Caderno Caderno educacional educacional

Material do professor Material do do professor professor Material

LÍNGUA PORTUGUESA Ciências ciências
Material de Material de apoio apoio

9
ano

o

Expediente
Marconi Ferreira Perillo Júnior Governador do Estado de Goiás Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretário de Estado da Educação Erick Jacques Pires Superintendente de Acompanhamento de Programas Institucionais Raph Gomes Alves Chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica Valéria Marques de Oliveira Gerente de Desenvolvimento Curricular Gerência de Desenvolvimento Curricular
Elaboradores Alex Sandra de Carvalho Arminda Maria de Freitas Santos Débora Cunha Freire Histávina Duarte Pereira Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé Lívia Aparecida da Silva Luiz Fabiano Braga dos Santos Márcia Mendonça Souza Marilda de Oliveira Rodovalho Myrian Marques Rosely Aparecida Wanderley Araújo

Sumário
Apresentação........................................................................................................................... 5 CONTO LITERÁRIO AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero........................................................................................................... 7 AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................12 AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 16 AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 25 AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 28 AULA 06 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 30 AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 34 AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 40 AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 43 AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 46 AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 49 AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 52 AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 60 AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 65 AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 68 AULA 16 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.................................. 71 EDITORIAL AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.........................................................................................................73 AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................79 AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 81 AULA 20 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 84 AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 86 AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 89 AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 91 AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 94 AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 96 AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 99 AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................100 AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................104

................................129 AULA 38 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.......................137 AULA 41 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero............................................ REQUERIMENTO.................................................................147 AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero......................122 AULA 36 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero................................................AULA 29 AULA 30 AULA 31 AULA 32 AULA 33 AULA 34 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.........................140 AULA 42 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.......132 AULA 39 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero ....................................................................161 AULA 49 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero .....................................................164 AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero....................................109 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero................................................................................................................118 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ..........................................................106 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero...........................................................................................................................................................................................167 Referências bibliográficas...144 AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.............................111 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero............................................... CARTAS AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...............................................158 AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...................................................................135 AULA 40 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.126 AULA 37 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero..................171 ....................................................................................................................................142 AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero...............................................................................................................150 AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.............................................155 AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero....................................................................120 ATA...............................114 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ............................

espera-se amenizar o impacto causado pela mudança do Ensino Fundamental para o Médio. jovens e adultos do nosso Estado. Assim. dentre elas. professor. estamos desenvolvendo. deste tipo. Lembramos que a proposta de criação de um material de apoio e suporte sempre foi uma reivindicação coletiva de professores da rede. buscando melhorar o desempenho de nossos alunos. com certeza.gov. reforçá-lo e melhorá-lo naquilo que for preciso. proporcionando uma educação mais justa e de qualidade. Dessa forma. A decisão da Secretaria pela unificação do Currículo para todo o Estado de Goiás abriu caminho para a realização de tal proposta.go.br Bom trabalho! 5 . criou o “Pacto pela Educação ” com o objetivo de avançar na oferta de um ensino qualitativo às crianças. fazer deste um objeto de estudo do aluno. Estamos abertos às suas contribuições. produzido por esta Secretaria. juntos. várias ações. também. entre em contato com o Núcleo da Escola de Formação pelo e-mail cadernoeducacional@seduc. conjuntamente. Proposta esta que não pode ser viabilizada antes em função da diversidade de Currículos que eram utilizados. Com isso. levando-o ao interesse de participar ativamente das aulas. sendo. Ele foi concebido tendo por finalidade contribuir com você. nós o convidamos para. este material será o primeiro de muitos e. contamos com a sua colaboração para ampliá-lo. com vistas à melhoria dos nossos indicadores. Somando esforços. sobretudo na 1ª série do Ensino Médio. Caso haja interesse para participar dessas elaborações. buscarmos o aperfeiçoamento de ações educacionais. dessa forma. A proposta de elaboração de outros materiais de apoio continua e a sua participação é muito importante. nas suas atividades diárias e. por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). poderá ser uma importante ferramenta para fortalecer sua prática em sala de aula. com sua ajuda. Sugerimos que este caderno seja utilizado para realização de atividades dentro e fora da sala de aula. Assim. necessários alguns ajustes posteriores. Esperamos.Apresentação O Governo do Estado de Goiás. a produção deste material de apoio e suporte. Por isso. reduzindo assim a evasão. Trata-se do primeiro material. busca-se adotar práticas pedagógicas de alta aprendizagem.

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Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar contos do mesmo autor. para o trabalho com o gênero Contos. Produzir a primeira escrita de um conto. Confeccione um caderno ou cartaz para registrar os livros lidos. de autores diferentes. esteiras. Para o Palanque do Conto decore um caixote. coloque os contos da Prateleira da Leitura. A Hora do Conto deve acontecer pelo menos uma vez por semana. Envolva todos no trabalho. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. leitura e escrita. do estilo de cada autor. dando-lhes tempo para que isto aconteça.Conto literário Professor(a). título do texto. construindo significados e inferindo informações implícitas. Após a leitura. suas emoções. Disponha as carteiras em círculo e. ilustrações. apresentar suas impressões. Peça-lhes que escolham aqueles que mais lhes agradar para uma leitura prazerosa. almofadas. 7 . bem como. O que devo aprender nesta aula u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. a descrição dos espaços e do tempo. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. explorando as práticas de oralidade. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. É importante que todos os estudantes escolham um exemplar para ler durante a semana e comentar no próximo palanque. durante a leitura. AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Diga aos estudantes que durante o trabalho com contos eles terão um momento somente para leituras do gênero – A Hora do Conto. a caracterização dos personagens. Organize a Prateleira da Leitura. nela coloque livros que contenham contos. Ler com fluência e autonomia. no centro. oportunize um tempo para que os estudantes apresentem a sua história no Palanque do Conto. e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. Oriente-os a relacionarem os títulos dos contos escolhidos no caderno de registros. despertando nos estudantes o gosto e interesse pela leitura de livros literários.

devendo descartar todos os fatos irrelevantes. 8 . que. Estreou na literatura ainda muito jovem com o romance Perto do Coração Selvagem (1943). tem sonhos. descobria ou pensava dava origem a uma história. Elas falam de gente que. Converse com os estudantes sobre o modo como as pessoas escrevem seus textos. Diga-lhes que as histórias sempre encantaram os seres humanos e que. participar dos acontecimentos. que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha. ao narrar um fato. conhecer suas aventuras e dramas e compartilhar suas alegrias e tristezas. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados no ano anterior. há outras. dificuldades e um enorme desejo de ser feliz. Tudo o que via. Uma boa história deve conter todas as informações que contribuam para dar vida e sentido ao texto. através das palavras de quem escreve. o conto é uma narrativa que pode ser contada oralmente ou por escrito. com o objetivo de retomar o trabalho com os gêneros textuais. professor(a). como você. por mais simples que seja. de Clarice Lispector. Entretanto. outras são tão sucintas que conseguem transformar uma história interessante numa simples informação. que ele aumentava ou modificava usando sua imaginação. é importante Antecipar aos estudantes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. Mas atenção. onde podemos acompanhar os seres que fazem parte das histórias. • Você conhece alguma história interessante? Qual? • Ouviu de alguém? Quem? • Leu em algum livro? Sabem quem é o seu autor? • O que mais lhe chama atenção nas histórias? Conceito Para o escritor Elias José. proponha à classe a leitura silenciosa do conto Felicidade clandestina.Rio de Janeiro RJ 1977) passou a infância em Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro. levando-o a viver a história. Prática de leitura Em seguida. como os escritores. do tema abordado. e apresentelhes o primeiro gênero a ser estudado no bimestre. somos transportados para outro mundo. Há pessoas que ao contar um fato qualquer acrescentam muitos detalhes desnecessários e isto acaba cansando o leitor.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). o fazem com tanta beleza e criatividade que emociona e prende a atenção do leitor. Procure saber o que a classe já conhece sobre o gênero: pergunte aos estudantes se gostam de ler e ouvir histórias. onde se formou em direito. bem como os objetivos deste estudo. do autor e do gênero textual! Clarice Lispector (Tchetchelnik Ucrânia 1925 . Pode-se dizer que o ser humano já surgiu contando contos.

era um livro para se ficar vivendo com ele. enquanto nós todas ainda éramos achatadas. em vez de pelo menos um livrinho barato. Como casualmente. esguias. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. nadava devagar num mar suave. Não me mandou entrar. completamente acima de minhas posses. com suas pontes mais do que vistas. Mas que talento tinha para a crueldade. os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira. disse-me que havia emprestado o livro a outra menina. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. as ondas me levavam e me traziam. enchia os dois bolsos da blusa. eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. e sim numa casa. altinhas. Na minha ânsia de ler. baixa. meu Deus.LÍNGUA PORTUGUESA Felicidade clandestina Clarice Lispector Ela era gorda. meio arruivados. ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. chupando balas com barulho. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia. comendo-o. onde morávamos. E. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo. que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. de Monteiro Lobato. nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas. o amor pelo mundo me esperava. literalmente correndo. Boquiaberta. com balas. 9 . Era um livro grosso. e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. E nós menos ainda: até para aniversário. dormindo-o. mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico. o dia seguinte viria. Olhando bem para meus olhos. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro. Ela toda era pura vingança. Tinha um busto enorme. de cabelos livres. Como essa menina devia nos odiar. sardenta e de cabelos excessivamente crespos. No dia seguinte fui à sua casa. andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. saí devagar. Como se não bastasse. Ela não morava num sobrado como eu. por cima do busto. Pouco aproveitava. informou-me que possuía As reinações de Narizinho.

E eu. E assim continuou. Meu peito estava quente. exausta. abria-o por alguns instantes. pode ter a ousadia de querer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. sem faltar um dia sequer. li algumas linhas maravilhosas. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser. Mal sabia eu como mais tarde. Mas. Até que um dia. Fingia que não o tinha.LÍNGUA PORTUGUESA com um sorriso e o coração batendo. mas você só veio de manhã. disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. adivinhando mesmo. não saí pulando como sempre.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa. o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. Saí andando bem devagar. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta. só para depois ter o susto de o ter. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era 10 . Pediu explicações a nós duas. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder. meu coração pensativo. Horas depois abri-o. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada. Houve uma confusão silenciosa. grande ou pequena. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer. adiei ainda mais indo comer pão com manteiga. também pouco importa. Até que essa mãe boa entendeu. Quanto tempo? Não sei. que eu voltasse no dia seguinte. comprimindo-o contra o peito. finalmente se refazendo. entrecortada de palavras pouco elucidativas. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. fechei-o de novo. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos. Chegando em casa. no decorrer da vida. Não. Quanto tempo levei até chegar em casa. enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. que não era dada a olheiras. Ela sabia que era tempo indefinido. não comecei a ler. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Peguei o livro. fingi que não sabia onde guardara o livro. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. apareceu sua mãe. fui passear pela casa. ao vento das ruas de Recife. de modo que o emprestei a outra menina. achava-o. às vezes adivinho. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Foi então que. quando eu estava à porta de sua casa.

Como demorei! Eu vivia no ar. Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de um conto. Havia orgulho e pudor em mim. Professor(a). Felicidade Clandestina . Rocco . Em seguida. inferir informações etc. 04 De que forma a filha do livreiro demonstra sua crueldade? Possibilidade de resposta: Sempre inventando uma desculpa para não emprestar o livro à colega que tanto o desejava.. sua felicidade aparece como um sentimento “clandestino”. Desperte a sua imaginação. 1998 Professor(a). Os estudantes devem compreender que várias interpretações são possíveis e aceitáveis. professor(a). só para se redescobrir possuidora dele. desde que respaldadas pelo texto. estabelecer relações. voltando ao texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. 01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto? Possibilidade de resposta: A personagem protagonista ganhou permissão para ficar com o livro pelo tempo que desejasse. aqui. já que nem ela mesma pode se conscientizar de sua própria felicidade para que esse sentimento não acabe. oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. mas o deixa no quarto e finge esquecer que o possui. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. Dessa forma. 03 O que causou prazer à personagem protagonista? Possibilidade de resposta: O fato de poder ficar com o objeto tão desejado pelo tempo que quisesse. para que você possa planejar as intervenções necessárias. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. discuta com eles as respostas dadas. mostrandolhes as várias possibilidades de interpretação levantadas.Rio de Janeiro. sem tocá-lo. após a leitura. Às vezes sentava-me na rede. 02 O que causa o sofrimento da protagonista? Possibilidade de resposta: Não conseguir o seu objeto do desejo (o livro). use uma boa dose de criatividade e mãos à obra! A ideia. Assim. 11 . Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. balançando-me com o livro aberto no colo.LÍNGUA PORTUGUESA a felicidade.. Eu era uma rainha delicada. Parece que eu já pressentia. em êxtase puríssimo.Ed. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto.

em revistas. contos. proponha à classe uma leitura compartilhada do texto O conto se apresenta. literatura juvenil e ensaios. 12 . de Moacyr Scliar (Vol. Refletir sobre as características do conto com base no texto de Moacyr Scliar. Tem mais de cinquenta livros publicados. explorando as práticas de oralidade. Autor premiado. em Porto Alegre. algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema.os escritores. leitura e escrita. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Conto literário. escritas por gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. no seu texto “O conto se apresenta”. o teatro e a televisão. em livros. lançou diversos livros no exterior. Prática de oralidade Professor(a). para transmitir ideias . do tema abordado.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. do autor e do gênero textual! Moacyr Scliar nasceu em 1937. que aparecem em jornais. 2001). entre romances. 2 da Coleção Literatura em Minha Casa. construindo significados e inferindo informações implícitas. Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. contos literários são histórias sobre gente comum. Conceito De acordo com Moacyr Scliar. antecipando-lhes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Retomar a produção inicial.

Não sou pessoa como você. Existe um conto. somos até velhos amigos. não adianta olhar ao redor: você não vai me enxergar. o conto de mistério? Sou eu. Devo lhe dizer que sou muito antigo. Aquele conto. Por exemplo. E então eu apareço. Mas ele não sabe o que responder. O Conto. sem que ninguém note. qual a minha idade. de modo que lá pelas tantas o grande tigre bota a lua para fora de novo. É o que vou fazer agora. Na verdade. Eles têm medo de escuro. As pessoas vão lembrar esse conto por toda a vida. vamos dizer assim. o Conto. Então alguém olha para a lua e pergunta: por que é que as vezes a lua desaparece? Todos se voltam para um homem velho. do Saci-Pererê. em homenagem a você. muito tempo. É uma coisa natural. aquele mistério não existe mais. Uma voz que fala com você ao vivo. Surjo lá da escuridão e.LÍNGUA PORTUGUESA O conto se apresenta Moacir Scliar Olá! Não. E quando as crianças da tribo crescerem e tiverem seus próprios filhos. Todos estão encantados. brilhante. Mas a lua não é uma coisa muito boa para comer. E felizes: antes. aqueles enormes tigres e outras mais. Todos escutam o conto. não como eles são. está sentada em redor da fogueira. Sou. Faça o seguinte: feche os olhos e imagine uma cena. aqueles que vivem nas cavernas. E ela aparece no céu. Você já me ouviu falando de Chapeuzinho Vermelho e do Príncipe Encantado. Vejo que você ficou curioso. mulheres.E ele conta. havia um mistério: por que a lua some? Agora. Existe uma história que fala de coisas que eles conhecem:tigre. Quer saber coisas sobre mim. Todo mundo: homens. uma voz. comer – mas fala como essas coisas poderiam ser. conto muitas histórias. Falo de muitas coisas. É uma história sobre um grande tigre que anda pelo céu e que de vez em quando come a lua. mas nunca falei de mim próprio. de reis. de bruxas. Ou então que lhe fala dos livros que você lê. Esperam que o homem dê a resposta. É de noite e uma tribo dos nossos antepassados. Sabe o contos de fadas. E a lua some. vão contar a história para explicar a eles por que a lua some de vez em quando. crianças. como estou fazendo agora. que é uma espécie de guru para eles. que brota de dentro da gente. lua. Porque contar histórias é uma coisa que as pessoas fazem a muito. Não fique tão surpreso assim: você me conhece. falo baixinho ao ouvido do velho: – Conte uma história para eles. Eu. E começo me apresentando: eu sou o conto. uma cena que se passou há muitos milhares de anos. porque no escuro estão as feras que os ameaçam. 13 .

Já não são histórias sobre deuses. Escreva uma história. em revistas. A inspiração não vem de fora. – Escreva uma história. sobre criaturas fantásticas. não. você não concorda? Com a escrita. que duram séculos. Na verdade. ele gosta do que escreveu. mesmo à distância. Então ele senta. Como eu. Eu me apresento. E assim vão surgindo escritores. de repente tem uma ideia muito boa. Procuro uma moça muito delicada. é assim que eu existo: quando as pessoas falam em mim. E é nesse momento que eu tenho uma grande ideia. assim como você ficou. a escrita. Os contos deles aparecem em jornais. sim. Uma inspiração. com aquela boa ideia. vamos dizer assim. Num primeiro momento. para os amigos. eu existo somente como uma voz. Nota que algumas coisas não ficaram muito bem. É uma história sobre uma criança. e escreve uma história. A gente tem muitas boas ideias. como me apresentei a você. portanto. ele já havia pensado nisso. Agora estou ali. E as pessoas vão gostar de ler. pode crer. Todos gostam. muito sensível. E então. Então escreve de novo. são histórias sobre gente comum – porque as histórias sobre 14 . uma história muito bonita.LÍNGUA PORTUGUESA No começo. quando as pessoas narram histórias – sobre deuses. Ele não me vê. Ele lê o que escreveu. que permitem que pessoas se comuniquem. E eu vou em frente. A boa ideia já estava dentro de nós. E de novo. Você vai gostar de escrever. Mas tinha dúvidas: ele. Uma grande invenção. sobre monstros. sobre criaturas fantásticas – vão aparecer em forma de palavras escrita. Como você não me vê. em livros. escrever uma história? Como aquelas histórias que todas as pessoas contavam e que vinham de um passado? Ele. naqueles sinais chamados letras. para a namorada. Você sabe o que é inspiração? Inspiração é aquela descoberta que a gente faz de repente. Não. cara. E aquelas histórias – sobre deuses. Mesma coisa: – Escreve uma história. digo-lhe que estou ali com uma missão especial – com um pedido. Histórias que atravessam os tempos. sobre monstros. Mostra para outras pessoas. escrever uma história? E assinar seu próprio nome? Será que pode fazer isso? Dou força: – Vá em frente. Aí surge a escrita. em escrever uma história. ele fica surpreso. E aí. todos se emocionam com a história. Ela escreve. não é uma coisa misteriosa que entra na nossa cabeça. E mais uma vez. só que a gente não sabia. sobre criaturas fantásticas. chego perto de um homem ainda jovem.

02 Por quem foi escrita? Por Clarice Lispector. Companhia das Letrinhas. São Paulo. como colegas de escola.LÍNGUA PORTUGUESA as pessoas comuns muitas vezes são mais interessantes do que histórias sobre deuses e criaturas fantásticas: até porque deuses e criaturas fantásticas podem ser inventados por qualquer pessoa. a inspiração. está cheia de emoções. as narrativas da tradição oral. para transmitir ideias. Prática de leitura Em relação ao conto Felicidade clandestina. faça uma leitura oral do texto com a classe. pode haver conto. existem escritores. • escritas por gente que sabe usar as palavras – os escritores. de Clarice Lispector. chamando a atenção dos estudantes para referências importantes. Alguns deles – grandes escritores. Professor(a). inclusive envolvendo personagens reais. 15 . em revistas. Era uma vez um conto. como surgem os escritores de contos etc. as ideias que motivam a escrita de um conto. 03 Onde foi publicada? No livro que tem o mesmo título do conto: Felicidade Clandestina. Onde há gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. 04 Para que foi escrita? Para transmitir ideias de uma forma emocionante. O mundo da nossa imaginação é muito grande. e tendo por base as características do conto apontadas por Moacyr Scliar. É perfeitamente possível que este fato aconteça realmente. como: os vários tipos de histórias existentes. 2002.2. • aparecem em jornais. com ela. • para emocionar pessoas. vol. Mas a nossa vida. o surgimento da história escrita. em livros. E onde há emoção. a vida de cada dia. -------------– Eu sou o conto. a invenção da escrita e. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do conto. responda às questões abaixo: 01 Esta é uma história de gente comum? Por quê? Sim. para transmitir ideias. apresentadas por Moacyr Scliar de forma tão leve e prazerosa: • histórias sobre gente comum.

abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido. Professor(a). explorando as práticas de oralidade. Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. para emocionar o leitor. AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. construindo significados e inferindo informações implícitas. antes de publicarem seus textos. medeie esta atividade. envolvendo pessoas comuns. Ler contos. identificando seus elementos e características próprias. com base nas anotações feitas por você. Retomar a produção inicial. assim como fazem os escritores famosos. 16 . durante a leitura dos textos. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu conto. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu uma história possível de acontecer. leitura e escrita. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero.

se já leram algum texto da autora. uma só ação e poucos personagens • Todos os ingredientes do conto convergem para o mesmo ponto • Deve emocionar quem o lê • Os fatos neste gênero literário acontecem em curto espaço de tempo: já que não interessam o passado e o futuro. o que acham que irá acontecer na história. Prática de leitura Professor(a). um só drama. apresente à classe o conto. Aproveite o momento para dizer-lhes quem é Lygia Fagundes Telles. neste momento. identifiquem os elementos do conto. 2001). Lygia Fagundes Telles nasceu em 1923 na cidade de São Paulo. Professor(a). aqui. as coisas se passam em horas. de Luzia de Maria Prática de oralidade Como exemplo dessas particularidades. e checagem dos fatos durante a leitura. de Lygia Fagundes Telles (Vol. Premiadíssima contista. Pergunte a eles se conhecem a história. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. acrescentamos. em caso negativo. façam inferências das informações que não estão explícitas no texto. trazemos para você o conto Biruta. certamente lhe causará um efeito singular. como As meninas. o suporte textual e os recursos de que a escritora utilizou para emocionar o leitor etc. que impressões tiveram etc. concreta e objetiva Texto adaptado do livro O que é conto. Sugira aos estudantes que verifiquem as hipóteses levantadas no momento da antecipação. algumas particularidades deste gênero textual: • É um texto em prosa que contém um só conflito. 17 . dentre eles o conto Biruta. escreveu vários contos. proponha a leitura silenciosa do conto abaixo. que. ou dias • A linguagem do conto é direta. onde mora até hoje. originalmente publicado na sua obra Histórias escolhidas (1961). da Coleção Literatura em Minha Casa. por sua grande emotividade e beleza. Também escreveu romances de grande repercussão. o que o título “Biruta” lhes sugere.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito À leveza do conceito de Elias José e Moacyr Scliar.

Tinha mãos de velho.. Por que Biruta não se emendava.. como daquela outra vez que você arrebentou a franja da cortina. Andava com dificuldade. tenho que sair! – Já vou indo – respondeu o menino enquanto removia a água da bacia. arregaçou as mangas que já escorregavam sobre os pulsos finos. – disse Abonso pousando a bacia ao lado do tanque. próprios de uma testa franzida no esforço da meditação. uma orelha em pé e a outra completamente caída. que não acredito. Ajoelhou-se. lembra? Você se lembra muito bem. O cachorro saiu de dentro da garagem. que vamos ter uma conversinha. anda ligeiro com essa louça! – gritou Leduína. Leduína também. Abuso? Não me lembro de nada. sim senhor. ouviu? Ouviu. Voltou-se para o cachorro. o focinho entre as patas e baixou a orelha. Biruta fez isso. E seu rostinho pálido se confrangeu de tristeza.. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. A orelha caída ergueu-se um pouco. Biruta! Se fosse uma carteira nova! Me diga agora o que é que ia acontecer se ela fosse uma carteira nova!? Leduína te dava uma suna e eu não podia fazer nada. – Leduína disse que você entrou no quarto dela – começou o menino num tom brando. Agora. murchas. – Já está escurecendo. enfiou. Com um gesto irritado. Mas se fosse uma carteira nova. aparecendo por um momento na janela da cozinha. inclinando interrogativamente a cabeça ora para a direita. não precisa fazer essa cara de inocente!. ora para a esquerda. êh. Biruta fez aquilo. aguda e reta.. tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada para seus bracinhos finos. ambas as orelhas estavam no mesmo nível.LÍNGUA PORTUGUESA Biruta Lygia Fagundes Telles Alonso foi para o quintal carregando uma bacia cheia de louça suja. Biruta! – chamou sem se voltar. – E subiu em cima da cama e focinhou as cobertas e mordeu uma carteirinha de couro que ela deixou lá. por quê? Por que não se esforçava um pouco para ser meihorzinho? Dona Zulu já andava impaciente. Biruta?! – repetiu Alonso lavando furiosamente os pratos. – Biruta. 18 . Entre elas. – Alonso. formaram-se dois vincos. A carteira era meio velha e ela não ligou muito.” – Lembra sim senhor! E não adianta ficar aí com essa cara de doente. Era pequenino e branco. como se quisesse apreender melhor as palavras do seu dono.. Sacudiu as mãos cheias de espuma. Biruta deitou-se.. Seu olhar interrogativo parecia perguntar: “Mas que foi que eu fiz. enquanto a outra empinou. as pontas quase tocando o chão. – Sente-se aí. Biruta. Biruta sentou-se muito atento.

“Alonso. Biruta já estava lá. 19 . comendo tranquilamente.. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. “que é que eu faço. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. – Por que você não arrebenta as minhas coisas? – prosseguiu o menino elevando a voz. vinham visitas para o jantar. Você vai ver se ganha alguma coisa. Lambeu-lhe as mãos. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda. – Você sabe que tem todas as minhas coisas pra morder.LÍNGUA PORTUGUESA Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. piscando. Biruta. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. Biruta?! E se fosse a carteira de dona Zulu? Já desinteressado. E agora Biruta mordera a carteirinha de Leduína. Leduína. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. precisava encher os pasteis. seu ladrãozinho! Quando ele voltou à garagem. Biruta mascava uma folha seca. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. mas ela continuava batendo com aquele mesmo vigor obstinado com que escovara os cabelos. não sabe? Pois agora não te dou presente de Natal. batendo como se não pudesse parar nunca mais. com a posta de carne entre as patas. apanhei por sua causa. piscando os olhinhos temos. Binuta estava lá. Não faz mal. mas não faz mal. – Porque fiquei com medo. Os dedos foram ficando roxos. – Atrevido! Ainda te devolvo pro asilo. Lambeu-lhe as lágrimas. batendo. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. “Biruta. Isso tinha acontecido há duas semanas. deitado bem em cima do travesseiro. Tinha bem viva na memória a dor que sentira nas mãos corajosamente abertas para os golpes da escova.” Biruta então ganiu sentidamente. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. o focinho entre as patas. Você vai ver!. – Mas por que você escondeu o resto? – perguntou a patroa.. Alonso arrancou-lhe a carne. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim. aproximando-se. – Está aqui. Leduina ficou desesperada. E se fosse a carteira de dona Zulu? – Hem. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. Lágrimas saltaram-lhe dos olhos. as duas orelhas caídas. está acabado.

E espiou apreensivo para debaixo do fogão. Resmungou ainda enquanto empilhava a louça na bacia. mas duas vezes já me protegeu. Por que não entendiam isso? Não fazia nada por mal. Como a reação tardasse. pelo amor de Deus! Cresça logo e fique um cachorro sossegado. Tinha então a certeza de que não estava acontecendo nada. estirando as patas dianteiras. – Ai. dependurando-se com os dentes na barra do seu avental. ajeitando a caçarola no colo. – Hoje é dia de Natal. menino. mordendo-lhe os tornozelos. Biruta. Você vai jantar sozinho. – Chega de dormir. com bastante pelo e as duas orelhas de pé! Você vai ficar lindo quando crescer. Biruta. Por que dona Zulu tinha tanta raiva de crianças? Uma expressão desolada amarfanhou o rostinho do menino. ele inclinou-se para agarrar o cachorro. bocejou com um ganido e levantou-se. Eles vão jantar fora. menino. – Aproveita. Era tão bom quando Biruta resolvia se sentar! Melhor ainda quando dormia. Mas Biruta esquivou-se. seu vagabundo! – disse Alonso espargindo água no focinho do cachorro. que o Biruta judiou de mim!. é como se a gente não existisse. como as crianças. Biruta dormia profundamente. calou-se. A empregada pôs-se a guardar rapidamente a louça. Biruta seguiu-o aos pulos. Em seguida. Tem ainda arroz e carne no forno.. O menino equilibrou penosamente a bacia na cabeça. eu sei que vai!” – Alonso! – Era a voz de Leduína. Leduína. lançou-lhe um olhar furtivo. Biruta era como uma criança. “Por que dona Zulu tem que ser assim? O doutor é bom. latindo. queria só brincar. Já está quase noite. esperando qualquer reação por parte do cachorro.. cresça logo. Biruta abriu os olhos. O menino vergou o corpo sacudido pelo riso. Alonso então sorriu. seu bandidinho! – riu-se Alonso. quer dizer. A trégua. Alonso suspirou. – Deixe de falar sozinho e traga logo essa bacia. eu também tenho a minha festa.LÍNGUA PORTUGUESA Girou sobre os calcanhares.. Por que dona Zulu tinha tanta raiva dele? Ele só queria brincar. aproveita! Assim que colocou a bacia na mesa. Biruta. Leduína tem aquele jeitão dela. Estendeu-lhe uma caçarola com batatas: – Olha aí para o seu jantar. – Mas só eu vou jantar? – surpreendeu-se Alonso. Dois olhinhos brilharam no escuro: Biruta ainda estava lá. Voltou-se para Leduína. nunca se importou nem comigo nem com você. Ah. dando as costas ao cachorro.. – Aproveita que eu estou com a mão ocupada. Só dona Zulu não entende que você é que nem uma criancinha. – O que o seu filho vai ganhar? 20 . – Alonso inclinou-se. num longo espreguiçamento.

