cotg40° = 6. F2 = 600 sen 40° 386 N A geometria aqui e em problemas semelhantes não causará dificuldade.68) = 2610 N· m. = e o momento é MO 4 + 2tg40° = 5. se o esboço for cuidadosamente traçado. . porque o cálculo matemático do momento de uma força não requer que ela esteja sobre o corpo. usando quatro processos diferentes. Notas: CD (lI) Substitua a força por suas componentes retangulares em A: F.

Resp. de tal modo que não haja alteração no efeito externo global sobre a viga. M= 78. RA em A e RB em B. Determinar o momento M produzido por esta força em torno do centro O da roda. . Calcular a intensidade de P. Encontre o ângulo correspondente e entre P e a horizontal.31 120 mm Probl.3 N ·m. Calcular estas forças.2.25 No Problema Resolvido 2.1 m 0. 2. Calcular o momento M B de F em torno do ponto B. no sentido horário 800 N 2m 300 N Probl.1 m Probl.7 kN 'm.3. mostrada na figura. Resp. de um ponto onde se deve aplicar uma única força externa P. Resp. 2.6° 2. A chapa sobre a qual atua a força está dividida em quadrados de 0.2. y = 0..4 m Probl.29 A 2.31 Calcular o momento da força de 250 N. MB = 27.26 1m 2. 250 N 2. em duas forças dirigidas para baixo. 2. P = 584 N.28 Calcule o momento de força de 400 N em torno do ponto O. 2.22 / ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2.1 m de lado. aplicada no punho da chave de grifo. e = 26. para a posição da chave mostrada na figura. Uma força F = 10 kN está em um ponto A na direção mostrada.32 Uma força de 200 N é aplicada na extremidade da chave para apertar um dos parafusos do flange que mantém a roda presa ao eixo do veículo. 400 N ~100 mm -1600 Probl. é composta de quadrados de 1 m de lado. de modo que se duplique os efeitos externos das duas forças dadas. dando o mesmo momento que a força de 600 N dá em torno do ponto O.30 2. detenninar a intensidade da menor força P que pode ser aplicada no ponto A.28 2.30 Determinar a distância y do topo do mastro.29Deseja-se substituir a força de 1 OOON.que atua sobre a viga. em torno do centro de parafuso.27 A chapa retangular.26 o momento da força P em torno do ponto A é 30 N· m. 2m p 0. Resp.

Determinar a intensidade da força T para que o momento total em torno do ponto C seja nulo. A chapa sobre a qual as forças atuam está dividida em quadrados. gráfica e algebricamente. em torno do ponto A.33 _-<_ ._. 2. Resp. em função de C. 2.38 No mecanismo manivela-cursar mostrado. 2.36 Se o momento combinado da força de 50 kN e da força P. em torno do ponto O. Probl.. Deduzir a expressão para o momento de C em torno do eixo O da manivela. determinar a intensidade R da sua resultante. __... for nulo.2. suportada pelo cabo do guindaste de esteira.39 Os olhais do topo do mastro suportam as duas forças mostradas. Resp. Calcular.-.36 2. 50kN . ~. determinar a intensidade de P. 200N 2.37 Se o momento combinado das duas forças.33 Calcular o momento._ Probl. causado pela força de 160 kN. ·_ ~ ) ! 160 kN ._J_ . __ . a tração T no cabo deve fornecer um momento de 72 kN' m.34 Para erguer o mastro a partir da posição mostrada.. __ .32 Probl..35 2. N l-12mj Probl. em torno de C.34 2. também. P = 51.~·>_ .35 Determinar o ângulo e que maximiza o momento MO causado pela força de 200 N em torno do eixo em O. a bielaAB de comprimento 1 suporta uma força de compressão variável C. na posição mostrada. 2.2.5 kN ~ _0 < <LC .37 2.-. • ! . MO' 2. . T = 8. •••• _. r. Determinar T..SISTEMAS DE FORÇAS I 23 Probl.v_ . 2. em torno do ponto A. \ Probl. resultar nulo.38 ~_ A 2.65 kN Probl. 1 e do ângulo variável e.

não contém qualquer referência ã dimensão a que (a) 6)(2) ou ou Conjugado em sentido anti-horário (\8 I i (b) I cbM' W@ (c) Conjugado em sentido horário Fig. e separadas por uma distânciaq (Fig. uma tendência de rotação. iguais e opostas. -100mm). Considere a ação de duas forças F e -F. é o conjugado M.24 / EST Ã TICA 2. T= 3. para o caso ilustrado. em torno do qual o momento M das duas forças é máximo.2.CONJUGADO o momento produzido por duas forças iguais. calcular a intensidade da força T de modo que não haja flexão do mastro no ponto O. Resp. 2. Resp. Um conjugado tem certas propriedades exclusivas e importantes aplicações na Mecânica. M=40Nom y o to F d p e c Probl. visto que sua soma é zero em todas as direções. cuja intensidade é de M = F(a +d) -Fa ou M = Fd e está no sentido contrário ao movimento dos ponteiros de um relógio. gráfica ou algebricamente. tal como O. Seu efeito produz. 2..9 . Estas duas forças não podem ser combinadas.9a).5 .41 Determinar. as coordenadas do ponto A.41 2. opostas e não colineares é conhecido como conjugado. quando visto de :ima. Encontrar M para este ponto. para a intensidade do conjugado.39. A (-173.2mm.23 kN m Probl.2. 2. resultando uma força única. Esta expréssão. O momento combinado das duas 'orças em torno do eixo normal ao plano das forças e que passa por um ponto qualquer situado sobre o plano.39 C s a ~40 No Probl. unicamente. na periferia da roda.

no sentido anti-horário. quando tratarmos com vetares conjugados em problemas de três dimensões. pelo mesmo vetor livre.11. que se encontre no plano definido pelo mesmo (normal ao vetor do conjugado). contanto que seu produto permaneça o mesmo. Como o vetor conjugado M é sempre perpendicular ao plano que contém as forças que o compõe. Posteriormente. Conclui-se que um conjugado tem o mesmo valor para IOdos os centros de momento. O conjugado é definido. Esta decomposição de uma força em outra força e um conjugado é ilustrada na Fig. 2. aplicada emB constituem o conjugado M = Fd que. empregando uma das convenções mostradas na Fig. A decomposição da força numa força equivalente e num conjugado é uma etapa do estudo que deve ser inteiramente dominada.9c. desde que a intensidade e a direção de seu vetar permaneçam constantes. como se vê na figura do lado direito. freqüentemente. pois encontra repetidas aplicações em Mecânica. este conjugado não sofrerá alteração se os valores de F e d forem alterados. como é mostrado na ig. A representação deste efeito duplo é. Observa-se.2. sem introduzir qualquer efeito externo sobre o corpo. onde a direção de M é normal ao plano do conjugado e o sentido do vetor é estabelecido pela regra mão direita. onde a força dada F. -2F V2F Fig. onde as forças iguais e opostas F e . manteremos a notação vetorial para sua representação. que um dado conjugado e uma força. O transporte pode ser observado na figura central. resultando uma simples força. que representa a mesma tendência para girar os carpos na direção mostrada.9b. M M c1 ~ :±. a força original que atua em A costuma ser substituída pela mesma força. em cada um dos quatro casos. igual e paralela.F são adicionadas no ponto B. está no sentido anti-horário. também. para o exemplo escolhido. podemos representá-Io por um vetor livre M. Assim. Fig. A Fig. 2.SISTEMAS DE FORÇAS I 25 o n- Jocaliza as forças em relação ao centro de momento O. 2.10 mostra quatro diferentes configurações do mesmo conjugado M. que atua em um outro ponto B. que a força original F aplicada em A e a força -F. facilitada pela substituição da 'orça dada por outra. Um conjugado não se altera. então.11 . pode-se representar. para compensar a alteração no momento da força. o sentido de um vetor conjugado como horário ou anti-harário. na análise bidimensional. sem que os seus efeitos externos sobre o corpo sejam alterados. Conclui-se. e pelo conjugado. igual e oposta. 2. podem ser combinados. Conseqüentemente.10 O efeito das forças que atuam sobre os corpos tem sido definido em termos da tendência que as mesmas têm de empurrar ou puxar o corpo em sua direção e de girá-Io em torno de qualquer eixo que não cruze sua linha de ação. que atua no ponto A é substituída pela mesma força deslocada para algum ponto B e pelo conjugado Jf = Fd. e por um conjugado. Do mesmo modo um conjugado não é afetado ao se admitir as forças atuando em qualquer um dos planos paralelos. 2. Portanto.

O braço de alavanca da segunda força seráM/F = 69. agora substituindo-se o conjugado por duas forças. Nota: <D 0(/ 7/=7/ ~. Aplicam-se duas forças opostas e iguais a 400 N no ponto O e identifica-se o conjugado anti-horário [M = FdJ M = 400 (0. P e -P.1732 m. uma das quais igual e oposta a 400 Nem O. isto é. que é 0. assim.-o 400 N 400 N 400 N Freqüentemente se depara com o problema inverso a este. a força original é equivalente a uma força de 400 N aplicada em O e a um conjugado de 69. quando visto de cima do plano que contém as forças.3 No m. . O conjugado dado é anti-horário. Solução. Encontrar o ângulo e apropriado.2 sen 60°. <D Problema Resolvido 2.P produzem um conjugado anti-horário [M=Fd] M = 500 (0.3 No m Resp. a substituição de uma força e um conjugado por uma força única. e sua intensidade é [M=FdJ M Dimensões em milímetros = 200(0.100 + 0.4 Um suporte rígido é submetido a um conjugado composto de forças de 200 N.160) cos e Resp.200 sen 60°) = 69.26 / ESTÁTICA Problema Resolvido 2. . O procedimento é o mesmo. 400N 400N 400N Solução. determinando. como mostrado na terceira das figuras equivalentes.3/400 = 0. constitu{do de uma força em O e um conjugado. Substituir este conjugado por outro equivalente consistindo de duas forças.5 Substituir a força horizontal de 400 N.200+0. agindo sobre a alavanca.100) = 60Nom As forças P e . 1 Assim. de intensidade igual a 500 N. Nota: Observe que as únicas dimensões relevantes são aquelas que fornecem as distâncias perpendiculares entre as forças dos conjugados. a linha de ação da força resultante única de 400 N.060) cos e Igualando as duas expressões 1 60 e 500 (0. por um sistema equivalente.

42 F Probl. Resp. determinar a intensidade de F . Durante as manobras. A conexão articulada. necessária para manter o equillbrio. 2. é uma tração em B e um conjugado.46 2. formam um conjugado igual e oposto ao conjugado devido ~s duas forças horizontais. usando os vetores unitários mostrados . d = 80 mm 100N lOkNLd I "- '- J .5 kN 100 mJ Probl.4 kN Probl. em B. P = 51.45 2. Qual o empuxo P que cada rebocador deve exercer sobre o navio para se opor ao efeito de rotação do navio.SISTEMAS DE FORCAS / 27 OBLEMASPROPOSTOS 2 A ação da força de 10 kN sobre a coluna de aço pode ser analisada considerando que ela produz uma compressão na direção da linha de centro e um conjugado. Se o conjugado tem uma intensidade 800 N • m. 2.47 A chapa em forma de L.47 y . na seção crítica do gancho. exerce a força adicional sobre a treliça. 2.43 3 Ao projetar um gancho de içamento. t Probl. a plena. A carga de 40 kN e a componente vertical da reação. em B. B = 75. uma hélice gira a plena rotação avante e o outro a ré. Se a intensidade do conjugado é 4 000 N· m.44 -Am 1< ~~ >1 200 N A I I I • 240mm 30° ----1\1 xI I I I 2. Determinar a coordenaday deB. 2. . está submetida a duas forças de 250 N. y Probl. mostrada na figura. Deseja-se substituir estas forças por um conjunto equivalente.46 A treliça simples suporta uma carga de 40 kN..44 Cada hélice de um navio de dois eixos desenvolve um empuxo F de 300 kN. consistindo da força de 200 N aplicada em A e de uma segunda força aplicada em B.~ '- l00N '-. determinar a excentricidade d. rotação. I y Probl. 2. A parede vertical exerce uma força horizontal contra o ro1ete-suporte em A. Calcular a intensidade B da força que atua sobre o pino da conexão em B. notamos que a ação de uma força F. Resp.45 Expressar em notação vetoria1 o momento das duas forças em torno do eixo y e do eixo y'. causado pelos seus hélices? Resp. 2.

Se o conjugado e a força de 300 N forem substituídos por uma força equivalente única em B. b = 213 mm 2.53 . 2. ()x = 51. determinar M. aplicada no eixo de rotação O.2. Resp. Localizar D determinando a distância b. R = -160j N 2.50 2.50 Uma ferramenta está sujeita a uma força de 200 N e outra P. Se uma força R em O e um conjugado M = 20k N •m forem equivalentes às duas forças. R = 3.56 kN.49 Um conjugado de 37. aplicada no ponto D.52 Substituir o conjugado e a força mostrados pela única força F. submetidas às forças de contato nos dentes. M = 929 N •m a força de 200 N.53 A figura representa duas engrenagens acopladas. qual seria o sentido de rotação? Resp. 2. Se a força e o conJugado puderem ser substituídos por uma força equiyalente. Substituir as duas forças por uma força única equivalente R. como mostrado.ação das cargas nos dentes. que atue no ponto 12 mm acima do centro da roda.4 kN e por um torque sobre o eixo. mostradas. exercido por seu eixo em A. que corresponde ao conjugado M. e por um conjugado M correspondente. no sentido anti-horário Probl. Resp. Resp. 2.51 2. determinar a distância x. Se a resultante do conjugado e da força passa por A. determinar a correta dimensão x da alavanca. Se as engrenagens partem do repouso sob a . mostradas. 2. Queremos projetá-Ia para operar com y Probl. 60N·m Probl.52 Probl.5 N· m é aplicado ao eixo vertical soldado à placa retangular horizontal.48 Probl. como é mostrado na fIgura. 2.28 I ESTÁTICA A roda traseira de um carro que está acelerando é impulsionada por uma força de atrito F de 2.10 M = 11. P = 40j N. Probl.28 N· m. determinar P e R.49 2.51 A alavanca de controle está submetida a um conjugado no sentido horário de 80 N' m.

A maioria dos problemas em Mecânica lida com um sistema de forças.I = IF. esta força e o conjugado substituindo-os por duas forças. O equilíbrio do corpo é a condição na qual a resultante de todas as forças que atuam sobre o mesmo seja nula.12 O tipo mais comum de sistemas de forças ocorre quando todas as forças atuam em um único plano. A resultante do sistema de forças é a combinação de forças mais simples.12a pelo sistema das três forças Fi. então. Quando a resultante de todas as forças que atuam sobre o corpo não for zero. por exemplo. onde os vetores das forças são somados cabeça à cauda. Substituir esta força por uma força atuando na linha horizontal a meio entre os rebites e um conjugado. e assim determine as forças suportadas pelos rebites. Assim a detern1inação das resultantes é básica.55 2. descrever a ação resultante de um grupo ou sistema de 'orças. Assim. como é ilustrado na Fig. para qualquer sistema coplanar de forças. 2. Podemos agora. IF. a aceleração do corpo fica defInida pelo equacionamento da força resultante ao produto da massa pela aceleração do corpo. y (a) (b) Fig. 2.RESULTANTES As propriedades da força. 2.55 Se o sistema de forças F. tanto em Estática. pode·se escrever: .. uma em A e outra em B. e F. sendo geralmente necessário reduzi-Io à forma mais simples para descrever sua ação. com o auxílio destas defInições. em qualquer seqüência. Resp. sem alterar o efeito externo do sistema sobre o corpo rígido. do momento e do conjugado foram desenvolvidas nas quatro seções anteriores.2.54 250mm -+ lOOmm 200 N Dimensões em milímetros Probl.e F. F2 e F3' Obtemos a intensidade e a direção da força R pela construção do poligono de forças. e = 26. determinar e e a intensidade de F.SISTEMAS DE FORÇAS / 29 a - A cantoneira está fixada a uma viga por meio de dois rebites A e B e suporta a força de 2 kN. no qual as forças podem ser aplicadas. 2.I =F= 335 N F2 ---1 Probl. for equivalente às duas forças de 200 N. como em Dinâmica.6°. no plano x-y. que pode substituir as forças originais. Redistribuà.6 . mostrado na parte b da fIgura.

k Mo = M. têm um conju- F2 Fig. ~s gado. Se. Podemos determinar a posição da força resultante. para determinar R. graficamente. Por exemplo. as três forças da Fig. onde a soma Rl de F2 e F 3 é adicionada à F 1 para obter R..13). conforme: ou simplesmente (2. como está indicado na parte a da figura.5) que é uma outra forma de apresentar o teorema de Varignon ou o teoremados momentos. preservando as corretas linhas de ação das forças e somando-as pela regra do paralelogramo. Fig. 2.13 Vê-se que são necessárias três equações. para determinar R. para determinar completamente a resultante R de um sistema geral de forças coplanares. a força resultante R for nula. M = F 3 d. pois pode existir um conjugado M. é automaticamente satisfeita e. Em um sistema de forças concorrentes. no sentido horário. e uma equação do momento.4) = tg-1 _Y = tg-1 _Y Rx R 2:Fx Podemos obter.. a equação do momento em torno do ponto de concorrência. só é necessário usar as equações das forças. Neste caso.30 I ESTÁTICA R Rx = Fl Ry + F2 + F3 + .2. Assim.14 .2. calculamos o braço de alavanca desconhecido d. a resultante do sistema não é necessariamente nula.14 têm força resultante nula. na direção das forças. algebricamente. usando o princípio do momento devido a Varignon. Este é o princípio mais utilizado entre todos os da Mecânica. com a escolha de um ponto conveniente O como centro de momento (Fig. são suficientes uma equação da força. 2. Em um sistema de forças paralelas. onde O é qualquer centro conveniente de momentos. a correta linha de ação de R. Ry = k Fy e Rd = k MO. O princípio da transposição de uma força é usado neste processo. = = 2:F y R 2:F = 2: F x e = y(2: F x')2 2:F + (2: F y )2 (2. para um dado sistema de forças. que diz que o momento da força resultante em torno de qualquer ponto O é igual à soma dos momentos das forças do sistema em torno do mesmo ponto. Rx = k Fx.

--x Embora o conjugado não tenha influência sobre a intensidade e a direção de R. com centro em O.9 N = 50 + 80 sen 30° + 60° sen 45° = 132.60 = 1.60° cos 45° = 66. Como verificação.4)' = 148.79m .J' (66.3 132. usando-se a regra do paralelogramo. como positivo. As componentes Rx e Ry. Se tivéssemos admitido C no lado positivo do eixo x. 1. A posição da linha de ação de R é encontrada pelo princípio dos momentos (Teorema de Varignon).60 cos 45°(4) + 60 sen 45°(7) b=1. Ry não apareceria. Com O como o centro dos momentos. em torno de O. que elimine o maior número possível de termos das equações de momento. Solução. ser combinado graficamente. este princípio exige: [Rd= ~MO] 1 148. dará - Nota-se que a escolha do ponto O como centro de momentos eliminou quaisquer momen-. Neste cálculo. ® 2 [Rd= ~MO] 132. inicialmente. que será agora determinada. 4) as de o m. Observe também que poderíamos localizar R encontrando o ponto que R corta o eixo y.4 N R [Ry Ry [R =. i- - O sinal' negatjvo indica que o momento da resultante está atuando no sentido horário em vez de no sentido anti-horário. O ponto O é escolhido arbitrariamente. então um somatóno de momentos no sentido horário. Portanto. o princípio da transposição e o método para a transformação de um conjugado e de uma força.50(5) + 60 cos 45° (4) .o momento da resultante.60 sen 45° (7) <D d= -1.6 Determinar a resultante das quatro forças e de um conjugado que atuám sobre a chapa mostrada. exige que a linha de ação de R seja tangente ao ponto A e não ao ponto B.4b = -140 + 50(5) . d como o braço de alavança de R. em uma única força. b daria negativo.6 m de raio. A seleção cuidadosa de um conveniente centro de momentos.SISTEMAS DE FORÇAS I 31 Problema Resolvido 2. como teria sido o caso se o momento estivesse atuando nO sentido anti-horário. em Mecânica. O momento no sentido horário de R. O sistema de forças dado pode.3d Notas: = 140 . também. ele influencia. e com o sentido anti-horário. como a origem conveniente de coordenadas e como centro dos momentos. a resultante pode ser aplicada em qualquer ponto sobre uma linha que forme um ângulo de 63°13' com o eixo dos x e tangente a um cúculo de 1. observe que d = b sen (). é uma simplificação importante nos cálculos.9 NResp. tos devidos às duas forças que passam por O. que C está à esquerda de O.20 66. Outro modo seria localizar R encontrando o ponto C sobre o eixo x. Se admitÍI1)1os.9)' + (132.4 = 63.J Rx' = Ry'] R ] =. 5) o o [()= are tg ----L Rx ()= are tg Resp.60m ma R.2°. como se'vê na figura. a resultante R e o ângulo () formado por R com o eixo x vêm a ser: [Rx = ~ Fx] = ~ Fy] Rx = 40 + 80 cos 30° . escolhido arbitrariamente.79 sen 63.

58 2.5 kN 8x = 50. 2. onde atua a resultante das três forças.61 Determinar a força R que possa substituir as quatro forças que atuam sobre a viga em balanço e não altere a reação sobre a extremidade da viga. 2. Encontre.57 Calcular a intensidade da tração T e o ângulo 8. O resultado depende do ângulo 8? . para que o olhal seja atuado por uma força resultante para baixo de 15 kN.9i + 41.57 3kN 3. na solda de sustentação em A. Resp. qualquer que seja a intensidade de P. que a resultante faz com o eixo x. Resp. Determinar a posição de R.70 m.61 600 1I11111~ 250 N mm 300mm B@II\I\~ Probl.9° 300 mm 320 N Probl. 2. 2.60 Explique por que a resultante das três forças paralelas sempre passa pelo ponto A. Determinar a força vertical P./ / / / / 60 kN Probl. encontrando sua distância b à esquerda deA. b = 11 m Probl.8j kN R = 54.•••• 300 N 6kN 650N 600mm 3m 5kN 9m Probl. para baixo. também. à esquerda deA 680 N I / / 20~.56 p 2.58 Determinar a altura h acima da base D.5 kN 2. R = 34.62 Na posição de equilíbrio mostrada. a resultante das três forças que atuam sobre a alavanca em cotovelo passa pelo centro do mancal O. 8 = 38.59 2. 10.59 Onde atua a resultante das duas forças? Resp. 2.60 2. . T = 12. Resp.56 Determinar a resultante R das quatro forças atuando sobre a chapa de ligação.32 I ESTÃTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2. a intensidade de R e o ângulo 8. R = 1.2° 50 kN 30 kN 2.85 kN. 40 kN 209 N 800 mm Probl. 2.5 kN.

SISTEMAS DE FORÇAS / 33 5000 N 3000N y I I A L_-x 2000N 4000N Probl.66 Probl. 2. E = 260 N 2. à direita de B 2. determinar as forças em A e B.832 m. está sujeito aos dois conjugados. Encontrar a coordenada x do ponto sobre o eixo dos x.67 Determinar a resultante R das três forças e dos dois conjugados mostrados.64 2. 2.11 460j N.65 2.63 o a . y = 109 mm . por meio de uma força equivalente R. 2.. Resp.00j kN. Resp. .2. sobre o tramo superior.~I::L t 3kN 300mm 1.68 Calcular a coordenada y sobre o eixo y por onde deve passar a resultante das três forças e do conjugado.65 Determinar a resultante R das quatro forças e localizar o ponto A. por onde deve passar a resultante. Resp.5 kN 200N 200mm'A Probl. 2. 2. através do qual passa R.50i . 2. 1.2. que atuam sobre o suporte vertical. mostrado.63 Determinar a intensidade F da força aplicada no cabo da alavanca. ea 4kN 6kN 0. R = -1.66 Substituir as cargas aplicadas e o conjugado mostrados. R = 4 OOOi.67 --x Probl. Resp. e por um conjugado M.640 redutor de engrenagens. Especificar M e dar a intensidade de R. x = 290 mm m 2 kN y I 100mm~ I I 100 N'm 400mrn1 500mm r. de modo que a resultante das três forças passe pelo ponto O..7m y I I I I L_-x A 150 mm > 1< 120 N 100 mm 120 N Probl.62 Probl. Se a resultante deste sistema de dois conjugados e de três forças for zero. que atue emA. a seu peso de 200 N e a uma força vertical em cada uma das bases A e B. 2.

P= 4.71 Representar a resultante das três forças e do conjugado. Resp. 2. Representar a ação dessas três forças por uma força resultante R em O e um conjugado de intensidade M. com velocidade constante. R equivalente em A e um conjugado M. 200N 3~ 4 200 mm ___ T 360N y i Jo mm -1- mm 3601' mm 520N / Probl. 2.69 kN 200 N Probl.71 100 N Probl. graficamente. 2. Calcular a reação D. R = 4. 2.34 I ESTÁTICA 6ON'm 3kN 100 N T 200 mm 300 m~ t- ~ 4kN Probl. M= 21.73 . Como a velocidade é constante.72 A engrenagem e a polia a ela agregada giram no sen tido anti-horário e estão submetidas a uma carga de contato nos dentes da engrenagem de 1 600 N e às trações de 800 N e 450 N na correia em V.70 2. Verificar o resultado através de cálculo. R = 930i + 1 666j N.69 Determinar. a resultante das quatro forças.73 O avião a jato tem uma massa m de 30 Mg e estlÍ subindo com um ângulo de 15 o. Resp. 2.6 kN. impulsionada pelo empuxo T de 86 kN. a sustentação L e a força P atuando sobre o estabilizador.05 kN'm. L = 279.70 Substituir as três forças e os dois conjugados que atuam sobre a peça rígida por uma única força.75 kN mg Probl. Encontre M e a intensidade de R. O conjunto está acelerando ou desacelerando? Resp. para as condições representadas.69 Probl. D = 9. anti-horário.2.83 kN. a resultante de todas as forças atuando sobre o avião é nula. 2. por uma força R emA e um conjugadoM. acelerando 2.72 2.68 2.

II meio da operação vetorial conhecida como produto escalar. Quando se girar do eixo x para y. é freqüentemente necessário mpor uma força em suas componentes mutuamente perpendiculares. pode ser Fx = F· i. Qualquer seja a interpretação.SISTEMAS DE FORÇAS I 35 SEÇÃO B. simplesmente. Se introduzirmos os co-senos diretores de F como sendo [= cos 8x. Se for conveniente escrever o vetor compo~ente na direção de s como uma quantidade vetorial. a direção positiva do eixo z.ça como (F = F(il + jm + kn)) (2.15. deve ser multiplicada pelo vetor unitário s. onde [2 + m2 + n2 = L podemos escrever a . nas direções x.15 por exemplo. o produto escalar de dois tores P e Q (Fig. y e z. 2. tem componentes retangulares Fx. é aquela do nanço de um parafuso de passo a direita.2. onde Fx Fy Fz = Fcos ()x F = /F V· x 2 + Fy 2 + F z2 e s j = F cos ()y = Fcos ()z F= F + jFy + kFz = F (i cos ()x + j cos ()y + k cos ()z) iFx (2. respectivamente.esmo sentido. Q a por eles formado e é = PQ cos a Este produto pode ser considerado.JIDili. a componente de F na direção de s (Fig.i'cado p-or O. SISTEMAS DE FORÇAS TRIDIMENSIONAIS 7 . Assim. é produto de suas intensidades pelo co-seno do ângulo escrito p.ão de P. 2. onde i é o vetor unitário na direção eixo x.ãode Q. 2. o componente Fx = F cos 8x da força F.7) A escolha da orientação do sistema de coordenadas é totalmente arbitrária e inteiramente dependente conveniência. j e k estão. As componentes retangulares de uma força F (ou outro vetor) podem ser escritas de modo alternado. na Fig. girando no m. multiplicaª-o p. Fy e Fz. pata dar Fs = (F • s) s. a força F atuando no ponto O na Fig.6) Fig. Por definição. Em termos mais gerais se s for um vetor unitário em determinada direção.uantidade escalar.P. o produto escalar de dois vetores é uma g. deve ser usado um conjunto de eixos ro.or. Porém. então sua intensidade escalar. como Fs = F • ss. 2. para preservar a orientação relativa dos eixos. expressa por F • s. em um sistema destro. m = cos 8y e n = cos 8z.100). que pode ser escrito.16b) terá a intensidade Fs = F· s. como a projeção (componente) P cos a de P na direiY. . ou como a prokção (comIlQnente)--º cos a de Q na direiY. Assim..15 Os vetores unitários i.COMPONENTES RETANGULARES Muitos problemas na Mecânica requerem análise em três dimensões e.

então. na Fig.16 Se s tiver os co-senos diretores veto r a.&) Se a força F é perpendicular a uma linha cuja direção é indicada pelo vetor unitário s. y e z.nn --Ç-Fn"'Y' (a) \\ -- _-~\ n~ (b) n ~('. Deve ser notado que a relação do proçluto escalar aplica-se a vetores que se interceptam ou não.8 + ky) = k-i = j'k = k-j uma vez que i-i = j-j = k-k = 1 e i-j = j-i = i-k = O Se o ângulo entre a força li./ de intensidade uriitária. então cos (J = O e F .2. que é P' Q cos a = PQ cos a. 2.36 I ESTÁTICA /\ 6\ F \ Fn = F.8) ou. que não se interceptam.8 +ny) .e a direção indica da pelo vetor uriitário sé (J.:Or unitário. então. onde (A )(B) = O requer que A ou B seja nulo. Observe atentamente que isto não significa que F ou s são nulos. então.2. ~ e 'Y pode-se.8 + ky . a compo. é a projeção de P' sobre Q.17 . o produto escalar de dois vetores P e Q. o ângulo entre F e s é dado por (2. m e n em relação aos eixos x. o ângulo entre dois vetores quaisquer P e Q é (J = cos -1 P-Q __ PQ (2. Se F tem os co-senos diretores nente de F na direção de s toma-se: Fn I.) Fig.. escrevê-Io decomposto como qualquer outro s = ia + j.17. generalizando. em virtude da relação do produto escalar. Fig. Assim. como seria no caso da multiplicação escalar. pois P' e P são o mesmo vetor livre. (ia = F· fi = F(il + jm + kn) = F(la + m.+ j. onde I s I = s = 1.s = O. Assim.s = Fs cos (J = F cos (J. tem -se F .

229 te.._----.071 = 0.688j + 0.688) + (0. Parte (a).- __ n n = 84.J 32 + 42 + 52 =.--x .?f'-..424) (0.688i + 0. + 62u+2' F \ \ \ \ z Assim.. Parte (c). //Vi". Resp.4 N ..229») = = 84.7 N.4 N.688 0. Determinar: (a) as componentes de Fnas direções x.J50 componentes são: Fx = Fi = 100 (0... F = 100N B 2m n Solução.566 z I I I I I 1 1 = 5 .707) = 70.4 N 56..<.J32+42 cos exy = ----7..229k) = = 100 [(0.7 N .SISTEMAS DE FORÇAS / 37.707) (0. O co-seno do ângulo exy entre F e o plano x-y é: -::::.424i + 0.7 N Parte (b). A linha de ação de F passa por um ponto A cujas coordenadas são 3 m..424) = 42.....__ . Problema Resolvido 2. n \ \\ \ \ r-\ ~ __ "".J 62 + 62 + 22 2 0.071 = 0.071 = 0.••. a componente de F ao longo de O-n é: Fn = F· n = 100 (0.::. Estej? preparado para o caso quando um co-seno diretor for negativo..J 62 6 G) O produto escalar encontra automaticamen- . Os co-senos diretores de F são: 3 1= 7. Notas: <D Neste exemplo todas as componentes são positivas. y e z."".707 = 7..::::~ F".707 de modo que Fxy = F cos exy = 100 (0.7 Uma força F = 100 N é aplicada na origem dos eixos x. devemos escrever F • nn ou 84..071 = 0. y e z. (b) a projeção de F sobre o plano x-y. como se vê na figura.y . / .. Fy = Fm = 100 (0.•••./// ~ F/ // '" .424 n m= 4 7.-/ 1/ 1 1 /y Fy // /.4n N. como está representado.688) + + (0.y= 70.' 7.707) = 70. como mostrado.566) (0. __ .// -:. 4 m e 5 m. As Fzf-------I I I 1 1 1 onde a diagonal OA é . e (c) a componente Fn de F na direção da linha O-n.. I I o Resp.. Resp.071 m..707k) • (0..566j + 0.:::. Para expressar esta componente como um vetor. que passa pelo ponto B.----.6 N I I I I //1 . Os co-senos diretores de um vetor unitário n na direção O-n são: o<={3= "(= . __ - + / /y _F.566)= Fz = Fn = 100 (0. o comprimento da projeção ou componente de F sobre a linha O-n.

9 N 1 1 1 Probl. 2m r A '/'s Jl) z I I 1/ / / II 1 1 I I ~' I 4~/ 1 1 I . 2.15j + 10k) kN Resp. cujos lados têm a proporção 2:3:6.2.383j + O. Py = 85. Resp. através do cabo.74 Se a componente x de P for 60.78 A tração no cabo de sustentação AB é de 10 kN.75 Probl. Calcular os ângulos que T faz com o eixo positivo dos x e com o plano x-y.077k) icN 2.I ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 2.75 O esticador (tensor) é apertado até a tração no cabo AB igualar 1.76 O. T = 2 (-0.2.79 .78 ---y 2. T = V~ 389 (8i .79 O guindaste exerce uma força de T = . Expresse F corno um vetor.] -_/ 1J-------"- B B Probl. Escreva a expressão vetorial para a tração T. Escreva a expressão vetorial para a tração T corno urna força atuando sobre o braço da alavanca.8j + lOk kN sobre o pilar de concreto. Expressar esta tração corno o vetor força Tatuando sobre Be.N determine a sua componente y.--~\ -----J x Probl. z I /' /' t ~2 llJ Probl.77 A força F de 140 kN está orientada ao longo da diagonal do paralelep{pedo.2.2 kN. i ~T~ Y .6i .77 2. 2.----t "" ''''(: ~~ ---. 2. 2. y Probl.3m ~- ~.76 O cabo exerce urna tração de 2 kN sobre o pontoA. Resp.74 2.920i + 0.

encontre P como um vetor.83 Probl.4 e 0.6. 2.84 Probl. Se o seu co-seno diretor com o eixo x for 0. Fx = -34. da força F ao longo da linha orientada de D para C. Resp. 2.67 m 2. Oxy = 43. Fy = 1 049 N A linha de ação de uma força P faz um ângulo de 120° com o eixo positivo dos x e tem o co-seno diretor el11relação ao eixo z valendo 0. determinar a sua componente ao longo da diagonal CD da porta. Calcular a componente FCD de F ao longo de CD.87 .6. Resp. de modo que seja assegurado que não existe componente da tensão no cabo OC ao longo deAB. da o- D Probl. Se F· k = 60 N.25 e a razão entre as componentes x e z for 0. Se a componente y de P é 200 N. 2.86 A força F tem uma intensidade de 2 kN e é orientada de A para B.SISTEMAS DE FORÇAS I 39 Uma força F tem a intensidade de 1 200 N. x = 2.85 Encontre a expressão para a componente F DC. 2. TCD = 46. Se a tração na corrente é 100 N. Resp.2.0.85 N.86 Determinar a coordenada x que localiza a pequena polia em C.2. Resp. calcular o ângulo Oxy entre F e o plano x·y e encontre a componente x de F. em relação aos eixos x e y são.9°. respectivamente.0 N 0k alx Probl. encontrar Fy. . Os co-senos diretores de um vetor força F. o 2.87 A porta é mantida aberta na posição de 30° pela corrente AB. Resp. FCD = V6i5 kN A B N Probl.6 N Càlcular a intensidade FCD da projeção da força de 100 N sobre a diagonal CD da face do cubo.6.

5.MOMENTO E CONJUGADO Será desenvolvida agora uma formulação dos conceitos de momento e conjugado. que vai de O até um ponto qualquer da linha de ação de F. mais geral do que a usada na análise bidimensional. Este momento é também designado como o momento de F em torno do ponto O. isto é. É somente quando se trabalha com três dimensões que fica evidente a grande vantagem da análise vetorial.9) A ordem r X F dos vetores deve ser mantida. O ponto Q e a linha de ação de F definem um plano a. o produto vetorial de r e F é representado por r X F e tem a intensidade (r sen a)F. (a) (b) Se Fig.18a) e um ponto O qualquer que não esteja sobre esta linha.10) Fx Fz ta Deve·se notar cuidadosamente a simetria e a ordem dos termos.4 e 2. Portanto. passa por O. A direção e o sentido corretos do momento são definidos pela regra da mão direita. ~r Mn é normal ao plano e tem como suporte o eixo que. 14b). F X r = -Mo.2. o polegar apontará o sentido de Mo. além de empregar um sistema de eixos de coordenadas destro.40 I ESTÁTICA 2. O momento Mo de F em relação ao eixo normal ao plano. do qual depende a correta avaliação das operações vetoriais. 2. Por defmição. A expressão do produto vetorial para Mo pode ser apresentada sob a forma de determinante (ver o § 7 do item B7 no Apêndice B) que fornece es k Mo = I rx ~y Fy rz (2. que assim como Fd. Introduz·se um vetor r. Assim. se consideramos r e F como vetores livres (Fig. descrita anteriormente nos itens 2. visto que F X r resultaria num vetor com um sentido oposto ao de Mo. Tanto a intensidade como o sentido de Mo podem ser defmidos pela operação vetorial conhecida como produto cruzado ou produto vetorial (ver o § 7 do item B7 do Apêndice B). o momento de F em torno do eixo que passa por O pode ser escrito como: :m lt X F ~~. é a intensidade de Mo. tem a intensidade Mo = Fd.8 . Expandindo o deterrni· nante obtém-se d p . sendo d a distância perpendicular de O à linha de ação de F. e passando por O.18 (2. Consideremos uma força F com uma determinada linha de ação (Fig. se os outros dedos da mão direita se curvarem no sentido da rotação r para F. Momento. para ser empregada nos problemas tridimensionais.

. é fixada pelo vetar r.2. O princípio é também aplicável em três ensões.>.SISTEMAS DE FORÇAS / 41 a e Para ganhar mais confiança no emprego das relaçÕes do produto vetorial. introduzido o teorema dos momentos ou teorema de Varignon. y e z. então.a partir de O. uma vez que a asso~iação r X (F • n) não teria sentido porque um produto rial não pode ser formado por um vetor e um escalar. resultando ( M" = (r x F . como foi defrnido no item 2. de F em torno de um eixo qualquer que passe por O (Fig. A expressão r X F • n.19 Fig.. observemos as três compotes do momento de uma força em relação a um ponto. F 3.19. basdo executar as operações indicadas. conhecida como triplo produto escalar (ver Apêndice B). I = I Fx o: (2.11) de r X F substitui Mo. .>. Este resultado pode ser facilmente verificado. 2. em relação a O.7. é s . cuja origem é O. Teorema dos Momentos. Da Eq. 8 também pode ser expressa como: I'x M. de F em torno de 'A. com os respectivos termos da expansão do determinante obtido do produto vetorial a e a o e s e Fig.necessita ser escrita (r X F) • n. em relação a O. onde tratou-se do momento de uma força em duas dimensões. a componente de Mo na direção de 'A é simplesmente Mo • n que é intensidade escalar do momento M. . a intensidade deve ser multiplicada pelo vetor unitário n. como apresentado na Fig..2. ulu ) (2.4. A soma dos momentos das forças do sistema. No item 2. 2. são: O são coincidentes X F. Para se obter a expressão vetorial para o momento F em torno de 'A. pela aplicação da lei distributiva em uma soma de produtos toriais.20 Pode-se agora escrever o momento M. do Apêndice B. é r. 2. usando-se a expressão do produto escalar para a componente vetor.21 mostra um sistema de forças F 1. que mostra as três componentes de uma força F atuando em um ponto A. podendo-se provar facilmente isto.>.>. do n um vetor unitário na direção À. B14. F 2.. A Fig. . {3. ••.20). cuja posição. cujo vetor :lOSição.'Y são os co-senos diretores do vetor unitário n.12) y de 0:. o triplo produto escalar pode ser escrito sob a forma de determinante. As ltensidades dos momentos dessas forças em relação aos eixos positivos x. concorrentes no ponto A. de modo que a Eq. 7 ry Fy f3 rz Fz = 1M.

. o momento do conjugado é o mesmo em relação a qualquer ponto..0 -F . por sua vez. a ação do conjugado sobre o corpo produz uma rotação pura em torno de um eixo perpendicular ao plano formado pelas forças que constituem o conjugado. a soma dos momentos de momento da sua resultante em . O vetor r liga da linha de ação de F. e o on (2. p d p l B Ma =r . conforme mostrado. enquanto que o momento de uma força em torno de um ponto (que é também o momento em torno de um eixo que passa pelo ponto) é um vetar deslizante. iguais e opostas. de modo que desaparece toda a referência ao centro de momentos wmento do conjugado torna-se: O. Como já foi mencionado no item 2. ao vetor conjugado Mz. conforme descrito no item 2.2. atuando sobre um corpo. Como ocorreu no caso bidimensional.21 Fig. Os :vetores de conjugados obedecem a todas as regras que regem as quantidades vetoriais. A Fig. devido a Fi e -Fi. O momento combinado das duas forças em torno do ponto O é m po po pa po de ex 12 Porém. para momentos de vetores = rx R) (2. Fa . é torno do mesmo ponto.. das forças Fz e -Fz. uer ponto B :"..TB = r. -~nsões. onde d é a distância perpendicular entre as linhas de ação das duas forças. = r x (F1 + Fz + F3 + . pode ser produ~do por F e lM M M .22 do de Conjugado.Mi = r x Fi M2:' r x F2 "z9. não apenas somente para momentos de vetores de forças em geral.4. TA .ÁTICA r x Fl +r x Fz + r x F3 + . ) = r x ~F ( ~Mo Assim. .P:i X Fa P Fig. para produzir o conjugado M que.13) w um sistema de forças concorrentes. Vemos que a intensidade de ~ é M = Fd.14) Assim. Os pontos A e B estão localizados pelos vetores posição TA e TB.:9io é freqüentemente aplicado na _:EDlbém. t F2 j.5.-Ur de qualquer O conceito de conjugado foi apresentado no item 2. 2.5 e é facilmente estendido para três 2. O momento de um conjugado é um vetar livre..22 mostra duas forças F e .F. na Fig. este Mecânica. a ponto O. cuja direção está ao longo do eixo que passa pelo ponto. pode ser somado.23. em torno de um ponto dado. Assim. o vetar conjugado Mi.2.

aprendemos a substituir uma força por outra e um conjugado equivalentes. preso ao topo A do mastro rígido e ligado ao solo em B. Notas: <D e o ondeAB = ..566. Devemos estar parados para fazer esta substituição no caso tridimensional. y [MO == r X F] MO = 15j X 10 (0. O momento. para repre~ntar r. Portanto. 2..707 e 9/AB == 0. Recorda-se que f é um vetar B para qualquer ponto da linha de ação passando por A.empregando o vetor OA é mais simples.. 12m--"". de a força F.. __ /?--. Problema Resolvido 2. expresso como vetor.424i) X k = .J45õ = 21.. 14) de no Poderíamos ter usado o vetor de O para B. mas. O vetor MO é normal ao plano defmido por T e pelo ponto O como está mostrado na figura.9.707j + 0. ste ças Fig.1° /9m B 12/AB == 0. T ~ 10 (0.2 m. e pelo conjugado M = r X F.8 Uma tração T = 10 kN é aplicada ao cabo.5. vê-se que o vetor conjugado é simplesmente o mento da força original em tomo do ponto para o qual a força foi deslocada. na juF e O sinal menos indica que o vetor Mz está no sentido negativo do eixo dos z.9k kN· m z . Assim. é substituída por uma força idêntica. A expressão vetorial T exige seus co-senos diretores..-:: . Na aplicação da Eq..707j + 0.2.84. A escolha mais simples é o vetor de O até A.566i .. 6 para se achar MO o vetor r é qualquer vetor proveniente do ponto O à linha de ação de T.F e F.566k + 0.10<.l" z/ --.424i) kN • m A de uja julas A intensidade Mz do momento desejado é a componente de MO na direção z ou Mz = MO • k. Calcular o momento Mz de T em torno do eixo dos z que passa pela base O do mastro.424k) kN. que são: y I A 15m T = 10 kN rês liga B. O procedimento é apresentado na Fig.24. Portanto Mz == 150 (-0. -15/AB == -0.J9' + 15' + 12' =.-<.F e a força original F. que é escrito como r = 15j m..566k + 0. Soluça-o (a)..0. O momento pedido pode ainda ser obtido pelos métodos vetoriais segundo o momento MO de T em torno do ponto O.0. ~_ 13) = -FI BM ' Fig. a >-: //yr---__ /.SISTEMAS DE FORCAS I 43 M x_.9 kN • m Resp.424. é Mz == -84.566i .· Colocando-se em B as forças iguais e opostas . e obter o mesmo resultado. Conforme a Eq.424k) == == 150 (-0. 2. obtém-se o conjugado composto por .23 No item 2. atuando ponto B. ·A é I•.. que atua sobre um corpo rígido no ponto A..2.24 o.

é normal ao plano definido pelas duas forças. ® Esboce a vista x-y do problema e mostre d. paralelas ao plano y-z... situadas no plano x-y.559 N· = . Problema Resolvido 2.44 / ESTÁTICA Solução (b). que podem substituir as quatro forças dadas.9 kN· m e o sentido é o horário./ 152 + 122 /. Solução (c).9 kN· m Resp.06 (9. tem-seMz = Txy d. O conjugado devido às forças de 25 N tem a intensidade M2 = 25 (0. que substitua os dois conjugados dados e ainda cause o mesmo efeito externo sobre o bloco. Portanto. que é normal ao eixo de momento z.37 m Então. M= J (1. Especificar as duas forças F e -F.50 N· m. aplicadas em duas faces do bloco./92 + 122 + 152 = 0.60)' = 2. O momento Mz é devido somente a Txy visto que Tz sendo paralelo ao eixo z não pode exercer nenhum momento em 3) torno deste eixo.66 kN. portantb. de modo que o momento pedido é devido somente a Tx. Os dois vetores dos conjugados são então combinados. e o sentido mostrado na figura é estabelecido pela regra da mão direita..06 kN. de modo a obter um panorama claro da geometria do problema. resultando nas componentes: Solução. decompondo-se Txy em suas componentes Tx e Ty.23 N'm Resp..10) = = 2.906)=9. As forças de 30 N atuam paralelamente ao plano y-z. O co-seno diretor de T em relação ao eixo dos x é 12/. visto que ele o intercepta. O conjugado devido às forças de 30 N tem a intensidade M. ® É sempre de grande ajuda acompanhar as operações vetoriais com um esboço dos veres.906 e. Txy = 10 (0. A força T está decomposta nas componentes Tz e Txy.80 N· m.9 Determinar a intensidade e a direção do conjugado M.50 + 1./122 + 152 = 9.66 (15) = 84. A direção de M. Mz = 5. 50mm 25 N I z / My Mz = 1. O momento pode ser também facilmente calculado. É evidente que Ty não exerce nenhum momento em torno do eixo dos z.600 N· m 1 Assim. Resp.37) = 84.80 sen 60° = 1./ 152 + 122 + 92 = 0. .80 cos 60° = m 1.566 de modo que Tx = 10 (0. o momento de T em torno do eixo dos z é: Mz = 9.559)2+(-1. \ O braço de alavanca d é igual a OA multiplicado pelo seno do ângulo entre Txy e OA ou d = 15 12 .566) = 5. quando visto no plano x-y. com a direção e o sentidQ mostrados na mesma figura.06) = 1.2. = 30 (0. O co-seno do ângulo entre Te Txy é. Sendo d a distância perpendicular de Txy ao ponto O.

a partir do qual a intensidade e a direção de M podem ser escritas. que está acoplada ao eixo fixo OB. Assim. como pode ser visto na fig1. o vetor do conjugado é perpendicular ao plano.J 125' + 200' M = Fd = 400 (0. a força pode ser substituída por uma força equivalente em O e por um conjugado.3 N· m Resp.SISTEMAS DE FORÇAS/ ~ com 8 Nota: = arc 1 559 tg -'-1. 400N -. = 44. cuja intensidade é de: Solução.3 o Resp.3 N Resp. . e seu sentido é o do momento da força dada.974 = 44.30• Problema Resolvido 2.125k) X (-400i) = -50j + 80k N· m Resp. no sistema de representação vetorial. Definir este conjugado como um vetorM.23 0.10 Mantenha-se atento para o fato de que os vetores conjugados são vetores livres e portanto não têm uma única linha de ação. onde r = OA 0.236) = 94. M = (0. é necessário adicionar o conjugado M. o conjugado também pode ser expresso. até uma posição paralela que passa por O. Na determinação do efeito da força sobre o eixo em seção transversal. <D As forças F encontram-se no plano normal ao conjugado M. F= e a direção 8 = 22.ira do lado esquerdo. em torno de O.10 Uma força de 400 N é aplicada em A para manobrar a alavanca de controle. =. tal como em O. e o braço de alavanca é de 100 mm. 75 mm li' d Ao se mover a força de 400 N na distãncia = 236 mm.ç--.60P = arc tg 0.2j + 0. Assim. A direção de M no plano y-z é dada por: 125 8 = arc tg -= 32 00 200 ' Resp. como M = r A F.2j + 0. no qual a força é deslocada.125k m e F = -400i N. cada força tem a intensidade: 2.

o momento da força P em torno do x x Probl. ao longo da linha vertical central da coluna. M=-75i+22. o momento da força F em torno -do Resp. Resp.88 Determinar pontoA. são indicados pelas flechas curvas.90 Uma viga H. 2.91 = F (bi + aj) / Probl. O eixo de saída B fornece um torque de 320 N •m à máquina que ele aciona (não mostrada).46 I ESTÁTICA Problemas Propostos 2. Um torque (conjugado) de entrada de 80 N •m é aplicado ao eixo A no sentido da rotação. .90 Calcular o momento MO da força de 250 N. trabalhando como coluna. Determinar a resultante M dos dois conjugados que atuam sobre o redutor e calcular o co-seno diretor de M em relação ao eixo x.89 Determinar pontoA. M = (-6Oi + 40j) f03 N· m Probl.5jN'm 150N 2. Expresse o conjugado como um vetor. e um conjugado M. em torno do eixo O-O.92 2. Substitua estas forças por uma força equivalente única. de relação de transmissão 10:1. O eixo da máquina acionada exerce um torque de reação igual e oposto sobre o eixo de saída do redutor.2. 2. de aço. __y Probl.92 As duas forças atuando nos punhos das chaves de grifo formam o conjugado M.88 Os sentidos de rotação do eixo de entrada A e do eixo de saída B do redutor coroa sem-fIm. 2. MA 2. Resp. suporta duas cargas verticais.93 Probl.89 2. conforme mostrado. 2.91 I I I : ~}i I~---IP 3 I I I B----l. z I 2.

99 Probl.SISTEMAS DE FORÇAS I 47 2./ I I I I I I . 2. em torno da origem O. Mz = 0.75 está repetida aqui.96 0" do elahas Ao suspender uma carga dOa posição A.93 'I c I I Calcular o momento em tomo do eixo z.97 x Se o guindaste do Probl.2kN'm Probl. 2. 2.98 Três conjugados são formados por três pares de forças iguais e opostas. Resp..2 kN sobre o braço da alavanca. em vez de em A. 2. 2m r A .5j . Calcule a intensidade do momento desta força em torno do ponto O.é1!<~m 4.lk kN'm otade traque do dei njur o Probl. repetido aqui.920 kN • m I T 1'1 I I 130m o I I I I I 0. o cabo é tracionado ao valor T = 21 kN.>' ~ ./ "" z " 2. MO = -374i + 93. 2. de A para B. 2. Resp. Determinar a resultante M dos três conjugados. exerce uma força de 1.56. e desenvolver uma traçã~ inicial T de 21 kN em seu cabo. também.4 .96 apanhar a carga em B. B~ . M=-20i-6. O cabo AB.94 de ga- A fIgUra do Probl. cuja origem está situada na base do guindaste. produzido por uma força de 100 N atuando no ponto A do suporte.76./ 1-. 2./.r--~ 1'2l1J~ / ~Jm J-----l 2.98 em Probl. Resp.-6--1 Y Probl.5m"Y A ~~. 2.././ " : \ ". a .l. determinar o momen· to MO desta força. da tração de 2 kN no cabo AB do Probl.96 /L'.77j-37.95 Calcular a intensidade do momento em torno do eixo x. Calcular o momento que T produz em torno de cada um dos eixos de coordenadas. Determine.. 2.

A caixa é retangular.----- x expressão vetorial para o momento da força em torno do ponto O. y e z são 3.103 Determinar o momento deste sistema em torno do ponto O. (b) 2. como mostrado.5. Determinar qual das expressões citadas descreve M corretamente.103 Uma fresa está submetida.100 4 -m--_~ (a) À---x 2. y e z de A e de R.100 A força F exerce um certo momento M em torno do eixo 0-0.4 e 3. de coordenadas 2.2. 2.104 . 4) metros B 13m// " Probl. 2.2 e 1 m.102 Uma força de 100 N passa por dois pontos. . Desenvolva o problema usando a abordagem mais apropriada para cada uma das duas formas de apresentação.48 I ESTÁTICA y !. (Observe z I X F'n)n [F X (r. em metros. no sentido de A para R. 2. passa por um ponto P cujas coordenadas x. A e R. + r3)·n]n (r. 2 e -5 mm. 6 e 9.'4. respectivamente. MO= -260i + 328j + 88kN'm 2.3. 2. sem usar o produto vetorial. M= ~ 11 (12i . . Calcular a intensidade do momento da tração do cabo em torno da aresta AR. Resp.13j + 6k) N'm 2. Calcular o momento M da força. são. Probl.3 mm.F cos (3cos~) n I I I I I I //' O C(5.5.104 A placa retangular de aço está inclinada e apoiada sobre a sua aresta horizontal AR e é mantida na posição mostrada por um cabo que vai do ponto C ao ponto O. (rI X F'n)n (-r4 Probl. As coordenadas x. Determinar o momento M da força em torno de um ponto de coordenadas 2. no solo. -1. Resp.101 Uma força de 50 kN. A tração n~ cabo é 20 kN. com os co-senos diretores proporcionais a 2. em torno do ponto C. a uma força de 1 200 N e um conjugado de 240 N· m. O vetor n é unitário ao longo de O-O. 2 e .

90k kN'm '50N~:~1 ~m~ . 2. Se a intensidade do momento de F em torno da linha CD é 50 N • m. M = 0.'1 I r----- IA Y' x 2. Resp. em x = 2. 2.105 Probl. = -1. que tem um joelho de 20°. determinar a intensidade M. 2. A tração no cabo é 2 kN. Resp.!i.~ w: I I .109 Uma ferramenta de abrir rosca está atarrachada na extremidade de um tubo. Probl. calcular a intensidade do momento da tração em torno do eixo AB. equivalentes.86 está mostrada outra vez aqui. 2. M = 17. B 2.5 m' _----' o'. o do roblecada serve _VII I.5 !!!_--1-m:J.2. I _---- B 051 T 11~ I c ' I -I _-k--Y . de seu momento em torno do eixo da dobradiça.5 Im _--À '.707 kN •m \ OkN // // 3m Probl.67 m. 2.. M/ = 85.) 30kN x 2.I ' I I '. determinar a intensidade deF. I Probl.I .87 está mostrada aqui outra vez. . Para a posição da polia C.)8 2. .108 A fIgura do Probl.93k N' m. Se a tração na corrente AB é 100 N. Resp.28k kN M = 5. 1ml 1. F. 2.106 2. M= 46.8 N'm N'm oiada da na nto C 0 kN.m A x . Substituir as duas forças por uma força em O e um conjugado M.05i .2.I 1.107 z 1 ~ 1 1 1 --- -------~ I· 1 1 1ml I 1 no do 1 1.84 está repetida aqui.84. Determine M e calcule a intensidade M' do momento que tende a girar o tubo em torno do ponto O do bloco fIxo. '\.109 .107 Substituir as duas forças que atuam sobre o cubo de 3 m de lado por uma força única equivalente F aplicada em A e por um conjugado M.106 A IJgUl"ado Probl.t5i .6 N· m Probl. 72j + 28.105 A IJgUl"a do Probl. RelJP.SISTEMAS DE FORÇAS / 49 que a escolha do método de solução freqüentemente depende da maneira na qual são apresentados os dados.11.Q.

25a). onde r é o vetor de O para qualquer ponto sobre a linha de ação de FI. Encontrou-se a intensidade e a direção da força resultante. escolhido. Assim.4) e localizou-se a sua linha dé ação empregando o teorema dos momentos (Eq. Assim. quando se transferir todas. . . 2. a intensidade e a direção de R são as mesmas não importanto o ponto escolhido. o .9 . um conjugado para cada força transferida.2. podendo também serem adicionados os conjugados fornecendo um conjugado resultante M (Fig. sendo a alteração no movimento linear do corpo determinada pela força resultante e a mudança no movimento angular do mesmo sendo determinada pelo conjugado resultante.25c). por exemplo. embora sejam mostrados passando pelo ponto O. pode-se deslocar cada uma delas para um ponto arbitrário O. em um sistema de forças bidimensional. Esses mesmos princípios podem ser utilizados em sistemas de três dimensões.as forças para o ponto O. as forças concorrentes podem ser adicionadas vetorialmente. Contudo. visto que eles são vetores livres. qualquer sistema de forças pode ser substituído por sua força resultante R e pelo conjugado resultante M.-Em Dinâmica o centro de massa é usualmente escolhido como ponto de referência. rígido capaz em de que substituir atuam.~~~istema ~o item 2. Em geral. 2. pode-se mover a força F para o ponto O.6.50 I ESTÁTICA 2. usando o somatório de vetores de forças (Eq. sem resultante alterar como o efeito sendo externo a combinação que causam mais sobre simples o de corpo forças.de defmiu-se forças. a fim de fornecerem uma força resultante R. 2..25 Os vetores conjugados. F3. escolhido como ponto de concorrência das forças é arbitrário e a intensidade e a direção de M dependerá do ponto particular O. Então. desde que se introduza o conjugado M1 = r X FI. como representado na parte b da figura..16) L(r x F)z M = yM x 2 + My 2 + Mz 2 O ponto O. Desta maneira. para um sistema de forças FI. tem-se um sistema de forças concorrentes em O e um sistema de vetores conjugados. 2. podem ser representados em qualquer posição paralela. Na Estática.5). No item anterior. desde que se introduza.RESULTANTES um. adicionando-se um conjugado correspondente.15) L(r x F) M ~ R \~ O (b) (c) en Fig. o sistema geral de forças é reduzido à: R M to so = = FI MI + F2 + F3 + + M2 = LF + M3 + = (2. atuando sobre um corpo rígido (Fig. F2. Portanto. As intensidades dos resultados e suas componentes são: Rx d re m C = R LFx Ry = + LFy (LF)2 Rz = Mz LFz = n +'(LFY Y(LFx)2 My Mx = L(r x F)x = L(r x F)y = (2. mostrou-se que uma força pode ser deslocada para uma posição paralela. também.

Na parte b da figura. Encontra-se um ex~mplo comum de um II positivo. decomposto nas componentes M1. por conveniênc:ta. Quando o vetofM do conjugado resultante é paralelo à força resultante (Fig. :. Portanto.eparadas por uma distância =M2/R.27.2. Esta simplificação é ilustrada na Fig.2. 15) Torsor positivo Torsor negativo Fig. e ao conjugado paralelo M1. tal como o centro da massa do corpo ou outra origem de coordenadas convelte. Para um sistema de forças paralelas. nem todas no mesmo plano. somente a primeira das Eqs. e a posição de sua linha de ação é facile obtida empregando as duas componentes do teorema dos momentos. M .15 é neces. O torsor é positivo se os vetores da força e do conjugado apo~tatem no o sentido. com a força -R aplicada em O a fim de anular a força original R. e M2.. Quando as forças são concorrentes. em es 6) R R R de ão (a) (6) -R (e) ça mo ea o (d) Fig. O item 2. a força resultante R. Vamos agora estudar as resultantes para algups sistemas especiais de forças. uma vez que. Forças Coplanares. em torno de eixos em um plano ndicular às forças. o o dos íbrio completo de um corpo é especificado. se eles apontarem em sentidos opostos. Forças Concorrentes.do por R e M. onde a parte a da figura representa. nes~a ilustração). com seu único eixo defmido pela nova posição de R. Na parte c da figura. 'erifica-se pela Fig. é mais conveniente usar como ponto eferência um ponto O. e o correspondente conjugado resultante M. ra M seja um vetor livre. que o eixo do torsor re~ultante situa-se no plano que passa por O. 2. quando a força resultante R e o conjugado resultante forem . o jugado M2 foi substituído por seu equivalente de duas forças R e -R. O torsor é a forma mais simples para expressar a resultante de um sistema geral de forças. 2.27 .26). a determinação de resultantes é essencial na Estática e na DirIâmica.26 Qualquer sistema geral de forças pode ser representado por um torsoraplicado ao longo de uma única de ação. a soma das forças dadas. negativo. para o sistema de forças.6 dedicou·se a este sistema de forças. esta forma tem aplicação limitada. 2. ele é representado passando por O. como é mostrado na parte d da figura. resultante é chamada de torsor. onde os esforços de torção e axial são exercidos e o parafuso na direção de seu eixo.SISTEMAS DE FORÇAS I 51 uir am. Forças Paralelas. porque não existem momentos em torno do ponto de concorrência. Esta etapa permite obter a te R. normal à R. não situada sobre o eixo único do torsor. as resultantes do origirIal sistema geral de forças transfor·se em um torsor (positivo. normal ao plano . a irItensidade da paralela resultante é. no emprego de um parafuso de acionamento. que atuam num ponto O. ao longo da direção de R. anum tropara nto um da rça M Torsor Resultante. que atua ao longo de uma nova e única linha de ação. que um vetor . Assim. tudo.27. simplesmente. usualmente. 2.

16.08i + 0.05k) X 500 (i sen 40° + j cos 40° cos 45° + k cos 40° sen 45°).95i .[(700 sen 60°) (0. em torno de A.040)k = = 36.4j .m e O momento da força de 600 N. @ Embora o vetor conjugado resultante M seja mostrado. e pelo conjugado correspondente M. conjugado a ser adicionado. aplicada emA. reconhecemos que o vetor conjugado é um vetor livre e. em conseqüência do deslocamento da força de 500 N é: [M = r X FI MSDO o co = (0. não tem nenhuma linha de ação especÍfica. passando por A. R e de to = 928i + 871j + 621k N R= e R = -.54j -13. O desenvolvimento componente por componente. Para as forças de 600 N e de 700 N.m 3) O conjugado do torsor também pode ser escrito: M' = 25.m Resp. inspecionando a figura.JT 80mm ai /Í 40° 500 N Pr I so x-y tam = = = EFxl EFyl EFz = 500 sen 40° + 700 sen 60° = 928 N = 600 + 500 cos 40° cos 45° = 871 N = 700 cos 60° + 500 cos 40° sen 45° = 621 N I Ry Rz Portanto. podemos decompô-lo nas compo. ou determinante. é mais fácil obter as componentes dos momentos em torno das direções coordenadas de origem A. mo pa onde r é o vetor deA aB.nentes x.5.54kN-m Portanto.j cos 40° cos 45° .4i .5i .52 I ESTÁTICA Problema Resolvido 2. é calculado pelo exame de seus componentes x e z.0 N . dos quatro mommltos é: 4 e M = M = 49. obtido por meio da soma dos termos i. y e z.030)i .0 (-i sen 40° .030)k 10.12j + 0.060) + ® on R + (700 cos 60°) (0. o conjugado resultante. O vetor conjugado de 25 N . = (700 = cos 60°) (0.71.90. O resultado vem a ser: M700 <D Sugestão: Verifique os resultados do produto vetarial.Ok N .m 2) O momento da força de 700 N em torno de A é facilmente obtido dos momentos das componentes x e z da força. a serem aduzidos às componentes dos outros vetores conjugados.100) li - (700 sen 60°) (0. no esboço das resultantes.4)2 + (90.11 Substituir as duas forças e o torsor negativo por uma força única R.6k N .m J (49.= (600) (0. queiornecem: M60D M Notas: . portanto.24. j e k.6)2 = 106.5)2 + (24. avaliando os momentos das' componentes da força de 500 N em torno de A.59j .060)i + (600) (0.19k N . [Rx [Ry [Rz 700 N A força resultante tem as componentes Rx ~. ga ne . diretamente do esboço.90k N .m do torsor aponta na direção oposta à da força de 500 N e./(928)2 + (871)2 + (621)2 = 1 416 N Resp.18.07i -13. dá M50D = 18. Solução.5j . do que montar as relações do produto vetoria!.Oi + 24.k cos 40° sen 45°) ® = -16.

das três forças são (M)Rx (M)Ry (M)Rz = 20ykN'mm y =40mm = -49 (60)i -AOxkN'mm = 40 (80 .y)i . cos 8y = 60 = 3' 40 2. A força resultante é R= 20i + 40j + 40kN e seus co-senos diretores são R = v'c20) . tomando o torsor negativo. Vemos que M é negativo. cos8z= 60- 40 _ 2 3 60 mm O momento do conjugado do torsor deve ser igual à soma dos momentos das forças dadas em tomo do ponto P. Os momentos em tomo de P. x=60mm. também. a direção do vetor conjugado é oposta à da força resultante. a intensidade do conjugado M do torsor. Calcular as coordenadas do ponto P. supondo que o torsor seja positivo. inicialmente. . <D A solução das três equações dá . que o torsor é positivo. Devemos supor.SISTEMAS DE FORCAS I 53 Problema Resolvido 2. através do qual atua a força resultante do torsor.40y)/M = (-4 000 + 40x)/M = (-40x + 20y)/M onde M é a intensidade de M. Se M vier a ser negativo.x)j N • mm e o momento total é M = (800 . Os co-senos diretores do conjugado M do torsor devem ser os mesmos da força resultante R. pelo qual passa R.40y)i + (-4 000 + 40x)j + (-40x Os co-senos diretores de M são cos 8x cos 8y cos 8z + 20y)k N •mm = (800 . Encontre. o que significa que o vetor conjugado está orientado na direção oposta à de R. +(40)' + (40)' = 60 N cos8x= 60= 3' 20 1. Solução.M= -2400N'mm.40 (100 ''''--x . Igualando os co-senos diretores de R e de M tem-se 800 -40y -4000+40x= -40x =M 3 2M 3 + 20y = 2M 3 Nota: y=40mm Resp. no plano x-y.12 Detenninar o torsor resultante das três forças que atuam sobre a cantoneira.

Se a componente x da resultante R for -50 N e a componente z for 100 N.V/ Prob!.115 . Determinar a resultante dessas forças e as coordenadas x e y de um ponto através do qual ela atua. cos Oz = -0.4N 4N'm I ' .54 I ESTÁTICA ll1 PROBLEMAS PROPOSTOS 2. Resp. 2.734 2. 3at I \~I----/'--y " I . k 45. Determinar a intensidade correspondente da resultante das três forças e os seus co-senos diretores.111 2.O eR.I 80 1-=' mm I mm z--------~J1~ J '.113 2. y = 15. cos Oy = 0..114 Use a Fig.5li + 2.S3 m 5kN 6kN 4kN 9kN 8kN Probl.R=1021N. 30o~ / 40N\--rt? '/ z I I I 2.~'x k 80 mm 50*-90 mm 80N Probl. Resp. 2.113 As quatro forças são concorrentes na origem O de coordenadas.30 m. cosOx=0. 2. determinar F.110 ~--/' I'~--:::.25c e mostre que um sistema mais geral de· forças pode ser representado por duas forças que não se interceptam./ "". x = 7.2.115 Determine a resultante das quatro forças e do conjugado que atuam sobre o eixo.110 A laje de concreto suporta as seis cargas verticais mostradas.112 Determinar o ângulo O de modo que a força líquida para baixo sobre o olhal fIxo seja 750 N. " I/iao' 40 N I I I I I ~~~.111 Determinar as coordenadas x e y de um ponto pelo qual passe a resultante das forças paralelas.SOj + 4k N •m y I 2. Conjugado M = -13 . Dimensões em milímetros Probl.430.525.2.3°. Resp. O=33.

I 400 N I I I 2.. 2.121 A resultante de duas forças e de um conjugado pode ser representada por um torsor.81)1 de lado. R = 10. z=100mm . e por um conjugado M: Resp. 2.117 2.118 --y ProbI. z con- . Determinar a resultante do sistema de forças mostrado. que passa pelo ponto A.120 2. Seu eixo resiste à.93 kN.120 O motor de 160 N de peso está montado sobre o suporte. 2. Determinar R e o conjugado associado M. x=100mm. 2.119 mais duas a.320j + 400k N· m Probl. e de um conjugado M. Determine a expressão vetorial para o momento M do torsor e encontre as coordenadas do pontoP.8m.117 As quatro forças estão atuando ao longo das arestas do cubo de 0. Representar a resultante dessas forças por uma força R.2./ /' /' /' J. M= 38. no plano x-z.119 A ação combinada das três forças sobre a base em O pode ser obtida pela determinação de sua resultante através de O.116 2. pelo qual passa a força resultante do torsór. O.- --y N'm Probl.118 Substituir as duas forças. por uma única força R em A e um conjugado M. e por um conjugado M. força axia1 de 120 N e a um conjugado de 25 N •m aplicado. 2. por uma força única R. como se vê na figura. Resp: M=10(i+j)N'm.SISTEMAS z I I I DE FORÇAS / 55 116 Represente a resultante do sistema de forças que atua sobre o conjunto de tubos.9 kN'm Probl. de igual intensidade F. z I r3r:fJ n:\1:n-1 100N 50 N • fi d1I::s~ 120 N li/L ~ ProbI. em termos de uma força R aplicada em A. R = 200 (j + k) N M = 560i . que passa pelo ponto A. Resp.8m :---.

56 / ESTÁTICA /OON 2.. M= 95.. pelo qual passa a força resultante do torsor.6 N'm. Encontre a intensidade do momento M do torsor e as coordenadas do ponto P. 2. . 2.116 por um torsor. Probl. Para o sistema de forças do Probl. Resp. m pa de do ao em Es 'for sis SE 3.120. determinar as coordenadas do ponto P. 2.121 3.2 ou sob tará tod cor gas def dos cor . Resp.123 A resultante de um sistema geral de forças pode ser expressa corno unrtorsor. X = 56. y = -486 mm 2.2 mm. ao longo de urna única linha de ação. no plano x-y. que é a interseção da linha de ação do torsor com o plano x-y. x = 271 mm. y = 100 mm.122 Substituir o sistema de forças que atua sobre o conjunto de tubos do Probl.

O sistema pode também ser uma massa fluida definida. Faremos uso contínuo dos conceitos nvolvidos no Capo 2. o corpo particular ou o sistema mecânico a ser analisado e. momentos.INTRODUÇÃO A Estática lida principalmente com a defmição das situações de forças necessárias e suficientes para ter o estado de equihbrio das estruturas. 3. a atenção está orientada principalmente para a defInição das forças que atuam sobre corpos rígidos em repouso. considerada como um corpo único) é isolado de todos os outros que lhe sejam adja- .2 . sobre forças. Uma vez decidido qual o corpo (ou combinação de corpos) que deve ser analisado. e tem-se as equações de equilíbrio: (R nica robl. ou um grupo de corpos. assim. então este corpo (ou combinação. o equihbrio de sistema de forças tridimensionais. portanto. EQUlLIBRlO EM DUAS DIMENSÕES 3. e que ser m o mm. = LF = O M=LM=OJ (3. ou uma combinação de fluidos e sólidos. embora seja considerada também a Estática dos fluidos. Os corpos podem ser rígidos ou deformáveis. é fundamental que se defma. Um sistema mecâ. Portanto. conjugados e resultantes. Seguiremos a organização usada no Capo 2 e. assim. que pode ser isolado de todos os outros corpos. constitui a e mais central da Estática e. quando aplicarmos os princípios equilíbrio.1 serem aplicadas. é recomendável que o estudante leia e estude as seções seguintes com atenção e empenho.con· e as qual mm E.ISOLAMENTO DO SISTEMA MECÂNICO Antes das Eqs. Assim. Tal sistema pode ser um corpo único ou uma combinação de corpos ligados. Um corpo está em equihbrio quando a resultante de todas as forças que agem sobre ele é nula. sem ambigüidades. discutiremos na Seção A o equilíbrio de um ÃStema de forças bidimensional e. acarretará resultados errados. SEÇÃO A. A abordagem que será desenvolvida é básica para o domínio perfeito da 'tica. A omissão de uma força ou a inclusão de uma que não atue sobre o corpo em questão. Os procedimentos que serão desenvolvidos neste capítulo constituem uma ampla introdução métodos de abordagem usados na solução de um sem-número de problemas. líquida ou gasosa. que trata do equihbrio. representar claramente e completamente todas as forças que atuam JObre o corpo.· 3 EQUILÍBRIO . Em Estática. este capítulo.1) Estes requisitos são condições necessárias e suficientes para haver equillbrio. deve ser dominado inteiramente. na Seção B. a ça resultante R e o conjugado resultante M são ambos nulos. tanto na Mecânica como outras áreas da Engenharia.nico é defmido como um corpo.

Não existe resistência paralela à guia. O Ex. Neste exemplo. O Ex. a reação é normal à superfície do apoio.correia. em muitos casos. comparada a seu peso.1 mostra os tipos comuns de aplicação de força sobre sistemas mecânicos. que é representação esquemática do orpo isolado (ou combinação de corpos). Estas forças de ação remota têm os mesmos efeitos .58 / ESTÁTICA --~---- centes. que permite tratar a força como um vetor deslizante. a ação de um cabo flexível . Quando as superfícies lisas (sem atrito) de dois corpos estão em contato. esta suposição é válida. que a aplicação das forças externas é acompanhada por forças reativas e. Devido a sua importância salienta-se aqui que. como no Ex. a força exercida por um sobre o outro é normal ao plano de tangência das superfícies e é de compressão. Observou-se que as. 4 ilustra diversos tipos de apoios mecânicos que eliminam efetivamente as forças tangenciais de fricção. No item 2. e em uma componente normal N. Introduziu-se. Quando o peso do cabo não for desprezível em relação à tração. o princípio da transposição. portanto. que não aparecem no diagrama. Este isolamento é efetuado por meio do diagrama de corpo livre. normal ao plano de tangência das superfícies. a força exercida sobre o corpo a ser isolado pelo corpo a ser retirado da representação esquemática. Deve-se observar cuidadosamente a terceira lei de Newton. a força de contato pode não ser. Uma das forças mais comuns é a devida à atração da gravidade. 3. 1. Esta força afeta todos os elementos do corpo e. que ambas podem ser concentradas ou distribuídas. Quando as superfícies dos corpos em contato são rugosas. Somente a força R pode ser suportada. Está representada. se a conexão puder girar livremente em torno do pino. Ex. ao cisalhamento ou à compressão e exerce. relativa ao atrito. 5 mostra a ação de uma guia polida sobre o corpo que ela suporta. Essas características das forças serão ágora usadas para desenvolver o modelo analítico de um sistema mecânico isolado. corda ou corrente . além disso. As características mecânicas da aplicação da força necessitam de uma descrição adicional. Os cálculos das várias forças devem ser efetuados somente após o diagrama ter sido cuidadosamente desenhado. Quando a posição não estiver facilmente aparente. O Ex. A posição de G é usualmente determinada pela forma geométrica do corpo. a flecha do cabo torna-se importante e a tração no cabo muda de direção e de intensidade ao longo de seu comprimento. se a articulação não estiver livre para girar. 6 ilustra a ação de um pino de ligação. no seu suporte engastado ou fixo. no Ex. Um conjugado resistente M pode também ser suportado. a localização de G deve ser calculada ou determinada experimentalmente. porém pode ser decomposta em uma componente tangencial F. focalizando-se a atenção principalmei\te nas propriedades vetoriais das forças. A força exercida pelo cabo sobre o corpo ao qual está ligado é sempre para fora do corpo. A resultante das forças gravitacionais sobre todos os elementos é o peso mg do corpo que passa pelo centro de gravidade G e que para estruturas terrestres está dirigido para o centro da Terra. em seu ponto de ligação. 8. uma força de tração na direção tangente ao cabo. portanto. está inteiramente distribuída nele.sobre o corpo. é incapaz de oferecer qualquer resistência à flexão. 7 mostra as resultantes de uma distribuição bastante complexa de forças através da seção transversal de uma barra ou viga esbelta. para análise em duas dimensões. Em seu ponto de ligação ela exerce uma força tangente a si mesma. Pode-se admitir que o cabo forme uma linha reta quando a tração T for grande. necessariamente.2 foram descritas as características básicas das forças. forças são aplicadas tanto por contato físico direto como por ação remota e. Tal ligação é capaz de suportar uma força em qualquer direção normal ao eixo do pino. particularmente onde existem condições de simetria. Notou-se. no que se refere aos efeitos externos sobre um corpo rígido. ao qual está ligado. em sentido prático. Observação análoga se aplica às forças magnéticas e elétricas que agem por ação remota. A Fig. ainda. Ex. O Ex. 3. mostrando todas as forças aplicadas nele (ou neles) pelos outros corpos adjacentes. podem ser internas ou externas ao corpo em consideração. também. que menciona a existência de uma reação igual e oposta para cada ação. antes de se tentar desenhar os diagramas de corpos lineares. Está indicado. 2. Um cabo flexível. em cada exemplo. Embora não existam superfícies reais completamente lisas. ao qual serão aplicadas as equações de equihbrio. por causa de sua flexibilidade. ~ o diagrama de corpo livre é o passo mais importante na solução de problemas na Mecânica. Esta ação é normalmente representada por dois componentes retangulares.

Suporte engast"do ou fixo A A 1 Uma conexão de pin0J articulada livremente. Para uma mola linear em regime elástico.3. a constante elástica da mola k é a força necessária para deformar a mola de uma unidade de comprimento. A força da mola é de tração se a mola for esticada e de compressão se ela for comprimida. rpo. e capaz de suportar uma força em qualquer direção. tên· a de mpre mpaa-se Colar ou cursor. podem suportar somente forças normais à guia . Guia deslizando livremente O suporte de role te.EQUIu'BRIO / 59 do AÇÃO MECÃNICA DAS FORÇAS Tipo de contato e origem de força I Ação sobre o corpo a ser isolado 1. oorreia. 2. ser. livres para moverem-se ao longo de guias lisas. Suporte de rolete duas a ser que ·5. bem como uma componente normal N da força de contato resultante R. ~Iédespmd'~ desprezível T~ A força de contato é de compressão e normal à superfí cie. Superfícies liSas e se das e as' nas ada pio nos tico 3. a a às itos Fig. de esfera ou de setor de rolete transmite uma força de compressão normal à superÍlcie do suporte. As superfícies rugosas são capazes de suportar uma componente tangencial F (força de atrito). 8. A resultante da atração gravitacional sobre todos os elementos de um corpo é o peso mg. ado Um suporte engastado ou fixo é capaz de suportar uma força axial F. Cabo flexível. Pino está livre para girar Pino não está livre paragirar onto 6. Conexão de pino orça não sos. que atua em direção ao centro da Terra.1 . o peso do ca. Atração gravítacional ~ ans- HHH men- dos está rpo. uma força transversal V (força de cisalhamento) e um conjugado M (momento Íletor) para evitar rotação. "- Solda F~C= V ~ W=mg quer res. mpo7. passando pelo centro de gravidade G do corpo. tros ente corrente ou cor~8 o peso é --8 _ T?O 8 "" _ do cabo nao A força exercida por um cabo flexível é sempre uma tração para fora do corpo na direção do cabo. e. no plano norinal ao eixo do pino geralmente indicada como duas componentes Rx e Ry' Um pino que não esteja livre para girar pode também suportar um conjugado M. Superfícies rugosas 4.

como as aplicadas pelos corpos em contato ou por aqueles que. O método completo para desenhar um diagrama de corpo livre. 9 mostra a ação de molas nos regimes elásticos (linear) e não-elástico (não-linear). também. 4. É bastante recomendável que o estudante examine estas nove condições e as identifique na resolução dos problemas. 2. ele pode ser adotado arbitrariamente. em caso contrário. Para a mola em regime não-elástico.1 não são diagramas de corpo livre mas simplesmente princípios para serem empregados na construo ção dos diagramas de corpo livre. em suas próprias posições. e são considerados removidos do diagrama. ser apresentadas por conveniência. de modo que os diagramas de corpo livre correntes possam ser desenhados.a Fase. portanto. A escolha dos eixos de coordenadas deve ser indicada diretamente sobre o diagrama. sobre o diagrama do corpo isolado.a Fase. A força exercida pela mola no regime elástico. As forças desconhecidas devem ser representadas pelas setas dos vetores com as intensidades ou direções desconhecidas indicadas pelos símbolos. A função linear da relação força-deformação define que forças iguais acarretam deformações iguais durante o carregamento ou alívio da mola. Os cálculos revelarão um resultado positivo. As forças conhecidas devem sér representadas pelas setas dos vetores com suas intensidades. do começo ao fim dos cálculos.a Fase. resultará um correto diagrama de corpo livre. tração ou compressão. isolado por um diagrama que representa seu completo limite externo. Dimensões geométricas apropriadas podem. Portanto.a Fase. medida a partir da posição neutra ou indeformada. As representações na Fig. é dada por F = kx. quando apreciáveis. Os seguintes passos estão envolvidos: l. O estudante deve sempre certificar-se de ter isolado completamente o corpo antes de passar à fase seguinte. Muitos estudantes ficarão tentados. É necessário ser coerente com as características fixadas das forças desconhecidas. devem ser incluídos. Os pesos. e é útil utilizar lápis de cor. O Ex. estarão cometendo graves erros. O corpo ou combinação escolhida é. 3. Construção dos diagramas de corpo livre. o único procedimento correto é certificar-se de que todas as forças cujas intensidades não sejam desprezíveis figurem no diagrama de corpo livre. que permita isolar o corpo ou sistema em consideração será agora definido. direções e sentidos próprios indicados. Uma vez executadas as quatro fases precedentes. Se o sentido do vetor for também desconhecido. desnecessárias aos cálculos. a foiça para uma dada deformação não é a mesma para as condições de carregamento e alívio. . se o sentido arbitrado estiver correto. e o caminho estará livre para a aplicação direta e bem sucedida dos princípios da Mecânica (quer da Estática quer da Dinâmica). Observe contudo que o diagrama de corpo livre é apropriado para pôr em evidência a análise acurada sobre a ação de forças externas e. Representam-se. de modo a não se confundirem com qualquer outra que possa aparecer. O corpo escolhido incluirá uma ou mais das quantidades desconhecidas desejadas. exercem atração.a omitir do diagrama de corpo livre certas forças que podem pare· cer. em seguida. e negativo. o diagrama não deve ser amon\oado desordenadamente. Muito freqüentemente é falsa a primeira impressão que uma determinada força possa parecer não influenciar o resultado desejado. Esta fase é freqüentemente a mais crucial de todas. As setas que indicam forças devem ser claramente evidenciadas. onde k é a constante elástica da mola e x é sua deformação. à primeira vista. todas as forças que atuam sobre o corpà isolado. Deve-se definir claramente o corpo ou combinação de corpos que deve ser isolado. Ao caírem nesta tentação. em seguida. A análise sistemática do limite completo do corpo mostrará todas essas forças. removidos. 3. É somente através do isolamento completo e da representação sistemática de todas as forças externas que se pode calcular com segurança os efeitos de todas as forças ativas e reativas.60 / ESTÁTICA totais sobre um corpo rígido como as forças de igual intensidade e direção aplicadas por contato externo direto. com excessivas informações alheias a seu objetivo. Esse limite externo define o isolamento do corpo de todos os corpos que estão em contato ou exercem atração.

eles ssas elas das elos ulos .\3 Ft F'~ ~ ! em . V ma 2.2 pareos. zíveis . P ---Programa de corpo livre do corpo isolado ão da di- ão es ru- L. Viga Superfície de contato lisa. Viga em balanço W=mg Lx y .rrw=mg By ! L x menue o rnas a seu com 4. É dos p p~~~~N ~B. Treliya plana O peso da treUça é suposto desprezível comparado com P. eo quer Fig. É ue se alsa a anto. O 3.EQUILfBRIO I 61 no erda EXEMPLOS DE DIAGRAMAS DE CORPO LIVRE Sistema Mecânico 1. Massam M . Sistema rígido de corpos interligados considerado como uma unidade p m W=mg .3. ~~~M ões. emA.

