Caderno Caderno educacional educacional

Material do professor Material do do professor professor Material

LÍNGUA PORTUGUESA Ciências ciências
Material de Material de apoio apoio

9
ano

o

Expediente
Marconi Ferreira Perillo Júnior Governador do Estado de Goiás Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretário de Estado da Educação Erick Jacques Pires Superintendente de Acompanhamento de Programas Institucionais Raph Gomes Alves Chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica Valéria Marques de Oliveira Gerente de Desenvolvimento Curricular Gerência de Desenvolvimento Curricular
Elaboradores Alex Sandra de Carvalho Arminda Maria de Freitas Santos Débora Cunha Freire Histávina Duarte Pereira Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé Lívia Aparecida da Silva Luiz Fabiano Braga dos Santos Márcia Mendonça Souza Marilda de Oliveira Rodovalho Myrian Marques Rosely Aparecida Wanderley Araújo

Sumário
Apresentação........................................................................................................................... 5 CONTO LITERÁRIO AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero........................................................................................................... 7 AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................12 AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 16 AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 25 AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 28 AULA 06 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 30 AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 34 AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 40 AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 43 AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 46 AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 49 AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 52 AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 60 AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 65 AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 68 AULA 16 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.................................. 71 EDITORIAL AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.........................................................................................................73 AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................79 AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 81 AULA 20 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 84 AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 86 AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 89 AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 91 AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 94 AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 96 AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 99 AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................100 AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................104

..................................................................167 Referências bibliográficas............................ REQUERIMENTO.........................................................................................................106 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.........................................................164 AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.............................................150 AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.......................................................................................................................114 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ......................................................................161 AULA 49 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ........... CARTAS AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.............155 AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.........................................142 AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................................................................................................................120 ATA.........................137 AULA 41 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero............................111 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero................................132 AULA 39 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero ......................................................................................................................................................135 AULA 40 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero..................171 ...........................................AULA 29 AULA 30 AULA 31 AULA 32 AULA 33 AULA 34 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero..........158 AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero............................................................................................................................................................................109 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.....................................................147 AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.....................126 AULA 37 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero..........................129 AULA 38 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero..............................................140 AULA 42 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero....................144 AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero..........118 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero .........................................................122 AULA 36 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.......

gov. deste tipo. por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). proporcionando uma educação mais justa e de qualidade. professor. produzido por esta Secretaria. Estamos abertos às suas contribuições. dessa forma. este material será o primeiro de muitos e. sobretudo na 1ª série do Ensino Médio. com vistas à melhoria dos nossos indicadores. poderá ser uma importante ferramenta para fortalecer sua prática em sala de aula. Esperamos. Somando esforços. fazer deste um objeto de estudo do aluno. Assim. contamos com a sua colaboração para ampliá-lo. jovens e adultos do nosso Estado. reforçá-lo e melhorá-lo naquilo que for preciso. Sugerimos que este caderno seja utilizado para realização de atividades dentro e fora da sala de aula. dentre elas. Dessa forma. Com isso. Caso haja interesse para participar dessas elaborações. conjuntamente. Trata-se do primeiro material. Assim. A decisão da Secretaria pela unificação do Currículo para todo o Estado de Goiás abriu caminho para a realização de tal proposta. nós o convidamos para. buscarmos o aperfeiçoamento de ações educacionais. Por isso.Apresentação O Governo do Estado de Goiás. juntos. Ele foi concebido tendo por finalidade contribuir com você. Proposta esta que não pode ser viabilizada antes em função da diversidade de Currículos que eram utilizados. sendo. reduzindo assim a evasão. com certeza. busca-se adotar práticas pedagógicas de alta aprendizagem. nas suas atividades diárias e. com sua ajuda. Lembramos que a proposta de criação de um material de apoio e suporte sempre foi uma reivindicação coletiva de professores da rede. levando-o ao interesse de participar ativamente das aulas.br Bom trabalho! 5 . estamos desenvolvendo. buscando melhorar o desempenho de nossos alunos. espera-se amenizar o impacto causado pela mudança do Ensino Fundamental para o Médio. entre em contato com o Núcleo da Escola de Formação pelo e-mail cadernoeducacional@seduc. A proposta de elaboração de outros materiais de apoio continua e a sua participação é muito importante. criou o “Pacto pela Educação ” com o objetivo de avançar na oferta de um ensino qualitativo às crianças. a produção deste material de apoio e suporte. várias ações. necessários alguns ajustes posteriores.go. também.

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Peça-lhes que escolham aqueles que mais lhes agradar para uma leitura prazerosa. oportunize um tempo para que os estudantes apresentem a sua história no Palanque do Conto. AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Disponha as carteiras em círculo e. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. coloque os contos da Prateleira da Leitura. almofadas. dando-lhes tempo para que isto aconteça. Organize a Prateleira da Leitura. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar contos do mesmo autor. Diga aos estudantes que durante o trabalho com contos eles terão um momento somente para leituras do gênero – A Hora do Conto. 7 . Produzir a primeira escrita de um conto. construindo significados e inferindo informações implícitas. ilustrações. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. a caracterização dos personagens. Para o Palanque do Conto decore um caixote. do estilo de cada autor. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. O que devo aprender nesta aula u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. a descrição dos espaços e do tempo. leitura e escrita. A Hora do Conto deve acontecer pelo menos uma vez por semana. no centro. Ler com fluência e autonomia. durante a leitura. explorando as práticas de oralidade. para o trabalho com o gênero Contos. Oriente-os a relacionarem os títulos dos contos escolhidos no caderno de registros. É importante que todos os estudantes escolham um exemplar para ler durante a semana e comentar no próximo palanque. e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. apresentar suas impressões. despertando nos estudantes o gosto e interesse pela leitura de livros literários. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer.Conto literário Professor(a). suas emoções. Após a leitura. Confeccione um caderno ou cartaz para registrar os livros lidos. bem como. esteiras. nela coloque livros que contenham contos. título do texto. Envolva todos no trabalho. de autores diferentes.

ao narrar um fato. descobria ou pensava dava origem a uma história. que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha. que. participar dos acontecimentos. proponha à classe a leitura silenciosa do conto Felicidade clandestina. Estreou na literatura ainda muito jovem com o romance Perto do Coração Selvagem (1943). através das palavras de quem escreve. o fazem com tanta beleza e criatividade que emociona e prende a atenção do leitor.Rio de Janeiro RJ 1977) passou a infância em Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro. como os escritores. 8 . Converse com os estudantes sobre o modo como as pessoas escrevem seus textos. o conto é uma narrativa que pode ser contada oralmente ou por escrito. onde podemos acompanhar os seres que fazem parte das histórias. tem sonhos. Entretanto. com o objetivo de retomar o trabalho com os gêneros textuais. professor(a). somos transportados para outro mundo. que ele aumentava ou modificava usando sua imaginação. Elas falam de gente que. Prática de leitura Em seguida. dificuldades e um enorme desejo de ser feliz. como você.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). devendo descartar todos os fatos irrelevantes. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados no ano anterior. Tudo o que via. há outras. Há pessoas que ao contar um fato qualquer acrescentam muitos detalhes desnecessários e isto acaba cansando o leitor. conhecer suas aventuras e dramas e compartilhar suas alegrias e tristezas. do tema abordado. e apresentelhes o primeiro gênero a ser estudado no bimestre. de Clarice Lispector. Procure saber o que a classe já conhece sobre o gênero: pergunte aos estudantes se gostam de ler e ouvir histórias. Diga-lhes que as histórias sempre encantaram os seres humanos e que. onde se formou em direito. • Você conhece alguma história interessante? Qual? • Ouviu de alguém? Quem? • Leu em algum livro? Sabem quem é o seu autor? • O que mais lhe chama atenção nas histórias? Conceito Para o escritor Elias José. outras são tão sucintas que conseguem transformar uma história interessante numa simples informação. levando-o a viver a história. por mais simples que seja. Mas atenção. bem como os objetivos deste estudo. do autor e do gênero textual! Clarice Lispector (Tchetchelnik Ucrânia 1925 . Pode-se dizer que o ser humano já surgiu contando contos. Uma boa história deve conter todas as informações que contribuam para dar vida e sentido ao texto. é importante Antecipar aos estudantes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título.

LÍNGUA PORTUGUESA Felicidade clandestina Clarice Lispector Ela era gorda. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro. Como casualmente. nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas. o dia seguinte viria. eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. onde morávamos. meio arruivados. Pouco aproveitava. Mas que talento tinha para a crueldade. as ondas me levavam e me traziam. os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira. saí devagar. e sim numa casa. por cima do busto. dormindo-o. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico. baixa. disse-me que havia emprestado o livro a outra menina. altinhas. enquanto nós todas ainda éramos achatadas. nadava devagar num mar suave. Boquiaberta. sardenta e de cabelos excessivamente crespos. em vez de pelo menos um livrinho barato. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. 9 . de cabelos livres. ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. informou-me que possuía As reinações de Narizinho. Ela não morava num sobrado como eu. literalmente correndo. Não me mandou entrar. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Como essa menina devia nos odiar. enchia os dois bolsos da blusa. E. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa. era um livro para se ficar vivendo com ele. E nós menos ainda: até para aniversário. Era um livro grosso. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando. com balas. completamente acima de minhas posses. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Como se não bastasse. que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Na minha ânsia de ler. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. Olhando bem para meus olhos. de Monteiro Lobato. comendo-o. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo. meu Deus. com suas pontes mais do que vistas. chupando balas com barulho. Tinha um busto enorme. Ela toda era pura vingança. No dia seguinte fui à sua casa. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia. o amor pelo mundo me esperava. esguias.

Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Peguei o livro. mas você só veio de manhã. Até que essa mãe boa entendeu. meu coração pensativo. às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. grande ou pequena. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. Chegando em casa. e assim recebi o livro na mão. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada. não comecei a ler.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa. Ela sabia que era tempo indefinido. que eu voltasse no dia seguinte. Fingia que não o tinha. achava-o. não saí pulando como sempre. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde.LÍNGUA PORTUGUESA com um sorriso e o coração batendo. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Meu peito estava quente. Acho que eu não disse nada. E assim continuou. fui passear pela casa. às vezes adivinho. fechei-o de novo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser. exausta. Até que um dia. pode ter a ousadia de querer. quando eu estava à porta de sua casa. disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. no decorrer da vida. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era 10 . que não era dada a olheiras. Saí andando bem devagar. entrecortada de palavras pouco elucidativas. de modo que o emprestei a outra menina. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta. comprimindo-o contra o peito. Foi então que. E eu. o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. só para depois ter o susto de o ter. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa. adivinhando mesmo. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer. enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. apareceu sua mãe. adiei ainda mais indo comer pão com manteiga. Horas depois abri-o. Mas. ao vento das ruas de Recife. também pouco importa. finalmente se refazendo. li algumas linhas maravilhosas. Mal sabia eu como mais tarde. fingi que não sabia onde guardara o livro. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder. sem faltar um dia sequer. abria-o por alguns instantes. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Não. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Quanto tempo? Não sei. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa. Quanto tempo levei até chegar em casa.

1998 Professor(a). sem tocá-lo. Assim. Às vezes sentava-me na rede. só para se redescobrir possuidora dele. Rocco . sua felicidade aparece como um sentimento “clandestino”.. estabelecer relações. Eu era uma rainha delicada. aqui. inferir informações etc.LÍNGUA PORTUGUESA a felicidade. oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. Professor(a).. Parece que eu já pressentia. professor(a). Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. em êxtase puríssimo. discuta com eles as respostas dadas. para que você possa planejar as intervenções necessárias. voltando ao texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. 03 O que causou prazer à personagem protagonista? Possibilidade de resposta: O fato de poder ficar com o objeto tão desejado pelo tempo que quisesse. use uma boa dose de criatividade e mãos à obra! A ideia. Como demorei! Eu vivia no ar. balançando-me com o livro aberto no colo. Em seguida. mostrandolhes as várias possibilidades de interpretação levantadas. Desperte a sua imaginação. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender.Rio de Janeiro. 02 O que causa o sofrimento da protagonista? Possibilidade de resposta: Não conseguir o seu objeto do desejo (o livro). Havia orgulho e pudor em mim. desde que respaldadas pelo texto. Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de um conto. 04 De que forma a filha do livreiro demonstra sua crueldade? Possibilidade de resposta: Sempre inventando uma desculpa para não emprestar o livro à colega que tanto o desejava. já que nem ela mesma pode se conscientizar de sua própria felicidade para que esse sentimento não acabe.Ed. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. Felicidade Clandestina . após a leitura. mas o deixa no quarto e finge esquecer que o possui. Dessa forma. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. 11 . Os estudantes devem compreender que várias interpretações são possíveis e aceitáveis. 01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto? Possibilidade de resposta: A personagem protagonista ganhou permissão para ficar com o livro pelo tempo que desejasse.

contos literários são histórias sobre gente comum. Retomar a produção inicial. 12 . algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema. que aparecem em jornais. para transmitir ideias . antecipando-lhes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. do tema abordado. lançou diversos livros no exterior. entre romances. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. de Moacyr Scliar (Vol. 2 da Coleção Literatura em Minha Casa. em livros. Prática de oralidade Professor(a). em Porto Alegre. Autor premiado. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Conto literário. Conceito De acordo com Moacyr Scliar. contos. no seu texto “O conto se apresenta”. construindo significados e inferindo informações implícitas. escritas por gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. literatura juvenil e ensaios. do autor e do gênero textual! Moacyr Scliar nasceu em 1937.os escritores. Tem mais de cinquenta livros publicados. Refletir sobre as características do conto com base no texto de Moacyr Scliar. em revistas. explorando as práticas de oralidade. proponha à classe uma leitura compartilhada do texto O conto se apresenta. leitura e escrita. 2001). o teatro e a televisão.

falo baixinho ao ouvido do velho: – Conte uma história para eles. É uma coisa natural. Esperam que o homem dê a resposta. uma voz. Mas a lua não é uma coisa muito boa para comer. não adianta olhar ao redor: você não vai me enxergar. porque no escuro estão as feras que os ameaçam. muito tempo. Falo de muitas coisas. aqueles que vivem nas cavernas. Mas ele não sabe o que responder. 13 . Não sou pessoa como você. de modo que lá pelas tantas o grande tigre bota a lua para fora de novo. É uma história sobre um grande tigre que anda pelo céu e que de vez em quando come a lua. como estou fazendo agora. conto muitas histórias. Existe uma história que fala de coisas que eles conhecem:tigre. E ela aparece no céu. brilhante. em homenagem a você. sem que ninguém note. Faça o seguinte: feche os olhos e imagine uma cena. Eu. lua. Todos estão encantados. Existe um conto. do Saci-Pererê. Devo lhe dizer que sou muito antigo. Você já me ouviu falando de Chapeuzinho Vermelho e do Príncipe Encantado. Surjo lá da escuridão e. É o que vou fazer agora. Todo mundo: homens. Aquele conto. Não fique tão surpreso assim: você me conhece. Por exemplo. vão contar a história para explicar a eles por que a lua some de vez em quando. É de noite e uma tribo dos nossos antepassados. uma cena que se passou há muitos milhares de anos. Vejo que você ficou curioso. Sabe o contos de fadas. Quer saber coisas sobre mim. As pessoas vão lembrar esse conto por toda a vida.LÍNGUA PORTUGUESA O conto se apresenta Moacir Scliar Olá! Não. comer – mas fala como essas coisas poderiam ser. Na verdade. Uma voz que fala com você ao vivo. o Conto. O Conto. aqueles enormes tigres e outras mais. Porque contar histórias é uma coisa que as pessoas fazem a muito. E quando as crianças da tribo crescerem e tiverem seus próprios filhos. qual a minha idade. que é uma espécie de guru para eles. de bruxas. E então eu apareço. somos até velhos amigos. aquele mistério não existe mais. Então alguém olha para a lua e pergunta: por que é que as vezes a lua desaparece? Todos se voltam para um homem velho. E começo me apresentando: eu sou o conto. Eles têm medo de escuro. Sou.E ele conta. E a lua some. E felizes: antes. mas nunca falei de mim próprio. crianças. o conto de mistério? Sou eu. Todos escutam o conto. de reis. Ou então que lhe fala dos livros que você lê. não como eles são. que brota de dentro da gente. está sentada em redor da fogueira. vamos dizer assim. havia um mistério: por que a lua some? Agora. mulheres.

Todos gostam. e escreve uma história. Ele não me vê. Histórias que atravessam os tempos. Não. E mais uma vez. ele fica surpreso. em escrever uma história. Aí surge a escrita. Eu me apresento. escrever uma história? Como aquelas histórias que todas as pessoas contavam e que vinham de um passado? Ele. que duram séculos. sobre criaturas fantásticas. sobre criaturas fantásticas. Então ele senta. É uma história sobre uma criança. digo-lhe que estou ali com uma missão especial – com um pedido. naqueles sinais chamados letras. não.LÍNGUA PORTUGUESA No começo. assim como você ficou. quando as pessoas narram histórias – sobre deuses. sobre monstros. para a namorada. E então. Já não são histórias sobre deuses. Mostra para outras pessoas. A inspiração não vem de fora. chego perto de um homem ainda jovem. não é uma coisa misteriosa que entra na nossa cabeça. Como eu. em livros. Você sabe o que é inspiração? Inspiração é aquela descoberta que a gente faz de repente. E é nesse momento que eu tenho uma grande ideia. E assim vão surgindo escritores. só que a gente não sabia. ele já havia pensado nisso. E de novo. cara. escrever uma história? E assinar seu próprio nome? Será que pode fazer isso? Dou força: – Vá em frente. pode crer. E aí. que permitem que pessoas se comuniquem. eu existo somente como uma voz. mesmo à distância. Então escreve de novo. ele gosta do que escreveu. Ela escreve. E as pessoas vão gostar de ler. para os amigos. Os contos deles aparecem em jornais. Você vai gostar de escrever. Nota que algumas coisas não ficaram muito bem. Mesma coisa: – Escreve uma história. A boa ideia já estava dentro de nós. E aquelas histórias – sobre deuses. como me apresentei a você. em revistas. sim. todos se emocionam com a história. uma história muito bonita. é assim que eu existo: quando as pessoas falam em mim. Uma grande invenção. Como você não me vê. Ele lê o que escreveu. Uma inspiração. com aquela boa ideia. Escreva uma história. Num primeiro momento. sobre monstros. Na verdade. A gente tem muitas boas ideias. Mas tinha dúvidas: ele. – Escreva uma história. muito sensível. Agora estou ali. portanto. vamos dizer assim. são histórias sobre gente comum – porque as histórias sobre 14 . Procuro uma moça muito delicada. de repente tem uma ideia muito boa. sobre criaturas fantásticas – vão aparecer em forma de palavras escrita. a escrita. você não concorda? Com a escrita. E eu vou em frente.

as ideias que motivam a escrita de um conto. Mas a nossa vida. • para emocionar pessoas. como: os vários tipos de histórias existentes. como colegas de escola. vol. • escritas por gente que sabe usar as palavras – os escritores. 03 Onde foi publicada? No livro que tem o mesmo título do conto: Felicidade Clandestina. Era uma vez um conto. Alguns deles – grandes escritores. está cheia de emoções. Companhia das Letrinhas. 04 Para que foi escrita? Para transmitir ideias de uma forma emocionante. São Paulo. as narrativas da tradição oral.LÍNGUA PORTUGUESA as pessoas comuns muitas vezes são mais interessantes do que histórias sobre deuses e criaturas fantásticas: até porque deuses e criaturas fantásticas podem ser inventados por qualquer pessoa. como surgem os escritores de contos etc. Onde há gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. existem escritores. Prática de leitura Em relação ao conto Felicidade clandestina. 15 . em revistas. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do conto. O mundo da nossa imaginação é muito grande. inclusive envolvendo personagens reais. 02 Por quem foi escrita? Por Clarice Lispector. a vida de cada dia. em livros. -------------– Eu sou o conto. pode haver conto. de Clarice Lispector. a invenção da escrita e. com ela. para transmitir ideias. e tendo por base as características do conto apontadas por Moacyr Scliar. chamando a atenção dos estudantes para referências importantes. o surgimento da história escrita. É perfeitamente possível que este fato aconteça realmente. Professor(a). apresentadas por Moacyr Scliar de forma tão leve e prazerosa: • histórias sobre gente comum. E onde há emoção. 2002. faça uma leitura oral do texto com a classe. responda às questões abaixo: 01 Esta é uma história de gente comum? Por quê? Sim. para transmitir ideias. a inspiração. • aparecem em jornais.2.

durante a leitura dos textos. identificando seus elementos e características próprias. AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. medeie esta atividade. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu conto. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. 16 . para emocionar o leitor. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. antes de publicarem seus textos. assim como fazem os escritores famosos. construindo significados e inferindo informações implícitas. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu uma história possível de acontecer.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). Retomar a produção inicial. leitura e escrita. Professor(a). envolvendo pessoas comuns. com base nas anotações feitas por você. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido. Ler contos. explorando as práticas de oralidade. Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos.

como As meninas. dentre eles o conto Biruta. de Lygia Fagundes Telles (Vol. 2001). um só drama. que. Professor(a). certamente lhe causará um efeito singular. acrescentamos. o suporte textual e os recursos de que a escritora utilizou para emocionar o leitor etc.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito À leveza do conceito de Elias José e Moacyr Scliar. Pergunte a eles se conhecem a história. apresente à classe o conto. concreta e objetiva Texto adaptado do livro O que é conto. originalmente publicado na sua obra Histórias escolhidas (1961). neste momento. que impressões tiveram etc. 17 . Prática de leitura Professor(a). em caso negativo. proponha a leitura silenciosa do conto abaixo. o que o título “Biruta” lhes sugere. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. uma só ação e poucos personagens • Todos os ingredientes do conto convergem para o mesmo ponto • Deve emocionar quem o lê • Os fatos neste gênero literário acontecem em curto espaço de tempo: já que não interessam o passado e o futuro. Sugira aos estudantes que verifiquem as hipóteses levantadas no momento da antecipação. algumas particularidades deste gênero textual: • É um texto em prosa que contém um só conflito. Aproveite o momento para dizer-lhes quem é Lygia Fagundes Telles. de Luzia de Maria Prática de oralidade Como exemplo dessas particularidades. façam inferências das informações que não estão explícitas no texto. e checagem dos fatos durante a leitura. Premiadíssima contista. identifiquem os elementos do conto. o que acham que irá acontecer na história. escreveu vários contos. ou dias • A linguagem do conto é direta. por sua grande emotividade e beleza. aqui. trazemos para você o conto Biruta. as coisas se passam em horas. se já leram algum texto da autora. Também escreveu romances de grande repercussão. da Coleção Literatura em Minha Casa. Lygia Fagundes Telles nasceu em 1923 na cidade de São Paulo. onde mora até hoje.

por quê? Por que não se esforçava um pouco para ser meihorzinho? Dona Zulu já andava impaciente.. como se quisesse apreender melhor as palavras do seu dono. aguda e reta. Voltou-se para o cachorro. Leduína também.. ora para a esquerda. ambas as orelhas estavam no mesmo nível. Ajoelhou-se. Biruta. – Já está escurecendo. as pontas quase tocando o chão. tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada para seus bracinhos finos. Biruta sentou-se muito atento. êh. Mas se fosse uma carteira nova. Sacudiu as mãos cheias de espuma. enquanto a outra empinou. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. 18 . anda ligeiro com essa louça! – gritou Leduína. não precisa fazer essa cara de inocente!. o focinho entre as patas e baixou a orelha. Biruta! – chamou sem se voltar.. Biruta fez aquilo. Biruta fez isso. O cachorro saiu de dentro da garagem. – E subiu em cima da cama e focinhou as cobertas e mordeu uma carteirinha de couro que ela deixou lá.. ouviu? Ouviu. A orelha caída ergueu-se um pouco. Seu olhar interrogativo parecia perguntar: “Mas que foi que eu fiz. Entre elas. Com um gesto irritado. – Alonso. Abuso? Não me lembro de nada. tenho que sair! – Já vou indo – respondeu o menino enquanto removia a água da bacia. sim senhor.” – Lembra sim senhor! E não adianta ficar aí com essa cara de doente.. arregaçou as mangas que já escorregavam sobre os pulsos finos. – Biruta.LÍNGUA PORTUGUESA Biruta Lygia Fagundes Telles Alonso foi para o quintal carregando uma bacia cheia de louça suja. Agora. A carteira era meio velha e ela não ligou muito. E seu rostinho pálido se confrangeu de tristeza. que não acredito. formaram-se dois vincos. próprios de uma testa franzida no esforço da meditação. como daquela outra vez que você arrebentou a franja da cortina. Biruta deitou-se. Tinha mãos de velho. – Leduína disse que você entrou no quarto dela – começou o menino num tom brando. Biruta?! – repetiu Alonso lavando furiosamente os pratos. Biruta! Se fosse uma carteira nova! Me diga agora o que é que ia acontecer se ela fosse uma carteira nova!? Leduína te dava uma suna e eu não podia fazer nada. enfiou.. – Sente-se aí. Era pequenino e branco. – disse Abonso pousando a bacia ao lado do tanque. inclinando interrogativamente a cabeça ora para a direita. aparecendo por um momento na janela da cozinha. murchas. que vamos ter uma conversinha. Andava com dificuldade. lembra? Você se lembra muito bem. Por que Biruta não se emendava. uma orelha em pé e a outra completamente caída.

Lágrimas saltaram-lhe dos olhos. – Mas por que você escondeu o resto? – perguntou a patroa. – Porque fiquei com medo. Biruta mascava uma folha seca. – Por que você não arrebenta as minhas coisas? – prosseguiu o menino elevando a voz. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. – Atrevido! Ainda te devolvo pro asilo. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala.” Biruta então ganiu sentidamente. Tinha bem viva na memória a dor que sentira nas mãos corajosamente abertas para os golpes da escova. “Biruta. vinham visitas para o jantar. precisava encher os pasteis. não sabe? Pois agora não te dou presente de Natal. piscando os olhinhos temos. Você vai ver!. Leduina ficou desesperada. Binuta estava lá. “que é que eu faço. batendo. seu ladrãozinho! Quando ele voltou à garagem. Não faz mal. as duas orelhas caídas. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. mas não faz mal. apanhei por sua causa. 19 . Você vai ver se ganha alguma coisa. Alonso arrancou-lhe a carne. E se fosse a carteira de dona Zulu? – Hem. Os dedos foram ficando roxos. batendo como se não pudesse parar nunca mais. está acabado.. – Você sabe que tem todas as minhas coisas pra morder.LÍNGUA PORTUGUESA Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. Biruta?! E se fosse a carteira de dona Zulu? Já desinteressado. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda. Lambeu-lhe as mãos. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim. piscando. Biruta já estava lá. com a posta de carne entre as patas. Biruta. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. deitado bem em cima do travesseiro. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. Leduína.. Lambeu-lhe as lágrimas. comendo tranquilamente. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. – Está aqui. aproximando-se. “Alonso. Isso tinha acontecido há duas semanas. mas ela continuava batendo com aquele mesmo vigor obstinado com que escovara os cabelos. E agora Biruta mordera a carteirinha de Leduína. o focinho entre as patas.

Biruta dormia profundamente. com bastante pelo e as duas orelhas de pé! Você vai ficar lindo quando crescer. Estendeu-lhe uma caçarola com batatas: – Olha aí para o seu jantar.LÍNGUA PORTUGUESA Girou sobre os calcanhares. – Aproveita. – Hoje é dia de Natal. “Por que dona Zulu tem que ser assim? O doutor é bom. nunca se importou nem comigo nem com você. Alonso suspirou. – Deixe de falar sozinho e traga logo essa bacia. Biruta. menino. queria só brincar. como as crianças. Já está quase noite. eu sei que vai!” – Alonso! – Era a voz de Leduína. Biruta seguiu-o aos pulos. O menino vergou o corpo sacudido pelo riso. Biruta abriu os olhos. bocejou com um ganido e levantou-se.. – Ai. ajeitando a caçarola no colo. Você vai jantar sozinho. Por que dona Zulu tinha tanta raiva dele? Ele só queria brincar. Por que não entendiam isso? Não fazia nada por mal. Por que dona Zulu tinha tanta raiva de crianças? Uma expressão desolada amarfanhou o rostinho do menino. – Aproveita que eu estou com a mão ocupada. Ah. é como se a gente não existisse. Voltou-se para Leduína. – Chega de dormir. menino. O menino equilibrou penosamente a bacia na cabeça. calou-se. dando as costas ao cachorro. estirando as patas dianteiras. Biruta. aproveita! Assim que colocou a bacia na mesa. Tem ainda arroz e carne no forno. Alonso então sorriu. Leduína tem aquele jeitão dela. Mas Biruta esquivou-se. num longo espreguiçamento.. – Alonso inclinou-se. Como a reação tardasse. Biruta era como uma criança. – Mas só eu vou jantar? – surpreendeu-se Alonso. Dois olhinhos brilharam no escuro: Biruta ainda estava lá. dependurando-se com os dentes na barra do seu avental. mordendo-lhe os tornozelos. Tinha então a certeza de que não estava acontecendo nada. lançou-lhe um olhar furtivo. eu também tenho a minha festa. esperando qualquer reação por parte do cachorro. Biruta. E espiou apreensivo para debaixo do fogão. Era tão bom quando Biruta resolvia se sentar! Melhor ainda quando dormia. A trégua. seu vagabundo! – disse Alonso espargindo água no focinho do cachorro. cresça logo.. pelo amor de Deus! Cresça logo e fique um cachorro sossegado. seu bandidinho! – riu-se Alonso. – O que o seu filho vai ganhar? 20 . latindo. Só dona Zulu não entende que você é que nem uma criancinha. Em seguida. Eles vão jantar fora. que o Biruta judiou de mim!. ele inclinou-se para agarrar o cachorro.. Resmungou ainda enquanto empilhava a louça na bacia. mas duas vezes já me protegeu. quer dizer. Leduína. A empregada pôs-se a guardar rapidamente a louça.

. Tinha uma que já me conhecia. que queria um cavalinho.. Perguntei à toa.. Abotoava os punhos do vestido de renda. as mãos abertas em torno da vasilha. morna ainda.. E ficou em silêncio. A porta abriu-se bruscamente e a patroa apareceu.. – Ainda não foi pra sua festa. não sei por que ela não apareceu mais..O bom Jesus é quem nos traz a mensagem de amor e alegria”. Alonso baixou o olhar. se ela pudesse ouvi-lo! “. sabe. Deixou cair na caçarola a batata já fria. sua fisionomia iluminou-se. Alonso pegou uma batata cozida. lembra? Agora ele não vai precisar mais morder suas coisas. Leduína? Por quê? Que foi que aconteceu? Ela hesitou. Sabe. Biruta! Está com fome.. – Pensei que você já tivesse 21 . Pois não prometera levá-lo? Não prometera? Nem lhe sabia o nome. Com aquele dinheirinho que você me deu. – Êh. Dois anos seguidos esperou por ela. é muita responsabilidade tirar criança pra criar! – disse Leduína desamarrando o avental... Alonso encolheu-se um pouco. Leduína? – Hoje cedo ele não esteve no quarto de dona Zulu? O menino empalideceu. Depois. A voz suavizou. Inutilmente a procurava entre as moças que apareciam no fim do ano com os pacotes de presentes. E de repente. Leduína. Apertou os olhos. ela disse. Ele não vai mais mexer em nada. me dava sempre dois pacotinhos em lugar de um. Sondou a fisionomia da mulher. Biruta? Seu vagabundo! vagabundo!.LÍNGUA PORTUGUESA – Um cavalinho – disse a mulher. me deu sapatos.. tem a bolinha só pra isso. E encolheu os ombros. irradiou-se para todo o rosto uma expressão dura. vai encontrar o cavalinho dentro do sapato dele. um casaquinho de malha e uma camisa. apareciam umas moças com uns saquinhos de balas e roupas. não sabia nada a seu respeito. – Lá no asilo. – Por que ela não ficou com você? – Ela disse uma vez que ia me levar. Fechou-a nas mãos arroxeadas. Deles. Por que. Puxou o cachorro pelo rabo.. – Já chega os que a gente tem.. – Quando ele acordar amanhã. era apenas “a madrinha”. no Natal. Mas ela estava sorridente. – Só se foi na hora que fui lavar o automóvel. Inutilmente cantava mais alto do que todos no fim da festa. Vivia me atormentando que queria um cavalinho. quando então se reunia aos meninos na capela. A madrinha. O menino sorriu também. – Também. Ah. Um dia. – Nada. Biruta também vai ganhar um presente que está escondido lá debaixo do meu travesseiro. Leduína? – perguntou a moça num tom afável.

