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Material do professor Material do do professor professor Material

LÍNGUA PORTUGUESA Ciências ciências
Material de Material de apoio apoio

9
ano

o

Expediente
Marconi Ferreira Perillo Júnior Governador do Estado de Goiás Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretário de Estado da Educação Erick Jacques Pires Superintendente de Acompanhamento de Programas Institucionais Raph Gomes Alves Chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica Valéria Marques de Oliveira Gerente de Desenvolvimento Curricular Gerência de Desenvolvimento Curricular
Elaboradores Alex Sandra de Carvalho Arminda Maria de Freitas Santos Débora Cunha Freire Histávina Duarte Pereira Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé Lívia Aparecida da Silva Luiz Fabiano Braga dos Santos Márcia Mendonça Souza Marilda de Oliveira Rodovalho Myrian Marques Rosely Aparecida Wanderley Araújo

Sumário
Apresentação........................................................................................................................... 5 CONTO LITERÁRIO AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero........................................................................................................... 7 AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................12 AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 16 AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 25 AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 28 AULA 06 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 30 AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 34 AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 40 AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 43 AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 46 AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 49 AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 52 AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 60 AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 65 AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 68 AULA 16 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.................................. 71 EDITORIAL AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.........................................................................................................73 AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................79 AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 81 AULA 20 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 84 AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 86 AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 89 AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 91 AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 94 AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 96 AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 99 AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................100 AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................104

.........................................................................114 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ...............................161 AULA 49 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ............................................................147 AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.........................140 AULA 42 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero................................................AULA 29 AULA 30 AULA 31 AULA 32 AULA 33 AULA 34 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.129 AULA 38 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero..................................................167 Referências bibliográficas..............................................................................................................................158 AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...................................109 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero........................................................132 AULA 39 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero .........................................................118 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero .............................................................................................122 AULA 36 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...........................................................144 AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................................................................................150 AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero................................................................................................135 AULA 40 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero............................................171 .......................................... CARTAS AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.....142 AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.........................................................................................................164 AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.......155 AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero................................................120 ATA..................... REQUERIMENTO...........................137 AULA 41 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero........................................................126 AULA 37 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.......................................................................106 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero..................................................................111 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero...

Apresentação O Governo do Estado de Goiás. A proposta de elaboração de outros materiais de apoio continua e a sua participação é muito importante. Assim. com certeza. Ele foi concebido tendo por finalidade contribuir com você. dentre elas. entre em contato com o Núcleo da Escola de Formação pelo e-mail cadernoeducacional@seduc. juntos. sendo. Com isso. estamos desenvolvendo. poderá ser uma importante ferramenta para fortalecer sua prática em sala de aula. buscarmos o aperfeiçoamento de ações educacionais. busca-se adotar práticas pedagógicas de alta aprendizagem. Somando esforços. reduzindo assim a evasão. deste tipo. a produção deste material de apoio e suporte. professor. com vistas à melhoria dos nossos indicadores.gov. necessários alguns ajustes posteriores. Por isso. reforçá-lo e melhorá-lo naquilo que for preciso. Estamos abertos às suas contribuições. Lembramos que a proposta de criação de um material de apoio e suporte sempre foi uma reivindicação coletiva de professores da rede. dessa forma. contamos com a sua colaboração para ampliá-lo. conjuntamente. levando-o ao interesse de participar ativamente das aulas. A decisão da Secretaria pela unificação do Currículo para todo o Estado de Goiás abriu caminho para a realização de tal proposta. Proposta esta que não pode ser viabilizada antes em função da diversidade de Currículos que eram utilizados. Trata-se do primeiro material. também. nas suas atividades diárias e. Sugerimos que este caderno seja utilizado para realização de atividades dentro e fora da sala de aula. criou o “Pacto pela Educação ” com o objetivo de avançar na oferta de um ensino qualitativo às crianças. fazer deste um objeto de estudo do aluno.br Bom trabalho! 5 . por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). jovens e adultos do nosso Estado.go. espera-se amenizar o impacto causado pela mudança do Ensino Fundamental para o Médio. Assim. com sua ajuda. buscando melhorar o desempenho de nossos alunos. Dessa forma. várias ações. sobretudo na 1ª série do Ensino Médio. proporcionando uma educação mais justa e de qualidade. este material será o primeiro de muitos e. Esperamos. Caso haja interesse para participar dessas elaborações. nós o convidamos para. produzido por esta Secretaria.

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Disponha as carteiras em círculo e. explorando as práticas de oralidade. de autores diferentes. esteiras. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. para o trabalho com o gênero Contos. oportunize um tempo para que os estudantes apresentem a sua história no Palanque do Conto. a descrição dos espaços e do tempo. dando-lhes tempo para que isto aconteça. leitura e escrita. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. Após a leitura. Confeccione um caderno ou cartaz para registrar os livros lidos. título do texto. Ler com fluência e autonomia. O que devo aprender nesta aula u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. Oriente-os a relacionarem os títulos dos contos escolhidos no caderno de registros. despertando nos estudantes o gosto e interesse pela leitura de livros literários. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. A Hora do Conto deve acontecer pelo menos uma vez por semana. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar contos do mesmo autor. suas emoções. Organize a Prateleira da Leitura. É importante que todos os estudantes escolham um exemplar para ler durante a semana e comentar no próximo palanque. almofadas. a caracterização dos personagens. ilustrações. nela coloque livros que contenham contos. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. Peça-lhes que escolham aqueles que mais lhes agradar para uma leitura prazerosa. durante a leitura. no centro. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. construindo significados e inferindo informações implícitas. AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. Envolva todos no trabalho. Produzir a primeira escrita de um conto. Para o Palanque do Conto decore um caixote. do estilo de cada autor. 7 .Conto literário Professor(a). apresentar suas impressões. Diga aos estudantes que durante o trabalho com contos eles terão um momento somente para leituras do gênero – A Hora do Conto. coloque os contos da Prateleira da Leitura. bem como.

descobria ou pensava dava origem a uma história. levando-o a viver a história. tem sonhos. somos transportados para outro mundo. conhecer suas aventuras e dramas e compartilhar suas alegrias e tristezas. Elas falam de gente que. Prática de leitura Em seguida. como os escritores. Tudo o que via. proponha à classe a leitura silenciosa do conto Felicidade clandestina. com o objetivo de retomar o trabalho com os gêneros textuais. por mais simples que seja. Converse com os estudantes sobre o modo como as pessoas escrevem seus textos. e apresentelhes o primeiro gênero a ser estudado no bimestre. Mas atenção. de Clarice Lispector. devendo descartar todos os fatos irrelevantes. Procure saber o que a classe já conhece sobre o gênero: pergunte aos estudantes se gostam de ler e ouvir histórias. bem como os objetivos deste estudo. do autor e do gênero textual! Clarice Lispector (Tchetchelnik Ucrânia 1925 . professor(a). participar dos acontecimentos. Estreou na literatura ainda muito jovem com o romance Perto do Coração Selvagem (1943). Pode-se dizer que o ser humano já surgiu contando contos. que. • Você conhece alguma história interessante? Qual? • Ouviu de alguém? Quem? • Leu em algum livro? Sabem quem é o seu autor? • O que mais lhe chama atenção nas histórias? Conceito Para o escritor Elias José. do tema abordado. que ele aumentava ou modificava usando sua imaginação.Rio de Janeiro RJ 1977) passou a infância em Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro. ao narrar um fato. há outras. Uma boa história deve conter todas as informações que contribuam para dar vida e sentido ao texto. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados no ano anterior. Entretanto. onde se formou em direito. outras são tão sucintas que conseguem transformar uma história interessante numa simples informação. o conto é uma narrativa que pode ser contada oralmente ou por escrito. como você. 8 . é importante Antecipar aos estudantes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Diga-lhes que as histórias sempre encantaram os seres humanos e que. que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha. o fazem com tanta beleza e criatividade que emociona e prende a atenção do leitor. através das palavras de quem escreve. dificuldades e um enorme desejo de ser feliz. Há pessoas que ao contar um fato qualquer acrescentam muitos detalhes desnecessários e isto acaba cansando o leitor. onde podemos acompanhar os seres que fazem parte das histórias.

O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico. e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. sardenta e de cabelos excessivamente crespos. onde morávamos. mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando. comendo-o. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo. por cima do busto. em vez de pelo menos um livrinho barato. o amor pelo mundo me esperava. de Monteiro Lobato. No dia seguinte fui à sua casa. Era um livro grosso. de cabelos livres. esguias. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. era um livro para se ficar vivendo com ele. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. dormindo-o. nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas. com suas pontes mais do que vistas. enchia os dois bolsos da blusa. ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. meu Deus. meio arruivados. Na minha ânsia de ler. eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. 9 . com balas. Como casualmente. Como se não bastasse.LÍNGUA PORTUGUESA Felicidade clandestina Clarice Lispector Ela era gorda. enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como essa menina devia nos odiar. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro. Não me mandou entrar. Ela toda era pura vingança. E. completamente acima de minhas posses. Tinha um busto enorme. Ela não morava num sobrado como eu. Boquiaberta. altinhas. nadava devagar num mar suave. que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Olhando bem para meus olhos. informou-me que possuía As reinações de Narizinho. Mas não ficou simplesmente nisso. literalmente correndo. e sim numa casa. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. saí devagar. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa. chupando balas com barulho. baixa. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia. E nós menos ainda: até para aniversário. Mas que talento tinha para a crueldade. as ondas me levavam e me traziam. disse-me que havia emprestado o livro a outra menina. os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira. Pouco aproveitava. o dia seguinte viria.

enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser. mas você só veio de manhã. Fingia que não o tinha. Horas depois abri-o. E assim continuou. Foi então que. Saí andando bem devagar. ao vento das ruas de Recife. Pediu explicações a nós duas. Chegando em casa. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa. finalmente se refazendo. quando eu estava à porta de sua casa. Acho que eu não disse nada. pode ter a ousadia de querer. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer. apareceu sua mãe. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era 10 . Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta. abria-o por alguns instantes. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. entrecortada de palavras pouco elucidativas.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa. disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. não comecei a ler. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos. Quanto tempo levei até chegar em casa. grande ou pequena. às vezes adivinho. achava-o. Ela sabia que era tempo indefinido. que não era dada a olheiras. fui passear pela casa. adiei ainda mais indo comer pão com manteiga. fechei-o de novo. Quanto tempo? Não sei. Mal sabia eu como mais tarde. Até que um dia. Mas. no decorrer da vida. só para depois ter o susto de o ter.LÍNGUA PORTUGUESA com um sorriso e o coração batendo. o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. Houve uma confusão silenciosa. meu coração pensativo. de modo que o emprestei a outra menina. sem faltar um dia sequer. Peguei o livro. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. fingi que não sabia onde guardara o livro. Não. exausta. e assim recebi o livro na mão. não saí pulando como sempre. Meu peito estava quente. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder. às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. comprimindo-o contra o peito. li algumas linhas maravilhosas. E eu. que eu voltasse no dia seguinte. adivinhando mesmo. Até que essa mãe boa entendeu. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada. também pouco importa.

é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. após a leitura. já que nem ela mesma pode se conscientizar de sua própria felicidade para que esse sentimento não acabe. aqui. Em seguida. balançando-me com o livro aberto no colo. Havia orgulho e pudor em mim. sua felicidade aparece como um sentimento “clandestino”. use uma boa dose de criatividade e mãos à obra! A ideia. discuta com eles as respostas dadas. professor(a). inferir informações etc. só para se redescobrir possuidora dele. desde que respaldadas pelo texto. Assim.. 11 . Parece que eu já pressentia. mas o deixa no quarto e finge esquecer que o possui. voltando ao texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. Desperte a sua imaginação. oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. 03 O que causou prazer à personagem protagonista? Possibilidade de resposta: O fato de poder ficar com o objeto tão desejado pelo tempo que quisesse. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.Ed.Rio de Janeiro. Rocco . Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de um conto. em êxtase puríssimo. para que você possa planejar as intervenções necessárias. sem tocá-lo. 04 De que forma a filha do livreiro demonstra sua crueldade? Possibilidade de resposta: Sempre inventando uma desculpa para não emprestar o livro à colega que tanto o desejava. 01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto? Possibilidade de resposta: A personagem protagonista ganhou permissão para ficar com o livro pelo tempo que desejasse. Eu era uma rainha delicada. Felicidade Clandestina . Às vezes sentava-me na rede. Os estudantes devem compreender que várias interpretações são possíveis e aceitáveis. Dessa forma. 02 O que causa o sofrimento da protagonista? Possibilidade de resposta: Não conseguir o seu objeto do desejo (o livro). estabelecer relações.LÍNGUA PORTUGUESA a felicidade.. mostrandolhes as várias possibilidades de interpretação levantadas. Como demorei! Eu vivia no ar. Professor(a). A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. 1998 Professor(a). é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender.

antecipando-lhes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. leitura e escrita. escritas por gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. literatura juvenil e ensaios. Tem mais de cinquenta livros publicados. no seu texto “O conto se apresenta”. que aparecem em jornais. contos literários são histórias sobre gente comum. 2001). construindo significados e inferindo informações implícitas. do autor e do gênero textual! Moacyr Scliar nasceu em 1937.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. Conceito De acordo com Moacyr Scliar. 2 da Coleção Literatura em Minha Casa. o teatro e a televisão. Refletir sobre as características do conto com base no texto de Moacyr Scliar. Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. de Moacyr Scliar (Vol. em Porto Alegre. entre romances.os escritores. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. Prática de oralidade Professor(a). para transmitir ideias . explorando as práticas de oralidade. do tema abordado. Retomar a produção inicial. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Conto literário. lançou diversos livros no exterior. Autor premiado. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. em livros. 12 . algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema. contos. em revistas. proponha à classe uma leitura compartilhada do texto O conto se apresenta.

LÍNGUA PORTUGUESA O conto se apresenta Moacir Scliar Olá! Não. somos até velhos amigos. O Conto. Mas a lua não é uma coisa muito boa para comer. Por exemplo. porque no escuro estão as feras que os ameaçam. Ou então que lhe fala dos livros que você lê. lua. E a lua some. Não fique tão surpreso assim: você me conhece. mulheres. brilhante. Falo de muitas coisas. Não sou pessoa como você. Vejo que você ficou curioso. Todos escutam o conto. em homenagem a você. Existe uma história que fala de coisas que eles conhecem:tigre. Então alguém olha para a lua e pergunta: por que é que as vezes a lua desaparece? Todos se voltam para um homem velho. como estou fazendo agora. havia um mistério: por que a lua some? Agora. Porque contar histórias é uma coisa que as pessoas fazem a muito. mas nunca falei de mim próprio. sem que ninguém note. É uma coisa natural. de bruxas. E então eu apareço. uma cena que se passou há muitos milhares de anos. Aquele conto. Você já me ouviu falando de Chapeuzinho Vermelho e do Príncipe Encantado. Devo lhe dizer que sou muito antigo. Todo mundo: homens. As pessoas vão lembrar esse conto por toda a vida. Mas ele não sabe o que responder. É uma história sobre um grande tigre que anda pelo céu e que de vez em quando come a lua. uma voz. E começo me apresentando: eu sou o conto. o Conto. aqueles que vivem nas cavernas. de reis. Uma voz que fala com você ao vivo. Na verdade. Sabe o contos de fadas. muito tempo. qual a minha idade. Sou. está sentada em redor da fogueira. 13 . que é uma espécie de guru para eles. que brota de dentro da gente. Eles têm medo de escuro. Surjo lá da escuridão e. conto muitas histórias. Esperam que o homem dê a resposta. aquele mistério não existe mais. Faça o seguinte: feche os olhos e imagine uma cena. Existe um conto. E ela aparece no céu. falo baixinho ao ouvido do velho: – Conte uma história para eles. Eu. aqueles enormes tigres e outras mais. não como eles são. comer – mas fala como essas coisas poderiam ser. do Saci-Pererê. Todos estão encantados. o conto de mistério? Sou eu. vão contar a história para explicar a eles por que a lua some de vez em quando.E ele conta. E felizes: antes. E quando as crianças da tribo crescerem e tiverem seus próprios filhos. de modo que lá pelas tantas o grande tigre bota a lua para fora de novo. crianças. É de noite e uma tribo dos nossos antepassados. não adianta olhar ao redor: você não vai me enxergar. Quer saber coisas sobre mim. vamos dizer assim. É o que vou fazer agora.

escrever uma história? E assinar seu próprio nome? Será que pode fazer isso? Dou força: – Vá em frente. sobre criaturas fantásticas – vão aparecer em forma de palavras escrita. É uma história sobre uma criança. com aquela boa ideia. A inspiração não vem de fora. E assim vão surgindo escritores. Num primeiro momento. Ele não me vê. sobre monstros. eu existo somente como uma voz. sobre criaturas fantásticas. Ela escreve. Ele lê o que escreveu. Todos gostam. vamos dizer assim. naqueles sinais chamados letras. A boa ideia já estava dentro de nós. – Escreva uma história. Como eu. Você vai gostar de escrever. Então ele senta. Você sabe o que é inspiração? Inspiração é aquela descoberta que a gente faz de repente. a escrita. Escreva uma história. sobre monstros. são histórias sobre gente comum – porque as histórias sobre 14 . ele já havia pensado nisso. E as pessoas vão gostar de ler. Agora estou ali. Uma grande invenção. em escrever uma história. E é nesse momento que eu tenho uma grande ideia. cara. Os contos deles aparecem em jornais. mesmo à distância. Mesma coisa: – Escreve uma história. você não concorda? Com a escrita. Mostra para outras pessoas. Mas tinha dúvidas: ele. Não. chego perto de um homem ainda jovem. portanto. E aí. para a namorada. em revistas. E então. escrever uma história? Como aquelas histórias que todas as pessoas contavam e que vinham de um passado? Ele. de repente tem uma ideia muito boa. A gente tem muitas boas ideias.LÍNGUA PORTUGUESA No começo. não é uma coisa misteriosa que entra na nossa cabeça. E mais uma vez. todos se emocionam com a história. digo-lhe que estou ali com uma missão especial – com um pedido. como me apresentei a você. sobre criaturas fantásticas. ele gosta do que escreveu. Aí surge a escrita. que duram séculos. para os amigos. Então escreve de novo. assim como você ficou. sim. ele fica surpreso. Nota que algumas coisas não ficaram muito bem. Histórias que atravessam os tempos. e escreve uma história. não. E de novo. que permitem que pessoas se comuniquem. quando as pessoas narram histórias – sobre deuses. Uma inspiração. E eu vou em frente. E aquelas histórias – sobre deuses. muito sensível. Eu me apresento. uma história muito bonita. Procuro uma moça muito delicada. pode crer. Já não são histórias sobre deuses. em livros. só que a gente não sabia. é assim que eu existo: quando as pessoas falam em mim. Na verdade. Como você não me vê.

pode haver conto. com ela. Onde há gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. para transmitir ideias. a invenção da escrita e. O mundo da nossa imaginação é muito grande. a inspiração. apresentadas por Moacyr Scliar de forma tão leve e prazerosa: • histórias sobre gente comum. em revistas. • para emocionar pessoas. como: os vários tipos de histórias existentes. Alguns deles – grandes escritores. faça uma leitura oral do texto com a classe. e tendo por base as características do conto apontadas por Moacyr Scliar. É perfeitamente possível que este fato aconteça realmente. o surgimento da história escrita. E onde há emoção. como colegas de escola. Professor(a). as ideias que motivam a escrita de um conto. inclusive envolvendo personagens reais. as narrativas da tradição oral.2. • aparecem em jornais. Companhia das Letrinhas. 15 . a vida de cada dia. São Paulo. existem escritores. responda às questões abaixo: 01 Esta é uma história de gente comum? Por quê? Sim. 2002. em livros. vol. está cheia de emoções. de Clarice Lispector. como surgem os escritores de contos etc. 03 Onde foi publicada? No livro que tem o mesmo título do conto: Felicidade Clandestina. -------------– Eu sou o conto. para transmitir ideias. Prática de leitura Em relação ao conto Felicidade clandestina. Era uma vez um conto. • escritas por gente que sabe usar as palavras – os escritores. 02 Por quem foi escrita? Por Clarice Lispector. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do conto. Mas a nossa vida.LÍNGUA PORTUGUESA as pessoas comuns muitas vezes são mais interessantes do que histórias sobre deuses e criaturas fantásticas: até porque deuses e criaturas fantásticas podem ser inventados por qualquer pessoa. chamando a atenção dos estudantes para referências importantes. 04 Para que foi escrita? Para transmitir ideias de uma forma emocionante.

abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido. AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Ler contos. medeie esta atividade. leitura e escrita.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. para emocionar o leitor. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu conto. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu uma história possível de acontecer. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. durante a leitura dos textos. construindo significados e inferindo informações implícitas. 16 . Retomar a produção inicial. Professor(a). envolvendo pessoas comuns. Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. explorando as práticas de oralidade. assim como fazem os escritores famosos. antes de publicarem seus textos. com base nas anotações feitas por você. identificando seus elementos e características próprias. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual.

façam inferências das informações que não estão explícitas no texto. Aproveite o momento para dizer-lhes quem é Lygia Fagundes Telles. Premiadíssima contista. concreta e objetiva Texto adaptado do livro O que é conto. que impressões tiveram etc. o que o título “Biruta” lhes sugere. certamente lhe causará um efeito singular. Prática de leitura Professor(a). escreveu vários contos. Pergunte a eles se conhecem a história. da Coleção Literatura em Minha Casa. as coisas se passam em horas. Professor(a). acrescentamos. Lygia Fagundes Telles nasceu em 1923 na cidade de São Paulo. se já leram algum texto da autora. por sua grande emotividade e beleza. em caso negativo. ou dias • A linguagem do conto é direta. o que acham que irá acontecer na história. como As meninas. algumas particularidades deste gênero textual: • É um texto em prosa que contém um só conflito.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito À leveza do conceito de Elias José e Moacyr Scliar. Sugira aos estudantes que verifiquem as hipóteses levantadas no momento da antecipação. apresente à classe o conto. de Luzia de Maria Prática de oralidade Como exemplo dessas particularidades. neste momento. 17 . e checagem dos fatos durante a leitura. identifiquem os elementos do conto. uma só ação e poucos personagens • Todos os ingredientes do conto convergem para o mesmo ponto • Deve emocionar quem o lê • Os fatos neste gênero literário acontecem em curto espaço de tempo: já que não interessam o passado e o futuro. proponha a leitura silenciosa do conto abaixo. dentre eles o conto Biruta. 2001). Também escreveu romances de grande repercussão. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. um só drama. aqui. de Lygia Fagundes Telles (Vol. originalmente publicado na sua obra Histórias escolhidas (1961). o suporte textual e os recursos de que a escritora utilizou para emocionar o leitor etc. onde mora até hoje. trazemos para você o conto Biruta. que.

– Alonso. – Já está escurecendo. enfiou. próprios de uma testa franzida no esforço da meditação. Biruta?! – repetiu Alonso lavando furiosamente os pratos.. lembra? Você se lembra muito bem. – E subiu em cima da cama e focinhou as cobertas e mordeu uma carteirinha de couro que ela deixou lá. Entre elas. murchas. que não acredito. Mas se fosse uma carteira nova. aguda e reta. uma orelha em pé e a outra completamente caída. 18 . Sacudiu as mãos cheias de espuma. Biruta fez isso. Leduína também. êh. Biruta sentou-se muito atento. Ajoelhou-se. Biruta deitou-se. ambas as orelhas estavam no mesmo nível. tenho que sair! – Já vou indo – respondeu o menino enquanto removia a água da bacia.. Era pequenino e branco.” – Lembra sim senhor! E não adianta ficar aí com essa cara de doente. por quê? Por que não se esforçava um pouco para ser meihorzinho? Dona Zulu já andava impaciente. como se quisesse apreender melhor as palavras do seu dono. Por que Biruta não se emendava. E seu rostinho pálido se confrangeu de tristeza. A orelha caída ergueu-se um pouco. aparecendo por um momento na janela da cozinha. O cachorro saiu de dentro da garagem. o focinho entre as patas e baixou a orelha. Seu olhar interrogativo parecia perguntar: “Mas que foi que eu fiz. formaram-se dois vincos. Tinha mãos de velho. Andava com dificuldade. Biruta! Se fosse uma carteira nova! Me diga agora o que é que ia acontecer se ela fosse uma carteira nova!? Leduína te dava uma suna e eu não podia fazer nada. Biruta fez aquilo.. como daquela outra vez que você arrebentou a franja da cortina. – Sente-se aí.LÍNGUA PORTUGUESA Biruta Lygia Fagundes Telles Alonso foi para o quintal carregando uma bacia cheia de louça suja. – Leduína disse que você entrou no quarto dela – começou o menino num tom brando. A carteira era meio velha e ela não ligou muito. Biruta! – chamou sem se voltar. não precisa fazer essa cara de inocente!. – Biruta. arregaçou as mangas que já escorregavam sobre os pulsos finos. anda ligeiro com essa louça! – gritou Leduína. – disse Abonso pousando a bacia ao lado do tanque. que vamos ter uma conversinha. tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada para seus bracinhos finos. Biruta. as pontas quase tocando o chão. Com um gesto irritado.... sim senhor. enquanto a outra empinou. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. Voltou-se para o cachorro. Agora. ouviu? Ouviu. ora para a esquerda. inclinando interrogativamente a cabeça ora para a direita. Abuso? Não me lembro de nada.

Leduína.LÍNGUA PORTUGUESA Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. mas ela continuava batendo com aquele mesmo vigor obstinado com que escovara os cabelos. Alonso arrancou-lhe a carne. Lambeu-lhe as mãos. “Biruta. com a posta de carne entre as patas. Biruta. – Você sabe que tem todas as minhas coisas pra morder.. E se fosse a carteira de dona Zulu? – Hem. Isso tinha acontecido há duas semanas. “Alonso. aproximando-se. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim. precisava encher os pasteis. Biruta mascava uma folha seca. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. – Atrevido! Ainda te devolvo pro asilo. batendo. Não faz mal. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. Os dedos foram ficando roxos. batendo como se não pudesse parar nunca mais. Você vai ver se ganha alguma coisa. – Está aqui. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. deitado bem em cima do travesseiro. as duas orelhas caídas. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. Tinha bem viva na memória a dor que sentira nas mãos corajosamente abertas para os golpes da escova. piscando. “que é que eu faço. apanhei por sua causa. – Mas por que você escondeu o resto? – perguntou a patroa. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. Lambeu-lhe as lágrimas. Biruta já estava lá. – Porque fiquei com medo. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. o focinho entre as patas. mas não faz mal. seu ladrãozinho! Quando ele voltou à garagem. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. 19 . Binuta estava lá. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede.. está acabado. – Por que você não arrebenta as minhas coisas? – prosseguiu o menino elevando a voz. vinham visitas para o jantar. não sabe? Pois agora não te dou presente de Natal. Leduina ficou desesperada. Biruta?! E se fosse a carteira de dona Zulu? Já desinteressado. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda. Você vai ver!. Lágrimas saltaram-lhe dos olhos.” Biruta então ganiu sentidamente. E agora Biruta mordera a carteirinha de Leduína. piscando os olhinhos temos. comendo tranquilamente.

– Alonso inclinou-se. Biruta seguiu-o aos pulos. Voltou-se para Leduína. Em seguida. quer dizer. O menino equilibrou penosamente a bacia na cabeça. é como se a gente não existisse.. como as crianças. E espiou apreensivo para debaixo do fogão. lançou-lhe um olhar furtivo. aproveita! Assim que colocou a bacia na mesa. Você vai jantar sozinho. Mas Biruta esquivou-se. – Mas só eu vou jantar? – surpreendeu-se Alonso. Era tão bom quando Biruta resolvia se sentar! Melhor ainda quando dormia. Biruta. Dois olhinhos brilharam no escuro: Biruta ainda estava lá. “Por que dona Zulu tem que ser assim? O doutor é bom. ele inclinou-se para agarrar o cachorro. num longo espreguiçamento. menino. menino. que o Biruta judiou de mim!.. – O que o seu filho vai ganhar? 20 . A trégua. com bastante pelo e as duas orelhas de pé! Você vai ficar lindo quando crescer. Biruta. – Deixe de falar sozinho e traga logo essa bacia. queria só brincar. Resmungou ainda enquanto empilhava a louça na bacia. Alonso suspirou. Eles vão jantar fora. O menino vergou o corpo sacudido pelo riso. eu sei que vai!” – Alonso! – Era a voz de Leduína. Biruta dormia profundamente. – Aproveita que eu estou com a mão ocupada. cresça logo. Tem ainda arroz e carne no forno. – Hoje é dia de Natal. Por que dona Zulu tinha tanta raiva dele? Ele só queria brincar. eu também tenho a minha festa. pelo amor de Deus! Cresça logo e fique um cachorro sossegado. Estendeu-lhe uma caçarola com batatas: – Olha aí para o seu jantar. dando as costas ao cachorro. Leduína tem aquele jeitão dela. Por que não entendiam isso? Não fazia nada por mal. dependurando-se com os dentes na barra do seu avental. – Ai. Por que dona Zulu tinha tanta raiva de crianças? Uma expressão desolada amarfanhou o rostinho do menino. seu bandidinho! – riu-se Alonso. Biruta. Já está quase noite. – Aproveita. Ah.. Leduína. mas duas vezes já me protegeu. calou-se. Alonso então sorriu. esperando qualquer reação por parte do cachorro. Só dona Zulu não entende que você é que nem uma criancinha. bocejou com um ganido e levantou-se. mordendo-lhe os tornozelos.LÍNGUA PORTUGUESA Girou sobre os calcanhares. nunca se importou nem comigo nem com você. Biruta abriu os olhos. estirando as patas dianteiras. latindo. Biruta era como uma criança.. – Chega de dormir. ajeitando a caçarola no colo. Como a reação tardasse. Tinha então a certeza de que não estava acontecendo nada. A empregada pôs-se a guardar rapidamente a louça. seu vagabundo! – disse Alonso espargindo água no focinho do cachorro.

. Vivia me atormentando que queria um cavalinho. no Natal. Leduína? – Hoje cedo ele não esteve no quarto de dona Zulu? O menino empalideceu.. que queria um cavalinho.. – Já chega os que a gente tem. A voz suavizou. – Êh. Inutilmente a procurava entre as moças que apareciam no fim do ano com os pacotes de presentes. E encolheu os ombros. Alonso pegou uma batata cozida. – Quando ele acordar amanhã. – Lá no asilo. sabe. Leduína? Por quê? Que foi que aconteceu? Ela hesitou. O menino sorriu também. Leduína? – perguntou a moça num tom afável. Ele não vai mais mexer em nada. A porta abriu-se bruscamente e a patroa apareceu. A madrinha. Pois não prometera levá-lo? Não prometera? Nem lhe sabia o nome. Com aquele dinheirinho que você me deu. – Só se foi na hora que fui lavar o automóvel.. Inutilmente cantava mais alto do que todos no fim da festa. se ela pudesse ouvi-lo! “. – Ainda não foi pra sua festa. Ah.. um casaquinho de malha e uma camisa.. – Pensei que você já tivesse 21 . era apenas “a madrinha”.LÍNGUA PORTUGUESA – Um cavalinho – disse a mulher. me deu sapatos. Abotoava os punhos do vestido de renda. Deixou cair na caçarola a batata já fria. Puxou o cachorro pelo rabo. Biruta? Seu vagabundo! vagabundo!. Biruta também vai ganhar um presente que está escondido lá debaixo do meu travesseiro. apareciam umas moças com uns saquinhos de balas e roupas. Apertou os olhos. Alonso encolheu-se um pouco. é muita responsabilidade tirar criança pra criar! – disse Leduína desamarrando o avental. – Por que ela não ficou com você? – Ela disse uma vez que ia me levar. quando então se reunia aos meninos na capela.. Depois. sua fisionomia iluminou-se. Tinha uma que já me conhecia.. E de repente. ela disse. tem a bolinha só pra isso. Perguntei à toa. – Nada. me dava sempre dois pacotinhos em lugar de um. não sabia nada a seu respeito. Um dia. Alonso baixou o olhar.. Fechou-a nas mãos arroxeadas. – Também.. Por que. Mas ela estava sorridente. Leduína.. Sabe. lembra? Agora ele não vai precisar mais morder suas coisas. vai encontrar o cavalinho dentro do sapato dele. Sondou a fisionomia da mulher. morna ainda. Biruta! Está com fome. não sei por que ela não apareceu mais. Deles.O bom Jesus é quem nos traz a mensagem de amor e alegria”. as mãos abertas em torno da vasilha. E ficou em silêncio.. irradiou-se para todo o rosto uma expressão dura. Dois anos seguidos esperou por ela.

