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O Globo 280411

O Globo 280411

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OGLOBO

RIO DE JANEIRO, QUINTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2011 • ANO LXXXVI • N
o
- 28.388 IRINEU MARINHO (1876-1925) ROBERTO MARINHO (1904-2003)
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 00: 07 h
oglobo.com.br
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
2
a
- Edição Metropolitana • Preço deste exemplar no Estado do Rio de Janeiro: R$ 2,50 • Circulam com esta edição: Classificados, Segundo Caderno, Revista Boa Viagem e Caderno Esportes: 106 páginas
SEGUNDO CADERNO
A novíssima geração da
MPB não é, como as
anteriores, acompanhada
pelo meio acadêmico.
Lençóis Maranhenses
ganham novas cores com a
rica natureza que se exibe às
margens do Rio Preguiças.
Empresasjásepreparam
paradisputar aeroportos
Empreiteiras e grupos estrangeiros têm interesse. Infraero ficaria fora do Galeão
● O sinal verde do governo para a concessão
à iniciativa privada da construção e operação
de aeroportos no país já está despertando o
interesse de grandes empreiteiras nacionais e
de operadoras estrangeiras. Antecipando-se
à decisão oficial, Camargo Corrêa, Andrade
Gutierrez e Odebrecht fizeram associações
com companhias no exterior ou criaram sub-
sidiárias de olho nesse mercado. Em conver-
sas no Palácio do Planalto, vários grupos es-
trangeiros também mostraram forte apetite
pelas licitações dos cinco principais aeropor-
tos do país — Cumbica (Guarulhos-SP), Vira-
copos (Campinas-SP), Brasília, Galeão e Con-
fins (Belo Horizonte). Entre eles, estão a Fra-
port (Alemanha), o Aéroport de Paris-ADP
(França), o British Airport Authority-BAA
(Reino Unido), a Aeropuertos Espanõles y Na-
vegación Aérea-Aena (Espanha) e a Brussels
Airport Company (Bélgica). Pressionada pe-
los governadores Sérgio Cabral (Rio) e Anto-
nio Anastasia (Minas), a União tende a passar
integralmente ao setor privado os terminais
de Galeão e Confins no regime “de porteira
fechada”. Sendo assim, a Infraero deixaria de
administrá-los. Páginas 23 e 24, Merval
Pereira e editorial “Concessão é passo inicial”
Ministro diz
que INSS
vai cortar
pensões
TST: greve de
juízes federais
é inadequada
● Emmeio à greve de juízes
federais ontem, o presiden-
te do Tribunal Superior do
Trabalho, João Oreste Dala-
zen, disse que o movimen-
to é impróprio e inadequa-
do. “A sociedade não pode
ficar refém da magistratu-
ra”, afirmou ele. Em diver-
sos estados, não houve au-
diências nos tribunais da
Justiça Federal. Página 3
O fim da
busca por ETs
● A busca por seres aliení-
genas será desativada a par-
tir deste mês. Por falta de
verbas, o Projeto de Busca
por Inteligência Extraterres-
tre (Seti, na sigla em inglês),
ligado à Universidade da Ca-
lifórnia, anunciou a suspen-
são de suas atividades, de-
pois de 51 anos apontando
suas antenas para océu. Até
hoje, nenhumsinal de ETfoi
captado. Página 36
● O ministro Garibaldi Alves
Filho confirmou que preten-
de mudar o critério de con-
cessão de pensões por mor-
te, como antecipou O GLO-
BO em março. A mudança
abrangeria também a previ-
dência dosetor público, mas
semretroagir. Hoje, uma mu-
lher jovempode receber, pe-
lo resto da vida, pensão pela
morte do marido, mesmo
após casamento recente, o
que é visto pelo INSS como
distorção. Página 9
Tratamentopadrãonometrô
Reprodução/TV Globo
● Osegurança do metrô agride umusuário. Aempresa ale-
gou que não houve “uso indevido de força”. Página 15
SÃO CONRADO
NO ELEVADO
1
1
Para Zona Sul
FAIXA QUE SERÁ
CONSTRUÍDA
FAIXA
QUE SERÁ
CONSTRUÍDA
Para Barra
Para Zona Sul Para Barra
A outra faixa inferior,
sentido Zona Sul,
ficará reservada
para ônibus
A faixa inferior sentido
Barra funcionará em
sistema reversível para
as delegações olímpicas
As três faixas
superiores serão
reversíveis de
acordo com o
movimento de
veículos
A faixa do meio será reversível
NOS TÚNEIS
1
2
2
COMOVÃOFUNCIONARNAS OLIMPÍADAS AS FAIXAS QUE SERÃOCONSTRUÍDAS
Túnel de
São Conrado
Túnel
do Joá
Rio 2016: túneis do
Joá serão ampliados
● Com aprovação do Comi-
tê Olímpico Internacional
(COI), a prefeitura decidiu
que vai alargar os túneis do
Joá e do Pepino na parte
superior do Elevado do
Joá. Durante os Jogos de
2016, será implantado um
sistema de rodízio para
carros de passeio em dois
trajetos da ligação Barra-
Zona Sul (entre a Avenida
Ministro Ivan Lins e a Praça
Sibelius, e o cruzamento
das Avenidas Niemeyer e
Delfim Moreira). Página 14
OBITUÁRIO
● Neusinha Brizola, filha
do ex-governador Leonel
Brizola, aos 56 anos, de
hepatite. Página 21
REVISTA BOA VIAGEM
Estacionamentos ameaçammemória
Marcelo Carnaval
● Na Rua do Teatro, um dos estacionamentos que serão extintos. Ontem, a Subprefeitura
do Centro interditou outros quatro por não terem alvará. O subprefeito disse que ca-
sarões antigos são incendiados para dar lugar a estacionamentos. Página 22
Kate e William ensaiam
para o casamento que
deve modernizar realeza
Páginas 32 e 33
Mário de Queiroz/ 5-03-96
Copa do Brasil: Fla e
Vasco se classificam
● Flamengo e Vasco, que
disputam domingo a deci-
são da Taça Rio, se classi-
ficaram para as quartas de
final da Copa do Brasil. No
Ceará, o rubro-negro ven-
ceu o Horizonte por 3 a 0,
com um golaço de Wil-
lians, e enfrentará agora o
Ceará — terceiro adversá-
rio consecutivo do estado,
pois pegara o Fortaleza na
segunda rodada. Em São
Januário, o Vasco empatou
com o Náutico em 0 a 0 e
jogará com o Atlético-PR.
● Pelas oitavas da Liberta-
dores, o Fluminense en-
frenta o Libertad, no Enge-
nhão. Caderno Esportes
PIT STOP
● Com as mudanças de
carros e pneus, a F-1, agora
imprevisível, deu salto de
qualidade em 2011. Celso
Itiberê, Caderno Esportes
NEGÓCIOS & CIA
● Na Argentina, festival de
ofertas mostra que país
perdeu a referência dos
preços relativos. Flávia
Oliveira, páginas 26 e 27
STF critica partidos
ao decidir que vagas
são das coligações
Página 10
Editoria de Arte
2 Quinta-feira, 28 de abril de 2011
O GLOBO
O GLOBO
● ●
PÁGINA 2 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 05 h PRETO/BRANCO
PORDENTRODOGLOBO
Para ‘curtir’ e compartilhar
AUTOCRÍTICA

Na página 2 de ontem:
“A telinha que distrai.”
Legenda: “...motorista não
pode assistir tevê enquanto
dirige.” Erro de regência.
Certo: “...motorista não pode
assistir à (ou a) tevê
enquanto dirige.” P. 14:
“Concerto dos músicos”
(Ancelmo Gois). “Mas sou
música e não é justo...” Erro
no gênero do substantivo (é
masculino mesmo quando se
refere a uma mulher...).
Certo: “Mas sou músico e
não é justo...” Ou melhor:
“Mas sou musicista e não é
justo...” P. 22: “Parte de teto
em prédio da UFRJ cai.” Má
escolha da preposição. Certo:
“Parte de teto de prédio da
UFRJ cai.” Melhor: “Parte do
teto de prédio da UFRJ cai.”
P. 27: “Obras do Porto de
Açu...” “Após protestos,
projeto volta a operar no
turno noturno.” Crítica: eco.
Melhor: “Após protestos,
projeto volta a operar no
horário noturno.” P. 33:
“Sem convite, mas com
vista VIP.” “Fãs da realeza
acampam por lugar
privilegiado em frente a
abadia.” Falta do acento
indicador de crase (é uma
abadia determinada,
conhecida...) Certo: “Fãs
da realeza acampam por
lugar privilegiado em
frente à abadia.”
(Resumo da crítica interna
coordenada pelo jornalista Aluizio
Maranhão, distribuída todos os dias
na Redação do GLOBO)
S
eis jorna-
l i s t a s
que mer-
g u l ha m
diariamente nas
redes sociais e
na seção de jor-
nalismo partici-
pativo do GLO-
BO terão agora
mais um canal
para i nteragi r
com a audi ên-
cia. No blog Nas
Redes, os seis
vão comparti -
lhar descober-
tas e análises re-
l aci onadas ao
extenso repertó-
rio desse univer-
so com o qual li-
dam sete di as
por semana na
Editoria de Mí-
dias Sociais e In-
teratividade. E, como em uma boa conversa, a
participação do público-leitor é essencial.
No primeiro post, a editora NÍVIA CARVALHO
entrevista o jornalista argentino Pablo Manci-
ni, gerente de Serviços Digitais do Grupo Cla-
rín, autor do livro “Hackear el periodismo”, a
ser lançado no próximo dia 3. Mancini fala com
a urgência de quem sabe que o jornalismo,
nestes novos tempos, precisa se reinventar.
“Temos que deixar de olhar o próprio umbi-
go”, alerta ele, lembrando que outras indús-
trias, como a cinematográfica e a de software,
tiveram que se reprogramar para enfrentar as
mudanças.
— No que se refere ao jornalismo, a ideia é
sempre entrevistar profissionais comprometi-
dos com as transformações que ocorrem na
profissão e na indústria de comunicação. As-
sim, podemos aprender com a experiência
desses profissionais e compartilhar com os
leitores — afirma Nívia.
E se há alguém fazendo algo inovador é o
j ornal i sta ameri cano Andy Car vi n, da
NPR.org. Ele é responsável por uma das mais
completas coberturas sobre as recentes revo-
luções no Norte da África e no Oriente Médio.
Tudo via Twitter. Na conversa comLIS MILLER
e BERNARDO MOURA, ele fala como conseguiu
estabelecer uma rede de contatos nesses paí-
ses apesar de a internet ser controlada pelo Es-
tado e da barreira da língua.
Além de entrevistas e análises, o blog terá di-
cas de ferramentas (sites que facilitam a vida
dos usuários de redes sociais), infográficos,
Trending Topics do dia (lista dos assuntos mais
comentados no Twitter) e a seleção semanal de
tweets, chamada É pra rir ou pra chorar?
A equipe de blogueiros é integrada também
por BERNARDO BARBOSA, PATRICIA ROYO e RE-
NATA MONTI, gente que cresceu com ICQ, MSN,
Orkut, Fotolog e MySpace e que agora “curte”
Twitter e Facebook.
Carlos Ivan
A EQUIPE da Editoria de Mídias Sociais e Interatividade que atualizará o blog
O GLOBO NA INTERNET
a
Leia a íntegra da coluna
oglobo.com.br
Lluis Gene/AFP
Antônio Levi, da Coppe, é
eleito novo reitor da UFRJ
● Com 26,08% dos votos, o professor Car-
los Antônio Levi, da Coppe, foi eleito ontem
reitor da UFRJ. Apenas 12% dos estudantes
participaram da escolha. RIO, página 17
Requião reclamou de bullying,
mas já vetou lei sobre tema
● Quando governador do Paraná, o hoje se-
nador Roberto Requião —que se disse alvo
de bullying da imprensa —vetou projeto de
combate ao problema. O PAÍS, página 12
Filho de Montoro diz que PSDB
não tem voz e já admite sair
● Filho do ex-governador Franco Monto-
ro, um dos fundadores do PSDB, Ricardo
Montoro disse que pode deixar o partido
por se sentir sufocado. O PAÍS, página 10
Apple confessa que armazena
dados por 1 ano e culpa ‘bug’
● Empresa nega uso indevido de rastrea-
mento e diz que dados do iPhone só seriam
guardados por 7 dias. Por um “defeito”, o
prazo virou um ano. ECONOMIA, página 30
CORA RÓNAI
O Instagram, nova mania dos
apaixonados por fotografia
SEGUNDO CADERNO • PÁGINA 12
Obama exibe certidão para
provar que é americano
● Com a iniciativa, o presidente americano
pretende encerrar rumores propagados por
rivais republicanos de que teria nascido no
Quênia, e não no Havaí. O MUNDO, página 34
Robô localiza chassi de caixa-
preta de avião da Air France
● Emsua primeira missãode busca dos des-
troços do avião da Air France, no mar, um
robô achou ontem só o chassi de uma das
caixas-pretas da aeronave. RIO, página 19
Com 3 meses de atraso, Senado
instala o seu Conselho de Ética
● Com 7 dos 15 membros investigados no
STF, o Conselho de Ética do Senado foi ins-
talado. “Acham pouco eu ter sido absolvido
5 vezes?”, indagou Renan. O PAÍS, página 12
Fatah e Hamas fazem acordo
para governar e irritam Israel
● Um governo com as duas facções pales-
tinas vai preparar as eleições. Mas Israel dis-
se que oFatahdeve escolher entre a paz com
o país ou com o Hamas. O MUNDO, página 35
Lionel Messi festeja, com os
companheiros, um dos seus dois gols
na vitória do Barcelona sobre o Real
Madrid por 2 a 0, ontem, na capital
espanhola. Com o resultado, o time
catalão pode perder por até um gol
de diferença no Nou Camp que
estará na final da Liga dos Campeões
da Europa. Messi teve uma atuação
de gala, o que não acontecera nos
dois confrontos anteriores entre as
duas equipes. Se no primeiro gol ele
usou sua rapidez para tocar num
cruzamento, no segundo driblou
cinco adversários, desde o meio de
campo, num lance antológico. A
vitória do Barcelona foi facilitada
pela expulsão acertada de Pepe, do
Real Madrid, por uma entrada
violenta em Daniel Alves. Após o
lance, o técnico do time da capital,
José Mourinho, também foi expulso.
CADERNO ESPORTES
Um novo show
de Messi

PANORAMA
POLÍTICO
de Brasília
Dilma e Lula na TV

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente
Lula serão as estrelas de inserções nacionais e re-
gionais do PT, no rádio e na TV, que irão ao ar a
partir da próxima semana. Num dos comerciais,
Dilma e Lula estarão juntos, num tom emocional,
falando das conquistas dos oito anos de governo
petista. A escalada midiática começa amanhã com
pronunciamento da presidente Dilma, em rede na-
cional, sobre o Dia do Trabalho, 1
o
- de maio.
Bota-fora do PMDB na Funasa
E-mail para esta coluna: panoramapolitico@oglobo.com.br
■ ■ ■ ■ ■ ■

OS MINISTROS Fernando Haddad (Educação) e
Alexandre Padilha (Saúde) convenceram o PT da
Câmara a votar a favor da MP 520, que cria uma
empresa pública para assumir a prestação de
serviços nos hospitais universitários.

O PSB quer que o novo Hospital do Instituto
Nacional de Ortopedia e Traumatologia, no Rio, seja
batizado com o nome do ex-ministro Jamil Haddad.

MALAS PRONTAS. O deputado Fernando Francischini
(PSDB-PR) irá para o PSD junto com o ex-deputado
Gustavo Fruet (PSDB-PR). O projeto de Fruet é ser
candidato à prefeitura de Curitiba.
MARTELO BATIDO. O vice-presidente Michel Temer, o ministro
Wagner Rossi (Agricultura) e o presidente do PMDB paulista,
Baleia Rossi, acertaram ontem o ingresso do deputado federal
Gabriel Chalita (PSB-SP), na foto, no partido. Eles se reuniram
na Vice-Presidência ontem à tarde. Está sendo programada uma
grande festa de filiação no final de maio. Chalita está entrando
no PMDB para ser seu candidato à prefeitura de São Paulo.
Resolvi concordar. Fui compreensivo. Achei que
não devia esticar a corda” — Henrique Eduardo Alves,
líder do PMDB na Câmara (RN), sobre o PT emplacar Gilson
Carvalho de Queiroz Filho na presidência da Funasa
Descontinuidade
● O senador João Pedro
(PT-AM) reclamou ontem
do ministro Antonio Patrio-
ta (Relações Exteriores),
em audiência no Senado, da
redução de investimentos e
funcionários da Embrapa
na África. São compromis-
sos do ex-presidente Lula.
A ressurreição
● A senadora Marta Suplicy
(PT-SP) promove jantar ho-
je, em sua casa, com a pre-
sença do ex-tesoureiro do
partido Delúbio Soares, um
dos pivôs do escândalo do
mensalão. Amanhã o Dire-
tório Nacional vai aprovar a
refiliação de Delúbio.
Fora da pauta
● Em reunião ontem com as
centrais sindicais, o presi-
dente da Câmara, Marco
Maia (PT-RS), disse que não
pretende votar o fim do fa-
tor previdênciário. Expli-
cou que não dá para acabar
com o fator sem propor
uma alternativa viável.
Turista acidental
● O governo ofereceu ao
PCdoB a presidência da Em-
bratur. Onome sugerido pe-
lo Palácio do Planalto é o
do ex-deputado Flávio Dino
(PCdoB-MA). O atual presi-
dente da autarquia, Mário
Moysés (PT), vai para a Au-
toridade Pública Olímpica.
Europeus querem empregos no Brasil
● A Comissão do Parlamento Europeu que visita o Brasil,
nas gestões junto ao governo Dilma e nos contatos com
parlamentares brasileiros, está pedindo que o Brasil
escancare as portas para os desempregados de nível
superior daquele continente. Como a Europa continua
atolada na crise econômica, querem que o Brasil resolva
o problema deles. Mas não dizem nada sobre facilitar a
migração de brasileiros para lá.
Mastrangelo Reino/Folhapress)
ILIMAR FRANCO com Fernanda Krakovics, sucursais e
correspondentes
● A presidente Dilma Rous-
seff não quer o PMDB no co-
mando da Funasa. Ela aceitou
indicação de umaliado do ex-
ministro Patrus Ananias, o
presidente do Crea de Minas
Gerais, Gilson Carvalho de
Queiroz Filho. O ministro Ale-
xandre Padilha (Saúde) rela-
tou a decisão para alguns su-
perintendentes da Funasa. O
assunto é tratado com reser-
va por causa da reação do
PMDB, que já tinha sido defe-
nestrado da Secretaria de As-
sistência à Saúde (SAE). No
PTtambémhá reações. Aoto-
mar a decisão, o governo mi-
nimiza auditoria da Funasa
que constatou irregularidade
em obra da empresa de Quei-
roz em Carbonita (MG).
3
O PA Í S
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 3 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 53 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
‘Sociedadenãopodeficar refém’
Presidente do TST diz que paralisação de juízes é inadequada; entidades protestam
Isabel Braga, Carolina Brígido, Marcelo
Remígio, Sérgio Roxo e Isabela Martin
BRASÍLIA, RIO, SÃO PAULO e FORTALEZA
O
presidente do Tribunal Su-
perior do Trabalho (TST),
João Oreste Dalazen, criti-
cou duramente ontem a pa-
ralisação de 24 horas dos juízes fede-
rais por reajuste salarial de 14,79%,
além de igualdade de prerrogativas
com o Ministério Público, mais segu-
rança para magistrados que comba-
tem o crime organizado e mais estru-
tura para os Juizados Especiais Fede-
rais. Dalazen classificou o movimento
de “impróprio e inadequado” e lem-
brou que os juízes desempenham
serviço essencial à sociedade.
— Pessoalmente, entendo que a
greve em relação a atividades judi-
ciais, promovidas por juízes, é uma
providência imprópria e inadequada.
Os juízes desempenham função públi-
ca como agentes de Estado. Não de-
vem promover greve, desempenham
serviço essencial. Asociedade não po-
de ficar refém da magistratura — afir-
mou Dalazen, acrescentando: — Con-
sidero uma decisão precipitada.
O presidente da Associação dos
Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Ga-
briel Wedy, anunciou que, apesar da
disposição para o diálogo, a catego-
ria não descarta a possibilidade de
nova greve. Os juízes vão se reunir
em até 90 dias para decidir:
— Vamos nos reunir, e a Ajufe vai
fazer o que a categoria decidir —
disse Wedy, que cobrou do presi-
dente do Supremo Tribunal Federal
(STF), ministro Cezar Peluso, mais
comprometimento com a causa:
— É importante que o presidente
Peluso se envolva mais. Nós acredita-
mos no diálogo, mas precisamos de
umempenho maior do presidente. Ele
deveria conversar mais sobre essas
questões com os outros poderes.
Não foi feito um levantamento da
adesão dos juízes à paralisação on-
tem, mas, segundo a Ajufe, o movi-
mento conta com o apoio de 83% dos
1.492 magistrados federais. Para We-
dy, a paralisação ganhou mais força
depois da determinação do Conselho
da Justiça Federal (CJF) de cortar o
ponto de quemaderisse ao movimen-
to. Caberá a cada Tribunal Regional
Federal identificar quem faltou ao tra-
balho e formalizar o desconto.
— É inadmissível que se puna o
magistrado que está lutando pela
sua vida, pela sua carreira. Em todo
lugar do mundo, o direito de parali-
sação e de greve é garantido — pro-
testou Wedy, que considerou o corte
de ponto inconstitucional e anun-
ciou que a entidade vai recorrer.
A categoria pleiteia 14,79% a mais
na folha de pagamento, conforme pro-
jeto de lei de iniciativa do STF que tra-
mita na Câmara desde o ano passado.
O presidente da Ajufe afirmou que,
embora a Constituição preveja reajus-
tes anuais, em seis anos teria havido
apenas uma revisão. De acordo com a
tabela disponibilizada pelo Conselho
Federal de Justiça (CFJ), de vigência a
partir de fevereiro de 2010, o salário
dos juízes dos tribunais regionais fe-
derais é de R$ 24.117,62; de juízes fe-
derais é de R$ 22.911,74; e de juízes fe-
derais substitutos é de R$ 21.766,16.
Segundo Wedy, os atentados e
ameaças a juízes e familiares têm au-
mentado. Ele citou como exemplo o
Rio, onde três dos dez juízes de varas
criminais estão ameaçados. O presi-
dente da Ajufe disse que a Polícia Fe-
deral não tem efetivo suficiente para
fazer a escolta dos magistrados e, por
isso, propõe a criação de uma polícia
judiciária. Ele defende que sentenças
contra o crime organizado levem a as-
sinatura de três magistrados, para di-
ficultar a retaliação dos bandidos.
No Rio, a paralisação suspendeu
ontemtodas as audiências marcadas.
Somente casos urgentes, como con-
cessão de liminares e habeas corpus
para presos, foram analisados. De
acordo com a juíza federal Veleda
Soares, delegada da Ajufe no estado,
os pontos de atendimento foram
mantidos abertos à população:
— No Rio, a questão da segurança
se agrava. Ojuiz federal não temapoio
do estado para garantir a sua seguran-
ça e a de sua família. Tem que arcar
com segurança pessoal, carro blinda-
do e a instalação de câmeras em casa.
Nos locais de trabalho, há apenas se-
guranças patrimoniais, que sequer
têm porte de arma. A violência tem
trabalhado emsilêncio e estamos cha-
mando a atenção da sociedade.
As audiências suspensas no Rio fo-
ram remarcadas, e hoje a Ajufe fará
balanço da paralisação no estado.
Em São Paulo, a Associação dos
Juízes Federais do Estado (Ajufesp)
diz que apenas os casos de urgência
foram atendidos. Os que aderiram
ao movimento não marcaram au-
diências para ontem.
— Estou bem satisfeito e surpre-
endido com a adesão — afirmou Ri-
cardo de Castro Nascimento, presi-
dente da associação paulista.
Cerca de 60 magistrados participa-
ram de um ato no auditório do Fórum
Ministro Pedro Lessa, na capital pau-
lista, à tarde. De acordo com o presi-
dente do Ajufesp, os atendimentos fo-
ram realizados com o bom senso dos
magistrados, principalmente para pri-
sões em flagrante, relaxamento de pri-
sões ilegais e concessão de liminares
para que doentes recebam remédios.
O desembargador Fausto de
Sanctis, que foi juiz do Caso Satia-
graha, criticou o anúncio de que o
Conselho de Justiça Federal (CJF)
cortará o ponto dos grevistas.
— O Conselho sinaliza, com essa
decisão, que o juiz então passa a ter
direito a hora extra e a compensação
porque está dando tratamento como
se fôssemos funcionários públicos
comuns. É meio dúbia essa situação
— atacou De Sanctis, que também
criticou as situações de risco vividas
por juízes que julgam casos envol-
vendo o crime organizado.
Advogados paulistas disseram não
ter tidoproblema para acessar proces-
sos, apesar de os servidores da Justiça
terem feito a paralisação. O único pro-
blema ocorreu no protocolo:
— Em vez de dois minutos como é
normalmente, demorei 25 para proto-
colar uma petição. Eram dois funcio-
nários no atendimento e não quatro
— disse o advogado Felipe Franco.
No Ceará, cerca de 200 audiências
deixaram de ser realizadas, metade
delas em Fortaleza. Audiências urgen-
tes, como os casos com réus presos,
aconteceram normalmente. A parali-
sação afetou principalmente as varas
de juizados especiais e criminais, nor-
malmente as mais movimentadas.
— A magistratura federal está se
sentindo desprestigiada —disse o juiz
Nagibe de Melo Jorge Neto, da 10
a
- Va-
ra Federal em Mossoró (RN) e vice-
presidente da Associação de Juízes
Federais (Ajufe) para a 5
a
- Região. ■
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO Você concorda com a
paralisação dos juízes federais? Vote
oglobo.com.br/pais
EM SP, funcionários da Justiça Federal em assembleia em frente ao Fórum Pedro Lessa; magistrados se reuniram no auditório
Promotora simula loucura para se livrar de processo
Vídeo mostra psiquiatra ensinando Deborah Guerner, suspeita de participar do mensalão do DEM, a fingir insanidade mental
● BRASÍLIA e SÃO PAULO. Em reunião
com o psiquiatra Luis Altenfelder Sil-
va, a promotora Deborah Guerner,
acusada de envolvimentocomomen-
salão do DEM, planejou usar as mor-
tes do pai e da mãe para simular in-
sanidade mental e se livrar de proces-
sos a que responde no Tribunal Re-
gional Federal da 1
a
- Região e no Con-
selho Nacional do Ministério Público.
As cenas do “teatro da loucura”, di-
vulgadas ontempelo jornal “OEstado
de S. Paulo”, estão entre os motivos
que levaramDeborahe o marido, Jor-
ge Guerner, à prisão. O casal e o psi-
quiatra são acusados de fraude pro-
cessual, entre outros crimes.
Pela denúncia do procurador re-
gional da República Ronaldo Albo,
Deborah, Jorge Guerner e Altenfelder
se reuniram na noite de 29 de agosto
para ensaiar os sinais de loucura que
a promotora apresentaria na perícia
médica no dia seguinte, no Instituto
Médico Legal. Se fosse considerada
louca, ele teria mais chances de es-
capar das acusações de corrupção e
extorsão que pesam contra ela. Al-
tenfelder ensina a promotora a citar
as mortes do pai e da mãe como mo-
tivadores do desequilíbrio.
“Aí, o que você faz: segura (in-
compreensível) meu pai é tudo pra
mim. Você tem que falar com espon-
taneidade: Com o falecimento do
meu pai, que era tudo pra mim”, diz
o psiquiatra. Jorge Guerner sugere,
então, que a mulher descreva o pai
como um homem protetor. “Porque
ela considerava ele um protetor”,
explica Guerner. “Ah! Ele era ‘costa
quente’ total!”, completa a promoto-
ra. Empolgada com o teatro, Debo-
rah diz que depois da morte do pai,
“perdeu o chão”. O psiquiatra gosta
da ideia e carrega na dramaticidade:
“Quando meu pai morreu, eu perdi o
chão — você fala! Que eu fiquei mui-
to, muito, muito, triste. Perdi a ale-
gria, perdi o domínio”.
Num outro vídeo, a promotora si-
mula um mal-estar na presença de
um funcionário do Conselho Nacio-
nal do Ministério Público. Dez minu-
tos depois de um suposto desmaio,
ela se levanta, troca de roupa e sai de
casa, como se nada tivesse aconteci-
do. Pelas investigações do Ministério
Público, a promotora usou 16 atesta-
dos para não comparecer a audiên-
cias no Conselho Nacional e na Pro-
curadoria Regional. Só por um dos
atestados teria custadoR$ 15 mil. De-
borah é acusada também de com-
prar um laudo da psiquiatra paulista
Carolina de Mello Santos. A promo-
tora, o marido, Altenfelder e Carolina
foram denunciados por Ronaldo Al-
bo no TRF. Oprocurador tambémpe-
diu que o Conselho Regional de Me-
dicina de São Paulo investigue o en-
volvimento dos dois psiquiatras na
suposta fraude. O Cremesp abriu
uma sindicância.
Em três processos em tramitação
no TRF, a promotora é acusada de va-
zar informações sigilosas para Durval
Barbosa, o delator do mensalão do
DEM, e tentar extorquir R$ 2 milhões
do ex-governador José Roberto Arru-
da. O dinheiro seria para que ela não
divulgasse o vídeo em que Arruda
aparece recebendo R$ 50 mil de Bar-
bosa. O vídeo foi divulgado mais tar-
de e Arruda perdeu o mandato.
VÍDEO MOSTRA simulação de desmaio de Deborah, que é colocada na cama por paramédicos do Corpo de Bombeiros. Em seguida, fala ao telefone e, logo depois, levanta-se e sai como se nada tivesse ocorrido
Reprodução do circuito interno da casa/AE
Marcos Alves
4

O PAÍS Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 4 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 05 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
A conta-gotas

Para a esquerda mais radical, à qual se filiava Dilma
Rousseff antes de chegar à Presidência da República,
privatizar os aeroportos é a mesma coisa que privatizar
as Forças Armadas. Antigamente, quando havia golpes
na América Latina, o primeiro local que os revoltosos
ocupavameramos aeroportos. Hoje, o objetivo de qual-
quer golpista, de direita ou esquerda, é o controle dos
meios de comunicação, especialmente a internet.
MERVAL
PEREIRA
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br
LOTERIAS

MEGA-SENA: As dezenas
sorteadas no concurso
1.278 foram 04, 16, 24, 25,
30 e 56.

LOTOMANIA: As dezenas
sorteadas no concurso
1.135 foram 01, 16, 17, 19,
29, 30, 35, 36, 38, 42, 43,
45, 47, 52, 58, 68, 74, 81, 93
e 97.

QUINA: As dezenas sortea-
das no concurso 2.581 fo-
ram 05, 22, 36, 41 e 79.
•O leitor deve checar os resultados também
em agências oficiais e no site da CEF por-
que, com os horários de fechamento do jor-
nal, os números aqui publicados, divulgados
sempre no fim da noite pela CEF, podem
eventualmente estar defasados.
‘Na segurança, há total
falta de integração’
Ministro da Justiça diz que está sendo concluído
projeto para reunir índices de criminalidade do país
Paraguai pede
ajuda para achar
guerrilheiros
● BRASÍLIA. Em visita às instala-
ções da Comissão da Verdade
do Paraguai, a ministra da Secre-
taria de Direitos Humanos, Ma-
ria do Rosário, recebeu das au-
toridades locais, ontem, pedido
para que o governo brasileiro
ajude na localização de restos
mortais de seis guerrilheiros pa-
raguaios. Eles teriam sido mor-
tos em 24 de dezembro de 1960,
no Paraguai, durante a ditadura
de Alfredo Stroessner, e seus
corpos enterrados numa vala
comum em Mato Grosso.
A diretora-geral de Verdade,
Justiça e Reparação, Judith Ro-
lon, explicou à ministra brasilei-
ra que a informação de que es-
tão enterrados no Brasil surgiu
em depoimentos de ex-militan-
tes e militares à comissão para-
guaia, que funcionou entre 2004
e 2008. A comissão analisou vio-
lações de direitos humanos nos
35 anos do governo Stroessner.
Os guerrilheiros integravam o
Movimento 14 de Mayo, de re-
sistência ao regime militar. No
Paraguai, já foram identificados
17 desaparecidos políticos. ■
● BRASÍLIA. O Ministério da Jus-
tiça pretende criar um sistema
nacional de informações so-
bre crimes que contabilize em
tempo real casos de violência
nos estados. O ministro da
Justiça, José Eduardo Cardo-
zo, afirmou ontem que está
sendo concluído um projeto
de lei do Executivo para regu-
lamentar e agilizar a reunião
desses índices de criminalida-
de num único sistema, para
que, a partir desses dados, se-
jam adotadas ações e políticas
de segurança pública para re-
giões específicas do país.
Em audiência pública na Co-
missão de Direitos Humanos da
Câmara, o ministro afirmou que
a proposta vai contribuir para a
integração dos órgãos da área:
— Há total falta de integra-
ção dos órgãos de segurança.
Até mesmo as polícias Federal
e Rodoviária Federal nem sem-
pre andaram juntas. É preciso
integração sistêmica. E, sem
informações, é governar às ce-
gas. Temos de parar de ser in-
tuitivos.
O ministro defendeu ainda
que os estados que não repassa-
remos dados aosistema tenham
dificuldades para obter recursos
do governo federal na área. Tam-
bém está nos planos do ministé-
rio a criação de um plano nacio-
nal de redução de homicídios.
Entre as ações para alcançar es-
se objetivo está a campanha do
desarmamento, que começa no
próximo dia 6. Cardozo disse
que sempre após essa iniciativa
caem os indicadores de crimina-
lidade. Segundo ele, não há meta
de armas a serem recolhidas:
— Mas posso ter desejo. Te-
nho R$ 10 milhões para gastar
(para recompensar quementre-
gar armas). Espero que não so-
bre um centavo desse dinheiro.
E que eu seja obrigado a pedir
mais recursos. ■
Planalto usa atiradores de elite por
causa de protesto de ex-servidores
Manifestantes, demitidos da Aeronáutica, querem os cargos de volta
● BRASÍLIA. Três atiradores de
elite foram posicionados ontem
no teto do Palácio do Planalto
por causa de um pequeno mas
barulhento grupo de ex-servido-
res da Aeronáutica que reivindi-
ca ser readmitido no trabalho.
De manhã, três dos manifestan-
tes subiramna torre da Bandeira
Nacional, de cemmetros de altu-
ra, na Praça dos Três Poderes,
em frente ao Planalto, para pres-
sionar o governo. Ficaram lá o
dia todo; no fim da tarde, acaba-
ramretirados pela Polícia Militar
e presos para averiguação.
A manifestação — feita por 20
representantes da Associação
Nacional de Ex-Soldados Espe-
cializados da Aeronáutica (Ane-
se) — obrigou a presidente Dil-
ma Rousseff a mudar a rotina de
trabalho. Desde a tarde de terça-
feira, a presidente, muito gripa-
da, está despachando no Alvora-
da, para fugir do barulho inces-
sante das vuvuzelas dos mani-
festantes. Ontem, alémdos atira-
dores de elite noPlanalto, barrei-
ras de segurança foram monta-
das nos arredores do Alvorada.
Os manifestantes fizeram
concurso para a Aeronáutica
entre 1994 e 2001, mas, no edi-
tal, não constava que as vagas
eram temporárias. Foram demi-
tidos e agora reivindicamvoltar
aos postos. O governo aceita
negociar, mas só depois de con-
cluído o parecer da Advocacia
geral da União (AGU), e se a ma-
nifestação for suspensa.
Anteontem, a própria Dilma
mandou um emissário pedir
para que parassem o corneta-
ço durante a reunião do Con-
selho de Desenvolvimento
Econômico e Social.
Ontem, os três atiradores de
elite chegaramno meio da tarde,
dirigindo uma ambulância pe-
quena, entraramno Planalto car-
regando maletas especiais para
fuzis, com a marca Sauer estam-
pada, e ficaram cerca de 40 mi-
nutos lá. No Alvorada, a seguran-
ça da Presidência fechouas duas
vias de acesso ao Palácio, com
homens da PM e da segurança
presidencial. Os acessos esta-
vam bloqueados por cones, bar-
reiras metálicas e grades.
No fim da tarde, o Planalto in-
formou que estava normal o es-
quema de segurança da Presi-
dência. Disse que os atiradores
estavam portando só lunetas,
para observar os manifestantes.
No entanto, o coronel Alberto
Pinto, da PM do Distrito Federal,
que comandava a operação, con-
firmou que erammesmo três ati-
radores de elite. As lunetas esta-
vam acopladas nos fuzis. ■
O GLOBO NA INTERNET
GALERIA Veja mais imagens do
protesto na Praça dos Três
Poderes
oglobo.com.br/pais BOMBEIRO faz manifestante descer da torre da Bandeira, diante do Planalto
Gustavo Miranda
Esse pensamento anacrôni-
co está na raiz da dificuldade
que o governo brasileiro tem
para privatizar a gestãodos ae-
roportos, que está saindo a
conta-gotas, diante da ameaça
real de não estarmos prepara-
dos para a realização da Copa
do Mundo de 2014 e das Olim-
píadas dois anos depois.
Temos ainda que aguardar
os decretos oficiais para saber
até que ponto o governo cedeu
ao anunciar que estimularia
parcerias com empresas priva-
das nos cinco principais aero-
portos do país. Mas, mesmo
com o setor privado sendo
chamado a colaborar, estudo
recente do Ipea, órgão ligado
ao governo, admite que o pro-
cesso burocrático até o mo-
mento da licitação impediria,
pelos critérios vigentes, que as
obras ficassem prontas a tem-
po da Copa em 2014.
Pelo estudo do Ipea, as
obras de ampliação de nove
dos 12 aeroportos das cidades
que sediarão os jogos da Copa
não deverão ser concluídas até
o início da competição.
Outro relatório, do Ministé-
rio do Esporte, já tratado aqui
na coluna, revela que, do total
de 25 empreendimentos emae-
roportos, nada menos que 22
estãocomatrasoemrelaçãoao
primeiro cronograma, e pelo
menos oito desses represen-
tam algum risco para a Copa.
O plano proposto pela In-
fraero para reduzir os proble-
mas dos aeroportos tem pra-
zos que não são factíveis.
Em Belo Horizonte, por
exemplo, a previsão para o
fimdas obras emConfins, ou-
tubro de 2013, tem possibili-
dade de só se concretizar em
março de 2014.
Oplano da Infraero para ten-
tar atingir os objetivos iniciais
prevê a redução do tempo das
obras em cinco meses em mé-
dia, o que certamente implica-
rá redução de qualidade.
Em Manaus, Brasília, Porto
Alegre e Viracopos (SP), as mu-
danças nos terminais de passa-
geiros ainda estão em planeja-
mento ou em projetos ainda
sem licitação, e é possível que
tanto o de Viracopos quanto o
de Manaus só fiquem prontos
depois da Copa.
Mesmo comas obras previs-
tas, alguns dos nossos princi-
pais aeroportos estarão funcio-
nando além de suas capacida-
des: Confins estará com 153%
de saturação; Brasília e Fortale-
za, com 118%; Guarulhos, em
São Paulo, e Cuiabá, com111%;
e Porto Alegre, com 110%.
Apesar de todos os fatos
apontados pelos próprios ór-
gãos governamentais, o go-
verno continua querendo re-
solver os problemas na base
do discurso político.
Assumindo pela primeira
vez uma dependência que era
temida desde a campanha pre-
sidencial, Dilma Rousseff recor-
reu à ajuda do ex-presidente
Lula para rebater as críticas do
PSDB veiculadas na propagan-
da partidária por rádio e TV re-
centemente, com críticas ao
atraso das obras para os dois
grandes eventos esportivos.
A presidente usará o tempo
partidário do PT no rádio e na
TV para responder às críticas,
escudada pelo ex-presidente,
que, afinal, é o responsável pe-
lo atraso das providências para
a realização dos dois eventos
internacionais, mais até do que
o foi para que Brasil e Rio fos-
sem escolhidos para sediá-los.
Do ponto de vista estrita-
mente pessoal, o ex-presidente
do Banco Central Henrique
Meirelles, que ainda nem assu-
miu o cargo de Autoridade
Olímpica oficialmente, mas já
está envolvido nos preparati-
vos das Olimpíadas de 2016 no
Rio, considera que a discussão
sobre a infraestrutura para a
realização da Copa chega em
bom momento, para chamar
atenção de problemas que afe-
tarão não só a realização do
evento de futebol, mas podem
também atrapalhar os Jogos
Olímpicos dois anos depois.
Assi m como o prefei to
Eduardo Paes, numa frase que
talvez tenha sido menos feliz
do que sua intenção, disse que
não se preocupava com a pista
de atletismo em que as provas
serãodisputadas, mas simcom
o que ficará para a cidade de
melhoramento urbano depois
das Olimpíadas, tambémse po-
deria dizer, numa simplifica-
ção, que Meirelles pensa tirar
proveito das dificuldades para
a Copa de 2014 a fim de avan-
çar nos preparativos das Olim-
píadas de dois anos depois.
A discussão sobre se os es-
tádios de futebol estarão pron-
tos a tempo da Copa das Con-
federações, em 2013, ou mes-
mo para a Copa do Mundo na-
da diz a ele como torcedor de
futebol, que não é, mas o preo-
cupa como cidadão brasileiro
que não gostaria de ver o país
falhar na organização do even-
to esportivo mais importante
do mundo, que estará literal-
mente voltado para nós.
Mas a situação dos aeropor-
tos, por exemplo, é umassunto
que o toca de perto, e não ape-
nas como cidadão e executivo
que se vê às voltas comatrasos
constantes de voos. Foi com
alívio que recebeu o anúncio
de que o governo, finalmente,
decidiu aceitar a parceria com
a iniciativa privada para a re-
forma dos aeroportos, e objeti-
vamente ele aguarda a decisão
sobre o Aeroporto Internacio-
nal Tom Jobim, no Rio.
Meirelles, depois que saiu do
Banco Central, que presidiu
por oito anos, foi procurado
por diversos grupos financei-
ros interessados emseus servi-
ços, mas continua ainda ligado
à atividade pública e não con-
seguiu recusar o convite da
presidente Dilma para assumir
o comando da organização das
Olimpíadas, que considera, jun-
to com a Copa, uma oportuni-
dade única para explicitar o no-
vo momento que o país vive.
Mas dificilmente estará à
frente da Autoridade Olímpica
no momento da realização dos
Jogos. Quando (e se) sentir que
as coisas entraram nos eixos,
ele pode querer retornar à ati-
vidade privada, e a permanên-
cia à frente da organização das
Olimpíadas pode servir como
uma espécie de quarentena pa-
ra Meirelles, que não poderia
retornar ao mercado financeiro
imediatamente após deixar a
presidência do BC.
O PAÍS

5 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 5 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 20: 48 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
6 Quinta-feira, 28 de abril de 2011
.
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 6 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 20 h
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e ainda é acanhada a decisão do go-
verno federal de bater o martelo pela
concessão parcial à iniciativa privada
dos cinco principais aeroportos do
país, tambémé inegável que o movimento de-
ve ser saudado como passo fundamental para
desbloquear gargalos. Odogma petista de ad-
ministrar o sistema aeroportuário do país
com obsessões ideológicas, em lugar de
ações efetivas para melhorar e aumentar a ca-
pacidade operacional dos terminais, blo-
queou desde o primeiro governo Lula quais-
quer atos que afastassema paquidérmica má-
quina estatal da Infraero do setor.
Deu no que deu: apagões aéreos, com filas
nos guichês, atrasos nos voos, serviços ine-
ficientes e desconforto nos saguões. Ao au-
mento da demanda de passageiros não cor-
respondeu, emigual escala, o desenvolvimen-
to da malha aeroportuária, a ponto de o radar
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) detectar nuvens pesadas na cabeceira
só devido aos dois grandes eventos esporti-
vos internacionais: o próprio crescimento do
mercado interno exige soluções urgentes para
atender a uma demanda que se revela bem
maior que a atual capacidade operacional dos
terminais. Desmanchar esse nó implica neces-
sariamente rever o papel da Infraero no de-
senvolvimento do setor no país.
Criada durante o ciclo militar com a pro-
messa de funcionar commenos de mil empre-
gados, a estatal transformou-se numa estrutu-
ra com 20 mil funcionários — um cabide de
empregos inchado ao extremo, onde sobram
vagas para apaniguados de Brasília e falta efi-
ciência (do que o caos no gerenciamento da
malha aérea do país é prova inconteste). Por-
tanto, deve-se saudar a mudança de hábito no
Planalto em relação à política aeroportuária,
mas é fundamental que, dado o primeiro pas-
so, o governo seja ágil e eficiente para evitar o
desastre de pôr a perder a oportunidade de
modernizar os aeroportos.
Concessão nos aeroportos é passo inicial
de nove dos 13 aeroportos das cidades que
vão sediar jogos da Copa em 2014. Segundo o
órgão, mantido o atual ritmo da planilha de
obras, sete deles só ficarão pron-
tos em 2017, e dois em 2016 —
fora do prazo para o Mundial, e
mesmo para as Olimpíadas. Oes-
tudo chama a atenção para o
problema do monopólio da In-
fraero na administração dos ter-
minais. Ela teria de passar por
um choque de gestão para co-
mandar os investimentos no se-
tor, e não há mais tempo para is-
so.
Espera-se que as preocupan-
tes previsões sejam afastadas
com a decisão da presidente Dil-
ma de definir os modelos de concessão para
Guarulhos, Viracopos e Brasília, e ainda coma
conclusão imediata de estudos para estender
o projeto a Confins e ao Galeão. No entanto, a
mudança de rumo que se desenha, por si só,
não acaba com os riscos de colapso do sis-
tema aeroportuário. Corrigiu-se a rota, mas é
fundamental que o governo dê
demonstrações de ter capacida-
de gerencial de agilizar os proce-
dimentos que, de fato, possam
atrair a iniciativa privada.
Este é o lado preocupante da
equação: antes tarde do que
nunca, quebrou-se o dogma, mas
como a decisão veio tarde (deve-
se lembrar que o projeto de
abertura da participação da ini-
ciativa privada nos aeroportos fi-
cou relegado às gavetas de Dil-
ma Rousseff quando ela era a po-
derosa chefe da Casa Civil), o go-
verno petista precisa mostrar uma agilidade
gerencial que não apresentou nos oito anos
de administração Lula, para o projeto de con-
cessões parciais ser executado a tempo. E não
O governo tem de
mostrar agilidade
para implementar
o projeto em
tempo hábil
O
grande crescimento do contin-
gente do funcionalismo público é
uma das marcas dos dois manda-
tos de Lula. Em servidores con-
cursados, houve 115 mil admissões, elevan-
do o quadro total para a faixa do milhão de
pessoas. Uma das justificativas foi a substi-
tuição de empregados terceirizados. Mas, a
julgar pela evolução de despesas com este
tipo de prestação de serviços, aconteceu o
oposto: por exemplo, apenas com terceiri-
zados contratados para o trabalho de copa
e cozinha, nestes oito anos, o gasto subiu
245% acima da inflação. As cifras em valores
absolutos não são grandes dentro de umOr-
çamento contabilizado às centenas de bi-
lhões, mas o percentual é sugestivo e coe-
rente com uma política de rápida e desbra-
gada expansão de gastos com pessoal.
O inchaço foi em todas as máquinas bu-
rocráticas dos três poderes. Enquanto em
Da equipe da Pasta do Desenvolvimento
Agrário, convertida emcapitania hereditária
de “movimentos sociais”, 63% são de servi-
dores comissionados, nomeados sem con-
curso, numa canetada, ou 330 pessoas com
remuneração quase sempre superior à dos
funcionários de carreira. No Ministério da
Pesca, outro bunker companheiro, os cargos
ditos de confiança são quase 60% do quadro
total de 602 pessoas. Em Minas e Energia,
sob influência de José Sarney, os postos co-
missionados são 68% do total de cargos da
Pasta. Esta é outra faceta da má administra-
ção de pessoal e despesas nestes últimos oi-
to anos. Não houve preocupação com a qua-
lidade do atendimento às demandas da so-
ciedade, em todos os campos, e bilhões ser-
viram para consolidar alianças político-elei-
torais com corporações sindicais do funcio-
nalismo, além de partidarizar ministérios e
órgãos subordinados.
A farra dos cargos de confiança
2002 a folha de salários dos servidores foi de
R$ 75 bilhões, no ano passado atingiu a R$
184 bilhões, mais de 80% de crescimento
real. Outra justificativa: amplia-
ção e melhoria dos serviços pú-
blicos. Não se tem notícia nem
de uma, nem de outra. A oferta
de serviços continua deficiente,
assim como a qualidade.
Há informações de ampliação
de quadros em áreas de fato vi-
tais, como a Educação — esco-
las técnicas e universidades fe-
derais — e Saúde. Mas, princi-
palmente neste último setor, o
governo continua deficiente,
enquanto volta e meia há quem
insista com a volta da CPMF, co-
mo se o problema pudesse ser resolvido pe-
la injeção de mais dinheiro do contribuinte
numa estrutura mal gerenciada, regida por
normas esclerosadas e inspiradas no corpo-
rativismo.
Outra válvula da gastança com pessoal
são os chamados “cargos de
confiança”, preenchidos, emge-
ral, por apadrinhamentos, vín-
culos pessoais e/ou ideológicos
e políticos. Eram 18 mil em
2002, aproximavam-se dos 22
mil no final da Era Lula.
A estatística fornece a medi-
da do aparelhamento, em al-
guns casos, e da conversão de
áreas do governo em cabides
de emprego a serviço do clien-
telismo, em outros. Reporta-
gem do GLOBO de domingo
traz dados do Portal da Trans-
parência esclarecedores sobre o efeito do
aparelhamento e do empreguismo clientelis-
ta na montagem de equipes de ministérios.
Estatísticas
mostram os
efeitos do
empreguismo e
do aparelhamento
Não tem nada de mais
crofones, agredir fotógrafos, roubar o
quanto quiserem, mas, cuidado, temli-
mite, é só enquanto não tem correge-
dor. Isso aqui é sério!
Se ela pode
A chefe da Polícia Rodoviária Fede-
ral, Maria Alice, perdeu a carteira de
motorista. Estourou o limite de 30
pontos. E só entregou a carteira de-
CARLOS ALBERTO SARDENBERG
A
gente não pode querer o pa-
drão japonês, pelo qual o di-
rigente político ou empresa-
rial se suicida quando é apa-
nhado fazendo alguma coisa muito
errada. A verdade é que nem os japo-
neses de hoje seguem essa regra. O
comportamento em geral anda mais
frouxo. Mas os nossos políticos in-
ventaram algo radical nessa linha, o
“não tem nada de mais”.
O senador Requião arranca o grava-
dor das mãos de um repórter porque
se sentiu ameaçado pelas perguntas. O
presidente da Casa, José Sarney, expli-
ca mais ou menos assim: pois é, me-
lhor que não tivesse acontecido, mas
também não vamos exagerar, o Re-
quião ficou nervoso, é assim mesmo.
Restrição à liberdade de imprensa?
Imagine! Que é isso?
Um assalto com violência física?
Imagine! Só arrancou um gravador,
nem deu um soco, nem nada.
De onde se pode concluir: se um
repórter se irritar com um pronun-
ciamento de Sarney e achar que o se-
nador está incomodando, fica autori-
zado a arrancar-lhe o microfone.
Violação à imunidade parlamentar?
Imagine!
A pergunta que irritou Requião era
sobre sua aposentadoria como ex-go-
vernador do Paraná — assunto que
também está na categoria “não tem
nada de mais”.
O sujeito fica no cargo quatro anos
ou, vá lá, cansativos oito anos, e leva
uma aposentadoria integral. Nenhum
trabalhador comum consegue isso,
mas, e daí? Reparem: o beneficiado
acha que nemprecisa justificar a van-
tagem obtida às custas do dinheiro
dos cidadãos. Toma o gravador de
quem pergunta e ainda se diz vítima
de uma ofensa pessoal.
Passo seguinte, o repórter tenta le-
var o caso para a Corregedoria do Se-
nado, mas não vai dar. Sabe o que é,
explica Sarney, ainda não deu para
nomear o corregedor, então não há
quem possa receber a denúncia.
Atenção, portanto, senadores: o jo-
go está inteiramente liberado, os se-
nhores e as senhoras podemtomar mi-
pois de notificada e denunciada.
Qual o problema? Entre outras expli-
cações, disse que o carro emnome de-
la, e que foi apanhado na série de in-
frações, é usado por outros membros
da família. Daí o acúmulo de multas.
Ou seja, não tem nada de mais.
Mas, reparem: estão nos dizendo
que a chefe da PRF e mais seus fa-
miliares não cumprem as leis do
trânsito. E que, mesmo assim, ela
tem condições de chefiar a polícia
cuja função é cuidar para que os ci-
dadãos respeitem aque-
las regras.
Isso tudo em um país
cuja cultura de trânsito
reza o seguinte: você de-
cide se pode passar um
sinal vermelho, estacio-
nar em baixo da placa de
proibido, parar na fila du-
pla etc. O argumento:
não pode, certo, mas, sa-
be como é, eu estava
atrasado, precisava pe-
gar uma encomenda ali
mesmo, a criança não po-
de ficar esperando na porta da escola.
Não tem nada de mais.
Multado? Denuncie a indústria de
multas. Há um novo excelente argu-
mento: se a chefe da PRF cometeu
mais de 30 pontos...
Se ele pode
O senador Aécio Neves foi apanha-
do numa blitz no Rio, de madrugada.
Sua carteira estava vencida. E os po-
liciais estavam aplicando o bafôme-
tro nos motoristas interceptados.
A assessoria do senador explicou,
primeiro, que ele não sabia que a car-
teira estava vencida.
Ah!, então está tudo bem. Se ele
soubesse que a carteira estava ven-
cida, aí sim, seria grave.
Portanto, se a polícia lhe apanhar
com a carteira de outra pessoa, você
pode alegar: puxa, seu guarda, não
sabia que não era a minha.
Carteira de motorista vale por cin-
co anos, de modo que é até normal
uma pessoa menos organizada não
perceber que está vencida. Mas um
senador da República tem que fazer
tudo direitinho, não é mesmo? E, apa-
nhado no erro, dizer que não sabia só
piora a situação.
E por que não fez o tes-
te do bafômetro? Não foi
necessário, explica sua as-
sessoria, porque o sena-
dor contratou um moto-
rista para dirigir o carro a
partir daquele momento.
Tudo considerado, e
se Maria Alice, ela mes-
ma, a chefe da PRF, apa-
nhá-lo em excesso de ve-
locidade, você explica:
1) não sabia qual era o
limite de velocidade;
2) não é mais necessário multar
porque você voltou a rodar abaixo
do limite;
3) o carro é da família;
4) todo mundo desrespeita a regra,
inclusive a senhora sabe quem.
E, se ela insistir na multa, sinta-se
ofendido, arranque o talonário e a
processe por bullying.
Se ainda assim for multado, peça
aos senadores Sarney e Requião um
projeto de lei de anistia para reparar
essa injustiça.
Não tinha nada de mais.
CARLOS ALBERTO SARDENBERG é
jornalista. E-mail: sardenberg@cbn.com.br;
carlos.sardenberg@tvglobo.com.br.
Marcelo
Requião
se irritou
e não explicou
a aposentadoria
de ex-governador
OPINIÃO

7 Quinta-feira, 28 de abril de 2011
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 7 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 20: 48 h
O GLOBO
PRETO/BRANCO
VERISSIMO
Concorrência
ameaçada
RENATO AYRES FONSECA
O
Brasil ocupa o 5
o
- lugar
no ranking de produção
de automóveis e veículos
leves, com mais de três
milhões de unidades. A frota circu-
lante, cuja idade média é de 12,8
anos, supera 34 milhões de auto-
móveis conforme dados da Federa-
ção Nacional da Distribuição de
Veículos Automotores (Fenabra-
ve). Decorre daí não apenas a im-
portância para o país do mercado
de produção de veículos, mas tam-
bém dos mercados correlatos, sen-
do o mais importante deles o de re-
posição de autopeças, que sozinho
movimenta na economia nacional
algo em torno de R$ 70 bilhões e a
cada dia ganha mais importância.
Com a abertura do mercado na-
ci onal a parti r de meados dos
anos 90, com destaque para os úl-
timos cinco anos, as grandes mon-
tadoras multinacionais têm se vol-
tado para este mercado de reposi-
ção, provavelmente para recupe-
rar nele uma lucratividade que foi
diminuída com o acirramento con-
correncial no mercado de venda
de seus carros, ocorri da j usta-
mente com a concorrência que
veio do exterior.
Para assegurar lucratividade no
mercado de reposição, algumas
montadoras defendem o direito de
monopolizar a reposição de peças
de seus veículos. Tal postura, no
mínimo, contraria a história, já que
tradicionalmente este mercado
sempre foi livre, nele sempre exis-
tindo sadia concorrência entre em-
presas independentes das monta-
doras e empresas delas dependen-
tes (autorizadas). Justificam-se pe-
l o argumento da excl usi vi dade
quanto ao design das peças de
seus veículos, de modo que a pro-
dução de peças de reposição ape-
nas poderia ser feita diretamente
por elas ou por outra empresa por
elas autorizada, o que significa, é
claro, delas dependentes.
Este interesse dessas montado-
ras foi colocado em prática com ba-
se em uma estratégia astuta, qual
seja, alegar exclusividade do de-
sign das peças, de modo que a re-
posição apenas poderia ser feita di-
retamente pela montadora ou por
outra empresa por ela designada.
Ocorre que na reposi ção, na
substituição da peça, o design não
importa, pois o consumidor sem-
pre irá comprar a peça que encaixe
em seu veículo e lhe mantenha a
aparência, tal qual ele a escolheu
quando comprou o carro. É por is-
so que no Brasil, há mais de 40
anos, existe uma indústria inde-
pendente das montadoras, que
sempre livremente produziu peças
voltadas à reposição.
A estratégia das montadoras sig-
nifica eliminação completa desta
concorrência que sempre existiu.
Sem concorrência, o consumidor
será escravizado, pois lhe será im-
posto a fórceps o canal de distri-
buição da montadora (muitas ve-
zes insuficiente), além da imposi-
ção nem sempre razoável e crite-
riosa de preços (a diferença de
preço entre uma peça autorizada e
uma fabricada no mercado inde-
pendente pode chegar à metade
do valor).
É fácil perceber, neste cenário,
que a luta pela existência das fa-
bricantes independentes de auto-
peças e por um mercado de repo-
sição sadio é convergente com a
luta dos consumidores por sua li-
berdade de escolha. Em dezem-
bro, o Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade) afastou
o argument o das mont ador as
Ford, Fiat e Volkswagen de mono-
pólio do mercado de reposição
com base em desenho das peças.
A luta já durava três anos, tempo
no qual tais montadoras emprega-
ram todos os seus esforços jurídi-
cos e políticos para evitar a aber-
tura de uma séria investigação de
suas condutas. A i nvesti gação
agora ocorrerá no Sistema Brasi-
leiro de Defesa da Concorrência
(SBDC).
A Anf ape e os consumi dores
acompanharão atentos esta inves-
tigação, da qual poderá resultar se-
vera punição às táticas monopolis-
tas das montadoras, bem como a
garantia de um mercado livre e sa-
dio, em benefício da indústria na-
cional de fabricantes independen-
tes de autopeças e dos milhões de
consumidores que dia a dia neces-
sitam adquirir peças de reposição.
RENATO AYRES FONSECA é presidente da
Associação Nacional dos Fabricantes de
Autopeças (Anfape).
Buuu
LAIS MENDES PIMENTEL
e PATRICIA ALMEIDA
O
debate sobre inclusão escolar
avançou nas últimas semanas
a partir de dois fatos: o anún-
cio do “possível fechamento”
do Instituto Nacional de Educação de
Surdos e do Instituto Benjamin Constant,
para alunos cegos; e, o massacre de 12 jo-
vens numa escola municipal de Realengo
por um ex-aluno da instituição.
Não, o INES e o IBC nunca estiveram a
ponto de ser fechados. O que não significa
que devam ficar imunes a mudanças pre-
vistas pelo movimento mundial da inclu-
são, que prevê a gradual extinção das es-
colas especiais e incorporação dos alunos
com deficiência nas escolas regulares per-
to de suas casas, direito inegociável inscri-
to em nossa Constituição.
Há 17 anos o Brasil assinou a Declaração
de Salamanca, assumindo um compromis-
so internacional de promover a inclusão de
alunos com necessidades educacionais es-
pecíficas na rede regular de ensino, o que
foi ratificado na Convenção sobre os Direi-
tos das Pessoas com Deficiência em 2008.
Aeducaçãobásica é, então, direitode to-
dos indiscriminadamente.
A segunda situação chocou o Brasil.
Wellington Menezes, ex-aluno da Tasso
da Silveira, volta à escola e dispara 60 tiros,
matando 12 crianças. Primeira reação: o
assassino era um maluco! Logo, parentes e
ex-alunos da Tasso da Silveira revelaram
que o rapaz tinha sabidos problemas psi-
cológicos e fora vítima de bullying. O que
Wellington Menezes fez foi um acerto de
contas. De vítima, ele passou a algoz.
Vem do Canadá o relatório que mostra
como escolas realmente inclusivas são
mais seguras.
“As raízes desse comportamento agres-
sivo dos estudantes encontram-se emseus
sentimentos de alienação, no fato de não
acharemque pertencemao ambiente esco-
lar. Este problema é agravadopelofracasso
das escolas em atender às necessidades
educacionais e emocionais desses alunos
que se sentem excluídos. É este tipo de si-
tuação, em sua forma extrema, que propi-
cia tragédias como as que ocorreram na
Columbine High School e no Virginia Tech-
nological Institute.”
NoBrasil, salas de recursoforamcriadas
para atender alunos com necessidades es-
peciais. O que deve incluir também jovens
sem diagnóstico de deficiência, mas que
precisam de uma atenção extra ministrada
por uma equipe multidisciplinar. São alu-
nos que sofremabusos emcasa ou mesmo
que têmproblemas psicológicos, como era
o caso do Wellington Menezes.
Mas há quem seja contra a inclusão
escolar. São os que ignoram o quanto a
educação inclusiva estimula não só o
“especial” como também educa a sensi-
bilidade do aluno “não especial”. Fora os
que preferem manter a alocação de vul-
tosas verbas federais e o prestígio polí-
tico das antigas instituições.
Quem defende a segregação com o ar-
gumento de que a educação já é ruim
sem inclusão está cometendo um peri-
goso erro de lógica, uma inversão rudi-
mentar da relação causa-efeito.
O preço da educação “exclusiva” é o
bullying. E ninguém está livre de ser uma
vítima dele.
LAIS MENDES PIMENTEL e PATRICIA ALMEIDA
são jornalistas e mães de crianças com
síndrome de Down.
Sem aspas, Garcia
Cavalcante
O preço da
exclusão
DEMÉTRIO MAGNOLI
“É
mesmo lamentável ver
o Brasil adotar essa po-
sição”, reclamou Sayad
Sajjadi, embaixador do
Irã na ONU, no dia 25 de março. A
representação brasileira votara a fa-
vor de uma resolução patrocinada
pelos Estados Unidos e diversos paí-
ses europeus que institui um relator
independente para investigar a vio-
lação dos direitos individuais na di-
tadura teocrática xiita.
“Não esperávamos isso do Bra-
sil.” Na sua surpresa genuína, Sajja-
di deixa entrever o diagnóstico
que, por aqui, se procura ocultar: a
política externa de Dilma Rousseff
promove uma ruptura conceitual,
não um mero ajuste, em relação à
de Lula. Dias atrás, no Palácio do
Itamaraty, a presiden-
te esclareceu o senti-
do da nova orienta-
ção, conectando a de-
fesa dos direitos hu-
manos à pretensão
brasi l ei ra de obter
uma cadeira perma-
nente no Conselho de
Segurança da ONU.
Durante oito anos, o
Brasil rejeitou todas as
resoluções que conde-
navam o Irã. Ano passa-
do, al egando uma
“questão cultural”, absteve-se face à
resolução que condenava o apedreja-
mento de mulheres condenadas por
adultério. “Eu sei que cada país tem
suas leis, sua Constituição, sua religião
— e, gostando ou não, temos que res-
peitar o procedimento de cada país”,
explicou Lula no momento da absten-
ção ignóbil. O então chanceler Celso
Amorim, na sua característica arrogân-
cia, deu um passo à frente para dizer
que não votaria com a finalidade de
“agradar a imprensa”. A mudança em
curso é indisfarçável, mas a facção
derrotada tenta disfarçá-la para recon-
quistar, no futuro próximo, uma in-
fluência perdida.
Nas antigas enciclopédias soviéti-
cas, lacunas narrativas ocupavam o
lugar de eventos históricos “indesejá-
veis”. O assessor presidencial Marco
Aurélio Garcia, em artigo consagrado
à política externa do governo Dilma,
publicado na edição de abril da revis-
ta “Interesse Nacional”, simplesmente
não menciona a nova abordagem do
tema dos direitos humanos. Numa en-
trevista, instado a falar sobre aquilo
que o desagrada, atribuiu a reviravol-
ta apenas a uma preferência pessoal
da presidente, que refletiria seu pas-
sado de prisioneira política. Ele fala
aos tolos, supondo que todos o são.
Menos melífluo, o ex-chanceler
Amorim admitiu que, provavelmente,
votaria contra a resolução sobre o Irã,
por considerá-la “política”. É, de fato,
de política que se trata. Samuel Pinhei-
ro Guimarães, o lugar-tenente de Amo-
rim, num ensaio de 2002, qualificou a
promoção dos “direitos humanos oci-
dentais” como política destinada a
dissimular, “comsua linguagemhuma-
nitária e altruísta, as ações táticas das
Grandes Potências em defesa de seus
próprios interesses estratégicos”. O
adjetivo “ocidental”, agregado aos di-
reitos humanos, é o sinal inconfundí-
vel de uma doutrina de
justificação dos regi-
mes que violam siste-
maticamente os direi-
tos humanos.
Um artigo do diplo-
mata Sergio Florêncio,
também publicado na
“Interesse Nacional”,
mas em 2008, e devo-
tado à defesa da abor-
dagem dos direitos
humanos na política
externa de Lula, sinte-
tiza exemplarmente
tal doutrina. Florêncio aponta uma
tensão entre “uma visão de fortale-
cimento da universalidade dos direi-
tos humanos” e “umolhar de preser-
vação de identidades culturais con-
sideradas ameaçadas por um mun-
do globalizado” para, em seguida,
denunciar os “propósitos políticos”
das resoluções de condenação de
regimes que criminalizam a opinião
política, encarceramdissidentes, as-
sassinam opositores. As passagens
cruciais de seu texto poderiam ser
encampadas pelo governo chinês
ou subscritas por Hosni Mubarak,
Muammar Kadafi e Fidel Castro.
“O Brasil deveria mostrar que é um
país independente, e não um país pe-
queno que se curva aos interesses dos
Estados Unidos”. A crítica, emitida
após o voto contra o Irã, casualmente
não partiu de Amorim ou Garcia, mas
do diplomata iraniano Mohammad Re-
za Ghaebi. Dilma Rousseff pode usá-la
como condecoração involuntária ofe-
recida pelo representante de uma di-
tadura que borra, cotidianamente, a
fronteira entre civilização e barbárie.
O voto brasileiro não é uma homena-
gem aos interesses dos Estados Uni-
dos, mas aos valores nacionais, pro-
clamados pela nossa Constituição.
No seu artigo sobre política exter-
na, Garcia cerca a expressão “interes-
se nacional” comas aspas de uma ran-
corosa ironia. Por meio de uma longa
digressão em torno do óbvio, ensina
que o interesse nacional está sujeito a
contrastantes interpretações, con-
cluindo comuma afirmação tão vulgar
quanto perigosa: “A política externa,
como toda política, sempre dividiu e
divide uma sociedade (...).” O interes-
se nacional não é, evidentemente, um
dogma inscrito em pedra. Mas, ao
contrário do que imagina o ideólogo, a
experiência histórica das nações se
condensa em valores coletivos e con-
sensos duradouros. Quando a Consti-
tuição os converte em princípios po-
líticos, como no caso da prevalência
dos direitos humanos nas relações in-
ternacionais do Brasil, é preciso reco-
nhecer a existência de um interesse
nacional não cerceado pelas aspas da
“luta de classes”.
Odiscurso de Dilma Rousseff no Ita-
maraty alinhou nossa política externa
à prescrição constitucional — ou seja,
ao interesse nacional. Nele, os direitos
humanos foram recolocados no seu
lugar: “Vamos promovê-los em todas
as instâncias internacionais, sem con-
cessões, discriminações ou seletivida-
de, coerentemente com as preocupa-
ções que temos a respeito em nosso
próprio país.” A mensagem é cristali-
na. As violações de direitos humanos
nas democracias, inclusive na nossa,
não invalidam os compromissos inter-
nacionais com os direitos humanos.
Guantánamo deve ser criticada, mas
não mais será transformada em pre-
texto para silenciar sobre as tiranias.
É uma mudança providencial, na
hora em que os povos árabes se er-
guem contra ditaduras tantas vezes
elogiadas por Lula e Amorim, exigin-
do precisamente o respeito às liber-
dades políticas — isto é, aos direi-
tos humanos “ocidentais”.
DEMÉTRIO MAGNOLI é sociólogo e doutor
em geografia humana pela USP. E-mail:
demetrio.magnoli@terra.com.br.
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO Leia mais artigos
oglobo.com.br/opiniao
Em artigo, ele
cerca “interesse
nacional” com
aspas de uma
rancorosa ironia
D
iálogo urbano, no meio de um
engarrafamento. Carro a carro.
— É nisso que deu, oito anos de
governo Lula. Esse caos. Todo
mundo comcarro, e todos os carros na rua
ao mesmo tempo. Não tem mais hora de
pique, agora é pique o dia inteiro. Foram
criar a tal nova classe média e o resultado
está aí: ninguémconsegue mais se mexer. E
não é só o trânsito. As lojas estão cheias.
Há filas para comprar em toda parte. E vá
tentar viajar de avião. Até para o exterior
— tudo lotado. Um inferno. Será que não
previram isto? Será que ninguém se deu
conta dos efeitos que uma distribuição de
renda irresponsável teria sobre a popula-
ção e a economia? Que botar dinheiro na
mão das pessoas só criaria essa confusão?
Razão tinha quemdizia que umgoverno do
PT seria um desastre, que era melhor emi-
grar. Quem pode viver em meio a uma eu-
foria assim? E o pior: a nova classe média
não sabe consumir. Não está acostumada a
comprar certas coisas. Já vi gente aper-
tando secador de cabelo e lepitopi como
se fosse manga na feira. É constrangedor.
E as ruas estão cheias de motoristas no-
vatos com seu primeiro carro, com aces-
so ao seu primeiro acelerador e ao seu
primeiro delírio de velocidade. O perigo
só não é maior porque o trânsito não an-
da. É por isso que eu sou contra o Lula,
contra o que ele e o PT fizeram com este
país. Viver no Brasil ficou insuportável.
— A nova classe média nos descarac-
terizou?
— Exatamente. Nós não éramos as-
sim. Nós nunca fomos assim. Lula aca-
bou com o que tínhamos de mais nosso,
que era a pirâmide social. Uma coisa an-
tiga, sólida, estruturada...
— Buuu para o Lula, então?
— Buuu para o Lula!
— E buuu para o Fernando Henrique?
— Buuu para o... Como, “buuu para o
Fernando Henrique”?!
— Não é o que estão dizendo? Que tudo
que está aí começou com o Fernando Hen-
rique? Que só o que o Lula fez foi continuar
o que já tinha sido começado? Que o gover-
no Lula foi irrelevante?
— Sim. Não. Quer dizer...
— Se você concorda que o governo Lula
foi apenas o governo Fernando Henrique
de barba, está dizendo que o verdadeiro
culpado do caos é o Fernando Henrique.
— Claro que não. Se o responsável fosse
o Fernando Henrique eu não chamaria de
caos, nem seria contra.
— Por que?
— Porque um é um e o outro é outro, e
eu prefiro o outro.
— Então você não acha que Lula foi ir-
relevante e só continuou o que o Fernan-
do Henrique começou, como dizem os
que defendem o Fernando Henrique?
— Acho, mas...
Nesse momento o trânsito começou a
andar e o diálogo acabou.
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 8 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 20: 48 h
8

OPINIÃO Quinta-feira, 28 de abril de 2011
.
DOS LEITORES
O GLOBO
Pelo e-mail, pelo site do GLOBO, por celular e por carta, este é um espaço aberto para a expressão do leitor
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O GLOBO acolhe opiniões sobre todos os temas.
Reserva-se, no entanto, o direito de rejeitar acusa-
ções insultuosas ou desacompanhadas de docu-
mentação. Também não serão publicados elogios
ou agradecimentos pessoais. Devido às limitações
de espaço, será feita uma seleção das cartas e
quando não forem suficientemente concisas, serão
publicados os trechos mais relevantes.
As cartas devemser dirigidas à seção Cartas dos
Leitores (O GLOBO — Rua Irineu Marinho 35, CEP
20.233.900), pelo fax 2534-5535 ou pelo e-mail
cartas@oglobo.com.br. Só serão levadas em conta
cartas com nome completo, endereço e telefone
para contato, mesmo quando enviadas por e-mail.
A presidente
perde a
oportunidade
de demonstrar
força para
moralizar o
serviço público
— Marcos Pasche
● A presidente Dilma Rousseff comete um
grande equívoco ao privatizar os aeropor-
tos. Perde ela uma grande oportunidade de
demonstrar força e habilidade administrati-
va para moralizar o serviço público. Não há
relação direta entre intervenção da iniciati-
va privada e resolução de problemas refe-
rentes ao serviço público. O Metrô Rio com-
prova isso diariamente.
MARCOS PASCHE
Rio
● É isso aí, presidente Dilma! Vamos decolar
esse Brasil! Privatizar aeroportos, rodovias,
portos, estádios de futebol e o que for ne-
cessário para que tenhamos orgulho dos fu-
turos megaeventos e paremos de ficar an-
siosos na expectativa de que o tempo urge.
Não é uma questão de incompetência de
quem ainda não consegue executar as
obras, e sim parceria com quem já o faz e
bem feito em seu cotidiano. Deixemos de la-
do as oposições, porque realmente parece
que torcem para não dar certo, e sigamos
avante, pois as vitórias serão nossas!
ANTONIO KÄMPFFE
Rio
● Com a privatização dos aeroportos que a
presidente Dilma determinou, urge que as li-
deranças dos setores estatal e privado te-
nham responsabilidade social para operacio-
nalizar as soluções de nossos angustiantes
problemas de infraestrutura hoje existentes.
JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA
Rio
● A incompetência da Infraero em cumprir
prazos e desenvolver projetos que atendam
a demandas e compromissos internacionais
atinentes aos eventos negociados se deve ao
fato de o governo Lula ter substituído enge-
nheiros e técnicos com background especí-
ficos, por políticos e desempregados petis-
tas. Deu no que deu. Agora, quando o tempo
mostra ser teoricamente inviável recuperar,
o atual governo tenta trazer de volta os an-
tigos diretores, alguns já atuando em empre-
sas locais e no exterior. Torcemos para que
um milagre ainda seja possível. Haja fé!
JESSE RIBEIRO DA SILVA
Rio
Conselho de Ética
● Renan Calheiros, processo tramitando em
segredo de Justiça; Romero Jucá, inquérito so-
bre falsidade ideológica, crimes contra a or-
dem tributária etc.; Gim Argello, processo por
crime contra a Lei de Licitações; Valdir Raupp,
cinco ações contra ele tramitando no STF; Ma-
rio Couto, inquérito no STF desde 2007; Jaime
Campos, duas ações contra ele no STF; Acir
Gurgacz, inquérito que chegou ao STF em ja-
neirode 2010; AntonioCarlos Valadares, inqué-
rito sobre crime eleitoral no STF desde 2007;
João Alberto apoiou o ex-senador Jader Bar-
balho antes de ser cassado; Lobão Filho, pro-
cesso na corregedoria do Senado por suspeita
de sonegação de impostos. Eu, Adelino Nasci-
mento, nenhum processo ou inquérito em
qualquer área jurídica, e sem indicação para o
tal Conselho de Ética! O que fiz de errado?
ADELINO DE ANDRADE NASCIMENTO
Rio
● O Legislativo (Câmara e Senado) está escar-
necendo, zombando mesmo do eleitor/contri-
buinte. Oprimeiro nomeia Tiririca para o Con-
selho de Educação e Cultura(!); o segundo vai
de Renan, Jucá e outros menos votados para a
Comissão de Ética (!). Ou estão brincando, ou
a coisa é muito mais séria do que eu julguei
que fosse. Vamos falar sério?
ANTONIO BANDEIRA CORRÊA
Rio
● Só pode ser uma piada de mau gosto: Renan
Calheiros, Romero Jucá e Gim Argello na Co-
missão de Ética do Senado? Parece que colocar
as raposas tomando conta do galinheiro é uma
constante nos governos que se seguem. Chega
a ser surrealista; bota qualquer Salvador Dali se
sentindoumperfeitoidiota. É, comodiria aque-
le comediante: o negócio é furunfar. É um es-
cárnio o que estão fazendo com o nosso país.
ALEX XAVIER GALVÃO
Rio
● Leio com desânimo e tristeza que, dos 15
senadores que irão compor a Comissão de
Ética do Senado, oito respondema processos
ou inquéritos no STF. Será que perdemos a
vergonha ou estão subestimando a inteligên-
cia do eleitor? Um dia, a gente cansa e...
LUCINDA LUCIOLLA MAVILLIS FERRINHO
Penápolis, SP
● Que moral terão esses senhores para julgar
seus colegas? De sã consciência, Renan Calhei-
ros e Romero Jucá — com uma ficha corrida
de maus serviços prestados à nação — pode-
riamcompor esse conselho? Das duas uma: ou
esse conselho existe apenas para cumprir uma
formalidade, ou esses senadores estão debo-
chando do povo brasileiro. Num país sério, se-
nadores dessa estirpe não estariam no Con-
gresso. Estariam presos. Vergonha!
VICENTE SANTARÉM
Rio
● Após assistirmos pela TVo senador José Sar-
ney dizer que o que aconteceu com o senador
Roberto Requião foi algo que pode acontecer
em certos dias de nossas vidas, somos, no dia
seguinte, brindados com a notícia de que o se-
nador Renan Calheiros é indicado como mem-
bro do Conselho de Ética do Senado, com in-
clusive o beneplácito do sr. Lobão Filho, outro
indicado para fazer parte deste “ilibado conse-
lho” e que também é citado em denúncias de
irregularidades. Quais são os parâmetros de re-
ferência para a indicação de tal cargo?
ANTONIO FERRAZ CAVALCANTE
Rio
‘Bullying’ político
● O sr. Roberto Requião lançou uma nova mo-
da para se proteger de eventuais críticas — o
“bullying” político. E se ele coloca um projeto
no Congresso e é aprovado, daqui para a fren-
te, nenhum político poderá ser criticado pelo
povo, nem entre si, e aí vão ser mais chochas
ainda as sessões no Congresso, pois como di-
zia Ulysses Guimarães, “em política, até briga
é ensaiada”. O que seria o mesmo que dizer
que a hipocrisia vem de longe. O mais grave é
o fato de o senador achar normal receber a tal
pensão, como tantos ex-governadores. Assim,
concluímos que ele não é ele — ele é todo
mundo — sem personalidade.
JOÃO ROBERTO GULLINO
Petrópolis, RJ
● O senador Roberto Requião (PR) toma o
equipamento de um repórter, durante o exer-
cício profissional, dizendo que sofria bullying.
Se ele entende desse problema como entende
dos demais, estamos muito mal. E se ele age
assim, agredindo e querendo inventar descul-
pas para justificar seu ato, só porque a pergun-
ta fazia referência aoabsurdodireitode receber
aposentadoria de ex-governador, estamos na
mesma condição e, aí, sim, sofrendo os efeitos
de atos praticados por um bully (valentão).
JOÃO DIRENNA
Quissamã, RJ
Imposto de Renda
● Aos novos membros do Conselho de Éti-
ca do Senado Federal, exemplarmente re-
presentados pelos senhores Jucá, Calhei-
ros e Argello, bem como aos demais parla-
mentares, entre os quais o senhor Roberto
Requião, vítima de “bullying” jornalístico;
aos empertigados juízes do STF; aos em-
preiteiros; aos “cumpanheros” que parasi-
tam em ministérios, autarquias, estatais e
respectivas fundações, cumpro o doloroso
dever de informar que hoje paguei, em cota
única, o meu Imposto de Renda “devido”
como cidadão, sem direito à assistência
médica, segurança ou educação pública.
NELSON JOSÉ DE L. VALVERDE
Rio
● Uma questão abordada por vários contri-
buintes na coluna “Imposto de Renda”, deste
jornal, refere-se à possibilidade de deduzir na
declaração de ajuste as despesas com paga-
mento de mensalidades de plano de saúde de
familiares não dependentes, negada pelas nor-
mas da Receita Federal. Tal fato representa
grande injustiça contra o contribuinte, pois se
o mesmo arca com tais despesas, presume-se
que seu familiar ou os responsáveis legais do
mesmo não possuem rendimentos suficientes
para tal. Pelo que sei, existe no Congresso um
projeto visando a permitir que o responsável
pelo pagamento das mensalidades possa de-
duzir na declaração anual os valores despen-
didos. Que tal projeto seja aprovado, para pôr
fim a essa injustiça que muito concorre para
satisfazer a ganância da Receita Federal.
MANOEL FERREIRA DA COSTA FILHO
Rio
Chuvas no Rio
● Na década de 80, muito se falou em
construir um túnel extravasor, transferin-
do a água das enchentes do Rio Maracanã
e afluentes para o mar, através do Costão
da Niemeyer. Na época, a ideia não foi
adiante, mas hoje, 25 anos depois e ou-
tras tecnologias disponíveis, poderia ser
a saída. Melhor ainda seria se, tal qual na
Ásia, o mesmo túnel que levasse a água
em dias de chuva deixasse passar trens,
devidamente projetado em sua seção. Se-
ria o embrião de uma linha Leblon, Gávea,
Praça da Bandeira, São Cristóvão, Fun-
dão, Aeroporto do Galeão.
CLAUDIO VIANNA
Rio
● Choveu muito? Choveu! No caminho para
a Rodoviária observo que a cidade está
imunda. Culpa da natureza? Não. Falta de
educação do povo? Sim. Falta de noções bá-
sicas de higiene e solidariedade? Sim! Falta
de serviços básicos que deveriam ser pres-
tados pelo poder público? Sim! Será tão di-
fícil cuidar da limpeza de córregos, rios e
bueiros e do recolhimento do lixo, retiran-
do-o das calçadas e fazendo a manutenção
das mesmas? Qual é a casa que não tem pe-
lo menos uma faxina mensal? Onde estão os
que deveriam ser responsáveis pela manu-
tenção dos serviços básicos? Tenho a cer-
teza de que a população paga por eles.
LÊDA REGINA AGUEDA MENDONÇA
Rio
Canal e mosquitos
● Em atenção à carta do leitor Ernesto Au-
gusto Wolf (Canal assoreado, 22/4), a Subse-
cretaria de Gestão de Bacias Hidrográficas
(Rio-Águas) informa que a limpeza do canal
da Avenida Visconde de Albuquerque está
programada e tem previsão de início para
esta semana. A intervenção contempla o tre-
cho da Praça Sibelius até a Praça Rubem Dá-
rio. Sobre a carta do leitor Luis de Andrade
(Odor e mosquitos, 24/4), a subsecretaria in-
forma que duas máquinas escavadeiras exe-
cutam o trabalho de desassoreamento do
canal: uma no Jardim de Alah, em constante
funcionamento; e outra na foz do canal da
Avenida Visconde de Albuquerque, cuja lim-
peza foi iniciada segunda-feira, 25/4, a fim de
desobstruir a saída da água para a praia.
THAINÁ HALAC
assessora chefe de Comunicação da Secretaria
municipal de Obras do Rio de Janeiro
Laços de amizade
● Um mês se passou após o abalo sísmico do
terremoto do Leste do Japão e a consequente
calamidade causada pela tsunami, que matou
mais de dez mil pessoas. Ainda hoje, 14.866
pessoas não foramencontradas e aproximada-
mente 130 mil pessoas estão sendo obrigadas
a viver em abrigos improvisados. Minha pro-
funda condolência a todas as vítimas japone-
sas e estrangeiras e a seus respectivos fami-
liares. Quanto à situação da usina Daiichi, em
Fukushima, estamos mobilizando todos os re-
cursos para resolver e estabilizar a situação o
mais rapidamente possível. Durante este um
mês após o terremoto, o Japão tem passado
por um período bastante severo. Porém, ao
mesmo tempo, um período de gratidão. Até
agora, mais de 130 países e regiões, cerca de 40
organismos internacionais, inúmeras ONGs e
pessoas do mundo inteiro têmmanifestado so-
lidariedade e ajuda financeira. Equipes de res-
gate de vários países e regiões vieramaoJapão
para participar das atividades humanitárias,
distribuindo alimentos, medicamentos e co-
bertores. E, ainda, recebemos “senbazuru” de
crianças de países distantes desejando a recu-
peração das vítimas na regiões afetadas. Rece-
bemos do Brasil uma calorosa mensagem da
presidente Dilma Rousseff, ajuda financeira do
governo e várias outras manifestações de
apoio e solidariedade do povo brasileiro. Pes-
soas que têm familiares no Japão, ou que pos-
suem ligações com o país devido ao trabalho
e, até mesmo, pessoas que não têmcontato di-
reto com o Japão têm demonstrado a sua so-
lidariedade e apoio. Em nome do povo japo-
nês, meuprofundoagradecimento. OJapãovai
se recuperar e será umpaís mais brilhante que
antes. Umdia, comcerteza, retribuiremos essa
calorosa manifestação na forma de coopera-
ção internacional. Para isso, pretendo empe-
nhar-me ao máximo na reconstrução do país.
NAOTO KAN
primeiro-ministro do Japão
As privatizações do PT
● Eis que o governo do PT anuncia que os aeroportos de Guarulhos e
Viracopos (SP) e Brasília serão tocados pela iniciativa privada, através de
concessão; assim como Galeão (RJ) e Confins (BH), a médio prazo, tam-
bém o serão; por ora, estuda-se o modelo. De verdade, foi abandonada a
ideologia petista pregada contra o modelo em três sucessivas campa-
nhas, inclusive nesta última. Mudou a ideologia ou constataram que são
incapazes de encontrar a solução para o gargalo aéreo, a falta de infraes-
trutura, o overbooking, o desrespeito às ordens da Anac e, sobretudo, o
medo de passar vergonha ante à Copa do Mundo e às Olimpíadas? Aguar-
demos, conscientes e fiscalizadores, a efetivação da medida, pois a bu-
rocracia e os ranços de processos licitatórios podem emperrá-la/dificul-
tá-la/atrasar a sua concretização, o que não seria novidade.
JOSÉ LUIZ VILLAS BÔAS
Rio
● A privatização de aeroportos pelo governo
Dilma é a admissão muito tardia de que este
governo e o de Lula não tiveram competência
para debelar o caos em que o setor se trans-
formou nos últimos oito anos. Esgotada a sor-
rateira justificativa de que os problemas só
ocorreram porque os pobres passaram a an-
dar de avião, recorre-se ao expediente das pri-
vatizações, tão demonizado em campanhas
eleitorais quando praticado pelos adversários
políticos do PT. É esse tipo de postura que tem
sido recompensado pelo voto do eleitorado.
Enquanto o povo continuar sem memória, o
PT vai insistir com o estelionato.
LUCAS SABOIA
Rio
● Parabéns à presidente Dilma e ao ministro
Antonio Palocci por desafiarem a ortodoxia do
PT ao conceder parcialmente à iniciativa priva-
da os cinco principais aeroportos internacio-
nais do país. Os usuários agradecem e os bra-
sileiros aguardam, com esperança, que outros
tabus partidários sejamquebrados e possamos
resolver os gargalos existentes em nossa eco-
nomia de forma pragmática, sem os empeci-
lhos ideológicos que só atrasam o progresso.
DIRCEU LUIZ NATAL
Rio
● E agora, PT? Privatizar não era um atentado
lesivo ao patrimônio nacional, coisa só cabível
nas mentes espúrias da oposição? Privatizar
não era medida excomungada por Dilma, Lula e
PT, inclusive nãofoi assimnas últimas eleições?
Serra defendia certas privatizações e vocês só
criticavam, acusando-o de interesses escusos e
deturpando os evidentes resultados positivos
como na telefonia etc. Para vencer uma eleição
vale tudo, até mentir. Aí está!
LUIZ ANTONIO R. MENDES RIBEIRO
Belo Horizonte, MG
............................................................................................................................................................................................................................
N A I N T E R N E T E N O C E L U L A R
.............................................................
COMENTÁRIO
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NoTwitter
Juízes parampor
aumento salarial
“Sou servidor da Justiça
Federal, e, neste momento,
a juíza com quem
trabalho saiu em razão
da ‘paralisação’ e hoje
não vai trabalhar. Já
enviei processo com
decisão urgente para ela
assinar, e ela mandou
repassar amanhã para outro
juiz. Ou seja, não são os
juízes que fazem as
decisões e as sentenças,
mas os servidores. Os
juízes somente as assinam,
e, às vezes, leem. Para o
Judiciário Federal andar
rápido, é preciso valorizar
os servidores, que estão
há três anos sem
aumento, ao contrário
dos juízes.” — Carlos Alberto
Monteiro Junior, em comentário no
site do GLOBO.
Foto de Antônio dos Santos
APESAR DE o Código de Trânsito
Brasileiro prever que estacionar
na calçada é infração grave,
carros de uma comitiva da
Presidência da República — no
Rio, para o Fórum Econômico
Mundial para a América Latina
— foram flagrados no passeio da
Avenida Atlântica, em
Copacabana, ontem, pelo leitor
Antônio dos Santos. Segundo o
Palácio do Planalto, os carros, de
uma prestadora de serviços, estão
autorizados a parar em calçadas
para embarque e desembarque.
Como não era o caso, a
Presidência ordenou a retirada
imediata. — oglobo.com.br/eu-reporter
.........................................................................
AUDIÊNCIA
● O post no blog da colunista
Patrícia Kogut sobre a viagem da
atriz Cristiana Oliveira a Paris após
“Insensato coração” foi o mais lido
ontem no site, pelo segundo dia.
..........................................................................
MAIS COMENTADA
● A reportagem sobre a paralisação
dos juízes federais para cobrar
melhores condições de trabalho foi
a mais comentada pelos internautas
nesta quarta-feira.
Na década de
80, muito se
falou num túnel
transferindo água
das enchentes do
Rio Maracanã
para o mar
— Claudio Vianna
Manda ela rasgar dinheiro!
(@wuilton_paiva )
RT @JornalOGlobo: Promotora
suspeita de envolvimento no
mensalão do DEM fez “aula” para
fingir loucura.
Nós merecemos. (@mdialbuquerque)
RT @JornalOGlobo: Sem Lei da
Ficha Limpa, João Capiberibe entra
com ação no STF para garantir
posse no Senado.
Ruim para eles, imagine o resto.
(@Isonilda)
RT @JornalOGlobo Juízes federais
realizam paralisação por melhores
condições de trabalho.
Pois é, nós, cariocas, fazemos por
onde. (@tiagoalencar47)
RT @JornalOGlobo: Rio produz
maior quantidade de lixo do Brasil.
São essas pessoas que fazem um
mundo melhor. (@talvanicabral)
RT @JornalOGlobo: Criança inventa
carrinho para ajudar coelho
paraplégico a se locomover.
Perdem a arte e a música!
(@PauloCerri)
RT @JornalOGlobo: Músicos não
cedem e OSB mantém demissão de
36 integrantes da orquestra.
Siga: twitter.com/jornaloglobo
O PAÍS

9 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 9 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 34 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Pensões doINSSpor morte devemmudar
Para ministro da Previdência, há ‘frouxidão total’ no controle dos benefícios; cortes podem atingir também setor público
Eliane Oliveira
● BRASÍLIA. O ministro da Previ-
dência, Garibaldi Alves Filho,
confirmou ontem que o gover-
no pretende fazer ajustes para
acabar com irregularidades no
pagamento de pensão por
morte. Ele revelou que as
ações não se li mi tarão ao
INSS, atingindo também o sis-
tema previdenciário do setor
público. A informação sobre
mudanças no pagamento de
benefícios a viúvas foi anteci-
pada há pouco mais de um
mês pelo GLOBO.
Segundo ele, há uma “frouxi-
dão total” no Brasil em relação
a pensões por morte, na arre-
cadação da dívida ativa e na
negociação de imóveis em no-
me do ministério. Técnicos da
área econômica reforçaram
essa preocupação, dizendo
que as regras atuais dão mar-
gem a distorções, incluindo o
pagamento indevido de pen-
são vitalícia e o acúmulo de
benefícios.
— A (mudança) abrange o
setor público também. O setor
público, sabemos, tem uma
massa que recebe baixos salá-
rios, mas na pirâmide há altos
salários e não há praticamente
teto, que é no Empire State —
ilustrou.
Mudança em estudo não
terá efeito retroativo
Garibaldi citou como exem-
plo um casal de promotores.
Disse que, após a morte do
marido, a mulher acumulou a
pensão do marido.
—Oque queremos é estancar
a sangria no futuro — enfatizou,
acrescentando que os proble-
mas da Previdência não se resu-
mem a pensão por morte.
—Não podemos só falar das
pensões, pois corremos o ris-
co do maniqueísmo de dizer
que as viúvas são o problema.
Também não posso dizer que
vamos curar todos os males
da Previdência, mas quero
conseguir botar a Previdência
nos trilhos da modernidade —
completou o ministro.
O ministro esclareceu que,
independentemente do que
está sendo estudado, serão
preservados os direitos adqui-
ridos dos atuais contempla-
dos. Ou seja, não está prevista
retroatividade. Garibaldi disse
que está em estudo a venda de
imóveis de sua pasta. Mas
ponderou que é preciso caute-
la, para evitar que a a aliena-
ção resulte em novas fraudes.
— Se você visitar qualquer
capital do país, verá que esses
prédios estão no centro das ci-
dades, alguns sem prestar ne-
nhum serviço à própria Previ-
dência. Temos que resolver is-
so — afirmou.
Ele informou ter levado à
área econômica do governo a
necessidade de pagar os apo-
sentados que ganharam, no
Supremo Tribunal Federal
(STF), o direito de correção
dos benefícios com base no te-
to fixado no ano em que se
aposentaram. Trabalhadores
aposentados entre 1998 e 2003
buscaram o STF sob o argu-
mento de que de seus benefí-
cios, na época, não foram cal-
culados pelo teto vigente.
— O orçamento do ministé-
rio tinha reservado R$ 2 bi-
lhões para esse pagamento,
mas o dinheiro foi cortado por
ocasião do contingenciamen-
to — disse Garibaldi, acres-
centando que a decisão judi-
cial contempla cerca de 150
mil aposentados. ■
O GLOBO EM SMS
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no seu celular. Envie um torpedo
com o texto OGLMAN para
50020R$ 0,10 por mensagem (mais
impostos). Até 6 notícias por dia
PF prende 9 acusados de fraudes
Com beneficiários fictícios, grupo deu prejuízo de R$ 120 milhões ao INSS
Divulgação/ Polícia Federal
MATERIAL APREENDIDO pela PF: foram encontrados R$ 73 mil, além de documentos falsificados
Dandara Tinoco
● Nove pessoas acusadas de
fraude contra o INSS foram pre-
sas ontemna Operação Highlan-
der, realizada pela Polícia Fede-
ral no Rio. Aquadrilha, que já te-
ria causado prejuízo de ao me-
nos R$ 120 milhões, utilizava be-
nefícios de pessoas que nunca
existiram. As prisões ocorreram
em São Gonçalo, na Região Me-
tropolitana do Rio, Búzios e Ca-
bo Frio, na Região dos Lagos.
A PF tinha 12 mandados de
prisão preventiva. Três pessoas
continuam foragidas. Foram en-
contrados R$ 53 mil em uma re-
sidência e R$ 20 mil em outra,
alémde documentos. Segundo o
Ministério da Previdência Social,
esta é a maior fraude contra o
INSS nos últimos cinco anos.
As investigações foram inicia-
das em 2009, a partir de denún-
cia anônima. Segundo a PF, o es-
quema foi montado entre 1983 e
1994, antes da informatização
do INSS, mas cerca de 340 bene-
fícios continuavam ativos até
hoje. Três então servidores da
agência da Previdência Social de
São Gonçalo conceberam o es-
quema. Dois deles já morreram,
e um foi preso na operação.
O esquema teria envolvido
ainda um quarto servidor do
INSS, responsável por atualizar
as dados dos beneficiários fictí-
cios. Ele faleceu em 2009.
Segundo a PF, desde 2005, a
quadrilha, que tinha ainda cerca
de cem benefícios inativos, pas-
sou a recorrer à Justiça Federal
para reativá-los. Os fraudadores
vão responder por estelionato,
formação de quadrilha e falsifi-
cação de documentos. A opera-
ção foi batizada de Highlander
em referência ao personagem
do guerreiro imortal, já que as
datas de nascimento dos supos-
tos beneficiários eram alteradas
periodicamente, de modo que
nunca deixassem de existir.
Também ontem foi realizado
no Tribunal de Justiça do Rio
umleilão comparte dos bens de
Jorgina de Freitas, que coman-
doufraude de R$ 1 bilhãocontra
o INSS na década de 90. A venda
de seis imóveis arrecadou R$ 2
milhões. Um casarão de Petró-
polis foi arrematado por R$ 930
mil. Há outros 60 imóveis de Jor-
gina que serão reavaliados. ■ .
Centrais vão
pressionar
Câmara
● BRASÍLIA. Depois das fes-
tas do Primeiro de Maio,
as centrais sindicais vão
iniciar uma mobilização
para tentar impor a vota-
ção, na Câmara, de uma
pauta de interesse dos tra-
balhadores: redução da
jornada de trabalho de 44
para 40 horas, mudanças
no fator previdenciário ou
o seu fim, regulamentação
do trabalho terceirizado e
a votação da Convenção
158 da OIT (Organização
Internacional do Traba-
lho), que dá garantias con-
tra a demissão imotivada.
Os presidentes das cen-
trais discutiram a pauta
ontem com o presidente
da Câmara, Marco Maia
(PT-RS), e avisaram que as
mobilizações, na Casa e
nos estados, serão intensi-
ficadas. A estratégia é ini-
ciar votações no segundo
semestre, após negociação
com líderes e setores em-
presariais. Maia é ex-meta-
lúrgicoe temditoque quer
marcar sua gestão com a
votação de pontos da pau-
ta trabalhista. Aos sindica-
listas, deixou claro que é
preciso negociar.
O presidente da Força
Sindical, deputado Paulo
Pereira da Silva (PDT-SP),
diz que os trabalhadores
vão pressionar o Congres-
so, que tem entre seus
membros mais de 270 em-
presários e apenas 73 sin-
dicalistas.
braziltour.com
O segredo de uma grande celebração
é chamar todo mundo para participar.
Exatamente como o Brasil faz.
“Brazil iscallingyou. Celebratelifehere.”éotemadacampanhainternacional
na qual o Brasil convida turistas de todo o mundo para celebrar a vida
aqui. E os números não deixam dúvidas quanto ao seu sucesso. Hoje, o
turismo no Brasil cresce acima da média anual. Em 2010 recebemos
7,5% mais visitantes do que em 2009 e as receitas com negócios, lazer
e eventos cresceram 11,58%, chegando a US$ 5,919 bilhões. Provas de
que os esforços do Ministério do Turismo, EMBRATUR e empresários
do setor do turismo estão no caminho certo. Verdadeiros recordes
e motivos de muita comemoração.
10

O PAÍS 2ª edição • Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 10 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 23: 46 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Ministros do STF: falta ideologia aos partidos
Tribunal decide que vaga aberta por licença de parlamentar deve ser ocupada pelo suplente da coligação
Carolina Brígido
● BRASÍLIA. Por dez votos a um,
o Supremo Tribunal Federal
(STF) decidiu ontem que a vaga
de deputadofederal afastadode-
ve ser preenchida pelo suplente
da coligação, e não pelo do par-
tido. A decisão não vai mudar a
atual configuração de cadeiras
na Câmara, pois essa orientação
já vinha sendo tomada pela Me-
sa Diretora, mesmo tendo o Su-
premo determinado a posse de
alguns suplentes de partidos em
decisões liminares (provisórias).
No julgamento de ontem, alguns
ministros aproveitaram para cri-
ticar a falta de ideologia dos par-
tidos brasileiros — que hoje so-
mam 27 e, em breve, a lista ga-
nhará mais um: o PSD.
Desde janeiro, tem sido alvo
de polêmica a substituição de
deputados que deixaram a Câ-
mara para assumir outros car-
gos. Até o início deste mês, o
STF recebeu 16 ações pedindo
garantia de posse para suplentes
de partidos e coligações. Em li-
minares, a Corte estava dividida:
cinco ministros beneficiaram su-
plentes de partidos e quatro, de
coligações. O presidente da Câ-
mara, Marco Maia (PT-RS), man-
teve o entendimento da Casa de
dar preferência a coligações.
A decisão de ontem foi toma-
da nojulgamentode duas ações.
Numa delas, Carlos Victor da
Rocha Mendes (PSB-RJ), que é
primeiro suplente do partido,
queria assumir a vaga deixada
por Alexandre Cardoso (PSB-
RJ), secretário de Ciência e Tec-
nologia do estado do Rio. Em
outra ação, o primeiro suplente
do PPS de Minas, Humberto
Souto, buscava assumir a vaga
de Alexandre Silveira (PPS-MG).
A relatora, ministra Cármen
Lúcia, mudou de ideia e defen-
deu o direito dos suplentes das
coligações. Em decisões limina-
res, ela havia determinadoa pos-
se de substitutos de partidos:
— As coligações se sobre-
põem durante o processo eleito-
ral. Não há de se confundir or-
demde suplência comotema da
fidelidade partidária, cuja obser-
vância se dá no âmbito estrito
da relação partido e candidato.
Concordaram com Cármen
Lúcia os ministros Luiz Fux, Joa-
quimBarbosa, José Antonio Tof-
foli, Ricardo Lewandowski, Car-
los Ayres Britto, Gilmar Mendes,
Ellen Gracie, Celso de Mello e o
presidente da Corte, Cezar Pelu-
so. Marco Aurélio Mello defen-
deu os suplentes de partidos.
Ao longo da sessão, ministros
afirmaram que os partidos bra-
sileiros carecem de ideologia.
— A grande falha no sistema
eleitoral brasileiro é a total au-
sência de ideologia dos partidos
políticos. Se os partidos assu-
missem posturas definidas, não
teríamos os problemas que te-
mos hoje, que são essas coliga-
ções ‘sopa de letras’, que não fa-
zem com que os eleitos se sin-
tam minimamente vinculados a
qualquer programa partidário.
Nós hoje temos esses partidos
fragmentados, que significam
muito pouca coisa a respeito de
ideologia — disse Ellen Gracie.
Cezar Peluso concordou:
— Todos os partidos têm
um programa, o problema é
que nenhum deles segue o seu
programa...
— Todos os programas são
muito parecidos, de modo que o
eleitor não tem grandes opções
— completou Ellen Gracie.
Hoje, há 48 titulares afastados
na Câmara. Dos 48 suplentes, 22
são de partidos diferentes do ti-
tular. Eles teriam de deixar os
cargos caso a decisão do STF
fosse favorável às legenda. ■
O GLOBO NA INTERNET
a
Infográfico traz as principais
mudanças da reforma política
oglobo.com.br/pais
Filho de fundador do PSDB admite
engrossar grupo de dissidentes
Ricardo Montoro, aliado de Kassab, diz que se sente sufocado no partido
Flávio Freire
● SÃO PAULO. A crise instalada
no PSDB aumenta a cada dia.
Filho do ex-governador paulis-
ta Franco Montoro, um dos
fundadores do partido, o tuca-
no Ricardo Montoro admitiu
ontem a possibilidade de en-
grossar o grupo de dissiden-
tes e deixar o PSDB. Aliado do
prefeito Gilberto Kassab, Mon-
toro não descarta se filiar ao
PSD, mas faz mistério sobre os
novos passos. Depoi s do
anúncio de que seis vereado-
res e o ex-deputado Walter
Feldman deixariam a legenda,
Montoro disse que se sente su-
focado num partido em que
“não tem voz”.
Assim como os colegas que
saíram do PSDB com críticas à
cúpula tucana, Montoro acre-
dita que a debandada pode au-
mentar no ninho tucano. Se-
gundo ele, nos últimos dois
anos os integrantes da legenda
passaram a ser perseguidos. A
situação, disse ele, começou a
se tornar insustentável em
2008, depois que parte dos tu-
canos decidiu apoiar Kassab
na eleição municipal. O tucano
Geraldo Alckmin, que concor-
reu contra Kassab e perdeu,
não teria até hoje digerido o
que considerou traição.
— É difícil para um político
que tem atuação política estar
numpartido que não o quer. Não
digo que o governador (Alck-
min) estaria por trás dessa per-
seguição, mas pessoas que o ro-
deiam — afirmou ele, numa ten-
tativa de contemporizar os atri-
tos com Alckmin, já que ainda
pretende conversar com a dire-
ção tucana antes de bater o mar-
telo sobre a troca de partido. ■
O GLOBO EM SMS
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no seu celular. Envie um torpedo
com o texto OGLPOL para 50020
R$ 0,10 por mensagem (mais
impostos). Até 3 notícias por dia.
.
Mensalão:
STF apurará
vazamento
● BRASÍLIA. Oministro Joa-
quim Barbosa, do Supre-
mo Tri bunal Federal
(STF), determinou ontem
a abertura de inquérito
para apurar o vazamento,
para a imprensa, do rela-
tório da Polícia Federal
com novas informações
sobre o mensalão, o es-
quema de pagamento de
propina por parte do go-
verno Lula a parlamenta-
res. O ministro quer saber
quem foram os responsá-
veis pelo vazamento para
a revista “Época”, já que
as investigações estão em
segredo de Justiça.
O pedido de abertura
de inquérito foi feito pelo
banqueiro Daniel Dantas,
há duas semanas. Dantas é
citado no documento ela-
borado pelo delegado Luiz
Flávio Zampronha. O rela-
tório da PF foi enviado a
Barbosa e faz parte do in-
quérito 2.174 — uma das
frentes investigativas do
mensalão no Supremo.
Há duas semanas, Bar-
bosa concedeu a Dantas
o direito de consultar as
peças do inquérito, já
que é um dos investiga-
dos. O banqueiro ainda
não teve nas mãos o rela-
tório da PF, pois o docu-
mento está com o procu-
rador-geral da República,
Roberto Gurgel. No rela-
tório, a PF relata o cami-
nho do di nhei ro que
abasteceu o mensalão.
Gustavo Miranda/30-04-2009
CÁRMEN LÚCIA, a relatora: “Não há de se confundir ordem de suplência com o tema da fidelidade partidária”
Lula agradece apoio durante crise
Sem citar mensalão, ex-presidente lembra ‘momento difícil’
● SÃO PAULO. Em discurso no
Congresso Nacional dos Meta-
lúrgicos da CUT, o ex-presidente
Lula fez um agradecimento ao
movimento sindical por defen-
der o governo em “um momento
difícil” de sua gestão, mas sem
citar o escândalo do mensalão.
— Num momento difícil, num
momento de crise delicada no
país, quem assumiu a defesa do
governo não foi nenhum jornal,
nenhuma televisão ou um em-
presário. Foi exatamente o movi-
mento sindical e popular que as-
sumiu a defesa do governo.
O apoio dos sindicalistas em
2006, auge do mensalão, foi importante para
permitir a reeleição de Lula. Recentemente, o
presidente da CUT, Artur Henrique, lembrou da
importância de manter a articulação sindical
ativa para o momento em que “acabar o namo-
ro” da presidente Dilma Rousseff com a mídia.
Lula pediu mobilização de todos para serem
“guerreiros contra a inflação” e tolerância em
eventuais erros de Dilma, que “é nossa”:
—Ela vai precisar tanto ou mais do que eu
(de apoio). Além de ser do meu partido, ela
é mulher. Já estão tentando inventar diver-
gências entre nós. Não existe possibilidade
de divergência entre eu e a Dilma (sic).
Ele elogiou as medidas de Dilma e de sua
equipe econômica sobre a inflação.
— Vocês tem de fazer com o governo Dilma
o que fizeram com o meu governo. Sei que as
vezes ficaram chateados ou decepcionados.
Podemos cometer umerro, mas é nosso. Se ela
cometer um erro, ela é nossa — disse.
Lula ainda ironizou a oposição:
—Oposição é o bicho mais fácil de crescer.
Oposição é que nem carrapicho. Eu fui opo-
sição a vida inteira. A gente cresce sem nin-
guém precisar plantar.
Eliária Andrade
LULA, com o sindicalista Carlos Grana, discursa para metalúrgicos
NOTA