Mas sem dar-lhe tempo de responder a mulher saiu apressadamente da cozinha. Sentou. – Voltouse para a patroa.. inclinando-se para fazer uma carícia na cabeça do cachorro. amanhã cedinho te dou uma coisa. – Está bem.. não empresta? O automóvel já está na porta. – Hoje tem festa em toda parte. Mas então era isso?!. Deixe ele aí atrás.. Apertou-lhe a pata. Vou te esperar acordado.. Mas não demore muito! O patrão já estava na direção do carro. – Foi hoje que Nossa Senhora fugiu no burrinho? 22 . – Mas. Então me lembrei de levar o Biruta emprestado só por esta noite. ganiu dolorido e escondeu-se debaixo do fogão. ele não sabia o que dizer. hem? Tem um presente no seu sapato. O pequeno está doente. com tudo! Numa festa. Você empresta seu Biruta só por hoje. – Biruta vai adorar a festa! – exclamou assim que entrou na cozinha. E sorriu desculpando-se: – Até de mim ele se esconde. O homem voltou-se ligeiramente. A mulher pousou a mão no ombro do menino: – Vou numa festa onde tem um menininho assim do seu tamanho. – Decerto.. com doces. está bem. não. Biru. – Te espero acordado. beijando o focinho do cachorro. tenha juízo. Biruta! Cachorro mais bobo. Ele adora cachorros. o pobrezinho. deu agora de se esconder. precisando do Biruta! Abriu a boca para dizer-lhe que sim. – Numa festa com crianças.. – O Biruta.. – acrescentou num sussurro.. não está? – prosseguiu a mulher. Alonso ainda beijou o focinho do cachorro. – E antes que a empregada respondesse. Baixou os olhos. Dona Zulu pedindo Biruta emprestado. Biruta? Você vai numa festa! – exclamou. tem crianças. Alonso tentou encobrir-lhe a fuga: – Biruta.LÍNGUA PORTUGUESA saído. Ponha ele lá que estamos de saída. Leduína? A mulher já se preparava para sair. nada de desordens! Se você se comportar. Viu. que o Biruta estava limpinho e que ficaria contente de emprestá-lo ao menino doente.se. Alonso pôs-se a mastigar pensativamente. vai ficar radiante. ele não quer outra coisa! – Fez uma pausa.o no assento do automóvel e afastou-se correndo. – O Biruta está limpo. – E lá tem doces. doutor. Biruta baixou as orelhas. ela voltou-se para Alonso: – Então? Preparando seu jantarzinho? O menino baixou a cabeça. seu sem-vergonha! – repetiu. pelo amor de Deus. O rosto do menino resplandeceu. Alonso aproximou-se. colocou. fez-lhe uma última carícia. Em seguida. Quando ela lhe falava assim mansamente... com a boca encostada na orelha do cachorro.

23 . Engoliu com dificuldade o pedaço de batata que ainda tinha na boca.. Vão soltar o cachorro bem longe daqui e depois seguem pra festa. contraindo a boca. não gosto. estava muito boazinha. Depois então é que aquele rei manda prender os três. hoje era Natal. Dirigiu-se à porta.. Leduína. eu me escondia com ele no meio do mato e ficava morando lá a vida inteira. eu não gosto. – Não vai o quê. só nós dois! – Riu-se metendo uma batata na boca.. Não adiantou. o Biruta não vai voltar. Mas não te disse nada e agora de tardinha. Alonso observou-a. A mulher voltou-se para o menino. – Sabe. Mas eu não gosto dessa história de enganar os outros. escutei a conversa dela com o doutor: que não queria mais esse vira-lata. você ia sentir muito. Leduína.LÍNGUA PORTUGUESA – Não. se algum rei malvado quisesse matar o Biruta. – E tão boazinha. Você não achou que hoje ela estava boazinha? – Estava. – Sabe.. que amanhã dava um jeito. entendeu? Ela mentiu pra você. já surrei ele. Não vai fazer mais isso nunca. menino. Decidiu-se: – Olha aqui. – Dona Zulu estava linda. encarou-o. – Por que você está rindo? – Nada – respondeu ela pegando a sacola. E de repente ficou sério. Biruta não vai mais voltar. Levantouse. você não precisa dizer pra dona Zulu que ele mordeu sua carteirinha. Alonso concentrou-se: – Estava. E julgou adivinhar o que a preocupava.. Amanhã ela vinha dizer que o cachorro fugiu da casa do tal menino. eu prometo que não. É melhor que você fique sabendo desde já. ouvindo o ruído do carro que já saía. que ele tinha que ir embora hoje mesmo. Ela ficou daquele jeito. não? – Não vai o quê? – perguntou Alonso pondo a caçarola em cima da mesa. Leduína? – Não vai mais voltar. se eles gostam de enganar os outros. Mas antes. eu já falei com ele. parecia querer dizer qualquer coisa de desagradável e por isso hesitava. O doutor pediu pra ela esperar. enquanto você lavava a louça. Vacilou ainda um instante. e mais isso. e mais aquilo. Foi hoje que Jesus nasceu. Pela primeira vez.. Hoje cedo ele foi no quarto dela e rasgou um pé de meia que estava no chão.

vol. A porta de ferro estava erguida. vai jantar. E arrastando os pés. Ajoelhou-se. – Que gente também! – explodiu. 02 As ações convergem para o mesmo ponto? Qual Sim. Biruta. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. Vai. São Paulo. 24 . A luz fria do luar chegava até a borda do colchão desmantelado. sem avisá-lo. Ele deixou cair os braços ao longo do corpo. Para a estrema crueldade de dona Zulu que chega ao ponto de tirar o cãozinho do garoto. Alonso cravou os olhos brilhantes num pedaço de osso roído. meio encoberto sob um rasgão do lençol. A voz era um sopro.. Alonso.. familiar. foi saindo para o quintal. Estendeu a mão tateante. – Biruta. Leduína. Em relação ao texto lido e tendo por base o conceito apresentado por Luzia de Maria. num andar de velho. segurando a bola. Tirou debaixo do travesseiro uma bola de borracha. Linguagem direta. dona Zulu e seu marido.LÍNGUA PORTUGUESA Alonso fixou na mulher o olhar inexpressivo. na noite de Natal. não.2. Muito tempo ele ficou ali ajoelhado. 2002. – Não se importe. De conto em conto. Depois apertou-a fortemente contra o coração. Editora Ática. – Biruta – chamou baixinho. 03 A história acontece em um curto espaço de tempo? Delimite-o! Sim. responda aos questionamentos abaixo: 01 O conto Biruta tem poucos personagens? Quem são? Sim. Abriu a boca. objetiva. – e desta vez só os lábios se moveram e não saiu som algum. Ela perturbou-se. Bateu desajeitadamente no ombro do menino. 04 Que tipo de linguagem é utilizada no conto.. – Não?. filho. Dirigiu-se à garagem.

É bom compartilhar o que sentimos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome novamente o seu conto e observe esses elementos: há poucos personagens? O espaço de tempo é curto? Onde se passa a história que você criou? Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. identificando seus elementos e características próprias. Vamos lá? Professor(a). percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. medeie esta atividade. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Percorra os grupos para observar as impressões e os comentários dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pela autora para tornar a história tão interessante. 25 . explorando as práticas de oralidade. durante a leitura dos textos. Ler com fluência e autonomia. este é o momento de aprimorar a sua escrita. Professor(a). a ponto de envolver e comover os leitores. construindo significados e inferindo informações implícitas. Ler contos. com base nas anotações feitas por você. Prática de oralidade Você leu um conto muito comovente. peça que extravasem as emoções provocadas pelo conto e relatem experiências semelhantes vividas por eles ou pessoas conhecidas. O que você sentiu durante a leitura? Converse com os colegas sobre isso. divida a turma em duplas.

ponto de vista e enredo. de fantasia ou imaginação. Enredo: é a organização dos fatos e ações vividas pelos personagens. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. numa determinada ordem. Como todos os textos de ficção. Este último procedimento recebe o nome de técnica da retrospectiva ou flash-bach. 02 Em que dia do ano se passa a história? Em que momento desse dia? Sim. 01 A partir desses elementos você consegue deduzir a época em que acontece essa história? Percebe-se. Essa ordem pode ser linear.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. em seu caderno. proporcionar alegria e felicidade ao (à) outro (a). No conto Biruta. para confirmar suas hipóteses. daí o significado da troca de presentes. como a solidariedade. o que acontece depois vem contado depois. Atualmente há açougues em supermercados que ficam abertos até durante a noite. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. quer dizer. o desejo de fazer o bem. Tempo: uma história passa-se num tempo determinado. A partir dos elementos mencionados. aflorando sentimentos que possam ter ficado adormecidos durante todo o ano. dentre outros indícios. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. 03 Por que a escolha desse dia para desfazer-se de Biruta torna mais cruel a atitude de Zulu? Porque. está na fala de Leduína. quando ela diz a dona Zulu que aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. e responda-as. o que acontece antes vem contado antes. tempo. ao invés de “carro”. personagens. Às vezes essa ordem linear pode ser interrompida para voltar ao passado. E é exatamente neste dia que dona Zulu. 26 . decide retirar dele o seu único presente. voltando ao texto sempre que necessário. menciona-se a palavra “automóvel”. Outro elemento do conto. pode-se deduzir que a história se passa no século XX. o conto apresenta um narrador. claramente que a história não é atual. relembrando algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. espaço. que demarca o tempo em que se passa a história. em meados da década de 60 ou 70. termo pouco utilizado nos dias atuais. ao invés de presentear Alonso. a celebração do nascimento de Jesus costuma sensibilizar as pessoas.

d. Vamos lá. _______________ d) Alonso empresta Biruta a dona Zulu. g. Essa técnica. chamada de retrospectiva ou flash-bach. Observe se algum personagem do seu texto se recorda. Leve-os a perceber que a ordem linear dos fatos e ações vividas pelos personagens. Alonso conversa com Leduína sobre o pedido de Zulu _____________ f ) Dona Zulu bate em Alonso por causa da carne Que Biruta roubou ___________ g) Leduína conta a Alonso a verdade sobre Biruta _______________ h) Alonso entrega a louça a Leduína na cozinha _______________ i) Biruta é colocado no carro e parte com Zulu e o doutour. _______________ c) No asilo. socialize a atividade. _______________ Resposta: Presente: a. escrevendo presente ou passado. de algum fato passado. 27 . dentre os fatos abaixo. _______________ e) Animado. de forma a sistematizar dois importantes elementos do conto: tempo e enredo. os que são contados no momento em que acontecem e os que são relembrados pelo personagem Alonso. ao lado de cada fato apresentado: a) Alonso lava a louça numa bacia _______________ b) Alonso volta à garagem triste e sozinho. mãos à obra! DESAFIO Identifique. ou poderia se recordar. Caso você não tenha utilizado a técnica do flash-bach e perceba que poderia tê-la utilizado para maior coerência interna do seu texto. b. faz com que o personagem Alonso se recorde de coisas passadas. f Professor(a). Quando Alonso se recorda de coisas passadas. este é o momento de fazê-lo. e.LÍNGUA PORTUGUESA 04 A ordem linear dos fatos e ações no conto Biruta foi interrompida em algum momento? Quando? Sim. Alonso recebe a visita da madrinha. i Passado: c. Prática de escrita Retome o seu conto e observe especialmente o enredo e o tempo. às vezes. h. é interrompida com a volta ao passado e recordação de algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado.

personagens. Ler contos. o conto apresenta um narrador. para confirmar suas hipóteses.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. identificando seus elementos e características próprias. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. em seu caderno. Escute o que eles têm a lhe dizer sobre o que você criou. Reúna com dois ou três colegas e. e responda-as. espaço. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. inicie esta aula. ponto de vista e enredo. 28 . Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. depois de ler as produções de todo o grupo. converse sobre o enredo e o tempo de cada conto. explorando as práticas de oralidade. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. voltando ao texto sempre que necessário. Como todos os textos de ficção. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre o tempo e o enredo dos seus contos. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. tempo. construindo significados e inferindo informações implícitas. Ler com fluência e autonomia. Prática de oralidade Professor(a). de fantasia ou imaginação.

Personagem principal. é aquele em torno do qual se desenvolve o enredo. nos trabalhos domésticos. Podem ser caracterizadas fisicamente (aparência. • Por que dona Zulu adotou Alonso? Para desenvolver uma espécie de trabalho escravo na sua casa. quando decide lhe revelar o destino de Biruta naquela noite. 29 .). Através do enredo. quanto ao modo de tratar o menino? Dona Zulu era má. apesar de não demonstrar amor e carinho por Alonso. a empregada da casa. Que diferença há entre elas. No caso do conto Biruta. uma orelha em pé e a outra completamente caída. ou protagonista.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Personagens: seres que vivem as ações. companheiro e único amigo. • Qual é o assunto do conto Biruta? A solidão e a luta de Alonso pela sobrevivência e para proteger o seu querido cão. como uma criança travessa. na garagem. • Como era Alonso física e psicologicamente? Uma criança de bracinhos finos. no fundo do quintal da casa. • Que tipo de trabalho fazia e onde dormia? Auxiliava Leduína. tratava Alonso com extrema crueldade. • Compare dona Zulu e Leduína. No texto Biruta. Alonso é o personagem principal. no canto da garagem. • Como era o relacionamento de Alonso com Biruta? Por que o cãozinho era tão importante para ele? Biruta era o único e inseparável amigo de Alonso.  Espaço: é o lugar onde se passam as ações e fatos vividos pelos personagens. • Como o marido de dona Zulu se relacionava com Alonso? Com indiferença. Não se manifestava frente às atitudes cruéis da esposa. Leduína. mãos e andar de velho. idade etc. mas Alonso e Biruta não compartilham do espaço ocupado pelo casal. Tinha olhinhos ternos e mexia em tudo. Conflito: é o principal acontecimento a partir do qual se desenvolve a história. carinhoso e amigo de Biruta. as ações acontecem na casa de dona Zulu. manifestou uma certa pena do garoto. Dormia em um colchão. através do que fazem ou do que o narrador diz sobre elas. • Como era Biruta? Por que mexia nas coisas e as estragava? Era pequenino e branco. Dormiam juntos no mesmo colchão. percebemos o relacionamento entre eles. sofrido mas muito amoroso. cor.

LÍNGUA PORTUGUESA

Qual é o espaço reservado a Alonso e Biruta na casa de dona Zulu?
A garagem, no fundo do quintal.

Que relação há entre esse espaço e a forma como Alonso é tratado pela dona da casa?
O espaço reservado a Alonso na casa de Zulu (a garagem no fundo quintal) revela que o menino era tratado pela dona da casa como um empregado, um escravo, e não como alguém da família.

Verossimilhança: é a coerência ou lógica interna da história. Os fatos narrados , mesmo inventados, devem decorrer uns dos outros de forma que o leitor aceite que possam ter ocorrido; o leitor precisa ser convencido de que os fatos narrados são possíveis na história.

Como você avalia a verossimilhança no conto Biruta?
O conto Biruta é verossímil, pois os fatos narrados, mesmo que inventados, poderiam perfeitamente acontecer na história.

Professor(a), com o objetivo de contribuir para a ampliação dos conhecimentos sobre o gênero em estudo, socialize a atividade, de forma a sistematizar os demais elementos de um conto.

Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se está claro para o leitor quem é o personagem principal e os secundários na história criada por você. Procure aprimorar suas características físicas e psicológicas, por meio das suas ações, pensamentos, atitudes e relacionamentos. Atente-se, ainda, para o assunto e o espaço criados por você. Não se esqueça de cuidar também da verossimilhança. Mãos à obra

AULA 06

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.

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LÍNGUA PORTUGUESA
O que devo aprender nesta aula
u u u

Ler contos de autor goiano. Conhecer a cultura local, com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. Analisar o emprego de adjetivos e locuções adjetivas para a caracterização das personagens e dos espaços no conto. Perceber a existência de preconceitos com relação à sexualidade, à mulher, ao negro, ao índio, ao pobre, à criança, ao velho, ao homem do campo, nos contos populares lidos. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor, título do texto, ilustrações. Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Produzir a primeira escrita de um conto.

u

u u u u

Conceito

Há duas maneiras de caracterizar um personagem, seja ele linear ou complexo: uma é pela qualificação, outras pelas ações. No primeiro caso, o personagem é descrito pelo narrador ou por outros personagens: características físicas (estaturas, aparência, idade, cor etc.), características psicológicas (personalidade, qualidade e defeitos, sonhos, desejos, emoções, pensamentos, frustrações, carências), características sociais (família, amizades, atividades, situação econômica etc.). No segundo caso, o personagem vai-se definindo pelo que faz, isto é, por suas ações o leitor vai percebendo quem ele é. Algumas vezes essas ações não são externas: passam-se na cabeça dos personagens, são ações interiores, psicológicas. Entretanto, essas duas possibilidades se completam, pois os autores recorrem tanto à qualificação quanto à ação para mostrar a personagem.
Prática de oralidade
Professor(a), neste momento, apresente à classe o conto, utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes, bem como a apresentação do autor do conto.

Hugo de Carvalho Ramos nasceu na Cidade de Goiás, no Largo do Chafariz, a 21 de maio de 1895, e morreu na mesma cidade, no dia 12 de maio de 1921. Considerado um dos grandes nomes do conto brasileiro, escreveu seu único livro Tropas e Boiadas (1917), do qual o conto Ninho de Periquitos faz parte.

Você conhece o autor da história?

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LÍNGUA PORTUGUESA
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Você já leu outros textos desse autor? O título o “Ninho de periquitos” lhe sugere alguma coisa? O que você acha que irá acontecer na história?

Prática de leitura

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda às questões que se seguem:
Proponha à classe a leitura silenciosa do conto Ninho de Periquitos de Hugo de carvalho Ramos. Peça-lhes que durante a leitura observem bem as personagens. Pergunte aos estudantes se gostaram da história, se conhecem alguma história parecida, que sentimentos ela lhe despertou. Comente que o autor utilizou uma linguagem regional, valorizando a cultura local e respeitando a variedade linguística – o sertanejo – especificamente.

Ninho de periquitos
Hugo de Carvalho Ramos

Abrandando a canícula pelo virar da tarde, Domingos abandonou a rede de embira onde se entretinha arranhando uns respontos na viola, após farta cuia de jacuba de farinha de milho e rapadura que bebera em silêncio, às largas colheradas, e saiu ao terreiro, onde demorou a afiar numa pedra piçarra o corte da foice. Era pelo Domingo, vésperas quase da colheita. O milharal estendia-se além, na baixada das velhas terras devolutas, amarelecido já pela quebra, que realizara dia antes, e o veranico, que andava duro na quinzena. Enquanto amolava o ferro, no propósito de ir picar uns galhos de coivara no fundo do plantio para o fogo da cozinha, o Janjão rondava em torno, rebolando na terra, olho aguçado para o trabalho paterno. Não se esquecesse, o papá, dos filhotes de periquitos, que ficavam lá no fundo do grotão, entre as macegas espinhosas de “malícia”, num cupim velho do pé da maria-preta. Não esquecesse... O roceiro andou lá pelos fundos da roça, a colher uns pepinos temporões; foi ao paiol de palha d’arroz, mais uma vez avaliando com a vista se possuía capacidade precisa para a rica colheita do ano; e, tendo ajuntado os gravetos e uns cernes da coivara, amarrava o feixe e ia já a recolher caminho de casa, quando se lembrou do pedido do pequeno. – Ora, deixassem lá em paz os passarinhos. Mas aquele dia assentava o Janjão a sua primeira dezena tristonha de anos; e pois, não valia por tão pouco amuá-lo.

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Então. preparava-se para novo ataque ao importuno que viera arrancá-lo da sesta. rasgara-lhe por dois pontos. para a qual a mezinha doméstica nem a dos campos. após a leitura. e pulando de outro lado. Localize-os no texto e registre no caderno. 33 . Era uma urutu. enquanto olhava admirado.LÍNGUA PORTUGUESA O caipira pousou a braçada de lenha encostada à cerca do roçado. matuto e cabloco.. mas perfidamente traiçoeira. vivamente. O matuto sentiu uma frialdade mortuária percorrendo-o ao longo da espinha. dolorosa. apoiando a mão molesta à casca carunchosa da árvore. assentada sobre a forquilha da árvore. toda atostada desde a época da queima pelas lufadas de fogo que subiam da malhada. passou a perna por cima. calcando duro. possuíam salvação. sobranceiro e altivo... E enrolando o punho mutilado na camisola de algodão. saiu do cerrado. completamente perdido. decepou-a noutro golpe. Ali mesmo. cerce quase à juntura do pulso.. estabelecer relações. inferir informações etc. onde um casal de periquitos fizera ninho essa estação. encimada a testa duma cruz... caipira. à altura do peito. na bifurcação do tronco. escancarava a boca negra para o nascente a casa abandonada dos cupins. voltando a si do estupor. O réptil. malignamente. a palma da mão. lavrador.. uma cabeça disforme. como um deus selvagem e triunfante apontando da mata companheira. mas assassina. O lavrador alçou com cautela a destra calosa. as alpercatas de couro cru a pisar forte o espinharal ressequido que estralejava. É que uma picadela incisiva. Roceiro. Mas tirou-a num repente. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. que abria ao mormaço crepuscular da tarde a galharada esguia. a fitá-lo ameaçador. que foi rasgando entre dentes. fitando-lhe. Professor(a). mostrando a língua bífida. persistentes. amputando-lhe a cabeça dum golpe certeiro. Perdido. aparecia à aberta do cupinzeiro.. sacou da bainha o largo “jacaré” inseparável. entranhou-se pelo grotão-nesses dias sem pinga d’água – galgou a barroca fronteira e endireitou rumo da maria-preta. rumo de casa. onde uma chispa má luzia. chispando as pupilas em cólera. e o caboclo. os olhinhos redondos. oblonga. surpreendido. num movimento ainda mais brusco. rebuscando lá por dentro os dois borrachos. num gesto instintivo. 01 O autor utiliza vários sinônimos para se referir ao pai de Janjão. sem vacilar. a terrível urutu do sertão. E.

todas as ações denunciam que ele é um homem do campo. 34 . psicológicas e sociais para o pai de Janjão. Não. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. No texto. Ler com fluência e autonomia. bífida. Ler contos. Retire do texto algumas delas e pelo contexto tente atribuir um significado. leitura e escrita.LÍNGUA PORTUGUESA 02 A caracterização do pai de Janjão se dá pela qualificação ou pelas ações que desenvolve na história? Se dá pelas ações que o pai de Janjão desenvolve. pois a cobra é caracterizada pelas suas qualificações e não pelas suas ações. entre outras. nas suas ações e nas informações da leitura do conto Ninho de Periquitos. encimada a testa duma cruz. Respontos. com base na sua vida. construindo significados e inferindo informações implícitas. malhada. AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários.” 04 Vocês notaram que há muitas palavras desconhecidas no texto que não fazem parte no nosso cotidiano. identificando seus elementos e características próprias. 03 A cobra é caracterizada da mesma forma que o pai de Janjão? Justifique sua resposta. coivara. alpercatas. má. o autor lhe atribui as seguintes qualificações: “ uma cabeça disforme. explorando as práticas de oralidade. oblonga. onde uma chispa. olhinhos redondos. Produção escrita DESAFIO Crie características físicas.

o final é aberto e deixa o caminho livre para a imaginação do leitor. surpreendente. diferente. com a obra Cartilha do Folclore Brasileiro. Prática de leitura Leia o texto abaixo. o desfecho. Com A Fronteira (Revolução Constitucionalista de 1932 e Minha Vida de Menino). Como todos os textos de ficção. Mas curto que a novela ou romance. neste momento. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. O desenlace pode ser feliz. originalmente publicado na sua obra Meu tio-avô e o diabo. Classicamente diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. Escreveu vários contos. ponto de vista e enredo. personagens. muitas vezes. facilmente identificado pelo leitor. momento de auge no qual as ações atingem sua máxima expressão. dentre eles o Velho e os urubus. trágico. ou não. o conto apresenta um narrador. com atenção. o conto tem sua estrutura fechada desenvolve uma história e apenas um clímax. 35 . Aproveite o momento também para falar-lhes um pouco sobre este autor goiano. onde mora até hoje. • • • • Você conhece essa história? O que o título lhe sugere? Já leu algum texto deste autor? Que impressões tiveram etc. apresente à classe o conto. Veio para Goiânia em 1938. ganhou o prêmio CLIO da Academia Paulistana da História e edição premiada pelos Correios. Os conflitos desenvolvidos alcançam. engraçado. São Paulo no dia 24 de julho de 1923. um estágio de solução. Pico máximo dos acontecimentos. de fantasia ou imaginação. tempo. Bariane Ortêncio nasceu em Igarapava.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. voltando ao texto sempre que necessário. O clímax é o momento de maior tensão e intensidade no conto. dentre elas: Prêmio João Ribeiro/1997. A história do conto tem uma conclusão. em seguida responda às perguntas. espaço. O desfecho nem sempre traz uma solução. Toda a estrutura do enredo parece direcionada para este momento culminante da história. Recebeu várias premiações. em seu caderno. Prática de oralidade Professor(a).

Passatempo.LÍNGUA PORTUGUESA O velho e os urubus De primeiro nem sabia quantos. asas abertas. deixava o fervido de ervas para o Padrinho banhar as varizes anais. ficava olhando. Ele. O pouso. a perrenguice lhe tolhendo as vontades. Só dormia assim: após a chegada dos urubus e do leite com farinha. divisando-os assim que surgissem as pintas negras no sol entrante. alguns mais que-fazeres e o leite indefectível com farinha. a doença caminhando em ritmo acelerado. assentado no banco do alpendrão. Dos outros mais serviços. quando se retirava. se interessando. O Velho. reparando o horizonte. galgando as alturas no bater das asas. Pegara-a meninota. bem em frente à casa. Um ou outro punha-se em formato aerodinâmico. a velha ainda vivia. as hemorroidas ardendo. do outro lado da cerca. Como se chamava ela? Ele sabia? Não. hora certa. além disso. o cigarro feito no capricho. ipê de grande porte. a Afilhada se ocupava. como velhas rezando. O dia rompendo. Ela também o chamava de Padrinho e jamais lhe soube o nome. Agora. as asas com V. lá deles. o clarear. chamavam-na a Afilhada. a ordenha das poucas vacas. Como se pertencesse à família. beiradeando o curral. fazia um pouco de tudo e não recebia pagamentos. E passou a contá-los todos os dias. e mergulhava 36 . de dois e até de três. tinha na chegada dos urubus o seu único entretenimento. saciado com o prato de leite com farinha de milho. Preparando o cigarro. algumas chitas e as chinelas baratas. Ali sentado. distração de velho solitário. o caneco costumeiro de café forte e quente. Era. tais aviões deixando a base. À tarde vinham do poente de um. Quando chovia à noite. para onde se largavam os urubus. procurando as camadas de ar favoráveis. atentando. pegou na opinião. como nos outros dias. o balde na mão para a ordenha. não se lembrava mais. uma árvore seca. a garantia do sono sossegado. que quase nada fazia. O Velho despertava antes dos urubus e saía para o relento de orvalho. trocando de posições no banco duro. Voavam em círculos sob o domínio dos olhos do Velho. os bichos preparando-se para levantar voo. os urubus. Não se fechavam para a nascente. eles ficavam esperando o sol sair e. o alívio. pouco depois do pouso das aves amigas. E não se retirava enquanto eles não chegassem. combinados. Esperava até que chegasse o último. No quarto. nascente incandescendo. sem perder altura. contava os seus urubus. enxugavam as penas. procurando jeito. era pelo passado. mas depois foi reparando. fácil. eram doze. e planavam por muito tempo. muito fácil do Velho contar os urubus. um a um. que nunca passou de cria da casa. Recolhia-se cedo.

o Velho sabia que logo choveria. uma por uma. cismado. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. Agora sete. arrancaram as cascas medicinais do seu ipê condenando-o. Buscara a lamparina. o sangue lhe ocorreria até as alpergatas. Não havia errado? Não. não errara. que não vinha. o bicho vindo alto. que sempre há um dia. A Afilhada entregava-lhe o caneco de café e levava o balde de leite para a cozinha. em coisinhas. depois curva ascendente. pedindo-lhe encarecidamente. que vasculhassem a pedreira. o doze mais atrás. Ocupava-se. descendo reto no galho pouso. contava. Andava disputando a vida com o ipê seco. entra não entra. descrevendo. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. que se embevecia. assim. Era o espetáculo para o Velho amigo. E. o volume aumentando até tornar-se realidade. E ele as acompanhava.. ele beirando a cerca de arame. começavam a surgir as pintas pretas. mentalmente. “Maldita hemorrêima!” – clamava. o que foi feito em vão. de há muito. O Velho. rodando. temperando com o oscilar de asas. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. Ele também já pouco se levantava do catre. Quando voltavam mais cedo para o pouso. Disse a ele. até que chegasse a hora do retorno. O sol baixo. seu agrado. Dez. Depois juntava as asas. Nunca mais flores e. o voo baixo e direto.LÍNGUA PORTUGUESA para o solo num zumbido estridente. sonhos malsonhados de sono maldormido.. madornas. nervoso. como de fato. Cada noite.. Virou obsessão. Ele sorvia em pequenos goles o café forte. sempre assim. que mal clareava. depois. como se uma dama de negro fechasse o seu leque. Lá vinha vindo o onze. mas que o ajudou a constatar o faltante. Mandou a Afilhada chamar aquele moço que sempre pegava alguma empreitada. o mais para conferir os amigos negros que não passavam de onze. que se andasse muito. o canivete no alisamento da palha e na picagem do fumo. nem folhas. Oito. Nove. encabulado. Mas não estava. Mas um dia. por muito tempo. que não era tão longe. Aí ele se recolhia satisfeito como se tivesse cumprido importante missão. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali.. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus.. mas impossível para ele. Onde andaria o seu urubu? Precisava ir à pedreira. Passavam-se os dias e nada do urubu aparecer. Eram seis. Malvados. Era roxo ou era amarelo? Não se lembrava.. Onde estaria seu décimo segundo 37 . aperreado. assim sempre.

