P. 1
Comportamento Do Consumidor

Comportamento Do Consumidor

|Views: 89|Likes:
Publicado porCDuque
Trabalho da autoria de Diogo Zany, realizado no 7º ano da escolaridade, com o objetivo de perceber o conceito de comportamento do consumidor, nomeadamenteao nível do consumo de água. Verificou-se a necessidade de haver mais acções de informação sobre a necessidade de poupar este recurso natural, tão necessário à vida na terra!
Trabalho da autoria de Diogo Zany, realizado no 7º ano da escolaridade, com o objetivo de perceber o conceito de comportamento do consumidor, nomeadamenteao nível do consumo de água. Verificou-se a necessidade de haver mais acções de informação sobre a necessidade de poupar este recurso natural, tão necessário à vida na terra!

More info:

Categories:Types, School Work
Published by: CDuque on May 16, 2013
Direitos Autorais:Traditional Copyright: All rights reserved

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
See more
See less

07/13/2015

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …

COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR E CONSUMO DE ÁGUA

Trabalho realizado por: Diogo Zany

Maio de 2012

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …

ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 2 2. DESENVOLVIMENTO .............................................................................................................. 2 2.1. Definições ................................................................................................................... 2

a) Consumo .......................................................................................................................... 2 b) Consumismo .................................................................................................................... 3 2.2. 2.3. 2.4. 2.5. 2.6. 2.7. 2.8. Comportamento do consumidor ................................................................... 3 Tipos de consumidores..................................................................................... 6 Consumo de água ....................................................................................................... 7 Consumo exagerado versus Sustentabilidade do planeta........................................... 7 Doenças contraídas através de água contaminada .................................................. 10 Declaração Universal dos Direitos da Água .............................................................. 11 Como reduzir o consumo de água? .......................................................... 12

3. Conclusões ............................................................................................................................. 12 4. Referências ............................................................................................................................. 13

Página

i

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …

1. INTRODUÇÃO
Neste trabalho vamos abordar o tema “Comportamento do consumidor e Consumo de água”. Para tal, procedeu-se à pesquisa bibliográfica e de internet, por palavra-chave. Começamos por definir o que é o consumo e o que é ser consumidor, após o que se vai estudar o comportamento do consumidor. E como nos interessa o consumo de água, por este ser um recurso precioso frequentemente usado em excesso (com demasiado desperdício) iremos terminar a apresentação do nosso trabalho precisamente com este subtema, sugerindo algumas dicas que nos permitem reduzir o consumo de água. Por fim apresentamos as conclusões a que chegamos após as pesquisas e leituras realizadas, relativamente ao tema que estudámos.

2. DESENVOLVIMENTO
2.1. Definições
a) Consumo Consumo é definido como: a utilização, gasto ou aplicação de algum produto ou serviço, por um indivíduo (empresa ou governo), para suprir suas necessidades. Segundo o dicionário Aurélio, consumo é o ato ou efeito de consumir; gasto. No Dicionário de Língua Portuguesa Priberam, versão online, o consumo é definido da seguinte forma:
1. 2. 3. Gasto. Venda. Saída (Priberam, 2012).

Figura 1. Consumidor Na Wikipédia pode-se encontrar a seguinte definição: “O consumo é a atividade que consiste na fruição de (bens) e serviços pelos indivíduos, pelas empresas ou pelo governo, e que implica a posse e destruição material (no caso dos bens) ou imaterial (no caso dos serviços). Constitui-se na fase final do processo produtivo, precedido pelas etapas da produção, distribuição e comercialização” (Wikipédia, 2012). © DZany Página

2

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
Ainda na Wikipédia, é apresentada a distinção entre o consumo privado e o consumo público.
• Consumo privado – É realizado pelas famílias e pelas empresas pertencentes à iniciativa privada, que como agente econômico, utilizam o rendimento que obtêm na atividade produtiva para comprar bens e serviços necessários à satisfação de suas necessidades, tais como: alimentação, vestuário, habitação, divertimentos e outros. • Consumo público – É o consumo que não se restringe às famílias, mas sim à Administração Pública. A Administração Pública consome bens e serviços necessários à sua atividade.