As resultantes dessas forças reativas são mostradas atuando sobre a seção da viga (Ex. 3. a viga em balanço está fixada à parede e sujeita às três cargas aplicadas~ Quando se isola a parte da viga à direita da seção A. na próxima seção. 4. O suporte oscil. Em todos os casos. 2 da Fig. revela três quantidades desconhecidas par:a o equilíbrio com as cargas dadas mg e P. No Ex. existe o pino de ligação em B. Em aditamento à força aplicadaP e ao conjugadoM. para impedir que a treliça se mova para a direita.mte. sob a ação de seis forças e um conjugado. a treliça é composta de elementos estruturais que. 3.1). em torno de B. A Fig.1) é capaz de fornecer 'à treliça as componentes horizontal e vertical da força. Assim. A força exercida pelo canto A sobre a viga é normal à superfície lisa da viga (Ex. O pino de ligação em A (Ex. emB. 3. é necessário um conjugado M. quando se aplicam. Neste exemplo. quando os cálculos forem executados nos problemas reais. 8 da Fig. está claro que a componente vertical Ay deve ser dirigida para baixo. deve-se incluir as forças reativas aplicadas na viga pela parede. Além disso. As características dos vários tipos de forças de contato. através de exemplos selecionados simples e diretos. os sentidos positivos deBx e By no Ex. este método é tão importante que recomendamos ao estudante reler esta seção várias vezes. 4 o. sob a influência da componente horizontal de P. quando estiver estudando os exemplos dos diagramas de corpos livres mostrados na Fig. Está mostrada uma força vertical V para contrabalançar o excesso de forças aplicadas com sentido para baixo.62 I ESTÁTICA o diagrama de corpo livre foi apresentado em detalhe por causa de sua grande importância em Mecâ· nica.2 e os problemas resolvidos que aparecem no final da seção seguinte.esta força é transmitida à estrutura B (Ex. Qualquer uma das muitas configurações internas. para evitar que a treliça gire no sentido horário. seria possível sem alterar o efeito do mecanismo como um todo e este fato é apresentado pelo diagrama de corpo livre. Em aditamento à carga externa P aplicada. 2. será útil termos certa prática inicial com seu desenho.o mecanismo completo. estão incluídas nos quatro exem· pIos. a partir de m. ilustradas na Fig. Se o peso total dos membros da treliça for apreciável. As dimensões e as intensidades foram omitidas para tornar mais claro. 3. Recomendamos novamente ao estudante dedicar uma atenção especial a esta fase. A validade dessas hipóteses deve ser aprovada ou não. e de By no Ex. os problemas que seguem foram planejados para dar essa prática. 4 da Fig. 3. a treliça completa pode ser removida de sua base de suporte e tratada como um corpo rígido único. 1. Tendo em vista esta fmalidade. O método do diagrama de corpo livre assegura a defmição precisa de um sistema mecânico e concentra a atenção sobre o significado e a aplicação exata das leis da Estática e da Dinâmica. No Ex. o diagrama de corpo livre na aplicação dos princípios do equillbrio das forças. Se as superfícies de contato no canto não forem lisas. 3. 3. isto é. considerados em conjunto. O isolamento do sistema mecânico em estudo será identificado como uma fase crítica no equacionamento do modelo matemático. quando comparado com P e com as forças em A e B. 3. O diagrama de corpo livre está agora completo e mostra a viga em equilíbrio. 3. que atua através do centro de gravidade da viga. que exerce sobre a viga uma componente x e uma y da força. 3. então estes pesos devem ser incluídos no diagrama de corpo livre como forças externas. anti-horário. relativamente simples. para impedir que a viga gire em tomo de A. nos diagramas de corpos livres.1). 7 da Fig. de acordo com o que derem os sinais algébricos dos termos. no intuito de assegurar a direção do cabo.1. Na verdade. as forças internas não são mostradas. Os sentidos positivos destas componentes são supostos arbitrariamente. o diagrama de corpo livre deve incluir as reações sobre a treliça em A e B. Deve ser também incluída a tração T para compensar o excesso de forças aplicadas para a direita. . que se supõe conhecido (Ex. çiiagrama de corpo livre d. isolado. 3 é mostrado o peso mg. 3.1). Antes de usarmos diretamente. positivos ou negativos. No Ex. 8 da Fig. o sistema completo é tratado como um corpo único.2 fornece quatro exemplos de mecanismos e estruturas juntamente com seus diagramas de corpo livre corretos. constituem uma estrutura rígida. 6 da Fig. No Ex. existe a possibilidade de desenvolvimento de uma componente de atrito tangencial.1). pode suportar somente uma força vertical e . Foram admitidos. Também a componente horizontal Ax estará dirigida para a esquerda.1). O peso mg da viga deve ser representado passando pelo centro de massa (Ex.

B no os asta os alios 5. Caixote de massa m homogênea. no lado direito. os valores numéricos das forças e as dimensões do corpo. o corpo a ser isolado é mostrado no lado esquerdo do diagrama e. Foram omitidos. ~ a a sulda ser ces· ser om- 3. Lança OA. suportada pelo pino de articulação (ligação) em A e pelo pino fIXO posicionado dentro da ranhura lisa em B. Alavanca de controle aplicando torque ao eixo em O. para facilitar.1 . A (7\F Probl. 2 to ino tas heno mo 4. a não ser que seja indicado o contrário. incompleto. he. 3. Alavanca em ângulo suportando a massa m. A lança está pivotada em O e suportada pelo cabo de içamento em B. Os pesos dos corpos são desprezíveis. Peça carregada. de Corpo s os As DCL incompleto em· 1. apoiado na parede vertical lisa e suportado em uma superfície horIZontal rugosa. Acrescentar todas as forças necessárias. em um r as esta de está ido dir dos sos ~g A p 2.EQUIu"BRIO / 63 ecâ· ra a do é os no OBLEMASPROPOSTOS Em cada um dos cinco exemplos seguintes. de mas· sa desprezível comparada com a massa m. para formar um diagrama de corpo livre completo. um diagrama de corpo livre (DCL). do corpo isolado. em cada caso.

Os pesos dos corpos são significativos. apenas quando é mencionado. para evitar o deslizamento da estaca. Os pesos dos corpos são desprezíveis. tendo esta uma superfície horizontal lisa. Rolo de uma cortadora de grama de massa m.)1 B ângulo para estrutura. sendo empurrado para cima. A barra repousa sobre uma superfície horizontal rugosa.~ ESTÁTICA 3. A. O sentido de algumas componentes de reação nem sempre pode ser determinado sem cálculo numérico. Corpo 1. em um plano inclinado de ângulo e. 2. uniforme sendo içada para a posição. em cáda caso. Faça todas as mudanças ou adições necessárias. o corpo a ser isolado é mostrado no diagrama do lado esquerdo. a não ser que se indique o contr4rio. Barra dobrada soldada em A e submetida a duas forças e um conjugado. para formar um diagrama de corpo livre correto e completo. DCL errado ou incompleto 3. Alavanca levantando uma massa m. F 4. Jogo de suportes em . A y I I M M L_-x P•••• \'" Probl.2 \V1 cada um dos cinco exemplos seguintes. 3. (Nota.3 Desenhar um diagrama de corpo livre completo e correto. No lado direito é mostrado um diagrama de corpo livre errado ou incompleto. de cada um dos corpos indicados. A superfície horizontal de suporte está escariada.) . F 5. pelo guincho.2 :> p- ~ 3.. As dimensões e os valores numéricos foram omitidos. Todas as forças conhecidas e desconhecidas devem ser qualificadas. Nós com pino. Estaca de massa m.

considerados em conjunto. meio-fio. 3. e pelo I 2. de massa m. que atuam um corpo é nula. como uma só unidade. Barra inicialmente horizontal. em duas dimensões podem ser escritas na forma escalar (3. vertical Fixada P. por meio de piI 7. 5.1) que.1.3. suspensa pelo cabo vertical em A e suportada pela superfície inclinada e rugosa em B.§ij ~ ~ 4. Barra de massa m.EQUILi"SRIO I 65 ias. polias e cabo de ligação a serem isoladas. mo ~M 8. defIniu-se equilíbrio como a condição na qual a resultante de todas as forças. um corpo está em equill'brio se todas as forças e os momentos dos sobre ele estão compensados. Dito de outro modo. Estrutura completa. nas extremidades. Submetidos ao conjugado M e suportados como está mostrado na figura. No item 3. ulação em pela A forçaP. aos suportes rígidos. homogênea.3 CONDIÇÕES DE EQUlLIBRIO s são adas. massa m. Placa de A. uniforme. e rolete de massa M. suportada por uma superfície rugosa e sob ação de cabo horizontal. uniforpelo me. Baira horizontal de massa m. Ce pino no plano flexionada sob carga P. Roda de massa m na iminência de mas 6.. Estas exigências estão contidas nas equações vetoriais do equilibrio . não 1000 1. Probl. uniforme. Roda com gome.2) . suportada cabo pesada. nos.

3. As equações de equilíbrio das forças serão satisfeitas na direção vertical onde a aceleração é nula.2 são as condições necessárias e suficientes para o completo equihbrio em duas dimensões. uma vez satisfeitas. 3. as forças e os momentos não estarão compensados. 3. se não forem satisfeitas. mas não o serão na direção horizontal. Para o equilíbrio completo em duas dimensões. suficientes porque. com velocidade crescente. evidentemente. também. A . mas as duas equações de equillbrio das forças serão satisfeitas. tendo em vista que todas as outras equações estão automaticamente satisfeitas. estão desenvolvidas no livro Dinâmica.2 devem ser integralmente satisfeitas. sobre o corpo ou fora dele. a partir da segunda lei de Newton referente ao movimento. e o equihbrio estará assegurado. por exemplo. Estas equações mostram que a aceleração do centro de massa de um corpo é proporcional à força resultante F. p CATEGORIAS DE SISTEMAS DE FORÇAS EM EQUILÍBRIO EM DUAS DIMENSÕES I Figura I Equações independentes Categoria F~2 . deste autor. São condições necessárias porque. e o corpo pode ser tratado como se estivesse no estado de equihbrio. e um pode valer sem o outro. estas condições são requisitos independentes. = o---------I I== '-''// 1. não está em equihbrio rotacional. . Estas categorias de sistemas de força que atuam em corpos em equihbrio estão resumidas na Fig. exige somente a única equação de forças. Um outro exemplo. que atua sobre o corpo. As equações que relacionam força e aceleração para movimento dos corpos rígidos. uma roda girando em torno de seu centro fixo de massa.3 e explicadas como segue.::onhecidas.tã . Colinear I IY pode situação é o ~Fx = oI A segunda :alcorrência ser consi IY L__ x I I~/ I ~Fx = o I --ügono ação das três fo ~íbrio é de considerável das forças é traçadc z 4. (a) Categorias de Equilíbrio. As aplicações das Eqs. a força resultante sobre ele deve ser nula. I de I mais ~Fy oo ~Mz ~F. com velocidade angular crescente. na direção das forças (direção x).66 / ESTÁTICA A terceira equação representa o somatório nulo dos momentos de todas as forças em torno de qualquer ponto O. São. 3. Tome. As Eqs. torno er sob a cada ação de ~tante em torno do pon ponto. Conseqüentemente. não pode ocorrer desbalanceamento de esforços. Geral ~Fx = o ~F)' =0 Fig. se um corpo move com velocidade constante (aceleração nula).2 caem naturalmente dentro de um número de categorias que são facilmente identificadas. um corpo que deslize em uma superfície horizontal. as três Eqs. Porém.3 Caso 1. O equilíbrio sob forças colineares. . sob a ação de forças aplicadas. 3.

uma das forças exercerá um momento resultante em torno do ponto de concorrência das outras duas.3. 3. Neste caso. porém deve ser uma força R que passa . Para o corpo mostrado na Fig.5 na as. 3. O ato do corpo não deve confundir esta simples exigência. (a) Corpo submetido à ação (b) Polígono fechado de três forças satisfaz ~F == O Fig. o que violará a exigênçia de momento nulo.5a). e a única equação de momentos em torno de um eixo (eixo z) normal ao plano das forças. Vê-se que as linhas de ação das três forças devem ser concorrentes. as. as forças devem ser iguais. os pesos dos corpos são 'derados desprezíveis.EQUILI"BRIO / 67 uer eto os rer das ões atua rça Caso 2.5b. Caso 3. opostas e colilleares. o equilíbrio de um sistema geral de forças em um plano (x-y) exige as duas equações de forças plano e uma única equação de momentos em torno de um eixo (eixo z) normal ao plano. como mostrado na Fig. A primeira situação é o equilíbrio de um corpo sob a ação de apenas duas forças. um As o o sa.3. é comum reduzi-Ias a três. o equillbrio de forças paralelas em um plano exige a única equação de forças na direção das (direção x). o equillbrio de forças que se situam no plano (x-y) e são concorrentes no ponto O exige ente as duas equações de força. 3.4 e está claro que para tal corpo. das p /' /' /' /' de -p /' /' em Corpo submetido à ação de duas forças (a) Fig. combinando duas ou mais das forças conhecidas.4 A segunda situação é o equillbrio de um corpo sob a ação de três forças (Fig. Há duas situações de equillbrio que ocorrem freqüentemente e para as quais o estudante deve ser do. Caso 4. isto é. Se um corpo em equillbrio estiver sob a ação de mais de três forças. tendo em vista que a soma dos momentos em torno de O.00 se LMA =0. não pode ser um conjugado. se ela ainda existe. (b) Equações Alternativas de Equilíbrio. em o de um eixo z que passa por O. Neste caso. é necessariam~nte igual a zero. então. Se elas não o forem. o polígono das forças é traçado de modo a fechar-se. comparados com as forças aplicadas . Dois exemplos são ados na Fig. A única exceção ocorre quando as três forças são paralelas. O princípio da concorrência das três forças em equillbrio é de considerável utilidade na execução de soluções gráfIcas das equações das forças. Nas ilustrações citadas. a resultante R. em torno de cada ponto. 3. o ponto de concorrência pode ser considerado como estando no infmito. Há duas maneiras adicionais de se expressar as condições necessárias para o equilíbrio de forças em duas dimensões.

3.6d. Agora. a resultante. com três incógnitas. Por exemplo. mas nenhum vínculo tangente à superffcie. para um sistema de forças copIa· nares. obtém-se equações dependentes. escrevendo-se três equações de momentos em torno de três pontos que estão sobre a mesma linha reta. Por conseguinte. onde C não é colinear com A e B. está claro que R deve ser zero e portanto o corpo está em equilfbrio . como mostrado na Fig. se ela existe. a identidade 0=00 (c) Vinculas e Determinação Estática. que a força resultante R. Para a bucha . se "iMB = O. Novamente. contudo. não somente deve passar por A. B e C são três pontos quaisquer não situados sobre a mesma linha reta.6c. Vfnculo significa o impedimento do movimento.en!e "bitrária. Se agora a equaçOo ~ F x ~ O "mantém onde a direçOo x é perfei. fornecidas pelos seus suportes. meramente. (b) x "LMA = O satisfeita "LMR=O tMA = O}satisfeitas lÍ .68 I ESTATlCA ( . para qualquer corpo tal como mostrado na Fig. Estas equações conterão informações redundantes e a solução de duas delas pode. A terceira equação verificará. no máximo. se "i Me = O. deve ser uma força R que passa por A. se "iMB = O. Portanto. deve passar por B. se ela ainda existe. como mostrado. Além do que. p~r A.-B. determinar duas das incógnitas. Tal força não pode existir. onde B é qualquer ponto tal que a linha AB não seja perpendicular à direção x. As equações de equillbrio desenvolvidas neste item são condições necessárias e suficientes para estabelecer o equillbrio de um corpo. Portanto. Quando nem todas as equações de equillbrio são independentes. uma opção para o conjunto das equações de equilfbrio é: onde os dois pontos A e B não se devem situar sobre uma linha perpendicular à direção x. contudo elas não fornecem necessariamente informações suficientes para se calcular todas as forças desconhecidas que possam atuar sobre o corpo emequillbrioo A questão de suficiência situa-se nas caracterfsticas dos vfnculos a possfvel movimento do corpo. onde A. se "iMA = O. confonne a Fig.". (c) Figo 306 (d) Uma terceira formulação das condições de equilíbrio pode ser feita.6b. - tMA = o satisfeita -------. as equações de equillbrio podem ser . "gue.. uma força tangencial não pode ser suportada. a resultante. 3.1. em um problema geral em duas dimensões. a esfera e o suporte oscilante fornecem vfnculos normais à superffcie de contato. se ainda existir. o r01ete. No Ex. 4 da Figo 3. 3. obtém-se informação redundante e a solução das equações dará O = O. (a) A R\. mas deve também ser perpendicular à direção x.

O número de elementos de suportes redundantes presentes corresponde ao grau de indeterminação estática e se iguala ao número total de forças externas desconhecidas menos o . o suporte pode transmitir um conjugado para a viga através do pino. exigida para ajustar as dimensões da estrutura àquelas das fundaçÕes entre A e B.EQUI ÜBR 10 I 69 nne ém nha io.ÚInero de equações de equilíbrio independentes disponíveis. a saber: a força em A. elas ade de guia e o curso r do Ex. ou combinação rígida de elementos. a menos que o pino não esteja livre para girar. conforme fossem influencidas por suas correspondentes propriedades de rigidez. 3. as equações de equillbrio são sufIcientes para determinar as orças externas desconhecidas.ÚInero míniino de vínculos necessários para assegurar uma confIguração de equihbrio são chamados de estaticamente determinados e.7 . Vínculos suficientes (b) Estabilidade incompleta. Conseqüentemente. 3 não for livre para girar. considerada como um corpo único. Suportes que podem ser removidos sem destruir a posição de equillbrio do corpo são chamados de redundantes. outra vez.7 apresenta quatro tipos diferentes de vínculos.2. conjugados. plaela eve o é ea gnieta. 3. pode-se desperdiçar esforço na tentativa de uma solução impossível. antes de tentar resolver um ifOblema de equillbrio. Um corpo será identillcado como estaticamente indeterminado quando existirem ais reações externas desconhecidas do que equações de equillbrio independentes disponíveis. contudo. (d) Estabilidade excessiva. Portanto. não seriam sufIcientes para a determinação de todas as quatro incógnitas. Eqs. que possua mais suportes externos ou vínculos do que os necessários para manter uma posição de equilíbrio. que suporta a treliça do Ex. o pino de articulação fixo fornece vínculo em ambas as direções. Um corpo. para o sistema de forças envolvido.2. para tais corpos. Caso contrário. o terceiro vínculo é posicionado de tal modo que a sua linha de ação passa pelo ponto A. Contudo. No Ex. oferece vínculo à rotação. onde os vínculos são perfeitamente sufIcientes para assegurar uma posição estável e onde as forças de suporte desconhecidas podem ser completamente determinadas pelas equações de equillbrio independentes disponíveis. A Fig. distâncias ou ângulos. por esta breve discussão. Vínculos parciais Vínculos parciais Vínculos redundantes Fig. mas não oferece resistência à rotação em torno do pino. (c) Estabilidade incompleta. 3. fosse substituído por uma junta de linO. as três equações escalares do equilíbrio independentes não iriam fornecer informações sufIcientes para o cálculo das quatro incógnitas. A existência de três vínculos em um problema bidimensional. cógnitas podem ser forças. Por outro lado. esta confIguração de ndissaA e o nto da mas cha A (o) Estabilidade completa. Portanto existiriam quatro reações de apoio incógnitas atuando sobre a viga. onde as forças dos outros dois vínculos concorrem. assim como vínculo ao movimento lateral. nem sempre garante a existência uma configuraçito estável. As . Ao discutir a relação entre vínculos e equillbrio. o ponto A do corpo rígido está fIxado por dois vínculos e não pode mover-se. É sempre bom contar o número de forças desconhecidas sobre um dado corpo e estar certo que um número igual de equações independentes podem ser escritas. 3. referência à Fig. é chamado de estaticamente indeterminado. Estas duas componentes da 'orça seriam dependentes da deformação das barras da treliça. o estudante está alertado neste ponto. Se o suporte oscilante. com o auxI1io somente das equações de equillbrio. Os problemas sobre equillbrio incluídos nesta seção e por toda a Estática estão geralmente restritos a corpos estaticamente determinados. As três condições de equilíbrio escalar. deve-se estar atento para a questão da adequabilidade dos vínculos.3. Na parte a da figura. 6. além do exigido. para o fato de que ele deve estar atento sobre a natureza dos vínculos. se o pino B no Ex. Fazendo. e um terceiro vínculo impede qualquer rotação em torno de A. para suportar uma configuração de equilíbrio sem colapso. corpos que são suportados pelo . O suporte fIxo do Ex.2. As reações horizontais também seriam dependentes de qualquer eformação inicial. na Fig. haveria um vínculo adicional. Na parte b da fIgura. como em A. 5. o vínculo somente é possível na direção normal à guia. a duas componentes da força emB e o conjugado emB. 7. visto que Ax e Bx não poderiam ser separadas. Assim o corpo está completamente fIxo com três vínculos adequados apropriados). 1.

Na solução de problemas é recomendável. para formar seus hábitos de abordagem à solução dos problemas de Engenharia.Ccos 200 . e mOstra as cmco forças que estão em equilíbrio.3 = O 0.Fy =8 (a) = O] T sen 400 . estas declarações estão localizadas entre parênteses. Os vínculos desses dois exemplos são freqüentemente denominados impróprios. juntamente com as outras três forças mostradas.342C [1. nesta direção. Para os eixos x-y mostrados. O esboço apresentado constitui o diagrama de corpo livre do nó em questão. que pode ocorrer quando forem aplicadas forças externas sobre o corpo. ilustram a aplicação do diagrama de corpo livre e das equações de equilíbrio em problemas típicos da Estática. Os problemas resolvidos no final do item. à esquerda dos cálculos e servem como recordação da justificativa para cada etapa principal.766T + 0. Em geral. A configuração da parte c da figura fornece uma condição semelhante de fixação incompleta. Como já foi citado. Problema Resolvido 3. a melhor escolha para centro de momentos é o ponto pelo qual passa o maior número possível de forças desconhecidas.0. Quando se aplicam as equações do equilíbrio. porque os três vínculos paralelos não podem oferecer resistência inicial a pequenos movimentos verticais do corpo como resultado da aplicação de cargas externas sobre ele. Solução. Nos problemas resolvidos.1 Determinar a intensidade das forças C e T que. A necessidade freqüente de encontrar a solução simultânea das equações de equillbrio pode ser minimizada ou evitada por uma escolha cuidadosa dos eixos de referência e do centro dos momentos. que este corpo está mal fixado. através da observação direta. A ligação 4 é. particularmente neste estágio inicial. um passo muito útil é proceder a uma rápida escolha dos eixos de referência e do centro de momentos. . as recomendações localizadas no item 1. com a ligação 4 atuando como um quarto vínculo.8 são valiosas ao estudante. quando os vínculos de um corpo em equilíbrio em duas dimensões são adequados (apropriados). parciais (impróprios) ou redundantes. [~Fx = O] 8 + T cos 400 + C sen 200 - 16 = O 0. Solução I (álgebra escalar).03 kN Resp. atuam sobre os elementos de um nó de treliça. é geralmente possível concluir.7. Como mostrado noS quatro exemplos da Fig. têm-se. Conclui-se. assim. desnecessário para manter" a posição fixa.~ÀTIC' vínculos não pode oferecer nenhuma resistência inicial à rotação em torno de A. preceder esta aplicação por uma declaração simbólica do princípio ou da equação regente envolvida.940C = 3 (b) A solução simultânea das equações (a) e (b) dá T= 9. um vínculo redundante. Na parte d da figura. Do mesmo modo. 3. então. a grande maioria dos problemas neste livro é estaticamente determinada com vínculos adequados. tem-se as condições de fixação completa. eo corpo é estaticamente indeterminado. antes de aplicar um princípio da Mecânica.643T . com vínculos parciais.09 kN C= 3.

EQUI LfBRIO

I 71

ndo cuta, do em-

Solução II (álgebra escalar). Para evitar a solução de equações simultâneas, serão usados os eixos x"y', tomando o primeiro somatório na direção y', para eliminar T. Assim P;Fy'

Notas:

CD

= O]
- C cos 20° - 3 cos 40° - 8 sen 40° + 16 sen 40° C= 3,03 kN

=

O

ção . A
[!:Fx'

Resp.

= O] =O
Resp.

A escolha dos eixos de referência, para facilitar os cálculos, é sempre uma consideração importante. Poderíamos ter tomado, neste exemplo, um outro conjunto de eixos, coincidente e perpendicular à direção de C, e empregarmos um somatório de forças normais a C, para eliminá-Ia.

ção s), ati-

T + 8 cos 40° - 16 cos 40° - 3 sen 40° - 3,03 sen 20°

T= 9,09 kN

quaasso al, a scoser

Solução ]]] (álgebra vetorial). Com os vetores unitários i e j, nas direções x e y, o somatório de forças nulo para o equilíbrio dá a equação vetorial [!:F

= O]

8i + (T cos 40")i + (T sen 400)j - 3j +

+ (C sen

200)i - (C cos 200)j - 16i

=O

Igualando a zero os coeficientes de i e de j tem-se 8 + T cos 40° + C sen 20° - 16 T sen 40° - 3 - C cos 20° que, naturalmente; das acima.

esta solção são ção

=O =O

são as mesmas equações que (a) e (b), resolvi-

Solução ]V (geométrica). Apresenta-se o polígono que representa a soma vetorial nula das cinco forças. Imediatamente vê-se que as equações (a) e (b) dão as projeções dos vetores nas direções x e y. Semelhantemente, as projeções sobre as direções x' e y' dão as equações alternativas da solução 11. Uma solução gráfica é facilmente obtida. Os vetores conhecidos são dispostos em seqüência, usando uma escala conveniente, e as direções de T e de C são traçadas para fechar o polígono. A interseção resultante no ponto P completa a solução, permitindo medir as intensidades de T e de C diretamente do desenho, qualquer que seja o grau de precisão usado na construção do polígono.

§...!íl::!.

~ Os vetares conhecidos podem ser somados em qualquer ordem desejada, mas sempre devem ser somados antes dos vetores desconhecidos.

Problema Resolvido

3.2

Determinar a tração T no cabo de suporte e a força sobre o pino em A, para a lança do guindaste, mostrada. A viga AB é um perfil I, padronizado, com 0,5 m de altura e 95 kg por metro de comprimento.

Solução algébrica. ~ evidente que o sistema é simétrico em relação ao plano vertical x-y, como se observa na vista lateral. Assim, o problema pode ser analisado como o equilíbrio de um

\

I

ESTATlCA

sistema de forças coplanares. O diagrama de corpo livre da viga é mostrado na figura, com a reação do pino em A decomposta nas duas· componentes retangulares. O peso da viga é 95 00-3) (5) 9,81 = 4,66 kN e atua em seu centro. Note-se que existem três incógnitas, Ax, Ay e T que podem ser achadas com as :três equações de equilíbrio. Começa-se com a equação dos momentos em torno de A, que elimina duas das três incógnitas. Na aplicação da equação dos momentos, em torno de A, é mais simples considerar os momentos das componentes retangulares x e y de T, do que calcular o braço de alavanca de T em relação a A. Portanto, tomando o sentido anti-horário como positivo: (T cos 25°) 0,25 + (T sen 25°) (5 - 0,12) - 10 (5 - 1,5 - 0,12) - 4,66 (2,5 - 0,12) Calculando, vem:

OB

T= 19,61 kN

Resp.

Igualando a zero as somas das forças nas direções x e y, vem: [EFx [EFy

4,66 kN

~

= O]
= O]

Ax - 19,61 cos 25°

= 0,

Ax

= 17,77
= 0,

lOkN

kN Notas:

Diagrama de corpo livre

Ay + 19,61 sen 25° - 4,66 - 10

Ay = 6,37 kN,
[A = .J~A-x-'-+-A-y-'J,
3

A =

y'(i
kN.

7,77fJ + (6,37)', Resp.

CV

A

= 18,88

A justificativa para este passo é, naturalmente, o teorema de Varignon ou teorema dos momentos, explicado no item 2.4. Esteja preparado para tirar, freqüentemente, toda a vantagem deste princípio.

Solução gráfica. Aplica-se o princípio de que três forças em equilíbriO devem ser concorrentes para uma solução gráfica, combinando-se as duas forças verticais conhecidas de 4,66 kN e 10 kN, em urna força única de 14,66 kN, aplicada, corno se vê, sobre o diagrama de corpo livre da viga, modificado, na parte b da fJgUra A. A posição desta carga resultante pode ser determinada gráfica ou algebricamente. A interseção da força de 14,66 kN com a linha de ação da força de tração T, desconhecida, define o ponto de concorrência 0, pelo qual deve passar a reação do pino A. As intensidades desconhecidas das forças T e A podem agora ser determinadas, traçando-se o polígono feohado de equilíbrio das forças. Após a carga"vertical conhecida ser repre6entada em escala sonveniente, corno é mostrado na parte inferior da figura, desenha-se urna linha que representa a direção dada da tração T e que passa pela extremidade do vetor de 14,7 kN: Do mesmo modo desenha-se uma linha que representa a direção da reação A do pino, determinada da concorrência estabelecida com o diagrama de corpo livre e que passa pela parte traseira do vetor de 14,7 kN. A interseção das linhas que representam os vetores T e A estabelece as intensidades de T e A, necessárias para igualar a sorna vetorial das forças a zero. Essas intensidades podem se! medidas diretamente do diagrama. As componentes x e y de A podem ser representadas no polígono de força, se isso for conveniente.

CV

O cálculo de momentos em problemas bidimensionais é, geralmente, tratado de maneira mais fácil, pela álgebra escalar do que pelo produto vetorial r A F. Em três dimensões ocorre o oposto, corno será visto.

®

A direção da força em A poderia ser calculada facilmente, se desejado. Porém, no projeto do pino A, ou na verificação da sua resistênCia, a intensidade da força é que interessa.

--~~~~f"-...
[
.

-...o~
I

Ax A 1--1A y

_--

i

4,66 kN

EQUIu"BRIO

/ 73

OBLEMASPROPOSTOS o
cilindro tem massa homogênea de 40 kg e repousa sobre superfícies lisas A e B, inclinadas de 30° e 60° da horizontal, respectivamente. Determinar as forças de contato em A e B. Resp. A=340N;B=196N 3.7 Se o parafuso B do grampo de madeira for apertado de modo que os dois blocos fiquem submetidos a uma compressão de 500 N, determinar a força no parafuso A. (Nota. A força no parafuso pode ser tomada na direção do parafuso.)

Probl. 3.4 Determinar a intensidadeP da força horizontal que o jardineiro deve exercer sobre a alavanca leve de um rolo para gramado de 100 kg, a fun de mantê-Io parado em um plano com 10° de inclinação. Encontre, também, a força exercida pelo solo sobre o rolo. O centro de gravidade do rolo está no centro
O.

150 mm

Probl. 3.7

3.8

Uma balança de mola indica uma tração T no cabo mais à direita de um sistema de cabos e polias, que está suportando um corpo de massa m. Expresse m em termos de T. Desprezar as massas das polias . . Resp. m = 8T/g

Probl.3.5

l.6

O suporte deslizante mostrado é empregado para facilitar a mudança de posição de um gancho de içamento, quando estiver sem carga. Quando carregado, as saliências A e B se travam nos flanges de uma viga caixão, e o gancho se projeta para fora através de um rasgo horizontal na viga. Calcular as forças em A e em B quando o gancho está suportando uma massa de 300 kg. Resp. A = 4,91 kN; B= 1,96 kN

Probl. 3.8

3.9

A viga de 4,5 m de comprimento e de massa uniforme igual a 200 kg está carregada, no plano vertical, pelas forças paralelas mostradas. Calcular as reações nos. apoios A e B. A
6kN 2kN

.

~

~

~
~

LL ~
I

O,5m

1,5m +lm

Jl4kNJ 1m 0,5m

Probl. 3.6

Probl.3.9

74 I ESTÁTICA

3.10

Calcular a forçaP que o homem deve exercer sobre o cabo, a fim de suspender o caixote de 200 kg, na posição incliriada mostrada. Escolha os eixos de referência de modo a encontrar P usando uma única equação, sem envolver a tração na parte superior do cabo. Resp. P

6

=

871 N

Probl. 3.13

Probl. 3.10
1,5m~

3.11

Encontrar graficamente a força P e a tração T da parte superior do cabo do Probl. 3.10. Calcular as intensidades T, e T2 das trações nos dois cabos que suportam o caixote de 100 kg. Resp. T, = 1 067 N; T2 = 1 730 N

3.12

A
010

~O,75J m

Probl.3.14

2000 N

?
3.15 A resistência à flexão do suporte é testada com uma carga de 2 kN. Calcular a força sobre o rolete emA e a força total suportada pelo pino em O. Probl. 3.12

3.13

Determinar a força P que o operário, cuja massa é de 80 kg, deve exercer sobre o cabo, a fim de suportar a si próprio, no assento ligado no mecanismo, como é mostrado na figura. Que força R o homem exerGe sobre o assento? Resp. P= 157 N; R = 628N Para testar a deflexão de uma viga uniforme de 100 kg, o menino de 50 kg exerce uma força de 150 N no cabo, montado como mostrado. Calcular a força suportada pelo pino da articulação O. Resp. FO = 3,93 kN

3.14

Probl. 3.15

EQUIÜBRIO / 75

A estrutura em T de massa 200 kg, tem o centro de massa em G. Calcular a força total suportada pelo pino em O, após a aplicação da força de 3 kN no cabo. Resp. O = 2,36 N

~

3kN

2,5m

't1..-.
Prob1.3.16 3.20 Calcular o valor do conjugado M, necessário para empurrar a roda de 40 kg para cima do plano inclinado. Determinar também a força de contato R em A. A superfície do plano inclinado é suficientemente rugosa para evitar escorregamento. Resp. M= 47,1 N·m; R = 393 N

Um avião a jato, com massa de 8 Mg, está voando horizontalmente à velocidade constante de 1 000 km/h, sob um empuxo dado pelas turbinas de 16 kN. Se o piloto aumenta a taxa de combustível para forneçer um empuxo de 20 kN e levanta o nariz do avião de modo a subir, mantendo o ar na velocidade constante de 1 000 km/h, determinar o ângulo () formado pela nova trajetória de vôo com a horizontal. Notar que a resistência do ar na trajetória de vôo, em uma altitude qualquer, é função somente da velocidade do ar . Resp. () = 2,920
8 Se o peso do pau de carga for desprezível, comparado com a carga P, encontrar a força F sobre a rótula, em A, e mostrar que F é constante para todos os valores de (). Determinar o valor limite de T, quando () se aproxima de 900•

Probl. 3.20

3.21

com o1ete

Substituir o conjugado M, do Probl. 3.20, pela força horizontal P e calcular seu valor, necessário para empurrar a roda de 40 kg para cima do plano inclinado. Determinar também a força de contato R, emA. Não ocorre deslizamento. Resp. R = 406 N

Probl. 3.18

Probl. 3.21

9

A peça articulada é usada para ativar um dispositivo de trinco, para ligar um grande reboque ao seI.: vagão. Se uma tração T = 400 N for necessária na barra de controle horizontal para desengatar o pistão, contra o qual a peça atua em C, estimar por meio de uma solução vetorial, a mão livre, a força que o pino suporta em A.

3.22

O tambor de óleo com massa de 300 kg, quando cheio, tem centro de massa em G. Calcular a força vertical P, necessária para manter o equilíbrio do tambor e do carrinho na posição mostrada. Pode-se desprezar o peso do carrinho quando comparado com o do tambor.

p p
375mm

Probl. 3.25 3.26
450

..• ,. 2~·'i
Probl.3.22 3.23

Dimensões em milímetros

A viga em balanço, com massa uniforme de 50 kg por metro de comprimento, suporta o conjugado e as três forças mostradas. Isolar a viga à direita da seção A e calcular o momento (conjugado) M e a força vertical V, exercida pela parede nesta seção. Resp. V = 3,44 kN para cima M = 8,33 kN' m anti-horário

Um tambor de 600 mm de raio, com centro de massa G no seu centro geométrico, tem uma maSSE total de 1 600 kg e repousa sobre um carrinho constituído por dois roletes longos de 240 mm de diâmetro. Os roletes se apóiam sobre uma superfície horizontal lisa e são impedidos de se separarem por meio de vínculos horizontais, um em cada extremidade do rolete, como mostrado. Calcular a tração T em cada vínculo e a reação R entre o tam· bor e cada rolete. Resp. T= 3,79 kN; R = 10,91 kN

1 kN 2m

!

1,5 kN

3m

---±-

4m

b~
~2kN'm

240 mm

A Probl. 3.23 3.27

Probl. 3.26 A treliça rígida está submetida às quatro cargas mostradas e é suportada pela articulação em A e pela ligação BC. Desprezar o peso da treliça e calcular a intensidade da força suportada pelo pino em A. Porque, com o carregamento dado, a direção da força em A é paralela a BC?

3.24

A vara de 15 metros, com massa uniforme de 150 kg, é suportada por suas extremidades lisas, contra as paredes verticais, e pela tração T no cabo vertical. Calcular as reações em A e B.

Probl.3.24 3.28 3.25 A chave de pinos é usada para girar eixos e anéis. Se um momento de 80 N • m for necessário para girar o eixo de 200 mm de diâmetro em torno de seu centro O, sob a ação da força aplicada?, determinar a força de contato R sobre a superfície lisa em A. O encaixe do pino em B pode ser considerado como ocorrendo na periferia do colar. Resp. R = 1 047 N A fita magnética, sob uma tração de 10,0 N em D, passa em torno das polias-guia e através do cabeçote de eliminação da informação registrada em C, com velocidade constante. Como conseqüência de um pequeno atrito nos mancais das polias, a fita em E está sob uma tração de 11,0 N. Calcule a tração T na mola de suporte em B. A .chapa é horizontal e o mancal A, de rolamento de agulha, é de precisão. Resp. T. = 10,6 N

I

determinar a cempanente herizental 0x da reaçãa exercida sebre a reda. que sustenta e superte leve. entãe. cam reletes nas extremidades e massa uniferme de 5 O kg. pela mancal fixe em O.30 mD. escrevende somente uma equaçãe de equilÍbrie. A = 747 N rgas A e calpino eção o 3. Determinar a traçãe T. 0x = 510 N Prebl. Descreva.34 A figura mestra uma série de chapas retangulares e seus vínculas. uma madificaçãe nas apaias. Resp. 3. 3. permanece em equil1brie na pesiçãe mestrada. a de fita trazené de .3. abem C. a ferça de atrite cem e sele impede a gire da rada. 3. Usande semente uma equaçãa de equilíbrie.32 cenjugade aplicade ne Prabl.>I. per inspeçãe. tadas limitadas ae plane de representaçãe. que teme a estrutura estaticamente determinada.28 3. ne mÍnime. seb a açãe de um cenjugada de 30 Nom aplicade ae superte leve. Analise a chave e a reda ceme se fessem um carpe únice. per meie da cerda herizental CD. Calcular a intensidade da ferça supertada pele pine em A.29 Prebl.EQUIÜBRIO / 77 A"· Prebl. 3. As chapas pedem ser submetidas a várias .6 N I A barra. -- 300N Prebl. na cerda.29 é substituíde pela ferça herizental de 300 N mestrada.33 As estruturas mestradas sãa estaticamente indeterminadas. as ferças A e B. Pre!.33 3. para cada casa. Resp.3. Obter.31 de assa nho m de erfírem cada ar a amkN Prebl.32 Calcular a intensidade da farça supartada pele pine em A. 3. Quanda se aplica a ferça de 300 N na chave de reda vista na figura.

.35 1----1 ~ Um barco. calcular a força que atua pino que liga o míssil à sapata B. duas de cada lado. com vínculo redundante. sapata A é firmemente presa à ranhura. Calcular a tração T no fio e as reações contra os roletes em A e. (B) Estabilidade parcial. é suportada pelas superfícies vertical e horizontal e pelo fio AC. no trilho-guia.2 N d r Probl. Em teste estático de míssil. Identificar as chapas que se relacionam com cada uma das seguintes categorias. Resp. (D) Estabilidade parcial.s. com vínculos insuficientes. 3. Resp.38 Probl.. A = 73.3. .36 A laje uniforme de concreto. escrever z expressão para o arrastamento D sobre cada uma das duas sapatas dianteiras. calcular a tração T na ancoragem do cabo horizontal. ainda em fase experimental. enquanto sapata B fica solta. Sustentação é a força vertical que cada sapata suporta. A"astamento é a força horizontal que a água opõe ao movimento.35 As sapatas de suporte que mantêm o míssil preso plataforma de lançamentos deslizam em ranh T. O barco tem massa total m e centro de gravidade em G. Para a posição onde = 600. (C) Estabilidade completa.6 N. A relação entre a sustentação e o a"asta· mento. como se vê na figura.34 3.37 3. D = 4n 1 ( mg + T -bd+h) A barra.78 I ESTÁTICA cargas conhecidas aplicadas no plano da chapa.37 · . tem massa de 25 Mg e está sendo içada vagarosamente para a posição vertical. B = 196. T = 295 N. O empuxo é fornecido pelz hélice. 3.~/ ~ Probl.em B. para cada sapata.36 HD ~ 8 4 5 3. Para um dado empuxo T da hélice. com vínculos redundantes. usando somente uma equação de equilíbrio. 3. está equi· pado com quatro sapatas. !J tio 2 Probl. com roletes nas extremidades e massa uniforme de 30 kg.empuxo de 20 kN. 3. (A) Estabilidade completa com o número mínimo de vínculos suficientes. é n. Sabendo-se que o míssil tem massa de 1 500 kg e centro de gravidade G e . pela tração P no cabo de içamento. mqstrada em vista lateral.

43 reso<hurG! ssil. Resp. ás forças correspondentes nos pares de rodas traseiro e dianteiro do caminhão. ento.40 . Para um dado valor de 8. ver a uma h) - O caminhão basculante é usado para levantar uma seção cortada de um tronco de uma grande árvore. Sob ação do conjugado M = 50 N • m. A seção do tronco tem massa de 600 kg e a do corpo da carroceria é de 300 kg. c. Indicar. também. dois valores adicionais de {3 para posições estáveis. A massa do cavalo mecânico é de 3 100 kg. aplicado à carroceria através do eixo em O.42 Probl. o levantamento. pela superfície horizontal. na posição de levantamento. aplicado em A. 3. Resp. 3.20 Mg. F ~ 26 kN O guindaste móvel de uma oficina de automóveis' está levantando um motor de 100 kg. Sugere-se uma solução gráfica. a intensidade F da força total suportada pela articulação em O. calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C e a pressão de óleo p que atua contra o pistão com diâmetro de 80 mm.38 9 A barra e os roletes das suas extremidades têm o centro de massa em G.3. Calcular a força compressiva F C. 3. no qual a barra estará em equilÍbrio instável.42 3.44 mm mm Probl. ua n: <<- Determinar. Resp. Para a posição mostrada. do cilindro hidráulico AB. O corpo do reboque e o míssil têm massa combinada de 6.42. a roda se ap6ia contra o rolete em B. Calcular o torque M necessário para fazer. para a posição em que o eixo AB do cilindro é perpendicular ao eixo longitudinal do reboque e míssil. em cada haste dos cilindros. FC = 343 N Probl. que a impede de rolar para a frente. nto tem e ur:. no sistema de transporte de míssil descrito no Probl. e estão dispostas sobre superfícies inclinadas. determinar o ângulo {3.41 A roda de 300 mm de raio com massa de 60 kg e centro de massa em G. conforme mostrado. também. repousa sobre uma superfície horizontal rugosa. A unidade é levada para a posição por dois cilindros hidráulicos.39 Um reboque especialmente constru{do é usado para transportar e erguer um míssil até a sua posição vertical de lançamento. O centro de massa G •• está localizado diretamente sobre as rodas traseiras.41 equicom entro pela rasta· força é <- Probl. Calcular a intensidade da força total exercida sobre a roda em C. Calcular.EQUI L(BR 10 I 79 3. e o centro de massa está em G 2 • Probl. com centro de massa em G. 3. 3. um de cada lado do reboque. {3 = arc tg (+ tg 8) 3. 3. excluindo a carroceria.

quando sai da fábrica. Todos os roletes estão perfeitamente livres para girar. em O. F = 2 340 N Probl. Um homem de 80 kg move-se vagarosamente Probl. na posição mostrada. com a massa m mantendo a tração especificada T na correia para a posição mostrada. Calcular a força de atrito F.5 kN. em Los Angeles.47 A cápsula lunar. antes do tambor começar a girar. A lança oe do guindaste lunar tem 48 kg.45 I 3. Resp. Desprezar os pesos do braço e da polia central. no momento em que ele posiciona a cápsula na superfície da Lua.da terrestre. 3.3.J3T2+ (mg)2 Probl. tem massa de 240 kg. exercida por aquele rolete.2 kN A Probl. 0= 99. tangente ao tambor. comparados com m. que deve vencer um apreciável atrito no mancal. 3. e também encontrar a intensidade R da força exercida sobre o tambor por todos os roletes de A. para as condições de equilíbrio. Resp. 3. para estas condições.20 Mg.4 7 3.48 Um guindaste está içando um trator de 4. Calcular a tração T no cabo preso a B e a intensidade da força suportada pela articulação em O. com excessão de um em B. e seu centro de gravidade está na metade do comprimento. Resp.ESTÁTICA a uma distância de 700 mm da linha de centro vertical. Lembrar que a atração gravitacional da Lua é +.48 .46 O tambor com massa uniforme de 400 kg está montado sobre uma linha de roletes em A e outra em B. 3. na posição de 600• Desprezar a largura da lança.44 Determinar a dimensão !. Encontrar também a força R suportada pelo pino. quando fabricado. Determinar a força F no cilindro hidráulico AB do guindaste. de alumínio. R = . T= 61.46 Probl. A massa da lança OA é 2 Mg e o centro de massa está no meio da sua altura. 3.

Calcular a tração nos cabos A e E. e serve para girar o setor em torno do seu eixo geométriCO O.3. Resp. a Lua ~ 340 ~Probl.52 3.2 kl\ Probl. 3.3. A força P aplicada ao cabo de levantamento é lentamente aumentada. Resp. TE = 2449 N 240 kg. O anelA fornece suporte somente na direção horizontal.34 kN Probl. 3. para impedir que o conjunto gire. r == 367 mm. Resp. para içar o anel C.- o peso da treliça rígida AECDE é pequeno.8° C< C< ~ (J O. TA = 816 N. uma em A e outra em E.'o sa estÉ o cabe a pelE líbrio.2m Probl. Quando 30°.50 A estrutura triângular com polias tem massa total de 200 kg e centro de massa em G. Localizar o centro de massa G da estrutura especial. deve ser aplicado um torque anti-horário de 2 460 N • m à engrenagem em E.ície 6. 3.3 kN A viga tem comprimento de 6 m e massa uniforme de 300 kg. em E.53 . em A . calculando r e (J.51 Probl.49 A peça OEC e a roldana C têm juntas SOOkg e o centro de gravidade em G.. . Um dos roletes em E é uma engrenagem que encaixa em um anel dentado do sétor. (Suges- Uma estrutura especial para girar grandes seções de tubos de concreto (mostrada em tracejado). compaudo com a carga de 12 Mg que ela suporta. tire vantagem da substituição de uma força por uma força e um conjugado) . 9. piL.52 tão. nça OC cado. consiste de um setor. Ao usar a equação do momento. 0= 34. apre<= trito :olete. ~ exerc:A. e a forçaP é igual ao peso da viga.53 Mg. == 79. e a força suportada pela articulação de pino. Calcular a força suportada pela articulação de pino O quando a carga de 3 kN for aplicada. os dois cabos AC e EC de 4 m e a viga. 3. quando a viga deixa os seus suportes. ça. é necessário um torque de 4 680 N •m sentido horário para evitar a rotação. de massa 80 Mg. Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em O.EQUILfSRIO / 81 odos tro ar. quando se aplica a força de 10 kN no cabo. O = 13. Calcular a força na barra horizontal. montado sobre duas linhas de roletes. Resp. Quando = O. ~ comp::ráuli mome:.

Mz =O O ~ /2. j j (a) Diagrama do Corpo Livre. conforme a conveniência. O segundo grupo de três equações expressa o outro requisito do equillbrio. o diagrama de corpo livre tem a mesma fmalidade essencial que em duas dimensões e deve ser sempre traçado. As condições gerais para o equilíbrio de um corpo foram estabelecidas nas ~~ (3. "LF = O. "LMy = O e "LMz = O. Para a segunda equação. que devem ser incluídos nas equações de equihbrio. Para aplicar a forma vetorial das Eqs. LFy = O e "LFz = O.F I =O ou II I '2. quando igualados a zero. porque qualquer uma delas é válida .3. 3. não haverá equillbrio rotacional em torno deste eixo. e k forem todos nulos. se a roda de inércia do motor do carro acelerando estiver girando com velocidade angular crescente.1. representa-se o momento de cada força com o produto vetorial r X F. inicialmente representa-se cada força em termos dos vetores unitários coordenados i. . Os eixos de referência podem ser escolhidos arbitraria· mente. item 3. I ~embro em Cl (3.: 1 ~M:: O '2. Aprendeu-se. A única restrição é que deve ser usado um sistema coordenado destro. 3.3) incluem os efeitos de todas as forças que atuam sobre o corpo em consideração. e k.sem a outra.M =O ou f:':~ I {\s três primeiras equações escalares estabelecem que não existem forças resultantes atuando sobre um '!po em equihbrio. ponto conveniente O. na equação resultante. no item anterior. mas as quatro equações do equilíbrio restantes estariam satisfeitas para os eixos do cen tro de massa. a segunda lei de Newton diz que a força resultante sobre o carro é igual à sua massa ve~es a aceleração. Em três dimensões.ESTÁTICA -O~RIO CONDIÇOES EM TR~S DIMENSÕES DE EQUlLmRIO si< . a soma vetorial será nula se os coeficientes de i. Estas . ou traçar as projeções ortogonais do diagrama de corp livre. para um carro acelerando em uma estrada reta e nivelada. em torno do eixo x. darão precisamente as três equações escalares do equihbrio. Os coeficientes de i. Assim. em qualquer das três direções coordenadas. Estas seis equações são condições necessárias e suficientes para que exista o equillbrio completo. "LFx = O. Para a primeira equação.1). j e k. Os somatórios nas Eqs. onde a soma de momentos pode ser tomada em relação a qualque.-=: equações vetoriais do equillbrio e suas componentes escalares podem ser escritas como cie lisa ou . especificando que a força e o conjugado resultantes sobre o corpo sejam nulos.3) . Pode-se escolher entre desenhar uma vista em perspectiva do corp isolado com todas as forças externas representadas. As seis relações escalares das Eqs. Estes três coefioientes. produzem exatamente as três equações escalares dos momentos. "LFx 1= O.:or Os princípios e métodos desenvolvidos para o equilíbrio em duas dimensões serão. que o diagrama de corpo livre é o único método confiável para identificar todas as forças e momentos. estendidos ao :J'brio em três dimensões. que é não existir momento resultante agindo sobre o corpo em torno de lualquer dos eixos coordenados ou de eixos paralelos á eles. "LMx = O. mas as equações restantes do equilíbrio de forças são satisfeitas pois todas as outras acelerações são nulas. "LM = "Lr X F = O. Ambas as representações serão ilustradas nos problemas resolvidos no fmal deste item. Portanto.3 são condições independentes. Por exemplo. "LM = O. agora. com notação vetorial. quando igualados a zero. r sendo o vetar posição de O para qualquer ponto sobre a linha de ação da força F. Do mesmo modo. (3. Então tem-se "LMx 1= O junta· mente com "LFx 1= O.

.. da força. I I../ 2. M "'-.•. requer o conhecimento das características das superfícies de contato. '-y x/~z . ~ma união-rótula livre para Além das três componentes % etares entes 5.1 e 3.•. y x/ . com todas as três componentes.. Iz IZ clda pela guia sobre a roda além da força normal N. y P~e existir a força P..•. Suporte de roda ou rolete com restrição lateraL ... União-rótula.. 3. . . As representações das Figs. no diagrama de corpo livre. radiais poderá. 6.apontadas na Fig. . .. .••••.. s três R ~IZ M%~ . uma conexão fixa ... Membro em contato com superfície rugosa.. e um ressa o de ias e aria· com Existe a possibilidade de uma força F.. Membro em contato com superfície lisa ou membro suportado por esfera.3. x/ .•..•• % . atuar sobre o membro. 3.. ~R R". Conexão fixa (soldada ou engastada).. e estão expandidas para sistemas tridimensionais na Fig.•.. tangente à superfície (força de atrito). exer- 4... "'Z ..•../'~ % lquer veto entes alares Ry R % M M. para problemas bidimensionais. ••.// ~ .EQUILt"BRIO I 83 A representação correta das forças..8./ R".... Tipo de contato e origem das forças 1. ao nas AÇÂO MECÂNICA DAS FORÇAS NA ANÁLISE TRIDlMENSIONAL . eixos x ez...8 tRz C!)M I Y suportar Mx e Mz· os conjugados . I Estas Ação sobre o corpo a ser isolado A força deve ser normal à superfície e dirigida contra o membro. do mesmo modo que a força normal N.8 serão usadas na análise tridimensional. Estas características foram .•.1... poce suportar uma Ry .. representado por suas pode suportar um conjugado três componentes..// ~I N' P . R I 'Y força R..3) . Rx também.. onde são mostradas situações mais comuns de transmissão de força. A menos que o mancal seja livre para girar em torno dos :-....// /.... ' válida wton mas as esmo ente.. y // x Fig... Apoio tipo mancal de escora. 1 g~ar em torno do centro da rotula.. 3.. untaos d x/ . % 'Y O manca! de escora é capaz de suportar a força axial Ry IZ s que re é o es de m duas corpo corpo y . 3... y 3. '-. y x/ .. e as forças e Ry. "'" cbM I IZ ~y C"o..

.•. o 9~Ui11'briO de forças concorrentes com uma linha exige todas as equações."a :l::Mz=O DE EM .. tendo em vista que seus momentos em torno de qualquer eixo que passe por O é. Geral :l::Fy =0 :l::Fz =O Fig.84 I ESTÁTICA (b) Categorias de Equilíbrio. Caso 3.••./F2 . F . Caso 2. 3.•. zero.' Sistema de Forças ..111~~ :l::Fy=O Fa 'z --. o e~ui1IbriO de forças paralelas exige uma única equação de forças na direção das forças (dire· ção x). 'z Fa .9..••. x I EQUILIBRIO :l::Fx= O IY :l::Fz =0I Livre ~ . "- I F2/ 'I 4. porém exi~e duas equações de momentos em torno dos eixos (x e z) que são normais à direção das forças. " I I ~ .•.9 L 'c Caso 1...io~ncorrentes em um ponto O exige as três equações de forças mas nenhu· ma equação de mo~éntos.' :l::Fx = O :l::Mz=O :l::Fz =0 (:: til --l:::/ .•. exceto a equação do momento em torno desta linha..••. automaticamente. (3. . x TRÊS DIMENSÕES Diagrama de Corpo :l::Fx O Equações Independentes /.3) cai em quatro categorias que podem ser facilmente identificadas com auxIllo da Fig.-tt:::: 1'1 (e) IY CATEGORIAS IY= ".-'.••. o equi1íb.'. que está automaticamente satisfeita.3. :'z I 1-- I Fl""". A aplicação das Eqs.~ I :l::My=O :l::Fy=O _.

Vínculos parciais Vínculo redundante Fig. de modo que o corpo está completamente fixado e os víncusão ditos adequados. na Fig. uação (direão dai (c) Vínculos e Determinação Estática. 3.1 (X>.2 e 3. 3. com raras exceções.10 nenhuor O é. as informações eridas para calcular as forças incógnitas que atuam em uma situação de equilíbrio tridimensional. já equadamente localizados para completa fixação.~ A está comp~tamente fixado pelas ligações 1. seria. com a tal sétima ligação montada.EQUIÜBRIO / 85 m se:- Caso 4. Vínculos suficientes (b) Estabilidade incompleta. . Existe um critério analítico para determinar a adequação dos 'cu1os.lOd. contudo. estaticamente indeterminado.sticas dos vínculos providos pelos suportes. então. respectivamente.3. Se fosse imposta uma sétima ligação ao sistema de seis vínculos. necessariamente. A parte (b) da figura mostra o mesmo número de vínculos. citam-se quatro exemplos de condição vínculos. embora sejam condinecessárias e suficientes para estabelecerem o equilíbrio. Aqui o corpo está fixado de do incompleto e parcialmente restringido. tem-se outro caso de corpo fixado de modo completo e parcialmente restringido. portànto. As seis relações escalares das Eqs. Na parte (a) da figura é mostrado um corpo rígido cujo .cia contra uma força desbalanceada na direção y e. a questão da adequabilidade das informações depende das caracteí.p-ara--alertar o leitor sobre o problema. Outra .ez. como foi o caso em duas dimensões. 5 e 6 impedem a rotação em torno eixos das ligações 1. porém. Vínculos parciais (c) Estabilidade incompleta. os vínculos de apoio dos corpos rígidos em equilíbrio serão sempre adequados e estaticamente terminados. não provêm. os vínculos não provêm resis. As ligações 4. (d) Estabilidade excessiva. tal como é mostrado na Fig. Semelhantemente. Na Fig.10. (a) Estabilidade completa. seriam fornecidas mais restrições do que as necessárias para manter a posição de equilíbrio e a sétima ligação seria redundante .3). (3. porém está fora do escopo deste livro. Neste livro.2 e 3. o equilíbrio de um sistema geral de forças exige as três equações de forças e as três equações de entos. corpo. vê-se que não erecem resistência a um momento que pode ser aplicado em torno do eixo AE. 3.

por se tratar de eixo uniforme. Bx=654N As forças em A pode~r ~ facilmente determinadas por Resp. =-se Igualando os coeficientes de i. ?malmente.81) = 1 962 N. pelo como piso sobre mostrado. (Caso 2 das categorias de equiUbrio) . Estas . por convecia.JAx2 +Ay' =. Usaremos A como centro dos momentos.. com 7 m de comprimento. que Ax e Ay dariam negativos. agindo sobre a extremidade B. Os eixos foram selecionados como está na figura. naturalmente. y e z.)k= O Ay = 1 962 N Az = 1 962 N +AZ2 Resp. exerci- [ [ :::XC. meramente verifica os resultados das duas primeiras equações.2By + 6Bx = = O.ESTÁTICA blema Resolvido 3. que são evidentes das condições necessárias para manA no lugar. ~ paredes e lisas. O diagrama de corpo livre descreve a situação física. A equação vetorial de momentos dá rAB X (Bx + By) + rAG X P= O (-2i . Solução. sempre que possível. as extremidades Calcule as do forças eixo. . A=. Este resultado poderia ser previsto.---. do fato que um sistema de forças em equilíbrio. (654 -Ax)l Ax = 654 N t I 962 -Ay)j + (-1 962 +A. concorrentes em uma linha. e· resolvendo. Primeiro traça-se o diagrama de corpo livre do onde as forças de contato.J (654)2 + (1 962)2 + (1 962)2 = 2851 N . [ = Solução vetorial. (i) Note que a terceira equação.a:a eliminar as forças em A. de modo que é preferível mostrar as forças no seu sentido físico correto. A extremidade em esfera B repousa contra as [ [ ~~~.riso horizontal.6j + 3k) X (iBx + jBy) + (-i . .J 2' + 6' + h2. necessita somente de duas equações de momentos.p<>nentes estão mostradas com os seus sentidos físicos =tos.3 m t = o eixo de aço. :. resultando. a força exercida pelo piso sobre a -o-rótula é representada por suas componentes x. tem massa. então. após o cálculo. tomar todas as componentes desconhecidas das forças no sentido matemático positivo.=.Skm e rAB=-2i-6j+3km ::cde o centro de massa G está localizado a meio caminho entre A e B. j e k a zero. Além do peso P = mg = = 200 (9.verticais . A posição vertical de B é encontrada de .5k) X X (-1962k) = Notas: O <D j -~ -~ 3 O + -~ O -3 O I· Bx .uniforde 200 kg e é suportado por uma união do tipo rótula em A. 'Sfu normais à superfície das paredes. Os vetores posição necessários para ~ os momentos em torno de A são rAG=-li-3j+l. p:F=O] .5 -1962 I= O (-3By + 5 886)i + (3Bx -1 962)j + (-2By + 6Bx)k= O Poderíamos.3j + 1. h= 3 m. By kll' ~.

issim eles podem ser arbitrariamente fixados. embora a solução vetorial seja igualmente satisfatória. alavanca e tambor. respectivamente. [l:Fx = O] Ax + 35. deve revisá-Ias e praticar. ~ ••• A força aplicada de 200 ?'{ esta decomposta em suas tres componentes e cada uma das trê~ vistas mostra duas destas componentes. Da projeção x-z tem-se [l:MA = O] 150Bx + 175 (70.1 962 = O Problema Resolvido 3. enquanto o mancal B suporta somente a carga radial (carga normal ao eixo geométrico).7 = O (í) Poderíamos ter iniciado pela projeção ao invés de x-y. Deve ser notado que as três vistas representam três problemas bidimensionais. Se detenriinarmos as equações escalares dos momentos em tomo de eixos passando por A e paralelos. de topo e do fundo de uma caixa de plástico transparente. A projeção no plan~-. tomar as equações de momentos em tomo dos eixos através de B. O mancal A suporta o esforço axial (força na direção do eixo geométrico).4 N Ax = 35. portanto. serve apenas como verificação.1 kg Resp. como observado anteriormente. Solução. Determinar a massa m que pode ser suportada e a força radial total exercida sobre cada mancal.t das forças dos mancais está mostrada em termos das somas daS'Componentes incógnitas nas dii:eções x e y. observando-se que ~\linha de ação da resultante das duas forças de 70. aos eixos x e y. Os sentidos corretos das forças Ay e By não podem ser determinados. O acréscimo de Az~g~completa os diagramas de corpo livre.EQUIL"BRIO / 87 Solução Escalar. Por outro lado.2) = O m = 44. Aqui é usada a solução escalar para ilustrar esta introdução. porém aqui está representadbI por suas três projeções ortogonais. sobre o corpo e alinhado com ele. se desejado. . para obter Ax eAy- = O] = O] 1962(3) .Fz = O e. Visualize as três vistas como se fossem as imagens do corpo projetadas sobre as superfíCies frontal. relacionados pelas componentes correspondentes das forças. x-z . Os sentidos corretos de Ax e Bx podem ser obtidos por inspeção.4 -70. podia ter sido mostrado pot uma vista no espaço. c6nsiderados como um corpo único.250 (173. até que as intensidades dos momentos sejam obtidas.4 Uma força de 200 N é aplicada ao cabo da manivela do guincho na direção mostrada. sem linha ou plano de simetria e. meramente dá 6Bx . [l:Fx [l:Fy ['2:.250 (70.3 N (i) Se o estudante não estiver familiarizado com as três vistas padrões da projeção ortográfica.7) . então.7 N passa entre~ e B. que.7) = O Bx = 35. O sistema é evidentemente tridimensional. Da projeção x-y tem-se as no do. podemos escrever [l:MAx [l:MA y ® Observe que a soma de momentos em tomo de um eixo que passa por A e paralelo ao eixo z. iam eve vel cor- das poema em quaas de x = Notas: [l:Mo = O] 100 (9.Fz = O] = O] -Ax + 654 = -Ay + 1962= O O Ax = 654 N Ay = 1 962 N Az = 1 962 N = O] Az .3By = O -1962(1) By = 1 962 N Bx = 654 N + 3Bx = O As equações das forças dão.81 m) . O diagrama de corpo livre do eixo. simplesmente.2By = O. poder-se-ia ter obtido primeiroAz de '2:. o problema deve ser analisado como um sistema geral de forças no espaço.

6k) X + (3j + 4k) + + (2. são: 2j kN ~ kAx ·~I 'Az I / fij I .. em torno de AB. Todas as forças desconhecidas. exceto T.___.J Ax' + Ay2] Ar =.5i + 6k m k 48T I e r•. Resp. portanto.25 (2i': 2.88 / ESTÁTICA '3) A vista y-z dá [~MA ® = O] =O By A vista de y-z poderia ter seguido imediatamente após a vista x-y. 150By + 175 (173.6k).-----l. por meio de uma rótula. não contendo nenhuma linha ou plano de simetria e. X F· n. A conclusão das equações vetoriais dá .y A equação de momentos.1 (4.250 (44.5j + 6k) = = + (3j + 4k).173. sob a ação da carga de 2 kN. deve ser analisado como sistema de forças geral no espaço. A rotação em torno da linha AB. e é suportada pelo anel.J 46.81) [~Fy = 520 N = O] Ay + 520 . é r.. em torno da linha AB. é impedida pelo cabo CD. . as reações no anel e as componentes da reação em A. = 2.J Bx' + B/] [~ = 93. r.4)' + (520)' = 521 N [~ (~ Problema Resolvido 3.J (35.(44. Desprezar o peso da estrutura comparado com a carga aplicadà. em A.2) .25 + 20 = O T = 2.7 N [Ar =. no cabo.5j .1) (9.5' te na direção de AB momento/em torno por do rponto fi.8)' [B =. As expressões vetoriais para T \r \ \ I/ \I \ T rI = = ~ 46. o momento dedo T. -i + 2. em B.J 4~. com a reação no anel representada pelas duas componentes...81) = O so Ay = 86. [~ B = . o momento da carga F apUcada. podem ser eliminadas por uma soma dos momentos. agora. Assim. Solução. / X . A direção e o sentido de AB estão representados por um vetor unitário fi O = .J (35.1) (9. . Analogamente. e determinar a tração T. vem a ser: (-i + 2.83 kN Resp.2 .5j m. O momento de T em torno de AB é a componen\ . A estrutura é estável na posição mostrada.J6'/+ 4.. .5j . com ajustagem folgada. \ I i5 --------2:~D I .5i + 6k) X (2j) X + (3j + 4k) = O. porque a determinação de Ay e By pode ser feita ápós encontrar mg.25 (2i + 2.5 N Resp. O sistema é evidentemente tridimensional. vetor em torno de AR é dado I X T· A. A figura mostra o diagrama de corpo livre.5 A estrutura tubular soldada está apoiada no plano horizontal x-y.5j) X .8 N I [~ As = forças radiais totais Ay sobre os mancais vêm a ser [rFZ O] = 70.3)' + (86.

Resp.55 . A porta é mantida no plano vertical pelo rolete guia C. portanto.56 O centro de massa de uma porta de 30 kg está no centro do painel. calcule as forças laterais horizontais em cada rolete A e B ._:J Probl. manobrouse de modo que as rodas ficassem sobre balanças. 3.<: /360 IL [~m mm S M duu ~ do 'ÇO.50 kN pelos (i) Lembre-se que o vetor r.5Bz Ay + 4. Se o peso da porta é inteiramente suportado pela dobradiça inferior A.06 = 0.417 4.04kN kN Az 2 (2.u l.417 -3. como segue: (~Mz = O] Resp.43 kN.06 2--+2 1. 3.57 A porta representada é um painel retangular com massa uniforme de 600 kg e desliza.--- "".042 kN = -2.5) + 0. Tx = 0. escolhidos como positivos. OBLEMASPROPOSTOS Para verificar o equilíbrio de um avião.EQUIÜSRIO / 89 Notas: Tz aar Os componentes de T são.4 kN. C = 3. Para a posição mostrada. Probl.5Bx + 2.0201 m. y= 0. x= -0. ® Os sinais negativos nas componentes A indicam que elas estão no sentido oposto aos sentidos mostrados. Calcular a tração em cada um dos cabos A. instalado no piso.56 3. oom m"" " 40 kg P" metro de compdmento. Ao invés de r" uma escolha também válida seriaAC As incógnitas restantes são facilmente encontradas somatórios dos momentos e das forças. B = 22. Resp. Resp. B e C.0 kN. são soldadas em ângulo reto e içadas por ca~uticais. B = 190. .250 kN 4.833 -1. calcular a intensidade da força total suportada pela dobradiça emB. na expressão r • F para o momento de uma força. tendo-se obtido as seguintes leituras:A = 22. Az Bx Ax Bz Ay = = -1. que encosta na extremidade inferior da porta. em seus suportes de roletes A e B.215 m 3.042 O G) A vantagem de se usar a notação vetorial é a liberdade de se tomar os momentos diretamente.833 kN Ty = 1.56 kN kN -1. Calcular as coordenadas x-y do centro de gravidade do avião. no trilho fixo D.50 0.-dê modo que permaneçam no plano horizontal.2 N ---1't. é um vetor do centro dos momentos para qualquer ponto sobre a linha de ação da força. esta liberdade permite a escolha de um eixo que elimina cinco das incógnitas.042 O = (6) O (3) Ax (6) -= == OO 4.042 = 1. Neste problema. em torno de qualquer eixo.

As correntes leves oe e OD impedem que o sinal balance. de modo que as reações em cada lado da ranhura e a força suportada pela chapa da extremidade sejam iguais. com centro de massa no centro do retângulo. 3. para baixo. calcular a tração T na . O comprimento das duas correntes juntas é ligeiramente maior que a distância de a D. que é normal à direção da ranhura. Determinar a reação R de cada parede contra a esfera. Uma força de 400 N é aplicada. 3. quando um vento horizontal exercer uma força de 2 kN.ligação AD e a compressão nas ligaçõesAB eAC.60 3.58 D ( 3. de massa m e raio r. sobre a linha de interseção das duas paredes verticais em ângulo reto. de 1200. Probl. medido a partir da horizontal. com massa 120 kg.59 Uma esfera lisa e homogênea de massa m repousa na ranhura do bloco em V. normal ao sinal e atuando no seu centro.57 3. 3.62 O centro de massa de uma bancada.90 I ESTÁTICA D Detalhe do suporte ""- Probl. Probl. Se a tração no cabo da linha é 3 kN.61 'y 3m O cabo de uma linha de alta tensão está suspenso em uma torre de transmissão pela estrutura mostrada. Calcular o ângulo (). Calcular a força total suportada pela dobradiça em A.59 ""- x z I I I Probl. Resp.Ji \ 15' 3. está suspensa por um fio AB. A = 4 200 N e . R = mg.61 Uma esfera homogênea lisa. 3. e ~ Probl.60 3.58 O sinal retangular tem massa de 800 kg... no punho de uma chave de grifo que está sendo usada para torcer um tubo no seu . de modo que somente uma delas é tracionada de cada vez. de comprimento 2r. e se apoia ~ chapa da extremidade. está na linha vertical que passa pelo centro do seu topo quadrado. preso ao ponto B. Resp. 3.

do tubo e do flange.EQUIu'BRIO / 91 flange. uniformemente distribuída. Tz = 366 N Probl. e dobradiças nos cantos A e B de sua aresta superior. passa por uma pequena polia em E e é fixado no ponto F. Resp. e encontre a intensidade da força total em A. Suponha que o contato se dê nas arestas externas das pernas e despreze as massas da chave.63 massa entro é apligrifo o seu o pau de carga horizontal. O cabo. 1200 l1ll1l~~ _ <LjJlJ)-. BD e CD./. 3.64 '''z /' 3. B = 522 N. D = 689 N . 3.. suportadas pelos pinos em A e B. I I I I I I :5m I I I I \ ~D A /'x . A porta é mantida aberta na posição horizontal por meio de um fio de C' para D.66 . com massa uniforme de 160 Ieg..65 c ~ fI'<S> Os três mastros estão erguidos conforme mostrado e suportam o cilindro de 300 kg. preso ao cilindro. Calcular a tração no fio e as forças normais ao eixo das dobradiças./~~ . Probl./J-'Í~ A Prob1. Resp. TI = 507 N. 3. C = 367 N. Calcular a compressão P em cada uma das pernas iguais. no plano vertical x-y e pela rótula em O. As uniões nas extremidades dos mastros podem ser tratadas como rótulas e os pesos dos mastros são pequenos quando comparados com as cargas que suportam. é suportado pelos dois cabos. na parede vertical.J-/' I~ I~ I . em comparação com a da mesa. B / \-'1>"""" Ptobl./. antes de arriá-Io no buraco.65 Probl.62 penso ostraular a s liga- A porta de ventilação tem uma massa de 200 leg. 3. calcular as forças suportadas pelas três pernas que estão em contato com o solo. 3. . Se as pernas A e C forem ligeiramente mais curtas que as pernas B e D. Calcular as trações TI e Tz nos cabos.

269 kN compressão Um torque de 20 N • m é aplicado ao eixo flexível.041 kN tração B = 0.66 O pau de carga horizontal. conforme mostrado.72 A Probl. Esteja atento para indicar o torque (conjugado) que atua sobre o eixo do motor no seu sentido correto. é suportado pelos dois cabos ancorados em B e C e pela rótula em O. 3.87 kN A unidade rígida composta de eixo. por outro lado.70 B Probl. Após ter ocorrido a deformação angular inicial. com massa uniforme de 240 kg. O eixo está soldado a uma base fixa em A. A capa do eixo está montada em um apoio auto-alinhável em B.) . que é capaz de exercer uma força normal à linha de centro do eixo. está içado por três cabos. TC= 9. em A. e os torques de entrada e de saída serão iguais. consistente com a terceira lei de Newton.92 I ESTÁTICA 3. de 600 mm de diâmetro com massa uniforme de 50 kg.68 A placa de aço quadrada tem massa de 1 800 kg. aplicados. suporte e motor. Calcular a tração em cada um dos três cabos que suportam a placa na posição horizontal.67 ~. Os pesos das barras podem ser desprezados.~ . Calcular a tração T no caboAC.69 3. girando no sentido indicado.'. Além disto. aplica-se uma força de 200 N no suporte. A = 2. presos aos pontos 3. de comprimento 500 mm cada. \'"'"' tr.67 3. T=1310N Um anel de aço. Determinar a expressão vetorial da fQrça total R e do momentoM. As três barras estão presas em suas extremidades por rótula e são capazes de suportar tração ou compressão.~. uma rotação na extremidade de entrada será acompanhada por uma rotação na extremidade de saída. com centro de massa no seu centro G.~Onfo='mo""do. O apoio em A. é uma luva livre que pode suportar a capa do eixo em qualquer uma das 3 . (Atenção. Resp.70 3. conforme mostrado. 3. Resp.m Probl.69 Determinar a força em cada barra do tripé. tem seu centro de massa G localizado a 300 mm da linha de centro vertical do eixo. TA = TB = 5. Resp. O motor move uma máquina através de um eixo flexível e debita um torque de 200 N· m.861 kN compressão C = 1.71 3. 3.41 kN.çio. com massa de 30 g. ao eixo pela sua base.

3. Para a posição mostrada. ~~ xível.73 Ação do apoio emA 3. e a força A que atua na rótula em A. R e base. no cabo de um martelo. B = 208 N Se a porta de ventilação do Probl.75 300lmm 9 O mm4" Probl. paralela à superfície da porta. por um batente em C.16kN e F. ao invés de C para D. é articulada em A e B. em D. rmae de o na e de a em exerxo. Determinar as forças exercidas sobre a capa do eixo pelos apoios em B. perpendicular à sua superfície.1 907 N. 3. A porta é impedida de abrir. No que concerne ao equilíbrio. 72 A porta com massa uniforme de 30 kg. Resp. B = . (Atenção.74 1. a polia em V com uma velocidade constante.76 . calcular as componentes x e y das forças totais suportadas pelos mancais A e B e o torq ue M aplicado à árvore. 3.9 N. O eixo ndo uma ado.' . Observe a terceira leiode Newton na extremidade de saída.74 mosa G l do A. suportadas pelos pinos em A eB. torotor ceira B Probl. P= 70.'. além da posição em que está.71 . Despreze o peso do eixo.100kN I 93 \ Probl.63 for mantida em posição por um fio de C para E. C=-.73 3.EQUIu'BRIO duas maneiras mostradas nos desenhos em corte separados. L-~~25Inim Probl. determinar as duas trações TI e T" que atuam nos cabos. olhando o torque aplicado ao eixo. Para uma condição de equilíbrio da árvore.72 A engrenagem C aciona. calcular a tração no fio e as forças normais ao eixo das dobradiças. comparado com a carga aplicada de 30 kN.•. a capa do eixo pode ser tratada como um corpo rígido em uma determinada posição de flexão. Para as trações mostradas nas correias. T=.' 1800mm]. 3.3 N. A = 523 N.) Resp. Torquede saída aplicado aqui A árvore de manivelas de um compressor de dois cilindros está montada sobre os mancais A e B. C e D. as forças exercidas pelas bielas sobre a árvore de manivelas são FI = . O e que a das ~[~II' [J~c 3. para remover um prego. que exerce uma força contra a extremidade inferior da porta. Determinar a intensidade da força horizontal suportada pela dobradiça em B. 3. = 8 kN. Aplica-se uma força de 200 N. A = 83. 1200m~ 600 mm \~ _ . B=D=50kN. nas direções indicadas. Resp.1256 N Se o peso do mastro for desprezível. Seu peso é totalmente suportado pela dobradiça em A. calculara força P no dente da engrenagem e as intensidades das forças totais suportadas pelos mancais em A e B. 3.

.77 A porta do alçapão. ainda.77 3. a estrutura suporta.80 ..81 3. Calcular a compressão FB na escora. com massa de 100 kg.79 3. 3. 3.. .3 é girada de q~ um ~lo kg do de a 30°. D = 496 N 500 kg I. um conjugado de 1. exceto Ay.".'z 2000kg Probl. (Sugestão. é escorada por um suporte de rótula em A. respectivamente. con- A lança de aço de 9 m de comprimento e de 600 kg de massa. p= 1 584 N. Resp.80 Probl.·l~ H Probl."d•• i.. A ~tremJd~ D "". mo. e a força normal ao eixo das dobradiças no pino da dobradiçaD.' 'm. F= 343 N. 3.2 kN • m aplicado nz haste vertical CD.79 A estrutura rígida leve está fIxada à parede vertiC<: por uma rótula em A e pelos cabos BG e CF.. exerciclz sobre a esfera da extremidade B do eixo.o.. com centro de massa localizado na metade do comprimento.78 dade Uma das B do paredes eixo uniforme verticais d~\200 . é mantida aberta no ângulo 8 = are tg (4/3) pela escora leveAB. ~~ . conforme se vê na fIgura. R = 755 K 3. Use urnz equação vetorial que elimine referências a todas ~ incógnitas. Alérr: de suportar a carga de 500 kg. Calcular a componente y da fOIça suportada pela rótula em A. Resp.78 Probl. pelas paredes verticais C e D. e por dois cabos submetidos às trações TI e T.suportam Problema extremiResolvido 3. Calcular as intensidades das forças P e R. medindo 900 mm por 1 200 mm. Supor que as dobradiças trabalhem na extremidade inferior da aresta.94 I ESTÁTICA suportada no plano horizontal x·y por uma rótula. 3. O cabo que f~. I~.) z I 3.