E este era todo raio de luz. Agora nada mais. perguntando pelo desaparecido. Muito admirado. que se juntaram. Ele. na maior parte.. sumindo. Se admirou e ficou também feliz. farfalhou em voo rasante pela cabeça do amigo. o semblante no seu quieto de paz. feliz. Estava disposto e leve. refulgente. vira o padrinho sorrir. de um galho a outro.LÍNGUA PORTUGUESA apóstolo? E falava com eles. a esquadrilha da amizade. o Velho notou um clarão de aurora e levantouse. Aí o resplandecente bateu asas. o gadinho sendo... será? – pensou o velho. seguindo o seu urubu procurando as camadas favoráveis de ar. o sorriso dele. pelas tais e tantas cores. aceitou e partiu voando também. O leite com farinha agora sendo pouco. avistava lá de cima as divisas da fazendola. O Velho já não se alimentava mais. A Afilhada não tinha iniciativa. Não se alimentava nem mais com café e o cigarro. volteou a árvore. na comemoração de volta do companheiro. sumindo. resplendor. talvez perscrutando horizontes. até que o sol se anunciou. ainda. saltando no gingado desengonçado deles. E agora. Não alcançava as consequências. – Não. os olhos abertos. acompanhando o seu urubu brilhante. o dia avançando.. quase nada. as asas coloridas emanando luz. afoito. decerto respondendo que não sabiam. Como já era tarde. formado com os outros. o discão vermelho no horizonte. a cumprimentá-lo. pintas pretas. desde quando chegara àquela casa. talvez o Padrinho aceitasse. Não sei. a Afilhada foi até o quarto levar o caneco de café. Divisou. virou... identifique: • Personagens o Velho e a Afilhada 38 . 01 Tomando como base o conto lido. todos os doze urubus no velho ipê seco. toda pompa. o bando se dirigindo para aquela direção. – Um remédio? O Padrinho quer um remédio? Ele negava com a cabeça. Era alta madrugada. não! Queria era o seu urubu! – Ele voltou? – perguntou o Padrinho. não sabe como. ele aceitava. planando na gostosura!. sempre fora mandada. tão bonito. pois nunca. bem abertos. Um urubu-pavão. pela Afilhada. Alguns grasnavam. Não queria nada. a convidá-lo. – o que ela sabia contar não passava dos dedos de uma das mãos. fez círculos curtos em torno do Velho. Saiu para fora. Passava com o café e os inúmeros cigarros feitos. Não chamou ninguém. com alegria. do reencontro.

curral. Por que em sua opinião o autor faz isso? Resposta possível: A falta de identidade das personagens centrais da histórias revela a frieza das relações humanas (embora os personagens convivessem juntos ambos não sabiam seus respectivos nomes). entra não entra Noite: Buscara a lamparina. 04 Em sua opinião. que mal clareava • Conflito um velho já doente se aproximando da morte que tem como entretenimento contar os urubus. nascente incandescendo.LÍNGUA PORTUGUESA • Tempo (exemplifique com elementos do texto) Manhã: O dia rompendo. Prática de escrita Este é o momento de você observar o clímax e o desfecho da sua produção inicial. 39 . • Espaço o espaço é a fazenda (curral. quarto) 02 Qual é o clímax desse conto? É o momento em que o velho conta os urubus e falta um deles. Caso estes elementos não estejam bem definidos. aprimore-os. casa .alpendre. 03 Qual é o desfecho do conto? O velho morrer feliz. por que o Velho não sabia o nome da Afilhada? E por que a Afilhada não sabia o nome do velho? Resposta possível: Pelo fato de o autor querer mostrar a indiferença do relacionamento dos dois. Fim de Tarde: O sol baixo. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. pois se reencontrou com o urubu que estava faltando. Mãos à obra! DESAFIO No conto lido o autor escreve as palavras “Velho e Afilhada” com as letra iniciais maiúsculas.

Ler contos. mas ele conhece tudo sobre os personagens. Prática de oralidade Professor(a). explorando as práticas de oralidade. O narrador na 3ª pessoa pode ser o narradorobservador que conta a história na sem participar das ações. à classe. E o narrador-onisciente que também conta a história em 3ª pessoa. identificando seus elementos e características próprias. Ler com fluência e autonomia. leitura e escrita. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. neste momento. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. O narrador em 1ª pessoa pode ser chamado de narrador personagem. retome os trechos abaixo. de fantasia ou imaginação. O conto apresenta um narrador. Ele conta e participa da história como personagem. Esse narrador pode fazer a narração em 1ª ou em 3ª pessoa. retirados dos contos “Felicidade Clandestina” e “O velho e os urubus” e direcione.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. questionamentos sobre os tipos de narrador existentes nas narrativas: • • • Quem você acha que está contando essas histórias? Quem conta as histórias são os próprios personagens? Os narradores contam as histórias observando-as de maneira imparcial ou conhecem profundamente os personagens? 40 . construindo significados e inferindo informações implícitas. conhece suas emoções e pensamentos.

achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. Onde andaria o seu urubu? [. apareceu sua mãe.] Eu ia diariamente à sua casa. que sempre há um dia.. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. em seu caderno. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. sem faltar um dia sequer. que não vinha. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. 41 . Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [. E eu. ele beirando a cerca de arame.. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. rodando. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. madornas. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. Trecho 1 Felicidade clandestina [. que mal clareava. Houve uma confusão silenciosa. Até que essa mãe boa entendeu. mas você só veio de manhã. sonhos malsonhados de sono maldormido. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali.. Até que um dia. entrecortada de palavras pouco elucidativas. que não era dada a olheiras.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia os trechos abaixo e. Buscara a lamparina. você acha que é diferente o modo de contar a história? Por quê? Resposta possível: É importante que o aluno perceba que há diferenças na forma de contar a história nos dois trechos.] Mas um dia. mas que o ajudou a constatar o faltante..] 01 Comparando os dois trechos.] Trecho 2 O velho e os urubus [. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus... Mas não estava. em seguida. Cada noite. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. Virou obsessão. pois no primeiro quem conta participa da história e no segundo não há essa participação... de modo que o emprestei a outra menina. responda às perguntas com atenção. Pediu explicações a nós duas. quando eu estava à porta de sua casa. voltando ao texto sempre que necessário.

O que acontecera com o meu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. Houve uma confusão silenciosa. com os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. 03 Reescreva o trecho 1 como se você fosse um narrador-onisciente. que não era dada a olheiras. Eu busquei a lamparina. não confundindo 1ª e 3ª pessoas. o narrador-onisciente.] Prática de escrita Retome mais uma vez a sua produção. Virou minha obsessão. que mal clareava.. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. cuidando para que a escolha do foco narrativo perpasse todo o seu texto. visto que o narrador conta e participa da história ao mesmo tempo. Mas não estava. madornas. entrecortada de palavras pouco elucidativas. Vale ressaltar. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo.” Já no trecho 2. Até que essa mãe entendeu.. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. Onde andaria o seu urubu?” O narrador sabe que os sonhos do personagem eram malsonhados e que o sono era maldormido.. que não vinha..”). ainda. 42 . eu beirava a cerca de arame. que sempre há um dia.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Que tipo de narrador está presente nos dois trechos? Exemplifique com partes do texto.] Mas um dia.. Até que um dia. [.] Ela ia diariamente à sua casa. [. Cada noite. deve observar também se o narrador é apenas um observador dos fatos. mas você só veio de manhã. Ele conhece tudo sobre os personagens. Às vezes a menina dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. suas emoções e pensamentos: “Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. que se você optou pela narrativa em 3ª pessoa. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. ou conhece as emoções e pensamentos das personagens. o sol já havia entrado e a minha contagem só acusou onze urubus. quando ela estava à porta de sua casa. Eu saí do meu banco e andei daqui prali..] Professor(a) é importante você ressaltar as marcas desse tipo de narração: a onisciência (“E ela. apareceu a mãe da menina. que não era dada a olheiras. de modo que o emprestei a outra menina. sonhos malsonhados de sono maldormido. é um narrador onisciente. E ela.. A mãe pediu explicação as duas meninas. a narrativa está em 1ª pessoa. Resposta possível: No trecho 1.. sem faltar um dia sequer. sonhos malsonhados de sono maldormido. Onde andaria o meu urubu? [.”). desta vez para observar o tipo de narrador que você empregou na sua história. há um narrador em 3ª pessoa. mas que me ajudou a constatar o faltante. madornas. 04 Reescreva o trecho 2 como se você fosse um narrador personagem. sem faltar um dia sequer. e o emprego da 3ª pessoa: (“Ela ia diariamente. é um narrador personagem: “Eu ia diariamente à sua casa. ou seja.. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. rodando. Procure ser bastante coerente. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa..

LÍNGUA PORTUGUESA DESAFIO Leia o trecho abaixo. se aplica a fatos anteriores ao momento da fala.” “Cada noite. 43 . O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. e o pretérito. AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Conceito Num conto literário os tempos verbais são de extrema de importância. retirado do conto “O Velho e os urubus. utiliza o modo indicativo. Podem ser flexionadas em três tempos básicos: presente. o futuro.” Agora. Ler com fluência e autonomia. Refletir sobre o emprego das flexões verbais. que não vinha. explorando as práticas de oralidade. algo que irá ocorrer após o momento em que se fala. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. que retrata situações consideradas reais por parte de quem fala. escrita e a análise da língua. ele beirando a cerca de arame. atribua um significado para a expressão destacada. Verbos são palavras variáveis que têm a propriedade de localizar o fato no tempo em relação ao momento em que se fala. identificando seus elementos e características próprias. Ler contos. por sua vez. passado e futuro. construindo significados e inferindo informações implícitas. está previsto ou prestes a ocorrer. leitura. Sempre que o autor quer marcar o grau de certeza de que um fato realmente ocorreu. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. O presente indica uma ação.

Alonso arrancou-lhe a carne. • Retome os contos “Biruta” e “O velho e os urubus” e localize expressões que marcam o tempo. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. saliente que o tempo não se restringe apenas às marcações de ano. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Leduina ficou desesperada. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. responda às questões propostas: Professor(a). já se realizou ou ainda vai se realizar? Qual o nome da palavra que indica o tempo em que a ação se desenvolve? • • • Professor(a). Prática de leitura Leia o trecho a seguir.. proponha a leitura silenciosa do trecho abaixo..” Que palavras marcam o tempo? O tempo marcado por estas palavras está se realizando. Biruta [. Biruta estava lá. deitado bem em cima do travesseiro. precisava encher os pasteis. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. comendo tranquilamente. vinham visitas para o jantar.] Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. Peça para que os alunos atentem-se às palavras que dão ideia de tempo. “que é que eu faço. No trecho do texto Biruta “Ajoelhou-se. retirado do texto Biruta e. retome o conceito do elemento tempo trabalhado na aula 4: uma história passa-se num tempo determinado. dias ou períodos do dia. 44 . o verbo. com a posta de carne entre as patas. “Alonso. em seguida. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. neste momento. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. mas que existe uma classe gramatical responsável pelo estudo do tempo.

especificamente. d) “Biruta estava lá. apesar de o narrador contar um fato que já aconteceu. g) “Está aqui. retratam fatos que já aconteceram. estes seguimentos.” passado.] Prática de análise da língua 01 Identifique. deitado bem em cima do travesseiro.. Em sua opinião por que ocorre isso? Resposta possível: É importante o aluno perceber que.. h) “.” passado. Leduína.pretérito) a) “Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne..” passado. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha.LÍNGUA PORTUGUESA – Está aqui. por que a autora utilizou esse tempo verbal? Resposta possível: Porque. dentre os seguimentos abaixo. dona Zulu?!” presente. 45 . 02 Você reparou que a maioria dos seguimentos aconteceram no passado. retratam diálogos que acontecem no momento da narrativa. Leduína.” passado. Leduína. 03 No exercício número 1. você não viu onde deixei a carne?” passado. c) “Alonso.” presente. dona Zulu?!” Em sua opinião. que é que eu faço. retirados do conto “Biruta” os que se passam no momento em que acontecem (presente) e os que já aconteceram (passado . – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim..... Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda... por isso há uma grande recorrência do tempo passado..” “.” passado. os contos. bem como no trecho acima. geralmente. f ) “Ele então tirou a carne de dentro da camisa. vinham visitas para o jantar. e) “Alonso arrancou-lhe a carne. b) “Leduina ficou desesperada.[. há dois seguimentos no presente: “Está aqui.que é que eu faço.

escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. e voltar à cozinha. advérbios etc. u u 46 . explorando as práticas de oralidade.LÍNGUA PORTUGUESA 04 No trecho. mensagens etc. identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. pois Alonso já havia praticado as ações de arrancar e esconder a carne. Estabelecer relações entre partes de um texto. “Alonso arrancou-lhe a carne. O que devo aprender nesta aula u u Ler contos. identificando seus elementos e características próprias. aprimore-os. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como título do texto. Mãos à obra! AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Prática de escrita DESAFIO Este é o momento de você observar o emprego dos tempos verbais (passado e presente) em sua produção inicial. marcadas por conjunções. leitura. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade.” O que os verbos destacados expressam com relação ao tempo verbal? Resposta possível: Expressam ações que ocorreram no passado e que no momento da narrativa elas já haviam sido concluídas. Caso estes elementos não estejam bem definidos. ilustrações. autor. escrita e a análise da língua.

parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. Imediatamente um sujeito mal-encarado. Deixe-os falar. de posteridade. proponha à classe a leitura silenciosa do texto “Conto de mistério”. a identificação dos elementos que explicam essa relação. de suspense. de causalidade. caminhando pelos cantos escuros. pergunte se eles se lembram de algumas palavras que indicam quando as ações acontecem. ontem. O objetivo desta atividade é tratar de algumas relações de sentido que determinados elos coesivos dão às frases. expor suas ideias. quando necessário. intitulado “Conto de mistério”. permite uma concatenação perfeita entre as partes do texto. que hipóteses constroem com base nele. Lembre-lhes da importância de articular bem o texto. Inicie a aula. Prática de oralidade Professor(a). de Stanislaw Ponte Peta. de oposição. perguntando aos estudantes se eles já leram algum conto de mistério. de comparação. estabelece relações lógico-discursivas e forma uma unidade de sentido coesa e coerente. A primeira atividade. de lugar. o objetivo dessa aula é mostrar que determinadas palavras são elementos que dão coesão ao texto. Faça-lhes as seguintes perguntas: • O título do texto é “Conto de mistério”. como as anteriores. se conhecem algum escritor do gênero. Eles devem lembrar-se dos marcadores de tempos mais comuns: hoje. Dessa forma. trabalhará com a prática da oralidade. • • • Prática de leitura Professor(a). Peça que façam frases em que apareçam essas palavras. de juntar bem as partes usando uma palavra que dá o sentido que se quer dar ao trecho. de anterioridade. amanhã. muitas vezes. pronomes. que se encontrava no café em frente. pelas expressões de tempo. O que vocês acham que será o assunto do texto? Você conhece algum conto de mistério? Que tal contá-lo para a turma? Vamos ler hoje um conto do escritor Stanislaw Ponte preta. Antes de iniciar a leitura do texto. Comente que algumas palavras indicam também a noção de tempo. Conto de mistério Stanislaw Ponte Preta Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada. Parou debaixo do poste. Você conhece este conto e o seu autor? Em caso negativo. advérbios etc. ajeitou a gravata e cuspiu de banda. converse com os estudantes. acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. era quase impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. a percepção de uma determinada relação lógico-discursiva é enfatizada. Converse com eles sobre o título. imagine o mistério de que trata o conto e o seu desfecho. agora. 47 .LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Coesão e coerência: a utilização adequada dos elementos coesivos como conjunções. No local combinado. entre outros e.

Acesso: 11. O outro sorriu e se aproximou: – Siga-me! – foi a ordem dada com voz cava.. pequena. certificou-se de que não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela.2012 01 O que poderia estar acontecendo para o personagem ter passado por tanto suspense para obter aquele simples quilo de feijão? Resposta possível: A escassez de alguns produtos e a dificuldade para adquiri-los. entrou no café e pediu um guaraná. Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer.br. O marido colocou o pacote sobre a mesa. PORTO. tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro. Atravessou cautelosamente a rua. esfumaçada. O que entrara com ele disse que ficaria ali. a sorrir de felicidade. Um aceno de cabeça foi a resposta. assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço.com. no centro. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo. Resposta possível: Escuro. Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada onde. dando a ideia de mistério. úmido. Este passou o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. entrava em casa a berrar para a mulher: – Julieta! Ó Julieta.LÍNGUA PORTUGUESA Era aquele. Destaque alguns como os adjetivos que descrevem o ambiente. Disponível em: www. Mas o homem que ia na frente olhou em volta. caminhando rente às paredes do beco. O outro entrou num beco úmido e mal-iluminado e ele – a uma distância de uns dez a doze passos – entrou também. Logo uma dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente. 02 Alguns elementos linguísticos ajudam a construir o mistério no conto. Enfiou a mão no bolso. num ar triunfal. O silêncio era sepulcral. meia hora depois. Ali parecia não haver ninguém. A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental. via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. mal iluminado. Quando alcançou uma rua mais clara. Consegui. Deu apenas um gole no guaraná e saiu. sepulcral. 48 . Saiu então sozinho. Sérgio (Stanislaw Ponte Preta) Conto de Mistério.casadobruxo. O motorista obedeceu e.12. Por trás dela um sujeito de barba crescida. Depois se virou para sair.. O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara. Ali estava: um quilo de feijão.

LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o trecho: “Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. leitura. exprime ideia de conclusão. Prática de escrita DESAFIO Que tal vocês modificarem o fim do conto? Crie um final bem interessante para o Conto de mistério. identificando seus elementos textuais. caminhando rente às paredes do beco”. AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Conto. O que devo aprender nesta aula u u u Ler contos em diferentes suportes. 02 Leia novamente este trecho: “Saiu então sozinho. Não se esqueça de usar palavras para criar emoção e suspense. 03 No trecho: “Ali parecia não haver ninguém. Que ideia a palavra então expressa no contexto? Neste caso. 49 . Ler conto de mistério. Que ideia expressa o termo destacado? A palavra quando estabelece no texto uma relação lógico discursiva que expressa ideia de tempo.”A que termo a palavra ali se refere? Ali se refere ao “beco úmido e mal iluminado” onde os personagens entraram. explorando as práticas de oralidade. Compreender o sentido global do gênero conto. escrita e análise da língua.

mesmo criminoso. 03 A partir do conto é possível fazer uma descrição dos personagens? Por quê? Resposta possível: Não é possível descrever os personagens porque em nenhum momento aparece uma descrição clara.. acho que vou desmaiar.. entre outros elementos. há sempre um mistério a ser desvendado. Professor(a). Conceito Os contos de suspense ou mistério se caracterizam. volte ao texto com os alunos e busque exemplos do que está sendo discutido.. situações suspeitas que deixam no ar a possibilidade de que algo inesperado vá acontecer a qualquer momento. Prática de leitura Leia outro conto de mistério. perigoso.. é como se todo o tempo tentassem se esconder. Uiii. 02 Como se constrói o clima de mistério no conto? Resposta possível: O mistério vai se fazendo a partir de meias informações. 50 . e responda às questões propostas: O Caso do Cofre Arrombado Alberto Filho O Inspetor Arruda acaba de receber um telefonema misterioso. venha depressa! Houve um assalto aqui na Rua do Beco 45. O suspense. A pessoa do outro lado da linha estava desesperada: – Por favor. é importante que os estudantes vejam as características do conto de mistério a partir do próprio texto. a seguir.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade 01 Retome o Conto de Mistério. Qual o seu tema? Resposta possível: O tema é a compra de um quilo de feijão como se fosse algo perigoso. 04 E quanto ao ambiente? Como ele se encaixa no mistério do conto? Resposta possível: Também o espaço aparece parcialmente descrito ou então é descrito como sombrio. por apresentar um crime ou um mistério a ser desvendado. estudado na aula anterior. o medo e o desejo de saber são ingredientes importantes na trama e a investigação do enigma corresponde ao foco principal da história.

e quando estava conversando com o senhor. a investigação do mistério como foco principal.. O Inspetor aproveitou o tempo para analisar a cena do crime. O homem ao acordar lhe relatou: – Sou o tesoureiro e o último a sair sempre. Um homem armado entrou na sala e me atingiu com uma coronhada. o Inspetor entrou e viu uma pessoa caida no chão ao lado de um birô. a ligação foi interrompida. fora arrombado e limpo pelo gatuno. 04 A conclusão do inspetor ao final da investigação é de que o homem estava mentindo. e constatou que um cofre. o que indicava que ele fora atingido por alguém. Como ele poderia saber? O Inspetor Arruda. 03 Que pistas nos são dadas para a resolução do mistério? O telefonema. as respostas poderão ser variadas.. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. Em sua cabeça havia um grande galo. observe se os estudantes relacionam os elementos apontados no conceito como o mistério a ser resolvido. Ainda consegui alcançar o telefone. já que não é dada nenhuma informação que leve a essa conclusão. a descrição do local. Professor(a)...LÍNGUA PORTUGUESA E dizendo isso. a fala do homem. Professor(a). 51 . o telefone não poderia estar intocado. Após analisar tudo o Inspetor concluiu que ele estava mentindo. sabe que o tesoureiro está mentindo.com.br/enigma_17a. O que levou o Inspetor a deduzir isso? http://sitededicas. Pelo barulho parecia um corpo. O inspetor ainda escutou o barulho de alguma coisa caindo no chão. Escreva um comentário comprovando que se trata realmente de um conto de mistério. 02 Qual o mistério a ser resolvido? O mistério é descobrir quem roubou o cofre. que havia no local.. sobre o gancho. O mesmo ainda estava desacordado. não mais aguentei e desmaiei caindo no chão. Escapei por sorte. o desejo de desvendar a historia. Aproveite para mostrar aos estudantes a importância de serem dadas todas as informações necessárias à resolução do mistério. Chegando no local indicado..htm 01 Leia o conceito apresentado acima e relacione-o ao conto lido.uol.

o falar cotidiano. o que você achou desse final? Se fosse você o autor. não foi o que o inspetor encontrou ao chegar ao local do assalto. Partilhar com os colegas as percepções de leitura do conto lido. com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. SOLUÇÃO: O Inspetor Arruda sabe que o tesoureiro está mentindo. o telefone não poderia estar intocado. escrita e análise da língua. como resolveria esse caso? Escreva um novo desfecho com a sua versão. Observar o uso da língua de maneira a dar conta da variação intrínseca. sobre o gancho. Mas. quando ainda a suposta vítima estava desacordada. Analisar as formas do oral. AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. E então. as marcas da goianidade no conto lido. Seria mais lógico que ao interromper a ligação. no momento do desmaio. leitura. O que devo aprender nesta aula u u u u u Ler conto de autor goiano. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. Conhecer a cultura local. 52 . o telefone tivesse caído no chão junto com ele. explorando as práticas de oralidade.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Você verá agora a solução para o mistério do cofre roubado.

Isto era simpatia para fazer estiar. professor. tá um mar d’água! Qué vê. Com um livro de poesias e outro de contos.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O conto deve produzir. poeta. voltou a Goiás. responda às questões propostas: Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá Bernardo Élis – Fio. que a história que irão ler aconteceu no interior de Goiás. Para todo lado havia água. E o menino voltou: – Pronto. e no terreiro. contista e romancista. em seguida. mostre-lhes o livro (suporte textual) onde foi publicado este conto. Não conseguindo seu intento. A velha foi até a porta e lançou a vista. debaixo da chuva miúda e continuada. Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto “Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá”. Enfim. Prática de leitura Professor(a). Somente 53 . – e apontou com o dedo para fora do rancho. enfincou o calcanhar na lama. Diga-lhes. Três círculos entrelaçados. que pretendia publicar. Bernardo Élis Fleury de Campos Curado (1915 – 1997). Fale um pouco desse grande escritor goiano e. em 1942. se possível. espia. nasceu em Corumbá de Goiás (GO). com o objetivo de despertar nos estudantes a curiosidade e o interesse pela literatura goiana. Apresente-lhes o título e o autor e pergunte-lhes se conhecem a história ou se já leram outros textos desse autor. cujos centros formavam um triângulo equilátero. Recebeu vários prêmios. Em 1939. – O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça. ainda. dentre eles o Prêmio Jabuti. Advogado. fais um zoio de boi lá fora pra nois. transferiu-se para Goiânia. faça uma boa propaganda para que os estudantes façam antecipações e sintam-se motivados para a leitura do texto. rodou sobre ele o pé. se já ouviram falar dele etc. e ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1975. onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal. um efeito de impacto. inicie esta atividade antecipando com entusiasmo e emoção a leitura do texto Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. da feição surpreendente do episódio ou do modo como foi contado. tendo exercido as funções de prefeito por duas vezes. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado. vó – O rio já encheu mais? – perguntou ela – Chi. Leia o texto abaixo e. de Bernardo Élis. riscando com o dedão uma circunferência no chão mole – outra e mais outra. em quem o lê. mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro.

nora de Nhola. feito um cachorro. o filho Quelemente e o neto. o feijão quente da panela de barro. nois se muda. o vau tá que tá sumino a gente. No lugar da casa de telhas. mas nunca se mudara. se Deus ajudá. No tempo da guerra do Lopes. Este ano mesmo. O gado. Derrubou farinha de mandioca em cima. filho da velha. é que estava mais enxuto. A princípio fora seu marido: “– Nois precisa de mudá. Uma noite que vinha vagaro­ samente. quando o velho morreu. com que entrouxava a bocarra. pruquê senão a água leva nois”. O Quelemente. cascudo. E ainda continuaram no mesmo lugar a velha Nhola. O rancho se erguia num morrote a cavaleiro de terrenos baixos e paludosos. ou antes ainda. Casara-se ali: tivera um filho. que murcharam e se estorceram. arrastando-se pelo chão. Agora a gente só ouvia o ronco do rio lá embaixo – ronco confuso. A casa ficava num triângulo. A calça de algodão cru do roceiro fumegava ante o calor da fornalha. – tirou a camisa molhada do corpo e se agachou na beira da fornalha.LÍNGUA PORTUGUESA para o sul. estava agora uma lagoa. ergueram um rancho de palhas. ora mais forte. Ele morreu de maleita e os outros continuaram no lugar.” Há quarenta anos a velha Nhola vinha ouvindo aquela conversa fiada. 54 . Dependurou numa forquilha a caroça. aliás: era entrevada. com a colher de pau. Onde ele se agachou. um biruzinho sempre perrengado. “– Este ano. por uma vargem de buritis. Daí para cá foi a decadência. de que dois lados eram formados por rios. como se fosse um zunzum subterrâneo. se Deus ajudá. porém. pois a formação geográfica construíra um excelente apartador. A velha voltou para dentro. ora mais fraco. A velha trouxe-lhe um prato de folha e ele começou a tirar. que ruiu. o avô de Quelemente veio de Minas e montou ali sua fazenda de gado. e o terceiro. entrou. Era um feijão brancacento. cozido sem gordura. Depois era o filho que falava assim. cadela. – Mãe. Estava ensopadinho da silva. já estava quase extinto pelas ervas daninhas. para a várzea. rouco. Havia vinte anos apanhara um “ar de estupor” e desde então nunca mais se valera das pernas. Começou a escurecer nevroticamente. pois o braço do rio aí era pequeno. A erva se incumbiu de arrasar o resto do gado e as febres as pessoas. nois se muda. como o progresso de uma doença fatal. – que é a maneira mais analfabeta de se esconder da chuva. morreu de maleita. como se pegasse fogo. mas a passagem da várzea era rasa e podia-se vadear perfeitamente. da água escorrida da calça de algodão grosso. irremediavelmente. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. Nos tempos de cheias os habitantes ficavam ilhados. a mulher dele. Já tinha pra mais de oitenta anos que os dos Anjos moravam ali na foz do Capivari no Corumbá.

sem pressa de cessar. o pito da velha Nhola acendia-se e apagava-se sinistramente. de olhos abertos e embaciados. alumiando seu rosto macilento e fuxicado. As águas agitadas vieram banhar as pernas inúteis de mãe Nhola: – Nossa Senhora d›Abadia do Muquém! – Meu Divino Padre Eterno! O menino chorava aos berros. fugindo à inundação.LÍNGUA PORTUGUESA A chuva caía meticulosamente. fedia a podre. entre as espumas alvas. Clareava as trevas o branco leitoso das águas que cercavam o rancho. trapos e a superfície do líquido tinha umas contorções diabólicas de espasmos epiléticos. 55 . aranhas. Ratos. boiavam pedaços de madeira. não havia horizonte – era aquela coisa confusa. No canto escuro do quarto. – Com essa chuveira de dilúvio. Uma luz cansada e incômoda. A noite era feito um grande cadáver.Quelemente saiu ao terreiro e olhou a noite. derrubando dentro da casa uma infinidade de bichos que a sua podridão gerava. foi-se todo o pano de parede. Não havia céu. subterrâneo. Os torrões de barro do pau-a-pique se desprendiam dos amarrilhos de embiras e caíam nágua com um barulhinho brincalhão – tchibungue – tibungue. baratas. Dentro da casa. coités. Nem um pirilampo. – Adonde será que tá o chulinho? Foi quando uma parede do rancho começou a desmoronar. O rancho estava viscosamente iluminado pelo reflexo do líquido. mas aquele frio que estava sentindo era diferente. Foi puxar o baixeiro e nisto esbarrou com água. Pulou do jirau no chão e a água subiu-lhe ao umbigo. translúcida e pegajosa. Dirigiu-se ao jirau da velha. grilos.o diabo refugiavase ali dentro. – Ocê bota a gente hoje em riba do jirau. Os gritos friorentos das marrecas povoavam de terror o ronco medonho da cheia. que não permitia divisar os contornos das coisas. viu? – pediu ela ao filho. que aos poucos ia galgando a perambeira do morrote. Ele dormia com a roupa ensopada. com um brilho aziago no olhar. Ela receava a baita cascavel que inda agorinha atravessara a cozinha numa intimidade pachorrenta. Quelemente sentiu um frio ruim no lombo. Ali pras bandas da vargem é que ainda se divisava o vulto negro e mal recortado do mato. De repente. Sentiu um aperto no coração e uma tonteira enjoada. Nem uma estrela. Lá fora o barulhão confuso. Ela estava agachada sobre ele. cuias. sapos. Nem um relâmpago. tratando de subir pelos ombros da estuporada e alcançar o teto. sublinhado pelo uivo de um cachorro. A palha do rancho porejava água. tudo quanto é mundice entra pro rancho e eu num quero drumi no chão não.

cujos olhos de pua furavam o breu da noite. Tudo isso descia em longa fila. agarrar-se aos galhos das árvores. a sirga não alcançou mais o fundo. O teto agora começava a desabar. por milhares de cálculos. podia-se salvar por ali. os detritos da habitação. Do contrário. nessa jangada improvisada. até cair na cachoeira. leitosa do espaço repleto de chuva. A correnteza pegou a jangada de chofre. – que se diluía na cortina diáfana. o jeito era mesmo espatifar-se na cachoeira. De súbito. cujo rugido se aproximava de uma maneira desesperadora. Pelo vão da parede desconjuntada podia-se ver o lençol branco. mas a única resposta foi mesmo o uivo do cachorro. tirou do teto uma ripa mais comprida para servir de varejão. Daí em diante o rio pegava a estreitar-se entre barrancos atacados. – e que arrastava as palhas. sonambulicamente pesadas. A embarcação mantinha-se a coisa de dois dedos acima da superfície das águas. emergindo do insondável – deviam ser as copas das árvores. a fim de alcançar as árvores. soprando a água. nego – Nhola chamou o chulinho que vinha nadando pelo quarto. Quelemente viu a velha cair nágua. depois de cair no canal. nego. discerniam-se sobre o líquido grandes manchas. Quelemente nadou. – E o chulinho? – perguntou o menino. que agora corria na garupa da correnteza. fugir dela. O que era preciso era alcançar a vargem. Era feita de paus de buritis amarrados por embiras. mas sustinha satisfatoriamente a carga. porém. mas não pôde nem mover-se: procurava. Ainda se tivesse certeza de que a enchente houvesse passado acima do barranco e extravasado pela campina adjacente a ele. fê-la tornear rapidamente e arrebatou-a no lombo espumarento. cá. aos mansos boléus das ondas. O mato se aproximava. ora parando nos remansos enganadores. – É o mato? – perguntou engasgadamente Nhola. com o choque. tentado enxergar os barrancos altos daquele ponto do curso. estralando.LÍNGUA PORTUGUESA – Cá. mas um tronco de árvore que derivava chocou-se com a embarcação. arriando as palhas no rio. apanhou-a. A porta do rancho também ia descendo. Era preciso evitar essa passagem. e começou a lamber a cara do menino. Investigava a treva. as taquaras da parede. com um vagar irritante. escapar à cachoeira. 56 . colocou em cima a mãe e o filho. Quelemente tentava atirar a jangada para a vargem. sair por esse único ponto mais próximo e mais seguro. ora valsando em torvelinhos. e lá se foram derivando. Sim. com uma calma perversa de suplício. Esforçava-se para identificar o local e atinar com um meio capaz de os salvar daquele estrugir encapetado da cachoeira. O animal subiu ao jirau e sacudiu o pelo molhado. tremulo. As três pessoas agarraram-se freneticamente aos buritis.