b) Consumismo O consumismo é o ato de consumir (comprar) produtos de forma exagerada. As pessoas consumistas adquirem produtos (peças de vestuário e calçado, perfumes e produtos de beleza, produtos alimentares, produtos eletrónicos, joias, etc…). Estas pessoas sentem uma compulsão para comprar e, normalmente, não têm consciência dos motivos que as levam à necessidade de comprar, tal como não têm uma real necessidade dos produtos e bens que compram. Este tipo de consumo caracteriza-se por um consumo impulsivo, descontrolado, irresponsável e muitas vezes irracional. Numa sociedade consumista, o consumidor é permanentemente atraído para a renovação e para novos produtos. Os fabricantes adotam estratégias em que os produtos se tornam obsoletos, ultrapassados, rapidamente (por exemplo, ao comprar um computador, 6 meses depois a tecnologia já está mais avançada e as características técnicas do equipamento são muito melhores), o consumidor vai anuir ao conceito e o desperdício torna-se generalizado e comumente aceite e não questionado. E, acima de tudo, não existem preocupações com as consequências do consumo ao nível social, económico, cultural ou ambiental. O consumismo é típico das sociedades capitalistas e é fortemente estimulado pelas campanhas publicitárias, seja ao nível dos meios de comunicação (revistas, jornais, rádios) ou através de canais privilegiados de difusão como é o caso da TV. Em alguns casos o consumismo pode vir a configurar-se como uma doença, já que é uma espécie de vício. Neste caso, a pessoa consumista só consegue obter prazer na vida ao comprar coisas, este tipo de consumo é inconsciente porque se adquirem os produtos por impulso e sem que haja uma necessidade real dos mesmos. Existe ainda o consumo consciente, que é aquele em que as pessoas compram os produtos que necessitam de fato, neste caso as pessoas quando vão às compras têm uma lista dos produtos de que necessitam e vão procurar ativamente encontrá-los. Podem proceder à pesquisa dos melhores preços e procuram comprar os produtos que menos prejudicam a saúde e a natureza.

2.2. Comportamento do consumidor
O consumidor é influenciado por diversos fatores que vão determinar o seu poder de compra. Estes fatores são: estatuto social, poder económico, necessidades de afeto, estilos de vida e valores sociais, influências dos grupos de referência (família, amigos, colegas de escola/trabalho, etc...) e grupos informais (relações informais que se estabelecem momentaneamente ou por um período demasiado pequeno de tempo), © DZany Página

3

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
influências culturais, entre outros. “Ser consumidor é ser humano. Ser consumidor é alimentar-se, vestir-se, divertir-se... é viver ” (Karsaklian, 2000, p. 11). Cobra, em 1997, afirmava que “Cada consumidor reage de forma diferente sob estímulos iguais, e isso ocorre porque cada um possuiu uma ‘caixa preta’ diferente" (p. 59). Se os consumidores, ou seja, as pessoas são diferentes, umas das outras, e necessitam de alimentar-se, vestir-se e até mesmo se divertirem, são as suas diferenças que vão determinar seus atos de compra e seus comportamentos em relação às outras no mercado de consumo. Facilmente percebemos que “mais do que nunca, compreender o consumidor é reconhecido como uma necessidade vital não apenas para as empresas, mas para toda a organização que se assuma como orientada para o mercado” (Dubois, 1998; citado por Vieira, 2004, p. 3). Karsaklian (2000) é de opinião que “por mais que se procure conhecer o consumidor, é difícil saber que comportamentos ele vai ter em relação a fatos que venham a ocorrer durante a sua vida ”. Este é um problema que o homem se tem debatido desde sempre, por isso surgiu a Psicologia numa tentativa de interpretar, estudar e prever comportamentos. Francisco Raymundo, consultor de Marketing e especialista em Planeamento Estratégico, considera que “O comportamento do consumidor é uma atividade mental e física realizada por consumidores domésticos e comerciais, que resulta em decisões e ações de comprar, pagar e usar produtos. A definição clássica de “comportamento do consumidor” inclui uma variedade de atividades e de papéis que as pessoas exercem como consumidoras. Além do adquirente de fato (o comprador) a definição inclui pagantes e usuários como consumidores. Exemplo: uma criança poderá ser usuária, mas não compradora nem pagante, ou no caso de presentes, quando o comprador e pagante não são usuários” (Raymundo, 2009). O comportamento do consumidor lida com a forma como se efetuam as compras, tanto de bens como de serviços. Para entender esse comportamento, precisamos entender como eles percebem, manifestam, reagem e tomam decisões para satisfazer suas necessidades e desejos. Para identificar e satisfazer as necessidades e os desejos é importante reconhecer cada um dos papéis do consumidor, já que ao ignorar, nem que seja apenas um destes fatores, é o suficiente para se perder o consumidor (Raymundo, 2009). O papel de usuário é importantíssimo no próprio projeto do produto. As características do produto devem ser aquelas que o usuário procura e melhor atenderão as suas necessidades e desejos. Lembrando que “necessidade” pode ser definida como condição de insatisfação do consumidor, que o levam a ações que melhorarão essa condição e, “desejos” são aspirações de obter mais satisfação do que o absolutamente necessário para melhorar uma condição insatisfatória. Os outros dois papéis são igualmente importantes. O papel de pagante é crítico, pois se o preço ou outras considerações financeiras não satisfazerem o pagante, o usuário simplesmente não poderá comprar o produto. Sem o pagante, jamais haverá a venda. O crescimento acelerado do uso dos cartões de créditos é um testemunho disso. Atualmente o financiamento e o leasing aos consumidores é um negócio em crescimento, que tem alavancado as vendas do © DZany Página