. Um dia. sabe. as mãos abertas em torno da vasilha.O bom Jesus é quem nos traz a mensagem de amor e alegria”. me dava sempre dois pacotinhos em lugar de um.. irradiou-se para todo o rosto uma expressão dura.. se ela pudesse ouvi-lo! “. Deixou cair na caçarola a batata já fria. Vivia me atormentando que queria um cavalinho.. Ah. – Por que ela não ficou com você? – Ela disse uma vez que ia me levar. A madrinha. Por que. Biruta? Seu vagabundo! vagabundo!. Pois não prometera levá-lo? Não prometera? Nem lhe sabia o nome. Inutilmente a procurava entre as moças que apareciam no fim do ano com os pacotes de presentes. ela disse. Deles. apareciam umas moças com uns saquinhos de balas e roupas. sua fisionomia iluminou-se. Alonso encolheu-se um pouco. – Lá no asilo. – Pensei que você já tivesse 21 . Fechou-a nas mãos arroxeadas. Alonso baixou o olhar. não sabia nada a seu respeito. O menino sorriu também. – Já chega os que a gente tem. Biruta! Está com fome. Leduína. Depois. Com aquele dinheirinho que você me deu. Biruta também vai ganhar um presente que está escondido lá debaixo do meu travesseiro.. – Nada.. vai encontrar o cavalinho dentro do sapato dele. – Quando ele acordar amanhã. Apertou os olhos. Inutilmente cantava mais alto do que todos no fim da festa.. Tinha uma que já me conhecia. era apenas “a madrinha”. – Êh.. E encolheu os ombros. E de repente.. Ele não vai mais mexer em nada. – Também.. é muita responsabilidade tirar criança pra criar! – disse Leduína desamarrando o avental. – Ainda não foi pra sua festa. Perguntei à toa. Mas ela estava sorridente. no Natal. Leduína? – Hoje cedo ele não esteve no quarto de dona Zulu? O menino empalideceu. um casaquinho de malha e uma camisa. tem a bolinha só pra isso. A porta abriu-se bruscamente e a patroa apareceu. quando então se reunia aos meninos na capela. Leduína? – perguntou a moça num tom afável. A voz suavizou.. E ficou em silêncio. Leduína? Por quê? Que foi que aconteceu? Ela hesitou. lembra? Agora ele não vai precisar mais morder suas coisas. – Só se foi na hora que fui lavar o automóvel. Puxou o cachorro pelo rabo. que queria um cavalinho. não sei por que ela não apareceu mais. morna ainda. Sabe. Sondou a fisionomia da mulher. me deu sapatos. Abotoava os punhos do vestido de renda.LÍNGUA PORTUGUESA – Um cavalinho – disse a mulher. Alonso pegou uma batata cozida. Dois anos seguidos esperou por ela..

está bem. Baixou os olhos. nada de desordens! Se você se comportar. – Te espero acordado. ele não sabia o que dizer.. – E lá tem doces. tenha juízo.. não empresta? O automóvel já está na porta. – Foi hoje que Nossa Senhora fugiu no burrinho? 22 . fez-lhe uma última carícia. que o Biruta estava limpinho e que ficaria contente de emprestá-lo ao menino doente. Apertou-lhe a pata. – Hoje tem festa em toda parte. O rosto do menino resplandeceu. Biruta baixou as orelhas. precisando do Biruta! Abriu a boca para dizer-lhe que sim. Biruta? Você vai numa festa! – exclamou. Ponha ele lá que estamos de saída. não está? – prosseguiu a mulher.. amanhã cedinho te dou uma coisa. – acrescentou num sussurro. hem? Tem um presente no seu sapato. Alonso tentou encobrir-lhe a fuga: – Biruta. E sorriu desculpando-se: – Até de mim ele se esconde.. ela voltou-se para Alonso: – Então? Preparando seu jantarzinho? O menino baixou a cabeça. – Voltouse para a patroa. com a boca encostada na orelha do cachorro. doutor. com doces. vai ficar radiante.se. Alonso aproximou-se. Mas não demore muito! O patrão já estava na direção do carro. Biru.o no assento do automóvel e afastou-se correndo. Alonso ainda beijou o focinho do cachorro. – Numa festa com crianças. Vou te esperar acordado. pelo amor de Deus. O pequeno está doente. Alonso pôs-se a mastigar pensativamente. ganiu dolorido e escondeu-se debaixo do fogão. o pobrezinho.. – Mas. – Decerto. Deixe ele aí atrás.. tem crianças.. Leduína? A mulher já se preparava para sair. Então me lembrei de levar o Biruta emprestado só por esta noite. Você empresta seu Biruta só por hoje. beijando o focinho do cachorro. inclinando-se para fazer uma carícia na cabeça do cachorro. – E antes que a empregada respondesse. Viu. ele não quer outra coisa! – Fez uma pausa. Ele adora cachorros. Em seguida. não. Dona Zulu pedindo Biruta emprestado. – O Biruta está limpo. seu sem-vergonha! – repetiu. – O Biruta. colocou. Sentou. A mulher pousou a mão no ombro do menino: – Vou numa festa onde tem um menininho assim do seu tamanho. com tudo! Numa festa... Biruta! Cachorro mais bobo.. – Está bem. Quando ela lhe falava assim mansamente. O homem voltou-se ligeiramente.LÍNGUA PORTUGUESA saído. Mas então era isso?!. – Biruta vai adorar a festa! – exclamou assim que entrou na cozinha. deu agora de se esconder. Mas sem dar-lhe tempo de responder a mulher saiu apressadamente da cozinha.

– Por que você está rindo? – Nada – respondeu ela pegando a sacola. Leduína. Alonso concentrou-se: – Estava. – Dona Zulu estava linda. encarou-o. Biruta não vai mais voltar. Mas não te disse nada e agora de tardinha. só nós dois! – Riu-se metendo uma batata na boca. Engoliu com dificuldade o pedaço de batata que ainda tinha na boca. o Biruta não vai voltar. não gosto. e mais aquilo. E de repente ficou sério. Dirigiu-se à porta. Levantouse.. Hoje cedo ele foi no quarto dela e rasgou um pé de meia que estava no chão.. que ele tinha que ir embora hoje mesmo. Não adiantou. Decidiu-se: – Olha aqui. Você não achou que hoje ela estava boazinha? – Estava. estava muito boazinha. Vacilou ainda um instante.. eu não gosto. não? – Não vai o quê? – perguntou Alonso pondo a caçarola em cima da mesa. Não vai fazer mais isso nunca. Mas eu não gosto dessa história de enganar os outros. entendeu? Ela mentiu pra você. Vão soltar o cachorro bem longe daqui e depois seguem pra festa. Leduína. Mas antes. Depois então é que aquele rei manda prender os três.. – Sabe. – E tão boazinha. você não precisa dizer pra dona Zulu que ele mordeu sua carteirinha. eu me escondia com ele no meio do mato e ficava morando lá a vida inteira. Alonso observou-a. O doutor pediu pra ela esperar.. Pela primeira vez. menino. e mais isso. Amanhã ela vinha dizer que o cachorro fugiu da casa do tal menino. eu já falei com ele. já surrei ele. É melhor que você fique sabendo desde já. Ela ficou daquele jeito. hoje era Natal. parecia querer dizer qualquer coisa de desagradável e por isso hesitava. Leduína? – Não vai mais voltar. se algum rei malvado quisesse matar o Biruta. Foi hoje que Jesus nasceu. você ia sentir muito. 23 . se eles gostam de enganar os outros. contraindo a boca..LÍNGUA PORTUGUESA – Não. E julgou adivinhar o que a preocupava. eu prometo que não. – Sabe. A mulher voltou-se para o menino. escutei a conversa dela com o doutor: que não queria mais esse vira-lata. – Não vai o quê. enquanto você lavava a louça. que amanhã dava um jeito. ouvindo o ruído do carro que já saía.

vai jantar. não. – e desta vez só os lábios se moveram e não saiu som algum. – Não?. Alonso. A voz era um sopro.LÍNGUA PORTUGUESA Alonso fixou na mulher o olhar inexpressivo. foi saindo para o quintal. responda aos questionamentos abaixo: 01 O conto Biruta tem poucos personagens? Quem são? Sim. – Biruta. Abriu a boca. Editora Ática. Para a estrema crueldade de dona Zulu que chega ao ponto de tirar o cãozinho do garoto. familiar. 03 A história acontece em um curto espaço de tempo? Delimite-o! Sim. 24 . Tirou debaixo do travesseiro uma bola de borracha. Muito tempo ele ficou ali ajoelhado. vol. A porta de ferro estava erguida.. A luz fria do luar chegava até a borda do colchão desmantelado. De conto em conto. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro.. Leduína. 2002. Estendeu a mão tateante. Vai. Dirigiu-se à garagem. Linguagem direta.. – Biruta – chamou baixinho. sem avisá-lo. – Não se importe. Ela perturbou-se. num andar de velho. 04 Que tipo de linguagem é utilizada no conto. 02 As ações convergem para o mesmo ponto? Qual Sim. Alonso cravou os olhos brilhantes num pedaço de osso roído. Bateu desajeitadamente no ombro do menino.2. Ajoelhou-se. Ele deixou cair os braços ao longo do corpo. objetiva. Em relação ao texto lido e tendo por base o conceito apresentado por Luzia de Maria. dona Zulu e seu marido. São Paulo. segurando a bola. Depois apertou-a fortemente contra o coração. filho. Biruta. E arrastando os pés. na noite de Natal. meio encoberto sob um rasgão do lençol. – Que gente também! – explodiu.

leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. explorando as práticas de oralidade. O que você sentiu durante a leitura? Converse com os colegas sobre isso. este é o momento de aprimorar a sua escrita.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome novamente o seu conto e observe esses elementos: há poucos personagens? O espaço de tempo é curto? Onde se passa a história que você criou? Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. É bom compartilhar o que sentimos. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. construindo significados e inferindo informações implícitas. a ponto de envolver e comover os leitores. durante a leitura dos textos. medeie esta atividade. Percorra os grupos para observar as impressões e os comentários dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pela autora para tornar a história tão interessante. 25 . Prática de oralidade Você leu um conto muito comovente. divida a turma em duplas. Vamos lá? Professor(a). Professor(a). Ler com fluência e autonomia. peça que extravasem as emoções provocadas pelo conto e relatem experiências semelhantes vividas por eles ou pessoas conhecidas. com base nas anotações feitas por você. Ler contos. identificando seus elementos e características próprias.

está na fala de Leduína. ponto de vista e enredo. o que acontece antes vem contado antes. quer dizer. para confirmar suas hipóteses. daí o significado da troca de presentes. Enredo: é a organização dos fatos e ações vividas pelos personagens. Como todos os textos de ficção.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. menciona-se a palavra “automóvel”. 26 . Essa ordem pode ser linear. Outro elemento do conto. numa determinada ordem. o que acontece depois vem contado depois. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. em meados da década de 60 ou 70. proporcionar alegria e felicidade ao (à) outro (a). em seu caderno. Às vezes essa ordem linear pode ser interrompida para voltar ao passado. quando ela diz a dona Zulu que aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. relembrando algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. ao invés de presentear Alonso. 03 Por que a escolha desse dia para desfazer-se de Biruta torna mais cruel a atitude de Zulu? Porque. dentre outros indícios. 02 Em que dia do ano se passa a história? Em que momento desse dia? Sim. o desejo de fazer o bem. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. Tempo: uma história passa-se num tempo determinado. personagens. E é exatamente neste dia que dona Zulu. termo pouco utilizado nos dias atuais. Este último procedimento recebe o nome de técnica da retrospectiva ou flash-bach. claramente que a história não é atual. A partir dos elementos mencionados. a celebração do nascimento de Jesus costuma sensibilizar as pessoas. pode-se deduzir que a história se passa no século XX. decide retirar dele o seu único presente. tempo. voltando ao texto sempre que necessário. espaço. que demarca o tempo em que se passa a história. de fantasia ou imaginação. aflorando sentimentos que possam ter ficado adormecidos durante todo o ano. 01 A partir desses elementos você consegue deduzir a época em que acontece essa história? Percebe-se. e responda-as. ao invés de “carro”. No conto Biruta. o conto apresenta um narrador. como a solidariedade. Atualmente há açougues em supermercados que ficam abertos até durante a noite.

_______________ d) Alonso empresta Biruta a dona Zulu. h. às vezes. ou poderia se recordar. este é o momento de fazê-lo. socialize a atividade.LÍNGUA PORTUGUESA 04 A ordem linear dos fatos e ações no conto Biruta foi interrompida em algum momento? Quando? Sim. _______________ Resposta: Presente: a. é interrompida com a volta ao passado e recordação de algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. ao lado de cada fato apresentado: a) Alonso lava a louça numa bacia _______________ b) Alonso volta à garagem triste e sozinho. os que são contados no momento em que acontecem e os que são relembrados pelo personagem Alonso. Vamos lá. Observe se algum personagem do seu texto se recorda. f Professor(a). de forma a sistematizar dois importantes elementos do conto: tempo e enredo. _______________ e) Animado. Caso você não tenha utilizado a técnica do flash-bach e perceba que poderia tê-la utilizado para maior coerência interna do seu texto. e. Quando Alonso se recorda de coisas passadas. chamada de retrospectiva ou flash-bach. mãos à obra! DESAFIO Identifique. Leve-os a perceber que a ordem linear dos fatos e ações vividas pelos personagens. Alonso recebe a visita da madrinha. escrevendo presente ou passado. Alonso conversa com Leduína sobre o pedido de Zulu _____________ f ) Dona Zulu bate em Alonso por causa da carne Que Biruta roubou ___________ g) Leduína conta a Alonso a verdade sobre Biruta _______________ h) Alonso entrega a louça a Leduína na cozinha _______________ i) Biruta é colocado no carro e parte com Zulu e o doutour. de algum fato passado. g. dentre os fatos abaixo. d. i Passado: c. b. _______________ c) No asilo. faz com que o personagem Alonso se recorde de coisas passadas. 27 . Prática de escrita Retome o seu conto e observe especialmente o enredo e o tempo. Essa técnica.

personagens. o conto apresenta um narrador. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. e responda-as. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. espaço. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. converse sobre o enredo e o tempo de cada conto. para confirmar suas hipóteses. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. em seu caderno. Escute o que eles têm a lhe dizer sobre o que você criou. construindo significados e inferindo informações implícitas. de fantasia ou imaginação. inicie esta aula. depois de ler as produções de todo o grupo. ponto de vista e enredo. explorando as práticas de oralidade. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre o tempo e o enredo dos seus contos. voltando ao texto sempre que necessário. Prática de oralidade Professor(a). Ler contos. identificando seus elementos e características próprias. Ler com fluência e autonomia. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. tempo. 28 . Reúna com dois ou três colegas e. Como todos os textos de ficção.

na garagem.  Espaço: é o lugar onde se passam as ações e fatos vividos pelos personagens. Podem ser caracterizadas fisicamente (aparência. • Qual é o assunto do conto Biruta? A solidão e a luta de Alonso pela sobrevivência e para proteger o seu querido cão. Conflito: é o principal acontecimento a partir do qual se desenvolve a história. é aquele em torno do qual se desenvolve o enredo. • Como era Alonso física e psicologicamente? Uma criança de bracinhos finos. tratava Alonso com extrema crueldade. Não se manifestava frente às atitudes cruéis da esposa.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Personagens: seres que vivem as ações. mãos e andar de velho. no fundo do quintal da casa. através do que fazem ou do que o narrador diz sobre elas. a empregada da casa. Personagem principal. manifestou uma certa pena do garoto. cor. sofrido mas muito amoroso. nos trabalhos domésticos. No caso do conto Biruta. ou protagonista. • Como era o relacionamento de Alonso com Biruta? Por que o cãozinho era tão importante para ele? Biruta era o único e inseparável amigo de Alonso. companheiro e único amigo. no canto da garagem. No texto Biruta. Que diferença há entre elas. mas Alonso e Biruta não compartilham do espaço ocupado pelo casal. Tinha olhinhos ternos e mexia em tudo. carinhoso e amigo de Biruta. como uma criança travessa. • Como era Biruta? Por que mexia nas coisas e as estragava? Era pequenino e branco. 29 . idade etc. Dormiam juntos no mesmo colchão. Dormia em um colchão. quanto ao modo de tratar o menino? Dona Zulu era má. Leduína. • Compare dona Zulu e Leduína. as ações acontecem na casa de dona Zulu. percebemos o relacionamento entre eles. • Que tipo de trabalho fazia e onde dormia? Auxiliava Leduína. • Por que dona Zulu adotou Alonso? Para desenvolver uma espécie de trabalho escravo na sua casa. quando decide lhe revelar o destino de Biruta naquela noite. uma orelha em pé e a outra completamente caída.). Através do enredo. • Como o marido de dona Zulu se relacionava com Alonso? Com indiferença. apesar de não demonstrar amor e carinho por Alonso. Alonso é o personagem principal.

LÍNGUA PORTUGUESA

Qual é o espaço reservado a Alonso e Biruta na casa de dona Zulu?
A garagem, no fundo do quintal.

Que relação há entre esse espaço e a forma como Alonso é tratado pela dona da casa?
O espaço reservado a Alonso na casa de Zulu (a garagem no fundo quintal) revela que o menino era tratado pela dona da casa como um empregado, um escravo, e não como alguém da família.

Verossimilhança: é a coerência ou lógica interna da história. Os fatos narrados , mesmo inventados, devem decorrer uns dos outros de forma que o leitor aceite que possam ter ocorrido; o leitor precisa ser convencido de que os fatos narrados são possíveis na história.

Como você avalia a verossimilhança no conto Biruta?
O conto Biruta é verossímil, pois os fatos narrados, mesmo que inventados, poderiam perfeitamente acontecer na história.

Professor(a), com o objetivo de contribuir para a ampliação dos conhecimentos sobre o gênero em estudo, socialize a atividade, de forma a sistematizar os demais elementos de um conto.

Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se está claro para o leitor quem é o personagem principal e os secundários na história criada por você. Procure aprimorar suas características físicas e psicológicas, por meio das suas ações, pensamentos, atitudes e relacionamentos. Atente-se, ainda, para o assunto e o espaço criados por você. Não se esqueça de cuidar também da verossimilhança. Mãos à obra

AULA 06

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.

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LÍNGUA PORTUGUESA
O que devo aprender nesta aula
u u u

Ler contos de autor goiano. Conhecer a cultura local, com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. Analisar o emprego de adjetivos e locuções adjetivas para a caracterização das personagens e dos espaços no conto. Perceber a existência de preconceitos com relação à sexualidade, à mulher, ao negro, ao índio, ao pobre, à criança, ao velho, ao homem do campo, nos contos populares lidos. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor, título do texto, ilustrações. Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Produzir a primeira escrita de um conto.

u

u u u u

Conceito

Há duas maneiras de caracterizar um personagem, seja ele linear ou complexo: uma é pela qualificação, outras pelas ações. No primeiro caso, o personagem é descrito pelo narrador ou por outros personagens: características físicas (estaturas, aparência, idade, cor etc.), características psicológicas (personalidade, qualidade e defeitos, sonhos, desejos, emoções, pensamentos, frustrações, carências), características sociais (família, amizades, atividades, situação econômica etc.). No segundo caso, o personagem vai-se definindo pelo que faz, isto é, por suas ações o leitor vai percebendo quem ele é. Algumas vezes essas ações não são externas: passam-se na cabeça dos personagens, são ações interiores, psicológicas. Entretanto, essas duas possibilidades se completam, pois os autores recorrem tanto à qualificação quanto à ação para mostrar a personagem.
Prática de oralidade
Professor(a), neste momento, apresente à classe o conto, utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes, bem como a apresentação do autor do conto.

Hugo de Carvalho Ramos nasceu na Cidade de Goiás, no Largo do Chafariz, a 21 de maio de 1895, e morreu na mesma cidade, no dia 12 de maio de 1921. Considerado um dos grandes nomes do conto brasileiro, escreveu seu único livro Tropas e Boiadas (1917), do qual o conto Ninho de Periquitos faz parte.

Você conhece o autor da história?

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LÍNGUA PORTUGUESA
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Você já leu outros textos desse autor? O título o “Ninho de periquitos” lhe sugere alguma coisa? O que você acha que irá acontecer na história?

Prática de leitura

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda às questões que se seguem:
Proponha à classe a leitura silenciosa do conto Ninho de Periquitos de Hugo de carvalho Ramos. Peça-lhes que durante a leitura observem bem as personagens. Pergunte aos estudantes se gostaram da história, se conhecem alguma história parecida, que sentimentos ela lhe despertou. Comente que o autor utilizou uma linguagem regional, valorizando a cultura local e respeitando a variedade linguística – o sertanejo – especificamente.

Ninho de periquitos
Hugo de Carvalho Ramos

Abrandando a canícula pelo virar da tarde, Domingos abandonou a rede de embira onde se entretinha arranhando uns respontos na viola, após farta cuia de jacuba de farinha de milho e rapadura que bebera em silêncio, às largas colheradas, e saiu ao terreiro, onde demorou a afiar numa pedra piçarra o corte da foice. Era pelo Domingo, vésperas quase da colheita. O milharal estendia-se além, na baixada das velhas terras devolutas, amarelecido já pela quebra, que realizara dia antes, e o veranico, que andava duro na quinzena. Enquanto amolava o ferro, no propósito de ir picar uns galhos de coivara no fundo do plantio para o fogo da cozinha, o Janjão rondava em torno, rebolando na terra, olho aguçado para o trabalho paterno. Não se esquecesse, o papá, dos filhotes de periquitos, que ficavam lá no fundo do grotão, entre as macegas espinhosas de “malícia”, num cupim velho do pé da maria-preta. Não esquecesse... O roceiro andou lá pelos fundos da roça, a colher uns pepinos temporões; foi ao paiol de palha d’arroz, mais uma vez avaliando com a vista se possuía capacidade precisa para a rica colheita do ano; e, tendo ajuntado os gravetos e uns cernes da coivara, amarrava o feixe e ia já a recolher caminho de casa, quando se lembrou do pedido do pequeno. – Ora, deixassem lá em paz os passarinhos. Mas aquele dia assentava o Janjão a sua primeira dezena tristonha de anos; e pois, não valia por tão pouco amuá-lo.

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mas assassina. toda atostada desde a época da queima pelas lufadas de fogo que subiam da malhada. apoiando a mão molesta à casca carunchosa da árvore. que abria ao mormaço crepuscular da tarde a galharada esguia. os olhinhos redondos. num movimento ainda mais brusco. malignamente. assentada sobre a forquilha da árvore. inferir informações etc. a fitá-lo ameaçador. encimada a testa duma cruz..LÍNGUA PORTUGUESA O caipira pousou a braçada de lenha encostada à cerca do roçado. E enrolando o punho mutilado na camisola de algodão. cerce quase à juntura do pulso. enquanto olhava admirado. O réptil. estabelecer relações. mostrando a língua bífida. na bifurcação do tronco. vivamente. rebuscando lá por dentro os dois borrachos. Então. a terrível urutu do sertão. sem vacilar. matuto e cabloco. à altura do peito. Professor(a). as alpercatas de couro cru a pisar forte o espinharal ressequido que estralejava. 33 . aparecia à aberta do cupinzeiro. saiu do cerrado.. possuíam salvação. O matuto sentiu uma frialdade mortuária percorrendo-o ao longo da espinha.. caipira. sobranceiro e altivo. rasgara-lhe por dois pontos. preparava-se para novo ataque ao importuno que viera arrancá-lo da sesta. E. sacou da bainha o largo “jacaré” inseparável. onde uma chispa má luzia. num gesto instintivo. entranhou-se pelo grotão-nesses dias sem pinga d’água – galgou a barroca fronteira e endireitou rumo da maria-preta. persistentes. decepou-a noutro golpe. Perdido. a palma da mão. Era uma urutu. O lavrador alçou com cautela a destra calosa.. calcando duro. Roceiro. amputando-lhe a cabeça dum golpe certeiro. fitando-lhe. que foi rasgando entre dentes.. Mas tirou-a num repente. rumo de casa. É que uma picadela incisiva. 01 O autor utiliza vários sinônimos para se referir ao pai de Janjão. como um deus selvagem e triunfante apontando da mata companheira. Ali mesmo.. e o caboclo. após a leitura. voltando a si do estupor.. escancarava a boca negra para o nascente a casa abandonada dos cupins. para a qual a mezinha doméstica nem a dos campos. oblonga. mas perfidamente traiçoeira. e pulando de outro lado.. Localize-os no texto e registre no caderno. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. chispando as pupilas em cólera. surpreendido. uma cabeça disforme. completamente perdido. passou a perna por cima. dolorosa. onde um casal de periquitos fizera ninho essa estação. lavrador.

nas suas ações e nas informações da leitura do conto Ninho de Periquitos. coivara. explorando as práticas de oralidade. o autor lhe atribui as seguintes qualificações: “ uma cabeça disforme.” 04 Vocês notaram que há muitas palavras desconhecidas no texto que não fazem parte no nosso cotidiano. todas as ações denunciam que ele é um homem do campo. com base na sua vida. Não. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. leitura e escrita. oblonga. entre outras. encimada a testa duma cruz. Respontos. má. 34 . pois a cobra é caracterizada pelas suas qualificações e não pelas suas ações. alpercatas. psicológicas e sociais para o pai de Janjão. construindo significados e inferindo informações implícitas. 03 A cobra é caracterizada da mesma forma que o pai de Janjão? Justifique sua resposta. Ler com fluência e autonomia. No texto.LÍNGUA PORTUGUESA 02 A caracterização do pai de Janjão se dá pela qualificação ou pelas ações que desenvolve na história? Se dá pelas ações que o pai de Janjão desenvolve. olhinhos redondos. Produção escrita DESAFIO Crie características físicas. AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. onde uma chispa. Retire do texto algumas delas e pelo contexto tente atribuir um significado. identificando seus elementos e características próprias. malhada. bífida. Ler contos.

o desfecho. o conto tem sua estrutura fechada desenvolve uma história e apenas um clímax. espaço. personagens. facilmente identificado pelo leitor. Aproveite o momento também para falar-lhes um pouco sobre este autor goiano. Pico máximo dos acontecimentos. diferente. Veio para Goiânia em 1938. Com A Fronteira (Revolução Constitucionalista de 1932 e Minha Vida de Menino). com atenção. Mas curto que a novela ou romance. tempo. neste momento. Escreveu vários contos. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. Bariane Ortêncio nasceu em Igarapava. ponto de vista e enredo. Os conflitos desenvolvidos alcançam. de fantasia ou imaginação. dentre eles o Velho e os urubus. O clímax é o momento de maior tensão e intensidade no conto. engraçado. ou não. onde mora até hoje. A história do conto tem uma conclusão. surpreendente. Prática de oralidade Professor(a). com a obra Cartilha do Folclore Brasileiro. O desfecho nem sempre traz uma solução. em seu caderno. um estágio de solução. 35 . São Paulo no dia 24 de julho de 1923. voltando ao texto sempre que necessário. originalmente publicado na sua obra Meu tio-avô e o diabo. Classicamente diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão. o conto apresenta um narrador. muitas vezes. ganhou o prêmio CLIO da Academia Paulistana da História e edição premiada pelos Correios. • • • • Você conhece essa história? O que o título lhe sugere? Já leu algum texto deste autor? Que impressões tiveram etc. Prática de leitura Leia o texto abaixo. Como todos os textos de ficção. momento de auge no qual as ações atingem sua máxima expressão. O desenlace pode ser feliz. trágico. apresente à classe o conto. Toda a estrutura do enredo parece direcionada para este momento culminante da história. dentre elas: Prêmio João Ribeiro/1997. em seguida responda às perguntas. o final é aberto e deixa o caminho livre para a imaginação do leitor.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. Recebeu várias premiações.

Como se pertencesse à família. Como se chamava ela? Ele sabia? Não. tinha na chegada dos urubus o seu único entretenimento. algumas chitas e as chinelas baratas. as asas com V. que quase nada fazia. a ordenha das poucas vacas. trocando de posições no banco duro. contava os seus urubus. Esperava até que chegasse o último. pouco depois do pouso das aves amigas. a perrenguice lhe tolhendo as vontades.LÍNGUA PORTUGUESA O velho e os urubus De primeiro nem sabia quantos. do outro lado da cerca. muito fácil do Velho contar os urubus. nascente incandescendo. eram doze. pegou na opinião. O Velho. a doença caminhando em ritmo acelerado. No quarto. fácil. O dia rompendo. sem perder altura. o cigarro feito no capricho. o alívio. atentando. asas abertas. assentado no banco do alpendrão. Ele. bem em frente à casa. alguns mais que-fazeres e o leite indefectível com farinha. galgando as alturas no bater das asas. a garantia do sono sossegado. procurando jeito. quando se retirava. beiradeando o curral. Não se fechavam para a nascente. Recolhia-se cedo. e planavam por muito tempo. Quando chovia à noite. como velhas rezando. Voavam em círculos sob o domínio dos olhos do Velho. o clarear. uma árvore seca. distração de velho solitário. enxugavam as penas. o caneco costumeiro de café forte e quente. lá deles. Ali sentado. saciado com o prato de leite com farinha de milho. Dos outros mais serviços. como nos outros dias. para onde se largavam os urubus. Pegara-a meninota. O Velho despertava antes dos urubus e saía para o relento de orvalho. de dois e até de três. hora certa. a Afilhada se ocupava. os bichos preparando-se para levantar voo. Agora. Um ou outro punha-se em formato aerodinâmico. combinados. um a um. À tarde vinham do poente de um. era pelo passado. se interessando. além disso. o balde na mão para a ordenha. deixava o fervido de ervas para o Padrinho banhar as varizes anais. procurando as camadas de ar favoráveis. e mergulhava 36 . E não se retirava enquanto eles não chegassem. ficava olhando. ipê de grande porte. Era. chamavam-na a Afilhada. O pouso. Só dormia assim: após a chegada dos urubus e do leite com farinha. mas depois foi reparando. Ela também o chamava de Padrinho e jamais lhe soube o nome. fazia um pouco de tudo e não recebia pagamentos. não se lembrava mais. Passatempo. as hemorroidas ardendo. reparando o horizonte. a velha ainda vivia. que nunca passou de cria da casa. os urubus. Preparando o cigarro. eles ficavam esperando o sol sair e. E passou a contá-los todos os dias. tais aviões deixando a base. divisando-os assim que surgissem as pintas negras no sol entrante.

depois curva ascendente. Andava disputando a vida com o ipê seco. o mais para conferir os amigos negros que não passavam de onze. o bicho vindo alto... que não vinha. contava. que se andasse muito. Era roxo ou era amarelo? Não se lembrava. descrevendo. assim. Ele também já pouco se levantava do catre. que vasculhassem a pedreira. Onde andaria o seu urubu? Precisava ir à pedreira. Nove. Quando voltavam mais cedo para o pouso. pedindo-lhe encarecidamente. cismado. madornas. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus. por muito tempo. E ele as acompanhava. nem folhas.. arrancaram as cascas medicinais do seu ipê condenando-o. sempre assim. Eram seis. como se uma dama de negro fechasse o seu leque. que sempre há um dia. não errara. Mas um dia. depois. Não havia errado? Não. aperreado. assim sempre. o que foi feito em vão. Lá vinha vindo o onze. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. mas impossível para ele. Mas não estava. temperando com o oscilar de asas. rodando. seu agrado. mentalmente. Passavam-se os dias e nada do urubu aparecer. uma por uma. começavam a surgir as pintas pretas. Virou obsessão. o doze mais atrás. Era o espetáculo para o Velho amigo. que mal clareava. entra não entra. E.. Malvados. ele beirando a cerca de arame. Aí ele se recolhia satisfeito como se tivesse cumprido importante missão. que não era tão longe. nervoso. como de fato.LÍNGUA PORTUGUESA para o solo num zumbido estridente. o volume aumentando até tornar-se realidade. mas que o ajudou a constatar o faltante. Onde estaria seu décimo segundo 37 . Oito. Mandou a Afilhada chamar aquele moço que sempre pegava alguma empreitada. até que chegasse a hora do retorno. encabulado. Ele sorvia em pequenos goles o café forte. Agora sete. sonhos malsonhados de sono maldormido. “Maldita hemorrêima!” – clamava. Depois juntava as asas. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. o canivete no alisamento da palha e na picagem do fumo. Nunca mais flores e.. Disse a ele. de há muito. A Afilhada entregava-lhe o caneco de café e levava o balde de leite para a cozinha. Buscara a lamparina. o Velho sabia que logo choveria. O Velho. que se embevecia. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali. Cada noite. o sangue lhe ocorreria até as alpergatas. o voo baixo e direto. O sol baixo. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. Dez. descendo reto no galho pouso. em coisinhas.. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. Ocupava-se.