MAESTRO DEMITIDO
O maestro Júlio Medaglia,
de 73 anos, foi demitido
anteontem da TV e Rádio
Cultura depois de 24 anos
de trabalho à frente de
programas de música eru-
dita da emissora estatal
paulista. Ontem, ele disse
que foi demitido pelo pre-
sidente da Fundação Pa-
dre Anchieta, mantenedo-
ra das emissoras, João
Sayad. Segundo o maes-
tro, Sayad não lhe fez pro-
posta alternativa para re-
novação de contrato. Já a
Fundação Padre Anchieta
reafirmou comunicado di-
vulgado anteontem: “Fo-
ram oferecidas a ele algu-
mas alternativas”.
A nova
versao
do Hotel
de Luxo
*Prêmio concedido por Condé Nast Johansens, uma das maiores editoras
do mundo, proprietária de Vogue, Condé Nast Traveller eThe New Yorker
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O PAÍS

11 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 11 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 20: 48 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
12

O PAÍS Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 12 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Jarbas: ‘Senado parece que busca o suicídio’
Parlamentar pernambucano critica a presença no Conselho de Ética de senadores que respondem a processo na Justiça
OPI NI Ã O
.
RECADO
Turismo ainda em cruzeiro
Pedro Novais faz definição confusa da sua pasta
Bolsonaro volta
a polemizar e
ofende Jean Wyllys
● BRASÍLIA. O deputado Jair Bol-
sonaro (PP-RJ) voltou a causar
polêmica ontem. Dessa vez, ele
provocou bate-boca na Comis-
são de Direitos Humanos ao cri-
ticar mais uma vez o que bati-
zou de “kit gay”, material produ-
zido pelo Ministério da Educa-
ção para combater a homofobia
nas escolas. Ao perguntar ao mi-
nistro da Justiça, José Eduardo
Cardozo, que era ouvido em au-
diência pública, sobre omaterial
do MEC, Bolsonaro atacou indi-
retamente o colega Jean Wyllys
(PSOL-RJ), parlamentar que se
declara homossexual, é profes-
sor e estava presente à sessão.
— Uma pessoa já disse aqui
que as melhores professoras
que teve foram as prostitutas.
Tem professor que é gay. Será
que é bom também ? — afirmou
Bolsonaro, advertido pela presi-
dente da comissão, Manuela
D’Ávila (PCdoB-RS).
— Não aceitarei provocação.
O senhor se faz de ingênuo —
disse Manuela, afirmando que
Bolsonaro atacava Jean Wyllys.
— Fui profundamente ofen-
dido — disse Wyllys.
— Estou sendo vítima de pre-
conceito contra heterossexual
— rebateu Bolsonaro.
Cardozo disse que a escola é
o local ideal para se aprender a
respeitar as pessoas. ■
● BRASÍLIA. O senador Jarbas
Vasconcelos (PMDB-PE), o úni-
co a votar contra as indica-
ções dos partidos para o Con-
selho de Ética — que incluem,
por exemplo, Renan Calheiros
e Romero Jucá —, disse ontem
que o Senado parece caminhar
para o precipício:
— Tem hora que acho que o
Senado busca o suicídio. O
Conselho de Ética ter entre
seus integrantes parlamenta-
res que respondem a processo
na Justiça ou que já foram alvo
de representações na Casa é
um verdadeiro deboche.
O Conselho de Ética do Se-
nado foi instalado ontem nu-
ma sessão rápida, que elegeu
como presidente o senador
João Alberto (PMDB-MA), um
dos mais fiéis aliados do pre-
sidente José Sarney (PMDB-
AP). Dos oito titulares do novo
conselho que respondem ou já
responderam a inquéritos no
Supremo Tribunal Federal
(STF), apenas dois optaram
por se defender ontem peran-
te os demais colegas. Antonio
Carlos Valadares (PSB-SE), por
exemplo, destacou que seu
processo já teria sido arquiva-
do desde 2009.
Já Jayme Campos (DEM-MT),
eleito vice-presidente, que res-
ponde a dois inquéritos no STF
por peculato e crime contra a lei
de licitações, argumentou que
“sãopoucos os homens públicos
hoje no país que não respondem
a qualquer tipo de processo, em
razão da falta de critérios e irres-
ponsabilidade de representantes
do Ministério Público”.
O líder do PMDB, senador Re-
nan Calheiros (AL), outro titular
que responde a pelo menos um
processo no STF e já enfrentou
cinco representações no próprio
Conselho de Ética, preferiu não
se manifestar durante a sessão.
Na saída, ironizou perguntas da
imprensa sobre se ele se consi-
derava apto a julgar colegas de-
pois de ter respondido a ações
naquele colegiado.
—Eu não entrei no Conselho,
eu já era integrante dele. Aliás,
nunca deixei de ser. Agora será
que acham pouco eu ter sido
absolvido cinco vezes pela Ca-
sa? — retrucou Renan, referin-
do-se às três representações
contra ele arquivadas pelo Con-
selho de Ética e às duas absol-
vições no plenário do Senado,
em processos por quebra de
decoro parlamentar.
Criado em 1993, o Conselho
de Ética só foi instalado três
anos depois. De 1996 até 2009,
o órgão recebeu cerca de 30
representações e denúncias
contra parlamentares, das
quais apenas duas resultaram
em punições efetivas. ■
Ailton de Freitas
PEDRO NOVAIS: “os romanos diziam ‘humanus definutus periculosa’”
● A PRESENÇA de Renan Calheiros, Romero Jucá, Gim Ar-
gello e outros de prontuário semelhante no Conselho de
Ética do Senado é bastante sugestiva.
SERVE PARA deixar claro quem manda na Casa.
CORREÇÃO
Ailton de Freitas
RENAN CALHEIROS (à esquerda) conversa com Romero Jucá durante a instalação do Conselho de Ética
● No inquérito 2629, que
apura crime eleitoral e ain-
da tramita no Supremo, a
parte relativa ao senador
Antonio Carlos Valadares
(PSB-SE) foi arquivada, dife-
rentemente do que publicou
O GLOBO ontem. A relatora,
a ministra Cármem Lúcia,
declarou em 30 de junho de
2009 “a extinção da punibi-
lidade em relação ao sena-
dor”, arquivando a ação
contra ele. Em agosto de
2010, o caso foi considerado
“transitado em julgado”. O
Ministério Público Federal
requereu o arquivamento.
Maria Lima
● BRASÍLIA. Emsua estreia pú-
blica como ministro do Turis-
mo, na Comissão de Desen-
volvimento Regional e Turis-
mo do Senado, para falar so-
bre os planos para atrair tu-
ristas, Pedro Novais ontem
iniciou sua exposição lendo
um longo texto para mostrar
quão nanica é sua pasta. Dis-
se que nãovai apitar nada nas
decisões centrais sobre a Co-
pa e as Olimpíadas, e que a
única incumbência de seu mi-
nistério é capacitar 306 mil
prestadores de serviços.
Como se estivesse atrasado
alguns anos na História, mais
de duas vezes se referiu ao
real como cruzeiro e recorreu a uma citação ro-
mana em latim de mais de dois mil anos para
dizer como é difícil definir: o que é turismo?
— O dicionário tem uma definição que
não satisfaz. Os romanos, há dois mil anos,
já diziam “humanus definutus periculosa”,
mas vou me arriscar a dizer o que é: ir fazer
um check-up no Incor, hospedar-se no Fasa-
no e ver a Bienal é turismo — disse Pedro
Novais para um plenário quase vazio.
Nem mesmo a autora do requerimento, Lí-
dice da Mata, ficou para a exposição.
E o que é o Ministério do Turismo? Novais,
então, começou a desfiar um rosário de lamen-
tações sobre o orçamento, cortado quase na
sua totalidade pela equipe econômica. Disse
que é um ministério pequeno, com 250 funcio-
nários e umorçamento inicial de R$ 3,7 bilhões,
que, como contingenciamento e cortes de 85%,
caiupara R$ 570 milhões. Eos restos a pagar, de
R$ 3,6 bilhões, também foram cortados.
Mesmo agradecendo o apoio dos poucos
presentes, que tambémreclamaramdos cor-
tes e da desidratação da pasta, Pedro Novais
disse que está conformado e não se abate:
—Não reclamo nada. Sou umobediente ser-
vidor e ainda aplaudo a presidente Dilma! —
disse o aliado do presidente José Sarney.
Mesmo porque não teve oportunidade de
reclamar. Até hoje ele não conseguiu uma
audiência com Dilma.
— Ela não me recebeu porque não pedi. Já
estive em várias reuniões, mas conversa de
pé de ouvido, não tive — admitiu.
Ao abordar o déficit da conta turismo no
Brasil, disse que a culpa é da supervaloriza-
ção da moeda brasileira, o “cruzeiro”:
— Muitos criticam o fato de mais brasileiros
irem à Argentina do que argentinos virem ao
Brasil. Mas esta falha não é do Ministério do
Turismo. É do cruzeiro supervalorizado — dis-
se Novais, depois corrigindo para real.
Requião já vetou lei de
combate ao bullying
Anteontem, porém, ao se defender por ter
atacado a imprensa, ele se disse vítima
Adauri Antunes Barbosa
● SÃO PAULO E BRASÍLIA. O depu-
tado estadual Douglas Fabrí-
cio (PPS), do Paraná, fez um
pronunciamento ontem na As-
sembleia Legislativa manifes-
tando sua estranheza à recla-
mação do senador Roberto
Requião (PMDB-PR), que afir-
mou estar sendo vítima de bul-
lying por parte da imprensa,
depois de arrancar um grava-
dor das mãos de um repórter
que o entrevistava. Requião,
que foi governador do Paraná,
vetou em 2007 um projeto de
Douglas que autorizava a cria-
ção de um programa estadual
de combate ao bullying.
— Achei muito estranho o se-
nador Requião, com aquele jei-
tão dele, aquele tamanhão todo,
reclamar de bullying. Como ele
pode alegar que está sofrendo
bullying se foi contra o combate
ao bullying no Paraná? — argu-
mentou o deputado.
Aprovado em todas as co-
missões e pelo plenário da As-
sembleia Legislativa, o projeto
de Douglas Fabrício foi elabo-
rado quando se começava a
discutir o assunto no Brasil.
— Queria colocar o Paraná
na vanguarda do tema, come-
çando a discussão sobre esse
assunto — explicou ontem.
Mas, para decepção do depu-
tado, o então governador Re-
quião vetou a proposta no dia
24 de dezembro de 2007. As ale-
gações eram de que o projeto
era “contrário aos interesses pú-
blicos”, sem mais explicações, e
que a Secretaria estadual da
Educação já tinha programas
equivalentes, no Grupo de En-
frentamento da Violência e nas
aulas de Sociologia.
— Na verdade ele vetou por-
que eu estava na oposição. Ele
arrumou esses argumentos co-
mo poderia ter utilizado qual-
quer outro — resumiu Douglas
que, informou, já reapresentou
o projeto este ano e espera que
seja sancionado pelo atual go-
vernador Beto Richa (PSDB).
Advogado do Senado analisa
pedido de retratação
O presidente do Senado, José
Sarney (PMDB-AP), decidiu on-
tem encaminhar para o advoga-
do-geral da Casa, Alberto Cas-
cais, a representação do Sindi-
cato dos Jornalistas Profissio-
nais do Distrito Federal contra o
senador Roberto Requião. A en-
tidade solicita que o Senado fa-
ça uma advertência ou censure
publicamente o parlamentar
por ele ter tomado um gravador
das mãos do jornalista Victor
Boyadjian, da Rádio Bandeiran-
tes, quando este o entrevistava
em plenário. Em seu despacho,
Sarney pede a manifestação da
Advocacia Geral do Senado. ■
COLABOROU: Adriana Vasconcelos
O PAÍS

13 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 13 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 05 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Por uma cidade mais sustentável
Qualidade de vida será tema da 25
a
-
edição do Prêmio Jovem Cientista
Catarina Alencastro
● BRASÍLIA. Sustentabilidade nas cida-
des é o tema da 25
a
- edição do Prêmio
JovemCientista, lançadoemsolenidade
ontemque tambémcelebrou os 60 anos
do Conselho Nacional de Desenvolvi-
mento Científico e Tecnológico (CNPq).
Oconcurso vai premiar este ano os me-
lhores trabalhos sobre qualidade de vi-
da, mobilidade nas cidades, gestão da
água nomeiourbanoe impactodas mu-
danças climáticas, entre outros. Jovens
cientistas serão premiados em quatro
categorias: graduado, estudante do en-
sino superior, estudante do ensino mé-
dio e mérito institucional.
Além disso, há uma menção honrosa
para o pesquisador com título de dou-
tor que tenha se destacado por sua tra-
jetória na área relacionada ao tema do
prêmio, promovido pelo CNPq em par-
ceria com a Fundação Roberto Mari-
nho, a Gerdau e a GE. Além do prêmio
emdinheiro —R$ 30 mil para o 1
o
- lugar
da categoria graduado, R$ 15 mil para o
melhor trabalho de ensino superior, e
laptops para os três melhores trabalhos
de estudantes do ensino médio —, os
vencedores ganharão bolsas de estudo
do CNPQ e receberão o prêmio das
mãos da presidente Dilma Rousseff, em
cerimônia no Palácio do Planalto.
O prêmio Jovem Cientista tem histó-
ria. Há 30 anos, o engenheiro Henrique
Sarmento Malvar ganhava pela primeira
vez. Na época, o prêmio era uma inicia-
tiva da instituição americana Marconi
Foundation e da Fundação Roberto Ma-
rinho, que decidiu reeditá-lo. Professor
de engenharia elétrica da Universidade
de Brasília, Malvar desenvolveu estudo
sobre filtros eletrônicos sintonizáveis,
técnica para “limpar” o ruído de grava-
ções telefônicas. Ele tinha só 24 anos.
Malvar conta que o importante foi a
projeçãoque teve após a premiação. Na-
quele mesmo ano, ganhou uma bolsa de
estudos para o Massachussetts Institute
of Technology (MIT). Depois, voltou ao
Brasil para dar aulas na UnB e retornou
aos Estados Unidos como vice-presiden-
te da Picture Tel, empresa que criou o
primeiro sistema de videoconferência.
Há 14 anos trabalha na Microsoft e é ho-
je o cientista-chefe da empresa:
— Acho que o Jovem Cientista foi o
início de um processo. Tinha um traba-
lho publicado, mas não tinha nome. Foi
bem importante. Tenho amigos que até
hoje me chamam de jovem cientista.
As inscrições para o prêmio serão de
2 de maio a 31 de agosto, pela internet
ou pelos Correios. O regulamento com-
pleto e a ficha de inscrição estão no site
<www.jovemcientista.cnpq.br>.
HENRIQUE MALVAR , hoje (na foto menor)
e quando ele foi o ganhador da primeira
edição do Prêmio Jovem Cientista, em 81
Arquivo
Dilma lança hoje
Pronatec e anuncia
120 novas escolas
● BRASÍLIA. A presidente Dilma
Rousseff lança hoje o Programa
Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico (Pronatec), destinado à
capacitação técnica e profissio-
nal de jovens e adultos, numa
resposta à demanda por mão de
obra qualificada no país. A meta
é formar 3,5 milhões de trabalha-
dores até 2014, começando este
ano com 500 mil, com foco nos
alunos do ensino médio, reinci-
dentes do seguro-desemprego e
beneficiários do Bolsa Família.
O governo também conce-
derá incentivos às empresas
privadas para qualificação de
seus quadros. As ações se con-
centrarão nos setores mais ne-
cessitados de profissionais es-
pecializados, como constru-
ção civil, tecnologia da infor-
mação e serviços (hotelaria e
gastronomia, por exemplo).
Os cursos de formação serão
oferecidos pelos institutos fe-
derais de ensino técnico, por
escolas estaduais e pelo Siste-
ma S (Senai e Senac, por exem-
plo). No evento, no Palácio do
Planalto, será anunciada a cria-
ção de 120 novas escolas técni-
cas federais no país. ■
Delúbiojáparticipahoje de umareuniãodoPT
Dutra se reúne com Dilma no Alvorada disposto a anunciar que vai renunciar à presidência do partido
Gerson Camarotti e Maria Lima
● BRASÍLIA. Cincoanos e seis me-
ses após ter sido banido do par-
tido pela operação do mensalão,
o ex-tesoureiro do PT Delúbio
Soares volta hoje ao convívio
dos antigos companheiros. Os
84 membros do Diretório Nacio-
nal do PT estão prontos para
aprovar seu pedido de refiliação,
mas, antes, ele vai tratar pessoal-
mente de sua situaçãonuma reu-
nião reservada da corrente
Construindo um Novo Brasil
(CNB). Será decidida junto com
os companheiros da CNB, cor-
rente majoritária do PT, a conve-
niência de aprovar sua volta já
neste fim de semana, junto com
a delicada renúncia do presiden-
te da sigla, José Eduardo Dutra.
Na época do mensalão, o Di-
retório Nacional aprovou relató-
rio do conselho de ética que in-
dicava a exclusão de Delúbio do
partido por 37 votos a favor, 16
contra e três abstenções. A pre-
visão é que sua volta seja apro-
vada por pelo menos 59 votos.
— Há alguma resistência da
corrente Mensagem. Nesses
quase seis anos, Delúbio não so-
freu qualquer condenação. Eu
achava melhor que sua volta
acontecesse após o julgamento
do processo. Mas a maioria do
Diretório concorda com sua vol-
ta já — informou o líder do PT
no Senado, Humberto Costa.
— O Delúbio segurou tudo
calado. Eu não fui beneficiada
(com repasses do mensalão),
mas eu voto a favor de sua vol-
ta — argumentou a senadora
Marta Suplicy (PT-SP).
A reunião do grupo majori-
tário com Delúbio acontecerá
no mesmo dia em que a Execu-
tiva Nacional do PT decidirá a
pauta do Diretório Nacional,
de amanhã e sábado.
Na reunião do Diretório, Du-
tra deverá apresentar um qua-
dro detalhado de seu estado de
saúde e do tratamento que vem
realizando para justificar a re-
núncia ao cargo. Ele se reuniu
ontem à noite com a presidente
Dilma Rousseff no Alvorada, pa-
ra comunicar primeiro a ela a
decisão de renunciar.
O Planalto quer uma solução
rápida para a substituição do co-
mando do partido. Dilma e o ex-
presidente Lula já avisaramà cú-
pula petista que a sucessão tem
que ser imediata, sem espaço
para disputa interna.
Humberto Costa já recebeu o
aval de Lula para assumir o co-
mando do partido. Mas essa elei-
ção só ocorrerá se houver um
consenso entre os dirigentes do
partido. Se as divergências inter-
nas continuarem, o mais prová-
vel é que seja marcada nova reu-
nião do diretório em 30 dias. ■
14
R I O
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

RIO

PÁGINA 14 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 14 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Voltaolímpicaaopassado
Prefeitura resgata projeto dos anos 90 para desafogar Barra-Zona Sul; Jogos terão rodízio
Luiz Ernesto Magalhães
A
prefeitura decidiu desarqui-
var um projeto viário do fim
dos anos 90 para reorganizar
o trânsito entre a Barra da Ti-
juca e a Zona Sul a tempo dos Jogos
Olímpicos de 2016. Aideia é construir
uma terceira faixa em vão livre e alar-
gar os túneis do Joá e de São Conrado
na parte superior do Elevado do Joá
(ou das Bandeiras). As obras vão co-
meçar em 2013 e devem durar pelo
menos dois anos, já que terão que ser
executadas principalmente durante a
madrugada.
O projeto foi aprovado ontem du-
rante uma reunião no Palácio Gua-
nabara com a delegação do Comitê
Olímpico Internacional (COI), que
está no Rio supervisionando o anda-
mento dos projetos. Ainda não se
sabe quanto custará a intervenção.
O plano apresentado pelo secretá-
rio municipal de Transportes, Alexan-
dre Sansão, recebeu sinal verde do
consultor do COI para transportes,
Philippe Bovy. Ficou decidido tam-
bémque será implantado umsistema
de rodízio para carros de passeio em
dois trajetos da ligação Barra-Zona
Sul, entre a Avenida Ministro Ivan
Lins e a Praça Sibelius e o cruzamen-
to das Avenidas Niemeyer e Delfim
Moreira. O rodízio acontecerá tanto
durante os Jogos Olímpicos (de 5 a 21
de agosto de 2016) quanto nas Parao-
limpíadas (de 7 a 18 de setembro). O
sistema prevê ainda outras restrições
para carros particulares, para estimu-
lar a população a usar os transportes
coletivos .
—Na pista inferior do Joá, uma das
faixas ficará reservada para os coleti-
vos que deixam a Barra. A segunda
faixa vai operar em sistema reversível
para o deslocamento da família olím-
pica. Os carros de passeio vão circu-
lar pela parte superior do elevado e,
ao chegar emSão Conrado, serão des-
viados para a orla. A Avenida Nie-
meyer vai operar durante os eventos
apenas no sentido Leblon. No sentido
Barra, a orientação do trânsito não
vai mudar para carros de passeio e
coletivos. As três faixas serão opera-
das com reversíveis ao longo do dia
conforme a demanda por sentido—
detalhou Sansão.
COI queria solução
para acesso à Barra
● Oplano pôs fima uma longa discus-
são iniciada durante o processo de
candidatura do Rio aos Jogos Olímpi-
cos de 2016. Na avaliação do COI, a
ligação Barra-Zona Sul era o principal
problema do projeto do Rio, e por is-
so cobravam-se soluções. O governo
estadual decidiu construir a Linha 4
do metrô, que deve entrar em opera-
ção comercial em maio de 2016. Ain-
da assim, o COI entendeu que a so-
lução era insuficiente.
Antes, várias alternativas foram es-
tudadas, como a duplicação da Lagoa-
Barra, a implantação de um corredor
de BRTs (faixa exclusiva para ônibus
articulados segregada do trânsito
normal) e a implantação de uma ter-
ceira faixa na Avenida Niemeyer.
— Acreditamos que a solução en-
contrada foi a que trará melhorias
para o tráfego na região depois das
Olimpíadas. E que, ao mesmo tem-
po, não cria a ameaça de transfor-
mar a Zona Sul num corredor de
passagem do trânsito de veículos
que saem ou chegam à Barra da Ti-
juca — disse o prefeito Eduardo
Paes, que acompanhou a reunião.
Osecretário de Transportes acredi-
ta que o projeto escolhido é o que
provocará o menor impacto urbanís-
tico e ambiental. Sansão não descar-
tou a necessidade de adoção de rodí-
zio em outros pontos da cidade para
atender às necessidades dos Jogos.
Ele lembrou que, durante as Olimpía-
das, serão decretadas férias escola-
res, o que já reduz o número de veí-
culos em circulação.
Ainda não está decidido se o rodí-
zio na ligação Zona Sul-Barra será
idêntico ao de São Paulo — em cada
dia útil, carros com dois finais de pla-
cas são proibidos de circular a cada
dia útil em alguns corredores — ou se
será aplicada outra limitação.
— O problema é que a Lagoa-Bar-
ra recebe hoje 40 mil veículos em
cada sentido, e nós precisamos re-
duzir essa demanda em até 40% (16
mil carros a menos) para implantar
o sistema — disse o secretário.
Sobre o aproveitamento da tercei-
ra faixa no Joá depois das Olimpía-
das, Sansão explicou que serão fei-
tos estudos para decidir como ela
poderá ser mais bem utilizada. Uma
das hipóteses a ser estudada é se
ela poderá ser usada como corredor
exclusivo para a circulação do
transporte coletivo.
O secretário municipal de Obras,
Alexandre Pinto, acrescentou que,
antes das obras de alargamento, o
Elevado do Joá passará por uma re-
forma que inclui reforço estrutural
dos pilares que sustentam a estru-
tura. As obras, que custarão cerca
de R$ 6 milhões, começam no se-
gundo semestre e foram propostas
por um estudo contratado pela pre-
feitura à Coppe/UFRJ.
— Pelo projeto, essa terceira fai-
xa terá 20 metros de largura. A Geo-
Rio está aproveitando as interdi-
ções do túnel para manutenção a
fim de fazer sondagens que vão aju-
dar a definir, por exemplo, se pode-
mos alargar o trecho de túneis ape-
nas escavando por um lado da pa-
rede rochosa. As informações servi-
rão de base para licitar o projeto
executivo da obra, que deve ser li-
citado ainda este ano e contratado
provavelmente em 2012 — acres-
centou o secretário de Obras.
Origem dos recursos
não está definida
● O custo total da obra ainda está
em fase de levantamento. Como se
trata de um projeto que não era pre-
visto do dossiê da candidatura, tam-
bém ainda não está definido se os
recursos virão da prefeitura ou de
outra esfera pública.
A questão será debatida a partir da
instalação oficial da Autoridade Públi-
ca Olímpica (APO). O presidente da
APO, Henrique Meirelles, acompa-
nhou ontem a reunião, ainda na con-
dição de observador. Escolhido para
o cargo pela presidente Dilma Rous-
seff, Meirelles explicou que, para ser
efetivado do cargo, ainda terá que
passar por uma sabatina no Senado.
O prefeito Eduardo Paes informou
ainda que a economista Maria Silvia
Bastos Marques foi escolhida por ele
para ser a Autoridade Olímpica Muni-
cipal na estrutura da APO. ■
Centro da seleção de malas prontas
CBF cogita construir complexo em outro estado
ENTENDA O PROJETO
Túnel
do Joá
Elevado
do Joá
Túnel de
São Conrado
E
s
t
r
a
d
a
d
o
J
o
á
Estrada
do
Joá
ELEVADO DO JOÁ
Pista para ônibus
sentido Zona Sul
Nova pista
proposta
Reversível para a
família olímpica
Ganhará uma terceira pista.
As três pistas superiores
serão reversíveis conforme
o tráfego
TÚNEIS
Pistas superiores
Os carros de passeio e ônibus
(sentido Barra) vão circular pela
parte superior dos túneis. As três
faixas serão operadas como
reversíveis ao longo do dia
conforme a demanda
Pistas inferiores
Uma operará em reversível
para a família olímpica e a
outra será usada pelos ônibus
no sentido Zona Sul
Pista para
ônibus Sentido
Zona Sul
Reversível
para a família
olímpica
Sentido
Zona Sul
Sentido
Barra
Reversível
Sentido
Zona Sul
Sentido
Barra
Reversível
Nova pista
proposta
Nova pista
proposta
Pistas
inferiores
Pista
superiores
SÃO CONRADO
BARRA DA
TIJUCA
.
Obra chegou a
ser licitada
em 2000
● A proposta de construir
uma terceira faixa no Elevado
do Joá surgiu na administra-
ção de Lui z Paul o Conde
(1997-2000). No ano 2000, a
obra chegou a ser licitada,
mas o projeto acabou sendo
abandonado por falta de re-
cursos. Em 2001, o então se-
cretário municipal Eider Dan-
tas apresentou outra ideia pa-
ra ampliar a capacidade do
elevado. Uma nova pista seria
construí da por bai xo das
duas existentes, com três fai-
xas, sendo a do meio reversí-
vel. Assim, duas pistas sem-
pre seriam destinadas ao flu-
xo maior: Barra-São Conrado
pela manhã e São Conrado-
Barra no fim da tarde.
Em 2003, Eider apresentou
outra proposta, arquivada de-
vido a críticas de associações
de moradores da Zona Sul e do
Ministério Público. O plano
consistia em construir uma
nova pista, com duas faixas,
escavada no paredão rochoso.
Além disso, dois novos túneis
seriam abertos ao lado dos já
existentes. A pista operaria
sempre como reversível no
sentido de maior tráfego.
REFORMAS: pelo
projeto da
prefeitura, o
Elevado do Joá
ganhará uma
terceira pista em
vão livre; a
proposta já foi
aprovada pelo
Comitê Olímpico
Internacional
Divulgação/ 14-4-2011
INVASÃO: casas construídas irregularmente, com apoio de milicianos, dentro do terreno comprado pela CBF
● O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse
ontem que o novo Centro de Treinamento da
seleção brasileira, planejado para ser cons-
truído num terreno no Recreio dos Bandeiran-
tes já para a Copa das Confederações, em
2013, pode ser transferido para um estado vi-
zinho, provavelmente São Paulo ou Minas Ge-
rais. O motivo é o impasse judicial em torno
do terreno comprado pela CBF no Recreio,
disputado entre o empresário que vendeu a
área e um posseiro. A 19
a
- Câmara Cível do Tri-
bunal de Justiça já reconheceu que a área per-
tence ao empresário, e o processo retornou à
7
a
- Vara Cível da Barra, que determinou uma
perícia no terreno. Mesmo passados quase
seis meses da decisão em segunda instância,
a sentença ainda não saiu. Devido ao imbró-
glio jurídico, Teixeira admitiu que o Museu do
Futebol e o hotel também projetados na área
não ficarão prontos para a Copa.
Teixeira acrescentou que o prazo limite pa-
ra o terreno ser liberado é agosto. O novo CT
substituirá a Granja Comary, em Teresópolis,
como espaço oficial de preparação da seleção
brasileira para os seus compromissos. Além
do impasse judicial, a área onde fica o terreno
está sendo invadida com a proteção de uma
milícia, e pelo menos 30 casas já foram cons-
truídas irregularmente .
Márcio Magalhães, diretor da construtora
Andrade Gutierrez, contratada para executar o
projeto, explicou que as obras do CT exigirão
soluções complexas de engenharia, devido a
algumas características do terreno. E, à medida
emque o tempo passa, o custo das obras tende
a aumentar, para que tudo seja entregue em ja-
neiro de 2013 conforme previsto. O plano ori-
ginal era iniciar as obras em outubro de 2010.
Marco Antônio Cavalcanti/ 11-1-2010
RIO

15 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 15 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 07 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Agência reguladora investiga
caso de agressão no metrô
Empresa disse que procedimento de seguranças foi padrão
Ediane Merola
● A Agência Reguladora de
Serviços Públicos Concedidos
de Transportes Aquaviários,
Ferroviários, Metroviários e
de Rodovias do Estado do Rio
(Agetransp) abriu um proces-
so para apurar as responsabi-
lidades de seguranças e de um
usuário do metrô envolvidos
numa confusão, anteontem à
noite, dentro da estação em
Bot af ogo. Por vol t a das
18h30m, o auxiliar de jardina-
gem Gabriel Gonçalves, de 35
anos, foi acusado por agentes
de ter pulado a roleta para não
pagar a tarifa e acabou arras-
tado para dentro de uma sala,
onde diz ter sido agredido. To-
dos os envolvidos no inciden-
te prestaram depoimento na
central de flagrantes da 13
a
- DP
(Copacabana), onde ambas as
partes registraram ocorrên-
cia. O caso foi encaminhado
para a 10
a
- DP (Botafogo).
Concessionária muda versão
com divulgação de imagens
A confusão, presenciada por
vários usuários, foi filmada pelo
repórter Rogerio Coutinho, da
TV Globo. As imagens mostram
que, após passar pela catraca, o
passageiro foi abordado por um
segurança e puxado pelo braço.
Um grupo saiu em defesa de Ga-
briel, que foi arrastado pela ca-
misa e pela mochila.
Num primeiro momento, a
concessionária divulgou nota in-
formandoque “opassageiroten-
tou pular o torniquete e foi de-
tidopelos agentes de segurança,
em procedimento de acordo
com as normas, sem uso indevi-
do de força”. Após a exibição
das imagens, no entanto, a em-
presa mudou o tome disse estar
“apurando com rigor o inciden-
te”, ressaltando que seus funcio-
nários são treinados para agir
“sem uso indevido de força”.
A Metrô Rio ainda divulgou
uma terceira nota, 24 horas de-
pois do ocorrido, pedindo des-
culpas à população e informan-
do que os seguranças foram
afastados das funções até a até a
completa apuração dos fatos.
Segundo a concessionária, a
estação Botafogo passou por re-
formas e as câmeras ainda não
foram reinstaladas. As imagens
feitas pelo repórter, no entanto,
mostram várias pessoas saindo
em defesa de Gabriel. Mesmo
assim, o homem é empurrado
para dentro de uma sala de vi-
dro. As imagens não mostram
claramente, mas numa das ce-
nas é possível vê-lo deitado no
chão, se contorcendo de dor e
passando a mão sobre uma mar-
ca na lateral do corpo, que pa-
rece ser um hematoma.
No momento em que Gabriel
é levado para a sala, as imagens
mostramumoutrohomemrece-
bendo uma “gravata” de um se-
gurança. Segundo um amigo, o
acusado teria usado o cartão
Riocard de um colega para pas-
sar pela roleta. Um segurança,
com cassetete na mão, tentou
impedir que o repórter fizesse
as imagens, mas não conseguiu.
Umoutro agente agrediu verbal-
mente os usuários.
Hoje haverá audiência públi-
ca na Assembleia Legislativa
para discutir a qualidade dos
serviços públicos, e a confusão
ocorrida no metrô será abor-
dada. Os deputados também
querem se reunir com repre-
sentantes da concessionária,
no dia 9, para que prestem es-
clarecimentos sobre a forma-
ção dos agentes. Os seguran-
ças e os agredidos também se-
rão convidados para apresen-
tarem suas versões.
Emabril de 2009, quatroagen-
tes de controle da SuperVia fo-
ram flagrados pela TV Globo es-
pancando passageiros com so-
cos, chutes e chicotadas. Eles
foram demitidos e a empresa
multada pela Agetransp. ■
Reprodução da TV Globo
GABRIEL GONÇALVES (de azul) é agarrado por seguranças do metrô
Linguiça defumada
fininha Seara - 240 g
2
,89
Linguiça mista fininha
defumada Perdigão
240 g
2
,99
Costela
defumada - kg
19
,90
Costela salgada
kg
10
,90
Carne bovina
Jerked Beef
traseiro Qualitá
500 g
13
,90
Carne bovina
Jerked Beef
dianteiro Qualitá
500 g
9
,90
Bacon de lombo
defumado - kg
13
,90
Bacon defumado a granel, linguiça
Guanabara fina Sadia 500 g ou Lombo
de pernil salgado - kg 8
,90
Linguiça
de frango
ou suína
Da Roça
400 g
4
,98
Chispe salgado,
linguiça calabresa
defumada faisão
ou orelha salgada
kg
4
,99
Linguiça calabresa
curada Seara, Sadia
ou Perdigão - kg
6
,99
Carne seca
ponta-de -agulha
kg
9
,90
F
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m
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r
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e
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p
r
e
ç
o
.
OFERTAS
VÁLIDAS
PARA O DIA
28/4/2011
*
Campanha válida para o dia 28/4/2011.Todas as lojas Extra no Brasil cobrem as ofertas anunciadas pela concorrência direto no caixa, bastando entregar ao caixa, no ato da compra, o anúncio impresso da concorrência, para a oferta ser coberta pelo Extra, por meio de desconto no valor da sua compra. Não serão
aceitas, para efeitos de comparação de preços, as ofertas emitidas por comerciantes ou empresas atacadistas. A campanha “PREÇO NÃO SE DISCUTE” é válida somente para as lojas físicas do Extra Hiper e Extra Supermercado, não valendo para as lojas Extra Fácil ou loja virtual www.extra.com.br. Caso a sua
compra já tenha sido fnalizada, você deverá dirigir-se ao SAC da loja, levando o cupom fscal e o anúncio impresso da concorrência para receber a diferença. Será válido somente o anúncio impresso da concorrência, na forma de tabloide, lâmina, folheto ou anúncio de jornal de grande circulação, com o prazo
de oferta dentro do período desta promoção, para produtos idênticos (mesma marca, modelo, tipo, voltagem, cor, sabor, quantidade, peso ou unidade etc). O anúncio apresentado não será devolvido ao cliente e fcará retido com o caixa ou SAC da loja Extra. A comparação entre os preços praticados pelo Extra e
pela concorrência restringe-se às lojas sediadas nos mesmos municípios. Esta condição não é válida para promoções especiais com múltiplos de produtos – Ex. “pague 2 e leve 3”, “leve 4 e, com mais um centavo, leve outro produto ou mais um exemplar do mesmo produto”. Para melhor atendermos aos nossos
clientes, não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de limitar a quantidade dos produtos anunciados pela concorrência, por cliente, em 5 unidades/kg por produto da categoria alimentos e 2 unidades por produto da categoria não alimentos. Para mais informações, consulte o SAC das lojas Extra.
Ofertasválidaspara28/4/2011ouenquantoduraremosestoques. Apósessadata, ospreçosvoltamaonormal. Verifiqueadisponibilidadedosprodutosnalojamaispróxima. Garantimosaquantidademínimade5
unidades/kgdecadaprodutoporlojaemqueeleestejadisponível.Paramelhoratendernossosclientes,nãovendemosporatacadoereservamo-nosodireitodelimitar,porcliente,aquantidadedosprodutosanunciados.
Pagamentoavistapodeser feitoemdinheiro, cheque, cartãodedébitooucomoscartõesdecréditoAmex, Aura, Diners, GoodCard, MasterCard, Policard, Senffnet (aceitosomentenoParaná, SãoPauloeDistrito
Federal),Sorocred,Unik,ValeShop(aceitosomentenaslojasdeDistritoFederal,MinasGerais,Goiânia,SãoPaulo,RiodeJaneiroePernambuco)ouVisa.Nositewww.extra.com.br,asofertaseformasdepagamento
podemserdiferenciadas.Consultecondiçõesparapagamentocomchequenaloja.OExtraaceitaváriosvales-alimentação(confirarelaçãonaloja).Ficaressalvadaeventualretificaçãodasofertasaquiveiculadas.
Ofertas válidas para todas as lojas Extra Hiper e Extra Supermercado do Estado do Rio de Janeiro.
Não são todos os produtos que estão disponíveis nas lojas Extra Hiper e Extra Supermercado, podendo variar de acordo como estoque e sortimento de cada loja. Consulte a loja mais próxima.
Educação de qualidade é formar profissionais,
sem nunca esquecer que também está formando pessoas.
Pelo Dia da Educação. Pela educação todos os dias.
28 de abril: Dia da Educação.
16

RIO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 16 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 06 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Daniel Klajmic
LUÍZA BRUNET,
nossa musa
eterna, tão
linda aos 48
anos, parece
irmã, repare,
da filha
Yasmin, de
22. As
duas modelos
posam juntas,
aqui, para
o mesmo
trabalho.
Serão as
estrelas, veja
que legal,
da campanha
de Dia das
Mães de
uma grife
internacional
de produtos
de beleza,
que começa
a ser veiculada
domingo
agora. Faz
sentido
Fla acerta a hora
Depois da CBF, que anun-
ciou contrato com os relógios
Parmigiani, agora é o Flamen-
go que fecha acordo comoutra
marca suíça de luxo, a Hublot.
A grã-fina, que também pa-
trocina o clubão inglês Man-
chester United, vai lançar a li-
nha Fla Bang, para comemo-
rar os 30 anos da conquista
do título mundial do Fla.
Segue...
Serão apenas 250 unidades
do relógio — cada um, acredi-
te, ao preço de R$ 40 mil.
Oclube ganhará US$ 300 mil
pelo licenciamento, mais US$
160 mil de verba publicitária.
Marriot Fla
Por falar em Flamengo, o
botafoguense Eike Sempre Ele
Batista negocia a bandeira
Marriot para o hotel que pre-
tende criar na antiga sede ru-
bro-negra no Morro da Viúva.
Pelo acordo, o empresário
deve reformar o Ninho do Uru-
bu, centro de treinamento do
time de futebol profissional do
clube, em Vargem Grande.
Nosso dinheirinho
A dupla César Menotti e Fa-
biano desembarcou ontem às
17h30m num hangar de jati-
nhos em Brasília.
À espera dos artistas, um
carro do Senado, placa 0073,
do senador Magno Malta.
Aeroporto de Nacala
A Odebrecht assina hoje o
primeiro contrato de financia-
mento de infraestrutura entre
Brasil e Moçambique, via BN-
DES, para construção do aero-
porto de Nacala.
Negócio de US$ 110 milhões.
Morar bem
O mercado imobiliário no
Rio cresce sem parar, sem pa-
rar, sem parar.
O número de licenças dadas
pela prefeitura no primeiro tri-
mestre superou em 22% o do
mesmo período de 2010, que já
havia sido um recorde dos últi-
mos 30 anos. Foramlicenciadas
1.220.000m² de novas obras.
Tem pediatra?
ASecretaria estadual de Saú-
de do Rio investiga umsuposto
esquema de pediatras e orto-
pedistas fantasmas no Hospital
Getúlio Vargas, na Penha.
Asuspeita é a de que salários
de cerca de dez médicos, que
nunca apareceram na unidade,
foram parar no bolso de um al-
to funcionário do hospital.
Rei das Quentinhas
Ariadne Coelho e seus três
filhos com o finado empresá-
rio Jair Coelho, o Rei das
Quentinhas, entraram com
agravo de instrumento contra
o inventariante judicial Luiz
Marcondes Baptista Teles.
Acusam Teles de “dilapidar o
patrimônio da família” por ter
vendido, contra a vontade deles,
terreno de 85.000m² na Av. Brasil
à empresa de ônibus Pégaso.
Prótese peniana
A 7
a
- Câmara Cível do Rio de-
terminou que a Unimed indeni-
ze em R$ 10 mil e dê uma pró-
tese peniana a um segurado
que ficou impotente por causa
de um câncer de próstata.
Segundoodesembargador Jo-
séGeraldoAntônio, aprótesese-
mirrígida oferecida pela empresa
implicaria “em constrangimento
para o autor, pela dificuldade de
ocultá-la em locais públicos, so-
bretudo em piscinas e praia”.
Faz sentido.
Tá liberada
O juiz Alberto Fraga deu ha-
beas corpus que garante ao pes-
soal da Marcha da Maconha o
direito de expressar suas ideias
no ato do dia 7, na orla carioca.
Na prática, a medida protege
os manifestantes de possíveis
prisões por apologia às drogas.
ZONA FRANCA
● O ex-deputado Carlos Alberto Caó de
Oliveira criou o blog Do Olhar Negro.
● Embaixador Jerônimo Moscardo dá
palestra hoje no Clube da Aeronáutica.
● Enoteca Fasano estreia na Expovinis.
● Marcos Vilaça coordena o
seminário Brasil, Brasis, hoje, na ABL.
● A American Airlines procura novo
espaço para reabrir loja em Ipanema.
● Victor Biglione é o convidado de
hoje do Jazz no Albamar.
● Mediado por Osias Wurman, um de-
bate sobre o Oriente Médio celebrará
os 63 anos de Israel, dia 15, no Copa.
● Jurandy da Feira, autor de clássicos
de Luiz Gonzaga, relembra tempos do
Empório com show, hoje, no I Piatti.
● O novo check-up do Centro de Me-
dicina Nuclear da Guanabara é coor-
denado pelo professor Eduardo Duarte.
Gois em Buckingham
O vestido de casamento de
Kate Middleton é, como se sa-
be, segredo de Estado.
Mas, nocasóriode Diana com
o príncipe Charles, em 1981, o
segredo atrapalhou. O vestido
da princesa era rodado demais,
com sete metros de cauda, e a
carruagem, estreita. Resultado:
ao descer, o povão gritou: “Ih,
está toda amarrotada!”
Quem conta...
A história está no best seller
“Diana, crônicas íntimas”, da
jornalista inglesa Tina Brown.
Outra de realeza...
Há dúvidas sobre o tempo,
amanhã, em Londres, para o
casamento de William e Kate.
Conta a lenda que, no dia do
casamento de Grace Kelly com
o príncipe Rainier III, em 1956,
as nuvens cederama umsol es-
plendoroso quando ela pisou
em Mônaco. Até hoje, nativos
lá chamam de “sol de Grace
Kelly” um dia com luz bonita.
ANCELMO
GOIS
oglobo.com.br/ancelmo
RIO

17 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO RIO

17 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 17 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 12 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
GATÃO DE MEIA-IDADE Miguel Paiva
OPI NI Ã O
.
SEM PREVENÇÃO
Professor da Coppe, Carlos Antônio
Levi é eleito novo reitor da UFRJ
Ministro Fernando Haddad deve aprovar a escolha em até dois meses
● O professor da Coppe Carlos
Antônio Levi foi eleito ontem
reitor da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ). O
candidato da chapa 10 obteve
26,08% dos votos, enquanto
seu adversário no segundo tur-
no, o professor da Faculdade
de Letras Godofredo de Olivei-
ra Neto, da chapa 20, ficou com
19,31%. Brancos e nulos soma-
ram 1,7% dos votos.
O baixo percentual da soma
dos votos se deve à pequena
participação da comunidade
acadêmica: votaramapenas 12%
dos cerca de 50 mil estudantes,
50% dos nove mil dos funcioná-
rios técnico-administrativos e
● PODE-SE ACEITAR que in-
cêndios e cupins, vilões da
destruição de prédios no
campus da UFRJ, sejam pro-
duto do azar.
INACEITÁVEL, NO caso, é a
aparente inexistência de
uma política de preserva-
ção do patrimônio público,
de que os imóveis atingidos
fazem parte.
HOUVESSE UM programa de
prevenção, se reduziria a
chance dada à má sorte.
72% dos 3.500 dos docentes.
O ministro da Educação, Fer-
nando Haddad, deve aprovar a
decisão da UFRJ ematé dois me-
ses, e Levi deve tomar posse no
dia 1
o
- de julho. Pró-reitor de Pla-
nejamento e Desenvolvimento
da UFRJ na gestão do atual rei-
tor Aloísio Teixeira, Levi era o
candidato da situação e defende
a transferência dos cursos que
desejarem sair dos locais onde
estão instalados para a Cidade
Universitária.
— A ideia é dar sequência
ao projeto que vem sendo
construído e consolidar as ini-
ciativas da última gestão —
afirmou Levi. ■
Alunos e professores
do CAp protestam
Salários estariam atrasados
Duilo Victor
● Alunos e professores do Colégio de Aplicação (CAp) da
UFRJ fizeram uma passeata ontem em frente à sede da uni-
dade, na Lagoa, para protestar contra a falta de pagamento
dos salários de 28 professores substitutos desde fevereiro,
segundo os profissionais. Os professores sem salário repre-
sentam 60% do corpo docente do colégio. As aulas estão in-
terrompidas desde a quarta-feira da semana passada e só de-
vem ser retomadas após uma assembleia do sindicato dos
professores, marcada para 3 de maio.
Os docentes do CAp reivindicam a imediata regulariza-
ção dos professores substitutos contratados em2011 e pa-
gamento dos salários atrasados. Os manifestantes tam-
bém querem a homologação dos contratos dos 20 profes-
sores aprovados em concurso no ano passado.
Enquanto o impasse com o MEC não se resolve, a rei-
toria da UFRJ chegou a propor a solução provisória de in-
cluir os professores sem salário como profissionais tercei-
rizados. Em resposta ao GLOBO, o MEC informou que está
em negociação com Ministério do Planejamento para po-
der autorizar a regularização dos professores. Para o dia 4
está prevista uma reunião entre integrantes da Secretaria
de Educação Superior (Sesu) e do CAp da UFRJ.
PONTO FINAL
● Como es-
te assunto
não é mui-
to debati-
do no Bra-
s i l , d a s
duas, uma:
Murillo Tinoco
BIANCA
RINALDI,
a atriz, exibe
sua formosura
nos bastidores
do Prêmio
Atitude
Carioca 2011,
da TV Record,
no Theatro
Municipal,
terça
Divulgação
ZELITO VIANA, nosso diretor, posa com a roteirista Patrícia Braga e
Anderson Quak, ator e cineasta da Cidade de Deus, na gravação de
“Cultura da periferia”, série que será lançada pelo Canal Brasil
COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, MARCEU VIEIRA, AYDANO
ANDRÉ MOTTA E DANIEL BRUNET
Email: coluna.ancelmo@oglobo.com.br • Fotos: fotoancelmo@oglobo.com.br
ou a ONU enxerga demais, ou é a gente que enxerga de
menos. Com todo o respeito.
O RESPEITO À VIDA DEPENDE DE CADA UM DE NÓS.
Você sabia que, de acordo comas estatísticas atuais, umemcada três
brasileiros poderá se ferir no trânsito antes de completar 60 anos?
Pode ser eu. Pode ser você. Pode ser alguémque você ama. E isso não
é questão de azar ou sorte, mas das atitudes de cada um no trânsito.
Pare e pense.
www.cidades.gov.br
www.denatran.gov.br
www.rotasdascidades.com.br
ESTÁ
NA
HORA
DE PARAR
COM
A
VIOLÊNCIA
NO
TRÂNSITO.
P
A
R
E
E
P
E
N
S
E
.
Paulo Cesar de Oliveira,
30 anos, vítima de
violência no trânsito.
SEXOLOGIA
Dr. Rodolpho Ottoni - CRM 52.11303.0
❖ Próstata sem cirurgia
❖ Reposição Hormonal ❖ Disfunções Sexuais
❖ DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis)
Laboratório Próprio
Tel.: 2247-4995 / Telefax: 2247-1109
18

RIO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

RIO

PÁGINA 18 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 08 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
OTEMPONOGLOBO
Prescreve crime
do qual Álvaro
Lins era acusado
Ex-chefe de Polícia
do Rio respondia por
fraude processual
Roberto Maltchik
● BRASÍLIA. A demora do Supre-
mo Tribunal Federal (STF) para
analisar a denúncia do Ministé-
rio Público Federal (MPF) por
crime eleitoral contra o deputa-
do federal Anthony Garotinho
(PR) e o ex-deputado Geraldo
Pudim (PMDB) provocou a
prescrição de um dos crimes
atribuídos a outro suspeito de
envolvimento no caso: o ex-de-
putado estadual e ex-chefe da
Polícia Civil, Álvaro Lins. Lins
era acusado pelo MPF de fraude
processual, mas a acusação foi
extinta pelo ministro Celso de
Mello porque já expirou o prazo
de quatro anos, estipulado em
lei, para que essa parte da de-
núncia fosse julgada.
Os três denunciados são
suspeitos de montarem um es-
quema ilícito para favorecer
Lins e Pudim, candidatos nas
eleições de 2006. Eles teriam
oferecido vantagens aos exce-
dentes de um concurso para
investigadores da Polícia Civil
do Rio em troca de apoio na
campanha eleitoral.
Os excedentes foram aprova-
dos no concurso, mas não fo-
ram classificados dentro do nú-
mero de vagas previsto no edi-
tal. De acordo como MPF, os ex-
cedentes trabalhavam de graça
na campanha, em troca da pro-
messa de aproveitamento nos
cargos previstos pelo concurso.
Segundo a denúncia, Pudim se
valeu de sua proximidade coma
então governadora, Rosinha Ga-
rotinho, recentemente expulsa
do PMDB, para alterar o edital
do concurso e, assim, permitir o
aproveitamento de excedentes.
Oministro Celso de Mello ain-
da decidiu desmembrar a de-
núncia, de forma que Lins con-
tinuará respondendo, agora no
Judiciário do Rio, pelo crime de
declaração falsa à Justiça. O ex-
chefe de Polícia, Garotinho e Pu-
dim continuarão aguardando o
julgamento pelo STF da denún-
cia por compra de votos.
O relatório do ministro Cel-
so de Mello está pronto para
julgamento desde o ano passa-
do. O inquérito foi remetido
para o plenário em 17 de ju-
nho, porém até agora não en-
trou em pauta. ■
RIO

19 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 19 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 41 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Robôencontrachassi decaixa-pretadovoo447
Parte do equipamento, no entanto, não contém a memória da viagem que terminou tragicamente no fundo do mar
● O robô Remora 6000, que
realizou sua primeira missão
de mergulho em busca dos
destroços do avião da Air
France que caiu no mar em
2009, encontrou ontem o chas-
si de uma das caixas-pretas da
aeronave. De acordo com o Es-
critório de Análises e Investi-
gações da França (BEA, na si-
gla em francês), o aparelho foi
achado sem a memória, que
guarda os dados de voo e gra-
vações de voz que podem aju-
dar a determinar as causas do
acidente que matou todos os
228 passageiros.
O chassi estava perto de ou-
tros destroços. Ainda segundo o
BEA, outros mergulhos serão
feitos com o objetivo de recupe-
rar a memória da caixa-preta, na
parte traseira do avião. Para o
órgão, o Remora 6000 terá uma
ação mais rápida graças à aná-
lise das fotos tiradas por outros
robôs submarinos, que localiza-
ram partes da fuselagem no iní-
cio de abril, dando coordenadas
geográficas precisas sobre a lo-
calização dos destroços.
Missão também busca
corpos de passageiros
A missão francesa tenta ainda
resgatar os corpos que estariam
junto com os destroços. Na se-
gunda-feira, a Associação dos
Familiares de Vítimas doVoo447
da Air France enviou carta à pre-
sidente Dilma Rousseff solicitan-
do uma audiência dela com mu-
lheres, mães e viúvas que perde-
ram parentes no acidente. Se-
gundo Nelson Faria Marinho,
presidente da associação, há
uma série de reivindicações a
serem feitas, entre elas a de que
os corpos de brasileiros não se-
jamlevados para a França, como
pretende o governo francês.
O Airbus da Air France caiu
no Oceano Atlântico na noite de
31 de maio de 2009, quando fa-
zia o voo entre Rio e Paris. En-
tre os mortos, passageiros e tri-
pulantes de várias nacionalida-
des, havia 58 brasileiros. As
causas do acidente ainda são
desconhecidas. O pouco que se
sabe é que, pouco antes de de-
saparecer, a aeronave enviou
mensagens automáticas para a
companhia aérea, informando
que os pitots (sensores de ve-
locidade) apontavam valores
discrepantes, possivelmente
devido a um congelamento. De-
pois do acidente, a Air France
trocou todos os pitots de seus
aviões. O BEA considera, po-
rém, que, pelos dados disponí-
veis até agora, ainda não é pos-
sível afirmar que o problema
com os equipamentos tenha
causado a queda do avião. ■ O CHASSI de uma caixa-preta achado no mar pelo robô Remora 6000
Johann Peschel/ AFP
Preso advogado
acusado de
matar motorista
Ele teria atirado em
vítima, que dirigia
ônibus, após uma briga
Marcos Nunes *
● Agentes da Divisão de Homicí-
dios (DH) da Polícia Civil pren-
deram, ontemà tarde, emLaran-
jeiras, o advogado Flávio Carino
Guimarães, de 35 anos. De clas-
se média alta e, segundo a polí-
cia, dono de um temperamento
explosivo, ele é acusado de ma-
tar comtrês tiros, em11 de mar-
ço, o motorista de ônibus Daniel
Ribeiro Oliveira, de 34 anos. O
assassinato teria acontecido de-
pois de um desentendimento
entre os dois no trânsito.
O advogado, que estava com
a prisão temporária decretada
pelo juiz Fábio Uchoa, da 1
a
- Va-
ra Criminal, foi preso em casa.
Na residência, os policiais en-
contraram um cigarro de maco-
nha e um sacolé de cocaína. De
acordo com o delegado Gabriel
Ferrando, não há dúvida de que
Flávio esteja envolvido no as-
sassinato do motorista.
— A discussão teria aconte-
cido porque a vítima, que diri-
gia o ônibus da linha Laranjei-
ras-Central, teria fechado o Pa-
lio prata, dirigido pelo advoga-
do, por volta das 17h10m. Pou-
co menos de duas horas de-
pois, Flávio foi até o ponto final,
dirigindo o mesmo Palio, e cha-
mou o motorista. Avítima havia
acabado de estacionar o coleti-
vo e, quando se aproximou do
advogado, foi morta a tiros. Te-
mos, inclusive, testemunhas —
contou o delegado da DH. ■
* Do Extra
Quatro feridos
em colisão com
veículo escolar
● Uma colisão entre um micro-
ônibus escolar com 22 crian-
ças da Escola Americana e um
ônibus da linha 592 (São Con-
rado-Leme), na Avenida Mar-
quês de São Vicente, na Gávea,
ontem de manhã, deixou qua-
tro pessoas feridas: duas crian-
ças e duas mulheres, uma de-
las grávida. Segundo a Secreta-
ria municipal de Saúde, as qua-
tro vítimas, que tiveram feri-
mentos leves, foram atendidas
no Hospital Miguel Couto.
Oacidente ocorreu por volta
das 7h30m na altura da Escola
Municipal Arthur Ramos. Se-
gundo o comerciante João An-
tônio Marques, de 51 anos, pro-
prietário de umrestaurante em
frente ao local da colisão, o
ônibus da linha 592 estava fora
da sua faixa quando foi atingi-
do pelo micro-ônibus. ■
20

RIO 2ª edição • Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 20 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 23: 00 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Prefeitura não conseguiu agir emmeia hora
Município alega que não teve tempo suficiente para mobilizar agentes com ruas sendo rapidamente alagadas
Isabela Bastos
● A prefeitura informou ontem
que só teve 30 minutos para
tentar evitar os efeitos do tem-
poral da noite da última segun-
da-feira, o mais volumoso dos
últimos cinco anos, já que as
nuvens captadas pelo radar
meteorólogico teriam tomado
uma velocidade imprevisível
ao se aproximarem do Maciço
da Tijuca. Apesar de a prefeitu-
ra contar com o radar, capaz
de monitorar os céus num raio
de 250km e um Centro de Ope-
rações com equipamentos de
última geração e sala de crise à
disposição de órgãos como
Guarda Municipal, CET-Rio,
Geo-Rio, Alerta Rio e Coorde-
nadoria Geral de Conservação,
a chuva pegou as equipes mu-
nicipais de surpresa. O pouco
tempo foi a explicação dada
pelo poder público para as di-
ficuldades encontradas para li-
dar com os transtornos causa-
dos a motoristas e pedestres.
Segundo a prefeitura, a chuva
evoluiu de “moderada a forte”
em meia hora e a mudança só
foi percebida pelo radar quando
o temporal praticamente já de-
sabava sobre a Tijuca. A altera-
ção da frente fria, que vinha sen-
do monitorada desde a Zona
Oeste por três meteorologistas,
com o auxílio do radar e de 33
pluviômetros, contrariou as pre-
visões dos técnicos e atrasou a
mobilização de equipes.
Alagamento prejudicou
atuação de equipes
Assim, para o Centro e a Ti-
juca foi de pouca valia ter na vi-
zinhança bases importantes co-
mo o quartel da Guarda Muni-
cipal em São Cristóvão e duas
inspetorias da corporação (na
Avenida Presidente Vargas e no
Maracanã, esta última alagada
pela chuva); uma base da Com-
lurb na Rua Bela; e outra da Co-
ordenadoria Geral de Opera-
ções (CGO), vinculada à Secre-
taria municipal de Conserva-
ção, na Avenida Francisco Bica-
lho. Segundo a prefeitura, um
contingente extra de 210 guar-
das e um efetivo de 60 agentes
da CET-Rio, com apoio de 22 re-
boques, foram deslocados para
as ruas a partir das 22h de se-
gunda-feira. Mas a atuação das
equipes ficou à espera do es-
coamento das águas.
— Quando o alerta de chuva
forte foi dado, os problemas de
alagamentos e trânsito já esta-
vam consolidados em alguns
pontos. Enquanto a água esta-
va alta, não havia o que fazer.
Ficamos a madrugada toda nas
ruas — afirmou o secretário
municipal de Conservação e
Serviços Públicos, Carlos Ro-
berto Osório.
Ontem, OGLOBOpercorreu o
Centro e a Tijuca à noite, na ho-
ra do rush, no mesmo horário
em que desabou o temporal de
segunda-feira. Havia agentes de
trânsito, guardas municipais e
PMs ao longo das principais
vias. Na Avenida Presidente Var-
gas, em frente à Central do Bra-
sil, a presença de agentes era
maciça. Mas, perto dali, no cru-
zamento com o Campo de San-
tana, um único guarda tinha di-
ficuldades para controlar o trân-
sito. Na Radial Oeste, PMs vigia-
vam a via, que fluía bem. O mes-
mo aconteceu na Avenida Mara-
canã. Na Inspetoria Bacana da
Guarda Municipal, no Maracanã,
invadida pelas águas durante a
enchente, agentes se organiza-
vam para a noite de trabalho.
De acordo com o Centro de
Operações Rio, o radar inaugu-
rado emdezembro indicou uma
chuva de intensidade fraca a
moderada nos limites da cida-
de, às19h. A frente fria viajou
pela Zona Oeste sem grandes
modificações até chegar à Tiju-
ca, às 20h24m. Naquele mo-
mento, ainda era considerada
moderada. Somente meia hora
depois, às 20h54m, quando já
chovia intenamente na cidade,
o equipamento registrou a in-
tensificação do fenômeno. Os
informes à população, segundo
o secretário de Conservação,
eram feitos à medida em que a
situação se alterava.
— O radar funcionou. Mas
não previu com antecedência
que a chuva mudaria de com-
portamento — disse Osório.
Apresentado como um mo-
derno sistema de gestão, in-
cluindo umgabinete de crise pa-
ra lidar comgrandes eventos ou
acidentes, o Centro de Opera-
ções acabou subdimensionando
a chuva nas mensagens envia-
das para as redes sociais. No
Twitter, as mensagens trataram
o caos como uma forte chuva
corriqueira, até se render ao ób-
vio, mais de três horas depois.
Por volta das 21h, quando diver-
sas ruas já estavam alagadas, o
órgão informou, via Twitter, que
a chuva diminuía em toda a ci-
dade exceto na Tijuca, onde a
precipitação era de 7mm em 15
minutos. Às 21h10m, o temporal
ainda era considerado modera-
do pelo centro, que, na rede so-
cial, informava a mudança para
o estágio de atenção devido à
persistência das chuvas.
Somente 17 minutos depois,
houve o primeiro aviso taxativo
para que motoristas evitassema
Rua São Francisco Xavier e a
Avenida Maracanã. Com a re-
gião mergulhada numa enorme
piscina, o Twitter oficial relatava
apenas “pontos de alagamento”.
Doi s mi nut os depoi s, às
21h29m, a Praça da Bandeira,
onde passageiros de ônibus, tá-
xis e carros de passeio já esta-
vam ilhados, recebia o mesmo
tipo de tratamento.
O estágio de alerta, que avisa
sobre a possibilidade de alaga-
mentos e deslizamentos, só
aconteceu às 21h35m, quando o
órgão passou a orientar os mo-
toristas a evitaremas ruas na Ti-
juca. Somente às 23h25m seria
divulgada a real dimensão do
temporal, com um informe de
que, em poucas horas, chovera
o acumulado de 40 dias.
Segundo o secretário de Con-
servação, equipes da prefeitura
tiveram pouco tempo também
para tentar restabelecer a or-
dem até o amanhecer de terça-
feira. Isto porque o nível do Rio
Maracanã só voltou ao normal
às 4h. Até aquele momento, não
havia, segundo ele, como agir
efetivamente na Praça da Ban-
deira, último ponto a esvaziar.
Além da chuva forte — foram
274 milímetros em 24 horas e
99,6 milímetros em uma hora —
e do longo histórico de cheias
da Tijuca, a prefeitura culpou
ontem o lixo domiciliar da re-
gião pelo caos. Osório disse que
a situação foi agravada porque o
temporal caiu na hora da coleta
de lixo no bairro. Segundo ele,
os caminhões da Comlurb não
conseguiram chegar às casas e
cerca de 160 toneladas de detri-
tos deixaram de ser recolhidas,
aumentando os transtornos. ■
Grajaú-Jacarepaguá é
liberada ao tráfego
Geólogo da Coppe/UFRJ alerta que ainda há
risco de outras pedras rolarem da encosta
● A Autoestrada Grajaú-Jacare-
paguá foi reaberta, emambos os
sentidos, por volta das 7h40m
de ontem. A via estava interdita-
da desde a madrugada de terça-
feira, quando uma pedra de cer-
ca de 600 toneladas rolou na al-
tura do Morro da Árvore Seca,
durante as fortes chuvas que
desabaram sobre a cidade.
A abertura da via foi possível
após avaliação dos técnicos da
Geo-Rio, da Conservação e da
Defesa Civil. Segundo o Centro
de Controle e Operações, equi-
pes da prefeitura trabalharam
durante toda a madrugada para
desobstruir a autoestrada. Ape-
sar da abertura, a via apresentou
pouco movimento na manhã de
ontem. Como muitos motoristas
não sabiam da liberação da au-
toestrada, a Linha Amarela aca-
bou sobrecarregada e permane-
ceu com trânsito lento no senti-
do Zona Norte pela manhã.
Apesar da limpeza do local
e da liberação das pistas, ou-
tras pedras podem rolar nas
encostas da Grajaú-Jacarepa-
guá, segundo o professor Willy
Lacerda, do Programa de En-
genharia Geotécnica da Coor-
denação dos Programas de
Pós-Graduação em Engenharia
(Coppe/UFRJ). Ele diz que pe-
lo menos dez pedregulhos es-
tão com risco de vir abaixo.
Para ele, a estrada pode ser
considerada um ponto de ris-
co permanente, que deve ser
constantemente monitorado:
— Naquele local havia uma
tela, mas incapaz de deter um
bloco de 600 toneladas como
o que caiu na pista. ■
Protesto com os escombros do temporal
Revoltados com demora da Comlurb, moradores fecham ruas com móveis e objetos perdidos
Ana Cláudia Costa
● Depois de quase 48h da chuva forte,
em que a água chegou a dois metros de
altura, moradores e comerciantes das
ruas Ceará e do Matoso, na Praça da
Bandeira, tiveram que enfrentar ontem
muito lixo e lama para retomar a rotina.
Revoltados, eles decidiram fazer um
protesto diferente: a sujeira que retira-
vam das casas e lojas, além de móveis
destruídos na enxurrada, foi usada para
fechar as duas ruas. A sujeira interrom-
peu o trânsi to nas vi as de 10h às
12h25m. A Comlurb só apareceu após a
manifestação que causou transtornos
ao trânsito da região.
Principal ligação entre a Praça da Ban-
deira e São Cristóvão, a Rua Ceará, assim
como outras vias próximas, foi uma das
que mais sofreram com a enchente de se-
gunda-feira. Dono de uma loja especializa-
da em motos importadas, André Luiz
Hrihorowitsch, de 48 anos, disse que o es-
tabelecimento ficou completamente ala-
gado. Ele perdeu 48 motos que ficaram
submersas e, ontem, lavava o local e tira-
va a lama do que conseguiu salvar.
— Meu prejuízo foi de mais de R$ 200
mil. A Rua Ceará foi esquecida pelas au-
toridades. Toda vez que chove é assim
— lamentou.
O mecânico Rui Felipe Andrade estava
desolado com a destruição de sua casa,
onde também funciona uma oficina. Além
de móveis e pertences pessoais, ele ficou
até sem as ferramentas que utilizava para
trabalhar. Com a enxurrada, a parede dos
fundos da casa desabou.
— Tive que subir nos móveis para
não morrer. Agora, nem local para tra-
balhar tenho — disse o mecânico.
Tanto na Rua Ceará quanto nas ruas Lo-
pes Sousa e Hilário Ribeiro, o cenário era
de pós-guerra. Muita lama, sujeira, móveis
retorcidos, quebrados e muito lixo. Os pri-
meiros caminhões da prefeitura só chega-
ram para limpeza, às 11h25m de ontem.
Um carro da PM e outro da Guarda Mu-
nicipal apareceram para avisar aos moto-
ristas que a Rua Ceará estava interditada.
A liberação da via só aconteceu mesmo
após a chegada de uma retroescavadeira
da Comlurb, às 12h30m.
Moradores da Rua Ceará dizem que
pelo menos três pessoas morreram no
local, que teria enchido mais do que a
Praça da Bandeira. A Defesa Civil, po-
rém, não confirma tais mortes. Morador
do local há 30 anos, o mecânico Salva-
dor Freire, de 51 anos, disse que chuva
de segunda-feira foi muito pior que a do
ano passado. Em sua oficina, vários car-
ros ficaram submersos.
— Entra ano, sai ano, e é sempre a
mesma coisa — criticou.
Na Rua do Matoso, o comerciante
Fernando Silva, de 37 anos, disse que,
como a prefeitura só limpou até a esqui-
na da Rua Barão de Iguatemi, todos re-
solveram fechar a via com móveis e ob-
jetos destruídos pela chuva.
No final da Rua do Matoso, somente na
garagem subterrânea do prédio número
109, oito carros foramcobertos pelo agua-
ceiro. O comerciante Mário Norberto, de
57 anos, disse que não deu tempo de re-
tirar seu Toyota da garagem:
— Começou a chover e, em apenas
dez minutos, a garagem alagou.
Genilson Araújo/ 26-4-2011
A ENCOSTA onde houve o deslizamento: outras pedras podem rolar
Marcelo Piu
UM MONTE de lixo, onde se vê até um caixão, fecha a Rua Ceará na Praça da Bandeira
Marcelo Carnaval
UM POSTO da Guarda Municipal em frente ao Rio Maracanã: proximidade com as áreas alagadas
O caos subestimado
● A sequência de tweets en-
viados pelo Centro de Ope-
rações Rio na noite de se-
gunda-feira mostra que, en-
quanto o temporal era in-
tenso e as ruas da Tijuca já
estavam completamente
submersas, a prefeitura tra-
tava o caos em que se trans-
formou a região como chu-
va “de moderada a forte” e
com “pontos de alagamen-
to”. Mais de duas horas de-
pois, a constatação de que
chovera mais do que o pre-
visto para 40 dias. Confira:
● 21h10: Mudança para Estágio
de Atenção devido à persistência
das chuvas e à possibilidade de
que se mantenha o quadro de
chuva moderada a forte.
● 21h27: Motoristas devem evi-
tar trechos próximos à S. Francis-
co Xavier e #AvMaracana. Pon-
tos de alagamento registrados no
local.
● 21h29: #PracadaBandeira
também apresenta pontos de ala-
gamento neste momento, nos
dois sentidos.
● (...)
● 22h40: Continua chovendo
forte na região da Tijuca, Grajaú e
São Cristóvão. Motoristas e pe-
destres devem evitar os locais.
● 22h42: Previsão do @Alerta-
Rio é de que a chuva moderada a
forte continue nas próximas ho-
ras.
● (...)
● 23h25: Choveu somente neste
período mais do que o volume
médio previsto para 40 dias.
Marcelo Carnaval/ 26-4-2011
A PRAÇA DA BANDEIRA: só um “ponto de alagamento”
RIO

21 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 21 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 48 h PRETO/BRANCO
Bandidopresoemblitz após roubos naBarra
Criminoso, que levava morador de apartamentos assaltados como refém, foi parado por policiais em São Conrado
Athos Moura
● Umbandido foi preso, na ma-
drugada de ontem, após assal-
tar, com outros dois cúmpli-
ces, dois apartamentos na Bar-
ra da Tijuca e levar umdos mo-
radores como refém. Sandro
Henrique da Rocha Fagundes,
de 36 anos, dirigia o carro com
a vítima sequestrada quando
foi parado numa blitz da PM
em São Conrado. Os outros
bandidos, que estavam em ou-
tro veículo, roubado de outro
morador, conseguiram fugir. A
polícia acredita que a quadri-
lha seja da Rocinha.
Segundo a PM, um mora-
dor foi abordado quando es-
tava parado com seu carro
num si nal na Aveni da das
Américas, por volta das 18h
de terça-feira. Os bandidos
obrigaram o homem a dirigir
até seu apartamento, num
condomínio na Avenida Ser-
nambetiba. Quando os crimi-
nosos chegaram ao local, ren-
deram outro morador, que
estava entrando no prédio.
Os ladrões ficaram cerca de
seis horas nos apartamentos e
mantiveram os moradores re-
féns. Na fuga, a vítima que fora
abordada entrando no condo-
mínio foi levada por Sandro no
carro dela, um Toyota Rav 4.
Os outros dois bandidos fugi-
ramcomo veículo do primeiro
morador.
Policiais do 23
o
- BPM (Le-
blon) realizavam uma blitz na
Autoestrada Lagoa-Barra, por
volta da 1h de ontem, e des-
confiaram do Toyota. Na revis-
ta, os PMs encontraram um re-
vólver calibre 38 carregado no
porta-luvas, TVs e cerca de 15
mochilas no banco de trás do
veículo. Sandro, que já tinha
passagem por roubo, foi pre-
so. A vítima foi libertada e con-
tou que os outros dois bandi-
dos tinham passado por eles
havia pouco.
Na 14
a
- DP (Leblon), as ví-
timas, que preferiram não se
identificar, contaram que os
criminosos foram agressivos
e queriam dinheiro e joias.
Muito exaltado, um dos mo-
radores tentou agredir San-
dro. Dentro das bolsas que
estavam no Toyota, os poli-
ciais encontraram equipa-
mentos eletrônicos, tênis,
secadores de cabelos, câme-
ras e lentes fotográficas e
eletrodomésticos. ■
O GLOBO EM SMS
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cidade no seu celular. Envie
OGLRIO para 50020 (R 0,10 por
notícia, mais impostos. Até 3 por
dia
Fotos de Fernando Quevedo
POLICIAIS EXIBEM o material encontrado com o criminoso: segundo a PM, a quadrilha viria da Rocinha
OBITUÁRIO
NEUSINHA: filha do ex-governador Brizola
Neusinha Brizola, aos 56 anos
Manoel Soares/04-01-1983
E-mail para esta seção:
obit@oglobo.com.br
● O estilo radical da fi-
lha de Leonel Brizola
ganhou destaque no
primeiro mandato do
político gaúcho à frente
do governo do Rio, en-
tre 1983 e 1987. Neusa
Maria Goulart Brizola, a
Neusinha, se autopro-
clamava sacerdotisa do
Movimento Anarquista
Tropicalista Energéti-
co, inventado por ela. E
fornecia munição para
os adversários do pai:
ela usou um prédio pú-
blico, o Terminal Mene-
zes Cortes, da Coderte,
para fazer, em 1983, a
festa de promoção de
seu primeiro LP.
Na comemoração, Neusi-
nha, vestida de Cleópatra, ce-
lebrou sua união com Franco
Bruni, cercada por cuspidores
de fogo. A festança acabou na
demissão do então secretário
de Transportes e da diretora-
presidente da Coderte.
O LP fez sucesso graças à
musi ca “Mi ntchura”. Em
1987, Neusinha posou nua
para a “Playboy”. Alegando
que as imagens prejudica-
riam os filhos de Neusinha,
de 12 e 5 anos na época, Bri-
zola conseguiu impedir a di-
vulgação das fotos.
Neusinha foi detida
pelo menos duas vezes
por posse de drogas.
Um dos casos de maior
repercussão aconteceu
em 90, quando um ho-
landês foi preso no ae-
roporto do Rio tentan-
do embarcar com dois
quilos de cocaína para
Amsterdã. Ele disse à
polícia que a droga era
encomenda de Neusi-
nha, que morava na Ho-
landa. Nada ficou com-
provado.
Neusi nha morreu
ontem, na Clínica São
Vicente, aos 56 anos,
das complicações pul-
monares de uma hepatite.
Ela tinha dois filhos e quatro
netos e será sepultada em
São Borja, no Rio Grande do
Sul, ao lado dos pais.
Falsa psicóloga
atuava há 12
anos em Botafogo
Mulher, que se dizia
especialista, atendia
crianças autistas
● Uma falsa psicóloga, que se
apresentava como especialista
em tratamento de crianças au-
tistas, foi presa ontem por po-
liciais da Delegacia de Defesa
do Consumidor (Decon), no
consultório que mantinha em
Botafogo. Beatriz da Silva Cu-
nha, de 32 anos, dizia ser tera-
peuta ocupacional, pós-gradua-
da em psicologia e integrante
de diversas associações da
área. Ela clinicava há 12 anos e
cobrava R$ 80 por uma hora de
tratamento de cada um dos
seus cerca de 60 pacientes.
Segundo o delegado da De-
con, Maurício de Almeida, Bea-
triz dizia aos pais das crianças
que o ideal seriam três horas
de tratamento por dia. A polí-
cia chegou à falsa psicóloga
após uma delegada, cujo filho
era atendido por ela, pedir o
registro profissional de Beatriz
para fazer a declaração de Im-
posto de Renda. ■
SANDRO Fagundes, na delegacia
HELOISA MARQUES
DE OLIVEIRA
Suas filhas Ana Lucia e Maria Elizabeth,
seus netos Gustavo e Rafael e seus bisne-
tos Vinicius e Juliana convidam para a
Missa de 7º Dia de nossa querida Heloisa a
ser realizada na Igreja de Santa Margarida
Maria, na Lagoa, dia 29/04, 6ªf, às 8h.
DR. HÉLVIO SEBASTIÃO FRÓES
Carmem Ildes, Alexandre, Mathias, Thales e Maria Augusta;
Claudia Maria, Alexandre, Helena e Heitor, filhas, genros e
netos e demais familiares, sensibilizados, agradecem as
manifestações de carinho recebidas durante as suas
exéquias e convidam para a Missa em sulfrágio de sua
alma, a ser realizada às 16h, do dia 30 de abril de 2011, na Igreja
São Francisco Xavier, à Rua São Francisco Xavier, 75 - Tijuca.
GEORGINA MALUHY BRIDI
(GINA)
Seu esposo Marcel, seus irmãos Bruno, Omar e
Marina, seus sobrinhos e demais parentes, ainda
consternados com seu falecimento ocorrido no
dia 21/04/11, convidam para a Missa em Sufrá-
gio da Alma de sua querida e inesquecível GINA,
a ser celebrada no dia 30/04/11 (sábado), às
10:00h, na Igreja Ortodoxa São Nicolau, situada
na Avenida Gomes Freire, nº 569, Centro - RJ.
CARLOS LACERDA
97° Aniversário
Para manter vivo o exemplo de moral, ética e competência na política, a
Soc. dos Amigos e o Centro Cultural Carlos Lacerda, pelos seus presidentes
Mauro Magalhães e Ligia Gomide, convidam para a Missa, amanhã, 29/04,
às 11h, na Igreja N.S. do Carmo, na Rua 1° de Março, Centro.
VICTOR DE MELLO
Vanessa, Thiago e filhos comunicam o faleci-
mento de seu amado pai, sogro e avô, no dia 27
de abril, na cidade do Rio de Janeiro.
VICTORIO CAPELLARO
Vera Condé e Antonio Muino; Marcia e Fernando
Condé (filhos). Bruno, Roberta, Graziela e Con-
rado (Netos) convidam para a Missa de 7° Dia
de seu falecimento que será realizada no dia 28
de abril, 5ª feira, às 17:30h, na Igreja Nossa
Senhora da Paz - Ipanema.
A família comunica seu falecimento e convida
para a Missa de 7º Dia, às 9h de sábado, 30 de
abril, na Igreja de São Paulo Apóstolo (Rua
Barão de Ipanema, 85).
EMILIA DE MORAES
22

RIO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 22 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 47 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Quatro estacionamentos fechados no Centro
Subprefeitura interdita imóveis por falta de alvará; um deles funcionava em terreno onde casarão pegou fogo
Marco Antônio Teixeira
UM DOS estacionamentos interditados: a subprefeitura informou que vai intensificar a fiscalização
Corredor Cultural abandonado
Mendigos, desordem e sujeira tiram o charme da Rua do Teatro
● Apesar de estar situada no Corredor Cul-
tural, a Rua do Teatro é um verdadeiro re-
trato do abandono em pleno Centro do Rio.
Calçadas esburacadas, carros na calçada, li-
xo e mendigos são alguns dos problemas
que compõem o cenário da região.
Na tarde de ontem, havia mais de dez mo-
radores de rua que literalmente montaram
acampamento no Largo de São Francisco. As
grades que separamo Instituto de Filosofia e
Ciências Sociais (Ifcs) da UFRJ da calçada
eram usadas como varal para a roupa de um
grupo. A bilheteria do Teatro João Caetano
virou abrigo para dois mendigos que dor-
miam sem ser importunados.
Na Rua do Teatro, assimcomo no Largo de
São Francisco, havia trechos das calçadas
totalmente esburacados, com pedras portu-
guesas soltas. Restos de comida deixados
pelos moradores de rua estavam espalha-
dos. Havia cheiro forte de urina e vazamen-
tos de esgoto.
Segundo comerciantes da região, à noite a
situação costuma ser ainda pior, com usuários
de drogas que invadem os imóveis abandona-
dos. Eles alegam que essas invasões teriam re-
sultado inclusive em incêndios como o do ca-
sarão que deu lugar ao estacionamento.
A subprefeitura do Centro informou que
vai realizar uma operação especial para aco-
lhimento ainda esta semana e estudará a
possibilidade de instalação de grades em
volta do Teatro João Caetano para evitar que
o espaço seja tomado pelos mendigos. CALÇADAS ESBURACADAS da Rua do Teatro...
Fotos de Marco Antônio Teixeira
... ONDE MENDIGOS dormem junto a uma bilheteria
Ronaldo Braga e Ruben Berta
● A Subprefeitura do Centro
interditou ontem quatro esta-
cionamentos na Rua do Tea-
tro, perto do Largo de São
Francisco. De acordo com o
órgão, os imóveis não tinham
alvará para funcionar e estão
situados na Zona Especial do
Corredor Cultural, que proíbe
o uso exclusivo ou predomi-
nância de garagem em área de
patrimônio histórico.
O primeiro imóvel interdita-
do pelos fiscais foi o estaciona-
mento W Park, que ocupa os
números 21 e 23 da Rua do Tea-
tro. Um casarão situado no ter-
reno pegou fogo no ano passa-
do. Os outros empreendimen-
tos estão localizados nos nú-
meros 11, 13, 15 e 17. Em caso
de reabertura, a subprefeitura
avisou que aplicará multa diá-
ria de R$ 535,44.
O incêndio no casarão onde
funcionava o primeiro estacio-
namento interditado aconte-
ceu no dia 18 de março do ano
passado. Segundo os bombei-
ros, o material inflamável que
havia no local — madeira,
plástico e papel — contribuiu
para a rápida combustão. Até
agora, não há informações so-
bre a causa. Depois do incên-
dio, o imóvel desabou.
— Existe uma prática crimi-
nosa no Centro, principalmente
no Corredor Cultural, que visa a
incendiar os casarões antigos
para transformar os terrenos
em estacionamentos — afirmou
o subprefeito Thiago Barcellos.
Suposta dona usava colete
do Rio Rotativo
Segundo a subprefeitura, está
sendo realizado um levanta-
mento das garagens do Corre-
dor Cultural para detectar as
que estão irregulares. Ainda de
acordo com o órgão, as opera-
ções de interdição serão inten-
sificadas ao longo deste ano.
Na tarde de ontem, repórte-
res do GLOBOestiveramna Rua
do Teatro. Apenas uma mulher,
que disse ser dona do JF Esta-
cionamento, mas não quis se
identificar, defendeu-se. Ocurio-
so é que ela vestia um colete do
sistema Rio Rotativo e admitiu
trabalhar também com a venda
de tíquetes para os motoristas
que param ao longo da via.
— Eu tenho o estaciona-
mento há oito anos. Por qua-
tro anos, funcionei com alvará
provisório. Há quatro estou na
Justiça para recuperar o alva-
rá. E vou entrar com uma limi-
nar para cancelar a interdição.
Pago R$ 1.100 mensais de IPTU
— afirmou.
Em 15 de setembro do ano
passado, numa ação seme-
lhante, agentes da subprefei-
tura interditaram um ferro-ve-
lho e um estacionamento irre-
gulares que funcionavam num
terreno municipal, na Avenida
Haddock Lobo, no Estácio. ■
23 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 • 2ª edição
O GLOBO
E CONOMI A
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 23 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 10 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Empreiteirasdosares
Camargo, Andrade e Odebrecht estão de olho na concessão de aeroportos. Estrangeiros também
GUINADA AÉREA
Danielle Nogueira, Chico de Gois,
Fábio Fabrini e Geralda Doca
RIO e BRASÍLIA
G
randes empreiteiras nacionais
e empresas internacionais
com tradição em gestão de
aeroportos são as mais co-
tadas na disputa pelos terminais que
serão concedidos à iniciativa privada
pelo governo Dilma Rousseff. Ante-
cipando-se à decisão oficial, Camargo
Corrêa, AndradeGutierrezeOdebrecht
criaram joint-ventures ou subsidiárias
com este fim. E vários grupos es-
trangeiros que mantiveram conversas
com o Palácio do Planalto demons-
traram forte disposição de participar
das licitações dos cinco principais ae-
roportos do país — Cumbica (Gua-
rulhos-SP), Viracopos (Campinas-SP),
Brasília, Galeão e Confins (Belo Ho-
rizonte). Correndo por fora, estão as
aéreas nacionais: todas as grandes já
trocaraminformaçõescomogovernoe
sinalizaram interesse nas concessões.
Quem saiu na frente foi a Camargo
Corrêa. Em 2008, a construtora se
associou à suíça Flughafen Zürich AG,
que opera o Aeroporto de Zurique
(Suíça), e à chilena Gestión e Ingeniería
para criar a A-port. O objetivo era
avançar sobreaconstruçãoegestãode
aeroportos na América Latina. A joint-
venture já assumiu a operação de nove
aeroportos em Chile, Honduras, Co-
lômbia e Curaçao. No Brasil, a em-
preiteira gerencia oestacionamentodo
Aeroporto de Congonhas.
Também no páreo,
aéreas nacionais
● No exterior, a Andrade Gutierrez par-
ticipa dos consórcios que operam os
aeroportos de Quito (Equador), e San
José (Costa Rica). A empreiteira tam-
bém já manifestou publicamente in-
teresse na concessão do Aeroporto de
São Gonçalo do Amarante (RN), apon-
tado como laboratório para o modelo.
Procuradas, as duas empresas não
comentaram o assunto. Odebrecht
tampouco se manifestou, mas vem
sinalizandointeressepelosetor. Noano
passado, criouasubsidiáriaOdebrecht
TransPort, para explorar concessões
em aeroportos, rodovias, portos e
transporte urbano (metrô). Tem ainda
vasta experiência na construção, até
agora, foram 33 aeroportos no Brasil e
no exterior, entre eles o de Miami.
Segundo uma fonte do setor, as
três empreiteiras estão dispostas a
investir, mas avaliam que, para que
o negócio seja rentável, o prazo de
concessão deveria ser de 30 anos e
não de 25, como prevê o governo.
Entre os grupos internacionais, a
alemã Fraport é uma das mais in-
teressadas. Semana passada, represen-
tantes da empresa bateram às portas
doPalácio. Alémdela, sóna Europa, há
quatro grandes grupos de referência:
Aéroport deParis-ADP(França), British
Airport Authority-BAA (Reino Unido),
Aeropuertos Espanõles y Navegación
Aérea-Aena (Espanha) e Brussels Air-
port Company (Bélgica). Todas estão
ávidas por novos mercados, já que
atuam em mercados maduros.
Nocasodas aéreas, ointeresse é tão
grande que a participação delas po-
derá ser elevada à fatia máxima, e não
limitada a 10%, como em São Gonçalo
do Amarante. A administração total
poderá até ser liberada, como ocorre
em EUA e Europa. Uma fonte lembrou
que a American Airlines é responsável
pelo aeroporto de Miami, enquanto a
Delta domina o de Atlanta, nos EUA.
A participação de aéreas estran-
geiras nas licitações brasileiras ain-
da não foi avaliada. O Galeão é um
dos aeroportos mais atrativos.
— Nos últimos dois anos, temos
sido procurados por administradores
da França, da Alemanha, da Espanha e
por empresas nacionais. Há um enor-
me interesse — disse o vice-gover-
nador do Rio, Luiz Fernando Pezão.
O governo federal também deverá
permitir a licitação em bloco dos ae-
roportos. Ou seja, se um consórcio
tiver interesse em três unidades si-
multaneamente, poderáfazer umaofer-
ta em pacote. O Planalto ainda não
discutiu a questão do financiamento,
mas, em princípio, não quer colocar
dinheiro do BNDES nas intervenções
nas áreas concedidas. Porém, técnicos
do Tribunal de Contas da União (TCU)
e da Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac) sãocéticos quantoàs promessa
de agilidade do governo. Em São Gon-
çalodoAmarante, por exemplo, a Casa
Civil levou seis meses para publicar o
decreto com o modelo a ser adotado,
primeiro passo do cronograma.
SP
RJ RJ RJ
ES ES ES
BA BA BA BA
SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE
AL AL AL AL AL AL AL AL
RO RO RO
GO
DF DF DF DF DF
MG
MT MT MT
TO TO TO TO
MS
PR
SC
RS
OS PROBLEMAS MAIS URGENTES
RJ
SP
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento nas atuais para
atender a demanda nos próximos 8 anos
Pátio de aeronaves:
• necessita investimento para atender a
demanda de 2014
Terminal de passageiros:
• necessita investimento para atender a
demanda de 2014
• salão de embarque
• balcões de check in
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: gerenciável
• precisa de soluções como ligação
ferroviária com a cidade
VIRACOPOS (SP)
Filas no Aeroporto de Viracopos, emCampinas Obras de ampliação do sistema
de pistas de Guarulhos
Obras na entrada do Aeroporto
Internacional TomJobim
Salão de embarque de Confins
Balcões de
check in do
Aeroporto de
Brasília
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento para atender a
demanda nos próximos 18 anos
Pátio de aeronaves: já saturado
Terminal de passageiros: já saturado
• necessidade de 3º terminal
• balcões de check in
• saguão de embarque
• pontos de controle de passaporte
• restituição de bagagens
• alfândega
Acesso ao aeroporto: crítico
• precisa de soluções como ligação
ferroviária com a cidade
GUARULHOS (SP)
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento para atender a
demanda nos próximos 18 anos
• construção de nova pista para demanda
de longo prazo
Pátio de aeronaves: capacidade adequada
Terminal de passageiros: necessidade de
reformas e ampliação, com áreas saturadas
• saguão de entrada
• balcões de check in
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: crítico
• precisa de soluções como ligação
ferroviária com a cidade
GALEÃO (RJ)
Pistas de pouso e decolagem:
adequadas
Pátio de aeronaves: necessita
investimento para atender a
demanda nos próximos 18 anos
Terminal de passageiros: saturado
• saguão de entrada
• balcões de check in
• salão de embarque
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: gerenciável
• precisa de soluções como ampliar
a MG-010
CONFINS (BH)
RO
BRASÍLIA (DF)
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento nas pistas e no
seu entorno (viadutos para atender)
demanda nos próximos 18 anos
Pátio de aeronaves: já saturado
Terminal de passageiros: já saturado
• salão de embarque
• balcões de check in
• restituição de bagagens
• pontos de passaporte
• necessidade de novo terminal
Acesso ao aeroporto: crítico
• precisa de soluções como ligação
ferroviária com a cidade
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento nas pistas e no
Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento nas pistas e no • necessita investimento nas pistas e no
Pistas de pouso e decolagem:
Terminal de passageiros:
Pátio de aeronaves:
Terminal de passageiros:
Pátio de aeronaves:
Terminal de passageiros:
já saturado
Terminal de passageiros:
• salão de embarque
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
• salão de embarque
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
Acesso ao aeroporto:
• precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação
Acesso ao aeroporto:
• precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação
Acesso ao aeroporto:
Pistas de pouso e decolagem:
adequadas
Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem:
adequadas
Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves:
adequadas
Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves:
demanda nos próximos 18 anos
Terminal de passageiros:
• saguão de entrada • saguão de entrada
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
demanda nos próximos 18 anos
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto:
• precisa de soluções como ampliar • precisa de soluções como ampliar • precisa de soluções como ampliar
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento para atender a
Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento para atender a • necessita investimento para atender a • necessita investimento para atender a
Pistas de pouso e decolagem:
de longo prazo
Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves:
de longo prazo
Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: capacidade adequada
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves:
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento para atender a
Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento para atender a • necessita investimento para atender a • necessita investimento para atender a
Pistas de pouso e decolagem:
Terminal de passageiros:
demanda nos próximos 18 anos
Pátio de aeronaves:
Terminal de passageiros:
já saturado
Terminal de passageiros:
• necessidade de 3º terminal
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
• alfândega
Acesso ao aeroporto:
• precisa de soluções como ligação
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
• precisa de soluções como ligação • precisa de soluções como ligação
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento nas atuais para • necessita investimento nas atuais para • necessita investimento nas atuais para
Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem: Pistas de pouso e decolagem:
• necessita investimento nas atuais para • necessita investimento nas atuais para • necessita investimento nas atuais para • necessita investimento nas atuais para • necessita investimento nas atuais para
Pistas de pouso e decolagem:
atender a demanda nos próximos 8 anos
Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves:
atender a demanda nos próximos 8 anos
Pátio de aeronaves: Pátio de aeronaves:
Terminal de passageiros:
• necessita investimento para atender a • necessita investimento para atender a • necessita investimento para atender a
Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros: Terminal de passageiros:
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
• restituição de bagagens
Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto: Acesso ao aeroporto:
FONTE: Estudo da consultoria McKinsey contratado pelo BNDES
Ailton de Freitas/5-11-2010 Alexandre Guzanshe/9-7-2010
Alexandre Cassiano/8-7-2010
Eliária Andrade/8-7-2010 Michel Filho/18-11-2009
Infraero pode sair do Galeão
Modelo para Tom Jobim, ainda a ser definido, seria de concessão total
Geralda Doca
● BRASÍLIA. O Aeroporto Internacional
Tom Jobim (Galeão) e o terminal de
Confins (Belo Horizonte), que ainda
não tiveram modelo de concessão de-
finido, deverão ser privatizados no
sistema porteira fechada, ou seja, toda
aestruturapassariaàiniciativaprivada
—nos mesmos moldes deSãoGonçalo
do Amarante (RN). Isso significa que,
aprovada esta modelagem, a Infraero
vai se retirar totalmente da operação
do Galeão, que está sob sua admi-
nistração desde a construção.
Já os outros três terminais (Gua-
rulhos, Viracopos e Brasília) serão par-
cialmente repassados, numa espécie
de “concessão administrativa”, emque
os investidores serão remunerados pe-
lo aluguel de áreas comerciais. Neste
caso, as receitas operacionais (em-
barque, pouso e decolagem) serão ar-
recadadas pela Infraero.
— É neste modelo de concessão
administrativa que as equipes in-
terministeriais estão trabalhando
para Guarulhos, Viracopos e Bra-
sília — disse uma fonte envolvida
nas discussões.
No caso de Guarulhos, por exemplo,
onde o setor privado poderá construir
apenas o terceiro terminal de pas-
sageiros, os técnicos estão estudando
quanto tempo será necessário para
que as receitas comerciais paguem o
investimento realizado, ou se será pre-
ciso repassar ao investidor receitas
com aluguel de lojas dos terminais já
existentes. Em 2010, Guarulhos arre-
cadou R$ 275,7 milhões em receitas
comerciais (35,78% do total). Já o ae-
roporto de Brasília levantou R$ 54,5
milhões com a locação de lojas
(41,84%), segundo dados da Infraero.
Pressão de governadores é por
privatização integral
Caso Galeão e Confins sejam in-
tegralmente repassados ao setor pri-
vado, proposta que a Secretaria de
Aviação Civil (SAC) levará à presidente
da República, Dilma Rousseff, os novos
gestores farão os investimentos ne-
cessários e vão explorar o serviço,
tendo como contrapartida as receitas
operacionais (tarifas) e comerciais dos
dois aeroportos, por um determinado
período de tempo.
Segundo fontes da Infraero, no Ga-
leão são necessários investimentos de
R$ 350 milhões no terminal 2. Já em
Confins é necessário construir um no-
vo terminal de passageiros, além de
expandir as áreas de pista e pátio, o
que demandaria R$ 400 milhões.
A pressão dos governadores do Rio,
Sérgio Cabral, e de Minas Gerais, An-
tonioAnastasia, éingredienteamais na
decisão do governo de conceder in-
tegralmente os dois aeroportos ao se-
tor privado. Segundo o secretário de
Transporte do Rio, Júlio Lopes, essa
medidaéfundamental paraaumentar a
eficiência do Galeão.
—Nãotenhoamenor dúvidadeque
o processo de concessão de todo o
aeroporto vai gerar ganhos de escala
em inúmeras áreas de operação —
disse o secretário, acrescentando que
o terminal de cargas está com 65% da
capacidade ociosa em função dos pre-
ços altos cobrados pela Infraero.
O subsecretário de Investimentos
Estratégicos da Secretaria de Desen-
volvimento Econômico de Minas, Luiz
Antonio Athayde, reforçou que a ne-
cessidade de concessão integral de
Confins está ligada aos planos para
região, de ser transformada empolode
alta tecnologia. Várias indústrias já
estão em fase de instalação.
— Isso dará maior capacidade ao
aeroporto de se transformar num mo-
tor de desenvolvimento e vai melhorar
o atendimento durante a Copa. ■
Na América do Sul, Lima é
referência de privatização
Heathrow é apontado como um fracasso
● O modelo de gestão de aero-
portos adotado mundo afora é
bastante diverso, com exemplos
bem e malsucedidos de gerencia-
mento pela iniciativa privada. O
aeroporto de Lima, por exemplo,
controlado pela alemã Fraport, é
apontado como um caso de su-
cesso por especialistas. Em 2009 e
2010, foi considerado o melhor da
América do Sul pela consultoria
Skytrax, referência nesse tipo de
classificação no setor.
A Fraport, uma das estrangeiras
interessadas nos aeroportos bra-
sileiros, tem 70% da LAP, empresa
que detém a concessão do Aero-
porto de Lima desde fevereiro de
2001. Desde então, já foram inves-
tidosUS$275milhõesemampliação
e modernização de passageiros. A
concessão é de 30 anos.
Já o aeroporto de Heathrow, em
Londres, que também pertence à
iniciativa privada, é apontado como
um fracasso do modelo de priva-
tização. Com a privatização da au-
toridade portuária local (BAA), em
1987, ele passou às mãos da es-
panhola Ferrovial em 2006. De lá
para cá, os investimentos nãoforam
suficientes para atender às neces-
sidades dos passageiros.
— As taxas são altas e não há
conforto para o passageiro. O
capitalismo é selvagem. Temos
que aproveitar o que ele tem de
bom, que é a flexibilidade e a
concorrência, mas é preciso re-
gulação — diz Jorge Leal Me-
deiros, especialista em transpor-
te aéreo da USP.
Nos EUA, o modelo de gestão é
misto. As empresas aéreas operam
terminais onde detêm grande nú-
mero de voos, mas a gestão dos
aeroportos fica a cargo das câ-
maras de comércio, que atuam ao
lado da administração municipal.
—É ummodelo descentralizado
e bem-sucedido — diz Adyr da
Silva, ex-presidente da Infraero.
Na Europa, o destaque são os
aeroportos de Paris, administra-
dos pela estatal Aéroport de Paris.
Embora nas mãos do Estado, frisa
Silva, a empresa temautonomia na
gestão. (Danielle Nogueira)
Editoria de Arte
24

ECONOMIA Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 24 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 46 h PRETO/BRANCO
COM ALVARO GRIBEL
oglobo.com.br/miriamleitao • e-mail: miriamleitao@oglobo.com.br
PANORAMA ECONÔMICO
MÍRIAM
LEITÃO
Boi na linha

OJBS-Friboi não temcondições de garantir que não
está comprando boi de fazenda de desmatamento
ilegal. A empresa tem apenas condições de garantir
que se o pecuarista entrar na lista dos desmatadores
ou dos que praticam trabalho escravo sairá au-
tomaticamente do grupo de fornecedores do fri-
gorífico. Foi o que me disse o presidente do Conselho
de Administração do JBS-Friboi, Joesley Batista.
— O JBS não tem poder
de Estado. Não tem o poder
de montar o controle. O Es-
tado me dá a lista dos que
desmataram ou praticaram
trabalho escravo e eu cum-
pro a minha parte. Se o cara
não está na lista, como vou
saber se ele desmata ou
não? Minha missão não é de
polícia — disse.
Recentemente, o frigorí-
fico, maior empresa de pro-
teína animal do mundo,
uma multinacional brasilei-
ra, foi acusado pelo Minis-
tério Público do Acre de
comprar carne de fazenda
embargada pelo Ibama ou
de fazenda autuada por tra-
balho análogo ao de escra-
vo. Escrevi sobre isso aqui
na coluna, ressaltando o fa-
to de que o BNDES não é
apenas financiador, mas só-
cio do frigorífico, tem 20%
das ações. O banco, aliás, é
também o gestor do Fundo
Amazônia. Difícil entender
tanta contradição.
No dia que escrevi a co-
luna, tentei falar com o fri-
gorífico, como tentei todas
as vezes em que tratei de
questões relacionadas à
empresa. Esta semana, a
empresa procurou a colu-
na. Ontem, conversei lon-
gamente como presidente.
As explicações que ele deu
não me convenceram, mas
conto aqui porque ajudam
a esclarecer um pouco a
complicada questão da pe-
cuária na Amazônia. Uma
empresa que fatura US$ 40
bilhões por ano, como ele
me disse, deveria ter um
sistema de controle dos
seus fornecedores, mas ele
considera que isso é fun-
ção do Estado. No entanto,
no pacto fechado entre fri-
goríficos, ONGs, órgãos go-
vernamentais e Ministério
Público, o JBS se compro-
meteu, junto com outros
grandes do setor, como
Marfrig e Minerva, a ga-
rantir exatamente isso:
que não comprariam de
quem desmata ou pratica
trabalho escravo. Ao fim
do prazo negociado, eles
pediram mais seis meses
para cumprir o prometido.
Agora, ele me disse que só
pode garantir que se a em-
presa for flagrada pelo go-
verno praticando qual-
quer dos dois crimes es-
tará fora da sua lista de
fornecedores, mas não
acha que é seu dever ter
controle sobre a cadeia
produtiva da empresa.
Sobre a ação do Ministério
Público do Acre, Joesley Ba-
tista disse o seguinte:
— Foi um equívoco. Te-
mos sofrido com isso. O Mi-
nistério Público tem todo o
direito de abrir uma inves-
tigação, mas abrir um inqué-
rito não quer dizer que pro-
vou que houve alguma coisa
errada. Mas aí sai a notícia. É
apenas um início de inves-
tigação. Além do mais, tem
quesesaber quandohouveo
fato na fazenda. Eu posso
comprar hoje de uma fazen-
da, ela é autuada amanhã, eu
não tenho culpa.
O procurador Anselmo
Henrique Cordeiro Lopes,
do Ministério Público do
Acre, contouque nãoera um
início de investigação, mas
uma investigação concluída,
e por isso foi proposta a
AçãoCivil Pública. Disse que
eles entraram com a Ação
porque verificaram, através
das guias de transporte ani-
mal, que 14 dos 50 frigo-
ríficos que atuam no estado,
entre eles o JBS, tinham
comprado carne de fazen-
das que estavam embarga-
das pelo Ibama ou tinham
sido notificadas por traba-
lho escravo. Isso, antes da
compra da carne.
— A empresa tem sim
como saber dos problemas
porque mantémrelações de
longo prazo com seus for-
necedores. Então é só con-
ferir se as fazendas estão
nas listas do Ibama ou do
Ministério Público do Tra-
balho. A empresa não pode
dizer que comprou gado an-
tes de a fazenda entrar na
lista. Quando conferimos as
guias, temos o cuidado de
olhar as datas para ter cer-
teza de que a compra foi
feita depois que a fazenda
entrou na lista do Ibama ou
do Ministério do Trabalho
— disse o procurador.
O JBS assinou ontem mes-
mo umTermo de Ajustamen-
to de Conduta (TAC) para
encerrar a Ação Civil Pública
do MP do Acre. Ao assinar o
acordo, encerra-se a ação. O
TAC funciona assim, a em-
presa se compromete a não
adotar mais aquela prática, e
a ação é encerrada. Assim,
evita-se o processo judicial.
A empresa se comprometeu
nesse TAC, assinado ontem,
a deixar de comprar carne
oriunda de áreas embarga-
das por órgãos de fiscali-
zação ambiental, desde que
a informação conste em lista
oficial e esteja disponível na
internet. Ela se comprome-
teu também a não comprar
boi de terras indígenas. Além
do MP do Acre, assinaram o
acordo os procuradores de
Rondônia, Amazonas, Rorai-
ma, Pará, Tocantins, Mara-
nhão e Amapá.
Joesley tinha dito inicial-
mente na conversa comigo
que era “absolutamente fal-
sa” a acusação, depois dis-
se que tinha sido apenas
uma abertura de investiga-
ção, mas ontem mesmo es-
tava assinando o Termo de
Ajustamento de Conduta
que, como o nome indica,
quer dizer mudar a con-
duta. Perguntei por que ele
havia pedido aos assinan-
tes do pacto pela carne le-
gal, como os supermerca-
dos aos quais fornece, mais
seis meses para dar a ga-
rantia de que seus forne-
cedores não desmatam. Ele
disse que a empresa é muito
grande, tem 34 unidades,
abate 30 mil bois por dia,
seis milhões por ano.
Tamanho deveria dar à
empresa mais possibilidade
de ter um controle maior
sobre sua cadeia produtiva
e sobre sua lista de for-
necedores. Empresas mo-
dernas têm que trabalhar
exatamente para garantir
ao consumidor que o pro-
duto que ele consome é de
boa procedência, seja em
termos sanitários, ambien-
tais, trabalhistas. Por ser
grande, a empresa poderia
usar seu poder para ajudar
a modernização da pecuá-
ria brasileira. Se quisesse.
GUINADA AÉREA: Exploração comercial de terminais pode multiplicar receitas
Especialistas apoiam decisão do
governo de privatizar aeroportos
Professor da USP alerta para risco de custo da obra ficar acima do estimado
Wagner Gomes
● SÃO PAULO. A concessão par-
cial dos aeroportos brasileiros à
iniciativaprivadafoi elogiadapor
especialistas do setor aéreo, mas
ainda há dúvidas sobre omodelo
da permissão, ou seja, não se
sabe se a medida abrange so-
mente a construção de terminais
depassageirosoutambémpistas
e áreas de estacionamento. O
diretor da consultoria McKinsey,
Arlindo Eira Filho, disse que, co-
mo detalhes ainda não foram
apresentados, é difícil julgar a
iniciativa do governo:
— Não tenho como avaliar se
é a forma mais correta. É uma
boa opção, mas não sei se a
melhor. A outra seria dar à In-
fraero condições para acelerar
seu próprio plano de expansão.
No ano passado, a pedido do
BNDES, a McKinsey divulgou um
estudo no qual alertou que, para
evitar um colapso no setor, a
iniciativa privada teria de par-
ticipar da gestão, construção, re-
forma e expansão dos aeropor-
tos. Eira Filho destacou que a
exploração comercial de termi-
nais aéreos, como prevê o go-
verno, é um bom negócio. Se-
gundo ele, emvários países, 50%
da receita dos aeroportos vem
dessa forma de negócio:
—No Brasil, esse percentual é
de 20%a 25%, o que significa um
gasto de dois ou três euros por
passageiro. Mas a lógica é au-
mentar esses valores para 13 ou
14 euros, como em outros ae-
roportos internacionais.
Por sua vez, o major-briga-
deiro Rafael Rodrigues Filho, do
Departamento de Controle do
Espaço Aéreo (Decea), disse que
não adianta construir terminais
sem novos pátios e pistas:
—Nãoadiantacolocar pistase
não tiver pátio. E se não tiver
terminal também não adianta.
Senadores da base
aliada criticam iniciativa
Segundo o professor da Uni-
versidade de São Paulo Jorge
Eduardo Leal de Medeiros, es-
pecialista emtransporte aéreo, a
construção de um terminal está
vinculada à instalação de novos
pátiosdeestacionamento. Como
o projeto ainda não saiu do pa-
pel, ele disse que é difícil saber
se o vencedor da licitação po-
derá apenas explorar comercial-
mente o espaço. Mas Medeiros
acredita que haverá grande in-
teresse de construtoras.
— Todas as empreiteiras do
país estão se preparando para
participar dessa construção.
Agora, não se pode cair no que
aconteceunoRiode Janeirocom
os Jogos Panamericanos, onde
as obras ficaram dez vezes mais
caras queoestimado. Quandose
paga com urgência, o preço é
bem mais caro — alertou.
Em Brasília, a iniciativa do
governo provocou críticas da
oposiçãoe até de aliados. Omais
ácido foi o senador Jarbas Vas-
concelos (PMDB-PE), que cha-
mou de “oportunistas” os ata-
ques petistas às privatizações
feitas na gestão de Fernando
Henrique Cardoso. Sua colega
Vanessa Graziotin (PCdoB-AM)
também demonstrou contrarie-
dade e fez um alerta:
—Guarulhos seráoprimeiroe
é o mais rentável do Brasil, é a
galinha dos ovos de ouro. Quem
levar Guarulhos temde levar dez
aeroportos deficitários junto. ■
COLABOROU: Maria Lima
.
Concorrência pode diminuir tarifas
Fim do monopólio da Infraero abre caminho para ofertas
● BRASÍLIA. Os efeitos positivos do aumento da
concorrência nas tarifas aeroportuárias, com a
entrada do setor privado na administração dos
terminais, vai depender da consolidação do
processo de concessão que o governo pretende
iniciar emmaio. Esses benefícios somente serão
sentidos quando houver de fato uma disputa no
setor, comacobrançadetarifasdiferenciadasde
acordo coma demanda (hora, dia e temporada)
e a melhoria na qualidade do serviço.
Pelos planos do governo, os três aeroportos
que tiveram modelagem de concessão definida
e vão receber recursos privados (Guarulhos,
Viracopos e Brasília) continuarão sob respon-
sabilidade da Infraero. Caberá à estatal receber
as tarifas de embarque, pouso e decolagem,
ficando como investidor as receitas comerciais.
Ou seja, não haverá preços distintos dentro de
um mesmo aeroporto.
Já SãoGonçalodoAmarante (novoaeroporto
de Natal), Galeão e Confins (de Belo Horizonte)
— deverão ser repassados integralmente ao
setor privado. É nesse contexto que poderá se
estabelecer umdiferencial de serviçoe de tarifa,
disse um técnico, porque esses terminais ten-
tarão se tornar mais atraentes do que os de
outros estados para chamar tráfego.
Por enquanto, o usuário conta com uma
resolução da Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac), que flexibilizou as tarifas, fixando teto
para os valores e permitindo descontos ou
cobranças de valores adicionais, dependendo
do horário do voo. Os efeitos dessa medida, no
entanto, esbarram no monopólio da Infraero,
que administra os 67 aeroportos mais impor-
tantes do país.
Aregra da Anac veio acompanhada de metas
de eficiência para cada aeroporto, de acordo
com a quantidade de passageiros, o volume de
cargas e o custo da operação. Falta ainda
estabelecer critérios paramedir aqualidadedos
serviços. Os contratos de concessão deverão
ter prazo máximo de 35 anos, podendo ser
renovados uma única vez. (Geralda Doca)
0 AEROPORTO TOM JOBIM: modelo de concessão do terminal internacional do Rio ainda não está definido
Márcia Foletto/20-08-2010
ECONOMIA

25 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 25 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 21 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
BCdosEUAmantémestímuloscontradesemprego
Quebrando tradição de 97 anos, Bernanke dá entrevista sobre decisão de não subir juros. Objetivo é gerar emprego sem inflação
SEU IMPOSTO DE RENDA
Devo declarar separadamente
o valor do 13
o
- salário que
recebo na pensão alimentícia
de meu ex-marido? Se for o
caso, devo lançá-la em qual
campo? (Isabel)
● Não, a pensão alimentícia é
tributada na forma do carnê-
leão, portanto, deve ser de-
clarada na ficha Rendimen-
tos Tributados Recebidos de
Pessoa Física/Exterior.
Qual valor máximo pode ser de-
duzido em relação a gastos com
ortodontia para filhos? (Ronaldo)
● Não existe um limite para
dedução de gastos médicos, in-
clusive odontológicos. O que
deve ser observada é a com-
provação desses gastos com
documentação idônea.
Comprei umveículo emjaneiro de
2011. Preciso declará-lo? (Ro-
drigo da Silva)
● Não, o veículo será infor-
mado no IR de 2012.
■ As respostas às dúvidas
dos leitores estão a cargo da
consultoria DeclareCerto IOB.
O GLOBO e a DeclareCerto
IOB se reservam o direito de
selecionar as perguntas que
serão respondidas e
publicadas no site e no jornal.
Multinacionais do Brasil
põemUS$ 11 bi no exterior
● Multinacionais com sedes no
Brasil voltaram a aplicar recur-
sos em outros países e impul-
sionaram o desempenho da
América Latina como fonte de
investimentos externos diretos
(IED), segundo relatório trimes-
tral da Unctad, braço da ONU
para comércio e desenvolvimen-
to. A informação foi divulgada
ontem pelo site BBC Brasil.
De acordo com a Unctad, em
2009, companhias brasileiras
trouxeram de volta ao país US$
10,1 bilhões que haviam inves-
tido no exterior. Porém, no ano
passado, empresas enviaram
para fora US$ 11,5 bilhões.
“Companhias brasileiras, co-
mo Vale, Gerdau, Camargo Cor-
rêa, Votorantim, Petrobras e
Braskem, fizeram aquisições
nas indústrias de minério de
ferro, aço, alimentos, cimentos,
químicos e refino de petróleo
em países desenvolvidos”, diz
um trecho do relatório, inti-
tulado “Global Investiments
Trend Monitor” (“Monitor de
Tendências de Investimentos
Globais”, em tradução livre).
AUnctadrevelaque, em2010,
o Brasil perdeu apenas para o
México emvolume de IED. Com-
panhias mexicanas enviaram
US$ 12,7 bilhões ao exterior. ■
● WASHINGTON e BRASÍLIA. Opre-
sidente doFederal Reserve (Fed)
indicou ontem que o banco cen-
tral americano não tem pressa
para reduzir seu estímulo à eco-
nomia, já que o mercado de
trabalho ainda está num“buraco
muito, muito profundo”. Emuma
coletiva sem precedentes, que-
brando 97 anos de tradição do
Fed de não informar nada além
do comunicado que descreve as
decisões tomadas pelo Comitê
de Mercado Aberto (Fomc), Ber-
nanke disse que o BC dos EUA
está fazendo o que pode para
aumentar a geração de emprego
sem elevar a inflação.
— É uma recuperação rela-
tivamente lenta — disse Ber-
nanke, que parecia nervoso no
início. — Muitas pessoas estão
tendo um período difícil.
A entrevista de Bernanke foi
dada após o Fed reduzir as pro-
jeções de crescimento da eco-
nomia americana este ano. A
estimativa feita em janeiro, de
3,4% a 3,9% em 2011, caiu para
umaestimativaentre3,1%e3,3%.
A redução deve-se ao fato de as
exportações e os gastos com
construção e militares terem si-
do menores do que o esperado.
O crescimento no primeiro tri-
mestre deve ter ficado abaixo
dos 2%, segundo Bernanke.
As decisões do Fomc foram
anunciadas ontem, ao fim do
encontro de dois dias do or-
ganismo, e indicam que o banco
central crê que a economia ainda
precisa de ajuda e que fornecê-la
não gerará inflação. As decla-
rações dos últimos encontros do
Fed sugerem um aumento gra-
dual em sua confiança na saúde
da economia. Já a nota de ontem
aponta que a recuperação está
ocorrendonumritmomoderado.
O comunicado afirma que as
condições do mercado de tra-
balho “estão melhorando gra-
dativamente”.
— Enquanto é muito, muito
importante ajudar a economia a
criar empregos e apoiar a re-
cuperação, acho que cada ban-
queiro central entende que man-
ter a inflação baixa é absolu-
tamente essencial para uma eco-
nomia bem-sucedida e faremos o
que pudermos para garantir que
isso aconteça — afirmou Ber-
nanke, que busca apoio público.
As observações do presidente
do Fed tambémpodemservir de
ponto de referência para os in-
vestidores, que estão confusos
comdiscursos contraditórios fei-
tos por outros membros do co-
mitê de política monetária às
vésperas de cada encontro.
O Fomc aprovou por unani-
midade a manutenção de várias
políticas que estão sendo ado-
tadas com o objetivo de es-
timular o crescimento — como
manter as taxas de juros de
curto prazo em0%a 0,25%(des-
de dezembro de 2008) e manter
o portfólio de investimento do
Fed em seu nível atual, de cerca
de US$ 2 trilhões. OFed também
anunciou que vai concluir seu
plano de compra de US$ 600
bilhões em bônus do Tesouro
até o fim de junho.
Um dia depois de acusar os
países desenvolvidos de praticar
políticas monetárias “frouxas” e
antes de saber o resultado da
reunião do Fed, o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, disse
ontem que espera que o orga-
nismomude a estratégia de man-
ter uma expansão monetária pa-
ra recuperar a economia.
— Bernanke deverá falar a
respeitodoquantitativeeasing. Se
essa política de expansão mo-
netária vai continuar ou não. Eu
espero que ele nos diga que não
vai fazer o quantitative easing 3,
de modo que tenhamos uma
perspectiva de diminuir todo es-
se fluxo de recursos monetários
que atrapalha muitos países e
causa inflação no Brasil e em
outros países emergentes — dis-
se o ministro, que não quis se
pronunciar após a decisão do
Fed de manter a estratégia.
‘Inflação está ficando mais
alta’, diz presidente do Fed
Segundo Bernanke, a recupe-
ração econômica dos EUA tor-
nou-se autossustentável, o que
significa que o crescimento con-
tinuaria mesmo sem um grande
apoio do governo. Apesar disso,
acrescentou que ainda quer ver
um ritmo mais rápido de ex-
pansão e de geração de em-
pregos. E alertou, porém, que se
a economia fraquejar, pode ser
mais difícil para o Fed tomar
medidas de estímulo extras por
causa das pressão inflacionária:
—Ainflaçãoestá ficandomais
alta. Não está claro se podemos
conseguir melhorias substan-
ciais nas folhas de pagamento
sem riscos adicionais de aumen-
to da inflação, e minha visão é de
que não podemos alcançar uma
recuperação sustentável sem
controlar a inflação. ■
COLABOROU: Martha Beck
‘Educação, infraestrutura e inclusão’
Presidente do Fórum Econômico Mundial indica desafios para América Latina
Bruno Villas Bôas
● Fundador e presidente do Fó-
rum Econômico Mundial, o pro-
fessor de economia alemão
Klaus Schwab afirma que os
países latino-americanos preci-
sam “avançar em educação, in-
fraestrutura, inclusão social, fi-
nanciamento e inovação” para
melhorar o grau de competi-
tividade de suas economias e
garantir um crescimento sus-
tentado. Em entrevista ao GLO-
BO, Schwab, que abre hoje no
Rio a sexta edição para a Amé-
rica Latina do fórum que criou
40 anos atrás, em Davos, na
Suíça, revela otimismo sobre o
avanços conquistados e o papel
que começa a desempenhar os
países da região.
— Desde que se consiga
construir uma base sólida para
os próximos dez anos, esta
pode muito bem ser a década
da América Latina — diz
Schwab. — A região retirou 40
milhões de pessoas da pobreza
em apenas seis anos, embora a
desigualdade permaneça co-
mo um desafio importante.
Segundo ele, os países la-
tino-americanos “já emergi-
ram econômica e politicamen-
te no cenário mundial” nos
últimos anos. Schwab lembra
que o México é o próximo país
a assumir a presidência do G-
20 e cita a presença do Brasil
no grupo dos Brics.
Mas outros problemas tam-
bém estarão em debate no fó-
rum: inflação acelerada, câm-
bio apreciado e superaqueci-
mento. Os problemas de curto
prazodos países mudaramdes-
de a última edição regional do
forum no Rio, em abril de 2009,
quando os países estavammer-
gulhados na recessão.
Brasil e México devem liderar
crescimento econômico
O evento deste ano também
ficou maior: 700 participantes
de 42 países, um recorde. A
presidente Dilma Rousseff, que
faria hoje a abertura do fórum,
transferiusuaparticipaçãopara
amanhã. Serão, ao todo, 29 pai-
néis que tratarão de três temas
básicos: governança regional e
internacional; avanços em ino-
vação e produtividade para o
crescimento equitativo; e pro-
moção de parcerias para o de-
senvolvimento sustentável.
Segundo Marisol Argueta de
Barillas, presidente do Fórum
para América Latina e Caribe, a
inscriçãopara oeventoprecisou
ser encerrada ummês antes por
causadagrandeprocura. Muitos
países que não integram a Amé-
rica Latina enviaram represen-
tantes devido ao interesse na
região. Somente a comitiva dos
EUAdesembarca nopaís com39
participantes.
—Temos, agora, cincopaíses
da América Latina com grau de
investimento. O interesse é
grande. E Brasil e China devem
se tornar os grandes catalisa-
dores desse crescimento eco-
nômico e social da região —
acrescenta Marisol Argueta.
BERNANKE: COM crescimento menor este ano, Fed não tem pressa para reduzir estímulos à economia dos EUA
Jason Reed
O mercado de
trabalho ainda
está “num buraco
muito, muito
profundo”
BEN BERNANKE
700 participantes de 42 países estarão no evento,
que terá sua abertura oficial hoje e terminará amanhã
PRINCIPAIS NOMES
PRESIDENTES
Dilma Rousseff e Leonel Fernández (República Dominicana)
MINISTROS
Antônio Patriota (Relações Exteriores), Aloizio Mercadante (Ciência e
Tecnologia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Laurence Golborne
(Mineração do Chile), Felipe Kast Sommerhoff (Planejamento do Chile),
Jyotiraditya M. Scindia (Comércio e Indústria da Índia)
GOVERNADORES
Sérgio Cabral (Rio)
e Geraldo Alckmin
(São Paulo)
Fortalecendo a governança
regional e internacional
Avanços em inovação
e produtividade para
o crescimento equitativo
Promovendo parcerias efetivas
para o desenvolvimento
sustentável
TEMAS PRINCIPAIS
1
2
3
Mais sobre o evento
OUTROS
Frederico Fleury Curado, presidente da
Embraer • Vikram Pandit, presidente
do Citibank • Luis Moreno, presidente do
Banco Interamericano de Desenvolvimento
(Bid) • Klaus Schwab, fundador e presidente
do Fórum Econômico Mundial
Editoria de Arte
26

ECONOMIA Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 26 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 45 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Causa e efeito
Reprodução
CAIXAS COM objetos deixados na areia das praias
cariocas (à direita) foram enviadas ontem a dez
mil pessoas. Com elas, uma mensagem: "O lixo
jogado no mar um dia volta. Pra todo mundo". O
alerta é da Surfrider Foundation Brasil. Criada pela
Script, a ação também foi realizada em bares.
NEGÓCIOS &cia
Flávia Oliveira
Furnas 1
● A Eletrobras Furnas terá
uma rede de mais de 150
estações telemétricas até
2013, com investimento de
cerca de US$ 40 milhões. As
estações serão usadas para
monitorar temperatura, vento
e nível do rio nas áreas dos
empreendimentos. Há 21 no
país, afora a central, na sede
da empresa no Rio. Ao longo
do ano, virão mais 42.
Furnas 2
● As estações vão fornecer
informações em tempo real e
dar suporte a programas de
manutenção, operação e
segurança das usinas,
garantindo mais eficiência em
transmissão, diz Paulo Cesar
Bastos, gerente de Furnas.
Proteção à marca
● O Bhering Associados,
desde janeiro de 2010, fechou
60 acordos com empresas
que usaram indevidamente
marcas da Fifa no Brasil. Há
casos nos setores automotivo
e de telefonia, entre outros. O
escritório foi contratado pela
Fifa e pelo COI para combater
previamente a pirataria na
Copa 2014 e nos Jogos 2016.
Para o mundial de futebol, a
Fifa já depositou 45 marcas,
algumas registradas no INPI.
É classe C
● O comércio ainda
contabiliza resultados das
vendas da Páscoa. Mas é
certo que a data foi da classe
C. Ovos que encalharam no
varejo da Zona Sul e da Barra
foram transferidos para lojas
do subúrbio e da Baixada. E
sumiram das prateleiras,
atesta um fabricante.
Jacarepaguá 1
● A Delta Incorporação
estreia sábado, em parceria
com a Conx, no
o
-Minha Casa,
Minha Vida. O Village VIP, em
Jacarepaguá, terá 388
apartamentos. Com valor de
vendas de R$ 58 milhões, será
entregue em 2013. Este ano, a
Delta anuncia ainda dois
novos residenciais na Zona
Oeste, e um comercial na
Zona Norte. Espera crescer
30% sobre 2010, quando
lançou R$ 34 milhões.
Jacarepaguá 2
● A construtora Santa
Cecília lança o Lagoa Azul,
no Pechincha, em
Jacarepaguá. O projeto terá
198 apartamentos de dois e
três quartos. A previsão de
vendas é de R$ 62 milhões.
Força no aluguel
● A Renascença, de locação
de imóveis, com sede na
Taquara, vai abrir mais
quatro filiais até julho,
totalizando 12. Ficarão na
Barra, na Zona Sul, em São
Gonçalo e na Baixada
Fluminense. A meta é elevar
resultados. Em 2010, foram
R$ 1,6 milhão em negócios,
alta de 81,5% sobre 2009.
Comércio aquecido
● As vendas do comércio
varejista do Rio subiram 6,4%
em março, na comparação
com o mesmo mês 2010. O
dado é de pesquisa do CDL-
Rio, com 750 lojistas. Outro
dado positivo em março foi o
aumento de 7,1% das dívidas
quitadas, reabilitando o
consumidor para novas
compras. No 1
o
- trimestre, as
vendas cresceram 7,5%.
Enquanto isso, nos vizinhos...
Inflação galopante na
Argentina faz varejo e bancos
multiplicarem promoções
Me leva pra casa?
Reprodução
MICHEL SPENCER, CEO da Icap, vem ao Brasil para o Rio Investors
Day, evento de prefeitura e Apimec, em maio. A Icap movimenta US$
2,3 trilhões por dia no mundo. No Brasil, está entre as corretoras top ten.
● Chama atenção na Argentina a profusão
de ofertas de preços comércio afora. Res-
taurantes, shoppings e redes de varejo se
uniram a administradoras de cartões de
crédito para seduzir a clientela local —
turistas estão fora — com descontos que
vão de 10% a 20% ou 25% em dias de-
terminados da semana ou numa segunda
compra no ponto de venda. Até postos de
combustíveis aderiram ao regime. O braço
do Itaú na Argentina, no mês da Páscoa,
oferecia descontos de 20% nos chocolates
comprados comcartões dobanco. Lojas de
eletrodomésticos cortam em 10% o preço
do produto pago em 24 prestações sem
juros e em 20% no crediário em 12 meses.
Após uma operação de qualquer valor,
supermercados distribuem cupons com
desconto de 15% na compra seguinte. Nu-
ma economia com inflação galopante — o
instituto oficial, o Indec, fala em9,7%em12
meses, mas os analistas estimam 27% este
ano —, a quantidade de promoções ajuda a
reordenar o valor das mercadorias, atrair
clientes e ampliar a escala de operações de
um setor financeiro penalizado pelo juro
real negativo e pela desconfiança histórica
dos consumidores. “Uma economia que
oferece esse nível de desconto claramente
perdeu a referência dos preços relativos. A
população empobrecida pela inflação alta
vai atrás das promoções e tanto o varejo
quanto os bancos acirram a competição,
sem pensar muito nas margens”, analisa o
economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-
Rio. Famílias em Buenos Aires começam a
tomar decisões de compra com base no
cronograma de promoções. Abastecem o
carro no dia do desconto no posto; usam
cartões de crédito nas lojas conveniadas;
carregam cupons e reivindicam os preços
menores. Dãoumabelaliçãodeeconomiae
de enfrentamento das remarcações aos
brasileiros. Comparada à argentina, a in-
flação no Brasil é até baixa. Mas não custa
correr atrás dos preços menores. Faz até
bem ao bolso.
OS OLHARES de cãozinho sem dono estarão na nova
campanha do projeto “Adotar é tudo de bom”, da
Pedigree. Criado nos EUA em 2005, chegou ao Brasil
dois anos depois, com objetivo de conscientizar a
população sobre abandono, guarda responsável e adoção
de animais. Criação da Lew’Lara/TBWA, estreia 2
a
-.
HOJE é O dia
da EducaçÃO.
a gEntE tEm pElO mEnOs 6 milHõEs
dE mOtivOs para cOmEmOrar.
Neste dia, queremos lembrar
uma história de compromisso pela
Educação no Brasil, que começou
a ser construída há mais de30 anos,
quando o Telecurso foi ao ar
pela primeira vez na televisão.
Desde então, 40 mil professores já
participaram do programa e 6 milhões
de alunos concluíramseus estudos
por meio doTelecurso.
Além de ser assistido na TV por
10,6 milhões de pessoas semanalmente
no país, o Telecurso está nas salas
de aula, como política pública, em
parceria com governos estaduais,
municipais, instituições do terceiro
setor e empresas privadas. Sua
metodologia, que inclui a utilização
das teleaulas em DVDs, livros
especialmente preparados para
o programa e formação de
professores, é aplicada hoje em
Pernambuco, Acre, Belo Horizonte,
Amazonas e Rio de Janeiro.
Celebramos com todos os
brasileiros o Dia da Educação, que
para nós é comemoradotodos os dias.
Telecurso. Dando oportunidades
iguais a quem a vida deu caminhos
diferentes. Porque educação é tudo.
w w w . t w i t t e r . c o m / t e l e c u r s o | w w w . f a c e b o o k . c o m / t e l e c u r s o
ECONOMIA

27 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 27 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 47 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Agência de Paulo
Giovanni se une
à americana
Leo Burnett
Publicitário transferirá
100% das ações da
Tailor Made até 2016
Ronaldo D’Ercole
● SÃO PAULO. Depois de 38 anos
nopaís, aamericanaLeoBurnett
está se associando a uma agên-
cia brasileira. Recém-criada pelo
publicitário Paulo Giovanni, a
Tailor Made foi comprada e Gio-
vanni vai presidir a agência, que
passa a se chamar Leo Burnett
Tailor Made. O anúncio do ne-
gócio foi feito ontem por Tom
Bernardin, presidente mundial
da Leo Burnett, que veio ao
Brasil especialmente para divul-
gar a operação e apresentar os
novos planos da agência aos
clientes locais. A transação en-
volveu troca de ações e o valor
não foi divulgado.
— Nossos objetivos para a
Leo Burnett Brasil são ousa-
dos e agressivos. Queremos
estar entre as cinco maiores
do mercado em três anos —
disse Bernardin.
Em2010, a agência faturou R$
1,17 bilhão e ocupava a 13
a
- po-
sição no ranking das maiores
agências brasileiras. Entre seus
clientes no país destacam-se
marcas como Fiat, Samsung e a
Procter &Gamble. Comsede em
Chicago, a Leo Burnett tem es-
critórios em 84 países e é con-
trolada pelo grupo francês Pu-
blicis, o terceiro maior conglo-
merado de comunicação do
mundo. Há duas semanas, ogru-
po anunciou ter adquirido o
controle da brasileira Talent, da
qual detinha 49%do capital des-
de setembro do ano passado.
As negociações com a Leo
Burnett começaram há oito me-
ses, segundo Giovanni, quando
ele ainda estava estruturando a
Tailor Made. Inicialmente, o pu-
blicitário está transferindo 5%
do capital da sua agência à Leo
Burnett, fatia que chegará aos
100%até oanode 2016. Ogrupo
de Giovanni tem duas outras
agências, a Mix Brand Expe-
rience e a Pop Trade. ■
Americanas.com e
Submarino em queda
Sites de venda da B2W despencam em
ranking que mede qualidade de atendimento
Gilberto Scofield Jr.
● SÃO PAULO e RIO. Problemas
envolvendo a entrega de pro-
dutos e serviços levaramos dois
maiores portais de comércio on-
line do país —Submarino.come
Americanas.com, ambos da
B2W — a despencarem no ran-
king anual de satisfaçãodos con-
sumidores que o Instituto Bra-
sileirode Relacionamentocomo
Cliente (IBRC) prepara desde o
ano passado a pedido da revista
“Exame”, que chega hoje às ban-
cas de todo o país.
Na versão deste ano, o site
Submarino, que já foi apontado
como modelo de varejo eletrô-
nico em termos de qualidade de
atendimento, caiu da terceira pa-
ra a 41
a
- posição. A America-
nas.com despencou do nono pa-
ra o 45
o
- lugar. O estudo foi rea-
lizado entre setembro de 2010 e
janeiro deste ano com base em
mais de três mil entrevistas com
consumidores de todo o país.
— Essa foi, sem dúvida, a
grande surpresa do ranking
deste ano — diz Alexandre
Diogo, presidente do IBRC e
coordenador da pesquisa.
O número de queixas rece-
bidas, este ano, contra a Ame-
ricanas.com pela seção “Defesa
do Consumidor” do GLOBO cor-
roboram a pesquisa. O total de
reclamações nos quatro primei-
ros meses do ano já supera o de
2010 inteiro: 1.173 contra 1.1072.
Juntas, as queixas sobre demora
na entrega e não entrega de pro-
dutos chegam a 70% do total.
O número de reclamações so-
bre o Submarino também cres-
ceu no ranking da “Defesa”. Fo-
ram 544, no ano passado, e já
somam 291 apenas nos primei-
ros quatro meses de 2011.
Em comunicado da B2W, os
portais apontam para o extraor-
dinário crescimento das vendas
on-line e problemas de parcerias
(na área de transporte) como as
razões para as queixas sobre
entregas de mercadorias. Tanto
Submarino quanto Americanas.
com informaram que problemas
operacionais logísticos de alguns
parceiros resultaram em trans-
tornos para clientes nos últimos
meses de 2010, gerando impacto
na agenda de entrega. Aempresa
afirma que está renegociando
contrato com esses parceiros a
melhora de suas operações e
investindo em logística, de en-
trega, de tecnologia e de trei-
namento de pessoal para ofe-
recer uma melhor experiência de
compra aos clientes.
— São desculpas que ser-
vem para minimizar prováveis
problemas internos na B2W,
sejam administrativos, estru-
turais ou logísticos — diz o
professor da Faculdade de
Economia e Administração da
USP Nelson Barrizelli, especia-
lista em marketing de varejo.
Ações da B2W caíram
39,08% nos últimos 12 meses
A B2W foi formada em 2006
com a fusão dos dois portais,
ficando o grupo Lojas Ame-
ricanas com o controle acio-
nário (53,25% das ações) e o
Submarino com o restante
(46,75%). Hoje, a B2W inclui
em sua carteira de negócios as
marcas Shoptime, Ingres-
so.com, Submarino Finance,
B2W Viagens e Blockbuster.
A B2W, no entanto, tem de-
cepcionado os investidores.
Quando estreou na Bolsa, em
agosto de 2007, seu valor de
mercado era de R$ 9,689 bilhões
(soma do valor das ações da
companhia na Bolsa), segundo
dados da Economatica. Ontem, a
companhia valia R$ 3,347 bi-
lhões, oquerepresentaumaque-
da de 65,45%. Considerando o
mesmo período de comparação,
a ação recuou 73,69%. Em 2011,
as ações recuaram 29,41%. E a
queda foi ainda maior, de 39,08%,
nos últimos 12 meses. ■
COLABORARAM Luciana Casemiro
e Lucianne Carneiro
MAIS ECONOMIA HOJE NA INTERNET: oglobo.com.br/economia
TEMPO REAL: Acompanhe a cobertura do Fórum Econômico Mundial, no Rio
OPORTUNIDADES: Empresas aéreas brasileiras abrem vagas de olho
no crescimento do setor
ECO VERDE: Plásticos biodegradáveis podem prejudicar o meio ambiente
....................................................................................................................................................................................................
O GLOBO
Acompanhe a cobertura da Economia no Twitter: twitter.com/OGlobo_Economia
3 PERGUNTAS
LI VRE MERCADO
A CONTINENTAL Airlines terá chef a bordo nos voos Rio-Houston-Rio,
amanhã e dia 6. Vai preparar menu sofisticado para os participantes
da OTC. A feira de óleo e gás no Texas lotou os aviões da empresa.
E-mail: colunanegocios@oglobo.com.br
COM GLAUCE CAVALCANTI E MARIANA DURÃO
Quem vai
● O Hortifruti aderiu ao Rock
in Rio 2011. A rede vai
montar loja de sucos, saladas
e frutas frescas na área do
festival. Será a primeira vez
que a empresa terá ponto de
venda num evento. É
estratégia para aproximar a
marca do público jovem e
reforçar atuação no ramo de
alimentação saudável, diz o
diretor Fabio Hertel.
Quem vem
● Joe Celia, número um da
G2 Worldwide, chega ao
Brasil dia 3. Quer conhecer o
mercado publicitário
nacional, onde o grupo atua
desde 2005 via G2 Brasil. A
agência é 5
a
- do setor no
mundo. Está em 42 países.
Quem fica
● Luiz Lara será reeleito
presidente da Abap por mais
dois anos. A eleição é amanhã
e não há chapa de oposição.
“Empresa do Rio deve
usar agência carioca”
● Glaucio Binder, sócio da
Binder Visão estratégica, será
eleito presidente da Abap-Rio
amanhã. Quer convencer
corporações do Rio a serem
atendidas por agências daqui.
● O bom momento econô-
mico ajuda a publicidade?
GB: A publicidade é o reflexo
da economia local. A virada
doRiogarante solofértil para
a expansão do setor. Vamos,
inclusive, recuperar talentos
perdidos para São Paulo. E já
há uma nova geração de pro-
fissionais extremamente ta-
lentosa. Em poucos anos, o
Rio subiu de 10% para quase
15% do que a publicidade
movimenta no país.
● Qual será sua maior meta
à frente da Abap-Rio?
GB: Convencer as empresas
instaladas no Rio a desen-
volverem seus projetos de
marketing com agências ca-
riocas. A cidade está madura
para ser um polo de lança-
mento de campanhas com-
pletas, usando os diversos
canais de mídia de forma
complementar.
● E focará em concorrência?
GB: Também. Vamos apoiar
com força o projeto da Abap
Nacional para criar uma su-
gestão de modelo mais pro-
dutivo para as concorrências
privadas. Nosso sonho é que
as agências sejam remune-
radas pelos projetos apre-
sentados às corporações.
• CASAS BAHIA e Ponto Frio
estarão no Via Brasil, Jardim
Guadalupe e Boulevard Shopping
Campos. Os três shoppings abrem
este ano no Rio. No Via Brasil, as
duas redes criaram 70 vagas.
• A FUNDIÇÃO Filomena abrirá lojas
no Via Parque (Barra) e Via Brasil
(Irajá). Vai investir R$ 510 mil.
• A MARIA FILÓ inaugura hoje
loja no Iguatemi Alphaville (São
Paulo). Até o fim do ano, abrirá
outras quatro, três no Nordeste.
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28

ECONOMIA Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 28 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 46 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
INDICADORES
O GLOBO NA INTERNET
a
Veja mais indicadores e números do mercado financeiro
oglobo.com.br/economia/indicadores
ÍNDICES
NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL
Bovespa -4,2% +2,36% -3,94% +1,22% +1,79% N.D.
Salário mínimo (Federal) R$ 510 R$ 510 R$ 540 R$ 540 R$ 545 R$ 545
Salário mínimo (RJ) R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 639,26
TR
24/04: 0,1116% 25/04: 0,1484% 26/04: 0,1300%
Selic: 11,75%
IMPOSTO DE RENDA
IR na fonte • Abril/2011
Parcela
Base cálculo Alíquota a deduzir
R$ 1.566,61 Isento —
De R$ 1.566,62 a R$ 2.347,85 7,5% R$ 117,49
De R$ 2.347,86 a R$ 3.130,51 15% R$ 293,58
De R$ 3.130,52 a R$ 3.911,63 22,5% R$ 528,37
Acima de R$ 3.911,63 27,5% R$ 723,95
Deduções: a) R$ 157,47 por
dependente; b) dedução especial para
aposentados, pensionistas e transferidos
para a reserva remunerada com 65 anos
ou mais: R$ 1.566,61; c) contribuição
mensal à Previdência Social; d) pensão
alimentícia paga devido a acordo ou
sentença judicial. • Obs: Para calcular o
imposto a pagar, aplique a alíquota e
deduza a parcela correspondente à faixa.
• Esta nova tabela só vale para o
recolhimento do IRRF este ano.
Correção da primeira parcela: -
Fonte: Secretaria da Receita Federal
INSS/Abril
Trabalhador assalariado
Salário de contribuição (R$) Alíquota (%)
Até 1.106,90 8
de 1.106,91 até 1.844,83 9
de 1.844,84 até 3.689,66 11
Obs: Percentuais incidentes de forma não
cumulativa (artigo 22 do regulamento
da Organização e do Custeio da
Seguridade Social).
Trabalhador autônomo
Para o contribuinte individual e
facultativo, o valor da contribuição deverá
ser de 20% do salário-base, que poderá
variar de R$ 545 a R$ 3.689,66
Ufir
Abril
R$ 1,0641
Obs: foi extinta
Ufir/RJ
Abril
R$ 2,1352
Unif
Obs: A Unif foi extinta em 1996. Cada
Unif vale 25,08 Ufir (também extinta).
Para calcular o valor a ser pago,
multiplique o número de Unifs por 25,08
e depois pelo último valor da Ufir (R$
1,0641). (1 Uferj = 44,2655 Ufir-RJ)
INFLAÇÃO
IPCA (IBGE)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Outubro 3149,74 0,75% 4,38% 5,20%
Novembro 3175,88 0,83% 5,25% 5,63%
Dezembro 3195,89 0,63% 5,91% 5,91%
Janeiro 3222,42 0,83% 0,83% 5,99%
Fevereiro 3248,20 0,80% 1,64% 6,01%
Março 3273,86 0,79% 2,44% 6,30%
IGP-M (FGV)
Índice Variações percentuais
(08/94=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Outubro 440,829 1,01% 8,98% 8,81%
Novembro 447,206 1,45% 10,56% 10,27%
Dezembro 450,301 0,69% 11,32% 11,32%
Janeiro 453,875 0,79% 0,79% 11,50%
Fevereiro 458,397 1,00% 1,80% 11,30%
Março 461,249 0,62% 2,43% 10,95%
IGP-DI (FGV)
Índice Variações percentuais
(08/94=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Outubro 434,882 1,03% 9,16% 9,11%
Novembro 441,754 1,58% 10,88% 10,75%
Dezembro 443,427 0,38% 11,30% 11,30%
Janeiro 447,764 0,98% 0,98% 11,27%
Fevereiro 452,047 0,96% 1,94% 11,12%
Março 454,805 0,61% 2,57% 11,09%
CÂMBIO
Dólar
Compra R$ Venda R$
Dólar comercial (taxaPtax) 1,5697 1,5705
Paralelo (São Paulo) 1,52 1,68
Diferença entre paralelo e comercial -3,16% 6,97%
Dólar-turismo esp. (Banco do Brasil) 1,48 1,62
Dólar-turismo esp. (Bradesco) 1,50 1,65
Obs: A cotação Ptax do dólar americano
de dias anteriores pode ser consultada no
site do Banco Central, www.bc.gov.br.
Clicar em “Economia e finanças” e,
posteriormente, em “Séries temporais”.
Outras moedas
Cotações para venda ao público (em R$)
Euro 2,30247
Franco suíço 1,78075
Iene japonês 0,0189671
Libra esterlina 2,58898
Peso argentino 0,381684
Yuan chinês 0,239057
Peso chileno 0,00337489
Peso mexicano 0,135074
Dólar canadense 1,63720
Fonte: Mercado
Obs: As cotações de outras moedas
estrangeiras podem ser consultadas
nos sites www.xe.com/ucc e
www.oanda.com.br.
BOLSA DE VALORES: Informações
sobre cotações diárias de ações e
evolução dos índices Ibovespa e IVBX-2
podem ser obtidas no site da Bolsa de
Valores de São Paulo (Bovespa),
www.bovespa.com.br.
CDB/CDI/TBF: As taxas de CDB e CDI
podem ser consultadas nos sites de Anbid
(www.anbid.com.br), Andima
(www.andima.com.br) e Cetip
(www.cetip.com.br). A Taxa Básica
Financeira (TBF) está disponível no site
do Banco Central (www.bc.gov.br). É
preciso clicar em “Sala de imprensa” e,
posteriormente, em “Séries temporais”.
FUNDOS DE INVESTIMENTO:
Informações disponíveis no site da
Associação Nacional dos Bancos de
Investimento (Anbid), www.anbid.com.br.
Clicar, no quadro “Rankings e
estatísticas”, em “Fundos de
investimento”.
IDTR: Pode ser consultado no site da
Federação Nacional das Empresas de
Seguros Privados e de Capitalização
(Fenaseg), www.fenaseg.org.br. Clicar na
barra “Serviços” e, posteriormente, em
FAJ-TR. Selecionar o ano e o mês
desejados.
ÍNDICES DE PREÇOS: Outros
indicadores podem ser consultados nos
sites da Fundação Getulio Vargas (FGV,
www.fgv.br), do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE,
www.ibge.gov.br) e da Andima
(www.andima.com.br).
Correção da Poupança
Dia Índice
24/04 0,5778%
25/04 0,5549%
26/04 0,5606%
27/04 0,5839%
28/04 0,6236%
29/04 0,5371%
30/04 0,5371%
01/05 0,5371%
02/05 0,5158%
03/05 0,5483%
04/05 0,5934%
05/05 0,5626%
06/05 0,5887%
07/05 0,5828%
08/05 0,5612%
09/05 0,5365%
10/05 0,5603%
11/05 0,6036%
12/05 0,5631%
13/05 0,5771%
Dia Índice
14/05 0,5851%
15/05 0,5681%
16/05 0,5395%
17/05 0,5635%
18/05 0,5927%
19/05 0,5693%
20/05 0,5765%
21/05 0,5890%
22/05 0,5890%
23/05 0,5890%
24/05 0,6122%
25/05 0,6491%
26/05 0,6307%
Obs: Segundo norma
do Banco Central,
os rendimentos dos dias
29, 30 e 31
correspondem
ao dia 1
o
- do mês
subsequente.
Commedidas do governo, crédito começa a cair
Segundo o BC, volume diário de concessões de empréstimos a pessoas físicas diminuiu 5,4% este mês. Juros subiram
Patrícia Duarte
● BRASÍLIA. As mais recentes
medidas tomadas pelo gover-
no para inibir o crédito e evitar
mais altas na inflação — como
o aumento de 1,5% para 3% na
alíquota do Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF)
sobre os empréstimos volta-
dos a pessoas físicas decidido
este mês — já estão surtindo
efeito nas taxas de juros, com
altas expressivas, e nas con-
cessões, com reduções no vo-
lume de empréstimo. Porém, o
bom momento da economia
brasileira, com mais emprego
e renda, pode minimizar este
movimento. Ou seja, as pes-
soas vão continuar fazendo
suas compras financiadas.
As concessões médias diá-
rias de crédito perderam força
em abril. Até o dia 12, haviam
recuado 5,4% para pessoas fí-
sicas e 8% para as empresas.
Em março, o BC apurou que a
média diária de concessões
cresceu 3,5%, sendo que, para
as empresas, a taxa foi de 5,5%
e para as famílias, de 0,7%.
De acordo com o Banco Cen-
tral (BC), até o último dia 12, os
juros médios das famílias haviam
subido 2,1 pontos percentuais,
para 47,1% ao ano, o maior pa-
tamar desde maio de 2009
(47,3%). Em março, elas já ha-
viam crescido de 43,8% ao ano
para 45%. Para as empresas, este
mês, os juros médios não mu-
daram, mas em março saltaram
de 30,6% ao ano para 31,3%.
— Já estamos vendo o im-
pacto do IOF — reconheceu o
chefe do departamento Econô-
mico do BC, Túlio Maciel, acres-
centando que os efeitos de ou-
tras medidas macroprudenciais
também ainda são sentidos.
Entre as principais moda-
lidades de crédito cobradas
das famílias, destaque para o
cheque especial, com alta de
7,2 pontos percentuais em
março, para 174,6% ao ano.
— Os juros devem continuar
subindo e o consumidor fica
mais receoso, mas ainda há bas-
tante confiança na economia.
Ainda impera a ideia de que, se a
prestação cabe no bolso, o con-
sumidor faz crédito. É preciso
ficar muito atento — avaliou o
vice-presidente da Anefac (en-
tidade que reúne os executivos
de finanças), Miguel de Oliveira.
Inadimplência acima de 90
dias em março ficou estável
Em dezembro, o BC anunciou
uma primeira leva de ações que
encareceram e limitaram o cré-
dito de longo prazo voltado a
bens de consumo duráveis. O
governo tembuscado segurar as
concessões de crédito para evi-
tar mais pressões na inflação,
reduzindo o consumo.
O crescimento do volume
de crédito na economia per-
deu força em março, ao avan-
çar 1% sobre o mês anterior.
Em fevereiro, esse cresci-
mento havia sido de 1,3% e,
no trimestre, de 2,7%. Com
isso, acrescentou o chefe do
departamento, o volume de
empréstimos já cresce no rit-
mo esperado pelo próprio
BC, na casa de 13%ao ano. Há
pouco mais de um mês, o
presidente do BC, Alexandre
Tombini, chegou a afirmar
que expansão de 15% ao ano
não era desejável, por ser
inflacionário, e defender que
o razoável seria um ritmo
entre 10% e 15%.
Ainda segundo o BC, a ina-
dimplência acima de 90 dias em
março ficou estável no segmen-
to de empresas (3,6%) e, para
pessoas físicas, houve uma leve
alta de 0,1 ponto percentual,
para 5,9%. Maciel, no entanto,
não descarta a possibilidade de
os calotes subirem nos próxi-
mos meses, já que as medidas
macroprudenciais encareceram
o acesso ao crédito. Sinal disso
são os calotes entre 15 e 90 dias
que, só em março, subiram 0,6
ponto percentual para pessoas
físicas, chegando a 6,5%.
— Deve haver um aumento
(da inadimplência) na margem,
mas nada muito significativo. Te-
mos aumento de renda e de
emprego que compensam .
Esse movimento, no entanto,
já começou a ser sentido pelo
mercado. O executivo de um
grande banco nacional informou
que a inadimplência já começou
a dar sinais de força e prevê que,
a curto prazo, ela pode avançar
ainda mais, sobretudo nos con-
sumidores com renda inferior a
R$ 3 mil mensais. Isso não é um
problema estrutural, que traga
riscos graves de solvências, mas
lembra que as taxas de juros
podem subir mais em decor-
rência da ampliação do risco. ■
48%
A EVOLUÇÃODOSETORNOPAÍS
Fonte: Banco Central
*Até o dia 12
*Até o dia 12
Taxa média de juros
Abr* Mar Fev Jan/2011 Dez Nov Out Set Ago Jul Jun Mai Abr Mar Fev Jan/2010
Período
Novembro/10
Dezembro
Janeiro/11
Fevereiro
Março
Abril*
Total
6,7%
-9,4%
-7,3%
8,4%
3,5%
-6,9%
Pessoa
física
6%
-14,4%
-0,7%
8,9%
0,7%
-8%
Pessoa
jurídica
7,1%
-6%
-11,3%
8%
5,5%
-5,4%
Variação no mês da média diária
de concessões de crédito
Operações de crédito (percentual do PIB)
*Estimativa
48%
2011* 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003
43%
42%
41% 41,1%
41,5%
40,4% 40,5%
39,9%
39,4%
40,4%
39,1%
40,6%
43,8% 43,8%
45%
47,1%
24% 24,5%
28,1%
30,7%
34,8%
40,5%
44,4%
46,7%
PESSOAS FÍSICAS (% ao ano)
O
Presidente do Citigroup diz
que não há bolha no Brasil
Pandit se diz ‘confortável’ com crédito
Andrew Harrer/Bloomberg News/1-4-2011
VIKRAM PANDIT: pressões inflacionárias em vários emergentes
Déficit da Previdência recuou 56% em
março e foi o 2
o
-
menor desde 2003
Saldo ficou negativo em R$ 3,1 bi. Aumento da arrecadação puxou resultado
Eliane Oliveira
● BRASÍLIA. A economia ainda
aquecida e o crescimento do
trabalhoformal contribuírampa-
ra uma queda real de 56,2% no
déficit da Previdência Social em
março, em relação ao mesmo
mês do ano passado. Adiferença
entre a arrecadação e o paga-
mento de benefícios ficou ne-
gativa em R$ 3,135 bilhões. Foi o
segundo resultado mais baixo
desde dezembro de 2003, quan-
do o saldo mensal ficou R$ 3,3
bilhões no vermelho.
Segundo o ministro da Pre-
vidência, Garibaldi Alves Filho,
além do aumento da arrecada-
ção, houve queda de despesas
no período. Ele citou como fa-
tores que ajudaram na melhora
do saldo reduções de pagamen-
tos de precatórios e aposenta-
dorias. Do lado das receitas,
ocorreu alta mensal real (des-
contada a inflação do período
medida pelo INPC) de 6,7%. Já o
pagamento de benefícios teve
decréscimo real de 12%.
Em março, Previdência pagou
28,273 milhões de benefícios
Noprimeirotrimestre de 2011,
o déficit acumulado no INSS foi
de R$ 9,5 bilhões, montante mui-
to menor do que o apurado no
mesmo período de 2010 (R$
14,215 bilhões). Foram arreca-
dados, nos três primeiros meses
deste ano, R$ 52,913 bilhões e
pagos benefícios da ordemde R$
62,386 bilhões.
—Estouencarandocomcerto
otimismo esses resultados, por-
que eles vêm se verificando mês
a mês — afirmou o ministro.
Garibaldi destacou que o re-
sultadoobtidonas áreas urbanas
foi fundamental para as receitas
previdenciárias no período. Em
março, o governo registrou o
terceiro superávit consecutivo
do ano nesta categoria, no valor
de R$ 1,1 bilhão. É nas cidades
que se concentram os trabalha-
dores com carteira, que con-
tribuem ao longo da vida para o
INSS. Já na área rural concen-
tram-se benefícios quase assis-
tenciais, que não resultaram de
muitos anos de contribuição.
Em março de 2011, a Pre-
vidência Social pagou 28,273 mi-
lhões de benefícios, sendo
24,523 milhões previdenciários e
acidentários e os demais, as-
sistenciais. Houve elevação de
4,3% em comparação com o
mesmo mês do ano passado. As
aposentadorias somaram15,707
milhões de benefícios, volume
3,6%superior aonúmerodeapo-
sentados existentes em março
do ano passado. ■
Paulo Justus
● SÃO PAULO. O presidente
mundial do Citigroup, Vikram
Pandit, afastou ontemo risco
de uma bolha bancária no
Brasil. Ele se diz “confortá-
vel”, tanto com a qualidade
quanto como volume de cré-
dito. Pandit, que está no Bra-
sil para co-presidir o Fórum
Econômico Mundial no Rio,
disse que o maior desafio
atualmente está no controle
da inflação. Segundo ele, é
um fenômeno comum a qua-
se todos os mercados emer-
gentes, por causa da impor-
tância que passaram a ter na
retomada do crescimento.
— Os mercados emergen-
tes estão operando em plena
capacidade e, provavelmen-
te, em pleno emprego. Por
esse motivo, temos pressões
sobre os preços aqui no Bra-
sil e em vários países emer-
gentes no mundo. Para lidar
com isso, a longo prazo, te-
mos de aumentar a capaci-
dade produtiva. A curto pra-
zo, controlar a demanda.
Pandit disse que o des-
compasso entre demanda e
ofertaétambémresultadodo
cancelamento de projetos de
investimento que estavam
em curso na época da crise.
Opresidente do banco ao
consumidor nas Américas,
Manuel Medina-Mora, diz
que 60% do faturamento e
70% do lucro líquido do Ci-
tigroup vêm hoje dos mer-
cados internacionais. Den-
tro desses mercados, a
América Latina é conside-
rada prioridade. Segundo
Pandit, a região responde
por 20% do negócio do gru-
po. NoBrasil, oCiti emprega
hoje 7 mil pessoas.
.
Bovespa tem queda de 1,31%
Aversão a risco derruba ações. Dólar sobe 0,44% e fecha a R$ 1,571
Lucianne Carneiro*
● Com um aumento de aversão ao risco no
mercado, a Bolsa de Valores de São Paulo
(Bovespa) fechou ontem em queda. O Ibo-
vespa, referência do mercado, recuou 1,31%,
aos 66.264 pontos, com um volume de ne-
gócios expressivo, de R$ 6,2 bilhões. A cau-
tela na expectativa do discurso do pre-
sidente do Federal Reserve (o banco central
americano), Ben Bernanke, e a preocupação
com a inflação no Brasil influenciaram o dia
no mercado, que viu investidores estran-
geiros saírem da Bolsa.
Das 69 ações do Ibovespa, 54 caíram, com
destaque para bluechips. Petrobras PN (pre-
ferencial, sem voto) teve queda de 1,76%, a R$
25,74, enquanto a ordinária (ON, com voto)
perdeu1,46%, aR$28,93. ValePNArecuou1,11%,
a R$ 46,27, e Vale ON caiu 1,29%, a R$ 51,90.
As units da Santander foram exceção e
subiram 4,74%, a R$ 18,80. O banco divulga
hoje o balanço relativo ao primeiro trimestre
do ano e o mercado espera desempenho
melhor que o dos últimos resultados.
— O volume de negócios forte indicou
saída de investidores estrangeiros. A in-
flação continua preocupando e os dados de
concessão de crédito mostram que o ritmo
de crescimento econômico deve desacele-
rar, levantando cautela sobre o desempenho
das empresas — aponta o sócio-diretor da
Hera Investimentos Nicholas Barbarisi.
Já o dólar avançou 0,44%, a R$ 1,571. Aalta
refletiu a maior aversão ao risco, mas ana-
listas reforçam que a tendência da moeda
americana ainda é de queda e o ganho de
ontem foi “um repique técnico”.
A agência de classificação de crédito Stan-
dard & Poor’s (S&P) reduziu ontem de estável
para negativa a perspectiva para a dívida do
Japão, diante do temor que as consequências
da tragédia nopaís compliquemainda mais sua
situação fiscal. A dívida do Japão está qua-
lificadapelaS&PcomoAA-, aquartamaior nota
na escala. O movimento ocorre pouco mais de
uma semana de a mesma S&P ter reduzido a
perspectiva para a dívida dos Estados Unidos.
(*) Com agências internacionais
Editoria de Arte
ECONOMIA

29 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 29 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 20 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
E-mail para esta coluna: ecoverde@oglobo.com.br siga a coluna: twitter.com/blogecoverde
Brasil não deve
atingir metas
de saneamento
● Poucos indicadores representam tão bem
o grau de desenvolvimento de um país
quanto o saneamento básico. E o Brasil, que
hoje é a sétima economia do mundo e almeja
ser a quinta nos próximos anos, não tem
motivos para se orgulhar dos seus números.
Apenas 43% dos nossos esgotos são
coletados e cerca de um terço deles recebe
algum tipo de tratamento. Todo o resto, in
natura, vai contaminar rios, praias e lagos, e
provocar doenças, principalmente em
crianças com menos de cinco anos.
O Brasil é signatário das Metas do Milênio,
da ONU, que preveem, entre outras coisas,
que os países devem reduzir em 50%, até
2015, o número de pessoas sem acesso a
água potável e esgoto sanitário. Segundo
técnicos do governo, será muito difícil
alcançar essa meta. Com relação à água, a
situação é melhor. Temos mais de 80% de
cobertura, mas convivemos com uma triste
estatística: quase 30 milhões de brasileiros
não têm água de qualidade em casa.
Em julho, a presidente Dilma assinará um
decreto criando o Plano Nacional de
Saneamento Básico, que destinará, até 2030,
R$ 420 bilhões para coleta e tratamento de
esgoto, abastecimento de água, drenagem,
gerenciamento de resíduos e para uma nova
rubrica intitulada “desenvolvimento
institucional”. Que nada mais é do que
capacitar prefeituras e órgãos estaduais a
fazerem projetos decentes e a gerenciá-los.
Para se ter uma ideia, dos 101 projetos de
saneamento do PAC previstos para cidades
com mais de 500 mil habitantes, apenas
quatro foram concluídos até hoje. Dos R$ 10
bilhões anuais disponibilizados, somente
30% foram gastos. Pelo menos 16 empresas
de saneamento dos estados estão quebradas
e não podem sequer se habilitar a receber
um financiamento. Uma história bem antiga
de descaso e abandono que deixa escorrer
pelo ralo o projeto de país desenvolvido.
Melhores e piores
● Quatro municípios da Baixada Fluminense
disputam o lamentável título de pior cidade
brasileira em termos de saneamento. Com
uma população de quase três milhões de
habitantes, Duque de Caxias, Nova Iguaçu,
Belford Roxo e São João de Meriti têm
índices de coleta e tratamento de esgotos
próximos de zero, de acordo com o Sistema
Nacional de Informações sobre Saneamento
(SNIS). Os dados são de 2008 e, em maio, vão
ser divulgados os de 2009. Mas tudo indica
que a situação não mudará. No lado oposto
da lista, as melhores do país: Jundiaí, Franca,
Uberlândia e Niterói, apesar do acidente há
dez dias numa estação de tratamento.
Primeiro mundo
● Mesmo que o Brasil use com inteligência
os R$ 420 bilhões previstos e cumpra a meta
de universalização do saneamento básico
até 2030, ainda assim estaremos longe dos
padrões adotados na maioria dos países da
Europa e nos Estados Unidos. De acordo
com a professora Márcia Dezotti, engenheira
química da Coppe, os tratamentos usados no
Brasil não evitam a contaminação das águas
por micropoluentes como produtos
químicos e fármacos que podem causar
risco à saúde humana e animal. Entre esses
resíduos estão as pílulas anticoncepcionais
que alteram do sexo dos peixes.
NA COMUNIDADE de Nova Esperança, em Sepetiba, um menino tenta escapar da vala negra que corre
pela região. Quase 60% dos brasileiros não têm coleta de esgoto em suas casas e apenas um terço do
que é recolhido sofre algum tipo de tratamento. O Brasil havia se comprometido com a ONU, através das
Metas do Milênio, a resolver, até 2015, pelo menos parte desse problema. Não deve conseguir.

FAÇA SUA PARTE
● O acesso ao saneamento básico e à
água potável, de acordo com a ONU, é
um direito humano essencial. No
entanto, 2,6 bilhões de pessoas no
mundo não dispõem de coleta e nem
de tratamento de esgoto e cerca de 900
milhões continuam vivendo sem ter
fontes confiáveis água potável.
ECO VERDE
Agostinho Vieira

oglobo.com.br/blogs/ecoverde
● Um estudo feito pelo Instituto Trata Brasil, em 81
cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes,
mostra uma clara relação entre a falta de coleta de
esgoto e o número de internações por doenças como a
diarreia. A incidência de infecções é quatro vezes
maior nessas localidades do que em regiões mais bem
atendidas. Em 16 dessas cidades, 70% das internações
eram de crianças com até cinco anos. Dados da ONU
indicam que para cada dólar investido em saneamento,
quatro são economizados em saúde. Mas a falta de
uma coleta adequada não é um problema exclusivo de
áreas carentes. Mais de 20% dos condomínios da Barra
ainda convivem com ligações clandestinas. Cobrar uma
ação responsável do prefeito ou do síndico é uma boa
maneira de fazer a sua parte.
Vamos triplicar os
valores investidos
em tratamento de esgoto
e de água. O Brasil
precisa zerar o déficit em
saneamento porque é
uma vergonha, no século
XXI, ainda termos esse
tipo de problema
Presidente Dilma Rousseff, no
debate da Rede Globo, em outubro
Custódio Coimbra
Lucro do Bradesco cresce 28% no primeiro trimestre
Aguinaldo Novo
● SÃO PAULO. O Bradesco re-
gistrou lucro líquido de R$ 2,702
bilhões no primeiro trimestre
deste ano, 28,5% a mais do que
de janeiro a março de 2010. O
resultado refletiu a expansão de
21% da carteira de crédito nos
últimos 12 meses e a alta da
Selic desde dezembro passado
— que elevou a margem de
ganho entre captações e em-
préstimos concedidos. De acor-
do com compilação da consul-
toria Economática, foi o segun-
do maior lucro da história dos
bancos no país para o período
do primeiro trimestre, só per-
dendo para o do Itaú Unibanco
em 2010 (R$ 3,234 bilhões).
— O cenário doméstico con-
tinua favorável e mantemos uma
visãomuitopositiva —afirmouo
vice-presidente e diretor de Re-
lações com Investidores do Bra-
desco, Domingos Abreu.
O banco não mudou as pre-
visões para o crescimento da
carteira de crédito neste ano
(entre15%e19%), adespeitodos
sinais de que as medidas ado-
tadas pelo governo para tentar
esfriar a economia começaram a
dar resultado. Pelo balanço pu-
blicadoontem, a carteira total de
crédito somou R$ 284,6 bilhões
aofimdemarço, comaltade21%
desde março de 2010 e de 3,8%
na comparação com dezembro
passado. O número foi puxado
pelas operações compequenas e
médias empresas (29,4%) e gran-
des corporações (23,4%). Já a
demanda por financiamentos no
segmento de varejo, motor da
economia até o ano passado,
teve menor expansão: de 16,4%
nos últimos 12 meses e de ape-
nas 2% no trimestre.
Abreu diz que o consumo das
famílias deve continuar crescen-
do e descarta um novo repique
da inadimplência. No primeiro
trimestre, créditos vencidos há
mais de 90 dias representaram
3,6% da carteira total, estável
frente a dezembro e interrom-
pendo um ciclo de cinco tri-
mestres de queda. ■
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81 0 0L0B0 º 0uinta-feira, 28 de abril de 2011
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Scny é prccessa4a pcr vazanentc 4e 4a4cs
Hackers invadiram Playstaticn e rcubaram infcrmaçces de 77 milhces de usuárics, em uma das maicres viclaçces na internet
¬ TOQUIO e NOVA YORK. A Sony
aÌertou anteontem que ha-
ckers roubaram nomes, ende-
reços e possiveÌmente deta-
Ìhes de cartões de credito de
77 miÌhões de contas de usuá-
rios de sua rede on-Ìine de
videogame, em uma das maio-
res vioÌações de segurança |á
ocorridas na internet. A no-
ticia enlureceu usuários da
PÌayStation Network, e as rea-
ções loram rápidas. Ontem
mesmo, loi aberto, na corte da
CaÌilornia, o primeiro proces-
so |udiciaÌ contra a empresa ~
o usuário Kristopher 1ones
abriu ação contra as empresas
Sony Computer Lntertainment
America LLC e a Sony Network
Lntertainment InternacionaÌ
L L C . ( v i d e Ì i n k
·scr.bi}|19biL·)
Outros usuários enraiveci-
dos começaram a pubÌicar co-
mentários com criticas à com-
panhia no bÌog da Sony.
¨Se vocês comprometeram
minhas inlormações de credito,
|amais as receberão de novo",
dizia uma mensagem no bÌog da
PÌayStation Network, vinda de
um usuário identilicado como
Korbei88. ¨Olatodevocês terem
esperado todo esse tempo para
divuÌgar essa inlormação aos
seus usuários e depÌoráveÌ. Uma
vergonha", criticou.
Muitos dos comentários
acusam a empresa de omissão
e de ocuÌtar inlormações im-
portantes para os usuários.
Lntretanto, aÌguns ainda es-
peram que a companhia apre-
sente embreve uma resposta à
aÌtura para o probÌema.
¨Lu entendo que as pes-
soas cometam erros, mas vo-
cês poderiam ter avisado an-
tes. Mesmo se isso gerasse
queixas de muitas pessoas",
escreveu o usuário cu|o ape-
Ìido e DOughbOy211, que ter-
minou dese|ando boa sorte
aos engenheiros.
A gigante |aponesa suspen-
deu as operações da rede em
19 de abriÌ depois de descobrir
a vioÌação da PÌayStation
Network (PSN), serviço que
gera receitas anuais estimadas
em US$ bOO miÌhões.
A Sony não reveÌou o roubo
de dados ao pubÌico ate an-
teontem, horas depois de ter
exibido seus primeiros tabÌets,
no 1apão. Os apareÌhos, cha-
mados S1 e S2, vêm em dois
tamanhos e serão os primeiros
a permitir o uso de |ogos do
PÌayStation. São o simboÌo do
ambicioso eslorço da Sony pa-
ra concorrer comoAppÌe iPad,
Ìançado um ano atrás.
Usuúrios podem migrar
para Wii ou Xbox
A demora da Sony em di-
vuÌgar o roubo causou luror
nos usuários da rede, quase
9O/ dos quais ÌocaÌizados na
Luropa ou nos LUA, e pode
Ìevar aÌguns deÌes a migrar
para apareÌhos concorrentes,
como o Nintendo Wii ou o
Microsolt Xbox.
Lm mensagem pubÌicada no
bÌog do PÌayStation nos LUA, a
Sony alirma que ¨uma pessoa
não autorizada" obteve de lor-
ma iÌegaÌ dados como data de
nascimento, nome, endereço
(incÌuindo cidade, estado, pais
e codigo postaÌ), endereço de
e-maiÌ, senhas do PÌayStation
Network e Ìogin da PSN}Qrio-
city, aÌem de perguntas de se-
gurança lornecidas por usuá-
rios durante o cadastro.
Uma porta-voz da Sony in-
lormou que, depois de a em-
presa ter descoberto a vio-
Ìação, loram necessários ¨di-
versos dias de investigação
lorense" para que se soubes-
se quais dados de usuários
loram comprometidos.
Os executivos da Sony não
mencionaram a crise na rede
durante o Ìançamento dos ta-
bÌets em Toquio, nem em con-
versa posterior com os |or-
naÌistas. A empresa acredita
que a vioÌação tenha ocorrido
entre os dias 17 e 19 de abriÌ. A
Sony e a mais recente com-
panhia |aponesa a solrer cri-
ticas por não reveÌar más no-
ticias rapidamente.
O senador democrata dos
LUA Richard 8ÌumenthaÌ en-
viou uma carta para a Sony
pedindo para a empresa ex-
pÌicar porque não aÌertou mais
cedo os usuários do PÌaySta-
tion sobre a invasão. A Sony
tambem inlormou a vioÌação
ao I8I, de acordo com o |ornaÌ
¨New York Times". ®
Oeeg|e: 'Ofatareestararaºeæ4a|rterret'
Executivc da gigante defende migraçac de empresas para a 'clcud', que prcpicia mais pcder acs aplicativcs
André Machado
¬ Num mundo conectado, as
empresas precisam Ìevar seus
negocios para dentro da rede o
mais rápido possiveÌ. L a Go-
ogÌe está mais do que con-
centrada nesse assunto. Tanto
que Amit Singh, vice-presiden-
te mundiaÌ de vendas e de-
senvoÌvimento de negocios da
gigante das buscas, alirmou ao
GLO8O ontem no Rio que o
¨luturo está na nuvem da in-
ternet". Por isso, em breve a
empresa vai Ìançar oliciaÌmen-
te seu notebook com o sistema
Chrome OS. LÌe reune os pro-
gramas do GoogÌe Apps num
esquema baseado no desenho
do browser Chrome e está num
programa-piÌoto.
~ Ainda não temos uma
data, mas será muitoembreve.
L chegará para os usuários
tambem. Vários cÌientes |á es-
tão testando o apareÌho ~ dis-
se Singh. ~ 1á são 8O miÌhões
de empresas usando o GoogÌe
Apps, e a nuvem da internet e
parte lundamentaÌ para bara-
tear o custo dos negocios, en-
quanto assegura lorte capa-
cidade de processamento para
apÌicativos compÌexos.
Questionado sobre possi-
veis riscos de segurança com
os apÌicativos todos inseridos
na nuvem ~ como a rede do
PÌayStation lora do ar ~, Singh
aÌega que a nuvem do GoogÌe e
dilerente.
~ Nossa segurança e maior,
porque, em vez de botar os apÌi-
cativos em servidores, nos os
picotamos em miÌ pedacinhos,
numa especie de sistema crip-
tográlico ~ expÌica. ~ O apÌi-
cativo ou arquivo so lica dis-
poniveÌ nahoraemqueousuário
o soÌicita. Assim, lica bem mais
diliciÌ vioÌar os dados. L a rede e
gÌobaÌ, então eÌes podemser reu-
nidos a partir de quaÌquer Ìugar,
caso ha|a aÌgum probÌema.
A propria GoogÌe combina
sua nuvem com o sistema mo-
veÌ Android para aÌimentar apÌi-
cativos com aÌgoritmos com-
pÌicados como a busca na in-
ternet acionada por voz. No
evento GÌobaÌ Convergence Io-
rum, da Accenture, uma demo
do apÌicativo reconheceu au-
tomaticamente uma imagem do
Copacabana PaÌace capturada
de um recorte de papeÌ e exibiu
inlormações sobre o hoteÌ. Lm
seguida, capturou de um |ornaÌ
um |ogo de sudoku e o resoÌveu
automaticamente.
Sob nova direção: o estilo
de Larry Page como CEO
Singh tambem comentou
que Larry Page, colundador do
GoogÌe que reassumiu a em-
presa noÌugar de Lric Schmidt,
está imprimindo um novo es-
tiÌo à empresa.
~ Schmidt veio do mundo
corporativo e trouxe sua ex-
pertise nesse sentido. 1á Larry
e extremamente concentrado
no usuário, e quer ver um Go-
ogÌe mais sociaÌ e mais veÌoz
nas mudanças ~ diz Singh. ~
L temos mesmo que ir muito
mais rápido. A ideia e que
recuperemos o impeto empre-
endedor de uma startup. Não
por acaso, estamos sempre ex-
perimentando novas lormas
de Ìidar com dados.
O executivo ~ cu|a app Go-
ogÌe lavorita e o Docs, devido à
possibiÌidade de coÌaboração
on-Ìine ~ diz que a nuvem
reduz dramaticamente os cus-
tos de manutenção de hardwa-
re para as empresas.
~ Com um recurso como a
App Lngine, que permite criar
apÌicativos parainternet, as com-
panhiaspodemsecentrar noque
lazem meÌhor. Um computador
notrabaÌhoho|eengoÌeUS$bmiÌ
por ano em manutenção, com
atuaÌizações, segurança wireÌess,
pessoaÌ extra, patches... Anuvem
acaba com isso.
L a mobiÌidade e parte lun-
damentaÌ dessa equação, pois,
segundo Singh, nove em cada
dez buscas num smartphone
resuÌtam numa ação concreta
por parte do usuário linaÌ. L a
nuvem precisa estar por trás
disso para que não se percam
oportunidades. ®
0 SITE oficia| da P|ayStation Network apresentou durante vários dias mensagem informando do prob|ema
Reprcduçac da internet
|Pa4 Z reæeça a
ser ºer4|4e ra
Æs|a e ra Æfr|ra
Ainda nac há previsac
de lançamentc na
América Latina
¬ CUPLRTINO, CaÌilornia. A
AppÌe anunciou que o iPad 2
chegará ao 1apão ho|e. Hong
Kong, Coreia, Cingapura e mais
oito paises devem receber ate
amanhã a segunda geração de
tabÌets da companhia.
Os preços seguem a tabeÌa
de vaÌores em doÌares ame-
ricanos. O iPad 2 com Wi-Ii
vendido nas Ìo|as de 1apão,
Hong Kong, Ìndia, IsraeÌ, Co-
reia, Macau, MaÌásia, IiÌipi-
nas, Cingapura, Alrica do SuÌ e
Turquia e nos Lmirados Ara-
bes custará US$ 499 para a
versão com 16G8, US$ b99
para a com 82G8 e US$ 699
para o modeÌo com 64G8.
O mesmo dispositivo com
redes Wi-Ii e 8G segue os va-
Ìores de US$ 629 para 16G8,
US$ 729 para 82G8 e US$ 829
para 64G8.
Ainda de acordo com a com-
panhia, em 6 de maio, uma
versão Wi-Ii do iPad 2 será
Ìançada na China.
No linaÌ de março, a Agência
NacionaÌ de TeÌecomunica-
ções (AnateÌ) inlormou que loi
Ìiberada no 8rasiÌ a venda da
segunda geração do tabÌet da
AppÌe, o iPad 2. O dispositivo
loi homoÌogado e, segundo o
orgão reguÌador, so depende
da labricante iniciar a comer-
ciaÌização no pais.
Lm abriÌ, o ministro da
Ciência e TecnoÌogia, AÌoizio
Mercadante, alirmou em Pe-
quim que a AppÌe e a labri-
cante chinesa Ioxconn vão
produzir o tabÌet iPad no 8ra-
siÌ ate o linaÌ de novembro. A
Ioxconn anunciou ainda seu
pÌano de abrir no pais a pri-
meira grande lábrica de dis-
pÌays eÌetrônicos (teÌas) do
Ocidente, num investimento
de US$ 12 biÌhões.
iPhone branco
chega ùs lojas amanhã
Ontem a empresa anunciou
tambem que o tão esperado
iPhone 4 branco estará dis-
poniveÌ nas Ìo|as lisicas e on-
Ìine da AppÌe de diversos pai-
ses a partir de amanhã. No-
vamente, semprevisão para o
apareÌho chegar no 8rasiÌ.
O modeÌo do iPhone na cor
branca tambem será reven-
dido em Ìo|as de vare|o e
peÌas operadoras AT&T e Ve-
rizon WireÌess.
O apareÌho terá preço su-
gerido de US$ 199 para o mo-
deÌo de 16G8 e US$ 299 para o
modeÌo de 82G8, assimcomo o
iPhone originaÌ. ®
ueu bichc na naça!
Apple diz que rastreamentc nc iPhcne é 'bug' e Jcbs prcmete ccrreçac para 'defeitc' nc armazenamentc
¬ CUPLRTINO, CaÌilornia. Numcomunicado
pubÌicado ontem em seu site, a AppÌe
laÌou sobre a poÌêmica que envoÌve a
empresa e a pesquisa reaÌizada por
especiaÌistas em segurança virtuaÌ que
alirma que os apareÌhos com 8G re-
gistramas coordenadas geográlicas dos
usuários. Negando todas as acusações
de uso indevido dessas inlormações, a
AppÌe atribuiu o rastreamento a umLÕ}
e promete corrigi-Ìo em breve.
¨A AppÌe não está seguindo a Ìo-
caÌização do seu iPhone. A AppÌe nunca
lez e não tem pÌanos para lazê-Ìo", diz o
comunicado.
A empresa aponta que o arquivo
¨consoÌidated.db" ~ que os pesqui-
sadores apontam como o ÌocaÌ de ar-
mazenamento do historico com a Ìo-
caÌização dos usuários ~não temquaÌ-
quer precisão. Os dados viriamde hots-
pots Wi-Ii e torres de ceÌuÌar e podem
apresentar grandes margens de erro.
Mesmo assim, percebeu-se que iPho-
ne e iPad gravam, durante cerca de um
ano, todo o historico dessas ÌocaÌi-
zações, o que segundo a AppÌe, loi
caracterizado como um LÕ} e poderia
ser corrigido com um simpÌes upgrade
no sistema iOS.
A companhia considera que não e
necessário ter mais do que sete dias de
armazenamento desses dados. Uma
atuaÌização de soltware estará dispo-
niveÌ embreveparacorrigir oprobÌema,
disse o comunicado.
A AppÌe reconhece que os usuários
estão conlusos, porque ainda não há
inlormação suliciente no setor sobre
como olerecer serviços que utiÌizam a
ÌocaÌização de usuários e ao mesmo
tempo preservar sua privacidade.
LscÌarecendo que o smartphone da
companhia mantem apenas um banco
de dados de hotspots assim como de
torres para sinaÌ de ceÌuÌar, a AppÌe
alirma que tais inlormações não são
precisas como as de um GPS, e são
utiÌizadas apenas para agiÌizar a Ìo-
caÌização do usuário de iPhone quando
soÌicitada por eÌe (como no uso de
mapas e serviços de olertas Ìocais),
convertendo o que demoraria minutos
em segundos, e permitindo a ÌocaÌi-
zação tambem quando o sinaÌ de GPS
não está disponiveÌ.
O benelicio laz com que o historico
de trianguÌação dessas inlormações se-
|a registrado peÌo apareÌho ~ de lorma
anônima, segundo a empresa. Como o
banco de dados de inlormações seria
muito grande para ser armazenado no
iPhone, eÌe e arquivado em cache no
iTunes, e pode ser criptogralado de
acordo com o dese|o do usuário.
Lnquanto isso, o Comitê de Lnergia e
Comercio da Cãmara dos Represen-
tantes dos LUA enviou ontem carta a
GoogÌe, HP, Microsolt, Nokia e RIM pe-
dindo inlormações sobre os dados de
ÌocaÌização usados peÌos sistemas de
seus smartphones e tabÌets.
OS PROORÆMÆS dc 0ccgle Apps.
30 milhces de empresas usuárias
nc mundc. Para Amit (nc
detalhe), usar a nuvem ncs
negccics nac tem mais vclta
Divulgaçac Reprcduçac
P|anc Nacicna| 4e ßan4a Larga é
a4ia4c 4e ncvc: agcra sé en Z0JZ
Apesar de atrasc, Telebrás |á recebeu enccmendas de 315 empresas
Bruno Posa
¬ A TeÌebrás irá adiar mais
uma vez a impÌantação do PÌa-
no NacionaÌ de 8anda Larga.
Agora, o programa do gover-
no, que irá Ìevar internet em
aÌta veÌocidade para diversos
municipios do pais, vai co-
meçar apenas no inicio de
2O12. A inlormação loi dada
ontem por Cezar AÌvarez, se-
cretário executivo do Minis-
terio das Comunicações, du-
rante a Rio WireÌess 2O11, que
aconteceu em Copacabana,
Zona SuÌ do Rio.
O adiamento acontece mes-
mo apos a TeÌebrás |á ter tido a
homoÌogação de cinco dos seis
ÌeiÌões para compra de equi-
pamentos e lechado acordo pa-
ra usar a rede de libras de
Petrobras e LÌetrobrás. AÌem
disso, a presidente DiÌma Rous-
sell anunciou semana passada
que a TeÌebrás terá orçamento
de R$ 1 biÌhão por ano.
~ DiliciÌmente se cumpre a
meta de Ìevar internet para as
1.168 cidades contempÌadas no
PÌano NacionaÌ. Não vamos
conseguir. Mas no inicio de
2O12 será possiveÌ. Mas o prin-
cipaÌ |á loi leito, comoos ÌeiÌões
e o acordo com Petrobras e
LÌetrobrás. Com o anuncio da
presidente, o pÌano será ace-
Ìerado ~ disse AÌvarez.
Apesar do atraso no crono-
grama, a TeÌebrás, que conta
ho|e com 18O luncionários, |á
recebeu encomendas de 81b pe-
quenos operadores de teÌecom
(provedores). Lssas empresas,
espaÌhadas por 2b estados, li-
zeram acordos de lornecimento
de 4O mega. AÌvarez citou um
estudo leito peÌa Agência Na-
cionaÌ de TeÌecomunicações
(AnateÌ) mostrando que dos
b.b64 municipios do pais, so há
competição na uÌtima miÌha do
terminaÌ em74 deÌes. Noatacado
(backbone), so há mais de uma
opção em b7 cidades.
~ Lu sou a lavor da com-
petição. Lssas pequenas empre-
sas |á encomendaram, mesmo
sabendo que a rede vai demorar
para chegar. O preço ho|e está
muito aÌto. Ate um ano atrás,
ninguemlazia campanha de ban-
da Ìarga porque não tinha olerta.
A inlraestrutura está aquem da
demanda ~ alirmou AÌvarez. ®
H|ster|as 4e æesa|res
Site reúne e crganiza infcrmaçces nas redes
Pennan 5etti
¬ Lxtrair um discurso coerente da enxurrada
de 14O miÌhões de tweets e 1,b biÌhões de
atuaÌizações de Iacebook que desembocam
diariamentenainternet etarelaparaaÌgoritmos
matemáticos, nãopara cerebros humanos. Mas
um site Ìançado esta semana quer a|udar os
internautas a contar historias com base nos
lragmentos de inlormações compartiÌhados.
Criado por um ex-reporter da Associated
Press e por um engenheiro, o Storily.com loi
eÌaborado, sobretudo, para que |ornaÌistas e
bÌogueiros possam liÌtrar o conteudo das redes
sociais para escrever noticias mais ricas. Lm
eventoscomootemporaÌ quealÌigiuos cariocas
esta semana e as revoÌtas no Oriente Medio, o
reÌatodas pessoas empáginas comooTwitter e
lundamentaÌ para a reportagem cotidiana.
O co-lundador e |ornaÌista 8urt Herman
garante que o site e ideaÌ para empresas que
querem promover campanhas de midias so-
ciais e ate para pessoas que dese|am organizar
o conteudo que compartiÌham .
~ Há por ai tanta inlormação pubÌicada em
tempo reaÌ que esse conteudo acaba se per-
dendo. Mas esses eÌementos, tweets, lotos,
videos, são essenciais para contar as historias
queestãoacontecendo. Lntãonoscriamosuma
pÌatalorma que torna isso láciÌ ~ contou Her-
man ao site especiaÌizado GigaOm.
O processo de criação no Storily e amigáveÌ.
Do Ìado esquerdo da teÌa, lica um box com as
midias sociais ealins queservirãocomolonte, à
direita, as lerramentas de ediçãoda historiaque
você está eÌaborando, com espaço para tituÌo,
descrição, loto e textos. Dessa lorma, pode-se
reaÌizar buscas nas midias sociais, arrastar e
soÌtar para o Ìado direito. O resuÌtado e um
mosaico coeso de postagens, videos e lotos
sobre um assunto que contam uma historia.
O Storily está na versão beta, e gratuito e
|á recebeu um aporte de US$ 2 miÌhões do
lundo de capitaÌ de risco KhosÌa Ventures.
8O
¬
LCONOVlA LCONOVlA
¬
81 0 0L0B0 º 0uinta-feira, 28 de abril de 2011
DIGITAL & MÌDIA
SEOUNDÆ-|E|RÆ
Oar|rpº D|¸|la|
OUÆR!Æ-|E|RÆ
Mº||||1a1º
OU|N!Æ-|E|RÆ
Rº1ºs Sºc|a|s
SEK!Æ-|E|RÆ
Oº|ar|sla Oºr.|1a1º
!ERÇÆ-|E|RÆ
Oarºs º |º1rº Dºr|a
SÆBÆDO
Ma|l|r|1|a º Oºra Rºra|
MÆ|S D|O|!Æ| & M|D|Æ
NÆ |N!ERNE!:
o¿Iobo.com.br/di¿itaIemidia
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Accmpanhe a ccbertura
de tecnclcgia e de mídia
nc Twitter.
tw|tter.reæ/4|g|ta|eæ|4|a
SU!LHDT!NA: Nckia
ccrta sete mil empregcs
e reduz custcs
FDTDSPAF!A: Nikcn
abre subsidiária nc
Brasil, ccm investimentc
de US$ 10 milhces
$$$: Fundadcres dc
YcuTube ccmpram c
serviçc cn-line Delicicus
pcr US$ 1,65 bilhac
DN-L!NE: As últimas dc
YcuPix, festival de cultura
de internet em Sac Paulc
MUNDD B!ZAPPD:
Pepsi lança "máquina
sccial" de refrigerantes
EM PPDMDÇÁD: News
0crp quer vender c
Myspace pcr mais de
US$ 100 milhces
Scny é prccessa4a pcr vazanentc 4e 4a4cs
Hackers invadiram Playstaticn e rcubaram infcrmaçces de 77 milhces de usuárics, em uma das maicres viclaçces na internet
¬ TOQUIO e NOVA YORK. A Sony
aÌertou anteontem que ha-
ckers roubaram nomes, ende-
reços e possiveÌmente deta-
Ìhes de cartões de credito de
77 miÌhões de contas de usuá-
rios de sua rede on-Ìine de
videogame, em uma das maio-
res vioÌações de segurança |á
ocorridas na internet. A no-
ticia enlureceu usuários da
PÌayStation Network, e as rea-
ções loram rápidas. Ontem
mesmo, loi aberto, na corte da
CaÌilornia, o primeiro proces-
so |udiciaÌ contra a empresa ~
o usuário Kristopher 1ones
abriu ação contra as empresas
Sony Computer Lntertainment
America LLC e a Sony Network
Lntertainment InternacionaÌ
L L C . ( v i d e Ì i n k
·scr.bi}|19biL·)
Outros usuários enraiveci-
dos começaram a pubÌicar co-
mentários com criticas à com-
panhia no bÌog da Sony.
¨Se vocês comprometeram
minhas inlormações de credito,
|amais as receberão de novo",
dizia uma mensagem no bÌog da
PÌayStation Network, vinda de
um usuário identilicado como
Korbei88. ¨Olatodevocês terem
esperado todo esse tempo para
divuÌgar essa inlormação aos
seus usuários e depÌoráveÌ. Uma
vergonha", criticou.
Muitos dos comentários
acusam a empresa de omissão
e de ocuÌtar inlormações im-
portantes para os usuários.
Lntretanto, aÌguns ainda es-
peram que a companhia apre-
sente embreve uma resposta à
aÌtura para o probÌema.
¨Lu entendo que as pes-
soas cometam erros, mas vo-
cês poderiam ter avisado an-
tes. Mesmo se isso gerasse
queixas de muitas pessoas",
escreveu o usuário cu|o ape-
Ìido e DOughbOy211, que ter-
minou dese|ando boa sorte
aos engenheiros.
A gigante |aponesa suspen-
deu as operações da rede em
19 de abriÌ depois de descobrir
a vioÌação da PÌayStation
Network (PSN), serviço que
gera receitas anuais estimadas
em US$ bOO miÌhões.
A Sony não reveÌou o roubo
de dados ao pubÌico ate an-
teontem, horas depois de ter
exibido seus primeiros tabÌets,
no 1apão. Os apareÌhos, cha-
mados S1 e S2, vêm em dois
tamanhos e serão os primeiros
a permitir o uso de |ogos do
PÌayStation. São o simboÌo do
ambicioso eslorço da Sony pa-
ra concorrer comoAppÌe iPad,
Ìançado um ano atrás.
Usuúrios podem migrar
para Wii ou Xbox
A demora da Sony em di-
vuÌgar o roubo causou luror
nos usuários da rede, quase
9O/ dos quais ÌocaÌizados na
Luropa ou nos LUA, e pode
Ìevar aÌguns deÌes a migrar
para apareÌhos concorrentes,
como o Nintendo Wii ou o
Microsolt Xbox.
Lm mensagem pubÌicada no
bÌog do PÌayStation nos LUA, a
Sony alirma que ¨uma pessoa
não autorizada" obteve de lor-
ma iÌegaÌ dados como data de
nascimento, nome, endereço
(incÌuindo cidade, estado, pais
e codigo postaÌ), endereço de
e-maiÌ, senhas do PÌayStation
Network e Ìogin da PSN}Qrio-
city, aÌem de perguntas de se-
gurança lornecidas por usuá-
rios durante o cadastro.
Uma porta-voz da Sony in-
lormou que, depois de a em-
presa ter descoberto a vio-
Ìação, loram necessários ¨di-
versos dias de investigação
lorense" para que se soubes-
se quais dados de usuários
loram comprometidos.
Os executivos da Sony não
mencionaram a crise na rede
durante o Ìançamento dos ta-
bÌets em Toquio, nem em con-
versa posterior com os |or-
naÌistas. A empresa acredita
que a vioÌação tenha ocorrido
entre os dias 17 e 19 de abriÌ. A
Sony e a mais recente com-
panhia |aponesa a solrer cri-
ticas por não reveÌar más no-
ticias rapidamente.
O senador democrata dos
LUA Richard 8ÌumenthaÌ en-
viou uma carta para a Sony
pedindo para a empresa ex-
pÌicar porque não aÌertou mais
cedo os usuários do PÌaySta-
tion sobre a invasão. A Sony
tambem inlormou a vioÌação
ao I8I, de acordo com o |ornaÌ
¨New York Times". ®
Oeeg|e: 'Ofatareestararaºeæ4a|rterret'
Executivc da gigante defende migraçac de empresas para a 'clcud', que prcpicia mais pcder acs aplicativcs
André Machado
¬ Num mundo conectado, as
empresas precisam Ìevar seus
negocios para dentro da rede o
mais rápido possiveÌ. L a Go-
ogÌe está mais do que con-
centrada nesse assunto. Tanto
que Amit Singh, vice-presiden-
te mundiaÌ de vendas e de-
senvoÌvimento de negocios da
gigante das buscas, alirmou ao
GLO8O ontem no Rio que o
¨luturo está na nuvem da in-
ternet". Por isso, em breve a
empresa vai Ìançar oliciaÌmen-
te seu notebook com o sistema
Chrome OS. LÌe reune os pro-
gramas do GoogÌe Apps num
esquema baseado no desenho
do browser Chrome e está num
programa-piÌoto.
~ Ainda não temos uma
data, mas será muitoembreve.
L chegará para os usuários
tambem. Vários cÌientes |á es-
tão testando o apareÌho ~ dis-
se Singh. ~ 1á são 8O miÌhões
de empresas usando o GoogÌe
Apps, e a nuvem da internet e
parte lundamentaÌ para bara-
tear o custo dos negocios, en-
quanto assegura lorte capa-
cidade de processamento para
apÌicativos compÌexos.
Questionado sobre possi-
veis riscos de segurança com
os apÌicativos todos inseridos
na nuvem ~ como a rede do
PÌayStation lora do ar ~, Singh
aÌega que a nuvem do GoogÌe e
dilerente.
~ Nossa segurança e maior,
porque, em vez de botar os apÌi-
cativos em servidores, nos os
picotamos em miÌ pedacinhos,
numa especie de sistema crip-
tográlico ~ expÌica. ~ O apÌi-
cativo ou arquivo so lica dis-
poniveÌ nahoraemqueousuário
o soÌicita. Assim, lica bem mais
diliciÌ vioÌar os dados. L a rede e
gÌobaÌ, então eÌes podemser reu-
nidos a partir de quaÌquer Ìugar,
caso ha|a aÌgum probÌema.
A propria GoogÌe combina
sua nuvem com o sistema mo-
veÌ Android para aÌimentar apÌi-
cativos com aÌgoritmos com-
pÌicados como a busca na in-
ternet acionada por voz. No
evento GÌobaÌ Convergence Io-
rum, da Accenture, uma demo
do apÌicativo reconheceu au-
tomaticamente uma imagem do
Copacabana PaÌace capturada
de um recorte de papeÌ e exibiu
inlormações sobre o hoteÌ. Lm
seguida, capturou de um |ornaÌ
um |ogo de sudoku e o resoÌveu
automaticamente.
Sob nova direção: o estilo
de Larry Page como CEO
Singh tambem comentou
que Larry Page, colundador do
GoogÌe que reassumiu a em-
presa noÌugar de Lric Schmidt,
está imprimindo um novo es-
tiÌo à empresa.
~ Schmidt veio do mundo
corporativo e trouxe sua ex-
pertise nesse sentido. 1á Larry
e extremamente concentrado
no usuário, e quer ver um Go-
ogÌe mais sociaÌ e mais veÌoz
nas mudanças ~ diz Singh. ~
L temos mesmo que ir muito
mais rápido. A ideia e que
recuperemos o impeto empre-
endedor de uma startup. Não
por acaso, estamos sempre ex-
perimentando novas lormas
de Ìidar com dados.
O executivo ~ cu|a app Go-
ogÌe lavorita e o Docs, devido à
possibiÌidade de coÌaboração
on-Ìine ~ diz que a nuvem
reduz dramaticamente os cus-
tos de manutenção de hardwa-
re para as empresas.
~ Com um recurso como a
App Lngine, que permite criar
apÌicativos parainternet, as com-
panhiaspodemsecentrar noque
lazem meÌhor. Um computador
notrabaÌhoho|eengoÌeUS$bmiÌ
por ano em manutenção, com
atuaÌizações, segurança wireÌess,
pessoaÌ extra, patches... Anuvem
acaba com isso.
L a mobiÌidade e parte lun-
damentaÌ dessa equação, pois,
segundo Singh, nove em cada
dez buscas num smartphone
resuÌtam numa ação concreta
por parte do usuário linaÌ. L a
nuvem precisa estar por trás
disso para que não se percam
oportunidades. ®
0 SITE oficia| da P|ayStation Network apresentou durante vários dias mensagem informando do prob|ema
Reprcduçac da internet
|Pa4 Z reæeça a
ser ºer4|4e ra
Æs|a e ra Æfr|ra
Ainda nac há previsac
de lançamentc na
América Latina
¬ CUPLRTINO, CaÌilornia. A
AppÌe anunciou que o iPad 2
chegará ao 1apão ho|e. Hong
Kong, Coreia, Cingapura e mais
oito paises devem receber ate
amanhã a segunda geração de
tabÌets da companhia.
Os preços seguem a tabeÌa
de vaÌores em doÌares ame-
ricanos. O iPad 2 com Wi-Ii
vendido nas Ìo|as de 1apão,
Hong Kong, Ìndia, IsraeÌ, Co-
reia, Macau, MaÌásia, IiÌipi-
nas, Cingapura, Alrica do SuÌ e
Turquia e nos Lmirados Ara-
bes custará US$ 499 para a
versão com 16G8, US$ b99
para a com 82G8 e US$ 699
para o modeÌo com 64G8.
O mesmo dispositivo com
redes Wi-Ii e 8G segue os va-
Ìores de US$ 629 para 16G8,
US$ 729 para 82G8 e US$ 829
para 64G8.
Ainda de acordo com a com-
panhia, em 6 de maio, uma
versão Wi-Ii do iPad 2 será
Ìançada na China.
No linaÌ de março, a Agência
NacionaÌ de TeÌecomunica-
ções (AnateÌ) inlormou que loi
Ìiberada no 8rasiÌ a venda da
segunda geração do tabÌet da
AppÌe, o iPad 2. O dispositivo
loi homoÌogado e, segundo o
orgão reguÌador, so depende
da labricante iniciar a comer-
ciaÌização no pais.
Lm abriÌ, o ministro da
Ciência e TecnoÌogia, AÌoizio
Mercadante, alirmou em Pe-
quim que a AppÌe e a labri-
cante chinesa Ioxconn vão
produzir o tabÌet iPad no 8ra-
siÌ ate o linaÌ de novembro. A
Ioxconn anunciou ainda seu
pÌano de abrir no pais a pri-
meira grande lábrica de dis-
pÌays eÌetrônicos (teÌas) do
Ocidente, num investimento
de US$ 12 biÌhões.
iPhone branco
chega ùs lojas amanhã
Ontem a empresa anunciou
tambem que o tão esperado
iPhone 4 branco estará dis-
poniveÌ nas Ìo|as lisicas e on-
Ìine da AppÌe de diversos pai-
ses a partir de amanhã. No-
vamente, semprevisão para o
apareÌho chegar no 8rasiÌ.
O modeÌo do iPhone na cor
branca tambem será reven-
dido em Ìo|as de vare|o e
peÌas operadoras AT&T e Ve-
rizon WireÌess.
O apareÌho terá preço su-
gerido de US$ 199 para o mo-
deÌo de 16G8 e US$ 299 para o
modeÌo de 82G8, assimcomo o
iPhone originaÌ. ®
ueu bichc na naça!
Apple diz que rastreamentc nc iPhcne é 'bug' e Jcbs prcmete ccrreçac para 'defeitc' nc armazenamentc
¬ CUPLRTINO, CaÌilornia. Numcomunicado
pubÌicado ontem em seu site, a AppÌe
laÌou sobre a poÌêmica que envoÌve a
empresa e a pesquisa reaÌizada por
especiaÌistas em segurança virtuaÌ que
alirma que os apareÌhos com 8G re-
gistramas coordenadas geográlicas dos
usuários. Negando todas as acusações
de uso indevido dessas inlormações, a
AppÌe atribuiu o rastreamento a umLÕ}
e promete corrigi-Ìo em breve.
¨A AppÌe não está seguindo a Ìo-
caÌização do seu iPhone. A AppÌe nunca
lez e não tem pÌanos para lazê-Ìo", diz o
comunicado.
A empresa aponta que o arquivo
¨consoÌidated.db" ~ que os pesqui-
sadores apontam como o ÌocaÌ de ar-
mazenamento do historico com a Ìo-
caÌização dos usuários ~não temquaÌ-
quer precisão. Os dados viriamde hots-
pots Wi-Ii e torres de ceÌuÌar e podem
apresentar grandes margens de erro.
Mesmo assim, percebeu-se que iPho-
ne e iPad gravam, durante cerca de um
ano, todo o historico dessas ÌocaÌi-
zações, o que segundo a AppÌe, loi
caracterizado como um LÕ} e poderia
ser corrigido com um simpÌes upgrade
no sistema iOS.
A companhia considera que não e
necessário ter mais do que sete dias de
armazenamento desses dados. Uma
atuaÌização de soltware estará dispo-
niveÌ embreveparacorrigir oprobÌema,
disse o comunicado.
A AppÌe reconhece que os usuários
estão conlusos, porque ainda não há
inlormação suliciente no setor sobre
como olerecer serviços que utiÌizam a
ÌocaÌização de usuários e ao mesmo
tempo preservar sua privacidade.
LscÌarecendo que o smartphone da
companhia mantem apenas um banco
de dados de hotspots assim como de
torres para sinaÌ de ceÌuÌar, a AppÌe
alirma que tais inlormações não são
precisas como as de um GPS, e são
utiÌizadas apenas para agiÌizar a Ìo-
caÌização do usuário de iPhone quando
soÌicitada por eÌe (como no uso de
mapas e serviços de olertas Ìocais),
convertendo o que demoraria minutos
em segundos, e permitindo a ÌocaÌi-
zação tambem quando o sinaÌ de GPS
não está disponiveÌ.
O benelicio laz com que o historico
de trianguÌação dessas inlormações se-
|a registrado peÌo apareÌho ~ de lorma
anônima, segundo a empresa. Como o
banco de dados de inlormações seria
muito grande para ser armazenado no
iPhone, eÌe e arquivado em cache no
iTunes, e pode ser criptogralado de
acordo com o dese|o do usuário.
Lnquanto isso, o Comitê de Lnergia e
Comercio da Cãmara dos Represen-
tantes dos LUA enviou ontem carta a
GoogÌe, HP, Microsolt, Nokia e RIM pe-
dindo inlormações sobre os dados de
ÌocaÌização usados peÌos sistemas de
seus smartphones e tabÌets.
OS PROORÆMÆS dc 0ccgle Apps.
30 milhces de empresas usuárias
nc mundc. Para Amit (nc
detalhe), usar a nuvem ncs
negccics nac tem mais vclta
Divulgaçac Reprcduçac
P|anc Nacicna| 4e ßan4a Larga é
a4ia4c 4e ncvc: agcra sé en Z0JZ
Apesar de atrasc, Telebrás |á recebeu enccmendas de 315 empresas
Bruno Posa
¬ A TeÌebrás irá adiar mais
uma vez a impÌantação do PÌa-
no NacionaÌ de 8anda Larga.
Agora, o programa do gover-
no, que irá Ìevar internet em
aÌta veÌocidade para diversos
municipios do pais, vai co-
meçar apenas no inicio de
2O12. A inlormação loi dada
ontem por Cezar AÌvarez, se-
cretário executivo do Minis-
terio das Comunicações, du-
rante a Rio WireÌess 2O11, que
aconteceu em Copacabana,
Zona SuÌ do Rio.
O adiamento acontece mes-
mo apos a TeÌebrás |á ter tido a
homoÌogação de cinco dos seis
ÌeiÌões para compra de equi-
pamentos e lechado acordo pa-
ra usar a rede de libras de
Petrobras e LÌetrobrás. AÌem
disso, a presidente DiÌma Rous-
sell anunciou semana passada
que a TeÌebrás terá orçamento
de R$ 1 biÌhão por ano.
~ DiliciÌmente se cumpre a
meta de Ìevar internet para as
1.168 cidades contempÌadas no
PÌano NacionaÌ. Não vamos
conseguir. Mas no inicio de
2O12 será possiveÌ. Mas o prin-
cipaÌ |á loi leito, comoos ÌeiÌões
e o acordo com Petrobras e
LÌetrobrás. Com o anuncio da
presidente, o pÌano será ace-
Ìerado ~ disse AÌvarez.
Apesar do atraso no crono-
grama, a TeÌebrás, que conta
ho|e com 18O luncionários, |á
recebeu encomendas de 81b pe-
quenos operadores de teÌecom
(provedores). Lssas empresas,
espaÌhadas por 2b estados, li-
zeram acordos de lornecimento
de 4O mega. AÌvarez citou um
estudo leito peÌa Agência Na-
cionaÌ de TeÌecomunicações
(AnateÌ) mostrando que dos
b.b64 municipios do pais, so há
competição na uÌtima miÌha do
terminaÌ em74 deÌes. Noatacado
(backbone), so há mais de uma
opção em b7 cidades.
~ Lu sou a lavor da com-
petição. Lssas pequenas empre-
sas |á encomendaram, mesmo
sabendo que a rede vai demorar
para chegar. O preço ho|e está
muito aÌto. Ate um ano atrás,
ninguemlazia campanha de ban-
da Ìarga porque não tinha olerta.
A inlraestrutura está aquem da
demanda ~ alirmou AÌvarez. ®
H|ster|as 4e æesa|res
Site reúne e crganiza infcrmaçces nas redes
Pennan 5etti
¬ Lxtrair um discurso coerente da enxurrada
de 14O miÌhões de tweets e 1,b biÌhões de
atuaÌizações de Iacebook que desembocam
diariamentenainternet etarelaparaaÌgoritmos
matemáticos, nãopara cerebros humanos. Mas
um site Ìançado esta semana quer a|udar os
internautas a contar historias com base nos
lragmentos de inlormações compartiÌhados.
Criado por um ex-reporter da Associated
Press e por um engenheiro, o Storily.com loi
eÌaborado, sobretudo, para que |ornaÌistas e
bÌogueiros possam liÌtrar o conteudo das redes
sociais para escrever noticias mais ricas. Lm
eventoscomootemporaÌ quealÌigiuos cariocas
esta semana e as revoÌtas no Oriente Medio, o
reÌatodas pessoas empáginas comooTwitter e
lundamentaÌ para a reportagem cotidiana.
O co-lundador e |ornaÌista 8urt Herman
garante que o site e ideaÌ para empresas que
querem promover campanhas de midias so-
ciais e ate para pessoas que dese|am organizar
o conteudo que compartiÌham .
~ Há por ai tanta inlormação pubÌicada em
tempo reaÌ que esse conteudo acaba se per-
dendo. Mas esses eÌementos, tweets, lotos,
videos, são essenciais para contar as historias
queestãoacontecendo. Lntãonoscriamosuma
pÌatalorma que torna isso láciÌ ~ contou Her-
man ao site especiaÌizado GigaOm.
O processo de criação no Storily e amigáveÌ.
Do Ìado esquerdo da teÌa, lica um box com as
midias sociais ealins queservirãocomolonte, à
direita, as lerramentas de ediçãoda historiaque
você está eÌaborando, com espaço para tituÌo,
descrição, loto e textos. Dessa lorma, pode-se
reaÌizar buscas nas midias sociais, arrastar e
soÌtar para o Ìado direito. O resuÌtado e um
mosaico coeso de postagens, videos e lotos
sobre um assunto que contam uma historia.
O Storily está na versão beta, e gratuito e
|á recebeu um aporte de US$ 2 miÌhões do
lundo de capitaÌ de risco KhosÌa Ventures.
32
O M U N D O
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 32 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 25 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Uniãopararesgatar o
fascíniopelamonarquia
Príncipe William e Kate participam de ensaio geral para o
casamento de amanhã, que promete modernizar a realeza
C A S A M E N T O
REAL
Fernando Duarte
Correspondente • LONDRES
H
ouve outras ocasiões do gênero nos úl-
timos 30 anos. Nenhuma, porém, che-
gou perto da expectativa com que fãs
da monarquia britânica vão se aglome-
rar nas ruas de Londres ou à frente de telas ao
redor do mundo amanhã, quando a partir de
11h (7h de Brasília), o príncipe William e Kate
Middleton farão muito mais do que consolidar
um relacionamento que mesmo sem o protoco-
lo da nobreza já teria jeito de conto de fadas. Do
“sim” na Abadia de Westminster à aparição na
sacada do Palácio de Buckingham, o casal es-
tará intensificando os esforços na operação de
resgate do fascínio despertado pela mais famo-
sa família real do mundo.
Se em 1981 o casamento do príncipe Char-
les com Diana foi um marco para a imagem da
família real, o desmanche empraça pública da
união entre o herdeiro do trono e a Princesa
do Povo resultou numa publicidade negativa
que teve sua intensidade multiplicada pela re-
l ati va f ri eza com que o Pal áci o de Bu-
ckingham lidou com a morte de Lady Di — da
demora em colocar as bandeiras do palácio a
meio-mastro à relutância da rainha Elizabeth
II em vir a público prestar homenagem à ex-
nora, ainda que o relacionamento entre as
duas nunca tenha sido dos melhores.
Para britânicos, um casal
‘cool’ que já mora junto
● Agora, porém, o filho mais velho da princesa
sobe ao altar ao lado da primeira plebeia a se
juntar ao círculo principal da Casa de Windsor
em350 anos. Sua história pessoal, ainda que con-
tada à revelia (Kate deu apenas uma entrevista
até hoje, ao lado do príncipe William durante o
anúncio do noivado, emnovembro), tambémen-
controu respaldo junto ao público. Tanto por de-
safiar os estereótipos de classe britânicos —Dia-
na era filha de um barão, por exemplo — quanto
por sintonizar um pouco mais com as expecta-
tivas de mulheres mais modernas.
—É umcasal completamente cool. Está subin-
do ao altar quase aos 30 anos, morou junto du-
rante os últimos sete. Outro dia li também que
Kate é primeira futura rainha com um diploma
universitário (História da Arte)! — diz a ameri-
cana Eirin Powell, estudante de sociologia ame-
ricana que veio a Londres esta semana especial-
mente para tentar ver o casal de perto (ontem,
por exemplo, ela observava os
melhores pontos de vista ao re-
dor da Abadia de Westminster).
Tal combinação entre cool e
apego à tradição explica por que
as autoridades de segurança se
preparam para ver pelo menos
um milhão de pessoas se espre-
mendo ao longo do percurso
que os noivos farão entre a aba-
dia e o palácio, à espera também
de espiar a rainha e outros famo-
sos (outras personalidades bri-
tânicas de apelo global, como o
jogador David Beckham e o can-
tor Elton John, estão na lista de
convidados).
Mesmo os que não testemu-
nharemin loco (e a expectativa é
de que o casamento poderá ser
assistido por dois bilhões de
pessoas) deverão presenciar ou-
tra característica de Kate que an-
da entusiasmando os comenta-
ristas de assuntos reais. Se noi-
vas anteriores pareciam coelhos
paralisados por luzes mais fortes, a futura prin-
cesa é vista como nascida para o papel.
— Diana e Sarah Ferguson (que se casou com
o irmão do meio de Charles, o príncipe Andrew)
tiveram que se adaptar à mudança em suas vi-
das com a entrada na família real. Kate já está lá
— opina o historiador Hugo Vickers.
Já William concluirá amanhã sua transição de
xodó para futuro rei dos britânicos. Ainda com
as feições joviais que tanto lembrama mãe, o se-
gundo na linha de sucessão do trono aproveitou
a moratória dada pela mídia britânica após a
morte de Diana, numacidente de carro emParis,
enquanto fugia de paparazzi, para tentar crescer
de maneira mais normal possível (tinha apenas
15 anos), antes de mergulhar no ofício com o
qual já nasceu comprometido.
Os britânicos só não verão piadas sobre o
casamento. Em contrato com as emissoras, a
família real proibiu qualquer “comédia, sátira
ou programa de entretenimento similar” com
o assunto.
A noiva e o noivo não têm água gelada nas
veias. Ela, para não ser traída pelos nervos ama-
nhã, participou há duas semanas de um ensaio
da cerimônia religiosa, ao lado de parentes e de
Harry, padrinho de casamento de William. On-
tem, voltou ao local, dessa vez acompanhada de
William, e sob a escolta de comboio policial.
Nas primeiras horas do dia tinha sido a vez de
mil integrantes das Forças Armadas, que mar-
charam pelo percurso, com uniformes comple-
tos e simulando o desfile que acompanhará os
noivos. A única diferença para o que farão ama-
nhã foi a ausência de sons nas bandas musicais,
já que a lei do silêncio fica em vigor até 6h30m.
Difícil imaginar que será respeitada amanhã, a
julgar pelo fato de que fãs já vemacampando em
pontos-chave do percurso desde terça-feira. ■
SOLDADOS ESCOLTAM uma carruagem pela avenida
The Mall, centro de Londres, num ensaio para a
cerimônia de amanhã (acima); ao lado, fãs
acampam em frente à Abadia de Westminster, onde
o príncipe William se casará com a plebeia Kate
Middleton. Abaixo, os noivos chegam, junto com o
príncipe Harry, à abadia para um ensaio do enlace:
expectativa é que dois bilhões de pessoas
acompanhem o evento
Darren Staples/ Reuters
Linda, elegante e com um
objetivo: ser princesa
John Walsh
● A reviravolta na vida de Kate Middleton co-
meçou no final de semana em que ela partici-
pou de uma caçada, na Escócia, em 2007. Ves-
tindo uma jaqueta de camuflagem, calça jeans,
botas e brincos de pérola, ela ganhou instru-
ções de como segurar o rifle e se preparou pa-
ra acertar em um alvo de metal a pouco mais
de um quilômetro e meio de distância.
Até então, ela nunca havia segurado uma ar-
ma. Tampouco havia mostrado interesse por
esportes sangrentos. Mas o outono de 2007 foi
diferente. Ou a burguesa de Berkshire era acei-
ta pela família ou não. Ela e William haviam
rompido o namoro em abril daquele mesmo
ano. Os rumores davam conta de que eles ha-
viam se separado porque o príncipe, na época
com24 anos, se achava muito novo para casar.
A viagem a Balmoral era a oportunidade de
mostrar que a volta dos dois tinha sido para
valer, e Kate não perdeu a chance.
Desobedecendo aos ativistas dos direitos
dos animais e esquecendo as fofocas de que
ela estaria fazendo de tudo para engolir a rea-
leza, ela se entregou ao esporte. E funcionou.
Dava para ver pelos olhos de Williamnas fotos.
Em dezembro do mesmo ano, ela se mudou
com ele para Clarence House, em Londres.
Mas será que a vida de Kate foi construída
pelo desejo (dela e de seus pais) de conquistar
umpríncipe? Ou existe mesmo uma mulher in-
teressante e independente atrás da inofensiva
beleza e da educação impecável? Será que ela
está preparada para aguentar a famosa e con-
turbada "firma" real só porque o amor de sua
vida é parte dela? Ou será o título de princesa
(ou duquesa) seu grande objetivo?
Nascida em Berkshire, ela passou parte de
sua infância emAmã, na Jordânia, onde os pais
trabalhavam para a British Airways. Seu pai vi-
nha de uma família de comerciantes e sua mãe,
de mineiros. Na Universidade de St. Andrews,
ela estudou História da Arte. Depois trabalhou
como compradora de acessórios da famosa re-
de de lojas Jigsaw, antes de se voltar exclusi-
vamente para a empresa de artigos de festa
dos pais. Tudo sem um olhar de descontenta-
mento, uma faísca de mau humor ou de com-
portamento inapropriado da parte de Kate.
Seus amigos de colégio descrevem a futura
princesa como “uma alma caridosa e sensível”.
Colegas de classe na universidade dizem que
ela era imperceptível, passava batida aos olhos
da maioria. Seu monitor de História da Arte
mal se lembrava dela:
—Não fazia nada para chamar atenção para
si mesma, era muito discreta — conta ele.
Não há uma mancha de anarquia sequer —
uma noite de bebedeira nem uma pulada de
cerca — para atrapalhar o histórico de Kate.
A perseguição, no entanto, é no mínimo cu-
riosa: Kate era apaixonada por Williamdesde a
adolescência e viu o príncipe pela primeira vez
quando a escola dele, Eton, enfrentou a dela,
Marlborough, em um jogo de hóquei. Quando
William voltou de uma expedição no Chile, em
2000, Kate viajou como mesmo grupo também
para o mesmo país um mês depois.
Sempre houve a desconfiança de que sua
mãe, Carole, escolhera St. Andrews só por cau-
sa do príncipe William. Mas há algo estranho
também no fato de Kate ter frequentado uma
escola conhecida por formar esposas de pri-
meiros-ministros britânicos. E como Kate con-
seguiu uma vaga no mesmo alojamento que o
príncipe em St. Andrews? Nós, claro, não faze-
mos a menor ideia.
É mais provável que Kate Middleton, sim-
plesmente, seja uma pessoa sem grandes mis-
térios. Ela é linda, elegante e sorridente. Ao
mesmo tempo, ela será a primeira rainha bri-
tânica a ter um diploma universitário e poderá
discutir arte no palácio real.
Diante da chance de se tornar duquesa, Kate
expressou a preferência de ser chamada ape-
nas de "princesa Catherine". Isto parece o cer-
to e nós devemos desejar apenas felicidades.
JOHN WALSH é colunista do “Independent”
Toby Melville/ Reuters
Phil Noble/ Reuters
O MUNDO

33 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 33 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 06 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Entrada
Nave
Galeria
do órgão
Família
da noiva
Família
Real
Noivos
Madrinha:
Pippa Middleton
Padrinho:
príncipe
Harry
Coral e
convidados
especiais
O arcebispo
de Canterbury
Torres
Oeste
A CERIMÔNIA
Do altar ao esperado beijo
Nave
convidados
especiais
Durará de 1h a 1h15m e estarão
presentes 1.900 convidados
entre familiares, amigos e chefes
de Estado e governo.
O arcebispo de Canterbury,
Rowan Williams, celebrará
a cerimônia
A ABADIA
Desde 1066 tem sido usada
como local para coroação e
enterros de monarcas
britânicos. Sob o solo da
abadia estão os restos mortais
de 17 reis. Em 1245,
Henrique III demoliu a antiga
construção e reergueu a
abadia no estilo gótico, como
é conhecida hoje. A igreja
ficaria completa em 1745,
com a construção das duas
torres na entrada oeste
AS CARRUAGENS
Serão usadas cinco
carruagens, de quatro tipos,
no transporte da família real
The Glass Coach: será usada
pelo casal caso chova.
Construída em 1881
Semi State Landau: serão
duas, uma levando a rainha e
o duque de Edimburgo; e
outra com o príncipe de Gales,
a duquesa da Cornualha e os
pais de Kate Middleton
Ascot Landau: serão duas;
uma com o padrinho e a
madrinha, e a outra com as
damas de honra
State Landau: construída para
a coroação do rei Eduardo VII,
em 1902
PASSEIO APÓS
O CASAMENTO
O príncipe William e Kate
Middleton serão acompanhados
pelos cavaleiros do regimento
montado no passeio da Abadia
de Westminster até o Palácio
de Buckingham. O trajeto
permitirá ao casal
cumprimentar os súditos
britânicos, e o percurso
contempla diversos pontos
turísticos, como o Parlamento,
Whitehall e The Mall. Se não
chover, eles vão usar a State
Landau, carruagem usada por
Charles e Diana em 1981
38 coroações
17 sepultamentos
15 casamentos
2.000 lugares regulares
60m
Torres
Oeste
Claustro
Nave
Altar
Capela
Henrique VII
100m
Household Cavalry
Mounted Regiment (HCMR)
É o regimento mais antigo do
Exército britânico, com grande
reputação histórica em
combates. Ao todo, 150
soldados em suas montarias
acompanharão a família real
Cocheiros
São dois por
carruagem, quatro
cavalos por carruagem
Ajudantes
uniformizados
São dois, auxiliam o
casal a subir e descer
da carruagem
Kate
William
Alvime Fernando Alvarus/Editoria de Arte
Saint James Park
T
h
e
M
a
ll
Rio Tâmisa
Ponte Westminster
Trafalgar
Square
Household
Resid
primeiro-ministro
Estação
Charing
Cross
London Eye
Parlamento
Big Ben
8h15m
Depois da
cerimônia, os
noivos, as famílias
e os convidados
voltam em desfile
até o Palácio de
Buckingham
Saint James Park Saint James Park
T
h
e
M
a
ll
Household Household
Resid Resid
primeiro-ministro primeiro-ministro
Pa Pa
8h15m
Depois
cerim
noivos
e os c
voltam
até o
Buckin
O casamento mais esperado do
século começa às 7h (horário
de Brasília) e deve ser visto por
mais de 2 bilhões de pessoas.
Ao término da cerimônia, o
príncipe William e Kate
Middleton seguirão numa
carruagem até o Palácio de
Buckingham, onde, às 9h25m,
devem aparecer no balcão e
trocar um beijo, assim como
ocorreu com o príncipe Charles
e Diana (1981) e o príncipe
Andrew e Sarah Ferguson
(1986). Depois, haverá uma
recepção a convite da rainha
para 600 convidados, seguida
de um jantar e uma festa
oferecidos pelo príncipe
Charles para 300
pessoas. No Brasil,
o evento poderá
ser acompanhado
por Rede Globo,
Globonews, GNT,
CNN International,
Record News e
Rede TV!
Residência real
PALÁCIO DE
BUCKINGHAM
De 6h25m a
6h35m
Membros da
família real se
dirigem à abadia
6h40m
A rainha e o duque
de Edimburgo
deixam o palácio
2
Residência do príncipe
Charles e filhos
CLARENCE HOUSE
6h10m
O noivo e o príncipe
Harry (padrinho) saem
6h38m
Charles e Camilla
seguem para a abadia
1
5h50m
Autoridades e
representantes
de países
6h15m
O noivo William
6h45m
A família da noiva e
realeza já estão na igreja
6h55m
A noiva chega e o
casamento começa
CHEGADA À ABADIA DE WESTMINSTER
4
Kate Middleton e família
HOTEL GORING
6h20m a 6h48m
A família da noiva deixa o hotel.
A irmã de Kate (madrinha)
sai logo depois
6h51m
Kate parte em companhia do pai
3
A irmã d
sai logo
6h51m
Kate par
ado do
ário
o por
as.
o
de
Residência real

Trajeto para a Abadia de Westminster
Trajeto para o Palácio de Buckingham
C A S A M E N T O
REAL
34

O MUNDO 2ª edição • Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 34 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 10 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Obama, o havaiano
Acossado por rivais, presidente divulga certidão para provar que não é queniano
EUA trocamfiguras-chave da área de segurança
Secretário da Defesa será substituído por atual dirigente da CIA. Comandante da operação no Afeganistão assumirá a agência
Fernando Eichenberg
Correspondente
● WASHINGTON. A Casa Branca
finalizou a costura na espera-
da mudança na cúpula de se-
gurança nacional do governo.
Quatro alterações importan-
tes serão oficialmente anun-
ciadas hoje pelo presidente
dos Estados Unidos, Barack
Obama. Com a aposentadoria
do secretário de Defesa, Ro-
bert Gates — que deverá se re-
tirar de cena nos próximos
meses —, assumirá o posto o
atual diretor da CIA, a agência
central de inteligência ameri-
cana, Leon Panetta. Para diri-
gir a CIA, será designado o ge-
neral David Petraeus, hoje co-
mandante das operações mili-
tares no Afeganistão.
Petraeus, por sua vez, será
substituído pelo general da
Marinha John Allen, o segun-
do na hierarquia do comando
militar americano na Ásia Cen-
tral e no Oriente Médio. Para
embaixador em Cabul, no lu-
gar de Karl W. Eikenberry será
nomeado Ryan Crocker, diplo-
mata aposentado com passa-
gens pelo Iraque, Paquistão,
Líbano, Síria ou Kuwait. No ho-
rizonte também se configura,
para mais tarde, a troca do
atual chefe do Estado Maior
Conjunto das Forças Armadas
dos EUA, almirante Mike Mul-
len, pelo seu vice, o general Ja-
mes Cartwright.
Os movimentos nas princi-
pais peças do tabuleiro da se-
gurança nacional ocorrem às
vésperas de estratégicos e
cruciais combates contras as
forças talibãs no Afeganistão,
próximo do prazo estipulado
para o início da retirada de
tropas americanas da região
— o que poderá ser adiado
—, e no ano do encerramento
das operações militares no
Iraque. Os novos responsá-
veis escolhidos por Obama
terão de lidar ainda com as
consequências das insurrei-
ções no mundo árabe e a
guerra civil na Líbia.
Panetta terá que lidar com
cortes no orçamento militar
Robert Gates estava no co-
mando do Pentágono desde
2006, nomeado pelo presiden-
te George W. Bush e mantido
no cargo por Obama. Sua atua-
ção foi fundamental no con-
vencimento do presidente em
fortalecer as ações militares
no Afeganistão, em 2009. Sua
cumplicidade coma secretária
de Estado, Hillary Clinton, era
bastante forte até a primeira
importante diver-
gência, provoca-
da recentemente
pela participação
dos EUA no con-
flito na Líbia.
Leon Panetta,
72 anos, era o pre-
ferido de Gates
para substituí-lo
no posto, e se tor-
nará o mais velho
secretário de De-
f esa no cargo.
Além de lidar com
os i nt ri ncados
dossiês de guer-
ra, terá como um
dos principais de-
safios aprofundar
a redução do or-
çamento militar,
inflado após os ataques terro-
ristas de 11 de setembro de
2001. Há duas semanas, Oba-
ma fixou o objetivo de mais U$
400 milhões em cortes nas
contas da Defesa e de progra-
mas de segurança nos próxi-
mos 12 anos. Panetta possui
experiência nessa área: foi di-
retor do Departamento de Ad-
ministração e Orçamento da
Casa Branca, durante o man-
dato de Bill Clinton, e colabo-
rou nas negociações para a
aprovação do Orçamento do
governo, em 1993.
A CIA foi capitaneada pela
última vez por um graduado
militar no período 2006-2009,
no mandato do general Mi-
chael Hayden. O general Da-
vid Petraeus — que se apo-
sentará do Exército e exerce-
rá suas novas atividades sem
uniforme — leva a vantagem
de ter trabalhado em conjun-
to com a CIA nas operações
militares americanas no Ira-
que e no Afeganistão, além
de ter estabelecido próximas
relações com governos es-
trangeiros.
Para Christopher Preble, di-
retor de Política Externa do
Instituto Cato, de nada adian-
tará a troca de nomes da equi-
pe se não forem alteradas po-
líticas de segurança nacional.
— A CIA questionou algu-
mas das previsões mais oti-
mistas sobre um sucesso imi-
nente no Afeganistão. De for-
ma geral, Petraeus focou to-
das as suas energias nos últi-
mos nove anos tentando aper-
feiçoar a capacidade militar
dos EUA em guerras às quais a
maioria dos americanos se
opõe. Ele parece comprometi-
do com uma missão de longo
prazo no Afeganistão, o que
parece agradar a alguns — dis-
se Preble. ■
● WASHINGTON. A política americana nun-
ca cessa de surpreender o resto do mun-
do em suas rixas internas. As rusgas par-
tidárias por vezes alcançam nuances pa-
téticas. Ao ponto em que, ontem, o pre-
sidente da nação se viu obrigado a montar
todo um aparato de comunicação para
exibir publicamente a sua certidão de nas-
cimento. A iniciativa de Barack Obama
pretende encerrar de vez com os boatos
de que teria nascido no Quênia, na África,
e não no Havaí, nos Estados Unidos.
Na campanha presidencial de 2008, face
aos constantes questionamentos de seus
adversários sobre seu local de nascimen-
to, o então candidato já havia postado na
internet uma versãocurta de sua certidão.
Mas não foi o suficiente para estancar os
rumores, incensados pela oposição repu-
blicana e pelo movimento ultraconserva-
dor Tea Party. Mais recentemente, foi a
vez do bilionário Donald Trump, que
ameaça lançar sua candidatura para con-
correr na eleição presidencial de 2012, de-
safiar o atual titular da Casa Branca a pro-
var que não apenas o pai dele — este sim,
nascido no Quênia — veio ao mundo em
solo africano.
A certidão integral divulgada ontem
comprova que Obama nasceu na mater-
nidade Kapiolani, em Honolulu, no Ha-
vaí, às 19h24m de 4 de agosto de 1961.
— Esse assunto já vem há dois anos e
meio. Confesso que assisti a tudo com
divertimento e fiquei confuso. Não te-
mos tempo para esse tipo de bobagem.
Temos coisas mais importantes para fa-
zer. Temos grandes problemas para re-
solver. Estou confiante de que podemos
fazê-lo, mas teremos de focar neles —
desabafou Obama em seu pronuncia-
mento à imprensa.
Seu principal contestante, o magnata
Trump, aproveitou a oportunidade e
também subiu ao palanque para, ao mi-
crofone, dizer que se sentia “orgulhoso”
e “honrado” pelo papel que teve no ca-
so, obrigando o presidente a se mani-
festar de forma transparente.
— Eu me sinto orgulhoso por ter con-
seguido algo que ninguém antes conse-
guiu. Sinto que consegui algo realmente
muito importante, e estou honrado por
isso — disse Trump. (F.E.) CERTIDÃO ANTIBOATOS: documento prova que Obama nasceu na capital do Havaí em 1961
J. Scott Applewhite/AP
PANETTA SERÁ o mais velho
secretário da Defesa (acima).
Gates (ao lado, à direita) se
aposenta e Patraeus (ao lado,
à esquerda): militar na CIA
Reuters/ 09-01-2009 Reuters/ 07-03-2011
WikiLeaks: papéis sem valor judicial
Advogados de presos de Guantánamo são impedidos até de falar sobre relatórios
Scott Shane
Do New York Times
● WASHINGTON. Qualquer pes-
soas que estiver surfando na in-
ternet essa semana pode aces-
sar gratuitamente os documen-
tos sobre prisioneiros da base
militar americana de Guantána-
mo, em Cuba, imprimi-los ou en-
viá-los por email. Com exceção,
no entanto, dos advogados que
representam os prisioneiros.
Na última segunda-feira, ho-
ras após o vazamento pelo Wi-
kiLeaks, o Departamento de Jus-
tiça informou aos advogados de
defesa dos prisioneiros de Guan-
tánamo que os documentos, le-
galmente, ainda permaneciam
confidenciais, mesmo após te-
rem sido revelados ao público.
Como os advogados devem res-
peitar cláusulas de segurança,
eles são obrigados a tratar os
documentos “de acordo com to-
das as precauções relevantes”
— manuseando-os, por exem-
plo, somente em edifícios gover-
namentais, de acordo com o De-
partamento de Justiça. Esse é
apenas o último obstáculo ab-
surdo imposto à enxurrada de
material confidencial obtido pe-
lo WikiLeaks recentemente.
Joseph Margulies, advogado
de Abu Zubaydah — preso tor-
turado pela CIA—disse que não
pode comentar as novas revela-
ções a respeito de seu cliente.
— Todo mundo pode falar
sobre isso, menos eu.
Os obstáculos impostos a ad-
vogados de Guantánamo trazem
implicações sérias, segundo
Margulies, que escreveu um li-
vro sobre a prisão. Decisões so-
bre quem é libertado são in-
fluenciadas por pressões políti-
cas e públicas, segundo ele.
— É importante poder usar
esses documentos para in-
fluenciar a discussão em praça
pública — disse. — Se um do-
cumento contiver acusações
infundadas contra um prisio-
neiro, um advogado deveria
poder refutá-las publicamente.
Mas, para o professor de Di-
reito Internacional da Temple
University Peter Spiro, o dilema
enfrentado pelo governo é real.
A lei é clara: somente um docu-
mento que tenha sido propria-
mente desvelado perde sua pro-
teção. E se o governo decidisse
que documentos confidenciais
revelados perdessem automati-
camente o status de protegido,
isso criaria um incentivo maior
para que funcionários contri-
buíssem com vazamentos.
— Mas isso faz com que o go-
verno pareça totalmente inade-
quado — afirma Spiro. — Há do-
cumentos na primeira página
dos jornais, e parece ridículo fin-
gir que eles não existem. ■
CORPO A CORPO
SALIL SHETTY
‘EUA perderam legitimidade’
● BRASÍLIA. Diante dos vaza-
mentos do WikiLeaks, o se-
cretário-geral da Anistia In-
ternacional, Salil Shetti, dis-
se ao GLOBO que os EUA
não têm legitimidade para
“ensinar direitos humanos”.
Roberto Maltchik
O GLOBO: Nesta semana, o
WikiLeaks confirmou uma
série de violações na prisão
de Guantánamo. Como o se-
nhor avalia tais revelações?
SALIL SHETTY : Para nós,
essa não é uma grande his-
tória nova. Uma vez lá, não
há julgamento justo. Os
americanos não podem en-
sinar lições sobre direitos
humanos, me desculpe.
● De que forma o senhor
analisa os desdobramentos
das revoluções populares
no norte da África e no
Oriente Médio?
SHETTY: Na Tunísia, há
uma situação muito melhor,
no Egito ainda se tem desa-
fios e na Líbia e na Síria te-
mos grandes problemas. Os
ditadores estão caindo,
mas as ditaduras, não.
● Como o Brasil será trata-
do no relatório anual sobre
direitos humanos, que será
divulgado em maio?
SHETTY: As nossas pesqui-
sas retratam a gravidade da
violência da polícia, as condi-
ções das prisões, a falta de
demarcação das terras indí-
genas. Outro ponto emdesta-
que é o impacto dos projetos
de desenvolvimento nas co-
munidades locais. Quanto à
política externa, ainda há
muita ambivalência.
● O senhor crê que a socie-
dade brasileira apoia polí-
ticas de direitos humanos?
SHETTY: Esse é o grande
problema do Brasil. A média
da sociedade não pensa em
direitos humanos, mas sim
em direitos dos criminosos.
Patriota critica países
desenvolvidos por abusos
Segundo chanceler, debate sobre direitos
humanos está polarizado entre Norte e Sul
Catarina Alencastro
● BRASÍLIA. Em sua primeira vi-
sita à Comissão de Relações Ex-
teriores do Senado como chan-
celer, o ministro Antonio Patrio-
ta criticou ontem duramente os
países desenvolvidos, acusan-
do-os de serem os principais
responsáveis por abusos de di-
reitos humanos. O ministro
também se disse preocupado
com a escalada de violência na
Síria, onde há uma grande
quantidade de brasileiros, e em
países do Norte da África que
enfrentam conflitos, mas disse
que o governo está à disposi-
ção dos brasileiros que estão
na região. Ele afirmou que, para
quem queria voltar, o Itamaraty
organizou o retorno. Agora está
“atento” para resolver situa-
ções de emergência, à medida
que elas surgirem.
— O debate sobre direitos
humanos é polarizado entre
Norte e Sul, como se os países
desenvolvidos só tivessem o
que ensinar aos países em de-
senvolvimento. É uma visão
equivocada, porque os piores
abusos foram cometidos por
países desenvolvidos. Todos
devem se submeter a exames
e a reexaminar suas próprias
situações e práticas — disse
Patriota, reiterando que, nesta
área, a presidente Dilma Rous-
seff afirmou que quer “liderar
pelo exemplo”.
Diplomatas na linha
de frente de crises
Ao avaliar a política externa
nestes cem primeiros dias do
governo Dilma, o chanceler dis-
se que a presidente demonstrou
pragmatismo ao buscar “resulta-
dos concretos” em setores nos
quais o Brasil precisa estabele-
cer parcerias para alcançar o
que chamou de “próximo está-
gio de desenvolvimento”. Ele ci-
tou encontros de Dilma com o
presidente dos Estados Unidos,
Barack Obama, e da China, Hu
Jintao. Sobre sua própria gestão
no comando do Itamaraty, Pa-
triota aproveitou para elogiar os
diplomatas brasileiros que esti-
veram na linha de frente em paí-
ses emconflito, e no Japão, após
o terremoto e crise nuclear.
— Nesses poucos meses em
que estive no Itamaraty, contei
com o heroísmo de diplomatas
que se encontraram em situa-
ções-limite no mundo árabe, no
Cairo, na Líbia e noJapão. Tenho
orgulho de contar com tamanho
patriotismo — afirmou. ■
O MUNDO

35 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 35 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: h PRETO/BRANCO
Irmãos e
rivais
Israel criticaacordoentre Fatahe Hamas
Facções palestinas, rompidas há 4 anos, vão formar governo interino. Para Netanyahu, medida inviabiliza paz
● JERUSALÉM. O Partido Fatah,
do presidente palestino, Mah-
moud Abbas, e o rival Hamas
chegaram ontem a um acordo
para formar um governo inte-
rino e realizar eleições gerais
em aproximadamente oito me-
ses. O acordo, que deve ser as-
sinado na próxima semana,
para unir Cisjordânia e Faixa
de Gaza novamente sob um só
comando, no entanto, esbarra
na resistência do governo is-
raelense, para quem o Fatah
deve fazer uma escolha:
— A Autoridade Nacional Pa-
lestina deve escolher entre a paz
comIsrael e a paz como Hamas.
Não há a possibilidade de fazer
a paz com os dois, porque o Ha-
mas quer destruir Israel —disse
o primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu.
O acordo foi alcançado no
Egito, após reuniões secretas.
Os dois lados romperam em
2007, após uma guerra civil que
deixou o movimento islâmico no
controle de Gaza, enquanto o Fa-
tah, mais secular e com o apoio
do Ocidente, comandava a Cis-
jordânia. Críticos acusam Israel
de fomentar a divisão.
EUA reagem com frieza e
chamam Hamas de terrorista
A reaproximação foi lenta e
difícil, com uma proposta de
acordo no ano passado, me-
diada pelo Egito, empacando
em algumas questões, como o
fato de o Hamas não reconhe-
cer a legitimidade de Israel.
Para analistas, a reconciliação
só foi possível porque as duas
facções se encontram enfraque-
cidas: o Fatah devido ao fracas-
so da última rodada de negocia-
ções com Israel e ao crescimen-
to das colônias judaicas; o Ha-
mas, pelo bloqueio de produtos
a Gaza. Retomar a unidade pa-
lestina é visto como crucial para
reviver a perspectiva de um Es-
tado independente compreen-
dendo os dois territórios.
— Concordamos em formar
um governo composto por figu-
ras independentes que podem
começar a preparar as eleições
presidenciais e parlamentares
—disse Azzamal-Ahmad, nego-
ciador do Fatah. — As eleições
podem acontecer em cerca de
oito meses a contar de agora.
Segundo Mahmoud al-Zahar,
negociador do Hamas, o acordo
estabelece cinco pontos, in-
cluindo uma força de segurança
conjunta e a reativação do Con-
selho Legislativo Palestino
(Parlamento). Foi discutida ain-
da a reativação da Organização
para a Libertação da Palestina.
Eles também concordaram em
libertar prisioneiros detidos
dos dois lados. Ele será imple-
mentado logo após a assinatu-
ra, na próxima semana.
Num pronunciamento pela
TV, Netanyahu lançou uma ad-
vertência a Abbas. Ele deixou
claro que não fecharia um
acordo com a Autoridade Na-
cional Palestina numa união
com o Hamas.
— O Hamas dispara fogue-
tes contra nossas cidades e
misseis antitanques contra
nossos filhos — disse. — A
ideia de reconciliação mostra
a fraqueza da ANP e levanta a
questão se o Hamas vai tomar
a Judeia e a Samaria (Cisjordâ-
nia), como fez com Gaza.
Nabil Abu Rdaineh, asses-
sor de Abbas, reagiu dizendo
que “esse é um assunto inter-
no e não tem nada a ver com
Israel”.
OPI NI Ã O
.
ESPERANÇA
AZZAM AL-AHMAD, negociador do Fatah, anuncia o acordo, sentado entre dois membros do Hamas: rivais tentam superar divisões do passado
Asmaa Waguih/Reuters
● Os problemas entre a
Autoridade Nacional Pa-
lestina, dominada pelo
Fatah (do falecido líder
Yasser Arafat), e o movi-
mento islâmico Hamas
se intensificaram após
as eleições legislativas
de 2006 e resul taram
num conflito sangrento
que separou Cisjordânia
e Faixa de Gaza. Abaixo,
alguns momentos desse
rompimento:
● JANEIRO DE 2006: O
Hamas vence as el ei-
ções l egi sl at i vas de
2006, conquistando 74
das 132 cadeiras no Par-
lamento palestino e de-
satando uma crise polí-
tica nos territórios.
● MARÇO DE 2006: O Ha-
mas assume o poder,
mas outras facções pa-
lestinas se recusam a to-
mar parte. Os Estados
Unidos restringem con-
tatos com os palestinos.
EUA e União Europeia
cortam a ajuda aos terri-
tórios no mês seguinte.
● FEVEREIRO/MARÇO DE
2007: É assinado um
acordo. Mahmoud Ab-
bas, presidente da ANP,
pede a Ismail Haniyeh,
do Hamas, para formar
um Gabinete e respeitar
tratados assinados com
Israel.
● JUNHO DE 2007: O Ha-
mas assume o controle
da Faixa de Gaza. O go-
verno de união nacional
é desfeito, e Israel acir-
ra o bloqueio à Faixa de
Gaza.
Kadafi recrutou 121 adolescentes em escolas
Segundo ativista, muitos dos jovens, de 15 a 17 anos, foram feridos ou mortos em ataques da Otan
● TRÍPOLI. Uma equipe da ONU
enviada à Líbia para investigar
acusações de abusos de direitos
humanos cometidos por tropas
leais a Muamar Kadafi encon-
trou-se ontem com funcionários
do governo de Trípoli, que pro-
meteramcooperar como grupo.
Aequipe pediu acesso a prisões,
hospitais e regiões do país onde
há suspeita de que abusos este-
jam sendo cometidos. Além de
serem acusados pela morte de
centenas de civis, pela prisão de
jornalistas estrangeiros e por
torturas, as forças de Kadafi es-
tão agora sendo denunciadas
pelo uso de adolescentes de 15 a
17 anos em combates.
A informação, revelada pelo
“El País”, foi obtida pelos rebel-
des quando capturaram o gene-
ral do Exército Mohamed Jafir,
em Ajdabiya, há duas semanas.
O militar portava documentos
que indicam que ao menos 121
adolescentes foram retirados de
escolas no oeste do país e envia-
dos à frente de combate.
—Eles estudavamemescolas
que incluem treinamento militar
— disse Ahmed Mefré, membro
da organização de direitos hu-
manos Alkarama, que enviou os
documentos ao Tribunal Penal
Internacional. — O que não sig-
nifica que possam combater,
pois nenhum tem 18 anos.
Otan vai instalar escritório
em Benghazi
Segundo Mefré, muitos des-
ses jovens foram feridos e aten-
didos em hospitais, e outros
morreram — alguns em decor-
rência dos bombardeios das for-
ças internacionais. Além disso,
há relatos de que Kadafi está ar-
mando jovens de 17 anos com
fuzis AK-47 para construir uma
frente contra a Otan.
Funcionários do governo líbio
garantiram que a idade mínima
para receber o armamento é 17
anos, mas um repórter do
“Guardian” constatou que, na ci-
dade de Sbia, a menos de 100
quilômetros de Trípoli, meninas
de 7 anos frequentamcentros de
treinamento militar, e são educa-
das sob a doutrina do regime.
Paralelamente, a Otan e os
EUA deram mais um voto de
confiança aos rebeldes. A Alian-
ça Atlântica decidiu estabelecer
um escritório em Benghazi para
estreitar as relações com o Con-
selho Nacional Líbio, liderança
dos insurgentes. A decisão re-
presenta uma mudança de estra-
tégia da Otan, que há alguns dias
declarou não ter intenção de se
envolver na política líbia.
Num golpe involuntário con-
tra os rebeldes, no entanto, um
bombardeio da Otan matou 12
insurgentes perto de Misurata.
Até então cautelosos emrela-
ção à liderança insurgente, os
EUA declararam que o Conse-
lho rebelde merece o apoio
americano, mas ainda não deci-
diram reconhecer o grupo co-
mo representante oficial da Lí-
bia. Nas últimas semanas, con-
gressistas americanos e funcio-
nários do governo haviam ex-
pressado o temor de que terro-
ristas estivessem infiltrados na
liderança rebelde. ■ ESTUDANTE LÍBIA segura arma e retrato de Kadafi na cidade de Sbia
O GLOBO
MAIS MUNDO HOJE
NA INTERNET:
oglobo.com.br/mundo
FOTOGALERIA: Os
casamentos reais
mais badalados da
História recente.
ESPECIAL: Casamento
real de A a Z
PARECE, MAS NÃO É:
Londres sedia concurso
de sósias dos noivos reais.
Partido de Assad já revela divisões
Mais de 200 membros deixam Baath. ONU não chega a acordo sobre condenação
● DAMASCO. OPartido Baath, do
presidente Bashar al-Assad, co-
meça a dar sinais de divisão.
Ontem, cerca de 200 membros
em Deraa e regiões próximas
deixaram o grupo, num protes-
to contra a repressão aos mani-
festantes na cidade. Em Banias,
outro foco de revolta, mais 28
membros saíram.
A renúncia no partido, que
governa a Síria desde 1963 se-
ria algo impensável antes que
as manifestações pró-demo-
cracia eclodissem em Deraa,
em 18 de março.
“Devido à posição negativa
adotada pela liderança do parti-
do em relação a Deraa, e após a
morte de centenas de pessoas e
o ferimento de milhares nas
mãos das forças de segurança,
anunciamos nossa renúncia co-
letiva”, dizia a declaração. OOb-
servatório Sírio de Direitos Hu-
manos elevou ontem o número
de civis mortos para 453.
Cercada, Deraa está ficando
sem comida, água e remédios.
Donos de mercados estão distri-
buindo produtos — comida en-
latada, na maioria. Um morador
contou ter visto umtanque atro-
pelando um corpo na rua.
Ontem, um comboio levando
30 tanques partiu de Damasco,
provavelmente para Deraa ou
Banias. Durante a madrugada,
centenas de soldados chegaram
a Douma, um subúrbio de Da-
masco. Banias, por sua vez, es-
tava cercada por tropas.
A tentativa de países euro-
peus de conseguirem uma con-
denação do Conselho de Segu-
rança da ONUcontra a Síria caiu
por terra ontem diante da resis-
tência de Rússia, China e Líba-
no, segundo fontes.
— Não haverá uma declara-
ção — revelou um diplomata.
A discussão agora deve ficar
com a União Europeia, que de-
bate amanhã a possibilidade de
impor sanções. A Alemanha
anunciou ontemseu apoio à me-
dida. A Comissão Europeia —
corpoexecutivodobloco—afir-
mou que “todas as opções estão
sobre a mesa”. A Comissão de
Direitos Humanos da ONU tam-
bém convocou para amanhã
uma reunião de emergência so-
bre a repressão. ■
NOTAS

NOVE MORTOS EM CABUL
Oito militares da Otan e
um funcionário de uma
empresa de segurança
privada foram mortos
ontem num tiroteio en-
volvendo um piloto das
Forças Aéreas afegãs no
aeroporto de Cabul —
no maior ataque do gê-
nero dos últimos dois
anos. A Otan não deu de-
talhes sobre a nacionali-
dade dos mortos. O Tali-
bã reivindicou o ataque,
mas o Ministério da De-
fesa do Afeganistão afir-
mou que ele foi realizado
por um piloto militar
após uma discussão.

CRIME NO AEROPORTO
Um controlador de voo
foi assassinado a faca-
das num aeroporto de
Mulhouse, na França,
perto das fronteiras com
Suíça e Alemanha. O ho-
mem, de 34 anos, f oi
achado numa poça de
sangue numa sala da tor-
re de controle, onde a
entrada é permitida ape-
nas como uso de umcar-
tão eletrônico. A vítima
não teve o nome revela-
do e trabalhava no aero-
porto desde 1998. Atual-
mente, era chefe da torre
de controle.

REPRESSÃO NO IÊMEN
Treze pessoas foram mor-
tas ontem em Sanaa e 220
ficaram feridas quando
forças do regime iemenita
dispararam contra mani-
festantes. Milhares de pes-
soas protestavam contra
um acordo que prevê a
saída do presidente Ali
Abdullah Saleh em 30 dias
em troca de sua imunida-
de. Os manifestantes exi-
gem a renúncia imediata.
Houve também protestos
e confrontos no sul do
país, que resultaram na
morte de um soldado e de
um manifestante.
Mahmoud/AFP
— Netanyahu deve escolher
entre uma paz justa com o po-
vo palestino unido ou os as-
sentamentos.
Já o Hamas respondeu apon-
tando Israel como um dos obs-
táculos à reconciliação.
—Israel não está preocupado
com a reconciliação palestina e
foi um impedimento a isto no
passado — disse Taher al-Noo-
no, porta-voz do Hamas.
O acordo despertou uma
reação fria dos EUA. A Casa
Branca declarou esperar que
qualquer governo palestino
renuncie à violência, reconhe-
ça o direito de Israel de existir
e aceite os princípios estabe-
lecidos pelos quatro negocia-
dores — EUA, Rússia, ONU e
União Europeia, o Quarteto.
“Os EUA apoiam a reconcilia-
ção palestina que promova a
causa da paz. O Hamas, no en-
tanto, é uma organização ter-
rorista, que tem civis como al-
vo”, disse num comunicado.
Mais cedo, Netanyahu deu
ordens aos militares para que
reforcem o bloqueio naval a
Gaza, em meio a informações
de que uma nova frota de aju-
da humanitária está sendo or-
ganizada. Ele disse que a me-
dida é para evitar o contraban-
do de armas. Em maio do ano
passado, navios israelenses
impediram que uma frota de
ajuda humanitária furasse o
bloqueio. Nove ativistas foram
mortos num navio turco. ■
● EMMEIO aos ventos de mu-
dança no mundo árabe, um
acordo entre o Fatah e o Ha-
mas pode ser boa notícia.
UM GOVERNO de união rea-
proxima os palestinos do
projeto do Estado próprio.
MAS O Fatah não pode é as-
sumir o discurso e a postu-
ra do Hamas.
O GLOBO

CIÊNCIA

PÁGINA 36 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 21: 06 h
36 Quinta-feira, 28 de abril de 2011
O GLOBO
CI Ê NCI A
.
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Elesficarãosós
Projeto que busca vida extraterrestre inteligente é suspenso por falta de recursos
Renato Grandelle
M
ais uma baixa na pesqui-
sa espacial americana. O
principal projeto de bus-
ca por vida extraterres-
tre inteligente terá de ser inter-
rompido por falta de recursos para
seu radiotelescópio. O anúncio
ocorreu logo após a retirada em
massa de astronautas da ativa (o
efetivo foi reduzido em cerca de
40% na última década) e a apo-
sentadoria dos ônibus espaciais,
após 30 anos de serviço.
Oequipamento, conhecido como
Conjunto de Telescópios Allen, é
administrado pela Universidade da
Califórnia em Berkeley e pelo Ins-
tituto Seti — uma corporação sem
fins lucrativos cujo nome é a sigla,
em inglês, para “Busca por Inte-
ligência Extraterrestre”. A institui-
ção de ensino reduziu os recursos
destinados ao Hat Creek Radio Ob-
servatory, onde o Allen está ins-
talado. São necessários US$ 1,5 mi-
lhão anuais para manter toda a
base em plena operação. A partir
de agora, no entanto, ela contará
com apenas US$ 150 mil.
A busca por ETs é temporaria-
mente desativada nomesmomês em
que o projeto completa 51 anos.
Neste período, jamais captou sinal
de vida inteligente no Universo. Mas
o diretor do Seti, Tom Pierson, em
entrevista por e-mail ao GLOBO, as-
segura que a falta de resultados não
frustra os integrantes do programa.
— Fizemos pouquíssimas buscas
até hoje — garante. — Menos de mil
sistemas solares foram examinados
de perto pelo Seti nestes 50 anos.
Existem 200 bilhões de estrelas em
nossagaláxia, ehábilhõesdegaláxias,
então há muitos lugares onde po-
demos procurar por vida inteligente.
A falta de resultados não foi deter-
minante para o corte orçamentário.
Em 2 anos, 1.235
novos planetas
● A astrônoma Duilia de Mello, do
Goddard Space Flight Center, da
Nasa, também avalia que as mal-
fadadas buscas em meio século não
tiveram influência na decisão de
interromper as atividades do Allen.
— Todos que investem no Seti
sabem da pequena chance de se
detectar qualquer sinal. Mas, se na-
da tentarmos, será mais difícil ainda
— pondera. — Realisticamente fa-
lando, a possibilidade de contato
com outras civilizações é mínima,
devido às grandes distâncias. Além
disso, pode ser que as civilizações
não sejam simultâneas. Ou seja, tal-
vez a vida em um planeta esteja
começando agora, até eles atingi-
rem um avanço tecnológico que
possibilite a comunicação, não ha-
verá mais ninguém na Terra.
Em seu site, o Instituto Seti in-
forma que está realizando “nume-
rosos esforços para assegurar que o
Array entre novamente em opera-
ção assimque for possível”. Pierson
tenta convencer a Força Aérea ame-
ricana de que o funcionamento do
telescópio teria utilidade para ela. O
programa também busca doadores
entre empresas privadas.
A pausa do projeto coincidiu
com avanços da missão Kepler, da
Nasa, cujo objetivo é encontrar pla-
netas fora doSistema Solar. Emdois
anos, 1.235 candidatos a esta clas-
sificação foram identificados.
— Estas descobertas facilitariam
o Projeto Seti —opina o astrônomo
Wailã Cruz, da Fundação Planetá-
rio. — Se você sabe quais estrelas
têm planetas, elas devem ser as
primeiras a merecer uma análise do
radiotelescópio.
Para Wailã, faltou envergadura
política para manter ativa a busca
por vida extraterrestre.
— Os EUA ainda sentem os efei-
tos de uma grande crise econô-
mica, que provocou o corte de
vários programas, e não só na área
da astronomia — explica. — Serão
menos prejudicados aqueles que
tiverem maior peso político. Infe-
lizmente, o Seti não se saiu bem
nesse aspecto. E, para um leigo,
pode não fazer sentido dar dinheiro
para umprograma que, em50 anos,
não colheu resultados.
A Nasa procura vida no espaço,
mas não inteligente — este tipo de
missão foi abortada em 1993. Exis-
te, afinal, a possibilidade de que
estejamos sozinhos no Universo?
— Sim, é possível — admite Pier-
son. — Mas muitos cientistas acre-
ditam que isso seria extremamente
difícil. E por essa razão continua-
mos procurando. ■
Ben Margot/AP/9-10-2007
O CONJUNTO
de Telescópios
Allen: manter o
observatório
onde ele está
instalado custa
US$ 1,5 milhão
por ano. A partir
de agora,
porém, os
recursos serão
dez vezes
menores — o
que inviabiliza a
busca por ETs
Multidão na despedida do Endeavour
Mais de 500 mil devem acompanhar lançamento do ônibus espacial
● Umamultidãoestimadaem500mil a700mil
pessoas deverá comparecer ao Centro Es-
pacial Kennedye arredores para acompanhar
o lançamento do ônibus espacial Endeavour,
marcado para a tarde de amanhã. Segundo
Robert Varley, diretor do Escritório de Tu-
rismo da Costa Espacial da Flórida, pra-
ticamente todos os mais de 11 mil quartos de
hotel, 5 mil apartamentos de temporada e 35
mil vagas para camping disponíveis na região
jáestãoreservados, injetandocercadeUS$15
milhões na economia local. O presidente
Barack Obama e a deputada democrata Ga-
brielle Giffords também já confirmaram pre-
sença no lançamento. Giffords é mulher do
astronauta Mark Kelly, que vai comandar a
última missão do Endeavour e penúltima dos
ônibus espaciais. Ela foi ferida comumtirona
cabeça em atentado em janeiro.
E quem quiser acompanhar o voo do
Atlantis, o último de um ônibus espacial,
previsto para partir no dia 28 de junho, deve
seapressar. Paraele, asautoridadesdaFlórida
edaNasaesperamocomparecimentodemais
de 1 milhão de pessoas, batendo o recorde
estabelecido pelo lançamento da Apollo 11,
que levou os astronautas Neil Armstrong,
Buzz Aldrin e Michael Collins para a Lua em
julho de 1969. Segundo Varley, em média os
lançamentos dos ônibus espaciais atraiamum
público entre 100 mil e 200 mil pessoas, mas o
número aumentou paulatinamente à medida
que eles foram se aproximando do fim.
— O último voo certamente vai atrair
mais de 1 milhão de pessoas. Não tenho
dúvidas, é histórico — disse.
AFP
VISITANTES ADMIRAM o Endeavour na plataforma do Centro Espacial
Evolução humana é acelerada por tecnologia
Teoria associa melhores padrões de vida e nutrição a mudanças no corpo no último século
Patricia Cohen
Do New York Times
● Durante quase três décadas, o
economista e ganhador do Prê-
mio Nobel Robert W. Fogel e um
punhado de colegas pesquisa-
ramo que o tamanho e forma do
corpo humano têma dizer sobre
as mudanças econômicas e so-
ciais ao longo da História e vice-
versa. Seus estudos originaram
umnovoramodahistoriografiae
uma provocadora teoria, segun-
do a qual a tecnologia acelerou a
evolução humana de forma sem
precedentes no último século.
Nomês que vem, a Cambridge
University Press publica o epí-
tome desta investigação, “The
changing body: Health, nutrition
and human development in the
Western World since 1700” (em
tradução livre, “O corpo em mu-
tação: saúde, nutrição e desen-
volvimento humano no mundo
ocidental desde 1700”). O livro,
que resume o trabalho de de-
zenas de pesquisadores, vai rea-
limentar o debate das teorias de
Fogel sobre o que alguns con-
sideram o mais significativo
avanço da Humanidade.
Fogel e seus coautores, Ro-
derick Floud, Bernard Harris e
Sok Chul Hong, defendem que
“na maior parte, se não em todo
mundo, o tamanho, forma e lon-
gevidade do corpo humano mu-
daram mais substancialmente, e
mais rapidamente, ao longo dos
últimos 300 anos do que nos
vários milênios anteriores”. E
destacam que essas alterações
aconteceram num espaço de
tempo que é “diminuto nos pa-
drões da evolução darwiniana”.
— O ritmo da mudança tec-
nológica e fisiológica do homem
no século XX é impressionante
— diz Fogel, que dirige o Centro
de Economia das Populações da
Universidade de Chicago. —
Além disso, a sinergia entre as
melhoras na tecnologia e na fi-
siologiaémaior doqueasimples
soma das duas.
Mais acesso à saúde e
ao saneamento básico
Essa evolução “tecnofisiológi-
ca” impulsionada pelos avanços
na produção de alimentos e saú-
de pública ultrapassou tanto a
evolução tradicional que os au-
tores argumentam que as pes-
soas de hoje são diferentes não
só de outras espécies, mas de
todas as gerações anteriores de
Homo sapiens também.
— Não sei de nada mais im-
portante na História humana do
que as melhorias na saúde, que
incluem altura, peso, capacida-
des e longevidade — diz Samuel
H. Preston, da Universidade da
Pensilvânia, acrescentando que,
sem os avanços na nutrição, sa-
neamento e medicina do século
XX, só metade da atual popu-
lação dos EUA estaria viva hoje.
Para citar alguns exemplos,
em 1850 o americano médio me-
dia 1,70m de altura, pesava 66
quilos e tinha uma expectativa
de vida de 45 anos. Já nos anos
1980, o americano típico de 30
anos tinha cerca de 1,78m de
altura, pesava 79 quilos e pro-
vavelmentepassariados 75anos
de idade. DooutroladodoAtlân-
tico, na época da Revolução
Francesa, um francês nos seus
30 anos pesava cerca de 50 qui-
los, contra os 77 quilos atuais.
“O corpo em mutação” está
cheio de tabelas e gráficos que
são testemunho do acúmulo de
informação. Mas seu argumento
básico é simples: a saúde e nu-
trição das mulheres grávidas e
de seus filhos contribuempara a
força e longevidade da geração
seguinte. Se os bebês não re-
cebem nutrição suficiente no
útero e na infância, ficarão mais
frágeis e vulneráveis a doenças
mais tarde. Estes adultos en-
fraquecidos gerarão, por sua
vez, filhos mais fracos. ■
NOTA

DOENÇAS CRÔNICAS
Câncer, diabetes, arte-
riosclerose, problemas
pulmonares e outras
doenças crônicas já al-
cançam proporções epi-
dêmicas, segundo a Or-
ganização Mundial de
Saúde (OMS). E elas es-
tão matando mais do que
todas as outras combi-
nadas. É o que mostra o
primeiro relatório sobre
males não transmissí-
veis, divulgado em Mos-
cou. De acordo com o
documento, as doenças
crônicas foram respon-
sáveis por mais da me-
tade de todas as mortes
em 2008 (36 milhões, ou
63%) e representam uma
ameaça maior do que in-
fecções, incluindo Aids e
tuberculose, mesmo em
países pobres.
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 1 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 00: 17 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
esportes
esportes
Quinta-feira, 28de abril de 2011•2a. Edição oglobo.com.br/esportes
O
G
L
O
B
O
FLAMENGO
FLAMENGO
Caxias-RS*
Palmeiras*
Santo André
Atlético-PR*
Bahia
20/4
Ontem
13/4
Ontem
Ceará
Ceará
Coritiba
0
4 Avaí*
São Paulo*
Goiás
1
0
1
0
Horizonte-CE*
1
1
3
0
G. Prudente*
2
1
2
1
1º jogo
2º jogo
1º jogo
2º jogo
13/4
20/4
13/4
20/4
21/4
Ontem
14/4
Hoje - 19h30m
13/4
21/4
20/4
Ontem
*Faz o segundo jogo em casa
VASCO*
VASCO
BOTAFOGO
Náutico
2
2
1
1
SEMIFINAL SEMIFINAL
FINAL
QUARTAS
DE FINAL
OITAVAS
DE FINAL
OITAVAS
DE FINAL
QUARTAS
DE FINAL
3
0
0
0
2
1
1
0
1
1
5
0
Avaí
São Paulo
Atlético-PR
Palmeiras
HORIZONTE, Ceará
V
enceu de novo, e desta
vez comuma boa atuação.
Com uma nova escalação
testada por Vanderlei Lu-
xemburgo, o Flamengo su-
perou com tranquilidade
o Horizonte, por 3 a 0, on-
tem, no Ceará, e avançou
às quartas de final da Co-
pa do Brasil. Galhardo, Deivid e Wil-
lians marcaram. Na próxima fase, o ti-
me voltará a Horizonte, desta vez pa-
ra enfrentar o Ceará, que derrotou o
Prudente por 2 a 1 ontem e também
se classificou. Em outro jogo da Copa
do Brasil, o São Paulo bateu o Goiás
por 1 a 0, com gol de Dagoberto, e
também passou às quartas de final.
— Desde 2009, eu não marcava.
Consegui fazer uma boa jogada. Vi
que estava aberto para mim, e fui in-
do até o gol — disse Willians, recha-
çando, com humildade, comparação
de sua jogada com o golaço de Messi
contra o Real Madrid à tarde.
Gol sem querer
Na base da correria, o Horizonte co-
meçou o jogo tentando pressionar o
Flamengo. Mas, aos oito minutos, num
lance de sorte e falha do goleiro Alex, o
rubro-negro abriu o placar. Galhardo
recebeu pela direita, bateu para a área
e o goleiro espalmou para o gol.
— Tentei cruzar, mas dei sorte —
reconheceu o lateral no intervalo.
Como placar favorável, o Flamengo
se acertou em campo e o esquema
com dois meias (Bottinelli e Thiago
Neves) e dois atacantes (Deivid e
Wanderley) passou a funcionar. Wan-
derley teve duas chances de marcar, e
Deivid também perdeu um gol que
deixaria a classificação garantida já
na primeira etapa. Aproveitando al-
guns espaços que o Flamengo deixava
na marcação, o Horizonte também
ameaçou o goleiro Felipe, que apare-
ceu bem sempre que exigido.
Logo aos três minutos do segundo
tempo, saiu o gol que decidiu a parti-
da. Thiago Neves recebeu na área, dei-
xou Carlinhos no chão com um belo
drible e, de frente para o goleiro, foi ge-
neroso e deu o gol a Deivid, que só te-
ve o trabalho de tocar para as redes.
O segundo gol minou de vez o Ho-
rizonte, e o Flamengo passou a jogar
em ritmo de treino. As oportunidades
apareciam com naturalidade, e Fierro,
Wanderley e Deivid perderam uma
chance incrível cada um. A expulsão
do lateral Hércules só facilitou. A pon-
to de, aos 35 minutos, Willians pegar
uma bola no meio-campo, entrar dri-
blando a zaga adversária, tirar o golei-
ro Alex e tocar para fazer um golaço.
Ronaldinho otimista
Enquanto o time fazia a obrigação
no Ceará, Ronaldinho e Léo Moura
permanecem no Rio em tratamento
para terem condições de jogar a final
da Taça Rio, domingo, contra o Vasco.
Depois de fazer exercícios na piscina,
na manhã de ontem, Ronaldinho disse
que está otimista em participar da de-
cisão. O meia, porém, ainda sente do-
res no joelho esquerdo quando realiza
alguns movimentos. A situação de Léo
Moura é um pouco mais animadora. O
lateral espera treinar com bola na sex-
ta-feira. Atorcida do Flamengo pratica-
mente esgotou sua carga de ingresso
para o clássico. Restam pouco menos
de mil para o setor Leste Inferior.
Horizonte: Alex, Robert, Carlinhos,
Douglas e Hércules; Valter (André
Luiz), Elanardo, Júnior Cearense e
Diego Palhinha; Isac e Siloé. Flamen-
go: Felipe, Galhardo, Wellinton, David
Braz e Rodrigo Alvim; Willians, Rena-
to, Bottinelli (Fierro) e Thiago Neves
(Diego Maurício); Deivid e Wanderley
(Luiz Phelipe Muralha). Juiz: Héber
Roberto Lopes (Fifa/PR). Cartões
amarelos: Carlinhos, Hércules, Siloé,
Galhardo e David Braz. Cartão verme-
lho: Hércules. ■
Despedida
Petkovic disputará um jogo
pelo Flamengo no Brasileiro
Carlos Eduardo Mansur e Miguel Caballero
● As datas podem ser anunciadas ainda hoje, mas os moldes da des-
pedida de Petkovic do futebol já estão definidos. Ele fará seu último
jogo no Brasil pelo Flamengo em uma partida oficial, no próximo
Campeonato Brasileiro, a partir de junho. O clube está decidindo
qual partida no Rio será escolhida. Como o jogo valerá três pontos,
Petkovic fará uma preparação especial com bola, já que vem fazendo
só treinos físicos. Em seguida, provavelmente em agosto, haverá a
despedida definitiva, desta vez na Sérvia, no Maracanã de Belgrado.
O Flamengo disputará um amistoso contra o Estrela Vermelha, clube
que projetou Petkovic. Ainda com contrato em vigor, o meia segue
fazendo treinos físicos em separado do grupo principal do Flamengo.
No início do ano, ele foi afastado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo
por questões técnicas. O treinador entendeu que o sérvio não seria
útil nas competições de 2011.
Eagoraconvenceu
WILLIANS AGRADECE os aplausos após sua belíssima jogada no terceiro gol do Flamengo: arrancando desde o meio-campo, ele invadiu a área, driblou o goleiro e marcou
Flamengo mostra bom futebol e derrota Horizonte, fora de casa, por 3 a 0, com direito até a um
golaço de Willians. Nas quartas de final da Copa do Brasil, time vai enfrentar o Ceará
Jarbas Oliveira
ATUAÇÕES
Flamengo
FELIPE: Apareceu bem sempre que o
Horizonte ameaçou. ● Nota 6.
GALHARDO: Deu sorte ao ver um
cruzamento se transformar em gol. Foi boa
opção de ataque pelo lado direito. ● Nota 7.
WELLINTON: Teve trabalho com o rápido
Siloé, mas não comprometeu. ● Nota 5,5.
DAVID BRAZ: Sem enfeitar, protegeu bem
seu setor. ● Nota 6.
RODRIGO ALVIM: Avançou pouco, mas
teve atuação segura na defesa. ● Nota 6.
WILLIANS: Com apenas Renato a ajudá-lo
na marcação, correu muito, como sempre.
Em ótima fase, ainda teve fôlego e
habilidade para um golaço em jogada
individual. ● Nota 8.
RENATO: Atuando como volante, melhorou
a saída de jogo, fazendo a bola chegar mais
rápido à frente. ● Nota 7.
BOTTINELLI: Um ótimo primeiro tempo,
com criatividade, bons passes e chegada ao
ataque. ● Nota 7,5. Saiu para a entrada de
FIERRO, que compôs bem o meio, mas
perdeu chance clara. ● Nota 5,5.
THIAGO NEVES: Rápido e habilidoso, criou
vários lances. Não foi individualista e
ofereceu um gol a Deivid. ● Nota 8. Foi
substituído por DIEGO MAURÍCIO, que
teve pouco tempo. Sem nota.
DEIVID: Teve três chances e converteu
uma. Mas movimentou-se e participou bem
do jogo. ● Nota 6.
WANDERLEY: A raça e a indigência técnica
de sempre. Perdeu três chances e tirou um
gol de Rodrigo Alvim. ● Nota 4,5. Deu lugar
a LUIZ PHELIPE MURALHA, que ajudou a
fechar o meio. ● Nota 6.
VANDERLEI LUXEMBURGO
A escalação com dois meias e dois
atacantes funcionou muito bem. Bem
distribuído, o time dominou amplamente a
partida depois de abrir o placar no início,
num lance de sorte. ● Nota 7.
HORIZONTE
Jogou pior do que no Engenhão. O goleiro
Alex falhou feio no primeiro gol. O atacante
Siloé mostrou velocidade a alguma técnica.
ARBITRAGEM
Héber Roberto Lopes teve atuação tranquila
num jogo fácil.
Editoria de Arte
2 ESPORTES O GLOBO 28/04/2011 • 2ª edição
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 2 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 00: 07 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
HÁ50ANOS
José Figueiredo
Pelé não vai acabar para o futebol
Neste mês de abril em que as notícias sensacionais se
sucedem em todos os setores e em que a manchete de hoje
pode ser a simples nota de amanhã, a surprêsa de ontem
ficou por conta do esporte, com as condições físicas de
Pelé agravadas através de boatos alarmistas. Falou-se até
na possibilidade de o atacante acabar para o futebol.
Ontem, o médico da seleção brasileira, Dr. Hilton Gosling,
anunciou o seu diagnóstico:
— Uma luxação grave, uma simples e uma distenção
fàcilmente curável. O jogador tem que operar a clavícula
esquerda, a fim de que a contusão seja reduzida. Deve ficar um
mês, pelo menos, imobilizado.
Mengálvio brilha em Álvaro Chaves
Sem Zito, apenas poupado, e Pelé, definitivamente cortado da
lista de convocados em virtude de suas precárias condições
físicas, a seleção realizou ontem à tarde em Álvaro Chaves o
seu único e razoável treino de conjunto para o match de estréia
de sua temporada internacional dêste ano. Depois de amanhã o
scratch estará enfrentando os paraguaios, e o coletivo de
apresentação e ao mesmo tempo de despedida foi bastante
concorrido, com as arquibancadas sociais do Fluminense quase
repletas, notando-se também bom público pelas populares.
Embora se tratando de um simples ensaio e atuando fora do
seu pôsto habitual, Mengálvio foi a figura de primeiro plano,
aliando bom domínio de bola à precisão nos lançamentos. Já o
novato Amarildo pecou apenas pelo individualismo,
h
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28 DE ABRIL DE 1961
Vascorecuperaídoloeavança
No dia do anúncio da volta de Juninho Pernambucano, time empata sem gols com Náutico e se classifica
para enfrentar Atlético-PR. Apoiador, que só poderá jogar em agosto, será pago de acordo com os resultados
COPA DO BRASIL
Tatiana Furtado
A
pesar da habitual
concentração para
um clássico com o
Flamengo, o clima
de festa era com-
preensível ontem
em São Januário.
No dia em que Feli-
pe recebeu placa
pelos seus 300 jogos pelo clube
e o Vasco assegurou sua classi-
ficação às quartas-de-final da
Copa do Brasil após empate de
0 a 0 como Náutico, o maior fei-
to foi anunciado à distância pe-
lo presidente Roberto Dinami-
te. Do Qatar, ele confirmou a
volta de Juninho Pernambuca-
no. Vinculado ao Al-Gharafa até
10 de junho, o apoiador só terá
condições de jogo em agosto,
quando se abre a janela de
transferências internacionais.
— Eu e o Vasco somos par-
ceiros, na alegria e na tristeza.
Eu volto para ganhar um salá-
rio mínimo, preciso ser justo
com o torcedor. — explicou o
jogador, que receberia um fixo
de R$ 600 mensais, além de
prêmios por metas atingidas.
—Tenho que dar resultado e,
se acontecer, serei premiado.
Promessa de empenho
A última partida de Juninho
pelo clube foi contra o São
Caetano na conquista do tetra-
campeonato brasileiro em 18
de janeiro de 2001, na qual
marcou o primeiro gol da vitó-
ria por 3 a 1. A próxima já não
está distante para quem espe-
rou dez anos pelo retorno.
— Me preparo nestes dois
meses e volto emagosto, firme
e forte, sabendo que não sou
mais o Juninho de dez anos
atrás, mas posso ainda contri-
buir muito. O torcedor pode
confiar na entrega e no espíri-
to guerreiro que vou levar aos
meus companheiros.
Ontem, a dedicação deu lu-
gar à cautela dos dois lados.
Derrotado em casa por 3 a 0 e
ciente da dificuldade de inver-
ter a vantagem no Rio, o Náu-
tico poupou titulares para a se-
gunda partida da semifinal do
A nova cavadinha
de Loco Abreu
● Entre a tranquilidade para se
dedicar apenas à preparação e
o abatimento pelos maus re-
sultados, o momento do Bota-
fogo traz sentimentos ambí-
guos, a começar pelas declara-
ções de Loco Abreu. Sem pê-
naltis para cobrar nos próxi-
mos dias, o uruguaio usou da
cavadinha para sugerir um su-
posto i nteresse do Cori n-
thians e precipitar a renova-
ção do seu contrato, que ter-
mina no fim do ano.
— Há rumores de que o Co-
rinthians quer me levar mas,
por agora, não há nada con-
creto, nem uma proposta for-
mal — disse ao site uruguaio
Quenonino.com. — Se chegar
uma boa proposta para o clu-
be e para mim, não vamos fe-
char as portas. Mas, hoje, a
primeira intenção é buscar a
renovação com o Botafogo.
Uma semana depois da eli-
minação da Copa do Brasil, a
incerteza ainda está estampa-
da no rosto dos jogadores e
nos muros da sede de General
Severiano que, ontem, ama-
nheceram pichados. Até a es-
treia no Brasileiro, dia 23 de
maio, contra o Palmeiras, em
São Paulo, não há chance de
reconciliação com as vitórias
e com parte da torcida.
— É difícil afirmar qualquer
coisa antes da competição. É
importante criar uma base,
porque os maus resultados po-
dem gerar pressão e descon-
forto — reconheceu o atacante
Caio, ainda em dúvida quanto
às possibilidades do time no
Brasileiro. — Vamos esperar
para sabermos qual o nível dos
jogadores que chegarão, e só
então saberemos se será possí-
vel brigar pelo título. ■
Uruguaio revela suposto assédio corintiano
e inicia debate por renovação com Botafogo
Cezar Loureiro
FELIPE BATE NA bola e leva nas costas o número de jogos que completou ontem pelo Vasco: o craque ainda foi homenageado com uma placa
Divulgação
JUNINHO E Dinamite exibem camisa para celebrar o acerto no Qatar
ATUAÇÕES
VASCO
FERNANDO PRASS: Fez uma
defesa no susto em chute de fora
da área na etapa inicial. ● Nota 6.
ALLAN: Tímido no apoio, cumpriu
seu papel na marcação. ● Nota 5
FÁGNER reapareceu no time ainda
longe da melhor forma. ● Nota 5.
DEDÉ: Seguro, aventurou-se na
frente mas teve poucas
oportunidades. ● Nota 6.
ANDERSON MARTINS: Também
esteve bem marcação. ● Nota 6.
RAMON: Marcou presença no
ataque, mas deixou alguns espaços
pela direita da defesa. ● Nota 5,5.
JUMAR: Muita disposição mas
pouca visão para distribuir o jogo
na saída de bola. ● Nota 5
EDUARDO COSTA: Fisicamente
pareceu bem, mas falta melhorar a
qualidade do passe. ● Nota 5,5.
FELIPE: Forçou jogadas e acabou
errando. Mas cadenciou o jogo. ●
Nota 6. ENRICO entrou sem
nenhum brilho. ● Nota 5.
BERNARDO: Cassado em campo,
buscou o gol o tempo todo. Acertou
uma bola no travessão. ● Nota 7.
ÉDER LUÍS: Perdeu uma chance no
primeiro tempo, mas levou o Vasco
à frente sempre em velocidade. ●
Nota 6,5. CAÍQUE entrou no fim e
pouco apareceu. Sem nota.
ÉLTON: Fez um gol mal anulado.
Bem no primeiro tempo, sumiu na
etapa final. ● Nota 5,5.
RICARDO GOMES
Seu time administrou a vantagem
sem correr riscos. ● Nota 6.
NÁUTICO
Silas entrou e melhorou o poder
ofensivo do Náutico.
ARBITRAGEM
O capixaba Devarly Lira poderia ter
expulsado Peter, do Náutico, por
entrada desleal em Bernardo, do
Vasco. Os assistentes erraram na
marcação dos impedimentos em
gols de Élton e Silas.
Pernambucano contra o Sport.
Pendurados com dois cartões
amarelos, os vascaínos Rômu-
lo, Márcio Careca e Alecsandro
ficaram fora do jogo para não
terema participação ameaçada
no primeiro confronto das
quartas-de-final contra o Atléti-
co-PR nos dias 4 e 11 de maio.
Diego Souza foi poupado para
decidir a Taça Rio emmelhores
condições físicas.
Antes do jogo, o goleiro Fer-
nando Prass entrou em campo
com uma menina que sobrevi-
veu à tragédia de Realengo.
Num primeiro tempo em que
Vasco e Náutico tiveram gols
anulados por impedimento,
sendo o primeiro de forma
equivocada, Bernardo acertou
o travessão após driblar o golei-
ro, aos 36 minutos. No segundo
tempo, foi o Náutico que teve
um gol mal anulado.
Vasco: Fernando Prass, Allan
(Fágner), Dedé, Anderson Mar-
tins e Ramon; Jumar, Eduardo
Costa, Felipe e Bernardo; Éder
Luís (Caíque) e Elton. Náutico:
Douglas, Wescley, Jorge Felipe
(Enrico), Nietshe e Peter; Rodol-
fo Potiguar, Elicarlos, Deyvid
Sacconi (Vinícius) e Jeff Silva;
Fábio Reis (Silas) e Philip. Juiz:
Devarly Lira (ES). Cartões amare-
los: Ramon, Peter, Rodolfo Poti-
guar, Deyvid Sacconi, Jeff Silva e
Jorge Felipe. Renda: R$ 64.240.
Público: 3.793 pagantes. ■
2ª edição • 28/04/2011 ESPORTES O GLOBO 3
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 3 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 00: 18 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Acompanhe a
preparação dos
lutadores a dois
dias do UFC
129, em Toronto
CLIQUE MMA
Siga os
principais lances
de Fluminense
x Libertad-PAR,
às 21h50m
CLIQUE TEMPO REAL
Veja as imagens
da vitória do
Barcelona sobre o
Real Madrid na
Liga dos Campeões
CLIQUE FOTOGALERIA
NA INTERNET
oglobo.com.br/esportes
Siga a gente no Twitter:
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Assista ao vídeo
do técnico
dinamarquês que
agrediu um repórter
e foi demitido
CLIQUE PLANETA
‘Boasorteaosguerreiros’
Abel Braga, futuro técnico do Fluminense, dá as dicas de como vencer hoje o Libertad, time
que ele já eliminou da competição quando foi campeão com o Internacional em 2006
COPA LIBERTADORES
Gian Amato
B
om dia e boa sor-
te. Com Abel Bra-
ga é assim que co-
meçam as manhãs
quando o Flumi-
nense joga. Devi-
do ao fuso horá-
rio, o futuro técni-
co do time a partir
do segundo semestre, e que
está a 90 minutos do título na-
cional antecipado nos Emira-
dos Árabes com o Al-Jazira,
acorda de madrugada para as-
sistir às partidas do time na Li-
bertadores, como a de hoje, às
21h50m, contra o Libertad, no
Engenhão, pelas oitavas de fi-
nal da competição.
— Contra o Argentinos Ju-
niors, fiquei acordado até
após as 5h. Depois, apaguei.
Foi bom dia e boa sorte — dis-
se Abel, por telefone.
Quando o jogo de hoje come-
çar, o relógio irá marcar 4h50m
nos Emirados Árabes, uma dife-
rença de sete horas. É jogar
uma água no rosto e sentar em
frente à TV. Contra um adversá-
rio que Abel Braga conhece
bem, o Fluminense terá a chan-
ce de um novo despertar em
uma competição em que estava
praticamente dado como mor-
to. E vai precisar das vibrações
positivas dos tricolores espa-
lhados por toda a Terra, como o
ídolo paraguaio Romerito, que
dará autógrafos e posará para
fotos com torcedores na entra-
da do Setor Leste.
— Desejo boa sorte aos
guerreiros. Já está provado
que nada é impossível para
vocês — declarou Abel.
Nada de volta antecipada
Impossível, não é. Mas para
não deixar tudo para a última
hora, como aconteceu na pri-
meira fase, Abel dá as dicas
para vencer o Libertad, time
que o próprio técnico já elimi-
nou nas semifinais da Liberta-
dores em 2006, quando foi
campeão da competição e do
Mundial com o Internacional.
— Decidíamos em casa, ao
contrário do Fluminense. No pri-
meiro jogo, emAssunção, empa-
tamos em 0 a 0. Depois, vence-
mos em casa por 2 a 0. Nossa
vantagem é que não levávamos
gols em casa. Foram poucos (4).
Mas o Libertad não é bobo. Ga-
nhou duas e empatou uma fora
de casa na fase de grupos este
ano — lembrou Abel.
Apesar da distância, Abel es-
tá em sintonia com o interino
Enderson Moreira. Apreocupa-
ção de ambos é com a defesa.
— O Fluminense não pode
se atirar. O placar de 1 a 0 será
espetacular. Se for 2 a 0, será
excepcional. Por isto a defesa
será tão importante quanto o
ataque. Você viu a LDU? Ficou
ruim para eles... (perdeu na
terça-feira para o Vélez Sars-
field por 3 a 0, em Buenos Ai-
res, na chave de onde sairá o
adversário de Fluminense ou
Libertad) — disse Abel.
Enderson concorda:
— Não construiremos o re-
sultado na força. Não correre-
mos risco de sofrer dois gols.
Fred e Rafael Moura serão
os atacantes com a obrigação
de fazer os gols. E marcar.
— O importante é não so-
frer gols. A gente vai atacar
forte e se cuidar para não ser
surpreendido. A marcação vai
começar forte comigo e com o
Rafael — explicou o capitão.
Para furar a retranca que o
Fluminense imagina que o Li-
bertad irá armar, Enderson ti-
rou Souza do jogo, alegando
que precisa de jogadores com
capacidade de “infiltração”.
Nem para o banco ele foi e dis-
se, em nota, que não está sa-
tisfeito por não ser titular.
— O time tem jogadores com
características distintas. O que
o Enderson pensa bate com o
que eu julgo — disse Abel.
Com 12 pontos de vantagem
para o segundo colocado, o Ba-
niyas, o time de Abel poderá
ser campeão na próxima roda-
da. Mas isto não significa que
ele venha para o Fluminense
antes, porque a diretoria do Al-
jazira quer que o time termine
invicto o campeonato.
— Falei com o Celso Barros
(presidente da patrocinadora)
na terça-feira. Está tudo certo.
Mas voltar antes será compli-
cado. Então, vou acompanhan-
do e desejando boa sorte...
Fluminense: Ricardo Berna,
Mariano, Gum, Edinho e Júlio
César; Valencia, Diguinho,
Marquinho e Conca, Rafael
Moura e Fred. Libertad: Var-
gas, Bonet, Portocarrero, Ca-
nuto e Samudi o; Cáceres,
Pouso, Rojas e Ayala; Núñez e
Pavlovich. Juiz: Sergio Pez-
zotta (Argentina). ■
TRANSMISSÃO: Sportv e rádios Globo e
CBN
Fernando Maia
RAFAEL MOURA faz cara feia ao acertar belo chute no treino do Fluminense ontem nas Laranjeiras: atacante jogará ao lado de Fred e também terá que ajudar na marcação
Santos eCruzeiromais próximos
Na Vila, time paulista faz 1 a 0 no América do
México. Na Colômbia, mineiros batem Once Caldas
● SANTOS. Os dois times brasi-
leiros que entraram em campo
ontem pela Copa Libertadores
conseguiram bons resultados
nos jogos de ida das oitavas de
final. E ficarammais perto de se
encontrar num duelo pelas
quartas de final. O Cruzeiro
confirmou sua excelente tem-
porada e, em Manizales, na Co-
lômbia, venceu o Once Caldas
por 2 a 1. No jogo de volta, dia 4
de maio, jogará por umempate,
mas se classificará mesmo que
perca por 1 a 0. Já o Santos, na
Vila Belmiro, derrotou o Améri-
ca do México por 1 a 0.
O jogo de volta será no dia 3
de maio, em Querétaro, já que
o Estádio Azteca, na Cidade do
México, estará cedido para o
showda banda U2. Umempate
classifica o Santos. Se marcar
gol no México, o time paulista
avança até com derrota por
um gol de diferença.
Na Colômbia, o Cruzeiro foi
pressionado no primeiro tempo
e levou até uma bola na trave,
de Dayro Moreno, aos 10 minu-
tos. O time de Cuca cresceu no
segundo tempo e, aos 26, Orti-
goza cruzou para Wallyson abrir
o placar. Aos 38, em belo lance
de Montillo, Ortigoza ampliou.
Aos 43, Luis Nuñez descontou.
Inter inicia duelo no Uruguai
Na Vila Belmiro, contra um
América que poupou quatro ti-
tulares para jogos do Campeo-
nato Mexicano, o Santos des-
perdiçou chances diante de
um rival retrancado e conse-
guiu a vantagem mínima. Aos
38 minutos do primeiro tem-
po, Neymar iniciou a jogada e
tocou para Paulo Henrique
Ganso que, de fora da área,
acertou belo chute no canto
direito de Ochoa.
Hoje, no Estádio Centená-
rio, em Montevidéu, o Interna-
cional enfrenta o Peñarol, às
19h30m. Além de tentar levar
um bom resultado para o jogo
de volta, em Porto Alegre, o ti-
me gaúcho defende a invenci-
bilidade do técnico Falcão,
que venceu suas três partidas
à frente da equipe. ■
Nelson Almeida/AFP
GANSO, CARREGANDO um companheiro, e Neymar comemoram o gol
OITAVAS DE FINAL
CRUZEIRO*
Once Caldas (COL)
Libertad (PAR)*
FLUMINENSE
LDU (EQU)*
Vélez (ARG)
INTERNACIONAL*
Peñarol (URU)
GRÊMIO
U. Católica (CHI)*
América (MEX)*
SANTOS
Junior de
Barranquilla (COL)*
Jaguares (MEX)
Cerro Porteño (PAR)*
Estudiantes (ARG)
SEMIFINAL SEMIFINAL
FINAL
QUARTAS DE FINAL QUARTAS DE FINAL
OITAVAS DE FINAL
*Faz o segundo jogo em casa
Ontem
4/5 - 21h50m
Ontem
3/5 - 22h45m
Ontem
5/5 - 23h50m
Ontem
5/5 - 21h30m
1º jogo
2º jogo
1º jogo
2º jogo
Hoje - 21h50m
4/5 - 21h50m
26/4
4/5 - 19h30m
Hoje - 19h30m
4/5 - 19h30m
26/4
4/5 - 21h50m
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Editoria de Arte
4 ESPORTES O GLOBO 28/04/2011
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 4 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 20: 49 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
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CELSO ITIBERÊ
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Decisão difícil
Depois das três primeiras corridas (Austrália, Malásia e
China), chegamos a duas conclusões sobre a temporada deste
ano: 1. As mudanças nos carros e os pneus Pirelli permitiram
enorme salto de qualidade do espetáculo, que passou de
tedioso e sonolento a emocionante e imprevisível; e 2. O
cenário ainda está em fase de construção, porque a vitória de
Lewis Hamilton e o corridaço de Mark Webber em Xangai,
fruto da aposta em pneus eficientes todo o tempo e mais uma
parada, levou equipes e pilotos a demoradas reuniões de
avaliação de estratégias.
Christian Horner, chefão dos
touros vermelhos, acredita que
apostas mais radicais poderão
acontecer na corrida do dia 8, em
Istambul. Tanto ele como
Domenicalli, da Ferrari; Brawn, da
Mercedes; e Whitmarsh, da
McLaren, deram a entender que o
sucesso na Fórmula-1 deste ano
não depende apenas de
velocidade, mas também de
estratégia. Por isso, buscam a
resposta para o grande dilema.
O que vale mais: economizar
um jogo adicional de macios para
a corrida ou usá-lo para largar na
frente?
Não acredito em resposta
definitiva. Três paradas
funcionaram em Xangai, mas
dificilmente permitiriam vencer na
Austrália. A estratégia vai
depender da pista, das
temperaturas, da qualidade do
asfalto. Ninguém pode avaliar
hoje, por exemplo, o que
acontecerá em Mônaco, onde
estarão disponíveis pneus
supermacios e macios. Ali será
preciso considerar problemas
específicos. Essas duas misturas
soltam enorme quantidade de
pedaços de borracha pelo
caminho, o que, ao fim de algumas
voltas, produz verdadeiro tapete
negro sobre o asfalto. A passagem
dos carros forma uma trilha, e
quem sair dela estará em
território minado, sujeito a
enormes riscos. Nessas
circunstâncias, em que qualquer
ultrapassagem representa
altíssimo risco, provavelmente
valerá a pena apostar na
classificação.
No caso da Ferrari, que tem um
carro com mais rendimento em
corrida do que na volta rápida, até
pode ser que valha a pena tentar
essa mudança. Arrisco dizer que
se Massa e Alonso tivessem, como
Webber, três macios novos para a
corrida, poderiam ter compensado
os 23 segundos de perda por mais
uma parada. Será que o time de
Maranello jogará tudo contra a
banca em Istambul? Pneus e
riscos. Cada carro dispõe, para
classificação e corrida, de seis
jogos de pneus, três macios e três
duros. No ano passado, com os
“nunca acabam” da Bridgestone, a
diferença de tempo entre os
compostos não era tão
significante e os pilotos, sabendo
que ninguém passava ninguém,
usavam os três jogos de macios
na classificação. Largavam com o
último deles e paravam para a
troca por duros, que aguentavam
até a bandeirada. Só por uma
bobeada dos boxes correriam o
risco de perder posição.
Este ano a diferença de
rendimento é muito significativa.
Em sua melhor volta em Xangai —
a bordo, é claro, do eficientíssimo
Touro Vermelho — Webber
superou em 2,2 segundos as
marcas de todos os adversários
durante a corrida. Há, porém,
outras coisas a considerar. Largar
no meio do pelotão significa
exposição enorme a acidentes nas
primeiras voltas. Além disso, a
recuperação de posições exige,
mesmo com pneus em excelentes
condições, que o piloto assuma
muitos riscos. Em outras palavras,
quando é preciso levar o carro
todo o tempo no limite, cresce
geometricamente a possibilidade
de incidentes que comprometam a
corrida, como um toque que
danifique o spoiler dianteiro, um
erro no cálculo de freada que leve
o carro para fora da pista etc.etc.
Merece atenção das equipes a
progressiva redução no desgaste
dos pneus à medida que o carro
fica com menos combustível e a
pista ganha mais borracha.
Renatodecide
multar Borges
● O atacante Borges foi
multado ontem pelo
técnico do Grêmio, Renato
Gaúcho, por ter sido
expulso após dar uma
cotovelada num rival ainda
no primeiro tempo da
derrota por 2 a 1 para o
Universidad Católica,
anteontem, pela
Libertadores. A punição foi
decidida após reunião
entre dirigentes, o
treinador e o jogador, que
reconheceu o erro e pediu
desculpas.
GRÊMI O
Multapara
chuteemcoruja
● A agência de meio
ambiente de Barranquilla,
na Colômbia, multou em
US$ 15 mil o zagueiro
panamenho Luís Moreno
que chutou dentro de
campo uma coruja, que
acabou morrendo horas
depois, há dois meses. A
entidade divulgou ainda
que o jogador do
Deportivo Pereira terá que
fazer trabalhos
comunitários no zoológico
da cidade.
COLÕMBI A
Irmãosmarcam
quatrogols
● Os irmãos ganeses Ayew
puseram ontem o
Olympique de Marselha de
novo na liderança do
Campeonato Francês,
faltando seis rodadas para
o fim da competição.
Andrew fez três gols e
Jordan, o mais novo, um,
na vitória da equipe sobre
o Nice por 4 a 2, em jogo
adiado. Com isso, o
Marselha abriu um ponto
para o Lille e cinco para o
Lyon, que superou o
Montpellier por 3 a 2.
FRANÇA
Salgadonãoé
maispresidente
● A fase não anda mesmo
boa para o rebaixado
América. Ulisses Salgado
se transformou anteontem
no primeiro presidente de
clube do Brasil afastado
do cargo por malversação
de verba de acordo com a
Lei Pelé. A decisão foi do
Conselho Deliberativo do
do clube — a dívida do
América chega a R$ 30
milhões. As novas eleições
presidenciais estão
marcadas para outubro.
AMÉRI CA
FarturanaterradeKanaan
Depois de cinco meses desempregado, piloto brasileiro se reencontra com a alegria e os
bons resultados na equipe KV, que alimentam o desejo de vitória inédita no GP São Paulo
FÓRMULA-INDY
Carol Knoploch
SÃO PAULO
S
ão provas na se-
quência e completa-
mente di sti ntas.
Uma em circuito de
rua, que está na se-
gunda edição, e será
disputada no Brasil.
A outra, tradiciona-
líssima, em pista
oval, nos Estados Unidos. No
entanto, as etapas de São Paulo,
no domingo, e de Indianápolis,
no dia 29 de maio, têma mesma
importância para o piloto brasi-
leiro Tony Kanaan, que chegou
a dizer que prefere ganhar em
casa do que em um dos tem-
plos do automobilismo.
— Faria história no meu
país, na frente da minha torci-
da. Está certo que em Indianá-
polis eu entraria para a história
do esporte. Mas prefiro ganhar
aqui, neste fim de semana —
declarou Kanaan, que ainda se
recupera de uma virose. —Isso
não é um delírio — brincou.
Desde domingo, Tony teve
febre alta e dores no corpo.
Passou duas noites no hospital
e agora está instalado na casa
da mãe, “tomando chocolate
quente, com direito a cafuné”.
— Cheguei a me preocupar
quando os médicos disseram
que poderia ser dengue. Na ho-
ra, falei que não importava o
que fosse, entraria na pista no
domingo — conta, aos risos.
Presente de Natal
Para ele, o repouso forçado
não irá atrapalhar o desempe-
nho no treino classificatório
de sábado, nem na corrida:
— O lado bom disto tudo é
que descansei numa etapa em
que normalmente fico de um
lado para o outro. É uma pena
ter de desmarcar compromis-
sos, mas não teve jeito.
Elétrico, simpático e falante,
Tony Kanaan arrumou uma
ocupação. Sem videogame na
casa da mãe, o jeito foi fazer
limpeza nos armários, achar
itens usados em corridas ante-
riores e inventar promoções
para os fãs via Twitter.
O episódio é um contraste
com o início de temporada.
Após oito anos na equipe de
Michael Andretti, Tony estreou
na KV, em São Petersburgo
(EUA), e já no pódio, pelo ter-
ceiro lugar. No GP do Alabama
fez largada incrível e ultrapas-
sou dez carros. Saiu na 24
a
- po-
sição e terminou em sexto. Em
Long Beach, terminou em oita-
vo (largara em décimo):
— Se você me dissesse no
ano passado que eu chegaria ao
Brasil na terceira colocação no
campeonato, após um pódio na
estreia, diria que está louca.
É que Tony ficou cinco me-
ses desempregado. No meio do
caminho, acertou com o time
de Gil de Ferran, mas, em feve-
reiro, sempatrocinadores, o ex-
piloto fechou a escuderia. Tony
teve apoio de vários amigos, in-
cluindo Rubens Barrichello,
que viveu situação semelhante
no final de 2008, quando a Hon-
da deixou a Fórmula-1.
Tony definiu como desespe-
radora a busca por parceiros
que terminou apenas cinco
dias antes do início da tempo-
rada. A KV é uma equipe jo-
vem que ainda não ganhou ne-
nhuma corrida:
— Por incrível que pareça,
mesmo tendo visitado mais de
90 empresas, ver o tempo pas-
sar, nunca achei que fosse ficar
fora do campeonato. Acho que
tudo isso me fez dar mais valor
ao que tenho. É prazeroso en-
trar num carro com patrocina-
dores que consegui. Nunca ti-
ve de montar projeto, fazer
currículo. Voltei à realidade
dura de vários profissionais.
Nesta fase de incerteza, bus-
cou forças no convívio com o
filho, Leonardo, de 3,5 anos:
— Voltava para casa depois
de um dia difícil, cheio de de-
cepções, e ele me fazia esque-
cer os problemas. Um dia,
quando ainda estava sem equi-
pe, ele me ouviu falar ao tele-
fone que queria ganhar um car-
ro de corrida no Natal. Quando
fomos escrever uma carta para
o Papai Noel, ele pediu o carro
para mim. Tive que largar a car-
ta para ir chorar no banheiro.
Campeão em 2004, Tony
manteve a mão de Leonardo na
estampa do capacete, na parte
traseira, como se o menino o
empurrasse. O piloto está em-
polgado. Acredita que pode re-
petir o desempenho da estreia
e projeta, ao menos, duas vitó-
rias na temporada. Quer levar
o time para, no mínimo, a sexta
colocação no ano. ■
Destaques na TV
REDE GLOBO
12:45 “Globo esporte”
BANDEIRANTES
11:15 “Jogo aberto”
12:30 “Jogo aberto Rio”
REDETV!
11:00 “RedeTV esporte”
15:50 Liga Europa: Porto x Villarreal
SPORTV
09:00 “Sportv news”
10:00 “Redação Sportv“
11:45 “É gol!!!”
13:15 “Sportv news”
14:00 “Arena Sportv”
18:15 “Sportv tá na área”
19:30 Copa Libertadores: Peñarol x
Internacional
21:50 Copa Libertadores: Fluminense x
Libertard-PAR
23:50 “Sportv news”
01:00 “Expresso do esporte”
SPORTV 2
10:00 “Rumo a Londres”
19:30 Copa do Brasil: Caxias x Coritiba
21:30 “Sportv repórter”
SPORTV HD
21:50 Copa Libertadores: Fluminense x
Libertard-PAR
ESPN BRASIL
10:00 “Pontapé inicial”
11:30 “Sportscenter”
12:30 “Bate-bola”
15:55 Liga Europa: Porto x Villarreal
20:00 Paulista Feminino de Basquete:
Araçatuba x Santo André
23:00 “Sportscenter”
00:00 Boxe Internacional: Vic
Darchinyan x Yonnhy Perez (VT)
ESPN
13:30 “Show da rodada do
Campeonato Alemão”
16:00 Liga Europa: Braga x Benfica
19:00 Destaques da Liga dos
Campeões da Europa
ESPN HD
16:00 Liga Europa: Porto x Villarreal
ESPORTE INTERATIVO
21:35 “Kajuru sob controle”
23:30 NBA: Dallas Mavericks x
Portland Trail Blazers
OBS: Horários e programação
fornecidos pelas emissoras
Chris O‘Meara/AP/25-3-2011
TONY KANAAN ajusta o fone de ouvido antes de uma corrida: “Está certo que em Indianápolis eu entraria para a história do esporte. Mas prefiro ganhar aqui, neste fim de semana”
2ª edição • 28/04/2011 ESPORTES O GLOBO 5
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 5 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 22: 51 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Umcraquediantedatelinha
De férias e ainda sem definição sobre jogar ou não o Pré-Olímpico, por causa da necessidade de uma
cirurgia, o ala-armador Leandrinho passa o tempo em casa, no Rio, assistindo à novela ‘Insensato Coração’
BASQUETE
Claudio Nogueira
A
s peripécias da be-
la Natalie Lamour,
ex-participante de
reality show, sem-
pre em busca da
fama; as conquis-
tas amorosas de
André, de quem
ninguém escapa; o
desejo de vingança da presi-
diária Norma e os golpes do vi-
lão Léo. Essas e mais outras
atrações da novela “Insensato
Coração”, de Gilberto Braga,
vêm preenchendo o tempo do
ala-armador Leandrinho, do
Toronto Raptors e da seleção
brasileira de basquete, no Rio,
após a participação do time
canadense na NBA.
Sem definição no horizonte
Como o time quadricolor
(vermel ho, preto, prata e
branco) não avançou na com-
petição, o brasileiro está de fé-
rias. Mas também vive a ex-
pectativa de ter de operar o
punho direito, no qual há uma
lesão que causou o “afasta-
mento” entre os ossos da re-
gião. Dependendo da cirurgia,
poderá ficar de fora do Pré-
Olímpico em Mar del Plata, na
Argentina, de 30 de agosto a 11
de setembro, quando o Brasil
tentará conquistar a vaga
olímpica no masculino, algo
que não consegue desde
Atlanta-1996.
— Estou morando no Rio e
tenho ficado a maior parte do
tempo em casa, vendo “Insen-
sato Coração”. Sou noveleiro
mesmo, e lá em Toronto eu via
pela Globo Internacional. Mas
hoje (ontem) e terça-feira, vim
prestigiar os amigos. Eu deixei
a novela gravando e vimver um
grande jogo, como acabou sen-
do —afirmou o jogador, ontem,
na Arena Multiuso, na Barra.
Leandrinho foi aos dois jo-
gos do Flamengo por amizade
a jogadores como Jéfferson e
Marcel i nho. Sem atuar há
duas semanas, mantém o sus-
pense sobre ir ou não ao Pré-
Olímpico.
— Por enquanto, não posso
garantir nada quanto ao Pré-
Olímpico. Vai haver uma greve
dos jogadores da NBA, previs-
ta para junho (tão logo termi-
ne a atual temporada). Não se
sabe quanto tempo essa para-
lisação vai durar e, enquanto
houver a greve, não posso
operar (por uma questão le-
gal, os jogadores em greve não
poderiam ter contato com mé-
dicos credenciados pela liga).
Uns dizem que a greve pode
durar até a temporada inteira
— disse o ex-atleta do Phoenix
Suns, que não sabe se conti-
nuará no Toronto. — Caso
aconteça a greve, as outras se-
leções das Américas que têm
jogadores da NBA, como Ar-
gentina e Porto Rico, também
ficariam desfalcadas de seus
jogadores de NBA, assim co-
mo nós. Mas torço para que is-
so se resolva logo.
Sobre a lesão no punho di-
reito, só há uma solução:
— É a cirurgia. A distância
entre um osso e o outro é de
sete centímetros, pelo que os
exames mostraram. Assim,
não sei se vou ao Pré-Olímpi-
co, por causa da cirurgia (não
tem previsão do prazo de re-
cuperação) e da greve.
Mesmo à distância, Leandri-
nho acompanha pela TV e pela
internet os playoffs da liga:
—Estou torcendo pelo Chi-
cago Bulls. Acho que vai dar
Chicago. O time está entrosa-
do, com todas as peças nos lu-
gares certos, e o Derrick Rose
está jogando muito. ■
ATLETISMO
Os 42quilômetros quemovemNovaYork
Maior e mais charmosa corrida de rua do mundo, a Maratona da cidade gerou, em 2010,
um impacto de US$ 340 milhões na economia local, valor 25% maior do que em 2006
Fernando Maia
LEANDRINHO, NA Arena da Barra, durante o jogo do Flamengo, com a filha Alícia ao fundo: “Não posso garantir nada quanto ao Pré-Olímpico”
Djokovicvenceo
25
o
-
jogoseguido
● O sérvio Novak Djokovic
derrotou o romeno Adrian
Ungur por 6/3 e 6/2,
ontem, na estreia no ATP
250 de Belgrado, e chegou
a 25 partidas de
invencibilidade no ano. Já
no ATP 250 de Estoril, em
Portugal, Thomaz Bellucci
venceu o francês Edouard
Roger-Vasselin por 6/3, 5/7
e 7/5 na segunda rodada.
TÊNI S
Regrasobre
dopingnaberlinda
● O Comitê Olímpico
Americano (USOC)
questiona a regra que
proíbe o atleta suspenso por
seis meses ou mais por
doping de participar das
Olimpíadas. O caso foi
levado pelo USOC e pelo
Comitê Olímpico
Internacional ao Tribunal
Arbitral do Esporte, que
decidirá sobre o assunto.
LONDRES-2012
ChamberseDavis
competemnoRio
● Campeões mundiais, o
britânico Dwain Chambers
(100m rasos) e o americano
Walter Davis (salto triplo)
confirmaram presença no
Meeting Internacional de
Atletismo do Rio, dia 26 de
maio. Chambers também
disputará as provas de
Belém, Uberlândia e São
Paulo. Já Davis irá a Belém
e São Paulo.
ATLETI SMO
Do New York Times
● NOVA YORK. Maior e mais
charmosa corrida de rua do
mundo, a Maratona de Nova
York (42.195 metros) é, tam-
bém, um grande evento do
ponto de vista econômico. Se-
gundo estudo divulgado on-
tem pela New York Road Run-
ners, empresa que organiza a
prova, o impacto da edição de
2010 na economia da cidade
chegou a US$ 340 milhões (cer-
ca de R$ 530 milhões), valor
25% maior do que em 2006.
O forte impacto econômico
aumentou nos últimos quatro
anos não só por causa da prova
em si — no ano passado, 45 mil
pessoas participaram —, mas
também por tudo que ela en-
volve. Pelo menos metade dos
competidores é de outros luga-
res. Eles levam amigos e fami-
liares para assisti-los, costu-
mam ficar mais de cinco dias e
gastam dinheiro na cidade.
O estudo foi divulgado algu-
mas semanas depois de o De-
partamento de Polícia de Nova
York afirmar que cobrará da
maratona e de outras corridas
de rua pelos gastos para asse-
gurar a realização das provas,
como controle do tráfego e in-
terdição de ruas.
Essa decisão deverá custar
a Road Runners e outros orga-
nizadores milhões de dólares
por ano, o que certamente for-
çará um aumento nas taxas de
inscrição para 2012, quando
começará a cobrança. Em
2011, o corredor que quiser
participar da maratona pagará
em torno de US$ 250 (R$ 392).
A Road Runners sempre de-
fendeu que a maratona gera
mais benefícios do que custos
para a cidade, o que o estudo
apenas comprovou. De acordo
com uma pesquisa realizada
com1.012 competidores no ano
passado, os corredores ameri-
canos gastaram, em média, US$
1.778 (R$ 2.791) por pessoa, in-
cluindo transporte, hotel, comi-
da e bebida, entre outros.
Inscrições recordes em 2011
Já os estrangeiros gastaram
US$ 2.647 (R$ 4.156) e ficaram,
em média, 5,7 dias na cidade.
Eles ainda levaram 3,6 pes-
soas com elas. Por sua vez, os
americanos de fora de Nova
York (20% do total de partici-
pantes) gastaram US$ 1.585
(R$ 2.488) em média e levaram
para a cidade 3,8 pessoas.
Ainda segundo a pesquisa, a
prova gera cerca de US$ 17 mi-
lhões (R$ 27 milhões) em im-
postos estaduais, municipais,
entre outras taxas.
— Nós queremos continuar
a mostrar o que significa, eco-
nomicamente, a maratona pa-
ra a cidade — disse Richard
Finn, um porta-voz do Road
Runners. — Os números mos-
tram que estamos sendo um
vizinho muito bom, e o quão
importante é a maratona para
Nova York.
Também ontem, a Road
Runners confirmou a presença
dos campeões do ano passa-
do, o etíope Gebre Gebrema-
riam e a queniana Edna Kipla-
gat, na prova deste ano, mar-
cada para 6 de novembro. Ven-
cedor em 2009, Meb Keflezighi
também deve correr. Ele foi o
primeiro americano a vencer a
prova desde 1982.
Em sua sétima maratona,
Keflezighi pretende usar a pro-
va como preparação para os
Jogos Olímpicos de Londres-
2012. Outra atração da prova
deverá ser o campeão olímpi-
co de patinação de velocidade
Apolo Anton Ohno, que vai es-
trear na maratona.
Cada vez mais cobiçada, a
Maratona recebeu, em 2011,
um recorde de 140 mil inscri-
ções. No entanto, como “ape-
nas” 45 mil pessoas podem
correr a prova, a organização
fará um sorteio. Os felizardos
serão anunciados hoje, no site
do evento. ■
● O Flamengo fez valer o
mando de quadra e ven-
ceu, ontem, na Arena Mul-
tiuso, na Barra, a segunda
partida em casa sobre o
Bauru, por 79 a 73 (34 a
32), abrindo 2 a 1 na série
melhor de cinco das quar-
tas de final do Novo Bas-
quete Brasil (NBB).
Ao contrário de terça-
feira, a partida começou
muito equilibrada. No pri-
meiro quarto, o Bauru fi-
cou na frente: 16 a 14. No
segundo, foi a vez do Fla-
mengo: 34 a 32.
Na volta do intervalo,
Marcelinho, que não tinha
tido uma boa atuação, me-
lhorou e o Flamengo cres-
ceu, fechando em 60 a 52.
A vantagemse manteve na
última etapa, com vitória
rubro-negra por 79 a 73.
Amanhã, os times vol-
tam a se enfrentar, em
Bauru, às 20h30m. Se ven-
cer, o Flamengo já estará
classificado para as semi-
finais da competição. Se o
time paulista ganhar, o
confronto decisivo será
no próximo domingo, na
Arena da Barra.
Flamengo: Hélio (21),
Teague (11), Marcelinho
(19), Teichmann (11) e Wag-
ner (2). Entraram Átila San-
tos (4), Jefferson (8), Guto
(3), Duda e Fred.Bauru: Lar-
ry (12), Alex (8), Pilar (14),
Nunes (7) e Fischer (24). En-
traram Renato (6), Tiago
Aleo (2) e Gui.
NBB
Flamengo faz
2 a 1 na série
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 6 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 23: 17 h
o globo.com.br/esportes
6 28/04/2011 •2ª edição
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Messi derrubaMourinho
Com dois gols do argentino, Barcelona derrota o Real Madrid no Santiago Bernabéu por 2 a 0 e fica
próximo de uma vaga na final. Português considera confronto definido e acusa rival de favorecimento
LIGA DOS CAMPEÕES
Fotos Sergio Perez/Reuters
MESSI COMEMORA o seu primeiro gol na vitória do Barcelona. Com os dois marcados ontem, o argentino chegou a marca de 11 gols em 11 jogos pela Liga dos Campeões, e 52 em 50 partidas na temporada
Fábio Juppa*
L
ionel Messi já contra-
riou a ciência. Num
jogo contra o Getafe,
marcou um gol que é
cópia fiel da obra pri-
ma de Mar adona
contra os ingleses,
na Copa do México,
em 1986, transfor-
mando o futebol no terreno
onde é possível um raio cair
duas vezes no mesmo lugar. Já
seria um feito e tanto. Espan-
toso foi perceber que não era
tudo, o que Messi reafirmaria
nos anos seguintes com regu-
laridade impressionante. O
primeiro jogo entre Barcelona
e Real Madrid pelas semifinais
da Liga dos Campeões, ontem,
no Santiago Bernabéu, foi mais
uma ocasião em que o mundo
para, assiste ao clássico e ter-
mina por ovacionar o argenti-
no. Com dois gols, o segundo
em sua jogada típica, em que
corre com a bola grudada ao
pé esquerdo fazendo fila até
guardá-la na rede adversária,
ele garantiu a vitória catalã
por 2 a 0 e deixou o time com
um pé na final da competição,
dia 28 de maio, em Wembley.
— Foi um gol maravilhoso,
para ficar na história do fute-
bol. O Messi conduz a bola
muito perto do pé, cada passo
dele é umtoque. É muito difícil
tirar, e tem o fato de ele ser rá-
pido demais — rendeu-se Ro-
naldo Fenômeno, que comen-
tou o jogo na TV Globo.
Os números de Messi na
atual temporada fazem dele
mais que um craque, frase alu-
siva àquela pela qual o Barce-
lona se define como institui-
ção: “Mais que um clube”. Em
52 jogos, são 50 gols, 11 mar-
cados em 11 partidas da Liga
dos Campeões, da qual é arti-
lheiro. Desde que Kaká mar-
cou 10 em 2006/2007, ninguém
havia chegado lá. Se fizer mais
um, igualará o holandês Ruud
Van Nistelrooy, único a fazer
12 gol s numa edi ção, em
2002/2003. Caso seja nova-
mente o goledor máximo da Li-
ga, alcançará também o ale-
mão Gerd Müller, até hoje so-
litário na façanha de ser arti-
lheiro três vezes consecuti-
vas, entre 1972 e 1975. Na his-
tória do Barcelona, para mui-
tos Messi já é o maior, ainda
que, em matéria de gols em jo-
gos oficiais, seus 179 ainda o
mantenham atrás do húngaro
Kubala (194) e do catalão Cé-
sar Rodriguez (235).
O confronto de ontem, o ter-
ceiro dos últimos 11 dias, re-
forçou a impressão de que
Barcelona versus Real Madrid,
hoje, é o encontro entre o se-
nhor absoluto dos gramados
— há três anos o Barcelona
tem mais posse de bola qual
qualquer de seus oponentes
— e o rival que tem de se sub-
mete a uma estratégia que fo-
ge às suas características
quando está diante do algoz.
Como já acontecera no clássi-
co do último dia 16 pelo Cam-
peonato Espanhol (1 a 1), e na
final da Copa do Rei, vencida
na prorrogação (1 a 0) pelo
Real Madrid, o técnico portu-
guês José Mourinho elegeu Pe-
pe peça-chave do esquema de
marcação forte e saída em
contra-ataques. Num primeiro
tempo amarrado, emoção só
no intervalo, quando Arbeloa
e Keita se estranharam e o go-
leiro Pinto, reserva do Barce-
lona, acabou expulso.
Expulsão merecida de Pepe
A partida começou a ser de-
cidida quando o juiz alemão
Wolfgang Stark deu a Pepe o
cartão vermelho que ele fez
por merecer nos clássicos an-
teriores, após uma solada em
Daniel Alves. Mourinho ironi-
zou a decisão e também foi ex-
pulso. Com um homem a mais,
o Barcelona teve espaço para
tocar a bola mais à vontade.
Aos 31, Afellay passou por
Marcelo e cruzou para Messi,
antecipando-se ao zagueiro,
tocar entre as pernas de Casil-
las. Aos 42, sua última pintura.
Da intermediária, partiu para
cima da defesa. Driblou Diarra
e Arbeloa, e, inalcançável por
Sérgio Ramos e Marcelo, tocou
na saída de Casillas para fazer
mais um. Apoteose do craque,
cólera de Mourinho, que con-
siderou o Real já eliminado e
acusou o Barcelona de ser fa-
vorecido pela arbitragem:
— É um time fantástico, mas
tem muito poder.
O Barcelona, que considera
denunciar Mourinho à Uefa
pelas declarações, pode per-
● O submarino amarelo,
como é conhecido o time
do Villareal, atracou on-
tem no Porto disposto a
fincar sua bandeira entre
os grandes do futebol eu-
ropeu. Na abertura das se-
mifinais da Liga Europa,
hoje às 16h (de Brasília)
contra o Porto no Estádio
do Dragão, com transmis-
são da Rede TV, o time es-
panhol quer deixar para
trás a história de insuces-
sos nas competições con-
tinentais. No outro con-
fronto, que antecipa a par-
ticipação portuguesa na
decisão do dia 18 de maio
em Dublin, o Benfica rece-
be o Braga no mesmo ho-
rário em Lisboa, mas com
sete desfalques, inclusive
Nuno Gomes.
Além da vaga, está em
jogo a artilharia, liderada
por Falcão do Porto, com
11 gols, seguido por Rossi,
do Villareal, com 10.
Liga Europa
Semifinais com
sotaque ibérico
NO MEIO da torcida, José Mourinho (à esquerda) assiste, resignado, ao Barcelona vencer o Real Madrid após ser expulso do banco
der o jogo de volta, na próxi-
ma terça-feira, por um gol, co-
mo o Manchester, que venceu
o Schalke 04 na Alemanha tam-
bém por 2 a 0 e na quarta-feira
joga em Old Trafford.
Real Madrid: Casillas, Arbe-
loa, Sérgio Ramos, Albiol e
Marcelo; Pepe, Diarra, Xabi
Alonso e Özil (Adebayor);
Cristiano Ronaldo e Dí Maria.
Barcelona: Valdés, Daniel Al-
ves, Mascherano, Pi qué e
Puyol; Busquets, Xavi e Keita;
Villa (Roberto), Messi e Pedro
(Afellay). Juiz: Wolfgang Stark
(ALE). ■
(*) Com agências internacionais
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: 57 h
SEGUNDO CADERNO
SEGUNDO CADERNO
QUINTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2011
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Edu Lobo emociona ao relembrar as 11 faixas de
‘O Grande Circo Místico’ no IMS • 2 e Gente Boa
Após denúncia de fraude, Ecad vai a Brasília e
impõe condição à sua fiscalização pelo MinC • 12
Quempensa
esta cena?
Renovação da música brasileira iniciada nos anos 1990 e
hoje madura ainda não foi alvo de uma produção reflexiva
Fotos de arquivo
ROMULO FRÓES MARIANA AYDAR KASSIN TULIPA RUIZ JONAS SÁ MARCELO JENECI
KARINA BUHR
MARCELO CAMELO
TIÊ
CURUMIN
LUÍSA MAITA
MORENO VELOSO DOMENICO LANCELLOTTI THALMA DE FREITAS
MARIANO MAROVATTO
LEO CAVALCANTI
PEDRO SÁ
RODRIGO AMARANTE
NINA BECKER
Luiz Fernando Vianna
H
oje não se fala emTiê,
por exemplo, sem se
falar em Marcelo Je-
neci, Tulipa Ruiz, Leo
Cavalcanti e outros
tantos. É possível,
portanto, ver a nova
geração da música feita em São Paulo
num só quadro. Mas é praticamente im-
possível encontrar reflexões sobre esse
quadro e as condições que o formaram,
ver suas relações coma tambémintensa
produçãodoRio, entender opapel dessa
cena na história da música brasileira.
Embora não tenha começado ontem,
mas esteja nummomento maduro, a tur-
ma que vem revitalizando a canção na-
cional não encontra, no ambiente acadê-
mico ou fora dele, quema trate como te-
ma prioritário de análises.
— Existe uma cena que começa no
disco do Mulheres Q Dizem Sim (de
1994) e que tem no Los Hermanos a sua
maior expressão — situa Romulo Fróes,
decano (39 anos) da nova geração pau-
lista e único ator da cena a escrever fre-
quentemente sobre ela, incluindo artigos
sobre os cariocas Nina Becker e Dome-
nicoLancellotti. —Comoninguémescre-
via sobre a gente, eu fui escrever.
No texto “A nova música brasileira e
seus novos caminhos”, de 2009, Romulo
mostra que a democratização dos meios
de gravação resultou no domínio destes
meios por parte dos artistas e, em segui-
da, na criação de músicas que justificas-
semtal domínio, pois “antes uma grande
canção mal gravada do que uma boba-
gem de altíssima qualidade sonora”.
— Mas ninguém precisava de ne-
nhumendosso, queriamque os mais an-
tigos se danassem. O movimento foi o
contrário: Caetano (Veloso) se aproxi-
mou da turma ao montar a banda Cê
(em 2006), e aí abriu os olhos de José
Miguel (Wisnik) — diz Romulo. — Sinto
falta de um diálogo com a geração sur-
gida nos anos 1960, tida como a última
grande da canção brasileira. Esse diálo-
go só se dá com Caetano.
Opinião semelhante é a de Domenico,
parceiro e grande amigo do filho mais
velho de Caetano, Moreno Veloso:
— Não tem nenhum outro que con-
tinue se arriscando assim.
O projeto +2, que os amigos fizeram
comKassin, já foi tema de tese na Argen-
tina e palestras no Rio Grande do Sul,
mas nada no Rio, segundo Domenico.
— A academia tem extrema dificul-
dade de lidar com o contemporâneo —
afirma Frederico Coelho, historiador,
DJ e pesquisador do Nelim (Núcleo de
Estudos de Literatura e Música), da
PUC-RJ. — Por um lado, investiga-se o
funk, o rap, pois é o outro, o estranho. E
há o vício de se trabalhar coma música
dos autores surgidos na década de
1960. Para mim, que tenho 36 anos, a
década de 1980 já é história.
Coordenador do Nelim e interlocu-
tor frequente de Maria Bethânia, Júlio
Diniz vê um “hiato” na produção aca-
dêmica sobre a música brasileira.
— Praticamente não há reflexão so-
bre o que aconteceu nos últimos 20
anos — diz ele, anunciando para o se-
gundo semestre um seminário na PUC
sobre a nova cena musical.
Santuza Cambraia Neves, da PUC, e
Fred Góes, da UFRJ, ressaltam que há
muita gente estudando o momento,
mas são grandes a diversidade de es-
tilos e a rapidez das mudanças.
— Você há de convir que a academia
é um pouco canônica. Mas, também, é
normal que ela olhe coisas mais siste-
matizadas, para não ficar superficial,
presa a modas — diz Góes.
Participante de muitas bancas, Diniz
não vê um panorama mais pujante em
São Paulo, lembrando que os trabalhos
acadêmicos de Wisnik e Luiz Tatit não
são lidos pelos fãs de suas composi-
ções. Para Frederico, no entanto, “São
Paulo nunca parou de dialogar com a
canção brasileira”, e a cena atual agrada
aos que procuram inserir novidades
num painel histórico.
Especialmente em função do Los
Hermanos, Wisnik e Arthur Nestrovs-
ki criaram o conceito “canção expan-
dida”, que serve bem aos artistas que
estão se revelando: melodias e letras
que digressionam, sem bases fixas.
— Sinto uma trajetória na minha mú-
sica de desligar ou diminuir o sentido
lógico das coisas — diz Marcelo Came-
lo, que, embora referência para eles jun-
to com o também hermano Rodrigo
Amarante, diz conhecer pouco os no-
mes que despontam em São Paulo.
Wisnik não enxerga “um estilo paulis-
ta, mas uma sensibilidade de época”.
— Não acho que estejamos fazendo
um acompanhamento crítico da movi-
mentação de São Paulo. Se isso con-
figura uma cena, é porque os músicos
dessa geração têm feito eles mesmos
que seja assim — acredita ele.
Tatit também não crê na necessida-
de de um endosso:
— Os trabalhos artísticos em geral
são fenômenos que não dependem da
crítica ou dos modelos analíticos, as-
sim como as plantas, por exemplo,
não dependem dos botânicos para
que desenvolvam seu ciclo de vida.
Portanto, não cabe ao acadêmico
aceitar ou rejeitar uma “cena” ou um
“movimento” musical. Continua na página 2