4

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
comércio. O poder aquisitivo do pagante restringe as transações de mercado mais do que qualquer outro fator (Raymundo, 2009). Finalmente, o papel de comprador é também importante. A tarefa do comprador é encontrar mercadoria e um meio de encomendar ou adquiri-la. Se o acesso do comprador estiver restringido, ele simplesmente não comprará o produto, e assim, o usuário não terá o produto disponível para seu uso. Os consumidores não somente tomam decisões de compra como individuo, como também como membro de famílias. “As decisões familiares são complexas porque os papéis de usuário, pagante e comprador são distribuídos entre os diferentes indivíduos. As crianças influenciam as escolhas de produtos pelos pais, tanto nos produtos usados pelas crianças, como nos usados somente pelos pais” (Raymundo, 2009). Kother e Armstrong (1993) destacam que são muitos os fatores que podem influenciar a tomada de decisão e comportamentos do consumidor, entre os quais:
a) Motivações – Os consumidores podem ser influenciados por necessidades, que são divididas em fisiológicas (fome, sede, desconforto) e psicológicas (reconhecimento, auto-estima, relacionamento), mas muitas vezes estas necessidades não serão forte o bastante para motivar a pessoa a agir num dado momento, ou seja, a pessoa às vezes necessita de um motivo maior para buscar sua satisfação. b) Personalidade – É a personalidade de cada pessoa que vai determinar o seu comportamento no ato da compra, pois se refere a características psicológicas que conduzem uma resposta relativamente consistente no ambiente onde a pessoa está inserida. Destaca, ainda, o autor, que o conhecimento da personalidade pode ser muito útil para analisar o comportamento do consumidor quanto a uma marca ou um produto. c) Percepções – Considerada como “processo pelo qual as pessoas selecionam, organizam e interpretam informações para formar uma imagem significativa do mundo” (Kother & Armstrong, 1993, p. 89).

E, como já foi referido anteriormente, o comportamento dos consumidores pode ser e é influenciado por diversos fatores, tais como: classe social a que pertence ou se pretende pertencer; variáveis sociais; variáveis económicas (rendimento familiar, poder de compra); variáveis culturais (por exemplo, pessoas que pertençam a uma classe social em que se valoriza muito a leitura e a cultura geral, terá maior tendência para adquirir livros, para visitar museus, ir a concertos, teatro, etc.). Para terminar, resta-nos citar o que Karsaklian afirma relativamente à influência dos fatores culturais sobre o comportamento do consumidor: “O que comemos, bebemos, vestimos, acreditamos, a música que escutamos, tudo isso depende em grande parte de nossa cultura. Não obstante aceitarmos com muita facilidade o nosso modo de vida, a diversidade de culturas e comportamentos é admirável ” (Karsaklian, 2000, p.138). O consumidor percorre por várias etapas até fazer escolhas sobre produtos e serviços para o consumo. O comportamento do consumidor no momento da compra é influenciado por importantes processos decisórios que, segundo Castro (2004), não podem deixar de ser investigados. Este autor destaca, cinco etapas pelas quais os consumidores passam quando estão a efetuar uma compra: © DZany Página