Ela afundou-se para tornar a aparecer. O choque com o tronco de árvore havia arrebentado os atilhos e metade dos buritis havia-se desligado e rodado. Suas pernas. O diabo da correnteza. a senhora tá aí? E as águas escachoantes. desamparando-o no meio do rio. Não podia. sob pena de irem todos para o fundo. desequilibrou a jangada. Mas quem sabe ela estava ali. mãe! – Mãe. presa ainda à borda da jangada. entretanto. certamente teria tomado pé. onde ninguém se afogaria se a jangada afundasse. Era raso. espumejando. eram uns molambos sem governo. despendendo esforços impossíveis por subir novamente para os buritis. As águas roncavam e cambalhotavam espumejantes na noite escura que cegava os olhos. sufocando-o. Tapando a sua respiração. Novo coice melhor aplicado e um tufo d’água espirrou no escuro. A velha não podia subir.LÍNGUA PORTUGUESA A velha debatia-se. Era o rio que reclamava uma vítima. Era a morte que chegava. Ah! se ele soubesse que aquilo era raso. Ali já não cabia ninguém. as pernas escorrendo ao longo do rio? Quem sabe ela não tinha rodado? Não tinha caído na cachoeira.. 57 . Mas a velha tentava energicamente trepar novamente para os buritis. presa ainda à jangada por uma mão. não teria matado uma entrevada que queria subir para a jangada num lugar raso. com as unhas metidas no chão. enchendo sua boca de água. não teria dado dois coices na cara da velha. estuporado. A mãe. refletindo cinicamente a treva do céu parado. abraçando Quelemente com o manto líquido das águas sem fim. entretanto. Ali era um lugar raso. de tão forte. varrida de um vento frio e sibilante. A nado. um estorvo. sufocando-o. ô. seus olhos. Cujo ronco escurecia mais ainda atreva? – Mãe. Ela já estava quase abaixo das águas. Ao cair. ele sentiu sob seus pés o chão seguro.. apertando sua garganta. Quelemente segurou-se bem aos buritis e atirou um coice valente na cara aflissurada da velha Nhola. arrastando as pernas mortas que as águas metiam por baixo da jangada. A velha não podia subir. rugindo. Aquele último coice. estaria salva. do céu entrevado. o arrastava. os olhos fuzilando numa expressão de incompreensão e terror espantado. Nisso Quelemente notou que a jangada já não suportava três pessoas. se tivesse pernas vivas. sem querer. porém. que fugiu das mãos de Quelemente. Devia ser a campina adjacente ao barranco. Matando seu filho que era perrengue e estava grudado nele. tapando seus ouvidos. do céu defunto. não havia força capaz de romper a correnteza nesse ponto. Quelemente notou que aquele esforço da velha estava fazendo a embarcação perder a estabilidade. porém.

a empurrou para dentro do rio? Porque a jangada. – Espera aí. A água barrenta e furiosa tinha vozes de pesadelo. 03 Qual foi a reação de Quelemente ao perceber que a mãe fora tragada pelas águas do rio? Quelemente fica totalmente desesperado. todos iriam para o fundo do rio. não mais suportava três pessoas. Abriam-se estranhas gargantas resfolegantes nos torvelinhos malucos e as espumas de noivado ficavam boiando por cima. O que podemos fazer para impedir esta ação da natureza? 58 . gritando dentro da noite. com os estudantes em círculo. timbres de mãe ninando filhos doentes. ora morria e Quelemente foi-se metendo por ele a dentro. ô. Prática de oralidade Professor. Como se sentiu ao ler a história? 2. nalgum perau distante. empazinado. ao invés de tentar salvar sua mãe. Rio de Janeiro. abaixo da cachoeira. Caminhos das Gerais. 1975 01 A que se refere o título do texto? À personagem de nome Nhola dos Anjos. – Mãe! – lá se foi Quelemente. 02 Por que Clemente. Editora Civilização Brasileira. até que a água lhe encheu a boca aberta. e foi deixá-lo. 04 Que final é reservado a Quelemente? Ele também morre afogado nas águas do rio Corumbá. resmungo de fantasmas. mãe de Quelemente que morre afogada. dando oportunidade para que todos participem dessa socialização. lhe encheu os olhos arregalados. Você acha que este fato aconteceu realmente? 3. na enchente do rio Corumbá.LÍNGUA PORTUGUESA – Mãe. A enchente é uma ação que acontece nos dias atuais? 4. Se ela subisse. mãe! O barulho do rio ora crescia. abra um espaço para os comentários sobre o conto lido. como flores sobre túmulos. lhe tapou o nariz. 1. pois fora responsável pela morte de sua mãe. uivos ásperos de cães danados. mãe! Eu num sabia que era raso. com os atilhos arrebentados no choque com a árvore. Proponha uma discussão coletiva. lhe entupiu os ouvidos abertos à voz da mãe que não respondia.

• Estava ensopadinho da silva. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. beleza e espontaneidade ao texto.. • – Chi.... Explique o significado de cada expressão. elabore o resultado desse trabalho em cartaz conforme modelo abaixo. EXPRESSÕES SIGNIFICADO 59 . espia. Destacamos. no quadro abaixo: • – Fio fais um zoio de boi lá fora pra nois • . Para isso.. • Dependurou numa forquilha a caroça • . O autor faz uso dessas palavras e expressões para marcar a cultura local. • ... todas as palavras e expressões presentes no texto que são marcas da goianidade. Procure mostrar-lhes que o autor faz uso de palavras e expressões para marcar a cultura local. um biruzinho sempre perrengado. abaixo.. • – Ocê bota agente hoje em riba do jirau • O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça.. dar vida.. Peça-lhes que procurem explicar seu significado na região local. • – Adonde será que tá chulinho? • Eu num sabia que era raso... dar vida.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua DESAFIO Professor(a). e em seguida. chame a atenção dos estudantes para as variações linguísticas.enfincou o calcanhar na lama (. recorte as expressões em tiras de papel e distribua-as entre os grupos...) Isto era simpatia para fazer estiar. tá um mar d’água! Que vê. beleza e espontaneidade ao texto.

Reconhecer as figuras de linguagem. Assim. o jeito goiano de falar.LÍNGUA PORTUGUESA Amplie o quadro buscando. AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. nesse momento. O que devo aprender nesta aula u u Identificar informações explícitas e implícitas para a compreensão de textos. além 60 . Prática de oralidade • • • Você sabe o que são figuras de linguagem? Para que elas servem? Quais figuras de linguagem você conhece? Professor(a). Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso de figuras de linguagem. Conceito Figuras de linguagem são recursos linguísticos utilizados na fala ou na escrita para tornar mais expressiva a mensagem transmitida. observe se as respostas dadas são coerentes com o que foi perguntado. Professor(a). desde que se observe o tempo de execução da aula. explorando as práticas de oralidade. expressões que caracterizem a goianidade. verificando a necessidade de intervenções durante esta sequência. junto aos familiares e à comunidade. Atente-se para a importância dessa atividade. leitura escrita e análise da língua. ou seja. por meio dela. já que. socialize o resultado da pesquisa pedindo-lhes que confirmem os significados no dicionário. Registre na lousa aquilo que julgar importante. você poderá acrescentar outras questões que julgar importantes para a sensibilização. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto.

61 . 1937) chegou ao Brasil em 1948. dentre os quais Eu Sei. ou seja. como a antecipação e inferência. publicaria mais de 30 obras. entre literatura infantil e adulta. por Ana Z Aonde Vai Você?. o encadeamento caminha em direção ao “clímax”. a partir de fatos cotidianos. os problemas sociais brasileiros. em um sentido que não é o seu usual. qual. o amor. Nelas. Também podemos chamá-la de personificação. em virtude de uma determinada semelhança. assim. parecia. quanto. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia. Etiópia. Prosopopeia é uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados. é fundamental que esses conceitos sejam discutidos e ampliados a partir das considerações feitas pelos alunos. Em 1968. atuou como colaboradora de periódicos. etc. com base em elementos do texto e informações sobre a autora. Cada Bicho seu Capricho. por exemplo: o gosto com o cheiro. Sinestesia é uma figura de linguagem que consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. a autora reflete. foi lançado seu primeiro livro. Em seguida. Nos anos seguintes. mas não Devia (1992). Ela se diferencia da metáfora por ser feita por meio de um conectivo (com. deixa-os mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos. sempre com aguçada sensibilidade. Seu primeiro livro de poesia. Suas crônicas estão reunidas em vários livros. Quando o encadeamento das ideias se faz na ordem crescente temos o  “clímax”. Comparação é uma figura de linguagem que consiste em atribuir características de um ser a outro. em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas. por Rota de Colisão (1993). tendo o cuidado de trabalhar estratégias.  quando em ordem decrescente.). e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil. Eu Sozinha. sobre a situação feminina. a arte. como. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle. como o III Salão de Arte Moderna. de lá para cá. São exemplos de figuras de linguagem: Metáfora é uma figura de linguagem em que há o emprego de uma palavra ou uma expressão. Marina Colasanti (Asmara. e sua família se radicou no Rio de Janeiro.  Professor(a). proponha aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto abaixo. apresentadora de televisão e roteirista. ao “anticlímax”. saiu em 1992. por uma relação de semelhança entre os dois termos. ou a visão com o tato. Gradação é uma figura de linguagem que consiste em dispor as ideias em ordem crescente ou decrescente. tal.LÍNGUA PORTUGUESA de auxiliar o leitor compreender melhor os textos literários.

  Delicado traço cor da luz. Linha clara. quentes lãs iam tecendo hora a hora. que em pontos longos rebordava sobre o tecido. rosto barbado. ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha. quando bateram à porta. Tecer era tudo o que fazia. escolhia um fio de prata. responda às questões que se seguem: A Moça Tecelã Marina Colasanti Acordava ainda no escuro. começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. Se sede vinha. Tecer era tudo o que queria fazer. E à noite. de Marina Colassanti e. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros.  Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos. Não esperou o dia seguinte. E eis que o peixe estava na mesa. que ela ia passando entre os fios estendidos.  Em breve. Depois lãs mais vivas. chapéu emplumado. tirou o chapéu de pluma. em longo tapete que nunca acabava. em seguida. a chuva vinha cumprimentá-la à janela. dormia tranquila. para que o sol voltasse a acalmar a natureza. sapato engraxado. Assim. com cuidado de escamas. depois de lançar seu fio de escuridão. pronto para ser comido. E aos poucos seu desejo foi aparecendo. Mas tecendo e tecendo. a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos    do algodão    mais felpudo. O moço meteu a mão na maçaneta. corpo aprumado. a moça passava os seus dias. E logo sentava-se ao tear. Se era forte demais o sol. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás. e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia o conto “A Moça Tecelã”. Leve. 62 . bastava a moça tecer com seus belos fios dourados. Na hora da fome tecia um lindo peixe. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida. para começar o dia. e no jardim pendiam as pétalas. e foi entrando em sua vida. na penumbra trazida pelas nuvens. Nem precisou abrir. suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Nada lhe faltava.

advertiu: – Faltam as estrebarias. e ela não tinha tempo para chamar o sol. e pressa para a casa acontecer. Desteceu os cavalos. Ela já desfazia o dese­nho escuro dos sapatos. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido. enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. e ele viu seus pés desaparecendo. A neve caía lá fora. Mas pronta a casa. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura. já não lhe pareceu suficiente. Dias e dias. E feliz foi. os cofres de moedas. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. o emplumado chapéu. – Para que ter casa.  Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. fios verdes para os batentes. o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. as estrebarias. – Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. Tecia e entristecia. Só esperou anoitecer. E descalça. Rápido.  Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo. tomou o peito aprumado. e. olhou em volta. as carruagens. Tecer era tudo o que fazia. Porque tinha descoberto o poder do tear. deitada no ombro dele. e ela não tinha tempo para arrematar o dia.LÍNGUA PORTUGUESA Aquela noite. espantado. durante algum tempo. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.  E parecia justo. enchendo o palácio de luxos. Mas se o homem tinha pensado em filhos.  Segurou a lançadeira ao contrário. agora que eram dois. Não teve tempo de se levantar. se podemos ter palácio? – perguntou. sumindo as pernas. logo os esqueceu. 63 .  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. os jardins. o nada subiu-lhe pelo corpo. as salas de criados. ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. subiu a longa escada da torre. Tecer era tudo o que queria fazer. E antes de trancar a porta à chave. – É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. A noite chegava. e jogando-a veloz de um lado para o outro. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. e salas e poços. E entre tantos cômodos. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas. em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. sentou-se ao tear. E tecendo. para não fazer barulho. começou a desfazer seu tecido. Afinal o palácio ficou pronto. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. e pátios e escadas. acordou.

delicado traço de luz. no final. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas…”. enfatizando respostas esperadas. a correção dos exercícios é fundamental. Possibilidade de resposta: Nesse fragmento. nesse momento. a autora faz uso da sinestesia. que a manhã repetiu na linha do horizonte. em questão. há a presença de uma gradação crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax)? Explique. alegres.. ou seja. Ao utilizar a expressão “ouvir o sol”. ela vai perdendo a felicidade. dentre outras coisas. Ela não só vê. Possibilidade de resposta: O quinto parágrafo é construído basicamente por prosopopeia. tudo cria vida e passa a compor um quadro único. o que pode ser feito de forma coletiva. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. metaforicamente. Essa figura de linguagem está a serviço do gênero “conto de fadas” onde. a moça escolheu uma linha clara. Global Editora . Com as exigências do marido. 64 . há a presença de uma gradação crescente (clímax). cheios de vida em que vai tecendo novamente feliz os dias. 02 Aponte no texto o parágrafo construído basicamente por prosopopeia e explique o efeito de sentido que essa figura de linguagem emprega ao texto. Explique a relação das cores das linhas escolhidas no início e no final do texto para demonstrar o estado de espírito da moça. E foi passando-a devagar entre os fios. Extraído do livro Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento.LÍNGUA PORTUGUESA Então. 04 No texto A moça tecelã. Cada vez mais ela ia tecendo. a natureza cria vida a partir do tear e das mãos da moça tecelã e passa a interagir com ela em perfeita harmonia. já que são exercícios discursivos. No texto. como ouve o sol. cheios de sol e de vida. Possibilidade de resposta: A moça tecelã inicia o conto com cores claras para tecer os dias alegres. se as expectativas de aprendizagem foram alcançadas. conforme a exigência do marido ia aumentando. depois semanas e por fim meses. figura de linguagem que contribui para intensificar a interação da personagem com a natureza. o estado de espírito da moça. Rio de Janeiro. até que resolve desfazer tudo e. as características das linhas escolhidas para tecer revelam. como se ouvisse a chegada do sol. termina com os mesmos fios claros. 03 No fragmento retirado do texto “Dias e dias. 2000 Prática de análise da língua 01 Observe o trecho do primeiro parágrafo “Acordava ainda no escuro. a moça começou tecendo em dias. geralmente.” Que impressões sensoriais estão presentes nele? E qual o efeito de sentido que ela provoca? Possibilidade de resposta: As impressões sensoriais são visão e audição. É importante observar. Professor(a).

ilustrações. Ler com fluência e autonomia. Analisar o emprego dos discursos direto. Temos três tipos de discursos: 65 . Então. vamos lá: utilize os conhecimentos construídos nesta aula e uma boa dose de sensibilidade para deixar o seu texto mais poético. AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. indireto e indireto livre. explorando as práticas de oralidade. designa a elocução pública. escrita. e análise da língua. mais literário. este é o momento de fazê-lo. Conceito De acordo com o dicionário Discurso é uma palavra de origem latina  discursu(m) e significa: ação de correr por/ou para várias partes. construindo significados e inferindo informações implícitas. Expectativas de aprendizagem u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. título do texto. que visa a comover e persuadir. No plano da oratória. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Caso não tenha explorado a linguagem metafórica. leitura.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se a sua escrita deixará o (a) leitor (a) mais sensível à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras. Discorrer sobre vários assuntos. distinguindo as falas do narrador e das personagens nos contos literários. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor.

Discurso indireto . O discurso indireto vem introduzido por um verbo dicendi e também apresenta conjunção subordinativa integrante (que. A segunda característica é que antes da fala da personagem há geralmente. Prática de oralidade Professor(a).Pode-se dizer que o discurso indireto livre é uma mistura do discurso direto com o discurso indireto. isto é. As falas dos personagens são reproduzidas por terceiros. Atente-se para a importância dessa atividade. de  forma  sutil. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar.LÍNGUA PORTUGUESA Discurso direto -  O narrador reproduz o discurso com as próprias palavras do interlocutor. esperar sua vez para falar.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. por meio dela. Discurso indireto livre .O narrador usa suas próprias palavras para comunicar o que as personagens disseram. respeitar a opinião dos colegas e os diferentes modos de falar. é importante que todos possam participar e que sejam trabalhados comportamentos como: saber ouvir. etc. neste momento. um verbo que anuncia uma fala. se). em que consiste um discurso? Em que situação ocorre um discurso? O discurso pode estar presente em um conto literário? O que lhe sugere o título deste conto? Conhece a palavra tecelã? O que significa? Você conhece alguma história interessante da escritora Marina Colasanti? Qual? Ouviu de alguém? Quem? Leu em algum outro livro de conto? Sabe quem é o seu autor? Professor(a). você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto e sobre Marina Colassanti. dois pontos e travessão. já que. motive a classe para o estudo dos discursos presentes nas narrativas. é  um  discurso misto onde há maior  liberdade. Esse discurso possui duas características fundamentais: a primeira é que a fala do personagem vem introduzida por um verbo dicendi. apresentando-lhes o próximo conto que irão ler nesta aula: • • • • • • • • Para você. desta grande escritora. questionando-os o que já sabem sobre o assunto. ou seja. Em seguida proponha-lhes a leitura silenciosa do conto A moça tecelã. Prática de leitura Retome a leitura do texto “A moça tecelã” e responda às questões que se seguem: 66 .

e foi entrando em sua vida. no conto. a sua maneira. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. Possibilidade de resposta: o discurso direto pode ser visto nos trechos em que o marido fala de modo ordeiro: “– Para que ter casa.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. c . se podemos ter palácio?” 02 O discurso indireto ocorre quando os personagens não falam diretamente. formule algumas questões para verificar o nível de compreensão dos estudantes em relação ao texto lido. Agora. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar. tirou o chapéu de pluma. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “o moço meteu a mão na maçaneta.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a).” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. Em seguida. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “pela primeira vez pensou: como seria bom se eu tivesse um marido ao lado!” b - “O moço meteu a mão na maçaneta. etc. tirou o chapéu de pluma e disse: estou entrando na sua vida.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. em que predomine o discurso indireto? Possibilidade de resposta: o discurso indireto ocorre quando o narrador.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. por meio de diálogos. mas precisam de um narrador para contar seus feitos. sem valer-se do diálogo: “Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata”. responda às questões abaixo: 01 Sabemos que o  discurso direto ocorre quando as personagens falam diretamente. 67 . um trecho em que o discurso direto seja evidente. após a leitura. reproduz a fala do marido. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “A moça pensava: vou tecer lindos filhos para aumentar ainda mais a minha felicidade”.“pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. sem intermédio do narrador. Vamos identificar no texto. 03 O Discurso  indireto  livre é  um  discurso misto onde há maior  liberdade. de  forma  sutil. Prática de análise da língua Retome o texto e reflita sobre a linguagem e os discursos utilizados. identifique o discurso predominante nas falas abaixo e os transforme em discurso indireto livre: a .“deitada no ombro dele. Você pode encontrar um trecho.

No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “E pela primeira vez pensou: como seria bom estar (se eu estivesse) sozinha de novo. leitura e escrita. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “Ele disse: é para que ninguém saiba do tapete. Caso não tenha explorado. E antes de trancar a porta à chave. após o marido ter entrado em sua vida. aqui. E antes de trancar a porta à chave advertiu: faltam as estrebarias. Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se na sua escrita você explorou os tipos de discurso: direto.” 04 Imagine que a moça tecelã encontra sua melhor amiga. Empregue na sua narrativa. advertiu: – Faltam as estrebarias. Assim. E não se esqueça dos cavalos!” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso direto. Espera-se que os alunos sejam capazes de dominar os discursos estudados nesta aula e empregá-los na hora da escrita. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. e . o diálogo das duas. que há muito tempo não via.LÍNGUA PORTUGUESA d . aqui. indireto.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. Narre. é fundamental que você leia esses textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. este é o momento de fazê-lo. AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. Então. o discurso que você desejar. para que você possa planejar as intervenções necessárias.“– É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. 68 . vamos lá! A ideia. professor(a).“E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. explorando as práticas de oralidade. E não se esqueça dos (meus) cavalos”. indireto livre.

procure direcionar o diálogo para a história da evolução da mulher na sociedade brasileira e mundial. o máximo de efeitos. opiniões. etc. proporcionando aos alunos o gosto pela pesquisa). a fim de conseguir com um mínimo de meios. Lya Luft. estimule a fala e o diálogo entre eles sobre as ideias explícitas e implícitas no conto. pois seu porte chama a atenção dos estudantes para o ato de ler. 69 . Lygia Fagundes teles. provavelmente os alunos não saberão. Promover reflexão a respeito da figura feminina. Faça intervenções quando achar necessário. u u Conceito Para Edgar Allan Poe. Estimule a percepção dos alunos. Aborde com os alunos alguns tópicos de sua escolha dentre eles ressalte: • • Você conhece outras histórias que abordem a temática da mulher na sociedade? Quais são os escritores ou escritoras que abordam a temática feminina na literatura brasileira? Professor. Associar conteúdo e função social do gênero. retome conto de Marina Colasanti “A moça tecelã” e proponha uma conversa com os alunos. É necessário que você faça uma leitura oral do texto com a classe. Mostre que os escritores são pessoas comuns que usam as palavras para expressarem seus pensamentos e que dentro de cada um de nós existe um escritor que basta ser estimulado para que ele exista. Para isso ele deve ser construído à base da economia dos meios narrativos. Se possível disponibilize trechos destas autoras e estimule a curiosidade. Nessa prática. Instigue os alunos proporcionando a eles momentos de reflexão sobre: • Para que serve a literatura? Por que e para que as pessoas escrevem? A literatura é importante? Nesse momento é importante que o professor ouça as respostas e estimule os alunos a participar desse momento de reflexão. Martha Medeiros. expondo suas ideias. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. então use esse momento para inserir novos conhecimentos: apresente Clarice Lispector. criada pela autora. Prática de oralidade Professor(a). o conto é uma narrativa curta. que eles compreendam a importância de ambos os sexos para o desenvolver harmônico da sociedade. formulação e verificação de hipóteses. que sustenta sempre uma unidade de efeito. leve-os a refletir sobre o universo feminino de forma. Promover inferências entre literatura e realidade analisando o aspecto cultural que envolve a figura feminina. por meio dos aspectos culturais.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar as percepções de leituras e conhecimentos sobre as diferentes culturas presentes no texto. Discutir ideias. demonstrando gosto e satisfação pela leitura. Após a leitura.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

Releia o conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti e reflita sobre as questões abaixo, respondendo-as:

01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto?
Possibilidade de resposta: A personagem protagonista era uma garota que tecia. Ela ia tecendo as coisas conforme seus desejos e magicamente a realidade também era alterada. Observava o ambiente, analisava se o que havia criado era bom. Se não gostasse do que havia feito, desmanchava o alinhavado e consequentemente a realidade se modificava também.

02 Por que a protagonista desistiu de haver criado o homem? Você concorda com a atitude da moça tecelã?
Possibilidade de resposta: O homem, se revela como sendo materialista e capitalista e descobrindo o poder que o tear possuía, exigia cada vez mais de sua esposa. Bens, riquezas, e nunca se contentava com o que já possuía. Não correspondeu o desejo da esposa, que idealizava uma companhia masculina, ter uma família, e sua criação não correspondeu as expectativas, fator que entristeceu a tecelã, que optou por destruir o império que havia criado, voltando a criar coisas simples que lhe davam prazer. A segunda pergunta é pessoal e deve ser ouvida, professor.

03 Pode-se dizer que o conto estudado é um conto de fadas? Por quê?
Possibilidade de resposta: De uma certa maneira, podemos dizer que o texto de Marina trata-se de um conto de fadas dos dias atuais. O conto A Moça Tecelã é composto por uma narrativa tradicional, de entendimento direto, povoado pelos modelos clássicos de fabulação: castelos, príncipes, encantos e magia. Mas não se limita a isso, pois Marina Colasanti inova quando registra em seu conto a história da mulher e sua busca histórica por uma identidade feminina, refletindo a literatura de uma época atual, visitando o pensamento arcaico e o universo mágico dos contos de fadas.

04 Você notou, no conto, que a personagem feminina revela um novo pensamento com relação aos costumes sociais? Qual? Você concorda com essa nova forma de pensar? Por quê?
Possibilidade de resposta: É uma resposta pessoal, mas espera-se que o discente seja capaz de comparar o comportamento feminino de antigamente: submisso, sem possibilidade de interferir no seu próprio destino, com a forma atual das mulheres que fazem suas próprias escolhas e decidem por seus destinos.
Professor(a), abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido e do assunto suscitado.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de escrita DESAFIO

Agora, vamos retomar a sua produção textual anterior. Ao relê-la, irá repensá-la, pois durante este percurso surgiram novas ideias. Anote-as em outra folha, reescreva seu conto com as alterações que surgiram. Pode acontecer que, depois do estudo de tantos contos, você queira escrever, agora, sobre outra temática: a mulher, como fez Marina Colassanti em Moça tecelã, o sertanejo, de Nhola dos Anjos, ou de outra minoria socialmente excluída, como o negro, o índio, o homossexual etc. Se isso acontecer, não fique preocupado, pois você estará agindo como os escritores famosos que escrevem, e depois retomam o escrito para fazer novas alterações até que o conto esteja pronto. Mãos à obra!
Professor(a), aqui, a sua mediação é fundamental. Vá de carteira em carteira, converse com cada aluno, dê sugestões sobre o texto. Esta atividade irá permitir que seu aluno veja em você um aliado, alguém em que ele possa confiar para aprimorar suas ideias, sem medo de represálias.

AULA 16

Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Sistematizar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura, escrita e análise da língua.
O que devo aprender nesta aula
u

Reformular os textos produzidos com base na reescrita orientada pelo professor, considerando sua finalidade, os possíveis leitores e as características do gênero. Caracterizar as personagens no conto literário produzido. Identificar e caracterizar o espaço e o tempo no conto literário. Utilizar os diferentes níveis de linguagem (coloquial, culta, regionalismo, jargão, gíria) no conto literário, conforme a situação. Analisar o emprego de discurso direto e indireto nas narrativas. Fazer reformulações que assegurem, também, as características próprias dos contos literários. Refletir sobre o emprego das flexões verbais.

u u u

u u u

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LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Um bom texto vem de um rascunho e passa por sucessivas versões em que será aperfeiçoado até chegar ao produto final. Desse modo, é muito importante que os estudantes tenham uma atitude crítica em relação à sua própria produção de textos. Com a atividade de reescrita o professor fornece marcas no texto que levam o estudante a observar o que deve ser melhorado em seu texto.
Prática de oralidade
Professor(a),chegou o momento, de os alunos reescreverem o conto que foi produzido ao longo dessas aulas. Para tanto, faça alguns questionamentos aos estudantes: • • •

O que você achou do nosso estudo sobre contos? Esse nosso estudo ajudou você a produzir seu conto? Você gostou do conto que escreveu? Você acha que precisa melhorá-lo.

Prática de leitura
Professor(a), nesse momento escolha um conto produzido por um dos alunos e faça uma leitura para a classe. Não precisa divulgar o nome desse aluno. Posteriormente, você retomará as características que foram estudadas e juntamente com os alunos observará se elas se fazem presentes no texto lido. Paralelamente a essa análise, peça aos alunos que observem em seus próprios contos as características discutidas e analisadas. Para proceder a essa análise, escreva esses questionamentos na lousa.

01 Os elementos da narrativa, enredo, tempo conflito, clímax, desfecho, personagens, verossimilhança e narrador estão presentes neste texto? 02 Os tempos verbais estão bem definidos? 03 Você utilizou figuras de linguagem? 04 Na narrativa há a presença do discurso direto, indireto e indireto livre?
Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se as características do conto estudadas e discutidas se fazem presentes em seu conto. Aprimore as características que você considerar que não foram bem empregadas em seu texto.

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Diga aos estudantes que durante o trabalho com editoriais eles terão bons e variados momentos de leitura. Peça-lhes que procurem nos jornais e revistas editoriais que lhes chamem a atenção e que os instiguem a ler. coloque vários jornais e revistas. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. Envolva todos no trabalho. oportunize um tempo para que os estudantes socializem as análises dos editoriais lidos. É importante que todos os estudantes sejam incentivados a pesquisar e ler. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. dando-lhes tempo para que isto aconteça. leitura e escrita. para que possam se familiarizar mais e melhor com esse gênero textual. Discutir sobre a finalidade dos editoriais e demais textos de opinião de diferentes jornais e revistas. AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. no centro. 73 . O que devo aprender nesta aula u u u u Tomar contato com o editorial e outros textos de opinião. outros editoriais. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. para o trabalho com o gênero Editorial.Editorial Professor(a). Produzir a primeira escrita de um Editorial. almofadas. e ambiente a sala de aula de modo que os estudantes tenham acesso ao gênero. Após a leitura. esteiras. Disponha as carteiras em círculo e. em casa. Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. explorando as práticas de oralidade.