O problema pode ser resolvido sem envolver a força em A. que vai da extremidade C da haste ao ponto fIxo D. na ranhura horizontal. Resp. por um anel liso em B e por um fio.82 3.83 Uma tabuleta retangular.) Resp.) ~ -~ j ~"'l_ 5Mg Probl. Calcular as trações T.81 te uma posição para o ponto D. C == 768 N 00 kg metate de s trClo que Probl. através da qual o cabo deve ser passado e preso. Estabeleça uma equação de momentos. colocada na porta de uma loja. = 19. exceto T. é guiado por uma roldana em B e está preso ao plano vertical x-y. 'R A peça rígida ABC está ligada à superfície vertical x-y. Calcular a tração T" (Sugestão. T.76 kN 3. O suporte ligado à parede no ponto C pode ser considerado como uma rótula. para que a peça mantenha a posição mostrada.1 To = 431 N N. Calcular a força exercida sobre a estrutura pelo anel fixo em B. x = 3. A estrutura está carregada por uma esfera de 100 kg. No canto D. Determinar x. 3. a força total em C e a força lateral R em D. soldada à haste horizontal. é suportada por uma rótula em A. 3. = 63. por meio de uma rótula em A e suportada pelos cabos BE e CD. de massa desprezível. A massa da peça pode ser desprezada diante da massa de 5 Mg que suporta. T.83 . em F. cujo centro está no centro do retângulo. a tabuleta recebe apoio somente na direção y. Exis- = 347 N. tem 100 kg de massa.. Resp. que elimine todas as incógnitas.75 m A estrutura tubular soldada. e To nos fios do suporte. (Sugestão.EQUILIBRIO / 95 suporta a carga de 2 000 kg.

pode-se empregar a álgebra escalar. de um parafuso. não só na Estática. que permita a eliminação do maior número possível de incógnitas ou escolher urn~ direção para o somatório das forças. pelo role te fIxado em A.) - FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO este Capítulo aplicamos nossos conhecimentos sobre as propriedades das forças. e rotulá-Ios. também endurecida. 5. a álgebra vetorial é. deve-se primeiro verificar se o corpo é estaticamente determinado. orientaran: Como é sempre o caso. Resp. é articulado em O e impedida de girar no plano vertical. 3. Estes cinco passos devem se tornar automáticos.84 . 2 e 3 constituem a parte mais fundamental da Estática. por letras. em torno de um pont seja também nulo (1:M = O). Cada corpc em equilíbrio é caracterizado por dois requisitos: que o vetor resultante de todas as forças atuando sobre ele seja nulo (1:F = O) e que o vetor resultante de todos os momentos atuantes sobre ele. Observar o princípio de ação e reação (terceira lei de Newton). sempre usando um conjunto destro para análise em trê~ dimensões. para tirar vantagem destas simplificações. a sua aplicação. com massa ulÚ100 kg. C 3. Eles fazem a base para o que se segue. e a melhor maneira de assegurar uma solução correta. é de aço endurecido e pode resistir a uma força de no máximo 7.. Representar cada força. particularmente útil na solução de muitos problemas tridimensionais..ESTÁTICA . 1. de tal modo que evite referências a determinadas incógnitas. 4.87 PROBLEMAS PARA lÓ:VISÃO ~~~-~ ~QIlJle-de barra ~~e comprimento. Calcular a intensidade da força total suportada pelo pino em O. mas também na Dinâmica. Ao resolver um problema de equihorio. Estes requisitos. Escolher os eixos de referência. porém. de acordo com a preferência e a experiência individual. Na utilização das equações do equilíbrio. além da posição de 30°. Se existirem mais apoios do que o necessário para segurar o corpo em posição. O estudank dev estar.86 1.j. aprendidos no Capo 2. pode representar considerável economia de esforço e tempo. a álgebra vetorial ou a análise gráfica.85 Probl. 0= 1 769 N A boca de uma chave tem acabamento fino.5 kN. Isolar o corpo em questão de todos os outros corpos adjacentes em contato com ele. mas sim. Decidir correta e inequivocamente qual o corpo em equillorio que será analisado. concentrada no ângulo da cabeça hexagonal. desenhando seu diagrama de corpo livre. não é a teoria que oferece dificuldade. é simplificar a álgebra da solução através da escolha de um eixo de momentos conveniente. dos momentos e dOE ados. Os princípios e métodos cobertos pelos Caps. Um dos procedimentos mais úteis. 3. ele será estaticamente indeterminado e as equações do equillorio não serão suficientes para encontrarmos todas as reações externas.. agora. para determinar o sentido de cack força. é segui-Ios consistentemente antes de iniciar o cálculo do equillorio. conhecida ou não. no qual são representadas todas as forças que agem sobre o corpc isolado. para resolver problemas do equilíbrio de corpos rígidos. de significado físico facilmente compreensível. 3. Uns pouco~ instantes de raciocínio. bastante familiarizado com os principais passos para aplicação dos princípios do equihorio. ~s Eles -o:nossas soluções. provenientes de fontes externas. 2.

simétrico. na coluna vertical fixa D. T { ~b Probl. que deve ser aplicado na roda. em A e B. para removê-Ia da depressão.689 kN 2.90 O dispositivo mostrado em corte pode suportar a carga L em várias alturas. rolando-a para fora. repousa sobre uma superfície rugosa e encosta no rolete A. nálise ment~ O dispositivo fita-rolete consiste de dois roletes de raio r cada um. Escrever a expressão para a força de contato R entre a fita e as superfícies planas de suporte.- Probl. x= 199 mm dante brio. Resp. Calcular a reação sobre o rolete A.87 3. normal às superfícies de contato em B pelo pinhão condutor A. supondo existir um uma ligeira folga entre a cabeça do parafuso e 'a chave.EQUILI'BRIO / 97 e dos corpc re ele onto. se M = 60 N • m e não ocorre deslizamento da roda . O peso do dispositivo é desprezível comparado com L.3. de modo que os pesos dos roletes e da fita não são envolvidos. Uma roda de massa m e raio r. circundados por uma fita flexível de espessura desprezível e submetida a duas trações T.85 m trê-. Resp. de 100 kg de massa. na altura desejada. com o centro em G. Resp. repousa em uma pequena depressão de largura b.86 B U1l12 xo de J b A ~. do c corpa ca& 3. Determinar a distância b na qual a carga seria posicionada a fun de que os dois roletes A e B suportem forças iguais.86 Probl. Calcule a abscissa média x do centro de massa G da areia. Para a posição na qual x = 5 m. a partir da linha vertical que passa pelo centro do cilindro. A ação se passa no plano horizontal. FA = 231 N 3. . Supor que não ocorra deslizamento.6 kN. A areia tem massa·de 750 kg e é fornecida uma força média de 3. é enni. ia de Está- 3. 3. aran: sem danificar as superfícies de trabalho. ao se reengatar a catraca C em outro dente. Desprezar todos os atritos nos rolos de suporte. Resp. como se vê na figura. com centro de massa G no seu centro geométrico. 3. para recapagem de areia é acionado por meio de motor e engrenagem.89 eta. Qual a influênciadero. 3._--. P = 0. mente ernas. determinar o valor da força de equilíbrio sobre o eixo da dobradiça em A. à engrenagem do cilindro rotativo.87 A roda. Determinar o conjugado mínimo M. 3.. b = 207 mm Probl. Calcular a força máxima P que poderá ser exercida com um braço de alavanca de 300 mm.89 T ouco. Resolver graficamente.88 3.88 Um grande cilindro giratório.91 A estrutura de elevação de uma plataforma de testes de foguete e o foguete nela localizado têm uma massa combinada de 635 Mg.reO? Probl. quando se aplica o conjugado M.

A massa da nave é 600 kg. no Apêndice C. Calcular também a reação nor· mal total N B sob o par de rodas traseiras em B.95 E necessária uma força vertical P sobre o pedal da alavanca. Resp. O braço B está livre para deslizar na luva C.94 3.) Resp.5 Mg com centro em G.98 I ESTATlCA normal sob a roda. Se a unidade é livre para girar em torno do eixo vertical da base D. para produzir uma tração T de 400 N na barra vertical de controle. determinar a força exercida contra a roda traseira direita pelo bloco A (ou A'). à velocidade constante de 5 km/h.SN Probl.) Resp. P = 85 kN. que evita o deslocamento da viatura quando o freio está solto. 3.1 C mm 160 1 A unidade de potência da máquina de fazer buracos para colocação de postes fornece um torque de 450 N· m à broca. tem massa de 13. FCD = I 046 N compressão FAC = FCB = 240 N tração 3. Determine a cargaP que o trator pode puxar. Mostre que a tração em cada fio é sempre mg/3. A'= 187. Resp. se a força motriz exercida pelo solo -em cada uma das suas quatro rodas for de 80% da força Probl.93 3. 3. (Suponha que as três sapatas suportem cargas iguais e consulte a Tabela C2.90 I' 2. de massa m.94 A placa de aço. indepen· dente da forma do triângulo. se necessário.9 3.92 O trator representado na figura. presos aos seus vértices.4m B Probl. B = 424 N Uma das três sapatas de pouso da nave Viking está mostrada na figura. A = 184 N. 3.91 3. uniforme. subindo uma rampa com 15% de inc1i:Í1ação. Calcular a força em cada perna do trem de pouso.96 p . e é usado para puxar ou empurrar cargas pesadas. mas não está livre para girar em torno do eixo horizontal de C.93 ••• mm B 400 60mm~' ~-ft L' ' f-41 f!~40mm Catrac. Determinar as reações correspondentes nos mancais A e B. com suas dimensões aproximadas. Probl. NB = 125 kN A 3. 3. Veja o sistema de cima para baixo. quando a nave está repousando sobre uma superfície horizontal em Marte. tem a forma triangular e está suportada no plano horizontal por três fios verticais. (Sugestão.

Resp. assim.96 Probl.98 O mastro de 300 kg é escorado por uma rótula em A. que repo\lsa sobre uma superfície horizontal e cuja altura é ligeiramente maior que o raio das bolas. 3.95 z orma por ostre pen3. == 11. colocada sobre elas. A == . Resp. Calcular a tração T no fio e a intensidade da força total suportada pela ligação ar a pelo girar viaeja o emA. Determinar a forçaP exercida pelo anel sobre cada uma das bolas inferiores. então. T == 1 201 N. Calcular a tração T. se for aJ?licada uma força horizontal de 10 kN em F. 3.99 Dimensões em milímetros Probl. saia do plano horizontal.97 Probl. 3. 3.34 kN 3.5 N 601 N Probl. Uma quarta bola.EQUIu"BRIO / 99 nor- 5 kN burae de lizar o do diâmetro do cilindro é tal que as bolas estão virtualmente se tocando. idêntica às outras é. estão colocadas dentro de um anel cilíndrico.99 são ção . 3. T. L Probl. 3. Um fio de C para D impede que a estrutura gire em torno de um eixo que passa pelo mancal em B e pela rótula em A e.97 Três bolas idênticas de aço. cada uma com massa m. O l da N na ções 4 N esta ' maem está em care C.98 A estrutura soldada tem duas pernas com massa de 50 kg cada uma.

suportes de telhados. Neste capítulo analisaremos as forças internas atuando em vários tipos de estruturas. não encontrará difIculdade na análise das estruturas estaticamente determinadas. Em tais problemas. barras e perfIs especiais. ou como pinos. construído para suportar ou transferir forças e para resistir com segurança às cargas que nele atuam. Estz análise recorre à rigorosa aplicação da terceira lei de Newton. isto é.1 . os diagramas de corpo livre dos elementos . A análise das treliças. a rebites. Consideraremos somente estruturas estaticamente determinadas. é necessário desmembrar a estrutura e analisar. separadamente. desenhou-se o diagrama de corpo livre deste corpo único. estruturas que não têm mais vínculos de apoio além dos necessários para manter uma configuração de equilíbrio. * Exemplos comuns de treliças aparecem nas pontes. Assim. Em Engenhar. solda.T. são comumente projetadas aos pares. . !fi 'c d 'cu do a 000 e nex e 4. em U. mostrando todas as forças externas ao corpo isolado antes da aplicação das equações de equilíbrio das forças e dos momentos. focalizamos a determinação das forças internas da estrutura. Neste capítulo. Treliça é um sistema reticulado indeformável. que sãc ligados em conjuriÍo. sendo capaz de defInir perfeitamente o corpo em estudo. isto é. quando considerados como um todo. formada por elementos ligados pelas extremidades. em porum meio de plano.situam-se em suasessencialmente extremidades.ia. uma de cada lado ck * N. Os elementos estruturaiS usados são perfIs em I. das estruturas de máquinas e das vigas sob cargas concentradas constitui uma aplicação direta da matéria desenvolvida nos dois capítulos anteriores. O estudante que aprendeu o método básico desenvolvido no Capo 3. que estabelece que cada ação acarreta UIllZ reação igual e contrária. armações e máquinas. tais como as usadas em pontes.INTRODUÇÃO No Capo 3. como foi visto no Capo 3. forças de ação e reação entre elementos ligados. podiam ser tratados como corpo único. construindo corretamerite o diagrama de corpo livre.TRELIÇAS PLANAS Uma treliça é uma estrutura rígida. individuais ou da combinação dos elementos. tais como treliças.treliça Quando ai plana ~treliça único treliça parafusos é conhecida Treliças planas. Na análise das forças das estruturas. a atenção foi concentrada no equilíbrio de corpos rígidos únicos ou nos sistemas de peças ligadas que.2 . estrutura é um sistema qualquer de elementos ligados. guindastes e outras estruturas similares. em L (cantoneiras). de maneira a determinar as forças internas da estrutura. as equações do equillbrio são suficientes para determinar todas as reaçõ~ desconhecidas.4 ESTRUTURAS 4.

entos r ou as. não estabelecem um sistema rígido. que mantém a forma inicial. 4. que são ligadas por articulação. Na Fig. 4.4. desse o.-. que Assim. A ~- F (c) (b) Fig. desta maneira. toda a estrutura permanecerá rígida. ~ Warren Treliças de telhado usadas comumente Fig.2a) constituem um sistema rígido. Três barras ligaras entre si por extremidades '. Por outro lado.1 liças.ESTRUTURAS I 101 ~ Pratt - - ~ Warren K - Baltirnore Treliças de pontes usadas comum ente Fink Pratt s de tais s ao ulo. formando um polígono. como também indicar que as deformações das barras decorrentes das tensões internas induzidas são desprezíveis. tais como DE e CE ou AF e DF (Fig. às duas xões fIxas e.culadas (Fig. ligando A e D ou B e C. estão mostrados vários exemplos de treliças comumente as que podem ser analisadas como treliças planas. eaçõe. A estrutura pode ser ampliada. O termo rígido é aqui aplicado não ente para.. é entos Esta uma . Os ue são ndo os plana. quatro ou mais barras ligadas do mesmo o.2c). 4.2b pode ar-se estável ou rígida com uma barra diagonal adicional.4. dois triângulos.indicar que a estrutura não entra em colapso. O componente básico de uma treliça plana é o triângulo.1. . isto é. perfei· ldade e das ítulos te e ligadas entre si por meio de vigas transversais. C A D mplos res. ligadas extremidades. A estrutura não-rígida da Fig. anexando-se unidades adicionais de duas barras. 4.2 c ado d<. e formando. e transferem as cargas 'cadas aos elementos da treliça. que suportam o leito da estrada.

para éada um dos dois métodos. O projeto de uma treliça envolve a determinação das forças que atuam nas diferentes barras e a seleção do perf1l adequado para resistir a essas forças. e com as deformações resultantes das cargas aplicadas. consi· derada como um todo.5b. são estaticamente indeterminadas. Várias hipóteses são feitas na análise das forças que atuam nas treliças simples. aqui. 4. As treliças e as estruturas. com a dilatação e a contração devidas à mudanças de temperatura. todos os elementos são considerados como sendo barras. cada elemento é uma barra reta que une os dois pontos de aplicação das forças. .3. setor de rolete ou outra éspécie corrediça. mostrada na Fig.3. O suporte é equipado com rolete.102 I ESTÁTICA As estruturas construídas a partir de um triângulo básico. 4.4. Há sistemas triângulos hiperestáticos. 3. o peso P. na maneira descrita são conhecidas como treliças simples. considerada como um todo. como na Fig.3 * N.T.4 do item 3. que não sejam necessários para manter a posi. a análise das forças do restante da treliça.4 Fig. Em caso contrário. a treliça é estaticamente indeterminada. também. nas quais não é tomada tal precaução. cada uma atuando nas extremidades da barra. Apresentamos dois métodos para a análise das forças das treliças simples e fazemos referências à treliç:< simples. 'c Tração Barras Compressão t~ t: Fig. * Quando existem mais elementos do que os necessários para evitar o colapso. que se apóiam nos nós. como foi exposto no item 3. que todas as forças externas são aplicadas aos nós. Primeiro.4. Nas grandes treliças usualmente toma-se cuidado. na conexão. O diagrama de corpo livre da treliça. se a barra for uniforme. em um dos suportes. para o equilíbrio. antes de se prosseguir COII. As duas forças estão aplicadas nas extremidades da barra e são necessariamente iguais. 4. é mostrado na Fig. Estas forças realmente são tratadas como cargas aplicadas externamente aos nós. Uma treliça estaticamente indeterminada não pode ser analisada somente pelas equações de equilíbrio. se o pequeno efeito do peso tiver que ser levado em conta. a tração T ou a compressão C que atua sobre a seção cortada é a mesma para todas as seções. o tabuleiro é usualmente assentado sobre as vigas transversais.5a. ção de equilíbrio são chamados redundantes. . Supõe-se. Está suposto.3. a hipótese de urna conexão de pino articulado é usualmente satisfatória se as linhas de centro das barras forem concorrentes em um ponto. Para as treliças. como foi defmido em termos gerais na Fig. como se vê na Fig. Considerar o peso de uma barra dessa maneira dá resultado correto para a tração ou compressão média ao longo da barra. Quando são usadas conexões soldadas ou rebitadas para unir elementos estruturais. As reações externas são usualmente determinadas pel cálculo das equações de equilíbrio aplicadas à treliça. A barra poderá trabalhar à tração ou à compressão. porém o efeito da flexão da barra não poderá ser levado em conta. Note que ao se repre· sentar o equillbrio de uma parte da barra. poderá ser suposto como duas forças. 4.4. que o peso da barra é pequeno comparado com a força que ela suporta. ou suportes. por não serem justapostos de acordo com a lei de formação descrita. Esta condição é satisfeita na maioria das treliças: Nas treliças de pontes. Barra é todo o elemento em equilíbrio sob a ação de apenas duas forças.3 Yi - . opostas e colineares. . na análise das treliças simples.P/2. Os elementos adicionais.

calculada de '2:-Fx= O. Assim. E eD serão. a barra é à tração. graficamente. assim corno a barra. uas a o reéa que ea ra. as duas condições de equilí- ós. Começa-se a análise por qualquer nó onde exista ao menos urna carga conhecida. Com os nós indicados por letras.3."" nE:. Os diagramas de corpo livre das partes das barras AF e AR são também mostrados para indicar claramente o mecanismo da ação e da reação. então a tração (AB. o método lida com o equilíbrio de forças concorrentes. Se a seta indicativa da força empurrai: (comprimir) o nó. e AB é. por exemplo) estará sempre indicada por uma seta afastando-se do nó.T. posteriormente analisados. A barra AR realmente faz contato com o lado esquerdo do pino.5 ma em 4. O nó F é o próximo a ser analisado. 4.4. * N. embora a forçaAB esteja desenhada do lado direito e afll$tando-se do pino. Os nósB.ESTRUTURAS I 103 c F E i~ :. C. se as setas das forças estiverem consistentemente desenhadas do mesmo lado do pino. Portanto.7 mostra o diagrama de corpo livre de cada nó e seu correspondente polígono de força.3 . e onde estejam presentes no máximo duas forças desconhecidas. nessa ordem. . a força em cada barra é indicada pelas duas letras que defmem as extremidades da barra. e somente estão envolvidas duas equações de equilíbrio. neste caso simples. 4. (a) (b) rna o Fig.4. * A intensidade de AF é obtida da equação '2:-Fy= O. em:: 3.MÉTODO DOS NÓS Este método consiste em satisfazer as condições de equilíbrio para as forças que atuam sobre o pino de ligação de cada nó. a barra é à compressão. por exemplo) será sempre indicada por urna seta apontando para o nó.6 ta. A solução pode começar com onó da extremidade esquerda e seu diagrama de corpo livre é mostrado na Fig. se a seta puxar (tracionar) o nó. por inspeção. visto que ele agora contém somente duas incógnitasEF eBF. Os sentidos correntes das forças são evidentes. do ão é o é çasielo om Rl r I i I {}comID'''o AB ~ ~ x AF 11 Tração Fig. que representa. A Fig.6. independentes. então. e a compressão (AF. pe2z: p leÇÊ.

o sentido correto de urna ou de ambas as forças desconhecidas que atuam sobre um dado nó. D~R2 2 I BC ( At NóC EF D L----x YMV Em alguns exemplos. pode-se fazer uma indicação arbitrária. Os números indicam a ordem em que os nós são analisados. desenhando-se as setas afastando-se dos nós referentes à tração. a reação R2 calculada deve estar em equilfbrio com as forçás nas barras CD e EF. quando for aplicada a equação 'EFy = O. então . que o isolamento do nó C revela. 4. rapidamente. inicialmente. o fato de a força em CE ser nula. quando referentes a compressão.4.7 B BF C lCE=Ü L F. Deve-se notar. Esta exigência permite verificar a exatidão do cálculo feito. Um valor negativo do cálculo indicaria que o sentido suposto deve ser invertido. determinadas previamente partindo dos dois nós vizinhos. Essa indicação está ilustrada na parte inferior da Fig. Deve-se notar que. Naturalmente a força nesta barra não seria nula. e apontando para os nós. é impossível determinar. É muitas vezes conveniente indicar a tração T e a compressão C das várias barras diretamente sobre o diagrama original da treliça.104 / ESTÁTICA n ~EÚ 1 IIS! zJR' 4-f CD RI BE 4 brio 'EFx = O e 'EFy = O.7. ) CD NóF NóE NóD I AF 15 BF /L BE 16 CD R2 R2 Fig. também. Nesse caso. Se a treliça tiver mais barras internas do que as necessárias para evitar um colapso. a treliça corno um todo é estaticamente indeterrninada e os apoios extras estabelecem a redundância externa. se fosse aplicada uma carga externa vertical em C. Se urna treliça simples tiver mais apoios do que os necessários para asSegurar uma configuração de equilíbrio estável. quando o nó D é finalmente alcançado.

rapidamente.T. da soma na direção x.8a. Se m + 3 > 2j. para obter uma descrição mais detalhada do ama de Maxwell. designação estajá tradicional. o que é falso. como indicado na . e os polígonos de força que são desenvolvidos na solução recebem o nome de polígonos de Cremona. Se + 3 < 2j. ou simplesmente Cremonas. antes de Cremona. Condições Especiais. pode ser construído. porém interiormente !iUema é deformável. formando uma figura gráfica composta. para se r as forças desconhecidas nas barras. da soma das forças na direção y. plana. Quando duas barras colineares estão comprimidas. sempre no mesmo sentido (no ponteiros do relógio. por meio de um terceiro. que a força F3. Vê-se. apresentando barras redundantes. na terceira barra. ou como uma verificação dos cálculos algé. Se for aplicada uma força externa com uma . como uma opção para. a força F 3 deixará de ser nula.T. ainda. deformável.ESTRUTURAS / 105 ue. a equação m + 3 = 2j deve ser satisfeita. que Fi = F2• Esta conclusão é válida para qualquer ângulo e e.T. também para o caso em que as barras estão tracionadas. Se m + 3 < 2j. as (Hiperestáticol (Deformável) (Isostáticol de a ão *** O método foi publicado por James Clerk Maxwell. * Esta relação é uma condição necessária para a estabilidade da treliça. a-r.os que usam as equações de equilíbrio das forças. . Para uma treliça ticamente determinada externamente. graficamente. naturalmente. em 1864. para uma treliça simples com j nós. Se m + 3 > 2j. e entrará em colapso sob carga. m. indeformável. por exemplo). há um total de 2j equações semelhantes. que não contribuam para uma iguração estável da treliça completa. porém não é uma condição sufi" te. a treliça completa composta de m barras e um máximo de três reações desconhecidas nos apoios. e a treliça é estaticamente indeterminada. O reticulado é interiormente hipoestático. A teoria do método foi apresentada. internamente. há uma deficiência de barras internas e a treliça é instável. estes polígonos de força podem ser superpostos. N.7. é necessário adicionar uma terceira barra para manter o alinhamento das duas barras e evitar a bagem. Examinando-se a figura. hiperestático. formada por triângulos seja estaticate determinada internamente. deve ser e. ** O polígono das forças para cada nó. Na figura seguinte: aplicação da expressão m + 3 = 2j levaria à conclusão de que o sistema é isostático. Se percorrermos cada nó. porque uma ou mais das m barras podem ser dispostas de tal modo. O dante que estiver interessado em estruturas. É largamente empregado na solução dos reticulados indeformáveis. sç e ar~ barras extras estabelecem a redundância interna e a treliça é estaticamente indeterminada.ponen te na direção y. por Maxwell e depois por Rankine. Este método é conhecido com o nome de método de Maxwell-Cremona. * N. para que uma treliça simples. o reticulado é. Como o equilíbrio de cada nó é defmido por duas ções escalares de forças. 4. o ** N. sem redundância. Focalizaremos a atenção em várias condições especiais que ocorrem freqüentete na análise de treliças simples. *** A força e seu sentido podem ser obtidos diretamente do diagrama. -xa-se a combinação de um sistema hiperestático com outro isostático. conhecida o o diagrama de Maxwell. deve praticar com esta construção e consultar outros livros tratam a análise estrutural de maneira mais completa. mostrado na Fig. há uma relação definida entre o número de suas barras e o dos nós ssários para a estabilidade interna. existem mais barras do que equações indepentes. . e adicionarmos os vetores na ordem em que forem sendo encontra. Assim. 4. há um de m + 3 incógnitas.

a assimetria do carregamento evidencia como o painel se deformará. como é o caso 'dos cabos. as forças em ambas as barras devem ser nulas.10. der positiva.9 L Fig.8c.1j = O requer Fa "i. significa que a escolha estava certa.106 / ESTÁTICA /' /' /' X ~a "i. 4. conforme indicam os somatórios de forças. Se cada membro for capaz de suportar tanto tração como compressão. o painel será estaticamente indeterrninado.8b. onde L é conhecida e FI e F2 são desconhecidas. Deve ser evitada a solução simultânea de equações para duas forças desconhecidas em um nó. Se o resultado der força negativa. 4.4. Se a força em um membro que se assumiu ser tracionado. então o membro AB -deveria ser considerado e o CD.Fx' = O requer Fa = :. Porém.4. se não houver nenhuma carga externa aplicada ao nó. incapazes de suportar compres'são. 4.10 . 4. deve ser feita uma escolha arbitrária dos membros a serem considerados.9b. ~M A C (á) D B D B A (b) C Fig.Fx = b requer FI =O = F2 x // JA F~ x' "i. Conclui-se isto dos somatórios de forças indicados na figura.Fx = O requer FI = O "i. como mostra a Fig. o "i. ignorado.Fx = O requer FI = r: /F2 (a) (b) (c) Fig.4. 4. Quando não for possível fazer esta seleção por simples inspeção. Quando dois pares de barras colineares são ligados como mostrado na Fig. Portanto. para o nó indicado esquematicamente na Fig. uma para cada conjunto de eixos de referência. que elimine uma das forças desconhecidas. deve-se considerar o membro oposto e refazer o cálculo.8 Quando duas barras não colineares são ligadas como mostrado na Fig.Fx' = Orequer F2 = O Fj "i. somente os membros tracionados atuarão e os demais podem ser ignorados. Se a deformação for a indicada na Fig. fazendo uma escolha cuidadosa dos eixos de referência.9a. quando os membros forem flexíveis. é preferível usar duas soluções simultâneas de equações. Geralmente. após o cálculo. Freqüentemente usa-se intertravar painéis de treliças. um somatório de forças na direção x elimina referência à força FI enquanto que um somatório de forças na direção x' elimina referência à F2• Quando não se puder encontrar facilmente os ângulos envolvidos. as forças em cada par devem ser iguais e opostas.

que podem ser achadas como foi feito antenormente.64 kN T Resp.. as forças são obtidas de: [~Fy :!AB AB[I 30kN AC---x NóA 34.64 = 34.'"kN 10.51 kN Finalmente. deve-se analisar o nó B.30(10) 80. Não haveria dúvida sobre o sentido correto das forças sobre o nó A.0.64) = O AC = 17. carregada.64) .17. Se não se desejar calcular as reações externas em D e E.0 sen 300 + Ey .64) BD =O Resp.866CD .64 kN C [~Fx BD . = 57.5 (34. As equações de equilíbrio dão [~ME= [~Fx A 30kN 20 kN O] 5T .1 = F~ Aplicando o método dos nós. para as forças. 30kN 20kN [~Fx = O] AC . Nota: CD NóB = 34.0 cos 300 - =O T= Ex 80.20 (S) . quando se considera a seqüência dos nós.866 (34.0. = 63.0. em conseqüência. como está na figura. porque o C tem mais do que duas incógnitas.00 kN NóE e a equação ~Fx = O comprova os resultados.5 (S7. Resp.64 kN ~ 'I\RTl. O equihbrio exige [~Fy = O] L__ x 0. BD deve equilibrar a força orientada para a esquerda.5 (2) (34.74 kN T Resp. Indicando os nós com letras. . considerada como um todo.32 kN C y 1 o 0. mostrando as forças que atuam sobre cada um dos nós.0 kN kN y r = O] Ex =O = 69.S I '\07 Problema Resolvido 4. calcular as forças nas barras da treliça em balanço.866DE = 10. = F2 a s Solução. CE = l. A força BC deve dar uma componente para cima e. no nó E. é verificada.SSkN Resp.866BC . Em seguida.S (34. de modo que a primeira etapa constará do cálculo das forças externas em D e E do diagrama de corpo livre da treliça. tração (seta saindo do nó) fica distinta da compressão (seta apontando para o nó).64) BC =O Resp. [~Fy = O] 0. = O] CE .64) .30 = O Ey = 10. kN T O nó C agora possui apenas duas incógnitas. as forças em cada barra serão indicadas pelas letras das extremidades.20 .20 = O CD [~Fx Observe que traçamos a seta da força do mesmo lado do nó onde está a barra que exerce a força.ESTRUTURA. C = O] = O] 0.32 .74) CE =O Resp.0 kN o os o B o. A exatidão dos sentidos supostos. Contudo.SI kN C Y.E 63. traçam-. se er I I Em seguida.866 (34.e os diagramas de corpo livre. Deste modo.866AB - 30 = O AB = 34. a análise para uma treliça em balanço pode começar com o nó da extremidade carregada.O.00 DE = ll.!!!. Novamente.3 or [~Fy = O] 80. à r a onde T significa tração e C compressão.0. tem-se: [~Fy = O] 0.0. esta treliça será totalmente solucionada.

AE = CD = 5. Calcular a tração ou compressão média. 3m ~" ~r 'mE 8kN 'm • D~ L T F r--. para a treliça mostrada.G 4 painéis de 4 m~ H I B J ··1 6m E ~ A 4kN Probl.4 Calcular a força em cada barra da treliça.4.24 kN T CF= 1.3 B 4.1 Calcular a força em cada barra da treliça.3 Calcular a força na barra CF da treliça. 4. as forças nas barras CG e CF. existiria alguma barra com força nula? Cada barra da treliça é uma peça de 8 metros. despreze o peso próprio das barras comparado com as forças que suportam.7 C Probl. Se. por inspeção. 4. AB = 3.8 . A menos que seja indicado o contrário. Calcular. CF= 3. identificar. devido aos pesos das barras. 4.66kN C AB = BC = 2..4.33 kN C 6 kN ~ Probl.27 kN T 4. quais as barras que têm força nula. a força de 2 kN fosse aplicada em G ao invés de em B.52 kN T BC= 4.1 4. Todos os triângulos são isósceles.) 4.2 Calcular a força em cada barra da treliça.7 Probl.2 4.6 4. CG = 2.5 for removida.4. Resp. Resp. por outro lado.00 kN C (Resolva os problemas seguintes pelo método dos nós. 4. EG e GD na treliça carregada em balanço. em cada barra.83 kN T BE = BD = 2.5 3m Probl. Se a força de 2 kN que atua sobre a treliça do Probl. 4. Resp.8 Calcular as forças nas barras FG. Resp.108 I ESTÁTICA PROBLEMAS PROPOSTOS 4.62 kN C AC= 3.4 Probl.5 A 1 1 Probl.27 kN T DE= 3.96 kN C 4. com massa uniforme de 200 kg.

4. e montado em urna treliça. corno se vê na figura.6 kN C BH = 47. 9 s os _ Calcular as forças nas barras IB e BH na treliça representada. Resp. utro nvés Probl. mostra que 5/8 desta carga é suportada no ponto central C e o restante dividido igualmente entre D e B. 10 kN Probl.10 com ou esos 4.l H G} C 40kN 60kN --. tipo Pratt.. Resp.14 Calcular as forças que atuam nas barras CF.15 .:.11 4. calcular as forças que atuam nas barras BH. na treliça do guindaste. BE = 2.12 Calcular as forças induzi das nas barras GH e ED. como está representado. iB = 56. considerado corno viga. que está suportada pela ligação horizonF reli- 4.15 4. 4.1 kN C 12 m nas I' 4 painéis de 5 m 'j N T NC :~.12 D Probl. Calcular as forças nas barras BE e BC. 4. Um painel de propaganda. Desprezando qualquer reação horizontal nos apoios.13 4kN C B Probl. 4. BF. do ção.11 N C N T N T Uma tesoura de telhado. BC e CH.i E -t Probl. quando este iça um carro de 1 800 leg.80 kN T. ~C m Probl. devido a urna carga de neve.10 Determinar as forças nas barras BI.. recebe urna carga horizontal provocada pelo vento· de 4 ÍcN. recebe as forças em seus nós superiores.ESTRUTURAS / 109 •. BG e FG da treliça simples do guindaste.9 4. 4. CI e HI da treliça. A análise isolada do painel.. BC = 1.13 4.. Todos os ângulos são 30°.5 kN T Calcular as forças em todas as barras da treliça carregada. 60° ou 90°. 4.

cujas forças não estejam influenciadas pela indeterminação dos suportes.110 / ESTÁTICA tal FC e pela articulação em A.18 Indicar. Resp.18 O pórtico móvel representado na figura é emprega· do para erguer e preparar um foguete de 500 t pàra o lançamento.20 4. 4. Bl. Todos os ângulos interiores são 60°. a medida das tensões nas barras AB e CD acusou as cargas de 50 kN de compressão e de 120 kN de tração. e que podem ser calculadas diretamente. (a) (b) (e) (d) Probl.4.4.16 Mostre que a treliça é estaticamente determinada e calcule as forças nas barras BD e BF em função da carga aplicada L.4. AE = O EF= 8 kN T. que é estaticamente indeterrninada. suspenso em A. Probl. respectivamente. ç e u c b a n e m c 4. todas as barras de cada treliça.21 A Probl. Propor duas alterações independentes. Todas as barras podem supor· tar compressão ou tração. Relacionar Resp. mostrada.19 Cada urna das treliças carregadas tem vínculos de suporte estaticamente indeterminados. Ao posicionar um estágio do foguete de 60 Mg. usando-se somente as equações de equilíbrio. AB = CB = DC = 4 kN C BE = CE = DE = 4 kN T.5kNC. devidas à carga de 60 Mg. por inspeção.J d flO kN 4m li H3 m 5 painéis de Probl. Bl=CI=O. Suo por que o carregamento e as dimensões das treliças sejam conhecidas. Resp. Calcular as forças correspondentes nas barras BF e EF. BI e CIo Os membros CH e DI são cabos capazes de suportar apenas tração.4 kN C.AF= 8 kN C 4. C A ~fI \.17 Gr (e) (d) 4. EF= 120 kN T 1 . Sendo que qualquer uma eliminaria a redundância e produziria'{:Ompleta de. BI=7.17 Calcular as forças nas barras AB. AB=7.16 Probl. BF = 188. quais as barras da treliça que tornam a estrutura estaticamente indeterminada.terminação estática.' ~\.5kNT B D E 4. 4.19 4.20 Verificar o fato de cada urna das treliças conter um ou mais elementos de redundância. A estrutura principal do p6rtico assemelha-se à treliça plana simétrica.

21 4. AB = 3. a treliça está repetida na Fig. na Escola Técnica de Hannover.T. Calcule as forças induzidas nas barras AB.5. EF = 202 kN C KL = 100 kN T GL = 50. ou princípio do equilíbrio dos momentos.4 . aplicado na treliça da Fig. 4.0 kN T um uas ma deor- 4.23 4. CD = 0. 4. diretamente. As barras cruzadas das seções centrais são capazes de suportar apenas esforços de tração. Agora.ESTRUTURAS / 111 ão os e. DN etc. 4. petas cargas de 1. sob a)~çãode um sistem3. até se chegar à barra desejada. agora.-de_ÍQrç~sE-ã~ concorrentes. cujas forças sejam desconhecidas. 4.22 Probl. desejamos determinar a força que atua gaàra co da. a as de Mg. empregando-se apenas ~as das três equações de equilíbrio. DB eCD. as reações externas são calculadas como antes. nar A. Também chamado método de Ritter ou método dos momentos dos momentos. representada.MÉTODO DAS SEÇÕES No item anterior desenvolveu-se a análise das treliças planas pelo método dos nós. Ao escolher uma seção da treliça.23 I < 6 painéis de 5 m Probl. apresentado por Ritter. uma vez que esse método trata apenas das forças concorrentes em cada nó. calcular as forças nas barras EF. Suas 1< T HI 3m 16 m ~ I 3m ~I t 1.) Resp. KL. GL. são nulas.89 kN C.22 A torre para uma linha de transmissão é modelada pela treliça mostrada. . Assim. DB = 0. Este método das seçães* tem a vantagem de permitir achar a força que atua em quase todas as barras.1:!!!la seção irÍteira da treliça como um corpo livre e~~~bp~. em geral. PC. deve-se notar que. não há necessidade de se analisar nó a nó. (Sugestão. analisando-se a seção que corta a barra considerada.8 kN 15' f 5m 1 Probl. que já foi utilizada na explicação do método anterior. não se pode cortar mais do que três barras. Resp. 4.11a. uma vez que só se dispõe de três equações independentes de equihbrio. tipo Fink.93 kN C Na treliça. Notar que as forças em BP. pode ser usada considerando-se . O método das seções será.8 kN aplicadas no plano vertical. A terceira equação. Fe NT * N. considerando a treliça como um todo. Para rápida referência. em 1860. Primeiro.

. a força EF está evidentemente para a esquerda. em torno do ponto E. as forças nas barras internas. na direção de tração (saindo da seção) e deixar o sinal algébrico da resposta distingui: entre tração e compressão. Deste modo. não estão inclufdas na análise da seção. A forçaBE é calculada pela equação de equilíbrio para a direção y. a força que era exercida pela parte que foi afastada. A forçaBE é. sejam de compressão. Estas forças. a fun de fornecer a necessária componente com o sentido para cima. é que este procedimento ressalta mais diretamente a ação ffsica das forças . como um corpo único em equilíbrio. da reação de apoio RI e das três forças exercidas sobre as barras cortadas pela parte da direita que foi removida. 4.e. Qualquer das duas partes de uma treliça pode ser usada para os cálculos.11 b) está em equilíbrio sob a ação de R2. em torno do nó B. indicada pela linha tracejada. seguindo os eixos das barras. O sentido correto das forças horizontais pode ser visto facilmente. Assim. A fIm de que cada parte da treliça permaneça em equiHbrio. em torno do ponto E. Com os valores aproximados de R I. A equação dos momentos pode ser usada com grande vantagem no método das seções. Como um todo. por exemplo.4. cada uma das incógnitas foi achada independentemente das outras duas. em torno dos pontosB eE. e das mesmas três forças que atuam nas barras cortadas. visto que ela atua em direção à seção cortada da barraEF. uma vez que ela atua afastando-se da seção. é supor. preferivelmente. sempre que possfvel. embora normalmente seja mais conveniente indicar os nós por letras e as barras e suas forças pelas duas letras que defmem suas extremidades. . Uma seção imaginária. uma força de tração. preferida por alguns. através das barras e não dos nós. como centro dos momentos. mas aquela que inclui o menor número de forças usualmente conduzirá à solução mais simples. o sentido correto das forças no diagrama de corpo livre dE seção. em torno do ponto B. Uma rápida observação da treliça conduziria ao mesmo resultado. portanto.112 / ESTÁTICA y I I I L __ -x Al~( 1 L (a) R2 (b) Fig. Esta seção cortará três barras. atuarão sempre nas treliças simples. Nem sempre é possfvel indicar o sentido correto de uma força no diagrama de corpo livre de uma seção. e EF pode ser determinada diretamente. sejam de tração. Assim. Assim. a vantagem de se supor. cujas forças são inicialmente desconhecidas. exige que BC esteja para a direita.l1b). Arbitrando-se um sentido. deverá passar através da treliça cortando-a em duas partes (Fig.11 na barra BE. É essencial entender que. uma resposta positiva confIrmará o sentido arbitrado e uma negativa indicará que o sentido deve ser trocado. <seção é feita. Estas forças podem usualmente ser traçadas com os seus sentidos corretos. um ponto em que passe o maior número de forças. A parte da esquerda está em equilfbrio sob aaçãó da carga aplicada L. equilibrando os momentos. e L~ em mente. é considerada uma parte inteira da treliça. Qualquer sistema de notação pode ser usado. compressão. Uma notação alternativa. elimina três forças da relação. Por outr lado. pelo equilfbrio dos momentos. já que se nota qU1~ as barras horizontais inferiores sofrem tração. que todas as forças 'desconhecidas são positivas. o equilíbrio dos momentos. aplicadas no sentido oposto ao que foi considerado na parte da esquerda. A equação dos momentos. portanto. um sinal positivo signifIcaria tração e um negativo. A carga L é maior do que a reação R I. A parte direita da treliça (Fig. BC pode ser determinada pelo equilfbrio dos momentos. De modo a elucidar o corpo livre e as forças que nele atuam externamente. arbitrariamente. deve-se aplicar em cada barra cortada. no método das seções. obtidos por um exame visual das condições de equilfbrio. Finalmente. para a parte do lado esquerdo da seção. 4. em relação à seção. o que a torna de compressão. devendo-se escolher. para o equll1'brio vertical. como conseqüência da flexão causada pelas cargas. de tal maneira que a força BE deve estar para cima e à direita. é um tratamento preferfvel.

Com estas considerações em mente.6 kN C Poderíamos.:~ KL (4) : O KL: 650 kN T Resp. [EMC: O] 200 (4) (3) . A direção da força na barra CL já não é tão óbvia.60) . corno veremos. Está mostrado o diagrama de corpo livre da parte da treliça à esquerda da seção.CL (0.4)/2: 5. para contrabalançar o momento da força de 200 kN em torno do ponto P. Precisa-se. CL e CB. Urna sorna de momentos em torno de P e1irnina a referência a KL e a C. ® = 57.868) (9. Com as dimensões dadas.7° ecos (3 = 0. CL e CB e analisar a parte da treliça à esquerda desta seção corno um corpo rígido. também. Tem-se agora. vê-se que e : arc tg (5/12) de modo que cos e : 12/13.25) : = 29. também..5 . a fIm de calcular as três forças em questão.9. estaticamente determinado. 3) [EMp r o a - = O] 200 (12 . A sorna dos momentos em torno de L requer o braço de alavanca BL : 4 r-F 6 Epainéis D de 3 Cm da te rra mem as eus na 200kN L a ça o da mo as a te Notas: <D + (6. pela carga de 200 kN atuando sobre a treliça em balanço. obrigaria tratar com oito nós. devido aos dois apoios fIxos. Portanto.ESTRUTURAS I 113 Problema Resolvido 4. rapidamente verifica que a barra CB está comprimida e urna sorna de momentos em torno de C indica do mesmo modo. do ângulo {3que é dado por {3: arc tg (CBjBL): arc tg (3/5. que a barra KL está tracionada. Embora as componentes verticais das reações em A e em M sejam esta~icamente indeterrninadas. or m na a Em seguida.2 Calcular as forças induzidas nas barras KL. .CB (5. ter determinado CL por meio de um somatório de forças na direção x ou na direção y. todas as barras.25) : O CB: 571 kN C Resp. à direita do ponto G.868. a solução do problema torna-se bastante simples. 200 (5) (3) . pode-se encontrar a força em CL. 4m t m L. o método das seções oferece urna considerável vantagem.4) ou PC: 9.B e mostra que CL deve estar comprimida. resolv~ndo para cada uma das três forças desconhecidas. independentemente das outras duas. G) Poderíamos ter iniciado com os momentos em torno de C ou de P.60): CL O Resp.60 m.25 m Note que a análise feita pelo método dos nós. até que se observa que KL e CB interceptam-se no ponto P. Assim. pela sorna dos momentos em torno de P. Urna sorna dos momentos em torno de L. GI 200kN Solução. exceto AM. são estaticamente dMerrninadas. neste caso. cuja distância de C é dada por: PC/4: 6/(6. e é m er os Finalmente. Pode-se passar urna seção cortando diretamente as barras KL. torna-se os momentos em torno de C.5 . 'o que obriga a calcular o cos e. ue O os Assim.

está calculado aqui considerando-se suas duas componentes atuando no ponto D. desde que os cálculos se mantenham consistentes com tal suposição.. pode-se deixar o trabalho como está.lkN ""Seção'2 .3kN ~-- DJ 1-14. treliça de telhado..6 kN C Resp.. sentidos errados para uma ou mais forças.. colocando uma observação sobre a direção apropriada. evidentemente.Na determinação dos sentidos corretos das forças que atuam sobre as barras cortadas.10(4) ~ 10 (8) CJ 10kN CD Seção 1 A 18.. emA. inicialmente. o que permitiria. Porém. será razoavelmente óbvio que a barra inferior esteja tracionada por causa da tendência da treliça à flexão..•. 1 Solução... que aparece na figura. .•. .894CD (6) + 18. A seção 2 corta qliatro barras.. O equilíbrio dos momentos. Se fosse desejado. o equilíbrio dos momentos. CD J1{ J Af ·18.3 Empregando o método das seções. Não é possível fazer uma seção através de DJ sem cortar quatro barras cujas forças são desconhecidas. considerando-se suas componentes horizontal e vertical.. exige que CJ esteja para cima e para a esquerda.. sendo que três são concorrentes em J. 0. O fato de se tomar uma ou mais forças com os sentidos errados.. considerada como um todo... que atuam no ponto J. Tesoura tipo inglês foi a tradução dada ao que seria. Analisando-se a seção 1. a direção da força na barra CD poderia ser invertida no diagrama de corpo livre e. tipo Howe . em torno de A.. Apesar de ser evidente que a barra superior está comprimida. tomando-se os momentos em relação a J.3'(12) . o momento da força CJ está calculada. primeiro. a força em DJ ainda não poderá ser obtida com as duas equações de equilíbrio restantes..literalmente. exige: [~MJ= OJ (í).. compressão Nesta equação. elimina o efeito das três forças concorrentes em C e indica que a força JK deve estar para a direita.6kN 2 O momento da força CD. O equilíbrio dos mOmentos.. --- --_':::""G = 18.3 kN t Notas: <D Não há conseqüências produzidas por supor. Desprezar quaisquer componentes horizontais da força nos suportes. Um sinal negativo no resultado indicará a necessidade de se inverter o sentido da força.707CJ (12) . antes da seção 2. é necessário comiderar.. em torno de J. Portanto... O diagrama de corpo livre para a seção 1 está desenhado e inclui a reação de 18. Uma resposta negativa mostrará a necessidade de se inverter o sentido da força =O = 14.10 (4) -10 CD (8) =O = -18. uma vez que o cálculo é feito coerentemente com o sentido arbitrado. não causa nenhuma dificuldade. O sinal negativo indica que o sentido da força CD foi fixado no sentido incorreto. a força em CD será arbitrariamente tomada como tração. * N. também. que foi calculada preyiamente. a seção adjacente 1.114 I ESTATlCA Problema Resolvido 4. do equilíbrio da treliça..•. calcular a força na barra DJ da tesoura tipo inglês *. Assim. a fim de fornecer o momento adequado..1 kN. no sentido anti-horário. obter a quarta força DE.. em torno de J. . em torno de C. elimina os efeitos de CD e JKe.T. CJ é obtido de: 0.3 kN. o sinal algébrico de CD invertido nos cálculos... Novamente. Entretanto.

agora.14. comparados com as forças que elas suportam. uma equação de momentos em torno de D não daria informações sobre elas. ' Resp. 4. o momento de CJ foi calculado. DJ e DE.18. o sentido arbitrado estava correto. o equilíbrio dos momentos. A 2 kN Probl:4. que inclui. AB = 7.6 kN T Resp. C 4.27 Probl. Resolver para cada força. admitindo-se as componentes horizontal e vertical de CJ atuando ao ponto J. 4. BC e CG da treliça. Resp. Desprezar os pesos das barras. isolado. Todos os ângulos internos são 60°. composta de triângulos eqüiláteros. 4. As duas equações restantes das forças não seriam suficientes para resolver as três incógnitas.707) (12) =O DJ= 16.2 kN T. CF= 2 Lj-!3.28 Calcular as forças nas barras AB.25 Calcular ilS forças nas barras CD. BF = 2 kN C.26 Determinar a força na barra CF em termos da carga aplicada L. BG = 3 kN C GF= 7. que poderia ser feita uma seção nas barras CD. 4. considerando apenas as três forças desconhecidas. o valor conhecido de CJ.Observe + 10 (16) + 10 (20) . Ao escolher uma seção.27 Probl.) 4. é sempre importante relacionar o 3) número de incógnitas com o número de equações de equilíbrio independentes que podem ser aplicadas. Novamente. elimina DE e JK. composta de triângulos eqüiláteros. . Uma análise do nó D.ESTRUTURAS / 115 Do diagrama de corpo livre correspondente à seção 2.8 kN C . como estas três forças são concorrentes em D. Contudo.1 (0. a partir de uma equação de equi1íbrio--que contenha a força como única incógnita. PROBLEMAS PROPOSTOS (Resolver os seguintes problemas pelo método das seções. EF = 4 kN C fi Probl.26 4. BG e GF.25 4. em torno de G. BC e CG da treliça carregada.24 Calcular as forças nas barras CD. também verifica esta conclusão.24 Calcular as forças nas barras AB. AB = 8 kN T.3 (24) . Assim [~MG= O] 12DJ ® . Resp. BF e EF da treliça representada. Como o resultado foi positivo.

10. CB e GH dI!treliça em balanço. Calcular a força na barra DE para a condição de carregamento mostrada.28 Probl. Resp. aqui repetido. para a treliça carregada. Calcular as forças nas barras DE.9 k:N:HG=40kNC . 4. DE e EI. 9kN 12 kN 9 kN 4.4. BC = 4. CI = 2.29 Suponha que os braços diagonais da treliça de ponte são membros flexíveis. 4. Resp. mostrada.31 4. força. CI e HI da treliç:<:.4. 4.32 Calcular as forças nas barras BC.4.31 Probl.33 Probl. DE = 16 kN T.5 kN C.34 Calcular as forças que atuam nas barras CH. do Probl. DG e Hh correspondentes à carga representada pelo tra com 1 631 kg de massa. a partir de uma equação de equilíbrio qlll' contenha a força como única incógnita. Determinar cada força. 4.116 / ESTÁTICA Probl. Resolver para Cl!dz. Resp.12 kN T HI= 2.33 A treliça de telhado é composta de triângulos r-tângulos com ângulos de 300 e 600 e está carregactE conforme mostrado. Um guindaste é modelado pela treliça simples m trada. DE= 25.33 kN C.32 4.69 kN T 320 kN ' 480 kN 5 painéis de9 m Probl.30 Calcular as forças que atuam nas barras DI. DI= 18 kN C. Calcular as forças nas b= BHeHG. incapazes de suportar compressão. DG = 33. a partir de uma equação de momentos que contenha esta força como a única incógnita.4. EI=O 4.30 4.29 Probl.

34 Probl. Resp.38 reliça cada o que . 4. DE = 1. HG = 59. Achar também a força na barraMN. Resp.5 Mg.4.34 .38 Cada uma das barras DE e FC é capaz de suportar tanto compressão como tração.36 A treliça representada é composta de triângulos retângulos isósceles.8 kN C Probl4. 4. Calcular as forças nas barras DG e DF da treliça do painel de propaganda do Probl. FC = 3. 4. devidas à carga de 100 kN. com seu guincho W travado. que atua na treliça do guindas. 4.. As barras cruzadas nos dois painéis centrais são tiÍ:antes esbeltos. A resultante de 4 kN.36 . devido à carga do yento. Indicar os dois tirantes que estão sob tração e calcular as forças que neles atuam. A treliça do guindaste está segura por apoios fIxos em A e em K e.39 os reegada barras 4. DG = 2. Identificar se existe alguma barra estaticamente indeterminada e calcular a força na barraHG. Probl .)5 kN C. passa por C. Calcular as forças nas barras CF. Resp. DE e EF.37 Calcular as forças que atuam nas barras FC e FD.33 kN C. CD eHI da treliça do guindaste do Probl. 4. está suportando um tambor de 1.te.40 Probl.35 Calcular as forças nas barras CH..40 .37 Probl. 4. . EF=4 kN T B c 3 kN Probl. .39 kN T.13. incapazes de suportar compressão.667 kN C.ESTRUTURAS / 117 4. repetida aqui. DF = 4 kN T D 4.

Resp. seja a unidade básica. Pode-se anexar à estrutura anterior novas unidades. a força em DE também o será. por outro lado. 600. estável. se a força em CF for nula.. Determinar as forças nas barras DF e EF. AB.12a as duas barras AD e BD. independente da base de fixação. cujas seis arestas são barras articuladas nas extremidades. Resp. AB = 3. todas as barras cruzadas são tirantes esbeltos. AB e CD. que Probl.43 4. articuladas nas extremidades por meio de uniões-rótula.118 I ESTATICA se cruzam sem estarem ligadas. exigem um terceJo suporte CD. estudada no artigo anterior.. Viu·se que um triângulo de barras articuladas forma a unidade básica.42 Na treliça. quando existe o carregamento mostrado. tipo Baltimore. Demonstrar que. estão interligadas pelas duas barras articuladas. Probl.TRELIÇAS ESPACIAIS Uma treliça espacial é uma estrutura em três dimensões correspondente à treliça plana. 4. BC e AC. 4. Supor que as barras diagonais sejam capazes de suportar apenas tração e calcular a força na barra FC. A treliça espacial pode ser concebida como formada por barras rígidas. JQ = 57. 4.5 . 3m 1\ 5m I / . HI~ 4. para formar um tetraedro com rigidez própria. calcular a força na barra JQ.43 As estruturas articuladas ACE e DFB. 1 i i ~. Calcular a força que atua emAB. em A. 900 ou 1200• Resp. ligadas em D.78 kN C 4.41 A treliça da torre da linha de transmissão do Pro bl. Na Fig.8kN ~ 3m 3m Probl.44 4.. exige que o tetraedro. vista na figura. A treliça tridimensional.41 ~I)\_~: . e encontrar a reação horizontal sobre a treliça.22 está mostrada aqui outra vez.44 4. da treliça plana. incapazes de suportar compressão. estável. 4. 4.12b a base de apoio foi substituída por três novas barras. Na Fig.~. DF = 768 kN C EF= 364 kN C Ax = 101 kN para a direita 4.7 kN C No p6rtico móvel representado.& 10kN .-'. para impedir que o triângulo ABD gire em tomo de AB.". OS ângulos são de 300. por . D J EI 5 painéis de 11~1.

suficiente. nas uniões rebitadas ou soldadas. atua uma força conhecida. BF e CF estão ligadas à fundação e. e que concordam em um nó. Em seguida. composta de tetraedros. uma vez que. ** As relações precedentes. numa treliça tridimensional simples com j nós. são muito úteis no anteprojeto. em cada nó. DH e CH. às treliças tridimensionais. As três barras adicionais CG. no máximo. o nó H está fIxo. no mínimo. ainda podem ser desprezados nos primeiros cálculos. a equação m + 6 = 3 j será satisfeita se a treliça for estaticamente determinada internamente. Tal como no caso da treliça plana. nestas estruturas. há um total de 3 j equações semelhantes. evidente. há mais barras do que equações independentes. mo aqui. visto que uma ou mais barras podem ser dispostas de tal modo que não contribuam para a estabilidade do conjunto. há uma defIciência de barras internas. onde a geometria para a determinação estática é. três incógnitas. existem m incógnitas mais seis reações de suporte desconhecidas. porém. quando considerada como um todo. no espaço tridimensional. Como o equihôrio. estes esforços são mais importantes do que nas treliças planas. Assim. Na om por * N. pelas barras AH. satisfazendo-se. analogamente. fIxam o nó F no espaço. formado. F e H e. Nas treliças tridirnensionais. e as duas cargas aplicadas.12 meio de três barras que se ligam por suas extremidades. suportada externamente. dado o emprego dos rebites ou soldas. O nó E foi. em cada nó. no e· ca.3 para as treliças planas. na Fig. as barras AF. 4.12c. entre o número de nós e o de barras. pode ser aplicado. O método dos nós. ** Cabem aqui as mesmas considerações feitas. aparecem esforços JeCUndário~ de flexão. Tal como vimos nas treliças planas. de tal modo que seja estaticamente determinada. mas não é uma condição sufIciente. para uma treliça simples. no caso geral de uma estrutura tridimensional estaticamente determinada. a confIguração não é tão evidente como nas treliças planas. para a maioria das aplicações práticas. acarretarão esforços em todas as barras.ESTRUTURAS / 119 D D B c A (a) (b) (c) Fig. desenvolvido no item 4. * Para uma treliça tridimensional. onde. necessária para a estabilidade interna. tridimensional. Assim. Analogamente. sobre os quais não atuem mais do que três orças desconhecidas. composta de m barras. Na prática. como as articulações não são perfeitas. para uma treliça tridimensional.T. quando se trata deste assunto em treliças planas. Se m + 6 < 3 j. A estrutura resultante é inteiramente rígida.4. e a treliça é estaticamente indeterminada internamente. é estabelecido por meio de três equações escalares de forças. no espaço. se as linhas de centro concorrerem em um ponto. esta relação é uma condição necessária para a estabilidade. diretamente. fIxam o nó G no espaço. e existam. FG e HG estão ligadas aos três nós fIxos C. contendo barras redundantes. existe uma relação entre o número de seus nós e o de suas barras. de modo que não haja nenhuma flexão nas barras. Para a treliça completa. a equação vetorial completa. em três nós fixos da estrutura existente. pode-se analisar os nós adjacentes. ão D. É necessário iniciar por algum nó. é aceitável a hipótese de barras sujeitas exclusivamente a esforços normais de tração e compressão. . geralmente. Se m + 6 > 3 j. aliás. portanto. sem redundância. deve-se imaginar que as suas extremidades estão articuladas por uniões-rótula. Nas ligações das barras de uma treliça. portanto. mostradas. ~F=O. e a treliça é instável e está sujeita a desabar quando carregada.

sucessivamente. primeiramente. Az = (4L/3)k. que elimine todas as incógnitas exceto uma. Solução.1+ FED + -. Observa-se. ÓZ = . = -. A notação vetorial para representar os termos nas equações das forças e dos momentos. tendo sido convencionado o sentido positivo de tração. B e D podem ser facilmente calculadas em urna primeira abordagem. apresentar vantagens. para as treliças tridimensionais. As duas equações vetoriais 2:F=O e 2:M = O devem ser satisfeitas para qualquer seção da treliça onde a soma dos momentos é nula. O diagrama de corpo livre da união E está mostrado. Também é satisfeita a condição m + 6 = 3j que verifica a suficiência de barras necessárias à estabilidade da estrutura. em geral. que a treliça está suportada por seis vínculos. As expressões vetoriais para as três forças desconhecidas são: . FED FEC= . convenientemente posicionados. cortar mais do que seis barras. A carga L é aplicada à união E. As reações externas em A. e indicar o procedimento para determinar as forças nas barras restantes da treliça. 2 e 3. cujas forças são desconhecidas. O método das seções para as treliças tridimensionais não é largamente usado. y e z.4 A treliça espacial consiste em um tetraedro rígido ABCD. muitas vezes. seus valores serão 1) determinados aqui a partir da solução de todas as forças em cada urna das uniões. e será usada no exemplo que segue.4k) . Encontrar as forças nas barras que concorrem na união E. Deve-se iniciar por urna união que contenha pelo menos urna força conhecida e não mais que três forças desconhecidas.5 (-3J . ancorado em A por urna união-rótula e impedido de girar em torno dos eixos x. para todos os eixos de momentos. que está rigidamente fixada ao tetraedro por meio de três ligações adicionais. porque raramente pode-se encontrar um eixo de momentos. três dos quais estão na união-rótula A e os demais são representados pelas ligações 1. Av = Lj. By = O. = LJ.120 / ESTÁTICA Pode-se também aplicar. porém. Notas: CD Sugestão: Desenhe um diagrama de corpo livre da treliça corno um todo e verifique que as forças externas atuando sobre a treliça são Ax Dy = -Li. corno é o caso da união E. Problema Resolvido 4. 2 e 3. segue que uma seção não deve.4k) O equilíbrio da união E requer [:EF = O] L· L + FEB + FEC + FED FEB (' ') J = ( 4 O ou FEC - 1+ ~ -1 - + ~ 3' 4k) . com todos os vetores das forças que atuam sobre ela.. como no caso das treliças planas. r~spectivamente pelas ligações 1.5 FED (-3J . contudo. para 2) todas elas (saindo da união). para as treliças uidimensionais. o método das seções (Ritter). =O G) Um valor numérico negativo para a força indica compressão. desenvolvido na seção anterior. FEB= ~ (-i-j).(4L/3)k. . urna vez que m = 9 barras e j = 5 uniões. Como as duas equações vetoriais são equivalentes a seis equações escalares. F:C (-3i-4k). pode.

ternos FEC= -5L/6 FED = 5L/6 Resp. corno é mostrado na figura. As reações externas calculadas por esta análise.45 A treliça tridimensional foi construída sobre a base triangular ABC.ESTRUTURAS I 121 Reagrupando os termos. use sinal mais para tração e menos para com pressão. iguais. conc1ui-se que FEB e FEC são forças de compressão e FED de tração.x Probl. Assim. As uniões B. PROBLEMAS PROPOSTOS (Nos problemas abaiXo.. j e k a zero. Substituir também a ligação AE por outra diferente. que mantenha a rigidez da treliça. ligados por três baJ'ras verticais.46 . analisadas do mesmo modo.46 E :ti Probl. então. se não existir nenhuma união carregada que tenha no máximo três forças desconhecidas atuando sobre ela. B --. obtém-se as três equações FEB 3FEC --+--=-L FEB + 3FED fi 5 =O fi 5 Resolvendo as equações.45 F 4. naturalmente devem concordar com os valores determinados inicialmente pela análise da treliça corno um todo. o próximo passo deve ser analisar a união C com o valor conhecido de FEC e as três incógnitas FCD. no formato de triângulos eqililáteros iguais. Demonstrar que esta treliça representa urna configuração estável. As posições dos nós D e E foram estabelecidas pelas ligações mostradas. será necessário calcular primeiro as reações externas e iniciar a análise em urna das uniões externas sobre a qual não atue mais do que três forças desconhecidas. 4. Demonstrar que esta cOrUIguração é internamente estável. O procedimento é idêntico ao empregado para a união E. 4. nesta ordem. e é reforçada por três barras diagonais. dá (-L- FEB _ fi 3FEC) 5 i+ (_ FEB fi _ 3FED) 5 j+ k + (_ 4FEC 55' _ 4FED) =O Igualando os coeficientes dos termos i.) 4. No caso mais geral. limitando assim as incógnitas a três em cada união. A treliça tridimensional prismática tem urna base horizontal ADE e urna face superior paralela. FCA e FCD.. D e A são. BCF. A menos que se tenha calculado as reações externas em primeiro lugar.

50 A treliça retangular tridimensional tem urna altura de 16 me f!li construída sobre uma.. aplicadas em F e D na direção da diagonal FD. em seus nós A e B da base. Calcular a força induzida nas barrasAC eAB. FCD = L/fi.51 4. que suportam a massa m. e é impedida de girar em torno de AB pelo tirante CD. em cada cabo. 4.4. 4.49 4. 4. Resp. Os v{nculos externos. Depois de observar os componentes verticais das reações em A e B sob a treliça simétrica. seja: de Urna treliça tridimensional foi construída em forma de cubo. ligados aos suportes situados na parte superior. BD e CD. Os vértices da base estão suspensos por fios verticais. Resp. 4. C = -3. Cabos de aço prendem a estrutura em E e G.52 4. e determinar a componente x da força exercida pela fundação sobre a treliça. corno se vê na figura. CA e CD. Resp. em forma de um tetraedro.122 I ESTÁTICA 4. e onde devem ser colocadas? 9 kN.48 Na treliça espacial do Probl.50 Probl. 4.72 kN H B Probl. é suportada pelas ligações de rótula.base hor~ontal quadrada de 12 m de lado. Resp. em B. corno se vê na figura. são suficientes para manter o equilíbrio externo. FCA =-L A treliça tridimensional. Resp.47 4. e das barras AD. ligada ao ponto D. Bx A treliça tetraédrica tridimensional é constituída de urna base horizontal ABC.47 A treliça tridimensional é mostrada em um estágio intermediário do projeto. Verificar que a treliça é internamente estável. e são esticados até que a tração T. Resolvido 4.__ 54 ' o FAB = --- 4mg 27 =P '\ b Probl.51 Probl.5 L /6 e calcule as forças nas barras CB.j3 C. Quantas barras adicionais são necessárias para evitar instabilidade interna. com seis barras diagonais. Determinar as forças nas barras FE e EG. indicados. FEG=P/ft . em forma de um triângulo isósceles. use o resultado FEC = . FCB = 5L/6. Calcular a compressao C em cada urna das barras diagonais análogas. desenhar um diagrama de corpo livre da configuração triangular dos elos BDE. se a treliça for submetida às forças de compressão P.49 5mg FAC= . RFE = -Pf.

e os princípios de equilíbrio. Portanto.J6 . Se a estrutura contiver mais elementos ou suportes do que os necessários para garantir a estabilidade. 4. dependendo de seus suportes~xternos para ter rigidez. FBE = 1. a análise deve ser iniciada pela deflnição de todas as forças externas à estrutura. existem numerosos exemplos de armações e máquinas tridimensionais. Se a estrutura. O princípio de ação e reação deve ser cuidadosamente observado. nas quais qualquer um destes elementos suportes mais de duas forças. tal como se viu nas treliças. A hipótese do equilíbrio estático para a treliça é admissível. se o P.2 m----. porém foi focalizado o equilíbrio de um corpo rígido único. na direção dos elementos. No capítulo anterior. foi discutido e ilustrado o equilíbrio de corpos com múltiplas forças. será estudado o equilíbrio de corpos rígidos interligados. tais corpos permitirem uma análise como sistemas bidimensionais. estão na categoria de armações ou máquinas. calcular a força correspondente na barra BE. na maioria dos casos. Se a armação ou máquina constitui. Como as armações e as máquinas contêm elementos com forças múltiplas (três 'ou mais forças). Para-urna força de alunissagem F = 2. 4. A estrutura é então desmembrada. Armações são estruturas projetadas para suportar cargas aplicadas e são.:. As equações de equillbrio das diferentes partes serão relacionadas pelos termos que contêm as forças de interação.52 I I . As forças que atuam sobre cada elemento de um sistema ligado são encontradas. 4. considerada como wn corpo rígido único. geralmente. embora necessários. Resp. então o cálculo das reações dos suportes externos não pode ser fmalizado enquanto não se separar todos os elementos da estrutura e analisá-Ios separadamente.5. não são suficientes para a solução. Máquinas são estruturas que contêm partes móveis e são projetadas para transmitir forças ou conjugados de uma posição de entrada (ponto de aplicação) para wna posição de saída. Apesar de. g 7 fore vê nte G. /. I z I /Y I I . estas forças não estarão.13a. como é mostrado na Fig. então. não for uma unidade rígida. quando removida de seus suportes.:---x / I ~.3. em relação ao plano vertical X-Z.4 e 4.2 kN. se a O.6 ..ARMAÇÕES E MÁQUINAS As estruturas compostas de elementos ligados. 4. por si só. 4.53 Cada um dos braços de alunissagem de um módulo lunar é urna treliça tridirnensional simétrica. para treliças simples compostas de barras. não se pode analisar essas estruturas pelos mé. contendo elementos submetidos a muitas forças. fixadas em uma posição. como a armação em A da Fig._ F Probl.-- 1 y/ I )<. por si só. quando se representam as forças de interação nos diagramas de corpo livre isolados. corno se vê na figura. onde as forças têm sempre a direção das respectivas barras.9m : .todos desenvolvidos nos itens 4.53 da um que ces dos r a . e considera-se o equihbrio de cada uma das partes.l3b. uma unidade rígida. No presente artigo.ESTRUTURAS / 123 da. em geral. isolando-se o elemento por meio de um diagrama de corpo livre e aplicando-se as equações de equilíbrio estabelecidas. o problema é estaticamente indeterminado.620 kN C Probl. Z I I d\ I IE massa da treliça for muito pequena. Supor que cargas iguais atuam nas barras localizadas simetricamente.

é necessário resolver um sistema de duas ou mais equações par!. 4. Na maioria dos caso} porém. como é mostrado na Fig.15 Finalmente. conforme é mostrado na Fig. na maioria dos casos. poder-se-á evitar a solução de sistemas de equações. .14b. devem ser coerentemente representadas nos sentidos opostos. Isto é particularmente verdadeiro quando as dimensões das partes são dadas segundo duas direç~s perpendiculares entre si. 4.13 Verificar-se-á que. o que eliminará os termos índesejáveis nas equaçõ~ Nos exemplos a seguir. em algumas situações. para os dois corpos ligados pelo plano A (Fig. é absolutamente necessário que uma força seja coerentemente representada nos diagramas que caracterizam a interação dos corpos que contêm a força em questão. -Ay -A AXÇp Ay Notação Vetori:l1 ~ .4. escolhendo-se cuidadosamente o elemento ou grupo de elementós para o diagrama de corpo livre. entre peças de uma estrutura tridimensional. sendo necessário tomar sentidos arbitrários. quando separadas.4.4. = Fig. separar as incógnitas. estaria realmente em sentido opost ao representado inicialmente.14a). o princípio de ação e reação deve ser aplicad às três componentes. particularmente quando os momentos são calculados em relação a eixos que não são paralelos aos eixos coordenados. simplificado.124 / ESTÁTICA Rígido (a) (b) Não rígido Fig. e selecionando-se o eixo adequado para o cálculo dos momentos. seria necessário inverter o sentido da força em ambas as peças e inverter o sinal do termo em que esta força aparece na equação. Para urnz ligação de rótula. Se Ax. ou deixar a representação inicial e entender-se o sentido real da força pelo sinal negativo. Em qualquer caso. Conseqüentemente.14 Fig. resultasse negativo. Os sentidos arbitrados poderão estar incorretos o qu~ será verificado após os cálculos. deve-se ter o cuidado de usar um sinal mais para uma ação e menos para a reação correspondente. está ilustrado o método descrito nos parágrafos anteriores. A vantagem desta representação é que o cálculo dos braços de alavanca é. as componentes. O emprego da notação vetorial é vantajosa em alguns problemas tridimensionais. a análise das armações e máquinas é facilitada representando-se as forças por suas componentes retangulares. 4. Nem sempre é possível representar as forças ou suas componentes com os verdadeiros sentidos nos diagramas de corpo livre. Assim. por exemplo. conseqüentemente.15. Se for escolhida a notação vetorial para identificar as forças.

ESTRUTURAS

/ 125

Problema Resolvido 4.5
A armação suporta a carga de 400 Ieg,na maneira mostrada na fJgUIa. Desprezar os pesos das peças, comparados com as forças induzidas pela carga, e calcular as componentes horizontal e vertical de todas as forças que atuam sobre cada uma das peças.

1

as

o a s

Solução. Observa-se, primeiro, que as três peças que constituema armação formam um conjunto rígido que pode ser analisado como uma unidade isolada. Observa-se, também, que a disposição dos suportes externos faz com que a armação seja estaticamente determinada. O di<ig!ama de corpo livre da estrutura completa está desenhado e as reações externas estão determinadas. Portanto,
[EMA [EFx [EFy

G) Vemos que a armação corresponde à catego-

ria ilustrada na Fig. 4.13a.

=

O]

5,5 (0,4) (9,81) - 5D = Ax - 4,32 =
O O

O

D= 4,32 kN
Ax = 4,32 kN
y I
I I

os

= O] = O]

Ay - 3,92=

Ay = 3,92 kN

os

as ma do ue to as e as e,

A armação é, em seguida, d~smembrada, e é desenhado um diagrama de corpo livre para cada peça. Os diagramas são dispostos em suas posições relativas, para ajudar a observação atenta das forças comuns de interação. As reações externas há pouco obtidas são introduzidas no diagrama da peçaAD. Outras forças conhecidas são as forças de 3,92 kN, exercidas pelo eixo da polia na peça BF, tendo sido obtidas do diagrama de corpo livre da polia. A tração de 3,92 kN do cabo é também mostrada atuando sobre AD, em ieU ponto de ligação. Em seguida, desenham-se, nos diagramas, as componentes de todas as forças desconhecidas. Observa-se, aqui, que CE é uma barra, de modo que a direção da linha que une os dois pontos de aplicação das forças e não o formato da peça, determina a direção da força e, portanto, a razão entre as componentes das forças que atuam em C e E. Estás componentes têm reações. iguais e opostas, que estão desenhadas sobre BF no ponto E, e iObre AD no ponto C. Não pode ser identificado, à primeira vista, o sentido positivo das componentes em B e, deste modo, pode ser arbitrariamente, porém coerentemente, suposto. A solução pode prosseguir, usando-se uma equação de momentos, em torno de B ou E, para a peça BF, seguida pelas duas equações de forças. Portanto,
[EMB= O]

L_--x

~

D

3,92 kN Ay

= 3.92 kN
3'92kN~ 3,92 kN Ex 3,92 kN 3,92 kN

9Y,Ex

3,92 kN

ir

.3,92 (5) - i-Ex (3) = Ex = 13,08 kN

O

D Resp.
O

= 4,32 kN

I Y,Cx

-A[EFy

= O]

By + 3,92 - 13,08/2 = By =' 2,62 kN

Resp.
O

(EFx

= O)

Bx Bx

+ 3,92 - 13,08 =

= 9,15

kN

Resp.

G) Sem essa observação crítica o problema não

par!. s nar.ões.

Os valores numéricos, positivos, das incógnitas significam que ~us sentidos foram corretamente supostos, nos diagramas de corpo livre. O valor de Cx = Ex = 13,08 kN, obtido pela análise diagrama de corpo livre da peça CE, é agora introduzido. no diagrama de corpo livre da peça AD, juntamente com os valores

pode ser resolvido. Observe com atenção que a direção da linha ligando os dois pontos de aplicação da força, e não a forma do elemento, determina a direção da força e portanto a relação entre as componentes das forças atuando em C e E.

126 I ESTÁTICA

de Bx e By determinados acima. Pode-se, agora, aplicar as equações de equilíbrio à peça AD, como verificação, visto que todas as forças que atuam sobre ela já foram calculadas. As equações fornecem
[l:MC= [l:Fx [l:Fy O]

4,32 (3,5) + 4,32 (1,5) - 3,92 (2) - 9,15 (1,5) 4,32 - 13,08 + 9,15 + 3,92 - 4,32 = O -13,08/2

= ('

= O] = O]

+ 2,62 + 3,92 = O

que verificam os cálculos anteriores.

4-

Problema Resolvido 4.6
Desprezar o peso da armação e calcular as forças atuando em todos os seus membros. Observa-se que a armação não é uma unidade rígida, quando removida dos seus suportes, pois BDEF é um quadrilátero móvel e não um triângulo rígido. Conseqüentemente, as reações externas não podem ser completamente determinadas enquanto não se analisar, individualmente, cada membro. Porém pode-se determinar as componentes verticais das reações em A e em C, a partir do diagrama de corpo livre da armação, como um todo. Assim,
Solução. [l:MC= O]

I t
500 500 ~750mm

200 (0,3) + 120 (1,0) - 0,750 Ay

=O
Resp. Notas:
<D

Ay = 240 N
[l:Fy

= O]

Cy - 200 (4/5) - 240 Cy

=O
Resp.

= 400

N

Vemos que esta armação corresponde à categoria ilustrada na Fig. 4.13b.

A seguir, desmonta-se a armação e desenha-se o diagrama de corpo livre de cada elemento. Como EF é uma barra, a direção da força em E sobre ED e em F sobre AB, é conhecida. Supo3) nhamos que a força de 130 N esteja aplicada ao pino, 'parte do elemento DC. Não há dificuldade em alocar os sentidos corretos para as forças E, F, D e Bx. O sentido de B, contudo, pode não ser inferido por inspeção e, portanto, é arbitrariamente mostrado como sendo para baixo sobre AB e para cima sobre BC.
Elemento ED. [l:MD [l:F=

As duas incÓgnitas são facilmente obtidas por 200 (0,3) - 0,3E

= O]
O]

=O

,E

= 200 N

Resp. Resp.
CV

D - 200 - 200 = O

D = 400 N

Elemento EF.

F é claramente igual e oposta a E, com inten-

sidade de 200 N.
Elemento AB. Bx,AxeByde [l:MA

Os sentidos de Ax e Cx não são, inicialmente, óbvios, e podem ser convencionados arbitrariamente para posteriormente serem corrigidos, se necessário.

Como F é agora conhecida, resolve-se para

= O]

200 (3/5) (0,5) - Bx (1,0)
Bx

=O
Resp.

®

= 60N

A força de 130 N poderia ser também aplicada ao pino considerado como parte deBA, resultando numa mudança da reação Bx'

ESTRUTURAS

/ 127

[EFX

= O]
O]

Ax + 60 - 200 (3/5) Ax

=O
Resp.

= 60N
=O

[EFy=

200 (4/5) - 240 - By By=-80N

Resp.

o

sinal menos mostra que alocou-se o sentido de By errado.

Elemento para BC. BC, Os e resultados Bx, By D são, agora, a incógnitapara restante Cx e é encontrada de 4) transferidos
[EFx= O]

120 + 400 (3/5) - 60 - Cx =0 Cx

= 300

N

Resp.

Ay = 240 N

Cy

= 400N

Pode-se usar as duas equações restantes do equilíbrio para verificação~ Assim,
[EFy

= O]
O]

400 + (-80)

-400

(4/5)

[EMC=

(120 - 60) (1,0) + (-80)

=O (0,75) = O

@ Poderíamos ter, também, retomado"ao diagrama de corpo livre da armação como um todo e encontrado Cx'

Pr,oblema Resolvido

4.7

A máquina mostrada é um aparelho de proteção contra sobrecarga, que libera a carga quando esta 'exceder, um valor predeterminado T. Um pino de cisalhamento, de metal,' está inserido em um furo na-metade inferior do aparelho, e recebe o esforço de travamento da metade superior. Quando a força total sobre o pino exceder a sua resistência, ele se rompe. As duas partes, então, giram em torno de A, sob ação das trações em BD e CD, como está mostrado na segunda figura, e os roletes E e F soltam o olhal. Determinar a tração máxima possível T, se o pinoS cisalhar quando a força total sobre ele for 800 N. Calcular, também, a força correspondente sobre o pino articulado A.

Solução. Devido à simetria, pode-se analisar somente uma das metades. Escolhe-se a metade superior e desenha-se o diagrama de corpo livre, juntamente com o da ligação D~ Devido à, simetria, as forças em S e em A não possuem componentes na direção x. As barras BD e CD exercem forças de igual intensidade, B = C, sobre a ligação em D. O equilíbrio da ligação dá
,-

[EFx=O]

BcosO+CcosO-T=O, B

2BcosO=T

= T/(2

cos O),

Do diagrama de equil1orio da metade superior, expressa-se o equilíbrio dos momentos em torno do ponto A. Substituindo S = 800 N e a expressão para B, obtém-se

128 I ESTATICA

2

[I:MA=

O] T 2 cos
O

Notas: (cos
O)

(50) +

2 cos

T

O

(sen

O)

(36) -

- (36) (800) Substituindo

L
2

<D

É sempre útil reconhecer a simetria. Neste
exemplo ela nos mostrou que as forças agin, do sobre as duas partes se comportam como imagens recíprocas uma da outra, com respeito eixoum ação ao sobre x. Assim, dos elementos não se pode na ter direção uma ... _y ) positiva do eixo x e a sua reação sobre o outro elemento ser na direção negativa dos x. Como conseqüência, as forças em S e em A não têm componentes na direção x.

(26)

=O

sen O/cos O = tg O = 5/12 e resolvendo para T,

, T (25 + 5 2 (3,6) (12) - 13) T= 1477 N ou

= 28

800 Resp,

T= 1,477 kN

Finalmente, o equilíbrio na direção y, dá [I:Fy= O]
S-BsenO-A=O

@ Tenha cuidado para não se esquecer do momento da componente y de B. Observe que as unidades usadas são newton-milÍmetro. A

1477 800 2 (12/13)

5

i"3 -A = O

= 492

N

Resp,

PROBLEMASPROPOsrOS

9

(Desprezar a massa dos vários membros nos problemas que se seguem, exceto onde for indicado o contrário.) Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C, na armação carregada. Resp. C = 1 002 N

10.6mI0.5m~

.
Cf Probl. 4.55

Probl. 4.54

4.55

Calcular a intensidade da força suportada pelo pino em A , que fixa o suporte carregado à parede.

~

CalCul: a intensidade forçaé suportada pelo pino B da armação, cuja da carga' um conjugado de 200N·m. Resp. B = 289 N

Probl. 4.56

ESTRUTURAS

I

129

Pino de 4.57 Substituir o conjugado de 200 N • m do Probl. 4.56 por uma força, para baixo, de 800 N, aplicada no ponto D e calcular a intensidade da força que atua emB. I( cisalhamento I 11:
BI 150N

=:=
IA

p

(ó---©

loomhl~~
mm

b=300mm~

Probl. 4.60

3m

Probl. 4.57

4.58

A tesoura representada na figura é, muitas vezes, usada em lugar das tesouras comuns de funileiro, quando se deseja grande força no corte. Para uma força aplicada de 150 N, qual é a forçaP disponível no corte, à distância de 30 mm na direção da lâmina, a partir do pino A? Resp. P= 1467 N A figura mostra um alicate usado para cortar, manualmente, péquenos parafusos e vergalhões. Para um aperto manual de P = 150 N, determinar a força Q, ,que cada mandíbula do alicate exerce sobre o vergalhão,

Probl. 4.61

4.59

G

Na armação carregada da figura, calcular as componentes x·e y da força suportada pelo pino C. Resp. Cx = 5,25 kN; Cy = 1 kN
9 kN

y I I

1'16kN 3m

L_-x
Probl. 4.62

Dimensões em milímetros Probl. 4.59 4.63

.60

Uma chave com limitações de torque possui um pino de cisalhamento B, que rompe quando a força sobre ele exceder sua resistência e, portanto, limita o torque que pode ser aplicado sobre a chave. Se a resistência limite do pino de cisalhamento for de 900 N, em cisalhamento duplo (isto é, Vl2 = = 450 N), calcular o torque limite M, que pode ser aplicado à chave. Que efeito tem sobre o valor de M um acréscimo em b, mantendo todas as outras condições constantes. Resp. M= 75 N'm M diminui quando b aumenta Na armação carregada da figura, calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino C.

Calcular a intensidade da força que atua sobre o pino em D. O pino.C está fixo à barra DE e encosta no rasgo liso da chapa triangular.

.61

Probl. 4.63

130 / ESTÁTICA

Calcular a força suportada pelo pino em A, do alicate com regulável, utilizado para aperto, sob uma carga aplicada de 100 N. Resp. A = 525 N

270mm

'I
looN

um torque de entrada de 50 N· m, no sentido horário, na árvore A, e se a árvore de saída D aciona uma máquina à velocidade constante, determinar as forças exercidas sobre o flange da base do redutor, em E e F, pela ação combinada dos parafusos e da fundação de suporte. Resp. E = 139 N, para baixo F= 433 N, para cima

4

./
Probl. 4.64
E
300 mm

,j,

4.65

Calcular a força Q, exercida pelo alicate furador de papéis, quando se aplica a forçaP no cabo.

250 mm

Probl. 4.67

4.68

As duas engrenagens cilíndricas A e B acionam as engrenagens cênicas C e D. ·Para um dado torque Mo, encontrar a expressão do torque M, na árvore de saída, necessário para manter o equilíbrio.

4

Probl. 4.65

4.66

A chave de caixa especial da figura tem a caixa B livre para girar em tomo do pino C fIXo ao punho A, e pode acomodar vários tamanhos de parafusos com cabeça hexagonal. Para o tamanho nominal mostrado, onde o centro O do parafuso e o pino C estão alinhados com o punho, calcular a intensidade da força suportada pelo pino em C, quando P = 160 N. Assumir que a superfície da cabeça do parafuso seja lisa. Resp. C= 1 367 N

r1/r2

= 2/3

tg ~M

a = 3/4

Probl. 4.68

4

Probl. 4.66

4.67

O r~utor de velocidade consiste da árvore de entrada A, onde está montado o pinhão B, que aciona a engrenagem C, e sua árvore, de saídaD, com uma redução 2:1. O centro de gravidade da unidade, cuja massa é de 30 kg, está em G. Se for aplicado

Probl. 4.69

Resp.73 Na armação carregada. as e e 4. aplicada no punho do grampo de travamento. e para uma força P = 150 N no cabo da alavanca. Resp. encontrar as componentes x e y da reação no pino em B.72 Calcular as componentes x e y da força que atua sobre o pino B. Resp.72 Na armação carregada.09 kN. cujos braços se cruzam sem se tocarem. calcular a força suportada pelo pino em B . em função da força P. quando a carga é de 200 N. Bx = 809 N. By = 215 N .76 Probl.C produzida. tração Determinar a força vertical de retenção em E.75 P 1\---100 nun ~ Probl. Bx = 287 N.75 4. Resp. B = 933 N a o mm 270 3 BOON Probl. calcular a força de aperto. 4. 400 Probl. As duas polias estão ligadas entre si.73 A. Os cabos estão firmemente enrolados nas polias.70 Calcular a força que atua no elo AB da tenaz de içamento.ESTRUTURAS I 131 4. Para a posição da alavanca definida por meio de Ct = 100. 4.74 Calcular as componentes x e y de todas as forças que atuam em cada membro da armação carregada. 4. formando uma unidade integral.4.4.71 Calcular as componentes x e y da força que atua sobre o pino em B.74 4. Resp. C= 1 368 N 300 50 20= 60mm D---X 200 N Probl. que une as duas peças representadas. By = 785 N .69 s 4. 4. que retém a peça de trabalho F em posição. FAB = 8.71 Os alicates articulados são usados para urna variedade de fInalidades de aperto.