5

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
• Reconhecimento do problema – É quando o consumidor percebe que existe uma necessidade a ser suprida que lhe está a retirar o seu estado de equilíbrio, ainda que transitoriamente, e lhe causa desconforto. • Procura de informações – Aquela que o consumidor recorre quando se quer saber de algum produto ou serviço. Pode-se recorrer à memória, para saber se já houve experiências anteriores ou então a fontes pessoais (amigos, parentes) e fontes públicas (Instituições ligadas a consumidores, revistas especializadas, etc). • Avaliação de alternativas – Este estágio é o que vai buscar informações e esclarecer problemas aos consumidores, porque sugere critérios para orientar a compra, cria nomes de marca que podem atender aos critérios buscados pelo consumidor e desenvolve percepções de valor. • Decisão de Compra – Depois de feita a procura de informação e avaliar as alternativas, a pessoa já está pronta a efetuar a compra. Deve-se levar em consideração três etapas importantes de decisão nesta fase, como: de ou a quem comprar, como comprar e como pagar. • Comportamento pós-compra, uso – É quando o comprador vai comparar o desempenho do produto ou serviço com as suas expectativas anteriores, e se vai ficar satisfeito ou não quanto ao produto ou serviço.

Blackwell (2003; op. cit. Castro, 2004), refere outro fator de extrema importância para além destes cincos fatores.
• O Fator do potencial de desinvestimento – Fator este que considera que os consumidores desinvestem das empresas que possuem problemas ambientais ou sociais (envolvendo a empresa e seus produtos). Ressalta ainda o autor que “isso é mais e o mais importante” (Blackwell, 2003, p. 54).

2.3. Tipos de consumidores
Gama (2002) destaca cinco grupos de consumidores e como se comportam frente aos seus direitos no mercado.
• Alienados – Para o autor, estes são as maiores partes dos consumidores, a grande massa da população, aqueles que aceitam tudo o que acontece nas relações de consumo, e geralmente acreditam que tudo que acontece é por sorte ou azar do destino e até envolvem os deuses em seus problemas, deixando de se aperceberem as obrigações dos fornecedores. Estes consumidores são considerados como “burros mansos” no mercado. E ainda, segundo o autor, é a maioria esmagadora de consumidores e a parte mais pobre da população. • Tolerantes – Estes são os grupos dos consumidores que têm conhecimento de seus direitos no mercado de consumo, mas se desvalorizam perante as dificuldades, e acham que não adianta reclamar. Então se conformam com as desconsiderações e até as lesões que sofrem no mercado de consumo. • Responsáveis Pacíficos: Neste grupo, encontram-se aqueles consumidores que têm conhecimento de seus direitos, mas que, por motivos de relações familiares, sentimentais ou sociais e até mesmo por falta de tempo, não vão atrás de seus direitos.

de dinheiro. © DZany

Página

Fazem parte, também, neste grupo, os consumidores que acham que fazer reclamações é perda de tempo e

6

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
• Responsáveis exigentes: Grupo dos consumidores que têm plena noção de seus direitos e procuram fazer prevalecê-los, sem criar atrito com seus fornecedores. São aqueles que querem ser respeitados, reclamam, e não aceitam qualquer desculpa, pois têm consciência de seus direitos. • Renitentes: São os consumidores que buscam a valorização da dignidade de pessoa humana no mercado de consumo. Têm consciência de seus direitos e reagem contra os danos que sofrem, e ainda dão real valor ao seu dinheiro. Segundo o autor, um só consumidor renitente, extravasando ódio, pode destruir a imagem de uma empresa ou de um produto, através dos media.

Podemos verificar que são vários os tipos de consumidores no mercado de consumo, mas, muitos ainda não têm consciência do que é realmente ser um consumidor, ou seja, não reconhecem os seus direitos e permitem ser considerados apenas como clientes, usuários, fregueses, etc.

2.4. Consumo de água
O consumo de água deve ser ponderado e economizado, já que quando estamos a consumir água estamos a recorrer ao uso de um bem de primeira necessidade para o ser humano que, apesar de existir em abundância na zona do globo onde vivemos, é um bem muito escasso em outras zonas geográficas. Há países onde este recurso natural é o seu bem mais precioso e onde o homem aprendeu a não desperdiçar nem uma só gota! O uso deste recurso natural deve obedecer a um comportamento ético baseado no respeito pela natureza e numa preocupação ecológica com o planeta onde vivemos.

