Caderno Caderno educacional educacional

Material do professor Material do do professor professor Material

LÍNGUA PORTUGUESA Ciências ciências
Material de Material de apoio apoio

9
ano

o

Expediente
Marconi Ferreira Perillo Júnior Governador do Estado de Goiás Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretário de Estado da Educação Erick Jacques Pires Superintendente de Acompanhamento de Programas Institucionais Raph Gomes Alves Chefe do Núcleo de Orientação Pedagógica Valéria Marques de Oliveira Gerente de Desenvolvimento Curricular Gerência de Desenvolvimento Curricular
Elaboradores Alex Sandra de Carvalho Arminda Maria de Freitas Santos Débora Cunha Freire Histávina Duarte Pereira Joanede Aparecida Xavier de Souza Fé Lívia Aparecida da Silva Luiz Fabiano Braga dos Santos Márcia Mendonça Souza Marilda de Oliveira Rodovalho Myrian Marques Rosely Aparecida Wanderley Araújo

Sumário
Apresentação........................................................................................................................... 5 CONTO LITERÁRIO AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero........................................................................................................... 7 AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................12 AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 16 AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 25 AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 28 AULA 06 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 30 AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 34 AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 40 AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 43 AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 46 AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 49 AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 52 AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 60 AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 65 AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 68 AULA 16 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.................................. 71 EDITORIAL AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.........................................................................................................73 AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero......................................79 AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 81 AULA 20 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 84 AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero ........................................ 86 AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 89 AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 91 AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 94 AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 96 AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero......................................... 99 AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................100 AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.......................................104

......AULA 29 AULA 30 AULA 31 AULA 32 AULA 33 AULA 34 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero...................................................................................120 ATA.............................................................................106 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero....135 AULA 40 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.................................................................................................................................................111 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero............................................................109 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero.................................................................................................................132 AULA 39 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero .........................................................118 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero .......................................................................................................140 AULA 42 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero....................................147 AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero....................................164 AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero................................161 AULA 49 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ......................................................................129 AULA 38 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero................142 AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero..................................150 AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero.........................................................................................................................................................................122 AULA 36 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero..........................................................171 ...............................................144 AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero....................158 AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.................126 AULA 37 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero...................155 AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero..........137 AULA 41 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero.......................................................114 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero ......167 Referências bibliográficas......................... REQUERIMENTO......................................................................................... CARTAS AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero....................

dentre elas. sendo. necessários alguns ajustes posteriores. jovens e adultos do nosso Estado. conjuntamente. Proposta esta que não pode ser viabilizada antes em função da diversidade de Currículos que eram utilizados. nas suas atividades diárias e. nós o convidamos para. com vistas à melhoria dos nossos indicadores. busca-se adotar práticas pedagógicas de alta aprendizagem. contamos com a sua colaboração para ampliá-lo. professor. Caso haja interesse para participar dessas elaborações. buscando melhorar o desempenho de nossos alunos. buscarmos o aperfeiçoamento de ações educacionais. com sua ajuda. criou o “Pacto pela Educação ” com o objetivo de avançar na oferta de um ensino qualitativo às crianças. Dessa forma. várias ações. Trata-se do primeiro material. sobretudo na 1ª série do Ensino Médio. também. entre em contato com o Núcleo da Escola de Formação pelo e-mail cadernoeducacional@seduc. a produção deste material de apoio e suporte.go. reforçá-lo e melhorá-lo naquilo que for preciso. Com isso. Assim. Lembramos que a proposta de criação de um material de apoio e suporte sempre foi uma reivindicação coletiva de professores da rede. proporcionando uma educação mais justa e de qualidade. deste tipo. levando-o ao interesse de participar ativamente das aulas. fazer deste um objeto de estudo do aluno. dessa forma.Apresentação O Governo do Estado de Goiás. Estamos abertos às suas contribuições. Por isso. A decisão da Secretaria pela unificação do Currículo para todo o Estado de Goiás abriu caminho para a realização de tal proposta. A proposta de elaboração de outros materiais de apoio continua e a sua participação é muito importante. Esperamos. Ele foi concebido tendo por finalidade contribuir com você. Somando esforços. reduzindo assim a evasão. poderá ser uma importante ferramenta para fortalecer sua prática em sala de aula. espera-se amenizar o impacto causado pela mudança do Ensino Fundamental para o Médio.br Bom trabalho! 5 . estamos desenvolvendo. por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). Assim. Sugerimos que este caderno seja utilizado para realização de atividades dentro e fora da sala de aula. com certeza. juntos.gov. produzido por esta Secretaria. este material será o primeiro de muitos e.

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Para o Palanque do Conto decore um caixote. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. explorando as práticas de oralidade. Envolva todos no trabalho. Confeccione um caderno ou cartaz para registrar os livros lidos. O que devo aprender nesta aula u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. nela coloque livros que contenham contos. de autores diferentes. Produzir a primeira escrita de um conto. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. a descrição dos espaços e do tempo. Ler com fluência e autonomia. almofadas. do estilo de cada autor. apresentar suas impressões. despertando nos estudantes o gosto e interesse pela leitura de livros literários. para o trabalho com o gênero Contos. esteiras. ilustrações. durante a leitura. e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar contos do mesmo autor. É importante que todos os estudantes escolham um exemplar para ler durante a semana e comentar no próximo palanque. no centro. bem como. dando-lhes tempo para que isto aconteça. AULA 01 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. 7 . oportunize um tempo para que os estudantes apresentem a sua história no Palanque do Conto. leitura e escrita. suas emoções. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. a caracterização dos personagens. A Hora do Conto deve acontecer pelo menos uma vez por semana. Peça-lhes que escolham aqueles que mais lhes agradar para uma leitura prazerosa. título do texto. coloque os contos da Prateleira da Leitura. Organize a Prateleira da Leitura.Conto literário Professor(a). Diga aos estudantes que durante o trabalho com contos eles terão um momento somente para leituras do gênero – A Hora do Conto. Oriente-os a relacionarem os títulos dos contos escolhidos no caderno de registros. Após a leitura. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. construindo significados e inferindo informações implícitas. Disponha as carteiras em círculo e.

professor(a). Mas atenção.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). 8 . com o objetivo de retomar o trabalho com os gêneros textuais. Diga-lhes que as histórias sempre encantaram os seres humanos e que. dificuldades e um enorme desejo de ser feliz. é importante Antecipar aos estudantes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. • Você conhece alguma história interessante? Qual? • Ouviu de alguém? Quem? • Leu em algum livro? Sabem quem é o seu autor? • O que mais lhe chama atenção nas histórias? Conceito Para o escritor Elias José. que ele aumentava ou modificava usando sua imaginação. há outras. Procure saber o que a classe já conhece sobre o gênero: pergunte aos estudantes se gostam de ler e ouvir histórias. onde se formou em direito. participar dos acontecimentos. Prática de leitura Em seguida. outras são tão sucintas que conseguem transformar uma história interessante numa simples informação. como os escritores. do tema abordado. somos transportados para outro mundo. Há pessoas que ao contar um fato qualquer acrescentam muitos detalhes desnecessários e isto acaba cansando o leitor. conhecer suas aventuras e dramas e compartilhar suas alegrias e tristezas. Pode-se dizer que o ser humano já surgiu contando contos. como você. que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha. Converse com os estudantes sobre o modo como as pessoas escrevem seus textos. de Clarice Lispector. o fazem com tanta beleza e criatividade que emociona e prende a atenção do leitor. que. descobria ou pensava dava origem a uma história. Entretanto. Uma boa história deve conter todas as informações que contribuam para dar vida e sentido ao texto. e apresentelhes o primeiro gênero a ser estudado no bimestre. do autor e do gênero textual! Clarice Lispector (Tchetchelnik Ucrânia 1925 . Estreou na literatura ainda muito jovem com o romance Perto do Coração Selvagem (1943). devendo descartar todos os fatos irrelevantes. proponha à classe a leitura silenciosa do conto Felicidade clandestina. ao narrar um fato. o conto é uma narrativa que pode ser contada oralmente ou por escrito. Tudo o que via. tem sonhos. levando-o a viver a história. Elas falam de gente que. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados no ano anterior.Rio de Janeiro RJ 1977) passou a infância em Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro. onde podemos acompanhar os seres que fazem parte das histórias. bem como os objetivos deste estudo. através das palavras de quem escreve. por mais simples que seja.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. Não me mandou entrar. enchia os dois bolsos da blusa. de Monteiro Lobato. Mas que talento tinha para a crueldade. Ela não morava num sobrado como eu. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico. 9 . E nós menos ainda: até para aniversário. os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira. sardenta e de cabelos excessivamente crespos. com suas pontes mais do que vistas. era um livro para se ficar vivendo com ele. nadava devagar num mar suave. Boquiaberta. completamente acima de minhas posses. nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas. baixa. Mas não ficou simplesmente nisso.LÍNGUA PORTUGUESA Felicidade clandestina Clarice Lispector Ela era gorda. Olhando bem para meus olhos. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Ela toda era pura vingança. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa. Tinha um busto enorme. onde morávamos. mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando. saí devagar. dormindo-o. esguias. enquanto nós todas ainda éramos achatadas. comendo-o. Pouco aproveitava. meu Deus. Era um livro grosso. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. chupando balas com barulho. ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. No dia seguinte fui à sua casa. em vez de pelo menos um livrinho barato. por cima do busto. o amor pelo mundo me esperava. meio arruivados. informou-me que possuía As reinações de Narizinho. andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. altinhas. de cabelos livres. e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. literalmente correndo. as ondas me levavam e me traziam. disse-me que havia emprestado o livro a outra menina. e sim numa casa. Como casualmente. E. eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler. que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. o dia seguinte viria. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro. Como essa menina devia nos odiar. Como se não bastasse. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. com balas.

exausta. fechei-o de novo. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Horas depois abri-o. também pouco importa. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Houve uma confusão silenciosa.LÍNGUA PORTUGUESA com um sorriso e o coração batendo. no decorrer da vida. enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. às vezes adivinho. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era 10 . grande ou pequena. mas você só veio de manhã. Não. quando eu estava à porta de sua casa. Quanto tempo levei até chegar em casa. às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. adivinhando mesmo. de modo que o emprestei a outra menina. Acho que eu não disse nada. Ela sabia que era tempo indefinido. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder. e assim recebi o livro na mão. Quanto tempo? Não sei. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta. Pediu explicações a nós duas. E assim continuou. não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Meu peito estava quente. entrecortada de palavras pouco elucidativas. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. finalmente se refazendo. Mal sabia eu como mais tarde. abria-o por alguns instantes. Até que um dia. fui passear pela casa. Até que essa mãe boa entendeu. Foi então que. Mas.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa. que não era dada a olheiras. não comecei a ler. meu coração pensativo. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. comprimindo-o contra o peito. Fingia que não o tinha. o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. ao vento das ruas de Recife. pode ter a ousadia de querer. só para depois ter o susto de o ter. que eu voltasse no dia seguinte. adiei ainda mais indo comer pão com manteiga. li algumas linhas maravilhosas. disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. Chegando em casa. E eu. Peguei o livro. sem faltar um dia sequer. fingi que não sabia onde guardara o livro. apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. achava-o.

proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. mostrandolhes as várias possibilidades de interpretação levantadas. estabelecer relações. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. Em seguida. em êxtase puríssimo. use uma boa dose de criatividade e mãos à obra! A ideia.Rio de Janeiro. 02 O que causa o sofrimento da protagonista? Possibilidade de resposta: Não conseguir o seu objeto do desejo (o livro). A felicidade sempre ia ser clandestina para mim.. só para se redescobrir possuidora dele.Ed. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 03 O que causou prazer à personagem protagonista? Possibilidade de resposta: O fato de poder ficar com o objeto tão desejado pelo tempo que quisesse. 11 . aqui. mas o deixa no quarto e finge esquecer que o possui. Havia orgulho e pudor em mim. voltando ao texto para confirmar ou refutar suas hipóteses. Como demorei! Eu vivia no ar. 04 De que forma a filha do livreiro demonstra sua crueldade? Possibilidade de resposta: Sempre inventando uma desculpa para não emprestar o livro à colega que tanto o desejava. Rocco .. já que nem ela mesma pode se conscientizar de sua própria felicidade para que esse sentimento não acabe. sua felicidade aparece como um sentimento “clandestino”. Às vezes sentava-me na rede. Professor(a). Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de um conto. inferir informações etc. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. desde que respaldadas pelo texto. para que você possa planejar as intervenções necessárias. Dessa forma. Eu era uma rainha delicada. discuta com eles as respostas dadas. após a leitura. 1998 Professor(a). Felicidade Clandestina . Desperte a sua imaginação. sem tocá-lo. Parece que eu já pressentia. Os estudantes devem compreender que várias interpretações são possíveis e aceitáveis.LÍNGUA PORTUGUESA a felicidade. Assim. balançando-me com o livro aberto no colo. 01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto? Possibilidade de resposta: A personagem protagonista ganhou permissão para ficar com o livro pelo tempo que desejasse. professor(a).

em livros. 2001). algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema. o teatro e a televisão. Tem mais de cinquenta livros publicados. Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. que aparecem em jornais. escritas por gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. leitura e escrita. explorando as práticas de oralidade. Autor premiado. contos. Retomar a produção inicial. em Porto Alegre. lançou diversos livros no exterior. literatura juvenil e ensaios. Conceito De acordo com Moacyr Scliar. contos literários são histórias sobre gente comum. Prática de oralidade Professor(a). 2 da Coleção Literatura em Minha Casa. entre romances. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Conto literário. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. do tema abordado. Refletir sobre as características do conto com base no texto de Moacyr Scliar. construindo significados e inferindo informações implícitas. antecipando-lhes algumas informações que podem estar no texto a ser lido a partir do título. de Moacyr Scliar (Vol. para transmitir ideias . proponha à classe uma leitura compartilhada do texto O conto se apresenta. em revistas. do autor e do gênero textual! Moacyr Scliar nasceu em 1937. no seu texto “O conto se apresenta”. 12 .LÍNGUA PORTUGUESA AULA 02 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários.os escritores. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero.

E então eu apareço. do Saci-Pererê. aquele mistério não existe mais. Quer saber coisas sobre mim.LÍNGUA PORTUGUESA O conto se apresenta Moacir Scliar Olá! Não. Existe uma história que fala de coisas que eles conhecem:tigre. Existe um conto. vamos dizer assim. E a lua some. Uma voz que fala com você ao vivo. o conto de mistério? Sou eu. conto muitas histórias. Aquele conto. Esperam que o homem dê a resposta. Devo lhe dizer que sou muito antigo. Então alguém olha para a lua e pergunta: por que é que as vezes a lua desaparece? Todos se voltam para um homem velho. falo baixinho ao ouvido do velho: – Conte uma história para eles. É uma coisa natural. O Conto. de modo que lá pelas tantas o grande tigre bota a lua para fora de novo. brilhante. Sou. de bruxas. Por exemplo. Na verdade. mas nunca falei de mim próprio. Eu. havia um mistério: por que a lua some? Agora. qual a minha idade. não adianta olhar ao redor: você não vai me enxergar. de reis. aqueles que vivem nas cavernas. mulheres. que brota de dentro da gente. Falo de muitas coisas. porque no escuro estão as feras que os ameaçam. Não fique tão surpreso assim: você me conhece. Mas ele não sabe o que responder. E quando as crianças da tribo crescerem e tiverem seus próprios filhos. uma cena que se passou há muitos milhares de anos. Sabe o contos de fadas. Todo mundo: homens. Mas a lua não é uma coisa muito boa para comer. comer – mas fala como essas coisas poderiam ser. o Conto. vão contar a história para explicar a eles por que a lua some de vez em quando. E começo me apresentando: eu sou o conto. em homenagem a você. sem que ninguém note. Você já me ouviu falando de Chapeuzinho Vermelho e do Príncipe Encantado. E ela aparece no céu. E felizes: antes. está sentada em redor da fogueira. As pessoas vão lembrar esse conto por toda a vida. Faça o seguinte: feche os olhos e imagine uma cena. É de noite e uma tribo dos nossos antepassados. É uma história sobre um grande tigre que anda pelo céu e que de vez em quando come a lua. 13 . muito tempo. Porque contar histórias é uma coisa que as pessoas fazem a muito. Todos estão encantados. uma voz.E ele conta. Todos escutam o conto. como estou fazendo agora. Eles têm medo de escuro. não como eles são. Vejo que você ficou curioso. Não sou pessoa como você. lua. que é uma espécie de guru para eles. Surjo lá da escuridão e. Ou então que lhe fala dos livros que você lê. É o que vou fazer agora. aqueles enormes tigres e outras mais. crianças. somos até velhos amigos.

ele fica surpreso. escrever uma história? E assinar seu próprio nome? Será que pode fazer isso? Dou força: – Vá em frente. Nota que algumas coisas não ficaram muito bem. só que a gente não sabia. Como você não me vê. É uma história sobre uma criança. todos se emocionam com a história. pode crer. E aí. Você vai gostar de escrever. Ele lê o que escreveu. E mais uma vez. Histórias que atravessam os tempos. Uma grande invenção. e escreve uma história. digo-lhe que estou ali com uma missão especial – com um pedido.LÍNGUA PORTUGUESA No começo. para a namorada. portanto. sobre monstros. A inspiração não vem de fora. sobre monstros. sobre criaturas fantásticas. assim como você ficou. Mesma coisa: – Escreve uma história. Os contos deles aparecem em jornais. vamos dizer assim. a escrita. E eu vou em frente. E então. E é nesse momento que eu tenho uma grande ideia. chego perto de um homem ainda jovem. Então ele senta. – Escreva uma história. em revistas. A gente tem muitas boas ideias. Mas tinha dúvidas: ele. em escrever uma história. sobre criaturas fantásticas – vão aparecer em forma de palavras escrita. que permitem que pessoas se comuniquem. são histórias sobre gente comum – porque as histórias sobre 14 . como me apresentei a você. sobre criaturas fantásticas. Já não são histórias sobre deuses. Ele não me vê. Aí surge a escrita. eu existo somente como uma voz. Não. Como eu. E as pessoas vão gostar de ler. em livros. Na verdade. Agora estou ali. muito sensível. E assim vão surgindo escritores. E de novo. sim. de repente tem uma ideia muito boa. Então escreve de novo. com aquela boa ideia. Procuro uma moça muito delicada. Mostra para outras pessoas. Todos gostam. mesmo à distância. que duram séculos. é assim que eu existo: quando as pessoas falam em mim. Ela escreve. você não concorda? Com a escrita. E aquelas histórias – sobre deuses. Você sabe o que é inspiração? Inspiração é aquela descoberta que a gente faz de repente. cara. para os amigos. A boa ideia já estava dentro de nós. quando as pessoas narram histórias – sobre deuses. escrever uma história? Como aquelas histórias que todas as pessoas contavam e que vinham de um passado? Ele. Escreva uma história. Eu me apresento. uma história muito bonita. não. ele gosta do que escreveu. não é uma coisa misteriosa que entra na nossa cabeça. ele já havia pensado nisso. naqueles sinais chamados letras. Uma inspiração. Num primeiro momento.

como colegas de escola. como surgem os escritores de contos etc. para transmitir ideias. as narrativas da tradição oral. como: os vários tipos de histórias existentes. as ideias que motivam a escrita de um conto. em livros. • aparecem em jornais. pode haver conto. • escritas por gente que sabe usar as palavras – os escritores. de Clarice Lispector. O mundo da nossa imaginação é muito grande. para transmitir ideias. São Paulo. vol. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do conto. está cheia de emoções.LÍNGUA PORTUGUESA as pessoas comuns muitas vezes são mais interessantes do que histórias sobre deuses e criaturas fantásticas: até porque deuses e criaturas fantásticas podem ser inventados por qualquer pessoa. chamando a atenção dos estudantes para referências importantes. • para emocionar pessoas. 03 Onde foi publicada? No livro que tem o mesmo título do conto: Felicidade Clandestina. É perfeitamente possível que este fato aconteça realmente. Mas a nossa vida. a vida de cada dia.2. Alguns deles – grandes escritores. Professor(a). Prática de leitura Em relação ao conto Felicidade clandestina. a invenção da escrita e. o surgimento da história escrita. inclusive envolvendo personagens reais. 15 . Era uma vez um conto. Companhia das Letrinhas. faça uma leitura oral do texto com a classe. Onde há gente que sabe usar as palavras para emocionar pessoas. responda às questões abaixo: 01 Esta é uma história de gente comum? Por quê? Sim. 04 Para que foi escrita? Para transmitir ideias de uma forma emocionante. 02 Por quem foi escrita? Por Clarice Lispector. em revistas. apresentadas por Moacyr Scliar de forma tão leve e prazerosa: • histórias sobre gente comum. E onde há emoção. e tendo por base as características do conto apontadas por Moacyr Scliar. -------------– Eu sou o conto. existem escritores. 2002. a inspiração. com ela.

explorando as práticas de oralidade. Ler contos. medeie esta atividade. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. com base nas anotações feitas por você. durante a leitura dos textos. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu conto. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu uma história possível de acontecer. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. identificando seus elementos e características próprias. Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. assim como fazem os escritores famosos. antes de publicarem seus textos.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido. 16 . Retomar a produção inicial. construindo significados e inferindo informações implícitas. para emocionar o leitor. envolvendo pessoas comuns. AULA 03 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. leitura e escrita. Professor(a).

concreta e objetiva Texto adaptado do livro O que é conto. que. o que acham que irá acontecer na história. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. Também escreveu romances de grande repercussão. neste momento. 2001). identifiquem os elementos do conto. originalmente publicado na sua obra Histórias escolhidas (1961). apresente à classe o conto. façam inferências das informações que não estão explícitas no texto. Premiadíssima contista. um só drama. Aproveite o momento para dizer-lhes quem é Lygia Fagundes Telles. Sugira aos estudantes que verifiquem as hipóteses levantadas no momento da antecipação. aqui. o suporte textual e os recursos de que a escritora utilizou para emocionar o leitor etc. Pergunte a eles se conhecem a história. Lygia Fagundes Telles nasceu em 1923 na cidade de São Paulo. Prática de leitura Professor(a). e checagem dos fatos durante a leitura. dentre eles o conto Biruta. 17 . certamente lhe causará um efeito singular.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito À leveza do conceito de Elias José e Moacyr Scliar. de Lygia Fagundes Telles (Vol. as coisas se passam em horas. uma só ação e poucos personagens • Todos os ingredientes do conto convergem para o mesmo ponto • Deve emocionar quem o lê • Os fatos neste gênero literário acontecem em curto espaço de tempo: já que não interessam o passado e o futuro. que impressões tiveram etc. de Luzia de Maria Prática de oralidade Como exemplo dessas particularidades. da Coleção Literatura em Minha Casa. acrescentamos. escreveu vários contos. como As meninas. o que o título “Biruta” lhes sugere. proponha a leitura silenciosa do conto abaixo. trazemos para você o conto Biruta. se já leram algum texto da autora. onde mora até hoje. algumas particularidades deste gênero textual: • É um texto em prosa que contém um só conflito. em caso negativo. Professor(a). por sua grande emotividade e beleza. ou dias • A linguagem do conto é direta.

tentando equilibrar a bacia que era demasiado pesada para seus bracinhos finos. Andava com dificuldade. Biruta! Se fosse uma carteira nova! Me diga agora o que é que ia acontecer se ela fosse uma carteira nova!? Leduína te dava uma suna e eu não podia fazer nada. por quê? Por que não se esforçava um pouco para ser meihorzinho? Dona Zulu já andava impaciente.. O cachorro saiu de dentro da garagem.. enquanto a outra empinou. murchas. Com um gesto irritado. – E subiu em cima da cama e focinhou as cobertas e mordeu uma carteirinha de couro que ela deixou lá. as pontas quase tocando o chão. Ajoelhou-se. Abuso? Não me lembro de nada.. ambas as orelhas estavam no mesmo nível. ouviu? Ouviu. Biruta fez isso.. Por que Biruta não se emendava. que vamos ter uma conversinha. 18 . próprios de uma testa franzida no esforço da meditação. sim senhor. enfiou. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos.LÍNGUA PORTUGUESA Biruta Lygia Fagundes Telles Alonso foi para o quintal carregando uma bacia cheia de louça suja. Leduína também. como daquela outra vez que você arrebentou a franja da cortina. que não acredito. Era pequenino e branco. – Alonso. – Leduína disse que você entrou no quarto dela – começou o menino num tom brando. A carteira era meio velha e ela não ligou muito. Biruta! – chamou sem se voltar. Mas se fosse uma carteira nova. – Já está escurecendo. Biruta. lembra? Você se lembra muito bem. – disse Abonso pousando a bacia ao lado do tanque. – Biruta. aparecendo por um momento na janela da cozinha. Sacudiu as mãos cheias de espuma. aguda e reta. não precisa fazer essa cara de inocente!. E seu rostinho pálido se confrangeu de tristeza. êh. formaram-se dois vincos.. A orelha caída ergueu-se um pouco. ora para a esquerda. como se quisesse apreender melhor as palavras do seu dono. arregaçou as mangas que já escorregavam sobre os pulsos finos.. anda ligeiro com essa louça! – gritou Leduína. o focinho entre as patas e baixou a orelha.” – Lembra sim senhor! E não adianta ficar aí com essa cara de doente. Biruta sentou-se muito atento. Voltou-se para o cachorro. Agora. Biruta fez aquilo. uma orelha em pé e a outra completamente caída. Biruta deitou-se. Entre elas. Biruta?! – repetiu Alonso lavando furiosamente os pratos. inclinando interrogativamente a cabeça ora para a direita. tenho que sair! – Já vou indo – respondeu o menino enquanto removia a água da bacia. Seu olhar interrogativo parecia perguntar: “Mas que foi que eu fiz. Tinha mãos de velho. – Sente-se aí.

Isso tinha acontecido há duas semanas. Biruta?! E se fosse a carteira de dona Zulu? Já desinteressado. – Porque fiquei com medo. Lágrimas saltaram-lhe dos olhos. não sabe? Pois agora não te dou presente de Natal. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. Lambeu-lhe as lágrimas. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. mas não faz mal. mas ela continuava batendo com aquele mesmo vigor obstinado com que escovara os cabelos.LÍNGUA PORTUGUESA Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. 19 . Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. Não faz mal. seu ladrãozinho! Quando ele voltou à garagem. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. Biruta. aproximando-se. batendo. piscando os olhinhos temos. as duas orelhas caídas. E se fosse a carteira de dona Zulu? – Hem. – Por que você não arrebenta as minhas coisas? – prosseguiu o menino elevando a voz. você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. Leduina ficou desesperada. Biruta mascava uma folha seca. Alonso arrancou-lhe a carne. comendo tranquilamente. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. o focinho entre as patas. Tinha bem viva na memória a dor que sentira nas mãos corajosamente abertas para os golpes da escova. – Você sabe que tem todas as minhas coisas pra morder. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. Leduína. – Mas por que você escondeu o resto? – perguntou a patroa. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim. “Alonso. Os dedos foram ficando roxos. Você vai ver!. “que é que eu faço.” Biruta então ganiu sentidamente. – Está aqui. piscando. batendo como se não pudesse parar nunca mais.. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda. Biruta já estava lá. precisava encher os pasteis.. Lambeu-lhe as mãos. vinham visitas para o jantar. “Biruta. Você vai ver se ganha alguma coisa. E agora Biruta mordera a carteirinha de Leduína. deitado bem em cima do travesseiro. está acabado. – Atrevido! Ainda te devolvo pro asilo. Binuta estava lá. com a posta de carne entre as patas. apanhei por sua causa.

– Aproveita. O menino vergou o corpo sacudido pelo riso. mas duas vezes já me protegeu. Alonso então sorriu. Biruta dormia profundamente. – Deixe de falar sozinho e traga logo essa bacia. calou-se.. Só dona Zulu não entende que você é que nem uma criancinha. Biruta. ajeitando a caçarola no colo. cresça logo. A trégua. – Ai. Tinha então a certeza de que não estava acontecendo nada. A empregada pôs-se a guardar rapidamente a louça. Biruta abriu os olhos. num longo espreguiçamento. seu vagabundo! – disse Alonso espargindo água no focinho do cachorro.LÍNGUA PORTUGUESA Girou sobre os calcanhares. Mas Biruta esquivou-se. Voltou-se para Leduína. Leduína tem aquele jeitão dela. com bastante pelo e as duas orelhas de pé! Você vai ficar lindo quando crescer. Você vai jantar sozinho. Biruta. “Por que dona Zulu tem que ser assim? O doutor é bom.. Era tão bom quando Biruta resolvia se sentar! Melhor ainda quando dormia. lançou-lhe um olhar furtivo. Biruta seguiu-o aos pulos. menino. aproveita! Assim que colocou a bacia na mesa. Biruta. Biruta era como uma criança. seu bandidinho! – riu-se Alonso. Em seguida. – Alonso inclinou-se. Resmungou ainda enquanto empilhava a louça na bacia. Eles vão jantar fora. Por que dona Zulu tinha tanta raiva de crianças? Uma expressão desolada amarfanhou o rostinho do menino. dando as costas ao cachorro. Ah. – Aproveita que eu estou com a mão ocupada. eu sei que vai!” – Alonso! – Era a voz de Leduína. dependurando-se com os dentes na barra do seu avental. Tem ainda arroz e carne no forno. eu também tenho a minha festa.. menino. Dois olhinhos brilharam no escuro: Biruta ainda estava lá. Estendeu-lhe uma caçarola com batatas: – Olha aí para o seu jantar. Leduína. Alonso suspirou. que o Biruta judiou de mim!. esperando qualquer reação por parte do cachorro. latindo. Já está quase noite. O menino equilibrou penosamente a bacia na cabeça. Por que dona Zulu tinha tanta raiva dele? Ele só queria brincar. pelo amor de Deus! Cresça logo e fique um cachorro sossegado. ele inclinou-se para agarrar o cachorro. queria só brincar. como as crianças. é como se a gente não existisse. Como a reação tardasse. – Mas só eu vou jantar? – surpreendeu-se Alonso. – Hoje é dia de Natal. E espiou apreensivo para debaixo do fogão. estirando as patas dianteiras. – O que o seu filho vai ganhar? 20 . bocejou com um ganido e levantou-se.. quer dizer. Por que não entendiam isso? Não fazia nada por mal. – Chega de dormir. nunca se importou nem comigo nem com você. mordendo-lhe os tornozelos.

– Pensei que você já tivesse 21 . Um dia. morna ainda.. – Nada. O menino sorriu também. Deles. Tinha uma que já me conhecia.. Leduína? Por quê? Que foi que aconteceu? Ela hesitou. – Por que ela não ficou com você? – Ela disse uma vez que ia me levar. – Já chega os que a gente tem. ela disse. Leduína? – perguntou a moça num tom afável. Sabe. vai encontrar o cavalinho dentro do sapato dele. Biruta também vai ganhar um presente que está escondido lá debaixo do meu travesseiro. Deixou cair na caçarola a batata já fria. quando então se reunia aos meninos na capela. não sabia nada a seu respeito. A porta abriu-se bruscamente e a patroa apareceu. A voz suavizou. – Ainda não foi pra sua festa.. lembra? Agora ele não vai precisar mais morder suas coisas. Abotoava os punhos do vestido de renda. se ela pudesse ouvi-lo! “.O bom Jesus é quem nos traz a mensagem de amor e alegria”. Ah. Apertou os olhos. Com aquele dinheirinho que você me deu. E de repente. Depois.. Pois não prometera levá-lo? Não prometera? Nem lhe sabia o nome. A madrinha. sua fisionomia iluminou-se.. as mãos abertas em torno da vasilha. Ele não vai mais mexer em nada. Por que. E encolheu os ombros. tem a bolinha só pra isso. Mas ela estava sorridente. – Quando ele acordar amanhã. apareciam umas moças com uns saquinhos de balas e roupas. não sei por que ela não apareceu mais. Inutilmente cantava mais alto do que todos no fim da festa.. um casaquinho de malha e uma camisa. Inutilmente a procurava entre as moças que apareciam no fim do ano com os pacotes de presentes. Biruta! Está com fome. era apenas “a madrinha”.. me dava sempre dois pacotinhos em lugar de um. Puxou o cachorro pelo rabo... Dois anos seguidos esperou por ela. – Êh. – Também. Fechou-a nas mãos arroxeadas.LÍNGUA PORTUGUESA – Um cavalinho – disse a mulher.. no Natal.. – Só se foi na hora que fui lavar o automóvel. sabe. – Lá no asilo. Alonso baixou o olhar. irradiou-se para todo o rosto uma expressão dura. Biruta? Seu vagabundo! vagabundo!. é muita responsabilidade tirar criança pra criar! – disse Leduína desamarrando o avental.. me deu sapatos. que queria um cavalinho. Perguntei à toa. Alonso encolheu-se um pouco. Leduína. Leduína? – Hoje cedo ele não esteve no quarto de dona Zulu? O menino empalideceu. Vivia me atormentando que queria um cavalinho. Sondou a fisionomia da mulher. Alonso pegou uma batata cozida. E ficou em silêncio.

