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Interdisciplinaridade e Prática Docente - Kelly Tainara da Silva

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Artigo elaborado a partir do estudo desenvolvido para a Linha 2: Dilemas epistemológicos na formação de professores: da articulação da teoria à execução da prática docente na educação básica dos cursos de licenciatura do Uni-BH – GEIFoP (Grupo de Estudos Interdisciplinares de Formação, Prática e Condição Docente) do DCHLA.

FUNDAMENTOS PARA COMPREENSÃO DE UMA PRÁTICA DOCENTE INTERDISCIPLINAR

Kelly Tainara da Silva

Aluna do curso de Pedagogia no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH)

Trabalhar a interdisciplinaridade é uma possibilidade de relacionar conteúdos das diferentes áreas, respeitando as peculiaridades de cada uma destas áreas. A Interdisciplinaridade rompe com os limites das disciplinas, visando garantir a construção de um conhecimento globalizante.
Artigo elaborado a partir do estudo desenvolvido para a Linha 2: Dilemas epistemológicos na formação de professores: da articulação da teoria à execução da prática docente na educação básica dos cursos de licenciatura do Uni-BH – GEIFoP (Grupo de Estudos Interdisciplinares de Formação, Prática e Condição Docente) do DCHLA.

FUNDAMENTOS PARA COMPREENSÃO DE UMA PRÁTICA DOCENTE INTERDISCIPLINAR

Kelly Tainara da Silva

Aluna do curso de Pedagogia no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH)

Trabalhar a interdisciplinaridade é uma possibilidade de relacionar conteúdos das diferentes áreas, respeitando as peculiaridades de cada uma destas áreas. A Interdisciplinaridade rompe com os limites das disciplinas, visando garantir a construção de um conhecimento globalizante.

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FUNDAMENTOS PARA COMPREENSÃO DE UMA PRÁTICA DOCENTE INTERDISCIPLINAR Kelly Tainara da Silva1

Trabalhar a interdisciplinaridade é uma possibilidade de relacionar conteúdos das diferentes áreas, respeitando as peculiaridades de cada uma destas áreas. A Interdisciplinaridade rompe com os limites das disciplinas, visando garantir a construção de um conhecimento globalizante. Nesse sentido, Fazenda afirma que:
A interdisciplinaridade é um termo utilizado para caracterizar a colaboração existente entre disciplinas diversas ou entre setores heterogêneos de uma mesma ciência (...) caracteriza-se por uma intensa reciprocidade nas trocas, visando um enriquecimento mútuo. (FAZENDA, 1996, p.41).

Portanto, os professores devem realizar trocas entre seus conhecimentos, métodos, experiências mútuo. e É visões de mundo, que objetivando sempre com o a enriquecimento que:
O desenvolvimento de atitude e consciência de que trabalhando dentro de um sistema de interdisciplinaridade o professor produz conhecimento útil, portanto, interligando teoria e prática, estabelecendo relação entre o conteúdo do ensino e realidade social escolar. (LUCK, 2000, p.34).

importante

eles

trabalhem

interdisciplinaridade, e tomem conhecimento de seu significado. Luck relata

Fazenda, ao revisitar suas produções sobre a prática da interdisciplinaridade, registra seis fundamentos - livro Interdisciplinaridade: qual o sentido? - que se destinam à compreensão de uma prática docente interdisciplinar (2003, p. 6575). O primeiro deles é o movimento dialético próprio de uma atitude interdisciplinar para estabelecer o diálogo com as próprias produções, com a própria prática, visando a “rever o velho para torná-lo novo ou tornar novo o velho” e revisitar experiências passadas. Esses movimentos levam a descobrir possibilidades de inovação e novos pressupostos ainda não revelados.
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Bolsista do GEIFoP, UniBH, Curso de Pedagogia.

O segundo fundamento relatado pela autora é o da memória (registro). Isso precisa ser exercitado sempre. Na memória ficam registrados os conhecimentos e experiências significativas. A memória possibilita ao ser humano realizar uma releitura crítica, uma revisão dos fatos ocorridos e reviver o passado de forma diferente. O terceiro fundamento é a parceria. A autora relata que os educadores são parceiros dos outros educadores, dos alunos e até mesmo dos teóricos que lêem. No trabalho interdisciplinar, a parceria é de fundamental importância, pois possibilita trocas, contribuindo assim para uma satisfatória produção na área da educação. O quarto fundamento analisado pela autora é a sala de aula (prática docente). Relata que na sala de aula interdisciplinar satisfação, humildade, cooperação, generalidade, companheirismo e produção do conhecimento estão sempre presentes. Esta sala difere da comum desde a organização do espaço arquitetônico à organização do tempo. Sendo assim, esses quesitos são fundamentais para a permanência da interdisciplinaridade na sala de aula. O quinto fundamento é o projeto interdisciplinar. Segundo a autora, a sua implementação depende de um projeto inicial claro, coerente e detalhado. Afirma, também, que ao trabalhar com esses projetos é necessário agir com rigor e intencionalidade e não com improvisação e acomodação. Devido à falta de seriedade, muitas instituições têm conduzido os projetos interdisciplinares a um esfacelamento do conhecimento. O sexto fundamento citado é a pesquisa interdisciplinar. Relata-se que esta permite ao pesquisador revelar sua potencialidade e competência, possibilitando assim a construção coletiva de um novo conhecimento para os enigmas da educação.

Diante do exposto, percebe-se que na formação do professor interdisciplinar assume relevância a discussão desses fundamentos na sua formação inicial e continuada. No entanto, esse profissional precisa estar aberto às novas experiências e perspectivas, manter a comunicação com as demais disciplinas

escolares, ser capaz de estimular os alunos, exercer reflexão crítica sobre suas práticas, gostar de inovações e pesquisa, entre outros aspectos.

REFERÊNCIAS: LÜCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teóricos-

metodológicos. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia?. 4. ed. São Paulo: Loyola, 1996. FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: qual o seu sentido?. São Paulo: Paulus, 2003.

*Kelly Tainara da Silva - Bolsista do projeto de pesquisa: Grupo de Estudos Interdisciplinares de Formação, Prática e Condição Docente – GEIFOP (UNI-BH) Professora: Nali Rosa S. Ferreira

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