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A lembrança mais significativa é da minha professora da quarta série, que

devido a sua maneira de nos ensinar, a atenção que dedicava a todos, o respeito por cada
um aceitando a sua individualidade e o seu ritmo de desenvolvimento e através da
preocupação com a nossa dificuldade, conseguiu despertar em nós o interesse,
convidando-nos para o mais importante desafio, o de imaginar, sonhar, refletir e assim
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conquistou o seu lugar em nossos corações. Eu acredito que ela fez a diferença nas
nossas vidas.
Adequar as tarefas às possibilidades dos alunos, fornecer meios para que
realize a atividade confiando em sua capacidade, demonstrar atenção às suas
dificuldades e problemas, são maneiras bastante refinadas de comunicação
afetiva. Leite e Tassoni, (2002, p.128)
Nas demais séries os meus professores, eram interessados, e foram
Nessa época o bom aluno era aquele que se comportava em sala de aula, fazia
todas as lições e tirava boas notas nas provas. A avaliação do aluno era feita por meio
de provas, chamadas orais, para as quais tínhamos que memorizar o conteúdo aprendido
no bimestre e responder um questionário de acordo com o que estava nos livros ou no
caderno. Desse modo, como sempre fui muito estudiosa alcançava boas notas.
Tenho consciência que na atual concepção de Educação esses requisitos não
garantem que tal aluno seja bem sucedido em suas relações futuras. Acredito que é
preciso desenvolver nos alunos a criticidade, a criatividade e a capacidade de refletir e
interagir em sociedade.
Refletindo sobre o ensino pelo qual fui alfabetizada, percebo que foi sempre
voltado para o método tradicional com cartilhas ou livros didáticos. Os professores
iniciavam e terminavam o ano letivo de acordo com o seu conteúdo. Não havia
preocupação em relacioná-los com o cotidiano do aluno e muito menos uma
flexibilidade para adequá-los a nossa realidade e necessidade.