Ensaio por Líquidos Penetrantes - Ricardo Andreucci

1

Prefácio

“Este trabalho representa um guia básico para programas de estudos e treinamento de pessoal em Ensaio por Líquidos Penetrantes , contendo assuntos voltados para as aplicações mais comuns e importantes deste método de Ensaio Não Destrutivo. Trata-se portanto de um material didático de interesse e consulta, para os profissionais e estudantes que se iniciam ou estejam envolvidos com a inspeção de materiais por método superficial.

O Autor

Ensaio por Líquidos Penetrantes - Ricardo Andreucci

2

Copyright ©
ANDREUCCI, Assessoria e Serviços Técnicos Ltda e-mail: r.andreucci@plugnet.com.br

Esta publicação poderá ser obtida gratuitamente através de download nos seguintes web sites: www.infosolda.com.br/ andreucci www.abende.org.br

Edição Jul. 2003

Ricardo Andreucci

• • • • • •

Professor da Faculdade de Tecnologia de São Paulo - FATEC/ SP, nas disciplinas de Controle da Qualidade do Curso de Soldagem e da Universidade São Camilo; Qualificado e Certificado pelo IBQN como Nível III nos métodos de ensaio radiográfico, partículas magnéticas ultrasom e líquidos penetrantes, conforme norma CNEN-NN 1.17 Membro da Comissão de Segurança e Radioproteção da Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos - ABENDE. Diretor Técnico da ANDREUCCI Ass. e Serv. Técnicos Ltda. Consultor Técnico como Nível III de END para importantes empresas brasileiras e do exterior Participante como Autor do livro "Soldagem" editado pelo SENAI / SP Autor do Livro "Curso Básico de Proteção Radiológica" - ABENDE / SP Autor do livro "Radiologia industrial"ABENDE / SP - Jan./99

Ensaio por Líquidos Penetrantes - Ricardo Andreucci

3

S

umário
Pág. 04 04 04 04 07 09 09 13 14 16 16 16 17 18 18 19 22 22 23 24 24 27 28 28 29 30 33 34 50

Assunto Generalidades Introdução ..................................................................................... Finalidades do Ensaio .................................................................... Princípios Bási................................................................................ Vantagens e Limitações do Ensaio .................................................. Propriedades dos Produtos e Princípios Físicos .................................. Propriedades físicas do penetrante .................................................... Sensibilidade do penetrante .............................................................. Propriedades do revelador ................................................................. Procedimentos para Ensaio ............................................................. Preparação da Superfície ................................................................. Métodos de Limpeza da Superfície ................................................... Temperatura da Superfície e do Líquido Penetrante ............................ Tempo de Penetração ...................................................................... Remoção do Excesso de Penetrante ................................................ Revelação ....................................................................................... Limpeza Final ................................................................................. Identificação e Correção de deficiências do Ensaio .............................. Registros dos Resultados ................................................................. Avaliação e Aparência das Indicações ................................................ Fatôres que afetam as indicações ..................................................... Segurança e Proteção ...................................................................... Critérios de Aceitação ...................................................................... ASME Sec. VIII Div. 1 e 2 . ............................................................... CCH-70 ........................................................................................... AWS D1.1 ...................................................................................... Roteiro para Elaboração da Instrução para Ensaio.............................. Exercícios de Revisão .................................................................... Obras Consultadas ..........................................................................

Ensaio por Líquidos Penetrantes - Ricardo Andreucci

4

G

ENERALIDADES

Introdução O ensaio por líquidos penetrantes é um método desenvolvido especialmente para a detecção de descontinuidades essencialmentes superficiais, e ainda que estejam abertas na superfície do material. Este método, se iniciou antes da primeira guerra mundial, principalmente pela indústria ferroviária na inspeção de eixos, porém tomou impulso quando em 1942, nos EUA, foi desenvolvido o método de penetrantes fluorescentes. Nesta época, o ensaio foi adotado pelas indústrias aeronáuticas, que trabalhando com ligas não ferrosas, necessitavam um método de detecção de defeitos superficiais diferentes do ensaio por partículas magnéticas (não aplicável a materiais não magnéticos). A partir da segunda guerra mundial, o método foi se desenvolvendo, através da pesquisa e o aprimoramento de novos produtos utilizados no ensaio, até seu estágio atual. Finalidade do ensaio O ensaio por líquidos penetrantes presta-se a detectar descontinuidades superficiais e que sejam abertas na superfície, tais como trincas, poros, dobras, etc..podendo ser aplicado em todos os materiais sólidos e que não sejam porosos ou com superfície muito grosseira. É muito usado em materiais não magnéticos como alumínio, magnésio, aços inoxidáveis austeníticos, ligas de titânio, e zircônio, além dos materiais magnéticos. É também aplicado em cerâmica vitrificada, vidro e plásticos. Princípios básicos O método consiste em fazer penetrar na abertura da descontinuidade um líquido. Após a remoção do excesso de líquido da superfície , faz-se sair da descontinuidade o líquido retido através de um revelador. A imagem da descontinuidade fica então desenhada sobre a superfície. Podemos descrever o método em seis etapas principais no ensaio , quais sejam: a) Preparação da superfície - Limpeza inicial Antes de se iniciar o ensaio, a superfície deve ser limpa e seca. Não devem existir água, óleo ou outro contaminante. Contaminantes ou excesso de rugosidade, ferrugem, etc, tornam o ensaio não confiável.

de tal maneira que forme um filme sobre a superfície e que por ação do fenômeno chamado capilaridade penetre na descontinuidade. condizentes com o tipo de líquido penetrante aplicado . devendo a superfície ficar isenta de qualquer resíduo na superfície. geralmente de cor vermelha. Consiste na remoção do excesso do penetrante da superfície. Tempo de penetração do líquido na abertura c) Remoção do excesso de penetrante. através de produtos adequados .Ensaio por Líquidos Penetrantes . Remoção do excesso de líquido da superfície .Ricardo Andreucci 5 Preparação e limpeza inicial da superfície b) Aplicação do Penetrante: Consiste na aplicação de um líquido chamado penetrante. Deve ser dado um certo tempo para que a penetração se complete.

através da mancha causada pela absorção do penetrante contido nas aberturas.Ricardo Andreucci 6 d) Revelação Consiste na aplição de um filme uniforme de revelador sobre a superfície. caso o penetrante seja fluorescente. tipo e identificação da peça ensaiada. O revelador age absorvendo o penetrante das descontinuidades e revelando-as. A inspeção deve ser feita sob boas condições de luminosidade. e que serão objetos de avaliação. em algum líquido. as indicações começam a serem observadas. Aplicação do revelador e observação da indicação e) Avaliação e Inspeção Após a aplicação do revelador. . A interpretação dos resultados deve ser baseada no Código de fabricação da peça ou norma aplicável ou ainda na especificação técnica do Cliente. resultado da inspeção e condição de aprovação ou rejeição da peça. Nesta etapa deve ser preparado um relatório escrito que mostre as condições do ensaio. Deve ser previsto um determinado tempo de revelação para sucesso do ensaio. se o penetrante é do tipo visível (cor contrastante com o revelador) ou sob luz negra. em área escurecida.Ensaio por Líquidos Penetrantes . O revelador é usualmente um pó fino (talco) branco. Pode ser aplicado seco ou em suspensão.

etc). é muito fácil de avaliar os resultados. Como a indicação assemelha-se a uma fotografia do defeito.001 mm de abertura ). usinagem. . Portanto .).. É fácil de fazer de interpretar os resultados.Ricardo Andreucci 7 Em geral a etapa de registro das indicações é bastante demorada e complexa. requer pouco tempo de treinamento do inspetor. O aprendizado é simples. etc. Poderíamos dizer que a principal vantagem do método é a sua simplicidade. tempo de penetração. é a limpeza de todos os resíduos de produtos. Absorção do líquido... O método pode revelar descontinuidades (trincas) extremamente finas (da ordem de 0. quando a peça mostra muitos defeitos. é mais recomendável. pois a simplicidade pode se tornar uma faca de dois gumes. em comparação com outros métodos. por outro lado. pelo revelador. Não há limitação para o tamanho e forma das peças a ensaiar.Ensaio por Líquidos Penetrantes . o reparo imediato das indicações rejeitadas com posterior reteste. Em contrapartida o inspetor deve estar ciente dos cuidados básicos a serem tomados (limpeza. as peças devem ser susceptíveis à limpeza e sua superfície não pode ser muito rugosa e nem porosa. de dentro da abertura f) Limpeza pós ensaio A última etapa. Vantagens. geralmente obrigatória. que podem prejudicar uma etapa posterior de trabalho da peça (soldagem. nem tipo de material. Vantagens e limitações do ensaio .

a descontinuidade não deve estar preenchida com material estranho. etc). Algumas aplicações das peças em inspeção fazem com que a limpeza seja efetuada da maneira mais completa possível após o ensaio (caso de maquinaria para indústria alimentícia. A superfície do material não pode ser porosa ou absorvente já que não haveria possibilidade de remover totalmente o excesso de penetrante. Por esta razão. já que o penetrante tem que entrar na descontinuidade para ser posteriormente revelado. Superfícies muito frias (abaixo de 10 oC ) ou muito quentes (acima de 52 oC) não são recomendáveis ao ensaio. especialmente quando esta limpeza for difícil de fazer.Ensaio por Líquidos Penetrantes . Junta soldada contendo trinca visual .Ricardo Andreucci 8 Limitações. material a ser soldado posteriormente. Só detecta descontinuidades abertas para a superfície. Este fato pode tornar-se limitativo ao exame. causando mascaramento de resultados. A aplicação do penetrante deve ser feita numa determinada faixa de temperatura.