Uma mulher é hoje presidente da República. Texto 1 Injusta desvantagem O Popular. distribua-lhes os 3 textos abaixo e peça-lhes que os leiam observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos. com o objetivo de continuar o trabalho com os gêneros textuais. quando não podiam votar e muito menos ser votadas. divida a turma em pequenos grupos.os se costumam ler as seções destes portadores textuais onde aparecem os textos de opinião: do leitor. 30 de novembro de 2012 Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. Após a leitura. sexta-feira. Inicie a aula com uma conversa sobre a importância da leitura. bem como os objetivos deste estudo. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. 74 . converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados até o momento e apresentelhes o segundo gênero a ser estudado no bimestre. pergunte-lhes se costumam ler jornais e revistas. Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. da direção ou da equipe de redação. diga aos estudantes que ler é se apropriar de novos conhecimentos. E só recentemente deixaram o fundo do palco para ocupar lugares no proscênio. comparar os textos e distinguir fato de opinião etc. • • • • Qual a importância da leitura para você? Você costuma ler jornais e revistas? Quais são as seções destes portadores que você mais gosta de ler? Costumam ler as seções de opinião? Conceito Os Editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. ou o que mais gostam de ler nestes portadores de textos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Questione . em seguida. Prática de leitura Leia os três textos abaixo. o que eles acham mais interessante. observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos e. de articulistas e do jornal. responda às questões que seguem: Professor(a). proponha-lhes as questões abaixo para ajudá-los a desenvolver habilidades como: identificar a finalidade do texto.

pois a maior parte do capital gerado pelo turismo não se transforma em infraestrutura para a população.4 vezes maior do que a de trabalhadores do sexo masculino. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. vivem hoje uma injusta realidade. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. trabalharam para isso – e trabalharam muito! Porém. que era de R$ 1. o equivalente a 67. edição 2010. que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em 2011 as mulheres brasileiras ganhavam em média R$ 1. mas não beneficia a todos.020. o turismo se tornou a base do desenvolvimento e da economia local. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. Caldas Novas que os turistas não veem Aluna: Bianca Souza Soares “Bem-vindos à maior estância hidrotermal do mundo. As belezas naturais e principalmente as águas quentes que brotam de dois aquíferos Paranoá e Araxá.8% do rendimento dos homens. a uma temperatura que varia de 37° a 57° transformaram essa pequena cidade em um dos maiores polos turísticos do Brasil. considerando também os afazeres domésticos.08. medicina veterinária e engenharia. 75 . Por causa desse caráter contraditório. mas em novas atrações para os turistas.” Com essa frase o turista é saudado quando chega a Caldas Novas.505. entre outras profissões de nível superior. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. Texto 2 Texto finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa. nem mesmo água tratada e rede de esgoto. já que desenvolve a economia do município. E a jornada de trabalho. no sul do Estado de Goiás. há um conflito de opiniões entre os que aprovam e os que desaprovam a atividade. Foi nele que milhares de caldenses viram a oportunidade de melhorar a qualidade de vida. Assim. A Síntese Indicadores Sociais (SIS).31. Os olhos que se deslumbram com os belos parques aquáticos em centenas de outdoors pela cidade não veem bairros da periferia sem ruas asfaltadas.LÍNGUA PORTUGUESA Não existiam no começo do século passado mulheres profissionais da medicina. faz-se a seguinte pergunta: “O que é mais importante. Desse modo. A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. era 2.

porém a mão de obra por ser abundante é desvalorizada e a carga horária muitas vezes extrapola a normalidade. acredito que mais importantes que as águas termais da cidade são as pessoas que nela vivem e fazem sua economia girar. a saúde e a educação. donos de hotéis e resorts.000 habitantes. ou seja. beneficiando as pessoas de fora em detrimento dos moradores locais.000. esquecendo-se dos residentes locais. É perceptível que os empresários e as autoridades locais se preocupam apenas com os investimentos lucrativos que o turismo pode propiciar e menosprezam necessidades básicas da população. recebem anualmente cerca de 1. que segundo o portal Caldas Web. Alegam que o turismo faz a cidade crescer e ainda gera empregos. Todavia. que em época de alta temporada são submetidos a dias sem água encanada já que ela é direcionada a hotéis e clubes. Não sou contra o turismo. diz Ricardo Pureza. além dos comerciantes. hoje esse número aumentou para aproximadamente 70. ligado a um dos clubes mais tradicionais da cidade. com uma analogia simplória explica-se a necessidade dos caldaenses: “Não dá para receber visitas com a casa desarrumada e o dono insatisfeito”. os que recebem diretamente o lucro deixado pelos visitantes do mundo inteiro. como o saneamento básico (apenas 25% do esgoto é coletado). o espantoso crescimento demográfico. É bem verdade que o turismo movimenta economicamente a cidade. Isso é mesmo inegável. casas e hotéis em áreas de preservação ambiental e próximos ao aterro sanitário. o problema está nas inúmeras consequências maléficas que o mesmo gera. Assim como eu. uma vez que a satisfação do turista é colocada em primeiro plano. Em 1991 havia 24. parte da população se mostra contrária.5 milhão de pessoas. como por exemplo. E se política é a arte de governar nossos “artistas” estão um tanto quanto omissos a respeito de suas obras. As opiniões favoráveis ao turismo são em geral dos grandes empresários.LÍNGUA PORTUGUESA a alta na economia que se dá pelo empreendimento turístico ou a organização social?”. gerente de marketing e vendas dos Jardins da Lagoa. mas sim como ele é desenvolvido particularmente em Caldas Novas. também os problemas administrativos têm aumentado assustadoramente por conta da atividade turística. porque está claro que assim como cresce o número de visitantes que a cidade recebe. o que resultou num agravante de proporção nacional o crescimento desordenado. Notam-se loteamentos irregulares. além disso é perigoso para a cidade ser tão dependente de apenas um 76 . “As águas quentes são para Caldas Novas o que as praias são para o litoral: essencial!”.

seja como pedestres. da malandragem. por algum motivo (assim como o surto de dengue de 2008). Nos preocupamos em salvar o mundo. Portanto. reproduzem no ambiente escolar e crescem com ódio um dos outros. A. Enquanto. da corrupção. MMA – Mixede Martial Arts – não é um esporte. onde o todo poderoso do esporte. os valores éticos e a dignidade da comunidade são mais importantes. pagos pela máquina global. da nossa falta de educação. ciclistas ou motoristas. vendedores. A popularização e a manifestação da desgraça alheia é o que move este moinho de flagelos humanos.LÍNGUA PORTUGUESA segmento econômico. dos desmandos. consumidores. empresários ou políticos. os noticiários só estampam crimes e mortes. incentivando a violência. Professora: Vandelina Lima Soares Escola: C. pra que? Se continuarmos vivendo como predadores de nós mesmos. a saúde. As crianças e jovens só pensam em jogos violentos. O que vimos e o que vendemos é que: iremos sediar a copa e as olimpíadas e que devemos ser receptivos aos yanks e gringos. No nosso cotidiano medíocre e bucólico. Assim a diversificação econômica é necessária. o dono da casa estará feliz em receber visitas e as esperará mais vezes”. a educação e segurança não são assuntos nas pautas ministeriais. os turistas optarem por outro destino todos serão fortemente atingidos. não precisaremos deste mundo para vivermos. Estamos em guerra civil. E. para o Brasil sem educação. Filostro Machado Carneiro • Cidade: Caldas Novas – GO Texto 3 Brasil sem educação Carlos Henrique de Freitas Quero chamar a atenção não para o Brasil sem escolaridade. J. entretanto tenho plena convicção de que as necessidades básicas. Somos reféns não da marginalidade. é uma rinha de galos de briga. o capital proporcionado pelo turismo é importante. como foram nossos irmãos africanos. 77 . estaremos fadados ao fracasso humano. fala com maestria sobre golpes de seus lutadores favoritos. seja como. As drogas. como também uma administração consciente e preparada para usar os mecanismos de que necessitamos para desfrutarmos das tão apreciadas águas quentes com responsabilidade e justiça. vemos quanto somos sem educação. a miséria humana for o alimento dos inescrupulosos. mas sim. pois se. mas sim da impunidade. “Logo.

78 . A ideia. pois apresentam um breve resumo sobre o assunto tratado.imprensalivre. professor(a). 03 Qual deles traz a opinião do jornal ou revista? Possibilidade de resposta: O Editorial: Injusta desvantagem. que expressa a sua e a opinião da empresa. uma opinião a ser defendida. teremos um povo educado e uma nação verdadeiramente forte. peça aos grupos que socializem as atividades realizadas. não são assinados. As primeiras páginas de um jornal ou revista são reservadas à publicação de um texto de autoria do editor destes. elabore seu primeiro editorial. Sistematize as conclusões deste trabalho no quadro e peça que os estudantes façam o mesmo nos cadernos. elaborado pela aluna/articulista Bianca Souza Soares e a Carta do leitor. para que você possa planejar as intervenções necessárias. voltando aos textos para confirmar ou refutar suas hipóteses. 04 Em poucas palavras. Meus Sentimentos. Somente quando todo e qualquer brasileiro for digno de seus atos. aqui. imagine-se um redator de editoriais de um jornal de circulação do seu município e. 02 Todos os textos estão assinados? Possibilidade de resposta: Não. Assim. Oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. Prática de escrita DESAFIO Caro(a) estudante. que você leu em momentos anteriores e que lhe chamou a atenção. alguns são assinados por leitores ou articulistas. somente o Artigo de Opinião. e outros. com base nas leituras e atividades realizadas até o momento.com/novosite/cartas/65 01 Os textos lidos têm intenção de formar opinião? Possibilidade de resposta: Sim. professor(a). é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. É fundamental. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. argumentos convincentes e reforço da posição e opinião adotadas. Resposta pessoal Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA E nossa miséria continuará norteando estes acontecimentos. escrita pelo leitor Carlos Henrique de Freitas. em seus portadores usuais – o jornal e a revista. http://www. apresente o assunto de um texto de opinião. que os estudantes identifiquem o Editorial. por trazerem a opinião do jornal ou da revista.

por meio de uma linguagem um tanto forte e apelativa. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Com que finalidade? 5. peça que a turma releia o editorial. u Prática de oralidade Professor(a). com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. retome com a classes os textos trabalhados na Aula 01 e. sem obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade. regional e local. que expressa a sua e a opinião da empresa. Retomar a produção inicial. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. comente as ideias e opiniões do texto. é escrito de maneira impessoal e publicado sem assinatura. com o objetivo de influenciar seus leitores. Quem escreveu o texto? 2. leitura e escrita. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. Onde o texto foi publicado? Conceito O gênero escrito pelo editorialista – editorial – tem caráter opinativo. Sobre o que escreveu? 4. em seguida. Em nome de quem? 3. A redação do editorial é de autoria do editor do jornal ou revista. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Após a leitura. focando a conversa sobre a situação de produção deste gênero textual: 1. explorando as práticas de oralidade. Quem é o público leitor? 6. 79 .

LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Em relação ao Editorial Injusta desvantagem. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. do jornal O Popular.” 04 Argumente sobre a importância do assunto tratado no editorial. 03 Que fragmento do texto apresenta uma conclusão reforçando a opinião do jornal? Possibilidade de resposta: “A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. argumentos convincentes. antes de publicarem seus textos. assim como fazem os redatores de jornais e revista. e tendo por base as características desse gênero. portanto medeie esta atividade. Possibilidade de resposta: É importante que assuntos como esse sejam debatidos pela sociedade. durante a leitura dos textos. é importante reservar um tempo para que a turma possa expor suas conclusões sobre o editorial lido. percorrendo a sala. 02 Quais os principais argumentos presentes no texto? Possibilidade de resposta: Uma mulher é hoje presidente da República. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. é uma forma de colaborar para a promoção de direitos humanos. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. após essa atividade. Possibilidade de resposta: Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. quando não podiam votar e muito menos ser votadas. como a valorização da mulher. Em relação ao assunto desse editorial. com base nas anotações feitas por você. Agora você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu editorial. responda às questões abaixo: 01 Identifique no texto o resumo do assunto que introduz a opinião a ser defendida. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu um texto que traz um pequeno resumo do assunto a ser tratado. a opinião do jornal sobre um determinado assunto. Injusta desvantagem. expressas no conceito acima. Professor(a). Este é um bom momento. orientando a reescrita individual. Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. 80 . professor(a) de observar os conhecimentos que a sua turma já possui sobre gênero editorial. conclusão reforçando a posição defendida.

principalmente daqueles mais tímidos. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. e peçalhes que teçam comentários sobre as ideias e opiniões presentes no texto. Em que trecho do texto o editor reforça a posição pelo Jornal (conclusão)? • Quais os argumentos (desenvolvimento) que sustentam a sua tese? • 81 . prossiga com a análise dos elementos do editorial. regional e local. considerando o destinatário. em seguida. com base nos seguintes questionamentos: • O jornal é a favor ou contra a questão polêmica apresentada? • Localize o trecho em que o editor do Jornal se posiciona. continue a atividade. a seguir discuta sobre o mesmo. tendo por base o texto Velha máfia. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais e revistas. em 02/12//2012. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. leitura e escrita. construindo significados e inferindo informações implícitas. u u Prática de oralidade Leia o texto Velha máfia e. Provoque uma reflexão sobre a leitura. publicado no jornal O Popular. que quase nunca se manifestam. tendo o cuidado de incentivar a participação de todos os estudantes. explorando as práticas de oralidade.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. a finalidade e os espaços de circulação. com base nas seguintes questões propostas: Professor(a). Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Proponha uma leitura coletiva do texto e.

LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Argumento é um conjunto de justificativas utilizadas para se defender a tese apresentada na introdução de um texto argumentativo, e retomada como reforço, na sua conclusão desse texto.

Velha máfia
O Popular, domingo, 02 de dezembro de 2012

Reportagem publicada ontem neste jornal revela que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos. A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gra­ vemente a segurança no trânsito. A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. Deve-se mencionar também que os candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados. A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás, este mal antigo que vinha sendo tolerado por causa de também antigas omissões. A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir. Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar.
http://www.opopular.com.br/indice-de-noticias/%C3%ADndice-de-not%C3%ADcias-7.218533?filter ByDate=true&pbdate =20121102&inputTemplate=&subject=&externalSiteIds=opopular.opiniao.d

Prática de leitura

Releia o texto Velha máfia e, a seguir, responda às questões propostas.
Professor(a), proponha aos estudantes que releiam, silenciosamente, o texto Velha máfia e, em seguida, explique-lhes que farão uma atividade coletiva tendo como base esse texto. Para isso, transcreva as questões abaixo em um cartaz bem grande, e vá conduzindo a atividade, de modo que os estudantes localizem os trechos/parágrafos no editorial em estudo.

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LÍNGUA PORTUGUESA
01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese):
Possibilidade de resposta: “o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos.” O jornal se coloca favorável ao fato. (1º parágrafo).

02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gravemente a segurança no trânsito. (2° parágrafo).
A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. (3º parágrafo). “(...) candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados.” (3º parágrafo). “A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás... A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir.” (4º parágrafo).

03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão):
Possibilidade de resposta: Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar. (5º parágrafo).

04 Apresente sua opinião sobre o assunto tratado no editorial, Velha máfia.
Resposta pessoal
Professor(a), registre as respostas num cartaz e o afixe na sala, em lugar visível, para que os estudantes possam recorrer a ele durante o trabalho com os demais editoriais.

Prática de escrita DESAFIO

Retome novamente o seu texto e observe se ele está organizado, de acordo com os três elementos trabalhados anteriormente: apresentação da tese, desenvolvimento/ argumentação e conclusão. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto, este é o momento de aprimorar a sua escrita. Vamos lá?
Professor(a), oriente esta atividade, percorrendo a sala e auxiliando a reescrita individual dos textos. Chame a atenção da turma para o fato de que a organização do texto pode ser variável, desde que considerem os elementos do gênero.

83

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 20

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u

Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional, regional e local. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais.

u u u

Prática de oralidade

Até agora você leu dois editoriais e pôde expressar sua opinião sobre o assunto tratado neles. Converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem esses textos de opinião, publicados em jornais e revistas.
Professor(a), divida a turma em duplas, peça-lhes que discutam sobre os editoriais lidos até o momento. Para embasar a discussão oriente-os que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Em seguida, apresente-lhes o editorial Estagnação Social, publicado em O Popular, no dia 06/12, utilizando as estratégia de antecipação e inferência. Aqui seria interessante estabelecer uma parceria com os(as) professores(as) de História e Geografia para o aprofundamento desses conceitos. •

Você conhece o significado dos termos estagnação, desenvolvimento econômico e progresso social? Em que contexto ouviram ou leram estas expressões? Em caso negativo, o que acha que estes termos sugerem?

• •

84

segurança. Estagnação social O popular. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. assaltos e roubos. o indicador registra pequeno avanço em renda. 06 de dezembro de 2012. quinta-feira. portanto investimento no social. trabalho e educação. e piora quanto aos itens saúde. considerando que a economia cresceu bastante e isto deve ter resultado também na criação de mais empregos. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. saúde.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O argumento é uma construção verbal – quer seja na modalidade oral. O Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). renda. A falta de avanço em educação é muito lamentável e exige que esta área conquiste finalmente a condição de prioridade tão proclamada no discurso mas.br/editorias/opiniao/editorial1. Composto pelos quesitos habitação. medido por pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.145048/ estagna%C3%A7%C3%A3o-social-1. ficou infelizmente estagnado no período. como demonstram os indicativos deste setor. leitor.opopular. 85 . para sustentá-la. Pode-se assim dizer que se passou uma década sem verdadeiro progresso social no Estado. responda às questões propostas: 01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese): Possibilidade de resposta: Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. Falta. quer seja.242884 Prática de leitura Leia o texto Estagnação Social para confirmar as hupóteses levantadas na prática de oralidade e. pois os números são bastante claros. como se vê. a seguir. Não se pode dizer que se trata de um enigma. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. A segurança pública mostra situação verdadeiramente calamitosa. na modalidade escrita da língua – cuja finalidade precípua é a persuasão do auditório (interlocutor. não praticada realmente. O setor de saúde precisa ser também colocado no topo das preocupações. como demonstram os indicativos deste setor. http://www. Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. uma incoerência. habitação e segurança. ouvinte. trabalho e educação. telespectador etc.com. com sucessivos recordes de homicídios.) a respeito de uma tese.

instigue os alunos a se manifestarem sobre a temática retratada no texto. Professor(a). Neste momento. trabalho e educação. saúde.. renda. bem como da segurança pública. primeiramente no bairro onde a escola estiver localizada e.. no mesmo período. 03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão): Os exemplos no 5º parágrafo.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): Possibilidade de resposta: (. desenvolvida no 1º parágrafo. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. saúde e segurança pública deveriam ser prioridade no governo. Estagnação social do Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). portanto investimento no social. Educação. pois estes reforçam a tese de que não houve consonância entre o desenvolvimento econômico e o progresso social. segurança. Prática de escrita DESAFIO Apresente sua opinião sobre a temática retratada em Estagnação social. Falta. Tal constatação configura-se como uma incoerência. (4º parágrafo). por exemplo.) O desenvolvimento econômico não foi acompanhado pelo progresso social. sobre a questão da saúde. 86 . utilizando uma linguagem apelativa. (3º parágrafo). (1° e 2º parágrafos). na cidade e no Estado. posteriormente. explorando as práticas de oralidade. no que concerne à habitação. leitura e escrita. em relação à própria instituição de ensino em que trabalha. Como poderíamos aliar desenvolvimento econômico e progresso social? Procure influenciar os leitores. visto que este é o assunto tratado no texto. promova discussões quanto à situação da Educação pública. AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. visto que mais empregos poderiam ter sido gerados.

podemos dizer que o editorial é um texto mais opinativo do que informativo. pois é desta maneira que a aprendizagem ocorre. Notícia é um texto informativo de interesse público. Percebeu a importância da tese. em seguida. você estudou o gênero notícias e os elementos que a caracterizam. Prática de leitura Leia atentamente a notícia abaixo. e cujo conteúdo é constituído por um tema político. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. instigue os estudantes a falar e socializar os conhecimentos. que tem por objetivo informar. bem como dos argumentos que a fundamentam e a concluem. especialmente em jornais e revistas. Reescrever o editorial definindo a tese. extraída do jornal Diário da Manhã. 07 de dezembro de 2012 e. Assim. bem como suas dúvidas. você percebeu que ele é um texto opinativo. que narra um fato recente ocorrido no país ou no mundo. Portanto. mas sem obrigação de ser neutro. Nos anos anteriores. neste momento é importante enfatizar as diferenças e semelhanças entre os dois gêneros textuais trabalhados. cultural etc. os argumentos. Então já é capaz de identificar as semelhanças e diferenças entre estes gêneros: • • • • O que caracteriza o editorial? O que caracteriza a notícia? Onde circula estes textos? Que diferenças e semelhanças há entre eles? Professor(a). regional e local. econômico. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. por meio de suas semelhanças e diferenças. indiferente. bem como a conclusão na elaboração do texto. Conceito Editorial é um texto utilizado na imprensa.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. realize as atividades propostas: 87 . construindo significados e inferindo informações implícitas. u u u u Prática de oralidade Ao ler editoriais. social. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial.

Disponível em: <http://www.Álcool e direção. o veículo atropelou duas pessoas. 03 A opinião do autor está presente no texto? Por quê? Possibilidade de resposta: Não. atingiu três motocicletas e um carro estacionado. que estavam em frente a um pit dog. tonto e dizendo palavras de difícil entendimento. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML). 88 .br/texto/78368-advogado-babado-atropeladuas-pessoas-e-tem-prisao-decretada> Acesso em dezembro 2012. Além da colisão com outros automóveis. que efetuou a conversão da prisão. Diário da Manhã 7/12/2012 às 23h01. São retratados apenas os fatos ocorridos. no Setor Sudoeste.dm. em que o autor. na madrugada de ontem. Professor(a). pela Avenida Pedro Ludovico. 02 Que fato deu origem à notícia lida? Possibilidade de resposta: O atropelamento de duas pessoas que estavam em frente a um pit dog por um advogado bêbado. porque a notícia é um texto informativo e não opinativo. 01 Qual é a temática retratada na notícia? Possibilidade de resposta: Combinação . perdeu o controle do veículo e acabou subindo em cima da calçada.LÍNGUA PORTUGUESA Advogado bêbado atropela duas pessoas e tem prisão decretada Mariana Magre O advogado Gustavo Andrade Zago atropelou duas pessoas. Gustavo Andrade Zago se recusou a realizar o teste do bafômetro. mesmo sem querer efetivamente o resultado.  A polícia informou que o advogado estava aparentemente embriagado. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva. Em seguida. em Goiânia. que dirigia uma caminhonete Amarok 4x4 com placa de Rio Verde-GO. faça mais uma leitura do texto em conjunto. por tentativa de homicídio por dolo eventual.  As vítimas foram socorridas pela equipe do Samu. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. última atualização: 9/12/2012 às 15h4. Estimule o debate sobre álcool e trânsito. Francisco Júnior Costa Martins e Ariel da Silva Pacheco.  Por volta das 2h da manhã. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate.com. onde submeteu-se ao exame de corpo de delito e toxicológico para verificar embriaguez. assume o risco de produzi-lo.  O auto de prisão em flagrante foi lavrado na Delegacia Especializada em Crimes de Acidentes de Trânsito (DICT) e encaminhado à 1ª Vara Criminal. Gustavo.

os argumentos e o reforço da tese na conclusão. tendo o cuidado de distinguir os fatos. Qual é a sua opinião sobre a temática retratada na notícia? O que deveria ser feito para evitar acidentes e mortes no trânsito? Resposta pessoal. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. os índices de acidentes no trânsito causados pelo consumo de bebidas alcoólicas é uma realidade difícil de ser combatida. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. reflita com os estudantes a relevância do tema da notícia. u u u u u 89 . Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. instigue o senso crítico da turma. explorando as práticas de oralidade. construindo significados e inferindo informações implícitas. AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. a opinião. Prática de escrita DESAFIO Retome seu editorial e observe se nele predomina o tom opinativo. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial.LÍNGUA PORTUGUESA 04 Apesar das incessantes campanhas de prevenção veiculadas nos meios de comunicação. regional e local. estimulando o debate diante da temática apresentada. Releia-o. Professor(a). leitura e escrita. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. a tese.

Conceito A finalidade da notícia é apenas informar o leitor sobre os fatos. os argumentos que comprovam e/ou reforçam o posicionamento do redator. 90 . expostas no centro da sala de aula. assim. você poderá se embasar nas seguintes questões: 01 Qual é o assunto tratado na notícia eleita? 02 O que você acha desse assunto? 03 Quais outros temas podem ser discutidos com base nessa notícia? 04 Escolha um desses temas que você considera bom para um editorial e justifique sua escolha. Leve-os a refletir sobre: • • • • a relevância dos assuntos presentes na notícia discutida. proponha que elejam uma notícia. Professor(a). para formar opiniões dos leitores. de preferência em cartazes. enquanto o editorial também opina sobre os mesmos. peça aos estudantes que retomem as revistas e os jornais de circulação nacional e local. Isso pode ser feito por você ou por um estudante voluntário. e que fiquem à disposição da turma no momento da escrita do texto. que comprovem e/ou reforcem seu posicionamento. Em seguida. proponha-lhes que discutam entre si (em pequenos grupos) sobre a notícia escolhida.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Retome os jornais e revistas que estão expostos na sala de aula e escolha uma notícia para ler e discutir com os colegas. Finalmente proponha o debate: os estudantes devem se manifestar a respeito da questão eleita. é hora de registrar a sua conclusão. escolham uma notícia que mais os interessam. o aspecto mais opinativo do que informativo do editorial. Divida a turma em dois grupos e peça-lhes que elaborem argumentos favoráveis e contrários para defenderem a sua posição. É importante que esses argumentos sejam anotados. Prática de leitura Notícia escolhida e discutida. ou que considerem mais polêmica e façam uma leitura silenciosa – afinal os editoriais se referem às notícias e reportagens do dia. para isso. a mais interessante. a importância do debate para a escrita de um editorial. posicionando-se em relação a ela com argumentos coerentes e convincentes. contribuindo. Proceda a uma socialização a fim de que a turma conheça os assuntos discutidos em todos os grupos. para organizarem um debate bem legal sobre ela. Depois da leitura.

assim. o direito de todos e considerando as diferenças da sala de aula.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). Prática de oralidade Professor(a). expressões. AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Reúna com dois ou três colegas e. Caso na sua turma haja pessoas com deficiência auditiva. inicie esta aula. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. retome seu texto e observe se os argumentos que você utilizou são coerentes e convincentes. Escute o que eles têm 91 . respeitando. Prática de escrita DESAFIO Mais uma vez. esta é uma ótima oportunidade para você observar e registrar o desempenho dos estudantes em relação à argumentação. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. converse sobre o assunto e argumentos que reforçam a posição assumida. leitura e escrita. depois de ler suas produções. explorando as práticas de oralidade. mímicas etc. presentes nos textos. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre os seus editoriais. explore diferentes linguagens como gestos. por meio da prática da oralidade (fala e escuta). construindo significados e inferindo informações implícitas. comprovam e/ou reforçam seu posicionamento e correspondem ao assunto tratado. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento.

por isso. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. contava com cerca de 70% de aprovação. porém. Apesar do histórico negativo. pela primeira vez. Em 2008. o desempenho dos alunos tem sido pífio. é ainda mais perturbadora: a reprovação no teste não impede o exercício da profissão. boicotavam a avaliação. Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame -em vez de se restringir a questões teóricas. Nada menos que 54. A constatação da inépcia de mais da metade dos formandos já seria razão suficiente para inquietação quanto à qualidade dos cursos de medicina. Prática de leitura Leia o editorial e perguntas abaixo com atenção. A situação.500. países como Canadá e Estados Unidos têm. Desde 2005.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. como USP e Unicamp. Longe de serem um caso à parte. Segundo ele. e responda-as.LÍNGUA PORTUGUESA a lhe dizer sobre o que você criou. taxa de 95% de aprovação. Cuidar dos médicos É preocupante o resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). faculdades de prestígio. por exemplo. agora foram quase 2. o índice de reprovação chegou a 61%. Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. o médico Bráulio Luna Filho. tendo como base o conceito de editorial acima. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. quando o exame foi aplicado pela primeira vez. coordenador do exame do Cremesp. em seu caderno. em média. os resultados deste ano apenas repetem um padrão assustador. Conceito O editorial possui um fato e uma opinião. deveria medir também a aptidão prática-. Enquanto 418 alunos fizeram o teste em 2011. O fato informa o que aconteceu e a opinião transmite a interpretação do que aconteceu. sua 92 . Antes. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas.

Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. não há como fugir à conclusão. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. Prática de escrita DESAFIO Volte ao seu texto novamente. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. Na medicina. Folha de S. 02 O que esse fato está informando? Possibilidade de resposta: Nada menos que 54. 93 . Paulo. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. 10 de dezembro de 2012 01 Qual é o fato presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: O resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. por isso. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. 03 Qual é a opinião presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: A formação dos médicos.O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. é precária. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. faça as alterações necessárias. mas a segurança e a saúde dos pacientes. releia-o e verifique se o fato (o que está sendo informado) e a opinião (as interpretações) estão bem delimitados. A formação dos médicos. mas a segurança e a saúde dos pacientes. não há como fugir à conclusão. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. é precária. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. para isso recorra às aulas anteriores e discuta com seus colegas e professor.LÍNGUA PORTUGUESA aplicação a todos os formandos permite um diagnóstico mais preciso sobre os cursos de medicina no Estado. O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. 04 Que interpretações ela (a opinião) transmite do que aconteceu? Possibilidade de resposta: Na medicina. Caso perceba alguma deficiência. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões.

LÍNGUA PORTUGUESA AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Conceito Coerência: A coerência é responsável pelo sentido do texto. leitura. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. coesão e coerência. socialize suas impressões. escrita e análise da língua. da forma como se apresenta e. já que a interpretabilidade do texto depende do conhecimento partilhado entre os interlocutores. Observar a coerência é interessante. 94 . O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. Prática de oralidade Leia o texto Exemplo de honestidade. envolvendo fatores lógicosemânticos e cognitivos. É importante que o aluno perceba que a ausência dos elementos articuladores faz com que o texto não tenha unidade. sem as palavras e expressões retiradas? Da forma como está o texto tem uma unidade de sentido? Durante a leitura. mas sim constrói-se na relação emissorreceptor-mundo. explorando as práticas de oralidade. a atividade pode ser realizada em duplas. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. porque permite perceber que um texto não existe em si mesmo. Um texto é coerente quando compatível como conhecimento de mundo do receptor. coletivamente: • • • Como foi ler o texto incompleto. você procurou inserir os termos que estavam faltando? Professor(a). ou seja. construindo significados e inferindo informações implícitas. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. em seguida.

nem todo mundo escolhe o caminho errado para se dar bem. É óbvio que os dois passam dificuldades. _________ tenham feito apenas o que é certo. Prática de análise da língua Releia o texto e complete os espaços em branco. A grana poderia melhorar muito suas vidas. os donos do restaurante prometeram ajudar o casal. com os termos que estabelecem relação entre os argumentos apresentados e são responsáveis pela coesão e coerência do texto. O episódio já seria suficiente para chamar a atenção. Ao abri-la. os bandidos ameaçaram os dois sem-teto. Felizmente. 95 . _____ eles não ficaram com o dinheiro. Frustrados. ________. debaixo de um viaduto no Tatuapé (zona leste de São Paulo). _____ a cena toda era ainda mais interessante. _____. Agradecidos. Assim. não há dúvida de que são dois heróis. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada. Exemplo de honestidade Políticos não se cansam de dar maus exemplos. de vez em quando. anônimos como tantos brasileiros.LÍNGUA PORTUGUESA Coesão: É a manifestação linguística da coerência. deram com cerca de R$ 20 mil. Na madrugada de domingo para segunda-feira. A polícia acha que o dinheiro foi escondido pelos ladrões ________ que eles próprios buscassem a sacola mais tarde. alguém mostra que é possível ser decente mesmo nas situações mais difíceis da vida. a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção. Uma ajuda mais que merecida. um casal de moradores de rua encontrou uma sacola embaixo de uma árvore. não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí. A coisa anda tão feia que muita gente até se esquece de que o certo é ser honesto. vários deles surrupiam o dinheiro público. _________. que devolveu a bolada aos seus donos: os proprietários de um restaurante japonês que havia sido roubado horas antes. Resolveram dar tudo à polícia. O casal vive na rua. Sempre que podem. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual.

Em seguida. Prática de escrita DESAFIO Retome o seu texto e observe se além de empregar os elementos trabalhados a seguir: apresentação da tese. Vamos lá? AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. retome os conceitos de coerência e coesão. ou seja. 96 . você o elaborou empregando os termos (elementos articuladores). leitura. enfatize a importância do uso dos elementos articuladores. Em seguida. 11 de julho de 2012. Mas.LÍNGUA PORTUGUESA Comparando o exemplo das ruas com o da política. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo. Agora São Paulo. Por isso. é importante organizar o texto escrito. para. os quais estabelecem relação entre os fragmentos do texto tornando-o coerente e coeso. explorando as práticas de oralidade. Ainda que. Após a correção. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. desde que não alterem o contexto. escrita e análise da língua. fundamentais para a produção textual. Afinal . É possível admitir outras respostas apresentadas. Professor(a). este é o momento de aprimorar a sua escrita. Observe o uso dos elementos articuladores nos textos lidos. Resposta: E. bem como a importância de se escolher bem as palavras e/ou expressões utilizadas em um texto. faça a correção. Mas. peça que façam uma leitura silenciosa. depois que os alunos completarem o texto. Neste momento. desenvolvimento/argumentação e conclusão. é importante estimular a participação dos alunos e decidir quais serão as expressões mais adequadas para o texto e explicar por que certas expressões escolhidas por eles não cabem no contexto.

Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Prática de análise da língua Pesquise em livros didáticos do 8º ou 9º ano as definições de elementos articuladores. Pesquisar sobre os elementos articulares e conjunções coordenativas. nesta atividade os alunos pesquisarão sobre os elementos articuladores e conjunções coordenativas. Conceito Conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática. ou gramáticas da biblioteca. O que caracteriza o texto lido como editorial? Qual é o assunto abordado no texto? Qual foi a tese defendida e quais foram os argumentos utilizados para reforçar a opinião? Professor(a). conjunção e conjunções coordenativas. Conjunção coordenativa estabelece uma relação de interdependência entre duas orações. construindo significados e inferindo informações implícitas. Outra alternativa é utilizar os Ambientes Informatizados para pesquisar. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. o professor deve mediar o ensino-aprendizagem e ensinar aos alunos como se deve fazer pesquisa. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. 97 . Refletir sobre o emprego de conjunções coordenativas como elementos articuladores no editorial. Nesta atividade. É importante que eles pesquisem os conceitos trabalhados na aula. O resultado da pesquisa deve ficar no caderno dos alunos. oriente os alunos que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem o editorial Exemplo de honestidade do jornal Agora. estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u u Ler com fluência e autonomia. Professor(a). Não estimule a cópia de resumos do quadro. Prática de oralidade Em duplas. Leve para a sala de aula livros didáticos do 8º e 9º anos.

05 Que outras expressões foram encontradas no texto? Possibilidade de resposta: Para: Preposição Afinal: Advérbio Ainda que: são relatores que estabelecem ao mesmo tempo uma relação de contradição e de concessão. conjunções e elementos articuladores. <Disponível em: http://www. sm. Mas a cena toda era ainda mais interessante. Por isso: Conjunção coordenativa conclusiva . E: Conjunção coordenativa aditiva .Expressa a ideia de acréscimo de argumentos. Pode ser substituído por: porém. Possibilidade de resposta: E. Logo. 98 .Expressa a ideia de conclusão. bem como o uso dos demais elementos articuladores.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Substitua as expressões que foram inseridas no texto Exemplo de Honestidade por outras semelhantes. se associarmos as duas definições. Já o sufixo -ção tem significado de “resultado de uma ação”. de vez em quando: Pode ser substituído por: mas também. Pode ser substituído por: logo ou portanto. 03 O que são conjunções? Possibilidade de resposta: Conjunções: A palavra “conjunção” provém de “conjunto”.com/gramatica/conjuncao. bem como estimular a constante pesquisa. Vejamos a definição do último termo no dicionário Aurélio: Conjunto: adj. 2 Reunião das partes dum todo. Servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento. temos que: conjunção é a ação de juntar simultaneamente as partes de um todo. que não alterem o sentido. Professor(a). DESAFIO Retome o seu texto e observe o uso das conjunções coordenativas. no entanto. Acesso em dezembro 2012. 1.brasilescola. no que concerne ao assunto trabalhado. Lembre-se de que na escrita de textos é fundamental usar estes recursos. entretanto.Expressa oposição de argumentos. o objetivo da atividade é ampliar o repertório dos estudantes. Junto simultaneamente. Por isso. 02 O que são elementos articuladores? Possibilidade de resposta: Elementos articuladores: São palavras ou expressões que estabelecem relações entre as partes de um texto. 04 Quais são as conjunções coordenativas encontradas no texto? Mas: Conjunção coordenativa adversativa .htm>. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada.

O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. u u Prática de oralidade Retome o texto Exemplo de honestidade e observe a linguagem utilizada: • • • • O que a difere da linguagem dos demais editoriais lidos até o momento? Que expressões deste editorial confirmam peculiaridades no uso da linguagem? Pela linguagem pode-se identificar a ideologia do jornal e o público leitor? Qual o nome do jornal? Onde circula? Prática de leitura Releia o texto. construindo significados e inferindo informações implícitas. regional e local. “Não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí”. leitura. “Resolveram dar tudo à polícia.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. que devolveu a bolada”. 99 . explorando as práticas de oralidade. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. observando o uso das expressões: “A coisa anda tão feia”. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. “A grana poderia melhorar muito suas vidas”. escrita e análise da língua.

AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. promova a inferência das ideias apresentadas Prática de escrita DESAFIO Releia o último parágrafo do texto: “Comparando o exemplo das ruas com o da política. geralmente. escrita e análise da língua. Novamente. explorando as práticas de oralidade. Não é todo dia que R$20 mil estão disponíveis por aí. leitura. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo”. prioriza a linguagem padrão. quantia ou montante 02 Substitua as expressões em destaque por outras com sentido equivalente (linguagem padrão). Você concorda com essa opinião? Justifique com argumentos bem fundamentados. Resolveram dar tudo à polícia. este é o momento oportuno para mediar uma reflexão sobre o uso da linguagem padrão e não-padrão em textos escritos.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Você já ouviu as expressões em destaque? O que significam? Possibilidade de resposta: A situação não está favorável. por que o autor deste editorial utilizou expressões da linguagem coloquial? Professor(a). 03 O editorial é um gênero que. Na sua opinião. que devolveu o dinheiro. O dinheiro ou a quantia poderia melhorar muito suas vidas. 100 .

ou seja. às vezes. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Prática de leitura Leia. • • • • • • • O que é linguagem padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que é linguagem não-padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que seriam as denominadas variações linguísticas? Como se manifestam na fala? E em um texto? Em que situações utilizamos a linguagem padrão? E a linguagem coloquial? Professor(a). podemos usar a língua padrão. extraído do jornal Agora São Paulo: 101 .LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. Assim. neste momento promova a discussão sobre os tipos de linguagem. u u u u Prática de oralidade Conforme você viu na aula anterior. como um recurso para se aproximar do leitor. regional e local. de acordo com a nossa necessidade. construindo significados e inferindo informações implícitas. associados ao contexto social em que a linguagem é produzida. apesar de a linguagem padrão predominar no gênero editorial. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. Assim. Conceito Os conceitos linguagem formal e linguagem informal estão. Refletir sobre o uso da linguagem padrão e não padrão nos editoriais como um recurso utilizado pelo autor. conversar. sobretudo. bem como exemplificar como as variações linguísticas ocorrem.é importante que o estudante compreenda a diferença entre linguagem padrão e linguagem coloquial. bem como saiba quando utilizá-las. mas o vocabulário pode ser mais formal ou mais informal. alguns editorialistas utilizam a linguagem coloquial. Também é apropriado trabalhar com o conceito de língua. o texto abaixo. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. escrever de acordo com as regras gramaticais. atentamente.

que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. não pode ser tratada com chá de cadeira. A partir de amanhã. 102 . os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços. A medida é correta. no setor público ou no privado.shtml> Acesso em dezembro de 2012. tanto no setor público. O órgão do governo responsável por fiscalizar o setor decidiu punir quem desobedece esses prazos. Sempre a área da saúde aparece no alto dessa lista. portanto. É sempre uma surpresa. Sobre a notícia lida. muitas vezes em primeiro lugar. A saúde do cidadão. O que dizer. as esperas devem ser de no máximo três dias para exame de laboratório.com. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento? De acordo com regra válida desde o final do ano passado. do Estado ou do país. Quem usa o SUS conhece bem a triste realidade dos hospitais públicos. Isso não acontece por acaso. então.br/editorial/ ult10112u1118825. Disponível em: <http://www.uol. sete dias para consultas básicas e 14 para as de médicos especialistas. Entre os vários problemas. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas.agora.LÍNGUA PORTUGUESA Chá de cadeira para a saúde De tempos em tempos surge uma pesquisa que pergunta às pessoas qual o principal problema da cidade. Não é surpresa. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação. quanto no setor privado. porém. Os atuais associados não serão prejudicados. responda: 01 Qual é a temática retratada no texto? Possibilidade de resposta: A situação ruim da saúde pública brasileira. Mexer no bolso das empresas é um bom jeito de cobrar mais agilidade.

os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços” (10º parágrafo) e “A saúde do cidadão. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação” (4º parágrafo) e “O que dizer. “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. Estabeleça a interação na aula. Prática de análise da língua 01 Ao ler o editorial. então. “Mexer no bolso das empresas”. Resposta pessoal. Estimule o debate sobre a situação do setor da saúde em nosso país. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento?” (7º parágrafo). Possibilidade de resposta: Linguagem padrão: “Entre os vários problemas. neste momento torna-se pertinente aprofundar os conceitos trabalhados na aula de linguagem padrão e não-padrão. 03 No lugar do editorialista. Linguagem não-padrão: “A partir de amanhã.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Você concorda com a opinião do jornal? Por quê? Resposta pessoal Professor(a). você deve ter observado o uso de linguagem padrão e não-padrão. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. a) As expressões acima são exemplos de qual tipo de linguagem? Possibilidade de resposta: Linguagem não-padrão. “Os planos que enrolam”. Retire dois exemplos de cada tipo de linguagem no texto lido. não pode ser tratada com chá de cadeira” (12º parágrafo). faça mais uma leitura do texto em conjunto. Em seguida. b) Você já tinha ouvido essas expressões? Em caso positivo. 02 Atente quanto ao uso das expressões: “Aparece no alto dessa lista”. no setor público ou no privado. através da socialização dos conteúdos 103 . que tipo de linguagem você utilizaria predominantemente em seu texto? Justifique sua resposta. em quais contextos? Possibilidade de resposta: Resposta pessoal. Professor(a).

Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. regional e local. Estimule a participação dos alunos fazendo questionamentos. Então. Espera-se que os alunos percebam 104 . Tente perceber qual tipo de linguagem você empregou e se seu uso está de acordo com os conceitos estudados em sala de aula.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. mãos à obra! AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. bem como reler o texto. construindo significados e inferindo informações implícitas. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. explorando as práticas de oralidade. escrita e análise da língua. u u u Prática de oralidade Retome o texto “Chá de cadeira para a saúde” e observe. o editor utilizou em sua argumentação: Professor(a). leitura. Refletir sobre os recursos expressivos empregados nos editoriais. neste momento é necessário revisar os conceitos vistos na aula passada. além da linguagem. que outros recursos. Lembre-se de que usar os tipos de linguagem padrão ou não-padrão são recursos que você pode explorar em seu texto.

no setor público ou no privado. como a repetição de palavras (surpresa) questiona o leitor. c) “Mexer no bolso das empresas”. d) “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. enfatize que os alunos deverão substituir as expressões. Possibilidade de resposta: a) Aparece em primeiro lugar dessa lista. a) “Aparece no alto dessa lista”. 03 Releia os parágrafos abaixo: Não é surpresa. Prática de análise da língua 01 Relacione o título do editorial com os argumentos apresentados no texto. o conhecimento de diferentes gêneros textuais proporciona ao leitor o desenvolvimento de estratégias de antecipação de informações que o levam à construção de significados. quanto no setor privado. A expressão chá de cadeira remete-nos à espera por atendimentos melhores nos serviços prestados. 105 . de acordo com os contextos que aparecem no texto. Possibilidade de resposta: O título “Chá de cadeira” foi utilizado para reforçar os argumentos a respeito da situação do setor da saúde no Brasil. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. portanto. caracterizada pela demora nos atendimentos e serviço ruim.LÍNGUA PORTUGUESA que o autor utilizou alguns recursos linguísticos. Conceito Os recursos expressivos são processos utilizados pelos autores para tornar o texto mais sugestivo e eficaz. d) Não pode ficar à espera de soluções. Professor(a). não pode ser tratada com chá de cadeira”. c) Prejudicar financeiramente. 02 Substitua as expressões abaixo por outras da linguagem padrão. retoma o título na linha argumentativa do texto etc. Em suma “A saúde do cidadão. tanto no setor público. O uso de recursos expressivos possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o leitor na construção de novos significados. b) Os planos que não respeitam os consumidores. b) “Os planos que enrolam”. Nesse sentido.

O segundo uso de surpresa serve para reforçar que. explorando as práticas de oralidade. no 7º parágrafo texto. pode ser considerado um recurso expressivo? Possibilidade de resposta: Sim. sugestiva e eficaz. Possibilidade de resposta: A palavra surpresa foi utilizada primeiramente para reforçar o argumento de que é necessário pagar por um plano de saúde. Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. Você fez algum questionamento aos leitores de seu texto? E você.LÍNGUA PORTUGUESA É sempre uma surpresa. Vamos lá! AULA 29 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. escrita e análise da língua. mesmo na rede privada. visto que na rede pública o atendimento é demorado. O questionamento leva o leitor a refletir sobre a questão levantada. demora nos atendimentos. de maneira enfática. os beneficiários têm enfrentado os mesmos problemas da rede pública. 106 . caracterizado por longa filas. 04 O questionamento utilizado pelo autor. inseriu algum dado estatístico? Tais recursos reforçam a sua argumentação e podem ser utilizados. ou seja. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. Explique os sentidos da palavra surpresa na argumentação utilizada pelo autor. Tente perceber o uso de uma mesma palavra que expresse ideias diferentes. leitura. porém.

• possuem tempos verbais básicos: presente. Há três tempos verbais básicos: presente. pessoa e número. Analisar e refletir sobre o emprego das flexões verbais Retomar a produção inicial. Em seguida socialize suas conclusões para o restante da turma. • possuem modos verbais: indicativo. e têm a propriedade de localizar o fato no tempo. São e dominam estão flexionados no presente.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). trabalhado na aula 9 e releia-o. por isso. Paulo. para isso retome o texto “Cuidar dos médicos” e responda às questões abaixo. (se referem a alunos) e no modo indicativo (retratam situações consideradas reais por parte de quem fala ou escreve). construindo significados e inferindo informações implícitas. para observar e refletir sobre o emprego das flexões verbais presentes nesse texto. subjuntivo e imperativo. passado e futuro. em relação ao momento em que se fala. Conceito Os verbos são palavras que indicam ações ou exprimem o que se passa. Os verbos • indicam ações ou exprimem o que se passa. passado e futuro. Prática de análise da língua Nesse momento. referentes ao emprego das flexões verbais. 01 Analise as flexões verbais dos verbos destacados no trecho “São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. São variáveis. Professor(a). publicado no jornal Folha de S. você fará um trabalho em grupos. peça aos estudantes que observem bem o emprego das flexões verbais. Prática de oralidade Volte ao editorial Cuidar dos médicos. agora. dia 10 de dezembro de 2012. pessoa e número. presentes no editorial em estudo. visto que exprimem estado (ser) e ação (dominar) que ocorrem 107 . modo. • podem sofrer flexão de tempo. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Para isso proponha a seguinte reflexão.” Possibilidade de resposta: Todos os três verbos estão na 3ª pessoa do plural. em relação ao momento em que se fala. podem sofrer flexão de tempo. • têm propriedade de localizar o fato no tempo. modo.

pois expressa uma ação já concluída no momento da fala. 02 O que você sabe sobre o tempo presente? Quando ele é usado? Possibilidade de resposta: O presente indica uma ação.. mas uma possibilidade de atitude do coordenador.” Resposta possível: O verbo está na 3ª pessoa do singular (se refere ao coordenador) e foi empregado no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. retome seu editorial e observe como você utilizou os verbos para apresentar os fatos e sua opinião. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. discuta com seus colegas.LÍNGUA PORTUGUESA no momento da fala. peça ajuda ao(à) seu professor(a)! 108 . ou seja. por parte de quem fala. no momento em que o editorialista escreve o editorial e argumenta a tese defendida. pela primeira vez. que retrata situações consideradas hipotéticas. Identifique-os: Possibilidade de resposta: “Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame. a hora é agora: faça consultas em gramáticas. Em seguida. Caso perceba que precisa aprimorar este conhecimento linguístico no seu texto. 03 Leia o trecho abaixo. Dê um tempo para que a turma realize a atividade e peça-lhes que socializem suas conclusões.” Prática de escrita DESAFIO Outra vez. Observe as flexões utilizadas para expressar passado e presente. organize os estudantes em grupos. “Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. Professor(a). observe o verbo em negrito e analise a sua flexão. proponha uma discussão e finalize fazendo junto com a turma uma sistematização do que foi estudado. certezas e dúvidas etc. com base nos conhecimentos apresentados pelos grupos. 04 Sempre que o autor de um texto quer marcar o grau de incerteza de um fato utiliza o modo subjuntivo. Imaginasse sugere não uma certeza. está no pretérito perfeito..”.” “Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário.. No texto há mais três verbos flexionado neste modo verbal. a incerteza dessa ação. peça-lhes que retomem o texto em estudo e respondam às questões abaixo. “Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. A palavra talvez que introduz o trecho reforça a dúvida. O verbo foram. por sua vez.

apresente. revistas. explorando as práticas de oralidade. estilo e função social). podemos definir a concordância nominal como sendo a concordância entre o substantivo e seus termos referentes. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. u u Prática de oralidade Professor(a). leitura. Prática de leitura Leia o texto abaixo e. Produzir crônicas e editoriais. artigos. observando forma. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. como adjetivos. TV etc. numerais. em seguida. observando os elementos constitutivos dos gêneros em estudo (forma. responda às questões que se seguem: 109 . à turma. comparar e associar os gêneros em estudo. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. Ler. Essa concordância se dá em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). questionando-os: • • • O que o título lhe sugere? Você vê alguma relação entre o título e a data do editorial? Você acha que o editorialista vai apresentar algum conselho ao leitor? Qual? Conceito De modo geral. escrita e análise da língua. Ler crônicas e editoriais.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 30 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. O que devo aprender nesta aula u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. conteúdo. pronomes. estilo e função social. o título do editorial a ser trabalhado nesta aula.

Existem consumidores contumazes como os que são seduzidos pelo apelo de comprar neste período do ano. consideradas em desacordo com essa linguagem padrão. 44% da renda anual das famílias estão comprometidos com endividamento. verdadeira bomba-relógio para quem não conta com algum planejamento financeiro. De modo geral. Em segundo lugar aparece a utilização da linha de crédito conhecida como cheque especial. as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. mesmo antes do balanço final das compras natalinas as famílias já estão muito endividadas. 04 Em um texto escrito. Muitas vezes. O endividamento com uso do cartão de crédito é o maior peso para essas famílias endividadas. cautelosa. Prudência no consumo será sempre conveniente para todos. A consultora recomenda que se deve resistir a essa tentação.LÍNGUA PORTUGUESA Limite da dívida Uma consultora de educação financeira aconselhou os consumidores a um raciocínio prudente em face do intenso apelo para comprar nesta época do ano. 02 Que argumentos são utilizados para comprovar esse ponto de vista? O principal argumento empregado é de que a maioria dos consumidores estão endividados além de suas possibilidades. no País. 110 . muitas vezes. 03 A concordância correta entre os termos das orações dentro do texto são marcas de que tipo de linguagem? São marcas de uma linguagem padrão. 10 de dezembro de 2012 01 Que opinião é expressa no editorial? A opinião expressa é de que os consumidores devem ter uma posição prudente. como se sentissem na obrigação de dar presentes. é importante que essa concordância seja feita de acordo com as normas gramaticais? Por quê? O editorial é um gênero que por sua finalidade e suporte precisa se adequar às normas gramaticais. Jornal O Popular. diante do consumo. O que vale dizer: o excesso de endividamento quase sempre não vale a pena. de acordo com dados do Banco Central. como o Editorial. já que a fala coloquial é marcada por concordâncias. Para se ter uma ideia. a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. por culpa desse elevado índice de endividamento.

corrija-o! AULA 31 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Observe o quadro e complete-o. apresentamos aqui a regra básica de concordância nominal. observe se em seu texto você fez as concordâncias nominais da forma correta. Veja o exemplo: ARTIGO das PRONOME essas algum as SUBSTANTIVO compras famílias planejamento famílias ADJETIVO natalinas endividadas financeiro sacrificadas 02 Copie do texto outros exemplos de concordância nominal. Caso não o tenha feito. 111 . explorando as práticas de oralidade. escrita e análise da língua. Professor. escrevendo as palavras que concordam com o termo já escrito. leitura. Uma consultora de educação financeira/ consumidores contumazes/ cheque especial e outros. você poderá acrescentar outras regras caso considere oportuno. de acordo com as regras gramaticais da língua padrão. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nessa aula.

TV etc. No caso a relação existente é de causa e efeito. conteúdo. revistas. 2ª 112 . Ler editoriais. Refletir sobre o emprego da concordância nominal e verbal nos gêneros em estudo. Explique como se dá essa relação. 01 Vimos que o tema do editorial lido ontem é o endividamento de muitas famílias brasileiras. principalmente nessas épocas de grande consumo. portanto adequado ao gênero. Você considera esse um tema adequado ao gênero? É um tema de relevância social e bastante discutido. qual a principal consequência do endividamento das famílias? As famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. basicamente. como podemos perceber pela ausência de gírias e expressões regionais. como a concordância. como sendo a concordância entre o sujeito e o verbo a que ele se refere. 04 Que tipo de linguagem predomina no texto? Justifique. u Prática de leitura Professor(a).. Essa concordância se dá de acordo com a pessoa (1ª. estilo e função social). estilo e função social Produzir editoriais. o gênero em estudo. 02 De acordo com o editorial.” Nesse trecho aparece uma relação entre o endividamento e a situação difícil das pessoas. observando forma. comprometem grande parte de sua renda e então não conseguem mais pagar suas dívidas. as pessoas se endividam. Conceito Definimos a concordância verbal. 03 “. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. Ler. ou seja.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois..LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. ficando em situação difícil. observando os elementos constitutivos do gênero em estudo (forma. retome a leitura do editorial da aula anterior para prosseguir com essa aula. Predomina a linguagem padrão. caso ache necessário. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. pelo cuidado com as regras gramaticais.

aquela que existe entre o substantivo e seus referentes. caso não o tenha feito.. Observe se em seu texto você fez as concordâncias verbais da forma correta.. a concordância nominal..a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois.LÍNGUA PORTUGUESA e 3ª) e número (singular e plural). Prática de análise da língua 01 Vimos na aula anterior um tipo de concordância. “.” Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial.as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. o que deixaria o texto com uma linguagem fora do padrão considerado culto. Os dois verbos estão no plural porque se referem à palavra gastos que também está no plural. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nesta aula. corrija-o. portanto. 113 . Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. ou entre o sujeito e o verbo. Que outra concordância podemos fazer no texto? Outra concordância possível é entre o sujeito e seu predicado.. Copie os período em que isso ocorre? extrapolem e causem. 02 No trecho“. em desacordo com uma das características do gênero. de acordo com a norma padrão e. 04 Busque no texto outro exemplo em que dois verbos referem-se a um mesmo sujeito e copie o trecho.” aparecem dois verbos para um mesmo sujeito. 03 O autor do editorial poderia ter separado o período em dois? Por que não o fez? Separar o período acarretaria na repetição do sujeito.

em seguida. a ideia é fazer uma retomada de tudo que já foi estudado até o momento sobre o gênero editorial e. construindo significados e inferindo informações implícitas. • • Conceito A regência cuida especialmente das relações de dependência em que se encontram os termos na oração ou as orações entre si no período composto. sobre a evolução da aprendizagem deles em relação à leitura e à escrita.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 32 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. Os termos. Prática de oralidade Nessa aula. Professor(a). para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. estudante. tendo como base o texto Oscar Niemeyer. o que você tem a dizer? Está clara? É convincente? Foi reforçado no final do texto? Você acha que o estudo do gênero editorial lhe ajudou a identificar a tese de textos de opinião. e a aumentar seu poder sustentação de uma posição? Argumente. quando exigem a 114 . Retomar a produção inicial. peça-lhes que leiam o texto. Em seguida. principalmente. converse com a turma sobre tudo o que já estudaram referente ao gênero editorial. explorando as práticas de oralidade. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. Refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. discutam sobre ele e respondam as seguintes questões: • • Ao ler esse texto é possível perceber com mais facilidade o assunto tratado? Explique. Faça uma síntese oral da evolução do seu aprendizado sobre a leitura e a escrita. analise da língua e escrita. a desenvolver melhores argumentos. Sobre a opinião do editorialista desse texto. provoque-os a dizer. antes de iniciar a leitura do texto Oscar Niemeyer.

pela austeridade antiornamental. Flexibilizou. Viu-se depois. Quando o termo regente é um verbo. Seja como for. Tratava-se. O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. corria o risco de cair na impessoalidade e na rigidez. ocorre a regência nominal. chamam-se regentes ou subordinantes. e autor de obras em várias partes do mundo. já nas construções mineiras da Pampulha. foi questionada por Niemeyer. as linhas do edifício. em seguida. de forma traumática. Já não seria pouco. o brasileiro considerou que novas técnicas de edificação em concreto armado permitiam uma abertura maior para a fantasia do arquiteto. a obra de Niemeyer não tanto retirou elementos da paisagem brasileira quanto serviu para reconfigurá-la. reflita sobre as questões propostas: Oscar Niemeyer Contam-se nos dedos os brasileiros que tiveram fama internacional comparável à do arquiteto Oscar Niemeyer. ao menos até a ruptura de 1964. pela extrema economia de recursos. ao lado do então governador Juscelino Kubitschek. de dar forma a um sonho de modernidade. que seria a marca das principais aspirações nacionais. 115 . Como é sabido. Criador de Brasília. ao mesmo tempo informal e inovador. Nesse sentido. e mais ainda em Brasília. pelo menos na primeira metade do século passado. ao lado de Lucio Costa. Niemeyer marcou sua presença na arquitetura do século 20 graças a um estilo próprio. feito de elegância e aerodinâmica leveza. A preferência quase dogmática pela linha reta. Quando o termo regente é um nome (substantivo.LÍNGUA PORTUGUESA presença de outro. sem esforço. nos anos 1940. dada a circunstância de que o modernismo arquitetônico. como nunca. o próprio Oscar Niemeyer não se esquivou de relacionar seu estilo com a natureza de seu país – as montanhas do Rio de Janeiro e “as curvas da mulher amada” estariam entre as principais fontes de inspiração. ocorre a regência verbal. os que completam a significação dos anteriores chamam–se regidos ou subordinados. Prática de leitura Leia o texto abaixo e. para o advento do futuro. adjetivo ou advérbio). estava por assim dizer no inconsciente de atitudes que orientava o projeto desenvolvimentista.

possa dobrar-se.com.LÍNGUA PORTUGUESA o quanto de conflito. observando como as palavras se relacionam e formam um todo com sentido. Possibilidade de resposta: regente.uol. essa relação trata-se de regência verbal ou nominal? Explique. Possibilidade de resposta: regência verbal.folha. na curva do concreto e na limpidez do vidro. discutam sobre ele. de desigualdade. a mesma com que enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista e ao duro centralismo militar. 07 de dezembro de 2012 http://www1.. contrastando com os fins igualitários de sua crença comunista.” a) A palavra destacada é: Resposta: um verbo b) Essa palavra é o termo regente ou regido? Explique. decorativa talvez. Inscrito na audácia do desenho. o nome de Niemeyer parece refletir esta esperança: a de que a matéria. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. Folha de . Peça-lhes que. Com inabalada serenidade. Niemeyer sobreviveu aos percalços da política.br/opiniao/1197368-editoriais-oscar-niemeyer. pairando. diga-lhes que estas os ajudarão a refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. c) De acordo com o conceito de regência acima. para isso oriente-os a desenvolverem as atividades a seguir. em duplas. Paulo. fácil. mas inspiradora ainda. pois trata-se da relação de dependência estabelecida entre o verbo (marcou) e seu complemento (sua presença). para escrever um bom texto é preciso articular bem as palavras e para isso é necessário compreender a relação existente entre os termos uma oração e perceber que um termo serve de complemento ao outro. 116 . essa palavra exerce a função de verbo trasitivo direto que exige um complemento sem preposição – sua presença – termo regido que completa esse verbo dando sentido à ideia contida no texto.. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante. diga aos estudantes que.shtml Professor(a). num país e num mundo bem menos simples e transparentes. no branco do mármore. sempre igual a si mesmo. persiste. A beleza palaciana de suas obras. releiam o texto. No texto. rígida e muda. aos desígnios do homem. de autoritarismo e de turbulência se escondiam sob as promessas de meados do século. Prática de análise da língua 01 Observe a oração a seguir e responda: “Niemeyer marcou sua presença.

digas-lhes que a regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. como nunca. transitivo indireto. Mostre-lhes que... estão presentes nele. se for preciso peça-lhes que pesquisem em gramáticas. aproveite esse momento e aprimore seu texto. continue orientando os estudantes durantes as atividades. inclusive o conteúdo estudado nessa aula. transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele. utilizados para dar sentido ou significado ao que se quer expressar é um nome (substantivo..” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Flexibilizou: verbo transitivo direto verbal as linhas do edifício: objeto direto “.” Professor(a). observe mais uma vez se os elementos próprios desse gênero.” Termo regente/Função Regência Termosregidos/Função enunciava: verbo transitivo direto e indireto verbal convicções: objeto direto ao amável populismo juscelinista: objeto indireto “Niemeyer sobreviveu aos percalços da política.enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Defina regência nominal e cite um exemplo do texto em estudo. 03 Analise as orações abaixo e complete o quadro: “Flexibilizou. adjetivo ou advérbio). Possibilidade de resposta: a regência nominal acontece quando o termo regente da oração. Discuta bem esses conceitos com a turma.. 117 . as linhas do edifício..” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Prática de escrita DESAFIO Sobreviveu: verbo transitivo indireto verbal aos percalços da política: objeto indireto Releia o seu editorial. internet etc. sempre igual a si mesmo. Exemplo: “O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. caso perceba alguma falha. na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto..

tais como: reflexão sobre a língua. o professor pode indicar problemas identificados. É importante que você. Conceito Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. O que devo aprender nesta aula u Reescrever o editorial atentando-se às características pertinentes a este gênero.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 33 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. Conferir ao editorial coesão e coerência. bem como quanto à utilização dos elementos articuladores. por exemplo. Revisar o uso dos elementos articuladores (conjunções coordenativas e outros). Reescrever a tese. É necessário também socializar as produções escritas. os argumentos. bem como a importância do uso do rascunho. através do uso dos elementos articuladores e pontuação. Ao corrigir um texto. suas características e a importância dos elementos articuladores em um texto. Estimule também a prática de leitura e reescrita nas outras disciplinas. chegou a hora de refletir sobre a importância da reescrita. ou seja. explorando as práticas de oralidade. reescrito. por isso deve-se estimular a atividade em duplas. Lembre-se que seu papel nessa atividade é mais uma vez mediar a correção. analise da língua e escrita. para torná-lo coeso e coerente. da direção ou da equipe de redação. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. ou seja. é importante enfatizar que um texto deve ser reescrito e que tal prática não se configura como perda de tempo. Todo texto escrito deve ser revisado. para garantir a clareza das ideias apresentadas. u u u u Prática de oralidade Depois de termos estudado sobre o editorial. perceba o uso da língua em suas produções escritas. bem como as características do gênero trabalhado. coesão e coerência. por meio de suas semelhanças e diferenças. Em duplas. bem como a conclusão na elaboração do texto. sem a obrigação de ter alguma imparcialidade ou 118 . aluno. cada aluno lerá o editorial do outro e fará sugestões que contribuam para a melhoria dos textos. Professor(a). faça as seleções necessárias para as produções textuais que escrever. (re) organização de ideias.

LÍNGUA PORTUGUESA objetividade. qual é a importância de se reescrever um texto? 03 Você tem o hábito de reescrever os textos que escreve? Justifique.html> Acesso em dezembro 2012. os elementos articuladores. Geralmente. 119 . Disponível em: <http://linguaportuguesafp2009. entregue para o seu professor todas as versões de seu trabalho. Para ficar bem organizado. em todas as disciplinas. grandes jornais reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas. 04 Por que a reescrita torna-se fundamental.com. de tornar seu texto coeso e coerente. br/2009/06/genero-editorial. Prática de escrita DESAFIO Reescreva seu editorial empregando todo o conteúdo visto durante nossas aulas. Enfatize que essa prática deve tornar-se recorrente na produção de textos. Depois de terminar as devidas revisões.O profissional da redação encarregado de redigir os editoriais é chamado de editorialista. as conjunções coordenativas. por exemplo. Prática de leitura 01 Para você. o que é reescrita? 02 Para você. numere os textos do primeiro ao último. Coloque-se à disposição dos alunos para sanar dúvidas. é necessário monitorar a atividade de reescrita. na produção de um editorial? Respostas pessoais Professor(a). Lembre-se de utilizar as características pertinentes a este gênero.blogspot.