Era alta madrugada.. será? – pensou o velho. O Velho já não se alimentava mais. Ele. Não queria nada. a Afilhada foi até o quarto levar o caneco de café. tão bonito. desde quando chegara àquela casa. avistava lá de cima as divisas da fazendola.. o bando se dirigindo para aquela direção. Não se alimentava nem mais com café e o cigarro. identifique: • Personagens o Velho e a Afilhada 38 . de um galho a outro. seguindo o seu urubu procurando as camadas favoráveis de ar. formado com os outros. o gadinho sendo. A Afilhada não tinha iniciativa. planando na gostosura!. com alegria. a convidá-lo. farfalhou em voo rasante pela cabeça do amigo. pois nunca. todos os doze urubus no velho ipê seco. afoito. Não alcançava as consequências. o sorriso dele. Aí o resplandecente bateu asas. Como já era tarde.. o Velho notou um clarão de aurora e levantouse.. Não sei. – Um remédio? O Padrinho quer um remédio? Ele negava com a cabeça. bem abertos.LÍNGUA PORTUGUESA apóstolo? E falava com eles. do reencontro. aceitou e partiu voando também. Agora nada mais. pelas tais e tantas cores. saltando no gingado desengonçado deles. o discão vermelho no horizonte. decerto respondendo que não sabiam. não! Queria era o seu urubu! – Ele voltou? – perguntou o Padrinho. Divisou. a cumprimentá-lo. Não chamou ninguém.. até que o sol se anunciou. ele aceitava. virou. as asas coloridas emanando luz. sempre fora mandada. 01 Tomando como base o conto lido. vira o padrinho sorrir. toda pompa. refulgente. na comemoração de volta do companheiro. Passava com o café e os inúmeros cigarros feitos. pintas pretas. o semblante no seu quieto de paz. resplendor.. sumindo. Se admirou e ficou também feliz. E este era todo raio de luz. talvez perscrutando horizontes. a esquadrilha da amizade. Estava disposto e leve. Alguns grasnavam. pela Afilhada. sumindo. o dia avançando. volteou a árvore. perguntando pelo desaparecido. O leite com farinha agora sendo pouco. Saiu para fora. E agora. fez círculos curtos em torno do Velho. na maior parte. feliz. que se juntaram. quase nada. – Não. – o que ela sabia contar não passava dos dedos de uma das mãos. acompanhando o seu urubu brilhante. os olhos abertos. ainda. Muito admirado. Um urubu-pavão. talvez o Padrinho aceitasse. não sabe como.

pois se reencontrou com o urubu que estava faltando. Mãos à obra! DESAFIO No conto lido o autor escreve as palavras “Velho e Afilhada” com as letra iniciais maiúsculas. casa . Caso estes elementos não estejam bem definidos. Fim de Tarde: O sol baixo. nascente incandescendo. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. Por que em sua opinião o autor faz isso? Resposta possível: A falta de identidade das personagens centrais da histórias revela a frieza das relações humanas (embora os personagens convivessem juntos ambos não sabiam seus respectivos nomes). 39 . curral. por que o Velho não sabia o nome da Afilhada? E por que a Afilhada não sabia o nome do velho? Resposta possível: Pelo fato de o autor querer mostrar a indiferença do relacionamento dos dois. • Espaço o espaço é a fazenda (curral. 03 Qual é o desfecho do conto? O velho morrer feliz. entra não entra Noite: Buscara a lamparina. Prática de escrita Este é o momento de você observar o clímax e o desfecho da sua produção inicial.alpendre.LÍNGUA PORTUGUESA • Tempo (exemplifique com elementos do texto) Manhã: O dia rompendo. que mal clareava • Conflito um velho já doente se aproximando da morte que tem como entretenimento contar os urubus. quarto) 02 Qual é o clímax desse conto? É o momento em que o velho conta os urubus e falta um deles. aprimore-os. 04 Em sua opinião.

retome os trechos abaixo. à classe. questionamentos sobre os tipos de narrador existentes nas narrativas: • • • Quem você acha que está contando essas histórias? Quem conta as histórias são os próprios personagens? Os narradores contam as histórias observando-as de maneira imparcial ou conhecem profundamente os personagens? 40 . Prática de oralidade Professor(a). O narrador em 1ª pessoa pode ser chamado de narrador personagem. Ele conta e participa da história como personagem. Ler com fluência e autonomia. neste momento. Ler contos. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. identificando seus elementos e características próprias. conhece suas emoções e pensamentos. explorando as práticas de oralidade.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. O narrador na 3ª pessoa pode ser o narradorobservador que conta a história na sem participar das ações. retirados dos contos “Felicidade Clandestina” e “O velho e os urubus” e direcione. de fantasia ou imaginação. mas ele conhece tudo sobre os personagens. E o narrador-onisciente que também conta a história em 3ª pessoa. O conto apresenta um narrador. construindo significados e inferindo informações implícitas. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. leitura e escrita. Esse narrador pode fazer a narração em 1ª ou em 3ª pessoa.

. Trecho 1 Felicidade clandestina [. Até que essa mãe boa entendeu. mas que o ajudou a constatar o faltante. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. Cada noite. pois no primeiro quem conta participa da história e no segundo não há essa participação. Buscara a lamparina. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. você acha que é diferente o modo de contar a história? Por quê? Resposta possível: É importante que o aluno perceba que há diferenças na forma de contar a história nos dois trechos. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. de modo que o emprestei a outra menina. 41 . o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus. responda às perguntas com atenção. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. Mas não estava.. que mal clareava.] Eu ia diariamente à sua casa. Pediu explicações a nós duas.] Mas um dia. Virou obsessão... rodando. quando eu estava à porta de sua casa.. mas você só veio de manhã. que sempre há um dia.. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [. que não vinha. voltando ao texto sempre que necessário. madornas. apareceu sua mãe... Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. em seu caderno.] Trecho 2 O velho e os urubus [. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. sem faltar um dia sequer. em seguida. sonhos malsonhados de sono maldormido. Até que um dia. Onde andaria o seu urubu? [. E eu. entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Houve uma confusão silenciosa. que não era dada a olheiras.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia os trechos abaixo e.] 01 Comparando os dois trechos. ele beirando a cerca de arame.

é um narrador personagem: “Eu ia diariamente à sua casa.”). O que acontecera com o meu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira.. não confundindo 1ª e 3ª pessoas. mas que me ajudou a constatar o faltante. a narrativa está em 1ª pessoa. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados.” Já no trecho 2.”).. o narrador-onisciente. Onde andaria o meu urubu? [. cuidando para que a escolha do foco narrativo perpasse todo o seu texto. Cada noite. 03 Reescreva o trecho 1 como se você fosse um narrador-onisciente. eu beirava a cerca de arame.. ou conhece as emoções e pensamentos das personagens. desta vez para observar o tipo de narrador que você empregou na sua história. que sempre há um dia. de modo que o emprestei a outra menina. suas emoções e pensamentos: “Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. ainda. que mal clareava. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. [. rodando. Até que essa mãe entendeu. [.. sem faltar um dia sequer. Eu busquei a lamparina. 04 Reescreva o trecho 2 como se você fosse um narrador personagem. sonhos malsonhados de sono maldormido. há um narrador em 3ª pessoa.. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. sem faltar um dia sequer. Onde andaria o seu urubu?” O narrador sabe que os sonhos do personagem eram malsonhados e que o sono era maldormido. Até que um dia... Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [.. Ele conhece tudo sobre os personagens. visto que o narrador conta e participa da história ao mesmo tempo. ou seja. 42 . quando ela estava à porta de sua casa. Procure ser bastante coerente. que não era dada a olheiras. Às vezes a menina dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. sonhos malsonhados de sono maldormido. deve observar também se o narrador é apenas um observador dos fatos.. que não vinha. é um narrador onisciente. A mãe pediu explicação as duas meninas.] Professor(a) é importante você ressaltar as marcas desse tipo de narração: a onisciência (“E ela. com os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. Eu saí do meu banco e andei daqui prali. Vale ressaltar. que não era dada a olheiras. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Que tipo de narrador está presente nos dois trechos? Exemplifique com partes do texto. E ela. o sol já havia entrado e a minha contagem só acusou onze urubus. Houve uma confusão silenciosa. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo.] Ela ia diariamente à sua casa. entrecortada de palavras pouco elucidativas.] Prática de escrita Retome mais uma vez a sua produção. que se você optou pela narrativa em 3ª pessoa. mas você só veio de manhã. e o emprego da 3ª pessoa: (“Ela ia diariamente. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa.. Virou minha obsessão. madornas. Resposta possível: No trecho 1.] Mas um dia. madornas. Mas não estava. apareceu a mãe da menina.

O presente indica uma ação. está previsto ou prestes a ocorrer. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. escrita e a análise da língua. atribua um significado para a expressão destacada. o futuro. Refletir sobre o emprego das flexões verbais. e o pretérito.LÍNGUA PORTUGUESA DESAFIO Leia o trecho abaixo. retirado do conto “O Velho e os urubus. Ler contos. por sua vez. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. explorando as práticas de oralidade. O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. ele beirando a cerca de arame. Verbos são palavras variáveis que têm a propriedade de localizar o fato no tempo em relação ao momento em que se fala. Ler com fluência e autonomia. algo que irá ocorrer após o momento em que se fala. Sempre que o autor quer marcar o grau de certeza de que um fato realmente ocorreu. Conceito Num conto literário os tempos verbais são de extrema de importância. Podem ser flexionadas em três tempos básicos: presente. construindo significados e inferindo informações implícitas. AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários.” Agora. identificando seus elementos e características próprias. utiliza o modo indicativo. leitura. que retrata situações consideradas reais por parte de quem fala. passado e futuro.” “Cada noite. se aplica a fatos anteriores ao momento da fala. que não vinha. 43 .

“que é que eu faço. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. Peça para que os alunos atentem-se às palavras que dão ideia de tempo. Biruta estava lá. dias ou períodos do dia.. responda às questões propostas: Professor(a). comendo tranquilamente.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a).. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. “Alonso. precisava encher os pasteis. • Retome os contos “Biruta” e “O velho e os urubus” e localize expressões que marcam o tempo.” Que palavras marcam o tempo? O tempo marcado por estas palavras está se realizando. No trecho do texto Biruta “Ajoelhou-se. retome o conceito do elemento tempo trabalhado na aula 4: uma história passa-se num tempo determinado. em seguida. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. Leduina ficou desesperada. com a posta de carne entre as patas. proponha a leitura silenciosa do trecho abaixo. o verbo. Biruta [. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. deitado bem em cima do travesseiro. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. Prática de leitura Leia o trecho a seguir. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. mas que existe uma classe gramatical responsável pelo estudo do tempo. neste momento. retirado do texto Biruta e. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. Alonso arrancou-lhe a carne. já se realizou ou ainda vai se realizar? Qual o nome da palavra que indica o tempo em que a ação se desenvolve? • • • Professor(a). vinham visitas para o jantar. 44 .] Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. saliente que o tempo não se restringe apenas às marcações de ano.

Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda.” “. 02 Você reparou que a maioria dos seguimentos aconteceram no passado. você não viu onde deixei a carne?” passado.] Prática de análise da língua 01 Identifique.” presente..” passado.. g) “Está aqui.. os contos. Em sua opinião por que ocorre isso? Resposta possível: É importante o aluno perceber que. dona Zulu?!” presente. dona Zulu?!” Em sua opinião. vinham visitas para o jantar. Leduína. por que a autora utilizou esse tempo verbal? Resposta possível: Porque. 03 No exercício número 1.” passado.LÍNGUA PORTUGUESA – Está aqui.pretérito) a) “Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. bem como no trecho acima.” passado. especificamente.” passado.” passado. h) “. deitado bem em cima do travesseiro. e) “Alonso arrancou-lhe a carne. 45 . retirados do conto “Biruta” os que se passam no momento em que acontecem (presente) e os que já aconteceram (passado . b) “Leduina ficou desesperada.. por isso há uma grande recorrência do tempo passado. há dois seguimentos no presente: “Está aqui. geralmente.. Leduína. retratam diálogos que acontecem no momento da narrativa.. dentre os seguimentos abaixo. apesar de o narrador contar um fato que já aconteceu. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim... escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. c) “Alonso.[.que é que eu faço. Leduína. retratam fatos que já aconteceram. que é que eu faço. estes seguimentos.. f ) “Ele então tirou a carne de dentro da camisa.. d) “Biruta estava lá.

leitura. escrita e a análise da língua. mensagens etc. O que devo aprender nesta aula u u Ler contos. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. explorando as práticas de oralidade. “Alonso arrancou-lhe a carne. autor. aprimore-os. pois Alonso já havia praticado as ações de arrancar e esconder a carne. identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. e voltar à cozinha. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como título do texto. Estabelecer relações entre partes de um texto.LÍNGUA PORTUGUESA 04 No trecho. Mãos à obra! AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. advérbios etc. identificando seus elementos e características próprias. Prática de escrita DESAFIO Este é o momento de você observar o emprego dos tempos verbais (passado e presente) em sua produção inicial.” O que os verbos destacados expressam com relação ao tempo verbal? Resposta possível: Expressam ações que ocorreram no passado e que no momento da narrativa elas já haviam sido concluídas. u u 46 . Caso estes elementos não estejam bem definidos. marcadas por conjunções. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. ilustrações. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha.

muitas vezes. de anterioridade. pelas expressões de tempo. Parou debaixo do poste. ajeitou a gravata e cuspiu de banda. Eles devem lembrar-se dos marcadores de tempos mais comuns: hoje. A primeira atividade. Antes de iniciar a leitura do texto. acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. pronomes. O que vocês acham que será o assunto do texto? Você conhece algum conto de mistério? Que tal contá-lo para a turma? Vamos ler hoje um conto do escritor Stanislaw Ponte preta. o objetivo dessa aula é mostrar que determinadas palavras são elementos que dão coesão ao texto. pergunte se eles se lembram de algumas palavras que indicam quando as ações acontecem. Você conhece este conto e o seu autor? Em caso negativo. intitulado “Conto de mistério”. como as anteriores. O objetivo desta atividade é tratar de algumas relações de sentido que determinados elos coesivos dão às frases. • • • Prática de leitura Professor(a). a percepção de uma determinada relação lógico-discursiva é enfatizada. expor suas ideias. proponha à classe a leitura silenciosa do texto “Conto de mistério”. Peça que façam frases em que apareçam essas palavras. de lugar. Faça-lhes as seguintes perguntas: • O título do texto é “Conto de mistério”. Deixe-os falar. quando necessário. Conto de mistério Stanislaw Ponte Preta Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada. permite uma concatenação perfeita entre as partes do texto. que se encontrava no café em frente. Imediatamente um sujeito mal-encarado. Inicie a aula. que hipóteses constroem com base nele. No local combinado. perguntando aos estudantes se eles já leram algum conto de mistério. Comente que algumas palavras indicam também a noção de tempo. Converse com eles sobre o título. estabelece relações lógico-discursivas e forma uma unidade de sentido coesa e coerente. parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. agora. converse com os estudantes. era quase impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. Dessa forma. amanhã. ontem. advérbios etc. se conhecem algum escritor do gênero. 47 . entre outros e. de suspense. de causalidade. caminhando pelos cantos escuros. de oposição. Lembre-lhes da importância de articular bem o texto. a identificação dos elementos que explicam essa relação.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Coesão e coerência: a utilização adequada dos elementos coesivos como conjunções. de posteridade. de juntar bem as partes usando uma palavra que dá o sentido que se quer dar ao trecho. de comparação. Prática de oralidade Professor(a). imagine o mistério de que trata o conto e o seu desfecho. trabalhará com a prática da oralidade. de Stanislaw Ponte Peta.

Logo uma dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente. dando a ideia de mistério. Ali estava: um quilo de feijão. O outro entrou num beco úmido e mal-iluminado e ele – a uma distância de uns dez a doze passos – entrou também. caminhando rente às paredes do beco. num ar triunfal.br. Sérgio (Stanislaw Ponte Preta) Conto de Mistério. Atravessou cautelosamente a rua. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo. PORTO. mal iluminado. certificou-se de que não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela. sepulcral. O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara.com. a sorrir de felicidade. via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. no centro.casadobruxo. Quando alcançou uma rua mais clara. Um aceno de cabeça foi a resposta. Saiu então sozinho.2012 01 O que poderia estar acontecendo para o personagem ter passado por tanto suspense para obter aquele simples quilo de feijão? Resposta possível: A escassez de alguns produtos e a dificuldade para adquiri-los. Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. pequena. esfumaçada. Mas o homem que ia na frente olhou em volta. O motorista obedeceu e. meia hora depois. Enfiou a mão no bolso. entrava em casa a berrar para a mulher: – Julieta! Ó Julieta. O que entrara com ele disse que ficaria ali. Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada onde. Consegui. 02 Alguns elementos linguísticos ajudam a construir o mistério no conto. Disponível em: www. A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental. Resposta possível: Escuro. úmido.12. Acesso: 11. assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço. entrou no café e pediu um guaraná. Ali parecia não haver ninguém. roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer. O marido colocou o pacote sobre a mesa.. tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro. Depois se virou para sair. 48 . Deu apenas um gole no guaraná e saiu.. Este passou o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. Por trás dela um sujeito de barba crescida. O outro sorriu e se aproximou: – Siga-me! – foi a ordem dada com voz cava. O silêncio era sepulcral.LÍNGUA PORTUGUESA Era aquele. Destaque alguns como os adjetivos que descrevem o ambiente.

Prática de escrita DESAFIO Que tal vocês modificarem o fim do conto? Crie um final bem interessante para o Conto de mistério. 03 No trecho: “Ali parecia não haver ninguém. AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Conto.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o trecho: “Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. exprime ideia de conclusão. explorando as práticas de oralidade. identificando seus elementos textuais. leitura. 02 Leia novamente este trecho: “Saiu então sozinho. Não se esqueça de usar palavras para criar emoção e suspense. Compreender o sentido global do gênero conto. Ler conto de mistério. caminhando rente às paredes do beco”.”A que termo a palavra ali se refere? Ali se refere ao “beco úmido e mal iluminado” onde os personagens entraram. escrita e análise da língua. O que devo aprender nesta aula u u u Ler contos em diferentes suportes. Que ideia expressa o termo destacado? A palavra quando estabelece no texto uma relação lógico discursiva que expressa ideia de tempo. Que ideia a palavra então expressa no contexto? Neste caso. 49 .

é importante que os estudantes vejam as características do conto de mistério a partir do próprio texto. é como se todo o tempo tentassem se esconder. 03 A partir do conto é possível fazer uma descrição dos personagens? Por quê? Resposta possível: Não é possível descrever os personagens porque em nenhum momento aparece uma descrição clara.. venha depressa! Houve um assalto aqui na Rua do Beco 45... a seguir. volte ao texto com os alunos e busque exemplos do que está sendo discutido. 04 E quanto ao ambiente? Como ele se encaixa no mistério do conto? Resposta possível: Também o espaço aparece parcialmente descrito ou então é descrito como sombrio. Professor(a). mesmo criminoso. situações suspeitas que deixam no ar a possibilidade de que algo inesperado vá acontecer a qualquer momento. perigoso. e responda às questões propostas: O Caso do Cofre Arrombado Alberto Filho O Inspetor Arruda acaba de receber um telefonema misterioso. Prática de leitura Leia outro conto de mistério. o medo e o desejo de saber são ingredientes importantes na trama e a investigação do enigma corresponde ao foco principal da história.. 50 . Uiii. acho que vou desmaiar. entre outros elementos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade 01 Retome o Conto de Mistério. estudado na aula anterior. Conceito Os contos de suspense ou mistério se caracterizam. por apresentar um crime ou um mistério a ser desvendado. há sempre um mistério a ser desvendado. A pessoa do outro lado da linha estava desesperada: – Por favor. Qual o seu tema? Resposta possível: O tema é a compra de um quilo de feijão como se fosse algo perigoso. O suspense. 02 Como se constrói o clima de mistério no conto? Resposta possível: O mistério vai se fazendo a partir de meias informações.

Chegando no local indicado. o desejo de desvendar a historia. O mesmo ainda estava desacordado. 02 Qual o mistério a ser resolvido? O mistério é descobrir quem roubou o cofre. Professor(a)..br/enigma_17a. Escreva um comentário comprovando que se trata realmente de um conto de mistério. a investigação do mistério como foco principal. O Inspetor aproveitou o tempo para analisar a cena do crime. não mais aguentei e desmaiei caindo no chão. Ainda consegui alcançar o telefone. sabe que o tesoureiro está mentindo. a descrição do local. o Inspetor entrou e viu uma pessoa caida no chão ao lado de um birô. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. o telefone não poderia estar intocado. a ligação foi interrompida.. Escapei por sorte. sobre o gancho. O inspetor ainda escutou o barulho de alguma coisa caindo no chão.. Professor(a). Pelo barulho parecia um corpo. e quando estava conversando com o senhor. que havia no local. a fala do homem. observe se os estudantes relacionam os elementos apontados no conceito como o mistério a ser resolvido. fora arrombado e limpo pelo gatuno. e constatou que um cofre.. as respostas poderão ser variadas.LÍNGUA PORTUGUESA E dizendo isso. Após analisar tudo o Inspetor concluiu que ele estava mentindo.htm 01 Leia o conceito apresentado acima e relacione-o ao conto lido. 04 A conclusão do inspetor ao final da investigação é de que o homem estava mentindo. 51 . já que não é dada nenhuma informação que leve a essa conclusão.. O homem ao acordar lhe relatou: – Sou o tesoureiro e o último a sair sempre.. O que levou o Inspetor a deduzir isso? http://sitededicas. Aproveite para mostrar aos estudantes a importância de serem dadas todas as informações necessárias à resolução do mistério.com. 03 Que pistas nos são dadas para a resolução do mistério? O telefonema. Em sua cabeça havia um grande galo. o que indicava que ele fora atingido por alguém. Um homem armado entrou na sala e me atingiu com uma coronhada.uol. Como ele poderia saber? O Inspetor Arruda.

E então. como resolveria esse caso? Escreva um novo desfecho com a sua versão. no momento do desmaio. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. as marcas da goianidade no conto lido. sobre o gancho. Partilhar com os colegas as percepções de leitura do conto lido. Observar o uso da língua de maneira a dar conta da variação intrínseca.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Você verá agora a solução para o mistério do cofre roubado. o falar cotidiano. o que você achou desse final? Se fosse você o autor. explorando as práticas de oralidade. 52 . o telefone não poderia estar intocado. Mas. o telefone tivesse caído no chão junto com ele. leitura. Seria mais lógico que ao interromper a ligação. não foi o que o inspetor encontrou ao chegar ao local do assalto. O que devo aprender nesta aula u u u u u Ler conto de autor goiano. AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. SOLUÇÃO: O Inspetor Arruda sabe que o tesoureiro está mentindo. com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. Conhecer a cultura local. Analisar as formas do oral. quando ainda a suposta vítima estava desacordada. escrita e análise da língua.

Enfim. que pretendia publicar. da feição surpreendente do episódio ou do modo como foi contado. cujos centros formavam um triângulo equilátero. com o objetivo de despertar nos estudantes a curiosidade e o interesse pela literatura goiana. dentre eles o Prêmio Jabuti. Apresente-lhes o título e o autor e pergunte-lhes se conhecem a história ou se já leram outros textos desse autor. em seguida. Para todo lado havia água. enfincou o calcanhar na lama. professor. voltou a Goiás. Recebeu vários prêmios. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado. – e apontou com o dedo para fora do rancho. Advogado. se já ouviram falar dele etc. em 1942. contista e romancista. onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal. Bernardo Élis Fleury de Campos Curado (1915 – 1997). mostre-lhes o livro (suporte textual) onde foi publicado este conto. e ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1975. Diga-lhes. debaixo da chuva miúda e continuada. – O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça. Em 1939. nasceu em Corumbá de Goiás (GO). um efeito de impacto. em quem o lê. A velha foi até a porta e lançou a vista. tá um mar d’água! Qué vê. riscando com o dedão uma circunferência no chão mole – outra e mais outra. Somente 53 . Prática de leitura Professor(a). ainda. Leia o texto abaixo e. que a história que irão ler aconteceu no interior de Goiás. transferiu-se para Goiânia. Fale um pouco desse grande escritor goiano e. de Bernardo Élis. Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto “Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá”. e no terreiro. inicie esta atividade antecipando com entusiasmo e emoção a leitura do texto Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. espia. Com um livro de poesias e outro de contos. Isto era simpatia para fazer estiar. poeta. rodou sobre ele o pé. vó – O rio já encheu mais? – perguntou ela – Chi. faça uma boa propaganda para que os estudantes façam antecipações e sintam-se motivados para a leitura do texto.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O conto deve produzir. fais um zoio de boi lá fora pra nois. tendo exercido as funções de prefeito por duas vezes. responda às questões propostas: Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá Bernardo Élis – Fio. E o menino voltou: – Pronto. Não conseguindo seu intento. se possível. Três círculos entrelaçados. mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro.

ora mais forte. irremediavelmente. mas nunca se mudara. pois o braço do rio aí era pequeno. cadela. pruquê senão a água leva nois”. que murcharam e se estorceram. estava agora uma lagoa. se Deus ajudá. A velha voltou para dentro. que ruiu. rouco. Estava ensopadinho da silva. filho da velha. nois se muda. Derrubou farinha de mandioca em cima. e o terceiro. O rancho se erguia num morrote a cavaleiro de terrenos baixos e paludosos. A calça de algodão cru do roceiro fumegava ante o calor da fornalha. arrastando-se pelo chão. já estava quase extinto pelas ervas daninhas. porém. A erva se incumbiu de arrasar o resto do gado e as febres as pessoas. feito um cachorro. A princípio fora seu marido: “– Nois precisa de mudá. – que é a maneira mais analfabeta de se esconder da chuva. Onde ele se agachou.” Há quarenta anos a velha Nhola vinha ouvindo aquela conversa fiada. como se fosse um zunzum subterrâneo. Dependurou numa forquilha a caroça. Uma noite que vinha vagaro­ samente. ora mais fraco. Nos tempos de cheias os habitantes ficavam ilhados. Ele morreu de maleita e os outros continuaram no lugar. nois se muda. Depois era o filho que falava assim. Era um feijão brancacento. aliás: era entrevada. o avô de Quelemente veio de Minas e montou ali sua fazenda de gado. como se pegasse fogo. nora de Nhola. um biruzinho sempre perrengado. A casa ficava num triângulo. Já tinha pra mais de oitenta anos que os dos Anjos moravam ali na foz do Capivari no Corumbá. 54 . pois a formação geográfica construíra um excelente apartador. se Deus ajudá. com a colher de pau. quando o velho morreu. ergueram um rancho de palhas. A velha trouxe-lhe um prato de folha e ele começou a tirar. No lugar da casa de telhas. Este ano mesmo. mas a passagem da várzea era rasa e podia-se vadear perfeitamente. é que estava mais enxuto. – Mãe. da água escorrida da calça de algodão grosso. o feijão quente da panela de barro. como o progresso de uma doença fatal. de que dois lados eram formados por rios. – tirou a camisa molhada do corpo e se agachou na beira da fornalha. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. entrou. o vau tá que tá sumino a gente. Daí para cá foi a decadência. Começou a escurecer nevroticamente. cozido sem gordura. Casara-se ali: tivera um filho. morreu de maleita.LÍNGUA PORTUGUESA para o sul. ou antes ainda. O gado. o filho Quelemente e o neto. com que entrouxava a bocarra. “– Este ano. a mulher dele. Agora a gente só ouvia o ronco do rio lá embaixo – ronco confuso. No tempo da guerra do Lopes. cascudo. Havia vinte anos apanhara um “ar de estupor” e desde então nunca mais se valera das pernas. E ainda continuaram no mesmo lugar a velha Nhola. por uma vargem de buritis. O Quelemente. para a várzea.

com um brilho aziago no olhar. Nem um relâmpago. Ele dormia com a roupa ensopada. foi-se todo o pano de parede. subterrâneo. trapos e a superfície do líquido tinha umas contorções diabólicas de espasmos epiléticos. De repente. alumiando seu rosto macilento e fuxicado. Nem uma estrela. de olhos abertos e embaciados. sem pressa de cessar. o pito da velha Nhola acendia-se e apagava-se sinistramente. Quelemente sentiu um frio ruim no lombo.Quelemente saiu ao terreiro e olhou a noite. As águas agitadas vieram banhar as pernas inúteis de mãe Nhola: – Nossa Senhora d›Abadia do Muquém! – Meu Divino Padre Eterno! O menino chorava aos berros. Ratos. sublinhado pelo uivo de um cachorro. baratas. Os torrões de barro do pau-a-pique se desprendiam dos amarrilhos de embiras e caíam nágua com um barulhinho brincalhão – tchibungue – tibungue. A palha do rancho porejava água. 55 . Sentiu um aperto no coração e uma tonteira enjoada. O rancho estava viscosamente iluminado pelo reflexo do líquido. aranhas. translúcida e pegajosa. Uma luz cansada e incômoda. fedia a podre. Nem um pirilampo. coités. tudo quanto é mundice entra pro rancho e eu num quero drumi no chão não. cuias. que aos poucos ia galgando a perambeira do morrote. grilos. tratando de subir pelos ombros da estuporada e alcançar o teto. – Com essa chuveira de dilúvio. Foi puxar o baixeiro e nisto esbarrou com água. Ela receava a baita cascavel que inda agorinha atravessara a cozinha numa intimidade pachorrenta. Ali pras bandas da vargem é que ainda se divisava o vulto negro e mal recortado do mato. Dentro da casa.o diabo refugiavase ali dentro. boiavam pedaços de madeira. No canto escuro do quarto. Não havia céu. que não permitia divisar os contornos das coisas. – Adonde será que tá o chulinho? Foi quando uma parede do rancho começou a desmoronar. Lá fora o barulhão confuso. derrubando dentro da casa uma infinidade de bichos que a sua podridão gerava. Dirigiu-se ao jirau da velha. viu? – pediu ela ao filho.LÍNGUA PORTUGUESA A chuva caía meticulosamente. Ela estava agachada sobre ele. sapos. Clareava as trevas o branco leitoso das águas que cercavam o rancho. entre as espumas alvas. A noite era feito um grande cadáver. Pulou do jirau no chão e a água subiu-lhe ao umbigo. Os gritos friorentos das marrecas povoavam de terror o ronco medonho da cheia. fugindo à inundação. – Ocê bota a gente hoje em riba do jirau. não havia horizonte – era aquela coisa confusa. mas aquele frio que estava sentindo era diferente.

Pelo vão da parede desconjuntada podia-se ver o lençol branco. os detritos da habitação. cujos olhos de pua furavam o breu da noite. As três pessoas agarraram-se freneticamente aos buritis. nego. escapar à cachoeira. agarrar-se aos galhos das árvores. mas sustinha satisfatoriamente a carga. tentado enxergar os barrancos altos daquele ponto do curso. sonambulicamente pesadas. leitosa do espaço repleto de chuva. Do contrário. arriando as palhas no rio. e começou a lamber a cara do menino. A correnteza pegou a jangada de chofre. e lá se foram derivando. soprando a água. as taquaras da parede. Era feita de paus de buritis amarrados por embiras. nego – Nhola chamou o chulinho que vinha nadando pelo quarto. O teto agora começava a desabar. que agora corria na garupa da correnteza. a fim de alcançar as árvores. – E o chulinho? – perguntou o menino. fê-la tornear rapidamente e arrebatou-a no lombo espumarento. nessa jangada improvisada. cá. com uma calma perversa de suplício. Ainda se tivesse certeza de que a enchente houvesse passado acima do barranco e extravasado pela campina adjacente a ele. – É o mato? – perguntou engasgadamente Nhola. De súbito. cujo rugido se aproximava de uma maneira desesperadora. emergindo do insondável – deviam ser as copas das árvores. Quelemente nadou. mas um tronco de árvore que derivava chocou-se com a embarcação. tremulo. Daí em diante o rio pegava a estreitar-se entre barrancos atacados. Era preciso evitar essa passagem. A embarcação mantinha-se a coisa de dois dedos acima da superfície das águas. podia-se salvar por ali. ora valsando em torvelinhos. A porta do rancho também ia descendo. mas a única resposta foi mesmo o uivo do cachorro. apanhou-a. Sim. depois de cair no canal. O que era preciso era alcançar a vargem. com o choque. O mato se aproximava. aos mansos boléus das ondas. por milhares de cálculos. discerniam-se sobre o líquido grandes manchas. Investigava a treva. Quelemente tentava atirar a jangada para a vargem. até cair na cachoeira. estralando. 56 . porém. a sirga não alcançou mais o fundo. Tudo isso descia em longa fila. o jeito era mesmo espatifar-se na cachoeira. mas não pôde nem mover-se: procurava. Esforçava-se para identificar o local e atinar com um meio capaz de os salvar daquele estrugir encapetado da cachoeira.LÍNGUA PORTUGUESA – Cá. O animal subiu ao jirau e sacudiu o pelo molhado. ora parando nos remansos enganadores. Quelemente viu a velha cair nágua. tirou do teto uma ripa mais comprida para servir de varejão. – que se diluía na cortina diáfana. com um vagar irritante. colocou em cima a mãe e o filho. sair por esse único ponto mais próximo e mais seguro. fugir dela. – e que arrastava as palhas.

O diabo da correnteza. Tapando a sua respiração. eram uns molambos sem governo. seus olhos. Era o rio que reclamava uma vítima. sufocando-o. As águas roncavam e cambalhotavam espumejantes na noite escura que cegava os olhos. ele sentiu sob seus pés o chão seguro. 57 . Não podia. Ali já não cabia ninguém. sufocando-o. Mas a velha tentava energicamente trepar novamente para os buritis. a senhora tá aí? E as águas escachoantes. os olhos fuzilando numa expressão de incompreensão e terror espantado.LÍNGUA PORTUGUESA A velha debatia-se. se tivesse pernas vivas. sob pena de irem todos para o fundo. onde ninguém se afogaria se a jangada afundasse. estuporado. enchendo sua boca de água. desequilibrou a jangada. não teria matado uma entrevada que queria subir para a jangada num lugar raso. Suas pernas. O choque com o tronco de árvore havia arrebentado os atilhos e metade dos buritis havia-se desligado e rodado. abraçando Quelemente com o manto líquido das águas sem fim. entretanto. A mãe. A velha não podia subir. A velha não podia subir. Matando seu filho que era perrengue e estava grudado nele. sem querer.. Aquele último coice. espumejando. entretanto. Ali era um lugar raso. Quelemente notou que aquele esforço da velha estava fazendo a embarcação perder a estabilidade. Ao cair. o arrastava. do céu entrevado. rugindo. presa ainda à borda da jangada. A nado. porém. Cujo ronco escurecia mais ainda atreva? – Mãe. com as unhas metidas no chão. que fugiu das mãos de Quelemente. Era raso. Devia ser a campina adjacente ao barranco. porém. refletindo cinicamente a treva do céu parado. estaria salva. as pernas escorrendo ao longo do rio? Quem sabe ela não tinha rodado? Não tinha caído na cachoeira. certamente teria tomado pé. apertando sua garganta. não teria dado dois coices na cara da velha. não havia força capaz de romper a correnteza nesse ponto. Ela afundou-se para tornar a aparecer. do céu defunto. Ah! se ele soubesse que aquilo era raso. Era a morte que chegava. presa ainda à jangada por uma mão. Nisso Quelemente notou que a jangada já não suportava três pessoas. ô. mãe! – Mãe. arrastando as pernas mortas que as águas metiam por baixo da jangada.. tapando seus ouvidos. Ela já estava quase abaixo das águas. Novo coice melhor aplicado e um tufo d’água espirrou no escuro. de tão forte. Quelemente segurou-se bem aos buritis e atirou um coice valente na cara aflissurada da velha Nhola. Mas quem sabe ela estava ali. despendendo esforços impossíveis por subir novamente para os buritis. um estorvo. desamparando-o no meio do rio. varrida de um vento frio e sibilante.

ora morria e Quelemente foi-se metendo por ele a dentro. na enchente do rio Corumbá. A água barrenta e furiosa tinha vozes de pesadelo. mãe! Eu num sabia que era raso. dando oportunidade para que todos participem dessa socialização. abaixo da cachoeira. timbres de mãe ninando filhos doentes. 1975 01 A que se refere o título do texto? À personagem de nome Nhola dos Anjos. resmungo de fantasmas. mãe! O barulho do rio ora crescia. até que a água lhe encheu a boca aberta. nalgum perau distante. empazinado. uivos ásperos de cães danados. O que podemos fazer para impedir esta ação da natureza? 58 . Como se sentiu ao ler a história? 2. ô. Abriam-se estranhas gargantas resfolegantes nos torvelinhos malucos e as espumas de noivado ficavam boiando por cima. com os estudantes em círculo. como flores sobre túmulos. Caminhos das Gerais. 04 Que final é reservado a Quelemente? Ele também morre afogado nas águas do rio Corumbá. lhe encheu os olhos arregalados. todos iriam para o fundo do rio. A enchente é uma ação que acontece nos dias atuais? 4. a empurrou para dentro do rio? Porque a jangada. Prática de oralidade Professor. – Mãe! – lá se foi Quelemente. 03 Qual foi a reação de Quelemente ao perceber que a mãe fora tragada pelas águas do rio? Quelemente fica totalmente desesperado. pois fora responsável pela morte de sua mãe.LÍNGUA PORTUGUESA – Mãe. lhe entupiu os ouvidos abertos à voz da mãe que não respondia. gritando dentro da noite. Se ela subisse. Proponha uma discussão coletiva. abra um espaço para os comentários sobre o conto lido. 1. e foi deixá-lo. ao invés de tentar salvar sua mãe. mãe de Quelemente que morre afogada. Você acha que este fato aconteceu realmente? 3. 02 Por que Clemente. não mais suportava três pessoas. – Espera aí. Rio de Janeiro. com os atilhos arrebentados no choque com a árvore. lhe tapou o nariz. Editora Civilização Brasileira.

• – Chi.. todas as palavras e expressões presentes no texto que são marcas da goianidade.. abaixo.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua DESAFIO Professor(a). Para isso.. • – Ocê bota agente hoje em riba do jirau • O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça. dar vida. dar vida. O autor faz uso dessas palavras e expressões para marcar a cultura local. Peça-lhes que procurem explicar seu significado na região local. EXPRESSÕES SIGNIFICADO 59 . • Estava ensopadinho da silva.. recorte as expressões em tiras de papel e distribua-as entre os grupos.. e em seguida.. • Dependurou numa forquilha a caroça • .) Isto era simpatia para fazer estiar... beleza e espontaneidade ao texto. chame a atenção dos estudantes para as variações linguísticas. • . espia. • – Adonde será que tá chulinho? • Eu num sabia que era raso. Explique o significado de cada expressão.. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão... beleza e espontaneidade ao texto. elabore o resultado desse trabalho em cartaz conforme modelo abaixo. no quadro abaixo: • – Fio fais um zoio de boi lá fora pra nois • .enfincou o calcanhar na lama (. Procure mostrar-lhes que o autor faz uso de palavras e expressões para marcar a cultura local. Destacamos. tá um mar d’água! Que vê.. um biruzinho sempre perrengado...

leitura escrita e análise da língua. Professor(a). o jeito goiano de falar. Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso de figuras de linguagem. AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. além 60 . Registre na lousa aquilo que julgar importante. junto aos familiares e à comunidade. expressões que caracterizem a goianidade. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto. você poderá acrescentar outras questões que julgar importantes para a sensibilização. socialize o resultado da pesquisa pedindo-lhes que confirmem os significados no dicionário.LÍNGUA PORTUGUESA Amplie o quadro buscando. já que. O que devo aprender nesta aula u u Identificar informações explícitas e implícitas para a compreensão de textos. Assim. Reconhecer as figuras de linguagem. por meio dela. Prática de oralidade • • • Você sabe o que são figuras de linguagem? Para que elas servem? Quais figuras de linguagem você conhece? Professor(a). ou seja. Atente-se para a importância dessa atividade. explorando as práticas de oralidade. Conceito Figuras de linguagem são recursos linguísticos utilizados na fala ou na escrita para tornar mais expressiva a mensagem transmitida. desde que se observe o tempo de execução da aula. observe se as respostas dadas são coerentes com o que foi perguntado. verificando a necessidade de intervenções durante esta sequência. nesse momento.

como o III Salão de Arte Moderna. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia. é fundamental que esses conceitos sejam discutidos e ampliados a partir das considerações feitas pelos alunos. São exemplos de figuras de linguagem: Metáfora é uma figura de linguagem em que há o emprego de uma palavra ou uma expressão.LÍNGUA PORTUGUESA de auxiliar o leitor compreender melhor os textos literários. o amor. Nos anos seguintes. deixa-os mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos. Em seguida. por uma relação de semelhança entre os dois termos. ou seja. Em 1968. atuou como colaboradora de periódicos. assim. em um sentido que não é o seu usual. parecia. por Rota de Colisão (1993). ao “anticlímax”. Quando o encadeamento das ideias se faz na ordem crescente temos o  “clímax”. Nelas. a partir de fatos cotidianos. em virtude de uma determinada semelhança. proponha aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto abaixo. sobre a situação feminina. sempre com aguçada sensibilidade.  quando em ordem decrescente. por exemplo: o gosto com o cheiro. quanto. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle. Suas crônicas estão reunidas em vários livros. Gradação é uma figura de linguagem que consiste em dispor as ideias em ordem crescente ou decrescente. dentre os quais Eu Sei. Ela se diferencia da metáfora por ser feita por meio de um conectivo (com. de lá para cá. com base em elementos do texto e informações sobre a autora. Marina Colasanti (Asmara. a arte. tal. qual. ou a visão com o tato. por Ana Z Aonde Vai Você?.  Professor(a). saiu em 1992. publicaria mais de 30 obras. como.). Também podemos chamá-la de personificação. 61 . Seu primeiro livro de poesia. etc. foi lançado seu primeiro livro. e sua família se radicou no Rio de Janeiro. 1937) chegou ao Brasil em 1948. Sinestesia é uma figura de linguagem que consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes. o encadeamento caminha em direção ao “clímax”. apresentadora de televisão e roteirista. Eu Sozinha. Prosopopeia é uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados. e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil. tendo o cuidado de trabalhar estratégias. os problemas sociais brasileiros. Comparação é uma figura de linguagem que consiste em atribuir características de um ser a outro. mas não Devia (1992). entre literatura infantil e adulta. Etiópia. a autora reflete. em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas. como a antecipação e inferência. Cada Bicho seu Capricho.

 E aos poucos seu desejo foi aparecendo. para começar o dia. 62 . suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. a chuva vinha cumprimentá-la à janela. para que o sol voltasse a acalmar a natureza. E à noite. a moça passava os seus dias. chapéu emplumado. responda às questões que se seguem: A Moça Tecelã Marina Colasanti Acordava ainda no escuro. Leve. com cuidado de escamas. em longo tapete que nunca acabava. que ela ia passando entre os fios estendidos. rosto barbado. na penumbra trazida pelas nuvens. a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos    do algodão    mais felpudo. Na hora da fome tecia um lindo peixe. quando bateram à porta. quentes lãs iam tecendo hora a hora. Linha clara. depois de lançar seu fio de escuridão. O moço meteu a mão na maçaneta. Nada lhe faltava. sapato engraxado. e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia o conto “A Moça Tecelã”. escolhia um fio de prata. Não esperou o dia seguinte.  Delicado traço cor da luz. Nem precisou abrir.  Em breve.  Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos. dormia tranquila. Tecer era tudo o que fazia. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. Mas tecendo e tecendo. enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. corpo aprumado. Se era forte demais o sol. Tecer era tudo o que queria fazer. e foi entrando em sua vida. de Marina Colassanti e. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida. que em pontos longos rebordava sobre o tecido. em seguida. bastava a moça tecer com seus belos fios dourados. Assim. Se sede vinha. ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha. E eis que o peixe estava na mesa. começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás. e no jardim pendiam as pétalas. Depois lãs mais vivas. pronto para ser comido. tirou o chapéu de pluma. E logo sentava-se ao tear.

começou a desfazer seu tecido. o emplumado chapéu. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido. para não fazer barulho. E feliz foi. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.LÍNGUA PORTUGUESA Aquela noite. Afinal o palácio ficou pronto. Só esperou anoitecer. o nada subiu-lhe pelo corpo. – Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. agora que eram dois. as carruagens. Porque tinha descoberto o poder do tear. A noite chegava. Rápido. olhou em volta. e salas e poços. logo os esqueceu. as estrebarias. o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura. Mas se o homem tinha pensado em filhos. e ela não tinha tempo para arrematar o dia. em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas. Não teve tempo de se levantar. subiu a longa escada da torre.  Segurou a lançadeira ao contrário. fios verdes para os batentes. Dias e dias. E antes de trancar a porta à chave. os cofres de moedas. A neve caía lá fora. acordou.  E parecia justo. enchendo o palácio de luxos. E descalça. e pátios e escadas. as salas de criados. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. – É para que ninguém saiba do tapete – ele disse.  Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo. deitada no ombro dele. Mas pronta a casa. e.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. Ela já desfazia o dese­nho escuro dos sapatos. – Para que ter casa. Desteceu os cavalos. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. durante algum tempo. advertiu: – Faltam as estrebarias. e ela não tinha tempo para chamar o sol. E entre tantos cômodos. Tecer era tudo o que queria fazer. tomou o peito aprumado. sentou-se ao tear. 63 . os jardins. se podemos ter palácio? – perguntou. sumindo as pernas.  Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. e jogando-a veloz de um lado para o outro. espantado. Tecia e entristecia. já não lhe pareceu suficiente. E tecendo. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. Tecer era tudo o que fazia. e ele viu seus pés desaparecendo. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. e pressa para a casa acontecer.

no final. o que pode ser feito de forma coletiva. No texto. Rio de Janeiro. 64 . Cada vez mais ela ia tecendo. figura de linguagem que contribui para intensificar a interação da personagem com a natureza. a natureza cria vida a partir do tear e das mãos da moça tecelã e passa a interagir com ela em perfeita harmonia. Possibilidade de resposta: A moça tecelã inicia o conto com cores claras para tecer os dias alegres. a autora faz uso da sinestesia. se as expectativas de aprendizagem foram alcançadas. tudo cria vida e passa a compor um quadro único. termina com os mesmos fios claros.. enfatizando respostas esperadas. cheios de sol e de vida. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas…”. em questão. ela vai perdendo a felicidade. 04 No texto A moça tecelã. depois semanas e por fim meses. o estado de espírito da moça. É importante observar. Professor(a). como se ouvisse a chegada do sol. nesse momento. já que são exercícios discursivos. como ouve o sol. 2000 Prática de análise da língua 01 Observe o trecho do primeiro parágrafo “Acordava ainda no escuro. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. alegres. as características das linhas escolhidas para tecer revelam. cheios de vida em que vai tecendo novamente feliz os dias. Essa figura de linguagem está a serviço do gênero “conto de fadas” onde. Ao utilizar a expressão “ouvir o sol”. a moça começou tecendo em dias.” Que impressões sensoriais estão presentes nele? E qual o efeito de sentido que ela provoca? Possibilidade de resposta: As impressões sensoriais são visão e audição. metaforicamente. há a presença de uma gradação crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax)? Explique. Possibilidade de resposta: Nesse fragmento. Explique a relação das cores das linhas escolhidas no início e no final do texto para demonstrar o estado de espírito da moça. que a manhã repetiu na linha do horizonte. dentre outras coisas. Global Editora . delicado traço de luz. 03 No fragmento retirado do texto “Dias e dias.LÍNGUA PORTUGUESA Então. conforme a exigência do marido ia aumentando. há a presença de uma gradação crescente (clímax). a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios. Possibilidade de resposta: O quinto parágrafo é construído basicamente por prosopopeia. geralmente. até que resolve desfazer tudo e. 02 Aponte no texto o parágrafo construído basicamente por prosopopeia e explique o efeito de sentido que essa figura de linguagem emprega ao texto. Extraído do livro Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento. Ela não só vê. ou seja. a correção dos exercícios é fundamental. Com as exigências do marido.

construindo significados e inferindo informações implícitas. distinguindo as falas do narrador e das personagens nos contos literários. Analisar o emprego dos discursos direto. Então.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se a sua escrita deixará o (a) leitor (a) mais sensível à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras. este é o momento de fazê-lo. explorando as práticas de oralidade. Temos três tipos de discursos: 65 . título do texto. No plano da oratória. vamos lá: utilize os conhecimentos construídos nesta aula e uma boa dose de sensibilidade para deixar o seu texto mais poético. ilustrações. que visa a comover e persuadir. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. Expectativas de aprendizagem u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. Caso não tenha explorado a linguagem metafórica. indireto e indireto livre. mais literário. Discorrer sobre vários assuntos. leitura. Ler com fluência e autonomia. Conceito De acordo com o dicionário Discurso é uma palavra de origem latina  discursu(m) e significa: ação de correr por/ou para várias partes. AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. designa a elocução pública. e análise da língua. escrita.

A segunda característica é que antes da fala da personagem há geralmente.O narrador usa suas próprias palavras para comunicar o que as personagens disseram. é importante que todos possam participar e que sejam trabalhados comportamentos como: saber ouvir. Prática de oralidade Professor(a). Atente-se para a importância dessa atividade. Em seguida proponha-lhes a leitura silenciosa do conto A moça tecelã. respeitar a opinião dos colegas e os diferentes modos de falar.Pode-se dizer que o discurso indireto livre é uma mistura do discurso direto com o discurso indireto. As falas dos personagens são reproduzidas por terceiros. por meio dela. é  um  discurso misto onde há maior  liberdade. neste momento. questionando-os o que já sabem sobre o assunto.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. em que consiste um discurso? Em que situação ocorre um discurso? O discurso pode estar presente em um conto literário? O que lhe sugere o título deste conto? Conhece a palavra tecelã? O que significa? Você conhece alguma história interessante da escritora Marina Colasanti? Qual? Ouviu de alguém? Quem? Leu em algum outro livro de conto? Sabe quem é o seu autor? Professor(a). motive a classe para o estudo dos discursos presentes nas narrativas. Esse discurso possui duas características fundamentais: a primeira é que a fala do personagem vem introduzida por um verbo dicendi. ou seja. isto é. já que.LÍNGUA PORTUGUESA Discurso direto -  O narrador reproduz o discurso com as próprias palavras do interlocutor. Discurso indireto . esperar sua vez para falar. apresentando-lhes o próximo conto que irão ler nesta aula: • • • • • • • • Para você. se). um verbo que anuncia uma fala. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar. de  forma  sutil. desta grande escritora. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto e sobre Marina Colassanti. Prática de leitura Retome a leitura do texto “A moça tecelã” e responda às questões que se seguem: 66 . dois pontos e travessão. etc. O discurso indireto vem introduzido por um verbo dicendi e também apresenta conjunção subordinativa integrante (que. Discurso indireto livre .

se podemos ter palácio?” 02 O discurso indireto ocorre quando os personagens não falam diretamente. Possibilidade de resposta: o discurso direto pode ser visto nos trechos em que o marido fala de modo ordeiro: “– Para que ter casa. reproduz a fala do marido. Prática de análise da língua Retome o texto e reflita sobre a linguagem e os discursos utilizados. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. e foi entrando em sua vida. Em seguida. a sua maneira. tirou o chapéu de pluma. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. no conto. de  forma  sutil.“deitada no ombro dele. Vamos identificar no texto. após a leitura. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “pela primeira vez pensou: como seria bom se eu tivesse um marido ao lado!” b - “O moço meteu a mão na maçaneta. sem intermédio do narrador. 67 .“pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. responda às questões abaixo: 01 Sabemos que o  discurso direto ocorre quando as personagens falam diretamente. mas precisam de um narrador para contar seus feitos. 03 O Discurso  indireto  livre é  um  discurso misto onde há maior  liberdade. formule algumas questões para verificar o nível de compreensão dos estudantes em relação ao texto lido. tirou o chapéu de pluma e disse: estou entrando na sua vida. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “A moça pensava: vou tecer lindos filhos para aumentar ainda mais a minha felicidade”. um trecho em que o discurso direto seja evidente. identifique o discurso predominante nas falas abaixo e os transforme em discurso indireto livre: a . c . Você pode encontrar um trecho. por meio de diálogos. sem valer-se do diálogo: “Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata”. Agora. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “o moço meteu a mão na maçaneta.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). etc.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. em que predomine o discurso indireto? Possibilidade de resposta: o discurso indireto ocorre quando o narrador.

E não se esqueça dos (meus) cavalos”. professor(a).“– É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. 68 .” 04 Imagine que a moça tecelã encontra sua melhor amiga. explorando as práticas de oralidade.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. vamos lá! A ideia. Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se na sua escrita você explorou os tipos de discurso: direto. após o marido ter entrado em sua vida.“E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. aqui. Caso não tenha explorado. e . indireto livre. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “E pela primeira vez pensou: como seria bom estar (se eu estivesse) sozinha de novo. advertiu: – Faltam as estrebarias. Assim. para que você possa planejar as intervenções necessárias. Espera-se que os alunos sejam capazes de dominar os discursos estudados nesta aula e empregá-los na hora da escrita. E não se esqueça dos cavalos!” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso direto. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “Ele disse: é para que ninguém saiba do tapete. Empregue na sua narrativa. leitura e escrita. indireto. é fundamental que você leia esses textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. E antes de trancar a porta à chave. que há muito tempo não via. Então. o diálogo das duas.LÍNGUA PORTUGUESA d . Narre. AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. aqui. o discurso que você desejar. E antes de trancar a porta à chave advertiu: faltam as estrebarias. este é o momento de fazê-lo. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender.

pois seu porte chama a atenção dos estudantes para o ato de ler. procure direcionar o diálogo para a história da evolução da mulher na sociedade brasileira e mundial. por meio dos aspectos culturais. expondo suas ideias. a fim de conseguir com um mínimo de meios. Discutir ideias. opiniões. Após a leitura. Prática de oralidade Professor(a). então use esse momento para inserir novos conhecimentos: apresente Clarice Lispector. Promover reflexão a respeito da figura feminina. Estimule a percepção dos alunos. provavelmente os alunos não saberão. Aborde com os alunos alguns tópicos de sua escolha dentre eles ressalte: • • Você conhece outras histórias que abordem a temática da mulher na sociedade? Quais são os escritores ou escritoras que abordam a temática feminina na literatura brasileira? Professor. Associar conteúdo e função social do gênero. que eles compreendam a importância de ambos os sexos para o desenvolver harmônico da sociedade. que sustenta sempre uma unidade de efeito. criada pela autora. Faça intervenções quando achar necessário.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar as percepções de leituras e conhecimentos sobre as diferentes culturas presentes no texto. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. É necessário que você faça uma leitura oral do texto com a classe. Lygia Fagundes teles. o conto é uma narrativa curta. Para isso ele deve ser construído à base da economia dos meios narrativos. Promover inferências entre literatura e realidade analisando o aspecto cultural que envolve a figura feminina. etc. Instigue os alunos proporcionando a eles momentos de reflexão sobre: • Para que serve a literatura? Por que e para que as pessoas escrevem? A literatura é importante? Nesse momento é importante que o professor ouça as respostas e estimule os alunos a participar desse momento de reflexão. leve-os a refletir sobre o universo feminino de forma. retome conto de Marina Colasanti “A moça tecelã” e proponha uma conversa com os alunos. Se possível disponibilize trechos destas autoras e estimule a curiosidade. Martha Medeiros. u u Conceito Para Edgar Allan Poe. estimule a fala e o diálogo entre eles sobre as ideias explícitas e implícitas no conto. Nessa prática. demonstrando gosto e satisfação pela leitura. Mostre que os escritores são pessoas comuns que usam as palavras para expressarem seus pensamentos e que dentro de cada um de nós existe um escritor que basta ser estimulado para que ele exista. 69 . formulação e verificação de hipóteses. Lya Luft. o máximo de efeitos. proporcionando aos alunos o gosto pela pesquisa).

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

Releia o conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti e reflita sobre as questões abaixo, respondendo-as:

01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto?
Possibilidade de resposta: A personagem protagonista era uma garota que tecia. Ela ia tecendo as coisas conforme seus desejos e magicamente a realidade também era alterada. Observava o ambiente, analisava se o que havia criado era bom. Se não gostasse do que havia feito, desmanchava o alinhavado e consequentemente a realidade se modificava também.

02 Por que a protagonista desistiu de haver criado o homem? Você concorda com a atitude da moça tecelã?
Possibilidade de resposta: O homem, se revela como sendo materialista e capitalista e descobrindo o poder que o tear possuía, exigia cada vez mais de sua esposa. Bens, riquezas, e nunca se contentava com o que já possuía. Não correspondeu o desejo da esposa, que idealizava uma companhia masculina, ter uma família, e sua criação não correspondeu as expectativas, fator que entristeceu a tecelã, que optou por destruir o império que havia criado, voltando a criar coisas simples que lhe davam prazer. A segunda pergunta é pessoal e deve ser ouvida, professor.

03 Pode-se dizer que o conto estudado é um conto de fadas? Por quê?
Possibilidade de resposta: De uma certa maneira, podemos dizer que o texto de Marina trata-se de um conto de fadas dos dias atuais. O conto A Moça Tecelã é composto por uma narrativa tradicional, de entendimento direto, povoado pelos modelos clássicos de fabulação: castelos, príncipes, encantos e magia. Mas não se limita a isso, pois Marina Colasanti inova quando registra em seu conto a história da mulher e sua busca histórica por uma identidade feminina, refletindo a literatura de uma época atual, visitando o pensamento arcaico e o universo mágico dos contos de fadas.

04 Você notou, no conto, que a personagem feminina revela um novo pensamento com relação aos costumes sociais? Qual? Você concorda com essa nova forma de pensar? Por quê?
Possibilidade de resposta: É uma resposta pessoal, mas espera-se que o discente seja capaz de comparar o comportamento feminino de antigamente: submisso, sem possibilidade de interferir no seu próprio destino, com a forma atual das mulheres que fazem suas próprias escolhas e decidem por seus destinos.
Professor(a), abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido e do assunto suscitado.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de escrita DESAFIO

Agora, vamos retomar a sua produção textual anterior. Ao relê-la, irá repensá-la, pois durante este percurso surgiram novas ideias. Anote-as em outra folha, reescreva seu conto com as alterações que surgiram. Pode acontecer que, depois do estudo de tantos contos, você queira escrever, agora, sobre outra temática: a mulher, como fez Marina Colassanti em Moça tecelã, o sertanejo, de Nhola dos Anjos, ou de outra minoria socialmente excluída, como o negro, o índio, o homossexual etc. Se isso acontecer, não fique preocupado, pois você estará agindo como os escritores famosos que escrevem, e depois retomam o escrito para fazer novas alterações até que o conto esteja pronto. Mãos à obra!
Professor(a), aqui, a sua mediação é fundamental. Vá de carteira em carteira, converse com cada aluno, dê sugestões sobre o texto. Esta atividade irá permitir que seu aluno veja em você um aliado, alguém em que ele possa confiar para aprimorar suas ideias, sem medo de represálias.

AULA 16

Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Sistematizar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura, escrita e análise da língua.
O que devo aprender nesta aula
u

Reformular os textos produzidos com base na reescrita orientada pelo professor, considerando sua finalidade, os possíveis leitores e as características do gênero. Caracterizar as personagens no conto literário produzido. Identificar e caracterizar o espaço e o tempo no conto literário. Utilizar os diferentes níveis de linguagem (coloquial, culta, regionalismo, jargão, gíria) no conto literário, conforme a situação. Analisar o emprego de discurso direto e indireto nas narrativas. Fazer reformulações que assegurem, também, as características próprias dos contos literários. Refletir sobre o emprego das flexões verbais.

u u u

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LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Um bom texto vem de um rascunho e passa por sucessivas versões em que será aperfeiçoado até chegar ao produto final. Desse modo, é muito importante que os estudantes tenham uma atitude crítica em relação à sua própria produção de textos. Com a atividade de reescrita o professor fornece marcas no texto que levam o estudante a observar o que deve ser melhorado em seu texto.
Prática de oralidade
Professor(a),chegou o momento, de os alunos reescreverem o conto que foi produzido ao longo dessas aulas. Para tanto, faça alguns questionamentos aos estudantes: • • •

O que você achou do nosso estudo sobre contos? Esse nosso estudo ajudou você a produzir seu conto? Você gostou do conto que escreveu? Você acha que precisa melhorá-lo.

Prática de leitura
Professor(a), nesse momento escolha um conto produzido por um dos alunos e faça uma leitura para a classe. Não precisa divulgar o nome desse aluno. Posteriormente, você retomará as características que foram estudadas e juntamente com os alunos observará se elas se fazem presentes no texto lido. Paralelamente a essa análise, peça aos alunos que observem em seus próprios contos as características discutidas e analisadas. Para proceder a essa análise, escreva esses questionamentos na lousa.

01 Os elementos da narrativa, enredo, tempo conflito, clímax, desfecho, personagens, verossimilhança e narrador estão presentes neste texto? 02 Os tempos verbais estão bem definidos? 03 Você utilizou figuras de linguagem? 04 Na narrativa há a presença do discurso direto, indireto e indireto livre?
Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se as características do conto estudadas e discutidas se fazem presentes em seu conto. Aprimore as características que você considerar que não foram bem empregadas em seu texto.

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Após a leitura. Produzir a primeira escrita de um Editorial. para que possam se familiarizar mais e melhor com esse gênero textual. oportunize um tempo para que os estudantes socializem as análises dos editoriais lidos. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. para o trabalho com o gênero Editorial. Envolva todos no trabalho. Disponha as carteiras em círculo e. O que devo aprender nesta aula u u u u Tomar contato com o editorial e outros textos de opinião. É importante que todos os estudantes sejam incentivados a pesquisar e ler. outros editoriais. dando-lhes tempo para que isto aconteça. almofadas. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. Discutir sobre a finalidade dos editoriais e demais textos de opinião de diferentes jornais e revistas. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. e ambiente a sala de aula de modo que os estudantes tenham acesso ao gênero. Diga aos estudantes que durante o trabalho com editoriais eles terão bons e variados momentos de leitura. no centro. coloque vários jornais e revistas. Peça-lhes que procurem nos jornais e revistas editoriais que lhes chamem a atenção e que os instiguem a ler. Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. esteiras.Editorial Professor(a). 73 . em casa. leitura e escrita. explorando as práticas de oralidade. AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial.

Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. ou o que mais gostam de ler nestes portadores de textos. de articulistas e do jornal. 30 de novembro de 2012 Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. pergunte-lhes se costumam ler jornais e revistas. Texto 1 Injusta desvantagem O Popular. Inicie a aula com uma conversa sobre a importância da leitura. Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. da direção ou da equipe de redação. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados até o momento e apresentelhes o segundo gênero a ser estudado no bimestre.os se costumam ler as seções destes portadores textuais onde aparecem os textos de opinião: do leitor. responda às questões que seguem: Professor(a). observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos e. com o objetivo de continuar o trabalho com os gêneros textuais. bem como os objetivos deste estudo. divida a turma em pequenos grupos. proponha-lhes as questões abaixo para ajudá-los a desenvolver habilidades como: identificar a finalidade do texto. diga aos estudantes que ler é se apropriar de novos conhecimentos. Após a leitura. em seguida. Prática de leitura Leia os três textos abaixo. • • • • Qual a importância da leitura para você? Você costuma ler jornais e revistas? Quais são as seções destes portadores que você mais gosta de ler? Costumam ler as seções de opinião? Conceito Os Editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. distribua-lhes os 3 textos abaixo e peça-lhes que os leiam observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). 74 . E só recentemente deixaram o fundo do palco para ocupar lugares no proscênio. Questione . quando não podiam votar e muito menos ser votadas. sexta-feira. comparar os textos e distinguir fato de opinião etc. Uma mulher é hoje presidente da República. o que eles acham mais interessante.

o equivalente a 67. faz-se a seguinte pergunta: “O que é mais importante. pois a maior parte do capital gerado pelo turismo não se transforma em infraestrutura para a população. era 2.08.020. mas não beneficia a todos. A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. o turismo se tornou a base do desenvolvimento e da economia local. medicina veterinária e engenharia. nem mesmo água tratada e rede de esgoto. mas em novas atrações para os turistas. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens.LÍNGUA PORTUGUESA Não existiam no começo do século passado mulheres profissionais da medicina. trabalharam para isso – e trabalharam muito! Porém. Por causa desse caráter contraditório.505. no sul do Estado de Goiás. Assim. que era de R$ 1. há um conflito de opiniões entre os que aprovam e os que desaprovam a atividade. a uma temperatura que varia de 37° a 57° transformaram essa pequena cidade em um dos maiores polos turísticos do Brasil.” Com essa frase o turista é saudado quando chega a Caldas Novas.31. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória.4 vezes maior do que a de trabalhadores do sexo masculino. Desse modo. considerando também os afazeres domésticos. edição 2010. Os olhos que se deslumbram com os belos parques aquáticos em centenas de outdoors pela cidade não veem bairros da periferia sem ruas asfaltadas. Texto 2 Texto finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. E a jornada de trabalho. entre outras profissões de nível superior. que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em 2011 as mulheres brasileiras ganhavam em média R$ 1.8% do rendimento dos homens. A Síntese Indicadores Sociais (SIS). 75 . vivem hoje uma injusta realidade. Foi nele que milhares de caldenses viram a oportunidade de melhorar a qualidade de vida. já que desenvolve a economia do município. Caldas Novas que os turistas não veem Aluna: Bianca Souza Soares “Bem-vindos à maior estância hidrotermal do mundo. As belezas naturais e principalmente as águas quentes que brotam de dois aquíferos Paranoá e Araxá.