Ensaio por Líquidos Penetrantes . m) ter baixo custo. Esta propriedade por si só não define um bom ou mal penetrante (quando falamos em bom ou mal penetrante nos referimos a sua habilidade em penetrar nas descontinuidades). Dentre elas destacam-se: a) Viscosidade. Isto nem sempre é verdadeiro. l) não ser demasiadamente tóxico . Ele é importante na velocidade com que o penetrante entra num defeito. f) ter habilidade em espalhar-se nas superfícies. h) a cor ou a fluorescência deve permanecer quando exposto ao calor. Um produto penetrante com boas características. g) ter um forte brilho (cor ou fluorescente). j) não ser facilmente inflamável. deve: a) ter habilidade para rapidamente penetrar em aberturas finas. A intuição nos diz que um líquido menos viscoso seria melhor penetrante que um mais viscoso. i) não reagir com sua embalagem nem com o material a ser testado. é necessário que certas propriedades estejam presentes. . luz ou luz negra. ou seja. o que pode ocasionar tempo insuficiente para penetração. quando aplicado o revelador.Ricardo Andreucci 9 P ROPRIEDADES FÍSICOS DOS PRODUTOS E PRINCÍPIOS Propriedades físicas do penetrante O nome “penetrante” vem da propriedade essencial que este produto deve ter. e) em pouco tempo. k) ser estável quando estocado ou em uso. Para que o penetrante tenha as qualidades acima. pois a água que tem baixa viscosidade não é um bom penetrante. Penetrantes mais viscosos demoram mais a penetrar nas descontinuidades. sair das descontinuidades onde tinha penetrado. sua habilidade de penetrar em aberturas finas. a viscosidade tem efeito em alguns aspectos práticos do uso do penetrante. formando camadas finas. Penetrantes pouco viscosos têm a tendência de não permanecerem muito tempo sobre a superfície da peça. Todavia. c) não evaporar ou secar rapidamente. d) ser facilmente limpo da superfície onde for aplicado. b) ter habilidade de permanecer em aberturas relativamente grandes.

Um líquido com baixa tensão superficial é melhor penetrante.0 óleo lubrificante 112. Melhor a molhabilidade.8 éter 0.8 querosene 1. que um penetrante não deve ser volátil. lembrando o mercúrio como exemplo. maior a viscosidade.6 21. Tabela 1.3 17.0 c) Molhabilidade É a propriedade que um líquido tem em se espalhar por toda a superfície. b) Tensão superficial. . O Líquido 1 Líquido 2 Líquido 3 Comparação entre 3 líquidos com propriedades de tensão superficial diferentes. d) Volatibilidade Podemos dizer.Características de alguns líquidos à 20 ° C Líquido Viscosidade Tensão Superficial (centistoke) (Dina/cm) água 1. melhor o penetrante. pois ele tem a habilidade de penetrar nas descontinuidades. os penetrantes são mediamente voláteis. como regra geral.5 23.6 23. Observem a figura abaixo. Como é desejável uma viscosidade média.0 álcool etílico 1. e o líquido 3 é o que possui a mais alta tensão superficial.Ensaio por Líquidos Penetrantes .0 72.3 31.Ricardo Andreucci 10 Líquidos de alta viscosidade têm a tendência de serem retirados dos defeitos quando se executa a limpeza do excesso.0 nafta 0. não se juntando em porções ou gotas. quanto maior a volatibilidade. A tensão superficial de um líquido é o resultado das forças de coesão entre as moléculas que formam a superfície do líquido. porém devemos considerar que para derivados de petróleo. o líquido 1 possui menor tensão superficial que os outros dois .

1° C 12° C 14° C 160° C f ) Inércia química É obvio que um penetrante deve ser não inerte e não corrosivo com o material a ser ensaiado ou com sua embalagem quanto possível. Esta propriedade é Importante quando considerações sobre a segurança estão relacionadas à utilização do produto. . Um penetrante bom deve ter um alto ponto de fulgor (acima de 200°C).18° C . Numa inspeção de alumínio ou magnésio. Quando em contato com água vai se formar uma mistura alcalina. para comparação. requer-se um penetrante com baixos teores de alguns elementos prejudiciais. pode haver aparecimento após um certo período de corrosão na forma de “pitting”. caso a limpeza final não seja bem executada. ele tende a se volatilizar quando no interior do defeito.Ricardo Andreucci 11 A desvantagem é que quanto mais volátil o penetrante.Ensaio por Líquidos Penetrantes . A tabela 2 mostra os pontos de fulgor de alguns líquidos. Por outro lado.Pontos de fulgor de alguns líquidos LIQUIDO Acetona Nafta Álcool metílico Álcool etílico Glicerina Ponto de Fulgor . Quando se trabalha com ligas à base de níquel. Os produtos oleosos não apresentam perigo. Tabela 2 . e) Ponto de fulgor Ponto de fulgor é a temperatura na qual há uma quantidade tal de vapor na superfície do líquido que a presença de uma chama pode inflamá-lo. menos tempo de penetração pode ser dado. A exceção é quando existem emulsificantes alcalinos.

i) Penetrabilidade Apesar de penetrabilidade (capacidade de penetrar em finas descontinuidades) não seja a única qualidade do líquido.a penetrabilidade está intimamente ligada às forças de atração capilar . A capilaridade é função da tensão superficial do líquido e de sua molhabilidade.Ricardo Andreucci 12 g) Habilidade de dissolução Os penetrantes incorporam o produto corante ou fluorescente que deve estar o mais possível dissolvido.menor a abertura (mais fina uma trinca) maior a força. Portanto. Tubo capilar h1 h2 Líquido 1 Líquido 2 Comparação entre dois líquidos com propriedade de capilaridade diferentes. Assim. no mesmo tubo capilar. que o líquido 2 . um bom penetrante deve ter a habilidade de manter dissolvido estes agentes. uma vez que as finas aberturas se comportam como o tubo capilar. o líquido 1 consegue penetrar até uma altura h1 no tubo capilar. o líquido 1 possuirá melhor características de penetrabilidade nas descontinuidades. Observem a figura abaixo. .Ensaio por Líquidos Penetrantes . enquanto que o líquido 2 consegue penetrar a uma altura h2 .capilaridade. A abertura da descontinuidade afetará a força capilar . possuir odor exagerado e nem causar irritação na pele.menor que h1 . h) Toxidez Evidentemente um bom penetrante não pode ser tóxico. Estas forças são aquelas que fazem um líquido penetrar expontaneamente num tubo de pequeno diâmetro.

mesmo em pequenas quantidades. conforme tabela 3. flúor e cloro quando sua aplicação for efetuada em materiais inoxidáveis austeníticos. Podemos dizer que um penetrante é mais sensível que outro quando. devem ser de acordo com a norma aplicável de inspeção do material ensaiado. O procedimento e os limites aceitáveis para estas análises.Tipos de Líquidos Penetrantes TIPOS MÉTODOS quanto à visibilidade Água Pós-Emulsificável “TIPO I” A B (hidrofílico) (Fluorescente) D (lipofílico) “TIPO II” A (Luz normal) OBS. mas não do defeito c) Capacidade de ser absorvido pelo revelador d) Capacidade de ser visualizado quando absorvido pelo revelador. abaixo: Tabela 3 . Penetrante Tipo II A Penetrante Tipo II C Penetrante Tipo I B ou D .Ensaio por Líquidos Penetrantes . para aquelas descontinuidades em particular. tais como enxofre.Ricardo Andreucci 13 Sensibilidade do penetrante. o primeiro detecta melhor os defeitos que o segundo. Classificação conforme Código ASME Sec. Algumas normas técnicas classificam os líquidos penetrantes quanto à visibilidade e tipo de remoção.SE-165 ou ASTM E-165 Solvente C C Os líquidos penetrantes devem se analisados quanto aos teores de contaminantes. titânio e ligas a base de níquel. Sensibilidade do penetrante é sua capacidade de detectar descontinuidades. Os fatores que afetam a sensibilidade são: a) Capacidade de penetrar na descontinuidade b) Capacidade de ser removido da superfície.V .

não podem flutuar no ar.Ensaio por Líquidos Penetrantes . c) Solução aquosa A solução elimina os problemas que eventualmente possam existir com a suspensão (dispersão. Atualmente os melhores reveladores consistem de uma combinação cuidadosamente selecionada de pós.granulação fina . deve: a) ter ação de absorver o penetrante da descontinuidade . d) deve ser facilmente removível. agentes que facilitam a remoção posterior. Classifica-se os reveladores conforme segue: a) pós secos. b) servir com uma base por onde o penetrante se espalhe . Devem aderir em superfícies metálicas numa camada fina. inibidores de corrosão. deve ser feita através de pulverização. Sua aplicação . etc). Por outro lado. e) não deve conter elementos prejudiciais ao operador e ao material que esteja sendo inspecionado. já que seriam de difícil remoção. Os cuidados devem ser tomados para proteger o operador. pois há evaporação. . Porém. A suspensão deve conter agentes dispersantes. A falta de confiabilidade deste tipo de revelador. É um método que pode se aplicar quando usa-se inspeção automática.Ricardo Andreucci 14 Propriedades do revelador. materiais solúveis em água geralmente não são bons reveladores. Os pós devem ser leves e fofos. Após aplicação a peça é seca em estufa. Deve ser adicionado à solução inibidor de corrosão e a concentração deve ser controlada. c) servir para cobrir a superfície evitando confusão com a imagem do defeito formando uma camada fina e uniforme. formando uma poeira. Foram os primeiros e continuam a ser usados com penetrantes fluorescentes. Os primeiros usados compunham-se de talco ou giz. se bem que não devem aderir em excesso. Um revelador com boas características . A suspensão aumenta a velocidade de aplicação quando pelo tamanho da peça pode-se mergulha-la na suspensão. b) Suspensão aquosa de pós Geralmente usado em inspeção pelo método fluorescente. o que diminui o tempo de secagem. torna o seu uso muito restrito.

quando sua aplicação for efetuada em materiais inoxidáveis austeníticos.Ricardo Andreucci 15 d) Suspensão do pó revelador em solvente É um método muito efetivo para se conseguir uma camada adequada (fina e uniforme) sobre a superfície. Os reveladores . Resultado do ensaio por líquidos penetrantes de uma peça fundida . flúor e cloro . existe pouca possibilidade de escorrimento do revelador até em superfícies em posição vertical. Exemplos de solventes são: álcool. titânio e ligas a base de níquel.devem se analisados quanto aos teores de contaminantes. solventes clorados (não inflamáveis). O procedimento e os limites aceitáveis para estas análises. deve ser feita através de pulverização. Os solventes devem evaporar rapidamente e ajudar a retirar o penetrante das descontinuidades dando mais mobilidade a ele. Sua aplicação . Como os solventes volatilizam rapidamente. O pó tem normalmente as mesmas características do método de pó seco. tais como enxofre.Ensaio por Líquidos Penetrantes . devem ser de acordo com a norma aplicável de inspeção do material ensaiado.