A academia tem extrema
dificuldade de lidar com
o contemporâneo. Por
um lado, investiga-se o
funk, o rap, pois é o
outro, o estranho. E há
o vício de se trabalhar
com a música dos
autores surgidos na
década de 1960
Frederico Coelho, historiador,
DJ e pesquisador da PUC-RJ
LUCAS SANTTANA MARCELO CALLADO FERNANDO CATATAU
2

SEGUNDO CADERNO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 2 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 15: 00 h
PRETO/BRANCO
SEGUNDA-FEIRA
Felipe
Hirsch
QUARTA-FEIRA
Francisco
Bosco
QUINTA-FEIRA
PELO MUNDO
Eduardo Graça,
de Nova York
Eduardo Levy,
de Los Angeles
SEXTA-FEIRA
Hermano
Vianna
SÁBADO
José Miguel
Wisnik
DOMINGO
Caetano
Veloso
TERÇA-FEIRA
PELO MUNDO
Cristina Ruiz,
de Berlim
Uma zanzada pelo L.E.S.
Exatamente como em 2010, a primavera pas-
sou batida em Nova York. Semana passada
os termômetros não ultrapassavam os qua-
tro graus e agora, como num passe de mági-
ca, já é verão. Uma boa pedida para se apro-
veitar um espaço pouco explorado da cida-
de, especialmente durante os meses mais
frios, é alugar uma bicicleta para visitar as
galerias de arte às margens do East River.
Comece o seu di a na
Traif Bike Gesheft (o nome
significa algo como “loja
de bicicletas não kosher”,
em iídiche), na South 6th,
entre a Bedford e a Berry,
ao lado da Ponte de Wil-
liamsburg e da estação de
metrô da Marcy Avenue
(linhas J, M e Z). Ali você
consegue alugar bicicle-
tas por até US$ 10/dia. Nos
últimos quatro anos mais
de 400 quilômetros de ci-
clovias foram adicionados
à mal ha da ci dade. Não
por acaso, a primeira ci-
clovia dos EUA surgiu no
Brookl yn, em 1894, e a
Ponte de Williamsburg é a
melhor, das que ligam os
dois principais distritos
da cidade, para se zanzar
de Manhattan para o lado
mais cool da cidade, e vi-
ce-versa, em duas rodas.
Há uma f ai xa separada,
com entrada entre as ave-
nidas Driggs e Roebling, e
se chega ao Lower East Si-
de em dez minutos.
Não, o L.E.S., como é co-
nhecido pelos íntimos, não
é o Chelsea. Ain-
da não. Mas me
animei a percor-
rer as galerias do
bairro depois de
um belo texto de
Kar en Ros en-
berg no “Times”
destri nchando
os novos espa-
ços que se agru-
pam nas cerca-
nias do New Mu-
seum e seguem a
linha Chelsea de
ser, funcionando
de terça a sába-
do, com uma pe-
quena diferença:
o s a n i ma d o s
openings aos domingos,
concessão ao espírito boê-
mio do bairro imortalizado
por Martin Scorsese em “As
gangues de Nova York”.
Nesta terça-feira, minha
aventura começou na Spe-
rone Westwater. Localiza-
da no primeiro andar de
um prédio projetado por
Norman Foster na Bowery,
a galeria tem três andares
divididos de forma pouco
convencional, esparrama-
dos em meio a um luxuoso
condomí ni o. A entrada
cont a com gi gant escas
portas de aço pintadas de
preto e para se admirar
um dos quadros de Mal-
colm Morley — presente
com sua série sobre a avia-
ção, “ Rul es of engage-
ment” — é preciso entrar
dentro de um elevador de
carga. A imagem de aviões
da Primeira Guerra Mun-
dial pintados em uma se-
quência que lembra dese-
nhos sobre o Barão Verme-
l ho dentro do el evador
dão uma sensação de náu-
sea certamente desejada
pelo artista.
O melhor da casa, no en-
tanto, está no último andar,
com as mirropieces do vete-
rano Robert Barry. Subita-
mente, você vê seu reflexo
nos espelhos espalhados
para todos os lados, ao lado
de palavras com grafias
imensas, que se interpõem
em sua face: possibilidade,
acontecimento, continuida-
de. Ou, em espelho menos
simpático: cuidado, distan-
ciamento, explicações.
Ande uma quadra e vo-
cê encontrará, ao lado do
New Museum, o Salon 94
Bowery. Até pouco tempo
atrás mais um depósito
especializado em produ-
tos usados por restauran-
tes da cidade, o espaço de
dois andares impressiona
pelo cuidado, a elegância
e as dimensões das salas
de exibição. E conta com
metade de uma das expo-
sições mais interessantes
de fotografia da cidade, a
de Kat y Granann, “The
happy ever af ter”, com
imagens de mulheres cli-
cadas por Grannan nos úl-
timos três anos nas ruas
de Los Angeles e São Fran-
cisco. Preste atenção na
dublê envelhecida de Ma-
rylin Monroe. Uma mes-
cla de documentário e fic-
ção, o trabalho se com-
pleta em um espaço vizi-
nho, no Sal on 94 Free-
mans, na al ameda mai s
deliciosa da cidade.
Deliciosa porque além da
gal eri a em mi -
ni at ura se en-
contra um dos
r e s t a ur a nt e s
mai s gostosos
da cidade, o Fre-
emans, ao lado
da Rua Riving-
t o n , e n t r e a
Bowery e a Ch-
rystie. Ponto de
encontro de ar-
ti stas, f amoso
pelo cheesebur-
guer à piamonte-
se. Mas a pausa
para o l anche
t ambém pode
ser um aconteci-
mento se você
atravessar a Houston e se
internar no Prune, tecnica-
mente já no East Village.
Por US$ 15, o veal paillard
da chef Gabrielle Hamilton
é a pedida certa. E, conve-
nhamos, bem mais em con-
ta do que os R$ 90 do filé ao
metro do Lamas, no Fla-
mengo. Nova York, definiti-
vamente, está bem mais ba-
rata do que o Rio.
Muitíssimo bem alimen-
tado, você pode continuar a
procura por arte contempo-
rânea de primeira no L.E.S.
vol tando para o sul da
Houston e descendo a Ch-
rystie até a Rua Stanton. Ali
fica a Lehmann Maupin, até
junho com um presentão
para os fãs de arte mais po-
lítica: “Fall frum grace, miss
Pipi’s blue tale”, a nova
mostra de Kara Walker, re-
sultado de sua viagem pelo
Delta do Mississippi. “Uma
área imortalizada na cultu-
ra popular, mas que vive,
mais do que nunca, uma de-
pressão econômica sem ta-
manho”, conta, no catálogo.
Os vídeos — especialmente
o da tela principal, com o
uso de marionetes para nar-
rar o sofrimento dos negros
na América dos anos da se-
gregação racial — são pun-
gentes e tocam fundo na
consciência de quem vive a
experiência pós-racial da
Era Obama. Se ainda não é o
espaço definitivo para a ar-
te contemporânea na cida-
de, o L.E.S. disse a que veio
nesta primavera.
Se ainda não
é o espaço
definitivo
para a arte
contemporânea
na cidade,
o L.E.S. disse
a que veio
nesta
primavera
PELO MUNDO
EDUARDO GRAÇA, de Nova York
EXPEDIENTE
Editora: Isabel De Luca (ideluca@oglobo.com.br) • Editores assistentes: Bernardo Araujo (bbaraujo@oglobo.com.br), Fátima Sá (fatima.sa@oglobo.com.br)
e Nani Rubin (nani@oglobo.com.br) • Fotografia: Leonardo Aversa (aversa@oglobo.com.br) • Diagramação: Christiana Lee e Cristina Flegner •
Telefones/Redação: 2534-5703 • Publicidade: 2534-4310 (publicidade@oglobo.com.br) • Correspondência: Rua Irineu Marinho 35, 2º andar. CEP: 20233-900
AemoçãodeEduLoboedopúblico
navoltade‘OGrandeCircoMístico’
Compositor relembrou as 11 faixas do disco num IMS com direito a telão do lado de fora
Michele Miranda
A
pós 20 minutos da
abertura das bilhete-
rias, os ingressos pa-
ra ver Edu Lobo no
Instituto Moreira Salles esgota-
ram. E foi com um clima inti-
mista que os 140 presentes no
auditório, somados aos cem
que acompanhavam no telão
instalado do lado de fora, se
emocionaram ao ouvir 11 fai-
xas de sua parceria com Chico
Buarque. Oshowrevisitando o
álbum “O Grande Circo Místi-
co”, de 1983, aconteceu na noi-
te de terça-feira, no Rio.
— Nossa parceria demorou a
acontecer porque competíamos
nos festivais. Chico é umletrista
brilhante. Fizemos várias músi-
cas juntos e nunca mexi em na-
da — explicou o músico, que
optou pelo duo com o pianista
Cristóvão Bastos e os sopros de
Carlos Malta, em vez do sexteto
que costuma acompanhá-lo.
‘Tem música nova?’
O público ficou encantado
ao ouvir histórias — mediadas
pelo jornalista Hugo Sukman —
sobre as composições e memó-
rias de Edu envolvendo Tom
Jobim, Vinicius de Moraes, Elis
Regina e Tim Maia.
— Vinicius sempre está em
alguma história. Compus mui-
tas das minhas canções por
causa das festas na casa dele.
Era chegar no lugar para al-
guémperguntar: “Temmúsica
nova?” E você tinha que ter.
Gosto de trabalho por enco-
menda, porque o personagem
sempre me pede uma trilha —
contou Edu, ainda relembran-
do que virou músico quando
assistiu, por volta dos 16
anos, ao filme “Amor, sublime
amor” (“West Side story”).
Os destaques do repertório
ficaram para “A bela e a fera”,
gravada na época por Tim
Maia, “Upa neguinho”, que,
segundo Edu, foi divulgada ao
público por insistência de Elis
Regina, e “Sobre todas as coi-
sas”. Esta última começou
sob elogios do cantor:
— Eu adoro, é uma das mi-
nhas preferidas do Chico.
Para o bis, Edu escolheu
duas canções de outros traba-
lhos. Foi sob lágrimas dele e
dos espectadores que “Canto
triste” e “Pra dizer adeus” fe-
charam a apresentação. O IMS
agora pensa em produzir proje-
to semelhante com “Acabou
chorare”, dos Novos Baianos. ■
● Veja mais na coluna Gente Boa
Quem pensa esta cena? • Continuação da página 1
A
falta de uma re-
flexão crítica no
Rio pode ter um
fundamento eco-
nômico, pensam
músi cos como
Romulo Fróes e Marcelo Cal-
lado. Com o fechamento de
casas como o Cinémathèque,
faltam lugares para que uma
cena se dê fisicamente. A si-
tuação vem melhorando com
os projetos Rival Mais Tarde e
Oi Sonoridades, além da aber-
tura anunciada do Studio RJ,
versão carioca do Studio SP,
sede dos novos paulistas.
Baterista de Caetano Velo-
so e da banda Do Amor, Cal-
lado diz que tem viajado com
seu grupo pelo Brasil, mas só
fez quatro shows no Rio.
— Temos artistas tão bons
quanto os de São Paulo, mas os
de lá se organizam melhor —
diz. —Opúblico daqui só se in-
teressa por quem está estoura-
do. E nós, músicos, somos um
pouco da turma do chinelinho,
não temos um pensador como
o Romulo. Mas não me enver-
gonho, é o nosso estilo.
Mariano Marovatto, que aca-
ba de lançar um CD e faz dou-
torado na PUC, é mais duro:
— Falta de tudo na música
do Rio. Talvez falte argumen-
tação crítica por causa do co-
modismo. Aqui acabou a mú-
sica em processo. As pessoas
só vão aonde todo mundo vai.
E o cara faz uma canção, vai à
praia e já pensa que é artista.
David Pacheco registrará a
nova cena carioca no docu-
mentário “A comunidade que
vem”, que rodará até outubro
priorizando as bandas Do
Amor, Letuce e Os Outros.
A coesão entre esses jovens
é maior do que entre os da
MPC (Música Popular Cario-
ca), turma que a imprensa ten-
tou rotular nos anos 1990: Pe-
dro Luis, Farofa Carioca (com
Seu Jorge), Boato e outros.
— Nós, os eleitos, fugimos,
acho que muito pelo espírito li-
bertário e múltiplo da reunião
espontânea que assim quise-
ram batizar — lembra Pedro
Luis. — A velocidade das co-
municações jogou por terra
qualquer possibilidade de mo-
vimento, no sentido clássico.
Mas a crítica e a teoria estão na
sua função, pois a História pre-
cisa de classificações. ■
Caçula do Buena Vista Social Club toca no Rio
Barbarito Torres, ‘o rei do alaúde’, se apresenta com sua orquestra hoje no Circo Voador
Cristina Tardáguila
E
m 1966, Fidel Castro
decretou lei marcial
em Cuba, usando co-
mo pretexto um imi-
nente ataque dos Estados Uni-
dos à ilha. O país viveu o caos
por um bom tempo, mas, em
Matanzas, cidade a cerca de
cem quilômetros de Santiago,
Bárbaro Alberto Torres Delga-
do só pensava em uma coisa:
dedilhar o alaúde reluzente de
seu pai. Ele tinha 10 anos.
Três décadas mais tarde e já
rebatizado como Barbarito Tor-
res, o músico ganhou o título de
“o rei do alaúde” e passou a in-
tegrar o Buena Vista Social Club
como caçula do grupo que en-
trou para a história da música
pelo resgate dos ritmos cuba-
nos. Hoje, com55 anos e umins-
trumento que carrega consigo
há oito, sobe ao palco do Circo
Voador, às 22h, na companhia
da orquestra que fundou em
1992 e que costuma ensaiar em
sua casa, em Havana.
De Cuba, por telefone, Barba-
rito prometeu uma apresenta-
ção versátil, com muito jazz la-
tino e música típica de seu país.
Antecipou a participação de Ga-
briel Moura, do Farofa Carioca,
que cantará “Soy America”, que
compôs com Seu Jorge, e con-
tou que o corpo ainda não sen-
tiu o passar dos anos.
—Ainda sou umjovemde 25!
— berrou, às gargalhadas. —
Continuo com aquela alegria,
aquele otimismo e aquele sorri-
so da juventude, mesmo já sen-
do membro da geração interme-
diária da música de meu país.
Para a abertura da apresenta-
ção, Barbarito e os 13 integran-
tes da orquesta têm prevista
uma homenagem a Iemanjá. Em
seguida, pretendem engatar
uma sequência de boleros que
lembrará os sucessos eterniza-
dos pelo filme de Wim Wenders
e saciará o público saudosista
que sempre os acompanha.
— “Chan-chan” e “Dos garde-
nias” já estão na lista — adian-
tou. — São ícones da nossa mú-
sica e, se não tocarmos, o públi-
co reclama. Ainda bem que são
canções lindas e nós não nos
cansamos delas nunca.
Nesta primeira visita ao Rio,
Barbarito contará com a com-
panhia do filho Alberto Alejan-
dro Torres, violonista de 23
anos, e da irmã Conchita Torres,
cantora de 58. Diante da pergun-
ta sobre uma possível carga ge-
nética musical em sua família, o
cubano gargalha alto.
— Somos quatro irmãos. Cin-
quenta por cento deles viraram
músicos. Então pode ser.
Barbarito Torres desvia, no
entanto, de todas as perguntas
sobre a situação política de seu
país ou sobre o fim da era Fidel
Castro.
— Vejo muito futuro pela
frente, porque as coisas estão
caminhando — esquivou-se. —
Mas não falo sobre política, as-
simcomo acho que nenhumpo-
lítico deve falar sobre música.
Em quatro décadas de dedi-
cação ao alaúde, Barbarito —
que, depois doRio, se apresenta
em Curitiba e São Paulo — não
sabe dizer quantos instrumen-
tos já teve, mas guarda umdeles
com especial carinho em casa:
— O alaúde com o qual ga-
nhei o Grammy de 1998. Ele
me faz lembrar os compa-
nheiros já falecidos do Buena
Vista Social Club e tem um
quê de mágico. ■
BARBARITO TORRES: show com participação de Gabriel Moura
Divulgação
Divulgação/Aílton Silva
EDU LOBO
divertiu-se
ao contar
histórias
de amigos
e parceiros
como Elis
Regina e
Tom Jobim
SEGUNDO CADERNO

3 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 3 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: 37 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Obosque esculpidode AfonsoTostes
O artista abre exposição hoje na galeria Lurixs com esculturas feitas de madeira e galhos de árvores
Suzana Velasco
Q
uando seus braços
estão doendo, Afon-
so Tostes para e de-
senha. E só volta pa-
ra sua companheira grosa, a
ferramenta de metal com ra-
nhuras comque esculpe a ma-
deira, quando dá vontade de
fazer o trabalho braçal. É as-
sim diariamente, em seu ate-
liê em Laranjeiras.
— Descobri uma maneira
de trabalhar com muita tran-
quilidade. Foi um entendi-
mento de que meu processo
tem uma forma mais contem-
plativa. Ficar sozinho é muito
bom — diz o artista. — Eu não
funciono com a ideia de pro-
dutividade. Mas se há um pra-
zo, tudo bem.
Surgiu um prazo, e era hoje.
Tostes viu que precisava juntar
os cacos de seu pensamento e
de seu esforço físico para con-
seguir montar a exposição bati-
zada providencialmente de “Ao
mesmo tempo”, que será inau-
gurada às 18h, na galeria Lurixs,
em Botafogo. Às vésperas da
mostra, ainda produzia algumas
obras da série “Árvores”, que o
presenteou com uma tendinite.
O cubo branco da galeria será
tomado por esculturas de ma-
deira cuja semelhança com
troncos sugeriam que elas que-
riam voltar a ser árvores. O ar-
tista cumpriu o que lhe pediam
as esculturas e as uniu a galhos
de verdade, finos e secos. Acre-
dita que as árvores chamam a
atenção para a criação humana
dos “troncos” criados por ele.
— A presença dos galhos
reais destaca a mão escultóri-
ca, que é racional, mental. Ela
evidencia o trabalho manual
— afirma ele, que produziu
peças que, além de troncos,
lembram ossos ou estruturas
articuladas. — É um processo
de modelagem. As peças fi-
cam abrutalhadas, eu não es-
tou preocupado com a beleza
decorativa da madeira.
Frágeis, quase mortos, os ga-
lhos usados pelo artista iriam
para o lixo. Assim como seriam
descartados os restos de suas
esculturas, que, acumulados no
ateliê, há três semanas o atraí-
ram pelo desenho que forma-
vam juntos. O artista vai levar
essas sobras de madeira para o
corredor de entrada da galeria
e ali montar a obra “Descartes”.
Aideia remete a “Cidade peque-
na” (2005), conjunto de 41 es-
culturas formadas por escoras
de madeira de demolição. Mas
enquanto em “Descartes” qua-
se não haverá interferência do
artista — ele vai apenas “arru-
mar” os pedaços —, os “edifí-
cios” da “Cidade pequena” ti-
nham um desenho mais pensa-
do, uma geometria. Além disso,
a base de cada escora era uma
madeira lisa, esculpida, emcon-
traste com a escultura em si,
precária. Essa inversão de qua-
lidades entre base e escultura
de certa forma também está
presente na série “Árvores”, em
que cada obra, nas quais se ve-
em as marcas da ferramenta,
apoia-se em superfícies de ma-
deira lisas e inclinadas:
— Queria que as bases fi-
zessem parte das árvores,
que elas de alguma maneira
desequilibrassem as peças.
O artista ainda vai fincar
duas esculturas de resina nos
canteiros em frente à galeria,
moldadas a partir de ossos de
verdade — peças já expostas
no Museu da Casa Brasileira,
em São Paulo, e no Museu de
Arte Contemporânea de Nite-
rói, em 2009. E vai expor algu-
mas cunhas de bronze, ver-
sões ampliadas das usadas
como calços de portas.
— A cunha tem uma geome-
tria bonita e uma função mui-
to específica. É para ser usa-
da. Gosto da ideia de que
aquilo que é arte pode virar
um objeto cotidiano — diz
ele, enquanto põe sua obra
“utilitária” sob a porta da ga-
leria, para mantê-la aberta.
Em novembro, mostra no MAM
Tostes talvez exponha uma
maquete para uma escultura
ao ar livre, uma pequena árvo-
re presa ao chão por galhos de
ferro — mas quem sabe ela só
será apresentada emsua expo-
sição no MAM, em novembro.
Talvez encha de desenhos
uma das paredes da galeria.
Dias antes de o prazo se esgo-
tar, ele mantém na montagem
da mostra a mesma tranquili-
dade do ateliê. É como se a
configuração das peças não
dependesse mais dele.
— A ideia é fazer uma ocu-
pação cerrada, bem intensa
— diz, sem saber bem como
será o resultado. — São frag-
mentos de pensamentos, que
podem virar outra coisa... É
um jogo aberto. ■
AFONSO TOSTES em seu ateliê: “A presença dos galhos reais destaca a mão escultórica, que é racional”
Leonardo Aversa
Escher inspira os
aparelhos inéditos de
espetáculo circense
D
epois de atrair mais
de 600 mil espectado-
res aos salões exposi-
tivos do CCBB este
ano, o artista plástico holandês
M.C. Escher (1898-1972) inspira
agora os aparelhos circenses
inéditos que servem para as
acrobacias do espetáculo “Pas-
sos”, da Crescer e Viver de Cir-
co. A direção é de Claudio Bal-
tar, da Intrépida Trupe, convida-
do por Junior Perim, coordena-
dor executivo da companhia. A
estreia é amanhã (hoje para
convidados), às 20h, na sede do
grupo, na Praça Onze.
O espetáculo traz 12 persona-
gens, todos relacionados à itine-
rância, característica do circo.
Entre eles, a cigana, o andarilho,
o mensageiro, o fugitivo, o exila-
do, o retirante. Os aparelhos fo-
ram idealizados por Baltar.
— Baseei-me em Escher. Em
seus trabalhos, há desloca-
mentos em vários planos. Vo-
cê olha e tem gente andando
na vertical, na horizontal, de
cabeça para baixo, na parede
— diz ele, citando a ilusão de
ótica das obras.
Entre os aparelhos há dois
cubos concêntricos — um de
1,5m por 1,5m, dentro de outro
de 3m por 3m — que ficam pen-
durados nos quatro mastros do
circo. Outro aparelho, também
aéreo, traz vigas que não se to-
cam, unidas por elásticos. ■
Divulgação/Isabel Ebert
“PASSOS”: direção de Claudio Baltar
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SEGUNDO CADERNO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO

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PÁGINA 4 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
CINEMA
CRÍTICA
CINEMA
CRÍTICA
CINEMA
SEGUNDA-FEIRA
Artes Visuais
QUARTA-FEIRA
Artes Cênicas
QUINTA-FEIRA
Cinema
SEXTA-FEIRA
Transcultura
TERÇA-FEIRA
Música
Àsombra de “Velu-
do azul”, o diretor
David Lynch sem-
pre foi um farol pa-
ra iluminar o labi-
rinto que a ficção
do quadrinista e
escritor Lourenço
Mutarelli é. Seja emHQs como
“A confluência da forquilha”,
seja em exercícios literários
como “O cheiro do ralo”, seu
primeiro romance (filmado
por Heitor Dhalia em2006), há
semelhanças univitelinas com
o mundo estranho de Lynch.
Espectros lynchianos geram a
sensação de que Mutarelli é
um formulador de alegorias,
mascarando numa selva de
quase-metáforas uma estrutu-
ra realista cujo alvo recorren-
te é a paranoia cotidiana. Tal
paranoia faz o caçador de ta-
lentos vivido pelo autor em
“Natimorto” tomar cada uma
de suas decisões baseado nas
previsões que tira das ilustra-
ções impressas nas embala-
gens de seus cigarros — ane-
xadas ao reclame “Fumar faz
mal à saúde”.
Maços cheios de tabaco in-
dustrializado são usados co-
mo cartas de tarô no momen-
to “Mulholland Drive” de Mu-
tarelli. Brotam reminiscências
do cultuado longa-metragem
de Lynch, traduzido aqui co-
mo “Cidade dos sonhos”, con-
‘Natimorto’
Rodrigo Fonseca
‘Mulholland Drive’
à moda Mutarelli
Entre ecos de David Lynch, escritor
brinda o público com grande atuação
forme Paulo Machline vai es-
truturando os ambientes por
onde os personagens de “O
natimorto” perambulam. Em
diálogo fiel com o livro, o dire-
tor de “Umhistória de futebol”
fecha seu protagonista numa
bolha (umapartamento fedido
a nicotina) onde sua loucura,
acentuada pela obsessão divi-
natória de sua tarologia taba-
gista, só faz crescer. Mas sua
bolha gravita como umsatélite
opaco pela órbita de um mun-
do de celebridades — de es-
tranheza à la Lynch — onde
uma aspirante a cantora (vivi-
da por uma Simone Spoladore
com visual digno de Betty Bo-
op) deseja frequentar.
Artificialidade proposital
Na tela, nunca se vê esse
outro mundo. Ouve-se apenas
a cantora falar dele, num jogo
quase sexual: ela se deixa con-
finar pelo caça-talentos, num
misto de medo, dependência
e perversão, regado a frases-
fetiche, que dispara só de cal-
cinha, como “Vem cá que eu
vou cantar pra você dormir”.
Não se sabe se esse outro
mundo, o da fama, é real —as-
sim como não se sabia qual
Hollywood era real e qual era
inventada em “Mulholland
Drive”. Sabe-se apenas estar
diante de um ensaio sobre a
insanidade, que usa a artificia-
lidade (escancarada na foto-
grafia de Lito Mendes da Ro-
cha) para gerar distanciamen-
to, forçar reflexões. ■
Um homem e uma
mulher voluntaria-
mente enfurnados
num quarto de ho-
tel ao mesmo tem-
po suntuoso e ana-
crônico. Ele, um
homem desenga-
nado, niilista, vendo só o fim à
sua frente. Ela, uma jovem e
bela artista, cheia de aspira-
ções, vislumbrando o mundo
inteiro diante de si. Esse é ba-
sicamente o esquema de tabu-
leiro e peões que o filme esta-
belece frontalmente. Um clima
de mal-estar doentiose faz pre-
sente desde que a situação
dramática é instaurada, e o
contínuo isolamento dos per-
sonagens só tornará essa at-
mosfera mais intensa e pro-
gressivamente mais maníaca à
medida que o filme evolui. São
essas as linhas básicas de “Na-
timorto”, adaptação do roman-
ce homônimo de Lourenço
Mutarelli transposto para o ci-
nema por Paulo Machline.
Adaptações cinematográfi-
cas tendem a “arejar” o con-
teúdo literário do material ori-
ginal. “Natimorto” ousadamen-
te opta pela estratégia oposta,
mantendo a riqueza da escrita
de Mutarelli mesmo que isso
signifique um distanciamento
da naturalidade de interpreta-
ção. Alguns filmes entraram
para a história do cinema fa-
‘Natimorto’
Ruy Gardnier
Pouco mais do
que um esboço
Direção equivocada reduz o filme
a um tom de leitura dramatizada
zendo essa aposta, caso de
“Hiroshima mon amour” (Alain
Resnais, 1959) e “Quem tem
medo de Virginia Woolf?” (Mi-
ke Nichols, 1966), mas isso de-
manda um controle absoluto
de tom e de ritmo de cena (so-
bretudo a dinâmica das trocas
de diálogos), além de uma quí-
mica completa entre os atores.
Mas Machline não foi bem-su-
cedido em sua tentativa.
Desnível entre os atores
Os atores em questão são
Simone Spoladore e Louren-
ço Mutarelli — ou seja, uma
ótima atriz e um não ator ex-
tremamente carismático. É
fácil atribuir a patente falta
de química entre os atores à
distância de know-how entre
eles, ou à inexperiência de
Mutarelli como intérprete,
mas o erro fundamental é da
direção. Os diálogos têm um
ritmo primário, frequente-
mente soando mais como
uma leitura dramatizada ou
um ensaio do que como uma
ficção coesa. E a paleta de
cores carregadas da fotogra-
fia, ainda que contribua ao
clima de enclausuramento
existencial dos personagens,
acaba colaborando para dei-
xar o andamento duro e arti-
ficial, retirando o que podia
restar da presença física dos
atores. O universo de morbi-
dez e redenção da obra de
Mutarelli é mantido, mas
“Natimorto” deixa transpare-
cer apenas o esboço. ■
P
rimeirolonga-metragemde ficçãodopaulistano
Paulo Machline, indicado ao Oscar de melhor
curta em 2001 com “Uma história de futebol”,
“Natimorto” é uma adaptação do romance homônimo
de Lourenço Mutarelli que levou quase dois anos à es-
pera de circuito exibidor. O próprio Lourenço assume o
papel principal. Ele é um caça-talentos às voltas com
uma candidata a cantora (Simone Spoladore) nesta tra-
ma que rachou opiniões entre os Bonequinhos.
LOURENÇO Mutarelli é um caça-talentos e Simone Spoladore, sua aposta
Divulgação
AGENDA
Por Rodrigo Fonseca
Um Rio de encantos e de violência
20 MINUTOS COM Vin Diesel BILHETERIAS
No Brasil
1. “Rio”
2. “Pânico 4”
3. “Eu sou o Número
Quatro”
4. “Hop — Rebeldes
sem Páscoa”
5. “A garota da capa
vermelha”
Cinco faces de Fassbender
● Filmando “Prometheus”, com Ridley Scott, o alemão
Michael Fassbender será visto em cinco produções até
o fim do ano, indo do drama indie “Shame” a filmes
mais comerciais como “X-Men: primeira classe”, o
thriller “Haywire” e o romance “Jane Eyre”. O trabalho
mais esperado do ator é “A dangerous method”, de
David Cronenberg, no qual vive o psicanalista Gustav
Jung (1875-1961). O filme está previsto para dezembro.
Mulheres de Israel
● Com foco na realidade is-
raelense, a edição 2011 do Fe-
mina —Festival Internacional
de Cinema Feminino, agenda-
do de 11 a 17 de julho na Cai-
xa Cultural, trará ao Brasil a
diretora Michal Aviad, que
vem de Jerusalém para abrir
a mostra com “Invisible”.
A dois passos... da telona
● Inédita nos palcos, a peça
“Paraíso, aqui vou eu”, de
Walter Daguerre, virou filme
com direção do próprio dra-
maturgo, em parceria com
Cavi Borges. Com o título de
“A dois passos do paraíso”, o
longa, já em finalização, nar-
ra um triangulo amoroso.
CURTAS
Hoje
• Às 17h, “Cidadão Boilesen”, de
ChaimLitewski, será exibido no Ar-
quivo Nacional (2179-1350).
• Estrelado por Treat Williams,
“Hair”, de Milos Forman, será exi-
bido às 19h no Oi Futuro Ipanema
(3201-3010), seguido de debate
com o escritor Luiz Carlos Maciel,
o diretor teatral Claudio Botelho, o
crítico de música Tárik de Souza e
o DJ Marcelo Janot.
• Grant Gee dirige “Joy Division”,
que será exibido para convidados às
20h na reinauguração do Cine Joia
(2236-5624), em Copacabana.
Amanhã, dia 29
• Estreiam os longas “Thor”, “Água
para elefantes”, “Como você sabe”,
“Marcha da vida”, “Natimorto” e
“Bollywood dream — Sonho bol-
lywoodiano”.
• Lançado na Quinzena dos Rea-
lizadores do Festival de Cannes
de 2010, “A alegria”, de Felipe
Bragança e Marina Meliande, será
exibido às 18h no CCBB (3808-
2020),na mostra Cinema Brasilei-
ro: Anos 2000, 10 Questões.
Sábado, dia 30
• Indicado ao Oscar de melhor fil-
me estrangeiro em 1989, “Salaam
Bombay!”, da indiana Mira Nair,
será exibido às 18h no Cineclube
da Escola de Cinema Darcy Ribeiro
(2516-3514), seguido de debate
com o professor Sérgio Almeida.
• Em sessão hors-concours, com a
presença do jogador Edson Arantes
do Nascimento, o documentário “Ci-
ne Pelé”, de Evaldo Mocarzel, inau-
gura o 15
o
- Cine PE, em Recife.
Domingo, dia 1
• Às 17h30m, a Caixa Cultural
(2202-3086) exibe “A mulher de
todos” (1969) na retrospectiva de
Rogério Sganzerla.
Segunda, dia 2
• Às 14h, “Pão, amor e fantasia”,
de Luigi Comencini, abre a mostra
Commedia All’Italiana no Espaço
Cultural Telezoom (3497-7620).
● Sem temer o martelo de “Thor”, que estreou ontem num cir-
cuito restrito de telas nos EUA, expandindo seus domínios ci-
néfilos no dia 6, o nova-iorquino Mark Sinclair Vincent, cele-
brizado como Vin Diesel, vai enfrentar o Deus do Trovão e os
demais super-heróis desta temporada de candidatos a block-
buster com seu “Velozes & Furiosos 5 — Operação Rio” (“Fast
five”). Em território americano, o quinto episódio da franquia
motorizada entra em cartaz amanhã, estacionando no Brasil
só na semana seguinte. Em solo brasileiro, onde o astro veio
badalar há duas semanas, houve rejeição da crítica ao retrato
violento que o longa-metragem pinta do Rio de Janeiro. Nesta
entrevista, Diesel contemporiza com os cariocas.
O GLOBO: Por que o Rio apa-
rece como uma cidade hostil e
armada no filme?
VIN DIESEL: Ao fim de uma
sessão-teste do filme, assim
que a projeção acabou, ouvi-
mos várias pessoas dizendo
que mal podiam esperar para
conhecer o Rio. Fizemos uma
première de “Velozes & Furio-
sos 5” de um porte que eu
nunca vi igual em todos os
meus anos de cinema. De cer-
ta forma, transformamos a ci-
dade em personagem. Este é
um lugar muito acolhedor. As
escolas de samba são impres-
sionantes. E eu me surpreen-
di também ao encontrar apa-
relhos de ginástica instalados
nas praias, disponíveis para o
uso de quem qui ser, sem
ônus. Quero muito filmar
aqui outra vez.
● Ao largo dos filmes de ação
que o popularizaram, você fil-
mou o thriller jurídico “Sob
suspeita”, que rendeu uma in-
dicação ao Urso de Ouro no
Festival de Berlimde 2006 pa-
ra Sidney Lumet, umdos mais
aclamados diretores dos EUA,
morto no último dia 9. Qual
foi a importância de Lumet
para a sua carreira?
Lumet validou a minha carrei-
ra com um atestado de serie-
dade. Ele me escolheu apesar
de toda a rejeição de seus co-
legas, que torciam o nariz pa-
ra a escalação de um ator de
ação para um papel dramáti-
co. Quando concluiu o pri-
meiro corte durante a monta-
gem do filme, ele me disse:
“Vinny, foi uma pena não ter
te conhecido antes.” Sidney
era uma figura única.
● Frente à censura que o po-
liticamente correto impõe
aos filmes de ação, que lugar
o heroísmo ocupa hoje no ci-
nema americano?
Viver um herói num filme de
ação pode gerar para um ator
o mesmo efeito danoso que o
papel de uma gostosona pro-
voca na carreira de uma atriz: a
tipificação. Esse preconceito
impede que as pessoas vejam
a dramaturgia existente entre
sequências de luta, de perse-
guição. Nestes tempos de efei-
tos digitais, um filme de ação
se diferencia pelo realismo. E o
heroísmo entra aí. E ele se rein-
venta frente a roteiros sólidos.
“Cidade de Deus” despertou
no cinema o interesse de se fil-
mar emfavelas. Mas essa filma-
gem tem que estar calçada nu-
ma boa história.
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“A ALEGRIA”: amanhã no CCBB
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“RIO”
Nos EUA
1. “Rio”
2. “Tyler Perry’s Me-
dea’s Big happy family”
3. “Água para
elefantes”
4. “Hop — Rebeldes
sem Páscoa”
5. “Pânico 4”
Fontes: Filme B e Box Office Mojo
O GLOBO NA INTERNET
a
..................................................
NO TWITTER
oglobo.com.br/cultura
twitter.com/OGlobo_Cultura
•Assista ao trailer de
“Natimorto”
• Leitores debatem pontos
positivos e negativos da
animação “Rio”, que lidera a
bilheteria há três semanas
Divulgação
SEGUNDO CADERNO

5 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 5 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 00: 52 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
CURTI NHAS

Kim Poor abre hoje a mostra
“London Collection” no antiquário
Arnaldo Danemberg.

Moacyr Luz faz o “Samba do
Trabalhador”, dia primeiro, a partir
das 14h, no Renascença, com o
apoio da RioTur.

Claudio Baltar dirige “Passos”,
que estreia hoje, no Circo Crescer e
Viver, na Praça Onze.

Maria Vitória Riera é uma das
“Mulheres que fazem a diferença no
século XXI”, do Lions Clube.

Guilherme Coelho e Artur
Dapieve falam sobre o projeto “Por
que a gente é assim?”, hoje, no Talk
Show Barteliê.

Douglas Andreghetti, da
WineStock, faz almoço amanhã no
restaurante Gero, em Ipanema, com
vinhos da Borgonha.

Conselho Comunitário de
Segurança será hoje, às 10h, na
sede do 23
o
- BPM.
Circo Arpoador
● É assim que
ficará a lona
montada no
Arpoador para
o Viradão
Carioca,
marcado para a última
semana de maio. Homenageia
o Circo Voador, que instalou
sua primeira lona ali, no final
dos anos de 1970.
Nua pelo drama
● A artista plástica Elen Nas
ficará nua amanhã dentro de
uma gaiola de arame farpado,
na exposição de José Tannuri,
na Galeria Tramas,
Copacabana. Elen e Tannuri
querem “explorar os reflexos
do arame farpado no corpo”
e “os aspectos dramáticos da
privacidade”. Toda a galeria
será transformada numa jaula.
No fundo do mar
COM CLEO GUIMARÃES, MARIA FORTUNA E FERNANDA PONTES • E-mail: genteboa@oglobo.com.br
GENTE BOA
Kate e William no Rio
● Kate e William, acima, são os
novos moradores do Zoo Rio.
O casal de tigres de bengala,
chegou esta semana de Santa
Catarina, vindos do Zoo do
Beto Carrero. O macho tem
quatro anos e pesa 150 quilos.
A fêmea, 5 anos, pesa 115.
A expectativa é que, como
os xarás reais, tragam filhotes.
Na casa certa
● O acervo do compositor
Braguinha, um dos reis da
marchinha carioca, será
transferido para o novo Museu
da Imagem do Som, a ser
inaugurado em 2012. A doação
foi feita por Maria Cecília
Braga, filha de Braguinha, à
Rosa Araújo, presidente do MIS.
Olha o documento
● O superintendente
do Iphan/Rio, Carlos Fernando
Andrade, foi barrado no
feriadão ao tentar cruzar a
fronteira para visitar as ruínas
das missões jesuíticas na
Argentina. Estava com carteira
de motorista e a carteira
do Conselho Regional de
Engenharia e Arquitetura. Os
documentos não são aceitos
pela fiscalização daquele país.
Hotelaria de charme
Edu Lobo canta as músicas do ‘Grande circo místico’
EDU LOBO, entre Cristóvão Bastos e Carlos Malta: aplausos da plateia que se emocionou com show e bate-papo
Longe das leis do showbizz
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
Fotos de Marcos Ramos
‘T
er um trabalho desse
para mostrar é um
negócio muito sério.
Genial!”, resumia a
cantora Wanda Sá, depois de ou-
vir Edu Lobo, seu ex-marido, can-
tar as músicas de “O grande circo
místico” em show que celebrou o
disco clássico de Edu e Chico
Buarque anteontem, no Instituto
Moreira Salles.
● O show entremeava músicas e
um bate-papo com o crítico mu-
sical Hugo Sukman. Edu também
falou das histórias por trás de
outras composições, como “Can-
to triste”, dos anos 60. “Vinicius
de Moraes salvou essa música.
Eu estava zerado porque tinha
acabado de compor uma trilha e
ele pediu música nova”, contou.
“Toquei o que já tinha composto
dessa e ele disse: ‘Pode tomar
uns uísques, mas termina que eu
vou fazer essa letra’”.
● Trabalhar sob pressão, aliás, é
um estímulo para o processo cria-
tivo de Edu, como ele contou.
“Adoro aquela história do Cole
Porter: ‘Sabe o que me inspira? O
telefonema de um produtor’”. Os
balacos do Poetinha também in-
centivavam. “Vinicius dava festa
todo sábado, terça, quinta... E
sempre tinha alguém que pergun-
tava por música nova.”
● Acompanhado pelo pianista
Cristóvão Bastos e pelo multisso-
pros Carlos Malta, Edu lia a letra
da maioria das músicas. “Depois
de uma certa idade, o HD começa
a não funcionar”, brincou.
● “Contrariando as leis do show bu-
siness, que manda encerrar com
música explosiva, vou fazer uma len-
ta”, avisou, antes de cantar “Pra di-
zer adeus”. Saiu do palco ovaciona-
do, numa grande noite da MPB.
EDU FALA
BENA LOBO e Úrsula Corona
FLÁVIO PINHEIRO cumprimenta o cineasta Cacá Diegues
BEBEL e Paulo Niemeyer
A equilibrista inspiradora de
’Beatriz’ originalmente se chamava
Agnés. Mas Agnés rima como quê?
Chico teve que transformar
‘Ciranda da bailarina’ é versão
musical do ’Poema enjoadinho‘
do Vinicius de Moraes
Temsempre umcara de marketing
que diz que ‘não, tal música não vai
vender bem’. Profissão ruimessa.
Eu é que não queria ter umfilho
gerente de marketing
Minha parceria como Chico
Buarque demorou a rolar porque a
gente competia. Ele ganhava um
festival, eu ganhava outro
Chico manda a letra comalgumas
possibilidades. Se você não gostar
daquela, marca umxis na outra
Essa música eu não deveria cantar
por causa das gravações do Milton
Nascimento e da Mônica Salmaso.
Ah, mas vou cantar, sim, sabe
por que? Porque eu que fiz
EDU LOBO
Esther Nazareth
● Uma harpa especial foi
levada ao fundo do mar e
a francesa Claire Lefur, num
escafandro, foi filmada
tocando. O filme, com o som
feito ao vivo por Claire, numa
sincronia que é sucesso
internacional, será atração
do RioHarpFestival, domingo,
no Forte de Copacabana.
Qualquer operadora
● O linguajar das operadoras
caiu na boca do povo. Amiga
da coluna ouviu duas jovens
conversando na mesa ao lado:
“O namorado da Maria é
desbloqueado”, disse uma
delas. No decorrer da
conversa o mistério foi
esclarecido. “Desbloqueado”
é a gíria para quem namora
mulher ou homem. ● O casarão acima, na Rua
Monte Alegre, Santa Teresa,
pertencia à família do ex-
presidente Castello Branco e
está sendo restaurado para
reabrir como hotel com 16
quartos. Será administrado
pelo mesmo grupo do hotel
Solar do Império, em
Petrópolis, também num
casarão histórico.
Galo no Cantagalo
● Não é verdade, como está
no lindo samba “Nomes da
favela”, de Paulo Cesar Pinheiro,
que o “galo já não canta mais
no Cantagalo”. Canta, ou
melhor, cantam, são muitos
galos. Isso poderia ser notícia
boa, passada por amiga da
coluna que mora ao lado do
morro, num apartamento da
Barão da Torre. O problema é
que, urbanamente estressados,
os galos cantam a qualquer
hora — e começam a sinfonia
desde uma da madrugada. “É
impossível dormir”, ela diz.
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Divulgação
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SEGUNDO CADERNO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 6 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: 06 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Este caderno não se responsabiliza por mudanças em preços e horários. Ambos são fornecidos pelos organizadores dos espetáculos.
Como nem todas as casas fornecem a classificação etária, é recomendável a pais e responsáveis a consulta prévia por telefone, fax ou e-mail.
NOS BAIRROS
ZonaSul
> Cine Glória — Praça Luís de Camões, s/nº,
Memorial Getúlio Vargas, subsolo, Glória —
2556-1586. O cinema funciona de ter a dom.
(116 lugares): As aventuras de Sammy, 14h,
16h. Bebês, 18h, 20h. R$ 12 (ter, qua e qui) e
R$ 14 (sáb e dom).
> Cinemark Botafogo — Praia de Botafogo,
400, Botafogo Praia Shopping, 8° piso, Bota-
fogo — 2237-9485. Sala 1 (124 lugares): Eu
sou o número quatro, 12h30m, 15h, 17h30m,
20h, 22h20m. Sala 2 (139 lugares): Rio, dub,
11h50m, 14h10m, 16h30m; e A minha ver-
são do amor, 18h50m, 21h50m. Sala 3 (219
lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
11h30m, 13h50m, 16h10m, 18h30m,
20h50m.. Sala 4 (186 lugares): Rio, dub,
12h40m, 14h55m; Pânico 4, 17h10m,
19h35m, 22h05m. Sala 5 (290 lugares): Rio,
(3-D), dub, 12h10m, 14h30m, 16h50m,
19h10m, 21h30m.. Sala 6 (290 lugares): Rio,
(3-D), dub, 11h10m, 13h30m, 15h50m,
18h10m; leg, 20h30m.. R$ 13 (qua), R$ 14
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e
qui, após as 17h), R$ 17 (sex a dom e feriados,
até as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após
as 17h), R$ 22 (qua, 3-D), R$ 23 (seg, ter e
qui, 3-D) e R$ 27 (sex a dom e feriados, 3-D).
Maiores de 60 anos e crianças menores de 12
pagam meia-entrada. Toda a semana, na Ses-
são Desconto, é selecionado um filme nas ses-
sões das 15h em que o espectador paga R$ 4
(consulte qual é o filme da semana por tele-
fone, no site www.cinemark.com.br ou no pró-
prio cinema).
> Cinépolis Lagoon — Av. Borges de Medei-
ros 1.424, Estádio de Remo da Lagoa, Leblon.
Sala 1 (235 lugares): Rio, dub, 14h10m; e A
minha versão do amor, 16h20m, 19h05m,
21h50m. Sal a 2 ( 150 l ugar es) : VI Ps,
12h40m, 14h50m; Eu sou o número quatro,
17h; e Pânico 4, 19h20m, 21h40m. Sala 3
(162 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 12h30m, 14h55m, 17h05m, 19h15m; e
Eu sou o número quatro, 21h30m. Sala 4 (173
lugares): Rio, (3-D), dub, 13h15m, 15h30m,
17h45m, 20h, 22h10m. Sala 5 (161 lugares):
Rio, (3-D), 14h, 16h15m, 18h30m, 20h45m.
Sal a 6 (232 l ugares): Ri o, (3-D), dub,
14h30m, 16h45m, 19h; e pré-estreia de Como
você sabe, 21h15m. R$ 19,50 (seg a qui, ex-
ceto feriados), R$ 23,50 (sex a dom e feriados),
R$ 25,50 (seg a qui, exceto feriados, 3-D) e R$
29,50 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Espaço de Cinema — Rua Voluntários da
Pátria, 35, Botafogo — 2266-9952. Sala 1
(267 l ugares): Homens e deuses, 14h,
16h30m, 19h, 21h40m. Sala 2 (228 lugares):
O amor chega tarde, 14h30m, 16h15m, 18h,
19h45m, 21h30m. Sala 3 (104 lugares): Na-
na Caymmi em Rio Sonata, 14h15m, 16h,
17h45m, 19h30m, 21h15m. R$ 15 (seg a
qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados).
> Espaço Museu da República — Rua do
Catete, 153, Catete — 3826-7984. (90 luga-
res): Em um mundo melhor, 14h40m, 17h,
19h20m. R$ 10 (seg a qui) e R$ 12 (sex a dom
e feriados).
> Estação Botafogo — Rua Voluntários da
Pátria, 88, Botafogo — 2226-1988. Sala 1
(280 lugares): Bebês, 13h10m; Cópia fiel,
14h40m, 19h20m; e Incêndios, 16h50m,
21h30m. Sala 2 (41 lugares): Ricky, 13h; O
pequeno Nicolau, 14h50m; Além da vida,
16h40m; Biutiful, 19h; e O sequestro de um
herói, 21h40m. Sala 3 (66 lugares): Que mais
posso querer, 13h50m, 17h50m; Bebês,
16h10m, 20h10m; e Turnê, 21h50m. R$ 15
(seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados).
> Estação Ipanema — Rua Visconde de Pi-
rajá, 605, Ipanema — 2279-4603. Sala 1
(141 lugares): O amor chega tarde, 14h,
15h45m, 17h30m, 19h15m, 21h. Sala 2
(163 lugares): Homens e deuses, 13h50m,
16h30m, 19h, 21h30m. R$ 16 (seg a qui) e
R$ 20 (sex a dom e feriados).
> Estação Laura Alvim — Av. Vieira Souto,
176, Ipanema — 2267-4307. Sala 1 (73 lu-
gar es) : Nana Caymmi em Ri o Sonat a,
14h15m, 16h, 17h45m, 19h30m, 21h15m.
Sal a 2 ( 37 l ugar es) : Amor ?, 13h20m,
15h30m, 17h30m, 19h45m, 21h45m. Sala
3 (45 lugares): A minha versão do amor,
13h50m, 16h30m, 19h, 21h30m. R$ 16 (seg
a qui) e R$ 20 (sex a dom e feriados).
> Estação Vivo Gávea — Rua Marquês de
São Vicente, 52, Shopping da Gávea, 4º piso,
Gávea — 3875-3011. Sala 1 (79 lugares):
Amor?, 14h, 16h10m, 22h10m; pré-estreia de
Como você sabe, 18h10m; e Bebês, 20h30m.
Sala 2 (126 lugares): O amor chega tarde, 14h,
16h, 19h30m, 21h20m; e Bebês, 17h50m.
Sal a 3 (91 l ugares): Homens e deuses,
13h50m, 16h20m, 19h, 21h30m. Sala 4 (84
l ugares): Nana Caymmi em Rio Sonata,
13h10m, 16h30m, 18h30m, 20h15m, 22h;
e Bebês, 14h50m. Sala 5 (156 lugares): A mi-
nha versão do amor, 14h15m, 16h45m,
19h15m, 21h50m. R$ 18 (seg a qui) e R$ 24
(sex a dom e feriados).
> Instituto Moreira Salles — Rua Marquês
de São Vicente, 476, Gávea. O cinema funciona
de ter a dom — 3284-7400. Sala 1 (120 lu-
gares): Amor?, 14h (qui), 16h (qui), 18h (qui),
20h (qui). R$ 15 (ter, qua e qui) e R$ 17 (sex a
dom e feriados).
> Kinoplex Fashion Mall — Estrada da Gá-
vea, 899, Fashion Mall, 2º piso, São Conrado
— 2461-2461. Sala 1 (139 lugares): Hop —
Rebeldes sem Páscoa, dub, 16h50m, 19h; e
Uma manhã gloriosa, 21h15m. Sala 2 (195 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 15h20m, 17h30m,
19h40m; leg, 21h50m. Sala 3 (114 lugares):
Rio, dub, 17h, 19h10m; e pré-estreia de Como
você sabe, 21h30m. Sala 4 (129 lugares): A
minha versão do amor, 15h10m, 18h10m,
21h. R$ 20 (seg a qui), R$ 24 (sex a dom e
feriados), R$ 26 (seg a qui, 3-D) e R$ 30 (sex a
dom e feriados, 3-D).
> Kinoplex Leblon — Av. Afrânio de Melo
Franco, 290, Shopping Leblon, 4º piso, Leblon
— 2461-2461. Sala 1 (170 lugares): Rio, dub,
14h , 16h 10m, 18h 20m, 20h 30m,
22h40m.Sala 2 (171 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 15h, 17h10m,
19h20m; e Uma manhã gloriosa, 21h30m.
Sala 3 (172 lugares): Eu sou o número quatro,
14h45m, 19h10m; e Pâni co 4, 17h,
21h45m. Sala 4 (161 lugares): Rio, (3-D),
dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m; leg, 21h.
R$ 20 (seg a qui, exceto feriados), R$ 24 (sex a
dom e feriados), R$ 26 (seg a qui, 3-D) e R$ 30
(sex a dom e feriados, 3-D).
> Leblon — Av. Ataulfo de Paiva, 391, lojas A
e B, Leblon — 2461-2461. Sala 1 (640 lu-
gares): pré-estrei a de Como você sabe,
18h40m; e A mi nha ver s ão do amor,
15h50m, 21h10m. Sala 2 (300 lugares):
Ri o, ( 3- D) , dub, 15h10m, 17h20m,
19h30m; leg, 21h40m. R$ 20 (seg a qui, ex-
ceto feriados), R$ 24 (sex a dom e feriados),
R$ 26 (seg a qui, exceto feriados, 3-D) e R$
30 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Rio Sul — Rua Lauro Müller, 116, Shopping
Rio Sul, 4º piso, Botafogo — 2461-2461. Sala
1 (159 lugares): Rio, dub, 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h. Sala 2 (209 lugares): Rio, (3-
D), dub, 15h10m, 17h20m, 19h30m; leg,
21h40m. Sal a 3 ( 151 l ugar es) : VI Ps,
14h20m, 19h; e Pâni co 4, 16h30m,
21h20m. Sala 4 (156 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. R$ 14 (qua), R$ 15 (seg,
ter e qui, até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até
as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 23 (seg a qui, 3-D) e R$ 26 (sex a
dom e feriados, 3-D).
> Roxy — Av. Nossa Senhora de Copacabana,
945, Copacabana — 2461-2461. Sala 1 (304
lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
14h50m, 17h, 19h10m; e Uma manhã glorio-
sa, 21h20m. Sala 2 (306 lugares): Eu sou o
número quatro, 14h, 16h10m; e pré-estreia de
Como você sabe, 18h30m, 21h. Sala 3 (309
lugares): Rio, (3-D), dub, 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h40m. R$ 14 (qua), R$ 15 (seg,
ter e qui, até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até
as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 23 (seg a qui, 3-D) e R$ 27 (sex a
dom e feriados, 3-D).
> São Luiz — Rua do Catete, 311, Largo do
Machado — 2461-2461. Sala 1 (140 lugares):
Eu sou o número quatro, 14h30m, 16h50m,
19h10m, 21h30m. Sala 2 (258 lugares): Hop
— Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h, 16h20m,
18h40m; e pré-estreia de Como você sabe,
21h15m. Sala 3 (267 lugares): Rio, (3-D), dub,
15h10m, 17h20m, 19h30m; leg, 21h40m.
Sala 4 (149 lugares): Rio, (3-D), dub, 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h. R$ 14 (qua), R$ 15
(seg, ter e qui, até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até
as 17h), R$ 20 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 24 (seg a qui, 3-D) e R$ 28 (sex a dom
e feriados, 3-D).
> Unibanco Arteplex — Praia de Botafogo,
316, Botafogo — 2559-8750. Sala 1 (150 lu-
gares): Homens e deuses, 13h, 15h20m,
19h30m, 21h50m; Bebês, 17h40m. Sala 2
(126 lugares): Bróder, 14h, 16h, 18h, 20h,
22h. Sala 3 (109 lugares): Contracorrente,
14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 4 (165 lu-
gares): Ri o, (3-D), dub, 13h, 15h10m,
17h20m, 19h30m; leg, 21h40m. Sala 5 (136
lugares): Amor?, 13h10m, 15h20m, 17h30m,
19h40m, 21h50m. Sala 6 (250 lugares): Rio,
14h30m, 17h, 19h30m, 22h. R$ 14 (qua),
R$ 16 (seg, ter e qui), R$ 20 (sex a dom e fe-
riados), R$ 24 (seg a qui, 3-D) e R$ 26 (sex a
dom e feriados, 3-D).
BarradaTijuca/Recreio
> Cinemark Downtown — Av. das Américas,
500, Downtown, bloco 17, 2º piso, Barra —
2494-5004. Sala 01 (143 lugares): Rio, dub,
12h55m, 15h20m, 17h40m, 20h; e Pânico
4, 22h20m. Sala 02 (131 lugares): Hop —Re-
beldes sem Páscoa, dub, 11h20m, 13h35m,
16h, 18h30m; e Bróder, 20h50m. Sala 03
(261 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 12h30m, 14h50m, 17h10m, 19h30m,
21h50m. Sala 04 (286 lugares): Rio, (3-D),
dub, 11h40m, 13h55m; leg, 16h20m. Sala
05 (159 lugares): Sobrenatural, 12h40m,
17h20m, 19h40m, 22h; e Amor?, 15h. Sala
06 ( 156 l ugar es) : Ri o, dub, 13h15m,
15h35m, 20h40m; e Bróder, 18h. Sala 07
(172 lugares): Cine Cult (ver programação de
f i l mes) ; Pâni co 4, 15h40m, 18h20m,
21h05m (qui). Sala 08 (297 lugares): Rio, (3-
D), 12h10m, 14h30m, 16h50m.. Sala 09
(154 lugares): Rio, dub, 11h25m, 13h40m,
16h05m; e A minha versão do amor, 18h25m,
21h20m. Sala 10 (172 lugares): Eu sou o nú-
mero quatro, 11h30m, 14h05m, 16h25m,
19h, 21h40m. Sala 11 (145 lugares): A garota
da capa vermel ha, 11h50m, 14h10m,
16h30m, 18h50m, 21h10m. Sala 12 (267 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 11h10m, 13h25m,
15h50m, 18h10m, 20h30m. R$ 11 (qua), R$
14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter
e qui, após as 17h; sex a dom e feriados, até as
17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 21 (qua, 3-D), R$ 22 (seg, ter e qui,
3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, Sala 3-D).
Toda semana, na Sessão Desconto, é selecio-
nado um filme nas sessões das 15h em que o
espectador paga R$ 4 (consulte qual é o filme
da semana pelo telefone, no site www.cine-
mark.com.br ou no próprio cinema). Para Cine
Cult, R$ 10.
> Cinesystem Recreio Shopping — Av. das
Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes
— 4005-9030. Sala 1 (286 lugares): Rio,
dub, 14h20m, 16h40m, 19h, 21h10m. Sala
2 (286 lugares): Hop — Rebeldes sem Pás-
coa, dub, 14h, 16h30m, 19h10m, 21h30m.
Sala 3 (212 lugares): Bróder, 14h30m, 17h,
19h30m, 21h40m. Sala 4 (212 lugares):
Rio, dub, 13h50m; e Pânico 4, 16h50m,
19h20m, 21h50m. R$ 8 (seg), R$ 12 (qua,
até as 17h; qui; ter), R$ 14 (sex a dom e fe-
riados, até as 17h; qua, após as 17h) e R$ 16
(sex a dom e feriados, após as 17h). Promo-
ção do Beijo: às quintas-feiras, o casal que
der um beijo na bilheteria paga R$ 12 (o ca-
sal). Promoção Segunda Maluca: ingresso a
R$ 8. Promoções por tempo indeterminado e
não válidas em feriados.
> Espaço Rio Design — Avenida das Améri-
cas, 7777, Rio Design Barra, 3º piso, Barra —
2438-7590. Sala 1 (149 lugares): Rio, (3-D),
dub, 14h, 16h30m, 19h; leg, 21h40m. Sala 2
(88 lugares): A garota da capa vermelha, 14h,
16h20m, 18h40m, 21h10m. Sala Vip (116
lugares): Eu sou o número quatro, 14h20m,
19h10m; e Homens e deuses, 16h40m,
21h50m. R$ 19 (seg a qui), R$ 24 (sex a dom
e feriados), R$ 25 (seg a qui, 3-D), R$ 29 (sex
a dom e feriados, 3-D), R$ 32 (seg a qui, Sala
VIP) e R$ 40 (sex a dom e feriados, Sala VIP).
> Estação Barra Point — Av. Armando Lom-
bardi, 350, Barra Point, 3º piso, Barra —
3419-7431. Sala 1 (165 lugares): Bebês,
14h; Nana Caymmi em Rio Sonata, 15h40m,
19h50m, 21h30m; e Que mais posso querer,
17h30m. Sala 2 (165 lugares): A minha versão
do amor, 13h45m, 18h45m; Incêndios,
16h15m; e Cópia fiel, 21h15m. R$ 15 (seg a
qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados).
> UCI New York City Center — Av. das Amé-
ricas, 5.000, Barra — 2461-1818. Sala 01
(168 lugares): As mães de Chico Xavier,
16h50m, 21h30m; e VI Ps, 14h30m,
19h10m. Sala 02 (238 lugares): Rio, (3-D),
dub, 14h40m, 16h50m, 19h; leg, 21h10m.
Sala 03 (383 lugares): A garota da capa ver-
mel ha, 13h20m, 15h30m, 17h40m,
19h50m, 22h. Sala 04 (383 lugares): Rio,
dub, 14h50m, 17h, 19h10m; e Sexo sem
compromisso, 21h20m. Sala 05 (299 luga-
res): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
13h40m, 15h50m, 18h, 20h10m, 22h20m.
Sala 06 (173 lugares): Eu sou o número qua-
tro, dub, 14h40m, 17h, 19h20m; e O discurso
do rei, 21h40m. Sala 07 (158 lugares): Ho-
mens e deuses, 17h30m; e A minha versão do
amor, 14h45m, 20h15m. Sala 08 (297 luga-
res): Eu sou o número quatro, 13h40m, 16h,
18h20m, 20h40m. Sala 09 (159 lugares): Es-
posa de mentirinha, dub, 14h45m, 17h15m; e
Rio, 19h45m, 21h55m. Sala 10 (166 luga-
res): Gnomeu e Julieta, dub, 13h15m, 15h; e
Pânico 4, 16h45m, 18h55m, 21h05m. Sala
11 (215 lugares): Sobrenatural, 14h05m,
16h20m, 18h35m, 20h50m. Sala 12 (252 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 14h10m, 16h20m,
18h30m; leg, 20h40m. Sala 13 (383 lugares):
Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub, 13h30m,
15h40m, 17h50m, 20h, 22h10m. Sala 14
(252 lugares): Rio, (3-D), dub, 13h, 15h10m,
17h20m; leg, 19h30m, 21h40m. Sala 15
(215 lugares): Pânico 4, dub, 14h50m,
17h10m, 19h30m, 21h50m. Sala 16 (166 lu-
gares): Bróder, 14h45m, 16h50m, 18h55m,
21h. Sal a 17 (297 l ugares): Ri o, dub,
14h30m, 16h45m, 19h; e Sem limites,
21h15m. Sala 18 (277 lugares): Rio, dub,
13h25m, 15h35m, 17h45m, 19h55m; e Cis-
ne negro, 22h05m. R$ 13 (qua), R$ 14 (seg,
ter e qui, até às 17h), R$ 18 (seg, ter e qui,
após as 17h; sex a dom e feriados, até as 17h),
R$ 20 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$
23 (seg a qui, 3-D) e R$ 26 (sex a dom e fe-
riados, 3-D). Sessão Família: sáb, dom e feria-
dos, os ingressos para as sessões iniciadas até
as 13h55m custam R$ 13. Ticket Família: na
compra de quatro ingressos — dois adultos e
duas crianças de até 12 anos —, a família pa-
ga R$ 39 para assistir a qualquer sessão (ex-
ceto na sala 3-D) em todos os dias da semana.
Na sala 3-D, o valor do Ticket Família é R$ 55.
Promoções por tempo indeterminado e não vá-
lidas para sessões em 3-D.
> Via Parque — Av. Ayrton Senna, 3.000,
Barra — 2461-2461. Sala 1 (242 lugares):
Rio, dub, 14h, 16h10m, 18h20m, 20h30m.
Sala 2 (311 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 14h20m, 16h30m, 18h40m,
20h50m. Sala 3 (308 lugares): Rio, dub,
14h40m, 16h50m, 19h, 21h10m. Sala 4
(311 lugares): A garota da capa vermelha,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 5
(313 lugares): Rio, (3-D), dub, 15h10m,
17h20m, 19h30m, 21h40m. Sala 6 (242 lu-
gares): Eu sou o número quatro, 14h20m,
19h10m; e Pânico 4, 16h50m, 21h30m. R$
10 (qua e qui), R$ 12 (seg e ter), R$ 14 (sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 17 (sex a dom
e feriados, após as 17h), R$ 21 (seg a qui, 3-D)
e R$ 24 (sex a dome feriados, 3-D). Maiores de
60 anos e crianças menores de 12 anos pagam
meia-entrada. Segunda Irresistível: ingresso a
R$ 7. Promoções por tempo indeterminado e
não válida para feriados e filmes em 3-D.
ZonaNorte
> Cinecarioca Nova Brasília — Rua Nova
Brasília s/n, Bonsucesso. (93 lugares): Rio, (3-
D), dub, 14h, 16h, 18h, 20h; e Bróder, 22h.
R$ 4 (moradores da região, estudantes e pro-
fessores) e R$ 8.
> Cinemark Carioca — Estrada Vicente Car-
valho, 909, Carioca Shopping, Vicente de Car-
valho — 3688-2340. Sala 1 (282 lugares):
Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub, 11h40m,
13h50m, 16h10m, 18h20m, 20h30m. Sala
2 (188 lugares): A garota da capa vermelha,
13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h, 22h10m.
Sala 3 (188 lugares): Rio, dub, 12h30m,
14h40m; e Sobrenatural, 16h50m, 19h10m,
21h30m. Sala 4 (312 lugares): Rio, dub, 12h,
14h10m, 16h20m, 18h50m, 21h20m. Sala
5 (312 lugares): Rio, dub, 11h, 13h10m,
15h20m, 17h30m, 19h50m, 22h. Sala 6
(228 lugares): Rio, dub, 11h30m, 13h40m,
15h50m; e A minha versão do amor, 18h,
20h50m. Sal a 7 (188 l ugares): Bróder,
12h40m, 17h20m, 21h50m; e Eu sou o nú-
mero quatro, dub, 15h, 19h30m. Sala 8 (282
lugares): Rio, dub, 11h50m; Cine Cult (ver pro-
gramação de filmes); e Pânico 4, dub, 16h,
18h30m, 21h. R$ 9 (seg, ter e qui, até as 17h;
qua), R$ 11 (seg, ter e qui, após as 17h), R$
14 (sex a dom e feriados, até as 17h) e R$ 16
(sex a dom e feriados, após as 17h). Toda se-
mana, na Sessão Desconto, é selecionado um
filme nas sessões das 15h em que o especta-
dor paga R$ 4 (consulte qual é o filme da se-
mana pel o tel efone, no si te www. ci ne-
mark.com.br ou no próprio cinema). Para Cine
Cult, R$ 10.
> Cinesystem Via Brasil Shopping — Via
Brasil Shopping. Rua Itapera, 500, Vista Alegre
— 4003-7049. Sala 1 (143 lugares): Invasão
do mundo: batalha de Los Angeles, dub,
14h20m, 16h50m, 19h20m; leg, 21h50m.
Sala 2 (192 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 14h10m, 16h20m, 19h10m,
21h30m. Sala 3 (161 lugares): Rio, dub,
14h15m, 16h45m, 19h15m, 21h45m. Sala
4 (267 lugares): Rio, (3-D), dub, 14h30m,
17h, 19h30m; leg, 22h. Sala 5 (213 lugares):
Rio, (3-D), dub, 14h, 16h30m, 19h, 21h20m.
Sala 6 (184 lugares): Esposa de mentirinha,
dub, 14h05m, 16h35m, 19h35m, 22h05m.
R$ 10 (ter e qua), R$ 12 (seg e qui), R$ 16 (sex
a dome feriados, até as 17h), R$ 18 (sex a dom
e feriados, após as 17h; ter e qua, 3-D), R$ 20
(seg e qui, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e feriados,
3-D). Promoção do Beijo: às quintas-feiras, o
casal que der um beijo na bilheteria paga R$
12 (o casal) e R$ 20 (o casal, em sala 3-D).
Promoção por tempo indeterminado e não vá-
lida para feriados.
> Kinoplex Nova América — Av. Martin Lu-
ther King Jr., 126, Shopping Nova América, Del
Castilho — 2461-2461. Sala 1 (206 lugares):
Ri o, dub, 14h20m, 16h30m, 18h40m,
20h50m. Sala 2 (144 lugares): Eu sou o nú-
mer o quatr o, 14h30m, 16h45m, 19h,
21h15m. Sala 3 (183 lugares): Pânico 4,
14h40m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Sala
4 (155 lugares): A garota da capa vermelha,
14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h40m. Sala
5 (274 l ugares): Ri o, (3-D), dub, 14h,
16h10m, 18h20m, 20h30m. Sala 6 (311 lu-
gares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 7
(285 lugares): Rio, (3-D), dub, 15h10m,
17h20m, 19h30m, 21h40m. R$ 11 (qua), R$
13 (seg, ter e qui, exceto feriados, até as 17h),
R$ 15 (seg, ter e qui, exceto feriados, após as
17h), R$ 17 (sex a dom e feriados, até as 17h),
R$ 19 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$
21 (seg a qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 24
(sex a dome feriados, 3-D). Maiores de 60 anos
e crianças menores de 12 anos pagam meia-
entrada. Segunda Irresistível: ingresso a R$ 7.
Promoções por tempo indeterminado e não vá-
lidas para feriados e sessões em 3-D.
> Kinoplex Shopping Tijuca — Av. Maraca-
nã, 987, Loja 3, Tijuca — 2461-2461. Sala 1
(340 lugares): Rio, (3-D), dub, 14h40m,
16h50m, 19h, 21h10m. Sala 2 (264 lugares):
Pânico 4, 14h10m, 16h30m, 18h50m,
21h30m. Sal a 3 ( 197 l ugar es) : VI Ps,
14h30m, 19h10m; e Sobrenatural, 16h40m,
21h20m. Sala 4 (264 lugares): Rio, (3-D),
dub, 15h10m, 17h20m, 19h30m; l eg,
21h40m. Sala 5 (340 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h30m, 16h40m,
18h50m; Uma manhã gloriosa, 21h.. Sala 6
(405 lugares): Rio, dub, 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h40m. R$ 15 (qua; seg, ter e qui,
até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui, após as
17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até as 17h),
R$ 20 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$
24 (seg a qui, 3-D) e R$ 28 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> Madureira Shopping — Estrada do Portela,
222, loja 301, Madureira — 2461-2461. Sala
1 (159 lugares): Rio, dub, 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h. Sala 2 (161 lugares): Hop —
Rebel des sem Páscoa, dub, 14h10m,
16h20m, 18h30m, 20h45m. Sala 3 (191 lu-
gares): Pânico 4, dub, 14h20m, 16h30m,
19h, 21h15m. Sala 4 (191 lugares): Rio, dub,
14h, 16h10m, 18h20m, 20h30m. R$ 7 (qua,
exceto feriados), R$ 9 (seg, ter e qui) e R$ 12
(sex a dom e feriados). Segunda Irresistível: in-
gresso a R$ 7. Promoções por tempo indeter-
minado e não válidas para feriados.
> Ponto Cine — Estrada do Camboatá,
2.300, Guadalupe Shopping - 1º piso, Guada-
lupe — 3106-9995. O cinema funciona de ter
a dom. (73 lugares): Bróder, 14h, 16h, 18h,
20h. R$ 6.
> Shopping Iguatemi — Rua Barão de São
Francisco, 236, 3º piso, Vila Isabel — 2461-
2461. Sala 1 (240 lugares): Rio, (3-D), dub,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 2
(156 lugares): Rio, dub, 14h50m, 19h20m; e
Pânico 4, 17h, 21h30m. Sala 3 (156 lugares):
Rio, dub, 14h, 16h10m, 18h20m, 20h30m.
Sala 4 (188 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 14h20m, 16h30m, 18h40m,
20h50m. Sala 5 (155 lugares): Eu sou o nú-
mero quatro, 14h10m, 16h30m, 18h50m,
21h20m. Sala 6 (152 lugares): A garota da ca-
pa vermelha, 14h, 16h20m, 18h40m, 21h.
Sala 7 (146 l ugares): Bróder, 14h40m,
16h50m, 19h, 21h10m. R$ 9 (qua, exceto fe-
riados), R$ 11 (seg, ter e qui), R$ 14 (sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 16 (sex a dom
e feriados, após as 17h), R$ 17 (seg a qui, 3-D)
e R$ 19 (sex a dom e feriados, 3-D). Maiores
de 60 anos e crianças menores de 12 anos pa-
gam meia-entrada. Segunda Irresistível: in-
gresso a R$ 7. Promoções por tempo indeter-
minado e não válidas para feriados e sessões
em 3-D.
> UCI Kinoplex — Av. Dom Helder Câmara,
5.474, Pátio NorteShopping, Del Castilho —
2461-0050. Sala 01 (244 lugares): Rio, (3-
D), dub, 14h10m, 16h20m, 18h30m; leg,
20h40m. Sala 02 (182 lugares): Eu sou o
número quatro, dub, 14h35m, 16h55m,
19h15m, 21h35m. Sala 03 (170 lugares):
Rio, (3-D), dub, 13h, 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h40m. Sala 04 (178 lugares):
Ri o, dub, 14h30m; e Sobr enat ur al ,
16h40m, 18h55m, 21h10m. Sala 05 (471
lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
13h10m, 15h20m, 17h30m, 19h40m,
21h50m. Sala 06 (471 lugares): Pânico 4,
d u b , 1 3 h 5 0 m, 1 6 h 1 0 m, 1 8 h 3 0 m,
20h50m. Sala 07 (165 lugares): Rio, dub,
13h20m, 15h30m, 17h40m, 19h50m,
22h. Sala 08 (159 lugares): Bróder, 14h,
16h05m, 18h10m, 20h20m, 22h25m. Sala
09 (166 lugares): A garota da capa verme-
lha, 13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h,
22h10m. Sala 10 (230 lugares): Rio, (3-D),
dub, 14h50m, 17h, 19h10m, 21h20m. R$
10 (qua, exceto feriados), R$ 12 (seg, ter e
qui, até as 17h), R$ 14 (seg, ter e qui, após
as 17h), R$ 16 (sex a dom e feriados, até as
17h) e R$ 18 (sex a dom e feriados, após as
17h). Maiores de 60 anos e crianças meno-
res de 12 anos pagam meia-entrada. Sessão
Família: R$ 11 (sáb, dom e feriados, em ses-
sões iniciadas até as 13h55m). Ticket Famí-
lia: na compra de quatro ingressos — dois
adultos e duas crianças de até 12 anos —, a
família paga R$ 39 para assistir a qualquer
sessão (exceto na sala 3-D) em todos os dias
da semana. Na sala 3-D, o valor do Ticket Fa-
mília é R$ 53. Promoções válidas por tempo
indeterminado. Promoções por tempo inde-
terminado e não válidas para feriados e ses-
sões em 3-D.
Centro
> Caixa Cultural Rio — Av. Almirante Barro-
so, 25, Centro — 2544-4080. O cinema fun-
ciona de ter a dom. (83 lugares): A luz e o ci-
nema de Rogério Sganzerla, até 8 de maio (ver
programação de filmes). R$ 2.
> Centro Cultural Banco do Brasil — Rua
Primeiro de Março, 66, Centro — 3808-2007.
O cinema funciona de ter a dom. (110 lugares):
Cinema brasileiro: anos 200), 10 questões,
até 8 de maio (ver programação de filmes). R$
6 (acesso livre a todos os filmes da mostra).
> Cine Santa Teresa — Rua Paschoal Carlos
Magno, 136, Largo dos Guimarães, Santa Teresa
— 2222-0203. (56 lugares): Cópia fiel, 15h,
19h20m; Rango, 17h10m; e As mães de Chico
Xavier, 21h30m. R$ 12 (exceto sáb e dom) e R$
14 (sáb e dom e feriados).
> Odeon —Praça Floriano, 7, Centro —2240-
1093. (600 lugares): Cisne negro, 14h,
18h30m; O discurso do rei, 16h10m. R$ 12.
IlhadoGovernador
> CinesystemIlha Plaza — Av. Maestro Pau-
lo e Silva, 400, Ilha Plaza Shopping - 3º piso,
Ilha do Governador — 2468-8100. Sala 1
(292 lugares): Rio, dub, 14h30m, 17h20m,
19h30m, 21h40m. Sala 2 (206 lugares): Eu
sou o número quatro, 14h20m, 19h20m; e
Pânico 4, 16h50m, 21h50m. Sala 3 (206 lu-
gares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 4 (292 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 13h30m, 15h40m,
17h50m, 20h; leg, 22h10m. R$ 7 (ter e qua,
exceto feriados), R$ 9 (ter e qua, exceto feria-
dos, 3-D), R$ 12 (seg; qui), R$ 16 (sex a dom
e feriados, até às 17h), R$ 18 (sex a dom e fe-
riados, após as 17h; sex a dom e feriados, 3-D,
até as 17h), R$ 20 (seg, 3-D; qui, 3-D) e R$ 23
(sex a dom e feriados, 3-D, após as 17h).
ZonaOeste
> Cine 10 Sulacap — Avenida Marechal Fon-
tenelle, Jardim Sulacap. Sala 1 (406 lugares):
Rio, (3-D), dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m;
leg, 21h. Sala 2 (235 lugares): Hop —Rebeldes
sem Páscoa, dub, 15h30m, 17h30m,
19h30m, 21h30m. Sala 3 (255 lugares): Rio,
dub, 14h40m; e Eu sou o número quatro, dub,
17h, 19h20m, 21h30m. Sala 4 (239 lugares):
Sobrenatural, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h. Sala 5
(137 lugares): Rio, dub, 15h, 17h20m; e Pâ-
nico 4, dub, 19h40m, 22h. Sala 6 (101 luga-
res): Bróder, 15h, 17h, 19h, 21h. R$ 6 (ter e
qua), R$ 8 (seg e qui, até as 17h), R$ 10 (ter e
qua, 3-D; seg e qui, após as 17h), R$ 12 (sex a
dome feriados, até as 17h; seg e qui, 3-D. Até as
17h), R$ 14 (seg e qui, 3D. Após as 17h; sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 16 (sex a dom
e feriados, 3D. Até as 17h) e R$ 18 (sex a dom
e feriados, 3D. Após as 17h).
> Cinesercla Pátio Mix Itaguaí — Rodovia
Rio Santos s/n, Itaguaí, Shopping Pátio Mix, 1°
piso, Itaguaí — 3781-8694. Sala 1 (121 lu-
gares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
13h50m, 15h35m, 17h20m, 19h05m,
20h50m. Sala 2 (178 lugares): Rio, dub,
14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Sala
3 (177 lugares): Rio, dub, 14h30m; e Pânico
4, dub, 16h35m, 18h40m, 20h45m. Sala 4
(121 lugares): Eu sou o número quatro, dub,
14h30m, 16h30m, 18h30m, 20h30m. R$ 8
(seg e qua), R$ 10 (ter e qui) e R$ 12 (sex a
dom). Às terças e quintas-feiras, preço único
para todos: R$ 5. Promoção por tempo inde-
terminado e não válida para feriados.
> Cinesystem Bangu Shopping — Rua Fon-
seca, 240, loja 145, Bangu — 4005-9030.
Sal a 1 (371 l ugares): Ri o, (3-D), dub,
13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h; l eg,
22h10m. Sala 2 (368 lugares): Rio, (3-D),
dub, 14h, 16h30m, 19h, 21h20m. Sala 3
(197 lugares): Rio, dub, 14h30m, 17h,
19h30m, 21h40m. Sala 4 (187 lugares): Hop
— Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h10m,
16h50m, 19h10m, 21h20m. Sala 5 (211 lu-
gares): Rio, dub, 13h20m; e Pânico 4, dub,
15h20m, 17h40m, 20h, 22h20m. Sala 6
(201 lugares): Eu sou o número quatro, dub,
14h20m, 16h40m, 19h20m, 21h45m. R$ 7
(ter), R$ 10 (ter, 3-D), R$ 20 (seg, qua e qui, 3-
D) e R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D). Pro-
moção Terça Mais Cinema: às terças-feiras, to-
dos pagam R$ 7. Nas salas 3-D, R$ 10. Pro-
moção do Beijo: às quintas-feiras, o casal que
der um beijo na bilheteria paga R$ 14 (o ca-
sal). Nas salas 3-D, R$ 20 (o casal). Promo-
ções por tempo indeterminado e não válidas
em feriados.
> Kinoplex West Shopping — Estrada do
Mendanha, 550, loja 401 E, Campo Grande —
2461-2461. Sala 1 (223 lugares): Hop — Re-
beldes sem Páscoa, dub, 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Sala 2 (221 lugares): Rio,
(3-D), dub, 15h10m, 17h20m, 19h30m,
21h40m. Sala 3 (202 lugares): Rio, dub,
14h40m, 16h50m, 19h, 21h10m. Sala 4
(133 lugares): Pânico 4, dub, 14h20m,
16h30m, 18h50m, 21h20m. Sala 5 (285 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h40m. R$ 11 (qua, exceto feria-
dos), R$ 14 (seg, ter e qui, exceto feriados), R$
16 (sex a dom e feriados, até às 17h), R$ 18
(sex a dom e feriados, após às 17h), R$ 21 (seg
a qui, exceto feriados, 3-D) e R$ 24 (sex a dom
e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso
a R$ 7. Promoções não válidas para feriados e
sessões em 3-D.
> Star Center Shopping Rio — Av. Geremá-
rio Dantas, 404, Tanque, Jacarepaguá —
3312-5232. Sala 1 (208 lugares): Bróder,
14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m. Sala
2 (148 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m.
Sala 3 (148 lugares): Rio, dub, 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Sala 4 (148 lugares): As
mães de Chi co Xavi er, 13h40m, 16h,
18h20m, 20h40m. R$ 6 (qua, exceto feria-
dos), R$ 8 (ter, exceto feriados), R$ 12 (seg e
qui) e R$ 16 (sex a dom e feriados). Quarta-
Maluca: toda quarta, R$ 12, com meia-entra-
da para todos. Promoção por tempo indetermi-
nado e não válida para feriados.
Baixada
> Cinemaxx Imperial — Rua Dominique Le-
vel, Centro, Paracambi. (272 lugares): Rio,
dub, 15h, 17h, 19h, 21h. R$ 8 (seg a qui, ex-
ceto feriados, até 17h59m), R$ 10 (seg a qui,
exceto feriados, após 18h; sex a dom e feriados,
até 17h59m) e R$ 12 (sex a dom e feriados,
após 18h). Terça-feira, exceto feriado, todos
pagam meia-entrada.
> Cinemaxx Unigranrio Caxias — Rua Mar-
quês de Herval, 1.216, loja A, box 306, Jardim
Vinte e Cinco de Agosto, Duque de Caxias —
2672-2875. Sala 1 (120 lugares): Rio, dub,
14h30m, 16h30m, 18h30m, 20h30m. Sala
2 (195 lugares): Eu sou o número quatro,
14h50m, 18h50m; e Pânico 4, dub, 16h50m,
20h50m. R$ 8 (seg a qui) e R$ 10 (sex a dom
e feriados). Maiores de 60 anos e crianças me-
nores de 12 pagam meia-entrada. Promoção
por tempo indeterminado e não válida para fe-
riados: às segundas, quartas e domingos, todos
pagam meia-entrada.
> Cinesercla Nilópolis Square — Rua Pro-
fessor Alfredo Gonçalves Filgueiras, 100, Cen-
tro, Nilópolis — 2792-0824. Sala 1 (172 lu-
gares): Rio, dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m,
20h40m. Sala 2 (102 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 13h50m, 15h35m,
17h20m, 19h05m, 20h50m. Sala 3 (102 lu-
gares): Rio, dub, 14h30m; e Pânico 4, dub,
16h35m, 18h40m, 20h45m. R$ 8 (seg e
qua), R$ 10 (ter e qui) e R$ 12 (sex a dom e
feriados). Às terças e quintas-feiras, preço úni-
co para todos: R$ 5. Promoção por tempo in-
determinado e não válida para feriados.
> Iguaçu Top — Rua Governador Roberto Sil-
veira, 540, 2º piso, Centro, Nova Iguaçu —
2461-2461. Sala 1 (222 lugares): Rio, (3-D),
dub, 14h, 16h10m, 18h20m, 20h30m. Sala
2 (234 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 14h20m, 16h30m, 18h40m; e Rio, dub,
20h50m. Sala 3 (200 lugares): Pânico 4, dub,
14h30m, 16h40m, 19h, 21h15m. R$ 10
(qua), R$ 12 (seg, ter e qui), R$ 14 (sex a dom
e feriados, até as 17h), R$ 17 (sex a dom e fe-
riados, após as 17h), R$ 18 (seg a qui, 3-D) e
R$ 21 (sex a dom e feriados, 3-D). Maiores de
60 anos e crianças menores de 12 pagam
meia-entrada. Segunda Irresistível: R$ 7. Pro-
moções por tempo indeterminado e não válidas
para feriados e sessões em 3-D.
> Kinoplex Grande Rio — Rodovia Presidente
Dutra, 4.200, Jardim José Bonifácio, São João
de Meriti — 2461-2461. Sala 1 (304 lugares):
Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h20m,
16h30m, 18h40m, 20h50m. Sala 2 (305 lu-
gares): Ri o, (3-D), dub, 15h, 17h10m,
19h20m, 21h30m. Sala 3 (231 lugares): Eu
sou o número quatro, dub, 14h30m, 16h45m,
19h, 21h15m. Sala 4 (232 lugares): Rio, dub,
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala 5
(304 lugares): Rio, (3-D), dub, 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Sala 6 (305 lugares): Pâ-
ni co 4, dub, 14h10m, 16h30m, 19h,
21h20m. R$ 10 (qua), R$ 12 (seg, ter e qui),
R$ 14 (sex a dom e feriados, até as 17h), R$
17 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 19
(seg a qui, 3-D) e R$ 22 (sex a dom e feriados,
3-D). Segunda Irresistível: ingresso a R$ 7.
Promoção não válida para feriados e sessões
em 3-D.
> Multiplex Caxias Shopping — Rodovia
Washington Luiz, 2.895, Caxias Shopping, 2º
piso, Parque Duque, Duque de Caxias — 2784-
2240. Sala 1 (392 lugares): Hop — Rebeldes
sem Páscoa, dub, 13h30m (exceto qui),
15h30m (exceto qui), 17h30m, 19h30m,
21h30m. Sala 2 (273 lugares): Rio, (3-D),
dub, 13h30m (exceto qui), 15h30m (exceto
qui), 16h (qui), 17h30m (exceto qui), 18h30m
(qui), 19h30m (exceto qui), 20h30m (qui),
21h30m (exceto qui). Sala 3 (254 lugares):
Ri o, dub, 15h15m, 17h15m, 19h15m,
21h15m. Sala 4 (204 lugares): Pânico 4, dub,
15h, 17h15m, 19h30m, 21h45m. Sala 5
(193 lugares): Rio, dub, 15h, 17h; e Eu sou o
número quatro, dub, 19h, 21h15m. Sala 6
(193 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 15h15m, 17h15m, 19h15m, 21h15m.
R$ 5 (qua), R$ 7 (seg; qua, 3-D), R$ 9 (seg, 3-
D), R$ 10 (ter e qui), R$ 13 (ter e qui, 3-D), R$
15 (sex a dom e feriados, até as 17h59m) e R$
17 (sex a dom e feriados, a partir das 18h).
Niterói/SãoGonçalo
> Bay Market — Av. Visconde do Rio Branco,
360, loja 3, Centro — 2461-2461. Sala 1
(221 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h50m.
Sala 2 (221 lugares): Rio, dub, 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Sala 3 (207 lugares): Rio,
(3-D), dub, 14h40m, 16h50m, 19h, 21h10m.
Sala 4 (207 lugares): Eu sou o número quatro,
dub, 14h10m, 18h50m; e Pânico 4, dub,
16h20m, 21h. R$ 10 (qua, exceto feriados),
R$ 11 (seg, ter e qui; sex a dom e feriados, até
as 17h), R$ 13 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 17 (seg a qui, 3-D) e R$ 20 (sex a
dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: R$
7. Promoções por tempo indeterminado e não
válidas para feriados e sessões em 3-D.
> Box Cinemas São Gonçalo Shopping —
Rodovia Niterói-Manilha, Km 8,5, Boa Vista —
2461-2090. Sala 1 (169 lugares): Rio, (3-D),
dub, 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Sala
2 (159 lugares): Rio, dub, 13h30m, 15h40m,
17h50m, 20h. Sala 3 (169 lugares): Bróder,
14h50m, 17h, 19h15m, 21h25m. Sala 4
(169 lugares): Eu sou o número quatro, dub,
14h15m, 16h30m, 18h55m, 21h15m. Sala
5 (169 lugares): Rio, dub, 14h, 16h10m,
18h20m; e Esposa de mentirinha, dub,
20h30m. Sala 6 (169 lugares): Rio, dub, 15h,
17h10m, 19h20m, 21h30m. Sala 7 (215 lu-
gares): Pânico 4, dub, 13h50m, 16h20m,
18h45m, 21h20m. Sala 8 (215 lugares): Hop
— Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h40m,
16h50m, 19h, 21h10m. R$ 7 (seg), R$ 9
(qua), R$ 10 (ter e qui) e R$ 14 (sex a dom e
feriados).
> Cinemark Plaza Shopping — Rua Quinze
de Novembro, 8, Plaza Shopping, 3º piso,
Centro — 2722-3926. Sala 1 (207 lugares):
A garota da capa vermelha, 11h40m, 14h,
16h20m, 18h40m, 21h. Sala 2 (301 luga-
res): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
13h40m, 16h, 18h25m, 20h40m. Sala 3
( 345 l ugar es ) : Ri o, ( 3- D) , 11h10m,
13h30m, 15h50m, dub, 18h10m, 20h25m.
Sal a 4 (345 l ugares): Ri o, (3-D), dub,
12h10m, 14h30m, 16h50m, 19h20m,
21h40m. Sala 5 (195 lugares): Rio, dub,
12h45m, 15h; Eu sou o número quatro,
22h05m; e Biutiful, 19h (qui). Sala 6 (225
l ugares): Pâni co 4, 11h30m, 14h05m,
16h30m, 19h10m (exceto qui), 21h45m.
Sala 7 (317 lugares): Rio, (3-D), dub, 12h,
14h15m, 17h05m, 19h30m, 21h50m. R$
10 (seg, ter e qui, até as 14h), R$ 12 (sex a
dom e feriados, até as 14h), R$ 15 (seg, ter e
qui, das 14h às 17h; qua), R$ 17 (sex a dom
e feriados, das 14h às 17h; seg, ter e qui,
após as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados,
após as 17h), R$ 20 (qua, 3-D), R$ 22 (seg,
ter e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados,
3-D). Toda semana, na Sessão Desconto, é
selecionado um filme nas sessões das 15h
em que o espectador paga R$ 4 (consulte
qual é o filme da semana pelo site www.ci-
nemark.com.br ou no próprio cinema).
Redondezas
> Cine Bauhaus —Rua Dr. Nelson de Sá Earp,
88, lojas 8 e 12, Centro, Petrópolis — (0xx24)
2237-0312. Sala 1 (155 lugares): Jogo de po-
der, 14h30m; e Desconhecido, 16h30m,
18h45m, 21h15m. Sala 2 (130 lugares): Rio,
15h, 17h, 19h, 21h. R$ 10 (seg a qui, exceto
feriados, até às 15h59m), R$ 12 (seg a qui, ex-
ceto feriados, após às 16h; sex a dom e feria-
dos, até às 15h59m) e R$ 14 (sex a dom e fe-
riados, após às 16h).
> Cine Itaipava — Estrada União e Indústria,
11.000, Shopping Estação Itaipava - loja
102 C, Centro, Itaipava — (0xx24) 2222-
3424. O cinema funciona de ter a dom (84
lugares): Rio, dub, 15h, 17h, 19h. R$ 6 (ter
e qua, exceto feriados) e R$ 14 (sex a dom e
qui e feriados).
> Cine Show Nova Friburgo — Praça Getúlio
Vargas, 139, Friburgo Shopping, 3º piso, Centro,
Friburgo —(0xx22) 2523-1626. Sala 1 (188 lu-
gares): Rio, dub, 14h30m, 16h45m, 19h; e Pâ-
nico 4, 21h15m. Sala 2 (198 lugares): Rio, (3-
D), dub, 14h, 16h15m, 18h30m, 20h45m. Sa-
la 3 (190 lugares): Hop — Rebeldes sem Pás-
coa, dub, 14h30m, 16h30m, 18h30m,
20h30m. R$ 11 (seg e ter), R$ 14 (qua e qui),
R$ 16 (sex a dom e feriados; seg e ter, 3-D), R$
20 (qua e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> Cine Show Teresópolis — Rua Edmundo
Bittencourt, 202, loja 201, Várzea, Teresópolis
— (0xx21) 2641-4961. Sala 1 (174 lugares):
Rio, dub, 14h30m, 16h45m, 19h; e Pânico 4,
21h15m. Sala 2 (127 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h45m, 16h45m,
18h45m, 20h30m. Sala 3 (200 lugares): Rio,
(3-D), dub, 14h, 16h15m, 18h30m, 20h45m.
R$ 11 (seg e ter), R$ 14 (qua e qui), R$ 16 (sex
a dom; seg e ter, 3-D), R$ 20 (qua e qui, 3-D)
e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Promoção:
meia-entrada todos os dias. Promoção por
tempo indeterminado.
> Cinemaxx Mercado Estação — Rua Paulo
Barbosa, 296, Centro, Petrópolis — (0xx24)
2249-9900. O cinema funciona de ter a dom.
Sala 1 (113 lugares): Rio, dub, 14h30m,
16h30m, 18h30m, 20h30m. Sala 2 (117 lu-
gares): Pânico 4, 14h40m, 18h50m; e Vovó...
Zona 3: tal pai, tal filho, dub, 16h50m, 21h.
Sala 3 (93 lugares): A garota da capa verme-
lha, 15h, 17h, 19h, 21h10m. R$ 10 (ter, qua
e qui, até as 15h59m) e R$ 12 (sex a dom e
feriados, até as 15h59m).
> Top Cine Hipershopping ABC — Rua Te-
resa, 1.415, HiperShopping ABC, 2° Piso, Alto
da Serra, Petrópolis — (0xx24) 2249-9900. O
cinema funciona de ter a dom. Sala 1 (210 lu-
gares): Rio, dub, 14h30m, 16h30m, 18h30m,
20h30m. Sala 2 (208 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h50m, 16h50m,
18h50m, 20h50m. R$ 10 (ter, qua e qui, ex-
ceto feriados, até as 15h59m) e R$ 12 (sex a
dom e feriados, até as 15h59m).
RIO SHOW
CINEMA
Os endereços das salas de exibição e os preços
das sessões estão na seção Nos Bairros.
Pré-Estreia
> ‘Como você sabe’. “How Do You Know”. De
James L. Brooks (EUA, 2011). Com Owen Wil-
son, Reese Witherspoon, Jack Nicholson.
Comédia romântica. Aos 27 anos, Lisa Jorgen-
son se vê no meio de um triângulo amoroso entre
um homem de negócios e um jogador de beise-
bol. 116 minutos. Não recomendado para me-
nores de 10 anos.
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 6: 21h15m. Esta-
ção Vivo Gávea 1: 18h10m. Kinoplex Fashion
Mall 3: 21h30m. Leblon 1: 18h40m. Roxy 2:
18h30m, 21h. São Luiz 2: 21h15m.
Estreia
> ‘O amor chega tarde’. “Love comes lately”.
De Jan Schütte (Alemanha/Áustria/EUA, 2007).
Com Otto Tausig, Caroline Aaron, Olivia Thirlby.
Comédia romântica. Baseado emumconto de Isaac
Bashevis Singer. Max Kohn, aclamado escritor de
contos e imigrante austríaco que vive emNova York,
está chegando aos 80 anos, mas sente que sua vida
está apenas começando. 86 minutos. Não reco-
mendado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Espaço de Cinema 2: 14h30m,
16h15m, 18h, 19h45m, 21h30m. Estação
Ipanema 1: 14h, 15h45m, 17h30m, 19h15m,
21h. Est ação Vi vo Gávea 2: 14h, 16h,
19h30m, 21h20m.
> ‘A minha versão do amor’. “Barney’s Ver-
sion”. De Richard J. Lewis (Canadá/Itália,
2010). Com Paul Giamatti, Dustin Hoffman,
Minnie Driver.
Comédia romântica. Baseado no livro de Morde-
cai Richler. A história de Barney Panofsky, um
homem aparentemente normal, cujas confissões
abrangem quatro décadas, dois continentes e
três casamentos. 134 minutos. Não recomenda-
do para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
09: 18h25m, 21h20m. Estação Barra Point 2:
13h45m, 18h45m. UCI New York City Center
07: 14h45m, 20h15m.
Zona Nor t e: Ci nemar k Car i oca 6: 18h,
20h50m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 2: 18h50m,
21h50m. Ci népol i s Lagoon 1: 16h20m,
19h05m, 21h50m. Estação Laura Alvim 3:
13h50m, 16h30m, 19h, 21h30m. Estação Vi-
vo Gávea 5: 14h15m, 16h45m, 19h15m,
21h50m. Kinoplex Fashion Mall 4: 15h10m,
18h10m, 21h. Leblon 1: 15h50m, 21h10m.
Continuação
> ‘Alémda vida’. “Hereafter”. De Clint Eastwo-
od (USA, 2010). Com Matt Damon, Cécile De
France.
Drama. Um médium americano, uma jornalista
francesa e um menino inglês protagonizam três
tramas vividas entre o mundo dos vivos e o dos
mortos. 129 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 16h40m.
> ‘Amor?’. De João Jardim (Brasil, 2010). Com
Eduardo Moscovis, Lilia Cabral, Leticia Colin.
Drama. Uma mistura de documentário e ficção
em que atores e atrizes interpretam o depoimen-
to de pessoas reais. 100 minutos. Não recomen-
dado para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
05: 15h.
Zona Sul: Estação Laura Alvim 2: 13h20m,
15h30m, 17h30m, 19h45m, 21h45m. Esta-
ção Vivo Gávea 1: 14h, 16h10m, 22h10m. Ins-
tituto Moreira Salles: 14h, 16h, 18h, 20h. Uni-
banco Ar t epl ex 5: 13h10m, 15h20m,
17h30m, 19h40m, 21h50m.
> ‘Bebês’. “Bébé(s)”. De Thomas Balmès
(França, 2010).
Documentário. O filme acompanha quatro bebês
desde o nascimento até o primeiro ano de vida
em seus países e culturas de origem: Mongólia,
Namíbia, Estados Unidos e Japão. 80 minutos.
Livre.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Barra Point 1:
14h.
Zona Sul: Cine Glória: 18h, 20h. Estação Bo-
taf ogo 1: 13h10m. Estação Botaf ogo 3:
16h10m, 20h10m. Estação Vivo Gávea 1:
20h30m. Estação Vivo Gávea 2: 17h50m. Es-
tação Vivo Gávea 4: 14h50m. Unibanco Arte-
plex 1: 17h40m.
> ‘Biutiful’. “Biutiful”. De Alejandro González
Iñárritu (Espanha/México, 2010). Com Javier
Bardem, Maricel Álvarez, Guillermo Estrella.
Drama. Pai de dois filhos, Uxbal está à beira de
morte e luta contra uma dura realidade e um
destino que o impede de perdoar e perdoar-se.
147 minutos. Não recomendado para menores
de 16 anos.
Niterói/São Gonçalo: Cinemark Plaza Shopping
5: 19h.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 19h.
> ‘Bróder’. De Jeferson De (Brasil, 2009).
Com Caio Blat, Jonathan Haagensen, Silvio
Guindane.
Drama. A história de três amigos da periferia de
São Paulo e suas diferentes escolhas de vida. 93
minutos. Não recomendado para menores de 14
anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
02: 20h50m. Cinemark Downtown 06: 18h. Ci-
nesystem Recreio Shopping 3: 14h30m, 17h,
19h30m, 21h40m. UCI New York City Center
16: 14h45m, 16h50m, 18h55m, 21h.
Niterói/São Gonçalo: Box Cinemas São Gonçalo
3: 14h50m, 17h, 19h15m, 21h25m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília: 22h. Ci-
nemar k Car i oca 7: 12h40m, 17h20m,
21h50m. Ponto Cine: 14h, 16h, 18h, 20h.
Shopping Iguatemi 7: 14h40m, 16h50m, 19h,
21h10m. UCI Kinoplex 08: 14h, 16h05m,
18h10m, 20h20m, 22h25m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 6: 15h, 17h, 19h,
21h. Star Center 1: 14h50m, 16h50m,
18h50m, 20h50m.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 2: 14h, 16h, 18h,
20h, 22h.
> ‘Cisne negro’. “Black swan”. De Darren Aro-
nofsky (EUA, 2010). Com Natalie Portman, Vin-
cent Cassel, Mila Kunis.
Drama. O sonho de Nina é ser a primeira bai-
larina da companhia de dança. Mas, pressiona-
da pelo diretor artístico de uma montagem de "O
lago dos cisnes", ela terá que resolver sérios pro-
blemas interiores, agravados pela chegada de
uma rival. Vencedor do Oscar na categoria me-
lhor atriz. 107 minutos. Não recomendado para
menores de 16 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 18: 22h05m.
Centro: Odeon: 14h, 18h30m.
> ‘Contracorrente’. “Contracorriente”. De Ja-
vier Fuentes-León (Peru/França/Colômbia,
2009). Com Tatiana Astengo, Manolo Cardona,
José Chacaltana.
Drama. Em uma pequena vila de pescadores,
Mariela está prestes a ter seu primeiro filho com
Miguel. Até que a chegada de Santiago ameaça
o relacionamento do casal. 100 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 3: 14h, 16h30m,
19h, 21h30m.
> ‘Cópia fiel’. “Copie conforme”. De Abbas Kia-
rostami (França/Itália/Irã, 2010). Com Juliette
Binoche, William Shimell, Angelo Barbagallo.
Drama. Um escritor inglês na meia-idade conhe-
ce uma jovem francesa enquanto está na Itália
para promover seu último livro e embarca com
ela em uma viagem. 106 minutos. Livre.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Barra Point 2:
21h15m.
Centro: Cine Santa Teresa: 15h, 19h20m.
Zona Sul: Estação Botafogo 1: 14h40m,
19h20m.
> ‘O discurso do rei’. “The king’s speech”. De
Tom Hooper (Reino Unido/Austrália, 2010).
Com Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham
Carter.
Drama. Baseado em uma história real. Dono de
uma incontrolável gagueira que o impede de dis-
cursar para o público, o jovem e despreparado
rei George precisa reencontrar sua voz e conduzir
o país na guerra contra os alemães. Vencedor
dos Oscars de melhor filme, ator, diretor, roteiro
original. 118 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 06: 21h40m.
Centro: Odeon: 16h10m.
> ‘Em um mundo melhor’. “Haeven”. De Su-
sanne Bier (Suécia/Dinamarca, 2010). Com Mi-
kael Persbrandt, William Jøhnk Nielsen, Markus
Rygaard.
Drama. Anton é um médico que trabalha em um
campo de refugiados em um lugar qualquer da
África. Na Dinamarca, seu país natal, estão sua
mulher e seus dois filhos, um deles vítima de
bullying. Vencedor do Oscar de melhor filme es-
trangeiro. 118 minutos. Não recomendado para
menores de 14 anos.
Zona Sul : Espaço Museu da Repúbl i ca:
14h40m, 17h, 19h20m.
> ‘Esposa de mentirinha’. “Just go with it”.
De Dennis Dugan (EUA, 2011). ComAdamSan-
dler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman.
Comédia romântica. Durante uma viagem, Dan-
ny, um jovem cirurgião plástico, convence sua
assistente a se fazer passar por sua ex-mulher
para conquistar uma garota. 117 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 09 (dub): 14h45m, 17h15m.
Niterói/São Gonçalo: Box Cinemas São Gonçalo
5 (dub): 20h30m.
Zona Norte: Cinesystem Via Brasil Shopping 6:
dub, 14h05m, 16h35m, 19h35m; l eg,
22h05m.
> ‘Eu sou o número quatro’. “I am number
four”. De D.J. Caruso (EUA, 2011). Com Alex
Pettyfer, Teresa Palmer, Kevin Durand.
Ficção científica. Baseado no livro de Pittacus
Lore. Anos atrás, nove crianças ameaçadas pe-
los Mogadorians fugiram do planeta Lorien e se
esconderam na Terra, mas a caçada continuou e
três delas estão mortas. O jovem John Smith é o
próximo alvo. 105 minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos.
Bai xada: Ci nemaxx Uni granri o Caxi as 2:
14h50m, 18h50m. Kinoplex Grande Rio 3
(dub): 14h30m, 16h45m, 19h, 21h15m. Mul-
tiplex Caxias 5 (dub): 19h, 21h15m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
10: 11h30m, 14h05m, 16h25m, 19h,
21h40m. Espaço Rio Design Vip: 14h20m,
19h10m. UCI New York City Center 06 (dub):
14h40m, 17h, 19h20m. UCI New York City
Center 08: 13h40m, 16h, 18h20m, 20h40m.
Via Parque 6: 14h20m, 19h10m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 2:
14h20m, 19h20m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 4 (dub):
14h10m, 18h50m. Box Cinemas São Gonçalo
4 ( dub) : 14h15m, 16h30m, 18h55m,
21h15m. Ci nemar k Pl aza Shoppi ng 5:
22h05m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 15h,
SEGUNDO CADERNO

7 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 7 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: 06 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O BONEQUINHO VIU...
> ‘Cisne negro’ — “Darren Aronofsky li-
berta o demônio que mora na graciosa Na-
talie Portman.” (R.F.)
> ‘Contracorrente’ — “Mostra como
uma boa história pode ser contada de ma-
neira eficiente, mesmo com poucos recur-
sos financeiros.” (M.J.)
> ‘Incêndios’ — “Apoiado em roteiro bri-
lhante, interpretações intensas, alta quali-
dade de fotografia e trilha sonora, Dennis
Villeneuve exibe forte domínio narrativo.”
(S.S.)
> ‘O pequeno Nicolau’ — “Um filme
inesquecível.” (E.R)
> ‘Rio’ —“É difícil segurar o fôlego frente à
exuberância de seu visual.” (R.F.)
> ‘O sequestro de um herói’ — “Bel-
vaux faz um filme de gênero sem recorrer
aos clichês de thriller policial.” (M.J.)
consegue equilibrar terror com romance
adolescente.” (M.A.)
> ‘Hop — Rebeldes sem Páscoa’ — “A
experiência é enfadonha tanto para as
crianças, como também para os adultos.”
(M.A.)
> ‘Sem limites’ — “Tem alguns dos mo-
vimentos de câmera mais incríveis dos úl-
timos anos, mas isso não é o bastante.”
(A.M.)
> ‘VIPs’ — “Um mero filme de ação, bem
produzido e com boas atuações, mas su-
perficial.” (A.M.)
> ‘As mães de Chico Xavier’ — “É um
retrocesso narrativo.” (R.F.)
> ‘Vovó...zona 3: tal pai, tal filho’ —
“As piadas têm gosto de prato requentado.”
(T.M.)
RIO SHOW
> ‘As aventuras de Sammy’ — “Apesar
de direcionado ao público infantil, também
irá agradar ao adulto.” (M.A.)
> ‘Biutiful’ — “É coerente com a obra do
cineasta.” (S.S.)
> ‘Bróder’ — “Conjuga competência téc-
nica e alta voltagem emotiva.” (R.F.)
> ‘Desconhecido’ — “Investe na diversão
escapista.” (M.A.)
> ‘Eu sou o número quatro’ — “Não es-
capa dos chavões, mas traz muitos e bons
momentos de ação.” (E.R.)
> ‘Gnomeu e Julieta’ — “Uma animação
apenas bonitinha, mas com uma ótima tri-
lha sonora.” (E.R.)
> ‘Jogo de poder’ — “Peca pela super-
ficialidade da trama e dos personagens.”
(A.M.)
> ‘A minha versão do amor’ — “Um fil-
me apenas correto.” (R.G.)
> ‘Nana Caymmi em Rio Sonata’ —
“Costura depoimentos com delicadeza,
embora sem refinamento plástico de mon-
tagem.” (R.F.)
> ‘Pânico 4’ —“Não chega ao nível do pri-
meiro, mas contém momentos antológi-
cos.” (M.A.)
> ‘O retrato de Dorian Gray’ — “Uma
poderosa crônica ao narcisismo e à obses-
siva busca pela juventude.” (M.A.)
> ‘Sexo sem compromisso’ — “Não é
mais do que um passatempo corriqueiro.”
(T.L.)
> ‘Sobrenatural’ — “O roteiro preserva a
sensação de ameaça constante.” (M.A.)
> ‘Esposa de mentirinha’ — “A dupla
Adam Sandler/Jennifer Aniston tem char-
me e cria empatia, mas o filme jamais acha
um ritmo.” (R.G.)
> ‘A garota da capa vermelha’ — “Não
> ‘Além da vida’ — Para M.A., o bone-
quinho aplaude sentado: “Mais um filme
audacioso de Eastwood, que procura não
se repetir.” Para A.M., o bonequinho dor-
me: “Ouve-se um ou outro suspiro na pla-
teia, mas lá no fundinho bate aquela des-
confiança de que alguma coisa não se en-
caixou bem.”
> ‘Amor?’ — “Mistura-se na tela o melhor
de dois mundos: o ficcional e o documen-
tal.” (R.F.)
> ‘O amor chega tarde’ — “A trama é
abordada com del i cadeza e humor.”
(S.S.)
> ‘Bebês’ — “Um bem-humorado tratado
antropológico.” (E.R.)
> ‘Cópia fiel’ — “Realização impecável,
pode frustrar os súditos do diretor iraniano,
mas também seduzir e intrigar por sua tra-
ma bem urdida.” (S.S.)
> ‘O discurso do rei’ — “Não é nada
além da fala de um homem. E é justamente
isso que o faz tão interessante.” (A.M.)
> ‘Em um mundo melhor’ — “Exploram
com muita sensibilidade as relações entre
pais e filhos.” (E.A.)
> ‘Homens e deuses’ — “Uma obra aus-
tera, reflexiva e extremamente contempo-
rânea.” (S.S.)
> ‘Que mais posso querer’ — “Silvio
Soldini não transforma o longa em libelo
contra o adultério.” (M.A.)
> ‘Rango’ — “Um filme de animação en-
volvente.” (M.J.)
> ‘Ricky’ — “Um drama agridoce sobre as
agruras e eventuais alegrias de uma família
proletária.” (R.G.)
> ‘Turnê’ — “Almaric trafega com elegân-
cia pelas margens de um cinema de obser-
vação.” (R.F.)
> ‘Uma manhã gloriosa’ — Para R.F., o
bonequinho aplaude sentado: “Harrison
Ford presta um tributo a mestres do riso”.
Para A.M., o bonequinho dorme: “As inter-
pretações são compostas de trejeitos ex-
cessivos.”
19h30m. Kinoplex Nova América 2: 14h30m,
16h45m, 19h, 21h15m. Shopping Iguatemi 5:
14h10m, 16h30m, 18h50m, 21h20m. UCI
Ki nopl ex 02 ( dub) : 14h35m, 16h55m,
19h15m, 21h35m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 3 (dub): 17h,
19h20m, 21h30m. Cinesercla Itaguaí 4 (dub):
14h30m, 16h30m, 18h30m, 20h30m. Cine-
system Bangu 6 (dub): 14h20m, 16h40m,
19h20m, 21h45m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1: 12h30m, 15h,
17h30m, 20h, 22h20m. Cinépolis Lagoon 2:
17h. Cinépolis Lagoon 3: 21h30m. Kinoplex Le-
blon 3: 14h45m, 19h10m. Roxy 2: 14h,
16h10m. São Luiz 1: 14h30m, 16h50m,
19h10m, 21h30m.
> ‘A garota da capa vermelha’. “Red riding
hood”. De Catherine Hardwicke (EUA, 2011).
Com Amanda Seyfried, Michael Hogan, Shiloh
Fernandez.
Horror. Versão sombria da história de Chapeu-
zinho Vermelho, conto publicado no século XIX
pelos Irmãos Grimm. 100 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
11: 11h50m, 14h10m, 16h30m, 18h50m,
21h10m. Espaço Rio Design 2: 14h, 16h20m,
18h40m, 21h10m. UCI New York City Center
03: 13h20m, 15h30m, 17h40m, 19h50m,
22h. Vi a Par que 4: 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h.
Niterói/São Gonçalo: Cinemark Plaza Shopping
1: 11h40m, 14h, 16h20m, 18h40m, 21h.
Zona Norte: Cinemark Carioca 2: 13h30m,
15h40m, 17h50m, 20h, 22h10m. Kinoplex
Nova América 4: 14h10m, 16h20m, 18h30m,
20h40m. Shopping Iguatemi 6: 14h, 16h20m,
18h40m, 21h. UCI Kinoplex 09: 13h30m,
15h40m, 17h50m, 20h, 22h10m.
Redondezas: Cinemaxx Mercado Estação 3:
15h, 17h, 19h, 21h10m.
> ‘Gnomeu e Julieta’. “Gnomeo and Juliet”.
De Joann Sfar (EUA, 2011). Vozes de Jason Sta-
tham, Emily Blunt, Maggie Smith.
Animação. Versão do clássico de William Sha-
kespeare. Gnomeu e a jovem Julieta são anões
de jardim. Os dois estão apaixonados, mas vão
ter que enfrentar muitos obstáculos para viver
esse amor. Exibição em 3-D em algumas salas.
84 minutos. Livre.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 10 (dub): 13h15m, 15h.
> ‘Homens e deuses’. “Des hommes et des
dieux”. De Xavier Beauvois (França, 2010). Com
Lambert Wilson, Michael Lonsdale, Olivier Ra-
bourdin.
Drama. Em uma vila, oito monges franceses vi-
vem em harmonia com a população muçulmana
até que um grupo de trabalhadores estrangeiros
é massacrado e o pânico assola a região. 122
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Espaço Rio Design Vip:
16h40m, 21h50m. UCI New York City Center
07: 17h30m.
Zona Sul: Espaço de Cinema 1: 14h, 16h30m,
19h, 21h40m. Estação Ipanema 2: 13h50m,
16h30m, 19h, 21h30m. Estação Vivo Gávea 3:
13h50m, 16h20m, 19h, 21h30m. Unibanco
Ar t e pl e x 1: 13h, 15h20m, 19h30m,
21h50m.
> ‘Hop — Rebeldes sem Páscoa’. “Hop”. De
Tim Hill (EUA, 2011). Vozes de James Marsden,
Elizabeth Perkins, Russell Brand.
Animação. Depois que o coelhinho é atropelado
acidentalmente por um carro, cabe ao motorista
salvar a Páscoa. 97 minutos. Livre.
Baixada: Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub):
13h50m, 15h35m, 17h20m, 19h05m,
20h50m. Iguaçu Top 2 (dub): 14h20m,
16h30m, 18h40m. Kinoplex Grande Rio 1
(dub): 14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h50m.
Multiplex Caxias 1 (dub): 17h30m, 19h30m,
21h30m. Multiplex Caxias 6 (dub): 15h15m,
17h15m, 19h15m, 21h15m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
02 (dub): 11h20m, 13h35m, 16h, 18h30m.
Cinemark Downtown 03 (dub): 12h30m,
14h50m, 17h10m, 19h30m, 21h50m. Cine-
syst em Recrei o Shoppi ng 2 (dub): 14h,
16h30m, 19h10m, 21h30m. UCI New York Ci-
ty Center 05 (dub): 13h40m, 15h50m, 18h,
20h10m, 22h20m. UCI New York City Center
13 (dub): 13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h,
22h10m. Vi a Parque 2 (dub): 14h20m,
16h30m, 18h40m, 20h50m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 3
(dub): 14h, 16h30m, 19h, 21h30m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 1 (dub):
14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h50m. Box Ci-
nemas São Gonçal o 8 ( dub) : 14h40m,
16h50m, 19h, 21h10m. Cinemark Plaza Shop-
pi ng 2 ( dub) : 11h25m, 13h40m, 16h,
18h25m, 20h40m.
Zona Nor te: Ci nemark Cari oca 1 (dub):
11h40m, 13h50m, 16h10m, 18h20m,
20h30m. Cinesystem Via Brasil Shopping 2
(dub): 14h10m, 16h20m, 19h10m, 21h30m.
Kinoplex Nova América 6 (dub): 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h. Kinoplex Shopping Ti-
juca 5 (dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m. Ma-
dureira Shopping 2 (dub): 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h45m. Shopping Iguatemi 4 (dub):
14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h50m. UCI
Ki nopl ex 05 ( dub) : 13h10m, 15h20m,
17h30m, 19h40m, 21h50m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 2 (dub): 15h30m,
17h30m, 19h30m, 21h30m. Cinesercla Ita-
guaí 1 (dub): 13h50m, 15h35m, 17h20m,
19h05m, 20h50m. Cinesystem Bangu 4 (dub):
14h10m, 16h50m, 19h10m, 21h20m. Kino-
plex West Shopping 1 (dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Star Center 2 (dub):
14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 3 (dub): 11h30m,
13h50m, 16h10m, 18h30m, 20h50m. Ciné-
polis Lagoon 3 (dub): 12h30m, 14h55m,
17h05m, 19h15m. Kinoplex Fashion Mall 1
(dub): 16h50m, 19h. Kinoplex Leblon 2 (dub):
15h, 17h10m, 19h20m. Rio Sul 4 (dub): 14h,
16h10m, 18h20m, 20h30m. Roxy 1 (dub):
14h50m, 17h, 19h10m. São Luiz 2 (dub):
14h, 16h20m, 18h40m.
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 3 (dub):
14h30m, 16h30m, 18h30m, 20h30m. Cine
Show Teresópolis 2 (dub): 14h45m, 16h45m,
18h45m, 20h30m. Top Cine Hipershopping ABC 2
(dub): 14h50m, 16h50m, 18h50m, 20h50m.
> ‘Incêndios’. “Incendies”. De Denis Villeneuve
(Canadá, 2010). Com Lubna Azabal, Mélissa
Désormeaux-Poulin, Maxim Gaudette.
Drama. Adaptação da peça homônima de Wajdi
Mouawad. Na leitura do testamento da mãe, os
gêmeos Simon e Jeanne descobrem que têm um
irmão e que o pai, que os dois achavam que es-
tava morto, ainda vive. 130 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Barra Point 2:
16h15m.
Zona Sul: Estação Botafogo 1: 16h50m,
21h30m.
> ‘Jogo de poder’. “Fair game”. De Doug Li-
man (EUA, 2010). Com Naomi Watts, Sean
Penn, Ty Burrell.
Suspense. Baseado nas memórias de Valerie
Plame, agente da CIA que teve sua identidade
secreta revelada por um jornalista durante a in-
vasão dos EUA ao Iraque. 108 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos.
Redondezas: Cine Bauhaus 1: 14h30m.
> ‘As mães de Chico Xavier’. De Glauber Fi-
lho, Halder Gomes (Brasil, 2011). Com Nelson
Xavier, Caio Blat, Via Negromonte.
Drama. Baseado em histórias reais e inspirado
no livro "Por trás do véu de Isis", de Marcel Souto
Maior. A trajetória de três mães que perderam
seus filhos e vêem sua realidade se transformar
quando recebem conforto através de cartas psi-
cografadas por Chico Xavier. 111 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 01: 16h50m, 21h30m.
Centro: Cine Santa Teresa: 21h30m.
Zona Oeste: Star Center 4: 13h40m, 16h,
18h20m, 20h40m.
> ‘Nana Caymmi em Rio Sonata’. “Rio So-
nata: Nana Caymmi”. De Georges Gachot (Suí-
ça, 2010).
Documentário. A trajetória da cantora Nana
Caymmi, ex-mulher de Gilberto Gil, musa de
Milton Nascimento, amiga de Nelson Freire e
considerada uma das maiores cantoras do Bra-
sil. 85 minutos. Livre.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Barra Point 1:
15h40m, 19h50m, 21h30m.
Zona Sul: Espaço de Cinema 3: 14h15m, 16h,
17h45m, 19h30m, 21h15m. Estação Laura Al-
vim 1: 14h15m, 16h, 17h45m, 19h30m,
21h15m. Estação Vivo Gávea 4: 13h10m,
16h30m, 18h30m, 20h15m, 22h.
> ‘Pânico 4’. “Scream 4”. De Wes Craven
(EUA, 2011). Com David Arquette, Neve Camp-
bell, Courteney Cox.
Terror. Dez anos se passaram e Sidney já con-
seguiu deixar o passado para trás. Quando tudo
parecia entrar nos eixos, ela recebe a visita do
esfaqueador mascarado. 111 minutos. Não re-
comendado para menores de 14 anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
16h50m, 20h50m. Cinesercla Nilópolis Square
3 (dub): 16h35m, 18h40m, 20h45m. Iguaçu
Top 3 ( dub) : 14h30m, 16h40m, 19h,
21h15m. Ki nopl ex Grande Ri o 6 (dub):
14h10m, 16h30m, 19h, 21h20m. Multiplex
Caxias 4 (dub): 15h, 17h15m, 19h30m,
21h45m.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
01: 22h20m. Ci nemar k Downt own 07:
15h40m, 18h20m, 21h05m. Cinesystem Re-
cr ei o Shoppi ng 4: 16h50m, 19h20m,
21h50m. UCI New York Ci ty Center 10:
16h45m, 18h55m, 21h05m. UCI New York Ci-
t y Cent er 15 (dub): 14h50m, 17h10m,
19h30m, 21h50m. Via Parque 6: 16h50m,
21h30m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 2:
16h50m, 21h50m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 4 (dub):
16h20m, 21h. Box Cinemas São Gonçalo 7
(dub): 13h50m, 16h20m, 18h45m, 21h20m.
Ci nemar k Pl aza Shoppi ng 6: 11h30m,
14h05m, 16h30m, 21h45m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 8 (dub): 16h,
18h30m, 21h. Kinoplex Nova América 3:
14h40m, 16h50m, 19h10m, 21h30m. Kino-
plex Shopping Tijuca 2: 14h10m, 16h30m,
18h50m, 21h30m. Madureira Shopping 3
(dub): 14h20m, 16h30m, 19h, 21h15m.
Shopping Iguatemi 2: 17h, 21h30m. UCI Kino-
plex 06: dub, 13h50m, 16h10m, 18h30m; leg,
20h50m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5 (dub): 19h40m,
22h. Cinesercla Itaguaí 3 (dub): 16h35m,
18h40m, 20h45m. Cinesystem Bangu 5 (dub):
15h20m, 17h40m, 20h, 22h20m. Kinoplex
West Shopping 4 (dub): 14h20m, 16h30m,
18h50m, 21h20m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 4: 17h10m,
19h35m, 22h05m. Ci népol i s Lagoon 2:
19h20m, 21h40m. Kinoplex Leblon 3: 17h,
21h45m. Rio Sul 3: 16h30m, 21h20m.
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 1:
21h15m. Cine Show Teresópolis 1: 21h15m.
Ci nemaxx Mercado Estação 2: 14h40m,
18h50m.
> ‘O pequeno Nicolau’. “Le petit Nicolas”. De
Laurent Tirar (França, 2009). Com Maxime Go-
dart, Valérie Lemercier, Kad Merad.
Comédia. Baseado na obra de Jean-Jacques
Sempé e René Goscinny. Nicolau é um garotinho
muito amado pelos pais que leva uma vida tran-
quila até que sua mãe fica grávida. Com medo
de não ter mais a mesma atenção, ele entra em
desespero. 91 minutos. Livre.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 14h50m.
> ‘Que mais posso querer’. “Cosa voglio di
più”. De Silvio Soldini (Itália/Suíça, 2010). Com
Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Giusep-
pe Battiston.
Drama. Um homem e uma mulher começam
uma relação extraconjugal, semperceber que tu-
do está saindo do controle. 121 minutos. Não
recomendado para menores de 16 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Estação Barra Point 1:
17h30m.
Zona Sul: Estação Botafogo 3: 13h50m,
17h50m.
> ‘Rango’. “Rango”. De Gore Verbinski (EUA,
2011). Vozes de Johnny Depp, Alanna Ubach,
Abigail Breslin.
Animação. Rango é um camaleão com crise de
identidade que, ao se ver numa cidade do Velho
Oeste, infestada de bandidos, transforma-se
sem querer em herói. 107 minutos. Não reco-
mendado para menores de 10 anos.
Centro: Cine Santa Teresa: 17h10m.
> ‘Ricky’. “Ricky”. De François Ozon (Fran-
ça/Itália, 2009). Com Alexandra Lamy, Sergi Ló-
pez, Arthur Peyret.
Comédia. Quando Katie, uma mulher comum,
conhece Paco, um homem comum, algo de má-
gico e milagroso acontece: uma história de amor.
Dessa união nascerá um bebê extraordinário: Ri-
cky. 90 minutos. Não recomendado para meno-
res de 12 anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 13h.
> ‘Rio’. De Carlos Saldanha (EUA, 2011). Vozes
de Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie
Foxx.
Animação. Blu é uma arara-azul domesticada
que nunca aprendeu a voar e vive nos Estados
Unidos, até descobrir que existe uma fêmea de
sua espécie no Rio. Exibição em 3-D em algu-
mas salas. 96 minutos. Livre.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 15h, 17h,
19h, 21h. Cinemaxx Unigranrio Caxias 1
( dub) : 14h30m, 16h30m, 18h30m,
20h30m. Ci nesercl a Ni l ópol i s Square 1
( dub) : 14h40m, 16h40m, 18h40m,
20h40m. Ci nesercl a Ni l ópol i s Square 3
(dub): 14h30m. Iguaçu Top 1 (3-D/dub):
14h, 16h10m, 18h20m, 20h30m. Iguaçu
Top 2 (dub): 20h50m. Kinoplex Grande Rio 2
( 3- D/ dub) : 15h, 17h10m, 19h20m,
21h30m. Ki nopl ex Grande Ri o 4 (dub):
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Kinoplex
Grande Ri o 5 (3-D/ dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Multiplex Caxias 2 (3-
D/dub): 16h, 18h30m, 20h30m. Multiplex
Ca x i a s 3 ( d u b ) : 15h 15m, 17h 15m,
19h15m, 21h15m. Mul t i pl ex Caxi as 5
(dub): 15h, 17h.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
01 (dub): 12h55m, 15h20m, 17h40m,
20h. Cinemark Downtown 04 (3-D): dub,
11h40m, 13h55m; leg, 16h20m. Cinemark
Downtown 06 (dub): 13h15m, 15h35m,
20h40m. Cinemark Downtown 08 (3-D):
12h10m, 14h30m, 16h50m. Ci nemark
Downtown 09 (dub): 11h25m, 13h40m,
16h05m. Ci nemar k Downt own 12 ( 3-
D/ dub) : 11h10m, 13h25m, 15h50m,
18h10m, 20h30m. Ci nesyst em Recrei o
Shopping 1 (dub): 14h20m, 16h40m, 19h,
21h10m. Cinesystem Recreio Shopping 4
(dub): 13h50m. Espaço Rio Design 1 (3-D):
dub, 14h, 16h30m, 19h; leg, 21h40m. UCI
New Yor k Ci t y Cent er 02 ( 3- D) : dub,
14h40m, 16h50m, 19h; leg, 21h10m. UCI
New York City Center 04 (dub): 14h50m,
17h, 19h10m. UCI New York City Center 09:
19h45m, 21h55m. UCI New York City Cen-
t er 12 ( 3- D) : dub, 14h10m, 16h20m,
18h30m; leg, 20h40m. UCI New York City
Cent er 14 ( 3- D) : dub, 13h, 15h10m,
17h20m; leg, 19h30m, 21h40m. UCI New
Yor k Ci t y Ce nt e r 17 ( dub) : 14h30m,
16h45m, 19h. UCI New York City Center 18
( dub) : 13h25m, 15h35m, 17h45m,
19h55m. Via Parque 1 (dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Vi a Parque 3 (dub):
14h40m, 16h50m, 19h, 21h10m. Via Par-
que 5 ( 3- D/ dub) : 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h40m.
Ilha do Governador: Cinesystem Ilha Plaza 1
( dub) : 14h30m, 17h20m, 19h30m,
21h40m. Cinesystem Ilha Plaza 4 (3-D):
dub, 13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h; leg,
22h10m.
Niterói/São Gonçalo: Bay Market 2 (dub): 14h,
16h10m, 18h20m, 20h30m. Bay Market 3 (3-
D/dub): 14h40m, 16h50m, 19h, 21h10m. Box
Cinemas São Gonçalo 1 (3-D/dub): 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h. Box Cinemas São
Gonçalo 2 (dub): 13h30m, 15h40m, 17h50m,
20h. Box Cinemas São Gonçalo 5 (dub): 14h,
16h10m, 18h20m. Box Cinemas São Gonçalo
6 (dub): 15h, 17h10m, 19h20m, 21h30m. Ci-
nemark Plaza Shopping 3 (3-D): ; leg, 11h10m,
13h30m, 15h50m; dub, 18h10m, 20h25m.
Ci nemar k Pl aza Shoppi ng 4 ( 3- D/ dub) :
12h10m, 14h30m, 16h50m, 19h20m,
21h40m. Cinemark Plaza Shopping 5 (dub):
12h45m, 15h. Cinemark Plaza Shopping 7 (3-
D/dub): 12h, 14h15m, 17h05m, 19h30m,
21h50m.
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (3-
D/dub): 14h, 16h, 18h, 20h. Cinemark Carioca
3 (dub): 12h30m, 14h40m. Cinemark Carioca
4 (dub): 12h, 14h10m, 16h20m, 18h50m,
21h20m. Cinemark Carioca 5 (dub): 11h,
13h10m, 15h20m, 17h30m, 19h50m, 22h.
Cinemark Carioca 6 (dub): 11h30m, 13h40m,
15h50m. Cinemark Carioca 8 (dub): 11h50m.
Ci nesystem Vi a Brasil Shopping 3 (dub):
14h15m, 16h45m, 19h15m, 21h45m. Cine-
system Via Brasil Shopping 4 (3-D): dub,
14h30m, 17h, 19h30m; leg, 22h. Cinesystem
Via Brasil Shopping 5 (3-D/dub): 14h, 16h30m,
19h, 21h20m. Kinoplex Nova América 1 (dub):
14h20m, 16h30m, 18h40m, 20h50m. Kino-
plex Nova América 5 (3-D/dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Kinoplex Nova América 7
(3-D/dub): 15h10m, 17h20m, 19h30m,
21h40m. Kinoplex Shopping Tijuca 1 (3-
D/dub): 14h40m, 16h50m, 19h, 21h10m. Ki-
noplex Shopping Tijuca 4 (3-D): dub, 15h10m,
17h20m, 19h30m; leg, 21h40m. Kinoplex
Shopping Tijuca 6 (dub): 14h10m, 16h20m,
18h30m, 20h40m. Madureira Shopping 1
(dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Ma-
dureira Shopping 4 (dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Shopping Iguatemi 1 (3-
D/dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h.
Shopping Iguatemi 2 (dub): 14h50m, 19h20m.
Shopping Iguatemi 3 (dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. UCI Kinoplex 01 (3-D):
dub, 14h10m, 16h20m, 18h30m; l eg,
20h40m. UCI Kinoplex 03 (3-D/dub): 13h,
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. UCI
Kinoplex 04 (dub): 14h30m. UCI Kinoplex 07
(dub): 13h20m, 15h30m, 17h40m, 19h50m,
22h. UCI Kinoplex 10 (3-D/dub): 14h50m,
17h, 19h10m, 21h20m.
8

SEGUNDO CADERNO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 8 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: 07 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RIO SHOW
SHOW
EXPOSIÇÃO
EVENTOS
PISTA
Grátis > Grafitismo: a arte das ruas. Odebate
abreoseminário“Brasil, brasis”, comparticipaçãode
DJs,rappersegrafiteiros.OsdebatedoressãoPanme-
laCastro, AiráOCrespo, CarlosOsório, CarlosAcmee
AlexandreAfa.
Academia Brasileira de Letras: Av. Presidente
Wilson 203, Centro — 3974-2500. Qui, às 15h
(exibição) e às 17h30m (debate). Livre.
Grátis >ProjetoMúsicanaTela. Nesta edição, o
filme é “Hair”, e, commediação de Tárik de Souza e
MarceloJanot, osdebatedoressãoLuizCarlosMaciel
eCláudioBotelho.
Oi Futuro Ipanema: Visconde de Pirajá 53,
3201-3010. Qui , às 19h (exi bi ção) e às
20h30m (debate). Não recomendado para me-
nores de 14 anos.
Grátis >Por DentrodoPalácio. Os visitantes são
recebidos e guiados por umator caracterizado como
RuyBarbosaetêmaoportunidadedeconhecer oan-
tigoPaláciodaJustiça, de1926, apósrecentesobras
dereformaerestauro.
Centro Cultural do Poder Judiciário: Rua Dom
Manuel 29, Centro — 3133-3366. Qui, às 18h
(senhas distribuídas 15 minutos antes). Livre.
CasasNoturnas
> Casa da Matriz. Rua Henrique de Novaes
107, Botafogo — 2266-1014. Qui, a partir das
23h. R$ 28. Não recomendado para menores de
18 anos.
Veneno: Na pista 1, DJs Túlio e Newton (pop e
rock). Na pista 2, DJs residentes Polly e (anos
60’s aos 90’s, rock, pop, disco, synth, glam,
progressivo e punk).
> Pista 3. Rua São João Batista 14, Botafogo
— 2266-1014. Qui, a partir das 23h. R$ 20.
Não recomendado para menores de 18 anos.
Detroit: DJs Slim e Mateus (rock).
Gay/Bares
> TV Bar. Shopping Cassino Atlântico. Av. Nossa
Senhora de Copacabana 1.417, Copacabana —
2267-1663. Qui, a partir das 22h. R$ 30. Não
recomendado para menores de 18 anos.
Não Faz a Janete: Com o VJ Lupa (os sucessos
que marcaram a história da TV).
Gay
> Le Boy. Rua Raul Pompéia 102, Copacabana
— 2513-4993. Qui, a partir das 23h. Homem,
R$ 15 (até meia-noite), R$ 20 (até 1h) e R$ 25;
mulher: R$ 50. Não recomendado para menores
de 18 anos.
Connection: Na pista 1, DJs Ricardo Rodrigues
e Vine (house tribal). Na pista 2, DJ Arli Pinsard
(mix music).
> Galeria Café. Rua Teixeira de Melo 31, Ipa-
nema — 2523-8250. Qui, a partir das 23h. R$
25 (até 0h30m) e R$ 35. Não recomendado pa-
ra menores de 18 anos.
PoParty: O VJ residente LC Ambient recebe o DJ
convidado Pedro Machado (pop).
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 1 (3-D): dub,
14h30m, 16h40m, 18h50m; leg, 21h. Cine 10
Sulacap 3 (dub): 14h40m. Cine 10 Sulacap 5
(dub): 15h, 17h20m. Cinesercla Itaguaí 2
(dub): 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m.
Cinesercla Itaguaí 3 (dub): 14h30m. Cinesys-
tem Bangu 1 (3-D): dub, 13h30m, 15h40m,
17h50m, 20h; leg, 22h10m. Cinesystem Ban-
gu 2 (3-D/dub): 14h, 16h30m, 19h, 21h20m.
Cinesystem Bangu 3 (dub): 14h30m, 17h,
19h30m, 21h40m. Cinesystem Bangu 5 (dub):
13h20m. Kinoplex West Shopping 2 (3-D/dub):
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. Kino-
pl ex West Shoppi ng 3 ( dub) : 14h40m,
16h50m, 19h, 21h10m. Kinoplex West Shop-
ping 5 (3-D/dub): 14h10m, 16h20m, 18h30m,
20h40m. Star Center 3 (dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 2 (dub): 11h50m,
14h10m, 16h30m. Cinemark Botafogo 4 (dub):
12h40m, 14h55m. Cinemark Botafogo 5 (3-
D/ dub) : 12h10m, 14h30m, 16h50m,
19h10m, 21h30m. Cinemark Botafogo 6 (3-D):
dub, 11h10m, 13h30m, 15h50m, 18h10m;
l eg, 20h30m. Ci népol i s Lagoon 1 (dub):
14h10m. Ci népol i s Lagoon 4 (3-D/dub):
13h15m, 15h30m, 17h45m, 20h, 22h10m.
Cinépolis Lagoon 5 (3-D): 14h, 16h15m,
18h30m, 20h45m. Cinépolis Lagoon 6 (3-
D/dub): 14h30m, 16h45m, 19h. Kinoplex
Fashion Mall 2 (3-D): dub, 15h20m, 17h30m,
19h40m; leg, 21h50m. Kinoplex Fashion Mall
3 (dub): 17h, 19h10m. Kinoplex Leblon 1
(dub): 14h, 16h10m, 18h20m, 20h30m. Kino-
plex Leblon 4 (3-D): dub, 14h30m, 16h40m,
18h50m; leg, 21h. Leblon 2 (3-D): dub,
15h10m, 17h20m, 19h30m; leg, 21h40m.
Rio Sul 1 (dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m,
21h. Rio Sul 2 (3-D): dub, 15h10m, 17h20m,
19h30m; leg, 21h40m. Roxy 3 (3-D): dub,
15h10m, 17h20m, 19h30m; leg, 21h40m.
São Luiz 3 (3-D): dub, 15h10m, 17h20m,
19h30m; leg, 21h40m. São Luiz 4 (3-D/dub):
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Unibanco
Arteplex 4 (3-D): dub, 13h, 15h10m, 17h20m,
19h30m; leg, 21h40m. Unibanco Arteplex 6:
14h30m, 17h, 19h30m, 22h.
Redondezas: Cine Bauhaus 2: 15h, 17h, 19h,
21h. Cine Itaipava (dub): 15h, 17h, 19h. Cine
Show Nova Fr i bur go 1 ( dub) : 14h30m,
16h45m, 19h. Cine Show Nova Friburgo 2 (3-
D/dub): 14h, 16h15m, 18h30m, 20h45m. Ci-
ne Show Teresópol i s 1 (dub): 14h30m,
16h45m, 19h. Cine Show Teresópolis 3 (3-
D/dub): 14h, 16h15m, 18h30m, 20h45m. Ci-
nemaxx Mercado Estação 1 (dub): 14h30m,
16h30m, 18h30m, 20h30m. Top Cine Hi-
pershopping ABC 1 (dub): 14h30m, 16h30m,
18h30m, 20h30m.
> ‘Sem limites’. “Limitless”. De Neil Burger
(EUA, 2011). Com Bradley Cooper, Robert De
Niro, Anna Friel.
Suspense. O escritor Eddie Morra sofre há anos
de um bloqueio criativo. Quando um amigo lhe
apresenta a um remédio revolucionário, ele pas-
sa a viver sem limites. 105 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 17: 21h15m.
> ‘O sequestro de um herói’. “Rapt”. De Lu-
cas Belvaux (França, 2009). Com Yvan Attal,
Anne Consigny, André Marcon.
Policial. Um rico industrial é brutalmente se-
questrado. Enquanto ele passa por torturas físi-
cas e psicológicas, a polícia e a diretoria de sua
companhia negociam um resgate de 50 milhões
de euros. 125 minutos. Não recomendado para
menores de 14 anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 21h40m.
> ‘Sexo sem compromisso’. “No strings at-
tached”. De Ivan Reitman (EUA, ). Com Natalie
Portman, Ashton Kutcher, Cary Elwes.
Comédia romântica. Amigos de longa data, Em-
ma e Adam quase estragam a amizade quando
transam em uma manhã. Para protegerem a re-
lação, eles fazem um pacto para manter seu re-
lacionamento sem qualquer compromisso, ciú-
mes, brigas ou apelidos fofinhos. 108 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 04: 21h20m.
> ‘Sobrenatural’. “Insidious”. De James Wan
(EUA, 2010). Com Barbara Hershey, Rose Byr-
ne, Patrick Wilson.
Horror. Uma família tenta impedir que maus es-
píritos aprisionados em seu filho em coma do-
minem sua mente. 102 minutos. Não recomen-
dado para menores de 14 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
05: 12h40m, 17h20m, 19h40m, 22h. UCI
New York City Center 11: 14h05m, 16h20m,
18h35m, 20h50m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 3: 16h50m,
19h10m, 21h30m. Kinoplex Shopping Tijuca
3: 16h40m, 21h20m. UCI Ki nopl ex 04:
16h40m, 18h55m, 21h10m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 4: 14h, 16h, 18h,
20h, 22h.
> ‘Turnê’. “Tournée”. De Mathieu Amalric
(França, 2010). Com Mathieu Amalric, Miranda
Colclasure, Suzanne Ramsey.
Drama. Joachim, ex-produtor de televisão fran-
cês, largou tudo para recomeçar a vida na Amé-
rica. 111 minutos. Não recomendado para me-
nores de 16 anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 3: 21h50m.
> ‘Uma manhã gloriosa’. “Morning glory”. De
Roger Michell (EUA, 2010). Com Rachel McA-
dams, Harrison Ford, Diane Keaton.
Comédia. Becky Fuller é produtora de TV e sua
carreira não vai bem, assim como sua vida amo-
rosa. Diante do desafio de driblar o humor de seu
elenco e ver o trabalho dar certo, ela encontra
espaço para abrir seu coração e se encantar por
Adam Bennett. 107 minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos.
Zona Norte: Kinoplex Shopping Tijuca 5: 21h.
Zona Sul: Kinoplex Fashion Mall 1: 21h15m.
Ki nopl ex Lebl on 2: 21h30m. Rox y 1:
21h20m.
> ‘VIPs’. De Toniko Melo (Brasil, 2010). Com
Wagner Moura, Gisele Fróes, Juliano Cazarré.
Drama. Baseado no livro “VIPS – Histórias reais
de um mentiroso”, de Mariana Caltabiano. O
maior prazer de Marcelo sempre foi imitar as
pessoas e se passar pelos outros, até dar o maior
golpe de sua vida: fingir ser o empresário Hen-
rique Constantino, filho do dono da Gol, em uma
grande festa no Recife. 98 minutos. Não reco-
mendado para menores de 12 anos.
Barra da Tijuca/Recreio: UCI New York City
Center 01: 14h30m, 19h10m.
Zona Norte: Kinoplex Shopping Tijuca 3:
14h30m, 19h10m.
Zona Sul : Ci népol i s Lagoon 2: 12h40m,
14h50m. Rio Sul 3: 14h20m, 19h.
> ‘Vovó... Zona 3: tal pai, tal filho’. “Big
mommas: like father, like son”. De John White-
sell (EUA, 2011). Com Martin Lawrence, Bran-
don T. Jackson, Max Casella.
Comédia. No terceiro filme da série, o agente
Malcolm Turner e seu enteado Trent precisam se
disfarçar de vovós para proteger os estudantes
de uma escola que foram testemunhas de um
assassinato. 107 minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos.
Redondezas: Cinemaxx Mercado Estação 2
(dub): 16h50m, 21h.
Reapresentação
> ‘As aventuras de Sammy’. “Sammy’s ad-
ventures: the secret passage”. De Ben Stassen
(Bélgica, 2010). Vozes de Tim Curry, Anthony
Anderson, Melanie Griffith.
Animação. A história de uma tartaruga marinha,
desde o seu nascimento, em 1959, até a sua
maturidade, em 2009, numa jornada de tirar o
fôlego. Exibição em 3-D em algumas salas. 86
minutos. Livre.
Zona Sul: Cine Glória: 14h, 16h.
> ‘Desconhecido’. “Unknown”. De Jaume Col-
let-Serra (EUA/Alemanha/Reino Unido/França,
2011). Com Liam Neeson, Diane Kruger, Aidan
Quinn.
Suspense. Baseado no livro "Out of my head", de
Didier Van Cawelaert. Martin Harris acorda após
um acidente de carro em Berlim e descobre que
sua esposa não o reconhece e que outro homem
assumiu sua identidade. 113 minutos. Não re-
comendado para menores de 14 anos.
Redondezas: Ci ne Bauhaus 1: 16h30m,
18h45m, 21h15m.
> ‘Invasão do mundo: batalha de Los Ange-
les’. “Battle: Los Angeles”. De Jonathan Liebes-
man (EUA, 2011). ComAaron Eckhart, Michelle
Rodriguez, Bridget Moynahan.
Ficção científica. Grupo de militares luta contra
uma invasão alienígena nas ruas de Los Angeles.
Exibição em 3-D e em 4K em algumas salas.
116 minutos. Não recomendado para menores
de 12 anos.
Zona Norte: Cinesystem Via Brasil Shopping 1:
dub, 14h20m, 16h50m, 19h20m; l eg,
21h50m.
Extra
> Cine Cult. No Cinemark Downtown 7, às
14h: “Malu de bicicleta”, de Flávio Tambellini
(Brasil, 2009. Não recomendado para menores
de 14 anos. No Cinemark Carioca 8, às 14h:
“Um homem que grita”, de Mahamat-Saleh Ha-
roun (França/Bélgica/Chade, 2010). Livre.
Barra da Tijuca/Recreio: Cinemark Downtown
2. Shopping Downtown (Av. das Américas 500,
bloco 17, 2
o
- piso, Barra — 2494-5004). Até
qui, às 14h. R$ 10.
Zona Norte:Cinermark Carioca 8 (Estrada Vicen-
te de Carvalho 909, Carioca Shopping, Vicente
de Carvalho — 3688-2340). Até qui, às 14h,
R$ 10.
> ‘Cinema brasileiro: anos 2000, 10 ques-
tões’. mostra, que começou terça-feira e segue
até 8 de maio, exibe cerca de 60 filmes nacio-
nais e propõe uma reflexão sobre a produção ci-
nematográfica nos últimos dez anos. Além da
exibição de filmes, a mostra conta com debates
nos quais serão discutidas dez questões propos-
tas pela curadoria do evento. Qui, às 13h30m:
“Tropa de elite”, de José Padilha (Brasil, 2007).
Não recomendado para menores de 16 anos. Às
16: “Dias de Nietzsche emTurim”, de Julio Bres-
sane (Brasil, 2001). Não recomendado para
menores de 14 anos. Às 18h: “Eu me lembro”,
de Edgard Navarro (Brasil, 2005). Não reco-
mendado para menores de 16 anos. Às 20h, de-
bate: “Subjetividade: modo ou moda?”, com
Paula Sibilia e Consuelo Lins.
Centro: Centro Cultural Banco do Brasil/Cinema
1 (Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-
2007). R$ 6.
> ‘A luz e o cinema de Rogério Sganzerla’.
A mostra, em cartaz de 26 de abril a 8 de maio,
exibe 24 filmes do cineasta catarinense Rogério
Sganzerla. Qui, na Sala 1, às 17h30m: “Nem
tudo é verdade”, de Rogério Sganzerla (Brasil,
1985). Não recomendado para menores de 12
anos. Na Sala 2, às 19h: “Sem essa, aranha”,
de Rogério Sganzerla (Brasil, 1970). Não reco-
mendado para menores de 16 anos.
Centro: Caixa Cultural Rio/Cinema 1 e 2 (Av.
Al mi rant e Barroso 25, Cent ro — 2544-
4080). R$ 2.
Grátis >AnaCosta. Asambistarelançaseusegun-
doCDcomoshow“Novosalvos”, misturadetradição
eousadianogênero.
Auditório do BNDES: Av. Chile 100, Centro.
Qui, às 19h (distribuição de senhas a partir das
18h). Livre.
> Anjos da Lua. O grupo lembra sambas de
Donga, Ismael Silva, Wilson Batista, Noel Rosa e
Paulinho da Viola, entre outros. Abertura com o
grupo Novíssimos.
Clube dos Democráticos: Rua Riachuelo 91, La-
pa — 9945-3244 (informações). Qui, às
23h30m. R$ 16 (mulher) e R$ 18 (homem).
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Barbarito Torres. Estrela de Buena Vista So-
cial Club, o músico cubano mostra seu repertório
e recebe os amigos René Zapata, Rolando Pa-
lacio e Aniel Tamayo Mestre.
Circo Voador: Rua dos Arcos s/n
o
-, Lapa —
2533-0354. Qui, às 22h. R$ 60 (com 1kg de
alimento não perecível) e R$ 120. Não reco-
mendado para menores de 18 anos.
> Bruce Henri Trio. O guitarrista Victor Biglione
é o convidado da semana do projeto “Jazz no Al-
bamar”. O repertório da jam session vai de Miles
Davis a Jackson do Pandeiro.
Albamar: Praça Marechal Âncora 186, Centro
— 2240-8428. Qui, às 19h. R$ 15. Não reco-
mendado para menores de 16 anos.
> Choro Vivo. O grupo mostra um repertório de
choros que vai de Jacob do Bandolim a Pixin-
guinha e conta ainda com composições próprias
como “Valsinha”.
Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Co-
pacabana 360, Copacabana — 2255-1067.
Qui, às 20h. R$ 20. Livre.
> Dodô Ferreira Trio. O baixista e sua banda
apresentamcomposições próprias, como “Débo-
ra Blues” e “Cradle song”, alémde standards das
músicas brasileira e americana.
MC Galeria: Rua Francisco Otaviano 55, Arpoa-
dor — 2247-7793. Qui, às 21h. R$ 20. Não
recomendado para menores de 18 anos.
> Élidah Trinta. A cantora e compositora cario-
ca faz o show “Brumas de Ipanema”, de bossa
nova, samba e pop internacional.
Colher de Pau: Rua Farme de Amoedo 39, Ipa-
nema — 2523-3018. Qui, às 19h. R$ 6. Livre.
> Iracema Monteiro. A cantora interpreta clás-
sicos de Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione,
Marisa Monte e Cartola, entre outros.
Lapa Na Pressão: Av. Mem de Sá 61, Lapa —
2507-0580 e 2507-0603. Qui, às 20h. R$ 15.
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Irmãos Brutos e Dinda. O trio faz uma MPB
sofisticada, com influências de samba e ritmos
africanos, enquanto a banda Dinda passeia por
estilos como rock, reggae, samba e marchinha.
Espaço Cultural Sérgio Porto: Rua Humaitá
163, Humaitá — 2266-0896. Qui, às 20h. R$
30. Livre.
> João Gabriel. O cantor interpreta sucessos do
sertanejo universitário, como “Meteoro”, “Fada”,
“Robin Hood da paixão”, “Chora, me liga” e a
clássica “Evidências”.
Lapa 40° Sinuca e Gafieira: Rua Riachuelo 97,
Lapa — 3970-1329. Qui, à meia-noite. R$ 20
(mulher) e R$ 30 (homem). Não recomendado
para menores de 18 anos.
> Júnior Parente. O cantor e compositor re-
lembra sucessos de Noel Rosa, Ataulfo Alves,
Nelson Cavaquinho e Cartola.
Café Cultural Sacrilégio: Av. Mem de Sá 81, La-
pa — 3970-1461. Qui, às 21h. R$ 16. Não re-
comendado para menores de 18 anos.
> Kiko Continentino e Samba Groove Trio.
O pianista e o grupo tocam standards de jazz,
samba-jazz e choros.
Santo Scenarium: Rua do Lavradio 36, Lapa —
3147-9007. Qui, às 20h. R$ 10. Não recomen-
dado para menores de 16 anos.
> Maria Creuza. A cantora interpreta clássicos
da bossa nova ao lado de seu quarteto.
Vinicius Show Bar: Rua Vinicius de Moraes 39,
Ipanema — 2523-4757. Qui a sáb, às 23h.
Dom, às 22h30m. R$ 35 (dom) e R$ 40. Não
recomendado para menores de 18 anos.
> Mart’nália. A cantora faz as últimas apresen-
tações do show “Minha cara”, baseado em ál-
bum que ela lançou há 15 anos e que marcou o
início de sua carreira.
Teatro Rival Petrobras: Rua Álvaro Alvim 33/37,
Cinelândia — 2240-4469. Qui e sex, às 21h30m.
R$ 50 (os 100 primeiros pagantes) e R$ 60. Não
recomendado para menores de 16 anos.
> Mulheres de Hollanda. Ana Cuba, Eliza La-
cerda, Karla Boechat, Malu von Krüger e Mar-
cela Mangabeira passeiam pelo universo de Chi-
co Buarque no show “Imagina ela”.
Bossa Nossa Lapa: Rua do Lavradio 170, Lapa
— 2232-4959. Qui, às 21h. R$ 20. Não reco-
mendado para menores de 18 anos.
> Nina Wirtti. No projeto “Nova Cena Musical”,
a cantora gaúcha apresenta um repertório regio-
nal e também tipicamente carioca, de samba de
raiz e composições autorais.
Teatro Café Pequeno: Av. Ataulfo de Paiva 269,
Leblon —2294-4480. Qui, às 19h. R$ 20. Não
recomendado para menores de 18 anos.
> Nó em Pingo d’Água. O grupo comemora o
mês do choro e o aniversário do mestre Pixin-
guinha com shows às quintas-feiras.
Rio Scenarium: Rua do Lavradio 20, Lapa —
3147-9000. Qui, às 21h. R$ 20. No salão anexo.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Grátis >PedroLuiseAParede.Ogrupoapresenta
orecente trabalho“Naviloucaaovivo” durante agra-
vação do programa “Agora no Ar”. Apresentação de
RicardoCravoAlbin.
Rádio Roquette Pinto (auditório): Av. Erasmo
Braga 118, 11
o
- andar, Centro — 2333-2094.
Qui, às 12h30m. Livre.
> Quinteto TribOz. O quinteto residente apre-
senta novos arranjos para standards de jazz e
composições próprias.
TribOz: Rua Conde Lages 19, Glória — 2210-
0366. Qui, às 21h. R$ 15. Não recomendado
para menores de 18 anos.
> Roberta Nistra e Fernando Temporão. Os
jovens músicos fazem uma roda de samba com
clássicos do gênero e composições próprias.
Bar Semente: Rua Joaquim Silva 138, Lapa —
2507-5188 e 9781-2451 (informações). Qui,
às 21h30m. R$ 12 (mulher) e R$ 16 (homem).
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Roberta Spindel. A cantora lança seu pri-
meiro CD em uma série de shows todas as quin-
tas de abril no Lapinha.
Lapinha: Av. Mem de Sá 82, sobrado, Lapa —
2507-3435. Qui, às 21h30m. R$ 10. Não re-
comendado para menores de 18 anos.
> Roberto Serrão. O cantor e compositor co-
manda uma roda comclássicos do samba acom-
panhado pelo grupo Cara da Gente. Participação
de Aninha Portal.
Severyna: Rua Ipiranga 54, Laranjeiras —
2556-9398. Qui, às 21h. R$ 10. Livre.
> Tonho Crocco. O músico gaúcho lança seu
primeiro álbum, “O lado brilhante da Lua”’, que
passeia por estilos como afrobeat, soul e samba.
Teatro Odisséia: Av. Mem de Sá 66, Lapa —
2266-1014. Qui, às 21h. R$ 20. Não recomen-
dado para menores de 18 anos.
> Toninho Gerais. O cantor e compositor faz o
show do CD “Preceito”, que tem música homô-
nima feita em parceria com Roque Ferreira.
Abertura com Maria Menezes.
Carioca da Gema: Av. Mem de Sá 79, Lapa —
2221-0043. Qui, às 21h (abertura) e às 23h. R$
21. Não recomendado para menores de 18 anos.
Abertura
Grátis >‘AmaMentAção’. Amostra que marca a
aberturadoEspaçoCultural daAlerj reúne26fotogra-
fias, doisbannerse14painéisbaseadosemregistros
feitos desde 1994pelofotógrafoWilliamSantos. Até
26demaio.
Palácio Tiradentes: Rua Dom Manuel s/n
o
-, Cen-
tro — 2588 1000. Seg a sáb, das 10h às 17h.
Dom, do meio-dia às 17h.
Grátis >‘Mostra arteBrasil’. Aexposição reúne
fotosdeDomJoãodeOrleanseBragança, esculturas
de Edgar Duvivier e pinturas de Maurício Barbato e
Daniel Grosman. Até17demaio.
Palácio Itamaraty Rio de Janeiro: Av. Marechal
Floriano 196, Centro — 2263-1703. Seg a sex,
das 10h às 17h.
Grátis >‘Oquetealimenta’. Eminstalaçõeseob-
jetos, Noemi Ribeiro trata de bulimia, anorexia e ou-
trasdesordensquesurgemnabuscadoque,parapor-
tadoresdessas doenças, éocorpoperfeito. Até31de
maio.
Pequena Galeria do Centro Cultural Candido
Mendes: Rua da Assembléia 10, subsolo, Cen-
tro — 3543-6436, ramais 236 e 243. Seg a
sex, do meio-dia às 19h.
> Projeto Respiração. Na 13
a
- edição do
evento, o convidado é Carlito Carvalhosa, que
usou mais de 200 lâmpadas fluorescentes, além
de copos e taças de vidro, em sua incursão no
Projeto Respiração, que prevê intervenções no
acervo da Fundação Eva Klabin. O artista expõe
simultaneamente na Galeria Silvia Cintra + Box
4. Até 26 de junho.
Fundação Eva Klabin: Av. Epitácio Pessoa
2.480, Lagoa — 3202-8550. Ter a dom,
das 14h às 18h. Gráti s (menores de 10
anos) e R$ 10.
Grátis >‘Proposição’.Acoletiva inaugura a ga-
leria que tem500metros quadrados e três an-
dares de espaços expositivos. Entre os 20 ar-
tistas que compõem a mostra, estão nomes
como Sergi o Romagnol o, Dani el Lannes e
Leonardo Ramadinha. Até 28 de junho.
Luciana Caravello Arte Contemporânea: Rua
Barão de Jaguaribe 387, Ipanema — 2523-
4696. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb, das 11h
às 14h.
Grátis > ‘Qualquer direção’. Carlito Carvalhosa
apresenta a exposição composta por 20 trabalhos
inéditos divididos emtrês blocos: lâmpadas fluores-
centesquevãodochãoàparede, umgrupodeplacas
de alumínio e umgrande conjunto de pinturas sobre
chapasespelhadas. Até24demaio.
Galeria Silvia Cintra + Box 4: Rua das Acácias
104, Gávea — 2521-0426. Seg a sex, das 10h
às 19h. Sáb, do meio-dia às 18h.
Grátis >‘Véus’, Thales Leite mostra 20fotografias
empreto e branco que partemdas redes de proteção
usadasemedifíciosemobras. Até29demaio.
Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco
241, Centro — 3261-2550. Ter a dom, do
meio-dia às 19h.
Museusecentrosculturais
Grátis > Arquivo Nacional. Praça da República
173, Centro —2179-1273. Seg a sex, das 8h30m
às18h.
’Registros de uma guerra surda’: O período som-
brio da história brasileira entre 1964 e 1985, a
ditadura militar, é o tema da exposição. O país vi-
via sob um sistema de vigilância e repressão que
incluía prisões ilegais, torturas, assassinatos e de-
saparecimentos. A exposição reúne material dos
órgãos de repressão política da época. Uma mos-
tra de filmes completa a exposição. Até 26 de
agosto.
Grátis >CaixaCultural. Av. AlmiranteBarroso25,
Centro —2544-7666. Ter a sáb, das 10h às 22h.
Domeferiados, das10hàs21h.
‘A forma forjada’: Paulistano de 50 anos, Ro-
gério Miranda Rezende se dedica à técnica de
ferronnerie, prática de forja em ferro usada
na arquitetura. Na individual, exibe 26 qua-
dros-esculturas em ferro cortado. Até 1
o
- de
maio.
‘Poética Pop’: O artista mineiro Raymundo Co-
lares (1944-1986) ganha mostra com38 obras,
entre desenhos, serigrafias e livros-objetos, nas
quais explora o grafismo. Até 15 de maio.
‘Rubens Gerchman: os últimos anos’: A expo-
sição reúne 30 serigrafias de autoria de Gerch-
man (1942-2008), além de prova de sua última
gravura. Até 8 de maio.
‘O universo gráfico de Glauco Rodrigues’: Re-
trospectiva do pintor, desenhista, gravador, ilus-
trador e cenógrafo gaúcho Glauco Rodrigues
(1929-2004) com mais de cem obras originais,
entre litografias, serigrafias e capas de revistas,
livros e discos. Até 8 de maio.
Grátis >CentroCultural Correios. RuaVisconde
deItaboraí 20, Centro—2253-1580. Ter adom, do
meio-diaàs19h.
Erickson Britto: O artista paraibano expõe 30
esculturas e objetos. Até 22 de maio.
‘Fernando Pessoa, plural como o universo’: A
exposição aborda os heterônimos do poeta por-
tuguês e explora recursos cenográficos para pro-
porcionar uma experiência sensorial com a poe-
sia de Fernando Pessoa. Até 22 de maio.
‘Palavra e imagem’: A mostra reúne 11 álbuns
de arte, feitos por artistas plásticos e escri-
tores, que foram produzidos ao longo de 36
anos pela Lithos Edições de Arte. Entre os tra-
balhos estão as ilustrações de Carybé para “O
compadre de Ogum”, de Jorge Amado. Até 22
de maio.
Paola Salgado: A artista uruguaia, radicada no
Rio, apresenta dez esculturas e quatro painéis de
grande formato. Até 22 de maio.
Grátis >CentroCultural JustiçaFederal. Av. Rio
Branco 241, Centro —3261-2550. Ter a dom, do
meio-diaàs19h.
‘Memórias da cidade’: Imagens do Rio das dé-
cadas de 50 e 60 compõem a mostra, com cu-
radoria de Ricardo Mello. Os registros foram se-
lecionados em uma pesquisa que reuniu mais de
três mil fotos do acervo da Agência O Globo, que
tem mais de 5 milhões de imagens. A exposição
tem 34 fotografias impressas e projeção de 40
registros. Até 22 de maio.
‘Thomas Henriot no Brasil’: A mostra traz ilus-
trações que o francês Thomas Henriot fez quan-
do passou pelo Brasil. As imagens são registra-
das em pergaminhos de até 22 metros de com-
primento. Até 22 de maio.
Grátis > Centro Cultural Banco do Brasil. Rua
Primeiro de Março 66, Centro —3808-2020. Ter a
dom, das9hàs21h.
‘I in U — Eu em tu’: Retrospectiva da artista
multimídia, cantora e compositora americana
Laurie Anderson com 31 obras, incluindo duas
inéditas. Uma mostra de filmes completa a ex-
posição. Até 26 de junho.
Grátis >InstitutoMoreiraSalles. Rua Marquês
deSãoVicente476, Gávea—3284-7400. Ter asex,
das 13h às 20h. Sáb, dome feriados, das 11h às
20h.
‘Fayga Ostrower — Ilustradora’: Cem obras da
artista, entre gravuras, desenhos e colagens. Até
15 de maio.
‘Retratos do Império e do exílio’: A mostra reúne
imagens inéditas da família imperial brasileira
pertencentes ao acervo fotográfico herdado pelo
príncipe Dom João de Orleans e Bragança, que
agora ficará sob a guarda do Instituto Moreira
Salles. Até 29 de maio.
‘Video portraits de Robert Wilson’: A exposição,
que já passou por Berlim, Milão, Nova York,
Moscou, Miami, Praga, São Paulo e Porto Ale-
gre, reúne 14 videorretratos de celebridades e
anônimos. Entre os retratados estão os atores
Brad Pitt, sem camisa na chuva, e Winona Ry-
der, que aparece como Winnie, personagem da
peça “Dias felizes”, de Samuel Beckett. Até 15
de maio.
> Museu Casa do Pontal. Estrada do Pontal
3.295, Recreio — 2490-3278. Ter a dom, das
9h30m às 17h. R$ 10.
‘Máquinas poéticas —AbrahamPalatnik’: A ex-
posição promove o encontro da arte cinética de
Abraham Palatnik com os artistas populares
Adalton, Laurentino, Nhô Caboclo e Saúba. Até
5 de junho.
> Museu da República. Rua do Catete 153,
Catete — 3235-3693. Ter a sex, das 10h às
17h. Sáb, dom e f er i ados, das 14h às
17h30m. Grátis (às quartas-feiras e aos do-
mingos) e R$ 6.
‘Estandartes do Museu Histórico da Cidade —
Representações da nossa história’: Bandeiras e
estandartes históricos, como o feito para a festa
de inauguração da estátua de Dom Pedro I
(1862) e o da festa de fundação da cidade do
Rio de Janeiro (1910), compõem a exposição.
Até 30 de abril.
‘A Res publica brasileira’: A exposição se divide
em seis ambientações que pretendem recriar, his-
toricamente, o período republicano.
> Museu de Arte Contemporânea de Nite-
rói. Mirante da Boa Viagem s/n
o
-, Niterói —
2620-2400. Ter a dom, das 10h às 18h. R$ 5.
‘(Re)construções: Arte contemporânea da Áfri-
ca do Sul’: Coletiva com obras de 13 artistas
sul-africanos comcuradoria de Daniella Géo. Até
15 de maio.
> Museu de Arte Moderna. Av. Infante Dom
Henrique 85, Aterro do Flamengo — 2240-
4944. Ter a sex, do meio-dia às 18h. Sáb, dom
e feriados, do meio-dia às 19h. Grátis (até 12
anos) e R$ 8. Dom, ingresso-família a R$ 8.
Grátis ‘29ªBienal deSãoPaulo—Obrasseleciona-
das’: Com90obras de17artistas, amostraéumre-
corte da 29ª Bienal de São Paulo, que reuniu 850
obrasde159artistasdeváriospaíses. Aseleção, que
inclui vídeo de Jean-Luc Godard, foi feita pelos cura-
dores Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias. Até 15de
maio.
Grátis ‘Celebrações/negociações—Fotógrafosafri-
canosnacoleçãoGilbertoChateaubriand’: Aexposi-
ção, comcuradoria de Cezar Bartholomeu e Marta
Mestre, apresenta30imagensregistradasde1950a
1970por MalickSidibé, SeydouKeita, JeanDepara,
entreoutrosartistasafricanos. Até15demaio.
‘Placebo’: O destaque da exposição de Tatiana
Grinberg é uma instalação multissensorial. Até 5
de junho.
Grátis ‘Terceira metade —Manuel Caeiro, Tatiana
Blass e Yonamine’: Comcuradoria de Luiz Camillo
OsorioeMartaMestre, oprojetoinclui exposições, se-
minários, mostradecinemaetrabalhosdostrêsartis-
tas que dão nome ao evento e articulamsuas produ-
çõescomaarquiteturadomuseu. Até15demaio.
> Museu Histórico Nacional. Praça Mare-
chal Âncora s/n
o
-, Praça Quinze — 2550-
9220. Ter a sex, das 10h às 17h30m. Sáb,
dom e feriados, das 14h às 18h. Grátis (aos
domingos) e R$ 6.
‘Novo circuito de exposições de longa duração’:
Omuseu temquatro novos grandes núcleos de ex-
posição: “Oreretama”, “Portugueses no mundo:
1415-1822”, “A construção da nação: 1822-
1889”" e “A cidadania em construção: 1889 à
atualidade”. As mostras abrangem da pré-história
brasileira ao século XXI, incluindo obras de artis-
tas contemporâneos.
> Museu Nacional de Belas Artes. Av. Rio
Branco 199, Centro — 2219-8474. Ter a sex,
das 10h às 18h. Sáb, dom e feriados, do meio-
dia às 17h. Grátis (dom) e R$ 5.
‘A lírica da cor’: O holandês Leo Fisscher mostra
20 obras em acrílica sobre tela selecionadas pe-
lo poeta Carlos Dimuro. Até 15 de maio.
Coletivas
Grátis >‘3xdesenho’. Coletivados jovens artistas
Gabriel Netto, Leandro Pereira e Marinho. Até 7 de
maio.
Largo das Artes: Rua Luís de Camões 2, sobra-
do, Centro — 2224-2985. Ter a sex, do meio-
dia às 18h. Sáb, do meio-dia às 17h.
Grátis >‘Botequim’. Naexposição-instalação, Gigi
ManfrinatoeSandraLeemostramumavisãoestereo-
tipada de umbar e seus frequentadores. Até 15 de
maio.
Espaço Cultural Eletrobras Furnas —Espaço de
Convivência Herbert de Souza: Rua Real Gran-
deza 219, Botafogo — 2528-4334. Ter a sex,
das 14h às 18h. Sáb, dom e feriados, das 14h
às 19h.
Grátis >‘Crônicasurbanas’. Participamdacoleti-
va os artistas Bárbara Schall, Binho Barreto, Bruno
Cançadoeoutros. Até10demaio.
Galeria Anna Maria Niemeyer: Praça Santos
Dumont 140, loja A, Gávea — 2540-8155.
Ter a sex, do meio-dia às 21h. Sáb e dom,
das 14h às 18h.
Grátis >‘Desenhoemcampoampliado’.Coleti-
va com trabalhos dos jovens artistas Carolina
Ponte, Daniela Antonelli, Malu Saadi e Pedro
Varela e curadoria de Noéli Ramme. Até 29 de
maio.
Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto: Rua
Humaitá 163 (entrada pela Rua Visconde de Sil-
va), Humaitá — 2535-3846. Ter a dom, das
14h às 22h.
Grátis >‘Poéticaexpositiva’. Mostra comobras
de Adolfo Montejo Navas, Ana Linnemann, Eduardo
Coimbra,LenoradeBarros,RicardoAleixoeVictorAr-
ruda. Até8demaio.
Cavalariças do Parque Lage: Rua Jardim Bo-
t âni co 414, Jar di m Bot âni co — 3257-
1800. Seg a qui, do meio-dia às 20h. Sex a
dom, das 10h às 17h.
Individuais
Grátis ‘Alucinação à beira-mar’. Comcuradoria de
Fernando Cocchiarale, a mostra reúne 11trabalhos
de Marcos Chaves, sendo sete inéditos. Usando ví-
deo, instalação, objetoefotos, oartistafazreferências
àpaisagemdoRio. Até5dejunho.
Galeria Laura Alvim: Av. Vieira Souto 176,
Ipanema — 2332-2017. Ter a dom, das 13h
às 21h.
Grátis >‘CeroUno.’ Aexposiçãocom11esculturas
de parede emacrílico, polímero de alta densidade e
PVC, do argentino Abel Ventoso, inaugura a galeria.
Até7demaio.
Athena Contemporânea: Shopping Cassino
Atlântico. Av. Atlântica 4.240, loja 211, Copa-
cabana — 9494-9678 (informações). Seg a
sex, das 11h às 19h. Sáb, das 13h às 18h.
Grátis >‘Coisasdevaloreovalordascoisas’.O
português Rodrigo Oliveira mostra telas e obje-
tos pintados. Até 1
o
- de maio.
Cosmocopa Arte Contemporânea: Rua Siqueira
Campos 143, 2
o
- piso, loja 32, Copacabana —
2236-4670. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb,
das 10h às 15h.
Grátis >DerloneMartaJourdan. Oartista apre-
senta pinturas sobre madeira. E a artista expõe
“Óleo”, peçacinéticaquerefleteoentorno. Até30de
abril.
Artur Fidalgo Galeria: Rua Siqueira Campos
143, 2
o
- piso, lojas 147 e 150, Copacabana —
2549-6278. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb,
das 10h às 14h.
Grátis >‘Extensão—Minhavista’. Opaulistano
DingMusamostrafotografias. Até22demaio.
Centro de Arte Hélio Oiticica: Rua Luís de Ca-
mões 68, Centro — 2242-1012. Ter a sex, das
11h às 18h. Sáb, dom e feriados, das 11h às
17h.
Grátis >‘Feminices’. SolangePalatnikmostrapin-
turasfeitascomcolheres,pincéisepurpurina,emque
retratafigurasfemininas. Até7demaio.
Wall Street Escritório de Arte: Shopping Cassi-
no Atlântico. Av. Atlântica 4.240, loja 308, Co-
pacabana —2287-5697. Seg a sáb, das 10h às
19h.
Grátis >‘Afestanocéueasrosas’.BernardoRa-
malhomostradesenhos,esculturas,objetoseinstala-
ções. Até21demaio.
A Gentil Carioca: Rua Gonçalves Ledo 17, so-
brado — 2222-1651. Ter a sex, do meio-dia às
19h. Sáb, do meio-dia às 17h.
Grátis >‘Meumundo’.AciaStern,israelensedeTel-
Aviv, apresenta 11pinturas figurativas nas quais re-
trata personagens inspirados na nobreza. Até 30de
abril.
Academia Brasileira de Letras: Av. Presidente
Wilson 203, Centro — 3974-2500. Seg a sex,
das 10h às 18h.
Grátis > ‘Minhas pequenas vitórias’ e ‘Com
quemvocê tembordado?’. Na primeira exposi-
ção, JúniorSuci mostradesenhosevídeos. Nasegun-
da, RodrigoMogizexpõe12trabalhosdeparede, um
dípticoetrêsalmofadas,comosbordadosquedãono-
meàmostra. Até6demaio.
Galeria de Arte Ibeu: Av. Nossa Senhora de Co-
pacabana 690, 2
o
- andar, Copacabana —3816-
9432. Seg a sex, das 13h às 19h.
Grátis >‘Omistériootempoempoesias’ Aexpo-
siçãodomineiroCacautem15obraseincluilegendas
embraile, Libras, pisoquefacilitaoacessoaportado-
resdenecessidadesespeciaiserecursosdeaudiodes-
crição. Umaperformancecênicaemusical de15mi-
nutos é apresentada às sextas, sábados e domingos,
às11h, aomeio-diaemeiaeàs14h. Até5dejunho.
Metrô General Osório: Praça General Osório s/n
o
-,
Ipanema. Diariamente, das 10h às 20h.
Grátis >‘Pedra,ferroefogo’.Ex-alunodeAmilcar
de Castro, o artista Jorge dos Anjos, conhecido como
Mineiro, exibeesculturasempedra-sabãoepeçasem
madeiraemetal nagaleria,alémdeumaesculturaem
ferrocomdois metros dealturaexpostanoParquedo
Flamengo. Até28demaio.
Galeria Coleção de Arte: Praia do Flamengo
278, Flamengo — 2551-0641. Seg a sex, do
meio-dia às 18h. Sáb, das 10h às 18h.
Grátis >‘Preto/Branco—1963/1966’. Aexpo-
sição reúne xilogravuras e desenhos de Roberto Ma-
galhães. Até8demaio.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua
Jardim Botânico 414, Jardim Botânico —
3257-1800. Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a
dom, das 9h às 17h.
Fotografia
Grátis >‘Jorge’. OfotógrafoVanor Correiaexibeum
ensaiofotográficorealizadode2007a2009nosfes-
tejosdeSãoJorge.Amostratambémapresentaescul-
turasfeitaspor artistaspopulares. Até20demaio.
Galeria Cândido Portinari: Uerj. Rua São Fran-
cisco Xavier 524, Maracanã. Seg a sex, das 9h
às 20h.
Grátis > ‘Oponto’. Fernanda Metello expõe dez
obrasfeitascombotõeselinhasqueultrapassamosli-
mitesdastelas. Até30deabril.
Symposium: Rua Ipiranga 65, Laranjeiras —
2205-3122. Seg a sáb, das 11h às 20h.
Grátis >‘Ramos’. ImagensdofotógrafopaulistaJu-
lio Bittencourt registradas no Piscinão de Ramos em
2008, 2009e2010. Até7demaio.
Galeria da Gávea: Rua Marquês de São Vicente
431, loja A, Gávea — 2274-5200. Seg e sex,
das 11h às 19h, mediante agendamento. Sáb,
das 11h às 19h.
Grátis > ‘Rio’. Os fotógrafos Custódio Coimbra,
Evandro Teixeira, Leonardo Aversa, Renan Cepeda e
RogérioReismostramimagensqueregistraramnaci-
dade. Até4dejunho.
Galeria Tempo: Av. Atlântica 1.782, Copacaba-
na — 2255-4586. Ter a sáb, das 11h às 19h.
Extra
Grátis > ‘Atlântico contemporâneo’. Oevento
reúnedezgaleriasdoshoppingCassinoAtlântico, on-
de linhas amarelas no chão traçamuma espécie de
mapa das exposições participantes. Entre os artistas
que têmobras na mostra, estão nomes como Frans
Krajcberg, na Marcia Barrozo do Amaral Galeria de
Arte, e Carlos Vergara, na Athena Contemporânea.
Até30deabril.
Shopping Cassino Atlântico: Av.Atlântica
4.240, Copacabana. — 2523-8709. Seg a sex,
das 11h às 19h. Sáb, do meio-dia às 18h.
Grátis >‘Cerrado, amãed’água’. Mostra multi-
mídia comtrabalhos de Paulo Jobim, Cafi, Ser-
gio Bernardes e Washington Novaes. Até 20de
maio.
Galpão das Artes do Jardim Botânico: Rua Jar-
dim Botânico 1.008, Jardim Botânico — 2274-
7012. Ter a dom, das 10h às 17h.
Grátis > ‘®Nova Cultura Contemporânea’.
Mais de 100artistas oriundos de várias partes
do mundo participamda mostra, que, alémda
Casa França-Brasil, ocupa espaço tambémno
Parque Lage. A ideia parte do coletivo Rojo®,
fundado há dez anos, na cidade de Barcelona,
por David Quiles Guilló, curador da mostra.
Os trabalhos incluemarte emprogresso, mul-
tidimensional e colaborativa. Até 30 de abril.
Casa França-Brasil: Rua Visconde de Itaboraí
78, Centro — 2332-5120. Ter a dom, das 10h
às 20h.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua
Jardim Botânico 414, Jardim Botânico —
3257-1800. Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a
dom, das 9h às 17h.
SEGUNDO CADERNO

9 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 9 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 15: 04 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RIO SHOW
TEATRO
INFANTIL/JOVEM
DANÇA
Grátis >‘Favela’.AcompanhiaDançandoParaNão
Dançar, oriundados morros cariocas, encenaoespe-
táculo “Favela”, que combina hip-hop comconcep-
çõesclássicasecontemporâneasdadançaeexpressa
arealidade, os sons e os movimentos das comunida-
des onde o projeto atua. As direções geral e artística
sãodabailarinaTherezaAguilar, eoprojetotemainda
músicasdorapper MVBill.
Escola Estadual Monteiro de Carvalho: Rua Al-
mirante Alexandrino 2.495, Santa Teresa —
3826-0140. Qui, às 11h. Livre.
> ‘Núcleos’. O espetáculo do coreógrafo João
Saldanha comemora seus 25 anos de carreira
e é inspirado na obra de Hélio Oiticica, artista
que em 1959 transferiu a pintura do quadro
para o espaço.
Espaço Sesc: Rua Domingos Ferreira 160, Copa-
cabana — 2548-1088. Sex e sáb, às 21h30m.
Qui e dom, às 20h. R$ 16. Até 8 de maio. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Estreias
> ‘O pacto das 3 meninas’. Texto: Rosane
Svartman e Lulu Silva Telles. Direção: Ernesto
Piccolo. Com Rosamaria Murtinho, Marly Bue-
no, Camilla Amado e Lafayette Galvão.
Três senhoras se reencontramdepois de 50 anos
e lembram a juventude e a época em que trans-
grediam os próprios princípios.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3
o
- pi-
so. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-9696. Qui, sex e sáb, às 18h. R$ 60 (qui
e sex) e R$ 70 (sáb). 75 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos. Até 27 de ju-
nho. Estreia hoje.
Únicasapresentações
> ‘Adoniran’. . Concepção: Companhia 3de Paus.
Com Aguinaldo Bueno, Sergio Rocha e Vitor Bassi.
Peça une música e dança para celebrar o cente-
nário do cantor e compositor Adoniran Barbosa.
Teatro Nelson Rodrigues (Caixa Cultural): Av.
República do Chile 230, Centro — 2262-8152.
Qui a dom, às 19h30m. R$ 10. 60 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até domingo.
Últimasemana
> ‘O amante’. Texto: Harold Pinter. Direção:
Francisco Medeiros. Com Paula Burlamaqui e
Daniel Alvim.
Sarah e Richard são casados há dez anos, mas ain-
da preferem manter uma imagem irreal entre eles.
Teatro do Leblon: Rua Conde Bernadotte 26,
Leblon — 2529-7700. Qui a sáb, às 21h. Dom,
às 20h. R$ 50 (qui e sex) e R$ 60 (sáb e dom).
80 minutos. Não recomendado para menores de
14 anos. Até domingo.
> ‘Amores de Sabrina’. Texto e direção: Ca-
milo Pellegrin. Supervisão: Claudio Torres Gon-
zaga. Com Alexandre Barros, Ana Paula Lopes,
Ana Paula Novellino, Cláudio Garcia, Flavia Tol-
ledo e Ricardo Gonçalves.
Comédia romântica livremente inspirada nos ro-
mances editados pela Nova Cultural.
Teatro Ziembinski: Av. Heitor Beltrão s/n
o
-, Tiju-
ca — 2254-5399. Qui, às 20h. R$ 25. 80 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 14
anos. Último dia.
> ‘Belelê balaio’. Direção: Gilvan Balbino.
Com Bruno Olivieri, Filippe Neri, Gilvan Balbino
e Pâmela Vicenta.
Na comédia de cordel, Maria Muxibenta deseja
casar as três filhas: Maria Com Graça, Maria
Sem Graça e a Virgem Maria.
Teatro Café Pequeno: Av. Ataulfo de Paiva 269,
Leblon — 2294-4480. Qua e qui, às 21h30m.
R$ 30. 55 minutos. Não recomendado para me-
nores de 18 anos. Último dia.
OGLOBOindica >‘Hair’. Texto: GeromeRagni eJa-
mes Rado. Adaptação: Claudio Botelho. Direção:
Charles Möeller. Direção musical: Marcelo Castro.
ComHugoBonemer, Igor Rickli, Carol Puntel, Letícia
Colin, Marcel Octavioeoutros.
Sucesso na Broadway e no cinema, o musical re-
trata o movimento hippie nos Estados Unidos.
Casa Grande: Av. Afrânio de Melo Franco 290,
Leblon — 2511-0800. Qui a sex, às 21h. Sáb,
às 18h e às 21h30m. Dom, às 19h. Qui e sex:
R$ 40 (balcão setor 3), R$ 80 (balcão setor 2),
R$ 100 (plateia setor 1) e R$ 120 (plateia VIP
e camarotes). Sáb e dom: R$ 60 (balcão setor
3), R$ 100 (balcão setor 2), R$ 120 (plateia
setor 1) e R$ 150 (plateia VIP e camarotes).
130 minutos (comintervalo). Não recomendado
para menores de 14 anos. Até domingo.
OGLOBOindica >‘MariadoCaritó’.Texto:Newton
Moreno. Direção: João Fonseca. ComLilia Cabral,
LeopoldoPachecoeoutros.
Virgem de 50 anos que foi prometida a um santo
faz de tudo para burlar a promessa.
Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2239-1095. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às
20h. R$ 60 (qui), R$ 70 (sex) e R$ 80 (sáb e
dom). 90 minutos. Não recomendado para me-
nores de 12 anos. Até domingo.
OGLOBOindica >‘Omeusanguefervepor vo-
cê’. Direção: Marcelo Eduardo Farias. ComAna
Baird,CristianaPompeo,PedroHenriqueLopeseVic-
tor Maia.
Uma comédia musical “bagaceira” com clássi-
cos populares.
Teatro dos Grandes Atores: Barra Square. Av.
das Américas 3555, Barra — 3325-1645. Qui,
às 21h. R$ 50. 70 minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos. Último dia.
> ‘Solidão, a comédia’. Texto: Vicente Pereira.
Direção: Claudio Tovar. Com Maurício Machado.
Na comédia, cinco personagens apresentam di-
ferentes formas de solidão.
Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica 63,
Ipanema — 2267-7295. Qui a sáb, às 21h30m.
Dom, às 20h30m. R$ 30 (qui) e R$ 40 (sex a
dom). 80 minutos. Não recomendado para meno-
res de 12 anos. Até domingo.
> ‘Sonhos para vestir’. Texto e atuação: Sara
Antunes. Direção: Vera Holtz.
Durante a noite, uma mulher insone, em estado de
devaneio, tem uma viagem sensorial, e compartilha
seu diário e suas cartas com o público.
Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto
176, Ipanema — 2332-2015. Qui e sex, às 21h.
R$ 30. 50 minutos. Não recomendado para me-
nores de 12 anos. Até amanhã.
> ‘Tempo de comédia’. Texto: Alan Ayckbourn.
Direção: Eliana Fonseca. ComJulia Carrera, Eduar-
do Muniz, Arnaldo Marques, Cris Larin, Bia Borin,
Gustavo Damasceno e outros.
Uma sátira aos bastidores da televisão que con-
ta a história de amor futurista entre um roteirista
e uma atriz andróide.
Sesc Ginástico: Av. Graça Aranha 187, Centro —
2279-4027. Qui a dom, às 19h. R$ 20. 100 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 12 anos.
Até domingo.
Continuação
OGLOBOindica >‘Os39degraus’. Texto: Patrick
Barlow. Direção: Alexandre Reinecke. ComDan
Stulbach, DantonMello, HenriqueStroeter eFabia-
naGugli.
A comédia com toques de espionagem mistura
Alfred Hitchcok e o humor do grupo inglês Monty
Python para contar a história de um sedutor que
conhece uma agente secreta, que depois é mis-
teriosamente assassinada.
Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra): Rua Conde
Bernadotte 26, Leblon — 2529-7700. Qui a sáb,
às 21h. Dom, às 20h. (Excepcionalmente nesta
sexta-feira não haverá espetáculo). R$39(qui, sex
e dom, durante o mês de abril) e R$ 78 (sáb). 100
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 10 de julho.
> ‘45 minutos’. Texto: Marcelo Pedreira. Dire-
ção, cenografia e iluminação: Roberto Alvim.
Com Caco Ciocler.
Na peça, sozinho em um palco vazio, um ator é
obrigado a entreter o público por exatos 45 mi-
nutos (tempo mínimo estabelecido para a dura-
ção de um espetáculo teatral). Sem uma trama
ou personagem no qual possa se amparar, ele
procura, desesperadamente, meios de preen-
cher o tempo.
Teatro Sesi: Av. Graça Aranha 1, Centro —
2563-4163. Qui a dom, às 19h30m. R$ 40.
60 minutos. Não recomendado para menores de
12 anos. Até 26 de junho.
> ‘O barril — Uma comédia filosófica’. Tex-
to: Ângela Dip. Direção:Vivien Buckup. Com Ân-
gela Dip.
Enquanto executa movimentos de contorcionis-
mo, a atriz fala da solidão da personagem sem
nome, sexo e idade, que está confinada dentro
de um barril.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Qua e qui, às 21h30m. R$ 50. 60
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 12 de maio.
> ‘Cassino da Urca’. Texto e direção: Paulo
Afonso de Lima. Com Abílio Campos, Alfredo
Garcês, Lú Gondim, Clícia Brandão e outros.
A peça conta a história do Cassino da Urca, a
partir de sua fundação até seus últimos momen-
tos em 1946.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824,
Ipanema — 2523-9794. Qui, às 20h30m. R$
60. 120 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até 26 de maio.
> ‘Os catecismos segundo Carlos Zéfiro’.
Texto e direção: Paulo Biscaia Filho. Com Clara
Serejo, Leandro Daniel Colombo, Rafa de Mar-
tins, Jandir Ferrari, Martina Gallarza.
A peça conta a trajetória de Zéfiro, que mantinha
uma vida dupla: de dia era funcionário do Minis-
tério do Trabalho; à noite, pornógrafo.
Solar de Botafogo: Rua General Polidoro 180, Bo-
tafogo — 2543-5411. Qui a sáb, às 21h30m.
Dom, às 20h30m. R$ 40 (qui e dom) e R$ 50 (sex
e sáb). 90 minutos. Não recomendado para meno-
res de 18 anos. Até 8 de maio.
> ‘Chuva de arroz’. Texto: Felipe Barenco. Dire-
ção: Vinicius Arneiro. Com Carine Klimeck.
Prestes a subir no altar, noiva descobre que foi
traída e procurar candidatos à vaga de noivo.
Centro Cultural Correios: Rua Visconde de Itabo-
raí 20, Centro — 2253-1580. Qui a dom, às 19h.
R$ 20. 80 minutos. Não recomendado para meno-
res de 14 anos. Até 15 de maio.
> ‘Comédia de salto’. Texto, direção e atuação:
Camila Vaz, Letícia Novaes e Larissa Câmara.
Stand-up comedy sobre assuntos recorrentes ao
universo feminino.
Teatro Maria Clara Machado: Planetário da Gá-
vea. Rua Padre Leonel Franca 240, Gávea —
2274-7722. Qui, às 21h30m. R$ 20. 80 minu-
tos. Não recomendado para menores de 12 anos.
Até 26 de maio.
> ‘Comédia sentado, em pé e deitado’. Tex-
to, direção e atuação: Wagner Trindade.
A peça é conduzida pelo personagemGabriel Aphon-
so, que apresenta integrantes de sua família.
Teatro Miguel Falabella: NorteShopping, 2
o
- an-
dar. Av. Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi
— 2595-8245. Qui a dom, às 18h. R$ 40. 60
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 29 de maio.
> ‘Doidas e santas’. Texto: Regiana Antonini.
Direção: Ernesto Piccolo. Com Cissa Guimarães,
Giuseppe Oristanio e Josie Antello.
A comédia conta a história de uma mãe de família
que está cansada da vida sem aventuras.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2274-
7246. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$60
(qui e sex), R$ 70 (dom) e R$ 80 (sáb). 90 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 31 de julho.
> ‘Enfim, nós’. Texto: Claudio Torres Gonzaga e
Bruno Mazzeo. Direção: Cláudio Torres Gonzaga.
Com Marcius Melhem e Fabiula Nascimento.
A primeira noite do Dia dos Namorados de um
casal que acaba de ir morar junto.
Teatro Miguel Falabella: NorteShopping, 2
o
- an-
dar. Av. Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi
— 2595-8245. Qui a sáb, às 21h. Dom, às
20h. R$ 50. 70 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 14 anos. Até 29 de maio.
> ‘A estupidez’. Texto: Rafael Spregelburd. Di-
reção: Ivan Sugahara. Com Alcemar Vieira, Cris-
tina Flores, José Karini, Letícia Isnard e Saulo
Rodrigues.
A peça do elogiado autor argentino, montada pe-
la Cia. Os Dezequilibrados, trata da estupidez
presente na vida cotidiana.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 2): Rua
Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020.
Qui a dom, às 19h30m. R$ 10. 120 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 29 de maio.
> ‘A lição e a cantora careca’. Texto: Eugene
Ionesco. Direção: Camilla Amado. Com Nelson Xa-
vier, Cecil Thiré, Thelma Reston, Renata Paschoal.
A peça reúne dois textos de Ionesco para retratar
a solidão do ser humano e a insignificância de
sua existência.
Teatro Maison de France: Av. Presidente Antônio
Carlos 58, Centro —2544-2533. Qui a sáb, às 20h.
Dom, às 19h. R$ 60 (qui e sex) e R$ 80 (sáb e
dom). 110 minutos. Não recomendado para meno-
res de 12 anos. Até 8 de maio.
> ‘Me salve, musical!’. Texto e direção: Pedro
Bricio. Com Gustavo Gasparani, Susana Ribeiro,
Fernando Alves Pinto, Isabel Cavalcanti, Celso An-
dré, Keli Freitas e Juliana Medella.
Um casal espera um vôo no aeroporto quando o
lugar é tomado por acontecimentos estranhos.
Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto
176, Ipanema — 2332-2015. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 19h. R$ 30. 110 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos. Até 15
de maio.
> ‘Memória da cana’. Texto: Nelson Rodri-
gues. Direção: Newton Moreno. Com Carlos
Ataíde, Kátia Daher, Luciana Lyra, Paulo de Pon-
tes, Marcelo Andrade e Viviane Madu.
Inspirada em “Álbum de família”, a peça — que
marca os dez anos do Grupo Os Fofos Encenam
— se passa em uma fazenda no Nordeste do-
minada pelo modelo patriarcal.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 2): Rua
Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020.
Qua a dom, às 19h30m. R$ 10. 90 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Até 5 de junho.
> ‘Mulheres alteradas’. Texto: Maitena. Dire-
ção: Eduardo Figueiredo. Adaptação: Andrea
Maltarolli. ComLuiza Tomé, Mel Lisboa, Adriane
Galisteu e Daniel Del Sarto.
Três amigas passam por diversas situações típi-
cas da mulher moderna.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3
o
- pi-
so. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-9696. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às
20h. R$ 70 (qui e dom) e R$ 80 (sex e sáb). 80
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 5 de junho.
> ‘Murro em ponta de faca’. Texto: Augusto
Boal. Direção: Paulo José. Com Gabriel Gorosito,
Laura Haddad, Erica Migon, Sidy Correa, Abílio Ra-
mos, Espedito Di Montebranco e Nena Inoue.
A peça —que teve a primeira montagemdirigida
também por Paulo José, em 1978 — conta a
história de um grupo de brasileiros exilados du-
rante a ditadura militar.
Espaço Sesc (Arena): Rua Domingos Ferreira
160, Copacabana — 2547-0156. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 19h30m. R$ 16. 100 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 8 de maio.
OGLOBOindica >‘ShirleyValentine’. Texto: Willy
Russel. Direção: GuilhermeLeme. ComBettyFaria.
No monólogo, Shirley é uma dona de casa comum
que se sente desvalorizada, mas recebe um convite
para uma viagem que muda sua vida.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 1): Rua
Primeiro de Março 66, Centro —3808-2020. Qua
e dom, às 20h. (Excepcionalmente, hoje não há
espetáculo). R$ 10. 70 minutos. Não recomenda-
do para menores de 12 anos. Até 8 de maio.
> ‘Subversões 21’. Texto: Aloísio de Abreu e
Luis Salem. Direção: Stella Miranda. Com Aloí-
sio de Abreu, Márcia Cabrita e Luis Salem.
O projeto, que completa 21 anos, faz versões de
músicas famosas.
Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro):
Rua Conde Bernadotte 26, Leblon — 2529-
7700. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 60
(qui e sex) e R$ 70 (sáb e dom). 75 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Até 18 de maio.
Cinema
> Cinema 6D. A nova tecnologia permite que as
crianças se divirtam em simuladores com ses-
sões de cinema que duram de quatro a seis mi-
nutos e combinam efeitos especiais de chuva,
vento, aromas e luzes, além da imagem em três
dimensões e do movimento das poltronas. No
RioSul, um dos filmes em cartaz é o clássico in-
fantil “A fábrica de chocolate”. No São Gonçalo
Shopping, há sessões com os temas Mundo
Oceânico, Montanha Russa e Space Adventure.
RioSul: Pista de patinação. Rua Lauro Müller
116, piso G3, Botafogo — 3527-7257 e 2122-
8070. Seg a sex, das 14h às 22h. Sáb, 10h às
22h. Dom e feriados, do meio-dia às 21h. R$
10 (por sessão). Livre.
São Gonçalo Shopping: Av. São Gonçalo 100,
1
o
- piso, Boa Vista, São Gonçalo — 3513-7200.
Seg a sáb, das 10h às 22h. Dom, do meio-dia às
22h. R$ 5 (por sessão). Livre.
Planetário
> Planetário da Gávea. A exposição perma-
nente “Museu do Universo” tem 56 experimen-
tos interativos nas áreas de astronomia funda-
mental e astrofísica. Temporariamente, a expo-
sição “Número e cores: uma história da Astro-
nomia” conta a história da Astronomia através
da evolução dos registros e imagens construídas
por nossos antepassados até os dias atuais. Na
cúpula, há sessões de filmes de média-metra-
gem para o público infanto-juvenil, com temá-
tica espacial.
Planetário da Gávea: Rua Vice-Governador Ru-
bens Berardo 100, Gávea — 2274-0046. Ter a
sex, das 9h às 17h. Sáb, dom e feriados, das
15h às 18h. Sessões na cúpula: sáb, dom e fe-
riados, às 15h30m, às 16h45m e às 18h. R$
16 (exposição e sessão na cúpula) e R$ 8 (só a
exposição). Livre.
Museusecentrosculturais
> Espaço Cultural da Marinha. O espaço
mostra a história do Brasil e da navegação. A ga-
leota Dom João VI, do século XIX, o submarino
Riachuelo e o helicóptero-museu são algumas
das atrações. Em cartaz, a exposição temporária
“30 anos da mulher militar na Marinha do Bra-
sil” mostra a participação feminina nas Forças
Armadas. Nos finais de semana, há uma peça
sobre o tema. O visitante pode ainda fazer o pas-
seio à Ilha Fiscal em escuna, de quinta a domin-
go, ao meio-dia e meia, às 14h e às 15h30m.
Espaço Cultural da Marinha: Av. Alfred Agache
s/n
o
-, Praça Quinze — 2233-9165. Ter a dom,
do meio-dia às 17h. Peça “O passeio mágico”:
sáb e dom, às 14h30m e às 16h. Grátis (visi-
tação e peça) e R$ 10 (passeio). Até 30 de abril
(a exposição). Livre.
> ‘História Através da Música’. O projeto é
realizado por professores de história e músicos
que contam a história do Brasil através de nos-
sas músicas e de um ator que interpreta alguns
personagens históricos.
Centro Cultural da Justiça Federal: Av. Rio
Branco 241, Centro — 3261-2550. Qui, às
19h. R$ 20. Livre.
Grátis >MuseudeAstronomia. Os visitantes po-
demconhecer o segundo maior meteorito do Brasil,
chamadoSantaLuziadeGoiás, emexposiçãonomu-
seu. Tambémemcartaz estão as exposições “Tesou-
ros do patrimônio da ciência e tecnologia no Brasil”,
com46objetosdevalorhistórico,“LeonardodaVinci:
maravilhasmecânicas”, sobreosprojetosdemecâni-
ca do artista, e “As estações do ano: Terra emmovi-
mento”, sobreosciclosdosdiasedasnoites, asfases
daLuaeasestaçõesdoano.
Museu de Astronomia: Rua General Bruce 586,
São Cristóvão — 2580-7010. Ter, qui e sex, das
9h às 17h. Qua, das 9h às 21h. Sáb, das 14h às
21h. Dom e feriados, das 14h às 18h. Livre.
> Museu Nacional. No acervo do museu, há
três mil itens de Antropologia, Botânica, Ento-
mologia e Paleontologia, como a coleção de ar-
tefatos egípcios de Dom Pedro I.
Museu Nacional: Quinta da Boa Vista s/n
o
-, São
Cristóvão —2562-6042. Ter a dom, das 10h às
16h. R$ 3. Livre.
Grátis >MuseudaVida. Os visitantes podemco-
nhecer o Castelo Mourisco, visitar o Espaço da Bio-
descobertaeaexposição“Carlos Chagas Filho: Cien-
tistabrasileiro, profissãoesperança”.
Museu da Vida: Fiocruz. Av. Brasil 4.365, Man-
guinhos — 2590-6747. Ter a sex, das 9h às
16h30m. Sáb, das 10h às 16h. Livre.
Recreação
> Jardim Zoológico. O parque conta com um
plantel de 1.900 animais, entre aves, mamífe-
ros e répteis.
Quinta da Boa Vista: São Cristóvão — 3878-
4200. Ter a dom, inclusive feriados, das 9h às
16h30m. R$ 6. Crianças commenos de umme-
tro, maiores de 60 anos e deficientes físicos não
pagam. Livre.
> Lagoa Aventuras. Os fãs de atividades ra-
dicais podem fazer escaladas, arvorismo, tirole-
sa e rapel.
Parque da Catacumba: Av. Epitácio Pessoa
3.000, Lagoa — 4105-0079. Ter a dom, das
9h30m às 16h30m. R$ 15 (muro de escaladas).
R$ 20 (arvorismo e tirolesa). R$ 40 (rapel). Não
recomendado para menores de 4 anos.
> Sensações do Passado Geológico da Ter-
ra. A formação dos continentes, os dinossauros,
o surgimento da espécie humana e sua evolução
são retratados na mostra, que permite aos seus
visitantes sentir a sensação de um terremoto, to-
car em rochas de bilhões de anos, explorar uma
instalação multimídia sobre o surgimento do oxi-
gênio e interagir com o Baurusuchus salgadoen-
sis, espécie de crocodilo que viveu há 90 mi-
lhões de anos no Brasil.
Casa da Ciência da UFRJ: Rua Lauro Müller 3,
Botafogo — 2542-7494. Ter a sex, das 9h às
20h. Sáb, dom e feriados, das 10h às 20h. Até
15 de maio. Livre.
Jogos
> Barra Bowling. Espaço com 20 pistas.
BarraShopping: Av. das Américas 4.666, Barra
— 2431-9566. Seg a qui, do meio-dia à meia-
noite. Sex, do meio-dia à 1h. Sáb, das 11h às
3h. Dom, das 11h à meia-noite. R$ 55 (seg a
sex, até as 18h), R$ 75 (seg a qui, após as 18h)
e R$ 105 (sex e véspera de feriados, após as
18h; sáb, dom e feriados). A partir das 21h, me-
nores de 13 anos só com o responsável.
> Big Boliche. Instalado numa área de dois mil
metros quadrados, o boliche tem 12 pistas au-
tomatizadas, dois salões de festas e área para
games.
Shopping Grande Rio (estacionamento): Rodo-
via Presidente Dutra 4.200, São João de Meriti
— 2651-2337. Seg a dom, das 13h às 22h. R$
48 (seg a qui) e R$ 56 (sáb, dom e feriados).
Livre.
> Casabowling. Espaço com 14 pistas. Até o
fim de abril, o atleta Mário Tavares, três vezes
campeão carioca de boliche, ministra cursos pa-
ra iniciantes a partir de 10 anos. As aulas têm
início às 15h e terminam às 19h, sempre nos
dias úteis da semana. Para participar, basta o
aluno reservar horário em uma das pistas.
CasaShopping: Av. Ayrton Senna 2.150, Barra
—2108-8142. Seg, das 16h à meia-noite. Ter a
sex, do meio-dia à meia-noite. Sáb e dom, das
10h à meia-noite. Preço por período de uma ho-
ra: R$ 55 (seg a sex, até as 18h), R$ 75 (seg a
qui, após as 18h) e R$ 105 (sex e véspera de
feriados, após as 18h; sáb, dom e feriados). A
partir das 21h, menores de 13 anos só com o
responsável.
> Philadélfia Park &Games. Espaço com no-
ve pistas.
Center Shopping Rio: Av. Geremário Dantas
404, Jacarepaguá — 3410-5777. Seg a qui,
das 14h à meia-noite. Sex e sáb, das 14h às 2h.
Dom e feriados, do meio-dia à meia-noite. Preço
por período de uma hora: R$ 48 (seg a qui, sex
e véspera de feriado, até 18h), R$ 58 (seg a qui,
após 18h), R$ 79 (sex e véspera de feriado após
18h), R$ 79 (sáb, dom e feriados). Menores de
13 anos devem estar com um responsável.
> Top Kart Indoor. Adultos e crianças podem
disputar corrida nas pistas.
NorteShopping: Av. Dom Hélder Câmara 5332,
subsolo, Cachambi — 2178-4545. Seg a sex,
das 15h às 23h. Sáb, dom, véspera de feriados
e feriados, das 14h às 23h. Kart adulto: R$ 39
por piloto (modalidade 6,5hp), em 20 minutos
de bateria. Kart infantil: R$ 29 por piloto, em 15
minutos de bateria. Recomendado para crianças
com altura mínima de 1,20 metro.
Extra 24h: Av. Das Américas 1.510, subsolo,
Barra — 2484-4545. Seg a sex, das 15h às
23h. Sáb, dom, véspera de feriados e feriados,
das 14h às 23h. Kart adulto: R$ 39 por piloto
(modalidade 6,5hp) e R$ 59 por piloto (moda-
lidade 9hp), em 20 minutos de bateria. Kart in-
fantil: R$ 29 por piloto, em 15 minutos de ba-
teria. Recomendado para crianças com altura
mínima de 1,20 metro.
Patinaçãonogelo
> Barra On Ice. A pista tem 450 metros qua-
drados e capacidade para 100 pessoas.
Hipermercado Extra 24 horas: Av. das Américas
1.510, Barra — 3151-3354 e 2431-4602. Ter
a qui, das 14h às 21h. Sex, das 14h às 22h.
Sáb, dom e feriados, das 13h às 22h. R$ 30,
por uma hora de patinação incluindo equipa-
mento de segurança. Recomendado para maio-
res de 5 anos.
> Espaço RioSul de Patinação no Gelo. A
pista tem 300 metros quadrados e comporta 70
pessoas.
RioSul: Rua Lauro Müller 116, Botafogo —
3527-7257 e 2122-8070. Seg a sáb, das 10h
às 22h. Dom e feriados, das 15h às 21h. R$ 20
(meia hora) e R$ 30 (1 hora) incluindo equipa-
mento. Não recomendado para menores de 1
ano. Crianças entre 1 e 4 anos entram na pista
com um trenó.
> Fun On ice. A pista com área total de 200
metros quadrados e capacidade para 40 pes-
soas conta com instrutores de patinação.
São Gonçalo Shopping: Av. São Gonçalo 100,
Boa Vista, São Gonçalo — 3513-7200. Seg a
sex, das 13h às 22h. Sáb, das 10h às 22h.
Dom, das 11h às 21h. Até 22 de maio. R$ 20
(45 minutos). Não recomendado para menores
de 5 anos.
> Norte On Ice. A pista de patinação no gelo
tem 300 metros quadrados, capacidade para
100 pessoas e som computadorizado.
NorteShopping: Av. DomHélder Câmara 5.474,
Estacionamento Pedras Altas, Cachambi —
2178-4606 e 2178-4607. Seg a qui, das 14h
às 21h. Sex, das 14h às 22h. Sáb, das 13h às
22h. Dom e feriados, das 13h às 21h. R$ 25.
Recomendado para maiores de 5 anos.
SEÑOR TANGO
com Sidnei Dominguez, Luiz Cesar, bailarinos de Jaime Arôxa
☎ 2274-7246 e 7690-1194 Teatro Vannucci - quintas às 19h
Reservas: L
I
V
R
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SEGUNDO CADERNO Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 10 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: 24 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O GLOBO NA INTERNET
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PATRÍCIA KOGUT
C O N T R O L E R E M O T O
COM ELIZABETE ANTUNES E FLORENÇA MAZZA • E-mail: kogut@oglobo.com.br
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o
• Leandro Hassum, de “Os
caras de pau”, faz pose para
a revista “Camarim” e diz que,
quando era criança, foi vítima
de bullying. “No meu caso,
por ser gordo. Sofri muito”.
oglobo.com.br/kogut
Olheiros do ‘Hipertensão’

As inscrições para o “BBB 12” já estão abertas. Já
“Hipertensão”, previsto para o segundo semestre,
não terá inscrições. Boninho vai espalhar olheiros em
cidades do Brasil todo. Eles vão convidar potenciais
candidatos. Isso acontecerá a partir de 11 de maio.
Christian Parente
... se Vênus ajudar...
● João Bosco não vai sequer
regravar a música, ela será
reaproveitada. Internamente,
a aval i ação é que aquel a
abertura “marcou demais”. E
é a mais pura verdade. Reveja
no YouTube, vale a pena.
Salve, Miguel
● Nasceu Miguel, primeiro fi-
lho de Míriam Freeland e Ro-
berto Bomtempo. Ela é mãe de
uma menina, Maria Helena, de
um casamento anterior. A
atriz teve parto normal, e o be-
bê tem 3.265 kg e 48 cm. A fa-
mília está feliz, e com razão.
APRESENTADORA
DO GNT, Mariana
Weickert estampa
a capa da revista
“Cabelos &
Cosméticos”.
E diz: “Não abro
mão de ter cabelo
comprido, acho
que a mulher fica
muito mais
sensual e
feminina”.
Leia mais no
oglobo.com.br/kogut
0 10
Para Lilia Cabral,
um elogio merecido
e já com atraso por
mais esta Mercedes
de “Divã”, agora na
TV. Mesmo que a série não
fosse tão boa (como é), já
valeria a pena assistir só
para ver o trabalho dela.
Para o AXN,
por uma nova
modalidade de
problemas com
legendas em “CSI:
Miami”, elas apareceram
reduzidas a uma lâmina,
absolutamentre ilegíveis.
Quanto descuido.
... e mais
● “Hipertensão” será nova-
mente gravado na Argentina
e com apresentação de Glen-
da Kozlowski. Os nomes das
cidades para onde os olhei-
ros viajarão fazendo o casting
são mantidas em segredo pe-
la equipe.
SporTV avança no mapa
● O SporTV terá três correspondentes internacionais ainda a
partir deste semestre. Marcelo Barreto segue para Londres,
de onde acompanhará toda a movimentação para a cobertura
dos Jogos de 2012. Edgar Alencar vai para a China, e Marcos
Peres já se instalou em Nova York. O SporTV ainda estuda a
possibilidade de um quarto posto, com jornalista e país ainda
a confirmar. No canal, já há grupos regulares de discussão das
próximas Olimpíada e Copa.
Tapetão
● Afastada da TV desde que
fez “A fazenda”, na Record,
Babi Xavier viajou para Los
Angeles. Ela estará no tapete
vermelho do Festival de Cine-
ma Brasileiro que acontece
esta semana. Quer rever a mo-
ça? Entre no www.labrff.com.
MARJORIE
ESTIANO posa
nos bastidores do
“Som Brasil” que
vai ao ar amanhã.
A atriz está
produzindo seu
terceiro álbum e
cantou versões
inéditas de
canções de
Nelson Motta,
homenageado
do programa
Renato Rocha Miranda
Mais ‘Astro’
● Carolina Chalita, atriz de
teatro que fez sucesso em“Vi-
ver a vida”, vai voltar à TV em
“O astro”. Ela será a Tânia
melhor amiga de Lili (Alinne
Moraes). Elas vão morar e
trabalhar juntas como caixas
num supermercado.
Em setembro...
● A canção da abertura original
de “Oastro”, “Bijuterias”, na voz
de João Bosco, estará na vinhe-
ta do remake. Um clipe com ela
já foi até exibido na convenção
do departamento comercial da
Globo, semana passada.
....................................................
twitter.com/PatriciaKogut
facebook.com/PatriciaKogutOGlobo
Veja a grade das emissoras e o resumo das novelas em oglobo.com.br/revistadatv
HOJE NA TV
: O GLOBO NA INTERNET
a
Arquivo
‘A felicidade não se compra’
“It’s a wonderful life”. EUA, 1946.
Direção: Frank Capra. Drama fantástico.
Panetone remanescente. Tem cheiro
de Natal por trás de cada fotograma deste
clássico do cronista da rotina americana:
Francesco Rosario “Frank” Capra (1897-
1991). Apoiado na polivalência dramática
de James Stewart (1908-1997), Capra
segue um suicida que revê glórias de sua
vida. Telecine Cult, 19h45m.
F I L M E S
‘A boneca que virou gente’
“Life-size”. EUA, 2000. Direção: Mark
Rosman. Comédia fantástica.
Ursinhos Carinhosos. Ainda pimpolha,
bem antes de embarcar numa trip
quero-ser-uma-menina-má, Lindsay
Dee Lohan interpretou Casey Stuart,
uma órfã pidona que faz sua boneca
preferida ganhar as formas (e que
formas!) de Tyra Banks após preparar
um feitiço. Globo, 15h30m.
‘Susie e os Baker Boys’
“Susie and the Baker Boys”. EUA,
1989. Direção: Steve Kloves. Drama musical.
O fino da fossa. Radiante em suas
curvas e em sua inteligência cênica,
Michelle Pfeiffer concorreu ao Oscar
por seu desempenho como a cantora
que desestrutura a harmonia entre os
irmãos Jack e Frank, retratados numa
composição de charme arranjada pelos
manos Jeff e Beau Bridges. TCM, 22h.
“Space jam — O jogo do século” (“Space
Jam”). EUA, 1996. Direção: Joe Pytka. Comédia animada. SBT, 17h45m.
‘O que é que há, velhinho?’
SE BILL Murray ofusca até o Pernalonga, o que dirá de Michael Jordan
P R O G R A M A S
TV Globo/Blenda Gomes
PAULÃO (EVANDRO Mesquita), Agostinho (Pedro Cardoso), Bebel (Guta Stresser), e Tuco (Lucio Mauro Filho)
“A grande família”. Série. Globo, 22h30m.
‘Na China’
Documentário. Canal Brasil, 21h
O último episódio da série de documentários aborda a
desigualdade imperando na China com a massificação. Felipe
Lacerda mostra dificuldades que vieram junto com o boom
econômico do país e revela curiosas mudanças nos hábitos dos
chineses, como os desejos estéticos das mulheres. “A operação
plástica mais comum na China hoje é a cirurgia de implante da
dobrinha da pálpebra. Dizem que dá mais expressividade ao
olhar, mas desconfio que seja para que os olhos fiquem abertos
como o dos acidentais”, conta ele.
Ambição e confusões
Canal Brasil/Divulgação
‘Mundo.doc’
Documentário. Canal Futura , 21h.
O programa abre a nova temporada
com o documentário “Leva”, que
aborda a questão do défict de moradia
no nosso país por meio de um prédio
habitado por integrantes de
movimentos de ocupação urbana em
São Paulo.
‘Aconteceu’
Jornalístico. RedeTV!, 22h10m.
Na véspera do casamento real, o
programa relembra outras uniões da
realeza britânica como a da Rainha
Elizabeth com o Príncipe Philip, em 1947;
o do Príncipe Andrew, filho do casal, com
Sarah Ferguson, em 1986; e claro, o de
Charles com Diana, em 1981.
‘Foto em cena’
Fotografia. Canal Brasil, 20h15m.
Especialista em fotos aéreas e
panorâmicas, o fotógrafo Cássio
Vasconcellos comenta sobre sua
carreira premiada e o cuidado que tem
ao ampliar uma imagem. Ele também
revela seu maior objetivo: a imagem
perfeita.
RODRIGO FONSECA NATALIA CASTRO
● Em pânico frente à evolu-
ção digital da animação via
Pixar e seu “Toy Story” (o
original, de 1995), a Warner
Bros. acreditou ser pruden-
te atualizar os personagens
da série “Looney Tunes” pa-
ra o século XXI. Mas retocá-
los a partir de ferramentas
da computação poderia não
ser o bastante para fisgar o
coração de novas plateias,
que começavam a ser alfa-
betizadas via teclado e mou-
se. Só um enredo criativo
poderia reapresentar Perna-
longa, Gaguinho e cia con-
servando o frescor da ironia
que marcou a fauna animada da WB desde os
tempos de diretores como Chuck Jones (1912-
2002) e Robert Clampett (1913–1984). Uma saí-
da surgiu: misturar coelhos, patos e porcos fa-
lantes com gente de carne e osso, nos moldes
de “Uma cilada para Roger Rabbit” (1988), ten-
do o cuidado para que a “gente” em questão
fosse famosa. Se fama era o quesito, Michael
Jordan, deus do basquete, então onipresente
nas manchetes por sua (infeliz) opção de se
arriscar no beisebol, acabou se tornando “a”
opção mais lucrativa do estúdio.
Foi disponibilizado um orçamento de US$
80 milhões para o projeto, produzido por
Ivan Reitman, realizador de “Os Caça-fan-
tasmas” (1984). Reitman confiou a direção a
Joe Pytka, clipeiro de Michael Jackson co-
nhecido no cinemão pelo longa “A grande
barbada” (1989), com Richard Dreyfuss.
Pytka narra a preparação para uma partida
entre Pernalonga e Jordan contra ETs. Bill
Murray, que deveria fazer uma ponta, aca-
bou roubando para si o filme, que faturou
US$ 90 milhões nos EUA, mais US$ 140 mi-
lhões mundialmente. Na versão brasileira,
Marcio Simões (numa escalação equivoca-
da) dublou Murray. Pernalonga se beneficia
do gogó iluminado de Mario Monjardim, um
dos mais criativos atores brasileiros.
● No episódio “Frota de elite”, Lineu (Mar-
co Nanini) e Nenê (Marieta Severo) são sur-
preendidos com a notícia de que a casa da
família Silva será destruída para dar lugar a
um viaduto. Enquanto o casal lamenta o
ocorrido, Agostinho (Pedro Cardoso) vê a a
nova construção com bons olhos. De olho
na movimentação que o viaduto vai causar,
o marido de Bebel (Guta Stresser) decide vi-
rar empresário e começa a planejar a aber-
tura de uma empresa de táxi. Mas é claro
que o novo negócio — que ainda nem existe
— resulta em inúmeras dores de cabeça pa-
ra o taxista.
Já Lineu tenta a todo custo impedir a de-
molição. Além de descobrir que a casa já
pertenceu a um importante senador, Cândi-
do Saraiva, o funcionário público também
fica por dentro de vários detalhes do pas-
sado do político.
SEGUNDO CADERNO

11 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 11 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 14: 07 h
PRETO/BRANCO
BICHINHOS DE JARDIM
LIBERTY MEADOWS DUSTIN
AGENTE ZERO TREZE
URBANO, O APOSENTADO
A CABEÇA É A ILHA
Clara Gomes
Frank Cho Steve Kelley e Jeff Parker
Arnaldo Branco e Claudio Mor
A. Silvério
André Dahmer
ESTA VAI
LONGE!
ISSO MESMO,PESSOAL!
O MARC DeRAIL FOI RAPTADO
POR UMA FÃ LOUCA,A VACA,
E UM GRUPO DE BUSCA FOI
RAPIDAMENTE MONTADO.
VAMOS,GAROTO!
VAMOS!
SÓ O FIEL CÃO DE
MARC PODERÁ
ENCONTRÁ-LO!
OLHA,ELE SENTIU
UM CHEIRO!
NbO PRECISAVA
ARREMESSAR TbO
Lh EM CIMA,
Nm?
H Q s
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DA
C R U Z A D A S
LOGODESAF I O
SÔNIA PERDIGÃO
Foram encontradas 15 palavras: 14 de 5 le-
tras e 1 de 6 letras, além da palavra original.
Com a sequência de letras TA foram encon-
tradas 20 palavras.
INSTRUÇÕES: Encontrar a palavra original
utilizando todas as letras contidas apenas no
quadro maior. Comestas mesmas letras, formar
o maior número possível de palavras de 5 letras
ou mais. Achar outras palavras (de 4 letras ou
mais) com o auxílio da sequência de letras do
quadro menor. As letras só poderão ser usadas
uma vez em cada palavra. Não valem verbos,
plurais e nomes próprios.
S O L U Ç Ã O : A g i t o , a t i v o , a u t o s , a v i s o , g a s t o ,
g u i s a , o g i v a , s a g u i , s u t i ã , t a t u í , v a s t o , v i s ã o ,
v i s t a , v i s t o ; a s t u t o ; G U S T A T I V O . C o m a s e -
q u ê n c i a d e l e t r a s D A : a d á g i o , a g u d a , á v i d a ,
d a t a , d a t i v o , g u i a d a , o u s a d a , o u v i d a , s a í d a ,
s o d a , s u a d a , t o a d a , t o d a , u s a d a , u v a d a , v a s -
t i d ã o , v i d a , v i d ã o , v i s a d a , v o t a d a .
CLAUDIA LISBOA
H O R Ó S C O P O
ÁRIES (21/3 a 20/4)
Elemento: fogo. Modalidade: im-
pulsivo. Signo complementar:
Libra. Regente: Marte.
Antes de insistir em impor sua vonta-
de, é preciso pensar sobre a possibi-
lidade de provocar desentendimen-
tos. Ainda que goste de desafios, tal-
vez possa dispensar os que sejam to-
talmente desnecessários. É tempo de
optar por viver em harmonia.
TOURO (21/4 a 20/5)
Elemento: terra. Modalidade: fi-
xo. Signo complementar: Escor-
pião. Regente: Vênus.
Quando as condições são favorá-
veis, as sementes germinam e pro-
duzem belos frutos. Tudo indica
que as boas ideias podem ser facil-
mente transformadas em realidade.
É tempo de pôr mãos a obra para
realizar seus desejos.
GÊMEOS (21/5 a 20/6)
Elemento: ar. Modalidade: mutá-
vel. Signo complementar: Sagi-
tário. Regente: Mercúrio.
Quando somos muito francos, dizen-
do tudo o que vem à cabeça, pode-
remos ferir suscetibilidades. Além dis-
so, nem todos estão dispostos a ouvir
o que temos a dizer. É tempo de pen-
sar bem antes de tomar a frente
nas discussões.
CÂNCER (21/6 a 22/7)
Elemento: água. Modalidade:
impulsivo. Signo complementar:
Capricórnio. Regente: Lua.
Sonhar é um bom modo para se sen-
tir bem e encontrar conforto emocio-
nal. A sensibilidade comanda o cora-
ção e enriquece suas inspirações. É
tempo de deixar que a intuição
conduza seus sentimentos por no-
vos caminhos e direções.
LEÃO (23/7 a 22/8)
Elemento: fogo. Modalidade: fi-
xo. Signo complementar: Aquá-
rio. Regente: Sol.
Se conseguirmos nos deixar levar pe-
la razão e nos inspirar pelo amor, tor-
naremos a vida mais fácil de ser con-
duzida. É tempo de abrir o coração,
deixar fluir a intuição e, somente
depois, avaliar racionalmente co-
mo usá-la a seu favor.
VIRGEM (23/8 a 22/9)
Elemento: terra. Modalidade:
mutável. Signo complementar:
Peixes. Regente: Mercúrio.
Ser um bom observador e não deixar
escapar os detalhes, são qualidades
daqueles que sabem fazer uma boa
crítica. Porém, uma crítica dura de-
mais pode atrapalhar mais do que
ajudar. É tempo de medir as pala-
vras e ser claro ao se comunicar.
LIBRA (23/9 a 22/10)
Elemento: ar. Modalidade: impul-
sivo. Signo complementar: Áries.
Regente: Vênus.
Se as pessoas estão dispostas a conver-
sar, existe a chance de solucionar os
problemas. Tudo fica mais fácil quan-
do temos um diálogo esclarecedor
com nossos parceiros de vida ou de
trabalho. É tempo de apostar na força
da boa comunicação.
ESCORPIÃO(23/10 a 21/11)
Elemento: água. Modalidade: fixo.
Signo complementar: Touro. Re-
gente: Plutão.
Ao abrirmos mão das máscaras de au-
toproteção, aumentamos as chances
de ter uma conversa franca. Talvez a
paz e o entendimento possam então
ser estabelecidos. É tempo de adotar
um modo simples e transparente
para se relacionar com as pessoas.
SAGITÁRIO (22/11 a 21/12)
Elemento: fogo. Modalidade: mutá-
vel. Signo complementar: Gêmeos.
Regente: Júpiter.
Nada melhor do que encarar a vida
com otimismo e entusiasmo. Assim,
mantemos a disposição para fazer o
que for necessário para realizar nossos
desejos. É tempo de fazer desse mo-
mento, uma grande oportunidade
para experimentar seus ideais.
CAPRICÓRNIO(22/12 a 20/1)
El ement o: t erra. Modal i dade:
impulsivo. Signo complementar:
Câncer. Regente: Saturno.
Muitas vezes, só adquirimos certeza
das nossas condições emocionais se
acontece uma grande reviravolta. É
tempo de identificar formas de pre-
servar sua estabilidade emocional
sem precisar de passar por gran-
des provas.
AQUÁRIO (21/1 a 19/2)
Elemento: ar. Modalidade: fixo.
Signo complementar: Leão. Re-
gente: Urano.
Qualquer restrição à liberdade pode cau-
sar um grande impacto emocional. Para
restabelecer a condição ideal, é possível
que reaja de forma impulsiva e descon-
trolada. É tempo de ter cuidado para
que seus impulsos não provoquem
tempestades desnecessárias.
PEIXES (20/2 a 20/3)
Elemento: água. Modalidade: mu-
tável. Signo complementar: Vir-
gem. Regente: Netuno.
A intuição permite que faça um balan-
ço geral das possibilidades a vida lhe
oferece. Assim, são elas que o ajuda-
rão a realizar seus desejos. É tempo de
confiar na sua sensibilidade para
experimentar tudo aquilo que cha-
ma sua atenção.
H Á 5 0 A N O S
JOSÉ FIGUEIREDO
O GLOBO NOTICIAVA EM 28 DE ABRIL DE 1961
● Diante de uma pla-
téia escolhida, elegan-
te e amiga do teatro,
foi inaugurado ontem
à noite, em Ipanema
(Rua Visconde de Pi-
rajá 22), o Teatro San-
ta Rosa. Antes do espe-
táculo — “Procura-se
uma rosa”, que tem no
elenco, entre outros,
Dirce Migliaccio e
Moisés Ghivelder —,
em breve discurso, ex-
plicou o embaixador
Pascoal Carlos Magno o sacrifício de Helio Bloch, Gláucio Gill e Léo Jusi na
construção da obra e disse aos espectadores que pedissem a amigos e co-
nhecidos que fôssem ao teatro (esta é, aliás, a campanha que está movimen-
tando o mundo teatral do Rio).
● Na audiência que concedeu, na manhã de hoje, no Rio Comprido, o go-
vernador Carlos Lacerda anunciou a solução para o programa dos tele-
fones: será constituída uma emprêsa com ações subscritas pelo Estado, a
Light e os usuários, e cada telefone custará ao assinante Cr$ 950. Cada
assinante será um acionista, com parcela de Cr$ 18 mil, dividida em pres-
tações. Sua ação renderá juros nunca inferiores a 12% ao ano.
● Lacerda anunciou também ontem que o Rio terá o seu déficit de água
coberto dentro de seis meses. O plano dos técnicos do Departamento de
Águas divide-se em duas partes. A primeira permitirá um refôrço, no abas-
tecimento, de 205 mil metros cúbicos diários, e a segunda, com o apro-
veitamento do primeiro trecho de túnel-canal da nova adutora de Guan-
du, trará mais 465 mil metros cúbicos por dia para a cidade.
● Fontes ligadas ao govêrno congolês anunciam que o Exército se rebelou
e dominou o poder, prendendo o presidente Josep Casavubu.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 12 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 15: 04 h
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Quinta-feira, 28 de abril de 2011
SEGUNDOCADERNO
SEGUNDOCADERNO
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Blog: cora.blogspot.com. E-mail: cora@oglobo.com.br
CORA RÓNAI
Instagram:
mania de foto
Fotos e montagem de Cora Rónai
N
em tudo o que é tecnologia é tecno-
logia. Para ser mais exata, nem toda
tecnologia é apenas tecnologia. No
momento em que passa a ser usada
e a influenciar o dia a dia das pessoas, a tec-
nologia, tão necessariamente precisa, perde
espaço para toda a sorte de especulação so-
cial, e transforma-se em cotidiano, papo de
botequim e de cabeleireiro.
A internet e os celulares são apenas os exem-
plos mais recentes e bem-sucedidos dessa muta-
ção. Desenvolver hardware e software continua
sendo a tarefa fundamental para que o mundo se
mantenha nos trilhos dos quais não consegue (e
nem quer) mais sair, mas o que ocupa as man-
chetes e o tempo de todos nós é, sobretudo, o
uso que se faz desses elementos. Ainda não vi
pesquisa sobre o assunto, mas tenho certeza de
que hoje há muito mais páginas escritas sobre o
impacto da internet na sociedade do que sobre a
internet em si mesma —- de servidores a proto-
colos, passando por modems, roteadores e tudo
o mais que é necessário para que o que eu es-
crevo no Rio, por exemplo, seja lido, na mesma
hora, em qualquer ponto do globo.
Epor que tudoissoagora e, especialmente, por
que tudo isso no Segundo Caderno? Porque, co-
mo eu escrevi lá no primeiro parágrafo, a tecno-
logia não se faz só de tecnologia. Aturma que usa
iPhone, iPod Touch e iPad está se esbaldando nu-
ma grande caixa de areia chamada Instagram.
Quando vi este aplicativo pela primeira vez, achei
que era apenas mais um dos muitos brinquedos
para fotografia; mas ele é bem mais do que isso.
Permitindoa divulgaçãorápida e simples de fotos
pelas várias redes sociais, o Instagram tornou-se,
ele mesmo, a mais divertida de todas as redes de
divulgação de imagens. Ele reedita, numa escala
mais simples e mais portátil, o fenômeno Fotolog,
que durante muito tempo manteve usuários de
fotografia do mundo inteiro entretidos com troca
de mensagens e imagens. Até hoje cultivo amiza-
des feitas na época, e já me hospedei emcasas de
fotologgers pelo mundo afora.
■ ■ ■ ■ ■ ■
O Instagram é gratuito e, por enquanto, só
funciona nos gadgets da Apple (o que o torna
por enquanto um tanto elitista). Foi lançado
em outubro do ano passado e, em três meses,
alcançou um milhão de usuários; em fevereiro
deste ano, já tinha dois milhões. Neste mo-
mento, deve estar se aproximando de dois mi-
lhões e meio, já que cresce à razão de 130 mil
usuários por semana. Isso é muito, mesmo pe-
los números estratosféricos emque se mede a
rede. Ainda não existe versão Android do apli-
cativo, e tenho a impressão de que deve de-
morar — o Instagram mal está dando conta
dos usuários que já tem no mundo Apple.
■ ■ ■ ■ ■ ■
O que há de tão diferente do Instagram para,
digamos, o Twitter? Simples: o Instagram fala a
linguagem universal da imagem, e prescinde da
palavra, que pode gerar muitos mal-entendidos,
especialmente quando estão na linha pessoas
que não escrevem bem língua alguma, sequer a
própria. Em contrapartida, nada aproxima mais
dois seres humanos do que ver que, no fundo,
tutto Il mondo è paese, como já diziam os italia-
nos, muito antes da Aldeia Global. Somos dife-
rentes no atacado, mas iguais no varejo. Uma fer-
ramenta de troca de imagens é, essencialmente,
uma ferramenta de paz.
As traquitanas da Apple aceitam um aplica-
tivo chamado Emoji, que substitui as letras do
alfabeto por figurinhas. Há flores, carinhas co-
brindo o escopo das emoções humanas, pre-
sentes, bombas, drinks, minúsculas ferramen-
tas de comunicação sem fronteiras. Com elas,
o mundo do Instagram se entende, mesmo na
ausência do inglês.
■ ■ ■ ■ ■ ■
Há mais coisas que tornam o Instagram um
brinquedo interessante. Do ponto de vista foto-
gráfico, é curioso como, depois da febre das pa-
norâmicas, voltamos subitamente ao quadrado,
tamanho dos negativos 6 x 6 das antigas Rollei-
flex. Mesmo para mim, que comecei com Rollei,
mas já estava acostumada há décadas ao forma-
to retangular das 135mm, está sendo uma ginás-
tica mental interessante encontrar cortes que se
adaptem aos novos tempos.
O Instagram vem com uma série de filtros
que modificam as fotos, dando-lhe ora um ar
antigo, ora hiper-moderno, ora mais do que
detonado. Esses filtros são engraçados e, bem
usados, podem transformar a foto mais trivial
numa boa imagem.
Na esteira, pipocam na Appstore quantida-
des de outros aplicativos, cuja única finalida-
de é incrementar ainda mais as figurinhas para
o programa.
Já vi fotógrafos profissionais dizendo que têm
engulhos quando veem o que está sendo feito
por lá. Pois não deviam. O Instagram está sendo
o primeiro passo para interessar muitas e mui-
tas pessoas pela sua arte. Que seja bem-vindo,
com todas as suas falhas e virtudes.
■ ■ ■ ■ ■ ■
Recomendo “Sonhos Bollywoodianos”, de
Beatriz Seigner — a história de três meninas
(Paula Braun, Lorena Lobato e Nataly Cabanas)
que vão tentar a sorte como atrizes em Bollywo-
od, sem sequer saber direito onde fica a Índia no
mapa-múndi. Ofilme é um“mockumentary”, uma
ficção com jeito de documentário. Foi feito com
pouquíssimos recursos, uma ideia na cabeça,
uma câmera na mão e, acima de tudo, muita co-
ragem. Os créditos finais passam voando, coisa
raríssima nesses tempos em que qualquer pro-
jetinho à toa tem nomes e nomes e nomes a des-
filar. Aliás, os créditos são lindos.
“Sonhos Bollywoodianos” é simpático e des-
pretensioso, não leva a Índia nem as aventuras
das nossas heroínas excessivamente a sério, e é
impossível de encaixar em qualquer categoria
de filme que eu me lembre de ter visto por essas
bandas. Só por isso já vale o ingresso.
Filme dos Beastie Boys na web
● “Fight for your right — revisited” é o
nome do filme em que os Beastie Boys
revisitam seu clássico clipe “(You got-
ta) fight for your right (to party!)”, de
1987, contando com rápidas participa-
ções de atores como Will Ferrell, Jack
Black, Steve Buscemi, Kirsten Dunst e
Orlando Bloom. Dirigido por Adam Yau-
ch, integrante do trio de rap de Nova
York, o filme, de 30 minutos, está dispo-
nível na internet, em beastieboys.com.
Fura dels Baus no Rio
● A espanhola La Fura dels Baus, uma
das principais companhias teatrais do
mundo, virá ao Brasil em outubro. No
Rio, a convite da Secretaria municipal
de Cultura, serão dez apresentações no
Armazém 6, na zona portuária. Antes, o
grupo estará em São Paulo. Ainda não
foram anunciados os espetáculos que
serão mostrados. La Fura faz versões
próprias, com efeitos especiais, para
clássicos como “Édipo” e “Quartett”.
Brasileiros em Montreux
● O Montreux Jazz Festival, que se rea-
liza de 1
o
- a 16 de julho, terá mais uma
vez uma noite brasileira. A 45
a
- edição do
festival suíço reunirá, no dia 9, as can-
toras Maria Gadú, Maria Rita (que já vêm
fazendo shows juntas) e Ana Carolina,
no Auditório Stravinski. O festival anun-
ciou ainda um Barco Tropical Brasileiro,
com shows ainda não confirmados. O
programa tem B.B. King, Paul Simon, Li-
za Minnelli e o grupo Deep Purple.
Ecad impõe condição
à fiscalização do MinC
Em audiência com o presidente da Câmara,
entidade criticou suposta ‘demonização’
Cristina Tardáguila
O
gerente de relações
institucionais do Es-
critório Central de
Arrecadação e Distri-
buição (Ecad), Márcio do Val,
disse ontem que a entidade
não se opõe à ideia de o Minis-
tério da Cultura (MinC) fiscali-
zar seu funcionamento. Ressal-
tou, no entanto, que essa su-
pervisão não deverá interferir
no valor que os músicos co-
bramda sociedade pelo uso de
suas obras.
— É perfeitamente admissí-
vel que o MinC fiscalize o Ecad,
mas quem decide o valor dos
direitos autorais são os titula-
res das músicas, e apenas eles
—enfatizou o gerente do órgão
que recolhe e paga esses mes-
mos direitos autorais a músi-
cos por todo o país.
Na terça-feira —dia seguinte
à publicação, pelo GLOBO, de
denúncia de fraude em que um
suposto autor, Milton Coitinho
dos Santos, recebeu R$ 127,8
mil de direitos autorais devidos
a outros compositores —, uma
comissão formada por ele, Gló-
ria Braga, superintendente do
Ecad, Jorge Costa, presidente
da Sociedade Brasileira de Ad-
ministração e Proteção dos Di-
reitos Intelectuais, Maria Cecí-
lia Garreta, assessora jurídica
da Associação Brasileira de
Música e Artes, e quatro artis-
tas — Jair Rodrigues, Luiz Viei-
ra, Silvio Cesar e Walter Franco
— foi recebida pelo presidente
da Câmara dos Deputados,
Marco Maia, em audiência. O
encontro, agendado a pedido
do Ecad, também contou com
a presença dos deputados fe-
derais Alessandro Molon e Ali-
ce Portugal, da Comissão de
Educação e Cultura da casa.
Na audiência, os represen-
tantes do Ecad criticaram a
“demonização” do escritório
e pediram para ser ouvidos
na audiência pública que a
Câmara fará sobre o novo
Plano Nacional de Cultura,
em maio. ■
GOVERNO DO RIO DE JANEIRO, BNDES, ELETROBRAS, PETROBRAS E REDE GLOBO apresentam
P A T R O N O S O U R O C O P A T R O C I N A D O R E S V E N D A S R E A L I Z A Ç Ã O G R A N D E S P A T R O N O S
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01 de maio às 11h
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DOMINGO NO MUNICIPAL
Direção Artística DALAL ACHCAR • Direção da Companhia MARIZA ESTRELLA
Coreografias de TÍNDARO SILVANO, IVONICE SATIE, ÉRIC FRÉDÉRIC, JANICE BOTELHO
COMPANHIA JOVEM DE BALLET DO RIO DE JANEIRO COMPANHIA JOVEM DE BALLET DO RIO DE JANEIRO
QUINTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2011
OGLOBO
O GLOBO
● ●
PÁGINA 1 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 43 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Quinta-feira, 28 de abril de 2011
ORio de Janeiro voltou a ser a capital
mais desejada do país - ou até de fora
dele -, afirma o presidente da imobiliá-
ria Patrimóvel, RubemVasconcelos. Há
otimismo generalizado, que se reflete
diretamente no setor imobiliário. Omer-
cado experimenta aumento de vendas,
valorização do metro quadrado e a volta
de lançamentos embairros que estavam
há anos sem novos empreendimentos,
como a Tijuca, consequência das ações
de segurança pública aliadas à deman-
da reprimida. De um lado, o Centro se
renova e se expande na direção da Zona
Portuária. De outro, graças às expectati-
vas geradas pelas obras de infraestrutura
viária, grandes empreendimentos são
anunciados na Barra e no entorno da
Baixada de Jacarepaguá. Ali, a Avenida
Embaixador Abelardo Bueno despon-
ta com ambições de se tornar o novo
Centro Metropolitano do Rio, como te-
ria imaginado, há 40 anos, o arquiteto e
urbanista Lucio Costa.
Em 2010, os lançamentos na cidade
cresceram 40% em relação ao ano an-
terior, somando cerca de R$ 4 bilhões
(40% em imóveis comerciais), na es-
timativa do presidente da Patrimóvel.
Este ano, podem chegar até R$ 6 bi-
lhões, numa expansão de 20% a 50%,
dependendo da fonte consultada. De
acordo com a Associação dos Dirigen-
tes de Empresas do Mercado Imobiliá-
rio (Ademi-RJ), foram vendidas cerca de
19.976 unidades no ano passado, 39%
a mais do que as 14.413 de 2009. Do
total, 3.245 foram imóveis comerciais,
segmento que teve valorização de 53%,
segundo o Sindicato da Habitação do
Estado do Rio de Janeiro (Secovi-RJ).
“Contando apenas os projetos que
eu conheço – nossos e de outras em-
presas –, já são 50% a mais de unida-
des comerciais a serem colocadas no
mercado este ano”, calcula o diretor da
Brookfield Incorporações, Caetano Sani.
Segurança pública e obras de infraestrutura fazem com que a cidade experimente aumento de vendas,
valorização do metro quadrado e a volta de lançamentos embairros que há anos não recebiaminvestimentos
SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
Rio se transforma na capital
dos novos imóveis comerciais
Áreas consideradas ainda virgens hoje
vivemboomde construções comerciais,
conta Rafael Duarte, da Percepttiva
Página 4
Cariocas como a advogada MyriamReis
vão às compras de salas comerciais em
áreas que prometemvalorização
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São moradores de outros estados que
queremter umlugar no Rio, investidores
e empresas que chegam para dar conta
do aquecimento econômico do estado
(na área de petróleo e siderurgia, em
particular) e do Brasil, de modo geral,
diz Vasconcelos. Ele cita, por exemplo,
a subsidiária da chinesa State Grid, da
área de energia, atualmente em busca
de dois prédios na capital – um para
seus escritórios e outro, residencial, para
acomodar seus funcionários.
Em alguns bairros, contudo, o desen-
volvimento é mais acelerado. “O futuro
Centro do Rio vai ser a Barra daTijuca; o
Centro Metropolitano será o que a Ave-
nida Rio Branco é hoje”, profecia Sani.
Ele diz que os imóveis comerciais na
Avenida Embaixador Abelardo Bueno já
estavam sendo negociados, no ano pas-
sado, a R$ 8,5 mil o metro quadrado.
Mesmo valor cobrado, há dois anos, na
Avenida das Américas, onde chega ago-
ra aos R$ 10 mil. Ou mais: ali, o Barra
Business foi lançado pela Brookfield e
vendido por R$ 14,5 mil o metro qua-
drado em um dia e meio. O diretor-su-
perintendente da imobiliária Basimóvel,
MárioAmorim, diz que, até 2009, o me-
tro quadrado na Barra da Tijuca estava
na faixa dos R$ 5 mil; no ano passado,
passou a R$ 7 mil; e, este ano, já bateu
R$ 8 mil, comexpectativa de novos lan-
çamentos a R$ 9 mil ou a R$ 9,5 mil o
metro quadrado.
Afinada com a transferência de
demanda da Avenida das Américas
para a Embaixador Abelardo Bueno, a
Brookfield vai anunciar, emmaio, outro
empreendimento na região. Na área, já
conta como BrookfieldPlaceWorldwide
Offices, lançado em novembro, em par-
ceria com o GrupoTeruszkin. Este com-
plexo empresarial tem valor geral de
vendas de R$ 316 milhões e inclui torre
corporativa, dois edifícios de escritórios,
e será construído em terreno de 15.963
metros quadrados. Foi todo negociado
em um mês.
“Tudo próximo à Abelardo Bueno é
um sucesso; lá é o epicentro do mer-
cado”, garante o vice-presidente da
RJZ Cyrela, Rogério Jonas Zylbersztajn.
Até o final de maio, a empresa, em
parceria com a Carvalho Hosken, vai
lançar na área o Universe Empresarial,
programado para 2013, com 642 uni-
dades. “A expectativa é vender todo
o empreendimento no dia do lança-
mento”, diz o executivo. Carlos Ban-
deira de Melo, outro diretor da Cyrela,
explica que, como parte da evolução
da região, ao lado do Universe será
inaugurado no final de 2012 o Shop-
ping Metropolitano, em fase inicial de
construção. O shopping está sendo
desenvolvido pela CCP, RJZ Cyrela
e Carvalho Hosken, com 64 mil me-
tros quadrados de área bruta locável
(ABL), 80% já alugada. “No comer-
cial, a liquidez está altíssima. Antes
de anunciar, já vendeu”, avalia o
executivo
O diretor da Lopes Consultoria Rio,
Luigi Gaino Martins, tem a mesma
opinião. “A [Avenida Embaixador]
Abelardo Bueno é a bola da vez; a re-
gião do Rio II terá crescimento irrever-
sível.” Ele aponta dois polos de maior
expansão: a região que se aproxima
da Avenida Ayrton Senna, onde está o
Centro Metropolitano; e a outra pon-
ta, chegando no Recreio, em volta da
Avenida Salvador Allende. “Nesses
dois polos, mais a Avenida das Amé-
ricas serão lançadas este ano cerca de
3,5 mil unidades comerciais, em com-
paração a mil do ano passado”, prevê.
Na esquina da Avenida Salvador
Allende (com a Avenida das Améri-
cas), a Gafisa vai lançar, em junho,
um dos vários comerciais que a em-
presa programou para este ano e que
devem responder por um terço das
suas vendas (foram 20% em 2010).
De acordo com o diretor de negócios
da empresa, Alexandre Millen, será
um empreendimento de grande porte,
com salas corporativas e lojas, em um
total de 700 unidades e valor geral de
vendas de R$ 300 milhões. “O prin-
cipal foco do investimento continua
sendo a Barra da Tijuca, a área com
maior investimento e procura”, diz
Millen. Mas o executivo nota que a
taxa de vacância comercial na cidade
está próxima de zero. Por isso, a em-
presa planeja mais lançamentos para
outras regiões. A começar pela Fre-
guesia, onde outro complexo empre-
sarial será anunciado, provavelmente
em junho, com 700 unidades.
Há demanda reprimida imensa, diz
o diretor da Carvalho Hosken, Ricar-
do Corrêa. Mas a grande novidade, na
opinião dele, é o profissional liberal
– o arquiteto, médico, engenheiro,
etc. – que começou a comprar salas
na Barra para atender os clientes que
se mudaram para lá, vindos da Zona
Sul. Sani concorda: “O carioca mu-
dou para a Barra. E os prestadores
de serviços têm que acompanhar sua
clientela.”
O futuro Centro do
Rio vai ser a Barra
da Tijuca; o Centro
Metropolitano será
o que a Avenida Rio
Branco é hoje
Caetano Sani
2

ESPECIAL Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO
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PÁGINA 2 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 51 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
REVITALIZAÇÃO
2 - Quinta-feira, 28 de abril de 2011 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
Querem tomar o seu lugar, mas
o Centro do Rio ganha agora novo
fôlego e se expande para novas re-
giões. O Porto Maravilha, iniciati-
va da prefeitura, pretende construir
cerca de seis mil unidades na área
portuária. E novos métodos de re-
cuperação de imóveis estão trans-
formando edifícios tradicionais em
empreendimentos comerciais de
ponta, com serviços, materiais e re-
cursos de alta tecnologia.
A Thishman Speyer, proprietária
e gestora de fundos de imóveis co-
merciais de alto padrão em todo o
mundo, desenvolve vários projetos
no Centro e se prepara, agora, para
tocar o que promete ser o primeiro
grande empreendimento do Porto.
“Compramos ali um terreno de 32
mil metros e as obras devem come-
çar no segundo semestre”, conta
o presidente da empresa, Daniel
Cherman. O edifício corporativo,
na Avenida Rio de Janeiro, terá 20
andares, sendo 18 de escritórios, em
48 mil metros de área construída e
35 mil metros quadrados disponí-
veis para locação, com lajes de 1,7
mil metros quadrados. Um inves-
timento de R$ 200 milhões. A in-
tenção é que as características de
sustentabilidade e uso mais racio-
nal de energia permitam ao prédio
obter a certificação internacional
Green Building.
No Centro, a empresa também
foi responsável pelo Venture Cor-
porate Towers, investimento de
R$ 500 milhões em área construída
de 170 mil metros quadrados, na
Avenida Chile, coração do Centro
do Rio. E está à frente do retrofit do
Edifício Galeria Sul América, mar-
co arquitetônico da década de 30.
Projeto de R$ 150 milhões, com
28 mil metros quadrados de área
construída, que respeita as carac-
terísticas originais da fachada,
mas atualiza sistemas de ar-con-
dicionado, instalações elétricas e
hidráulicas. “O Centro ainda é o
núcleo econômico do Rio, com
75% dos escritórios da cidade. Na
Barra, estão 10% a 12%”, compa-
ra Cherman. No trecho escolhido
pela empresa, na Zona Portuária,
ele acredita que seja possível ofere-
cer locação na faixa dos R$ 90,00
o metro quadrado, cerca de metade
do cobrado atualmente no Centro
tradicional em edifícios modernos,
de alto padrão. “Excelente relação
custo-benefício,” assinala.
Na opinião do presidente da As-
sociação de Dirigentes de Empresas
do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ),
José Conde Caldas, em 2003 havia
taxa de vacância de 15% a 25%
para imóveis comerciais no Cen-
tro, mas “em prédios ruins, degra-
dados, oferecidos praticamente a
preços de custos, ou seja, cerca de
R$ 3 mil o metro quadrado”. Por
isso, ele diz que a Barra da Tijuca
funcionou como “o primeiro anco-
radouro dos lançamentos para dar
conta da demanda reprimida, com
prédios de alta qualidade, até os cha-
mados triple A, de alto luxo - com
recursos de inteligência - ar-condi-
cionado, elevador, energia, acesso
a garagens, câmeras, etc, contro-
lados por computador; pé direito
alto; uma vaga para cada 35 me-
tros quadrados; pisos elevados para
embutir cabos de fibra óptica, etc.”
Agora ele acredita que muitas em-
presas reforcem ou busquem sua
presença no Centro.
A Eletrobras comprou, recente-
mente, uma área na Avenida Chi-
le, no Centro, para montar ali um
escritório; o Banco Central está fa-
zendo nova sede no Cais do Por-
to; o banco Santander procura um
prédio administrativo. “Mesmo as
empresas que já estão no Centro
da cidade estão mal instaladas, em
imóveis sem estruturas modernas.
Elas têm necessidade de até quatro
vezes o espaço que ocupam”, ava-
lia Conde Caldas. “O Rio voltou a
ser um mercado.”
No Porto Maravilha, especialis-
tas estimam que os negócios sejam
fechados, futuramente, em torno
de R$ 12 mil a R$ 13 mil o metro
quadrado. A intenção da prefei-
tura é habilitar construções para
5 milhões de metros quadrados
- 2 milhões de metros quadrados
para imóveis comerciais e 3 mi-
lhões de metros quadrados para
residenciais, com a primeira fase
prevista para até 2015. Serão de 5
mil a 7 mil unidades comerciais,
em padrão triple A, com laje com
mais de 2 mil metros quadrados,
duas escadas de fuga, áreas com-
plementares. Segundo o Panorama
do Mercado Imobiliário do Rio de
Janeiro 2010, do Sindicato da Ha-
bitação (Secovi-RJ), nas áreas pró-
ximas ao Porto - Centro, Saúde,
Gamboa e Santo Cristo -, o preço
A modernização da região central
Imóveis comerciais com maior metragem estão entre os mais valorizados para venda, equiparáveis aos de Copacabana
do metro quadrado dos imóveis re-
sidenciais subiu entre 30% e 83%
de janeiro a dezembro de 2010.
A revalorização do Centro afeta
ainda outras regiões sob sua influên-
cia, na opinião de Conde Caldas.
Ele cita, nesse sentido, São Cristó-
vão – onde os imóveis podem ser
negociados entre R$ 4 mil e R$ 5
mil o metro quadrado – e a Ave-
nida Francisco Bicalho. São, na
avaliação dele, as novas fronteiras
para os lançamentos comerciais
de alto gabarito. “A Leopoldina
vai ser a estação do trem-bala. As
empresas que saíram vão voltar
para o Rio de Janeiro. Se algum
executivo precisar ir a São Paulo,
pega o trem e, em quarenta minu-
tos, está lá”.
De acordo com levantamento fei-
to pelo Centro de Pesquisa e Análi-
se da Informação Cepai), do Secovi
Rio, as salas comerciais do Centro
geram rentabilidade anual média de
35,55%, ainda superior às da Barra,
de 21,53% (mas ambas inferiores às
unidades da Tijuca, que renderam
45,54%). Para venda, a maior valori-
zação acontece comas salas do Cen-
tro de maior metragem, mais difíceis
de serem encontradas. Na análise
da entidade, com salas de três tama-
nhos (até 150 metros quadrados, de
150 metros quadrados a 300 metros
quadrados e acima de 300 metros
quadrados), observa-se que, em ja-
neiro de 2010, os valores do metro
quadrado para venda erampróximos
de R$ 2,5 mil. Mas emdezembro, os
imóveis maiores tiveram valoriza-
ção bemmais expressiva, de 53,4%
(de R$ 2.861,00 para R$ 4.390,00
o metro quadrado), quase o mesmo
que Copacabana (o primeiro bairro
do ranking). As salas médias, de 150
metros quadrados a 300 metros
quadrados, subiram 38,3% (de R$
2.788,00 para R$ 3.857,00 o metro
quadrado); e as de até 150 metros
quadrados, 15,6% (de R$ 2.606,00
para R$ 3.012,00 o metro quadra-
do). Os índices inferiores nas salas
menores se explicam, na pesquisa,
pela oferta maior do que em ou-
tros bairros.
Centro jan/10 dez/10 Var (%)
Até 150m² R$ 2.606 R$ 3.012 15,6%
151m² a 300m² R$ 2.788 R$ 3.857 38,3%
Mais de 300m² R$ 2.861 R$ 4.390 53,4%
Média geral R$ 2.716 R$ 3.293 21,2%
Centro Jan/10 Dez/10 Var (%)
Até 150m² R$ 16,76 R$ 21,36 27,4%
151m² a 300m² R$ 35,07 R$ 43,70 24,6%
Mais de 300m² R$ 39,58 R$ 44,83 13,3%
Média geral R$ 32,37 R$ 37,02 14,4%
Fonte: Secovi Rio
Valor médio de locação dos imóveis comerciais ofertados
Valores médios do m
2
dos imóveis comerciais - VENDA
Novos métodos de recuperação de imóveis estão transformando edifícios tradicionais no Centro do Rio em empreendimentos comerciais de ponta, com serviços, materiais e recursos de alta tecnologia
Foto: Divulgação/CDURP
Produção: Link Comunicação Integrada Edição: Cláudia Bensimon Editor Assistente: Maurício Schleder Desenho: João Carlos Guedes Fotografia: Divulgação, Agência O Globo e Marcelo de Jesus Reportagem: Márcia Gomes, Rosane de Souza e Verônica Couto
A apuração das informações deste suplemento é de responsabilidade da Link Comunicação Integrada
O Porto Maravilha é uma iniciativa da prefeitura do Rio e a intenção é habilitar construções para ocupação de 5 milhões de metros quadrados
Custódio Coimbra/Agência O Globo
ESPECIAL

3 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO
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PÁGINA 3 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 51 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Zona Norte renasce e se valoriza
A instalação de UPPs vemcontribuindo para aumentar a demanda por imóveis na região, onde aTijuca aparece como destaque
REVITALIZAÇÃO
Dois principais fatores
abriram caminho para a va-
lorização imobiliária do Rio
de Janeiro, diz o diretor da
RJZ Cyrela, Ricardo Corrêa.
Um deles é o programa de
obras de infraestrutura viá-
ria, que prometem acabar
com os engarrafamentos
no acesso à Zona Oeste. O
outro são as UPPs (Unida-
des de Polícia Pacificadora),
que têm gerado percepção
de segurança maior no ca-
rioca, novos lançamentos
em bairros até então con-
flagrados, e alta nos preços
dos imóveis. Não apenas na
Barra e na Zona Sul, mas
em toda a cidade.
O Panorama do Mercado
Imobiliário de 2010, publi-
cação do Secovi-RJ, avalia
que, nos bairros onde as
UPPs estão atuando (13
UPPs, desde 2008, em co-
munidades do Centro e das
zonas Norte, Sul e Oeste,
até o fechamento do estu-
do), os imóveis valorizaram
de 20% a 60%. “E deverão
valorizar ainda mais. Áreas
sem liquidez alguma passa-
ram a atrair compradores e
inquilinos, retornando ao
mercado.”
A Tijuca é um dos casos
mais extremos de renas-
cimento, com UPPs nas
comunidades do Salguei-
ro, Borel, Turano, Formiga.
De apenas 18 unidades
residenciais lançadas em
2006, ganhou 523 no ano
passado, segundo dados
da Ademi-RJ. “É preciso
destacar o ressurgimento
da Tijuca, nos últimos dois
anos”, diz Mário Amorim,
diretor-superintendente da
imobiliária Basimóvel, do
grupo Brokers Brasil. “Os
lançamentos voltaram ao
bairro e têm liquidez pra-
ticamente imediata. Anun-
ciou, vendeu.”
Pesquisa do Sindicato
da Habitação (Secovi-RJ)
também aponta valoriza-
ção dos aluguéis comer-
ciais na Tijuca – 27%, ou
de R$ 16,35 em janeiro
de 2010, para R$ 20,76
em dezembro do mesmo
ano. Foi a segunda maior
entre os bairros pesquisa-
dos, depois de Copacaba-
na (52,9%), na Zona Sul,
onde praticamente não há
mais oferta, e as vendas
podem chegar a R$ 25 mil
o metro quadrado, como
por exemplo, no Leblon.
A retomada dos lança-
mentos imobiliários nos
bairros da Zona Norte re-
sulta da ação policial, mas
também da conjuntura eco-
nômica nacional. O acesso
ao crédito facilitado e o
maior poder aquisitivo em
faixas das classes C fez res-
surgir também, na opinião
de Amorim, um mercado
de imóveis para classe mé-
dia baixa. Ele está aque-
cido em lugares como o
Grande Méier, ou Campo
Grande, onde o metro qua-
drado é vendido por cerca de
R$ 3,2 mil. Bairros a que se
deve acrescentar a Vila da
Penha, diz o presidente da
imobiliária Patrimóvel, Ru-
bem Vasconcelos. Em Ho-
nório Gurgel, a Ademi-RJ
registra lançamento de 500
unidades em 2010, e ne-
nhuma, desde 2005. De lá
para cá, também não havia
casa nova no Engenho da
Rainha, que recebeu 394
unidades no ano passado.
A Brookfield Incorpora-
ções lançou três condomí-
nios na Zona Norte: o Villa
do Rio e o Pátio Carioca,
na Vila da Penha, e o Norte
Village, no Cachambi, pró-
ximo ao Engenhão e à Linha
Amarela. O diretor-executivo
da empresa, Luiz Fernando
Moura, conta que esse último,
lançado em 2007 com cerca
de mil apartamentos, tem hoje
valor médio de R$ 3,5 mil o
metro quadrado. Ele destaca a
liquidez também em empre-
endimentos emBelford Roxo,
na Baixada Fluminense, e em
Mangaratiba, no litoral Sul.
“Existe demanda, facilidade
de crédito. E, com seguran-
ça, as pessoas podem morar
onde querem.”
De acordo com o Pano-
rama do Setor Imobiliário
2010, publicado pelo Sindi-
cato da Habitação (Secovi-
-RJ), mais da metade dos
condomínios se encontra na
Zona Norte (53%). A Zona
Sul - praticamente sem ofer-
ta de imóveis - tem a fatia de
29%, seguida da Zona Oes-
te, com 14%, e do Centro,
com 4%. De 2008 a 2010,
o total de unidades residen-
ciais lançadas cresceu 76%.
Bairro Jan/10 Dez/10 Var (%)
Barra da Tijuca R$ 6.915 R$ 7.742 12,0%
Centro R$ 2.716 R$ 3.293 21,2%
Copacabana R$ 3.865 R$ 5.936 53,6%
Leblon/Ipanema R$ 12.498 R$ 15.252 22,0%
Tijuca R$ 2.800 R$ 3.879 38,5%
Fonte: Secovi Rio
Valores médios do m
2
dos
imóveis comerciais para venda
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 - 3 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
Paulo Barreto/Agência O Globo
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ESPECIAL Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO
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PÁGINA 4 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 51 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Demanda elevada, mer-
cado saturado, preços em
alta e dólar em queda. Es-
tes são os ingredientes para
o crescimento explosivo, no
Rio de Janeiro, da constru-
ção de imóveis comerciais
em bairros tradicionalmente
residenciais. Só dez grandes
construtoras planejam mais
de 20 lançamentos de edi-
fícios repletos de unidades
comerciais, desde pequenos
escritórios até grandes espa-
ços corporativos, este ano.
As incorporadoras do
mercado imobiliário chegam
a admitir que não estão con-
seguindo atender à demanda
do mercado. Paulo Marques,
sócio-diretor da Leduca,
conta que sua empresa teve
que cancelar o lançamento
de um prédio comercial no
bairro da Freguesia, em Jaca-
repaguá, porque, ao liberar a
pré-venda do Global Office
para as imobiliárias, em qua-
tro horas os corretores já ti-
nham em mãos mais de 200
cheques de depósitos de re-
serva dos interessados emum
dos 154 escritórios à venda.
“Isso não acontecia há muito
tempo”. O sócio-diretor da
agência Percepttiva, Rafael
Motta Duarte, informa que,
nos últimos oito anos, foram
lançadas cinco mil unidades
residenciais na Freguesia,
o que representa universo
de 20 mil novos moradores
que precisam preencher a
carência de farmácias, la-
vanderias, consultórios mé-
dicos, dentários e cursos de
inglês. A segunda região que
mais recebeu lançamentos
de imóveis residenciais foi
Campo Grande, daí a aposta
das empresas em investir na
construção de escritórios e
lojas no bairro.
O aquecimento do merca-
do de construção de imóveis
residenciais em locais dife-
renciados e distantes obri-
gou as construtoras a adotar
a tendência paulista de levar
os escritórios para perto das
moradias, oferecendo aos
seus proprietários um ativo
real valorizado, o conforto
de uma vida sem o estresse
diário do trânsito e boa infra-
estrutura empresarial, além
de segurança e lazer. Hoje,
muitos deles abrigam pisci-
nas, spas, academias, giná-
sios, assim como auditórios,
salas de repouso, de reuniões
e de serviços gerais.
A corrida por este tipo de
escritório já começa a provo-
car gargalos de mão-de-obra e
de materiais, segundo o vice-
-presidente da Construtora RJZ
Cyrela, Rogério Zylbersztajn.
“Faltam escritórios no Rio e
em São Paulo, cidades em
que as taxas de vacância
são muito baixas e os pre-
ços dos imóveis comerciais
estão entre os maiores do
mundo”, diz o executivo. Se-
gundo ele, o metro quadrado
em locais como a Avenida
Delfim Moreira, no Leblon,
custa hoje entre R$ 40 e
R$ 50 mil, e a facilidade de
locomoção - Linha Amarela
e Metrô – está promovendo
o crescimento comercial em
locais menos sofisticados, a
exemplo dos arredores do
shopping Nova América, em
Del Castilho. ”O mercado do
Rio ficou muito tempo repre-
sado. Com a Copa do Mun-
do em 2014 e, principalmen-
te, as Olimpíadas de 2016, o
investidor voltou a acreditar
na cidade”, afirma.
Investimento lucrativo
Samuel Schvaitzer, dire-
tor-geral da imobiliária Fer-
nandez Mera, afirma que as
unidades comerciais passa-
ram a ser vistas como exce-
lente opção de investimen-
to, porque o retorno supera
o das aplicações financei-
ras. Segundo ele, o princi-
pal alvo dos investidores
são as salas menores, com
cerca de 20 metros quadra-
dos, por terem maior liqui-
dez. “Quando a variável
em questão é rentabilidade,
a locação ou a revenda de
imóveis comerciais saem na
frente”, diz Schvaitzer.
Claudio Hermolin, diretor
da Even, uma das incorpora-
doras de ponta do mercado
paulista e que há três anos
resolveu investir pesado no
Rio, acredita que a cidade
viverá um ano de comerciais
de bairro, com salas meno-
res e serviços capazes de
atender às necessidades dos
novos moradores. “Campo
Grande e Jacarepaguá rece-
beram muitas unidades resi-
denciais e, agora, precisam
de empresas de serviços lo-
cais”, explica. Segundo ele,
pesquisa de opinião da em-
presa mostrou que 85% dos
moradores de Campo Gran-
de e adjacências têm interes-
se em usar serviços prestados
na região. A Even também
aposta na ressurreição do
mercado imobiliário da Ti-
juca, bairro onde vai lançar
um edifício comercial.
Na verdade, por conta
do aquecimento das vendas
de imóveis residenciais, as
construtoras e incorporado-
res anunciam ou estudam
lançamentos de prédios de
escritórios em locais bem
diferenciados, como Vila da
Penha, Vargem Grande e até
mesmo no município de São
Gonçalo. “O topo de linha
dos lançamentos comerciais
é Campo Grande, a Avenida
Abelardo Bueno e as proxi-
midades do Autódromo, mas
o retorno de grandes empre-
sas e dos investimentos esta-
tais e privados em transporte,
refino do petróleo do pré-sal,
no Comperj, na Copa e nas
Olimpíadas está ampliando
a ocupação residencial e,
em consequência, atraindo
os empreendimentos co-
merciais de bairro em vários
lugares”, afirma Hermolin,
também vice-presidente da
Ademi – Associação de Diri-
gentes de Empresas do Mer-
cado Imobiliário.
Rafael Duarte conta que
a nova onda comercial do
Rio começou a aparecer em
Oconforto de trabalhar perto de casa
Tendência das construtoras no Rio de Janeiro é adotar o conceito paulista de oferecer escritórios próximos às moradias
TendêncIa
áreas consideradas ainda vir-
gens, que hoje vivem boom
de grandes construções. É o
caso da Avenida Abelardo
Bueno, na fronteira da Barra
com o Recreio, e do bada-
lado Centro Metropolitano,
próximo ao Autódromo, pro-
jeto já previsto pelo urba-
nista Lucio Costa no Plano
Piloto do bairro há quase 40
anos. “O impacto do Centro
Metropolitano para a Barra
e toda a cidade será muito
grande, pois se constituirá
em uma região onde as pes-
soas poderão trabalhar, se di-
vertir e morar, tudo dentro do
conceito walking distance”,
afirmou o vice-presidente
da RJZ Cyrela, empresa que
está construindo o primeiro
empreendimento comercial
no Centro Metropolitano, o
Universe Empresarial.
A Cyrela está convicta de
que a construção do Centro
Metropolitano, imensa área
de quatro milhões de metros
quadrados, reunindo mora-
dia, trabalho e lazer, vai exi-
gir planejamento urbanístico
rigoroso, com investimentos
na implantação de redes
subterrâneas de eletricidade,
água, esgoto e iluminação
pública e no sistema viário,
assim como a construção da
Avenida Imperatriz Leopol-
dina, que vai ligar a Avenida
Abelardo Bueno à Estrada
dos Bandeirantes.
Fugindo do óbvio
O diretor comercial da
Construtora Martins de Al-
meida (Comasa), Antonio
Carlos Moraes Rego, infor-
ma que a empresa já estuda,
em parceria com a Gafisa e
a Pólo Capital Management,
gestora de fundos de ações,
empreendimento comercial
de 518 salas e 45 lojas na
Freguesia, em Jacarepaguá.
“Somos íntimos da Fregue-
sia e continuamos a apostar
em bairros que são portas de
entrada e saída para a Linha
Amarela, próximos da Barra e
passagem obrigatória de quem
trafega pela Grajaú-Jacarepa-
guá”, assinala. A Calçada,
que atua no segmento imo-
biliário desde 1959, também
estuda o lançamento de pré-
dios comerciais no mesmo
bairro, mas também namora
a Tijuca pós UPP. Bruno Oli-
veira, executivo da incorpo-
radora, lembra que o bairro
da Zona Norte do Rio voltou
a ser muito disputado. “O
metro quadrado, que era de
R$ 4 mil, subiu para R$ 4,5
mil um ano após a instala-
ção da primeira UPP. Hoje,
ninguém compra por menos
de R$ 5 mil”.
Já a MDL Realty quer
fugir do óbvio. Leonardo
Barbosa, diretor de Incor-
poração, diz que os planos
da empresa são investir em
locais de preços mais fac-
tíveis para os comprado-
res. Seguindo essa linha, a
empresa lança, em maio,
empreendimento comercial
na Estrada do Tindiba com
145 salas e três lojas. “É o
ideal para quem não tem
condições de arcar com os
custos da Barra, mas quer
se manter por perto, já
que os preços médios são
de R$ 100 mil“. Ana Ca-
rolina, sócia da Rubi, diz
estar atenta ao movimento
das empresas e das regiões
que serão impactadas pelas
obras necessárias à realiza-
ção da Copa do Mundo e
das Olimpíadas. Ela obser-
va grande diversificação en-
tre os compradores, muitos
dos quais estão investindo
na valorização futura dessas
áreas. Daí, as salas projeta-
das no Neo Offices, terceiro
investimento em salas co-
merciais da empresa, terem
25 metros quadrados, com
possibilidade de chegar a
100 metros quadrados.
O metro quadrado
na Tijuca, que
era de R$ 4 mil,
subiu para R$ 4,5
mil um ano após
a instalação da
primeira UPP
Bruno Oliveira
O topo de linha
dos lançamentos
comerciais é campo
Grande, a avenida
abelardo Bueno e
as proximidades do
autódromo
Claudio Hermolin
O impacto do Centro Metropolitano para a Barra e toda a cidade será muito grande, pois lá as pessoas poderão trabalhar, se divertir e morar, avalia vice-presidente da RJZ Cyrela, Rogério Zylbersztajn
4 - Quinta-feira, 28 de abril de 2011 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVeIS cOMeRcIaIS
Foto: Felipe Hanower/Agência O Globo
ESPECIAL

5 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO
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PÁGINA 5 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 52 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O crescimento da cons-
trução civil e do mercado
imobiliário não acontece só
na cidade do Rio de Janeiro.
O aquecimento econômico,
especialmente nas áreas de
siderúrgica, metalmecânica
e petróleo, provoca a expan-
são de empresas e de plantas
industriais também para ou-
tras regiões. De acordo com
o Panorama 2010 do Secovi
-RJ, “municípios, antes pou-
cos explorados pelas cons-
trutoras, como São Gonçalo,
Nova Iguaçu, Duque de Ca-
xias e Belford Roxo, tiveram
investimentos no último ano
e registraram índices com-
parados aos da Zona Norte.”
Ou seja, uma média de valo-
rização dos imóveis, de 2009
para cá, de 50%.
A W3 Engenharia, por
exemplo, pôs à venda um
empreendimento residencial
emSão Gonçalo, atualmente
em final de acabamento. E,
este mês, lançou o Central
Park Shopping, em Campos,
com estacionamento para
300 vagas. “Será no Centro
da cidade, na praça princi-
pal”, conta o presidente da
W3, Ivan Wrobel. “Campos
é a bola da vez, devido aos
investimentos da área de
petróleo, da Petrobras, da
OSX e de outras empresas.
Vai crescer muito nos próxi-
mos anos.”
Na opinião do diretor
da Brookfield Incorpora-
ções, Caetano Sani, Niterói
também “vai sentir grande
influência da economia do
petróleo”. No ano passado,
a empresa lançou o iOffices,
com 242 unidades comer-
ciais no Centro da cidade,
no dia 11 de dezembro. No
dia 1º de janeiro, já tinham
vendido 90% das unidades.
“Niterói tem altíssimo poder
aquisitivo”, diz o executivo.
O diretor-presidente da
Ademi-RJ, José Conde Cal-
das, cita alguns projetos
que terão impacto direto
no mercado imobiliário.
Entre eles, o Complexo Pe-
troquímico do Rio de Janei-
ro (Comperj), em Itaboraí,
que prevê a geração de
mais de 200 mil empregos
e deve entrar em operação
em 2014. Ou a Compa-
nhia Siderúrgia do Atlântico
(CSA), parceria da Vale com
a alemã ThyssenKrupp, que
começou a operar em junho
do ano passado na Zona
Oeste do Rio de Janeiro.
Ocupa cerca de 10 milhões
de metros quadrados, no
Distrito Industrial de Santa
Cruz, e deve gerar movi-
mento intenso no seu entor-
no. Finalmente, destaca os
preparativos para a explora-
ção em campos de petróleo
da Bacia de Santos, que vão
contar com bases de apoio
em Itaguaí (RJ). “Para se ter
ideia, a Bacia de Campos
representa apenas cerca de
um quarto da produção da
Bacia de Santos”, compara.
A Maxen, fabricante de
tubos de aço especializada
no mercado de óleo e gás e
naval, por exemplo, está pro-
curando área de 100 mil a
120 mil metros quadrados,
para construir nova planta
industrial de 16 mil metros
quadrados, investimento de
R$ 40 milhões. Na mira das
possibilidades, os municí-
pios de Tanguá, Itaboraí e São
Gonçalo, diz o presidente da
empresa, Luiz Fernando Pu-
gliese. O principal objetivo
é responder às demandas do
Comperj, sem deixar de aten-
der aos pedidos do mercado
naval na área de montagem e
fabricação de tubulação.
As operações devem ser
iniciadas no segundo qua-
drimestre de 2011, de modo
que a fábrica esteja pronta no
final do ano. A nova unida-
de deve gerar cerca de 200 a
300 novos empregos diretos,
numa ocupação total de até
700 pessoas. A intenção é,
ainda, crescer mais 50% em
cinco anos.
Petróleoesiderurgia esquentamvendas
Expansão industrial, economia aquecida e novos empregos estimulam lançamentos em municípios antes pouco atrativos
novos nichos
o complexo
Petroquímico do
Rio de Janeiro, em
itaboraí, prevê a
geração de mais de
200 mil empregos
José Conde Caldas
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 - 5 SUPLEMENTO ESPECIAL/iMÓvEis coMERciAis
Construção do Comperj terá impacto direto no crescimento do mercado imobiliário na região
Foto: Marcos Tristão/Agência O Globo
6

ESPECIAL Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO
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PÁGINA 6 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 53 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
6 - Quinta-feira, 28 de abril de 2011 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
Edifícios que contama história do Rio
Estudo analisa quatro prédios do Centro para percorrer 70 anos da arquitetura dos empreendimentos comerciais da cidade
HISTÓRIA
Jornalistas, músicos, artistas, ma-
rinheiros, mulheres. Quando o edi-
fício A Noite surgiu, em 1929, era
o primeiro arranha-céu do Rio de
Janeiro e o maior da América Lati-
na. Virou, rapidamente, um ícone
da boemia carioca de então. Sede
da Rádio Nacional, mais poderoso
meio de comunicação da época, e
do jornal A Noite, fazia ponte com
a Cinelândia, no outro extremo da
Avenida Rio Branco, onde fervia a
atividade política do país - Senado,
Câmara dos Deputados, hotéis e
conspirações.
Começa ali, nesse prédio cheio
de histórias, a análise de 70 anos
de arquitetura corporativa, feita pelo
arquiteto e professor Heitor Derbli.
“A Noite estabeleceu uma nova hie-
rarquia, com seus 22 andares, que
iria servir de referência para toda a
avenida, eixo do desenvolvimento
da cidade”. O edifício iniciou a ver-
ticalização da região central - evi-
dente nas imagens publicadas no
suplemento Passos que Mudaram o
Rio, veiculado em O Globo em no-
vembrode 2005, reproduzidas nesta
edição e que mostra, passo a passo,
a evolução da região central. ANoi-
te é a primeira a se erguer acima do
horizonte do cenário.
Para o estudo, dissertação de
mestrado que Derbli apresentou
na Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ), foram escolhi-
dos, além do prédio de A Noite,
na Praça Mauá, o Edifício Avenida
Central, de 1953, próximo ao Lar-
go da Carioca; o Edifício Argentina,
de 1978, em Botafogo; e o prédio
do Teleporto, de 1995, na Cidade
Nova. O recorte buscou capturar
os caminhos da arquitetura corpo-
rativa, junto ao desenvolvimento
das indústrias, dos materiais e tec-
nologias de construção, das normas
legais, dos novos sistemas de voz e
dados - presentes eminovações que
cada umdesses projetos apresentou
de forma pioneira.
No edifício de A Noite, Heitor
Derbli conta que houve mistura sig-
nificativa de correntes - estilo fran-
cês e porte norte-americano. Trouxe
o mega arranha-céu da Escola de
Chicago. Mas construído em con-
creto, sem a tecnologia de estrutura
metálica característica da Escola,
que não havia chegado ao Brasil.
Foi projetado pelo mesmo arquite-
to francês que, poucos anos antes,
havia desenhado o Copacabana Pa-
lace, Joseph Gire, com traços já do
Art Déco, mas ainda flertando com
o Art Nouveau. “Não tinha ar-con-
dicionado, mas grandes ventilado-
res, nembanheiro privativo; mas foi
ummarco,” diz Derbli.
O Art Déco introduziu as bases
de granito preto, estruturas maci-
ças, que usavam elementos artísti-
cos para indexar o próprio estilo, e
não para rebuscar os elementos da
construção, como no Art Nouveau.
“Como os prédios neoclássicos, a
exemplo do construído na esquina
da Praia do Flamengo com a Rua
Buarque de Macedo”, explica.
As estruturas metálicas vão apa-
recer pela primeira vez no Edifício
Avenida Central, representante do
que seria a década de 60. Já existia
a Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN), e a tecnologia dos esquele-
tos de metal da Escola de Chicago,
inicialmente misturados ao con-
creto, representou mais velocidade
de construção e, segundo Derbli,
tornou os prédios mais “esbeltos.”
Além disso, a nova “galeria co-
mercial” - antiga Galeria Cruzeiro
- trouxe salas individuais com ba-
nheiro, sistema de refrigeração e a
proposta de elevadores por segmen-
tos, características que o colocaram
na vanguarda da arquitetura comer-
cial. Projeto de Henrique Mindlin
(irmão do bibliófilo José Mindlin),
veio “impregnado de vidro”, traço
forte da cultura americana. “Para a
época, foi uma novidade fantásti-
ca”, diz o arquiteto.
Não erammais os boêmios, mas
os intelectuais, os pré-parnasianos,
os poetas que satirizavam o gover-
no, discutiam política, frequen-
tavam o hotel Avenida Central, a
Confeitaria Colombo. Apesar da
mesma altura do prédio de A Noite,
tinha mais andares, porque a altura
de cada andar era menor. Oprojeto
mimetizava o arquiteto de vanguar-
da Mies van der Rohe, alemão que
migrou para os EUA, autor da sede
da Seagran, enorme e moderna cai-
xa de vidro. Ele era o arquiteto por
excelência do “International Style”,
fortemente funcionalista. “A forma
é a função”, teria ditoVan der Rohe.
O estilo privilegiava, ainda, o uso
de vidros, por seus valores de luz e
transparência e como contraponto
ao concreto armado.
Já o Centro Empresarial Rio, tam-
bém chamado de “Edifício Argen-
tina”, uma iniciativa da João Fortes
Engenharia, marca a migração do
eixo empresarial do Centro para
Botafogo, na Zona Sul. A oportu-
nidade de abrigar empresas de pe-
queno e grande portes, deixando de
ser uni-empresarial, fomentou, em
grande medida, esse deslocamento
de escritórios de umbairro a outro.
“Também incorpora novos con-
ceitos de andar corrido e aderência
às normas de necessidade, uso e
oferta de vagas de garagem como
diferencial de comercialização”,
explica, em sua dissertação, o ar-
quiteto. “Além do topete monu-
mentalista”, diz Derbli. O projeto
de Cláudio Fortes e Roberto Wag-
ner faz referência ao “brutalismo”
dos anos 60/70 do Rio de Janeiro,
em que a volumetria é fio condutor
da proposta.
O Centro Empresarial Cidade
Nova - Teleporto, por sua vez, sím-
bolo dos anos 2000, explora a ideia
de edifício inteligente e os novos re-
cursos de telecomunicações, infor-
mática, ao lado do uso de materiais
modulares. O prédio atravessa a
fronteira do alto conteúdo tecnoló-
gico. Projetoda Pontual Associados,
também se destaca pela preocupa-
ção em aproveitamento total da
área, outro aspecto de vanguarda.
A arquitetura do Rio de Janeiro,
desde a visita de Le Corbusier, em
1929, a pedido do então presiden-
te Getúlio Vargas, sempre teve for-
te viés modernista. Desde então,
avalia Derbli, busca-se, na cidade,
novas leituras do Modernismo. Os
projetos mais contemporâneos,
contudo, na avaliação dele, não
têm mais um único traço predomi-
nante. Ao contrário, são muitas in-
terpretações coexistindo na cidade.
É o ambiente pós-moderno.
Heitor Derbli deu aulas de geo-
metria descritiva e desenho artístico
de projetos comerciais durante 38
anos na Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da UFRJ, e está à frente
do HDAA Arquitetos &Associados,
atualmente envolvido em vários
projetos de edifícios universitários e
educacionais. Foi responsável, por
exemplo, pelos projetos da PUC,
do Colégio Corcovado, e do IFC(In-
ternational Financial Corporation).
Nos últimos seis anos, está fazendo
projetos educacionais também na
Nigéria, na África.
A dissertação “Edifícios comer-
ciais como marco do processo de
transição na arquitetura carioca - A
Noite, Avenida Central, Centro Em-
presarial Rio e Teleporto” evidencia,
diz ele, que os edifícios empresariais
de vanguarda “estão diretamente re-
lacionados ao trajeto histórico e cul-
tural da cidade, seu momento políti-
co, seu desenvolvimento”.
1608
1710
1817
1930
2002
Ponto de referência para a boemia dos
anos 30/40, o edifício de A Noite misturava
estilos norte-americano e francês
A chegada da tecnologia dos esqueletos
de metal, da Escola de Chicago, aos
prédios brasileiros
Fachada lateral de A Noite Teleporto
A ARQUITETURA EM DOIS TEMPOS
A Noite estabeleceu
uma nova hierarquia,
com seus 22 andares,
que iria servir de
referência para toda
a avenida, eixo
do desenvolvimento
da cidade
Heitor Derbli
Reproduções/imagens de Guta
Marizilda Cruppe/Agência O Globo Ana Branco/Agência O Globo
As imagens acima foramreproduzidas do suplemento especial Passos que Mudaramo Rio, publicado emOGlobo em 2005
ESPECIAL

7 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO
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PÁGINA 7 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 53 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 - 7 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
ACarvalho Hosken, a RJZ Cyrela e a CCPestão trazendo para o Centro Metropolitano
umanovamaneiradetrabalhar noRiodeJaneiro: oUniverseEmpresarial. Ummagnífco
empreendimento comercial, comsalas, lojas e escritórios-parque ao lado do Shopping
Metropolitano Barra, umsucesso de comercialização.
Embreve, uma excelenteoportunidade
deinvestimentona regiãoquemais
cresceesevaloriza na Barra da Tijuca.
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8

ESPECIAL Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO
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PÁGINA 8 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 53 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Cariocas vão às compras de salas comerciais
Retorno do investimento atrai cada vez mais compradores, ávidos por fugir das aplicações tradicionais, de baixa rentabilidade
INVESTIMENTOS
Nem o carioca mais oti-
mista apostaria que o Rio de
Janeiro viveria dias tão prós-
peros como os testemunhados
desde o início do ano. Nada
lembra os tempos de êxodo
de empresas e de fuga dos in-
vestimentos, provocados pela
estagnação econômica, pelo
abandono do governo federal
e pela violência. Hoje, não só
seus moradores recuperaram
a autoestima e voltaram a in-
vestir em si mesmos, como as
empresas, nacionais e estran-
geiras, passaram a acreditar
na cidade. Relatório interna-
cional recente da consultoria
imobiliária global Cushman &
Wakefield destacou o Rio de
Janeiro como o melhor lugar
do Brasil e da América do Sul
para investimentos em imó-
veis comerciais.
O Rio que é hoje visto nas
telas dos cinemas transfor-
mou-se em um imenso can-
teiro de obras, desde reforma
de estádios até a construção
de prédios residenciais e co-
merciais. Algumas incorpora-
doras e construtoras já apos-
tam em 2011 como o ano de
edifícios comerciais de bairro.
Já os cariocas, ávidos por fugir
de investimentos tradicionais
e de pouco retorno financei-
ro, correspondem a essa ex-
pectativa. A pesquisa Office
Space Across the World, da
Cushman & Wakefield, colo-
ca o Rio de Janeiro na quar-
ta posição entre as cidades
com os aluguéis comerciais
mais caros do mundo, só per-
dendo para Hong Kong (US$
216), Londres (US$ 209) e
Tóquio (US$ 148,90). “O
aquecimento do mercado no
Rio é o maior dos últimos 40
anos”, acredita Cláudio Cas-
tro, diretor da Sérgio Castro
Imobiliária. “Só meu pai (Sér-
gio Castro) testemunhou um
boom semelhante”, assinala.
Ele diz, ainda, que o índice
de imóveis vazios no Centro
e na Zona Sul da cidade não
chega a 1,3%, ou seja, ape-
nas um em cada 100 mil não
está alugado. “E o retorno no
investimento é tão grande
que os fundos imobiliários
internacionais estão com-
prando prédios inteiros para
locação”, destaca.
A dificuldade de encon-
trar salas comerciais com
boa infraestrutura e tamanho
razoável, no Centro da cida-
de, transformou a Barra da
Tijuca em líder na compra de
imóveis comerciais, mas já
seguida de perto pela região
de Jacarepaguá. Rafael Motta
Duarte, sócio-diretor da agên-
cia Percepttiva, especializada
em marketing imobiliário e
na consultoria a construtoras
e incorporadoras, revela que,
pelo menos, 50% das unida-
des comerciais que estão ou
serão construídas na cidade
são adquiridas por investido-
res. “Agrande maioria compra
pensando em alugar os escri-
tórios, no futuro, utilizando
esse patrimônio como uma
espécie de aposentadoria ou
para aumentar esses benefí-
cios”, assegura.
Osócio da Percepttiva tam-
bém não tem qualquer dú-
vida de que o Rio manterá o
boom imobiliário de prédios
comerciais até 2016, ano das
Olimpíadas, e a prova disso é
o aumento de 40% a 50% no
preço do metro quadrado dos
imóveis destinados à instala-
ção de escritórios. ”Nos pró-
ximos dois anos, a subida de
preços será mais lenta, mas,
mesmo assim baterá a casa
dos 60%, afirma.
Fonte extra de renda
A tese de Rafael Duarte é
confirmada por quem com-
prou imóvel comercial em
2011. A administradora de
empresas Luciana Vieira, por
exemplo, adquiriu, este ano,
seu primeiro imóvel comer-
cial. Inicialmente, ela pensa
em transferir seu escritório
para mais perto de sua resi-
dência, mas não descarta a
possibilidade de usar a sala
como fonte extra de renda.
“Eu comprei, antes, um apar-
tamento para morar. Decidi,
então, montar um escritório
mais próximo de minha casa.
Ainda não estou certa do que
vou fazer com a sala, que po-
derá também ser ocupada
pelo consultório de minha
filha, que está estudando me-
dicina”, diz. Luciana lembra,
ainda, que, dependendo do
mercado, pode alugar a sala
para garantir uma boa renda.
A unidade comercial de
25 metros quadrados, no
Evolution Corporate Center –
prédio comercial com 61 es-
critórios e dez lojas -- possui
benefícios extras, porque o
empreendimento da Rubi En-
genharia, no ponto nobre da
Freguesia, à rua Comandante
Rubens Silva, terá o conforto
de salas de reuniões, espaço
café e até auditório para uso
compartilhado. “É um bom
patrimônio”, diz Luciana,
acrescentando que Jacarepa-
guá vem crescendo bastante
e os imóveis não são tão ca-
ros como os vendidos na Bar-
ra da Tijuca.
Unindo o útil ao agradável
Já o pequeno empresário
Marcelo Blanco comprou uma
sala de 22 metros quadrados
no edifício Primus Offices Ge-
remário, também em Jacare-
paguá, para, como ele mesmo
diz, “unir o útil ao agradável”.
Proprietário da fábrica de cor-
tinas Sayonara, com sede em
São Cristóvão, ele também
ainda não está 100% seguro
do que fará com o imóvel. Às
vezes, pensa emutilizar a sala
como o novo escritório da em-
presa de construção e reforma
que mantém em Jacarepaguá;
outras, em ceder o espaço
para a esposa, que é psicóloga
e acabou de sair de um em-
prego com carteira assinada.
“Ela planeja abrir uma empre-
sa de consultoria emJacarepa-
guá”, revela.
Marcelo Blanco lembra, no
entanto, que o “vento muda a
toda hora” e ele pode optar,
mais tarde, por alugar a sala,
cuja compra considera um óti-
mo negócio. “Se tivesse mais
dinheiro, compraria outra, pois
Jacarepaguá virou sinônimo
de bons investimentos. Não
vou perder dinheiro”, enfatiza.
Localizado à rua Geremário
Dantas, o Primus Offices terá
20 lojas e 215 salas, centro
de convenções e salas de reu-
niões e de negócios, além de
fácil acesso à Linha Amarela.
Vizinhos lucrativos
A advogada Myriam Reis,
sócia da Riel Engenharia e da
Riel Instalações e Projetos,
criada em 1975 para atuar no
fornecimento de infraestrutura
de energia para grandes em-
presas e escritórios moder-
nos – energia, processamen-
to de dados e venda de no
breaks – decidiu comprar qua-
tro confortáveis salas no Ceo
– Corporate Executive Offices,
empreendimento comercial
da incorporadora RJZ Cyrela,
com quatro torres, 500 salas
comerciais, circuito fechado
de TV, segurança perimetral e
até mesmo sensores de presen-
ça. “Atualmente, a Riel tem58
funcionários, investe emnovos
talentos e passou a represen-
tar, no Rio, o fabricante de no
breaks APC Schneider Electric
Investimentos e, portanto, ne-
cessita de umnovo escritório e
de um bom espaço de produ-
ção de projetos”, afirma.
Hoje, a Riel Engenharia
diversificou a ponto de ofe-
recer soluções completas em
projetos de engenharia, sis-
temas de geração de energias
renováveis (eólica e solar), de
climatização, automação e de
telecomunicações, além de
desenvolver e fabricar produ-
tos voltados à área tecnológica.
“Mas, o nosso principal foco,
hoje, é fornecer infraestrutura
de energia, centrais telefônicas
e processamento de dados”,
revela a executiva da empresa
que fez a instalação de todo o
sistema elétrico da ilha de Fer-
nando de Noronha, em parce-
ria coma Universidade Federal
de Pernambuco.”Não tem um
fio. É tudo energia eólica”, en-
fatiza orgulhosa.
Os escritórios e a fábri-
ca da Riel estão abrigados,
atualmente, numa área de cer-
ca de 3 mil metros quadrados
na Estrada dos Bandeirantes,
em Jacarepaguá. Porém, a ad-
vogada acrescenta um outro
forte motivo para fazer com
que a Riel buscasse um novo
local para abrigar parte de
suas instalações e atividades:
a Copa do Mundo de 2014.
“Nós fazemos um trabalho
diversificado de fornecer qua-
lidade estrutural para empresas
do porte da Embratel, da Oi,
da Telemar, da Siemens, da
TV Globo e de outras grandes
companhias. Temos múltiplos
projetos, alguns em parceria
com empresas terceirizadas e
até universidades, e o escrito-
rio de Jacarepaguá ficou pe-
queno para tanta atividade”,
acrescenta.
A escolha do Ceo Offices
não poderia ser melhor, acre-
dita Myriam. Afinal, o empre-
endimento imobiliário está
sendo erguido na ponta da Pe-
nínsula, atrás do Via Park, um
dos locais mais valorizados da
Barra. Com uma área equiva-
lente ao bairro do Leblon, o
condomínio-bairro da Penín-
sula será ocupado por 64 pré-
dios que compartilharão 8%
de sua extensa área verde. No
local, tem sido feito, inclusi-
ve, um trabalho de despolui-
ção da Lagoa da Tijuca, assim
como de recuperação de toda
a área de mangue que envolve
o terreno. “É uma localização
perfeita para nossos planos,
pois até seremos vizinhos da
Oi”, assinala a advogada. Os
quatro prédios comerciais fi-
carão prontos no início do
próximo ano.
Cercada de engenheiros na
família – “meu marido e meus
três filhos optaram pela profis-
são” –, Myriam Reis, além de
comprar a sala e ampliar suas
instalações, está oferecendo
duas vagas na empresa para en-
genheiros elétricos, mas diz que
não encontra candidatos para
ocupar o posto nemna Univer-
sidade Federal doRiode Janeiro
(UFRJ). Candidatos, mexam-se.
Se tivesse mais
dinheiro, compraria
outra sala, pois
Jacarepaguá virou
sinônimo de bons
investimentos. Não
vou perder dinheiro
Marcelo Blanco
O retorno do
investimento é
tão grande que os
fundos imobiliários
internacionais estão
comprando prédios
inteiros para locação
Cláudio Castro
Myriam Reis, sócia de duas empresas de engenharia, decidiu comprar quatro salas no Corporate Executive Offices, que está sendo erguido na ponta da Península, um dos locais mais valorizados da Barra
8 - Quinta-feira, 28 de abril de 2011 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
Fotos: Marcelo de Jesus
ESPECIAL

9 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO
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PÁGINA 9 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 54 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Fundos imobiliários seguem em alta
Valorização de imóveis e isenção do IR tornamaplicação cada vez mais atrativa. Rentabilidade média alcançou 32,86%em2010
INVESTIMENTOS
Com a alta dos imóveis,
valorizam os investimentos
associados a eles, diz o sócio
da Aria Capital, Bruno Nahon.
Em 2010, os fundos imobiliá-
rios tiveram uma rentabilidade
média de 32,86%, ou seja,
483% a mais que os ganhos
da poupança (6,81%) e 337%
que os do CDI (9,75%), refe-
rência usada pelos fundos de
rendafixaepelomercadocom
um todo. O melhor desempe-
nho, de acordo com o espe-
cialista, registrou um retorno
de 44,97%– um fundo imobi-
liário multiuso (escritórios para
locação e hotéis). “Neste caso,
o resultado apurado coma ex-
ploração do empreendimento
é distribuído mensalmente aos
cotistas. Ovalor da cota reflete
não somente o resultado dos
aluguéis – escritórios e quartos
de hotel – , mas também a va-
lorização do imóvel como um
todo”, explica.
Os fundos de investimen-
to imobiliário surgiram em
1993, mas só em 2005, com
a isenção de Imposto de Ren-
da, o volume de operações
com esses ativos aumentou.
Atualmente, de acordo com
Nahon, são mais de 80 fun-
dos, com patrimônio total em
torno de R$ 9 bilhões. “So-
mente em 2010, foram emi-
tidas cotas de novos fundos
que somaram R$ 4 bilhões.”
Do total, 50 fundos possuem
negociação de cotas no mer-
cado secundário (ambiente de
bolsa ou balcão organizado da
BM&FBovespa) e movimenta-
ramR$ 377 milhões em2010,
ante R$ 229 milhões em2009.
“Apesar de relativamente inci-
piente, o mercado secundário
de cotas de fundos de inves-
timento imobiliário vem cres-
cendo ano após ano”, destaca
o sócio da Aria Capital.
Pequeno investidor
Os bons ventos do mercado
sopram nas vendas e também
na locação. Os ganhos mensais
comaluguel variam, emmédia,
entre 0,5% e 0,6% sobre o va-
lor total nominal do imóvel, diz
o diretor da Lopes Consultoria
Rio, Luigi Martins. “Em alguns
casos, podem chegar a 0,8%,
o que é excelente.” No Ame-
ricas Corporate, prédio onde
está a própria Lopes Consulto-
ria, na Avenida das Américas,
ele conta que a rentabilidade
é de 1%. “Atualmente, tenho
o metro quadrado locado por
R$ 110,00. E posso vendê-lo
a R$ 12 mil, R$ 13 mil.”
Além do profissional liberal
que aplica na compra de um
escritório na Barra, pequenos
investidores buscam imóveis
comerciais como alternativa
de poupança. “Um imóvel
valoriza, seguramente, da or-
dem de 30% ao ano”, estima
o presidente da imobiliária Pa-
trimóvel, RubemVasconcelos.
Com um desembolso inicial
de R$ 160 mil, por exemplo,
ele diz que é possível comprar
salas com 27 metros quadra-
dos na Barra. “Ficou muito fá-
cil adquirir um imóvel. A pes-
soa paga 25% na obra e 75%
na entrega. Isso incrementou
muito os negócios com unida-
des comerciais.”
Do total de compradores
de imóveis empresariais, o
vice-presidente da RJZ Cyre-
la, Rogério Jonas Zylberszta-
jn, calcula que 54,3% são
investidores. Nos residenciais,
esse índice, até março, era
de 22,2%, que procuram, em
média, apartamentos de 80
metros quadrados.
Essa recuperação vem
amparada não só na neces-
sidade do comprador final,
mas marca, na avaliação do
diretor-superintendente da
imobiliária Basimóvel, Mário
Amorim, a entrada no setor
do pequeno investidor. “Esse
poupador descobre um mer-
cado de boa rentabilidade e
liquidez, alternativo ao merca-
do financeiro, que oferece alto
risco ou aplicações de perfil
conservador, de retorno mais
baixo. O poupador individual
é quem compra uma ou várias
salas. Além, claro, dos grandes
investidores, muitas vezes ba-
seados em fundos internacio-
nais, que também aumentam
seus aportes nas construções.”
Nos imóveis empresariais,
Amorim estima que 60% das
unidades são vendidas para
poupadores, com fins de
complemento de renda ou
previdência.
Como funciona
Os fundos de investimento
imobiliário são fundos fecha-
dos, ou seja, que não admitem
resgates de cotas. O retorno
previsto para os aplicadores
se dá por meio da distribuição
(em geral mensal) dos resulta-
dos dos investimentos/portfólio
da carteira ou da dissolução
do fundo a partir da venda de
seus ativos. Os recursos cap-
tados podem ser destinados
tanto a projetos imobiliários,
como à aquisição de imóveis
prontos, além de títulos e va-
lores mobiliários lastreados
em ativos imobiliários. A clas-
sificação dos fundos pode ser
feita pelo tipo de imóvel inves-
tido (hospedagem, hospitalar,
industrial, varejo, escritórios,
etc.), ou por finalidade do in-
vestimento. Nesse caso, os de
renda regular são aqueles com
ganhos obtidos de aluguéis dos
imóveis investidos ou pelo pa-
gamento das parcelas dos títu-
los de crédito adquiridos pelo
fundo, como CRIs (Certificados
de Recebíveis Imobiliários). Já
os fundos de ganho de capital
operam pela valorização das
contas através da valorização
dos bens imobiliários adqui-
ridos pelo fundo. Os fundos
imobiliários de investimentos
gerais, por sua vez, resultam
do conjunto de aluguéis, juros,
dividendos e ganhos de capital
na compra e venda de ativos.
Finalmente, os de securitiza-
ção são os fundos que viabili-
zarm uma operação de secu-
ritização pré-definida, como
um build-to-suit ou um sale
and lease-back.
Dentre os fundos mais ren-
táveis de 2010, estão presentes
os variados tipos de imóveis,
como shoppings, hospitais, ho-
téis e edifícios comerciais. A
maioria pode ser enquadrada
como fundo de renda fixa.
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 - 9 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
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ESPECIAL Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
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O GLOBO
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PÁGINA 10 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 54 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
10 - Quinta-feira, 28 de abril de 2011 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
“Por ter sido escolhida para
ser a sede dos Jogos Olímpicos
de 2016, a cidade do Rio de
Janeiro vai produzir em cinco
anos oque levaria 30para con-
cluir”, afirma o diretor da Car-
valho Hosken, Ricardo Corrêa.
Para o mercado imobiliário,
têm especial importância os
investimentos em infraestru-
tura viária provocados pelos
Jogos, que prometem resolver
os engarrafamentos no acesso
à Barra e promover novo sal-
to de valorização na região e
na qualidade de vida dos mo-
radores de toda a cidade. Ou
seja, os corredores expressos
da Transcarioca, Transoeste,
Transbrasil e Transolímpica,
alémdo túnel da Grota Funda.
As obras ainda estão em
curso, mas já impactam o
mercado. “Devido à proximi-
dade com os locais de com-
petição, bairros como Barra
da Tijuca, Centro, Deodoro,
Jacarepaguá, Maracanã e
Tijuca tiveram valorização
dos preços de locação dos
imóveis de 20% a 152%,
menos de seis meses após
o anúncio do Comitê Olím-
pico Internacional”, segun-
do o Secovi-RJ. O corredor
olímpico, entre a Barra da
Tijuca e o Recreio, valori-
zou 50% em 2010. E, de 6
mil unidades a serem cons-
truídas na Barra, este ano, a
entidade estima que 2,5 mil
estarão nesse trecho.
Segundo o diretor-execu-
tivo da Brookfield Incorpora-
ções, Luiz Fernando Moura,
“é o boom imobiliário que
precede os grandes eventos
esportivos”. Para ele, o esta-
do do Rio de Janeiro entrou
em um “círculo virtuoso de
investimentos em infraes-
trutura”. A empresa lançou
mais de R$ 600 milhões
em imóveis em 2010 (40%
a mais do que no ano ante-
rior) e espera crescer cerca
de 50% até dezembro. Parte
disso, com outros projetos na
região olímpica, mas não só
por conta dos Jogos. “O de-
senvolvimento da economia
de modo geral permite maior
oferta para empresas e pro-
fissionais liberais.”
Também nesse trecho, as
incorporadoras W3 Engenha-
ria e Promall vão lançar, em
julho, o Crystal Mall, proje-
to com valor geral de venda
de R$ 30 milhões e prazo de
conclusão de um ano. Terá
105 metros de frente para a
Estrada dos Bandeirantes, de
modo que todas as unida-
des tenham vitrine. “É uma
região que vai apresentar a
maior demanda na cidade
para esse tipo de unidade”,
aposta o presidente da W3,
Ivan Wrobel.
A Vila Olímpica propria-
mente está a cargo da Carva-
lho Hosken. Tem orçamento
de R$ 2,5 bilhões e o terre-
no, de propriedade da em-
presa, está avaliado em cerca
de R$ 700 milhões. Segundo
o assessor da presidência da
Carvalho Hosken, Henrique
Caban, as unidades que vão
abrigar 18 mil atletas serão
lançadas por fases, mas os
compradores ou interessados
só poderão visitá-las depois
dos Jogos, por questões de
segurança.
Círculo virtuoso de investimentos
Obras para as Olimpíadas, como corredores expressos, prometemvalorizar ainda mais regiões próximas a locais de competição
INFRAESTRUTURA
Não há nada mais parecido
com o Rio do que os novos
prédios comerciais que uti-
lizam o conceito de walking
distance. De tão informal,
todo carioca sonha ir a pé ou
de bicicleta para o trabalho.
Atentas ao movimento dos
consumidores, as construtoras
estão lançando muitos empre-
endimentos imobiliários co-
merciais com esta novidade:
são próximos às residências
e possuem áreas de lazer
semelhantes às dos edifícios
residenciais. Ou seja, cada
vez mais sofisticados, os em-
preendimentos corporativos
estão tentando unir trabalho
e qualidade de vida.
Com lançamento pre-
visto para o fim de maio,
o Universe Empresarial,
da RJZ Cyrela em parceria
com a construtora Carvalho
Hosken, chega perto desse
sonho. O gigantesco em-
preendimento comercial no
ponto mais nobre do Centro
Metropolitano da Barra vai
reunir num único lugar sete
blocos de prédios, 632 salas,
dez lojas, bicicletário, praça
contemplativa e uma área
de business & health, na co-
bertura, com espaço fitness,
piscina coberta, sauna e du-
chas. Melhor, impossível.
Outras grandes construto-
ras e incorporadoras já apos-
tam nesse novo filão. O O2
Corporate Offices, parceria
da Calçada com a PDG CHL,
ao lado do Península, na Bar-
ra da Tijuca, segue o mesmo
conceito inovador. Rogério
Chor, diretor executivo da
PDG CHL, garante que dos
70 mil metros quadrados
do empreendimento, apenas
28% são de área construída,
sendo que as salas de reunião
ao ar livre são novidades no
mercado. Os espaços variam
de 21metros quadrados a 120
metros quadrados.
O O2 também oferece
academia, vagas de estacio-
namento cobertas, espelhos
d´água, calçadas arboriza-
das, praça de eventos, riacho,
redário, lounges externos e
vários jardins. Proprietário
de duas salas triplex no local,
o empresário e construtor
Antônio Carlos Moraes Rego
se encantou com o projeto.
“Ele é moderno e humaniza-
do. É muito simpático levar
seu cliente para tomar um
café, depois de uma reunião
de trabalho, num local com
uma vista arborizada”, diz
Antônio Carlos, que se muda
para o novo endereço até o
fim do ano.
Praticamente todo vendi-
do, o edifício Ponto Norte,
também da PDG CHL, tem
localização privilegiada, pró-
ximo ao Norte Shopping e à
Linha Amarela. Além das sa-
las comerciais, o complexo
agregará espaço fitness, SPA,
lounge e sala para café, no-
vidades em serviços para os
prédios comerciais constru-
ídos na Zona Norte. Outro
exemplo de empreendimento
que agrega edifícios comer-
ciais e espaços inéditos de
convivência é o Brookfield
Place Worldwide Offices, na
Barra da Tijuca. Ele foi até des-
taque no Master Imobiliário
2010 da Ademi - Associação
de Dirigentes de Empresas do
Mercado Imobiliário do Rio de
Janeiro, na categoria melhor
projeto de prédio comercial de
grande porte. O ambiente ba-
tizado de Mall Mediterranée,
uma área aberta com 3.200
metros quadrados, comjardins
e espelhos d´água abrigará no
futuro ummix de 20 lojas.
Segundo o superintendente
da Brookfield Incorporadora,
Fernando Merçon, , os novos
projetos imobiliários preten-
dem tirar os empresários e
seus funcionários do confi-
namento dos escritórios. Eles
também privilegiam o pedes-
tre. Já suas torres de alturas
distintas permitirão também
que todos possam ter a vista
da Barra da Tijuca. “Algumas
salas terão ainda sky office
- espécie de escritório ao ar
livre - que funciona como
ambiente de descompressão
dos escritórios”, explica o
executivo.
Os novos ambientes de trabalho
Empreendimentos corporativos que possueminfraestrutura de lazer traduzemo espírito carioca e representamqualidade de vida
Os novos projetos
imobiliários pretendem
tirar os empresários
e seus funcionários
do confinamento dos
escritórios
Fernando Merçon
Antonio Carlos Moraes Rego vai se mudar no fim do ano para as salas que comprou no O2 Corporate Offices: “ele é moderno e humanizado”
A Avenida Abelardo Bueno concentra boa parte dos novos lançamentos na Barra da Tijuca. O grande volume de unidades residenciais da área vem gerando uma demanda por novos serviços e infraestrutura comercial
Foto: Marcelo de Jesus
Foto: Hipólito Pereira /Agência O Globo
ESPECIAL

11 Quinta-feira, 28 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO
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PÁGINA 11 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 54 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Quinta-feira, 28 de abril de 2011 - 11 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
SUSTENTABILIDADE
Além da Barra da Tijuca,
bairros como Campo Gran-
de e Jacarepaguá ganharão
empreendimentos corpo-
rativos com áreas de la-
zer. A construtora Even,
por exemplo, aposta na
adaptação do modelo aos
prédios comerciais de
bairro, com salas meno-
res, capazes de atender
profissionais liberais e
empresas de médio porte.
Cresce entre as cons-
trutoras a ideia de rea-
proveitamento de recur-
sos naturais nos novos
projetos de construção
civil. O uso de técnicas
e tecnologias diferen-
ciadas permite que isso
seja feito de modo mais
eficiente. O uso de sen-
sores de presença ligados
à iluminação das áreas
comuns, lâmpadas de
baixo consumo de ener-
gia e grande durabilidade,
hidrômetros individuais,
descargas comcaixa acopla-
da para um menor consumo
de água, torneiras e válvulas
com regulagem para evitar
o desperdício, reaproveita-
mento das águas pluviais
para regar os jardins, vi-
dros semi-reflexivos, que
reduzem a temperatura
ambiente, o que diminui
o consumo do ar condi-
cionado, elevadores com
monitoramento, além de
centros de coleta seletiva
do lixo, são algumas das
soluções incorporadas
aos projetos.
“A inserção de ações
sustentáveis e que gerem
economia nos projetos é
considerada essencial pelo
cliente na hora da compra”,
afirma Carolina Feijó, geren-
te de marketing da constru-
tora Calper.
As novidades nas cons-
truções comerciais vêm
transformando a paisagem
do Rio de Janeiro. A arqui-
tetura evoluiu e as estrutu-
ras metálicas, superfícies
envidraçadas, cores claras
e pisos de vidro cada vez
mais fazem parte dela.
O arquiteto Rogério An-
tunes, do escritório de ar-
quitetura Antunes & Schor,
há 27 anos no mercado,
afirma que, hoje, o projeto
corporativo se alinha com
o bairro e os costumes de
cada local. “Por exemplo,
há diferenças claras de um
projeto para a Barra da Ti-
juca e outro para Campo
Grande, áreas com pode-
res aquisitivos distintos,
geografia dessemelhante e
ações urbanas também di-
ferenciadas. O único pon-
to de interseção que vemos
nos dois é a sustentabilida-
de, que está diretamente li-
gada à qualidade de vida”,
afirma Rogério.
Há 17 anos no mer-
cado imobiliário cario-
ca, a Calper estreou no
segmento comercial em
2008, com o lançamento
do Lumina Offices e do
Lumina Workstation, na
Barra da Tijuca.
Agora a construtora se
prepara para lançar no pró-
ximo mês o A5 Offices, no
Recreio dos Bandeirantes.
O empreendimento classe
A surpreende: todas as suas
paredes são de vidro. Além
de internet sem fio (rede
wi-fi) nas áreas sociais,
terá elevadores de última
geração, sistema de CFTV
nas áreas comuns com
gravação digital 24horas,
sistema de segurança pe-
rimetral e estacionamento
com controle de entrada e
saída de veículos automati-
zados e estações de cadas-
tramento na recepção para
visitantes, com controle de
acesso integrado.
É da Calper também ou-
tro projeto ousado, o Lu-
mina Corporate, em Nova
Iguaçu, com design inspi-
rado nos arranha-céus de
Dubai, cidade dos Emira-
dos Árabes Unidos conhe-
cida mundialmente por ser
extremamente moderna,
futurista e com enormes
torres e largas avenidas. A
construtora enviou enge-
nheiros e arquitetos para
conhecer de perto o país
das construções faraônicas
e trazer de lá a inspiração
para desenhar um prédio
com 171 salas e 12 lojas na
Baixada Fluminense.
Ricardo Ranauro, só-
cio-diretor da Calper, justi-
fica o investimento no mu-
nicípio de Nova Iguaçu, fora
do eixo Barra da Tijuca: “As
construções do Complexo
Petroquímico do Estado do
Rio de Janeiro (Comperj),
em Itaboraí, e da Compa-
nhia Siderúrgica do Atlân-
tico (CSA), em Santa Cruz,
incentivam empreendimen-
tos comerciais próximos ao
Arco Metropolitano e nos
municípios que ele cortará”,
explica Ranauro.
A Tijuca também vai ga-
nhar seu empreendimento
comercial de grande porte.
A João Fortes Engenharia
lança no próximo mês o
Corporate Tijuca, ao lado
do shopping Tijuca e pró-
ximo à estação do metrô
Saens Peña.
“O tradicional bairro tem
recebido diversos empreen-
dimentos residenciais. OCor-
porate Tijuca vai levar para o
bairro a tecnologia e os servi-
ços dos prédios corporativos
da Barra da Tijuca”, adianta
Luiz Henrique Rimes, diretor
nacional de Negócios da João
Fortes Engenharia.
Até o fim do ano a cons-
trutora lançará mais dois
empreendimentos comer-
ciais, um no Jardim Botâni-
co e outro na Tijuca.
Tecnologias
contribuem
parapreservar
o ambiente
Alémde áreas de lazer,
projetos incorporampráticas de
reutilização de água e outras que
evitamdesperdícios e reduzem
consumo de água e energia
Arquitetura transforma
a paisagem da cidade
Empreendimento da Calpe no Recreio, com lançamento previsto para maio, o A5 Offices surpreende: todas as paredes são de vidro
OGLOBO
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Quinta-feira, 28 de abril de 2011
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O GLOBO
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PÁGINA 12 - Edição: 28/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 00: 54 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
12 - Quinta-feira, 28 de abril de 2011 SUPLEMENTO ESPECIAL/IMÓVEIS COMERCIAIS
AAgguuaarrddee,, nnããoo iinnvviissttaa eemm oouuttrroo..
AA BBrrooookkffeelldd ee aa TTeerruusszzkkiinn iirrããoo ooffeerreecceerr ccoonnddiiççõõeess
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I
Quinta-feira, 28 de abril de 2011
GEM
BO
Preguiças
além dos
Lençóis
Preguiças
além dos
Lençóis
Rio com vegetação
exuberante e águas
perfeitas para um mergulho
merece ser incluído em um
roteiro pelo Maranhão
Boa Viagem

3
COPENHAGUE
Atrações gastronômicas
que vão além do Noma
CHICAGO
Leilões virtuais por uma mesa no
novo restaurante de Grant Achatz
NOVA YORK
Por Fernanda Godoy
6
18
38
NESTA EDIÇÃO
E
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E
EDITORA Carla Lencastre (carla@oglobo.com.br)
EDITORES ASSISTENTES Cristina Massari (cristina.massari@oglobo.com.br) e Gustavo Alves (gustal@oglobo.com.br)
REPÓRTERES Bruno Agostini (bruno.agostini@oglobo.com.br) e Eduardo Maia (eduardo.maia@oglobo.com.br)
DIAGRAMADOR Marcio Coutinho Telefones Redação 2534-5000 Publicidade 2534-4310 publicidade@oglobo.com.br
Correspondência Rua Irineu Marinho 35, 2
o
- andar, Rio de Janeiro, CEP 20230-901/RJ.
CAPA Crianças navegam no
Rio Preguiças, no Maranhão,
perto do povoado de Tapuio.
Foto de Bruno Agostini
I GEM
BO
Fotos de Bruno Agostini
AVES NA
LOCALIDADE
ribeirinha de
Vassouras
D
ia desses, com a família reunida, fotos de viagens re-
centes eram reproduzidas na TV exibindo alguns des-
tinos imbatíveis do Brasil. Entre imagens de Bonito,
Foz do Iguaçu e Lençóis Maranhenses, foi a paisagem lunar das
dunas entrecortadas por lagos de água doce as que deixaram
aquela pontinha de inveja nos que não foram. Mas era inveja
boa, daquela que dá vontade de fazer as malas na mesma hora
e rumar para Barreirinhas, onde, atrás de uma duna se descortina
o Rio Preguiças, cenário das andanças vividas por Bruno Agostini
naquelas bandas e protagonista das histórias que ele conta a par-
tir da página 20. Para além da aridez e imensidão das dunas de
beleza infinita, ele nos mostra que é explorando as águas tran-
quilas desse rio que se admira o que há de melhor por lá: a sim-
plicidade das populações ribeirinhas que tiram o sustento do
que a natureza lhes dá, a beleza dos pássaros que se aninham na
vegetação e a diversão nas águas de igarapés. Ô, inveja boa!
● CRISTINA MASSARI, EDITORA ASSISTENTE
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Os preços são calculados com base no câmbio de 25/4/2011: US$ 1,00 = R$ 1,69 e € 1,00 = R$ 2,41, estando, portanto, sujeitos a variações e serão recalculados na data da compra. Cruzeiros
marítimos: não estão incluídas taxas portuárias e de serviços. Categorias informadas sujeitas a disponibilidade. Valores por pessoa em cabine dupla. Consulte outras formas de pagamento no
carnê ou cheque. Viagens rodoviárias precisam de número mínimo para sair, consulte. Permanência mínima no destino de três dias e máxima de 30 dias. Reservas na classe econômica sujeitas a
disponibilidade. Taxas de embarque, segurança e combustível cobradas pelos aeroportos e companhias aéreas não estão incluídas. Preços válidos para compras até um dia após esta publicação.
Promoção “Criança não Paga” válida para compras no período de 15 a 30/abril/2011 com embarques entre 1º/maio e 31/julho de 2011. Promoção válida para até 2 crianças de até 12 anos desde
que acompanhadas de 2 adultos pagantes hospedados no mesmo apartamento, conforme disponibilidade de apartamentos triplos e quádruplos de cada hotel participante. Fotos ilustrativas.
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Total R$ 2.736, apartamento superior - preço para
saídas 5, 25 e 26/junho
Serrambi – 8 dias
Porto de Galinhas
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Total R$ 5.416, apartamento standard - preço para
saída 20/julho
Enotel Resort & Spa – 8 dias
Porto de Galinhas
Com sistema tudo incluído
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família com 4 pessoa...... 10x R$ 733,60
Total R$ 7. 336, family room - preço para saída
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Salinas de Maragogi – 8 dias
Maragogi
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Total R$ 5.196, apartamento superior - preço para
saídas 5, 19, 25 e 26/junho
Iberostar Bahia – 8 dias
Praia do Forte
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Família com 4 pessoas.. 10x R$ 705,60
Total R$ 7.056, apartamento superior - preços para
saídas 2 e 3 de julho
Cana Brava - 8 dias
Ilhéus
Com meia pensão
2 adultos .............................10x R$ 477,60
2 crianças................................................. grátis
Família com 4 pessoas...10x R$ 477,60
Total R$ 4.776, apartamento - preços para saídas
2, 9 e 23/julho
Sauípe Fun8 dias
Costa do Sauípe
Com sistema tudo incluído
2 adultos ............................ 10x R$ 583,60
2 crianças................................................. grátis
família com 4 pessoas... 10x R$ 583,60
Total R$ 5.836, apartamento vista resort - preços
para saídas 9, 10, 16 e 24/julho
Vila Galé EcoResort do
Cabo– 8 dias
Cabo de Santo Agostinho
Com sistema tudo incluído
2 adultos ............................. 10x R$ 731,60
2 crianças................................................. grátis
família com 4 pessoas.... 10x R$ 731,60
Total R$ 7.316, standard família (3) - preço para saída
17/julho
EM JUNHO E JULHO CRIANÇA NÃO PAGA NA CVC
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Boa Viagem
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JANELÕES PARA O
PARQUE: no Herman,
cozinha francesa e
vista para o Tivoli
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Boa Viagem

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Com restaurantes que somam 11 estrelas Michelin,
Copenhague é o epicentro da nova gastronomia nórdica,
que inclui outras ótimas opções além do Noma
Luisa Valle
Ben Stansall/AFP
DELICADEZA: a trouxinha do
A|O|C abriga cubinhos de porco
e pétalas de maçã e rabanete
O CHEF René Redzepi, do Noma,
eleito pela segunda vez o
melhor restaurante do mundo
Luisa Valle • COPENHAGUE
A
gastronomia dinamarquesa saiu da cozinha para en-
trar no mapa-múndi com o Noma, restaurante de Co-
penhague comandado pelo chef René Redzepi, que,
semana passada, foi eleito pela segunda vez consecutiva como o
melhor do mundo pelo The S. Pellegrino World’s 50 Best Restau-
rants. A lista organizada anualmente pela revista inglesa “The Res-
taurant” ainda não ganhou o prestígio das estrelas concedidas pe-
lo Guia Michelin, mas tem chamado a atenção para a nova gas-
tronomia nórdica, com seus produtos locais e suas técnicas que
dão um ar de simplicidade a pratos complexos. A capital da Di-
namarca, que ostenta 11 estrelas Michelin, é o epicentro dessa
tendência, que inclui vários outros bons restaurantes além do ce-
lebrado Noma, único da cidade com duas estrelas. Um deles é o
A|O|C, do chef Ronny Emborg, que em 2010 recebeu sua primeira
estrela Michelin, o mais recente a ser agraciado no país. E já que
a cidade se orgulha de ser verde, a culinária orgânica também se
destaca em casas como o BioM, que se esmera em oferecer uma
delicada e saborosa combinação de texturas aos clientes que não
abrem mão de ingredientes saudáveis. Nas próximas páginas, fa-
zemos uma deliciosa seleção dos melhores restaurantes na terra
do melhor restaurante da semana passada.
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Boa Viagem
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Aéreo +
TerresTre
cAnADáMontAnhAS
RochoSAS expReSS
8 dias/7 noites
Clagary, Banf, Lake Louise,
Icefelds, Hinton, Kamloops, Whistler, Victoria,
Vancouver | Início Calgary até OUT
Air Canada
A partir de: total à vista
R$ 5.325 ou
12x R$ 444
cAnADá cláSSIco
9 dias/8 noites
Toronto, Mil Ilhas, Ottawa,
Mont Tremblant, Quebec,
Montreal | Início Toronto, até ABR 2012
Air Canadá
A partir de: total à vista
R$ 4.996 ou
12x R$ 416
cAnADá eSpetAculAR
ônIbuS AbReu nA coStA leSte
11 dias/9 noites
Montreal, Quebec, Mont
Tremblant, Ottawa, Niágara Falls, Mil Ilhas, Toronto |
Hotéis Primeira + Café da manhã +Traslados |
Saída Brasil JUL a OUT | Guia emPortuguês
Air Canada
A partir de: total à vista
R$ 5.528 ou
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FéRIAS De Julho
11 dias/10 noites
Ramada Inn Lakefront +
11 dias de carro compacto + Cartão Assistência |
Saída Rio, 3 JUL
American Airlines
A partir de: total à vista
R$ 3.454 ou
12x R$ 288
encAntoS Do AlASkA
6 dias/5 noites
Anchorage, Girdwood, Eagle
Lake, Talkeetna, Denali National
Park, Peter’s Greek | Início Anchorage, MAI a SET
Delta Airlines
A partir de: total à vista
R$ 7.422 ou
12x R$ 619
tRIânGuloAMeRIcAno
8 dias/7 noites
Nova York, Toronto, Cataratas do
Niágara, Washington, Filadélfa |
Início Nova York, até ABR 2012
Delta Airlines
A partir de: total à vista
R$ 4.648 ou
12x R$ 387
oRlAnDo coMbo
9 dias/8 noites
Doubletree Universal | Traslados +
7 dias de ingressos aos parques +
Cartão Assistência | Início Orlando, até DEZ
Delta Airlines
A partir de: total à vista
R$ 3.755 ou
12x R$ 313
São FRAncISco
5 dias/4 noites
Marriott Marquis +
Cartão Assistência |
Início São Francisco, até DEZ
Delta Airlines
A partir de: total à vista
R$ 2.729 ou
12x R$ 227
noVA YoRk
FeRIADo 7 SeteMbRo
7 dias/6 noites
Hotel Park Central | Cartão
Assistência | Saída Brasil, 3 SET
American Airlines
A partir de: total à vista
R$ 4.048 ou
12x R$ 337
noVA YoRk
FeRIADo 12 outubRo
8 dias/7 noites
Hotel Park Central | Cartão
Assistência | Saída Brasil, 7 OUT
American Airlines
A partir de: total à vista
R$ 5.104 ou
12x R$ 425
A partir de: total à vista
R$ 5.078 ou
12x R$ 423
Delta Airlines CAlifóRNiA
SInFonIA Do oeSte
12 dias/11 noites
Los Angeles, Scottsdalle, Grand
Canyon, Las Vegas, Fresno,
Yosemite, São Francisco, Monterey, Carmel, Pismo
Beach, Santa Barbara | Início Los Angeles, MAI a SET
EUA E CANADá
expReSSo
11 dias/10 noites
Nova York, Boston, Quebec,
Montreal, Ottawa, Toronto, Niágara Falls, Washington,
Filadélfa | Início Nova York, até ABR 2012
Delta Airlines
A partir de: total à vista
R$ 4.923 ou
12x R$ 410
cAnADá
encAntoS Do leSte luxo
8 dias/7 noites
Toronto, Niágara Falls, Mil Ilhas,
Ottawa, Quebec, Montreal | Cartão Assistência |
Início Toronto, até DEZ
Air Canada
A partir de: total à vista
R$ 4.837 ou
12x R$ 403
euA e cAnADá
14 dias/13 noites
Nova York, Filadélfa, Washington,
Cataratas do Niágara, Toronto,
Ottawa, Quebec, Montreal, Boston |
Início Nova York, até OUT
Delta Airlines
A partir de: total à vista
R$ 6.049 ou
12x R$ 504
CoNFirmAção imeDiATA
CoNFirmAção imeDiATA
CoNFirmAção imeDiATA
CoNFirmAção imeDiATA
CoNFirmAção imeDiATA
CoNFirmAção imeDiATA
MIAMI De luxo
5 dias/4 noites
Hotel Viceroy | Cartão Assistência |
Início Miami, até DEZ
Delta Airlines
A partir de: total à vista
R$ 2.562 ou
12x R$ 214
noVA YoRk
FeRIADo 15 noVeMbRo
8 dias/7 noites
Carvi Hotel +
Cartão Assistência |
Saída Brasil, 12 NOV
American Airlines
A partir de: total à vista
R$ 4.042 ou
12x R$ 337
oRlAnDoluxo
FéRIAS De Julho
10 dias/9 noites
Waldorf Astoria + 10 dias
de carro compacto +
Cartão Assistência | Saída Rio, 9 JUL
American Airlines
A partir de: total à vista
R$ 4.262 ou
12x R$ 355
noVA YoRkIMpeRDÍVel
5 dias/4 noites
Hotel Wellington | Traslados +
Assistência em Português |
Início Nova York, diariamente
TAm
A partir de: total à vista
R$ 2.871 ou
12x R$ 239
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nos cartões Visa, Mastercard, Diners ou American Express válido somente para aéreo + terrestre e compras até 15/05/2011. Preços mínimos, baixa estação em R$, por pessoa,em apto duplo standard, calculados ao câmbio referencial de EUR 1,00 = R$ 2,451 e USD 1,00 = R$ 1,69 de 25/04/2011,
sujeitos a variação na data do pagamento. Preços e lugares sujeitos à disponibilidade e a alterações sem prévio aviso. Taxas não inclusas. Passagem aérea com saída de São Paulo ou Rio de Janeiro, em classe econômica promocional, exceto no tour Turquia Espetacular
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Boa Viagem

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12 dias/11 noites
4 noites por Milão, Pisa,
Florença, Veneza +
7 noites no Voyager of the Seas,
Koper, Ravenna, Bari, Dubrovnik |
Início Milão, MAI a SET (cat. N, interna)
TAP
A partir de: total à vista
R$ 6.796 ou R$2.038+
9x R$ 529
JóIAS GReGAS
12 dias /11 noites
4 noites por Milão, Pisa,
Florença, Veneza +
7 noites no costa Fortuna, Bari, Olímpia,
Santorini, Rhodes, Dubrovnik |
Início Milão, MAI a SET (cat. I2, interna)
TAP
A partir de: total à vista
R$ 7.250 ou R$2.175+
9x R$ 564
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Aéreo +
Cruzeiro +
TerresTre
TAP
A partir de: total à vista
R$ 5.748 ou R$1.724+
9x R$ 447
Do MeDIteRRâneo
10 dias /9 noites
2 noites em Barcelona +
7 noites no costa Serena, Marselha,
Savona, Nápoles, Catânia, Hammamet |
Início Barcelona, MAI a SET (cat. I2, interna)
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Aéreo +
TerresTre
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Aéreo +
TerresTre
MoSAIcoDe cultuRAS
17 dias/15 noites
14 Refeições | Tel Aviv,
Jerusalem, Galiléia, Istambul,
Capadócia | Cartão Assistência |
Saída Brasil, 11 MAI, 10 AGO, 9 NOV
A partir de: total à vista
R$ 10.077 ou R$3.023+
9x R$ 784
Turkish Airlines MAGIAS DA hIStóRIA
19 dias/17 noites
13 Refeições | Paris, Tel Aviv,
Galiléia, Jerusalem, Amã, Petra,
Aqaba, Monte Sinai, Cairo | Cartão Assistência
Saída Brasil, 4 JUN, 10 SET, 29 OUT
A partir de: total à vista
R$ 13.395 ou R$4.019+
9x R$ 1.042
Air France JORNADA
A uM outRo oRIente
19 dias/17 noites
17Refeições | Bangkok, SiemReap,
Danang, Hoi An, Hue, Ho Chi Min, Cingapura, Paris |
Cartão Assistência | Saída Brasil, 26 MAI - 29 SET
A partir de: total à vista
R$ 16.569 ou R$4.971+
9x R$ 1.289
Air France
ISRAel FAScInAnte
11 dias/9 noites
7 Refeições | Tel Aviv, Galiléia,
Jerusalém | Cartão Assistência |
Saída Brasil, 5 JUN - 10 JUL - 7 AGO - 4 SET - 2 OUT
A partir de: total à vista
R$ 7.475 ou R$2.243+
9x R$ 581
Turkish Airlines chInA FAScInAnte
18 dias/16 noites
19 refeições | Pequim, Xi An,
Xangai, Guilin, Cantão,
Hong Kong | Cartão Assistência | Saída Brasil,
29 MAI - 30 JUN - 10 - 25 AGO - 29 SET
A partir de: total à vista
R$ 11.933 ou R$3.580+
9x R$ 928
Air Canada
encontRo
DAS cIVIlIzAçõeS
15 dias/13 noites
11 Refeições | Damasco, Palmyra,
Aleppo, Maalula, Bosra, Jerash, Amã, Madaba,
Mt. Nebo, Mar Morto, Petra, Wadi Rum, Istambul |
Cartão Assistência | Saída Brasil, 13 MAI,
1 JUL, 12 AGO, 28 OUT
A partir de: total à vista
R$ 9.736 ou R$2.921+
9x R$ 757
Turkish Airlines VIAGeMAo exotISMo
18 dias/16 noites
23 refeições | Delhi, Samode,
Jaipur, Fatehpur Sikri, Agra,
Jhansi, Orchha, Khajuraho, Varanasi, Kathmandu,
Istambul | Cartão Assistência |
Saída Brasil, 3 JUL - 7 AGO - 4 SET - 23 OUT
A partir de: total à vista
R$ 12.405 ou R$3.722+
9x R$ 965
Turkish Airlines DeuSeS, teMploS
e SultõeS
12 dias/10 noites
10 Refeições | Cairo, 4 dias de
cruzeiro no Nilo (Assuão, Edfu, Luxor), Istambul |
Cartão Assistência | Saída Brasil, 8 JUN, 3 AGO, 2 NOV
A partir de: total à vista
R$ 7.750 ou R$2.325+
9x R$ 603
Turkish Airlines
MARAVIlhAS
Do botSwAnA
7 dias/5 noites
Delta do Okavango, Reserva
Moremi, Johannesburg |
Início Johannesburg, diariamente
south African
A partir de: total à vista
R$ 8.913 ou R$2.674+
9x R$ 693
AuStRálIA FAntáStIcA
10 dias/9 noites
Sydney, Ayres Rock, Cairns |
Início Sydney, até MAR 2012
LAN
A partir de: total à vista
R$ 16.623 ou R$4.987+
9x R$ 1.293
SuRpReSAS no Sul DA
áFRIcA
8 dias/7 noites
Victoria Falls, Botsawa, CapeTown|
Início Victoria Falls, ABR a NOV
south African
A partir de: total à vista
R$ 6.845 ou R$2.054+
9x R$ 532
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saídas
Garantidas
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• Hotéis de luxo
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áFRIcA cláSSIcA
7 dias/6 noites
Kruger National Park,
Cape Town | Início Kruger Park,
diariamente até MAR 2012
south African
A partir de: total à vista
R$ 5.802 ou R$1.741+
9x R$ 451
ÍnDIAcláSSIcA e nepAl
11 dias/10 noites
Delhi, Samode, Jaipur,
Fatehpur Sikri, Agra, Jhansi,
Orchha, Khajuraho, Varanasi, Kathmandu |
Início Delhi, diariamente
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A partir de: total à vista
R$ 9.138 ou R$2.741+
9x R$ 711
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11 dias/10 noites
Paris, Vale do Loire,
Bordeaux, Madrid, Ávila,
Salamanca, Coimbra, Fátima, Lisboa |
Início Paris, até MAR 2012
A partir de: total à vista
R$ 5.322 ou R$1.596+
9x R$ 414
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e eSpAnhA
13 dias/12 noites
Lisboa, Fátima, Coimbra,
Porto, Santiago de Compostela, Madrid,
Barcelona | Início Lisboa, até MAR 2012
A partir de: total à vista
R$ 5.003 ou R$1.500+
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A partir de: total à vista
R$ 8.606 ou R$2.581+
9x R$ 669
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20 dias/19 noites
Portugal, Espanha, França,
Itália, Áustria, Liechteinstein,
Suíça, Luxemburgo, Bélgica |
Início Lisboa, até OUT
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Itália, Áustria, Liechteinstein,
Suíça, Luxemburgo, Bélgica,
França | Início Roma, até OUT
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Milão, Pádua, Veneza,
Florença, Pisa, Siena, Assis,
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Minicircuitos 3 a 6 dias
Andaluzia, Sul de Portugal, Madrid, Ávila,
Segóvia, Porto, Santiago de Compostela
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Zagreb, Rijeka, Zadar,
Split, Trogir, Dubrovnik,
Lagos de Plitvice | Início Zagreb, até OUT
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Nice, St, Paul-de-Vence,
Cannes, Grasse, Mônaco, Portofno, Bergamo,
Bellagio, Como, Milão, Lugano, Locarno,
St. Moritz | Início Nice, até SET
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10 dias/9 noites
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Coimbra, Barcelos, Braga, Guimarães,
Santiago de Compostela, Porto, Viseu, Castelo
Branco, Évora | Início Lisboa, até MAR 2012 |
Opcional Ilha da Madeira
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AleMAnhA, FRAnçA
12 dias/11 noites
Bruges, Amsterdam,
Colônia, Bingen, Mainz, Estrada Romântica,
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Circuito Vinícola na Alsácia, Colmar, Reims,
Paris | Início Bruxelas, até SET
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Istambul, Ancara, Capadócia,
Konya, Pamukkale, Éfeso,
Izmir, Pergamo, Tróia, Çannakale |
Início Istambul, até MAR 2012
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R$ 4.506 ou R$1.351+
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IRlAnDA
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Dublin, Belfast, Calçada do
Gigante, Derry, Donegal Sligo, Galway,
Penhascos de Moher | Início Dublin, JUL a SET
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8 dias/7 noites
Áustria, Hungria,
Eslováquia, República Tcheca |
Início Praga ou Budapeste, até MAR 2012
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Boa Viagem
Àmesa, belas vistas paraoportodeCopenhagueeoTivoli
Fotos de Luisa Valle
FIOS DE
BATATA com
trufas, uma
das entradas
do delicioso
A|O|C,
restaurante
mais recente
a receber
uma estrela
Michelin em
Copenhague
N
o coração da bala-
da Bredgade, rua
onde estão as gale-
rias de arte, lojas de
design e casas de leilões de
Copenhague, fica o discreto
A|O|C, o mais novo endereço
da capital da Dinamarca a re-
ceber uma estrela do Guia Mi-
chelin, ano passado, honran-
do-a na classificação de 2011.
Discreto, aliás, é pouco para
descrever a casa comandada
pelo jovem chef Ronny Em-
borg, de apenas 27 anos. Difi-
cilmente você encontra a por-
ta de primeira, já que a pe-
quena placa que indica a en-
trada fica praticamente es-
condida, no alto da escada
que leva ao restaurante.
Instalado numa adega sob
o antigo Palácio de Moltke,
um dos quatro prédios que
compõem o Castelo de Ama-
lienborg, que foi a residência
de inverno da família real da
Di namarca, o rest aurant e
tem ambiente próprio para
um jantar romântico, com de-
coração moder na — mas
sem exageros. Nas mesas, o
aparelho de jantar é compos-
to pelas belas porcelanas da
Royal Copenhague, e arran-
jos de flores completam o ce-
nário que convida ao bom
papo e à boa comida.
E como todo bom restau-
rante que serve a nova gas-
tronomia nórdica, o menu
do A|O|C não poderia deixar
de oferecer opções fei tas
com ingredientes locais, res-
Dentro do belíssimo Admi-
ral Hotel, bem próximo ao
Castelo de Amalienborg, en-
contra-se o Salt. O restauran-
te, comandado pelo chef Ras-
mus Möller Nielsen, tem car-
dápio inspirado na culinária
francesa. Mas seu maior te-
souro, na realidade, não é sua
boa comida. É a localização.
A casa faz parte do Admiral
Hotel, classificado com qua-
tro estrelas, e funciona num
antigo armazém de grãos, si-
tuado numa barreira centená-
ria construída para enfrentar
at aques i ngl eses. O sal ão
mantém a estrutura com gran-
de vigas de madeira, mas
com decoração moderna. À
mesa, pequenos potes com
três diferentes tipos de sal fa-
zem alusão ao nome da casa.
Bem em frente ao belíssimo
prédio da Ópera, a vista para
o porto é de tirar o fôlego, e
abre o apetite.
Dizem que o parque Tivoli,
com seus teatros e brinque-
dos, teria inspirado Walt Dis-
ney a criar seus parques temá-
ticos. Mas parece que o lugar
andou inspirando também os
saltando os frutos do mar, os
legumes e as frutas. A leveza
dos pratos e os sabores sur-
preendem quem lê o menu,
que muda constantemente.
As apresentações lúdicas e
divertidas chamam a aten-
ção. O rabanete com maçã e
pedacinhos de porco frito se
transforma numa pequena
trouxinha com uma textura
delicada, e os camarões com
maionese chegam à mesa
como se estivessem numa
ilha sobre pedras.
— Gosto de trabalhar com
texturas, e a minha inspira-
ção vem de lugares impor-
tantes para mim e das esta-
ções do ano. Mas nem tudo
precisa lembrar a natureza —
diz o chef Emborg.
Boa Viagem

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Divulgação
AMEAÇA AO FAMOSO: o salão agitado na Brasserie Nimb, comandada por ex-sous chef de René Redzepi
tras conferem certa privacida-
de às mesas. De uma janela é
possível observar a cozinha
do restaurante, e de outra —
essa que toma uma parede in-
teira — a vista é para as luzes
do parque e a entrada do ho-
tel.
O chef é famoso por rein-
ventar pratos clássicos da cu-
linária do país, com um to-
franceses do Guia Michelin. O
Herman, instalado dentro do
Hotel Nimb, que fica dentro
do parque, merece uma visi-
ta. Agraciado por uma estrela
na publicação, o restaurante
comandado pelo chef Tho-
mas Herman tem uma ar um
pouco mai s for mal que o
A|O|C. O salão em dois níveis
divide o ambiente, e as pilas-
que de sofisticação e sabores
marcantes. É o caso do lagos-
tim acompanhado de gotas
de gel de algas, ou dos famo-
sos bolinhos dinamarqueses,
que, na versão de Thomas
Herman, ganham sabor de
bacon e cebola. São delicio-
sos e viciantes. Para acompa-
nhar, a manteiga orgânica
que não falta em nenhum
restaurante da cidade.
Já a Brasserie Nimb, que
adota o nome do hotel que a
abriga, também vem rece-
bendo elogios. Recentemen-
te, um crítico chegou a ava-
liar a casa comandada por
Robert Jacobsson, um ex-
sous chef de René Redzepi,
do Noma, como uma amea-
ça aos restaurantes mais fa-
mosos da cidade, porque ser-
ve uma comida de qualida-
de equi parável a dos de-
mais, por preços mais acessí-
veis. O cardápio muda a ca-
da mês, e o ambiente com a
cozinha aberta é descontraí-
do. Vale conferir.
Ainda no Tivoli, o The Paul,
que funciona no Glass Hall
Theatre, tem uma estrela no
Guia Michelin. A casa é co-
mandada pelo inglês Paul
Cunningham, e fecha durante
o inverno, quando o chef viaja
pelo mundo em busca de ins-
piração para o cardápio, que
muda a cada duas semanas.
No menu, além de pratos refi-
nados, há diversos sanduí-
ches. O restaurante que já está
reaberto para a temporada de
primavera/verão.
LAGOSTIM COM GOTAS de gel de algas na mesa do Herman, no Tivoli
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Boa Viagem
Boa Viagem

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Boa Viagem
Orgânicos com
muitoorgulho
Luisa Valle
COLORIDO E
CAPRICHADO:
o ravióli
de legumes
no BioM é
envolto em
fina camada
de batata,
e vem
acompanhado
de folhas
e legumes
D
ifícil é entrar em
qualquer restauran-
te de Copenhague e
não encontrar ao
menos uma opção de suco or-
gânico no cardápio. A preocu-
pação com a alimentação sau-
dável é levada a sério pelos di-
namarqueses, que prezam pe-
la qualidade dos produtos que
são servidos às mesas. Veio
daí, inclusive, a base para o
conceito que deu origem à
chamada nova gastronomia
nórdica. O país é um dos pio-
neiros na produção de ali-
mentos orgânicos, como quei-
jos e manteigas; o frango orgâ-
nico da ilha de Bornholm, no
Mar Báltico; os cordeiro cria-
dos ao ar livre, próximo ao
mar do Norte, que serve como
tempero natural para a carne.
Não é à toa que alguns dos
restaurantes mais famosos de
Copenhague sejam orgânicos.
É o caso do BioM. Localizado
no centro da cidade, a simpá-
tica casa com decoração atual
se concentra em aproximar a
comida natural da gastronomia
moderna. A ideia, segundo
Heinz Lodahl, um dos proprie-
tários, é mostrar que ingredien-
tes orgânicos resultam em pra-
tos tão gostosos como os de ou-
tros restaurantes. Até a apresen-
tação é divertida. Um ravióli de
legumes vem caprichadamen-
te arranjado no prato, envolto
em massa com fina camada de
batata. Legumes e folhas acom-
panham, naturalmente.
Nos restaurantes de comida
orgânica, o que conta é a for-
ma de produção e a criação
dos víveres. No BioM, tudo é
extremamente fresco. O car-
dápio idealizado pelo chef co-
proprietário Brian Johansen
muda constantemente, con-
forme a época de cada produ-
to. E inclui, por exemplo, riso-
to de cogumelos com bacon
ou língua de vitela.
Outro restaurante de comida
orgânica popular é o Cap Horn,
em Nyhavn, ou novo porto. As
mesas são disputadas neste an-
tigo bar de marinheiros que
funcionava como prostíbulo no
século XVII. Apesar do clima de
taberna que confunde os mais
distraídos, o restaurante traba-
lha compratos preparados com
ingredientes orgânicos. Além
dos ovos, da farinha de trigo e
do leite, até o chá, a cerveja e o
vinho da casa são orgânicos.
Luisa Valle viajou a convite
do VisitDenmark
Ministério do
Turismo
Viajar por Sergipe é uma experiência de encher os olhos, sem esquentar a cabeça. Poucos lugares dão a oportunidade de desfrutar de
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Boa Viagem

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❁ COMO CHEGAR
De avião: A TAP voa do Rio
para Copenhague, com
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de R$ 1.980. Na Air France,
o voo saindo do Rio com
conexão em Paris tem tarifas
a partir de R$ 1.935. Pela
Iberia, a viagem a partir do
Rio com conexão em Madri
tem tarifas a partir de
R$ 1.843. Preços de ida
e volta, com taxas,
pesquisados para a segunda
quinzena de maio.
❁ RESTAURANTES
A|O|C: Mais novo endereço
a receber uma estrela do
Guia Michelin. Dronningens
Tværgade 2. Tel.(45) 3311-
1145.www.restaurantaoc.dk
Herman: O restaurante fica
dentro do Hotel Nimb,
no parque Tivoli.
Bernstorffsgade 5. Tel. (45)
8870-0020. www.tivoli.dk
Brasserie Nimb: Também no
hotel de mesmo nome,
comandado por um
ex-sous chef do Noma.
Bernstorffsgade 5. Tel. (45)
8870-0010. www.tivoli.dk
The Paul: Outro restaurante
estrelado que fica dentro do
Tivoli. Vesterbrogade 3.
Tel. (45) 3375-0775.
www.thepaul.dk
Salt: Fica dentro do Admiral
Hotel, e a vista para o porto
é imperdível. Toldbodgade
24-28. Tel. (45) 3374-
1444. www.saltrestaurant.dk
BioM: Ideia é aproximar
a comida natural da
gastronomia moderna.
Fredericiagade 78. Tel. (45)
3332-2466. www.biom.dk
Cap Horn: Por fora, nem
parece que a especialidade é
a comida orgânica. Nyhavn
21. Tel. (45) 3312-8504.
www.caphorn.dk
❁ PASSEIO
Tivoli: O parque onde ficam
o Herman e o The Paul tem
o maior aquário de água
salgada da Europa e acaba
de abrir para a temporada
de primavera/verão. Visitas a
partir das 11h. Ingressos a 75
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• gRáTiS 2º hóspede na mesma cabine dupla, sobre a Tarifa Tabela, exceto Reveillon e cruzeiros de Janeiro 2012. Promoção NãOcumulativa a outra, nemmesmo ao CostaClub. • DESCONTO50%para o 2º hóspede na mesma
cabine dupla, com base na tarifa vigente para cabines externas com varanda e suítes, somente para cruzeiros de Janeiro 2012. Condição não cumulativa a outras promoções, exceto CostaClub. | Todos os preços são por pessoa,
em cabine dupla, mencionados em Reais, para pagamento SEM ENTRADA, referindo-se somente à parte marítima, ao câmbio referencial de R$ 1,63 de 25/04/2011, sujeito à variação cambial na data do efetivo pagamento e à
confrmação de disponibilidade de cabines e tarifas. Taxas portuárias, de serviço e de assistência ao viajante não inclusas. | O DESCONTO DE 5% DO COSTA CLUB é aplicado só ao valor da parte marítima, por cabine, e para os
associados. | TARiFA PagueJá: exclusivo para reservas antecipadas. A oferta da tarifa PagueJá é limitada. Quando não mais disponível a Tarifa PagueJÁ, consulte a MelhorTarifa: disponibilidades e tarifas sujeitas a alteração sem prévio
aviso. Consulte as regras e condições específcas no site www.costacruzeirosvirtual.com.br | Não estão incluídos nos preços aqui publicados os impostos e taxas incidentes sobre o cruzeiro. | Consulte seu agente de viagens.
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de 10 e 19/julho e 7/outubro.
Cariocas nos
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Saídas 10 e 24/julho, 25/setembro, 6/novembro.
Passeios: Lisboa, Fátima, Óbidos, Madri, Toledo,
Barcelona, Mônaco e Montecarlo, Roma, Museus
Vaticanos, Basílica de São Pedro, Florença, Veneza com
gôndola, Verona, Paris, Palácio e Jardins de Versalhes.
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Cariocas em Lisboa,
Madri e Paris 13 dias
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San Sebastian, Paris, Palácio e Jardins
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Cariocas no
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A CVC é a maior operadora de turismo da América Latina e a líder na preferência dos brasileiros.
Cariocas na Itália 14 dias
Saídas 23/maio, 11 e 25/julho,
12/setembro e 10/outubro.
Visitando: Milão, Verona, Veneza com
passeio de gôndola, Florença, Assis,
Roma, Museus Vaticanos, Roma Barroca,
Nápoles e Costa Amalfitana.
À vista R$ 8.460, ou 10x R$ 846,
Base € 3.508, em apartamento duplo.
Preço para saída 23/maio.
Cariocas na Turquia 13 dias
Saída 3/setembro.
Visitando Istambul, Palácio de Topkapi, Mesquita
Azul, Mercado de especiarias e Grand Bazar,
Bósforo com cruzeiro, Ancara, Hierápolis e Bursa.
À vista R$ 8.170, ou 10x R$ 817,
Base € 3.388, em apartamento duplo.
Preço para saída 3/setembro.
Cariocas no Egito 11 dias
Saída 27/outubro
Visitando: Cairo. Luxor, cruzeiro pelo Rio Nilo, Esna,
Edfu, Kom Ombo, Aswan.
À vista R$ 7.540, ou 10x R$ 754,
Base US$ 4.458, em apartamento duplo.
Preço para saída 27/outubro.
Cariocas na
Índia com Dubai 13 dias
Saídas 7/julho e 8/setembro.
Visitando Delhi, Jaipur, Agra, Jhansi,
Orchha, Khajuraho, Varanasi, Dubai
com safári no deserto.
À vista R$ 11.240, ou 10x R$1.124,
Base US$ 6.648, em apartamento duplo.
Preço para saída 7/julho.
Cariocas na
África do Sul 11 dias
Saídas 16/julho e 19/novembro.
Visitando Cidade do Cabo; península
do Cabo da Boa Esperança: cruzeiro
à Ilha das Focas; praia de Boulders Beach
(praia dos pinguins), Pretória; safári em
jeep 4x4 nas savanas do Kruger Park;
Canyon do Blyde River.
À vista R$ 6.550, ou 10x R$ 655,
Base US$ 3.878, em apartamento duplo.
Preço para saída 19/novembro.
Cariocas em Dubai,
Cairo e Jordânia 13 dias
Saídas 28/junho, 12/julho e 13/setembro.
Visitando: Dubai, passeios pelos principais pontos
turísticos e Desert Safari. Visita a cidade do Cairo.
Na Jordânia, city tour panorâmico pela cidade
de Amman. Consulte outros passeios inclusos.
À vista R$ 10.320, ou 10x R$ 1.032,
Base US$ 6.108, em apartamento duplo.
Preço para saída 28/junho.
Cariocas na
China com Dubai 16 dias
Saídas 2 e 30/junho, 14/julho, 8/setembro
e 6/outubro.
Visitando na China: Praça Tiananmen, Palácio
Imperial, Palácio de Verão, fazenda de cultivo de
pérolas, show de acrobacias, A Grande Muralha,
Tumba Ming, Caminho Sagrado, hutongs, Ninho
do Pássaro, Cubo d´Água, Guerreiros de Terracota,
Pagoda do Ganso Selvagem, Muralha da Cidade,
Show de dança da Dinastia Ting, Pearl TV Tower,
Jardim Yuyuan, Templo do Buda de Jade, Pier,
povoado de Zhujiajiao, meio dia de passeio pela
ilha de Hong Kong e passeio noturno em barco
em Hong Kong. Em Dubai, passeio aos principais
pontos turísticos da cidade e Desert Safári.
À vista R$ 11.800, ou 10x R$ 1.180,
Base: US$ 6.988, em apartamento duplo.
Preço para saída 2/junho.
Cariocas em Portugal 11 dias
Saídas 9/julho, 10/setembro, 5/novembro.
Visitando a cidade do Porto, Adega de vinho
em Porto, passeio de barco pelo rio Douro,
Santiago e Lisboa.
À vista R$ 7.220, ou 10x R$ 722,
Base € 2.998, em apartamento duplo.
Preço para saída 10/setembro.
Cariocas em Londres,
Vale do Loire e Paris 15 dias
Saídas 6 e 20/julho, 7/setembro.
Visitando Londres, Castelo de Windsor
(com entrada), Rouen, Saint Michel, Angers,
Tours, Paris e Palácio e jardins de Versalhes.
À vista R$ 8.500, ou 10x R$ 850,
Base € 3.528, em apartamento duplo.
Preço para saída 7/setembro.
Cariocas nas
Capitais Europeias 15 dias
Saídas 14/julho e 5/outubro.
Visitando: Roma, Museus Vaticanos,
Basílica de São Pedro, Paris, Palácio e
Jardins de Versalhes, Londres e Windsor.
À vista R$ 9.370, ou 10x R$ 937,
Base € 3.888, em apartamento duplo.
Preço para saída 14/julho.
Cariocas na Grécia 13 dias
Saídas 17 e 31/julho e 18/setembro.
Visitando: Atenas, Myconos, Santorini,
cruzeiro de 3 dias pelas Ilhas Gregas
e Turquia em cabine externa.
À vista R$ 8.360, ou 10x R$ 836,
Base € 3.468, em apartamento duplo.
Preço para saída 18/setembro.
Cariocas na
Escandinávia 14 dias
Saída 7/julho.
Visitando: Copenhague, Oslo, Bergen,
e Estocolmo.
À vista R$ 9.920, ou 10x R$ 992,
Base € 4.118, em apartamento duplo.
Preço para saída 7/julho.
Cariocas no
Leste Europeu 13 dias
Saídas 15/julho, 5/agosto e 8/setembro.
Visitando: passeio de Barco pelo Danúbio,
Goulash Party, Budapeste, Viena,
Palácio Schonbrunn, Praga, Praga Santa,
Berlim, Postdam e visita a um dos
Palácios Reais de Postdam.
À vista R$ 7.080, ou 10x R$708,
Base € 2.938, em apartamento duplo.
Preço para saída 5/agosto.
Cariocas na
Inglaterra e Escócia 16 dias
Saídas 17/julho e 11/setembro.
Passeios por Londres, Chester, Liverpool, Glasgow,
Edimburgo, York e Castelo de Windsor.
À vista R$ 9.370, ou 10x R$ 937,
Base € 3.888, em apartamento duplo.
Preço para saída 11/setembro.
Cariocas em Orlando 14 dias
Saída 21/julho.
Passeios: traslados e ingressos para os parques
Magic Kingdom, Epcot, Disney´s Hollywood
Studios, Animal Kingdom, Blizzard Beach, Typhoon
Lagoon, Universal Studios, Islands of Adventure
e Sea World; passeios noturnos em CityWalk
e Downtown Disney (sem ingressos nas casas
noturnas); 1 tour compras (com 2 paradas)
e 1 jantar no Planet Hollywood.
À vista R$ 5.800, ou 10x R$ 580,
Base US$ 3.438, em apartamento quádruplo.
Preço para saída 21/julho.
Consulte preços e inclusões para as saídas
de 10 e 19/julho e 7/outubro.
Cariocas nos
Clássicos Europeus 22 dias
Saídas 10 e 24/julho, 25/setembro, 6/novembro.
Passeios: Lisboa, Fátima, Óbidos, Madri, Toledo,
Barcelona, Mônaco e Montecarlo, Roma, Museus
Vaticanos, Basílica de São Pedro, Florença, Veneza com
gôndola, Verona, Paris, Palácio e Jardins de Versalhes.
À vista R$ 11.540, ou 10x R$ 1.154,
Base € 4.788, em apartamento duplo.
Preço para saída 25/setembro.
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Tudo em até 10x sem juros e sem entrada. Aproveite e compre já.
18

Boa Viagem
UMJANTARMARCADOLANCEALANCE
Fotos de Sally Ryan/The New York Times
O CHEF GRANT Achatz (à direita) na cozinha do Next: mesa por US$ 3 mil
UM DOS PRATOS do cardápio atual, inspirado em Paris em 1906
Emma G. Fitzsimmons • DO NEW YORK TIMES
I
nspirando-se tanto nos cambistas do estádio de beisebol Wrigley Field, o campo
do Chicago Cubs, quanto nas lojas de penhores, obcecados por dinheiro e co-
mida em Chicago iniciaram um comércio frenético de entradas para um novo
restaurante comlances que, empelo menos umcaso, chegarama US$ 3 mil, para uma
mesa perto da cozinha. A causa destes leilões amadores on-line no Craigslist e em
outros sites é o Next, a nova casa do chef celebridade local, Grant Achatz, do aclamado
Alinea. O Next não faz reservas pelo telefone, apenas pelo seu site. Assim, disputam-se
refeições, com tudo incluído, por preços que começam entre U$ 45 e US$ 75.
É este valor inicial que levou
a uma guerra de lances entre
comensais ansiosos em provar
um menu que exige um dicio-
nário de gastronomia (um dos
pratos é o caneton rouennais à
la presse, par example) para
ser melhor apreciado. Como
noticiado no site Eater.com,
dúzias de bilhetes foram ofere-
cidos para a revenda, a preços
que vão de US$ 500 (mesa pa-
ra dois, em uma quarta-feira,
às 21h30m) até um valor seis
vezes maior, para uma mesa
para seis, praticamente encos-
tada no chef (mas este vende-
dor recuou e preferiu manter a
sua reserva).
O restaurante, que fica em
um distrito em rápido desen-
volvimento a oeste do Centro
de Chicago, vai mudar o menu
a cada três meses para um di-
ferente tipo, ou era, da culiná-
ria. O atual tem como inspira-
ção Paris em 1906. Os preços
também variam de acordo
com a noite e a demanda. É
algo que Achatz gosta de ele-
var a preços de passagem aé-
rea (embora a comida certa-
mente não seja de avião).
Um aviso no site do restau-
rante diz que as entradas são
“completamente transferí-
veis” — embora advirta que
“vender os bilhetes por pre-
ços muito maiores do que seu
valor inicial talvez seja ilegal”.
Mais de 20 mil pessoas regis-
traram seus e-mails no site pa-
ra serem notificados de me-
sas disponíveis, levando os
proprietários do Next a limi-
tar as vendas a somente duas
mesas por pessoa.
Achatz, cuja história pes-
soal inclui a superação de um
câncer, prefere não chamar
tanto a atenção para a quali-
dade excelente da comida do
restaurante. Ele diz que está
mais entusiasmado com o po-
tencial de variação de preços
e a economia de trabalho que
a marcação de reservas com-
putadorizada permite. E em-
bora afirme que esteja surpre-
so com atividade dos cambis-
tas, o chef não necessaria-
mente a desaprova.
— Você quase tem de dizer
“que bom para eles” — reco-
nhece. — Mas nós não ganha-
mos mais dinheiro por isso.
Next: 953 W Fulton Market.
www.nextrestaurant.com
Boa Viagem

19
Um chef em
ascensão
A última edição da
sempre polêmica lista de
melhores restaurantes do
mundo, divulgada sema-
na passada, botou Grant
Achatz no topo entre os
chefs dos Estados Uni-
dos. Ele ficou na sexta
colocação geral, à frente
de figurões como Tho-
mas Keller, com quem
trabalhou no início da
carreira, e os franceses
Daniel Boulud e Jean-
Georges. Na realidade,
Achatz foi além: para os
jurados da revista “The
Restaurant”, que organi-
za a lista, o Alinea, em
Chicago, é o melhor res-
taurante fora da Europa.
Chef e dono da casa
de fachada discreta, que
ostenta três estrelas Mi-
chelin, Achatz é um cozi-
nheiro em ascensão. Se-
guidor da linha pós-mo-
derna de Ferran Adriá, já
recebeu prêmios de “me-
lhor dos EUA” por publi-
cações, como a revista
“Gourmet”, e entidades,
como a James Beard
Foundation (organização
não governamental dedi-
cada à divulgação da gas-
tronomia americana).
O menu degustação,
em 21 etapas, custa US$
195, e tem receitas como
a chao tom, que combina
açúcar, camarão e men-
ta, e um rolinho primave-
ra de barriga de porco —
todas com linda apresen-
tação. Ao lado de Barack
Obama, Achatz ajudou a
botar Chicago emevidên-
cia —pelo menos no uni-
versos dos apreciadores
da boa mesa. Sei de pes-
soas que visitaram a cida-
de só para comer no Ali-
nea (www.alinea-restau
rant.com).
● BRUNO AGOSTINI
20

Boa Viagem
AFLUENTE DO RIO
Preguiças visto a
partir do farol:
mirante com vista
privilegiada
Boa Viagem

21
RIO DE EMOÇÕES
Fotos de Bruno Agostini
A ESCADARIA que conduz ao alto do farol, no povoado de Mandacaru, quase na foz
ARTESANATO
de palha de
buriti, também
reproduzido
na página
ao lado, à
esquerda
PERIQUITO na
casa da
família Dias:
parada para
água de coco
Bruno Agostini • BARREIRINHAS, MA
S
empre me perguntam qual é o melhor período para se visitar
os Lençóis Maranhenses. A resposta está na ponta da língua:
vá entre maio e setembro, talvez em abril, ou, no mais tardar,
em outubro, com as lagoas cheias. Se possível, acrescento: vá em junho,
quando, além das águas absurdamente claras, há os lindos festejos de
São Luís, ponto de chegada ou de partida mais comum dos viajantes
nestas paragens. É preciso reconhecer que as lagoas de água doce e
transparente são, de longe, a principal atração do pedaço. Mas o que
pouca gente sabe é que existe um lado B dos Lençóis, menos badalado
e tão bonito quanto. Para muitos turistas, o Rio Preguiças, que margeia a
cidade de Barreirinhas, é um obstáculo, vencido por travessia de barca,
no caminho para se chegar às lagoas. Ou, ainda, apenas o caminho para
se chegar a Atins e Caburé, vilarejos que ficam em sua foz. Mas o Pre-
guiças é muito mais que isso. Tem igarapés, comunidades ribeirinhas
que produzem rico artesanato usando a fibra do buriti, margens com
vegetação exuberante, animais coloridos e águas calmas, limpas e per-
feitas. Explorar essas virtudes fluviais é tão gostoso quanto visitar as la-
custres, acredite. Não falta o que fazer no Preguiças: observar os animais,
mergulhar nas águas de temperatura amena, comer nos bons restauran-
tes que o margeiam, visitar os artesãos e as casas de farinha, subir as
escadas do farol para curtir o visual alucinante... Em meu passeio por lá,
eu me lembrei de Paulinho da Viola: “Foi um rio que passou em minha
vida, e meu coração se deixou levar”.
22

Boa Viagem
NoCantodeAtins, umareceitadecamarãosecretaedeliciosa
Fotos de Bruno Agostini
O FAROL
PREGUIÇAS,
quase na foz
do rio de
mesmo nome:
instalado em
1940, tem
170 degraus
e bela vista
POVOADO DE
MANDACARU:
crianças
recebem
visitantes
cantando
“O xote das
meninas”
A
vida selvagem exi-
ge al guns cui da-
dos. Por exemplo:
ao comprar o seu
coco na casa da família Dias,
na pequenina localidade de
Vassouras, às margens do Rio
Preguiças, fique muito atento.
Algum macaco-prego pode
pegar a fruta e correr para a
mata. Pior é se for uma câme-
ra fotográfica, ou uma cartei-
ra. Portanto, não descuide
dos objetos pessoais, espe-
cialmente os mais leves (e ca-
ros). Ele pode não querer de-
volver. No fim das contas, as
travessuras dos animais aca-
bam sendo um dos pontos
mais divertidos da visita ao lu-
gar, habitado por muitos ou-
tros bichos, como periquitos,
garças e corujas.
— Os animais vivem na ma-
ta, mas se acostumaram com
o contato com os humanos. O
Ibama esteve aqui e disse que
não ameaçamos as espécies,
mas pedirampara não darmos
mais comida para os maca-
cos. Só que eles são abusados
e roubam — conta Ana Lúcia
Gomes Dias, que há dez anos
vive ali com o marido, Nalber-
to Ribeiro Dias.
Além dos animais silvestres,
há patos com filhotes peram-
bulando pelo chão de areia. O
lugar é uma
parada estra-
t égi ca para
matar a sede
com água de
coco ou cer-
veja, no ca-
minho entre
Barreirinhas
e a f o z d o
Preguiças.
M e l h o r
ainda é mer-
gul har nas
á g u a s d e
temperatura
perfeita, nem quentes nem
frias, e sempre muito limpas: a
praia fluvial de Vassouras é
tão deliciosa quanto as famo-
sas lagoas. Entre um gole e um
mergulho, admire as roupas e
os acessórios artesanais vendi-
dos por Ana Lúcia, produzi-
dos com fibra de buriti, um ti-
po de palmeira da região.
O povoado de poucas casas
geralmente é uma das paradas
no passeio de barco até a foz
do Preguiças. Mesmo que não
esteja no roteiro, peça para o
piloto fazer uma escala. Vale a
pena pelos bichos, pela sim-
patia da família, pela cerveja
gelada diante do visual privile-
giado e, principalmente, pelo
banho de rio, que é redentor.
Sem falar na fileira de redes à
sombra. Mas Vassouras é só
uma etapa. A razão última
deste passeio seria a foz, e o
farol que está perto dela. De-
pois das excursões pelas la-
goas, o roteiro rio abaixo é o
favorito dos visitantes que es-
tão em Barreirinhas.
Chamado de Farol Pregui-
ças de Mandacaru, a instala-
ção da Marinha foi batizado
dessa maneira por ficar em
uma localidade que leva o no-
me do cacto. Talvez seja por is-
so que, assim que o barco an-
cora no modest o cai s, as
crianças venham correndo,
em troca de algum dinheiri-
nho, apresentar o seu repertó-
rio, não tão afinado assim,
mas de uma beleza rara. Pelo
menos para quem, como eu,
acha que criança cantando é
sempre bonito:
— Mandacaru quando fulo-
ra na seca é o sinal que a chu-
va chega no sertão...
E dá-lhe Luiz Gonzaga com
“O xote das meninas”. A peti-
zada vai ficar feliz se você tirar
umas fotos — e também pagar
um guaraná Jesus e um copi-
nho de sorvete, na lojinha que
fica à entrada do farol. Do ou-
tro lado da rua, se é que po-
demos chamar assim o cami-
nho de areia, funciona uma
loja de peças de artesanato
confeccionados com palha de
buriti, como quase tudo o que
é feito na região.
A visita ao farol propria-
mente dito, que parece vesti-
do de presidiário, por ser pin-
tado com listras pretas e bran-
cas, seria absolutamente dis-
pensável, se não fosse por um
detalhe: a vista que se tem lá
do alto, e a simpatia dos ma-
rinheiros que tomam conta
do lugar (como já deu para
notar, sim, são muito simpáti-
cos os moradores dos Lençóis
Maranhenses). Vale a pena
encarar os cerca de 170 de-
graus que levam até lá em ci-
ma. Vemos o mar, os rios, os
campos cheios de buritis e
açaizeiros (chamados de ju-
çara), as dunas.
Apesar da imponência do
farol, instalado em 1940, com
os seus 35 metros de altura, a
principal atração dessa por-
ção dos Lençóis está um pou-
co mais adiante. Mais precisa-
mente no vilarejo conhecido
por Canto de Atins: trata-se do
camarão da Luzia, uma pre-
ciosidade não incluída no
passeio de barco.
A receita é um segredo. Na
Boa Viagem

23
BOLSAS feitas
com buriti
(acima): palha
é trabalhada
por artesãos
como Ana
Lúcia Gomes
(à esquerda)
UM RANCHO DE PESCADORES na margem tranquila do Rio Preguiças
realidade, o que está guarda-
do a sete chaves são os ingre-
dientes do tempero. Em resu-
mo, o crustáceo, aberto ao
meio, é marinado em uma
mistura com base de urucum,
limão, manteiga de garrafa e
alho (segundo suspeitam os
frequentadores). Depois, ele é
acomodado gentilmente na
grelha posta sobre a brasa for-
te, que assa os camarões no
ponto perfeito.
O tal passeio de barco nor-
malmente prevê almoço em
algum dos restaurantes de Ca-
buré, na foz do Preguiças. Mas
quer saber qual é a boa? Fique
em Atins, pelo menos uma
noite. Lá tem praia, dunas e la-
goas, tudo junto, tudo lindo.
Também é possível se hospe-
dar em Caburé, mas não é tão
bonito quanto Atins, do outro
lado do rio. Nem tem o cama-
rão da Luzia...
Se o passeio rio abaixo é
um programa clássico, o mes-
mo não se pode dizer dos ro-
teiros que sobem o Rio Pre-
guiças, passando pelos po-
voados de Tapuio (leia no box
abaixo) e Marcelino, que co-
meçam a entrar nos roteiros
de operadoras especializadas
em aventura e natureza, co-
mo a Pisa Trekking e a Fre-
eway. Em Marcelino, dá uma
ponta de orgulho de ser bra-
sileiro, ao encontrarmos uma
comunidade unida e organi-
zada, que cuida da natureza
ao redor e faz dela, de manei-
ra sustentável, o seu meio de
vida, em atividades como a
criação de tambaquis ou na
extração de fibra de buriti pa-
ra o artesanato.
— Tirar a palha do buriti dá
trabalho. Temos que subir até
o topo e cortar com muito
cuidado, para não matar a
planta. E só fazemos isso a ca-
da três meses, temos uma ta-
bela de controle — explica
Sonia Maria Batista Cabral, de
40 anos, vice-presidente da
Cooperativa dos Artesãos dos
Lençóis Maranhenses, que
reúne pessoas de dez comuni-
dades diferentes.
O trabalho cuidadoso dos
artesãos de Marcelino, que in-
tegra os projetos Artesanato
em Fibra de Buriti, do Sebrae
do Maranhão, e o Projeto Ta-
lentos do Brasil, vem chaman-
do a atenção do mundo da
moda. A ponto de o estilista
mineiro Renato Lourenço ter
desenhado algumas peças
para eles, que participaram
da última edição do Rio-à-
Porter. Marcelino é um mode-
lo de comunidade. E indo
contra ou a favor da corrente-
za, o passeio pelo Rio Pregui-
ças mostra que os Lençóis
Maranhenses são muito mais
que apenas uma bela cole-
ção de lagoas.
Histórias na casa de farinha
Visitar uma casa
de f ar i nha ger al -
mente é uma expe-
riência interessan-
te. Mas se ela esti-
ver na beirada de
um rio de água de-
liciosa, o programa
fica imperdível. Se,
além disso, a pes-
soa que recebe os
v i s i t ant es t em a
simpatia e a sabe-
doria de Maria José
Diniz Araújo (na fo-
to ao lado), de 63
anos, aí, então, o
pas s ei o s e t or na
mais que obrigatório.
— Fazemos a farinha co-
mum e a d’água, que é
mais grossa. Ela leva esse
nome porque, depois de ra-
larmos a mandioca, e antes
de levarmos ao fogo para
tostar, deixamos a massa
por três dias dentro do rio
— explica Maria.
Ela não se limita a falar
apenas sobre a produção
de farinha de mandioca.
Conta histórias da região, e
ainda explica como se faz
o chamado bolo de goma,
uma iguaria típica que leva
pol vi l ho azedo, coco e
uma pitada de sal.
— Esse doce é servido
na Festa de São Gonçalo.
Pena que hoje não tem,
vocês iam adorar — diz
Maria José.
24

Boa Viagem
Umpasseioboêmio
aoredor daduna
F
o
t
o
s
d
e
B
r
u
n
o
A
g
o
s
t
i
n
i
PÔR DO SOL atrás da imensa duna que marca a paisagem da cidade de Barreirinhas, que fica às margens do Rio Preguiças
FORRÓ FLUTUANTE em bar que funciona num barco atracado
C
idades cortadas ou
às margens de rios,
há muitas, no mun-
do inteiro. Mas com
uma duna imensa, bem na
área central, é mais difícil.
Pois Barreirinhas tem uma
imensa e bela montanha de
areia, colada ao Rio Pregui-
ças, que mesmo na zona urba-
na é limpo e muito agradável
para um mergulho. Coisa que
que os nativos fazem costu-
meiramente no fim do dia, di-
ferentemente dos turistas, que
não são muito chegados a um
banho ali — e não sabem o
que estão perdendo.
Também estão à beira-rio
os bares com música, que fi-
cam cheios nas noites dos
fins de semana, feriados e fé-
ri as escol ares brasi l ei ras.
Quase todos têm shows de
música, o que pode ser um
tormento para uns, e diverti-
díssimo, para outros, depen-
dendo do humor. No caso do
meu grupo, que estava bem
animado, foi ótimo. Em pri-
meiro lugar, porque o músico
era bom. Em segundo, o re-
pertório era interessante, com
MPB e rock. E o rapaz ainda
atendia aos nossos pedidos,
escritos em papel, ou gritados
nos intervalos entre uma mú-
sica e outra — como o clás-
sico “Toca Raul!”.
De lá seguimos o Preguiças,
caminhando pela areia, e con-
tornando a duna. Já víamos as
luzes, algumas delas colori-
das. O destino? Um bar, que
na realidade é um barco an-
corado, o último sopro de
boemia na cidade naquela
noite de quinta-feira. O reló-
gio marcava umas 23h30m
quando pagamos o ingresso
(R$ 5 para os homens, e R$ 3
para as mulheres).
Boa Viagem

25
Lá dentro, nos esperava
uma daquelas experiências
antropológicas do tipo ame-
a ou deixe-a. Nós gostamos.
A cerveja estava gelada e a
casa, não muito cheia. Turis-
tas? Apenas uns quatro ou
cinco estrangeiros. O restan-
te eram locais, que nos olha-
vam intrigados em saber o
que fazia ali aquele grupo de
pessoas de fora. Logo que
chegamos, a música estava
ruim de dar dó. Era aquele
forró com teclados, acelera-
do, com letras cheias de pi-
cardia. Mas não tinha senti-
do reclamar, fazia parte da
experiência, e não deixava
de ser engraçado.
Mas resolvemos tentar a
sorte: “Toca Luiz Gonzaga!”,
pedimos, quase em unísso-
no, sem muita esperança de
sermos atendidos. Mas não é
que o sujeito que tocava no
bar-barco arrumou uma san-
fona, e o set list melhorou
cons i der avel ment e, pas-
seando pelos maiores clássi-
cos do Rei do Baião, com di-
rei t o a hi t s de Domi ngui-
nhos? Como não adorar um
bar desses?
Bons pratos à beira do rio
Com exceção do imbatí-
vel camarão da Luzia, em
Atins, os melhores restau-
rantes da região ficam às
margens do rio. O Bambaê
não apenas é o mais boni-
to e agradável, mas é um
dos mais animados, com
festas e shows nos fins de
semana. Funciona num
casarão rústico, de madei-
ra e palha, bem de frente
para o Preguiças, com di-
reito a cais para embarque
e desembarque e, o que é
melhor, um trampolim. A
comida também é a me-
lhor, com uma proposta
que mescla referências e
receitas regionais com al-
guma criatividade e in-
fluência internacional.
Out ro endereço que
combina boa comida com
ambiente agradável é o res-
taurante da Pousada Murici,
voltado às especialidades
regionais, como o filé de
pescada-amarela com mo-
lho de camarão, a caldeira-
da de camarão, o baião de
dois e a carne de sol.
PEIXE COM
MOLHO de
camarão no
restaurante
da Pousada
Murici
RESERVE CORPUS CHRISTI
26

Boa Viagem
OestedeLençóis
émenos explorado
Fotos de Bruno Agostini
A LAGOA DO PARAÍSO com baixo nível de água, em novembro: melhor período para visitar começa em maio
PARA SE
CHEGAR
ao Parque
Nacional
dos Lençóis
Maranhenses
é preciso ir
de 4x4 em
uma pequena
aventura que
cruza riachos
e passa por
estradas
de areia
P
or mais que o Rio
Preguiças seja far-
to em atrações na-
turais, não faz mui-
to sentido ir até os Lençóis
Maranhenses para ver as la-
goas vazias — existem algu-
mas perenes, mas ficam bai-
xas, e o cenário não é tão be-
lo e exuberante. Esses aquá-
rios de água doce, clara e de
temperatura amena são o filé
mignon do pedaço, uma das
paisagens mais lindas e dese-
jadas do Brasil, com todos os
méritos. Bom para quem pla-
neja uma viagem ao Mara-
nhão é saber que começa
exatamente agora, em maio,
o período perfeito para se vi-
sitar a região, que está com
as lagoas cheias até por volta
de agosto, quando elas co-
meçam a esvaziar. As cons-
tantes chuvas do início do
ano já se foram, deixando o
nível da água em seu ponto
mai s al t o, real çando — e
muito — a beleza do lugar.
A maioria dos turistas ex-
plora pouco a região, limitan-
do-se a visitar as lagoas mais
próximas de Barreirinhas em
passeios feitos em grupos nu-
merosos — a Lagoa da Pregui-
ça foi batizada assim por ser a
de acesso mais simples, e
também por causa disso, uma
das mais visitadas. Dá para
apreciar a formosura quase
inacreditável do local e des-
cobrir como é deliciosa a
água doce no meio de um
mar de areia. Mas para sentir
o verdadeiro impacto da bele-
za única dos Lençóis Mara-
nhenses é preciso fazer um
voo panorâmico em mono-
motor a partir de Barreirinhas
(o programa custa R$ 180 por
pessoa, e garante as melhores
fotos do lugar). Ou então, ir
além das lagoas mais próxi-
mas da “capital dos Lençóis
Maranhenses”, tendo como
base de apoio o povoado de
Santo Amaro do Maranhão, a
porta de entrada oeste do Par-
que Nacional, com modesta
estrutura de hospedagem e
alimentação. Mas, em com-
pensação... a paisagem, além
de ser mais bela (as dunas
são maiores, e as lagoas têm
águas ainda mais claras), não
recebe centenas de visitantes
diariamente. Pouca gente, pe-
lo menos por enquanto, se
aventura por aquelas bandas.
Não podemos nos esquecer:
as ruas são de areia.
A partir de Santo Amaro é
possível fazer travessias a pé
com duração de até quatro
dias, seguindo no sentido les-
te, em direção a Atins. Vá
sempre com auxílio de guias
locais, porque a paisagem
muito parecida dificulta a lo-
calização, e só quem conhece
bem a região é capaz de se
orientar. Mas, para explorar as
belezas do parque, não é pre-
ciso encarar as dunas com ta-
manho espírito de aventura e
preparo físico. É possível subir
em carros 4x4 para percorrer
as trilhas que levam a alguns
povoados localizados dentro
dos limites da área de preser-
vação ambiental, como Quei-
mada dos Britos, Atins e Ca-
sante, e também para algu-
mas lagoas como a da Gaivo-
ta, a maior dos Lençóis e uma
das mais lindas, a cerca de 30
minutos a partir de Santo
Amaro do Maranhão.
De cinco anos para cá, os
visitantes começaram a ter al-
guma estrutura de hospeda-
gem e alimentação, com a
inauguração de pequenas
pousadas (com cama limpi-
nha, banho e restaurante). O
melhor endereço, tanto para
comer quanto para dormir, é
o número 14 da rua Osvaldo
Cruz, na Pousada Água Doce,
que também tem um restau-
rante, simples como ela, mas
capaz de servir um já famoso
camarão grelhado — e tam-
bém especialidades locais,
como cabrito no leite de co-
co e galinhada. Apesar de es-
tar perto do mar e cortada
por rios abundantes em pei-
xes, a cultura de fazenda é
muito comum na região, daí
haver muitos pratos típicos da
roça e até uma vaquejada,
que acontece em julho, movi-
mentando ainda mais a cida-
de de Barreirinhas.
Boa Viagem

27
Diversão
fluvial
Alémdo Preguiças, ou-
tros rios garantem a diver-
são fluvial nos Lençóis
Maranhenses — isso sem
falar nos igarapés que
cortam a região. O mais
famoso desta turma é o
Rio Cardosa, que está a
cerca de 35 quilômetros
de Barreirinhas. Ali, sim, a
preguiça toma conta dos
visitantes, que não preci-
samfazer nada, basta dei-
xar a boia descer rio abai-
xo, calma e lentamente.
Outras localidades da
região, que é muito irriga-
da, também apresentam
cada qual o seu agradá-
vel curso d’água. Assim
como Barreirinhas, Santo
Amaro do Maranhão tam-
bém tem a sua Rua Beira-
Rio — e nela também es-
tão boa parte dos bares,
restaurantes e pousadas.
Perto dali fica o povoado
de Betânia, um dos bons
passeios a serem feitos a
partir de Santo Amaro.
Uma das atrações do lu-
gar é o Rio Alegre, deli-
cioso para um banho.
O povoado de Canto
de Atins também tem o
seu riozinho gostoso, no
qual navegamturistas em
embarcações rústicas,
embaladas pelas velas —
com sorte, é possível ver
uma revoada de guarás.
O passeio é feito no fim
de tarde, para coincidir
com o pôr do sol, essa
sim uma qualidade uni-
forme em qualquer lugar
dos Lençóis Maranhen-
ses: de qualquer lugar, é
sempre lindo.
28

Boa Viagem
Vassouras
Lençóis
Maranhenses
Barreirinhas
Atins
Canto
de Atins
Casante
Queimada
dos Britos
Santo Amaro
do Maranhão
Mandacaru
São Luís
Vassouras
Caburé
R
io
P
re
g
u

a
s
Oceano Atlântico
(260 km)
(Parque Nacional)
MA
402
Emvez deforró, arraiais juninos noMaranhãotêmcacuriáeboi
V
ocê pode querer ou
precisar visitar o
Maranhão em ou-
tras épocas do ano.
Mas o mês perfeito é o de ju-
nho. É a época de esplendor
maior das lagoas dos Lençóis
Maranhenses, abastecidas pe-
las chuvas. Além disso, é tem-
pos de festejos de São João
em São Luís, que é ponto de
partida ou chegada de quase
todos os turistas que passeiam
pelo estado.
Em todo o Nordeste, o São
João é festejado com muita
animação. Mas em nenhuma
capital há tanta farra como
em São Luís. Farra, e não for-
ró, porque ali são outros os
ritmos que comandam a fes-
ta, como o tambor de criou-
la, o cacuriá e os diferentes
sotaques do boi. São cinco:
mat raca, o mai s popul ar,
também conhecido como
sotaque da ilha; zabumba,
que reflete a influência afri-
cana; orquestra, que apre-
senta influências europeias,
e os sotaques da baixada e
costa de mão.
Os arraiais se espalham por
toda a cidade, e o mais impor-
tante deles é promovido no
Ceprama (Centro de Produ-
ção de Artesanato do Mara-
nhão), um dos pontos de visi-
ta da cidade, bem perto do
Centro Histórico. Apesar do
estado precário das constru-
ções, o Centro ainda merece
atenção, pelo seu casario pre-
cioso. Como brincadeira nun-
ca é demais, julho, período de
férias escolares, é o mês do
Vale Festejar, uma micareta
bovina que embala as madru-
gadas da cidade.
Bruno Agostini viajou a con-
vite do Sebrae
❁ COMO CHEGAR
De avião: A TAM tem voos
diretos entre o Rio e São Luís,
com saída às 23h e chegada
às 2h20m, e retorno às 3h com
chegada às 6h30m, a partir de
R$ 473. A Gol também tem voos
diretos entre as duas capitais,
com saída às 21h30m e chegada
à 1h, e retorno às 3h20m com
chegada às 6h40m. O bilhete
custa a partir de R$ 691.
Preços de ida e volta, com taxas,
pesquisados para a segunda
quinzena de maio.
De carro: De São Luís para
Barreirinhas são 257
quilômetros, seguindo pela MA-
402. O carro alugado é pouco
usado quando você estiver na
cidade, onde todas as atrações
estão ao alcance de um passeio
a pé, mas o veículo garante mais
conforto na ida e na volta. Várias
empresas também providenciam
o transporte a partir de São Luís,
e podem ser contratadas pelo
hotel em que você for se
hospedar. Também é possível
ir no ônibus da viação Cisne
Branco (www.cisnebranco
turismo.com.br), que faz o
trajeto em quatro horários por
dia: 6h, 8h45m, 14h e
19h30m, a ida, e 6h, 9h, 14h
e 18h30m, a volta. Ambos os
trechos custam R$ 28.
❁ ONDE FICAR
BARREIRINHAS
Pousada Murici: Diárias a partir
de R$ 105. O restaurante também
é um dos melhores da cidade.
Rua Domingos Carvalho 590.
Tel. (98) 3349-1192.
www.pousadamurici.com.br
Porto Preguiças Resort: Diárias a
partir de R$ 315. Tel. (98) 3349-
6050. www.portopreguicas.com.br
Resort Lençóis Maranhenses:
Diárias a partir de R$ 222.
Rua Anacleto Carvalho, Cruzeiro.
Tel. (98) 3349-1139.
www.lencoisresort.com.br
ATINS
Pousada Rancho do Buna:
Diárias a partir de R$ 145. Praia
do Atins. Tel. (98) 3349-5005.
www.ranchodobuna.com.br
SANTO AMARO DO MARANHÃO
Pousada Água Doce: Diárias a
partir de R$ 120, tem um ótimo
restaurante. Rua Osvaldo Cruz
14. Tel. (98) 3369-1105.
Pousada Cajueiro: Diárias a partir
de R$ 115. Rua Oswaldo Cruz
2-A. Tel. (98) 3369-1119.
www.pousadacajueiro.com
❁ ONDE COMER
BARREIRINHAS
Bambaê: Estrada de São
Domingos, Boa Vista.
Tel (98) 3349-0691.
www.encantesdonordeste.com.br
ATINS
Camarão da Luzia: É o
restaurante mais famoso do
Maranhão. Canto de Atins.
Tel. (98) 8709-7661.
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Boa Viagem

29
INFORME-SE SOBRE OUTROS DESTINOS E FORMAS DE PAGAMENTOS. CONSULTE SEMPRE SEU AGENTE DE VIAGENS.
Preços publicados por pessoa em apto./cabine dupla + aéreo desde São Paulo. Consulte suplemento de embarque/desembarque no Rio de Janeiro. *Preços correspondentes às datas de saídas. **Não inclui passagem aérea. São os
valores mínimos de cada programa convertidos pelo câmbio vigente na data de fechamento do jornal. Preços em reais serão reconvertidos pelo câmbio turismo na data de pagamento. Pagamentos parcelados no Credi-Cheque. Todas
as taxas e suplementos (não inclusos nos preços) devem ser pagos juntamente com a 1ª parcela. Disponibilidade e preços sujeitos a alterações sem aviso prévio. (Câmbio: US$ 1,00 = R$ 1,66 ou ¤ 1,00 = R$ 2,42 em 25/04/2011).
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Saídas: Ago. 02; Set. 20
a partir de R$ 19.022 ou 5x R$ 3.805
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Saídas: quartas
a partir de R$ 10.093 ou 5x R$ 2.019
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O MELHOR DO SUL DA ITÁLIA – 15 DIAS
Roma, Sorrento, Palermo, Agrigento,
Siracusa e Taormina
Saídas: Jul. 24*; Set. 04 e 18; Out. 16*
a partir de R$ 10.697* ou 5x R$ 2.140*
(aéreo + terrestre)
O CORAÇÃO DA EUROPA – 16 DIAS
Frankfurt, Nuremberg, Munique,
Lucerna, Estrasburgo, Luxemburgo
e Paris
Saídas: Ago. 13*; Set. 03 e 24; Out. 08
a partir de R$ 9.656* ou 5x R$ 1.932*
(aéreo + terrestre)
BULGÁRIA E ROMÊNIA – 24 DIAS
Istambul, Sofia, Plovdiv, Nessebar,
Varna, Veliko Tarnovo, Suceava,
Gura Humorului, Targu Mures, Sibiu,
Brasov e Bucareste
Saídas: Jul. 06; Set. 07
a partir de R$ 15.573 ou 5x R$ 3.115
(aéreo + terrestre)
TURQUIA E GRÉCIA – 18 DIAS
Istambul, Capadócia, Konya,
Pamukkale, Kusadasi, cruzeiro pelas
Ilhas Gregas e Atenas
Saídas: Jul. 17 e 31*; Ago. 14* e 28
a partir de R$ 11.604* ou 5x R$ 2.321*
(aéreo + terrestre + cruzeiro)
O MELHOR DA AUSTRÁLIA – 11 DIAS
Santiago, Melbourne, Cairns e Sydney
Saídas: Set. 04*; Out. 02 e 30; Dez. 18
a partir de R$ 9.869* ou 5x R$ 1.974*
(aéreo + terrestre)
SLOW TRAVEL
Viajando com tranquilidade e mais tempo
A ESLOVÊNIA E A CROÁCIA – 20 DIAS
Ljubljana, Opatija, Split, Dubrovnik
e Munique
Saídas: Jun. 27; Out. 03*
a partir de R$ 14.351* ou 5x R$ 2.871*
(aéreo + terrestre)
30

Boa Viagem
APOLÔNIADOBEATOKAROLWOJTYLA
Fotos de Gustavo Alves
ESTÁTUA DE JOÃO PAULO II, que vai ser beatificado, em frente à praça de Wadowice, onde ele nasceu
ADOLESCENTES
NA PAREDE
da Catedral
considerada
um dos
“chacras da
Terra”: locais
se demoram
no lugar,
ao contrário
dos turistas
Gustavo Alves • CRACÓVIA
K
arol Wojtyla volta a atrair multidões e
atenções. Com a beatificação do papa
João Paulo II, marcada para o próximo
domingo, o Vaticano deve receber uma legião de
católicos que irão homenagear o antecessor de
Bento XVI. Mas os caminhos do “papa do povo” não
levam só a Roma. Levam também à Polônia, terra
natal de Wojtyla. Lugares por onde ele passou e até
um doce típico formam um roteiro de passeio ins-
pirado na trajetória do mais popular papa da his-
tória, em Cracóvia e Wadowice, a cidade em que
nasceu João Paulo II.
O interessante passeio pode
começar no castelo Wawel,
fortificação na área histórica
da Cracóvia, onde Wojtyla é
lembrado por uma estátua em
frente à catedral que faz parte
do complexo arquitetônico.
Foi nas catacumbas desta ca-
tedral que ele rezou sua pri-
meira missa: era 1946, e os en-
tão novos dirigentes comunis-
tas não queriam saber de ca-
tolicismo. A fachada da cate-
dral divide-se em dois estilos
medievais: a parte branca, na
base, é românica, e a verme-
lha, em cima, é gótica. A torre
verde por cima é barroca.
No pátio interno do castelo,
encoste na parede no canto à
esquerda da entrada: o lugar
tem fama de ser um dos “cha-
cras” da Terra e, por isso, trans-
mitiria boas doses de energia
para o nosso corpo. Ideia que
não saiu da Igreja Católica,
mas de sábios hindus que
identificaram sete chacras no
planeta. É difícil se concen-
t r ar com t ur i s t as que s e
apoiam rapidamente na pare-
de para tirar uma foto. Mas os
locais sempre conseguem fi-
car parados recebendo as tais
energias boas, indiferentes ao
vaivém dos visitantes. Da pa-
rede de boas energias, você
pode ir para o interior da ca-
tedral, onde estão enterrados
reis poloneses, o primeiro san-
to do país, Stanislaw (como
Wojtyla, ele foi bispo de Cra-
cóvia), e Santa Edwiges, a pa-
droeira dos endividados — os
preços na Polônia são relativa-
mente baratos, mas por segu-
rança, ore à santa pela conta
do seu cartão.
Do castelo e da catedral, o
acesso para a praça principal
do Centro Histórico é pela Uli-
ca Kanonicza, a rua em que
moravam os cardeais e prela-
dos de Cracóvia. João Paulo II,
que também foi cardeal da ci-
dade, morou nos números 19
e 21 da via com casas em es-
tilo renascentista. É na rua
que está agora o Copernicus,
um hotel da Relais & Cha-
têaux que é um dos melhores
da cidade (o astrônomo polo-
nês que desenvolveu o siste-
ma heliocêntrico era padre e
também passou por lá).
A praça medieval de Cracó-
via é a maior da Europa. Pare
para ouvir um trompetista to-
car de hora em hora, em dire-
ção dos quatro pontos car-
deais, no alto da torre da Ba-
sílica Mariana. Depois, percor-
ra o Mercado Central, onde
peças de âmbar são vendidas
em barraquinhas, a preços en-
tre 200 e 240 zlotys (R$ 115 a
R$ 135). Outras opções de
compra estão na Florianska,
que começa ao lado da basí-
lica. Explore as galerias onde
há lojinhas com camisetas de
times de futebol poloneses e
acessórios da moda hip hop,
como bonés, tênis e camise-
tas. O Carlito é um restaurante
e pizzaria com decoração in-
terna bem cafona, mas seu ter-
raço é perfeito para tomar
uma cerveja, descansar e con-
templar os outros passantes.
Wojtyla foi para Cracóvia es-
tudar, e era obrigado a tomar
aulas de teologia escondido
no quarto do cardeal da cida-
de, porque os nazistas haviam
fechado o seminário em que
ele havia se matriculado. Cra-
cóvia, hoje, continua uma ci-
dade de estudantes, mas sem
medo nenhum de se mostrar e
de dar um pouco o tom da vi-
da na cidade: há 200 mil deles
em 15 universidades. Se você
quiser sentir um pouco do am-
biente universitário, pare para
um chocolate ou outra bebida
quente no Nowa Prowincja,
café na Rua Bravka que per-
tence a Grzegorz Turnau, um
cantor e compositor famoso
no país. Inclusive por uma mú-
sica que ele fez sobre a chuva
caindo na Bravka, para falar
de nostalgia. Velhos livros,
aparelhos de rádio e fotos de-
Boa Viagem

31
Wadowice
Cracóvia
Varsóvia
P O L Ô N I A
coram o ambiente pouco ilu-
minado onde Turnau frequen-
temente aparece.
A juventude de Cracóvia
deu outro aspecto a uma par-
te da cidade que antes era so-
turna: o Kazimierz, antigo
bairro judeu, hoje é a zona
boêmia mais nova da cidade.
O bairro foi completamente
esvaziado pelos nazistas, que
levaram seus moradores para
um gueto e depois, para os
campos de extermínio — um
processo que o jovem estu-
dante Wojtyla testemunhou.
Até 1937, João Paulo II mo-
rava em Wadowice, a 50 qui-
lômetros de Cracóvia. Hoje,
Wadowice expõe em sua igre-
ja a pia onde ele foi batizado.
Perto, há a casa onde nasceu
o futuro beato, com uma ex-
posição sobre sua vida com
fotos e objetos. Atualmente, a
exposição está na casa epis-
copal também ao lado da
igreja, porque a antiga resi-
dência dos Wojtyla está em re-
formas previstas para termina-
rem em 2013.
Uma estátua de Karol Wojty-
la marca o lugar em que ele
mudou a pâtisserie da cidade-
zinha. Quando voltou a Wa-
dowice em 1999, João Paulo II
trocou o discurso escrito por
um improvisado, em que, na
prática, conversou com os
moradores sobre os tempos
em que morava por lá. O papa
lembrou do caminho que fa-
zia para caminhar e esquiar
nas montanhas, da casa onde
morou, da escola em que es-
tudou — e da padaria em que
comia kremowka, um folhado
com recheio doce que é um
dos doces típicos da Polônia.
“Era tão boa! Será que ain-
da existe?”, perguntou Wojtyla
pela padaria aos seus conter-
râneos. Eles tiveram de res-
ponder em coro “nããããão”.
Mas para agradar ao seu filho
mais famoso, logo depois da
viagem de Wojtyla, pipocaram
docerias e padarias oferecen-
do o doce. Hoje, Wadowice,
além do berço do papa, é a
terra da kremowka.
Gustavo Alves viajou a convi-
te do Turismo da Polônia
❁ COMO CHEGAR
De avião: A Lufthansa voa do Rio
para Cracóvia, com conexões em
São Paulo e Frankfurt, a partir de
R$ 2.365, com o primeiro trecho
feito pela TAM. A TAP voa com
conexões em Lisboa e Varsóvia (ida)
e Varsóvia, Frankfurt e Lisboa (volta)
a partir de R$ 2.800. Preços de
ida e volta, válidos para a segunda
quinzena de maio, com taxas.
❁ ONDE FICAR
Copernicus:Tarifas a partir de
800 zlotys (R$ 456). Kanonicza
16. Tel. 48 (12) 424-3400.
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3-5. Tel. 48 (12) 422-0422.
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Carlito: Florianska 28. Tel. 48
(12) 429-19 12.
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Tel. 48 (12) 429-1219.
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❁ PASSEIOS
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Catedral Wawel: Segunda-feira
a sábado, das 9h às 17h.
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12h30m às 16h. Entradas:10
zlotys (R$ 5,50). Monte Wawel.
Tel. 48 (12) 422-1697.
WADOWICE
Museu João Paulo II: Terça-feira
a domingo, das 9h às 17h45m.
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32

Boa Viagem
PASSAPORTE
Taxa: R$ 156,07. Documentos (originais e xerox): carteira de identidade (maiores de 18 anos) ou certidão de nascimento
(menores de 18 anos sem RG); certidão de casamento e identidade para mulheres com estado civil diferente de solteira e que
não conste no RG; título de eleitor e comprovante de votação da última eleição (dos dois turnos, se for o caso); certificado de
reservista (18 a 45 anos); CPF; protocolo da solicitação, que deve ser feita pelo site <www.dpf.gov.br>, no qual o requerente
deverá também agendar o atendimento, e passaporte anterior, se for o caso; comprovante do pagamento da taxa em qualquer
banco, casa lotérica ou agência dos Correios, por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), que deve ser impressa do
mesmo endereço eletrônico. Endereços: Aeroporto do Galeão, Terminal 1, 3
o
- piso. De segunda-feira a sexta-feira, das 8h às
18h. Tel. 3398-3142. Via Parque (Av. Ayrton Senna 3.000, Barra). De segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 20h. Tel. 3421-
9290. Rio Sul (Rua Lauro Müller 116, Botafogo). De segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 20h. Tel. 3527-7200. Shopping
Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon). De segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 20h. Tel. 3138-8050.
País Telefone para informações
Angola 2220-9372
Austrália (61) 3223-7772
Canadá (11) 5509-4343
China 2551-4578
Cuba (11) 3873-2800
Egito 2554-6318
Emirados Árabes Unidos (61) 3248-0717
Estados Unidos 4004-4950
Índia (11) 3171-0341
Japão 3461-9595
Jamaica 2122-8464
Jordânia (11) 3285-5521
México 3262-3200
Sérvia/Montenegro (61) 3223-7272
Ucrânia 2542-1704
Cidade Hora em
relação a Brasília*
Brasil EUA Europa
36 14 36
37 14,5 37
38 15 38
39 15,5 39
40 16 40
41 16,5 41
42 17 42
CAMISAS MASCULINAS
Brasil EUA Europa
39 7,5 41
40 8,5 42
41 9,5 43
42 10 44
43 11 45
44 12 46
CALÇADOS MASCULINOS
Brasil EUA Europa
36 2 34
38 4 36
40 6 38
42 8 40
44 10 42
46 12 44
48 14 46
A lista com os endereços e telefones de todas as embaixadas do
Brasil no exterior pode ser consultada no site <www.mre.gov.br/
portugues/enderecos/embaixadas.asp>.
ROUPAS FEMININAS
Aerolineas Argentinas 0800-7073313 www.aerolineas.com.ar
Air France-KLM 4003-9955 www.airfrance.com.br
American Airlines 4502-5005 www.aa.com.br
Avianca 4004-4040 www.avianca.com.br
Azul 4003-1118 www.voeazul.com.br
Alitalia* (11) 2171-7610 www.alitalia.com
British Airways 0800-7610885 www.ba.com
Continental Airlines 0800-7027500 www.continental.com
Copa 0800-7712672 www.copaair.com
Delta Air Lines 4003-2121 www.delta.com
Gol/Varig 0300-1152121 www.voegol.com.br
Iberia (11) 3218-7130 www.iberia.com.br
LAN 0300 788 00 45 www.lan.com
Lufthansa** (11) 4700-1700 www.lufthansa.com
Pantanal 0800-6025888 www.voepantanal.com.br
Pluna 0800-8923080 www.flypluna.com
TAAG 2206-3072 www.taag.com.br
Taca 0800-7618222 www.taca.com
TAM 4002-5700 www.tam.com.br
TAP 0300-2106060 www.flytap.com.br
Team 3814-7510 www.voeteam.com.br
Trip 0300-7898747 www.voetrip.com.br
United Airlines 0800-162323 www.unitedairlines.com.br
US Airways 0800-7611114 www.usairways.com
Webjet 0300-2101234 www.webjet.com.br
COMPANHIAS AÉREAS
NUMERAÇÃO
EMBAIXADAS
VISTOS
FUSOS
SERVIÇOS
COTAÇÃO
Dólar 1,57
Euro 2,29
Coroa dinamarquesa 0,31
Coroa norueguesa 0,29
Coroa sueca 0,26
Dólar australiano 1,69
Dólar canadense 1,65
Iene japonês 0,02
Franco suíço 1,78
EMPRESASQUEVOAMAPARTIRDORIO
OUTRASEMPRESASQUEOPERAMNOBRASIL
AeroMexico*** (11) 3253-3888 www.aeromexico.com
AeroSur (11) 3214-0484 www.aerosur.com
Air Canada*** (11) 3254-6630 www.aircanada.com.br
Cabo Verde 0300-3136868 www.flytacv.com
El Al*** (11) 3075-5500 www.elal.co.il
Emirates*** (11) 5503-5000 www.emirates.com
KLM*** 4003-1888 www.klm.com.br
Korean (11) 3525-6700 www.koreanair.com
Qantas*** (11) 3145-8181 www.qantas.com.au
Qatar Airways*** (11) 2367-2146 www.qatarairways.com/br
South African*** (11) 3065-5115 www.flysaa.com
Singapore Airlines*** (11) 4305-3507 www.singaporeair.com
Swiss*** (11) 4700-1543 www.swiss.com/brasil
Turkish Airlines*** (11) 3371-9600 www.thy.com
Brasil EUA Europa
34 5,5 36
35 6 37
36 7 38
37 7,5 39
38 8,5 40
39 9 41
40 10 42
CALÇADOS FEMININOS
Brasil EUA Europa
18 2,5 20
19 4,5 21
20 5,5 22
21 6 23
22 7 24
23 7,5 25
24 8,5 26
CALÇADOS INFANTIS
Amsterdã +5
Atlanta -1
Bogotá -2
Buenos Aires 0
Cidade do México -2
Cidade do Panamá -2
Dubai +7
Frankfurt +5
Houston -2
Johanesburgo +5
La Paz -1
Lima -2
Lisboa +4
Londres +4
Los Angeles -4
Luanda +4
Madri +5
Miami -1
Montevidéu 0
Moscou +7
Nova York -1
Paris +5
Pequim +11
Roma +5
Santiago 0
Sydney +13
Tóquio +12
Toronto -1
Washington -1
Zurique +5
* Voo direto Rio-Roma a partir de 4 de junho
** Voo direto Rio-Frankfurt a partir de 30 de outubro
*** Companhias aéreas que operam o trecho Rio-São Paulo-Rio em parceria com outras empresas
Libra esterlina 2,59
Peso argentino 0,38
Peso chileno 0,0033
Peso mexicano 0,14
Rand sul-africano 0,23
Rublo russo 0,06
Shekel israelense 0,46
Yuan chinês 0,24
VOOS ATRASADOS*
*Análise comparativa divulgada pela Infraero.
Consideram-se atrasados voos que decolam mais de 30 minutos depois do horário previsto.
TAM Gol/Varig Azul Webjet Avianca
Abril (até 25/4) 10,6% 14,7% 6,7% 6,3% 11%
Março 9,4% 10,5% 7,4% 7,3% 8,6%
Fevereiro 8,7% 10,3% 5,9% 7,4% 6,6%
Janeiro 23,5% 15% 7,9% 31,2% 7,3%
Boa Viagem

33
VIA AÉREA
PARIS
NOVO AVIÃO. A Air France estreou, domingo
passado, um novo Boeing 777-300 na rota
Rio-Paris-Rio, que comporta 175 passageiros
a mais que o antigo modelo, o Airbus A330.
O destaque é a nova classe executiva, com
27% mais espaço para seus passageiros e
poltronas que viram camas de 2m de com-
primento e 61cm de largura. São 42 assentos
nessa classe, 24 na Premium Voyager (inter-
mediária) e 317 na econômica, num total de
383 lugares — há uma tela de vídeo para ca-
da passageiro. A bordo também há dois ba-
res na executiva e dois na econômica. O777-
300 faz os voos AF443, que sai diariamente
do Rio às 16h20m e chega a Paris às 8h (ho-
rário local), e o AF442, que decola da ca-
pital francesa às 23h30m e pousa no Galeão
às 5h20m. O outro voo diário do Rio-Paris-
Rio continua sendo no A330. A
V
I
A
Ç
Ã
O
JUBILEU
SUECO
Uma das atrações mais
populares de
Estocolmo comemorou
50 anos domingo
passado. É o Vasa
Museum, criado para
guardar o navio de
guerra sueco Vasa
(foto), resgatado
inteiro do fundo do
mar em 24 de abril de
1961. A embarcação,
que naufragou a
poucos quilômetros
do porto da capital
durante sua viagem
inaugural, em 1628,
se transformou num
orgulho nacional. Além
da carcaça do navio
e alguns de seus
ornamentos e armas,
o museu (Vasamuseet,
em sueco) tem
diversas exposições
relativas às atividades
marítimas. Os
visitantes podem ver
vídeos, fotos e até
roupas usadas no
resgate da embarcação.
Há também mostras
sobre como era a
Suécia nos anos 1620,
quando o navio foi
construído, e sobre a
vida em alto-mar ao
longo dos séculos.
vasamuseet.se/en
Anders Wiklund/AP
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38

Boa Viagem
FERNANDA
GODOY
NOVA YORK
Chova ou faça sol, é ‘dia de museu’
Fotos de divulgação
DESENHOS DE RICHARD SERRA na
retrospectiva do artista que vai até agosto
no Metropolitan; Cézanne, Rembrandt e
Picasso também estão em cartaz em NY
N
a Inglaterra, onde sem-
pre chove, aprendi a
definição de um dia de
mau tempo como “dia
de museu”. Aqui em Nova York,
agora é primavera, mas chova ou
faça sol, o dia de museu tem de
estar na programação do turista
carioca. Uma expedição aos mu-
seus de arte da Quinta Avenida,
entre as ruas 70 e 90, tem como
atrativos mostras temporárias no
Metropolitan, no Guggenheim e
na Frick Collection, além das fan-
tásticas exposições permanentes.
O Metropolitan acaba de inaugu-
rar uma grande retrospectiva de
desenhos e instalações de Ri-
chard Serra, que vai até 28 de
agosto. E apresentou anteontem
cinco esculturas de Anthony Ca-
ro, que marcam os 50 anos da es-
treia do artista britânico, e serão a
atração, até 30 de outubro, do Ro-
of Garden, sempre um ponto de
BROOKLYN
PARA VER E SER VISTO. Os preços
exorbitantes dos imóveis ex-
pulsaram artistas e alternativos
em geral de Manhattan, e a ilha
virou o paraíso dos endinheira-
dos e dos turistas. Então, para
ver gente diferente e interes-
sante, desembarque no Broo-
klyn. Na primavera, as feiri-
nhas de antiguidades e quin-
quilharias brotam como cogu-
melos em Williamsburg. Não
se acha coisa boa para com-
prar, mas o verbo a ser conju-
gado é o “peoplewatching”.
MÚSICA
JAM SESSIONS NO LINCOLN CENTER.
Nova York possui alguns dos
maiores templos do jazz, do
Apollo Theater, no Harlem, ao
Village Vanguard. Mas foi-se o
tempo em que o ritmo era real-
mente de vanguarda e seus mú-
sicos e apreciadores viviam en-
furnados em recintos escuros e
enfumaçados. Não que eles
não tivessem o seu charme,
mas hoje o templo do jazz nova-
iorquino é bem iluminado, con-
fortável e tem acústica perfeita:
Jazz at Lincoln Center. São vá-
rias áreas, que vão desde a
grande escala do Rose Theater
ao espaço mais intimista do Di-
zzy’s Club, com linda vista para
o Central Park e o skyline notur-
no de NY. Até domingo, o Diz-
zy’s homenageia Tom Jobim
com numa série de shows.
T
i
m
o
t
h
y
A
.
C
l
a
r
y
/
A
F
P
ESCULTURA de
Anthony Caro
no Roof Garden
do Met
encontro na temporada primave-
ra/verão. Ainda no Met, há uma
mostra de Cézanne (até o próxi-
mo dia 8); a interessante coleção
“Rooms with a view” (até 4 de ju-
lho), que capta o momento, no sé-
culo XIX, em que a pintura euro-
peia incorpora as paisagens vistas
da janela, e “Guitar heroes” (até 4
de julho), uma seleção de cria-
ções de grandes luthiers, desde
Stradivarius até os tempos atuais.
No Guggenheim, toda a rampa
em espiral está tomada pela mos-
tra “The great upheaval: modern
art from the Guggenheim collec-
tion, 1910-1918” (até 1
o
- de junho),
com mais de cem obras de Cha-
gall, Léger, Picasso e outros. E, na
Frick Collection, as cinco telas de
Rembrandt da coleção se fazem
acompanhar, até 15 de maio, de
66 desenhos do artista e de alguns
de seus mais diletos discípulos.
Sol e calor para quê?
Boa Viagem

39
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Boa Viagem