Não sou contra o turismo.LÍNGUA PORTUGUESA a alta na economia que se dá pelo empreendimento turístico ou a organização social?”. Alegam que o turismo faz a cidade crescer e ainda gera empregos.000. o que resultou num agravante de proporção nacional o crescimento desordenado. uma vez que a satisfação do turista é colocada em primeiro plano. ligado a um dos clubes mais tradicionais da cidade. Em 1991 havia 24. mas sim como ele é desenvolvido particularmente em Caldas Novas. a saúde e a educação. recebem anualmente cerca de 1. beneficiando as pessoas de fora em detrimento dos moradores locais. “As águas quentes são para Caldas Novas o que as praias são para o litoral: essencial!”. o problema está nas inúmeras consequências maléficas que o mesmo gera. As opiniões favoráveis ao turismo são em geral dos grandes empresários. que segundo o portal Caldas Web. os que recebem diretamente o lucro deixado pelos visitantes do mundo inteiro. que em época de alta temporada são submetidos a dias sem água encanada já que ela é direcionada a hotéis e clubes. o espantoso crescimento demográfico. ou seja.5 milhão de pessoas. com uma analogia simplória explica-se a necessidade dos caldaenses: “Não dá para receber visitas com a casa desarrumada e o dono insatisfeito”. além disso é perigoso para a cidade ser tão dependente de apenas um 76 . como o saneamento básico (apenas 25% do esgoto é coletado). além dos comerciantes. casas e hotéis em áreas de preservação ambiental e próximos ao aterro sanitário. esquecendo-se dos residentes locais. É perceptível que os empresários e as autoridades locais se preocupam apenas com os investimentos lucrativos que o turismo pode propiciar e menosprezam necessidades básicas da população. donos de hotéis e resorts. Assim como eu. parte da população se mostra contrária. Todavia. Isso é mesmo inegável. hoje esse número aumentou para aproximadamente 70. acredito que mais importantes que as águas termais da cidade são as pessoas que nela vivem e fazem sua economia girar. como por exemplo. também os problemas administrativos têm aumentado assustadoramente por conta da atividade turística. porém a mão de obra por ser abundante é desvalorizada e a carga horária muitas vezes extrapola a normalidade.000 habitantes. Notam-se loteamentos irregulares. porque está claro que assim como cresce o número de visitantes que a cidade recebe. gerente de marketing e vendas dos Jardins da Lagoa. É bem verdade que o turismo movimenta economicamente a cidade. diz Ricardo Pureza. E se política é a arte de governar nossos “artistas” estão um tanto quanto omissos a respeito de suas obras.

A popularização e a manifestação da desgraça alheia é o que move este moinho de flagelos humanos. da malandragem. As drogas. As crianças e jovens só pensam em jogos violentos. E.LÍNGUA PORTUGUESA segmento econômico. o capital proporcionado pelo turismo é importante. ciclistas ou motoristas. mas sim da impunidade. fala com maestria sobre golpes de seus lutadores favoritos. pra que? Se continuarmos vivendo como predadores de nós mesmos. os valores éticos e a dignidade da comunidade são mais importantes. Portanto. a miséria humana for o alimento dos inescrupulosos. Assim a diversificação econômica é necessária. não precisaremos deste mundo para vivermos. é uma rinha de galos de briga. por algum motivo (assim como o surto de dengue de 2008). empresários ou políticos. incentivando a violência. consumidores. Nos preocupamos em salvar o mundo. como foram nossos irmãos africanos. MMA – Mixede Martial Arts – não é um esporte. Professora: Vandelina Lima Soares Escola: C. da nossa falta de educação. Somos reféns não da marginalidade. dos desmandos. o dono da casa estará feliz em receber visitas e as esperará mais vezes”. Enquanto. estaremos fadados ao fracasso humano. pagos pela máquina global. “Logo. reproduzem no ambiente escolar e crescem com ódio um dos outros. 77 . pois se. vendedores. No nosso cotidiano medíocre e bucólico. mas sim. entretanto tenho plena convicção de que as necessidades básicas. seja como pedestres. O que vimos e o que vendemos é que: iremos sediar a copa e as olimpíadas e que devemos ser receptivos aos yanks e gringos. os turistas optarem por outro destino todos serão fortemente atingidos. a educação e segurança não são assuntos nas pautas ministeriais. seja como. da corrupção. a saúde. onde o todo poderoso do esporte. para o Brasil sem educação. como também uma administração consciente e preparada para usar os mecanismos de que necessitamos para desfrutarmos das tão apreciadas águas quentes com responsabilidade e justiça. A. os noticiários só estampam crimes e mortes. J. vemos quanto somos sem educação. Filostro Machado Carneiro • Cidade: Caldas Novas – GO Texto 3 Brasil sem educação Carlos Henrique de Freitas Quero chamar a atenção não para o Brasil sem escolaridade. Estamos em guerra civil.

argumentos convincentes e reforço da posição e opinião adotadas. voltando aos textos para confirmar ou refutar suas hipóteses. professor(a). imagine-se um redator de editoriais de um jornal de circulação do seu município e. 02 Todos os textos estão assinados? Possibilidade de resposta: Não. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. apresente o assunto de um texto de opinião. 78 . aqui. que você leu em momentos anteriores e que lhe chamou a atenção. http://www. com base nas leituras e atividades realizadas até o momento. teremos um povo educado e uma nação verdadeiramente forte. É fundamental. Resposta pessoal Professor(a). é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. em seus portadores usuais – o jornal e a revista. que expressa a sua e a opinião da empresa.LÍNGUA PORTUGUESA E nossa miséria continuará norteando estes acontecimentos. Meus Sentimentos. As primeiras páginas de um jornal ou revista são reservadas à publicação de um texto de autoria do editor destes. por trazerem a opinião do jornal ou da revista. Oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. uma opinião a ser defendida. não são assinados. elabore seu primeiro editorial. e outros. que os estudantes identifiquem o Editorial. professor(a). pois apresentam um breve resumo sobre o assunto tratado. Assim. elaborado pela aluna/articulista Bianca Souza Soares e a Carta do leitor. alguns são assinados por leitores ou articulistas. 03 Qual deles traz a opinião do jornal ou revista? Possibilidade de resposta: O Editorial: Injusta desvantagem. Prática de escrita DESAFIO Caro(a) estudante. Somente quando todo e qualquer brasileiro for digno de seus atos. A ideia. somente o Artigo de Opinião. escrita pelo leitor Carlos Henrique de Freitas.imprensalivre. peça aos grupos que socializem as atividades realizadas.com/novosite/cartas/65 01 Os textos lidos têm intenção de formar opinião? Possibilidade de resposta: Sim. para que você possa planejar as intervenções necessárias. Sistematize as conclusões deste trabalho no quadro e peça que os estudantes façam o mesmo nos cadernos. 04 Em poucas palavras.

Quem é o público leitor? 6. por meio de uma linguagem um tanto forte e apelativa. Em nome de quem? 3. leitura e escrita. retome com a classes os textos trabalhados na Aula 01 e. focando a conversa sobre a situação de produção deste gênero textual: 1. sem obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade. regional e local. Com que finalidade? 5. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Quem escreveu o texto? 2. explorando as práticas de oralidade. Sobre o que escreveu? 4. peça que a turma releia o editorial. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. em seguida. Onde o texto foi publicado? Conceito O gênero escrito pelo editorialista – editorial – tem caráter opinativo. A redação do editorial é de autoria do editor do jornal ou revista. é escrito de maneira impessoal e publicado sem assinatura. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. u Prática de oralidade Professor(a). Após a leitura. com o objetivo de influenciar seus leitores. que expressa a sua e a opinião da empresa. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Retomar a produção inicial. 79 . comente as ideias e opiniões do texto.

quando não podiam votar e muito menos ser votadas. percorrendo a sala. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. antes de publicarem seus textos. 03 Que fragmento do texto apresenta uma conclusão reforçando a opinião do jornal? Possibilidade de resposta: “A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. Possibilidade de resposta: Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. é uma forma de colaborar para a promoção de direitos humanos. Em relação ao assunto desse editorial. expressas no conceito acima. responda às questões abaixo: 01 Identifique no texto o resumo do assunto que introduz a opinião a ser defendida. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. durante a leitura dos textos. Possibilidade de resposta: É importante que assuntos como esse sejam debatidos pela sociedade.” 04 Argumente sobre a importância do assunto tratado no editorial. Agora você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu editorial. do jornal O Popular. portanto medeie esta atividade. 02 Quais os principais argumentos presentes no texto? Possibilidade de resposta: Uma mulher é hoje presidente da República. professor(a) de observar os conhecimentos que a sua turma já possui sobre gênero editorial. e tendo por base as características desse gênero. assim como fazem os redatores de jornais e revista.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Em relação ao Editorial Injusta desvantagem. conclusão reforçando a posição defendida. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu um texto que traz um pequeno resumo do assunto a ser tratado. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. com base nas anotações feitas por você. como a valorização da mulher. é importante reservar um tempo para que a turma possa expor suas conclusões sobre o editorial lido. 80 . Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. após essa atividade. a opinião do jornal sobre um determinado assunto. argumentos convincentes. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. Professor(a). Injusta desvantagem. Este é um bom momento. orientando a reescrita individual.

principalmente daqueles mais tímidos. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. e peçalhes que teçam comentários sobre as ideias e opiniões presentes no texto. a seguir discuta sobre o mesmo. prossiga com a análise dos elementos do editorial. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. explorando as práticas de oralidade. com base nos seguintes questionamentos: • O jornal é a favor ou contra a questão polêmica apresentada? • Localize o trecho em que o editor do Jornal se posiciona. considerando o destinatário. u u Prática de oralidade Leia o texto Velha máfia e. que quase nunca se manifestam. em seguida. tendo por base o texto Velha máfia. publicado no jornal O Popular.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. leitura e escrita. Em que trecho do texto o editor reforça a posição pelo Jornal (conclusão)? • Quais os argumentos (desenvolvimento) que sustentam a sua tese? • 81 . em 02/12//2012. regional e local. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. Proponha uma leitura coletiva do texto e. Provoque uma reflexão sobre a leitura. tendo o cuidado de incentivar a participação de todos os estudantes. com base nas seguintes questões propostas: Professor(a). construindo significados e inferindo informações implícitas. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais e revistas. continue a atividade. a finalidade e os espaços de circulação.

LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Argumento é um conjunto de justificativas utilizadas para se defender a tese apresentada na introdução de um texto argumentativo, e retomada como reforço, na sua conclusão desse texto.

Velha máfia
O Popular, domingo, 02 de dezembro de 2012

Reportagem publicada ontem neste jornal revela que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos. A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gra­ vemente a segurança no trânsito. A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. Deve-se mencionar também que os candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados. A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás, este mal antigo que vinha sendo tolerado por causa de também antigas omissões. A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir. Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar.
http://www.opopular.com.br/indice-de-noticias/%C3%ADndice-de-not%C3%ADcias-7.218533?filter ByDate=true&pbdate =20121102&inputTemplate=&subject=&externalSiteIds=opopular.opiniao.d

Prática de leitura

Releia o texto Velha máfia e, a seguir, responda às questões propostas.
Professor(a), proponha aos estudantes que releiam, silenciosamente, o texto Velha máfia e, em seguida, explique-lhes que farão uma atividade coletiva tendo como base esse texto. Para isso, transcreva as questões abaixo em um cartaz bem grande, e vá conduzindo a atividade, de modo que os estudantes localizem os trechos/parágrafos no editorial em estudo.

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LÍNGUA PORTUGUESA
01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese):
Possibilidade de resposta: “o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos.” O jornal se coloca favorável ao fato. (1º parágrafo).

02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gravemente a segurança no trânsito. (2° parágrafo).
A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. (3º parágrafo). “(...) candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados.” (3º parágrafo). “A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás... A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir.” (4º parágrafo).

03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão):
Possibilidade de resposta: Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar. (5º parágrafo).

04 Apresente sua opinião sobre o assunto tratado no editorial, Velha máfia.
Resposta pessoal
Professor(a), registre as respostas num cartaz e o afixe na sala, em lugar visível, para que os estudantes possam recorrer a ele durante o trabalho com os demais editoriais.

Prática de escrita DESAFIO

Retome novamente o seu texto e observe se ele está organizado, de acordo com os três elementos trabalhados anteriormente: apresentação da tese, desenvolvimento/ argumentação e conclusão. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto, este é o momento de aprimorar a sua escrita. Vamos lá?
Professor(a), oriente esta atividade, percorrendo a sala e auxiliando a reescrita individual dos textos. Chame a atenção da turma para o fato de que a organização do texto pode ser variável, desde que considerem os elementos do gênero.

83

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 20

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u

Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional, regional e local. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais.

u u u

Prática de oralidade

Até agora você leu dois editoriais e pôde expressar sua opinião sobre o assunto tratado neles. Converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem esses textos de opinião, publicados em jornais e revistas.
Professor(a), divida a turma em duplas, peça-lhes que discutam sobre os editoriais lidos até o momento. Para embasar a discussão oriente-os que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Em seguida, apresente-lhes o editorial Estagnação Social, publicado em O Popular, no dia 06/12, utilizando as estratégia de antecipação e inferência. Aqui seria interessante estabelecer uma parceria com os(as) professores(as) de História e Geografia para o aprofundamento desses conceitos. •

Você conhece o significado dos termos estagnação, desenvolvimento econômico e progresso social? Em que contexto ouviram ou leram estas expressões? Em caso negativo, o que acha que estes termos sugerem?

• •

84

na modalidade escrita da língua – cuja finalidade precípua é a persuasão do auditório (interlocutor. saúde. renda. medido por pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. Falta. O Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). Pode-se assim dizer que se passou uma década sem verdadeiro progresso social no Estado.opopular.145048/ estagna%C3%A7%C3%A3o-social-1. quer seja.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O argumento é uma construção verbal – quer seja na modalidade oral. o indicador registra pequeno avanço em renda.242884 Prática de leitura Leia o texto Estagnação Social para confirmar as hupóteses levantadas na prática de oralidade e. portanto investimento no social. uma incoerência. como demonstram os indicativos deste setor. telespectador etc. Não se pode dizer que se trata de um enigma. http://www. e piora quanto aos itens saúde. assaltos e roubos. quinta-feira. Estagnação social O popular. pois os números são bastante claros. trabalho e educação. A segurança pública mostra situação verdadeiramente calamitosa. habitação e segurança. 06 de dezembro de 2012. trabalho e educação.) a respeito de uma tese. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. com sucessivos recordes de homicídios. Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. ficou infelizmente estagnado no período. ouvinte. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. considerando que a economia cresceu bastante e isto deve ter resultado também na criação de mais empregos. não praticada realmente. como demonstram os indicativos deste setor.br/editorias/opiniao/editorial1.com. como se vê. segurança. para sustentá-la. responda às questões propostas: 01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese): Possibilidade de resposta: Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. leitor. 85 . mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. O setor de saúde precisa ser também colocado no topo das preocupações. Composto pelos quesitos habitação. A falta de avanço em educação é muito lamentável e exige que esta área conquiste finalmente a condição de prioridade tão proclamada no discurso mas. a seguir.

instigue os alunos a se manifestarem sobre a temática retratada no texto. utilizando uma linguagem apelativa. pois estes reforçam a tese de que não houve consonância entre o desenvolvimento econômico e o progresso social. bem como da segurança pública. Estagnação social do Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM).. Tal constatação configura-se como uma incoerência.) O desenvolvimento econômico não foi acompanhado pelo progresso social. trabalho e educação. (4º parágrafo). no que concerne à habitação.. (1° e 2º parágrafos). portanto investimento no social. promova discussões quanto à situação da Educação pública. 86 . visto que este é o assunto tratado no texto. Falta.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): Possibilidade de resposta: (. 03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão): Os exemplos no 5º parágrafo. posteriormente. no mesmo período. visto que mais empregos poderiam ter sido gerados. por exemplo. desenvolvida no 1º parágrafo. sobre a questão da saúde. saúde. primeiramente no bairro onde a escola estiver localizada e. na cidade e no Estado. Educação. Prática de escrita DESAFIO Apresente sua opinião sobre a temática retratada em Estagnação social. (3º parágrafo). desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. explorando as práticas de oralidade. segurança. em relação à própria instituição de ensino em que trabalha. saúde e segurança pública deveriam ser prioridade no governo. AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. renda. Como poderíamos aliar desenvolvimento econômico e progresso social? Procure influenciar os leitores. leitura e escrita. Professor(a). Neste momento.

pois é desta maneira que a aprendizagem ocorre. você estudou o gênero notícias e os elementos que a caracterizam. 07 de dezembro de 2012 e. bem como a conclusão na elaboração do texto.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. e cujo conteúdo é constituído por um tema político. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Conceito Editorial é um texto utilizado na imprensa. você percebeu que ele é um texto opinativo. Assim. Então já é capaz de identificar as semelhanças e diferenças entre estes gêneros: • • • • O que caracteriza o editorial? O que caracteriza a notícia? Onde circula estes textos? Que diferenças e semelhanças há entre eles? Professor(a). social. construindo significados e inferindo informações implícitas. que tem por objetivo informar. especialmente em jornais e revistas. que narra um fato recente ocorrido no país ou no mundo. u u u u Prática de oralidade Ao ler editoriais. Percebeu a importância da tese. Portanto. mas sem obrigação de ser neutro. extraída do jornal Diário da Manhã. bem como dos argumentos que a fundamentam e a concluem. econômico. podemos dizer que o editorial é um texto mais opinativo do que informativo. os argumentos. por meio de suas semelhanças e diferenças. indiferente. regional e local. realize as atividades propostas: 87 . Prática de leitura Leia atentamente a notícia abaixo. Nos anos anteriores. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. Notícia é um texto informativo de interesse público. bem como suas dúvidas. cultural etc. instigue os estudantes a falar e socializar os conhecimentos. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Reescrever o editorial definindo a tese. neste momento é importante enfatizar as diferenças e semelhanças entre os dois gêneros textuais trabalhados. em seguida.

tonto e dizendo palavras de difícil entendimento. em que o autor. perdeu o controle do veículo e acabou subindo em cima da calçada. que dirigia uma caminhonete Amarok 4x4 com placa de Rio Verde-GO. atingiu três motocicletas e um carro estacionado. no Setor Sudoeste. Em seguida. 01 Qual é a temática retratada na notícia? Possibilidade de resposta: Combinação . por tentativa de homicídio por dolo eventual.br/texto/78368-advogado-babado-atropeladuas-pessoas-e-tem-prisao-decretada> Acesso em dezembro 2012. Professor(a). 88 . mesmo sem querer efetivamente o resultado. pela Avenida Pedro Ludovico. Estimule o debate sobre álcool e trânsito. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. 02 Que fato deu origem à notícia lida? Possibilidade de resposta: O atropelamento de duas pessoas que estavam em frente a um pit dog por um advogado bêbado. que efetuou a conversão da prisão. Disponível em: <http://www. assume o risco de produzi-lo. porque a notícia é um texto informativo e não opinativo. em Goiânia. onde submeteu-se ao exame de corpo de delito e toxicológico para verificar embriaguez. faça mais uma leitura do texto em conjunto. 03 A opinião do autor está presente no texto? Por quê? Possibilidade de resposta: Não.com. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML).  Por volta das 2h da manhã. na madrugada de ontem. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. Gustavo Andrade Zago se recusou a realizar o teste do bafômetro. Francisco Júnior Costa Martins e Ariel da Silva Pacheco.  A polícia informou que o advogado estava aparentemente embriagado. que estavam em frente a um pit dog. última atualização: 9/12/2012 às 15h4. o veículo atropelou duas pessoas.LÍNGUA PORTUGUESA Advogado bêbado atropela duas pessoas e tem prisão decretada Mariana Magre O advogado Gustavo Andrade Zago atropelou duas pessoas. Além da colisão com outros automóveis. Diário da Manhã 7/12/2012 às 23h01. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva.Álcool e direção. Gustavo.  O auto de prisão em flagrante foi lavrado na Delegacia Especializada em Crimes de Acidentes de Trânsito (DICT) e encaminhado à 1ª Vara Criminal.dm. São retratados apenas os fatos ocorridos.  As vítimas foram socorridas pela equipe do Samu.

estimulando o debate diante da temática apresentada. a tese. tendo o cuidado de distinguir os fatos. AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. regional e local. Qual é a sua opinião sobre a temática retratada na notícia? O que deveria ser feito para evitar acidentes e mortes no trânsito? Resposta pessoal. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. instigue o senso crítico da turma. os argumentos e o reforço da tese na conclusão. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Releia-o.LÍNGUA PORTUGUESA 04 Apesar das incessantes campanhas de prevenção veiculadas nos meios de comunicação. leitura e escrita. u u u u u 89 . reflita com os estudantes a relevância do tema da notícia. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. construindo significados e inferindo informações implícitas. Prática de escrita DESAFIO Retome seu editorial e observe se nele predomina o tom opinativo. os índices de acidentes no trânsito causados pelo consumo de bebidas alcoólicas é uma realidade difícil de ser combatida. Professor(a). a opinião. explorando as práticas de oralidade.

para formar opiniões dos leitores. expostas no centro da sala de aula. Proceda a uma socialização a fim de que a turma conheça os assuntos discutidos em todos os grupos. Divida a turma em dois grupos e peça-lhes que elaborem argumentos favoráveis e contrários para defenderem a sua posição. Isso pode ser feito por você ou por um estudante voluntário. assim. peça aos estudantes que retomem as revistas e os jornais de circulação nacional e local. Professor(a). É importante que esses argumentos sejam anotados. Conceito A finalidade da notícia é apenas informar o leitor sobre os fatos. proponha que elejam uma notícia. a mais interessante. enquanto o editorial também opina sobre os mesmos. 90 . Em seguida. ou que considerem mais polêmica e façam uma leitura silenciosa – afinal os editoriais se referem às notícias e reportagens do dia. é hora de registrar a sua conclusão. o aspecto mais opinativo do que informativo do editorial. escolham uma notícia que mais os interessam. os argumentos que comprovam e/ou reforçam o posicionamento do redator. Leve-os a refletir sobre: • • • • a relevância dos assuntos presentes na notícia discutida. você poderá se embasar nas seguintes questões: 01 Qual é o assunto tratado na notícia eleita? 02 O que você acha desse assunto? 03 Quais outros temas podem ser discutidos com base nessa notícia? 04 Escolha um desses temas que você considera bom para um editorial e justifique sua escolha.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Retome os jornais e revistas que estão expostos na sala de aula e escolha uma notícia para ler e discutir com os colegas. Prática de leitura Notícia escolhida e discutida. e que fiquem à disposição da turma no momento da escrita do texto. de preferência em cartazes. contribuindo. para isso. Depois da leitura. a importância do debate para a escrita de um editorial. posicionando-se em relação a ela com argumentos coerentes e convincentes. Finalmente proponha o debate: os estudantes devem se manifestar a respeito da questão eleita. para organizarem um debate bem legal sobre ela. que comprovem e/ou reforcem seu posicionamento. proponha-lhes que discutam entre si (em pequenos grupos) sobre a notícia escolhida.

inicie esta aula. Prática de oralidade Professor(a). converse sobre o assunto e argumentos que reforçam a posição assumida. comprovam e/ou reforçam seu posicionamento e correspondem ao assunto tratado. assim. AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. por meio da prática da oralidade (fala e escuta). pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. expressões. Escute o que eles têm 91 . Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre os seus editoriais. Caso na sua turma haja pessoas com deficiência auditiva. retome seu texto e observe se os argumentos que você utilizou são coerentes e convincentes. esta é uma ótima oportunidade para você observar e registrar o desempenho dos estudantes em relação à argumentação. leitura e escrita. depois de ler suas produções. explorando as práticas de oralidade. construindo significados e inferindo informações implícitas. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. Prática de escrita DESAFIO Mais uma vez. mímicas etc. Reúna com dois ou três colegas e. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. explore diferentes linguagens como gestos. respeitando. o direito de todos e considerando as diferenças da sala de aula.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). presentes nos textos.

por isso.LÍNGUA PORTUGUESA a lhe dizer sobre o que você criou. quando o exame foi aplicado pela primeira vez. porém. Cuidar dos médicos É preocupante o resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. por exemplo. faculdades de prestígio. Enquanto 418 alunos fizeram o teste em 2011. como USP e Unicamp. Prática de leitura Leia o editorial e perguntas abaixo com atenção. os resultados deste ano apenas repetem um padrão assustador. Longe de serem um caso à parte. Antes. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. em média. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). agora foram quase 2. deveria medir também a aptidão prática-. Desde 2005.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. Conceito O editorial possui um fato e uma opinião. coordenador do exame do Cremesp. o índice de reprovação chegou a 61%. boicotavam a avaliação. o médico Bráulio Luna Filho. Segundo ele. Nada menos que 54. O fato informa o que aconteceu e a opinião transmite a interpretação do que aconteceu. o desempenho dos alunos tem sido pífio. taxa de 95% de aprovação. Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame -em vez de se restringir a questões teóricas. países como Canadá e Estados Unidos têm.500. Em 2008. pela primeira vez. contava com cerca de 70% de aprovação. sua 92 . e responda-as. A situação. em seu caderno. Apesar do histórico negativo. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. tendo como base o conceito de editorial acima. é ainda mais perturbadora: a reprovação no teste não impede o exercício da profissão. A constatação da inépcia de mais da metade dos formandos já seria razão suficiente para inquietação quanto à qualidade dos cursos de medicina.

para isso recorra às aulas anteriores e discuta com seus colegas e professor. Na medicina. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. faça as alterações necessárias. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. mas a segurança e a saúde dos pacientes. não há como fugir à conclusão. O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. mas a segurança e a saúde dos pacientes.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. Paulo. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. por isso. 10 de dezembro de 2012 01 Qual é o fato presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: O resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. 04 Que interpretações ela (a opinião) transmite do que aconteceu? Possibilidade de resposta: Na medicina. não há como fugir à conclusão. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. 03 Qual é a opinião presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: A formação dos médicos. Caso perceba alguma deficiência. releia-o e verifique se o fato (o que está sendo informado) e a opinião (as interpretações) estão bem delimitados. 02 O que esse fato está informando? Possibilidade de resposta: Nada menos que 54. Folha de S. Prática de escrita DESAFIO Volte ao seu texto novamente.LÍNGUA PORTUGUESA aplicação a todos os formandos permite um diagnóstico mais preciso sobre os cursos de medicina no Estado. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. é precária. 93 .O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). é precária. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. A formação dos médicos.

leitura. escrita e análise da língua. Observar a coerência é interessante. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. sem as palavras e expressões retiradas? Da forma como está o texto tem uma unidade de sentido? Durante a leitura. Prática de oralidade Leia o texto Exemplo de honestidade. explorando as práticas de oralidade. da forma como se apresenta e.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. coesão e coerência. Um texto é coerente quando compatível como conhecimento de mundo do receptor. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. porque permite perceber que um texto não existe em si mesmo. mas sim constrói-se na relação emissorreceptor-mundo. já que a interpretabilidade do texto depende do conhecimento partilhado entre os interlocutores. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. construindo significados e inferindo informações implícitas. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. socialize suas impressões. em seguida. envolvendo fatores lógicosemânticos e cognitivos. coletivamente: • • • Como foi ler o texto incompleto. você procurou inserir os termos que estavam faltando? Professor(a). ou seja. É importante que o aluno perceba que a ausência dos elementos articuladores faz com que o texto não tenha unidade. 94 . Conceito Coerência: A coerência é responsável pelo sentido do texto. a atividade pode ser realizada em duplas.

Felizmente. Ao abri-la. É óbvio que os dois passam dificuldades. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada. com os termos que estabelecem relação entre os argumentos apresentados e são responsáveis pela coesão e coerência do texto. um casal de moradores de rua encontrou uma sacola embaixo de uma árvore. _________ tenham feito apenas o que é certo. Assim. de vez em quando. Prática de análise da língua Releia o texto e complete os espaços em branco. 95 . nem todo mundo escolhe o caminho errado para se dar bem. A polícia acha que o dinheiro foi escondido pelos ladrões ________ que eles próprios buscassem a sacola mais tarde. Sempre que podem. Frustrados. deram com cerca de R$ 20 mil. a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção. não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí. _____ eles não ficaram com o dinheiro. _____.LÍNGUA PORTUGUESA Coesão: É a manifestação linguística da coerência. alguém mostra que é possível ser decente mesmo nas situações mais difíceis da vida. debaixo de um viaduto no Tatuapé (zona leste de São Paulo). que devolveu a bolada aos seus donos: os proprietários de um restaurante japonês que havia sido roubado horas antes. O episódio já seria suficiente para chamar a atenção. _________. ________. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. Agradecidos. A coisa anda tão feia que muita gente até se esquece de que o certo é ser honesto. anônimos como tantos brasileiros. não há dúvida de que são dois heróis. _____ a cena toda era ainda mais interessante. O casal vive na rua. Exemplo de honestidade Políticos não se cansam de dar maus exemplos. os donos do restaurante prometeram ajudar o casal. os bandidos ameaçaram os dois sem-teto. A grana poderia melhorar muito suas vidas. vários deles surrupiam o dinheiro público. Na madrugada de domingo para segunda-feira. Resolveram dar tudo à polícia. Uma ajuda mais que merecida.

Vamos lá? AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. bem como a importância de se escolher bem as palavras e/ou expressões utilizadas em um texto. Prática de escrita DESAFIO Retome o seu texto e observe se além de empregar os elementos trabalhados a seguir: apresentação da tese. Por isso. este é o momento de aprimorar a sua escrita. Neste momento. escrita e análise da língua. desenvolvimento/argumentação e conclusão. Em seguida. Observe o uso dos elementos articuladores nos textos lidos. peça que façam uma leitura silenciosa.LÍNGUA PORTUGUESA Comparando o exemplo das ruas com o da política. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. é importante organizar o texto escrito. desde que não alterem o contexto. fundamentais para a produção textual. os quais estabelecem relação entre os fragmentos do texto tornando-o coerente e coeso. retome os conceitos de coerência e coesão. Ainda que. Mas. Agora São Paulo. explorando as práticas de oralidade. depois que os alunos completarem o texto. 11 de julho de 2012. Após a correção. é importante estimular a participação dos alunos e decidir quais serão as expressões mais adequadas para o texto e explicar por que certas expressões escolhidas por eles não cabem no contexto. Mas. para. Resposta: E. Professor(a). É possível admitir outras respostas apresentadas. você o elaborou empregando os termos (elementos articuladores). faça a correção. leitura. ou seja. Em seguida. Afinal . enfatize a importância do uso dos elementos articuladores. 96 . fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo.

Refletir sobre o emprego de conjunções coordenativas como elementos articuladores no editorial. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Prática de análise da língua Pesquise em livros didáticos do 8º ou 9º ano as definições de elementos articuladores. Nesta atividade. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. Professor(a). Pesquisar sobre os elementos articulares e conjunções coordenativas. Não estimule a cópia de resumos do quadro. estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. Conceito Conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática. o professor deve mediar o ensino-aprendizagem e ensinar aos alunos como se deve fazer pesquisa. O resultado da pesquisa deve ficar no caderno dos alunos.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u u Ler com fluência e autonomia. O que caracteriza o texto lido como editorial? Qual é o assunto abordado no texto? Qual foi a tese defendida e quais foram os argumentos utilizados para reforçar a opinião? Professor(a). 97 . construindo significados e inferindo informações implícitas. Outra alternativa é utilizar os Ambientes Informatizados para pesquisar. converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem o editorial Exemplo de honestidade do jornal Agora. nesta atividade os alunos pesquisarão sobre os elementos articuladores e conjunções coordenativas. Leve para a sala de aula livros didáticos do 8º e 9º anos. oriente os alunos que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. É importante que eles pesquisem os conceitos trabalhados na aula. Prática de oralidade Em duplas. ou gramáticas da biblioteca. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. conjunção e conjunções coordenativas. Conjunção coordenativa estabelece uma relação de interdependência entre duas orações.

Expressa a ideia de acréscimo de argumentos. 03 O que são conjunções? Possibilidade de resposta: Conjunções: A palavra “conjunção” provém de “conjunto”.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Substitua as expressões que foram inseridas no texto Exemplo de Honestidade por outras semelhantes. E: Conjunção coordenativa aditiva . DESAFIO Retome o seu texto e observe o uso das conjunções coordenativas.htm>. bem como estimular a constante pesquisa. Logo. Junto simultaneamente. 98 . 1. Pode ser substituído por: logo ou portanto. entretanto.brasilescola. Servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento. o objetivo da atividade é ampliar o repertório dos estudantes. no entanto. que não alterem o sentido. Por isso. Lembre-se de que na escrita de textos é fundamental usar estes recursos. 04 Quais são as conjunções coordenativas encontradas no texto? Mas: Conjunção coordenativa adversativa . sm. bem como o uso dos demais elementos articuladores. Vejamos a definição do último termo no dicionário Aurélio: Conjunto: adj.Expressa oposição de argumentos. conjunções e elementos articuladores. Já o sufixo -ção tem significado de “resultado de uma ação”. 05 Que outras expressões foram encontradas no texto? Possibilidade de resposta: Para: Preposição Afinal: Advérbio Ainda que: são relatores que estabelecem ao mesmo tempo uma relação de contradição e de concessão. de vez em quando: Pode ser substituído por: mas também. 2 Reunião das partes dum todo. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada.com/gramatica/conjuncao. temos que: conjunção é a ação de juntar simultaneamente as partes de um todo. no que concerne ao assunto trabalhado. Acesso em dezembro 2012. Possibilidade de resposta: E.Expressa a ideia de conclusão. se associarmos as duas definições. 02 O que são elementos articuladores? Possibilidade de resposta: Elementos articuladores: São palavras ou expressões que estabelecem relações entre as partes de um texto. Mas a cena toda era ainda mais interessante. Professor(a). <Disponível em: http://www. Por isso: Conjunção coordenativa conclusiva . Pode ser substituído por: porém.

leitura. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. “A grana poderia melhorar muito suas vidas”. observando o uso das expressões: “A coisa anda tão feia”. “Resolveram dar tudo à polícia. construindo significados e inferindo informações implícitas. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. u u Prática de oralidade Retome o texto Exemplo de honestidade e observe a linguagem utilizada: • • • • O que a difere da linguagem dos demais editoriais lidos até o momento? Que expressões deste editorial confirmam peculiaridades no uso da linguagem? Pela linguagem pode-se identificar a ideologia do jornal e o público leitor? Qual o nome do jornal? Onde circula? Prática de leitura Releia o texto. 99 . explorando as práticas de oralidade. que devolveu a bolada”. “Não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí”. escrita e análise da língua. regional e local.

100 . Você concorda com essa opinião? Justifique com argumentos bem fundamentados. explorando as práticas de oralidade. promova a inferência das ideias apresentadas Prática de escrita DESAFIO Releia o último parágrafo do texto: “Comparando o exemplo das ruas com o da política. que devolveu o dinheiro.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Você já ouviu as expressões em destaque? O que significam? Possibilidade de resposta: A situação não está favorável. quantia ou montante 02 Substitua as expressões em destaque por outras com sentido equivalente (linguagem padrão). por que o autor deste editorial utilizou expressões da linguagem coloquial? Professor(a). Não é todo dia que R$20 mil estão disponíveis por aí. O dinheiro ou a quantia poderia melhorar muito suas vidas. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo”. Resolveram dar tudo à polícia. prioriza a linguagem padrão. geralmente. Na sua opinião. Novamente. escrita e análise da língua. 03 O editorial é um gênero que. AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. leitura. este é o momento oportuno para mediar uma reflexão sobre o uso da linguagem padrão e não-padrão em textos escritos.

como um recurso para se aproximar do leitor. extraído do jornal Agora São Paulo: 101 . regional e local. atentamente.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. mas o vocabulário pode ser mais formal ou mais informal. sobretudo. Assim. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. conversar. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. neste momento promova a discussão sobre os tipos de linguagem. apesar de a linguagem padrão predominar no gênero editorial. ou seja. o texto abaixo. de acordo com a nossa necessidade. às vezes. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. Prática de leitura Leia. alguns editorialistas utilizam a linguagem coloquial. associados ao contexto social em que a linguagem é produzida. bem como exemplificar como as variações linguísticas ocorrem. bem como saiba quando utilizá-las. u u u u Prática de oralidade Conforme você viu na aula anterior. Também é apropriado trabalhar com o conceito de língua. • • • • • • • O que é linguagem padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que é linguagem não-padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que seriam as denominadas variações linguísticas? Como se manifestam na fala? E em um texto? Em que situações utilizamos a linguagem padrão? E a linguagem coloquial? Professor(a). podemos usar a língua padrão. Conceito Os conceitos linguagem formal e linguagem informal estão. Assim. Refletir sobre o uso da linguagem padrão e não padrão nos editoriais como um recurso utilizado pelo autor. escrever de acordo com as regras gramaticais. construindo significados e inferindo informações implícitas.é importante que o estudante compreenda a diferença entre linguagem padrão e linguagem coloquial.

A partir de amanhã.uol. não pode ser tratada com chá de cadeira. A medida é correta. responda: 01 Qual é a temática retratada no texto? Possibilidade de resposta: A situação ruim da saúde pública brasileira. Sobre a notícia lida. muitas vezes em primeiro lugar. Disponível em: <http://www. Entre os vários problemas. Sempre a área da saúde aparece no alto dessa lista. Quem usa o SUS conhece bem a triste realidade dos hospitais públicos. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. É sempre uma surpresa. Mexer no bolso das empresas é um bom jeito de cobrar mais agilidade. sete dias para consultas básicas e 14 para as de médicos especialistas. os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços. no setor público ou no privado. O órgão do governo responsável por fiscalizar o setor decidiu punir quem desobedece esses prazos.com. O que dizer. A saúde do cidadão. 102 . quanto no setor privado. porém. então. Os atuais associados não serão prejudicados.br/editorial/ ult10112u1118825. as esperas devem ser de no máximo três dias para exame de laboratório. do Estado ou do país. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação.LÍNGUA PORTUGUESA Chá de cadeira para a saúde De tempos em tempos surge uma pesquisa que pergunta às pessoas qual o principal problema da cidade. tanto no setor público.agora. portanto. Não é surpresa. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento? De acordo com regra válida desde o final do ano passado. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar.shtml> Acesso em dezembro de 2012. Isso não acontece por acaso.

Em seguida. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento?” (7º parágrafo). Possibilidade de resposta: Linguagem padrão: “Entre os vários problemas. 03 No lugar do editorialista. 02 Atente quanto ao uso das expressões: “Aparece no alto dessa lista”. Estimule o debate sobre a situação do setor da saúde em nosso país. Retire dois exemplos de cada tipo de linguagem no texto lido. no setor público ou no privado. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. você deve ter observado o uso de linguagem padrão e não-padrão. Prática de análise da língua 01 Ao ler o editorial. neste momento torna-se pertinente aprofundar os conceitos trabalhados na aula de linguagem padrão e não-padrão. Resposta pessoal. não pode ser tratada com chá de cadeira” (12º parágrafo). “Mexer no bolso das empresas”. b) Você já tinha ouvido essas expressões? Em caso positivo. que tipo de linguagem você utilizaria predominantemente em seu texto? Justifique sua resposta. em quais contextos? Possibilidade de resposta: Resposta pessoal. Professor(a). através da socialização dos conteúdos 103 . “Os planos que enrolam”. faça mais uma leitura do texto em conjunto. os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços” (10º parágrafo) e “A saúde do cidadão. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação” (4º parágrafo) e “O que dizer. Linguagem não-padrão: “A partir de amanhã.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Você concorda com a opinião do jornal? Por quê? Resposta pessoal Professor(a). então. a) As expressões acima são exemplos de qual tipo de linguagem? Possibilidade de resposta: Linguagem não-padrão. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. Estabeleça a interação na aula.

O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. Então. construindo significados e inferindo informações implícitas. que outros recursos. além da linguagem. explorando as práticas de oralidade. bem como reler o texto. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Lembre-se de que usar os tipos de linguagem padrão ou não-padrão são recursos que você pode explorar em seu texto. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. o editor utilizou em sua argumentação: Professor(a). regional e local. Tente perceber qual tipo de linguagem você empregou e se seu uso está de acordo com os conceitos estudados em sala de aula. Espera-se que os alunos percebam 104 . Estimule a participação dos alunos fazendo questionamentos. escrita e análise da língua. leitura. neste momento é necessário revisar os conceitos vistos na aula passada. mãos à obra! AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. u u u Prática de oralidade Retome o texto “Chá de cadeira para a saúde” e observe. Refletir sobre os recursos expressivos empregados nos editoriais.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial.

como a repetição de palavras (surpresa) questiona o leitor. caracterizada pela demora nos atendimentos e serviço ruim. Em suma “A saúde do cidadão. retoma o título na linha argumentativa do texto etc. tanto no setor público. Prática de análise da língua 01 Relacione o título do editorial com os argumentos apresentados no texto. Possibilidade de resposta: a) Aparece em primeiro lugar dessa lista. Professor(a). d) “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. b) “Os planos que enrolam”. 02 Substitua as expressões abaixo por outras da linguagem padrão. não pode ser tratada com chá de cadeira”. Conceito Os recursos expressivos são processos utilizados pelos autores para tornar o texto mais sugestivo e eficaz. c) “Mexer no bolso das empresas”. de acordo com os contextos que aparecem no texto. A expressão chá de cadeira remete-nos à espera por atendimentos melhores nos serviços prestados. O uso de recursos expressivos possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o leitor na construção de novos significados. 03 Releia os parágrafos abaixo: Não é surpresa. portanto. d) Não pode ficar à espera de soluções. quanto no setor privado. no setor público ou no privado. enfatize que os alunos deverão substituir as expressões.LÍNGUA PORTUGUESA que o autor utilizou alguns recursos linguísticos. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. 105 . c) Prejudicar financeiramente. o conhecimento de diferentes gêneros textuais proporciona ao leitor o desenvolvimento de estratégias de antecipação de informações que o levam à construção de significados. Possibilidade de resposta: O título “Chá de cadeira” foi utilizado para reforçar os argumentos a respeito da situação do setor da saúde no Brasil. Nesse sentido. a) “Aparece no alto dessa lista”. b) Os planos que não respeitam os consumidores.

explorando as práticas de oralidade. Vamos lá! AULA 29 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. Explique os sentidos da palavra surpresa na argumentação utilizada pelo autor. no 7º parágrafo texto. porém. os beneficiários têm enfrentado os mesmos problemas da rede pública. inseriu algum dado estatístico? Tais recursos reforçam a sua argumentação e podem ser utilizados. Tente perceber o uso de uma mesma palavra que expresse ideias diferentes. pode ser considerado um recurso expressivo? Possibilidade de resposta: Sim. leitura. 106 . Você fez algum questionamento aos leitores de seu texto? E você. escrita e análise da língua. de maneira enfática. Possibilidade de resposta: A palavra surpresa foi utilizada primeiramente para reforçar o argumento de que é necessário pagar por um plano de saúde. demora nos atendimentos. Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial.LÍNGUA PORTUGUESA É sempre uma surpresa. 04 O questionamento utilizado pelo autor. visto que na rede pública o atendimento é demorado. caracterizado por longa filas. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. O questionamento leva o leitor a refletir sobre a questão levantada. sugestiva e eficaz. mesmo na rede privada. ou seja. O segundo uso de surpresa serve para reforçar que.

modo.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. 01 Analise as flexões verbais dos verbos destacados no trecho “São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. trabalhado na aula 9 e releia-o. visto que exprimem estado (ser) e ação (dominar) que ocorrem 107 . foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). presentes no editorial em estudo. passado e futuro. construindo significados e inferindo informações implícitas. Professor(a). publicado no jornal Folha de S. peça aos estudantes que observem bem o emprego das flexões verbais. São e dominam estão flexionados no presente. • possuem modos verbais: indicativo. subjuntivo e imperativo. Prática de análise da língua Nesse momento. São variáveis. modo. por isso. pessoa e número. Conceito Os verbos são palavras que indicam ações ou exprimem o que se passa. podem sofrer flexão de tempo. passado e futuro. • têm propriedade de localizar o fato no tempo. Paulo. referentes ao emprego das flexões verbais. agora. e têm a propriedade de localizar o fato no tempo. pessoa e número. Há três tempos verbais básicos: presente.” Possibilidade de resposta: Todos os três verbos estão na 3ª pessoa do plural. Em seguida socialize suas conclusões para o restante da turma. • possuem tempos verbais básicos: presente. para isso retome o texto “Cuidar dos médicos” e responda às questões abaixo. em relação ao momento em que se fala. Analisar e refletir sobre o emprego das flexões verbais Retomar a produção inicial. em relação ao momento em que se fala. você fará um trabalho em grupos. Prática de oralidade Volte ao editorial Cuidar dos médicos. (se referem a alunos) e no modo indicativo (retratam situações consideradas reais por parte de quem fala ou escreve). para observar e refletir sobre o emprego das flexões verbais presentes nesse texto. Para isso proponha a seguinte reflexão. dia 10 de dezembro de 2012. • podem sofrer flexão de tempo. Os verbos • indicam ações ou exprimem o que se passa.

que retrata situações consideradas hipotéticas. Professor(a).” Resposta possível: O verbo está na 3ª pessoa do singular (se refere ao coordenador) e foi empregado no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. peça ajuda ao(à) seu professor(a)! 108 .” Prática de escrita DESAFIO Outra vez. Dê um tempo para que a turma realize a atividade e peça-lhes que socializem suas conclusões. 02 O que você sabe sobre o tempo presente? Quando ele é usado? Possibilidade de resposta: O presente indica uma ação. “Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. A palavra talvez que introduz o trecho reforça a dúvida. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional.. 03 Leia o trecho abaixo.”. mas uma possibilidade de atitude do coordenador.. O verbo foram. discuta com seus colegas. Identifique-os: Possibilidade de resposta: “Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame. pela primeira vez. peça-lhes que retomem o texto em estudo e respondam às questões abaixo. ou seja. por sua vez. com base nos conhecimentos apresentados pelos grupos. 04 Sempre que o autor de um texto quer marcar o grau de incerteza de um fato utiliza o modo subjuntivo. está no pretérito perfeito. Imaginasse sugere não uma certeza. Caso perceba que precisa aprimorar este conhecimento linguístico no seu texto..LÍNGUA PORTUGUESA no momento da fala. No texto há mais três verbos flexionado neste modo verbal. no momento em que o editorialista escreve o editorial e argumenta a tese defendida. Em seguida. “Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. organize os estudantes em grupos. Observe as flexões utilizadas para expressar passado e presente. observe o verbo em negrito e analise a sua flexão. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. a hora é agora: faça consultas em gramáticas. pois expressa uma ação já concluída no momento da fala. proponha uma discussão e finalize fazendo junto com a turma uma sistematização do que foi estudado. retome seu editorial e observe como você utilizou os verbos para apresentar os fatos e sua opinião.” “Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. a incerteza dessa ação. certezas e dúvidas etc. por parte de quem fala.

O que devo aprender nesta aula u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. artigos. em seguida. revistas. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. estilo e função social. apresente. Ler crônicas e editoriais. o título do editorial a ser trabalhado nesta aula. pronomes. observando forma. numerais. TV etc. à turma. observando os elementos constitutivos dos gêneros em estudo (forma. Produzir crônicas e editoriais. escrita e análise da língua.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 30 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. questionando-os: • • • O que o título lhe sugere? Você vê alguma relação entre o título e a data do editorial? Você acha que o editorialista vai apresentar algum conselho ao leitor? Qual? Conceito De modo geral. como adjetivos. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. conteúdo. podemos definir a concordância nominal como sendo a concordância entre o substantivo e seus termos referentes. leitura. Essa concordância se dá em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). estilo e função social). u u Prática de oralidade Professor(a). explorando as práticas de oralidade. comparar e associar os gêneros em estudo. responda às questões que se seguem: 109 . Prática de leitura Leia o texto abaixo e. Ler.

mesmo antes do balanço final das compras natalinas as famílias já estão muito endividadas. 110 . 44% da renda anual das famílias estão comprometidos com endividamento. de acordo com dados do Banco Central. 04 Em um texto escrito. como o Editorial. O endividamento com uso do cartão de crédito é o maior peso para essas famílias endividadas. De modo geral. diante do consumo. 02 Que argumentos são utilizados para comprovar esse ponto de vista? O principal argumento empregado é de que a maioria dos consumidores estão endividados além de suas possibilidades. muitas vezes. é importante que essa concordância seja feita de acordo com as normas gramaticais? Por quê? O editorial é um gênero que por sua finalidade e suporte precisa se adequar às normas gramaticais. as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. Existem consumidores contumazes como os que são seduzidos pelo apelo de comprar neste período do ano. 03 A concordância correta entre os termos das orações dentro do texto são marcas de que tipo de linguagem? São marcas de uma linguagem padrão. verdadeira bomba-relógio para quem não conta com algum planejamento financeiro. Em segundo lugar aparece a utilização da linha de crédito conhecida como cheque especial. 10 de dezembro de 2012 01 Que opinião é expressa no editorial? A opinião expressa é de que os consumidores devem ter uma posição prudente. Muitas vezes. já que a fala coloquial é marcada por concordâncias. O que vale dizer: o excesso de endividamento quase sempre não vale a pena. como se sentissem na obrigação de dar presentes. consideradas em desacordo com essa linguagem padrão. A consultora recomenda que se deve resistir a essa tentação. por culpa desse elevado índice de endividamento. Para se ter uma ideia. Prudência no consumo será sempre conveniente para todos.LÍNGUA PORTUGUESA Limite da dívida Uma consultora de educação financeira aconselhou os consumidores a um raciocínio prudente em face do intenso apelo para comprar nesta época do ano. cautelosa. a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. Jornal O Popular. no País.

Caso não o tenha feito. você poderá acrescentar outras regras caso considere oportuno. apresentamos aqui a regra básica de concordância nominal. Veja o exemplo: ARTIGO das PRONOME essas algum as SUBSTANTIVO compras famílias planejamento famílias ADJETIVO natalinas endividadas financeiro sacrificadas 02 Copie do texto outros exemplos de concordância nominal. observe se em seu texto você fez as concordâncias nominais da forma correta. Professor. escrita e análise da língua. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nessa aula. de acordo com as regras gramaticais da língua padrão. 111 .LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Observe o quadro e complete-o. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial. leitura. corrija-o! AULA 31 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. escrevendo as palavras que concordam com o termo já escrito. Uma consultora de educação financeira/ consumidores contumazes/ cheque especial e outros. explorando as práticas de oralidade.

u Prática de leitura Professor(a). as pessoas se endividam. ou seja. observando forma. como podemos perceber pela ausência de gírias e expressões regionais.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. Predomina a linguagem padrão.. observando os elementos constitutivos do gênero em estudo (forma. 01 Vimos que o tema do editorial lido ontem é o endividamento de muitas famílias brasileiras. Ler. Conceito Definimos a concordância verbal. Você considera esse um tema adequado ao gênero? É um tema de relevância social e bastante discutido. Explique como se dá essa relação. comprometem grande parte de sua renda e então não conseguem mais pagar suas dívidas. caso ache necessário. como a concordância. No caso a relação existente é de causa e efeito. Refletir sobre o emprego da concordância nominal e verbal nos gêneros em estudo. 2ª 112 . principalmente nessas épocas de grande consumo.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois.. Ler editoriais. retome a leitura do editorial da aula anterior para prosseguir com essa aula. basicamente. estilo e função social Produzir editoriais.” Nesse trecho aparece uma relação entre o endividamento e a situação difícil das pessoas. 02 De acordo com o editorial. Essa concordância se dá de acordo com a pessoa (1ª. como sendo a concordância entre o sujeito e o verbo a que ele se refere. 04 Que tipo de linguagem predomina no texto? Justifique. estilo e função social). portanto adequado ao gênero. revistas. 03 “. TV etc. ficando em situação difícil. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. o gênero em estudo. conteúdo. qual a principal consequência do endividamento das famílias? As famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. pelo cuidado com as regras gramaticais.

113 . 02 No trecho“... a concordância nominal. Copie os período em que isso ocorre? extrapolem e causem. 03 O autor do editorial poderia ter separado o período em dois? Por que não o fez? Separar o período acarretaria na repetição do sujeito. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. “.” Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial... o que deixaria o texto com uma linguagem fora do padrão considerado culto.as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. corrija-o. aquela que existe entre o substantivo e seus referentes. Observe se em seu texto você fez as concordâncias verbais da forma correta. ou entre o sujeito e o verbo. caso não o tenha feito. Que outra concordância podemos fazer no texto? Outra concordância possível é entre o sujeito e seu predicado. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nesta aula. em desacordo com uma das características do gênero.LÍNGUA PORTUGUESA e 3ª) e número (singular e plural).” aparecem dois verbos para um mesmo sujeito. portanto. Prática de análise da língua 01 Vimos na aula anterior um tipo de concordância.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. de acordo com a norma padrão e. Os dois verbos estão no plural porque se referem à palavra gastos que também está no plural. 04 Busque no texto outro exemplo em que dois verbos referem-se a um mesmo sujeito e copie o trecho.

Prática de oralidade Nessa aula. sobre a evolução da aprendizagem deles em relação à leitura e à escrita. em seguida. Professor(a). Faça uma síntese oral da evolução do seu aprendizado sobre a leitura e a escrita. converse com a turma sobre tudo o que já estudaram referente ao gênero editorial. a desenvolver melhores argumentos.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 32 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. estudante. Sobre a opinião do editorialista desse texto. e a aumentar seu poder sustentação de uma posição? Argumente. principalmente. Em seguida. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. discutam sobre ele e respondam as seguintes questões: • • Ao ler esse texto é possível perceber com mais facilidade o assunto tratado? Explique. refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. construindo significados e inferindo informações implícitas. peça-lhes que leiam o texto. Retomar a produção inicial. explorando as práticas de oralidade. • • Conceito A regência cuida especialmente das relações de dependência em que se encontram os termos na oração ou as orações entre si no período composto. quando exigem a 114 . Os termos. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. antes de iniciar a leitura do texto Oscar Niemeyer. Refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. provoque-os a dizer. analise da língua e escrita. tendo como base o texto Oscar Niemeyer. o que você tem a dizer? Está clara? É convincente? Foi reforçado no final do texto? Você acha que o estudo do gênero editorial lhe ajudou a identificar a tese de textos de opinião. a ideia é fazer uma retomada de tudo que já foi estudado até o momento sobre o gênero editorial e.

adjetivo ou advérbio). Viu-se depois. pelo menos na primeira metade do século passado. 115 . já nas construções mineiras da Pampulha.LÍNGUA PORTUGUESA presença de outro. a obra de Niemeyer não tanto retirou elementos da paisagem brasileira quanto serviu para reconfigurá-la. Já não seria pouco. ao mesmo tempo informal e inovador. foi questionada por Niemeyer. O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. Niemeyer marcou sua presença na arquitetura do século 20 graças a um estilo próprio. Quando o termo regente é um verbo. ao lado de Lucio Costa. pela extrema economia de recursos. ocorre a regência verbal. chamam-se regentes ou subordinantes. dada a circunstância de que o modernismo arquitetônico. os que completam a significação dos anteriores chamam–se regidos ou subordinados. o brasileiro considerou que novas técnicas de edificação em concreto armado permitiam uma abertura maior para a fantasia do arquiteto. e autor de obras em várias partes do mundo. para o advento do futuro. em seguida. ocorre a regência nominal. Tratava-se. reflita sobre as questões propostas: Oscar Niemeyer Contam-se nos dedos os brasileiros que tiveram fama internacional comparável à do arquiteto Oscar Niemeyer. sem esforço. Como é sabido. A preferência quase dogmática pela linha reta. Seja como for. ao menos até a ruptura de 1964. que seria a marca das principais aspirações nacionais. ao lado do então governador Juscelino Kubitschek. Prática de leitura Leia o texto abaixo e. como nunca. estava por assim dizer no inconsciente de atitudes que orientava o projeto desenvolvimentista. Nesse sentido. as linhas do edifício. Quando o termo regente é um nome (substantivo. de forma traumática. pela austeridade antiornamental. nos anos 1940. de dar forma a um sonho de modernidade. Criador de Brasília. e mais ainda em Brasília. feito de elegância e aerodinâmica leveza. Flexibilizou. o próprio Oscar Niemeyer não se esquivou de relacionar seu estilo com a natureza de seu país – as montanhas do Rio de Janeiro e “as curvas da mulher amada” estariam entre as principais fontes de inspiração. corria o risco de cair na impessoalidade e na rigidez.

contrastando com os fins igualitários de sua crença comunista. para isso oriente-os a desenvolverem as atividades a seguir. de autoritarismo e de turbulência se escondiam sob as promessas de meados do século. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. pois trata-se da relação de dependência estabelecida entre o verbo (marcou) e seu complemento (sua presença). sempre igual a si mesmo. essa palavra exerce a função de verbo trasitivo direto que exige um complemento sem preposição – sua presença – termo regido que completa esse verbo dando sentido à ideia contida no texto. 07 de dezembro de 2012 http://www1. possa dobrar-se. para escrever um bom texto é preciso articular bem as palavras e para isso é necessário compreender a relação existente entre os termos uma oração e perceber que um termo serve de complemento ao outro. Niemeyer sobreviveu aos percalços da política. Prática de análise da língua 01 Observe a oração a seguir e responda: “Niemeyer marcou sua presença. No texto. persiste. diga-lhes que estas os ajudarão a refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração.com. num país e num mundo bem menos simples e transparentes. no branco do mármore. a mesma com que enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista e ao duro centralismo militar. Peça-lhes que.LÍNGUA PORTUGUESA o quanto de conflito. Folha de .. pairando. 116 . o nome de Niemeyer parece refletir esta esperança: a de que a matéria. releiam o texto. c) De acordo com o conceito de regência acima. mas inspiradora ainda. Inscrito na audácia do desenho. Com inabalada serenidade.” a) A palavra destacada é: Resposta: um verbo b) Essa palavra é o termo regente ou regido? Explique. rígida e muda. discutam sobre ele. essa relação trata-se de regência verbal ou nominal? Explique. decorativa talvez.. Possibilidade de resposta: regência verbal. A beleza palaciana de suas obras.uol. aos desígnios do homem. Possibilidade de resposta: regente. na curva do concreto e na limpidez do vidro. diga aos estudantes que. em duplas.br/opiniao/1197368-editoriais-oscar-niemeyer.shtml Professor(a). fácil.folha. observando como as palavras se relacionam e formam um todo com sentido. de desigualdade. Paulo.

03 Analise as orações abaixo e complete o quadro: “Flexibilizou. Exemplo: “O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. digas-lhes que a regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. caso perceba alguma falha. aproveite esse momento e aprimore seu texto.. as linhas do edifício.” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Prática de escrita DESAFIO Sobreviveu: verbo transitivo indireto verbal aos percalços da política: objeto indireto Releia o seu editorial. 117 . se for preciso peça-lhes que pesquisem em gramáticas.” Termo regente/Função Regência Termosregidos/Função enunciava: verbo transitivo direto e indireto verbal convicções: objeto direto ao amável populismo juscelinista: objeto indireto “Niemeyer sobreviveu aos percalços da política. continue orientando os estudantes durantes as atividades. observe mais uma vez se os elementos próprios desse gênero. na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto.enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista. transitivo indireto. Possibilidade de resposta: a regência nominal acontece quando o termo regente da oração...” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Flexibilizou: verbo transitivo direto verbal as linhas do edifício: objeto direto “.. Mostre-lhes que.. transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele. utilizados para dar sentido ou significado ao que se quer expressar é um nome (substantivo. como nunca.. adjetivo ou advérbio).” Professor(a). sempre igual a si mesmo. inclusive o conteúdo estudado nessa aula. Discuta bem esses conceitos com a turma.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Defina regência nominal e cite um exemplo do texto em estudo. estão presentes nele. internet etc.

bem como as características do gênero trabalhado. analise da língua e escrita. É necessário também socializar as produções escritas. da direção ou da equipe de redação. Conceito Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. Todo texto escrito deve ser revisado. por exemplo. Professor(a). os argumentos. através do uso dos elementos articuladores e pontuação. Lembre-se que seu papel nessa atividade é mais uma vez mediar a correção. bem como a conclusão na elaboração do texto. faça as seleções necessárias para as produções textuais que escrever. o professor pode indicar problemas identificados. para torná-lo coeso e coerente. reescrito. (re) organização de ideias. ou seja. por isso deve-se estimular a atividade em duplas. tais como: reflexão sobre a língua. Revisar o uso dos elementos articuladores (conjunções coordenativas e outros). bem como quanto à utilização dos elementos articuladores. Reescrever a tese. Conferir ao editorial coesão e coerência. Ao corrigir um texto. é importante enfatizar que um texto deve ser reescrito e que tal prática não se configura como perda de tempo. ou seja. por meio de suas semelhanças e diferenças. u u u u Prática de oralidade Depois de termos estudado sobre o editorial. para garantir a clareza das ideias apresentadas. coesão e coerência. explorando as práticas de oralidade. Estimule também a prática de leitura e reescrita nas outras disciplinas. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. É importante que você. sem a obrigação de ter alguma imparcialidade ou 118 . cada aluno lerá o editorial do outro e fará sugestões que contribuam para a melhoria dos textos. perceba o uso da língua em suas produções escritas. O que devo aprender nesta aula u Reescrever o editorial atentando-se às características pertinentes a este gênero. aluno. chegou a hora de refletir sobre a importância da reescrita.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 33 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. bem como a importância do uso do rascunho. Em duplas. suas características e a importância dos elementos articuladores em um texto.

Lembre-se de utilizar as características pertinentes a este gênero. qual é a importância de se reescrever um texto? 03 Você tem o hábito de reescrever os textos que escreve? Justifique. 04 Por que a reescrita torna-se fundamental. de tornar seu texto coeso e coerente.html> Acesso em dezembro 2012. br/2009/06/genero-editorial.LÍNGUA PORTUGUESA objetividade. o que é reescrita? 02 Para você. é necessário monitorar a atividade de reescrita.O profissional da redação encarregado de redigir os editoriais é chamado de editorialista. Para ficar bem organizado. em todas as disciplinas.com. Disponível em: <http://linguaportuguesafp2009.blogspot. Geralmente. numere os textos do primeiro ao último. grandes jornais reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas. por exemplo. entregue para o seu professor todas as versões de seu trabalho. os elementos articuladores. Coloque-se à disposição dos alunos para sanar dúvidas. 119 . Prática de escrita DESAFIO Reescreva seu editorial empregando todo o conteúdo visto durante nossas aulas. Depois de terminar as devidas revisões. Enfatize que essa prática deve tornar-se recorrente na produção de textos. as conjunções coordenativas. na produção de um editorial? Respostas pessoais Professor(a). Prática de leitura 01 Para você.

O que devo aprender nesta aula u u u Enfatizar a importância da reescrita nas produções textuais. que fica sob a responsabilidade de um editor (editorial) . Cada aluno lerá o editorial produzido. Professor(a). Caso algum aluno não queira ler. Enfatize a importância de se escolher o texto pelos argumentos apresentados e não por quem o escreveu.com.br/editorial/> Acesso em dezembro de 2012.dicionarioinformal. Estimule a participação espontânea dos alunos. etapa por etapa. Caso não haja publicação deste tipo em sua escola. moda. que tal implantá-la? Converse com seus professores. 120 . economia. chegou a hora de expor os resultados à turma. Reescrever e publicar os editoriais produzidos. Cada aluno lerá o seu texto para o restante dos colegas. será feita uma votação dos três melhores textos.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 34 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Apresentação dos resultados obtidos na elaboração de um editorial. pergunte a cada um deles qual foi o melhor editorial e por quê. Socializar os editoriais produzidos pela turma. parte de um jornal ou revista escrita por um editor. Os três textos mais votados serão trabalhados em conjunto pela turma.et. O importante nesta atividade é a interação da turma. O editor é responsável pelo seu editorial. Prática de oralidade Depois de ter produzido seu editorial. Quando todos tiverem lido. Em seguida. Faremos uma roda de leitura dos editoriais. Anote no quadro o nome dos alunos indicados. se ofereça para ler em seu lugar. política. Conceito É cada uma das seções de um jornal ou revista (esporte. Disponível em: <http://www. Peça para que os alunos façam anotações no decorrer das leituras.). disponha as carteiras em círculo. Estas produções serão publicadas no jornal da escola. ou peça que indique um colega para realizar a leitura. pois todos estiveram envolvidos na produção escrita do editorial durante as aulas.