Professor(a). 120 . Disponível em: <http://www. Conceito É cada uma das seções de um jornal ou revista (esporte.dicionarioinformal. Caso algum aluno não queira ler. moda. O importante nesta atividade é a interação da turma. economia. Em seguida.). O que devo aprender nesta aula u u u Enfatizar a importância da reescrita nas produções textuais.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 34 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Apresentação dos resultados obtidos na elaboração de um editorial. Quando todos tiverem lido. Estimule a participação espontânea dos alunos. Faremos uma roda de leitura dos editoriais. Cada aluno lerá o editorial produzido. política. Reescrever e publicar os editoriais produzidos. Prática de oralidade Depois de ter produzido seu editorial. que fica sob a responsabilidade de um editor (editorial) . pergunte a cada um deles qual foi o melhor editorial e por quê. será feita uma votação dos três melhores textos. Enfatize a importância de se escolher o texto pelos argumentos apresentados e não por quem o escreveu. pois todos estiveram envolvidos na produção escrita do editorial durante as aulas. Cada aluno lerá o seu texto para o restante dos colegas. que tal implantá-la? Converse com seus professores.br/editorial/> Acesso em dezembro de 2012.et. etapa por etapa. Anote no quadro o nome dos alunos indicados. chegou a hora de expor os resultados à turma. se ofereça para ler em seu lugar. Os três textos mais votados serão trabalhados em conjunto pela turma. Peça para que os alunos façam anotações no decorrer das leituras. Socializar os editoriais produzidos pela turma. parte de um jornal ou revista escrita por um editor.com. ou peça que indique um colega para realizar a leitura. Estas produções serão publicadas no jornal da escola. disponha as carteiras em círculo. Caso não haja publicação deste tipo em sua escola. O editor é responsável pelo seu editorial.

além da pontuação. Prática de escrita DESAFIO Vamos reescrever o texto juntos? O professor dividirá a turma em 3 grupos. 121 . Cada grupo ficará responsável pela reescrita de um dos textos escolhidos pela turma. bem como o uso dos elementos articuladores. ortografia etc. Lembrese de utilizar as características pertinentes ao gênero editorial. 03 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as os elementos articuladores e conjunções coordenativas? Exemplifique. esta atividade tem por objetivo aferir o senso crítico dos alunos. no que concerne à escolha do texto. paragrafação. 04 Quais foram os conteúdos que você apreendeu a respeito de Editorial? Respostas pessoais Professor(a). bem como à apreensão dos conteúdos trabalhados.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Quais foram os motivos que o levaram a escolher o texto que votou? 02 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as características do gênero editorial? Exemplifique.

de forma democrática. a finalidade. explorando as práticas de oralidade. definido-se nessa reunião os critérios e regras de bom desempenho das aulas.LÍNGUA PORTUGUESA Ata. Essa reunião deverá acontecer uma vez por mês para se avaliar o cumprimento dos acordos combinados na primeira reunião. documento – Ata. em forma de U ou círculo e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. prepare a sala de aula com as carteiras disposta de tal forma como se os alunos fossem participar de uma reunião. A reunião deve acontecer na próxima aula com a participação de todos. Peça aos alunos que elejam. o formato de uma ata. Aproveite este momento para falar sobre o gênero documento – Ata. Diga aos alunos que antes de elegerem o (a) secretário (a) é necessário conhecer como será o trabalho desse aluno. Envolva todos os alunos. o espaço de circulação e compará-la com outros documentos como a carta. o relatório. leitura e escrita. 122 . etc. para tanto é necessário que o professor(a) faça a leitura de uma ata modelo e oportunize um tempo para que cada aluno tenha contato com o documento – ATA. para desenvolver o trabalho com gênero. um (a) secretário (a) para fazer o registro de todas as decisões e fatos das reuniões. requerimento. Compare a linguagem utilizada. a situação de produção. Informe aos alunos que irão participar de uma reunião para definir alguns procedimentos para o bom desempenho das aulas. assinalando os fatos abordados e as decisões tomadas. Apresente uma pauta e coloque os alunos para pensar sobre as questões levantadas para que todos possam participar da elaboração das regras de conduta de boa convivência. Apresente aos alunos um livro ata que deverá ser preparado previamente para registrar todas as reuniões que a sala realizar. Deverá ser lida a ata da primeira reunião em que se registraram as decisões e redigir a ata da reunião em pauta. É importante que todos os estudantes anotem a pauta da reunião e elaborem propostas para serem apresentadas na aula seguinte. o ofício. AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documento – Ata. cartas Professor(a). porém essa seria uma simulação de reunião. o memorando.

Esclarecer que se trata de um documento oficial. quem leu? Leu em algum livro? O que você conseguiu perceber sobre a importância desse documento nas empresas? Conceito Para Felipe Dintel. atenção professor(a). converse com os alunos sobre a aprendizagem construída. da finalidade e do gênero textual! 123 . associações culturais e escolas. em diferentes tipos de grupos organizados. Produzir a primeira escrita de uma Ata. Prática de leitura Leia o texto a seguir e responda às questões propostas: Proponha aos alunos a leitura silenciosa do documento Ata. escreve Atas.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura na Ata lida e ouvida Valorizar a leitura da Ata como forma de domínio dos documentos que circula no mundo do trabalho Antecipar o conteúdo das Atas com base em título.. Ata é um documento oficial cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. e apresente-lhes o gênero Ata a ser estudado. Mas. com objetivo de retomar o trabalho com gêneros textuais. assistência. a partir dos estudos dos gêneros trabalhados no ano anterior. para quem escreve e para que escreve. características e quem escreve. Ler com fluência e autonomia. bem como os objetivos desse gênero. u u Prática de oralidade professor(a). decisões conjuntas. É um documento obrigatório em empresas públicas e privadas. desenvolvimento da sessão. do(s) tema(s) abordado(s). cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. onde ele estuda. Também é necessária. assinaturas e anexos. • • • • Você já leu ou ouviu a leitura de uma Ata? Onde. Converse com os alunos sobre o modo como as Atas são redigidas: título. com frequência. construindo significados e reconhecendo o valor desse documento nas relações de trabalho. é importante antecipar aos estudantes algumas informações a partir do título. dados da reunião.. ordem do dia. Procure saber o que os estudantes já conhecem sobre os gêneros: pergunte aos alunos se já ouviram a leitura de uma Ata ou se sabem para que serve. fórmula final. Exemplificar as várias situações em que a escola.

124 . localizar a ordem do dia e as decisões tomadas. identificar a fórmula final. proponha as questões a seguir para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: perceber o papel desse documento. após a leitura.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a).

Suponha que você tenha sido nomeado (a). ou retome a reunião inicial para definir regras de boa convivência. o secretário e o presidente da mesa. 02 De que assuntos trataram nesta reunião? Possibilidade de resposta: reunião para discutir a elaboração do PPA da Prefeitura Municipal de Ariquemes 03 A que conclusão chegaram sobre a ordem do dia apresentada? Possibilidade de resposta: Que a participação da comunidade na elaboração do PPA é fundamental para atender as reais necessidades de Araquemes.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Que importância tem esses registros na construção da história da empresa ou órgão? Possibilidade de resposta: Esse documento é muito importante. Redija uma ata que seja fiel aos fatos ocorridos. simule uma reunião de comissão de formatura do nono ano. Em seguida ofereça a eles a diferença entre uma ata manuscrita e digitada. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. professor(a). 125 . considerados dentro do corpo da ata. A ordem dessa assinatura segue hierarquicamente em que todos assinam e. pois nele se faz o registro de decisões que serviram de dados para o futuro da empresa/órgão. oriente os estudantes a refletir sobre as diversas partes que compõem esse documento e volte ao texto para confirmá-la. por último. portanto existem recursos para evitar como: “digo”. No primeiro caso ela não deve conter rasuras. Assim. retrate com precisão e clareza das ideias discutidas e as decisões tomadas. Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma Ata. “em tempo”. o (a) secretário (a) da reunião. para que você possa planejar as intervenções necessárias. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. A ideia aqui. Professor(a). 04 Quem assina a ata e em que ordem ocorrem estas assinaturas? Possibilidade de resposta: Todos os participantes da reunião terão que assinar a ata. Imagine.

Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura. a estrutura do Requerimento também será rígida: 1) Vocativo: autoridade competente. Identificar os elementos textuais que caracterizam os gêneros em estudo. 4) Fecho 5) Local e data 6) Assinatura do Requerente. Requerer é pedir deferimento a uma solicitação feita por alguém – Requerente – a uma autoridade competente considerada a relação formal e impessoal que se estabelece entre as partes. próprias da redação comercial. Coloca-se o nome.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 36 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Documentos – Requerimento – explorando as práticas de oralidade. construindo significados e inferindo informações implícitas. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e estruturação do requerimento Ler com fluência e autonomia. Conceito Documento pelo qual o interessado solicita algo a que se julga com direito ou para se defender de algo que o prejudique. 3) O pedido de suas especificações. É o mais formal dos documentos oficiais. 126 . leitura e escrita. destinatário. devendo ser redigido em terceira pessoa. vedado o emprego de palavras de gentileza ou agradecimento. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias do Requerimento. finalidade e espaços de circulação. 2) Presença do verbo requerer ou de seus sinônimos.

com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. Leve-os a refletir sobre as particularidades do Requerimento. bairro (nome do bairro). (estado civil). a presença única da 3ª pessoa do discurso. na altura do nº (informar). chamando a atenção dos estudantes para a formalidade do tratamento. vem requerer seja determinado o imediato reparo da iluminação. A tradição cristalizou o fecho: Nesses Termos. Termos em que. residente e domiciliado na (endereço). Prática de oralidade Professor(a). 127 . antecipando-lhes algumas características do gênero em estudo. com a substituição das lâmpadas queimadas. a iluminação pública da via se encontra bastante prejudicada. inscrito no CPF sob o nº (informar). Observe as características do documento: • Vocativo • Presença do verbo requerer • O pedido e suas especificações • Fecho • Local e data • Assinatura Prática de leitura Segue um modelo de Requerimento para reparo da iluminação pública: À Prefeitura Municipal de (nome da cidade) (Nome). Em decorrência deste fato. neste município.LÍNGUA PORTUGUESA É redigido em um único parágrafo em linguagem objetiva e concisa. manifestadas nos documentos analisados. vem respeitosamente a presença de Vossa Senhoria informar que existem duas lâmpadas queimadas em postes da Rua (nome da rua). Pede Deferimento. proponha à sala uma leitura compartilhada de dois requerimentos. Assim. Faça uma leitura oral dos documentos com a classe. (nacionalidade). como forma de restaurar a segurança e tranquilidade do local. relação formal e impessoal do texto e para o fecho padrão. a solicitação feita. trazendo risco a todos os moradores e transeuntes da região.

(estado civil). (nome).. relativamente ao cargo de (informar). pois a autoridade a quem os requerimentos são dirigidos são tratados como Senhor seguido do nome.. que sou integrante de família de baixa renda.LÍNGUA PORTUGUESA Pede deferimento. o vocativo não fica evidente no primeiro contato com o leitor.. pois no primeiro Requerimento. Assim. REQUERIMENTO DE ISENÇÃO NO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO Eu. juntando os documentos exigidos no edital do concurso. Afirmo conhecer as implicações legais. (nacionalidade).. (localidade). no segundo Requerimento. o vocativo dirige-se a prefeitura e. (assinatura) (nome) Requerente . com renda per capta menor que (valor). (localidade). civis e criminais. responda às questões abaixo: 01 O vocativo está empregado corretamente nos dois Requerimentos? Por quê? Possibilidade de resposta: Sim. (assinatura) (nome) Em relação aos documentos lidos e tendo por base as características do requerimento. declaro para os devidos fins que não tenho condições de arcar com o valor relativo à taxa de inscrição do processo seletivo (descrever os dados do concurso). requeiro a isenção do pagamento do valor da taxa de inscrição para que eu possa participar do concurso...mas se manifesta posteriormente no texto. assim. que uma falsa declaração originaria.. Estão empregados de maneira adequada. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). Termos em que.. 128 . (dia) de (mês) de (ano). Pede deferimento.. Declaro. (dia) de (mês) de (ano). (profissão).. residente e domiciliado na (endereço).

medeie esta atividade. solicitando a leitura de cada classificado. com base nas anotações feitas por você. quando poderia apresentar-se em 1ª pessoa? Possibilidade de resposta: Uso da terceira pessoa é padronizado pelas normas de elaboração de documentos para dar maior impessoalidade.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Por quem foi escrito? Possibilidade de resposta: Como se trata de modelos de requerimentos. um pedido de uma declaração de matrícula ou um pedido para expedir o histórico escolar e faça um requerimento que atenda às exigências/ características deste gênero. durante a leitura dos documentos. Professor(a). não há necessidade de detalhar o requerente. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras modificações no seu Requerimento. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito dos Requerimentos lidos. por que o nome dele aparece em 3ª pessoa. 129 . 03 Se o documento é assinado pelo requerente. Prática de escrita DESAFIO Imagine algumas situações como: um pedido de abono de faltas. envolva todos nessa dinâmica de leitura. se for o caso. Verifique se o que você solicitou no requerimento tem amparo legal e se atende ao padrão requerimento. para o trabalho com o gênero documentos – Carta de Recomendação – leve para sala de aula classificados de jornais. Professor(a). e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso aos anúncios de emprego. AULA 37 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Professor(a). Recorte os anúncios e distribua-os a cada aluno.

Construir texto de correspondência – carta de recomendação – numa situação real de uso. O importante é que a pessoa que escreve a carta de recomendação possa.. desempenho na realização das tarefas. professor(a). função. u Conceito A carta de recomendação é um documento no qual o antigo empregador atesta as qualidades profissionais e pessoais do seu ex-funcionário e o recomenda para quem possa interessar. finalidade. Prática de leitura Em seguida proponha à sala a leitura da carta de recomendação. Pode ser feita pelo Departamento pessoal. gerente ou chefe imediato. posteriormente.LÍNGUA PORTUGUESA Peça aos alunos que observem as exigências para preenchimentos das vagas oferecidas. posteriormente compará-la com a carta produzida na semana seguinte. apresente um modelo de carta de recomendação. confirmar o que está escrito. observando as características próprias desse gênero. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar outros tipos de cartas: de solicitação. cargo. É importante que todos os estudantes pesquisem. e espaços de circulação. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de recomendação Ler com fluência e autonomia. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura destinatário. qualidades profissionais e potencial do ex-funcionário. telefone e assinatura. durante a semana. Após as orientações. construindo significados e inferindo informações implícitas Identificar os gêneros textuais que caracterizam os gêneros em estudos. No final da carta deve conter os dados de quem escreveu: nome. Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – carta de recomendação – explorando as práticas de oralidade. é importante antecipar aos alunos as finalidades do gênero em estudo e sua contextualização no mundo do trabalho. Quanto ao conteúdo a carta deve ter: período trabalhado. de agradecimento. diretor. Segue um modelo de carta de recomendação: 130 . outros tipos de cartas para comparar com a carta de recomendação apresentada e. Oriente-os quanto à comprovação dessas exigências que podem ser feita por meio de cartas de recomendação. pessoal etc. Mas atenção. leitura e escrita. atividades realizadas.

marcado pelo emprego do pronome senhor seguido do cago do destinatário. 03 Identifique os elementos próprios do gênero. após a leitura. estabelecer relações. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. a sua finalidade. 131 .assinatura e cargo. correto. inferir informações. motivo pelo qual recomendo seus serviços. Em seguida.responsável e pontual. discuta com eles as respostas dadas.marcas de interlocução e uso de adjetivos para identificação do recomendado. (indicar a profissão). Responda às questões abaixo: 01 Identifique marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. Atenciosamente.vocativo. mostrando-lhes o gabarito. Professor(a). texto-corpo da carta. 02 Qual a finalidade desse texto? Possibilidade de resposta: Esse texto tem por finalidade recomendar um candidato a uma determinada empresa para confirmar as competências e habilidades descritas no currículo. tendo trabalhado para esta empresa no período de (informar o início) a (informar o fim do vínculo). Possibilidade de resposta: vocativo. data. oriente os alunos a refletir sobre os diversos aspectos apresentados. (assinatura) (nome do empregador/diretor/gerente/proprietário) (cargo ocupado) Professor(a). nada havendo que o desabone. executando serviços de (informar). voltando o texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. sob minha supervisão direta. competente. 04 Por que foi escrito esse documento? Possibilidade de resposta: Para a recomendação de um profissional.LÍNGUA PORTUGUESA (nome da empresa) (cnpj) (endereço) (nome do ex-empregado). localidade. inscrito no CPF sob o nº (informar). a estrutura e configuração desse texto Possibilidade de resposta: Cabeçalho. Durante o período indicado manteve conduta pessoal e profissional irrepreensíveis. é pessoa de meu conhecimento.

leitura e escrita. u 132 . é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender para que você possa planejar as intervenções necessárias. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta comercial. AULA 38 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta Comercial – explorando as práticas de oralidade. Utilizar o gênero carta comercial – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Ler com fluência e autonomia. Imagine que você seja diretor. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. use uma boa dose de criatividade e faça a recomendação de um hipotético ex-funcionário. é fundamental que você leia os textos produzidos e faça anotações para o trabalho da reescrita. construindo significados inferindo informações implícitas. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. finalidade e espaços de circulação. professor(a). gerente em uma grande empresa. Sucesso! A ideia aqui. destinatário. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas comerciais. Assim.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma carta de recomendação.

em que possamos detalhar nossa proposta. (assinatura) (Sua Empresa) (Seu Nome .LÍNGUA PORTUGUESA Conceito É a correspondência tradicionalmente utilizada pela indústria e comércio. Agradecemos antecipadamente a atenção. o fecho e a assinatura. entre instituições. a referência. o vocativo. Somos uma empresa de representações e temos em nosso quadro apenas profissionais altamente capacitados na área de informática e desenvolvimento de softwares. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta comercial. Prática de oralidade Professor(a). com empresas. na cidade de (informar). antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Segue um modelo de carta comercial: PAPEL TIMBRADO Para (destinatário / empresa) Atenção a (pessoa ou departamento) Assunto (Do que se trata esta comunicação) Prezados Senhores. Atenciosamente. motivo pelo qual manifestamos nosso interesse em representá-los. com exclusividade.Seu Cargo) 133 . Ela segue a seguinte estrutura: endereço do remetente (ou timbre). com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. a carta comercial deve ser simples. o corpo da carta. colocamo-nos à disposição para novos contatos. usada como meio efetivo de comunicação. com instituições oficiais. A carta comercial é um documento que permite a comunicação entre pessoas. a data. Caso haja interesse por parte de sua empresa. etc. endereço do destinatário. É usada normalmente para comunicar-se com um banco. com textos esclarecedores e carregados de objetividade.

chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta comercial. 134 .padrão. o tratamento adequado a pessoa do interlocutor nesse gênero é a terceira pessoa do discurso. Professor(a). Prática de leitura Em relação à carta comercial lida e tendo por base as características deste gênero. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma empresa de representação. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é formal. medeie esta atividade. Sucesso! Professor(a). a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja representante de um interessante produto ou serviço e irá escrever uma carta para apresentar ou oferecer os serviços ou produtos dessa empresa. envolvendo as características próprias desse gênero. responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: a representação exclusiva de produtos e serviços 02 A quem a carta se dirige Possibilidade de resposta: aos dirigentes de uma empresa. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta Comercial – apresentadas no texto lido. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual.

Prática de oralidade Professor(a). leitura e escrita. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. destinatário. Ler com fluência e autonomia. embora muitas vezes seja também solicitada ou recomendável mesmo que o candidato à vaga de emprego compareça pessoalmente. u Conceito A carta de apresentação geralmente é utilizada para acompanhar o currículo que será enviado pelos Correios. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de apresentação. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de apresentação. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos oficiais.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 39 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Apresentação – explorando as práticas de oralidade. Utilizar o gênero carta de apresentação – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Segue um modelo de carta de apresentação que você poderá adaptar para cada situação: 135 . construindo significados inferindo informações implícitas. finalidade e espaços de circulação. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de apresentação.

a intencionalidade de que escreve e a quem se destina. Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo. No aguardo de contato. Seu Nome (não deixe de assinar) O currículo deve acompanhar a carta de apresentação. Busco minha efetivação no mercado. propiciando o crescimento da empresa.. Atenciosamente. 136 . dia.LÍNGUA PORTUGUESA Localidade. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de apresentação. importa ressaltar. conforme anúncio publicado no dia (indicar se for este o caso). dedicação. coloco-me à disposição para prestar maiores esclarecimentos. mês e ano À empresa (nomear) Departamento de Recursos Humanos (ou outro. enviando em anexo meu currículo. (se for o caso. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. Prática de leitura Em relação à carta de apresentação lida tenha por base as características do gênero documento – carta de apresentação e responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Apresentação de um candidato a uma vaga de emprego. (seguir listando suas aptidões). se for o caso) Prezado senhor.. nomear) Estou me candidatando à vaga de (indicar qual o cargo) existente em seu quadro de pessoal. para desenvolver de um trabalho objetivo e gerar bons resultados. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Apresentação – apresentadas no texto lido. responsabilidade. facilidade de interação com o grupo. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: Ela se dirige a empresa que está oferecendo a vaga.

leitura e escrita. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. apresentando-se com o desejo de ocupar a vaga ofertada. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero.LÍNGUA PORTUGUESA 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: A carta foi escrita pelo candidato a vaga. medeie esta atividade. AULA 40 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Comunicado – explorando as práticas de oralidade. Sucesso! Professor(a). abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. envolvendo as características próprias desse gênero. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é a língua padrão formas e a pessoa do discurso usada é a terceira pessoa. 137 . Prática de escrita DESAFIO Abra os classificados de um jornal! E leia as vagas de emprego ofertadas que mais se aproximam do seu perfil. Professor(a). Agora escreva uma carta a empresa selecionada por você.

Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. finalidade e espaços de circulação. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de comunicado. u Conceito A carta. Segue um modelo de carta de comunicado: COMUNICADO À Nome da empresa ou pessoa CNPJ ou CPF Endereço Cep Cidade . Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Utilizar o gênero carta de comunicado – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Prática de oralidade Professor(a). Ler com fluência e autonomia.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de comunicado.xx (por extenso). concernente à parcela vencida em (data). que importam em um débito total de R$ xxx. destinatário. comunica que foi constatado em nossos cadastros uma pendência financeira no pagamento referente à nota fiscal nº xxxx. construindo significados inferindo informações implícitas. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. com a segurança da confirmação de recebimento caso seja enviada pelos Correios com Aviso de Recebimento. 138 . neste caso. é o meio pelo qual se faz um comunicado por escrito a uma pessoa física ou jurídica.Estado A empresa (informar o nome). por meio de seu gerente infra assinado. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de comunicado.

uma fábrica de adesivos uma fábrica de uniformes ou qualquer outra e esteja em plena produção. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada nessa carta é padrão formal e a pessoa gramatical capaz de estabelecer a interlocução é a terceira pessoa do discurso. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de comunicado. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: a uma empresa. vender alguns produtos. Localidade. dia. mês e ano. Nome da empresa (assinar acima) Nome do gerente ou diretor Cargo ocupado Professor(a). faça uma leitura oral do texto com a classe.responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Essa carta trata de informar e solicitar.LÍNGUA PORTUGUESA Solicitamos que Vossa Senhoria entre em contato dentro de 48 horas para regularizar a situação. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. Prática de leitura Em relação à carta de comunicado lida entenda por base as características do gênero documento – carta de comunicado . Professor(a). fornecendo produtos a outros. Prática de escrita DESAFIO Imagine que você abra um negócio. 139 . por exemplo uma fábrica de camisetas. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma determinada empresa. Já conseguiu fornecer. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Comunicado – apresentadas no texto lido.

com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. como a retirada de materiais. 140 . Ler com fluência e autonomia. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de autorização. destinatário.LÍNGUA PORTUGUESA mas ainda não recebeu. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de autorização. finalidade e espaços de circulação. envolvendo as características próprias desse gênero. u Conceito A carta de autorização é o documento por meio do qual alguém autoriza outrem à prática de determinado ato. construindo significados inferindo informações implícitas. por exemplo. leitura e escrita. Sucesso! Professor(a). percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Utilizar o gênero carta de autorização – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Então escreva uma carta de comunicado para os novos clientes comunicando-os sobre o vencimento dos boletos. AULA 41 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Autorização – explorando as práticas de oralidade. medeie esta atividade.

abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. porém encontrava-se impossibilitado para fazê-la. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. autorizo o Sr. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de autorização. (assinatura) (nome) Obs: Se necessário. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de respostas: essa carta foi escrita pelo proprietário das mercadorias que tinha interesse em fazer a retirada delas. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Autorização – apresentadas no texto lido. Professor(a).responda às questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: trata de autorização para retirada de mercadoria em nome do remetente. (nome). (localidade). na (nome da empresa). (dia) de (mês) de (ano). (nome de quem está sendo autorizado). Segue abaixo um modelo de carta de autorização. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). 141 . inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – Carta de Autorização proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de autorização. reconhecer firma. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: ela se dirige ao responsável pelas mercadorias.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Eu. Prática de leitura Em relação à carta de autorização lida e tendo por base as características do gênero documento – carta de autorização . 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de respostas: a linguagem utilizada nessa carta é formal padrão e a pessoa discursiva é a terceira pessoa. a retirar em meu nome os materiais adquiridos por meio da nota fiscal nº XXXX. residente e domiciliado na (endereço).

leitura e escrita. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. envolvendo as características próprias desse gênero. Utilizar o gênero carta de agradecimento – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. finalidade e espaços de circulação. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. fora de sua cidade de residência. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de agradecimento. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. porém encontra-se impossibilitado e terá que autorizar alguém para pegar as mercadorias em seu nome.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja consultor de um determinado produto .Então. Ler com fluência e autonomia. escreva uma carta de autorização. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. AULA 42 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Agradecimento – explorando as práticas de oralidade. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de agradecimento. Você fez um grande pedido que será enviado via correio. construindo significados inferindo informações implícitas. Sucesso! Professor(a). medeie esta atividade. u 142 .Seu pedido chegou e você tem poucas horas para retirá-lo das agências. destinatário.

Essa manifestação por vezes pode ser formalizada por meio de uma carta de agradecimento. (seu nome) Em relação à carta de agradecimento lida. observando referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de agradecimento. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Agradecimento – apresentadas no texto lido. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de agradecimento. Nessas situações.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito São diversas as ocasiões em que recebemos favores. responda às questões a seguir: 143 . entenda por base as características do gênero documento – carta de agradecimento –. bons serviços ou oportunidades que aproveitamos com satisfação. Segue um modelo de carta de agradecimento que poderá ser adaptado às suas necessidades: Senhor(a). Atenciosamente. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Correspondências oficiais. Apresento meus agradecimentos pelo apoio e oportunidade que me foram concedidos. Desejo a todos muita sorte e sucesso! Muito obrigado por tudo. Prática de oralidade • Você reconhece o gênero carta de agradecimento? • Você conhece o objetivo da carta de agradecimento? • Qual a importância de produzir uma carta de agradecimento? Prática de leitura Faça uma leitura oral do texto. Professor(a). O tempo que passei em companhia de pessoas excelentes contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional. (nome). graças ao companheirismo de todos. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. convém demonstrar que apreciamos a consideração que nos foi dada.

Prática de escrita DESAFIO O nono ano é o encerramento de um ciclo em seus estudos. Professor(a). 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: a pessoa que escreve a carta é a pessoa que está agradecida. AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: A linguagem usada é formal padrão e a pessoa do discurso utilizada é a terceira pessoa. medeie esta atividade. envolvendo as características próprias desse gênero. ele representa a conclusão do ensino fundamental e. favor.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Agradecimento por uma gentileza. Professor(a). 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: À pessoa que fez a gentileza ao remetente. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. escreva uma carta de agradecimento. 144 . explorando as práticas de oralidade. com certeza. leitura e escrita. muitas pessoas contribuíram com a sua formação Como um gesto de gratidão é sempre bem-vindo. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual.

Produzir cartas de agradecimento. levante situações em que seria necessário o ato de agradecimento. vocativo. a carta de agradecimento é um gênero utilizado para externar gratidão a alguém ou estabelecimento por ser tratado bem ou ter conseguido algo. corpo do texto. Reconhecer o significado contextual e estrutural do gênero. e chame a atenção da classe para o vocabulário e o nível de linguagem utilizados. mantendo sempre a formalidade. atentando para a sua função social. clara e adequada ao seu interlocutor. em que a empresa agradece a seus clientes a preferência em relação ao seu estabelecimento. Apresentam a mesma estrutura da carta pessoal e de solicitação (local e data.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir informações a partir da leitura de textos sobre a estrutura do gênero. é uma honra termos sido eleitos para prestar-lhe este serviço que exige segurança e responsabilidade. comente sobre a importância do agradecimento. Goiânia. observando seus elementos constitutivos. Temos orgulho pela relação de confiança que conseguimos estabelecer e estamos 145 . 11 de novembro de 2012. Desenvolver habilidades de leitura e interpretação textual no gênero carta de agradecimento. Professor(a). faça uma leitura dinâmica da carta abaixo. Para nós é uma honra tê-lo como cliente. A linguagem deve ser objetiva. Leia com atenção e responda às questões. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento ao cliente. despedida e assinatura). Convém ressaltar que o grau de formalidade da carta depende de seu interlocutor. Conceito Segundo estudiosos. Prática de oralidade • • • Por que é importante agradecer? Em que situações o agradecimento se faz necessário? Como deve ser a linguagem utilizada em uma carta de agradecimento? Professor(a). Prezado Amigo.

ao corrigir as atividades.. Agradecer ao destinatário por ser um ótimo cliente e colaborar com o sucesso da empresa. “. percebemos que o remetente procura atender seu cliente da melhor forma possível para que ele saia satisfeito com o serviço prestado. identifique o motivo da carta. é possível perceber uma certa intimidade entre os interlocutores? Justifique Sim. o período em que o remetente caracteriza o cliente. como cliente. sempre nos ofereceu. 01 No primeiro parágrafo do texto. a valiosa colaboração que você. Ao utilizar o pronome de tratamento você e o vocativo prezado amigo. estamos abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. 02 No texto. Que os nossos caminhos continuem a se cruzar e nos levem sempre em direção a um mundo de paz e esperança.. como cliente. Esta proposta de qualidade não seria possível de ser implementada sem a valiosa colaboração que você.br. toda carga seria muito mais fácil de carregar.com. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. Alves – gerente Disponível em http://www. Auto Peças e Mecânica ABC João B. 146 . A proposta desta empresa é realizar um trabalho de excelência. chamem a atenção dos estudantes sobre a carta de agradecimento ao cliente ser uma carta destinada a vários tipos de pessoas.zun. Retire do texto o trecho que comprove essa afirmativa.LÍNGUA PORTUGUESA abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. “. Professor(a). o remetente deixa transparecer uma aproximação a mais do destinatário. por isso a adequação da linguagem mais ou menos formal.. Se todos os clientes fossem como voe.. 04 Apesar do texto apresentar uma linguagem um pouco formal. cumprindo prazos e contratos com o máximo rigor.” 03 Identifique no texto. desde as que têm um nível elevado de estudo as mais simples e humildes. sempre nos ofereceu. Atenciosamente.

despedida e assinatura).LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO A carta de agradecimento pode ser enviada também a um amigo. Elabore uma carta de agradecimento a um amigo (a) agradecendo por algum favor ou presente recebido. pois demonstra consideração e gratidão a pessoa destinada. compare-o com a carta de solicitação das aulas anteriores e discuta suas semelhanças e diferenças. leitura. 147 . escrita e análise linguística. nesse momento é necessário esclarecer a importância de se escrever uma carta de agradecimento. Peça ao aluno que leia o texto em voz alta. Além de agradecer. Não se esqueça de utilizar os elementos constitutivos da carta (Local e data. explorando as práticas de oralidade. vocativo. coloque o quanto o amigo(a) lhe ajudou e a sua disposição em ajudá-lo também. explique e anote na lousa sobre o uso de conjunções e pronomes relativos no texto e sua importância para torná-lo mais coeso e coerente. Professor(a). AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. Por ser amigo. Refletir sobre a função social do gênero. se preferir essa atividade pode ser feita em duplas e/ou depois de pronta trocar entre eles para que façam as devidas correções. O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir significados através da leitura. lembre-se que você deve ser discreto e ao mesmo tempo íntimo. Depois. corpo do texto. associação e comparação dos gêneros em estudo Refletir sobre o uso de conjunções e pronomes relativos Refletir sobre a variação linguística no gênero. Prática de oralidade Professor(a). tornando as relações mais harmoniosas e produtivas.

Alguns gramáticos afirmam que é importante conhecer os pronomes relativos e as conjunções bem como os seus significados para poder dar sentido ao texto. com o auxílio de uma gramática. Jorge Barbosa Disponível em http://www. anote na lousa todos os pronomes relativos e as conjunções coordenativas e subordinativas com seus respectivos significados.com. Muito obrigado! Atenciosamente. Prezada Helena Lunardelli. nos bairros da periferia e em lugares com pessoas menos favorecidas. peçam que os estudantes dê exemplos de frases que contenham conjunções e pronomes relativos oralmente e anote-as na lousa. os idosos ficaram muito felizes e agradecido por causa das flores. assim. Faço aqui também um convite para que sua organização venha nos fazer uma visita e conhecer nosso trabalho. Teremos muito prazer em recebê-los. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Goiânia.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conforme alguns estudiosos a carta de agradecimento por doação é caracterizada pela sua função de agradecer por uma doação feita de maneira mais formal e com uma linguagem mais formal possível e de maneira prática. 148 . É por causa de atitudes como as da sua organização que muitas ações são abrilhantadas e tornam melhor o dia de pessoas que participam de atividades. Professor(a).br 01 Quais as diferenças entre esse texto e a carta de solicitação quanto ao seu conteúdo? A carta de agradecimento tem a função de agradecer a alguém ou estabelecimento sobre algo recebido ou tratamento adquirido enquanto a carta de solicitação tem por objetivo solicitar a alguma autoridade a resolução de um problema. pois será muito importante para os idosos. 10 de outubro de 2012. Venho por meio desta agradecer a flores que nos foram enviada pela Flor Gentil para o nosso baile da primavera. Espero poder contar com essa parceria outras vezes. Conforme pode ver nas fotos anexas. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento por doação.zun. a abertura para novas doações. garantindo. por exemplo.