Além do mascaramento dos resultados. pinturas. principalmente no método manual. há a possibilidade de que partes dos produtos de limpeza fiquem aderidas à peça (fiapos de pano). as correções de deficiências de execução do ensaio e a maneira de registrar os dados do mesmo. A limpeza. contendo todos os parâmetros essenciais do ensaio baseado na norma ou especificação aplicável ao produto a ser inspecionado. lixadas. óleo. Deve-se evitar causar. óleo. . As irregularidades irão dificultar a remoção. o resultado final..Ricardo Andreucci 16 P ROCEDIMENTO PARA ENSAIO Neste capítulo em detalhes as etapas básicas do ensaio.. que a aplicação do método de inspeção por líquidos penetrantes deve sempre ser feita através de um procedimento préviamente elaborado e aprovado.Ensaio por Líquidos Penetrantes . V Artigo 6.preparação prévia será facilitada. Este fator é inerente ao processo de fabricação. Preparação da superfície A primeira etapa a ser seguida na realização do ensaio é verificação das condições superficiais da peça. Métodos de limpeza da superfície O sucesso do método depende dos defeitos estarem abertos à superfície. Superfícies excessivamente rugosas requerem uma preparação prévia mais eficaz. Numa operação de esmerilhamento. portanto. Todo produto de corrosão. portanto. por exemplo. sulcos sobre a peça. um cuidado adicional deve estar presente. As informações técnicas a seguir estão baseadas no Código ASME Sec. Caso a superfície seja lisa . etc. graxa. deve estar removido da superfície. erro muito comum na preparação de soldas. É o caso de peças usinadas. é de fundamental importância. etc. Deverá estar isenta de resíduos. escória. pois as irregularidades superficiais certamente prejudicarão a perfeita aplicação do penetrante. graxa e qualquer outro contaminante que possa obstruir as aberturas a serem detectadas. sujeiras. Pode-se utilizar o solvente que faz parte dos “kits” de ensaio ou solventes disponíveis no mercado. ou ainda outro produto qualificado. tal como thinner.. a influência da temperatura. É importante salientar . a remoção do excesso e.

lixamento e aqueles que removem metal (esmerilhamento). Dependendo da temperatura ambiente e do método utilizado. tornando-o insuficiente. Aplicação do penetrante. solução ácida ou alcalina. escovamento manual ou rotativo.e ambientes fechados.Ensaio por Líquidos Penetrantes . assim como para o próprio inspetor. ou ainda limpeza química. sem óxidos ou qualquer sujeira que possa mascarar a observação da descontinuidade. devem ser evitados. a secagem posterior é muito importante. Peças limpas com produtos a base de água. Entretanto. com rolo de pintura ou mergulhando-se as peças em tanques. graxa . Acima de certo valor ( > 100° C) há o risco de inflamar. Pode-se utilizar o desengraxamento por vapor. por pincelamento. serem inevitáveis e inerentes a estes processos. tais métodos de limpeza podem em alguns processos de fabricação do material a ensaiar. Cuidados também são importantes para evitar corrosão das superfícies . Esta etapa é muito importante e o operador deve ter consciência de que o material na área de interesse esteje aparente. ultra-som. detergentes. O penetrante pode ser aplicado em “spray”. Deve-se escolher um processo de aplicação do penetrante. Este último processo é válido para pequenas. . em que o inspetor escolha o método de aplicação do penetrante por pulverização. para remoção de óleo.Ricardo Andreucci 17 Neste caso. este tempo pode variar. A observação e controle da temperatura é um fator de grande importância. pois sua presença pode prejudicar o teste. Temperaturas ambientes mais altas (acima de 52 °C) aumentam a evaporação dos constituintes voláteis do penetrante. Os processos de jateamento. Por exemplo : peças grandes. pois tais processos podem bloquear as aberturas da superfície e impedir a penetração do produto penetrante. Neste caso as peças são colocadas em cestos. removedores de pintura. deve-se dar suficiente tempo para que o solvente utilizado evapore-se das descontinuidades. Temperatura da superfície e do líquido penetrante: Poderíamos dizer que a temperatura ótima de aplicação do penetrante é de 20 °C e as superfícies não devem estar abaixo de 10 °C. condizente com as dimensões das peças e com o meio ambiente em que será aplicado o ensaio. que deve estar claramente mencionado no procedimento de ensaio. certamente isto será um transtorno tanto para as pessoas que trabalhem próximo ao local.

Ricardo Andreucci 18 Aplicação do penetrante com pincel Tempo de Penetração É o tempo necessário para que o penetrante entre dentro das descontinuidades.6 recomenda temperaturas de 10 a 52 °C e o ASTM E-165 recomenda temperaturas de 10 a 38 oC para penetrantes fluorescentes e de 10 a 52 o C para penetrantes visíveis com luz normal. material a ser ensaiado. e deve estar de acordo com a norma aplicável de inspeção do produto a ser ensaiado. Este tempo varia em função do tipo do penetrante. A superfície deve estar completamente livre de penetrante. A título de ilustração podemos citar que o Código ASME Sec. Papel seco ou pano seco é satisfatório para superfícies lisas. já que isto pode causar a retirada do penetrante das descontinuidades. Remoção do excesso de penetrante Os penetrantes não laváveis em água são quase sempre utilizados para inspeções locais e estes são melhor removidos com panos secos ou umedecidos com solvente. Os tempos de penetração corretos devem estar de acordo com a norma aplicável de fabricação/inspeção do material ensaiado.Ensaio por Líquidos Penetrantes . A tabela 4 abaixo. temperatura. . descreve tempos mínimos de penetração apenas para referência . senão haverá mascaramento dos resultados.V Art. Deve-se tomar o cuidado para não usar solvente em excesso.

O melhor método neste caso é o spray. Peças que foram totalmente revestidas com penetrante são mais difíceis para se manter uma camada uniforme de revelador. . Quando se usa o tipo lavável em água. ar comprimido. no caso de inspeção manual. a peça deve ser sêca com. seguido de uma limpeza feita com pano ou papel seco ou com pouco de solvente é satisfatória. Após lavagem com água. por exemplo. Pode ser aplicada com spray. Quando as peças são inteiramente umedecidas com solvente a limpeza manual é demorada e difícil. com o inconveniente de que algum penetrante pode ser removido das descontinuidades. O jato deve ser grosso para aumentar sua eficiência ou por spray.Ricardo Andreucci 19 Geralmente uma limpeza grosseira com pano e papel levemente embebido em solvente. A remoção usando solvente a secagem pode ser feita por evaporação natural. a lavagem com jato de água é satisfatória. Remoção do penetrante com pano Remoção com spray de água Revelação A camada de revelador deve ser fina e uniforme.Ensaio por Líquidos Penetrantes . Este método só deve ser usado com muito cuidado e levando-se em conta esta limitação. Neste caso pode-se mergulhar a peça em banho de solvente.

trincas. O máximo tempo permitido para revelação é de 2 horas para reveladores aquosos e 1 hora para reveladores não aquosos. bronze. .Ricardo Andreucci 20 Aplicação do revelador por pulverização com pistola de pintura Tabela 4 . gota fria trincas trincas trincas. O tempo máximo para revelação deve ser não menor que 10 minutos. C . Penetrante B Revelador C Material Forma Alumínio. altas ligas Plasticos Vidros Ceramicas Fundidos e Soldas todas as formas todas as formas todas as formas porosidade.Tempos mínimos de penetração recomendados pelo ASME Sec. V Art. titanium. Tipo de Descontinuidade Tempo de Espera A min.O tempo nece''sario para a penetração deve ser conforme a orientação do fabricante.Para temperaturas de 10 a 52 oC B . aço. (todas as formas) falta de fusão. porosidade 5 5 5 5 7 7 7 7 A .A revelação se inicia tão logo a cobertura do revelador estiver seca sobre a superfície da peça. 6.Ensaio por Líquidos Penetrantes . Magnésio.