Resp. transmitida à viga F. 4. usada em pequenos caminhões. Resp.80 n~r I mm mm mm A escada simétrica de 20 kg está montada sobre rodas. encontrar as componentes x e y das forças em A e em C.J3N 4.79 Na armação carregada. 4. Para uma carga L = 12 kN.82 "---x O. Ey = 25.76 4. para poder ser facilmente movimentada. A massa da viga central F é de 40 kg e a de cada roda com o respectivo eixo é de 35 kg.4m Probl. por um conjugado de 50 N· m. calcular a tração T na ligação AB. 4. e calcular as componentes x e y de todas as forças atuantes sobre cada um dos dois membros da máquina.81 k--l. que forma um ângulo e = 75° com a vertical. Calcular a força de compressão R exercida sobre o cilindro E. A = 1. Ex = 25 N. com eixo duplo. A = 833 N x Probl. calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino em E. 4. A articulação no topo da escada está sobre a linha de centro das suas pernas. Resp.4m 50 kg Probl. no Probl. com o centro de massa a 680 mm da linha vertical central.78 4. calcular a força total de cisalhamento suportada pelo pino A.76.80 4. Na armação carregada. Resp.8 m----J Probl. e a força suportada pelo pino A. no sentido horário. T= 231 N Probl.77 Substituir a força de 200 N em E.79 A figura representa uma suspensão dianteira.75 kK . O.78 A mandíbula móvel D da prensa articulada desloca-se com atrito desprezível ao longo da coluna vertical fixa. 4. 4.132 / ESTÁTICA E t 4. R = 966 N. Se uma pessoa de 90 kg ficar em p~ no degrau em C. se for aplicada uma força F = 200 N no cabo da alavanca.81 A 4.

quando a força aplicada P tem o valor necessário. por meio da árvore B. em função da força F aplicada nos punhos da máquina de rebitar. pllJ:a apertar o disco no eixo.) e F F Probl.87 Determinar a força suportada pelo pino C da estrutura carregada. Resp.85 N 4.86 O dispositivo mostrado é um tipo ajustável de chaye.84 .88 Probl.84 O trem de aterrissagem do avião consiste de uma mola. calcular a força total que o pino A suporta. Resp. localizada no nariz do avião.86 m A a de ma a A. na qual os pinos A e B se ajustam nos furos na face do disco que está para ser montado. com a roda suportando uma carga constante. 4. de um pistão hidráulico carregado. Se for necessário um torque (momento) de 60 N • m. é recolhido aplicando-se um conjugado M na barra BC.85 Determinar a força de compressãoP. Sabendo-se que o braço e a rodaAO têm em conjunto 50 kg com centro de massa em G. C= 2 160 N Calcular a intensidade da força suportada pelo pino A da armação carregada. calcular a força em cada um dos pinos A e B. equilibrada. P= --2Fe C{I-{.4. N Probl. 4. 4. 4. 4.ESTRUTURAS I 133 move-se ao longo da pista à velocidade constante. de 24 kN. conforme se vê na fIgura.82 4.83 O conjunto da roda dianteira. do cilindro D e de dois elos OB e CB articulados. em seu eixo fIxo O. Se o trem Probl. A = 44. em tomo de O. Resp. 4. calcular o valor de M necessário para recolher a roda no momento em que D está diretamente debaixo de B com o ângulo () = 30°.7 kN ---------1 L--750mm~ Probl.83 4. N 4.

E = 36. sendo o ângulo e = 30°. 4. em C.89 O braço CE e a roda dentada estão montados. que atua na roda. pode aplicar uma força horizontal P = 10 kN. independentemente. uma força de 400 N. C = 908 N / 100 ---±-. 4.90 O guindaste portátil mostrado é usado para içar materiais de construção ao teto de . para equilibrar o torque resistente M. Resp. 4.89 4. na alavanca do tambor. aplicado à barra.92 A caçamba é controlada pelos três cilindros hidráulicos e. Probl. A = 22. 4. no mesmo eixo. suporta uma carga de 90 kg. determinar o valor de e que fornece o maior esforço cortante.4 kN.90 Calcular o esforço cortante Q. É necessário aplicar um torque Mo = 30 N 'm. quando atuar no punho da alavanca. calcular a intensidade da força suportada·pelo pino emA. no eixo do braço AR. Probl. na posição particular mostrada. Resp. Resp.134 I ESTATlCA 1 600N 'F c sa em G.91 Probl. Q = 13..um edifício. O guindaste tem massa de 50 kg e tem centro de mas- . e poder mantê-Ia na posição mostrada. A = 1 727 N • E :tüDJ ~o'mlo. Desprezar os pesos das peças e calcular as forças suportadas pelos pinos em A e E.91 Probl. onde a barra RE é perpendicular aAR e CE. Se uma força F.87 ( ~ 4.88 4.18 kN E ~O. Para uma dada força aplicada.7lli 4. Resp.9~ G IF Probl4. Calcular a intensidade da força correspondente que atua na extremidade C do braço EC.

5 Mg e é içado pela plataforma B.7 kN. de massa 2 Mg. em cada um dos cilindros. A plataforma é guiada pelos roletes sobre a coluna vertical fixa e acionada pelo cilindro hidráulico CD e pelas barras EDF e FH. F= 131.4.93 o mecanismo para içar a carroceria de um caminhão basculante está mostrado em detalhe na figura.ESTRUTURAS I 135 l.2m f' 1 ProbL 4. na qual BA é perpendicular a OAE e a barra DC é perpendicular a AC. A posição do raspador é controlada por dois cilindros hidráulicos EF.8 kN.92 Probl. Determine a compressão P no cilindro hidráulico BE e a intensidade da força suportada pelo pino em A. H= 113.0 kN Detalhe do mecanismo para içar a carroceria Dimensões em milímetros ProbL 4. totalmente carregada. A carroceria basculante e sua carga têm massa de 9 Mg. P= 119. e a intensidade da força que atua em cada um dos pinos em H.95 . Resp. O conjunto A tem massa de 1.94 A unidade motora A do trator ra~ tem massa de 4 Mg e centro de massa em Gl' A caçamba-raspadora B rebocada.9 kN 4.9m T 4.95 O.5 kN ProbL 4. um em cada lado da máquina. A = 64. com centro de massa em G. para a posição particular mostrada. situados um em cada lado do reboque. R = 59. Desprezar a massa do cilindro e das barras. calcular a força R exercida pelo cilindro hidráulico em D e a intensidade da força sUportada pelo pino em E. tem massa de 24 Mg e centro de massa em G •. Resp. Supor que as rodas sejam livres para girar de modo que não há componentes horizontais de força sob as rodas. Resp.93 s N A figura mostra um dispositivo especial para erguer seções verticais de uma torre em construção. Calcular a compressão F. E= 40. Todas as dimensões estão indicadas na figura. Para a posição particular mostrada.0 kN.

98 A estrutura em forma de A mostrada na figura. B.96 4.. .97 Calcular as componentes x. A ligação CG é a única barra. Ax =Ay =By = Dy =Ex =Fx = 1.7 . 4.Fz = kN. y e z de todas as forças que atuam em cada elemento da armação espacial carregada conforme mostrado. já familiares. D e G podem ser tratadas como uniões-rótula. Não foi necessário desenvolver nenhuma teoria nova pois as soluções foram enco tradas apenas com o traçado do diagrama de corpo livre e aplicando as equações do equilíbrio. Os dois discos estão rigidamente montados no eixo.136 I ESTÁTICA 4. Contudo.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Neste Capítulo aplicaram-se os princípios do equilíbrio a duas classes de problemas: (a) treliças simples. que permitem que ela gire em torno do eixo y mas não oferecem resistência a forças nesta mesma direção. e (b) armações e máquinas.4. Probl. Bx=Bz =Dx =Dz =Ez =. C. as estruturas que foram tratadas neste Capítulo proporcionaram a oportunidade de desenvolver uma abordagem sistemática para uma classe de problemas mecânicos que ocorrem fre<lüentemente.98 4. y e z de todas as forças que atuam sobre cada membro da armação.5 kN Cx = Cz =5 =O Probl. A corda enrolada em torno do disco menor aponta para a direção x e o impede de girar.25 kN Dimensões em milímetros Probl. 4. Os aspectos mais essenciais da análise destas duas classes de estruturas estão revistos nos passos apresentados abaixo.97 4. E e F. Az 2.96 Calcular as componentes x. Pode-se desprezar o peso dos elementos comparados com as cargas transmitidas. y e z de todas as forças que atuam em cada uma das três partes do mecanismo mostrado. As uniões em A. Resp. Calcular as componentes x. tem dois pinos. Trate todas as uniões como tipo rótula e despreze o peso de todos os membros. sendo que o maior deles tem uma força de 300 N atuando na corda a ele enrolada e orientada para a direção negativa do eixo y.

Somente serão consideradas aqui armações e máquinas estaticamente te como internamente. As 'quinas são estruturas que transformam forças e momentos de entrada em forças e momentos de saída e. 8. em geral. significará que esta nova barra terá força nula. O veto r que representa uma força atuando sobre um nó ou uma seção é desenhado do mesmo lado do nó ou da seção em que está a barra que transmite a força. ou. 10. Com esta convenção. a análise iniciará computando as reações externas sobre toda a unidade. que não sofre colapso. m m a . a menos que se aplique uma força externa. se uma seção cortar mais do que três barras cujas força~desconhecidas. as forças internas têm sempre a direção dos seus respectivos membros. As armações são estruturas projetadas para suportar cargas. Se uma armação máquina. Se duas barras carregadas forem colineares em um nó. no caso das espaciais. 3. e do tipo união-rótula. que tenha componente na direção da terceira barra. envolve o equillbrio de um sistema de forças não concorrentes. As cargas externas sobre treliças simples são aplicadas somente nos nós. 2. 5. como um todo. três forças desconhecidas. Algumas estruturas podem ser classificadas em ambas as legorias.ESTRUTURAS / 137 (a) Treliças simples 1. os nós podem transmitir forças. estruturas que contêm um ou membros sujeitos a mais de duas forças. 2. O método dos nós utiliza as equações do equilíbrio das forças em cada nó. Portanto. · · . O método das seções utiliza o corpo livre de uma seção completa de uma treliça. quando seus suportes ernos são removidos. no máximo. As armações e as máquinas são estruturas de múltiplas forças. As treliças simples são construídas em tomo de uma unidade rígida básica. Suponhamos que os nós nas treliças simples são do tipo pino. Se uma armação ou máquina é uma unidade rígida. e que tenha. com direção diferente das outras duas. contendo dois ou mais nós e. no caso de treliças espaciais. dois no caso de treliça plana e três nas treliças espaciais. 7. Em geral. 4. ligando-os aos nós existentes e unindo suas extremidades para formar novos nós. Quando dois membros são as diagonais de um painel quadrilátero. uma força seja conhecida. As treliças são estaticamente determinadas internamente quando são construídas da forma descrita no parágrafo 2 acima. ligadas nas suas extremidades e capazes de suportar tração ou compressão. Portanto. 9. duas forças desconhecidas. O mesmo procedimento para analisar armações. a inclusão de uma terceira barra neste nó. As unidades adicionais de uma treliça são formadas incluindo novos membros. onde os membros internos não excedem aqueles necessários para evitar o colapso. no caso de treliças planas. somente se considera aquele que está em tração. for uma unidade não rígida (que possa sofrer colapso). quando são removidos seus rtes externos. 6. no caso de treliças planas. isto é. como um todo. 4. no máximo. As treliças são estaticamente determinadas externamente quando os vínculos externos não excedem os necessários para manter uma posição de equillbrio. 3. ~mente. e são membros flexíveis. a solução não poderá ser encontrada pois existem apenas três equações independentes do equihbrio. A equação de equillbrio dos momentos é de grande auxílio no método das seções. 5. aplica-se às máquinas. determinadas. geralmente sob condições estáticas. tanto externa- s · . A a s N (b) Armações e máquinas 1. incapazes de suportar compressão. A análise deve iniciar por um nó onde. de forma triangular para treliças planas e de tetraedro para treliças especiais. 11. no caso de treliças planas. a tração é 'indicada por uma seta saindo do nó ou da seção e a compressão é indicada pela seta apontando na direção do nó ou da seção. a análise das reações externas não pode ser completada antes da estrutura ser smembrada. envolvem uma ou mais partes móveis. As treliças simples são compostas de barras. pelo menos. e o painel permanece estaticamente determinado. mas não momentos.

102 Calcular a força no membro BG. em seu nó comum K. BG = 8 kN C 4. . As forças atuando nas conexões internas das armações e máquinas são calculadas desmembrando a estrutura e construindo um diagrama de corpo livre separado para cada parte. pois. de quatro barras de compressão e de três barras externas. 4.103 > I 4. certamente ocorrerão erros. em termos das forças aplicadas P.138 I ESTATlCA 6.103 Cada uma das três cargas L. Expressar a força compressiva C. conforme mostrado. Resp. 4. disposta como um quadrado.102 4. BH= 47.100 P 3m 3m Calcular as forças que atuam nas barras BH. 7.101 Determinar a força que atua em cada barra das duas treliças que suportam a carga de 10 kN.100 ~ 4. com o mínimo de cálculo.99 4. que atuam sobre a treliça da ponte. PROBLEMAS PARA REVISÃO 4. p \~ b b r Probl. CD e GD da treliça. que atua sobre cada lado do bloco de concreto quadrado. se compõe de quatro sapatas de pressão. 4. 4.7 kNC GD=O c A B 4kN Probl.'? co::.101 E F 3m G P Probl. carregada pelas forças de 40 e 60kN. Resp.99 Uma armação usada para testar a resistência à compressão de blocos de concreto.104 Calcular as componentes x e y das forças atuando em A e em C. Resp. iA S o b . EG = 600 kN T.4. usando um diagrama de corpo liVre do membro rígido ABe. do contrário. na armação carregada pelo conjugadoM=40N·m. é de 200 kN. O princípio da ação e reação deve ser rigorosamente observado. DF = 825 kN C I' J I 4painéisde5m H G 'IF Awm1 40kN 60kN r F Probl.1 kN C CD= 6. I< L 12 painéis de 6 m L L Probl. Determinar as forças nos membros EG e DF. As equações de equihbrio de forças e de momentos são aplicadas aos membros à medida que for sendo necessário calcular as incógnitas desejadas.

C H AB=AC=500 750 600 200 Dimensões em milímetros Probl. A treliça é estaticamente determinada? Resp.104 4.108 Determinar a força que atua na barraAC em função da carga m suportada pela treliça. 4.105 4. GL:.107 4. na extremidade da barra de reboque. está mostrada na flgUIa.105 Uma barra ajustável de reboque. pelo método dos nós. Calcular as componentes x e y da força suportada pelo pino emE. O ajuste da altura do gancho F. com centro de massa em G. Resp. m B Probl4. Probl. carregada. Indicar. Todos os ângulos águdos internos são de 30° ou de 60°.5 kN T Probl. dois métodos que .4.ESTRUTURAS I 139 4.106 Verificar o fato de cada uma das treliças carregadas mostradas ser internamente instável (nãorígida). AC = mg/3. calcuIai a força P fornecida pelo cilindro ao pino C. 4. que é atuado por uma pequena bomba manual (não mostrada).:: 37.4. P = 298 N . que conecta a unidade tratora H ao trem de aterrissagem J de um grande avião.109 Probl.106 O topo de uma bancada retrátil tem massa de 50 kg. Para a posição nominal mostrada das barras do triângulo ARC. O conjunto tem massa total de 50 kg em centro ~e massa em G e está suportado pelo pino E do trator~ Resp.107 Determinar a força que atua na barra GL da treliça da torre.108 4. no mínimo. para posicionar a barra de reboque. é obtido através do cilindro hidráulico CD.

emA..~ 100 kg com uma força P aplicada no punho C. A = 247 b'\ 40 12Q mm P Dimensões em milímetros p f~w: A'Y~">. Resp.6 Mg/m' .·.88 N'm. M= 7. ~As dimensões são as que aparecem na figura. devidas ao peso do tronco. Calcular as componentes x e y de todz as forças que atuam em cada uma das três barra da armação.4ld' H G F H G F H G F F E D ~ (c) (d) Probl. 4. as lanças AF e EG do empilhador de troncos estão em ângulo reto e AF é perpendicular a AB.111 Na posição particular representada. Um guincho de armação A suporta uma carga c. L = 52. R = 137..140 I ESTÁTICA assegurem estabilidade interna (rigidez) a cada treliça.0 N 4. central e longitudinal e tem dois conjuntos de alavancas iguais ao mostrado na figura..112 A caçamba de uma escavadeira tem a capacidad= de 4 m 3 e está sendo utilizada para transportz: material com a massa específica de 2. para o punho da manivela na posiçi:= vertical mostrada. achar a força de compressão I1Z haste do cilindro hidrá~co lL e a força cisalhante suportada pelo pino.-.110 4.110 Uma chave"antitorque". calcular o torque M transmitido ao parafuso. p~ a posição particular apresentada.. 4. Resp. normal à linha AB. A = 173. em que o braço EB é horizontal. A máquina é simétrica em relação ao plano vertical. 4.5 Mg. Por meio de movimentos sucessivos de oscilação do cabo que comanda a engrenagem. calcular as forças que os pinos A e D suportam. ao fazer o esforço para apertar um parafuso. e a reação externa R contra o pino A.113 4. o soquete gira em um só sentido.111 4. nesta posição particular. ~.112 I Probl.·. Os pesos próprios das peças podem ser desprezados diante das cargas que suportam.0 kN. D = 87. manivela.) Resp. projetada para ser utilizada por um tripulante de nave espacial.· .1 Probl. (Um dos lados da chave é usado para apertar o parafuso e o lado oposto para afrouxar. A reação contra o pino A estabelece a característica "antitorque" desta ferramenta. não exige plataforma fixa contra a qual se poderia apoiar.109 Probl.5 kN. por meio do acréscimo de uma ou mais barras. Se o guindaste estiver içando um tronco de massa igual a 2. .·. 4. O pino A aloja-se no orifício existente na estrutura que contém o parafuso que vai ser apertado. sem introduzir redundância. Para uma força P = 150 N. sob a ação de uma catraca.

As conexões podem ser consideradas como rótulas.114 m3• ara aço na anméngiuali das rgas kN = D.90 kN z I I x 100 kg I D~e~sões . 4.114 Calcular a força total que atua sobre a peça BD. D = 4. Resp. Probl. 4.113 x de ar 4.ESTRUTURAS I 141 o N duas forças mostradas. ~ "trot"" m:5ionm =-" p'''' ga d= o ~ todE! arrZ! siçãz . milImetrosem 1200 -+-1200 Proo!.

5.1 c) são aplicadas en: uma área real de contato entre o pino e o furo e.INTRODUÇÃO Nos capítulos anteriores todas as forças foram consideradas como concentradas e representadas por mei. Mesmo no caso de um manca:. conforme mostrado na Fig. a força exercida pelo pavimento de uma entrada sobre o pneu de um automóvel. que pode ter UIl12 dimensã'o apreciável. como mostrado na Fig. será aplicada sobre uma área de contato fmal. onde as tenSÕes e as deformações internas podem ser aprec" Detalhe na zona de contato ~ ~ c R (a) (b) pC c (c) R I I Fig. Realmente. a força de contato entre uma esfera de aço endurecido e sua pista de rolamento. cujas dimensões. Se. tal como a distância' entre as rodas. na seção transversal. de vetores nos pontos de aplicação. uma vez que wna força real 'aplicada ao corpo é distribuída sobre UIl12 área ou volume fmito. 5. tratado como um todo. da maneira indicadE. nas vizinhanças do ponto de contato.1 q c a . no exato sentido da palavra. Por exemplo. considerada uma força concentrada. ou ao longo das linhas de ação.1 . Nestes exemplos e em outros semelhantes. como um todo..1a. qualquer. não provocari dúvidas qU!ll1dose estão analisando as forças atuando no carro. de rolamento carregado.o pneu for macio.5. naturalmente.lb. internamente. não deve haver dúvida em tratar-se das forças como concentradas. então a substituição das forças de contato. por outro lado. na realidade distribuídas por sua resultante R.5 FORÇAS mSTRlBUIDAS 5. não existem forças "concentradas". Quando a dimensã'o b da área de contato é desprezível comparadiõ com as outras dimensões pertinentes. 5. ao analisar seus efeitos externos sobre um corpo.-é aplicada sobre uma área de contato. são extremamente pequenas. As forças aplicadas sobre uma barra de uma treliça (Fig. o Interesse estiver em encontrar a distribuição interna das forças no material corpo. se .

e forças distribuídas de fluidos atuando sobre superfícies expostas.5. como a da Fig. é o newton por metro quadrado (N/m2). A força de corpo mais comum é a força de atração gravitacional. Quando uma força é distribuída ao longo de uma linha. a determinação das forçqs sobre os suportes de uma estrutur~pesada em balanço. A unidade básica para pressão ou tensão. Quando as forças são aplicadas sobre uma região cujas dimensões não são desprezíveis comparadas com outras dimensões pertinentes. A Seção A deste capítulo trata da determinação do ponto do corpo no qual atua a resultante da força gravitacional. em geral. não se pode tratar a carga como sendo concentrada. 5. para tensão. a unidade de libra por polegada quadrada (lb/in2). a u 'Distribuição por Área. que é igual a 106 Pa. Uma força distribuída sobre o volume de um corpó é conhecida como força de corpo. Este tipo de problema requer um conhecimento das propriedades do material e pertence a áreas mais avançadas da resistência dos materiais e das teorias da elastiCidade e da plasticidade.' '. ~ Distribuição por Volume.. no SI. requer que se leve em consicferação a força gravitacional distribuída ao longo de toda a estrutura.2c. o megapascal.(1lb/in2 = 6 895 Fa). o . em três categorias. as forças distribuídas mais comumente encontradas. Esta intensidade é conhecida como pressão.FORÇAS DISTRIBUfoAS I 143 veis. a intensidade w do carregamento é expressa como força por unidade de comprimento da linha. que atua sobre todos os elementos da massa de um corpo. tanto para pre~São fluida como para tensão mecânica. que é igual a 103Pa. como é o caso da pressão hidráulica da água contra a face interna de uma seção de represa (Fig. sem dúvida. muito pequena para a maioria das aplicações. e m . somando-se os efeitos das forças distribuídas sobre toda a região. suportada por um cabo suspenso (Fig. contudo. sendo empregado. como é o caso de uma carga vertiCal continua. o quilopascal (kPa). A intensidade da força gravitacional é o peso especifico pg. mais comumente no caso de pressão fluida. que é também chamado pascal (pa). e. em newtons por metro (N/m). deve-se levar em consideração a distribuição real das forças. mas sim considerar a sua distribuição real. e tensão. são. pg é (kg/m3) (m/s2) = N/m3 no SI.2a).2 As forças de corpo devido à atração gravitacional da Terra (peso). obrigando o conhecimento da força em qualquer posição~ Estes tipos de problemas caem. Quando uma força é distribuída sobre uma área. O sistema inglês usa. A Seção B ao capítulo trata de problemás importantes e especiais sobre forças distribuídas que atuam em vigas e em cabos flexíveis. Por exemplo. onde p é a densidade (massa pór unidade de volume) e g é a aceleração devida à gravidade. Esta unidade é. A unidade para . quando é o caso de forças distribuídas internamente em sólidos. são empregados procedimentos de integração matemática. quando se trata de forças fluidas. a intensidade é expressa como força por unidade de área. o - ~J (a) (b) . Para isto. 5 . . t t t Fig. 5.' (e) . Distribuição Linear.2b).

z I I I I I I I ~I w (a) (b) (c) "" 1'" "" "x --r-.3 Fig. é x dW. farma e massa. entre. desde que se trate de carpas de dimensões pequenas diante das dimensões da Terra.-- --. pade-se supar um campa unifarme de farças paralelas. Para defmir. Repete-se a experiência. A resultante das farças gravitacianais que atuam sabre tadas as elementas é a pesa da carpa. da mamenta em ta ma da eixo. tal camaA. desta supasiçãa a canceita de um centro. é.. par uma carda em um panta qualquer. Este samatória de mamentas deve ser igual ao. serão. que estabel. decarrente da atração. levaria em canta a fato.. matematicamente.3. y.Cam a substituição. canearrentes e. 5. são.s para as três eixas vem a ser: y= _ J ydm m z= . Estas cansiderações levam ã canclusãa de que. cama é mastrada na Fig. da tração. S. de gravidade única. langa de sua linha de ação. Se far aplicada a princípio. gravitacianal da Terra. a expressão. Esta resultante será evidentemente calinear cam a carda. cama anteriarmente. CENTROS DE MASSA E CENTRÓIDES 5. rigarasamente falando.CENTROS DE MASSA Cansidere um carpa tridimensianal de qualquer tamanha. a pasiçãa da centro. ao. par exemplo. de W = mg e dW = g dm. de gravidade G de um carpa qualquer (Fig. a intensidade da campa de farça terrestre não. a diferentes distâncias da Terra. da resultante. au farças de carpa.144 I ESTÁTICA SEÇÃO A.4 A análise exata. em cada casa. que a mamenta em tarna de qualquer eixo. parque canvergem para a centro. exatamente.. sab a ação. as linhas de ação. e é dada pela sarna W = J dW. cama B e C. a mamenta da pesa elementar. na corda. resultando.. Ainda mais.eça. pela tearema de Varignan. a linha de ação. das resultantes da atração. em tarna deste eixo. pade-se escrever uma equação. por exemplo. Isto. a carpa estará em equilíbrio. agara. cancarrentes em um panta. das farças gravitacianais dW que atuam sabre tadas as partículas cansideradas cama elementas infmitesimais da carpa. e da resultante W da gravidade.2 . fazenda-se um fura de diâmetro desprezível. terrestre não. de que as direções das farças gravitacianais que atuam sabre as partículas da carpa diferem ligeiramente.em tama da mesma eixo. e a sarna destesIT\amentas para tados as elementas da carpa é Jx dW. entretanto. suspendenda-se o·carpa par autras pantas. de atração.. não. nas experiências acima descritas. cama as partículas cansideradas estão. estas linhas de ação. nenhum centro. de gravidade única. Supanha-se. marcanda-se. Para tadas as fms práticas. das mamento.~ --Y (a) (b) Fig.4a). da Terra. existe. canstante sabre a carpa.. 5.mamenta da sarna Wx. tem valar prática. partanta. Se ele estiver suspensa. tanta não. Assitn. canhecida cama centro de gravidade.5.. da resultante W das farças gravitacianais é igual ã sarna das 'mamentas. que sua pasiçãa seja marcada. que atuam sabre ta das as partículas da carpa.

Assim. a massa de um elemento diferencial de volume dV vem a ser dm = p dV. será necessário considerar esta variação no cálculo dos numeradores e dos denominadores das Eqs. É absolutamente correto usar-se o termo centro de gravidade. (5.1) podem ser expressas em forma vetorial com o auxl1io da Fig.. (5. o mesmo do centro de' gravidade.1). sobre està linha ou plano. Assim. e o corpo pode ser considerado como composto de pares destes elementos. quando se fizer referência à influência da distribuição de massa sobre o efeito dinâmico de um corpo submetido a forças não equilibradas. Contudo. sempre. em geral. o centro de massa G do cone circular reto homogêneo da Fig. evidentemente. escritas: f xp dV y= f ypdV f pdV z =---- f zp dV (5. (5. Sempre que houver uma linha ou plano de simetria. onde a massa elementar e o centro de gravidade G estão localizados por seus vetores de posição respectivos. S. que é uma linha de simetria. deve ser escolhido um eixo ou plano de coordenadas para coincidir com esta linha ou plano. ele ainda possuiria seu centro de massa único. contanto que o campo gravitacional seja tratado como uniforme e paralelo. S. As Eqs. (5. O termo centr. Assim. então.5 . Portanto. Os eixos.5a estará em algum ponto sobre o seu eixo central.1).o de massa por outro lado.3) defmem a posição do centro de massa. No caso de p não ser constante em todo o corpo. que trata da Dinâmica.. as equações dos limites.1) são as componentes da equação vetorial única (5.2) A massa específica p de um corpo é sua massa por unidade de volume. uma vez que não atuariam forças gravitacionais sobre o corpo. uma vez que os momentos devidos a elementos simetricamente localizados sempre se 'cancelarão. o cálculo da posição do centro de mássa pode ser simplificado por meio de uma escolha inteligente dos eixos de referência. Um outro indício importante pode ser tomado das considerações de simetria. Esta classe de problemas é discutida detalhadamepte no volume associado. •.3) As Eqs. r = ix + jy + kz e = iX + .5. ---FORÇAS OISTRIBUi'OAS / 145 r o numerador de cada expressão representa a soma dos momentos.4b. tanto quanto possível. coordenadas polares são úteis para corpos de formato circular. Não tem sentido falar do centro de gravidade de um corpo que foi removido do campo gravitacional da Terra. é mais corretamente usado. Na maioria dos problemas. O centro de massa situar-se-á. (5. maS poder ser expresso como função das coordenadas do corpo. Estas expressões seriam. e o produto de m pela coordenada correspondente de G representa o momento da soma. O centro de massa da metade do cone circular reto está (bi (ei Fig. as Eqs. cujo ponto é.2) e (5.iY + k:Z. sempre que se fizer referência ao efeito das forças gravitacionais sobre um corpo. devem ser localizados de modo a simplificarem..

uma vez que não fazem referência a qualquer propriedade física. Quando se fala de corpo físico. e se aproxima de uma superfície de área A (Fig. conforme mostra à Fig.não se situará sobre a linha. Fig. as coordenadas do centro de massa do corpo também vêm a ser as coordenadas do centróide C da área da superfície. das Eqs. e das Eqs. O termo centróide é usado quando o cálculo diz respeito somente à forma geométrica. somente duas coordenadas exigirão cálculo. pode-se escrever: y= f ydA A (5. Existem três categorias distintas de cálculo de centróide. portanto. o corpo se aproxima de um segmento de linha. t. Novamente.6). portanto. 5. O centro de massa do meio anel da Fig. em geral. quando ela existir. 5. usa-se o termo centro de massa.5.3 . em geral.3) e. área da seção tranversalA e densidade p (Fig.1. dependendo de como a forma do corpo puder ser modelada como linha. se a densidade variar. real. ela será um fator constante nos numeradores e denominadores das Eqs. as posições do centróide e do centro de massa serão idênticas.1). (a) Linhas. 5.5) . não coincidirão. (5. ÁREAS E VOLUMES Sempre que a densidade p de um corpo for inteiramente uniforme.1). 5.CENTRÓIDES DE LINHAS. Se a barra se situar em um plano único.5b. No caso de uma barra delgada ou de um fio de comprimento L. tal como o plano x-y. Se a densidade for uniforme por todo o corpo. então dm = pt dA. se p e t forem constantes sobre toda a área. A localização de G é sempre facilitada pela observação da simetria. e dm = pA dL.6 (b) Áreas.146 / ESTÁTICA sobre o seu plano de simetria. está situado na linhaAB. o centróide 9.5c está sobre os dois planos de simetria e. se cancelarão.4) Deve-se notar que. estes dois pontos. Se p e A forem constantes sobre todo o comprimento da barra. podem ser: x=---L f xdL f ydL \ Y= -L- _ J zdL z=--L (5. (5. Quando um corpo de massa específica p tem uma pequena espessura. as coordenadas do centro de massa vêm a ser também as coordenadas do centróide C do segmento de linha. área ou volume. 5. que. 5. As expressões remanescentes definem uma propriedade puramente gométrica do corpo. ao passo que.

Assim. e as coordenadas do centro de massa também vêm a ser as coordenadas do centróide C do corpo. (c) Volumes. Para um corpo qualquer de volume Ve massa específica p. se a área da superfície for curva como uma concha. de modo que seja necessário apenas uma única integração para cobrir toda a figura. Novamente aqui.5. no Apêndice A. a principal dificuldade de uma teoria está mUitb mais nos procedimentos para aplicá-Ia do que nos seus conceitos. o elemento tem um peso dm = p dV. (5.8 * O segundo momento de área (momento do primeiro momento) aparecerá posteriormente.3) ou (5..dQ Elemento para Integração. (5. de área dA = I dy. * Todas as três coordenadas estarão envolvidas. na escolha do elemento diferencial e na definição da integral. na apresentação de . Como oGorre freqüentemente.6) (d) Esco/h. entos de inércia de áreas. o centróide C da superfície curva em geral não se situará sobre a superfície.7.~---. (1) Ordem do Elemento. somente as coordenadas neste plano serão desconhecidas.. 5.5) são conhecidos como primeiro momento de área. a fim de cobrir toda a figura. O IY IY I I (a) (b) Fig.8a.a ordem no lugar de elementos de ordem mais alta. um elemento horizontal de l. 5. Se a área for uma superfície plana. Sempre que possível deve-se ter preferência por selecionar um elemento diferencial de l. como está ilustrado na Fig. irá necessitar de apenas uma única integração com respeito a y. na Fig. A densidade p é cancelada se ela for constante em todo o volume.s.7 Os numeradores das Eqs. a dificuldade reside.1) elas vêm a ser: J ydV y= V (5. No caso de centros de massa e de cerrlróides. Existem cinco pontos importantes que devem ser especialmente observados. por exemplo. _----FORÇAS OISTRIBUfoAS I 147 Fig. o conceito do princípio dos momentos é muito simple. 5. no plano x-y. principalmente.a ordem. Das Eqs.

Portanto. I I I ".5.8a é preferível à faixa vertical da Fig. onde foi escolhido o elemento de 1. é essencial empregar as coordenadas do centróide do elemento para representar o braço de momento na equação do momento do elemento diferencial. a faixa horizontal da Fig. escolhe-se o sistema coordenado que seja mais adequado ao contorno da figura. o momento de dA em torno do eixo y é Xc • dA.a ordem. de volume dV = rrr2 dy. dx • dy..cone sólido da Fig.9 Fig.a ordem dA = y dx e é desprezado o limite naturalmente não haverá erro. 5. 5.l1b são mais adequados para coordenadas polares. O braço de momento para o elemento na direção x é a distância Xc ao centróide da face do elemento e não a coordenada x do contorno do elemento. Como regra geral. que requer somente uma integração.l2b. devido à descontinuidade na expressão da altura da faixa. Assim.a ordem da forma de uma fatia circular. é dada triângulo de segunda ordem de área -+ dx dy.. irá obrigar a resolver duas integrações separadas. y --x -. 5. a primeira em relação ax e a segunda em relação a y. Quando se adota um elemento diferencial de 1. (2) Continuidade. Como um segundo exemplo. (4) Escolha das coordenadas.lla são melhor descritos em coordenadas retangulares. deve ser selecionado um elemento que possa ser integrado em uma operação contínua. ao invés de escolher um elemento de 3. ao longo de toda a figura. na direção y..1I . o braço de momento y c. em x = Xl' (3) Simplificação de termos de ordem elevada.1O y I I Ir] liJ I .7). considere o meio cone sólido da Fig.5. 5. na direção z.9. neste elemento.12a. Porém. tome o .148 I ESTÁTICA elemento de 2. tendo como elemento de volume a fatia semicircular de espessura diferencial.a ordem.11 (5) Coordenadas do centróide do elemento.8b." I . dV = dx • dy • dz. enquanto que os de setor circular da Fig. 5. 5. Por outro lado. zados quando comparados com os termos de ordem elemento de área sob a curva da Fig. onde Xc é a coordenada x do centróide G do elemento.10.a ordem. Assim. . se confunde com as coordenadas y dos dois contornos. Assim. No caso Os termos de ordem elevada podem sempre ser despremais baixa (veja o item 1.j rdx Fig. os contornos da área da Fig. Sempre que possível. que requereria três integrais trabalhosas. 5. requer duas integrações para cobrir a figura. o braço de momento Zc ao centróide do elemento é o mesmo que a coordenada z do elemento. que se for usada. para a faixa horizontal de área da Fig.'1 '1> y I I r --x ! 8 --x (a) (b) Fig.a ou de 2. Como um exemplo mais avançado. 5 . Observe que Xc não é o x que descreve os contornos da área.5. a faixa vertical do pelo termo de 1.

.4. também. é de valia para o estudante verificar se compreendeu claramente os princípios dos momentos (teorema de Varignon).6) V J z Zc dV = V o subscrito c serve para lembrar que os braços de momento que aparecem nas integrais das expressões para os mome. são sempre as coordenadas dos centróides dos elementos particulares escollúdos. Neste ponto. É importante que o significado físico desse princípio seja reconhecido na sua aplicação ao sistema de forças-peso paralelas mostrado na Fig. onde a densidade (massa específica) foi cancelada. que são relações geométricas. As Tabelas C3 e C4. O reconhecimento do princípio dos momentos assegurará a utilização da expressão correta para os braços de momento xc.4a.FORÇAS OISTRIBUfoAS f 149 Y /' /' /' (a) Fig. é pouco provável que ocorra um erro no estabelecimento da matemática necessária. 5. Yc e Zc do centróide do elemento diferencial escolhido.5) e (5. aos corpos físicos homogêneos. (5. pode-se reescrever as Eqs. Além disso. do Apêndice C. mantendo em mente o aspecto físico do princípio dos momentos. serão aplicáveis.5) Z=--e J Zc dA A ) X= y= _ J Yc dV (5.12 Tendo em vista esses exemplos.4). que foi apresentado no item 2.5.6) na seguinte forma: x = A J y= Yc dA A (5.ntos. (5. Mantendo sempre em mente a equivalência entre o momento do peso resultante W e a soma (integral) dos momentos dos pesos elementares dW.6). (5.5) e (5. as Eqs. apresentam um sumário das coordenadas de centróides de algumas formas usualmente empregadas. nos numeradores.

x/(h . de integração y. e a coordenada x do elemento é r cos e.1 Centróide de um arco de circunferência. (5.a ordem. Considera-se o eixo dos x coincidindo com a base. Pela semelhança de triângulos. (5.Ili.2 Centróide de uma área triangular.Jo rh 2 Y y b(h h- y) dY _ bh2 6 Nota: <D y= 3 h Economizamos aqui uma integração usa.4) e entrando com L = 2Cir. 1) Escolhe-se uma faixa diferencial de área x dy. Notel[~ dA deve ser expresso em termos da variá•. ser necessário x = f (' . Aplicando-se a segunda das Eqs.:: o elemento de área de l. o que dá:X = 2r/1I'. quando a medida é feita como mostrado. vê-se imediatamente que este resultado também se aplica ao arco de 1/4 de circunferência. Aplicando a primeira das Eqs.y) = b/h. Solução. Problema Resolvido 5. Escolhendo-se o eixo x como o eixo de simetria.•. Solução. Localizar o centróide de um arco de circunferência como o mostrado na figura. vem: [Lx= J xdL] (2ar)x = J" -a (r cos 8)r 2arx de = 2r2 sen a Resp.Por simetria. tem-se y = O. Localizar o centróide da área de um triângulo de base b e altura h.150 / ESTÁTICA Problema Resolvido 5. r sen a x=--a Para uma semi-circunferência 2Ci= 11'. Nota: <D É claramente evidente a preferência no us: de coordenadas polares no lugar de coorcL"'nadas retangulares para expressar o comprimento de um arco de circunferência. daí.5) dá: [Ay e = J ycdA] bh __. Um elemento diferencial do arco tem um compri1) mento dL = r de.

onde os termos de ordem superior são' desprezados. com este lado considerado como base. a coordenada x de dA é medida para o centróide do elemento e. 3 a 2 rsena Resp. verifica-se que esta coordenada é 2r/3 multiplicado pelo cos O. como anteriormente.5a) fornece: ---x [Ax= JXc~ -('7Tr2)x 2a 2'7T r2ax x = Ir (rosen --o a a) (2roa dro) = ~r3 sen a 2 r sena =---3 a Resp. mostrado na ilustração. (6) Tenha cuidado para não usar r o como coordenada do centróide do elemento. conforme o Problema Resolvido 5. y é automaticamente igual a zero. uma vez que a distância deste ponto a qualquer lado é igual a um terço da altura. vê-se imediatamente que este resultado também se aplica à área de 1/4 de círculo. tem uma área dA = (r/2) (r dO).1 e é ro sen a/a. a primeira-!ias Eqs. Aplicando-se a primeira das Eqs. Escolhendo-se o eixo dos x como o eixo de simetria. Assim. vem: (r2a)x entre a variável r o e a constante r.5a). onde ro substitui r. y = J'" -'" (~r cos B)(!r2 dB) I xc=jrcosO e. A área do setor pode ser coberta tomando-se um segmento de anel circular como área elementar. e deslocando-se esse elemento do centro do círculo para a periferia. (5. Por simetria. Este triângulo. A área pode também ser coberta pela rotação de um triângulo de área diferencial em tomo do v~rtice e através do ângulo total do setor. em relação a seu vértice. Solução I Notas: Q) Observe com atenção que devemos distinguir Solução lI. onde as medidas são feitas como mostrado. como está representado na figura. Novamente. 2a = '/T. (5. Problema Resolvido 5. O raio do anel é r o e a sua espessura é dr o' de modo que a sua área é dA = 2roadro' A coordenada x .FORÇAS OISTRIBUrOAS I 151 Este mesmo resultado se mantém em relação a qualquer dos outros dois lados do triângulo considerados como uma nova base com a altura correspondente.2.3 Centróide da área de um setor circular.é a coordenada do centróide do elemento dA do Problema Resolvido 5. Solução 11 . Solução 1. Para uma área semicircular. que dá x = 4r/3'/T. pode-se dizer que o centróide situa-se na interseção das medianas. Assim. Localizar o centróide da área de um setor circular. ---x x=---.

5a).152 I ESTÁTICA Deve-se notar que. regida pela equação da curva x = ky3. Solução 11. o Observe que Xc =x para o elemento Vertical . vem: X bl-------Resp. O princípio dos momentos dá: [Ay=fYcdA] Substituindo-se y y I 3ab -4-y - - -Ia ('i)y 2 O a --x dx Solução I vem: Resp.5a). como aparece na figura. Por outro lado. Esta coordenada é a média das coordenadas das extremidades. a partir da primeira das Eqs.4 Localizar o centróide da área sob a curva x = ky3. [Ax I I I _ b =f XcdA] x ia O y dx = ia xy O a dx y I I I I I I I I x Substituindo Y = (x/k)113 ek = a/b3 e integrando. se for escolhido o elemento de segunda ordem 'od'ode. I I I r-x I Solução I. =. de x = O a y I x=a. Solução Il . deve-se usar a coordenada x do centróide do elemento para "x". uma integração em relação a e daria como resultado o anel com o qual foi iniciada a Solução I. Portanto. (5. a integração em relação a '0 inicialmente daria o elemento triangular com o qual a Solução 11 começou. Encontra-se a coordenada x do centróide. Escolhe-se um elemento vertical de área dA = y dx.. Problema Resolvido 5. emprega-se a área elementar horizontal. O cálculo dessas integrais conduzirá aos valores encontrados anteriormente para x e y. No cálculo de f x dA. Em lugar da área elementar vertical. brI y I k-xc == -2 _ a+x~ I O valor de y é determinado por ~==kY3 I I . • : x+-a-xI = I y dy --±- [Ay= f ycdA] y i b o (a - x) dy i u I o y(a -'.a 4 Na solução de y pela segunda das Eqs. Portanto. onde y é a altura da faixa. a coordenada do centróide do elemento retangular é y c = Y /2. ou Xc = (a + x)/2. = b (x/a) "3 e integrando. vista na figura abalxo.x) dy onde Yc = Y para a faixa horizontal. (5.

z Solução llI. Localizar o centróide do volume de uma semi-esfera de raio r. com limites de O a1T12. por simetria. obtém-se Solução II Nota: CD i f z ~y ij =~. de zero ar. tem-se: x = z = O. vem: ij = ~T Resp.5 Volume de uma semi-esfera. dá y = +~. como mostrado na figura. O volume do elemento é dV= (21TZ dz) (y). Solução l.00) exige: Solução I Integrando. que tenha sido omitido na expressão de dV? As Soluções I e II são de emprego semelhante. (5. O volume da fatia elementar vem a ser: 1 A segunda das Eqs. por que cada uma envolve um elemento de forma simples e requer a integração com respeito a uma única variável. de espessura dy. -y Solução III .6a). em relação à sua base. Uma outra alternativa poderia ser o uso do ângulo e como variável de integração. Como o plano y-z corta a semi-esfera no círculo y2 +Z2 = r2. y = r cos e. raio z e espessura dz.FORÇAS OISTRIBUi"OAS I 153 Problema Resolvido 5. Devido à simetria. Pode identificar algum termo de ordem superior do volume elementar. Pode-se usar como . Expressando y em termos de z. Usando o valor de -} 1Tr3 encontrado na Solução I para o volume do hemisfério e substituindo na segunda das Eqs. Expandindo o raio da casca. O volume elementar mais conveniente é o de uma fatia circular. (5. paralela ao plano x-z. enquanto que a espessura da fatia seria dy = (r de) sen e e a da casca dz = (r de) cos e.elemento diferencial uma casca cilÍndrica de comprimento y. O comprimen to da casca. cobre-se totalmente o volume. dz Solução lI. O raio de qualquer elemento seria r sen e. através da equação do círculo. Resp. o centróide da casca elementar está no seu centro. de modo que Yc = y12. o raio da fatia circular é z = +~. Escolhendo-se os eixos como está representado na figura.

2 Localizar o centróide da área sombreada mostrada. --x Probl. x= 2a/5. Resp. 5.4 Determinar a coordenada y do centróide da área sob a curva senoidal mostrada. 5.b--x -.2 Determinar as coordenadas do centróide da área sombreada. 5. por integração direta.5 Y . Resp. x = 3b/10. Resp. ]i = 1.4 Calcular as coordenadas do centróide do segmento de área circular.5 I Determinar a cOClldenada y do cent!Glde da Ílea.3 I ---x I I I I I "y Probl.8 Probl.7 Calcular. 14R Resp.7 5. ]i = 3b/4 y 5.as coordenadas do centróide da área mostrada. 5.3 I I I I Ib ----a---J. ]i = b/2 Probl.5.09. ]i = 2b/5 = x2/bl _____ -.1 Determinar as coordenadas do centróide da área sombreada. : ú'L_ 1 3 5.-x = y2/4 5.5. x = 2.154 / ESTATlCA PROBLEMAS PROPOSTOS 5. .J Probl.43. Resp. y= ~ b~~------- x Probl. 5.6 5. 5.1 5. x = 3a/8.6 I I I Calcular a coordenada x do centróide da área sombreada.--x Probl.

11 Encontrar a distância z do vértice do cone circular reto ao centróide dó seu volume. 5.z=125mm Probl.14 Use os resultados do Problema Resolvido 5. x = 0.3 para calcular as coordenadas do centro de massa da parte mostrada do cilindro sólido homogêneo. Probl. 5..12 Y tt/ I ~X X::' 'j.8 5. I I x = y2 ~ = x3 'S ! ~'\ 1- 5. 5.) Resp. (Ver a observação do Probl.y= -1. --x Probl. 3 I I Probl. 5..11.9 --x --x Localizar O centróide da área sombreada entre as duas curvas. 5.10 Determinar a posição do centróide da área sombreada.9 5.) Resp. 5. Probl.1. mostrada... 5. Observe cuidadosamente ó sinal do radical.339a I I I a ~-----Probl.12 I I I I I Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada.10 5. por referência direta aos resultados do Probl. 5. Y x = 10 4 _ 31T 1T !!. secionada. x 5. Resp.FORÇAS OISTRIBUfoAS y I I I 155 5.2mm.11 Localizar o centróide da área mostrada na figura por integiação direta. x=y=-21. 5. (Atenção. . y I i I ~ x= ~~.13 Especificar as coordenadas do centro de massa da camisa cilíndrica. Resp. entre a elipse e o círculo.13 5.14 ELjI 11 a I I .15 Probl. + '\ ~.

Resp.23 .17 5. Resp.16 5. 1800 em torno do eixo z. ="4 Probl.2 e determine. Resp. 5. "f= r/2 "f= 2a/3 // / y / 4-a----. Determinar a coordenada y do centróide do volume obtido pela revolução da área sombreada. 5./ Probl. 5.20 = 15a/(141T) Probl. ao centróide do seu volume.15 Calcular a distância li medida da base para o centróide do volume do tronco de cone circular reto.18 Probl.20 5. 5. por inspeção. 5.16 li = :~ h Probl.156 I ESTÃTlCA 5. 5.19 Determinar a coordenada x do centróide do volume descrito no Probl. a distância h do centróide da área lateral de qualquer cone ou pirâmide de altura h à base da figura.22 Probl.21 Use os resultados do Problema Resolvido 5.22 5. Resp. 1800 em torno do eixo x. x Determinar a coordenada z do centro de massa da quarta parte da casca esférica homogênea de raio r. Determinar a distância "f. 5. de altura h. ]i 5. 5. h Resp. da base de qualquer cone ou pirâmide.23 5. z z Probl.17 Localizar o centro de massa do corpo sólido homogêneo cujo volume é determinado pela revolução da área sombreada 3600 em torno do eixo z.18.18 Determinar a coordenada z do centróide do volume obtido pela revolução da área sombreada sob a parábola. 5.

em tomo do eixo dos z. com o vértice na origem. da área do quadrante circular. do centróide do volume gerado por uma rotação de 900. Um arco de comprimento diferencial é dL =. 5.26 Probl. x = 2h/3. 5. z Probl.26 A barra esbelta tem uma seção transversal uniforme. 5. + (dy)' =.25 D~terminar a coordenada z. z= 4r/31T Probl.28 Determinar a posição do centro de massa da concha cônica representada na figura. 5.j (dx) . obtida pela revolução do triângulo retângulo de altura a e base b. Resp.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 157 5. Determinar as coordenadas . 5. do centro de massa da barra. 5.27 5. em forma de sino e de espessura desprezível.) z= _a_ 1T-2 x I I I ~----I I I a I 100 mm I I I I I I I O~--~-~I--X 1--I I I I I I -- y Probl.25 5. representado na figura.j 1 + (dyfdx)' dx. formando um arco de parábola.28 Probl.29 . e está flexionada. z= --- 2(4 + 31T) lla Calcular as coordenadas do centróide de uma cunha cônica. Resp. 5.29 Determinar a posição do centro de massa do corpo homogêneo.24 Determinar a coordenada z do centro de massa do sólido gerado pela revolução da área do quadrante circular. (Lembrete. percorrendo um ângulo (J. 5. em tomo do eixo dos z.24 Probl. 5.27 R esp.

ou uma figura. m2. _ r 5. 5. 5. o princípio de Varignon pode ser usado. Estas somas podem ser expressas em forma resumida. 5. 5. a Resp.158 I ESTATlCA 5.32 z= 2(lQ-3rr) Determinar a posição do centro de massa G do semi-anel de aço representado na figura.13. o princípio dos momentos dá: onde X é a coordenada. Relações similares se mantêm para as outras duas coordenadas. puder ser convenientemente dividido em várias partes de formas simples. 5. mostrado esquematicamente na Fig.7) Fig. digamos. x = a2 +4R2 2rrR superior da casca em forma de s~. x I =- rr rr-2 a (3rr _ 8) --- I K---I I I a. Escolher um volume elementar com a forma de uma casca cilíndrica. se cada parte for tratada como um elemento finito do conjunto. cuja interseção com o plano das extremidades do semi-anel aparece na figura.31 R~R~ Probl.13 . u. do centro de massa do conjunto. X3. // y/ // / -z Probl. Xl.) Resp. segundo o eixo dos x.5. cujas partes tenham massas ml.32 5. e escritas como: y= 22mlj 22m z= ~::J (5. X2. na direção x. (Sugestão. Assim.29.30 Determinar a posição do centróide do volume contido dentro da casca em forma de sino do Probl. m3 e cujas coordenadas dos centros de massa respectivos sejam.31 Determinar a coordenada x do centróide da metade Resp.4 .FIGURAS E CORPOS COMPOSTOS: APROXIMAÇÕES Quando um corpo. para um corpo.

Uma faixa vertical sob a curva tem áreaA tu. De fato. 5. onde os m's são substituídos por L's. na apreciação da área. freqüentemente aparecem casos em que os limites das áreas ou volumes não podem ser expressos segundo forinas geométricas simples. tal como a que aparece destacada em tracejado. são plotadas contra X. é h Ax e é multiplicada 'pelas coordenadas Xc e y c do seu centróide dando os momentos da áiea elementar. se um furo ou cavidade for considerado como sendo uma das partes componentes do corpo. Para tais casos é. --x A 0ft\ t A. das áreas transversais. conforme mostrado. Uma tabela ordenada dos resultados permitirá uma avaliação metódica da área total ~A. A soma dos momentos de todas as faixas. composto. A área pode ser dividida em faixas de largura tu e alturas variáveis h. representada pela cavidade. Note-se que. diminuindo-se a largura das faixas usadas.15.5. também. pode-se usar elementos de qualquer tamanho e formato. desde que aproximem a área dada com uma precisão satisfatória.14.15 . áreas e volumes compostos. Considere o problema de determinar a posição do centróide C da área irregular. ou da figura. ou furo. é considerada como uma quantidade negativa. o peso correspondente. C : I I I ~ h-~ --x Fig. ou área. nos quais não se tem a expressão matemática correspondente. respectivamente. das somas ~Axc e ~Ayc' e dos resultados Fig. normais à direção X. A áreaA de cada faixa. não há necessidade que se faça assim.e aproximação.5. onde as grandezas A. Pode-se reduzir o problema de localizar o centróide de um volume irregular à determinação do centróide de uma área. dividida pela área total dará a coordenada correspondente do centróide procurado.FORÇAS DISTRIBUrOAS I 159 Relações análogas se mantêm para as linhas. Embora seja usualmente vantajoso utilizar elementos de largura constante. mostrada na Fig. Considere o volume mostrado na Fig.14 A precisão do cálculo aumentará. Em todos os casos. havendo casos. usa-se a altura média. A's e V's. Na prática. 5.necessário recorrer a um método q.

7 As Eqs.642 75. Medidas em relação aos eixos coordenados tomam Z= -[150 .642 = -45.2 que o centróide de uma massa triangular está a + da sua altura a partir da base.030.2 mm 311' Xl 150 75 mCD ~ l00~ Z= Para a peça 3.my ] J.7 -120.642 -120. ser aplicadas. que é igual a Problema Resolvido 5. A aba vertical é uma chapa metálica com massa de 25 kgfm2.0 0.7 = 53.'"4 (50) = 21.098 (rnrn) (kg) -0.160 / ESTAnCA que é idêntica ao correspondente elemento de volume . Para os eixos de referência indicados é evidente. e os resultados são: [y = J. mostrados na parte inferior da ilustração. vê-se do Problema Resolvido 5.m Y = Z = 140. [z = Resp. Tomar-se-á a peça triangular como uma área negativa.m J. por simetria. (5.6 z Determinar a posição do centro de massa do conjunto suporte-e-eixo.562 -75. .73 2.25 -+(75))= -100mm As coordenadas x e y dos centros de massas das peças restantes são obtidas facilmente por inspeção. a área sob a curva plotada representa o volume do corpo.3 4r _ 3. O corpo pode ser considerado como composto dos cinco elementos.0 0. e a coordenada x do centróide da área sob a curva é dado por ~(A Lix)xc x=--~A Lix para o centróide do volume real. tem-se do Problema Resolvido 5.73 my 50. Assim.0 0.00 2.08 9. Solução.83 Mgfcm 3.7) são melhor apreciados na forma de uma tabela como a seguinte: m y Z ° m z °° (mm) -150. A massa m de cada peça é facilmente calculada sem ser'necessária qualquer explicação adicional. (5.600 -42.38 (kg (kg o° mm) o mm) 140. Para a peça 1.7) podem. que a coordenada x do centro de massa é zero. enquanto o material da base horizontal tem40 kgfm2• A massa específica do eixo é de 7.mz ] J.476 21.19 110.::l V.0 2.7 mm Resp.094 -100.22 -90. Os termos pertinentes à aplicação das Eqs. agora.0 1.3 mm 2.

Y = 40 mm I I I I y. mm 60 .5.mm 90 I I I I a ~-----Probl.38 Y I Probl. Resp. a I I . 5. li . 14R Probl. Y=-- 91T (8 Calcular a coordenada y do centróide da fIgura mostrada. repetida aqui. Localizar o centróide da área do Probl.10. C3 no Apêndice C para obter as propriedades de uma área elípticao) ~ Calcular a coordenada: x do centróide da área sombreada mostrada.35 @ Localizar o centróide da área sombreada do Probl. I----x . --x Probl.54 mm Y I x Probl. 508.39 .5. 5036 \ --x \\ \\ ______ \ ~ __ x.33 y I Resp. pelo método artigo.~ '-~. repetido aqui..37 ~\ ~ Determinar.repetida aqui.. 50S. Problo 5. Resp.' . (Consulte a Tab. X = 6. ~' . 5.r FORÇAS OISTRIBUfoAS / 161 8 PROBLEMAS PROPOSTOS do centróide da área triany I I Calcular a coordenaday gular. pelo método apresentado neste artigo.entre a coordenada x do centróide da área deste sombreada a elipse e o círculo do Probl. 5. pelo método apresentado neste artigo.

4Ol Calcular a distância Y do eixo x ao centróide da .2m y I 150mm 50mm I Probl. X= Y= 107.42 5.46 A concha hemisférica e sua base semi-circu1ar são formadas pelo mesmo pedaço de chapa metálica. pelo método deste artigo.162 I ESTAnCA rS:39\Loca1izar o centróide da área sombreada do Probl.44 I I I I 5. em terinos do raio r.5. pelo método deste artigo.40 Q Calcular as coordenadas do centróide da área sombreada. Z=31.311' a Resp. de modo que a seção reta permaneça na horizontal.44 Calcular as coordenadas do centro de massa da barra esbelta. Resp. da superfície inferior da chapa da base ao centróideda seção estrutural composta. 10 .5.42 Determinar a distância fi.9mm. 6m 6m Probl..43 Uma barra uniforme é dobrada na forma mostrada e está pivotada em Q. 5. / / /+" II " 4ml " X=31. 5.lmm.. fi = 39.45 5. Resp./ área sombreada.r 50 mm 50mm Determine. Encontrar o valor de a.41 5. curvada no formato mostrado.3 mm z Probl.43 5.45 150 mm I L:::-::::" L:J ---.S. 5.lmm ~.11. a altura fi da base ao centro de massa do tronco de cone maciço do Probl. ProbL 5.46 .16. Resp. y I Probl..5. repetida aqui. y Probl. Prob1. aqui repetido . x= y= ---4-11' 3 t5. Y=48.5.

.FORÇAS DISTRIBUrOAS de pequena espessura. empregando-se os cinco retângulos de largura a/5. 'I = . Resp..51 Determinar as coordenadas do centro de massa do suporte.47 Y=r/3 Calcular as coordenadas do centro de massa do molde mostrado.48 5. 5. X=0. calcular o erro e. são. 5. 5. 2.6mm 5. X= -8. 5. 5. respectivamente. Determinar a posição do centro de massa da cilíndrica com uma das extremidades fechacU um semicúculo. X=17.5.475r. 4. Admitindo que a massa do material tubular seja de 7. Usar os resultados do Probl. I I __ I a Probl.90.52 x .3 mm.. X = 348 mm. e calcular as coordenadas do centro de massa da concha e da base combinadas.2 kg e 2.9mrn.4 mm. é de 36 \ég/m2• Resp.47 5.S mm Probl. 5. de 100 kg/m\ calcular as coordenadas do centro de massa da peça .23. Resp. '1= -31. Calcular as coordenadas do centro de massa.2mrn. consistindo de placa triangular.2 kg.48 As massas das três peças do conjunto soldado.50 Resp. em lugar do triângulo. _ .49 Probl.5 kg. y I Como exemplo da precisão que se pode ter nas aproximações gráficas.51 5. que é feito de uma chapa de espessura uniforme. em percentagem. soldada a uma chapa triangular. barra uniforme e chapa semicircular. e = 1.52 Dimensões em milímetros Probl.49 Uma peça é formada por uma armação tubular.. A casca é feita de chapa me: de 24 kg/m 2 de massa e o semicírculo da e dade é feito também de chapa metálica cuja fi: no entanto.50 Dimensões em milímetros Probl. '1= 47. Z=200. 5. que se comete ao se determinar a coordenada x do centro de massa da área triangular. Resp. 5. e a da chapa.5 kg por metro de comprimento. Z = 10. tal como está esquematizado na figura.3 mm y I Probt.00% para menos y b~----.

60 Probl. Determinar o valor h que fará com que o centro de massa da carga fIque o mais afastado possível da extremidade aberta. Calcular o ângulo a feito pela parte retangular com a vertical quando o envólucro repousa sobre uma superfície horizontal. quando este girar em torno de seu centro O. 5. no mesmo raio r. () = 84.55 Um pedaço retangular é removido de uma pláca de metal quadrada. Estimar a localização do centróide da área visualizada e anotar suas coordenadas. 5. 5.54 5.58 .54 O disco contém três furos de diâmetro d nas posi- ções mostradas.53 / "'lATlCA Um gabarito metálico tem a forma mostrada.57 5. em uma posição de equilíbrio.: 5. A seguir. como mostrado no corte.58 Probl. y I 120' 100 mm 'x -x 20 40 60 80 100 120 140 160 mm Probl.53 5. Resp. X = O. 5. 5.0 mm y . Z = 73. para assegurar o equilíbrio (centro de massa em O) do disco.~. Resp. D = 1. 5.56 Determinar a posição do centro de massa da chapa [ma. Resp.56 Probl. a = 39.90 Um envólucro cilíndrico com uma extensão retangular e extremidades semi-circulares é todo fabricado da mesma folha de metal. dobrada no formato mostrado na fIgura. 5. com um furo axial de diâmetro dI e profundidade h.586a Uma carga homogênea de explosivos deve tomar a forma de um cilindro circular de comprimento L e diâmetro d2.57 5. Resp. Probl. verifique sua estimativa pelo cálculo usando a malha superposta. Determinar o diâmetro D e a posição angular () de um furo a ser broqueado no disco. de lado a. Y = -14.55 Probl.227d. Determinar o valor de h que causará o centro de massa do restante da placa se localizar o mais para a esquerda possível. h = 0.5 mm.

(5.0 século d. expressos pelas Eqs. e que não o intercepta. Um elemento desta superfície é o anel gerado por dL. o anel da seção transversal dA e raio y é um elemento do volume gerado pela revolução da área A. quando as áreas * Atribuídos a Pappus de Alexandria.17. comoyA = f y dA. o arco de curva. Assim.8) e (5. em torno de um eixo do seu plano. não obstante os :::3balhos de Pappus serem. com o nome de Guldin (Paul Guldin.8) onde y é a ordenada do centróide C da curva de comprimento um cilindro circular reto de altura L e raio y.17 No caso do volume gerado pela revolução de uma área. então. Os dois teoremas de Pappus. do seu conhecimento. igualmente simples para o cálculo do volume gerado.5 . 5. 1577-1643). 5. pode-se estabelecer uma expressão. gerando uma superfície.9) de y é a ordenada do centróide C da área A resolvida. =__as vezes. como yL = 27T J Y dL = f Y dL.e. e que não a intercepta. a área vem a ser: (5. tem-se: (5.16. Esses teoremas são apresentados. a quem alguns atribuem a autoria original. em tomo do eixo dos x. que gira em torno de um eixo do seu plano. O volume elementar é d V = 211)' dA. Na Fig. aparentemente. Na Fig.9). gira em torno do eixo dos x. .16 Fig.5. são úteis não somente para o cálculo das ireas e volumes gerados como também para determinar os centróides de linhas e áreas planas.5. A Porém. a área gerada é igual à área lateral de I Fig.I FORÇAS OISTRIBUfoAS / 165 5. geôrnetra grego que viveu no 3. o volume gerado é obtido multiplicando-se a irea geradora pela circunferência da trajetória circular. de comprimento L no plano x-y. Assim.TEOREMASDEPAPPUS* Existe um método muito simples para calcular a área de uma superfície gerada por uma curva plana. A área deste anel é a súa circunferência vezes o comprimento do arco: dA = 27TY dL e a área total é. descrita pelo seu centróide. I y I y I I L. e o volume total é: Porém.

substituindo-se 27T por e nas Eqs.63 Probl.'/I'r3 de uma esfera de raio r.64 5.60 5. z c Probl. determinar a distância radial r do centróide da área do semicírculo usado para gerar a esfera. No caso em que a linha ou área não completa o giro. 5. gerado pode ser obtida.32 e determinar o volume V e a área A. pelo método apresentado nesta seção. de um cone circular reto de raio da base r e altura h. Do volume conhecido V = 1.166 / ESTÁTICA e volwnes gerados pela revolução dessas linhas e áreas. (5. 5.8) e (5.62 ProbL 5. girando 3600 em torno do eixo dos z. percorrendo apenas wn ângulo e.65 5. Da área conhecida A = 4'/1'r' da superfície de uma esfera de raio r. = ()ijL e v = ()ijA PROBLEMAS 5. Calcular a área da superfície de um dos lados da casca completa. 5. menor do que 2rr. Usar a notação do semitoro do Probl.59 PROPOSTOS 5.64 Calcular o volume V do sólido gerado pela revolução. Probl.61 5.9).66 . Escreva a expressão dO'volume V do sólido gerado.62 Probl.65 O triângulo sombreado de base b e altura h gira em torno de sua base de um ângulo e para gerar uma parte de um sólido de revolução.da superfície de um toro completo.63 Uma casca tem a forma de uma superfície gerada por um arco de circunferência. 5. no ângulo de 1800 do triângulo retângulo. em torno do eixo dos z. Resp. tem-se a distância do centróide ao eixo de revoluçã:o. são conhecidos. em torno de eixos que não os interceptam. V= 3 619mm3 Determinar o volume V e a área lateral A. Assim A sendo e expresso em radianos. 5. a área ou o volume. determinar a distância radial r do centróide do arco do semicírculo usado para gerar a superfície. 5. Dividindo-se a área ou volwne por 27T vezes o valor correspondente ao comprimento da linha ou a medida da área.

69 Mg/m3• . empregando o teorema de Pappus. Quantos litros de tinta serão necessários para pintar o tanque e a coluna vertical cilíndrica? Resp.67 ~---.72 ProbL 5.67 5. Calcular a distância r ao centróide da meia seção.70 Determinar.50 m da linha de centro do tanque. em torno do eixo dos z.68 A 5. A = 9.0 kg.68 Determinar o volume V gerado pela revolução da área do quadrante de círculo.5 litros Probl. em torno do eixo dos z. 5.69 5. 5. Empregar os resultados citarlos no Probl.72 (311 - 2) z I I Um tanque de arrnazenamento de água é uma casca de revolução e deve.12 1103 5. tem as proporções mostradas na vista em corte. num ângulo de 900• Resp. x I I I 5.5.66 Os dois arcos de círculo AB e BC sofrem uma revolução em torno do eixo vertical para obter a superfície de revolução mostrada. A massa específica do ". a área da superfície de um dos lados da casca em Um volante de controle manual.71 5. Resp.73 5. alumínio é 2. 5. A área total da seção mostrada é 15 200 mm' e o volante tem massa de 10. consultou um desenho em escala do tanque e determinou que a linha curva ABC tem um comprimento de 10 m e que o seu centróide dista 2.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 167 5.29. O engenheiro (que não se esqueceu da Mecânica). Calcule a área desta superfície. num ângulo de 900• forma de sino do Probl. 25. 5. V= Determinar o volume contido pela casca em forma de sino do Probl. . feito de alumínio.a I I I I I ~ z I I I Probl. mostrada aqui outra vez. cuja seção transversal quadrada é mostrada. ser pintado cqm duas demâos de tinta com índice de aproveitamento 16 m'/litro.69 Calcular o volume Ve área A total da superfície do anel completo.87 (10') mm' Determinar o volume V gerado pela revolução da área do quadrante de círculo.39. 5. 5.70. z Probl.70 Probl.

em torno do eixo dos z.73 Dimensões em milímetros Probl. os mais importantes de todos os elementos estruturais. foi projetado para a embalagem de um item de produção em massa. Segundo.74 Uma superfície é gerada pela revolução completa. e a teoria que serve de base para os cálculos deve ser perfeitamente conhecida. A = 4.8 m de raio e subtendido pelo ângulo de 1200• O diâmetro do pescoço é de 0.2 (106) mm3 Probl.76 SEÇÃO B. 5. Resp. cuja seção é mostrada. sem dúvida alguma. 5. Resp.40 Mgfm'.76 Calcular a massa· m. longas.8m 120' ) / / 1\ V / I Probl. do arco de círculo de 0. As vigas são. Calcular o volume de estiropor usado em cada anel.VIGAS Os elementos estruturais que oferecem resistência à flexão causada por cargas aplicadas são conhecidos como vigas. Primeiro.6 . O concreto tem massa específica de 2. As vigas. TÓPICOS ESPECIAIS 5.75 5.126 (106)/Mg \. e considerando-se qualquer parte dela separadamente.168 / ESTÁTICA Probl. 5. v= 27. são barras prismáticas. \0. m = 1.75 Um anel de estiropor. como uma peça única. em toneladas do concreto necessário para construir a represa em arco circular vista na figura.6 m. estabele- . A capacidade de carga de uma viga é analisada sob dois aspectos. Determinar a área A gerada. e as cargas são em geral aplicadas normalmente aos eixos das barras. em sua maioria. Resp.62 m' 5.74 5. estabelecendo-se as condições exigidas pelo equilíbrio da viga. 5.

5. o é.19 é constante de C aD e variável deA a C e deD aB. 5. para a determinação das reações dos apoios. além dos princípios da Estática. Estes três efeitos estão ilustrados na Fig. Flexão e Torção. como está mostrado na parte esquerda da figura. A força V é chamada força de cisalhamento.19 (b) Osalhamento. de modo que a viga possa suportar aquelas forças. A intensidade do carregamento na Fig. A primeira parte desta análise exige a aplicação dos princípios da Estática. 5. contínua ou descontínua. uma viga também oferece resistência ao cisalhamento. o conjugado M é conhecido como momento fletor e o conjugado T é chamado momento torsor. além disto.20.18 . A Fig. Embora intensidade não seja descontínua em C. As que têm mais apoios do que os necessários para o equilíbrio são estaticamente indeterminadas e. ser identificadas pelo tipo de carregamento externo que suportam.18 mostra exemplos de ambos os tipos.19 suporta uma carga distribuída. é descontínua em D. / Vigas estaticamente determinadas As vigas podem. 5. devem ser consideradas as relações entre as cargas e as deformações. onde muda abruptamente de intensidade. A intensidade pode ser constante ou variável.18 estão suportando cargas concentradas enquantO' que a viga da Fig. Contínua â v. normalmente tratadas no estudo da Resistência dos Materiais.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 169 cendo-se as relações entre as forças resultantes e a resistência interna associada. 5. Estes efeitos representam as componentes vetoriais da resultante das forças que atuam sobre uma seção transversal da viga. também. a sua derivada.dwjdx. Este item diz respeito somente ao primeiro aspecto do problema e dará os conhecimentos necessários para calcular a distribuição ao longo da viga das forças internas e dos momentos que atuam em cada seção. 5. A intensidade w de uma carga distribuída pode ser expressa como força por unidade de comprimento da viga. à flexão e à torção. Nesta seção são examinadas somente vigas estaticamente determinadas. li- w ~ C D ~--x B Fig. (a) Tipos de vigas. Além de resistir à tração e à compressão. As vigas da Fig. enquanto a segunda envolve características de resistência. Composta y 8 t-t Engastada em uma extremidade e simplesmente apoiada na outra Engastada em ambas as extremidades Vigas estaticamente indeterminadas / Fig. As vigas apoiadas de modo que as reações dos apoios possam ser calculadas apenas com a aplicação dos princípios da Estática são conhecidas como estaticamente determinadas.5. .

são positivos ou negativos. considere a viga.22. é recomendável representar VeM. sem o auxI1io de cálculos. Observa-se. pelo princípio da ação e reação. e deixar os sinais algébricos dos valores calculados indicarem o sentido correto.5. causados por forças aplicadas sobre a viga e contidas em um único plano. principalmente. Para este perf1l. Por esta razão. 5. 5.20 A partir deste ponto a atenção será voltada.21 Ocorre com freqüência a impossibilidade de se determinar.22 . se o cisalhamento e o momento. a I Fig. sobre uma certa seção de uma viga carregada. são as mais empregadas. aplicados em suas extremidades. mostrada na Fig. para a força de cisalhamento V e para o momento fletor M. As convenções mostradas na Fig. A seção transversal da viga é a do perfIl estrutural I. em seus sentidos positivos.5. +v Fig. que os sentidos de VeM são opostos nas duas seções.5. tlexionada pelos dois conjugados iguais e opostos.21. Para auxiliar a interpretação física do momento fletor M.170 I ESTATICA v ~ V Cisalhamento Torção B)M Flexão V Carregamento combinado Fig. para valores positivos de cisalhamento Vede momento fletor M. nos diagramas de corpo livre. com a alma de pequena espessura comparada com a das mesas.

O esforço cortante é positivo.23 • N. quando. em função da distância ao longo da viga. Essas equações estabelecerão as expressões para o esforço cortante Ve para o momento fletor M que atuam na seção transversal da parte da viga isolada. A parte da viga que encerra o menor número de forças. devendo-se determinar esse valor e a seção em que atua.5. à direita ou à esquerda de uma seção transversal arbitrária. observa-se que a resultante passa pelo centróide da figura formada pela intensidade w e pelo comprimento. sobre o qual se distribui o carregamento. Particularmente. Deve ficar perfeitamente entendido que a mesa superior sofre encurtamento. for voltado para cima. ao longo do comprimento.uma de tração e a outra de compressão .21. Se forem utilizadas as forças à direita a convenção deverá ser invertida. . A primeira etapa na determinação dos esforços cortantes e momentos fletores é estabelecer os valores de todas as reações externas sobre a viga. a convenção deverá ser invertida. As expressões para VeM. é importante observar que os cálculos para VeM. o valor máximo do momento fletor é. O momento fletor é positivo quando. considerada como um todo. à direita ou à esquerda da seção arbitrária.irios ao estudo da viga.T. em cada seção escolhida. porém não são universais. ~ usual indicar nos diagramas as zonas positivas e nega. uma parte da viga.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 171 carga suportada pela alma pode ser desprezada quando comparada com as das mesas. pela aplicação das equações de equilíbrio a um diagrama de corpo livre da viga. ilustrada na Fig. é isolada com um diagrama de corpo livre. quando representadas graficamente. A resultante das duas forças . Em cada um desses exemplos. fornecem os diagramas de esforço cortante (força de cisalhamento) e de momento fletor da viga. A Fig. e as equações de equilíbrio são aplicadas a esta parte isolada da viga. 5.atuando em uma seção qualquer é um conjugado e tem o valor do momento fletor da seção. em geral. calculado pelas forças situadas à esquerda da seção. A variação da força de cisalhamento Vedo momento fletor M. Os carregamentos cujas intensidades sejam constantes ou que variem linearmente ao longo da viga são de fácil tratamento. Em seguida. calculado pelas forças situadas à esquerda da seção. devem ser coerentes com a convenção positiva. estando sob tração. * (c) Cargas Distribuídas.tivas por meio dos sinais (+) e (-). Não se deve escolher uma seção transversal que coincida com a localização de uma carga concentrada. a distribuição das forças na seção seria diferente porém a resultante seria o mesmo conjugado. indicar uma rotação no sentido dos ponteiros de um relógio. As variações da força de cisalhamento (esforço cortante) e do momento fletor são representadas com mais perfeição graficamente. porque uma tal posição representa um ponto de descontinuidade na variação do esforço cortante (cisalhamento) e do momento fletor. Se uma viga com seção transversal diferente fosse carregada do mesmo modo. 5. a preocupação principal no projeto ou seleção de uma viga. Finalmente. usualmente conduz à solução mais simples. Existem convenções para o traçado. estando sob compressão. Se forem utilizadas as forças à direita. R =t I wL C2L/3~ A1ffll L (b) w L (e) ~ Fig.23 ilustra os três casos mais comuns e as respectivas resultantes das cargas distribuídas. fornece elementos necess. enquanto a mesa inferior sobre alongamento.

5. pois este comprimento é uma quantidade diferencial e o efeito de qualquer variação de w ao longo dele é desprezível comparado com o próprio valor de w. A Eq. w = f(x) -1 r-dx M(i~M+dM V+dV Fig.10) que a tangente do diagrama de cisalhamento deve ser.24 (d) Relações Gerais entre Carregamento. como o da Fig. Cisalhamento e Momento. O princípio dos momentos permite localizar R através de R"X = f xw dx. onde a coordenada é x + dx. Assim. tem-se vou w dx . A integral f w dx dá a resultante R e a integral f xw dx.172 / ESTÁTICA Para um carregamento de forma mais geral. deve-se iniciar com um incremento diferencial de força. em qualquer ponto. (5. isolado. No lado oposto do elemento. 5. para qualquer viga com carga distribuída. Pode-se estabelecer algumas rela· ções gerais. que muito auxiliarão a construção das distribuições de cisalham~ntos e de momentos. O carregamento aplicado w pode ser considerado constante sobre o comprimento do elemento. j+-x I I I I I I I I dR=wdx H-x~ ~dx Fig.25 O equilíbrio do elemento requer que a soma das forças verticais seja zero. na posição x. dR = w dx. igual ao negativo do valor do carregamento aplicado. O cisalhamento Ve o momento M que atuam sobre o elemento são traçados. (5.5. A Fig.10) Observa-se da Eq. poré~ identificadas 'como V + dV e M + dM. o momento da força distribuída.24.(V + dV) = O (5. porque é necessário existir variação de VeM como x. O carregamento w representa a força por unidade de comprimento da viga. com sentido positivo.10) vale dos dois lados de uma carga concen- . estas quantidades são também mostradas no sentido positivo.25 representa uma parte de uma viga carregada e um elemento dx da viga. 5.

Também ocorrem valores críticos de M quando V cruza o eixo do zero de forma descontínua. pode ser efetuada uma análise separada em cada plano. Este livro não discutirá estas funções . então.11) que significa ser o cisalhamento. Este método só pode ser empregado se w for uma função contínua de x. é possível introduzir um conjunto especial de expressões chamadas funções singularidade. tem-se M + w dx. e passa por um valor nulo. Assim. o grau da função M de x é duas unidades acima do de w. neste ponto. Com isto. Nas vigas onde não existir momento Mo externamente aplicado em Xo = 0. As Eqs. por serem diferenciais de ordem superior comparados com os demais.11. que V é uma função de x com grau uma unidade acima daquele referente a w e. (5. se w é uma função de x. o momento em x. Assim. geralmente.25 também requer que a soma dos momentos seja nula. a maneira mais simples de construir o diagrama de momentos . (5. 5. para uma viga com carregamento dado por w = kx. em qualquer ponto da viga. M " f ou M Mo dM=f "o Vdx = Mo + (área sob o diagrama de cisalhamento de Xo ax). como é o caso de vigas com carga concentrada. O. igual à tangente da curva de momentos. das Eqs.11) podem ser combinadas para dar * (5. agora. Mo é o momento fletor em Xo e M. combinados vetorialmente. com dV/dx será máximo ou mínimo. O equilibrio do elemento na Fig.12) Assim. Nessa expressão. que o grau de M em x é um acima do de V. exprimir o momentoM em função do cisalhamento V. Os resultados podem ser. obtém-se simplesmente (5.11).10) e (5. Além disto. o momento M pode ser obtido por duas integrações. integrando 5. que permitem escrever expressões analíticas pna o cisalhamento Ve o momento M sobre um campo de descontinuidades. - * Quando w é uma função descontínua de x. Tomando os momentos em relação ao lado esquerdo do elemento. Observa-se. * Quando a flexão de uma viga ocorrer em mais de um plano.2 + (V + dV) dx dx - (M + dM) = O Os dois M's se cancelam e os termos w (dX)2/2 e dV dx podem ser desprezados. . O procedimento de somar a área sob o diagrama de cisalhamento é. o momento fletor Quando V é uma função contínua de x.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 173 trada. o momento total em qualquer seção é igual à área sob o diagrama de cisalhamento até aquela seção.. porém não pode ser usada no seu ponto de aplicação devido à descontinuidade provocada pela variação súbita no cisalhamento. tendo atenção para utilizar os limites ~da integração apropriados em cada integração.. também. uma vez que dM/dx = O. o cisalhamento V é do segundo grau em x e o momento fletor M é do terceiro grau em x. Pode-se. que é do primeiro grau em x.10) e (5.