Cada grupo ficará responsável pela reescrita de um dos textos escolhidos pela turma. 03 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as os elementos articuladores e conjunções coordenativas? Exemplifique. Prática de escrita DESAFIO Vamos reescrever o texto juntos? O professor dividirá a turma em 3 grupos. no que concerne à escolha do texto. ortografia etc. 04 Quais foram os conteúdos que você apreendeu a respeito de Editorial? Respostas pessoais Professor(a). esta atividade tem por objetivo aferir o senso crítico dos alunos. além da pontuação. bem como o uso dos elementos articuladores.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Quais foram os motivos que o levaram a escolher o texto que votou? 02 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as características do gênero editorial? Exemplifique. paragrafação. 121 . Lembrese de utilizar as características pertinentes ao gênero editorial. bem como à apreensão dos conteúdos trabalhados.

Apresente aos alunos um livro ata que deverá ser preparado previamente para registrar todas as reuniões que a sala realizar. assinalando os fatos abordados e as decisões tomadas. cartas Professor(a). leitura e escrita. Aproveite este momento para falar sobre o gênero documento – Ata. a finalidade. A reunião deve acontecer na próxima aula com a participação de todos.LÍNGUA PORTUGUESA Ata. de forma democrática. Apresente uma pauta e coloque os alunos para pensar sobre as questões levantadas para que todos possam participar da elaboração das regras de conduta de boa convivência. Compare a linguagem utilizada. Peça aos alunos que elejam. o memorando. Envolva todos os alunos. o formato de uma ata. requerimento. É importante que todos os estudantes anotem a pauta da reunião e elaborem propostas para serem apresentadas na aula seguinte. Diga aos alunos que antes de elegerem o (a) secretário (a) é necessário conhecer como será o trabalho desse aluno. o espaço de circulação e compará-la com outros documentos como a carta. definido-se nessa reunião os critérios e regras de bom desempenho das aulas. para desenvolver o trabalho com gênero. explorando as práticas de oralidade. porém essa seria uma simulação de reunião. o ofício. 122 . Deverá ser lida a ata da primeira reunião em que se registraram as decisões e redigir a ata da reunião em pauta. em forma de U ou círculo e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. etc. o relatório. Informe aos alunos que irão participar de uma reunião para definir alguns procedimentos para o bom desempenho das aulas. prepare a sala de aula com as carteiras disposta de tal forma como se os alunos fossem participar de uma reunião. documento – Ata. Essa reunião deverá acontecer uma vez por mês para se avaliar o cumprimento dos acordos combinados na primeira reunião. um (a) secretário (a) para fazer o registro de todas as decisões e fatos das reuniões. AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documento – Ata. para tanto é necessário que o professor(a) faça a leitura de uma ata modelo e oportunize um tempo para que cada aluno tenha contato com o documento – ATA. a situação de produção.

Converse com os alunos sobre o modo como as Atas são redigidas: título. Mas. ordem do dia. da finalidade e do gênero textual! 123 . É um documento obrigatório em empresas públicas e privadas. escreve Atas. assinaturas e anexos. atenção professor(a). com objetivo de retomar o trabalho com gêneros textuais. Exemplificar as várias situações em que a escola. e apresente-lhes o gênero Ata a ser estudado. Esclarecer que se trata de um documento oficial. assistência. associações culturais e escolas. quem leu? Leu em algum livro? O que você conseguiu perceber sobre a importância desse documento nas empresas? Conceito Para Felipe Dintel. converse com os alunos sobre a aprendizagem construída. bem como os objetivos desse gênero. Prática de leitura Leia o texto a seguir e responda às questões propostas: Proponha aos alunos a leitura silenciosa do documento Ata. em diferentes tipos de grupos organizados. Procure saber o que os estudantes já conhecem sobre os gêneros: pergunte aos alunos se já ouviram a leitura de uma Ata ou se sabem para que serve. do(s) tema(s) abordado(s). cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. fórmula final. Também é necessária. Ler com fluência e autonomia.. a partir dos estudos dos gêneros trabalhados no ano anterior.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura na Ata lida e ouvida Valorizar a leitura da Ata como forma de domínio dos documentos que circula no mundo do trabalho Antecipar o conteúdo das Atas com base em título. desenvolvimento da sessão. Ata é um documento oficial cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. Produzir a primeira escrita de uma Ata. construindo significados e reconhecendo o valor desse documento nas relações de trabalho. é importante antecipar aos estudantes algumas informações a partir do título. • • • • Você já leu ou ouviu a leitura de uma Ata? Onde.. decisões conjuntas. para quem escreve e para que escreve. u u Prática de oralidade professor(a). com frequência. características e quem escreve. onde ele estuda. dados da reunião.

124 .LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). proponha as questões a seguir para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: perceber o papel desse documento. localizar a ordem do dia e as decisões tomadas. identificar a fórmula final. após a leitura.

No primeiro caso ela não deve conter rasuras. professor(a). Assim.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Que importância tem esses registros na construção da história da empresa ou órgão? Possibilidade de resposta: Esse documento é muito importante. “em tempo”. o secretário e o presidente da mesa. por último. o (a) secretário (a) da reunião. retrate com precisão e clareza das ideias discutidas e as decisões tomadas. 04 Quem assina a ata e em que ordem ocorrem estas assinaturas? Possibilidade de resposta: Todos os participantes da reunião terão que assinar a ata. Imagine. 02 De que assuntos trataram nesta reunião? Possibilidade de resposta: reunião para discutir a elaboração do PPA da Prefeitura Municipal de Ariquemes 03 A que conclusão chegaram sobre a ordem do dia apresentada? Possibilidade de resposta: Que a participação da comunidade na elaboração do PPA é fundamental para atender as reais necessidades de Araquemes. simule uma reunião de comissão de formatura do nono ano. 125 . ou retome a reunião inicial para definir regras de boa convivência. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. considerados dentro do corpo da ata. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. oriente os estudantes a refletir sobre as diversas partes que compõem esse documento e volte ao texto para confirmá-la. Suponha que você tenha sido nomeado (a). Em seguida ofereça a eles a diferença entre uma ata manuscrita e digitada. Professor(a). Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma Ata. A ordem dessa assinatura segue hierarquicamente em que todos assinam e. para que você possa planejar as intervenções necessárias. pois nele se faz o registro de decisões que serviram de dados para o futuro da empresa/órgão. portanto existem recursos para evitar como: “digo”. A ideia aqui. Redija uma ata que seja fiel aos fatos ocorridos.

Conceito Documento pelo qual o interessado solicita algo a que se julga com direito ou para se defender de algo que o prejudique. Identificar os elementos textuais que caracterizam os gêneros em estudo. destinatário. próprias da redação comercial. Coloca-se o nome. devendo ser redigido em terceira pessoa. É o mais formal dos documentos oficiais. finalidade e espaços de circulação. 126 . 4) Fecho 5) Local e data 6) Assinatura do Requerente. vedado o emprego de palavras de gentileza ou agradecimento. 3) O pedido de suas especificações. Requerer é pedir deferimento a uma solicitação feita por alguém – Requerente – a uma autoridade competente considerada a relação formal e impessoal que se estabelece entre as partes. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias do Requerimento. construindo significados e inferindo informações implícitas. leitura e escrita. 2) Presença do verbo requerer ou de seus sinônimos.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 36 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Documentos – Requerimento – explorando as práticas de oralidade. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura. a estrutura do Requerimento também será rígida: 1) Vocativo: autoridade competente. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e estruturação do requerimento Ler com fluência e autonomia.

(nacionalidade). inscrito no CPF sob o nº (informar). Prática de oralidade Professor(a). 127 . bairro (nome do bairro). com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. (estado civil). Em decorrência deste fato. relação formal e impessoal do texto e para o fecho padrão.LÍNGUA PORTUGUESA É redigido em um único parágrafo em linguagem objetiva e concisa. Faça uma leitura oral dos documentos com a classe. Termos em que. neste município. manifestadas nos documentos analisados. a solicitação feita. Leve-os a refletir sobre as particularidades do Requerimento. vem respeitosamente a presença de Vossa Senhoria informar que existem duas lâmpadas queimadas em postes da Rua (nome da rua). Assim. residente e domiciliado na (endereço). A tradição cristalizou o fecho: Nesses Termos. a presença única da 3ª pessoa do discurso. trazendo risco a todos os moradores e transeuntes da região. vem requerer seja determinado o imediato reparo da iluminação. Observe as características do documento: • Vocativo • Presença do verbo requerer • O pedido e suas especificações • Fecho • Local e data • Assinatura Prática de leitura Segue um modelo de Requerimento para reparo da iluminação pública: À Prefeitura Municipal de (nome da cidade) (Nome). a iluminação pública da via se encontra bastante prejudicada. como forma de restaurar a segurança e tranquilidade do local. com a substituição das lâmpadas queimadas. proponha à sala uma leitura compartilhada de dois requerimentos. chamando a atenção dos estudantes para a formalidade do tratamento. Pede Deferimento. antecipando-lhes algumas características do gênero em estudo. na altura do nº (informar).

Assim. (nome). (assinatura) (nome) Em relação aos documentos lidos e tendo por base as características do requerimento. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). responda às questões abaixo: 01 O vocativo está empregado corretamente nos dois Requerimentos? Por quê? Possibilidade de resposta: Sim. (localidade). relativamente ao cargo de (informar). pois no primeiro Requerimento.mas se manifesta posteriormente no texto. que sou integrante de família de baixa renda. com renda per capta menor que (valor). 128 . Pede deferimento. REQUERIMENTO DE ISENÇÃO NO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO Eu.. (profissão).. (localidade). no segundo Requerimento. Declaro. (estado civil). o vocativo não fica evidente no primeiro contato com o leitor. requeiro a isenção do pagamento do valor da taxa de inscrição para que eu possa participar do concurso.. (assinatura) (nome) Requerente ..LÍNGUA PORTUGUESA Pede deferimento. pois a autoridade a quem os requerimentos são dirigidos são tratados como Senhor seguido do nome.. juntando os documentos exigidos no edital do concurso. Estão empregados de maneira adequada. residente e domiciliado na (endereço).. (dia) de (mês) de (ano). (dia) de (mês) de (ano). declaro para os devidos fins que não tenho condições de arcar com o valor relativo à taxa de inscrição do processo seletivo (descrever os dados do concurso). civis e criminais. Termos em que. Afirmo conhecer as implicações legais... assim.. (nacionalidade). o vocativo dirige-se a prefeitura e. que uma falsa declaração originaria..

Recorte os anúncios e distribua-os a cada aluno. envolva todos nessa dinâmica de leitura. durante a leitura dos documentos. AULA 37 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Professor(a). não há necessidade de detalhar o requerente. quando poderia apresentar-se em 1ª pessoa? Possibilidade de resposta: Uso da terceira pessoa é padronizado pelas normas de elaboração de documentos para dar maior impessoalidade. se for o caso. Verifique se o que você solicitou no requerimento tem amparo legal e se atende ao padrão requerimento. para o trabalho com o gênero documentos – Carta de Recomendação – leve para sala de aula classificados de jornais. 03 Se o documento é assinado pelo requerente. 129 . medeie esta atividade. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Professor(a). solicitando a leitura de cada classificado.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Por quem foi escrito? Possibilidade de resposta: Como se trata de modelos de requerimentos. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras modificações no seu Requerimento. Prática de escrita DESAFIO Imagine algumas situações como: um pedido de abono de faltas. Professor(a). por que o nome dele aparece em 3ª pessoa. abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito dos Requerimentos lidos. um pedido de uma declaração de matrícula ou um pedido para expedir o histórico escolar e faça um requerimento que atenda às exigências/ características deste gênero. com base nas anotações feitas por você. e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso aos anúncios de emprego.

posteriormente compará-la com a carta produzida na semana seguinte. finalidade. Segue um modelo de carta de recomendação: 130 . Mas atenção. e espaços de circulação. Pode ser feita pelo Departamento pessoal. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – carta de recomendação – explorando as práticas de oralidade. durante a semana. leitura e escrita. Após as orientações. É importante que todos os estudantes pesquisem. Oriente-os quanto à comprovação dessas exigências que podem ser feita por meio de cartas de recomendação.LÍNGUA PORTUGUESA Peça aos alunos que observem as exigências para preenchimentos das vagas oferecidas. gerente ou chefe imediato. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de recomendação Ler com fluência e autonomia. u Conceito A carta de recomendação é um documento no qual o antigo empregador atesta as qualidades profissionais e pessoais do seu ex-funcionário e o recomenda para quem possa interessar. pessoal etc. telefone e assinatura. é importante antecipar aos alunos as finalidades do gênero em estudo e sua contextualização no mundo do trabalho. No final da carta deve conter os dados de quem escreveu: nome. outros tipos de cartas para comparar com a carta de recomendação apresentada e. observando as características próprias desse gênero. diretor. Prática de leitura Em seguida proponha à sala a leitura da carta de recomendação. O importante é que a pessoa que escreve a carta de recomendação possa. posteriormente. atividades realizadas. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar outros tipos de cartas: de solicitação. cargo. Construir texto de correspondência – carta de recomendação – numa situação real de uso.. professor(a). Quanto ao conteúdo a carta deve ter: período trabalhado. função. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura destinatário. desempenho na realização das tarefas. qualidades profissionais e potencial do ex-funcionário. construindo significados e inferindo informações implícitas Identificar os gêneros textuais que caracterizam os gêneros em estudos. apresente um modelo de carta de recomendação. de agradecimento. confirmar o que está escrito.

tendo trabalhado para esta empresa no período de (informar o início) a (informar o fim do vínculo). é pessoa de meu conhecimento. após a leitura. voltando o texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. competente. Em seguida. nada havendo que o desabone. correto. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. Responda às questões abaixo: 01 Identifique marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. (indicar a profissão). motivo pelo qual recomendo seus serviços. inferir informações. oriente os alunos a refletir sobre os diversos aspectos apresentados. mostrando-lhes o gabarito.assinatura e cargo. marcado pelo emprego do pronome senhor seguido do cago do destinatário. localidade. texto-corpo da carta. Professor(a). inscrito no CPF sob o nº (informar). discuta com eles as respostas dadas. Durante o período indicado manteve conduta pessoal e profissional irrepreensíveis. (assinatura) (nome do empregador/diretor/gerente/proprietário) (cargo ocupado) Professor(a).vocativo. Atenciosamente. a sua finalidade. a estrutura e configuração desse texto Possibilidade de resposta: Cabeçalho. 04 Por que foi escrito esse documento? Possibilidade de resposta: Para a recomendação de um profissional. 03 Identifique os elementos próprios do gênero. data.responsável e pontual.marcas de interlocução e uso de adjetivos para identificação do recomendado. sob minha supervisão direta. executando serviços de (informar). Possibilidade de resposta: vocativo. estabelecer relações. 02 Qual a finalidade desse texto? Possibilidade de resposta: Esse texto tem por finalidade recomendar um candidato a uma determinada empresa para confirmar as competências e habilidades descritas no currículo. 131 .LÍNGUA PORTUGUESA (nome da empresa) (cnpj) (endereço) (nome do ex-empregado).

Imagine que você seja diretor.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma carta de recomendação. construindo significados inferindo informações implícitas. u 132 . é fundamental que você leia os textos produzidos e faça anotações para o trabalho da reescrita. leitura e escrita. Assim. use uma boa dose de criatividade e faça a recomendação de um hipotético ex-funcionário. Ler com fluência e autonomia. destinatário. Utilizar o gênero carta comercial – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta comercial. AULA 38 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta Comercial – explorando as práticas de oralidade. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas comerciais. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. professor(a). Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. gerente em uma grande empresa. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender para que você possa planejar as intervenções necessárias. Sucesso! A ideia aqui. finalidade e espaços de circulação.

a carta comercial deve ser simples. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta comercial. A carta comercial é um documento que permite a comunicação entre pessoas. (assinatura) (Sua Empresa) (Seu Nome . com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. em que possamos detalhar nossa proposta. Ela segue a seguinte estrutura: endereço do remetente (ou timbre). com instituições oficiais. Atenciosamente. entre instituições.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito É a correspondência tradicionalmente utilizada pela indústria e comércio. etc. Prática de oralidade Professor(a). É usada normalmente para comunicar-se com um banco. na cidade de (informar). motivo pelo qual manifestamos nosso interesse em representá-los. o fecho e a assinatura. Somos uma empresa de representações e temos em nosso quadro apenas profissionais altamente capacitados na área de informática e desenvolvimento de softwares. a data. usada como meio efetivo de comunicação. o corpo da carta. endereço do destinatário. Caso haja interesse por parte de sua empresa. o vocativo. colocamo-nos à disposição para novos contatos. com empresas. Segue um modelo de carta comercial: PAPEL TIMBRADO Para (destinatário / empresa) Atenção a (pessoa ou departamento) Assunto (Do que se trata esta comunicação) Prezados Senhores.Seu Cargo) 133 . a referência. Agradecemos antecipadamente a atenção. com textos esclarecedores e carregados de objetividade. com exclusividade.

Professor(a). 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é formal. Prática de leitura Em relação à carta comercial lida e tendo por base as características deste gênero. 134 . percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. o tratamento adequado a pessoa do interlocutor nesse gênero é a terceira pessoa do discurso. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma empresa de representação. envolvendo as características próprias desse gênero. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta Comercial – apresentadas no texto lido. medeie esta atividade. Sucesso! Professor(a). Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja representante de um interessante produto ou serviço e irá escrever uma carta para apresentar ou oferecer os serviços ou produtos dessa empresa. responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: a representação exclusiva de produtos e serviços 02 A quem a carta se dirige Possibilidade de resposta: aos dirigentes de uma empresa. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta comercial.padrão.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero.

destinatário. construindo significados inferindo informações implícitas. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de apresentação. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 39 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Apresentação – explorando as práticas de oralidade. Segue um modelo de carta de apresentação que você poderá adaptar para cada situação: 135 . proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de apresentação. Prática de oralidade Professor(a). Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. embora muitas vezes seja também solicitada ou recomendável mesmo que o candidato à vaga de emprego compareça pessoalmente. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. u Conceito A carta de apresentação geralmente é utilizada para acompanhar o currículo que será enviado pelos Correios. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de apresentação. Utilizar o gênero carta de apresentação – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Ler com fluência e autonomia. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos oficiais. leitura e escrita. finalidade e espaços de circulação.

Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo. Prática de leitura Em relação à carta de apresentação lida tenha por base as características do gênero documento – carta de apresentação e responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Apresentação de um candidato a uma vaga de emprego. enviando em anexo meu currículo. dedicação. dia.. Busco minha efetivação no mercado. a intencionalidade de que escreve e a quem se destina. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: Ela se dirige a empresa que está oferecendo a vaga.. No aguardo de contato. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Apresentação – apresentadas no texto lido. se for o caso) Prezado senhor.LÍNGUA PORTUGUESA Localidade. Atenciosamente. para desenvolver de um trabalho objetivo e gerar bons resultados. Seu Nome (não deixe de assinar) O currículo deve acompanhar a carta de apresentação. mês e ano À empresa (nomear) Departamento de Recursos Humanos (ou outro. nomear) Estou me candidatando à vaga de (indicar qual o cargo) existente em seu quadro de pessoal. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de apresentação. coloco-me à disposição para prestar maiores esclarecimentos. conforme anúncio publicado no dia (indicar se for este o caso). responsabilidade. (seguir listando suas aptidões). propiciando o crescimento da empresa. importa ressaltar. 136 . facilidade de interação com o grupo. (se for o caso.

Professor(a). leitura e escrita. medeie esta atividade.LÍNGUA PORTUGUESA 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: A carta foi escrita pelo candidato a vaga. envolvendo as características próprias desse gênero. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. Sucesso! Professor(a). Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é a língua padrão formas e a pessoa do discurso usada é a terceira pessoa. apresentando-se com o desejo de ocupar a vaga ofertada. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. AULA 40 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Comunicado – explorando as práticas de oralidade. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. 137 . Agora escreva uma carta a empresa selecionada por você. Prática de escrita DESAFIO Abra os classificados de um jornal! E leia as vagas de emprego ofertadas que mais se aproximam do seu perfil.

Segue um modelo de carta de comunicado: COMUNICADO À Nome da empresa ou pessoa CNPJ ou CPF Endereço Cep Cidade . neste caso. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Utilizar o gênero carta de comunicado – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Prática de oralidade Professor(a). com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. por meio de seu gerente infra assinado. com a segurança da confirmação de recebimento caso seja enviada pelos Correios com Aviso de Recebimento.Estado A empresa (informar o nome). concernente à parcela vencida em (data). u Conceito A carta. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. destinatário. que importam em um débito total de R$ xxx. Ler com fluência e autonomia. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de comunicado. finalidade e espaços de circulação. é o meio pelo qual se faz um comunicado por escrito a uma pessoa física ou jurídica. construindo significados inferindo informações implícitas.xx (por extenso). 138 .LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de comunicado. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de comunicado. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. comunica que foi constatado em nossos cadastros uma pendência financeira no pagamento referente à nota fiscal nº xxxx.

Prática de leitura Em relação à carta de comunicado lida entenda por base as características do gênero documento – carta de comunicado .LÍNGUA PORTUGUESA Solicitamos que Vossa Senhoria entre em contato dentro de 48 horas para regularizar a situação. Prática de escrita DESAFIO Imagine que você abra um negócio. Localidade. vender alguns produtos. mês e ano. por exemplo uma fábrica de camisetas. uma fábrica de adesivos uma fábrica de uniformes ou qualquer outra e esteja em plena produção. Nome da empresa (assinar acima) Nome do gerente ou diretor Cargo ocupado Professor(a). a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. 139 . chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de comunicado. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma determinada empresa. fornecendo produtos a outros. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada nessa carta é padrão formal e a pessoa gramatical capaz de estabelecer a interlocução é a terceira pessoa do discurso. Já conseguiu fornecer. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: a uma empresa. faça uma leitura oral do texto com a classe. dia. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Comunicado – apresentadas no texto lido. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. Professor(a).responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Essa carta trata de informar e solicitar.

por exemplo. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. destinatário. AULA 41 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Autorização – explorando as práticas de oralidade. como a retirada de materiais. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de autorização. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. finalidade e espaços de circulação. 140 . Então escreva uma carta de comunicado para os novos clientes comunicando-os sobre o vencimento dos boletos. u Conceito A carta de autorização é o documento por meio do qual alguém autoriza outrem à prática de determinado ato. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de autorização. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. leitura e escrita. Utilizar o gênero carta de autorização – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura.LÍNGUA PORTUGUESA mas ainda não recebeu. Sucesso! Professor(a). medeie esta atividade. construindo significados inferindo informações implícitas. Ler com fluência e autonomia. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. envolvendo as características próprias desse gênero.

03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de respostas: essa carta foi escrita pelo proprietário das mercadorias que tinha interesse em fazer a retirada delas. porém encontrava-se impossibilitado para fazê-la. (nome).LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Prática de leitura Em relação à carta de autorização lida e tendo por base as características do gênero documento – carta de autorização . antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. autorizo o Sr. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Autorização – apresentadas no texto lido. residente e domiciliado na (endereço). na (nome da empresa). 141 . Professor(a). inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). (nome de quem está sendo autorizado). (assinatura) (nome) Obs: Se necessário. (dia) de (mês) de (ano). (localidade). chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de autorização. reconhecer firma.responda às questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: trata de autorização para retirada de mercadoria em nome do remetente. Eu. Segue abaixo um modelo de carta de autorização. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – Carta de Autorização proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de autorização. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. a retirar em meu nome os materiais adquiridos por meio da nota fiscal nº XXXX. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de respostas: a linguagem utilizada nessa carta é formal padrão e a pessoa discursiva é a terceira pessoa. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: ela se dirige ao responsável pelas mercadorias.

escreva uma carta de autorização. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. destinatário. fora de sua cidade de residência.Então. Utilizar o gênero carta de agradecimento – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. AULA 42 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Agradecimento – explorando as práticas de oralidade. u 142 . porém encontra-se impossibilitado e terá que autorizar alguém para pegar as mercadorias em seu nome. Ler com fluência e autonomia. leitura e escrita. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. construindo significados inferindo informações implícitas.Seu pedido chegou e você tem poucas horas para retirá-lo das agências.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja consultor de um determinado produto . com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. Você fez um grande pedido que será enviado via correio. finalidade e espaços de circulação. medeie esta atividade. envolvendo as características próprias desse gênero. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de agradecimento. Sucesso! Professor(a). O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de agradecimento. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução.

convém demonstrar que apreciamos a consideração que nos foi dada. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Prática de oralidade • Você reconhece o gênero carta de agradecimento? • Você conhece o objetivo da carta de agradecimento? • Qual a importância de produzir uma carta de agradecimento? Prática de leitura Faça uma leitura oral do texto. Essa manifestação por vezes pode ser formalizada por meio de uma carta de agradecimento. observando referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de agradecimento. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Agradecimento – apresentadas no texto lido. Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA Conceito São diversas as ocasiões em que recebemos favores. graças ao companheirismo de todos. Apresento meus agradecimentos pelo apoio e oportunidade que me foram concedidos. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Correspondências oficiais. (nome). Atenciosamente. (seu nome) Em relação à carta de agradecimento lida. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. Nessas situações. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de agradecimento. Segue um modelo de carta de agradecimento que poderá ser adaptado às suas necessidades: Senhor(a). responda às questões a seguir: 143 . entenda por base as características do gênero documento – carta de agradecimento –. bons serviços ou oportunidades que aproveitamos com satisfação. O tempo que passei em companhia de pessoas excelentes contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional. Desejo a todos muita sorte e sucesso! Muito obrigado por tudo.

favor.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Agradecimento por uma gentileza. Professor(a). ele representa a conclusão do ensino fundamental e. 144 . 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: A linguagem usada é formal padrão e a pessoa do discurso utilizada é a terceira pessoa. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: a pessoa que escreve a carta é a pessoa que está agradecida. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: À pessoa que fez a gentileza ao remetente. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. muitas pessoas contribuíram com a sua formação Como um gesto de gratidão é sempre bem-vindo. Prática de escrita DESAFIO O nono ano é o encerramento de um ciclo em seus estudos. leitura e escrita. com certeza. Professor(a). envolvendo as características próprias desse gênero. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. escreva uma carta de agradecimento. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. explorando as práticas de oralidade. medeie esta atividade.

Convém ressaltar que o grau de formalidade da carta depende de seu interlocutor.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir informações a partir da leitura de textos sobre a estrutura do gênero. comente sobre a importância do agradecimento. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento ao cliente. Reconhecer o significado contextual e estrutural do gênero. levante situações em que seria necessário o ato de agradecimento. e chame a atenção da classe para o vocabulário e o nível de linguagem utilizados. Prática de oralidade • • • Por que é importante agradecer? Em que situações o agradecimento se faz necessário? Como deve ser a linguagem utilizada em uma carta de agradecimento? Professor(a). Leia com atenção e responda às questões. Apresentam a mesma estrutura da carta pessoal e de solicitação (local e data. é uma honra termos sido eleitos para prestar-lhe este serviço que exige segurança e responsabilidade. corpo do texto. clara e adequada ao seu interlocutor. Para nós é uma honra tê-lo como cliente. A linguagem deve ser objetiva. em que a empresa agradece a seus clientes a preferência em relação ao seu estabelecimento. Prezado Amigo. observando seus elementos constitutivos. atentando para a sua função social. a carta de agradecimento é um gênero utilizado para externar gratidão a alguém ou estabelecimento por ser tratado bem ou ter conseguido algo. Temos orgulho pela relação de confiança que conseguimos estabelecer e estamos 145 . mantendo sempre a formalidade. 11 de novembro de 2012. Produzir cartas de agradecimento. faça uma leitura dinâmica da carta abaixo. vocativo. Goiânia. despedida e assinatura). Desenvolver habilidades de leitura e interpretação textual no gênero carta de agradecimento. Conceito Segundo estudiosos. Professor(a).

Que os nossos caminhos continuem a se cruzar e nos levem sempre em direção a um mundo de paz e esperança. Alves – gerente Disponível em http://www.. a valiosa colaboração que você. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. identifique o motivo da carta. desde as que têm um nível elevado de estudo as mais simples e humildes. ao corrigir as atividades. por isso a adequação da linguagem mais ou menos formal... chamem a atenção dos estudantes sobre a carta de agradecimento ao cliente ser uma carta destinada a vários tipos de pessoas.zun. percebemos que o remetente procura atender seu cliente da melhor forma possível para que ele saia satisfeito com o serviço prestado. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. como cliente. Retire do texto o trecho que comprove essa afirmativa. é possível perceber uma certa intimidade entre os interlocutores? Justifique Sim. Auto Peças e Mecânica ABC João B.” 03 Identifique no texto. 02 No texto.com. Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. 146 .br. 01 No primeiro parágrafo do texto. “. sempre nos ofereceu.. o remetente deixa transparecer uma aproximação a mais do destinatário. Agradecer ao destinatário por ser um ótimo cliente e colaborar com o sucesso da empresa. toda carga seria muito mais fácil de carregar. como cliente. “. 04 Apesar do texto apresentar uma linguagem um pouco formal. Atenciosamente. Esta proposta de qualidade não seria possível de ser implementada sem a valiosa colaboração que você. cumprindo prazos e contratos com o máximo rigor. Ao utilizar o pronome de tratamento você e o vocativo prezado amigo. A proposta desta empresa é realizar um trabalho de excelência. sempre nos ofereceu. o período em que o remetente caracteriza o cliente. estamos abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. Se todos os clientes fossem como voe.

explorando as práticas de oralidade. associação e comparação dos gêneros em estudo Refletir sobre o uso de conjunções e pronomes relativos Refletir sobre a variação linguística no gênero. O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir significados através da leitura. AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. corpo do texto. nesse momento é necessário esclarecer a importância de se escrever uma carta de agradecimento. Professor(a). coloque o quanto o amigo(a) lhe ajudou e a sua disposição em ajudá-lo também. escrita e análise linguística. despedida e assinatura). lembre-se que você deve ser discreto e ao mesmo tempo íntimo. Refletir sobre a função social do gênero. compare-o com a carta de solicitação das aulas anteriores e discuta suas semelhanças e diferenças. Peça ao aluno que leia o texto em voz alta. leitura.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO A carta de agradecimento pode ser enviada também a um amigo. Não se esqueça de utilizar os elementos constitutivos da carta (Local e data. explique e anote na lousa sobre o uso de conjunções e pronomes relativos no texto e sua importância para torná-lo mais coeso e coerente. tornando as relações mais harmoniosas e produtivas. se preferir essa atividade pode ser feita em duplas e/ou depois de pronta trocar entre eles para que façam as devidas correções. Prática de oralidade Professor(a). vocativo. Além de agradecer. Depois. 147 . pois demonstra consideração e gratidão a pessoa destinada. Elabore uma carta de agradecimento a um amigo (a) agradecendo por algum favor ou presente recebido. Por ser amigo.

por exemplo. Espero poder contar com essa parceria outras vezes. 148 . nos bairros da periferia e em lugares com pessoas menos favorecidas. os idosos ficaram muito felizes e agradecido por causa das flores. Venho por meio desta agradecer a flores que nos foram enviada pela Flor Gentil para o nosso baile da primavera.com. anote na lousa todos os pronomes relativos e as conjunções coordenativas e subordinativas com seus respectivos significados. Conforme pode ver nas fotos anexas. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Goiânia. assim. Alguns gramáticos afirmam que é importante conhecer os pronomes relativos e as conjunções bem como os seus significados para poder dar sentido ao texto. Teremos muito prazer em recebê-los. É por causa de atitudes como as da sua organização que muitas ações são abrilhantadas e tornam melhor o dia de pessoas que participam de atividades. a abertura para novas doações. Prezada Helena Lunardelli. Professor(a). pois será muito importante para os idosos.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conforme alguns estudiosos a carta de agradecimento por doação é caracterizada pela sua função de agradecer por uma doação feita de maneira mais formal e com uma linguagem mais formal possível e de maneira prática. com o auxílio de uma gramática.br 01 Quais as diferenças entre esse texto e a carta de solicitação quanto ao seu conteúdo? A carta de agradecimento tem a função de agradecer a alguém ou estabelecimento sobre algo recebido ou tratamento adquirido enquanto a carta de solicitação tem por objetivo solicitar a alguma autoridade a resolução de um problema. Muito obrigado! Atenciosamente. peçam que os estudantes dê exemplos de frases que contenham conjunções e pronomes relativos oralmente e anote-as na lousa.zun. Faço aqui também um convite para que sua organização venha nos fazer uma visita e conhecer nosso trabalho. garantindo. Jorge Barbosa Disponível em http://www. 10 de outubro de 2012. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento por doação.

” ( X ) Finalidade DESAFIO Leia a tira seguinte retratada pelas personagens Jon e seu guloso gato Garfield e responda às questões: 01 Percebendo que a fala do terceiro quadrinho é uma continuação da fala do primeiro quadrinho.” ( ) Adição ( X ) Conformidade ( ( ) Oposição ) Condição ( ( ) Comparação ) Conclusão b) “... 04 Assinale a relação de sentido das conjunções destacadas nos trechos abaixo: a) “Conforme pode ver nas fotos. A conjunção portanto tem o sentido de conclusão e em relação ao período anterior a conjunção deverá ter o sentido de oposição. O remetente utiliza palavras e expressões do nível formal da língua. Não... 03 Que tipo de linguagem foi utilizada no texto? Formal ou informal? Justifique.. “atenciosamente”..” ( X ) Explicação ( ) Causa c) “. sem coerência. há coerência entre essas duas falas? Justifique. “prezada” e segue construções sintáticas conforme as regras gramaticais. por exemplo. um convite para que sua organização venha... ficando assim.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Qual é motivo do agradecimento apresentado no texto? O motivo é a doação de flores feita pelo remetente para o baile da primavera dos idosos.. 149 .. Formal. pois será muito importante.

mas. porém. AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Compreender e desenvolver habilidades e competências de produção textual no gênero carta de solicitação e de identificação de sua temática e estrutura. Caberá qualquer conjunção que tenha o sentido de oposição. Desenvolver habilidades de interpretação textual no gênero carta de solicitação Prática de oralidade • • Você sabe identificar uma carta de solicitação? Você conhece o objetivo da carta de solicitação? • Qual a importância se produzir uma carta de solicitação? Conceito A carta de solicitação é um gênero textual que tem por finalidade fazer uma solicitação a um interlocutor. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer a estrutura do gênero carta de solicitação. todavia. Resposta Pessoal. Discutir sobre a importância de produzir uma carta de solicitação em nosso cotidiano. 03 Em que consiste o humor da tira? Consiste justamente na incoerência da fala de Jon. para o qual é apresentado um problema na esperança de que o resolva 150 .LÍNGUA PORTUGUESA 02 Reescreva a última fala. colocando uma conjunção de forma que fique coerente. a saber. etc no lugar da conjunção portanto.

Sra. inclusive junto ao ministro da casa civil. de caráter persuasivo. São Paulo. dado o curto hiato de tempo entre a primeiro contato com seu filho e a sua comunicação telefônica.LÍNGUA PORTUGUESA ou o amenize. dando-nos a forte impressão que só somos combativos e pró-ativos quando estamos na oposição. agilidade e o interesse demonstrado. nosso crescimento no foi de 112% . e em pelas projeções de mercado realizadas pelo IDC.000 usuários de banda larga. tomar medidas imediatas para coibir abusos e fazer cumprir a lei. principalmente. apresente o texto aos estudantes. incorretas e incompletas.) Penso que o momento é oportuno por termos tido conhecimento que: 1. que sabemos está concentrando os estudos (menos estudos e mais proposições de interesse político econômico) sobre as ANas. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo da carta. 20 de março de 2003 Exma. Ficamos muito felizes. Dado o seu interesse. visando melhorias nos serviços prestados à comunidade. temos percebido um certo imobilismo por parte de nossa bancada. penso que são subsídios que a auxiliarão para pensarmos numa estratégia eficiente para atuação dentro de sua comissão para alcançar eco no executivo. tendenciosas. Somos hoje uma comunidade com 695. Explique-lhes o que é a ANATEL. pois agora que somos governo.8 milhões em 2006. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor(a). Deputada Federal Ângela Guadagnin Parabenizamos sua presteza. em que consiste a formação de oligopólios e cartéis etc. O texto abaixo é uma carta que solicita à autoridade em questão um apoio imediato junto ao Congresso Nacional no tocante à punição aos crimes praticados por empresas telecomunicativas por parte da Anatel. quinta-feira. até o fim do ano seremos 732. É um texto argumentativo. fornecer informações distorcidas. estamos enviando o relatório completo. defendendo seus interesses 151 .000 membros. usando instrumento disponíveis no que tange à participação do representante dos usuários no conselho e nos comitês da Anatel (ver no dossiê a manobra recente sobre assunto no mês 02 de 2003. Só em 2002. para suas propostas que podem servir de base para apresentação de PL que aprimore a disciplina e. no intuito de convencer o destinatário. seremos 3. É prática comum das teles. apoiadas pela ANATEL.

Como V. que terceirizam o acesso com a própria Telefônica! A própria ANATEL enviou ao Judiciário texto incompleto da LGT. dada à falta de normatização para as novas tecnologias. em detrimento dos interesses dos usuários. (Artigo de “O estado de São Paulo”. através dos instrumentos garantindo na C. ANEXOS 5. para evitar cumprir liminar do Ministério Público Federal da quinta região. 6. que nos parece inconstitucional. que vem sendo praticado pelas teles com a conivência explícita da Anatel. Estamos acompanhando pela imprensa. induzindo o magistrado a erro. conforme denúncias. e pela omissão do congresso nacional que durante a ultima legislatura não fez uso de suas prerrogativas de controlar os atos praticados pelas ANas. em favor das teles. e cobra por um serviço que ela mesmo executa. A C Apelação Civil 109 388 processo 9705017611 Bauru 11/10/2002. Numa delas. sendo um do um deputado do PT Orlando Fantazzini. que lhe confere poderes e autoridade para convocar ministro de estado e titulares de órgão diretamente subordinados a Presidência da Republica. formação de oligopólios e cartéis. Por estarmos presenciando a apresentação em 2003 de dois projetos de lei. ANEXOS 18 a 22. por ignorar a interpretação do sistema normativo das telecomunicações. artigo 49 incisos V. poderá depreender de nosso relatório. e a ineficaz fiscalização por parte da ANATEL e do CADE. 3. alguns procedimentos do ministro Miro Teixeira. as operadoras de telecomunicação já dominam grande parte desse mercado. ANEXOS 14 a 17 Hoje. o aviltamento às leis.Ex. X e XI e artigo 50. valores maiores que os cobrados pelos provedores. e também pelo teor das proposituras. através de formação de cartel.F. e impedindo a concessão de liminares (Norma 004/95 e informe SPV) ANEXOS 11 e 12 2. 7 e 53. apoiadas por alguns parlamentares (ver contratos do STFC) que poderá resultar no esvaziamento do órgão e até mesmo na sua extinção. suprimindo o artigo 7º. de distorsões em sua aplicação. somos veemente contra as manobras coorporativas.LÍNGUA PORTUGUESA corporativos. ANEXO 13). 152 . disfarçado em livre concorrência. Por ter conhecimento pela imprensa da decisão do Sr. não apresenta planilhas. os crimes contra o consumo. Presidente Lula de rever as atividades das agências reguladoras. que se aprovadas aniquilariam o que resta da livre iniciativa no setor de provimento de acesso à internet. a Telefônica alega repassar custos.

e seria uma atitude emblemática. Neste artigo estamos apresentando também 20 sugestões que só dependem de vontade política para serem implementadas. Atenciosamente. competência e agilidade desta nova legislatura em que nosso partido é situação. 9197-1443 e o e-mail abusar@ abusar. Disponível em http://www. Agradecendo sua atenção. oferecemos nossos telefones particulares 011 3083-7688. honestidade. democrático e republicano que inspirou seus princípios regulatórios. Assim a condução do órgão poderia obedecer ao formato harmônico. solicitamos a leitura atenta da contribuição oferecida por nosso diretor da sub-seçao-R.LÍNGUA PORTUGUESA O desenho formatado para a regência da Anatel garante também o controle social.html 153 . no aprimoramento daquela propositura. vícios. e das que se façam para cumprir o artigo primeiro da constituição. se o congresso cumprisse seu papel de controle e fiscalização sobre os atos e regulamento da agência. as políticas públicas ditadas pelo executivo e aprovados pelo legislativo estariam sendo atendidas.J ( Rogério) sob o titulo (Alô. através da participação nos conselhos e dos comitês. e o enquadramento das teles quanto ao cumprimento de nossas leis. que após publicação ganha força de lei. visto que teria o caráter de mostrar à sociedade a seriedade. instrumentalizar e apoiar todos as suas iniciativas para o aperfeiçoamento da Anatel.) .abusar. e colocando-nos à sua disposição. Se a Anatel não impedisse a participação da sociedade. congresso nacional? Estamos esperando vocês. A este respeito. Colocamos-nos a disposição para complementar. para o impedimento da concorrência desleal. Despedimos-nos com protesto de grande consideração. e os desmandos. no tocante ao aperfeiçoamento e criação de canais de comunicação social e política capazes de estabelecer a interação do cidadão com a esfera pública.org.br/carta_solicitação. Horacio Belfort Presidente. espoliativa e predadora em particular. usando dos instrumentos já existentes.org. crimes e descalabros estariam coibidos.br para contato.

Prática de escrita DESAFIO Pesquise em jornais locais denúncia de algum tipo de problema que vem ocorrendo na cidade e escreva uma carta de solicitação ao órgão competente pedindo providências e/ou fazendo sugestões. 05 A carta de solicitação por ser um texto argumentativo. Sim. Não se esqueça de seguir a estrutura da carta de solicitação e de empregar linguagem formal. corpo do texto. quinta-feira. Cite dois argumentos do texto que poderiam fazer o solicitado a atender o pedido.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Identifique no texto: local e data: São Paulo. Os atuantes fazerem parte da mesma bancada política e sofrerem com os abusos das empresas telecomunicativas e também por serem usuários da banda larga em grande escala de forma crescente. praticados pelas empresas de telecomunicações. apresenta argumentos de forma a convencer o destinatário. 20 de março de 2003. os interlocutores (remetente e destinatário): Horacio Guadagnin Belfort e deputada federal Ângela vocativo: Exmª Srª Deputada Federal Ângela Guadagnin despedida: Despedimo-nos com protesto de grande consideração. 04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário? Interceder junto ao Congresso Nacional. apresentando medidas que possam coibir abusos e fazer cumprir a lei referente aos crimes contra o consumo e formação de cartéis.data. 154 . Ambas apresentam a mesma estrutura (local. nome do destinatário. Não. despedida e assinatura) 03 E quanto ao conteúdo? Justifique. A carta de solicitação tem a finalidade de solicitar algo para solucionar um problema e a carta pessoal não necessariamente. Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à estrutura. forma? Justifique.

discuta com seus alunos sobre os problemas presentes nas diversas áreas da sociedade (meio ambiente. Através desse gênero podemos apontar falhas. Como cidadão. questione-os: • • • Que elementos que compõem a forma de uma carta de solicitação estão presentes nesta carta? Que tipo de linguagem é empregada na carta? Qual a função social desta carta? 155 . Explique que através da carta de solicitação podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão. saúde. em seguida. educação. Conceito O gênero carta de solicitação é um instrumento pelo qual podemos exercer a cidadania. escrita e análise da linguagem. com base nos nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. Refletir sobre a linguagem utilizada no gênero em estudo. Prática de oralidade Professor(a). discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. leitura. Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero. trânsito. Refletir sobre a função social do gênero. segurança. e outros) e as possíveis soluções para os mesmos. O que devo aprender nesta aula u u u u Construir significados e inferir informações a partir da leitura. Faça uma leitura oral da carta abaixo com os alunos e. explorando as práticas de oralidade. um dos nossos deveres é transformar ou aprimorar aquilo que não vai bem.

na campanha política do atual prefeito. que atualmente vai do número 01 para o número 225. conseguem avistar o semáforo e. Sr. a Avenida Olímpio de Souza é uma das mais movimentadas de nossa cidade. nos horários de pico. mais à frente. Isso se deve a duas razões: primeiramente porque.900 da Avenida Olímpio. quando estão na altura do número 1. é comum alguns veículos. existe um semáforo que sinaliza o cruzamento da Rua Sílvia Arante com a Olímpio. se ele está fechado. tomarem nossa rua como atalho. Os motoristas. barulho insuportável de motores e buzinas. além de automóveis. Além disso. Acreditamos que a adoção de uma dessas soluções – que custariam pouco e poderiam ser efetivadas em no máximo dois dias – resolverá o problema de uma vez e conseguirá devolver-nos a tranquilidade que tínhamos no passado e 156 . Ilmº. na altura do número 1. uma das propostas defendidas era a preservação da qualidade de vida da cidade. já que conduz o fluxo tanto ao centro da cidade quanto às rodovias que levam a cidades vizinhas. responda às questões que se seguem: Fortaleza (CE). em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. que V. ônibus e caminhões –. Diretor do Departamento de Trânsito de Fortaleza: Nós. ou colocar três quebra-molas ou lombadas ao longo da Rua supracitada. Ela concentra um grande número de veículos – incluindo-se. Lembramos a V.ª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial e não comporta tal tipo de tráfego. O resultado não poderia ser diferente: poluição do ar. tomando-se uma destas medidas práticas que ora sugerimos inverter a mão da Rua Jair dos Santos Meneghetti. é normal o trânsito fluir mais lentamente: em segundo lugar porque. não hesitam em tomar a Jair dos Santos como atalho e sair já no número 1. S.ª naturalmente apoiou. insegurança. má qualidade de vida.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Releia a carta abaixo e. Eis uma oportunidade de concretizar essa proposta. riscos constantes para nossas crianças. Mesmo havendo duas pistas em cada sentido da Avenida Olímpio. S.500. 12 de janeiro de 2010. moradores da Rua Jair dos Santos Meneghetti.500. Como é de seu conhecimento. em seguida. há anos vimos enfrentando sérios problemas com o trânsito local. na altura do número 1700.

Serve como exemplo qualquer trecho da carta. pois o texto apresenta períodos. agradecemos. Professor(a). se estão presentes e adequados à forma composicional da carta (local. comente com os alunos e anote na lousa sobre as variedades linguísticas. colocando em risco a vida de seus moradores.com. despedida e assinatura). é hora de orientar o seu aluno na reescrita do texto com base nas anotações feitas por você na correção dos textos. será também a oportunidade de se integrar às reais necessidades da população. cada vez mais conscientes de seus deveres e direitos. corpo do texto. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção da aula anterior e verifique se a carta explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. Para V. Troque sua carta com um colega e discutam se o texto é objetivo e claro. data.LÍNGUA PORTUGUESA a que temos direito ainda hoje.ª e para o Departamento que dirige. Formal. Professor(a). Certos de sua atenção.blogspot.S. em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. explicando e dando exemplos de cada nível de linguagem. 02 Quais as consequências do aumento de tráfego nessa rua? Poluição do ar. insegurança. riscos constantes para nossas crianças. Dê sugestões ao colega. caso julgue necessário que algum trecho seja melhorado. 04 Que tipo de linguagem foi utilizada na carta? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor.br 01 Qual é o problema que motivou a escrita da carta? O grande fluxo de veículos na Rua Jair dos Santos Meneghetti. 03 Quais foram as medidas sugeridas pelos moradores a fim de solucionar o problema? Inverter a mão da Rua Jair dos santos Meneghetti. palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua. má qualidade de vida. barulho insuportável de motores e buzinas. 157 . vocativo. que atualmente vai do número 01 para o número 225 ou colocar três quebra-molas ou lombas ao longo da Rua supracitada. ao corrigir a questão 4. Moradores da Rua Jair dos Santos Disponível em http://oblogderedação.

seu emprego e explique vocativo com exemplos. peça aos estudantes que leiam com atenção o texto da aula anterior. pronomes de tratamento são palavras ou expressões empregadas no trato cerimonioso com o interlocutor e vocativo é o termo que expressa um chamamento. explorando as práticas de oralidade. forma abreviada. os pronomes de tratamento foram utilizados adequadamente? • Considerando 158 . Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo Saber produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. Os pronomes de tratamento que se usam no vocativo (nome do destinatário) sempre concordam com os verbos em 3ª pessoa. Prática de oralidade Professor(a). escrita e análise da linguagem. anote na lousa os pronomes de tratamento. com o auxílio de uma gramática. Esses elementos linguísticos são imprescindíveis na construção da carta. o destinatário. u u u Conceito Segundo Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. chamando-lhes a atenção para o destinatário da carta: • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. leitura. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua.

26 de novembro de 2012]   159 .Sª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. com registros de chacinas. em seguida. “Lembramos a você que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo – média de 9. “. Paulo...” supondo que o destinatário fosse um amigo. .. Sª naturalmente apoiou. Desde o último dia 24... 47 PMs foram mortos –21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26 foram assassinados no horário de folga –.. de acordo com o comandante-geral da PM.. Não se esqueça de seguir as regras de elaboração das cartas de solicitação e de empregar linguagem formal. ônibus incendiados e mortes de policiais militares.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 4º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho que comprova a concordância do pronome de tratamento com o verbo em 3ª pessoa do singular. Texto 1 Violência O Estado de São Paulo vive uma onda de violência. solicitando-lhe uma ação concreta que solucione este problema. 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo.. elabore uma carta endereçada ao Secretário de Segurança Pública de São Paulo. que V. Em 2011. Exª: Vossa Excelência 03 Reescreva o trecho “Lembramos a V. Desde o início do ano. Roberval França. [Folha de S.” Prática de escrita DESAFIO Leia os textos abaixo e. Antônio Ferreira Pinto.” 02 Se o destinatário da carta fosse o Presidente da República qual pronome de tratamento deveria ser utilizado segundo a norma gramatical? V.7 por dia. homicídios.

verificando se a carta produzida apresenta argumentos convincentes de forma clara e suficiente. Ou se preferir peça que troquem os textos com o colega para serem corrigidos e depois para fazerem a reescrita corrigindo o que for necessário. Pessoa. corpo da carta (assunto). vocativo. exposição de argumentos capazes de persuadir o destinatário. 160 . Linguagem clara e objetiva. Formas verbais predominantemente empregadas no presente do indicativo. Pronomes de tratamento de acordo com o cargo ocupado pelo destinatário. peça aos estudantes para avaliarem seus textos.LÍNGUA PORTUGUESA  Texto 2 Professor(a). se estão presentes e adequados os elementos estruturais da carta (local. de acordo com o padrão culto formal da língua. suas causas e consequências. geralmente em 1ª. assinatura). se a linguagem mantém um nível mínimo de formalidade que a situação requer. • Apresentação • • • • • Estrutura semelhante à das cartas em geral: local e data. Estratégia argumentativa: apresentação do problema. vocativo. data. às autoridades competentes uma solicitação de soluções para um problema. assinatura. expressão cordial de despedida. Síntese Caraterísticas das cartas de solicitação • Texto de intenção persuasiva.

antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo do oficio. leitura e escrita. tratar o destinatário com especial fineza e consideração” (CAMPOS MELLO. à autoridade em questão. convidar alguém com distinção para a participação em certos eventos. propor convênios. apresente o texto aos estudantes. etc. visando aspectos relacionados à demarcação de terras indígenas. medidas dirigidas a Senhora Presidente da República. solicitar providências ou informações. Desenvolver habilidades de argumentação no gênero ofício. Ele serve para “informar.. e a finalidade do conteúdo do texto. explorando as práticas de oralidade. Discutir sobre a importância de produzir um ofício em nosso cotidiano. Explique-lhes em que consiste a demarcação de terras indígenas. ajustes. 161 . enfim. Prática de oralidade • Com base em que elementos você identifica um ofício? • Qual a finalidade de um ofício? • Qual a importância se produzir e encaminhar um ofício? Conceito O ofício é um tipo de correspondência externa.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Ofício. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer os elementos do gênero ofício. muito usada especialmente quando o destinatário é órgão público. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor (a). encaminhar documentos importantes. 1978: 122) Prática de leitura O texto a seguir é um ofício que responde. acordos.

Atenciosamente. 27 de maio de 2011. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos.º 154. estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo.º 22. Em sua comunicação. com a necessária transparência e agilidade. dirigida ao Senhor Presidente da República.iesde. A Sua Excelência o Senhor Deputado [Nome] Câmara dos Deputados 70.LÍNGUA PORTUGUESA Modelo de ofício do Manual de Redação da Presidência da República (2002) [Ministério] [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade] [Endereço para correspondência] [Endereço . 27 de maio de 1991. sociológicos. 5. Nos termos do Decreto n.º 6708. Como Vossa Excelência pode verificar. estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto n. de 24 de Setembro último. de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa).º 524/1991/SG-PR Brasília. §1. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama n. a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. A Sua Excelência o Senhor Ofício n. 3.160-900 – Brasília – DF Assunto: Demarcação de terras indígenas Exmº Senhor Deputado. cartográficos e fundiários. 1.continuação] [Telefone e Endereço de Correio Eletrônico] Ofício n. [Assinatura] [cargo] Fonte: www. 4.com. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente.º 524/1991/SG-PR Brasília. 6. da Constituição Federal. 231. informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta n.br 162 . inclusive daqueles assinalados em sua carta. o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários. 2. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas. Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as características socioeconômicas regionais.º 22. Os órgãos públicos federais.º. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

01 Identifique no texto: local e data: Brasília, 27 de maio de 2011 os interlocutores (remetente e destinatário): Presidência da República Deputado [x] o vocativo: Exmº Senhor Deputado, a despedida: Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à forma, estilo e conteúdo? Justifique.
Resposta possível: Sim. Desde o cabeçalho, corpo do texto, objetividade, despedida, até a assinatura são diferenciados.

03 A linguagem utilizada faz parte do cotidiano de vocês, ou apresentam diferenciações da linguagem comum? Justifique.
Resposta possível: Há diferenciações entre as linguagens. Os termos usados no oficio são bem técnicos e a linguagem é totalmente objetiva.

04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário?
Responder e complementar às observações transmitidas pelo telegrama n.º 154, recebido em de 24 de Setembro.

Prática de escrita DESAFIO

Com base no texto apresentado como modelo de oficio, crie seu próprio textoofício ressaltando alguma solicitação a um órgão público. O conteúdo do texto deve ter linguagem específica.

163

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 49

Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos sobre o gênero, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u u u

Identificar a linguagem e significados a partir da leitura do texto em estudo. Refletir sobre a função social do gênero. Comparar os tipos de conteúdos explícitos nos textos.(anterior e atual) Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero.

Prática de oralidade
Professor (a) reflita com seus alunos sobre as questões recorrentes nas diversas áreas de sua comunidade (meio ambiente, trânsito, segurança, saúde, educação, e outros) e os possíveis caminhos para a solução dos mesmos. Explique que através de um ofício podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e trabalho dos cidadãos. Faça uma leitura oral do ofício abaixo com os alunos e, em seguida, questione-os. Explique aos alunos que este tipo de correspondência é o documento por meio do qual é feita determinada comunicação ou solicitação, em caráter oficial, à determinada pessoa física ou jurídica. • • • • •

Que elementos que compõem a forma deste gênero textual estão presentes neste oficio? Que linguagem é empregada no texto? Qual a função social deste texto? O que você acha que é um plano de contingência? Quais os riscos que a Dengue pode trazer à população?

Conceito

O gênero ofício é um instrumento através do qual podemos exercer a cidadania, com base em nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. Através

164

LÍNGUA PORTUGUESA
desse gênero podemos apontar falhas, discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. Um ofício é uma correspondência oficial, enviada normalmente a funcionários ou autoridades públicas. O ofício é o tipo mais comum de correspondência oficial expedido por órgãos públicos, em objeto de serviço. Seu destinatário, no entanto, além de outro órgão público, pode ser também um particular. O conteúdo do ofício é matéria administrativa, mas pode vincular também matéria de caráter social, oriunda do relacionamento da autoridade em virtude de seu cargo ou função.
Ofício nº00123/2011 Brasília, 25 de outubro, de 2011. Ao Senhor CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis Esplanada dos Ministérios, Bloco G, salas 148e 156 70058-900 Brasília - DF Assunto: solicitação de incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue
Senhor Diretor, Vimos por meio deste, encaminhar a Vossa Senhoria, o Plano de Contingência para análise, bem como o Termo de Compromisso, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX, de XX de XXXX de 2010. Os referidos documentos contêm o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por este município, visando o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue em nosso município. Certos de vosso pronto atendimento, antecipamos agradecimentos. Atenciosamente, xxxxxxxxxxxxxx Secretário Municipal de Saúde

165

Em seguida troque o seu texto com o seu colega. pois o texto apresenta períodos. Professor (a) é hora de orientar o seu aluno quanto às respostas dos ofícios. Explicar também que expressões do tipo “Vimos por meio deste”. 03 Quais foram as medidas propostas pelo Secretário Municipal de Saúde a fim de solucionar o problema? Resposta possível: Plano de Contingência com o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por esse município. data. Ex: Conforme solicitação via ofício nº xxxxxxx. ao explicar a questão 4. levando ao óbito.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Qual é o assunto que motivou a escrita do ofício? Resposta possível: O assunto visa o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue no município em foco. com a diminuição da oxigenação dos tecidos. Ex: Encaminho a Vossa Senhoria. estão sendo abolidas das correspondências oficiais. dos termos utilizados e suas funções no contexto da correspondência. com a probabilidade de uma infecção se proliferar em questão de poucas horas. corpo do texto. comente com os alunos e anote na lousa os tipos de linguagem. vimos informar que________ 166 . Professor (a). palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua. explicando e dando exemplos dentro do texto. 02 Quais os riscos da doença para a população? Resposta possível: O paciente corre o risco de ter queda brusca na pressão arterial. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor. se estão presentes e adequados os elementos que constituem a forma composicional do texto (local. despedida e assinatura). ressaltando que a resposta deve ser feita enfatizando o nº do ofício e a solicitação pretendida. vocativo. 04 Que tipo de linguagem foi utilizado no texto? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e verifique se o oficio explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. Resposta possível: Formal. propondo que o mesmo responda a solicitação feita.

militares e eclesiásticas. leitura. auxiliando-nos na referência às autoridades civis. Os Pronomes de Tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal. Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. é pertinente afirmar que os pronomes de tratamento foram utilizados de modo adequado? Professor (a). escrita e análise linguística. explorando as práticas de oralidade. peça aos estudantes que leiam com atenção o ofício da aula anterior. levam a concordância para a terceira pessoa.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. chamando-lhes a atenção para o destinatário do texto: Conceito Os pronomes de tratamento são formas de distinção e respeito. Produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução: Ex. 167 . Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala. Em relação ao destinatário.: Vossa Senhoria nomeará o substituto. Vossa Excelência conhece o assunto. nominal e pronominal. ou a quem se dirige à comunicação). u u u Prática de oralidade • • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento.

explique aos alunos que o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.br/ccivil_03/manual/manual. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor. Vice-Presidente da República. Prefeitos Municipais. Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais. Ministro do Tribunal de Contas da União. Auditores da Justiça Militar. DF A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70. seguido do cargo respectivo: Senhor Senador.165-900 – Brasília.htm) 168 . no 123 01. No envelope. Oficiais-Generais das Forças Armadas. para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo. Membros de Tribunais. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor.010-000 – São Paulo. Embaixadores. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional. São de uso consagrado: Vossa Excelência. Senhor Governador. DF A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10a Vara Cível Rua ABC. Ministros de Estado.064-900 – Brasília. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores. Presidente da República. Deputados Estaduais e Distritais.LÍNGUA PORTUGUESA Professor (a). Senhor Ministro.gov. Juízes. Senhor Juiz. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. terá a seguinte forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70. seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República. Secretários de Estado dos Governos Estaduais. Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal. c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores. Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial. SP (Fonte: www.planalto.

em seguida. Exª: Vossa Excelência 04 Reescreva o 1º parágrafo deste ofício. inclusive observando a linguagem. Pense no destinatário (de quem é a competência para a solução deste problema?) e procure seguir as regras de elaboração de ofício. supondo que o destinatário fosse a Presidente da República.. Vimos por meio deste encaminhar a vossa excelência o Plano de Contingência para análise. de XX de XXXX de 2010. qual pronome de tratamento deveria ser utilizado? V. bem como o Termo de Compromisso. elabore um ofício solicitando à autoridade competente uma ação concreta que solucione este problema no Estado. Prática de escrita DESAFIO Leia a charge abaixo e. Vimos por meio deste encaminhar a Vossa Senhoria. aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX. Excelentíssimo Senhor Presidente da República. incluindo o vocativo. 02 Por que o uso deste pronome de tratamento? Porque o destinatário é diretor de um departamento de um órgão público.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 1º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho em que aparece o pronome de tratamento.. 169 . 03 Se o destinatário do ofício fosse a Presidente da República.

por serem advérbios. o que vai depender do tamanho do texto que constituirá o ofício. No rodapé do ofício circular. "Atenciosamente". corpo do texto conta com as informações da qual o órgão remetente deseja transmitir aos outros destinatários principais fechamentos utilizados são. que são as seguintes: o cabeçalho. os dias de 1 a 9. onde consta o número do ofício seguido do ano em que foi redigido (exemplo: 01/2012). geralmente no cabeçalho do ofício. sempre com ponto final. Os fechamentos são sempre seguidos de vírgula. ou "Respeitosamente". 6 de março de 2012.LÍNGUA PORTUGUESA Síntese Caraterísticas de um ofício • Existem algumas normas que fazem parte da composição de um ofício. em seguida consta o nome do município do órgão expedidor do documento e a data em que o ofício circular foi redigido (exemplo: São Paulo. Deve-se sempre iniciar com letra maiúscula e o vocativo adequado sempre seguido de dois pontos. pois trata-se de uma frase nominal. utilizados para autoridades de mesma hierarquia ou inferior. seguida é necessário informar o vocativo. Entre o índice e o vocativo são necessários de 2 a 4 espaços simples. O nome do mês sempre será em minúsculo. ou vírgula. • Em • • O • Os 170 . consta o destinatário. por exemplo). – Digníssimo. conta com o timbre do órgão público. logo mais abaixo fica o índice do ofício circular. sendo desnecessário o uso de tratamentos (DD. sendo suficiente o pronome de tratamento Senhor (a). e após o ano. jamais poderão ser precedidos pelo zero. utilizada para autoridades de hierarquia superior.). É necessário que o signatário assine ou rubrique cada oficio.

Mikhail. 1992. Ministério da Educação. Tradução de Anna Rachel Machado.Referências bibliográficas BAKHTIN. 2003. Nº.). R. Currículo em debate: Expectativas de aprendizagem-convite à reflexão e ação. 2006. São Paulo. Caderno 5. SP: Editora Claraluz. _____. Antônio (1915-1999) e VILLAR. A. Campinas. col. Maria do Rosário e BARONAS. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. Dicionário MARIA. 11. A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Os gêneros do discurso. 171 . 2000. 2. ROJO. Terezinha Maria Barroso. Luzia de. Ângela. Roberto (Org. 1987. Roxane Rojo (Org. DIONÍSIO. Atividade de linguagem. Brasília: 2001. Gêneros textuais e ensino. Análise do discurso: as materialidades do sentido. MACHADO.2008 SCHNEUWLY. Maria Auxiliadora. Joaquim. São Carlos. J. p. Práticas de leitura em sala de aula. Rio de Janeiro: Lucerna.). Juiz de Fora: Lame/Nupel/ UFJF. Brasiliense. ed. SP: Mercado de Letras. Roxane. e BEZERRA. agosto de 1999. In: Estética da criação verbal. GREGOLIN. Goiânia: SEE-GO. 1999.Primeiros passos. P. O que é conto? 3ª edição. Mauro de Salles (1939). Currículo em debate: Currículo e práticas culturais – As áreas do conhecimento. Secretaria de Educação – SEE. SANTOS. Os gêneros escolares – Das práticas de linguagem aos objetos de ensino (Revista Brasileira de Educação). São Paulo: Educ. Caderno 3. Bernard e DOLZ. Secretaria de Educação Fundamental. 2006. (Coleção As Faces da Linguística Aplicada). Goiânia: SEE-GO. 2002. BRONCKART. São Paulo: Martins Fontes. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. HOUAISSS. 280-326.

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