Figura 2. Consumo de água

2.5. Consumo exagerado versus Sustentabilidade do planeta
Muito se discute nos dias de hoje o possível Impacto ambiental de um consumo exagerado por parte das classes mais ricas da sociedade. Investigadores, de várias partes do mundo, apontam o consumo excessivo como o principal responsável pelo aumento da degradação do meio ambiente uma vez que é necessário um aumento da produção para cobrir a procura e este aumento está vinculado com a aceleração do uso de recursos naturais. Esta não é apenas uma preocupação de ecologistas e investigadores, mas também dos governos e economistas, estudam o impacto que esta prática pode contribuir na sustentabilidade do planeta, o qual é hábito ser tema presente e incontornável em todas as conferências internacionais cujo tema central é o meio ambiente. © DZany Página

7

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente definiu consumo sustentável como "o fornecimento de serviços e de produtos correlatos, que preencham as necessidades básicas e deem uma melhor qualidade de vida, ao mesmo tempo em que se diminui o uso de recursos naturais e de substâncias tóxicas, assim como as emissões de resíduos e de poluentes durante o ciclo de vida do serviço ou do produto, com a Ideia de não se ameaçar as necessidades das gerações futuras". A relação deste consumo ainda está em estudos e pretende mostrar que o planeta Terra não suporta o atual modelo de consumo praticado nos países ocidentais. Para apontar uma alternativa ao consumo sustentável o PNUMA criou o Processo de Marrakech que atua sobre consumos e produção sustentável (Wikipédia, 2012). Notícias como a publicada por Luís Soares de Araújo, em fevereiro de 2012, são preocupantes, senão veja-se o que ele afirmava a propósito do consumo de água em algumas cidades brasileiras: “O volume de água consumido pela população, em janeiro, registrou um aumento de 30 milhões de litros, nos 152 municípios atendidos pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN). No primeiro mês do ano as cidades atendidas pela empresa consumiram 9,025 bilhões de litros de água. Em Natal, o consumo de água aumentou em 35 milhões de litros, passando de 3,346 bilhões de litros em dezembro, para 3,381 bilhões no mês passado. Em Caicó, na região do Seridó, o consumo de água aumentou em 16 milhões de litros, passando dos 233 milhões de litros em dezembro para 249 milhões em janeiro. Com o carnaval, a expectativa da CAERN é de que o consumo na cidade cresça ainda mais em fevereiro” (Araújo, 2012). A simples rotina do dia-a-dia representa um grande consumo de água. A água que se desperdiça num banho demorado, numa torneira aberta sem necessidade ou lavando calçadas e automóveis pode estar a fazer falta para outra pessoa, noutro ponto do globo.

Figura 3. Mapa do consumo de água por habitante, nos países desenvolvidos Na imagem seguinte podemos ver os índices de consumo de água numa casa particular, em termos percentuais. © DZany Página

8

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
Em meio urbano, o consumo de água é distribuído da seguinte forma:
• • • • • • • • 41%, para o funcionamento das casas de banho (28% autoclismo) 37%, para a higiene pessoal 6%, para a lavagem da loiça e preparação de alimentos 5%, para beber 4%, para a lavagem da roupa 3%, para limpezas domésticas 3%, para rega 1%, para a lavagem dos automóveis.

Figura 4. Dicas para reduzir o consumo de água De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cada pessoa necessita de 3,3 m³/pessoa/mês (isto é, cerca de 110 litros de água por dia para atender às necessidades de consumo e higiene). No entanto, no Brasil, o consumo de água, por pessoa, pode chegar a mais de 200 litros/dia, como se viu no exemplo apresentado por Luís Soares Araújo. © DZany Página

9

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …

Figura 5. Quantidade de água gasta e percentagem de água desperdiçada, um caso do brasil, em São Paulo Gastar mais de 120 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar nossos recursos naturais.

veiculadas pela água, as mais comuns são: © DZany

Página

A água contaminada pode conter grande quantidade de agentes transmissores de doenças. Dentre as doenças

10

2.6. Doenças contraídas através de água contaminada

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
• • • • • • • • Cólera Febre Tifoide Hepatite Tipo A Leptospirose Giardíase Amebíase Gastroenterites Esquistossomose

Você poderá ser contaminado da seguinte forma: • • • Bebendo água contaminada; Comendo alimentos lavados com esta água; Tomando banho em águas poluídas (CESAN, 2012).