2. partindo de x = O.4 kN A seguir.l Solução. de cisalhamento. e traça-se o seu diagrama de corpo livre mostrando o cisalhamento V e o momento fletor M. m I I . M. 4kN RI = 1.SI 2.4 [I:MR2 -(2. Quando se percorre no sentido positivo o eixo x.kN'm I 9.4) 00 -x) +M= M= 2. com seus sentidos positivos.2. vê-se que o momento M é.6kN M= 1.kN 1. 6 iõ-x.4 kN ± V J--x tRz = 2. O equilíbrio dá Mq V. O equilíbrio requer.S I I [I:Fy = O] = O] V + 24 =O V= . meramente.4 kN O r--------I I I I I I . O momento fletor máximo ocorre na seção onde o cisalhamento muda de sentido. ~ 4m. isola-se uma seção da viga.6x= Estes valores de Vede M se aplicam a todas as seções da viga à esquerda da carga de 4 kN.4 kN = O] [I:MRI = O] [I:Fy 1. O próximo passo é isolar uma seção da viga à direita da carga de 4 kN e traçar o seu diagrama de corpo livre mostrando VeM com seus sentidos positivos.7 Sm 4 kN Determinar as distribuições de cisalhamento e de momento na viga da fIgura produzidas pela carga concentrada de 4 kN.4 (10 -x) OLol O Estes resultados são válidos apenas nas seções da viga à direita da carga de 4 kN.174 I ESTÁTICA Problema Resolvido 5.6 kN R2 = 2. Encontra-se as reações nos apoios através do diagrama de corpo livre da viga considerada como um todo. de comprimento x.6 - V= O O V= 1. Os valores de VeM são representados conforme mostrado.6x M -1. a área sob o diagrama.

em qualquer seção.m 10 A equação de momentos em tomo da seção cortada e a equação das forças na direção y estabelecem o equilÍbrio da seção.04x' ()u x =.04x' 5. F= -}wx = -}(O. agora.33 (5.33 .67 . .11). as expressões para VeM são válidas ao longo de toda a viga.04 x' --x.0. .8) = 0. iguala.33 kN --x R2 A seguir. 10m .33 .0.. a w e a V.8 .67kN RI y I + 2. e passa pelo centróide desta área. (5~10) e (5.13 kN 'm Outra vez. = 2.33 . mostrando VeM nos sentidos positivos.08x)x = 0. O equilÍbrio da viga como um todo dá [I:MRI [I:Fy = O] = O] 0. = 1. paraM.33x .67 kN (0. conforme mostrado .V= O V= 1. R = -} (0.0. Determinar as distribuições de cisalhamento e de momentos.1 Solução. = 1.8) (10) = 4 kN.08x kN/m A resultante F do carregamento linear sobre a seção da viga é igual a área da distribuição triangular e passa pelo centróide desta área. isola-se uma seção representativa da viga e traça-se o diagrama de corpo livre. Nota-se que M é máximo quando V = O.0133x3 [I:Fy = O] 1. dá Mmáx.04 = 5.2. A intensidade da carga linear é w = (x/l0) = 2. respectivamente. . que representa a carga distribuída. ~ . Assim. conforme requerido pelas Eqs.77 lO-X' m Como a intensidade da carga é uma função contínua de x. R. conforme mostrado.67) R! R.77) .33 . o que ocorre quando 0= 1.0. na expressão. plotando VeM.04x' . (10) = O.0.08x e dM/dx = 1. obtém-se -dv/dx = 0.0133 (5.J 1. Os diagramas da força de cisalhamento e do momento fletor podem ser obtidos. observa-se que o valor de M. A resultante R da distribuição linear de carga é igual à área do diagrama triangular. que.33x .4 = O. Se as expressões para VeM forem derivadas em relação a x. induzidos na viga pela carga distribuída.04x'(x/3) -M= O .O. cuja intensidade varia linearmente com o comprimento.67 M= 1.33/0.0.04x'. Substituindo este valor de x.FORCAS OISTRIBUfoAS I 175 Problema Resolvido 5.77 m. dando [I:M= O] 1. Assim. ~ .4 (6.77)3 = 5. é a área sob a curva de cisalhamento até aquela seção.~kN/m I.

para o intervalo 2 < x < 4 m. .~.25x' 3 -----' ---x =° I M + (0. = 1.9 Traçar os diagramas das forças de cisalhamento e dos momentos fletores para a viga carregada. As reações dos apoios são mais facilmente encontradas. Deve-se observar que VeM estão representados nos seus sentidos positivos.667 + 2. Determinar o momento máximo M e sua localização x. usando o diagrama de corpo livre da parte da viga à direita da seção.0.-} (2)) .L i I Á"-.23 .5 1 : I I -1.1.83 kN'm Resp.m 1 6 M= 1. 1'. nos diagramas de cisalhamento ede momento mostrados nas ilustrações. O somatório das forças verticais e o somatório dos momentos em torrio da seção cortada dá 2kN I P.0833x3 tR.m I ]1. O somatório de forças verticais e o somatório dos momentos em tomo da seção dá t 1/23kN V i 61 -l--x.23 = x-2 M + 1 (x .momento máximo é 1831----~ J I MkN'm 1 I--x.2) -. Do diagrama de corpo livre da seção compreendida em 2 < x < 4 m. iniciando com valor nulo na extremidade direita da viga.5 kN I I = 01 V + 1 (x .l. considerando-se as resultantes das cargas distribuídas.771 V= -1. neste intervalo.: x ~ M= -0.23x . e a intensidade de M é obtida substituindo este valor de x na expressão para M do segundo intervalo.25x') ~ .1. m m Solução.Fy= [~M=O] 01 v = 1. em torno da seção cortada dá [~Fy 123 kN ~' t • ~M I~~(" ~M M l(x _ 2) ~D . O cisalhamento é constante e igual a + 1.23x M .77x ' I : : I 1 1 1 I Estes valores de Vede M estão traçados nos diagramas de cisalhamento e de momento. O . O momento máximo ocorre em x = 2.2) + 1 . no intervalo seguinte.23kN L _327kN I IR2 - Estes valores de VeM são válidos para O < x < 2 m e estão plotados. Continua-se a análise do restante da viga. a Pll1tir da extremidade esquerda da viga.50x' Estes valores de Vede M estão traçados nos diagramas de cisalhamento e de momento. para o intervalo 4 < x < 5 m.23x . o equilíbrio das forças verticais e a soma dos momentos. O último intervalo pode ser analisado por simples inspeção.33 . onde a curva do cisalhamento cruza o eixo x.2 ° V = 2.x [~M=OI + 1 [x .0.~-"-176 / ESTÁTICA Problema Resolvido 5.23 = 1..77 kN e M= 7.23 m.23x =° . mostrada na parte superior da figura.0. conforme mostrado no diagrama de corpo livre da viga considerada como um todo.5 kN e o momento segue uma relação linear.-----------------.1. 'm·-. Oprirneiro intervalo da viga é analisado no diagrama de corpo livre da seção compreendida por ° < x < 2 m.

23x .s.25x2) dx. = 6.81 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga mostrada.78Nom Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga em balanço.O = fo (1.79 ! 3m h~ 5. para x < 2 m.81 3kN 2kN 2m . ---x Probl.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 177 Como já foi visto. M= 1.00 kN o m em x = 7 m B Probl.80 5. 5.78 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga mostrada e encontrar o momento M na seção C.77 PROPOSTOS Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para o trampolim que suporta um homem de 80 kg em posição para dar um mergulho.6. até a seção. 5.23 . é igual à área sob o diagrama do cisalhamento.. Mmáx.= 5.0833x3 que está em concordância com os resultados já obtidos.83 . p t 5.82 Probl.79 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga horizontal mostrada e determinar a intensidade máxima do momento fletor e a sua localização.5.77 4m ~_ 5.78 Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento fletor para a viga carregada. 5.80 I I ~A ~c '~ Probl. Por exemplo.0. [. 5. ' Resp.M=fvdx] x M . 600N Probl. Resp. Mc= -2. PROBLEMAS 5. 5.0. A ~2Illt 600N 4m ~ B Probl. o momento M em qualquer seção.

86 4m 6m~ C 5.86 Construir o diagrama de momento para as duas vigas ligadas pela articulação B e carregadas corno está na figura..I 1 ~~L~--k-~---J. 5. em seu centro.·Determinar o momento fletor M de intensidade máxima. 5. para a viga carregada.JXTf ~ A 12 m-r-2 . Determinar as expressões para o cisalhamento V e para o momento fletor M. em função de e .88 r 1-- I ---r.178 I ESTÁTICA 5.83 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento. 5kN 5.~J Probl.89 Urna viga em balanço tem a forma de um arco de quadrante de círculo. e suporta a carga de 1 kN.85 5. pelo conjugado C. Qual é o momento M em urna seção 0. M= -120N. 5.87 A resistência à flexão de urna viga de largura uniforme é proporcional ao quadrado da alturay da viga. Encontrar a altura y em função do comprimento x a fim de que todas as seções da viga tenham a mesma resistência à flexão. 5. da unidade rígida mostrada.85 soldado em ângulo está também soldado à viga AB. Traçar os diagramas de cisalhamento e de momento para a viga. 4m 6m Probl. o perfil -r-~-{ I I I I I > I Y 1 kN Probl.J 120N'm r 5.84 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento para a viga sujeita ao conjugado da extremidade. 5..5.. y = h .89 Construir o diagrama de momento fletor para o eixo AB. 5. A viga em balanço da figura tem altura h no engastamento. B Probl. em balanço. Probl.5 m à direitadeB? Resp. M= -5 kN-m .m 5.88 5. Resp.84 m-----+i ~ . corno se vê na flgUIa.90 ~M Probl.87 Traçar os diagramas de cisalhamento e momento para a viga carregada. Resp.

Resp.. Probl. M= 12 kNem Probl.98 Probl.95 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos. 5. com carregamento mostrado na figura. 5. .95 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga carregada. Calcular a intensidade máximaM do momento fletor. com o carregamento mostrado.5kN • m. 5. na viga curvada na forma de um quadrante de círculo. Resp.94 .96 ~ I. Calcular o momento fletor M em x= 2m.. Resp.Il Uma viga suporta uma carga distribulda. distribuída sobre sua parte média . M= wI' 8 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga em balanço.---- . se os seus valores em A são.91 Escrever as expressões para o momento de torção T. Determinar a intensidade M do momento fletor máximo.91 5. Probl. 5. Usar uma notação coerente com o sistema de coordenadas '-O-z.=-Lacoso. / O / a~ ---. Calcular a força de cisalhamento e o momento fletor em B. 500N/m Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga simples. M= fPl . 5.97 Probl. para a viga em balanço com a carga uniforme w por unidade de comprimento. M= woI' 12 5. Calcular a intensidade máximaM do momento fletor. respectivamente. 5. entre os pontos A e B.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 179 5. Calcular o momento fletor máximo M. T=-La(1-senO) 5.. de intensidade constante w = 3 kN 1m. carregada.97 Traçar os diagramas de esforços cortantes e momentos para a viga que suporta a carga de 500 N por metro de comprimento da viga.96 Probl.93 Traçar os diagramas de esforços cortantes e momentos para a viga uniformemente carregada. M.93 5. sob uma carga L na extremidade. onde os vetores dos momentos positivos são tomados no sentido positivo dos eixos. 5.99 ~ J:D1Probl.•.5.92 Traçar os diagramas dos esforços cortantes e dos momentos. + 2 kN e -1 . Resp.92 5.•. para a viga em balanço. e para o momento fletor M. Resp. onde o conjugado da extremidade M1 é ajustado de modo a produzir momento nulo na extremidade engastada.94 5.: I J 5.

MA = 4T (1.)51' .67 kN'm Resp. r=-1/2 ~ Probl. se os seus valores na seção A são. Determinar a expressão para o momento fletor resultante M que atua no eixo. aumenta linearmente de 2 a 4 kN/m.5 kN/m ~ '.sen (J) (J - b >:7lA L ~ I Probl. respectivamente.--x A ~2m~ B Probl. Calcular o momento de torção e o momento fletor M em função do ângulo (J.101 Fazer um croqui dos diagramas de momento fletor da viga da parte superior para os valores do balanço x = O. em um intervalo de 2 m. x = -2- ~ A B Prob\. medida da extremidade esquerda ao ponto onde o momento fletor é nulo entre os suportes. 5. L a +1 Resp. 5.102 Traçar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga mostrada.. apoiado nas extremidades. 5. Resp. Calcular a força de cisalhamento e o momento fletor na seção B.wr2 (1 . b = 1. + 3 kN e + 2 kN • m.99 1-<-2m~ L 5. está sujeito a cargas que variam linearmente em planos perpendiculares entre si. Determinar a distância b. 5.103 3 kNfm ~ 1/2----. em balanço. 5.. x = O.105 . tem a forma de um arco de quadrante circular e suporta urna carga de w N/m que atua na face superior da viga.. MB = 2. 5. Resp. vista na figura. Resp. VB = Probl.98 5.105 A viga curva. Indicar a seção onde este momento atua.4b e x = 1. M= -3 ~l x(1- x) .101 5.100 Urna carga distribuída sobre urna viga em equilÍbrio.j ~2m >I< 1m~ Probl.180 f ESTAnCA 1.102 Determinar o momento fletor máximo M e o valor correspondente de x na viga da ponte rolante.5 m Probl. kN.i03 5. 5.104 O eixo.2lx + 2x2 4 kNfm . 5.100 5.a)2. T = wr2 (% cos ~) M = .

M rrx I 181 w = -wol 11 ( 11 I - sen -11X + x . Em alguns casos. a resultante R das cargas verticais será R =J wdx * N. em outros. Para isso. a flecha e o comprimento do cabo. como se vê na Fig.I ) I ~ t-_x-J_z Probl. estuda-se o cabo como um corpo em equilíbrio. 5. IY I -x+dx I =-X--11 T 8 T+dT ~fr~+-x W wdx 8+d8(c) R (b) Fig. Resp. o peso é importante.5. articulada em todos os seus pontos. Tal suposição implica em se ter as forças sempre agindo na direção do cabo. o vão.T. em função de x. for expressa em força por unidade de comprimento do vão x. 5. comparado com as cargas que atuam.106 A viga em balanço suporta uma carga senoidal = Wo sen (11Xj[) por unidade de comprimento.FORÇAS OISTRIBUfoAS 5. isto é. não haja nenhuma resistência oposta à flexão. aplicando diretamente a Eq.CABOS FLEXlYEIS* Um elemento estrutural de grande importância é o cabo. linhas de transmissão. Os cabos flexíveis podem suportar uma série de forças concentradas. 5. . No cálculo dessas estruturas é necessário que se conheçam as relações existentes entre as tensões. pode ser desprezado. onde w é uma carga de intensidade variável. 5.26b.12). podendo mesmo ser a carga única a considerar. muito usado nas pontes pênseis. como se indica no carregamento da Fig.26a. Um cabo flexível é um fio. ou fio.106 J 5. flexível. (5. o equilíbrio do cabo é estudado da mesma maneira.7 . transportes em carros aéreos. que é uma estrutura considerada flexível em todos os pontos. Se a carga w aplicada ao cabo da Fig. Em qualquer caso. Determinar o momento fletor M.26b. admitindo-se que. por hipótese. ou forças distribuídas por todo o comprimento. linhas de telefone e muitas outras aplicações.26 (a) Relações Gerais. o peso do cabo.

em um ponto qualquer defmido por x. de modo que f xdR Rx= fxdR x= --R- A carga elementar dR = w dx é representada por uma faixa elementar de altura w e largura dx da área sombreada do diagrama de carga e R é representada pela área total. Conclui-se. .T sen e de que se pode escrever como d (T sen e) = w dx = o + dT cos e = w dx e d(Tcose) = O A segunda relação mostra que a componente horizontal de T não varia. (5. A carga vertical w dx completa o diagrama de corpo livre. Cancelando os termos de segunda ordem. O equilíbrio das forças verticais e horizontais exige. A tração * no cabo. respectivamente. * N. que: (T + dT) sen (e + de) = + de) = T sen e + w dx Tcose.sen e de) Tsene + wdx T cos e.13) é a equação diferencial dos fios ou cabos flexíveis. e o ângulo e + de. e substituindo-se cosde = 1. A solução desta equação é a relação que satisfaça tanto à equação quanto às condições nas extremidades fixas do cabo denominadas condições de contorno. chamar-se a tração no cabo.182 I ESTATICA fazendo-se a integração no intervalo desejado. O diagrama de corpo livre de um elemento diferencial é mostrado na Fig. Note-se que as variações de T e e foram tomadas positivamente para uma variação positiva de x. Porém.26c. de tensão. 5. Na seção x + dx a tração é T + dT. Esta relação defme a forma do cabo e será usada para resolver dois casos importantes de carregamentos de cabos. o que é verdadeiro no limite.T. Chamando esta força horizontal constante de To = T cos e e combinando com a primeira equação resulta d (To tg e) = w dx. tg e = dy /dx o que permite dar à equação de equillbrio a forma (5. quando de tende para zero. A condição de equiHbrio do cabo estará satisfeita. é T. sen de (T+dT)cos(e Desenvolvendo o seno e o co-seno da soma dos dois ângulos. vem (T = de e + dT) (sen e + cos e de) (T + dT) (cos e .13) y = f(x) A Eq. o que está claro no diagrama de corpo livre. É comum. das expressões anteriores. se cada parcela infmitesimal estiver em equihbrio. obtém-se T cos e de + dT sen e . se bem que erradamente. A posição de R é encontrada pelo princípio dos momentos. que R passa pelo centróide da área sombreada. sendo e o ângulo que o cabo forma com a horizontal na direçãox. e simplificando.

5.27. verifica-se que a forma do cabo é uma parábola vertical.15) . prova-se que o cabo toma a configuração de um arco parabólico. com a origem das coordenadas no meio do vão. onde o peso uniforme do tabuleiro pode ser expresso pela constante w.14). transforma-se na própria tração do cab". sendo relativamente pequeno. Pela Eq. Nestas condições. A componente horizontal da tração do cabo.. é desprezado. ---------------------~-------~----------------FORÇAS OISTRIBUfoAS I 183 < L ) I Fig. componente essa que tem valor constante.13) pode ser integrada uma vez em relação a x para se obter: dy _ wx dx-To +C = O. Entrando na Eq. Quando a intensidade do carregamento vertical w é constante. (5. (5.14) com os valores x = L/2 e y = h.· . Sendo constantes w e To.5. 5. dy _ wx = O.27 mostra uma ponte pênsil de vão L e flecha h. Para os eixos coordenados escolhidos. dyjdx modo que C = O. Integrando novamente. a Eq. a situação se aproxima bastante da que se tem em uma ponte pênsil._.. Portanto. O peso próprio do cabo não é distribuído uniformemente pela distância horizontal (vão). porém. quando x onde C é uma constante de integração..27 (b) Cabo Parabólico.14) ~ O estudante deve perceber que poderia chegar aos mesmos resultados por meio de uma integral indefinida e conseqüente cálculo da constante de integração. vem (5. (5. de dx-To que defIne a inclinação da curva como função de x. na origem. vem: Iy o dy = IZwX -dx o To ou (5.-. visto na Fig. A Fig. o qual exige que Eliminando To. vem To = WL2 8h e y = 4hx2 L2 A tração T pode ser determinada no diagrama de corpo livre por uma porção flnita do cabo. sobre a curva.

1 Examinando-se esta série verifica-se que é convergente para todos os valores de h/L :s. a resultante R da carga será R = jJ.WLj 2 max. (c) Cabo em Catenária. na qual a força vertical total suportada é igual ao peso da parte do cabo d~ comprimento s. --. para o cabo vem a ser: (5. em seguida...-------->-. Este diagrama de co livre difere daquele da Fig. em lugar da carga uniformemente distribuída em relação à horizontal.l)(n - + . 1/4.27. Portanto. agora.S e o incremento de carga vertical w rlx_ da Fig. que.13). -- o comprimento S do cabo IS/2 o completo é obtido da relação diferencial ds ds=-= S 2 IL/2 o j 1+ n(n - _(dy)2 dx - dx= IL/2 o j 1+ 2) (WX)2 To - dx Por conveniência de cálculo. pode-se escrever a integral do seguinte modo Como w/To = 8h/L2. é integrada termo a termo. será substituído por jJ.26c. 5. Na maio"'dos casos. Na parte direita da fIgUI'E aparece o diagrama de corpo livre de uma porção fmita do cabo de comprimento s.. Consideremos. 184 I ESTÃTICA A tração máxima ocorre quando x = L/2 e vale T. Se o peso do cabo fi jJ. por unidade de comprimento. Partindo do desenvolvimento.ds. um cabo uniforme (Fig. - 1 + 16h2 U = V7. Eq.. h é muito menor do que L/4. Assim. (1 + x)n = 1 + nx + 1) 2! x2 + -------x3 3! n(n .-. (5. 5. . a equação diferencial.ix)2 + (dy)2.28 . de modo que os três termos da Eq. substitui-se esta expressão por uma série convergente.5. (5..28) suspenso por dois pontl situados no mesmo plano horizontal e sujeito somente à ação do seu próprio peso. vem (5.1- L y I I I Fig.16) dão suficiente precisão. 5.

C3. e. passando para tendo-se introduzido a função hiperbólica* por conveniência. combinando com a Eq. 5.y).20) A tração T no cabo é obtida do triângulo de equilíbrio das forças na Fig. No diagrama de corpo livre da Fig.28.To/p. considerando-se que x exige que K = . Assim. vem ln (p Vf+1J2 To + Vf+1J2) = ~ x + C o A constante C é zero. Considerando a identidade (dS)2 = (dX)2 + (dy)2.20).x To (5. = O. de modo que só apareçam essas duas variáveis.18) é a equação diferencial da curva (catenária) formada pelo cabo.s/To. transforma-se em * Ver Tab.x To +K = O.18) d2y dx2 = ~j1 To + (dy)2 dx A Eq. (5. vem dy dx = p = O. das expressões ante- =- To fJ.quando x = O. .x To fJ. visto que dyjdx a forma exponencial e simplificando. To ( fJ. Assim. Apêndice C. . é necessário modificar a equação. vem (5. To fJ. Esta substituição y =cosh -. (5. que. A inclinação pode ser integrada para se obter Y = -coshfJ.19) é a equação da curva (catenária) formada pelo cabo suspenso sob a ação do seu próprio peso. portanto. 5. Entrando comp = dyjdx.1) (5. senh- fJ. A solução desta equação é facilitada pela substituição p = dy /dx.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 185 Como s = f(x.19) A Eq. quando y A constante de integração k é calculada.28 vê-se que dyjdx riores vem s = tg e = p. que dá ~=~dx é Integrando. (5.

Muitos problemas que tratam de cabos parabollcos ou catenários apresentam cabos suspensos em pontos que não estão no mesmo nível.19) a (5. Solução.22) A Eq.J 1 + I 4 (60) Q[~J = 28 . (5. onde a relação flecha-vão é pequena. L = 300 m e w = 12 (9.66 kN T max. as relações podem ser aplicadas em ambos os lados do cabo. fornece. Se a flecha for de 60 m.14) dá para a tração no meio do vão. sendo pequena. ] = 329 m Sugestão: Verificar o valor de T máx.l.. encontrar a tração no meio do vão.11772 (300) . Nesses casos.l. significa que o cabo é tenso e. que quando substituída na Eq. e pode-se escrever para o comprimento total Nota: <D S = 300 [ 1 + 8 (1)2 3 5 -5 5 32 (1)4 + . de onde se pode obter um po1Ígono de forças.10 Um cabo leve suporta uma massa de 12 kg por metro.186 / ESTÁTICA ou T = TO coshTo JlX (5. diretamente do diagrama de corpo livre da metade direita do cabo. Como a distribuição da carga é horizontal uniforme. . pode ser obtida.22). A relação flecha-vão.19). a expressão da série desenvolvida na Eq.. 5. partindo do ponto mais baixo. T = To + f.21) A tração pode também ser expressa em função de y com o auxilio da Eq. 1) [T max. o que pode ser feito graficamente ou por cálculo. I [T o = 8h wL2 ] To = 0.01024 + .1177 (300)2 = 22.0. 27 kN Res. a partir do ponto mais baixo. A solução dos problemas de catenária.15a). nesse caso. (5. (5.7 se aplica e tem-se uma forma parabólica para o cabo. medido na horizontal. pouca diferença existe entre a distribuição uniforme do peso ao longo do cabo e a mesma carga distribuída ao longo do vão.. dentro de uma certa aproximação. a solução da parte (b) do Art. I 60m I To 1--------- A tração máxima ocorre nos suportes e é dada pela Eq.16) é convergente.Y (5. = 300 [1 + 0.07 kN 8 (60) Resp. Assim. a relação da Eq.81) (10-3) kN/m.22) mostra que o incremento na tração do cabo. (5.. (5. (5.Y.P A relação entre flecha e vão é 60/300 = 1/5 < 1/4. (5.21). Problema Resolvido 5. ' = 0. depende apenas de f. pelas fórmulas apresentadas para o cabo parabólico. Para h = 60 m. Portanto. a tração máxima e o comprimento total do cabo. O processo gráfico será visto no exercício que aparece adiante. ' = ~2 J~1 + (~) 4h R = 12(150)(9. e está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e afastados de 300 m. y Tmáx.1067 . ] Resp. A maioria dos problemas que envolvem catenárias exige a solução das Eqs.81)(10-3) 2] 2 = 17.

10. Solução. por um cabo de massa 12 kg por metro do seu comprimento e tendo como carga apenas o seu peso próprio. To = 200 MN.2 kN 0. Resp.30 0.20) e (5.] 7.22). As Eqs. no meio do vão.2 + (0. tem um vão principal de 1 280 m.3 60 ou = To 0.2 kN.20) 2s =2 23. (5.108 A ponte Golden Gate.81) (10-3) = 0.com um vão de 1000 m e uma flecha de 150 m. To (150) _ 1. suportam uma carga vertical de 480 MN. (5.063 To = cosh 17.1177) (150) 23.0 Solution To = 22.107 PROPOSTOS cabos com a horizontal. podendo ser calculada e representada graficamente para diferentes valores de To' A interseção das duas curvas estabelece a igualdade e determina o valor correto de To·. Cada um dos membros da equação é uma função de To.29 0.33 y = 60 m e J. 8 = 31.0° 5.FORÇAS OISTRIBUrOAS / 187 Problema Resolvido 5.66 _ 1. To.1177 [COSh (0. 1 O comprimento total do cabo é dado pela Eq. a solução da parte (c) do Art.5 24. 23.0 23.1177) . vale T máx. distribuída uniformemente.1177 kN/m. O cabo está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e distantes 300 m um do outro e tem uma flecha de 60 m.1177) (60) = 30. que tem um caxregamento uniformemente distribuído na horizontal. Como a distribuição da carga é uniforme ao longo do comprimento do cabo. que deve ser achada pela Eq.11 Substituir o cabo do Problema Resolvido 5. A tração máxima surge quando y é máximo e. mesmo no caso de grandes flechas. Calcular a tração To. para x = 150 m. Resolvido 5. pela Eq. em cada cabo. entre suas torres. 5.2 0. a tração máxima e o comprimento total do cabo. que dão respectivamente o comprimento do cabo e a tração. junto aos suportes na parte superior de qualquer das torres. To Esta equação pode ser resolvida mais facilmente pelo processo gráfico.1177 senh (0.28 0. Resp. Nota: <D = 23. e o ângulo 8 formado pelos . em São Fraricisco.7 se aplica e tem-se uma forma de catenária para o cabo.21). em relação à distância horizontal. Observe que a solução do Probl. uma flecha de 143 me Os dois cabos de uma ponte pênsil. (5. kN 0. Assim.l = 12 (9. Esta representação gráfica é mostrada na figura que acompanha este problema e conduz à solução To = 23.31 0.2 330m.5 23. exigem o conhecimento da tração mínima To. Resp.19). Encontrar a tração no meio do vão. (5.2 kN.10 para o cabo parabólico dá uma aproximação muito boa para os valores da catenária. A aproximação é ainda melhor para pequenas relações entre flecha e vão. PROBLEMAS 5.

5. Resp. entre as duas torres idênticas. calcular a tração To no meio do vão.111 I I I I I 5.04 kN 5. em cada cabo principal e a força de compressão C exercida pelo cabo no topo de cada torre. 5. B8.6 m de comprimento e está suspenso entre dois pontos no mesmo nível e afastados de 30 m um do outro. para o desenvolvimento em série das funções hiperbólicas.115 5.19) em série de potências de cosh (jJ. como se vê na figura. equação da parábola. Determinar a flecha h do cabo. To = 15. Cada um dos cabos suporta uma carga uniforme de 20 kg por metro.116 Um cabo de massa desprezível está suspenso por dois pontos fixos tendo inclinação nula no suporte mais baixo. colocados no mesmo nível. T= 35. y = --21' (l .109 ---~ 5. 5. h = 16. máxima e mínima. (5.61 kN. em relação à horizontal.111 5. é o mesmo em ambos os lados da torre.188 I ESTÁTICA uma carga estática total de 310 kN por metro linear.25 m.114 B 5. m' = 909 kg/m 20m 20m +--- 50kg/m Probl. e = 33. e seu peso é pequeno comparado com a carga que suporta.115 90m r------ 1~ A 200m 100m Probl. Apêndice B. 5. Resp. no cabo. CalcuG Probl. To = 21.116 . 5. Um cabo suporta uma carga de 50 kgfm uniformemente distribuída. nos suportes.14). e está suspenso por dois pontos fixos localizados como se vê na figura. no topo da torre.-31 ) 3hx2 x ~ I ri h Probl. a flecha h e o ângulo e feito pelo cabo com a horizontal.) Medidas feitas no ponto A dos cabo. Deduzir a equação da curva formada pelo cabo. O ângulo feito pelo cabo com a horizontal. pode ser obtida tomando-se apenas os dois primeiros termos da série. T máx.109 O cabo de A a B está carregado com uma carga de 80 Mg distribuída uniformemente ao longo da horizontal.s da ponte p~nsil indicaram um aumento de 1. (Ver Tab. Calcular a tração máxima T no cabo. Os pesos de ambos os cabos principais estão incluídos nessa carga estática admitindo-se uniformemente distribuídos ao longo da horizontal. Resp.110 Desenvolver a Eq.09 kN. = 1 173 kN lar o comprimento total S de cada cabo. A inclinação do cabo é zero em A. sabendo que a carga w por ele suportada decresce uniforme~ente com x desdewo até zero. (5. medido horizontalmente.0° Um cabo que suporta uma carga uniformemente distribuída ao longo da horizontal. Calcular a tração To no meio do vão. Se a tração máxima no cabo é 18 kN.112 O cabo de uma ponte pênsil com um vão de 1 000 m está 150 m abaixo da parte superior das torres de suporte.80 MN na tração em cada um dos dois cabos principais devido ao recapeamento executado no piso da ponte. na posição a 1/4 do vão.X/To) e mostrar que a Eq. medido na horizontal. tem 33. Resp. Determinar as trações T e To. 5.113 Uma pequena ponte pênsil para pedestres tem um vão de 100 m entre suportes. Determinar a massa total m' de material adicionado ao piso por metro linear da ponte. Resp.

em função da tração To no meio do vão.5 m. de acordo com a relação w == a + bx'. ~ . Deduzir a expressão para a tração To.122 Resolver o Probl. em terra. usando três termos nas séries? .121 5.121 m o Probl..119 usando as relações para um cabo parabólico. - m Um cabo.119. 5.120 acima do nível da água e encontre o comprimento do cabo entre A e B.121 usando. s == 251 m Refazer o Probl. sujeito à ação do seu próprio peso. Qual será o erro cometido se o cálculo for feito com a expressão dos cabos parabólicos. 5. deduzir a equação para a flecha h do cabo. para fazer com que o ângulo a seja nulo em A. 5.124 Probl. 5.123 Probl.~"om~ Probl. 5. H == 24.FORÇAS DISTRIBUfDAS / 189 as 5. Um cabo de 40 m de comprimento está suspenso entre . calcular a altura H necessária para a ancoragem. que está 180 m acima de A.118 e N O cabo de massa desprezível. determinar o peso J. está suspenso por dois pontos a uma distância L um do outro e sobre a mesma linha horizontal. L' Resp.117 m sa lo s O cabo visto na figura é de massa desprezível e tem inclinação nula no suporte mais baixo. tendo direção horizontal no ponto de amarração A e vencendo uma distância horizontal de 250 m até o ponto de ancoragem B..117 Um cabo flexível está ligado ao ponto A e passa sobre uma pequena polia em B. 5.118 r-10ffi-] 5. Resp. Se o cabo tem massa de 22 kg por metro do seu comprimento. A carga varia linearmente com x. 5. por metro de seu comprimento. Calcular a distância h para a parte mais baixa do cabo. calcular o comprimento total S do cabo. Sabendo que a flecha é de 100 m. desde Wo até w I' como se vê na figura.""i'.-r 180m m \. Resp. visto na figura._gr .~~ ·250 Probl. está suspenso entre dois pontos situados no mesmo nível e distantes 400 m entre si. na origem... h == -(5wo + wl) 48To ' I B f. Se o cabo exige uma tração T == 50 kN em B. em A. suportada pelo cabo varia de Wo no centro a w1 nas extremidades. as relações para o cabo parabólico. como aproximação.119 Uma draga flutuante é mantida em posição por um único cabo preso à sua popa. Se a carga por unidade de comprimento na direção horizontal. como aproximação. A~~~~--~~~ / I ~.123 ~~~ ~""" •. É necessária uma tração de 300 kN no cabo.5.. h == 18. ° 5. B 5.119 .l do cabo.dois pontos separados por uma distância horizontal de 10 m. 5. e 5. e compare os resultados com os obtidos pelo Probl.5 m 5..

as relações para o cabo parabólico.3 kN. P2.2 kg/m de comprimento e uma flecha de 32 m. no meio do vão.127 H 1 Probl. Resp. como aproximação. O cabo tem comprimento suficiente para permitir que saia horizontalmente do arado. Devido à baixa velocidade. H= 90m 5. um fluido em repouso só pode exercer força normal sobre uma superfície limite. Em um ponto qualquer de um fluido. O navio mantém-se com velocidade baixa constante. Calcular a altura H do balão. Resp. principalmente à ação das forças que agem em corpos rígidos. apresentada como Hidrostática quando o fluido é um líquido e como Aerostática quando o fluido é um gás. geralmente. O peso efetivo do cabo de reboque. em repouso.128 Um balão está preso ao tambor de guincho por meio de um cabo de 100 m de comprimento. Este fato pode ser demonstrado. Força de cisalhamento é uma força tangente à superfície sobre a qual atua e aparece quando existe diferença de velocidades entre lâminas adjacentes dos fluidos. P3 e P4.2 N/m. Um fluido é qualquer substância contínua que. também.= 38. com o arado na profundidade de 180 m. Assim. Um navio para lançamento de cabo submarino.4 kg de gelo por metro Resolver o Probl. 5. pode-se desprezar as forças do movimento do cabo na água. 5. como se vê na Fig. que está a 480 m a ré do navio. o cabo.125 Uma linha de transmissão elétrica está suspensa .127 Probl. p = 13. 5. determinar a massa p por unidade de comprimento.128 5.5 m. Nestas condições.190 / ESTÁTICA 5. 5. Os fluidos podem ser gasosos ou líquidos. sem ultrapassar aquela tração máxima. Tmáx. A Estática dos fluidos é. Neste item estudaremos o equilíbrio de corpos. O vento na região é muito fraco. do gelo que se pode acumular no cabo. a pressão é a mesma em todas as direções (princípio de Pascal). sabendo que o diâmetro do tambor é de 0. considerando-se um prisma triangular e inflnitesimal do fluido.8 ESTÁTICA DOS FLUIDOS Até aqui dedicamos nossa atenção.125 usando. reboca um arado A durante uma inspeção do fundo do oceano para. O cabo tem 18. As pressões do fluido normais às faces do elemento foram designadas por Pl. lançar um cabo telefônico. O equilíbrio das forças segundo as direções x e y exige que P2dxdz = P3dsdz cose P 1 dy dz = P3 ds dz sen e.126 5.51 kg/m. é incapaz de suportar uma força de cisalhamento. Resp. . o comprimento do cabo de reboque do ponto A ao B. posteriormente. é de 45. Para iniciar o enrolamento do cabo no tambor é necessário um torque de 400 N •m. levando em conside- ração seu empuxo. Calcular a força horizontal To aplicada ao arado e a tração máxima no cabo. na entrada do tambor faz um ângulo de 30° com a vertical.2kN. diâmetro de 12 mm e massa de 0. (a) Pressão dos fluidos. Sabendo que o cabo pode suportar uma tração máxima de 60 kN. Encontre. To=30. sujeitos a forças devidas à ação de pressões exercida~por fluidos. s=522m 5.29.por duas torres situadas no mesmo nível e distantes 200 m uma da outra.

23) = pdA pgdAdh I \ Fig. isto é. considera-se uma variação da dimensão vertical. do que se segue que. ara esé da l. m Girando o elemento num ângulo de 90°. estas equações exigem que Pl=P2=P3=P.FORÇAS OISTRIBUIOAS / 191 xa vinno do m dx I P2dxdz or o. suas densidades p podem ser consideradas constantes. veja a aceleração da gravidade g) é multiplicado pelo volume do elemento resulta uma quantidade diferencial de terceira ordem que pode ser desprezada. (5. a pressão é função da dimensão vertical.30 Esta relação diferencial mostra que a pressão em um fluido aumenta com a profundidade ou decresce para a superfície. Cl. A Eq. Em qualquer fluido em repouso.23) é verdadeira. e o resultado é (p = Po + pgh) (5. P + dp. 5. Como as forças normais.30 mostra um elemento diferencial de uma coluna vertical de um fluido.29 Como ds sen () = dy e ds cos () = dx. (5. tanto para os líquidos quanto para os gases. para a maioria dos fms práticos.5.23) pode ser integrada como se encontra. O equilíbrio do elemento do fluido na direção h exige P dA + pg dA dh dp (p pgdh + dp) dA =O (5. não aparecem na figura.5. visto que quarido o seu peso específico (peso por unidade de volume.24) * Ver Tab. Portanto. A pressão sobre a face superior é P e sobre a face inferior é P mais a variação de p. O peso do elemento é igual a seu peso específico pg multiplicado pelo volume. verifica-se que P4 também é igual às outras pressões. para tabela dos pesos específicos. em qualquer parte dos líquidos. Nesta análise não é necessário levar em consideração o peso do elemento do fluido. e leva-se em conta o peso do fluido. cuja seção transversal tem a área dA. estando de acordo com o conhecimento comum das pressões exercidas pelo ar e pela água . densidade p. diante das grandezas diferenciais de segunda ordem. a superfície lateral não interfere no cálculo do equilíbrio das forças verticais. quando se passa os limites. . O sentido positivo da dimensão vertical h foi tomado para baixo. A Fig. Para se determinar esta função. * Com p constante. a Eq. Apêndice C. a pressão em um ponto qualquer de um fluido é a mesma em qualquer direção. â- Fig. Os fluidos essencialmente incompressíveis são chamados líquidos.

o produto gh dará a pressão diretamente em kPa. Uma superfície imersa em um líquido. Assim. a pressão atmosférica Po atua sobre todas as superfícies e. como é o caso de uma válvula-gaveta de represa ou a parede de um tanque. A variação da pressão p sobre a área da chapa é governada pela relação linear da profundidade e.31 .0 Mg) ( 9. e esta pressão é a mesma em todos os pontos ao longo da aresta 1-4.. em água doce é s v P __ . a pressão conhecida como "pressão manométrica" que é p = pgh. se for usado Mg/m3 para p. Esta mesma pressão atua em todos os pontos ao longo da aresta 2-3. 5 (a) (b) (c) Fig.98. com a leitura. portanto. Consideremos o caso comum da ação da pressão hidrostática sobre uma chapa retangular imersa em um líquido.5. e é igual ao peso específico pg vezes a profundidade vertical da superfície do líquido ao ponto 2. que é o mesmo que um quilonewton por· metro quadrado (103 N/m2). Se Po for devido à pressão atmosférica.1 kN/m2 = 98.pgh - m3 S2 (10 m) _ . e se o instrumento de medida registra somente o acréscimo acima da pressão atmosférica. que atua em algum ponto P.A pressão atmosférica ao nível do mar (1 atmosfera) pode ser igual a 101. Nos problemas onde as forças do fluido são apreciáveis. onde h = O.1 (3 10 --sz( 1. Por exemplo. A unidade usada para pressão no SI é o quilopascal (kPa). No cálculo da pressão. A força resultante produzida por esta distribuição de pressão está representada porR. A Fig. está representada pela seta 6-2. chamado "pressão manométrica" ou p = pgh. sobre a aresta inferior. desse modo. A superfície horizontal do líquido está represen· tada pelo plano x-i. com a aresta superior na horizontal e o plano da chapa fazendo um certo ângulo qualquer e com o plano vertical. é necessário considerar a força resultante devida à distribuição de pressão sobre a superfície. e a posição na qual esta resultante atua. .3 kPa. o acréscimo acima da pressão atmosférica. representada pela altitude do prisma truncado 1-2-3-4-5-6-7-8 com a chapa como base. * obter-se-á. conhecido como centro de pressão. 5.192/ ESTÁTICA A pressão poé a pressão sobre a superfície de líquido. A pressão do fluido (manométrica) que atua normalmente à chapa.1 kPa (b) Pressão hidrostática sobre superfides retangulares imersas. Para os sistemas abertos para a atmosfera terrestre. a pressão em uma profundidade de 10 m.3la representa uma chapa 1-2-3-4. a pressão do fluido é igual a pg vezes a profundidade vertical do ponto 1. no ponto 2. dá uma resultante nula.81 m) kg' m m2 1) = 98. m/s2 para g e m para h. somente. necessitamos considerar.. No ponto I. está submetida a pressão do fluido normal à sua superfície e distribuída sobre sua área.

A'. Portanto. que representa a distribuição de pressão. o problema pode ser analisado a partir da vista. a força resultante R pode ser escrita em função da pressão média Prnéd. e éR2 =P2A. Usando o eixo x (ponto B na Fig.5. através do qual a resultante realmente passa. 531b para a seção 1-2-6-5. Portanto. No estudo de uma distribuição trapezoidal de pressão.32 .FORÇAS OISTRIBUfoAS / 193 . Para esta seção. é facilmente expressa usando-se sua altitude média. Evidentemente.31a. Mas p dy é. Y também posiciona o centróide C do prisma truncado 1-2-3-4-5-6-7-8 na Fig. Se b for a largura horizontal da chapa. uma expressão opcional para R é R é = Prnéd. O trapezóide é dividido em um retângulo e um triângulo. são idênticas às da seção 4-3-7-8 e em todas as outras seções verticais da chapa. A pressão média é também a pressão que ocorre na profundidade média do centróide O da chapa. como mostrado. a distribuição de pressão é trapezoidal. uma área elementar da chapa sobre a qual a pressão P = pgh atua é dA = b dy. na vista bidimensional. bidimensional de uma seção vertical. A = pghA onde h = Y cos e. 531b como o eixo dos momentos dá RY = f y(pb dy). (a) Fig. a resultante R passa pelo centróideC da área trapezoidal defmida pela distribuição de pressão sobre a seção vertical. r. na Fig. e um aumento da força resultante é dR = P dA = = bp dy. simplesmente. 5. considerando-se a resultante como composta por duas componentes (Fig. Portanto. A força representada pelo acréscimo triangular da distribuição de pressão é -+ (P1 . de modo que dR = b dA'. como é mostrado na Fig. o acréscimo sombreado da área trapezoidal dA'. o m É evidente que as condições que prevalecem na seção vertical 1-2-6-5. 5. onde A é a área 1-2-3-4 da chapa. A força representada pela parte retangular atua no centro O da chapa. Assim. definida pela distribuição trapezoidal da pressão. e a força representada por cada parte é considerada separadamente. A linha de ação da força resultante R é obtida do princípio dos momentos.P2)A e atua no centróide da parte triangular. o cálculo é usualmente simplificado.31c). A área trapezoidal. a força resultante que atua sobre a chapa inteira pode ser expressa como o produto da área trapezoidall-2-6-5 pela largura b da chapa R =bf dA I = bA I Deve-se tomar cuidado para não confundir a área física A da chapa com a área geométrica A'. = ~ (P1 + P2) vezes a área A da chapa. Portanto. Substituindo P dy = dA' e cancelando b resulta y= _ f ydA' f dA' que é simplesmente a expressão para a coordenada do centróide da área trapezoidal. 531 a.

vem (5. e é a pressão e p c D p d Fig. é necessário integrar as componentes de dR. e são fmalmente obtidas. freqüentemente. perpendiculareS à superfície. (d) Pressão hidrostática sobre superfícies planas de qualquer fonnato. O peso W passa pelo centróide da área ABC. e o plano da chapa forma um ângulo e com a vertical. e l p p Ry = bf (p dL)y = bf P dx Em seguida. respectivamente. pode ser usada. mostrada na Fig. aplicadas ao diagrama de corpo livre da porção do fluido. onde os elementos da superfície são paralelos à superfície horizontal x-y' do líquido.194 I ESTÁTICA (c) Pressão hidrostática sobre superfícies cilíndricas. então. A Fig.32a. A superfície horizontal do líquido é o plano x-y. segundo os eixos dos x e dos y. Todas as seções verticais. multiplicada pela dimensão constante b e pelo peso específico pg. A força que atua sobre a faixa diferencial de área dA paralela à superfície do líquido é dR = p dA = pgh dA. Um segundo método para a determinação de R é. A resultante R revela-se. visto que a pressão muda continuamente de direção.5. visto que não há alteração da profundidade ao longo da faixa horizontal. do centróide O da área. 5. 5. Portanto. muito mais simples. A força de equilíbrio R é. causada pela pressão distribuída em superfície curva. A pressão p tem a mesma intensidade por todo o comprimento da faixa.33 .32c).32b. A força total que atua sobre a área exposta A é obtida por integração e é p o o f f d R =f dR =f P dA = pg f p h dA Substituindo a relação do centróide hA = f h dA. Assim. determinada completamente pelas equações de equihbrio. seria necessário escrever uma equação de momentos para determinar a posição -de R. então. A resultante R. considere a superfície imersa. Como exemplo. acarreta mais cálculo do que em superfície plana. O pesoP da porção do líquido é calculado a partir da área ABC de sua seção. As resultantes das pressões nas direções AC e CB sãoPy ePx. Considera-se o equihbrio da porção do líquido ABC diretamente acima da superfície mostrada (Fig. revelam a mesma curvaAB e a mesma distribuição de pressão.33a mostra uma superfície plana de qualquer formato imersa em um líquido.25) c A grandeza pgh representa a pressão que existe na profundidade média sobre a área. como a reação igual e oposta da superfície sobre a porção do líquido. 5. ao longo da curvaAB. a representação bidimensional da Fig. Para determinar R por integração direta. 5.

FORÇAS DISTRIBU(DAS

I

195

o -

A resultante R pode, também, ser representada geometricamente pelo volume mostrado na Fig. 5.33b. Aí a pressão p do fluido é representada como uma altitude em relação à chapa considerada como base. O volume resultante é um cilindro reto truncado. A força dR que atua sobre a área diferencial dA = x dy produz o volume elementar dV = p dA mostrado pela fatia sombreada, e a força total é então representada pelo volume total do cilindro. Portanto,

R

=

f dR

=J

dV

=

V

Vê-se pela Eq. (5.25) que a altitude média do cilindro truncado é a pressão média pgh que existe na profundidade que corresponde ao centróide O da área exposta à pressão. Em problemas onde o centróide O, ou o volume V, não é óbvio, pode-se realizar uma integração direta, para obter R. Assim

R

=

f dR = f P dA = f

pghx dy

onde a profundidade h e o comprimento x da faixa horizontal da área diferencial devem ser expressos em função de y para efetuar a integração. A segunda exigência da análise da pressão do fluido é a determinação da posição da força resultante, a fim ,de responder pelos momentos das forças de pressão. Usando o princípio dos momentos com o eixo dos x da Fig. 5.33b como o eixo dos momentos, vem

RY=

J ydR

ou

y=

J ydV
V

(5.26)

Esta segunda relação satisfaz a defmição da coordenada Y para o centróide do volume Ve é deduzido, portanto, que a resultante R passa pelo centróide C do volume definido pela área da chapa como base, e a pressão que varia linearmente como altitude. O ponto P em que R está aplicado à chapa é o centro de pressão. Deve-se notar, cuidadosamente, que o centro de pressão P e o centróide O. da área da chapa não coincidem. (e) Flutuação. O princípio da flutuação, cuja descoberta é atribuíja a Arquimedes é facilmente explicado, para qualquer fluido, líquido ou gasoso, em equilíbrio, da maneira que segue. Consideremos uma porção do fluido limitada por uma superfície fechada, imaginária, como está ilustrado pela linha interrompida, irregular, na Fil!. 5.34a. Se o fluido pudesse ser retirado do interior da superfície limite, fechada, da cavidade, e substituído, simultaneamente, pelas forças que exercia sobre os limites da cavidade (Fig. 5 .34b), não haveria modificação alguma no equiHbrio do fluido vizinho. Além disso, o diagrama de corpo livre dessa porção do fluido antes de ser removido (Fig. 5.34c) mostra que a resultante das forças de pressão, distribuídas sobre sua superfície, deve ser igual e oposta a seu peso mg e deve passar pelo centro de massa do elemento do fluido. Se o elemento for substituído por um corpo das mesmas dimensões, a ação das forças sobre a

(b)

(c)

Fig.5.34

196 / ESTÁTICA

superfície do corpo, mantido nesta posição, será idêntica a das que atuavam sobre o elemento do fluido. Assim, a resultante das forças que atuam sobre a superfície de um objeto imerso em um fluido é igual e oposta ao peso do fluido deslocado e passa pelo centro de massa do fluido deslocado. * Essa força resultante é a força de empuxo ' (5.27) onde p é a densidade de fluido e g é a aceleração da gravidade. No caso de um líquido cuia densidade é constante, o centro de massa do líquido deslocado coincide com o centróide do volume deslocado. Segue da discussão anterior que, quando a densidade do objeto é menor do que a densidade do fluido no qual ele está imerso, haverá uma força vertical não-equilibrada, e o objeto flutuará. Quando o fluido de imersão é um líquido, o obieto sobe até a superfície, ficando, então, em repouso, em situação de equilíbrio, supondo-se que a densidade do novo fluido, acima da superfície, seja menor do que a densidade do objeto. No caso da superfície de separação entre um líquido e um gás, tal como entre a água e o ar, o efeito da pressão do gás sobre a parte do objeto flutuante, acima da superfície do líquido, é contrabalançada pelo acréscimo de pressão no líquido decorrente da ação do gás sobre a sua superfície. Um dos mais importantes problemas de flutuação é a determinação da estabilidade de um objeto flutuante. Esta situação pode ser ilustrada considerando-se o casco de navio, mostrado em corte transversal, em posição vertical na Fig. 5.35a. O ponto B é o centróide do volume deslocado e é conhecido como o centro de empuxo. ** A resultante das forças exercidas sobre o casco, pela pressão da água, é a força F. A força F passa por B, e é igual e oposta ao peso w do navio. Se o navio for obrigado a inclinar-se no ângulo o: (Fig. 5.35 b), a forma do volume deslocado muda, e o centro de empuxo deslocar-se-á para uma nova posição, tal como B. O ponto de interseção da linha vertical que passa por B' com a linha de centro do navio é chamado de metacentro M, e a distância h, de M até o centro de massa G, é conhecida como altura metacêntrica. Para a maioria dos formatos de casco, a altura metacêntrica permanece praticamente cpnstante para ângulos de inclinação até 20° aproximadamente. Quando M estiver acima de G, como na Fig. 5.35b, há evidentemente um momento de correção, que tende a trazer o navio de volta à sua posição original. O valor deste momento, para qualquer ângulo específico de inclinação, é uma medida da estabilidade do navio. SeM estiver abaixo de G, como para o casco da Fig. 5.35c, o momento que surge com qualquer balanço do casco, está no mesmo sentido, e tende a aumentar a inclinação. Isto evidencia uma condição de instabilidade e deve ser evitada no projeto de qualquer navio.

F
(a)
(b)

F

~F
(c)

Fig.5.35

* N.T. Este é.o conhecido Princípio de Arquimedes, em geral, apresentado com o seguinte enunciado: "Todo corpo mergulhado em um fluido recebe um empuxo, de baixo para cima, igual ao peso do fluido por ele deslocado". ** N.T. Na técnica naval este ponto é conhecido também como centro de carena.

FORÇAS OISTRIBUfoAS I 197

. e é

Problema Resolvido 5.12
A chapa retangular, mostrada no corte vertical AB, tem 4 m de altura e 6 m de largura (na direção normal ao plano do papel) e bloqueia a extremidade de um canal de água doce de 3 m de profundidade. A chapa está articulada em torno de um eixo horizontal na direção de sua aresta superior, que passa por A, e está contida pelo ressalto fIxo em B, na abertura do canal, que reage horizontalmente cop.tra a aresta inferior da chapa. Calcular a força B exercida contra a chapa pelo ressalto. O diagrama de corpo livre da chapa é mostrado em corte e inclui as componentes vertical e horizontal da força em A, o peso W = mg da chapa (não especificado), a força horizontal B (desconhecida) e a resultante R da distribuição triangular de pressão contra a face verticaL A massa espec.íf1ca da água doce é p = 1 000 Mg/m 3, de modo que a pressão média é
Solução.

A
~<>

=-"_-:--

--'

é

~

-- -:. _lfID_"
-~
3m

=~'=,

I' .=
1='

mlB

e

a

y I I

x--._ Ax

Ay

IPméd. = pgh]

Pméd. = 1 000 (9,81) (3/2) = 14,72 kPa .

o A

A resultante R, das forças de pressão contra a chapa, vem a ser
[R

-l
mg

a = Pméd.A]
R = (14,72) (3) (6) = 265 kN.

é
Esta força atua no centróide da distribuição triangular da pressão, que está 1 m acima da parte inferior da chapa. Um somatório de momentos, igual a zero, em torno deA, determina a força B desconhecida. Assim, 3 (265) - 4B =
O,

Nota:
<D

J

4m

Observe que as unidades envolvidas com a pressão pgh são:

B = 198,7 kN

Resp.

( 103m3 kg)(m) ~ (m)= (kg.m)l( 103-s,-' kN/m' = kPa.

1) = m'

Problema Resolvido 5.13 r-5OOmID-1
O espaço de ar em um tanque fechado de água doce é mantido com uma pressão de 5,5 kN/m' (ou kPa) acima da pressão atmosférica. Determinar a força resultante R exercida pelo ar e pela água na parede da extremidade do tanque.
Solução. A fIgura mostra a distribuição de pressão sobre a superfície da extremidade, onde Po = 5,5 kPa. O peso específIco da água doce é J.l = pg = (1 000) (9,81) = 9,81 kN/m3, de modo que o incremento de pressão t:.p devido à água é t:.p =
J.l

Vista lateral
PO

A

t:.h = 9,81 (0,6~ = 5,89 kPa.

.~

1

=~
I

As" forças resultantes R I e R., correspondentes às distribuições de pressão retangular e triangular", respectivamente, são RI = poA 1= 5,5 (0,760) (0,5) = 2,09 kN
/:"P

--~ Ri

-~
PO

J I --'L

"mm I 560

B

R. = t:.Pméd.A.

= 5,~9 (0,6) (0,5) = 0,883 kN

Nota:
<D

A resultante é, então,

R = RI + R. = 2,09 + 0,883 = 2,97 kN

Resp.

Dividir a distribuição de pressão nessas duas partes é, sem dúvida, o caminho mais simples para encontrar a solução.

198 I ESTÁTICA

Localiza-se R aplicando o princípio dos momentos em torno de A, observando-se que R I atua no centro da altura de 760 mm e que R2 atua no centróide da distribuição de pressão triangular, que está a 400 mm abaixo do nível da água e a 400 + 160 = = 560 mm abaixo de A. Assim,
2,97 h

= 2,09
mm

(380) + 0,883 (560)
Resp.

h = 433

Problema Resolvido 5.14
Determinar, completamente, a força resultante R exercida sobre a superfície cilÍndrica da represa, pela água. A massa específica da água doce é 1 000 Mg/m" e a represa tem um comprimento; normal ao papel, de b = 30 m.

I

-=-B
Solução. A porção circular de água BDO está isolada, e seu diagrama de corpo livre está desenhado. A forçaPx é

1

Px

=

puh A
O'

=
W

pgr br 2'

= (1000)(9,81)(4) 2

(30) (4) = 2350 kN

o peso
mg

o
da água é

D

---x

=

pgV

= (1 000) (9,81) --

11'(4)2
4

(30) = 3 700 kN

e passa pelo centro de massa G. O equilíbrio da seção de água exige P;Fx
[~Fy

----\
kN kN Notas:

x

= O] = O]

Rx

= Px = 2 350
mg

Ry =

= 3 700

A força resultante R, exercida pelo fluido sobre a represa, é igual e oposta à mostrada atuando sobre o fluido, e é
[R

=.J

Rx2

+ Ry2]

R =.J (2350)2 + (3 700)2

=4

380 kN
Resp.

<D

Veja a Nota CD no Probl. Resolvido 5.12 se houver alguma dúvida a respeito da unidade
de pgh.

Pode-se encontrar graficamente a coordenada x do ponto A, através do qual passa R. Algebricamente, x é determinado pelo princípio dos momentos. Usando B como centro de momentos, vem
r Px -3 4r

+ mg -311'-

Ryx

=O

x=

2 350

(4) 3' + 3 700
3700

(li) 311'

= 2,55

m

Resp.

FORÇAS OISTRIBUfoAS

I 199

Solução Alternativa. A força atuando sobre a superfície da represa pode ser obtida pela integração direta dos componentes dRx onde p Rx

= P dA

cos e e dA

e

dR y

= p dA
Assim,

sen e

= pgh = pgr sen e
11/2

= b (r de). = -pgr'b

= fo

pgr'b sen e cos e de

-o [cos 4 2e J11/2

=

= -}pgr'b

Ry

= fo11/2 pgr'b = + 11pgr2b

sen' e de

=

2 pgr2b [ !....

_

0- sen4 2e J11/2
+ 112/4. SubstituinResp. @ Este método· de solução pela integração é viável aqui, principalmente, devido à geometria do arco circular.

Assim, R =.) Rx2 + Rl do os valores numéricos:

=-}pgr' b.)1
(30)

R = -} (1,00)

(9,81)

(42)

.)1 + 112/4 = 4 380 kN

Como dR sempre passa pelo ponto O, vê-se que R também passa por O e, portanto, os momentos de Rx e de Ry em torno de O devem se anular. De modo que se pode escrever Rx Yl = =Ry xl' que dá

Por triângulos semelhantes, vê-se que x/r

= X1/Yl

= 2/11

e

x

=

2r/11= 2 (4)/11

= 2,55

m

Resp.

Problema Resolvido 5.15
Determinar a força resultante R exercida sobre a extremidade semicircular do tanque de água mostrado na figura, se o tanque estiver cheio até sua capacidade máxima. Expressar a resultante em função do raio r da extremidade circular, e da massa específica p da água.

Solução l. Por integração direta determina-se R. Com uma faixa horizontal de área dA = 2x dy, atuada pela pressão p = pgy, o incremento da força resultante é dR = p dA, de modo que, R =fpdA Integrando dá Resp. Determina-se a posição de R pelo princípio dos momentos. Tomando os momentos em relação ao eixo x, vem: [RY=fydR] =f pgy(2xdy) =2pg

fo

r

y~dy

.

200 / ESTÁTICA

Integrando resulta
3Pgr
2 :3 -

Y=~

42

4

1T

e

y=

---r6 r

31T

Resp.

Solução 11. Usando a Eq. (5.25) diretamente para encontrar
R, onde a pressão média é pgh e h é a coordenada do centróide

h=
[R

da área sobre a qual atua a pressão. Para uma área semicircular, 4r /31T. Assim,

= pghA)

Resp.

Este cálculo significa encontrar o volume da figura formada pela área semicircular e a distribuição de pressão. A resultante R age no centróide C do volume definido pela figura pressão-área. O cálculo da distância Y do centróide emprega a mesma integral obtida na Solução I.

Nota:
<D

Atenção para não cometer o erro de pensar que R passa pelo centróide da área sobre a qual atua a pressão.

Problema Resolvido 5.16
Urna bóia, com formato de poste, tem 8 m de comprimento, 0,2 m de diâmetro e massa de 200 kg. Sua extremidade inferior está presa por um cabo de 5 m ao fundo de um lago de água doce. Se a profundidade da água é de 10 m, calcular o ângulo 8 feito pelo poste com a horizontal.

I .~
I .

-==----.:":-l/~-

Solução. O diagrama de corpo livre da bóia mostra seu peso 1) atuando em G, a tração vertical T do cabo de ancoragem e a força de empuxo B que passa pelo centróide C da parte submersa da bóia. Faça x ser a distância de G à superfície da água. A massa específica da água doce é p = 103 kg/mS, de modo que a força de empuxo é
[B=pgV) B

_~I _1W"'

TI

=

103 (9,81)

1T

(0,1)' (4 + x) N

O equilíbrio dos momentos, em torno.do ponto A dá
LMA

=O
2

4+x 200(9,81)(4 cos 8) - [103 (9,81)rr (0,1)' (4 + x)) -cos 8 Assim, x

=O
Nota:
<D

= 3,14 m

e

8 = arc sen ( 4 + 53,14 ) = 44,5°

Resp.

Corno as forças, decorrentes do peso e do empuxo, são verticais, para haver equilíbrio a outra única força, T, deve ser também vertical.

PROBLEMAS PROPOSTOS
5.129 A represa em curva tem a forma de urna ~uperfície cilíndrica de 240 m de raio, e subtende um ângulo de 60°. Se a profundidade da água for de 90 m, determinar a força total P exercida pela água sobre a face da represa .. Resp. P = 9,54 Gl\

5. 5.129 l.134 N .1 kN 1 Probl. girando em torno da arestaA. . 5. Quando o nível da água aumenta acima de um h c -~~~.6 m ao longo do comprimento da parede. bombeada para fora. supondo que as uniões A.134 A comporta articulada ABC fecha uma abertura de largura b (perpendicular ao papel) em um canal de água. 5. de altura diferencial.131 Uma parede de concreto.3 kN B ProbJ. 5. O concreto úmido pode ser tratado como um líquido de massa específica 2 400 kg/m 3. Calcular a compressão em uma escora BC. A massa específica da água ép.. C = 16. que se comporta como um líquido de massa específica Pm' Determinar a espessura mínima b da parede.8 m.132 5. Probl. de seção retangular. na parede do cilindro. ~ Probl. ~ ProbJ.132 A forma para uma pequena parede de concreto tem a seção mostrada na figura. ao longo de sua aresta superior A. Resp.131 '~~b~ lz 5. Analisar as forças que atuam sobre um anel semicircular.5m Um tubulão cilíndrico de raio r e espessura de parede t foi colocado em posição e a água do seu interior. Foi colocada Probl.2 m de largura (na direção normal ao plano do papel). B e C atuem como articulações. tem altura h. que limitará a profundidade da água em h = 1.•. para qualquer profundidade h. e determinar a expressão da tensão de compressão a. 5.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 201 uma escora BC em cada 1. bloqueando a extremidade de um canal retangular com água doce de 1.2m r 5-130 A comporta vertical carregada à mola está articulada em torno de um eixo horizontal. para impedir que ela tombe.133 t r 1. espessura b e massa específica Pc' A parede sustenta lama.130 t ~ h . A água tem livre acesso tanto à parte inferior como ao lado direito da comporta.133 5. Resp.. F = 38. Calcular a força F da mola pré-montada.

139 O casco de uma plataforma flutuante para perfu· ração de petróleo consiste de dois batelões retangulares e de seis colunas cilíndricas que suportam a plataforma de trabalho. Resp.5 Mg e é articulada em torno do eixo horizontal que passa por C.135 5. 5. ao longo do comprimento da calha.. que bloqueia um canal de água doce. 5.~ft~ P2 Probl. contendo água doce. (Consultar a Tabela C1 do Apêndice C.4 m de comprimento e 1. > p.136 Um cilindro maciço de concreto de 2. se necessário. Calcular a força vertical P exercida pela fundação sobre a extremidade inferior A da comporta.~lm ~.202 / ESTÁTICA certo valor h. A pressão p contra o telhado circular é aproximadamente Po cos e. Desprezar a massa da estrutura que sustenta a comporta. Quando lastrada. Determinar a expressão para a distância b do bloco dentro do líquido superior. a estrutura toda tem um deslocamento de 26 000 Calcular o calado h total da estrutura quando estiver fundeada no oceano. Resp. A pressão é positiva a barlavento do galpão e negativa. 5. ~ LJ -.138 5. mostrada em corte.136 Os lados de uma calha em forma de V.137 fi O bloco homogêneo de massa específica p está flutuando entre dois líquidos de massas específicas PI < P e P. Determinar o valor crítico de h. h = a 5. 1' O galpão está submetido a um vento horizontal.. h = 24. A comporta tem massa de 8._--. Q = + 1trpo Probl. Desprezar a massa da comporta. medido na direção normal ao plano do papel. Calcular a tração T em cada tensor.135 A figura mostra a seção transversal de uma comporta retangular de 4 m de altura e 6 m de comprimento (perpendicular ao papel). T = 89. a sotavento. por unidade de comprimento. Calcular a tração T no cabo. a comporta se abre.140 Probl.9 kN Probl.) Resp.137 3mlB -----. A massa específica da água salgada é 1 030 kg/m 3• Desprezar as componentes verticais das forças devido ao fundeamento. localizados a cada 2 m. 5. 5. sobre a fundação do telhado. . --- ---~-----~ -~--------- f~~ti[-1[~~-~:~~-.138 ~-3m ---====: .6 m de diâmetro. -'-=---- 5. Resp. O cilindro é tornado estanque à água por um envoltório plástico. Determinar o esforço cortante horizontal total Q.1 m t 5. e estão mantidos na posição mostrada na fIgUra por um cabo e tensor. é mantido submerso até a metade em água doce por um cabo que passa por uma polia fixa em A. estão articulados em torno de sua interseção comum que passa por O.

5.139 Vista lateral ntal. 5. Resp. M=195. ao longo da largura de 9 m.141 endc ado~ a po:: flgll2 lU. As escoras horizontais BC de suporte estão localizadas a cada 0. tem 3 m de altura e 2.143 erfu· etan· tarr. de uma bacia de maré de água salgada.142 5. O óleo tem uma densidade relativa (razão entre a massa específica do óleo e o da Prob1. ~ 00 and íficz comdea- Um canal de água doce tem 9 m de largura (perpendicular ao plano do papel) e está bloqueado por um obstáculo retangular. mostrada em corte. C = 25. lar ~ -42 A chapa retangular.7 m de largura (normal ao plano do papel) e separa os reservatórios de água do mar e de óleo. necessária para fazer com que a reação em B seja nula. Supor que o peso do obstáculo seja desprezível. 5.FORÇAS DISTRIBUfDAS / 203 está ecífipara rior. à esquerda.4 kN -± h Uma comporta retangular cuja seção está mostrada na fIgura. comparado com as outras forças atuantes. Probl. rrrpo t Prob1. A comporta separa um lago de água doce. Resp. mostrado por sua seção ACD. Determinar a compressão C em cada escora BC. 5.85.143 . 5.140 água doce) de 0. Determinar a profundidade h da água.2kNom 1 n: Prob1. Vista frontal Probl. à direita. imaarlarmibre a menapel.6 m. a.· tem 3 m de comprimento (na perpendicular ao papel) e é articulada em torno da aresta superior B. Calcular o torqueM necessário a ser aplicado no eixo B da comporta para impedir que ela se abra quando o nível da água salgada diminuir de h = 1 m.

d _r Probl. de modo que a força devida à pressão da água é resistida unicamente pelo acréscimo na tração nos parafusos. incluindo pessoal. calcular a força de compressão C. TA = 80. Desprezando o peso da forma. tem um compartimento p= passageiros em forma de esfera.40 Mgfm 3. então. necessária para m. e controla o fluxo de água doce sobre a borda em B. em cada travessa. sob a ~de seu próprio peso? Resp.-iI . de 6.f de 8 kN. recebe um carregamento adicional 2400 m3 de óleo combustível (de densidade reh=tiva 0.. Quando a câmara desce a uma p~ didade de 1. I "'1200mm ~uu 1 °lt +' __ 5. na aresta inferior. Calcular o volume total V desl pela câmara.. 5.anter a comporta fechada. a tração no câx:.2 km no oceano.. C2- 5. A comporta tem massa total de 3 100 kg. Probl.146 A comporta AB. como se vê na fIgura.204 I ESTÁTICA 5. equip= to e lastro.146 5. <L~ pois do carregamento. 4OO~mm 1<~~>I -- -- (j . ---:-'. em forma de quadrante de círculo. mostrada em corte. d'água. e está articulada em torno de sua aresta superior A.5 kN. ---- --------1. Sua resistência à ruptura é 13.-. elo de 6 mm e massa de 93 kg por 100 me comprimento. Calcular o deslo~ mento final m (massa total) do navio em tone das métricas (Mg). e suportada por travessas horizontais BC.0 N.7 Mg. devido ao enchimento do tanque. TB = 96. para pesquisas em gra::des profundidades. em A e B. espaçadas de 1.145 A chapa de fechamento da porta de visita de um tanque de água doce está aparafusada no local e o tanque está cheio até o nível mostrado.im::. Calcular a força mínimaP..) Resp. desprezar sua espessura comparada com o raio de 2. raio médio de 1. e na água doce.'.145 5. Resp. h = 1 í'::~Um superpetroleiro se movimenta de um anCOC?douro em água doce para outro em água salgó e. Calcular o acréscimo de tração em cada parafuso.5.i-2. 5.7 m. tomando para o concreto a massa específIca de 2. tem uma largura horizontal de 1. (Supor que não haja variação na pressão da gaxeta entre a chapa de fechamento e o tanque.144 5.147 -. No posicionamento do centro de gravidade da comporta.6 N Probl.0 kN 5. Um veículo submersível.88). antes éi receber o óleo combustível.149 A corrente de aço tem um diâmetro rtoI11.5 m. As marcas de calado no casco do navi:: apresentam a mesma leitura na água salgada. P = 45.147 A câmara de mergulho tem massa total. 5. feito de aço.:i oceano antes da corrente se romper. resultank do comportamento do concreto ao ser despejado.8 m (normal ao plano do papel).-------.7~ - '-- L' - B P Probl.150 = . Que comprimento h da corrente p ser abaixada dentro de uma parte profunda . .00 m e espessura de 35 mm.144 A forma de uma sapata de concreto é articulada emA.148 '200mm -1 I .. 1 -i. t--~.

) Resp..[2 I Mdb 10 ! I O Vista fron tal Probl. colocada em uma tubulação horizontal. (Consultar a Tab. M = fora menofunabo é cado Probl. homogêneas. exercida por uma chapa sobre a articulação em B.152 O fundo do canal de água doce. O nível da água atinge o topo da janela. AB e BC. Determinar também a distância H de R ao nível da água. que mede 6 m de comprimento (perpendicular ao plano do papel). Se a diferença da pressão do fluido sobre as duas faces da válvula variar linearmente com a distância ao eixo.1. 5. consiste de um disco circular plano. por metro de comprimento do canal. antes que o objeto não flutue mais na posição vertical mostrada. Veja a utilidade dos resultados do Problema Resolvido 5. determinar a altura máxima h que o cilindro pode' ter.FORÇAS OISTRIBUfoAS I 205 cular a massa do lastro de chumbo que O submersível deve transportar.153 Uma grande válvula borboleta. Cl. (Sugestão. de zero a Po' conforme mostrado na figura.5 Mg. exercida pela água doce do tanque sobre a janela triangular representada. 5.) Resp. ranpara com Cal- . Resp. As chapas são articuladas ao longo da aresta comum B e ao longo das arestas A e C das paredes do canal. 5. Apêndice C.15.153 l do s de é de pode do ação 5. com massa de 1.. m = 1.150 l!.154 oragada de relaavio dede ocaela- 1 } 1m Probl.151 Probl. mostrado em corte. cada uma. consiste de duas chapas retangulares. 5. que gira em torno de um eixo diametral vertical O-O. se necessário. por3 4 5.52 4m Determinar a força total R. de modo que os pesos combinados da esfera de aço e do lastro de chumbo cancelem seus empuxos. determinar o torque M a ser aplicado no eixo em O para manter a válvula fixa em uma posição.. Calcular a força P.J51 O objeto flutuante é composto de uma semiesfera e de um cilindro circular de raio igual a r. Se o objeto flutua com o centro da semi-esfera acima da superfície da água. h = r/. 5.210 Mg (toneladas métricas) 5.

A comporta tem massa de 7 Mg e um comprimento normal ao papel de 6 m. Um torque aplicado ao eixo da comporta em O controla a posição angular da comporta.156 Probl. Para a posição mostrada. P a = -.8 m acima de M. Fy = 35.158 1I É difícil conseguir.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Neste capítulo foram apresentados váFios-exemplos de casos mais comuns de forças distribuídas. e 5.6 pgab (h + . de comprimento 1 e massa específica P I está articulada. Tal ponto é mais facilmente ob~ do por uma simples experiência.. em torno de um ponto distante h. 5. .Encontrar o ângulo e formado pela estaca com ~ superfície do líquido.530:::.158 5. ei tr ---x Probl. e o ângulo de inclinação 8 ~ medido por meio do desvio de um fio-de-prum::.155 A comporta de controle.da linha de centro..2 m. da força total exercida pelo eixo sobre seus mancais em O. como está mostrado na figura. 1 j P. [Observar quer tonelada métrica (t) é igual a 1 000 kg e é o memo que o megagrama (Mg).156 Uma chapa plana veda uma abertura triangular na parede vertical de um tanque contendo líquidO de massa específica p. localizada a 7. . . por integração direta sobre a superfície cilíndrica. P. determinar as componentes horizontal e vertical. Fx ~e Fy. es i m Probl.P. se o fio-de-prumo de 6 m estire:desviado à distância a = 0. a determina~ precisa da posição vertical do centro de gravidac= G de um navio.8 m linha de centro.ej Probl. Com referência à figura. A massa mo est2 distância b = 1. de seção transversal cilíndrica. GM = 0.. A chapa é articulada em torno da aresta superior O do triângulo. inc1inad= por uma massa de 27 t.1 kN. inclinando-se :: navio carregado. O deslocamento do nSlVioe a localização do metEcentro M são conhecidos. Resp. Determinar a força P necessária para manter a comporta em posição fechada contra a pressão do líquido. > p. a m= externa conhecida mo é localizada à distância::. Resp.157 A extremidade de uma estaca uniforme. é usada para regular o fluxo de água sobre o vertedouro de uma represa de água doce.157 5. 5.] Resp. Calcular a altura mel:?cêntrica GM de um navio de 12 000 t. Fx = 127.. supondo que p. acima da superfície de um líquido de massa específica p. pelo cálculo.) 2 a . 5. Resp. 5. volumes.206 I ESTATlCA 5. Calcular o efeito da pressão do fluido. Em todos os problemas o interesse principal estava em deter: e:.155 5.4 kN F re = arc sen ( !!. em áreas e ao longo de linhas.9 .

no lugar de um e segunda ordem. escolher. Igualou-se a soma dos momentos de todos os incrementos de força em torno de um eixo conveniente ao momento da resultante em relação a este mesmo eixo e. escolher um elemento diferencial que evite descontinuidades dentro da região de integração. ') ção ade btie o assa a d (J é mo. juntamente com os princípios do equiHbrio. uma em nível mais alto que a outra. tomando um problema apenas geométrico de determinação do centróide da figura. as quantidades diferenciais de mais alta ordem devem sempre ser desprezadas quando comparadas com as de ordem mais baixa.159 Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada entre o quadrante de elipse e a linha reta. cabos e fluidos. então. e tendo espessura constante. suas formulações contêm os citados elementos comuns. que coincidia. X=-. Apêndice C. para encontrar o braço de momento desconhecido da resultante. e repousa as extre- em ina Probl. com o centro de massa do corpo físico cujos limites defmem a figura.1T-2 y - 20/3 Resp. Primeiro. de acordo com a unidade na qual esta intensidade estava expressa. para reduzir o trabalho durante os cálculos. Essas idealizações matemáticas dos corpos físicos são elementos essenciais para a identificação da formulação de problemas reais. C3. 5. Segundo. Para corpos de densidade constante. um elemento diferencial de primeira ordem. viu-se na Seção A que pg se cancelava ao se aplicar o princípio dos momentos. expressou-se intensidade da força como força por unidade de área ou pressão. Embora estes três tipos de problemas !ejam fisicamente bastante diferentes.FORCAS OISTRIBUfoAS / 207 ma. para resolver e encontrar os efeitos das forças distribuídas em vigas. Feito isso. FA = 2) -2. Quarto. Na seção B deste capítulo. onde p é a densidade e g é a aceleração da gravidade. sempre que possível. Nas vigas e cabos expressou-se a intensidade da força como força por unidade de comprimento. resolveu-se. 5. relacionar um sistema adequado de coordenadas. o problema reduz-se ao de encontrar as propriedades de uma área. Quatro medidas úteis são apresentadas a seguir para problemas que exigem a integração de relações diferenciais. Quando a força está distribuída em uma massa. como é o caso da atração gravitacional. su- p. Em chapas planas e cascas homogêneas. iniciou-se multiplicando a intensidade da força pelo elemento apropriado de volume. então. (Usar a Tab. Geralmente a melhor escolha recai sobre o sistema que fomecer a descrição mais simples dos limites da região de integração. Para barras delgadas e fios de densidade uniforme e seção transversal constante.160 . se necessário. etaeta- ado m da iver stá à ue a nesm 0 OBLEMAS PARA REVISÃO . Em fluidos. Terceiro. pg1Tr ( l bl I I I I I I L------a d60 ---- --x B Probl. o problema reduz-se ao de encontrar as propriedades de um segmento de linha.) midades sobre superfícies horizontais lisas. de área ou de comprimento. fez-se uso das observações citadas acima. somou-se (integrou-se) as forças incrementais sobre toda a região de interesse para obter sua resultante. e este no lugar de um de terceira ordem. Resp. m a Para encontrar a resultante. a intensidade é a força de atração pg por unidade de volume.1--.159 A barra semicircular uniforme AB tem massa p por unidade de comprimento. de preferência. Determinar a força FA sob a extremidade A.. Para encontrar a localização da linha de ação da resultante empregouose o princípio dos momentos (teorema de Varignon).

208 / ESTA T1CA 5. utilizado para registrar a velocidade e direção do vento.1 24.. 5.164 Probl.. antes de soltar-se.5 (m') 5. ::. 5 5. na técnica naval. como é mostrado na figura..21 Mg/m 3. h = 47. A massa específica do ar é 1.J C 11-.1 A x (m) x (m) 15 20 10 5 O 50 Resp. Resp.1 7..-~~~'':!\\'I.149 m' z 300 O centro de empuxo (também chamado. 5. A tabela abaixo apresenta os valores das áreas imersas.7 19.8 15. em relação à direção horizontal.· d = 1.• '~\~\1i~~~\~~-~-'-~'\'}.5 m Desenhar os diagramas de esforços cortantes e de momentos.5 12. para cada 5 metros.3 N sobre sua ancoragem..138 m Determinar as coordenadas do centróide da forma feita de chapa fina de metal. (5.167 5.--------. Trace a curva correspondente a esses valores e determine a distância x de B.166 Probl. por aproximações suces· sivas. de 5. com aproximação de 0. determinar o diâmetro d do balão esférico.. para a viga em balanço carregada.162 5.162 5.8 25. 5.1 23. Sabendo que o cabo suporta uma grande carga uniformemente distribuída. em dois pontos situados no mesmo nível e distantes 280 m um do outro.163 5. Resp. I I I I I I I Ia ''-'..3 kg de hélio e exerce uma força..•• ----L--x a/2 a/2 Probl.. 'm = 291 Ieg... O 30 25 40 45 35 O 22.161 Um pequeno balão.--/1 '\ x 'Om -~ .206 kg/m3• Resp.•. A ".165 Um cabo de 300 m de comprimento está suspenso por duas extremidades. . como centro de carena) B do casco de um navio é o centróide do volume do líquido deslocado. em função da distância x tomada na linha d 'água.163 Calcular a massa m e a área totalA da superfície da roda gerada pela revolução da seção sombreada em torno do eixo z.164 Determinar a coordenada x do centróide da área sombreada. O material da roda tem massa específica de 7. tem massa de 0. x= 24 m T mm 1 200 Probl. 5. x " . medida do ponto A em direção à popa. das seções transversais do casco.5 m. A = 1. 5.16). Se o balão está inflado com 0.• ~ 1 B --.. 5. para cima.167 . partindo da Eq.166 Probl.~ (~I)'"-(:= .4 Ieg. encontrar a flecha h do cabo.

Desprezar as dimensões dos flanges que fixam os suportes à viga em B e D e construir os diagramas de cisalhamento (força cortante) e de momentos para a viga carregada. por sua vez.169 .. 1200 kg Probl. Determinar a compressão em C e D.. cujos pesos são desprezíveis. da articulação A.5 m de altura por 1.7 Mg fora d'água.. Resp. é necessário que suas pernas se apóiem sobre o gelo com uma força mínima de 15 por cento da força total de flutuação da estrutura imersa. 5. Para assegurar uma condição de estabilidade à estrutura. necessário para fechar a comporta contra as forças hidrostáticas da água e do óleo. 5. Determinar o momento fletor M de maior intensidade e a distância x. M= 52.:- oxi- A estrutura. acu' mula água doce na parte inferior do canal. A densidade relativa do óleo é 0. que.0 kN. Se a estrutura sem o lastro tem massa de 5.170 500N t l Probl. Pode-se supor que todas as ligações sejam articuladas. para acesso à câmara.3kN A extremidade de um canal de água doce.FORÇAS OISTRIBUfoAS / 209 spen- situam de andf ão ~ cabo. calcular a necessária massa m do lastro de chumbo.37 Mg/m3• Resp. A comporta AB é uma chapa retangular com 1.' .173 Probl. inclinada. Calcular o momento M..171 1 écdo c. exercida sobre a chapa A pela água.1 m de largura.168 9 l 0. O cabo que sustenta a carga de 1 200 kg está enrolado no tambor E. na qual ele ocorre. e a altura h do ponto sobre a chapa A através do qual R atua . m = 4.5.2 m--+0. Resp.6 Probl.9m ~ I m+0. está fechado pela chapa triangular A. Calcular a força resultante R. aberto na parte superior.51:.D=88. I f-<--1.= der dE = p= e L n::.170 Desenhar os diagramas de esforços cortantes e de momentos para a viga carregada. O lastro está apoiado na prateleira situada na parte inferior da câmara.6 Mg/m 3.. com uma seção em V de 60°.172 Uma represa é formada pelas chapas planas A e B. Uma amostra da lama tem massa específica de 1. Determinar o momento fletor M que provoca a compressão máxima nas fibras superiores da viga. As escoras C e D estão localizadas de 3 em 3 m ao longo do comprimento. projetada para observação da vida marinha sob o gelo.85. em águas do p610.171 4~ 5. é travado ao seu suporte e não pode girar. uces- . 5. consiste da câmara de observação.6m~ 5. R = 151. cilíndrica. ·'1 .8 N'm e d= gad2. .24 Mg A viga AD está suportada e carregada como mostrado. Resp. C=474kN. Ai1H ~ H 900N/m 8.. h = 2 m 5. 5. aplicado em torno do eixo B da articulação. ligada à superfície pelo eixo cilíndrico. de 260 kg de massa e é usada para fechar o canal de descarga na parte inferior de um reservatório de óleo. Como resultado da condensação no tanque. A massa específica do chumbo é de 11.

lÁgua= t~ :':doce' 3 fi 5. e encontrar a distância horizontal x deste ponto a um outro diretamente abaixo de P. 1800 em torno do eixo z. 5. medida em metros. do eixo z ao centróide da superfície.momento fletor máximo M. que atua na viga. Calcular também o torque M sobre o tambor. de 2 m de diâmetro. para impedi-Io de girar.Enquarito se efetuam reparos em seu cabo.1---=. e observa-se que o cabo faz um ângulo de = 600 com a horizontal. de assentar o cabo. A carga vertical é a diferença entre o peso do cabo e o peso da água deslocada. Qual é o valor deM? Resp.174 A superfície da figura é gerada pela revolução do arco semicircular de raio b.1 l kx> i Probl.03 Mg/m3• Calcular o comprimento s do cabo do ponto P ao ponto onde o cabo toca o fundo do oceano.~B D A viga suporta uma carga uniformemente distribuída. como se vê na figura. r= 1T(2a' + b') .172 ~ x. A massa do cabo é de 22 kg/m e a área de sua seção transversal é de 4 600 mm'. 5..175 5. h=1770m. x = 2330 m.. Determinar a distância r. M=600kN'rn (J 6 m s m d s t a a e s c p t q m 01 u o Probl.207l Probl.174 Probl. no ponto P. A massa específica da água salgada é 1. 5.0214wP. 5.) Resp. A profundidade do oceano neste local é h. onde ele entra na água. para manter uma posição fixa no mar calmo.175 :'. Determinar o valor de x. x = 0.210 I ESTÁTICA .176 ~ A Probl.176 S 6 u o e ta c .173 SeçãoA·A 5. Determinar a profundidade h do oceano. de modo a tornar mínimo o. M= 0. s = 3 070 m. 5. Resp.8ab 1T(1Ta-2b) . (Nota. as hélices do navio de assentar cabos exercem um empuxo para a frente de 300 kN.