– acrescentou num sussurro. ele não sabia o que dizer. – Está bem. Alonso aproximou-se. – Foi hoje que Nossa Senhora fugiu no burrinho? 22 . – Voltouse para a patroa. Ele adora cachorros. Sentou. Alonso pôs-se a mastigar pensativamente. – E lá tem doces. Ponha ele lá que estamos de saída. Em seguida. pelo amor de Deus.. – Te espero acordado. Leduína? A mulher já se preparava para sair.se. Quando ela lhe falava assim mansamente. não. Alonso tentou encobrir-lhe a fuga: – Biruta. inclinando-se para fazer uma carícia na cabeça do cachorro. deu agora de se esconder. E sorriu desculpando-se: – Até de mim ele se esconde. Viu. ele não quer outra coisa! – Fez uma pausa.. Deixe ele aí atrás. que o Biruta estava limpinho e que ficaria contente de emprestá-lo ao menino doente. nada de desordens! Se você se comportar. não empresta? O automóvel já está na porta.o no assento do automóvel e afastou-se correndo. fez-lhe uma última carícia. com a boca encostada na orelha do cachorro.. – Mas. – O Biruta. vai ficar radiante... doutor. Mas sem dar-lhe tempo de responder a mulher saiu apressadamente da cozinha. O pequeno está doente. hem? Tem um presente no seu sapato. A mulher pousou a mão no ombro do menino: – Vou numa festa onde tem um menininho assim do seu tamanho.. O rosto do menino resplandeceu. ela voltou-se para Alonso: – Então? Preparando seu jantarzinho? O menino baixou a cabeça. ganiu dolorido e escondeu-se debaixo do fogão. Mas não demore muito! O patrão já estava na direção do carro. beijando o focinho do cachorro. Você empresta seu Biruta só por hoje. precisando do Biruta! Abriu a boca para dizer-lhe que sim. amanhã cedinho te dou uma coisa. – Biruta vai adorar a festa! – exclamou assim que entrou na cozinha. – Hoje tem festa em toda parte. – O Biruta está limpo. Alonso ainda beijou o focinho do cachorro. com tudo! Numa festa. – E antes que a empregada respondesse. Apertou-lhe a pata. – Decerto. com doces. Biruta baixou as orelhas. Dona Zulu pedindo Biruta emprestado. – Numa festa com crianças.LÍNGUA PORTUGUESA saído. tem crianças. Biruta! Cachorro mais bobo. está bem. o pobrezinho.. Vou te esperar acordado. seu sem-vergonha! – repetiu.. Mas então era isso?!. O homem voltou-se ligeiramente. Baixou os olhos. Biru. colocou.. Biruta? Você vai numa festa! – exclamou. não está? – prosseguiu a mulher. Então me lembrei de levar o Biruta emprestado só por esta noite. tenha juízo..

Leduína. parecia querer dizer qualquer coisa de desagradável e por isso hesitava. Foi hoje que Jesus nasceu. eu já falei com ele. se eles gostam de enganar os outros. que ele tinha que ir embora hoje mesmo. e mais aquilo. não? – Não vai o quê? – perguntou Alonso pondo a caçarola em cima da mesa. – Dona Zulu estava linda. Leduína? – Não vai mais voltar.. Pela primeira vez. – Sabe. A mulher voltou-se para o menino. o Biruta não vai voltar. – Sabe. contraindo a boca. Vão soltar o cachorro bem longe daqui e depois seguem pra festa. Vacilou ainda um instante. eu não gosto. enquanto você lavava a louça. Decidiu-se: – Olha aqui. se algum rei malvado quisesse matar o Biruta. já surrei ele. entendeu? Ela mentiu pra você. estava muito boazinha. Não vai fazer mais isso nunca.. Você não achou que hoje ela estava boazinha? – Estava.. ouvindo o ruído do carro que já saía. E julgou adivinhar o que a preocupava. Levantouse. hoje era Natal. Depois então é que aquele rei manda prender os três. Mas antes. Biruta não vai mais voltar. você ia sentir muito. É melhor que você fique sabendo desde já. Não adiantou. Amanhã ela vinha dizer que o cachorro fugiu da casa do tal menino.. – Por que você está rindo? – Nada – respondeu ela pegando a sacola. Dirigiu-se à porta. Leduína. Engoliu com dificuldade o pedaço de batata que ainda tinha na boca. não gosto. você não precisa dizer pra dona Zulu que ele mordeu sua carteirinha. Alonso observou-a. E de repente ficou sério. Hoje cedo ele foi no quarto dela e rasgou um pé de meia que estava no chão. encarou-o. e mais isso. que amanhã dava um jeito. 23 .LÍNGUA PORTUGUESA – Não. Mas não te disse nada e agora de tardinha. – E tão boazinha. – Não vai o quê.. eu prometo que não. Mas eu não gosto dessa história de enganar os outros. Ela ficou daquele jeito. só nós dois! – Riu-se metendo uma batata na boca.. menino. escutei a conversa dela com o doutor: que não queria mais esse vira-lata. O doutor pediu pra ela esperar. Alonso concentrou-se: – Estava. eu me escondia com ele no meio do mato e ficava morando lá a vida inteira.

. meio encoberto sob um rasgão do lençol. Alonso cravou os olhos brilhantes num pedaço de osso roído. responda aos questionamentos abaixo: 01 O conto Biruta tem poucos personagens? Quem são? Sim. na noite de Natal. Bateu desajeitadamente no ombro do menino. Dirigiu-se à garagem. 02 As ações convergem para o mesmo ponto? Qual Sim. segurando a bola. – Não se importe. vai jantar. 03 A história acontece em um curto espaço de tempo? Delimite-o! Sim. – Biruta. não.LÍNGUA PORTUGUESA Alonso fixou na mulher o olhar inexpressivo. – Que gente também! – explodiu. Editora Ática. São Paulo. objetiva. 04 Que tipo de linguagem é utilizada no conto. 24 .. 2002. Ele deixou cair os braços ao longo do corpo. Vai.. Tirou debaixo do travesseiro uma bola de borracha. vol. Para a estrema crueldade de dona Zulu que chega ao ponto de tirar o cãozinho do garoto. Abriu a boca. Em relação ao texto lido e tendo por base o conceito apresentado por Luzia de Maria. Estendeu a mão tateante. filho. De conto em conto. – Não?. Ajoelhou-se. A voz era um sopro. Alonso. familiar. Leduína. Biruta. A porta de ferro estava erguida. dona Zulu e seu marido. E arrastando os pés. Depois apertou-a fortemente contra o coração. sem avisá-lo. Muito tempo ele ficou ali ajoelhado. Linguagem direta. – e desta vez só os lábios se moveram e não saiu som algum.2. Ela perturbou-se. – Biruta – chamou baixinho. num andar de velho. foi saindo para o quintal. A luz fria do luar chegava até a borda do colchão desmantelado. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro.

Percorra os grupos para observar as impressões e os comentários dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pela autora para tornar a história tão interessante. construindo significados e inferindo informações implícitas. Ler contos. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Prática de oralidade Você leu um conto muito comovente. durante a leitura dos textos. a ponto de envolver e comover os leitores. divida a turma em duplas. medeie esta atividade. É bom compartilhar o que sentimos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome novamente o seu conto e observe esses elementos: há poucos personagens? O espaço de tempo é curto? Onde se passa a história que você criou? Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. Professor(a). 25 . explorando as práticas de oralidade. Ler com fluência e autonomia. peça que extravasem as emoções provocadas pelo conto e relatem experiências semelhantes vividas por eles ou pessoas conhecidas. O que você sentiu durante a leitura? Converse com os colegas sobre isso. com base nas anotações feitas por você. identificando seus elementos e características próprias. Vamos lá? Professor(a). leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. este é o momento de aprimorar a sua escrita. AULA 04 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários.

Tempo: uma história passa-se num tempo determinado. voltando ao texto sempre que necessário. menciona-se a palavra “automóvel”. como a solidariedade. 01 A partir desses elementos você consegue deduzir a época em que acontece essa história? Percebe-se. que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. em meados da década de 60 ou 70. Atualmente há açougues em supermercados que ficam abertos até durante a noite. o que acontece antes vem contado antes. A partir dos elementos mencionados. espaço. o conto apresenta um narrador. dentre outros indícios. ao invés de presentear Alonso. Este último procedimento recebe o nome de técnica da retrospectiva ou flash-bach. e responda-as. o que acontece depois vem contado depois. personagens. daí o significado da troca de presentes. termo pouco utilizado nos dias atuais. relembrando algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. Essa ordem pode ser linear. E é exatamente neste dia que dona Zulu. proporcionar alegria e felicidade ao (à) outro (a). em seu caderno. ponto de vista e enredo. Às vezes essa ordem linear pode ser interrompida para voltar ao passado. claramente que a história não é atual. 26 . decide retirar dele o seu único presente. quando ela diz a dona Zulu que aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado. No conto Biruta. o desejo de fazer o bem. Outro elemento do conto. Enredo: é a organização dos fatos e ações vividas pelos personagens. numa determinada ordem. quer dizer. Como todos os textos de ficção. de fantasia ou imaginação. tempo.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. 03 Por que a escolha desse dia para desfazer-se de Biruta torna mais cruel a atitude de Zulu? Porque. 02 Em que dia do ano se passa a história? Em que momento desse dia? Sim. Entre o final da tarde e a noite do dia 24 de dezembro. Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. que demarca o tempo em que se passa a história. a celebração do nascimento de Jesus costuma sensibilizar as pessoas. ao invés de “carro”. aflorando sentimentos que possam ter ficado adormecidos durante todo o ano. está na fala de Leduína. pode-se deduzir que a história se passa no século XX. para confirmar suas hipóteses.

os que são contados no momento em que acontecem e os que são relembrados pelo personagem Alonso. _______________ e) Animado. g. este é o momento de fazê-lo. mãos à obra! DESAFIO Identifique. Essa técnica. às vezes. Alonso conversa com Leduína sobre o pedido de Zulu _____________ f ) Dona Zulu bate em Alonso por causa da carne Que Biruta roubou ___________ g) Leduína conta a Alonso a verdade sobre Biruta _______________ h) Alonso entrega a louça a Leduína na cozinha _______________ i) Biruta é colocado no carro e parte com Zulu e o doutour. ao lado de cada fato apresentado: a) Alonso lava a louça numa bacia _______________ b) Alonso volta à garagem triste e sozinho. escrevendo presente ou passado. chamada de retrospectiva ou flash-bach. e. socialize a atividade.LÍNGUA PORTUGUESA 04 A ordem linear dos fatos e ações no conto Biruta foi interrompida em algum momento? Quando? Sim. Quando Alonso se recorda de coisas passadas. de algum fato passado. b. ou poderia se recordar. i Passado: c. 27 . Alonso recebe a visita da madrinha. Caso você não tenha utilizado a técnica do flash-bach e perceba que poderia tê-la utilizado para maior coerência interna do seu texto. h. é interrompida com a volta ao passado e recordação de algo que aconteceu antes do momento que está sendo narrado. _______________ d) Alonso empresta Biruta a dona Zulu. dentre os fatos abaixo. _______________ c) No asilo. Prática de escrita Retome o seu conto e observe especialmente o enredo e o tempo. de forma a sistematizar dois importantes elementos do conto: tempo e enredo. Leve-os a perceber que a ordem linear dos fatos e ações vividas pelos personagens. faz com que o personagem Alonso se recorde de coisas passadas. Vamos lá. _______________ Resposta: Presente: a. d. f Professor(a). Observe se algum personagem do seu texto se recorda.

28 . Prática de leitura Leia as informações e perguntas abaixo com atenção. Como todos os textos de ficção. para confirmar suas hipóteses. inicie esta aula. voltando ao texto sempre que necessário.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 05 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Ler com fluência e autonomia. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. personagens. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. converse sobre o enredo e o tempo de cada conto. explorando as práticas de oralidade. construindo significados e inferindo informações implícitas. leitura e escrita O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. Prática de oralidade Professor(a). e responda-as. de fantasia ou imaginação. depois de ler as produções de todo o grupo. identificando seus elementos e características próprias. o conto apresenta um narrador. tempo. ponto de vista e enredo. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre o tempo e o enredo dos seus contos. Escute o que eles têm a lhe dizer sobre o que você criou. espaço. Ler contos. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. em seu caderno. Reúna com dois ou três colegas e.

carinhoso e amigo de Biruta. Leduína. Através do enredo. • Como o marido de dona Zulu se relacionava com Alonso? Com indiferença.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Personagens: seres que vivem as ações. Podem ser caracterizadas fisicamente (aparência.  Espaço: é o lugar onde se passam as ações e fatos vividos pelos personagens. através do que fazem ou do que o narrador diz sobre elas. as ações acontecem na casa de dona Zulu. Tinha olhinhos ternos e mexia em tudo. mas Alonso e Biruta não compartilham do espaço ocupado pelo casal. Conflito: é o principal acontecimento a partir do qual se desenvolve a história. • Que tipo de trabalho fazia e onde dormia? Auxiliava Leduína.). no fundo do quintal da casa. na garagem. • Como era o relacionamento de Alonso com Biruta? Por que o cãozinho era tão importante para ele? Biruta era o único e inseparável amigo de Alonso. uma orelha em pé e a outra completamente caída. Dormia em um colchão. Que diferença há entre elas. ou protagonista. • Por que dona Zulu adotou Alonso? Para desenvolver uma espécie de trabalho escravo na sua casa. nos trabalhos domésticos. Não se manifestava frente às atitudes cruéis da esposa. • Qual é o assunto do conto Biruta? A solidão e a luta de Alonso pela sobrevivência e para proteger o seu querido cão. sofrido mas muito amoroso. idade etc. quanto ao modo de tratar o menino? Dona Zulu era má. tratava Alonso com extrema crueldade. 29 . Dormiam juntos no mesmo colchão. Alonso é o personagem principal. manifestou uma certa pena do garoto. quando decide lhe revelar o destino de Biruta naquela noite. é aquele em torno do qual se desenvolve o enredo. cor. No caso do conto Biruta. • Como era Alonso física e psicologicamente? Uma criança de bracinhos finos. • Compare dona Zulu e Leduína. no canto da garagem. a empregada da casa. mãos e andar de velho. como uma criança travessa. • Como era Biruta? Por que mexia nas coisas e as estragava? Era pequenino e branco. Personagem principal. percebemos o relacionamento entre eles. companheiro e único amigo. apesar de não demonstrar amor e carinho por Alonso. No texto Biruta.

LÍNGUA PORTUGUESA

Qual é o espaço reservado a Alonso e Biruta na casa de dona Zulu?
A garagem, no fundo do quintal.

Que relação há entre esse espaço e a forma como Alonso é tratado pela dona da casa?
O espaço reservado a Alonso na casa de Zulu (a garagem no fundo quintal) revela que o menino era tratado pela dona da casa como um empregado, um escravo, e não como alguém da família.

Verossimilhança: é a coerência ou lógica interna da história. Os fatos narrados , mesmo inventados, devem decorrer uns dos outros de forma que o leitor aceite que possam ter ocorrido; o leitor precisa ser convencido de que os fatos narrados são possíveis na história.

Como você avalia a verossimilhança no conto Biruta?
O conto Biruta é verossímil, pois os fatos narrados, mesmo que inventados, poderiam perfeitamente acontecer na história.

Professor(a), com o objetivo de contribuir para a ampliação dos conhecimentos sobre o gênero em estudo, socialize a atividade, de forma a sistematizar os demais elementos de um conto.

Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se está claro para o leitor quem é o personagem principal e os secundários na história criada por você. Procure aprimorar suas características físicas e psicológicas, por meio das suas ações, pensamentos, atitudes e relacionamentos. Atente-se, ainda, para o assunto e o espaço criados por você. Não se esqueça de cuidar também da verossimilhança. Mãos à obra

AULA 06

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.

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LÍNGUA PORTUGUESA
O que devo aprender nesta aula
u u u

Ler contos de autor goiano. Conhecer a cultura local, com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. Analisar o emprego de adjetivos e locuções adjetivas para a caracterização das personagens e dos espaços no conto. Perceber a existência de preconceitos com relação à sexualidade, à mulher, ao negro, ao índio, ao pobre, à criança, ao velho, ao homem do campo, nos contos populares lidos. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor, título do texto, ilustrações. Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Produzir a primeira escrita de um conto.

u

u u u u

Conceito

Há duas maneiras de caracterizar um personagem, seja ele linear ou complexo: uma é pela qualificação, outras pelas ações. No primeiro caso, o personagem é descrito pelo narrador ou por outros personagens: características físicas (estaturas, aparência, idade, cor etc.), características psicológicas (personalidade, qualidade e defeitos, sonhos, desejos, emoções, pensamentos, frustrações, carências), características sociais (família, amizades, atividades, situação econômica etc.). No segundo caso, o personagem vai-se definindo pelo que faz, isto é, por suas ações o leitor vai percebendo quem ele é. Algumas vezes essas ações não são externas: passam-se na cabeça dos personagens, são ações interiores, psicológicas. Entretanto, essas duas possibilidades se completam, pois os autores recorrem tanto à qualificação quanto à ação para mostrar a personagem.
Prática de oralidade
Professor(a), neste momento, apresente à classe o conto, utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes, bem como a apresentação do autor do conto.

Hugo de Carvalho Ramos nasceu na Cidade de Goiás, no Largo do Chafariz, a 21 de maio de 1895, e morreu na mesma cidade, no dia 12 de maio de 1921. Considerado um dos grandes nomes do conto brasileiro, escreveu seu único livro Tropas e Boiadas (1917), do qual o conto Ninho de Periquitos faz parte.

Você conhece o autor da história?

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LÍNGUA PORTUGUESA
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Você já leu outros textos desse autor? O título o “Ninho de periquitos” lhe sugere alguma coisa? O que você acha que irá acontecer na história?

Prática de leitura

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda às questões que se seguem:
Proponha à classe a leitura silenciosa do conto Ninho de Periquitos de Hugo de carvalho Ramos. Peça-lhes que durante a leitura observem bem as personagens. Pergunte aos estudantes se gostaram da história, se conhecem alguma história parecida, que sentimentos ela lhe despertou. Comente que o autor utilizou uma linguagem regional, valorizando a cultura local e respeitando a variedade linguística – o sertanejo – especificamente.

Ninho de periquitos
Hugo de Carvalho Ramos

Abrandando a canícula pelo virar da tarde, Domingos abandonou a rede de embira onde se entretinha arranhando uns respontos na viola, após farta cuia de jacuba de farinha de milho e rapadura que bebera em silêncio, às largas colheradas, e saiu ao terreiro, onde demorou a afiar numa pedra piçarra o corte da foice. Era pelo Domingo, vésperas quase da colheita. O milharal estendia-se além, na baixada das velhas terras devolutas, amarelecido já pela quebra, que realizara dia antes, e o veranico, que andava duro na quinzena. Enquanto amolava o ferro, no propósito de ir picar uns galhos de coivara no fundo do plantio para o fogo da cozinha, o Janjão rondava em torno, rebolando na terra, olho aguçado para o trabalho paterno. Não se esquecesse, o papá, dos filhotes de periquitos, que ficavam lá no fundo do grotão, entre as macegas espinhosas de “malícia”, num cupim velho do pé da maria-preta. Não esquecesse... O roceiro andou lá pelos fundos da roça, a colher uns pepinos temporões; foi ao paiol de palha d’arroz, mais uma vez avaliando com a vista se possuía capacidade precisa para a rica colheita do ano; e, tendo ajuntado os gravetos e uns cernes da coivara, amarrava o feixe e ia já a recolher caminho de casa, quando se lembrou do pedido do pequeno. – Ora, deixassem lá em paz os passarinhos. Mas aquele dia assentava o Janjão a sua primeira dezena tristonha de anos; e pois, não valia por tão pouco amuá-lo.

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para a qual a mezinha doméstica nem a dos campos. calcando duro. sem vacilar. fitando-lhe. estabelecer relações. mas perfidamente traiçoeira. rumo de casa. a fitá-lo ameaçador. onde uma chispa má luzia. rebuscando lá por dentro os dois borrachos. num gesto instintivo.. sobranceiro e altivo. Ali mesmo. à altura do peito. apoiando a mão molesta à casca carunchosa da árvore. Roceiro.. aparecia à aberta do cupinzeiro. na bifurcação do tronco. chispando as pupilas em cólera. Mas tirou-a num repente. dolorosa.. saiu do cerrado. uma cabeça disforme. cerce quase à juntura do pulso. as alpercatas de couro cru a pisar forte o espinharal ressequido que estralejava. amputando-lhe a cabeça dum golpe certeiro. Localize-os no texto e registre no caderno. após a leitura.. malignamente. mostrando a língua bífida. O lavrador alçou com cautela a destra calosa. matuto e cabloco. decepou-a noutro golpe. 33 . entranhou-se pelo grotão-nesses dias sem pinga d’água – galgou a barroca fronteira e endireitou rumo da maria-preta. passou a perna por cima. possuíam salvação. como um deus selvagem e triunfante apontando da mata companheira. E. lavrador.. Professor(a). caipira. persistentes. a palma da mão. É que uma picadela incisiva.LÍNGUA PORTUGUESA O caipira pousou a braçada de lenha encostada à cerca do roçado. Então. oblonga. inferir informações etc. completamente perdido. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. 01 O autor utiliza vários sinônimos para se referir ao pai de Janjão. que abria ao mormaço crepuscular da tarde a galharada esguia. O matuto sentiu uma frialdade mortuária percorrendo-o ao longo da espinha. a terrível urutu do sertão. e pulando de outro lado. enquanto olhava admirado. toda atostada desde a época da queima pelas lufadas de fogo que subiam da malhada.. num movimento ainda mais brusco. voltando a si do estupor. E enrolando o punho mutilado na camisola de algodão. os olhinhos redondos. e o caboclo. onde um casal de periquitos fizera ninho essa estação. encimada a testa duma cruz. O réptil. preparava-se para novo ataque ao importuno que viera arrancá-lo da sesta. que foi rasgando entre dentes. vivamente.. Perdido. assentada sobre a forquilha da árvore. rasgara-lhe por dois pontos. surpreendido. sacou da bainha o largo “jacaré” inseparável. escancarava a boca negra para o nascente a casa abandonada dos cupins. Era uma urutu.. mas assassina.

03 A cobra é caracterizada da mesma forma que o pai de Janjão? Justifique sua resposta. explorando as práticas de oralidade. o autor lhe atribui as seguintes qualificações: “ uma cabeça disforme. 34 . oblonga. bífida. psicológicas e sociais para o pai de Janjão. leitura e escrita. onde uma chispa. com base na sua vida. No texto. coivara. má.” 04 Vocês notaram que há muitas palavras desconhecidas no texto que não fazem parte no nosso cotidiano. Produção escrita DESAFIO Crie características físicas. entre outras. Não. todas as ações denunciam que ele é um homem do campo. alpercatas. nas suas ações e nas informações da leitura do conto Ninho de Periquitos. Respontos. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. malhada. AULA 07 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. encimada a testa duma cruz. identificando seus elementos e características próprias. construindo significados e inferindo informações implícitas. olhinhos redondos. Retire do texto algumas delas e pelo contexto tente atribuir um significado. Ler contos.LÍNGUA PORTUGUESA 02 A caracterização do pai de Janjão se dá pela qualificação ou pelas ações que desenvolve na história? Se dá pelas ações que o pai de Janjão desenvolve. Ler com fluência e autonomia. pois a cobra é caracterizada pelas suas qualificações e não pelas suas ações.

• • • • Você conhece essa história? O que o título lhe sugere? Já leu algum texto deste autor? Que impressões tiveram etc. neste momento. engraçado. Com A Fronteira (Revolução Constitucionalista de 1932 e Minha Vida de Menino). ponto de vista e enredo. ganhou o prêmio CLIO da Academia Paulistana da História e edição premiada pelos Correios. muitas vezes. Toda a estrutura do enredo parece direcionada para este momento culminante da história. Os conflitos desenvolvidos alcançam. Recebeu várias premiações. com a obra Cartilha do Folclore Brasileiro. Aproveite o momento também para falar-lhes um pouco sobre este autor goiano. em seguida responda às perguntas. personagens. tempo. o conto apresenta um narrador. com atenção. O clímax é o momento de maior tensão e intensidade no conto. onde mora até hoje. espaço. em seu caderno. momento de auge no qual as ações atingem sua máxima expressão. apresente à classe o conto. 35 . trágico. de fantasia ou imaginação. o final é aberto e deixa o caminho livre para a imaginação do leitor. utilizando a antecipação como estratégia de leitura para despertar a curiosidade e as expectativas dos estudantes. O desfecho nem sempre traz uma solução.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. o desfecho. surpreendente. O desenlace pode ser feliz. diferente. Mas curto que a novela ou romance. Como todos os textos de ficção. Pico máximo dos acontecimentos. um estágio de solução. A história do conto tem uma conclusão. facilmente identificado pelo leitor. Bariane Ortêncio nasceu em Igarapava. ou não. originalmente publicado na sua obra Meu tio-avô e o diabo. dentre eles o Velho e os urubus. dentre elas: Prêmio João Ribeiro/1997. voltando ao texto sempre que necessário. Prática de oralidade Professor(a). São Paulo no dia 24 de julho de 1923. Escreveu vários contos. Veio para Goiânia em 1938. o conto tem sua estrutura fechada desenvolve uma história e apenas um clímax. Prática de leitura Leia o texto abaixo. Classicamente diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão.

era pelo passado. Esperava até que chegasse o último. Recolhia-se cedo. as asas com V. procurando as camadas de ar favoráveis. eles ficavam esperando o sol sair e. os urubus. saciado com o prato de leite com farinha de milho. ficava olhando.LÍNGUA PORTUGUESA O velho e os urubus De primeiro nem sabia quantos. o balde na mão para a ordenha. trocando de posições no banco duro. fácil. bem em frente à casa. Ela também o chamava de Padrinho e jamais lhe soube o nome. como nos outros dias. alguns mais que-fazeres e o leite indefectível com farinha. E não se retirava enquanto eles não chegassem. Era. sem perder altura. Como se chamava ela? Ele sabia? Não. divisando-os assim que surgissem as pintas negras no sol entrante. se interessando. asas abertas. tinha na chegada dos urubus o seu único entretenimento. ipê de grande porte. não se lembrava mais. distração de velho solitário. o cigarro feito no capricho. a velha ainda vivia. e planavam por muito tempo. No quarto. quando se retirava. do outro lado da cerca. reparando o horizonte. contava os seus urubus. O dia rompendo. combinados. Dos outros mais serviços. Voavam em círculos sob o domínio dos olhos do Velho. Um ou outro punha-se em formato aerodinâmico. Quando chovia à noite. a doença caminhando em ritmo acelerado. mas depois foi reparando. o caneco costumeiro de café forte e quente. a ordenha das poucas vacas. Pegara-a meninota. fazia um pouco de tudo e não recebia pagamentos. hora certa. atentando. lá deles. que nunca passou de cria da casa. e mergulhava 36 . deixava o fervido de ervas para o Padrinho banhar as varizes anais. Ali sentado. O Velho despertava antes dos urubus e saía para o relento de orvalho. O pouso. o clarear. pouco depois do pouso das aves amigas. algumas chitas e as chinelas baratas. de dois e até de três. nascente incandescendo. beiradeando o curral. E passou a contá-los todos os dias. como velhas rezando. À tarde vinham do poente de um. a Afilhada se ocupava. um a um. eram doze. procurando jeito. Como se pertencesse à família. Agora. tais aviões deixando a base. a perrenguice lhe tolhendo as vontades. os bichos preparando-se para levantar voo. galgando as alturas no bater das asas. que quase nada fazia. a garantia do sono sossegado. Preparando o cigarro. assentado no banco do alpendrão. pegou na opinião. uma árvore seca. Passatempo. O Velho. além disso. enxugavam as penas. Não se fechavam para a nascente. as hemorroidas ardendo. chamavam-na a Afilhada. muito fácil do Velho contar os urubus. Ele. para onde se largavam os urubus. o alívio. Só dormia assim: após a chegada dos urubus e do leite com farinha.

depois. O Velho. Onde andaria o seu urubu? Precisava ir à pedreira. contava. nervoso.. seu agrado. Aí ele se recolhia satisfeito como se tivesse cumprido importante missão. assim sempre. Disse a ele. Onde estaria seu décimo segundo 37 . temperando com o oscilar de asas. Lá vinha vindo o onze.. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. Nunca mais flores e. mas que o ajudou a constatar o faltante. Andava disputando a vida com o ipê seco. arrancaram as cascas medicinais do seu ipê condenando-o. Nove. Era roxo ou era amarelo? Não se lembrava. mas impossível para ele.LÍNGUA PORTUGUESA para o solo num zumbido estridente. aperreado. que se embevecia. Buscara a lamparina. Cada noite. uma por uma. cismado. E ele as acompanhava.. Malvados. Ele sorvia em pequenos goles o café forte. mentalmente. pedindo-lhe encarecidamente. sonhos malsonhados de sono maldormido. não errara. Ocupava-se. Virou obsessão. Oito. por muito tempo. Quando voltavam mais cedo para o pouso. A Afilhada entregava-lhe o caneco de café e levava o balde de leite para a cozinha.. sempre assim. rodando. depois curva ascendente. o Velho sabia que logo choveria. entra não entra. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. começavam a surgir as pintas pretas. madornas. o doze mais atrás. de há muito. como se uma dama de negro fechasse o seu leque. o que foi feito em vão. descendo reto no galho pouso. Eram seis.. que mal clareava. que vasculhassem a pedreira. ele beirando a cerca de arame. o voo baixo e direto. o mais para conferir os amigos negros que não passavam de onze. o volume aumentando até tornar-se realidade.. que não vinha. encabulado. Mandou a Afilhada chamar aquele moço que sempre pegava alguma empreitada. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. o canivete no alisamento da palha e na picagem do fumo. como de fato. que se andasse muito. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus. o bicho vindo alto. nem folhas. Era o espetáculo para o Velho amigo. Passavam-se os dias e nada do urubu aparecer. até que chegasse a hora do retorno. “Maldita hemorrêima!” – clamava. o sangue lhe ocorreria até as alpergatas. em coisinhas. Não havia errado? Não. Ele também já pouco se levantava do catre. Mas não estava. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. E. que não era tão longe. Depois juntava as asas. descrevendo. Mas um dia. Agora sete. Dez. assim. O sol baixo. que sempre há um dia.

pois nunca. a cumprimentá-lo.. Saiu para fora. sumindo. O Velho já não se alimentava mais. Se admirou e ficou também feliz. Não chamou ninguém.LÍNGUA PORTUGUESA apóstolo? E falava com eles. que se juntaram. fez círculos curtos em torno do Velho. Alguns grasnavam. O leite com farinha agora sendo pouco. as asas coloridas emanando luz. – Não. – o que ela sabia contar não passava dos dedos de uma das mãos. seguindo o seu urubu procurando as camadas favoráveis de ar. farfalhou em voo rasante pela cabeça do amigo. ele aceitava. talvez o Padrinho aceitasse. volteou a árvore. com alegria. A Afilhada não tinha iniciativa. – Um remédio? O Padrinho quer um remédio? Ele negava com a cabeça. tão bonito. virou. os olhos abertos. sumindo. resplendor. pelas tais e tantas cores. talvez perscrutando horizontes. na maior parte. toda pompa. feliz. bem abertos. o discão vermelho no horizonte. identifique: • Personagens o Velho e a Afilhada 38 .. afoito. até que o sol se anunciou. do reencontro.. Estava disposto e leve. planando na gostosura!. o semblante no seu quieto de paz. pela Afilhada. decerto respondendo que não sabiam. Não se alimentava nem mais com café e o cigarro. E este era todo raio de luz. desde quando chegara àquela casa. Um urubu-pavão. de um galho a outro. aceitou e partiu voando também. quase nada. todos os doze urubus no velho ipê seco. vira o padrinho sorrir. avistava lá de cima as divisas da fazendola. Ele. o dia avançando. Divisou.. o Velho notou um clarão de aurora e levantouse. Não alcançava as consequências. Agora nada mais. a convidá-lo. perguntando pelo desaparecido. Passava com o café e os inúmeros cigarros feitos. saltando no gingado desengonçado deles. Aí o resplandecente bateu asas. formado com os outros. Muito admirado. ainda. não! Queria era o seu urubu! – Ele voltou? – perguntou o Padrinho. Como já era tarde. a Afilhada foi até o quarto levar o caneco de café. o gadinho sendo. refulgente. 01 Tomando como base o conto lido. Era alta madrugada. E agora... não sabe como. Não queria nada. o sorriso dele. acompanhando o seu urubu brilhante. Não sei. na comemoração de volta do companheiro. sempre fora mandada. pintas pretas. a esquadrilha da amizade. o bando se dirigindo para aquela direção. será? – pensou o velho.

Prática de escrita Este é o momento de você observar o clímax e o desfecho da sua produção inicial. pois se reencontrou com o urubu que estava faltando. Caso estes elementos não estejam bem definidos. 39 . entra não entra Noite: Buscara a lamparina. que mal clareava • Conflito um velho já doente se aproximando da morte que tem como entretenimento contar os urubus. 04 Em sua opinião. por que o Velho não sabia o nome da Afilhada? E por que a Afilhada não sabia o nome do velho? Resposta possível: Pelo fato de o autor querer mostrar a indiferença do relacionamento dos dois. quarto) 02 Qual é o clímax desse conto? É o momento em que o velho conta os urubus e falta um deles. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. • Espaço o espaço é a fazenda (curral. 03 Qual é o desfecho do conto? O velho morrer feliz. Fim de Tarde: O sol baixo.alpendre. nascente incandescendo. curral. Por que em sua opinião o autor faz isso? Resposta possível: A falta de identidade das personagens centrais da histórias revela a frieza das relações humanas (embora os personagens convivessem juntos ambos não sabiam seus respectivos nomes). Mãos à obra! DESAFIO No conto lido o autor escreve as palavras “Velho e Afilhada” com as letra iniciais maiúsculas. casa .LÍNGUA PORTUGUESA • Tempo (exemplifique com elementos do texto) Manhã: O dia rompendo. aprimore-os.

leitura e escrita. O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. identificando seus elementos e características próprias. O conto apresenta um narrador. explorando as práticas de oralidade. construindo significados e inferindo informações implícitas.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 08 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. neste momento. O narrador na 3ª pessoa pode ser o narradorobservador que conta a história na sem participar das ações. de fantasia ou imaginação. Ele conta e participa da história como personagem. retome os trechos abaixo. mas ele conhece tudo sobre os personagens. Ler com fluência e autonomia. à classe. E o narrador-onisciente que também conta a história em 3ª pessoa. Conceito Conto é uma obra de ficção que cria um universo de seres e acontecimentos. O narrador em 1ª pessoa pode ser chamado de narrador personagem. Ler contos. conhece suas emoções e pensamentos. questionamentos sobre os tipos de narrador existentes nas narrativas: • • • Quem você acha que está contando essas histórias? Quem conta as histórias são os próprios personagens? Os narradores contam as histórias observando-as de maneira imparcial ou conhecem profundamente os personagens? 40 . Prática de oralidade Professor(a). retirados dos contos “Felicidade Clandestina” e “O velho e os urubus” e direcione. Esse narrador pode fazer a narração em 1ª ou em 3ª pessoa.

quando eu estava à porta de sua casa.. sem faltar um dia sequer. sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. que mal clareava. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. Houve uma confusão silenciosa. Pediu explicações a nós duas. O que acontecera com o seu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira.. 41 . Mas não estava. ele beirando a cerca de arame. Trecho 1 Felicidade clandestina [. Cada noite. pois no primeiro quem conta participa da história e no segundo não há essa participação..] Mas um dia. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa. Até que um dia. em seguida.. em seu caderno. sonhos malsonhados de sono maldormido. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo.. voltando ao texto sempre que necessário. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa.] Trecho 2 O velho e os urubus [. Buscara a lamparina.. mas que o ajudou a constatar o faltante. que sempre há um dia. você acha que é diferente o modo de contar a história? Por quê? Resposta possível: É importante que o aluno perceba que há diferenças na forma de contar a história nos dois trechos.] Eu ia diariamente à sua casa. Virou obsessão. Onde andaria o seu urubu? [. responda às perguntas com atenção. que não vinha. entrecortada de palavras pouco elucidativas. apareceu sua mãe. o sol já havia entrado e a contagem só acusou onze urubus.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia os trechos abaixo e.. O Velho saiu do seu banco e andou daqui prali. Até que essa mãe boa entendeu. E eu. achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. mas você só veio de manhã. que não era dada a olheiras. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [. madornas. de modo que o emprestei a outra menina.. rodando. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde.] 01 Comparando os dois trechos.

o narrador-onisciente. eu beirava a cerca de arame. Eu busquei a lamparina. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. Cada noite. madornas. Até que essa mãe entendeu. Houve uma confusão silenciosa. [. que sempre há um dia. quando ela estava à porta de sua casa. Onde andaria o seu urubu?” O narrador sabe que os sonhos do personagem eram malsonhados e que o sono era maldormido. Ele conhece tudo sobre os personagens. Vale ressaltar... achando que errara no contar ou que o faltante poderia estar encoberto por um galho mais grosso. Resposta possível: No trecho 1. ou conhece as emoções e pensamentos das personagens. a narrativa está em 1ª pessoa. o sol já havia entrado e a minha contagem só acusou onze urubus. ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa.] Ela ia diariamente à sua casa. A mãe pediu explicação as duas meninas. sem faltar um dia sequer. ainda. O que acontecera com o meu urubu? Acasalara-se? Estaria nalguma fresta da pedreira. 03 Reescreva o trecho 1 como se você fosse um narrador-onisciente.. apareceu a mãe da menina. mas você só veio de manhã. Procure ser bastante coerente.. 04 Reescreva o trecho 2 como se você fosse um narrador personagem. Virou minha obsessão. Até que um dia. Mas não estava. suas emoções e pensamentos: “Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos.] Mas um dia. de modo que o emprestei a outra menina. há um narrador em 3ª pessoa. mas que me ajudou a constatar o faltante. visto que o narrador conta e participa da história ao mesmo tempo. E ela. é um narrador onisciente.] Prática de escrita Retome mais uma vez a sua produção. deve observar também se o narrador é apenas um observador dos fatos. que se você optou pela narrativa em 3ª pessoa. entrecortada de palavras pouco elucidativas. Onde andaria o meu urubu? [.. sentia as olheiras se cavando sob os seus olhos espantados. Às vezes a menina dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde. cuidando para que a escolha do foco narrativo perpasse todo o seu texto. que mal clareava. 42 . Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [..] Professor(a) é importante você ressaltar as marcas desse tipo de narração: a onisciência (“E ela.. Eu saí do meu banco e andei daqui prali.” Já no trecho 2. ou seja. rodando. e o emprego da 3ª pessoa: (“Ela ia diariamente. sem faltar um dia sequer. sonhos malsonhados de sono maldormido. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. que não era dada a olheiras.. não confundindo 1ª e 3ª pessoas. preparando o ninho para os ovos? Quase não dormia naquelas noites e o pouco era entrecortado de soninhos.”).LÍNGUA PORTUGUESA 02 Que tipo de narrador está presente nos dois trechos? Exemplifique com partes do texto.”). madornas. é um narrador personagem: “Eu ia diariamente à sua casa. com os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. desta vez para observar o tipo de narrador que você empregou na sua história.. que não vinha. sonhos malsonhados de sono maldormido. que não era dada a olheiras.. [.

escrita e a análise da língua. o futuro. leitura. construindo significados e inferindo informações implícitas. que não vinha. identificando seus elementos e características próprias. os ouvidos atentos para o farfalhar de asas. se aplica a fatos anteriores ao momento da fala. O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar com colegas as percepções de leitura dos contos lidos e/ou ouvidos. Podem ser flexionadas em três tempos básicos: presente.” Agora. Refletir sobre o emprego das flexões verbais. retirado do conto “O Velho e os urubus. que retrata situações consideradas reais por parte de quem fala. O presente indica uma ação. Ler contos.” “Cada noite. 43 . atribua um significado para a expressão destacada. AULA 09 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Conceito Num conto literário os tempos verbais são de extrema de importância. algo que irá ocorrer após o momento em que se fala. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. Ler com fluência e autonomia. por sua vez. Verbos são palavras variáveis que têm a propriedade de localizar o fato no tempo em relação ao momento em que se fala. ele beirando a cerca de arame. passado e futuro.LÍNGUA PORTUGUESA DESAFIO Leia o trecho abaixo. Sempre que o autor quer marcar o grau de certeza de que um fato realmente ocorreu. explorando as práticas de oralidade. e o pretérito. utiliza o modo indicativo. está previsto ou prestes a ocorrer.

dias ou períodos do dia. Alonso arrancou-lhe a carne. deitado bem em cima do travesseiro. neste momento. proponha a leitura silenciosa do trecho abaixo. aproximava-se a hora do jantar e o açougue já estava fechado.. arregaçou as mangas da camisa e começou a lavar os pratos. comendo tranquilamente. vinham visitas para o jantar. Podia entrever a patroa a escovar freneticamente os cabelos. “Alonso. retome o conceito do elemento tempo trabalhado na aula 4: uma história passa-se num tempo determinado. Prática de leitura Leia o trecho a seguir. “que é que eu faço.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). Biruta [..” Que palavras marcam o tempo? O tempo marcado por estas palavras está se realizando. retirado do texto Biruta e. Leduina ficou desesperada. o verbo. precisava encher os pasteis. 44 . você não viu onde deixei a carne?” Ele estremeceu. Biruta! Disfarçadamente foi à garagem no findo do quintal. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. onde dormia com o cachorro num velho colchão metido num ângulo da parede. mas que existe uma classe gramatical responsável pelo estudo do tempo. Deteve-se na porta ao ouvir Leduína queixar-se à dona Zulu que a carne dasaparecera. ajeitou o papel já todo roto que a envolvia e entrou com a posta na mão. saliente que o tempo não se restringe apenas às marcações de ano. Biruta estava lá. já se realizou ou ainda vai se realizar? Qual o nome da palavra que indica o tempo em que a ação se desenvolve? • • • Professor(a). que pode ser declarado pelo narrador ou que você pode inferir a partir de pistas que o texto fornece. Ele então tirou a carne de dentro da camisa. em seguida.] Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. No trecho do texto Biruta “Ajoelhou-se. dona Zulu?!” Ambas estavam na sala. responda às questões propostas: Professor(a). Peça para que os alunos atentem-se às palavras que dão ideia de tempo. • Retome os contos “Biruta” e “O velho e os urubus” e localize expressões que marcam o tempo. com a posta de carne entre as patas.

. Em sua opinião por que ocorre isso? Resposta possível: É importante o aluno perceber que. e) “Alonso arrancou-lhe a carne. que é que eu faço. retratam diálogos que acontecem no momento da narrativa.” presente.” passado.” passado.” passado. deitado bem em cima do travesseiro.. c) “Alonso. dona Zulu?!” presente. especificamente. apesar de o narrador contar um fato que já aconteceu.] Prática de análise da língua 01 Identifique. retratam fatos que já aconteceram.” passado. h) “. você não viu onde deixei a carne?” passado.LÍNGUA PORTUGUESA – Está aqui.. por isso há uma grande recorrência do tempo passado. dentre os seguimentos abaixo.. Leduína. – Mas falta um pedaço! – Esse pedaço eu tirei pra mim. vinham visitas para o jantar. os contos. f ) “Ele então tirou a carne de dentro da camisa. b) “Leduina ficou desesperada.” passado.pretérito) a) “Lembrou-se do dia em que o cachorro entrou na geladeira e tirou de lá a carne. Leduína. 03 No exercício número 1. d) “Biruta estava lá. g) “Está aqui.. bem como no trecho acima. Leduína. estes seguimentos. 02 Você reparou que a maioria dos seguimentos aconteceram no passado.. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. por que a autora utilizou esse tempo verbal? Resposta possível: Porque. retirados do conto “Biruta” os que se passam no momento em que acontecem (presente) e os que já aconteceram (passado .que é que eu faço. dona Zulu?!” Em sua opinião. 45 . Eu estava com vontade de comer um bife e aproveitei quando você foi na quitanda. há dois seguimentos no presente: “Está aqui.. geralmente...[.” “..

pois Alonso já havia praticado as ações de arrancar e esconder a carne. “Alonso arrancou-lhe a carne. marcadas por conjunções. explorando as práticas de oralidade. identificando seus elementos e características próprias. Estabelecer relações entre partes de um texto. Prática de escrita DESAFIO Este é o momento de você observar o emprego dos tempos verbais (passado e presente) em sua produção inicial. advérbios etc.LÍNGUA PORTUGUESA 04 No trecho. autor. O que devo aprender nesta aula u u Ler contos. ilustrações. Caso estes elementos não estejam bem definidos. e voltar à cozinha.” O que os verbos destacados expressam com relação ao tempo verbal? Resposta possível: Expressam ações que ocorreram no passado e que no momento da narrativa elas já haviam sido concluídas. utilizando os conhecimentos construídos até aqui e muita criatividade. escondeu-a dentro da camisa e voltou à cozinha. mensagens etc. Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto. escrita e a análise da língua. Mãos à obra! AULA 10 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. u u 46 . Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como título do texto. identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. leitura. aprimore-os.

Lembre-lhes da importância de articular bem o texto. quando necessário. a identificação dos elementos que explicam essa relação. que se encontrava no café em frente. proponha à classe a leitura silenciosa do texto “Conto de mistério”. como as anteriores. Faça-lhes as seguintes perguntas: • O título do texto é “Conto de mistério”. o objetivo dessa aula é mostrar que determinadas palavras são elementos que dão coesão ao texto. Eles devem lembrar-se dos marcadores de tempos mais comuns: hoje. parou e fez o sinal que tinham já estipulado à guisa de senha. intitulado “Conto de mistério”. trabalhará com a prática da oralidade. A primeira atividade. amanhã. O que vocês acham que será o assunto do texto? Você conhece algum conto de mistério? Que tal contá-lo para a turma? Vamos ler hoje um conto do escritor Stanislaw Ponte preta. Inicie a aula. imagine o mistério de que trata o conto e o seu desfecho. estabelece relações lógico-discursivas e forma uma unidade de sentido coesa e coerente. expor suas ideias.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Coesão e coerência: a utilização adequada dos elementos coesivos como conjunções. acendeu um cigarro e soltou a fumaça em três baforadas compassadas. ontem. • • • Prática de leitura Professor(a). de suspense. de lugar. Deixe-os falar. Parou debaixo do poste. Comente que algumas palavras indicam também a noção de tempo. Antes de iniciar a leitura do texto. 47 . Conto de mistério Stanislaw Ponte Preta Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada. se conhecem algum escritor do gênero. converse com os estudantes. Peça que façam frases em que apareçam essas palavras. de anterioridade. Converse com eles sobre o título. de oposição. Prática de oralidade Professor(a). No local combinado. perguntando aos estudantes se eles já leram algum conto de mistério. entre outros e. de juntar bem as partes usando uma palavra que dá o sentido que se quer dar ao trecho. era quase impossível a qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. que hipóteses constroem com base nele. pelas expressões de tempo. de posteridade. pergunte se eles se lembram de algumas palavras que indicam quando as ações acontecem. de Stanislaw Ponte Peta. pronomes. O objetivo desta atividade é tratar de algumas relações de sentido que determinados elos coesivos dão às frases. Você conhece este conto e o seu autor? Em caso negativo. advérbios etc. permite uma concatenação perfeita entre as partes do texto. Dessa forma. a percepção de uma determinada relação lógico-discursiva é enfatizada. agora. de causalidade. muitas vezes. caminhando pelos cantos escuros. ajeitou a gravata e cuspiu de banda. Imediatamente um sujeito mal-encarado. de comparação.

entrava em casa a berrar para a mulher: – Julieta! Ó Julieta. Ali estava: um quilo de feijão. A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um avental. Depois se virou para sair. assoviou para um táxi que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado endereço. Logo uma dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente. O silêncio era sepulcral.com.12. Deu apenas um gole no guaraná e saiu. O outro entrou num beco úmido e mal-iluminado e ele – a uma distância de uns dez a doze passos – entrou também. via-se uma mesa cheia de pequenos pacotes. Sérgio (Stanislaw Ponte Preta) Conto de Mistério. úmido. Ali parecia não haver ninguém. O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e entregou ao que falara.. Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. no centro. Saiu então sozinho. certificou-se de que não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela. roupas humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer. Disponível em: www. pequena. tirou um bolo de notas e entregou ao parceiro.casadobruxo. mal iluminado. Atravessou cautelosamente a rua. 02 Alguns elementos linguísticos ajudam a construir o mistério no conto. 48 . PORTO. esfumaçada. Destaque alguns como os adjetivos que descrevem o ambiente. Consegui. dando a ideia de mistério. Este passou o pacote para o outro e perguntou se trouxera o dinheiro. O outro sorriu e se aproximou: – Siga-me! – foi a ordem dada com voz cava. O marido colocou o pacote sobre a mesa. Por trás dela um sujeito de barba crescida. Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada onde. O que entrara com ele disse que ficaria ali. num ar triunfal. entrou no café e pediu um guaraná. Enfiou a mão no bolso. a sorrir de felicidade. Acesso: 11. Ela abriu o pacote e verificou que o marido conseguira mesmo. Resposta possível: Escuro. meia hora depois.. Mas o homem que ia na frente olhou em volta. O motorista obedeceu e. Um aceno de cabeça foi a resposta.LÍNGUA PORTUGUESA Era aquele.2012 01 O que poderia estar acontecendo para o personagem ter passado por tanto suspense para obter aquele simples quilo de feijão? Resposta possível: A escassez de alguns produtos e a dificuldade para adquiri-los.br. caminhando rente às paredes do beco. Quando alcançou uma rua mais clara. sepulcral.

caminhando rente às paredes do beco”.”A que termo a palavra ali se refere? Ali se refere ao “beco úmido e mal iluminado” onde os personagens entraram. Que ideia expressa o termo destacado? A palavra quando estabelece no texto uma relação lógico discursiva que expressa ideia de tempo. 02 Leia novamente este trecho: “Saiu então sozinho. exprime ideia de conclusão. Que ideia a palavra então expressa no contexto? Neste caso. Prática de escrita DESAFIO Que tal vocês modificarem o fim do conto? Crie um final bem interessante para o Conto de mistério. Compreender o sentido global do gênero conto. AULA 11 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Conto.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o trecho: “Não hesitou – porém – quando o homem que entrara na frente apontou para o que entrara em seguida e disse: “É este”. Não se esqueça de usar palavras para criar emoção e suspense. explorando as práticas de oralidade. O que devo aprender nesta aula u u u Ler contos em diferentes suportes. escrita e análise da língua. leitura. Ler conto de mistério. identificando seus elementos textuais. 03 No trecho: “Ali parecia não haver ninguém. 49 .

. é importante que os estudantes vejam as características do conto de mistério a partir do próprio texto.. por apresentar um crime ou um mistério a ser desvendado. estudado na aula anterior.. o medo e o desejo de saber são ingredientes importantes na trama e a investigação do enigma corresponde ao foco principal da história. situações suspeitas que deixam no ar a possibilidade de que algo inesperado vá acontecer a qualquer momento. há sempre um mistério a ser desvendado. 04 E quanto ao ambiente? Como ele se encaixa no mistério do conto? Resposta possível: Também o espaço aparece parcialmente descrito ou então é descrito como sombrio. é como se todo o tempo tentassem se esconder. Qual o seu tema? Resposta possível: O tema é a compra de um quilo de feijão como se fosse algo perigoso. perigoso..LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade 01 Retome o Conto de Mistério. Conceito Os contos de suspense ou mistério se caracterizam. venha depressa! Houve um assalto aqui na Rua do Beco 45. a seguir. 03 A partir do conto é possível fazer uma descrição dos personagens? Por quê? Resposta possível: Não é possível descrever os personagens porque em nenhum momento aparece uma descrição clara. Uiii. 02 Como se constrói o clima de mistério no conto? Resposta possível: O mistério vai se fazendo a partir de meias informações. volte ao texto com os alunos e busque exemplos do que está sendo discutido. O suspense. Prática de leitura Leia outro conto de mistério. acho que vou desmaiar. mesmo criminoso. Professor(a). A pessoa do outro lado da linha estava desesperada: – Por favor. e responda às questões propostas: O Caso do Cofre Arrombado Alberto Filho O Inspetor Arruda acaba de receber um telefonema misterioso. entre outros elementos. 50 .

04 A conclusão do inspetor ao final da investigação é de que o homem estava mentindo. Chegando no local indicado. a ligação foi interrompida. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. O homem ao acordar lhe relatou: – Sou o tesoureiro e o último a sair sempre. o que indicava que ele fora atingido por alguém.htm 01 Leia o conceito apresentado acima e relacione-o ao conto lido. Pelo barulho parecia um corpo. a fala do homem.. não mais aguentei e desmaiei caindo no chão.br/enigma_17a. Aproveite para mostrar aos estudantes a importância de serem dadas todas as informações necessárias à resolução do mistério. Professor(a). Um homem armado entrou na sala e me atingiu com uma coronhada. a investigação do mistério como foco principal.. e quando estava conversando com o senhor. 02 Qual o mistério a ser resolvido? O mistério é descobrir quem roubou o cofre. Escapei por sorte. sabe que o tesoureiro está mentindo. e constatou que um cofre. 03 Que pistas nos são dadas para a resolução do mistério? O telefonema. fora arrombado e limpo pelo gatuno. O Inspetor aproveitou o tempo para analisar a cena do crime. observe se os estudantes relacionam os elementos apontados no conceito como o mistério a ser resolvido. Como ele poderia saber? O Inspetor Arruda.. que havia no local.. 51 .. Ainda consegui alcançar o telefone. Em sua cabeça havia um grande galo. sobre o gancho.. O inspetor ainda escutou o barulho de alguma coisa caindo no chão. já que não é dada nenhuma informação que leve a essa conclusão. o telefone não poderia estar intocado. Professor(a). Após analisar tudo o Inspetor concluiu que ele estava mentindo. o desejo de desvendar a historia. a descrição do local. O mesmo ainda estava desacordado. O que levou o Inspetor a deduzir isso? http://sitededicas. Escreva um comentário comprovando que se trata realmente de um conto de mistério.com. o Inspetor entrou e viu uma pessoa caida no chão ao lado de um birô.LÍNGUA PORTUGUESA E dizendo isso. as respostas poderão ser variadas.uol.

SOLUÇÃO: O Inspetor Arruda sabe que o tesoureiro está mentindo. explorando as práticas de oralidade. AULA 12 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. escrita e análise da língua. no momento do desmaio. Seria mais lógico que ao interromper a ligação. com base nos aspectos culturais e linguísticos presentes no conto. não foi o que o inspetor encontrou ao chegar ao local do assalto. as marcas da goianidade no conto lido. o que você achou desse final? Se fosse você o autor.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Você verá agora a solução para o mistério do cofre roubado. como resolveria esse caso? Escreva um novo desfecho com a sua versão. leitura. Observar o uso da língua de maneira a dar conta da variação intrínseca. porque se tudo tivesse acontecido como ele dissera. sobre o gancho. Analisar as formas do oral. Mas. Partilhar com os colegas as percepções de leitura do conto lido. O que devo aprender nesta aula u u u u u Ler conto de autor goiano. quando ainda a suposta vítima estava desacordada. o telefone não poderia estar intocado. E então. o telefone tivesse caído no chão junto com ele. o falar cotidiano. 52 . Conhecer a cultura local.

Enfim. voltou a Goiás. Com um livro de poesias e outro de contos. contista e romancista. professor. da feição surpreendente do episódio ou do modo como foi contado. inicie esta atividade antecipando com entusiasmo e emoção a leitura do texto Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá. debaixo da chuva miúda e continuada. nasceu em Corumbá de Goiás (GO). rodou sobre ele o pé. faça uma boa propaganda para que os estudantes façam antecipações e sintam-se motivados para a leitura do texto. A velha foi até a porta e lançou a vista. Isto era simpatia para fazer estiar. – O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O conto deve produzir. – e apontou com o dedo para fora do rancho. Prática de leitura Professor(a). Fale um pouco desse grande escritor goiano e. cujos centros formavam um triângulo equilátero. Advogado. Apresente-lhes o título e o autor e pergunte-lhes se conhecem a história ou se já leram outros textos desse autor. de Bernardo Élis. se já ouviram falar dele etc. e no terreiro. Fundou a revista Oeste e nela publicou o conto “Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá”. que pretendia publicar. se possível. em 1942. que a história que irão ler aconteceu no interior de Goiás. dentre eles o Prêmio Jabuti. espia. vó – O rio já encheu mais? – perguntou ela – Chi. Somente 53 . Não conseguindo seu intento. ainda. Para todo lado havia água. com o objetivo de despertar nos estudantes a curiosidade e o interesse pela literatura goiana. em seguida. onde foi nomeado secretário da Prefeitura Municipal. Recebeu vários prêmios. em quem o lê. riscando com o dedão uma circunferência no chão mole – outra e mais outra. Diga-lhes. mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Leia o texto abaixo e. tendo exercido as funções de prefeito por duas vezes. um efeito de impacto. mostre-lhes o livro (suporte textual) onde foi publicado este conto. fais um zoio de boi lá fora pra nois. e ingressou na Academia Brasileira de Letras em 1975. E o menino voltou: – Pronto. poeta. Três círculos entrelaçados. Em 1939. tá um mar d’água! Qué vê. Esse efeito tanto pode resultar da natureza insólita do que foi contado. enfincou o calcanhar na lama. responda às questões propostas: Nhola dos Anjos e a cheia do Corumbá Bernardo Élis – Fio. transferiu-se para Goiânia. Bernardo Élis Fleury de Campos Curado (1915 – 1997).

Havia vinte anos apanhara um “ar de estupor” e desde então nunca mais se valera das pernas. cadela. com que entrouxava a bocarra.” Há quarenta anos a velha Nhola vinha ouvindo aquela conversa fiada. o avô de Quelemente veio de Minas e montou ali sua fazenda de gado. nois se muda. pois a formação geográfica construíra um excelente apartador. é que estava mais enxuto. aliás: era entrevada. Derrubou farinha de mandioca em cima. para a várzea. de que dois lados eram formados por rios. A velha voltou para dentro. morreu de maleita. entrou. 54 . como se pegasse fogo. Nos tempos de cheias os habitantes ficavam ilhados. já estava quase extinto pelas ervas daninhas. se Deus ajudá. ergueram um rancho de palhas. o feijão quente da panela de barro. porém. A erva se incumbiu de arrasar o resto do gado e as febres as pessoas. como se fosse um zunzum subterrâneo. Daí para cá foi a decadência. O gado. A casa ficava num triângulo. quando o velho morreu. Dependurou numa forquilha a caroça. – Mãe. Estava ensopadinho da silva. nora de Nhola. Começou a escurecer nevroticamente. por uma vargem de buritis. O Quelemente. a mulher dele. que ruiu. A princípio fora seu marido: “– Nois precisa de mudá. pois o braço do rio aí era pequeno. “– Este ano. E ainda continuaram no mesmo lugar a velha Nhola. Uma noite que vinha vagaro­ samente. Depois era o filho que falava assim. nois se muda. filho da velha. ou antes ainda. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão. com a colher de pau. ora mais forte. mas a passagem da várzea era rasa e podia-se vadear perfeitamente. cozido sem gordura. A velha trouxe-lhe um prato de folha e ele começou a tirar. A calça de algodão cru do roceiro fumegava ante o calor da fornalha. ora mais fraco. cascudo. – que é a maneira mais analfabeta de se esconder da chuva. Este ano mesmo. um biruzinho sempre perrengado. e o terceiro. estava agora uma lagoa. Agora a gente só ouvia o ronco do rio lá embaixo – ronco confuso. irremediavelmente. Onde ele se agachou. arrastando-se pelo chão.LÍNGUA PORTUGUESA para o sul. Era um feijão brancacento. Casara-se ali: tivera um filho. Ele morreu de maleita e os outros continuaram no lugar. Já tinha pra mais de oitenta anos que os dos Anjos moravam ali na foz do Capivari no Corumbá. No lugar da casa de telhas. rouco. mas nunca se mudara. feito um cachorro. O rancho se erguia num morrote a cavaleiro de terrenos baixos e paludosos. o filho Quelemente e o neto. se Deus ajudá. da água escorrida da calça de algodão grosso. No tempo da guerra do Lopes. que murcharam e se estorceram. – tirou a camisa molhada do corpo e se agachou na beira da fornalha. pruquê senão a água leva nois”. o vau tá que tá sumino a gente. como o progresso de uma doença fatal.

derrubando dentro da casa uma infinidade de bichos que a sua podridão gerava. não havia horizonte – era aquela coisa confusa. que aos poucos ia galgando a perambeira do morrote. mas aquele frio que estava sentindo era diferente. que não permitia divisar os contornos das coisas. Nem um relâmpago. de olhos abertos e embaciados. Ela estava agachada sobre ele. – Ocê bota a gente hoje em riba do jirau. foi-se todo o pano de parede. trapos e a superfície do líquido tinha umas contorções diabólicas de espasmos epiléticos. Ele dormia com a roupa ensopada. sapos.Quelemente saiu ao terreiro e olhou a noite. fedia a podre. Nem um pirilampo. Os gritos friorentos das marrecas povoavam de terror o ronco medonho da cheia. coités. cuias. Ali pras bandas da vargem é que ainda se divisava o vulto negro e mal recortado do mato. baratas. tudo quanto é mundice entra pro rancho e eu num quero drumi no chão não. alumiando seu rosto macilento e fuxicado. 55 . boiavam pedaços de madeira. Ela receava a baita cascavel que inda agorinha atravessara a cozinha numa intimidade pachorrenta. viu? – pediu ela ao filho. sem pressa de cessar. As águas agitadas vieram banhar as pernas inúteis de mãe Nhola: – Nossa Senhora d›Abadia do Muquém! – Meu Divino Padre Eterno! O menino chorava aos berros. Lá fora o barulhão confuso. Quelemente sentiu um frio ruim no lombo. Não havia céu. com um brilho aziago no olhar. Ratos. aranhas. Sentiu um aperto no coração e uma tonteira enjoada. o pito da velha Nhola acendia-se e apagava-se sinistramente. translúcida e pegajosa. – Adonde será que tá o chulinho? Foi quando uma parede do rancho começou a desmoronar. tratando de subir pelos ombros da estuporada e alcançar o teto. Clareava as trevas o branco leitoso das águas que cercavam o rancho.LÍNGUA PORTUGUESA A chuva caía meticulosamente. No canto escuro do quarto. grilos. Dentro da casa. fugindo à inundação. De repente. – Com essa chuveira de dilúvio. A palha do rancho porejava água. Nem uma estrela. Os torrões de barro do pau-a-pique se desprendiam dos amarrilhos de embiras e caíam nágua com um barulhinho brincalhão – tchibungue – tibungue. Dirigiu-se ao jirau da velha. subterrâneo. Uma luz cansada e incômoda. entre as espumas alvas. A noite era feito um grande cadáver. Pulou do jirau no chão e a água subiu-lhe ao umbigo. O rancho estava viscosamente iluminado pelo reflexo do líquido. sublinhado pelo uivo de um cachorro. Foi puxar o baixeiro e nisto esbarrou com água.o diabo refugiavase ali dentro.

cujos olhos de pua furavam o breu da noite. Era preciso evitar essa passagem. tremulo. nego – Nhola chamou o chulinho que vinha nadando pelo quarto. O mato se aproximava. estralando. O animal subiu ao jirau e sacudiu o pelo molhado. agarrar-se aos galhos das árvores. – e que arrastava as palhas. A porta do rancho também ia descendo. a fim de alcançar as árvores. que agora corria na garupa da correnteza. sonambulicamente pesadas. Ainda se tivesse certeza de que a enchente houvesse passado acima do barranco e extravasado pela campina adjacente a ele. A embarcação mantinha-se a coisa de dois dedos acima da superfície das águas. a sirga não alcançou mais o fundo. sair por esse único ponto mais próximo e mais seguro. – E o chulinho? – perguntou o menino. Sim. De súbito. escapar à cachoeira. colocou em cima a mãe e o filho. cujo rugido se aproximava de uma maneira desesperadora. As três pessoas agarraram-se freneticamente aos buritis. até cair na cachoeira. mas não pôde nem mover-se: procurava. Quelemente viu a velha cair nágua. leitosa do espaço repleto de chuva.LÍNGUA PORTUGUESA – Cá. com o choque. A correnteza pegou a jangada de chofre. O que era preciso era alcançar a vargem. fugir dela. Era feita de paus de buritis amarrados por embiras. tentado enxergar os barrancos altos daquele ponto do curso. cá. mas sustinha satisfatoriamente a carga. e começou a lamber a cara do menino. com um vagar irritante. ora parando nos remansos enganadores. apanhou-a. Tudo isso descia em longa fila. aos mansos boléus das ondas. Investigava a treva. mas a única resposta foi mesmo o uivo do cachorro. nego. o jeito era mesmo espatifar-se na cachoeira. Daí em diante o rio pegava a estreitar-se entre barrancos atacados. soprando a água. nessa jangada improvisada. emergindo do insondável – deviam ser as copas das árvores. – que se diluía na cortina diáfana. por milhares de cálculos. as taquaras da parede. Quelemente nadou. mas um tronco de árvore que derivava chocou-se com a embarcação. podia-se salvar por ali. Pelo vão da parede desconjuntada podia-se ver o lençol branco. discerniam-se sobre o líquido grandes manchas. O teto agora começava a desabar. Do contrário. com uma calma perversa de suplício. os detritos da habitação. e lá se foram derivando. ora valsando em torvelinhos. 56 . fê-la tornear rapidamente e arrebatou-a no lombo espumarento. – É o mato? – perguntou engasgadamente Nhola. Esforçava-se para identificar o local e atinar com um meio capaz de os salvar daquele estrugir encapetado da cachoeira. depois de cair no canal. tirou do teto uma ripa mais comprida para servir de varejão. porém. arriando as palhas no rio. Quelemente tentava atirar a jangada para a vargem.

Ali já não cabia ninguém. entretanto. enchendo sua boca de água. sufocando-o. estaria salva. Matando seu filho que era perrengue e estava grudado nele. O diabo da correnteza. presa ainda à borda da jangada. abraçando Quelemente com o manto líquido das águas sem fim. Aquele último coice. Ao cair. Ela afundou-se para tornar a aparecer. seus olhos. despendendo esforços impossíveis por subir novamente para os buritis. refletindo cinicamente a treva do céu parado. Nisso Quelemente notou que a jangada já não suportava três pessoas. presa ainda à jangada por uma mão. Novo coice melhor aplicado e um tufo d’água espirrou no escuro. Era o rio que reclamava uma vítima.. apertando sua garganta. ô. Ah! se ele soubesse que aquilo era raso. se tivesse pernas vivas. certamente teria tomado pé. sem querer. As águas roncavam e cambalhotavam espumejantes na noite escura que cegava os olhos. Ali era um lugar raso. um estorvo. do céu defunto. Suas pernas. Mas quem sabe ela estava ali. tapando seus ouvidos. os olhos fuzilando numa expressão de incompreensão e terror espantado. as pernas escorrendo ao longo do rio? Quem sabe ela não tinha rodado? Não tinha caído na cachoeira.. Quelemente notou que aquele esforço da velha estava fazendo a embarcação perder a estabilidade. Ela já estava quase abaixo das águas. o arrastava. rugindo. O choque com o tronco de árvore havia arrebentado os atilhos e metade dos buritis havia-se desligado e rodado. Tapando a sua respiração. Cujo ronco escurecia mais ainda atreva? – Mãe. Não podia. mãe! – Mãe. porém. 57 . A mãe. ele sentiu sob seus pés o chão seguro. espumejando. entretanto. não teria matado uma entrevada que queria subir para a jangada num lugar raso. varrida de um vento frio e sibilante. onde ninguém se afogaria se a jangada afundasse. A nado. de tão forte. Quelemente segurou-se bem aos buritis e atirou um coice valente na cara aflissurada da velha Nhola. Mas a velha tentava energicamente trepar novamente para os buritis. Devia ser a campina adjacente ao barranco. não havia força capaz de romper a correnteza nesse ponto. com as unhas metidas no chão. estuporado. desequilibrou a jangada. arrastando as pernas mortas que as águas metiam por baixo da jangada. A velha não podia subir. eram uns molambos sem governo. sufocando-o. porém. sob pena de irem todos para o fundo. do céu entrevado. a senhora tá aí? E as águas escachoantes. A velha não podia subir. não teria dado dois coices na cara da velha.LÍNGUA PORTUGUESA A velha debatia-se. desamparando-o no meio do rio. Era a morte que chegava. Era raso. que fugiu das mãos de Quelemente.

A enchente é uma ação que acontece nos dias atuais? 4. nalgum perau distante. não mais suportava três pessoas. timbres de mãe ninando filhos doentes. Proponha uma discussão coletiva. abaixo da cachoeira. Editora Civilização Brasileira. com os estudantes em círculo. ao invés de tentar salvar sua mãe. na enchente do rio Corumbá. A água barrenta e furiosa tinha vozes de pesadelo. mãe! O barulho do rio ora crescia. empazinado. lhe entupiu os ouvidos abertos à voz da mãe que não respondia. O que podemos fazer para impedir esta ação da natureza? 58 . como flores sobre túmulos. dando oportunidade para que todos participem dessa socialização. 1975 01 A que se refere o título do texto? À personagem de nome Nhola dos Anjos. Prática de oralidade Professor. Rio de Janeiro. mãe de Quelemente que morre afogada. – Mãe! – lá se foi Quelemente. resmungo de fantasmas. – Espera aí. e foi deixá-lo. todos iriam para o fundo do rio. ô.LÍNGUA PORTUGUESA – Mãe. 1. lhe tapou o nariz. Você acha que este fato aconteceu realmente? 3. Se ela subisse. uivos ásperos de cães danados. 02 Por que Clemente. Como se sentiu ao ler a história? 2. Abriam-se estranhas gargantas resfolegantes nos torvelinhos malucos e as espumas de noivado ficavam boiando por cima. 03 Qual foi a reação de Quelemente ao perceber que a mãe fora tragada pelas águas do rio? Quelemente fica totalmente desesperado. com os atilhos arrebentados no choque com a árvore. abra um espaço para os comentários sobre o conto lido. gritando dentro da noite. a empurrou para dentro do rio? Porque a jangada. até que a água lhe encheu a boca aberta. ora morria e Quelemente foi-se metendo por ele a dentro. 04 Que final é reservado a Quelemente? Ele também morre afogado nas águas do rio Corumbá. Caminhos das Gerais. lhe encheu os olhos arregalados. mãe! Eu num sabia que era raso. pois fora responsável pela morte de sua mãe.

tá um mar d’água! Que vê. Destacamos...) Isto era simpatia para fazer estiar. no quadro abaixo: • – Fio fais um zoio de boi lá fora pra nois • . beleza e espontaneidade ao texto. • Estava ensopadinho da silva. O autor faz uso dessas palavras e expressões para marcar a cultura local. • – Ocê bota agente hoje em riba do jirau • O menino saiu do rancho com um baixeiro na cabeça. Procure mostrar-lhes que o autor faz uso de palavras e expressões para marcar a cultura local. • Dependurou numa forquilha a caroça • . beleza e espontaneidade ao texto. todas as palavras e expressões presentes no texto que são marcas da goianidade. Para isso. Explique o significado de cada expressão. • .. um biruzinho sempre perrengado.. espia.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua DESAFIO Professor(a).enfincou o calcanhar na lama (.. EXPRESSÕES SIGNIFICADO 59 .. e em seguida... • – Adonde será que tá chulinho? • Eu num sabia que era raso.. elabore o resultado desse trabalho em cartaz conforme modelo abaixo.. dar vida. recorte as expressões em tiras de papel e distribua-as entre os grupos. • – Chi.. dar vida. chame a atenção dos estudantes para as variações linguísticas. Peça-lhes que procurem explicar seu significado na região local.... abaixo. mexeu e pôs-se a fazer grandes capitães com a mão.

AULA 13 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. Assim. Atente-se para a importância dessa atividade. você poderá acrescentar outras questões que julgar importantes para a sensibilização. Registre na lousa aquilo que julgar importante. Prática de oralidade • • • Você sabe o que são figuras de linguagem? Para que elas servem? Quais figuras de linguagem você conhece? Professor(a). leitura escrita e análise da língua. o jeito goiano de falar. socialize o resultado da pesquisa pedindo-lhes que confirmem os significados no dicionário. verificando a necessidade de intervenções durante esta sequência. explorando as práticas de oralidade. Conceito Figuras de linguagem são recursos linguísticos utilizados na fala ou na escrita para tornar mais expressiva a mensagem transmitida. Professor(a). além 60 . junto aos familiares e à comunidade. nesse momento. expressões que caracterizem a goianidade. Analisar o efeito de sentido produzido pelo uso de figuras de linguagem. desde que se observe o tempo de execução da aula. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto. por meio dela. O que devo aprender nesta aula u u Identificar informações explícitas e implícitas para a compreensão de textos. Reconhecer as figuras de linguagem. observe se as respostas dadas são coerentes com o que foi perguntado.LÍNGUA PORTUGUESA Amplie o quadro buscando. já que. ou seja.

Nos anos seguintes. ou a visão com o tato. 1937) chegou ao Brasil em 1948. qual.). Ela se diferencia da metáfora por ser feita por meio de um conectivo (com. e sua família se radicou no Rio de Janeiro.  Professor(a). Comparação é uma figura de linguagem que consiste em atribuir características de um ser a outro. Prosopopeia é uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados.LÍNGUA PORTUGUESA de auxiliar o leitor compreender melhor os textos literários. deixa-os mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos. por uma relação de semelhança entre os dois termos. Quando o encadeamento das ideias se faz na ordem crescente temos o  “clímax”. proponha aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto abaixo. por exemplo: o gosto com o cheiro. tendo o cuidado de trabalhar estratégias. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia. Também podemos chamá-la de personificação. ao “anticlímax”. Entre 1952 e 1956 estudou pintura com Catarina Baratelle. os problemas sociais brasileiros. foi lançado seu primeiro livro. a autora reflete. em um sentido que não é o seu usual. como. Suas crônicas estão reunidas em vários livros. a partir de fatos cotidianos. o amor. em virtude de uma determinada semelhança. Gradação é uma figura de linguagem que consiste em dispor as ideias em ordem crescente ou decrescente. por Rota de Colisão (1993). publicaria mais de 30 obras. como a antecipação e inferência. mas não Devia (1992). etc. o encadeamento caminha em direção ao “clímax”. assim. parecia. São exemplos de figuras de linguagem: Metáfora é uma figura de linguagem em que há o emprego de uma palavra ou uma expressão. Cada Bicho seu Capricho. sobre a situação feminina. entre literatura infantil e adulta. é fundamental que esses conceitos sejam discutidos e ampliados a partir das considerações feitas pelos alunos. com base em elementos do texto e informações sobre a autora. 61 . como o III Salão de Arte Moderna. por Ana Z Aonde Vai Você?. quanto. a arte. saiu em 1992. Seu primeiro livro de poesia. atuou como colaboradora de periódicos. Em 1968. ou seja. dentre os quais Eu Sei. de lá para cá. apresentadora de televisão e roteirista. em 1958 já participava de vários salões de artes plásticas. Marina Colasanti (Asmara. e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil. Nelas. Em seguida. tal. Sinestesia é uma figura de linguagem que consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.  quando em ordem decrescente. sempre com aguçada sensibilidade. Etiópia. Eu Sozinha.

pronto para ser comido. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida. O moço meteu a mão na maçaneta. sapato engraxado. de Marina Colassanti e. chapéu emplumado. suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. corpo aprumado.  Em breve. para começar o dia. ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha. para que o sol voltasse a acalmar a natureza. E eis que o peixe estava na mesa. Se sede vinha. Depois lãs mais vivas.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Leia o conto “A Moça Tecelã”. 62 . enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. escolhia um fio de prata. em seguida. Mas tecendo e tecendo. responda às questões que se seguem: A Moça Tecelã Marina Colasanti Acordava ainda no escuro. E à noite.  Delicado traço cor da luz. tirou o chapéu de pluma. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. Linha clara. Se era forte demais o sol. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros. e no jardim pendiam as pétalas. Assim. dormia tranquila. Não esperou o dia seguinte. E aos poucos seu desejo foi aparecendo. bastava a moça tecer com seus belos fios dourados. quentes lãs iam tecendo hora a hora. rosto barbado.  Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos. que em pontos longos rebordava sobre o tecido. começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. Nem precisou abrir. e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. E logo sentava-se ao tear. Tecer era tudo o que fazia. em longo tapete que nunca acabava. a chuva vinha cumprimentá-la à janela. na penumbra trazida pelas nuvens. a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos    do algodão    mais felpudo. e foi entrando em sua vida. Na hora da fome tecia um lindo peixe. depois de lançar seu fio de escuridão. quando bateram à porta. a moça passava os seus dias. Nada lhe faltava. Leve. Tecer era tudo o que queria fazer. com cuidado de escamas. que ela ia passando entre os fios estendidos. jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás.

 Porque tinha descoberto o poder do tear. já não lhe pareceu suficiente. A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura. Só esperou anoitecer.LÍNGUA PORTUGUESA Aquela noite. Tecer era tudo o que fazia. o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. os jardins. E antes de trancar a porta à chave. Rápido. as estrebarias. as carruagens. Mas pronta a casa. Ela já desfazia o dese­nho escuro dos sapatos. o emplumado chapéu. e jogando-a veloz de um lado para o outro. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça. acordou. Mas se o homem tinha pensado em filhos. espantado. – Para que ter casa. enchendo o palácio de luxos. ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. – Uma casa melhor é necessária – disse para a mulher. começou a desfazer seu tecido. e pátios e escadas. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.  Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo. Não teve tempo de se levantar. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. E feliz foi. 63 . logo os esqueceu. as salas de criados. e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecer era tudo o que queria fazer. se podemos ter palácio? – perguntou. fios verdes para os batentes. agora que eram dois. A noite chegava. o nada subiu-lhe pelo corpo. Tecia e entristecia. Desteceu os cavalos. advertiu: – Faltam as estrebarias. sentou-se ao tear. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas. – É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. e ela não tinha tempo para chamar o sol.  Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. Afinal o palácio ficou pronto. os cofres de moedas.  Segurou a lançadeira ao contrário.  E parecia justo. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido. E entre tantos cômodos. Dias e dias. para não fazer barulho. enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. sumindo as pernas. olhou em volta. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. deitada no ombro dele. em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. e. e ele viu seus pés desaparecendo. durante algum tempo.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. e salas e poços. subiu a longa escada da torre. e pressa para a casa acontecer. A neve caía lá fora. tomou o peito aprumado. E tecendo.

Ela não só vê. 64 . dentre outras coisas. No texto. ela vai perdendo a felicidade. tudo cria vida e passa a compor um quadro único. 03 No fragmento retirado do texto “Dias e dias. É importante observar. Extraído do livro Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento. figura de linguagem que contribui para intensificar a interação da personagem com a natureza. há a presença de uma gradação crescente (clímax). termina com os mesmos fios claros. como se ouvisse a chegada do sol. Explique a relação das cores das linhas escolhidas no início e no final do texto para demonstrar o estado de espírito da moça. geralmente. Rio de Janeiro. Professor(a). como ouve o sol. em questão. Possibilidade de resposta: O quinto parágrafo é construído basicamente por prosopopeia. já que são exercícios discursivos. semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas…”. 04 No texto A moça tecelã. a autora faz uso da sinestesia. as características das linhas escolhidas para tecer revelam. cheios de vida em que vai tecendo novamente feliz os dias. no final. nesse momento. metaforicamente. a moça começou tecendo em dias. se as expectativas de aprendizagem foram alcançadas. que a manhã repetiu na linha do horizonte. ou seja. enfatizando respostas esperadas. Cada vez mais ela ia tecendo. Possibilidade de resposta: A moça tecelã inicia o conto com cores claras para tecer os dias alegres. depois semanas e por fim meses. conforme a exigência do marido ia aumentando. cheios de sol e de vida. alegres. a moça escolheu uma linha clara.” Que impressões sensoriais estão presentes nele? E qual o efeito de sentido que ela provoca? Possibilidade de resposta: As impressões sensoriais são visão e audição. delicado traço de luz. até que resolve desfazer tudo e. o estado de espírito da moça. a correção dos exercícios é fundamental. E foi passando-a devagar entre os fios. Com as exigências do marido. a natureza cria vida a partir do tear e das mãos da moça tecelã e passa a interagir com ela em perfeita harmonia. Possibilidade de resposta: Nesse fragmento. o que pode ser feito de forma coletiva. Essa figura de linguagem está a serviço do gênero “conto de fadas” onde. Global Editora . Ao utilizar a expressão “ouvir o sol”.LÍNGUA PORTUGUESA Então. 2000 Prática de análise da língua 01 Observe o trecho do primeiro parágrafo “Acordava ainda no escuro.. há a presença de uma gradação crescente (clímax) ou decrescente (anticlímax)? Explique. como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. 02 Aponte no texto o parágrafo construído basicamente por prosopopeia e explique o efeito de sentido que essa figura de linguagem emprega ao texto.

distinguindo as falas do narrador e das personagens nos contos literários. Ler com fluência e autonomia. indireto e indireto livre. Então. Valorizar a leitura literária como fonte de entretenimento e prazer. AULA 14 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários. este é o momento de fazê-lo. título do texto. Caso não tenha explorado a linguagem metafórica. leitura.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se a sua escrita deixará o (a) leitor (a) mais sensível à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras. ilustrações. Temos três tipos de discursos: 65 . construindo significados e inferindo informações implícitas. mais literário. Discorrer sobre vários assuntos. que visa a comover e persuadir. Analisar o emprego dos discursos direto. Expectativas de aprendizagem u u u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura de contos lidos e ouvidos. No plano da oratória. escrita. designa a elocução pública. e análise da língua. Conceito De acordo com o dicionário Discurso é uma palavra de origem latina  discursu(m) e significa: ação de correr por/ou para várias partes. vamos lá: utilize os conhecimentos construídos nesta aula e uma boa dose de sensibilidade para deixar o seu texto mais poético. Antecipar o conteúdo das leituras com base em indícios como autor. explorando as práticas de oralidade.

de  forma  sutil.O narrador usa suas próprias palavras para comunicar o que as personagens disseram. ou seja. Prática de oralidade Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA Discurso direto -  O narrador reproduz o discurso com as próprias palavras do interlocutor. Discurso indireto livre . dois pontos e travessão. As falas dos personagens são reproduzidas por terceiros. etc. um verbo que anuncia uma fala. é importante que todos possam participar e que sejam trabalhados comportamentos como: saber ouvir. questionando-os o que já sabem sobre o assunto. neste momento. motive a classe para o estudo dos discursos presentes nas narrativas. por meio dela. você perceberá os conhecimentos que os alunos têm sobre o assunto e sobre Marina Colassanti.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. se). Esse discurso possui duas características fundamentais: a primeira é que a fala do personagem vem introduzida por um verbo dicendi. Atente-se para a importância dessa atividade. apresentando-lhes o próximo conto que irão ler nesta aula: • • • • • • • • Para você. respeitar a opinião dos colegas e os diferentes modos de falar. Prática de leitura Retome a leitura do texto “A moça tecelã” e responda às questões que se seguem: 66 . Discurso indireto . já que. A segunda característica é que antes da fala da personagem há geralmente. Em seguida proponha-lhes a leitura silenciosa do conto A moça tecelã. em que consiste um discurso? Em que situação ocorre um discurso? O discurso pode estar presente em um conto literário? O que lhe sugere o título deste conto? Conhece a palavra tecelã? O que significa? Você conhece alguma história interessante da escritora Marina Colasanti? Qual? Ouviu de alguém? Quem? Leu em algum outro livro de conto? Sabe quem é o seu autor? Professor(a). é  um  discurso misto onde há maior  liberdade.Pode-se dizer que o discurso indireto livre é uma mistura do discurso direto com o discurso indireto. O discurso indireto vem introduzido por um verbo dicendi e também apresenta conjunção subordinativa integrante (que. isto é. desta grande escritora. esperar sua vez para falar. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar.

No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “o moço meteu a mão na maçaneta.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto.“deitada no ombro dele. a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). Vamos identificar no texto. de  forma  sutil. formule algumas questões para verificar o nível de compreensão dos estudantes em relação ao texto lido. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “pela primeira vez pensou: como seria bom se eu tivesse um marido ao lado!” b - “O moço meteu a mão na maçaneta. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “A moça pensava: vou tecer lindos filhos para aumentar ainda mais a minha felicidade”. Você pode encontrar um trecho. no conto.  sem  fazer uso  das  marcas  do  discurso  direto: diálogos. identifique o discurso predominante nas falas abaixo e os transforme em discurso indireto livre: a . 03 O Discurso  indireto  livre é  um  discurso misto onde há maior  liberdade. sem valer-se do diálogo: “Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata”. se podemos ter palácio?” 02 O discurso indireto ocorre quando os personagens não falam diretamente.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. Agora. Em seguida. e foi entrando em sua vida. a sua maneira. tirou o chapéu de pluma. reproduz a fala do marido. Possibilidade de resposta: o discurso direto pode ser visto nos trechos em que o marido fala de modo ordeiro: “– Para que ter casa. mas precisam de um narrador para contar seus feitos. um trecho em que o discurso direto seja evidente. sem intermédio do narrador. 67 . etc. em que predomine o discurso indireto? Possibilidade de resposta: o discurso indireto ocorre quando o narrador.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto. pois  o  narrador  insere  a fala  do  personagem em sua maneira de contar. c . tirou o chapéu de pluma e disse: estou entrando na sua vida. responda às questões abaixo: 01 Sabemos que o  discurso direto ocorre quando as personagens falam diretamente. após a leitura.“pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado. por meio de diálogos. Prática de análise da língua Retome o texto e reflita sobre a linguagem e os discursos utilizados.

Empregue na sua narrativa. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “Ele disse: é para que ninguém saiba do tapete. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. Prática de escrita DESAFIO Retome seu conto e observe se na sua escrita você explorou os tipos de discurso: direto. aqui. Narre.” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso indireto.“E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo. E não se esqueça dos cavalos!” Possibilidade de resposta: A frase acima está expressa no discurso direto. professor(a). Assim. Então. para que você possa planejar as intervenções necessárias. aqui. indireto. advertiu: – Faltam as estrebarias. indireto livre.” 04 Imagine que a moça tecelã encontra sua melhor amiga. o discurso que você desejar. este é o momento de fazê-lo. vamos lá! A ideia. é fundamental que você leia esses textos e faça anotações para o trabalho de reescrita.“– É para que ninguém saiba do tapete – ele disse. após o marido ter entrado em sua vida. que há muito tempo não via. Caso não tenha explorado. Espera-se que os alunos sejam capazes de dominar os discursos estudados nesta aula e empregá-los na hora da escrita. E antes de trancar a porta à chave advertiu: faltam as estrebarias. 68 . AULA 15 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos sobre o gênero Contos literários. E antes de trancar a porta à chave. explorando as práticas de oralidade. E não se esqueça dos (meus) cavalos”. No discurso indireto livre seria expressa da seguinte forma: “E pela primeira vez pensou: como seria bom estar (se eu estivesse) sozinha de novo. o diálogo das duas. leitura e escrita. e .LÍNGUA PORTUGUESA d .

Faça intervenções quando achar necessário. estimule a fala e o diálogo entre eles sobre as ideias explícitas e implícitas no conto. etc. u u Conceito Para Edgar Allan Poe. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. provavelmente os alunos não saberão. proporcionando aos alunos o gosto pela pesquisa). a fim de conseguir com um mínimo de meios. expondo suas ideias. Promover reflexão a respeito da figura feminina. Para isso ele deve ser construído à base da economia dos meios narrativos. demonstrando gosto e satisfação pela leitura. Promover inferências entre literatura e realidade analisando o aspecto cultural que envolve a figura feminina.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Partilhar as percepções de leituras e conhecimentos sobre as diferentes culturas presentes no texto. formulação e verificação de hipóteses. então use esse momento para inserir novos conhecimentos: apresente Clarice Lispector. Lygia Fagundes teles. Estimule a percepção dos alunos. Associar conteúdo e função social do gênero. por meio dos aspectos culturais. o máximo de efeitos. que sustenta sempre uma unidade de efeito. Mostre que os escritores são pessoas comuns que usam as palavras para expressarem seus pensamentos e que dentro de cada um de nós existe um escritor que basta ser estimulado para que ele exista. pois seu porte chama a atenção dos estudantes para o ato de ler. criada pela autora. Aborde com os alunos alguns tópicos de sua escolha dentre eles ressalte: • • Você conhece outras histórias que abordem a temática da mulher na sociedade? Quais são os escritores ou escritoras que abordam a temática feminina na literatura brasileira? Professor. 69 . Lya Luft. opiniões. que eles compreendam a importância de ambos os sexos para o desenvolver harmônico da sociedade. Se possível disponibilize trechos destas autoras e estimule a curiosidade. Discutir ideias. retome conto de Marina Colasanti “A moça tecelã” e proponha uma conversa com os alunos. Nessa prática. procure direcionar o diálogo para a história da evolução da mulher na sociedade brasileira e mundial. Após a leitura. Martha Medeiros. É necessário que você faça uma leitura oral do texto com a classe. leve-os a refletir sobre o universo feminino de forma. Prática de oralidade Professor(a). Instigue os alunos proporcionando a eles momentos de reflexão sobre: • Para que serve a literatura? Por que e para que as pessoas escrevem? A literatura é importante? Nesse momento é importante que o professor ouça as respostas e estimule os alunos a participar desse momento de reflexão. o conto é uma narrativa curta.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

Releia o conto “A moça tecelã”, de Marina Colasanti e reflita sobre as questões abaixo, respondendo-as:

01 Qual a relação entre o título e o assunto do texto?
Possibilidade de resposta: A personagem protagonista era uma garota que tecia. Ela ia tecendo as coisas conforme seus desejos e magicamente a realidade também era alterada. Observava o ambiente, analisava se o que havia criado era bom. Se não gostasse do que havia feito, desmanchava o alinhavado e consequentemente a realidade se modificava também.

02 Por que a protagonista desistiu de haver criado o homem? Você concorda com a atitude da moça tecelã?
Possibilidade de resposta: O homem, se revela como sendo materialista e capitalista e descobrindo o poder que o tear possuía, exigia cada vez mais de sua esposa. Bens, riquezas, e nunca se contentava com o que já possuía. Não correspondeu o desejo da esposa, que idealizava uma companhia masculina, ter uma família, e sua criação não correspondeu as expectativas, fator que entristeceu a tecelã, que optou por destruir o império que havia criado, voltando a criar coisas simples que lhe davam prazer. A segunda pergunta é pessoal e deve ser ouvida, professor.

03 Pode-se dizer que o conto estudado é um conto de fadas? Por quê?
Possibilidade de resposta: De uma certa maneira, podemos dizer que o texto de Marina trata-se de um conto de fadas dos dias atuais. O conto A Moça Tecelã é composto por uma narrativa tradicional, de entendimento direto, povoado pelos modelos clássicos de fabulação: castelos, príncipes, encantos e magia. Mas não se limita a isso, pois Marina Colasanti inova quando registra em seu conto a história da mulher e sua busca histórica por uma identidade feminina, refletindo a literatura de uma época atual, visitando o pensamento arcaico e o universo mágico dos contos de fadas.

04 Você notou, no conto, que a personagem feminina revela um novo pensamento com relação aos costumes sociais? Qual? Você concorda com essa nova forma de pensar? Por quê?
Possibilidade de resposta: É uma resposta pessoal, mas espera-se que o discente seja capaz de comparar o comportamento feminino de antigamente: submisso, sem possibilidade de interferir no seu próprio destino, com a forma atual das mulheres que fazem suas próprias escolhas e decidem por seus destinos.
Professor(a), abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito do conto lido e do assunto suscitado.

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LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de escrita DESAFIO

Agora, vamos retomar a sua produção textual anterior. Ao relê-la, irá repensá-la, pois durante este percurso surgiram novas ideias. Anote-as em outra folha, reescreva seu conto com as alterações que surgiram. Pode acontecer que, depois do estudo de tantos contos, você queira escrever, agora, sobre outra temática: a mulher, como fez Marina Colassanti em Moça tecelã, o sertanejo, de Nhola dos Anjos, ou de outra minoria socialmente excluída, como o negro, o índio, o homossexual etc. Se isso acontecer, não fique preocupado, pois você estará agindo como os escritores famosos que escrevem, e depois retomam o escrito para fazer novas alterações até que o conto esteja pronto. Mãos à obra!
Professor(a), aqui, a sua mediação é fundamental. Vá de carteira em carteira, converse com cada aluno, dê sugestões sobre o texto. Esta atividade irá permitir que seu aluno veja em você um aliado, alguém em que ele possa confiar para aprimorar suas ideias, sem medo de represálias.

AULA 16

Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Sistematizar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Contos literários, explorando as práticas de oralidade, leitura, escrita e análise da língua.
O que devo aprender nesta aula
u

Reformular os textos produzidos com base na reescrita orientada pelo professor, considerando sua finalidade, os possíveis leitores e as características do gênero. Caracterizar as personagens no conto literário produzido. Identificar e caracterizar o espaço e o tempo no conto literário. Utilizar os diferentes níveis de linguagem (coloquial, culta, regionalismo, jargão, gíria) no conto literário, conforme a situação. Analisar o emprego de discurso direto e indireto nas narrativas. Fazer reformulações que assegurem, também, as características próprias dos contos literários. Refletir sobre o emprego das flexões verbais.

u u u

u u u

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LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Um bom texto vem de um rascunho e passa por sucessivas versões em que será aperfeiçoado até chegar ao produto final. Desse modo, é muito importante que os estudantes tenham uma atitude crítica em relação à sua própria produção de textos. Com a atividade de reescrita o professor fornece marcas no texto que levam o estudante a observar o que deve ser melhorado em seu texto.
Prática de oralidade
Professor(a),chegou o momento, de os alunos reescreverem o conto que foi produzido ao longo dessas aulas. Para tanto, faça alguns questionamentos aos estudantes: • • •

O que você achou do nosso estudo sobre contos? Esse nosso estudo ajudou você a produzir seu conto? Você gostou do conto que escreveu? Você acha que precisa melhorá-lo.

Prática de leitura
Professor(a), nesse momento escolha um conto produzido por um dos alunos e faça uma leitura para a classe. Não precisa divulgar o nome desse aluno. Posteriormente, você retomará as características que foram estudadas e juntamente com os alunos observará se elas se fazem presentes no texto lido. Paralelamente a essa análise, peça aos alunos que observem em seus próprios contos as características discutidas e analisadas. Para proceder a essa análise, escreva esses questionamentos na lousa.

01 Os elementos da narrativa, enredo, tempo conflito, clímax, desfecho, personagens, verossimilhança e narrador estão presentes neste texto? 02 Os tempos verbais estão bem definidos? 03 Você utilizou figuras de linguagem? 04 Na narrativa há a presença do discurso direto, indireto e indireto livre?
Prática de escrita DESAFIO

Retome mais uma vez a sua produção e observe se as características do conto estudadas e discutidas se fazem presentes em seu conto. Aprimore as características que você considerar que não foram bem empregadas em seu texto.

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Diga aos estudantes que durante o trabalho com editoriais eles terão bons e variados momentos de leitura. faça um cartaz bem bonito de boas vindas. Disponha as carteiras em círculo e. dando-lhes tempo para que isto aconteça. para que possam se familiarizar mais e melhor com esse gênero textual. AULA 17 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. em casa. coloque vários jornais e revistas. e ambiente a sala de aula de modo que os estudantes tenham acesso ao gênero. 73 . leitura e escrita. Envolva todos no trabalho. É importante que todos os estudantes sejam incentivados a pesquisar e ler.Editorial Professor(a). O que devo aprender nesta aula u u u u Tomar contato com o editorial e outros textos de opinião. Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. no centro. almofadas. para o trabalho com o gênero Editorial. cada um contribui com o que pode e todos são capazes de ajudar. Crie um ambiente propício à leitura com tapetes. Após a leitura. outros editoriais. Produzir a primeira escrita de um Editorial. esteiras. Discutir sobre a finalidade dos editoriais e demais textos de opinião de diferentes jornais e revistas. oportunize um tempo para que os estudantes socializem as análises dos editoriais lidos. explorando as práticas de oralidade. Peça-lhes que procurem nos jornais e revistas editoriais que lhes chamem a atenção e que os instiguem a ler.

Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. quando não podiam votar e muito menos ser votadas. Texto 1 Injusta desvantagem O Popular. • • • • Qual a importância da leitura para você? Você costuma ler jornais e revistas? Quais são as seções destes portadores que você mais gosta de ler? Costumam ler as seções de opinião? Conceito Os Editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. comparar os textos e distinguir fato de opinião etc. converse com os estudantes sobre a aprendizagem construída a partir do estudo dos gêneros trabalhados até o momento e apresentelhes o segundo gênero a ser estudado no bimestre. de articulistas e do jornal. E só recentemente deixaram o fundo do palco para ocupar lugares no proscênio. Após a leitura. 74 .os se costumam ler as seções destes portadores textuais onde aparecem os textos de opinião: do leitor. ou o que mais gostam de ler nestes portadores de textos. proponha-lhes as questões abaixo para ajudá-los a desenvolver habilidades como: identificar a finalidade do texto. diga aos estudantes que ler é se apropriar de novos conhecimentos. bem como os objetivos deste estudo. 30 de novembro de 2012 Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. responda às questões que seguem: Professor(a). com o objetivo de continuar o trabalho com os gêneros textuais. Inicie a aula com uma conversa sobre a importância da leitura. distribua-lhes os 3 textos abaixo e peça-lhes que os leiam observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. da direção ou da equipe de redação. pergunte-lhes se costumam ler jornais e revistas. divida a turma em pequenos grupos. Uma mulher é hoje presidente da República. Questione . Prática de leitura Leia os três textos abaixo. observando as semelhanças e diferenças entre os mesmos e. o que eles acham mais interessante.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). em seguida. sexta-feira.

31. Desse modo.08. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. Por causa desse caráter contraditório. faz-se a seguinte pergunta: “O que é mais importante. no sul do Estado de Goiás.8% do rendimento dos homens.4 vezes maior do que a de trabalhadores do sexo masculino. entre outras profissões de nível superior. a uma temperatura que varia de 37° a 57° transformaram essa pequena cidade em um dos maiores polos turísticos do Brasil. há um conflito de opiniões entre os que aprovam e os que desaprovam a atividade. mas em novas atrações para os turistas. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. As belezas naturais e principalmente as águas quentes que brotam de dois aquíferos Paranoá e Araxá.” Com essa frase o turista é saudado quando chega a Caldas Novas. medicina veterinária e engenharia. era 2. E a jornada de trabalho. A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. vivem hoje uma injusta realidade. que era de R$ 1.020. nem mesmo água tratada e rede de esgoto. trabalharam para isso – e trabalharam muito! Porém. A Síntese Indicadores Sociais (SIS). Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. Texto 2 Texto finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa.505. já que desenvolve a economia do município. 75 . pois a maior parte do capital gerado pelo turismo não se transforma em infraestrutura para a população.LÍNGUA PORTUGUESA Não existiam no começo do século passado mulheres profissionais da medicina. o equivalente a 67. mas não beneficia a todos. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. Assim. Foi nele que milhares de caldenses viram a oportunidade de melhorar a qualidade de vida. considerando também os afazeres domésticos. Os olhos que se deslumbram com os belos parques aquáticos em centenas de outdoors pela cidade não veem bairros da periferia sem ruas asfaltadas. edição 2010. o turismo se tornou a base do desenvolvimento e da economia local. Caldas Novas que os turistas não veem Aluna: Bianca Souza Soares “Bem-vindos à maior estância hidrotermal do mundo. que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que em 2011 as mulheres brasileiras ganhavam em média R$ 1.

ligado a um dos clubes mais tradicionais da cidade. além disso é perigoso para a cidade ser tão dependente de apenas um 76 . que em época de alta temporada são submetidos a dias sem água encanada já que ela é direcionada a hotéis e clubes.000. As opiniões favoráveis ao turismo são em geral dos grandes empresários. “As águas quentes são para Caldas Novas o que as praias são para o litoral: essencial!”. donos de hotéis e resorts. mas sim como ele é desenvolvido particularmente em Caldas Novas. que segundo o portal Caldas Web. a saúde e a educação. Alegam que o turismo faz a cidade crescer e ainda gera empregos. Em 1991 havia 24. ou seja. uma vez que a satisfação do turista é colocada em primeiro plano. casas e hotéis em áreas de preservação ambiental e próximos ao aterro sanitário. além dos comerciantes. E se política é a arte de governar nossos “artistas” estão um tanto quanto omissos a respeito de suas obras. Todavia. recebem anualmente cerca de 1. acredito que mais importantes que as águas termais da cidade são as pessoas que nela vivem e fazem sua economia girar.LÍNGUA PORTUGUESA a alta na economia que se dá pelo empreendimento turístico ou a organização social?”. Isso é mesmo inegável. Assim como eu. gerente de marketing e vendas dos Jardins da Lagoa.000 habitantes. o espantoso crescimento demográfico. como por exemplo. É bem verdade que o turismo movimenta economicamente a cidade. porque está claro que assim como cresce o número de visitantes que a cidade recebe. diz Ricardo Pureza. parte da população se mostra contrária.5 milhão de pessoas. beneficiando as pessoas de fora em detrimento dos moradores locais. com uma analogia simplória explica-se a necessidade dos caldaenses: “Não dá para receber visitas com a casa desarrumada e o dono insatisfeito”. o problema está nas inúmeras consequências maléficas que o mesmo gera. os que recebem diretamente o lucro deixado pelos visitantes do mundo inteiro. também os problemas administrativos têm aumentado assustadoramente por conta da atividade turística. É perceptível que os empresários e as autoridades locais se preocupam apenas com os investimentos lucrativos que o turismo pode propiciar e menosprezam necessidades básicas da população. Notam-se loteamentos irregulares. como o saneamento básico (apenas 25% do esgoto é coletado). hoje esse número aumentou para aproximadamente 70. Não sou contra o turismo. o que resultou num agravante de proporção nacional o crescimento desordenado. porém a mão de obra por ser abundante é desvalorizada e a carga horária muitas vezes extrapola a normalidade. esquecendo-se dos residentes locais.

vemos quanto somos sem educação. 77 . a educação e segurança não são assuntos nas pautas ministeriais. não precisaremos deste mundo para vivermos. fala com maestria sobre golpes de seus lutadores favoritos. consumidores. E. é uma rinha de galos de briga. o dono da casa estará feliz em receber visitas e as esperará mais vezes”. estaremos fadados ao fracasso humano. da nossa falta de educação. da corrupção. a saúde. como também uma administração consciente e preparada para usar os mecanismos de que necessitamos para desfrutarmos das tão apreciadas águas quentes com responsabilidade e justiça. Somos reféns não da marginalidade. seja como. entretanto tenho plena convicção de que as necessidades básicas. pois se. como foram nossos irmãos africanos. Filostro Machado Carneiro • Cidade: Caldas Novas – GO Texto 3 Brasil sem educação Carlos Henrique de Freitas Quero chamar a atenção não para o Brasil sem escolaridade. Nos preocupamos em salvar o mundo. os turistas optarem por outro destino todos serão fortemente atingidos. A popularização e a manifestação da desgraça alheia é o que move este moinho de flagelos humanos. mas sim. por algum motivo (assim como o surto de dengue de 2008). pra que? Se continuarmos vivendo como predadores de nós mesmos. para o Brasil sem educação. “Logo.LÍNGUA PORTUGUESA segmento econômico. As crianças e jovens só pensam em jogos violentos. No nosso cotidiano medíocre e bucólico. vendedores. da malandragem. empresários ou políticos. os noticiários só estampam crimes e mortes. J. As drogas. MMA – Mixede Martial Arts – não é um esporte. Estamos em guerra civil. O que vimos e o que vendemos é que: iremos sediar a copa e as olimpíadas e que devemos ser receptivos aos yanks e gringos. o capital proporcionado pelo turismo é importante. onde o todo poderoso do esporte. os valores éticos e a dignidade da comunidade são mais importantes. a miséria humana for o alimento dos inescrupulosos. incentivando a violência. A. dos desmandos. Assim a diversificação econômica é necessária. ciclistas ou motoristas. Portanto. mas sim da impunidade. Professora: Vandelina Lima Soares Escola: C. seja como pedestres. pagos pela máquina global. reproduzem no ambiente escolar e crescem com ódio um dos outros. Enquanto.

somente o Artigo de Opinião. não são assinados. com base nas leituras e atividades realizadas até o momento. por trazerem a opinião do jornal ou da revista. pois apresentam um breve resumo sobre o assunto tratado. para que você possa planejar as intervenções necessárias. aqui. que os estudantes identifiquem o Editorial. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. uma opinião a ser defendida. argumentos convincentes e reforço da posição e opinião adotadas. As primeiras páginas de um jornal ou revista são reservadas à publicação de um texto de autoria do editor destes.com/novosite/cartas/65 01 Os textos lidos têm intenção de formar opinião? Possibilidade de resposta: Sim. Oriente os estudantes a refletir sobre os diversos aspectos propostos. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. Assim.imprensalivre. professor(a). É fundamental. elabore seu primeiro editorial. voltando aos textos para confirmar ou refutar suas hipóteses. apresente o assunto de um texto de opinião. http://www. professor(a). que você leu em momentos anteriores e que lhe chamou a atenção. peça aos grupos que socializem as atividades realizadas. Resposta pessoal Professor(a). escrita pelo leitor Carlos Henrique de Freitas. em seus portadores usuais – o jornal e a revista. imagine-se um redator de editoriais de um jornal de circulação do seu município e. Sistematize as conclusões deste trabalho no quadro e peça que os estudantes façam o mesmo nos cadernos. que expressa a sua e a opinião da empresa. elaborado pela aluna/articulista Bianca Souza Soares e a Carta do leitor. 02 Todos os textos estão assinados? Possibilidade de resposta: Não. 03 Qual deles traz a opinião do jornal ou revista? Possibilidade de resposta: O Editorial: Injusta desvantagem. Meus Sentimentos. Somente quando todo e qualquer brasileiro for digno de seus atos. 78 . teremos um povo educado e uma nação verdadeiramente forte. e outros. alguns são assinados por leitores ou articulistas. 04 Em poucas palavras. Prática de escrita DESAFIO Caro(a) estudante. A ideia.LÍNGUA PORTUGUESA E nossa miséria continuará norteando estes acontecimentos.

é escrito de maneira impessoal e publicado sem assinatura. explorando as práticas de oralidade. que expressa a sua e a opinião da empresa. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia construindo significados e inferindo informações implícitas. Após a leitura. focando a conversa sobre a situação de produção deste gênero textual: 1. 79 . com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. por meio de uma linguagem um tanto forte e apelativa. Quem escreveu o texto? 2. Quem é o público leitor? 6. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. em seguida. leitura e escrita. regional e local. comente as ideias e opiniões do texto. com o objetivo de influenciar seus leitores. Onde o texto foi publicado? Conceito O gênero escrito pelo editorialista – editorial – tem caráter opinativo. u Prática de oralidade Professor(a). Em nome de quem? 3. Retomar a produção inicial. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 18 Identificação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. retome com a classes os textos trabalhados na Aula 01 e. A redação do editorial é de autoria do editor do jornal ou revista. peça que a turma releia o editorial. Sobre o que escreveu? 4. sem obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade. Com que finalidade? 5.

80 . do jornal O Popular. antes de publicarem seus textos. mas ainda lhes falta romper uma barreira: trabalham mais e ganham menos do que os homens. Em relação ao assunto desse editorial. Hoje elas estão em todas as áreas do mercado de trabalho. como a valorização da mulher. Professor(a). argumentos convincentes. Possibilidade de resposta: Não se pode pôr em dúvida o progresso político e profissional das mulheres no País e em Goiás. professor(a) de observar os conhecimentos que a sua turma já possui sobre gênero editorial. Este é um bom momento. durante a leitura dos textos.” 04 Argumente sobre a importância do assunto tratado no editorial. conclusão reforçando a posição defendida. responda às questões abaixo: 01 Identifique no texto o resumo do assunto que introduz a opinião a ser defendida. Agora você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras reformulações no seu editorial. Só em meados da década de 1930 surgiram as primeiras eleitoras. expressas no conceito acima. portanto medeie esta atividade. assim como fazem os redatores de jornais e revista. percorrendo a sala. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e confirme se você escreveu um texto que traz um pequeno resumo do assunto a ser tratado. e tendo por base as características desse gênero. Elas eram discriminadas no processo eleitoral durante os primeiros tempos da República. quando não podiam votar e muito menos ser votadas. após essa atividade.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Em relação ao Editorial Injusta desvantagem. orientando a reescrita individual. Possibilidade de resposta: É importante que assuntos como esse sejam debatidos pela sociedade. 03 Que fragmento do texto apresenta uma conclusão reforçando a opinião do jornal? Possibilidade de resposta: “A desvantagem é muito grande e totalmente injusta. a opinião do jornal sobre um determinado assunto. é importante reservar um tempo para que a turma possa expor suas conclusões sobre o editorial lido. tornando imperiosa a necessidade de correção dessa distorção discriminatória. Injusta desvantagem. Cabe pressionar no sentido de que esta anomalia desapareça do mercado de trabalho. com base nas anotações feitas por você. é uma forma de colaborar para a promoção de direitos humanos. 02 Quais os principais argumentos presentes no texto? Possibilidade de resposta: Uma mulher é hoje presidente da República.

com base nas seguintes questões propostas: Professor(a). que quase nunca se manifestam. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. continue a atividade. tendo o cuidado de incentivar a participação de todos os estudantes.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 19 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. e peçalhes que teçam comentários sobre as ideias e opiniões presentes no texto. em seguida. Em que trecho do texto o editor reforça a posição pelo Jornal (conclusão)? • Quais os argumentos (desenvolvimento) que sustentam a sua tese? • 81 . Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais e revistas. considerando o destinatário. a seguir discuta sobre o mesmo. em 02/12//2012. u u Prática de oralidade Leia o texto Velha máfia e. com base nos seguintes questionamentos: • O jornal é a favor ou contra a questão polêmica apresentada? • Localize o trecho em que o editor do Jornal se posiciona. construindo significados e inferindo informações implícitas. tendo por base o texto Velha máfia. prossiga com a análise dos elementos do editorial. Provoque uma reflexão sobre a leitura. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. regional e local. leitura e escrita. a finalidade e os espaços de circulação. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. principalmente daqueles mais tímidos. Identificar as características e os elementos do gênero em estudo. Proponha uma leitura coletiva do texto e. publicado no jornal O Popular. explorando as práticas de oralidade.

LÍNGUA PORTUGUESA
Conceito

Argumento é um conjunto de justificativas utilizadas para se defender a tese apresentada na introdução de um texto argumentativo, e retomada como reforço, na sua conclusão desse texto.

Velha máfia
O Popular, domingo, 02 de dezembro de 2012

Reportagem publicada ontem neste jornal revela que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos. A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gra­ vemente a segurança no trânsito. A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. Deve-se mencionar também que os candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados. A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás, este mal antigo que vinha sendo tolerado por causa de também antigas omissões. A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir. Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar.
http://www.opopular.com.br/indice-de-noticias/%C3%ADndice-de-not%C3%ADcias-7.218533?filter ByDate=true&pbdate =20121102&inputTemplate=&subject=&externalSiteIds=opopular.opiniao.d

Prática de leitura

Releia o texto Velha máfia e, a seguir, responda às questões propostas.
Professor(a), proponha aos estudantes que releiam, silenciosamente, o texto Velha máfia e, em seguida, explique-lhes que farão uma atividade coletiva tendo como base esse texto. Para isso, transcreva as questões abaixo em um cartaz bem grande, e vá conduzindo a atividade, de modo que os estudantes localizem os trechos/parágrafos no editorial em estudo.

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LÍNGUA PORTUGUESA
01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese):
Possibilidade de resposta: “o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) cancelou a emissão de 1,2 mil unidades da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que iriam ser liberadas mediante processo fraudulento em 18 municípios goianos.” O jornal se coloca favorável ao fato. (1º parágrafo).

02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): A manipulação da outorga de carteiras de habilitação é prática ilícita bastante antiga em Goiás, fazendo parte de irregularidades que ameaçam gravemente a segurança no trânsito. (2° parágrafo).
A fraude, segundo o Detran, envolve centros de formação de condutores, chamados também de autoescola, o que em hipótese alguma pode continuar sendo tolerado. (3º parágrafo). “(...) candidatos à habilitação que aceitam este esquema fraudulento são também mal-intencionados e igualmente culpados.” (3º parágrafo). “A descoberta dessa grande e recente fraude deveria ser aproveitada para a tomada de medidas duras de combate a irregularidades na concessão de carteiras de habilitação em Goiás... A existência de verdadeiras gangues agindo e corrompendo tem de se tornar finalmente uma página virada na história da concessão de licenciamento para dirigir.” (4º parágrafo).

03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão):
Possibilidade de resposta: Quem quiser tirar a carteira tem de jogar limpo e se enquadrar nas normas que os corretos observam. Caso contrário, a violência já elevada no trânsito continuará a se agravar. (5º parágrafo).

04 Apresente sua opinião sobre o assunto tratado no editorial, Velha máfia.
Resposta pessoal
Professor(a), registre as respostas num cartaz e o afixe na sala, em lugar visível, para que os estudantes possam recorrer a ele durante o trabalho com os demais editoriais.

Prática de escrita DESAFIO

Retome novamente o seu texto e observe se ele está organizado, de acordo com os três elementos trabalhados anteriormente: apresentação da tese, desenvolvimento/ argumentação e conclusão. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto, este é o momento de aprimorar a sua escrita. Vamos lá?
Professor(a), oriente esta atividade, percorrendo a sala e auxiliando a reescrita individual dos textos. Chame a atenção da turma para o fato de que a organização do texto pode ser variável, desde que considerem os elementos do gênero.

83

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 20

Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u

Ler com fluência e autonomia, construindo significados e inferindo informações implícitas. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional, regional e local. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais.

u u u

Prática de oralidade

Até agora você leu dois editoriais e pôde expressar sua opinião sobre o assunto tratado neles. Converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem esses textos de opinião, publicados em jornais e revistas.
Professor(a), divida a turma em duplas, peça-lhes que discutam sobre os editoriais lidos até o momento. Para embasar a discussão oriente-os que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. Em seguida, apresente-lhes o editorial Estagnação Social, publicado em O Popular, no dia 06/12, utilizando as estratégia de antecipação e inferência. Aqui seria interessante estabelecer uma parceria com os(as) professores(as) de História e Geografia para o aprofundamento desses conceitos. •

Você conhece o significado dos termos estagnação, desenvolvimento econômico e progresso social? Em que contexto ouviram ou leram estas expressões? Em caso negativo, o que acha que estes termos sugerem?

• •

84

saúde. a seguir.242884 Prática de leitura Leia o texto Estagnação Social para confirmar as hupóteses levantadas na prática de oralidade e. portanto investimento no social.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito O argumento é uma construção verbal – quer seja na modalidade oral. considerando que a economia cresceu bastante e isto deve ter resultado também na criação de mais empregos. A segurança pública mostra situação verdadeiramente calamitosa. como demonstram os indicativos deste setor. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. pois os números são bastante claros.opopular. na modalidade escrita da língua – cuja finalidade precípua é a persuasão do auditório (interlocutor. Não se pode dizer que se trata de um enigma. não praticada realmente. como demonstram os indicativos deste setor.com. mas este avanço não foi acompanhado de progresso social. Estagnação social O popular. 06 de dezembro de 2012. leitor. e piora quanto aos itens saúde.145048/ estagna%C3%A7%C3%A3o-social-1. ficou infelizmente estagnado no período. medido por pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. segurança. Pode-se assim dizer que se passou uma década sem verdadeiro progresso social no Estado. trabalho e educação. telespectador etc. O setor de saúde precisa ser também colocado no topo das preocupações. ouvinte.br/editorias/opiniao/editorial1. assaltos e roubos.) a respeito de uma tese. 85 . quer seja. Composto pelos quesitos habitação. trabalho e educação. quinta-feira. responda às questões propostas: 01 Resumo do assunto e posicionamento do jornal (tese): Possibilidade de resposta: Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. o indicador registra pequeno avanço em renda. como se vê. http://www. para sustentá-la. O Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). habitação e segurança. renda. Falta. Goiás teve uma década de significativo desenvolvimento econômico. uma incoerência. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. com sucessivos recordes de homicídios. A falta de avanço em educação é muito lamentável e exige que esta área conquiste finalmente a condição de prioridade tão proclamada no discurso mas.

Falta. bem como da segurança pública. visto que este é o assunto tratado no texto. Professor(a). saúde. 86 . utilizando uma linguagem apelativa. desafio que deve ser olhado pelo setor público como compromisso para os próximos anos. em relação à própria instituição de ensino em que trabalha.) O desenvolvimento econômico não foi acompanhado pelo progresso social. visto que mais empregos poderiam ter sido gerados. no que concerne à habitação. explorando as práticas de oralidade. Educação. portanto investimento no social. AULA 21 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. segurança. Neste momento. na cidade e no Estado. (4º parágrafo). por exemplo. Tal constatação configura-se como uma incoerência. Estagnação social do Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM). posteriormente. saúde e segurança pública deveriam ser prioridade no governo. no mesmo período. Prática de escrita DESAFIO Apresente sua opinião sobre a temática retratada em Estagnação social.. desenvolvida no 1º parágrafo. leitura e escrita. pois estes reforçam a tese de que não houve consonância entre o desenvolvimento econômico e o progresso social. (1° e 2º parágrafos). 03 Reforço da posição assumida pelo jornal (conclusão): Os exemplos no 5º parágrafo. (3º parágrafo). instigue os alunos a se manifestarem sobre a temática retratada no texto. primeiramente no bairro onde a escola estiver localizada e. sobre a questão da saúde. trabalho e educação.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Apresentação dos argumentos que sustentam a tese (desenvolvimento): Possibilidade de resposta: (.. renda. promova discussões quanto à situação da Educação pública. Como poderíamos aliar desenvolvimento econômico e progresso social? Procure influenciar os leitores.

Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. Nos anos anteriores. indiferente. você estudou o gênero notícias e os elementos que a caracterizam. bem como a conclusão na elaboração do texto. 07 de dezembro de 2012 e. que tem por objetivo informar. por meio de suas semelhanças e diferenças. u u u u Prática de oralidade Ao ler editoriais. que narra um fato recente ocorrido no país ou no mundo. Conceito Editorial é um texto utilizado na imprensa. instigue os estudantes a falar e socializar os conhecimentos. os argumentos. Prática de leitura Leia atentamente a notícia abaixo. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. realize as atividades propostas: 87 . pois é desta maneira que a aprendizagem ocorre. neste momento é importante enfatizar as diferenças e semelhanças entre os dois gêneros textuais trabalhados. Portanto. e cujo conteúdo é constituído por um tema político. cultural etc. construindo significados e inferindo informações implícitas. bem como suas dúvidas. Assim. especialmente em jornais e revistas. você percebeu que ele é um texto opinativo. podemos dizer que o editorial é um texto mais opinativo do que informativo. em seguida. bem como dos argumentos que a fundamentam e a concluem. social. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. Notícia é um texto informativo de interesse público. extraída do jornal Diário da Manhã. Então já é capaz de identificar as semelhanças e diferenças entre estes gêneros: • • • • O que caracteriza o editorial? O que caracteriza a notícia? Onde circula estes textos? Que diferenças e semelhanças há entre eles? Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. Percebeu a importância da tese. regional e local. econômico. mas sem obrigação de ser neutro. Reescrever o editorial definindo a tese.

em que o autor.  A polícia informou que o advogado estava aparentemente embriagado. Gustavo Andrade Zago se recusou a realizar o teste do bafômetro.LÍNGUA PORTUGUESA Advogado bêbado atropela duas pessoas e tem prisão decretada Mariana Magre O advogado Gustavo Andrade Zago atropelou duas pessoas.  Por volta das 2h da manhã. Estimule o debate sobre álcool e trânsito. atingiu três motocicletas e um carro estacionado.Álcool e direção. porque a notícia é um texto informativo e não opinativo. que efetuou a conversão da prisão. Francisco Júnior Costa Martins e Ariel da Silva Pacheco. Em seguida. onde submeteu-se ao exame de corpo de delito e toxicológico para verificar embriaguez. Diário da Manhã 7/12/2012 às 23h01. faça mais uma leitura do texto em conjunto. Ele foi levado ao Instituto Médico Legal (IML). que dirigia uma caminhonete Amarok 4x4 com placa de Rio Verde-GO. Gustavo. assume o risco de produzi-lo.br/texto/78368-advogado-babado-atropeladuas-pessoas-e-tem-prisao-decretada> Acesso em dezembro 2012. que estavam em frente a um pit dog. por tentativa de homicídio por dolo eventual.dm. 88 . Além da colisão com outros automóveis. 03 A opinião do autor está presente no texto? Por quê? Possibilidade de resposta: Não. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. na madrugada de ontem.com. 02 Que fato deu origem à notícia lida? Possibilidade de resposta: O atropelamento de duas pessoas que estavam em frente a um pit dog por um advogado bêbado. no Setor Sudoeste. 01 Qual é a temática retratada na notícia? Possibilidade de resposta: Combinação . o veículo atropelou duas pessoas.  As vítimas foram socorridas pela equipe do Samu.  O auto de prisão em flagrante foi lavrado na Delegacia Especializada em Crimes de Acidentes de Trânsito (DICT) e encaminhado à 1ª Vara Criminal. mesmo sem querer efetivamente o resultado. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva. última atualização: 9/12/2012 às 15h4. pela Avenida Pedro Ludovico. São retratados apenas os fatos ocorridos. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. em Goiânia. Professor(a). perdeu o controle do veículo e acabou subindo em cima da calçada. tonto e dizendo palavras de difícil entendimento. Disponível em: <http://www.

estimulando o debate diante da temática apresentada. os índices de acidentes no trânsito causados pelo consumo de bebidas alcoólicas é uma realidade difícil de ser combatida. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. explorando as práticas de oralidade. a tese. u u u u u 89 . Professor(a). os argumentos e o reforço da tese na conclusão. Qual é a sua opinião sobre a temática retratada na notícia? O que deveria ser feito para evitar acidentes e mortes no trânsito? Resposta pessoal. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto.LÍNGUA PORTUGUESA 04 Apesar das incessantes campanhas de prevenção veiculadas nos meios de comunicação. Prática de escrita DESAFIO Retome seu editorial e observe se nele predomina o tom opinativo. leitura e escrita. regional e local. a opinião. AULA 22 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. tendo o cuidado de distinguir os fatos. instigue o senso crítico da turma. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. reflita com os estudantes a relevância do tema da notícia. construindo significados e inferindo informações implícitas. Releia-o.

Divida a turma em dois grupos e peça-lhes que elaborem argumentos favoráveis e contrários para defenderem a sua posição. que comprovem e/ou reforcem seu posicionamento. escolham uma notícia que mais os interessam. a mais interessante. Depois da leitura. proponha que elejam uma notícia. expostas no centro da sala de aula. Isso pode ser feito por você ou por um estudante voluntário. Conceito A finalidade da notícia é apenas informar o leitor sobre os fatos. é hora de registrar a sua conclusão. para formar opiniões dos leitores. o aspecto mais opinativo do que informativo do editorial. Em seguida. posicionando-se em relação a ela com argumentos coerentes e convincentes. Finalmente proponha o debate: os estudantes devem se manifestar a respeito da questão eleita. enquanto o editorial também opina sobre os mesmos. Professor(a). ou que considerem mais polêmica e façam uma leitura silenciosa – afinal os editoriais se referem às notícias e reportagens do dia. a importância do debate para a escrita de um editorial. peça aos estudantes que retomem as revistas e os jornais de circulação nacional e local. proponha-lhes que discutam entre si (em pequenos grupos) sobre a notícia escolhida. os argumentos que comprovam e/ou reforçam o posicionamento do redator. e que fiquem à disposição da turma no momento da escrita do texto. Prática de leitura Notícia escolhida e discutida. Proceda a uma socialização a fim de que a turma conheça os assuntos discutidos em todos os grupos. de preferência em cartazes. você poderá se embasar nas seguintes questões: 01 Qual é o assunto tratado na notícia eleita? 02 O que você acha desse assunto? 03 Quais outros temas podem ser discutidos com base nessa notícia? 04 Escolha um desses temas que você considera bom para um editorial e justifique sua escolha.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Retome os jornais e revistas que estão expostos na sala de aula e escolha uma notícia para ler e discutir com os colegas. para organizarem um debate bem legal sobre ela. assim. para isso. É importante que esses argumentos sejam anotados. 90 . contribuindo. Leve-os a refletir sobre: • • • • a relevância dos assuntos presentes na notícia discutida.

comprovam e/ou reforçam seu posicionamento e correspondem ao assunto tratado. mímicas etc. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. pedindo que os estudantes socializem os conhecimentos construídos até o momento. assim. explore diferentes linguagens como gestos. retome seu texto e observe se os argumentos que você utilizou são coerentes e convincentes. Desenvolver a argumentação oral e escrita Refletir sobre o emprego dos elementos articuladores na elaboração de argumentos Retomar a produção inicial. Caso na sua turma haja pessoas com deficiência auditiva. depois de ler suas produções. AULA 23 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. explorando as práticas de oralidade. Divida a turma em pequenos grupos para que eles possam conversar sobre os seus editoriais. por meio da prática da oralidade (fala e escuta). Reúna com dois ou três colegas e. leitura e escrita. construindo significados e inferindo informações implícitas. Escute o que eles têm 91 . esta é uma ótima oportunidade para você observar e registrar o desempenho dos estudantes em relação à argumentação. expressões. Prática de escrita DESAFIO Mais uma vez. converse sobre o assunto e argumentos que reforçam a posição assumida. inicie esta aula. o direito de todos e considerando as diferenças da sala de aula. Prática de oralidade Professor(a). para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. respeitando.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). presentes nos textos.

Apesar do histórico negativo. tendo como base o conceito de editorial acima. A situação. Enquanto 418 alunos fizeram o teste em 2011. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. o índice de reprovação chegou a 61%. coordenador do exame do Cremesp. O fato informa o que aconteceu e a opinião transmite a interpretação do que aconteceu. Nada menos que 54. sua 92 . Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. Segundo ele. Desde 2005.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões. em seu caderno. Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame -em vez de se restringir a questões teóricas. o médico Bráulio Luna Filho. quando o exame foi aplicado pela primeira vez. Em 2008. A constatação da inépcia de mais da metade dos formandos já seria razão suficiente para inquietação quanto à qualidade dos cursos de medicina. e responda-as. como USP e Unicamp. mas também dê a sua opinião sobre o que foi construído pelos seus colegas. Cuidar dos médicos É preocupante o resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo. em média. Antes. Conceito O editorial possui um fato e uma opinião. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). contava com cerca de 70% de aprovação. por isso. pela primeira vez. é ainda mais perturbadora: a reprovação no teste não impede o exercício da profissão.500. países como Canadá e Estados Unidos têm. Longe de serem um caso à parte.LÍNGUA PORTUGUESA a lhe dizer sobre o que você criou. deveria medir também a aptidão prática-. taxa de 95% de aprovação. porém. o desempenho dos alunos tem sido pífio. faculdades de prestígio. por exemplo. boicotavam a avaliação. Prática de leitura Leia o editorial e perguntas abaixo com atenção. os resultados deste ano apenas repetem um padrão assustador. agora foram quase 2.

Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. é precária. 03 Qual é a opinião presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: A formação dos médicos. mas a segurança e a saúde dos pacientes. 04 Que interpretações ela (a opinião) transmite do que aconteceu? Possibilidade de resposta: Na medicina. Folha de S. releia-o e verifique se o fato (o que está sendo informado) e a opinião (as interpretações) estão bem delimitados. é precária. não há como fugir à conclusão. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. 02 O que esse fato está informando? Possibilidade de resposta: Nada menos que 54. faça as alterações necessárias. não há como fugir à conclusão. Caso perceba alguma deficiência. O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. A formação dos médicos. por isso. Na medicina. 93 . São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. Prática de escrita DESAFIO Volte ao seu texto novamente. Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina.O que está em jogo não é o interesse de proprietários de faculdades. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Passou da hora de o Congresso aprovar um exame de habilitação para a medicina. para isso recorra às aulas anteriores e discuta com seus colegas e professor. 10 de dezembro de 2012 01 Qual é o fato presente nesse editorial? Possibilidade de resposta: O resultado do exame de proficiência aplicado pelo conselho paulista de médicos aos alunos que se formam neste ano nas faculdades de medicina do Estado de São Paulo.LÍNGUA PORTUGUESA aplicação a todos os formandos permite um diagnóstico mais preciso sobre os cursos de medicina no Estado. Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. Paulo. o desconhecimento técnico pode ter consequências funestas. mas a segurança e a saúde dos pacientes. Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade.5% dos futuros profissionais formados no Estado mais rico do país não acertaram nem 60% das 120 questões.

Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. você procurou inserir os termos que estavam faltando? Professor(a). socialize suas impressões. escrita e análise da língua. mas sim constrói-se na relação emissorreceptor-mundo. porque permite perceber que um texto não existe em si mesmo. envolvendo fatores lógicosemânticos e cognitivos.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 24 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. já que a interpretabilidade do texto depende do conhecimento partilhado entre os interlocutores. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial. ou seja. Conceito Coerência: A coerência é responsável pelo sentido do texto. leitura. sem as palavras e expressões retiradas? Da forma como está o texto tem uma unidade de sentido? Durante a leitura. Observar a coerência é interessante. coletivamente: • • • Como foi ler o texto incompleto. Prática de oralidade Leia o texto Exemplo de honestidade. explorando as práticas de oralidade. Um texto é coerente quando compatível como conhecimento de mundo do receptor. O que devo aprender nesta aula u u u u Ler com fluência e autonomia. coesão e coerência. da forma como se apresenta e. É importante que o aluno perceba que a ausência dos elementos articuladores faz com que o texto não tenha unidade. a atividade pode ser realizada em duplas. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. construindo significados e inferindo informações implícitas. em seguida. 94 .

_________ tenham feito apenas o que é certo. com os termos que estabelecem relação entre os argumentos apresentados e são responsáveis pela coesão e coerência do texto. os bandidos ameaçaram os dois sem-teto. O casal vive na rua. _____ a cena toda era ainda mais interessante. Felizmente. É óbvio que os dois passam dificuldades. vários deles surrupiam o dinheiro público. _____. A polícia acha que o dinheiro foi escondido pelos ladrões ________ que eles próprios buscassem a sacola mais tarde. não há dúvida de que são dois heróis. ________. um casal de moradores de rua encontrou uma sacola embaixo de uma árvore. debaixo de um viaduto no Tatuapé (zona leste de São Paulo). alguém mostra que é possível ser decente mesmo nas situações mais difíceis da vida. A coisa anda tão feia que muita gente até se esquece de que o certo é ser honesto.LÍNGUA PORTUGUESA Coesão: É a manifestação linguística da coerência. _____ eles não ficaram com o dinheiro. Exemplo de honestidade Políticos não se cansam de dar maus exemplos. Uma ajuda mais que merecida. Ao abri-la. deram com cerca de R$ 20 mil. _________. Assim. O episódio já seria suficiente para chamar a atenção. anônimos como tantos brasileiros. de vez em quando. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada. a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção. Na madrugada de domingo para segunda-feira. Sempre que podem. Resolveram dar tudo à polícia. Prática de análise da língua Releia o texto e complete os espaços em branco. não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí. Frustrados. nem todo mundo escolhe o caminho errado para se dar bem. que devolveu a bolada aos seus donos: os proprietários de um restaurante japonês que havia sido roubado horas antes. 95 . A grana poderia melhorar muito suas vidas. os donos do restaurante prometeram ajudar o casal. Agradecidos. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual.

os quais estabelecem relação entre os fragmentos do texto tornando-o coerente e coeso. Resposta: E. 96 . Ainda que. explorando as práticas de oralidade. faça a correção. Após a correção. é importante organizar o texto escrito. Prática de escrita DESAFIO Retome o seu texto e observe se além de empregar os elementos trabalhados a seguir: apresentação da tese. escrita e análise da língua. depois que os alunos completarem o texto. é importante estimular a participação dos alunos e decidir quais serão as expressões mais adequadas para o texto e explicar por que certas expressões escolhidas por eles não cabem no contexto. 11 de julho de 2012. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo. você o elaborou empregando os termos (elementos articuladores). É possível admitir outras respostas apresentadas.LÍNGUA PORTUGUESA Comparando o exemplo das ruas com o da política. este é o momento de aprimorar a sua escrita. Em seguida. Afinal . Mas. Vamos lá? AULA 25 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. enfatize a importância do uso dos elementos articuladores. Neste momento. leitura. Mas. desenvolvimento/argumentação e conclusão. ou seja. Agora São Paulo. Por isso. Em seguida. peça que façam uma leitura silenciosa. fundamentais para a produção textual. Caso esses elementos não estejam bem definidos no seu texto. Observe o uso dos elementos articuladores nos textos lidos. bem como a importância de se escolher bem as palavras e/ou expressões utilizadas em um texto. Professor(a). desde que não alterem o contexto. retome os conceitos de coerência e coesão. para.

o professor deve mediar o ensino-aprendizagem e ensinar aos alunos como se deve fazer pesquisa. Não estimule a cópia de resumos do quadro. nesta atividade os alunos pesquisarão sobre os elementos articuladores e conjunções coordenativas. Prática de análise da língua Pesquise em livros didáticos do 8º ou 9º ano as definições de elementos articuladores. Nesta atividade. Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. oriente os alunos que retomem os elementos trabalhados nas aulas anteriores. Professor(a). O resultado da pesquisa deve ficar no caderno dos alunos. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. O que caracteriza o texto lido como editorial? Qual é o assunto abordado no texto? Qual foi a tese defendida e quais foram os argumentos utilizados para reforçar a opinião? Professor(a). Outra alternativa é utilizar os Ambientes Informatizados para pesquisar. Prática de oralidade Em duplas. conjunção e conjunções coordenativas. Leve para a sala de aula livros didáticos do 8º e 9º anos. construindo significados e inferindo informações implícitas. É importante que eles pesquisem os conceitos trabalhados na aula. estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. ou gramáticas da biblioteca. Percorra os grupos para observar os comentários e as opiniões dos alunos e ajudá-los na reflexão sobre os recursos utilizados pelos redatores. 97 .LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u u Ler com fluência e autonomia. Conceito Conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática. Pesquisar sobre os elementos articulares e conjunções coordenativas. Conjunção coordenativa estabelece uma relação de interdependência entre duas orações. converse com seus colegas sobre as impressões que tiveram ao lerem o editorial Exemplo de honestidade do jornal Agora. Refletir sobre o emprego de conjunções coordenativas como elementos articuladores no editorial. Analisar o emprego dos elementos articuladores no editorial.

Já o sufixo -ção tem significado de “resultado de uma ação”. sm. o objetivo da atividade é ampliar o repertório dos estudantes. de vez em quando: Pode ser substituído por: mas também. entretanto. 04 Quais são as conjunções coordenativas encontradas no texto? Mas: Conjunção coordenativa adversativa . Acesso em dezembro 2012. Vejamos a definição do último termo no dicionário Aurélio: Conjunto: adj. temos que: conjunção é a ação de juntar simultaneamente as partes de um todo. <Disponível em: http://www. conjunções e elementos articuladores. no que concerne ao assunto trabalhado. o Agora não divulga os nomes de quem devolveu a bolada. Pode ser substituído por: logo ou portanto. Possibilidade de resposta: E. Logo. Pode ser substituído por: porém. bem como estimular a constante pesquisa. Professor(a). Por isso: Conjunção coordenativa conclusiva . Servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento. 02 O que são elementos articuladores? Possibilidade de resposta: Elementos articuladores: São palavras ou expressões que estabelecem relações entre as partes de um texto. Mas a cena toda era ainda mais interessante. 03 O que são conjunções? Possibilidade de resposta: Conjunções: A palavra “conjunção” provém de “conjunto”.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Substitua as expressões que foram inseridas no texto Exemplo de Honestidade por outras semelhantes.Expressa oposição de argumentos. 98 .com/gramatica/conjuncao.htm>. se associarmos as duas definições. DESAFIO Retome o seu texto e observe o uso das conjunções coordenativas. Junto simultaneamente.brasilescola. 2 Reunião das partes dum todo. que não alterem o sentido.Expressa a ideia de acréscimo de argumentos. no entanto. Lembre-se de que na escrita de textos é fundamental usar estes recursos. bem como o uso dos demais elementos articuladores. Por isso.Expressa a ideia de conclusão. 05 Que outras expressões foram encontradas no texto? Possibilidade de resposta: Para: Preposição Afinal: Advérbio Ainda que: são relatores que estabelecem ao mesmo tempo uma relação de contradição e de concessão. 1. E: Conjunção coordenativa aditiva .

LÍNGUA PORTUGUESA AULA 26 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. 99 . “Resolveram dar tudo à polícia. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. leitura. escrita e análise da língua. “Não é todo dia que R$ 20 mil ficam dando sopa por aí”. explorando as práticas de oralidade. regional e local. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. que devolveu a bolada”. construindo significados e inferindo informações implícitas. u u Prática de oralidade Retome o texto Exemplo de honestidade e observe a linguagem utilizada: • • • • O que a difere da linguagem dos demais editoriais lidos até o momento? Que expressões deste editorial confirmam peculiaridades no uso da linguagem? Pela linguagem pode-se identificar a ideologia do jornal e o público leitor? Qual o nome do jornal? Onde circula? Prática de leitura Releia o texto. “A grana poderia melhorar muito suas vidas”. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. observando o uso das expressões: “A coisa anda tão feia”.

Na sua opinião. 03 O editorial é um gênero que. que devolveu o dinheiro. por que o autor deste editorial utilizou expressões da linguagem coloquial? Professor(a). O dinheiro ou a quantia poderia melhorar muito suas vidas. AULA 27 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. Não é todo dia que R$20 mil estão disponíveis por aí. escrita e análise da língua. prioriza a linguagem padrão. este é o momento oportuno para mediar uma reflexão sobre o uso da linguagem padrão e não-padrão em textos escritos. geralmente. promova a inferência das ideias apresentadas Prática de escrita DESAFIO Releia o último parágrafo do texto: “Comparando o exemplo das ruas com o da política. Você concorda com essa opinião? Justifique com argumentos bem fundamentados. 100 . quantia ou montante 02 Substitua as expressões em destaque por outras com sentido equivalente (linguagem padrão). Novamente. Resolveram dar tudo à polícia.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Você já ouviu as expressões em destaque? O que significam? Possibilidade de resposta: A situação não está favorável. fica a conclusão: pessoas honestas como esse casal é que são os verdadeiros representantes do povo”. explorando as práticas de oralidade. leitura.

regional e local. bem como saiba quando utilizá-las. apesar de a linguagem padrão predominar no gênero editorial. construindo significados e inferindo informações implícitas.é importante que o estudante compreenda a diferença entre linguagem padrão e linguagem coloquial. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. podemos usar a língua padrão.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. u u u u Prática de oralidade Conforme você viu na aula anterior. bem como exemplificar como as variações linguísticas ocorrem. extraído do jornal Agora São Paulo: 101 . neste momento promova a discussão sobre os tipos de linguagem. Assim. Assim. mas o vocabulário pode ser mais formal ou mais informal. associados ao contexto social em que a linguagem é produzida. de acordo com a nossa necessidade. Conceito Os conceitos linguagem formal e linguagem informal estão. escrever de acordo com as regras gramaticais. Refletir sobre as expressões e recursos linguísticos empregados nos editoriais. o texto abaixo. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto. como um recurso para se aproximar do leitor. conversar. sobretudo. ou seja. Também é apropriado trabalhar com o conceito de língua. às vezes. alguns editorialistas utilizam a linguagem coloquial. atentamente. Prática de leitura Leia. Refletir sobre o uso da linguagem padrão e não padrão nos editoriais como um recurso utilizado pelo autor. • • • • • • • O que é linguagem padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que é linguagem não-padrão? Em quais tipos de textos devemos usá-la? O que seriam as denominadas variações linguísticas? Como se manifestam na fala? E em um texto? Em que situações utilizamos a linguagem padrão? E a linguagem coloquial? Professor(a).

os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços. portanto. Isso não acontece por acaso. A partir de amanhã. quanto no setor privado. O órgão do governo responsável por fiscalizar o setor decidiu punir quem desobedece esses prazos.shtml> Acesso em dezembro de 2012. Disponível em: <http://www. O que dizer. A medida é correta.com. A saúde do cidadão. Sobre a notícia lida.LÍNGUA PORTUGUESA Chá de cadeira para a saúde De tempos em tempos surge uma pesquisa que pergunta às pessoas qual o principal problema da cidade. tanto no setor público. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar.uol. do Estado ou do país. porém. as esperas devem ser de no máximo três dias para exame de laboratório. então. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento? De acordo com regra válida desde o final do ano passado. É sempre uma surpresa. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. 102 .br/editorial/ ult10112u1118825. no setor público ou no privado. muitas vezes em primeiro lugar. Mexer no bolso das empresas é um bom jeito de cobrar mais agilidade. Entre os vários problemas. sete dias para consultas básicas e 14 para as de médicos especialistas. Quem usa o SUS conhece bem a triste realidade dos hospitais públicos.agora. Não é surpresa. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação. não pode ser tratada com chá de cadeira. responda: 01 Qual é a temática retratada no texto? Possibilidade de resposta: A situação ruim da saúde pública brasileira. Sempre a área da saúde aparece no alto dessa lista. Os atuais associados não serão prejudicados.

no setor público ou no privado. longas filas de espera para conseguir atendimento são um dos maiores motivos para reclamação” (4º parágrafo) e “O que dizer. você deve ter observado o uso de linguagem padrão e não-padrão. os planos que enrolam ficam proibidos de buscar novos clientes até que melhorem os serviços” (10º parágrafo) e “A saúde do cidadão. neste momento torna-se pertinente aprofundar os conceitos trabalhados na aula de linguagem padrão e não-padrão. Ouça as opiniões dos alunos e medeie o debate. recomenda-se que os estudantes realizem silenciosamente a primeira leitura. “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. a) As expressões acima são exemplos de qual tipo de linguagem? Possibilidade de resposta: Linguagem não-padrão. Em seguida. Resposta pessoal. 03 No lugar do editorialista. faça mais uma leitura do texto em conjunto. Retire dois exemplos de cada tipo de linguagem no texto lido. Estimule o debate sobre a situação do setor da saúde em nosso país. b) Você já tinha ouvido essas expressões? Em caso positivo. “Os planos que enrolam”. Prática de análise da língua 01 Ao ler o editorial. “Mexer no bolso das empresas”. 02 Atente quanto ao uso das expressões: “Aparece no alto dessa lista”. em quais contextos? Possibilidade de resposta: Resposta pessoal. através da socialização dos conteúdos 103 . Estabeleça a interação na aula. Professor(a). Possibilidade de resposta: Linguagem padrão: “Entre os vários problemas. quando 268 planos de saúde de 37 operadoras descumprem os prazos máximos previstos pela legislação para realizar o atendimento?” (7º parágrafo). não pode ser tratada com chá de cadeira” (12º parágrafo).LÍNGUA PORTUGUESA 02 Você concorda com a opinião do jornal? Por quê? Resposta pessoal Professor(a). Linguagem não-padrão: “A partir de amanhã. que tipo de linguagem você utilizaria predominantemente em seu texto? Justifique sua resposta. então.

mãos à obra! AULA 28 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Editorial. o editor utilizou em sua argumentação: Professor(a). que outros recursos. u u u Prática de oralidade Retome o texto “Chá de cadeira para a saúde” e observe. Então. regional e local. leitura. Espera-se que os alunos percebam 104 . explorando as práticas de oralidade. escrita e análise da língua. Lembre-se de que usar os tipos de linguagem padrão ou não-padrão são recursos que você pode explorar em seu texto.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. neste momento é necessário revisar os conceitos vistos na aula passada. bem como reler o texto. Comentar ideias e opiniões presentes nos editoriais de jornais e revistas de circulação nacional. Estimule a participação dos alunos fazendo questionamentos. construindo significados e inferindo informações implícitas. além da linguagem. Refletir sobre os recursos expressivos empregados nos editoriais. Tente perceber qual tipo de linguagem você empregou e se seu uso está de acordo com os conceitos estudados em sala de aula. O que devo aprender nesta aula u u Ler com fluência e autonomia. Discutir sobre a situação de produção dos editoriais de diversos jornais Ler editoriais observando a configuração/organização do texto.

no setor público ou no privado. retoma o título na linha argumentativa do texto etc. A expressão chá de cadeira remete-nos à espera por atendimentos melhores nos serviços prestados. que quase 50 milhões de brasileiros precisem de um plano de saúde privado para cuidar de seu bem-estar. de acordo com os contextos que aparecem no texto. Em suma “A saúde do cidadão. portanto. o conhecimento de diferentes gêneros textuais proporciona ao leitor o desenvolvimento de estratégias de antecipação de informações que o levam à construção de significados. c) Prejudicar financeiramente. Possibilidade de resposta: a) Aparece em primeiro lugar dessa lista. Prática de análise da língua 01 Relacione o título do editorial com os argumentos apresentados no texto. 105 . caracterizada pela demora nos atendimentos e serviço ruim. tanto no setor público. como a repetição de palavras (surpresa) questiona o leitor. quanto no setor privado. enfatize que os alunos deverão substituir as expressões. d) “Não pode ser tratada com chá de cadeira”. Nesse sentido. não pode ser tratada com chá de cadeira”. b) Os planos que não respeitam os consumidores. b) “Os planos que enrolam”. O uso de recursos expressivos possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o leitor na construção de novos significados. a) “Aparece no alto dessa lista”.LÍNGUA PORTUGUESA que o autor utilizou alguns recursos linguísticos. Professor(a). d) Não pode ficar à espera de soluções. 03 Releia os parágrafos abaixo: Não é surpresa. 02 Substitua as expressões abaixo por outras da linguagem padrão. c) “Mexer no bolso das empresas”. Possibilidade de resposta: O título “Chá de cadeira” foi utilizado para reforçar os argumentos a respeito da situação do setor da saúde no Brasil. Conceito Os recursos expressivos são processos utilizados pelos autores para tornar o texto mais sugestivo e eficaz.

no 7º parágrafo texto. visto que na rede pública o atendimento é demorado.LÍNGUA PORTUGUESA É sempre uma surpresa. mesmo na rede privada. pode ser considerado um recurso expressivo? Possibilidade de resposta: Sim. inseriu algum dado estatístico? Tais recursos reforçam a sua argumentação e podem ser utilizados. Tente perceber o uso de uma mesma palavra que expresse ideias diferentes. descobrir que os beneficiários de alguns planos também sofrem com a demora para marcar consultas. escrita e análise da língua. porém. ou seja. Você fez algum questionamento aos leitores de seu texto? E você. sugestiva e eficaz. 04 O questionamento utilizado pelo autor. O questionamento leva o leitor a refletir sobre a questão levantada. 106 . Prática de escrita DESAFIO Releia seu editorial. Explique os sentidos da palavra surpresa na argumentação utilizada pelo autor. leitura. explorando as práticas de oralidade. de maneira enfática. os beneficiários têm enfrentado os mesmos problemas da rede pública. demora nos atendimentos. Vamos lá! AULA 29 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero Editorial. O segundo uso de surpresa serve para reforçar que. Possibilidade de resposta: A palavra surpresa foi utilizada primeiramente para reforçar o argumento de que é necessário pagar por um plano de saúde. caracterizado por longa filas.

Os verbos • indicam ações ou exprimem o que se passa. São variáveis. pessoa e número. para isso retome o texto “Cuidar dos médicos” e responda às questões abaixo. • podem sofrer flexão de tempo. e têm a propriedade de localizar o fato no tempo. • possuem modos verbais: indicativo. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. • possuem tempos verbais básicos: presente. Analisar e refletir sobre o emprego das flexões verbais Retomar a produção inicial. Conceito Os verbos são palavras que indicam ações ou exprimem o que se passa. 01 Analise as flexões verbais dos verbos destacados no trecho “São alunos que não dominam o conteúdo básico necessário para cuidar da saúde da população e. Em seguida socialize suas conclusões para o restante da turma. passado e futuro. modo. subjuntivo e imperativo. Professor(a). agora. • têm propriedade de localizar o fato no tempo. referentes ao emprego das flexões verbais. São e dominam estão flexionados no presente. Há três tempos verbais básicos: presente. Prática de análise da língua Nesse momento. Para isso proponha a seguinte reflexão. em relação ao momento em que se fala. Prática de oralidade Volte ao editorial Cuidar dos médicos. pessoa e número. construindo significados e inferindo informações implícitas. podem sofrer flexão de tempo. em relação ao momento em que se fala. para observar e refletir sobre o emprego das flexões verbais presentes nesse texto. dia 10 de dezembro de 2012.” Possibilidade de resposta: Todos os três verbos estão na 3ª pessoa do plural. peça aos estudantes que observem bem o emprego das flexões verbais.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. visto que exprimem estado (ser) e ação (dominar) que ocorrem 107 . por isso. Paulo. presentes no editorial em estudo. foram reprovados pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). trabalhado na aula 9 e releia-o. publicado no jornal Folha de S. passado e futuro. modo. (se referem a alunos) e no modo indicativo (retratam situações consideradas reais por parte de quem fala ou escreve). você fará um trabalho em grupos.

” Prática de escrita DESAFIO Outra vez. mas uma possibilidade de atitude do coordenador. Professor(a). a hora é agora: faça consultas em gramáticas.” Resposta possível: O verbo está na 3ª pessoa do singular (se refere ao coordenador) e foi empregado no pretérito imperfeito do modo subjuntivo. No texto há mais três verbos flexionado neste modo verbal... “Permitir que tais profissionais ingressem no mercado de trabalho é uma temeridade. a incerteza dessa ação..LÍNGUA PORTUGUESA no momento da fala. O verbo foram. peça-lhes que retomem o texto em estudo e respondam às questões abaixo. 03 Leia o trecho abaixo. proponha uma discussão e finalize fazendo junto com a turma uma sistematização do que foi estudado. por sua vez. 02 O que você sabe sobre o tempo presente? Quando ele é usado? Possibilidade de resposta: O presente indica uma ação. Identifique-os: Possibilidade de resposta: “Ainda que sejam pertinentes algumas críticas ao exame. “Talvez o coordenador do Cremesp imaginasse que o resultado de 2012 seria melhor porque. Dê um tempo para que a turma realize a atividade e peça-lhes que socializem suas conclusões. estado ou fenômeno da natureza que ocorre no momento em que se fala. Imaginasse sugere não uma certeza. retome seu editorial e observe como você utilizou os verbos para apresentar os fatos e sua opinião. no momento em que o editorialista escreve o editorial e argumenta a tese defendida. ou seja. com base nos conhecimentos apresentados pelos grupos. discuta com seus colegas.”. Em seguida. por parte de quem fala. pois expressa uma ação já concluída no momento da fala. 04 Sempre que o autor de um texto quer marcar o grau de incerteza de um fato utiliza o modo subjuntivo. pela primeira vez. fazer a prova foi pré-requisito para o registro profissional. Observe as flexões utilizadas para expressar passado e presente. certezas e dúvidas etc. está no pretérito perfeito. Caso perceba que precisa aprimorar este conhecimento linguístico no seu texto. organize os estudantes em grupos.” “Não faz sentido permitir que a população fique nas mãos de médicos que não têm o conhecimento mínimo necessário. peça ajuda ao(à) seu professor(a)! 108 . que retrata situações consideradas hipotéticas. A palavra talvez que introduz o trecho reforça a dúvida. observe o verbo em negrito e analise a sua flexão.

responda às questões que se seguem: 109 . artigos. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. u u Prática de oralidade Professor(a). Ler. à turma. conteúdo. revistas. apresente. Ler crônicas e editoriais. podemos definir a concordância nominal como sendo a concordância entre o substantivo e seus termos referentes. estilo e função social. o título do editorial a ser trabalhado nesta aula. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. leitura.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 30 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. pronomes. em seguida. numerais. O que devo aprender nesta aula u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais. Essa concordância se dá em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Prática de leitura Leia o texto abaixo e. Produzir crônicas e editoriais. observando os elementos constitutivos dos gêneros em estudo (forma. comparar e associar os gêneros em estudo. observando forma. explorando as práticas de oralidade. TV etc. questionando-os: • • • O que o título lhe sugere? Você vê alguma relação entre o título e a data do editorial? Você acha que o editorialista vai apresentar algum conselho ao leitor? Qual? Conceito De modo geral. como adjetivos. escrita e análise da língua. estilo e função social).

muitas vezes. Em segundo lugar aparece a utilização da linha de crédito conhecida como cheque especial. Existem consumidores contumazes como os que são seduzidos pelo apelo de comprar neste período do ano. Para se ter uma ideia. como se sentissem na obrigação de dar presentes. A consultora recomenda que se deve resistir a essa tentação. por culpa desse elevado índice de endividamento. O que vale dizer: o excesso de endividamento quase sempre não vale a pena. Muitas vezes. verdadeira bomba-relógio para quem não conta com algum planejamento financeiro. como o Editorial. é importante que essa concordância seja feita de acordo com as normas gramaticais? Por quê? O editorial é um gênero que por sua finalidade e suporte precisa se adequar às normas gramaticais. de acordo com dados do Banco Central. Jornal O Popular. mesmo antes do balanço final das compras natalinas as famílias já estão muito endividadas. 110 . 03 A concordância correta entre os termos das orações dentro do texto são marcas de que tipo de linguagem? São marcas de uma linguagem padrão. já que a fala coloquial é marcada por concordâncias. consideradas em desacordo com essa linguagem padrão. De modo geral. cautelosa. O endividamento com uso do cartão de crédito é o maior peso para essas famílias endividadas. no País. 10 de dezembro de 2012 01 Que opinião é expressa no editorial? A opinião expressa é de que os consumidores devem ter uma posição prudente. 44% da renda anual das famílias estão comprometidos com endividamento. 04 Em um texto escrito. a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. diante do consumo. Prudência no consumo será sempre conveniente para todos.LÍNGUA PORTUGUESA Limite da dívida Uma consultora de educação financeira aconselhou os consumidores a um raciocínio prudente em face do intenso apelo para comprar nesta época do ano. as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. 02 Que argumentos são utilizados para comprovar esse ponto de vista? O principal argumento empregado é de que a maioria dos consumidores estão endividados além de suas possibilidades.

explorando as práticas de oralidade. escrevendo as palavras que concordam com o termo já escrito. de acordo com as regras gramaticais da língua padrão.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Observe o quadro e complete-o. observe se em seu texto você fez as concordâncias nominais da forma correta. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial. leitura. você poderá acrescentar outras regras caso considere oportuno. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nessa aula. Professor. Caso não o tenha feito. Uma consultora de educação financeira/ consumidores contumazes/ cheque especial e outros. escrita e análise da língua. corrija-o! AULA 31 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que o os estudantes já possuem sobre o Gênero Editorial. apresentamos aqui a regra básica de concordância nominal. Veja o exemplo: ARTIGO das PRONOME essas algum as SUBSTANTIVO compras famílias planejamento famílias ADJETIVO natalinas endividadas financeiro sacrificadas 02 Copie do texto outros exemplos de concordância nominal. 111 .

basicamente. 03 “. Ler. as pessoas se endividam. como sendo a concordância entre o sujeito e o verbo a que ele se refere. Predomina a linguagem padrão. 02 De acordo com o editorial. utilizando diferentes estratégias de leitura como mecanismos de interpretação de textos. ficando em situação difícil. principalmente nessas épocas de grande consumo. como podemos perceber pela ausência de gírias e expressões regionais. Essa concordância se dá de acordo com a pessoa (1ª.” Nesse trecho aparece uma relação entre o endividamento e a situação difícil das pessoas.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Discutir sobre a finalidade dos editoriais de diferentes jornais.a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois.. TV etc. conteúdo. Ler editoriais. observando os elementos constitutivos do gênero em estudo (forma. como a concordância. qual a principal consequência do endividamento das famílias? As famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas. estilo e função social Produzir editoriais. Explique como se dá essa relação. estilo e função social). pelo cuidado com as regras gramaticais. caso ache necessário. Discutir sobre a ideologia e a intencionalidade dos editoriais. observando forma. No caso a relação existente é de causa e efeito. Você considera esse um tema adequado ao gênero? É um tema de relevância social e bastante discutido. Conceito Definimos a concordância verbal. ou seja. revistas. Refletir sobre o emprego da concordância nominal e verbal nos gêneros em estudo. 04 Que tipo de linguagem predomina no texto? Justifique. comprometem grande parte de sua renda e então não conseguem mais pagar suas dívidas. portanto adequado ao gênero. retome a leitura do editorial da aula anterior para prosseguir com essa aula. 01 Vimos que o tema do editorial lido ontem é o endividamento de muitas famílias brasileiras. u Prática de leitura Professor(a).. o gênero em estudo. 2ª 112 .

aquela que existe entre o substantivo e seus referentes. “. o que deixaria o texto com uma linguagem fora do padrão considerado culto.. Os dois verbos estão no plural porque se referem à palavra gastos que também está no plural. Em textos como o Editorial a concordância deve estar em acordo com as regras da norma padrão. corrija-o..a fim de que os gastos não extrapolem os limites e causem um endividamento que deixará a pessoa em situação verdadeiramente dramática depois. considere tudo o que já foi visto nas aulas anteriores e ainda o que foi visto nesta aula.. ou entre o sujeito e o verbo.” aparecem dois verbos para um mesmo sujeito.as famílias acabam sem condições de adquirir coisas essenciais e assim ficam sacrificadas.” Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial. Que outra concordância podemos fazer no texto? Outra concordância possível é entre o sujeito e seu predicado. 03 O autor do editorial poderia ter separado o período em dois? Por que não o fez? Separar o período acarretaria na repetição do sujeito. 113 .LÍNGUA PORTUGUESA e 3ª) e número (singular e plural). caso não o tenha feito. de acordo com a norma padrão e. a concordância nominal. Observe se em seu texto você fez as concordâncias verbais da forma correta. em desacordo com uma das características do gênero. 02 No trecho“. Prática de análise da língua 01 Vimos na aula anterior um tipo de concordância. portanto. 04 Busque no texto outro exemplo em que dois verbos referem-se a um mesmo sujeito e copie o trecho. Copie os período em que isso ocorre? extrapolem e causem..

Em seguida. Retomar a produção inicial. em seguida. converse com a turma sobre tudo o que já estudaram referente ao gênero editorial. principalmente. quando exigem a 114 . a desenvolver melhores argumentos. Os termos. provoque-os a dizer. Refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração. sobre a evolução da aprendizagem deles em relação à leitura e à escrita. • • Conceito A regência cuida especialmente das relações de dependência em que se encontram os termos na oração ou as orações entre si no período composto. Faça uma síntese oral da evolução do seu aprendizado sobre a leitura e a escrita. e a aumentar seu poder sustentação de uma posição? Argumente.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 32 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. peça-lhes que leiam o texto. analise da língua e escrita. construindo significados e inferindo informações implícitas. explorando as práticas de oralidade. Prática de oralidade Nessa aula. O que devo aprender nesta aula u u u Ler com fluência e autonomia. tendo como base o texto Oscar Niemeyer. antes de iniciar a leitura do texto Oscar Niemeyer. a ideia é fazer uma retomada de tudo que já foi estudado até o momento sobre o gênero editorial e. para reformulações que garantam a presença dos elementos próprios do gênero. Sobre a opinião do editorialista desse texto. discutam sobre ele e respondam as seguintes questões: • • Ao ler esse texto é possível perceber com mais facilidade o assunto tratado? Explique. Professor(a). estudante. o que você tem a dizer? Está clara? É convincente? Foi reforçado no final do texto? Você acha que o estudo do gênero editorial lhe ajudou a identificar a tese de textos de opinião.

foi questionada por Niemeyer. e autor de obras em várias partes do mundo. pela extrema economia de recursos. Prática de leitura Leia o texto abaixo e. que seria a marca das principais aspirações nacionais. Criador de Brasília. já nas construções mineiras da Pampulha. em seguida. para o advento do futuro.LÍNGUA PORTUGUESA presença de outro. como nunca. pelo menos na primeira metade do século passado. Niemeyer marcou sua presença na arquitetura do século 20 graças a um estilo próprio. o brasileiro considerou que novas técnicas de edificação em concreto armado permitiam uma abertura maior para a fantasia do arquiteto. Seja como for. Já não seria pouco. Viu-se depois. dada a circunstância de que o modernismo arquitetônico. pela austeridade antiornamental. o próprio Oscar Niemeyer não se esquivou de relacionar seu estilo com a natureza de seu país – as montanhas do Rio de Janeiro e “as curvas da mulher amada” estariam entre as principais fontes de inspiração. Quando o termo regente é um verbo. e mais ainda em Brasília. O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. Nesse sentido. ao mesmo tempo informal e inovador. ao lado de Lucio Costa. sem esforço. ocorre a regência nominal. adjetivo ou advérbio). A preferência quase dogmática pela linha reta. Flexibilizou. os que completam a significação dos anteriores chamam–se regidos ou subordinados. reflita sobre as questões propostas: Oscar Niemeyer Contam-se nos dedos os brasileiros que tiveram fama internacional comparável à do arquiteto Oscar Niemeyer. ocorre a regência verbal. 115 . Quando o termo regente é um nome (substantivo. ao menos até a ruptura de 1964. nos anos 1940. Tratava-se. corria o risco de cair na impessoalidade e na rigidez. chamam-se regentes ou subordinantes. de forma traumática. ao lado do então governador Juscelino Kubitschek. a obra de Niemeyer não tanto retirou elementos da paisagem brasileira quanto serviu para reconfigurá-la. de dar forma a um sonho de modernidade. Como é sabido. estava por assim dizer no inconsciente de atitudes que orientava o projeto desenvolvimentista. feito de elegância e aerodinâmica leveza. as linhas do edifício.

persiste.uol. discutam sobre ele.LÍNGUA PORTUGUESA o quanto de conflito. A beleza palaciana de suas obras. diga-lhes que estas os ajudarão a refletir e compreender a função da regência no relacionamento com os termos da oração.. Niemeyer sobreviveu aos percalços da política.. o nome de Niemeyer parece refletir esta esperança: a de que a matéria.br/opiniao/1197368-editoriais-oscar-niemeyer. c) De acordo com o conceito de regência acima. possa dobrar-se. em duplas. No texto. diga aos estudantes que. Prática de análise da língua 01 Observe a oração a seguir e responda: “Niemeyer marcou sua presença. num país e num mundo bem menos simples e transparentes. para escrever um bom texto é preciso articular bem as palavras e para isso é necessário compreender a relação existente entre os termos uma oração e perceber que um termo serve de complemento ao outro. a mesma com que enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista e ao duro centralismo militar.com. mas inspiradora ainda. Folha de . na curva do concreto e na limpidez do vidro. essa palavra exerce a função de verbo trasitivo direto que exige um complemento sem preposição – sua presença – termo regido que completa esse verbo dando sentido à ideia contida no texto. no branco do mármore.folha. Possibilidade de resposta: regente. de desigualdade. pois trata-se da relação de dependência estabelecida entre o verbo (marcou) e seu complemento (sua presença). decorativa talvez. releiam o texto. Paulo. sempre igual a si mesmo. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. 116 . Com inabalada serenidade. rígida e muda. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante. essa relação trata-se de regência verbal ou nominal? Explique. 07 de dezembro de 2012 http://www1. Possibilidade de resposta: regência verbal. pairando. Inscrito na audácia do desenho.shtml Professor(a). contrastando com os fins igualitários de sua crença comunista. fácil. Peça-lhes que. aos desígnios do homem. para isso oriente-os a desenvolverem as atividades a seguir. observando como as palavras se relacionam e formam um todo com sentido. de autoritarismo e de turbulência se escondiam sob as promessas de meados do século.” a) A palavra destacada é: Resposta: um verbo b) Essa palavra é o termo regente ou regido? Explique.

LÍNGUA PORTUGUESA 02 Defina regência nominal e cite um exemplo do texto em estudo.. inclusive o conteúdo estudado nessa aula. Discuta bem esses conceitos com a turma... Mostre-lhes que. internet etc. transitivo indireto. as linhas do edifício. aproveite esse momento e aprimore seu texto. caso perceba alguma falha. Possibilidade de resposta: a regência nominal acontece quando o termo regente da oração.” Professor(a).. na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto.” Termo regente/Função Regência Termosregidos/Função enunciava: verbo transitivo direto e indireto verbal convicções: objeto direto ao amável populismo juscelinista: objeto indireto “Niemeyer sobreviveu aos percalços da política. 03 Analise as orações abaixo e complete o quadro: “Flexibilizou. estão presentes nele. Exemplo: “O gesto aéreo e largo de quem domina o horizonte e o liberta. adjetivo ou advérbio).. transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele. se for preciso peça-lhes que pesquisem em gramáticas.” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Flexibilizou: verbo transitivo direto verbal as linhas do edifício: objeto direto “. digas-lhes que a regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. observe mais uma vez se os elementos próprios desse gênero.enunciava convicções em muito alheias ao amável populismo juscelinista.. continue orientando os estudantes durantes as atividades. 117 . utilizados para dar sentido ou significado ao que se quer expressar é um nome (substantivo. como nunca. sempre igual a si mesmo.” Termo regente/Função Regência Termo regido/Função Prática de escrita DESAFIO Sobreviveu: verbo transitivo indireto verbal aos percalços da política: objeto indireto Releia o seu editorial.

reescrito. por exemplo. ou seja. ou seja. explorando as práticas de oralidade. É importante que você. bem como a importância do uso do rascunho. Todo texto escrito deve ser revisado. para torná-lo coeso e coerente. chegou a hora de refletir sobre a importância da reescrita. (re) organização de ideias. Professor(a). o professor pode indicar problemas identificados. É necessário também socializar as produções escritas. Estimule também a prática de leitura e reescrita nas outras disciplinas. da direção ou da equipe de redação. bem como a conclusão na elaboração do texto. por isso deve-se estimular a atividade em duplas. bem como quanto à utilização dos elementos articuladores. por meio de suas semelhanças e diferenças. coesão e coerência. analise da língua e escrita. Conceito Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa. Lembre-se que seu papel nessa atividade é mais uma vez mediar a correção. suas características e a importância dos elementos articuladores em um texto. para garantir a clareza das ideias apresentadas. perceba o uso da língua em suas produções escritas. u u u u Prática de oralidade Depois de termos estudado sobre o editorial. através do uso dos elementos articuladores e pontuação. Conferir ao editorial coesão e coerência.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 33 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. Estabelecer relações entre o gênero textual notícia e o gênero textual editorial. Reescrever a tese. cada aluno lerá o editorial do outro e fará sugestões que contribuam para a melhoria dos textos. Em duplas. sem a obrigação de ter alguma imparcialidade ou 118 . Revisar o uso dos elementos articuladores (conjunções coordenativas e outros). faça as seleções necessárias para as produções textuais que escrever. Ao corrigir um texto. é importante enfatizar que um texto deve ser reescrito e que tal prática não se configura como perda de tempo. os argumentos. O que devo aprender nesta aula u Reescrever o editorial atentando-se às características pertinentes a este gênero. tais como: reflexão sobre a língua. bem como as características do gênero trabalhado. aluno.

LÍNGUA PORTUGUESA objetividade.com. as conjunções coordenativas. br/2009/06/genero-editorial. os elementos articuladores. na produção de um editorial? Respostas pessoais Professor(a). Para ficar bem organizado. em todas as disciplinas. Geralmente. de tornar seu texto coeso e coerente. Prática de leitura 01 Para você. 04 Por que a reescrita torna-se fundamental. Enfatize que essa prática deve tornar-se recorrente na produção de textos. por exemplo. Prática de escrita DESAFIO Reescreva seu editorial empregando todo o conteúdo visto durante nossas aulas. qual é a importância de se reescrever um texto? 03 Você tem o hábito de reescrever os textos que escreve? Justifique. Disponível em: <http://linguaportuguesafp2009. é necessário monitorar a atividade de reescrita. entregue para o seu professor todas as versões de seu trabalho.O profissional da redação encarregado de redigir os editoriais é chamado de editorialista. Depois de terminar as devidas revisões. 119 . o que é reescrita? 02 Para você. grandes jornais reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas. Coloque-se à disposição dos alunos para sanar dúvidas.html> Acesso em dezembro 2012. numere os textos do primeiro ao último. Lembre-se de utilizar as características pertinentes a este gênero.blogspot.

parte de um jornal ou revista escrita por um editor. pois todos estiveram envolvidos na produção escrita do editorial durante as aulas. que tal implantá-la? Converse com seus professores. ou peça que indique um colega para realizar a leitura. Em seguida. Professor(a). etapa por etapa. O editor é responsável pelo seu editorial. será feita uma votação dos três melhores textos. Cada aluno lerá o seu texto para o restante dos colegas. Os três textos mais votados serão trabalhados em conjunto pela turma. 120 . Caso não haja publicação deste tipo em sua escola. Anote no quadro o nome dos alunos indicados. Disponível em: <http://www. Estas produções serão publicadas no jornal da escola.br/editorial/> Acesso em dezembro de 2012.dicionarioinformal. Reescrever e publicar os editoriais produzidos. que fica sob a responsabilidade de um editor (editorial) . pergunte a cada um deles qual foi o melhor editorial e por quê. Peça para que os alunos façam anotações no decorrer das leituras. política. Enfatize a importância de se escolher o texto pelos argumentos apresentados e não por quem o escreveu.).com. economia. chegou a hora de expor os resultados à turma. Conceito É cada uma das seções de um jornal ou revista (esporte. Caso algum aluno não queira ler.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 34 Sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Apresentação dos resultados obtidos na elaboração de um editorial. Estimule a participação espontânea dos alunos. Quando todos tiverem lido. O importante nesta atividade é a interação da turma. moda.et. Cada aluno lerá o editorial produzido. se ofereça para ler em seu lugar. Prática de oralidade Depois de ter produzido seu editorial. O que devo aprender nesta aula u u u Enfatizar a importância da reescrita nas produções textuais. Socializar os editoriais produzidos pela turma. Faremos uma roda de leitura dos editoriais. disponha as carteiras em círculo.

LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Quais foram os motivos que o levaram a escolher o texto que votou? 02 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as características do gênero editorial? Exemplifique. Prática de escrita DESAFIO Vamos reescrever o texto juntos? O professor dividirá a turma em 3 grupos. bem como à apreensão dos conteúdos trabalhados. ortografia etc. bem como o uso dos elementos articuladores. no que concerne à escolha do texto. paragrafação. 121 . Lembrese de utilizar as características pertinentes ao gênero editorial. Cada grupo ficará responsável pela reescrita de um dos textos escolhidos pela turma. 04 Quais foram os conteúdos que você apreendeu a respeito de Editorial? Respostas pessoais Professor(a). 03 Você observou se o autor do texto que escolheu utilizou as os elementos articuladores e conjunções coordenativas? Exemplifique. além da pontuação. esta atividade tem por objetivo aferir o senso crítico dos alunos.

o formato de uma ata. para tanto é necessário que o professor(a) faça a leitura de uma ata modelo e oportunize um tempo para que cada aluno tenha contato com o documento – ATA. a finalidade. Envolva todos os alunos. etc. documento – Ata. leitura e escrita. o ofício. em forma de U ou círculo e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso ao gênero. para desenvolver o trabalho com gênero. Informe aos alunos que irão participar de uma reunião para definir alguns procedimentos para o bom desempenho das aulas. definido-se nessa reunião os critérios e regras de bom desempenho das aulas. assinalando os fatos abordados e as decisões tomadas. Diga aos alunos que antes de elegerem o (a) secretário (a) é necessário conhecer como será o trabalho desse aluno. AULA 35 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documento – Ata. porém essa seria uma simulação de reunião. Essa reunião deverá acontecer uma vez por mês para se avaliar o cumprimento dos acordos combinados na primeira reunião. a situação de produção. o memorando. Deverá ser lida a ata da primeira reunião em que se registraram as decisões e redigir a ata da reunião em pauta. de forma democrática. o relatório. Peça aos alunos que elejam. prepare a sala de aula com as carteiras disposta de tal forma como se os alunos fossem participar de uma reunião. um (a) secretário (a) para fazer o registro de todas as decisões e fatos das reuniões. 122 . Apresente aos alunos um livro ata que deverá ser preparado previamente para registrar todas as reuniões que a sala realizar. o espaço de circulação e compará-la com outros documentos como a carta. É importante que todos os estudantes anotem a pauta da reunião e elaborem propostas para serem apresentadas na aula seguinte. explorando as práticas de oralidade. requerimento. Aproveite este momento para falar sobre o gênero documento – Ata. cartas Professor(a). Compare a linguagem utilizada. A reunião deve acontecer na próxima aula com a participação de todos. Apresente uma pauta e coloque os alunos para pensar sobre as questões levantadas para que todos possam participar da elaboração das regras de conduta de boa convivência.LÍNGUA PORTUGUESA Ata.

Procure saber o que os estudantes já conhecem sobre os gêneros: pergunte aos alunos se já ouviram a leitura de uma Ata ou se sabem para que serve. Esclarecer que se trata de um documento oficial. assistência. Ler com fluência e autonomia. escreve Atas. para quem escreve e para que escreve. é importante antecipar aos estudantes algumas informações a partir do título. cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. onde ele estuda. associações culturais e escolas. da finalidade e do gênero textual! 123 . construindo significados e reconhecendo o valor desse documento nas relações de trabalho. com objetivo de retomar o trabalho com gêneros textuais. fórmula final. ordem do dia. dados da reunião. assinaturas e anexos. bem como os objetivos desse gênero. desenvolvimento da sessão.. Converse com os alunos sobre o modo como as Atas são redigidas: título. atenção professor(a). É um documento obrigatório em empresas públicas e privadas. e apresente-lhes o gênero Ata a ser estudado. do(s) tema(s) abordado(s). em diferentes tipos de grupos organizados. converse com os alunos sobre a aprendizagem construída.. Ata é um documento oficial cuja função é fazer constar por escrito o que foi discutido ou acordado em uma reunião. decisões conjuntas. a partir dos estudos dos gêneros trabalhados no ano anterior. u u Prática de oralidade professor(a). Também é necessária. Produzir a primeira escrita de uma Ata. características e quem escreve. Mas.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u Partilhar com os colegas as percepções de leitura na Ata lida e ouvida Valorizar a leitura da Ata como forma de domínio dos documentos que circula no mundo do trabalho Antecipar o conteúdo das Atas com base em título. Exemplificar as várias situações em que a escola. com frequência. • • • • Você já leu ou ouviu a leitura de uma Ata? Onde. quem leu? Leu em algum livro? O que você conseguiu perceber sobre a importância desse documento nas empresas? Conceito Para Felipe Dintel. Prática de leitura Leia o texto a seguir e responda às questões propostas: Proponha aos alunos a leitura silenciosa do documento Ata.

LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a). após a leitura. proponha as questões a seguir para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: perceber o papel desse documento. 124 . localizar a ordem do dia e as decisões tomadas. identificar a fórmula final.

oriente os estudantes a refletir sobre as diversas partes que compõem esse documento e volte ao texto para confirmá-la. Professor(a). simule uma reunião de comissão de formatura do nono ano. Em seguida ofereça a eles a diferença entre uma ata manuscrita e digitada. 04 Quem assina a ata e em que ordem ocorrem estas assinaturas? Possibilidade de resposta: Todos os participantes da reunião terão que assinar a ata. considerados dentro do corpo da ata. 125 . é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender. retrate com precisão e clareza das ideias discutidas e as decisões tomadas. o secretário e o presidente da mesa. Assim. Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma Ata. por último.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Que importância tem esses registros na construção da história da empresa ou órgão? Possibilidade de resposta: Esse documento é muito importante. para que você possa planejar as intervenções necessárias. portanto existem recursos para evitar como: “digo”. ou retome a reunião inicial para definir regras de boa convivência. é fundamental que você leia esses primeiros textos e faça anotações para o trabalho de reescrita. No primeiro caso ela não deve conter rasuras. Suponha que você tenha sido nomeado (a). A ideia aqui. Imagine. professor(a). “em tempo”. 02 De que assuntos trataram nesta reunião? Possibilidade de resposta: reunião para discutir a elaboração do PPA da Prefeitura Municipal de Ariquemes 03 A que conclusão chegaram sobre a ordem do dia apresentada? Possibilidade de resposta: Que a participação da comunidade na elaboração do PPA é fundamental para atender as reais necessidades de Araquemes. pois nele se faz o registro de decisões que serviram de dados para o futuro da empresa/órgão. A ordem dessa assinatura segue hierarquicamente em que todos assinam e. Redija uma ata que seja fiel aos fatos ocorridos. o (a) secretário (a) da reunião.

Identificar marcas linguísticas e expressões próprias do Requerimento. devendo ser redigido em terceira pessoa. 126 . Conceito Documento pelo qual o interessado solicita algo a que se julga com direito ou para se defender de algo que o prejudique. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e estruturação do requerimento Ler com fluência e autonomia. vedado o emprego de palavras de gentileza ou agradecimento. 4) Fecho 5) Local e data 6) Assinatura do Requerente. finalidade e espaços de circulação.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 36 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero Documentos – Requerimento – explorando as práticas de oralidade. leitura e escrita. Identificar os elementos textuais que caracterizam os gêneros em estudo. a estrutura do Requerimento também será rígida: 1) Vocativo: autoridade competente. destinatário. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura. Coloca-se o nome. Requerer é pedir deferimento a uma solicitação feita por alguém – Requerente – a uma autoridade competente considerada a relação formal e impessoal que se estabelece entre as partes. 2) Presença do verbo requerer ou de seus sinônimos. 3) O pedido de suas especificações. É o mais formal dos documentos oficiais. próprias da redação comercial. construindo significados e inferindo informações implícitas.

proponha à sala uma leitura compartilhada de dois requerimentos. a presença única da 3ª pessoa do discurso. chamando a atenção dos estudantes para a formalidade do tratamento. Assim.LÍNGUA PORTUGUESA É redigido em um único parágrafo em linguagem objetiva e concisa. Faça uma leitura oral dos documentos com a classe. a solicitação feita. antecipando-lhes algumas características do gênero em estudo. (nacionalidade). vem requerer seja determinado o imediato reparo da iluminação. residente e domiciliado na (endereço). vem respeitosamente a presença de Vossa Senhoria informar que existem duas lâmpadas queimadas em postes da Rua (nome da rua). Leve-os a refletir sobre as particularidades do Requerimento. a iluminação pública da via se encontra bastante prejudicada. Prática de oralidade Professor(a). 127 . Pede Deferimento. A tradição cristalizou o fecho: Nesses Termos. como forma de restaurar a segurança e tranquilidade do local. bairro (nome do bairro). com a substituição das lâmpadas queimadas. (estado civil). na altura do nº (informar). relação formal e impessoal do texto e para o fecho padrão. Em decorrência deste fato. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. neste município. Observe as características do documento: • Vocativo • Presença do verbo requerer • O pedido e suas especificações • Fecho • Local e data • Assinatura Prática de leitura Segue um modelo de Requerimento para reparo da iluminação pública: À Prefeitura Municipal de (nome da cidade) (Nome). trazendo risco a todos os moradores e transeuntes da região. Termos em que. inscrito no CPF sob o nº (informar). manifestadas nos documentos analisados.

(nacionalidade). civis e criminais. Afirmo conhecer as implicações legais.. Pede deferimento. pois a autoridade a quem os requerimentos são dirigidos são tratados como Senhor seguido do nome. (dia) de (mês) de (ano).LÍNGUA PORTUGUESA Pede deferimento. responda às questões abaixo: 01 O vocativo está empregado corretamente nos dois Requerimentos? Por quê? Possibilidade de resposta: Sim. Termos em que. (profissão). inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar).mas se manifesta posteriormente no texto. (estado civil).. (nome). Assim. declaro para os devidos fins que não tenho condições de arcar com o valor relativo à taxa de inscrição do processo seletivo (descrever os dados do concurso). (localidade).. que sou integrante de família de baixa renda. (localidade)... REQUERIMENTO DE ISENÇÃO NO PAGAMENTO DA TAXA DE INSCRIÇÃO Eu. assim. Estão empregados de maneira adequada. requeiro a isenção do pagamento do valor da taxa de inscrição para que eu possa participar do concurso. relativamente ao cargo de (informar).. pois no primeiro Requerimento.. no segundo Requerimento. (dia) de (mês) de (ano).. o vocativo não fica evidente no primeiro contato com o leitor. com renda per capta menor que (valor). Declaro. que uma falsa declaração originaria.. residente e domiciliado na (endereço). o vocativo dirige-se a prefeitura e. (assinatura) (nome) Em relação aos documentos lidos e tendo por base as características do requerimento. (assinatura) (nome) Requerente . juntando os documentos exigidos no edital do concurso.. 128 .

se for o caso. Verifique se o que você solicitou no requerimento tem amparo legal e se atende ao padrão requerimento. Professor(a). Professor(a). solicitando a leitura de cada classificado. abra um espaço de discussão para que os estudantes socializem a atividade e expressem suas impressões a respeito dos Requerimentos lidos. e ambiente a sala de aula de modo que o estudante tenha acesso aos anúncios de emprego. AULA 37 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Professor(a). um pedido de uma declaração de matrícula ou um pedido para expedir o histórico escolar e faça um requerimento que atenda às exigências/ características deste gênero. quando poderia apresentar-se em 1ª pessoa? Possibilidade de resposta: Uso da terceira pessoa é padronizado pelas normas de elaboração de documentos para dar maior impessoalidade. Prática de escrita DESAFIO Imagine algumas situações como: um pedido de abono de faltas. Você terá oportunidade de rever o que escreveu e de fazer as primeiras modificações no seu Requerimento. com base nas anotações feitas por você. 03 Se o documento é assinado pelo requerente. envolva todos nessa dinâmica de leitura. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. para o trabalho com o gênero documentos – Carta de Recomendação – leve para sala de aula classificados de jornais.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Por quem foi escrito? Possibilidade de resposta: Como se trata de modelos de requerimentos. durante a leitura dos documentos. por que o nome dele aparece em 3ª pessoa. medeie esta atividade. 129 . Recorte os anúncios e distribua-os a cada aluno. não há necessidade de detalhar o requerente.

apresente um modelo de carta de recomendação. desempenho na realização das tarefas. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de recomendação Ler com fluência e autonomia. Mas atenção. leitura e escrita. telefone e assinatura. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. Prática de leitura Em seguida proponha à sala a leitura da carta de recomendação. finalidade. professor(a). Construir texto de correspondência – carta de recomendação – numa situação real de uso.. qualidades profissionais e potencial do ex-funcionário. e espaços de circulação. Oriente-os quanto à comprovação dessas exigências que podem ser feita por meio de cartas de recomendação. atividades realizadas. Pode ser feita pelo Departamento pessoal. Distinguir os gêneros de correspondência em estudo a partir da estrutura destinatário. outros tipos de cartas para comparar com a carta de recomendação apresentada e. de agradecimento. Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – carta de recomendação – explorando as práticas de oralidade. O importante é que a pessoa que escreve a carta de recomendação possa. confirmar o que está escrito. No final da carta deve conter os dados de quem escreveu: nome. Após as orientações. observando as características próprias desse gênero. Aproveite este momento para incentivar os alunos a comparar outros tipos de cartas: de solicitação. Quanto ao conteúdo a carta deve ter: período trabalhado. Segue um modelo de carta de recomendação: 130 . é importante antecipar aos alunos as finalidades do gênero em estudo e sua contextualização no mundo do trabalho. É importante que todos os estudantes pesquisem. u Conceito A carta de recomendação é um documento no qual o antigo empregador atesta as qualidades profissionais e pessoais do seu ex-funcionário e o recomenda para quem possa interessar. diretor. gerente ou chefe imediato.LÍNGUA PORTUGUESA Peça aos alunos que observem as exigências para preenchimentos das vagas oferecidas. cargo. durante a semana. construindo significados e inferindo informações implícitas Identificar os gêneros textuais que caracterizam os gêneros em estudos. posteriormente. função. pessoal etc. posteriormente compará-la com a carta produzida na semana seguinte.

após a leitura.marcas de interlocução e uso de adjetivos para identificação do recomendado. data. 02 Qual a finalidade desse texto? Possibilidade de resposta: Esse texto tem por finalidade recomendar um candidato a uma determinada empresa para confirmar as competências e habilidades descritas no currículo. discuta com eles as respostas dadas. competente. (assinatura) (nome do empregador/diretor/gerente/proprietário) (cargo ocupado) Professor(a).assinatura e cargo. mostrando-lhes o gabarito. 04 Por que foi escrito esse documento? Possibilidade de resposta: Para a recomendação de um profissional. Possibilidade de resposta: vocativo. 131 . executando serviços de (informar). motivo pelo qual recomendo seus serviços. texto-corpo da carta. nada havendo que o desabone. tendo trabalhado para esta empresa no período de (informar o início) a (informar o fim do vínculo). inferir informações. a sua finalidade. inscrito no CPF sob o nº (informar).vocativo. proponha as questões abaixo para ajudar os estudantes a desenvolver habilidades como: localizar o tema do texto. (indicar a profissão). oriente os alunos a refletir sobre os diversos aspectos apresentados. estabelecer relações. Em seguida. Responda às questões abaixo: 01 Identifique marcas linguísticas e expressões próprias da carta de recomendação. é pessoa de meu conhecimento. sob minha supervisão direta. marcado pelo emprego do pronome senhor seguido do cago do destinatário. a estrutura e configuração desse texto Possibilidade de resposta: Cabeçalho. 03 Identifique os elementos próprios do gênero. Atenciosamente. Durante o período indicado manteve conduta pessoal e profissional irrepreensíveis. localidade. correto.responsável e pontual. Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA (nome da empresa) (cnpj) (endereço) (nome do ex-empregado). voltando o texto para confirmar ou refutar suas hipóteses.

Sucesso! A ideia aqui. Utilizar o gênero carta comercial – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. gerente em uma grande empresa. destinatário. u 132 .LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Prepare-se! Agora você produzirá a primeira escrita de uma carta de recomendação. professor(a). AULA 38 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta Comercial – explorando as práticas de oralidade. construindo significados inferindo informações implícitas. Imagine que você seja diretor. Ler com fluência e autonomia. use uma boa dose de criatividade e faça a recomendação de um hipotético ex-funcionário. finalidade e espaços de circulação. é saber o que os estudantes podem produzir neste momento e o que precisam aprender para que você possa planejar as intervenções necessárias. leitura e escrita. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas comerciais. é fundamental que você leia os textos produzidos e faça anotações para o trabalho da reescrita. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Assim. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta comercial.

Ela segue a seguinte estrutura: endereço do remetente (ou timbre). na cidade de (informar). usada como meio efetivo de comunicação. É usada normalmente para comunicar-se com um banco. com empresas. (assinatura) (Sua Empresa) (Seu Nome . com exclusividade. a data. em que possamos detalhar nossa proposta. o corpo da carta. com textos esclarecedores e carregados de objetividade. entre instituições.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito É a correspondência tradicionalmente utilizada pela indústria e comércio.Seu Cargo) 133 . A carta comercial é um documento que permite a comunicação entre pessoas. etc. Caso haja interesse por parte de sua empresa. a referência. o vocativo. Somos uma empresa de representações e temos em nosso quadro apenas profissionais altamente capacitados na área de informática e desenvolvimento de softwares. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta comercial. motivo pelo qual manifestamos nosso interesse em representá-los. com instituições oficiais. endereço do destinatário. Atenciosamente. colocamo-nos à disposição para novos contatos. o fecho e a assinatura. Prática de oralidade Professor(a). Segue um modelo de carta comercial: PAPEL TIMBRADO Para (destinatário / empresa) Atenção a (pessoa ou departamento) Assunto (Do que se trata esta comunicação) Prezados Senhores. a carta comercial deve ser simples. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. Agradecemos antecipadamente a atenção. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo.

Professor(a). medeie esta atividade. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta Comercial – apresentadas no texto lido.padrão. Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja representante de um interessante produto ou serviço e irá escrever uma carta para apresentar ou oferecer os serviços ou produtos dessa empresa. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta comercial. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: a representação exclusiva de produtos e serviços 02 A quem a carta se dirige Possibilidade de resposta: aos dirigentes de uma empresa. Sucesso! Professor(a). 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é formal. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. 134 . 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma empresa de representação. envolvendo as características próprias desse gênero. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. Prática de leitura Em relação à carta comercial lida e tendo por base as características deste gênero.LÍNGUA PORTUGUESA Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. o tratamento adequado a pessoa do interlocutor nesse gênero é a terceira pessoa do discurso.

Ler com fluência e autonomia. construindo significados inferindo informações implícitas. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de apresentação.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 39 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Apresentação – explorando as práticas de oralidade. u Conceito A carta de apresentação geralmente é utilizada para acompanhar o currículo que será enviado pelos Correios. embora muitas vezes seja também solicitada ou recomendável mesmo que o candidato à vaga de emprego compareça pessoalmente. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de apresentação. destinatário. Segue um modelo de carta de apresentação que você poderá adaptar para cada situação: 135 . antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. Prática de oralidade Professor(a). leitura e escrita. Utilizar o gênero carta de apresentação – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. finalidade e espaços de circulação. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos oficiais. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de apresentação.

conforme anúncio publicado no dia (indicar se for este o caso). a intencionalidade de que escreve e a quem se destina. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. Prática de leitura Em relação à carta de apresentação lida tenha por base as características do gênero documento – carta de apresentação e responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Apresentação de um candidato a uma vaga de emprego. facilidade de interação com o grupo. dedicação. Seu Nome (não deixe de assinar) O currículo deve acompanhar a carta de apresentação. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Apresentação – apresentadas no texto lido. importa ressaltar. mês e ano À empresa (nomear) Departamento de Recursos Humanos (ou outro. Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo. nomear) Estou me candidatando à vaga de (indicar qual o cargo) existente em seu quadro de pessoal. No aguardo de contato. responsabilidade. chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de apresentação. se for o caso) Prezado senhor.. (se for o caso. propiciando o crescimento da empresa. para desenvolver de um trabalho objetivo e gerar bons resultados. 136 .LÍNGUA PORTUGUESA Localidade. enviando em anexo meu currículo. coloco-me à disposição para prestar maiores esclarecimentos. Busco minha efetivação no mercado. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: Ela se dirige a empresa que está oferecendo a vaga.. dia. Atenciosamente. (seguir listando suas aptidões).

medeie esta atividade. apresentando-se com o desejo de ocupar a vaga ofertada. AULA 40 Identificação dos conhecimentos prévios/ introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Comunicado – explorando as práticas de oralidade. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada é a língua padrão formas e a pessoa do discurso usada é a terceira pessoa. Prática de escrita DESAFIO Abra os classificados de um jornal! E leia as vagas de emprego ofertadas que mais se aproximam do seu perfil. leitura e escrita. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura.LÍNGUA PORTUGUESA 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: A carta foi escrita pelo candidato a vaga. Agora escreva uma carta a empresa selecionada por você. Professor(a). 137 . com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. Sucesso! Professor(a). envolvendo as características próprias desse gênero.

Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de comunicado. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. 138 .Estado A empresa (informar o nome). Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. por meio de seu gerente infra assinado. Ler com fluência e autonomia. construindo significados inferindo informações implícitas. destinatário. é o meio pelo qual se faz um comunicado por escrito a uma pessoa física ou jurídica. com a segurança da confirmação de recebimento caso seja enviada pelos Correios com Aviso de Recebimento. que importam em um débito total de R$ xxx. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero correspondências oficiais. Prática de oralidade Professor(a). Utilizar o gênero carta de comunicado – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de comunicado. u Conceito A carta. comunica que foi constatado em nossos cadastros uma pendência financeira no pagamento referente à nota fiscal nº xxxx. concernente à parcela vencida em (data). proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de comunicado.xx (por extenso). finalidade e espaços de circulação. Segue um modelo de carta de comunicado: COMUNICADO À Nome da empresa ou pessoa CNPJ ou CPF Endereço Cep Cidade . Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. neste caso.

04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: a linguagem empregada nessa carta é padrão formal e a pessoa gramatical capaz de estabelecer a interlocução é a terceira pessoa do discurso. fornecendo produtos a outros. 139 . chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de comunicado. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. mês e ano. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: por uma determinada empresa. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. Prática de escrita DESAFIO Imagine que você abra um negócio. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: a uma empresa. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Comunicado – apresentadas no texto lido. dia. Já conseguiu fornecer. faça uma leitura oral do texto com a classe. Professor(a). Nome da empresa (assinar acima) Nome do gerente ou diretor Cargo ocupado Professor(a). vender alguns produtos.responda as questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Essa carta trata de informar e solicitar.LÍNGUA PORTUGUESA Solicitamos que Vossa Senhoria entre em contato dentro de 48 horas para regularizar a situação. por exemplo uma fábrica de camisetas. Prática de leitura Em relação à carta de comunicado lida entenda por base as características do gênero documento – carta de comunicado . uma fábrica de adesivos uma fábrica de uniformes ou qualquer outra e esteja em plena produção. Localidade.

finalidade e espaços de circulação. Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de autorização. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. medeie esta atividade.LÍNGUA PORTUGUESA mas ainda não recebeu. AULA 41 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Autorização – explorando as práticas de oralidade. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. u Conceito A carta de autorização é o documento por meio do qual alguém autoriza outrem à prática de determinado ato. leitura e escrita. envolvendo as características próprias desse gênero. Utilizar o gênero carta de autorização – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. 140 . O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de autorização. Sucesso! Professor(a). percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. Ler com fluência e autonomia. por exemplo. construindo significados inferindo informações implícitas. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. destinatário. Então escreva uma carta de comunicado para os novos clientes comunicando-os sobre o vencimento dos boletos. como a retirada de materiais.

na (nome da empresa). abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. a retirar em meu nome os materiais adquiridos por meio da nota fiscal nº XXXX. reconhecer firma.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de oralidade Professor(a). chamando atenção dos estudantes para referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de autorização.responda às questões abaixo: 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: trata de autorização para retirada de mercadoria em nome do remetente. autorizo o Sr. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. (assinatura) (nome) Obs: Se necessário. Eu. (dia) de (mês) de (ano). (localidade). porém encontrava-se impossibilitado para fazê-la. inscrito no CPF sob o nº (informar) e no RG nº (informar). 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de respostas: a linguagem utilizada nessa carta é formal padrão e a pessoa discursiva é a terceira pessoa. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero documentos – Carta de Autorização proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de autorização. residente e domiciliado na (endereço). 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: ela se dirige ao responsável pelas mercadorias. Prática de leitura Em relação à carta de autorização lida e tendo por base as características do gênero documento – carta de autorização . 141 . (nome). Segue abaixo um modelo de carta de autorização. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Autorização – apresentadas no texto lido. Professor(a). 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de respostas: essa carta foi escrita pelo proprietário das mercadorias que tinha interesse em fazer a retirada delas. antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. Professor(a) faça uma leitura oral do texto com a classe. (nome de quem está sendo autorizado).

leitura e escrita. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. Sucesso! Professor(a). Identificar marcas linguísticas e expressões próprias da carta de agradecimento. percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. construindo significados inferindo informações implícitas. Identificar os elementos textuais que caracterizam o gênero em estudo. medeie esta atividade.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO Imagine que você seja consultor de um determinado produto . fora de sua cidade de residência. Distinguir o gênero de correspondência em estudo a partir da estrutura. Você fez um grande pedido que será enviado via correio. porém encontra-se impossibilitado e terá que autorizar alguém para pegar as mercadorias em seu nome. destinatário.Então. Ler com fluência e autonomia. escreva uma carta de autorização. O que devo aprender nesta aula u u u u u Dialogar sobre a finalidade e a estruturação de cartas de agradecimento. finalidade e espaços de circulação. u 142 . AULA 42 Identificação dos conhecimentos prévios/introdução do estudo do gênero Objetivo geral Identificar os conhecimentos sobre o gênero documentos – Carta de Agradecimento – explorando as práticas de oralidade. Utilizar o gênero carta de agradecimento – adequados a uma determinada situação de comunicação real ou ficcional. envolvendo as características próprias desse gênero.Seu pedido chegou e você tem poucas horas para retirá-lo das agências. Contemple em sua carta comercial os seguintes aspectos: destinatário e marcas de interlocução.

observando referências importantes como: a linguagem utilizada na carta de agradecimento. Professor(a). entenda por base as características do gênero documento – carta de agradecimento –. proponha à sala uma leitura compartilhada da carta de agradecimento. Leve-os a refletir sobre algumas particularidades do gênero documento – Carta de Agradecimento – apresentadas no texto lido. Prática de oralidade • Você reconhece o gênero carta de agradecimento? • Você conhece o objetivo da carta de agradecimento? • Qual a importância de produzir uma carta de agradecimento? Prática de leitura Faça uma leitura oral do texto. com o objetivo de continuar identificando os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Correspondências oficiais. Apresento meus agradecimentos pelo apoio e oportunidade que me foram concedidos. responda às questões a seguir: 143 . antecipando-lhes algumas informações que podem caracterizar o gênero em estudo. (nome). convém demonstrar que apreciamos a consideração que nos foi dada. Nessas situações. a intencionalidade de quem escreve e a quem se destina. O tempo que passei em companhia de pessoas excelentes contribuiu imensamente para meu crescimento pessoal e profissional. graças ao companheirismo de todos. Essa manifestação por vezes pode ser formalizada por meio de uma carta de agradecimento. Atenciosamente. (seu nome) Em relação à carta de agradecimento lida. bons serviços ou oportunidades que aproveitamos com satisfação.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito São diversas as ocasiões em que recebemos favores. Desejo a todos muita sorte e sucesso! Muito obrigado por tudo. Segue um modelo de carta de agradecimento que poderá ser adaptado às suas necessidades: Senhor(a).

Prática de escrita DESAFIO O nono ano é o encerramento de um ciclo em seus estudos.LÍNGUA PORTUGUESA 01 Qual é o assunto tratado nesse texto? Possibilidade de resposta: Agradecimento por uma gentileza. ele representa a conclusão do ensino fundamental e. Professor(a). 04 Que tipo de linguagem e pessoa gramatical foram empregados nessa carta? Possibilidade de resposta: A linguagem usada é formal padrão e a pessoa do discurso utilizada é a terceira pessoa. 03 Por quem foi escrita esta carta? Possibilidade de resposta: a pessoa que escreve a carta é a pessoa que está agradecida. escreva uma carta de agradecimento. abra um espaço para discussão para que os alunos socializem as respostas dadas às questões acima e expressem seus conhecimentos sobre o gênero e sobre o domínio da leitura. explorando as práticas de oralidade. envolvendo as características próprias desse gênero. com certeza. AULA 43 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. leitura e escrita. com base nas anotações feitas por você durante o estudo desse gênero. medeie esta atividade. Professor(a). 144 . percorrendo a sala e orientando a reescrita individual. 02 A quem a carta se dirige? Possibilidade de resposta: À pessoa que fez a gentileza ao remetente. favor. muitas pessoas contribuíram com a sua formação Como um gesto de gratidão é sempre bem-vindo.

mantendo sempre a formalidade. Prezado Amigo. Para nós é uma honra tê-lo como cliente. Prática de oralidade • • • Por que é importante agradecer? Em que situações o agradecimento se faz necessário? Como deve ser a linguagem utilizada em uma carta de agradecimento? Professor(a). vocativo. clara e adequada ao seu interlocutor. Desenvolver habilidades de leitura e interpretação textual no gênero carta de agradecimento. a carta de agradecimento é um gênero utilizado para externar gratidão a alguém ou estabelecimento por ser tratado bem ou ter conseguido algo. Goiânia. corpo do texto. Leia com atenção e responda às questões. despedida e assinatura). faça uma leitura dinâmica da carta abaixo. e chame a atenção da classe para o vocabulário e o nível de linguagem utilizados. Convém ressaltar que o grau de formalidade da carta depende de seu interlocutor.LÍNGUA PORTUGUESA O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir informações a partir da leitura de textos sobre a estrutura do gênero. Apresentam a mesma estrutura da carta pessoal e de solicitação (local e data. Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento ao cliente. observando seus elementos constitutivos. é uma honra termos sido eleitos para prestar-lhe este serviço que exige segurança e responsabilidade. comente sobre a importância do agradecimento. Produzir cartas de agradecimento. atentando para a sua função social. Professor(a). Temos orgulho pela relação de confiança que conseguimos estabelecer e estamos 145 . em que a empresa agradece a seus clientes a preferência em relação ao seu estabelecimento. Reconhecer o significado contextual e estrutural do gênero. levante situações em que seria necessário o ato de agradecimento. Conceito Segundo estudiosos. A linguagem deve ser objetiva. 11 de novembro de 2012.

Professor(a). 02 No texto. desde as que têm um nível elevado de estudo as mais simples e humildes. o período em que o remetente caracteriza o cliente.br. “.. sempre nos ofereceu. Auto Peças e Mecânica ABC João B. Esta proposta de qualidade não seria possível de ser implementada sem a valiosa colaboração que você. ao corrigir as atividades. estamos abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços.LÍNGUA PORTUGUESA abertos para qualquer sugestão vossa que possa melhorar ainda mais a prestação dos nossos serviços. a valiosa colaboração que você. 146 . é possível perceber uma certa intimidade entre os interlocutores? Justifique Sim. 04 Apesar do texto apresentar uma linguagem um pouco formal. 01 No primeiro parágrafo do texto. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. percebemos que o remetente procura atender seu cliente da melhor forma possível para que ele saia satisfeito com o serviço prestado.com. chamem a atenção dos estudantes sobre a carta de agradecimento ao cliente ser uma carta destinada a vários tipos de pessoas... Se todos os clientes fossem como voe..zun. Retire do texto o trecho que comprove essa afirmativa. Que os nossos caminhos continuem a se cruzar e nos levem sempre em direção a um mundo de paz e esperança. toda carga seria muito mais fácil de carregar. Alves – gerente Disponível em http://www.” 03 Identifique no texto. como cliente. “. Agradecer ao destinatário por ser um ótimo cliente e colaborar com o sucesso da empresa. como cliente. por isso a adequação da linguagem mais ou menos formal. sempre nos ofereceu. cumprindo prazos e contratos com o máximo rigor. A proposta desta empresa é realizar um trabalho de excelência. Atenciosamente. identifique o motivo da carta. Ao utilizar o pronome de tratamento você e o vocativo prezado amigo. cumprindo também os contratos estabelecidos e relevando os eventuais contratempos que sempre tentamos evitar. o remetente deixa transparecer uma aproximação a mais do destinatário.

coloque o quanto o amigo(a) lhe ajudou e a sua disposição em ajudá-lo também. nesse momento é necessário esclarecer a importância de se escrever uma carta de agradecimento. compare-o com a carta de solicitação das aulas anteriores e discuta suas semelhanças e diferenças. Refletir sobre a função social do gênero. AULA 44 Ampliação dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Carta de agradecimento. Prática de oralidade Professor(a).LÍNGUA PORTUGUESA Prática de escrita DESAFIO A carta de agradecimento pode ser enviada também a um amigo. Professor(a). escrita e análise linguística. O que devo aprender nesta aula u u u u Inferir significados através da leitura. corpo do texto. pois demonstra consideração e gratidão a pessoa destinada. vocativo. Depois. Não se esqueça de utilizar os elementos constitutivos da carta (Local e data. se preferir essa atividade pode ser feita em duplas e/ou depois de pronta trocar entre eles para que façam as devidas correções. Peça ao aluno que leia o texto em voz alta. Além de agradecer. 147 . explique e anote na lousa sobre o uso de conjunções e pronomes relativos no texto e sua importância para torná-lo mais coeso e coerente. despedida e assinatura). leitura. lembre-se que você deve ser discreto e ao mesmo tempo íntimo. tornando as relações mais harmoniosas e produtivas. Elabore uma carta de agradecimento a um amigo (a) agradecendo por algum favor ou presente recebido. associação e comparação dos gêneros em estudo Refletir sobre o uso de conjunções e pronomes relativos Refletir sobre a variação linguística no gênero. explorando as práticas de oralidade. Por ser amigo.

Muito obrigado! Atenciosamente. É por causa de atitudes como as da sua organização que muitas ações são abrilhantadas e tornam melhor o dia de pessoas que participam de atividades. com o auxílio de uma gramática. peçam que os estudantes dê exemplos de frases que contenham conjunções e pronomes relativos oralmente e anote-as na lousa.br 01 Quais as diferenças entre esse texto e a carta de solicitação quanto ao seu conteúdo? A carta de agradecimento tem a função de agradecer a alguém ou estabelecimento sobre algo recebido ou tratamento adquirido enquanto a carta de solicitação tem por objetivo solicitar a alguma autoridade a resolução de um problema. assim. Professor(a). Prática de leitura O texto abaixo é uma carta de agradecimento por doação. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Goiânia.zun. a abertura para novas doações. Conforme pode ver nas fotos anexas. Jorge Barbosa Disponível em http://www.LÍNGUA PORTUGUESA Conceito Conforme alguns estudiosos a carta de agradecimento por doação é caracterizada pela sua função de agradecer por uma doação feita de maneira mais formal e com uma linguagem mais formal possível e de maneira prática. Teremos muito prazer em recebê-los. Espero poder contar com essa parceria outras vezes. 10 de outubro de 2012. Venho por meio desta agradecer a flores que nos foram enviada pela Flor Gentil para o nosso baile da primavera. garantindo. pois será muito importante para os idosos. Faço aqui também um convite para que sua organização venha nos fazer uma visita e conhecer nosso trabalho. nos bairros da periferia e em lugares com pessoas menos favorecidas.com. 148 . Alguns gramáticos afirmam que é importante conhecer os pronomes relativos e as conjunções bem como os seus significados para poder dar sentido ao texto. os idosos ficaram muito felizes e agradecido por causa das flores. anote na lousa todos os pronomes relativos e as conjunções coordenativas e subordinativas com seus respectivos significados. Prezada Helena Lunardelli. por exemplo.

. ficando assim.... “atenciosamente”. 149 . por exemplo. O remetente utiliza palavras e expressões do nível formal da língua..LÍNGUA PORTUGUESA 02 Qual é motivo do agradecimento apresentado no texto? O motivo é a doação de flores feita pelo remetente para o baile da primavera dos idosos.. Formal. 04 Assinale a relação de sentido das conjunções destacadas nos trechos abaixo: a) “Conforme pode ver nas fotos. Não..” ( X ) Finalidade DESAFIO Leia a tira seguinte retratada pelas personagens Jon e seu guloso gato Garfield e responda às questões: 01 Percebendo que a fala do terceiro quadrinho é uma continuação da fala do primeiro quadrinho. A conjunção portanto tem o sentido de conclusão e em relação ao período anterior a conjunção deverá ter o sentido de oposição. sem coerência. “prezada” e segue construções sintáticas conforme as regras gramaticais.. 03 Que tipo de linguagem foi utilizada no texto? Formal ou informal? Justifique.. há coerência entre essas duas falas? Justifique.” ( ) Adição ( X ) Conformidade ( ( ) Oposição ) Condição ( ( ) Comparação ) Conclusão b) “.” ( X ) Explicação ( ) Causa c) “. pois será muito importante.. um convite para que sua organização venha.

O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer a estrutura do gênero carta de solicitação. 03 Em que consiste o humor da tira? Consiste justamente na incoerência da fala de Jon. a saber.LÍNGUA PORTUGUESA 02 Reescreva a última fala. Resposta Pessoal. todavia. Desenvolver habilidades de interpretação textual no gênero carta de solicitação Prática de oralidade • • Você sabe identificar uma carta de solicitação? Você conhece o objetivo da carta de solicitação? • Qual a importância se produzir uma carta de solicitação? Conceito A carta de solicitação é um gênero textual que tem por finalidade fazer uma solicitação a um interlocutor. Discutir sobre a importância de produzir uma carta de solicitação em nosso cotidiano. mas. para o qual é apresentado um problema na esperança de que o resolva 150 . Caberá qualquer conjunção que tenha o sentido de oposição. etc no lugar da conjunção portanto. AULA 45 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Compreender e desenvolver habilidades e competências de produção textual no gênero carta de solicitação e de identificação de sua temática e estrutura. colocando uma conjunção de forma que fique coerente. porém.

nosso crescimento no foi de 112% . Sra. usando instrumento disponíveis no que tange à participação do representante dos usuários no conselho e nos comitês da Anatel (ver no dossiê a manobra recente sobre assunto no mês 02 de 2003. É um texto argumentativo. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo da carta. apoiadas pela ANATEL. apresente o texto aos estudantes. no intuito de convencer o destinatário. defendendo seus interesses 151 . estamos enviando o relatório completo. até o fim do ano seremos 732. para suas propostas que podem servir de base para apresentação de PL que aprimore a disciplina e. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor(a).000 usuários de banda larga. dado o curto hiato de tempo entre a primeiro contato com seu filho e a sua comunicação telefônica.LÍNGUA PORTUGUESA ou o amenize. que sabemos está concentrando os estudos (menos estudos e mais proposições de interesse político econômico) sobre as ANas. fornecer informações distorcidas. visando melhorias nos serviços prestados à comunidade. dando-nos a forte impressão que só somos combativos e pró-ativos quando estamos na oposição. Somos hoje uma comunidade com 695.8 milhões em 2006. incorretas e incompletas.000 membros. 20 de março de 2003 Exma.) Penso que o momento é oportuno por termos tido conhecimento que: 1. São Paulo. tomar medidas imediatas para coibir abusos e fazer cumprir a lei. Deputada Federal Ângela Guadagnin Parabenizamos sua presteza. É prática comum das teles. inclusive junto ao ministro da casa civil. pois agora que somos governo. Ficamos muito felizes. principalmente. penso que são subsídios que a auxiliarão para pensarmos numa estratégia eficiente para atuação dentro de sua comissão para alcançar eco no executivo. Só em 2002. temos percebido um certo imobilismo por parte de nossa bancada. seremos 3. e em pelas projeções de mercado realizadas pelo IDC. O texto abaixo é uma carta que solicita à autoridade em questão um apoio imediato junto ao Congresso Nacional no tocante à punição aos crimes praticados por empresas telecomunicativas por parte da Anatel. agilidade e o interesse demonstrado. Dado o seu interesse. quinta-feira. tendenciosas. de caráter persuasivo. em que consiste a formação de oligopólios e cartéis etc. Explique-lhes o que é a ANATEL.

LÍNGUA PORTUGUESA corporativos.Ex. de distorsões em sua aplicação. A C Apelação Civil 109 388 processo 9705017611 Bauru 11/10/2002. as operadoras de telecomunicação já dominam grande parte desse mercado. Numa delas. que se aprovadas aniquilariam o que resta da livre iniciativa no setor de provimento de acesso à internet. Como V. em detrimento dos interesses dos usuários. conforme denúncias. e impedindo a concessão de liminares (Norma 004/95 e informe SPV) ANEXOS 11 e 12 2. somos veemente contra as manobras coorporativas. os crimes contra o consumo. 152 .F. dada à falta de normatização para as novas tecnologias. ANEXOS 14 a 17 Hoje. sendo um do um deputado do PT Orlando Fantazzini. 6. Por estarmos presenciando a apresentação em 2003 de dois projetos de lei. que lhe confere poderes e autoridade para convocar ministro de estado e titulares de órgão diretamente subordinados a Presidência da Republica. Presidente Lula de rever as atividades das agências reguladoras. e cobra por um serviço que ela mesmo executa. que terceirizam o acesso com a própria Telefônica! A própria ANATEL enviou ao Judiciário texto incompleto da LGT. 3. e a ineficaz fiscalização por parte da ANATEL e do CADE. ANEXOS 5. não apresenta planilhas. que vem sendo praticado pelas teles com a conivência explícita da Anatel. em favor das teles. artigo 49 incisos V. 7 e 53. ANEXO 13). X e XI e artigo 50. e também pelo teor das proposituras. alguns procedimentos do ministro Miro Teixeira. através de formação de cartel. e pela omissão do congresso nacional que durante a ultima legislatura não fez uso de suas prerrogativas de controlar os atos praticados pelas ANas. formação de oligopólios e cartéis. (Artigo de “O estado de São Paulo”. por ignorar a interpretação do sistema normativo das telecomunicações. a Telefônica alega repassar custos. Estamos acompanhando pela imprensa. valores maiores que os cobrados pelos provedores. induzindo o magistrado a erro. para evitar cumprir liminar do Ministério Público Federal da quinta região. que nos parece inconstitucional. ANEXOS 18 a 22. Por ter conhecimento pela imprensa da decisão do Sr. poderá depreender de nosso relatório. apoiadas por alguns parlamentares (ver contratos do STFC) que poderá resultar no esvaziamento do órgão e até mesmo na sua extinção. o aviltamento às leis. através dos instrumentos garantindo na C. disfarçado em livre concorrência. suprimindo o artigo 7º.

9197-1443 e o e-mail abusar@ abusar. Agradecendo sua atenção. e o enquadramento das teles quanto ao cumprimento de nossas leis.br para contato. vícios. Colocamos-nos a disposição para complementar. Assim a condução do órgão poderia obedecer ao formato harmônico. para o impedimento da concorrência desleal.org. competência e agilidade desta nova legislatura em que nosso partido é situação. instrumentalizar e apoiar todos as suas iniciativas para o aperfeiçoamento da Anatel. espoliativa e predadora em particular. no tocante ao aperfeiçoamento e criação de canais de comunicação social e política capazes de estabelecer a interação do cidadão com a esfera pública.) . se o congresso cumprisse seu papel de controle e fiscalização sobre os atos e regulamento da agência. que após publicação ganha força de lei. Despedimos-nos com protesto de grande consideração.abusar. Horacio Belfort Presidente. Disponível em http://www. visto que teria o caráter de mostrar à sociedade a seriedade.org. e os desmandos. no aprimoramento daquela propositura. Neste artigo estamos apresentando também 20 sugestões que só dependem de vontade política para serem implementadas. e das que se façam para cumprir o artigo primeiro da constituição. A este respeito. Atenciosamente. crimes e descalabros estariam coibidos. oferecemos nossos telefones particulares 011 3083-7688. as políticas públicas ditadas pelo executivo e aprovados pelo legislativo estariam sendo atendidas. usando dos instrumentos já existentes.html 153 . através da participação nos conselhos e dos comitês. solicitamos a leitura atenta da contribuição oferecida por nosso diretor da sub-seçao-R. e seria uma atitude emblemática.J ( Rogério) sob o titulo (Alô. democrático e republicano que inspirou seus princípios regulatórios. honestidade. e colocando-nos à sua disposição. Se a Anatel não impedisse a participação da sociedade.LÍNGUA PORTUGUESA O desenho formatado para a regência da Anatel garante também o controle social. congresso nacional? Estamos esperando vocês.br/carta_solicitação.

A carta de solicitação tem a finalidade de solicitar algo para solucionar um problema e a carta pessoal não necessariamente. Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à estrutura. Prática de escrita DESAFIO Pesquise em jornais locais denúncia de algum tipo de problema que vem ocorrendo na cidade e escreva uma carta de solicitação ao órgão competente pedindo providências e/ou fazendo sugestões. quinta-feira. 05 A carta de solicitação por ser um texto argumentativo.data. praticados pelas empresas de telecomunicações. Não se esqueça de seguir a estrutura da carta de solicitação e de empregar linguagem formal. corpo do texto. apresenta argumentos de forma a convencer o destinatário. forma? Justifique. Os atuantes fazerem parte da mesma bancada política e sofrerem com os abusos das empresas telecomunicativas e também por serem usuários da banda larga em grande escala de forma crescente. Sim. Cite dois argumentos do texto que poderiam fazer o solicitado a atender o pedido. Ambas apresentam a mesma estrutura (local. despedida e assinatura) 03 E quanto ao conteúdo? Justifique. 20 de março de 2003. apresentando medidas que possam coibir abusos e fazer cumprir a lei referente aos crimes contra o consumo e formação de cartéis.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Identifique no texto: local e data: São Paulo. os interlocutores (remetente e destinatário): Horacio Guadagnin Belfort e deputada federal Ângela vocativo: Exmª Srª Deputada Federal Ângela Guadagnin despedida: Despedimo-nos com protesto de grande consideração. Não. nome do destinatário. 04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário? Interceder junto ao Congresso Nacional. 154 .

discuta com seus alunos sobre os problemas presentes nas diversas áreas da sociedade (meio ambiente. Explique que através da carta de solicitação podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão. e outros) e as possíveis soluções para os mesmos. com base nos nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. leitura. um dos nossos deveres é transformar ou aprimorar aquilo que não vai bem. Faça uma leitura oral da carta abaixo com os alunos e. Conceito O gênero carta de solicitação é um instrumento pelo qual podemos exercer a cidadania. Através desse gênero podemos apontar falhas. O que devo aprender nesta aula u u u u Construir significados e inferir informações a partir da leitura. discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. Como cidadão. escrita e análise da linguagem. questione-os: • • • Que elementos que compõem a forma de uma carta de solicitação estão presentes nesta carta? Que tipo de linguagem é empregada na carta? Qual a função social desta carta? 155 . saúde. explorando as práticas de oralidade. Refletir sobre a função social do gênero. educação. Prática de oralidade Professor(a). segurança.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 46 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero. Refletir sobre a linguagem utilizada no gênero em estudo. em seguida. trânsito. Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero.

Diretor do Departamento de Trânsito de Fortaleza: Nós. além de automóveis. riscos constantes para nossas crianças. Eis uma oportunidade de concretizar essa proposta. Além disso. Isso se deve a duas razões: primeiramente porque. na altura do número 1700. Ilmº.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura Releia a carta abaixo e. ou colocar três quebra-molas ou lombadas ao longo da Rua supracitada. Como é de seu conhecimento. Acreditamos que a adoção de uma dessas soluções – que custariam pouco e poderiam ser efetivadas em no máximo dois dias – resolverá o problema de uma vez e conseguirá devolver-nos a tranquilidade que tínhamos no passado e 156 . Ela concentra um grande número de veículos – incluindo-se.500. responda às questões que se seguem: Fortaleza (CE). Sr.ª naturalmente apoiou. S.500.ª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial e não comporta tal tipo de tráfego. Lembramos a V. em seguida. má qualidade de vida. Os motoristas. na campanha política do atual prefeito. mais à frente. existe um semáforo que sinaliza o cruzamento da Rua Sílvia Arante com a Olímpio. insegurança. moradores da Rua Jair dos Santos Meneghetti. na altura do número 1. tomarem nossa rua como atalho. que V. já que conduz o fluxo tanto ao centro da cidade quanto às rodovias que levam a cidades vizinhas. conseguem avistar o semáforo e. tomando-se uma destas medidas práticas que ora sugerimos inverter a mão da Rua Jair dos Santos Meneghetti. em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. nos horários de pico. O resultado não poderia ser diferente: poluição do ar. a Avenida Olímpio de Souza é uma das mais movimentadas de nossa cidade. uma das propostas defendidas era a preservação da qualidade de vida da cidade. se ele está fechado. Mesmo havendo duas pistas em cada sentido da Avenida Olímpio. 12 de janeiro de 2010. que atualmente vai do número 01 para o número 225. ônibus e caminhões –. S. é comum alguns veículos. barulho insuportável de motores e buzinas. há anos vimos enfrentando sérios problemas com o trânsito local. não hesitam em tomar a Jair dos Santos como atalho e sair já no número 1. quando estão na altura do número 1.900 da Avenida Olímpio. é normal o trânsito fluir mais lentamente: em segundo lugar porque.

é hora de orientar o seu aluno na reescrita do texto com base nas anotações feitas por você na correção dos textos.ª e para o Departamento que dirige. corpo do texto. despedida e assinatura). 02 Quais as consequências do aumento de tráfego nessa rua? Poluição do ar. Moradores da Rua Jair dos Santos Disponível em http://oblogderedação. ao corrigir a questão 4.LÍNGUA PORTUGUESA a que temos direito ainda hoje. agradecemos.blogspot. se estão presentes e adequados à forma composicional da carta (local. 157 . Professor(a). cada vez mais conscientes de seus deveres e direitos. má qualidade de vida. caso julgue necessário que algum trecho seja melhorado. Para V. explicando e dando exemplos de cada nível de linguagem. Dê sugestões ao colega. pois o texto apresenta períodos. em virtude da constante circulação de pessoas estranhas ao local. vocativo. Professor(a). palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua.S. Serve como exemplo qualquer trecho da carta. barulho insuportável de motores e buzinas. insegurança. Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção da aula anterior e verifique se a carta explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. será também a oportunidade de se integrar às reais necessidades da população. data. 03 Quais foram as medidas sugeridas pelos moradores a fim de solucionar o problema? Inverter a mão da Rua Jair dos santos Meneghetti. Certos de sua atenção. Troque sua carta com um colega e discutam se o texto é objetivo e claro. colocando em risco a vida de seus moradores. comente com os alunos e anote na lousa sobre as variedades linguísticas. 04 Que tipo de linguagem foi utilizada na carta? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. riscos constantes para nossas crianças. Formal. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor. que atualmente vai do número 01 para o número 225 ou colocar três quebra-molas ou lombas ao longo da Rua supracitada.br 01 Qual é o problema que motivou a escrita da carta? O grande fluxo de veículos na Rua Jair dos Santos Meneghetti.com.

O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua. com o auxílio de uma gramática. forma abreviada. anote na lousa os pronomes de tratamento. leitura.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 47 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. o destinatário. Os pronomes de tratamento que se usam no vocativo (nome do destinatário) sempre concordam com os verbos em 3ª pessoa. escrita e análise da linguagem. Prática de oralidade Professor(a). explorando as práticas de oralidade. pronomes de tratamento são palavras ou expressões empregadas no trato cerimonioso com o interlocutor e vocativo é o termo que expressa um chamamento. seu emprego e explique vocativo com exemplos. os pronomes de tratamento foram utilizados adequadamente? • Considerando 158 . peça aos estudantes que leiam com atenção o texto da aula anterior. Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo Saber produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. u u u Conceito Segundo Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Professor(a). Esses elementos linguísticos são imprescindíveis na construção da carta. chamando-lhes a atenção para o destinatário da carta: • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento.

. 253 pessoas foram mortas na região metropolitana de São Paulo – média de 9... 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo... Texto 1 Violência O Estado de São Paulo vive uma onda de violência. que V. Em 2011. em seguida.” supondo que o destinatário fosse um amigo.Sª que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. ônibus incendiados e mortes de policiais militares. Desde o último dia 24. homicídios..” 02 Se o destinatário da carta fosse o Presidente da República qual pronome de tratamento deveria ser utilizado segundo a norma gramatical? V. 47 PMs foram mortos –21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26 foram assassinados no horário de folga –.7 por dia.. Não se esqueça de seguir as regras de elaboração das cartas de solicitação e de empregar linguagem formal. Desde o início do ano. Antônio Ferreira Pinto. [Folha de S.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 4º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho que comprova a concordância do pronome de tratamento com o verbo em 3ª pessoa do singular.” Prática de escrita DESAFIO Leia os textos abaixo e. solicitando-lhe uma ação concreta que solucione este problema. “Lembramos a você que a Rua Jair dos Santos Meneghetti é predominantemente residencial. com registros de chacinas. Exª: Vossa Excelência 03 Reescreva o trecho “Lembramos a V. Sª naturalmente apoiou. elabore uma carta endereçada ao Secretário de Segurança Pública de São Paulo. de acordo com o comandante-geral da PM. 26 de novembro de 2012]   159 . . Paulo. Roberval França.. “.

assinatura. suas causas e consequências. 160 . corpo da carta (assunto). às autoridades competentes uma solicitação de soluções para um problema. Estratégia argumentativa: apresentação do problema. Formas verbais predominantemente empregadas no presente do indicativo.LÍNGUA PORTUGUESA  Texto 2 Professor(a). • Apresentação • • • • • Estrutura semelhante à das cartas em geral: local e data. data. Síntese Caraterísticas das cartas de solicitação • Texto de intenção persuasiva. de acordo com o padrão culto formal da língua. se a linguagem mantém um nível mínimo de formalidade que a situação requer. vocativo. Pessoa. verificando se a carta produzida apresenta argumentos convincentes de forma clara e suficiente. Ou se preferir peça que troquem os textos com o colega para serem corrigidos e depois para fazerem a reescrita corrigindo o que for necessário. assinatura). peça aos estudantes para avaliarem seus textos. geralmente em 1ª. expressão cordial de despedida. se estão presentes e adequados os elementos estruturais da carta (local. Linguagem clara e objetiva. exposição de argumentos capazes de persuadir o destinatário. vocativo. Pronomes de tratamento de acordo com o cargo ocupado pelo destinatário.

acordos. propor convênios. Ele serve para “informar.. O que devo aprender nesta aula u u u Reconhecer os elementos do gênero ofício. à autoridade em questão. Desenvolver habilidades de argumentação no gênero ofício. Leia com atenção e responda às questões que se seguem: Professor (a). e a finalidade do conteúdo do texto. tratar o destinatário com especial fineza e consideração” (CAMPOS MELLO. encaminhar documentos importantes. 161 . Discutir sobre a importância de produzir um ofício em nosso cotidiano. Prática de oralidade • Com base em que elementos você identifica um ofício? • Qual a finalidade de um ofício? • Qual a importância se produzir e encaminhar um ofício? Conceito O ofício é um tipo de correspondência externa. apresente o texto aos estudantes. ajustes. muito usada especialmente quando o destinatário é órgão público. leitura e escrita.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 48 Levantamento dos conhecimentos prévios/introdução ao estudo do gênero Objetivo geral Diagnosticar os conhecimentos que os estudantes já possuem sobre o gênero Ofício. convidar alguém com distinção para a participação em certos eventos. explorando as práticas de oralidade. visando aspectos relacionados à demarcação de terras indígenas. antecipando-lhes algumas informações necessárias para a compreensão do conteúdo do oficio. Explique-lhes em que consiste a demarcação de terras indígenas. etc. medidas dirigidas a Senhora Presidente da República. 1978: 122) Prática de leitura O texto a seguir é um ofício que responde. solicitar providências ou informações. enfim.

4.br 162 .continuação] [Telefone e Endereço de Correio Eletrônico] Ofício n. Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as características socioeconômicas regionais. cartográficos e fundiários. com a necessária transparência e agilidade.º 22. 27 de maio de 2011. sociológicos. Atenciosamente. estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. 231. §1.160-900 – Brasília – DF Assunto: Demarcação de terras indígenas Exmº Senhor Deputado.º 524/1991/SG-PR Brasília.º. de 24 de Setembro último. A Sua Excelência o Senhor Deputado [Nome] Câmara dos Deputados 70. informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta n. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos.º 6708.LÍNGUA PORTUGUESA Modelo de ofício do Manual de Redação da Presidência da República (2002) [Ministério] [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade] [Endereço para correspondência] [Endereço . O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente. a demarcação de terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. dirigida ao Senhor Presidente da República. estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto n. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama n. o procedimento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários. Em sua comunicação.º 524/1991/SG-PR Brasília.º 154. Nos termos do Decreto n. 2. da Constituição Federal.com. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil. 27 de maio de 1991. 3. de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). inclusive daqueles assinalados em sua carta. Os órgãos públicos federais. A Sua Excelência o Senhor Ofício n. 6. Como Vossa Excelência pode verificar.iesde.º 22. [Assinatura] [cargo] Fonte: www. 1. 5. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das entidades civis acima mencionadas.

LÍNGUA PORTUGUESA
Prática de leitura

01 Identifique no texto: local e data: Brasília, 27 de maio de 2011 os interlocutores (remetente e destinatário): Presidência da República Deputado [x] o vocativo: Exmº Senhor Deputado, a despedida: Atenciosamente 02 Há diferença desse gênero em relação à carta pessoal quanto à forma, estilo e conteúdo? Justifique.
Resposta possível: Sim. Desde o cabeçalho, corpo do texto, objetividade, despedida, até a assinatura são diferenciados.

03 A linguagem utilizada faz parte do cotidiano de vocês, ou apresentam diferenciações da linguagem comum? Justifique.
Resposta possível: Há diferenciações entre as linguagens. Os termos usados no oficio são bem técnicos e a linguagem é totalmente objetiva.

04 Qual é a solicitação feita pelo remetente ao destinatário?
Responder e complementar às observações transmitidas pelo telegrama n.º 154, recebido em de 24 de Setembro.

Prática de escrita DESAFIO

Com base no texto apresentado como modelo de oficio, crie seu próprio textoofício ressaltando alguma solicitação a um órgão público. O conteúdo do texto deve ter linguagem específica.

163

LÍNGUA PORTUGUESA
AULA 49

Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero
Objetivo geral

Ampliar os conhecimentos sobre o gênero, explorando as práticas de oralidade, leitura e escrita.
O que devo aprender nesta aula
u u u u

Identificar a linguagem e significados a partir da leitura do texto em estudo. Refletir sobre a função social do gênero. Comparar os tipos de conteúdos explícitos nos textos.(anterior e atual) Retomar a produção inicial com a finalidade de garantir a presença dos elementos próprios do gênero.

Prática de oralidade
Professor (a) reflita com seus alunos sobre as questões recorrentes nas diversas áreas de sua comunidade (meio ambiente, trânsito, segurança, saúde, educação, e outros) e os possíveis caminhos para a solução dos mesmos. Explique que através de um ofício podemos reivindicar nossos direitos e exercer nossos deveres como cidadão contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e trabalho dos cidadãos. Faça uma leitura oral do ofício abaixo com os alunos e, em seguida, questione-os. Explique aos alunos que este tipo de correspondência é o documento por meio do qual é feita determinada comunicação ou solicitação, em caráter oficial, à determinada pessoa física ou jurídica. • • • • •

Que elementos que compõem a forma deste gênero textual estão presentes neste oficio? Que linguagem é empregada no texto? Qual a função social deste texto? O que você acha que é um plano de contingência? Quais os riscos que a Dengue pode trazer à população?

Conceito

O gênero ofício é um instrumento através do qual podemos exercer a cidadania, com base em nossos direitos e deveres para com o outro e para com a sociedade em geral. Através

164

LÍNGUA PORTUGUESA
desse gênero podemos apontar falhas, discutir e apresentar soluções para problemas que enfrentamos diariamente em nosso meio. Um ofício é uma correspondência oficial, enviada normalmente a funcionários ou autoridades públicas. O ofício é o tipo mais comum de correspondência oficial expedido por órgãos públicos, em objeto de serviço. Seu destinatário, no entanto, além de outro órgão público, pode ser também um particular. O conteúdo do ofício é matéria administrativa, mas pode vincular também matéria de caráter social, oriunda do relacionamento da autoridade em virtude de seu cargo ou função.
Ofício nº00123/2011 Brasília, 25 de outubro, de 2011. Ao Senhor CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis Esplanada dos Ministérios, Bloco G, salas 148e 156 70058-900 Brasília - DF Assunto: solicitação de incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue
Senhor Diretor, Vimos por meio deste, encaminhar a Vossa Senhoria, o Plano de Contingência para análise, bem como o Termo de Compromisso, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX, de XX de XXXX de 2010. Os referidos documentos contêm o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por este município, visando o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue em nosso município. Certos de vosso pronto atendimento, antecipamos agradecimentos. Atenciosamente, xxxxxxxxxxxxxx Secretário Municipal de Saúde

165

Resposta possível: Formal. Professor (a) é hora de orientar o seu aluno quanto às respostas dos ofícios. palavras e expressões de acordo com a norma culta da língua. 04 Que tipo de linguagem foi utilizado no texto? Justifique e comprove sua resposta com exemplos do texto. corpo do texto. se a linguagem está de acordo com o seu interlocutor. Explicar também que expressões do tipo “Vimos por meio deste”. vocativo. comente com os alunos e anote na lousa os tipos de linguagem. ressaltando que a resposta deve ser feita enfatizando o nº do ofício e a solicitação pretendida. com a probabilidade de uma infecção se proliferar em questão de poucas horas. ao explicar a questão 4. Professor (a). estão sendo abolidas das correspondências oficiais. explicando e dando exemplos dentro do texto. dos termos utilizados e suas funções no contexto da correspondência. data. Em seguida troque o seu texto com o seu colega. despedida e assinatura). Ex: Encaminho a Vossa Senhoria. 03 Quais foram as medidas propostas pelo Secretário Municipal de Saúde a fim de solucionar o problema? Resposta possível: Plano de Contingência com o detalhamento das ações a serem desenvolvidas por esse município. se estão presentes e adequados os elementos que constituem a forma composicional do texto (local. pois o texto apresenta períodos.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de leitura 01 Qual é o assunto que motivou a escrita do ofício? Resposta possível: O assunto visa o recebimento do incentivo financeiro para qualificação das ações de prevenção e controle da dengue no município em foco. 02 Quais os riscos da doença para a população? Resposta possível: O paciente corre o risco de ter queda brusca na pressão arterial. Ex: Conforme solicitação via ofício nº xxxxxxx. com a diminuição da oxigenação dos tecidos. vimos informar que________ 166 . Prática de escrita DESAFIO Retome sua produção inicial e verifique se o oficio explica claramente qual é o problema que o leva a escrever ao destinatário. levando ao óbito. propondo que o mesmo responda a solicitação feita.

chamando-lhes a atenção para o destinatário do texto: Conceito Os pronomes de tratamento são formas de distinção e respeito. nominal e pronominal. levam a concordância para a terceira pessoa. Os Pronomes de Tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala. militares e eclesiásticas. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução: Ex. escrita e análise linguística. peça aos estudantes que leiam com atenção o ofício da aula anterior. Vossa Excelência conhece o assunto. explorando as práticas de oralidade. u u u Prática de oralidade • • Identifique o vocativo e os pronomes de tratamento. Refletir sobre o emprego do pronome de tratamento e vocativo como elementos fundamentais do gênero. O que devo aprender nesta aula u Desenvolver habilidades e competências de análise e produção textual reconhecendo e utilizando os recursos morfossintáticos da língua.LÍNGUA PORTUGUESA AULA 50 Ampliação e sistematização dos conhecimentos sobre o gênero Objetivo geral Ampliar e sistematizar os conhecimentos sobre o gênero em estudo. Refletir sobre o vocativo no gênero em estudo. auxiliando-nos na referência às autoridades civis. leitura. Produzir texto no gênero utilizando os recursos morfossintáticos da língua. é pertinente afirmar que os pronomes de tratamento foram utilizados de modo adequado? Professor (a). 167 .: Vossa Senhoria nomeará o substituto. Em relação ao destinatário. ou a quem se dirige à comunicação).

Senhor Ministro. São de uso consagrado: Vossa Excelência. Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais. Membros de Tribunais.165-900 – Brasília. Auditores da Justiça Militar. Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. para as seguintes autoridades: a) do Poder Executivo. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência. seguido do cargo respectivo: Senhor Senador. Oficiais-Generais das Forças Armadas. Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial. Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.gov. Ministro do Tribunal de Contas da União. no 123 01. Secretários de Estado dos Governos Estaduais.064-900 – Brasília. c) do Poder Judiciário: Ministros dos Tribunais Superiores. Senhor Governador.br/ccivil_03/manual/manual. Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional. Juízes.htm) 168 . terá a seguinte forma: A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70. seguido do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República. Presidente da República. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor. DF A Sua Excelência o Senhor Senador Fulano de Tal Senado Federal 70. Vice-Presidente da República. b) do Poder Legislativo: Deputados Federais e Senadores. DF A Sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Juiz de Direito da 10a Vara Cível Rua ABC. O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor.LÍNGUA PORTUGUESA Professor (a). Prefeitos Municipais. No envelope. Ministros de Estado. Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal. explique aos alunos que o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. Senhor Juiz.planalto. Embaixadores.010-000 – São Paulo. Deputados Estaduais e Distritais. SP (Fonte: www.

. de XX de XXXX de 2010. 02 Por que o uso deste pronome de tratamento? Porque o destinatário é diretor de um departamento de um órgão público. 03 Se o destinatário do ofício fosse a Presidente da República. 169 . Vimos por meio deste encaminhar a vossa excelência o Plano de Contingência para análise. inclusive observando a linguagem. incluindo o vocativo. Prática de escrita DESAFIO Leia a charge abaixo e.. Excelentíssimo Senhor Presidente da República. qual pronome de tratamento deveria ser utilizado? V. em seguida. elabore um ofício solicitando à autoridade competente uma ação concreta que solucione este problema no Estado.LÍNGUA PORTUGUESA Prática de análise da língua 01 Releia o 1º parágrafo do texto da aula anterior e identifique o trecho em que aparece o pronome de tratamento. Pense no destinatário (de quem é a competência para a solução deste problema?) e procure seguir as regras de elaboração de ofício. Exª: Vossa Excelência 04 Reescreva o 1º parágrafo deste ofício. bem como o Termo de Compromisso. supondo que o destinatário fosse a Presidente da República. aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite por meio da Resolução nº XXXX. Vimos por meio deste encaminhar a Vossa Senhoria.

sempre com ponto final. logo mais abaixo fica o índice do ofício circular. Deve-se sempre iniciar com letra maiúscula e o vocativo adequado sempre seguido de dois pontos. em seguida consta o nome do município do órgão expedidor do documento e a data em que o ofício circular foi redigido (exemplo: São Paulo. seguida é necessário informar o vocativo. sendo desnecessário o uso de tratamentos (DD. onde consta o número do ofício seguido do ano em que foi redigido (exemplo: 01/2012). o que vai depender do tamanho do texto que constituirá o ofício. que são as seguintes: o cabeçalho. por exemplo). utilizados para autoridades de mesma hierarquia ou inferior. Entre o índice e o vocativo são necessários de 2 a 4 espaços simples. "Atenciosamente". os dias de 1 a 9. Os fechamentos são sempre seguidos de vírgula. conta com o timbre do órgão público. No rodapé do ofício circular. utilizada para autoridades de hierarquia superior. • Em • • O • Os 170 .LÍNGUA PORTUGUESA Síntese Caraterísticas de um ofício • Existem algumas normas que fazem parte da composição de um ofício. geralmente no cabeçalho do ofício. consta o destinatário. sendo suficiente o pronome de tratamento Senhor (a). ou "Respeitosamente". É necessário que o signatário assine ou rubrique cada oficio. 6 de março de 2012.). O nome do mês sempre será em minúsculo. jamais poderão ser precedidos pelo zero. ou vírgula. por serem advérbios. e após o ano. corpo do texto conta com as informações da qual o órgão remetente deseja transmitir aos outros destinatários principais fechamentos utilizados são. – Digníssimo. pois trata-se de uma frase nominal.

Ministério da Educação. Terezinha Maria Barroso.). Dicionário MARIA. Brasília: 2001. 1987. São Carlos. 11. Análise do discurso: as materialidades do sentido. 2006. J. Goiânia: SEE-GO. Goiânia: SEE-GO. SP: Editora Claraluz. SP: Mercado de Letras. 2000. Práticas de leitura em sala de aula. Rio de Janeiro: Lucerna. textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. Nº. 2003. 1992. Campinas. GREGOLIN. Roxane. (Coleção As Faces da Linguística Aplicada). Ângela. 280-326. Maria do Rosário e BARONAS. Mikhail. Antônio (1915-1999) e VILLAR. Joaquim. Gêneros textuais e ensino. MACHADO. Caderno 5. O que é conto? 3ª edição. Os gêneros do discurso. Mauro de Salles (1939). A. Bernard e DOLZ. Currículo em debate: Currículo e práticas culturais – As áreas do conhecimento. R. BRONCKART.). Currículo em debate: Expectativas de aprendizagem-convite à reflexão e ação.2008 SCHNEUWLY. In: Estética da criação verbal. 1999. A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Atividade de linguagem. Caderno 3. Roxane Rojo (Org. DIONÍSIO. 2002. 2. p. Secretaria de Educação – SEE. agosto de 1999. 171 . Tradução de Anna Rachel Machado. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. ROJO.Referências bibliográficas BAKHTIN. Luzia de. ed. P. Maria Auxiliadora. São Paulo. SANTOS. _____. Roberto (Org. Os gêneros escolares – Das práticas de linguagem aos objetos de ensino (Revista Brasileira de Educação). São Paulo: Martins Fontes. 2006. HOUAISSS. Brasiliense.Primeiros passos. São Paulo: Educ. col. Juiz de Fora: Lame/Nupel/ UFJF. e BEZERRA. Secretaria de Educação Fundamental.

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