Em seguida. fez-lhe uma última carícia. Biruta! Cachorro mais bobo.. Alonso ainda beijou o focinho do cachorro.. – E antes que a empregada respondesse. O pequeno está doente. com a boca encostada na orelha do cachorro. Leduína? A mulher já se preparava para sair. Mas não demore muito! O patrão já estava na direção do carro. com doces. com tudo! Numa festa. Você empresta seu Biruta só por hoje. pelo amor de Deus. hem? Tem um presente no seu sapato. O rosto do menino resplandeceu. – Hoje tem festa em toda parte. beijando o focinho do cachorro.LÍNGUA PORTUGUESA saído. – Numa festa com crianças. Biruta baixou as orelhas.. Alonso aproximou-se. – acrescentou num sussurro. Vou te esperar acordado. Dona Zulu pedindo Biruta emprestado.o no assento do automóvel e afastou-se correndo. Ponha ele lá que estamos de saída. está bem.. doutor. – Está bem. Deixe ele aí atrás. não empresta? O automóvel já está na porta.. Biruta? Você vai numa festa! – exclamou. Alonso pôs-se a mastigar pensativamente. – Te espero acordado. A mulher pousou a mão no ombro do menino: – Vou numa festa onde tem um menininho assim do seu tamanho. Apertou-lhe a pata. Quando ela lhe falava assim mansamente. – E lá tem doces.. – O Biruta. – Foi hoje que Nossa Senhora fugiu no burrinho? 22 ... inclinando-se para fazer uma carícia na cabeça do cachorro. ele não quer outra coisa! – Fez uma pausa. tenha juízo. não. nada de desordens! Se você se comportar. ela voltou-se para Alonso: – Então? Preparando seu jantarzinho? O menino baixou a cabeça. tem crianças. Viu. ele não sabia o que dizer. O homem voltou-se ligeiramente. precisando do Biruta! Abriu a boca para dizer-lhe que sim. Mas sem dar-lhe tempo de responder a mulher saiu apressadamente da cozinha. Então me lembrei de levar o Biruta emprestado só por esta noite. – Decerto. – Voltouse para a patroa.se. Ele adora cachorros. – Mas.. que o Biruta estava limpinho e que ficaria contente de emprestá-lo ao menino doente. deu agora de se esconder. E sorriu desculpando-se: – Até de mim ele se esconde. vai ficar radiante.. – Biruta vai adorar a festa! – exclamou assim que entrou na cozinha. não está? – prosseguiu a mulher. colocou. Baixou os olhos. amanhã cedinho te dou uma coisa. seu sem-vergonha! – repetiu. – O Biruta está limpo. Alonso tentou encobrir-lhe a fuga: – Biruta. Mas então era isso?!. Biru. Sentou. ganiu dolorido e escondeu-se debaixo do fogão. o pobrezinho.

Foi hoje que Jesus nasceu. Não vai fazer mais isso nunca. encarou-o.. Depois então é que aquele rei manda prender os três. você não precisa dizer pra dona Zulu que ele mordeu sua carteirinha. que amanhã dava um jeito. É melhor que você fique sabendo desde já. E julgou adivinhar o que a preocupava. só nós dois! – Riu-se metendo uma batata na boca. Leduína. O doutor pediu pra ela esperar. entendeu? Ela mentiu pra você. Alonso concentrou-se: – Estava. contraindo a boca. 23 . eu prometo que não. Não adiantou. não gosto. eu não gosto. Engoliu com dificuldade o pedaço de batata que ainda tinha na boca.LÍNGUA PORTUGUESA – Não. que ele tinha que ir embora hoje mesmo. – Dona Zulu estava linda. ouvindo o ruído do carro que já saía. se algum rei malvado quisesse matar o Biruta. Pela primeira vez. E de repente ficou sério. Alonso observou-a. Hoje cedo ele foi no quarto dela e rasgou um pé de meia que estava no chão. e mais aquilo. eu me escondia com ele no meio do mato e ficava morando lá a vida inteira. você ia sentir muito. já surrei ele. hoje era Natal. escutei a conversa dela com o doutor: que não queria mais esse vira-lata. menino. se eles gostam de enganar os outros. Vacilou ainda um instante. Mas eu não gosto dessa história de enganar os outros. Dirigiu-se à porta. Leduína. e mais isso. parecia querer dizer qualquer coisa de desagradável e por isso hesitava. Leduína? – Não vai mais voltar. – Não vai o quê. Ela ficou daquele jeito. Você não achou que hoje ela estava boazinha? – Estava.. – Sabe.. – Sabe. – Por que você está rindo? – Nada – respondeu ela pegando a sacola. o Biruta não vai voltar. Biruta não vai mais voltar. A mulher voltou-se para o menino. estava muito boazinha.. Mas não te disse nada e agora de tardinha. Amanhã ela vinha dizer que o cachorro fugiu da casa do tal menino.. enquanto você lavava a louça. Decidiu-se: – Olha aqui. – E tão boazinha. Levantouse. Vão soltar o cachorro bem longe daqui e depois seguem pra festa. Mas antes. não? – Não vai o quê? – perguntou Alonso pondo a caçarola em cima da mesa. eu já falei com ele..

Vai. sem avisá-lo. vai jantar. Editora Ática. Ele deixou cair os braços ao longo do corpo. – e desta vez só os lábios se moveram e não saiu som algum. na noite de Natal. – Biruta. foi saindo para o quintal. São Paulo.LÍNGUA PORTUGUESA Alonso fixou na mulher o olhar inexpressivo. – Que gente também! – explodiu. – Biruta – chamou baixinho. Biruta. dona Zulu e seu marido. Linguagem direta. familiar. Alonso cravou os olhos brilhantes num pedaço de osso roído. responda aos questionamentos abaixo: 01 O conto Biruta tem poucos personagens? Quem são? Sim. Estendeu a mão tateante. filho. A luz fria do luar chegava até a borda do colchão desmantelado. num andar de velho. Leduína. 02 As ações convergem para o mesmo ponto? Qual Sim. 2002. Muito tempo ele ficou ali ajoelhado. Ela perturbou-se. – Não se importe. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. não. Para a estrema crueldade de dona Zulu que chega ao ponto de tirar o cãozinho do garoto. De conto em conto. 03 A história acontece em um curto espaço de tempo? Delimite-o! Sim.. E arrastando os pés. A voz era um sopro. segurando a bola.. Alonso. 04 Que tipo de linguagem é utilizada no conto. objetiva. Bateu desajeitadamente no ombro do menino. Dirigiu-se à garagem. – Não?. A porta de ferro estava erguida. vol. Abriu a boca.2. Ajoelhou-se. meio encoberto sob um rasgão do lençol. Tirou debaixo do travesseiro uma bola de borracha. Em relação ao texto lido e tendo por base o conceito apresentado por Luzia de Maria.. Depois apertou-a fortemente contra o coração. 24 .

O que você sentiu durante a leitura? Converse com os colegas sobre isso. medeie esta atividade. este é o momento de aprimorar a sua escrita. Percorra os grupos para observar as impressões e os comentários dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pela autora para tornar a história tão interessante. Professor(a). Ler com fluência e autonomia. É bom compartilhar o que sentimos. Ler contos. a ponto de envolver e comover os leitores. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. divida a turma em duplas. peça que extravasem as emoções provocadas pelo conto e relatem experiências semelhantes vividas por eles ou pessoas conhecidas. identificando seus elementos e características próprias. 25 . AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. durante a leitura dos textos. com base nas anotações feitas por você. explorando as práticas de oralidade. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome novamente o seu conto e observe esses elementos: há poucos personagens? O espaço de tempo é curto? Onde se passa a história que você criou? Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. Vamos lá? Professor(a). construindo significados e inferindo informações implícitas. Prática de oralidade Você leu um conto muito comovente.

de fantasia ou imaginação. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. Tempo: uma história passa-se num tempo determinado. o que acontece antes vem contado antes. quer dizer. a celebração do nascimento de Jesus costuma sensibilizar as pessoas. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. o que acontece depois vem contado depois. tempo. ao invés de “carro”. termo pouco utilizado nos dias atuais. o desejo de fazer o bem. Este último procedimento recebe o nome de técnica da retrospectiva ou flash-bach.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. No conto Biruta. Essa ordem pode ser linear. A partir dos elementos mencionados. Atualmente há açougues em supermercados que ficam abertos até durante a noite. como a solidariedade. 26 . proporcionar alegria e felicidade ao (à) outro (a). para confirmar suas hipóteses. E é exatamente neste dia que dona Zulu. espaço. Enredo: é a organização dos fatos e ações vividas pelos personagens. ponto de vista e enredo. em seu caderno. em meados da década de 60 ou 70. pode-se deduzir que a história se passa no século XX. 01 A partir desses elementos você consegue deduzir a época em que acontece essa história? Percebe-se. 03 Por que a escolha desse dia para desfazer-se de Biruta torna mais cruel a atitude de Zulu? Porque. relembrando algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. quando ela diz a dona Zulu que aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. ao invés de presentear Alonso. claramente que a história não é atual. que demarca o tempo em que se passa a história. Outro elemento do conto. dentre outros indícios. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. o conto apresenta um narrador. 02 Em que dia do ano se passa a história? Em que momento desse dia? Sim. decide retirar dele o seu único presente. numa determinada ordem. menciona-se a palavra “automóvel”. e responda-as. personagens. está na fala de Leduína. Às vezes essa ordem linear pode ser interrompida para voltar ao passado. daí o significado da troca de presentes. Como todos os textos de ficção. aflorando sentimentos que possam ter ficado adormecidos durante todo o ano. voltando ao texto sempre que necessário.

chamada de retrospectiva ou flash-bach. d. Prática de escrita Retome o seu conto e observe especialmente o enredo e o tempo. mãos à obra! DESAFIO Identifique. _______________ Resposta: Presente: a. escrevendo presente ou passado. Vamos lá. Leve-os a perceber que a ordem linear dos fatos e ações vividas pelos personagens. 27 . Alonso recebe a visita da madrinha. às vezes. _______________ e) Animado. g. _______________ d) Alonso empresta Biruta a dona Zulu. ao lado de cada fato apresentado: a) Alonso lava a louça numa bacia _______________ b) Alonso volta à garagem triste e sozinho. socialize a atividade. os que são contados no momento em que acontecem e os que são relembrados pelo personagem Alonso. Caso você não tenha utilizado a técnica do flash-bach e perceba que poderia tê-la utilizado para maior coerência interna do seu texto. Observe se algum personagem do seu texto se recorda. de algum fato passado. _______________ c) No asilo. f Professor(a). Alonso conversa com Leduína sobre o pedido de Zulu _____________ f ) Dona Zulu bate em Alonso por causa da carne Que Biruta roubou ___________ g) Leduína conta a Alonso a verdade sobre Biruta _______________ h) Alonso entrega a louça a Leduína na cozinha _______________ i) Biruta é colocado no carro e parte com Zulu e o doutour. é interrompida com a volta ao passado e recordação de algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. h. dentre os fatos abaixo. Quando Alonso se recorda de coisas passadas.LÍNGUA PORTUGUESA 04 A ordem linear dos fatos e ações no conto Biruta foi interrompida em algum momento? Quando? Sim. este é o momento de fazê-lo. ou poderia se recordar. b. de forma a sistematizar dois importantes elementos do conto: tempo e enredo. i Passado: c. faz com que o personagem Alonso se recorde de coisas passadas. Essa técnica. e.

Prática de oralidade Professor(a). para confirmar suas hipóteses. ponto de vista e enredo. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. o conto apresenta um narrador. Escute o que eles têm a lhe dizer sobre o que você criou. explorando as práticas de oralidade. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. depois de ler as produções de todo o grupo. converse sobre o enredo e o tempo de cada conto. construindo significados e inferindo informações implícitas.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. personagens. Ler com fluência e autonomia. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. inicie esta aula. em seu caderno. de fantasia ou imaginação. Como todos os textos de ficção. voltando ao texto sempre que necessário. espaço. 28 . Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre o tempo e o enredo dos seus contos. identificando seus elementos e características próprias. tempo. Ler contos. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. Reúna com dois ou três colegas e. e responda-as.

• Que tipo de trabalho fazia e onde dormia? Auxiliava Leduína. mãos e andar de velho. como uma criança travessa. • Por que dona Zulu adotou Alonso? Para desenvolver uma espécie de trabalho escravo na sua casa. • Compare dona Zulu e Leduína.  Espaço: é o lugar onde se passam as ações e fatos vividos pelos personagens. Através do enredo. sofrido mas muito amoroso. quando decide lhe revelar o destino de Biruta naquela noite. Personagem principal. Alonso é o personagem principal. idade etc.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Personagens: seres que vivem as ações. Que diferença há entre elas. carinhoso e amigo de Biruta. na garagem. as ações acontecem na casa de dona Zulu. através do que fazem ou do que o narrador diz sobre elas. No texto Biruta. Dormia em um colchão. uma orelha em pé e a outra completamente caída. cor. • Como era Alonso física e psicologicamente? Uma criança de bracinhos finos. no fundo do quintal da casa. Leduína. mas Alonso e Biruta não compartilham do espaço ocupado pelo casal. • Qual é o assunto do conto Biruta? A solidão e a luta de Alonso pela sobrevivência e para proteger o seu querido cão. Tinha olhinhos ternos e mexia em tudo. apesar de não demonstrar amor e carinho por Alonso. • Como era o relacionamento de Alonso com Biruta? Por que o cãozinho era tão importante para ele? Biruta era o único e inseparável amigo de Alonso. é aquele em torno do qual se desenvolve o enredo. Podem ser caracterizadas fisicamente (aparência. tratava Alonso com extrema crueldade. Não se manifestava frente às atitudes cruéis da esposa. ou protagonista. companheiro e único amigo. a empregada da casa. 29 . manifestou uma certa pena do garoto. quanto ao modo de tratar o menino? Dona Zulu era má. Dormiam juntos no mesmo colchão. • Como o marido de dona Zulu se relacionava com Alonso? Com indiferença. • Como era Biruta? Por que mexia nas coisas e as estragava? Era pequenino e branco. Conflito: é o principal acontecimento a partir do qual se desenvolve a história.). percebemos o relacionamento entre eles. no canto da garagem. nos trabalhos domésticos. No caso do conto Biruta.

LÍNGUA PORTUGUESA

Qual é o espaço reservado a Alonso e Biruta na casa de dona Zulu?
A garagem, no fundo do quintal.

Que relação há entre esse espaço e a forma como Alonso é tratado pela dona da casa?
O espaço reservado a Alonso na casa de Zulu (a garagem no fundo quintal) revela que o menino era tratado pela dona da casa como um empregado, um escravo, e não como alguém da família.

Verossimilhança: é a coerência ou lógica interna da história. Os fatos narrados , mesmo inventados, devem decorrer uns dos outros de forma que o leitor aceite que possam ter ocorrido; o leitor precisa ser convencido de que os fatos narrados são possíveis na história.

Como você avalia a verossimilhança no conto Biruta?
O conto Biruta é verossímil, pois os fatos narrados, mesmo que inventados, poderiam perfeitamente acontecer na história.

Professor(a), com o objetivo de contribuir para a ampliação dos conhecimentos sobre o gênero em estudo, socialize a atividade, de forma a sistematizar os demais elementos de um conto.

Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se está claro para o leitor quem é o personagem principal e os secundários na história criada por você. Procure aprimorar suas características físicas e psicológicas, por meio das suas ações, pensamentos, atitudes e relacionamentos. Atente-se, ainda, para o assunto e o espaço criados por você. Não se esqueça de cuidar também da verossimilhança. Mãos à obra

AULA 06

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.

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LÍNGUA PORTUGUESA
O que devo aprender nesta aula
u u u

Ler contos de autor goiano. Conhecer a cultura local, com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. Analisar o emprego de adjetivos e locuções adjetivas para a caracterização das personagens e dos espaços no conto. Perceber a existência de preconceitos com relação à sexualidade, à mulher, ao negro, ao índio, ao pobre, à criança, ao velho, ao homem do campo, nos contos populares lidos. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor, título do texto, ilustrações. Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Produzir a primeira escrita de um conto.

u

u u u u

Conceito

Há duas maneiras de caracterizar um personagem, seja ele linear ou complexo: uma é pela qualificação, outras pelas ações. No primeiro caso, o personagem é descrito pelo narrador ou por outros personagens: características físicas (estaturas, aparência, idade, cor etc.), características psicológicas (personalidade, qualidade e defeitos, sonhos, desejos, emoções, pensamentos, frustrações, carências), características sociais (família, amizades, atividades, situação econômica etc.). No segundo caso, o personagem vai-se definindo pelo que faz, isto é, por suas ações o leitor vai percebendo quem ele é. Algumas vezes essas ações não são externas: passam-se na cabeça dos personagens, são ações interiores, psicológicas. Entretanto, essas duas possibilidades se completam, pois os autores recorrem tanto à qualificação quanto à ação para mostrar a personagem.
Prática de oralidade
Professor(a), neste momento, apresente à classe o conto, utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes, bem como a apresentação do autor do conto.

Hugo de Carvalho Ramos nasceu na Cidade de Goiás, no Largo do Chafariz, a 21 de maio de 1895, e morreu na mesma cidade, no dia 12 de maio de 1921. Considerado um dos grandes nomes do conto brasileiro, escreveu seu único livro Tropas e Boiadas (1917), do qual o conto Ninho de Periquitos faz parte.

Você conhece o autor da história?

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LÍNGUA PORTUGUESA
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Você já leu outros textos desse autor? O título o “Ninho de periquitos” lhe sugere alguma coisa? O que você acha que irá acontecer na história?

Prática de leitura

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda às questões que se seguem:
Proponha à classe a leitura silenciosa do conto Ninho de Periquitos de Hugo de carvalho Ramos. Peça-lhes que durante a leitura observem bem as personagens. Pergunte aos estudantes se gostaram da história, se conhecem alguma história parecida, que sentimentos ela lhe despertou. Comente que o autor utilizou uma linguagem regional, valorizando a cultura local e respeitando a variedade linguística – o sertanejo – especificamente.

Ninho de periquitos
Hugo de Carvalho Ramos

Abrandando a canícula pelo virar da tarde, Domingos abandonou a rede de embira onde se entretinha arranhando uns respontos na viola, após farta cuia de jacuba de farinha de milho e rapadura que bebera em silêncio, às largas colheradas, e saiu ao terreiro, onde demorou a afiar numa pedra piçarra o corte da foice. Era pelo Domingo, vésperas quase da colheita. O milharal estendia-se além, na baixada das velhas terras devolutas, amarelecido já pela quebra, que realizara dia antes, e o veranico, que andava duro na quinzena. Enquanto amolava o ferro, no propósito de ir picar uns galhos de coivara no fundo do plantio para o fogo da cozinha, o Janjão rondava em torno, rebolando na terra, olho aguçado para o trabalho paterno. Não se esquecesse, o papá, dos filhotes de periquitos, que ficavam lá no fundo do grotão, entre as macegas espinhosas de “malícia”, num cupim velho do pé da maria-preta. Não esquecesse... O roceiro andou lá pelos fundos da roça, a colher uns pepinos temporões; foi ao paiol de palha d’arroz, mais uma vez avaliando com a vista se possuía capacidade precisa para a rica colheita do ano; e, tendo ajuntado os gravetos e uns cernes da coivara, amarrava o feixe e ia já a recolher caminho de casa, quando se lembrou do pedido do pequeno. – Ora, deixassem lá em paz os passarinhos. Mas aquele dia assentava o Janjão a sua primeira dezena tristonha de anos; e pois, não valia por tão pouco amuá-lo.

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apoiando a mão molesta à casca carunchosa da árvore. surpreendido. O lavrador alçou com cautela a destra calosa. malignamente. O réptil.. vivamente.. encimada a testa duma cruz. escancarava a boca negra para o nascente a casa abandonada dos cupins. uma cabeça disforme. decepou-a noutro golpe. que abria ao mormaço crepuscular da tarde a galharada esguia. cerce quase à juntura do pulso. voltando a si do estupor. toda atostada desde a época da queima pelas lufadas de fogo que subiam da malhada. persistentes. inferir informações etc.LÍNGUA PORTUGUESA O caipira pousou a braçada de lenha encostada à cerca do roçado. caipira. num gesto instintivo. e o caboclo. passou a perna por cima. Então.. à altura do peito. rebuscando lá por dentro os dois borrachos. sem vacilar.. estabelecer relações. a terrível urutu do sertão. matuto e cabloco. assentada sobre a forquilha da árvore. chispando as pupilas em cólera. mas assassina.. 01 O autor utiliza vários sinônimos para se referir ao pai de Janjão. preparava-se para novo ataque ao importuno que viera arrancá-lo da sesta. sacou da bainha o largo “jacaré” inseparável. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto.. É que uma picadela incisiva. fitando-lhe. oblonga. Era uma urutu. O matuto sentiu uma frialdade mortuária percorrendo-o ao longo da espinha. entranhou-se pelo grotão-nesses dias sem pinga d’água – galgou a barroca fronteira e endireitou rumo da maria-preta. como um deus selvagem e triunfante apontando da mata companheira. rumo de casa.. E. E enrolando o punho mutilado na camisola de algodão. Roceiro. as alpercatas de couro cru a pisar forte o espinharal ressequido que estralejava. 33 . rasgara-lhe por dois pontos. Ali mesmo. lavrador. Localize-os no texto e registre no caderno. onde uma chispa má luzia. completamente perdido. e pulando de outro lado. enquanto olhava admirado. a palma da mão. os olhinhos redondos. dolorosa. após a leitura. na bifurcação do tronco. que foi rasgando entre dentes. mostrando a língua bífida. Perdido. onde um casal de periquitos fizera ninho essa estação. calcando duro. Mas tirou-a num repente. mas perfidamente traiçoeira. sobranceiro e altivo.. saiu do cerrado. para a qual a mezinha doméstica nem a dos campos. num movimento ainda mais brusco. possuíam salvação. amputando-lhe a cabeça dum golpe certeiro. aparecia à aberta do cupinzeiro. a fitá-lo ameaçador. Professor(a).

o autor lhe atribui as seguintes qualificações: “ uma cabeça disforme. entre outras. nas suas ações e nas informações da leitura do conto Ninho de Periquitos. onde uma chispa. construindo significados e inferindo informações implícitas. Retire do texto algumas delas e pelo contexto tente atribuir um significado. Produção escrita DESAFIO Crie características físicas. pois a cobra é caracterizada pelas suas qualificações e não pelas suas ações. No texto. explorando as práticas de oralidade. má. Respontos. AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. bífida. coivara. oblonga. encimada a testa duma cruz. 34 . com base na sua vida. alpercatas. identificando seus elementos e características próprias. Não. psicológicas e sociais para o pai de Janjão. 03 A cobra é caracterizada da mesma forma que o pai de Janjão? Justifique sua resposta. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. todas as ações denunciam que ele é um homem do campo. leitura e escrita.LÍNGUA PORTUGUESA 02 A caracterização do pai de Janjão se dá pela qualificação ou pelas ações que desenvolve na história? Se dá pelas ações que o pai de Janjão desenvolve.” 04 Vocês notaram que há muitas palavras desconhecidas no texto que não fazem parte no nosso cotidiano. Ler com fluência e autonomia. malhada. Ler contos. olhinhos redondos.

LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. Escreveu vários contos. Pico máximo dos acontecimentos. Aproveite o momento também para falar-lhes um pouco sobre este autor goiano. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. momento de auge no qual as ações atingem sua máxima expressão. em seguida responda às perguntas. um estágio de solução. Os conflitos desenvolvidos alcançam. O clímax é o momento de maior tensão e intensidade no conto. Veio para Goiânia em 1938. apresente à classe o conto. onde mora até hoje. ponto de vista e enredo. neste momento. facilmente identificado pelo leitor. em seu caderno. A história do conto tem uma conclusão. Bariane Ortêncio nasceu em Igarapava. O desenlace pode ser feliz. muitas vezes. voltando ao texto sempre que necessário. São Paulo no dia 24 de julho de 1923. o conto tem sua estrutura fechada desenvolve uma história e apenas um clímax. trágico. o final é aberto e deixa o caminho livre para a imaginação do leitor. Com A Fronteira (Revolução Constitucionalista de 1932 e Minha Vida de Menino). Prática de oralidade Professor(a). Como todos os textos de ficção. 35 . Mas curto que a novela ou romance. Classicamente diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. ganhou o prêmio CLIO da Academia Paulistana da História e edição premiada pelos Correios. dentre eles o Velho e os urubus. Prática de leitura Leia o texto abaixo. • • • • Você conhece essa história? O que o título lhe sugere? Já leu algum texto deste autor? Que impressões tiveram etc. surpreendente. espaço. de fantasia ou imaginação. Toda a estrutura do enredo parece direcionada para este momento culminante da história. com atenção. o desfecho. originalmente publicado na sua obra Meu tio-avô e o diabo. ou não. personagens. com a obra Cartilha do Folclore Brasileiro. Recebeu várias premiações. diferente. tempo. engraçado. o conto apresenta um narrador. dentre elas: Prêmio João Ribeiro/1997. O desfecho nem sempre traz uma solução.

as asas com V. combinados. o cigarro feito no capricho. Pegara-a meninota. lá deles. sem perder altura. Agora. muito fácil do Velho contar os urubus. O pouso. do outro lado da cerca. quando se retirava. procurando as camadas de ar favoráveis. Preparando o cigarro. Ali sentado. além disso. asas abertas. bem em frente à casa. Esperava até que chegasse o último. tinha na chegada dos urubus o seu único entretenimento. trocando de posições no banco duro. Como se pertencesse à família. como nos outros dias. não se lembrava mais. ipê de grande porte. alguns mais que-fazeres e o leite indefectível com farinha. que nunca passou de cria da casa. contava os seus urubus. o alívio. reparando o horizonte. fazia um pouco de tudo e não recebia pagamentos. a garantia do sono sossegado. a perrenguice lhe tolhendo as vontades. uma árvore seca. assentado no banco do alpendrão. pegou na opinião. Dos outros mais serviços. saciado com o prato de leite com farinha de milho. eram doze. a ordenha das poucas vacas. era pelo passado. como velhas rezando. enxugavam as penas.LÍNGUA PORTUGUESA O velho e os urubus De primeiro nem sabia quantos. pouco depois do pouso das aves amigas. Era. a velha ainda vivia. de dois e até de três. os urubus. ficava olhando. Só dormia assim: após a chegada dos urubus e do leite com farinha. um a um. Não se fechavam para a nascente. Quando chovia à noite. O dia rompendo. o caneco costumeiro de café forte e quente. O Velho. nascente incandescendo. o clarear. e planavam por muito tempo. e mergulhava 36 . Passatempo. a Afilhada se ocupava. mas depois foi reparando. distração de velho solitário. atentando. Voavam em círculos sob o domínio dos olhos do Velho. fácil. o balde na mão para a ordenha. chamavam-na a Afilhada. divisando-os assim que surgissem as pintas negras no sol entrante. E passou a contá-los todos os dias. as hemorroidas ardendo. a doença caminhando em ritmo acelerado. eles ficavam esperando o sol sair e. galgando as alturas no bater das asas. Ela também o chamava de Padrinho e jamais lhe soube o nome. se interessando. deixava o fervido de ervas para o Padrinho banhar as varizes anais. que quase nada fazia. No quarto. E não se retirava enquanto eles não chegassem. beiradeando o curral. Recolhia-se cedo. hora certa. Ele. À tarde vinham do poente de um. O Velho despertava antes dos urubus e saía para o relento de orvalho. para onde se largavam os urubus. procurando jeito. Como se chamava ela? Ele sabia? Não. Um ou outro punha-se em formato aerodinâmico. algumas chitas e as chinelas baratas. tais aviões deixando a base. os bichos preparando-se para levantar voo.

achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. uma por uma. entra não entra. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali. depois. E ele as acompanhava. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus. Buscara a lamparina. Nove. Nunca mais flores e. Onde andaria o seu urubu? Precisava ir à pedreira. Aí ele se recolhia satisfeito como se tivesse cumprido importante missão. o doze mais atrás. começavam a surgir as pintas pretas. de há muito... que sempre há um dia. A Afilhada entregava-lhe o caneco de café e levava o balde de leite para a cozinha. Virou obsessão. Onde estaria seu décimo segundo 37 . que não era tão longe. Lá vinha vindo o onze. não errara. Oito. ele beirando a cerca de arame. temperando com o oscilar de asas. o que foi feito em vão.. Era roxo ou era amarelo? Não se lembrava. nervoso. madornas. que se andasse muito. que não vinha. Passavam-se os dias e nada do urubu aparecer. nem folhas. seu agrado. por muito tempo. Disse a ele.. sempre assim. E.LÍNGUA PORTUGUESA para o solo num zumbido estridente. Eram seis. Depois juntava as asas. que vasculhassem a pedreira. aperreado. o canivete no alisamento da palha e na picagem do fumo. sonhos malsonhados de sono maldormido. O sol baixo. Dez. Malvados.. até que chegasse a hora do retorno. o sangue lhe ocorreria até as alpergatas. mas impossível para ele. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. o bicho vindo alto. Andava disputando a vida com o ipê seco. descendo reto no galho pouso.. Era o espetáculo para o Velho amigo. que mal clareava. mas que o ajudou a constatar o faltante. Quando voltavam mais cedo para o pouso. rodando. “Maldita hemorrêima!” – clamava. Agora sete. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. cismado. arrancaram as cascas medicinais do seu ipê condenando-o. Ele sorvia em pequenos goles o café forte. em coisinhas. Mandou a Afilhada chamar aquele moço que sempre pegava alguma empreitada. assim sempre. como se uma dama de negro fechasse o seu leque. depois curva ascendente. assim. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. contava. o voo baixo e direto. mentalmente. encabulado. O Velho. como de fato. Ele também já pouco se levantava do catre. pedindo-lhe encarecidamente. descrevendo. Ocupava-se. Mas um dia. Não havia errado? Não. Mas não estava. o mais para conferir os amigos negros que não passavam de onze. o volume aumentando até tornar-se realidade. que se embevecia. o Velho sabia que logo choveria. Cada noite.

toda pompa.. O leite com farinha agora sendo pouco. desde quando chegara àquela casa. Não chamou ninguém. Alguns grasnavam. aceitou e partiu voando também. resplendor.. – o que ela sabia contar não passava dos dedos de uma das mãos. feliz. Era alta madrugada. decerto respondendo que não sabiam. bem abertos. com alegria. talvez o Padrinho aceitasse.. Estava disposto e leve. o sorriso dele. Não se alimentava nem mais com café e o cigarro. o semblante no seu quieto de paz. quase nada. pelas tais e tantas cores. refulgente. o bando se dirigindo para aquela direção. Passava com o café e os inúmeros cigarros feitos. ainda. de um galho a outro. a esquadrilha da amizade. o discão vermelho no horizonte. – Não. O Velho já não se alimentava mais. farfalhou em voo rasante pela cabeça do amigo. seguindo o seu urubu procurando as camadas favoráveis de ar. sempre fora mandada. na comemoração de volta do companheiro. todos os doze urubus no velho ipê seco. na maior parte.. volteou a árvore. perguntando pelo desaparecido. Muito admirado. Não sei. Agora nada mais. não! Queria era o seu urubu! – Ele voltou? – perguntou o Padrinho. E agora. acompanhando o seu urubu brilhante.. sumindo. E este era todo raio de luz. planando na gostosura!. Divisou. tão bonito. pois nunca. afoito. Como já era tarde. as asas coloridas emanando luz. do reencontro.. Aí o resplandecente bateu asas. os olhos abertos. – Um remédio? O Padrinho quer um remédio? Ele negava com a cabeça. pintas pretas. o gadinho sendo. Saiu para fora. a Afilhada foi até o quarto levar o caneco de café. a cumprimentá-lo. fez círculos curtos em torno do Velho. pela Afilhada. não sabe como. formado com os outros. até que o sol se anunciou. 01 Tomando como base o conto lido. avistava lá de cima as divisas da fazendola. identifique: • Personagens o Velho e a Afilhada 38 . Não queria nada. talvez perscrutando horizontes. virou. saltando no gingado desengonçado deles. o dia avançando. Se admirou e ficou também feliz. sumindo. Não alcançava as consequências. será? – pensou o velho. o Velho notou um clarão de aurora e levantouse. vira o padrinho sorrir. A Afilhada não tinha iniciativa.LÍNGUA PORTUGUESA apóstolo? E falava com eles. Ele. ele aceitava. a convidá-lo. que se juntaram. Um urubu-pavão.

casa . Prática de escrita Este é o momento de você observar o clímax e o desfecho da sua produção inicial. curral.alpendre. pois se reencontrou com o urubu que estava faltando. quarto) 02 Qual é o clímax desse conto? É o momento em que o velho conta os urubus e falta um deles. Por que em sua opinião o autor faz isso? Resposta possível: A falta de identidade das personagens centrais da histórias revela a frieza das relações humanas (embora os personagens convivessem juntos ambos não sabiam seus respectivos nomes). por que o Velho não sabia o nome da Afilhada? E por que a Afilhada não sabia o nome do velho? Resposta possível: Pelo fato de o autor querer mostrar a indiferença do relacionamento dos dois. • Espaço o espaço é a fazenda (curral. aprimore-os. 04 Em sua opinião.LÍNGUA PORTUGUESA • Tempo (exemplifique com elementos do texto) Manhã: O dia rompendo. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. 39 . Fim de Tarde: O sol baixo. entra não entra Noite: Buscara a lamparina. que mal clareava • Conflito um velho já doente se aproximando da morte que tem como entretenimento contar os urubus. nascente incandescendo. Caso estes elementos não estejam bem definidos. Mãos à obra! DESAFIO No conto lido o autor escreve as palavras “Velho e Afilhada” com as letra iniciais maiúsculas. 03 Qual é o desfecho do conto? O velho morrer feliz.

O narrador na 3ª pessoa pode ser o narradorobservador que conta a história na sem participar das ações. neste momento. E o narrador-onisciente que também conta a história em 3ª pessoa. identificando seus elementos e características próprias. construindo significados e inferindo informações implícitas. de fantasia ou imaginação. Ler com fluência e autonomia. questionamentos sobre os tipos de narrador existentes nas narrativas: • • • Quem você acha que está contando essas histórias? Quem conta as histórias são os próprios personagens? Os narradores contam as histórias observando-as de maneira imparcial ou conhecem profundamente os personagens? 40 . à classe. explorando as práticas de oralidade. retome os trechos abaixo. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. Prática de oralidade Professor(a). mas ele conhece tudo sobre os personagens. Ler contos. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. Ele conta e participa da história como personagem.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. retirados dos contos “Felicidade Clandestina” e “O velho e os urubus” e direcione. O conto apresenta um narrador. Esse narrador pode fazer a narração em 1ª ou em 3ª pessoa. O narrador em 1ª pessoa pode ser chamado de narrador personagem. conhece suas emoções e pensamentos. leitura e escrita.

achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. responda às perguntas com atenção. mas você só veio de manhã. Até que um dia. mas que o ajudou a constatar o faltante... em seu caderno. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. Pediu explicações a nós duas. ele beirando a cerca de arame. entrecortada de palavras pouco elucidativas. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde.] Trecho 2 O velho e os urubus [. que mal clareava. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.] Eu ia diariamente à sua casa. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. em seguida. de modo que o emprestei a outra menina. quando eu estava à porta de sua casa.. pois no primeiro quem conta participa da história e no segundo não há essa participação. rodando. você acha que é diferente o modo de contar a história? Por quê? Resposta possível: É importante que o aluno perceba que há diferenças na forma de contar a história nos dois trechos. Trecho 1 Felicidade clandestina [. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus. Onde andaria o seu urubu? [. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [.. 41 . Buscara a lamparina.. Virou obsessão. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali. Até que essa mãe boa entendeu. sonhos malsonhados de sono maldormido. sem faltar um dia sequer. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas.] Mas um dia. que não vinha. Mas não estava. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. E eu. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. que sempre há um dia. apareceu sua mãe..] 01 Comparando os dois trechos. Houve uma confusão silenciosa..LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia os trechos abaixo e.. que não era dada a olheiras. voltando ao texto sempre que necessário. Cada noite. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. madornas.

o sol já havia entrado e a minha contagem só acusou onze urubus. rodando. O que acontecera com o meu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira.. sonhos malsonhados de sono maldormido..] Mas um dia. Houve uma confusão silenciosa. ainda. que não era dada a olheiras. 03 Reescreva o trecho 1 como se você fosse um narrador-onisciente. é um narrador personagem: “Eu ia diariamente à sua casa. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso.. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. que mal clareava.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Que tipo de narrador está presente nos dois trechos? Exemplifique com partes do texto. Eu saí do meu banco e andei daqui prali. há um narrador em 3ª pessoa. Às vezes a menina dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. 42 . sem faltar um dia sequer.”). que se você optou pela narrativa em 3ª pessoa. deve observar também se o narrador é apenas um observador dos fatos..” Já no trecho 2. com os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. que não vinha. mas que me ajudou a constatar o faltante. apareceu a mãe da menina. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. madornas.. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. Onde andaria o meu urubu? [.] Prática de escrita Retome mais uma vez a sua produção. mas você só veio de manhã. eu beirava a cerca de arame.. cuidando para que a escolha do foco narrativo perpasse todo o seu texto. e o emprego da 3ª pessoa: (“Ela ia diariamente. Procure ser bastante coerente. Ele conhece tudo sobre os personagens. [. que não era dada a olheiras. Vale ressaltar.. entrecortada de palavras pouco elucidativas. ou conhece as emoções e pensamentos das personagens. que sempre há um dia.] Ela ia diariamente à sua casa. madornas. Mas não estava. é um narrador onisciente. suas emoções e pensamentos: “Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [. Resposta possível: No trecho 1. não confundindo 1ª e 3ª pessoas. quando ela estava à porta de sua casa. Cada noite. [. Virou minha obsessão. E ela. Até que essa mãe entendeu. sem faltar um dia sequer.] Professor(a) é importante você ressaltar as marcas desse tipo de narração: a onisciência (“E ela. sonhos malsonhados de sono maldormido. desta vez para observar o tipo de narrador que você empregou na sua história. Eu busquei a lamparina. de modo que o emprestei a outra menina. 04 Reescreva o trecho 2 como se você fosse um narrador personagem. a narrativa está em 1ª pessoa. A mãe pediu explicação as duas meninas.. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa.”). Até que um dia. ou seja. Onde andaria o seu urubu?” O narrador sabe que os sonhos do personagem eram malsonhados e que o sono era maldormido. visto que o narrador conta e participa da história ao mesmo tempo. o narrador-onisciente...

Ler com fluência e autonomia. leitura. Ler contos.LÍNGUA PORTUGUESA DESAFIO Leia o trecho abaixo. construindo significados e inferindo informações implícitas. algo que irá ocorrer após o momento em que se fala. 43 .” Agora. que não vinha. por sua vez. Podem ser flexionadas em três tempos básicos: presente. identificando seus elementos e características próprias. o futuro. explorando as práticas de oralidade. Conceito Num conto literário os tempos verbais são de extrema de importância. está previsto ou prestes a ocorrer. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. que retrata situações consideradas reais por parte de quem fala. ele beirando a cerca de arame. O presente indica uma ação. AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. utiliza o modo indicativo. Sempre que o autor quer marcar o grau de certeza de que um fato realmente ocorreu.” “Cada noite. O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. Verbos são palavras variáveis que têm a propriedade de localizar o fato no tempo em relação ao momento em que se fala. passado e futuro. se aplica a fatos anteriores ao momento da fala. retirado do conto “O Velho e os urubus. e o pretérito. escrita e a análise da língua. atribua um significado para a expressão destacada. Refletir sobre o emprego das flexões verbais. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala.

Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. 44 . mas que existe uma classe gramatical responsável pelo estudo do tempo. Biruta [. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. dias ou períodos do dia. responda às questões propostas: Professor(a). No trecho do texto Biruta “Ajoelhou-se. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. retome o conceito do elemento tempo trabalhado na aula 4: uma história passa-se num tempo determinado. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado.” Que palavras marcam o tempo? O tempo marcado por estas palavras está se realizando. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. retirado do texto Biruta e. Leduina ficou desesperada. neste momento. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. vinham visitas para o jantar. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. Prática de leitura Leia o trecho a seguir. em seguida. Ele então tirou a carne de dentro da camisa.. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. o verbo. já se realizou ou ainda vai se realizar? Qual o nome da palavra que indica o tempo em que a ação se desenvolve? • • • Professor(a). Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. precisava encher os pasteis.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). “Alonso. comendo tranquilamente. saliente que o tempo não se restringe apenas às marcações de ano. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha..] Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. Alonso arrancou-lhe a carne. com a posta de carne entre as patas. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. proponha a leitura silenciosa do trecho abaixo. Biruta estava lá. Peça para que os alunos atentem-se às palavras que dão ideia de tempo. deitado bem em cima do travesseiro. • Retome os contos “Biruta” e “O velho e os urubus” e localize expressões que marcam o tempo. “que é que eu faço.

03 No exercício número 1.[. d) “Biruta estava lá.pretérito) a) “Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne.” “. dona Zulu?!” presente. Em sua opinião por que ocorre isso? Resposta possível: É importante o aluno perceber que. e) “Alonso arrancou-lhe a carne. b) “Leduina ficou desesperada. especificamente. 02 Você reparou que a maioria dos seguimentos aconteceram no passado..] Prática de análise da língua 01 Identifique. dentre os seguimentos abaixo.” passado. por isso há uma grande recorrência do tempo passado. dona Zulu?!” Em sua opinião. vinham visitas para o jantar. Leduína.” passado. geralmente. você não viu onde deixei a carne?” passado. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda..LÍNGUA PORTUGUESA – Está aqui..” presente. h) “.. Leduína.” passado. retratam fatos que já aconteceram. por que a autora utilizou esse tempo verbal? Resposta possível: Porque.” passado. retirados do conto “Biruta” os que se passam no momento em que acontecem (presente) e os que já aconteceram (passado . g) “Está aqui...que é que eu faço.. retratam diálogos que acontecem no momento da narrativa. f ) “Ele então tirou a carne de dentro da camisa... que é que eu faço. estes seguimentos.. apesar de o narrador contar um fato que já aconteceu. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. 45 . deitado bem em cima do travesseiro. bem como no trecho acima. c) “Alonso. os contos. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim. há dois seguimentos no presente: “Está aqui.” passado. Leduína.

escrita e a análise da língua. Prática de escrita DESAFIO Este é o momento de você observar o emprego dos tempos verbais (passado e presente) em sua produção inicial. leitura. O que devo aprender nesta aula u u Ler contos. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. Mãos à obra! AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. u u 46 .” O que os verbos destacados expressam com relação ao tempo verbal? Resposta possível: Expressam ações que ocorreram no passado e que no momento da narrativa elas já haviam sido concluídas. mensagens etc. aprimore-os. explorando as práticas de oralidade. autor. identificando seus elementos e características próprias. e voltar à cozinha. pois Alonso já havia praticado as ações de arrancar e esconder a carne. Estabelecer relações entre partes de um texto. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. marcadas por conjunções. Caso estes elementos não estejam bem definidos. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. ilustrações.LÍNGUA PORTUGUESA 04 No trecho. “Alonso arrancou-lhe a carne. identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como título do texto. advérbios etc.

O objetivo desta atividade é tratar de algumas relações de sentido que determinados elos coesivos dão às frases. A primeira atividade. Inicie a aula. Converse com eles sobre o título. trabalhará com a prática da oralidade. de juntar bem as partes usando uma palavra que dá o sentido que se quer dar ao trecho. Imediatamente um sujeito mal-encarado. que se encontrava no café em frente. ontem. ajeitou a gravata e cuspiu de banda. amanhã. agora. de oposição. converse com os estudantes. era quase impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. Parou debaixo do poste. de causalidade. Eles devem lembrar-se dos marcadores de tempos mais comuns: hoje. como as anteriores. Antes de iniciar a leitura do texto. Faça-lhes as seguintes perguntas: • O título do texto é “Conto de mistério”. de posteridade. quando necessário. de Stanislaw Ponte Peta. intitulado “Conto de mistério”. Conto de mistério Stanislaw Ponte Preta Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada. proponha à classe a leitura silenciosa do texto “Conto de mistério”. No local combinado. perguntando aos estudantes se eles já leram algum conto de mistério. Dessa forma. Você conhece este conto e o seu autor? Em caso negativo. de comparação. a identificação dos elementos que explicam essa relação. Prática de oralidade Professor(a). entre outros e. estabelece relações lógico-discursivas e forma uma unidade de sentido coesa e coerente. advérbios etc. pronomes. pelas expressões de tempo. a percepção de uma determinada relação lógico-discursiva é enfatizada. de lugar. acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. O que vocês acham que será o assunto do texto? Você conhece algum conto de mistério? Que tal contá-lo para a turma? Vamos ler hoje um conto do escritor Stanislaw Ponte preta. se conhecem algum escritor do gênero. pergunte se eles se lembram de algumas palavras que indicam quando as ações acontecem. que hipóteses constroem com base nele. • • • Prática de leitura Professor(a). Deixe-os falar. 47 . Comente que algumas palavras indicam também a noção de tempo. o objetivo dessa aula é mostrar que determinadas palavras são elementos que dão coesão ao texto. Lembre-lhes da importância de articular bem o texto. de anterioridade. caminhando pelos cantos escuros. parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. muitas vezes. Peça que façam frases em que apareçam essas palavras.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Coesão e coerência: a utilização adequada dos elementos coesivos como conjunções. expor suas ideias. imagine o mistério de que trata o conto e o seu desfecho. permite uma concatenação perfeita entre as partes do texto. de suspense.

Destaque alguns como os adjetivos que descrevem o ambiente. Logo uma dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente. a sorrir de felicidade. certificou-se de que não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela. pequena. tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro. roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer. Acesso: 11. 02 Alguns elementos linguísticos ajudam a construir o mistério no conto.casadobruxo. úmido. O marido colocou o pacote sobre a mesa. Mas o homem que ia na frente olhou em volta. O outro entrou num beco úmido e mal-iluminado e ele – a uma distância de uns dez a doze passos – entrou também. caminhando rente às paredes do beco.. Resposta possível: Escuro. O que entrara com ele disse que ficaria ali. Ali parecia não haver ninguém. entrava em casa a berrar para a mulher: – Julieta! Ó Julieta.com. meia hora depois. mal iluminado.12. dando a ideia de mistério.. A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental. entrou no café e pediu um guaraná.br. O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara. via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. esfumaçada. sepulcral. Este passou o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. Disponível em: www. Consegui. Enfiou a mão no bolso. Atravessou cautelosamente a rua. Por trás dela um sujeito de barba crescida. Saiu então sozinho. Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada onde. PORTO.2012 01 O que poderia estar acontecendo para o personagem ter passado por tanto suspense para obter aquele simples quilo de feijão? Resposta possível: A escassez de alguns produtos e a dificuldade para adquiri-los. Quando alcançou uma rua mais clara.LÍNGUA PORTUGUESA Era aquele. O motorista obedeceu e. no centro. Ali estava: um quilo de feijão. num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo. O outro sorriu e se aproximou: – Siga-me! – foi a ordem dada com voz cava. assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço. O silêncio era sepulcral. Sérgio (Stanislaw Ponte Preta) Conto de Mistério. Deu apenas um gole no guaraná e saiu. 48 . Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. Um aceno de cabeça foi a resposta. Depois se virou para sair.

Que ideia a palavra então expressa no contexto? Neste caso.”A que termo a palavra ali se refere? Ali se refere ao “beco úmido e mal iluminado” onde os personagens entraram. exprime ideia de conclusão. identificando seus elementos textuais.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o trecho: “Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. caminhando rente às paredes do beco”. escrita e análise da língua. 02 Leia novamente este trecho: “Saiu então sozinho. explorando as práticas de oralidade. 49 . Compreender o sentido global do gênero conto. Ler conto de mistério. Que ideia expressa o termo destacado? A palavra quando estabelece no texto uma relação lógico discursiva que expressa ideia de tempo. O que devo aprender nesta aula u u u Ler contos em diferentes suportes. AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Conto. leitura. Prática de escrita DESAFIO Que tal vocês modificarem o fim do conto? Crie um final bem interessante para o Conto de mistério. Não se esqueça de usar palavras para criar emoção e suspense. 03 No trecho: “Ali parecia não haver ninguém.

50 . e responda às questões propostas: O Caso do Cofre Arrombado Alberto Filho O Inspetor Arruda acaba de receber um telefonema misterioso.. é como se todo o tempo tentassem se esconder. perigoso. Qual o seu tema? Resposta possível: O tema é a compra de um quilo de feijão como se fosse algo perigoso.. volte ao texto com os alunos e busque exemplos do que está sendo discutido. há sempre um mistério a ser desvendado. 04 E quanto ao ambiente? Como ele se encaixa no mistério do conto? Resposta possível: Também o espaço aparece parcialmente descrito ou então é descrito como sombrio.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade 01 Retome o Conto de Mistério. entre outros elementos. A pessoa do outro lado da linha estava desesperada: – Por favor. 02 Como se constrói o clima de mistério no conto? Resposta possível: O mistério vai se fazendo a partir de meias informações. situações suspeitas que deixam no ar a possibilidade de que algo inesperado vá acontecer a qualquer momento. é importante que os estudantes vejam as características do conto de mistério a partir do próprio texto. O suspense. venha depressa! Houve um assalto aqui na Rua do Beco 45. Professor(a). 03 A partir do conto é possível fazer uma descrição dos personagens? Por quê? Resposta possível: Não é possível descrever os personagens porque em nenhum momento aparece uma descrição clara. por apresentar um crime ou um mistério a ser desvendado. estudado na aula anterior. mesmo criminoso. a seguir. Prática de leitura Leia outro conto de mistério.. Conceito Os contos de suspense ou mistério se caracterizam.. o medo e o desejo de saber são ingredientes importantes na trama e a investigação do enigma corresponde ao foco principal da história. Uiii. acho que vou desmaiar.

o desejo de desvendar a historia. 03 Que pistas nos são dadas para a resolução do mistério? O telefonema. 51 . 04 A conclusão do inspetor ao final da investigação é de que o homem estava mentindo. o telefone não poderia estar intocado. fora arrombado e limpo pelo gatuno.. as respostas poderão ser variadas. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. e constatou que um cofre. O inspetor ainda escutou o barulho de alguma coisa caindo no chão. O Inspetor aproveitou o tempo para analisar a cena do crime. o que indicava que ele fora atingido por alguém. Em sua cabeça havia um grande galo.htm 01 Leia o conceito apresentado acima e relacione-o ao conto lido. Professor(a). e quando estava conversando com o senhor. sabe que o tesoureiro está mentindo.com. sobre o gancho. observe se os estudantes relacionam os elementos apontados no conceito como o mistério a ser resolvido. 02 Qual o mistério a ser resolvido? O mistério é descobrir quem roubou o cofre.LÍNGUA PORTUGUESA E dizendo isso. Aproveite para mostrar aos estudantes a importância de serem dadas todas as informações necessárias à resolução do mistério. Professor(a). Pelo barulho parecia um corpo.. O homem ao acordar lhe relatou: – Sou o tesoureiro e o último a sair sempre. o Inspetor entrou e viu uma pessoa caida no chão ao lado de um birô. Após analisar tudo o Inspetor concluiu que ele estava mentindo. a investigação do mistério como foco principal. que havia no local.uol. não mais aguentei e desmaiei caindo no chão. Um homem armado entrou na sala e me atingiu com uma coronhada. Chegando no local indicado.. a descrição do local. já que não é dada nenhuma informação que leve a essa conclusão. Como ele poderia saber? O Inspetor Arruda.br/enigma_17a. Escreva um comentário comprovando que se trata realmente de um conto de mistério.. a fala do homem. O mesmo ainda estava desacordado. Escapei por sorte. Ainda consegui alcançar o telefone.. O que levou o Inspetor a deduzir isso? http://sitededicas.. a ligação foi interrompida.

o que você achou desse final? Se fosse você o autor. quando ainda a suposta vítima estava desacordada. E então. o telefone tivesse caído no chão junto com ele. as marcas da goianidade no conto lido. no momento do desmaio.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Você verá agora a solução para o mistério do cofre roubado. escrita e análise da língua. Observar o uso da língua de maneira a dar conta da variação intrínseca. como resolveria esse caso? Escreva um novo desfecho com a sua versão. leitura. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. explorando as práticas de oralidade. Analisar as formas do oral. AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. O que devo aprender nesta aula u u u u u Ler conto de autor goiano. SOLUÇÃO: O Inspetor Arruda sabe que o tesoureiro está mentindo. sobre o gancho. o telefone não poderia estar intocado. o falar cotidiano. Mas. 52 . Conhecer a cultura local. não foi o que o inspetor encontrou ao chegar ao local do assalto. com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. Seria mais lógico que ao interromper a ligação. Partilhar com os colegas as percepções de leitura do conto lido.

– O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça. – e apontou com o dedo para fora do rancho. cujos centros formavam um triângulo equilátero. em quem o lê. dentre eles o Prêmio Jabuti. mostre-lhes o livro (suporte textual) onde foi publicado este conto. transferiu-se para Goiânia. onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal. Apresente-lhes o título e o autor e pergunte-lhes se conhecem a história ou se já leram outros textos desse autor. inicie esta atividade antecipando com entusiasmo e emoção a leitura do texto Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. Enfim. ainda. Somente 53 . Prática de leitura Professor(a). e ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1975. nasceu em Corumbá de Goiás (GO). poeta. Três círculos entrelaçados. Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto “Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá”. mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. se possível. Não conseguindo seu intento. faça uma boa propaganda para que os estudantes façam antecipações e sintam-se motivados para a leitura do texto. A velha foi até a porta e lançou a vista. e no terreiro. voltou a Goiás. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O conto deve produzir. riscando com o dedão uma circunferência no chão mole – outra e mais outra. com o objetivo de despertar nos estudantes a curiosidade e o interesse pela literatura goiana. Bernardo Élis Fleury de Campos Curado (1915 – 1997). um efeito de impacto. em seguida. Recebeu vários prêmios. em 1942. fais um zoio de boi lá fora pra nois. Diga-lhes. Advogado. Isto era simpatia para fazer estiar. enfincou o calcanhar na lama. de Bernardo Élis. Com um livro de poesias e outro de contos. Em 1939. E o menino voltou: – Pronto. debaixo da chuva miúda e continuada. vó – O rio já encheu mais? – perguntou ela – Chi. se já ouviram falar dele etc. contista e romancista. tendo exercido as funções de prefeito por duas vezes. espia. responda às questões propostas: Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá Bernardo Élis – Fio. Leia o texto abaixo e. que pretendia publicar. Para todo lado havia água. professor. que a história que irão ler aconteceu no interior de Goiás. rodou sobre ele o pé. da feição surpreendente do episódio ou do modo como foi contado. Fale um pouco desse grande escritor goiano e. tá um mar d’água! Qué vê.

pois o braço do rio aí era pequeno. se Deus ajudá. Casara-se ali: tivera um filho. filho da velha. O gado. um biruzinho sempre perrengado.LÍNGUA PORTUGUESA para o sul. mas a passagem da várzea era rasa e podia-se vadear perfeitamente. entrou. para a várzea. com a colher de pau. aliás: era entrevada. ergueram um rancho de palhas. Ele morreu de maleita e os outros continuaram no lugar. como se fosse um zunzum subterrâneo. morreu de maleita. cadela.” Há quarenta anos a velha Nhola vinha ouvindo aquela conversa fiada. que ruiu. A velha trouxe-lhe um prato de folha e ele começou a tirar. A casa ficava num triângulo. Uma noite que vinha vagaro­ samente. Nos tempos de cheias os habitantes ficavam ilhados. Daí para cá foi a decadência. O rancho se erguia num morrote a cavaleiro de terrenos baixos e paludosos. o filho Quelemente e o neto. cozido sem gordura. pois a formação geográfica construíra um excelente apartador. No lugar da casa de telhas. Este ano mesmo. a mulher dele. quando o velho morreu. Derrubou farinha de mandioca em cima. arrastando-se pelo chão. Havia vinte anos apanhara um “ar de estupor” e desde então nunca mais se valera das pernas. por uma vargem de buritis. já estava quase extinto pelas ervas daninhas. A erva se incumbiu de arrasar o resto do gado e as febres as pessoas. Onde ele se agachou. Depois era o filho que falava assim. O Quelemente. como o progresso de uma doença fatal. o feijão quente da panela de barro. cascudo. se Deus ajudá. Dependurou numa forquilha a caroça. E ainda continuaram no mesmo lugar a velha Nhola. o vau tá que tá sumino a gente. porém. ora mais fraco. da água escorrida da calça de algodão grosso. A princípio fora seu marido: “– Nois precisa de mudá. Agora a gente só ouvia o ronco do rio lá embaixo – ronco confuso. que murcharam e se estorceram. Estava ensopadinho da silva. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. pruquê senão a água leva nois”. irremediavelmente. – que é a maneira mais analfabeta de se esconder da chuva. nois se muda. nora de Nhola. – tirou a camisa molhada do corpo e se agachou na beira da fornalha. “– Este ano. ou antes ainda. estava agora uma lagoa. Já tinha pra mais de oitenta anos que os dos Anjos moravam ali na foz do Capivari no Corumbá. mas nunca se mudara. o avô de Quelemente veio de Minas e montou ali sua fazenda de gado. ora mais forte. e o terceiro. rouco. com que entrouxava a bocarra. é que estava mais enxuto. A calça de algodão cru do roceiro fumegava ante o calor da fornalha. – Mãe. nois se muda. Começou a escurecer nevroticamente. como se pegasse fogo. de que dois lados eram formados por rios. No tempo da guerra do Lopes. A velha voltou para dentro. feito um cachorro. 54 . Era um feijão brancacento.

alumiando seu rosto macilento e fuxicado.Quelemente saiu ao terreiro e olhou a noite. – Com essa chuveira de dilúvio. translúcida e pegajosa. viu? – pediu ela ao filho. aranhas. Não havia céu. que não permitia divisar os contornos das coisas. Os gritos friorentos das marrecas povoavam de terror o ronco medonho da cheia. cuias. fugindo à inundação. subterrâneo. – Ocê bota a gente hoje em riba do jirau. Ratos. De repente. que aos poucos ia galgando a perambeira do morrote. de olhos abertos e embaciados. fedia a podre. A noite era feito um grande cadáver. A palha do rancho porejava água. Uma luz cansada e incômoda. – Adonde será que tá o chulinho? Foi quando uma parede do rancho começou a desmoronar. Quelemente sentiu um frio ruim no lombo. Dentro da casa. entre as espumas alvas. 55 . Dirigiu-se ao jirau da velha.o diabo refugiavase ali dentro. trapos e a superfície do líquido tinha umas contorções diabólicas de espasmos epiléticos. com um brilho aziago no olhar. baratas. No canto escuro do quarto. sublinhado pelo uivo de um cachorro. As águas agitadas vieram banhar as pernas inúteis de mãe Nhola: – Nossa Senhora d›Abadia do Muquém! – Meu Divino Padre Eterno! O menino chorava aos berros. Ela receava a baita cascavel que inda agorinha atravessara a cozinha numa intimidade pachorrenta. Foi puxar o baixeiro e nisto esbarrou com água. tratando de subir pelos ombros da estuporada e alcançar o teto. grilos. O rancho estava viscosamente iluminado pelo reflexo do líquido. sapos. Nem um relâmpago.LÍNGUA PORTUGUESA A chuva caía meticulosamente. o pito da velha Nhola acendia-se e apagava-se sinistramente. Ele dormia com a roupa ensopada. não havia horizonte – era aquela coisa confusa. boiavam pedaços de madeira. Os torrões de barro do pau-a-pique se desprendiam dos amarrilhos de embiras e caíam nágua com um barulhinho brincalhão – tchibungue – tibungue. Nem uma estrela. Pulou do jirau no chão e a água subiu-lhe ao umbigo. Lá fora o barulhão confuso. coités. derrubando dentro da casa uma infinidade de bichos que a sua podridão gerava. Ela estava agachada sobre ele. Sentiu um aperto no coração e uma tonteira enjoada. Ali pras bandas da vargem é que ainda se divisava o vulto negro e mal recortado do mato. Nem um pirilampo. sem pressa de cessar. tudo quanto é mundice entra pro rancho e eu num quero drumi no chão não. mas aquele frio que estava sentindo era diferente. Clareava as trevas o branco leitoso das águas que cercavam o rancho. foi-se todo o pano de parede.

até cair na cachoeira. 56 . – E o chulinho? – perguntou o menino. os detritos da habitação. mas um tronco de árvore que derivava chocou-se com a embarcação. Quelemente nadou. com um vagar irritante. Era feita de paus de buritis amarrados por embiras. a sirga não alcançou mais o fundo. O mato se aproximava. agarrar-se aos galhos das árvores. Daí em diante o rio pegava a estreitar-se entre barrancos atacados. o jeito era mesmo espatifar-se na cachoeira. mas não pôde nem mover-se: procurava. Pelo vão da parede desconjuntada podia-se ver o lençol branco. depois de cair no canal. podia-se salvar por ali. A correnteza pegou a jangada de chofre. Quelemente tentava atirar a jangada para a vargem. A embarcação mantinha-se a coisa de dois dedos acima da superfície das águas. emergindo do insondável – deviam ser as copas das árvores. – e que arrastava as palhas. fê-la tornear rapidamente e arrebatou-a no lombo espumarento. com uma calma perversa de suplício. com o choque. as taquaras da parede. Esforçava-se para identificar o local e atinar com um meio capaz de os salvar daquele estrugir encapetado da cachoeira. tentado enxergar os barrancos altos daquele ponto do curso. discerniam-se sobre o líquido grandes manchas. ora valsando em torvelinhos. Investigava a treva. O que era preciso era alcançar a vargem. Ainda se tivesse certeza de que a enchente houvesse passado acima do barranco e extravasado pela campina adjacente a ele. De súbito. O animal subiu ao jirau e sacudiu o pelo molhado. colocou em cima a mãe e o filho. Era preciso evitar essa passagem. estralando. Quelemente viu a velha cair nágua. – que se diluía na cortina diáfana. sair por esse único ponto mais próximo e mais seguro. tremulo. nessa jangada improvisada. cujos olhos de pua furavam o breu da noite. nego – Nhola chamou o chulinho que vinha nadando pelo quarto. soprando a água. e começou a lamber a cara do menino. porém. aos mansos boléus das ondas. nego. As três pessoas agarraram-se freneticamente aos buritis. Sim. cá. A porta do rancho também ia descendo. O teto agora começava a desabar. Do contrário. leitosa do espaço repleto de chuva. por milhares de cálculos. – É o mato? – perguntou engasgadamente Nhola. fugir dela. apanhou-a. arriando as palhas no rio. escapar à cachoeira. cujo rugido se aproximava de uma maneira desesperadora. a fim de alcançar as árvores. mas a única resposta foi mesmo o uivo do cachorro. ora parando nos remansos enganadores. mas sustinha satisfatoriamente a carga.LÍNGUA PORTUGUESA – Cá. e lá se foram derivando. Tudo isso descia em longa fila. que agora corria na garupa da correnteza. tirou do teto uma ripa mais comprida para servir de varejão. sonambulicamente pesadas.

entretanto.. Devia ser a campina adjacente ao barranco. Ali era um lugar raso. Suas pernas. refletindo cinicamente a treva do céu parado. sem querer. rugindo. arrastando as pernas mortas que as águas metiam por baixo da jangada. Ali já não cabia ninguém. Ah! se ele soubesse que aquilo era raso. Tapando a sua respiração. a senhora tá aí? E as águas escachoantes. não teria dado dois coices na cara da velha. apertando sua garganta. não teria matado uma entrevada que queria subir para a jangada num lugar raso.. A mãe. Ela já estava quase abaixo das águas. certamente teria tomado pé. estuporado. tapando seus ouvidos. ô. entretanto. desequilibrou a jangada. A nado. que fugiu das mãos de Quelemente. seus olhos.LÍNGUA PORTUGUESA A velha debatia-se. um estorvo. Novo coice melhor aplicado e um tufo d’água espirrou no escuro. presa ainda à jangada por uma mão. Nisso Quelemente notou que a jangada já não suportava três pessoas. ele sentiu sob seus pés o chão seguro. o arrastava. sob pena de irem todos para o fundo. Ao cair. varrida de um vento frio e sibilante. Mas quem sabe ela estava ali. se tivesse pernas vivas. sufocando-o. Mas a velha tentava energicamente trepar novamente para os buritis. Aquele último coice. Não podia. enchendo sua boca de água. Era raso. onde ninguém se afogaria se a jangada afundasse. Era a morte que chegava. O choque com o tronco de árvore havia arrebentado os atilhos e metade dos buritis havia-se desligado e rodado. Quelemente notou que aquele esforço da velha estava fazendo a embarcação perder a estabilidade. Ela afundou-se para tornar a aparecer. Era o rio que reclamava uma vítima. desamparando-o no meio do rio. 57 . As águas roncavam e cambalhotavam espumejantes na noite escura que cegava os olhos. Matando seu filho que era perrengue e estava grudado nele. os olhos fuzilando numa expressão de incompreensão e terror espantado. porém. porém. espumejando. sufocando-o. abraçando Quelemente com o manto líquido das águas sem fim. Quelemente segurou-se bem aos buritis e atirou um coice valente na cara aflissurada da velha Nhola. O diabo da correnteza. do céu entrevado. mãe! – Mãe. do céu defunto. presa ainda à borda da jangada. as pernas escorrendo ao longo do rio? Quem sabe ela não tinha rodado? Não tinha caído na cachoeira. não havia força capaz de romper a correnteza nesse ponto. de tão forte. despendendo esforços impossíveis por subir novamente para os buritis. A velha não podia subir. com as unhas metidas no chão. eram uns molambos sem governo. Cujo ronco escurecia mais ainda atreva? – Mãe. A velha não podia subir. estaria salva.

ô. mãe! Eu num sabia que era raso. A água barrenta e furiosa tinha vozes de pesadelo. uivos ásperos de cães danados. ao invés de tentar salvar sua mãe. com os atilhos arrebentados no choque com a árvore. lhe tapou o nariz. 1. Você acha que este fato aconteceu realmente? 3. lhe entupiu os ouvidos abertos à voz da mãe que não respondia.LÍNGUA PORTUGUESA – Mãe. Proponha uma discussão coletiva. nalgum perau distante. Abriam-se estranhas gargantas resfolegantes nos torvelinhos malucos e as espumas de noivado ficavam boiando por cima. lhe encheu os olhos arregalados. na enchente do rio Corumbá. a empurrou para dentro do rio? Porque a jangada. todos iriam para o fundo do rio. 02 Por que Clemente. timbres de mãe ninando filhos doentes. até que a água lhe encheu a boca aberta. e foi deixá-lo. Como se sentiu ao ler a história? 2. 1975 01 A que se refere o título do texto? À personagem de nome Nhola dos Anjos. A enchente é uma ação que acontece nos dias atuais? 4. 04 Que final é reservado a Quelemente? Ele também morre afogado nas águas do rio Corumbá. abra um espaço para os comentários sobre o conto lido. resmungo de fantasmas. Editora Civilização Brasileira. empazinado. gritando dentro da noite. com os estudantes em círculo. ora morria e Quelemente foi-se metendo por ele a dentro. como flores sobre túmulos. mãe de Quelemente que morre afogada. abaixo da cachoeira. Prática de oralidade Professor. Rio de Janeiro. não mais suportava três pessoas. Se ela subisse. – Espera aí. mãe! O barulho do rio ora crescia. 03 Qual foi a reação de Quelemente ao perceber que a mãe fora tragada pelas águas do rio? Quelemente fica totalmente desesperado. – Mãe! – lá se foi Quelemente. Caminhos das Gerais. pois fora responsável pela morte de sua mãe. O que podemos fazer para impedir esta ação da natureza? 58 . dando oportunidade para que todos participem dessa socialização.

tá um mar d’água! Que vê. abaixo. beleza e espontaneidade ao texto.. no quadro abaixo: • – Fio fais um zoio de boi lá fora pra nois • ..) Isto era simpatia para fazer estiar.. e em seguida. Procure mostrar-lhes que o autor faz uso de palavras e expressões para marcar a cultura local. todas as palavras e expressões presentes no texto que são marcas da goianidade. Para isso. elabore o resultado desse trabalho em cartaz conforme modelo abaixo. chame a atenção dos estudantes para as variações linguísticas... Destacamos. espia. recorte as expressões em tiras de papel e distribua-as entre os grupos. dar vida..LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua DESAFIO Professor(a).. • – Ocê bota agente hoje em riba do jirau • O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça.. • . • – Adonde será que tá chulinho? • Eu num sabia que era raso. um biruzinho sempre perrengado. • Dependurou numa forquilha a caroça • . mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. Explique o significado de cada expressão. Peça-lhes que procurem explicar seu significado na região local... • Estava ensopadinho da silva.. beleza e espontaneidade ao texto. O autor faz uso dessas palavras e expressões para marcar a cultura local.enfincou o calcanhar na lama (.. dar vida.. EXPRESSÕES SIGNIFICADO 59 . • – Chi..

Prática de oralidade • • • Você sabe o que são figuras de linguagem? Para que elas servem? Quais figuras de linguagem você conhece? Professor(a). nesse momento. Conceito Figuras de linguagem são recursos linguísticos utilizados na fala ou na escrita para tornar mais expressiva a mensagem transmitida. O que devo aprender nesta aula u u Identificar informações explícitas e implícitas para a compreensão de textos. já que. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto. o jeito goiano de falar. Atente-se para a importância dessa atividade. leitura escrita e análise da língua. desde que se observe o tempo de execução da aula. expressões que caracterizem a goianidade. Professor(a). Registre na lousa aquilo que julgar importante. Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso de figuras de linguagem. observe se as respostas dadas são coerentes com o que foi perguntado. além 60 . você poderá acrescentar outras questões que julgar importantes para a sensibilização. ou seja. socialize o resultado da pesquisa pedindo-lhes que confirmem os significados no dicionário. por meio dela. Reconhecer as figuras de linguagem. verificando a necessidade de intervenções durante esta sequência. junto aos familiares e à comunidade. explorando as práticas de oralidade.LÍNGUA PORTUGUESA Amplie o quadro buscando. Assim. AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários.

Marina Colasanti (Asmara. sempre com aguçada sensibilidade. Quando o encadeamento das ideias se faz na ordem crescente temos o  “clímax”. a partir de fatos cotidianos.  Professor(a). por uma relação de semelhança entre os dois termos. saiu em 1992. o amor. parecia. Cada Bicho seu Capricho. os problemas sociais brasileiros. Prosopopeia é uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados. Sinestesia é uma figura de linguagem que consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. em um sentido que não é o seu usual. Etiópia. sobre a situação feminina. como. Ela se diferencia da metáfora por ser feita por meio de um conectivo (com. deixa-os mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos. por Rota de Colisão (1993). Em 1968. proponha aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto abaixo.LÍNGUA PORTUGUESA de auxiliar o leitor compreender melhor os textos literários. quanto. São exemplos de figuras de linguagem: Metáfora é uma figura de linguagem em que há o emprego de uma palavra ou uma expressão. 1937) chegou ao Brasil em 1948. Nos anos seguintes. em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas. Gradação é uma figura de linguagem que consiste em dispor as ideias em ordem crescente ou decrescente. etc. Nelas. ou seja. de lá para cá. foi lançado seu primeiro livro. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia. é fundamental que esses conceitos sejam discutidos e ampliados a partir das considerações feitas pelos alunos. a autora reflete. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle. mas não Devia (1992). ou a visão com o tato. Também podemos chamá-la de personificação. por exemplo: o gosto com o cheiro. 61 . publicaria mais de 30 obras. tal. apresentadora de televisão e roteirista. como o III Salão de Arte Moderna. como a antecipação e inferência. ao “anticlímax”. tendo o cuidado de trabalhar estratégias. atuou como colaboradora de periódicos. dentre os quais Eu Sei. a arte. Suas crônicas estão reunidas em vários livros. em virtude de uma determinada semelhança. qual. o encadeamento caminha em direção ao “clímax”. e sua família se radicou no Rio de Janeiro. e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil. entre literatura infantil e adulta. com base em elementos do texto e informações sobre a autora.). Em seguida.  quando em ordem decrescente. Seu primeiro livro de poesia. assim. por Ana Z Aonde Vai Você?. Comparação é uma figura de linguagem que consiste em atribuir características de um ser a outro. Eu Sozinha.

na penumbra trazida pelas nuvens. Leve. a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos    do algodão    mais felpudo. jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás. responda às questões que se seguem: A Moça Tecelã Marina Colasanti Acordava ainda no escuro. E aos poucos seu desejo foi aparecendo. escolhia um fio de prata.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia o conto “A Moça Tecelã”. Depois lãs mais vivas. que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida. que ela ia passando entre os fios estendidos.  Em breve. Mas tecendo e tecendo. para começar o dia. E logo sentava-se ao tear. Se sede vinha. Na hora da fome tecia um lindo peixe. Não esperou o dia seguinte.  Delicado traço cor da luz. e foi entrando em sua vida. Tecer era tudo o que queria fazer. O moço meteu a mão na maçaneta. Assim. com cuidado de escamas. quentes lãs iam tecendo hora a hora. e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. E à noite.  Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos. Tecer era tudo o que fazia. bastava a moça tecer com seus belos fios dourados. sapato engraxado. rosto barbado. ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha. E eis que o peixe estava na mesa. quando bateram à porta. corpo aprumado. dormia tranquila. a moça passava os seus dias. Se era forte demais o sol. tirou o chapéu de pluma. para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Nada lhe faltava. suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. pronto para ser comido. em longo tapete que nunca acabava. em seguida. de Marina Colassanti e. Linha clara. chapéu emplumado. e no jardim pendiam as pétalas. enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros. começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. Nem precisou abrir. a chuva vinha cumprimentá-la à janela. depois de lançar seu fio de escuridão. 62 .

Mas pronta a casa.  Segurou a lançadeira ao contrário. E tecendo. o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. durante algum tempo. deitada no ombro dele. subiu a longa escada da torre. enchendo o palácio de luxos. Só esperou anoitecer. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. começou a desfazer seu tecido. A neve caía lá fora. olhou em volta. E feliz foi. logo os esqueceu. se podemos ter palácio? – perguntou. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Desteceu os cavalos.  Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. tomou o peito aprumado. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas. sentou-se ao tear. espantado. os cofres de moedas. e jogando-a veloz de um lado para o outro.LÍNGUA PORTUGUESA Aquela noite. fios verdes para os batentes. E entre tantos cômodos. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. e salas e poços. ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. e pressa para a casa acontecer. Não teve tempo de se levantar. as estrebarias. 63 . e. advertiu: – Faltam as estrebarias. e ele viu seus pés desaparecendo. e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecer era tudo o que fazia. Afinal o palácio ficou pronto. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. acordou. Tecer era tudo o que queria fazer. as salas de criados. o emplumado chapéu. Mas se o homem tinha pensado em filhos. os jardins. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. as carruagens. e pátios e escadas. sumindo as pernas. e ela não tinha tempo para chamar o sol. – É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. agora que eram dois. o nada subiu-lhe pelo corpo. E antes de trancar a porta à chave.  E parecia justo. A noite chegava. para não fazer barulho.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. Ela já desfazia o dese­nho escuro dos sapatos. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido. enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. E descalça. Tecia e entristecia. – Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. Porque tinha descoberto o poder do tear. Dias e dias. já não lhe pareceu suficiente. em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.  Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo. – Para que ter casa. Rápido.

ou seja. como se ouvisse a chegada do sol. tudo cria vida e passa a compor um quadro único. que a manhã repetiu na linha do horizonte. a autora faz uso da sinestesia. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas…”. no final. 04 No texto A moça tecelã.. Cada vez mais ela ia tecendo. cheios de sol e de vida. há a presença de uma gradação crescente (clímax). metaforicamente. nesse momento. 64 . enfatizando respostas esperadas. Com as exigências do marido. Ao utilizar a expressão “ouvir o sol”. Extraído do livro Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento. como ouve o sol. Possibilidade de resposta: Nesse fragmento.” Que impressões sensoriais estão presentes nele? E qual o efeito de sentido que ela provoca? Possibilidade de resposta: As impressões sensoriais são visão e audição. se as expectativas de aprendizagem foram alcançadas. Essa figura de linguagem está a serviço do gênero “conto de fadas” onde. a moça escolheu uma linha clara. delicado traço de luz. E foi passando-a devagar entre os fios. 03 No fragmento retirado do texto “Dias e dias. Explique a relação das cores das linhas escolhidas no início e no final do texto para demonstrar o estado de espírito da moça. depois semanas e por fim meses. a natureza cria vida a partir do tear e das mãos da moça tecelã e passa a interagir com ela em perfeita harmonia.LÍNGUA PORTUGUESA Então. conforme a exigência do marido ia aumentando. cheios de vida em que vai tecendo novamente feliz os dias. No texto. já que são exercícios discursivos. há a presença de uma gradação crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax)? Explique. figura de linguagem que contribui para intensificar a interação da personagem com a natureza. termina com os mesmos fios claros. Possibilidade de resposta: O quinto parágrafo é construído basicamente por prosopopeia. o estado de espírito da moça. até que resolve desfazer tudo e. geralmente. É importante observar. Professor(a). a moça começou tecendo em dias. 2000 Prática de análise da língua 01 Observe o trecho do primeiro parágrafo “Acordava ainda no escuro. 02 Aponte no texto o parágrafo construído basicamente por prosopopeia e explique o efeito de sentido que essa figura de linguagem emprega ao texto. Possibilidade de resposta: A moça tecelã inicia o conto com cores claras para tecer os dias alegres. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. o que pode ser feito de forma coletiva. Ela não só vê. ela vai perdendo a felicidade. as características das linhas escolhidas para tecer revelam. dentre outras coisas. Rio de Janeiro. Global Editora . a correção dos exercícios é fundamental. alegres. em questão.

Caso não tenha explorado a linguagem metafórica. construindo significados e inferindo informações implícitas. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. escrita. Discorrer sobre vários assuntos. distinguindo as falas do narrador e das personagens nos contos literários. Expectativas de aprendizagem u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. No plano da oratória. designa a elocução pública. Temos três tipos de discursos: 65 .LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se a sua escrita deixará o (a) leitor (a) mais sensível à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. vamos lá: utilize os conhecimentos construídos nesta aula e uma boa dose de sensibilidade para deixar o seu texto mais poético. Ler com fluência e autonomia. e análise da língua. Então. este é o momento de fazê-lo. mais literário. título do texto. explorando as práticas de oralidade. ilustrações. indireto e indireto livre. Analisar o emprego dos discursos direto. Conceito De acordo com o dicionário Discurso é uma palavra de origem latina  discursu(m) e significa: ação de correr por/ou para várias partes. que visa a comover e persuadir. leitura.

um verbo que anuncia uma fala. Discurso indireto livre . é importante que todos possam participar e que sejam trabalhados comportamentos como: saber ouvir. Esse discurso possui duas características fundamentais: a primeira é que a fala do personagem vem introduzida por um verbo dicendi. por meio dela.Pode-se dizer que o discurso indireto livre é uma mistura do discurso direto com o discurso indireto. é  um  discurso misto onde há maior  liberdade.LÍNGUA PORTUGUESA Discurso direto -  O narrador reproduz o discurso com as próprias palavras do interlocutor. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar. A segunda característica é que antes da fala da personagem há geralmente. neste momento. As falas dos personagens são reproduzidas por terceiros. dois pontos e travessão. desta grande escritora. de  forma  sutil. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto e sobre Marina Colassanti. motive a classe para o estudo dos discursos presentes nas narrativas. esperar sua vez para falar. etc. ou seja. isto é.O narrador usa suas próprias palavras para comunicar o que as personagens disseram. Prática de leitura Retome a leitura do texto “A moça tecelã” e responda às questões que se seguem: 66 . Discurso indireto . apresentando-lhes o próximo conto que irão ler nesta aula: • • • • • • • • Para você. se). Prática de oralidade Professor(a). em que consiste um discurso? Em que situação ocorre um discurso? O discurso pode estar presente em um conto literário? O que lhe sugere o título deste conto? Conhece a palavra tecelã? O que significa? Você conhece alguma história interessante da escritora Marina Colasanti? Qual? Ouviu de alguém? Quem? Leu em algum outro livro de conto? Sabe quem é o seu autor? Professor(a). Atente-se para a importância dessa atividade. O discurso indireto vem introduzido por um verbo dicendi e também apresenta conjunção subordinativa integrante (que. Em seguida proponha-lhes a leitura silenciosa do conto A moça tecelã.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. questionando-os o que já sabem sobre o assunto. respeitar a opinião dos colegas e os diferentes modos de falar. já que.

tirou o chapéu de pluma e disse: estou entrando na sua vida. Agora. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “o moço meteu a mão na maçaneta. Em seguida. responda às questões abaixo: 01 Sabemos que o  discurso direto ocorre quando as personagens falam diretamente.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. após a leitura. 67 . tirou o chapéu de pluma.“deitada no ombro dele. sem valer-se do diálogo: “Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata”.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “pela primeira vez pensou: como seria bom se eu tivesse um marido ao lado!” b - “O moço meteu a mão na maçaneta. em que predomine o discurso indireto? Possibilidade de resposta: o discurso indireto ocorre quando o narrador. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “A moça pensava: vou tecer lindos filhos para aumentar ainda mais a minha felicidade”. de  forma  sutil. se podemos ter palácio?” 02 O discurso indireto ocorre quando os personagens não falam diretamente. mas precisam de um narrador para contar seus feitos. por meio de diálogos.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. Possibilidade de resposta: o discurso direto pode ser visto nos trechos em que o marido fala de modo ordeiro: “– Para que ter casa. sem intermédio do narrador. 03 O Discurso  indireto  livre é  um  discurso misto onde há maior  liberdade. reproduz a fala do marido. identifique o discurso predominante nas falas abaixo e os transforme em discurso indireto livre: a .” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. etc. um trecho em que o discurso direto seja evidente.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. Você pode encontrar um trecho. a sua maneira.“pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. e foi entrando em sua vida. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar. c . formule algumas questões para verificar o nível de compreensão dos estudantes em relação ao texto lido. no conto. Vamos identificar no texto. Prática de análise da língua Retome o texto e reflita sobre a linguagem e os discursos utilizados.

” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se na sua escrita você explorou os tipos de discurso: direto. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “E pela primeira vez pensou: como seria bom estar (se eu estivesse) sozinha de novo.“E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. este é o momento de fazê-lo. AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. Caso não tenha explorado. aqui. indireto livre. advertiu: – Faltam as estrebarias.LÍNGUA PORTUGUESA d . E antes de trancar a porta à chave advertiu: faltam as estrebarias. indireto. após o marido ter entrado em sua vida. Então. E não se esqueça dos (meus) cavalos”. leitura e escrita. o diálogo das duas. para que você possa planejar as intervenções necessárias. Narre. Empregue na sua narrativa. aqui. explorando as práticas de oralidade. que há muito tempo não via. professor(a). E antes de trancar a porta à chave. o discurso que você desejar.“– É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “Ele disse: é para que ninguém saiba do tapete. Assim. 68 .” 04 Imagine que a moça tecelã encontra sua melhor amiga. e . é fundamental que você leia esses textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. E não se esqueça dos cavalos!” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso direto. Espera-se que os alunos sejam capazes de dominar os discursos estudados nesta aula e empregá-los na hora da escrita. vamos lá! A ideia.

criada pela autora. u u Conceito Para Edgar Allan Poe. Faça intervenções quando achar necessário. leve-os a refletir sobre o universo feminino de forma. Estimule a percepção dos alunos. formulação e verificação de hipóteses. Para isso ele deve ser construído à base da economia dos meios narrativos. pois seu porte chama a atenção dos estudantes para o ato de ler. que sustenta sempre uma unidade de efeito. então use esse momento para inserir novos conhecimentos: apresente Clarice Lispector. 69 . opiniões. provavelmente os alunos não saberão. Lya Luft. retome conto de Marina Colasanti “A moça tecelã” e proponha uma conversa com os alunos. etc. proporcionando aos alunos o gosto pela pesquisa). Martha Medeiros. É necessário que você faça uma leitura oral do texto com a classe. Se possível disponibilize trechos destas autoras e estimule a curiosidade. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Após a leitura.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar as percepções de leituras e conhecimentos sobre as diferentes culturas presentes no texto. Mostre que os escritores são pessoas comuns que usam as palavras para expressarem seus pensamentos e que dentro de cada um de nós existe um escritor que basta ser estimulado para que ele exista. Associar conteúdo e função social do gênero. procure direcionar o diálogo para a história da evolução da mulher na sociedade brasileira e mundial. expondo suas ideias. Instigue os alunos proporcionando a eles momentos de reflexão sobre: • Para que serve a literatura? Por que e para que as pessoas escrevem? A literatura é importante? Nesse momento é importante que o professor ouça as respostas e estimule os alunos a participar desse momento de reflexão. Lygia Fagundes teles. Prática de oralidade Professor(a). Aborde com os alunos alguns tópicos de sua escolha dentre eles ressalte: • • Você conhece outras histórias que abordem a temática da mulher na sociedade? Quais são os escritores ou escritoras que abordam a temática feminina na literatura brasileira? Professor. que eles compreendam a importância de ambos os sexos para o desenvolver harmônico da sociedade. estimule a fala e o diálogo entre eles sobre as ideias explícitas e implícitas no conto. por meio dos aspectos culturais. Promover inferências entre literatura e realidade analisando o aspecto cultural que envolve a figura feminina. o máximo de efeitos. a fim de conseguir com um mínimo de meios. Nessa prática. Promover reflexão a respeito da figura feminina. Discutir ideias. demonstrando gosto e satisfação pela leitura. o conto é uma narrativa curta.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

Releia o conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti e reflita sobre as questões abaixo, respondendo-as:

01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto?
Possibilidade de resposta: A personagem protagonista era uma garota que tecia. Ela ia tecendo as coisas conforme seus desejos e magicamente a realidade também era alterada. Observava o ambiente, analisava se o que havia criado era bom. Se não gostasse do que havia feito, desmanchava o alinhavado e consequentemente a realidade se modificava também.

02 Por que a protagonista desistiu de haver criado o homem? Você concorda com a atitude da moça tecelã?
Possibilidade de resposta: O homem, se revela como sendo materialista e capitalista e descobrindo o poder que o tear possuía, exigia cada vez mais de sua esposa. Bens, riquezas, e nunca se contentava com o que já possuía. Não correspondeu o desejo da esposa, que idealizava uma companhia masculina, ter uma família, e sua criação não correspondeu as expectativas, fator que entristeceu a tecelã, que optou por destruir o império que havia criado, voltando a criar coisas simples que lhe davam prazer. A segunda pergunta é pessoal e deve ser ouvida, professor.

03 Pode-se dizer que o conto estudado é um conto de fadas? Por quê?
Possibilidade de resposta: De uma certa maneira, podemos dizer que o texto de Marina trata-se de um conto de fadas dos dias atuais. O conto A Moça Tecelã é composto por uma narrativa tradicional, de entendimento direto, povoado pelos modelos clássicos de fabulação: castelos, príncipes, encantos e magia. Mas não se limita a isso, pois Marina Colasanti inova quando registra em seu conto a história da mulher e sua busca histórica por uma identidade feminina, refletindo a literatura de uma época atual, visitando o pensamento arcaico e o universo mágico dos contos de fadas.

04 Você notou, no conto, que a personagem feminina revela um novo pensamento com relação aos costumes sociais? Qual? Você concorda com essa nova forma de pensar? Por quê?
Possibilidade de resposta: É uma resposta pessoal, mas espera-se que o discente seja capaz de comparar o comportamento feminino de antigamente: submisso, sem possibilidade de interferir no seu próprio destino, com a forma atual das mulheres que fazem suas próprias escolhas e decidem por seus destinos.
Professor(a), abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido e do assunto suscitado.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de escrita DESAFIO

Agora, vamos retomar a sua produção textual anterior. Ao relê-la, irá repensá-la, pois durante este percurso surgiram novas ideias. Anote-as em outra folha, reescreva seu conto com as alterações que surgiram. Pode acontecer que, depois do estudo de tantos contos, você queira escrever, agora, sobre outra temática: a mulher, como fez Marina Colassanti em Moça tecelã, o sertanejo, de Nhola dos Anjos, ou de outra minoria socialmente excluída, como o negro, o índio, o homossexual etc. Se isso acontecer, não fique preocupado, pois você estará agindo como os escritores famosos que escrevem, e depois retomam o escrito para fazer novas alterações até que o conto esteja pronto. Mãos à obra!
Professor(a), aqui, a sua mediação é fundamental. Vá de carteira em carteira, converse com cada aluno, dê sugestões sobre o texto. Esta atividade irá permitir que seu aluno veja em você um aliado, alguém em que ele possa confiar para aprimorar suas ideias, sem medo de represálias.

AULA 16

Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Sistematizar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura, escrita e análise da língua.
O que devo aprender nesta aula
u

Reformular os textos produzidos com base na reescrita orientada pelo professor, considerando sua finalidade, os possíveis leitores e as características do gênero. Caracterizar as personagens no conto literário produzido. Identificar e caracterizar o espaço e o tempo no conto literário. Utilizar os diferentes níveis de linguagem (coloquial, culta, regionalismo, jargão, gíria) no conto literário, conforme a situação. Analisar o emprego de discurso direto e indireto nas narrativas. Fazer reformulações que assegurem, também, as características próprias dos contos literários. Refletir sobre o emprego das flexões verbais.

u u u

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LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Um bom texto vem de um rascunho e passa por sucessivas versões em que será aperfeiçoado até chegar ao produto final. Desse modo, é muito importante que os estudantes tenham uma atitude crítica em relação à sua própria produção de textos. Com a atividade de reescrita o professor fornece marcas no texto que levam o estudante a observar o que deve ser melhorado em seu texto.
Prática de oralidade
Professor(a),chegou o momento, de os alunos reescreverem o conto que foi produzido ao longo dessas aulas. Para tanto, faça alguns questionamentos aos estudantes: • • •

O que você achou do nosso estudo sobre contos? Esse nosso estudo ajudou você a produzir seu conto? Você gostou do conto que escreveu? Você acha que precisa melhorá-lo.

Prática de leitura
Professor(a), nesse momento escolha um conto produzido por um dos alunos e faça uma leitura para a classe. Não precisa divulgar o nome desse aluno. Posteriormente, você retomará as características que foram estudadas e juntamente com os alunos observará se elas se fazem presentes no texto lido. Paralelamente a essa análise, peça aos alunos que observem em seus próprios contos as características discutidas e analisadas. Para proceder a essa análise, escreva esses questionamentos na lousa.

01 Os elementos da narrativa, enredo, tempo conflito, clímax, desfecho, personagens, verossimilhança e narrador estão presentes neste texto? 02 Os tempos verbais estão bem definidos? 03 Você utilizou figuras de linguagem? 04 Na narrativa há a presença do discurso direto, indireto e indireto livre?
Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se as características do conto estudadas e discutidas se fazem presentes em seu conto. Aprimore as características que você considerar que não foram bem empregadas em seu texto.

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Após a leitura.Editorial Professor(a). AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. no centro. leitura e escrita. 73 . e ambiente a sala de aula de modo que os estudantes tenham acesso ao gênero. outros editoriais. Discutir sobre a finalidade dos editoriais e demais textos de opinião de diferentes jornais e revistas. dando-lhes tempo para que isto aconteça. Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. Envolva todos no trabalho. Disponha as carteiras em círculo e. É importante que todos os estudantes sejam incentivados a pesquisar e ler. para que possam se familiarizar mais e melhor com esse gênero textual. esteiras. em casa. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. explorando as práticas de oralidade. almofadas. oportunize um tempo para que os estudantes socializem as análises dos editoriais lidos. Produzir a primeira escrita de um Editorial. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. Peça-lhes que procurem nos jornais e revistas editoriais que lhes chamem a atenção e que os instiguem a ler. coloque vários jornais e revistas. Diga aos estudantes que durante o trabalho com editoriais eles terão bons e variados momentos de leitura. para o trabalho com o gênero Editorial. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. O que devo aprender nesta aula u u u u Tomar contato com o editorial e outros textos de opinião.

Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). pergunte-lhes se costumam ler jornais e revistas. Uma mulher é hoje presidente da República. Questione . de articulistas e do jornal. proponha-lhes as questões abaixo para ajudá-los a desenvolver habilidades como: identificar a finalidade do texto. bem como os objetivos deste estudo. observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos e. Texto 1 Injusta desvantagem O Popular. ou o que mais gostam de ler nestes portadores de textos. 30 de novembro de 2012 Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados até o momento e apresentelhes o segundo gênero a ser estudado no bimestre. distribua-lhes os 3 textos abaixo e peça-lhes que os leiam observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos. o que eles acham mais interessante. da direção ou da equipe de redação. diga aos estudantes que ler é se apropriar de novos conhecimentos. E só recentemente deixaram o fundo do palco para ocupar lugares no proscênio. 74 .os se costumam ler as seções destes portadores textuais onde aparecem os textos de opinião: do leitor. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. em seguida. Após a leitura. responda às questões que seguem: Professor(a). sexta-feira. Prática de leitura Leia os três textos abaixo. divida a turma em pequenos grupos. com o objetivo de continuar o trabalho com os gêneros textuais. quando não podiam votar e muito menos ser votadas. • • • • Qual a importância da leitura para você? Você costuma ler jornais e revistas? Quais são as seções destes portadores que você mais gosta de ler? Costumam ler as seções de opinião? Conceito Os Editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. comparar os textos e distinguir fato de opinião etc. Inicie a aula com uma conversa sobre a importância da leitura.

A Síntese Indicadores Sociais (SIS). Por causa desse caráter contraditório. mas não beneficia a todos. o turismo se tornou a base do desenvolvimento e da economia local. Os olhos que se deslumbram com os belos parques aquáticos em centenas de outdoors pela cidade não veem bairros da periferia sem ruas asfaltadas.” Com essa frase o turista é saudado quando chega a Caldas Novas. E a jornada de trabalho. entre outras profissões de nível superior.4 vezes maior do que a de trabalhadores do sexo masculino.020. a uma temperatura que varia de 37° a 57° transformaram essa pequena cidade em um dos maiores polos turísticos do Brasil. era 2. que era de R$ 1. nem mesmo água tratada e rede de esgoto. Desse modo. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. no sul do Estado de Goiás. pois a maior parte do capital gerado pelo turismo não se transforma em infraestrutura para a população. faz-se a seguinte pergunta: “O que é mais importante. Foi nele que milhares de caldenses viram a oportunidade de melhorar a qualidade de vida. medicina veterinária e engenharia. Texto 2 Texto finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa. considerando também os afazeres domésticos.8% do rendimento dos homens. Caldas Novas que os turistas não veem Aluna: Bianca Souza Soares “Bem-vindos à maior estância hidrotermal do mundo. o equivalente a 67. mas em novas atrações para os turistas. vivem hoje uma injusta realidade. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em 2011 as mulheres brasileiras ganhavam em média R$ 1. Assim. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. edição 2010. A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. há um conflito de opiniões entre os que aprovam e os que desaprovam a atividade.505. As belezas naturais e principalmente as águas quentes que brotam de dois aquíferos Paranoá e Araxá. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória.LÍNGUA PORTUGUESA Não existiam no começo do século passado mulheres profissionais da medicina. 75 . já que desenvolve a economia do município.31.08. trabalharam para isso – e trabalharam muito! Porém.

a saúde e a educação. “As águas quentes são para Caldas Novas o que as praias são para o litoral: essencial!”. mas sim como ele é desenvolvido particularmente em Caldas Novas. É bem verdade que o turismo movimenta economicamente a cidade. além disso é perigoso para a cidade ser tão dependente de apenas um 76 . parte da população se mostra contrária. os que recebem diretamente o lucro deixado pelos visitantes do mundo inteiro. que em época de alta temporada são submetidos a dias sem água encanada já que ela é direcionada a hotéis e clubes. Isso é mesmo inegável. E se política é a arte de governar nossos “artistas” estão um tanto quanto omissos a respeito de suas obras. o que resultou num agravante de proporção nacional o crescimento desordenado. também os problemas administrativos têm aumentado assustadoramente por conta da atividade turística. beneficiando as pessoas de fora em detrimento dos moradores locais. porque está claro que assim como cresce o número de visitantes que a cidade recebe. ligado a um dos clubes mais tradicionais da cidade. acredito que mais importantes que as águas termais da cidade são as pessoas que nela vivem e fazem sua economia girar. Em 1991 havia 24. É perceptível que os empresários e as autoridades locais se preocupam apenas com os investimentos lucrativos que o turismo pode propiciar e menosprezam necessidades básicas da população. esquecendo-se dos residentes locais. gerente de marketing e vendas dos Jardins da Lagoa.000. hoje esse número aumentou para aproximadamente 70. porém a mão de obra por ser abundante é desvalorizada e a carga horária muitas vezes extrapola a normalidade.5 milhão de pessoas. Todavia.000 habitantes. donos de hotéis e resorts. uma vez que a satisfação do turista é colocada em primeiro plano. além dos comerciantes.LÍNGUA PORTUGUESA a alta na economia que se dá pelo empreendimento turístico ou a organização social?”. Alegam que o turismo faz a cidade crescer e ainda gera empregos. Assim como eu. recebem anualmente cerca de 1. como o saneamento básico (apenas 25% do esgoto é coletado). diz Ricardo Pureza. que segundo o portal Caldas Web. com uma analogia simplória explica-se a necessidade dos caldaenses: “Não dá para receber visitas com a casa desarrumada e o dono insatisfeito”. o problema está nas inúmeras consequências maléficas que o mesmo gera. Notam-se loteamentos irregulares. As opiniões favoráveis ao turismo são em geral dos grandes empresários. ou seja. como por exemplo. casas e hotéis em áreas de preservação ambiental e próximos ao aterro sanitário. o espantoso crescimento demográfico. Não sou contra o turismo.

entretanto tenho plena convicção de que as necessidades básicas. E. A. a educação e segurança não são assuntos nas pautas ministeriais. As drogas. J. empresários ou políticos. da corrupção. mas sim. vendedores. seja como. da malandragem. para o Brasil sem educação. Nos preocupamos em salvar o mundo. os valores éticos e a dignidade da comunidade são mais importantes. onde o todo poderoso do esporte. MMA – Mixede Martial Arts – não é um esporte. seja como pedestres. o capital proporcionado pelo turismo é importante. por algum motivo (assim como o surto de dengue de 2008). Estamos em guerra civil. Professora: Vandelina Lima Soares Escola: C. As crianças e jovens só pensam em jogos violentos. O que vimos e o que vendemos é que: iremos sediar a copa e as olimpíadas e que devemos ser receptivos aos yanks e gringos. os noticiários só estampam crimes e mortes. Somos reféns não da marginalidade. não precisaremos deste mundo para vivermos. Enquanto. a miséria humana for o alimento dos inescrupulosos. como também uma administração consciente e preparada para usar os mecanismos de que necessitamos para desfrutarmos das tão apreciadas águas quentes com responsabilidade e justiça. Portanto. pra que? Se continuarmos vivendo como predadores de nós mesmos. incentivando a violência. os turistas optarem por outro destino todos serão fortemente atingidos. No nosso cotidiano medíocre e bucólico. é uma rinha de galos de briga. como foram nossos irmãos africanos. reproduzem no ambiente escolar e crescem com ódio um dos outros. 77 . vemos quanto somos sem educação. Filostro Machado Carneiro • Cidade: Caldas Novas – GO Texto 3 Brasil sem educação Carlos Henrique de Freitas Quero chamar a atenção não para o Brasil sem escolaridade. “Logo. consumidores. A popularização e a manifestação da desgraça alheia é o que move este moinho de flagelos humanos. fala com maestria sobre golpes de seus lutadores favoritos. a saúde. pois se. ciclistas ou motoristas. mas sim da impunidade.LÍNGUA PORTUGUESA segmento econômico. o dono da casa estará feliz em receber visitas e as esperará mais vezes”. estaremos fadados ao fracasso humano. dos desmandos. pagos pela máquina global. Assim a diversificação econômica é necessária. da nossa falta de educação.

É fundamental. aqui. Oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender.com/novosite/cartas/65 01 Os textos lidos têm intenção de formar opinião? Possibilidade de resposta: Sim. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. apresente o assunto de um texto de opinião. professor(a). e outros. por trazerem a opinião do jornal ou da revista. 02 Todos os textos estão assinados? Possibilidade de resposta: Não. elaborado pela aluna/articulista Bianca Souza Soares e a Carta do leitor.imprensalivre. Resposta pessoal Professor(a). Meus Sentimentos. não são assinados. que expressa a sua e a opinião da empresa.LÍNGUA PORTUGUESA E nossa miséria continuará norteando estes acontecimentos. alguns são assinados por leitores ou articulistas. Somente quando todo e qualquer brasileiro for digno de seus atos. escrita pelo leitor Carlos Henrique de Freitas. em seus portadores usuais – o jornal e a revista. imagine-se um redator de editoriais de um jornal de circulação do seu município e. teremos um povo educado e uma nação verdadeiramente forte. 03 Qual deles traz a opinião do jornal ou revista? Possibilidade de resposta: O Editorial: Injusta desvantagem. que você leu em momentos anteriores e que lhe chamou a atenção. As primeiras páginas de um jornal ou revista são reservadas à publicação de um texto de autoria do editor destes. 78 . voltando aos textos para confirmar ou refutar suas hipóteses. argumentos convincentes e reforço da posição e opinião adotadas. Assim. somente o Artigo de Opinião. para que você possa planejar as intervenções necessárias. A ideia. Sistematize as conclusões deste trabalho no quadro e peça que os estudantes façam o mesmo nos cadernos. 04 Em poucas palavras. Prática de escrita DESAFIO Caro(a) estudante. uma opinião a ser defendida. com base nas leituras e atividades realizadas até o momento. professor(a). http://www. peça aos grupos que socializem as atividades realizadas. elabore seu primeiro editorial. que os estudantes identifiquem o Editorial. pois apresentam um breve resumo sobre o assunto tratado.

A redação do editorial é de autoria do editor do jornal ou revista. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. Em nome de quem? 3. sem obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. 79 . por meio de uma linguagem um tanto forte e apelativa. Onde o texto foi publicado? Conceito O gênero escrito pelo editorialista – editorial – tem caráter opinativo. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. retome com a classes os textos trabalhados na Aula 01 e. com o objetivo de influenciar seus leitores. leitura e escrita. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Quem é o público leitor? 6. Após a leitura. Sobre o que escreveu? 4. focando a conversa sobre a situação de produção deste gênero textual: 1. Quem escreveu o texto? 2. comente as ideias e opiniões do texto. regional e local. que expressa a sua e a opinião da empresa. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. é escrito de maneira impessoal e publicado sem assinatura. em seguida. u Prática de oralidade Professor(a). Retomar a produção inicial. explorando as práticas de oralidade. Com que finalidade? 5. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. peça que a turma releia o editorial.

após essa atividade. Em relação ao assunto desse editorial. e tendo por base as características desse gênero. como a valorização da mulher. Possibilidade de resposta: É importante que assuntos como esse sejam debatidos pela sociedade. com base nas anotações feitas por você. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu um texto que traz um pequeno resumo do assunto a ser tratado. conclusão reforçando a posição defendida. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. antes de publicarem seus textos. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. Possibilidade de resposta: Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. argumentos convincentes. Este é um bom momento.” 04 Argumente sobre a importância do assunto tratado no editorial. expressas no conceito acima. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. quando não podiam votar e muito menos ser votadas. 80 . assim como fazem os redatores de jornais e revista. durante a leitura dos textos. portanto medeie esta atividade. Professor(a). professor(a) de observar os conhecimentos que a sua turma já possui sobre gênero editorial. 02 Quais os principais argumentos presentes no texto? Possibilidade de resposta: Uma mulher é hoje presidente da República. do jornal O Popular. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. a opinião do jornal sobre um determinado assunto. responda às questões abaixo: 01 Identifique no texto o resumo do assunto que introduz a opinião a ser defendida. é uma forma de colaborar para a promoção de direitos humanos. orientando a reescrita individual. Injusta desvantagem. Agora você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu editorial. percorrendo a sala. Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. 03 Que fragmento do texto apresenta uma conclusão reforçando a opinião do jornal? Possibilidade de resposta: “A desvantagem é muito grande e totalmente injusta.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Em relação ao Editorial Injusta desvantagem. é importante reservar um tempo para que a turma possa expor suas conclusões sobre o editorial lido.

em seguida. continue a atividade. explorando as práticas de oralidade. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. principalmente daqueles mais tímidos. que quase nunca se manifestam. tendo por base o texto Velha máfia.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. considerando o destinatário. e peçalhes que teçam comentários sobre as ideias e opiniões presentes no texto. construindo significados e inferindo informações implícitas. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. regional e local. Provoque uma reflexão sobre a leitura. u u Prática de oralidade Leia o texto Velha máfia e. a finalidade e os espaços de circulação. a seguir discuta sobre o mesmo. leitura e escrita. Em que trecho do texto o editor reforça a posição pelo Jornal (conclusão)? • Quais os argumentos (desenvolvimento) que sustentam a sua tese? • 81 . prossiga com a análise dos elementos do editorial. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. publicado no jornal O Popular. em 02/12//2012. Proponha uma leitura coletiva do texto e. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais e revistas. com base nos seguintes questionamentos: • O jornal é a favor ou contra a questão polêmica apresentada? • Localize o trecho em que o editor do Jornal se posiciona. com base nas seguintes questões propostas: Professor(a). Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. tendo o cuidado de incentivar a participação de todos os estudantes.

LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Argumento é um conjunto de justificativas utilizadas para se defender a tese apresentada na introdução de um texto argumentativo, e retomada como reforço, na sua conclusão desse texto.

Velha máfia
O Popular, domingo, 02 de dezembro de 2012

Reportagem publicada ontem neste jornal revela que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos. A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gra­ vemente a segurança no trânsito. A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. Deve-se mencionar também que os candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados. A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás, este mal antigo que vinha sendo tolerado por causa de também antigas omissões. A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir. Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar.
http://www.opopular.com.br/indice-de-noticias/%C3%ADndice-de-not%C3%ADcias-7.218533?filter ByDate=true&pbdate =20121102&inputTemplate=&subject=&externalSiteIds=opopular.opiniao.d

Prática de leitura

Releia o texto Velha máfia e, a seguir, responda às questões propostas.
Professor(a), proponha aos estudantes que releiam, silenciosamente, o texto Velha máfia e, em seguida, explique-lhes que farão uma atividade coletiva tendo como base esse texto. Para isso, transcreva as questões abaixo em um cartaz bem grande, e vá conduzindo a atividade, de modo que os estudantes localizem os trechos/parágrafos no editorial em estudo.

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LÍNGUA PORTUGUESA
01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese):
Possibilidade de resposta: “o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos.” O jornal se coloca favorável ao fato. (1º parágrafo).

02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gravemente a segurança no trânsito. (2° parágrafo).
A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. (3º parágrafo). “(...) candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados.” (3º parágrafo). “A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás... A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir.” (4º parágrafo).

03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão):
Possibilidade de resposta: Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar. (5º parágrafo).

04 Apresente sua opinião sobre o assunto tratado no editorial, Velha máfia.
Resposta pessoal
Professor(a), registre as respostas num cartaz e o afixe na sala, em lugar visível, para que os estudantes possam recorrer a ele durante o trabalho com os demais editoriais.

Prática de escrita DESAFIO

Retome novamente o seu texto e observe se ele está organizado, de acordo com os três elementos trabalhados anteriormente: apresentação da tese, desenvolvimento/ argumentação e conclusão. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto, este é o momento de aprimorar a sua escrita. Vamos lá?
Professor(a), oriente esta atividade, percorrendo a sala e auxiliando a reescrita individual dos textos. Chame a atenção da turma para o fato de que a organização do texto pode ser variável, desde que considerem os elementos do gênero.

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LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 20

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u

Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional, regional e local. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais.

u u u

Prática de oralidade

Até agora você leu dois editoriais e pôde expressar sua opinião sobre o assunto tratado neles. Converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem esses textos de opinião, publicados em jornais e revistas.
Professor(a), divida a turma em duplas, peça-lhes que discutam sobre os editoriais lidos até o momento. Para embasar a discussão oriente-os que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Em seguida, apresente-lhes o editorial Estagnação Social, publicado em O Popular, no dia 06/12, utilizando as estratégia de antecipação e inferência. Aqui seria interessante estabelecer uma parceria com os(as) professores(as) de História e Geografia para o aprofundamento desses conceitos. •

Você conhece o significado dos termos estagnação, desenvolvimento econômico e progresso social? Em que contexto ouviram ou leram estas expressões? Em caso negativo, o que acha que estes termos sugerem?

• •

84

habitação e segurança. 06 de dezembro de 2012.) a respeito de uma tese. na modalidade escrita da língua – cuja finalidade precípua é a persuasão do auditório (interlocutor. Composto pelos quesitos habitação.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O argumento é uma construção verbal – quer seja na modalidade oral. Não se pode dizer que se trata de um enigma. Estagnação social O popular. segurança. renda. quinta-feira. http://www. O setor de saúde precisa ser também colocado no topo das preocupações. como demonstram os indicativos deste setor.br/editorias/opiniao/editorial1. medido por pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. quer seja. para sustentá-la. como demonstram os indicativos deste setor. responda às questões propostas: 01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese): Possibilidade de resposta: Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. como se vê. uma incoerência. ouvinte. ficou infelizmente estagnado no período. O Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). trabalho e educação.com. A segurança pública mostra situação verdadeiramente calamitosa. assaltos e roubos. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. 85 . portanto investimento no social. Pode-se assim dizer que se passou uma década sem verdadeiro progresso social no Estado. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. não praticada realmente. a seguir. o indicador registra pequeno avanço em renda. trabalho e educação. telespectador etc.145048/ estagna%C3%A7%C3%A3o-social-1. considerando que a economia cresceu bastante e isto deve ter resultado também na criação de mais empregos.opopular. pois os números são bastante claros.242884 Prática de leitura Leia o texto Estagnação Social para confirmar as hupóteses levantadas na prática de oralidade e. e piora quanto aos itens saúde. saúde. A falta de avanço em educação é muito lamentável e exige que esta área conquiste finalmente a condição de prioridade tão proclamada no discurso mas. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. leitor. com sucessivos recordes de homicídios. Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. Falta.

Como poderíamos aliar desenvolvimento econômico e progresso social? Procure influenciar os leitores. no mesmo período. AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. promova discussões quanto à situação da Educação pública. 86 . leitura e escrita. na cidade e no Estado. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. trabalho e educação. renda. primeiramente no bairro onde a escola estiver localizada e. (1° e 2º parágrafos). Tal constatação configura-se como uma incoerência.. visto que este é o assunto tratado no texto. sobre a questão da saúde. posteriormente. (3º parágrafo). desenvolvida no 1º parágrafo. 03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão): Os exemplos no 5º parágrafo.) O desenvolvimento econômico não foi acompanhado pelo progresso social. instigue os alunos a se manifestarem sobre a temática retratada no texto. Educação. utilizando uma linguagem apelativa. em relação à própria instituição de ensino em que trabalha. pois estes reforçam a tese de que não houve consonância entre o desenvolvimento econômico e o progresso social. Estagnação social do Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). Falta. Prática de escrita DESAFIO Apresente sua opinião sobre a temática retratada em Estagnação social. Professor(a). bem como da segurança pública. por exemplo. explorando as práticas de oralidade. Neste momento. saúde.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): Possibilidade de resposta: (. no que concerne à habitação.. visto que mais empregos poderiam ter sido gerados. portanto investimento no social. segurança. saúde e segurança pública deveriam ser prioridade no governo. (4º parágrafo).

Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. você percebeu que ele é um texto opinativo. e cujo conteúdo é constituído por um tema político. em seguida. Conceito Editorial é um texto utilizado na imprensa. regional e local. u u u u Prática de oralidade Ao ler editoriais. extraída do jornal Diário da Manhã. especialmente em jornais e revistas. que narra um fato recente ocorrido no país ou no mundo. cultural etc. Nos anos anteriores. construindo significados e inferindo informações implícitas. Prática de leitura Leia atentamente a notícia abaixo. mas sem obrigação de ser neutro. podemos dizer que o editorial é um texto mais opinativo do que informativo. bem como dos argumentos que a fundamentam e a concluem. Percebeu a importância da tese. instigue os estudantes a falar e socializar os conhecimentos. econômico. Então já é capaz de identificar as semelhanças e diferenças entre estes gêneros: • • • • O que caracteriza o editorial? O que caracteriza a notícia? Onde circula estes textos? Que diferenças e semelhanças há entre eles? Professor(a). que tem por objetivo informar. bem como a conclusão na elaboração do texto. Portanto. neste momento é importante enfatizar as diferenças e semelhanças entre os dois gêneros textuais trabalhados. Assim. por meio de suas semelhanças e diferenças. os argumentos. indiferente. Notícia é um texto informativo de interesse público. bem como suas dúvidas. Reescrever o editorial definindo a tese. você estudou o gênero notícias e os elementos que a caracterizam. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. pois é desta maneira que a aprendizagem ocorre.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. social. 07 de dezembro de 2012 e. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. realize as atividades propostas: 87 .

que efetuou a conversão da prisão.  Por volta das 2h da manhã. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva. atingiu três motocicletas e um carro estacionado. Gustavo.  O auto de prisão em flagrante foi lavrado na Delegacia Especializada em Crimes de Acidentes de Trânsito (DICT) e encaminhado à 1ª Vara Criminal. Em seguida. assume o risco de produzi-lo. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. São retratados apenas os fatos ocorridos. Diário da Manhã 7/12/2012 às 23h01. Além da colisão com outros automóveis. perdeu o controle do veículo e acabou subindo em cima da calçada. que dirigia uma caminhonete Amarok 4x4 com placa de Rio Verde-GO. por tentativa de homicídio por dolo eventual. na madrugada de ontem. Francisco Júnior Costa Martins e Ariel da Silva Pacheco. 03 A opinião do autor está presente no texto? Por quê? Possibilidade de resposta: Não. onde submeteu-se ao exame de corpo de delito e toxicológico para verificar embriaguez. 02 Que fato deu origem à notícia lida? Possibilidade de resposta: O atropelamento de duas pessoas que estavam em frente a um pit dog por um advogado bêbado. 01 Qual é a temática retratada na notícia? Possibilidade de resposta: Combinação .  A polícia informou que o advogado estava aparentemente embriagado. em que o autor. porque a notícia é um texto informativo e não opinativo.dm. o veículo atropelou duas pessoas. mesmo sem querer efetivamente o resultado. 88 . Gustavo Andrade Zago se recusou a realizar o teste do bafômetro. Disponível em: <http://www. tonto e dizendo palavras de difícil entendimento. Professor(a).com. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML). Estimule o debate sobre álcool e trânsito. que estavam em frente a um pit dog. última atualização: 9/12/2012 às 15h4.br/texto/78368-advogado-babado-atropeladuas-pessoas-e-tem-prisao-decretada> Acesso em dezembro 2012. no Setor Sudoeste. pela Avenida Pedro Ludovico. em Goiânia.LÍNGUA PORTUGUESA Advogado bêbado atropela duas pessoas e tem prisão decretada Mariana Magre O advogado Gustavo Andrade Zago atropelou duas pessoas.  As vítimas foram socorridas pela equipe do Samu.Álcool e direção. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. faça mais uma leitura do texto em conjunto.

a opinião. a tese. leitura e escrita. Releia-o.LÍNGUA PORTUGUESA 04 Apesar das incessantes campanhas de prevenção veiculadas nos meios de comunicação. tendo o cuidado de distinguir os fatos. u u u u u 89 . Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. instigue o senso crítico da turma. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. reflita com os estudantes a relevância do tema da notícia. os argumentos e o reforço da tese na conclusão. construindo significados e inferindo informações implícitas. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. explorando as práticas de oralidade. Prática de escrita DESAFIO Retome seu editorial e observe se nele predomina o tom opinativo. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. Qual é a sua opinião sobre a temática retratada na notícia? O que deveria ser feito para evitar acidentes e mortes no trânsito? Resposta pessoal. regional e local. os índices de acidentes no trânsito causados pelo consumo de bebidas alcoólicas é uma realidade difícil de ser combatida. Professor(a). estimulando o debate diante da temática apresentada. AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial.

de preferência em cartazes. 90 . Leve-os a refletir sobre: • • • • a relevância dos assuntos presentes na notícia discutida. posicionando-se em relação a ela com argumentos coerentes e convincentes. Professor(a). Depois da leitura. peça aos estudantes que retomem as revistas e os jornais de circulação nacional e local. Prática de leitura Notícia escolhida e discutida. a importância do debate para a escrita de um editorial. Finalmente proponha o debate: os estudantes devem se manifestar a respeito da questão eleita. Divida a turma em dois grupos e peça-lhes que elaborem argumentos favoráveis e contrários para defenderem a sua posição. que comprovem e/ou reforcem seu posicionamento. ou que considerem mais polêmica e façam uma leitura silenciosa – afinal os editoriais se referem às notícias e reportagens do dia. enquanto o editorial também opina sobre os mesmos. a mais interessante. escolham uma notícia que mais os interessam.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Retome os jornais e revistas que estão expostos na sala de aula e escolha uma notícia para ler e discutir com os colegas. Em seguida. contribuindo. Isso pode ser feito por você ou por um estudante voluntário. Conceito A finalidade da notícia é apenas informar o leitor sobre os fatos. os argumentos que comprovam e/ou reforçam o posicionamento do redator. e que fiquem à disposição da turma no momento da escrita do texto. para formar opiniões dos leitores. proponha-lhes que discutam entre si (em pequenos grupos) sobre a notícia escolhida. Proceda a uma socialização a fim de que a turma conheça os assuntos discutidos em todos os grupos. expostas no centro da sala de aula. assim. para isso. proponha que elejam uma notícia. para organizarem um debate bem legal sobre ela. o aspecto mais opinativo do que informativo do editorial. você poderá se embasar nas seguintes questões: 01 Qual é o assunto tratado na notícia eleita? 02 O que você acha desse assunto? 03 Quais outros temas podem ser discutidos com base nessa notícia? 04 Escolha um desses temas que você considera bom para um editorial e justifique sua escolha. É importante que esses argumentos sejam anotados. é hora de registrar a sua conclusão.

Caso na sua turma haja pessoas com deficiência auditiva. o direito de todos e considerando as diferenças da sala de aula. Reúna com dois ou três colegas e. expressões. inicie esta aula. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. comprovam e/ou reforçam seu posicionamento e correspondem ao assunto tratado. Prática de oralidade Professor(a). Escute o que eles têm 91 . assim. explorando as práticas de oralidade. por meio da prática da oralidade (fala e escuta). leitura e escrita. respeitando.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. depois de ler suas produções. esta é uma ótima oportunidade para você observar e registrar o desempenho dos estudantes em relação à argumentação. mímicas etc. presentes nos textos. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. converse sobre o assunto e argumentos que reforçam a posição assumida. AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Prática de escrita DESAFIO Mais uma vez. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre os seus editoriais. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. construindo significados e inferindo informações implícitas. explore diferentes linguagens como gestos. retome seu texto e observe se os argumentos que você utilizou são coerentes e convincentes.

Apesar do histórico negativo. é ainda mais perturbadora: a reprovação no teste não impede o exercício da profissão. quando o exame foi aplicado pela primeira vez. Segundo ele. contava com cerca de 70% de aprovação. Desde 2005. boicotavam a avaliação. Cuidar dos médicos É preocupante o resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. pela primeira vez. Enquanto 418 alunos fizeram o teste em 2011. o índice de reprovação chegou a 61%. tendo como base o conceito de editorial acima. por isso. O fato informa o que aconteceu e a opinião transmite a interpretação do que aconteceu. Conceito O editorial possui um fato e uma opinião. sua 92 . Em 2008. o desempenho dos alunos tem sido pífio. Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. países como Canadá e Estados Unidos têm. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. deveria medir também a aptidão prática-. em seu caderno. os resultados deste ano apenas repetem um padrão assustador. coordenador do exame do Cremesp. taxa de 95% de aprovação.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. agora foram quase 2. por exemplo.LÍNGUA PORTUGUESA a lhe dizer sobre o que você criou. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. e responda-as. Longe de serem um caso à parte. Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame -em vez de se restringir a questões teóricas. Antes.500. A situação. porém. em média. A constatação da inépcia de mais da metade dos formandos já seria razão suficiente para inquietação quanto à qualidade dos cursos de medicina. Nada menos que 54. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. Prática de leitura Leia o editorial e perguntas abaixo com atenção. o médico Bráulio Luna Filho. faculdades de prestígio. como USP e Unicamp.

faça as alterações necessárias. mas a segurança e a saúde dos pacientes. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. 10 de dezembro de 2012 01 Qual é o fato presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: O resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. Folha de S. mas a segurança e a saúde dos pacientes. Prática de escrita DESAFIO Volte ao seu texto novamente. Caso perceba alguma deficiência.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. não há como fugir à conclusão. releia-o e verifique se o fato (o que está sendo informado) e a opinião (as interpretações) estão bem delimitados. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. Na medicina. 02 O que esse fato está informando? Possibilidade de resposta: Nada menos que 54. Paulo. 93 . para isso recorra às aulas anteriores e discuta com seus colegas e professor. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. A formação dos médicos. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. por isso. não há como fugir à conclusão. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. 04 Que interpretações ela (a opinião) transmite do que aconteceu? Possibilidade de resposta: Na medicina.LÍNGUA PORTUGUESA aplicação a todos os formandos permite um diagnóstico mais preciso sobre os cursos de medicina no Estado.O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. 03 Qual é a opinião presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: A formação dos médicos. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. é precária. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. é precária.

sem as palavras e expressões retiradas? Da forma como está o texto tem uma unidade de sentido? Durante a leitura. 94 . socialize suas impressões. Prática de oralidade Leia o texto Exemplo de honestidade. você procurou inserir os termos que estavam faltando? Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. coletivamente: • • • Como foi ler o texto incompleto. porque permite perceber que um texto não existe em si mesmo. já que a interpretabilidade do texto depende do conhecimento partilhado entre os interlocutores. Conceito Coerência: A coerência é responsável pelo sentido do texto. Um texto é coerente quando compatível como conhecimento de mundo do receptor. leitura. escrita e análise da língua. em seguida. construindo significados e inferindo informações implícitas. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. Observar a coerência é interessante. da forma como se apresenta e. envolvendo fatores lógicosemânticos e cognitivos. É importante que o aluno perceba que a ausência dos elementos articuladores faz com que o texto não tenha unidade. a atividade pode ser realizada em duplas. coesão e coerência. explorando as práticas de oralidade. ou seja. mas sim constrói-se na relação emissorreceptor-mundo. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais.

_________. A polícia acha que o dinheiro foi escondido pelos ladrões ________ que eles próprios buscassem a sacola mais tarde. não há dúvida de que são dois heróis. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada. Resolveram dar tudo à polícia. os bandidos ameaçaram os dois sem-teto. Exemplo de honestidade Políticos não se cansam de dar maus exemplos. Uma ajuda mais que merecida. O casal vive na rua. _____ a cena toda era ainda mais interessante. a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção. Prática de análise da língua Releia o texto e complete os espaços em branco. não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí. É óbvio que os dois passam dificuldades.LÍNGUA PORTUGUESA Coesão: É a manifestação linguística da coerência. _________ tenham feito apenas o que é certo. Felizmente. Na madrugada de domingo para segunda-feira. Sempre que podem. deram com cerca de R$ 20 mil. os donos do restaurante prometeram ajudar o casal. A grana poderia melhorar muito suas vidas. Frustrados. O episódio já seria suficiente para chamar a atenção. um casal de moradores de rua encontrou uma sacola embaixo de uma árvore. alguém mostra que é possível ser decente mesmo nas situações mais difíceis da vida. de vez em quando. anônimos como tantos brasileiros. com os termos que estabelecem relação entre os argumentos apresentados e são responsáveis pela coesão e coerência do texto. debaixo de um viaduto no Tatuapé (zona leste de São Paulo). 95 . Ao abri-la. Assim. A coisa anda tão feia que muita gente até se esquece de que o certo é ser honesto. _____. nem todo mundo escolhe o caminho errado para se dar bem. vários deles surrupiam o dinheiro público. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. Agradecidos. que devolveu a bolada aos seus donos: os proprietários de um restaurante japonês que havia sido roubado horas antes. _____ eles não ficaram com o dinheiro. ________.

enfatize a importância do uso dos elementos articuladores. Em seguida. Professor(a). você o elaborou empregando os termos (elementos articuladores). 11 de julho de 2012. Após a correção. este é o momento de aprimorar a sua escrita. É possível admitir outras respostas apresentadas. 96 . Prática de escrita DESAFIO Retome o seu texto e observe se além de empregar os elementos trabalhados a seguir: apresentação da tese. Ainda que. explorando as práticas de oralidade. ou seja.LÍNGUA PORTUGUESA Comparando o exemplo das ruas com o da política. Mas. Afinal . bem como a importância de se escolher bem as palavras e/ou expressões utilizadas em um texto. Neste momento. retome os conceitos de coerência e coesão. Em seguida. Por isso. é importante organizar o texto escrito. leitura. Resposta: E. para. desenvolvimento/argumentação e conclusão. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo. peça que façam uma leitura silenciosa. os quais estabelecem relação entre os fragmentos do texto tornando-o coerente e coeso. é importante estimular a participação dos alunos e decidir quais serão as expressões mais adequadas para o texto e explicar por que certas expressões escolhidas por eles não cabem no contexto. desde que não alterem o contexto. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. Mas. faça a correção. fundamentais para a produção textual. depois que os alunos completarem o texto. escrita e análise da língua. Observe o uso dos elementos articuladores nos textos lidos. Vamos lá? AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Agora São Paulo.

Professor(a). Outra alternativa é utilizar os Ambientes Informatizados para pesquisar. ou gramáticas da biblioteca. nesta atividade os alunos pesquisarão sobre os elementos articuladores e conjunções coordenativas. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Pesquisar sobre os elementos articulares e conjunções coordenativas. O que caracteriza o texto lido como editorial? Qual é o assunto abordado no texto? Qual foi a tese defendida e quais foram os argumentos utilizados para reforçar a opinião? Professor(a). Leve para a sala de aula livros didáticos do 8º e 9º anos. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. Não estimule a cópia de resumos do quadro.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u u Ler com fluência e autonomia. Prática de análise da língua Pesquise em livros didáticos do 8º ou 9º ano as definições de elementos articuladores. construindo significados e inferindo informações implícitas. o professor deve mediar o ensino-aprendizagem e ensinar aos alunos como se deve fazer pesquisa. conjunção e conjunções coordenativas. oriente os alunos que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. 97 . Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. É importante que eles pesquisem os conceitos trabalhados na aula. Conceito Conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática. Prática de oralidade Em duplas. Refletir sobre o emprego de conjunções coordenativas como elementos articuladores no editorial. estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. Nesta atividade. converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem o editorial Exemplo de honestidade do jornal Agora. Conjunção coordenativa estabelece uma relação de interdependência entre duas orações. O resultado da pesquisa deve ficar no caderno dos alunos.

o objetivo da atividade é ampliar o repertório dos estudantes. E: Conjunção coordenativa aditiva . Professor(a).Expressa oposição de argumentos. no entanto. entretanto. 02 O que são elementos articuladores? Possibilidade de resposta: Elementos articuladores: São palavras ou expressões que estabelecem relações entre as partes de um texto. Acesso em dezembro 2012.Expressa a ideia de conclusão. Possibilidade de resposta: E. no que concerne ao assunto trabalhado.brasilescola.htm>. temos que: conjunção é a ação de juntar simultaneamente as partes de um todo. sm. Logo. Junto simultaneamente. Lembre-se de que na escrita de textos é fundamental usar estes recursos. 1. de vez em quando: Pode ser substituído por: mas também. Pode ser substituído por: porém. DESAFIO Retome o seu texto e observe o uso das conjunções coordenativas. Vejamos a definição do último termo no dicionário Aurélio: Conjunto: adj. que não alterem o sentido.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Substitua as expressões que foram inseridas no texto Exemplo de Honestidade por outras semelhantes.Expressa a ideia de acréscimo de argumentos. 03 O que são conjunções? Possibilidade de resposta: Conjunções: A palavra “conjunção” provém de “conjunto”. Por isso: Conjunção coordenativa conclusiva . bem como o uso dos demais elementos articuladores. conjunções e elementos articuladores. Pode ser substituído por: logo ou portanto. <Disponível em: http://www. Já o sufixo -ção tem significado de “resultado de uma ação”. se associarmos as duas definições. 04 Quais são as conjunções coordenativas encontradas no texto? Mas: Conjunção coordenativa adversativa . 98 . Mas a cena toda era ainda mais interessante. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada.com/gramatica/conjuncao. 2 Reunião das partes dum todo. Servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento. bem como estimular a constante pesquisa. 05 Que outras expressões foram encontradas no texto? Possibilidade de resposta: Para: Preposição Afinal: Advérbio Ainda que: são relatores que estabelecem ao mesmo tempo uma relação de contradição e de concessão. Por isso.

que devolveu a bolada”. “Resolveram dar tudo à polícia.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. regional e local. escrita e análise da língua. “A grana poderia melhorar muito suas vidas”. 99 . Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. u u Prática de oralidade Retome o texto Exemplo de honestidade e observe a linguagem utilizada: • • • • O que a difere da linguagem dos demais editoriais lidos até o momento? Que expressões deste editorial confirmam peculiaridades no uso da linguagem? Pela linguagem pode-se identificar a ideologia do jornal e o público leitor? Qual o nome do jornal? Onde circula? Prática de leitura Releia o texto. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. “Não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí”. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. leitura. observando o uso das expressões: “A coisa anda tão feia”. construindo significados e inferindo informações implícitas. explorando as práticas de oralidade.

promova a inferência das ideias apresentadas Prática de escrita DESAFIO Releia o último parágrafo do texto: “Comparando o exemplo das ruas com o da política. Resolveram dar tudo à polícia. que devolveu o dinheiro. 03 O editorial é um gênero que. 100 . Novamente. geralmente. quantia ou montante 02 Substitua as expressões em destaque por outras com sentido equivalente (linguagem padrão). fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo”. escrita e análise da língua. Não é todo dia que R$20 mil estão disponíveis por aí. explorando as práticas de oralidade. por que o autor deste editorial utilizou expressões da linguagem coloquial? Professor(a). prioriza a linguagem padrão.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Você já ouviu as expressões em destaque? O que significam? Possibilidade de resposta: A situação não está favorável. este é o momento oportuno para mediar uma reflexão sobre o uso da linguagem padrão e não-padrão em textos escritos. AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. O dinheiro ou a quantia poderia melhorar muito suas vidas. Na sua opinião. leitura. Você concorda com essa opinião? Justifique com argumentos bem fundamentados.

Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. conversar. neste momento promova a discussão sobre os tipos de linguagem. extraído do jornal Agora São Paulo: 101 . alguns editorialistas utilizam a linguagem coloquial. como um recurso para se aproximar do leitor. associados ao contexto social em que a linguagem é produzida. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. Assim. bem como saiba quando utilizá-las. bem como exemplificar como as variações linguísticas ocorrem. construindo significados e inferindo informações implícitas. apesar de a linguagem padrão predominar no gênero editorial. Assim. mas o vocabulário pode ser mais formal ou mais informal. regional e local. o texto abaixo. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Refletir sobre o uso da linguagem padrão e não padrão nos editoriais como um recurso utilizado pelo autor. atentamente. Também é apropriado trabalhar com o conceito de língua. Conceito Os conceitos linguagem formal e linguagem informal estão. • • • • • • • O que é linguagem padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que é linguagem não-padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que seriam as denominadas variações linguísticas? Como se manifestam na fala? E em um texto? Em que situações utilizamos a linguagem padrão? E a linguagem coloquial? Professor(a). sobretudo.é importante que o estudante compreenda a diferença entre linguagem padrão e linguagem coloquial. u u u u Prática de oralidade Conforme você viu na aula anterior. Prática de leitura Leia. podemos usar a língua padrão. ou seja. de acordo com a nossa necessidade. escrever de acordo com as regras gramaticais.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. às vezes.

Isso não acontece por acaso. responda: 01 Qual é a temática retratada no texto? Possibilidade de resposta: A situação ruim da saúde pública brasileira. Não é surpresa. os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços.shtml> Acesso em dezembro de 2012. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. O órgão do governo responsável por fiscalizar o setor decidiu punir quem desobedece esses prazos. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento? De acordo com regra válida desde o final do ano passado. porém. A saúde do cidadão. quanto no setor privado. portanto. Mexer no bolso das empresas é um bom jeito de cobrar mais agilidade. 102 . sete dias para consultas básicas e 14 para as de médicos especialistas. muitas vezes em primeiro lugar. É sempre uma surpresa. do Estado ou do país. O que dizer. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação.uol. Quem usa o SUS conhece bem a triste realidade dos hospitais públicos. Sempre a área da saúde aparece no alto dessa lista. no setor público ou no privado. as esperas devem ser de no máximo três dias para exame de laboratório. Sobre a notícia lida.com. Entre os vários problemas.LÍNGUA PORTUGUESA Chá de cadeira para a saúde De tempos em tempos surge uma pesquisa que pergunta às pessoas qual o principal problema da cidade.agora. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. então. tanto no setor público. Disponível em: <http://www. Os atuais associados não serão prejudicados.br/editorial/ ult10112u1118825. A medida é correta. não pode ser tratada com chá de cadeira. A partir de amanhã.

LÍNGUA PORTUGUESA 02 Você concorda com a opinião do jornal? Por quê? Resposta pessoal Professor(a). no setor público ou no privado. 03 No lugar do editorialista. então. Estabeleça a interação na aula. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento?” (7º parágrafo). neste momento torna-se pertinente aprofundar os conceitos trabalhados na aula de linguagem padrão e não-padrão. a) As expressões acima são exemplos de qual tipo de linguagem? Possibilidade de resposta: Linguagem não-padrão. Linguagem não-padrão: “A partir de amanhã. b) Você já tinha ouvido essas expressões? Em caso positivo. 02 Atente quanto ao uso das expressões: “Aparece no alto dessa lista”. que tipo de linguagem você utilizaria predominantemente em seu texto? Justifique sua resposta. “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. você deve ter observado o uso de linguagem padrão e não-padrão. Professor(a). em quais contextos? Possibilidade de resposta: Resposta pessoal. “Mexer no bolso das empresas”. faça mais uma leitura do texto em conjunto. “Os planos que enrolam”. os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços” (10º parágrafo) e “A saúde do cidadão. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. Possibilidade de resposta: Linguagem padrão: “Entre os vários problemas. não pode ser tratada com chá de cadeira” (12º parágrafo). recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. Em seguida. Estimule o debate sobre a situação do setor da saúde em nosso país. através da socialização dos conteúdos 103 . Retire dois exemplos de cada tipo de linguagem no texto lido. Prática de análise da língua 01 Ao ler o editorial. Resposta pessoal. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação” (4º parágrafo) e “O que dizer.

mãos à obra! AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. explorando as práticas de oralidade. Estimule a participação dos alunos fazendo questionamentos. escrita e análise da língua. regional e local. bem como reler o texto.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. Então. construindo significados e inferindo informações implícitas. o editor utilizou em sua argumentação: Professor(a). Refletir sobre os recursos expressivos empregados nos editoriais. Espera-se que os alunos percebam 104 . Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. além da linguagem. que outros recursos. Tente perceber qual tipo de linguagem você empregou e se seu uso está de acordo com os conceitos estudados em sala de aula. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. neste momento é necessário revisar os conceitos vistos na aula passada. leitura. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Lembre-se de que usar os tipos de linguagem padrão ou não-padrão são recursos que você pode explorar em seu texto. u u u Prática de oralidade Retome o texto “Chá de cadeira para a saúde” e observe.

03 Releia os parágrafos abaixo: Não é surpresa. no setor público ou no privado. Prática de análise da língua 01 Relacione o título do editorial com os argumentos apresentados no texto. Professor(a). caracterizada pela demora nos atendimentos e serviço ruim. portanto. tanto no setor público. Possibilidade de resposta: O título “Chá de cadeira” foi utilizado para reforçar os argumentos a respeito da situação do setor da saúde no Brasil. Possibilidade de resposta: a) Aparece em primeiro lugar dessa lista. enfatize que os alunos deverão substituir as expressões. a) “Aparece no alto dessa lista”. c) Prejudicar financeiramente. Em suma “A saúde do cidadão. b) “Os planos que enrolam”. d) “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. 105 . b) Os planos que não respeitam os consumidores. quanto no setor privado. A expressão chá de cadeira remete-nos à espera por atendimentos melhores nos serviços prestados. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. de acordo com os contextos que aparecem no texto. o conhecimento de diferentes gêneros textuais proporciona ao leitor o desenvolvimento de estratégias de antecipação de informações que o levam à construção de significados. d) Não pode ficar à espera de soluções. O uso de recursos expressivos possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o leitor na construção de novos significados. c) “Mexer no bolso das empresas”. como a repetição de palavras (surpresa) questiona o leitor. retoma o título na linha argumentativa do texto etc.LÍNGUA PORTUGUESA que o autor utilizou alguns recursos linguísticos. Nesse sentido. Conceito Os recursos expressivos são processos utilizados pelos autores para tornar o texto mais sugestivo e eficaz. não pode ser tratada com chá de cadeira”. 02 Substitua as expressões abaixo por outras da linguagem padrão.

escrita e análise da língua. no 7º parágrafo texto.LÍNGUA PORTUGUESA É sempre uma surpresa. Você fez algum questionamento aos leitores de seu texto? E você. ou seja. sugestiva e eficaz. O questionamento leva o leitor a refletir sobre a questão levantada. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. leitura. pode ser considerado um recurso expressivo? Possibilidade de resposta: Sim. porém. Vamos lá! AULA 29 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. demora nos atendimentos. Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. de maneira enfática. visto que na rede pública o atendimento é demorado. caracterizado por longa filas. mesmo na rede privada. 106 . Possibilidade de resposta: A palavra surpresa foi utilizada primeiramente para reforçar o argumento de que é necessário pagar por um plano de saúde. Explique os sentidos da palavra surpresa na argumentação utilizada pelo autor. Tente perceber o uso de uma mesma palavra que expresse ideias diferentes. 04 O questionamento utilizado pelo autor. explorando as práticas de oralidade. O segundo uso de surpresa serve para reforçar que. inseriu algum dado estatístico? Tais recursos reforçam a sua argumentação e podem ser utilizados. os beneficiários têm enfrentado os mesmos problemas da rede pública.

construindo significados e inferindo informações implícitas. • possuem modos verbais: indicativo. Prática de oralidade Volte ao editorial Cuidar dos médicos. em relação ao momento em que se fala. • possuem tempos verbais básicos: presente. Os verbos • indicam ações ou exprimem o que se passa. peça aos estudantes que observem bem o emprego das flexões verbais. para isso retome o texto “Cuidar dos médicos” e responda às questões abaixo. podem sofrer flexão de tempo. Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. visto que exprimem estado (ser) e ação (dominar) que ocorrem 107 . em relação ao momento em que se fala.” Possibilidade de resposta: Todos os três verbos estão na 3ª pessoa do plural. subjuntivo e imperativo. Paulo. e têm a propriedade de localizar o fato no tempo. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. São e dominam estão flexionados no presente. por isso. pessoa e número. • têm propriedade de localizar o fato no tempo. trabalhado na aula 9 e releia-o. Há três tempos verbais básicos: presente. referentes ao emprego das flexões verbais. agora. modo. (se referem a alunos) e no modo indicativo (retratam situações consideradas reais por parte de quem fala ou escreve). Conceito Os verbos são palavras que indicam ações ou exprimem o que se passa. pessoa e número. passado e futuro. • podem sofrer flexão de tempo. 01 Analise as flexões verbais dos verbos destacados no trecho “São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. São variáveis. Analisar e refletir sobre o emprego das flexões verbais Retomar a produção inicial. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). presentes no editorial em estudo. modo. para observar e refletir sobre o emprego das flexões verbais presentes nesse texto. Em seguida socialize suas conclusões para o restante da turma. Para isso proponha a seguinte reflexão. Prática de análise da língua Nesse momento. dia 10 de dezembro de 2012. passado e futuro. publicado no jornal Folha de S. você fará um trabalho em grupos.

fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional.” “Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. peça ajuda ao(à) seu professor(a)! 108 . observe o verbo em negrito e analise a sua flexão. com base nos conhecimentos apresentados pelos grupos.LÍNGUA PORTUGUESA no momento da fala. está no pretérito perfeito. a incerteza dessa ação. Observe as flexões utilizadas para expressar passado e presente. mas uma possibilidade de atitude do coordenador. discuta com seus colegas. por sua vez. Identifique-os: Possibilidade de resposta: “Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame. Professor(a). proponha uma discussão e finalize fazendo junto com a turma uma sistematização do que foi estudado. certezas e dúvidas etc. peça-lhes que retomem o texto em estudo e respondam às questões abaixo. organize os estudantes em grupos. “Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. retome seu editorial e observe como você utilizou os verbos para apresentar os fatos e sua opinião.” Resposta possível: O verbo está na 3ª pessoa do singular (se refere ao coordenador) e foi empregado no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. pois expressa uma ação já concluída no momento da fala. por parte de quem fala. 04 Sempre que o autor de um texto quer marcar o grau de incerteza de um fato utiliza o modo subjuntivo. 03 Leia o trecho abaixo.”.. a hora é agora: faça consultas em gramáticas. Caso perceba que precisa aprimorar este conhecimento linguístico no seu texto.. Em seguida. “Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. pela primeira vez. ou seja. Imaginasse sugere não uma certeza. no momento em que o editorialista escreve o editorial e argumenta a tese defendida. O verbo foram.. A palavra talvez que introduz o trecho reforça a dúvida. No texto há mais três verbos flexionado neste modo verbal. Dê um tempo para que a turma realize a atividade e peça-lhes que socializem suas conclusões. que retrata situações consideradas hipotéticas.” Prática de escrita DESAFIO Outra vez. 02 O que você sabe sobre o tempo presente? Quando ele é usado? Possibilidade de resposta: O presente indica uma ação.

à turma. questionando-os: • • • O que o título lhe sugere? Você vê alguma relação entre o título e a data do editorial? Você acha que o editorialista vai apresentar algum conselho ao leitor? Qual? Conceito De modo geral. Ler crônicas e editoriais. u u Prática de oralidade Professor(a). TV etc. leitura. Ler. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. O que devo aprender nesta aula u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. artigos. podemos definir a concordância nominal como sendo a concordância entre o substantivo e seus termos referentes. Produzir crônicas e editoriais. observando os elementos constitutivos dos gêneros em estudo (forma. comparar e associar os gêneros em estudo. Essa concordância se dá em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). pronomes. como adjetivos. numerais. explorando as práticas de oralidade. estilo e função social. revistas. em seguida. o título do editorial a ser trabalhado nesta aula. responda às questões que se seguem: 109 . utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. escrita e análise da língua.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 30 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. Prática de leitura Leia o texto abaixo e. estilo e função social). apresente. conteúdo. observando forma.

Em segundo lugar aparece a utilização da linha de crédito conhecida como cheque especial. é importante que essa concordância seja feita de acordo com as normas gramaticais? Por quê? O editorial é um gênero que por sua finalidade e suporte precisa se adequar às normas gramaticais. 44% da renda anual das famílias estão comprometidos com endividamento. Muitas vezes. 10 de dezembro de 2012 01 Que opinião é expressa no editorial? A opinião expressa é de que os consumidores devem ter uma posição prudente. A consultora recomenda que se deve resistir a essa tentação. como se sentissem na obrigação de dar presentes. a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. Existem consumidores contumazes como os que são seduzidos pelo apelo de comprar neste período do ano. 110 . De modo geral. O endividamento com uso do cartão de crédito é o maior peso para essas famílias endividadas. Jornal O Popular. de acordo com dados do Banco Central. verdadeira bomba-relógio para quem não conta com algum planejamento financeiro. as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. mesmo antes do balanço final das compras natalinas as famílias já estão muito endividadas.LÍNGUA PORTUGUESA Limite da dívida Uma consultora de educação financeira aconselhou os consumidores a um raciocínio prudente em face do intenso apelo para comprar nesta época do ano. 02 Que argumentos são utilizados para comprovar esse ponto de vista? O principal argumento empregado é de que a maioria dos consumidores estão endividados além de suas possibilidades. no País. 04 Em um texto escrito. por culpa desse elevado índice de endividamento. O que vale dizer: o excesso de endividamento quase sempre não vale a pena. 03 A concordância correta entre os termos das orações dentro do texto são marcas de que tipo de linguagem? São marcas de uma linguagem padrão. diante do consumo. como o Editorial. consideradas em desacordo com essa linguagem padrão. muitas vezes. Prudência no consumo será sempre conveniente para todos. cautelosa. já que a fala coloquial é marcada por concordâncias. Para se ter uma ideia.

corrija-o! AULA 31 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. Veja o exemplo: ARTIGO das PRONOME essas algum as SUBSTANTIVO compras famílias planejamento famílias ADJETIVO natalinas endividadas financeiro sacrificadas 02 Copie do texto outros exemplos de concordância nominal. Uma consultora de educação financeira/ consumidores contumazes/ cheque especial e outros. apresentamos aqui a regra básica de concordância nominal. explorando as práticas de oralidade. observe se em seu texto você fez as concordâncias nominais da forma correta. leitura. 111 . Caso não o tenha feito. escrita e análise da língua. de acordo com as regras gramaticais da língua padrão. você poderá acrescentar outras regras caso considere oportuno. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial. escrevendo as palavras que concordam com o termo já escrito.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Observe o quadro e complete-o. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nessa aula. Professor.

. Você considera esse um tema adequado ao gênero? É um tema de relevância social e bastante discutido. Explique como se dá essa relação. basicamente. TV etc.” Nesse trecho aparece uma relação entre o endividamento e a situação difícil das pessoas. observando forma. 04 Que tipo de linguagem predomina no texto? Justifique. Predomina a linguagem padrão. revistas. qual a principal consequência do endividamento das famílias? As famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. Conceito Definimos a concordância verbal. 01 Vimos que o tema do editorial lido ontem é o endividamento de muitas famílias brasileiras. ou seja. estilo e função social Produzir editoriais. portanto adequado ao gênero. 02 De acordo com o editorial. No caso a relação existente é de causa e efeito. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. como sendo a concordância entre o sujeito e o verbo a que ele se refere.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. conteúdo.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. Ler editoriais. comprometem grande parte de sua renda e então não conseguem mais pagar suas dívidas. ficando em situação difícil. 2ª 112 .. retome a leitura do editorial da aula anterior para prosseguir com essa aula. observando os elementos constitutivos do gênero em estudo (forma. 03 “. as pessoas se endividam. o gênero em estudo. estilo e função social). como podemos perceber pela ausência de gírias e expressões regionais. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. pelo cuidado com as regras gramaticais. Essa concordância se dá de acordo com a pessoa (1ª. caso ache necessário. Ler. principalmente nessas épocas de grande consumo. Refletir sobre o emprego da concordância nominal e verbal nos gêneros em estudo. u Prática de leitura Professor(a). como a concordância.

“. a concordância nominal. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nesta aula. 113 .as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. caso não o tenha feito.LÍNGUA PORTUGUESA e 3ª) e número (singular e plural). de acordo com a norma padrão e. Prática de análise da língua 01 Vimos na aula anterior um tipo de concordância. Observe se em seu texto você fez as concordâncias verbais da forma correta.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois.. portanto. 02 No trecho“. aquela que existe entre o substantivo e seus referentes.. Que outra concordância podemos fazer no texto? Outra concordância possível é entre o sujeito e seu predicado.” aparecem dois verbos para um mesmo sujeito. 04 Busque no texto outro exemplo em que dois verbos referem-se a um mesmo sujeito e copie o trecho. em desacordo com uma das características do gênero. Copie os período em que isso ocorre? extrapolem e causem. Os dois verbos estão no plural porque se referem à palavra gastos que também está no plural. corrija-o.. ou entre o sujeito e o verbo. 03 O autor do editorial poderia ter separado o período em dois? Por que não o fez? Separar o período acarretaria na repetição do sujeito.. o que deixaria o texto com uma linguagem fora do padrão considerado culto.” Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial.

discutam sobre ele e respondam as seguintes questões: • • Ao ler esse texto é possível perceber com mais facilidade o assunto tratado? Explique. estudante. sobre a evolução da aprendizagem deles em relação à leitura e à escrita. Refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. peça-lhes que leiam o texto. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. tendo como base o texto Oscar Niemeyer. Retomar a produção inicial. Prática de oralidade Nessa aula. quando exigem a 114 . a ideia é fazer uma retomada de tudo que já foi estudado até o momento sobre o gênero editorial e. principalmente. provoque-os a dizer. Faça uma síntese oral da evolução do seu aprendizado sobre a leitura e a escrita. Em seguida. Sobre a opinião do editorialista desse texto. antes de iniciar a leitura do texto Oscar Niemeyer. a desenvolver melhores argumentos.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 32 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. e a aumentar seu poder sustentação de uma posição? Argumente. Professor(a). converse com a turma sobre tudo o que já estudaram referente ao gênero editorial. analise da língua e escrita. construindo significados e inferindo informações implícitas. em seguida. explorando as práticas de oralidade. Os termos. o que você tem a dizer? Está clara? É convincente? Foi reforçado no final do texto? Você acha que o estudo do gênero editorial lhe ajudou a identificar a tese de textos de opinião. • • Conceito A regência cuida especialmente das relações de dependência em que se encontram os termos na oração ou as orações entre si no período composto. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero.

ocorre a regência verbal. Tratava-se. Nesse sentido. pelo menos na primeira metade do século passado. Como é sabido. Já não seria pouco. a obra de Niemeyer não tanto retirou elementos da paisagem brasileira quanto serviu para reconfigurá-la. Prática de leitura Leia o texto abaixo e. Criador de Brasília. nos anos 1940. Seja como for. Viu-se depois. pela extrema economia de recursos. pela austeridade antiornamental. ocorre a regência nominal. como nunca. corria o risco de cair na impessoalidade e na rigidez. ao lado de Lucio Costa. Quando o termo regente é um nome (substantivo. ao mesmo tempo informal e inovador. dada a circunstância de que o modernismo arquitetônico. que seria a marca das principais aspirações nacionais. A preferência quase dogmática pela linha reta. reflita sobre as questões propostas: Oscar Niemeyer Contam-se nos dedos os brasileiros que tiveram fama internacional comparável à do arquiteto Oscar Niemeyer. Flexibilizou.LÍNGUA PORTUGUESA presença de outro. o próprio Oscar Niemeyer não se esquivou de relacionar seu estilo com a natureza de seu país – as montanhas do Rio de Janeiro e “as curvas da mulher amada” estariam entre as principais fontes de inspiração. os que completam a significação dos anteriores chamam–se regidos ou subordinados. foi questionada por Niemeyer. e mais ainda em Brasília. as linhas do edifício. chamam-se regentes ou subordinantes. 115 . adjetivo ou advérbio). Niemeyer marcou sua presença na arquitetura do século 20 graças a um estilo próprio. ao lado do então governador Juscelino Kubitschek. O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. o brasileiro considerou que novas técnicas de edificação em concreto armado permitiam uma abertura maior para a fantasia do arquiteto. em seguida. feito de elegância e aerodinâmica leveza. e autor de obras em várias partes do mundo. de dar forma a um sonho de modernidade. estava por assim dizer no inconsciente de atitudes que orientava o projeto desenvolvimentista. sem esforço. ao menos até a ruptura de 1964. de forma traumática. para o advento do futuro. já nas construções mineiras da Pampulha. Quando o termo regente é um verbo.

sempre igual a si mesmo. Peça-lhes que. Inscrito na audácia do desenho. no branco do mármore. Folha de . essa relação trata-se de regência verbal ou nominal? Explique. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante. diga-lhes que estas os ajudarão a refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. pois trata-se da relação de dependência estabelecida entre o verbo (marcou) e seu complemento (sua presença). de autoritarismo e de turbulência se escondiam sob as promessas de meados do século. Prática de análise da língua 01 Observe a oração a seguir e responda: “Niemeyer marcou sua presença. a mesma com que enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista e ao duro centralismo militar. releiam o texto. pairando.br/opiniao/1197368-editoriais-oscar-niemeyer. para isso oriente-os a desenvolverem as atividades a seguir. discutam sobre ele. na curva do concreto e na limpidez do vidro.” a) A palavra destacada é: Resposta: um verbo b) Essa palavra é o termo regente ou regido? Explique. observando como as palavras se relacionam e formam um todo com sentido. contrastando com os fins igualitários de sua crença comunista. 07 de dezembro de 2012 http://www1. Possibilidade de resposta: regência verbal. possa dobrar-se. A beleza palaciana de suas obras.LÍNGUA PORTUGUESA o quanto de conflito. o nome de Niemeyer parece refletir esta esperança: a de que a matéria. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados.com.shtml Professor(a). mas inspiradora ainda.folha. Niemeyer sobreviveu aos percalços da política. No texto. em duplas. 116 . decorativa talvez. aos desígnios do homem. Possibilidade de resposta: regente. rígida e muda. para escrever um bom texto é preciso articular bem as palavras e para isso é necessário compreender a relação existente entre os termos uma oração e perceber que um termo serve de complemento ao outro.. c) De acordo com o conceito de regência acima. persiste.. essa palavra exerce a função de verbo trasitivo direto que exige um complemento sem preposição – sua presença – termo regido que completa esse verbo dando sentido à ideia contida no texto. diga aos estudantes que. num país e num mundo bem menos simples e transparentes.uol. Com inabalada serenidade. de desigualdade. fácil. Paulo.

adjetivo ou advérbio).. estão presentes nele. na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto... se for preciso peça-lhes que pesquisem em gramáticas. sempre igual a si mesmo.. continue orientando os estudantes durantes as atividades. Exemplo: “O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. Possibilidade de resposta: a regência nominal acontece quando o termo regente da oração. como nunca. as linhas do edifício.. 117 . Discuta bem esses conceitos com a turma. observe mais uma vez se os elementos próprios desse gênero. inclusive o conteúdo estudado nessa aula.” Termo regente/Função Regência Termosregidos/Função enunciava: verbo transitivo direto e indireto verbal convicções: objeto direto ao amável populismo juscelinista: objeto indireto “Niemeyer sobreviveu aos percalços da política.” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Prática de escrita DESAFIO Sobreviveu: verbo transitivo indireto verbal aos percalços da política: objeto indireto Releia o seu editorial.” Professor(a). utilizados para dar sentido ou significado ao que se quer expressar é um nome (substantivo. transitivo indireto. aproveite esse momento e aprimore seu texto. caso perceba alguma falha. transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele.enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista. digas-lhes que a regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. internet etc. 03 Analise as orações abaixo e complete o quadro: “Flexibilizou.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Defina regência nominal e cite um exemplo do texto em estudo.” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Flexibilizou: verbo transitivo direto verbal as linhas do edifício: objeto direto “. Mostre-lhes que..

u u u u Prática de oralidade Depois de termos estudado sobre o editorial. por meio de suas semelhanças e diferenças. para garantir a clareza das ideias apresentadas. ou seja. Lembre-se que seu papel nessa atividade é mais uma vez mediar a correção. os argumentos. por exemplo. para torná-lo coeso e coerente. aluno. da direção ou da equipe de redação. Em duplas. reescrito. suas características e a importância dos elementos articuladores em um texto. (re) organização de ideias. Conferir ao editorial coesão e coerência. Professor(a). explorando as práticas de oralidade. por isso deve-se estimular a atividade em duplas. Estimule também a prática de leitura e reescrita nas outras disciplinas. bem como as características do gênero trabalhado. através do uso dos elementos articuladores e pontuação. bem como a conclusão na elaboração do texto. tais como: reflexão sobre a língua. Reescrever a tese. ou seja. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. bem como quanto à utilização dos elementos articuladores. perceba o uso da língua em suas produções escritas. cada aluno lerá o editorial do outro e fará sugestões que contribuam para a melhoria dos textos. o professor pode indicar problemas identificados. O que devo aprender nesta aula u Reescrever o editorial atentando-se às características pertinentes a este gênero. analise da língua e escrita. bem como a importância do uso do rascunho.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 33 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. É importante que você. sem a obrigação de ter alguma imparcialidade ou 118 . chegou a hora de refletir sobre a importância da reescrita. Ao corrigir um texto. Conceito Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. coesão e coerência. Todo texto escrito deve ser revisado. é importante enfatizar que um texto deve ser reescrito e que tal prática não se configura como perda de tempo. Revisar o uso dos elementos articuladores (conjunções coordenativas e outros). É necessário também socializar as produções escritas. faça as seleções necessárias para as produções textuais que escrever.

Geralmente. Enfatize que essa prática deve tornar-se recorrente na produção de textos. 04 Por que a reescrita torna-se fundamental. Lembre-se de utilizar as características pertinentes a este gênero. é necessário monitorar a atividade de reescrita. Prática de escrita DESAFIO Reescreva seu editorial empregando todo o conteúdo visto durante nossas aulas. Prática de leitura 01 Para você. por exemplo. numere os textos do primeiro ao último. em todas as disciplinas. 119 . grandes jornais reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas.O profissional da redação encarregado de redigir os editoriais é chamado de editorialista. o que é reescrita? 02 Para você.com. Disponível em: <http://linguaportuguesafp2009. Coloque-se à disposição dos alunos para sanar dúvidas. br/2009/06/genero-editorial. qual é a importância de se reescrever um texto? 03 Você tem o hábito de reescrever os textos que escreve? Justifique.blogspot. de tornar seu texto coeso e coerente.LÍNGUA PORTUGUESA objetividade. as conjunções coordenativas. entregue para o seu professor todas as versões de seu trabalho. Depois de terminar as devidas revisões. Para ficar bem organizado. na produção de um editorial? Respostas pessoais Professor(a).html> Acesso em dezembro 2012. os elementos articuladores.

et.br/editorial/> Acesso em dezembro de 2012. Enfatize a importância de se escolher o texto pelos argumentos apresentados e não por quem o escreveu. Caso algum aluno não queira ler. Cada aluno lerá o seu texto para o restante dos colegas. O que devo aprender nesta aula u u u Enfatizar a importância da reescrita nas produções textuais. etapa por etapa. Disponível em: <http://www. disponha as carteiras em círculo. Cada aluno lerá o editorial produzido. Caso não haja publicação deste tipo em sua escola. que fica sob a responsabilidade de um editor (editorial) . Em seguida. Reescrever e publicar os editoriais produzidos.com. Prática de oralidade Depois de ter produzido seu editorial. chegou a hora de expor os resultados à turma. pergunte a cada um deles qual foi o melhor editorial e por quê. moda. se ofereça para ler em seu lugar. Peça para que os alunos façam anotações no decorrer das leituras. Quando todos tiverem lido. Professor(a).). economia. política.dicionarioinformal. Estimule a participação espontânea dos alunos. pois todos estiveram envolvidos na produção escrita do editorial durante as aulas. Estas produções serão publicadas no jornal da escola.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 34 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Apresentação dos resultados obtidos na elaboração de um editorial. O importante nesta atividade é a interação da turma. Conceito É cada uma das seções de um jornal ou revista (esporte. O editor é responsável pelo seu editorial. Socializar os editoriais produzidos pela turma. Anote no quadro o nome dos alunos indicados. parte de um jornal ou revista escrita por um editor. ou peça que indique um colega para realizar a leitura. que tal implantá-la? Converse com seus professores. 120 . Os três textos mais votados serão trabalhados em conjunto pela turma. Faremos uma roda de leitura dos editoriais. será feita uma votação dos três melhores textos.

Prática de escrita DESAFIO Vamos reescrever o texto juntos? O professor dividirá a turma em 3 grupos. paragrafação. no que concerne à escolha do texto. 03 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as os elementos articuladores e conjunções coordenativas? Exemplifique. 04 Quais foram os conteúdos que você apreendeu a respeito de Editorial? Respostas pessoais Professor(a). ortografia etc.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Quais foram os motivos que o levaram a escolher o texto que votou? 02 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as características do gênero editorial? Exemplifique. Lembrese de utilizar as características pertinentes ao gênero editorial. bem como à apreensão dos conteúdos trabalhados. além da pontuação. bem como o uso dos elementos articuladores. esta atividade tem por objetivo aferir o senso crítico dos alunos. Cada grupo ficará responsável pela reescrita de um dos textos escolhidos pela turma. 121 .

para tanto é necessário que o professor(a) faça a leitura de uma ata modelo e oportunize um tempo para que cada aluno tenha contato com o documento – ATA. Envolva todos os alunos. Diga aos alunos que antes de elegerem o (a) secretário (a) é necessário conhecer como será o trabalho desse aluno. em forma de U ou círculo e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. o espaço de circulação e compará-la com outros documentos como a carta. o relatório. o ofício. o memorando. Apresente uma pauta e coloque os alunos para pensar sobre as questões levantadas para que todos possam participar da elaboração das regras de conduta de boa convivência. definido-se nessa reunião os critérios e regras de bom desempenho das aulas. etc. um (a) secretário (a) para fazer o registro de todas as decisões e fatos das reuniões. porém essa seria uma simulação de reunião. Informe aos alunos que irão participar de uma reunião para definir alguns procedimentos para o bom desempenho das aulas. a finalidade.LÍNGUA PORTUGUESA Ata. Compare a linguagem utilizada. para desenvolver o trabalho com gênero. o formato de uma ata. a situação de produção. Apresente aos alunos um livro ata que deverá ser preparado previamente para registrar todas as reuniões que a sala realizar. requerimento. assinalando os fatos abordados e as decisões tomadas. leitura e escrita. É importante que todos os estudantes anotem a pauta da reunião e elaborem propostas para serem apresentadas na aula seguinte. A reunião deve acontecer na próxima aula com a participação de todos. cartas Professor(a). Essa reunião deverá acontecer uma vez por mês para se avaliar o cumprimento dos acordos combinados na primeira reunião. documento – Ata. explorando as práticas de oralidade. Aproveite este momento para falar sobre o gênero documento – Ata. Deverá ser lida a ata da primeira reunião em que se registraram as decisões e redigir a ata da reunião em pauta. AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documento – Ata. prepare a sala de aula com as carteiras disposta de tal forma como se os alunos fossem participar de uma reunião. 122 . Peça aos alunos que elejam. de forma democrática.

e apresente-lhes o gênero Ata a ser estudado. quem leu? Leu em algum livro? O que você conseguiu perceber sobre a importância desse documento nas empresas? Conceito Para Felipe Dintel. desenvolvimento da sessão.. Exemplificar as várias situações em que a escola. Converse com os alunos sobre o modo como as Atas são redigidas: título. para quem escreve e para que escreve.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura na Ata lida e ouvida Valorizar a leitura da Ata como forma de domínio dos documentos que circula no mundo do trabalho Antecipar o conteúdo das Atas com base em título. Também é necessária. é importante antecipar aos estudantes algumas informações a partir do título. dados da reunião. assinaturas e anexos. Ler com fluência e autonomia. u u Prática de oralidade professor(a). Esclarecer que se trata de um documento oficial. fórmula final. ordem do dia. do(s) tema(s) abordado(s). em diferentes tipos de grupos organizados. escreve Atas. Prática de leitura Leia o texto a seguir e responda às questões propostas: Proponha aos alunos a leitura silenciosa do documento Ata. da finalidade e do gênero textual! 123 . Procure saber o que os estudantes já conhecem sobre os gêneros: pergunte aos alunos se já ouviram a leitura de uma Ata ou se sabem para que serve. Produzir a primeira escrita de uma Ata. bem como os objetivos desse gênero. construindo significados e reconhecendo o valor desse documento nas relações de trabalho. Mas.. • • • • Você já leu ou ouviu a leitura de uma Ata? Onde. atenção professor(a). com objetivo de retomar o trabalho com gêneros textuais. Ata é um documento oficial cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. converse com os alunos sobre a aprendizagem construída. a partir dos estudos dos gêneros trabalhados no ano anterior. características e quem escreve. associações culturais e escolas. É um documento obrigatório em empresas públicas e privadas. decisões conjuntas. cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. assistência. onde ele estuda. com frequência.

localizar a ordem do dia e as decisões tomadas.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). 124 . após a leitura. proponha as questões a seguir para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: perceber o papel desse documento. identificar a fórmula final.

professor(a). por último. para que você possa planejar as intervenções necessárias. 04 Quem assina a ata e em que ordem ocorrem estas assinaturas? Possibilidade de resposta: Todos os participantes da reunião terão que assinar a ata. No primeiro caso ela não deve conter rasuras. ou retome a reunião inicial para definir regras de boa convivência.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Que importância tem esses registros na construção da história da empresa ou órgão? Possibilidade de resposta: Esse documento é muito importante. Redija uma ata que seja fiel aos fatos ocorridos. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. portanto existem recursos para evitar como: “digo”. 02 De que assuntos trataram nesta reunião? Possibilidade de resposta: reunião para discutir a elaboração do PPA da Prefeitura Municipal de Ariquemes 03 A que conclusão chegaram sobre a ordem do dia apresentada? Possibilidade de resposta: Que a participação da comunidade na elaboração do PPA é fundamental para atender as reais necessidades de Araquemes. A ideia aqui. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. “em tempo”. Suponha que você tenha sido nomeado (a). pois nele se faz o registro de decisões que serviram de dados para o futuro da empresa/órgão. Professor(a). Em seguida ofereça a eles a diferença entre uma ata manuscrita e digitada. simule uma reunião de comissão de formatura do nono ano. Assim. Imagine. o secretário e o presidente da mesa. Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma Ata. considerados dentro do corpo da ata. 125 . retrate com precisão e clareza das ideias discutidas e as decisões tomadas. o (a) secretário (a) da reunião. oriente os estudantes a refletir sobre as diversas partes que compõem esse documento e volte ao texto para confirmá-la. A ordem dessa assinatura segue hierarquicamente em que todos assinam e.

LÍNGUA PORTUGUESA AULA 36 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Documentos – Requerimento – explorando as práticas de oralidade. próprias da redação comercial. Identificar os elementos textuais que caracterizam os gêneros em estudo. devendo ser redigido em terceira pessoa. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e estruturação do requerimento Ler com fluência e autonomia. leitura e escrita. É o mais formal dos documentos oficiais. finalidade e espaços de circulação. 2) Presença do verbo requerer ou de seus sinônimos. 3) O pedido de suas especificações. vedado o emprego de palavras de gentileza ou agradecimento. construindo significados e inferindo informações implícitas. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias do Requerimento. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura. Conceito Documento pelo qual o interessado solicita algo a que se julga com direito ou para se defender de algo que o prejudique. Requerer é pedir deferimento a uma solicitação feita por alguém – Requerente – a uma autoridade competente considerada a relação formal e impessoal que se estabelece entre as partes. 126 . Coloca-se o nome. a estrutura do Requerimento também será rígida: 1) Vocativo: autoridade competente. destinatário. 4) Fecho 5) Local e data 6) Assinatura do Requerente.

vem requerer seja determinado o imediato reparo da iluminação. na altura do nº (informar). chamando a atenção dos estudantes para a formalidade do tratamento. trazendo risco a todos os moradores e transeuntes da região.LÍNGUA PORTUGUESA É redigido em um único parágrafo em linguagem objetiva e concisa. Faça uma leitura oral dos documentos com a classe. Assim. a solicitação feita. (estado civil). A tradição cristalizou o fecho: Nesses Termos. antecipando-lhes algumas características do gênero em estudo. proponha à sala uma leitura compartilhada de dois requerimentos. Leve-os a refletir sobre as particularidades do Requerimento. relação formal e impessoal do texto e para o fecho padrão. Observe as características do documento: • Vocativo • Presença do verbo requerer • O pedido e suas especificações • Fecho • Local e data • Assinatura Prática de leitura Segue um modelo de Requerimento para reparo da iluminação pública: À Prefeitura Municipal de (nome da cidade) (Nome). manifestadas nos documentos analisados. residente e domiciliado na (endereço). Prática de oralidade Professor(a). bairro (nome do bairro). Pede Deferimento. com a substituição das lâmpadas queimadas. a iluminação pública da via se encontra bastante prejudicada. inscrito no CPF sob o nº (informar). como forma de restaurar a segurança e tranquilidade do local. neste município. Em decorrência deste fato. a presença única da 3ª pessoa do discurso. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. 127 . vem respeitosamente a presença de Vossa Senhoria informar que existem duas lâmpadas queimadas em postes da Rua (nome da rua). Termos em que. (nacionalidade).

no segundo Requerimento. pois no primeiro Requerimento. civis e criminais. (profissão). Termos em que. (dia) de (mês) de (ano). com renda per capta menor que (valor).... inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar).... declaro para os devidos fins que não tenho condições de arcar com o valor relativo à taxa de inscrição do processo seletivo (descrever os dados do concurso). (nome). (localidade). (estado civil).mas se manifesta posteriormente no texto.. juntando os documentos exigidos no edital do concurso. residente e domiciliado na (endereço). Assim. requeiro a isenção do pagamento do valor da taxa de inscrição para que eu possa participar do concurso. (dia) de (mês) de (ano). (localidade). (nacionalidade).. responda às questões abaixo: 01 O vocativo está empregado corretamente nos dois Requerimentos? Por quê? Possibilidade de resposta: Sim. relativamente ao cargo de (informar). o vocativo não fica evidente no primeiro contato com o leitor. que uma falsa declaração originaria. (assinatura) (nome) Em relação aos documentos lidos e tendo por base as características do requerimento. Afirmo conhecer as implicações legais. pois a autoridade a quem os requerimentos são dirigidos são tratados como Senhor seguido do nome.. 128 . REQUERIMENTO DE ISENÇÃO NO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO Eu.. assim. (assinatura) (nome) Requerente . Pede deferimento. Declaro.LÍNGUA PORTUGUESA Pede deferimento. que sou integrante de família de baixa renda. o vocativo dirige-se a prefeitura e. Estão empregados de maneira adequada.

Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras modificações no seu Requerimento. um pedido de uma declaração de matrícula ou um pedido para expedir o histórico escolar e faça um requerimento que atenda às exigências/ características deste gênero. se for o caso. com base nas anotações feitas por você. abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito dos Requerimentos lidos.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Por quem foi escrito? Possibilidade de resposta: Como se trata de modelos de requerimentos. durante a leitura dos documentos. Verifique se o que você solicitou no requerimento tem amparo legal e se atende ao padrão requerimento. 03 Se o documento é assinado pelo requerente. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. para o trabalho com o gênero documentos – Carta de Recomendação – leve para sala de aula classificados de jornais. e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso aos anúncios de emprego. não há necessidade de detalhar o requerente. por que o nome dele aparece em 3ª pessoa. envolva todos nessa dinâmica de leitura. Recorte os anúncios e distribua-os a cada aluno. medeie esta atividade. solicitando a leitura de cada classificado. Professor(a). AULA 37 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Professor(a). Prática de escrita DESAFIO Imagine algumas situações como: um pedido de abono de faltas. 129 . Professor(a). quando poderia apresentar-se em 1ª pessoa? Possibilidade de resposta: Uso da terceira pessoa é padronizado pelas normas de elaboração de documentos para dar maior impessoalidade.

.LÍNGUA PORTUGUESA Peça aos alunos que observem as exigências para preenchimentos das vagas oferecidas. pessoal etc. Mas atenção. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura destinatário. cargo. durante a semana. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. é importante antecipar aos alunos as finalidades do gênero em estudo e sua contextualização no mundo do trabalho. Segue um modelo de carta de recomendação: 130 . Após as orientações. confirmar o que está escrito. professor(a). Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar outros tipos de cartas: de solicitação. apresente um modelo de carta de recomendação. É importante que todos os estudantes pesquisem. Oriente-os quanto à comprovação dessas exigências que podem ser feita por meio de cartas de recomendação. telefone e assinatura. qualidades profissionais e potencial do ex-funcionário. u Conceito A carta de recomendação é um documento no qual o antigo empregador atesta as qualidades profissionais e pessoais do seu ex-funcionário e o recomenda para quem possa interessar. O importante é que a pessoa que escreve a carta de recomendação possa. de agradecimento. Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – carta de recomendação – explorando as práticas de oralidade. atividades realizadas. outros tipos de cartas para comparar com a carta de recomendação apresentada e. construindo significados e inferindo informações implícitas Identificar os gêneros textuais que caracterizam os gêneros em estudos. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de recomendação Ler com fluência e autonomia. e espaços de circulação. Quanto ao conteúdo a carta deve ter: período trabalhado. finalidade. gerente ou chefe imediato. desempenho na realização das tarefas. Construir texto de correspondência – carta de recomendação – numa situação real de uso. Pode ser feita pelo Departamento pessoal. função. Prática de leitura Em seguida proponha à sala a leitura da carta de recomendação. leitura e escrita. posteriormente compará-la com a carta produzida na semana seguinte. diretor. posteriormente. observando as características próprias desse gênero. No final da carta deve conter os dados de quem escreveu: nome.

(assinatura) (nome do empregador/diretor/gerente/proprietário) (cargo ocupado) Professor(a). executando serviços de (informar).assinatura e cargo. 04 Por que foi escrito esse documento? Possibilidade de resposta: Para a recomendação de um profissional. a sua finalidade. oriente os alunos a refletir sobre os diversos aspectos apresentados. é pessoa de meu conhecimento. a estrutura e configuração desse texto Possibilidade de resposta: Cabeçalho. texto-corpo da carta. Durante o período indicado manteve conduta pessoal e profissional irrepreensíveis. correto.LÍNGUA PORTUGUESA (nome da empresa) (cnpj) (endereço) (nome do ex-empregado). voltando o texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. 131 . Professor(a). mostrando-lhes o gabarito. motivo pelo qual recomendo seus serviços. nada havendo que o desabone. inferir informações. (indicar a profissão). tendo trabalhado para esta empresa no período de (informar o início) a (informar o fim do vínculo). após a leitura. sob minha supervisão direta. estabelecer relações. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto.vocativo. Em seguida. data. marcado pelo emprego do pronome senhor seguido do cago do destinatário. Responda às questões abaixo: 01 Identifique marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. competente. Atenciosamente. discuta com eles as respostas dadas. inscrito no CPF sob o nº (informar). localidade.marcas de interlocução e uso de adjetivos para identificação do recomendado. 03 Identifique os elementos próprios do gênero.responsável e pontual. Possibilidade de resposta: vocativo. 02 Qual a finalidade desse texto? Possibilidade de resposta: Esse texto tem por finalidade recomendar um candidato a uma determinada empresa para confirmar as competências e habilidades descritas no currículo.

use uma boa dose de criatividade e faça a recomendação de um hipotético ex-funcionário. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas comerciais. destinatário. gerente em uma grande empresa. professor(a). Sucesso! A ideia aqui. finalidade e espaços de circulação. leitura e escrita. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta comercial. Assim. AULA 38 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta Comercial – explorando as práticas de oralidade. Imagine que você seja diretor. Ler com fluência e autonomia. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender para que você possa planejar as intervenções necessárias.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma carta de recomendação. Utilizar o gênero carta comercial – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. é fundamental que você leia os textos produzidos e faça anotações para o trabalho da reescrita. u 132 . Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. construindo significados inferindo informações implícitas.

endereço do destinatário. a referência. Caso haja interesse por parte de sua empresa. É usada normalmente para comunicar-se com um banco. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. Segue um modelo de carta comercial: PAPEL TIMBRADO Para (destinatário / empresa) Atenção a (pessoa ou departamento) Assunto (Do que se trata esta comunicação) Prezados Senhores. (assinatura) (Sua Empresa) (Seu Nome . Ela segue a seguinte estrutura: endereço do remetente (ou timbre). proponha à sala uma leitura compartilhada da carta comercial. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. o vocativo. Prática de oralidade Professor(a). o corpo da carta.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito É a correspondência tradicionalmente utilizada pela indústria e comércio. na cidade de (informar). a data. com empresas. colocamo-nos à disposição para novos contatos. o fecho e a assinatura. Atenciosamente. com instituições oficiais. Somos uma empresa de representações e temos em nosso quadro apenas profissionais altamente capacitados na área de informática e desenvolvimento de softwares. a carta comercial deve ser simples. motivo pelo qual manifestamos nosso interesse em representá-los. com textos esclarecedores e carregados de objetividade. entre instituições. com exclusividade. Agradecemos antecipadamente a atenção.Seu Cargo) 133 . usada como meio efetivo de comunicação. em que possamos detalhar nossa proposta. A carta comercial é um documento que permite a comunicação entre pessoas. etc.

Sucesso! Professor(a). Professor(a). Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja representante de um interessante produto ou serviço e irá escrever uma carta para apresentar ou oferecer os serviços ou produtos dessa empresa. Prática de leitura Em relação à carta comercial lida e tendo por base as características deste gênero. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta comercial. envolvendo as características próprias desse gênero. medeie esta atividade.padrão.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: a representação exclusiva de produtos e serviços 02 A quem a carta se dirige Possibilidade de resposta: aos dirigentes de uma empresa. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta Comercial – apresentadas no texto lido. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é formal. o tratamento adequado a pessoa do interlocutor nesse gênero é a terceira pessoa do discurso. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. 134 . 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma empresa de representação.

Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Prática de oralidade Professor(a). antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de apresentação. leitura e escrita. Utilizar o gênero carta de apresentação – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos oficiais. Segue um modelo de carta de apresentação que você poderá adaptar para cada situação: 135 . embora muitas vezes seja também solicitada ou recomendável mesmo que o candidato à vaga de emprego compareça pessoalmente. destinatário. finalidade e espaços de circulação. u Conceito A carta de apresentação geralmente é utilizada para acompanhar o currículo que será enviado pelos Correios. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de apresentação. Ler com fluência e autonomia.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 39 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Apresentação – explorando as práticas de oralidade. construindo significados inferindo informações implícitas. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de apresentação.

(seguir listando suas aptidões). Seu Nome (não deixe de assinar) O currículo deve acompanhar a carta de apresentação. responsabilidade. 136 . se for o caso) Prezado senhor. propiciando o crescimento da empresa. facilidade de interação com o grupo. importa ressaltar. Prática de leitura Em relação à carta de apresentação lida tenha por base as características do gênero documento – carta de apresentação e responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Apresentação de um candidato a uma vaga de emprego. dia. mês e ano À empresa (nomear) Departamento de Recursos Humanos (ou outro. Busco minha efetivação no mercado. enviando em anexo meu currículo. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: Ela se dirige a empresa que está oferecendo a vaga. dedicação. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de apresentação.LÍNGUA PORTUGUESA Localidade. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe.. (se for o caso. Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo. nomear) Estou me candidatando à vaga de (indicar qual o cargo) existente em seu quadro de pessoal. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Apresentação – apresentadas no texto lido. coloco-me à disposição para prestar maiores esclarecimentos. a intencionalidade de que escreve e a quem se destina. Atenciosamente. conforme anúncio publicado no dia (indicar se for este o caso).. No aguardo de contato. para desenvolver de um trabalho objetivo e gerar bons resultados.

apresentando-se com o desejo de ocupar a vaga ofertada. Sucesso! Professor(a). com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero.LÍNGUA PORTUGUESA 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: A carta foi escrita pelo candidato a vaga. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Professor(a). AULA 40 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Comunicado – explorando as práticas de oralidade. Agora escreva uma carta a empresa selecionada por você. Prática de escrita DESAFIO Abra os classificados de um jornal! E leia as vagas de emprego ofertadas que mais se aproximam do seu perfil. envolvendo as características próprias desse gênero. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. medeie esta atividade. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é a língua padrão formas e a pessoa do discurso usada é a terceira pessoa. leitura e escrita. 137 .

com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. concernente à parcela vencida em (data).Estado A empresa (informar o nome). construindo significados inferindo informações implícitas. 138 . Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Prática de oralidade Professor(a).xx (por extenso). é o meio pelo qual se faz um comunicado por escrito a uma pessoa física ou jurídica. Utilizar o gênero carta de comunicado – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. neste caso. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Ler com fluência e autonomia. u Conceito A carta. que importam em um débito total de R$ xxx. com a segurança da confirmação de recebimento caso seja enviada pelos Correios com Aviso de Recebimento. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de comunicado. finalidade e espaços de circulação. destinatário. por meio de seu gerente infra assinado. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de comunicado. Segue um modelo de carta de comunicado: COMUNICADO À Nome da empresa ou pessoa CNPJ ou CPF Endereço Cep Cidade .LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de comunicado. comunica que foi constatado em nossos cadastros uma pendência financeira no pagamento referente à nota fiscal nº xxxx.

139 . abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura.responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Essa carta trata de informar e solicitar. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: a uma empresa. faça uma leitura oral do texto com a classe. Professor(a). a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. Prática de leitura Em relação à carta de comunicado lida entenda por base as características do gênero documento – carta de comunicado . Prática de escrita DESAFIO Imagine que você abra um negócio. por exemplo uma fábrica de camisetas. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada nessa carta é padrão formal e a pessoa gramatical capaz de estabelecer a interlocução é a terceira pessoa do discurso. mês e ano. Localidade. fornecendo produtos a outros. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de comunicado. Já conseguiu fornecer.LÍNGUA PORTUGUESA Solicitamos que Vossa Senhoria entre em contato dentro de 48 horas para regularizar a situação. uma fábrica de adesivos uma fábrica de uniformes ou qualquer outra e esteja em plena produção. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Comunicado – apresentadas no texto lido. Nome da empresa (assinar acima) Nome do gerente ou diretor Cargo ocupado Professor(a). dia. vender alguns produtos. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma determinada empresa.

como a retirada de materiais. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. finalidade e espaços de circulação.LÍNGUA PORTUGUESA mas ainda não recebeu. AULA 41 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Autorização – explorando as práticas de oralidade. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. leitura e escrita. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de autorização. destinatário. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. construindo significados inferindo informações implícitas. por exemplo. medeie esta atividade. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de autorização. 140 . Ler com fluência e autonomia. envolvendo as características próprias desse gênero. Então escreva uma carta de comunicado para os novos clientes comunicando-os sobre o vencimento dos boletos. Utilizar o gênero carta de autorização – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. u Conceito A carta de autorização é o documento por meio do qual alguém autoriza outrem à prática de determinado ato. Sucesso! Professor(a).

141 . 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de respostas: essa carta foi escrita pelo proprietário das mercadorias que tinha interesse em fazer a retirada delas. Segue abaixo um modelo de carta de autorização. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de autorização. porém encontrava-se impossibilitado para fazê-la. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. autorizo o Sr. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. (nome). (nome de quem está sendo autorizado).responda às questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: trata de autorização para retirada de mercadoria em nome do remetente. (dia) de (mês) de (ano). (localidade). abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – Carta de Autorização proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de autorização.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). residente e domiciliado na (endereço). Eu. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de respostas: a linguagem utilizada nessa carta é formal padrão e a pessoa discursiva é a terceira pessoa. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Autorização – apresentadas no texto lido. a retirar em meu nome os materiais adquiridos por meio da nota fiscal nº XXXX. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: ela se dirige ao responsável pelas mercadorias. Professor(a). na (nome da empresa). inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). (assinatura) (nome) Obs: Se necessário. Prática de leitura Em relação à carta de autorização lida e tendo por base as características do gênero documento – carta de autorização . a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. reconhecer firma.

percorrendo a sala e orientando a reescrita individual.Seu pedido chegou e você tem poucas horas para retirá-lo das agências. envolvendo as características próprias desse gênero. finalidade e espaços de circulação.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja consultor de um determinado produto . AULA 42 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Agradecimento – explorando as práticas de oralidade. Ler com fluência e autonomia. Você fez um grande pedido que será enviado via correio. Sucesso! Professor(a). Utilizar o gênero carta de agradecimento – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. fora de sua cidade de residência. leitura e escrita. u 142 . Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução.Então. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. porém encontra-se impossibilitado e terá que autorizar alguém para pegar as mercadorias em seu nome. escreva uma carta de autorização. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. construindo significados inferindo informações implícitas. medeie esta atividade. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de agradecimento. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de agradecimento. destinatário.

entenda por base as características do gênero documento – carta de agradecimento –. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Correspondências oficiais. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Apresento meus agradecimentos pelo apoio e oportunidade que me foram concedidos. Segue um modelo de carta de agradecimento que poderá ser adaptado às suas necessidades: Senhor(a). bons serviços ou oportunidades que aproveitamos com satisfação.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito São diversas as ocasiões em que recebemos favores. Desejo a todos muita sorte e sucesso! Muito obrigado por tudo. O tempo que passei em companhia de pessoas excelentes contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional. (seu nome) Em relação à carta de agradecimento lida. observando referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de agradecimento. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de agradecimento. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. Professor(a). Prática de oralidade • Você reconhece o gênero carta de agradecimento? • Você conhece o objetivo da carta de agradecimento? • Qual a importância de produzir uma carta de agradecimento? Prática de leitura Faça uma leitura oral do texto. Essa manifestação por vezes pode ser formalizada por meio de uma carta de agradecimento. Atenciosamente. Nessas situações. graças ao companheirismo de todos. responda às questões a seguir: 143 . Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Agradecimento – apresentadas no texto lido. (nome). convém demonstrar que apreciamos a consideração que nos foi dada.

explorando as práticas de oralidade. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Agradecimento por uma gentileza. leitura e escrita. favor. muitas pessoas contribuíram com a sua formação Como um gesto de gratidão é sempre bem-vindo. ele representa a conclusão do ensino fundamental e. escreva uma carta de agradecimento. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: A linguagem usada é formal padrão e a pessoa do discurso utilizada é a terceira pessoa. 144 . com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. envolvendo as características próprias desse gênero. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: À pessoa que fez a gentileza ao remetente. Professor(a). Prática de escrita DESAFIO O nono ano é o encerramento de um ciclo em seus estudos. Professor(a). medeie esta atividade. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: a pessoa que escreve a carta é a pessoa que está agradecida. com certeza.

Convém ressaltar que o grau de formalidade da carta depende de seu interlocutor. Desenvolver habilidades de leitura e interpretação textual no gênero carta de agradecimento. Professor(a). Reconhecer o significado contextual e estrutural do gênero. é uma honra termos sido eleitos para prestar-lhe este serviço que exige segurança e responsabilidade. vocativo. Conceito Segundo estudiosos. observando seus elementos constitutivos. clara e adequada ao seu interlocutor. Apresentam a mesma estrutura da carta pessoal e de solicitação (local e data.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir informações a partir da leitura de textos sobre a estrutura do gênero. levante situações em que seria necessário o ato de agradecimento. mantendo sempre a formalidade. e chame a atenção da classe para o vocabulário e o nível de linguagem utilizados. atentando para a sua função social. Produzir cartas de agradecimento. em que a empresa agradece a seus clientes a preferência em relação ao seu estabelecimento. Temos orgulho pela relação de confiança que conseguimos estabelecer e estamos 145 . A linguagem deve ser objetiva. comente sobre a importância do agradecimento. Prática de oralidade • • • Por que é importante agradecer? Em que situações o agradecimento se faz necessário? Como deve ser a linguagem utilizada em uma carta de agradecimento? Professor(a). despedida e assinatura). Prezado Amigo. Leia com atenção e responda às questões. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento ao cliente. 11 de novembro de 2012. faça uma leitura dinâmica da carta abaixo. corpo do texto. a carta de agradecimento é um gênero utilizado para externar gratidão a alguém ou estabelecimento por ser tratado bem ou ter conseguido algo. Goiânia. Para nós é uma honra tê-lo como cliente.

percebemos que o remetente procura atender seu cliente da melhor forma possível para que ele saia satisfeito com o serviço prestado. estamos abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços.com. Atenciosamente. sempre nos ofereceu. Retire do texto o trecho que comprove essa afirmativa.. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. Esta proposta de qualidade não seria possível de ser implementada sem a valiosa colaboração que você. por isso a adequação da linguagem mais ou menos formal. ao corrigir as atividades. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. chamem a atenção dos estudantes sobre a carta de agradecimento ao cliente ser uma carta destinada a vários tipos de pessoas.zun.. o remetente deixa transparecer uma aproximação a mais do destinatário. Que os nossos caminhos continuem a se cruzar e nos levem sempre em direção a um mundo de paz e esperança. Professor(a).. toda carga seria muito mais fácil de carregar. é possível perceber uma certa intimidade entre os interlocutores? Justifique Sim. Alves – gerente Disponível em http://www. 01 No primeiro parágrafo do texto. cumprindo prazos e contratos com o máximo rigor. 04 Apesar do texto apresentar uma linguagem um pouco formal. “. Auto Peças e Mecânica ABC João B.. Ao utilizar o pronome de tratamento você e o vocativo prezado amigo. 146 . Se todos os clientes fossem como voe. identifique o motivo da carta. desde as que têm um nível elevado de estudo as mais simples e humildes. o período em que o remetente caracteriza o cliente. como cliente. como cliente. “.LÍNGUA PORTUGUESA abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. Agradecer ao destinatário por ser um ótimo cliente e colaborar com o sucesso da empresa. A proposta desta empresa é realizar um trabalho de excelência.br.” 03 Identifique no texto. 02 No texto. sempre nos ofereceu. a valiosa colaboração que você.

Além de agradecer. explique e anote na lousa sobre o uso de conjunções e pronomes relativos no texto e sua importância para torná-lo mais coeso e coerente. lembre-se que você deve ser discreto e ao mesmo tempo íntimo. Professor(a). nesse momento é necessário esclarecer a importância de se escrever uma carta de agradecimento. vocativo. despedida e assinatura). Não se esqueça de utilizar os elementos constitutivos da carta (Local e data. coloque o quanto o amigo(a) lhe ajudou e a sua disposição em ajudá-lo também. Elabore uma carta de agradecimento a um amigo (a) agradecendo por algum favor ou presente recebido. corpo do texto. Por ser amigo. Refletir sobre a função social do gênero. compare-o com a carta de solicitação das aulas anteriores e discuta suas semelhanças e diferenças. Prática de oralidade Professor(a). pois demonstra consideração e gratidão a pessoa destinada. leitura. O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir significados através da leitura. escrita e análise linguística. se preferir essa atividade pode ser feita em duplas e/ou depois de pronta trocar entre eles para que façam as devidas correções. tornando as relações mais harmoniosas e produtivas. Peça ao aluno que leia o texto em voz alta. AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. 147 . Depois. associação e comparação dos gêneros em estudo Refletir sobre o uso de conjunções e pronomes relativos Refletir sobre a variação linguística no gênero. explorando as práticas de oralidade.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO A carta de agradecimento pode ser enviada também a um amigo.

Professor(a). garantindo. por exemplo. nos bairros da periferia e em lugares com pessoas menos favorecidas. a abertura para novas doações. peçam que os estudantes dê exemplos de frases que contenham conjunções e pronomes relativos oralmente e anote-as na lousa. Espero poder contar com essa parceria outras vezes. 10 de outubro de 2012. os idosos ficaram muito felizes e agradecido por causa das flores.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conforme alguns estudiosos a carta de agradecimento por doação é caracterizada pela sua função de agradecer por uma doação feita de maneira mais formal e com uma linguagem mais formal possível e de maneira prática. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento por doação. Alguns gramáticos afirmam que é importante conhecer os pronomes relativos e as conjunções bem como os seus significados para poder dar sentido ao texto. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Goiânia. com o auxílio de uma gramática. anote na lousa todos os pronomes relativos e as conjunções coordenativas e subordinativas com seus respectivos significados. Conforme pode ver nas fotos anexas. assim. Jorge Barbosa Disponível em http://www. É por causa de atitudes como as da sua organização que muitas ações são abrilhantadas e tornam melhor o dia de pessoas que participam de atividades. Teremos muito prazer em recebê-los. 148 .br 01 Quais as diferenças entre esse texto e a carta de solicitação quanto ao seu conteúdo? A carta de agradecimento tem a função de agradecer a alguém ou estabelecimento sobre algo recebido ou tratamento adquirido enquanto a carta de solicitação tem por objetivo solicitar a alguma autoridade a resolução de um problema. pois será muito importante para os idosos. Prezada Helena Lunardelli.com. Muito obrigado! Atenciosamente. Venho por meio desta agradecer a flores que nos foram enviada pela Flor Gentil para o nosso baile da primavera. Faço aqui também um convite para que sua organização venha nos fazer uma visita e conhecer nosso trabalho.zun.

“atenciosamente”. “prezada” e segue construções sintáticas conforme as regras gramaticais. 149 . Não.. 04 Assinale a relação de sentido das conjunções destacadas nos trechos abaixo: a) “Conforme pode ver nas fotos. Formal. A conjunção portanto tem o sentido de conclusão e em relação ao período anterior a conjunção deverá ter o sentido de oposição..” ( ) Adição ( X ) Conformidade ( ( ) Oposição ) Condição ( ( ) Comparação ) Conclusão b) “. sem coerência. ficando assim.” ( X ) Explicação ( ) Causa c) “. O remetente utiliza palavras e expressões do nível formal da língua.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Qual é motivo do agradecimento apresentado no texto? O motivo é a doação de flores feita pelo remetente para o baile da primavera dos idosos... há coerência entre essas duas falas? Justifique. um convite para que sua organização venha...” ( X ) Finalidade DESAFIO Leia a tira seguinte retratada pelas personagens Jon e seu guloso gato Garfield e responda às questões: 01 Percebendo que a fala do terceiro quadrinho é uma continuação da fala do primeiro quadrinho. por exemplo. pois será muito importante... 03 Que tipo de linguagem foi utilizada no texto? Formal ou informal? Justifique...

O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer a estrutura do gênero carta de solicitação. AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Compreender e desenvolver habilidades e competências de produção textual no gênero carta de solicitação e de identificação de sua temática e estrutura. colocando uma conjunção de forma que fique coerente. Resposta Pessoal. porém. Desenvolver habilidades de interpretação textual no gênero carta de solicitação Prática de oralidade • • Você sabe identificar uma carta de solicitação? Você conhece o objetivo da carta de solicitação? • Qual a importância se produzir uma carta de solicitação? Conceito A carta de solicitação é um gênero textual que tem por finalidade fazer uma solicitação a um interlocutor.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Reescreva a última fala. Caberá qualquer conjunção que tenha o sentido de oposição. Discutir sobre a importância de produzir uma carta de solicitação em nosso cotidiano. 03 Em que consiste o humor da tira? Consiste justamente na incoerência da fala de Jon. para o qual é apresentado um problema na esperança de que o resolva 150 . a saber. todavia. etc no lugar da conjunção portanto. mas.

agilidade e o interesse demonstrado. dando-nos a forte impressão que só somos combativos e pró-ativos quando estamos na oposição. nosso crescimento no foi de 112% . dado o curto hiato de tempo entre a primeiro contato com seu filho e a sua comunicação telefônica. estamos enviando o relatório completo. até o fim do ano seremos 732. É prática comum das teles. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo da carta. usando instrumento disponíveis no que tange à participação do representante dos usuários no conselho e nos comitês da Anatel (ver no dossiê a manobra recente sobre assunto no mês 02 de 2003. Explique-lhes o que é a ANATEL. apresente o texto aos estudantes. principalmente.000 membros. incorretas e incompletas. no intuito de convencer o destinatário. O texto abaixo é uma carta que solicita à autoridade em questão um apoio imediato junto ao Congresso Nacional no tocante à punição aos crimes praticados por empresas telecomunicativas por parte da Anatel. quinta-feira. em que consiste a formação de oligopólios e cartéis etc. pois agora que somos governo. Somos hoje uma comunidade com 695. penso que são subsídios que a auxiliarão para pensarmos numa estratégia eficiente para atuação dentro de sua comissão para alcançar eco no executivo.000 usuários de banda larga. defendendo seus interesses 151 .) Penso que o momento é oportuno por termos tido conhecimento que: 1.LÍNGUA PORTUGUESA ou o amenize. Sra. São Paulo.8 milhões em 2006. para suas propostas que podem servir de base para apresentação de PL que aprimore a disciplina e. seremos 3. Ficamos muito felizes. fornecer informações distorcidas. de caráter persuasivo. tomar medidas imediatas para coibir abusos e fazer cumprir a lei. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor(a). Dado o seu interesse. visando melhorias nos serviços prestados à comunidade. 20 de março de 2003 Exma. e em pelas projeções de mercado realizadas pelo IDC. É um texto argumentativo. Deputada Federal Ângela Guadagnin Parabenizamos sua presteza. que sabemos está concentrando os estudos (menos estudos e mais proposições de interesse político econômico) sobre as ANas. inclusive junto ao ministro da casa civil. Só em 2002. temos percebido um certo imobilismo por parte de nossa bancada. apoiadas pela ANATEL. tendenciosas.

induzindo o magistrado a erro. Presidente Lula de rever as atividades das agências reguladoras. ANEXOS 14 a 17 Hoje. Por ter conhecimento pela imprensa da decisão do Sr.F. sendo um do um deputado do PT Orlando Fantazzini. os crimes contra o consumo. Estamos acompanhando pela imprensa. ANEXOS 5. Numa delas. artigo 49 incisos V. valores maiores que os cobrados pelos provedores. através de formação de cartel. por ignorar a interpretação do sistema normativo das telecomunicações. e também pelo teor das proposituras. através dos instrumentos garantindo na C. alguns procedimentos do ministro Miro Teixeira. poderá depreender de nosso relatório. que terceirizam o acesso com a própria Telefônica! A própria ANATEL enviou ao Judiciário texto incompleto da LGT. não apresenta planilhas. em favor das teles. as operadoras de telecomunicação já dominam grande parte desse mercado. 6. que lhe confere poderes e autoridade para convocar ministro de estado e titulares de órgão diretamente subordinados a Presidência da Republica. e a ineficaz fiscalização por parte da ANATEL e do CADE. e cobra por um serviço que ela mesmo executa.LÍNGUA PORTUGUESA corporativos. disfarçado em livre concorrência. formação de oligopólios e cartéis. Por estarmos presenciando a apresentação em 2003 de dois projetos de lei. (Artigo de “O estado de São Paulo”. A C Apelação Civil 109 388 processo 9705017611 Bauru 11/10/2002. apoiadas por alguns parlamentares (ver contratos do STFC) que poderá resultar no esvaziamento do órgão e até mesmo na sua extinção. dada à falta de normatização para as novas tecnologias. 3. 152 . que vem sendo praticado pelas teles com a conivência explícita da Anatel. ANEXOS 18 a 22.Ex. em detrimento dos interesses dos usuários. para evitar cumprir liminar do Ministério Público Federal da quinta região. que nos parece inconstitucional. conforme denúncias. X e XI e artigo 50. 7 e 53. e impedindo a concessão de liminares (Norma 004/95 e informe SPV) ANEXOS 11 e 12 2. ANEXO 13). o aviltamento às leis. Como V. somos veemente contra as manobras coorporativas. suprimindo o artigo 7º. a Telefônica alega repassar custos. e pela omissão do congresso nacional que durante a ultima legislatura não fez uso de suas prerrogativas de controlar os atos praticados pelas ANas. que se aprovadas aniquilariam o que resta da livre iniciativa no setor de provimento de acesso à internet. de distorsões em sua aplicação.

crimes e descalabros estariam coibidos. no tocante ao aperfeiçoamento e criação de canais de comunicação social e política capazes de estabelecer a interação do cidadão com a esfera pública. honestidade. 9197-1443 e o e-mail abusar@ abusar. e colocando-nos à sua disposição. através da participação nos conselhos e dos comitês.br para contato. Horacio Belfort Presidente. A este respeito. usando dos instrumentos já existentes. e os desmandos.J ( Rogério) sob o titulo (Alô.org.br/carta_solicitação. se o congresso cumprisse seu papel de controle e fiscalização sobre os atos e regulamento da agência. visto que teria o caráter de mostrar à sociedade a seriedade. solicitamos a leitura atenta da contribuição oferecida por nosso diretor da sub-seçao-R. Se a Anatel não impedisse a participação da sociedade. e o enquadramento das teles quanto ao cumprimento de nossas leis. no aprimoramento daquela propositura.org. Colocamos-nos a disposição para complementar. democrático e republicano que inspirou seus princípios regulatórios. Assim a condução do órgão poderia obedecer ao formato harmônico. Despedimos-nos com protesto de grande consideração.LÍNGUA PORTUGUESA O desenho formatado para a regência da Anatel garante também o controle social.html 153 . vícios. competência e agilidade desta nova legislatura em que nosso partido é situação. que após publicação ganha força de lei. e das que se façam para cumprir o artigo primeiro da constituição.) . congresso nacional? Estamos esperando vocês. as políticas públicas ditadas pelo executivo e aprovados pelo legislativo estariam sendo atendidas. oferecemos nossos telefones particulares 011 3083-7688. Neste artigo estamos apresentando também 20 sugestões que só dependem de vontade política para serem implementadas. Atenciosamente. Disponível em http://www. espoliativa e predadora em particular. instrumentalizar e apoiar todos as suas iniciativas para o aperfeiçoamento da Anatel. Agradecendo sua atenção. e seria uma atitude emblemática. para o impedimento da concorrência desleal.abusar.

154 . Ambas apresentam a mesma estrutura (local.data. 04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário? Interceder junto ao Congresso Nacional. Os atuantes fazerem parte da mesma bancada política e sofrerem com os abusos das empresas telecomunicativas e também por serem usuários da banda larga em grande escala de forma crescente. despedida e assinatura) 03 E quanto ao conteúdo? Justifique. 20 de março de 2003. Prática de escrita DESAFIO Pesquise em jornais locais denúncia de algum tipo de problema que vem ocorrendo na cidade e escreva uma carta de solicitação ao órgão competente pedindo providências e/ou fazendo sugestões. praticados pelas empresas de telecomunicações. Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à estrutura. Sim. apresentando medidas que possam coibir abusos e fazer cumprir a lei referente aos crimes contra o consumo e formação de cartéis. forma? Justifique. 05 A carta de solicitação por ser um texto argumentativo. Não. corpo do texto. A carta de solicitação tem a finalidade de solicitar algo para solucionar um problema e a carta pessoal não necessariamente. apresenta argumentos de forma a convencer o destinatário.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Identifique no texto: local e data: São Paulo. nome do destinatário. Não se esqueça de seguir a estrutura da carta de solicitação e de empregar linguagem formal. Cite dois argumentos do texto que poderiam fazer o solicitado a atender o pedido. os interlocutores (remetente e destinatário): Horacio Guadagnin Belfort e deputada federal Ângela vocativo: Exmª Srª Deputada Federal Ângela Guadagnin despedida: Despedimo-nos com protesto de grande consideração. quinta-feira.

Como cidadão. questione-os: • • • Que elementos que compõem a forma de uma carta de solicitação estão presentes nesta carta? Que tipo de linguagem é empregada na carta? Qual a função social desta carta? 155 . segurança. Faça uma leitura oral da carta abaixo com os alunos e. escrita e análise da linguagem. Refletir sobre a linguagem utilizada no gênero em estudo. discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. leitura. e outros) e as possíveis soluções para os mesmos. Através desse gênero podemos apontar falhas. com base nos nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. Explique que através da carta de solicitação podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão. Prática de oralidade Professor(a). explorando as práticas de oralidade. Refletir sobre a função social do gênero. trânsito. educação. O que devo aprender nesta aula u u u u Construir significados e inferir informações a partir da leitura. saúde. em seguida. Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero. Conceito O gênero carta de solicitação é um instrumento pelo qual podemos exercer a cidadania. discuta com seus alunos sobre os problemas presentes nas diversas áreas da sociedade (meio ambiente. um dos nossos deveres é transformar ou aprimorar aquilo que não vai bem.

barulho insuportável de motores e buzinas. tomando-se uma destas medidas práticas que ora sugerimos inverter a mão da Rua Jair dos Santos Meneghetti. uma das propostas defendidas era a preservação da qualidade de vida da cidade. responda às questões que se seguem: Fortaleza (CE). Os motoristas. Sr. além de automóveis. na altura do número 1700. a Avenida Olímpio de Souza é uma das mais movimentadas de nossa cidade. já que conduz o fluxo tanto ao centro da cidade quanto às rodovias que levam a cidades vizinhas. Além disso. na altura do número 1.ª naturalmente apoiou. mais à frente. tomarem nossa rua como atalho.ª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial e não comporta tal tipo de tráfego. ônibus e caminhões –. é normal o trânsito fluir mais lentamente: em segundo lugar porque. é comum alguns veículos. nos horários de pico. Como é de seu conhecimento. S. Ela concentra um grande número de veículos – incluindo-se. em seguida. há anos vimos enfrentando sérios problemas com o trânsito local. Ilmº. Isso se deve a duas razões: primeiramente porque. riscos constantes para nossas crianças. O resultado não poderia ser diferente: poluição do ar. Acreditamos que a adoção de uma dessas soluções – que custariam pouco e poderiam ser efetivadas em no máximo dois dias – resolverá o problema de uma vez e conseguirá devolver-nos a tranquilidade que tínhamos no passado e 156 . em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. má qualidade de vida. Eis uma oportunidade de concretizar essa proposta. Diretor do Departamento de Trânsito de Fortaleza: Nós. quando estão na altura do número 1.500. na campanha política do atual prefeito. existe um semáforo que sinaliza o cruzamento da Rua Sílvia Arante com a Olímpio.500.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Releia a carta abaixo e. que atualmente vai do número 01 para o número 225. não hesitam em tomar a Jair dos Santos como atalho e sair já no número 1. que V. S. Lembramos a V. ou colocar três quebra-molas ou lombadas ao longo da Rua supracitada. moradores da Rua Jair dos Santos Meneghetti.900 da Avenida Olímpio. Mesmo havendo duas pistas em cada sentido da Avenida Olímpio. insegurança. se ele está fechado. 12 de janeiro de 2010. conseguem avistar o semáforo e.

pois o texto apresenta períodos. caso julgue necessário que algum trecho seja melhorado. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor. Certos de sua atenção. explicando e dando exemplos de cada nível de linguagem.ª e para o Departamento que dirige. Formal. data. Serve como exemplo qualquer trecho da carta.com. 157 . comente com os alunos e anote na lousa sobre as variedades linguísticas. colocando em risco a vida de seus moradores. Para V.br 01 Qual é o problema que motivou a escrita da carta? O grande fluxo de veículos na Rua Jair dos Santos Meneghetti. será também a oportunidade de se integrar às reais necessidades da população. má qualidade de vida. 02 Quais as consequências do aumento de tráfego nessa rua? Poluição do ar. vocativo. Professor(a).S. que atualmente vai do número 01 para o número 225 ou colocar três quebra-molas ou lombas ao longo da Rua supracitada. agradecemos. 03 Quais foram as medidas sugeridas pelos moradores a fim de solucionar o problema? Inverter a mão da Rua Jair dos santos Meneghetti. Troque sua carta com um colega e discutam se o texto é objetivo e claro. cada vez mais conscientes de seus deveres e direitos. Moradores da Rua Jair dos Santos Disponível em http://oblogderedação. Dê sugestões ao colega. palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua.LÍNGUA PORTUGUESA a que temos direito ainda hoje.blogspot. Professor(a). em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. barulho insuportável de motores e buzinas. riscos constantes para nossas crianças. despedida e assinatura). corpo do texto. se estão presentes e adequados à forma composicional da carta (local. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção da aula anterior e verifique se a carta explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. ao corrigir a questão 4. é hora de orientar o seu aluno na reescrita do texto com base nas anotações feitas por você na correção dos textos. insegurança. 04 Que tipo de linguagem foi utilizada na carta? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto.

Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo Saber produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. leitura. escrita e análise da linguagem. Esses elementos linguísticos são imprescindíveis na construção da carta. Professor(a). forma abreviada. peça aos estudantes que leiam com atenção o texto da aula anterior. com o auxílio de uma gramática. Os pronomes de tratamento que se usam no vocativo (nome do destinatário) sempre concordam com os verbos em 3ª pessoa.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. chamando-lhes a atenção para o destinatário da carta: • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. explorando as práticas de oralidade. seu emprego e explique vocativo com exemplos. os pronomes de tratamento foram utilizados adequadamente? • Considerando 158 . o destinatário. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. Prática de oralidade Professor(a). anote na lousa os pronomes de tratamento. pronomes de tratamento são palavras ou expressões empregadas no trato cerimonioso com o interlocutor e vocativo é o termo que expressa um chamamento. u u u Conceito Segundo Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano.

. 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo.. 47 PMs foram mortos –21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26 foram assassinados no horário de folga –. que V.” supondo que o destinatário fosse um amigo. elabore uma carta endereçada ao Secretário de Segurança Pública de São Paulo. Texto 1 Violência O Estado de São Paulo vive uma onda de violência. Exª: Vossa Excelência 03 Reescreva o trecho “Lembramos a V. solicitando-lhe uma ação concreta que solucione este problema. de acordo com o comandante-geral da PM.Sª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. Sª naturalmente apoiou. ônibus incendiados e mortes de policiais militares. Em 2011. 26 de novembro de 2012]   159 . Roberval França. com registros de chacinas. homicídios. 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo – média de 9...LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 4º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho que comprova a concordância do pronome de tratamento com o verbo em 3ª pessoa do singular. Paulo.. .” Prática de escrita DESAFIO Leia os textos abaixo e.. Antônio Ferreira Pinto.. “Lembramos a você que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. Desde o último dia 24.. [Folha de S.7 por dia. Desde o início do ano. “. Não se esqueça de seguir as regras de elaboração das cartas de solicitação e de empregar linguagem formal. em seguida.” 02 Se o destinatário da carta fosse o Presidente da República qual pronome de tratamento deveria ser utilizado segundo a norma gramatical? V.

exposição de argumentos capazes de persuadir o destinatário. corpo da carta (assunto). Linguagem clara e objetiva. Ou se preferir peça que troquem os textos com o colega para serem corrigidos e depois para fazerem a reescrita corrigindo o que for necessário. Pessoa. peça aos estudantes para avaliarem seus textos. verificando se a carta produzida apresenta argumentos convincentes de forma clara e suficiente. assinatura). Pronomes de tratamento de acordo com o cargo ocupado pelo destinatário.LÍNGUA PORTUGUESA  Texto 2 Professor(a). se estão presentes e adequados os elementos estruturais da carta (local. vocativo. data. às autoridades competentes uma solicitação de soluções para um problema. expressão cordial de despedida. de acordo com o padrão culto formal da língua. suas causas e consequências. assinatura. Síntese Caraterísticas das cartas de solicitação • Texto de intenção persuasiva. se a linguagem mantém um nível mínimo de formalidade que a situação requer. • Apresentação • • • • • Estrutura semelhante à das cartas em geral: local e data. 160 . Estratégia argumentativa: apresentação do problema. vocativo. Formas verbais predominantemente empregadas no presente do indicativo. geralmente em 1ª.

explorando as práticas de oralidade. muito usada especialmente quando o destinatário é órgão público. encaminhar documentos importantes. 1978: 122) Prática de leitura O texto a seguir é um ofício que responde. Ele serve para “informar. convidar alguém com distinção para a participação em certos eventos. Discutir sobre a importância de produzir um ofício em nosso cotidiano. Explique-lhes em que consiste a demarcação de terras indígenas. 161 . apresente o texto aos estudantes. e a finalidade do conteúdo do texto. acordos. propor convênios. enfim. Desenvolver habilidades de argumentação no gênero ofício. solicitar providências ou informações. à autoridade em questão. Prática de oralidade • Com base em que elementos você identifica um ofício? • Qual a finalidade de um ofício? • Qual a importância se produzir e encaminhar um ofício? Conceito O ofício é um tipo de correspondência externa.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Ofício. ajustes. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo do oficio.. visando aspectos relacionados à demarcação de terras indígenas. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer os elementos do gênero ofício. leitura e escrita. tratar o destinatário com especial fineza e consideração” (CAMPOS MELLO. medidas dirigidas a Senhora Presidente da República. etc. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor (a).

O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama n. Como Vossa Excelência pode verificar. com a necessária transparência e agilidade. informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta n. 3.LÍNGUA PORTUGUESA Modelo de ofício do Manual de Redação da Presidência da República (2002) [Ministério] [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade] [Endereço para correspondência] [Endereço . 1.º 524/1991/SG-PR Brasília. 231.º 524/1991/SG-PR Brasília. de 24 de Setembro último. Os órgãos públicos federais.º. da Constituição Federal.º 22. 2. A Sua Excelência o Senhor Deputado [Nome] Câmara dos Deputados 70. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil. estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto n. sociológicos. cartográficos e fundiários. Nos termos do Decreto n.º 6708. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos.º 154. 4.com. 6. dirigida ao Senhor Presidente da República.continuação] [Telefone e Endereço de Correio Eletrônico] Ofício n. o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas. 5. 27 de maio de 1991. §1. 27 de maio de 2011.160-900 – Brasília – DF Assunto: Demarcação de terras indígenas Exmº Senhor Deputado. Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as características socioeconômicas regionais. estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo.br 162 . A Sua Excelência o Senhor Ofício n.º 22. de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). Atenciosamente. inclusive daqueles assinalados em sua carta. a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art.iesde. Em sua comunicação. [Assinatura] [cargo] Fonte: www.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

01 Identifique no texto: local e data: Brasília, 27 de maio de 2011 os interlocutores (remetente e destinatário): Presidência da República Deputado [x] o vocativo: Exmº Senhor Deputado, a despedida: Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à forma, estilo e conteúdo? Justifique.
Resposta possível: Sim. Desde o cabeçalho, corpo do texto, objetividade, despedida, até a assinatura são diferenciados.

03 A linguagem utilizada faz parte do cotidiano de vocês, ou apresentam diferenciações da linguagem comum? Justifique.
Resposta possível: Há diferenciações entre as linguagens. Os termos usados no oficio são bem técnicos e a linguagem é totalmente objetiva.

04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário?
Responder e complementar às observações transmitidas pelo telegrama n.º 154, recebido em de 24 de Setembro.

Prática de escrita DESAFIO

Com base no texto apresentado como modelo de oficio, crie seu próprio textoofício ressaltando alguma solicitação a um órgão público. O conteúdo do texto deve ter linguagem específica.

163

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 49

Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos sobre o gênero, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u u u

Identificar a linguagem e significados a partir da leitura do texto em estudo. Refletir sobre a função social do gênero. Comparar os tipos de conteúdos explícitos nos textos.(anterior e atual) Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero.

Prática de oralidade
Professor (a) reflita com seus alunos sobre as questões recorrentes nas diversas áreas de sua comunidade (meio ambiente, trânsito, segurança, saúde, educação, e outros) e os possíveis caminhos para a solução dos mesmos. Explique que através de um ofício podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e trabalho dos cidadãos. Faça uma leitura oral do ofício abaixo com os alunos e, em seguida, questione-os. Explique aos alunos que este tipo de correspondência é o documento por meio do qual é feita determinada comunicação ou solicitação, em caráter oficial, à determinada pessoa física ou jurídica. • • • • •

Que elementos que compõem a forma deste gênero textual estão presentes neste oficio? Que linguagem é empregada no texto? Qual a função social deste texto? O que você acha que é um plano de contingência? Quais os riscos que a Dengue pode trazer à população?

Conceito

O gênero ofício é um instrumento através do qual podemos exercer a cidadania, com base em nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. Através

164

LÍNGUA PORTUGUESA
desse gênero podemos apontar falhas, discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. Um ofício é uma correspondência oficial, enviada normalmente a funcionários ou autoridades públicas. O ofício é o tipo mais comum de correspondência oficial expedido por órgãos públicos, em objeto de serviço. Seu destinatário, no entanto, além de outro órgão público, pode ser também um particular. O conteúdo do ofício é matéria administrativa, mas pode vincular também matéria de caráter social, oriunda do relacionamento da autoridade em virtude de seu cargo ou função.
Ofício nº00123/2011 Brasília, 25 de outubro, de 2011. Ao Senhor CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis Esplanada dos Ministérios, Bloco G, salas 148e 156 70058-900 Brasília - DF Assunto: solicitação de incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue
Senhor Diretor, Vimos por meio deste, encaminhar a Vossa Senhoria, o Plano de Contingência para análise, bem como o Termo de Compromisso, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX, de XX de XXXX de 2010. Os referidos documentos contêm o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por este município, visando o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue em nosso município. Certos de vosso pronto atendimento, antecipamos agradecimentos. Atenciosamente, xxxxxxxxxxxxxx Secretário Municipal de Saúde

165

Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e verifique se o oficio explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. Ex: Conforme solicitação via ofício nº xxxxxxx. vocativo. palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua. com a diminuição da oxigenação dos tecidos. se estão presentes e adequados os elementos que constituem a forma composicional do texto (local. 02 Quais os riscos da doença para a população? Resposta possível: O paciente corre o risco de ter queda brusca na pressão arterial. ao explicar a questão 4. explicando e dando exemplos dentro do texto. dos termos utilizados e suas funções no contexto da correspondência. Professor (a) é hora de orientar o seu aluno quanto às respostas dos ofícios. Professor (a). despedida e assinatura). vimos informar que________ 166 . Em seguida troque o seu texto com o seu colega. com a probabilidade de uma infecção se proliferar em questão de poucas horas. 04 Que tipo de linguagem foi utilizado no texto? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. Resposta possível: Formal. 03 Quais foram as medidas propostas pelo Secretário Municipal de Saúde a fim de solucionar o problema? Resposta possível: Plano de Contingência com o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por esse município.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Qual é o assunto que motivou a escrita do ofício? Resposta possível: O assunto visa o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue no município em foco. Ex: Encaminho a Vossa Senhoria. ressaltando que a resposta deve ser feita enfatizando o nº do ofício e a solicitação pretendida. levando ao óbito. pois o texto apresenta períodos. estão sendo abolidas das correspondências oficiais. propondo que o mesmo responda a solicitação feita. corpo do texto. data. Explicar também que expressões do tipo “Vimos por meio deste”. comente com os alunos e anote na lousa os tipos de linguagem. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor.

Os Pronomes de Tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal. chamando-lhes a atenção para o destinatário do texto: Conceito Os pronomes de tratamento são formas de distinção e respeito. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução: Ex. Vossa Excelência conhece o assunto. peça aos estudantes que leiam com atenção o ofício da aula anterior. 167 . ou a quem se dirige à comunicação). Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala. Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo. auxiliando-nos na referência às autoridades civis. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. Produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. explorando as práticas de oralidade.: Vossa Senhoria nomeará o substituto. escrita e análise linguística. Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero. u u u Prática de oralidade • • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. Em relação ao destinatário. levam a concordância para a terceira pessoa.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. nominal e pronominal. militares e eclesiásticas. é pertinente afirmar que os pronomes de tratamento foram utilizados de modo adequado? Professor (a). leitura.

165-900 – Brasília. São de uso consagrado: Vossa Excelência.htm) 168 . Vice-Presidente da República. Juízes.planalto. Senhor Juiz. Presidente da República. c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores.LÍNGUA PORTUGUESA Professor (a). DF A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10a Vara Cível Rua ABC. Ministros de Estado. Senhor Governador. Embaixadores. Deputados Estaduais e Distritais. seguido do cargo respectivo: Senhor Senador. Prefeitos Municipais. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores. Auditores da Justiça Militar. Membros de Tribunais. Secretários de Estado dos Governos Estaduais. terá a seguinte forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70. seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República. DF A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70.064-900 – Brasília. no 123 01. No envelope. Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial.br/ccivil_03/manual/manual. Ministro do Tribunal de Contas da União.gov. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor. SP (Fonte: www. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo. Oficiais-Generais das Forças Armadas. Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal. Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais.010-000 – São Paulo. Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência. explique aos alunos que o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional. Senhor Ministro.

. inclusive observando a linguagem. de XX de XXXX de 2010. Prática de escrita DESAFIO Leia a charge abaixo e.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 1º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho em que aparece o pronome de tratamento. 03 Se o destinatário do ofício fosse a Presidente da República.. elabore um ofício solicitando à autoridade competente uma ação concreta que solucione este problema no Estado. 02 Por que o uso deste pronome de tratamento? Porque o destinatário é diretor de um departamento de um órgão público. Exª: Vossa Excelência 04 Reescreva o 1º parágrafo deste ofício. Vimos por meio deste encaminhar a vossa excelência o Plano de Contingência para análise. em seguida. supondo que o destinatário fosse a Presidente da República. Pense no destinatário (de quem é a competência para a solução deste problema?) e procure seguir as regras de elaboração de ofício. bem como o Termo de Compromisso. qual pronome de tratamento deveria ser utilizado? V. Excelentíssimo Senhor Presidente da República. aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX. Vimos por meio deste encaminhar a Vossa Senhoria. incluindo o vocativo. 169 .

por serem advérbios. e após o ano. consta o destinatário. pois trata-se de uma frase nominal. sempre com ponto final. o que vai depender do tamanho do texto que constituirá o ofício. em seguida consta o nome do município do órgão expedidor do documento e a data em que o ofício circular foi redigido (exemplo: São Paulo. jamais poderão ser precedidos pelo zero. • Em • • O • Os 170 . 6 de março de 2012. utilizados para autoridades de mesma hierarquia ou inferior. corpo do texto conta com as informações da qual o órgão remetente deseja transmitir aos outros destinatários principais fechamentos utilizados são. No rodapé do ofício circular. que são as seguintes: o cabeçalho. É necessário que o signatário assine ou rubrique cada oficio. sendo desnecessário o uso de tratamentos (DD. os dias de 1 a 9.).LÍNGUA PORTUGUESA Síntese Caraterísticas de um ofício • Existem algumas normas que fazem parte da composição de um ofício. conta com o timbre do órgão público. Entre o índice e o vocativo são necessários de 2 a 4 espaços simples. O nome do mês sempre será em minúsculo. seguida é necessário informar o vocativo. ou "Respeitosamente". logo mais abaixo fica o índice do ofício circular. Deve-se sempre iniciar com letra maiúscula e o vocativo adequado sempre seguido de dois pontos. utilizada para autoridades de hierarquia superior. onde consta o número do ofício seguido do ano em que foi redigido (exemplo: 01/2012). geralmente no cabeçalho do ofício. "Atenciosamente". sendo suficiente o pronome de tratamento Senhor (a). ou vírgula. – Digníssimo. por exemplo). Os fechamentos são sempre seguidos de vírgula.

e BEZERRA. col. 2002. SP: Mercado de Letras. 2003. Os gêneros do discurso. 1992. Mikhail. Caderno 5. Currículo em debate: Currículo e práticas culturais – As áreas do conhecimento. São Paulo: Educ. São Paulo. Luzia de. 2006. Os gêneros escolares – Das práticas de linguagem aos objetos de ensino (Revista Brasileira de Educação). Brasília: 2001. Campinas. Roxane Rojo (Org. SP: Editora Claraluz. Caderno 3. Secretaria de Educação Fundamental.). textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. Atividade de linguagem. Terezinha Maria Barroso. Gêneros textuais e ensino. Secretaria de Educação – SEE. 1999. J. Dicionário MARIA. DIONÍSIO. BRONCKART. 171 . Brasiliense.Primeiros passos. Ministério da Educação. SANTOS.). Análise do discurso: as materialidades do sentido. p.Referências bibliográficas BAKHTIN. A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. 280-326. São Carlos. Nº. Bernard e DOLZ. GREGOLIN. 2006. A. Tradução de Anna Rachel Machado. Mauro de Salles (1939). Rio de Janeiro: Lucerna. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. _____. agosto de 1999. ROJO. Antônio (1915-1999) e VILLAR. Roberto (Org. In: Estética da criação verbal. Goiânia: SEE-GO. Roxane. ed. (Coleção As Faces da Linguística Aplicada).2008 SCHNEUWLY. Juiz de Fora: Lame/Nupel/ UFJF. O que é conto? 3ª edição. 1987. 11. Joaquim. Currículo em debate: Expectativas de aprendizagem-convite à reflexão e ação. Maria do Rosário e BARONAS. 2000. São Paulo: Martins Fontes. R. MACHADO. Goiânia: SEE-GO. Ângela. Maria Auxiliadora. Práticas de leitura em sala de aula. HOUAISSS. P. 2.

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