A máquina ou o processo em que se despreza o atrito é. Além de gerar calor e da perda associada de energia. são conhecidas como forças de atrito e estão presentes em um grau qualquer entre todas as superfícies reais que se tocam. Na próxima. nas engrenagens. (a) Atrito seco. de dois sólidos.. ao contrário.rilor flelor 7/ 6 ATRITO 6. que é dissipada em forma de calor. As forças de atrito estão presentes em toda a natureza e existem. As forças tangenciais. m Supôs-se nos capítulos anteriores. assim como forças normais.2 - DO ATRITO TIPOS DE ATRITO Existem vários tipos distintos de resistências ocasionadas pelo atrito. de modo considerável. no escoamento de fluidos nas tubulações e na propulsão de aviões e mísseis através da atmosfera. Surge uma força de atrito tangente às superfícies de contato. em todas as máquinas. Sempre que existir a tendência de uma superfície deslizar sobre outra. onde ocorre deslizamento entre as peças. O sentido da força sempre se opõe ao movimento . seja qual for o grau de precisão com são fabricadas e o de lubrificação que possuem. Essa hipótese caracteriza a interação entre as superfícies sem atrito e foi ilustrada no Ex. serão considerados. forças de atrito geradas estarão sempre se opondo a essa tendência. 3. encontradas na Mecânica. SEÇÃO A. Em todos os casos reais. tipos mais comuns.1 INTRODUÇÃO as um er e e 00 onde ssa lar to ar ro diM tar ga eo . como nos freios. por exemplo. as forças de atrito acarretam a perda de energia. embreagens. nos parafusos de acionamento. e o simples andar depende do atrito entre o sapato e o solo. Em alguns tipos de máquinas e processos é interessante tornar mínimo o efeito retardador das forças de mito. atrito entre as peças em contato ocasionará desgaste durante o período de movimento relativo entre elas. como. que as forças de ação e reação entre as superfícies de contato. geradas entre mperfícies que se tocam. fossem normais às superfícies. procura-se tirar vantagens do atrito. usa-se o termo real para caracterizar a máquina o processo. na maioria dos casos. O FENÓMENO . 2 da Fig. Cada destes tipos é resumidamente definido nesta seção.1. nos mancais de qualquer tipo. O atrito seco é encontrado quando as superfícies. transmissões por rreias e nas cunhas. Em outras situações. não somente durante o tempo em que só há a tendência ao deslizamento. Os veículos com rodas dependem do atrito tanto para as partidas quanto para as paradas. denominado ideal. Embora em muitos casos esta hipótese ideal acarrete um erro uito pequeno. sem lubrificação. 'tas vezes. estão em contato sob condição de deslizamento ou de tendência ao deslizamento. ~o durante o tempo em que o deslizamento é realizado. Quando se considera o atrito. com mais detalhes. há um grande número de problemas em que se deve considerar a capacidade das superfícies contato de suportarem forças tangenciais.

212 I ESTÁTICA ou quando o movimento está iminente.1 . (b) Atrito fluido.6. com o nome de atrito de Coulomb. com auxílio de uma experiência bastante simples. que varia continuamente de zero até um valor suficiente para mover o bloco e dar-lhe uma velocidade apreciável. e dos trabalhos de Morin. que é uma medida de sua resistência à ação de cisalhamento entre as camadas do fluido. O atrito fluido é tratado no estudo da mecânica dos fluidos e não será desenvolvido neste livro. Este movimento causa as forças de atrito entre os elementos do fluido. em detalhes. não se considerará atrito interno daqui para frente. causada pelo atrito interno. principalmente. o que será visto no item 6. Este tipo de atrito é conhecido.. O mecanismo do atrito seco será agora explicado. O diagrama de corpo livre do bloco. para (a) Atrito estático FI (sem : Atrito dinâmico movimento)1 (movimento) ~~ I ~.3 - ATRITO SECO O restante deste capítulo será dedicado a descrever os efeitos do atrito seco nas superfícies externas de corpos rígidos. que acompanha esta deformação. (c) Atrito interno. dos efeitos externos das forças. O mecanismo do atrito interno está associado com a ação da deformação por cisalhamento. (a) Mecanismo do Atrito. como também da viscosidade do mesmo. Para os materiais de baixo limite elástico e que sofrem apreciáveis deformações plásticas. Apesar de não ter uma teoria perfeita para o atrito seco. em repouso sobre uma superfície horizontal. Não havendo tal velocidade relativa. Como este livro trata. Para materiais altamente elásticos.3. O atrito interno é encontrado em todos os materiais sólidos submetidos a uma carga cíclica. As leis do atrito seco ou de Coulomb foram grandemente estudadas a partir das experiências de Coulomb. em 1781.1a. a quantidade de atrito interno. As superfícies de contato possuem uma certa aspereza. Consideremos um bloco sólido de massa m. A experiência envolve a aplicação de uma força horizontal P. não haverá atrito do fluido. 6. durante o carregamento. O estudante deve consultar uma obra especializada para obter a descrição detalhada do fenômeao. O atrito fluido depende não somente dos gradientes de velocidade no interior do fluido. e estas forças dependem da velocidade relativa entre as camadas.mãx~=l1sN-: I I {'Fk=l1kN p (c) (d) Fig. 6. O atrito fluido aparece quando as camadas adjacentes em um fluido (líquido ou gás) movem-se com velocidades diferentes. como é mostrado na Fig. a volta ao estado inicial sem deformação processa-se com pequena perda de energia. também. I F. a análise fornece elementos suficientes para a solução da grande maioria dos problemas em que ele aparece. de 1831 a 1834. Esta análise constitui a base para a maior parte deste capítulo. pode ser considerável.

e estão sujeitos a grandes incertezas. Aí ela se mantém praticamente constante. A força de atrito dinâmico Fk é proporcional à força normal. A força de atrito dinâmico é sempre um pouco menor do que a força máxima de atrito estático. essa equação somente se aplica nos casos em que se sabe que o movimento é iminente. Para um dado par de superfícies em contato. Os coeficientes de atrito dependem grandemente das condições exatas em que se encontram as superfícies e da velocidade de deslizamento. sobre o bloco. exercida pela superfície de suporte sobre o bloco. iguala-se aP.1d. neste caso. Ao iniciar o deslizamento. Existe também uma força normalN que. 6. se se trata de atrito estático. uma vez mais. o efeito da lubrificação por um f1lme fluido pode tomar-se apreciável. Assim erA lor ara onde J1s é a constante de proporcionalidade. conhecida como o coeficiente de atrito estático. cuidadosamente. ou movimento iminente.a equação de atrito não pode ser empregada. sem os índices de particularização F=pN. com seu coeficiente de atrito estático correspondente.1 c) auxiliará a visualização da ação mecânica do atrito. (6. o valor limite ou máximo da força de atrito estático. um valor qualquer de P. A força normal totalN é simplesmente a soma das componentes n das forças R. o coeficiente de atrito dinâmico diminui um pouco e. A relação experimental que resulta está indicada na Fig. e a força total de atrito F é a soma das componentes t das forçasR. 6. na parte superior das saliências. 6. é a resultante de N e F. que esta equação define. Denomina-se F. Deve-se notar. mas também da extensão da deformação local. R2 . Deve-se destacar. é conhecida como a variação do atrito estático. Quando P = O. dependerá não somente da geometria do perm das irregularidades. somente. o bloco está em equilíbrio. aparece na Fig. e todas as forças que sobre ele agem devem satisfazer às equações de equilíbrio. Esta força pode ter qualquer valor de zero até. ou de atrito dinâmico com seu coeficiente dinâmico correspondente. é geralmente menor do que a exigida para iniciá-Io. R3 etc. ou à tendência ao movimento do corpo. R 1. Quando as superfícies estão em movimento relativo. sempre igual e em sentido contrário. A região até o ponto de deslizamento. Finalmente P atinge um valor que ocasiona o deslocamento do bloco e o faz mover-se no sentido da força aplicada. a força de atrito exercida pelo plano sobre o bloco. necessária para manter o movimento do bloco. a força de atrito vai acompanhando. abruptamente. Suponhamos.ATRITO f 213 de de a o que ou do va. para um valor um pouco menor. atingindo-se altas velocidades.. quando as irregularidades estão mais intimamente engrenadas.1) Estará subentendido no problema. e a força total R. que a experiência descrita tenha sido realizada e que a força de atrito F foi medida como uma função de P. Portanto. que alguns problemas contêm uma força de atrito estático menor do que a correspondente à iminência do movimento e. aproximadamente.1b. e incluindo no limite. o valor máximo. nesses casos. Esta força de atrito estará sempre em sentido oposto ao movimento. que pode ocorrer sobre uma minúscula crosta em cada um dos pontos de contato. no limite. É costume escrever as duas equações que dão as forças de atrito. o equilíbrio exige que não haja força de atrito. a força de atrito cai. e o valor da força de atrito é determinado pelas equações de equilfbrio. Neste mesmo momento. Uma vista aumentada das irregularidades das superfícies em contato (Fig. os contatos estão. do to ol- ma om em ha mado ito de ên. por um período. Durante esse tempo. ' do atrito estático é proporcional à força normal N. este valor máximo Famax. Conclui-se que J1k éum pouco menor do que J1s' Aumentando a velocidade do bloco. mas então cairá ainda um pouco mais com velocidades maiores. assim como da solda. e as componentes t das forças R serão menores do que quando as superfícies estão em repouso relativo. O apoio é necessariamente intermitente e ocorre nas saliências em contato. agora. À medida que P cresce. onde J1k é o coeficiente de atrito dinâmico. surge a condição de atrito dinâmico. sobre o qual ela atua. A direção de cada uma das reações. Assim. . Esta consideração ajuda a explicar o fato bem conhecido que a forçaP. não dando nenhuma indicação de nenhum outro valor menor. desde que o bloco não deslize.

a área h contato também aumenta. é dada por tg a= F/lÇQuando a força de atrito atinge seu valor estático máximo.2. quando as superfícies estão em íntimo contato. entre duas superfícies em contato. no movimento iminente. um coeficiente d:: atrito reflete o acabamento de um par de superfícies em contato e incorpora uma propriedade geométri. Relativamente. há razões para se acreditar que a atração molecular seja uma importante causa -:CS' atrito. o ângulo a alcança um valor máximo 1/>8' Assin: tg 1/>8 t c i = N· J. deixando-se a interpretação de atrito dinâmico ou atrito estático. poeiras ou outras substâncias.1 b.18 Quando o deslizamento ocorre. R estar! dentro do cone. a posição limite da reação totL R. de atrito dinámico. nos po de contato.. destes contornos que se tocam. .6. Quando a força normal aumenta. Se o movimento estiver iminente. 6. A direção da resultante R.2 Uma experiência adicional mostra que a força de atrito é essencialmente independente da área ê= contato. aplica-se o ângulo de atrito dinâmico. Por exemplo. 6. A apresentação de uma teoria ampla para o atrito seco vai além da explicação mecânica apr~tada aqui. de ângulo do vértice 21/>k' Este cone é o cone de atrito dinámico. visto que someI::: os picos das irregularidades das superfícies em contato suportam a carga. 6. aparente ou projetada. O ângulo 1/>8 é chamado ângulo de atrito estático ou ângulo de repouso. Não tem sentido falar de coeficiente de atrito para uma superfície isoladz.10. Analogamente I/>d correspondente à força de atri É comum escrever-se simplesmente tgl/> =Jl. na Fig. Outros fatores que afetam o atrito seco são ~ temperatura atingida nos pontos de contato e "soldagem" desses pontos. dureza superficial relativa superfícies em contato e a presença de películas de óxidos. Assim. sendo I/>k o ângult. quando o material sofre escoamento. em cada caso. óleos. o ângulo a passa a ter um valor dinâmico. R será a geratriz de um cone circuk:: reto com ângulo de abertura 21/>8' como se vê na Fig.. Esse cone de ângulo do vértice 21/>8 é conhecido como o cone de atrito estático. na Fig. Fig. pequenas caI"? normais resultam em altas tensões nesses pontos de contato. do que no caso de superfícies mais bem acabadas. para ser feita pelos dados do problema qu= se tiver em mãos. que para superfícies rugosas há maior possibilidade de ângulos grandl ~ entre as reações e a direção n. e represent~ a superfície gerada pelas possíveis posições da reação R. esmagamento ou cisalhamento. Se o movimento não estiver iminente. medida a partir da direção de N. Este ângulo de atrito I/> defme claramente. e a reação deve situar-se sobre a superfície de um cone ligeira mente diferente.214 I ESTAnCA Pode-se observar. Se o movimento tive: início. A área de contato real é muito menor do que a projetada.

Apêndice C. na maioria -das vezes. Entretanto. haverá movimento e o atrito se transformará em atrito dinâmico. = !J. ndendo das conclições exatas que prevalecerem na ocasião. pode-se reconhecer a existência de três tipos de problemas de atrito seco.1. A discussão precedente se aplica a todas as superfícies secas em contato e. a força normal N e a força de atrito F exercida pelo plano inclinado sobre o bloco.s. parcialmente lubrifica das. Se F for menor do que o valor dado pela Eq. para manter o corpo em repouso. 6. então. =!J. procurando-se. ser comparada com o atrito estático máximo que as superfícies podem suportar. Pelo que foi apresentado. Em problemas deste tipo. em conseqüência. pelas equações de equilíbrio. que o plano inclinado ajustável pode fazer com a horizontal.s. (3) O terceiro tipo de problema envolve o movimento relativo entre as superfícies em contato.sN.1. necessária para manter este estado.ATRITO I 215 es. Esta força de atrito pode. existe a condição de movimento iminente. (b) Tipos de Problemas de Atrito. O equilíbrio nas direções x e y obriga. calculando-se com o coeficiente de atrito estático. CI. procura-se saber se a força de atrito é suficiente. será ferível. equações do equilíbrio também são válidas.s dará sempre. as limiar do escorregamento e a força de atrito é igual ao atrito estático limite. (1) No primeiro tipo. de ca a. diretamente. as condições do problema. a Eq. fornecido pela Eq. Para este caso. e aqui se aplica o coeficiente de atrito dinâmico. m to 2) ue lo al ar rá ta ver ra- Problema Resolvido 6. (2) No segundo tipo de problema. a ça de atrito dinâmico. Para isso. o mais exatamente possível. Alguns valores típicos dos coeficientes de atrito são os na Tab.1 com !J. e o corpo permanecerá em repouso. podem ser usados como exemtípicos da intensidade dos efeitos causados pelo atrito. supõe-se o corpo em equilíbrio e a força de atrito correspondente. O coeficiente de atrito estático entre o bloco e a superfície inclinada é !J. 6. O diagrama de corpo livre do bloco mostra seu peso W = mg. portanto. de te gas: de cn de l Solução. Naturalmente. {1:Fx=O] I1:Fy mgsen{]-F=O -mg cos {] +N= O Notas: <D a5 F=mgsen{] N= mg cos {] = O] Escolhemos os eixos de referência na direção da força F e perpendicular a ela para evitar decompor F e N. Estes valores são aproximados e estão sujeitos a consideráveis variações. 6. reproduzir. conclui-se que as superfícies em contato não podem suportar esta força de atrito. A força de atrito atua no Sentido contrário ao do escorregamento que ocorreria se não houvesse atrito. pode ser calculada pelas equações de equilíbrio. a força de atrito pode ter valores menores do que o fornecido pela Eq. determinar os coeficientes de atrito experimentalmente.1 com o coeficiente de atrito estático. nas aperiências. necessária para equilíbrio e. Quando se desejar precisão no cálculo. Fs max. onde um corpo em equilíbrio está no ' = !J. Se o valor calculado de F for maior do que o nlor limite. 6. somente. Neste caso a força de atrito será determinada. O passo inicial na solução de problemas de atrito é identificar em que categoria ele se enquadra. até um certo grau.1 Determinar o ângulo máximo {]. para mperfícies em movimento. antes do bloco de massa m começar a deslizar. N. não existe o movimento iminente e. . ou não. conclui-se que a força de atrito suposta poderá ser suportada pela superfície.

como está representada pela seta em linha cheia. Assim será necessário um valor de mo para manter o equilíbrio. representado na figura. não comece a se mover para a parte superior do plano. mo pode ter qualquer valor de 6. Problema Resolvido 6. ou emáx. Como o ângulo máximo ocorre quando F = F x max. O equilíbrio das forças nas direções x e y dá p Y.981 cos 20° = O N= 922N W= F= O] 0. não se pode dizer se o bloco fica em repouso ou desliza. Solução. primeiro.0 kg. Vemos dos resultados do Probl.81) = 981 N \I ~x [~Fx [~Fy = O] P cos 20° + F .20 e o coeficiente de atrito dinâmico é 0. ao se aplicar a forçaP. P = 100 N. ' = J.981 sen 20° = mo O = 6.981 sen 20° = mo = 62. Pelos dados do problema. para opor-se à tendência ao movimento.sN. O coeficiente de atrito estático entre as superfícies em contato é 0. Com o peso mg = 100 (9. Suponha-se que a força de atrito esteja dirigida para cima.1 que o bloco escorregaria no plano incli· nado se não houvesse a massa mo presa a ele. As forças estão aplicadas com o bloco inicialmente em repouso. para baixo do plano.N] N . = arc tg J. Assim.2 Determinar a faixa de valores que a massa mo pode ter. dá F/N = tg e.s (%) Este problema mostra um modo muito simples para se determinar um coeficiente de atrito estático. = tg emáx.4 kg. tem-se: 2 !J.981 sen 20° = O = O] N -P sen 20° . admitir-se uma hipótese. O coeficiente de atrito estático é 0. 100(9.Fy = O] JJ.l.30 (922) = 277 N O P.~ 216 / ESTÁTICA Dividindo a prim~ira equação pela segunda. como está mostrado no diagrama de corpo livre do Caso 11.17.3 Determinar o valor e o sentido da força de atrito que atua sobre o bloco de 100 kg. É necessário.981 cos 20° = O. N . P = 500 N e segundo. pois tg 20° > 0. e o bloco permanecerá em repouso. Problema Resolvido 6. Solução. O valor máximo de e é conhecido como ângulo de repouso.81) = 981 N. se.Fx= mo (9.s Resp. as equações de equilíbrio são P. A força de atrito sobre o bloco atuará para cima do plano.0 kg a 62. A força de atrito sobre o bloco atua.277 .4 kg.30. mostrado.81) + 277 .30.81) . portanto. nem a deslizar para a parte inferior. Resp.para o movimento iminente. como é mostrado no diagrama de corpo livre do bloco. O valor máximo de mo será dado pela condição de movimento iminente do bloco subindo o plano.l. Resolvido 6. Resp. O equilíbrio na direção x exige [~Fx Nota: <D = O] mo (9. de modo que o bloco de 100 kg. portanto. O valor mínimo de mo é determinado. quando o movimento é iminente para baixo do plano. no Caso I da figura.

Portanto. O sinal negativo significa que. A resposta é então. até se verificar se as superfícies são capazes de suportar a força de atrito de 134 N. se h = H/2.4 O bloco retangular homogêneo de massa m. segue que a hipótese do equilíbrio foi correta. Como esta força é maior do que a exigida para o equilíbrio. J: Problema Resolvido 6. na face inferior do bloco.20 (l 093) = 219 N. concluir o valor de F. a força de atrito que atua sobre ele estará no sentido oposto ao suposto e.20 (956) = 191 N. porém. a força de atrito estático. que as superfícies podem suportar. Não se pode. Porém. máxima possível. acompanhando o movimento para baixo no plano. a resposta é [F = j. para baixo do plano.lN] F = 0. O coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e a superfície é IJ. Caso fI.ATRITO 1217 m- Caso I. Resp. Nota: o a - O que mostra que uma força "deatrito de 231 N não pode ser suportada.17 (956) = 163 N para cima do plano. F = 134 N para baixo do plano. de é P = 500 N. como representado pela seta tracejada. = 0. r r-b--j P r h m . (í) Note-se que mesmo não sendo mais 'EFx o equilíbrio persiste na direção y. A substituição nas duas equações de equilíbrio dá F=231N N=956N.. pelo qual passe a resultante das forças de atrito e a normal. não pode haver equilíbrio e o valor correto da força de atrito é obtido usando-se o coeficiente dinâmico de atrito. que dá N= 1093 N. A primeira das equações dá F= -134N. de modo que 'EF = O. é então [F= pN] Fmáx. Resp. a força normal N é 956 esteja ou não em equilíbrio o bloco. P = 100 N. é [F =pN] Fmáx. (b) a localização doponto C. que move o bloco na superfície com uma velocidade constante. máxima. Portanto. Portanto. = 0. portanto. largura b e altura H. Isto pode ser feito substituindo-se P = 500 N na segunda equação. está colocado sobre a superfície horizontal e sujeito a uma força horizontal P. se o bloco estiver em equilíbrio. A força de atrito estático. Determinar: (a) o maior valor de h que permite o bloco deslizar sem tombar.

Como ocorre o deslizamento. Problema Resolvido 6. H 1" ------L p . da geometria da figura tem-se: <f> G ---j .Nx = O.--I P h F I. Assim: Notas: (i) Na ausência de atrito.N. conforme está mostrado. enquanto o bloco estiver deslizando. As forças de atrito são orientadas no sentido oposto ao movimento relativo que ocorreria se não houvesse atrito presente. I} Solução. as soluções obtidas descreveriam as condições.. teria um movimento maior que o bloco de 40 kg e a força de atrito F2 terá. de modo que x = p. o que daria F(H/2) . Daí. permanecendo parado o bloco de 40 kg. O ângulo e é ainda e = = arc tg p. Traça-se o diagrama de corpo livre de cada bloco . sob influência de P. paralela ao plano inclinado é aplicada ao bloco do meio. e o ângulo e torna"se e = arc tg p. que estão na direção y. Estão mostrados na figura os coeficientes de atrito estático para cada um dos três pares de superfícies adjacentes. a partir da posição de repouso. O bloco superior é impedido de mover-se por um fio preso a um suporte fixo. = b/2 h ' Resp. que estão na direção x. com F = p. a condição de equilíbrio dos momentos em torno de A não será satisfeita e o bloco tombará. representasse o coeficiente de atrito estático. ou os blocos de 50 kg e 40 kg se movem juntos. O diagrama de corpo livre do bloco mostra esta condição. para as quais o bloco estaria (a) na iminência de tombar e (b) na imÚlência de deslizar.5 Os três blocos estão posicionados sobre um plano inclinado de 30° conforme mostrado e uma força P. Assim. portanto. (a) Com o bloco na iminência de tombar. tem-se x = p.. Assim. da geometria do bloco: tg e B . vê-se que toda a reação entre o plano e o bloco estará em A. Notas: Se p. pois as três forças coplanares em equilíbrio são concorrentes. ® Outra alternativa seria igualar os momentos em torno de G a zero. a força de atrito é o valor limite }JN. <D Lembre-se que as equações de equilíbrio se aplicam a um corpo movendo com velocidade constante (aceleração nula) tão bem como em um corpo em repouso. Existem duas condições possíveis de movimento iminente: ou o bloco de 50 kg escorrega.218 I ESTÁTICA 1 Solução. A resultante de F e N passa pelo ponto B.{ /h11G I mg ~ ([3/e~-º-~ N2 = p.H /2.H/2 Resp. Determine o máximo valor que P pode ter antes de ocorrer qualquer deslizamento. podem ser determinadas sem nenhuma referência às forças de atrito. As forças normais. (b) Com h = H /2 vê-se do diagrama de corpo livre para o caso (b) que a resultante de F e N passa pelo ponto C que está a uma distância x à esquerda da linha de centro vertical que passa por G. por"onde também deve passar P. ocorrendo escorregamento entre o bloco de 40 kg e o plano inclinado.d C/ l'1-mg I 2 x H2 -/- = tg e = p. Se h for maior que este valor. a direção oposta a este movimento. . o bloco do meio.

a força de atrito F3 será dada por: (1:Fx se amo = O] 272 + 40(9. 468 N não pode ser suportado e a hip6tese inicial estava errada. P = O] + 50(9. Resp.5 P = O.81) sen 30° . = O] F2 + 40(9. agora.76. cuja direção pode variar. fJ = 0. calcular o coeficiente de atrito estático IJ.ATRITO I 219 P:Fy= O] (30 kg) NI NI .263 .1 P .81) cos 30° . fmalrnente.30(255) = 76.1 N Verifica-se. dá: (1:Fx = O] P .45 (1 019) = 459 N.81) cos 30° =O =O = 255 N N2 - (50 kg) N2 50(9. li validade da hipótese inicial. 6. permanecendo no lugar o bloco de 40 kg. Tem-se w= fJN] FI = 0.680 = O = 1 019 N Será arbitrariamente suposto que somente o bloco de 50 kg escorregue.459 = O F2 = 263 N o equillôrio (1:Fx do bloco de 50 kg dá. que o escorregamento ocorre entre o bloco de 40 kg e o plano inclinado. entre o bloco e a superfície.5 . Conclui-se. = x/' 0.81) sen 30° .592 o / Probl. ® = 93.76.255 = 680 N N3 - (40 kg) N3 40(9.N3 = 0. Portanto.30(9. é menor que JJN2 OBLE~SPROPOSTOS bloco de 100 kg repousa sobre a superfície horizontal e uma força P.81) sen 30° .81) cos 30° . para movimento iminente.F3 =O F3 = 468 N nia Porém. agora. então. Para o bloco de 40 kg. o máximo valor possível de F3 é F3 = IJ.8 N Vemos. é aplicada a ele.272 + 50(9. P= 103. o equilíbrio do bloco de 40 kg requer: (1:Fx N.40(680) = 272 N o equilíbrio de forças para o bloco de 50 kg. F.5 N /' /' F. Se P = 500 N e o bloco começar a mover-se quando o ângulo a aumentar para 60°. Resp.81) sen 30° = O. com F2 = 272 N. Com o mor correto F3 = 459 N. que = 272 N.

de massa desprezível. a reação total R no apoio 6cada peça.220 I ESTA T1CA 6. em que ocorre o início do deslizamento do bloco. O coeficiente de atrito é 0.6 Probl. Desprezar o raio da polia. o 6. Se o coeficiente de atrito entre o caixote e o plano inclinado é 0. no Probl. rola sobre o cubo. para cima d:: rampa em forma circular. que estão sendo tratados termicame:::te em um banho de óleo. no plano inclinado de 300. a = 17.. cabo sob tração. Probl. Probl. IJ. também. que aumenta gradativamente.3 A força horizontal P de 200 N é aplicada ao caixote de 100 kg para forçá-Io a deslizar para baixo no plano inclinado.. F = 523 N As tenazes são usadas para se manipular tubos é= aço quentes.7 6. determinar o valor de a.4 coeficiente de atrito entre o bloco e o plano inclinado é p. 6.1.2 6.7 A figura mostra um dispositivo que preride u::. det5:minar o mínimo coeficiente de atrito entre o cab: e as peças que torne o dispositivo auto-retentc:: Calcular.60 Determinar o valor máximo da distância d. sob a ação da massa C= 25 kg. sem deslizamento.4 6. qual é o coeficiente de atrito míC:mo IJ. em termos -de 1. o bloco de 50 kg.8 t Probl.11" 20° L F Probl. calcular a força de atrito F que atua sobre o caixote. 600 N r F ~ Probl.30. em virtude da grande força é= atrito desenvolvida.8 6. na qual a extremidade inferior da escora. Determinar o valor de x de modo que a força P necessária para iniciar o movimento para cima do plano seja a menor possível. Para a posição mostrada. 6.6. 6. para cima.mín.30. 6. = 0.3 6. ligada a uma corda em torno do seu Determinar o ângulo e no qual a roda fica em Te- .entre as mandíbulas e o tubo.5 Se. Resp.70. pode ser colocada e ainda suporte a prancha. Resp.6 6.2 Calcular a forçaP necessária para mover. que permita tenaz apertar o tubo sem deslizamento? Resp. 6.9 A roda de 100 kg. 6. P = 500 N e p. Para uma abertura de 2[f das mandíbulas. = 0.

Supor que o atrito seja suficiente para evitar o deslizamento.5 N -m.10 Probl.. e = arc tg (J-L/cos Q() um de erabo or. J-Lmín.. 6.Lmín. também. 6.13 . a partir da horizontal. que permitirá esta posição ser alcançada sem deslizamento? Resp. que está articulado em torno de um eixo horizontal que passa por O. J-L. Estão indicados os coeficientes de atrito para os três pares de superfícies em contato. 6. que pode ser aplicada ao bloco na direção mostrada. = 0.14 . o ângulo {3 entre a direção horizontal de P e a direção do movimento inicial do bloco.75 Resp. 6.11 A roda de 900 mm de diâmetro tem massa de 30 kg. O coeficiente de atrito entre o bloco e o plano inclinado é Determinar.630 Se o coeficiente de atrito estático entre o bloco e o especificar as condições que determiplano for nam se o bloco tomba antes de deslizar ou se desliza antes de tombar. re- 6.12 25 kg 176 Probl. M= 79. e = 32. Determinar o máximo ângulo e que pode ser inclinado. J-L. Resp.11 O bloco retangular. O bloco superior é livre para mover verticalmente. de massa m. 6. 6. antes que se inicie o deslizamento. dz de o.= 0. 6. J. 2400 mmj de en· 20° íni· a a I ' t Probl. de massa m está em repouso sobre um plano inclinado de ângulo e. repousa sobre o plano inclinado.9 6..14 Um bloco homogêneo.2°. homogêneo. Especificar o coeficiente de atrito mínimo que deve existir entre a roda e o degrau para evitar o deslizamento da roda. Probl. Determinar o conjugado M necessário para girar a roda sobre o degrau de 90 mm sobre plano horizontal. antes que o cilindro maciço inicie o deslizamento. Determinar a força P máxima.ATRITO I 221 pouso. de Probl. Qual é o coeficiente de atrito mínimo. quando o ângulo e for aumentando gradualmente. O coeficiente de atrito é j.12 Probl. o bloco com o corte em V.13 10 Determinar a força horizontal P necessária para causar o deslizamento.

= para a direita. quando o ângulo a da corda for pequeno. Determinar. = valor de P. Examinando = diagrama de corpo livre. P = mg .30. Se o deslizamen:: sobre o suporte em A ocorrer quando {3tiver . Se o coeficiente de atrito entre o anel e o suporte é J. calcular a força P necessária para mover o painel.16 O centro de massa do pam:el vertical de 800 kg está em G.19 6. determinar o ângulo :: para o qual a roda não rolará. de espessura desprezível.para lado nenhum. que gira com atrito despr=vel. M= 303 N 'm.L .J 1 + J. rolará para a querda.20 . Se é necessária uma força P de 400 N para iniciar o movimento do caixote. com centro de massa em G está suportado sobre superfícies horizontais por um apoio em A e um rolete em B. determinar o coeficiente de atrito _ entre o anel e o suporte.!.L A roda.L 6. também. 6 Probl. tem massa m e raio médio r e está pendurado no suporte A. conforme mostrado. 6. J. 6. Expressar.: valor de 600. 6.19 O cilindro homogêneo com 200 kg de massa = suportado pelo rolo.6.17 está sujeito a uma força ho~ zontal P.L 6. quando M aplicado. Resp.222 I ESTATlCA 6. representada na figura. calcular o torque M I:Ecessário para girar o cilindro. quando a for grande. O painel está montado em rodas que facilitam o movimento horizontal ao longo do trilho fixo. O coeficiente de atrito entre a roda e o trilho é 0. Resp.L Probl. quan-'se iniciar o deslizamento. R = 1 683~- r Probl. Encontrar também :E reação R sobre o mancal do rolo. em função da massa m do anel. Se o coeficiente de atrito entre o cilindro e . Se o mancal da roda em A grimpar. determinar o coeficiente de atrito em A.L' -J. {3 = arc tg J. determinar a força verticalP. 6 6. superfície vertical for 0.18 6. J. aplicada na periferia do anel.15 Probl. o ângulo {3 no qual ocorre o deslizamento. 6.16 Probl. 6. S= o coeficiente de atrito for e a massa da roda calcular o valor de P para o qual a roda des]i7~ para o valor crítico de a.17 Probl. necessária para fazê-Io deslizar sobre o suporte. impedindo-a de girar. também.18 O anel do Probl. durante um aumento gradativo C::: valor de P.34 J.15 O caixote de 200 kg.6. = 0.20 Resp.L.6.-17 Um anel de metal.

quando o grampo estiver sob a carga. x = a- bJl 2Jl ará A empilhadeira está sendo usada para mover o rolo maciço de papel. de 50 kg.24 erdo o o JJ m.20. O coeficiente de atrito. para cada par de superfícies em contato. de 1 200 kg. para aumentar a capacidade do grampo. 6. 6.22 Uma bobina de papel está para ser rolada lentamente. P = 22.25? 3 K Probl.50 e 0.25 6. Encontrar e·ste valor correspondente às dimensões dadas a e b. quando ele for puxado horizontalmente para fora da bobina.D plano inclinado forem ambos 0. O coeficiente de atrito entre a bobina e o plano inclinado é 0. horinto 6.60. (a) calcular a força de atrito que atua sobre a roda. enrolada na sua periferia. subindo o plario inclinado. é 0.26 .6. é Jl. Resp.40.sai horizontalmente para se prender no gancho B. Probl. respectivamente. Se os coeficientes de atrito entre o rolo e o painel vertical da empilhadeira e entre o rolo e. com o cubo repousando sobre trilhos inclinados.23 Probl. Os coeficientes de atrito estático e dinâmico entre o cubo e o trilho são. 0. (b) O que ocorreria se estes coeficientes de atrito fossem 0. ajustada com folga . Para evitar o deslizamento da mandlôuIa sobre a guia. e o cr Se A mandlôula esquerda do grampo tipo C pode deslizar ao longo da guia.1 kN r' b L Probl. para cada par de superfícies em contato. calcular a força de tração P necessária entre os pneus da empilhadeira e a superfície horizontal.ATRITO / 223 Calcular a força T necessária para girar o carretel do cabo telefônico de 200 kg. em sua posição contra a parede vertical.30 e 0. para cima no plano inclinado de 30°. . o . 6. aplicada ao papel. ndo Probl.25 6. por meio de uma tração T.45. sa é ezíea nem a for A roda uniforme.6. Uma corda. T= 727 N Calcular o torque M exigido para girar a roda homogênea de massa m. Resp. Demonstrar se a bobina de papel rola sem deslizamento ou se ela desliza. está encostada em um suporte fixo em A. ..24 6. a dimensão x deve exceder um certo valor mínimo. Se o suporte emA for removido. que repousa sobre o cubo e está encostado em uma parede vertical.26 m.21 6. Resp. O coeficiente de atrito. e para o coeficiente de atrito Jl entre a guia e a mandíbula.22 3 e.

que estão fixados na roda. na posição mostrada. 6 .lmín. na empilhadeira do Probl.::.80. 6 =- =- Probl. Probl.28 6. 6. 6.26.l.224 I ESTÁTICA 6. antes que a barra comece a deslizar. tem o seu movimento rest:rirr..29 A barra homogênea.29 Probl. 6.l. da posição de repouso mostrada.30 6.31 6. Resp. com centro de gravidade em G é suportada pelos pinos Ae B.Se a resposta for sim. Encontrar a expressão para o coeficiente de atr:::= j. se o coeficiente de atrito. Determinar a força P necessária para mover a prancha homogênea de 50 kg. O coeficiente de entre a extremidade A e a superfície horizon:i:. 6. P = 19.31 Um pequeno rolete na extremidade B da barra forme de 60 kg. de massa m e co~ mento I está à beira do deslizamento. Resp.32 A barra esbelta.28 Que força P devem os dois homens exercer na da para deslizar a prancha uniforme.50. exercendo força h=zontalno cabo? O coeficiente de atrito está6 entre a prancha de 60 kg e o topo do prédio é 0. Desprezar o diâmetro da barra diante das outras dimensões. 0. em ambos os locais de contato.33 Probl. P= o_ 6.50. Determinar a força horizontal P ne~ para iniciar o deslizamento em A.:).32 6. Se o coeficiente de atrito entre a barra e os pinos for j. Resp·j. se o rolo de papel estiver na irninência de rolar para baixo no plano inclinado. :xderá ele manter em equilíbrio a prancha unifo de 7 m. for 0. = =- 6 B Probl.30 Supondo que o operário tem força suficiente. que é o mesmo para ambos os pares de supeC'cies em contato. homogênea. determinar o ângulo e que a roda pode ser girada em torno do eixo horizontal que passa por O. 6.gD:: por uma guia vertical lisa.:. como é mostra:S. 6. de 6 comprimento.27 Calcular a força horizontal entre os pneus e a superfície horizontal.62 N 6. quando cionada contra a parede vertical. calcular a força de atrito existe no estado de equilíbrio. sobre os apoios? A prancha c=::massa de 100 kg e o coeficiente de atrito entre ~ e cada suporte é 0.

e: = 40.50 e cada urna das seções homogêneas da escada articulada tem massa de 10 kg.3 kN • m para girar a luva A. calcular o coeficiente de atrito efetivo entre as duas peças.• fi a 1: stt é :: • r - Se o coeficiente de atrito entre o cilindro semicircular maciço e o plano inclinado for 0. sem causar a queda da pequena escada articulada. aplicada na extremidade da barra e necessária para movê-Ia.36 Probl.6° A luva A. antes do cilindro deslizar. que gera uma pressão ou tensão de compressão p entre as peças. O coeficiente de atrito em A e B éO.38 6. Se o coeficiente de atrito entre a barra e escrever as expressões a superfície de suporte for para a força P.-L. Encontre a resposta aproximada com uma solução gráfica da equação que governa e. a equação p = Po + kx2. := Probl. . Resp.-L. 4 ngid: atrir:: tal ssárn. bem aproximadamente. no qual a concha desliza sobre a superfície horizontal.70°.-L {!ArtiCUlição. Se for necessário um torque de 1. de massa m e comprimento 1 repousa sobre uma superfície horizontal com a massa uniformemente distribuída ao longo do comprimento. Qual o valor de permitirá 8 = 90°? J.38 Se o operário do Probl.30.37 m 6. qual é o correspondente ângulo 0/ em relação ao plano inclinado.35 e . Em conseqüência. a força de atrito que atua na barra também está distribuída uniformemente sobre os comprimentos das partes da barra situadas dos dois lados de O.33 6. e a distância a ao eixo O. (Sugestão. P = 0. Resp. I II:ÇI: Probl. A distribuição da pressão segue. devido ao rolamento do cilindro. 6. e = 16. h = 2.ATRITO / 225 corm à= te!:: e 96 Y ~3 w:::. determinar o máximo ângulo e que o plano inclinado pode fazer com a horizontal. 6. mostrada em corte. está montada na peça B com ajustagem forçada.39 Probl.) Resp.-Lmg.2931 J. Para esta condição. 6. A força normal sob a barra está distribuída sobre o seu comprimento. = 0.9° Uma barra homogênea.-L J. Resp.-x--1 B k-100mm-J Probl.37 Encontrar a altura h do degrau mais alto que o homem de 80 kg pode alcançar. sendo que nas extremidades tem os valores indicados na figura. J.414 J. de massa m e raio r é girada em um ângulo e pela força horizontal P aplicada em seu aro. a = 0..776 J. 0/ = 25.34 Pl = 1600 kPa a per::': - t~ lJJ1fII:1 I PO = 800 kPa =-- - A concha semicilÍndrica. porém mantiver a direção horizontal..) Resp. 6. 6. quando a forçaP for gradualmente aumentada. 6. qual o ângulo e que a prancha fará com a vertical quando começar a deslizar? (Sugestão. Se o coeficiente de atrito for calcular o ângulo e.-L k. dentro da peça B.33 relaxar a força aplicada no cabo. em torno do qual se observa o giro.

Especificar o coeficiente de atrito mínimo que permitirá ocorrer o tombamento.226 / ESTA TICA Probl.mga 2 (a + b) . J.i.3a mostra uma cunha usada Rara posicionar ou levantar uma grande massa m. Res. Resp. necessária para iniciz: o movimento da cunha é calculada dos triângulos de equilíbrio das forças sobre a carga e sobre a cunha.CUNHAS A cunha é uma das mais simples e úteis peças. o Resp.i.42 D p 2 (a + b)' • F = A J. Calcular a carga aplicada P que é exatamente suficiente para causar o deslizamento da viga.39 6. cujo sentido é sempre oposto ao movimento da cunha.:_ b Probl.41 Determinar a força mínima P. de massa m. O coeficiente de atrito entre a viga e os trilhos é IJ. . onde a carg. 6. e o seu correspondente ângulo a. Pmín. Oi diagramas de corpo livre são mostrados na Fig.40 6. P= J. é suportada pelos dois trilhos hprizontais fixos. 6.i. 6. Depende do atrito para executar seu trabalho.mín. Quando o desliz: mento de uma cunha é iminente.42 a dispositivo mostrado impede a rotação da central. de um ângulo igual ao ângulo de atrito. O coeficiente de atrito para cada par de superfícies é /l = tg </>. Para valores dados de R e r e p= coeficiente de atrito comum em todas as ~ cies de contato. I c W c SEÇÃO B. É usada para fazer pequenos ajustes nas posições outras peças ou para exercer grandes forças. quando o deslizamento começar. necessária para virar o caixote uniforme de 200 kg em torno da sua aresta frontal. APLICAÇÕES DO ATRITO NAS MÁQUINAS 6.4 .= 1/3 6.3b. 6.i.41 Uma viga I.mgb r p o Probl. A Fig. determinar a faixa de valo= ó= =para o qual o dispositivo irá operar como f~ ~ crito.i. A forçaP. A componente da resultante ao longo do plano da face é :E força de atrito. a força resultante em cada uma das faces fica inclinada em relação à no â face. como mostrado. J.i. = 694 N.2 J. 2r + (1 - 10+ J. 6.40 Probl. no sentido horário no plano hori por meio de travamento por atrito dos dois pequenos. Determinar a força de atrito correspondente em A. vertical é mg.. 6. onde as reações estão inclinadas no ângulo de ~ </> d c e 6 d m a .2)R <d < (R _.

A análise a seguir limita-se à rosca quadrada. des- ITL ~. 6. 6. para se oporem ao novo movimento Einente. Os diagramas de corpo livre e os polígonos vetoriais para esta condição estão mostrados na Fig.5 . 6. ma! é . O peso da cunha é desprezível. sobre uma rgF ia: 0uas . a rosca quadrada é mais eficiente do que a triangular. As soluções algébricas podem também ser obtidas pela trigonometria dos polígonos de equi!lôrio. Os problemas de cunhas conduzem a soluções gráficas. As soluções destas equações aparecem na parte c da figura.6. exercida pelo mete da estrutura do macaco. Considere o macaco de rosca quadrada (Fig. contanto que Q seja menor do que </>. A força R. lISlI.rng R2 \ e/>-a ~ (c) a ~ làRl p R2 F orças para elevar a carga F orças para baixar a carga Fig. o atrito senvolvido nos metes determina grandemente a ação do parafuso. dizendo-se. achada no triângulo inferior.4. onde Rz é encontrado. A precisão uma solução gráfica é facilmente mantida dentro das tolerâncias compatíveis com as incertezas dos coeficientes de atrito.3 respectivas normais e no sentido oposto ao movimento. como está indicado nas duas figuras. as reações RI e Rz atuariam nos lados opostos de suas normais.4' Fig. Se P for removida. Para a transmissão de potência ou movi • ento. então.: 6. que ela é auto-retentora. usando-se o valor conhecido de mg. Estes diagramas permitem escrever as equações de equilíbrio e onde W = mg.ATRITO I 227 p (a) ~mg oda tal. de za. e a solução continuaria seguindo caminhos análogos àqueles definidos para o caso de elevação da carga.I1do-se o valor de Rz já conhecido. Em cada caso.PARAFUSOS Os parafusos são usados para unir peças e transmitir potência ou movimento. etes um erfíe d. deve-se aplicar uma forçaP. A força P é. Desse caso. Para se retirar uma cunha deste tipo. DOdiagrama superior. Neste caso. le/>I R. a cunha permanecerá no lugar. primeiro.5) sob a ação da carga axial W e de um momento M aplicado em torno do eixo do parafuso.

6. (6. podemos colocá-Io em evidência. = Wr tg (a + rp).3). além disso. ~ P=!'f-~\ ---' l----:/\ li 2rrr aa ~.·tga= I \q.-a f~~ (b) Baixar a carga (C< < </» \ Rlq. exige W Dividindo M por W dá M = ~R cos (a + rp) = [cos (a + rp)] ~R. Visto " r sen (a + rp) aparece em todos os termos. Se M for exatamente suficiente para girar o parafuso. imediatamente.228 I ESTA T1CA pequena parte representativa do mete do parafuso.W \ a = tg-1 (L/2rrr).' Rr sen (a + rp) e o momento total devido a todas as reações sobre os metes é ~ Rr sen (a + rp). A força equivalente necessária para empurrar o filete mó cima do plano inclinado é P = M/r e o triângulo dos vetores das forças dá. - O equilíbrio das forças na direção axial.If!. . Determina-se o ângulo de hélice a retificando o mete do parafuso. Se o momento M for removido. o ângulo de atrito. O ângulo rp formado por R com a normal ao mete re::l. ~Il 21l"r (a) Elevar a carga W -a} . O momento de R em torno do eixo vertical do parafuso .6. O parafuso permanecerá no lugar e será auto-blocado desde que a < rp. o mete do parafuso des~ em torno e para cima sobre o mete fixo da estrutura.. a força de atrito muda de direção de modo que rp é medido oposto da normal ao mete. é mostrada no diagrama de corpo livre do parafus:: Reações semelhantes existem em todos os segmentos do mete do parafuso.6. e na iminência de desaparafusar se a = rp.\ (c) Baixar a carga (a > </» Fig.momento para o parafuso vem a ser c a o M = [r sen (a + rp)] ~R. onde ocorre o contato com filete da estrutura-base. A equação de equilíbrio :"'.6a. de modo que tg rp = jJ.6 Pode-se usar o mete retificado do parafuso como um modelo alternativo para simular a ação do _ fuso completo. para uma ( \. como mostrado na Fig. obtendo. a Eq.S Fig.

6c.pedir o desaparafusamento será M Wrtg(a-rJ» 6. deve-se inverter o sentido de M. 16.3b) 6. sendo portanto. e R2. Assim. vê-se da Fig. Esta condição está ilustrada na Fig. que o momento necessário para (6. e acrescenta-se RI' que tem direção conhecida. traça-se R2. para puxá-Io para baixo no plano inclinado. Para o diagrama vetoria! da cunha.3a) Se a> rJ>. encontrando-se as suas intensidades. O diagrama vetorial que expressa o equilíbrio do bloco é traçado a partir de um ponto conveniente A. O ângulo de atrito para o atrito estático limite é dado por == are tg IJ. ao mete. p araparr l~ stz:l Solução. o ponto B do poIígono inferior. 6. Observe. as reações iguais e opostas R2• . Portanto.30 e entre o bloco e a superfície horizontal for 0. obtém-se o momento necessário para baixar o parafuso do triângulo dos vetores. A seguir. colocando-se o único vetor conhecido. O vetor R2. que é M = Wr tg (rJ> - a) (6. Se o coeficiente de atrito estático para ambos os pares de superfícies da cunha for 0. Os diagramas de corpo livre da cunha e do bloco estão desenhados com as reações RI' R2 e R3 inclinadas em relação às suas normais de ângulos iguais aos ângulos de atrito para movimento iminente.3) olta.7°. o parafuso desaparafusará sozinho e. é agora conhecida. Vê-se que deve ser aplicada uma força equivalente. desaparafusando o parafuso. é determinado pela interseção das direções conhecidas de R. a solução para a intensidade de P. agora conhecido. cuja inclinação da horizontal. adiciona-se R3. Problema Resolvido 6. cuja inclinação da vertical.ATRITO 1229 so. 31.6b para o mete simulado sobre o plano inclinado fIxo. determinar a mínima força P necessária para mover o bloco. se a < rJ>. </> Notas: CD Certifique-se que as reações são inclinadas das suas normais no sentido que se opõe ao movimento. As direções de RI e de P se interceptam em C. m o ará será o é que do A fIm de abaixar a carga.0°. também é conhecida.. n. P = M/r.60. também. deve fechar o poIígono para se obter o equilíbrio. Os dois ângulos de atrito estão calculados e mostrados no diagrama.6 A posição horizontal de um bloco retangular de concreto de 200 kg é ajustada pela cunha de 5° sob a ação da força P. o peso W do bloco.

calcular o ângulo de hélice Sua tangente é o avanço L por rotação) dividido pela média 2rrr e não pelo diâ- . e à R" para a cunha. Uma força de 300 N aplicada ao punho em A produz uma força de aperto de 5 kN entre as mandíbulas do torno.20 = 11. inicialmente.(2rp. obtémse. na direção a-a normai à R.60 . Desenhando-se os vetores em uma escala adequada.70.70 + 31. e. a tração T no parafuso.70 R2=3747N. aplicada normalmente ao punho em A.5)' rp= arc tg IJ. necessária para afrouxar o torno. + 50 = 21.230 / ESTA TICA 2 Solução algébrica.5 mm. a escolha mais simples para eixos de referência é. através de simples leituras. (a) Determine o momento de atrito MB desenvolvido em B devido à compressão do parafuso contra o corpo da mandíbula. 3 747 cos 51.7 O parafuso de rosca simples de um torno de bancada tem 25 mm de diâmetro e avanço (deslocamento em uma rotação) de 5 mm. para o bloco [kFa= O) 500(9. Q) Deve estar claro que foram evitadas equa- ções simultâneas pela eliminação da referência à R" para o bloco.250T= O Ct T= 8 kN. P= 2505 N Solução gráfica. Assim. Para fmalidade de cálculo.00 = 47.00 -R2 cos 47. para a cunha. o ângulo entre R2 e a direção b é 900 .70 =O Resp.70. (kMC= O] 5kN 5(400) . =O Para a cunha. Assim.81) sen 31. rp T O ângulo de hélice dados por Ct e o ângulo de atrito para o fIlete são c Notas: 3640 CD L 5 = arc tg -2rrr = arc tg ---= 2rr(12. Problema Resolvido 6.20.60. na direção b-b normai à R" O ângulo entre R2 e a direção a é 16. Solução.P cos 21. Do diagrama de corpo livre da mandíbula. O coeficiente de atrito estático nos filetes é 0. seguindo a seqüência descrita.310 onde o raio médio do mete é r = 12. as intensidades de P e de R são obtidas diretamente dos diagramas. (b) Determinar a força Q.=arc tg 0. e o ângulo entre P e a direção b é rp. (deslocamento circunferência metro 2r. A precisão de uma solução gráfica está bem dentro das incertezas dos coeficientes de atrito e provê um resultado simples e direto. para o bloco. + 50) = 51. Atenção para corretamente.

tg (11.44 .44 O alinhamento preciso de um motor diesel pesado em sua fundação é obtido por meio de cunhas ajustadas por parafusos.8/0. MB = 33. qual é o valor crítico de o:? 6. supondo que ele suporte um quarto da .3 = 8000(0.3).2 = 234 N Resp.0125) M M'=46. opondo-se ao movimento.64°) Portanto. com T substituído por W.f~::J~ l ~~~t~ MB 300(0. e emprega-se a Eq.6. necessária para elevar o flange da base. O diagrama de corpo livre do parafuso na iminência de se afrouxar é mostrado com a força R atuando no sentido oposto ao movimento iminente e fazendo um ângulo com a normal igual ao ângulo de atrito if>. O momento de atrito M B devido às forças de atrito que atuam na escora em B tem o sentido anti-horário para se opor ao movimento iminente. onde todas as forças que atuam nos filetes do parafuso estão representadas por uma única força R inclinada da normal ao fIlete de um ângulo de atrito'if>. O momento de atrito.31°) Resp .L.43 Probl. fi (a) Para apertar = Tr tg (o: - if» 60 -MB = 8000(0. Se o coeficiente de atrito entre a cunha e o material a ser rachado for J.0:) 33. O momento aplicado em tomo do eixo do parafuso é 300(0. 6. BLEMAS PROPOSTOS Uma cunha será auto-retentora.3. (b) MB M Para afrouxar ® M' - = Tr tg (if>. Assim.ATRITO! 231 (a) Para apertar. está também mostrado atuando no sentido horário. contanto que seu ângulo o: seja menor do que um valor crítico. O ângulo entre R e o eixo do parafuso é agora igual a if> .200) = 60 N . Calcular a força horizontal P no parafuso de ajustagem.0125) MB tg (3. a ~~~~~ 'LT • 4J = 33. (6. iâ- Probl. o momento líquido que atua sobre o parafuso é M . no sentido horário quando visto da frente do tomo.64° + 11.31 ° .8N'm Note que R vai para o lado oposto da normal quando o movimento iminente inverte o sentido. (6. Da Eq.3 N °m aea (b) Para afrouxar.0:. O parafuso isolado é simulado pelo diagrama de corpo livre mostrado.200) = = 60 N om.3 N om.massa total do motor de ce L e!é.3a) com o momento líquido igual ao momento aplicado M' menos MB. colocadas sob cada um dos quatro flanges da base do motor. a força a ser aplicada ao punho e necessária para soltar o tomo é Q = M'/d = 46.

Sabendo que o coeficiente de atrito metes é 0. calcular o momento de torçãoM _ deve ser aplicado a cada parafuso: (a) para eleVE:: cabeçote e (b) para abaixar o cabeçote. urna entrada e passo é~ 13 mm. A coeficiente de atrito na ro~ :. para o qual a rosca não retrocederá por si só. Resp.250 /ol J.----------------------------------------------232 / ESTA TICA ---- ---- 4. Resp. qual será o maior avanço L do parafuso. que torque M. P' = 3.49 O cabeçote móvel de uma máquina de teste unm::sal de 2. O coeficiente de atrito para ambas as faces da cunha é 0.50 6. rosca j 78 mm de diâmetro.25. A máquina está impedida de deslizar horizontalmente por urna saliência rígida emA. Resp.6. aplicado ao parafuso seria necessário para elevar a carga? 6.51 O dispositivo mostrado é usado corno maca P P ProbJ.1 Mg com urna força P = 5. Se o coeficiente de atrito for 0. e a parte B tem rosca à esquerda. determinar a posição x do centro de massa G da máquina. calcular o coeficiente de atrito efetivo na rosca. sendo uma à direita e a outra à esquerda. e (b) o torque M' necessário pz:1 abaixar a carga. mostradas.40. Se o coeficiente de atrito.o de parafuso de rosca quadrada. 6. P = 7. Se for necessário um torque de 380 N • m para afrouxar o tensor.45 Um macac. A parte A do parafuso tem rOl direita. entre a cunha e a máquina e entre a cunha e o piso horizontal.47 6.50 ~ 6. se o coeficiente de atrito para todas as superfícies for 0.8N·c. (a) M = 129. = 0. 6. com raio médio de 25 mm suporta uma carga de 5 kN. dos parafusos tem um diâmetro médio de 36 mm e uma rosca de uma entrada. ~ e = 30°. = T~ T Probl.46 6. Cada um 2050mm -.48 Se a coluna carregada do ProbJ.3 N· (b) M= 81. com um avanço por rotação de 8 mm. girando-se o corpo com ambos os parafusos impedidos de girar.47 As duas cunhas de 5°.49 ~- M ProbJ.2 Mg é elevada para a posição de trabaI: por dois parafusos de acionamento.51 kN Urna cunha de aço de 5° é forçada sob a extremidade da máquina de 2. ProbJ.5 kN. 6. determinar: (a) o torque M que deve aplicado ao parafuso para elevar uma aq::.4 kN.J. 6. com um diâmetro médio de 21 mm e um aV<::"ço de 8 nup. Durante ::: movimento.47 for abaixada. calcular as forças horizontais P' necessárias para retirar as cunhas.20. for 0.25.25.30. 6.33 kN 6. 0. Resp. P = 6. 6. as colunas internas de carregamer-. 5kN ProbJ.= não estão ligadas com o cabeçote. sob a ação da carga? Para esta condição.46 O temor suporta uma tração T de 60 kN.51 . Resp.. x = 770 mm parafuso tem duas roscas quadradas de duas e= das. Determinar a intensidade das forças P necessárias para elevar a coluna.8 Mg. são usadas para ajustar a posição da coluna submetida a urna carga vertical de 5 kN.

. 6. Cameça-se a análise cam um samatória de farças axiais e de mamentas. na uniãó-rótulaA.rça P = 400 N. é forçada em um o. (tensão. que cantém a eixo.bl. P = 198.ver a barra. co.55 co. médio. ue o. M' que deve ser aplicada ao. a mo.rça de campressão..53 6.58 6.. desprezível à rada. e determinar o.ver a ro. 6.eficiente de atrito. 6. entre ela e a sua guia passa ser desprezada. M'= 3.ca fixa. cama se vê na figura. O vetar R I é a prajeçãa de R na plana da figura. da parafusa. calcular a co.122 6.30. que atua sabre uma pequena seção. }J.57 Pro..5 par uma rasca triangular. da Fig.57 Probl. O mecanismo. cam a mesma co. parafuso. di de o. retentar co.rizo. e a superfície do. mamento. O parafusa de uma entrada tem filete quadrado. Pro.encaixanda-se nas ranhuras existentes.co e da cunha é 0.02N'm Calcular a fo. cônica.ltaco. blaco.ATRITO I 233 6. realmente se mava.) Resp. entre a barra e a superfície ho. = 0.6. O co.) narmal. É sabido.nicidade.mprimida. para o.jeções impartantes. da hélice para C< <p . Supo. 6. co. = arc tg}J. de e. canstantes to.55 Substituir a rasca quadrada da parafusa da macaco.. que mantém a barra harizantal em po. M que deve ser aplicada ao. mamenta M. P = 60 N para mo.mpleta. punho. e incluindo.30.r que a haste está bem lubrificada e adequadamente mantada de m·ado. A farça R.bl.rça de 40 N sabre a haste para mantê-Ia na pasiçãa indicada e é necessária empregar uma fo. Calcular a mamento. blo. mantendo. e da ângulo.s previamente. Resp.das as superfícies do.eficiente de atrito. necessária para elevar a carga W.368 S tem uma co.co de 100 kg é ajustada pela cunha atuada par parafuso.ntal é 0. A pressão. entre a pino. substituições para as ângulas 'Ye {3.52 6. está mastrada cam suas pro. Sabendo.55 6. de testes realizado.52 ro. mantém-se canstante até que a pino.25 e entre as superfícies da cunha é 0.m panta esférica. atuada par uma mo. do. parafuso.54 Calcular o. Resp. na mala igual a 200 N.das as autras candições . em A é 0. arifícia. cama indicado. que o. 6. que a atrito.25 e para to.40. é necessária uma farça P' = 300 N. do. Resp. (Sugestão.da de 20 kg. sabre a parafusa. um pino.53 para remaver a cunha e baixar a carga de 100 kg.nsiste da haste co. de atrito.siçãa vertical da blo.la co. calcular a caeficiente de atrito. Desprezar a atrito. filete do. que para remaver a pino. parafusa para elevar o.8 N Em um blo. punho.sição.53 A po.. é 0. na superfície da pino.la 6. O ângulo.eficiente de atrito. par uma fo. 6.m um diâmetro. do.bl. P Pro.mpressãa de 100 N e a haste aferece um apaio.rça P necessária para mo. na figura. representativa da filete.m a fo.56 Refazer a Prpbl. Se a mo.la exerce uma fo. em função. }J. cônico. O coeficiente de atrito.rifício. = 0. Além disso.rça. -c:::aI = e: ?- a= I I :p' ProbL. entre a haste e a ranhura. de 30 mm e avança 10 mm em cada vo.

~ Para um coefIciente de atrito pequeno. uma boa aproximação para o torque é M = pRr. é mostrado na Fig.234 I ESTA TICA rosca de uma entrada foi exagerado para maior clareza. M= Wr Il jl + tg2 % cos2 C< + tg2 % cos2 C< L Il tg C< )1 sa e a fa onde C< = arc tg -- 2fTr Probl.-.5S c a g 6. A força R será tangente a u= pequeno círculo de raio rI chamado círculo de atrito.7 * N. tgc< + 1- 6 Resp.. Para manter o equilíbrio na direçi"vertical. * Igualando a zero a soma dos momentos em tomo de O. um pequeno erro. (6.onde a folga entre o eixo e o mancal está grandemente exagerada. eixo mais ou menos se mantém durante a rotação. ele rola subindo à superfície interna do mancal até que o deslizamento ocorra.-cambiados com. Um mancal radial seco ~_ parcialmente lubrificado com contato.6. e o seno e a tangente podem ser inf". entre ele e o eixo. o ângulo cp é pequeno. necessário para manter a rotação.~_ Esta equação dá o valor do torque ou do momento que deve ser aplicado ao eixo para superar o a em um mancal radial do tipo seco ou parcialmente lubrificado. O ângulo entre R e sua componente normal N é ângulo de atrito cp. R deve ser igual a L. a análise pell princípios do atrito seco dá uma aproximação satisfatória às fInalidades de projeto. Este ângulo caracteriza a excentricidade do mancal e é conhecido. vem M = o p = Rr I = Rr sen cp. Visto que p = tg cp.MANCAIS RADIAIS Mancais desse tipo dão apoio ao eixo na direção radial.6. Quando o eixo começa a girar no sentiémostrado.T. Nessa posição. Para os mancais secos e para muitos mancais parcialmente lubrificados. como ângulo de excentricin.. ao contrário dos mancais conhecidos com: axiais ou de escora. . também. ou próximo ao contato. e a c~ radial L sobre o eixo causarão uma reação R no ponto de contato A. porém estas duas forças não serão colineares.6 . 6. (6.. apenas. O torque M.. Fig.

Nos exemplos seguintes admite-se que jJ.ATRITO / 235 6.7 .PR (6. O torque máximo que esta embreagem pode transmitir será igual ao torque M capaz de fazer deslizar um disco contra o outro. como é o caso do mancal de escora da Fig.p dA.9. e o momento de atrito vem a ser (6. é o coeficiente de atrito e dA é a área r dr dO do elemento. discos de embreagem e de freio. rg<! çãl urr. e p. Substituindo este valor de p na expressão paraM.MANCAIS DE ESCORA. da Fig. p. . Para efetuar esta integral deve-se conhecer a variação de jJ. Se as peças que atritam forem anéis. as. onde p. de o que rrR2p = P.8 é 6. dá .prdA mo onde a integral é calculada sobre a área do disco. DISCO DE ATRITO o atrito entre superfícies circulares sob pressão normal é encontrado em mancais de escora (de sapatas). é razoável admitir-se que a pressão p seja constante e uniformemente distribuída. Além disso. e bem apoiadas. que à distância 2R/3 do centro do eixo. 6. Fig. de modo que eles possam ser colocados em contato sob a ação da força axial P. a força de atrito que atua sobre uma área elementar é p.P te:- <1 M = --2 7TR i II 2'/T R o o r2dr dO = ip.8.6. os limites de inteão são os raios internos e externos Ri e Ro.7. O momento desta força de atrito elementar. se as superfícies forem novas.P.pr dA e o momento total é M= f p. cujos eixos estão montados em mancais (não mostrados). Consideremo~ os dois discos circulares planos. Se p for a pressão normal em um ponto qualquer da superfície de contato do disco.5a) í T Fig. em torno do eixo geométrico da árvore é p. 6.6. seja constante.5) Pode-se interpretar este resultado como sendo equivalente ao momento devido à força de atrito p. respectivamente. d. em função de los ou r: 6.9 2 .

L 11.310 Raio do círculo de atrito rf= r sen<t> = 50 sen 11. a área. pqde-se escrever a expressã rp = K. que se encontra sob a ação da força P = 100 N.81 -== arc sen -~-_-_-_-_-_-_-_-_-_-~ = 2. onde K é uma constante. São necessários os seguintes cálculos: <t> J. que as três forças que atuam sobre a peça sejam concorrentes no ponto e. .7 o o (3 sen rf 9. Os diagramas de corpo livre mostram esses aspectos para os dois casos de movimento iminente. A rotação iminente ocorre quando a reação R do eixo fixo sobre a peça faz um ângulo = arc tg com a normal à superfície de contato e é.20 = J. O equilíbrio obriga. O valor de K é determinado igualando-se a zero as forças axiais ou Pode-se escrever a expressão paraM.. apenas. com pr = K = P/(2rrR). depois de um certo desgaste da superfície. a substituição dos limites de integraçZ: mostra que o torque para as superfícies "amaciadas" é f).do que corresponde L superfícies novas .236 / ESTA TICA Verificou-se que. Após o período de "amaciamento". O coeficiente de atrito estático entre o eixo e a superfície de contato da peça é 0. J. A força horizontal T é aplicada para manter o equilíbrio da peça. Este desgaste depende da distância circunferencÜL percorrida.& Problema Resolvido 6. P _fL_J 277R 217' M = J fLprdA = que vem a ser o I o R rdrdf) (6.. Determinar os valores máximo e mínimo que T pode assumir. daí em diante.L Solução. ' No caso de anel com raio interno Ri e o raio externo Ro. que é fixo e impedido de girar. (6. portanto.81 mm Angulo Angulo ~ O = arc tg = arc 120 -180 = 3 3. Como a distância percorrida é proporcional a r. é constante sobre toda.310 = 9. o momento de atrito diminui um pouco de valor. e da pressão p. tangente ao círculo de atrito.20. sem causar a rotação da peça em qualquer sentido. (t)/( ou i.L 180=--1 P = 100 N Ângulo de atrito <t> = arc tg = arc tg 0. e desgaste. o momento de atrito para as chapas amaciadas é.8 A peça vista na figura está montada em um eixo de 100 mm de diâmetro.J (120)2 +(180)2 . também. Assim.60 oe . as superfícies não mudam mais suas formas no contato.

2 N Resp. = 165. de forças é traçado e dá O triângulo de equilí- TI =P cotg (6 . para o mancal. de forças para este caso dá T2 T2 O triângulo de equilíbrio TI (a) Movimento Iminente Anti-horário = P cotg (6 + (3)= 100 cotg (33.60 Um torque M de 1 510 N • m deve ser aplicado ao eixo de 50 mm de diâmetro do tambor de elevação. calcular (a) o coeficiente de atrito /J. Cada volante tem massa de 40 kg e o diâmetro do eixo é 40 mm.60°) = Tmín. no mancal e.(3)= 100 cotg (33. para elevar a carga de 500 kg à velocidade constante.) Movimento iminente anti-horário. 6. O tambor e o eixo juntos têm massa de 100 kg. 6. 6. = 136.60 . Calcular o coeficiente de atrito /J.7° .8 N Resp. /J.59 Probl. e às açã PROBLEMAS PROPOSTOS 6. Resp.60°) TI = T máx.2.ATRITO I 237 _ . = 0.59 Os dois volantes estão montados sobre um eixo comum que se apoia em um mancal situado entre eles.7° + 2.271 500 kg Probl. (b) Movimento iminente horário. (b) o raio rIdo círculo de atrito. Se é necessário aplicar um momento M de 3 N • m para manter os volantes e o eixo girando com velocidade baixa e constante.

calculado 6. Os discos motrizesA estão enchavetados ao eixo propulsor B. M= 335 N'm Se o coeficiente de atrito dinâmico entre o pino dz 30 mm de diâmetro ea polia é 0. 6. Desprezar a massa da polia.60. Resp. como mostrado. para uma força axial P = 1 kN. ao longo dos quais eles estão livres para deslizar. A massa total do veículo é 480 kg.64 6. Se for necessário uma força P = 80 N • q . a tração To na parte estacionárn. 6. Escrever uma expressão exata para o coeficiente de atrito.61 Calcular o torque M que é necessário eixo do tambor de elevação do Probl. porém devendo girar com ele. que não gira com a roda. ::. T= 2. E::contre.271. O anel. com centro de gravidade em G. Resp. F = 136.1 N Vertical-1 Probl. no Probl.65 6.63 A figura representa uma embreagem de discos múltiplos para uso em motor marítimo. existem cinco pares de superfícies de atrito. Se a pressão entre o anel e a roda do disco for uniforme sobre as superfícies de contato. de modo a ficarem livres para deslizar ao longo do eixo.6.63 Cada uma das quatro rodas do veículo tem 20 de massa e está montada em um eixo de 80 mm ( diâmetro. vagarosamente. também. 6. O coeficiente de atrito entre o disco e o anel é 0.65. Na embreagem mostrada.c1uindo as rodas e é distribuldo igualmente 80' elas. quando o veículo estiver à velocidade constante e as rodas girando. respectivamente. Com a biela inicialmente na posição vertical. To = 2.35.62 As rodas dianteiras de um veículo têm um raio de 300 mm e são equipadas com freios a disco. e determinar o torque máximo M que pode ser transmitido.38IC' T 500 kg Probl. o eixo é girado. Encontrar também To' C:aIEl 6.64 O eixo A ajusta-se folgadamente ao mancal do pino do êmbolo da biela. baixar a carga de 500 kg com velocidade Usar o valor de = 0.52 kN. Supor que a pressão esteja uniformemente distribuída sobre a área dos discos. Os discos C acionam a carcaça D por meio dos parafusos E. se o coeficiente de atrito for 0.6. para o coeficiente de atrito.66 Calcular a tração T necessária para baixar a do Probl.estrada horizontal. 6.é forçado contra o disco da roda por uma força P. que consistem de um anel A de raios externo e interno de 150 e 75 mm.65 Probl.238 I ESTATICA 6. J. para constante.l. até que a biela deslize no ângulo Ci. 6..67 Probl.25. Resp. calcular a tra ção T necessária para elevar a carga de 500 kg. aplicar ao 6.62 6.15 e P= 500N.60. do cabo. calcular a força de atrito F entre cada pneumático dianteiro e a.

6. gradualmente. comandados por um motor situado na base do silo.72 O mancal de escora esférico. calcular o torqueM que deve ser aplicado a cada parafuso: (a) para fazer subir o elevador.208 J1.71 Para o disco de lixamento plano de raio a. (b) para descer o elevador.2 Mg do elevador é suportada. 6.. osiaté ma manter o veículo em movimento com velocidade baixa e constante sobre a superfície horizontal. na extremidade do éixo. Probl. 6.ATRITO / 239 ino G. Cada parafuso de 1.20 para coeficiente de atrito nos mancais das rodas. até que o sistema articulado se mova.07 Mg tem 130 mm de diâmetro e uma rosca quadrada de uma entrada.J 1 + J1. (b) M = 2 790 N • m p Probl. pelos discos em A. a pressão p desenvolvida entre o disco e a superfície lixada diminui linearmente com r de um valor Po' no centro.67 possa ficar sobre ele sem rolar por si mesmo. Usa!: o valor de 0.) Resp. = 0. O sistema articulado está inicialmente em repouso sob a ação dos torquesM1 eM.68 Determinar o maior ângulo e que um plano inclinado pode fazer com a horizontal de modo que o veículo do Probl.' 6. Os parafusos giram em sincronismo. Determinar a expressão para o momento M necessário para girar . igualmente. dos parafusos e da plataforma de 4.. Probl. (Sugestão. tendo cada um diâmetro externo de 250 mm e diâmetro interno de 125 mm. com um passo de 13 mm. O coeficiente de atrito para cada mancal é J1.69 I I o d= tIaL~ ári:: Detalhe do Mancal emA Probl. Supõe-se que a pressão sobre os apoios esteja uniformemente distribuída sobre a superfície dos discos. quando o movimento está iminente. 6. deduzir a expressão para o torque M necessário para girar o eixo submetido a uma forçà axialL. a Po/2 em r = a. entre a força de compressão resultante na barra AB e sua linha de centro.15.70 IC" Resp. por meio de um elevador de dois parafusos. Se o coeficiente de atrito no apoio e nos parafusos em B for 0. SeM. (a) M= 3 290N'm.. escrever uma expressão exata para o ângulo a. suporta uma carga axial P.71 6.Ui 6. J. calcular o coeficiente de atrito que existe nos mancais das rodas. Se o coeficiente de atrito for J1.67 6. mobn parr 70 O míssil de 20 Mg é abaixado dentro do seu silo protetor. Traçar um diagrama de corpo livre completo de uma roda. for crescendo.69 0~ m~ . a = arc sen I. A massa total do míssil. Resp. como é mostrado na figura. na ausência da força P. 6.

O ramo que tem maior tração é chamado ramo tenso. 6. cujo esforço axial L é suportado por um mancal de pivô cônico. e que o coeficiente de atrito é .3 _d13 a d' . onde se estabeleceu o equihôrio de uma parte diferencial..* ao torqueM. M= ~ d. O coeficiente de atrito !l e a pressão do mancal é constante. é de importância em projetos de transmissão por correias de todos os tipos. Na Fig. é uma diferencial. está também representado na figura. visto que ela atua sobre um elemento diferencial da área. de comprimento r de. necessário para impedir a rotação.8 .T. O equihôrio na direção t dá Tcosou de 2 + /l.73 = p. O diagrama de corpo livre de uma parte elementar da correia. Tz é maior do que TI.lOa. para se opor ao deslizamento. e é J.6. Supor que a pressão p é diretamente proporcional ao sen a. a T + dT. no ângulo e + de. a força de atrito que deve atuar sobre a correia. 6.. A força normal é um diferencial dN. mostra-se um tambor sujeito a duas trações.. TI e Tz.d I ' 3 sen _. 2 Probl.72 Prob!. dN = (T + dT) de cos2 visto que o co-seno de uma quantidade diferencial é igual à unidade. . no ângulo e. Resp. na correia. Do mesmo modo.Pr Determinar a expressão para o torque M necessário para girar o eixo.73 6.CORREIAS FLEXÍVEIS o deslizamento iminente dos membros flexíveis. tais como correias e cabos sobre roldanas e tambores. e à reação R do mancal.l dN para o movimento iminente. M 6. freios de cinta e aparelhos de içamento.240 I ESTÁTICA o eixo contra o atrito no manca!. O equihôrio na direção n exige que dN ou dN = (T + dT)sen de 2 + T sen de 2 = Tde * N. o outro é o ramo frouxo. em um sentido. Com M no sentido mostrado. Re sp. A análise das forças deste elemento segue os mesmos princípios já vistos em outros problemas. A tração aumenta de T.

dT n I I i _ 1 dO ~ 2 dN ~i m~ I T -r 2 -±- t I I dO -C J. neste caso. Esta conclusão é evidente. (6.7) Deve-se notar que {3é o ângulo total de contato da correia e está expresso em radianos. que pre· ros e. (6.6. a ife· se dá T+J.RESISTeNCIA AO ROLAMENTO A deformação no ponto de contato entre uma roda e a superfície que a suporta introduz uma resistência ao rolamento que será mencionada brevemente aqui. Combinando-se as duas equações de equilfbrio. há tendência da correia "descolar" da polia. de modo que a Eq. a equação defme a relação das trações da correia para o deslizamento ou deslizamento iminente. e que o produto de duas grandezas inflllitesimais deve ser desprezado no limite.7) também se aplica às transmissões de potência por meio de correias.10 A relação expressa pela Eq.10 não aparece nas equações para o equilíbrio de um elemento diferencial da correia. n vezes. portanto. Quando a rotação é alta.7) se mantém. T = /l de Integrando entre os limites correspondentes resulta ou onde ln (T2/Td é o logaritmo neperiano (base e) da relação T2/Tl . (6. vem dT 3 2 d. o ângulo {3seria 21Tn radianos. vem (6.LdN{rr (b) dO Fig. es. Se um cabo estivesse enrolado em torno de um tambor. Resolvendo em relação a T 2. igualmente bem. incorrerá em algum erro. Esta resistência não é devida às forças de atrito tangenciais e. 6. onde tanto a correia como a polia giram à velocidade constante.9 . l:IIDavez que o raio r do tambor circular da Fig.7). A Eq. Para descrever a resistência . Neste caso. deve-se recordar que o senso de um ângulo infinitesimal se iguala ao próprio ângulo. 6. para uma seção não-circular. de M. comparado com os infmitésimos de primeira ordem.ATRITO / 241 ário ado de Nesta simplificação. é um fenômeno completamente diferente do atrito seco. onde o ângulo total de contato é (3.

A distribuição da pressão p sobre a área de contato é similar à mccada. como mostrado. para haIT equilíbrio. Esta distância a é uma função das propriedades elástica.11. representada na Fig. apóia-se em um tambor circular fixo e é mantido em equilíbrio por uma força P.l: \ \ \ \R Fig. que suporta uma carga L sobre o eixo. não podendo ser. e. Alguns testes indicaram somente uma pequena variação no raio da roda e a é. pode ser encontrada igualando-se a zero ::: soma dos momentos de todas as forças. (a) Para Ct = O determinar os valores máximo e mínimo que P pode ter de modo que a carga nem suba nem desça. de modo que não existe uma teoria perfeita para a resistência ao rolamento.9 P Um cabo flexível que suporta uma carga de 100 kg. Infelizmente.11 ao rolamento. (b) ParaP = 500 N.rL r onde r é o braço de alavanca de P. O coeficiente é a relação entre a força resistente e a carga normal. Isso dá P=-L=/J.r' A quantidade a depende de vários fatores. da velocidade do movimento e da aspereza das superfícies. A deformação da roda e da superfície de supor. e urr:r força P aplicada no seu centro para produzir rolamento. necessária para iniciar e manter o rolamento. muitas vezes. determinar o menor valor que o ângulo Ct pode ter antes que a carga comece a deslizar.:. e a resultante R desta distribuição atuará em algum pontoA. é análogo aos coeficientes de atrirc estático e dinâmico. não há deslizamento ou deslizamento iminente.6. . do raio da roda.> plásticas dos materiais em contato. O coeficiente de atrito estático ~ enfie o cabo e o tambor fixo é 0. portanto. te. incluído na interpretação de /J. -= a P 6 Problema Resolvido 6. está muito exagerada. neste aspecto. em tomo de A. todos difíceis de serem medidos.242 / ESTATlCA . e passará pelo centro da roda. 6. Porém.. a quantidade a tem sido citada em algumas referências bibliográficas como sendo o COei ciente de atrito de rolamento. consideradindependente do raio da roda. Por outro lado.r = a/r é chamado o coeficiente de atrito de rolamento. considere a roda. A força P. a tem a dimensão de comprimento.30. coeficiente adimensional. e /J.

= 981/1.7). O deslizamento iminente do cabo sobre o tambor fixo é dado pela Eq. (6. 6. }J. = 500 N 0. 981/Pmín.76 6. Apenas o ângulo de contato e o coeficiente de atrito determinam as condições limites para o moviment0 'minente do cabo flexível sobre ~ superfície curva. Resp.' tem-se Pmáx. m~ te.{3.ATRITO I 243 Solução.30{3 = 1n (981/500) = 0.l981 = 981 N e (a) = A30(1T/2). Que força T pode ser . (b) P (b) Com T2 = 981 N e TI =P 981/500 = eO. 6. = 0. uma força P de 3 kN é necessária para elevar m.7).7) dá Resp.205 Resp.76 Os blocos de 10 kg e de 25 kg estão ligados por um cabo que se apóia sobre a superfície curva fixa. com a corda fazendo 1 + voltas em . calcular o coeficiente de atrito entre a corda e a superfície. Assim. necessária para abaixar m.77 Um estivador sustenta uma espia (cabo) que mantém um pequeno navio junto ao cais.30{3. Se o sistema estiver nl! iminência de escorregar. a Eq. Pmín. ndiver o a = eO. = 0. um Uma força P = 5 mg é necessária para elevar a carga de massa m. torno do eixo fixo.674 Notas: CD Atenção para expressar (3em radianos. o raio do tambor não entra nos cálculos.. (6. usou-se To> TI' ito re- ® ste s e rfído PROBLEMAS 6.48 kN é. }J. T2 =Pmáx.74 Como pode-se observar na obtenção da Eq. (6.74. Para moviTI mento iminente da carga para cima. T2 a = O Pmáx. TI =Pmín . Calcular o coeficiente de atrito entre a corda e o eixo. = 981 (1. (a) Com a = ° o ângulo de contato é (3= 1T/2rad. Resp.30(1T/2). impedindo-o de ser levado pela correnteza. e uma f~rça P de 0. Encontrar m. Probl.75 Para um dado coeficiente de atrito e um dado número de voltas em torno do eixo da" figura do Probl. = 981 N.r Observe que ao obter a Eq. Probl.7) que é T2/TI = e}J.1.292 }J.602 = 612 N = 500 N. ® J.602) = 1 572 N Para movimento iminente de carga para baixo. (6.74 . 6. Resp. efi- PROPOSTOS 6.

80 6. Se o coeficiente de atrito en= ~ fita e o volante for 0. n = 2. ao volante. 6. A entrada da corda na parte su . Resp.50. 6.30. T ---- -240 N Probl.77 tiver que segurar o cabo. qUf' enrola em um eixo central.25.6.83 Probl. como mostrado e. calcular o coeficiente de atrito J. fixo na estrutura. anti-h=rio.l = 0. como é mostrado. Se o coeficiente de atrito entre o cabo e o galho for 0. O mero de voltas da corda é ajustado girando-s= colar que enrola ou desenrola a corda em tom eixo central.244 I ESTATICA suportada pela espia se o estivador exercer um esforço de 240 N na extremidade livre do cabo para: (o) a espia dá uma volta completa no cabeço do cais. calcular a força que o homem deve exercer no cabo para permitir uma descida suave. 6. quantas voltas serão necessárias dar no cabeço? O coeficiente de atrito entre o cabo e o cabeço é 0. calcular a força mín. O coeficiente de atrito entre o cabo e o tambor do guincho é 0. Resp.79 Probl.77 Probl.30.23 voltas Um jardineiro de 80 kg desce de uma árvore usando um cabo passado sobre um galho horizontal. = 160 N.81 A figura mostra um mecanismo para fazer des~ uma pessoa.cL: necessária para impedir que o volante gire.80 A fita desiiza em torno dos dois pinos fixos. e está sob a ação das trações horizontais TI = 40 N e T.l entre a fita e os pinos. Se o operário exercer uma força horizontal de 160 N na extremidade livre do cabo. 6. P = 5~_ Probl.20. (b) a espia dá duas voltas completas? O coeficiente de atrito entre o cabo e o cabeço de aço fundido é 0. 6.82 Aplica-se um momento M = 150 No m.81 6. e com a extremidade livre pelo colar inferior. por desllzamento da corda.lI entre o tronco e a rampa. J. estando aplicada uma tração de 16 kN na extremidade da espia que está presa ao navio.78 Se o estivador do Probl.i.79 P 6. Resp. 6.313 O operário iça um tronco de 100 kg em uma rampa de 30° usando um guincho que gira no sentido indicado. 6.82 6. Determinar o coeficiente de atrito J.

entre a corda e as superfícies de contato do mecanismo. em torno do eixo. O atrito da corda nas partes retas de entrada e saída é. . a? 6.' ia: Probl. sem que o mesmo tenha necessidade de puxar a corda na extremidade livre. além do que está dito acima. como é mostrado. contra a ação da cinta flexível. Determinar o valor máximo que a dimensão a pode ter.86 sce:: s= 6. dos sob trações iguais pela chapa compensadora A.. de saída."'. de modo a assegurar que o conjunto permaneça suspenso. Os pesos das peças são desprezíveis.84 8 ~- O conjunto mostrado de massa de 100 kg. 6. Desprezar o pequeno ângulo da hélice da corda. tal como é indicado na vista transversal que acompanha este problema. em média. Uma força P = 100 N é aplicada na alavanca que está pivotada em torno de O. 6.. O coeficiente de atrito estático entre o cabo e a superfície sobre a qual ele passa é fJ. 6.40. Admitindo que. o ângulo de contato e o coeficiente de atrito para a . e pela mola ajustável S. com centro de massa na metade de seu comprimento estásuspenso por um cabo que passa sobre a superfície cilíndrica fixa B. calcular o coeficiente de atrito fJ. e entre o tubo e o bloco é 0..84 Substituir a correia planà e a polia da Fig. a 1/4 de volta.~ . . é suportado por dois arames que passam em torno dos pinos fixos e são manti- Encontrar o conjugado M necessário para girar O tubo no bloco em V.. . antes do tambor inclinar-se saindo de sua posição horizontal. T = 555 N 6. com centro de massa em G..30.' r .86 or2e :. O coeficiente de atrito entre·a cinta e o tubo é 0..10 por uma correia trapezoidal e pela polia ranhurada correspondente. Calcular a tração mínima T que a mola deve exercer. equivale a 1/4 de volta e a passagem pelo canto inferior B. O coeficiente de atrito entre os arames e os pinos é 0. são necessárias 3 voltas completas em torno do eixo para baixar um homem de 75 kg. Deduzir a relação entre as trações nos ramos da correia. L L-L---J Probl. é equivalente.87 ' <1= e ~.85 O tambor A.4 N'm Probl.83 6. 6.30. 10 N para cada colar. homogêneo. Resp. 6.. também. Resp. em velocidade constante.85 L Probl.ATRITO I 245 em A. M= 183.'.