“atenciosamente”.” ( X ) Explicação ( ) Causa c) “. sem coerência.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Qual é motivo do agradecimento apresentado no texto? O motivo é a doação de flores feita pelo remetente para o baile da primavera dos idosos...” ( X ) Finalidade DESAFIO Leia a tira seguinte retratada pelas personagens Jon e seu guloso gato Garfield e responda às questões: 01 Percebendo que a fala do terceiro quadrinho é uma continuação da fala do primeiro quadrinho. um convite para que sua organização venha. “prezada” e segue construções sintáticas conforme as regras gramaticais... A conjunção portanto tem o sentido de conclusão e em relação ao período anterior a conjunção deverá ter o sentido de oposição. 03 Que tipo de linguagem foi utilizada no texto? Formal ou informal? Justifique. 04 Assinale a relação de sentido das conjunções destacadas nos trechos abaixo: a) “Conforme pode ver nas fotos. O remetente utiliza palavras e expressões do nível formal da língua.. Não. 149 .. por exemplo.. ficando assim. Formal..” ( ) Adição ( X ) Conformidade ( ( ) Oposição ) Condição ( ( ) Comparação ) Conclusão b) “. há coerência entre essas duas falas? Justifique. pois será muito importante...

mas. a saber. Caberá qualquer conjunção que tenha o sentido de oposição.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Reescreva a última fala. AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Compreender e desenvolver habilidades e competências de produção textual no gênero carta de solicitação e de identificação de sua temática e estrutura. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer a estrutura do gênero carta de solicitação. Discutir sobre a importância de produzir uma carta de solicitação em nosso cotidiano. Resposta Pessoal. Desenvolver habilidades de interpretação textual no gênero carta de solicitação Prática de oralidade • • Você sabe identificar uma carta de solicitação? Você conhece o objetivo da carta de solicitação? • Qual a importância se produzir uma carta de solicitação? Conceito A carta de solicitação é um gênero textual que tem por finalidade fazer uma solicitação a um interlocutor. 03 Em que consiste o humor da tira? Consiste justamente na incoerência da fala de Jon. todavia. colocando uma conjunção de forma que fique coerente. porém. para o qual é apresentado um problema na esperança de que o resolva 150 . etc no lugar da conjunção portanto.

O texto abaixo é uma carta que solicita à autoridade em questão um apoio imediato junto ao Congresso Nacional no tocante à punição aos crimes praticados por empresas telecomunicativas por parte da Anatel. seremos 3. quinta-feira. penso que são subsídios que a auxiliarão para pensarmos numa estratégia eficiente para atuação dentro de sua comissão para alcançar eco no executivo. de caráter persuasivo. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo da carta. Explique-lhes o que é a ANATEL. incorretas e incompletas. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor(a). Sra. que sabemos está concentrando os estudos (menos estudos e mais proposições de interesse político econômico) sobre as ANas. Deputada Federal Ângela Guadagnin Parabenizamos sua presteza. Só em 2002. apoiadas pela ANATEL. inclusive junto ao ministro da casa civil. e em pelas projeções de mercado realizadas pelo IDC. temos percebido um certo imobilismo por parte de nossa bancada. usando instrumento disponíveis no que tange à participação do representante dos usuários no conselho e nos comitês da Anatel (ver no dossiê a manobra recente sobre assunto no mês 02 de 2003.000 usuários de banda larga. principalmente.LÍNGUA PORTUGUESA ou o amenize. Ficamos muito felizes. pois agora que somos governo. nosso crescimento no foi de 112% . em que consiste a formação de oligopólios e cartéis etc. 20 de março de 2003 Exma. É um texto argumentativo. para suas propostas que podem servir de base para apresentação de PL que aprimore a disciplina e. até o fim do ano seremos 732. estamos enviando o relatório completo. tomar medidas imediatas para coibir abusos e fazer cumprir a lei.) Penso que o momento é oportuno por termos tido conhecimento que: 1. dado o curto hiato de tempo entre a primeiro contato com seu filho e a sua comunicação telefônica. dando-nos a forte impressão que só somos combativos e pró-ativos quando estamos na oposição. no intuito de convencer o destinatário. agilidade e o interesse demonstrado. tendenciosas. visando melhorias nos serviços prestados à comunidade. apresente o texto aos estudantes. fornecer informações distorcidas. defendendo seus interesses 151 . Dado o seu interesse.8 milhões em 2006. São Paulo.000 membros. É prática comum das teles. Somos hoje uma comunidade com 695.

artigo 49 incisos V.Ex. induzindo o magistrado a erro. que nos parece inconstitucional. alguns procedimentos do ministro Miro Teixeira.LÍNGUA PORTUGUESA corporativos. e a ineficaz fiscalização por parte da ANATEL e do CADE. ANEXOS 14 a 17 Hoje. que lhe confere poderes e autoridade para convocar ministro de estado e titulares de órgão diretamente subordinados a Presidência da Republica. poderá depreender de nosso relatório. Presidente Lula de rever as atividades das agências reguladoras. ANEXOS 5.F. conforme denúncias. em favor das teles. e pela omissão do congresso nacional que durante a ultima legislatura não fez uso de suas prerrogativas de controlar os atos praticados pelas ANas. A C Apelação Civil 109 388 processo 9705017611 Bauru 11/10/2002. 3. que terceirizam o acesso com a própria Telefônica! A própria ANATEL enviou ao Judiciário texto incompleto da LGT. através de formação de cartel. de distorsões em sua aplicação. ANEXOS 18 a 22. sendo um do um deputado do PT Orlando Fantazzini. 6. formação de oligopólios e cartéis. ANEXO 13). as operadoras de telecomunicação já dominam grande parte desse mercado. 152 . suprimindo o artigo 7º. para evitar cumprir liminar do Ministério Público Federal da quinta região. o aviltamento às leis. a Telefônica alega repassar custos. Por estarmos presenciando a apresentação em 2003 de dois projetos de lei. e cobra por um serviço que ela mesmo executa. (Artigo de “O estado de São Paulo”. Como V. por ignorar a interpretação do sistema normativo das telecomunicações. somos veemente contra as manobras coorporativas. os crimes contra o consumo. 7 e 53. Por ter conhecimento pela imprensa da decisão do Sr. dada à falta de normatização para as novas tecnologias. e impedindo a concessão de liminares (Norma 004/95 e informe SPV) ANEXOS 11 e 12 2. disfarçado em livre concorrência. que vem sendo praticado pelas teles com a conivência explícita da Anatel. através dos instrumentos garantindo na C. valores maiores que os cobrados pelos provedores. e também pelo teor das proposituras. que se aprovadas aniquilariam o que resta da livre iniciativa no setor de provimento de acesso à internet. Numa delas. não apresenta planilhas. em detrimento dos interesses dos usuários. X e XI e artigo 50. Estamos acompanhando pela imprensa. apoiadas por alguns parlamentares (ver contratos do STFC) que poderá resultar no esvaziamento do órgão e até mesmo na sua extinção.

crimes e descalabros estariam coibidos.html 153 . e das que se façam para cumprir o artigo primeiro da constituição. solicitamos a leitura atenta da contribuição oferecida por nosso diretor da sub-seçao-R. no tocante ao aperfeiçoamento e criação de canais de comunicação social e política capazes de estabelecer a interação do cidadão com a esfera pública. Agradecendo sua atenção.org. A este respeito. competência e agilidade desta nova legislatura em que nosso partido é situação. Atenciosamente. e os desmandos. Colocamos-nos a disposição para complementar. Horacio Belfort Presidente. usando dos instrumentos já existentes. através da participação nos conselhos e dos comitês. honestidade. Se a Anatel não impedisse a participação da sociedade. espoliativa e predadora em particular. Disponível em http://www. para o impedimento da concorrência desleal.org. e colocando-nos à sua disposição.br para contato.) . congresso nacional? Estamos esperando vocês. 9197-1443 e o e-mail abusar@ abusar. vícios. Despedimos-nos com protesto de grande consideração.br/carta_solicitação. as políticas públicas ditadas pelo executivo e aprovados pelo legislativo estariam sendo atendidas. que após publicação ganha força de lei.J ( Rogério) sob o titulo (Alô. Assim a condução do órgão poderia obedecer ao formato harmônico.abusar. e o enquadramento das teles quanto ao cumprimento de nossas leis. oferecemos nossos telefones particulares 011 3083-7688. democrático e republicano que inspirou seus princípios regulatórios. instrumentalizar e apoiar todos as suas iniciativas para o aperfeiçoamento da Anatel. e seria uma atitude emblemática. Neste artigo estamos apresentando também 20 sugestões que só dependem de vontade política para serem implementadas. no aprimoramento daquela propositura.LÍNGUA PORTUGUESA O desenho formatado para a regência da Anatel garante também o controle social. visto que teria o caráter de mostrar à sociedade a seriedade. se o congresso cumprisse seu papel de controle e fiscalização sobre os atos e regulamento da agência.

Ambas apresentam a mesma estrutura (local. Sim. Não. despedida e assinatura) 03 E quanto ao conteúdo? Justifique.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Identifique no texto: local e data: São Paulo. apresentando medidas que possam coibir abusos e fazer cumprir a lei referente aos crimes contra o consumo e formação de cartéis. Prática de escrita DESAFIO Pesquise em jornais locais denúncia de algum tipo de problema que vem ocorrendo na cidade e escreva uma carta de solicitação ao órgão competente pedindo providências e/ou fazendo sugestões. Cite dois argumentos do texto que poderiam fazer o solicitado a atender o pedido. 20 de março de 2003. A carta de solicitação tem a finalidade de solicitar algo para solucionar um problema e a carta pessoal não necessariamente.data. apresenta argumentos de forma a convencer o destinatário. 154 . quinta-feira. Não se esqueça de seguir a estrutura da carta de solicitação e de empregar linguagem formal. praticados pelas empresas de telecomunicações. corpo do texto. os interlocutores (remetente e destinatário): Horacio Guadagnin Belfort e deputada federal Ângela vocativo: Exmª Srª Deputada Federal Ângela Guadagnin despedida: Despedimo-nos com protesto de grande consideração. 05 A carta de solicitação por ser um texto argumentativo. Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à estrutura. nome do destinatário. Os atuantes fazerem parte da mesma bancada política e sofrerem com os abusos das empresas telecomunicativas e também por serem usuários da banda larga em grande escala de forma crescente. 04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário? Interceder junto ao Congresso Nacional. forma? Justifique.

Prática de oralidade Professor(a). Refletir sobre a linguagem utilizada no gênero em estudo. Através desse gênero podemos apontar falhas. Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero. com base nos nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. leitura. Explique que através da carta de solicitação podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão. educação. discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. saúde. explorando as práticas de oralidade. Faça uma leitura oral da carta abaixo com os alunos e.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. O que devo aprender nesta aula u u u u Construir significados e inferir informações a partir da leitura. em seguida. um dos nossos deveres é transformar ou aprimorar aquilo que não vai bem. trânsito. Como cidadão. e outros) e as possíveis soluções para os mesmos. Conceito O gênero carta de solicitação é um instrumento pelo qual podemos exercer a cidadania. escrita e análise da linguagem. questione-os: • • • Que elementos que compõem a forma de uma carta de solicitação estão presentes nesta carta? Que tipo de linguagem é empregada na carta? Qual a função social desta carta? 155 . segurança. Refletir sobre a função social do gênero. discuta com seus alunos sobre os problemas presentes nas diversas áreas da sociedade (meio ambiente.

Os motoristas. uma das propostas defendidas era a preservação da qualidade de vida da cidade.900 da Avenida Olímpio. em seguida. insegurança. já que conduz o fluxo tanto ao centro da cidade quanto às rodovias que levam a cidades vizinhas.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Releia a carta abaixo e.500. ônibus e caminhões –.500. conseguem avistar o semáforo e. a Avenida Olímpio de Souza é uma das mais movimentadas de nossa cidade. Mesmo havendo duas pistas em cada sentido da Avenida Olímpio. Além disso. Lembramos a V. há anos vimos enfrentando sérios problemas com o trânsito local. 12 de janeiro de 2010. moradores da Rua Jair dos Santos Meneghetti. tomarem nossa rua como atalho. Como é de seu conhecimento. ou colocar três quebra-molas ou lombadas ao longo da Rua supracitada. O resultado não poderia ser diferente: poluição do ar. não hesitam em tomar a Jair dos Santos como atalho e sair já no número 1. barulho insuportável de motores e buzinas.ª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial e não comporta tal tipo de tráfego. é comum alguns veículos. Diretor do Departamento de Trânsito de Fortaleza: Nós. quando estão na altura do número 1. se ele está fechado. Sr.ª naturalmente apoiou. Ilmº. responda às questões que se seguem: Fortaleza (CE). na altura do número 1700. mais à frente. S. má qualidade de vida. é normal o trânsito fluir mais lentamente: em segundo lugar porque. riscos constantes para nossas crianças. Ela concentra um grande número de veículos – incluindo-se. em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. Eis uma oportunidade de concretizar essa proposta. nos horários de pico. Isso se deve a duas razões: primeiramente porque. na campanha política do atual prefeito. que V. Acreditamos que a adoção de uma dessas soluções – que custariam pouco e poderiam ser efetivadas em no máximo dois dias – resolverá o problema de uma vez e conseguirá devolver-nos a tranquilidade que tínhamos no passado e 156 . existe um semáforo que sinaliza o cruzamento da Rua Sílvia Arante com a Olímpio. na altura do número 1. S. além de automóveis. tomando-se uma destas medidas práticas que ora sugerimos inverter a mão da Rua Jair dos Santos Meneghetti. que atualmente vai do número 01 para o número 225.

cada vez mais conscientes de seus deveres e direitos. Professor(a). 03 Quais foram as medidas sugeridas pelos moradores a fim de solucionar o problema? Inverter a mão da Rua Jair dos santos Meneghetti. riscos constantes para nossas crianças.S.com. Professor(a). 04 Que tipo de linguagem foi utilizada na carta? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. 02 Quais as consequências do aumento de tráfego nessa rua? Poluição do ar. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção da aula anterior e verifique se a carta explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. é hora de orientar o seu aluno na reescrita do texto com base nas anotações feitas por você na correção dos textos. agradecemos. má qualidade de vida. colocando em risco a vida de seus moradores. insegurança. Troque sua carta com um colega e discutam se o texto é objetivo e claro. Dê sugestões ao colega. explicando e dando exemplos de cada nível de linguagem. Moradores da Rua Jair dos Santos Disponível em http://oblogderedação. que atualmente vai do número 01 para o número 225 ou colocar três quebra-molas ou lombas ao longo da Rua supracitada. comente com os alunos e anote na lousa sobre as variedades linguísticas. ao corrigir a questão 4. 157 . data. Certos de sua atenção.blogspot. despedida e assinatura). Serve como exemplo qualquer trecho da carta. se estão presentes e adequados à forma composicional da carta (local. caso julgue necessário que algum trecho seja melhorado. corpo do texto. em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. pois o texto apresenta períodos. vocativo. Formal. barulho insuportável de motores e buzinas.LÍNGUA PORTUGUESA a que temos direito ainda hoje. palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua.ª e para o Departamento que dirige. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor. Para V.br 01 Qual é o problema que motivou a escrita da carta? O grande fluxo de veículos na Rua Jair dos Santos Meneghetti. será também a oportunidade de se integrar às reais necessidades da população.

peça aos estudantes que leiam com atenção o texto da aula anterior. explorando as práticas de oralidade. os pronomes de tratamento foram utilizados adequadamente? • Considerando 158 . Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo Saber produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. Prática de oralidade Professor(a). leitura. Esses elementos linguísticos são imprescindíveis na construção da carta. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. Os pronomes de tratamento que se usam no vocativo (nome do destinatário) sempre concordam com os verbos em 3ª pessoa. escrita e análise da linguagem. forma abreviada. chamando-lhes a atenção para o destinatário da carta: • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. pronomes de tratamento são palavras ou expressões empregadas no trato cerimonioso com o interlocutor e vocativo é o termo que expressa um chamamento. Professor(a). com o auxílio de uma gramática. u u u Conceito Segundo Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. anote na lousa os pronomes de tratamento.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. o destinatário. seu emprego e explique vocativo com exemplos.

Paulo. solicitando-lhe uma ação concreta que solucione este problema.” 02 Se o destinatário da carta fosse o Presidente da República qual pronome de tratamento deveria ser utilizado segundo a norma gramatical? V.. .. Roberval França. 47 PMs foram mortos –21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26 foram assassinados no horário de folga –. Antônio Ferreira Pinto. Sª naturalmente apoiou. que V. Em 2011. elabore uma carta endereçada ao Secretário de Segurança Pública de São Paulo. 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo – média de 9. Não se esqueça de seguir as regras de elaboração das cartas de solicitação e de empregar linguagem formal.. homicídios.Sª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. ônibus incendiados e mortes de policiais militares.. Desde o último dia 24.” Prática de escrita DESAFIO Leia os textos abaixo e.. em seguida. Texto 1 Violência O Estado de São Paulo vive uma onda de violência. de acordo com o comandante-geral da PM. 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo.7 por dia. com registros de chacinas. Desde o início do ano. “. 26 de novembro de 2012]   159 . Exª: Vossa Excelência 03 Reescreva o trecho “Lembramos a V. “Lembramos a você que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial.. [Folha de S..” supondo que o destinatário fosse um amigo.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 4º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho que comprova a concordância do pronome de tratamento com o verbo em 3ª pessoa do singular..

Pessoa. Linguagem clara e objetiva. verificando se a carta produzida apresenta argumentos convincentes de forma clara e suficiente. 160 .LÍNGUA PORTUGUESA  Texto 2 Professor(a). de acordo com o padrão culto formal da língua. exposição de argumentos capazes de persuadir o destinatário. se estão presentes e adequados os elementos estruturais da carta (local. Pronomes de tratamento de acordo com o cargo ocupado pelo destinatário. se a linguagem mantém um nível mínimo de formalidade que a situação requer. Síntese Caraterísticas das cartas de solicitação • Texto de intenção persuasiva. vocativo. expressão cordial de despedida. Ou se preferir peça que troquem os textos com o colega para serem corrigidos e depois para fazerem a reescrita corrigindo o que for necessário. às autoridades competentes uma solicitação de soluções para um problema. assinatura. data. geralmente em 1ª. Estratégia argumentativa: apresentação do problema. corpo da carta (assunto). Formas verbais predominantemente empregadas no presente do indicativo. vocativo. suas causas e consequências. • Apresentação • • • • • Estrutura semelhante à das cartas em geral: local e data. peça aos estudantes para avaliarem seus textos. assinatura).

161 . Ele serve para “informar. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor (a). Discutir sobre a importância de produzir um ofício em nosso cotidiano.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Ofício. 1978: 122) Prática de leitura O texto a seguir é um ofício que responde. acordos. ajustes. encaminhar documentos importantes. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer os elementos do gênero ofício. tratar o destinatário com especial fineza e consideração” (CAMPOS MELLO. apresente o texto aos estudantes.. Explique-lhes em que consiste a demarcação de terras indígenas. etc. Desenvolver habilidades de argumentação no gênero ofício. medidas dirigidas a Senhora Presidente da República. e a finalidade do conteúdo do texto. explorando as práticas de oralidade. visando aspectos relacionados à demarcação de terras indígenas. enfim. solicitar providências ou informações. muito usada especialmente quando o destinatário é órgão público. Prática de oralidade • Com base em que elementos você identifica um ofício? • Qual a finalidade de um ofício? • Qual a importância se produzir e encaminhar um ofício? Conceito O ofício é um tipo de correspondência externa. à autoridade em questão. convidar alguém com distinção para a participação em certos eventos. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo do oficio. propor convênios. leitura e escrita.

informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta n. 5. cartográficos e fundiários. §1. dirigida ao Senhor Presidente da República. 3. Nos termos do Decreto n.º 22. 6. Como Vossa Excelência pode verificar.br 162 .º 524/1991/SG-PR Brasília.LÍNGUA PORTUGUESA Modelo de ofício do Manual de Redação da Presidência da República (2002) [Ministério] [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade] [Endereço para correspondência] [Endereço . estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto n. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas.iesde.160-900 – Brasília – DF Assunto: Demarcação de terras indígenas Exmº Senhor Deputado. Em sua comunicação. 1. 4. a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo.continuação] [Telefone e Endereço de Correio Eletrônico] Ofício n. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama n. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil. Atenciosamente. de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). sociológicos. inclusive daqueles assinalados em sua carta. 2. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos. 27 de maio de 2011. A Sua Excelência o Senhor Ofício n. [Assinatura] [cargo] Fonte: www.º 6708. Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as características socioeconômicas regionais.º 22. 27 de maio de 1991. da Constituição Federal.º. Os órgãos públicos federais. de 24 de Setembro último. o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários.com.º 524/1991/SG-PR Brasília. 231. com a necessária transparência e agilidade. A Sua Excelência o Senhor Deputado [Nome] Câmara dos Deputados 70.º 154.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

01 Identifique no texto: local e data: Brasília, 27 de maio de 2011 os interlocutores (remetente e destinatário): Presidência da República Deputado [x] o vocativo: Exmº Senhor Deputado, a despedida: Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à forma, estilo e conteúdo? Justifique.
Resposta possível: Sim. Desde o cabeçalho, corpo do texto, objetividade, despedida, até a assinatura são diferenciados.

03 A linguagem utilizada faz parte do cotidiano de vocês, ou apresentam diferenciações da linguagem comum? Justifique.
Resposta possível: Há diferenciações entre as linguagens. Os termos usados no oficio são bem técnicos e a linguagem é totalmente objetiva.

04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário?
Responder e complementar às observações transmitidas pelo telegrama n.º 154, recebido em de 24 de Setembro.

Prática de escrita DESAFIO

Com base no texto apresentado como modelo de oficio, crie seu próprio textoofício ressaltando alguma solicitação a um órgão público. O conteúdo do texto deve ter linguagem específica.

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LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 49

Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos sobre o gênero, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u u u

Identificar a linguagem e significados a partir da leitura do texto em estudo. Refletir sobre a função social do gênero. Comparar os tipos de conteúdos explícitos nos textos.(anterior e atual) Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero.

Prática de oralidade
Professor (a) reflita com seus alunos sobre as questões recorrentes nas diversas áreas de sua comunidade (meio ambiente, trânsito, segurança, saúde, educação, e outros) e os possíveis caminhos para a solução dos mesmos. Explique que através de um ofício podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e trabalho dos cidadãos. Faça uma leitura oral do ofício abaixo com os alunos e, em seguida, questione-os. Explique aos alunos que este tipo de correspondência é o documento por meio do qual é feita determinada comunicação ou solicitação, em caráter oficial, à determinada pessoa física ou jurídica. • • • • •

Que elementos que compõem a forma deste gênero textual estão presentes neste oficio? Que linguagem é empregada no texto? Qual a função social deste texto? O que você acha que é um plano de contingência? Quais os riscos que a Dengue pode trazer à população?

Conceito

O gênero ofício é um instrumento através do qual podemos exercer a cidadania, com base em nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. Através

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LÍNGUA PORTUGUESA
desse gênero podemos apontar falhas, discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. Um ofício é uma correspondência oficial, enviada normalmente a funcionários ou autoridades públicas. O ofício é o tipo mais comum de correspondência oficial expedido por órgãos públicos, em objeto de serviço. Seu destinatário, no entanto, além de outro órgão público, pode ser também um particular. O conteúdo do ofício é matéria administrativa, mas pode vincular também matéria de caráter social, oriunda do relacionamento da autoridade em virtude de seu cargo ou função.
Ofício nº00123/2011 Brasília, 25 de outubro, de 2011. Ao Senhor CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis Esplanada dos Ministérios, Bloco G, salas 148e 156 70058-900 Brasília - DF Assunto: solicitação de incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue
Senhor Diretor, Vimos por meio deste, encaminhar a Vossa Senhoria, o Plano de Contingência para análise, bem como o Termo de Compromisso, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX, de XX de XXXX de 2010. Os referidos documentos contêm o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por este município, visando o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue em nosso município. Certos de vosso pronto atendimento, antecipamos agradecimentos. Atenciosamente, xxxxxxxxxxxxxx Secretário Municipal de Saúde

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despedida e assinatura). palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua. Ex: Conforme solicitação via ofício nº xxxxxxx. 04 Que tipo de linguagem foi utilizado no texto? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. Em seguida troque o seu texto com o seu colega. ao explicar a questão 4. Professor (a) é hora de orientar o seu aluno quanto às respostas dos ofícios.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Qual é o assunto que motivou a escrita do ofício? Resposta possível: O assunto visa o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue no município em foco. propondo que o mesmo responda a solicitação feita. Resposta possível: Formal. Explicar também que expressões do tipo “Vimos por meio deste”. corpo do texto. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor. ressaltando que a resposta deve ser feita enfatizando o nº do ofício e a solicitação pretendida. data. explicando e dando exemplos dentro do texto. com a probabilidade de uma infecção se proliferar em questão de poucas horas. comente com os alunos e anote na lousa os tipos de linguagem. Professor (a). se estão presentes e adequados os elementos que constituem a forma composicional do texto (local. vimos informar que________ 166 . pois o texto apresenta períodos. vocativo. 03 Quais foram as medidas propostas pelo Secretário Municipal de Saúde a fim de solucionar o problema? Resposta possível: Plano de Contingência com o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por esse município. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e verifique se o oficio explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. dos termos utilizados e suas funções no contexto da correspondência. com a diminuição da oxigenação dos tecidos. estão sendo abolidas das correspondências oficiais. levando ao óbito. 02 Quais os riscos da doença para a população? Resposta possível: O paciente corre o risco de ter queda brusca na pressão arterial. Ex: Encaminho a Vossa Senhoria.

LÍNGUA PORTUGUESA AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. chamando-lhes a atenção para o destinatário do texto: Conceito Os pronomes de tratamento são formas de distinção e respeito.: Vossa Senhoria nomeará o substituto. escrita e análise linguística. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. leitura. 167 . ou a quem se dirige à comunicação). peça aos estudantes que leiam com atenção o ofício da aula anterior. levam a concordância para a terceira pessoa. nominal e pronominal. é pertinente afirmar que os pronomes de tratamento foram utilizados de modo adequado? Professor (a). Vossa Excelência conhece o assunto. Em relação ao destinatário. explorando as práticas de oralidade. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala. Os Pronomes de Tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal. Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução: Ex. Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo. militares e eclesiásticas. Produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. u u u Prática de oralidade • • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. auxiliando-nos na referência às autoridades civis.

Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.planalto. explique aos alunos que o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. No envelope. Vice-Presidente da República. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor. Senhor Ministro. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores. no 123 01. Secretários de Estado dos Governos Estaduais. Embaixadores.165-900 – Brasília.010-000 – São Paulo. Deputados Estaduais e Distritais. para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo. Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional. seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República. Presidente da República. São de uso consagrado: Vossa Excelência. Auditores da Justiça Militar. DF A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10a Vara Cível Rua ABC. seguido do cargo respectivo: Senhor Senador. Ministros de Estado. DF A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor. Prefeitos Municipais.064-900 – Brasília. Oficiais-Generais das Forças Armadas. Ministro do Tribunal de Contas da União. Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial. c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores.gov. Juízes. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência.br/ccivil_03/manual/manual. Senhor Juiz.htm) 168 . Membros de Tribunais.LÍNGUA PORTUGUESA Professor (a). Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal. SP (Fonte: www. terá a seguinte forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70. Senhor Governador.

elabore um ofício solicitando à autoridade competente uma ação concreta que solucione este problema no Estado. Exª: Vossa Excelência 04 Reescreva o 1º parágrafo deste ofício. Prática de escrita DESAFIO Leia a charge abaixo e. bem como o Termo de Compromisso. Pense no destinatário (de quem é a competência para a solução deste problema?) e procure seguir as regras de elaboração de ofício. aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX.. qual pronome de tratamento deveria ser utilizado? V. incluindo o vocativo. 03 Se o destinatário do ofício fosse a Presidente da República.. de XX de XXXX de 2010. 169 . Excelentíssimo Senhor Presidente da República. inclusive observando a linguagem. 02 Por que o uso deste pronome de tratamento? Porque o destinatário é diretor de um departamento de um órgão público.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 1º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho em que aparece o pronome de tratamento. Vimos por meio deste encaminhar a Vossa Senhoria. Vimos por meio deste encaminhar a vossa excelência o Plano de Contingência para análise. em seguida. supondo que o destinatário fosse a Presidente da República.

que são as seguintes: o cabeçalho. sendo desnecessário o uso de tratamentos (DD.). – Digníssimo. 6 de março de 2012. consta o destinatário. logo mais abaixo fica o índice do ofício circular. Deve-se sempre iniciar com letra maiúscula e o vocativo adequado sempre seguido de dois pontos. pois trata-se de uma frase nominal. por exemplo). • Em • • O • Os 170 . sempre com ponto final. jamais poderão ser precedidos pelo zero. e após o ano. ou "Respeitosamente". sendo suficiente o pronome de tratamento Senhor (a). ou vírgula. geralmente no cabeçalho do ofício. os dias de 1 a 9. utilizada para autoridades de hierarquia superior. "Atenciosamente". corpo do texto conta com as informações da qual o órgão remetente deseja transmitir aos outros destinatários principais fechamentos utilizados são. por serem advérbios. Entre o índice e o vocativo são necessários de 2 a 4 espaços simples. O nome do mês sempre será em minúsculo. seguida é necessário informar o vocativo. É necessário que o signatário assine ou rubrique cada oficio. Os fechamentos são sempre seguidos de vírgula. No rodapé do ofício circular. conta com o timbre do órgão público. onde consta o número do ofício seguido do ano em que foi redigido (exemplo: 01/2012). em seguida consta o nome do município do órgão expedidor do documento e a data em que o ofício circular foi redigido (exemplo: São Paulo.LÍNGUA PORTUGUESA Síntese Caraterísticas de um ofício • Existem algumas normas que fazem parte da composição de um ofício. utilizados para autoridades de mesma hierarquia ou inferior. o que vai depender do tamanho do texto que constituirá o ofício.

São Paulo: Martins Fontes. Secretaria de Educação Fundamental. BRONCKART. SP: Mercado de Letras. Práticas de leitura em sala de aula. Mikhail.Primeiros passos. DIONÍSIO. ROJO. 2006. P. 1999. 11. _____. 2. p. Joaquim. Roxane Rojo (Org. Bernard e DOLZ. col. R. 280-326. Mauro de Salles (1939). Rio de Janeiro: Lucerna. A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Currículo em debate: Expectativas de aprendizagem-convite à reflexão e ação. O que é conto? 3ª edição. 1987. Luzia de.). Gêneros textuais e ensino. HOUAISSS. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. Goiânia: SEE-GO. 2006. GREGOLIN. Juiz de Fora: Lame/Nupel/ UFJF. Currículo em debate: Currículo e práticas culturais – As áreas do conhecimento. Terezinha Maria Barroso. Tradução de Anna Rachel Machado. Roxane. São Paulo: Educ. ed. Os gêneros do discurso. MACHADO. Caderno 3. Nº. 2000. SANTOS. Goiânia: SEE-GO. e BEZERRA. Brasiliense. In: Estética da criação verbal. Caderno 5. 171 . agosto de 1999. Campinas. Os gêneros escolares – Das práticas de linguagem aos objetos de ensino (Revista Brasileira de Educação).2008 SCHNEUWLY. Maria do Rosário e BARONAS. (Coleção As Faces da Linguística Aplicada). Dicionário MARIA. Secretaria de Educação – SEE. Atividade de linguagem. 2003. Roberto (Org. 1992. São Paulo. São Carlos. SP: Editora Claraluz. Maria Auxiliadora. Ministério da Educação.Referências bibliográficas BAKHTIN. Ângela.). A. Análise do discurso: as materialidades do sentido. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. J. Antônio (1915-1999) e VILLAR. 2002. Brasília: 2001.