tipo de defeito a ser detectado e temperatura ambiente. sendo ideal acima de 500 Lux (conforme recomendado pelo Código ASME Sec. Sua fonte pode ser: luz do sol.Ensaio por Líquidos Penetrantes . deve-se acompanhar a evolução das indicações no sentido de definir e caracterizar o tipo de descontinuidade e diferencialas entre linear ou arredondadas. após o tempo máximo de avaliação permitida pelo procedimento. Iluminação errada pode induzir a erro na interpretação. uma iluminação adequada diminui a fadiga do inspetor.Ricardo Andreucci 21 Secagem e inspeção Deve ser dado um tempo suficiente para que a peça esteja seca antes de efetuar a inspeção. a) Iluminação com luz natural (branca): A luz branca utilizada é a convencional. na região de luz visível. b) Iluminação com Luz ultravioleta (“luz negra”): Podemos definir a luz “negra” como aquela que tem comprimento de onda menor do que o menor comprimento de onda da luz visível. demoram mais tempo para serem observadas. é o tamanho da mancha observada no revelador. A intensidade de luz ultravioleta que se deve ter para uma boa inspeção é de 1000 µW/cm 2. Em geral tempos de avaliação entre 7 a 60 minutos são recomendados. Ela tem a propriedade de causar em certas substâncias o fenômeno da fluorescência. . O material fluorescente contido no penetrante tem a propriedade de em absorvendo a luz “negra” emitir energia em comprimentos de onda maiores. O tempo de revelação é variável de acordo com o tipo da peça. Logo após o início da secagem . lâmpada fluorescente ou lâmpada a vapor. lâmpada de filamento. Além disso. São usados filtros que eliminam os comprimentos de onda desfavoráveis (luz visível e luz ultravioleta) permitindo somente aqueles de comprimento de onda de 3500 a 4000 Å. Iluminação Como todos os exames dependem da avaliação visual do operador. A intensidade da luz deve ser adequada ao tipo de indicação que se quer ver. O fundo branco da camada de revelador faz com que a indicação se torne escurecida. V ) . que deve estar calibrado na unidade Lux. As descontinuidades finas e rasas. o grau de iluminação utilizada é extremamente importante. ao contrário daquelas maiores e que rapidamente mancham o revelador. O instrumento correto para medir a intensidade de iluminação no local é o luxímetro. O tamanho da indicação a ser avaliada. Dirigindo a luz para a área de inspeção com o eixo da lâmpada formando aproximadamente 90° em relação a ela é a melhor alternativa.

especialmente em ensaio manual. Identificação e correção de deficiências do ensaio: Alguns problemas de deficiência de técnicas de ensaio estão indicadas abaixo: • preparação inicial inadequada da peça • limpeza inicial inadequada • cobertura incompleta da peça com penetrante • remoção de excesso inadequada. geralmente é satisfatório. é necessário na maioria dos casos executar-se uma limpeza final na peça. Registro dos resultados Limpeza final Após completado o exame. Após detectá-las estas devem ser imediatamente corrigidas.Ricardo Andreucci 22 O instrumento para medir a luz UV é o radiômetro. que deve estar calibrado na unidade "µW/cm 2". causando mascaramento dos resultados • escorrimento do revelador • camada não uniforme do revelador • revelador não devidamente agitado • cobertura incompleta de revelador O inspetor experiente deve. já que os resíduos de teste podem prejudicar o desempenho das peças. Observa-se que a deficiência mais comum consiste na remoção incompleta do excesso. . fase por fase. Uma limpeza final com solvente geralmente é satisfatória. Para peças pequenas a imersão das peças em banho de detergente solventes. avaliar seu trabalho e detectar as deficiências cujos exemplos são apontados acima. ou agentes químicos .Ensaio por Líquidos Penetrantes .

Ensaio por Líquidos Penetrantes . temperatura de aplicação tempo de penetração e avaliação c) resultados do ensaio. a fim de que haja uma rastreabilidade. desenho.. e) assinatura do inspetor responsável e data. Aplicação do Revelador . RESUMO DA SEQUÊNCIA DO ENSAIO Preparação inicial da Superfície conforme o procedimento. Registro de resultados. Tempo para Secagem dos produtos de Limpeza. e estágio de fabricação. Ensaios de peças críticas devem ter seu resultado. posição.Ricardo Andreucci 23 Esta é uma fase que deve ser executada com o devido cuidado. Tempo para Secagem dos produtos de Limpeza . conforme requerido no procedimento . conforme instruções . Remoção do Excesso de penetrante. número do lote. ou caso de soldas. Este registro deve ser executado durante o ensaio ou imediatamente após concluído o mesmo. marca dos produtos. Aplicação do penetrante conforme instruções do procedimento Tempo de penetração . especialmente se a superfície é bruta. d) laudo / disposição. Tempo de Avaliação das indicações Laudo final e registros Limpeza final . b) variáveis do teste. O relatório deve conter (em geral): a) descrição da peça. etc. além dos dados do teste registrados em relatório. se requerido .

Deduz-se facilmente que cuidado no manuseio das peças e principalmente limpeza são necessários para que o ensaio tenha sucesso. porque provém diretamente do processo de fabricação. Ao se analisar a peça o operador deve ter consciência de que o ensaio foi executado corretamente e as descontinuidades foram verificadas contra o padrão de aceitação pré-estabelecido.Ensaio por Líquidos Penetrantes . tais como: a) penetrante nas mãos do inspetor b) penetrante que sai das descontinuidades de uma peça e passa para as áreas boas de outra peça (caso de peças pequenas).Ricardo Andreucci 24 A VALIAÇÃO E APARÊNCIA DAS INDICAÇÕES Avaliação da descontinuidade Relembramos o conceito de descontinuidade e defeito: A descontinuidade deve ser analisada à luz de algum padrão de aceitação. o que causa. que o inspetor deve reconhecer. Fatores que afetam as indicações Como já foi analisado no capítulo anterior. até impossibilidade de avaliação. c) penetrante na bancada de inspeção. Após lavagem. existem fontes que podem re-contaminar a peça. vários são os fatores que podem afetar a aparência das indicações tornar o ensaio não confiável. Independente das indicações falsas existem as indicações não relevantes. a lavagem é de fundamental importância. caso seja reprovável ela se constituirá em um defeito. A maioria delas é fácil de reconhecer. às vezes. Exemplos destas indicações são: • • • • pequenas inclusões de areia em fundidos marcas de esmerilhamento depressões superficiais imperfeições de matéria prima . A fonte mais comum de indicações falsas é a remoção inadequada do excesso de penetrante. São indicações de realmente algo que existe no sentido de que elas são causadas por descontinuidades da superfície da peça. O uso da luz ultra-violeta durante o processo de lavagem é recomendado. No caso dos métodos laváveis com água e pós emulsificável.

forjamento. É necessário que o inspetor tenha o cuidado de verificá-las cuidadosamente antes de aprová-las. Tipos e aparências das indicações por processo de fabricação. a) Fundidos Os principais defeitos que podem aparecer nos produtos fundidos são: • • • • trincas de solidificação (rechupes) micro rechupes porosidade gota fria . Podem ser causadas por lavagem insuficiente (falsas). dobras. martelamento. Quando a peça é retrabalhada por esmerilhamento. c) Arrendondadas. d) Interrompidas finas e pequenas Causadas pela natureza porosa da peça ou por grãos excessivamente grosseiros de um produto fundido. e) Defeituosas Normalmente não são definidas tornando-se necessário re-ensaiar a peça. resultante da grande quantidade de penetrante que é absorvida pelo revelador. riscos ou marcas de ferramentas. etc. Trincas geralmente aparecerem como linhas sinuosas. b) Linha intermitente Podem ser causadas pelas mesmas descontinuidades acima.Ensaio por Líquidos Penetrantes . dobras de forjamento como tem a aparência de linha finas. As vezes provém de porosidade superficial.Ricardo Andreucci 25 Apesar de facilmente reconhecíveis. usinagem. há o perigo destes interferirem ou mascararem um defeito. Categorias de indicações verdadeiras a) Indicações em linha contínua Podem ser causadas por trincas.. porções das descontinuidades abertas à superfície podem ficar fechadas. Causadas por porosidade ou por trinca muito profunda.

Ensaio por Líquidos Penetrantes . Os laminados apresentam: delaminações. • falta de penetração. Apresentam: trincas e) Materiais não metálicos Cerâmicos: trincas. . d) Roscados. etc. porosidade f) Soldas Soldas podem apresentar: • trincas superficiais .Ricardo Andreucci 26 • • inclusão de areia na superfície bolhas de gás b) Forjados Defeitos típicos em forjados são: • dobras (“lap”) • rupturas (“tear”) • fenda (“burst”) • delaminação c) Laminados. como dobras de laminação. defeitos superficiais. fenda. • mordeduras. • porosidade superficial.

o contato exagerado pode causar rugosidade e vermelhão na pele. Luz ultravioleta A luz ultravioleta usada nos ensaios não apresenta sérios problemas de saúde. Uma aspiração exagerada dos produtos voláteis pode causar náusea e certas dermatoses podem ocorrer quando há contato muito prolongado dos produtos com a pele. Portanto. Manter a área de trabalho limpa e organizada é fundamental não só para a proteção pessoal como para o sucesso do ensaio. Toxidade. Se houver início de irritação. Nestas condições é evitada a aspiração exagerada e elimina-se o problema de uma eventual inflamação dos gases gerados (ver ponto de fulgor). deve-se usar sobre o local atingido um creme ou loção à base de gordura animal (lanolina). O uso de luvas em contatos prolongados é recomendável. . Uma precaução básica é manter uma boa ventilação do local de trabalho. Deve-se tomar o cuidado de lavar as mãos com bastante água corrente e sabão. Isto pode causar uma infecção causando irritações mais fortes. eles tendem a dissolver óleos e gorduras.Ensaio por Líquidos Penetrantes .Ricardo Andreucci 27 S EGURANÇA E PROTEÇÃO Limpeza. Praticamente todos os materiais para ensaio com líquidos penetrantes atualmente disponíveis não apresentam grandes problemas de toxidade mas certas precauções são necessárias. manuseio Toxidade é a propriedade de causar dano no corpo humano ou num material. organização pessoal e em decorrência da limpeza da área de trabalho. já que seu comprimento de onda está por volta de 3600 Å. aspiração exagerada. Como os materiais utilizados no ensaio apresentam propriedades detergentes. Podemos dizer que as medidas de proteção pessoal contra eventuais problemas de saúde causados por produtos utilizados no ensaio por líquido penetrante iniciam-se como: • • conhecimento do inspetor a respeito do procedimento de ensaio. ventilação.