D~ prezar os pesos da corrente e da alavanca e quz! quer atrito entre a extremidade ésquerda da alava::!ca e o tubo. Tendo este modelo em mente. por um fator n. Probl.9 = à n = 3. Seção transversal da correia trapezoidal V que envolve a tração T. Resp.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO No presente estudo do atrito. abaixo guia cilíndrica fixa. . Atrito estático menor que o valor máximo possível e determinado pelas equações de equilíbr:c (geralmente requer wna verificação para ver se F < J1sN).33 6.246 / ESTÃTlCA correia trapezoidal. eJ.89 A corrente tem massa p por unidade de comjrimento. para a maioria dos propósitos engenharia. com Ci = 35° equivaleria a multiplicar o coeficiente de atrito de uma correia plana. 2. com coeficiente constante. onde ocorre movimento qe deslizamento entre as superfícies de conta-- à (F= J1kN).87 Resp.89 Probl. variável. no instante em que o deslizamento é iminente. O uso de uma correia V.1). qualquer que seja o valor da força P. porém suficiente para explicar o fenômeno. da corrente. Se o coeficiente de atrito entre a corrente e o tubo . L-h~ I Probl. 3. de modo adequado.L{3' onde (Ci 2) {3'= sen {3/ fixo for 0.L 2W (1 + eJ! 6. A soh-ção é T= Ce-Ke + e-Ke J eKe f(e)de onde C e K são constantes. ângulo correspondente e.10 . pode-se facilmente visualizar os três tipos de problemas de atritc seco que são encontrados. e empregou-sc um modelo mecânico simples consistindo de irregularidades superficiais entre os corpos em conta (Fig. = J1sN). Determinar o comprimento h. h = 96.:= J. A equação diferencial resultar. O coeficiente de atric é (Sugestão. h = --2 1+J. concentrou-se a atenção no atrito seco ou de Coulomb. 6. do mesmo material.88 A corrente de rolos é usada como chave de tubos. Calcular n. uma equação de primeira ordem. Atrito dinâmico. Resp. 6. T2 = T.25. é da forma dt/de + KT= = f(e). Estas categorias são: 1. determinar o valor mínimo de h paz de assegurar que não haverá deslizamento sobre o tubo. 6. para o qual a corrente estará ::z iminência do deslizamento. linez: não-homogênea. Atrito estático limite com movimento iminente (Fmáx.88 6.L. 6.

0. deve ser visto apenas como uma aproximação. Os coeficientes de atrito são sujeitos a variações consideráveis. solu- ~'" Todo coeficiente de atrito corresponde a um dado par de superfícies em contato. para um dado par de superfícies é geralmente maior que o coeficiente dinâmico. Determinar: (a) a força de atrito F que atua sobre o bloco quando P é aplicada com uma intensidade de 200 N no bloco em repouso. JJ.92 Probl.0 Y (b)P=516~ (c) F= 148 ~ . 6. Resp. então. qual dos dois coeficientes está se tratando.lk' É comum não colocar subscrito e inferir. segundo alguma lei. determinar o maior comprimento que a barra b pode ter para que o sistema trabalhe conforme descrito. a partir do problema a ser abordado. (a) F = 66. o estudante deve ter em mente a existência de outras formas de atrito. Se o corpo estiver parado.. seleciona-se um elemento representativo da superfície ou da linha e calcula-se os efeitos de força e de momento causado pela força de atrito elementar atuando sobre o elemento. à integração desses efeitos sobre a superfície ou linha. Resp. serve apenas como verificação dos cálculos.90 Um sistema de travamento por atrito permite que a barra A se mova para a esquerda. A força de atrito que atua sobre um corpo em movimento tem sempre o sentido oposto ao seu deslizamento. o sentido é oposto ao deslizamento que ocorreria na ausência de atrito. os problemas que envolvem atrito fluido estão entre os mais importantes problemas de atrito encontrados em engenharia e o estudo deste fenômeno está incluído como assunto da mecânica dos fluidos.91 ~ 6. mencionados no artigo introdutório deste capítulo. Se o coeficiente de atrito for IJ.40. Os coeficientes de atrito estático e dinâmico entre o bloco de 100 kg e o plano inclinado são respectivamente. para coeficientes de atrito estático ou dinâmico a serem usados em cálculos de projetos de engenharia. Por exemplo. 6. com seção V.s.20. sobre uma superfície ou ao longo de uma linha. dependendo das condições das superfícies em contato.90 brio tato Um elemento deslizante de uma máquina-ferramenta consiste de uma barra. O uso de valores obtidos em manual. O coeficiente de atrito estático. quando ocorrer. (b) a forçaP necessária par2 iniciar o movimento para cima no plano inclinado a partir do repouso. A barra suporta uma carga vertical w por unidade de comprimento. Ao rever esta introdução aos problemas de atrito. PROBLEMAS PARA REVISÃO 6. Se o coeficiente de atrito entre a sapata B e a barra A for 0. e (c) a força de atrito F que atua sobre o bloco seP = 600 N. Procede-se. J.91 Movimento permitido u-se tato s da trito 6.5 mm Probl.ante no KT= near. Quando existem forças de atrito distribuídas. Não faz sentido falar em coeficiente de atrito para uma superfície única.ATRITO I 2G h casobre Desqualavanmm mprio da atrito . b = 118. O emprego de coeficientes de atrito com três algarismos significativos representa uma precisão difícil de ser reproduzida em experimentos e. determinar a força horizontal P necessária para mover a barra. mas impede o movimento para a direita. que é suportada por um bloco com uma ranhura em V.30 e 0.

tanto para as rosC4S como para o mancal em A. 3m Probl. deslizamento em B. A figura mostra uma catraca de atrito. silenciosa. Se o coeficiente de atrito entre os pneus e a pista de rolamento for 0.6. 6. 6. os coeficientes de atrito estático e dinâmico enir::' a prancha e a arestaB forem 0.96 6. Se o coeficiente de atrito-for 0.92 o parafuso da pequena prensa tem um diâmetro médio de 25 mm e uma rosca quadrada de dlla'i entradas. se a prancha sair do repouso na posiç:E mostrada. e (b) a intensidade R da for' sobre o pino emA. Resp. A barra flutuante AB prende-se na roda de modo que Ci = 200• Se é necessária uma força P = 150 para girar a roda em tomo do mancal em O.94 Probl. determinar: (o) o coeficiente de atrito mínimo entre a barra e a roda de modo a garantir que não h<$. de 660 mm de diâmetro.80. Pmín. com distância entre eixos de 3 000 mm. Resp. calcular o torque M sobre o volante manual necessário (o) para produzir uma força de compressão de 4 kN.-- Probl. calcular a força de atrito F que ab em B.80 e 0.364.98 Calcular o torque M que o motor deve fornece: ao eixo traseiro do carro para que ele passe sob o obstáculo.kg. (b) R = 1. Qual o torque M que o motor aplica às rodas traseiras. re~tivamente. A viga uniforme de 3 m está suspensa por um cabo que passa por uma grande polia. aliviar a prensa da compressão de 4 kN. nessas condições? Desprezar qualquer atrito sob as rodas dianteiras.754 ld\ 6. = l. e tem superfícies que estão bem amaciadas. (b) parz. com um avanço de 8 mm. M = 2. 6. Determ. Se o coeficiente de atrito entre o cabo e a polia for 0.93 Um carro de 1 600 kg. = 0. que gira a roda no sentido anti-horário sob a ação de uma força P aplicada ao punho.97 A extremidade inferior A da prancha homogên~ de 80 kg repousa sobre roletes que podem m ver-se livremente sobre a superfície horizontal. tem o centro de gravidade a 600 mm acima da pista de rolamento e no meio da distância entre os eixos.70. a partir de uma condição de rep e sem que as rodas traseiras deslizem.97 6.96 r 6. O carro tem massa h 1200. determinar o valor mínimo de x para que o cabo não deslize sobre a polia: Resp. sem que as rodas de tração traseiras derrapem.343 m 6.25. encontrar o maior ângulo e que um plano inclinado pode fazer com a horizontal de modo que o carro possa subir por ele. x = 0.95 Probl.i::r o coeficiente de atrito mínimo nas rodas trase~ para impedi-Ias de deslizar. (o) Pmín. &.~" •••. Um pino de retenção em A impede que a polia gire. com velocidade constante.94 Probl. O mancal de escora plano em A é mostrado na vista ampliada.95 . -----1l"""""'" 248 I ESTATlCA 6.6.25.02 kN· m.

101 kN 1450 mm----: 6.103 P nez moSe ntre eotill.103 . é J.102 Probl. P = 5.102 Determinar a força P que iniciará o giro do cilindro de massa m contra a ação do atrito. ção luque N detre aja rça 6.80. O coeficiente de atrito. aplicada em uma delas. de modo que uma força para baixo. çã. conforme aparece na figura. Supondo o contato nos pontos A e B.L.L2 sa. resultará em uma elevação·da carga de 600 kg. O coeficiente de atrito para todas as superfícies de deslizamento é 0. 6. ao operar a máquina. 6.OC .30. 6. para ambos os pares de superfícies em contato.L. (Sugestão.. ara Na figura aparece.100 Probl. se o operador. Calcular a espessura máxima b que a chapa a ser laminada pode ter. e as massas das cunhas são desprezíveis.. 6. Probl. 6. esqueceu de fixar a trava ou se. P= 2. Resp. na coluna. Determinar P.99 O coeficiente de atrito. verificar se a luva desliza para baixo. produzida pela operação de furar. P mm 200 t L Probl. 6.20.:! a de Probl. Resp. empurrando-a com a lâmina.41 kN Uma escavadeira de terraplanagem rola a tara de 750 kg para cima do plano inclinado de 20°. esquematizado. que deve ser exercida contra a tara. é 0. P. calcular o componente P da força normal à lâmina.) Resp. entre a luva da mesa da furadeira de coluna e a coluna vertical. b Probl. um laminador. que é normal ao plano inclinado. 6./1+2" J. A condição crítica ocorre quando a resultante das forças horizontais na chapa é nula.50.ATRITO I 249 ro uas de da. ao contrário.)1 +J. para entrar no laminador puxada apenas pelo atrito entre ela e os rolos. 6.101 cas M duo. Se o coeficiente de atrito entre a lâmina e a tara for 0.99 6. O coeficiente de atrito é J.03 kN ~\ \ \ ce: obre use DZ: ir.100 As duas cunhas de 10° estão posicionadas. podem ser desprezados os pesos da mesa e da luva. o atrito é suficiente para manter a posição. Comparando-se com a carga axial.L -1 .98 = o + d . e entre a tora e o solo for 0.

L E . Escrever a express2:: para o torque de frenagem Mf sobre a roda. Se o coefIciente de atrito entre o tubo e a superfície esférica for }J.107 Probl. com centro de massa G no seu centro geométrico. A pa.30. Supor que as forças entre as sapatas e a roda atuam nos centros das faces de contato das sapatas.250 I ESTATICA to B o E o:> o:> "" 6.107 Probl. A largura da lona e:= contato com o tambor é b... M = 558 N °m As tenazes de atrito representadas na figura =-ram projetadas para erguer engradados de 500 ~ com uma largura nominal de 1 200 mm. secoefIciente de atrito entre a roda e a lona for = Probl. medido do pino O. que evito o deslizamento para o caso em que o des1iz~to é mais provável.105 O caminhão descarrega a caixa escorregando-a lentamente para fora da carroceria elevada.. para cada sapatt. Resp.. Resp. Calcular a força frenante F entre os pneus e a pista de rolamento horizontal quando a caixa está na iminência de deslizar carroceria abaixo. Pode-se demonstrar que a pressão p.105 6. . entre as tenazes e o engradado. 6. e tem um valor Po em e = {3.104 O eixo tubular de parede fina e diâmetro médio D gira em torno do eixo vertical. 6. e apóia-se contra uma superfície esférica fIxa de raio r. do ângulo e.-:::: da confIguração mostrada. 6.106 6. a partir da posição mostrada. e o caminhão estiver na iminência de andar para a frente. A caixa tem massa total de 5 Mg. F = 9. A roda está montada em um mancal fIxo em seu centro.em A) ou estreitos (com contato em B) do que o tamar::: nominal.. -~ -t J~ A C . que conecta 1:: mandíbulas da tenaz. comandadas pelo cilindro hidráuli C.+ E Probl. O coeficiente de atrito entre a caixa e a carroceria é 0..60.106 Uma força de 1 kN é desenvolvida no cilindro hidráulico C para ativar o freio de sapata. = .98 kN As duas sapatas de freio e suas lonas giram torno dos pontos O e se expandem contra o ta:mbor de freio. na corrente horizontal. Não ocorre deslizamento na aresta inferior da caixa. calcular o torque máximo M que pode ser aplicado à roda sem causar rotação. suportando uma :6' carga axial L. Determinar o coefIciente de atrito mí-mo /Jo. entre tambor e as lonas.108 6. escrever a expressão para o momento M.~. determinar se o ~ zamento é mais provável para os engradados pouco mais largos (com contato . Calcular a tração correspo::dente T.. Se o coefIciente de atrito estático entre as sapatas e o aro da roda for 0. necessário a se aplicar sobre o eixo para vencer o atrito no apoio.. varia diretamente com o seI:':. 6.104 6.

}L.50. no cabo. a = 87.108 6. (Sugestão. exigida para girar o carretel. de modo que o cabo possa ser puxado para fora na direção horizontal. ir im is o iá nas . 6. como é mostrado. err. P = 313 N 6.109 m m- O carretel do cabo telefônico tem massa de 3 Mg e é suportado sobre seu eixo nos blocos entalhados em V.. ã.109 og. 6. nos pontos de tangência. que está livre para encontrar sua posição de equilíbrio sobre a corda. pelo içamento dos su- -.:: ta.30. Resp.110 Uma corda flexível leve é passada em torno do disco circular de massa m. em ambos os lados do carretel. eo Probl. para a posição onde o disco está na iminência de girar sob a ação de um conjugado M nele aplicado.) Resp. Resolver a equação resultante para a.ATRITO / 251 portes. O eixo está fixado ao carretel e gira com ele.30 l--1200 mm----J Probl.e termina em uma polia pequena.. Se o coeficiente de atrito entre a corda e o disco for 0. calcular o ângulo a entre as normais à corda. Se o coeficiente de atrito entre o eixo e as superfícies do V for 0. calcular a força P. graficamente.. O carretel é levantado do solo.

2 - TRABALHO Em primeiro lugar é necessário defmir o termo trabalho.1 . as equações de equilíbrio das forças e. Es::: método leva o estudante a compreender mais profundamente o comportamento dos sistemas mecânicos. deslocamento de A para A' está representado pelovetor Lls.1a. baseado no conceito do trabalho realizado por uma força. o caminho mais direto e conveniente. chamado deslocamento do corpo. permitindo. 7.. que é empregado em sentido quantitativo contraste com o seu uso generalizado fora da técnica. ~-:.:~ método do trabalho virtual e é desenvolvido a seguir. assim.1 INTRODUÇÃO Nos capítulos anteriores. 7. Neste capí apresenta-se um método mais útil e direto. nos quais os corpos são compostos de elementos interliga que admitem movimento relativo entre as peças.s tos A' r------. Considere a forç.. é o produto da componl da força na direção do deslocamento pelo deslocamento. Em problemas deste tipo.a constante F que atua sobre o corpo da Fig._ Fcosa I = (Fcosa)6. e onde ~ ou mais forças externas era uma incógnita a ser determinada. esta solução foi empregada para corpos cuja posição de equilíbrio era conhecida ou especificada. geralmente. :. Para a maioria dos cas05. Por definil o trabalho U realizado pela força F sobre o corpo.7. I I (a) Fig. permite que examine com cuidado o assunto da estabilidade dos sistemas em equilíbrio. o equilíbrio de um corpo foi analisado isolando-o com um diagrama de co livre. (a) Trabalho de uma força. que sejam examinadas várias possíVIconfigurações de equilíbrio. e igualando·se a zero as equações dos somatórios das forças e dos momentos.7 TRABALHO VIRTUAL 7. I . ou U F Ia l.dos momen embora válidas e adequadas. não são. durante o seu deslocamento.. Há uma classe particular de problemas. Ele é chamado .

que o trabalho é uma quantidade vetorial.lb. Quando o sentido da componente da força que produz trabalho for oposto ao do deslocamento (Fig. O trabalho é uma quantidade positiva quando a componente da força que produz trabalho possui o mesmo sentido do deslocamento. Expressando-se F e ds em termos das suas componentes retangulares. ma A defInição de trabalho será agora generalizada para levar em consideração condições nas quais possam haver variação na direção do deslocamento ou variações na intensidade e direção da força. Assim. o trabalho realizado será negativo. (a) (b) Fig.s = F -(F cos B) b. tem-se dU em = (iFx + jFy + kFz) + Fy • Fz (i dx dz + j dy + k dz) = Fx dx dy + ujo o. o. ao longo do caminho.TRABALHO VIRTUAL / 253 Vê-se. resultado obtido independe da direção escolhida para decompor os vetores.3b.3a). Assim. o trabalho realizado por F é ( dU os eis s. imediatamente.7.que o mesmo resultado é obtido ao multiplicar a intensidade da força pela componente do deslocamento na direção da força. ste e de = F cos a ds ou dU=F~ (7.1) onde o produto escalar de F por ds adequa-se à defInição de trabalho.s AS r I I I I po os. p·ode-se interpretar esta expressão como sendo a componente F cos a da força na direção do deslocamento vezes o deslocamento ou como o produto da componente ds cos a do deslocamento na direção da força vezes a força. 7.s cos a) Portanto. e Para obter o trabalho total U realizado por F durante um movimento firrito do ponto O de A a B (Fig.3a mostra uma força F atuando sobre o ponto O de um corpo que se move ao longo do caminho indicado. U = (F cos a) b. Novamente. da Fig. deve-se integrar dU entre essas posições. que é U = F(b. o. 7. 7. Durante um deslocamento infmitesimal ds. podendo-se concluir. 7.3 . como representado na Fig. A Fig. 7.2).

e entre cos a e s. a segunda.F. o trabalho realizado por sua resultante se iguala ao trabalho total realizado pelas várias forças.4a tem-se um conjugado M atuando sobre um corpo que muda sua posição angular de uma quantidade de. Durante o movimento infinitesimal no plano da figura. Além das forças. que atuam nos pontos A e B tal que M = Fr. pode-se concluir que não há trabalho devido à translação de um conjugãdo (movimento sem rotação). Isto pode ser verillcado. \ I I I I/ II I I \.254 I ESTÁTICA ou u= f F cos o: ds A fIm de efetuar esta integração é necessário conhecer-se a relação entre as componentes da força e suas coordenadas respectivas. na direção do deslocamento. de B para B'. Na parte b da fIgura representa-se o conjugado por duas forças iguais e opostas. a linha AB move-se para A "B'. igual ao de B. o trabalho realizado pelo conjugado é facilmente determinado combinando o trabalho de cada uma das forças que o constituem. Portanto. F e -F. 7. (b) Trabalho de um conjugado. Como M = Fr. F realiza um trabalho igual a F 'dSA/B = Fr de.-~--// (a) -F (b) Fig. um deslocamento dSB. os conjugados também podem realizar trabalho. pelo fato de a componente da resultante. a primeira.2) I~~i . Durante a rotação. onde de é o ângulo infinitesimal de rotação em radianos. tem-se (7. O deslocamento de A pode ser decomposto em duas partes. devido à rotação em torno de B. se igualar à soma das componentes das várias forças na mesma direção. durante o deslocamento de A para A I. O trabalho total de um conjugado durante uma rotação finita no seu plano torna-se . um deslocamento dSA/B (o deslocamento real de A em relação a B).7. durante o deslocamento idêntico. No caso de forças concorrentes que atuam sobre o corpo. é igual e oposto àquele realizado por .4 O trabalho do conjugado é positivo seM tiver o mesmo sentido de de (no sentido horário nesta ilustração) e negativo se o sentido de M for oposto ao de rotação. ou as relações entre F e s. Na Fig. contudo. Vê-se que o trabalho realizado por F.

. no limite. Na Trabalho tem a dimensão de (força) X (distância). com atenção. Para distinguir estas duas quantidades. (c) Trabalho virtual. n· de = F' os ou oU = F os cos o: 2) onde a é o ângulo entre F e os.TRABALHO VIRTUAL I 255 as se da o. No Sistema Inglês de unidades. (a) Partícula. Sob o aspecto dimensional. Observe. enquanto os se refere a um movimento infrnitesimal virtual ou suposto e não pode ser integrado. oU = M 88. uma partícula. é chamado trabalho virtual e é oU e as a Fm e a ra o. perpendiculares entre si. inicialmente para uma partícula. A diferença entre ds e os é que ds se refere a uma variação infinitesimal no movimento real. pode ser considerado como constante durante qualquer deslocamento infmitesimal virtual os ou 08. A força F. Esta consideração é idêntica àquela que permite escrever que uma área elementar sob a curva y = f(x) é dA =ydx. 7. no processo de determinação da posição correta. que é o trabalho realizado por uma força de um newton movendo-se na distância de um metro sobre a sua direção (J = N' m). que encontra a sua posição de equilíbrio como resultado das forças nas molas às quais está presa. então. Para um deslocamento virtual suposto os da posição de equilfbrio da partícula. seriam eliminados. apareceriam termos de ordem superior que. escreve-se oU r:::z = 2:F ·os = (i2:Fx + j2:Fy + k2:Fz) '(i ox + j oy + k oz) = 2:Fx ox + 2:Fy oy + 2:Fz OZ = O . Qualquer pequeno deslocamento os.EQUlLIBRlO As condições de equilíbrio serão agora expressas em termos do trabalho virtual. ou o conjugado M. No sistema de unidades SI. a unidade do trabalho é o joule (J). Considere agora. Considere a partícula ou pequeno corpo da Fig. o trabalho e o momento de uma força têm a mesma unidade. tendo sido apenas suposto. Se a massa da partícula for significativa. que é o trabalho realizado por uma força de uma libra movendo-se na distância de um pé sobre a sua direção. O termo virtual é usado para indicar que o deslocamento não existe na realidade. Matematicamente. arbitrariamente. a unidade do trabalho é o libra-pé. Um deslocamento virtual pode também ser uma rotação 08 do corpo. cuja posição de equilíbrio seja determinada pelas forças que agem sobre ela. o trabalho virtual total realizado sobre a partícula será oU = FI' os + F2' os + F3' os + . apesar de serem quantidades físicas completamente diferentes. em segundo para um corpo rígido único e em terceiro para um sistema de corpos rígidos interligados. durante o movimento infrnitesimal. será chamado um deslocamento virtual. o peso mg deve ser também incluído como uma das forças. ambas as quantidades são diferenciais de primeira ordem. que atue sobre a partícula durante o deslocamento virtual. afastando-a da posição natural. Por outro lado. que a partícula supostamente sofra. envolvendo o produto de uma força por uma distância. usar-se-á o joule (J) para o trabalho e reservar-se-á a combinação de unidades newton-metro (No m) para o momento..5. envolvendo o produto de uma força por uma distância. Se fosse considerada uma variação na intensidade ou no sentido de F ou M. ambas medidas sobre a mesma linha. que o trabalho é um escalar obtido do produto escalar. = 2:F' os r:: Expressando ~F em termos de suas somas escalares e os em termos das suas componentes virtuais nas direções das coordenadas. quando escrever as suas unidades no sistema SI. durante um deslocamento virtual angular 08 é. e pode ser integrado. O trabalho efetuado por uma força qualquer F. 7. O trabalho virtual realizado pelo conjugado M. a fim de permitir a comparação das várias possíveis posições de equilíbrio.3 . momento é um vetor obtido do produto vetorial.

Esta condição de ser trabalho virtual nulo. porque oU = O e LF = O fornecem a meSlIl2 informação. onde se deseja determinar a reação R sob o rolo. que formam os corpos rígidos. Qualquer deslocamento virtual suposto. O princípio do trabalho virtual nulo para o equihbrio de uma partícula única. Como o trabalho virtual. de peso desprezível. tomadas uma de cada vez e é. equivalente às três condições escalares de equihbrio conhecidas. suposta. para o equihbrio. diretamente. resultará nz mesma expressão que teria sido obtida usando-se uma das equações de equihbrio de força. para a chapa articulada. Somente o trabalho virtual realizado pelas forças externas aparece no cálculo de oU = O. sob a ação de uma dada forçaP. LFy = O e LFz = O. quando cancelado.7.6. um outro modo de se estabelecer as condições de equiHbrio da~partícula. como no caso de uma partícula. aparecerá em todos os termos de oU = O e. opostas e colineares. Este trabalho é nulo. porque pode ser aplicada nas três direções perpendiculares entre si. p b Fig. porque LF = O e também LFx = O. então.7. 7. geralmente não traz nenhuma simplificação adicional ao já simples problema. 06 da . é necessária e suficiente. o princípio do trabalho virtual não oferece vantagem re para a solução de um corpo rígido em equihbrio. porque as componentes do deslocamento das duas partículas ao longo das linhas de ação das forças são idênticas para corpos rígidos. Uma pequena rotação. ou momento. é facilmente realizada.6 Novamente.5 A soma é iguala zero. A extensão do princípio do trabalho virtual de partículas para sistemas de partículas rigidamente ligadas. resulta que o trabalho virtual realizado sobre todo o corpo rígido é nulo. (b) Corpo rígido. e o trabalho realizado por estas forças durante qualquer movimento é nulo. para o corpo todo. A equação oU = O é. realizado sobre cada partícula do corpo em equihbrio é nulo. defInido por um movimento linear ou angular. de modo que possa ser aplicado a sistemas de partículas no desenvolvimento que segue. O conceito do trabalho virtual para a partícula foi introduzido. portanto. uma vez que as forças internas ocorrem em parel de forças iguais.256 / ESTÁTICA XOS ~2VF: FI F4 Fig. Esta condição está ilustrada na Fig.

simplesmente. sejam de encurtamento.7b. e o trabalho realizado por R é + Rb ôe. que é. compostos de forças iguais e opostas. a força horizontal FB que a parede da guia exerce sobre o rolete da extremidade da barra. o princípio do trabalho virtual pode. As forças reativas não realizam trabalho durante um deslocamento virtual.7c para as forças internas FA e -FA da união A.7 (1) Forças ativas são forças externas capazes de realizar trabalho virtual durante possíveis deslocamentos virtuais.' i. também é uma força reativa que não realiza trabalho porque não há deslocamento do ponto O. A explicação para este fato é que as forças internas sempre existem aos pares. 7. Três tipos de forças são identillcadas neste sistema mecânico interligado. . Observando que somente as forças externas ativas executam trabalho durante qualquer movimento' possível do sistema. o princípio Ô U = O dá -Pa Cancelando ôe. Portanto. . não pode realizar trabalho porque o rolete está impedido de se deslocar na direção horizontal.TRABALHO VIRTUAL / 257 chapa em torno de O é compatível com o vínculo articulado em O. a equação de equilíbrio dos momentos em torno de O. sejam de alongamento. Pa -Rb = O. nada se ganha com o emprego do princípio do trabalho virtual para um corpo rígido único. observa-se que o trabalho líquido realizado pelas forças internas nas uniões é nulo. Durante qualquer movimento possível do sistema ou de suas partes. Portanto. O princípio do trabalho virtual será agora aplicado para descrever o equilíbrio de um sistema de corpos rígidos interligados. (c) Sistemas de corpos rígidos. durant. Eles são: é. que são aqueles constituídos por dois ou mais corpos rígidos.7. como será descrito na próxima seção. ser enunciado como a seguir: .7a mostra um exemplo simples de um sistema ideal onde é possível o movimento entre suas duas partes e a posição de equilíbrio é determinada pelas forças externas aplicadas P e F. que não podem absorver energia por deformações. 7. 7. resulta ôe + Rb (j() = O. agora. O uso do princípio terá uma vantagem evidente para corpos interligados. E. (3) Forças internas são forças nas uniões entre os membros de um sistema. O tratamento será limitado aos sistemas chamados ideais. 7. e:o de az nz do í· o as es é .a:s (a) Forças ativas (b) Forças reativas (c) Forças internas Fig.7a.e os seus idênticos deslocamentos. A força Fo que o apoio fixo em O exerce sobre o sistema. onde não há possibilidade de existir deslocamento virtual na direção da força. (2) Forças reativas são forças que agem em pontos de apoio fIxos. Na Fig. e é tomada como deslocamento virtual. A Fig. ligados por conexões mecânicas sem atrito. e o trabalho de uma força necessariamente anula o trabalho da outra. as forças P e F são forças ativas porque realizam trabalho quando as barras se movem. O trabalho realizado por P é -Pa M. como é mostràdo na Fig. rr:. Na Fig.

completamente. as relações entre as forças ativas podem ser detenninadas diretamente. compatível com os vfnculos.: posição de equilíbrio de sistemas sob a ação de cargas conhecidas. a confIguração de um sistema mecânico. realizado por todas as forças externas ativas. deve ser desenhado um diagrama que isole o sistema em consideração. Estas vantagens fazem o método do trabalho virtual particularmente útil na determinação é. A Fig. onde são necessárias dU25 coordenadas independentes para detenninar a confIguração do sistema. onde são mostradas todas as forças.8b mostra três exemplos de sistemas com dois graus de liberdade. 7. onde é necessária somente UrE. o diagrama para o método .258 / ESTATICA o trabalho virtual executado pelas forças externas ativas. O número de coordenadas independentes necessário para especillcar. 7. 7. Sob esta forma. Adicionando mais barras e rem vendo vínculos de apoio do sistema de barras da fIgura da direita. não é necessário desmembrar-se os sistemas ideais para estabelecer as relações entre 25 forças ativas. sem referência ~ forças reativas.7a é um diagrama das forças ativas pé1L~ o sistema mostrado. é nulo para todo e qualquer deslocamento virtual. redundará em erro. Em oposição ao diagrama de corpo livre. O método do trabalho virtual é bastante útil para os propósitos mencionados. seja desprezívi Como conseqüência. se' o atrito interno em um sistema mecânico for apreciável. porém requer que trabalho executado pelas forças internas de atrito. (7.3. a menos que seja levado em consideração trabalho realizado pelo atrito interno. O princípio pode ser matematicamente representado pela equação. Segunda. como é geralmente o caso com o método de equilíbrio baseado nos somatórios de força e d= momentos.8a mostra três exemplos de sistemas com um grau de liberdade. a aplicação do método -'trabalho virtual ao sistema como um todo. durante um deslocamento virtual. No método do trabalho virtual. pode ser obtido qualquer número de gr de liberdade. ~ Fig. (d) Graus de liberdade. Este tipo de problema é oposto ao de se determinar as forças que atuam em corpos cuja posição de equilíbrio está fIxada. sobre um sistema mecânico ideal em equilíbrio. trabalho necessita mostrar somente as forças ativas.8 • . Entenda-se por vínculos as restrições impostas pelos apoios ao movimento do sistema. o princípio encontra sua maior aplicação nos sistemas ideais. visto que as forças reativas não entram na aplicação • oU = O. cOClrdenada para determinar a posição de cada parte do sistema. Primeira. A Fig. A coordenada pode ser uma distância ou uc ângulo. durante qualquer deslocamento virtual. é chamado de número de graus de liberdade do sistema.7. Essencialmente são duas. Tal diagrama é chamado diagrama das forças ativas. P mg (a) Exemplos de sistemas com um grau de liberdade (b) Exemplos de sistemas com dois graus de liberdade Fig. onde &U significa o trabalho virtual total. Somente agora podem ser percebidas as reais vantagens do método do trabalho virtual.

re- o princípio do trabalho virtual. de modo que a expressão matemática correta para o trabalho é mg (+ ôh). D É evidente. colocando. para o movimento ôx. pela geometria. Assim: h = icos 2 Analogamente. no sentido de P.l ~ 2 e ôh=_isen~ôe 4 2 Notas: CD 2 Substituindo na equação do trabalho virtual.TRABALHO VI RTUAL / 259 ma. p . Para obter este resultado pelos princípios do somatório das forças e dos momentos. Com h positivo para baixo. se restringirão a sistemas com um grau de liberdade. que sendo x positivo para a direi. As aplicações do trabalho virtual. quando o centro de massa se move para cima. Cada um desses deslocamentos virtuais será.1 Cada uma das duas barras articuladas homogêneas tem massa m e comprimento 1 e é suportada e carregada como mostrado.sen . consultar o Capítulo 7 da l.::_-_ =. o trabalho virtual vem a ser [ôU= O] P ôx + 2mg ôh p =O i d= é. decorrente de um aumento em xeeme. * Para exemplos de problemas com dois ou mais graus de liberdade. cuidadosamente. que o peso mg realiza trabalho negativo. Assim. ôX é também positivo para a direita.. ÔU= O. a expressão matemática em concordância com a observação física. que é a quantidade que se deseja determinar.3) ca- te a3 de à! ill. s. Para uma dada força P. A solução pelo método do trabalho virtual é mais simples. O diagrama de forças ativas para o sistema composto pelas duas barras é mostrado separadamente. ôh terá um sinal negativo. expresso em função da variável e. . x = 21 sen ~ e ôx = I cos ~ ôe 2 . autor. na direção de mg. Observe. mantendo todas as outras constantes. ôh é também positivo para baixo. expressa-se ôh em termos de ôe. <6> Obtêm-se ôh e ôx das mesmas regras matemáticas de diferenciação com os quais se obtém dh e dx. apenas. a seguir. que serão tratadas aqui. O princípio do trabalho virtual exige que o trabalho total de todas as forças externas ativas seja nulo para qualquer deslocamento virtual compatível com os vínculos. * Problema Resolvido 7. pode ser aplicado tantas vezes quantos forem os graus de liberdade. são forças reativas. que ôh é negativo para ôx positivo. assim.ôe .a Edição de Estática. - ê: Solução. seria necessário desmembrar as barras e levar em conta todas as forças que atuam sobre cada barra. e inclui os dois pesos mg além da força P.' e e:. Todas as outras forças que atuam externamente no sistema. determinar o ângulo e de equilíbrio.2mg . de modo que o trabalho virtual é P (+ ôX). Quando. Em cada aplicação do método permite-se. que não realizam nenhum trabalho durante o movimento virtual ôx e não são mostradas.ôe = 2 4 2 O o que dá e tg 2P mg 2= ou 2P e=2arctg mg Resp. a variação de uma coordenada independente. agora.ta. vem e 1 e Pl cos .

M está limitado aos valores de equilÍbriO que não excedam mgb. separados para as três peças móveis. A posição vertical do centro de gravidade G está indicada pela distância h. em relação aos pontos de ligação das duas barras. Com O medido positivamente. é evidente. o trabalho realizado pelo conjugado M. é +mg óh = mg ó (b cos O + c) = mg(-b = -mgb sen O óO + O) senO óO 1) O sinal menos. As barras têm massas desprezíveis e supõe-se que não haja atrito. visto que sua derivada é igual a zero. que o método do trabalho virtual. formado pelas barras com a vertical. seria necessário incluir na análise. lida diretamente com causa e efeito. A constante c é eliminada. no sentido de mg. para este problema. Determinar a expressão para o ângulo de equilíbrio o. no final. Então. Para este método. e ter-se-ia que considerar as reações internas nas articulações de pino.1. seria preciso desenhar diagramas de corpo livre. A vantagem da solução pelo método do trabalho virtual. e é h = b cos O + c. Para efetuar estas etapas. O croqui dado constitui-se no próprio diagrama de forças ativas para o mecanismo completo. Corno o valor de senO não pode ser maior que a unidade. manteve-se a consistência matemática com a definição de trabalho e observa-se que o sinal algébrico da expressão resultante concorda com a variação física. Considere a alternativa de urna solução pelo equilÍbrio de força e momento. durante urna variação no ângulo o. durante o movimento óh. Resolvido 7. únicos que realizam trabalho sobre o sistema. no sentido horário. corno no Probl. . neste problema. que são articuladas corno é mostrado.260/ ESTATICA Problema Resolvido 7. a posição horizontal de G. e não faz referência a grandezas irrelevantes. emboril quando se solucionam estas equações. para um valor positivo de ó O. a referência a esta posição é eliminada. abaixo da linha horizontal de referência fixada. indica que o trabalho é negativo. para um dado valor de M. Solução. pela aplicação do conjugado M à extremidade de urna das duas barras paralelas. vem [óU=O] MóO + mgóh = Nota: O que resulta M óO CD = mgb sen O ó O M mgb Resp. na equação do trabalho virtual. Assim. visto que mg e M são a força e o momento externos. 0= arcsen-- Outra vez. Substituindo. no sentido horário. ó O é também positivo no sentido horário.2 A massa m élevada para urna posição de equilÍbrio. é +M óo. é logo vista quando se experimenta a solução pelo equilíbrio das forças e dos momentos. O trabalho realizado por mg.

. A partir da posição horizontal da conectora. executado por Me P.TRABALHO VIRTUAL I 261 Problema Resolvido 7.3 Determinar o valor da força P aplicada sobre a luva desllzante. Desprezar a massa das partes móveis. para impedir que a barra OA gire. x--! Solução. observa-se que o método do trabalho virtual produz uma relação direta entre a força ativa P e o conjugado M. de modo que ôb = O. pode-se escrever. 0= 2x ôx + 2y ôy Assim. O comprimento b é constante. o deslocamento angular movimenta A para baixo da distância ôy = a ôe onde ôe é. naturalmente. que será o deslocamento virtual. a diferencial da equação e obtém-se. . ® Poder-se-ia usar. não seria igual aôy. Do triângulo retângulo que tem a barraAB como hipotenusa constante. um deslocamento virtual anti-horário para a conectora. do ponto A. o que causaria apenas a inversão dos sinais de todos os termos. ® Môe+Pôx=O P= Mx ya Môe+p(-~aôe)=o = Mx ha Resp. . Outra vez. também. b2=X2+y2 Toma-se. sob a ação do conjugado M. O esboço apresentado na figura serve como diagrama das forças ativas para o sistema. y ---t----Í. Todas as outras forças são ou internas ou reativas que não realizam trabalho devido aos vínculos. Observe o sinal negativo que apenas nos diz que. expresso em radianos. a partir da posição horizontal mostrada. se a conectora OA não estivesse na posição horizontal. no sentido horário. agora. a outra deve ser negativa. ôx=-Laôe x e a equação do trabalho virtual dá [ôU= O] CD ou ôx =- L x ôy Notas: Observe que o deslocamento aôe. ôe. se uma variação é positiva. Determina-se o trabalho virtual resultante. Dá-se à conectora OA um pequeno deslocamento angular. sem envolver outras forças que são irrelevantes neste relacionamento.

4 2".3 .3 Probl.4 7. 7.2 O mecanismo articulado é usado para posicíonar a massa m nas guias verticais lisas.3 Encontrar a força Q exercída pelo furador de papel. e = are tg ~ 7. se P fosse apli. exceto quando indicado o contrário.6 pela fQ:Ç' horizontal P. A posição de equili1ri: da estrutura no plano vertical é determinada ~ conjugado M aplicado à barra da esquerda. repetido aqui. com centro de massa em G. 7. Resp. Resp. Exp sar e em termos de M.262 I ESTATICA PROBLEMAS PROPOSTOS (Nos problemas abaixo. supor que o trabalho negativo do atrito é desprezível. 7. determinar o ângulo e para que haja equilíbrio. 7.1 7. Substituir o conjugado M do Probl. Seria a ação mais eficaz.7 Cada uma das barras uniformes da estrutura t=. 7. Determinar a força horizontal P necessária para se tentá-Ias na posição mostrada.. Determinar a expressão para a força horizontal P necessária para suportar m. necessário para equilibrar a massa m. para qualquer valor de e. e = are cos 2P mg Probl.conforme mostrado.6 7.mg tg Probl. O polígono ABCD é um paralelogramo. sobre a alavanca de comando do caminhão basculante. P = 4. Resp.do Probl.5 Cada uma das barras uniformes tem massa m. no plano vertical. massa m e comprimento b.65.cada em uma direção diferente da horizontal? Resp. e determinar :: ângulo de equilíbrio e.1 Para uma dada força P. P = mg tg e Probl. 7.) 7. quando o ângulo de descarregamento for e. 4.2 7. 7. Determinar o torqueM. Desprezar a massa das barras.5 Probl.

F = 0. - e :: r. Probl. em radianos. que a roda gira. A massa combinada da cadeira e do paciente é m. mostra-se facilmente que S = R (3.81 é repetida aqui. para subir o plano inclinado de ângulo (). se a roda rola sem escorregar.) Probl.8 Determinar a força F que o paciente deve aplicar. P =""2 mg( I. 7. O canto inferior C é livre para rolar horizontalmente.TRABALHO VIRTUAL / 263 7. 7.12 Cada uma das barras uniformes tem massa me roletes centrais com movimento confmado pela guia e=. quando o sistema articulado do cilindro se alohga. Desprezar os pesos de todas as outras peças. 7. para qualquer valor dado de (). necessária para manter o equilíbrio em um dado ângulo ().6 P • Probl.E .10 7. tangente ao anel de condução da cadeira de rodas. que tem massa m e centro de massa em G.7 7. Resp. 7.b h) tg () () Probl. determinar a compressão C no cilindro. Para a posição mostrada. Determinar a força P. 7. sobre o cabo da alavanca.9 A prensa do Probl.7. 4. necessária para produzir uma compressão R sobre o rolete.9 Probl.8R cos () O cilindro hidráulico é usado para expandir o sistema articulado e elevar a carga P. 7. Determinar a força F. Resp.12 .8 Probl.11 7.11 O cilindro hidráulico DA e a barra OR estão combinados para controlar a inclinação da carga.10 Probl. (Se s for o deslocamento do centro da roda medido sobre o plano inclinado e (3 o ângulo correspondente. exercida pelo cilindro. 7.

Determinar a relação entre . 7. está articulada à estrutura Probl. onde 23 pinças estão paralelas. O prato e a barra vertical AB têm a massa m I e estão articulados no setor em B. Probl. Resp. e é elevada pela aplicação de um tmque M sobre a extreI!lidade inferior da barra. de massa m2.15 7.15 fixa. 7. Relacionar o torque M à carga mg para os valores dados de b e 8. em serviço de aeronaves. de massa mo. As ranh ras horizontais permitem que o sistema articulado se abra. 7. C=!.e(d + c) 2~ p Probl. A extremidade A está articulada à barra homogênea AC. articulado em O e com centro de massa em C.16 7. quando a caixa de carga for elevaclz. tem uma carga de massa m. desprezado. antes do lançamento. As pinças da garra de controle remoto desenvolY<õ uma força de pega C.. O pistão tem uma área útil de 10' mm2• O peso do conjunto é considerável. Resp. comparada com m. Calcular a força de aperto F em A.17 A figura mostra um dispositivo para medir a radÍêção do corpo de um paciente. Expressar M em função de h. se a barra CE estiver sob tração produzida por uma pressão do fluido de 20 MPa. F = 6. Determinar o ângulo 8 para que haja equilíbrio sob a atuação do conjugado M.14 = ~tg: SmgL 5 .13 O croqui mostra o esquema aproximado da montagemque prende o flange da base do foguete Saturno V ao pedestal de sua plataforma. O ro1ete da extremidade da barra inferior tem o movimento restringido pela guia lisa horizontal. que atua sobre o lado esquerdo do pistão dei cilindro hidráulico.14 A balança postal consiste de um setor. que. Desprezar to' o atrito e a massa do sistema articulado. Expressar C em função de P. e será. mas é pequeno comparado com a força de aperto produzida. para a configuração mostrada. aplicada à haste de controle.13 7._ massa m a ser medida e o ângulo 8. portanto.. 7. com um torqueM. A figura OBAC forma um paralelogramo e ângulo COB é reto. como resultado de tração P.16 A caixa de carga do caminhão de distribuição de alimentos.264 / ESTÁTICA lisa vertical. supondo q 8 = 8 o quando m = O.. M Probl. Resp. 7. que está articulada à estrutura do caminhão.00 MN 7. O contador de radiação A tem massa m e é posicionado girando-se parafuso de avanço L. que controla a distância BC. por sua vez.

comparada com a massa m da carga. A força de aperto é P = 150 N. A posição vertical da carga de massam é controlada pelo parafuso que conecta as uniões A e B.. 4. Se é necessário aplicar um momento Mf para vencer o atrito nos metes e nos mancais do parafuso.21 Probl.' 'A I Probl. A massa do elevador é deprezÍvel comparada com a massa m do veículo.2 1 cos fi . 7. determinar a força compressiva C no cilindro hidráulicoAB. é igual ao seu avanço L (avanço por rotação). para uma rotação do parafuso.19 Determinar o torque M exercido pela chave antitorque. c) Prob\.110 e repetida aqui. 7. Resp. Se a màssa de estrutura for desprezível. 7. / 265 eo e a ue 7.21 p 7.. O parafuso tem um avanço por rotação L. para qualquer ângulo R C mg y' 1 + 8 sen' fi esp. 7.22 Expressar a compressão C no cilindro hidráulico do elevador de carro em função do ângulo O. Desprezar o atrito. 7. C = 2mg cotg fi ) Prob\. para elevar a carga.17 p 7. determinar a expressão para o momento total M.20 A plataforma elevadora faz a entrega de carga na porta de carga de um avião.20 unas P.19 + (1)' . 7.18 de ga orue udo da. = ---s-en-fi fi_o _ M~ Prob\. M= 7.TRABALHO VI R TUhJ. defrnida no Probl. necessário a ser aplicado ao parafuso.88 Nem Determinar a força F entre as mandíbulas do grampo. A variação na distância entre A e B. Resp.' -i~. lve 7. em função de um torque M exercido sobre a manivela do parafuso de ajuste.18 p 40 120 mm mm iarae o ono rga do rafi g2 ".

ESTABILIDADE E ENERGIA POTENCIAL No item anterior tratou-se de configurações de equilíbrio de sistemas mecânicos compostos de membros individuais. 4. .71 é repetido aqui com dimensões simbólicas.266 / ESTÁTICA p L Probl. ~ lançada de um carro de combate. e ~IF Resp.. Determinar a força de aperto C.j 1 + sen S Probl. diretamente.22 7. ao importante problema de determinar ~ estabilidade do equiHbrio.25 7.23 Determinar a força P desenvolvida nas mandíbulas do alicate rebitador do Probl. em função de a. de vão L. que leva.24 O alicate articulado do Probl.23 7. 7. relacionar a força F TIl cilindro hidráulico com o ângulo e de equilíbrio. repetido aqui. 4. agora. F = mgL b . O método será. Resp.4 . é ' introduzir o conceito de energia potencial. 7.25 A ponte militar. tidos como perfeitamente rígidos.85.a) = 'Z.)2 tg e . Com este objetivo. através da ação do sistema articulado hidráulico AB. 7. Resp. estendido para levar em consideração sistemas mecânicos que possuem elementos elásticos na forma de molas. mostrada na fIgura. para urna determinada força P no cabo. Por que se deve calcular trabalho do momento interno em C? Discutir escolha do método do trabalho virtual para este problema. 7. O mecanismo interno em C mantém o ângulo 'l= entre as duas partes. P= 2Feb c (b . C=P f( i cotg a-I ) Probl. Se cada das duas partes idênticas da ponte tiver massa me centro de massa em G.

Esta energia é potencialmente utilizável e pode ser JeCUperada. o Ve será também negativo. torna-se mea Correspondentemente.-dxX2 Fig. o trabalho realizado sobre ela é igual à variação na energia potencial elástica. apenas X representará. a energia potencial da mola se iguala à área t~iangular no diagrama de F versus x. como no caso da compressão. na direção do deslocamento. aliviando a mola de sua compressão.9 . se ox for negativo. o trabalho virtual realizado sobre ela é a variação virtual da energia potencial elástica. considera-se a força F como sendo diretamente proporcional à deflexão x. Durante um deslocamento virtual ox da mola. onde k é a constante da mola. O trabalho realizado no elemento elástico é -armazenado no próprio elemento e é chamado energia potencial elástica. O trabalho realizado por F durante o movimento dx é dU = F dx. Ve. agora.4) Assim. 7. Esta relação é escrita como F = kx. - L -: E:- (a) Energia Potencial Elástica. é Ve ou = I o x F dx = ~ kx2 (7. a variação (final menos inicial) na energia potencial da mola. admitindo-se que o elemento realize trabalho no corpo. as relações de trabalho e de energia serão as mesmas. de modo que a energia potencial elástica da mola. de O a x. para compressão x. Enquanto a mola estiver sendo esticada. observa-se que a força atua. Quando a mola está tracionada.TRABALHO VIRTUAL I 267 r-- Comprimento livre ----1 F F dVe = kxdx o O X ~x Xl ~ 11 f. o estiramento da mola. realizando trabalho positivo sobre a mola e aumentando sua energia potencial. úVe = Fúx = kxúx Se a força compressiva for diminuída. durante o alívio de sua compressão ou ongamento. de X = X 2 para X = X I. no lugar da compressão.. Considere a mola (Fig.7. ao invés de comprimida. e é uma medida da rigidez da mola. Supõe-se que a mola Jeja elástica e linear. ou que é idêntica à área trapezoidal de Xl a X2. . Durante uma variação na compressão da mola de Xl para X2.9) que está sendo comprimida por uma força F. isto é.

quando o trabalho realizado pelas forçzs de gravidade é expresso por uma mudança na energia potencial do corpo. Note-se. de um corpo é defmida. do corpo da Fig. se o corpo tem um deslocamento para baixo ôh. Assim. que a energia potencial gravitacional é também independente caminho percorrido para atingir o nível h em consideração.h é iglli: em todos eles. e esta variação é independente da posi~ do plano de referência.=-Wh Fig. é perfeitamente' arbitrário. Vg. com sentido positivo de h para baixo. o corpo de massa m. 7. Assim. Tomando-se Vg igual a zero. A variação virtual da energia potencial gravitacional é simplesmente ôVg = mg8h C= onde ôh é o deslocamento virtual para cima do centro de massado corpo. ainda. 7. mostrado na Fig.7.10.10 Uma alternativa para o tratamento anterior pode ser adotada. do mesmo modo que o trabalho de qualquer outra força ativa.11. No item anterior. Portanto. simplesmente. !lã: importando qual caminho é seguido para ir do plano de referência I ao plano de referência 2. atuando sobre um corpo. Este tratamento opcional é ~ representação útil. sua energia potencial gravitaciom.268 I ESTA T1CA Como a força que atua sobre a extremidade móvel de uma mola é o negativo da força exercida pela mola sobre o corpo ao qual está fIxado esta extremidade móvel. o peso W = mg realiza um trabalho negaf ô U = -mg ôh.: referência.10). As unidades da energia potencial são idênticas às do trabalho e são expressas em joules (J) no sistema e pé-libra (ft-Ib) no sistema inglês. nula. É importante notar que o plano de referência. onde a ener~ potencial é. em h = O (Fig. h é medido em relação ao centro de massa do corpo. na altura h acima do plano ti. a energia potencial é o negativo do trabalho utilizado pelo pel Quando o corpo é levantado. Ou. arbitrário. em um deslocamento para cima ôh. pelo trabalho realizado no corpo com objetivo de trazê-Io para a posição em consideração. . este trabalho é convertido em energia potencialmente disponíw " visto que o corpo é capaz de efetuar trabalho em algum outro corpo. a energia potencial gravitacional do corpo é (7 Se o corpo estiver a uma distância h abaixo do plano de referência. tem a mesma variação da energia potencial. conclui-se que o trabalho realizado sobre o corpo é o negativo da variação da energia potencial da mola. 7.: é -mgh. Naturalmente. tratou-se o trabalho de uma força gravitacio~ ou peso. (b) Energia Potencial Gravitacional. quando ele retoma à sua posiç&! original mais baixa. ô Vg seria negativo se o centro massa tivesse um deslocamento virtual para baixo. por defmição. G''- -- :r+h óh 5Vg ou ~/----'\ W = + W5h -de referênCiaT Vg = 0--I Plano +h alternativo ~ W V. óU= Vg = . uma vez que somente nos interessa a variação da energia. pois ti. então.W5h + Wh . de algum plano de referência. quando se defmem os sistemas mecânicos em função de sua energia total. peso executa um trabalho positivo ô U = +mg ôh. para o qual a energia potencial é nula. A ene~ potencial gravitacional. por exemplo.

excetuando as forças das molas e as gravitacionais. em sistemas mecânicos pode ser substituído pelas variações correspondentes na energia potencial no sistema equivalente. Ao utilizar o método do trabalho-energia é útil desenhar o diagrama das forças ativas do sistema. (d) Estabilidade do Equilíbrio. ser escrito como (7. Ao incluir um membro elástico dentro do contorno do sistema. expresso pela Eq. o princípio dos trabalhos virtuais. . ou peso mg. observou-se que o trabalho realizado por uma mola sobre o corpo que está ligado à sua extremidade móvel. variações da potencial gravitacional e da energia potencial elástica total do sistema. o trabalho executado pela força gravitacional. o trabalho realizado pelas forças externas ativas. é igual às correspondentes E. é equivalente à variação mg 8s cos o: na energia potencial da massa m para o sistema equivalente. 7. Com a substituição dos termos do trabalho pelos da energia.TRABALHO VIRTUAL / 26~ _ - :- As unidades da energia potencial são idênticas às do trabalho e da energia potencial elástica. sem atrito dinâmico interno. A quantidade 8 U agora representa o trabalho virtual realizado sobre o sistema durante um deslocamento virtual. (c) Equação da Energia. Colocando estas variações no lado direito da Eq. durante o deslocamento virtual 8s de seu ponto de aplicação. Aqui.6. daqueles que não o são. Portanto. Além da substituição do trabalho das forças de gravidade pelas variações correspondentes na energia potencial. é o negativo da variação da energia potencial gravitacional. a decisão mais importante consiste em defmir no que constitui o sistema.7) ~- - ~ ~. para o caso de um sistema mecânico com membros elásticos e membros que mudem de posição.12. para sistemas mecânicos. o trabalho realizado por F. agora. vê-se que as forças de interação entre ele e o membro móvel ao qual está conectado. são internas ao sistema e não necessitam ser mostradas. o trabalho de outras forças ativas. 7. pode-se substituir os trabalhos das molas e dos pesos pelo negativo das respectivas variações da energia potencial. para todo e qualquer deslocamento virtual consistente com os vínculos. Nas duas seções anteriores. é o negativo da variação da energia potencial elástica da mola. quando se aplica a equação do trabalho virtual a sistemas com molas e com variações na posição vertical dos seus membros. aplicadas externamente ao sistema. pode-se reescrever o princípio do trabalho virtual. como a seguir: virtual realizado pelas forças externas ativas sobre um sistema mecânico em equilíbrio. pode. _ o trabalho Como sempre. Também.3 pode-se escrever a equação do trabalho virtual como (7. como é mostrado na Fig. pode ser convertido em variações da energia potencial. adotando como contorno o limite que distingue. Portanto. com sinal oposto. joule (J) em unidades SI e pés-libras (ft-Ib) no sistema inglês.6) onde V = Ve + Vg representa a energia potencial do sistema. os membros que são parte do sistema. mais claramente. por todas as forças externas ativas. 7. Assim sendo.

também..:. que descreve a sua confIguração. Em sistemas com vários graus de liberdade. Por outro lado. 7. observando que um ligeiro de camento da posição de equilíbrio estável. a saber. do livro Estática. em um ponto de valor máximo. 7._. resulta em um aumento na energia potencial e em uma tendência "retomar à posição de nível de energia mais baixo.~. resulta em uma diminuição da energia potencial e em uma tendência de se afastar G posição de equilíbrio. a condição de equilíbrio ó V = O é. pan:. como ~ seguir: * Para exemplos de sistemas com 2 graus de liberdade.7. Assim..->- Sistema dado Sistema equivalente Fig. 7.. a derivada segunda é positiva em um ponto valor mínimo da função e. .~ posição estável. pode-se escrever as condiçõ~ matemáticas para o equilíbrio e a estabilidade de um sistema com um único grau de liberdade. em um sistema de um grau de liberdade. quando a energia potencial total é um mínimo (equilíbril estável).a Edição.7 exprime a exigência que a confIguração de equilíbrio de um sistema mecânico seja uma..13 Pode-se. onde a energia potencial do rolete é claramente um mínimo I. total for nula. Portanto. equivalente à co dição (7.-.8 se aplica a três condições. . Quando uma função e suas derivadas são contínuas.270 I ESTA TICA / U ' ctl . Para a posição de equilíbrio indiferente. ': --m[lmg=F L_J=rúscosa . um pequeno deslocamento. a derivada parcial de Ver::: relação a cada coordenada. para um lado ou para o outro não altera a energia potencial e não exisI: tendência de movimento para nenhuma outra posição. deste autor. " ~. um máximo na posição instável e uma constante na posição indiferente.7." .. caracterizar a estabilidade de um sistema mecânico.. Capítulo 7. para uma posição de nível de energia mais baixo. a qual a energia potencial total V do sistema tenha um valor fIxo. x..~ . Estável Instável Indiferente Fig. A Eq. um ligeiro deslocamento da posição C= equilíbrio instável.13 apresen um exemplo simples destas três condições.8 diz que um sistema mecânico está em equilíbrio quando a derivada da sua energia potenciE. * A Eq.12 A Eq. deve ser nula. um máximo (equilíbrio instável) ou uma constante (equilíbrio indiferente). l. consultar o item 43. matematicamente. negativa. 7. A Fig. por exemplo x. para haver equilíbrio. onde a energia potencial e suas derivadas são funções contínuas de uma única variável..

Assim. porém. Traçar o gráfico da energia potencial V do sistema e mostrar que ela é mínima na posição de equilíbrio. neste problema. d2V/dx2 = k.) Escolhe-se o plano de referência. e o traçado do gráfico de V versus x.4 ec o cilindro de 10 kg está suspenso pela mola com constante igual a 2 kN/m.J 2 de da ete O. podecse encontrar a situação onde a derivada segunda de V também seja nula na posição de equilíbrio. provando que o equilíbrio é estável. a posição de equilíbrio seja. L Problema Resolvido 7. para a energia 1) potencial nula. diferente de zero e remanescente. no valor do equilíbrio. de modo que a energia potencial total é [V= Ve + VgI 6 oz 4 V. Por exemplo. m = 10 kg 8 Solução. deve·se examinar o sinal das derivadas de ordem mais alta. Se a ordem da derivada mais baixa. o equilíbrio é classificado como instável. as relações de energia. para este caso simples. a solução será desenvolvida como se a posição fosse desconhecida. a o equilíbrio -4 dV = kx .de modo bastante simples. para determinar o tipo de equilíbrio. aquela na qual a força na mola se iguale ao peso mg. apresenta um ponto de inflexão na curva. simplifica a álgebra.mgx de es.mg = dx O. de acordo com o sinal desta derivada. que é positivo. ser positivo ou negativo. :' m:=. obviamente. para apresentar. o equilíbrio será estável ou instável. . aquele que corresponde à posição da mola sem extensão. usa-se uma expansão em série de Taylor para duas variáveis. Embora já se saiba que. G. (Embora. for ímpar. O critério de estabilidade para sistemas com mais de um grau de liberdade requer um tratamento mais avançado.m -2 V= ocorre onde +kX2 .TRABALHO VIRTUAL / 271 Instável I Equilíbrio dx dx2= dV d2V> dx2 d2V <O O O I (7. diferente de zero e remanescente. Se a ordem da derivada mais baixa. -8 Notas: CD A escolha é arbitrária. . com inclinação nula. for par.9) Estável =. neste caso. para este caso. A energia potencial elástica em uma posição arbitrária x é Ve = +kX2. o equilíbrio é estável. pode-se provar este fato determinando o sinal da derivada segunda de V na posição de equilíbrio.lOx. para dois graus de liberdade. e a energia gravitacional é -mgx. e:r o::<- Por vezes. x = mg/k -6 o.

Se a mola está sem compressão n'! posição correspondente a O = O. entre as barras. a haste leve. aumenta.10 (9.272 / ESTÁTICA Substituindo os valores numéricos tem-se ® Pode-se escolher planos de referência diferentes para Ve e Vg.049 m ou 49 mm Resp. o plano que passa por O. Calcula-se V para vários valores de x e traça-se o gráfico de V versus x.!.049 m. devido à aplicação da força horizontal P. comprime a mola de constante k. como mostrado. [oU=oVe +oVg] 2Pb cos %08 = ° (2kb' sen' %) + 2 2 ó (-2mgb cos %)= 8 + mgb sen . v = -} (2000) = x' . que é conectada em A e passa através de um orifício articulado em B. Esta mudança apenas deslocará as curvas separadas de Ve e Vg para cima ou para baixo mas não influenciará a posição do valor mínimo de V. e o valor de x. Quando o ângulo O. como referência para a energia .08 2 8 8 = 2kb' sen . onde dVjdx = O e d'Vjdx' é positivo.5 As duas barras uniformes. 2 0)2 = 2kb' sen~ - O 2 Tomando. de modo 2 que o trabalho óU=P ° (4b sen %)= 2Pb cos % 00 A equação do trabalho virtual dá. A compressão x da mola é igual à distância que A se afasta de B. O esboço dado na figura serve como diagrama de forças ativas para o sistema. no equilíbrio é x 10 (9. Problema Resolvido 7.!.81)/2 000 = 0. que é x energia potencial elástica da mola é = 2b sen . Assim. agora.81) x expresso em joules. estão no plano vertical e possuem vínculos e ligações conforme mostrado. determinar a força P que produzirá o equilíbrio no ângulo o. tendo massa m cada uma. Solução. por conveniência. a expressão para Vg torna-se [Vg=mgh] Vg = 2mg ( -b cos %) A distância entre O e C é 4b sen virtual feito por P é . potencial gravitacional nula. O valor mínimo de V ocorre em x = 0. sem afetar as conclusões. 2 a Ve = ~k • 2b sen ( .cos - 08 .

-}mgb) sen e e= = (kb2 cos =o As duas soluções desta equação são sen-e =O e mg cos e = 2kb Notas: Determina-se. Em um problema numérico. nas guias horizontal e vertical. -agora. então. A mola. Solução. o esboço da figura serve como diagrama de força ativa.1) . l) sene = e= O de2 = kb2 (2 _ 1) _ 2-mgb 2 = kb2 (1 _ 2kb mg) d2V = positivo (estável) = negativo (instável) se k> mg/2b se k < mg/2b Resp. -= kb2 de2 d2V (cos2 e . de modo aproximado. Toma-se o eixo x como referência para a energia potencial gravitacional nula. não está deformada quando x = O. correspondente a uma dada força P. poder-se-ia resolver. as energias potenciais gravitacional e elástica são Ve y I I = -}kX2 = -}kb2 sen2 e e b Vg= mg 2" cos e A energia potencial total é.sen2 e) .2-mgb cos e = 2 = kb2 (Solução (2 cos2 e . = O. traçando um gráfico dos valores numéricos da soma das duas funções de e e determinar o valor de e para o qual a soma é igual aP.-}mgb cos e O.TRABALHO VIRTUAL / 273 - Simplificando obtém-se e P e c = kb sen 2" + -} mg tg 2" Resp. A derivada segunda é CD Cuidado para não desprezar a solução e dada por sen e = O.-}mgb sen e . de modo que -de = kb2 dV sene cos e. Como não existem forças ativas externas. de constante k. O sistema consiste da mola e da barra. Problema Resolvido 7. Examinar as condições de estabilidade na posição de equilíbriO. ter-se-ia dificuldade para resolver explicitando e. conforme mostrado. Na posição deslocada. V= Ve + Vg = -}kb2 sen2 e + -}mgb cos e O equilíbrio ocorre em dV/de = e.6 As extremidades da barra uniforme de massa m deslizam livremente. a estabilidade examinando o sinal da derivada segunda de V para cada uma das duas posições de equilíbrio. . Se fosse pedido para exprimir o valor de e para o equilibrio.

a barra retomará à posição vertical mesmo que não exista força na mola nesta posição. o equilíbrio nunca será estável. dete~ o ângulo 6. no sentido dos ponteiros do relógi:. através do qual a roda gira da posição inicial parE'.274 / ESTÁTICA 2) Assim. ~ C 2 são constantes positivas e x é a coordenada fr:j. 6 (Suponha. Resp. é 2b.26 7. sem compressão. Resp.28 As energias potenciais de dois sistemas mecâni são dadas por VI = Clx' e V2 = C2X3. Como o co-seno é menor que a unidade. nos problemas a seguir. P = 4kb (1 . onde C. se a mola for suficientemente rígida.7. Então.29 =~ 4 Probl. erroneamente. está pivotada em torno de um eixo horizontal que passa por O. que faz a derivada segun3) da de V ser 'negativa. (Solução lI) mg mg cos 6 = 2kb' 6 = arc J 2. A roda homogênea de massa m é suportada no p~ no vertical pela tira leve ABC e pela mola de C02tante elástica k. sem os benefícios da análise matemática da estabilidade. Demonstrar as condições de estabilidade para as duas condições de equilíbrio.29 { Prob!.27 7.mgb (' 2kb mg == ) Resp. poder-se-ia supor.7. por vez. com centro de massa em G. com um ângulo 6. ® Este resultado não poderia ser previsto sem a análise matemática da estabilidade... que a barra repousaria em uma posição de equilíbrio em algum valor de 6 entre 0° e 90° .E posição fmal de equilíbrio.27 Determinar a força P necessária para manter em equilíbrio as duas barras articuladas. 7. cos 2kb --' -= kb2 d62 d2V [ 2' -2kb (' mg ') -1 2 2. que o trabalho negativo do atrito é desprezível. inicialmena da posição onde a força na mola é zero.30 A alavanca está fIXada a uma das engrenagens '= uma mola de constante elástica k liga dois p' montados nas faces das engrenagens que. Desprezar a massa das barras. Se a roda for solta. estão montadas em mancais fixos. ® Outra vez. Quando ~ = . PROBLEMAS PROPOSTOS 7. 7.cos 6) tg 6 k B Probl. O comprimento da mola.) 7. pois a mola será muito fraca para manter o equilíbrio para valores de 6 entre 0° e 90°. Se k < mg/2b. ca que exprime as posições de ambos os siste= Definir a estabilidade de cada sistema na posição equilíbrio x = o. não haverá Solução lI.26 A barra de massa m. na Solução lI. vê-se que esta solução é limitada ao caso onde k > mg/2b.

e não está tensionada quando x == O. A mola tem uma constante elástica de 180 N por metro de alongamento. li == O. a força da mola é zero. A mola de constante elástica k não é tensionada quando y == O. articulada em sua aresta' horizontal superior. e não fica deformada quando e == O. Resp.31 = ri d= p:: A figura mostra a seção transversal de uma janela de ventilação.34 .32 7. O peso da barra é desprezível comparado com P.33 Quando u == O. que tem uma constante elástica k.34 Determinar o valor de equilíbrio da coordenada y para o mecanismo sob a ação da carga verticalP. Determinar o ângulo e para o equilíbrio. e == 48.31 7. Supor a ausência de atrito e desprezar o peso da barra.32 = - Determinar o valor de equilíbrio de x da barra suportada pela mola. 7. Quando u aumenta. e está preso a uma mola.TRABALHO VIRTUAL / 275 alavanca está em posição vertical. e a massa desta é desprezível.(I~. 7. Determinar a força P necessária para produzir um deslocamento u. P==.33 7. Resp.6° ::~ Er <2 Probl.30 b ') ku 7. de 50 kg. Determinar a força P. a barra desliza através da luva articulada em A e comprime a mola entre a luva e a extremidade da barra. 7. homogênea. Probl. y-~y----1 Probl. x _ Probl. necessária para manter o equilíbrio no ângulo li. 7. em O. a mola de constante elástica k está descomprimida. A janela é controlada por um cabo que passa por uma pequena roldana em A. A força F atua na direção da barra. Probl. 7.

com massa m e centro de massa em G. a mola está sem deformação. em G I e G2' Determinar os valores de e para equilíbrio e identifique o tipo de equilíbrio p= cada posição.36 A seção transversal de uma porta tipo alçapão. Probl. de massa m e centro de massa em G. Mostrar que. a porta estará em equilíbrio para qualquer ângulo e. 7." mola tem uma constante elástica k. determinar o ângulo e. A mola é comprimida pela haste. e = 21. é pivotada em torno de O e pode balançar no plano vertical...: peças são desprezíveis. Resp.37 Para uma força horizontal F de 250 N. e c 150mm 1l\\E G~ .38 7. Quando e = O. onde ocorre o equil1õrio.À" kl = are tg mg ka i ~5~~~ 150 mm Probl.••. que por sua vez está pivotada na extremidade inferior da porta e passa por um bloco pivô em B.Dc=minar o ângulo e para o equilíbrio.70 Probl.39 As duas engrenagens giram no plano vertical e (Zregam massas excêntricas m com centros de ma=. está mostrada na figura. de constante k. As massas . Determinar o ângulo agudo e..• . A posição da barra é controlada pela haste leve e sua mola. Probl. A haste DG passa através do pivô em E e comprime a mola que tem uma constante elástica de 45 kN/m e não é comprimida quando e = O. 7. 7.276 / ESTÁTICA 7.37 7. :. e Probl.7.35 A barra uniforme. A mola.36 7. e está dei primida para a posição equivalente a e = O. Resp.39 . e provar que a posição é estável.38 No mecanismo mostrado.35 = are sen . 7. Resp. articulada em A.:' 7.. a haste AB desliza a=vés do colar pivotado em C e comprime a n:± quando um conjugado M é aplicado à barra DE. Desprezar os pesos das peças. que pode deslizar no orifício articulado em A. está sem compressão na posição correspondente a e = O. que equilibre o sistema articulado visto na [Jgura. usando uma mola com uma constante k apropriada.• ".

7. com uma mola de torção em sua articulação comum.41 A figura mostra a seção transversal de um vaso composto ·de uma cascahemisférica de raio 7 e uma casca cilíndrica de altura h. h estável se k < mg 2b Probl. A barra OA tem massa desprezível e a mola de constante k está sem compressão quando e = O.g k f*--b ) Probl. está colocado centrado em uma posição horizontal sobre uma superfície cilíndrica de raio 7. - Probl. na articulação. Kmín.40 7.40 o centro de massa G da barra uniforme AB está forçada a mover-se na guia vertical lisa. quando a perna está reta. Resp. feitas do mesmo material.42 Um bloco retangular uniforme de altura h e massa m. Determinar o valor limite de h para a estabilidade. A mola desenvolve um torque M = K(3. 7. Resp. Resp.TRABALHO VIRTUAL / 277 7. Determinar a limitação em h para que a posição vertical mostrada seja estável.42 e instável se k > mg 2b ()= 2 arc sen 2k mgb requer k > mg. () = 1T.44 . 7.41 7. Resp. Determinar a limitação em h.altura máxima h da massa m. 2b estável :::.43 -7. pelas duas barras leves. 7. hmáx. simule a perna artificial. permanecerão na posição mostrada ou se rolarão sobre o cilindro inferior. e está pré-comprimida. através de cálculo. h < 27 Prever.43 Uma das exigências críticas no projeto de uma perna artificial para um amputado é evitar que a articulação do joelho flambe sob carga. Determinar o valor mínimo de K que irá garantir a estabilidade da articulação do joelho para (3 = O. se o semicilindro e a meia casca cilíndrica. I ( b-+i Probl. feitas do mesmo material. nesta posição. quando o vaso estiver colocado sobre uma superfície horizontal. = +mgl . 2kbZ "" Probl. ambos homogêneos.45 . proporcional ao ângulo de dobra (3. Cada mola tem uma constante elástica k. = -.Determinar as posições de equilíbrio e sua estabilidade. Como primeira aproximação. 7. na posição vertical mostrada. Desprezar o peso das demais peças do mecanismo.44 Determinar a . para a qual o pêndulo invertido será estável.. igualmente.

A constante elástica de cada par de molas é 2k. sem que haja força atuando no pedal. 7. 7. de constante elástica k. A barra esbelta. que o eixo da mola permaneça paralelo ao assento. em torno de 0. que tem uma constante elástica de 96 kN/m. quando a cadeira se inclina para trás. no plano horizontal. com pedal de acionamento. excluindo (J = rr. Determinar o ângulo de inclinação (J necessário ao equill brio.45 1 ~~/ Probl. e pode-se supor que elas atuem. para haver estabilidade na posição (J = O. não está comprimida quando (J = O. A mola tem comprimento livre de 1/2. Especificar o valor de k que irá garantir o equilíbrio estável.49 A massa m se desloca em uma guia vertical.Especificar a estabilidade do sistema em suas posições de equilíbrio. é o aumento na compressão da mola. A estrutura do assento está articulada em torno do ponto fixo na base. A mola. e o valor máximo da constanre elástica k. apresentando. quando o elevador suportar uma carga L. de comprimento 1 e massa m.19° Probl. perpendicular ao assento. O aumento da distância entre A e B. em torno de 0. sentada na cadeira. duas de cada lado do eixo central.278 / ESTATICA do ângulo (J. (Sugestão. A mola. com erro desprezível. 7. lisa e é suportada pelas quatro barras de massa desprezível. está em G. está articulada livremente. O centro de massa de uma pessoa de 80 kg. Resp. em detalhe. Existem quatro molas idênticas. da mola.47 7. sempre. Pode-se visualizar a deformação da mola. . não está deformada na posição em que (J = O. Determinar as posições de equilíbrio.) Resp.46 A figura mostra um pequeno elevador industrial. admitindo-se que a base se incline ° Probl.47 A figura mostra uma cadeira de escritório.46 7. a mola do mecanismo de inclinação.48 7. necessário. em torno de um eixo horizontal que passa por O. sujeitas à ação da mola. enquanto o assento é mantido em uma posição fixa. 4mg 1 Probl. As molas são igualmente pnxomprimidas. (J = 11. na posição representada.48 7. = 2 are cos (J 1/2 1_ = 2mg kl kmáx. Para pequenos ângulos de inclinação pode-se supor. sobre uma linha que passa por 0. 7. (J = O.

determinar a constante elástica mínima k de cada mola. e si- g A suspensão dianteira vista no Probl. kmín.. Na montagem. Se as massas das barras e das molas forem desprezíveis. Viu-se. mostrada em corte.35 kg.50 7. como é mostrado na figura. por tração.50 tá rio o.TRABALHO VIRTUAL I 279 o ° estabilidade da plataforma. repetidamente. Determinar a constan te elástica necessária. k= mg(r+a) 8a2 7. 7. A. igual a t:. "- ""- \\ \ \ \ I h = 2r I / / L 7. com sua respectiva barra./' Probl. quando ela alcança a posição vertical fechada. h = 265 mm A - . De modo a assegurar a ação suave da porta.7. mais facilmente encontrada aplicando-se o princípio do trabalho virtual desenvolvido neste capítulo. Cada mola tem uma constante de 120 kN/m. e = o. 7-. com um centro de massa a 680 mm da linha vertical central. é desejável que a porta esteja insensível ao movimento nesta posição. tem massa de . na posição mostrada. da mola. como é mostrado na figura. são aquelas que realizam trabalho eé ásUf a. Sabendo que a estrutura F deve ser levantada por um macaco. O comprimento livre da mola é r . Cada roda. assumir diversas configurações em resposta às forças aplicadas.52 ( /B g Z- -750mm~ Probl. geralmente.51 A plataforma de massa m é suportada por barras iguais. de modo que no ponto mais alto. que irá garantir a A porta de garagem AR. A carga L é de 12 kN.. 4. k. tem massa m homogênea. a fim de aliviar a compressão nas molas helicoidais.52 -'" .a. e está equipada com dois mecanismos de mola. com e = n. a posição de equilíbrio é. O braço OR tem peso desprezível e o canto superior. um de cada lado da porta.49 Probl. determine o valor de h quando o macaco for removido. e a estrutura central F tem massa de 40 kg.51 7.. 7. Resp.5 .82 é aqui repetida. = ~ (1 + ~:) Probl. por este método. de maneira que h = 350 mm.FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E REVISÃO Quando for possível um corpo ou um sistema de corpos interligados. cada mola sofre uma deflexão. . Resp. que as únicas forças a serem consideradas na determinação da posição de equilíbrio. conjugadas com molas em diagonal. Resp. da porta está livre para se deslocar horizontalmente com o rolete. a força da mola é nula.

No método do trabalho virtual. Por este motivo. Usa-se o símbolo o para a Variação virtual diferencial. em termos da variável que especifica a possível posição do sistema. Descreva. lineares e angulares. a parte mais difícil da análise é relacionar os correspondentes deslocamentos virtuais. variação na posição vertical do centro de massa do corpo e. variações correspondentes na alongação ou compressão de membros elásticos (molas).53 Encontrar x para o equilíbrio (e) Determinar o máximo k para obter equilíbrio es~ em&=O (f) . respectivamente. não necessitam ser consideradas. deve ser observado o fato que um deslocamento virtual é uma variação diferencial de primeira ordem em um comprimento ou um ângulo. h------ x ------J o plano Encontrar x para o equilíbrio de cada figura é vertical. e o símbolo usual d. Matematicamente. Descobriu-se que o conceito de energia potencial. Primeiro. 7. construiu-se o diagrama de forças ativas do corpo ou sistema (ao invés do diagrama de corpo livre) para focalizar a atenção somente sobre as forças externas que realizam trabalho durante os deslocamentos virtuais.280 / ESTATICA (forças ativas) durante o movimento diferencial assumido do corpo ou do sistema. tanto gravitacional (Vg) como elástica (Ve). Esta variação é fictícia. PROBLEMAS 7. o procedimento para cada solução. durante um movimento virtual. (B) pelo trabalho virtual.53 PARA REVISÃO Identifique quais dos problemas de (a) até (j) são mais adequadamente resolvidos: (A) pelas equações de equilíbrio de momentos e de forças. Para dois ou mais graus de liberdade. um deslocamento virtual é t~{ado do mesmo modo que uma variação diferencial em um movimento real. São conhecidas as dimensões. na realidade não precisa ocorrer. saindo de sua posição de equilíbrio. A seguir são estabeleci das variações diferenciais nas posições das partes do sistema. também. restringiu-se a atenção aos sistemas mecânicos nos quais as posições dos membros componentes possam ser especificadas por uma única variável (sistema com um grau de liberdade).B e C (d) Encontrar () para o equilíbrio Encontrar as reações em A e B (a) (b) Probl. Freqüentemente. uma expressão para a energia potencial total V do sistema. e mantendo todas as outras constantes. a posição de equilíbrio e o tipo de estabilidade existente. devem ser escritas as relações geométricas que descrevem a configuração do sistema. as massas de cada membro e as forças aplicadas (c) Encontrar as forças emA. pelo processo de derivação das relações geométricas para obter as expressões dos movimentos virtuais diferenciais. onde ocorre. é muito útil na solução de problemas de equilíbrio. Obteve-se. As derivadas primeira e segunda de V são usadas para estabelecer. aqui. aplicar·se·á a equação do trabalho virtual tantas vezes quantos forem os graus de liberdade. durante o deslocamento virtual. No presente capítulo. pois é um movimento assumido que. que sejam consistentes com os vínculos. sucintamente. permitindo uma única variável variar de cada vez. As forças externas que não realizam trabalho (forças reativas). para a variação diferencial em um movimento real. das partes de um sistema mecânico.

todos interligados. leves. Um mecanismo de controle consiste de um eixo de entrada. sob a ação da força P" a haste B move. com x aumentando 80 mm para a volta completa em A.54 for rearranjado. Quando e = O. D. corresponder um movimento de um terço da unidade. empregada na traseira de um caminhão. 7. também para dentro. As massas da plataforma e das barras podem ser desprezadas. para dentro. P2 ~ . se P. interligados de maneira ideal. 7. também.eterminar o ângulo de equilíbrio correspondente a uma dada força vertical P. engrenagens e outros elementos mecânicos internos. a fIm de suportar a plataforma na posição mostrada. interligados de modo ideal. para fora da caixa. aplicada na extremidade da barra. da haste B. que se move na direção x. perfazendo um círculo completo na vertical. determinar P para haver equilíbrio. As barras são articuladas na carroceria do caminhão. em A.56 k 1\1\i\I"W"\I\I"W\'W a Probl. Desprezar o atrito interno e supor que todos os componentes mecânicos são· corpos rígidos. que gira ao ser aplicado um conjugado M e de uma barra deslizante de saída B. comparadas com .. Determinar a posição ou posições de equilíbrio e. . terço da unidade. as condições de estabilidade que são evidentes nas duas condições de equilíbrio.58 .54 7. em A. Desprezar a massa da barra e o diâmetro das polias. Determinar a forçaP. calcular P 2 para haver equilÍbrio. é dada por V = b sen 2 e + + c cos e. A posição da plataforma é controlada pelo cilindro hidráulico. Resp. que aplica força em e. 7. 7. contra a força P 2' Se P 1 = 100 N.56 Uma plataforma de carregamento. A barra leve oe é pivotada em O e pode balançar no plano vertical. o tipo de equilíbrio para cada uma. de acionamento hidráulico. para dentro.57 A barra é livre para girar. 7. B e F. para haver equilíbrio. fornecida pelo cilindro.60 k ávê~ Probl.59 Se o mecanismo interno da caixa descrita no Probl. 7. calcular a tração T. Se M = 10 N • m. P = 785 N A energia potencial de um sistema mecânico com atrito desprezível.- Uma "caixa preta" contém um conjunto de cremalheiras. O mecanismo é montado de modo que o movimento linear de B seja proporcional ao movimento angular de A. que transferem o movimento linear da haste A para o movimento linear da haste B.TRABALHO VIRTUAL / 281 = 7.54 :. Verificar. está mostrada na fIgura. matematicamente. = 100 N. onde e é o ângulo que define a posição do sistema e b e c são constantes positivas. Para cada unidade de movimento de A. 7.~~ Probl.. da haste A.59 7. contra a forçaP. Desprezar os atritos e admitir que todos os componentes mecânicos são corpos rígidos.55 Probl.57 . a mola de constante elástica k está com o seu comprimento natural. _ e = arc tg 2P ka 7. suportada pela haste B. um. 7. Resp. de modo que. para cada unidade de movimento.

282 / ESTATICA a massa do caixote de 250 kg. P = 3. A porta é contrabalançada pela ação da mola.. 7. com centro de massa no meio da distância entre A e O.61 A figura mostra a vista de perfJl de uma porta de clarabóia. com e = O. com centro de massa emG. 7. Resp. de massa m. independente de e 21 J 350 mm 650 mm Probl.61 . Determi. que tem cons- Probl.". Resp. sem esforço. quando a . k = mg.l1ar a constante elástica k. para e > O.porta está no plano vertical. uniforme. necessária para balancear a porta em uma posição de equilíbrio.5 kN tante elástica k e comprimento natural.60 7.

Na parte a da figura.8 do Capo 5' e defrne a ação de uma pressão de líquido sobre uma superfície plana. dada por a = ky. quando a integral aparece. A Fig. O momento em torno de AB. Esta integral é conhecida como o momento de inércia da área. Assim. A. Na Fig. Freqüentemente a intensidade da força (pressão ou tensão) é proporcional à sua distância ao eixo de momento. a área da superfícieABCD está submetida a uma pressão distribuída p. que é devido à pressão sobre o elemento de área dA. Esta situação foi estudada no item 5. que o momento total envolve uma integral da forma f (distância)2 d (área). uma distribuição linear da intensidade da força ou tensão. que é útil desenvolver suas propriedades em detalhes e ter estas propriedades disponíveis para pronta utilização. cuja intensidade é proporcional à distância y. AI ilustra a origem física destas integrais. então. A integral é uma função da geometria da área e ocorre tão freqüentemente nas aplicações da Mecânica. Está presente.INTRODUÇÃO Quando as forças são distribuídas de modo contínuo. aplicados em suas extremidades.viga. a integral em questão aparece. a partir do eixo AB.-- AP~NDICE A MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS ( I AI . é py dA = ky2 dA. A força elementar atuando sobre um elemento de área é.! . proporcional ao produto da distância vezes a área diferencial e o momento elementar é proporcional ao produto do quadrado da distância vezes a área diferencial. Vê-se. é muitas vezes necessário calcular seu momento em torno de um eixo no plano da área ou perpendicular a ele. flexionada por conjugados iguais e opostos. Alb é mostrada a distribuição da tensão que atua sobre a seção transversal de uma viga elástica simples. sobre uma área de atuação. sendo que A (c) Fig. portanto. em qualquer seção da. quando se avalia o momento totalM = k f y2 dA.

2 dA J (A2) As expressões defmidas pelas Eqs. ê. Os momentos de inércia do elemento dA. são. em si mesmo.284 I ESTÁTICA a tensão é positiva (de tração) abaixo do eixo 0-0 e negativa (de compressão) acima do eixo. em vez de uma coordenada retangular. em torno de O. geralmente. é: O III I II I I ( lz =Fig. O momento de inércia de dA em torno do pólo O (eixo dos z) é. dentro do limite elástico do material. Aqui. Considere a área A no plano x-y (Fig. dJz = r2 dA. não tem nenhum significado físico. no caso de corpos em rotação. e o momento total em torno do eixo central é M = f r (T dA) = k f r2 dA. ou a um momento de torção. Um terceiro exemplo é dado na Fig. são Ix Iy = J y2 dA (AI =J x2 dA onde a integração abrange toda a área. T = kr. a partir do centro. A2). em torno dos eixos x e y. que mostra um eixo circular submetido a um esforço de torção. por definição análoga. em que a área é uma coordenada polar ou radial. por meio de uma distribuição de tensão tangencial ou de cisalhamento T. A2 . Portanto. o segundo momento da área. para o elemento dA. Embora a integral ilustrada nos exemplos precedentes seja. Cada seção transversal do eixo resiste a este momento. em torno dos mesmos eixos. os momentos de inércia de A. Uma vez que x2 + y2 = r_ é evidente que: (A3 . tendo em vista que o primeiro momento y da está multiplicado pelo braço de alavancay. a mesma integral aparece quando se avalia o momento totalM = k f y2 dA. f r2A.DEFINIÇÕES As segumtes defmições de termos constituem a base da análise do momento de inércia da área. d1x = y2 dA e dly = x2 dA respectivamente. um termo mais adequado seria. que é proporcional à distância radial r. (A2) é conhecida como o momento polar de inércia. chamada de o momento de inércia da área em torno do eixo ~questão. (a) Momentos de inércia retangular e polar. O momento de inérçia de uma área é uma propriedade puramente matemática da área e. passo que a expressão da Eq. e o momento de inércia de toda a área. Assim. (AI) são conhecidas como momentos retangulares de inércia. a integral difere daquelas. Assim. por defmição. para que se obtenha o segundo momento. em razão da analogia entre a forma matemática das integrais para os segundos momentos das áreas e aquelas para os momentos resultantes das tão conhecidas forças de inércia. nos dois exemplos precedentes. O momento elementar em torno do eixo 0-0 é dM = Y (a dA) = ky 2 dA. Ale. A palavra inércia aparece na terminologia.

onde L significa a dimensão de I prim. é também importante.MOMENTOS DE IN~RCIA DE. pode-se exprimir o momento polar de inércia como kz 2 A = lz. como mostrado na Fig. cujos limites são mais facilmente expressos nestas coordenadas. do que em coordenadas polares é facilmente calculada com o auxilio da Eq. L 4. Por definição. tanto quanto possível. A escolha de elemento de área que simplifique a integração. como mostrado . Um elemento.-.. pode-se escrever Ix Iy !z = k/A = k/A = kz2A kx ou ky kz = = vlxlA vlylA (A4) = VJJA Portanto. A distância kx é conhecida raio de giração da área em torno do eixo x. A3a) que tem momentos de inércia retangulares Ix e e um momento polar de inércia lz em relação a O. A3d. (A3) . esta área como sendo reduzida a uma faixa estreita. mesmo modo. as unidades. (A4) é substituída na Eq. Quando a Eq. de raio kz. y I y I y I . o quadrado do raio de t giração em torno do eixo polar se iguala à soma dos quadrados dos raios de giração. que o momento de inércia de um elemento contém o quadrado da distância do eixo inércia ao elemento. de área A. Deve ser notado. As dimensões dos momentos de inércia das áreas são evidentemente. Considere uma área A (Fig. . cuja coordenada é negativa. (b) Raio de giração. dos momentos de inércia das áreas são expressas em metros elevados quarta potência (m4) ou em milímetros elevados à quarta potência (mm4).3 . visuallzando a área como sendo concentrada em um anel fino.'erando a área como sendo reduzida a uma faixa estreita paralela ao eixo y. agora. o mento de inércia da área em torno de qualquer eixo é sempre uma quantidade positiva. Resumindo. em torno dos dois eixos retangulares correspondentes.. A3c. Coordenadas retangulares devem ser usadas contornos.A. __ T OL---. no SI. Coordenadas polares usualte tomarão mais simples os problemas que contêm limites. o 'eiro momento da área que foi incluído nos cálculos dos centros de gravidade pode ser positivo ou ativo. A3 b). Em contraste. contribui tanto para o momento de .ÃREAS / 285 Um momento polar de inércia. Conseqüentemente. (A3) resulta ( k/ = kx2 + k/) (AS) Assim.j -x : I I --x ~ kx oL_(c) --x (d) ikY-1~ (b) Fig. I I I I r-· I Iy I x C (a) A I A O L_l. a uma distância kx do eixo x (Fig. o momento de inércia faixa em relação ao eixo x será o mesmo que o da área orginal. facilmente defmidos em r e e. para uma área cujos limites são mais simplesmente defmidos em coordenadas cartesianas ou retangulares. como um elemento igual com uma coordenada positiva de mesmo valor. Assim. Visualize. Um momento de inércia polar ou retangular pode ser expresso especificando o raio de giração e a área . Pode-se escrever uma relação semelhante para o eixo y. o raio de gir~ção é uma medida da distribuição da área a partir do eixo em questão. E importante a escolha de rdenadas para utilizá-Ias no cálculo dos momentos de inércia. se kx 2 A = Ix. Estas consições são quase análogas àquelas discutidas e ilustradas no Capo 5 para o cálculo dos centros de gravidade.'rcia.:to.AP~NDICE A .

com o centróide sobre o eixo Xo. paralelos. Na Fig. a expressão para Ix. A3a) é y2. sendo que nenhum deles passa pelo centróide é primeiro necessário transferir de um eixo ao eixo paralelo que passa pelo centróide e. O momento de inércia não é igual a Ay2. por definição. qu= passa pelo centróide. Assim. A segunda integral é zero. Por definição. a relação de transferência torna-se (P = 1(2 + d2) (A6b . O momento de inércia de uma área em torno de um eixo que não passae= seu centróide pode ser facilmente expresso em termos do momento de inércia. é a média dos quadrados dest. o momento de inércia Ix em relação ao eixo Xo.286 I ESTAnCA É imperativo que não haja nenhuma confusão entre a coordenada do centróide C de uma área e o de giração k. Se desejarmos uma transferência entre dois eixos paralelos.6a) são os assim chamados do eixo paralelo. e é o quadro do valor méili das distâncias y dos elementos dA ao eixo. Dois em e. transferir do eixo que passa pelo centro de gravidade ao segundo eixo.entro de gravidade da área. O terceiro termo é simplesmente Adx 2. então. Os teoremas do eixo paralelo também se empregam para o raio de giração. segundo. (A6) e (~. particular _devem As se~ad~Pri:tÍÍeiro. momento de inércia do elemento dA em torno do eixo x é Yo --Xo -x Fig. A quantidade kx2. (A6). por outro lado. AA Desenvolvendo eintegrando. (AS) a soma destas duas equações fornece (A6a) Eqs. A4. Ix obtemos = J Yo2dA + 2dxJ Yo dA + dx2 J dA Vê-se que a pÍimeira integral é. (c) Transferência de eixos. e a expressão similar para y' torna-se I Ix = f" +Adx2 Iy = (A6 ""Z + Ad/ Pela Eq. visto que o quadrado da média é menor do que a mé dos quadrados. um dos eixos deve passar pelo c. os eixos entre os quais teoremas a transferência é feita devem serpontos. em torno de um eixo para1e~ que passa pelo centróide. os eixos Xo-Yo passam pelo centro de gravidade C da área.><: distâncias. Suponha se deseje determinar os momentos de inércia da área em torno dos eixos paralelos x-y. Com a substituição da definição de k nas Eqs. O quadrado da distância do centróide ao eixo x (Fig. visto que f Yo dA = Ayo e Yo é automaticamente zero.

do eixo x.APeNDICE A -'. que passam pelo centróide e pelo vértice. Solução. que passam pelo centróide. Os eixos podem estar no plano da área ou normais ao plano da área. Um resumo das relações de momento de inércia para algumas das figuras planas mais comuns é dada na Tab. em torno de um eixo que passa pelo centróide paralelo ao eixo em torno do qual k se aplica e d é a distância entre os dois eixos. Nota: o momento polar de inércia. Apêndice C. 2 bh (!!:. O momento polar de inércia em torno de O. h/2 Yo I I dy --xo [I". 3. é: [I '" 3 lAh2 Resp. em torno do eixo x. Assim. e o do eixo polar z.lbh3 + Se se iniciasse com o elemento de segunda ordem dA = dxdy. que passa por O. Assim. mantendo y constante. b ~ nX Por permuta dos símbolos. significa apenas multiplicar por b e dá a expressão y 2 bdy. o momento de inércia em torno do eixo Yo. o momento de inércia. a integração com relação a x. em torno do eixo xo' é escolhida uma lâmina horizontal de área bdy de maneira que todos os elementos da lâmina tenham a mesma coordenada y. que passa pelo centróide é: _ 1 Iy=i2hb3 Resp. Problema Resolvido A2 Determinar os momentos de inércia da área triangular em torno de sua base e em torno dos eixos paralelos à base.MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS I 287 onde k é o raio de giração. Problema Resolvido AI Determinar os momentos de inércia' da área retangular. = J y2dA] ~ = J-h/2 y2b dy = rzbh3 Resp. que se escolheu no início. pode também ser obtido pelo teorema do eixo paralelo. em relação ao centróide é CD Pelo teorema do eixo paralelo. .)2 = 3 lbh3 = Resp. do eixo polar zo' que passa pelo centróide C. Para cálculo do momento de inércia Ix. = f'" + Ad '"2] I '" = 12 . em torno dos eixos Xo·Yo.

ao eixo passa pelo vértice. Notas: CD I Por simetria. à distância h/3 acima do eixo x. ter-se-ia que integrar. e tem a área dA = x dy = = [(h . Aqui. outra vez.~n O [k = fr] = Iy.'\. da definição. Pelo teorema de eixo paralelo. de modo que a Eq. e y I I I [lz = J r2 or~l~é dA] lz rT = J_ o ro 2(27T1'0 dro) = 7Tr4 = !Ar2 2 Resp. Especificar o raio de giração. que é o anel infinitesimal. também foi escolhido o elemento mais simples e da mais baixa ordem possível. y I Solução.~ I _O O~ro . visto que todos os elementos do A área elementar é dA = 21fr.L --x \ ro s. que o momento polar de inércia do anel é sua área 21f r o dr o vezes r~ . Problema Resolvido A3 Calcular os momentos de inércia da área do círculo. y2 dxdy em relação a x.• ~ I I r I ---1. Por defmição. escolheu-se o mais simples elemento possível. em primeiro lugar.288 / ESTÁTICA 1 I 2 Solução. que é a expressão que se escolheu no início. assim de área em forma de anel circular do momento de inércia em torno do O./x Resp. Como anteriormente. Q) Não deve causar nenhuma dificuldade ex• primir x em termos de y se for observado a relação proporcional entre os triângulos semelhantes. Uma transferência do eixo que passa pelo centróide. que passa por anel são ~qüidistantes de O. certamente. Isto daria y2 x dy. Deveria ser imediatamente evidente.y4]h = 12 4h o Resp. Notas: [Ix = J y2 dA] Ix = i CD h h _ Y o y2-h-b dy = b [ y3 bh3 3 . dá T + Ad2] x = bh3 36 + (bh)(2h)2 2 3 I. em torno do eixo diametral. . indicado usar coordenadas polares aqui. Um elemento pode ser usado para cálculo eixo polar Z. dro. que [I = 36 = bh3 Resp. o raio de giração. 4 = bh3 R esp. Uma lâmina de área paralela à base foi escolhida. Se o elemento escolhido fosse dA = dxdy. É.y)bjh]dy. o momento de inércia em torno do eixo que passa pelo centróide. é: I. (A3) Resp. como mostrado na figura. ____ : I. 12 _ (bh)(~)2 2 3 T = bh3 x'. em torno de um eixo diametral e de um eixo polar que passa pelo centro. é r kx ="2 Resp.

. é bh 3 13. também.- 2 [e _' sen20 2 4 Problema Resolvido A4 y Determinar o momento de inércia da área sob a parábola. Resolver usando (a) uma faixa horizontal de área e (b) uma faixa vertical de área. de modo que deve ser usada a expressão correta para o momento de inércia do elemento retangular em relação à sua base que. naturalmente. Por defmição. e a integral torna-se <D x h--. = . Não há preferência entre as soluções (a) e (b). 31--I I I I I I . = -}. em relação ao eixo x. os pontos do elemento têm diferentes distâncias ao eixo x.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS / 289 A determinação precedente de x é a mais simples possível. porém o uso da Eq. P:rimeiramente obtém-se a constante k tuindo x = 4 e y = 3 na equação da parábola.JX12. Aqui.substi- 01 O (a) FaiXil horizontal. O resultado pode.4 (unidades)4 5 Resp. usando-se o elemento de área dA = r o dr o de.AP~NDICE A . onde dA = (4 . o momento de inércia da faixa em relação a este eixo é simplesmente y' dA.4 (unidades)4 (b) Faixa vertical. Como todos os pontos da faixa horizontal têm a mesma distância do eixo x. I = l27T . Para largura dx e altura y.!. mostrado na figura.4sen o 4 2e ---dO ]27T o <I> Resp. y deve ser expresso em termos de x. ser obtido por integração direta. requer que se saiba o momento de inércia de uma área retangular em relação à sua base. . Esta int~gração é direta. em conjunto com o resultado para Jz' é naturalmente mais simples. que dá y = 3 . segundo o Pro bL AI.x) dy = 4 (1 . I _ ". A solução (b).4 4 . Integrando em y. 14. dá y x Ix = ~3 72 5 4y2(1 _ Yg2)dY Solução (a) Resp.x ~ f--dx Solução (b) Ix = i~ 4 (3yÇ)3 -2- dx = 72 = 14.y' 19)dy." l 4 x I Solução. a expressão se torna Nota: Para integrar com respeito a x. que é fácil de ser lembrado devido ao seu uso freqüente. A3.

Conseqüentemente. é a metade do momento de inércia do círculo completo.755(104)+ (20. Se o círculo estivesse completo. [1=1+Ad2] Ix". realizada.(x .x2 eYl =. o momento de inércia J. cujos centros estão em O e A. 1. da área semicircular mostrada. ao eixo x. nem o x. Solução. em torno do mesmo eixo.290 / ESTA TICA Problema Resolvido AS Determinar o momento de inércia.J a2 . em torno do eixo x'. Nota: Q) Este problema ilustra a cautela que se deve 1= 1 J 2(104)1T _ (2021T) .08(104) = 94. Portanto.755(104)mm4 . que fornece ter ao usar uma dupla transferência de eixos.8(104) Problema Resolvido A6 Calcular o momento de inércia. estão acima do . Os valores de Yl e Y2 são obtidos pelas equações das duas curvas. O momento de inércia da lâmina. altura Y2' menos aquele de uma lâmina de altura y l' Assim. em torno do eixo x. (~). Yl como Y. que são x2 + Y22 = a2 e (x ~ a)2 + Y12 = a2 e que fornecemY2 =. em torno do eixo x. seria necessária apenas uma única transferência. da área fechada entre o eixo Y e os arcos circulares de raio a. Assim. em virtu~da descontinuidade. que passa pelo centróide. Nota: Q) Escolheu-se o sinal positivo para os radicais porque tanto eixo x.31T Finalmente. O momento de inércia da área semicircular. pelo resultado do Problema Resolvido AI. passa pelo centróide C da área.1T) (30+ ~~f = mm4 Resp.a)2. A escolha de uma lâmina diferencial vertical de área permite a integração para abranger a área completa. = 1.J a2 . 2 . em eixo paralelo xo. através mm. em ---- torno dd fixo x. A transferência é da distância r= 4r/31T = (4) (20)/31T = 80/31T do eixo paralelo. a transferência é feita do eixo xo. pelo teorema [1=I-Ad2) seguida. pelo resultado do Problema Resolvido A3 --x' __ m __ :[ • Obtém-se. Uma âmina horizontal iria requerer duas integrais em relação ay.2 = 1. é aquele de uma lâmina de. Solução. pois nem o eixo x'. em torno do que passa pelo centróide.755(104) + 93. com o centróide sobre o eixo x'.

2 Probl. 5mm r ' I I ~o .30 mm G "'. que por inspeção. PROBLEMAS PROPOSTOS @) Utilizando os resultados do Probl. Integrando de YI ay" mantendo x constante. obtém-se para a faixa vertical d1x = [JY2 Y. é a/2.:> 4 2 -1 o a/2 4 _27T) 3 1 o (x - aJ2ya2 - (x - a)2 dx = ~(V3 7T) 8 8 +"3 Reunindo-se as integrais com o fator 1/3 dá a4 Ix = % (9. originária do momento de inércia do retângulo. estabelecer..I A lâmina retangular estreita tem uma área de 6 mm' e seu momento de inércia.:> 2 +~) 3 ·3 1al2 X2ya2-x2dx=~(~_~) o a2ya2_(x-aJ2dx=~(V3 • . dA = dx dy. Resolvido A3.o' momento.j3 - 21T) = 0. poder-se-ia escrever y' dx dy para o momento de inércia do elemento em relação ao eixo x.06 (106) mm4.'. eixo y. A.'.64 (106) mm4 'Dos resultados do Probl. em torno do . em torno do eixo x que passa por sua base e em·torno de um eixo paralelo. I~ = 21.0969a4• Resp. Calcular o momento de inércia da área retangular em relação ao eixo x e encontrar o momento polar de inércia em torno do ponto O.r. Probl. com aproximação rigorosa. ~ Re"sp. A. em relação ao centro O.• ·•· 'r~ O ~L @ O .AP~NDICE A . y2 dY] = i( Y23 - Y13) dx que é a expressão usada no início. AI.r. Se tivesse sido iniciado usando um elemento de segunda ordem.pá1culo. é 170mm4• Obter o raio de giração em torno do ponto O. A avaliação das integrais dá 1al2 a2ya2 o a12 - X2 dx = ~(~ 44 4 16 . Resp. kO = 7. JO = 35. de inércia da área do paralelog~o.MOMENTOS DE IN~RCIA DE AREAS I 291 A solução das duas equações fornece a coordenada x da interseção das duas curvas. sem . que passa pelo centróide. escrever a expressão do momento polar de inércia da área do setor circular. .

6 ~50mm~40mm4 ij Y --x 20mm I I Obter o momento de inércia polar da área do anel semicircular em torno do ponto O.da área triangular.S . comparada com o seu raio r. h O·'o.9 \1 ISOmm I AIO O aro de 1/4 de cúculo tem largura b. i 1. Resp. A.. I 1 1 I y y' y I I I 1 Probl. A.8 A9 I I I 1 Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x.IO .. 40mm c:--I I 1 // I I 130mm I I I I ------------~---x Probl.o momento polar de inércia da área em torno do centróide. que é pequena. A.-:::-/ / I 1 A Calcular o momento em torno do eixo x.368 (10-4) m4 x-Probl. Ix = 0. cujo centróide está em C..292 I ESTÁTICA y ---x Probl. Determinar .3 Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x.\() ~~~ 40 m'. A. por integração direta. .'T Probl. de inércia . 1/ Resp. A.032 m4• Calcular a área A. Ix I O lOmm l úll<.'. em torno do eixo x.--x - = 270 (104) mm4 Probl.'. A.4 ~b~n--L Os momentos de inércia da área A em relação aos eixos y e y' diferem de 0. Usar o resultado para achar o momento de inércia.- ----------------Probl. A.

14 I.AP~NDICE A .12 A17 Determinar o momento de inércia da área sombreada. é igual ao momento de inércia em torno de um eixo central x paralelo a um lado. b sen 1!:X a --x Probl. em relação ao eixo x. multiplicando-se esta área pelo quadrado do raio médio. Y I A19 O --x 4 O< - --) 2 Probl. independente do ângulo 0<. Resp. Qual é o erro percentual.l? A18 A área de um anel circular de raio interno r e externo r + ilr é aproximadamente igual à circunferência de raio médio vezes a espessura ilr.mm I A13 Determinar o raio de giração polar da área do triângulo equilátero de lado b.( Probl.13 A14 = Ix = Iy. em relação ao eixo y.JB=r4 (311" AIS 4-34) Demonstrar que o momento de inércia da área do quadrado em torno de qualquer eixo x'.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS I 293 Ali Determinar os momentos polares de inércia da área semicircular em relação aos pontos A e B. JA=+11"r4. usando uma lâmina horizontal de área infrnitesimal e. A.y-_ 4 0<+--sen 2 r4 ( 20< ) . Ix = 4ab3 911" bD~---O O I I I i I a . A. A. em torno do centróide C. . y A12 Calcular por integração direta o momento de inércia da área sombreada. r' sen 20< Resp. A. 401--------I I & b I I I I I I O i I I I I I I I I 20 I O -.226% Determinar os momentos de inércia da área do setor circular em torno dos eixos x e y. mostrar que Ix' = Iy' = para a área semicircular.8 (104) mm4 y. Probl. y =. Iy = 27. Erro = 0. Considerando a simetria. Y IB A G_-. O momento polar de inércia do anel pode ser aproximadamente obtido. usando uma lâmina vertical da área infrnitesimal.lS /::0---' Resp.16 . A. A. A."mm~ V·-" __ . O Probl.lI A16 y __ c=J--_X' Probl. se ilr = r/lO? Resp.J __ 40 x. segundo. Resp. Resolver primeiro. mm Probl. que passa pelo seu centro. Determinar o momento de inércia da área sob a curva senoidal. Ix = . em torno do eixo x.

. em tomo dos eixos x e y /' Ix Iy = L. o raio [mal da espiral é R. o momento de inércia desejado pode ser expresso como = "f:. a tabela poderia incluir. é conveniente tabelarem-se os resultados para as partes em termos da área A. segue que o momento de inércia de uma área positiva é sempre uma quantidade positiva. Após urna volta completa.20 A3 ÁREAS COMPOSTAS É freqüentemente necessário calcular os momentos de inércia de áreas compostas por um número de partes distintas.Ad2• _ Por ex~~plo.Ad/ Embora se possa somar os momentos de inércia das partes individuais de uma área composta em tomo de um dado eixo. Eara uma área no plano x-y. de e = o a e = 21T. JO = 1. em relação ao centróide. r = ke. Portanto. de formatos geométricos simples e calculáveis.Ady 2 Da soma das quatro últimas colunas. A4. kO = O. tratar o momento de inércia de uma área negativa como uma quantidade negativa. então.690R --x Probl.19 A20 Urna lâmina estreita. e empregando a notação da Fig. então.609R: b.Iyo + L. do momento de inércia I. Visto que o momento de inércia é a integral ou a soma dos produtos da distância elevada ao quadrado vezes o elemento de área. o momento de inércia desejado é + Ad2 e. para a seção completa. da distância d do eixo que passa pelo centróide ao eixo em tomo do qual o momento de inércia de toda a seção está sendo calculado. A Ad y 2 Somas "f:. Probl.294 I ESTATICA Determinar o momento polar de inércia e o raio de giração da área em torno de O. assim. I I Pa~L \ Área.Ad Xo x 2 = L. tem a forma de urna espiral. onde Ixo é idêntico a Ix e Iyo é idêntico aly. de largura constante b. A. Resp. É muitas vezes conveniente considerar a área composta como constituída de partes positivas e negativas. e do produto Ad2• Para qualquer uma das partes. o momento de inércia de uma área composta. os momentos de inércia da área composta. A. em tomo de um eixo. onde I é o momento de inércia total e A é a área total da figura. Quando a seção é composta de grande número deJ'artes. é simplesmente a soma dos momentos de inércia de suas partes individuais. I + L. O raio de giração da área composta em tomo do eixo em questão é dado por k = Y I/A.I + "f:. em tomo do mesmo eixo. o mesmo não pode ser feito com relação ao seus raios de giração. obtém-se. Pode-se.

Solução. Para o retângulo. é Ix = . é conseqüentemente 3 Ix Atenção aos sinais corretos. tantoTcomoA têm sinais negativos.76(106) = 4.73)2] = mm4. Conforme o Probl. ® o momento de inércia total.046(106)/3493 = 34.-0. através da distância = 4(30)/31"( = 12. de modo a garantir a inclusão de todos eles e obter 1= 'J. V X'-~D (1) ~-x /1 r= transferência deste resultado.09(106) = Resp.-&-bh3 = . em torno do eixo x da área composta. é agora [1=/ \ Ix= -0. é: X01 4 ( .73 mm. pelo teorema da transferência de eixo.1"(30)' .0445(106) - [- 1"(~0)' (12. quadrante de círculo.1590(106) = -0. A2 (ou Tabela C3).AP~NDICE A . antes de transferi-Io para o eixo x.J IxlA = J 4.09(106) mm4.73}' = = CD Finalmente. A área composta é constituída da área do retângulo (1). em torno de seu eixo da base x'.-} (40)(30) = mm2. conforme o Probl. 1"(~0)2 Jc60 -12. Resolvido A5.2A ) = _ ~ 16 (30)4 = -0. negativas.624(106) +Ad2] Notas: + [mm4.I + 'J. como foi feito no Probl. o momento de inércia da parte do quadrante de círculo. U momento de inércia em torno do eixo x.{.76(106) mm4. é Ix = +Ah2 = +(80)(60)(60)' = 5.. fornece para o momento de inércia do eixo paralelo que passa pelo centro de gravidade da parte (2) (ou use a Tabela C3 diretamente) 4r/31"( [/ = I - Ad2] /x = . Observe que se deve transferir o momento de inércia da área do quarto de círculo para o eixo Xo que passa pelo centróide.624(106) - 0.Ad2• I = 3493 A área da figura é A = 60(80) . conforme o Probl. . Como a área é negativa. = 5.MOMENTOS DE INI:RCIA DE ÁREAS I 295 Problema Resolvido A 7 Calcular o momento de inércia e o raio de giração em torno do eixo x. em torno do eixo x. A3 (ou Tabela C3) o momento de inércia da área negativa do.0 mm. Se a área composta tivesse mais de três partes. Resp. para a área sombreada mostrada. de maneira que o raio de giração em torno do eixo x é kx =.1590(106) mm4. teria sido organizada uma tabela dos termos e Ad2.0445(106) -1. 1"(r4 4 Ix' = . e das áreas do quadrante do círculo (2) e do triângulo (3). o momento de inércia da área triangular negativa (3) em torno de sua base.046(106) - 1. AI (ou Tabela C3). positiva.-&-(40)(30)3 = -0. ® mm4.

22 Calcular o raio de-gjração da área da cantoneira.296 I ESTA T1CA PROBLEMU\SPROPOSTOS ~ Calcular o momento polar de inércia da área sombreada. de simetria a 45°.23 . A. 1-1 20mm r x Resp.25 r-4a--j a A26 Determinar os momentos de inércia da seção Z. A. em torno do eixo x. A. em tomo do eixo x.. A. em tomo do ponto A. Resp. " I I I I 45°' I --------~ lOmm Probl.mm l-loomm-1 Probl. em tomo do eixo xo' que passa pelo centróide.265 m' 130mm I I A~~ I - l--40mm~ 1 l-x 40mm Probl. A. A. A.. em tomo do ponto O. Probl. JO = 1.27 . Resp.76 (106) mm' Probl. empregando dois procedimentos diferentes. em Yo I I 2/ 300mm tomo do ponto A]Observar que largura das abas é pequena quando!comparada coma o comprimento.rT ~r Calcular o momento de inércia da seção transversal da cantoneira. Ix = 10."". ~~ f--<- I a ___ L-tx I a I-f-a --L Probl. JA = 138.9(lá') mm Encontrar o momento de inércia da área sombreada.lx=17.96mm' ~ Y I A25 ~ Calcular o momento polar de inércia da área sombreada. '''Imm jr~.24 Probl. " "- "" 40mm . kA = 208 mm t -1 r-30mm A27 Lu A ~ 400 mm--~-. Resp. em torno dos eixos xo e Yo' que passam pelo centróide.21 @ Determinar o momento de inércia dà área sombreada.26 L-. 40mm I I I .

36 A37 Calcular o momento de inércia da área sombreada.29 A30 Determinar a expressão do momento de inércia da área do trapezóide. inércia da área do ProbI. A. fornecido por manual . A21 em torno do eixo x. em torno do eixo diagonal x. Resp.3 (10·) mm· Calcular o momento de inércia da seção transversal da viga C.'" O.. A33 30mm 1- \ T ProbI. A. Ix Probl.AP~NDICE A . Calcular o momento de inércia da área sombreada em torno do eixo x. Ix = 5. A35 Calcular o momento de. em torno do eixo x. dividindo-a em cinco faixas horizontáis de larguras iguais. Resp...25 (10·) mm·.33 A29 Calcular o raio de giração polar da área sombreada. A.MOMENTOS DE IN~RCIA DE AREAS A28 I 297 ' Determinar o momento de inércia da área semicircular em tomo do eixo x. em torno do eixo Xo que passa pelo centróide. Resp.l---x 30mm~ --x .3I =i( 1 . Resp. A. Ix = 28. ~ ---. A. A36 b ProbI.1. em tomo de sua base.~) 16 r· . /' ' I /' X a . kO = 0.j3 16 b· ( 300mm " . que passa pelo centro O.--Xo Probl.34 Probl. A. em torno de um eixo polar. A. de 300 X 100 mm.• ~. A32 Determinar a expressão para o raio de giração da área hexagonal do ProbI. Calcular o momento de inércia de cada faixa como a área (largura vezes o comprimento da linha horizontal média) vezes o quadrado da distância da linha horizontal média ao eixo dos x.455 m A34 Determinar o momento de inércia da área retangular. A31. em tomo do ponto O.2mm A3I Desenvolver uma fórmula para o momento de inércia da área do hexágono regular de lado b. Desprezar os metes e arredondarnentos dos cantos e comparar o resultado com o valor de Ix = 6. Comparar o resultado com o valor exato. padrão. Probl. em tomo de seu eixo central x.28 10mm \ \ / _~ ~30mm \ -_L--.30 --1 f-16.5~ ':J O /' i /' ProbI.

em torno de eixos rotativos. l'lwmm lOmm~ f- ~~lOmm Probl. b = 16 • ~-I I I --- = I I I I I I r x Probl.38 A4 - PRODUTOS DE INÉRCIA E ROTAÇÃO DE EIXOS (a) Definição. ocorre uma expressão dIXY = xy dA _~ inte~rada ) que tem a forma [I~~ JXYdA) (A7) onde x e y são as coordenadas do elemento de área dA. o produto dé inércia pode ser positivo ou negativo. A. em relação aos eixos x-y. Nesse caso. Tendo em vista que a área completa pode ser composta de pares . A. AS.5 .298 I ESTATICA y I I I para resolvê-Ia. É necessário resolver uma equação cúbica.y) dA e x (+y) dA. segue que o produto de inércia para a área completa é zero. (Sugestão. A quantidade Ixy é chamada o produto de inércia da área A.37 TU b1-----L---~lOOmm -x A38 Determinar a largura b da mesa. situados simetricamente. Em certos problemas que envolvem seções transversais assimétricas e no cálculo de momentos de inércia. e1iminar-se-ão mutuamente na soma. sempre que qualquer um dos eixos de referência for um eixo de simetria. tal como o eixo x para a área da Fig.) Resp.A. De modo diferente dos momentos de inércia que são sempre positivos para áreas positivas. ou aproximar a resposta com o de uma solução gráfica-numérica. para a seção transversal da viga H. os termos x (. sejam iguais. que fará com que os momentos de inércia. Fig. seção B4. O produto de inércia é zero. Referir-se ao Apêndice B. em torno dos eixos centrais x e y.de tais elementos.

na Fig. também existe para os produtos de inércia. de eixos inclinados. A6. por suas expressões equivalentes. quando é necessário calcular o momento de inércia de uma área. são Ix' Iy' = J y/2 dA = J (y cosB - xsenB)2 dA = J x'2dA = f(y·senB + xcosB)ZdA onde x' e y' foram substituídos figura.A. em termos das coordenadas Xo . Esta consideração conduz diretamente ao importante problema de determinação dos eixos. por definição. sen2 B = 1 . A4. similar àquele para os momentos de inércia. em torno. torna-se: (A8) (c) Rotação de eixos. Um teorema de transferência de eixo. os momentos de inércia da área.AP~NDICE A . zero. O produto de inércia encontra uso. em torno dos eixos x' e y'. que se escreveu fxy. em torno dos quais o momento de inércia é um máximo e um mínimo.cos 2 2B cos2 B = 1 + cos 2B 2 e as relações definidas para Ix'!y'!xy fornecem I_Ix x' - + 2 Iy + Ix Ix -2 Iy cos cos 2B _ IXY sen 2B (A9) I y' = + Iy 2 - Ix - 2 Iy 2B + I xy sen2B . Na Fig.MOMENTOS DE INÉRCIA DE ÁREAS / 299 (b) Transferência de eixos. Por definição. necessariamente. As duas integrais do meio são ambas nulas porque o primeiro momento de área em relação ao seu próprio centróide é. aos eixos que passam pelo centróide é: IXY = f (xo + dy)(Yo + dx) dA dA = J xoYo + dx f Xo dA + dy f Yo dA + dXdy J dA A primeira integral é. como pode ser visto pela geometria da Fig. o teorema da transferência de eixos para produtos de inércia. A terceira integral é apenas dxdyA.Yo. em relação aos eixos x e y. Assim. o produto de inércia da áreaA. o produto de inércia em relação aos eixos que passam pelo centróide.6 Desenvolvendo e substituindo as igualdades trigonométricas.

As relações nas Eqs. que está de acordo com os resultados da Eq.. Em seguida. (AlO) fornece dois valores para 2a. Simbolizando este ângulo crítico por a. O ângulo formado pelo raio OA com o eixo horizontal é 2a. como é mostrado.O). (A9). A7). Desenha-se um círculo com estes dois pontos. \Al. primeiro. Esses dois eixos retangulares são conhecidos como os eixos principais de inércia. obtldos da Eq. que tem as coordenadas (Iy. como extremidades do diâmetro. por sen 20 ecos 20 nas Eqs. O ângulo que faz com que Ix' e Il sejam um máximo ou um mínimo pode ser determinado igualando-se a zero a derivada de qualquer um.que o produto de merCla e zero-para os elXOSpnnClpalS de lllerCla. A. (AIO). Assim. fornece as intensidades dos momentos de inércia principais. escreve-se o produto de inércia em relação aos eixos inclinados: IX'y' = f x'y' dA = J (ysen e + x cos e)(y cos e . Conseqüentemente. Iy' e Ix'y' podem ser determinados pelo diagrama. com o eixo do momento de inércia máximo. e um eixo vertical. Seleciona-se. ': . (A9). da área em questão. substitUiÇ~~ Eq. graficamente. CoSZ e . (A9). que tem as coordenadas (Ix. os valores correspondentes de Ix'. uma vez que tg 2a = tg (2a + 1T). temos 2IXY (AIO) tg2a =~Ix y A Eq. para qualquer ângulo desejado O.lx' ou Iy' em relação a O. -Ixy). na Eq. um eixo horizontal. (A9a).sen 2 e = cos 2(J fornecem Ix' y' = Ix - Iy 2 sen 2e + IXY cos 2e (A9a) Adicionando as Eqs. . que diferem de 1T. as duas s0luções para a diferirão de 1T12. mostra . Para os valores dados de Ix: Iy e Ixy. o momento polar de inércia em torno de O. localiza-se o ponto A. ou duas vezes o ângulo formado pelo eixo x.300 I ESTA T1CA De modo similar. por um diagrama conhecido como círculo de Mohr. (A9a). Ixy) e o ponto B. como: (AlI) Imín.x sene) dA Desenvolvendo e substituindo as igualdades trigonométricas sen e cos e e as relações definidas para Ix. dá Ix' + Iy' = Ix + Iy = fz. Um valor define o eixo de momento de inércia máximo e o outro. O ângulo no diagrama e o ângulo na área são medidos no mesmo sentido.ly. As coordenadas de . A substltUlçao do sen 2a e do cos 2a.lxy = ~sen 2e. par~ ~ v~or O crí~ic~ ~e 20. (A3). para a medida dos produtos de inércia (Fig. (AIO) e (AlI) podem ser represen- tadas. Ix 2 Iy _ ~ 2 vUx + _ Iy)Z + 4Ix/ (d) Círculo de inércia de Mohr. valor) define o eixo de momento de inércia mínimo. para medir os momentos de inércia.

k-lmín.MOMENTOS DE IN~RCIA DE ÁREAS I 301 Ixy I I f"<' / / x' /x r I I ~. a equação a----x . como definido. de modo a observar os seus sinais. com centróide em C. como é mostrado. paralelos aos seus lados. Y Problema Resolvido A9 Determinar o produto de inércia Ixy. para a área sob a parábola mostrada. Solução. e Problema Resolvido A8 Escrever a expressão para o produto de inércia da área retangular. Fig. I bl----'lo _ I I I '}. Deve-se atentar para manter a consistência com os sentidos positivos de dx e dy. (A9). Pode ser verificado da trigonometria do círculo que as Eqs. Solução. dx e dy são ambos positivos. Ix'y') e aquelas do ponto correspondente D são(Iy". Como o produto de inércia lxy.Ix'y')' Também o ângulo entre OA e oe é 2 (J. ambos os ângulos são medidos no mesmo sentido. Considerando que x da curva torna-se x = ay2 Jb2. (A9a) e (AIO) concordam com as aproximações feitas. Naturalmente.? qualquer ponto são (Ix'. ou duas vezes o ângulo formado pelo eixo x com o eixo x'. 9"'~ I = a. A. 1x9i ~/.AP~NDICE A . em relação aos eixos x-y. nulo.i~~ . por simetria.~omento 1--I I ~Iy I r--1y' ~ Imá:<. o teorema de transferéncia de eixo dá Resp. em torno dos eixos Xo-Yo é.x Ix'y' I " 28 A/ ~ p~ \EixO maxuno que passa por P de inércia de. I I I ~. quando y = b. Y Yo I I II I I I I i h C I idY---õo-j~ --r-xo dx L I b 1 --x Neste exemplo.

como está / . (A8).-. dA = Y dx. I-Y ----x x ~ f-dx a I + r-----»j I a x Yo IXY = f a Lxdx 2 O 2 = f a -xdx xb2 2a O ~x4 I I I 2 = _x3 b2]a 6a O = ia2b2 Resp.x) dy] que. Tomando uma faixa vertical. O centróide C é facilmente localizado. Problema Resolvido AlI Localizar os eixos principais de inércia que passam pelo centróide e determinar os momentos de inércia máximos e mínimos correspondentes. I I Nota: <D Se tivesse sido escolhida uma faixa horizontal. tem-se dI xy = O + (+ y) (x) (y dx). obviamente daria o mesmo resultado. quando mtegrada. Eq.-3rr 4r ) (r) ( -rrr' 2· ) = . em relação aos eixos X-y) --Sol~ema mite escrever [Ixy=7xy +dxdyA] Ixy da transferência de eixo. Solução. Tem-se. mostrado. Problema Resolvido AIO Determinar o produto de inércia da área semicircular. O produto de inércia para o elemento dA é dIxy = xy dx dy e para área completa é IXY = dxdy Y Yo I = f fay2/b2xy dx dy = f 1(a2 2 O b a O b + a2 b b 4) y dy = ia2b2 Solução lI. Nota: onde as coordenadas x e y do centróide C são dy = +r e dx = -4r/3rr. usando os resultados do Probl.302 / ESTÁTICA Solução I. Pode-se iniciar com uma faixa inf"mitesimal de primeira ordem e evitar uma integração. (j) O emprego correto do teorema de transferência de eixos traz uma grande economia de trabalho no cálculo dos produtos de inércia. onde as distâncias aos eixos que passam pelo centróide do retângulo inlmitesimal são dx = y/2 e dy = x. (a + x) [(a . Uma vez que um dos eixos que passam pelo centro de gravidade é um eixo de simetria 7xy = o. a expressão se tornaria dI xy = Y . 2r' 3 Resp. agora.. per- =O + ( . Resolvido A8. para a seção da cantoneira.

583(104) Assim. = 7.11 ou graficamente. onde dx = -(7. Para a construção do círculo de Mohr usam-se os valores calculados de Ix' Iy e IxY' Estes valores são marcados no diagrama para localizar os pontos A e B. em torno dos mesmos eixos são Ix = +.5)2 (400) = mm4 Círculo de Mohr. eImín.5 mm e dy = -(5 + 2. [ tg20<=~] 2I Iy . Portanto. Estes resultados podem também ser obtidos diretamente das Eqs. O produto de inércia para cada retângulo.5) = -7.(10)(40)3 + (400}(12.583(104) e os momentos de inércia.583(104) + 2. Assim.5) = Do mesmo modo.2. Os momentos de inércia. são Ix = I~ (40)(IW + (12. por simetria. Para a cantoneira completa Momentos de inércia. AIO. para a parte II l I I 7.583(104) = 18.AP~NDICE A .75(104) mm" y 10 I 16ni11"'""'2.5= ic l-40=~ -------j-X10= [Ixy = Ixy + dxdyA I Ixy = O + (n.5)2 = = 11. Mohr.5 + 5) = -12.167(104) = 10. O ângulo 20<.5)2 = = 2.W (400) = mm4 = 6.Ix tg 20<= -2(7. = onde dx = +(20 .583(104) + 11.5 mm.10 . conforme está mostrad.5) = 12.5)(+7.o.9° . A inclinação dos principai's eixos de inércia é dada pela Eq. é zero. que são as extremidades do diâmetro do círculo.167(104) mm4 mm4 mm4 Eixos principais.5)( -7. em torno de seus próprios eixos que passam pelo centróide.-(40)(lW + (400)(7. o produto de inércia para a parte I é Ixy = O + (-12. A.583(104) Iy = 7.18.5)(400) = -3.0° Resp.50) = 1 875 10.583 (104) mm4 Iy = +. para a seção completa Ix = 6.167 ' O< = 31.583(104) Iy = 112 (10)(4W + (7. Imax. para a parte I. são obtidos da figura.7.75(104) mm4.5= [Ixy =Ixy +dxdyA] = 50 r = 7. 20<= 61. como é mostrado na figura abaixo.167 . pela construção do círculo de .5 mm.5)(400) = -3. paralelos aos eixos x e y.MOMENTOS DE INÉRCIA DE AREAS I 303 Produtos de inércia.. para a parte lI.5 mm e dy = + (20 .

0(10') mm4 @ Determinar o p~uto-d~ércia de cada uma das quatro áreas.50)(0. de Ix' e Imín. em relação aos eixos paralelos que passam pelo centróide.67(04) mm4 Resp.01647r4 . Ixy = -128. os momentos principais de inércia po!lem ser calculados com as Eqs.._ (0..8824)') (104) = -\ .167. em relação aos eixos x-y.167 _ 18.I 30 .4705) + (7. y IL I I I i h ---x b Probl.167 2 .167. : Resp.+ 18.167. lxy= -0. (a) e (c): Ixy = 360 (04) mm4 (b) e (d): Ixy = -360(04) mm4 y I I 50:50\ I 601 (b) I +-+--i I 30 60 I . em torno dos eixos x-y. 40 t --x [330---60 .--304 I ESTATICA Agora. __ t_--x 30~ mm Probl. 8 Calcular o produto de inércia da área triangular.40 / Obter o produto de inércia da área do quadrante circular.67(104) mm 4 ~~ PROBLEMAS PROPOSTOS ~ Calcular o produto de inércia da área sombreada. Resp. = Ix' = (' 18. e usar este resultado para obter o produto de inércia. Assim. 10. Imáx.50)(0.167 -10. .-t (~~ --:----[g--30---Probl. A. A. e.42 40mm . (A9). de Iy'../18. : Resp. em torno dos eixos x-y. A.167 + 2 10. em relação aos eixos x-y. 10.39 (Dimensões em milímetros) @ Calcular o produto de inércia da área do triângulo retângulo.4705) _ (7.m torno dos eixos x-y. Ixy= r4f8. (c) ' (a) c=9-r 60 40 I . _ Imln.8824)) (104) = = 22. usando a para () e obtendo Imáx.167 (0.-Iy = 5.

.. /1 " / I " I A47 Onde Ix = Iy para uma área simétrica em torno de qualquer um dos eixos x ou y.46 ~. ~ /30° . A.MOMENTOS Y I DE IN~RCIA DE AREAS I 305 A48 Yo . ' . f f.5l .44 A4S Uma área tem momentos de inércia Ix = 28 (104) mm4 e Iy = 12(104) mm\ em torno de um conjunto de eixos x-y. A44 Determinar os momentos e o produto de inércia da área do quadrado. é 20°. Resp. C ..•.1 I h ~1. R.) Resp. demonstrar que o momento de inércia é o mesmo para todos os eixos que passam pela origem. b /.48 A49 // x \ \ \ b \ \ QI \ // .. "'. do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo.. a = 2b ~:I ---x . em relação aos eixos x-y e x'-y'. . (Ver o Probl._/ .... em relação aos eixos x'-y'. (Ver o Probl. A. Determinar o momento de inércia mínimo da área.:.-I r --Xo Determinar as proporções da área retangular. A = 1. é um valor constante.AP~NDICE A .... com y I I I Y 50=:>1 I~ I I I L __ Y 1 I -+---1 _ --~~\l.:. = 9. A. ---x \ 1\ I \ ~ 'mm1:T i L· C _ 20~ __ y Probl. qualquer que seja e.. centro do lado maior. Calcular a área da figura cujo centróide é C.) •••x' ---x I Probl..---- :.316 (104) mm2 ffi !.. para a qual o momento de inércia. A. que passa ·pela origem O.:--<. Resp. em torno de um eixo que passa porO.56 (104) mm4 Os produtos de inércia da área sombreada. respectivamente.%1/ / . A47. A. I (c) (d) Probl. - ~x' " . y I I \ CZ2J '.49 ASO Demonstrar que a intensidade do produto de inércia pode ser calculada da relação Ixy =..-~~. \I .: .2 '. .' . Imín.:"". A46 AS 1 Fazer um croqui do círculo de inércia de Mohr. O ângulo medido.--./ Determinar a relação entre a base b e a altura h do triângulo isósceles que tornará iguais todos os momentos de inércia em torno de qualquer eixo que passe pelo vértice C. no sentido dos ponteiros de um relógio..-&' "'\ •••• -8 aJ2 C aJ2 Probl.J IxIy .43 b .~~~ 2 2 Probl. para cada uma das quatro áreas retangulares. são 8 (106) mm4 e -42 (106) mm4. A. " Probl.' "'..ImáxJmín. ---x . "'. . A47.'7+1. em torno de um eixo x' que passa pelo ponto C...

em torno dos eixos que passam pelo seu vértice C. A52 pela construção do círculo de inércia de Mohr.6° = a 4(10 a= 76.684 (106) a mm4. medido a partir do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo.56 A53 Resolver o Probl.306 I ESTA T1CA as proporções e posições mostradas. 4 (10 + Vf7 5 ). em relação aos eixos x-y. onde a é o ângulo do ei~o x com o eixo de momento de inércia máximo. o ponto A de coordenadas Ix'!xy e ângulo 2a. O produto de inércia.782(106) Imín.4° y A55 80mm r ~ r-10mm y I I Lll ___ a a Probl. medido no sentido anti-horário. em relação aos eixos que passam pelo centróide C. Resp. calcular x e o ângulo a. Desprezar os arredondamentos dos cantos. A57 A54 Os momentos e o produto de inércia de uma área.55 a a A58 Calcular os momentos de inércia máximo e mínimo. Ixy = 1 225 m' I I 6mml I L- _ Probl. Resp.--60 mm---! r c a a Probl.57 x ----±L. I' max. Imáx. a partir do eixo x ao eixo de momento de inércia máximo.~ a a I A f. em torno dos eixos que passam pelo centróide C. Ix = 21 (106) mm4. A. Encontrar o ângulo a. a = 56. Iy = 24 (10') mm' e Ixy = 12(104) mm4• Construir o círculo de inércia de Mohr e usá-Io para determinar os momentos principais de inércia e o ângulo a.7° 3 3- f7 I A56 Ca1cular o produto de inércia da área retangular. mm4. Encontrar o ângulo a. Resp. = -13. A52 quadradas mostradas. V 5 ). medido no sentido anti-horário. Resp. em torno dos eixos que passam pelo centróide .3° sentido horário Determinar os momentos de inércia máximo e mínimo. = 1. são Ix = 14 (104) mm4. para a combinação das quatro áreas Calcular os momentos de inércia máximo e mínimo da cantoneira estrutural. em relação aos eixos x-y. Resp. Os momentos de inércia máximo e mínimo da área sombreada são 25 (106) mm4 e 5 (106) mm\ respectivamente. a = 26. Imáx. = 0. Indicar em cada diagrama. entre o eixo x e o eixo de momento de inércia máximo. Imín. = 6 (104) mm4. é -8 (106) mm4. = 32 (10') mm4. = a I' mIn.!o'!:. em relação aos eixos x-y. a partir do eixo x ao eixo de inércia máximo. De acordo com as equações adequadas. A. A.

AP~ND'CE A .58 . A. Imáx.207 (106) mm'. == 0. == 1.MOMENTOS DE IN~RCIA DE ÁREAS I 307 para a seção estrutural Z.820 (106) mm'. Ci== 30.1° lOmm ~J~-50mm-1 Probl. Indicar o ângulo Ci medido no sentido anti-horário. Resp. a partir do eixo Xo ao eixo de momento de inércia máximo. Imín.

Um triângulo inscrito em um semicírculo é um triângulo retângulo. deve ter em mente que a Mecânica é tiina ciência descritiva aplicada a corpos e movimentos reais. as interpretações geométrica e física da matemática aplicada. Quando duas linhas que se interceptam são. perpendiculares a duas outras. O estudante de Mecânica terá oportunidade freqüente de usar essas relações e estará em desvantagem se elas não estiverem à mão. re spectivamente. + 63 64 = 61 + 6. Qualquer triângulo Área 6.GEOMETRIA PLANA 1.INTRODUÇÃO o apêndice B contém um resumo abreviado de tópicos selecionados da matemática fundamental. As relações são citadas sem nenhuma prova. Ângulos de um triângulo . B2 . os ângulos formados são iguais. h ~ IIt + 62 = 1r/2 3. À medida que o leitor revisa e aplica sua matemática. devem ser observadas durante o desenvolvimento da teoria e a formulação e solução de problemas. CírculO Circunferência = 21rr Área = 1rr' Comprimento de arco s = r6 Área do setor = -}r'6 2. 61 + 6. Triângulos semelhantes ~=h-y b 5. b = -}bh = 1800 ~8_4 A . Ocasionalmente serão necessários outros tópicos não listados aqui. freqüentemente empregados na Mecânica. Portanto. 4.AP:eNDICE B TÓPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA Bl .

Esfera Volume=+1Tr' Área da Superfície = 41fT' Volume Área lateral = -} 1Tr' h = 1TrL L =. .c3 -a. = B/2 2. b. Proceder.JP). + a.JP Logaritmos naturais b = e = 2. então.p3)1/' + (q .. a. I a.J q' . Substituir x = Xo .a ordem =O b.a/3 e obter X03 = Axo + B.c. Caso I: q' - P3 negativo (três raÍzes reais e distintas) q/(P cos u = x. q' 3. I=a..b. como acima para encontrar os valores de Xo para os quais x = Xo . b. Cone Circular Reto 1. = 2.1 c. b. x x.JP log (ab) = log a + log b log (a/b) = log a -log b log (l/n) = -log n log an = n log a log 1 = O log. Para a equação cúbica geral: x3 + ax' + bx + c 3. c. c. Equação do 2.c.0 grau ax' + bx + c = O x= ( onde B = -}Bh = área da base 4. Determinantes 2.Jq' .b.J r' + h' 2.JP = 2. Cunha esférica 4. I a. 0< u < 180° cos (u/3) cos (u/3 + 120°) cos (u/3 + 240°) = 2. + a.p' positivo (uma raiz real e duas raÍzes imaginárias) Xl = (q +. b.AP~NDICE B ..p3Jl13 Caso 111.b ± ~ 2a 4ac ' b 2 > 4ac para raÍzes reais faça p = A/3.1 b.b..-a.718282 = y. c31 = +a. -a3b.4343 1nx Caso 11: q' . Equação ~úbica x' =Ax +B q .o x = 0.b3c. Qualquer pirâmide ou cone Volume ) B4 ÁLGEBRA 1. duas raÍzes iguais) I a.c. x=logbY .a ordem - P3 = O (três raÍzes reais.-a. Logarltmos bX=y. - I a. .a/3.b.b.TOPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA I 309 B3 - GEOMETRIA DOS SóLIDOS 3. Y eX = lo~ = 1nY x.

Parábola 1. Círculo --x o 18) I I 4.b)2 = r2 I xy I I a ---x .TRIGONOMETRlA 1. Defmições sen (J = a/c cos (J = b/c tg (J = a/b cosec = c/a sec = c/b cos sec (J (J (J cosec sen (J cotg (J cotg (J tg = (J b/a (J (J + + III II IV b - I + 2.J----x a 5. Elipse r ~ --- I bl I I I I L----. Hipérbole y rx .310 I ESTAnCA B5 . Linha reta y ai Ib V~.2 2.----JL I I I I = a2 B6 .· y=a+mx y I L---------x y2 x=a/...a)2 + (y . Sinais nos quatro quadrantes (+) I ~(+)(-)~ II (+) H+ III (_) ~(+) (_) IV .GEOMETRIA ANALmCA 3.

AP~NDICE B . Assim. Vetores unitdrios V=iVz+jVy+kV.m. deve-se usar um símbolo que caracterize bem as grandezas vetoriais. Co-senosdiretores. Sãoosco-senosdosângulos e z. Notaçaõ. a grandeza vetorial V tem uma intensidade escalar V. k + (-Q) 4.sen2 (J sen (a ± b) = sen a cos b ± cos a sen b cos (a ± b) = cos a cos b + sen a sen b = (1 + cos (J) = 2sen(J cos(J A D S. 1 = VzIV de modo que V e m = VylV n = V. Em trabalhos manuscritos. j. n.. sen2 (J DA MA TEMA TICA I 31 1 4.IV = V(il + jin + kn) . As grandezas vetoriais são impressas em negrito' e as escalares em grifo. Lei dos senos 1 (J + cos2 (J = 1 + tg2 (J 1 + cotg2 sen (J = (J !!. Lei dos co-senos c2 = a2 + b2 . entre V e os eixos x. V indicaria vetor. para-9ue não haja confusão com as escalares.(1 ~ 2 2 cos (J) cos % sen 2(J cos 2(J = cos2 (J . Por exemplo. Relações diversas..TOPICOS SELECIONADOS 3.2ab cos C c2=a2+b2+2abcosD B7 - OPERAÇÕES VETORlAIS 1. Subtração P -Q = P i. sec2 (J = cosec2 = b senA cos B -= . Regrà do triângulo P +Q =R =R Regra do paralelogramo Lei Comutativa Lei Associativa P +Q P +Q =Q +P = (P + Q) + R P'lR z P + (Q + R) 3.J 2. onde ~VI= V = VVz2 + V/ + V/ S. Assim. y 1.

m. Produto escalar P'Q = PQ cos e onde O é o ângulo entre eles. Produto vetoria!. Lei distributiva PA (Q + R)= PA Q + PA R PI ~ \ Q Da defmição do produto vetorial. 7. P X Q = O.de Q na direção P ou como a intensidade de Q multiplicada pela componente P cos O de P na direção de Q. Lei comutativa PXQ=QXP Da defmição do produto escalar.312 I ESTATICA 6. Lei distributiva P X (Q + R) = P X Q + P X R. quando seus co-senos diretores obedecem à relação 1112 + ml m2 + nl n2 = O. usando o sistema convenciaTUlIde eixos coordeTUldos. segue que i·i=j·j=k·k=l i'j =j·i =i·k=k·i =j'k=k'j =0 kQz) p. que dois vetores P e Q são perpendiculares quando seu produto escalar se anula. Produto vetorial ou cruzado. O ângulo O entre dois vetores Pie ~ encontrado por sua expressão do produto PI X P2 =PIP2 cos O. Este produto pode ser visto como a intensidade de P multiplicada pela componente Q cos (}. como mostra a fIgUra ao lado. n significam os resp(ctivos co-senos diretores dos vetores. que dá escalar onde I.P = + P/ + Pz 2 Segue da defmição de produto escalar. Q = (iPx + jPy + kPz) • (iQx + jQy + = PxQx + PyQy + PzQz P/ P . tem-se iAj=k jAk=i j1\i = -k kAj = -i iAi=jAj=kAk=O kAi=j i1\k = -j \ \ \ \ '\' QAP=-PAQ . de dois vetores P e Q é defmido como um vetor de intensidade IPAQI=PQsenO e cuja direção é dada pela regra da mão direita. Usando-se a regra da mão direita e invertendo-se a ordem da multiplicação vetorial. P A Q. Observa-se também que dois vetores são perpendiculares. obtém-se Q A P = -P A Q.

2) x3 + [x2 < 1] < 00] x3 sen x cos 3! x2 + 5T .3! 1)(n . = R 1\ (Q 1\ P). RQ .7f + x4 x6 [x2 X 1 . PQ . Assim. QP ou P 1\ (QI\ R) = P .2T eZ - + 4T . o produto vetorial pode ser escrito PI\Q = (iPz + jPy - + kPz) 1\ (iQz + jQy - + kQz) = i(PyQz o PzQy) + j(PzQz + k(PzQy Aqui deve-se usar parênteses. também.TÓPICOS SELECIONADOS DA MATEMATICA /'313 Com o auxilio destas identidades e da lei distributiva. multiplicado pelo vetor Q. 9. a expressão pode ser escrita: d(P'Q) dt =P'Q +P'Q PI\Q'R O produto determinante =P'QI\R escalar triplo pode ser expresso pelo d(PI\Q) dt = PI\Q + PI\Q ( Produto vetorÚlI triplo. y e~. porque não identificaria o vetor a ser cruzado. ser expresso pelo determinante o primeiro termo.R . é o produto escalar R X P. Pode-se mostrar que o produto vetorial triplo é equivalente a PzQz) PyQx) (P 1\ Q) 1\ R = R .) (1 ± x)n =x = = - 1 ± nx + x5 n(n 21 . desde que se mantenha a ordem dos vetores. visto que a expressão P 1\ Q 1\ R seria ambígua. Os parênteses não são necessários visto que não teria sentido escrever-se P 1\ (Q • R). Se V for função de x. B8 SÉRIES (A expressão entre colchetes que segue as séries indica a convergência. a integral de V sobre o volume pode ser escrita como a soma vetorial das três integrais de suas componentes. Assim. escalares. Seguem as mesmas regras dos 8. QR produto vetorial pode. por exemplo.1) x 2 x7 + n(n . Integração de vetores. Relações adicionais Produto escalar triplo (P 1\ Q) • R = R • (P 1\ Q).P . na primeira expressão. e um volume elementar for dr = dx dy dz. por que um vetor P não pode ter um produto vetorial com ~esc~ R. um escalar. (P 1\ Q) 1\ R = -R 1\ (P 1\ Q) 10. Derivadas dos vetores. O x e o 1\ podem ser trocados.AP~NDICE B .6! + [X2 < 00] < 00] senhx = e-Z [x2 eZ + e-Z x2 x4 x6 cosh x = --- = 1 + 2T + 4T + 6! + [X2<00] .

. d cosh x dx = senh x.: tg-l x = arctg x. d tg x dx dx = cos x. a f a x+dx bx2 = ~ 2b ln a + b bx2 f yx2 ± a2 dx = Hx yx2 ± a2 ± a21n (x + VX2 ± a2)] . d~ 19h x dx B 10 - INTEGRAIS (Observação: nas expressões que se seguem. Ex.a ln (a J a xdx + bx + bx)] f (a xdx + bx)n + b2 bx)l-n (a 2 + a_) ...~O d sen x 1 -senx..) f xn dx = n fdx=lnx x +1 f f ya + bx dx = 32b V( a + bX)3 v(a -tbx)3 f x ya + bx dx = lS2b2 (3bx .+ n=l ~ n7TX cos -l-dx.= lim sen Llx = = tg dx = dx lim cos Llx â.314 / ESTÁTICA a f(x) 00 n7TX cos 00 n7TX = .) dx _ u dv dx v du v2 ---a. = = d(uv) ~=udx sen dx cos dx dv du +vdx' v d (!:!:. + n=l 2:an -1. bnsen -11 f!-! f(x) T n7TX sen -l-dx ondean 1 f!-! f(x) =T bn '7 [Desenvolvimento de Fourier para -I < x < I] B9 - DERIVADAS dxn dx àx~O = nxn-l.2a) ya dx + bx = 2va+bX b 1 [a + = b2 = (a bx . o expoente xn+1 -1 indica função inversa.bx n __ 1 n ou f __ d_x _ a + bx2 1 a _~ v -ab tgh-1 xy-ab _1_ tg -1 _x_Vab_a_b v'ab. d cos x ~ = sec2 x sech2 x d senh x dx = cosh x.

2) cos x f senh x dx f cosh x dx f· tgh.API:NDICE B .x2dx = = -~v'(a2 .XZ + aZsen-l~) f dx va+bx+cx2 = _\:.ob=+=2=CX=) v=c Vb2 .x Raios de curvatura f xeax dx = -(ax eax aZ .pZ p cos px) aZ eax(a cos px++ aZ pZp sen px) 4 eax + aZ ( asenz x . x dx = cosh x f x2cosxdx = senh x = ln cosh x 2x cos x + (xZ .x2dx -i v(a2 - x2)3 + a82(xva2 .ln(Va+bx+cxZ+xvc+ yC f 2yc ~r:) x dx vxz x dx ou -1 sen-1 (---.x cos x f sen x cos x dx senz 2 x = cos x + x sen x = 2x = sen x .1) f eax sen px dx = = eax(a sen px + .2)senx Pxy flnxdx = = xlnx .sen 2x f eax cos px dx eax senz x dx f = --- +a 2) .X2)3 f x2Va2 .TOPICOS SELECIONADOS DA MATEMÁTICA / 315 f xva2 .ln 1 + sen x 21-senx f sen3 x dx sen42x f cos3 X dx sen42x = = = co. x (2 + senz x) cosz x) f ~ Z x dx f cosz x dx =~ 2 _ =~ 2 + = se~x (2 + f x sen x dx f x cos x dx f xZ sen x dx sen x .(xZ .cos2x ) sen x f eaxsenxcosxdx = 4 eax + aZ (a 2"sen2x = l.4ac aZ aZ = vxz - f Vaz ± xZ ± vaz ± xZ f sen x dx f cos x dx f sec x dx = = cos x f eax cosz x dx = ---2 4 eax +a ( a cosz x + sen 2x + a 2) .

sob condições de trabalho normais. acabamento superficial.3 0.l Dinâmico 0.l (Os coeficientes. representam valores típicos. Coeficientes de Atrito.1 0. Pode-se esperar uma variação de 25 a 100 por cento. lubrificação e velocidade. /. média) Terra (seca.3 0.3 0.05 0.Propriedades A.na tabela abaixo. carvalho) Mercúrio Óleo (média) Ouro Terra (úmida.1 0. Coeficientes reais.) Valores tz'picos do coeficiente de atrito.AP~NDICE C TABELAS ÚTEIS Tabela Cl .5 0. Superfz'cies de contato Aço sobre aço (lubrificado) Aço sobre aço (seco) Aço sobre babbitt (lubrificado) Aço sobre babbitt (seco) Cabo de aço sobre polia de ferro (seco) Cabo de cânhamo sobre metal Latão sobre aço (seco) Lona de freio sobre ferro fundido Metal sobre gelo Pneumático de borracha sobre pavimento liso (seco) Teflon sobre aço Estático 0.2 0.04 .8 0.4 0.07 0. Massa específica.9 0. dependendo das condições predominantes de limpeza. média) Titânio Vidro 480 800 13 570 900 19300 1760 1280 3080 2590 B. p Aço Água (doce) Água (salgada) Alumínio Chumbo Cobre Concreto (média) Ferro (fundido) Gelo 7830 1000 1030 2690 11 370 8910 2400 7210 900 Madeira (macia. pressão. pinho) Madeira (dura.4 0.6 /.15 0.4 0.02 0. para uma dada situação. . dependerão da natureza exata das superfícies em contato.4 0.04 0. destes valores em uma aplicação real. ou mais.2 0.

ume sférica 713 km.1991 5. km e não girando.TABELAS ÚTEIS I 317 . equivalente ao valor absoluto no nível do mar e latitude de 37.Velocidade média do 1392 000 * 23 h 200 56 min 4 s centro da Terra em torno do Sol m w' = 0.673 107 (10-11) km/h m3/(kg·s2) 06 ntro a-eentro .7292 (1024) (10-6) (10-4) kg rad/s w K= 6. a gravitação universal AP~NDICE C .5°.976 0.

• .3b I ab3 Ix = 1i~:3 (~ .•.~ = 9~) ' ..X 3 a (m massa do J1 I r sen 31i 1i YI r x :1 h zIy \ ESTAnCA Xl Xl I Y1 -bh3 4r I= X 12 318 I Momentos yde ..tr:na (1i \ JI~~ I 4) I x= I r~ii~~ I bh3 1it: (a2 b2) I J TabelaC4 I J ~r4a ~~ I =-í =-. 4a bh(b2 r Yo Iy I . I a'. aI 2r +.- + sen2a) f I= Xl I~ = 1ia3b _(~ ... -x J=x-3 x 12 Ix 8 ::: h2) \ I bh3 12 r4 .!' 16' Ida C Área 16 91i a Centróide I I bh3 r=--I Inércia Iy 31i4"(a r4 I bh3 IT 31i 3 Y r4 ----. z- j .36 + == das Figuras Planas .= h·e " = + Tabela C3 Propriedades 1ir4 L''lF\ == ='I x= 16 ..) .!.I ~% ..T 91i IIy=..

AP~NDICE C .lm(b2 12 • fz-m(a2 Paralelep{pedo Retangular ly.TABELAS ÚTEIS I 319 Tabela C4 ~ Propriedades dos Sólidos Homogêneos (m = massa do corpo mostrado) Centro de Corpo Massa Momentos de Inércia ubo 2r Cilíndrico Cilíndrico x==""mr2 lxx = !mr2 = mr2 !ml2 = ~mr2 + lxx + ~m12 lxx zz Circular I I lx..~'. -rzmb2 + 12) + [2) + b2) + !ml2 .::'XlXt .x.x. lxx + -rzm12 = imr2 + !m12 = = lmr2 ~mr2 Cilirldro Circular lxx I x 4r XtX! = lyy = lmr2 + =I YtYl -rzm12 = 37T lxx = imr2 = ~mr2 - + jm12 97T 2 Semicilindro 2: Ixx _ (1 16) mr 2 lxx Iyy lxx = = = = fzm(a2 -.a V1Y! I 172 --±..y.'. = I= = ~mr2 -rzml2 lxx+ lyy I = (1 ~mr2 += !ml2 N r---..)mr2 lxx lx.

..320 I ESTÁTICA Tabela C4 .) ( 1 = massa do corpo mostrado) Corpo Centro de Massa Momentos de Inércia z ----- Casca Esférica ( x x I r = 2' Ixz Y.y = Iyy ~z = Izz = ~mr2 Casca Hemisférica = = l%mr2 z ----- Esfera - 3r x=S Hemisfério I"" Y.y = Iyy = Izz = smr2 = ~" = -Mimr2 Iyy IY1Y1 = = ~ml2 âml2 Barra Delgada Uniforme .Propriedades dos Sólidos Homogêneos (Cont.

)mr2 Cone Circular Reto Iyy = fõmr2 + ~mh2 z=-3h 4 z-.y.'.y. Z - '~ ..TABELAS ÚTEIS / 321 Tabela C4 .AP~NDICE C .Iy.c"~ '4>.•• ~ ~ I Y1Vl I I Izz Yyy 2 = = ihmr i!Jmr2 + J:h-mh2 = .y.) (m = massa do corpo mostrado) Centro de Massa Momentos de Inércia Corpo Barra Quadrante Circular x = y 2r 'IT Ixx Izz = Iyy = ~mr2 = mr2 yCilindro Elíptico Ixx Iyy Izz Iy. I yy = = lmr2 4 fmr2 lmr2 '2 ~ I z--~~~ ~h Yl z y = -3 I + lmh2 2 + ~mh2 + lkmh2 zz = ~I yyy = lmr2 4 Ixx - Iyy Casca Semicônica I x = 4r 'IT 3 =1 4 mr 2+1m~ 2 Ix.~hYl Izz __ 2 (l_ 9'IT2 J&.x..lmr2 + "*omh2 20 ou . " ~'Y I x I "'" z =2h 3 I zz _ = lmr2 4 mr2 ~ + !mh2 .'. -"'. .Propriedades dos Sólidos Homogêneos (Cont. = = fma2 fmb2 fm(a2 fmb2 + -flmi2 + -flmi2 + b2) + !mi2 = = Casca Cônica I 2h ' Iy.

-.322 / ESTÁTICA Tabela C4 .) mostrado) Corpo Centro de Massa Momentos de Inércia lxx = = lyy z-Semicone x r ='TT = itJmr2 I XIXI I + ~mh2 + -mmh2 VI!!l z= 3h 4 lxx lzz = itJmr2 = iõmr2 2 10 .Propriedades dos Sólidos Homogêneos (m = massa do corpo (Cont..= (3 1) mr = tm(b2 = 3m(a2 = tm(a2 = gm(b2 = 3m(a2 lxx z=~ y lyy lzz ~x 8 + c2) + c2) + b2) + ~C2) Semielipsóide "Zy + ~C2) lxx z=3 Parabolóide Elíptico IZ - 2c lyy lzz ~x = = = tmb2 tma2 tm(a2 tm(b2 tm(a2 "Zy = = = + ~mc2 + ~mc2 + b2) + ~C2) + ~C2) I a x lxx lyy lzz ~x ="4 x __ b Y="4 y/ x / Tetraedro Retangular z=~ 4 "Zy ~z + c2) = -mm(a2 + c2) = -mm(a2' + b2) =i1m(b2 + c2) = i1m(a2 + c2) = i1m(a2 + b2) -mm( b2 lxx lzz = = lyy = !mR 2 + ~ma2 mR2 + ~ma2 Meio Anel Cilíndrico .: .

212 tipos de.257 . 12 de um vetor. 182 parabólico. 159 pelo teorema de Pappus. 5 O trabalho de um. 196 de gravidade. 258 Cabos catenária. 241 em correias. 7 Adição de vetores. centro de massa de. 4 Centro de empuxo. 235 em filetes de parafusos. 215 Apoios redundantes. 240 em discos. 165 por integração. 159 de volumes irregulares. unidade padrão de. 144 de massa. 6. 235 em mancais radiais. 214 de rolamento. 60. 183. 214 cinético. 3.256 interligados. 234 coeficien tes de. 213 fluido.lNDlCE REMISSNO Aceleração absoluta de um corpo. 182 Cone. 146 Cinético atrito. 2 equilíbrio de. 82. 7 Coordenadas. 25. 148 Corpo deformável. 212 interno. 66 devido à gravidade. 183 tração em. 143 rígido. 13. 195-6 Atrito ângulo de. 212 em máquinas. 256-7 força de. 42 resultante. 5. 24. 146 de figuras compostas. 42 resolução de um. 103 Comprimento. 211 trabalhos de. 181 equação diferencial para. 69. 186 Cajori. 12 Ângulo de atrito. 184. 2 equilíbrio de. F. 24. de atrito. 228 em mancais de escora. 3 retangulares. 256 Corpos compostos. escolha das. 6 Condições de contorno. 184 comprimento de. 213 Coeficiente de atrito. 1 princípio de. 214 seco ou de-Coulomb. 214 Conjugado. 145 de pressão. 123. 8 Áreas compostas centróides de. 192 Centróides. 235 estático. 226 em pivô. 123. 85 Aproximação. 254 Constante de gravitação. 158 Corpos rígidos articulados. 241 Componentes de uma força. 12. 24. 35 Compressão em barras de treliças. 159 Arquimedes. 213 de repouso. 212 problemas sobre atrito seco. 213 cone de. 186 flexíveis. 42 representação vetorial de um. momento de um. 213 de resistência ao rolamento. 213 circunferência de. 3..

142 cortante. 212 incompressíveis. 12.83 ação remota de uma. atrito em. 13-4 conccito~e.58 ativa. 8 Dimensões. 257 espécies de. 257 diagrama da. 142-3 efeitos de uma. 12 especifícação de uma. 173 Galileu. 14 resultante. 257 magnética e elétrica.65 condições necessárias e suficientes para. 19. 67 de forças coplanares. 5-6 trabalho de uma. 147 ordem de. 12. 171\ diagrama da. 226 D'Alembert. 252 virtual. 258 cond~õesde. J. 101. 57. 12 efeitos internos da. 270 por trabalho virtual.257 representação de uma. 105 para sistemas simples com um grau de liberdade. 171 de atrito. 12. 13 distribuída. 143 de empuxo.42 Desgaste em mancais. 190 Força ação de uma. 66-7 de forças concorrentes. 266. 267 Equação vetorial.100. 12. 9 Funções singulares. 69. 51 reativas. equilíbrio de. 66 resultante de.41 Eixos. princípio da. 2 concentrad'a. 10.. 4. 82 critério de energia para. 83 equações alternativas de. 142. 12. 105 estaticamente indeterminadas. 29 distribuídas. 6 O. 1 Da Vinci. 123. 143 interna. 190 atrito em. 142 em vigor. 1 Estruturas estaticamente determinadas. 255 Diagrama de corpo livre. 268 nível de referência. 196 de equilíbrio. 67 de forças paralelas.269 Escalar.257 de forças colineares. 11 gravitacional. 27O neutro.82. 66-7 concentradas.40 reativa. 269 unidades. 196 força de. Leonardo. 258 cisalhante. 66 resultante de. 3 Equilíbrio categorias de. ordem de. 12. 12.29. 66 resultante de. 12. 145 Elemento diferencial escolha de. 36.29. 147 Empuxo centro de. 12 Eixo dos momentos. 14. 69. 12 ação mecânica de uma. 100.257 Formulação de problema. 51 coplanares.60. 192 pressão em. 195 Energia critério para equilíbrio. 67-8 estabilidade de. 7 intensidade de uma.105 Fluidos. 256 de um ponto material. equilíbrio de. 1 Estabilidade de corpos imersos. 1 Decomposição de forças. 66. 258 G G G G H H Im In In L L L L L L L L M M M M M M M M M M . 85. 258 de Maxwell.50 unidade de. 1 Efeitos externos de forças. 269 potencial elástica. 85. 1 Graus de liberdade. 12. 10 Dinâmica. 271 potencial. 58. 83 de força ativa.212 Cunhas. 196 princípio do. 25. equilíbrio de. 269 de corpos rígidos interligados. 270 mínima. 69. equilíbrio de. 84 com dois graus de liberdade.257. 252 Forças colineares. 171 Diferencial. 169 ~colllPonentes de. 269 instável. escolha de. 2 produto. 13 força e momento. 57.35. 255. 235 Deslocamento. homogeneidade. 196 decomposição de. 106.57.253 Espaço. 66 de um corpo rígido. 82. 255 equações de. 142-3 em vigas. 58. 13.324 / fNDICE REMISSIVO Co-senos diretores. 271 Estática. 12 momento de uma. 27O critério para estabilidade. 169-70 paralelas. 170 concorrentes. 105 de momento fletor. 35 Coulomb. 211 de um corpo. 58. 19. 69 de treliças. 58 medida de.

1 Laplace. lei de. 7 lei da. 119 Regra de mão direita. do paralelogramo. 190 em superfícies submersas. 165 Paralelogramo. 258 Linha de ação. 235 Pontos materiais.INDICE REMISSIVO / 325 Gravidade aceleração devida à. 193 em fluidos. 1 Newton. 19 de primeira ordem de área. 192 centro de. 147 de uma força. 105 Mecânica. 12 de Arquimedes. 40 Produtos de vetores. Repouso. 215 Newton.42 MáqUinas. 123 ideais ou reais. P. 1 Metacentro. 137 Modelo matemático.12. 268 Guldin. 9 dos nós. 192. 192 Principia. J. 169 diagrama de. 242 Resultante . 165 teoremas de. 190 pressão. 111. 19. 145 Gravitação constante de. 192 Pascal. lei do. 20. 255 Precisão. leis de. 103. 165 Hidrostática.. 1 Lei dagravitação. 35 Quilograma. coeficiente de. 85 Inércia. 12. 137 Ordem das diferenciais. 213.12. 145 unidades de. 267 Momento. 226 definição. 147 de segunda ordem de área. 25 axial. 171 representação vetorial de. 105. funções. 196 de Varignon.12 Pascal (unidade). 190 Peça sujeita à ação de duas forças. 6 Redundância externa e interna. 69 adequação de. 7 Quilograma (unidade).. 7. 19. 19. 19 resultante. 191 Livre. 4 Newton (unidade). Paul. 194 hidrostática. 67 da transmissibilidade. 9 Molar energia potencial de. 30. 7 3. 85 parciais. 7 Gravitacional. 2.40 . 67 Peso. 137 equilíbrio de. 6. L.212 Movimento iminente. método dos. 255 para sistemas elásticos. 192. 185 Imposições. 5. 67. 19.143 específico. 143.41 braço do. 2. 143 Pivô. 169 unidades de. 85 próprias e impróprias. 194 manométrica. eixo dos.41 Morin. 137 de Ritter. 2·3. 137 de solução de problemas. atrito em. atrito nas. 41. 7. 19 Momentos. 103. 12 Líquidos. 211 Massa. 7 Maxwell. 69. 2. James Clerk. diagrama de. 266 lineares e não-lineares. 14 ~ ~ do triângulo. 3 Leis do movimento. 9 Resistência ao rolamento. 70. 196 Métodos das seções. de Newton. 111. 60 rigidez de. 269 para sistemas mecânicos. 35. 194 Hiperbólicas. 2 Interno.40-1 estático de área. ângulo de. 7 centro de. 5 O torsor. 7 Nós. 1 equilíbrio de. 4 Liberdade. 123. 4 Princípio da ação e reação. 212 Lagrange.144 do trabalho virtual para um ponto material. 5. graus de. lsaac. 8 Pappas. 147 fletor.253 vetorial. energia potencial. 19. 105 Maxwell. atrito. 216 Representação gráfica. 102 sujeita à ação de três forças. 270 Produto escalar. 13 Pressão atmosférica. 5 centro de.123 da concorrência de forças. 70 redundantes. vetor. 192.

rigidez de. 2. 24. 42 decomposição de. 123 ideais. método das. 137 tipos de. 12 Treliças definição. 102 no espaço. 2.29. 123 equilíbrio de. 168 estaticamente determinadas e indeterminadas. 35 paralelas. 5 Sistema Internacional de Unidades. 3 Triplo produto escalar. 12. 5 Unidades métricas. 169 tipos de. 256 para um corpo rígido. 257 para um ponto material. 11 livre. 143 em barras de treliças. 100 Triângulo. 252 de um conjugado. 11 livres. 256 Slug. 3 Superfícies submersas. 20 Tonelada. 169 cargas distribuídas em. 57 de unidades. 2. 101 estaticidade de. 51 coplanares. 2. 100 em três dimensões. 118 estabilidade de. 2. unidades do. 269 para sistemas ideais. 51 de pressão de fluidos. 172 relações entre o momento fletor e a força cortante. 5 ideal. 255 Transformação de derivadas.41 Subtração de vetores. 3 conjugado. 6 Torsor resultante. 267 Roscas. 29. 19. I. 5 Sistemas definidos. 40 soma de. 11. 3. 20. 254 virtual.257 mecânico. 3. 228 Seções. 1. 2. 19. 212 \ / Impressão e acabamento (com filmes fornecidos): GRÁFICA SANTUÁRIO Fone (012) 565-2140 Fax (012) 565-2141 APARECIDA-SP . 169 resultante de força na seção reta. 13. 42 de forças. 50 momento. 173 delmição de. 193. 255 trabalho. 169 carregamento qualquer relações entre a força cortante e o carregamento. 165 de Varignon. considerações sobre. 119 planas. 254 unidades.40-1 Trabalho de uma força. 169 de forças paralelas. 12.6 Tensão. 267 de corpos articulados. 2 produto escalar.257 de forças concorrentes. princípio da. 29 de forças em seções retas de vigas. 252.41. 19 notação. 30. 82 Vigas cargas concentradas em. 195 de um sistema geral de forças. 5 O no espaço. 51 de forças coplanares. 2. 169 Virtual deslocamento. 253 produto vetorial. atrito em. 11 de unidades absolutas.326 / fNDICE REMISSIVO força. 42 momento de.42 ligados. 35. 123 de máquinas. 51 Torque. 257 Viscosidade. 51 quaisquer.50 de forças concorrentes. 13. 144 Vetor deslizante. 13 subtração de.1 teorema de. 50 Rigidez de uma mola. 13 deslizantes. 145-6 Sistema com peças elásticas. 256 para sistemas elétricos. 111 S.2 componentes de. 41 Unidades. 104 Teorema de Pappus.51 geral. pressão em. lei do. 3 unitários. 100 simples. 249 Transmissibilidade. 5 Varignon. 252. 42 Vetores. 6 Soma vetorial conjugados. 48 Simetria. 19. 192 Tempo. 102.42 fixo. 123.

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