2.7. Declaração Universal dos Direitos da Água
Em 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o “Dia Mundial da Água” (22 de março), publicando um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água” que define que, • • Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3º da Declaração dos Direitos do Homem. Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimónia. Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa- se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. Art. 7º – A água não deve ser, desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação

• © DZany

Página

11

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. • • Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º - O planeamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

2.8. Como reduzir o consumo de água?
Da totalidade da água que, em média, cada um de nós utiliza diariamente, cerca de metade não necessita de ser potável, podendo ser substituída por água da chuva, desde que corretamente recolhida, filtrada e armazenada. Tendo uma maior consciência ambiental e sabendo as quantidades de água que se gastam por dia e por pessoa, num ambiente urbano como é o nosso facilmente percebemos que é imperativo proceder à adoção de hábitos mais saudáveis de consumo de água e mais amigos do ambiente. Tal como pensamos hoje na poupança de energia, eliminando lâmpadas incandescentes, substituindo-as por lâmpadas económicas, desligando o Stand by ou construindo casas eficientes, no consumo de água o gesto da poupança deve ser levado ainda mais a rigor. Se o Homem sempre soube encontrar formas de produzir energia, ainda não descobriu forma de produzir água. Eis alguns exemplos que ajudam na redução do consumo de água:
• • • • • • • Utilizar sistemas de rega gota a gota – gastam apenas 150 l/m2 ano ao contrário dos 400 l/ano por aspersor; Utilizar cisternas de baixíssimo consumo (3l por descarga); Utilizar torneiras com cartuchos de duplo caudal e redutores de fluxo; Aproveitamento das águas cinzentas para tratamento e reutilização; Cozinhar a vapor; Tomar duches/banhos rápidos; Utilizar a água da chuva para fins que não requeiram água potável (GRAF, 2008).

A mudança, qualquer que seja, tem que partir de cada um de nós, dentro da nossa própria casa.

3. CONCLUSÕES
O consumo de água está diretamente ligado ao comportamento do consumidor na medida que os estilos de vida, o poder económico, a influência dos meios de comunicação social, a influência dos pares (amigos, colegas de trabalho, parceiros dos grupos sociais), as necessidades de afeto e de pertença a uma classe social, entre outros, são fatores que levam a pessoa a consumir de forma mais ou menos exagerada. O consumo de água em países como o nosso em que ela existe em abundância na natureza, leva à sensação de que este é um recurso inesgotável o que pode, por sua vez, levar à ideia de que se pode abrir máximo e deixar a água escorrer pelo ralo que as consequências deste ato apenas se irão refletir na fatura da © DZany

Página

12

ESCOLA SECUNDÁRIA DE …
água que os pais têm de pagar no final do mês. Se os pais não estiverem a atravessar por uma crise económica as consequências do ato não têm quaisquer repercussões, mas se, pelo contrário houver algum grau de dificuldade económica, podemos ser repreendidos ou mesmo castigados pelo desperdício de água e exagerado consumo. De fato não é a quantidade de água gasta que é sinónimo de maior higiene! Atualmente, sabemos que milhares de pessoas morrem à sede, porque a água nos seus países é um bem escasso e por isso muito valioso. E que apesar de constituir uma fonte de energia renovável a água não é um bem da natureza, inesgotável. Precisamente por isso cabe a todos nós poupar a água, não apenas por um motivo económico mas principalmente por um motivo ecológico e de sustentabilidade da vida no nosso planeta.

4. REFERÊNCIAS
Araújo, L. (2012). Consumo de água em Caicó aumenta 16 milhões de litros em um mês. Site “Luís Macaco”. URL: http://www.luismacaco.com/2012/02/consumo-de-agua-em-caico-aumenta-16.html. CESAN (2012). Doenças contraídas através de água contaminada. URL: http://www.cesan.com.br/ page.php?16. Cobra, M. (1997). Marketing Básico: Uma abordagem brasileira. São Paulo: Atlas. GRAF (2008). Informações gerais. GRAF Portugal. URL: http://www.graf.pt/InformacoesUteis/tabid/ 61/Default.aspx. Karsaklian, E. (2000). Comportamento do Consumidor. São Paulo: Atlas. Kother, P., & Armstrong, G. (1993). Princípios de Marketing. Rio de Janeiro: Prentice. Priberam (2012). Consumo. URL: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=Consumo. Raymundo, F. (2009). Comportamento do consumidor: papéis e diferenças. URL: http://franciscoaraymundo. blogspot.pt/2009/03/comportamento-do-consumidor-papeis-e.html. Vieira, V. A. (2004). Consumerismo: Uma revisão nas áreas de influencia do comportamento do consumidor. In “Trabalho Académico do Curso de Administração de Empresas e Comércio Exterior da Universidade Paranaense (UNIPAR), Campus Francisco Beltrão. Wikipédia (2012). Consumo. URL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Consumo.

© DZany

Página

13

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->