Ensaio por Líquidos Penetrantes .1 AP.1 Apêndice 8 que é igual ao ASME Sec. 9-230 . o critério de aceitação que segue abaixo . (b) Uma indicação arredondada é aquela na forma circular ou elíptica com comprimento igual ou menor que três vezes a largura. VIII Div.6 mm) deve ser considerada como relevante.Ricardo Andreucci 28 C RITÉRIOS DE ACEITAÇÃO O critério de aceitação de descontinuidades deve seguir a norma ou especificação aplicável ao produto ou componente fabricado e inspecionado. 2 Art. 9-230 e Sec. ( 1. 9-2 par.6 mm) ou menos (de borda a borda) .8 . VIII Div. . I Avaliação das indicações Uma indicação é uma evidência de uma imperfeição mecânica. (4. (c) Qualquer indicação questionável ou duvidosa . A título de exemplo . e da norma CCH-70 aplicável a superfícies fundidas acabadas. é uma tradução livre do Código ASME Sec. (c) quatro ou mais indicações relevantes arredondadas em linha separadas por 1/16 pol. < 1.8 mm) .VIII DIV. SEC. é aplicável para soldas e componentes inspecionadas por líquidos penetrantes. Critério de Aceitação: Toda as superfícies devem estar livres de : (a) indicações relevantes lineares . o tamanho da indicação é a base para a avaliação da aceitação . (a) Uma indicação linear é aquela tendo um comprimento maior que três vezes a largura. (1. ASME SEC. 9-2 Par. Somente indicações com dimensões maiores que 1/16 pol. deve ser reinspecionada para determinar se indicações relevantes estão ou não presentes. entretanto . (b) indicações relevantes arredondadas maiores que 3/16 pol. VIII DIV 2 ART.6 (d) uma indicação de uma imperfeição pode ser maior que a imperfeição .

Indicações Lineares: Indições com comprimento maior ou igual a três vezes a largura será considerada como linear.5 mm não devem ser consideradas para efeito de avaliação. Avaliação das Indicações Indicações isoladas abaixo de 1. b b a Indicações alinhadas: São indicações agregadas em L com dimensões acima de 1. a < 3. b b a Indicações Arredondadas Indicações com comprimento menor que três vezes a largura será considerada arredondada.5 mm arredondadas. a > 3.CCH-70 / PT 70-2 Esta norma é geralmente utilizada na inspeção de fundidos para aplicação em componentes hidráulicos. L d < 2 mm d . separadas entre si de 2 mm ou menos. na condição acabado.Ensaio por Líquidos Penetrantes .Ricardo Andreucci 29 Especificação técnica para Líquidos Penetrantes . ou ainda para inspeção de áreas abertas para reparos.

Nenhuma indicação linear . A superfície total de indicações menor ou igual a 20 mm 2 / dm2 Classe 3 de Qualidade 1. 3. Nenhuma indicação arredondada com dimensão a > 4 mm . Nenhuma indicação linear com a > 7 mm . A superfície total de indicações menor ou igual a 250 mm2 / dm2 . 4. 2. Nenhuma indicação alinhada . 3. Nenhuma indicação linear . A superfície total de indicações menor ou igual a 50 mm 2 / dm2 Classe 4 de Qualidade 1. 2. Nenhuma indicação alinhada . Nenhuma indicação alinhada com L > 10 mm . Nenhuma indicação arredondada com dimensão a > 3 mm . Nenhuma indicação arredondada com dimensão a > 5 mm . em ordem decrescente de qualidade. 3. 4. 2. 4.Ricardo Andreucci 30 Critério de Aceitação A área inspecionada será avaliada e classificada por comparação com cinco classes de qualidade numeradas de 1 a 5 . Nenhuma indicação arredondada com dimensão a > 6 mm . 2. 4. Nenhuma indicação arredondada com dimensão a > 8 mm . A superfície total de indicações menor ou igual a 10 mm 2 / dm2 Classe 2 de Qualidade 1. Nenhuma indicação linear . A superfície total de indicações menor ou igual a 125 mm 2 / dm2 Classe 5 de Qualidade 1. 4. 2. Nenhuma indicação alinhada . 3. A área de referência para avaliação é de 1 dm2 ( 100 cm2 ) na forma quadrada ou retangular com lado não superior a 250 mm. Nenhuma indicação linear . Classe 1 de Qualidade 1.Ensaio por Líquidos Penetrantes . Nenhuma indicação alinhada com L > 10 mm . 3.

Em soldas de flanges .1 do AWS D1. Critério de aceitação para aços ASTM A514.1: 2000 Conexões não tubulares carregadas estaticamente Conexões não tubulares carregadas ciclicamente Conexões Tubulares ( para todos os tipos de carregamento) Categoria da Descontinuidade e Critério de Inspeção (1) Proibição de Trincas Qualquer trinca é inaceitável. O Código AWS D1. sobreposição não é permitida nos terminais para um comprimento igual a duas vezes a largura do flange.24 da AWS D1. X X X (6) Soldas Subdimensionadas A dimensão da solda de filete em qualquer trecho contínuo pode ser menor que o valor nominal especificado (L) sem correção pelos seguintes valores de ( U ): L U Dimensão nominal específica da solda ( mm ) <5 6 >8 Redução permitida de L (mm) < 2 < 2.1 é o mesmo para inspeção visual e que apresentamos a seguir.5 < 3 X X X Em todos os casos . Tradução livre da Tabela 6. a porção de sobreposição não deve exceder a 10% do comprimento da solda.Ensaio por Líquidos Penetrantes .1 requer que a aplicação do ensaio seja feito de acordo com ASTM E-165. exceto nos terminais de soldas de filete intermitente externas ao seus comprimentos efetivos X X X (4) Perfil das soldas O perfil das soldas devem estar conforme 5. .1 X X X (5) Período de Inspeção Inspeção visual das soldas em todos os aços podem iniciar imediatamente após a ter sido solda completada e resfriada na temperatura ambiente. independente do tamanho e localização X X X (2) Fusão entre metal base e solda Deve existir fusão entre a parte adjacente do metal base e a solda X X X (3) Cratera Todas as crateras devem ser preenchidas para estabelecer a dimensão específica da solda.1 O critério de aceitação conforme AWS D1. A517 e A 709 Grau 100 e 100W devem estar baseados na inspeção visual realizada não antes que 48 horas da solda estar completada.Ricardo Andreucci 31 Critério de Aceitação de Soldas Conforme o Código AWS D1.

fica sendo muito difícil a aplicação desta especificação. ( 1 mm) .Ensaio por Líquidos Penetrantes . (1 mm) em profundidade para todos os casos. (305 mm) de comprimento de solda.25 mm) de profundidade quando a solda for transversal ao esforço de tensão sob qualquer condição de projeto de carga. (100 mm) de comprimento de solda e com máximo diâmetro de 3/32 pol.01 pol. (19 mm) em qualquer 12 pol. (2 mm) . X NA NA NA X X NA X X 1. o que não é considerado pelo critério de aceitação acima. Assim devemos rejeitar as indicações com dimensões acima do especificado. ( 25. (10 mm) em qualquer 12 pol. de espessura . Para outras soldas com chanfros. Conexões não tubulares carregadas estaticamente Conexões não tubulares carregadas ciclicamente Conexões Tubulares ( para todos os tipos de carregamento) X NA NA NA X X (8) Porosidade (A) Juntas de topo com penetração total transversal ao esfôrço de tensão projetada não deve ter porosidade visível. pois a indicação por líquidos penetrantes é observada através da mancha do penetrante sobre o revelador e necessariamente a indicação é maior que a descontinuidade. Mordeduras não devem ser maiores que 1/32 pol.1: 2000 ( CONT. Um “X” indica aplicabilidade para o tipo da junta . e depende da condição de carga da peça a ser inspecionada. (50 mm) em qualquer 12 pol. (C) Juntas de topo com penetração total transversal ao esfôrço de tensão projetada não deve ter porosidade visível .1 do AWS D1.4 mm) de espessura. (305 mm) de comprimento de solda . mordeduras não devem exceder a 1/16 pol.6 mm) sem correção para um comprimento acumulado de 2 pol. não fazendo nenhuma distinção entre os métodos ( partículas magnéticas ou líquidos penetrantes). mordeduras não devem ser maiores que 0. (1mm) para qualquer comprimento de solda. Para outras soldas com chanfros e soldas de filete a soma dos diâmetros das porosidades visíveis de 1/32 pol. ( 1. (B) A frequência da porosidade em soldas de filete não deve exceder uma em cada 4 pol. (100 mm) de comprimento e o máximo diâmetro não deve exceder a 3/32 pol. (305 mm). ) Categoria da Descontinuidade e Critério de Inspeção (7) Mordedura (A) Para materiais menores que 1 pol. (0. a tabela acima apresenta as dimensões máximas das indicações permitidas para a inspeção visual e para testes superficiais. (1 mm) ou maior não deve exceder 3/8 pol. (10 mm) em qualquer polegada linear de solda e não deve exceder 3/4 pol. . mordeduras não devem exceder a 1/32 pol. (2 mm). Para materiais iguais e maiores que 1 pol. exceto que um máximo de 1/16 pol. a área sombreada indica não aplicabilidade Conforme pode ser observado. Sendo assim. Exceção: para juntas de filete em refôrços conectados a parte principal . a soma dos diâmetros da porosidade não deve exceder a 3/8 pol. (B) Em membros primários . a frequência da porosidade não deve exceder uma em 4 pol.Ricardo Andreucci 32 Tradução livre da Tabela 6.

pré-limpeza . etc.. e o tempo de revelação antes da interpretação. quando requerido. Detalhes de processamento para aplicação do revelador . Tipo ( número ou letra de designação se disponível de cada penetrante.) ou na técnica de processamento. Segue abaixo a itenização requerida pelo Código ASME Sec. Sempre que alterações ou substituições for feita no grupo de família de materiais penetrantes (incluindo reveladores. Detalhes de processamento para limpeza após o ensaio. incluindo materiais de limpeza usados. . removedor. e revelador .Ricardo Andreucci 33 R oteiro para Elaboração da Instrução para Ensaio A aplicação do ensaio por líquidos penetrantes requer um procedimento escrito e de acordo com a norma ou Código aplicável ao componente inspecionado. o procedimento deverá ser revisado. temperatura da superfície e do penetrante durante o ensaio se diferente da faixa de 10 0C até 52 0C . 6. V Art. emulsificadores. Detalhes de processamento para pré-limpeza. como segue: • • • • Materiais . Detalhes de processamento para aplicação do penetrante . O procedimento para ensaio por líquidos penetrantes deve conter itens julgados relevantes para sua aplicação. formas ou tamanhos das peças a ser inspecionadas e extensão do ensaio . e secagem.Ensaio por Líquidos Penetrantes . e para secagem da superfície antes de aplicar o revelador . Detalhes de processamento de remoção do excesso de penetrante da superfície. e tempo mínimo permitido para secagem . o tempo que o penetrante deve permanecer na superfície (tempo de penetração) . • • • O procedimento para ensaio deve ser qualificado ou demonstrado ao Cliente. através da aplicação deste em peça ou padrão contendo trincas conhecidas e gabaritadas. emulsificador .

d) nenhuma das alternativas 5. c) uma descontinuidade é sempre inaceitável enquanto que o defeito pode não afetar o serviço da peça ou componente. Qual das seguintes alternativas corresponde a desvantagens para o ensaio por líquidos penetrantes? a) não pode ser aplicado a altas temperaturas. Uma vantagem do ensaio por líquidos penetrantes . 2. .Ricardo Andreucci 34 E XERCÍCIOS DE REVISÃO 1. d) O defeito é uma descontinuidade que pode comprometer o serviço ou performance da peça. e de fácil interpretação dos resultados. 4.Ensaio por Líquidos Penetrantes . A diferença entre descontinuidade e defeito é : a) O defeito é uma imperfeição grande e descontinuidade é uma imperfeição pequena. c) O ensaio por partículas magnéticas é apropriado a detectar descontinuidades em materiais ferromagnéticos d) O ensaio por líquidos penetrantes pode avaliar profundidades de trincas superficiais. b) O ensaio ultra-sonico é ideal para detecção de descontinuidades superficiais. Quais dos materiais abaixo . d) as alternativas (a) e (b) são corretas. o ensaio por líquidos penetrantes não é aplicável? a) aços inoxidáveis e plásticos b) materiais forjados ou fundidos c) materiais porosos. em relação aos demais E. b) A descontinuidade é sempre um defeito.N. é: a) o método pode ser aplicado em todos os materiais. b) o método não necessita de preparação da superfície. b) somente detecta descontinuidadess abertas para a superfície. d) o método é mais simples .D . c) necessita preparação da superfície. enquanto que descontinuidade é uma falha na estrutura da peça que pode ou não comprometer a peça. 3. Qual das afirmações abaixo é verdadeira ? a) O ensaio radiográfico é destinado a detecção de descontinuidades superficiais e internas. c) o ensaio pode detectar qualquer descontinuidade.

denominação comumente .... Qual das propriedades abaixo. b) uma inclusão interna numa solda.. Quais das seguintes descontinuidades pode ser detectada por LP ? a) porosidade superficial b) trincas com abertura acima de 10 µm c) dupla laminação na borda de chapas d) todas as alternativas são corretas. não pode ser detectada pelo ensaio por líquidos penetrantes ? a) uma trinca sub-superficial. está baseado....Os penetrantes foram desenvolvidos para penetrar em aberturas: a) quaisquer b) sómente com aberturas maiores que 0.. a) tensão superficial e capilaridade...Das alternativas abaixo .. é importante que nenhum penetrante possua ? a) alto poder de capilaridade b) boa molhabilidade c) secagem rápida d) baixa tensão superficial 10. nas propriedades de . Qual das seguintes descontinuidades. pós emulsificação c) penetrante não aquoso d) as alternativas (a) e (b) são corretas. c) uma falta de fusão entre passes numa solda.1 mm c) com dimensões maiores que 1µm d) lineares ou arredondadas 12. qual representa uma usada para designar os líquidos penetrantes ? a) penetrante removível com solvente b) penetrante lavável em água .... dos líquidos. d) todas as alternativas são verdadeiras.. b) densidade específica e viscosidade c) penetrabilidade e viscosidade cinemática d) densidade específica e capilaridade 8.Qual das seguintes propriedades é desejável que um bom penetrante deva ter: a) baixa viscosidade b) alto grau de molhabilidade c) ponto de fulgor não inferior a 200 C d) todas as alternativas são corretas.principalmente... 11. 7. O método de ensaio por LP .Ensaio por Líquidos Penetrantes . 9.Ricardo Andreucci 35 6.....

d) trinca de cratera .Qual das afirmativas abaixo é verdadeira ? a) a preparação da superfície no ensaio por LP é somente importante se a superfície da peça estiver contaminada com óleo ou graxa. 17. foi cortado com o processo de oxi-corte. 14. d) todas as alternativas são aplicáveis. c) através de rolo de pintura. com baixa pressão. b) lavar minuciosamente a superfície com detergente. b) o jateamento na preparação da superfície . usando padrão conhecido. d) todas as técnicas acima podem ser utilizadas. para ensaio por LP .O método mais desejável para a remoção do excesso de penetrante removível com solvente a) jato de água e detergente. .A primeira etapa para a inspeção por líquidos penetrantes. c) a temperatura não tem influência no ensaio por LP. na superfície da solda . d) por esmerilhamento 16. 18. não pode ser detectada por ensaio com LP.Ricardo Andreucci 36 13. numa superfície que se encontra pintada é: a) aplicar o penetrante com relativo cuidado na superfície. c) remover completamente a pintura.Ao se adquirir um lote de penetrante . b) por jateamento c) por limpeza com solvente e pano limpo. devemos: a) verificar se o produto está qualificado pelo procedimento aprovado b) efetuar teste de sensibilidade numa amostra do lote. b) pulverizando o penetrante sobre a peça. Neste caso na preparação da superfície para o ensaio por líquidos penetrantes pode ser feita: a) usando-se apenas escova. deve ser sempre evitada. c) verificar a data de validade do lote. b) forte jato de solvente qualificado c) escova e pano úmido com solvente d) pano limpo umidecido com solvente adequado 15 A borda de um chanfro preparado para soldagem .Qual das técnicas abaixo podem ser utilizadas para a aplicação do líquido penetrante ? a) mergulhando a peça em banho no penetrante. d) escovar a superfície até reduzir a camada de tinta à metade.Ensaio por Líquidos Penetrantes .

que já tenha sido ensaiada por este método. d) todas as técnicas podem ser utilizadas.O problema do re-ensaio de uma peça por LP . 20. sem resíduos de penetrante . b) com rolo de pintura. d) não pode ser lisa . c) por pulverização.Para a aplicação do revelador não aquoso . e sêca.Qual das técnicas abaixo é mais recomendada para a aplicação do revelador ? a) com pincel macio.O termo usado para definir o período de tempo que o penetrante fica sobre a superfície ensaiada denomina-se: a) tempo de espera b) tempo de escoamento c) tempo de impregnação d) tempo de penetração 21.para observar resíduos de penetrante. d) reagir com os resíduos de penetrante na superfície . no ensaio penetrantes laváveis com água a superfície: a) não precisa de estar sêca b) não precisa estar isenta de resíduos de penetrante c) necessita estar limpa. ou usinada por líquidos 23.Ricardo Andreucci 37 19. d) todas as alternativas são corretas 24.Ensaio por Líquidos Penetrantes .A técnica mais comum de se verificar se o excesso de líquido penetrante fluorescente foi totalmente removido . 22. e proporcionar um fundo branco.é: a) o penetrante perderá parte de seu brilho e cor b) o penetrante terá dificuldade na molhabilidade da superfície c) o resíduo sêco de penetrante dentro das descontinuidades. apresentando resultados pouco confiáveis. antes da aplicação do revelador é: a) aplicar um jato de ar comprimido sobre a superfície b) examinar a superfície com luz ultravioleta c) examinar a superfície com luz infravermelha d) passar pano limpo ou papel sobre a superfície . pode não dissolver .A finalidade do uso do revelador no ensaio por LP é: a) facilitar a ação de capilaridade do penetrante b) absorver os resíduos emulsificantes c) absorver o penetrante de dentro das descontinuidades.

V SE-165 : a) não há nenhum requisito importante. d) as alternativas (b) e (c) são corretas. necessáriamente . são: a) pós sêcos. d) a luz deve ser apenas branca. é uma maneira usual de designar um revelador ? a) revelador não aquoso b) revelador ferroso c) revelador com alta densidade d) revelador tipo "A" ou "B" 30.Ricardo Andreucci 38 25.até a temperatura permitida.Quanto à iluminação ambiente para a inspeção por líquidos penetrantes visível com luz natural de acordo com ASME Sec. Conclui-se que: a) o inspetor deve ter se enganado com o tipo de luz recomendada para iluminação da superfície. sobre a superfície.Ensaio por Líquidos Penetrantes .Qual das seguintes . c) o tempo de penetração é demasiadamente longo. 27. 29. realizado utilizando-se produtos classificados como sistema TipoII-C . b) deve ser de no mínimo 500 lux.sem fiapos .Qual das seguintes alternativas representa um desvantagem do método de inspeção por líquidos penetrantes pós emulsificável ? a) necessita uma melhor preparação da superfície b) requer uma operação adicional em relação aos outros. c) deve atender no mínimo de 1000 lux .Um ensaio por líquidos penetrantes. o excesso de penetrante deve ser removido por: a) escovamento com água b) pano limpo .No ensaio por líquidos penetrantes de uma solda o inspetor utilizou-se de uma luz negra para realizar o laudo final.Os tipos de reveladores que dispomos para a inspeção por líquidos penetrantes . umidecido com solvente c) jato de água com pressão e temperatura controladas d) emulsificação e posterior lavagem com água 26. . b) o inspetor deve ter utilizado revelador fluorescente c) o inspetor deve ter utilizado penetrante classificado como tipo I. d) o inspetor deve ter utilizado a luz negra para aquecer a superfície . 28. b) não aquosos c) aquosos d) todas as alternativas são corretas.

com pressão e temperatura controlada c) após a aplicação do emulsificador .Ensaio por Líquidos Penetrantes . com uso de jato de água controlado. d) penetrante fluorescente . 2001 . b) esmerilhamento.Quando utilizamos penetrantes do Tipo II A . c) escovamento manual ou rotativo. d) por imersão da peça no removedor 36. b) penetrante visível com luz natural .lavável com água. trata-se de : a) penetrante fluorescente . c) penetrante visível com luz natural . removível com solvente. c) penetrante visível com luz natural .O tipo de penetrante classificado como "Tipo I A" de acordo com ASME SEC. 33. d) limagem.Qual o método mais recomendável para preparação da superfície antes do ensaio por líquidos penetrantes ? a) jateamento com areia fina.Ricardo Andreucci 39 31.lavável com água.V SE-165 Ed. lavável com água. removível com solvente. a remoção do excesso de penetrante da superfície deve ser feita : a) com pano limpo .umedecido com removedor b) com jato de água . d) penetrante fluorescente .V SE-165 trata-se de: a) penetrante fluorescente . 35. .Qual das seguintes é causa para o mascaramento ou não aparecimento das indicações ? a) lavagem e remoção vigorosa do excesso de penetrante b) camada excessiva de revelador c) limpeza do excesso de penetrante por pulverização de solvente sôbre a superfície d) todas as alternativas são verdadeiras 32.O tipo de penetrante classificado como "Tipo II C" de acordo com ASME SEC. b) penetrante visível com luz natural .A fase mais crítica na inspeção com penetrantes pós-emulsificáveis é: a) no tempo de penetração b) na preparação da superfície c) no tempo de avaliação das indicações d) no tempo de emulsificação 34. lavável com água. removível com solvente. removível com solvente.

Ensaio por Líquidos Penetrantes . possui dimensões : a) menores que a dimensão real da descontinuidade b) maior que a dimensão real da descontinuidade c) igual que a dimensão real da descontinuidade d) metade que a dimensão real da descontinuidade .Uma forma usual de se fazer uma qualificação de produtos penetrantes ou mesmo testar o produto penetrante adquirido. lavável em água b) penetrante fluorescente. 38. d) a operação com jateamento pode produzir outras descontinuidades.claramente identificados d) ser sempre laváveis com água 41.deve ser feita: a) da mesma maneira que aço carbono b) com escovamento manual ou rotativo c) com o uso de solventes ou limpeza química d) com o uso de escovas ou ferramentas revestidas de mesmo material 39.A preparação da superfície de uma junta soldada de aço inoxidável austenítico.obstruindo a mesma.qual a que define melhor o perigo do jateamento com areia para a limpeza da superfície ? a) a descontinuidade pode ser fechada b) o óleo contaminante pode ser fechado dentro da descontinuidade. é: a) determinando a viscosidade dos produtos b) comparar os resultados obtidos no ensaio de um bloco padrão de líquido penetrante c) medir a umidade dos produtos d) todas as alternativas devem ser aplicadas 40.Ricardo Andreucci 40 37. removível com solvente d) as alternativas (b) e (c) podem ser usadas 42. c)a areia utilizada na operação de jateamento pode ser introduzida dentro da descontinuidade.os produtos penetrantes devem: a) atender aos requisitos normativos do teor de contaminates b) ser fornecidos com número de lote dos produtos c) ter na embalagem a data de fabricação e vencimento .Das afirmações abaixo.Qual dos tipos de penetrantes é mais indicado para o ensaio de peças fundidas ou com acabamento superficial grosseiro ? a) penetrante visível colorido. removível com solvente c) penetrante visível colorido.O manchamento do revelador causado pelo afloramento do penetrante na superfície contido no interior da descontinuidade . Na inspeção de materiais austeníticos e ligas a base de níquel.

d) o tempo de penetração deverá ser aumentado para compensar 47. observando o tamanho da mancha difundido no revelador.Uma vantagem do revelador aquoso é: a) as indicações possuem cores mais vivas b) não escorre depois de haver sido aplicado c) não emite vapores inflamáveis d) todas as alternativas são corretas 45. observando o tamanho real das descontinuidades.VIII Div. aplicando o critério de aceitação estabelecido.Se no ensaio de uma peça por líquidos penetrantes. b) Num período de 60 minutos . pois poderá haver obstrução das aberturas . c) imediatamente após a aplicação do revelador. deve ser feita: a) após um período de 7 minutos . o processo de esmerilamento para limpeza prévia : a) não é recomendado. após a reação d) aumentar a fluidez e a molhabilidade do penetrante 44.Ricardo Andreucci 41 43.A função do emulsificador é: a) reagir com o penetrante tornando-o lavável com água b) melhorar o brilho vermelho do penetrante c) aumentar o poder de penetração do penetrante . desde que for de material abrasivo do tipo óxido de alumínio. em nenhum caso 46.A avaliação final dos resultados do ensaio por líquidos penetrantes conforme ASME Sec.Quando aplicamos um penetrante de um lado de uma peça e procedemos a revelação pelo lado oposto a esta mesma peça . estamos realizando: a) um procedimento em desacordo com as normas b) um ensaio de estanqueidade por líquido penetrante c) a qualificação dos produtos d) este procedimento não pode ser executado . d) após um tempo de revelação. b) pode ser utilizado . c) as aberturas superficiais se tornarão mais fáceis de serem observadas.e comparando com os critérios de aceitação aplicáveis. observando o tamanho da mancha do líquido penetrante difundido no revelador e comparando com o critério de aceitação.Ensaio por Líquidos Penetrantes . que o inspetor desejar. na superfície. .1 Ap.8.

No ensaio por líquidos penetrantes o tempo de penetração depende: a) do tipo de material a ser ensaiado. c) verificar se não vai ocorrer contaminações durante a revelação das indicações. V . é: a) 10 a 52 C b) 5 a 50 C c) 16 a 60 C d) 15 a 60 C 50. SE -165? a) 100 lux b) 1000 lux c) 540 lux d) 1000 µW/cm 2 51.A faixa limite de temperatura padrão.As avaliações intermediárias . e diferenciar entre arredondada e linear. b) registrar e dimensionar as indicações maiores .Ensaio por Líquidos Penetrantes . após a aplicação do revelador. conforme o ASME Sec.V Art.Qual a iluminação mínima recomendável quando utilizando penetrantes fluorescentes conforme ASME Sec.Qual é a única fase do ensaio por líquidos penetrantes que é exigido uma certa habilidade manual do inspetor ? a) na aplicação do penetrante b) na limpeza inicial c) na aplicação do revelador d) na agitação dos produtos aerosol 52. d) facilitar o registro final das indicações.Ricardo Andreucci 42 48. são necessárias para: a) definir a forma da indicação. 53. que a superfície pode estar.2001. 49. b) do tipo do líquido penetrante utilizado.Qual das afirmações abaixo é verdadeira ? a) o ensaio por LP pode avaliar profundidade de trincas b) o ensaio por LP pode detectar qualquer descontinuidade superficial c) uma camada de revelador mais fina proporciona melhor sensibilidade no ensaio por LP. 6 Ed. para ser aplicado o ensaio por líquidos penetrantes. d) as alternativas (a) e (b) são corretas. d) penetrantes fluorescentes são menos sensíveis que os visíveis com luz natural . c) do acabamento superficial da peça. que mancham rapidamente o penetrante.

d) nenhuma das alternativas são corretas. uma vez que não utilizou o produto qualificado.Indicações consideradas relevantes conforme o Código ASME Sec. V Art.6 mm. c) o inspetor não agiu corretamente.6 mm.6 mm b) qualquer indicação proveniente de descontinuidade com dimensões acima de 1.1 são : a) qualquer mancha do penetrante no revelador com dimensões acima de 1.Ensaio por Líquidos Penetrantes .Na remoção do excesso de líquido penetrante removível com solvente . b) o inspetor não procedeu corretamente. . uma vez que deveria ter aspergido o solvente sobre a superfície primeiramente.de acordo com o recomendado no ASME Sec.Qual das alternativas define melhor a função do profissional Nível II certificado para o ensaio por líquidos penetrantes de acordo com SNQC? a) interpretar códigos e normas sobre o método b) relatar e julgar os resultados do ensaio c) orientar o profissional Nível I d) as alternativas (b) e (c) são corretas 57.Ricardo Andreucci 43 54. o inspetor usou pano limpo e umedecido com tetracloreto.Na inspeção de soldas em aço carbono. Neste caso: a) o inspetor agiu de forma correta. 6. VIII Div. c) indicações circulares ou elípticas com comprimento maior que três vêzes a largura. o tempo de penetração. da superfície . deve ser no mínimo de: a) 5 minutos b) 10 minutos c) 30 minutos d) depende se o produto é lavável a água ou removível com solvente 56. 55. d) qualquer indicação proveniente de descontinuidade com dimensões menores que 1.

6 c) 1.No croquis indicado .VIII div.Ensaio por Líquidos Penetrantes . 2 .5 e 6 d) não há indicações arredondadas .No croquis indicado . a) 1 .No croquis indicado .Ricardo Andreucci 44 O croquis abaixo representa os resultados obtidos no ensaio por LP numa solda. 4. são indicações lineares.1 Ap. responda as questões de 58 a 61 58. 3 e 4 b) 2 e 4 c) 3 e 4 d) não há indicações lineares 59.5 e 6 d) todas são inaceitáveis 60. são indicações inaceitáveis : a) 2.8 . 5 e 6 b) 5 . na escala 1:1 De acordo com o Código ASME Sec. 2 .2 . 5 . 6 e 3 c) 1. são indicações arredondadas: a) 6 e 1 b) 1.

Uma descontinuidade que se origina no interior da solda . onde houve contração do metal . 1 2 3 a) as indicações lineares são reprovadas b) as indicações (1) e (2) são aceitáveis c) somente a indicação (3) é inaceitável d) todas as indicações são reprovadas 62.O croquis abaixo . c) por jato de água com pressão e temperatura controlada d) escovas especiais.Em geral .representa o resultado da inspeção por líquidos penetrante de uma solda acabada.Ensaio por Líquidos Penetrantes . 63.A limpeza do excesso de líquido penetrante lavável a água deve ser feita através de: a) por jato vigoroso de água sobre a superfície. b) por pano umedecido com solvente. trincas são: a) vazios intermetálicos b) defeito provocado por uma ruptura do metal c) inclusões indesejáveis d) inclusões aleatórias 64.Ricardo Andreucci 45 61. do estado líquido para o sólido se chama: a) inclusão de escória b) falta de penetração c) porosidade d) trinca .A natureza das inclusões em juntas soldadas podem ser: a) metálicas b) escórias c) não metálicas d) todas as alternativas são corretas 65.

Descontinuidades em soldas que se originam na raiz. denomina-se : a) falta de penetração b) falta de fusão c) porosidade d) trinca 67.Nas figuras abaixo . escrevendo o nome sob cada figura: .Ensaio por Líquidos Penetrantes .Observe a figura abaixo . e numere os círculos indicados na figura de acordo com a tabela : 1= 2= 3= 4= metal depositado metal base zona térmicamente afetada raiz da solda 68.Ricardo Andreucci 46 66. identifique as descontinuidades existentes .por falta de deposição de material.

pois o limite é 60 minutos para o laudo final d) não .Qual dos métodos abaixo é que deve ser utilizado jato de água com pressão e temperatura controlada ? a) na lavagem do excesso de penetrante lavável em água b) na lavagem do revelador após o ensaio c) na limpeza prévia do ensaio por líquido penetrante d) nunca deve ser utilizada tal técnica no ensaio por líquido penetrante 73. 6. Qual das alternativas é correta ? a) isto é possível desde que o inspetor tenha um corpo de prova padrão b) isto é possível desde que o inspetor utilize penetrante removível com solvente c) este método de ensaio não foi desenvolvido para esta finalidade d) isto sómente é possível se a trinca tiver pelo menos 10 µm de abertura 71. De acordo com ASME Sec. ) arco elétrico entre um eletrodo com revestimento e o metal base. ) arco elétrico entre um eletrodo nu e o metal base . ( ( ( 70. se o inspetor for qualificado c) sim . com um gás inerte protegendo o arco.Um inspetor estabeleceu um procedimento de ensaio de líquidos penetrantes para determinar profundidade de trincas por este método.Ensaio por Líquidos Penetrantes .Associe as colunas: (1) TIG (2) Arco Submerso (3) Eletrodo revestido (4) MIG (5) MAG ( ) união dos metais com um arco elétrico entre um eletrodo nu e o metal base sob um manto de fluxo granulado.qual a que define melhor o problema do esmerilhamento para a limpeza prévia da superfície a ser inspecionada por líquidos penetrantes ? a) a descontinuidade pode ser fechada por ação de remoção de metal b) o óleo contaminante pode ser fechado dentro da descontinuidade c) esta operação pode ser usada normalmente sem problemas d) a operação pode produzir outras descontinuidades 72. é aceitável a conduta do inspetor ? a) sim b) sim .Ricardo Andreucci 47 69.Das afirmações abaixo. foi almoçar. após aplicar o revelador. com um gás inerte protegendo o arco. ) arco elétrico entre um eletrodo de tungstênio e o metal base . voltando depois de 50 minutos.O inspetor de líquidos penetrantes. V Art.

Em geral. que devam ser inspecionadas por líquidos penetrantes.Considere as afirmações a seguir: I .Peças em aço carbono .Ricardo Andreucci 48 74. usinadas acabadas . pois este produto possui uma validade que pode ser estendida b) o inspetor pode misturar na proporção de 50% este produto com outro dentro do período de validade.A temperatura no ensaio por líquidos penetrantes: a) é um fator importante que deve ser controlado para a realização do ensaio b) não é um fator importante.Se uma certa quantidade de um produto penetrante possui data de validade vencida.Ensaio por Líquidos Penetrantes .O ensaio por líquidos penetrantes pode determinar a profundidade de uma trinca superficial II . neste caso: a) o inspetor pode usar normalmente. solventes orgânicos possuem alto poder de capilaridade III. pois a temperatura pode oscilar de um local para o outro c) deve estar pelo menos sempre acima da temperatura ambiente d) sómente é importante quando do ensaio de peças sensíveis a alterações de temperatura 75.Indicações superficiais arredondadas são menos perigosas que as lineares .Qual dos produtos abaixo é mais indicado para limpeza prévia de uma peça contendo resíduos oleosos ? a) limpeza com água b) escovamento com querosene c) uso de solventes ou removedores d) todas as alternativas 76. assegurando boa sensibilidade no ensaio c) o produto deve ser descartado d) o inspetor deve procurar o fabricante para conseguir uma validade maior do produto 78. é mais adequado o uso de penetrantes: a) removíveis com solvente b) emulsificáveis c) laváveis com água d) fluorescentes 77.

II e IV são falsas Todas as afirmativas são falsas 79 O inspetor de líquidos penetrantes utilizou um produto penetrante da Metal Chek e para remoção o produto revelador da Magnaflux. VIII Div. Qual das indicações marcadas é reprovada. 1 Ap.Ricardo Andreucci 49 IV . De acordo com as recomendações qual a alternativa correta ? a) o inspetor utilizou produtos não qualificados b) o inspetor misturou produtos de fabricantes diferentes.A foto abaixo representa o resultado em verdadeira grandeza da inspeção de uma região de uma peça fundida que sofreu reparos.Qualquer pano de limpeza pode ser utilizado no ensaio por líquidos penetrantes Qual alternativa é correta ? a) b) c) d) As afirmativas I e II são corretas As afirmativas II e III são corretas As afirmativas I.Ensaio por Líquidos Penetrantes . com base no Código ASME Sec. único existente no estoque. o que não é permitido c) o inspetor efetuou a remoção usando produto inadequado d) poderá ser utilizado desde que o Cliente aprove 80.8 ? 1 4 2 3 5 .

"Non Destructive Testing Handbook.Ricardo Andreucci 50 B O BRAS CONSULTADAS 1. ABENDE . 1997 6.York . American Society of Mechanical Engineers . American Society of Mechanical Engineers . N. Associação Brasileira de Metais-ABM . “Curso de Ensaios Não Destrutivos”. 1959 Vol. A . edição . "Ensaio por Líquidos Penetrantes". 8a. "Soldagem" .ASME Boiler and Pressure Vessel Code .ASME Boiler and Pressure Vessel Code . SENAI . 1966 . Mac Master R . 3. São Paulo . SP .Ensaio por Líquidos Penetrantes . Leite. Section V 2.P . Paulo G. Section VIII Div. Ronald Press. 1 5.1 e 2 4. Sakamoto.

4. penetração .Ricardo Andreucci 51 G ABARITO DAS QUESTÕES Resposta d c d c d d a d c d c d b d d d c d c d b c c c b c b d a b d c d a a c c d b a Questão 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 Resposta a b a c b a b d a d c a c b a a b b a b a c b d d a azul=1 . trinca de cratera 2.Ensaio por Líquidos Penetrantes . amarelo=3 .3 c a a d a c a c b b nenhuma Questão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 . f. branco=2 mordedura.1.

br . São Paulo / SP Tel: 0XX11-5586-3199 . ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS Rua Guapiaçu 05 .Ensaio por Líquidos Penetrantes .Ricardo Andreucci 52 DIREITOS RESERVADOS DE PUBLICAÇÃO E VENDAS COM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR. e-mail : abende@abende. 04024-020 .org.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful