Caderno Caderno educacional educacional

Material do professor Material do do professor professor Material

LÍNGUA PORTUGUESA Ciências ciências
Material de Material de apoio apoio

9
ano

o

Expediente
Marconi Ferreira Perillo Júnior Governador do Estado de Goiás Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretário de Estado da Educação Erick Jacques Pires Superintendente de Acompanhamento de Programas Institucionais Raph Gomes Alves Chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica Valéria Marques de Oliveira Gerente de Desenvolvimento Curricular Gerência de Desenvolvimento Curricular
Elaboradores Alex Sandra de Carvalho Arminda Maria de Freitas Santos Débora Cunha Freire Histávina Duarte Pereira Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé Lívia Aparecida da Silva Luiz Fabiano Braga dos Santos Márcia Mendonça Souza Marilda de Oliveira Rodovalho Myrian Marques Rosely Aparecida Wanderley Araújo

Sumário
Apresentação........................................................................................................................... 5 CONTO LITERÁRIO AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero........................................................................................................... 7 AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................12 AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 16 AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 25 AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 28 AULA 06 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 30 AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 34 AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 40 AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 43 AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 46 AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 49 AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 52 AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 60 AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 65 AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 68 AULA 16 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.................................. 71 EDITORIAL AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.........................................................................................................73 AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................79 AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 81 AULA 20 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 84 AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 86 AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 89 AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 91 AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 94 AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 96 AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 99 AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................100 AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................104

.............................................................155 AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero......................................................................................................................................................................135 AULA 40 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...........................................................161 AULA 49 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ..AULA 29 AULA 30 AULA 31 AULA 32 AULA 33 AULA 34 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.................................................................................................................................111 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero..147 AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero........................................106 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.........................122 AULA 36 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero................114 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ............................................................................................................................................................................150 AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero..................................................120 ATA............................................................................................................118 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ...................171 ....................142 AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero...................................................................................................................144 AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.................137 AULA 41 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...................................132 AULA 39 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero ............109 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................................................................167 Referências bibliográficas.........................................................................126 AULA 37 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.129 AULA 38 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...................................................................................158 AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.... REQUERIMENTO.................................164 AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero...................................................140 AULA 42 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero............. CARTAS AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...............

reforçá-lo e melhorá-lo naquilo que for preciso. fazer deste um objeto de estudo do aluno. espera-se amenizar o impacto causado pela mudança do Ensino Fundamental para o Médio. reduzindo assim a evasão. Estamos abertos às suas contribuições. deste tipo. Caso haja interesse para participar dessas elaborações. buscando melhorar o desempenho de nossos alunos. com vistas à melhoria dos nossos indicadores. Assim.gov. juntos. Por isso. Sugerimos que este caderno seja utilizado para realização de atividades dentro e fora da sala de aula. sendo. com sua ajuda. este material será o primeiro de muitos e. com certeza.Apresentação O Governo do Estado de Goiás. Com isso. nós o convidamos para. conjuntamente. necessários alguns ajustes posteriores. A decisão da Secretaria pela unificação do Currículo para todo o Estado de Goiás abriu caminho para a realização de tal proposta. também. Lembramos que a proposta de criação de um material de apoio e suporte sempre foi uma reivindicação coletiva de professores da rede. Ele foi concebido tendo por finalidade contribuir com você. contamos com a sua colaboração para ampliá-lo. buscarmos o aperfeiçoamento de ações educacionais. nas suas atividades diárias e. professor. várias ações. poderá ser uma importante ferramenta para fortalecer sua prática em sala de aula. Somando esforços. Assim. dessa forma. estamos desenvolvendo. Dessa forma. sobretudo na 1ª série do Ensino Médio. a produção deste material de apoio e suporte. por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). dentre elas. produzido por esta Secretaria.br Bom trabalho! 5 . Trata-se do primeiro material.go. busca-se adotar práticas pedagógicas de alta aprendizagem. entre em contato com o Núcleo da Escola de Formação pelo e-mail cadernoeducacional@seduc. criou o “Pacto pela Educação ” com o objetivo de avançar na oferta de um ensino qualitativo às crianças. jovens e adultos do nosso Estado. Esperamos. proporcionando uma educação mais justa e de qualidade. levando-o ao interesse de participar ativamente das aulas. A proposta de elaboração de outros materiais de apoio continua e a sua participação é muito importante. Proposta esta que não pode ser viabilizada antes em função da diversidade de Currículos que eram utilizados.

.

bem como. leitura e escrita. do estilo de cada autor. Organize a Prateleira da Leitura. AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Para o Palanque do Conto decore um caixote. despertando nos estudantes o gosto e interesse pela leitura de livros literários. a descrição dos espaços e do tempo. durante a leitura. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. título do texto. apresentar suas impressões. esteiras. Oriente-os a relacionarem os títulos dos contos escolhidos no caderno de registros. ilustrações. Após a leitura. coloque os contos da Prateleira da Leitura. É importante que todos os estudantes escolham um exemplar para ler durante a semana e comentar no próximo palanque. oportunize um tempo para que os estudantes apresentem a sua história no Palanque do Conto. dando-lhes tempo para que isto aconteça. para o trabalho com o gênero Contos. suas emoções. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. explorando as práticas de oralidade. Ler com fluência e autonomia. Diga aos estudantes que durante o trabalho com contos eles terão um momento somente para leituras do gênero – A Hora do Conto. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. Envolva todos no trabalho. Peça-lhes que escolham aqueles que mais lhes agradar para uma leitura prazerosa. almofadas. Confeccione um caderno ou cartaz para registrar os livros lidos. no centro. a caracterização dos personagens. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. Produzir a primeira escrita de um conto. 7 . e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. de autores diferentes. O que devo aprender nesta aula u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. Disponha as carteiras em círculo e. nela coloque livros que contenham contos. A Hora do Conto deve acontecer pelo menos uma vez por semana. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar contos do mesmo autor.Conto literário Professor(a). construindo significados e inferindo informações implícitas.

Converse com os estudantes sobre o modo como as pessoas escrevem seus textos. como os escritores. Tudo o que via. Entretanto. somos transportados para outro mundo. tem sonhos. de Clarice Lispector. bem como os objetivos deste estudo. outras são tão sucintas que conseguem transformar uma história interessante numa simples informação. Uma boa história deve conter todas as informações que contribuam para dar vida e sentido ao texto. do tema abordado. participar dos acontecimentos. e apresentelhes o primeiro gênero a ser estudado no bimestre. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados no ano anterior. levando-o a viver a história. que ele aumentava ou modificava usando sua imaginação. professor(a). que. Diga-lhes que as histórias sempre encantaram os seres humanos e que. • Você conhece alguma história interessante? Qual? • Ouviu de alguém? Quem? • Leu em algum livro? Sabem quem é o seu autor? • O que mais lhe chama atenção nas histórias? Conceito Para o escritor Elias José. com o objetivo de retomar o trabalho com os gêneros textuais. Elas falam de gente que. conhecer suas aventuras e dramas e compartilhar suas alegrias e tristezas. devendo descartar todos os fatos irrelevantes. Estreou na literatura ainda muito jovem com o romance Perto do Coração Selvagem (1943). é importante Antecipar aos estudantes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. há outras. que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha. Há pessoas que ao contar um fato qualquer acrescentam muitos detalhes desnecessários e isto acaba cansando o leitor. o fazem com tanta beleza e criatividade que emociona e prende a atenção do leitor. proponha à classe a leitura silenciosa do conto Felicidade clandestina.Rio de Janeiro RJ 1977) passou a infância em Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro. onde se formou em direito. dificuldades e um enorme desejo de ser feliz. ao narrar um fato.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Pode-se dizer que o ser humano já surgiu contando contos. Mas atenção. o conto é uma narrativa que pode ser contada oralmente ou por escrito. onde podemos acompanhar os seres que fazem parte das histórias. através das palavras de quem escreve. Prática de leitura Em seguida. Procure saber o que a classe já conhece sobre o gênero: pergunte aos estudantes se gostam de ler e ouvir histórias. do autor e do gênero textual! Clarice Lispector (Tchetchelnik Ucrânia 1925 . por mais simples que seja. descobria ou pensava dava origem a uma história. 8 . como você.

disse-me que havia emprestado o livro a outra menina. os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira. de cabelos livres. Como se não bastasse. onde morávamos. meu Deus. Boquiaberta. por cima do busto. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro. Como casualmente. chupando balas com barulho. literalmente correndo. baixa. meio arruivados. Mas não ficou simplesmente nisso. nadava devagar num mar suave. E nós menos ainda: até para aniversário. Era um livro grosso. com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. sardenta e de cabelos excessivamente crespos. Não me mandou entrar. ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. 9 . era um livro para se ficar vivendo com ele. altinhas. completamente acima de minhas posses. saí devagar. Ela toda era pura vingança. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Mas que talento tinha para a crueldade. e sim numa casa. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia. mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando. o amor pelo mundo me esperava. andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. dormindo-o. de Monteiro Lobato. informou-me que possuía As reinações de Narizinho. enquanto nós todas ainda éramos achatadas. eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo. Na minha ânsia de ler. em vez de pelo menos um livrinho barato. enchia os dois bolsos da blusa. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico. esguias. E. Ela não morava num sobrado como eu. comendo-o. Olhando bem para meus olhos. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. as ondas me levavam e me traziam. Tinha um busto enorme. que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Pouco aproveitava. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Como essa menina devia nos odiar. nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas. No dia seguinte fui à sua casa.LÍNGUA PORTUGUESA Felicidade clandestina Clarice Lispector Ela era gorda. o dia seguinte viria. com balas.

de modo que o emprestei a outra menina. só para depois ter o susto de o ter. também pouco importa. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Acho que eu não disse nada. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. não comecei a ler. Houve uma confusão silenciosa. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta. E eu. Fingia que não o tinha. meu coração pensativo. sem faltar um dia sequer. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. às vezes adivinho. e assim recebi o livro na mão. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. não saí pulando como sempre. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer. Foi então que. Quanto tempo? Não sei. Horas depois abri-o. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. comprimindo-o contra o peito. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser. fechei-o de novo. fui passear pela casa. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era 10 . ao vento das ruas de Recife. no decorrer da vida. que eu voltasse no dia seguinte. apareceu sua mãe. Chegando em casa. abria-o por alguns instantes. Pediu explicações a nós duas. fingi que não sabia onde guardara o livro. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa. pode ter a ousadia de querer. às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. mas você só veio de manhã. Saí andando bem devagar. Mal sabia eu como mais tarde. achava-o. entrecortada de palavras pouco elucidativas. quando eu estava à porta de sua casa. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos. finalmente se refazendo. Até que um dia. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde.LÍNGUA PORTUGUESA com um sorriso e o coração batendo. o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. que não era dada a olheiras. Ela sabia que era tempo indefinido. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada. li algumas linhas maravilhosas. Peguei o livro. Mas. Quanto tempo levei até chegar em casa. Até que essa mãe boa entendeu. Não. enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. adivinhando mesmo. adiei ainda mais indo comer pão com manteiga. exausta.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa. grande ou pequena. Meu peito estava quente.

11 . 04 De que forma a filha do livreiro demonstra sua crueldade? Possibilidade de resposta: Sempre inventando uma desculpa para não emprestar o livro à colega que tanto o desejava. 03 O que causou prazer à personagem protagonista? Possibilidade de resposta: O fato de poder ficar com o objeto tão desejado pelo tempo que quisesse. Em seguida. discuta com eles as respostas dadas. Havia orgulho e pudor em mim. professor(a). é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. só para se redescobrir possuidora dele. mostrandolhes as várias possibilidades de interpretação levantadas. aqui. já que nem ela mesma pode se conscientizar de sua própria felicidade para que esse sentimento não acabe. sua felicidade aparece como um sentimento “clandestino”. inferir informações etc. Desperte a sua imaginação. estabelecer relações. Dessa forma. desde que respaldadas pelo texto. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim.. Eu era uma rainha delicada. mas o deixa no quarto e finge esquecer que o possui. Rocco .LÍNGUA PORTUGUESA a felicidade. Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de um conto. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. para que você possa planejar as intervenções necessárias. após a leitura. oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. Os estudantes devem compreender que várias interpretações são possíveis e aceitáveis. use uma boa dose de criatividade e mãos à obra! A ideia. Às vezes sentava-me na rede. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. voltando ao texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. 01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto? Possibilidade de resposta: A personagem protagonista ganhou permissão para ficar com o livro pelo tempo que desejasse. Assim. Felicidade Clandestina . em êxtase puríssimo. sem tocá-lo. Como demorei! Eu vivia no ar.Rio de Janeiro. Parece que eu já pressentia.. 02 O que causa o sofrimento da protagonista? Possibilidade de resposta: Não conseguir o seu objeto do desejo (o livro). 1998 Professor(a). balançando-me com o livro aberto no colo. Professor(a).Ed.

Prática de oralidade Professor(a). leitura e escrita. contos. literatura juvenil e ensaios. no seu texto “O conto se apresenta”. de Moacyr Scliar (Vol. em livros. do autor e do gênero textual! Moacyr Scliar nasceu em 1937. 2001). Conceito De acordo com Moacyr Scliar. contos literários são histórias sobre gente comum. explorando as práticas de oralidade. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Retomar a produção inicial. antecipando-lhes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. construindo significados e inferindo informações implícitas. Tem mais de cinquenta livros publicados. em revistas. 2 da Coleção Literatura em Minha Casa. algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Conto literário. Autor premiado. escritas por gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. que aparecem em jornais. para transmitir ideias . O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. do tema abordado. lançou diversos livros no exterior.os escritores. proponha à classe uma leitura compartilhada do texto O conto se apresenta.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. em Porto Alegre. entre romances. 12 . Refletir sobre as características do conto com base no texto de Moacyr Scliar. o teatro e a televisão.

de modo que lá pelas tantas o grande tigre bota a lua para fora de novo. que é uma espécie de guru para eles. Você já me ouviu falando de Chapeuzinho Vermelho e do Príncipe Encantado. E começo me apresentando: eu sou o conto. Existe uma história que fala de coisas que eles conhecem:tigre. conto muitas histórias. havia um mistério: por que a lua some? Agora. de bruxas. Então alguém olha para a lua e pergunta: por que é que as vezes a lua desaparece? Todos se voltam para um homem velho. Esperam que o homem dê a resposta. lua. mas nunca falei de mim próprio. Falo de muitas coisas. 13 . comer – mas fala como essas coisas poderiam ser. É uma história sobre um grande tigre que anda pelo céu e que de vez em quando come a lua. vão contar a história para explicar a eles por que a lua some de vez em quando. falo baixinho ao ouvido do velho: – Conte uma história para eles. está sentada em redor da fogueira.E ele conta. mulheres. crianças. somos até velhos amigos. Todos escutam o conto. O Conto. como estou fazendo agora. não adianta olhar ao redor: você não vai me enxergar. Sou. vamos dizer assim. aquele mistério não existe mais. Faça o seguinte: feche os olhos e imagine uma cena. É uma coisa natural. Ou então que lhe fala dos livros que você lê. do Saci-Pererê. E felizes: antes. o conto de mistério? Sou eu. E então eu apareço. o Conto. Surjo lá da escuridão e. aqueles enormes tigres e outras mais. Não fique tão surpreso assim: você me conhece. Mas ele não sabe o que responder. Mas a lua não é uma coisa muito boa para comer. Por exemplo. Todos estão encantados. brilhante. Porque contar histórias é uma coisa que as pessoas fazem a muito. qual a minha idade. uma voz. uma cena que se passou há muitos milhares de anos. E a lua some. Eles têm medo de escuro. porque no escuro estão as feras que os ameaçam. Na verdade. Devo lhe dizer que sou muito antigo. muito tempo. É de noite e uma tribo dos nossos antepassados. Aquele conto. Sabe o contos de fadas. em homenagem a você. sem que ninguém note. Todo mundo: homens. Vejo que você ficou curioso.LÍNGUA PORTUGUESA O conto se apresenta Moacir Scliar Olá! Não. E ela aparece no céu. que brota de dentro da gente. de reis. É o que vou fazer agora. não como eles são. As pessoas vão lembrar esse conto por toda a vida. Existe um conto. Quer saber coisas sobre mim. Eu. Uma voz que fala com você ao vivo. aqueles que vivem nas cavernas. Não sou pessoa como você. E quando as crianças da tribo crescerem e tiverem seus próprios filhos.

quando as pessoas narram histórias – sobre deuses. muito sensível. você não concorda? Com a escrita. ele gosta do que escreveu. Você sabe o que é inspiração? Inspiração é aquela descoberta que a gente faz de repente. e escreve uma história. uma história muito bonita. E mais uma vez. E aquelas histórias – sobre deuses. ele já havia pensado nisso. não é uma coisa misteriosa que entra na nossa cabeça. Mostra para outras pessoas. É uma história sobre uma criança. Nota que algumas coisas não ficaram muito bem. Então ele senta. Todos gostam. E de novo. só que a gente não sabia. para os amigos. é assim que eu existo: quando as pessoas falam em mim. A gente tem muitas boas ideias. sobre criaturas fantásticas – vão aparecer em forma de palavras escrita. escrever uma história? E assinar seu próprio nome? Será que pode fazer isso? Dou força: – Vá em frente. que duram séculos. Você vai gostar de escrever. mesmo à distância. naqueles sinais chamados letras. são histórias sobre gente comum – porque as histórias sobre 14 . Mesma coisa: – Escreve uma história. com aquela boa ideia. a escrita.LÍNGUA PORTUGUESA No começo. em escrever uma história. sobre monstros. para a namorada. Os contos deles aparecem em jornais. sobre criaturas fantásticas. assim como você ficou. sobre criaturas fantásticas. cara. todos se emocionam com a história. – Escreva uma história. Então escreve de novo. sim. que permitem que pessoas se comuniquem. A boa ideia já estava dentro de nós. digo-lhe que estou ali com uma missão especial – com um pedido. Aí surge a escrita. E eu vou em frente. Como você não me vê. E aí. Eu me apresento. como me apresentei a você. de repente tem uma ideia muito boa. Uma inspiração. Ela escreve. Agora estou ali. Histórias que atravessam os tempos. Já não são histórias sobre deuses. Não. E então. E assim vão surgindo escritores. eu existo somente como uma voz. ele fica surpreso. chego perto de um homem ainda jovem. Num primeiro momento. Procuro uma moça muito delicada. Mas tinha dúvidas: ele. Como eu. E é nesse momento que eu tenho uma grande ideia. Escreva uma história. vamos dizer assim. E as pessoas vão gostar de ler. Uma grande invenção. pode crer. não. A inspiração não vem de fora. portanto. sobre monstros. escrever uma história? Como aquelas histórias que todas as pessoas contavam e que vinham de um passado? Ele. Ele não me vê. Na verdade. em revistas. em livros. Ele lê o que escreveu.

o surgimento da história escrita. a inspiração. 03 Onde foi publicada? No livro que tem o mesmo título do conto: Felicidade Clandestina. com ela. chamando a atenção dos estudantes para referências importantes. Era uma vez um conto. para transmitir ideias. como colegas de escola. É perfeitamente possível que este fato aconteça realmente. a invenção da escrita e. vol. 2002. -------------– Eu sou o conto. Companhia das Letrinhas. como surgem os escritores de contos etc. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do conto. para transmitir ideias. inclusive envolvendo personagens reais. Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA as pessoas comuns muitas vezes são mais interessantes do que histórias sobre deuses e criaturas fantásticas: até porque deuses e criaturas fantásticas podem ser inventados por qualquer pessoa. como: os vários tipos de histórias existentes. em revistas. e tendo por base as características do conto apontadas por Moacyr Scliar. Onde há gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. Prática de leitura Em relação ao conto Felicidade clandestina. 04 Para que foi escrita? Para transmitir ideias de uma forma emocionante. a vida de cada dia. • escritas por gente que sabe usar as palavras – os escritores. existem escritores. as narrativas da tradição oral. faça uma leitura oral do texto com a classe. E onde há emoção. apresentadas por Moacyr Scliar de forma tão leve e prazerosa: • histórias sobre gente comum. as ideias que motivam a escrita de um conto. de Clarice Lispector. 02 Por quem foi escrita? Por Clarice Lispector. São Paulo. responda às questões abaixo: 01 Esta é uma história de gente comum? Por quê? Sim. em livros. • para emocionar pessoas.2. O mundo da nossa imaginação é muito grande. Alguns deles – grandes escritores. • aparecem em jornais. está cheia de emoções. pode haver conto. 15 . Mas a nossa vida.

Professor(a). Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. com base nas anotações feitas por você. Ler contos. Retomar a produção inicial. medeie esta atividade. abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido. assim como fazem os escritores famosos. para emocionar o leitor.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu uma história possível de acontecer. identificando seus elementos e características próprias. 16 . antes de publicarem seus textos. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu conto. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. leitura e escrita. envolvendo pessoas comuns. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. construindo significados e inferindo informações implícitas. durante a leitura dos textos. AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. explorando as práticas de oralidade.

Também escreveu romances de grande repercussão. e checagem dos fatos durante a leitura. proponha a leitura silenciosa do conto abaixo. que impressões tiveram etc. 2001). Professor(a). um só drama. Lygia Fagundes Telles nasceu em 1923 na cidade de São Paulo. onde mora até hoje. de Luzia de Maria Prática de oralidade Como exemplo dessas particularidades. escreveu vários contos. ou dias • A linguagem do conto é direta. Premiadíssima contista. apresente à classe o conto. Pergunte a eles se conhecem a história. trazemos para você o conto Biruta. Prática de leitura Professor(a). que. identifiquem os elementos do conto. 17 . façam inferências das informações que não estão explícitas no texto. de Lygia Fagundes Telles (Vol.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito À leveza do conceito de Elias José e Moacyr Scliar. as coisas se passam em horas. originalmente publicado na sua obra Histórias escolhidas (1961). o que o título “Biruta” lhes sugere. por sua grande emotividade e beleza. concreta e objetiva Texto adaptado do livro O que é conto. uma só ação e poucos personagens • Todos os ingredientes do conto convergem para o mesmo ponto • Deve emocionar quem o lê • Os fatos neste gênero literário acontecem em curto espaço de tempo: já que não interessam o passado e o futuro. como As meninas. o suporte textual e os recursos de que a escritora utilizou para emocionar o leitor etc. dentre eles o conto Biruta. acrescentamos. o que acham que irá acontecer na história. da Coleção Literatura em Minha Casa. se já leram algum texto da autora. Sugira aos estudantes que verifiquem as hipóteses levantadas no momento da antecipação. Aproveite o momento para dizer-lhes quem é Lygia Fagundes Telles. neste momento. algumas particularidades deste gênero textual: • É um texto em prosa que contém um só conflito. certamente lhe causará um efeito singular. aqui. em caso negativo. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes.

A carteira era meio velha e ela não ligou muito. Agora. O cachorro saiu de dentro da garagem. anda ligeiro com essa louça! – gritou Leduína. – Leduína disse que você entrou no quarto dela – começou o menino num tom brando. Seu olhar interrogativo parecia perguntar: “Mas que foi que eu fiz. uma orelha em pé e a outra completamente caída. tenho que sair! – Já vou indo – respondeu o menino enquanto removia a água da bacia. murchas. aparecendo por um momento na janela da cozinha. Sacudiu as mãos cheias de espuma. que vamos ter uma conversinha.. – E subiu em cima da cama e focinhou as cobertas e mordeu uma carteirinha de couro que ela deixou lá. êh.. como se quisesse apreender melhor as palavras do seu dono.LÍNGUA PORTUGUESA Biruta Lygia Fagundes Telles Alonso foi para o quintal carregando uma bacia cheia de louça suja. E seu rostinho pálido se confrangeu de tristeza. Por que Biruta não se emendava. – Biruta. enquanto a outra empinou. formaram-se dois vincos. como daquela outra vez que você arrebentou a franja da cortina. não precisa fazer essa cara de inocente!. aguda e reta. inclinando interrogativamente a cabeça ora para a direita. Leduína também. que não acredito. Tinha mãos de velho. Biruta sentou-se muito atento. Biruta! Se fosse uma carteira nova! Me diga agora o que é que ia acontecer se ela fosse uma carteira nova!? Leduína te dava uma suna e eu não podia fazer nada. Biruta deitou-se. lembra? Você se lembra muito bem. Biruta. ouviu? Ouviu.” – Lembra sim senhor! E não adianta ficar aí com essa cara de doente. ambas as orelhas estavam no mesmo nível. – Já está escurecendo. sim senhor. Com um gesto irritado. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. Abuso? Não me lembro de nada. Era pequenino e branco. por quê? Por que não se esforçava um pouco para ser meihorzinho? Dona Zulu já andava impaciente. Andava com dificuldade. – Sente-se aí. o focinho entre as patas e baixou a orelha. Ajoelhou-se. 18 . Voltou-se para o cachorro. próprios de uma testa franzida no esforço da meditação. tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada para seus bracinhos finos.. as pontas quase tocando o chão. Entre elas. Biruta fez isso. – disse Abonso pousando a bacia ao lado do tanque... A orelha caída ergueu-se um pouco.. Biruta?! – repetiu Alonso lavando furiosamente os pratos. enfiou. ora para a esquerda. Biruta fez aquilo. Biruta! – chamou sem se voltar. – Alonso. arregaçou as mangas que já escorregavam sobre os pulsos finos. Mas se fosse uma carteira nova.

onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede.” Biruta então ganiu sentidamente. “que é que eu faço. E agora Biruta mordera a carteirinha de Leduína. E se fosse a carteira de dona Zulu? – Hem. piscando. deitado bem em cima do travesseiro. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. – Atrevido! Ainda te devolvo pro asilo. não sabe? Pois agora não te dou presente de Natal. Biruta?! E se fosse a carteira de dona Zulu? Já desinteressado. mas não faz mal. Você vai ver!. Leduina ficou desesperada. Os dedos foram ficando roxos. batendo como se não pudesse parar nunca mais. vinham visitas para o jantar. batendo. Lágrimas saltaram-lhe dos olhos. Alonso arrancou-lhe a carne. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. – Por que você não arrebenta as minhas coisas? – prosseguiu o menino elevando a voz. – Porque fiquei com medo. precisava encher os pasteis. apanhei por sua causa. piscando os olhinhos temos. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. Binuta estava lá. Tinha bem viva na memória a dor que sentira nas mãos corajosamente abertas para os golpes da escova. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. 19 . dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. Biruta já estava lá. Não faz mal. o focinho entre as patas. “Alonso..LÍNGUA PORTUGUESA Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. “Biruta. – Está aqui. Você vai ver se ganha alguma coisa. Lambeu-lhe as lágrimas. as duas orelhas caídas. está acabado. Biruta. seu ladrãozinho! Quando ele voltou à garagem. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda.. – Você sabe que tem todas as minhas coisas pra morder. Isso tinha acontecido há duas semanas. Biruta mascava uma folha seca. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. mas ela continuava batendo com aquele mesmo vigor obstinado com que escovara os cabelos. – Mas por que você escondeu o resto? – perguntou a patroa. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. Lambeu-lhe as mãos. Leduína. comendo tranquilamente. com a posta de carne entre as patas. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim. aproximando-se.

queria só brincar. menino. A empregada pôs-se a guardar rapidamente a louça. Tem ainda arroz e carne no forno. Você vai jantar sozinho. com bastante pelo e as duas orelhas de pé! Você vai ficar lindo quando crescer. Já está quase noite. E espiou apreensivo para debaixo do fogão. Biruta era como uma criança. O menino vergou o corpo sacudido pelo riso. aproveita! Assim que colocou a bacia na mesa. seu vagabundo! – disse Alonso espargindo água no focinho do cachorro. Voltou-se para Leduína. lançou-lhe um olhar furtivo. bocejou com um ganido e levantou-se.. estirando as patas dianteiras. O menino equilibrou penosamente a bacia na cabeça. que o Biruta judiou de mim!. seu bandidinho! – riu-se Alonso. Leduína tem aquele jeitão dela. Em seguida. Por que dona Zulu tinha tanta raiva dele? Ele só queria brincar. Mas Biruta esquivou-se. Só dona Zulu não entende que você é que nem uma criancinha. Ah. – Hoje é dia de Natal. – O que o seu filho vai ganhar? 20 . é como se a gente não existisse. A trégua.. – Aproveita que eu estou com a mão ocupada. menino. – Mas só eu vou jantar? – surpreendeu-se Alonso. Por que dona Zulu tinha tanta raiva de crianças? Uma expressão desolada amarfanhou o rostinho do menino. Biruta. Dois olhinhos brilharam no escuro: Biruta ainda estava lá.. Leduína. Resmungou ainda enquanto empilhava a louça na bacia. Biruta abriu os olhos. Tinha então a certeza de que não estava acontecendo nada. esperando qualquer reação por parte do cachorro. mas duas vezes já me protegeu. Alonso suspirou. Alonso então sorriu. Como a reação tardasse. ele inclinou-se para agarrar o cachorro. “Por que dona Zulu tem que ser assim? O doutor é bom. – Deixe de falar sozinho e traga logo essa bacia. Biruta. mordendo-lhe os tornozelos. Biruta dormia profundamente. nunca se importou nem comigo nem com você. num longo espreguiçamento. cresça logo. Biruta. Por que não entendiam isso? Não fazia nada por mal. – Ai. calou-se. como as crianças. latindo. Era tão bom quando Biruta resolvia se sentar! Melhor ainda quando dormia. Eles vão jantar fora. dependurando-se com os dentes na barra do seu avental.. Estendeu-lhe uma caçarola com batatas: – Olha aí para o seu jantar. – Aproveita. eu sei que vai!” – Alonso! – Era a voz de Leduína. quer dizer. – Chega de dormir.LÍNGUA PORTUGUESA Girou sobre os calcanhares. pelo amor de Deus! Cresça logo e fique um cachorro sossegado. dando as costas ao cachorro. – Alonso inclinou-se. eu também tenho a minha festa. Biruta seguiu-o aos pulos. ajeitando a caçarola no colo.

. um casaquinho de malha e uma camisa. Um dia.. tem a bolinha só pra isso. morna ainda. – Pensei que você já tivesse 21 . A madrinha. é muita responsabilidade tirar criança pra criar! – disse Leduína desamarrando o avental. Sondou a fisionomia da mulher. Deixou cair na caçarola a batata já fria. Biruta! Está com fome. Alonso baixou o olhar.. – Só se foi na hora que fui lavar o automóvel. Leduína? – Hoje cedo ele não esteve no quarto de dona Zulu? O menino empalideceu.LÍNGUA PORTUGUESA – Um cavalinho – disse a mulher. não sei por que ela não apareceu mais. era apenas “a madrinha”.O bom Jesus é quem nos traz a mensagem de amor e alegria”.. Sabe. me deu sapatos. Leduína? Por quê? Que foi que aconteceu? Ela hesitou. no Natal. Pois não prometera levá-lo? Não prometera? Nem lhe sabia o nome. Apertou os olhos.. – Já chega os que a gente tem. as mãos abertas em torno da vasilha. Biruta? Seu vagabundo! vagabundo!. Abotoava os punhos do vestido de renda. Deles. Perguntei à toa. E de repente.. Mas ela estava sorridente. Inutilmente a procurava entre as moças que apareciam no fim do ano com os pacotes de presentes. – Quando ele acordar amanhã. Leduína? – perguntou a moça num tom afável. não sabia nada a seu respeito. Dois anos seguidos esperou por ela. sabe. A voz suavizou. – Também. Tinha uma que já me conhecia. que queria um cavalinho. irradiou-se para todo o rosto uma expressão dura. Com aquele dinheirinho que você me deu. sua fisionomia iluminou-se.. ela disse. – Êh. Ele não vai mais mexer em nada. Leduína. vai encontrar o cavalinho dentro do sapato dele. Puxou o cachorro pelo rabo. Depois. A porta abriu-se bruscamente e a patroa apareceu. me dava sempre dois pacotinhos em lugar de um.. Ah. – Nada. Por que. Vivia me atormentando que queria um cavalinho.. E encolheu os ombros. Alonso encolheu-se um pouco... lembra? Agora ele não vai precisar mais morder suas coisas. Fechou-a nas mãos arroxeadas. – Lá no asilo. Inutilmente cantava mais alto do que todos no fim da festa. quando então se reunia aos meninos na capela. Biruta também vai ganhar um presente que está escondido lá debaixo do meu travesseiro. O menino sorriu também. – Por que ela não ficou com você? – Ela disse uma vez que ia me levar. Alonso pegou uma batata cozida. se ela pudesse ouvi-lo! “. – Ainda não foi pra sua festa.. E ficou em silêncio. apareciam umas moças com uns saquinhos de balas e roupas.

Alonso ainda beijou o focinho do cachorro. Leduína? A mulher já se preparava para sair. que o Biruta estava limpinho e que ficaria contente de emprestá-lo ao menino doente. O homem voltou-se ligeiramente. fez-lhe uma última carícia. seu sem-vergonha! – repetiu. está bem. Quando ela lhe falava assim mansamente.se. – Foi hoje que Nossa Senhora fugiu no burrinho? 22 . ele não sabia o que dizer. Biruta! Cachorro mais bobo. – acrescentou num sussurro. tem crianças. – Está bem. Baixou os olhos.. Você empresta seu Biruta só por hoje. – Voltouse para a patroa. ela voltou-se para Alonso: – Então? Preparando seu jantarzinho? O menino baixou a cabeça.o no assento do automóvel e afastou-se correndo. O pequeno está doente. não empresta? O automóvel já está na porta. não está? – prosseguiu a mulher. Biruta? Você vai numa festa! – exclamou. com a boca encostada na orelha do cachorro.. amanhã cedinho te dou uma coisa. Em seguida. Mas não demore muito! O patrão já estava na direção do carro... – Numa festa com crianças..LÍNGUA PORTUGUESA saído. Mas sem dar-lhe tempo de responder a mulher saiu apressadamente da cozinha. ganiu dolorido e escondeu-se debaixo do fogão. Biruta baixou as orelhas. – O Biruta está limpo. hem? Tem um presente no seu sapato. tenha juízo. vai ficar radiante. colocou. Apertou-lhe a pata. – Decerto. – Mas. Vou te esperar acordado.. Alonso aproximou-se. – O Biruta. – E antes que a empregada respondesse. O rosto do menino resplandeceu. Biru. com tudo! Numa festa. nada de desordens! Se você se comportar. Então me lembrei de levar o Biruta emprestado só por esta noite.. Mas então era isso?!. Sentou. – E lá tem doces. doutor. beijando o focinho do cachorro. com doces.. não. – Biruta vai adorar a festa! – exclamou assim que entrou na cozinha. Viu. Ponha ele lá que estamos de saída. Deixe ele aí atrás. Dona Zulu pedindo Biruta emprestado. precisando do Biruta! Abriu a boca para dizer-lhe que sim. – Hoje tem festa em toda parte. Alonso pôs-se a mastigar pensativamente.. deu agora de se esconder. inclinando-se para fazer uma carícia na cabeça do cachorro. o pobrezinho. A mulher pousou a mão no ombro do menino: – Vou numa festa onde tem um menininho assim do seu tamanho. Ele adora cachorros.. pelo amor de Deus. ele não quer outra coisa! – Fez uma pausa. E sorriu desculpando-se: – Até de mim ele se esconde. – Te espero acordado. Alonso tentou encobrir-lhe a fuga: – Biruta.

Ela ficou daquele jeito. eu me escondia com ele no meio do mato e ficava morando lá a vida inteira. – E tão boazinha. Depois então é que aquele rei manda prender os três. O doutor pediu pra ela esperar. ouvindo o ruído do carro que já saía. eu já falei com ele.. já surrei ele.. – Dona Zulu estava linda. – Por que você está rindo? – Nada – respondeu ela pegando a sacola. que ele tinha que ir embora hoje mesmo. Foi hoje que Jesus nasceu. Alonso concentrou-se: – Estava. não gosto. E julgou adivinhar o que a preocupava. escutei a conversa dela com o doutor: que não queria mais esse vira-lata. se algum rei malvado quisesse matar o Biruta. encarou-o. eu prometo que não. Engoliu com dificuldade o pedaço de batata que ainda tinha na boca. Dirigiu-se à porta. Levantouse. o Biruta não vai voltar. e mais aquilo. não? – Não vai o quê? – perguntou Alonso pondo a caçarola em cima da mesa.. – Sabe.. Vacilou ainda um instante. Mas antes. e mais isso. Vão soltar o cachorro bem longe daqui e depois seguem pra festa. – Sabe. É melhor que você fique sabendo desde já. E de repente ficou sério. Leduína? – Não vai mais voltar. Hoje cedo ele foi no quarto dela e rasgou um pé de meia que estava no chão. enquanto você lavava a louça. eu não gosto. entendeu? Ela mentiu pra você. 23 . se eles gostam de enganar os outros. você ia sentir muito. Não adiantou. estava muito boazinha. Mas não te disse nada e agora de tardinha.. Biruta não vai mais voltar. Não vai fazer mais isso nunca. só nós dois! – Riu-se metendo uma batata na boca. você não precisa dizer pra dona Zulu que ele mordeu sua carteirinha. que amanhã dava um jeito. hoje era Natal. parecia querer dizer qualquer coisa de desagradável e por isso hesitava. Alonso observou-a. A mulher voltou-se para o menino. Pela primeira vez. Mas eu não gosto dessa história de enganar os outros.LÍNGUA PORTUGUESA – Não. Leduína. Decidiu-se: – Olha aqui. Leduína. contraindo a boca.. – Não vai o quê. menino. Você não achou que hoje ela estava boazinha? – Estava. Amanhã ela vinha dizer que o cachorro fugiu da casa do tal menino.

Em relação ao texto lido e tendo por base o conceito apresentado por Luzia de Maria. Tirou debaixo do travesseiro uma bola de borracha. A luz fria do luar chegava até a borda do colchão desmantelado. Para a estrema crueldade de dona Zulu que chega ao ponto de tirar o cãozinho do garoto. dona Zulu e seu marido. Ajoelhou-se. Editora Ática.LÍNGUA PORTUGUESA Alonso fixou na mulher o olhar inexpressivo. filho.2. Ela perturbou-se. Bateu desajeitadamente no ombro do menino. num andar de velho. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. Biruta. Depois apertou-a fortemente contra o coração. – Biruta – chamou baixinho. 24 . meio encoberto sob um rasgão do lençol.. – Não?. A voz era um sopro. Alonso. Estendeu a mão tateante. 02 As ações convergem para o mesmo ponto? Qual Sim. De conto em conto. objetiva. Linguagem direta. – Não se importe. vai jantar. sem avisá-lo. – Biruta. Alonso cravou os olhos brilhantes num pedaço de osso roído. vol. Leduína. São Paulo.. Ele deixou cair os braços ao longo do corpo. não. Abriu a boca. Vai. A porta de ferro estava erguida. na noite de Natal. Muito tempo ele ficou ali ajoelhado. E arrastando os pés. 03 A história acontece em um curto espaço de tempo? Delimite-o! Sim. – Que gente também! – explodiu. responda aos questionamentos abaixo: 01 O conto Biruta tem poucos personagens? Quem são? Sim. – e desta vez só os lábios se moveram e não saiu som algum. foi saindo para o quintal.. segurando a bola. 04 Que tipo de linguagem é utilizada no conto. 2002. Dirigiu-se à garagem. familiar.

Prática de oralidade Você leu um conto muito comovente. É bom compartilhar o que sentimos. Ler com fluência e autonomia. O que você sentiu durante a leitura? Converse com os colegas sobre isso. Percorra os grupos para observar as impressões e os comentários dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pela autora para tornar a história tão interessante. Professor(a). Ler contos. a ponto de envolver e comover os leitores. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. durante a leitura dos textos. divida a turma em duplas.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome novamente o seu conto e observe esses elementos: há poucos personagens? O espaço de tempo é curto? Onde se passa a história que você criou? Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. peça que extravasem as emoções provocadas pelo conto e relatem experiências semelhantes vividas por eles ou pessoas conhecidas. este é o momento de aprimorar a sua escrita. identificando seus elementos e características próprias. medeie esta atividade. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. Vamos lá? Professor(a). explorando as práticas de oralidade. AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. 25 . construindo significados e inferindo informações implícitas. com base nas anotações feitas por você.

e responda-as. em meados da década de 60 ou 70. Às vezes essa ordem linear pode ser interrompida para voltar ao passado. dentre outros indícios. quando ela diz a dona Zulu que aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. 03 Por que a escolha desse dia para desfazer-se de Biruta torna mais cruel a atitude de Zulu? Porque. Tempo: uma história passa-se num tempo determinado. Enredo: é a organização dos fatos e ações vividas pelos personagens. proporcionar alegria e felicidade ao (à) outro (a). daí o significado da troca de presentes. de fantasia ou imaginação. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. E é exatamente neste dia que dona Zulu. aflorando sentimentos que possam ter ficado adormecidos durante todo o ano. está na fala de Leduína. o desejo de fazer o bem. decide retirar dele o seu único presente. 02 Em que dia do ano se passa a história? Em que momento desse dia? Sim. ponto de vista e enredo. o conto apresenta um narrador. quer dizer. pode-se deduzir que a história se passa no século XX. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. Outro elemento do conto. voltando ao texto sempre que necessário. Atualmente há açougues em supermercados que ficam abertos até durante a noite. espaço. claramente que a história não é atual. a celebração do nascimento de Jesus costuma sensibilizar as pessoas. personagens. numa determinada ordem. Este último procedimento recebe o nome de técnica da retrospectiva ou flash-bach. menciona-se a palavra “automóvel”. termo pouco utilizado nos dias atuais. 01 A partir desses elementos você consegue deduzir a época em que acontece essa história? Percebe-se. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. Essa ordem pode ser linear. o que acontece depois vem contado depois. ao invés de “carro”. para confirmar suas hipóteses.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. 26 . em seu caderno. como a solidariedade. ao invés de presentear Alonso. tempo. Como todos os textos de ficção. o que acontece antes vem contado antes. No conto Biruta. que demarca o tempo em que se passa a história. relembrando algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. A partir dos elementos mencionados.

_______________ c) No asilo. Alonso recebe a visita da madrinha. Leve-os a perceber que a ordem linear dos fatos e ações vividas pelos personagens. Observe se algum personagem do seu texto se recorda. d. de algum fato passado. faz com que o personagem Alonso se recorde de coisas passadas. mãos à obra! DESAFIO Identifique. dentre os fatos abaixo. Essa técnica. ou poderia se recordar. _______________ e) Animado. ao lado de cada fato apresentado: a) Alonso lava a louça numa bacia _______________ b) Alonso volta à garagem triste e sozinho. é interrompida com a volta ao passado e recordação de algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. f Professor(a). i Passado: c. e. Caso você não tenha utilizado a técnica do flash-bach e perceba que poderia tê-la utilizado para maior coerência interna do seu texto. chamada de retrospectiva ou flash-bach. Vamos lá. às vezes. Quando Alonso se recorda de coisas passadas. este é o momento de fazê-lo. socialize a atividade. os que são contados no momento em que acontecem e os que são relembrados pelo personagem Alonso. b. de forma a sistematizar dois importantes elementos do conto: tempo e enredo. escrevendo presente ou passado. g. Alonso conversa com Leduína sobre o pedido de Zulu _____________ f ) Dona Zulu bate em Alonso por causa da carne Que Biruta roubou ___________ g) Leduína conta a Alonso a verdade sobre Biruta _______________ h) Alonso entrega a louça a Leduína na cozinha _______________ i) Biruta é colocado no carro e parte com Zulu e o doutour. 27 . h. _______________ Resposta: Presente: a.LÍNGUA PORTUGUESA 04 A ordem linear dos fatos e ações no conto Biruta foi interrompida em algum momento? Quando? Sim. Prática de escrita Retome o seu conto e observe especialmente o enredo e o tempo. _______________ d) Alonso empresta Biruta a dona Zulu.

Escute o que eles têm a lhe dizer sobre o que você criou. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. inicie esta aula. de fantasia ou imaginação. para confirmar suas hipóteses. espaço. Ler com fluência e autonomia. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. depois de ler as produções de todo o grupo. converse sobre o enredo e o tempo de cada conto. Reúna com dois ou três colegas e. identificando seus elementos e características próprias. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. Prática de oralidade Professor(a). construindo significados e inferindo informações implícitas. Ler contos. Como todos os textos de ficção. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre o tempo e o enredo dos seus contos. voltando ao texto sempre que necessário. tempo.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. personagens. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. 28 . o conto apresenta um narrador. em seu caderno. ponto de vista e enredo. e responda-as. explorando as práticas de oralidade.

quando decide lhe revelar o destino de Biruta naquela noite. No caso do conto Biruta. cor. Não se manifestava frente às atitudes cruéis da esposa. No texto Biruta. • Como era Alonso física e psicologicamente? Uma criança de bracinhos finos.). • Compare dona Zulu e Leduína. Leduína. • Qual é o assunto do conto Biruta? A solidão e a luta de Alonso pela sobrevivência e para proteger o seu querido cão. percebemos o relacionamento entre eles. Personagem principal. Dormiam juntos no mesmo colchão. é aquele em torno do qual se desenvolve o enredo. no canto da garagem. uma orelha em pé e a outra completamente caída. manifestou uma certa pena do garoto. Através do enredo. tratava Alonso com extrema crueldade. Alonso é o personagem principal. Podem ser caracterizadas fisicamente (aparência. mas Alonso e Biruta não compartilham do espaço ocupado pelo casal. no fundo do quintal da casa. nos trabalhos domésticos. • Como o marido de dona Zulu se relacionava com Alonso? Com indiferença. Dormia em um colchão. as ações acontecem na casa de dona Zulu. Tinha olhinhos ternos e mexia em tudo.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Personagens: seres que vivem as ações. quanto ao modo de tratar o menino? Dona Zulu era má. através do que fazem ou do que o narrador diz sobre elas. ou protagonista. • Como era Biruta? Por que mexia nas coisas e as estragava? Era pequenino e branco. como uma criança travessa. apesar de não demonstrar amor e carinho por Alonso. idade etc. • Que tipo de trabalho fazia e onde dormia? Auxiliava Leduína. a empregada da casa. companheiro e único amigo. carinhoso e amigo de Biruta. 29 . mãos e andar de velho. Que diferença há entre elas. Conflito: é o principal acontecimento a partir do qual se desenvolve a história. sofrido mas muito amoroso. • Por que dona Zulu adotou Alonso? Para desenvolver uma espécie de trabalho escravo na sua casa. na garagem.  Espaço: é o lugar onde se passam as ações e fatos vividos pelos personagens. • Como era o relacionamento de Alonso com Biruta? Por que o cãozinho era tão importante para ele? Biruta era o único e inseparável amigo de Alonso.

LÍNGUA PORTUGUESA

Qual é o espaço reservado a Alonso e Biruta na casa de dona Zulu?
A garagem, no fundo do quintal.

Que relação há entre esse espaço e a forma como Alonso é tratado pela dona da casa?
O espaço reservado a Alonso na casa de Zulu (a garagem no fundo quintal) revela que o menino era tratado pela dona da casa como um empregado, um escravo, e não como alguém da família.

Verossimilhança: é a coerência ou lógica interna da história. Os fatos narrados , mesmo inventados, devem decorrer uns dos outros de forma que o leitor aceite que possam ter ocorrido; o leitor precisa ser convencido de que os fatos narrados são possíveis na história.

Como você avalia a verossimilhança no conto Biruta?
O conto Biruta é verossímil, pois os fatos narrados, mesmo que inventados, poderiam perfeitamente acontecer na história.

Professor(a), com o objetivo de contribuir para a ampliação dos conhecimentos sobre o gênero em estudo, socialize a atividade, de forma a sistematizar os demais elementos de um conto.

Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se está claro para o leitor quem é o personagem principal e os secundários na história criada por você. Procure aprimorar suas características físicas e psicológicas, por meio das suas ações, pensamentos, atitudes e relacionamentos. Atente-se, ainda, para o assunto e o espaço criados por você. Não se esqueça de cuidar também da verossimilhança. Mãos à obra

AULA 06

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.

30

LÍNGUA PORTUGUESA
O que devo aprender nesta aula
u u u

Ler contos de autor goiano. Conhecer a cultura local, com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. Analisar o emprego de adjetivos e locuções adjetivas para a caracterização das personagens e dos espaços no conto. Perceber a existência de preconceitos com relação à sexualidade, à mulher, ao negro, ao índio, ao pobre, à criança, ao velho, ao homem do campo, nos contos populares lidos. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor, título do texto, ilustrações. Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Produzir a primeira escrita de um conto.

u

u u u u

Conceito

Há duas maneiras de caracterizar um personagem, seja ele linear ou complexo: uma é pela qualificação, outras pelas ações. No primeiro caso, o personagem é descrito pelo narrador ou por outros personagens: características físicas (estaturas, aparência, idade, cor etc.), características psicológicas (personalidade, qualidade e defeitos, sonhos, desejos, emoções, pensamentos, frustrações, carências), características sociais (família, amizades, atividades, situação econômica etc.). No segundo caso, o personagem vai-se definindo pelo que faz, isto é, por suas ações o leitor vai percebendo quem ele é. Algumas vezes essas ações não são externas: passam-se na cabeça dos personagens, são ações interiores, psicológicas. Entretanto, essas duas possibilidades se completam, pois os autores recorrem tanto à qualificação quanto à ação para mostrar a personagem.
Prática de oralidade
Professor(a), neste momento, apresente à classe o conto, utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes, bem como a apresentação do autor do conto.

Hugo de Carvalho Ramos nasceu na Cidade de Goiás, no Largo do Chafariz, a 21 de maio de 1895, e morreu na mesma cidade, no dia 12 de maio de 1921. Considerado um dos grandes nomes do conto brasileiro, escreveu seu único livro Tropas e Boiadas (1917), do qual o conto Ninho de Periquitos faz parte.

Você conhece o autor da história?

31

LÍNGUA PORTUGUESA
• • •

Você já leu outros textos desse autor? O título o “Ninho de periquitos” lhe sugere alguma coisa? O que você acha que irá acontecer na história?

Prática de leitura

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda às questões que se seguem:
Proponha à classe a leitura silenciosa do conto Ninho de Periquitos de Hugo de carvalho Ramos. Peça-lhes que durante a leitura observem bem as personagens. Pergunte aos estudantes se gostaram da história, se conhecem alguma história parecida, que sentimentos ela lhe despertou. Comente que o autor utilizou uma linguagem regional, valorizando a cultura local e respeitando a variedade linguística – o sertanejo – especificamente.

Ninho de periquitos
Hugo de Carvalho Ramos

Abrandando a canícula pelo virar da tarde, Domingos abandonou a rede de embira onde se entretinha arranhando uns respontos na viola, após farta cuia de jacuba de farinha de milho e rapadura que bebera em silêncio, às largas colheradas, e saiu ao terreiro, onde demorou a afiar numa pedra piçarra o corte da foice. Era pelo Domingo, vésperas quase da colheita. O milharal estendia-se além, na baixada das velhas terras devolutas, amarelecido já pela quebra, que realizara dia antes, e o veranico, que andava duro na quinzena. Enquanto amolava o ferro, no propósito de ir picar uns galhos de coivara no fundo do plantio para o fogo da cozinha, o Janjão rondava em torno, rebolando na terra, olho aguçado para o trabalho paterno. Não se esquecesse, o papá, dos filhotes de periquitos, que ficavam lá no fundo do grotão, entre as macegas espinhosas de “malícia”, num cupim velho do pé da maria-preta. Não esquecesse... O roceiro andou lá pelos fundos da roça, a colher uns pepinos temporões; foi ao paiol de palha d’arroz, mais uma vez avaliando com a vista se possuía capacidade precisa para a rica colheita do ano; e, tendo ajuntado os gravetos e uns cernes da coivara, amarrava o feixe e ia já a recolher caminho de casa, quando se lembrou do pedido do pequeno. – Ora, deixassem lá em paz os passarinhos. Mas aquele dia assentava o Janjão a sua primeira dezena tristonha de anos; e pois, não valia por tão pouco amuá-lo.

32

apoiando a mão molesta à casca carunchosa da árvore. vivamente. preparava-se para novo ataque ao importuno que viera arrancá-lo da sesta. possuíam salvação. num movimento ainda mais brusco. na bifurcação do tronco. como um deus selvagem e triunfante apontando da mata companheira. chispando as pupilas em cólera. passou a perna por cima. e o caboclo. que foi rasgando entre dentes. Localize-os no texto e registre no caderno. cerce quase à juntura do pulso.. para a qual a mezinha doméstica nem a dos campos. calcando duro. oblonga. à altura do peito. E. onde uma chispa má luzia. fitando-lhe. sem vacilar. escancarava a boca negra para o nascente a casa abandonada dos cupins. os olhinhos redondos. Mas tirou-a num repente. onde um casal de periquitos fizera ninho essa estação. rebuscando lá por dentro os dois borrachos. 33 . estabelecer relações. sobranceiro e altivo. rasgara-lhe por dois pontos. persistentes. caipira. completamente perdido. decepou-a noutro golpe. aparecia à aberta do cupinzeiro. mas perfidamente traiçoeira. É que uma picadela incisiva.. Então.LÍNGUA PORTUGUESA O caipira pousou a braçada de lenha encostada à cerca do roçado. toda atostada desde a época da queima pelas lufadas de fogo que subiam da malhada. mostrando a língua bífida.. rumo de casa. E enrolando o punho mutilado na camisola de algodão. O réptil. a terrível urutu do sertão. inferir informações etc. assentada sobre a forquilha da árvore. Ali mesmo. e pulando de outro lado. 01 O autor utiliza vários sinônimos para se referir ao pai de Janjão.. a palma da mão. encimada a testa duma cruz. as alpercatas de couro cru a pisar forte o espinharal ressequido que estralejava. Roceiro.. O matuto sentiu uma frialdade mortuária percorrendo-o ao longo da espinha. Professor(a). enquanto olhava admirado. malignamente.. Perdido. dolorosa. num gesto instintivo. a fitá-lo ameaçador. voltando a si do estupor. sacou da bainha o largo “jacaré” inseparável. lavrador.. matuto e cabloco. amputando-lhe a cabeça dum golpe certeiro. uma cabeça disforme. após a leitura. surpreendido. Era uma urutu.. mas assassina. saiu do cerrado. O lavrador alçou com cautela a destra calosa. entranhou-se pelo grotão-nesses dias sem pinga d’água – galgou a barroca fronteira e endireitou rumo da maria-preta. que abria ao mormaço crepuscular da tarde a galharada esguia. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto.

AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. bífida. construindo significados e inferindo informações implícitas. Produção escrita DESAFIO Crie características físicas.LÍNGUA PORTUGUESA 02 A caracterização do pai de Janjão se dá pela qualificação ou pelas ações que desenvolve na história? Se dá pelas ações que o pai de Janjão desenvolve. Ler com fluência e autonomia. explorando as práticas de oralidade. olhinhos redondos. Ler contos. Retire do texto algumas delas e pelo contexto tente atribuir um significado. No texto. encimada a testa duma cruz. 03 A cobra é caracterizada da mesma forma que o pai de Janjão? Justifique sua resposta. malhada. identificando seus elementos e características próprias. má. oblonga. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. onde uma chispa. Não.” 04 Vocês notaram que há muitas palavras desconhecidas no texto que não fazem parte no nosso cotidiano. nas suas ações e nas informações da leitura do conto Ninho de Periquitos. leitura e escrita. alpercatas. entre outras. o autor lhe atribui as seguintes qualificações: “ uma cabeça disforme. pois a cobra é caracterizada pelas suas qualificações e não pelas suas ações. 34 . coivara. psicológicas e sociais para o pai de Janjão. todas as ações denunciam que ele é um homem do campo. com base na sua vida. Respontos.

Aproveite o momento também para falar-lhes um pouco sobre este autor goiano. muitas vezes. Recebeu várias premiações. de fantasia ou imaginação. o conto tem sua estrutura fechada desenvolve uma história e apenas um clímax. Com A Fronteira (Revolução Constitucionalista de 1932 e Minha Vida de Menino). Mas curto que a novela ou romance. o final é aberto e deixa o caminho livre para a imaginação do leitor. momento de auge no qual as ações atingem sua máxima expressão. em seu caderno. Bariane Ortêncio nasceu em Igarapava. o conto apresenta um narrador. voltando ao texto sempre que necessário. facilmente identificado pelo leitor. apresente à classe o conto. Veio para Goiânia em 1938. A história do conto tem uma conclusão. • • • • Você conhece essa história? O que o título lhe sugere? Já leu algum texto deste autor? Que impressões tiveram etc. surpreendente. em seguida responda às perguntas. neste momento. Pico máximo dos acontecimentos. personagens. dentre eles o Velho e os urubus. trágico. com atenção.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. dentre elas: Prêmio João Ribeiro/1997. espaço. o desfecho. São Paulo no dia 24 de julho de 1923. Escreveu vários contos. Os conflitos desenvolvidos alcançam. diferente. onde mora até hoje. O clímax é o momento de maior tensão e intensidade no conto. Prática de oralidade Professor(a). com a obra Cartilha do Folclore Brasileiro. Como todos os textos de ficção. ou não. O desenlace pode ser feliz. engraçado. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. Toda a estrutura do enredo parece direcionada para este momento culminante da história. um estágio de solução. O desfecho nem sempre traz uma solução. 35 . Prática de leitura Leia o texto abaixo. originalmente publicado na sua obra Meu tio-avô e o diabo. ponto de vista e enredo. ganhou o prêmio CLIO da Academia Paulistana da História e edição premiada pelos Correios. Classicamente diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. tempo.

combinados. Dos outros mais serviços. eles ficavam esperando o sol sair e. tinha na chegada dos urubus o seu único entretenimento. fácil. O pouso. trocando de posições no banco duro. procurando as camadas de ar favoráveis. Passatempo. À tarde vinham do poente de um. os bichos preparando-se para levantar voo. O dia rompendo. a ordenha das poucas vacas. e planavam por muito tempo. enxugavam as penas. alguns mais que-fazeres e o leite indefectível com farinha. não se lembrava mais. Só dormia assim: após a chegada dos urubus e do leite com farinha. O Velho. o caneco costumeiro de café forte e quente. pegou na opinião. tais aviões deixando a base. a Afilhada se ocupava. Pegara-a meninota. algumas chitas e as chinelas baratas. se interessando. Voavam em círculos sob o domínio dos olhos do Velho. quando se retirava. Ele. de dois e até de três. saciado com o prato de leite com farinha de milho. No quarto. eram doze. o cigarro feito no capricho. mas depois foi reparando. Esperava até que chegasse o último. Quando chovia à noite. era pelo passado. Era. O Velho despertava antes dos urubus e saía para o relento de orvalho. deixava o fervido de ervas para o Padrinho banhar as varizes anais. assentado no banco do alpendrão. como nos outros dias. Não se fechavam para a nascente. contava os seus urubus. E não se retirava enquanto eles não chegassem. Ali sentado. como velhas rezando. um a um. ficava olhando. as hemorroidas ardendo. distração de velho solitário. atentando. do outro lado da cerca. Agora. Preparando o cigarro.LÍNGUA PORTUGUESA O velho e os urubus De primeiro nem sabia quantos. pouco depois do pouso das aves amigas. a velha ainda vivia. além disso. para onde se largavam os urubus. uma árvore seca. chamavam-na a Afilhada. a garantia do sono sossegado. muito fácil do Velho contar os urubus. Como se chamava ela? Ele sabia? Não. a perrenguice lhe tolhendo as vontades. fazia um pouco de tudo e não recebia pagamentos. divisando-os assim que surgissem as pintas negras no sol entrante. o clarear. ipê de grande porte. nascente incandescendo. lá deles. Um ou outro punha-se em formato aerodinâmico. reparando o horizonte. as asas com V. a doença caminhando em ritmo acelerado. hora certa. asas abertas. sem perder altura. bem em frente à casa. os urubus. Ela também o chamava de Padrinho e jamais lhe soube o nome. galgando as alturas no bater das asas. Recolhia-se cedo. que nunca passou de cria da casa. o alívio. Como se pertencesse à família. procurando jeito. beiradeando o curral. que quase nada fazia. E passou a contá-los todos os dias. o balde na mão para a ordenha. e mergulhava 36 .

Nunca mais flores e. assim. descendo reto no galho pouso. depois. O sol baixo. o volume aumentando até tornar-se realidade. nervoso. Quando voltavam mais cedo para o pouso. o canivete no alisamento da palha e na picagem do fumo. Ele sorvia em pequenos goles o café forte. assim sempre. Onde andaria o seu urubu? Precisava ir à pedreira. até que chegasse a hora do retorno. mas impossível para ele. que sempre há um dia. O Velho. rodando. por muito tempo. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali. Mas um dia. o Velho sabia que logo choveria. seu agrado. sempre assim. Cada noite. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus. Aí ele se recolhia satisfeito como se tivesse cumprido importante missão. encabulado. como se uma dama de negro fechasse o seu leque. Virou obsessão. Ocupava-se. que se embevecia. o bicho vindo alto. sonhos malsonhados de sono maldormido. Mandou a Afilhada chamar aquele moço que sempre pegava alguma empreitada. Dez.. Não havia errado? Não. Nove. Lá vinha vindo o onze. nem folhas. cismado. depois curva ascendente. mas que o ajudou a constatar o faltante. contava. de há muito. que não era tão longe. Onde estaria seu décimo segundo 37 . Agora sete. Buscara a lamparina. Era o espetáculo para o Velho amigo... arrancaram as cascas medicinais do seu ipê condenando-o. o sangue lhe ocorreria até as alpergatas. Malvados. descrevendo. que mal clareava. em coisinhas. Depois juntava as asas. Passavam-se os dias e nada do urubu aparecer. o doze mais atrás. Mas não estava. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. como de fato.LÍNGUA PORTUGUESA para o solo num zumbido estridente. não errara. mentalmente. ele beirando a cerca de arame. Era roxo ou era amarelo? Não se lembrava.. o mais para conferir os amigos negros que não passavam de onze. que vasculhassem a pedreira. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. Andava disputando a vida com o ipê seco. Disse a ele. uma por uma.. aperreado. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. madornas. começavam a surgir as pintas pretas. pedindo-lhe encarecidamente. que não vinha. o que foi feito em vão. E. entra não entra. Eram seis. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. temperando com o oscilar de asas. que se andasse muito. “Maldita hemorrêima!” – clamava. E ele as acompanhava. A Afilhada entregava-lhe o caneco de café e levava o balde de leite para a cozinha. Ele também já pouco se levantava do catre. o voo baixo e direto.. Oito.

os olhos abertos. o discão vermelho no horizonte. Alguns grasnavam. Passava com o café e os inúmeros cigarros feitos.. 01 Tomando como base o conto lido. desde quando chegara àquela casa. Ele. Estava disposto e leve. até que o sol se anunciou. Não se alimentava nem mais com café e o cigarro. – o que ela sabia contar não passava dos dedos de uma das mãos. o sorriso dele. pintas pretas. pois nunca. o semblante no seu quieto de paz. formado com os outros. – Não. virou. o bando se dirigindo para aquela direção.. pela Afilhada. – Um remédio? O Padrinho quer um remédio? Ele negava com a cabeça. Aí o resplandecente bateu asas. toda pompa. as asas coloridas emanando luz. refulgente.. E este era todo raio de luz. todos os doze urubus no velho ipê seco. Era alta madrugada. identifique: • Personagens o Velho e a Afilhada 38 . saltando no gingado desengonçado deles. planando na gostosura!. farfalhou em voo rasante pela cabeça do amigo. na maior parte. Agora nada mais. sumindo. ele aceitava. de um galho a outro. o Velho notou um clarão de aurora e levantouse.. vira o padrinho sorrir. Divisou.LÍNGUA PORTUGUESA apóstolo? E falava com eles. talvez o Padrinho aceitasse. resplendor. não sabe como. avistava lá de cima as divisas da fazendola. perguntando pelo desaparecido. aceitou e partiu voando também. sumindo.. Como já era tarde. será? – pensou o velho. que se juntaram. acompanhando o seu urubu brilhante. tão bonito. Saiu para fora. O leite com farinha agora sendo pouco. o gadinho sendo. Não queria nada. seguindo o seu urubu procurando as camadas favoráveis de ar. a cumprimentá-lo. Não alcançava as consequências. decerto respondendo que não sabiam. Se admirou e ficou também feliz. A Afilhada não tinha iniciativa. fez círculos curtos em torno do Velho.. Muito admirado. O Velho já não se alimentava mais. Não chamou ninguém. na comemoração de volta do companheiro. com alegria. E agora. a convidá-lo. ainda. do reencontro. afoito. bem abertos. a esquadrilha da amizade. Não sei. não! Queria era o seu urubu! – Ele voltou? – perguntou o Padrinho. volteou a árvore. o dia avançando. a Afilhada foi até o quarto levar o caneco de café. Um urubu-pavão. feliz. talvez perscrutando horizontes. pelas tais e tantas cores. quase nada. sempre fora mandada.

utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. 39 . Caso estes elementos não estejam bem definidos. entra não entra Noite: Buscara a lamparina. Fim de Tarde: O sol baixo. casa . aprimore-os. Por que em sua opinião o autor faz isso? Resposta possível: A falta de identidade das personagens centrais da histórias revela a frieza das relações humanas (embora os personagens convivessem juntos ambos não sabiam seus respectivos nomes). 04 Em sua opinião. Mãos à obra! DESAFIO No conto lido o autor escreve as palavras “Velho e Afilhada” com as letra iniciais maiúsculas.LÍNGUA PORTUGUESA • Tempo (exemplifique com elementos do texto) Manhã: O dia rompendo. 03 Qual é o desfecho do conto? O velho morrer feliz. nascente incandescendo. curral. por que o Velho não sabia o nome da Afilhada? E por que a Afilhada não sabia o nome do velho? Resposta possível: Pelo fato de o autor querer mostrar a indiferença do relacionamento dos dois.alpendre. pois se reencontrou com o urubu que estava faltando. que mal clareava • Conflito um velho já doente se aproximando da morte que tem como entretenimento contar os urubus. quarto) 02 Qual é o clímax desse conto? É o momento em que o velho conta os urubus e falta um deles. • Espaço o espaço é a fazenda (curral. Prática de escrita Este é o momento de você observar o clímax e o desfecho da sua produção inicial.

Esse narrador pode fazer a narração em 1ª ou em 3ª pessoa. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. explorando as práticas de oralidade. Ler contos. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. Ele conta e participa da história como personagem. de fantasia ou imaginação. neste momento. à classe. mas ele conhece tudo sobre os personagens. construindo significados e inferindo informações implícitas. leitura e escrita. retome os trechos abaixo. retirados dos contos “Felicidade Clandestina” e “O velho e os urubus” e direcione. E o narrador-onisciente que também conta a história em 3ª pessoa.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. O narrador em 1ª pessoa pode ser chamado de narrador personagem. Prática de oralidade Professor(a). identificando seus elementos e características próprias. conhece suas emoções e pensamentos. O narrador na 3ª pessoa pode ser o narradorobservador que conta a história na sem participar das ações. Ler com fluência e autonomia. questionamentos sobre os tipos de narrador existentes nas narrativas: • • • Quem você acha que está contando essas histórias? Quem conta as histórias são os próprios personagens? Os narradores contam as histórias observando-as de maneira imparcial ou conhecem profundamente os personagens? 40 . O conto apresenta um narrador.

mas que o ajudou a constatar o faltante. entrecortada de palavras pouco elucidativas. Onde andaria o seu urubu? [. 41 .. voltando ao texto sempre que necessário.. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. responda às perguntas com atenção.. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Trecho 1 Felicidade clandestina [. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo.. rodando. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Houve uma confusão silenciosa.. Até que um dia. E eu. apareceu sua mãe. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. em seguida. sonhos malsonhados de sono maldormido. que não era dada a olheiras. sem faltar um dia sequer. mas você só veio de manhã. que mal clareava. em seu caderno.] Eu ia diariamente à sua casa. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. Pediu explicações a nós duas. que sempre há um dia.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia os trechos abaixo e. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. Cada noite. quando eu estava à porta de sua casa. de modo que o emprestei a outra menina. que não vinha. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali.. madornas..] Mas um dia. ele beirando a cerca de arame. Até que essa mãe boa entendeu.] 01 Comparando os dois trechos. pois no primeiro quem conta participa da história e no segundo não há essa participação. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus. Virou obsessão. você acha que é diferente o modo de contar a história? Por quê? Resposta possível: É importante que o aluno perceba que há diferenças na forma de contar a história nos dois trechos. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [.] Trecho 2 O velho e os urubus [. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. Buscara a lamparina.. Mas não estava. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde.

não confundindo 1ª e 3ª pessoas. Ele conhece tudo sobre os personagens. mas que me ajudou a constatar o faltante.. Houve uma confusão silenciosa. que não era dada a olheiras. o sol já havia entrado e a minha contagem só acusou onze urubus. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. quando ela estava à porta de sua casa. Onde andaria o seu urubu?” O narrador sabe que os sonhos do personagem eram malsonhados e que o sono era maldormido. 03 Reescreva o trecho 1 como se você fosse um narrador-onisciente. sonhos malsonhados de sono maldormido. suas emoções e pensamentos: “Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. é um narrador personagem: “Eu ia diariamente à sua casa.. eu beirava a cerca de arame. com os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. [. madornas. que não era dada a olheiras. Até que um dia.. e o emprego da 3ª pessoa: (“Ela ia diariamente. ou seja. Onde andaria o meu urubu? [. E ela. [. madornas. Procure ser bastante coerente. Vale ressaltar. apareceu a mãe da menina. o narrador-onisciente. que se você optou pela narrativa em 3ª pessoa.. 04 Reescreva o trecho 2 como se você fosse um narrador personagem. ainda. é um narrador onisciente. ou conhece as emoções e pensamentos das personagens. Mas não estava. sonhos malsonhados de sono maldormido. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. deve observar também se o narrador é apenas um observador dos fatos. que não vinha.”). sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados.” Já no trecho 2. que sempre há um dia. rodando. Até que essa mãe entendeu. Resposta possível: No trecho 1. O que acontecera com o meu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. que mal clareava...”).. mas você só veio de manhã. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. sem faltar um dia sequer. 42 . Virou minha obsessão. Eu saí do meu banco e andei daqui prali. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. de modo que o emprestei a outra menina. entrecortada de palavras pouco elucidativas.] Professor(a) é importante você ressaltar as marcas desse tipo de narração: a onisciência (“E ela.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Que tipo de narrador está presente nos dois trechos? Exemplifique com partes do texto.] Prática de escrita Retome mais uma vez a sua produção. visto que o narrador conta e participa da história ao mesmo tempo. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. desta vez para observar o tipo de narrador que você empregou na sua história. há um narrador em 3ª pessoa. Eu busquei a lamparina. Às vezes a menina dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. a narrativa está em 1ª pessoa. sem faltar um dia sequer.. Cada noite. cuidando para que a escolha do foco narrativo perpasse todo o seu texto... Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [.] Ela ia diariamente à sua casa.] Mas um dia. A mãe pediu explicação as duas meninas.

43 . identificando seus elementos e características próprias. retirado do conto “O Velho e os urubus.” “Cada noite. passado e futuro. AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. o futuro. algo que irá ocorrer após o momento em que se fala. está previsto ou prestes a ocorrer. que retrata situações consideradas reais por parte de quem fala. leitura. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. construindo significados e inferindo informações implícitas. Conceito Num conto literário os tempos verbais são de extrema de importância. Refletir sobre o emprego das flexões verbais.LÍNGUA PORTUGUESA DESAFIO Leia o trecho abaixo. explorando as práticas de oralidade. ele beirando a cerca de arame. atribua um significado para a expressão destacada. Podem ser flexionadas em três tempos básicos: presente. O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. escrita e a análise da língua. e o pretérito. utiliza o modo indicativo. Ler contos. se aplica a fatos anteriores ao momento da fala. Verbos são palavras variáveis que têm a propriedade de localizar o fato no tempo em relação ao momento em que se fala.” Agora. que não vinha. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. Ler com fluência e autonomia. Sempre que o autor quer marcar o grau de certeza de que um fato realmente ocorreu. por sua vez. O presente indica uma ação.

Prática de leitura Leia o trecho a seguir. com a posta de carne entre as patas. Alonso arrancou-lhe a carne.. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. “que é que eu faço. em seguida.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Leduina ficou desesperada. saliente que o tempo não se restringe apenas às marcações de ano. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. já se realizou ou ainda vai se realizar? Qual o nome da palavra que indica o tempo em que a ação se desenvolve? • • • Professor(a). Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. dias ou períodos do dia. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. No trecho do texto Biruta “Ajoelhou-se. mas que existe uma classe gramatical responsável pelo estudo do tempo. proponha a leitura silenciosa do trecho abaixo. 44 . vinham visitas para o jantar.” Que palavras marcam o tempo? O tempo marcado por estas palavras está se realizando. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. retome o conceito do elemento tempo trabalhado na aula 4: uma história passa-se num tempo determinado. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. “Alonso.] Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. Biruta estava lá.. responda às questões propostas: Professor(a). o verbo. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. deitado bem em cima do travesseiro. Biruta [. • Retome os contos “Biruta” e “O velho e os urubus” e localize expressões que marcam o tempo. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. comendo tranquilamente. precisava encher os pasteis. Peça para que os alunos atentem-se às palavras que dão ideia de tempo. neste momento. retirado do texto Biruta e.

] Prática de análise da língua 01 Identifique. estes seguimentos.” “... que é que eu faço.que é que eu faço.LÍNGUA PORTUGUESA – Está aqui. h) “. 45 . d) “Biruta estava lá. Leduína. Leduína.” passado.. você não viu onde deixei a carne?” passado. por isso há uma grande recorrência do tempo passado..[. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda. g) “Está aqui.” passado. c) “Alonso. dona Zulu?!” Em sua opinião. retirados do conto “Biruta” os que se passam no momento em que acontecem (presente) e os que já aconteceram (passado . Em sua opinião por que ocorre isso? Resposta possível: É importante o aluno perceber que. 03 No exercício número 1.. há dois seguimentos no presente: “Está aqui. deitado bem em cima do travesseiro.” presente. os contos. apesar de o narrador contar um fato que já aconteceu. e) “Alonso arrancou-lhe a carne..pretérito) a) “Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne.” passado. por que a autora utilizou esse tempo verbal? Resposta possível: Porque. dona Zulu?!” presente. b) “Leduina ficou desesperada. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. bem como no trecho acima. dentre os seguimentos abaixo.” passado. 02 Você reparou que a maioria dos seguimentos aconteceram no passado. geralmente.. vinham visitas para o jantar. Leduína.. f ) “Ele então tirou a carne de dentro da camisa. retratam fatos que já aconteceram. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim.. especificamente.” passado. retratam diálogos que acontecem no momento da narrativa..

e voltar à cozinha. Mãos à obra! AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. identificando seus elementos e características próprias. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como título do texto. “Alonso arrancou-lhe a carne. u u 46 . escrita e a análise da língua.LÍNGUA PORTUGUESA 04 No trecho. ilustrações. identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. Estabelecer relações entre partes de um texto. pois Alonso já havia praticado as ações de arrancar e esconder a carne. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. Prática de escrita DESAFIO Este é o momento de você observar o emprego dos tempos verbais (passado e presente) em sua produção inicial. aprimore-os. leitura. advérbios etc. O que devo aprender nesta aula u u Ler contos.” O que os verbos destacados expressam com relação ao tempo verbal? Resposta possível: Expressam ações que ocorreram no passado e que no momento da narrativa elas já haviam sido concluídas. explorando as práticas de oralidade. Caso estes elementos não estejam bem definidos. mensagens etc. marcadas por conjunções. autor.

pronomes. O que vocês acham que será o assunto do texto? Você conhece algum conto de mistério? Que tal contá-lo para a turma? Vamos ler hoje um conto do escritor Stanislaw Ponte preta. entre outros e. de posteridade. de lugar. trabalhará com a prática da oralidade. No local combinado. de anterioridade. de juntar bem as partes usando uma palavra que dá o sentido que se quer dar ao trecho. muitas vezes. Conto de mistério Stanislaw Ponte Preta Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada. Inicie a aula. proponha à classe a leitura silenciosa do texto “Conto de mistério”. permite uma concatenação perfeita entre as partes do texto. de Stanislaw Ponte Peta. de suspense. de causalidade. Eles devem lembrar-se dos marcadores de tempos mais comuns: hoje. perguntando aos estudantes se eles já leram algum conto de mistério. pelas expressões de tempo.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Coesão e coerência: a utilização adequada dos elementos coesivos como conjunções. Converse com eles sobre o título. se conhecem algum escritor do gênero. de oposição. como as anteriores. que hipóteses constroem com base nele. pergunte se eles se lembram de algumas palavras que indicam quando as ações acontecem. Faça-lhes as seguintes perguntas: • O título do texto é “Conto de mistério”. intitulado “Conto de mistério”. a identificação dos elementos que explicam essa relação. que se encontrava no café em frente. acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. Deixe-os falar. Você conhece este conto e o seu autor? Em caso negativo. Comente que algumas palavras indicam também a noção de tempo. • • • Prática de leitura Professor(a). de comparação. expor suas ideias. Dessa forma. caminhando pelos cantos escuros. Parou debaixo do poste. Lembre-lhes da importância de articular bem o texto. A primeira atividade. 47 . a percepção de uma determinada relação lógico-discursiva é enfatizada. O objetivo desta atividade é tratar de algumas relações de sentido que determinados elos coesivos dão às frases. ontem. era quase impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. quando necessário. parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. agora. advérbios etc. amanhã. imagine o mistério de que trata o conto e o seu desfecho. estabelece relações lógico-discursivas e forma uma unidade de sentido coesa e coerente. o objetivo dessa aula é mostrar que determinadas palavras são elementos que dão coesão ao texto. ajeitou a gravata e cuspiu de banda. Antes de iniciar a leitura do texto. converse com os estudantes. Prática de oralidade Professor(a). Imediatamente um sujeito mal-encarado. Peça que façam frases em que apareçam essas palavras.

. sepulcral. assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço. Quando alcançou uma rua mais clara.. a sorrir de felicidade. O marido colocou o pacote sobre a mesa. A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental. meia hora depois. O outro entrou num beco úmido e mal-iluminado e ele – a uma distância de uns dez a doze passos – entrou também. Disponível em: www.br. Ali estava: um quilo de feijão. no centro. PORTO. roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer. pequena. Mas o homem que ia na frente olhou em volta.LÍNGUA PORTUGUESA Era aquele.12. entrava em casa a berrar para a mulher: – Julieta! Ó Julieta. tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro. O outro sorriu e se aproximou: – Siga-me! – foi a ordem dada com voz cava. Depois se virou para sair. entrou no café e pediu um guaraná. via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. Logo uma dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente. num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo. mal iluminado. Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada onde. Um aceno de cabeça foi a resposta. Consegui. O motorista obedeceu e. 02 Alguns elementos linguísticos ajudam a construir o mistério no conto. Sérgio (Stanislaw Ponte Preta) Conto de Mistério. O silêncio era sepulcral. Este passou o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. certificou-se de que não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela. dando a ideia de mistério. Resposta possível: Escuro. Destaque alguns como os adjetivos que descrevem o ambiente. O que entrara com ele disse que ficaria ali. Acesso: 11. O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara.com. Deu apenas um gole no guaraná e saiu. caminhando rente às paredes do beco. Por trás dela um sujeito de barba crescida. Saiu então sozinho. esfumaçada.casadobruxo. Enfiou a mão no bolso. Ali parecia não haver ninguém. úmido. Atravessou cautelosamente a rua. 48 .2012 01 O que poderia estar acontecendo para o personagem ter passado por tanto suspense para obter aquele simples quilo de feijão? Resposta possível: A escassez de alguns produtos e a dificuldade para adquiri-los.

O que devo aprender nesta aula u u u Ler contos em diferentes suportes. identificando seus elementos textuais. explorando as práticas de oralidade.”A que termo a palavra ali se refere? Ali se refere ao “beco úmido e mal iluminado” onde os personagens entraram. 49 .LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o trecho: “Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. Ler conto de mistério. Que ideia expressa o termo destacado? A palavra quando estabelece no texto uma relação lógico discursiva que expressa ideia de tempo. Que ideia a palavra então expressa no contexto? Neste caso. Compreender o sentido global do gênero conto. exprime ideia de conclusão. Não se esqueça de usar palavras para criar emoção e suspense. caminhando rente às paredes do beco”. leitura. AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Conto. Prática de escrita DESAFIO Que tal vocês modificarem o fim do conto? Crie um final bem interessante para o Conto de mistério. 03 No trecho: “Ali parecia não haver ninguém. 02 Leia novamente este trecho: “Saiu então sozinho. escrita e análise da língua.

mesmo criminoso. entre outros elementos. estudado na aula anterior. há sempre um mistério a ser desvendado. A pessoa do outro lado da linha estava desesperada: – Por favor. e responda às questões propostas: O Caso do Cofre Arrombado Alberto Filho O Inspetor Arruda acaba de receber um telefonema misterioso. O suspense. o medo e o desejo de saber são ingredientes importantes na trama e a investigação do enigma corresponde ao foco principal da história. por apresentar um crime ou um mistério a ser desvendado. é como se todo o tempo tentassem se esconder. venha depressa! Houve um assalto aqui na Rua do Beco 45. 04 E quanto ao ambiente? Como ele se encaixa no mistério do conto? Resposta possível: Também o espaço aparece parcialmente descrito ou então é descrito como sombrio. perigoso.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade 01 Retome o Conto de Mistério. Conceito Os contos de suspense ou mistério se caracterizam. volte ao texto com os alunos e busque exemplos do que está sendo discutido.. Professor(a).. 03 A partir do conto é possível fazer uma descrição dos personagens? Por quê? Resposta possível: Não é possível descrever os personagens porque em nenhum momento aparece uma descrição clara. Prática de leitura Leia outro conto de mistério. é importante que os estudantes vejam as características do conto de mistério a partir do próprio texto. Qual o seu tema? Resposta possível: O tema é a compra de um quilo de feijão como se fosse algo perigoso. acho que vou desmaiar.. 02 Como se constrói o clima de mistério no conto? Resposta possível: O mistério vai se fazendo a partir de meias informações. situações suspeitas que deixam no ar a possibilidade de que algo inesperado vá acontecer a qualquer momento.. a seguir. Uiii. 50 .

51 .. a ligação foi interrompida.com. as respostas poderão ser variadas. O Inspetor aproveitou o tempo para analisar a cena do crime. que havia no local. 03 Que pistas nos são dadas para a resolução do mistério? O telefonema. Pelo barulho parecia um corpo. Escapei por sorte. fora arrombado e limpo pelo gatuno. O inspetor ainda escutou o barulho de alguma coisa caindo no chão. o que indicava que ele fora atingido por alguém.. a fala do homem. e constatou que um cofre. Como ele poderia saber? O Inspetor Arruda. o Inspetor entrou e viu uma pessoa caida no chão ao lado de um birô. a investigação do mistério como foco principal. Aproveite para mostrar aos estudantes a importância de serem dadas todas as informações necessárias à resolução do mistério. Professor(a). Em sua cabeça havia um grande galo. e quando estava conversando com o senhor. o telefone não poderia estar intocado. sobre o gancho. observe se os estudantes relacionam os elementos apontados no conceito como o mistério a ser resolvido. 04 A conclusão do inspetor ao final da investigação é de que o homem estava mentindo.uol.htm 01 Leia o conceito apresentado acima e relacione-o ao conto lido. não mais aguentei e desmaiei caindo no chão. O homem ao acordar lhe relatou: – Sou o tesoureiro e o último a sair sempre. O que levou o Inspetor a deduzir isso? http://sitededicas. o desejo de desvendar a historia. O mesmo ainda estava desacordado.. já que não é dada nenhuma informação que leve a essa conclusão. 02 Qual o mistério a ser resolvido? O mistério é descobrir quem roubou o cofre. Escreva um comentário comprovando que se trata realmente de um conto de mistério. Professor(a). a descrição do local.LÍNGUA PORTUGUESA E dizendo isso. Um homem armado entrou na sala e me atingiu com uma coronhada. Chegando no local indicado.... porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera.br/enigma_17a. Após analisar tudo o Inspetor concluiu que ele estava mentindo. sabe que o tesoureiro está mentindo. Ainda consegui alcançar o telefone.

SOLUÇÃO: O Inspetor Arruda sabe que o tesoureiro está mentindo. Partilhar com os colegas as percepções de leitura do conto lido. O que devo aprender nesta aula u u u u u Ler conto de autor goiano. escrita e análise da língua. as marcas da goianidade no conto lido. AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Analisar as formas do oral. o que você achou desse final? Se fosse você o autor. quando ainda a suposta vítima estava desacordada. não foi o que o inspetor encontrou ao chegar ao local do assalto.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Você verá agora a solução para o mistério do cofre roubado. sobre o gancho. o falar cotidiano. 52 . Observar o uso da língua de maneira a dar conta da variação intrínseca. Seria mais lógico que ao interromper a ligação. leitura. Conhecer a cultura local. Mas. no momento do desmaio. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. o telefone tivesse caído no chão junto com ele. como resolveria esse caso? Escreva um novo desfecho com a sua versão. explorando as práticas de oralidade. com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. o telefone não poderia estar intocado. E então.

voltou a Goiás. Apresente-lhes o título e o autor e pergunte-lhes se conhecem a história ou se já leram outros textos desse autor. mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Diga-lhes. riscando com o dedão uma circunferência no chão mole – outra e mais outra. que a história que irão ler aconteceu no interior de Goiás. contista e romancista. Recebeu vários prêmios. Isto era simpatia para fazer estiar. – O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça. da feição surpreendente do episódio ou do modo como foi contado.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O conto deve produzir. Três círculos entrelaçados. responda às questões propostas: Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá Bernardo Élis – Fio. Somente 53 . em 1942. que pretendia publicar. com o objetivo de despertar nos estudantes a curiosidade e o interesse pela literatura goiana. tendo exercido as funções de prefeito por duas vezes. Leia o texto abaixo e. ainda. e no terreiro. rodou sobre ele o pé. transferiu-se para Goiânia. em quem o lê. professor. – e apontou com o dedo para fora do rancho. vó – O rio já encheu mais? – perguntou ela – Chi. mostre-lhes o livro (suporte textual) onde foi publicado este conto. poeta. Não conseguindo seu intento. Prática de leitura Professor(a). tá um mar d’água! Qué vê. espia. Com um livro de poesias e outro de contos. se possível. nasceu em Corumbá de Goiás (GO). Em 1939. fais um zoio de boi lá fora pra nois. um efeito de impacto. e ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1975. inicie esta atividade antecipando com entusiasmo e emoção a leitura do texto Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. E o menino voltou: – Pronto. Bernardo Élis Fleury de Campos Curado (1915 – 1997). Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto “Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá”. faça uma boa propaganda para que os estudantes façam antecipações e sintam-se motivados para a leitura do texto. em seguida. enfincou o calcanhar na lama. de Bernardo Élis. debaixo da chuva miúda e continuada. se já ouviram falar dele etc. Advogado. A velha foi até a porta e lançou a vista. onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal. Fale um pouco desse grande escritor goiano e. cujos centros formavam um triângulo equilátero. Enfim. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado. dentre eles o Prêmio Jabuti. Para todo lado havia água.

é que estava mais enxuto. mas nunca se mudara. A princípio fora seu marido: “– Nois precisa de mudá. como se pegasse fogo. arrastando-se pelo chão. e o terceiro. um biruzinho sempre perrengado. Havia vinte anos apanhara um “ar de estupor” e desde então nunca mais se valera das pernas. pruquê senão a água leva nois”. de que dois lados eram formados por rios. No tempo da guerra do Lopes. Começou a escurecer nevroticamente. A velha trouxe-lhe um prato de folha e ele começou a tirar. irremediavelmente. A erva se incumbiu de arrasar o resto do gado e as febres as pessoas. nois se muda. se Deus ajudá. como o progresso de uma doença fatal. ou antes ainda. Era um feijão brancacento. rouco. por uma vargem de buritis. o vau tá que tá sumino a gente. da água escorrida da calça de algodão grosso. Daí para cá foi a decadência. Este ano mesmo. pois o braço do rio aí era pequeno. Onde ele se agachou. para a várzea. com a colher de pau. ora mais forte. a mulher dele. o feijão quente da panela de barro. “– Este ano. Uma noite que vinha vagaro­ samente.” Há quarenta anos a velha Nhola vinha ouvindo aquela conversa fiada. com que entrouxava a bocarra. que ruiu. A casa ficava num triângulo. o avô de Quelemente veio de Minas e montou ali sua fazenda de gado. ergueram um rancho de palhas. nora de Nhola. quando o velho morreu. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. O rancho se erguia num morrote a cavaleiro de terrenos baixos e paludosos. Dependurou numa forquilha a caroça. Nos tempos de cheias os habitantes ficavam ilhados.LÍNGUA PORTUGUESA para o sul. cadela. Ele morreu de maleita e os outros continuaram no lugar. O Quelemente. No lugar da casa de telhas. Derrubou farinha de mandioca em cima. A calça de algodão cru do roceiro fumegava ante o calor da fornalha. – que é a maneira mais analfabeta de se esconder da chuva. mas a passagem da várzea era rasa e podia-se vadear perfeitamente. Já tinha pra mais de oitenta anos que os dos Anjos moravam ali na foz do Capivari no Corumbá. aliás: era entrevada. se Deus ajudá. feito um cachorro. estava agora uma lagoa. cozido sem gordura. 54 . pois a formação geográfica construíra um excelente apartador. Casara-se ali: tivera um filho. Depois era o filho que falava assim. morreu de maleita. – Mãe. entrou. o filho Quelemente e o neto. A velha voltou para dentro. ora mais fraco. porém. Estava ensopadinho da silva. nois se muda. Agora a gente só ouvia o ronco do rio lá embaixo – ronco confuso. que murcharam e se estorceram. filho da velha. já estava quase extinto pelas ervas daninhas. E ainda continuaram no mesmo lugar a velha Nhola. O gado. cascudo. – tirou a camisa molhada do corpo e se agachou na beira da fornalha. como se fosse um zunzum subterrâneo.

tratando de subir pelos ombros da estuporada e alcançar o teto. aranhas. No canto escuro do quarto. baratas. subterrâneo. viu? – pediu ela ao filho. As águas agitadas vieram banhar as pernas inúteis de mãe Nhola: – Nossa Senhora d›Abadia do Muquém! – Meu Divino Padre Eterno! O menino chorava aos berros. fedia a podre. alumiando seu rosto macilento e fuxicado. foi-se todo o pano de parede.o diabo refugiavase ali dentro. De repente. Lá fora o barulhão confuso. A noite era feito um grande cadáver.LÍNGUA PORTUGUESA A chuva caía meticulosamente. – Com essa chuveira de dilúvio. Nem um relâmpago. o pito da velha Nhola acendia-se e apagava-se sinistramente. Ali pras bandas da vargem é que ainda se divisava o vulto negro e mal recortado do mato. Os torrões de barro do pau-a-pique se desprendiam dos amarrilhos de embiras e caíam nágua com um barulhinho brincalhão – tchibungue – tibungue. Ele dormia com a roupa ensopada. translúcida e pegajosa. de olhos abertos e embaciados. – Adonde será que tá o chulinho? Foi quando uma parede do rancho começou a desmoronar. sublinhado pelo uivo de um cachorro. grilos. O rancho estava viscosamente iluminado pelo reflexo do líquido. boiavam pedaços de madeira. mas aquele frio que estava sentindo era diferente. Dirigiu-se ao jirau da velha. – Ocê bota a gente hoje em riba do jirau. Ratos. Clareava as trevas o branco leitoso das águas que cercavam o rancho. Pulou do jirau no chão e a água subiu-lhe ao umbigo. sapos. que não permitia divisar os contornos das coisas. sem pressa de cessar. Ela estava agachada sobre ele. A palha do rancho porejava água. Dentro da casa. fugindo à inundação. Nem uma estrela. derrubando dentro da casa uma infinidade de bichos que a sua podridão gerava. trapos e a superfície do líquido tinha umas contorções diabólicas de espasmos epiléticos. que aos poucos ia galgando a perambeira do morrote. Sentiu um aperto no coração e uma tonteira enjoada. não havia horizonte – era aquela coisa confusa. Uma luz cansada e incômoda. Foi puxar o baixeiro e nisto esbarrou com água. Nem um pirilampo. entre as espumas alvas. com um brilho aziago no olhar. tudo quanto é mundice entra pro rancho e eu num quero drumi no chão não. 55 . coités.Quelemente saiu ao terreiro e olhou a noite. Não havia céu. Ela receava a baita cascavel que inda agorinha atravessara a cozinha numa intimidade pachorrenta. Os gritos friorentos das marrecas povoavam de terror o ronco medonho da cheia. Quelemente sentiu um frio ruim no lombo. cuias.

discerniam-se sobre o líquido grandes manchas. depois de cair no canal. mas não pôde nem mover-se: procurava. nego. os detritos da habitação. nessa jangada improvisada. a fim de alcançar as árvores. As três pessoas agarraram-se freneticamente aos buritis. – É o mato? – perguntou engasgadamente Nhola. O animal subiu ao jirau e sacudiu o pelo molhado. Quelemente viu a velha cair nágua. com o choque. tremulo. cá. Daí em diante o rio pegava a estreitar-se entre barrancos atacados. cujos olhos de pua furavam o breu da noite. tirou do teto uma ripa mais comprida para servir de varejão. Quelemente nadou. Investigava a treva. nego – Nhola chamou o chulinho que vinha nadando pelo quarto. ora valsando em torvelinhos. Quelemente tentava atirar a jangada para a vargem. O que era preciso era alcançar a vargem. até cair na cachoeira. colocou em cima a mãe e o filho. e lá se foram derivando. leitosa do espaço repleto de chuva. sonambulicamente pesadas. A embarcação mantinha-se a coisa de dois dedos acima da superfície das águas. apanhou-a. por milhares de cálculos. a sirga não alcançou mais o fundo.LÍNGUA PORTUGUESA – Cá. que agora corria na garupa da correnteza. A correnteza pegou a jangada de chofre. fê-la tornear rapidamente e arrebatou-a no lombo espumarento. Do contrário. O teto agora começava a desabar. podia-se salvar por ali. A porta do rancho também ia descendo. as taquaras da parede. – que se diluía na cortina diáfana. Tudo isso descia em longa fila. Era feita de paus de buritis amarrados por embiras. O mato se aproximava. agarrar-se aos galhos das árvores. porém. aos mansos boléus das ondas. Ainda se tivesse certeza de que a enchente houvesse passado acima do barranco e extravasado pela campina adjacente a ele. e começou a lamber a cara do menino. Sim. escapar à cachoeira. sair por esse único ponto mais próximo e mais seguro. arriando as palhas no rio. Pelo vão da parede desconjuntada podia-se ver o lençol branco. emergindo do insondável – deviam ser as copas das árvores. mas a única resposta foi mesmo o uivo do cachorro. com uma calma perversa de suplício. tentado enxergar os barrancos altos daquele ponto do curso. mas sustinha satisfatoriamente a carga. mas um tronco de árvore que derivava chocou-se com a embarcação. cujo rugido se aproximava de uma maneira desesperadora. Era preciso evitar essa passagem. com um vagar irritante. o jeito era mesmo espatifar-se na cachoeira. 56 . – e que arrastava as palhas. De súbito. fugir dela. ora parando nos remansos enganadores. estralando. – E o chulinho? – perguntou o menino. soprando a água. Esforçava-se para identificar o local e atinar com um meio capaz de os salvar daquele estrugir encapetado da cachoeira.

espumejando. Ela já estava quase abaixo das águas. Aquele último coice. O diabo da correnteza. Matando seu filho que era perrengue e estava grudado nele.LÍNGUA PORTUGUESA A velha debatia-se. Quelemente notou que aquele esforço da velha estava fazendo a embarcação perder a estabilidade. Era raso. Suas pernas. apertando sua garganta. rugindo. porém.. Ali era um lugar raso. Tapando a sua respiração. mãe! – Mãe. Era a morte que chegava. as pernas escorrendo ao longo do rio? Quem sabe ela não tinha rodado? Não tinha caído na cachoeira. A velha não podia subir. de tão forte. Ah! se ele soubesse que aquilo era raso. do céu defunto. enchendo sua boca de água. ô. presa ainda à borda da jangada. refletindo cinicamente a treva do céu parado. sufocando-o. Não podia. O choque com o tronco de árvore havia arrebentado os atilhos e metade dos buritis havia-se desligado e rodado. As águas roncavam e cambalhotavam espumejantes na noite escura que cegava os olhos. Devia ser a campina adjacente ao barranco. Mas a velha tentava energicamente trepar novamente para os buritis. presa ainda à jangada por uma mão. certamente teria tomado pé. do céu entrevado. entretanto. eram uns molambos sem governo. com as unhas metidas no chão. Quelemente segurou-se bem aos buritis e atirou um coice valente na cara aflissurada da velha Nhola. seus olhos. A nado. onde ninguém se afogaria se a jangada afundasse. Ao cair. Nisso Quelemente notou que a jangada já não suportava três pessoas. 57 . desamparando-o no meio do rio. os olhos fuzilando numa expressão de incompreensão e terror espantado. não teria matado uma entrevada que queria subir para a jangada num lugar raso. Cujo ronco escurecia mais ainda atreva? – Mãe. arrastando as pernas mortas que as águas metiam por baixo da jangada. o arrastava. estuporado. que fugiu das mãos de Quelemente. varrida de um vento frio e sibilante. sem querer. sob pena de irem todos para o fundo.. tapando seus ouvidos. se tivesse pernas vivas. a senhora tá aí? E as águas escachoantes. ele sentiu sob seus pés o chão seguro. A mãe. Mas quem sabe ela estava ali. sufocando-o. Ali já não cabia ninguém. Novo coice melhor aplicado e um tufo d’água espirrou no escuro. entretanto. não teria dado dois coices na cara da velha. Era o rio que reclamava uma vítima. desequilibrou a jangada. A velha não podia subir. abraçando Quelemente com o manto líquido das águas sem fim. Ela afundou-se para tornar a aparecer. não havia força capaz de romper a correnteza nesse ponto. estaria salva. porém. despendendo esforços impossíveis por subir novamente para os buritis. um estorvo.

Você acha que este fato aconteceu realmente? 3. Rio de Janeiro. Como se sentiu ao ler a história? 2. mãe! O barulho do rio ora crescia. lhe encheu os olhos arregalados. A água barrenta e furiosa tinha vozes de pesadelo. abaixo da cachoeira. timbres de mãe ninando filhos doentes. todos iriam para o fundo do rio. Editora Civilização Brasileira. na enchente do rio Corumbá. Abriam-se estranhas gargantas resfolegantes nos torvelinhos malucos e as espumas de noivado ficavam boiando por cima. abra um espaço para os comentários sobre o conto lido. 1975 01 A que se refere o título do texto? À personagem de nome Nhola dos Anjos. O que podemos fazer para impedir esta ação da natureza? 58 . e foi deixá-lo. ora morria e Quelemente foi-se metendo por ele a dentro. pois fora responsável pela morte de sua mãe. – Espera aí. mãe de Quelemente que morre afogada. 04 Que final é reservado a Quelemente? Ele também morre afogado nas águas do rio Corumbá. dando oportunidade para que todos participem dessa socialização. empazinado. não mais suportava três pessoas. uivos ásperos de cães danados. 1. lhe entupiu os ouvidos abertos à voz da mãe que não respondia. Caminhos das Gerais. até que a água lhe encheu a boca aberta. com os estudantes em círculo. Prática de oralidade Professor. ô. gritando dentro da noite. – Mãe! – lá se foi Quelemente. A enchente é uma ação que acontece nos dias atuais? 4. com os atilhos arrebentados no choque com a árvore. 03 Qual foi a reação de Quelemente ao perceber que a mãe fora tragada pelas águas do rio? Quelemente fica totalmente desesperado. a empurrou para dentro do rio? Porque a jangada. como flores sobre túmulos.LÍNGUA PORTUGUESA – Mãe. lhe tapou o nariz. resmungo de fantasmas. Se ela subisse. mãe! Eu num sabia que era raso. ao invés de tentar salvar sua mãe. nalgum perau distante. Proponha uma discussão coletiva. 02 Por que Clemente.

enfincou o calcanhar na lama (... Explique o significado de cada expressão. um biruzinho sempre perrengado. • – Ocê bota agente hoje em riba do jirau • O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça. Peça-lhes que procurem explicar seu significado na região local.... abaixo. dar vida. chame a atenção dos estudantes para as variações linguísticas. • Dependurou numa forquilha a caroça • ..LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua DESAFIO Professor(a). • Estava ensopadinho da silva. tá um mar d’água! Que vê. • . recorte as expressões em tiras de papel e distribua-as entre os grupos.. elabore o resultado desse trabalho em cartaz conforme modelo abaixo. espia.) Isto era simpatia para fazer estiar.. O autor faz uso dessas palavras e expressões para marcar a cultura local... beleza e espontaneidade ao texto. dar vida. todas as palavras e expressões presentes no texto que são marcas da goianidade. • – Chi.. Para isso. • – Adonde será que tá chulinho? • Eu num sabia que era raso. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. e em seguida. Procure mostrar-lhes que o autor faz uso de palavras e expressões para marcar a cultura local.... no quadro abaixo: • – Fio fais um zoio de boi lá fora pra nois • . Destacamos. EXPRESSÕES SIGNIFICADO 59 . beleza e espontaneidade ao texto.

ou seja. Reconhecer as figuras de linguagem. você poderá acrescentar outras questões que julgar importantes para a sensibilização. socialize o resultado da pesquisa pedindo-lhes que confirmem os significados no dicionário. junto aos familiares e à comunidade. nesse momento. leitura escrita e análise da língua. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto. já que. Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso de figuras de linguagem.LÍNGUA PORTUGUESA Amplie o quadro buscando. explorando as práticas de oralidade. por meio dela. além 60 . observe se as respostas dadas são coerentes com o que foi perguntado. Professor(a). o jeito goiano de falar. AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Prática de oralidade • • • Você sabe o que são figuras de linguagem? Para que elas servem? Quais figuras de linguagem você conhece? Professor(a). O que devo aprender nesta aula u u Identificar informações explícitas e implícitas para a compreensão de textos. expressões que caracterizem a goianidade. Conceito Figuras de linguagem são recursos linguísticos utilizados na fala ou na escrita para tornar mais expressiva a mensagem transmitida. Atente-se para a importância dessa atividade. desde que se observe o tempo de execução da aula. verificando a necessidade de intervenções durante esta sequência. Assim. Registre na lousa aquilo que julgar importante.

deixa-os mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos. em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas. Gradação é uma figura de linguagem que consiste em dispor as ideias em ordem crescente ou decrescente. como. Nelas.LÍNGUA PORTUGUESA de auxiliar o leitor compreender melhor os textos literários. etc. o encadeamento caminha em direção ao “clímax”. 1937) chegou ao Brasil em 1948. Comparação é uma figura de linguagem que consiste em atribuir características de um ser a outro.  quando em ordem decrescente. os problemas sociais brasileiros. dentre os quais Eu Sei. Sinestesia é uma figura de linguagem que consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. São exemplos de figuras de linguagem: Metáfora é uma figura de linguagem em que há o emprego de uma palavra ou uma expressão. e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia. a arte. Seu primeiro livro de poesia. 61 .). e sua família se radicou no Rio de Janeiro. como o III Salão de Arte Moderna. apresentadora de televisão e roteirista. publicaria mais de 30 obras. por Rota de Colisão (1993). por exemplo: o gosto com o cheiro. Marina Colasanti (Asmara. o amor. por uma relação de semelhança entre os dois termos. entre literatura infantil e adulta. assim. mas não Devia (1992). sobre a situação feminina. atuou como colaboradora de periódicos. Também podemos chamá-la de personificação. em virtude de uma determinada semelhança. a autora reflete. sempre com aguçada sensibilidade. quanto. Nos anos seguintes. Em seguida. é fundamental que esses conceitos sejam discutidos e ampliados a partir das considerações feitas pelos alunos.  Professor(a). tendo o cuidado de trabalhar estratégias. de lá para cá. com base em elementos do texto e informações sobre a autora. parecia. Prosopopeia é uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados. tal. Eu Sozinha. foi lançado seu primeiro livro. por Ana Z Aonde Vai Você?. como a antecipação e inferência. proponha aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto abaixo. Em 1968. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle. Cada Bicho seu Capricho. Ela se diferencia da metáfora por ser feita por meio de um conectivo (com. ao “anticlímax”. qual. Etiópia. ou a visão com o tato. Suas crônicas estão reunidas em vários livros. Quando o encadeamento das ideias se faz na ordem crescente temos o  “clímax”. ou seja. em um sentido que não é o seu usual. saiu em 1992. a partir de fatos cotidianos.

em seguida. E à noite.  Em breve. em longo tapete que nunca acabava. começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E eis que o peixe estava na mesa. quando bateram à porta. e foi entrando em sua vida. rosto barbado.  Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos. E aos poucos seu desejo foi aparecendo.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia o conto “A Moça Tecelã”. Nada lhe faltava. Tecer era tudo o que fazia. escolhia um fio de prata. pronto para ser comido. e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. de Marina Colassanti e. que ela ia passando entre os fios estendidos. na penumbra trazida pelas nuvens. enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Linha clara. e no jardim pendiam as pétalas. dormia tranquila. Tecer era tudo o que queria fazer. 62 . quentes lãs iam tecendo hora a hora. Se sede vinha. que em pontos longos rebordava sobre o tecido. para começar o dia. sapato engraxado. bastava a moça tecer com seus belos fios dourados. a moça passava os seus dias. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros. Depois lãs mais vivas. a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos    do algodão    mais felpudo. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha. Assim. jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás. para que o sol voltasse a acalmar a natureza. suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. depois de lançar seu fio de escuridão. E logo sentava-se ao tear. tirou o chapéu de pluma. Leve. chapéu emplumado. Na hora da fome tecia um lindo peixe. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida. responda às questões que se seguem: A Moça Tecelã Marina Colasanti Acordava ainda no escuro. a chuva vinha cumprimentá-la à janela. Mas tecendo e tecendo. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta. Se era forte demais o sol. Não esperou o dia seguinte.  Delicado traço cor da luz. com cuidado de escamas. corpo aprumado.

  Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. acordou. as estrebarias. Só esperou anoitecer. para não fazer barulho. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas. o emplumado chapéu. sumindo as pernas. o nada subiu-lhe pelo corpo. e ele viu seus pés desaparecendo. E entre tantos cômodos. – É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. E descalça. enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. sentou-se ao tear. A neve caía lá fora.LÍNGUA PORTUGUESA Aquela noite. fios verdes para os batentes. o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.  Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo. e pátios e escadas. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. A noite chegava. e jogando-a veloz de um lado para o outro. Tecer era tudo o que queria fazer. e. Mas pronta a casa. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. espantado. Tecer era tudo o que fazia. – Para que ter casa. Rápido. ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. Não teve tempo de se levantar. em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. advertiu: – Faltam as estrebarias. tomou o peito aprumado.  Segurou a lançadeira ao contrário. as carruagens. E antes de trancar a porta à chave. E feliz foi. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. deitada no ombro dele. subiu a longa escada da torre. E tecendo. Afinal o palácio ficou pronto. enchendo o palácio de luxos.  E parecia justo. Mas se o homem tinha pensado em filhos. logo os esqueceu. os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. as salas de criados. e ela não tinha tempo para arrematar o dia. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido. Desteceu os cavalos. e ela não tinha tempo para chamar o sol. Porque tinha descoberto o poder do tear. – Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. e salas e poços. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. começou a desfazer seu tecido. se podemos ter palácio? – perguntou. olhou em volta. e pressa para a casa acontecer. durante algum tempo. agora que eram dois. Ela já desfazia o dese­nho escuro dos sapatos. já não lhe pareceu suficiente. 63 . E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Dias e dias. Tecia e entristecia. os cofres de moedas.

. delicado traço de luz. Essa figura de linguagem está a serviço do gênero “conto de fadas” onde. como ouve o sol. ou seja. termina com os mesmos fios claros. enfatizando respostas esperadas. como se ouvisse a chegada do sol. dentre outras coisas. Ela não só vê. a moça escolheu uma linha clara. Professor(a). Explique a relação das cores das linhas escolhidas no início e no final do texto para demonstrar o estado de espírito da moça. Com as exigências do marido. nesse momento. Possibilidade de resposta: O quinto parágrafo é construído basicamente por prosopopeia. alegres. até que resolve desfazer tudo e. já que são exercícios discursivos. tudo cria vida e passa a compor um quadro único. que a manhã repetiu na linha do horizonte. a autora faz uso da sinestesia. no final. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas…”. E foi passando-a devagar entre os fios. Rio de Janeiro. Ao utilizar a expressão “ouvir o sol”. No texto. há a presença de uma gradação crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax)? Explique. ela vai perdendo a felicidade. É importante observar.” Que impressões sensoriais estão presentes nele? E qual o efeito de sentido que ela provoca? Possibilidade de resposta: As impressões sensoriais são visão e audição. 03 No fragmento retirado do texto “Dias e dias. a correção dos exercícios é fundamental. Extraído do livro Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento. há a presença de uma gradação crescente (clímax). como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. 02 Aponte no texto o parágrafo construído basicamente por prosopopeia e explique o efeito de sentido que essa figura de linguagem emprega ao texto. metaforicamente. 04 No texto A moça tecelã. geralmente. Global Editora . figura de linguagem que contribui para intensificar a interação da personagem com a natureza. se as expectativas de aprendizagem foram alcançadas. Possibilidade de resposta: A moça tecelã inicia o conto com cores claras para tecer os dias alegres. Cada vez mais ela ia tecendo. a natureza cria vida a partir do tear e das mãos da moça tecelã e passa a interagir com ela em perfeita harmonia. cheios de vida em que vai tecendo novamente feliz os dias. o estado de espírito da moça. cheios de sol e de vida. depois semanas e por fim meses.LÍNGUA PORTUGUESA Então. 2000 Prática de análise da língua 01 Observe o trecho do primeiro parágrafo “Acordava ainda no escuro. o que pode ser feito de forma coletiva. a moça começou tecendo em dias. 64 . as características das linhas escolhidas para tecer revelam. conforme a exigência do marido ia aumentando. em questão. Possibilidade de resposta: Nesse fragmento.

distinguindo as falas do narrador e das personagens nos contos literários. indireto e indireto livre. Então. AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Analisar o emprego dos discursos direto. explorando as práticas de oralidade. este é o momento de fazê-lo. título do texto. No plano da oratória. Expectativas de aprendizagem u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. que visa a comover e persuadir. Conceito De acordo com o dicionário Discurso é uma palavra de origem latina  discursu(m) e significa: ação de correr por/ou para várias partes. escrita. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Temos três tipos de discursos: 65 . Discorrer sobre vários assuntos. designa a elocução pública. ilustrações. vamos lá: utilize os conhecimentos construídos nesta aula e uma boa dose de sensibilidade para deixar o seu texto mais poético. construindo significados e inferindo informações implícitas.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se a sua escrita deixará o (a) leitor (a) mais sensível à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras. Ler com fluência e autonomia. leitura. Caso não tenha explorado a linguagem metafórica. mais literário. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. e análise da língua.

  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. etc. Discurso indireto . um verbo que anuncia uma fala. Atente-se para a importância dessa atividade. motive a classe para o estudo dos discursos presentes nas narrativas. apresentando-lhes o próximo conto que irão ler nesta aula: • • • • • • • • Para você. Prática de oralidade Professor(a). é importante que todos possam participar e que sejam trabalhados comportamentos como: saber ouvir.Pode-se dizer que o discurso indireto livre é uma mistura do discurso direto com o discurso indireto. O discurso indireto vem introduzido por um verbo dicendi e também apresenta conjunção subordinativa integrante (que. ou seja. é  um  discurso misto onde há maior  liberdade. A segunda característica é que antes da fala da personagem há geralmente.LÍNGUA PORTUGUESA Discurso direto -  O narrador reproduz o discurso com as próprias palavras do interlocutor. já que. desta grande escritora.O narrador usa suas próprias palavras para comunicar o que as personagens disseram. Esse discurso possui duas características fundamentais: a primeira é que a fala do personagem vem introduzida por um verbo dicendi. por meio dela. dois pontos e travessão. isto é. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar. de  forma  sutil. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto e sobre Marina Colassanti. respeitar a opinião dos colegas e os diferentes modos de falar. As falas dos personagens são reproduzidas por terceiros. em que consiste um discurso? Em que situação ocorre um discurso? O discurso pode estar presente em um conto literário? O que lhe sugere o título deste conto? Conhece a palavra tecelã? O que significa? Você conhece alguma história interessante da escritora Marina Colasanti? Qual? Ouviu de alguém? Quem? Leu em algum outro livro de conto? Sabe quem é o seu autor? Professor(a). Discurso indireto livre . neste momento. questionando-os o que já sabem sobre o assunto. Em seguida proponha-lhes a leitura silenciosa do conto A moça tecelã. esperar sua vez para falar. se). Prática de leitura Retome a leitura do texto “A moça tecelã” e responda às questões que se seguem: 66 .

a sua maneira. de  forma  sutil. Prática de análise da língua Retome o texto e reflita sobre a linguagem e os discursos utilizados. responda às questões abaixo: 01 Sabemos que o  discurso direto ocorre quando as personagens falam diretamente. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “o moço meteu a mão na maçaneta. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “A moça pensava: vou tecer lindos filhos para aumentar ainda mais a minha felicidade”. tirou o chapéu de pluma. etc. se podemos ter palácio?” 02 O discurso indireto ocorre quando os personagens não falam diretamente. Vamos identificar no texto.“deitada no ombro dele. por meio de diálogos. mas precisam de um narrador para contar seus feitos. identifique o discurso predominante nas falas abaixo e os transforme em discurso indireto livre: a . a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. tirou o chapéu de pluma e disse: estou entrando na sua vida. em que predomine o discurso indireto? Possibilidade de resposta: o discurso indireto ocorre quando o narrador.“pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar. c . Em seguida.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. Possibilidade de resposta: o discurso direto pode ser visto nos trechos em que o marido fala de modo ordeiro: “– Para que ter casa. 03 O Discurso  indireto  livre é  um  discurso misto onde há maior  liberdade.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). Agora. um trecho em que o discurso direto seja evidente. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “pela primeira vez pensou: como seria bom se eu tivesse um marido ao lado!” b - “O moço meteu a mão na maçaneta. 67 . sem intermédio do narrador. e foi entrando em sua vida.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. no conto. formule algumas questões para verificar o nível de compreensão dos estudantes em relação ao texto lido. após a leitura. sem valer-se do diálogo: “Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata”. reproduz a fala do marido. Você pode encontrar um trecho.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto.

LÍNGUA PORTUGUESA d . vamos lá! A ideia. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “Ele disse: é para que ninguém saiba do tapete.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. advertiu: – Faltam as estrebarias. E antes de trancar a porta à chave. aqui. aqui. é fundamental que você leia esses textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se na sua escrita você explorou os tipos de discurso: direto. explorando as práticas de oralidade. o diálogo das duas. indireto. este é o momento de fazê-lo. E não se esqueça dos (meus) cavalos”. E não se esqueça dos cavalos!” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso direto. Narre. o discurso que você desejar. Assim. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender.“– É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. Então. professor(a). Empregue na sua narrativa. 68 .” 04 Imagine que a moça tecelã encontra sua melhor amiga. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “E pela primeira vez pensou: como seria bom estar (se eu estivesse) sozinha de novo. após o marido ter entrado em sua vida. E antes de trancar a porta à chave advertiu: faltam as estrebarias. que há muito tempo não via. e . para que você possa planejar as intervenções necessárias.“E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. Caso não tenha explorado. leitura e escrita. indireto livre. Espera-se que os alunos sejam capazes de dominar os discursos estudados nesta aula e empregá-los na hora da escrita.

formulação e verificação de hipóteses. É necessário que você faça uma leitura oral do texto com a classe. que sustenta sempre uma unidade de efeito. Promover reflexão a respeito da figura feminina. u u Conceito Para Edgar Allan Poe. provavelmente os alunos não saberão. Promover inferências entre literatura e realidade analisando o aspecto cultural que envolve a figura feminina. Lygia Fagundes teles. Após a leitura. Estimule a percepção dos alunos. proporcionando aos alunos o gosto pela pesquisa). 69 . leve-os a refletir sobre o universo feminino de forma. Prática de oralidade Professor(a). o conto é uma narrativa curta. Mostre que os escritores são pessoas comuns que usam as palavras para expressarem seus pensamentos e que dentro de cada um de nós existe um escritor que basta ser estimulado para que ele exista. que eles compreendam a importância de ambos os sexos para o desenvolver harmônico da sociedade. o máximo de efeitos. então use esse momento para inserir novos conhecimentos: apresente Clarice Lispector. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Para isso ele deve ser construído à base da economia dos meios narrativos. por meio dos aspectos culturais. Se possível disponibilize trechos destas autoras e estimule a curiosidade. etc. opiniões. Faça intervenções quando achar necessário. demonstrando gosto e satisfação pela leitura. Lya Luft. Nessa prática. a fim de conseguir com um mínimo de meios. Associar conteúdo e função social do gênero. retome conto de Marina Colasanti “A moça tecelã” e proponha uma conversa com os alunos. Instigue os alunos proporcionando a eles momentos de reflexão sobre: • Para que serve a literatura? Por que e para que as pessoas escrevem? A literatura é importante? Nesse momento é importante que o professor ouça as respostas e estimule os alunos a participar desse momento de reflexão. criada pela autora. pois seu porte chama a atenção dos estudantes para o ato de ler. expondo suas ideias. estimule a fala e o diálogo entre eles sobre as ideias explícitas e implícitas no conto. Martha Medeiros. procure direcionar o diálogo para a história da evolução da mulher na sociedade brasileira e mundial. Aborde com os alunos alguns tópicos de sua escolha dentre eles ressalte: • • Você conhece outras histórias que abordem a temática da mulher na sociedade? Quais são os escritores ou escritoras que abordam a temática feminina na literatura brasileira? Professor.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar as percepções de leituras e conhecimentos sobre as diferentes culturas presentes no texto. Discutir ideias.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

Releia o conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti e reflita sobre as questões abaixo, respondendo-as:

01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto?
Possibilidade de resposta: A personagem protagonista era uma garota que tecia. Ela ia tecendo as coisas conforme seus desejos e magicamente a realidade também era alterada. Observava o ambiente, analisava se o que havia criado era bom. Se não gostasse do que havia feito, desmanchava o alinhavado e consequentemente a realidade se modificava também.

02 Por que a protagonista desistiu de haver criado o homem? Você concorda com a atitude da moça tecelã?
Possibilidade de resposta: O homem, se revela como sendo materialista e capitalista e descobrindo o poder que o tear possuía, exigia cada vez mais de sua esposa. Bens, riquezas, e nunca se contentava com o que já possuía. Não correspondeu o desejo da esposa, que idealizava uma companhia masculina, ter uma família, e sua criação não correspondeu as expectativas, fator que entristeceu a tecelã, que optou por destruir o império que havia criado, voltando a criar coisas simples que lhe davam prazer. A segunda pergunta é pessoal e deve ser ouvida, professor.

03 Pode-se dizer que o conto estudado é um conto de fadas? Por quê?
Possibilidade de resposta: De uma certa maneira, podemos dizer que o texto de Marina trata-se de um conto de fadas dos dias atuais. O conto A Moça Tecelã é composto por uma narrativa tradicional, de entendimento direto, povoado pelos modelos clássicos de fabulação: castelos, príncipes, encantos e magia. Mas não se limita a isso, pois Marina Colasanti inova quando registra em seu conto a história da mulher e sua busca histórica por uma identidade feminina, refletindo a literatura de uma época atual, visitando o pensamento arcaico e o universo mágico dos contos de fadas.

04 Você notou, no conto, que a personagem feminina revela um novo pensamento com relação aos costumes sociais? Qual? Você concorda com essa nova forma de pensar? Por quê?
Possibilidade de resposta: É uma resposta pessoal, mas espera-se que o discente seja capaz de comparar o comportamento feminino de antigamente: submisso, sem possibilidade de interferir no seu próprio destino, com a forma atual das mulheres que fazem suas próprias escolhas e decidem por seus destinos.
Professor(a), abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido e do assunto suscitado.

70

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de escrita DESAFIO

Agora, vamos retomar a sua produção textual anterior. Ao relê-la, irá repensá-la, pois durante este percurso surgiram novas ideias. Anote-as em outra folha, reescreva seu conto com as alterações que surgiram. Pode acontecer que, depois do estudo de tantos contos, você queira escrever, agora, sobre outra temática: a mulher, como fez Marina Colassanti em Moça tecelã, o sertanejo, de Nhola dos Anjos, ou de outra minoria socialmente excluída, como o negro, o índio, o homossexual etc. Se isso acontecer, não fique preocupado, pois você estará agindo como os escritores famosos que escrevem, e depois retomam o escrito para fazer novas alterações até que o conto esteja pronto. Mãos à obra!
Professor(a), aqui, a sua mediação é fundamental. Vá de carteira em carteira, converse com cada aluno, dê sugestões sobre o texto. Esta atividade irá permitir que seu aluno veja em você um aliado, alguém em que ele possa confiar para aprimorar suas ideias, sem medo de represálias.

AULA 16

Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Sistematizar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura, escrita e análise da língua.
O que devo aprender nesta aula
u

Reformular os textos produzidos com base na reescrita orientada pelo professor, considerando sua finalidade, os possíveis leitores e as características do gênero. Caracterizar as personagens no conto literário produzido. Identificar e caracterizar o espaço e o tempo no conto literário. Utilizar os diferentes níveis de linguagem (coloquial, culta, regionalismo, jargão, gíria) no conto literário, conforme a situação. Analisar o emprego de discurso direto e indireto nas narrativas. Fazer reformulações que assegurem, também, as características próprias dos contos literários. Refletir sobre o emprego das flexões verbais.

u u u

u u u

71

LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Um bom texto vem de um rascunho e passa por sucessivas versões em que será aperfeiçoado até chegar ao produto final. Desse modo, é muito importante que os estudantes tenham uma atitude crítica em relação à sua própria produção de textos. Com a atividade de reescrita o professor fornece marcas no texto que levam o estudante a observar o que deve ser melhorado em seu texto.
Prática de oralidade
Professor(a),chegou o momento, de os alunos reescreverem o conto que foi produzido ao longo dessas aulas. Para tanto, faça alguns questionamentos aos estudantes: • • •

O que você achou do nosso estudo sobre contos? Esse nosso estudo ajudou você a produzir seu conto? Você gostou do conto que escreveu? Você acha que precisa melhorá-lo.

Prática de leitura
Professor(a), nesse momento escolha um conto produzido por um dos alunos e faça uma leitura para a classe. Não precisa divulgar o nome desse aluno. Posteriormente, você retomará as características que foram estudadas e juntamente com os alunos observará se elas se fazem presentes no texto lido. Paralelamente a essa análise, peça aos alunos que observem em seus próprios contos as características discutidas e analisadas. Para proceder a essa análise, escreva esses questionamentos na lousa.

01 Os elementos da narrativa, enredo, tempo conflito, clímax, desfecho, personagens, verossimilhança e narrador estão presentes neste texto? 02 Os tempos verbais estão bem definidos? 03 Você utilizou figuras de linguagem? 04 Na narrativa há a presença do discurso direto, indireto e indireto livre?
Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se as características do conto estudadas e discutidas se fazem presentes em seu conto. Aprimore as características que você considerar que não foram bem empregadas em seu texto.

72

73 . explorando as práticas de oralidade. outros editoriais. Peça-lhes que procurem nos jornais e revistas editoriais que lhes chamem a atenção e que os instiguem a ler. para que possam se familiarizar mais e melhor com esse gênero textual. leitura e escrita. esteiras. para o trabalho com o gênero Editorial. no centro. Envolva todos no trabalho. dando-lhes tempo para que isto aconteça. É importante que todos os estudantes sejam incentivados a pesquisar e ler. Diga aos estudantes que durante o trabalho com editoriais eles terão bons e variados momentos de leitura. em casa. Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. coloque vários jornais e revistas. Produzir a primeira escrita de um Editorial. e ambiente a sala de aula de modo que os estudantes tenham acesso ao gênero. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. almofadas. oportunize um tempo para que os estudantes socializem as análises dos editoriais lidos. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. Discutir sobre a finalidade dos editoriais e demais textos de opinião de diferentes jornais e revistas. AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Disponha as carteiras em círculo e.Editorial Professor(a). O que devo aprender nesta aula u u u u Tomar contato com o editorial e outros textos de opinião. Após a leitura. faça um cartaz bem bonito de boas vindas.

Após a leitura. Prática de leitura Leia os três textos abaixo. de articulistas e do jornal. • • • • Qual a importância da leitura para você? Você costuma ler jornais e revistas? Quais são as seções destes portadores que você mais gosta de ler? Costumam ler as seções de opinião? Conceito Os Editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. em seguida. observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos e. Uma mulher é hoje presidente da República.os se costumam ler as seções destes portadores textuais onde aparecem os textos de opinião: do leitor. 74 . Texto 1 Injusta desvantagem O Popular. Questione . quando não podiam votar e muito menos ser votadas. 30 de novembro de 2012 Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. Inicie a aula com uma conversa sobre a importância da leitura. bem como os objetivos deste estudo. responda às questões que seguem: Professor(a). proponha-lhes as questões abaixo para ajudá-los a desenvolver habilidades como: identificar a finalidade do texto. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. distribua-lhes os 3 textos abaixo e peça-lhes que os leiam observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados até o momento e apresentelhes o segundo gênero a ser estudado no bimestre. comparar os textos e distinguir fato de opinião etc. ou o que mais gostam de ler nestes portadores de textos. sexta-feira. com o objetivo de continuar o trabalho com os gêneros textuais. diga aos estudantes que ler é se apropriar de novos conhecimentos. E só recentemente deixaram o fundo do palco para ocupar lugares no proscênio. pergunte-lhes se costumam ler jornais e revistas. da direção ou da equipe de redação. o que eles acham mais interessante. divida a turma em pequenos grupos. Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República.

Foi nele que milhares de caldenses viram a oportunidade de melhorar a qualidade de vida. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens.8% do rendimento dos homens. era 2. há um conflito de opiniões entre os que aprovam e os que desaprovam a atividade. E a jornada de trabalho. trabalharam para isso – e trabalharam muito! Porém. já que desenvolve a economia do município. vivem hoje uma injusta realidade. As belezas naturais e principalmente as águas quentes que brotam de dois aquíferos Paranoá e Araxá. Assim. que era de R$ 1. mas não beneficia a todos. o equivalente a 67.LÍNGUA PORTUGUESA Não existiam no começo do século passado mulheres profissionais da medicina. Os olhos que se deslumbram com os belos parques aquáticos em centenas de outdoors pela cidade não veem bairros da periferia sem ruas asfaltadas. 75 .4 vezes maior do que a de trabalhadores do sexo masculino. considerando também os afazeres domésticos. Por causa desse caráter contraditório. mas em novas atrações para os turistas.31. nem mesmo água tratada e rede de esgoto. que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em 2011 as mulheres brasileiras ganhavam em média R$ 1. faz-se a seguinte pergunta: “O que é mais importante. entre outras profissões de nível superior. no sul do Estado de Goiás. a uma temperatura que varia de 37° a 57° transformaram essa pequena cidade em um dos maiores polos turísticos do Brasil. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho.505. edição 2010.08. A Síntese Indicadores Sociais (SIS). A desvantagem é muito grande e totalmente injusta.020. Texto 2 Texto finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. o turismo se tornou a base do desenvolvimento e da economia local. medicina veterinária e engenharia. Desse modo. pois a maior parte do capital gerado pelo turismo não se transforma em infraestrutura para a população. Caldas Novas que os turistas não veem Aluna: Bianca Souza Soares “Bem-vindos à maior estância hidrotermal do mundo.” Com essa frase o turista é saudado quando chega a Caldas Novas.

mas sim como ele é desenvolvido particularmente em Caldas Novas. donos de hotéis e resorts. ou seja. esquecendo-se dos residentes locais.000. o espantoso crescimento demográfico.LÍNGUA PORTUGUESA a alta na economia que se dá pelo empreendimento turístico ou a organização social?”. os que recebem diretamente o lucro deixado pelos visitantes do mundo inteiro. As opiniões favoráveis ao turismo são em geral dos grandes empresários. com uma analogia simplória explica-se a necessidade dos caldaenses: “Não dá para receber visitas com a casa desarrumada e o dono insatisfeito”. Não sou contra o turismo. que em época de alta temporada são submetidos a dias sem água encanada já que ela é direcionada a hotéis e clubes. ligado a um dos clubes mais tradicionais da cidade. É perceptível que os empresários e as autoridades locais se preocupam apenas com os investimentos lucrativos que o turismo pode propiciar e menosprezam necessidades básicas da população. hoje esse número aumentou para aproximadamente 70. parte da população se mostra contrária.000 habitantes. porém a mão de obra por ser abundante é desvalorizada e a carga horária muitas vezes extrapola a normalidade. o que resultou num agravante de proporção nacional o crescimento desordenado. Isso é mesmo inegável. Em 1991 havia 24. É bem verdade que o turismo movimenta economicamente a cidade. como por exemplo. Notam-se loteamentos irregulares. Assim como eu. além disso é perigoso para a cidade ser tão dependente de apenas um 76 . Todavia. acredito que mais importantes que as águas termais da cidade são as pessoas que nela vivem e fazem sua economia girar. beneficiando as pessoas de fora em detrimento dos moradores locais. como o saneamento básico (apenas 25% do esgoto é coletado). além dos comerciantes. gerente de marketing e vendas dos Jardins da Lagoa. porque está claro que assim como cresce o número de visitantes que a cidade recebe. que segundo o portal Caldas Web. recebem anualmente cerca de 1. “As águas quentes são para Caldas Novas o que as praias são para o litoral: essencial!”. também os problemas administrativos têm aumentado assustadoramente por conta da atividade turística. a saúde e a educação. diz Ricardo Pureza. E se política é a arte de governar nossos “artistas” estão um tanto quanto omissos a respeito de suas obras. uma vez que a satisfação do turista é colocada em primeiro plano. Alegam que o turismo faz a cidade crescer e ainda gera empregos. o problema está nas inúmeras consequências maléficas que o mesmo gera. casas e hotéis em áreas de preservação ambiental e próximos ao aterro sanitário.5 milhão de pessoas.

consumidores. Filostro Machado Carneiro • Cidade: Caldas Novas – GO Texto 3 Brasil sem educação Carlos Henrique de Freitas Quero chamar a atenção não para o Brasil sem escolaridade. Portanto. como foram nossos irmãos africanos. O que vimos e o que vendemos é que: iremos sediar a copa e as olimpíadas e que devemos ser receptivos aos yanks e gringos.LÍNGUA PORTUGUESA segmento econômico. por algum motivo (assim como o surto de dengue de 2008). A popularização e a manifestação da desgraça alheia é o que move este moinho de flagelos humanos. seja como. o dono da casa estará feliz em receber visitas e as esperará mais vezes”. da corrupção. vemos quanto somos sem educação. empresários ou políticos. 77 . Professora: Vandelina Lima Soares Escola: C. fala com maestria sobre golpes de seus lutadores favoritos. vendedores. o capital proporcionado pelo turismo é importante. os turistas optarem por outro destino todos serão fortemente atingidos. As crianças e jovens só pensam em jogos violentos. entretanto tenho plena convicção de que as necessidades básicas. incentivando a violência. As drogas. os valores éticos e a dignidade da comunidade são mais importantes. da nossa falta de educação. Somos reféns não da marginalidade. Estamos em guerra civil. Nos preocupamos em salvar o mundo. a miséria humana for o alimento dos inescrupulosos. dos desmandos. J. a saúde. mas sim. pagos pela máquina global. seja como pedestres. No nosso cotidiano medíocre e bucólico. mas sim da impunidade. “Logo. como também uma administração consciente e preparada para usar os mecanismos de que necessitamos para desfrutarmos das tão apreciadas águas quentes com responsabilidade e justiça. ciclistas ou motoristas. os noticiários só estampam crimes e mortes. da malandragem. A. Enquanto. estaremos fadados ao fracasso humano. Assim a diversificação econômica é necessária. E. é uma rinha de galos de briga. onde o todo poderoso do esporte. não precisaremos deste mundo para vivermos. MMA – Mixede Martial Arts – não é um esporte. reproduzem no ambiente escolar e crescem com ódio um dos outros. pra que? Se continuarmos vivendo como predadores de nós mesmos. a educação e segurança não são assuntos nas pautas ministeriais. pois se. para o Brasil sem educação.

é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. Sistematize as conclusões deste trabalho no quadro e peça que os estudantes façam o mesmo nos cadernos. 03 Qual deles traz a opinião do jornal ou revista? Possibilidade de resposta: O Editorial: Injusta desvantagem. argumentos convincentes e reforço da posição e opinião adotadas. aqui. imagine-se um redator de editoriais de um jornal de circulação do seu município e. elaborado pela aluna/articulista Bianca Souza Soares e a Carta do leitor. uma opinião a ser defendida. teremos um povo educado e uma nação verdadeiramente forte. que expressa a sua e a opinião da empresa. 02 Todos os textos estão assinados? Possibilidade de resposta: Não. por trazerem a opinião do jornal ou da revista. elabore seu primeiro editorial. 78 . escrita pelo leitor Carlos Henrique de Freitas. As primeiras páginas de um jornal ou revista são reservadas à publicação de um texto de autoria do editor destes. com base nas leituras e atividades realizadas até o momento. em seus portadores usuais – o jornal e a revista. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. A ideia. Assim. 04 Em poucas palavras. para que você possa planejar as intervenções necessárias. que os estudantes identifiquem o Editorial. Resposta pessoal Professor(a). http://www. que você leu em momentos anteriores e que lhe chamou a atenção. não são assinados. peça aos grupos que socializem as atividades realizadas. professor(a). professor(a). Oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. alguns são assinados por leitores ou articulistas. pois apresentam um breve resumo sobre o assunto tratado. Meus Sentimentos. Somente quando todo e qualquer brasileiro for digno de seus atos. É fundamental.LÍNGUA PORTUGUESA E nossa miséria continuará norteando estes acontecimentos. voltando aos textos para confirmar ou refutar suas hipóteses. apresente o assunto de um texto de opinião. somente o Artigo de Opinião. e outros.com/novosite/cartas/65 01 Os textos lidos têm intenção de formar opinião? Possibilidade de resposta: Sim.imprensalivre. Prática de escrita DESAFIO Caro(a) estudante.

Sobre o que escreveu? 4. peça que a turma releia o editorial. retome com a classes os textos trabalhados na Aula 01 e. por meio de uma linguagem um tanto forte e apelativa. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. A redação do editorial é de autoria do editor do jornal ou revista. em seguida. leitura e escrita. Com que finalidade? 5. Onde o texto foi publicado? Conceito O gênero escrito pelo editorialista – editorial – tem caráter opinativo.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. Retomar a produção inicial. u Prática de oralidade Professor(a). sem obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. 79 . para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Quem é o público leitor? 6. com o objetivo de influenciar seus leitores. comente as ideias e opiniões do texto. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. é escrito de maneira impessoal e publicado sem assinatura. regional e local. focando a conversa sobre a situação de produção deste gênero textual: 1. explorando as práticas de oralidade. Em nome de quem? 3. Quem escreveu o texto? 2. que expressa a sua e a opinião da empresa. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. Após a leitura.

Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. é uma forma de colaborar para a promoção de direitos humanos. Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. Este é um bom momento. Agora você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu editorial. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. como a valorização da mulher. 80 . antes de publicarem seus textos. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. durante a leitura dos textos. do jornal O Popular. expressas no conceito acima. portanto medeie esta atividade. assim como fazem os redatores de jornais e revista. Injusta desvantagem. Possibilidade de resposta: É importante que assuntos como esse sejam debatidos pela sociedade. professor(a) de observar os conhecimentos que a sua turma já possui sobre gênero editorial. responda às questões abaixo: 01 Identifique no texto o resumo do assunto que introduz a opinião a ser defendida. e tendo por base as características desse gênero. Em relação ao assunto desse editorial. 02 Quais os principais argumentos presentes no texto? Possibilidade de resposta: Uma mulher é hoje presidente da República. 03 Que fragmento do texto apresenta uma conclusão reforçando a opinião do jornal? Possibilidade de resposta: “A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. com base nas anotações feitas por você. é importante reservar um tempo para que a turma possa expor suas conclusões sobre o editorial lido. conclusão reforçando a posição defendida. quando não podiam votar e muito menos ser votadas. Possibilidade de resposta: Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. a opinião do jornal sobre um determinado assunto. orientando a reescrita individual. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu um texto que traz um pequeno resumo do assunto a ser tratado.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Em relação ao Editorial Injusta desvantagem. após essa atividade. Professor(a). argumentos convincentes. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. percorrendo a sala.” 04 Argumente sobre a importância do assunto tratado no editorial.

em 02/12//2012. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais e revistas. com base nas seguintes questões propostas: Professor(a). Proponha uma leitura coletiva do texto e. em seguida. publicado no jornal O Popular. construindo significados e inferindo informações implícitas. u u Prática de oralidade Leia o texto Velha máfia e. Provoque uma reflexão sobre a leitura. leitura e escrita.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. continue a atividade. a seguir discuta sobre o mesmo. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. com base nos seguintes questionamentos: • O jornal é a favor ou contra a questão polêmica apresentada? • Localize o trecho em que o editor do Jornal se posiciona. considerando o destinatário. principalmente daqueles mais tímidos. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. tendo o cuidado de incentivar a participação de todos os estudantes. tendo por base o texto Velha máfia. e peçalhes que teçam comentários sobre as ideias e opiniões presentes no texto. Em que trecho do texto o editor reforça a posição pelo Jornal (conclusão)? • Quais os argumentos (desenvolvimento) que sustentam a sua tese? • 81 . Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. que quase nunca se manifestam. a finalidade e os espaços de circulação. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. regional e local. explorando as práticas de oralidade. prossiga com a análise dos elementos do editorial.

LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Argumento é um conjunto de justificativas utilizadas para se defender a tese apresentada na introdução de um texto argumentativo, e retomada como reforço, na sua conclusão desse texto.

Velha máfia
O Popular, domingo, 02 de dezembro de 2012

Reportagem publicada ontem neste jornal revela que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos. A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gra­ vemente a segurança no trânsito. A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. Deve-se mencionar também que os candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados. A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás, este mal antigo que vinha sendo tolerado por causa de também antigas omissões. A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir. Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar.
http://www.opopular.com.br/indice-de-noticias/%C3%ADndice-de-not%C3%ADcias-7.218533?filter ByDate=true&pbdate =20121102&inputTemplate=&subject=&externalSiteIds=opopular.opiniao.d

Prática de leitura

Releia o texto Velha máfia e, a seguir, responda às questões propostas.
Professor(a), proponha aos estudantes que releiam, silenciosamente, o texto Velha máfia e, em seguida, explique-lhes que farão uma atividade coletiva tendo como base esse texto. Para isso, transcreva as questões abaixo em um cartaz bem grande, e vá conduzindo a atividade, de modo que os estudantes localizem os trechos/parágrafos no editorial em estudo.

82

LÍNGUA PORTUGUESA
01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese):
Possibilidade de resposta: “o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos.” O jornal se coloca favorável ao fato. (1º parágrafo).

02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gravemente a segurança no trânsito. (2° parágrafo).
A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. (3º parágrafo). “(...) candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados.” (3º parágrafo). “A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás... A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir.” (4º parágrafo).

03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão):
Possibilidade de resposta: Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar. (5º parágrafo).

04 Apresente sua opinião sobre o assunto tratado no editorial, Velha máfia.
Resposta pessoal
Professor(a), registre as respostas num cartaz e o afixe na sala, em lugar visível, para que os estudantes possam recorrer a ele durante o trabalho com os demais editoriais.

Prática de escrita DESAFIO

Retome novamente o seu texto e observe se ele está organizado, de acordo com os três elementos trabalhados anteriormente: apresentação da tese, desenvolvimento/ argumentação e conclusão. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto, este é o momento de aprimorar a sua escrita. Vamos lá?
Professor(a), oriente esta atividade, percorrendo a sala e auxiliando a reescrita individual dos textos. Chame a atenção da turma para o fato de que a organização do texto pode ser variável, desde que considerem os elementos do gênero.

83

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 20

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u

Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional, regional e local. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais.

u u u

Prática de oralidade

Até agora você leu dois editoriais e pôde expressar sua opinião sobre o assunto tratado neles. Converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem esses textos de opinião, publicados em jornais e revistas.
Professor(a), divida a turma em duplas, peça-lhes que discutam sobre os editoriais lidos até o momento. Para embasar a discussão oriente-os que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Em seguida, apresente-lhes o editorial Estagnação Social, publicado em O Popular, no dia 06/12, utilizando as estratégia de antecipação e inferência. Aqui seria interessante estabelecer uma parceria com os(as) professores(as) de História e Geografia para o aprofundamento desses conceitos. •

Você conhece o significado dos termos estagnação, desenvolvimento econômico e progresso social? Em que contexto ouviram ou leram estas expressões? Em caso negativo, o que acha que estes termos sugerem?

• •

84

uma incoerência. ficou infelizmente estagnado no período. como demonstram os indicativos deste setor. quinta-feira.) a respeito de uma tese. segurança. com sucessivos recordes de homicídios. 85 . como demonstram os indicativos deste setor. o indicador registra pequeno avanço em renda. como se vê. A segurança pública mostra situação verdadeiramente calamitosa. responda às questões propostas: 01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese): Possibilidade de resposta: Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. 06 de dezembro de 2012. O setor de saúde precisa ser também colocado no topo das preocupações.br/editorias/opiniao/editorial1. Estagnação social O popular. renda. ouvinte. Não se pode dizer que se trata de um enigma. quer seja. habitação e segurança. assaltos e roubos. leitor. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. Composto pelos quesitos habitação. A falta de avanço em educação é muito lamentável e exige que esta área conquiste finalmente a condição de prioridade tão proclamada no discurso mas. para sustentá-la.242884 Prática de leitura Leia o texto Estagnação Social para confirmar as hupóteses levantadas na prática de oralidade e. telespectador etc.145048/ estagna%C3%A7%C3%A3o-social-1. O Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). trabalho e educação. Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico.com. não praticada realmente. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. considerando que a economia cresceu bastante e isto deve ter resultado também na criação de mais empregos. pois os números são bastante claros. a seguir. na modalidade escrita da língua – cuja finalidade precípua é a persuasão do auditório (interlocutor. Falta. e piora quanto aos itens saúde. http://www. Pode-se assim dizer que se passou uma década sem verdadeiro progresso social no Estado. portanto investimento no social. saúde. trabalho e educação. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social.opopular.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O argumento é uma construção verbal – quer seja na modalidade oral. medido por pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.

visto que este é o assunto tratado no texto. portanto investimento no social. (4º parágrafo). Educação. no que concerne à habitação. em relação à própria instituição de ensino em que trabalha. trabalho e educação. Falta. utilizando uma linguagem apelativa. explorando as práticas de oralidade. promova discussões quanto à situação da Educação pública. (3º parágrafo). (1° e 2º parágrafos). AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. instigue os alunos a se manifestarem sobre a temática retratada no texto. por exemplo. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. posteriormente. Prática de escrita DESAFIO Apresente sua opinião sobre a temática retratada em Estagnação social. Como poderíamos aliar desenvolvimento econômico e progresso social? Procure influenciar os leitores. sobre a questão da saúde. visto que mais empregos poderiam ter sido gerados.) O desenvolvimento econômico não foi acompanhado pelo progresso social. Professor(a). 03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão): Os exemplos no 5º parágrafo. saúde. saúde e segurança pública deveriam ser prioridade no governo.. desenvolvida no 1º parágrafo. leitura e escrita. 86 . Neste momento. renda. segurança. bem como da segurança pública.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): Possibilidade de resposta: (. no mesmo período. Tal constatação configura-se como uma incoerência. na cidade e no Estado. Estagnação social do Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM).. primeiramente no bairro onde a escola estiver localizada e. pois estes reforçam a tese de que não houve consonância entre o desenvolvimento econômico e o progresso social.

neste momento é importante enfatizar as diferenças e semelhanças entre os dois gêneros textuais trabalhados. extraída do jornal Diário da Manhã. Assim. Notícia é um texto informativo de interesse público. econômico. instigue os estudantes a falar e socializar os conhecimentos. Prática de leitura Leia atentamente a notícia abaixo. construindo significados e inferindo informações implícitas. Nos anos anteriores. mas sem obrigação de ser neutro. Então já é capaz de identificar as semelhanças e diferenças entre estes gêneros: • • • • O que caracteriza o editorial? O que caracteriza a notícia? Onde circula estes textos? Que diferenças e semelhanças há entre eles? Professor(a). que tem por objetivo informar. regional e local. especialmente em jornais e revistas. bem como a conclusão na elaboração do texto. pois é desta maneira que a aprendizagem ocorre. u u u u Prática de oralidade Ao ler editoriais. e cujo conteúdo é constituído por um tema político. Conceito Editorial é um texto utilizado na imprensa. por meio de suas semelhanças e diferenças. bem como dos argumentos que a fundamentam e a concluem.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. Portanto. Percebeu a importância da tese. 07 de dezembro de 2012 e. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. em seguida. cultural etc. indiferente. realize as atividades propostas: 87 . bem como suas dúvidas. Reescrever o editorial definindo a tese. você estudou o gênero notícias e os elementos que a caracterizam. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. social. você percebeu que ele é um texto opinativo. que narra um fato recente ocorrido no país ou no mundo. os argumentos. podemos dizer que o editorial é um texto mais opinativo do que informativo. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional.

que dirigia uma caminhonete Amarok 4x4 com placa de Rio Verde-GO. Estimule o debate sobre álcool e trânsito. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. Disponível em: <http://www. na madrugada de ontem. que estavam em frente a um pit dog.com. 02 Que fato deu origem à notícia lida? Possibilidade de resposta: O atropelamento de duas pessoas que estavam em frente a um pit dog por um advogado bêbado. Francisco Júnior Costa Martins e Ariel da Silva Pacheco. em Goiânia.br/texto/78368-advogado-babado-atropeladuas-pessoas-e-tem-prisao-decretada> Acesso em dezembro 2012.Álcool e direção.  O auto de prisão em flagrante foi lavrado na Delegacia Especializada em Crimes de Acidentes de Trânsito (DICT) e encaminhado à 1ª Vara Criminal. faça mais uma leitura do texto em conjunto.  As vítimas foram socorridas pela equipe do Samu.dm. Professor(a). Em seguida. tonto e dizendo palavras de difícil entendimento. que efetuou a conversão da prisão.LÍNGUA PORTUGUESA Advogado bêbado atropela duas pessoas e tem prisão decretada Mariana Magre O advogado Gustavo Andrade Zago atropelou duas pessoas. pela Avenida Pedro Ludovico. por tentativa de homicídio por dolo eventual. em que o autor. o veículo atropelou duas pessoas. Além da colisão com outros automóveis. São retratados apenas os fatos ocorridos. Gustavo. assume o risco de produzi-lo.  A polícia informou que o advogado estava aparentemente embriagado. porque a notícia é um texto informativo e não opinativo. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva. última atualização: 9/12/2012 às 15h4. perdeu o controle do veículo e acabou subindo em cima da calçada. 88 .  Por volta das 2h da manhã. onde submeteu-se ao exame de corpo de delito e toxicológico para verificar embriaguez. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML). mesmo sem querer efetivamente o resultado. 01 Qual é a temática retratada na notícia? Possibilidade de resposta: Combinação . Diário da Manhã 7/12/2012 às 23h01. no Setor Sudoeste. 03 A opinião do autor está presente no texto? Por quê? Possibilidade de resposta: Não. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. Gustavo Andrade Zago se recusou a realizar o teste do bafômetro. atingiu três motocicletas e um carro estacionado.

instigue o senso crítico da turma. Professor(a). Releia-o. regional e local. u u u u u 89 . tendo o cuidado de distinguir os fatos. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. Qual é a sua opinião sobre a temática retratada na notícia? O que deveria ser feito para evitar acidentes e mortes no trânsito? Resposta pessoal. AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. os índices de acidentes no trânsito causados pelo consumo de bebidas alcoólicas é uma realidade difícil de ser combatida. leitura e escrita. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. a tese. a opinião. construindo significados e inferindo informações implícitas. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. estimulando o debate diante da temática apresentada. reflita com os estudantes a relevância do tema da notícia. os argumentos e o reforço da tese na conclusão.LÍNGUA PORTUGUESA 04 Apesar das incessantes campanhas de prevenção veiculadas nos meios de comunicação. Prática de escrita DESAFIO Retome seu editorial e observe se nele predomina o tom opinativo. explorando as práticas de oralidade.

Proceda a uma socialização a fim de que a turma conheça os assuntos discutidos em todos os grupos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Retome os jornais e revistas que estão expostos na sala de aula e escolha uma notícia para ler e discutir com os colegas. assim. Leve-os a refletir sobre: • • • • a relevância dos assuntos presentes na notícia discutida. é hora de registrar a sua conclusão. proponha que elejam uma notícia. a importância do debate para a escrita de um editorial. os argumentos que comprovam e/ou reforçam o posicionamento do redator. para organizarem um debate bem legal sobre ela. posicionando-se em relação a ela com argumentos coerentes e convincentes. Professor(a). a mais interessante. que comprovem e/ou reforcem seu posicionamento. de preferência em cartazes. peça aos estudantes que retomem as revistas e os jornais de circulação nacional e local. escolham uma notícia que mais os interessam. Finalmente proponha o debate: os estudantes devem se manifestar a respeito da questão eleita. contribuindo. Prática de leitura Notícia escolhida e discutida. É importante que esses argumentos sejam anotados. Isso pode ser feito por você ou por um estudante voluntário. Em seguida. 90 . para isso. Depois da leitura. para formar opiniões dos leitores. ou que considerem mais polêmica e façam uma leitura silenciosa – afinal os editoriais se referem às notícias e reportagens do dia. expostas no centro da sala de aula. enquanto o editorial também opina sobre os mesmos. Divida a turma em dois grupos e peça-lhes que elaborem argumentos favoráveis e contrários para defenderem a sua posição. proponha-lhes que discutam entre si (em pequenos grupos) sobre a notícia escolhida. o aspecto mais opinativo do que informativo do editorial. Conceito A finalidade da notícia é apenas informar o leitor sobre os fatos. e que fiquem à disposição da turma no momento da escrita do texto. você poderá se embasar nas seguintes questões: 01 Qual é o assunto tratado na notícia eleita? 02 O que você acha desse assunto? 03 Quais outros temas podem ser discutidos com base nessa notícia? 04 Escolha um desses temas que você considera bom para um editorial e justifique sua escolha.

retome seu texto e observe se os argumentos que você utilizou são coerentes e convincentes. expressões. AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Escute o que eles têm 91 . assim. depois de ler suas produções. respeitando. comprovam e/ou reforçam seu posicionamento e correspondem ao assunto tratado. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. converse sobre o assunto e argumentos que reforçam a posição assumida. Prática de oralidade Professor(a). explorando as práticas de oralidade. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre os seus editoriais. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. presentes nos textos. explore diferentes linguagens como gestos.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). construindo significados e inferindo informações implícitas. Prática de escrita DESAFIO Mais uma vez. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. Reúna com dois ou três colegas e. mímicas etc. inicie esta aula. leitura e escrita. o direito de todos e considerando as diferenças da sala de aula. por meio da prática da oralidade (fala e escuta). Caso na sua turma haja pessoas com deficiência auditiva. esta é uma ótima oportunidade para você observar e registrar o desempenho dos estudantes em relação à argumentação.

O fato informa o que aconteceu e a opinião transmite a interpretação do que aconteceu. Desde 2005. o médico Bráulio Luna Filho. o desempenho dos alunos tem sido pífio. boicotavam a avaliação. A constatação da inépcia de mais da metade dos formandos já seria razão suficiente para inquietação quanto à qualidade dos cursos de medicina. contava com cerca de 70% de aprovação. coordenador do exame do Cremesp. Longe de serem um caso à parte. sua 92 . por isso. taxa de 95% de aprovação. como USP e Unicamp. países como Canadá e Estados Unidos têm. Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. Segundo ele. os resultados deste ano apenas repetem um padrão assustador. Cuidar dos médicos É preocupante o resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. em seu caderno. Nada menos que 54. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. e responda-as. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. A situação. faculdades de prestígio.LÍNGUA PORTUGUESA a lhe dizer sobre o que você criou. Antes. pela primeira vez. quando o exame foi aplicado pela primeira vez. tendo como base o conceito de editorial acima. o índice de reprovação chegou a 61%. porém.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. deveria medir também a aptidão prática-. Prática de leitura Leia o editorial e perguntas abaixo com atenção. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).500. Enquanto 418 alunos fizeram o teste em 2011. por exemplo. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. agora foram quase 2. Apesar do histórico negativo. é ainda mais perturbadora: a reprovação no teste não impede o exercício da profissão. em média. Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame -em vez de se restringir a questões teóricas. Conceito O editorial possui um fato e uma opinião. Em 2008.

Na medicina. faça as alterações necessárias.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. A formação dos médicos. 02 O que esse fato está informando? Possibilidade de resposta: Nada menos que 54. é precária. Caso perceba alguma deficiência. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. é precária. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. mas a segurança e a saúde dos pacientes. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. 93 . o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. 03 Qual é a opinião presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: A formação dos médicos. releia-o e verifique se o fato (o que está sendo informado) e a opinião (as interpretações) estão bem delimitados. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. mas a segurança e a saúde dos pacientes. não há como fugir à conclusão. por isso. Prática de escrita DESAFIO Volte ao seu texto novamente. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. para isso recorra às aulas anteriores e discuta com seus colegas e professor. O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina.O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. não há como fugir à conclusão. Folha de S. 04 Que interpretações ela (a opinião) transmite do que aconteceu? Possibilidade de resposta: Na medicina. 10 de dezembro de 2012 01 Qual é o fato presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: O resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. Paulo.LÍNGUA PORTUGUESA aplicação a todos os formandos permite um diagnóstico mais preciso sobre os cursos de medicina no Estado.

O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. envolvendo fatores lógicosemânticos e cognitivos. explorando as práticas de oralidade. 94 . ou seja. Um texto é coerente quando compatível como conhecimento de mundo do receptor. Conceito Coerência: A coerência é responsável pelo sentido do texto. sem as palavras e expressões retiradas? Da forma como está o texto tem uma unidade de sentido? Durante a leitura. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. coesão e coerência. socialize suas impressões. em seguida. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. a atividade pode ser realizada em duplas. leitura. já que a interpretabilidade do texto depende do conhecimento partilhado entre os interlocutores.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Prática de oralidade Leia o texto Exemplo de honestidade. coletivamente: • • • Como foi ler o texto incompleto. mas sim constrói-se na relação emissorreceptor-mundo. É importante que o aluno perceba que a ausência dos elementos articuladores faz com que o texto não tenha unidade. escrita e análise da língua. da forma como se apresenta e. Observar a coerência é interessante. você procurou inserir os termos que estavam faltando? Professor(a). porque permite perceber que um texto não existe em si mesmo. construindo significados e inferindo informações implícitas.

Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. de vez em quando. Felizmente. os bandidos ameaçaram os dois sem-teto. anônimos como tantos brasileiros. A coisa anda tão feia que muita gente até se esquece de que o certo é ser honesto. Assim. A grana poderia melhorar muito suas vidas. não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí. _________ tenham feito apenas o que é certo. Prática de análise da língua Releia o texto e complete os espaços em branco. Frustrados. O casal vive na rua. Agradecidos. O episódio já seria suficiente para chamar a atenção. não há dúvida de que são dois heróis. Ao abri-la. vários deles surrupiam o dinheiro público. _____ a cena toda era ainda mais interessante. Sempre que podem. com os termos que estabelecem relação entre os argumentos apresentados e são responsáveis pela coesão e coerência do texto. alguém mostra que é possível ser decente mesmo nas situações mais difíceis da vida. Uma ajuda mais que merecida. os donos do restaurante prometeram ajudar o casal.LÍNGUA PORTUGUESA Coesão: É a manifestação linguística da coerência. deram com cerca de R$ 20 mil. A polícia acha que o dinheiro foi escondido pelos ladrões ________ que eles próprios buscassem a sacola mais tarde. Na madrugada de domingo para segunda-feira. Exemplo de honestidade Políticos não se cansam de dar maus exemplos. É óbvio que os dois passam dificuldades. um casal de moradores de rua encontrou uma sacola embaixo de uma árvore. nem todo mundo escolhe o caminho errado para se dar bem. que devolveu a bolada aos seus donos: os proprietários de um restaurante japonês que havia sido roubado horas antes. a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção. 95 . debaixo de um viaduto no Tatuapé (zona leste de São Paulo). _____ eles não ficaram com o dinheiro. ________. _________. _____. Resolveram dar tudo à polícia. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada.

é importante organizar o texto escrito. Mas. Resposta: E. 11 de julho de 2012. desde que não alterem o contexto. é importante estimular a participação dos alunos e decidir quais serão as expressões mais adequadas para o texto e explicar por que certas expressões escolhidas por eles não cabem no contexto. depois que os alunos completarem o texto. Após a correção. Em seguida. Ainda que. desenvolvimento/argumentação e conclusão. leitura. este é o momento de aprimorar a sua escrita. Professor(a). Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. escrita e análise da língua.LÍNGUA PORTUGUESA Comparando o exemplo das ruas com o da política. Por isso. os quais estabelecem relação entre os fragmentos do texto tornando-o coerente e coeso. peça que façam uma leitura silenciosa. bem como a importância de se escolher bem as palavras e/ou expressões utilizadas em um texto. explorando as práticas de oralidade. fundamentais para a produção textual. você o elaborou empregando os termos (elementos articuladores). Em seguida. retome os conceitos de coerência e coesão. Agora São Paulo. Prática de escrita DESAFIO Retome o seu texto e observe se além de empregar os elementos trabalhados a seguir: apresentação da tese. 96 . Observe o uso dos elementos articuladores nos textos lidos. ou seja. faça a correção. Neste momento. enfatize a importância do uso dos elementos articuladores. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo. Vamos lá? AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Mas. para. Afinal . É possível admitir outras respostas apresentadas.

O resultado da pesquisa deve ficar no caderno dos alunos. conjunção e conjunções coordenativas. converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem o editorial Exemplo de honestidade do jornal Agora. É importante que eles pesquisem os conceitos trabalhados na aula. Prática de análise da língua Pesquise em livros didáticos do 8º ou 9º ano as definições de elementos articuladores. Nesta atividade. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. construindo significados e inferindo informações implícitas. nesta atividade os alunos pesquisarão sobre os elementos articuladores e conjunções coordenativas. ou gramáticas da biblioteca. Prática de oralidade Em duplas. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. Conjunção coordenativa estabelece uma relação de interdependência entre duas orações. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. Pesquisar sobre os elementos articulares e conjunções coordenativas.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u u Ler com fluência e autonomia. Refletir sobre o emprego de conjunções coordenativas como elementos articuladores no editorial. Outra alternativa é utilizar os Ambientes Informatizados para pesquisar. estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. 97 . oriente os alunos que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Não estimule a cópia de resumos do quadro. O que caracteriza o texto lido como editorial? Qual é o assunto abordado no texto? Qual foi a tese defendida e quais foram os argumentos utilizados para reforçar a opinião? Professor(a). Leve para a sala de aula livros didáticos do 8º e 9º anos. o professor deve mediar o ensino-aprendizagem e ensinar aos alunos como se deve fazer pesquisa. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Professor(a). Conceito Conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática.

Logo. temos que: conjunção é a ação de juntar simultaneamente as partes de um todo.htm>. Lembre-se de que na escrita de textos é fundamental usar estes recursos. Por isso. Junto simultaneamente. entretanto. 05 Que outras expressões foram encontradas no texto? Possibilidade de resposta: Para: Preposição Afinal: Advérbio Ainda que: são relatores que estabelecem ao mesmo tempo uma relação de contradição e de concessão.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Substitua as expressões que foram inseridas no texto Exemplo de Honestidade por outras semelhantes. sm. 02 O que são elementos articuladores? Possibilidade de resposta: Elementos articuladores: São palavras ou expressões que estabelecem relações entre as partes de um texto. conjunções e elementos articuladores. 98 . que não alterem o sentido. Por isso: Conjunção coordenativa conclusiva . o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada. bem como o uso dos demais elementos articuladores. 04 Quais são as conjunções coordenativas encontradas no texto? Mas: Conjunção coordenativa adversativa . Possibilidade de resposta: E.Expressa oposição de argumentos. no que concerne ao assunto trabalhado. Pode ser substituído por: logo ou portanto. o objetivo da atividade é ampliar o repertório dos estudantes. DESAFIO Retome o seu texto e observe o uso das conjunções coordenativas. se associarmos as duas definições. Mas a cena toda era ainda mais interessante. no entanto.brasilescola. Acesso em dezembro 2012. Professor(a). 1.Expressa a ideia de acréscimo de argumentos. 2 Reunião das partes dum todo.Expressa a ideia de conclusão. Vejamos a definição do último termo no dicionário Aurélio: Conjunto: adj. bem como estimular a constante pesquisa. Já o sufixo -ção tem significado de “resultado de uma ação”. de vez em quando: Pode ser substituído por: mas também. Pode ser substituído por: porém. <Disponível em: http://www.com/gramatica/conjuncao. E: Conjunção coordenativa aditiva . Servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento. 03 O que são conjunções? Possibilidade de resposta: Conjunções: A palavra “conjunção” provém de “conjunto”.

99 . leitura. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. “Resolveram dar tudo à polícia.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. construindo significados e inferindo informações implícitas. “Não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí”. explorando as práticas de oralidade. que devolveu a bolada”. “A grana poderia melhorar muito suas vidas”. regional e local. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. u u Prática de oralidade Retome o texto Exemplo de honestidade e observe a linguagem utilizada: • • • • O que a difere da linguagem dos demais editoriais lidos até o momento? Que expressões deste editorial confirmam peculiaridades no uso da linguagem? Pela linguagem pode-se identificar a ideologia do jornal e o público leitor? Qual o nome do jornal? Onde circula? Prática de leitura Releia o texto. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. escrita e análise da língua. observando o uso das expressões: “A coisa anda tão feia”.

explorando as práticas de oralidade. geralmente. O dinheiro ou a quantia poderia melhorar muito suas vidas. quantia ou montante 02 Substitua as expressões em destaque por outras com sentido equivalente (linguagem padrão). Resolveram dar tudo à polícia. Você concorda com essa opinião? Justifique com argumentos bem fundamentados. que devolveu o dinheiro. por que o autor deste editorial utilizou expressões da linguagem coloquial? Professor(a). AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. 100 . Novamente. promova a inferência das ideias apresentadas Prática de escrita DESAFIO Releia o último parágrafo do texto: “Comparando o exemplo das ruas com o da política. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo”.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Você já ouviu as expressões em destaque? O que significam? Possibilidade de resposta: A situação não está favorável. leitura. prioriza a linguagem padrão. 03 O editorial é um gênero que. Na sua opinião. este é o momento oportuno para mediar uma reflexão sobre o uso da linguagem padrão e não-padrão em textos escritos. Não é todo dia que R$20 mil estão disponíveis por aí. escrita e análise da língua.

neste momento promova a discussão sobre os tipos de linguagem. de acordo com a nossa necessidade.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. mas o vocabulário pode ser mais formal ou mais informal. conversar. alguns editorialistas utilizam a linguagem coloquial. bem como exemplificar como as variações linguísticas ocorrem. regional e local. escrever de acordo com as regras gramaticais. Assim. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. sobretudo. Refletir sobre o uso da linguagem padrão e não padrão nos editoriais como um recurso utilizado pelo autor.é importante que o estudante compreenda a diferença entre linguagem padrão e linguagem coloquial. atentamente. podemos usar a língua padrão. bem como saiba quando utilizá-las. construindo significados e inferindo informações implícitas. Prática de leitura Leia. u u u u Prática de oralidade Conforme você viu na aula anterior. associados ao contexto social em que a linguagem é produzida. ou seja. Conceito Os conceitos linguagem formal e linguagem informal estão. • • • • • • • O que é linguagem padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que é linguagem não-padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que seriam as denominadas variações linguísticas? Como se manifestam na fala? E em um texto? Em que situações utilizamos a linguagem padrão? E a linguagem coloquial? Professor(a). Assim. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. apesar de a linguagem padrão predominar no gênero editorial. o texto abaixo. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Também é apropriado trabalhar com o conceito de língua. como um recurso para se aproximar do leitor. às vezes. extraído do jornal Agora São Paulo: 101 .

É sempre uma surpresa. Não é surpresa. portanto. muitas vezes em primeiro lugar. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. O órgão do governo responsável por fiscalizar o setor decidiu punir quem desobedece esses prazos.LÍNGUA PORTUGUESA Chá de cadeira para a saúde De tempos em tempos surge uma pesquisa que pergunta às pessoas qual o principal problema da cidade. Mexer no bolso das empresas é um bom jeito de cobrar mais agilidade. os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços. no setor público ou no privado.uol. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas.com.shtml> Acesso em dezembro de 2012. não pode ser tratada com chá de cadeira. 102 . porém. quanto no setor privado. Sempre a área da saúde aparece no alto dessa lista.br/editorial/ ult10112u1118825. Quem usa o SUS conhece bem a triste realidade dos hospitais públicos. Entre os vários problemas. então. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação. A partir de amanhã. sete dias para consultas básicas e 14 para as de médicos especialistas. O que dizer. responda: 01 Qual é a temática retratada no texto? Possibilidade de resposta: A situação ruim da saúde pública brasileira. A saúde do cidadão. Isso não acontece por acaso. tanto no setor público. A medida é correta. Disponível em: <http://www. Os atuais associados não serão prejudicados.agora. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento? De acordo com regra válida desde o final do ano passado. do Estado ou do país. Sobre a notícia lida. as esperas devem ser de no máximo três dias para exame de laboratório.

Estimule o debate sobre a situação do setor da saúde em nosso país. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação” (4º parágrafo) e “O que dizer. Prática de análise da língua 01 Ao ler o editorial. Possibilidade de resposta: Linguagem padrão: “Entre os vários problemas. 03 No lugar do editorialista. você deve ter observado o uso de linguagem padrão e não-padrão. Linguagem não-padrão: “A partir de amanhã. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento?” (7º parágrafo). a) As expressões acima são exemplos de qual tipo de linguagem? Possibilidade de resposta: Linguagem não-padrão. Professor(a). que tipo de linguagem você utilizaria predominantemente em seu texto? Justifique sua resposta. “Mexer no bolso das empresas”. b) Você já tinha ouvido essas expressões? Em caso positivo. não pode ser tratada com chá de cadeira” (12º parágrafo). então. neste momento torna-se pertinente aprofundar os conceitos trabalhados na aula de linguagem padrão e não-padrão. “Os planos que enrolam”. Resposta pessoal. Estabeleça a interação na aula. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. Retire dois exemplos de cada tipo de linguagem no texto lido.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Você concorda com a opinião do jornal? Por quê? Resposta pessoal Professor(a). através da socialização dos conteúdos 103 . recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços” (10º parágrafo) e “A saúde do cidadão. em quais contextos? Possibilidade de resposta: Resposta pessoal. “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. Em seguida. faça mais uma leitura do texto em conjunto. no setor público ou no privado. 02 Atente quanto ao uso das expressões: “Aparece no alto dessa lista”.

leitura. neste momento é necessário revisar os conceitos vistos na aula passada.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. Lembre-se de que usar os tipos de linguagem padrão ou não-padrão são recursos que você pode explorar em seu texto. mãos à obra! AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Estimule a participação dos alunos fazendo questionamentos. Espera-se que os alunos percebam 104 . explorando as práticas de oralidade. bem como reler o texto. u u u Prática de oralidade Retome o texto “Chá de cadeira para a saúde” e observe. Tente perceber qual tipo de linguagem você empregou e se seu uso está de acordo com os conceitos estudados em sala de aula. construindo significados e inferindo informações implícitas. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Refletir sobre os recursos expressivos empregados nos editoriais. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. escrita e análise da língua. o editor utilizou em sua argumentação: Professor(a). além da linguagem. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. que outros recursos. regional e local. Então.

tanto no setor público. enfatize que os alunos deverão substituir as expressões. Conceito Os recursos expressivos são processos utilizados pelos autores para tornar o texto mais sugestivo e eficaz. a) “Aparece no alto dessa lista”. Prática de análise da língua 01 Relacione o título do editorial com os argumentos apresentados no texto. não pode ser tratada com chá de cadeira”. o conhecimento de diferentes gêneros textuais proporciona ao leitor o desenvolvimento de estratégias de antecipação de informações que o levam à construção de significados. d) Não pode ficar à espera de soluções. retoma o título na linha argumentativa do texto etc. c) “Mexer no bolso das empresas”. O uso de recursos expressivos possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o leitor na construção de novos significados. 105 . b) “Os planos que enrolam”. Possibilidade de resposta: a) Aparece em primeiro lugar dessa lista. Professor(a). no setor público ou no privado. Possibilidade de resposta: O título “Chá de cadeira” foi utilizado para reforçar os argumentos a respeito da situação do setor da saúde no Brasil. caracterizada pela demora nos atendimentos e serviço ruim. de acordo com os contextos que aparecem no texto. quanto no setor privado. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. c) Prejudicar financeiramente. como a repetição de palavras (surpresa) questiona o leitor. Em suma “A saúde do cidadão. b) Os planos que não respeitam os consumidores.LÍNGUA PORTUGUESA que o autor utilizou alguns recursos linguísticos. Nesse sentido. A expressão chá de cadeira remete-nos à espera por atendimentos melhores nos serviços prestados. 03 Releia os parágrafos abaixo: Não é surpresa. 02 Substitua as expressões abaixo por outras da linguagem padrão. d) “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. portanto.

leitura. inseriu algum dado estatístico? Tais recursos reforçam a sua argumentação e podem ser utilizados. Tente perceber o uso de uma mesma palavra que expresse ideias diferentes. porém. Possibilidade de resposta: A palavra surpresa foi utilizada primeiramente para reforçar o argumento de que é necessário pagar por um plano de saúde. Explique os sentidos da palavra surpresa na argumentação utilizada pelo autor. no 7º parágrafo texto. caracterizado por longa filas. pode ser considerado um recurso expressivo? Possibilidade de resposta: Sim.LÍNGUA PORTUGUESA É sempre uma surpresa. de maneira enfática. Vamos lá! AULA 29 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. sugestiva e eficaz. os beneficiários têm enfrentado os mesmos problemas da rede pública. ou seja. visto que na rede pública o atendimento é demorado. O segundo uso de surpresa serve para reforçar que. escrita e análise da língua. 04 O questionamento utilizado pelo autor. 106 . explorando as práticas de oralidade. Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. Você fez algum questionamento aos leitores de seu texto? E você. O questionamento leva o leitor a refletir sobre a questão levantada. demora nos atendimentos. mesmo na rede privada.

agora. Conceito Os verbos são palavras que indicam ações ou exprimem o que se passa. Há três tempos verbais básicos: presente. modo. • possuem modos verbais: indicativo. 01 Analise as flexões verbais dos verbos destacados no trecho “São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. em relação ao momento em que se fala. Prática de oralidade Volte ao editorial Cuidar dos médicos. passado e futuro. para isso retome o texto “Cuidar dos médicos” e responda às questões abaixo. trabalhado na aula 9 e releia-o.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. dia 10 de dezembro de 2012. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. publicado no jornal Folha de S. Para isso proponha a seguinte reflexão.” Possibilidade de resposta: Todos os três verbos estão na 3ª pessoa do plural. pessoa e número. São variáveis. em relação ao momento em que se fala. por isso. construindo significados e inferindo informações implícitas. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). modo. Prática de análise da língua Nesse momento. (se referem a alunos) e no modo indicativo (retratam situações consideradas reais por parte de quem fala ou escreve). Os verbos • indicam ações ou exprimem o que se passa. você fará um trabalho em grupos. peça aos estudantes que observem bem o emprego das flexões verbais. Professor(a). podem sofrer flexão de tempo. para observar e refletir sobre o emprego das flexões verbais presentes nesse texto. Em seguida socialize suas conclusões para o restante da turma. presentes no editorial em estudo. • têm propriedade de localizar o fato no tempo. e têm a propriedade de localizar o fato no tempo. pessoa e número. • podem sofrer flexão de tempo. Analisar e refletir sobre o emprego das flexões verbais Retomar a produção inicial. São e dominam estão flexionados no presente. subjuntivo e imperativo. Paulo. • possuem tempos verbais básicos: presente. visto que exprimem estado (ser) e ação (dominar) que ocorrem 107 . referentes ao emprego das flexões verbais. passado e futuro.

peça-lhes que retomem o texto em estudo e respondam às questões abaixo. Em seguida. ou seja. “Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. 03 Leia o trecho abaixo.LÍNGUA PORTUGUESA no momento da fala. com base nos conhecimentos apresentados pelos grupos. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional... “Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade.”. mas uma possibilidade de atitude do coordenador. está no pretérito perfeito. a incerteza dessa ação. A palavra talvez que introduz o trecho reforça a dúvida. No texto há mais três verbos flexionado neste modo verbal. pois expressa uma ação já concluída no momento da fala. pela primeira vez. que retrata situações consideradas hipotéticas. Professor(a).. 04 Sempre que o autor de um texto quer marcar o grau de incerteza de um fato utiliza o modo subjuntivo.” Resposta possível: O verbo está na 3ª pessoa do singular (se refere ao coordenador) e foi empregado no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. Observe as flexões utilizadas para expressar passado e presente. proponha uma discussão e finalize fazendo junto com a turma uma sistematização do que foi estudado. 02 O que você sabe sobre o tempo presente? Quando ele é usado? Possibilidade de resposta: O presente indica uma ação. no momento em que o editorialista escreve o editorial e argumenta a tese defendida. Identifique-os: Possibilidade de resposta: “Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame. por parte de quem fala. discuta com seus colegas. O verbo foram.” “Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. peça ajuda ao(à) seu professor(a)! 108 . Dê um tempo para que a turma realize a atividade e peça-lhes que socializem suas conclusões. a hora é agora: faça consultas em gramáticas. certezas e dúvidas etc.” Prática de escrita DESAFIO Outra vez. Caso perceba que precisa aprimorar este conhecimento linguístico no seu texto. organize os estudantes em grupos. retome seu editorial e observe como você utilizou os verbos para apresentar os fatos e sua opinião. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. Imaginasse sugere não uma certeza. observe o verbo em negrito e analise a sua flexão. por sua vez.

estilo e função social). observando forma. em seguida. escrita e análise da língua.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 30 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. pronomes. responda às questões que se seguem: 109 . Prática de leitura Leia o texto abaixo e. podemos definir a concordância nominal como sendo a concordância entre o substantivo e seus termos referentes. comparar e associar os gêneros em estudo. à turma. apresente. numerais. estilo e função social. Ler crônicas e editoriais. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. u u Prática de oralidade Professor(a). O que devo aprender nesta aula u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. como adjetivos. revistas. Produzir crônicas e editoriais. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. artigos. questionando-os: • • • O que o título lhe sugere? Você vê alguma relação entre o título e a data do editorial? Você acha que o editorialista vai apresentar algum conselho ao leitor? Qual? Conceito De modo geral. leitura. Essa concordância se dá em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Ler. conteúdo. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. TV etc. o título do editorial a ser trabalhado nesta aula. observando os elementos constitutivos dos gêneros em estudo (forma. explorando as práticas de oralidade.

44% da renda anual das famílias estão comprometidos com endividamento. Em segundo lugar aparece a utilização da linha de crédito conhecida como cheque especial. 02 Que argumentos são utilizados para comprovar esse ponto de vista? O principal argumento empregado é de que a maioria dos consumidores estão endividados além de suas possibilidades. verdadeira bomba-relógio para quem não conta com algum planejamento financeiro.LÍNGUA PORTUGUESA Limite da dívida Uma consultora de educação financeira aconselhou os consumidores a um raciocínio prudente em face do intenso apelo para comprar nesta época do ano. a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. De modo geral. 03 A concordância correta entre os termos das orações dentro do texto são marcas de que tipo de linguagem? São marcas de uma linguagem padrão. Prudência no consumo será sempre conveniente para todos. as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. mesmo antes do balanço final das compras natalinas as famílias já estão muito endividadas. diante do consumo. O que vale dizer: o excesso de endividamento quase sempre não vale a pena. por culpa desse elevado índice de endividamento. muitas vezes. no País. já que a fala coloquial é marcada por concordâncias. Para se ter uma ideia. Jornal O Popular. A consultora recomenda que se deve resistir a essa tentação. cautelosa. 10 de dezembro de 2012 01 Que opinião é expressa no editorial? A opinião expressa é de que os consumidores devem ter uma posição prudente. como o Editorial. consideradas em desacordo com essa linguagem padrão. Muitas vezes. 04 Em um texto escrito. é importante que essa concordância seja feita de acordo com as normas gramaticais? Por quê? O editorial é um gênero que por sua finalidade e suporte precisa se adequar às normas gramaticais. O endividamento com uso do cartão de crédito é o maior peso para essas famílias endividadas. como se sentissem na obrigação de dar presentes. Existem consumidores contumazes como os que são seduzidos pelo apelo de comprar neste período do ano. 110 . de acordo com dados do Banco Central.

escrevendo as palavras que concordam com o termo já escrito. observe se em seu texto você fez as concordâncias nominais da forma correta. explorando as práticas de oralidade. escrita e análise da língua. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial. Caso não o tenha feito. de acordo com as regras gramaticais da língua padrão. apresentamos aqui a regra básica de concordância nominal. leitura. Veja o exemplo: ARTIGO das PRONOME essas algum as SUBSTANTIVO compras famílias planejamento famílias ADJETIVO natalinas endividadas financeiro sacrificadas 02 Copie do texto outros exemplos de concordância nominal. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nessa aula. Professor. você poderá acrescentar outras regras caso considere oportuno. Uma consultora de educação financeira/ consumidores contumazes/ cheque especial e outros. 111 . corrija-o! AULA 31 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Observe o quadro e complete-o.

observando os elementos constitutivos do gênero em estudo (forma. como sendo a concordância entre o sujeito e o verbo a que ele se refere. principalmente nessas épocas de grande consumo. ficando em situação difícil. portanto adequado ao gênero. 2ª 112 . observando forma. 02 De acordo com o editorial.” Nesse trecho aparece uma relação entre o endividamento e a situação difícil das pessoas. Ler. estilo e função social).. como a concordância.. conteúdo. retome a leitura do editorial da aula anterior para prosseguir com essa aula. comprometem grande parte de sua renda e então não conseguem mais pagar suas dívidas. basicamente. revistas. 04 Que tipo de linguagem predomina no texto? Justifique.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. estilo e função social Produzir editoriais. Ler editoriais. como podemos perceber pela ausência de gírias e expressões regionais. o gênero em estudo. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. u Prática de leitura Professor(a). Conceito Definimos a concordância verbal. Essa concordância se dá de acordo com a pessoa (1ª. qual a principal consequência do endividamento das famílias? As famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. Você considera esse um tema adequado ao gênero? É um tema de relevância social e bastante discutido. ou seja. No caso a relação existente é de causa e efeito. 01 Vimos que o tema do editorial lido ontem é o endividamento de muitas famílias brasileiras. 03 “. Explique como se dá essa relação. TV etc. as pessoas se endividam. caso ache necessário. Refletir sobre o emprego da concordância nominal e verbal nos gêneros em estudo. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. pelo cuidado com as regras gramaticais. Predomina a linguagem padrão.

a concordância nominal. corrija-o. ou entre o sujeito e o verbo. Os dois verbos estão no plural porque se referem à palavra gastos que também está no plural. Observe se em seu texto você fez as concordâncias verbais da forma correta. portanto. aquela que existe entre o substantivo e seus referentes. Copie os período em que isso ocorre? extrapolem e causem.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois.as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. Que outra concordância podemos fazer no texto? Outra concordância possível é entre o sujeito e seu predicado. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nesta aula. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. 04 Busque no texto outro exemplo em que dois verbos referem-se a um mesmo sujeito e copie o trecho..” Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial. o que deixaria o texto com uma linguagem fora do padrão considerado culto.” aparecem dois verbos para um mesmo sujeito.. Prática de análise da língua 01 Vimos na aula anterior um tipo de concordância. em desacordo com uma das características do gênero.LÍNGUA PORTUGUESA e 3ª) e número (singular e plural). de acordo com a norma padrão e. 03 O autor do editorial poderia ter separado o período em dois? Por que não o fez? Separar o período acarretaria na repetição do sujeito.. caso não o tenha feito.. “. 113 . 02 No trecho“.

quando exigem a 114 . a ideia é fazer uma retomada de tudo que já foi estudado até o momento sobre o gênero editorial e. Faça uma síntese oral da evolução do seu aprendizado sobre a leitura e a escrita. analise da língua e escrita. converse com a turma sobre tudo o que já estudaram referente ao gênero editorial. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. Os termos. • • Conceito A regência cuida especialmente das relações de dependência em que se encontram os termos na oração ou as orações entre si no período composto. Professor(a). provoque-os a dizer. Retomar a produção inicial. principalmente. o que você tem a dizer? Está clara? É convincente? Foi reforçado no final do texto? Você acha que o estudo do gênero editorial lhe ajudou a identificar a tese de textos de opinião. antes de iniciar a leitura do texto Oscar Niemeyer. explorando as práticas de oralidade. a desenvolver melhores argumentos. discutam sobre ele e respondam as seguintes questões: • • Ao ler esse texto é possível perceber com mais facilidade o assunto tratado? Explique. Sobre a opinião do editorialista desse texto. Prática de oralidade Nessa aula. estudante. Em seguida. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. construindo significados e inferindo informações implícitas. Refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 32 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. tendo como base o texto Oscar Niemeyer. peça-lhes que leiam o texto. e a aumentar seu poder sustentação de uma posição? Argumente. sobre a evolução da aprendizagem deles em relação à leitura e à escrita. em seguida.

a obra de Niemeyer não tanto retirou elementos da paisagem brasileira quanto serviu para reconfigurá-la. e autor de obras em várias partes do mundo. pelo menos na primeira metade do século passado. que seria a marca das principais aspirações nacionais. nos anos 1940. ao lado do então governador Juscelino Kubitschek. sem esforço. dada a circunstância de que o modernismo arquitetônico. em seguida. as linhas do edifício. Viu-se depois. o brasileiro considerou que novas técnicas de edificação em concreto armado permitiam uma abertura maior para a fantasia do arquiteto. O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. Criador de Brasília. o próprio Oscar Niemeyer não se esquivou de relacionar seu estilo com a natureza de seu país – as montanhas do Rio de Janeiro e “as curvas da mulher amada” estariam entre as principais fontes de inspiração. e mais ainda em Brasília. ao lado de Lucio Costa. de forma traumática.LÍNGUA PORTUGUESA presença de outro. pela extrema economia de recursos. Prática de leitura Leia o texto abaixo e. corria o risco de cair na impessoalidade e na rigidez. A preferência quase dogmática pela linha reta. Já não seria pouco. Niemeyer marcou sua presença na arquitetura do século 20 graças a um estilo próprio. pela austeridade antiornamental. ocorre a regência verbal. feito de elegância e aerodinâmica leveza. chamam-se regentes ou subordinantes. adjetivo ou advérbio). Quando o termo regente é um nome (substantivo. foi questionada por Niemeyer. estava por assim dizer no inconsciente de atitudes que orientava o projeto desenvolvimentista. Quando o termo regente é um verbo. ocorre a regência nominal. como nunca. Flexibilizou. para o advento do futuro. reflita sobre as questões propostas: Oscar Niemeyer Contam-se nos dedos os brasileiros que tiveram fama internacional comparável à do arquiteto Oscar Niemeyer. Seja como for. 115 . os que completam a significação dos anteriores chamam–se regidos ou subordinados. Tratava-se. Nesse sentido. ao menos até a ruptura de 1964. já nas construções mineiras da Pampulha. de dar forma a um sonho de modernidade. Como é sabido. ao mesmo tempo informal e inovador.

folha. aos desígnios do homem. observando como as palavras se relacionam e formam um todo com sentido. Peça-lhes que. a mesma com que enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista e ao duro centralismo militar. sempre igual a si mesmo.com. Paulo. para isso oriente-os a desenvolverem as atividades a seguir. A beleza palaciana de suas obras. fácil..LÍNGUA PORTUGUESA o quanto de conflito. diga aos estudantes que. 116 . de desigualdade. contrastando com os fins igualitários de sua crença comunista. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. Folha de . para escrever um bom texto é preciso articular bem as palavras e para isso é necessário compreender a relação existente entre os termos uma oração e perceber que um termo serve de complemento ao outro. pois trata-se da relação de dependência estabelecida entre o verbo (marcou) e seu complemento (sua presença). mas inspiradora ainda. na curva do concreto e na limpidez do vidro. no branco do mármore. decorativa talvez. discutam sobre ele. No texto. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante.. persiste. de autoritarismo e de turbulência se escondiam sob as promessas de meados do século. diga-lhes que estas os ajudarão a refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração.” a) A palavra destacada é: Resposta: um verbo b) Essa palavra é o termo regente ou regido? Explique. Inscrito na audácia do desenho. possa dobrar-se.br/opiniao/1197368-editoriais-oscar-niemeyer. pairando. releiam o texto.shtml Professor(a). c) De acordo com o conceito de regência acima. Possibilidade de resposta: regente. 07 de dezembro de 2012 http://www1. Niemeyer sobreviveu aos percalços da política. rígida e muda.uol. Prática de análise da língua 01 Observe a oração a seguir e responda: “Niemeyer marcou sua presença. em duplas. Possibilidade de resposta: regência verbal. essa palavra exerce a função de verbo trasitivo direto que exige um complemento sem preposição – sua presença – termo regido que completa esse verbo dando sentido à ideia contida no texto. num país e num mundo bem menos simples e transparentes. o nome de Niemeyer parece refletir esta esperança: a de que a matéria. essa relação trata-se de regência verbal ou nominal? Explique. Com inabalada serenidade.

caso perceba alguma falha. aproveite esse momento e aprimore seu texto. Exemplo: “O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. Possibilidade de resposta: a regência nominal acontece quando o termo regente da oração. transitivo indireto..” Professor(a). digas-lhes que a regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos... inclusive o conteúdo estudado nessa aula. utilizados para dar sentido ou significado ao que se quer expressar é um nome (substantivo. as linhas do edifício.” Termo regente/Função Regência Termosregidos/Função enunciava: verbo transitivo direto e indireto verbal convicções: objeto direto ao amável populismo juscelinista: objeto indireto “Niemeyer sobreviveu aos percalços da política.” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Flexibilizou: verbo transitivo direto verbal as linhas do edifício: objeto direto “. Mostre-lhes que. continue orientando os estudantes durantes as atividades. 03 Analise as orações abaixo e complete o quadro: “Flexibilizou.. observe mais uma vez se os elementos próprios desse gênero. estão presentes nele. na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto.enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista. Discuta bem esses conceitos com a turma.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Defina regência nominal e cite um exemplo do texto em estudo. adjetivo ou advérbio). 117 . internet etc. transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele... como nunca. se for preciso peça-lhes que pesquisem em gramáticas.” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Prática de escrita DESAFIO Sobreviveu: verbo transitivo indireto verbal aos percalços da política: objeto indireto Releia o seu editorial. sempre igual a si mesmo.

o professor pode indicar problemas identificados. cada aluno lerá o editorial do outro e fará sugestões que contribuam para a melhoria dos textos. é importante enfatizar que um texto deve ser reescrito e que tal prática não se configura como perda de tempo. (re) organização de ideias. Todo texto escrito deve ser revisado.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 33 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. explorando as práticas de oralidade. por exemplo. Conceito Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. bem como a conclusão na elaboração do texto. perceba o uso da língua em suas produções escritas. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. para garantir a clareza das ideias apresentadas. É importante que você. Conferir ao editorial coesão e coerência. Reescrever a tese. Lembre-se que seu papel nessa atividade é mais uma vez mediar a correção. Em duplas. É necessário também socializar as produções escritas. por isso deve-se estimular a atividade em duplas. tais como: reflexão sobre a língua. u u u u Prática de oralidade Depois de termos estudado sobre o editorial. da direção ou da equipe de redação. através do uso dos elementos articuladores e pontuação. bem como a importância do uso do rascunho. Revisar o uso dos elementos articuladores (conjunções coordenativas e outros). Ao corrigir um texto. sem a obrigação de ter alguma imparcialidade ou 118 . O que devo aprender nesta aula u Reescrever o editorial atentando-se às características pertinentes a este gênero. Professor(a). Estimule também a prática de leitura e reescrita nas outras disciplinas. reescrito. chegou a hora de refletir sobre a importância da reescrita. ou seja. bem como quanto à utilização dos elementos articuladores. os argumentos. aluno. ou seja. coesão e coerência. para torná-lo coeso e coerente. analise da língua e escrita. bem como as características do gênero trabalhado. por meio de suas semelhanças e diferenças. suas características e a importância dos elementos articuladores em um texto. faça as seleções necessárias para as produções textuais que escrever.

é necessário monitorar a atividade de reescrita. br/2009/06/genero-editorial. por exemplo. as conjunções coordenativas. em todas as disciplinas. Enfatize que essa prática deve tornar-se recorrente na produção de textos. Prática de escrita DESAFIO Reescreva seu editorial empregando todo o conteúdo visto durante nossas aulas.O profissional da redação encarregado de redigir os editoriais é chamado de editorialista. 04 Por que a reescrita torna-se fundamental. entregue para o seu professor todas as versões de seu trabalho. grandes jornais reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas. na produção de um editorial? Respostas pessoais Professor(a). Para ficar bem organizado.com. Prática de leitura 01 Para você. Disponível em: <http://linguaportuguesafp2009. o que é reescrita? 02 Para você. de tornar seu texto coeso e coerente.html> Acesso em dezembro 2012.LÍNGUA PORTUGUESA objetividade. os elementos articuladores. qual é a importância de se reescrever um texto? 03 Você tem o hábito de reescrever os textos que escreve? Justifique. Depois de terminar as devidas revisões.blogspot. 119 . numere os textos do primeiro ao último. Lembre-se de utilizar as características pertinentes a este gênero. Coloque-se à disposição dos alunos para sanar dúvidas. Geralmente.

Cada aluno lerá o editorial produzido.). Caso não haja publicação deste tipo em sua escola. parte de um jornal ou revista escrita por um editor. Os três textos mais votados serão trabalhados em conjunto pela turma.dicionarioinformal. Faremos uma roda de leitura dos editoriais. Disponível em: <http://www. que fica sob a responsabilidade de um editor (editorial) . Cada aluno lerá o seu texto para o restante dos colegas. Prática de oralidade Depois de ter produzido seu editorial.et. Caso algum aluno não queira ler. Peça para que os alunos façam anotações no decorrer das leituras. política. Quando todos tiverem lido.com. chegou a hora de expor os resultados à turma. ou peça que indique um colega para realizar a leitura. Estas produções serão publicadas no jornal da escola. será feita uma votação dos três melhores textos.br/editorial/> Acesso em dezembro de 2012. O editor é responsável pelo seu editorial. pois todos estiveram envolvidos na produção escrita do editorial durante as aulas. 120 . se ofereça para ler em seu lugar. economia. pergunte a cada um deles qual foi o melhor editorial e por quê. Professor(a). moda. O importante nesta atividade é a interação da turma. Em seguida. Conceito É cada uma das seções de um jornal ou revista (esporte.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 34 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Apresentação dos resultados obtidos na elaboração de um editorial. que tal implantá-la? Converse com seus professores. disponha as carteiras em círculo. O que devo aprender nesta aula u u u Enfatizar a importância da reescrita nas produções textuais. etapa por etapa. Reescrever e publicar os editoriais produzidos. Socializar os editoriais produzidos pela turma. Enfatize a importância de se escolher o texto pelos argumentos apresentados e não por quem o escreveu. Estimule a participação espontânea dos alunos. Anote no quadro o nome dos alunos indicados.

ortografia etc.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Quais foram os motivos que o levaram a escolher o texto que votou? 02 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as características do gênero editorial? Exemplifique. bem como o uso dos elementos articuladores. bem como à apreensão dos conteúdos trabalhados. Prática de escrita DESAFIO Vamos reescrever o texto juntos? O professor dividirá a turma em 3 grupos. além da pontuação. Cada grupo ficará responsável pela reescrita de um dos textos escolhidos pela turma. 121 . no que concerne à escolha do texto. Lembrese de utilizar as características pertinentes ao gênero editorial. 04 Quais foram os conteúdos que você apreendeu a respeito de Editorial? Respostas pessoais Professor(a). esta atividade tem por objetivo aferir o senso crítico dos alunos. 03 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as os elementos articuladores e conjunções coordenativas? Exemplifique. paragrafação.

o ofício. o memorando. explorando as práticas de oralidade. A reunião deve acontecer na próxima aula com a participação de todos. para tanto é necessário que o professor(a) faça a leitura de uma ata modelo e oportunize um tempo para que cada aluno tenha contato com o documento – ATA. porém essa seria uma simulação de reunião. Apresente aos alunos um livro ata que deverá ser preparado previamente para registrar todas as reuniões que a sala realizar. É importante que todos os estudantes anotem a pauta da reunião e elaborem propostas para serem apresentadas na aula seguinte. o relatório. prepare a sala de aula com as carteiras disposta de tal forma como se os alunos fossem participar de uma reunião. em forma de U ou círculo e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero.LÍNGUA PORTUGUESA Ata. requerimento. para desenvolver o trabalho com gênero. Essa reunião deverá acontecer uma vez por mês para se avaliar o cumprimento dos acordos combinados na primeira reunião. o formato de uma ata. definido-se nessa reunião os critérios e regras de bom desempenho das aulas. a finalidade. um (a) secretário (a) para fazer o registro de todas as decisões e fatos das reuniões. Aproveite este momento para falar sobre o gênero documento – Ata. etc. Peça aos alunos que elejam. leitura e escrita. Informe aos alunos que irão participar de uma reunião para definir alguns procedimentos para o bom desempenho das aulas. Compare a linguagem utilizada. Diga aos alunos que antes de elegerem o (a) secretário (a) é necessário conhecer como será o trabalho desse aluno. de forma democrática. Envolva todos os alunos. Deverá ser lida a ata da primeira reunião em que se registraram as decisões e redigir a ata da reunião em pauta. 122 . cartas Professor(a). a situação de produção. assinalando os fatos abordados e as decisões tomadas. Apresente uma pauta e coloque os alunos para pensar sobre as questões levantadas para que todos possam participar da elaboração das regras de conduta de boa convivência. documento – Ata. AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documento – Ata. o espaço de circulação e compará-la com outros documentos como a carta.

a partir dos estudos dos gêneros trabalhados no ano anterior. Esclarecer que se trata de um documento oficial. Produzir a primeira escrita de uma Ata. com objetivo de retomar o trabalho com gêneros textuais. atenção professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura na Ata lida e ouvida Valorizar a leitura da Ata como forma de domínio dos documentos que circula no mundo do trabalho Antecipar o conteúdo das Atas com base em título. bem como os objetivos desse gênero. em diferentes tipos de grupos organizados. características e quem escreve. é importante antecipar aos estudantes algumas informações a partir do título. decisões conjuntas. Ata é um documento oficial cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. ordem do dia. dados da reunião. É um documento obrigatório em empresas públicas e privadas. associações culturais e escolas. construindo significados e reconhecendo o valor desse documento nas relações de trabalho. • • • • Você já leu ou ouviu a leitura de uma Ata? Onde. do(s) tema(s) abordado(s). desenvolvimento da sessão. Exemplificar as várias situações em que a escola. Também é necessária. assinaturas e anexos. Procure saber o que os estudantes já conhecem sobre os gêneros: pergunte aos alunos se já ouviram a leitura de uma Ata ou se sabem para que serve. cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. Mas. converse com os alunos sobre a aprendizagem construída. assistência. Prática de leitura Leia o texto a seguir e responda às questões propostas: Proponha aos alunos a leitura silenciosa do documento Ata.. para quem escreve e para que escreve. onde ele estuda. Converse com os alunos sobre o modo como as Atas são redigidas: título. com frequência. quem leu? Leu em algum livro? O que você conseguiu perceber sobre a importância desse documento nas empresas? Conceito Para Felipe Dintel. escreve Atas. u u Prática de oralidade professor(a). Ler com fluência e autonomia. fórmula final. e apresente-lhes o gênero Ata a ser estudado.. da finalidade e do gênero textual! 123 .

após a leitura.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). localizar a ordem do dia e as decisões tomadas. proponha as questões a seguir para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: perceber o papel desse documento. 124 . identificar a fórmula final.

LÍNGUA PORTUGUESA 01 Que importância tem esses registros na construção da história da empresa ou órgão? Possibilidade de resposta: Esse documento é muito importante. simule uma reunião de comissão de formatura do nono ano. Imagine. A ordem dessa assinatura segue hierarquicamente em que todos assinam e. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. o (a) secretário (a) da reunião. 02 De que assuntos trataram nesta reunião? Possibilidade de resposta: reunião para discutir a elaboração do PPA da Prefeitura Municipal de Ariquemes 03 A que conclusão chegaram sobre a ordem do dia apresentada? Possibilidade de resposta: Que a participação da comunidade na elaboração do PPA é fundamental para atender as reais necessidades de Araquemes. por último. oriente os estudantes a refletir sobre as diversas partes que compõem esse documento e volte ao texto para confirmá-la. 04 Quem assina a ata e em que ordem ocorrem estas assinaturas? Possibilidade de resposta: Todos os participantes da reunião terão que assinar a ata. Assim. pois nele se faz o registro de decisões que serviram de dados para o futuro da empresa/órgão. Redija uma ata que seja fiel aos fatos ocorridos. Em seguida ofereça a eles a diferença entre uma ata manuscrita e digitada. A ideia aqui. Suponha que você tenha sido nomeado (a). 125 . “em tempo”. professor(a). No primeiro caso ela não deve conter rasuras. portanto existem recursos para evitar como: “digo”. Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma Ata. retrate com precisão e clareza das ideias discutidas e as decisões tomadas. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. ou retome a reunião inicial para definir regras de boa convivência. Professor(a). o secretário e o presidente da mesa. para que você possa planejar as intervenções necessárias. considerados dentro do corpo da ata.

LÍNGUA PORTUGUESA AULA 36 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Documentos – Requerimento – explorando as práticas de oralidade. finalidade e espaços de circulação. a estrutura do Requerimento também será rígida: 1) Vocativo: autoridade competente. É o mais formal dos documentos oficiais. devendo ser redigido em terceira pessoa. construindo significados e inferindo informações implícitas. 2) Presença do verbo requerer ou de seus sinônimos. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e estruturação do requerimento Ler com fluência e autonomia. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias do Requerimento. vedado o emprego de palavras de gentileza ou agradecimento. Coloca-se o nome. Requerer é pedir deferimento a uma solicitação feita por alguém – Requerente – a uma autoridade competente considerada a relação formal e impessoal que se estabelece entre as partes. 4) Fecho 5) Local e data 6) Assinatura do Requerente. destinatário. Conceito Documento pelo qual o interessado solicita algo a que se julga com direito ou para se defender de algo que o prejudique. próprias da redação comercial. Identificar os elementos textuais que caracterizam os gêneros em estudo. 126 . leitura e escrita. 3) O pedido de suas especificações. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura.

residente e domiciliado na (endereço). bairro (nome do bairro). Em decorrência deste fato. chamando a atenção dos estudantes para a formalidade do tratamento. como forma de restaurar a segurança e tranquilidade do local. a iluminação pública da via se encontra bastante prejudicada. inscrito no CPF sob o nº (informar). Pede Deferimento. neste município. proponha à sala uma leitura compartilhada de dois requerimentos. manifestadas nos documentos analisados. Observe as características do documento: • Vocativo • Presença do verbo requerer • O pedido e suas especificações • Fecho • Local e data • Assinatura Prática de leitura Segue um modelo de Requerimento para reparo da iluminação pública: À Prefeitura Municipal de (nome da cidade) (Nome). a presença única da 3ª pessoa do discurso. vem respeitosamente a presença de Vossa Senhoria informar que existem duas lâmpadas queimadas em postes da Rua (nome da rua). com a substituição das lâmpadas queimadas. antecipando-lhes algumas características do gênero em estudo. Faça uma leitura oral dos documentos com a classe. Leve-os a refletir sobre as particularidades do Requerimento. (estado civil). relação formal e impessoal do texto e para o fecho padrão. 127 . Assim. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. trazendo risco a todos os moradores e transeuntes da região. a solicitação feita. na altura do nº (informar).LÍNGUA PORTUGUESA É redigido em um único parágrafo em linguagem objetiva e concisa. Prática de oralidade Professor(a). vem requerer seja determinado o imediato reparo da iluminação. (nacionalidade). A tradição cristalizou o fecho: Nesses Termos. Termos em que.

Afirmo conhecer as implicações legais..LÍNGUA PORTUGUESA Pede deferimento. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). pois no primeiro Requerimento. juntando os documentos exigidos no edital do concurso. responda às questões abaixo: 01 O vocativo está empregado corretamente nos dois Requerimentos? Por quê? Possibilidade de resposta: Sim. que uma falsa declaração originaria. o vocativo não fica evidente no primeiro contato com o leitor. Pede deferimento.. civis e criminais. relativamente ao cargo de (informar). residente e domiciliado na (endereço). (dia) de (mês) de (ano)... assim. (estado civil). que sou integrante de família de baixa renda.mas se manifesta posteriormente no texto. Declaro. com renda per capta menor que (valor). no segundo Requerimento.. Termos em que. (assinatura) (nome) Em relação aos documentos lidos e tendo por base as características do requerimento. declaro para os devidos fins que não tenho condições de arcar com o valor relativo à taxa de inscrição do processo seletivo (descrever os dados do concurso). 128 . (assinatura) (nome) Requerente . Estão empregados de maneira adequada. Assim. requeiro a isenção do pagamento do valor da taxa de inscrição para que eu possa participar do concurso. (dia) de (mês) de (ano).. o vocativo dirige-se a prefeitura e.. (nome).. (profissão). REQUERIMENTO DE ISENÇÃO NO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO Eu.. (localidade). pois a autoridade a quem os requerimentos são dirigidos são tratados como Senhor seguido do nome.. (nacionalidade). (localidade).

abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito dos Requerimentos lidos.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Por quem foi escrito? Possibilidade de resposta: Como se trata de modelos de requerimentos. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. com base nas anotações feitas por você. Professor(a). AULA 37 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Professor(a). Verifique se o que você solicitou no requerimento tem amparo legal e se atende ao padrão requerimento. envolva todos nessa dinâmica de leitura. para o trabalho com o gênero documentos – Carta de Recomendação – leve para sala de aula classificados de jornais. por que o nome dele aparece em 3ª pessoa. medeie esta atividade. não há necessidade de detalhar o requerente. um pedido de uma declaração de matrícula ou um pedido para expedir o histórico escolar e faça um requerimento que atenda às exigências/ características deste gênero. solicitando a leitura de cada classificado. se for o caso. Professor(a). durante a leitura dos documentos. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras modificações no seu Requerimento. 03 Se o documento é assinado pelo requerente. quando poderia apresentar-se em 1ª pessoa? Possibilidade de resposta: Uso da terceira pessoa é padronizado pelas normas de elaboração de documentos para dar maior impessoalidade. 129 . e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso aos anúncios de emprego. Prática de escrita DESAFIO Imagine algumas situações como: um pedido de abono de faltas. Recorte os anúncios e distribua-os a cada aluno.

Mas atenção. Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – carta de recomendação – explorando as práticas de oralidade. Oriente-os quanto à comprovação dessas exigências que podem ser feita por meio de cartas de recomendação. função. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. No final da carta deve conter os dados de quem escreveu: nome. Quanto ao conteúdo a carta deve ter: período trabalhado. observando as características próprias desse gênero. e espaços de circulação. finalidade. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura destinatário. cargo. durante a semana. diretor. qualidades profissionais e potencial do ex-funcionário. confirmar o que está escrito. leitura e escrita. É importante que todos os estudantes pesquisem. construindo significados e inferindo informações implícitas Identificar os gêneros textuais que caracterizam os gêneros em estudos. posteriormente compará-la com a carta produzida na semana seguinte. é importante antecipar aos alunos as finalidades do gênero em estudo e sua contextualização no mundo do trabalho. pessoal etc. professor(a). Pode ser feita pelo Departamento pessoal. Prática de leitura Em seguida proponha à sala a leitura da carta de recomendação. atividades realizadas. outros tipos de cartas para comparar com a carta de recomendação apresentada e. posteriormente. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar outros tipos de cartas: de solicitação. desempenho na realização das tarefas. u Conceito A carta de recomendação é um documento no qual o antigo empregador atesta as qualidades profissionais e pessoais do seu ex-funcionário e o recomenda para quem possa interessar. gerente ou chefe imediato.. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de recomendação Ler com fluência e autonomia. telefone e assinatura. Segue um modelo de carta de recomendação: 130 .LÍNGUA PORTUGUESA Peça aos alunos que observem as exigências para preenchimentos das vagas oferecidas. apresente um modelo de carta de recomendação. Construir texto de correspondência – carta de recomendação – numa situação real de uso. de agradecimento. Após as orientações. O importante é que a pessoa que escreve a carta de recomendação possa.

Responda às questões abaixo: 01 Identifique marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. (assinatura) (nome do empregador/diretor/gerente/proprietário) (cargo ocupado) Professor(a). Atenciosamente. a sua finalidade. motivo pelo qual recomendo seus serviços. após a leitura.assinatura e cargo. tendo trabalhado para esta empresa no período de (informar o início) a (informar o fim do vínculo). correto. Em seguida. competente.vocativo. inscrito no CPF sob o nº (informar). mostrando-lhes o gabarito. texto-corpo da carta. a estrutura e configuração desse texto Possibilidade de resposta: Cabeçalho. estabelecer relações. Durante o período indicado manteve conduta pessoal e profissional irrepreensíveis. discuta com eles as respostas dadas. voltando o texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. Possibilidade de resposta: vocativo. (indicar a profissão). nada havendo que o desabone. 04 Por que foi escrito esse documento? Possibilidade de resposta: Para a recomendação de um profissional. 131 . sob minha supervisão direta. Professor(a). oriente os alunos a refletir sobre os diversos aspectos apresentados. executando serviços de (informar).LÍNGUA PORTUGUESA (nome da empresa) (cnpj) (endereço) (nome do ex-empregado). localidade. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. marcado pelo emprego do pronome senhor seguido do cago do destinatário. é pessoa de meu conhecimento. 03 Identifique os elementos próprios do gênero. inferir informações.marcas de interlocução e uso de adjetivos para identificação do recomendado.responsável e pontual. data. 02 Qual a finalidade desse texto? Possibilidade de resposta: Esse texto tem por finalidade recomendar um candidato a uma determinada empresa para confirmar as competências e habilidades descritas no currículo.

Sucesso! A ideia aqui. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta comercial. professor(a). Utilizar o gênero carta comercial – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender para que você possa planejar as intervenções necessárias. use uma boa dose de criatividade e faça a recomendação de um hipotético ex-funcionário. destinatário. construindo significados inferindo informações implícitas.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma carta de recomendação. AULA 38 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta Comercial – explorando as práticas de oralidade. Assim. gerente em uma grande empresa. Imagine que você seja diretor. finalidade e espaços de circulação. u 132 . leitura e escrita. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. é fundamental que você leia os textos produzidos e faça anotações para o trabalho da reescrita. Ler com fluência e autonomia. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas comerciais.

proponha à sala uma leitura compartilhada da carta comercial. Atenciosamente. (assinatura) (Sua Empresa) (Seu Nome . com empresas. usada como meio efetivo de comunicação. com instituições oficiais. o vocativo. com textos esclarecedores e carregados de objetividade. Segue um modelo de carta comercial: PAPEL TIMBRADO Para (destinatário / empresa) Atenção a (pessoa ou departamento) Assunto (Do que se trata esta comunicação) Prezados Senhores. entre instituições. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. a referência. A carta comercial é um documento que permite a comunicação entre pessoas. Ela segue a seguinte estrutura: endereço do remetente (ou timbre). em que possamos detalhar nossa proposta. colocamo-nos à disposição para novos contatos.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito É a correspondência tradicionalmente utilizada pela indústria e comércio. motivo pelo qual manifestamos nosso interesse em representá-los. na cidade de (informar). o corpo da carta. Agradecemos antecipadamente a atenção. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. Somos uma empresa de representações e temos em nosso quadro apenas profissionais altamente capacitados na área de informática e desenvolvimento de softwares. o fecho e a assinatura. com exclusividade. a data. É usada normalmente para comunicar-se com um banco. etc. endereço do destinatário. Caso haja interesse por parte de sua empresa.Seu Cargo) 133 . a carta comercial deve ser simples. Prática de oralidade Professor(a).

134 . Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja representante de um interessante produto ou serviço e irá escrever uma carta para apresentar ou oferecer os serviços ou produtos dessa empresa. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. Professor(a). chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta comercial. Sucesso! Professor(a).padrão.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Prática de leitura Em relação à carta comercial lida e tendo por base as características deste gênero. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma empresa de representação. medeie esta atividade. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é formal. envolvendo as características próprias desse gênero. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta Comercial – apresentadas no texto lido. o tratamento adequado a pessoa do interlocutor nesse gênero é a terceira pessoa do discurso. responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: a representação exclusiva de produtos e serviços 02 A quem a carta se dirige Possibilidade de resposta: aos dirigentes de uma empresa.

u Conceito A carta de apresentação geralmente é utilizada para acompanhar o currículo que será enviado pelos Correios. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos oficiais. Utilizar o gênero carta de apresentação – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de apresentação. finalidade e espaços de circulação. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de apresentação.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 39 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Apresentação – explorando as práticas de oralidade. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. leitura e escrita. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. embora muitas vezes seja também solicitada ou recomendável mesmo que o candidato à vaga de emprego compareça pessoalmente. construindo significados inferindo informações implícitas. Prática de oralidade Professor(a). Ler com fluência e autonomia. destinatário. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de apresentação. Segue um modelo de carta de apresentação que você poderá adaptar para cada situação: 135 .

responsabilidade. se for o caso) Prezado senhor. conforme anúncio publicado no dia (indicar se for este o caso). enviando em anexo meu currículo. mês e ano À empresa (nomear) Departamento de Recursos Humanos (ou outro. No aguardo de contato. Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo. facilidade de interação com o grupo. para desenvolver de um trabalho objetivo e gerar bons resultados. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe.. dedicação. Busco minha efetivação no mercado. 136 . (se for o caso. dia.. nomear) Estou me candidatando à vaga de (indicar qual o cargo) existente em seu quadro de pessoal.LÍNGUA PORTUGUESA Localidade. Seu Nome (não deixe de assinar) O currículo deve acompanhar a carta de apresentação. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Apresentação – apresentadas no texto lido. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de apresentação. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: Ela se dirige a empresa que está oferecendo a vaga. propiciando o crescimento da empresa. Prática de leitura Em relação à carta de apresentação lida tenha por base as características do gênero documento – carta de apresentação e responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Apresentação de um candidato a uma vaga de emprego. Atenciosamente. a intencionalidade de que escreve e a quem se destina. importa ressaltar. coloco-me à disposição para prestar maiores esclarecimentos. (seguir listando suas aptidões).

LÍNGUA PORTUGUESA 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: A carta foi escrita pelo candidato a vaga. Agora escreva uma carta a empresa selecionada por você. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é a língua padrão formas e a pessoa do discurso usada é a terceira pessoa. medeie esta atividade. 137 . Prática de escrita DESAFIO Abra os classificados de um jornal! E leia as vagas de emprego ofertadas que mais se aproximam do seu perfil. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. Professor(a). abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. leitura e escrita. envolvendo as características próprias desse gênero. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. Sucesso! Professor(a). AULA 40 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Comunicado – explorando as práticas de oralidade. apresentando-se com o desejo de ocupar a vaga ofertada.

Ler com fluência e autonomia. Utilizar o gênero carta de comunicado – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. construindo significados inferindo informações implícitas. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Segue um modelo de carta de comunicado: COMUNICADO À Nome da empresa ou pessoa CNPJ ou CPF Endereço Cep Cidade . antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Prática de oralidade Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de comunicado.xx (por extenso). que importam em um débito total de R$ xxx. concernente à parcela vencida em (data). por meio de seu gerente infra assinado. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de comunicado. é o meio pelo qual se faz um comunicado por escrito a uma pessoa física ou jurídica. destinatário. comunica que foi constatado em nossos cadastros uma pendência financeira no pagamento referente à nota fiscal nº xxxx. finalidade e espaços de circulação. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. com a segurança da confirmação de recebimento caso seja enviada pelos Correios com Aviso de Recebimento. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de comunicado.Estado A empresa (informar o nome). u Conceito A carta. 138 . neste caso.

mês e ano. fornecendo produtos a outros. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: a uma empresa. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de comunicado. Professor(a). Prática de escrita DESAFIO Imagine que você abra um negócio. Nome da empresa (assinar acima) Nome do gerente ou diretor Cargo ocupado Professor(a). Já conseguiu fornecer. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. vender alguns produtos.LÍNGUA PORTUGUESA Solicitamos que Vossa Senhoria entre em contato dentro de 48 horas para regularizar a situação. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Comunicado – apresentadas no texto lido. uma fábrica de adesivos uma fábrica de uniformes ou qualquer outra e esteja em plena produção. Prática de leitura Em relação à carta de comunicado lida entenda por base as características do gênero documento – carta de comunicado .responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Essa carta trata de informar e solicitar. faça uma leitura oral do texto com a classe. Localidade. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada nessa carta é padrão formal e a pessoa gramatical capaz de estabelecer a interlocução é a terceira pessoa do discurso. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma determinada empresa. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. por exemplo uma fábrica de camisetas. 139 . dia.

por exemplo. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura.LÍNGUA PORTUGUESA mas ainda não recebeu. envolvendo as características próprias desse gênero. u Conceito A carta de autorização é o documento por meio do qual alguém autoriza outrem à prática de determinado ato. finalidade e espaços de circulação. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. como a retirada de materiais. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de autorização. 140 . Então escreva uma carta de comunicado para os novos clientes comunicando-os sobre o vencimento dos boletos. Ler com fluência e autonomia. Utilizar o gênero carta de autorização – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. leitura e escrita. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de autorização. construindo significados inferindo informações implícitas. destinatário. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. medeie esta atividade. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. AULA 41 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Autorização – explorando as práticas de oralidade. Sucesso! Professor(a).

(assinatura) (nome) Obs: Se necessário. (nome). (localidade). 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de respostas: a linguagem utilizada nessa carta é formal padrão e a pessoa discursiva é a terceira pessoa. Prática de leitura Em relação à carta de autorização lida e tendo por base as características do gênero documento – carta de autorização . porém encontrava-se impossibilitado para fazê-la. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: ela se dirige ao responsável pelas mercadorias. Eu. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Autorização – apresentadas no texto lido. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). na (nome da empresa). Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de autorização. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de respostas: essa carta foi escrita pelo proprietário das mercadorias que tinha interesse em fazer a retirada delas. (dia) de (mês) de (ano). 141 . Segue abaixo um modelo de carta de autorização. reconhecer firma.responda às questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: trata de autorização para retirada de mercadoria em nome do remetente. a retirar em meu nome os materiais adquiridos por meio da nota fiscal nº XXXX.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). Professor(a). residente e domiciliado na (endereço). (nome de quem está sendo autorizado). autorizo o Sr. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – Carta de Autorização proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de autorização.

percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. destinatário. leitura e escrita. u 142 . Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de agradecimento. AULA 42 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Agradecimento – explorando as práticas de oralidade.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja consultor de um determinado produto . escreva uma carta de autorização.Seu pedido chegou e você tem poucas horas para retirá-lo das agências. finalidade e espaços de circulação. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. medeie esta atividade. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução.Então. Você fez um grande pedido que será enviado via correio. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Utilizar o gênero carta de agradecimento – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. construindo significados inferindo informações implícitas. Sucesso! Professor(a). Ler com fluência e autonomia. porém encontra-se impossibilitado e terá que autorizar alguém para pegar as mercadorias em seu nome. envolvendo as características próprias desse gênero. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de agradecimento. fora de sua cidade de residência.

convém demonstrar que apreciamos a consideração que nos foi dada. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Agradecimento – apresentadas no texto lido. (seu nome) Em relação à carta de agradecimento lida. Nessas situações. Essa manifestação por vezes pode ser formalizada por meio de uma carta de agradecimento. O tempo que passei em companhia de pessoas excelentes contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional. observando referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de agradecimento. (nome). graças ao companheirismo de todos. Desejo a todos muita sorte e sucesso! Muito obrigado por tudo. Professor(a). antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Apresento meus agradecimentos pelo apoio e oportunidade que me foram concedidos.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito São diversas as ocasiões em que recebemos favores. Atenciosamente. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de agradecimento. Segue um modelo de carta de agradecimento que poderá ser adaptado às suas necessidades: Senhor(a). responda às questões a seguir: 143 . com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Correspondências oficiais. bons serviços ou oportunidades que aproveitamos com satisfação. Prática de oralidade • Você reconhece o gênero carta de agradecimento? • Você conhece o objetivo da carta de agradecimento? • Qual a importância de produzir uma carta de agradecimento? Prática de leitura Faça uma leitura oral do texto. entenda por base as características do gênero documento – carta de agradecimento –.

escreva uma carta de agradecimento. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: À pessoa que fez a gentileza ao remetente. Professor(a). com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. 144 . 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: A linguagem usada é formal padrão e a pessoa do discurso utilizada é a terceira pessoa. medeie esta atividade. Prática de escrita DESAFIO O nono ano é o encerramento de um ciclo em seus estudos.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Agradecimento por uma gentileza. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. muitas pessoas contribuíram com a sua formação Como um gesto de gratidão é sempre bem-vindo. com certeza. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: a pessoa que escreve a carta é a pessoa que está agradecida. favor. explorando as práticas de oralidade. AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. envolvendo as características próprias desse gênero. Professor(a). ele representa a conclusão do ensino fundamental e. leitura e escrita.

Professor(a). é uma honra termos sido eleitos para prestar-lhe este serviço que exige segurança e responsabilidade. 11 de novembro de 2012. A linguagem deve ser objetiva. Prática de oralidade • • • Por que é importante agradecer? Em que situações o agradecimento se faz necessário? Como deve ser a linguagem utilizada em uma carta de agradecimento? Professor(a). Apresentam a mesma estrutura da carta pessoal e de solicitação (local e data. mantendo sempre a formalidade. despedida e assinatura). Desenvolver habilidades de leitura e interpretação textual no gênero carta de agradecimento. faça uma leitura dinâmica da carta abaixo. Conceito Segundo estudiosos. observando seus elementos constitutivos. Reconhecer o significado contextual e estrutural do gênero. Para nós é uma honra tê-lo como cliente. vocativo. levante situações em que seria necessário o ato de agradecimento. e chame a atenção da classe para o vocabulário e o nível de linguagem utilizados. comente sobre a importância do agradecimento. Temos orgulho pela relação de confiança que conseguimos estabelecer e estamos 145 . em que a empresa agradece a seus clientes a preferência em relação ao seu estabelecimento. Prezado Amigo.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir informações a partir da leitura de textos sobre a estrutura do gênero. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento ao cliente. atentando para a sua função social. Produzir cartas de agradecimento. Goiânia. Leia com atenção e responda às questões. clara e adequada ao seu interlocutor. Convém ressaltar que o grau de formalidade da carta depende de seu interlocutor. a carta de agradecimento é um gênero utilizado para externar gratidão a alguém ou estabelecimento por ser tratado bem ou ter conseguido algo. corpo do texto.

por isso a adequação da linguagem mais ou menos formal. Agradecer ao destinatário por ser um ótimo cliente e colaborar com o sucesso da empresa. Professor(a).” 03 Identifique no texto.. estamos abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. Auto Peças e Mecânica ABC João B. identifique o motivo da carta. a valiosa colaboração que você. o período em que o remetente caracteriza o cliente. cumprindo prazos e contratos com o máximo rigor. “. Atenciosamente. sempre nos ofereceu. Alves – gerente Disponível em http://www. chamem a atenção dos estudantes sobre a carta de agradecimento ao cliente ser uma carta destinada a vários tipos de pessoas. A proposta desta empresa é realizar um trabalho de excelência. toda carga seria muito mais fácil de carregar. como cliente. 146 . ao corrigir as atividades. Esta proposta de qualidade não seria possível de ser implementada sem a valiosa colaboração que você. desde as que têm um nível elevado de estudo as mais simples e humildes. o remetente deixa transparecer uma aproximação a mais do destinatário.com. 01 No primeiro parágrafo do texto.LÍNGUA PORTUGUESA abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. “. Que os nossos caminhos continuem a se cruzar e nos levem sempre em direção a um mundo de paz e esperança. sempre nos ofereceu. Se todos os clientes fossem como voe. é possível perceber uma certa intimidade entre os interlocutores? Justifique Sim.zun. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. 02 No texto. percebemos que o remetente procura atender seu cliente da melhor forma possível para que ele saia satisfeito com o serviço prestado.br. Ao utilizar o pronome de tratamento você e o vocativo prezado amigo.. 04 Apesar do texto apresentar uma linguagem um pouco formal.. Retire do texto o trecho que comprove essa afirmativa.. como cliente. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar.

Professor(a). explorando as práticas de oralidade. associação e comparação dos gêneros em estudo Refletir sobre o uso de conjunções e pronomes relativos Refletir sobre a variação linguística no gênero. tornando as relações mais harmoniosas e produtivas. coloque o quanto o amigo(a) lhe ajudou e a sua disposição em ajudá-lo também. Por ser amigo. 147 . Peça ao aluno que leia o texto em voz alta. despedida e assinatura). AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. explique e anote na lousa sobre o uso de conjunções e pronomes relativos no texto e sua importância para torná-lo mais coeso e coerente. vocativo. leitura. Refletir sobre a função social do gênero. O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir significados através da leitura. Além de agradecer. corpo do texto. se preferir essa atividade pode ser feita em duplas e/ou depois de pronta trocar entre eles para que façam as devidas correções. Depois. lembre-se que você deve ser discreto e ao mesmo tempo íntimo. escrita e análise linguística. pois demonstra consideração e gratidão a pessoa destinada. compare-o com a carta de solicitação das aulas anteriores e discuta suas semelhanças e diferenças.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO A carta de agradecimento pode ser enviada também a um amigo. nesse momento é necessário esclarecer a importância de se escrever uma carta de agradecimento. Não se esqueça de utilizar os elementos constitutivos da carta (Local e data. Elabore uma carta de agradecimento a um amigo (a) agradecendo por algum favor ou presente recebido. Prática de oralidade Professor(a).

Faço aqui também um convite para que sua organização venha nos fazer uma visita e conhecer nosso trabalho. anote na lousa todos os pronomes relativos e as conjunções coordenativas e subordinativas com seus respectivos significados. nos bairros da periferia e em lugares com pessoas menos favorecidas. É por causa de atitudes como as da sua organização que muitas ações são abrilhantadas e tornam melhor o dia de pessoas que participam de atividades. Muito obrigado! Atenciosamente.br 01 Quais as diferenças entre esse texto e a carta de solicitação quanto ao seu conteúdo? A carta de agradecimento tem a função de agradecer a alguém ou estabelecimento sobre algo recebido ou tratamento adquirido enquanto a carta de solicitação tem por objetivo solicitar a alguma autoridade a resolução de um problema. Professor(a). Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento por doação. Conforme pode ver nas fotos anexas. 10 de outubro de 2012. por exemplo.zun. 148 . os idosos ficaram muito felizes e agradecido por causa das flores. Venho por meio desta agradecer a flores que nos foram enviada pela Flor Gentil para o nosso baile da primavera. assim. a abertura para novas doações. Espero poder contar com essa parceria outras vezes. pois será muito importante para os idosos. com o auxílio de uma gramática.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conforme alguns estudiosos a carta de agradecimento por doação é caracterizada pela sua função de agradecer por uma doação feita de maneira mais formal e com uma linguagem mais formal possível e de maneira prática. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Goiânia.com. garantindo. Teremos muito prazer em recebê-los. Alguns gramáticos afirmam que é importante conhecer os pronomes relativos e as conjunções bem como os seus significados para poder dar sentido ao texto. Jorge Barbosa Disponível em http://www. Prezada Helena Lunardelli. peçam que os estudantes dê exemplos de frases que contenham conjunções e pronomes relativos oralmente e anote-as na lousa.

“prezada” e segue construções sintáticas conforme as regras gramaticais.” ( ) Adição ( X ) Conformidade ( ( ) Oposição ) Condição ( ( ) Comparação ) Conclusão b) “...” ( X ) Finalidade DESAFIO Leia a tira seguinte retratada pelas personagens Jon e seu guloso gato Garfield e responda às questões: 01 Percebendo que a fala do terceiro quadrinho é uma continuação da fala do primeiro quadrinho. 03 Que tipo de linguagem foi utilizada no texto? Formal ou informal? Justifique. O remetente utiliza palavras e expressões do nível formal da língua. Não. pois será muito importante. sem coerência.. 149 . um convite para que sua organização venha. Formal. há coerência entre essas duas falas? Justifique..... 04 Assinale a relação de sentido das conjunções destacadas nos trechos abaixo: a) “Conforme pode ver nas fotos.. “atenciosamente”.” ( X ) Explicação ( ) Causa c) “. por exemplo. ficando assim.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Qual é motivo do agradecimento apresentado no texto? O motivo é a doação de flores feita pelo remetente para o baile da primavera dos idosos. A conjunção portanto tem o sentido de conclusão e em relação ao período anterior a conjunção deverá ter o sentido de oposição...

AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Compreender e desenvolver habilidades e competências de produção textual no gênero carta de solicitação e de identificação de sua temática e estrutura. Discutir sobre a importância de produzir uma carta de solicitação em nosso cotidiano. Resposta Pessoal. para o qual é apresentado um problema na esperança de que o resolva 150 . mas.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Reescreva a última fala. colocando uma conjunção de forma que fique coerente. todavia. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer a estrutura do gênero carta de solicitação. etc no lugar da conjunção portanto. porém. a saber. Desenvolver habilidades de interpretação textual no gênero carta de solicitação Prática de oralidade • • Você sabe identificar uma carta de solicitação? Você conhece o objetivo da carta de solicitação? • Qual a importância se produzir uma carta de solicitação? Conceito A carta de solicitação é um gênero textual que tem por finalidade fazer uma solicitação a um interlocutor. 03 Em que consiste o humor da tira? Consiste justamente na incoerência da fala de Jon. Caberá qualquer conjunção que tenha o sentido de oposição.

para suas propostas que podem servir de base para apresentação de PL que aprimore a disciplina e. incorretas e incompletas. que sabemos está concentrando os estudos (menos estudos e mais proposições de interesse político econômico) sobre as ANas. dado o curto hiato de tempo entre a primeiro contato com seu filho e a sua comunicação telefônica. quinta-feira. Ficamos muito felizes. dando-nos a forte impressão que só somos combativos e pró-ativos quando estamos na oposição. Dado o seu interesse. apoiadas pela ANATEL. agilidade e o interesse demonstrado. pois agora que somos governo. tomar medidas imediatas para coibir abusos e fazer cumprir a lei. temos percebido um certo imobilismo por parte de nossa bancada. O texto abaixo é uma carta que solicita à autoridade em questão um apoio imediato junto ao Congresso Nacional no tocante à punição aos crimes praticados por empresas telecomunicativas por parte da Anatel. fornecer informações distorcidas. Só em 2002.) Penso que o momento é oportuno por termos tido conhecimento que: 1. penso que são subsídios que a auxiliarão para pensarmos numa estratégia eficiente para atuação dentro de sua comissão para alcançar eco no executivo. É um texto argumentativo. seremos 3. e em pelas projeções de mercado realizadas pelo IDC. apresente o texto aos estudantes. Sra. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo da carta. inclusive junto ao ministro da casa civil. É prática comum das teles. São Paulo. de caráter persuasivo. até o fim do ano seremos 732. Somos hoje uma comunidade com 695. usando instrumento disponíveis no que tange à participação do representante dos usuários no conselho e nos comitês da Anatel (ver no dossiê a manobra recente sobre assunto no mês 02 de 2003. nosso crescimento no foi de 112% . visando melhorias nos serviços prestados à comunidade.000 usuários de banda larga. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA ou o amenize. tendenciosas. Deputada Federal Ângela Guadagnin Parabenizamos sua presteza. principalmente. estamos enviando o relatório completo.000 membros. 20 de março de 2003 Exma. no intuito de convencer o destinatário.8 milhões em 2006. em que consiste a formação de oligopólios e cartéis etc. defendendo seus interesses 151 . Explique-lhes o que é a ANATEL.

Numa delas. 7 e 53. que terceirizam o acesso com a própria Telefônica! A própria ANATEL enviou ao Judiciário texto incompleto da LGT. e pela omissão do congresso nacional que durante a ultima legislatura não fez uso de suas prerrogativas de controlar os atos praticados pelas ANas. não apresenta planilhas. X e XI e artigo 50.Ex. 6. através dos instrumentos garantindo na C. valores maiores que os cobrados pelos provedores. e também pelo teor das proposituras. que vem sendo praticado pelas teles com a conivência explícita da Anatel. as operadoras de telecomunicação já dominam grande parte desse mercado. ANEXOS 5. artigo 49 incisos V. Por ter conhecimento pela imprensa da decisão do Sr. suprimindo o artigo 7º. que lhe confere poderes e autoridade para convocar ministro de estado e titulares de órgão diretamente subordinados a Presidência da Republica. ANEXOS 14 a 17 Hoje. Estamos acompanhando pela imprensa. A C Apelação Civil 109 388 processo 9705017611 Bauru 11/10/2002. de distorsões em sua aplicação. formação de oligopólios e cartéis. que se aprovadas aniquilariam o que resta da livre iniciativa no setor de provimento de acesso à internet. e impedindo a concessão de liminares (Norma 004/95 e informe SPV) ANEXOS 11 e 12 2. através de formação de cartel. conforme denúncias. por ignorar a interpretação do sistema normativo das telecomunicações. em detrimento dos interesses dos usuários. e a ineficaz fiscalização por parte da ANATEL e do CADE. induzindo o magistrado a erro. ANEXOS 18 a 22. Presidente Lula de rever as atividades das agências reguladoras. para evitar cumprir liminar do Ministério Público Federal da quinta região. poderá depreender de nosso relatório. (Artigo de “O estado de São Paulo”. o aviltamento às leis. ANEXO 13). a Telefônica alega repassar custos. alguns procedimentos do ministro Miro Teixeira. 3. apoiadas por alguns parlamentares (ver contratos do STFC) que poderá resultar no esvaziamento do órgão e até mesmo na sua extinção. dada à falta de normatização para as novas tecnologias. e cobra por um serviço que ela mesmo executa. sendo um do um deputado do PT Orlando Fantazzini. em favor das teles. Por estarmos presenciando a apresentação em 2003 de dois projetos de lei.LÍNGUA PORTUGUESA corporativos.F. que nos parece inconstitucional. os crimes contra o consumo. somos veemente contra as manobras coorporativas. 152 . Como V. disfarçado em livre concorrência.

abusar. honestidade.br/carta_solicitação. para o impedimento da concorrência desleal. crimes e descalabros estariam coibidos.org. e das que se façam para cumprir o artigo primeiro da constituição. se o congresso cumprisse seu papel de controle e fiscalização sobre os atos e regulamento da agência. Agradecendo sua atenção. visto que teria o caráter de mostrar à sociedade a seriedade. A este respeito. Assim a condução do órgão poderia obedecer ao formato harmônico. instrumentalizar e apoiar todos as suas iniciativas para o aperfeiçoamento da Anatel.html 153 . e o enquadramento das teles quanto ao cumprimento de nossas leis. Despedimos-nos com protesto de grande consideração.LÍNGUA PORTUGUESA O desenho formatado para a regência da Anatel garante também o controle social. Disponível em http://www. solicitamos a leitura atenta da contribuição oferecida por nosso diretor da sub-seçao-R. as políticas públicas ditadas pelo executivo e aprovados pelo legislativo estariam sendo atendidas. no tocante ao aperfeiçoamento e criação de canais de comunicação social e política capazes de estabelecer a interação do cidadão com a esfera pública. congresso nacional? Estamos esperando vocês.org. e seria uma atitude emblemática. e colocando-nos à sua disposição. espoliativa e predadora em particular. 9197-1443 e o e-mail abusar@ abusar. e os desmandos. que após publicação ganha força de lei. Atenciosamente.J ( Rogério) sob o titulo (Alô.br para contato. através da participação nos conselhos e dos comitês. democrático e republicano que inspirou seus princípios regulatórios.) . competência e agilidade desta nova legislatura em que nosso partido é situação. usando dos instrumentos já existentes. Se a Anatel não impedisse a participação da sociedade. Neste artigo estamos apresentando também 20 sugestões que só dependem de vontade política para serem implementadas. oferecemos nossos telefones particulares 011 3083-7688. Horacio Belfort Presidente. vícios. Colocamos-nos a disposição para complementar. no aprimoramento daquela propositura.

Prática de escrita DESAFIO Pesquise em jornais locais denúncia de algum tipo de problema que vem ocorrendo na cidade e escreva uma carta de solicitação ao órgão competente pedindo providências e/ou fazendo sugestões. corpo do texto. praticados pelas empresas de telecomunicações. quinta-feira. forma? Justifique. A carta de solicitação tem a finalidade de solicitar algo para solucionar um problema e a carta pessoal não necessariamente. 154 . Ambas apresentam a mesma estrutura (local. nome do destinatário. 20 de março de 2003. 05 A carta de solicitação por ser um texto argumentativo. Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à estrutura. Não se esqueça de seguir a estrutura da carta de solicitação e de empregar linguagem formal. despedida e assinatura) 03 E quanto ao conteúdo? Justifique. apresenta argumentos de forma a convencer o destinatário. apresentando medidas que possam coibir abusos e fazer cumprir a lei referente aos crimes contra o consumo e formação de cartéis.data. Os atuantes fazerem parte da mesma bancada política e sofrerem com os abusos das empresas telecomunicativas e também por serem usuários da banda larga em grande escala de forma crescente. Não. 04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário? Interceder junto ao Congresso Nacional. Cite dois argumentos do texto que poderiam fazer o solicitado a atender o pedido. Sim.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Identifique no texto: local e data: São Paulo. os interlocutores (remetente e destinatário): Horacio Guadagnin Belfort e deputada federal Ângela vocativo: Exmª Srª Deputada Federal Ângela Guadagnin despedida: Despedimo-nos com protesto de grande consideração.

com base nos nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. discuta com seus alunos sobre os problemas presentes nas diversas áreas da sociedade (meio ambiente. questione-os: • • • Que elementos que compõem a forma de uma carta de solicitação estão presentes nesta carta? Que tipo de linguagem é empregada na carta? Qual a função social desta carta? 155 . Prática de oralidade Professor(a). escrita e análise da linguagem. Faça uma leitura oral da carta abaixo com os alunos e. Através desse gênero podemos apontar falhas.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. trânsito. saúde. Refletir sobre a função social do gênero. educação. O que devo aprender nesta aula u u u u Construir significados e inferir informações a partir da leitura. segurança. Como cidadão. Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero. um dos nossos deveres é transformar ou aprimorar aquilo que não vai bem. explorando as práticas de oralidade. discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. em seguida. Refletir sobre a linguagem utilizada no gênero em estudo. Conceito O gênero carta de solicitação é um instrumento pelo qual podemos exercer a cidadania. leitura. e outros) e as possíveis soluções para os mesmos. Explique que através da carta de solicitação podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão.

ª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial e não comporta tal tipo de tráfego. na campanha política do atual prefeito. Os motoristas. é comum alguns veículos.500. Sr.500. além de automóveis. moradores da Rua Jair dos Santos Meneghetti. nos horários de pico. má qualidade de vida. S.ª naturalmente apoiou. Ilmº. ônibus e caminhões –. riscos constantes para nossas crianças. ou colocar três quebra-molas ou lombadas ao longo da Rua supracitada. Ela concentra um grande número de veículos – incluindo-se. Além disso. conseguem avistar o semáforo e. Lembramos a V. na altura do número 1. em seguida. na altura do número 1700. há anos vimos enfrentando sérios problemas com o trânsito local. quando estão na altura do número 1. O resultado não poderia ser diferente: poluição do ar. S. se ele está fechado. a Avenida Olímpio de Souza é uma das mais movimentadas de nossa cidade. mais à frente.900 da Avenida Olímpio. não hesitam em tomar a Jair dos Santos como atalho e sair já no número 1. existe um semáforo que sinaliza o cruzamento da Rua Sílvia Arante com a Olímpio. Acreditamos que a adoção de uma dessas soluções – que custariam pouco e poderiam ser efetivadas em no máximo dois dias – resolverá o problema de uma vez e conseguirá devolver-nos a tranquilidade que tínhamos no passado e 156 . tomarem nossa rua como atalho. que V. Mesmo havendo duas pistas em cada sentido da Avenida Olímpio. é normal o trânsito fluir mais lentamente: em segundo lugar porque. responda às questões que se seguem: Fortaleza (CE). Isso se deve a duas razões: primeiramente porque. Diretor do Departamento de Trânsito de Fortaleza: Nós. tomando-se uma destas medidas práticas que ora sugerimos inverter a mão da Rua Jair dos Santos Meneghetti. Como é de seu conhecimento. barulho insuportável de motores e buzinas. já que conduz o fluxo tanto ao centro da cidade quanto às rodovias que levam a cidades vizinhas. uma das propostas defendidas era a preservação da qualidade de vida da cidade. insegurança. que atualmente vai do número 01 para o número 225. Eis uma oportunidade de concretizar essa proposta.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Releia a carta abaixo e. 12 de janeiro de 2010. em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local.

em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local.br 01 Qual é o problema que motivou a escrita da carta? O grande fluxo de veículos na Rua Jair dos Santos Meneghetti. será também a oportunidade de se integrar às reais necessidades da população. Serve como exemplo qualquer trecho da carta.LÍNGUA PORTUGUESA a que temos direito ainda hoje. Formal. vocativo.com. Professor(a). má qualidade de vida. agradecemos. data. Dê sugestões ao colega. Troque sua carta com um colega e discutam se o texto é objetivo e claro. 03 Quais foram as medidas sugeridas pelos moradores a fim de solucionar o problema? Inverter a mão da Rua Jair dos santos Meneghetti. colocando em risco a vida de seus moradores. insegurança. caso julgue necessário que algum trecho seja melhorado. barulho insuportável de motores e buzinas.ª e para o Departamento que dirige. ao corrigir a questão 4. palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua. pois o texto apresenta períodos. riscos constantes para nossas crianças. Moradores da Rua Jair dos Santos Disponível em http://oblogderedação. 157 . Certos de sua atenção. Professor(a). que atualmente vai do número 01 para o número 225 ou colocar três quebra-molas ou lombas ao longo da Rua supracitada. se estão presentes e adequados à forma composicional da carta (local. despedida e assinatura). 04 Que tipo de linguagem foi utilizada na carta? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto.blogspot. explicando e dando exemplos de cada nível de linguagem. é hora de orientar o seu aluno na reescrita do texto com base nas anotações feitas por você na correção dos textos. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor.S. 02 Quais as consequências do aumento de tráfego nessa rua? Poluição do ar. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção da aula anterior e verifique se a carta explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. cada vez mais conscientes de seus deveres e direitos. Para V. corpo do texto. comente com os alunos e anote na lousa sobre as variedades linguísticas.

os pronomes de tratamento foram utilizados adequadamente? • Considerando 158 . seu emprego e explique vocativo com exemplos. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. peça aos estudantes que leiam com atenção o texto da aula anterior. chamando-lhes a atenção para o destinatário da carta: • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. com o auxílio de uma gramática. Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo Saber produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. Os pronomes de tratamento que se usam no vocativo (nome do destinatário) sempre concordam com os verbos em 3ª pessoa. leitura. u u u Conceito Segundo Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Professor(a). Prática de oralidade Professor(a). explorando as práticas de oralidade. anote na lousa os pronomes de tratamento. escrita e análise da linguagem. Esses elementos linguísticos são imprescindíveis na construção da carta. o destinatário. forma abreviada. pronomes de tratamento são palavras ou expressões empregadas no trato cerimonioso com o interlocutor e vocativo é o termo que expressa um chamamento.

47 PMs foram mortos –21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26 foram assassinados no horário de folga –. com registros de chacinas. Sª naturalmente apoiou. Não se esqueça de seguir as regras de elaboração das cartas de solicitação e de empregar linguagem formal.” Prática de escrita DESAFIO Leia os textos abaixo e. 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo – média de 9.. Roberval França. Texto 1 Violência O Estado de São Paulo vive uma onda de violência.” supondo que o destinatário fosse um amigo. “. Paulo. em seguida... Desde o último dia 24. [Folha de S.7 por dia. Em 2011.. 26 de novembro de 2012]   159 . que V.. Desde o início do ano.. homicídios. ônibus incendiados e mortes de policiais militares.. “Lembramos a você que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. solicitando-lhe uma ação concreta que solucione este problema. Antônio Ferreira Pinto. Exª: Vossa Excelência 03 Reescreva o trecho “Lembramos a V.. 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo. elabore uma carta endereçada ao Secretário de Segurança Pública de São Paulo. . de acordo com o comandante-geral da PM.Sª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial.” 02 Se o destinatário da carta fosse o Presidente da República qual pronome de tratamento deveria ser utilizado segundo a norma gramatical? V.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 4º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho que comprova a concordância do pronome de tratamento com o verbo em 3ª pessoa do singular.

se estão presentes e adequados os elementos estruturais da carta (local. assinatura). suas causas e consequências. assinatura. expressão cordial de despedida. às autoridades competentes uma solicitação de soluções para um problema. vocativo. se a linguagem mantém um nível mínimo de formalidade que a situação requer. vocativo. Ou se preferir peça que troquem os textos com o colega para serem corrigidos e depois para fazerem a reescrita corrigindo o que for necessário. verificando se a carta produzida apresenta argumentos convincentes de forma clara e suficiente. data. Formas verbais predominantemente empregadas no presente do indicativo. 160 . Estratégia argumentativa: apresentação do problema. de acordo com o padrão culto formal da língua. Pronomes de tratamento de acordo com o cargo ocupado pelo destinatário. Síntese Caraterísticas das cartas de solicitação • Texto de intenção persuasiva.LÍNGUA PORTUGUESA  Texto 2 Professor(a). peça aos estudantes para avaliarem seus textos. Pessoa. • Apresentação • • • • • Estrutura semelhante à das cartas em geral: local e data. Linguagem clara e objetiva. geralmente em 1ª. exposição de argumentos capazes de persuadir o destinatário. corpo da carta (assunto).

encaminhar documentos importantes. etc. 1978: 122) Prática de leitura O texto a seguir é um ofício que responde. leitura e escrita. à autoridade em questão. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer os elementos do gênero ofício. Ele serve para “informar. Explique-lhes em que consiste a demarcação de terras indígenas.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Ofício. medidas dirigidas a Senhora Presidente da República. explorando as práticas de oralidade. enfim. Discutir sobre a importância de produzir um ofício em nosso cotidiano. Desenvolver habilidades de argumentação no gênero ofício. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo do oficio. Prática de oralidade • Com base em que elementos você identifica um ofício? • Qual a finalidade de um ofício? • Qual a importância se produzir e encaminhar um ofício? Conceito O ofício é um tipo de correspondência externa. acordos. tratar o destinatário com especial fineza e consideração” (CAMPOS MELLO. e a finalidade do conteúdo do texto. ajustes. 161 . apresente o texto aos estudantes. visando aspectos relacionados à demarcação de terras indígenas. muito usada especialmente quando o destinatário é órgão público.. convidar alguém com distinção para a participação em certos eventos. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor (a). propor convênios. solicitar providências ou informações.

Como Vossa Excelência pode verificar.º. 27 de maio de 1991. a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. Os órgãos públicos federais. 231. [Assinatura] [cargo] Fonte: www. de 24 de Setembro último.º 22. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama n. cartográficos e fundiários. 1. 3. Atenciosamente. §1.º 524/1991/SG-PR Brasília. 6. com a necessária transparência e agilidade.º 22. Nos termos do Decreto n. A Sua Excelência o Senhor Ofício n.º 154.br 162 . o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos. A Sua Excelência o Senhor Deputado [Nome] Câmara dos Deputados 70.160-900 – Brasília – DF Assunto: Demarcação de terras indígenas Exmº Senhor Deputado. Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as características socioeconômicas regionais.continuação] [Telefone e Endereço de Correio Eletrônico] Ofício n. estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto n.º 6708. da Constituição Federal.LÍNGUA PORTUGUESA Modelo de ofício do Manual de Redação da Presidência da República (2002) [Ministério] [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade] [Endereço para correspondência] [Endereço .com. 4. informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta n. Em sua comunicação. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas. de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). 2. inclusive daqueles assinalados em sua carta. sociológicos. dirigida ao Senhor Presidente da República. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente.º 524/1991/SG-PR Brasília. 5.iesde. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil. 27 de maio de 2011.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

01 Identifique no texto: local e data: Brasília, 27 de maio de 2011 os interlocutores (remetente e destinatário): Presidência da República Deputado [x] o vocativo: Exmº Senhor Deputado, a despedida: Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à forma, estilo e conteúdo? Justifique.
Resposta possível: Sim. Desde o cabeçalho, corpo do texto, objetividade, despedida, até a assinatura são diferenciados.

03 A linguagem utilizada faz parte do cotidiano de vocês, ou apresentam diferenciações da linguagem comum? Justifique.
Resposta possível: Há diferenciações entre as linguagens. Os termos usados no oficio são bem técnicos e a linguagem é totalmente objetiva.

04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário?
Responder e complementar às observações transmitidas pelo telegrama n.º 154, recebido em de 24 de Setembro.

Prática de escrita DESAFIO

Com base no texto apresentado como modelo de oficio, crie seu próprio textoofício ressaltando alguma solicitação a um órgão público. O conteúdo do texto deve ter linguagem específica.

163

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 49

Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos sobre o gênero, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u u u

Identificar a linguagem e significados a partir da leitura do texto em estudo. Refletir sobre a função social do gênero. Comparar os tipos de conteúdos explícitos nos textos.(anterior e atual) Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero.

Prática de oralidade
Professor (a) reflita com seus alunos sobre as questões recorrentes nas diversas áreas de sua comunidade (meio ambiente, trânsito, segurança, saúde, educação, e outros) e os possíveis caminhos para a solução dos mesmos. Explique que através de um ofício podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e trabalho dos cidadãos. Faça uma leitura oral do ofício abaixo com os alunos e, em seguida, questione-os. Explique aos alunos que este tipo de correspondência é o documento por meio do qual é feita determinada comunicação ou solicitação, em caráter oficial, à determinada pessoa física ou jurídica. • • • • •

Que elementos que compõem a forma deste gênero textual estão presentes neste oficio? Que linguagem é empregada no texto? Qual a função social deste texto? O que você acha que é um plano de contingência? Quais os riscos que a Dengue pode trazer à população?

Conceito

O gênero ofício é um instrumento através do qual podemos exercer a cidadania, com base em nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. Através

164

LÍNGUA PORTUGUESA
desse gênero podemos apontar falhas, discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. Um ofício é uma correspondência oficial, enviada normalmente a funcionários ou autoridades públicas. O ofício é o tipo mais comum de correspondência oficial expedido por órgãos públicos, em objeto de serviço. Seu destinatário, no entanto, além de outro órgão público, pode ser também um particular. O conteúdo do ofício é matéria administrativa, mas pode vincular também matéria de caráter social, oriunda do relacionamento da autoridade em virtude de seu cargo ou função.
Ofício nº00123/2011 Brasília, 25 de outubro, de 2011. Ao Senhor CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis Esplanada dos Ministérios, Bloco G, salas 148e 156 70058-900 Brasília - DF Assunto: solicitação de incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue
Senhor Diretor, Vimos por meio deste, encaminhar a Vossa Senhoria, o Plano de Contingência para análise, bem como o Termo de Compromisso, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX, de XX de XXXX de 2010. Os referidos documentos contêm o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por este município, visando o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue em nosso município. Certos de vosso pronto atendimento, antecipamos agradecimentos. Atenciosamente, xxxxxxxxxxxxxx Secretário Municipal de Saúde

165

com a diminuição da oxigenação dos tecidos. corpo do texto. estão sendo abolidas das correspondências oficiais. 03 Quais foram as medidas propostas pelo Secretário Municipal de Saúde a fim de solucionar o problema? Resposta possível: Plano de Contingência com o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por esse município. data. vimos informar que________ 166 . com a probabilidade de uma infecção se proliferar em questão de poucas horas. Ex: Encaminho a Vossa Senhoria. palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua. pois o texto apresenta períodos. dos termos utilizados e suas funções no contexto da correspondência. Em seguida troque o seu texto com o seu colega. Resposta possível: Formal. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor. se estão presentes e adequados os elementos que constituem a forma composicional do texto (local. Professor (a) é hora de orientar o seu aluno quanto às respostas dos ofícios. levando ao óbito. Ex: Conforme solicitação via ofício nº xxxxxxx. 04 Que tipo de linguagem foi utilizado no texto? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. 02 Quais os riscos da doença para a população? Resposta possível: O paciente corre o risco de ter queda brusca na pressão arterial. despedida e assinatura). propondo que o mesmo responda a solicitação feita. ressaltando que a resposta deve ser feita enfatizando o nº do ofício e a solicitação pretendida. vocativo.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Qual é o assunto que motivou a escrita do ofício? Resposta possível: O assunto visa o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue no município em foco. comente com os alunos e anote na lousa os tipos de linguagem. ao explicar a questão 4. explicando e dando exemplos dentro do texto. Explicar também que expressões do tipo “Vimos por meio deste”. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e verifique se o oficio explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. Professor (a).

é pertinente afirmar que os pronomes de tratamento foram utilizados de modo adequado? Professor (a). 167 . Produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. u u u Prática de oralidade • • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo. Em relação ao destinatário. chamando-lhes a atenção para o destinatário do texto: Conceito Os pronomes de tratamento são formas de distinção e respeito. leitura. Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala. auxiliando-nos na referência às autoridades civis. ou a quem se dirige à comunicação). escrita e análise linguística. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução: Ex. explorando as práticas de oralidade. Os Pronomes de Tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal.: Vossa Senhoria nomeará o substituto. levam a concordância para a terceira pessoa. Vossa Excelência conhece o assunto. peça aos estudantes que leiam com atenção o ofício da aula anterior.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. nominal e pronominal. militares e eclesiásticas.

Oficiais-Generais das Forças Armadas.gov. para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo.010-000 – São Paulo. Vice-Presidente da República. Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial. no 123 01. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor. Auditores da Justiça Militar. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. Juízes.LÍNGUA PORTUGUESA Professor (a). c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores. Membros de Tribunais. Secretários de Estado dos Governos Estaduais. No envelope. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores. Ministro do Tribunal de Contas da União. seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor. Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais. Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional. Presidente da República. Prefeitos Municipais. Senhor Ministro.165-900 – Brasília. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência. Deputados Estaduais e Distritais. Ministros de Estado. SP (Fonte: www. seguido do cargo respectivo: Senhor Senador. São de uso consagrado: Vossa Excelência. DF A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10a Vara Cível Rua ABC. Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal. Senhor Juiz.064-900 – Brasília.br/ccivil_03/manual/manual.htm) 168 . Senhor Governador. Embaixadores. terá a seguinte forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70. explique aos alunos que o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição.planalto. DF A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70.

supondo que o destinatário fosse a Presidente da República. Prática de escrita DESAFIO Leia a charge abaixo e. 169 . incluindo o vocativo. aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX. em seguida. Vimos por meio deste encaminhar a vossa excelência o Plano de Contingência para análise. elabore um ofício solicitando à autoridade competente uma ação concreta que solucione este problema no Estado. de XX de XXXX de 2010. bem como o Termo de Compromisso. Exª: Vossa Excelência 04 Reescreva o 1º parágrafo deste ofício.. qual pronome de tratamento deveria ser utilizado? V.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 1º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho em que aparece o pronome de tratamento. Pense no destinatário (de quem é a competência para a solução deste problema?) e procure seguir as regras de elaboração de ofício. inclusive observando a linguagem. Excelentíssimo Senhor Presidente da República. Vimos por meio deste encaminhar a Vossa Senhoria. 02 Por que o uso deste pronome de tratamento? Porque o destinatário é diretor de um departamento de um órgão público.. 03 Se o destinatário do ofício fosse a Presidente da República.

). conta com o timbre do órgão público. ou "Respeitosamente". 6 de março de 2012. • Em • • O • Os 170 . utilizada para autoridades de hierarquia superior. consta o destinatário. onde consta o número do ofício seguido do ano em que foi redigido (exemplo: 01/2012). É necessário que o signatário assine ou rubrique cada oficio. No rodapé do ofício circular. sendo suficiente o pronome de tratamento Senhor (a). logo mais abaixo fica o índice do ofício circular. em seguida consta o nome do município do órgão expedidor do documento e a data em que o ofício circular foi redigido (exemplo: São Paulo. corpo do texto conta com as informações da qual o órgão remetente deseja transmitir aos outros destinatários principais fechamentos utilizados são. Entre o índice e o vocativo são necessários de 2 a 4 espaços simples. utilizados para autoridades de mesma hierarquia ou inferior. que são as seguintes: o cabeçalho. o que vai depender do tamanho do texto que constituirá o ofício. sendo desnecessário o uso de tratamentos (DD. Deve-se sempre iniciar com letra maiúscula e o vocativo adequado sempre seguido de dois pontos. sempre com ponto final. – Digníssimo. "Atenciosamente". ou vírgula.LÍNGUA PORTUGUESA Síntese Caraterísticas de um ofício • Existem algumas normas que fazem parte da composição de um ofício. jamais poderão ser precedidos pelo zero. os dias de 1 a 9. pois trata-se de uma frase nominal. por exemplo). O nome do mês sempre será em minúsculo. geralmente no cabeçalho do ofício. e após o ano. seguida é necessário informar o vocativo. por serem advérbios. Os fechamentos são sempre seguidos de vírgula.

2000. 171 . São Paulo: Educ. Caderno 5. 2003. Os gêneros do discurso. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental.). Roxane. _____. São Paulo: Martins Fontes. Juiz de Fora: Lame/Nupel/ UFJF. Brasília: 2001. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. P. Terezinha Maria Barroso. 11. Gêneros textuais e ensino. SANTOS. Secretaria de Educação Fundamental. ed. Práticas de leitura em sala de aula. 1999. 1987. Tradução de Anna Rachel Machado. Nº. Goiânia: SEE-GO. Maria do Rosário e BARONAS. Roxane Rojo (Org. Os gêneros escolares – Das práticas de linguagem aos objetos de ensino (Revista Brasileira de Educação). MACHADO. São Carlos. BRONCKART. Roberto (Org. A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. ROJO. Ministério da Educação. agosto de 1999. São Paulo. 2002. 2006.Primeiros passos. Joaquim. GREGOLIN. Análise do discurso: as materialidades do sentido. Campinas. A. Mikhail. 1992. p.Referências bibliográficas BAKHTIN. Goiânia: SEE-GO. Rio de Janeiro: Lucerna. HOUAISSS.). Currículo em debate: Expectativas de aprendizagem-convite à reflexão e ação. Currículo em debate: Currículo e práticas culturais – As áreas do conhecimento. 2. Maria Auxiliadora. col. Dicionário MARIA. Luzia de. Bernard e DOLZ. Secretaria de Educação – SEE. In: Estética da criação verbal. e BEZERRA. J. 280-326. Antônio (1915-1999) e VILLAR. R. SP: Editora Claraluz. 2006. (Coleção As Faces da Linguística Aplicada). Caderno 3. Brasiliense. SP: Mercado de Letras. Atividade de linguagem. O que é conto? 3ª edição. DIONÍSIO. Mauro de Salles (1939).2008 SCHNEUWLY. Ângela.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful