P. 1
O Globo 300411

O Globo 300411

|Views: 837|Likes:
Publicado porНик Чен

More info:

Published by: Ник Чен on May 18, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/01/2013

pdf

text

original

OGLOBO

RIO DE JANEIRO, SÁBADO, 30 DE ABRIL DE 2011 • ANO LXXXVI • N
o
- 28.390 IRINEU MARINHO (1876-1925) ROBERTO MARINHO (1904-2003)
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 30/04/2011 — 00: 17 h
oglobo.com.br
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
2
a
- Edição Metropolitana • Preço deste exemplar no Estado do Rio de Janeiro: R$ 2,50 • Circulam com esta edição: Classificados, Segundo Caderno, Ela, Globinho, Prosa & Verso e Caderno Esportes: 196 páginas
Censo mostra país mais velho e feminino; e menos branco
E
L
A
Reino unido pelo
conto de fadas
● O Brasil revelado pelo Censo 2010 é
um país com mais renda, infraestrutura
e educação, mas em ritmo lento de me-
lhoria. Entre os maiores problemas, o sa-
neamento básico: só 55,5% dos domicí-
lios têm acesso à rede de esgoto. A taxa
era de 47,3% em 2000 e 35,3% em 1991 —
na Era Lula, o avanço nesse setor ocor-
reu, portanto, num ritmo menor que nos
anos 90. Para especialistas, no quadro
atual de investimentos, só em 2070 o
Brasil poderá sonhar com 100% de aces-
so a esgoto. Num país mais urbano, mais
feminino e mais velho, o maior cresci-
mento é o de cidades de médio porte,
como Rio das Ostras, cuja população au-
mentou 180%. Pela primeira vez, bran-
cos não são maioria. Páginas 3 a 18
● Diante de 1.900 convidados na Abadia
de Westminster, um milhão nas ruas de
Londres e uma audiência nas redes so-
ciais maior que a da tsunami no Japão, o
príncipe William casou-se ontem com a
plebeia Kate Middleton, num espetáculo
de pompa e cerimônia que não deixou de
ter a emoção de uma solenidade íntima. O
casal quebrou o protocolo ao trocar dois
beijos na sacada do Palácio de Bu-
ckinghame ao sair numAston Martin, mo-
delo usado por James Bond, com William
ao volante. O vestido de Kate, um segredo
guardado a sete chaves, surpreendeu pela
simplicidade e agradou a todos. A prince-
sa Diana, mãe do noivo morta em 1997
num acidente de carro em Paris, foi lem-
brada com músicas. Páginas 46 a 50
Vidas reais
O CASAL REAL se beija na sacada do Palácio de Buckingham, ao lado de uma mal-humorada dama de honra SEM MARIDOS: mulheres brasileiras superam em 4 milhões a população masculina, afetada pela violência
OBrasil avança,
maslentamente
Matt Dunham/AP Custódio Coimbra
Obama promete
ajuda contra
supertornados
Charles Dharapak/AP Ilustração de Finch
SUPER-HOMEM: decisão de ser cidadão do mundo após voar para o Irã BARACK OBAMA na cidade de Tuscaloosa: socorro rápido ao Sul arrasado
Superman
não é mais
americano
P
R
O
S
A
&
V
E
R
S
O
H
I
S
T
Ó
R
I
A
S
E
G
U
N
D
O
C
A
D
E
R
N
O
Aos 69 anos, o diretor
Aderbal Freire-Filho atua
como ator no monólogo
“Depois do filme”, no
Poeirinha, espaço
experimental anexo ao
Teatro Poeira que abre as
portas em maio.
Com exposições em
Londres e Nova York,
o dissidente chinês Ai
Weiwei está preso
desde o dia 3 pelo
governo de seu país, e
provoca debate sobre
liberdade de expressão.
Luciana Castelo Branco
Na véspera da decisão
da Taça Rio, historiador
relembra uma partida
bem mais acirrada. Em
1942, em plena guerra,
ucranianos e alemães
se enfrentaram no Jogo
da Morte. Página 52
Uma viagem pelo Butão,
o reino entre Índia e
China onde a mulher
casada pode ter mais de
um marido, os gays se
assumem publicamente
e o cogumelo é o melhor
e mais caro do mundo.
Arte de Claudio Duarte
● Umdos ícones dos EUA, o
Super-Homem decidiu abrir
mão da nacionalidade ame-
ricana. Na última edição da
revista “Action Comics”, ele
se disse cansado de ser vis-
to como peão da política de
Washington. Página 51
● Dois dias após mostrar a
certidão de nascimento pa-
ra provar que é americano,
Obama foi ao Sul do país,
devastado por tornados que
mataram 339 pessoas, na
maior catástrofe desde oKa-
trina em 2005. Página 51
William e Kate quebram protocolo com 2 beijos diante
da multidão e príncipe dirige carro após casamento
2 Sábado, 30 de abril de 2011
O GLOBO
O GLOBO
● ●
PÁGINA 2 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 20 h PRETO/BRANCO
PORDENTRODOGLOBO
Educação ganha página semanal
AUTOCRÍTICA

Na página 3 de ontem:
“Dirceu impõe derrota a
Dilma no PT”. “O líder
Humberto Costa foi
designado para comunicar a
presidente da escolha do Rui
e ela aceitou.” Falta do “sic”
ou erro de regência. Certo: “O
líder Humberto Costa foi
designado para comunicar à
presidente a escolha do Rui e
ela aceitou.” Adiante:
“Acusado de vazamento de
dossiê”. “No mesmo ano, se
elegeu deputado estadual.”
Erro na colocação do
pronome pessoal. Certo: “No
mesmo ano, elegeu-se
deputado estadual.”
P. 12: “Governo promete R$
1 bi para ensino técnico”.
“Para tanto, irá usar o Fundo
de Financiamento ao
Estudante do Ensino Superior
(Fies) — que passa a se
chamar Fundo de
Financiamento Estudantil —,
cuja a taxa de juros para os
estudantes que contraem
empréstimos para ingressar
numa universidade particular
é de 3,4% ao ano.” Erro no
emprego do relativo “cujo”
(nunca pode haver “cujo +
artigo”!). Certo: “Para tanto,
irá usar o Fundo de
Financiamento ao Estudante
do Ensino Superior (Fies) —
que passa a se chamar Fundo
de Financiamento Estudantil
—, cuja taxa de juros...”
(Resumo da crítica interna
coordenada pelo jornalista Aluizio
Maranhão, distribuída todos os dias
na Redação do GLOBO)
U
m país só avança de fato se investir
na qualidade da Educação. É esta a
convicção que levou O GLOBO a de-
cidir publicar, a partir desta segunda-
feira, uma página semanal dedicada ao tema.
A discussão dos problemas do setor sempre
teve destaque no jornal, mas agora ganhará
uma página fixa, às segundas-feiras, na edito-
ria O País, para aprofundar o debate, apontar
soluções e mostrar ideias que dão resultados
em escolas brasileiras e do exterior.
Ao longo da semana, as reportagens so-
bre educação continuarão a ter um trata-
mento especial, mas sem um espaço deter-
minado, podendo ser publicadas também
em editorias como Rio, Economia e na re-
vista Megazine, por exemplo.
Para a edição de estreia, os repórteres DE-
MÉTRIO WEBER, de Brasília, CAROLINA BENEVI-
DES, do Rio, e THIAGO HERDY, de Minas, foram
em busca de dados sobre evasão escolar, um
dos gargalos da Educação no Brasil. Entrevis-
taram especialistas, alunos que desistiram de
estudar e frequentavam escolas públicas e pri-
vadas, profissionais de educação e represen-
tantes do governo.
— Descobrimos que muita gente deixa a sa-
la de aula porque acredita que a escola não
ensina nada que interesse ou estimule. Há
também os que saem para trabalhar e os que
não têm incentivo familiar — conta Carolina.
A página fixa envolverá as equipes de O
País, Rio e Megazi-
ne, na sede e nas
sucursais, e tam-
bém o ambi ent e
e s p e c i a l s o b r e
Educação do site
do GLOBO.
Como mostram
os resul tados do
Censo 2010 publica-
dos da página 3 à 18
da edição de hoje, o
país avançou na úl-
tima década, mas
ai nda num ri tmo
muito lento. Avanço
abafado por vexa-
mes como a falta de
saneamento, o anal-
f a b e t i s mo e a s
crianças de 10 a 14
anos que sustentam
suas famílias emvez
de estarem na esco-
la. Os gargalos da
falta de mão de obra
e da infraestrutura
passam pela Educa-
ção. Como passa pe-
la Educação o futu-
ro do país.
Domingos Peixoto
Fernanda da Escóssia e Carolina Benevides, da editoria O País
O GLOBO NA INTERNET
a
Leia a íntegra da coluna
oglobo.com.br
Zona Sul quer discutir novo
traçado para Linha 4 do metrô
● Dezoito associações de moradores de-
fendem que estações em direção à Barra
sejam feitas em bairros diferentes dos
previstos no projeto original. RIO, página 23
Com UPP, Cidade de Deus
reduz índices de violência
● Os roubos de veículos na região passa-
ram de 78, em 2008, para apenas quatro,
em 2010. Outras comunidades também ti-
veram bons resultados. RIO, página 26
PMs não poderão mais
assumir funções no Detran
● A Justiça proibiu que policiais militares
realizem vistorias em veículos ou partici-
pem, à paisana, de blitzes do órgão. Eles
recebiam R$ 3 mil mensais. RIO, página 35
Bolsa brasileira foi a que
mais caiu no mundo em abril
● A inflação e o mau desempenho da Petro-
bras fizeram a Bovespa cair 0,48% em dólar,
em abril. Foi o pior resultado entre as 10
maiores bolsas. ECONOMIA, página 37
ANCELMO GOIS
Firjan compra por R$ 11 milhões
palacete que Lula queria em Botafogo
RIO • PÁGINAS 28 e 29
Nova regra permite a 5 milhões
trocar de plano sem carência
● Medida beneficia quem tem planos co-
letivos por adesão (por exemplo, aqueles
contratados por sindicatos) firmados de-
pois de 1999. ECONOMIA, página 43
Teatro de bonecos dá lições
de meio ambiente nas escolas
● O espetáculo de bonecos “O futuro do
meu jardim” roda escolas para ensinar as
crianças a separar lixo, economizar água
e outras ações sustentáveis. GLOBINHO
PT aprova a volta de Delúbio,
um dos réus do mensalão
● Como esperado, o PTaprovou a refiliação
de Delúbio Soares, seu ex-tesoureiro expul-
so no escândalo do mensalão. Rui Falcão
presidirá o partido. O PAÍS, páginas 20 e 22
Vaticano espera 1 milhão na
beatificação de João Paulo II
● O caixão com os restos mortais do Papa
foi retirado anteontemda tumba para a ce-
rimônia, que será realizada amanhã na
Praça de São Pedro. O MUNDO, página 51
Alexandre Vidal/Divulgação
OBSERVADO POR Antônio Lopes Júnior, auxiliar técnico,
Ronaldinho Gaúcho chuta a bola no Ninho do Urubu e mostra
que está em condições de voltar ao time do Flamengo na
decisão da Taça Rio, amanhã, contra o Vasco, que pode dar o
título carioca ao rubro-negro em caso de vitória. Já Leonardo
Moura sentiu o joelho e está vetado para o clássico. O goleiro
Fernando Prass, do Vasco, garantiu que a sua equipe não vai
sentir a pressão da final. CADERNO ESPORTES

PANORAMA
POLÍTICO
de Brasília
Apetite

Com a eleição de Rui Falcão para a presidência do
PT, os petistas devem retomar as pressões para am-
pliar suas posições no governo Dilma Rousseff. O
ex-presidente José Eduardo Dutra estava represan-
do as demandas partidárias por cargos. Esse fato
veio à tona há três semanas, quando Dutra entrou
de licença médica e o secretário-geral do PT, Elói
Pietá, apareceu na Casa Civil com uma lista de qua-
dros para serem aproveitados no governo.
A costura que levou Falcão ao poder
E-mail para esta coluna: panoramapolitico@oglobo.com.br
■ ■ ■ ■ ■ ■

MORDOMIA GERAL. A Mesa Diretora do Senado indicou
o senador Wilson Santiago (PMDB-PR) para relator do
ato normativo que estende a uniões homoafetivas a
licença-gala, que concede uma semana de folga para
quem se casar.

PRÉVIAS. Em reunião dos diretórios zonais de São
Paulo, na semana passada, o senador Eduardo Suplicy
(PT-SP) disse que é pré-candidato à Prefeitura de São
Paulo e defendeu a realização de prévias.

O EX-PREFEITO de Recife, deputado João Paulo (PT-
PE), fez campanha contra o líder do PT no Senado,
Humberto Costa (PE), para a presidência do partido.
MUDANÇA DE PLANOS. A princípio está descartada a fusão do
PSD com o PSB, planejada para depois das eleições municipais
do ano que vem. Surpreendidos com o tamanho que o novo
partido adquiriu, os socialistas não têm mais interesse no projeto.
Isso porque eles entrariam enfraquecidos na empreitada.
Dirigentes do PSB também dizem que a heterogeneidade dos
quadros do PSD dificulta as composições nos estados.
Reabrir essa questão é interromper o caminho de
unidade que viemos construindo desde então” — Carlos
Henrique Árabe, secretário nacional de Formação Política do
PT, contra a refiliação de Delúbio Soares
Restos a pagar
● Presidente da Frente Nacio-
nal dos Prefeitos, João Coser
(PT) ameaça ir à Justiça se o
governo federal não prorrogar
o prazo dos restos a pagar pa-
ra 31 de dezembro. O objetivo
é garantir recursos também
para as obras já anunciadas.
Gelo
● Chamou atenção de partici-
pantes da reuniãodoDiretório
Nacional doPT, ontem, osilên-
cio de José Dirceu durante os
discursos de homenagem a
José Eduardo Dutra, que dei-
xou a presidência do partido.
Dirceu não deu um pio.
A cabeça rola e o corpo fica
● Um integrante da cúpula do PMDB explicou por que o
partido resolveu engolir a indicação do PT para a
presidência da Funasa. Ele diz que foi feito um acordo,
pelo qual o partido indicará dois diretores gerais e
manterá o comando de 22 das 26 superintendências
regionais da fundação. Se a direção do PMDB não
aceitasse o acerto, corria o risco de ficar sem nada. A
expectativa agora é de que o PT cumpra o prometido.
Givaldo Barbosa/10-02-2011
ILIMAR FRANCO com Fernanda Krakovics, sucursais e
correspondentes
● O novo presidente do PT,
Rui Falcão, integrante da cha-
pa majoritária no Diretório
Nacional, a Construindo Um
Novo Brasil, é de uma peque-
na tendência, a Novos Rumos.
Esta conta com quatro depu-
tados federais e cinco esta-
duais, não tendo peso para fa-
zê-lo presidente. Falcão levou,
dizem os petistas, porque foi
mais determinado do que o
senador Humberto Costa
(PE). Experiente (foi presiden-
te do PT em1994), ele conver-
sou pessoalmente com o ex-
presidente Lula e, por telefo-
ne, com a presidente Dilma
Rousseff, na quinta-feira. A ex-
pectativa dos petistas é a de
que ele tire o partido da para-
lisia em que se encontra.
O pregoeiro
● O ex-presidente do BC
Gustavo Franco é manchete
no site do PSDB. Ele diz: “O
Brasil está correndo sérios
riscos com a inflação”. Sua
receita é conhecida: liberar
o câmbio e contração de
despesa pública, de consu-
mo e de investimento.
Gula
● A provável presidente do
novo PSD, a senadora Kátia
Abreu (TO), que também é
presidente da Confederação
Nacional da Agricultura,
agora é candidata também à
presidência da Federação
da Agricultura do Estado do
Tocantins (FAET).
3
O PA Í S
Sábado, 30 de abril de 2011 • 2ª edição O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 3 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 23: 08 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Aldo ficou constrangido com a nota do PCdoB
● Evidentemente que, diante desse incidente diplomático,
procurei Aldo Rebelo, o nordestino mais mineiro de todos os
deputados paulistas:
— O senhor se lembra da deputada Maria Corina?
— Quem haverá de esquecê-la, meu filho?
— Ainda bem, depois que impedistes Lula de devolver o ca-
nhão paraguaio, achei que o senhor tinha mudado e não sabia
mais reconhecer a beleza e a inteligência.
— Beleza minha e inteligência dela, não é?
— O senhor leu a nota do PCdoB contra ela?
— Meu filho, eu estou recebendo bordoada de todos os la-
dos por conta do Código Florestal e você ainda quer me ar-
rumar mais essa confusão? Diga que eu não li.
— Está bem, mas acho essa resposta a pior.
— É mesmo. Se eu disser que não li, fico ruim no partido. Se
eu disser que li e não quero comentar, fico ruim com ela.
— Qual vai ser a sua opção então?
— Minha opção é perguntar por que você está fazendo isso
comigo? Por que você não pergunta à Manuela D’Ávila, que é
bonita e inteligente? Por que você não me faz pergunta boa?
— Então diga o que o senhor acha da volta do Delúbio?
— O que você está fazendo já é bullying!
‘Habemus’ candidato!
● Liga-me de Roma ontem à
noite o vice-presidente Mi-
chel Temer para contar, eufó-
rico, que Gabriel Chalita aca-
bara de ter seu ingresso no
PMDB e sua candidatura à
prefeitura de São Paulo ungi-
dos pelos principais cardeais
brasileiros que foram para a
festa do Vaticano, durante
jantar na nossa embaixada. E
botou o ungido no telefone.
Perguntei-lhe:
— Quem será seu vice?
— Quem o PT indicar.
— Rui Falcão na presidên-
cia do PT incomoda?
— Pelo contrário, temos
uma excelente convivência.
Cena carioca
● Quem não estava lá na festa
do Vaticano, mas que ontem
recebeu uma prova concreta
da existência de Deus, foi o
ex-ateu FH.
Ao entrar no elevador do
prédio onde mora seu filho
Paulo Henrique, o ex-presi-
dente deparou-se com a deu-
sa Carolina Dieckmann.
FH perdeu a fala!
Babado
● Se tivesse falado só coisas
boas no café com Lula, na ter-
ça, Cabral já teria passado tu-
do para o Ancelmo.
Frustração
● Mas tenho minhas dúvidas
se Cabral daria alguma coisa
para o Ancelmo.
Ele ficou chateado com o
colunista, não por ter anun-
ciado a sua centésima viagem
a Paris como governador.
Mas por ter errado na data.
Cabral checou e descobriu
que só vai em 31 de maio, co-
mo pal estrante do j antar
anual França-Brasil.
Não se sabe quem falará
pelo Brasil.
Notícia boa
● O novo presidente da Va-
le, Murilo Ferreira, encon-
trou-se num evento social
com a belíssima atriz Maria
Ribeiro.
E revelou o novo projeto da
empresa: investir nas cultu-
ras regionais através do tea-
tro, principalmente.
Bolsa caradura
● Quando a política era ape-
nas a política, ninguémse me-
tia com outro partido. Era
uma regra sagrada.
E, na linguagem da época,
mas que se aplica agora lite-
ralmente ao PT, a volta dos
mensaleiros, por exemplo,
seria assunto “intestino” ou
da “economia doméstica” da
legenda.
Realmente, trazer de volta
Delúbio e agregados é uma
decisão intestinal.
Mas o que preocupa é a tal
da “economia doméstica”.
Será que eles vão pedir in-
denização pelo tempo em
que estiveram afastados dos
grandes negócios nacionais?
Vai dar... nerds
● O PT é o partido do gover-
no, certo? Ninguém parece
ter dúvida disso, a não ser o
Zé Dirceu.
Pois bem, o PT acaba de
eleger presidente o camarada
Rui Falcão. Que está proces-
sando o ministro Pimentel,
queridinho da Dilma.
Pode dar certo?
Que vergonha!
● A atração do Fórum Econô-
mico Mundial, realizado no
Rio, foi a deputada venezuela-
na Maria Corina Machado, a
parlamentar mais votada do
país, principal opositora de
Hugo Chávez e provável can-
didata das oposições à Presi-
dência da República.
Considerada uma mulher
de extrema inteligência e de
beleza estonteante, Maria en-
cantou Brasília, fez São Paulo
tremer e o Rio delirar.
Passou por aqui como um
furacão. Recebida com tape-
tes vermelhos pelas princi-
pais autoridades do governo
e da oposição, a deputada es-
teve, entre outros, com FH,
Michel Temer e Aldo Rebelo.
Mas foi com este último
que veio a encrenca.
A deusa latina colocou em
seu site uma foto sua com Al-
do. Mas o PCdoB, em nota, re-
provou o gesto e reafirmou
sua admiração ao chavismo.
A nota do PCdoB não foi
nem deselegante.
Foi falta de educação mes-
mo, que envergonha a nossa
conhecida civilidade.
Nhenhenhém
JORGE BASTOS MORENO •de Brasília
Longedetirar opédalama
Censo mostra que metade do país ainda não tem esgoto; avanço foi mais lento que nos anos 90
Cássia Almeida, Selma Schmidt e
Letícia Lins
RIO e RECIFE
O
IBGE começou ontem a mos-
trar um novo retrato da so-
ciedade brasileira, trazido
pelo Censo 2010. Os mais de
190 milhões de habitantes têm hoje
mais acesso à água, ao saneamento e
à coleta de lixo do que há dez anos,
mas o ritmo de melhora ainda é
aquém do desejado. Pior: entre 2000 e
2010, período que engloba toda a era
Lula, o ritmo de avanço no acesso ao
saneamento básico foi ainda mais len-
to do que na década anterior.
Quase metade dos domicílios está
fora da rede geral de coleta de esgoto:
apenas 55,5% dos lares são ligados à
rede. Quando se inclui a fossa séptica,
esse percentual sobe para 67,1%. Há
dez anos, o acesso à rede coletora de
esgoto era de 47,3%. Em 1991, a par-
cela alcançava 35,3%. Ou seja: de 91
para 2000, a melhora fora de 12,5 pon-
tos percentuais, enquanto na última
década foi de apenas 7,7 pontos.
—Oesforço inicial na década de 90
foi para as grandes metrópoles, o que
atinge mais residências. Na última dé-
cada, o esforço foi mais para cidades
médias. Isso explica um pouco essa
velocidade menor nos anos 2000 —
afirmou o economista Claudio Dedec-
ca, professor da Unicamp.
“Deveria se exigir
mais do país”
● Os novos números do IBGE revelam
a desigualdade entre as regiões, que é
latente no Brasil. Enquanto no Sudes-
te a rede de esgoto atinge 81% dos la-
res, no Norte não chega a 13,9%. No
Nordeste, também fica muito aquém
da média nacional: 33,9%.
Lucas Mesquita Ferreira e Ana Be-
zerra dos Santos estão entre os 33,9%
de Pernambuco que não têm acesso à
rede coletora de esgoto e aos 25,9%
que não têm água encanada. Ele tam-
bém não tinha luz até o início deste
ano. Ocasal mora numcasebre impro-
visado sob uma ponte, onde usa água
do rio, em Recife. A casa improvisada
não tinha banheiro, e eles chegavama
descartar os dejetos em sacos plásti-
cos jogados no rio. Mas este ano cons-
truíram um barraco que serve de ba-
nheiro. Os dejetos são jogados no rio
que corta a cidade:
— No começo do ano, não tínha-
mos luz, mas fizemos uma ligação
clandestina — conta Ferreira, que é
biscateiro. A mulher, Ana Bezerra,
está desempregada.
A falta de saneamento pode ser ob-
servada até em áreas nobres de Reci-
fe, como a praia de Boa Viagem. Ao la-
do de prédios luxuosos, um esgoto a
céu aberto recebe os dejetos da favela
Entra a Pulso, de onde segue para os
rios da cidade. Quando a maré sobe
ou quando chove, a água do canal de
dejetos invade os imóveis da comuni-
dade. O aposentado Manoel José da
Silva, de 69, vive há 45 anos no local e
até hoje não se habitua com a imun-
dície. A sujeira sobe pelo esgoto do
banheiro e invade o resto da casa.
Outra moradora da comunidade,
Ruth Joaquim da Silva, 44, afirma que,
por falta de saneamento, sua casa já
foi invadida este ano quatro vezes pe-
la água dos dejetos da valeta que re-
cebe o esgoto da localidade. Ela tem
emcasa dezenas de tijolos para levan-
tar os móveis a qualquer chuva, e a
geladeira vive suspensa permanente-
mente. Ela conta que, quando chove,
o esgoto a céu aberto transborda e in-
vade o interior de sua casa, onde as
paredes exibem marcas de meio me-
tro deixada por dejetos.
Projeção da presidente da Asso-
ciação Brasileira de Engenharia Sa-
nitária e Ambiental (Abes), Cassilda
Teixeira, levando em conta o cresci-
mento da população brasileira e da
rede de esgoto, mostra que, nesse
ritmo, o país só chegará à universa-
lização do saneamento em 2070.
— Mas é possível conseguir a uni-
versalização do saneamento em
2020. Temos recursos, tecnologia e
pessoal qualificado. Portugal e Es-
panha conseguiram nos anos 90 —
afirma a engenheira.
Para o coordenador de População
e Indicadores Sociais do IBGE, Luiz
Antonio Pinto de Oliveira, a univer-
salização de rede coletora é uma me-
ta praticamente impossível de se al-
cançar. Ele exemplifica com as cida-
des pequenas e a zona rural:
— Não é viável instalar uma rede
coletora em cidades de 2 mil habitan-
tes, por exemplo. Há outras formas de
tratamento, como as fossas sépticas,
mais adequadas a esses núcleos.
Engenheiro sanitarista da Universi-
dade Federal de Minas Gerais (UFMG),
Léo Heller diz que a tendência é que o
ritmo do avanço do saneamento au-
mente na próxima década, “diante do
marco legal que já foi fixado, pelo pla-
no nacional de saneamento lançado
no ano passado”. Segundo ele, não de-
ve haver mudança no nível de inves-
timentos daqui para a frente:
— Devemos ter uma inflexão nessa
curva de crescimento. Mas não era
esperado um salto muito grande na
última década. Os investimentos
maiores começaram a acontecer de
2005 para cá e demoram a aparecer
nas estatísticas. Passamos um perío-
do grande com baixo investimento e
crescimento populacional. Mas, sem
dúvida, é um índice baixo para o Bra-
sil. Deveria se exigir mais de um país
que quer ser desenvolvido.
O acesso à água também melhorou
na década, mas devagar. Saímos de
uma cobertura de 77,8% dos domicí-
lios para 82,9%. A dificuldade de avan-
çar quando a cobertura fica maior ex-
plicam um pouco esse resultado, di-
zem especialistas. Ainda na avaliação
da presidente da Abes, se não for mu-
dada a forma de contratação, a univer-
salização da água no Brasil só será
atingida em 30 anos.
No Rio, vala negra
em ponto turístico
● Para alcançar a “Laje Michael Jack-
son”, onde o astro pop gravou parte
de umclipe em1996, no alto do Morro
Dona Marta, em Botafogo, o turista
não tem alternativa: precisa passar
emfrente a umvalão, onde corre a céu
aberto parte do esgoto da comunida-
de. Mesmo no Estado do Rio, onde
76,6% dos domicílios contam com re-
de coletora de esgoto, ainda há muito
o que fazer. Apesar de inferior à Re-
gião Sudeste, a melhoria das condi-
ções de saneamento no Rio chegou a
14 pontos percentuais em dez anos, o
dobro da média brasileira. Em 2000,
eram 62,6% ligados à rede. Mas o pa-
raibano José Ramos, de 41 anos, que
mora no Morro Dona Marta, perto da
“Laje Michael Jackson” quer mais:
— Ter um valão em frente a um mo-
numento é feio, tira a beleza do lugar.
Fizeram a urbanização, mas não con-
cluíram o esgoto — diz José Ramos —
Acomunidade tematraído muito turis-
ta, principalmente com a UPP (Unida-
de de Polícia Pacificadora). ■
Hans von Manteuffel
LUCAS FERREIRA e Ana Bezerra dos Santos vivem numa casa sem água e sem esgoto em Recife. A luz, clandestina, chegou este ano
4

O PAÍS 2ª edição • Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 4 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 23: 08 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
AEVOLUÇÃODOBEM-ESTARNOSLARESBRASILEIROS
OCOMPORTAMENTOPOR
ESTADOEM2010
Saneamento Energia elétrica Água
NORTE
Rondônia
Acre
Amazonas
Roraima
Pará
Amapá
Tocantins
NORDESTE
Maranhão
Piauí
Ceará
Rio G. do Norte
Paraíba
Pernambuco
Alagoas
Sergipe
Bahia
6,07%
6,7%
13,5%
11,7%
7%
32,8%
25,1%
39,9%
45,6%
21,4%
39,5%
45,4%
24,42%
26,3%
15,24%
10,2%
38,5%
54,5%
78,6%
65,9%
72,2%
77,2%
86,4%
76,7%
76%
68,6%
83,5%
80,3%
47,3%
64,5%
81,2%
47,9%
97,8%
98,3%
94,5%
96,1%
93,1%
98,9%
99,2%
99,2%
99,4%
98,9%
99%
96,4%
93,3%
93,3%
92,2%
92,6%
FONTE: IBGE
SUDESTE
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
São Paulo
SUL
Paraná
Santa Catarina
Rio G. do Sul
CENTRO-OESTE
MatoG. doSul
Mato Grosso
Goiás
Distrito Federal
29%
19,4%
24,2%
36%
80,5%
75,4%
67,5%
76,6%
67,5%
53,3%
48,1%
81,5%
82,9%
74,6%
79,3%
95,1%
86,3%
83,8%
84,6%
95%
88%
85,3%
99,8%
98,7%
98,2%
99,3%
99,9%
99,3%
99,8%
99,9%
99,6%
99,7%
99,6%
SANEAMENTOBÁSICO
Acesso à rede coletora de esgoto go
1991
2000
2010
35,3%
47,2%
55,5%
ACESSOÀÁGUAENCANADA
1991
2000
2010
70,7%
77,8%
82,8%
ACESSOÀENERGIAELÉTRICA
2000
2010
94,5%
98,7%
Projetos

A política brasileira vive momentos de crises
partidárias que não escolhem legendas, mas, no
entanto, diferem entre si, e, nessa diferenciação,
está a explicação para o sucesso dos situacionis-
tas e o fracasso dos oposicionistas.
MERVAL
PEREIRA
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br
O PT acaba de escolher
um novo presidente, o de-
putado estadual Rui Falcão,
à revelia da presidente Dil-
ma, e, mais que isso, um
presidente partidário que
está em litígio judicial com
um dos principais minis-
tros do governo, o do De-
senvolvimento Social, Fer-
nando Pimentel, amigo da
presidente.
O enfrentamento dos dois
vem desde a campanha pre-
sidencial, numa briga de po-
der que explodiu quando foi
descoberta uma organização
paralela dentro do comitê de
imprensa para fabricar dos-
siês contra o candidato opo-
sicionista e também para vi-
giar companheiros petistas.
Como naquela ocasião,
tambémagora a crise foi aba-
fada com o intuito de não
prejudicar o objetivo maior
do partido, que anteriormen-
te era eleger uma candidata
que não havia sido escolhida
pelos petistas, mas represen-
tava para eles a única chance
de manter o poder.
Hoje, a presidente eleita
não conseguiu impor ao par-
tido seu candidato, o sena-
dor Humberto Costa, não se
sentiu com forças para con-
testar a decisão e finge que
está tudo bem, à espera do
momento em que o exercício
da Presidência lhe dê muscu-
latura suficiente para se im-
por ao PT.
Caso contrário, seguirá
tendo que aceitar as impo-
sições de um PT disposto a
cobrar cada palmo de terre-
no que considerar seu por
direito político.
É bom não se esquecer
que quem está por trás da
manobra bem-sucedida que
colocou Rui Falcão na presi-
dência do partido é o ex-to-
do-poderoso José Dirceu, ele
também disposto a recupe-
rar todo o terreno perdido
depois que foi cassado e acu-
sado de “chefe da quadrilha”
do mensalão pelo procura-
dor-geral da República, em
denúncia aceita pelo Supre-
mo Tribunal Federal.
O mesmo Dirceu que, em
uma palestra para sindicalis-
tas durante a campanha pre-
sidencial, disse que a vitória
de Dilma na eleição seria a
primeira grande vitória do
PT, pois Lula era maior do
que o PT, e Dilma precisaria
do partido para governar.
Ele começa a mostrar na
prática o que quis dizer, e,
embora o ambiente esteja
fervilhando dentro do PT,
tudo parece estar às mil
maravilhas para consumo
externo.
Até mesmo a polêmica
volta do ex-tesoureiro do
mensalão, Delúbio Soares,
aos quadros do partido, do
qual foi expulso na crise de
2005, também apoiada pelo
grupo de Dirceu, está pro-
vocando menos marola do
que seria de se supor.
A discussão está coloca-
da dentro do partido, mas
em termos muito amenos,
como podemos ver no tex-
to de Carlos Henrique Ára-
be, secretário nacional de
Formação Política do PT,
que, mesmo discordando,
faz um apelo à unidade par-
tidária, revelando o que
realmente está em jogo pa-
ra os petistas, a manuten-
ção do poder:
“Recolocar o tema para a
mesma instância é solicitar
ao Diretório Nacional uma
autocrítica e uma condena-
ção da decisão tomada ante-
riormente. Mais do que isso,
é reabrir uma questão que, a
seu tempo, teve a solução
que mais nos unificou.”
É bem verdade que Car-
los Henrique Árabe retoma
um tema que não deve ter
agradado a Dirceu, ainda
mais agora, quando o julga-
mento do mensalão se apro-
xima da definição. Ele diz
que o PT, no 13
o
- Encontro e
no 3
o
- Congresso, encontrou
um caminho de unidade
“com posições críticas aos
acontecimentos de 2005 e
com posições de superação
daqueles equívocos”.
E diz que foi um erro his-
tórico do PT se recusar a rea-
lizar um processo interno
“para se constituir um juízo
comumsobre o que foramos
acontecimentos que produzi-
ram a crise de 2005”.
Por isso, diz ele, a dire-
ção do PT não tem uma opi-
nião comum sobre a crise.
“Existem várias versões, um
largo espectro de opiniões,
mas não uma compreensão
comum. Este fato enfraquece
a defesa do partido como
projeto coletivo.”
Mas, afirma Árabe em
seu manifesto, não houve
dúvidas sobre a atuação de
Delúbio Soares como secre-
tário nacional de Finanças
“documentada no processo
interno. Os termos ali utili-
zados são duros. Invalidar a
decisão anterior do Diretó-
rio Nacional é, necessaria-
mente, recolocar todo o de-
bate de volta”.
Outro aspecto de muita
importância, salienta o diri-
gente petista, “é que exis-
t em mui t os processos
constituídos por diferentes
poderes públicos sobre os
dramáticos acontecimen-
tos da crise de 2005 e os
seus atores. Muitos aguar-
dam julgamento do Supre-
mo Tribunal Federal”.
Frente a eles, o PT deve
ter uma posição de defesa
partidária. E aí vai contar a
capacidade de unir o parti-
do. A proposta de refiliar
Delúbio em nada contribui
para isso.
Enquanto o PT procura a
união partidária, mesmo às
custas da verdade, o que fa-
zem os principais partidos
de oposição?
O PSDB se engalfinha em
uma luta fratricida, em que
surge o governador Geral-
do Alckmin com o espírito
rancoroso e vingativo que
era atribuído ao ex-gover-
nador José Serra.
E a dissidência partidária
centrada no DEM que ali-
menta o novo PSD do pre-
feito Gilberto Kassab não
representa nenhuma toma-
da de posição ideológica,
como foi, por exemplo, o
surgimento do PSOL em
discordância com o PT, mas
apenas um aglomerado de
políticos mal acomodados
em seus partidos que viram
a nova legenda como uma
válvula de escape em dire-
ção às benesses governa-
mentais.
Quando o PSDB surgiu da
costela do PMDB, em protes-
to contra o fisiologismo que
dominava aquela legenda, ti-
nha uma proposta de renova-
ção política que chegou ao
poder com o Plano Real.
Hoje, as disputas não
passam de vinganças mes-
quinhas ou de fisiologismo
mal resolvido, sem um pin-
go de grandeza.
Mesmo que seja apenas o
poder pelo poder, o PT é o
único partido político bra-
sileiro que tem um projeto.
Casas ainda sem banheiro
Pior situação é no Nordeste. No Piauí, moradores têm de recorrer a matas
Cássia Almeida
e Efrém Ribeiro
● RIO e TERESINA. Se quase
metade (44,5%) da população
brasileira não tem acesso à
rede de coleta de esgoto, uma
parcela significativa desses
domicílios sequer tem ba-
nheiro em casa para se ligar
às redes. São 3.562.671 domi-
cílios sem banheiro no país, o
que representa 6,2% das ca-
sas, de acordo com os núme-
ros do Censo 2010, divulga-
dos ontem pelo IBGE. O nú-
mero fica ainda mais impres-
sionante ao se constatar que
3.050.945 casas têm três ba-
nheiros, revelando, pelo nú-
mero de sanitários, a desi-
gualdade que assola o país. Já
no topo da pirâmide sanitária
estão o 1,2 milhão de casas
com quatro banheiros ou
mais. A grande maioria das
casas tem um banheiro. São
67,14% nessa condição.
E a situação já foi pior. Em2000, quando
houve oúltimoCenso, eram7,5 milhões de
domicílios sem banheiro. Para o engenhei-
ro sanitarista Léo Heller, professor da Uni-
versidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), a queda de 52% é significativa:
— Reflete a melhoria de renda da po-
pulação e as políticas habitacionais.
A grande maioria dos sem-banheiro es-
tá no Nordeste: 63,3%, com 2.257.051 do-
micílios. Por estado, o Maranhão assume
a liderança do ranking, com 587.657 lares
sem banheiro. A menor proporção é no
Sul, com 2,4% dos lares.
A dona de casa Ana Regina Freitas Fer-
ro, de 28 anos, e seu filho Walisson Freitas
Ferro, de 9, saem duas vezes por dia de
casa e caminham mais de um quilômetro
para pegar água emuma caixa d’água nas
margens da rodovia BR-316, zona rural de
Teresina. No povoado Nossa Senhora de
Fátima, onde Ana Regina mora com seus
dois filhos, não há saneamento. Os mo-
radores não têm banheiros e esgotos,
tendo de recorrer a matas que ficam no
entorno das casas.
— Se tivesse banheiro em casa, não te-
ríamos água para dar a descarga, nem pa-
ra limpar os aparelhos — diz Ana Regina.
Ela e Walisson levam a água em carros
de mão cheios de tambores e vasilhames
de plástico. Para economizar a água, o me-
nino toma banho na própria caixa d’água,
vestido, mesmo ritual de jovens que são
encarregadas de carregar água para suas
casas em Nossa Senhora de Fátima. As
meninas ficam envergonhadas quando
chega alguém de fora da comunidade.
— O nosso dia a dia é esse. A gente
pega água para beber, para cozinhar, e a
gente lava a roupa sob o sol quente no pé
da caixa d’água. Como Teresina é muito
quente, a gente fica com agonia quando
não se banha, e a falta de água fica pior
ainda — conta Ana Regina, antes de co-
meçar a empurrar o carro de mão.
Em Chapadinha Sul, a 25 quilômetros
do centro da capital piauiense, os mora-
dores não têm acesso à água potável em
suas casas há um ano. Havia um poço co-
munitário, mas a Associação de Morado-
res atrasou o pagamento das contas de
energia elétrica, a distribuidora Eletrobras
cortou a luz, e as bombas pararam.
A companhia de água nunca ampliou
o abastecimento de água para o povoa-
do de mais de mil habitantes. Semágua e
saneamento, os moradores de Chapadi-
nha Sul fazem de banheiro a floresta que
circunda a região.
— Dá vontade de sair daqui e ir para
um lugar que tenha água. Não se tem
água para beber, banhar, nem para lavar
roupas. Pega-se água emprestada de pes-
soas que têm mais condições e cavam
poços. Não temos essa condição e fica-
mos pedindo água, por favor — lamenta
Ana dos Reis, de 17 anos, que ajuda a cui-
dar de sua família de 12 pessoas desem-
penhando atividades domésticas.
Sua tia, a agricultora Maria da Luz, de
47 anos, diz que se sente humilhada
quando procura água na casa dos mo-
radores que têm poços, mas as residên-
cias estão fechadas.
— Não tratam a gente como seres hu-
manos. Até os animais precisam de
água — queixa-se. — Não é todo dia que
a gente se banha.
O GLOBO NA INTERNET
VÍDEO Brasil avança, mas em ritmo lento.
Assista à análise de Cássia Almeida
oglobo.com.br/pais
Fotos de Efrém Ribeiro
ANA REGINA E WALISSON: duas caminhadas de mais de um quilômetro por dia para pegar água com carrinhos de mão perto de rodovia
A AGRICULTORA Maria da Luz: “Não tratam a gente como seres humanos. Até os animais precisam de água”
Editoria de Arte
O PAÍS

5 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 5 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 48 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
6 Sábado, 30 de abril de 2011
.
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 6 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 21 h
O GLOBO
ORGANI ZAÇÕES GLOBO FALE COM O GLOBO
Presidente: Roberto Irineu Marinho
Vice-Presidentes: João Roberto Marinho • José Roberto Marinho
O GLOBO é publicado pela Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Vice-Presidente: Rogério Marinho
OGLOBO
Diretor de Redação e Editor Responsável: Rodolfo Fernandes
Diretor de Redação Adjunto: Ascânio Seleme
Editores Executivos: Luiz Antônio Novaes, Pedro Doria,
Helena Celestino e Paulo Motta
Editores - O País: Silvia Fonseca; Rio: Adriana Oliveira;
Economia: Cristina Alves; O Mundo: Sandra Cohen; Esportes:
Antonio Nascimento; Segundo Caderno: Isabel De Luca; Imagem:
Ricardo Mello; Fotografia: Alexandre Sassaki; Ciência: Ana Lucia
Azevedo; Arte: Léo Tavejnhansky; Opinião: Aluizio Maranhão
Rua Irineu Marinho 35 - Cidade Nova - Rio de Janeiro, RJ
CEP 20.230-901 • Tel.: (21) 2534-5000 • Fax: (21) 2534-5535
Impressão: Rod. Washington Luiz 3.000 - Duque de Caxias, RJ
CEP 25.085-000 • Tel.: (21) 2534-5000
Classifone: (21) 2534-4333 Para assinar: (21) 2534-4315 ou oglobo.com.br/assine Geral e Redação: (21) 2534-5000
AGÊNCI A O GL OBO
DE NOT Í CI AS
Venda de noticiário:
(21) 2534-5656
Banco de imagens:
(21) 2534-5777
Pesquisa:
(21) 2534-5779
Atendimento ao estudante:
(21) 2534-5610
SUCURSAI S
Belo Horizonte:
(31) 3298-9300
fax: (31) 3298-9305
Brasília:
(61) 3327-8989
fax: (61) 3327-8369
Salvador:
(71) 243-3944/243-3387
fax: (71) 243-3587
São Paulo:
(11) 3226-7888
fax: (11) 3226-7882
PUBL I CI DADE
Noticiário: (21) 2534-4310
Classificados: (21) 2534-4333
Jornais de Bairro:
(21) 2534-4355
Missas, religiosos e fúnebres:
(21) 2534-4333
— Plantão nos fins de semana
e feriados: (21) 2534-5501
Loja: Rua Irineu Marinho 35,
Cidade Nova
International sales:
Multimedia, Inc. (USA)
Tel: +1-407 903-5000
E-mail:
adsales@multimediausa.com
ASSI NAT URA
Atendimento ao assinante
Rio de Janeiro e principais
capitais: 4002-5300
Demais localidades:
0800-0218433 — Segunda a
sexta: das 6h30m às 19h —
Sábados, domingos e feriados:
das 7h às 12h
Assinatura mensal com débito
automático no cartão de
crédito, ou débito em conta
corrente (preço de segunda a
domingo) RJ/ MG/ ES:
Normal: R$82,33
Promocional: R$62,90
AT ENDI MENT O
AO L EI T OR
plantao@oglobo.com.br
DEF ESA DO
CONSUMI DOR
As cartas devem ser
enviadas para: Rua Irineu
Marinho 70 • 3
o
- andar
CEP 20.230-023 • RJ
ESTADOS
RJ, MG e ES
SP
DF
Demais estados
DIAS ÚTEIS
2,50
3,00
3,00
4,50
DOMINGOS
4,00
4,50
6,00
9,00
VENDA AVUL SA
EXEMPL ARES
AT RASADOS
Rua Marquês de Pombal 75
(das 9h às 17h). Preço:
o dobro do de capa atual
SIP WAN
O GL OBO É ASSOCI ADO:
PRETO/BRANCO
OPI NI ÃO
D
o ciclo de 16 anos de poder divi-
didos entre tucanos e petistas
saiu um Estado insaciável na co-
brança de impostos e generoso
redistribuidor de dinheiro do contribuinte
— no período, a carga tributária escalou
aproximadamente oito pontos de PIB e che-
gou a 35%. Obedientes ao modelo de Esta-
do assistencialista desenhado na Constitui-
ção de 1988, sucessivos governos do PSDB
e do PT ampliaram gastos de custeio no pa-
gamento de benefícios previdenciários e
assistenciais.
O perfil social da população requeria
mesmo programas de transferência de ren-
da — e ainda requer. Os problemas surgi-
ram com o crescimento excessivo destas
transferências, via Bolsa Família — nome
dado na Era Lula a um conjunto de progra-
mas herdado dos tucanos — e, em função
da política de reajustes do salário mínimo
acima da inflação, também por meio de be-
var a autonomia do bolsista.
A meta do Pronatec é treinar 3,5 milhões
de pessoas até o fim do governo, em 2014,
dos quais 500 mil este ano. Além de inscri-
tos no Bolsa Família, o programa tem como
alvo estudantes do ensino médio — onde é
alta a taxa de evasão — e reincidentes no
uso do seguro-desemprego.
A iniciativa chega em uma fase de mer-
cado de trabalho ainda aquecido — taxa de
desemprego na faixa dos 6%, nunca alcan-
çada antes — e falta de mão de obra em vá-
rios setores. Os inscritos serão treinados
para empregos em segmentos do setor de
serviços, construção civil e tecnologia da
informação.
A estimativa é de 200 mil atendidos pelo
Bolsa Família serem qualificados em quatro
anos. Não é muito diante das 13 milhões de
famílias cadastradas no programa assisten-
cialista. Mas significa uma porta aberta.
Faltam outras.
Porta de saída do assistencialismo
nefícios previdenciários. Entre eles, os de
cunho marcadamente assistencial, como a
aposentadoria rural e o benefício continua-
do a pessoas com mais de 60
anos, e deficientes físicos, pa-
gos sem a necessidade de con-
tribuição prévia.
Só o INSS, guichê desses pa-
gamentos, emite 3,5 milhões de
cheques mensais por conta
dos benefícios continuados. Ao
todo, o Orçamento distribuiu,
em 2008, 27,4 milhões de con-
tracheques no valor de um sa-
lário-mínimo, segundo o eco-
nomista Raul Velloso. No caso
do Bolsa Família, se forem con-
siderados os dependentes, 50
milhões de pessoas são direta e indireta-
mente beneficiados.
A edificação de um Estado provedor tem
custos palpáveis — para quem paga impos-
tos — e intangíveis, como a falta de recur-
sos para gastos que, por ironia, iriam evitar
a necessidade de programas assistencialis-
tas. Educação é um deles.
Eis por que o Programa Na-
cional de Acesso ao Ensino
Técnico (Pronatec), lançado
quinta-feira pela presidente
Dilma Rousseff, dá esperança
de, se for bem executado, rom-
per um nefasto mecanismo ins-
talado toda vez que se institui
um Estado provedor, assisten-
cialista: os beneficiários se
acomodam a viver sob o guar-
da-chuva oficial, e não exer-
cem na plenitude os direitos
da cidadania numa sociedade
moderna. Mesmo que o Bolsa Família exija
contrapartidas — visita a postos de saúde,
matrícula de filhos na escola, etc — era ne-
cessária uma ação mais forte para incenti-
Programa de
treinamento de
mão de obra é
iniciativa a ser
ampliada
O
s desastres de Tchernóbil e do Ja-
pão confirmam: a indústria nuclear
é uma atividade de falha zero. Por
mais que acidentes sejam imprevi-
síveis, na área nuclear sua ocorrência deve
ser obsessivamente prevenida, por motivos
óbvios. No caso japonês, o país foi abalado
por um terremoto de 9 graus na escala Rich-
ter, seguido de uma tsunami catastrófica e in-
contáveis réplicas do tremor. Todos atingiram
diretamente a central nuclear de Fukushima
1, no Nordeste do país, provocando uma ca-
tástrofe ainda não contornada.
A predisposição de uma determinada re-
gião para terremotos, tsunamis, avalanches,
inundações e outras catástrofes naturais é
certamente um dos fatores a serem conside-
rados antes da decisão de ali se instalarem
reatores atômicos. No caso do Japão, carente
de petróleo e de condições para a construção
de hidrelétricas, e situado no chamado Círcu-
mento dos núcleos, estavam ao rés do chão
— e foram arrastados pelo maremoto.
Expandir a capacidade de produção nu-
clear de energia elétrica era a principal preo-
cupação de políticos, reguladores e, natural-
mente, empresas geradoras. Um exemplo dis-
so foi a decisão de prorrogar por dez anos a
vida útil do principal reator de Fukushima,
que atingira seu limite operacional de 40 anos.
A própria agência reguladora japonesa faz
parte do Ministério da Economia, Comércio e
Indústria, que é encarregado de promover a
expansão da energia nuclear. Os mesmos bu-
rocratas ora estão de um lado do balcão, ora
do outro.
O caso do Japão realça a necessidade de
transparência nos assuntos de Estado. Mos-
tra, também, que os reatores nucleares con-
tinuam sendo alternativas viáveis às fontes
poluentes de energia, desde que controlados
de forma independente e transparente.
Conluio agrava crise nuclear no Japão
lo de Fogo do Pacífico, propenso a vulcões e
terremotos, a opção nuclear é tão atraente
quanto arriscada.
Mas o jornal “The NewYork Ti-
mes” chamou a atenção para ou-
tros aspectos preocupantes: a
cultura japonesa do silêncio e a
conivência entre as companhias
de geração de energia nuclear, as
agências reguladoras e os políti-
cos. Tudo isso faz com que a in-
dústria seja envolta em segredo,
impedindo a circulação de infor-
mações. Em outras palavras, o
povo japonês já corria perigo
com a central nuclear de Fu-
kushima mesmo sem terremotos
e tsunami.
O número de irregularidades descrito pelo
“NewYork Times” é aterrador. Já em2000, um
inspetor a serviço da General Electric, fabri-
cante dos reatores, notificou a agência regu-
ladora de que fissuras num condensador es-
tavam sendo ocultadas pela operadora, a To-
kyo Electric Power (Tepco). A
agência revelou à operadora a
identidade do inspetor e man-
dou a própria Tepco inspecionar
os reatores. Nada foi feito.
Muitos especialistas japone-
ses e ocidentais concluíram que
procedimentos de segurança in-
consistentes, insuficientes ou
mesmo não existentes tiveram
um papel importante no agrava-
mento dos problemas com os
reatores japoneses. Por exem-
plo: eram baixos os muros cons-
truídos para impedir que uma
tsunami invadisse a usina; os geradores a die-
sel, que entrariamemação no caso de falta de
energia para alimentar o sistema de resfria-
Conivência entre
governo, políticos
e empresas
conspira contra o
interesse público
De Hipócrates à hipocrisia
tima do fogo cruzado de uma som-
bria batalha por lucros? Essas dúvi-
das só a ética médica pode dirimir.
Segundo ato, a definição mesma de
doença. Antes uma sensível pane do
corpo, hoje ela se define como um
avesso da expectativa da saúde per-
feita, horizonte marqueteiro que re-
cua quanto mais nos aproximamos
dele. A cada item dessa pauta inesgo-
tável corresponde uma oferta tera-
pêutica, um produto novo colocado
no mercado ou um serviço que al-
guém se dispõe a prestar. Afinal, não
é a oferta que induz a demanda?
Prospera a invenção das doenças.
A criança travessa, diagnosticada co-
mo hiperativa, precisa supostamente
de atendimento psicológico ou de
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA
P
lanos de saúde ofereceram
uma melhor remuneração,
denominada “consulta boni-
ficada” a médicos que pedis-
sem menos exames a seus pacientes.
A Associação Médica Brasileira de-
nunciou a prática como antiética e a
Agência Nacional de Saúde proibiu
sua utilização. Em tempo.
Se um médico pede um exame é
porque julga necessário. Não pedi-lo
em troca de dinheiro seria pôr em ris-
co a saúde do paciente. Por outro la-
do, se não era necessário
e mesmo assimpediu, por
que o fez? A queminteres-
sava o pedido indevido?
A confiança na palavra
do médico, ponte entre a
vida e a morte, é a essên-
cia da relação com o pa-
ciente. É gravíssimo des-
moralizá-la a troco do que
em profissões menos no-
bres se chamaria gorjeta.
Essa relação tem uma
origem sagrada. Deus tu-
telar da medicina, Esculá-
pio viveu em Epidauro e foi elevado
ao Olimpo por suas práticas curati-
vas, misto de conhecimento e defe-
rência com o sofrimento humano. À
sua morte espalharam-se pelo mun-
do antigo templos em seu louvor,
construídos por discípulos e sacer-
dotes aos quais acorriam peregrinos
em busca de alívio para seus males.
Neles havia espaço para que pernoi-
tassem e repousassem durante a
convalescença. Nasciam os hospitais
e seus médicos.
Gerações mais tarde um descen-
dente de Esculápio, Hipócrates, abre
caminho para a medicina moderna
anunciando que os males não vi-
nham dos deuses, mas da natureza, e
que, descobertas as causas do mal,
na própria natureza encontraríamos
seu remédio. Nascia o diagnóstico.
Os escritos de Hipócrates são o fun-
damento da ética médica.
A travessia da dor e da morte em-
presta à relação médico-paciente um
caráter de confiança mesclada de
gratidão.Transformada em prestação
anônima de serviço, essa relação es-
tá adoecendo. Quemnão teve, emum
hospital ou posto de saúde, a expe-
riência de ser atendido por um médi-
co, depois controlado
por outro, e mais tarde
por um terceiro, desco-
nhecido? Quem não sen-
tiu, então, a vertigem do
desamparo? Onde a inti-
midade que unia o pa-
ciente ao médico, autori-
zando a nudez do corpo
e da alma fragilizados?
Mais que um serviço,
o que se poderia expli-
car pelas necessidades
do atendimento de mas-
sa, contaminada pela ló-
gica do mercado , a medicina corre o
risco de se tornar um produto.
O episódio da consulta bonificada
fere a dignidade dos médicos e o di-
reito dos pacientes. A solicitação de
exames desnecessários, por sua vez,
suscita interrogações sobre a medici-
na tecnológica. Apesar dos inestimá-
veis serviços que presta, sobretudo
na prevenção de doenças como o
câncer de mama, estaria a medicina
tecnológica induzindo a um hiper
consumo de exames oferecidos por
uma pletora de empresas?
Onde a verdade, onde a impostu-
ra? Não estaria o paciente sendo ví-
tranqüilizantes. E há quem, sem ne-
cessidade de cuidados especiais, pa-
gue a um personal — esse anglicismo
abreviado que se incorporou ao nos-
so vocabulário — para simplesmente
caminhar a seu lado, já que o exercí-
cio diário é necessário e, se não pra-
ticado, mandamos para nós mesmos
a conta da culpa.
As farmácias assépticas que subs-
tituem nas esquinas a alegria dos ba-
res são o depoimento urbano sobre a
medicalização da vida e a ampliação
do mercado da saúde. Os filósofos
iluministas já desconfiavam que esse
negócio iria prosperar. Voltaire, na
rubrica “doença” de seu Dicionário
Filosófico, põe na boca de um médi-
co: “Nós curamos infalivelmente to-
dos aqueles que se curam a si mes-
mos.” Rousseau, no Emílio, é ainda
mais categórico: “Impaciência, preo-
cupação e, sobretudo, remédios ma-
taram pessoas que a doença teria
poupado e o tempo curado.”
A saúde é, hoje, uma caixa-preta a
ser aberta pelos médicos que hon-
ram o juramento de Hipócrates e pa-
cientes inseguros que querem se de-
fender das hipocrisias. Ela guarda as
duas faces perversas de um mesmo
negócio: a deriva da medicina de
mercado e o mito da saúde perfeita.
Em todos os sentidos, ambos nos
custam caríssimo.
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA é escritora.
E-mail: rosiska.darcy@uol.com.br.
Marcelo
A saúde
é uma caixa-
preta a ser
aberta pelos
médicos
OPINIÃO

7 Sábado, 30 de abril de 2011
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 7 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 53 h
O GLOBO
PRETO/BRANCO
D. ORANI JOÃO TEMPESTA
N
o dia 1
o
- de maio, dia do traba-
lhador e domingo da Misericór-
dia, teremos a beatificação do
Papa João Paulo II. Estamos na
Oitava da Páscoa. Continuam a ressoar
em nossos ouvidos as palavras do anjo:
“Ele não está aqui! Ressuscitou como ha-
via dito!” (Mt 28,6).
Compartilhando essa exultação pascal,
ocupo hoje o espaço do cardeal D. Eugenio
Sales para manifestar minha gratidão por
sua vida, missão, testemunho e incansável
dedicação junto aos meios de comunica-
ção.
Ao longo de 40 anos suas mensagens fo-
ram veiculadas neste jornal. Minha grati-
dão, em nome da Arquidiocese do Rio de
Janeiro, ao Dr. Roberto Marinho (in memo-
riam), então diretor-presidente, e à atual
presidência das Organizações Globo por
cederemeste espaço tão importante à Igre-
ja através do nosso amado cardeal.
Após completar 90 anos, celebrados
com grande júbilo pela Arquidiocese em
2010, Dom Eugenio expressou o desejo de
escrever seu último artigo nesta Páscoa, o
que se concretizou coma publicação da se-
mana passada. O acervo de suas mensa-
gens está publicado integralmente no Bo-
letimda Revista do Clero desde 1971, órgão
oficial da Arquidiocese e também por meio
da internet e em seu blog.
Oensinamento de DomEugenio traduz o
apelo do Papa Bento XVI na sua Mensagem
para o Dia Mundial das Comunicações So-
ciais de 2011: “Comunicar o Evangelho sig-
nifica não só inserir conteúdos declarada-
mente religiosos nas plataformas dos di-
versos meios, mas também testemunhar,
no modo de comunicar, escolhas, preferên-
cias, juízos que sejam profundamente coe-
rentes com o Evangelho.”
Como poderemos definir a pessoa de
Dom Eugenio Sales? A síntese está no seu
lema episcopal, fundamentado na Segunda
Carta de São Paulo aos Coríntios, o qual
carrega a diretriz de sua vida que até agora
nãose desgastou; e é por ele —“impendam
et superimpendar” — que permanece
atual, apesar das contingências do tempo.
Dentre as ações de Dom Eugenio, as que
mais se destacaramdesde o Movimento de
Natal, citamos: as paróquias confiadas a re-
ligiosas; as Escolas Radiofônicas que im-
pulsionaram o Movimento de Educação de
Base (MEB) e as Comunidades Eclesiais de
Base (CEBs); a Campanha da Fraternidade,
posteriormente assumida em nível nacio-
nal pela CNBB no ano de 1964; o trabalho
de proteção aos refugiados políticos.
A presença da Igreja do Brasil em Roma
através do cardeal do Rio de Janeiro na
pessoa de D. Eugeniofoi marcante pela pre-
sença nas Congregações romanas como na
amizade com os Papas.
O frutuoso apostolado de Dom Eugenio
rendeu-lhe diversas honrarias. Mas, como
ele sempre professou, foi um instrumento
nas coisas de Deus, acompanhado de um
laicato comprometido com o dever missio-
nário e de um presbitério vigoroso com o
qual pôde contar para pastorear.
A Arquidiocese do Rio agradece a Dom
Eugenio o seu empenho e aproveita para
desejar a todos os leitores que a alegria
pascal os contagie e os conduza pelos ca-
minhos deste alegre anúncio. A morte foi
vencida! Cristo é a nossa Páscoa! Aleluia!
D. ORANI JOÃO TEMPESTA é arcebispo do Rio de
Janeiro.
Cavalcante
O legado de
D. Eugenio
ZUENIR VENTURA
Pensamento
grupal
A reforma política não é um Fla-Flu
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.
L
eitor, leitora, nada mais pro-
míscuo do que o sexo grupal
— exceto talvez o pensa-
mento grupal. A turma da
bufunfa e os economistas do merca-
do financeiro são muito propensos
a esse pensamento grupal — group-
think em inglês, isto é, a tendência
entre setores homogêneos a consi-
derar os temas sob um mesmo pa-
radigma e não desafiar certas pre-
missas e interesses básicos. A opi-
nião de cada indivíduo passa a ser
um ato coletivo, mais ou menos or-
questrado.
Nas últimas semanas, tivemos um
exemplo extraordinário de pensa-
mento grupal — a forte reação do
mercado à decisão do Banco Cen-
tral de aumentar em “apenas” 0,25
ponto percentual a taxa básica de
juro. Se bem percebi daqui de longe,
foi uma unanimidade ululante. O au-
mento foi considerado “insuficien-
te” para o controle da inflação, indí-
cio de fraqueza do BC e até mesmo
da sua suposta subordinação ao
“desenvolvimentismo” que domina
o Ministério da Fazenda.
Fantástico. Quem ouve esse co-
ro de especialistas e financistas e
não tem acesso a certas informa-
ções básicas pode ficar completa-
mente desorientado. Na realida-
de, entre os bancos centrais de
economias emergentes, o do Bra-
si l está entre os que reagi ram
mais rapidamente, em termos de
política de juros, ao risco de aque-
cimento. Desde abril de 2010, a
meta para a taxa Selic passou de
8,75% para 10,75% no final do ano.
No governo atual, os aumentos
continuaram, com a taxa alcan-
çando 12% depois da última deci-
são do Copom (Conselho de Polí-
tica Monetária) do BC.
Eis aí uma taxa gorda, para rentis-
ta nenhum botar defeito! A Cruzeiro
do Sul Corretora publica um ranking
mensal das taxas de juro reais em 40
países (na verdade, 39 mais Hong
Kong). O Brasil lidera esse ranking
por margem cada vez maior. Com o
aumento de “apenas” 0,25 ponto
percentual, a taxa básica de juro no
Brasil alcança 6,2% (descontada a
inflação projetada para os próximos
12 meses). O segundo e o terceiro
colocados, Turquia e Austrália, fica-
ram bem para trás, com 2,2% e 2%
de juro real básico. A taxa média pa-
ra os 40 países é negativa em 0,9%.
Dos 40, nada menos que 36 países
apresentam juros básicos negativos
em termos reais.
O diferencial de juros nominais
entre o Brasil e as principais econo-
mias desenvolvidas é imenso —
12% contra 1,25% na área do euro,
0,25% nos EUA e 0,1% no Japão. Ne-
nhum dos BRICS segue o padrão
brasileiro de política de juros. A Chi-
na e a Índia, que também estão en-
frentando problemas de sobreaque-
cimento e inflação, talvez mais gra-
ves do que os nossos, têm sido mais
cautelosos em matéria de aumentos
de juros.
O pensamento grupal aí no Brasil
não toma conhecimento de nada
disso. Não se leva na devida conta
que umaumento ainda maior dos ju-
ros sobrecarregaria o déficit públi-
co (o Tesouro é quem arca com o
grosso do prejuízo decorrente dos
juros altos). E pior: acentuaria a ten-
dência à sobrevalorização do real —
um dos mais graves problemas da
economia do país.
É evidente que a inflação preocu-
pa. Há indícios de que a pressão es-
tá aumentando, em parte por causa
de choques exógenos, em parte por
excesso de demanda. Por exemplo,
houve aceleração dos preços de ser-
viços, que tendem a refletir mais o
ritmo da demanda doméstica. As
medidas de tendência da inflação
também acusam algum aumento
nos meses recentes.
Mas isso não significa que a res-
posta deva ser carregar a mão nos
juros. Parece mais apropriado, nas
circunstâncias atuais, combinar a
política de juros com ajuste fiscal,
medidas de controle do crédito e
restrições à entrada de capitais e à
tomada de empréstimos externos.
Esse último tipo de medida mata
dois coelhos: contém a expansão do
crédito alimentada pela onda de ca-
pitais externos e contribui para ate-
nuar a valorização do real.
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. é
economista e diretor-executivo pelo
Brasil e mais oito países no Fundo
Monetário Internacional, mas expressa os
seus pontos de vista em caráter pessoal.
E-mail: paulonbjr@hotmail.com. Twitter:
@paulonbjr
Questão de temperamento
HUMBERTO COSTA
A
pós dois meses, a Comissão
Especial de Reforma Política
do Senado concluiu seu tra-
balho. Quinze senadores, de
oito partidos diferentes, votaram para
decidir as proposições. Tradicionais di-
vergências políticas foram superadas,
com partidos da situação e da oposi-
ção votando unidos, ao passo que se-
nadores do mesmo partido não supe-
raram suas divergências, mantendo
suas diferenças até o fim. De todo o
processo, o que se colheu de mais po-
sitivo foi a discussão desarmada sobre
a atualização do sistema eleitoral.
Esse entendimento entre os inte-
grantes da Comissão não impede, po-
rém, que a Reforma seja interpretada
como um Fla x Flu partidário, no qual
as propostas aprovadas de um partido
são mais importantes do que suas con-
sequências para o sistema político do
País. Para o PT, a comissão mostrou
avanços importantes. Um deles foi que
questões cruciais — antes satanizadas
— puderam ser discutidas civilizada-
mente. Mostrou também a reafirmação
de ideias da origem do PT, como a
constituição de partidos políticos for-
tes e a garantia de representatividade
na democracia. Na ditadura militar,
nosso partido lutou pelo voto direto;
agora, quer instituições mais sólidas e
a ampla representação das minorias.
Três importantes questões para o
PT foram aprovadas: o voto proporcio-
nal, a lista partidária pré-ordenada e o
financiamento público das campanhas
eleitorais. O voto proporcional — que
elege vereadores, deputados federais e
estaduais —é a única que garante a re-
presentação das minorias —ao contrá-
rio do voto distrital, que a inviabiliza. A
lista pré-ordenada gera o voto no par-
tido, seus ideais e propostas — e não
na pessoa do candidato. É o que me-
lhor se adapta ao voto proporcional,
além de defender o eleitor de imposto-
res, e garantir a aplicação correta do fi-
nanciamento público. Sua adoção, jun-
to coma lista pré-ordenada, exigirá me-
nos recursos da Justiça Eleitoral, que
não terá mais de fiscalizar milhares de
candidatos, mas algumas dezenas de
partidos. O financiamento público, por
fim, traz dois avanços. Um deles é a re-
dução de desvios de conduta na arre-
cadação de fundos eleitorais, motivo
da maioria dos escândalos ocorridos
no Brasil desde o restabelecimento da
democracia. Outro é a garantia de
igualdade de condições para todos que
participam do processo eleitoral.
A essa altura, o leitor deve estar se
perguntando: por que o PT não defen-
deu o voto facultativo na Comissão Es-
pecial?
OPT é contra o voto facultativo por-
que, a rigor, ele já existe. Não há pro-
cedimento mais simples do que a jus-
tificativa para não votar. Mais: é a obri-
gatoriedade que gera a mobilização e
participação popular nas campanhas
eleitorais — a mais fiel demonstração
de democracia que um país pode ter.
HUMBERTO COSTA é senador (PT-PE), líder
do partido e do bloco de apoio ao governo no
Senado.
Mais e melhores empregos
ALÍCIA BÁRCENA
A
visita que o presidente
Barack Obama realizou a
três paí ses da Améri ca
Latina — Brasil, Chile e El
Salvador — deve nos animar a con-
tinuar examinando o estado das
relações econômicas entre os Es-
tados Unidos e a região.
No mesmo dia em que o presidente
Obama falou à região desde o Chile, a
Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe (Cepal) lançou umre-
latório sobre a relação da região com
os Estados Unidos, procurando contri-
buir para este debate.
Na Cepal acreditamos que estão da-
das as condições para aproveitar novas
oportunidades de cooperação comer-
cial entre os Estados Unidos e a região.
Os Estados Unidos continuam sendo o
principal parceiro comercial individual
da América Latina e do Caribe, e as ex-
portações da região a esse país são
mais diversificadas que as destinadas à
União Europeia e à Ásia. A nação norte-
americana continua sendo também a
maior investidora individual na região,
representando 34,7% dos fluxos acu-
mulados do investimento estrangeiro
direto, recebido entre 1999 e 2009.
Apesar do citado anteriormente, a
participaçãodos Estados Unidos noco-
mércio exterior regional tem-se reduzi-
do na última década, conforme aumen-
ta a importância da China e de outras
economias emergentes nesse comér-
cio. Nas exportações, a participação
norte-americana diminuiu de 59,7% em
2000 para 40,1%em2009, e comrelação
às importações caiu de 49,3% para
31,2% no mesmo período.
Em todo o mundo há um interesse
renovado no fortalecimento dos víncu-
los comerciais com a América Latina e
com o Caribe. Entretanto, há evidên-
cias por parte dos Estados Unidos de
uma falta de visão estratégica para a
região no tocante a esta área, questão
esta que esperamos seja superada sob
os princípios da “associação entre
iguais” e o desenvolvimento de acordo
com a realidade de cada país, propos-
tos pelo presidente Obama no Chile.
Até agora existem obstáculos que
ainda não conseguimos superar: os
tratados de livre comércio (TLC) assi-
nados coma Colômbia e oPanamá, em
2006 e 2007 respectivamente, ainda
não foram apresentados ao Congresso
norte-americano para sua aprovação.
Igualmente, os programas de preferên-
cias alfandegárias que beneficiam os
países andinos e outros da região en-
contram-se interrompidos.
Cremos que é chegada a hora de tra-
balhar de forma cooperativa para a
conclusão da Rodada de Doha da Or-
ganização Mundial do Comércio
(OMC) em2011, e que é o momento de
abrir um diálogo entre os Estados Uni-
dos e os países da região que partici-
pam do Grupo dos Vinte (G-20). É con-
veniente também estabelecer um pro-
grama integrado de cooperação eco-
nômica.
Somente se criarmos dessa forma
mais e melhores empregos — produ-
tivos e com direitos —, poderemos er-
radicar a pobreza e construir um futu-
ro com igualdade para todos e todas.
ALICIA BÁRCENA é secretária-executiva da
Comissão Econômica para a América Latina e
o Caribe (Cepal).
O GLOBO NA INTERNET
OPINIÃO Leia mais artigos
oglobo.com.br/opiniao
O
presidente do Senado, José Sar-
ney, classificou como uma “ques-
tão de temperamento” a atitude
do colega e presidente da Comis-
são de Educação, Roberto Requião, que ar-
rancou o gravador das mãos de um repórter
da Rádio Bandeirantes que lhe perguntou se
abriria mão de uma discutível aposentadoria
vitalícia de R$ 24 mil por ter exercido o cargo
de governador do Paraná. Depois de apagar
a entrevista e ameaçar o jornalista — “Quer
apanhar?” — o agressor justificou-se em ple-
nário: “Há momentos em que a indignação é
uma virtude como foi a do Cristo ao respon-
der aos vendilhões do templo.” Não é a pri-
meira vez que Requião perde a cabeça e so-
fre um desses surtos de “indignação”. Teve
tantos que recebeu o apelido de Maria Lou-
ca, levando o falecido Orestes Quércia a es-
clarecer: “Às vezes mais louca do que Maria;
às vezes mais Maria do que louca.” Requião
na Comissão de Educação é uma contradi-
ção em termos tão evidente quanto Renan
Calheiros no Conselho de Ética.
Esse padrão de comportamento conheci-
do como desequilíbrio emocional tem se
tornado comum no país, e em alguns casos
com sérias consequências. Outro dia mes-
mo houve o episódio do motorista de Porto
Alegre que, numdesses destemperos, resol-
veu passar com seu carro por cima de um
grupo de ciclistas que atrapalhava a sua
passagem. Está respondendo por 17 tenta-
tivas de homicídio triplamente qualificado.
Mais modesto, porém, o intempestivo atro-
pelador não teve delírio de grandeza de
comparar seu rompante ao de Cristo. Tam-
bém não se sentiu vítima de bullying da im-
prensa, como fez o ex-governador. Preferiu
se internar numa clínica psiquiátrica, de on-
de acabou indo para o Presídio Central. Seu
advogado disse que “a internação foi o me-
lhor caminho para evitar um (novo) sur-
to”.
Sarney acha que a atitude do seu colega
não se caracterizou como “uma agressão à
liberdade de imprensa ou de trabalho” (se
não é agressão, o que será então? Afago?).
Segundo o diagnóstico do presidente do Se-
nado, o gesto colérico se deve ao tal “tem-
peramento” explosivo do paciente, descul-
pe, do presidente da Comissão de Educa-
ção, ou seja, à sua índole ou àquele conjun-
to de humores que formam nossa persona-
lidade e temperam nossas reações. Se é as-
sim, melhor do que punir ou chamar à aten-
ção o agressor não seria o caso de chamar
umpsiquiatra? Comtodo o respeito. Vai que
ele tem um novo acesso de fúria.
■ ■ ■ ■ ■ ■
Por falar nisso, tem também o caso da
promotora que fez curso de loucura. Há os
desequilibrados que querem se passar por
normais, e há os que querem se passar por
loucos mesmo não sendo. Pelo menos total-
mente, porque quem faz um curso desses
não regula bem, já é um pouco o que pre-
tende fingir ser.
O GLOBO

OPINIÃO

PÁGINA 8 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 20 h
8

OPINIÃO Sábado, 30 de abril de 2011
.
DOS LEITORES
O GLOBO
Pelo e-mail, pelo site do GLOBO, por celular e por carta, este é um espaço aberto para a expressão do leitor
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O GLOBO acolhe opiniões sobre todos os temas.
Reserva-se, no entanto, o direito de rejeitar acusa-
ções insultuosas ou desacompanhadas de docu-
mentação. Também não serão publicados elogios
ou agradecimentos pessoais. Devido às limitações
de espaço, será feita uma seleção das cartas e
quando não forem suficientemente concisas, serão
publicados os trechos mais relevantes.
As cartas devemser dirigidas à seção Cartas dos
Leitores (O GLOBO — Rua Irineu Marinho 35, CEP
20.233.900), pelo fax 2534-5535 ou pelo e-mail
cartas@oglobo.com.br. Só serão levadas em conta
cartas com nome completo, endereço e telefone
para contato, mesmo quando enviadas por e-mail.
A dita oposição
poderia
organizar
uma passeata
pedindo o fim
da ditadura da
corrupção
— Mário Barilá Filho
● Com Renan no Conselho de Ética, a volta
de Delúbio à vida pública e Palocci no Mi-
nistério, imagino que não deve faltar muito
para a presidente Dilma reabilitar sua amiga
de fé Erenice Guerra, talvez criando algum
ministério para ela. A dita oposição poderia
resolver sua crise de identidade organizan-
do uma passeata pacífica de 190 milhões de
cidadãos brasileiros pedindo o fim da dita-
dura da corrupção.
MÁRIO BARILÁ FILHO
São Paulo, SP
● Renan no Conselho de Ética e Delúbio, a
nova “galinha de ovos de ouro” do PT. O
Conselho de Ética é mais uma oportunidade
de ratificar as falcatruas engavetadas com
desvios obscuros e imorais na sombra do
Senado. E mais uma versão do mensalão es-
tará em pauta para treinar os novos rapa-
zes, como know-howdos aloprados. E a Jus-
tiça se arrasta na “lama” de impunidade, a
pilhagem aflora no Planalto e nós temos que
votar nesta estirpe daninha.
FRITZ MUELLER
Araruama, RJ
● Para que a promotora Deborah Guerner
e seu marido, Jorge Guerner, continuem
soltos, e possam até mesmo entrar para a
política, não obstante estarem envolvidos
no esquema de corrupção no governo fe-
deral, basta se filiarem ao PT. O exemplo
dos envolvidos no mensalão está aí mes-
mo: Delúbio Soares é um deles.
ALMIR FONSECA ALONSO
Rio
Vale na Belo Monte
● O governo federal fez forte pressão para tro-
car o comando da Vale. Agora, a empresa, agi-
gantada pelo exitoso processo de privatização,
entra em Belo Monte, salvando mais uma obra
do mal gerido PAC. Se a Vale ainda estivesse
nas mãos dos companheiros, nunca teria con-
dições de prestar um socorro dessa natureza.
JOÃO PEDRO RODRIGUES
Rio
Cortes nas pensões
● Muito oportuna a informação do ministro
da Previdência de que o governo pretende fa-
zer ajustes nas pensões e nas aposentado-
rias. Espera-se que os ajustes, diga-se, cortes
profundos, comecem nas aposentadorias mi-
lionárias de governadores, vices, senadores,
deputados e vereadores, que já têm miríades
de benesses e carga horária de trabalho in-
finitamente menor que a dos trabalhadores
de um modo geral, que contribuíram com
mais de 30 anos de trabalho efetivo.
HENIO PEDROSO DA SILVEIRA
Petrópolis, RJ
● Inacreditável que se cogite cortar as pen-
sões por morte. O ministro Garibaldi Alves Fi-
lho, ao que parece, pretende desestruturar as
finanças de incontáveis famílias que contam
com as pensões para ter uma renda mais jus-
ta. Existem outras maneiras, e ele bem sabe,
para solucionar o déficit da Previdência. Uma
delas seria o governo gastar menos, equilibrar
suas contas e não permitir a festança que cor-
re no Senado e na Câmara, onde dezenas de
pessoas recebem indevidamente salários não
condizentes com sua presença. É necessário
repensar no perigo que isso representa e na
terrível injustiça a ser cometida.
MARCIA ALGRANTI
Teresópolis, RJ
● Os aposentados já foram tratados como os
algozes dos cofres previdenciários, numa pá-
tria que não tem mostrado apreço aos seus
idosos, como ocorre em outros países, que
deles têm orgulho, mesmo quando seu núme-
ro supera o dos jovens. Agora, preocupa-se o
ministro Garibaldi Alves Filho comas pensões
por morte, o que também é valido. Mas a en-
trevista que concedeu deixou dúvidas, princi-
palmente quanto ao direito adquirido. Men-
ciona o titular da Previdência, com estranhe-
za, o caso de um casal de promotores. Depois
da morte do cônjuge, a mulher acumulou a
pensão do marido. Pretende transmitir a inte-
ressante noção de que a pensão de uma viúva
deve ser estabelecida de conformidade com o
cargo e o salário? Qual seria o critério?
WAGNER ANTÔNIO PIMENTA
Brasília, DF
Nada em troca
● Nós, brasileiros, sentimo-nos roubados ao
fazermos a declaração do Imposto de Renda.
Pagamos uma fortuna ao governo federal e
sabemos que esse dinheiro não será destina-
do às áreas de saúde, educação, estradas
etc., mas desperdiçado, desviado e usado em
mordomias, privilégios ou simplesmente mal
gasto. Ao contrário dos países escandinavos
— em que o povo paga altos impostos mas
sabe que todos terão boas escolas e hospi-
tais —, no Brasil somos lesados, pois não ve-
mos a contrapartida da parte do Estado.
RENATO KHAIR
São Paulo, SP
Privatizar aeroportos
● Tem gente protestando contra a privatiza-
ção dos aeroportos. Só podem estar satisfei-
tos com os péssimos serviços atualmente
prestados pela Infraero. Assim como devem
preferir arriscar suas vidas nas péssimas es-
tradas ainda administradas pelo Dnit ou nos
sucateados hospitais do SUS, mesmo que pos-
sam pagar. Incrível como privatização se tor-
nou um termo que simboliza tudo de ruim
num país onde o setor público se distingue
apenas pela ineficiência, pela inoperância e pe-
la corrupção. Alguémainda temdúvida de que
quemfaz e acontece na economia é o setor pri-
vado? De onde achamque vema montanha de
dinheiro que abarrota os cofres públicos? O
sucesso da privatização da Embraer, da Tele-
bras e da Vale esse pessoal não engole!
CLAUDIO ROSO
Rio
Copa de 2014
● A três anos da Copa do Mundo, temos o se-
guinte quadro: pelo menos nove de 12 aeropor-
tos não terão suas obras de construção ou ex-
pansão concluídas a tempo, nem com a atra-
sada decisão de privatização; quatro horas de
chuvas mais intensas expõem as fragilidades
do Rio na prevenção e no enfrentamento de en-
chentes; bueiros são artefatos explosivos de
causar inveja aos mais radicais terroristas; es-
tações de esgoto se rompem, numa metáfora
domar de podridãoda política brasileira; obras
dos estádios de futebol se arrastamou nemco-
meçaram; linhas de expansão do metrô dificil-
mente ficarão prontas a tempo; um jogo de fu-
tebol pela Libertadores sofre atraso de uma ho-
ra por conta de apagão nos refletores do En-
genhão. Conclusão: se em 2014 nos livrarmos
do vexame planetário anunciado por esse fes-
tival de incompetência e corrupção, acreditarei
que Deus é, de fato, brasileiro.
ELIAS FELD
Nova Iguaçu, RJ
● Mais uma falta de luz no Engenhão. Des-
ta vez, antes de começar o jogo do Flumi-
nense contra o Libertad. Já ocorrera há
quatro dias, no jogo Flamengo x Flumi-
nense, só que, neste, caíra um temporal
na cidade do Rio de Janeiro, mas na par-
tida contra o Libertad nem vento havia.
Viva a privatização! Quando o serviço era
estatizado, era ruim porque o Estado é
ineficiente, era um cabide de emprego
etc. Privatizaram, mandaram mais da me-
tade dos funcionários embora, quem fi-
cou não sabe a diferença entre watts e
amperes, terceirizaram com empresas a
parte operacional, e o que temos? Esta é
cidade da Copa e das Olimpíadas?
PANAYOTIS POULIS
Rio
Carros sem vagas
● Cada vez mais os nossos governadores
procuramdiminuir as vagas para estaciona-
mento na cidade. Perde-se tempo e criam-
se engarrafamentos rodando a cidade em
busca destas preciosas e raras vagas. Re-
centemente, está havendo uma campanha
contra os carros, como se estes fossem os
vilões da cidade. Por outro lado, estes mes-
mos governadores só andam de carro. Que
grande incoerência!
PAULO CESAR FERREIRA DE SOUZA
Rio
Tragédia anunciada
● Um balanço da Secretaria Municipal de
Transportes (SMTR) sobre a fiscalização de
ônibus no município apontou que 45% dos
1.484 veículos avaliados nos últimos 13 meses
foram reprovados por não estarem de acordo
com as exigências da prefeitura para o trans-
porte urbano da população. Entre as irregu-
laridades, mau estado de conservação, extin-
tor de incêndio vencido ou a falta dele e a falta
de documentos obrigatórios. No mesmo pe-
ríodo, a fiscalização flagrou em suas opera-
ções 87 ônibus piratas. Após a implantação
do sistema de consórcio, a secretaria fiscali-
zou 398 ônibus, aprovou 258 e reprovou 140.
E ainda comemoram o aumento de velocida-
de na Barata Ribeiro e na Nossa Senhora de
Copacabana! Deveriam colocar mureta, como
na Avenida Brasil, protegendo os pedestres,
ou radar de velocidade, limitando a mesma
aos ônibus para 40km/h ou 50km/h. Caso con-
trário, desgraças vão acontecer.
REINALDO ALVES OLIVEIRA
Rio
● Com a nova estratégia do trânsito em Co-
pacabana, as autoridades deveriam dar mais
atenção aos sinais de trânsito para pedes-
tres, sabendo que a maioria da população em
Copacabana é idosa. Na esquina da Avenida
Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Fi-
gueiredo Magalhães, são apenas oito segun-
dos, e na Avenida Atlântica — dos prédios
até a calçada junto à praia —o tempo é de 35
segundos, insuficiente para um idoso ou um
deficiente físico atravessá-la de uma só vez.
Com estes dois exemplos, poderiam ser re-
vistas as demais passagens para pedestres
em todos os cruzamentos onde existam si-
nais de trânsito, aumentando seus tempos.
FRANCISCO DE ASSIS CASTELLIANO DE LUCENA
Rio
Disque-Dengue
● Estou há mais de uma semana tentando
ligar para o Disque-Dengue. Ligo de oito a
dez vezes por dia e o telefone continua fo-
ra do gancho. Como poderemos comba-
ter a dengue, se nem conseguimos fazer
uma denúncia?
BENITO COHEN
Rio
Tijuca enlameada
● Sobre a carta enviada pelo leitor Francis-
co de Assis Ribeiro Arrais (29/4) se queixan-
do da falta de limpeza em algumas ruas da
Tijuca, depois da forte chuva que ocorreu
na última segunda-feira, a Comlurb esclare-
ce que, desde terça-feira (26/4), o trabalho
tem sido ininterrupto, em três turnos, 24
horas por dia. É um trabalho árduo, de ras-
pagem, varredura e remoção de lama, terra,
entulho e bens inservíveis, por isso não é
feito com a mesma agilidade da limpeza de
rotina. Os garis raspam as pistas e juntam a
terra ou lama em montículos, que são pos-
teriormente removidos pela equipe do ca-
minhão. Trabalham na operação da Grande
Tijuca 280 garis por dia, que contam com o
apoio de 12 caminhões basculantes, cinco
carros-pipas, cinco caminhões compacta-
dores, quatro pás mecânicas, duas minipás
carregadeiras e uma carreta. Somente no
dia 28/4, 480 toneladas de lama e resíduos
foram removidas da região. Os locais cita-
dos pelo morador estão inclusos no crono-
grama de limpeza reforçada do bairro.
ANA REBOUÇAS
gerente de Comunicação Empresarial da
Comlurb
CORREÇÃO
● Por erro de edição, foi publica-
da a vinheta de grátis no espetá-
culo “Passos”, do Circo Crescer e
Viver. O valor do ingresso, como
informado no texto, é R$ 20.
A volta de Delúbio ao PT
● Delúbio foi expulso do PT porque fez caixa dois, conforme seu de-
poimento na CPI dos Correios. Opetista afirmou que o PTsolicitou que
as empresas do publicitário Marcos Valério realizassem empréstimos
no Banco Rural e no Banco de Minas Gerais (BMG), já que isso não
poderia ser feito pelo próprio partido, devido à não contabilização.
Delúbio contou também que o PT usou em 2003 e 2004 recursos não
contabilizados para quitar a dívida de campanha de vários membros
do PT nos estados e de membros da base aliada. Pois bem, os fatos
estão postos. Resta saber se haverá alguma punição, dado que o men-
salão está para prescrever e todos estão dando a volta por cima.
IZABEL AVALLONE
São Paulo, SP
● Delúbio Soares volta ao PT. Fichas-sujas
numa boa. Renan Calheiros, Romero Jucá e
Gim Argello no Conselho de Ética do Sena-
do. Debocham de nós. Tratam-nos como
idiotas. Dá para se acreditar na Justiça? Sem
Justiça dá para se querer um país sem vio-
lência, civilizado e seguro? Claro que não!
RUBEM PAES
Niterói, RJ
● Declarando-se contrário à “punição perpé-
tua”, o senador Eduardo Suplicy defendeu a
volta de Delúbio Soares ao PT, uma vez que ele
“já pagou pelos seus erros e se comprometeu
a agir com correção” e que, por isso, estaria
“perdoado”. Só faltou mandar rezar três ave-
marias, um padre-nosso e ir com Deus.
HUGO HAMANN
Rio
● Delúbio é um gênio e nós, brasileiros ho-
nestos, somos mesmo palhaços. O mensa-
lão virou piada de salão, como ele previu.
Estou enojada! Este país não tem conserto.
MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDO
Florianópolis, SC
● Bastante emocionados com a volta de De-
lúbio Soares ao partido, cardeais petistas de-
clararam que o tesoureiro do mensalão “já pa-
gou pelos seus erros”. Não seria interessante
saber a opinião da Justiça? Ou apostam, como
sempre, no esquecimento e na impunidade?
REGINA PASSARELLI
Rio
● Das duas uma: ou Delúbio foi perdoado por
ter se envolvido naquela safadeza toda, ou só
foi expulso pelo clamor popular, e não porque
merecesse. Agora, estudam um “jeitinho” de
recolocar o moço. Acham que safadeza pode
ser esquecida e, afinal, ele deve saber mais do
que falou na época, e todos têm medo. Estão
voltando devagar, mas estão... Aguardemos.
Tudo como dantes no quartel de abrantes.
WAGNER FREITAS
Rio
..........................................................................................................................................................................................................................
N A I N T E R N E T E N O C E L U L A R
.............................................................
COMENTÁRIO
........................................................................................................................................................
NoTwitter
Bonita, mas semo
charme de Diana
Foto de Cida Miller
SEMPRE QUE chove, um
buraco na Rua Mem de Sá, no
Centro do Rio, torna-se uma
armadilha para quem espera o
ônibus em um ponto em
frente. Transformado em poça,
como mostra a foto da leitora
Cida Miller, não são poucos os
passageiros que tomam um
banho de água suja quando
um veículo desavisado passa
por ali. A prefeitura informou
que a cratera pertence à
Cedae, que prometeu averiguar
o problema hoje.
— oglobo.com.br/eu-reporter
.........................................................................
AUDIÊNCIA
● A matéria postada no blog da
colunista Patrícia Kogut sobre a atriz
Natália Soutto, que começou na TV
no programa “Gente inocente?!”, foi
a mais lida ontem no site.
.........................................................................
MAIS COMENTADA
● O casamento do príncipe William
e Kate Middleton foi o tema da
matéria mais comentada pelos
leitores do site do GLOBO nesta
sexta-feira.
“Diferentemente da nossa
velha monarquia, a dos
britânicos tem seus gastos
controlados e os seus
supostos súditos são
esclarecidos do que
ocorre nos corredores do
palácio real, ou seja, há a
devida transparência!
Parabéns à monarquia
constitucional britânica
e ao novo casal.” — André
Costa, sobre o casamento do príncipe
William e Kate Middleton.
.............................................................
NoFacebook
www.facebook.com/jornaloglobo
Em Copacabana,
deveriam colocar
radar, para inibir
a velocidade
dos ônibus
para 40km/h
ou 50km/h
— Reinaldo Alves Oliveira
“Tudo estava muito bonito.
Foi bom ver notícias cheias
de alegrias, de cores, em vez
de tragédias. Mas, ainda
acho que a figura da
princesa Diana, mesmo
depois de morta, jamais será
ofuscada. A duquesa de
Cambridge é bonita, mas ela
não tem o charme de Lady
Di.” — Julia Nobre Hebinck, em
comentário no site do GLOBO.
Que absurdo! Que realidade triste...
(@ericacsi)
RT @JornalOGlobo: Brasil tem
132 mil lares chefiados por crianças,
diz Censo.
Que exemplo!!! (@FaleiPraEsseKra)
RT @JornalOGlobo: Não recebeu a
visita do Censo? O presidente do IBGE,
que não foi entrevistado, justifica.
Cidade Maravilhosa! (@marques_l)
RT @JornalOGlobo: Rio tem mais
mulheres do que todos os outros
estados do Brasil, segundo Censo 2010.
O mundo é gay? (@gabrielleprado)
RT @JornalOGlobo: Brasil tem hoje
60 mil casais gays com união
estável, aponta Censo.
Imagina! Crise? Que crise?
(@ChristianoMJ)
RT @JornalOGlobo: Em nota, PSDB
descarta crise no partido com
criação do PSD.
Copiar o vestido de Kate é fácil.
Quero ver usar amarelo ovo, como
a rainha. (@viva_)
RT @JornalOGlobo: Vestido de Kate
Middleton é da grife de Alexander
McQueen.
Inversão de valores? (@quimbanda)
RT @JornalOGlobo: #casamentoreal
faz mais barulho na web do que
terremoto no Japão.
Todo ano a mesma coisa.
(@paulozaka)
RT @JornalOGlobo: No último dia
para o envio da declaração do IR
2011, site da Receita Federal
enfrenta problemas.
Descobriram a pólvora!
(@rbierrenbach)
RT @JornalOGlobo: Tráfico
internacional de armas abastecia o
Complexo do Alemão, no Rio.
Siga: twitter.com/jornaloglobo
O PAÍS

9 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 9 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 21 h PRETO/BRANCO
Lares comandados por crianças
Em 132 mil domicílios, brasileirinhos de 10 a 14 anos sustentam família
Cássio Bruno e Letícia Lins
● RIO e RECIFE. Num país que
tem hoje a sétima economia
do mundo, o Censo revela
um cenário ainda preocu-
pante: existem 132.033 do-
micílios no país chefiados
por crianças entre 10 e 14
anos. O Sudeste é a região
com a maior concentração
no número de responsáveis
nest a f ai xa et ári a, com
62.320 casos.
— Proporcionalmente ao
total de 57 milhões de domi-
cílios no país, esse número
(132 mil) não é expressivo.
Entretanto, reflete outra
realidade no país: a presen-
ça de trabalho infantil na so-
ciedade brasileira. É mais
uma evidência da existência
do trabalho infantil e que,
em muitas famílias, é a prin-
cipal fonte de renda — afir-
mou o presidente do IBGE,
Eduardo Pereira Nunes.
Foi a primeira vez que o
IBGE investigou a responsa-
bilidade pelo lar nessa faixa
etária. OCenso mostrou ain-
da que outros 661.153. do-
micílios são chefiados por
jovens de 15 a 19 anos. No
Censo 2000, o instituto agru-
pou a faixa etária de 10 a 19
anos e encontrou 340.319
domicílios chefiados por crianças e jo-
vens dessa idade. Ou seja, hoje há ainda
mais lares sob a responsabilidade de
brasileiros nessa faixa etária.
Rafael Rocha de Melo, de 14 anos, tra-
balha desde os treze para ajudar a susten-
tar a mãe. Às portas do mercadinho onde
ele faz ponto comseu carrinho de mão pa-
ra sobreviver carregando frete, todos sa-
bem de sua história. Diariamente, antes
mesmo de ir para casa, a mãe já está no
local para pegar o dinheiro do menino.
Com a saúde debilitada pelo alcoolismo,
ela depende do trabalho do garoto para
comprar comida, bebida e remédio.
O garoto foi localizado pelo GLOBO
na Favela do Coque, no bairro de Afo-
gados, na Ilha Zona Bezerra, em Recife,
onde mora. A comunidade fica entre um
manguezal poluído e a linha férrea.
Rafael passa a manhã no local onde mo-
ra, um aglomerado de barracos estreitos
de madeira, papelão e zinco. Está na ter-
ceira série do ensino fundamental e estu-
da à noite. Todas as tardes, ele fica pró-
ximo ao mercado público e a um merca-
dinho, para ganhar a vida carregando fei-
ras. Chega a fazer sete viagens por dia, e
recebe entre R$ 6 e R$ 7 por cada saída.
— Felizmente, o dinheiro é só para a
minha mãe. Os meus irmãos
já saíram de casa e agora só
eu a ajudo. Da família de no-
ve irmãos, só restam quatro
vivos — contou Rafael.
Os números do IBGE mos-
t ram que no Nordest e,
27.116 domicílios são che-
fiados por crianças de 10 a
14 anos. No Rio de Janeiro,
são 12.272 lares nessa con-
dição (0,23% do total) e, em
São Paulo, 130.442 domicí-
lios chefiados por criança
(0,29% do total). A maior
média do país é do Amapá,
com 582 (0,37%).
— Essas informações ge-
rampreocupação, mesmo se
houvesse apenas uma crian-
ça chefiando uma casa. A si-
tuação causa espanto e mos-
trar a falta de políticas públi-
cas adequadas para o nú-
cleo familiar — observou o
promotor Rodrigo Cezar Me-
dina da Cunha, coordenador
da Promotoria da Infância e
da Juventude do Ministério
Público Estadual do Rio.
Segundo Cunha, as princi-
pais causas deste problema
são a desestruturação das fa-
mílias e a negligência dos
pais. O promotor lembra que
o Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA) prevê pu-
nições para os responsáveis.
— O fato de que uma criança está
chefiando uma casa já revela a violação
de direitos dela. É preciso exigir uma
maior atuação do poder público — afir-
mou o promotor. — Mas o objetivo não
é punir os pais. É encaminhar toda a fa-
mília a programas sociais para que ela
possa se fortalecer e acabar com a ex-
ploração — completou.
O conselheiro tutelar no Rio, Heber
Boscoli, vai além:
— Para conseguir dinheiro, muitas
crianças, principalmentes os meninos,
entram para o tráfico. E as meninas se
prostituem.
Quase 14 milhões de
brasileiros analfabetos
Analfabetismo cai de 13,6% para 9,6%; de cada
2 nordestinos com mais de 60 anos, um é iletrado
Alessandra Duarte e Bruno Góes
● Em dez anos, o analfabetismo
no país caiu só quatro pontos
percentuais. Hoje ainda há 13,9
milhões de brasileiros, com 15
anos ou mais, analfabetos, diz o
Censo de 2010 divulgado ontem
pelo IBGE. É o equivalente a
9,63% da população nessa faixa
etária — no Censo de 2000, esse
percentual era de 13,64%. Ape-
sar de ser uma das áreas do país
com maior crescimento econô-
mico e aumento de mercado
consumidor, o Nordeste conti-
nua sendo a região com maior
número de analfabetos.
Para pesquisadores, a queda
na taxa de analfabetismo tem si-
do lenta. O próprio presidente
do IBGE, Eduardo Pereira Nu-
nes, afirma que essa taxa “não
cai tão rápido”. O principal mo-
tivo para isso, diz Nunes, é a di-
ficuldade da alfabetização de
pessoas mais velhas. Isso é
apontadopelofatode que, à me-
dida que se avança na faixa etá-
ria, maior é opercentual de anal-
fabetos. Na faixa de 60 anos ou
mais, são 26,5% de analfabetos.
‘A queda no analfabetismo não
faz curva, é quase uma reta’
A diretora da Faculdade de
Educação da Universidade Fe-
deral da Bahia, Celi Taffarel, diz
que a queda da taxa de analfa-
betismo devia ter sido de, no mí-
nimo, oito pontos percentuais.
— O Brasil, assim, não alcan-
ça a meta prevista pela Unesco,
de até 6,7% de analfabetos em
2015 —afirma Mozart Neves Ra-
mos, do movimento Todos Pela
Educação. — O problema está
no Norte e no Nordeste, compo-
pulação rural mais velha e anal-
fabeta. Aevasãona Educaçãode
Jovens e Adultos é alta.
Professor titular aposenta-
do de educação da UFRGS e
consultor da Capes e do CNPq,
Alceu Ferraro avalia que a que-
da de 2010 segue a tendência
— lenta — dos Censos nas úl-
timas décadas:
— A queda não faz curva, é
quase uma reta. O Brasil tem,
até hoje, uma estrutura de lati-
fúndio, que inibe o avanço cul-
tural. Mesmo após ter se torna-
do urbano, o país manteve essa
estrutura porque, nas cidades,
manteve a concentração de ri-
queza, que não deixa o nível es-
colar e cultural avançar.
ONordeste está empior situa-
ção. Enquanto no Sudeste os
analfabetos são 5,5% e no Sul,
5,1%, no Centro-Oeste são 7,2%;
no Norte, 11,2%; e no Nordeste,
19,1% — pior do que o pior per-
centual de analfabetismo no Sul,
aquele das pessoas com 60 anos
ou mais (16,6%). De cada dois
nordestinos com 60 anos ou
mais, um é analfabeto.
O pernambucano Edson Car-
taxo, 44 anos, cresceu na Zona
da Mata. Aavó que o criou acha-
va que para trabalhar na enxada
não era preciso leitura. Resulta-
do: Edson nunca sentou num
banco escolar e não sabe nem
assinar o nome. Até hoje não te-
ve carteira assinada. Todo dia,
anda com sua carroça de mate-
riais reciclados em Recife:
— Das 6h até a hora que sa-
be Deus quando.
— O analfabetismo começa a
aparecer como uma questão
nordestina no Censo de 1920 —
diz Alceu Ferraro. — Isso foi fru-
to da perda da importância po-
lítica e econômica do Nordeste.
A volta de seu crescimento eco-
nômico pode melhorar seu nível
de alfabetização, mas o efeito
não será tão imediato. ■
COLABOROU Letícia Lins
Maisdemeiomilhãodecasastêmluzclandestina
Censo mede pela primeira vez os ‘gatos’; no Rio, mais de 65 mil domicílios têm acesso a energia por ‘outras fontes’
Selma Schmidt, Cássia Almeida
e Odilon Rios
● RIO e MACEIÓ. No Censo 2010,
pel a pri mei ra vez, o I BGE
conseguiu medir as ligações
irregulares de luz no Brasil.
São mais de meio milhão de
casas, precisamente 550.612
lares, que têm luz, mas não
estão ligados a uma compa-
nhia distribuidora. Além dis-
so, outros 728.512 domicílios
vivem às escuras, sem luz
nem de gato — situação mais
comum no Nordeste, onde
2,27% dos lares não têm aces-
so à energia elétrica, contra
1,27% da média nacional.
O Estado do Rio chama a
atenção pelo número de ga-
tos. São mais de 65 mil domi-
cílios que têm acesso à ener-
gia elétrica por “outras fon-
tes”, ou seja, via gato — 1,2%
do total, contra 0,97% da mé-
dia nacional.
Na Light, energia furtada é
igual à produção de Angra 1
Só a Light, que atende a qua-
tro milhões de clientes em 31
municípios do Estado do Rio
de Janeiro, calcula um índice
de perdas de mais de 5,3 mil
gigawatts (GWh) em energia,
no ano passado. A empresa
compara essas perdas com
“gatos” à produção anual da
usina nuclear de Angra 1. Essa
quantidade de energia furtada
é equivalente ainda, segundo a
Light, ao suprimento de um
ano para o Espírito Santo ou
para 20 municípios do Vale do
Paraíba Fluminense durante
quatro anos.
Num acampamento em Se-
petiba, 108 famílias de “sem
teto” deram a sua solução pa-
ra não ficar sem luz. Respon-
sável pelo acampamento, Jo-
sé Carlos Barreto de Oliveira
conta que puxaram a energia
de uma padaria próxima.
— Conversamos com o do-
no da padaria e ele nos ce-
deu a luz. — diz José Carlos
— Só que é tudo improvisa-
do. Não podemos ligar nem
uma geladeira.
De acordo com a Light, 40%
dos furtos de energia aconte-
cem em áreas de risco (fave-
las e conjuntos favelizados).
Logo, o restante da cidade fi-
ca com a maior fatia, de 60%.
A empresa afirma que vem
adotando medidas para dimi-
nuir os impactos da clandes-
tinidade, tais como aumentar
as inspeções, ampliar o volu-
me de recursos e o monitora-
mento de toda a rede elétri-
ca, intensificar a implantação
de novas tecnologias para di-
ficultar o furto e o vandalis-
mo e realizar programas de
eficiência energética em co-
munidades.
“Vale lembrar que o furto de
energia afeta não apenas o cai-
xa das empresas, mas também
o bolso de todos os consumi-
dores, principalmente daque-
les que pagam para ter um for-
necimento sem interrupções e
com qualidade” informa a
Light por e-mail.
Na favela de Jaraguá, no
bairro histórico do mesmo no-
me de Maceió, 450 famílias vi-
vem há 60 anos em casas de
madeira, com esgoto despeja-
do no mar e água e luz clan-
destinas. Os moradores tiram
seu sustento da pesca na praia
da Avenida, a segunda mais
poluída de Alagoas.
Em meio à lama de um dia
de chuva na capital alagoana,
Sami da Silva Santos lembra
que até o ex-presidente Lula —
que sobrevoou a favela em ju-
lho de 2009 — pediu o fim das
moradias improvisadas:
— Ele disse que era uma
ilhota e as pessoas tinham que
ter casas e dignidade.
Os moradores, porém, se re-
cusam a sair do lugar.
— Eu tenho medo de sair
daqui do meu sustento. Moro
aqui há 27 anos. Faço a limpe-
za do peixe. Como fica? Vou
para umlugar semnada disso?
— pergunta-se Josefa Maria
dos Santos.
O novo conjunto habita-
cional fica a quatro quilôme-
tros da atual favela de Jara-
guá. Tem creche, quadra po-
liesportiva, banheiro, água
encanada, luz. Mas é longe
do lugar onde os pescadores
atracam seus barcos. ■
RAFAEL MELO, de 14 anos, trabalha para sustentar a mãe em Recife
Hans von Manteuffel
.
Em 899 mil
lares, portas
fechadas
● Dos 57 milhões de do-
micílios do Brasil, 899
mil foram considerados
fechados pelo IBGE, ou
seja, não foram recen-
seados. São locais em
que não foram encontra-
dos moradores na data
da visita do recensea-
dor. Mas, segundo o pre-
sidente do IBGE, Eduar-
do Pereira Nunes, mes-
mo para esses lares foi
estimado um número de
moradores. Nunes admi-
tiu que ele próprio não
foi entrevi stado pel o
Censo 2010.
— Na minha própria
casa, eu não fui entrevis-
tado. Mas aquela infor-
mação foi anotada, não
foi feita a entrevista e,
depois, nós estimamos
essa população (dos do-
micílios que não foram
recenseados). Foram 2,8
milhões de pessoas que
foram estimadas por es-
se método — explicou o
presidente do IBGE.
Segundo ele, a coleta
de dados dos 56,5 mi-
l hões de domi cí l i os
ocupados (particulares
ou coletivos, com a pre-
sença de morador no
momento da visita do
pesquisador) foi reali-
zada por meio de en-
quete presencial e por
p r e e n c h i me n t o d e
questionário pela inter-
net.(Bruno Góes)
Custódio Coimbra
RESPONSÁVEL POR um acampamento em Sepetiba, onde vivem 108 famílias, José Carlos Barreto tem luz porque puxa energia de uma padaria
10

O PAÍS Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 10 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 30 h PRETO/BRANCO
Uma massa de baixa renda e uma elite rica
Extrema pobreza diminui, mas estrutura social no país não muda, com 60,5% ainda recebendo até um salário mínimo
Cássia Almeida, Isabela Martin
e Letícia Lins
● RIO, FORTALEZA e RECIFE. Mes-
mo com a melhora na renda
nos últimos anos, há uma
grande massa de famílias bra-
sileiras que ainda vive com
até um salário mínimo per
capita. São 60,5% nessas con-
dições, o que representa 34,7
milhões de famílias. Em 2000,
data do último censo, eram
66,6% vivendo com até um
mínimo. A melhora mais evi-
dente aconteceu na faixa da
extrema pobreza, onde a ren-
da per capita é de até um
quarto do salário mínimo:
baixou de 16,7% para 9,2%. Já
para os que ganham mais de
cinco salários, a parcela se
manteve: em 2000 era 5,2% e
em 2010, passou para 5,1%:
— Apesar da melhora no
mercado de trabalho e da
queda da desigualdade, não
houve uma mudança na es-
trutura. Continuamos com
uma grande massa da popu-
lação de baixa renda, sepa-
rando-se de uma pequena eli-
te muito rica. — afirmou o
economista e sociólogo da
UnB Marcelo Medeiros, espe-
cialista em pobreza e desi-
gualdade.
Medeiros observa que per-
manecem dois padrões clás-
sicos da sociedade brasileira:
grande massa de baixa renda e
uma “mobilidade muito curta
na pirâmide de renda”.
— As pessoas conseguem
ascender, mas não dão gran-
des saltos. Não é um país que
dá oportunidade para isso.
O economista da Unicamp
Claudio Dedecca também con-
corda com as melhoras e de
que não houve mudança sig-
nificativa na estrutura de ren-
da no Brasil.
— O mais sério é que o
salário mínimo, que deveria
ser o piso, acabou concen-
trando a população em torno
do seu valor. A renda do-
miciliar per capita repete a
remuneração no mercado de
trabalho, nas mesmas pro-
porções. Não houve mudan-
ças na estrutura ocupacional
— diz Dedecca.
Mercado de trabalho e
benefícios ajudaram
O presi dente do I BGE,
Eduardo Nunes, citou o cres-
cimento econômico, a melho-
ria do mercado de trabalho,
que criou 10 milhões de em-
pregos no período, e os pro-
gramas assistenciais, como o
Bolsa Família, como fatores
que provocaram a melhoria na
base da pirâmide de renda.
Umdesses benefícios, a apo-
sentadoria por invalidez é a
única renda recebida pela do-
na de casa Maria Amélia Lima,
de 64 anos, moradora de For-
taleza. E o dinheiro é gasto
2000 2010
9,2%
ADIVISÃODARENDANOBRASIL
(Parcela dos domicílios, segundo a renda domiciliar “per capita”)
DESEMPENHOPOR
REGIÃOEM2010
(Domicílios com renda
domiciliar per capita
de até um salário mínimo)
66,6%
60,7%
TOTAL ATÉ
SALÁRIO MÍNIMO
9,2% 9,
16,7%
20%
18,5%
Mais de 1/4
até meio
salário mínimo
Até 1/4 do
salário mínimo
25,3%
28,7%
Mais de meio
até 1 salário
17%
21,9%
Mais de um
salário até 2
6%
7%
Mais de 2 a
3 salários
5,1%
5,3%
Mais de 3 a
5 salários
5,2%
5,1%
Mais de
5 salários
4,6%
3,3%
Sem
rendimento
Norte
75,2%
Nordeste
80,3%
Sul
47,7%
Sudeste
51,9%
Centro-Oeste
56%
Fonte: IBGE
MARIA AMÉLIA, ao lado do marido: a aposentadoria de um salário mínimo por invalidez é a única renda da família, que mora em Fortaleza
Jarbas Oliveira
CORPO A CORPO
ADALBERTO CARDOSO
‘Estamos
num patamar
superior’
Fábio Vasconcellos
O GLOBO: A maioria dos
brasileiros temrenda de até
dois salários, mora em cen-
tros urbanos e tem imóvel
próprio. Mas quase metade
dos lares não conta com
rede coletora de esgoto.
ADALBERTOCARDOSO:
Isso (saneamento) depen-
de da região do país. As
capitais e regiões metro-
politanas têm saneamento
próximo a 100%, e con-
gregam quase metade da
população. Arenda per ca-
pita é baixa em números
de salários mínimos, mas é
bem mais alta em termos
reais em relação a 2000. O
salário mínimo cresceu
muito mais do que a in-
flação. Aquestãonãoéque
estamoscompadrãobaixo
de bem estar, mas que es-
tamos numpatamar muito
superior a 2000, o que in-
dica um processo de me-
lhoriadevidaparaamédia
dos brasileiros.
● Segundo o Censo, a par-
ticipação relativa das ca-
pitais no total da popu-
lação manteve-se pratica-
mente constante. Como o
senhor vê esse dado?
ADALBERTO: É um dado
importante. Indica que o
saldo líquido das migra-
ções e do crescimento po-
pulacional já não incha as
capitais e cidades grandes.
Os brasileiros estão fican-
do em seus locais de ori-
gem, oumigrandopara ou-
tras regiões que não as
capitais, ou deixando as
capitais de volta a seus
locais de migração origi-
nal, com isso compensan-
do os que ainda vêm para
os grandes centros. O re-
sultado é a estabilização
da participação das capi-
tais no total. Trata-se do
reflexo do desenvolvimen-
tomais descentralizadodo
país, frutodas políticas pú-
blicas dos últimos anos e
dos estímulos ao desen-
volvimento do interior do
país e dos estados do Nor-
deste e do Norte.
● Os dados revelam que
houve um aumento de
25% no número de do-
micílios particulares.
Quais variáveis podem
explicar essa mudança?
ADALBERTO:Parte disso
decorre do crescimento
demográfico puro e sim-
ples. Desdobramentos de
propriedades dos pais e
heranças explicam outra
parte. E uma parte de-
corre de aumento do po-
der aquisitivo dos bra-
sileiros, dos programas
de crédito habitacional,
do aumento da renda dos
mais pobres, que em ge-
ral redunda em constru-
ção da casa própria por
meios próprios e etc.
● Professor do Instituto de
Estudos Sociais e Políticos
(IESP/UERJ), o sociólogo
Adalberto Cardoso afirma
que, apesar de a renda per
capita da maioria dos bra-
sileiros ficar entre um e
dois salários mínimos, é
preciso levar em conta o
aumento real do piso na
última década. Segundo o
sociólogo, “a questão não
équeestamoscompadrão
baixo de bem estar, mas
que estamos numpatamar
muito superior a 2000”.
praticamente todo no mesmo
dia no recebimento. O bene-
fício foi conseguido depois
que Maria Amélia ficou cega há
quase duas décadas.
— O dinheiro nem esquenta
na mão. É todo gasto onde
compramos fiado a comida e o
gás de cozinha. O restante é
para pagar a água e luz. Mesmo
inscrita na categoria de baixa
renda, as duas contas levam
R$ 30 do salário. Só fico mes-
mo é com o dinheiro do pão.
O sonho dela é que o ma-
rido, Almir, de 63 anos, consiga
aposentar-se tambémpara aju-
dar no orçamento doméstico.
Com o casal vive o caçula dos
12 filhos que tiveram, Márcio,
de 20 anos, que é estudante.
Na juventude, Maria Amélia
trabalhou em casas de farinha
raspando mandioca e debu-
lhando feijão.
No Nordeste, 80,3% ganham
até um salário mínimo
Enquanto na média brasi-
leira, 60,5% das famílias têm
renda domiciliar per capita de
um mínimo, no Nordeste, esse
percentual sobe para 80,3%,
na maior proporção entre as
grandes regiões brasileiras. A
melhor situação está no Sul
do Brasil, com 47,7% com ga-
nhos de até um mínimo. A
dona de casa Josefa Cristina
da Silva, moradora no Recife,
em uma casa de três cômodos
no bairro de Afogados, junto
com o filho Paulo Henrique da
Silva, só tem o salário mínimo
do filho como renda da fa-
mília. Com ela, moram, ainda,
dois netos, filhos de Paulo,
que tem trabalho formal há 11
anos. Assim, a renda domi-
ciliar per capita é de um quar-
to do mínimo.
O dinheiro que recebe, no
entanto, não dá nem para des-
pesas básicas: a família está
com as contas de água e luz
atrasadas há mais de ano.
— É meu filho recebendo o
salário e a gente pagando a
mercearia. Mas de luz e água,
já perdi até a conta de quantas
estão atrasadas.
A eletricidade da residência
já foi cortada, mas a família fez
um “gato” (ligação clandesti-
na) para não ficar sem luz. E a
empresa distribuidora de água
tambémjá esteve no local para
cortar a água.
— Mas a gente faz uma bar-
reira e não deixa os homens
entrarem em casa — contou
Josefa, que é viúva há 20 anos.
Hoje Maria faz alguns bis-
cates para ajudar no orça-
mento.
— Lavo, cozinho, faço lim-
peza, o que aparecer. Estou
com 54 anos e nunca tive car-
teira assinada.
Ela é analfabeta. Nasceu no
interior, em Paudalho, na zona
da mata, e afirma que naquela
época os pais não davam im-
portância ao estudo.
É precisa investir em
educação, diz especialista
Para Medeiros, o país pre-
cisa investir maciçamente em
educação para mudar essa es-
trutura de renda no país.
— A prioridade absoluta era
a extrema pobreza, que vem
diminuindo. Agora precisamos
investir pesadamente em edu-
cação, muito mais que inves-
timos agora. O ensino médio é
mais caro que o fundamental,
assim como a pré-escola é
mais cara que manter as mães
cuidando dos filhos em casa.
Até a política industrial pre-
cisa mudar para abrir empre-
gos de nível médio. ■
Uma Bahia inteira só de idosos de mais de 65
País tem 190.755.799 habitantes, com maioria feminina; população urbana é a que mais cresce
Bruno Góes e Cássio Bruno
● O Brasil está mais velho. Des-
de as mudanças demográficas
ocorridas a partir da II Guerra
Mundial, o número de idosos
cresce no país. No Censo de
2010, essa tendência apareceu
de forma clara. Existem hoje
mais de 14 milhões de pessoas
com mais de 65 anos de idade
no Brasil, contra 9,9 milhões
em 2000. O total de brasileiros
com mais de 65 anos corres-
ponde, por exemplo, à popula-
ção da Bahia.
A longevidade mostrada pe-
los números, no entanto, re-
quer atenção das políticas pú-
blicas voltadas para a previ-
dência. Para o presidente do
IBGE, Eduardo Pereira Nunes,
a questão pode ser vista como
um desafio a ser enfrentado
por um país que está em pleno
desenvolvimento.
— O padrão etário do Brasil
de meio século atrás é o mes-
mo do continente africano
atualmente. A gente observa é
que, 40 anos para a frente, o
Brasil terá, com padrão demo-
gráfico atual, uma estrutura
etária muito parecida com a da
França hoje, com impacto, in-
clusive, previdenciário. No ano
passado, houve, na França, a
implementação de uma lei que
ampliou em dois anos o tempo
de contribuição para o cida-
dão. Ainda temos tempo para
pensar a questão no Brasil. A
previdência não pode ser vista
como um problema, já que a
mortalidade infantil diminuiu.
A previdência será o desafio e
não o problema — avaliou ele.
Os dados do Censo mos-
tram que há um acréscimo na
população, entre 2000 e 2010,
de pouco mais de quatro mi-
lhões de pessoas com mais de
65 anos de idade, um aumento
de cerca de 42% na população
da terceira idade.
A representatividade dos jo-
vens de até 25 anos, em con-
traposição aos velhos, dimi-
nuiu nos últimos dez anos.
Também foi divulgada on-
tem a população total do Bra-
sil, que alcançou a marca de
190.755.799 habitantes. O país
cresceu quase 20 vezes desde
o primeiro recenseamento, fei-
to em 1872. O maior pico foi
constatado entre as décadas
de 50 e 60 do século passado,
quando o crescimento popula-
cional chegou a quase 3% ao
ano. Entre 2000 e 2010, contu-
do, a média foi a mais baixa
desde a criação do Censo —
apenas 1,17% ao ano.
O IBGE verificou que as re-
giões do país não cresceram
de maneira uniforme: Norte e
Centro-Oeste foram as que
mais aumentaram suas popu-
lações (2,09% e 1,91%, respec-
tivamente), em grande parte
pelo fator migratório. A Região
Sul foi a que menos cresceu
(0,87%), puxada pelo Rio Gran-
de do Sul (apenas 0,49%).
No Estado do Rio, para cada
cem mulheres, 91,2 homens
A superioridade populacional
das mulheres sobre os homens
foi constatada pelo IBGE. En-
quanto o grupo masculino é for-
mado por 93.406.990 pessoas, o
feminino tem 97.348.809. Esses
números indicam que há 96 ho-
mens para cada 100 mulheres.
NoEstadodoRio, essa diferença
é maior do que em todas as ou-
tras unidades da Federação.
Neste caso, a razão é de 91,2 ho-
mens para cada 100 mulheres.
— No caso do Estado do
Rio, esse diferencial se acen-
tua em função dos óbitos vio-
lentos, que atingem principal-
mente a população mais pobre
e masculina — explicou Fer-
nando Albuquerque, um dos
coordenadores da pesquisa.
Opaís que antes da década de
70 crescia no campo está cada
vez mais urbano. Enquantoas ci-
dades pequenas ficam cada vez
menores, as médias crescem a
taxas superiores às das grandes
metrópoles. Entre 2000 e 2010, a
população rural perdeu cerca de
dois milhões de pessoas. Já a ur-
bana foi acrescida em 23 mi-
lhões. E o estado que representa
essa mudança de forma mais
acentuada é o Rio de Janeiro, o
mais urbanizado, com 96,7% de
pessoas nesse ambiente. ■
O GLOBO NA INTERNET
VÍDEO Brasil está mais velho e
mais feminino. Assista à análise
de Fernanda da Escossia
oglobo.com.br/pais
Editoria de Arte
O PAÍS

11 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 11 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 08 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Cadavez mais, novas estruturas familiares
Pesquisa registra 60 mil casais gays no país; e 29,6% das residências são chefiadas de forma compartilhada
Cássio Bruno
● A estrutura da família bra-
sileira está em transforma-
ção, segundo o Censo 2010.
O pa í s t e m a t u a l me n t e
60.002 casais que se declara-
ram homossexuais e vivem
sob o regime de união está-
vel. Pela primeira vez, a pes-
quisa incluiu uma amostra
referente à relação de pes-
soas do mesmo sexo. En-
quanto isso, os dados apon-
tam ainda outra novidade:
do total de 57.324.185 domi-
cílios no Brasil, 17.007.825
(29,6%) são chefiados de for-
ma compartilhada pelos côn-
juges, incluindo todas as op-
ções sexuais. Além disso, a
média de moradores em ca-
da residência passou de 3,75
pessoas, em 2000, para 3,3,
em 2010.
— É certo que nos próxi-
mos censos haverá um au-
mento (de casais gays). Preci-
samos levar em consideração
o fato de que alguns não de-
clararam antes e agora estão
declarando. A tendência des-
se autorreconhecimento é
maior na medida que a legis-
lação brasileira está se ade-
quando a esse aspecto, ou se-
ja, possibilitando aos casais
terem os mesmos direitos —
afirmou o presidente do IBGE,
Eduardo Pereira Nunes.
Os relacionamentos gays re-
presentam 0,16% da popula-
ção s e compar ados aos
37.487.115 casamentos entre
heterossexuais. O Sudeste
tem mais da metade dos ca-
sais homossexuais: 32.202. O
Rio de Janeiro é o estado com
a maior média do país. Dos
3.136.159 cônjuges declara-
dos, 10.170 (0,32%) são do
mesmo sexo. ■
Michel Filho
KARINE E RENATA: casal esperou ansiosamente por recenseadora
.
‘Passo decisivo
para que nos
enxerguem’
● A organizadora de even-
tos Renata Gomes, de 27
anos, mora com a analista
de atendimento Karina
Dias, de 25, há um ano e
meio. Para ela, aoregistrar
os casais homossexuais o
IBGE dá um passo impor-
tante na luta pelos direitos
civis de gays, lésbicas e
transgêneros.
— A importância não é
só pelo número, mas por-
que é um passo decisivo
para que a sociedade nos
enxergue. Agora, a luta
pelos direitos civis é de
pessoas reconhecidas,
assim como todos os ou-
tros cidadãos brasileiros
— diz Renata, que lem-
bra do dia em que a re-
censeadora esteve no
apartamento, na Barra
Funda, em São Paulo.
— Fiquei ansiosamente
esperando a chegada da
recenseadora, e ela con-
tou que, das mil famílias
que tinha entrevistado,
dez haviam se declarado
gays. Só nós como casal
de mulheres — contou.
Para Renata, o número
de casais gays deve ser
muito maior, já que ainda
existem muitos homosse-
xuais que não se revelam.
Nordeste possui
12.196 casais
homossexuais
Censo está refletindo
sobre nova realidade,
afirma antropóloga
● O Nordeste agrupa 12.196 ca-
sais homossexuais com relação
estável. A região Sul, por sua
vez, conta com8.034. No Centro-
Oeste, são 4.141 relações gays
registradas pelo Censo 2010. Já
a Região Norte tem 3.429 casais
do mesmo sexo.
— A pesquisa revela apenas
a ponta de um iceberg que diz
respeito à presença homosse-
xual no país. Certamente, um
grande número de casais do
mesmo sexo não se assume
perante à sociedade. Os núme-
ros são bem maiores. Mas, por
outro lado, os dados destroem
o estereótipo do gay promís-
cuo, instável sexualmente, o
que mostra uma realidade se-
melhante à união entre os he-
terossexuais — disse o antro-
pólogo Luiz Mott, fundador do
Grupo Gay da Bahia.
Dos 17.007.825 que declara-
ram compartilhar as obriga-
ções em casa, como pagamen-
to de despesas e realização de
tarefas domésticas, Santa Ca-
tarina é onde há a maior média
entre os estados: de 1.993.097
residências, 750.133 (37,64%)
estão nessa situação.
— O Censo está refletindo
sobre a nova realidade da fa-
mília. Teve de se adaptar às
novas perguntas e às novas
possibilidades de respostas —
explicou a antropóloga da
UFRJ Mirian Goldenberg, auto-
ra de 17 livros sobre mudan-
ças na estrutura das famílias
brasileiras. (Cássio Bruno) ■
£Ó
¬
" *- " *-
¬
£Î 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
Fo:les o~ D~::~
1|ejjirq Mt|reje|i|sre Jsrrs.
ê jrimtire qrsrát msrte.
Numo regioo cercodo por mois de um milhoo de consumidores,
e nolurol que surgisse um dos moiores shoppings do Brosil. o
Shopping Melropolilono Borro.
Um lemplo de consumo, imponenle e grondioso poro ocomponhor
o evolu¢oo do regioo. 0om inouguro¢oo previslo poro 2O13, possui
um mix complelo copoz de olender òs necessidodes de compros,
lozer e enlrelenimenlo do áreo.
Jm tttt|tr|t rtqetie.
0om suo locolizo¢oo eslrolegico e crescenle volorizo¢oo, o 0enlro
Melropolilono represenlo umo olimo oporlunidode de negocio.
Sendo o lugor que mois recebe recursos públicos e privodos do
Brosil, inveslir oli e ler goronlido o direilo de fozer porle de umo
regioo que noo poro de crescer. Centrc HetrcpcIitanc: trabaIbc,
mcradia, Iazer e investimentc.
ê |tr|re Mt|reje|i|sre temtçs s |sttr jsr|t
ás ºiás áe tsriets.
Locolizodo òs morgens do lbelordo Bueno, |á considerodo umo dos principois ovenidos do cidode,
o 0enlro Melropolilono come¢o o fozer porle do vido do corioco.
Suos belos fonles sinolizom corocler|slicos urbon|slicos que voo olem do seu pro|elo originol.
Noo seroo openos ruos, mos sim boulevores foridos. lo inves de ovenidos, eixos monumenlois com
12O melros de lorguro, moiores do que o lvenido dos lmericos e o Presidenle \orgos. Por isso o regioo
do 0enlro Melropolilono se consolido como um novo polo de desenvolvimenlo e volorizo¢oo do cidode.
11 sres tm a.
l escolho do Rio de Joneiro como sede dos olimp|odos
de 2O1ó volorizou umo regioo do Borro, lrozendo o
desenvolvimenlo e o evolu¢oo que so seriom poss|veis
em 3O onos.
ls novos vios de ocesso e o mobilidode urbono que elos
goronliroo lronsformom o 0enlro Melropolilono no novo
coro¢oo pulsonle do Borro. 0 lugor mois dese|odo poro
lrobolho, morodio, lozer e inveslimenlo.
Fo:les o~ D~::~
do 0enlro Melropolilono se consolido como um novo polo de desenvolvimenlo e volorizo¢oo do cidode.
Folomonlogem oereo do regioo
HSB0 lRFNl
lBFLlRD0 BUFN0
lYRT0N SFNNl
Rí0 2
H0SPíTlL
SlRlH KUBíTS0HFK
PRlíl
PFRíNlTlL
0 0UE ERA FUTUR0 V|RA REAL|0A0E NA BARRA 0A T|JUCA.
CENTP0 HETP0P0LITAN0: TRABALP0. H0RA0|A. LAZER E |NVE5T|HENT0.
200,0°
180,0°
160,0°
140,0°
120,0°
100,0°
80,0°
60,0°
40,0°
20,0°
0,0°
180,0°
Poupança
CD|
M
2
méolo
132,1°
68,7°
2005 2005 2007 2008 2009 2010 2011
Poupança Poupança
CD| CD|
MM
22
méolo méolo
0RÁFÌ00 0E RENTABÌLÌ0A0E 00 M
2
00MER0ÌAL
0A RE0ÌÃ0 X 0UTR05 ÌNVE5TÌMENT05
F
o
:
l
e
s
.
|
:
o
i
c
e
s
o
e
:
e
:
c
~
o
o
/
/
o
e
:
i

BR00KFíFLD PLl0F
DíMFNSí0N
S¦ojji:q Mel:ojo¦il~:o D~::~
\isl~ ~e:e~ o~ :eqi~o
£Ó
¬
" *- " *-
¬
£Î 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
Fo:les o~ D~::~
1|ejjirq Mt|reje|i|sre Jsrrs.
ê jrimtire qrsrát msrte.
Numo regioo cercodo por mois de um milhoo de consumidores,
e nolurol que surgisse um dos moiores shoppings do Brosil. o
Shopping Melropolilono Borro.
Um lemplo de consumo, imponenle e grondioso poro ocomponhor
o evolu¢oo do regioo. 0om inouguro¢oo previslo poro 2O13, possui
um mix complelo copoz de olender òs necessidodes de compros,
lozer e enlrelenimenlo do áreo.
Jm tttt|tr|t rtqetie.
0om suo locolizo¢oo eslrolegico e crescenle volorizo¢oo, o 0enlro
Melropolilono represenlo umo olimo oporlunidode de negocio.
Sendo o lugor que mois recebe recursos públicos e privodos do
Brosil, inveslir oli e ler goronlido o direilo de fozer porle de umo
regioo que noo poro de crescer. Centrc HetrcpcIitanc: trabaIbc,
mcradia, Iazer e investimentc.
ê |tr|re Mt|reje|i|sre temtçs s |sttr jsr|t
ás ºiás áe tsriets.
Locolizodo òs morgens do lbelordo Bueno, |á considerodo umo dos principois ovenidos do cidode,
o 0enlro Melropolilono come¢o o fozer porle do vido do corioco.
Suos belos fonles sinolizom corocler|slicos urbon|slicos que voo olem do seu pro|elo originol.
Noo seroo openos ruos, mos sim boulevores foridos. lo inves de ovenidos, eixos monumenlois com
12O melros de lorguro, moiores do que o lvenido dos lmericos e o Presidenle \orgos. Por isso o regioo
do 0enlro Melropolilono se consolido como um novo polo de desenvolvimenlo e volorizo¢oo do cidode.
11 sres tm a.
l escolho do Rio de Joneiro como sede dos olimp|odos
de 2O1ó volorizou umo regioo do Borro, lrozendo o
desenvolvimenlo e o evolu¢oo que so seriom poss|veis
em 3O onos.
ls novos vios de ocesso e o mobilidode urbono que elos
goronliroo lronsformom o 0enlro Melropolilono no novo
coro¢oo pulsonle do Borro. 0 lugor mois dese|odo poro
lrobolho, morodio, lozer e inveslimenlo.
Fo:les o~ D~::~
do 0enlro Melropolilono se consolido como um novo polo de desenvolvimenlo e volorizo¢oo do cidode.
Folomonlogem oereo do regioo
HSB0 lRFNl
lBFLlRD0 BUFN0
lYRT0N SFNNl
Rí0 2
H0SPíTlL
SlRlH KUBíTS0HFK
PRlíl
PFRíNlTlL
0 0UE ERA FUTUR0 V|RA REAL|0A0E NA BARRA 0A T|JUCA.
CENTP0 HETP0P0LITAN0: TRABALP0. H0RA0|A. LAZER E |NVE5T|HENT0.
200,0°
180,0°
160,0°
140,0°
120,0°
100,0°
80,0°
60,0°
40,0°
20,0°
0,0°
180,0°
Poupança
CD|
M
2
méolo
132,1°
68,7°
2005 2005 2007 2008 2009 2010 2011
Poupança Poupança
CD| CD|
MM
22
méolo méolo
0RÁFÌ00 0E RENTABÌLÌ0A0E 00 M
2
00MER0ÌAL
0A RE0ÌÃ0 X 0UTR05 ÌNVE5TÌMENT05
F
o
:
l
e
s
.
|
:
o
i
c
e
s
o
e
:
e
:
c
~
o
o
/
/
o
e
:
i

BR00KFíFLD PLl0F
DíMFNSí0N
S¦ojji:q Mel:ojo¦il~:o D~::~
\isl~ ~e:e~ o~ :eqi~o
14

O PAÍS Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 14 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 43 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
www.universeempresarial.com.br
Visite as salas decoradas no EXPOBARRA:
Av. Abelardo Bueno, 1.000 – Barra da Tijuca
Tel: 3550-2500

Salas Comerciais de 27 a 75m
2
com junções de até 930 m
2

Escritórios deVila Duplex
de 73 a 99m
2

Lojas de 60 a 78m
2
Trabalho e qualidade de vida ao lado
do maior shopping da região.
Ilustração artística do acesso do Ed. Aquarius
Ilustração artística do Jardim das Lojas
m breve você e sua empresa vão poder
fazer parte da localização mais nobre do
Centro Metropolitano: Universe Empresarial.
E
Incorporação e Realização: Realização, Propriedade e
Desenvolvimento Urbano:
EIXO MONUMENTAL
COM 120 M
ANTECIPE-SE AO LANÇAMENTO BARRA DA TIJUCA
Memorial de Incorporação prenotado sob o nº 1347596, no Cartório do 9º Ofício de Registro de Imóveis da Comarca da Capital – Rio de Janeiro. Projeto aprovado na Prefeitura do Rio de Janeiro, sob nº de processo 02/270076/2009. Responsável Técnico: Franco Gulminetti CREA: RJ-871001285/D.
Ilustração artística da fotomontagem do Shopping Metropolitano Barra e do Universe Empresarial
O PAÍS

15 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 15 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 06 h PRETO/BRANCO
Brasil fica mais feminino, já que
violência leva homens mais cedo
Rio e Distrito Federal têm, proporcionalmente, menores populações masculinas
2000 2010
PORREGIÕES
DOCAMPOPARAASCIDADESEM2010
ASMAIORESCAPITAISEM2010 Commais de ummilhão de habitantes
CIDADESMÉDIASEMASCENSÃO
OSNÚMEROSDOBRASIL
Taxa média de crescimento anual da população residente, segundo as classes de tamanho
da população dos municípios
PORSEXO
12.893.561
15.864.454
47.693.253
53.081.950
25.089.783
27.386.891
11.616.745
29.830.007 (15,64%)
14.058.094
72.297.351
80.364.410
Norte
2000
2010
Nordeste
2000
2010
Sudeste
2000
2010
Sul
2000
2010
Centro-Oeste
2000
População rural
População urbana
2010
29.830.007 (84,36%)
A população urbana aumentou, emmédia, 1,55%ao ano. Entre os dois últimos censos, ela
cresceu em23 milhões de pessoas. Já a rural diminuiu em2 milhões de pessoas, queda de
0,65%emrelação à ultima pesquisa
97.348.809
mulheres
93.406.990
homens
+1,36%
2.141.402
2.452.185
+0,59%
2.238.526
2.375.151
+2,51%
1.405.835
1.802.014
+0,99%
1.587.315
1.751.907
+0,78%
1.422.905
1.537.704
+0,35%
1.360.590
1.409.351
+0,85%
-0,22%
-0,57%
-0,97%
+0,07%
+0,86%
+0,64%
+2,05%
+1,79%
1.280.614
1.393.399
+1,77%
1.092.607
1.302.001
+1,46%
878.309
1.014.837
FONTE: IBGE
Até 2 mil habitantes: -0,22%
De 2 a 5 mil habitantes: -0,57%
De 5 mil a 10 mil habitantes
De 10 a 20 mil habitantes
De 20 a 50 mil habitantes
De 50 a 100 mil habitantes
De 100 a 500 mil habitantes
De mais de 500 mil habitantes
•A população brasileira cresceu 20 vezes desde o primeiro
Recenseamento realizado no Brasil, em1872
•Entre as décadas de 2000 e 2010, o crescimento foi de
1,17%ao ano. Uma queda significativa do índice mais alto
registrado no país, entre as décadas de 50 e 60 (2,99%)
•Cerca de 60%dos
Municípios commenos de
2 mil habitantes tiveram
crescimento negativo de
sua população
1. SãoPaulo
2. Riode Janeiro
3. Salvador
4. Brasília
5. Fortaleza
6. BeloHorizonte
7. Manaus
8. Curitiba
9. Recife
10. PortoAlegre
11. Belém
12. Goiânia
13. SãoLuís
+0,76%
10.434.252
11.253.503
+0,76%
5.857.904
6.320.446
+0,91%
2.443.407
2.675.656
+2,28%
2.051.146
2.570.160
1872
9.930.478
1890
14.333.915
1900
17.438.434
1920
30.635.605
1940
41.165.289
1950
51.941.767
1970
93.139.037
1980
119.002.706
2000
169.799.170
1991
146.799.475
1960
70.070.457
Média de 1,17%ao ano
Menor taxa anual de crescimento
desde o início da série
OCRESCIMENTODAPOPULAÇÃODESDEOSÉCULO19
2010
190.755.799
+12,3%
Cláudio Motta e Cássio Bruno
● O acampamento Unidos Ven-
ceremos, em Nova Sepetiba,
Zona Oeste do Rio, é um pe-
queno pedaço do Brasil cada
vez mais feminino que emerge
dos números do Censo: nas fa-
mílias que lutam para ter uma
casa, mulheres negras e po-
bres comandam casas, admi-
nistram a renda da família e
sonham com um futuro me-
lhor para os filhos.
No Brasil, a média é de 96
pessoas do sexo masculino
para cada cem do feminino.
Essa diferença aumentou em
relação ao último Censo, feito
em 2000, quando havia 96,9
homens para cada cem mulhe-
res. De acordo com o IBGE, o
número de mulheres supera
em quase quatro mi l hões
(3.941.819) o de homens.
— Aqui a gente sonha é
com casa, comida, escola de-
cente — diz a desempregada
Márcia Cristina Menezes, de
28 anos, que em janeiro se
mudou para o assentamento
com os 8 filhos.
Há 27 dias, nasceu no acam-
pamento a primeira neta de
Márcia, filha de Daniele, de 14
anos. A família sobrevive com
os R$ 114 do Bolsa Família e
doações de vizinhos.
— Quem cuida de tudo aqui
são as mulheres. Tem homem
também, mas eles são mino-
ria. A gente não desiste da luta
— diz a líder comunitária Ro-
simar dos Santos, de 42 anos.
Em muitos lugares do Bra-
sil, como no acampamento de
Nova Sepetiba, os homens fi-
caram pelo caminho, levados
por acidentes de trânsito ou
pela violência. As mortes por
causas externas são a princi-
pal causa da redução da pro-
porção de homens em cidades
grandes. O Rio de Janeiro foi o
estado com menos homens
para cada grupo de cem mu-
lheres, 91,2, de acordo com o
Censo 2010.
No dia 21 de abril de 2002,
Cláudia Monte voltava da casa
de praia em Mangaratiba seus
dois filhos, uma menina de 13
anos e umgaroto de dez, e com
o marido, Elísio Alves da Silva,
então 47 anos. Ele morreu ba-
leado num assalto na Avenida
Brasil, mudando para sempre a
vida da família. Os filhos foram
morar no Canadá e ainda têm
pesadelos com o dia da morte
do pai. Cláudia fechou sua em-
presa e hoje se dedica a proje-
tos de auxílio a famílias de ví-
timas de violência.
— É um trauma que nunca
mais se cura. A vida nunca mais
é mesma. E soube, na missa de
sétimo dia do menino João Hé-
lio, outra vítima da violência,
que a investigação do assassina-
to do meu marido tinha sido ar-
quivada — disse Cláudia.
A segunda unidade da Fede-
ração com maior proporção de
mulheres é o Distrito Federal,
com 91,6 homens para cada
cem mulheres. Apenas na Re-
gião Norte há mais homens do
que mulheres. A Centro-Oeste,
por sua vez, registrou 98,6 ho-
mens para cada grupo de cem
mulheres. Enquanto isso, as re-
giões Sul e Nordeste têm a pro-
porção de 96,3 homens para
cada cem mulheres, e 95,3 ho-
mens para cada cem mulheres,
respectivamente.
— Nascem mais homens do
que mulheres. A natureza é sá-
bia. Mas a mortalidade entre os
homens, mesmo natural, é
maior que entre as mulheres.
Por isso, a expectativa de vida
da mulher brasileira é maior do
que seis anos. Contribui para es-
sa distância o fato de, no caso
brasileiro, eu tenho também a
violência nos grandes centros
urbanos, associado, inclusive,
ao transporte, ao trânsito, e que
afeta majoritariamente os jo-
vens do sexo masculino. Isso
nas grandes cidades, principal-
mente no Rio e em São Paulo —
disse o presidente do IBGE
Eduardo Pereira Nunes.
O professor pesquisador do
Instituto de Estudos Sociais e
Políticas da Uerj Gláucio Soares
explica que o número de ho-
mens vítimas da violência é ain-
da maior quando são conside-
rados a idade e a raça. Ele afir-
ma que a principal causa da le-
talidade dos homens jovens
são as chamadas mortes violen-
tas, que incluem assassinatos e
os acidentes de trânsito.
— As mortes violentas são
mais concentradas entre os ho-
mens pobres. E morrem mais
82% de negros do que de bran-
cos. As parceiras, que seriam as
parcerias naturais, são as mais
prejudicadas. Isso gera padrões
de comportamento diferentes.
Muitas dessas mulheres acabam
se relacionando afetivamente
com homens mais velhos por
causa da escassez de homens
adolescentes, com 17, 18 anos,
sobretudoos pobres e negros —
disse Gláucio.
O especialista afirma, ainda,
que a população carcerária é
maior justamente neste grupo
de homens pobres e negros,
contribuindo para aumentar
ainda mais a desproporção en-
tre homens e mulheres.
— Os homens jovens são os
que matam mai s, morrem
mais, e são mais presos, embo-
ra o número de homens pre-
sos por homicídios seja uma
fração pequena do número to-
tal — ponderou Gláucio. ■
Brancos ficam abaixo de 50%
Soma de pretos, pardos, índios e amarelos é maior
Alessandra Duarte
● Pela primeira vez na História do Censo, a po-
pulação do Brasil deixa de ser predominante-
mente branca. Pelos dados de 2010, as pes-
soas que se declararam brancas são 47,73%
da população, enquanto em 2000 eram
53,74%. Nos outros Censos, até agora, os bran-
cos sempre tinham sido mais que 50%.
Em 2010, do total de 190.749.191 brasilei-
ros, 91.051.646 se declararam brancos — o
que faz com que, apesar de continuar sendo
o grupo com maior número de pessoas em
termos absolutos, a população branca tenha
percentual menor do que a soma de pretos,
pardos, amarelos e indígenas.
A população negra aumentou em quatro mi-
lhões, indo de 10.554.336 em 2000 para
14.517.961. Já a parda aumentou em 16,9 mi-
lhões: foi de 65.318.092 para 82.277.333. A par-
cela de indígenas cres-
ceu de 734.127 para
817.963, e a amarela,
d e 7 6 1 . 5 8 3 p a r a
2.084.288. Apopulação
branca foi, assim, a
única que diminuiu.
Paula Miranda-Ribeiro,
professora de demo-
grafia doCentrode De-
senvolvimento e Pla-
nejamento Regional da
UFMG, sublinha essa
mudança cultural.
— O Brasi l está
mais preto, algo mais
próximo da realidade
— di z Paul a, para
quem a principal ra-
zão é a maior identifi-
cação de pretos e par-
dos com sua cor. — É
a chamada desejabili-
dade social. Historica-
mente, pretos e par-
dos eram desvaloriza-
dos socialmente, o
que fazia com que pretos desejassem ser par-
dos, e pardos, brancos. Agora, pretos e pardos
quiseram se identificar assim. Isso pode ter a
ver, ainda, com a afirmação dessa população
como forte consumidor atualmente, que se re-
fletiu em afirmação de identidade. Outra razão
desse aumento de pretos e pardos é também o
maior número de casamentos interraciais.
— O Censo confirma o que já vinha sendo
indicado nas PNADs. Entre 1995 e 2008, houve
queda de seis pontos percentuais do número
de pessoas brancas — diz Marcelo Paixão, co-
ordenador do Laboratório de Análises das Re-
lações Raciais da UFRJ. — É fruto de um pro-
cesso de valorização étnica, que vem de visi-
bilidade maior tantode atores e personalidades
negros quanto de temas como cotas. Como o
aumento de pretos e pardos foi tambémnas fai-
xas etárias intermediárias, não só dos que nas-
cem, por exemplo, podemos ver, sim, mudança
comportamental.
Moradora de Cam-
po Gr ande, Zona
Oeste do Rio, a ven-
dedora Gisela Zerlo-
tine fez questão de
se declarar parda no
Censo de 2010:
— Apesar de não
ter pele tão escura, eu
me sinto mais próxima
de pardos e negros,
minha família temmui-
tos negros — diz Gise-
la, casada há sete anos
com Luiz Carlos de
Oliveira, negro. — A
gente tem dois filhos.
Um é meu de uma re-
lação anterior, Pedro,
de 8 anos, branco
mesmo, o pai era bem
branco. E a outra é a
Milena, de 2, filha mi-
nha como Luiz Carlos.
Ela já é caramelo. É
bem misturada.
Custódio Coimbra
O CASAL Gisela e Luiz Carlos: filha “caramelo”
Custodio Coimbra
AS MULHERES do acampamento Unidos Venceremos, em Sepetiba: em todo o país, população feminina já supera em 4 milhões a masculina
Editoria de Arte
16

O PAÍS Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 16 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 20 h PRETO/BRANCO
Barra da Tijuca
Jacarepaguá
Guaratiba
Portuária
São Cristovão
2010
300.823
572.617
123.114
48.664
84.908
2000
174.353
469.682
101.205
39.973
70.945
Barra da Tijuca Lagoa
Jacarepaguá
Guaratiba
São Cristovão
Jacarezinho
Méier
Maré
Ilha de
Paquetá
Portuária
Madureira Complexo
do Alemão
Cidade de Deus
Santa
Teresa
BAIRROS COM
MAIOR CRESCIMENTO
Rocinha
Maré
Complexo do Alemão
Jacarezinho
Cidade de Deus
69.356
129.770
69.143
37.839
36.515
56.338
113.807
65.026
36.459
38.016
NAS FAVELAS
Lagoa
Ilha de Paquetá
Madureira
Santa Teresa
Méier
167.774
3.361
371.968
40.926
397.782
174.062
3.421
374.157
41.145
398.486
BAIRROS COM MAIOR QUEDA
72,54%
-0,53%
-0,18%
-0,59%
-1,75%
-3,61%
-3,95%
3,79%
6,33%
14,03%
23,11%
19,68%
21,74%
21,65%
21,92%
FONTE: Censo 2010
Rocinha
Bairros com maior
crescimento
Bairros com
maior queda
Nas favelas
AS ESTATÍSTICAS NA CAPITAL
Rocinha e Maré crescemmais que cidade
Aumento populacional em áreas de favelas do Rio é quase duas vezes maior que o índice registrado no município
Gustavo Pellizzon
VISTA DA Rocinha: favela tem hoje cerca de 69 mil habitantes e possui o segundo maior percentual de crescimento populacional no Rio. Região é procurada por sua localização estratégica entre as zonas Sul e Oeste
Cláudio Motta e Selma Schmidt
● Depois de 24 anos morando
nos Estados Unidos, em 2008 o
guia turístico Renato Josivaldo
Rocha da Silva, o Zezinho da
Rocinha, decidiu voltar a viver
na favela em que nasceu e de lá
não quer sair. Zezinho, que ain-
da não perdeu o sotaque, é
uma das 13.018 pessoas que,
segundo o IBGE, passaram a
morar na comunidade nos últi-
mos dez anos. Embora a Região
Administrativa (RA) da Barra
seja a que teve o maior aumen-
to percentual de população en-
tre os Censos de 2000 e 2010
(72,54%), mantendo uma ten-
dência, o segundo lugar ocupa-
d o p e l a RA d a Ro c i n h a
(23,11%) chama a atenção. Os
números oficiais informam que
a favela passou de 56.338 para
69.356 habitantes.
— A Rocinha é minha raiz.
Aqui tem de tudo — justifica
Zezinho a decisão de morar na
comunidade.
‘A habitação segue a
dinâmica econômica’
Para o economista Sergio
Besserman, ex-presidente do
IBGE, as razões do crescimen-
to da Rocinha e da Barra são
as mesmas:
— A habitação segue a dinâ-
mica econômica de renda e em-
prego, que caminha para Zona
Oeste. As oportunidades estão
na Barra e na Zona Sul.
Romualdo Rezende, chefe
da unidade estadual do IBGE
no Rio, chama a atenção para
a localização estratégica da
Rocinha, onde os moradores
encontram facilidade de trans-
porte tanto para a Zona Oeste
como para Zona Sul:
— Nessas regiões há uma de-
manda por mão de obra de faixa
de renda mais baixa. Esse é um
dos motivos que explicam o
crescimento da Rocinha.
Coordenador do projeto Fa-
vela da Rocinha.com, Leandro
Lima, de 28 anos, tem constata-
do que o morro continua rece-
bendo novos moradores. Em-
pregado de uma lanchonete na
comunidade, Pedro Rafael de
Mesquita, de 24 anos, conta que
a maioria dos que migram para
o local vem do Ceará e da Paraí-
ba. Já a publicitária e produtora
de eventos Fabiana Cândido, de
32 anos, revela que ônibus de li-
nhas regulares vindas do Nor-
deste não param de desembar-
car migrantes, todos os meses,
na favela. Para ela, além da pro-
ximidade do mercado de traba-
lho, o lugar tem mais atrativos:
— Você pode andar de ma-
drugada que vê lojas e barra-
cas abertas. A Rocinha tem
bancos,TV a cabo, clínicas de
estética, agência de turismo e
três ou quatro imobiliárias.
Outra RAque concentra fave-
las, a da Maré também regis-
trou um crescimento popula-
cional quase duas vezes supe-
rior ao da cidade, de acordo
com o IBGE: 14.03%, na Maré,
contra 7,9%no município, entre
2000 e 2010. Cresceu ainda a po-
pulação das RAs do Complexo
do Alemão (6,33%) e Jacarezi-
nho (3,79%). Na RA da Cidade
de Deus foi medida a maior re-
dução da capital: de 3,95% (de
38.016 para 36.515 moradores).
Para o pesquisador Luis Ce-
sar de Queiroz Ribeiro, do Ins-
tituto de Pesquisa e Planeja-
mento Urbano e Regional (Ip-
pur/UFRJ), três fatores expli-
cam o aumento da população
das favelas, entre 2000 e 2010:
— Nesse período não houve
um crescimento econômico for-
te, com base no trabalho forma-
lizado. Outra razão é a dificulda-
de de mobilidade urbana, devi-
do a precariedade do sistema de
transportes. Mais uma fato é a
falta de uma política habitacio-
nal urbana até 2010.
Líderes comunitários dizem
que população é maior
Entre líderes comunitários, os
números do Censo não refletem
a realidade das comunidades,
que, segundo eles, tem uma po-
pulação maior. O presidente do
Movimento Popular de Favelas,
Willian de Oliveira, diz que o
Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) contou 108
mil moradores e a Light instalou
40 mil relógios na Rocinha:
— Não contar todos os mo-
radores acaba prejudicando o
recebimento de verbas.
Presidente do Instituto Vida
Real, da Maré, Sebastião Antô-
nio de Araújo garante que as
16 comunidades do complexo
têm mais de 200 mil morado-
res (pelo Censo são 129.700).
— A Maré cresceu muito na
vertical. Já tem prédios de cin-
co andares — diz Sebastião.
O presidente da Associação
de Moradores da Cidade de
Deus, Alexandre Lima, é mais
uma voz a protestar:
— A Cidade de Deus tinha
36 mil moradores, quando foi
fundada há 43 anos. Hoje, tem
entre 120 mil e 150 mil.
Eduardo Pereira Neves, presi-
dente do IBGE, explica que rea-
lização do Censo obedeceu três
etapas: a cartográfica, a visita
aos locais e a entrevista feita a
um morador de cada domicílio.
Jacarepaguá atrai empresas
e novos moradores
Terceira regiãoda cidade com
maior crescimento populacio-
nal, com 21,92%, Jacarepaguá
passou de 469.682 moradores
em 2000 para 572.617 em 2010.
Desta forma, ultrapassou Cam-
po Grande (542.084) no número
absoluto de habitantes.
Para Aluizio Cunha, diretor-
executivo da Associação Co-
mercial e Industrial de Jacarepa-
guá, o bairro atrai empresas e
empreendimentos comerciais,
que encontram espaço nos ter-
renos de antigos sítios:
— Surgem condomínios be-
los, bem estruturados. A indús-
tria e o comércio continuam
crescendo. Amãode obra é farta
na região. Jacarepaguá é o maior
arrecadador de tributos do mu-
nicípio e o segundo do estado,
perdendo apenas para Duque de
Caxias por causa da Reduc.
Desde setembro de 2009 a
professora Rachel Moraes tro-
cou a Tijuca por Jacarepaguá.
Ela elogia as áreas verdes do
bairro e a segurança, mas criti-
ca o trânsito caótico.
— Procurávamos aparta-
mento há um ano. Quando de-
cidimos por Jacarepaguá, em
apenas uma semana fechamos
o negócio. Decidimos sair da
violência e do tumulto.
Para Paulo Fabbriani, vice-
presidente da Associação de Di-
rigentes de Empresas do Mer-
cado Imobiliário (Ademi Rio), a
expansão de Jacarepaguá, Bar-
ra e Guaratiba, cujo crescimen-
to foi de 21,65%, mostra que
uma demanda reprimida:
— A Copa e os Jogos Olímpi-
cos vão impulsionar o cresci-
mento da região. O desafio é
melhorar a mobilidade. ■
No Rio, população diminui na Lagoa
Sem espaço para crescer, bairro perde moradores
Custodio Coimbra/ 09-02-2011
LAGOA: ALTO custo de vida tem feito com que moradores troquem o bairro da Zona Sul por outras regiões da cidade
● Das RAs de áreas formais do Rio, a da
Lagoa (inclui Jardim Botânico, Gávea, Ipa-
nema e Leblon), aparece como a que per-
deu mais população: 3,61%, entre 2000 e
2010. Ochefe da unidade estadual do IBGE
no Rio, estatístico Romualdo Rezende, en-
contra como principal explicação o fato de
o lugar não ter mais espaço para onde
crescer. O economista Sergio Besserman,
ex-presidente do IBGE, chama atenção ain-
da para a baixa taxa de fecundidade da po-
pulação dos bairros da região:
— Quanto mais escolaridade, menos
filhos as pessoas têm — diz ele, acres-
centando que a juventude da Zona Sul
está comprando e alugando imóveis na
Barra, a preços mais baixos.
Embora tenha apartamento próprio, a
presidente da Associação de Moradores
da Fonte da Saudade, Ana Simas, já pensou
emse mudar. No caso de Ana, o motivo é o
alto custo de morar no bairro:
— Moro num prédio de 1952, sem ga-
ragem, e pago R$ 810 de condomínio.
Não tenho supermercado perto e, quan-
do vou à padaria pago cinco vezes mais
pelos produtos.
Ex-moradora da Fonte da Saudade, uma
psicologa de 87 anos, que se mudou para o
Humaitá, está contente com a troca:
— Tenho piscina, play, salão de ginás-
tica, garagem sem vaga presa e pago con-
domínio mais barato. Vejo o Corcovado e o
Pão de Açúcar da janela e ainda tenho ôni-
bus, comércio e bancos perto — afirma
ela, que pede para não ser identificada.
A RA da Penha registrou a maior perda
de população (- 41%), mas a queda não
tem valor estatístico, porque Vigário Ge-
ral passou a formar uma nova Região Ad-
ministrativa. Já RAs como as de Copaca-
bana, de Botafogo e da Tijuca seguiram a
tendência de estabilidade da cidade, com
pouca variação populacional.
Editoria de Arte
O PAÍS

17 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 17 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 44 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Costela barbecue Seara - 1 kg
R$19
,70
Filé mignonouPicanhabovinaresfriadapeça- kg
R$21
,90
R$19
,80
Filé de peitoouFilezinhode frango
congeladoPerdigão- 1 kg
R$8
,99
R$7
,99
Kit Elsève vários tipos com1shampoo
de250ml e1condicionador de200ml
R$12
,90
Detergente empó Omo Multiação - 2 kg
R$9
,98
Lasanha Qualitá vários sabores - 650 g
R$5
,89
Presunto cozido magro Sadia
fatiado - 100 g
R$0
,89
Queijo holandês maasdam
Coroa - 100 g
R$3
,99
Nuggets de frango Sadia
vários sabores - 300 g
R$2
,99
Bebida à base de soja
Ades vários sabores
(exceto light) - TP 1 litro
R$3
,18
Coca-Cola - PET 1,75 litro
ou light plus ou zero
PET 1,5 litro
R$3
,15
Cerveja holandesa Amstel
Pulse - 330 ml
R$3
,69
Cerveja Bohemia
lata 350 ml ou long neck 355 ml
R$1
,59
R$1
,49
Filé de salmão congelado - kg
R$29
,90
R$27
,90
cada
cada
cada
cada
cada
cada
NESTA
PROMOÇÃO
OkilO
SAi A
R$
4,99
M
A
R
C
A
E
XCLUSIV
A
Levar mais qualidade
paracasafazvocêfeliz?
Aproveite nossas ofertas.
O
s
a
c
e
s
s
ó
r
io
s
m
o
s
t
r
a
d
o
s
n
a
s
f
o
t
o
s
n
ã
o
f
a
z
e
m
p
a
r
t
e
d
a
s
o
f
e
r
t
a
s
e
a
s
i m
a
g
e
n
s
d
o
s
p
r
o
d
u
t
o
s
n
ã
o
p
r
e
c
ifi
c
a
d
o
s
s
ã
o
m
e
r
a
m
e
n
t
e
ilu
s
t
r
a
t
iv
a
s
.
V
e
r
i

q
u
e
a
d
i
s
p
o
n
i
b
i
l
i
d
a
d
e
d
e
s
t
e
s
i
t
e
n
s
n
a
s
l
o
ja
s
P
ã
o
d
e
A
ç
ú
c
a
r
r
e
l
a
c
i
o
n
a
d
a
s
n
e
s
t
e
f
o
l
h
e
t
o
.
OFERTAS VÁLIDAS PARA O DIA 30/04/2011, Ou EnquAnTO DuRAREm OS ESTOquES, PARA TODAS AS LOjAS PãO DE AçúcAR DO RIO DE jAnEIRO. Lojas
abertas 24h, exceto feriados: copacabana: Av. N. Sa. Copacabana, 493; R. Ministro Viveiros de Castro, 38; Flamengo: R. Marquês de Abrantes, 165; jardim Botânico: R. Jardim Botânico, 680; niterói:
Rua Paulo Alves, 42 - Ingá. Após essa data, os preços voltam ao normal. Para melhor atender nossos clientes, não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de limitar, por cliente,
a quantidade dos produtos anunciados. Garantimos a quantidade mínima de 12 unidades/kg de cada produto por loja. Fica ressalvada eventual retificação das ofertas aqui veiculadas.
C
l
i
e
n
t
e
M
a
i
s
é
o
p
a
r
t
i
c
i
p
a
n
t
e
d
o
p
r
o
g
r
a
m
a
d
e
r
e
l
a
c
i
o
n
a
m
e
n
t
o
d
o
P
ã
o
d
e
A
ç
ú
c
a
r
.
Conheça tambémnossas novas lojas de Copacabana:
Novo Pão de Açúcar Lido - Av. N. Sa. de Copacabana, 109
NovoPãodeAçúcar Miguel Lemos- Av. N. Sa. deCopacabana, 1.017
Lojas abertas apartir das 7horas, todos os dias.
18

O PAÍS Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 18 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 22 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
.
Riodas Ostras, acidadequemais crescenopaís
Royalties do petróleo, 75% do orçamento municipal, explicam aumento de população, que foi multiplicada por três
RIO DAS Ostras: rede de ensino da cidade passou de 11 mil alunos em 2005 para 23 mil, diz prefeitura
Cláudio Motta
● O petróleo foi o combustível
para que Rio das Ostras se tor-
nasse a cidade com o maior
crescimento proporcional do
Brasil. A cidade, que tinha
36.419 habitantes no Censo de
2000, multiplicou por três sua
população, chegando a 105.676:
aumento de 190%. Segundo o
prefeito Carlos Augusto Carva-
lho Baltazar, os royalties repre-
sentam até 75% do orçamento
municipal, cerca de R$ 15 mi-
lhões por mês. O dinheiro per-
mite que a prefeitura faça me-
lhorias locais, aquecendo a eco-
nomia e gerando empregos. O
desafio, porém, é conseguir le-
var serviços públicos a 69.257
novos moradores, e fazer com
que a cidade sobreviva ao fim
do ciclo petrolífero.
—Nossa rede de ensino tinha
11 mil alunos em2005, agora são
23 mil. Por isso já sabíamos que
havia grande crescimento na ci-
dade — disse Baltazar.
Meta é investir
em saúde e saneamento
Carlos Augusto afirma que o
crescimento não gerou faveliza-
ção, mas reconhece a necessi-
dade de contratar mais servido-
res e de investir na saúde:
— Estamos investindo em sa-
neamento, preservação das ri-
quezas naturais, geração de em-
pregos e capacitação dos mora-
dores. Destinamos cerca de 40%
do orçamento para educação, e
criamos a zona especial de negó-
cios para atrair empresas que in-
vestem na cidade, sejam elas re-
lacionadas ao petróleo ou não.
Após Rio das Ostras, Maricá
(66,10%), Casimiro de Abreu
(59,57%), Macaé (56,07%) e Ca-
rapebus (54,15%) foram as cida-
des com maior crescimento no
estado, cujo aumento de popu-
lação no período foi de 11,11%.
Segundo Mauro Osório, profes-
sor da UFRJ, os royalties do pe-
tróleo explicam o crescimento
de todas, menos de Maricá, cuja
proximidade com a capital e
com Niterói impulsiona o au-
mento de população. Porém, o
setor gera empregos de forma
significativa apenas em Macaé:
— Se o Rio perder royalties,
será um baque, um equívoco. A
gente tem uma estrutura produ-
tiva que ainda é menos densa. O
petróleo é um dos poucos pro-
dutos que pagam ICMS no des-
tino, e uma atividade que não ge-
ra tantos empregos no estado.
Além dos repasses da Petro-
bras, Rio das Ostras atrai mais
moradores por sua beleza natu-
ral e pela proximidade com Ma-
caé. Muitos problemas acompa-
nham o crescimento.
— Estamos perto de Macaé,
mas com melhor qualidade de
vida. O problema é falta de con-
tinuidade dos investimentos.
Hoje, há crianças estudando em
contêineres —disse o urbanista
e morador Maurício Pinheiro.
Há cidades no estado
que encolheram
Por outro lado, outras cida-
des do estado estão perdendo
habitantes. Excluindo Nova
Iguaçu, cuja redução de 13,51%
é explicada pela emancipação
de Mesquita, Laje do Muriaé
(5,34%), Santa Maria Madalena
(1,48%), Miracema (0,82%), Itao-
cara (0,45%), Natividade (0,28%)
e Cantagalo (0,03) encolheram.
— A agropecuária é a ativida-
de principal aqui, sobretudo a
pecuária leiteira. O leite é bene-
ficiado emgeral emItaperuna. A
questão é que o município não
tem como empregar todo mun-
do. Grande parte da população
migra para Macaé e Rio das Os-
tras. Não recebemos royalties
do petróleo — disse Silvio de
Souza Andrade, secretário do
prefeito de Laje de Muriaé. ■
O GLOBO NA INTERNET
a
Confira os dados atualizados de
sua cidade
oglobo.com.br/pais
Niterói: 17% são idosos
Em São João, 13 mil por km
2
Selma Schmidt
● O segundo lugar ocupado
por Niterói no ranking dos
municípios fluminenses com
maior quantidade de idosos
é significativo, segundo o es-
tatístico Romualdo Rezende,
chefe da unidade estadual do
IBGE no Rio. OCenso 2010 re-
vela que 17,15%de sua popu-
lação tem 60 anos ou mais,
ou seja 83.625 de um total de
487.562 habitantes.
— Sempre se fala na exce-
lente qualidade de vida de Ni-
terói. O município tem ainda
uma taxa baixa de violência.
Essas podem ser as razões
para o seu percentual de ido-
sos — opina Romualdo.
Em primeiro lugar mas
com percentual próximo ao
de Niterói, Italva tem 17,4%
de sua população com 60
anos ou mais: 2.447 idosos
dentre 14.063 moradores.
— Acredito que os mais
jovens de Italva tenham mi-
grado para centros maiores,
especialmente para Macaé
— afirma Romualdo.
Na faixa produtiva, entre
20 e 59 anos, Macaé lidera,
com 61%, seguida de Para-
cambi (60,27%) e de Búzios
(59,89%). Os municípios com
mais crianças de até 9 anos
são Varre-Sai (17,22%), Japeri
(15,95%) e Paraty (15,94%).
O Censo 2010 mostrou
ainda que o estado do Rio é
o mais urbano do país. Com
365,23 habitantes por quilô-
metro por metro quadrado,
o Rio só perde para Brasília
em densidade demográfica.
Dentro do estado, é São
João de Meriti é que tem
mais habitantes por quilô-
metro quadrado (13.024,56).
Ele é seguido por outros mu-
nicípios da Baixada: Nilópo-
lis e Belford Roxo. O muni-
cípio do Rio vem em quarto
lugar (5.265,8).
Palmas é a
capital que
mais cresceu
Graziela Guardiola
● PALMAS(TO). Palmas é a
capital que mais cresceu
no país. A cidade regis-
trou 228.332 mil habitan-
tes no Censo de 2010.
Comparado ao último le-
vantamento, teve um
crescimento de 5,21% ao
ano. Hoje, a maioria da
população tem idade en-
tre 15 e 29 anos.
— No início da década,
o movimento migratório
era de outros estados pa-
ra Palmas. Hoje, notamos
que também há migração
do interior do Tocantins
para a capital embusca de
estudos e melhores opor-
tunidades de emprego –
disse o chefe da Unidade
do IBGE no Tocantins,
Francisco Soares Ferreira.
Segundo o economista
Marcos da Conceição, a
migração faz parte de
um fenômeno nacional:
— Os moradores dos
grandes centros urbanos
que sofrem com engarra-
famentos, enchentes e
falta de emprego estão
se mudando para locali-
dades de porte médio.
Esses migrantes vêm
em busca de oportunida-
de e de qualidade de vida.
Um exemplo é o casal
Glauber Damasceno, ana-
lista de sistemas, 28 anos,
e Letícia Panin, professora
de geografia e meio am-
biente, 26 anos. O casa-
mento foi em Belo Hori-
zonte (MG) e dois dias de-
pois eles estavam de mu-
dança para Palmas.
— Recebi uma propos-
ta de emprego com possi-
bilidade de crescimento e
salário três vezes maior
do que o que eu recebia
em Minas. Hoje temos
uma qualidade de vida
que nunca imaginei em
Belo Horizonte: almoço
em casa e demoro cinco
minutos de casa para o
trabalho. Lá, tinha que
sair de casa às 6h para en-
contrar estacionamento
perto do trabalho — lem-
brou Glauber.
Manaus vira meca para desempregados
Setor público e área industrial atraem trabalhadores do Sul e do Sudeste
Paula Litaiff
● MANAUS (AM). Apontada pelo
Censo 2010 como a quinta capi-
tal com maior crescimento po-
pulacional nos últimos dez anos,
Manaus tornou-se atrativa para
os trabalhadores interessados
em conseguir emprego na área
industrial e no setor público,
afirmam especialistas. O Censo
mostrou que a capital é o sétimo
município mais populoso do
Brasil com 1.802.014 habitantes
e cresceu 28,3% entre 2000 e
2010. Segundo o coordenador
de Divulgação do Censo 2010 no
Amazonas, Adjalma Nogueira, o
aumento se deu principalmente
pela absorção de imigrantes e
aumento da natalidade.
Adjalma explicou que na últi-
ma década a economia do Ama-
zonas se revelou promissora pa-
ra moradores de outros estados,
por conta dos investimentos no
serviço público (Forças Arma-
das, Judiciário, Serviço Federal)
e da instalação de empresas —
Manaus possui o4
o
- maior PIBdo
país. Outro fator de crescimento
é a taxa de natalidade: 63 mil
pessoas nascem por ano no es-
tado, que não tem a caracterís-
tica de perder população.
Segundo o cientista social Ed-
milson Gomes, da Universidade
Federal do Amazonas (Ufam),
em geral os imigrantes que che-
gam ao Amazonas são de São
Paulo, Porto Alegre, Belo Hori-
zonte e Rio e têm qualificação.
— Muitos são os chamados
“concurseiros”. ■
Em oito meses, desmatamento da Amazônia cai só 3%
Para especialista, queda é ‘empate’. Em março, diminuição foi de 39% em relação ao mesmo mês de 2010
Adauri Antunes Barbosa
● SÃO PAULO. O desmatamento
na Amazônia teve uma redução
de 39% em março último em re-
lação ao mesmo mês de 2010,
quando 76 quilômetros quadra-
dos de florestas foram derruba-
dos. De agosto de 2010 a março
deste ano, o que corresponde
aos oito primeiros meses do ca-
lendário atual de desmatamen-
to, foi registrada uma ligeira re-
dução de 3% no desmatamento,
com um total de 972 quilôme-
tros quadrados de desmate.
Embora o ritmo de desmata-
mento tenha diminuído, os nú-
meros monitorados pelo Institu-
to do Homem e Meio Ambiente
da Amazônia (Imazon) com ba-
se no Sistema de Alerta de Des-
matamento (SAD) — que utiliza
imagens dos satélites Cbers e
Landsat do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe) —
não são alvissareiros.
— Podemos considerar que
essa pequena redução de 3% é
um empate. A situação está es-
tabilizada e a tendência é se
manter estável — analisou
Adalberto Veríssimo, pesqui-
sador sênior do Imazon.
Considerando os oito pri-
meiros meses do calendário
anual de desmatamento, o Ma-
to Grosso é o estado que lide-
ra o ranking com 28% do total
desmatado (263 quilômetros
quadrados), seguido por Ron-
dônia com 26% (274 quilôme-
tros quadrados), Pará com
26% (257 quilômetros quadra-
dos) e Amazonas com 12%
(120 quilômetros quadrados).
Emmarçode 2011, os estados
que mais desmataram foram
Rondônia, com um crescimento
de 69% (32 quilômetros quadra-
dos), e Mato Grosso, com 23%
(11 quilômetros quadrados).
— As áreas mais devastadas
em Rondônia estão próximas
às hidrelétricas de Jirau e San-
to Antônio, o que prova a falta
de políticas de defesa da flo-
resta — disse Veríssimo.
Segundo ele, a volta do Ma-
to Grosso ao ranking dos esta-
dos que mais desmatam está
diretamente ligada à mudança
do governo estadual. Para Ve-
ríssimo, o ex-governador Blai-
ro Maggi (PR), um dos maiores
produtores de soja do país,
que foi eleito senador, tinha
uma certa preocupação em
preservar o estado, política
que não estaria tendo conti-
nuidade com o atual governa-
dor, Silval Barbosa (PMDB).
De agosto a março, a degra-
dação florestal — extração da
madeira e uso do fogo para
derrubar a floresta — aumen-
tou 225%, atingindo 4.956 qui-
lômetros quadrados. ■
Editoria de Arte
Rio das Ostras
Maricá
Casimiro de Abreu
Macaé
Carapebus
Iguaba Grande
Armação dos Búzios
Quissamã
Cabo Frio
Mangaratiba
105.676
362.571
35.347
206.728
13.359
22.851
27.560
20.242
186.227
36.456
36.419
76.737
2.152
132.461
8.666
15.089
18.204
13.674
126.828
24.901
2010 2000
MUNICÍPIOS COM
MAIOR CRESCIMENTO
Itaocara
Miracema
Santa Maria Madalena
Laje do Muriaé
Nova Iguaçu*
COM MENOR CRESCIMENTO
190,17%
54,15%
56,07%
59,57%
66,10%
51,44%
46,40%
46,83%
48,03%
51,40%
-0,45%
-13,51%
-5,34%
-1,48%
-0,82%
FONTE: Censo 2010 * Mesquista era um distrito de Nova Iguaçu
Municípios com
maior crescimento
Municípios com
maior queda
OS NÚMEROS DOESTADO
2010 2000
MUNICÍPIOS COM
MAIOR CRESCIMENTO
Municípios com
maior cresciment
Municípios com
maior queda
OS NÚMEROS DOESTADO
Mangaratiba
Iguaba
Grande
Cabo Frio
Armação
dos Búzios
Maricá
Nova
Iguaçu
Quissamã
Santa Maria
Madalena
Carapebus
Macaé
Rio das Ostras
Casimiro de Abreu
Itaocara
Miracema
Laje do
Muriaé
22.899
26.843
10.321
7.487
796.257
23.003
27.064
10.476
7.909
920.599
Blocos de
exploração
Área do
Pré-sal
RJ
ES
SP
Rio das Ostras foi a cidade que mais
cresceu no Brasil, com aumento de
190% da população entre 2000 e 2010.
No período, o estado do Rio teve
crescimento de 11,11%. Maricá
(66,10%), Casimiro de Abreu (59,57%),
Macaé (56,07%) e Carapebus (54,15%)
foram as demais cidades com maior
aumento do número de moradores.
Hudson Pontes/30-11-2010
O PAÍS

19 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 19 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 45 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Televendas: 4003-0363
(2)
(2
) V
e
rif
q
u
e
s
e
m
p
re
s
e
a
c
id
a
d
e
d
e
o
n
d
e
v
o
c
ê
e
s

fa
la
n
d
o
p
e
rm
ite
lig
a
ç
õ
e
s
s
e
m
o
c
ó
d
ig
o
d
e
o
p
e
ra
d
o
ra
,
lig
a
n
d
o
d
ire
ta
m
e
n
te
4
0
0
3
-
0
3
6
3
.
C
a
p
ita
is
e
re
g

e
s
m
e
tro
p
o
lita
n
a
s
:
4
0
0
3
-
0
3
6
3

c
u
s
to
d
e
u
m
a
lig
a
ç
ã
o
lo
c
a
l
+
im
p
o
s
to
s
.
D
e
m
a
is
lo
c
a
lid
a
d
e
s
:
0
X
X
1
1
4
0
0
3
-
0
3
6
3
-
c
u
s
to
d
e
u
m
a
lig
a
ç
ã
o
in
te
ru
rb
a
n
a
p
a
ra
S
ã
o
P
a
u
lo
(c
a
p
ita
l)
+
im
p
o
s
to
s
.
O
N
D
E
:
Ofertas válidas de 15/4/2011 a 17/4/2011 ou enquanto durarem os estoques. Após essa data, os preços voltam ao normal. Verifque a disponibilidade dos produtos na loja mais próxima. Garantimos a quantidade mínima de 5 unidades de cada produto por loja em que ele esteja disponível. Para melhor atender nossos clientes, não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de limitar, por cliente, a quantidade dos produtos
anunciados. Planos de pagamento nos cartões de crédito Extra: Em 3x (0+3) sem juros, 6x (0+6) sem juros, 8x (0+8) sem juros, 10x (0+10) sem juros, 15x (0+15) sem juros, 15x (0+15) com encargo mensal de 1,99% e anual de 26,68% (válido somente para os produtos anunciados neste plano), somente nos Cartões Extra. As parcelas serão debitadas na data de vencimento do cartão de crédito do cliente. Pagamento a vista pode ser
feito em dinheiro, cheque, cartão de débito ou com os cartões de crédito MasterCard, Diners Club, Visa, Redeshop (crédito), American Express, Aura, PoliCard, Total (aceito somente nas lojas de Campinas), Sorocred (aceito somente nas lojas de Araraquara, Campinas, Carapicuíba, Itatiba, Itu, Mauá, Mogi das Cruzes, São Carlos, Sorocaba e Baixada) ou Vale Shop. No site www.extra.com.br, as ofertas e formas de pagamento podem
ser diferenciadas. Consulte condições para pagamento com cheque na loja. Fica ressalvada eventual retifcação das ofertas aqui veiculadas.
1
Campanha válidas de 15/4/2011 a 17/4/2011. Todas as lojas Extra no Brasil cobrem as ofertas anunciadas pela concorrência direto no caixa, bastando entregar ao caixa, no ato da compra, o anúncio impresso da concorrência, para a oferta ser coberta pelo Extra, por meio de desconto no valor da sua compra. Não serão aceitas, para efeitos de comparação de preços, as ofertas emitidas por comerciantes ou empresas atacadistas. A campanha “PREÇO NÃO SE
DISCUTE” é válida somente para as lojas físicas do Extra Hiper, não valendo para as lojas Extra Fácil ou loja virtual www.extra.com.br. Caso a sua compra já tenha sido fnalizada, você deverá dirigir-se ao SAC da loja, levando o cupom fscal e o anúncio impresso da concorrência para receber a diferença. Será válido somente o anúncio impresso da concorrência, na forma de tabloide, lâmina, folheto ou anúncio de jornal de grande circulação, com o prazo de oferta
dentro do período desta promoção, para produtos idênticos (mesma marca, modelo, tipo, voltagem, cor, sabor, quantidade, peso ou unidade etc). O anúncio apresentado não será devolvido ao cliente e fcará retido com o caixa ou SAC da loja Extra. A comparação entre os preços praticados pelo Extra e pela concorrência restringe-se às lojas sediadas nos mesmos municípios. Esta condição não é válida para promoções especiais com múltiplos de produtos – Ex.
“pague 2 e leve 3”, “leve 4 e, com mais um centavo, leve outro produto ou mais um exemplar do mesmo produto”. Para melhor atendermos aos nossos clientes, não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de limitar a quantidade dos produtos anunciados pela concorrência, por cliente, em 5 unidades/kg por produto da categoria alimentos e 2 unidades por produto da categoria não alimentos. Para mais informações, consulte o SAC das lojas Extra.
Ofertas válidas para as lojas Extra Hiper de São Paulo.
Não são todos os produtos que estão disponíveis nas lojas Extra Hiper, podendo variar de acordo com o estoque e sortimento de cada loja. Consulte a loja mais próxima.
OFERTAS
VÁLIDAS
DE
30/4
A 1/5/11
Televendas: 4003-0363
(2)
(2
) V
e
rif
q
u
e
s
e
m
p
re
s
e
a
c
id
a
d
e
d
e
o
n
d
e
v
o
c
ê
e
s

fa
la
n
d
o
p
e
rm
ite
lig
a
ç
õ
e
s
s
e
m
o
c
ó
d
ig
o
d
e
o
p
e
ra
d
o
ra
,
lig
a
n
d
o
d
ire
ta
m
e
n
te
4
0
0
3
-
0
3
6
3
.
C
a
p
ita
is
e
re
g

e
s
m
e
tro
p
o
lita
n
a
s
:
4
0
0
3
-
0
3
6
3

c
u
s
to
d
e
u
m
a
lig
a
ç
ã
o
lo
c
a
l
+
im
p
o
s
to
s
.
D
e
m
a
is
lo
c
a
lid
a
d
e
s
:
0
X
X
1
1
4
0
0
3
-
0
3
6
3
-
c
u
s
to
d
e
u
m
a
lig
a
ç
ã
o
in
te
ru
rb
a
n
a
p
a
ra
S
ã
o
P
a
u
lo
(c
a
p
ita
l)
+
im
p
o
s
to
s
.
O
N
D
E
:
1
A campanha “PREÇO NÃO SE DISCUTE” é válida somente para as lojas físicas do Extra Hiper e Extra Supermercado, não valendo para as lojas Extra Fácil ou loja virtual www.extra.com.br. Não serão aceitas, para comparação de preços, as ofertas emitidas por comerciantes ou empresas atacadistas. Será válido somente o anúncio impresso da concorrência, do mesmo município, na forma de tabloide, lâmina, folheto ou anúncio de jornal de grande circulação, com o prazo
de oferta dentro do período desta promoção, para produtos idênticos (mesma marca, tipo, voltagem, cor, sabor, quantidade etc.). O anúncio apresentado não será devolvido ao cliente e fcará retido pelo Extra. Esta condição não é válida para promoções especiais com múltiplos de produtos, do tipo “pague 2 e leve 3”, “leve 4 e, com mais um centavo, leve outro produto ou mais um exemplar do mesmo produto”. Não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de
limitar, por cliente, a quantidade dos produtos vendidos, de acordo com esta promoção, em 5 unidades/kg por produto da categoria alimentos e 2 unidades por produto da categoria não alimentos. Consulte o SAC das lojas Extra Hiper e Extra Supermercado para mais informações.
Micro-ondas
Brastemp BMS25A
10X
SEM
JUROS
24
,
90
NOSCARTÕES
EXTRA
A VISTA: R$ 249,00
Chapa Taiff cerâmica
• 180º • Leve e compacta
• Bivolt
3X
SEM
JUROS
23
,
30
NOSCARTÕES
EXTRA
A VISTA: R$ 69,90
699
,90
DE:
599
,90
POR:
Câmera digital Sony
DSC-W520
A VISTA: R$ 649,90 cada
Roteador TP-Link 740N
150MPS Wireless
3X
SEM
JUROS
30
,
00
NOSCARTÕES
EXTRA
A VISTA: R$ 89,99
Grill George
Foreman
Jumbo
6X
SEM
JUROS
38
,
32
NOSCARTÕES
EXTRA
A VISTA: R$ 229,90
6 HAMBÚRGUERES
NA COMPRA DE 1 GRILL GEORGE
FOREMAN JUMBO,
GRÁTIS 1 SANDUICHEIRA,
MIXER, CAFETEIRA OU
ESPREMEDOR.
Celular LG T300
TIM infinity pré
• Câmera digital de 1,3 MP
• MP3 player • Bluetooth
• Cartão 1 GB
10X
NOSCARTÕES
EXTRA
TOTALAPRAZO: R$324,00
32
,40
A VISTA: R$ 276,00
Celular LG C300
TIM infinity pré
• Teclado Qwerty
• Câmera de 2,0 MP
• MP3 player • Rádio FM
• Bluetooth • Fone
• Cartão de 2 GB
10X
NOSCARTÕES
EXTRA
TOTALAPRAZO: R$324,00
32
,40
A VISTA: R$ 276,00
F
o
t
o
s
m
e
r
a
m
e
n
t
e
ilu
s
t
r
a
t
iv
a
s
.
C
e
le
r
o
n
,
C
e
le
r
o
n
I
n
s
id
e
,
C
e
n
t
r
in
o
,
C
e
n
t
r
in
o
I
n
s
id
e
,
C
o
r
e
I
n
s
id
e
,
I
n
t
e
l,
L
o
g
o
t
ip
o
I
n
t
e
l,
I
n
t
e
l
A
t
o
m
,
I
n
t
e
l
A
t
o
m
I
n
s
id
e
,
I
n
t
e
l
C
o
r
e
,
I
n
t
e
l
I
n
s
id
e
,
L
o
g
o
t
ip
o
I
n
t
e
l
I
n
s
id
e
,
I
n
t
e
l
v
P
r
o
,
I
t
a
n
iu
m
,
I
t
a
n
iu
m
I
n
s
id
e
,
P
e
n
t
iu
m
,
P
e
n
t
iu
m
I
n
s
id
e
,
v
P
r
o
I
n
s
id
e
,
X
e
o
n
,
e
X
e
o
n
I
n
s
id
e
s
ã
o
m
a
r
c
a
s
r
e
g
is
t
r
a
d
a
s
d
a
I
n
t
e
l
C
o
r
p
o
r
a
t
io
n
n
o
s
E
s
t
a
d
o
s
U
n
id
o
s
e
e
m
o
u
t
r
o
s
p
a
ís
e
s
.
M
a
is
in
f
o
r
m
a
ç
õ
e
s
s
o
b
r
e
a
c
la
s
s
ifi
c
a
ç
ã
o
d
o
s
p
r
o
c
e
s
s
a
d
o
r
e
s
I
n
t
e
l
e
s
t
ã
o
d
is
p
o
n
ív
e
is
n
o
s
it
e
w
w
w
.
in
t
e
l.
c
o
m
/
p
o
r
t
u
g
u
e
s
/
g
o
/
r
a
t
in
g
.
*
C
o
n
d

ã
o
v
á
lid
a
p
a
r
a
t
o
d
o
o
E
le
t
r
o
,
p
a
r
a
p
a
g
a
m
e
n
t
o
n
o
s
c
a
r
t
õ
e
s
E
x
t
r
a
e
d
e
c
r
é
d
it
o
,
a
c
e
it
o
s
e
m
n
o
s
s
a
s
lo
ja
s
.
TV LED 46” AOC LE46H057D
FULL HD com conversor digital
A VISTA: R$ 2.999,90
15X
NOSCARTÕES
EXTRA
TOTALAPRAZO: R$3.523,50
234
,
90
TV LED
21,5”com
função
monitor a
partir de:
A VISTA: R$ 599,00
15X
NOSCARTÕES
EXTRA
TOTALAPRAZO: R$703,50
46
,90
A VISTA: R$ 599,90
Home Theater Sony
Dav-TZ130
• Potência 300 W RMS
• USB • HDMI • MP3
12X
NOSCARTÕES
EXTRA
TOTALAPRAZO: R$694,80
57
,90
15X
NOSCARTÕES
EXTRA
TOTALAPRAZO: R$763,50
50
,90
Notebook Asus
• Processador Intel
®
Core i5
• Memória de 4 GB • HD de 500 GB
• Entrada HDMI
• Bateria de 6 célular
• Tela LED 14” • Webcam
• DVD-RW (Leitor e gravador
de CDS e DVD)
• Leitor de cartões 2 em 1
• Windows
®
7 Home Basic
15X
NOSCARTÕES
EXTRA
TOTALAPRAZO: R$2.113,50
140
,90
A VISTA: R$ 1.799,00
LANÇAMENTO
NA COMPRA DE 1 NOTEBOOK ASUS,
GRÁTIS 1 MULTIFUNCIONAL
EPSON JATO
JX125
Celular Alcatel OT355
Desbloqueado
+ Chip TIM
• Dual Chip • Teclado
Qwerty • Câmera VGA
• MP3 player
• Rádio FM
*
TRAGA SUA TV USADA DE QUALQUERMARCA E
GANHE DESCONTO DE R$ 400,00
NACOMPRADE1TVLED46” AOC46HO57DFULLCOMCONVERSORDIGITAL.
DE: 2.999,90 POR: 2.599,90
*
Ofertas válidas de 30/4/2011 a 1/5/2011 ou enquanto durarem os estoques. Após essa data, os preços voltam ao normal. Verifque a disponibilidade dos produtos na loja mais próxima. Garantimos a quantidade mínima de 5 unidades de cada produto por loja em que ele esteja disponível. Para melhor atender nossos clientes, não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito de limitar, por cliente, a quantidade dos produtos
anunciados. Planos de pagamento nos cartões de crédito Extra: em 3x (0+3) sem juros, 6X (0+6) sem juros, 10x (0+10) sem juros, 12x (0+12)com encargo mensal de 1,99% e anual de 26,68% e em 15x (0+15) com encargo mensal de 1,99 e anual de 26,68% (plano válido somente para os produtos anunciados nestas condições), somente nos cartões Extra. As parcelas serão debitadas na data de vencimento do cartão de crédito do
cliente. Planos de pagamento nos cartões de crédito: em 10X (1+9) com encargo mensal de 3,05% e anual de 43,41% (planos válidos somente para os produtos anunciados nestas condições) nos cartões Amex, Aura, Diners, Good Card, MasterCard, Policard, Unik, Vale Shop (aceito somente nas lojas do Rio de Janeiro) ou Visa. As parcelas serão debitadas na data de vencimento do cartão de crédito do cliente. Pagamento a vista pode
ser feito em dinheiro, cheque, cartão de débito ou com os cartões de crédito Amex, Aura, Diners, Good Card, MasterCard, Policard, Unik, Vale Shop (aceito somente nas lojas do Rio de Janeiro) ou Visa. No site www.extra.com.br, as ofertas e formas de pagamento podem ser diferenciadas. Consulte condições para pagamento com cheque na loja. Fica ressalvada eventual retifcação das ofertas aqui veiculadas.
Ofertas válidas para as lojas Extra Hiper do Rio de Janeiro.
Não são todos os produtos que estão disponíveis nas lojas Extra Hiper, podendo variar de acordo com o estoque e sortimento de cada loja. Consulte a loja mais próxima.
6X
SEM
JUROS
29
,
83
NOSCARTÕES
EXTRA
A VISTA: R$ 179,00
20

O PAÍS Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 20 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 17 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Por unanimidade, PT elege Falcão presidente
Todas as tendências do partido apoiaram nome do deputado, ligado a José Dirceu, para substituir José Eduardo Dutra
Gerson Camarotti e Maria Lima
● BRASÍLIA. Depois de uma in-
tensa articulação de bastidor
na véspera, o deputado esta-
dual Rui Falcão (SP) foi eleito
ontem por unanimidade como
o novo presidente nacional do
PT. Todas as tendências do
partido apoiaram seu nome
para substituir José Eduardo
Dutra, que renunciou ao cargo
por motivos de saúde. Com a
decisão, o PT nacional voltou
a ser comandado pelo grupo
paulista, contrariando o dese-
jo inicial da presidente Dilma
Rousseff.
Depois de eleito, Falcão ne-
gou que tenha qualquer in-
compatibilidade com a presi-
dente Dilma e refutou a versão
de que o ex-ministro José Dir-
ceu tenha sido o articulador
de sua eleição.
Mandato do novo presidente
nacional do PT irá até 2013
Diante da consolidação do
nome de Falcão pelo grupo pau-
lista, o PT, numa demonstração
pública de unidade, elegeu-o
por unanimidade, dando-lhe os
85 votos dos integrantes do di-
retório nacional. Ele exercerá o
mandato até 2013.
— As críticas são comuns,
mas elas não são verdadeiras
no caso. Primeiro porque não
há incompatibilidade com a
presidente Dilma. Temos ami-
zade profunda por ela e até já
militamos juntos no passado.
E o companheiro José Dirceu
em nenhum momento interfe-
riu no processo eleitoral —
disse Rui Falcão.
O senador Humberto Costa
(PT-PE) era o nome preferido
do Palácio do Planalto para
substituir Dutra, mas ele não
tinha apoio da maioria do di-
retório. Ainda assim, o núcleo
do governo foi surpreendido
pela articulação rápida do gru-
po paulista, que conseguiu
consolidar o nome de Falcão
em poucas horas.
Na noite de quinta-feira, em
encontro no Alvorada, Lula e
Dilma avaliaramque, apesar de
contrariar o desejo inicial dos
dois, a eleição de Falcão encer-
rou qualquer possibilidade de
disputa interna no partido, o
que era ponto positivo.
Dirceu estava na reunião do
Diretório Nacional para votar
pessoalmente em Falcão. Ele
retornou na véspera de uma
viagema Londres, mas também
negou, evitando maiores deta-
lhes, influência no processo.
— Passei uma semana no
exterior. Como poderia ter in-
fluenciado?
Na entrevista, Falcão rebateu
a acusação feita pelo jornalista
Amaury Ribeiro Junior de ter
roubado informações de seu
computador para fazer um dos-
siê contra otucanoJosé Serra. O
novo presidente do PT lembrou
que já está processando o jorna-
lista pelas acusações. Ele tam-
bém negou que tenha havido a
produção de um dossiê na cam-
panha petista contra a filha de
Serra. Na ocasião, Falcão era o
coordenador de imprensa da
campanha de Dilma Rousseff.
— De nossa parte nunca
existiu a produção de dossiês,
a própria campanha mostrou
que nunca existiu. O PT não
fez dossiê. A pessoa que fez a
acusação está sendo proces-
sada — disse Falcão.
O novo presidente do PT ain-
da fez um diagnóstico do atual
momento de fragilidade da opo-
sição, mas ressaltou a importân-
cia dela para a democracia.
— A gente acha que a oposi-
ção é essencial para o funciona-
mento do regime democrático.
E, se a oposição está fragilizada
hoje, é justamente porque, num
período recente, ela se conduziu
por ideias do passado. Quando
essas ideias são superadas ou
entram em crise, a oposição fica
sem projeto, cai em crise e se
fragmenta. É isso que nós esta-
mos vivendo hoje.
No discurso, logo depois de
eleito, Falcão fez questão de ci-
tar os ex-presidentes petistas
presentes José Genoino, José
Dirceu e Ricardo Berzoini, to-
dos do grupo paulista, além de
José Eduardo Dutra, que já ti-
nha deixado a sede do partido
nesse momento. Numa fala pro-
tocolar de aproximação ao Pa-
lácio do Planalto, ele afirmou
que a tarefa do PT é dar susten-
tação ao governo Dilma:
—Opaís vai bem, e nós que-
remos que ele vá ainda me-
lhor. Nossa tarefa é dar susten-
tação às mudanças iniciadas
no governo do presidente Lula
e que prosseguem no governo
da presidente Dilma Rousseff.
Mais tarde, Rui Falcão comen-
tou sua relação com Dilma:
— Participei da campanha
até o fim, não fui afastado. Eu e
Dilma temos vários pontos em
comum.
Novo comando do PT quer
mais proximidade do Planalto
Em reuniões internas, antes
da eleição, ficou decidido que
Rui Falcão nomeará o secretário
de Organização do PT, Paulo
Frateschi, para ser interlocutor
junto ao governo para articular
as demandas do partido. Há for-
te insatisfação do grupo que
chega para comandar o PT com
a falta de interlocução junto ao
Palácio do Planalto e o distan-
ciamento do poder.
Assessor especial da Presi-
dência da República, Marco
Aurélio Garcia minimizou:
— Pode ser que tenha meia
dúzia de descontentes. Mas so-
mos um milhão de filiados. Não
somos tão mesquinhos assim. ■
O GLOBO NA INTERNET
a
Veja o perfil do novo presidente do
PT
oglobo.com.br/pais
RUI FALCÃO (à direita), após ser eleito presidente do PT, cumprimenta José Eduardo Dutra, que deixa o cargo
Ailton de Freitas
LOTERIAS

DUPLA SENA: As dezenas
sorteadas no concurso
963 foram 05, 10, 11, 13, 37
e 39 (primeiro sorteio) e
07, 12, 30, 31, 40 e 48 (se-
gundo sorteio).

QUINA: As dezenas sortea-
das no concurso 2.583 fo-
ram 10, 22, 23, 35 e 60.
•O leitor deve checar os resultados também
em agências oficiais e no site da CEF por-
que, com os horários de fechamento do jor-
nal, os números aqui publicados, divulgados
sempre no fim da noite pela CEF, podem
eventualmente estar defasados.
Senadores de atos
secretos vão para
Conselho de Ética
● BRASÍLIA. Pelo menos dois dos
novos integrantes do Conselho
de Ética do Senado tiveram par-
ticipação no caso dos atos se-
cretos, que gerou uma das maio-
res crises políticas da Casa nos
últimos anos. O presidente do
Conselho de Ética, João Alberto
(PMDB-MA), integrou reuniões
da Mesa Diretora que beneficia-
vam senadores e funcionários,
por meio de atos secretos. As
deliberações ocorreram entre
2003 e 2007, quando João Alber-
to ocupou a suplência e a Segun-
da Secretaria. À época, a Mesa
era comandada por Renan Ca-
lheiros (PMDB-AL), outro inte-
grante do Conselho de Ética.
Apesar da constatação, publi-
cada pelo jornal “O Estado de S.
Paulo”, JoãoAlbertodescartoua
possibilidade de renunciar à pre-
sidência do Conselho. Disse que
todas as deliberações eram res-
paldadas pelos líderes de todos
os partidos. Afirmou ainda que
nunca soube que as decisões da
Mesa não seriam publicadas.
— Eu fazia parte de um co-
legiado de nove membros.
Quando você assina, você não
sabe se eles vão ser ou não pu-
blicados. Os cargos que eu
exerci são os menores da Me-
sa. Eu nem sabia desses atos
— afirmou João Alberto.
Ele disse que tem “quase cer-
teza” que nenhumdos funcioná-
rios de seu gabinete naquele pe-
ríodo foram beneficiados pelos
atos secretos.
— Se tivesse sido, o funcio-
nário teria me agradecido, coi-
sa parecida. E ninguém me
agradeceu — disse Alberto. ■
O PAÍS

21 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 21 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 21 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Saúde afasta Dutra
do comando do PT
Gerson Camarotti e Maria Lima
● BRASÍLIA. Emocionado, mas
firme, o ex-senador José Eduar-
do Dutra (SE) fez ontem relato
de seus problemas de saúde e
chegou a apresentar um laudo
médico, emocionando os cole-
gas. Ele contou que tem hiper-
tensão crônica, agravada pelo
estresse. A doença reativou um
quadro de epilepsia que, se-
gundo ele, não se manifesta por
convulsões, mas por altera-
ções bruscas de humor, de-
pressão e confusão mental.
Ao falar durante a reunião do
Diretório Nacional do PT, Dutra
revelou detalhes de sua situa-
ção. Disse que passou dois dias
e meio trancado num aparta-
mento no Rio, num estado de
confusão mental, e foi resgatado
por umamigo. Foi quando fez os
exames que diagnosticaram o
seu problema de saúde.
Com humor, relatou que essa
situação o levou a postar no
Twitter uma cena que nunca
existiu: que tinha participado
em Caratinga, Minas Gerais, de
um debate com a jornalista Mí-
riam Leitão. Só depois, quando
lhe perguntaram sobre o deba-
te, ele percebeu que havia, de fa-
to, postado a mensagem. “Deba-
ti com a Miriam Leitaao agora
emCaratingaaM. Cine Itauna ta-
va lotado”, escreveu, em 15 de
março. Ele contou que só teve
certeza que escreveu o trecho
porque seu aparelho de celular
estava repetindo a letra “a”.
Dutra justificou que estava
renunciando para não prejudi-
Ex-senador enfrenta hipertensão
crônica agravada por estresse
car o PT e para fazer o trata-
mento médico corretamente:
— Para cumprir seu papel, o
PT não pode estar fragilizado
nem dividido. Alguns compa-
nheiros aconselharam que eu
poderia renovar a minha licen-
ça, mas avaliei que não seria
justo nem comigo nem com o
PT. Tomei uma decisão sobre a
qual tenho total responsabilida-
de: sair agora da presidência do
PT. O partido define seu novo
presidente e eu me cuido.
Dutra leu o laudo, assinado
pelas médicas Maria Cristina Ay-
res e Sandra Fortes, atestando
que ele apresenta “quadro de hi-
pertensão arterial crônica —
com episódios agudos severos
de crise hipertensiva associados
ao estresse — e síndrome meta-
bólica”. Segundo o texto, as “pa-
tologias provocaram a ativação
dofocoirritativocerebral idiopá-
tico”, provavelmente existente
desde a infância. O próprio Du-
tra traduziu a linguagem médica
para “um quadro de epilepsia”.
Ele foi homenageado pelos
colegas, que destacaram a cora-
geme importância de tornar pú-
blico seu problema de saúde. O
governador Marcelo Déda (SE),
fez o discurso mais emociona-
do: lembrou que o ex-presidente
Getulio Vargas escreveu que
saía da vida para entrar na His-
tória, mas que os homens públi-
cos precisam refletir que em vá-
rios momentos é preciso sair da
História para entrar na vida. ■
● VOLTA DE DELÚBIO AO PT É
APROVADA, na página 22
Ailton de Freitas
EMOCIONADO, JOSÉ Eduardo Dutra faz relato sobre problemas de saúde
Guerra divulga
nota para negar
crise no PSDB
Presidente do partido
diz que PSD tem
‘ética discutível’
● SÃO PAULO. O presidente na-
cional do PSDB, senador Sérgio
Guerra, negou ontemque o par-
tido atravesse uma crise, ape-
sar da debandada de tucanos
em São Paulo. Em nota divulga-
da ontem para tentar estancar
a crise na sigla, no entanto,
Guerra atacou o PSD, legenda
criada pelo prefeito de São Pau-
lo, Gilberto Kassab, afirmando
que o novo partido é “adesista
e de ética discutível”:
“Tampouco há qualquer que-
bra de ética emnosso partido. A
ética discutível está na forma-
ção de partidos que reúnem
adesismo, conveniências em
torno de projetos pessoais e
mudança de lado”, escreveu
Guerra, após a revelação de que
as bancadas de deputados fede-
rais e de deputados estaduais
disputam postos no diretório
paulista da legenda e que mais
tucanos podem deixar o PSDB.
“Neste momento, o PSDBpro-
move convenções estaduais e
municipais, como fazem todos
os partidos. Em praticamente
todas, há acordos. Em alguns
casos, há negociações e até dis-
putas. Nada disso indica crise.
Em São Paulo, ganhamos a elei-
ção no primeiro turno com Ge-
raldo Alckmin, elegemos Aloy-
sio Nunes como o senador mais
votado, junto com uma forte
bancada federal e uma repre-
sentação estadual igualmente
relevante”, disse Guerra. ■
Crianças de 6 meses
a menores de 2 anos
vaCinação Contra a gripe
Hoje, dia 30, os postos de vacinação estarão abertos.
Ministério da
Saúde
pessoas com
60 anos ou mais
gestantes
vacinação para quem precisa de mais proteção.
Um direito seu assegurado pelo SUS.
Se você se enquadra em um desses grupos, procure um posto de vacinação.
22

O PAÍS Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O PAÍS

PÁGINA 22 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 11 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Durval Barbosa
desiste de depor
no Conselho
Delator de esquema
de corrupção diz que
seria constrangido
● BRASÍLIA. O delator do esque-
ma de corrupção no governo do
Distrito Federal, Durval Barbo-
sa, desistiu de depor no Conse-
lho de Ética da Câmara, que in-
vestiga a deputada Jaqueline
Roriz (PMN-DF). Durval havia
aceito depor no próximo dia 4.
Mas, em carta, avisou que decli-
nava “terminantemente” docon-
vite, alegando a existência de
um movimento de parlamenta-
res insatisfeitos com as investi-
gações da Operação Caixa de
Pandora, para constrangê-lo du-
rante o depoimento.
Jaqueline responde a proces-
so por quebra de decoro parla-
mentar, porque foi flagrada rece-
bendo pacotes de dinheiro de
Durval Barbosa, emvídeograva-
do em 2006. Na carta enviada
anteontem ao conselho, Durval
diz que o movimento seria inclu-
sive de parlamentares citados
em seus depoimentos à Procu-
radoria Geral da República e à
Polícia Federal. Não apresentou,
no entanto, nenhum nome. Se-
gundo ele, o movimento visava
“de forma oblíqua, atingir o seio
das diligências ainda em curso”.
Acarta é assinada pelos advoga-
dos dodelator, que acrescentam
que o novo depoimento não tra-
ria novidades ao caso e que o ví-
deo seria “autoexplicativo”.
— Ele (Durval) fez um carta
emque diz coisas absurdas, não
acredito nisso. Deve apresentar
os nomes dos deputados — dis-
se o presidente do conselho, Jo-
sé Carlos Araújo (PDT-BA). ■
Governo estende
prazo de validade
dos restos a pagar
● BRASÍLIA. Para atender a base
aliada no Congresso, o governo
editou um novo decreto esten-
dendo o prazo de validade de
parte dos chamados “restos a
pagar não processados” de
2007, 2008 e 2009, que seriam
cancelados hoje. São despesas
contratadas e não executadas
dentro do exercício fiscal, o que
é comum no caso das emendas
parlamentares. Segundo cálcu-
los do Ministério da Fazenda, se-
rão preservados cerca de R$ 4,9
bilhões dos R$ 14,9 bilhões em
restos a pagar que seriam can-
celados a partir de hoje.
Pelas novas regras, estabe-
lecidas no decreto 7.468, de 28
de abril, os empenhos (autori-
zações) inscritos como restos
a pagar em 2007, 2008 e 2009,
relativos a obras e serviços
que tiveram alguma medição
aferida até 30 de abril, conti-
nuarão válidos, enquanto os
demais serão cancelados.
No caso das obras e serviços
executados em parceria com es-
tados e municípios, com trans-
ferência de recursos federais
inscritos como restos a pagar
em 2009, foi dado prazo maior,
até 30 de junho, para o início da
execução. O decreto anterior
mantinha válidos após dia 30 de
abril apenas os empenhos de
restos a pagar relativos às des-
pesas do Ministério da Saúde e
às ações do PAC. ■
PT faz festa após decidir reintegrar Delúbio
Expulso do partido durante escândalo do mensalão, ex-tesoureiro volta com apoio de 60 membros do Diretório Nacional
Maria Lima e Gerson Camarotti
● BRASÍLIA. Com aplausos e gri-
tos e muito estardalhaço, os in-
tegrantes do Diretório Nacional
do PT comemoram ontem à
noite a aprovação, por 72% dos
eleitores, da refiliação do ex-se-
cretário de Finanças do partido
Delúbio Soares, um dos 39 réus
do processo do mensalão no
Supremo Tribunal Federal. A
volta de Delúbio ocorre cinco
anos e seis meses após sua ex-
pulsão do partido por gestão
temerária das finanças petistas
durante o escândalo do mensa-
lão. Dos presentes, 60 votaram
a favor, 15 contra e dois se abs-
tiveram. O Diretório Nacional
tem 85 integrantes.
Fracassou a tentativa de
decisão por aclamação
A nova cúpula do PT, presi-
dido desde ontem por Rui Fal-
cão, tentou uma articulação
para que Delúbio voltasse por
aclamação, sem votos contrá-
rios, como aconteceu na pró-
pria escolha do sucessor de
José Eduardo Dutra mais ce-
do. Mas não conseguiu.
Delúbio não participou da
reunião, mas foi mantido infor-
mado pela mulher, Monica Va-
lente, que é do Diretório Na-
cional. Anteontem, eles come-
moraram com antecedência o
retorno ao partido durante
jantar na casa da senadora
Marta Suplicy (PT-SP).
A reabilitação do ex-secretá-
rio de Finanças no mesmo dia
do início do processo de bea-
tificação do papa João Paulo II
foi ironizada por alguns:
— Essa reunião teve algu-
mas coisas engraçadas! Acon-
teceu junto com fatos impor-
tantes: o casamento de Kate e
William, a beatificação do pa-
pa e outras coisitas mas —
brincou Romênio Pereira, que
votou a favor de Delúbio.
O ex-presidente do PT Ri-
cardo Berzoini foi um dos três
que falaram a favor da reabili-
tação de Delúbio, durante a
votação. Ele alegou que não
teve de rever o que pregou cin-
co anos atrás, quando defen-
deu a expulsão de Delúbio.
— Como fiz a defesa da des-
filiação, mas nesse momento
acho que o processo do Delú-
bio está encerrado, defendo
sua refiliação. Ele passou pelo
isolamento, confinamento, e
mostrou que é apaixonado pe-
lo PT — discursou Berzoini.
Outros dois dirigentes, Car-
los Árabe e Bruno Maranhão —
este responsável pela invasão e
pelo quebra-quebra da Câmara,
há alguns anos —, também de-
fenderam a volta de Delúbio.
— Houve uma punição por-
que ele terceirizou as finanças e
deixou o PT vulnerável. A puni-
ção foi justa e não me arrependo
de ter votado pela expulsão.
Mas, agora, mantenho a coerên-
cia, porque Delúbio foi extrema-
mente fiel — disse Maranhão.
Três dirigentes discursaram
contra a volta de Delúbio: Wal-
ter Pomar, Renato Simões e
Carlos Árabe. Eles acham que
Delúbio não fez autocrítica, e
que sua volta não ajudará em
nada o partido.
—OPT não fez, até hoje, uma
autocrítica sobre essa dinheira-
ma que continua entrando nos
partidos — reclamou Raul Pont,
da Democracia Socialista.
Antes da votação, o asses-
sor de Assuntos Internacio-
nais da Presidência da Repú-
blica, Marco Aurélio Garcia,
defendeu a volta de Delúbio:
— Não acho que ele seja cor-
rupto. Não fez nada em provei-
to próprio. Quando votei pela
expulsão dele, foi pela gestão
temerária, o que trouxe grande
prejuízo para o partido. ■
23
R I O
Sábado, 30 de abril de 2011 • 2ª edição O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 23 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 23: 08 h PRETO/BRANCO
UPPquasezeraroubos decarros
● Página 26
Mais notícias daEditoriaRionas páginas 25a35.
AcolunadeAncelmoGois
● Página 28 e 29
Escolas doRioformamatletas deolhoem2016
● Página 32
Linha4rachaacidade
Traçado do metrô gera discórdia entre moradores da Zona Sul até a Barra
Luiz Ernesto Magalhães
O
Comitê Olímpico Internacio-
nal (COI) foi envolvido on-
tem na polêmica que criou
um racha entre associações
de moradores em relação às obras de
expansão do metrô em direção à Bar-
ra da Tijuca. De um lado está a Câma-
ra Comunitária da Barra, que defende
o traçado que o Estado sugeriu e o
COI aprovou: um prolongamento da
Linha 1, indo da Praça General Osório,
em Ipanema, até o Jardim Oceânico,
na Barra. Do outro, 18 associações de
moradores —a maioria da Zona Sul —
e ONGs do movimento “A Linha 4 que
o Rio precisa”, que defendem um pro-
jeto alternativo, com ramais e trajetos
independentes.
A vereadora Andrea Gouvea Viei-
ra (PSDB), representando as entida-
des que querem a revisão do proje-
to, entregou à presidente da comis-
são de coordenação das Olimpíadas
2016, Nawal El Moutawaqel, um ma-
nifesto contra o atual traçado. O
COI preferiu ficar fora da polêmica.
O coordenador de Jogos Olímpicos,
Gilbert Felli, disse que o traçado é
uma questão que tem que ser discu-
tida com os governos locais.
O grupo dissidente propõe que os
trens, após passarem pela Barra e
por São Conrado, sigam para a Gá-
vea, pegando depois Jardim Botâni-
co, Humaitá, Laranjeiras (ou Cosme
Velho) até chegar ao Largo da Cario-
ca, no Centro. O governo do estado
quer entregar para testes, em 15 de
dezembro de 2015, cinco novas esta-
ções: JardimOceânico, São Conrado,
Praça Antero de Quental, Jardim de
Alah e a Praça Nossa Senhora da Paz.
Destas, apenas Jardim Oceânico e
São Conrado estão em obras — as
demais estão em fase de licitação. A
operação comercial começaria em
maio do ano seguinte, três meses an-
tes dos Jogos. Uma sexta estação, na
Gávea, não deverá ficar pronta a
tempo para as Olimpíadas. O custo
do projeto chegaria a R$ 5 bilhões.
-— Se vamos construir um metrô
apenas para atender às necessida-
des de 20 dias das Olimpíadas, o
melhor é fechar a cidade e decretar
feriado. Essa é uma obra que vai dei-
xar um elefante branco. Se quere-
mos deixar um legado, a situação
ainda é reversível — diz Andrea.
Câmara da Barra
critica dissidentes
● O presidente da Câmara Comunitá-
ria da Barra da Tijuca, Delair Dum-
brosck, reagiu dizendo que as três
associações do bairro que querem
mudar o projeto estão em minoria:
— Em 1998, quando começaram as
discussões sobre o trajeto do metrô
para a Barra, as associações de mora-
dores da Zona Sul foram contra. Eles
se opuseramtambéma outras propos-
ta ao longo dos anos para melhorar o
trânsito para o bairro, como construir
um mergulhão na Praça Sibelius. Nes-
se momento, nós queremos construir
o metrô que for possível.
A presidente da Associação de
Moradores de Botafogo (Amab), Re-
gina Chiaradia, rebateu Delair:
— Se o projeto sair conforme o
proposto, não terá retorno. Nunca a
estação da Gávea será construída. A
história do metrô provou isso, dei-
xando esqueletos inacabados pelo
caminho: a Estação São João (Bota-
fogo) e a ligação Estácio-Carioca ja-
mais foram feitas — disse.
A Câmara Comunitária da Barra e o
Movimento da Linha 4 só concordam
em um ponto. Eles não querem que a
estação do Jardim Oceânico seja a
única da Barra. Defendem que os
trens sigam até o Terminal Alvorada,
onde se integrariam aos ônibus dos
corredores de BRTs Transoeste (Bar-
ra- Santa Cruz) e Transcarioca (Barra-
Penha-Aeroporto Tom Jobim), em
construção pela prefeitura. Pelos pla-
nos apresentados ao COI, o trajeto Al-
vorada-JardimOceânico seria coberto
por uma extensão do Transoeste ain-
da não licitada pelo município. Delair
provoca as demais associações com
uma sugestão para viabilizar financei-
ramente a expansão na Barra:
— Se exi stem dúvi das sobre
quando a Estação Gávea será con-
cluída, que ela não seja feita agora.
O dinheiro economizado seria usa-
do para levar o metrô até o terminal
Alvorada — disse Delair.
O Movimento Linha 4 alega que a
Estação Gávea é essencial, pois te-
mem que os trens circulem superlo-
tados. Em meio à discussão, a presi-
dente da Associação de Moradores
do Leblon, Evelyn Rosenzweig, pro-
pôs uma solução intermediária. Ela
sugere que o traçado proposto pelo
governo do estado seja concluído,
mas sob algumas condições:
— Se não for possível concluir a
estação da Gávea, que ao menos se-
ja projetada em dois níveis, e não
apenas numa única plataforma. O
ramal independente permitiria a ex-
pansão da Linha 4.
O governador Sérgio Cabral prefe-
riu se manifestar sobre a polêmica em
nota oficial, sem citar o traçado alter-
nativo porque, segundo o Palácio
Guanabara, este não tem estudos de
viabilidade. A nota aborda o traçado
original da Linha 4, licitado em 1998.
Nele, o ramal teria cinco estações:
Morro São João (Botafogo), Humaitá,
Jockey Club (Gávea), São Conrado e
Jardim Oceânico (Barra). Segundo a
nota, o traçado que está em constru-
ção é o que assegura a maior mobi-
lidade para a população. A viagem da
Barra ao Largo da Carioca levaria 33
minutos e a demanda de passageiros
chegaria a 219 mil por dia.
A entrega do manifesto no Palácio
da Cidade ocorreu logo após a pre-
feitura apresentar o site Cidade Olím-
pica (www.cidadeolímpica.rj.gov.br
ou www.cidadeolimpica.com), em
que o cidadão poderá acompanhar a
evolução dos projetos para as OIim-
píadas com recursos multimídia, que
incluemfotos diárias tiradas dos can-
teiros, depoimentos de especialistas
e da população beneficiada pelas
obras. No primeiro dia, o site ficou
congestionado e saiu várias vezes do
ar. Logo depois do lançamento,
Nawal explicou que o COI ficou satis-
feito com o andamento dos projetos.
Mas, por duas vezes, disse esperar
que na próxima visita, em junho, a
Autoridade Pública Olímpica (APO)
esteja formalmente constituída. Aim-
plantação da APO já está atrasada
cerca de um ano. Para que o ex-pre-
sidente do Banco Central Henrique
Meirelles seja nomeado, terá ainda
de ser sabatinado pelo Senado. ■
O GLOBO NA INTERNET
a
Para você, qual seria o melhor traçado
para a Linha 4 do metrô? Opine
oglobo.com.br/rio
IPANEMA
COPACABANA
CENTRO
LEBLON
Saens Peña
Humaitá
Gávea
Jardim
Oceânico
Shopping
Downtown
Nova
Ipanema
São Conrado
Antero de
Quental
Jardim
de Alah
Praça Nossa
Senhora da Paz
General
Osório
Carioca
Terminal
Alvorada
OS TRAJETOS DA POLÊMICA
Linha 4 e extensão
da Linha 1
Linhas atuais
O trecho que pode não
ficar pronto para as
Olimpíadas de 2016
Trecho proposto pelo
movimento “A Linha 4
que o Rio precisa”
Laranjeiras
BARRA DA TIJUCA
.
Metrô demite segurança acusado de agressão
Empresa diz agora que ele agiu em desacordo com a conduta da concessionária
Paulo Carvalho*
● O agente de segurança Humberto Flávio Mesquita
da Silva, flagrado agredindo um passageiro dentro
da Estação Botafogo do metrô na noite de terça-fei-
ra, foi demitido ontem pela concessionária Metrô
Rio, que administra o sistema.
Humberto já responde a outros dois inquéritos
por lesão corporal, sob a acusação de ter agredido
outros dois passageiros do metrô, entre eles um es-
tudante de direito que é deficiente visual.
Em nota divulgada ontem, a Metrô Rio responsabi-
liza diretamente o agente de segurança pelo episódio.
Ainda segundo a assessoria de imprensa da concessio-
nária, Humberto agiu “com uso indevido da força, em
desacordo com a conduta padrão da empresa”.
No inquérito instaurado pela 18
a
- DP (Praça da
Bandeira), no qual Humberto é acusado de agredir o
estudante de direito Phillipe Gomes de Souza, já
houve uma audiência preliminar no cartório do 8
o
-
Juizado Especial Criminal (Jecrim). No dia da pri-
meira convocação, agressor e vítima estiveram fren-
te a frente pela primeira vez após o episódio.
Mesmo tendo sido acusado de agressão pela primei-
ra vez em julho de 2008, Humberto continuou atuando
como agente de segurança da Metrô Rio.
Humberto foi flagrado agredindo o jardineiro Gabriel
Gonçalves sob a alegação de que ele teria pulado a ro-
leta. Testemunhas, entretanto, relataramemdepoimen-
to que o fato não aconteceu e que a vítima teria rece-
bido, inclusive, ajuda de umoutro passageiro para pas-
sar pela catraca com o seu RioCard.
A assessoria de imprensa da Metrô Rio informou
também que um outro agente de segurança envol-
vido na confusão foi afastado temporariamente de
suas funções e vai ser obrigado a passar por umcur-
so de reciclagem.
Procurado, o agente Humberto se limitou a dizer
que seu advogado já estava cuidando do caso.
A ação dos seguranças do metrô foi filmada
por um jornalista da TV Globo. A concessionária
emitiu várias notas sobre a agressão, mudando
de posição à medida que aumentava a repercus-
são do episódio. De início, a empresa chegou a
defender os seguranças, afirmando que eles ti-
nham agido dentro dos padrões.
* Do Extra
Ana Branco/ 2-2-2011
AS ESCAVAÇÕES DO metrô no trecho da Barra: associações de moradores não se entendem sobre o trajeto licitado, ligando a Praça General Osório ao Jardim Oceânico
24

RIO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 24 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 45 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RIO

25 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 25 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 39 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
L A N
.
CARIOCATURAS
— Entre uma loura quente e uma estupidamente gelada,
o velho milongueiro não tem escolha.
E
-
m
a
i
l
:
l
a
n
.
c
a
r
i
c
a
t
u
r
a
@
y
a
h
o
o
.
c
o
m
.
b
r
POLUIÇÃO: Mancha verde na Lagoa será investigada
Genilson Araujo
● Uma mancha verde claro altera a cor
da água em frente à sede náutica do Vas-
co, na Lagoa Rodrigo de Freitas. O fenô-
meno chamou a atenção de pedestres e
de remadores. Uma equipe de técnicos
do I nsti tuto estadual do Ambi ente
(Inea) vai ao local hoje para coletar
amostras de água e tentar identificar a
origem da mancha, que apareceu ontem
de manhã.
Apesar de previsãode queda, ‘Aedes’ voaalto
Estado já registrou 43 mortes. Com calor atípico, abril já teve mais casos do que janeiro e fevereiro juntos
.
Travestis detidos
Dupla implantava silicone ilegalmente
● Dois travestis foram detidos ontem em Campos, no Norte
Fluminense, suspeitos de fazer ilegalmente implantes de sili-
cone. Segundo informações passadas pela polícia ao site G1, a
dupla cobrava cerca de R$ 300 por implante. Na casa de um
dos suspeitos, os policiais encontrarampróteses de silicones,
seringas e material cirúrgico. Um homem, que seria compa-
nheiro de um dos travestis, também foi detido.
Em entrevista ao G1, o delegado Rodrigo Maia, da 134
a
-
DP (Campos), disse que o travesti responsável pelos im-
plantes usava silicone industrial e seringas para cavalos.
Os suspeitos vão responder pelos crimes de exercício ile-
gal da profissão e curandeirismo.
Segundo a polícia, a dupla é suspeita também da morte de
um travesti em 2009, depois que ele colocou uma prótese.
Maria Elisa Alves e Dicler de
Mello e Souza
● Por causa doclima quente, atí-
pico para o mês de abril, o Ae-
des aegypti, que já deveria estar
dando uma trégua aos cariocas,
continua voando à toda. Somen-
te este ano, segundo dados da
Secretaria estadual de Saúde, 43
pessoas morreram em decor-
rência da dengue, a maioria (14)
na capital. Ainda não faz parte
da estatística oficial o óbito re-
gistrado, na última quarta-feira,
em Barra Mansa, o que elevaria
para 44 o total de vítimas do
mosquito.
Em Barra Mansa, a dona de
casa Magnólia do Nascimento
Cunha, de 42 anos, morreu de
dengue hemorrágica numa Uni-
dade de Pronto Atendimento
(UPA). Segundo a irmã da víti-
ma, a enfermeira Julita Nasci-
mento Cunha Silva, Magnólia,
que foi sepultada ontem de ma-
nhã no Cemitério municipal de
Barra Mansa, procurou socorro
médico por várias vezes na UPA,
mas era apenas medicada com
soro, antes de ser mandada de
volta para casa.
— Tentei transferir minha
irmã para a Santa Casa de Mi-
sericórdia, mas fui informada
de que não existia vaga no
hospital — disse Julita.
Moradores do bairro da
Saudade, onde a dona de casa
vivia, disseram que muitas
pessoas estão com dengue na
região. Um dos principais cria-
douros do mosquito seria um
depósito de ferro-velho.
As outras mortes registra-
das no Estado do Rio aconte-
ceram nos seguintes municí-
pios: São Gonçalo (7), São
João do Meriti e Duque de Cai-
xas (4 óbitos em cada um), No-
va Iguaçu (3), Magé (2) e Mes-
quita (2). Os municípios de Ca-
bo Frio, Maricá, São José do
Vale do Rio Preto, Bom Jesus
de Itabapoana, Itaocara, Itape-
runa e Rio das Ostras registra-
ram uma morte cada.
Desde o início do ano, foram
63.996 casos no estado
Segundo a Subsecretaria es-
tadual de Vigilância em Saúde,
há uma tendência de diminui-
ção do número de casos não
só na capital mas em todo o
Rio. Apesar disso, as cidades
de Bom Jesus de Itabapoana,
Santo Antonio de Pádua, Can-
tagalo, Mangaratiba, Cordeiro,
Guapimirim, Seropédica, Ma-
gé, Silva Jardim, Cabo Frio,
Macuco, Iguaba Grande, Quis-
samã, Rio das Ostras, Angra
dos Reis, Mesquita, Vassouras
e Cambuci, ainda enfrentam
uma epidemia da doença.
Desde o início do ano foram
notificados 63.996 casos da
doença no estado. Na capital,
a Secretaria municipal de Saú-
de contabilizou 31.270 casos
desde janeiro. Apesar de se-
rem os mais quentes, janeiro e
fevereiro tiveram juntos 7.316
casos, contra 10.331 registra-
dos em abril, quando a doença
já deveria estar em declínio.
Segundo a Secretaria munici-
pal de Saúde, o clima quente
em abril contribuiu para a pro-
liferação do mosquito. ■
Mamãe te AMO!
Pra mais informações, acesse www.oi.com.br
OI.COM.BR
São até R$ 30 de bônus todo dia pra:
Falar com qualquer fixo
E ainda fazer DDD
pra Oi Fixo e Oi Móvel
Acessar a internet
no celular
Falar com qualquer Oi Móvel
Mandar torpedo pra
qualquer operadora
BÔNUS PRA
SE COMUNICAR
COM QUALquER
OPERADORA.
Cód.: 1103458
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
Nokia 1616
Cód.: 0999857
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
Alcatel OT363
Cód.: 0962198/ 0962147
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
Samsung C276
10x12
90
À vista 129,00
SEM
JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
10x14
90
À vista 149,00
SEM
JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
10x14
90
À vista 149,00
SEM
JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
Anúncio válido até o dia 30/04/2011 ou enquanto durar o estoque (o que ocorrer primeiro). Pode haver falta de produtos em alguma loja devido ao nosso anúncio ser feito com muita antecedência. Taxa de juros das parcelas anunciadas de até 3,50% ao mês e 51,10% ao ano ou para cartões de crédito e de até 5,99% para o crediário + IOF de 0,25% ao mês.
Contribua com a limpeza de nossa cidade, não jogue o papel no chão. Televendas de Segunda a Sábado de 9h às 21h. Venda máxima de 2 peças por cliente para cada produto, quantidade mínima de 1 produto por Loja salvo caso fortuito ou força maior, nem todos os produtos anunciados se encontram em todas as lojas. Vendas a prazo com pagamento
da 1ª parcela à vista e as demais de 30 em 30 dias e prestação mínima de Vinte reais. Valores das parcelas válidas somente para pagamentos em cartão de crédito. • Oferta válida para todo o Brasil de 19/04/2011 a 20/06/2011, sujeita à prorrogação. Os clientes Oi Cartão podem ganhar bônus diários que podem chegar até R$ 900 reais por mês em bônus
pra fazer ligações locais e DDD pelo 31 pra Oi, Oi Fixo, enviar SMS para qualquer operadora nacional e acessar a internet através do aparelho celular. Nos estados do RS e MS o valor dos bônus podem chegar até R$1.500 por mês pra fazer ligações locais e DDD (pelo CSP 14) pra Oi, Oi Fixo, enviar SMS para qualquer operadora nacional e acessar a
internet através do aparelho celular. Para participar, basta o cliente realizar a recarga mínima que varia entre R$5 e R$30, dependendo da localidade. Consulte valores no site. O bônus diário é concedido a partir do dia em que as recargas forem atingidas até o fim do mês. Acesso a internet disponível através de navegação GPRS 2G. Para utilizar o bônus
para acessar a Internet é necessário ter aparelho compatível para navegação. Caso o aparelho não seja compatível, a utilização do bônus para acesso a Internet não poderá ser usufruída. Promocionalmente, o bônus diário para ligações será concedido a partir do dia seguinte em que o cliente atingir a recarga no mês até o dia 5 do mês seguinte nos estados
RS, PR, SC, MS MT, GO, DF, AC,TO, RO, ES, RJ, SP e MG. O bônus diário não é cumulativo e expira no mesmo dia. Promocionalmente o bônus será válido também para ligações locais do Oi Móvel para qualquer operadora de telefone fixo até 20/06/2011. Mais informações, consulte o regulamento no site www.oi.com.br/oicartao.
RÁDIO FM
VIVA-VOZ
RÁDIO FM
VIVA-VOZ
Cód.: 1070746
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
Alcatel OT208
RÁDIO FM
VIVA-VOZ
99
À vista
Reais
79
À vista
Reais
Cód.: 1159488
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
Huawei G3610
MP3
PLAYER
RÁDIO FM
RÁDIO FM
BLUETOOTH
CAMERA
DIGITAL
Cód.: 1159496
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
Huawei G7010
INTERNET
2 1
DUAL CHIP
MP3
PLAYER
CAMERA
1.3 MP
10x24
90
À vista 249,00
SEM
JUROS
Nos cartões de crédito*
CAMERA
DIGITAL
2 1
DUAL CHIP
DISPLAY COLORIDO
TOQUES
POLIFÔNICOS
TOQUES
POLIFÔNICOS
Cód.: 1098462
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
LG GM205
10x29
90
À vista 299,00
SEM
JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
MP3
PLAYER
CAMERA
2.0 MP
RÁDIO FM
10x27
90
À vista 279,00
SEM
JUROS
Nos cartões de crédito*
cada
Cód.: 1098446
APARELHO NÃO BLOQUEADO
+ CHIP OI CARTÃO
LG GU230
CAMERA
1.3 MP RÁDIO FM
BLUETOOTH
MP3
PLAYER
26

RIO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 26 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 55 h PRETO/BRANCO
UPP quase zera roubos na Cidade de Deus
Redução relativa a veículos foi de 94,87% em dois anos. Borel também já vê resultados em apenas quatro meses
Elenilce Bottari
● Uma das favelas mais violen-
tas da cidade, onde a polícia le-
vou quase um ano para ocupar
integralmente seus mais de 135
mil metros quadrados, a Cidade
de Deus tornou-se o grande car-
tão postal da política de segu-
rança do estado. Dois anos após
a inauguração da Unidade de
Polícia Pacificadora (UPP) na fa-
vela, os roubos de veículos na
região caíram a quase zero: pas-
saram de 78, em 2008, para ape-
nas quatro, em 2010 — uma re-
dução de 94,87%. Outras comu-
nidades, como Borel, na Tijuca,
e Tabajaras e Cabritos, em Co-
pacabana, também apresenta-
ram bons resultados.
Um levantamento feito pelo
GLOBO, com base em sete índi-
ces criminais de oito UPPs, reve-
la que a Cidade de Deus teve o
melhor desempenho em segu-
rança após a instalação da uni-
dade. Além da queda em 94,87%
dos roubos de veículos, entre
2008 e 2010, os homicídios na fa-
vela e no seu entorno caíram
86,2%; os roubos a coletivos di-
minuíram 81,45% ; e os roubos a
transeuntes, 39,13%. Apesar dos
resultados, a região ainda é a
que mais apresenta resistência
por parte de alguns moradores
e onde são recorrentes as pri-
sões e apreensões por tráfico de
drogas.
Denúncias de moradores
ajudam a polícia
Os autos de resistência ze-
raram na comunidade: não
houve nenhum no ano passa-
do. Em 2008, foram 25. Núme-
ros tão impressionantes que a
Cidade de Deus foi o exemplo
usado pelo secretário de Segu-
rança Pública, José Mariano
Beltrame, para falar dos bons
resultados das políticas públi-
cas de segurança no Rio, du-
rante reunião do Alto Comis-
sariado sobre Direitos Huma-
nos para a América Latina, da
ONU, em Genebra.
Oprimidos pela violência que
dominou a favela durante déca-
das, os moradores da Cidade de
Deus demonstram que têm con-
fiança no trabalho da UPP. Para
a polícia, há números que indi-
camisso: as prisões saltaramde
75, em2008, para 237, em2009; e
as apreensões, de 92 para 444, já
no primeiro ano de funciona-
mento da unidade.
— No início, os moradores
ai nda estavam mui to des-
confiados e sequer se aproxi-
mavam dos pol i ci ai s. Até
água era difícil de conseguir.
Hoje a integração entre a co-
munidade e a polícia é muito
grande. Os moradores passa-
ram a denunciar qualquer ti-
po de crime. Os roubos, que
eram tão frequentes na Mi-
guel Salazar e na Edgar Wer-
neck, passaram a ser mais ra-
ros. E os homicídios aqui são
cometidos com facas. O trá-
fico não acabou, mas não se
vê mais armas na região —
comentou, o comandante da
UPP, maj or Romeu Fel i pe,
acrescentando que, através
de convênio com escolas pú-
blicas e creches da comuni-
dade, os policiais dão aulas
de reforço para as crianças.
O total de roubos na Cidade
de Deus sofreu uma queda de
69,45%, em três anos.
Em quatro meses, queda
de índices no Borel
Entre as comunidades que ti-
verammelhor desempenho está
ainda o Morro do Borel, na Tiju-
ca, ocupado em agosto do ano
passado. Uma comparação en-
tre as estatísticas de 2009 e 2010
mostra que, em apenas quatro
meses de ocupação, os índices
de criminalidade da região —
uma das mais violentas do bair-
ro — já apresentam queda: os
roubos a veí cul os caí ram
41,66%; e os roubos a transeun-
tes, 25,49%. Ao se comparar o
total de roubos em 2009 com o
de 2010, percebe-se uma queda
de 39,55%. Os autos de resistên-
cia caíram 66,66%.
Os moradores dos morros
dos Tabajaras e Cabritos e de
seu entorno, em Copacabana,
também já sentem uma mu-
dança na sensação de segu-
rança das comunidades, ocu-
padas em dezembro de 2009.
Em um ano, os índices de rou-
bo de veículos passaram de
18, em 2009, para apenas três
casos no ano passado (83,33%
de queda). Os roubos a tran-
seuntes caíram 27,27%. ■
Uma nova ferramenta contra o crime
Programa indica marcas de carros mais visadas e locais e hora da ação de bandidos
Ronaldo Braga
● A Delegacia de Roubos e Fur-
tos de Automóveis (DRFA) con-
ta, há ummês, comumnovo sis-
tema para combater rouboe fur-
to de veículos: um programa de
computador que, a partir do
cruzamento de informações, in-
dica as marcas de carros mais
visadas pelos bandidos, os bair-
ros e ruas com maior incidência
de crime e até os horários pre-
feridos pelos ladrões. Os poli-
ciais já sabem que os assaltan-
tes preferem roubar Vectra, As-
tra e Meriva; atuam principal-
mente entre 20h e 23h; e que os
roubos acontecem com mais
frequência em Caxias, Macaé e
Riodas Ostras. Na capital, emfe-
vereiro, houve mais casos na
área da Pavuna.
Segundo os policiais, as mar-
cas preferidas são as de veícu-
los mais espaçosos, que pos-
sam transportar um número
maior de bandidos. Os mais fur-
tados são Gol e Palio, levados
depois para oficinas de des-
manche. Já os furtos não acon-
tecem em horários predetermi-
nados, mas o levantamento
mostra que são mais frequentes
na Barra e em Botafogo.
O novo sistema foi desenvol-
vido pelo Centro de Tecnologia
da Informação e Comunicação
do Estado do Rio de Janeiro
(Proderj) especialmente para a
DRFA. O programa elabora esta-
tísticas e gráficos comparativos
que ajudam nas investigações.
— O sistema tem ajudado e
muito nas investigações. Em
questão de segundos, temos um
levantamento completo de tudo
— disse o delegado da DRFA,
Alexandre Magalhães, acrescen-
tando que os índices mais re-
centes apontam para uma que-
da de 20% nos roubos e furtos
de carros no estado.
O presidente do Proderj, Pau-
lo Coelho, disse que a solução
criada pelo órgão ajuda a DRFA
a planejar ações preventivas.
— Com a tecnologia, pode-se
planejar ações preventivas, ra-
cionalizar o uso do contingente,
do tempo e de recursos. As blitz
são direcionadas para os locais
e horários de maior incidência
de roubos e furtos — explicou,
acrescentando que fica mais fá-
cil para os órgãos de segurança
acompanhar o deslocamento
da mancha criminal. ■
Presos homossexuais terão visita íntima
Travestis e transexuais poderão ainda usar cortes de cabelo femininos na cadeia
Vinícius Lisboa
● A partir do dia 17 de maio, detentos
homossexuais terão direito a visitas ín-
timas no sistema penitenciário esta-
dual. A extensão da garantia foi publi-
cada no Diário Oficial em 28 de março
pela Secretaria estadual de Administra-
ção Penitenciária (Seap) e divulgada on-
tem pela Secretaria estadual de Assis-
tência Social e Direitos Humanos. Lés-
bicas, gays, bissexuais, travestis e tran-
sexuais já podem entrar em contato
com o Centro de Referência de Promo-
ção da Cidadania LGBT, na Central do
Brasil, para se cadastrarem como par-
ceiros de seus companheiros detidos.
A medida faz parte de um conjunto de
ações do projeto Rio Sem Homofobia,
que inclui ainda fornecimento de trata-
mento hormonal a transexuais e travestis
presos e permissão para que usem pen-
teados femininos, em fez de terem as ca-
beças raspadas. Serão oferecidos ainda
cursos profissionalizantes em áreas co-
mo estética, telemarketing e turismo.
A partir de maio, os agentes penitenciá-
rios terão palestras e cursos para lidar
com a homossexualidade no sistema car-
cerário. O objetivo é preparar 1.250 agen-
tes por ano e ter 100% dos quadros capa-
citados até 2014. Outra iniciativa será a
distribuição de cartilhas para os funcioná-
rios dos presídios e detentos, com a fina-
lidade de informar os direitos dos homos-
sexuais e combater o preconceito.
Antes da visita, é necessário marcar
uma data no centro de referência para
comprovar a relação, por meio de um do-
cumento assinado pelo casal e por duas
testemunhas. O agendamento é pelo Dis-
que Cidadania LGBT (0800-0234567). No
centro de referência, advogados, psicólo-
gos e assistentes sociais prestamassistên-
cia ao companheiro do detento e provi-
denciam a documentação necessária, que
é encaminhada à Seap para cadastro.
O coordenador do programa Rio
Sem Homofobia e Presidente do Con-
selho Estadual LGBT, Claudio Nasci-
mento, elogiou as iniciativas:
— Se a ideia é ressocializar, temos
que trabalhar também a autoestima dos
detentos e combater o preconceito —
diz Nascimento, para quem o precon-
ceito torna difícil saber quantos presos
são homossexuais. — Muitos que são
assumidos aqui fora têm receio de reve-
lar sua sexualidade no presídio.
O presidente do Grupo Arco Íris, Julio
Moreira, que desde 1993 luta por direitos
da comunidade LGBT, comemorou a me-
dida, que classificou como vitória.
— Essa é uma reivindicação que o mo-
vimento LGBT já tinha no Conselho Es-
tadual dos Direitos da População LGBT
há muito tempo. Estamos super satisfei-
tos — disse Moreira, ressaltando que a
garantia legal não é suficiente para que a
medida tenha eficácia. — É necessário
um trabalho de sensibilização, para não
ter apenas o decreto e o direito garan-
tido e ponto final. Precisarão ser feitas
conversas com os presos, com os agen-
tes e até diretores dos presídios.
Gabriel de Paiva
FERRO-VELHO:
Peças destruídas
● Um rolo compressor es-
maga peças de automóveis
sem documentação apreen-
didas, em setembro passa-
do, em ferros-velhos. Ao to-
do, duas mil peças foram
destruídas ontem na Delega-
cia de Repressão a Roubos e
Furtos de Automóveis (DR-
FA). Foi o primeiro procedi-
mento com base numa lei do
ano passado que permite a
inutilização do material irre-
gul ar sei s meses após a
apreensão. Outras oito mil
peças aguardam o fim do
prazo no galpão da DRFA na
Avenida Brasil.
O delegado Marcio Men-
donça, t i t ul ar da DRFA,
acompanhou a destruição
das peças e afirmou que o
ferro obtido será leiloado.
O dinheiro será investido
em melhorias para o galpão
da delegacia. O secretário
estadual de Segurança Pú-
blica, José Mariano Beltra-
me, e a chefe de Polícia Ci-
vil, delegada Martha Rocha,
acompanharam a elimina-
ção das autopeças.
Justiça decreta a prisão
de Rogério Andrade
Bicheiro, que está foragido, é acusado de
mandar matar o ex-chefe de sua segurança
Sérgio Ramalho
● O contraventor Rogério An-
drade, de 48 anos, teve a prisão
preventiva decretada pelo 4
o
-
Tribunal do Júri, acusado de ser
o mandante do assassinato de
seu ex-chefe de segurança. O
sargento do Corpo de Bombei-
ros Antônio Carlos Macedo foi
executado a tiros de fuzil en-
quanto pilotava uma motocicle-
ta Harley Davidson, na Avenida
Sernambetiba, na Barra da Tiju-
ca, em novembro passado.
De acordo com investigação
da Divisão de Homicídios (DH)
que serviu de base à denúncia
do promotor Homero das Ne-
ves, da 1
a
- Central de Inquéri-
tos do Ministério Público esta-
dual, o bicheiro determinou a
execução de Macedo para vin-
gar a morte do filho, Diogo An-
drade, durante atentado a
bomba ocorrido sete meses
antes na Avenida das Améri-
cas, na Barra da Tijuca.
O sargento Macedo teria
participado do atentado para,
com a morte de Rogério, domi-
nar a exploração de caça-ní-
queis e do jogo do bicho na
Zona Oeste. O bicheiro, po-
rém, não estava no banco do
motorista no momento da ex-
plosão. O filho dele é que diri-
gia o carro e morreu.
Este é o segundo mandado
de prisão em nome de Rogério,
que está foragido da Justiça
desde dezembro passado.
Além do contraventor, sete
pessoas ligadas à execução de
Macedo tiveram as prisões
preventivas decretadas, entre
eles cinco PMs, um ex-PM e um
informante da quadrilha. ■
NOTAS

BOPE E CÃES NO JACAREZINHO
Com a ajuda de cães farejado-
res, policiais do Batalhão de
Operações Especiais (Bope)
apreenderam ontem na Favela
do Jacarezinho cerca de 500
quilos de maconha, nove pisto-
las e 15 carregadores. Para en-
trar na favela, as equipes tive-
ram que retirar trilhos de trem
fincados em alguns acessos (ao
lado). Foram usados uma re-
troescavadeira e um guindaste
para derrubar as barreiras. Na
operação, cinco suspeitos de
tráfico foram presos.

EX-POLICIAL MORTO
O corpo do ex-policial civil Leo-
nardo Miranda Garcia de Souza
foi encontrado dentro da mala
de um carro, no Viaduto do Ga-
sômetro, no sentido Avenida
Brasil, na manhã de ontem. O
motorista do veículo e um com-
parsa fugiram após se envolve-
rem num acidente perto de
uma cabine da PM. Leonardo
fora condenado por homicídio
culposo por ter matado um jo-
vem de 22 anos em Jacarepa-
guá, em 2006. Ele foi papilosco-
pista no IML de 2005 a 2008.
Márcia Foletto
OPI NI Ã O
.
EVIDÊNCIA
● A CONSTATAÇÃO de que
o tráfico internacional
abastecia as quadrilhas
que dominavam o Com-
plexo do Alemão reforça
uma evidência.
O COMBATE ao crime or-
gani zado i mpl i ca ne-
ces s ar i ament e uma
atuação integrada das
polícias estaduais com
os órgãos federais de
segurança.
NÃO BASTA desarmar os
bandidos: é imperioso
l hes cortar as fontes
que abastecem seus ar-
senai s, provi dênci a
que passa também pelo
aumento da fiscaliza-
ção nas fronteiras e es-
tradas do país.
RIO

27 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO RIO

27 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 27 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 45 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
28

RIO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 28 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 38 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
ZONA FRANCA
ANCELMO
GOIS
oglobo.com.br/ancelmo
Escola de cinema
Sabe aquele belo palacete
encalhado da família Linneo
de Paula Machado, em Botafo-
go, no Rio, que foi cogitado
para abrigar o Instituto Lula?
Ufa! Foi vendido. O casarão,
de estilo renascentista francês,
com mais de 1.500m², foi com-
prado pela Firjan por R$ 11 mi-
lhões. O acordo foi assinado on-
tem por Eduardo Eugênio Gou-
vêa Vieira, presidente da entida-
de, com os 11 herdeiros da tra-
dicional família Paula Machado.
Melhor da história...
No lugar, vão funcionar, veja
que legal, um centro cultural
do Sesi e uma escola do Senai
de formação de profissionais
para a indústria criativa — ci-
nema, teatro, software e com-
putação, moda, design, TV etc.
Sois rei
Acredite. Ontem, poucas ho-
ras após a cerimônia na Abadia
de Westminster, camelôs da Rua
Uruguaiana, no Centro do Rio, já
vendiam, a R$ 10, DVDs piratas
com os melhores momentos do
casamento de William e Kate.
Comdireitoa bônus de velhas
imagens de Charles e Diana.
No mais...
Em tempo de casório real,
um versinho de “Nem o pobre
nem o rei”, de Gonzaguinha:
— Mas eu só sei, eu só sei e
eu só sei/Ninguém é feliz sozi-
nho/Nem o pobre nem o rei...
Namorada
Osite iGdevulgou ontemque
Eike Sempre Ele Batista estaria
de namorada nova, a modelo
tcheca Veronika Varekova.
Mas o empresário nega. Diz
que continua namorando a
advogada Flávia Sampaio.
Relaxa e goza
De Marta Suplicy, defendendo
a imediata votaçãonoPTda vol-
ta de Delúbio Soares, o tesourei-
ro do mensalão, ao partido:
— É melhor votar logo, pois
o assunto terá pouco espaço
nos jornais, por causa do ca-
samento do príncipe William.
País rico é... pirata
A Associação dos Designers
Gráficos enviou carta a Helena
Chagas, secretária de Comuni-
cação de Dilma, alertando para
o risco de pirataria em massa
da nova marca do governo,
“País rico é país sem pobreza”.
É que...
A nova identidade visual usa
letras da tipologia Gotham, li-
cenciada exclusivamente pela
empresa americana H&FJ.
Uma licença básica custa
US$ 199 dólares (R$ 330). Para
usar a fonte em outras oca-
siões, como em placas de
obras, o preço muda. E quem
usar sem pagar a licença esta-
rá pirateando a tipologia.
Em tempo...
A logomarca do governo
Lula (“Brasil, um país de to-
dos”) usava as fontes Times
New Roman e Frutiger, cujas
licenças fazem parte de paco-
tes de softwares populares.
Alô, é Dilma?
Chico Anysio, depois de
seis meses afastado por pro-
blemas de saúde, voltou a gra-
var, quinta, um quadro para o
humorístico “Zorra total”, da
TV Globo, que vai ao ar hoje.
Como na semana passada,
Chico interpreta Salomé.
Segue...
Desta vez, Salomé liga para
Dilma e parabeniza a presiden-
te por ser “uma das cem pes-
soas mais influentes do mun-
do machista, onde a mulher
ainda é sinônimo de fogão”.
Cobra na festa
Uma cobra de uns três me-
tros surpreendeu os convida-
dos da festa de comemoração
do Dia Nacional da Holanda,
ontem à noite, na Lagoa.
O Corpo de Bombeiros teve
de ser chamado às pressas pa-
ra tirar a penetra do rega-bofe.
Doação de campanha
A 14
a
- Câmara Cível do Rio
negou pedido de indenização
de Luiz Mauro Raposo contra
o Partido Trabalhista Cristão.
Candidato a vereador de Ni-
terói em 2008, Raposo alegava
que o PTC não teria cumprido
promessa verbal de doar R$ 1
mil para sua campanha. Com
isso, seus cheques foram de-
volvidos por falta de fundos.
Cuba livre
Quinta, quando o cubano
Barbarito Torres, do Buena Vis-
ta Social Club, cantou “Guanta-
namera”, no Circo Voador, um
grupo na plateia puxou o coro:
“Cuba socialista! Cuba socialis-
ta!” Um dos músicos da banda
se abraçou à bandeira cubana.
É. Pode ser.
● A ABL abre terça a exposição
“Dinah, caríssima Dinah”, em
homenagem a Dinah Silveira Queiroz.
● Jairo de Sender e a Scatto
Lampadário abrem, dia 5, loja de
lustres no Fashion Mall.
● CEBDS, prefeitura e estado lança-
ram o projeto Rio Cidade Sustentável,
no Chapéu Mangueira/Babilônia.
● Hoje, assistentes sociais do INSS se
reúnem no Sindsprev para tratar das
30h semanais sem redução salarial.
● Ronaldo Gotlib lança a segunda
edição do livro “Advogado S/A”.
● Fernanda Abreu canta hoje na
Rocinha, no Favela Festival da Cufa.
● É terça o Cultura Brasil 2011, de
10h às 19h, no Centro SulAmérica.
● Enotria Bistrô lança menu de tomate.
● Hoje, na Fundição, haverá desfile
e show do Rio Maracatu.
Fotos de divulgação
ESTE ÔNIBUS, o primeiro do Brasil do tipo flex, movido a diesel ou a GNV, será lançado por Sérgio
Cabral dia 10 de maio. Antes de ir para as ruas, o possante passará por um ano de testes
monitorados pela Coppe nas pistas da fábrica da Volkswagen, em Resende, RJ. O novo ônibus emite
20% menos gás carbônico que os modelos comuns e cumpre as exigências ambientais
determinadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente para 2012. A natureza agradece
RIO

29 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 29 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 55 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
GATÃO DE MEIA-IDADE Miguel Paiva
Uso de celular em posto
de gasolina será proibido
Projeto de lei estipula multa de R$ 500 para
quem for flagrado cometendo a irregularidade
Marcelo Dutra
● A Câmara dos Vereadores do
Rio aprovou, em segunda vota-
ção, projeto de lei de autoria do
vereador Eider Dantas (DEM)
que proíbe o uso de aparelhos
de telefonia celular em postos
de gasolina. Oprojeto, que já se-
guiu para sanção do prefeito
Eduardo Paes, tambémdetermi-
na uma multa de R$ 500 para
quem descumprir a norma. Se-
gundo Eider, caberá à prefeitura
decidir como será a fiscalização
e a aplicação da multa.
— A administração pública
tem os meios para fazer isso.
Há, por exemplo, a Secretaria
Especial de Ordem Pública
(Seop). Mas acredito que os
frentistas vão educar os moto-
ristas — disse o vereador.
Eider justificou o projeto di-
zendo que, apesar de haver in-
dicação de especialistas e fabri-
cantes quanto ao risco do uso
de celulares em postos de gaso-
linas, não existe, no município,
legislação específica. Os estabe-
lecimentos terão que afixar, em
local visível, cartazes com a fra-
se: “É proibido o uso de apare-
lhos de telefonia celular neste
local, sob pena de multa”.
— Isso é necessário porque,
embora não tenhamos registros
disso no Rio, houve três casos
com vítimas no Estado de São
Paulo. Oaparelho produziu uma
faísca e causou acidentes —jus-
tificou Eider. ■
PONTO FINAL
TV Globo/Alex Carvalho
INGRID
GUIMARÃES,
a Val de
“Batendo o
ponto”, da
TV Globo, faz
pose saliente
com Luís
Miranda, o
enrustido
Jorge da série.
A cena da
desinibida vai
ao ar amanhã
Murillo Tinoco
NOSSOS
ATLETAS Diego
Hypólito e
Jade Barbosa,
apostas da
ginástica nos
Jogos de 2012,
curtem o show
do Jota Quest
no Píer Mauá
● Ontem, houve casamento real em
Londres. Amanhã, a celebração se-
rá noVaticano. Opovoadora certas
liturgias — e não é só na Sapucaí.
COM ANA CLÁUDIA GUIMARÃES, MARCEU VIEIRA, AYDANO
ANDRÉ MOTTA E DANIEL BRUNET
Email: coluna.ancelmo@oglobo.com.br • Fotos: fotoancelmo@oglobo.com.br
SALASCOMERCIAIS
DE21 A 54m²
LOJASVERSÁTEIS
DE21 A 76m²
Perspectiva ilustrativa | Vista Aérea da Fachada
Um empreendimento inovador em Campo Grande, no local
que mais cresce na região, pensado para o seu negócio
e para o seu bem-estar. No Campo Grande Ofce & Mall,
você conta com ambientes ao ar livre, estacionamento
para maior comodidade, praças e muito verde para poder
passear e relaxar. Afinal, para tomar as melhores decisões,
tranquilidade é fundamental.
Perspectiva ilustrativa | Praça das Águas SALAS A PARTIR DE R$ 94.600,
*
Even Mob Consultoria de Imóvel Ltda., CNPJ: 09285569/0002-04 – Av. das Américas, 500, bloco 11, sala 107 – CRECI: RJ – 0005686/0 – tel.: 3514-2353. Lopes Brasil Consul-
toria e Marketing – Imobiliária LTDA. - Av. das Américas, 3.443, salas 102; 103 e 104 – Bloco 2 – Barra da Tijuca. CRECI: 005380/0 – PABX 3526-0000. Patrimóvel Consultoria
Imobiliária – Av. das Américas, 4.201- Barra da Tijuca. CRECI: 5493/0 – tel.: 3539-6100. Projeto aprovado e prenotado no 4°RGI sob o n° 536561 na data de 15/04/2011. A representação
da vegetação é meramente ilustrativa, podendo sofrer alterações de dimensão e espécies. As espécies serão entregues em estágio inicial de crescimento. Após ampliação da Estrada da
Cachamorra a área verde frontal do empreendimento será removida. Perspectivas ilustrativas: alguns móveis, equipamentos e utensílios aqui utilizados são mera sugestão de decoração
e esta área será entregue conforme Memorial Descritivo do empreendimento. Os instrumentos posteriores a serem firmados pelos clientes prevalecerão sobre quaisquer especificações
constantes deste material. *Referente à unidade 218 do bloco 1.
Incorporação,
construção e vendas:
Vendas: Ligue:
V I S I T E NO S S O S TA ND : E S T R A D A D A C A C H A MO R R A , 3 5 0 - C A MP O G R A N D E | E V E NC O ME RC I A L . C O M. B R
3486-0190
L
A
N
Ç
A
M
E
N
T
O
H
O
J
E
UMEMPREENDIMENTO
INOVADORQUEVAI DEIXAR
OSOUTROSPRATRÁS.
EOSUCESSODOSEUNEGÓCIO,
LÁNAFRENTE.
E
v
E
n
ATÉ 4 KG EM 8 DIAS
PROVE E COMPROVE COM QUEM SABE FAZER
DR. FRANCISCO TROTTE - CREMERJ 17857-7
EMAGREÇA JÁ!
TEL: (21)
8807-2596
Îä
¬
," 0 0L0B0 º Sábadc, 3
0 N0\0 EN0ERE
0ertro Metropo| | taro - ZZª 5&

5KY PLACE5: salas con terra¢o de 41 m
2
a 1û6 m
2

EXECUTIVE MIX: lnterllga¢ões de salas de 5û m
2
, 75 m
2
, 1ûû m
2
ou outras op¢ões

EXECUTIVE UNIT5: salas de 25 m
2
a 51 m
2
Gym Center: area excl usi va para exerci t ar o cor po e rel axar Fl ex Meet i ng: espaços adapt avei s para
eventos com sal as de reuni ão e audi tóri o Toda segurança e sofi sti cação de um mal l que pri vi l egi a o espaço
aberto, o ar l i vre e a convi vênci a em gal eri as confort avei s com l oj as, praças, areas de convi vi o e Wi -Fi
0 8 0 0 7 7 4 S í í í [ w w w . o n e w o r l d o f f i c e s . c o m . b r
,"
¬
Σ Îä `i >LÀˆ `i Ó䣣
EÇ0 00 MUN00.
&' J1. 1&" S - 11ª ZJ' 59. Z9" d
REAllZAQAO E OONS!RUQAO: \ENDAS: AROUl!E!URA:
www.grupoteruszkin.com.br
DESEN\Ol\EDOR lMOBlllARlO:
ANTECI PE·SE.
M e m o r í a í d e í n c o r p o r a ç ã o p r e n o L a d o | u n L o a o c a r L o r í o 9 º 0 f í c í o d e R e g í s L r o d e I m o v e í s s o b o n º T 3 5 8 0 T 9 .
32

RIO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 32 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 12 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
R I O 2 0 1 6
Escolas doRioformamatletas de olhoem2016
Colégios públicos e privados incentivam estudantes a praticar esportes para melhorar o desempenho acadêmico
Márcia Foletto
ALUNOS DO Colégio Santa Mônica
treinam para o 4
o
- Circuito de
Natação, que será hoje
Marco Antônio Teixeira
UMA ALUNA da Escola Municipal Brasil faz exercício na trave ao lado do professor Ronaldo Miranda Ardente
Rodrigo Gomes
● O espírito olímpico tomou
conta das escolas do Rio. A
perspectiva dos Jogos de 2016
incentiva crianças e adoles-
centes a se dedicar a um es-
porte. O objetivo eles não es-
condem: poder disputar o
maior evento esportivo do pla-
neta. E não falta muito para o
sonho de alguns desses jovens
se tornar realidade.
O velocista Jackson César da
Silva, de 18 anos, especialista
nos 100 e 200 metros rasos, é
um exemplo. Com o passaporte
quase carimbado para as Olim-
píadas de Londres em 2012, ele
é apenas uma das promessas
que saíramdo projeto Lançar-se
Para o Futuro, coordenado pelo
professor Paulo Servo, da Esco-
la Municipal Silveira Sampaio,
em Curicica, na Zona Oeste. A
iniciativa é considerada um ce-
leiro de jovens atletas.
— O atletismo é minha pai-
xão, por isso tatuei a palavra no
braço. Se Deus quiser, estarei
nas Olimpíadas. Estou treinando
para isso, já pensando que até
2016 estarei no auge, com 24
anos. E quero muito representar
o Brasil, ainda mais aqui na mi-
nha cidade, com toda a minha
família na torcida — vibrou o
atleta, com brilho nos olhos.
Professor quer ter pelo
menos 6 alunos competindo
Jackson é um dos 600 jo-
vens que são o orgulho do pro-
fessor Paulo. Do total, mais de
200 já competem pela equipe
da escola nas categorias pré-
mirim, mirim, menor, juvenil,
sub-23 e adulto.
— Acredito que, de acordo
com o nosso trabalho e com o
que temos conquistado, che-
garemos a 2016 com, no míni-
mo, seis atletas da escola dis-
putando as competições. Isso
vai ser uma alegria para mim
— prevê o professor.
A mesma alegria tem a pro-
fessora de natação Debora de
Souza Paulo, do Colégio Santa
Mônica, em Bonsucesso, ao
ver um de seus alunos ganhar
uma medalha.
— Ver um aluno se transfor-
mar em atleta é muito gratifi-
cante. Sei que aqui estamos
ajudando a formar um mundo
melhor — explica.
Um dos destaques do colé-
gio é o nadador Fernando Sil-
va, que chegou integrar a sele-
ção brasileira. A escola incen-
tiva a prática de esportes, por
meio de bolsas de estudo, e
estimula os estudantes a par-
ticipar de competições como
o 4
o
- Circuito de Natação, que
se realiza hoje no próprio San-
ta Mônica.
Perto dali, em Olaria, o pro-
fessor de educação física Ro-
naldo Miranda Ardente, da Es-
cola Municipal Brasil, deu iní-
cio a uma pequena linha de
produção de talentos da ginás-
tica artística. Tudo começou
com um col chão f ei t o de
pneus velhos, coberto com fi-
ta adesiva, há nove anos. Hoje,
graças a uma parceria com a
Secretaria municipal de Espor-
tes e Lazer, por meio do pro-
jeto Rio em Forma Olímpico —
que transfere recursos para
escolas desenvolvem modali-
dades olímpicas —, os melho-
res alunos estão sendo esco-
lhidos para treinar nas vilas
olímpicas. Os treinos terão iní-
cio em 2012.
Segundo o professor, ao sur-
gir, bem antes da escolha do
Rio para sediar as Olimpíadas,
o projeto tinha apenas a inten-
ção de organizar melhor suas
aulas. Com o sucesso imedia-
to, tornou-se uma importante
atividade extracurricular, que
mantém na escola, depois do
horário de aulas, cerca de 250
crianças participantes.
— Essa é a maior recompen-
sa. Ver que muitas crianças
evoluíram depois de começar a
praticar a ginástica. Alguns já
estão bem encaminhadas trei-
nando em grandes clubes ca-
riocas — diz Ardente, que dá
quatro aulas por semanas,
além das duas fora do horário.
Outra parceria que já garan-
te bons resultados é o Progra-
ma Segundo Tempo, das secre-
tarias estaduais de Esporte e
Lazer e Educação e do Minis-
tério dos Esportes. A ideia, co-
mo no projeto do professor
Ronaldo, é garantir atividades
extracurriculares e incentivar
a formação de jovens atletas
nos colégios. ■
Conheça os projetos
● RIO EM FORMA OLÍMPI-
CO: O projeto da prefeitura
prevê práticas esportivas
em turnos extras para 40
mil crianças de 300 comu-
nidades carentes. O muni-
cípio dá o material esporti-
vo e as aulas de educação
física passam a incluir mo-
dalidades olímpicas. Os
melhores alunos serão es-
colhidos para treinar nas
vilas olímpicas. Quem for
para os centros de treina-
mento receberá orientação
esportiva, orientação psi-
cológica, ajuda de custo e
alimentação adequada.
Haverá dois prerrequesitos
para o estudante se manter
nos centros de treinamen-
to: o atleta deverá conti-
nuar estudando e manter
boas notas, além compare-
cer aos treinos. Oensino da
língua estrangeira também
é uma preocupação. Esco-
l as, pri nci pal mente em
áreas carentes, vão ter a in-
clusão de um idioma es-
trangeiro no currículo es-
colar. O ensino de idiomas
estará disponível a partir
da 1
o
- ano do ensino funda-
mental. O principal objeti-
vo é fazer com que os alu-
nos cheguem bem prepara-
dos a 2016 e disputem as
vagas no mercado de traba-
lho que deverão surgir.
● RIO OLÍMPICO: Em parce-
ria com o governo do esta-
do, por meio da Secretaria
estadual de Turismo, Es-
porte e Lazer, o projeto irá
oferecer atividades espor-
tivas gratuitas. O número
de jovens da rede estadual
de ensino atendidos pelo
projeto, que estimula o de-
senvolvimento de talentos
esportivos, passará de 41
mil para cem mil em 2012.
Os professores de educa-
ção física serão “olheiros”.
● BOLSAS FEDERAIS: Para
atletas oriundos de esco-
las ou não, o Bolsa Atleta
beneficiará 11 mil pessoas
até 2016. Em finalização
pelo Ministério do Espor-
te, o programa Atleta de
Ouro vai financiar o trei-
namento de esportistas
com potencial de ganhar
medal ha nos Jogos de
2016. Trei nadores tam-
bém recebem bolsa.
RIO

33 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 33 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 46 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Margarina Qualy
cremosa com ou
sem sal - 500 g
2
,99
Café torrado e moído
a vácuo Melitta vários
tipos - 500 g
5
,28
Isotônico
Guaraviton
vários sabores
PET 500 ml
1
,39
Alcatra com maminha
bovina resfriada peça
a vácuo - kg
12
,80
Ofertas válidas para 30/4/2011 ou enquanto durarem os estoques. Após essa data, os preços voltam ao normal. Verifque a disponibilidade dos produtos na loja mais próxima.
Garantimos a quantidade mínima de 5 unidades/kg de cada produto por loja em que ele esteja disponível. Para melhor atender nossos clientes, não vendemos por atacado e
reservamo-nos o direito de limitar, por cliente, a quantidade dos produtos anunciados. Pagamento a vista pode ser feito em dinheiro, cheque, cartão de débito ou com os cartões
de crédito Amex, Aura, Diners, Good Card, MasterCard, Policard, Sorocred, Unik, Vale Shop ou Visa. No site www.extra.com.br, as ofertas e formas de pagamento podem ser
diferenciadas. Consulte condições para pagamento com cheque na loja. O Extra aceita vários vales-alimentação (confra relação na loja). Fica ressalvada eventual retifcação
das ofertas aqui veiculadas.
Ofertas válidas para as lojas Extra Hiper e Extra Supermercado do Rio de Janeiro.
Não são todos os produtos que estão disponíveis nas lojas Extra Hiper e Extra Supermercado, podendo variar de acordo com o
estoque e sortimento de cada loja. Consulte a loja mais próxima.
(2)
A campanha “PREÇO NÃO SE DISCUTE” é válida somente para as lojas físicas do Extra Hiper e Extra Supermercado, não valendo para as lojas Extra Fácil ou loja virtual www.extra.com.br. Não serão aceitas, para comparação de preços, as ofertas emitidas por comerciantes ou empresas atacadistas. Será válido
somente o anúncio impresso da concorrência, do mesmo município, na forma de tabloide, lâmina, folheto ou anúncio de jornal de grande circulação, como prazo de oferta dentro do período desta promoção, para produtos idênticos (mesma marca, tipo, voltagem, cor, sabor, quantidade etc.). O anúncio apresentado
não será devolvido ao cliente e fcará retido pelo Extra. Esta condição não é válida para promoções especiais com múltiplos de produtos, do tipo “pague 2 e leve 3”, “leve 4 e, com mais um centavo, leve outro produto ou mais um exemplar do mesmo produto”. Não vendemos por atacado e reservamo-nos o direito
de limitar, por cliente, a quantidade dos produtos vendidos, de acordo com esta promoção, em 5 unidades/kg por produto da categoria alimentos e 2 unidades por produto da categoria não alimentos. Consulte o SAC das lojas Extra Hiper e Extra Supermercado para mais informações.
(2)
O
N
D
E
:
Cebola
a granel - kg
1
,39
F
o
t
o
s
m
e
r
a
m
e
n
t
e
ilu
s
t
r
a
t
iv
a
s
.
A PARTIR DE 6
UNIDADES, PAGUE:
1
,19
cada
Arroz agulhinha ou
parboilizado Ouro
tipo 1 - 5 kg
6
,59
cada
Guaraná Antarctica
ou Pepsi - Pet 3,3 L
3
,69
cada
Cerveja Antarctica
lata 473 ml
1
,59
Detergente em
pó Omo Multiação
2 kg
9
,98
NA COMPRA DE 1 DETERGENTE EM
PÓ OMO MULTIAÇÃO 2 KG,
GRÁTIS 2 SABONETES DOVE 90 G CADA
Maçã gala ou nacional
a granel - kg
1
,39
O
s
o
b
je
t
o
s
d
e
d
e
c
o
r
a
ç
ã
o
n
ã
o
f
a
z
e
m
p
a
r
t
e
d
o
p
r
e
ç
o
.
S
Ã
O
P
R
O
IB
ID
A
S
A
V
E
N
D
A
E
A
E
N
T
R
E
G
A
D
E
B
E
B
ID
A
S
A
L
C
O
Ó
L
IC
A
S
A
M
E
N
O
R
E
S
D
E
1
8
(D
E
Z
O
IT
O
)
A
N
O
S
(a
r
t
.
8
1
,
II
d
o
E
s
t
a
t
u
t
o
d
a
C
r
ia
n
ç
a
e
d
o
A
d
o
le
s
c
e
n
t
e
).
34

RIO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 34 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 46 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
OTEMPONOGLOBO
RIO

35 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

RIO

PÁGINA 35 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 24 h PRETO/BRANCO
JustiçaproíbePMsdeexercer funçõesnoDetran
Decisão vale para serviços burocráticos como vistorias, exames de habilitação e apoio à paisana em operações
Ruben Berta
● Uma decisão da 13
a
- Vara de
Fazenda Pública do Rio pode
pôr fim à cessão de policiais mi-
litares para exercer funções no
Detran como a realização de vis-
torias em veículos, exames de
habilitação ou até apoio à paisa-
na, de cunho burocrático, em
blitzes realizadas pelo órgão. Pe-
la decisão, a presença de PMs
nas blitzes, incluindo as da Lei
Seca, fica condicionada à presta-
ção de serviços de segurança. A
Justiça deu esta semana ganho
de causa em primeira instância
ao Sindicato dos Funcionários
do Detran (Sindetran), que ha-
via entrado em 2008 com a ação
que pede o afastamento dos
PMs desses serviços. Aentidade
alega que os agentes são cedi-
dos por indicação política e ga-
nham gratificações de R$ 3 mil
mensais, em média.
De acordo com o texto da
sentença, dados apresentados
no processo mostram que 73
PMs exercem as funções de li-
cenciadores e examinadores e
outros quatro atuam em opera-
ções especiais, o que significa
“77 policiais a menos na função
de repressão ao crime”. A as-
sessoria de imprensa da corpo-
ração enviou nota ontem ale-
gando que no Detran “há 72
PMs, sendo que 63 estão em
atividade-fime apenas nove em
funções burocráticas”.
Ainda na sentença, o juiz Ri-
cardo Coimbra da Silva Star-
ling Barcellos ratifica a consi-
deração do Ministério Público
de que “não é razoável a ces-
são de policiais militares para
fazer vistoria em veículos ou
examinar provas práticas de
direção, sendo no mínimo um
desrespeito com o cidadão
que sofre com o elevado índi-
ce de violência e não sabe que
servidores encarregados pela
segurança pública exercem
funções burocráticas estra-
nhas à sua função”.
Na decisão, o magistrado
abre exceção para o uso dos
PMs pelo Detran desde que
exerçam a função de inteligên-
cia e cuidem da segurança do
presidente do órgão, serviços
“compatíveis ao seu preparo,
não caracterizando dano ao in-
teresse público como ocorreu
nos demais casos, em que se
ressalta evidente desvio de fi-
nalidade”.
O Sindetran informou que
não haveria motivos para a ces-
são dos policiais porque há nos
quadros do órgão profissionais
capacitados para exercer as
funções que vêm sendo ocupa-
das pelos militares. Para a enti-
dade, a decisão implica inclusi-
ve a retirada dos PMs à paisana
que atuam em operações como
a da Lei Seca. A assessoria de
imprensa da corporação alega,
no entanto, que “a Operação Lei
Seca é uma ação da Secretaria
de Governo que tem o apoio da
polícia na função de dar segu-
rança ao local da blitz”.
A decisão já estava disponí-
vel ontem no site do Tribunal
de Justiça, mas ainda está sen-
do encaminhada para publica-
ção. A sentença estipula multa
diária de R$ 100 em caso de
descumprimento. Como não
foi notificado oficialmente, o
Detran informou não quis se
pronunciar e salientou que ca-
berá à Procuradoria Geral do
Estado representar o órgão na
Justiça. A mesma afirmação
foi feita pela assessoria da PM,
que rebateu as acusações de
indicações políticas para o De-
tran: “Todos os policiais mili-
tares têm preparo para fun-
ções de segurança pública e
trânsito”. ■
VISTORIA
● Termina hoje o prazo para
a vistoria dos veículos com
placa final zero. Quem agen-
dar a vistoria no prazo, mas
tiver o serviço marcado para
depois da data, pode circular
com o comprovante do agen-
damento, que pode ser im-
presso no site do órgão (de-
tran.rj.gov.br). O agendamen-
to pode ser feito até as 18h
pelos telefones 3460-4040,
3460-4041 e 0800-020-4040 (in-
terior) ou pelo site.
Mais protestos na ‘Praça da Banheira’
Comerciantes da região cobram isenção de ICMS e empréstimos para recuperar o que enchente destruiu
Ludmilla de Lima
● Pela terceira vez esta se-
mana, comerciantes e mora-
dores fizeram ontem um
protesto na “Praça da Ba-
nheira” — apelido dado à
Praça da Bandeira depois
da enchente da última se-
gunda-feira. Eles prometem
continuar com as manifesta-
ções até que o pref ei to
Eduardo Paes visite o local.
Durante cerca de uma ho-
ra, de manhã, o grupo fe-
chou duas pistas em dire-
ção ao Centro e distribuiu
uma carta com críticas à
prefeitura e reivindicações.
No fim da tarde eles repeti-
ram o movimento. Os em-
presários pedem linhas de
crédito com taxas e carên-
cias que possibilitema recu-
peração de seus negócios,
já que muitos ainda nem ter-
minaram de arcar com os prejuízos
das chuvas de abril de 2010; isenção
de IPTU até que as obras contra os
alagamentos sejam concluídas; e re-
visão dos valores cobrados de água e
esgoto, considerados abusivos.
— Nós estamos nessa situação há
anos. Mas dessa vez foi pior. Que-
brei — disse o comerciante Paulo
Cesar Porto, dono de uma loja de fo-
tocópia, cujas máquinas foram per-
didas na cheia.
Em três anos na Praça da Bandeira,
o comerciante viu seu negócio ser to-
mado pela água três vezes. Ele ques-
tiona a ausência do prefeito:
— Quando houve o incêndio na Ci-
dade do Samba, ele esteve lá e abra-
çou a causa das escolas, ajudando
com dinheiro. Por que não abraça a
nossa, da Praça da Bandeira?
Dono da segunda oficina mais an-
tiga da Rua Ceará, Antônio Serafim de
Melo, o Careca, já perdeu as contas
de quantas enchentes viu no local,
onde está há quase 40 anos. Na sua
oficina, de lambretas e vespas, a água
chegou ao teto:
— Perdi até meus documentos
com essa enchente, que chegou a
dois metros e meio aqui. Só em 66
foi pior, quando a água ultrapassou
o teto.
Sócio da JH Motos, o maior empre-
endimento da rua, que inclui quatro
lojas — de peças, revendas e duas ofi-
cinas, sendo uma para motos impor-
tadas —, Saynt Clayr Vicente confes-
sa que chegou a pensar nesta semana
em mudar de endereço:
— Sinceramente, pensei em de-
sistir. Essa última foi a pior enchen-
te (em seis anos do negócio na Rua
Ceará). Nem o seguro quer pagar os
prejuízos. Disseram que só vão pa-
gar os computadores.
Como já anunciou a pre-
feitura, o município aguarda
a aprovação da Caixa Eco-
nômica Federal para um
projeto de R$ 292 milhões,
com a construção de quatro
grandes reservatórios para
o excesso de água dos rios e
a transposição do Rio Joa-
na. Sobre o pedido de revi-
são dos valores cobrados
pela água e o esgoto, a Ce-
dae informou que os consu-
midores que se sentirem
prejudicados devem procu-
rar a agência de atendimen-
to da companhia.
Em quatro dias, foram
coletadas 1.930 toneladas
de resíduos das ruas da
Praça da Bandeira e Gran-
de Tijuca, após o temporal
que atingiu o Rio. Também
foram desobstruídos 4.060
met ros de gal er i as de
águas pluviais e 1.474 ralos no tre-
cho. A equipe foi formada por 410
homens, entre equipes da Comlurb
e da Coordenadoria Geral de Con-
servação (CGC).
Só ontem, a Comlurb removeu 650
toneladas de lama e resíduos. A CGC
realizou no quarto dia de operações a
limpeza de 70 ralos e de 960 metros
de galerias de águas pluviais.
A RioLuz participou da operação
executando a correção dos 34 circui-
tos e consertando quatro redes par-
tidas. Com isso, a iluminação pública
da área foi totalmente normalizada.
Praça Saens
Peña comemora
seus cem anos
Festa terá arrecadação
de donativos para as
vítimas de enchentes
Simone Avelar
● Considerada o coração da Ti-
juca, a Praça Saens Peña — an-
tigo Largo da Fábrica das Chitas
— comemora hoje cem anos.
Para celebrar o aniversário, uma
programação especial toma
conta da praça desde cedo. Em
diversos totens espalhados pela
área de lazer, 28 fotografias his-
tóricas relembram a memória
do espaço público mais famoso
da região, como a época da se-
gunda Cinelândia — em que a
Saens Pena chegou a ter dez ci-
nemas em funcionamento ao
mesmo tempo — e das obras
para a construção do metrô.
Às 20h, tem início um grande
show de comemoração do cen-
tenário, num palco montado na
Rua General Roca, próximo à
agência do Banco do Brasil. A
primeira a cantar é Flávia Bitten-
court, que vai incluir no repertó-
rio grandes clássicos da MPB.
Para fechar a noite, Luiz Melodia
se apresenta às 21h30m. Em so-
lidariedade aos desabrigados da
chuva da última segunda-feira,
será montada uma tenda na pra-
ça para a arrecadação de dona-
tivos e alimentos. ■
● A PROGRAMAÇÃO
COMPLETA DA FESTA ESTÁ
PUBLICADA HOJE no Caderno
Especial Saens Peña 100 anos
Marcelo Piu
COM MÁSCARAS e boias, manifestantes protestam: numa faixa, recado para a equipe do COI em visita o Rio
Prefeitura apreende 10
ônibus piratas em blitz
Veículos eram de consórcios oficiais, mas circulavam
sem autorização. Já Detro retirou outros 66 das ruas
● Pelo menos dez ônibus pira-
tas, que estavam sob a respon-
sabilidade de dois consórcios
oficiais da cidade, foram retira-
dos de circulação durante ope-
rações de fiscalização realiza-
das em abril pela Secretaria
municipal de Transportes (SM-
TR). Em nota, a prefeitura afir-
ma que foram flagrados nove
coletivos piratas sob responsa-
bilidade do consórcio Intersul
e um do consórcio Transcario-
ca. Nenhum tinha autorização
para realizar o transporte re-
munerado de passageiros nas
linhas licitadas. Já o Detro re-
tirou ontem 66 ônibus da frota
intermunicipal regular.
Os consórcios Transcario-
ca, Intersul, Internorte e San-
ta Cruz começaram na gestão
das linhas de ônibus munici-
pais em novembro do ano
passado, após vencerem lici-
tação. Nesta semana, um ba-
lanço da SMTR sobre a fisca-
lização de ônibus no municí-
pio apontou que 45% dos veí-
culos avaliados nos últimos
13 meses foram reprovados
por não estarem de acordo
com as exigências da prefei-
tura para o transporte urba-
no. De acordo com a secreta-
ria, dos 1.484 coletivos fisca-
lizados, 667 não passaram na
avaliação dos fiscais.
Já a operação do Departa-
mento de Transportes Rodo-
viários (Detro) que retirou de
circulação, na manhã de on-
tem, 66 ônibus da frota inter-
municipal regular, foi realiza-
da das 6h às 10h. Além das
apreensões, a ação, batizada
de “Legal tem que ser legal”,
aplicou 94 infrações, com
multas variando entre R$ 700
e R$ 1.800, podendo ter o va-
l or dupl i cado em caso de
reincidência.
Segundo o Detro, a empresa
com mais apreensões foi a
Transmil, com oito ônibus ti-
rados de circulação, seguida
da Mauá com seis e da Viação
1001, Colitur e São José, com
cinco carros cada. Entre as
principais irregularidades ve-
rificadas estão má conserva-
ção (pneus lisos, para-brisas
trincados, lanternas apaga-
das), falta de autorização do
Detro para operação de traje-
tos intermunicipais, alteração
das características dos veícu-
los (instalação de roletas em
ônibus rodoviários, retirada
do banco do trocador, entre
outros), ausência de trocador
e falhas na documentação. ■
CEL. JOÃO GUEDES CORREA GONDIM
A família comunica seu falecimento e convida parentes e amigos
para a Mi ssa de 7º Di a, que será cel ebrada, 3ª fei ra, di a 03 de
mai o, às 09 horas, na Capel a da Paróqui a da Ressurrei ção - R.
Francisco Otaviano, 99, Posto 6 - Copacabana.
AGLAE LEIDE DE
SOUZA D'ÁVILA
Com pesar a
família convida
para a Missa de
7º Dia, a ser rea-
lizada, 2ª feira, dia
02 de maio, às 12:00h, na
Sede da Comunidade
Emanuel, na Rua Cortines
Lax, nº 2, Centro - RJ.
FRIDA ALBAGLI
A família profundamente entristecida agradece as manifestações
de pesar e carinho e convida para o ato religioso a realizar-se
amanhã, dia 1/05/11, às 17h, no Clube Israelita Brasileiro, na Rua
Barata Ribeiro, 489 – Copacabana.
LUIZ CAVALCANTI DE MENDONÇA COSTA
(Dr. Luiz Costa)
1 Ano de Falecimento
Sua esposa Carmen, seus filhos, noras, genros e netos, ainda
muito sensibilizados com a perda de seu ente amado, convidam
parentes e amigos para orarem em intenção de sua alma, a ser
celebrada terça-feira, dia 03 de maio de 2011, às 19:00 horas,
na Igreja São José, na Lagoa.
Radiwal daSilvaAlves Pereira
Beatriz Serra Alves Pereira e família agradecem o cari-
nho recebido por ocasião do falecimento do esti-
madíssimo marido, pai, sogro, avô e bisavô e convidam
para a Missa de Sétimo Dia a ser realizada na 2ª feira,
dia 2 de maio, às 18h, na Igreja Nossa Senhora do
Rosário, Rua General Ribeiro da Costa, 164, Leme.
DIA ÚTIL SÁBADO DOMINGO
LARGURA ALTURA R$ R$ R$
1 col.(4,6 cm) 3 cm 729,00 765,00 1.155,00
1 col.(4,6 cm) 4 cm 972,00 1.020,00 1.540,00
1 col.(4,6 cm) 5 cm 1.215,00 1.275,00 1.925,00
2 col.(9,6 cm) 3 cm 1.458,00 1.530,00 2.310,00
2 col.(9,6 cm) 4 cm 1.944,00 2.040,00 3.080,00
2 col.(9,6 cm) 5 cm 2.430,00 2.550,00 3.850,00
2 col.(9,6 cm) 7 cm 3.402,00 3.570,00 5.390,00
2 col.(9,6 cm) 8 cm 3.888,00 4.080,00 6.160,00
3 col. (14,6 cm) 4 cm 2.916,00 3.060,00 4.620,00
3 col. (14,6 cm) 6 cm 4.374,00 4.590,00 6.930,00
3 col. (14,6 cm) 7 cm 5.103,00 5.355,00 8.085,00
3 col. (14,6 cm) 10 cm 7.290,00 7.650,00 11.550,00
• Para outros formatos consulte: 2534-4333, de 2ª a 6ª feira, das 8 às 20h.
• Loja: Rua Irineu Marinho, 35, Cidade Nova, de 2ª a 6ª feira, das 9 às 18h.
• Plantão final de semana / feriados: 2534-5501, Sábado das 10 às 11h para publicações no domingo (2ª edição).
Sábado das 10 às 16h para demais dias. Domingo das 16 às 19h.
Pagamento à vista somente em dinheiro ou cheque.
36

RIO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

RIO

PÁGINA 36 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 46 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
37 Sábado, 30 de abril de 2011 • 2ª edição
O GLOBO
E CONOMI A
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 37 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 23: 09 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Bovespanalanterna
Inflação e queda de ações da Petrobras fazem Bolsa ter, em abril, pior resultado entre os principais mercados do mundo
COMPARE OS DESEMPENHOS
Fonte: Anbima, Economatica, Banco Central e Bloomberg
O RENDIMENTO DOS FUNDOS
(Dados até 26 de abril)
COMPARE
Ibovespa
Dólar
IGP-M
Ouro
Poupança
-3,58%
-3,56%
0,45%
0,77%
0,54%
Variação em dólar
Frankfurt
Paris
Londres
Nova York
(Dow Jones)
Nova York
(Nasdaq)
Tóquio
Nova York
(S&P)
Cidade do
México
Hong
Kong
SÃO PAULO
Em abril
11,35%
7,42%
6,83%
3,98%
3,32%
3%
2,85%
2,19%
0,96%
Frankfurt
Paris
Londres
Nova York (Dow Jones)
Nova York (Nasdaq)
Tóquio
Nova York (S&P)
Cidade do México
Hong Kong
SÃO PAULO
NO ANO
20,39%
19,57%
10,24%
10,65%
8,32%
-3,71%
8,43%
3,02%
3,06%
0,48%
-0,48%
Renda Fixa
DI
Multimercado multiestratégia
Cambial
Ações
FGTS-Vale
FGTS-Petrobras
Abril No ano
Abril
-4,58%
-5,58%
2,89%
-3,66%
2,30%
No ano
3,75%
3,42%
2,64%
-4,94%
-3,46%
-3,76%
-3,81%
0,76%
0,71%
-0,19%
-3,93%
-2,15%
-0,39%
-10,04%
Mais investimentos estrangeiros no país
Brasil deve ficar com 5,8% do recursos mundiais este ano, mesma fatia dos EUA
Adriano Machado/Bloomberg News
PLANTAÇÃO DE cana-de-açúcar em Goiânia: mais dinheiro para serviços e ‘commodities’
Lucianne Carneiro
A
Bolsa de Valores de São Paulo
(Bovespa) registrouemabril o
pior desempenho entre as dez
principais bolsas do mundo. A
queda acumulada no mês pelo Ibo-
vespa, referência do mercado bra-
sileiro, foi de 0,48%, considerando a
variação em dólar, segundo dados da
Bloomberg. No ano, avança apenas
0,48% e só ganha do mercado de
Tóquio, com recuo de 3,71%, puxado
pelo terremoto no Japão. Entre os
motivos que fizeram a Bovespa ir na
direçãocontrária de outras bolsas em
abril estão a preocupação com o
avanço da inflação no Brasil e as
incertezas em relação a possíveis no-
vas medidas de restrição ao crédito e
à elevação dos juros básicos. O de-
bate entre Petrobras e governo por
causa do preço da gasolina afetou
fortemente as ações da estatal nomês
e foi um fator determinante para o
recuo. Segundo Hersz Ferman, gestor
da Yield Capital, estrangeiros têm
vendido ações em mercados emer-
gentes que estão enfrentando pro-
blemas com a alta do custo de vida
para investir em países desenvolvi-
dos que ensaiam recuperação eco-
nômica, sem pressão inflacionária.
— Vários fatores influenciaram as
bolsas no mundo em abril, como a
piora da situação de Portugal e a
mudança de perspectiva, de estável
para negativa, da nota de crédito
dos Estados Unidos. Mas, no fim, as
bolsas acabaram se recuperando, o
que não ocorreu com a Bovespa.
Temos os agravantes da inflação em
alta, das dúvidas sobre o compor-
tamento do Banco Central e do go-
verno para enfrentar o problema e
da discussão sobre o reajuste da
gasolina — afirmou o administrador
de investimentos Fabio Colombo.
Considerando a variação emreal,
o Ibovespa acumulou queda de
3,58% em abril. Já as ações or-
dinárias (ON, comdireito a voto) da
Petrobras recuaram11,05%no mês,
para R$ 28,89, enquanto as pre-
ferenciais (PN, sem voto) caíram
9,77%, para R$ 25,60. De um lado, a
Petrobras quer reajustar o preço da
gasolina para compensar a alta na
cotação do petróleo no mercado
internacional. Do outro, o governo
quer evitar o aumento dos com-
bustíveis emummomento no qual a
inflação brasileira já está pressio-
nada. Para especialistas, não re-
passar a alta pode afetar os ganhos
da estatal. Por isso, os papéis vêm
caindo fortemente.
FGTS-Petrobras
foi a pior aplicação
● Com o desempenho dos papéis,
quem investiu nos fundos FGTS-Pe-
trobras foi omais prejudicadoentre as
aplicações financeiras em abril. A per-
da foi de 10,04%, considerando os
dados até o dia 26 da Associação
Brasileira das Entidades dos Merca-
dos FinanceiroedeCapitais (Anbima).
No ano, a queda é de 3,81%.
A rentabilidade dos fundos FGTS-
Vale também foi negativa no mês, em
0,39%. Em 2011, o recuo é de 3,81%.
● Os fundos de investimento em ren-
da fixa (prefixados) foram a melhor
aplicaçãofinanceira emabril, até odia
26, comrendimento de 0,76%. No ano,
a alta foi de 3,75%. Já os fundos DI
(pós-fixados) renderam 0,71% em
abril e 3,42% no ano. Os ganhos dos
fundos e da poupança continuamsen-
docorroídos pelainflação. PeloIGP-M,
a alta de preços foi de 0,45%emabril e
2,89% no ano. O rendimento das pou-
panças com aniversário em 1
o
- de
maio, por sua vez, é de 0,54%. No ano,
a caderneta rende 2,30%.
Os fundos de ações indexados ao
Ibovespa perderam 2,15% em abril e
3,46% no ano. Já os fundos mul-
timercado multiestratégia (que po-
dem investir em renda fixa, variável
ou câmbio) tiveram rentabilidade
negativa de 0,19% em abril, mas
ganham 2,64% no ano.
Ontem, o Ibovespa avançou
0,70%, aos 66.132 pontos, em uma
recuperação técnica após três pre-
gões de queda. Já o dólar caiu 0,63%,
para R$ 1,573. Em abril, a moeda
americana recuou 3,56%.
Wagner Gomes
● SÃO PAULO. O Brasil deve receber
neste ano 5,8% do fluxo global de
investimentos, uma participação
alcançada atualmente apenas por
economias como a dos Estados
Unidos e da China. Em 2005, essa
participação foi de apenas 1,5%,
segundo levantamento da Socie-
dade Brasileira de Estudos de Em-
presas Transnacionais e da Glo-
balização Econômica (Sobeet).
Luiz Afonso Lima, presidente da
entidade, disse que a retração eco-
nômica em mercados tradicionais
europeus fez os Investimentos Es-
trangeiros Diretos (IED) migrarem
para o Brasil, que apresenta um
bom crescimento de demanda.
— De 2003 até o ano passado, 29
milhões de pessoas passaram a
fazer parte da classe C, segundo
dados do IBGE. Nos próximos três
anos serão mais 18 milhões, é uma
população inteira do Chile — dis-
se Lima.
O volume de investimentos di-
retos no Brasil, que, em 2005, foi de
US$ 15,1 bilhões, chegou em 2010 a
R$ 48,4 bilhões. Nos últimos 12 me-
ses encerrados em março, o fluxo
soma US$ 60,4 bilhões, segundo da-
dos do Banco Central. E a previsão
da Sobeet é de ingresso de US$ 65
bilhões no fechamento do ano. De
janeiro a março, já entraram R$ 17,5
bilhões. Para o presidente da So-
beet, o Brasil se tornou muito in-
teressante depois que a renda da
população aumentou.
— Além da melhor distribuição, a
renda tem aumentado acima da in-
flação. O Brasil está ganhando des-
taque. Somos o sétimo mercado
consumidor do mundo e vamos pas-
sar para quinto em breve. Em tec-
nologia da informação, automóveis
e telefonia móvel já somos o quarto
mercado consumidor — afirmou.
Participação da indústria caiu de
52%, em 2004, para 17% este ano
Além do aumento no volume de
ingresso de IED no Brasil, o que
surpreende são mudanças quali-
tativas desses recursos. Há uma
crescente participação de projetos
de investimento de valor superior
a US$ 500 milhões. A participação
destes foi de 44,7% no primeiro
trimestre de 2011 (contra 28,1%em
2004). Também há mudanças na
participação setorial. De acordo
com a Sobeet, existe uma tendên-
cia de redução da participação de
setores industriais no total de in-
gressos de IED no país.
A participação da indústria foi
reduzida de 52,8%, em 2004, para
17,8% no primeiro trimestre deste
ano. Enquanto isso, os setores de
serviços e de commodities aumen-
taram a sua participação. Lima
explicou que o grande problema
da indústria é o câmbio desfa-
vorável e a concorrência com os
produtos importados.
— O que atrapalha a indústria é a
falta de perspectiva de rentabili-
dade. Apenas setores ligados ao pe-
tróleo estão atraindo os investido-
res. O interesse pela indústria ocor-
reu até a primeira metade da década
de 90, quando foram feitas as pri-
vatizações nos setores de energia
elétrica e comunicações, mas de-
pois se perdeu — afirmou Lima.
O tamanho do mercado brasileiro
e o seu crescimento são os fatores
que mais se destacam positivamen-
te em comparação à média global.
Por outro lado, há fatores de atração
do investimento direto abaixo da
média internacional, entre eles a
eficiência governamental e a qua-
lidade da infraestrutura.
Redução da carga tributária
é importante, diz Fiesp
Roberto Giannetti da Fonseca,
diretor do departamento de Co-
mércio Exterior e Relações Inter-
nacionais da Federação da Indús-
tri a do Estado de São Paul o
(Fiesp), disse que a decisão do
investidor é sempre racional, com
base em uma análise de taxa de
risco, potencial de crescimento,
conjuntura econômica e câmbio
favorável às negociações.
— Ao analisar a indústria de
transformação, o investidor vê a
rentabilidade baixa e o risco alto.
Isso faz com que os recursos se-
jam destinados à concessões de
infraestrutura, serviço e recursos
naturais (minerais e agrícolas).
Infelizmente, esses setores têm
melhor atratividade. A indústria,
que já foi carro-chefe dos inves-
timentos estrangeiros, perdeu o
seu dinamismo — disse Giannetti
da Fonseca.
Para o diretor da Fiesp, os re-
cursos à indústria só voltarão com
força à medida que o governo
reduzir os seus gastos, dando
oportunidade de diminuição da
carga tributária. ■
.
Dilma: ‘governo
vai jogar duro
contra inflação’
● BRASÍLIA. No pronunciamento
doDiadoTrabalho, apresidente
Dilma Rousseff disse que o go-
verno vai “jogar duro contra a
inflação”. Segundo a presidente,
estabilidade, crescimento, dis-
tribuição de renda, combate à
inflaçãoe combate à miséria são
“políticas permanentes” de seu
governo, mas respeito à demo-
cracia, aos direitos humanos e
às liberdades, incluindo a sin-
dical, são “compromissos sa-
grados” no país. Ela afirmou
ainda que o Programa de Ace-
leração do Crescimento (PAC) e
o Minha Casa, Minha Vida “se-
guirão sem interrupções”.
—Tãoimportante quantoga-
rantir o emprego é garantir o
poder de compra do salário,
para que o trabalhador e a tra-
balhadora possam colocar boa
comida na mesa, comprar sua
geladeiranova, suatelevisãoeo
seu carrinho. Garantir o poder
de compra do salário significa
jogar duro contra a inflação.
Esse é um dos fundamentos da
nossa política econômica, e de-
le jamais abriremos mão — dis-
se a presidente.
O pronunciamento em cadeia
de rádio e televisão foi ao ar
ontem à noite. A presidente —
que deve passar o Primeiro de
Maio em Brasília, sem compro-
missos oficiais — falou por nove
minutos e 45 segundos. Foi o
segundo pronunciamento após a
posse. Oprimeirofoi na abertura
do ano letivo, dia 10 de fevereiro.
Para a presidente, há o que se
comemorar neste domingo, co-
mo o crescimento do emprego e
da renda, a solidez da economia
e a redução da desigualdade.
Editoria de Arte
38

ECONOMIA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 38 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: h PRETO/BRANCO
COM ALVARO GRIBEL
oglobo.com.br/miriamleitao • e-mail: miriamleitao@oglobo.com.br
PANORAMA ECONÔMICO
MÍRIAM
LEITÃO
Mãos à obra

O mercado imobiliário está pressionado por gar-
galos: falta de mão de obra; grandes centros sem
terrenos; infraestrutura precária em áreas afastadas;
cartórios superlotados; preços de imóveis de alta
renda subindo e os de baixa renda comlimites. Aalta
da inflação e a dos juros tiram renda das famílias e
encarecem financiamentos, apesar de o crédito imo-
biliário não ser ligado diretamente à Selic.
Executivos de algumas das
principais construtoras do
país sãounânimes emafirmar
que o ritmo de crescimento
do seu próprio mercado de-
veria ser mais lento. O preço
dos terrenos subiu muito, os
reajustes de salários estão
sendo sempre acima da in-
flação, os fornecedores estão
esgotando sua capacidade de
atender à demanda, os car-
tórios não conseguem pro-
cessar a papelada. Tudo aju-
da a aumentar os custos.
Há uma distorção entre os
segmentos de alta e média
rendaemrelaçãoaosdebaixa
renda. Os preços dos imóveis
de maior renda têmtido forte
aumento, mas no mercado de
baixa renda os preços não
podem subir porque, do con-
trário, perderão benefícios e
linhas de financiamento. Há
impedimentos burocráticos,
mesmo que os custos fiquem
mais altos, como explica o
presidente da MRV Engenha-
ria, Rubens Menin:
— Há um teto de preço
para o mercado de baixa ren-
da, imposto pelo Fundo de
Garantia, pelo número de sa-
lários mínimos, pelo Minha
Casa, Minha Vida. A MRV é a
única construtora brasileira
100% focada em baixa renda.
Esse é um setor que não per-
miteerro, étudocontado, não
pode ter inconsistência. Por
isso, preferimos correr emrit-
mo de maratona. O ideal é
que o crescimento seja mo-
derado, por um período mais
longo — afirmou.
O presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da
Construção (CBIC), Paulo Si-
mão, constata que os gar-
galos já estão obrigando as
construtoras a reduzir o rit-
mo de lançamentos emtodos
ossegmentos. Eleprevêqueo
crescimento do setor este
ano desacelere de 11,5%, em
2010, para cerca de 6%:
— O setor passou a andar
rápido demais, mas por bons
motivos: novo marco regu-
latório, abertura de crédito, a
atenção dada ao setor por
agentes financeiros, nova
massa de consumidores. En-
tão quando as amarras se
soltaram, foi forte demais
num primeiro momento. Há
gargalo de mão de obra, ter-
renos, burocracia, acúmulo
de problema nos cartórios.
Rogério Jonas Zylberszta-
jn, vice-presidente da Cyrela,
acha que está acontecendo
no mercado imobiliário o
mesmo que em outros se-
tores da economia brasileira:
— Estamos lidando com
gargalos em vários setores,
nãoésónaconstruçãocivil. É
assim no mercado de tele-
fonia, nos aeroportos, nos ho-
téis, égargaloparatudoquan-
toélado. Demãodeobra, por
exemplo, é geral. A Cyrela
nunca havia atrasado obra e
agora está atrasando. E não
somos só nós, mas todas as
construtoras. Como bater
uma estaca se não há estaca
para comprar? Você abre pro-
cesso de concorrência e for-
necedores preferem não par-
ticipar porquesabemquenão
conseguirão produzir. Nunca
havia visto isso acontecer. A
compra de elevadores, por
exemplo, está atrasando. Tu-
do isso gera uma preocupa-
ção muito grande porque nin-
guémsabe como esse tipo de
problema será resolvido.
A falta de mão de obra é
vista como o maior gargalo.
Rubens Menin, da MRV, ex-
plica que a produtividade au-
mentou muito nos últimos
anos. Isso dificulta ganhos de
escala por esse meio. Ele cita
que em 2004, por exemplo,
eram necessários 12 traba-
lhadores para construir um
apartamento emummês. Ho-
je, sete dão conta do recado.
Rogério Jonas, da Cyrela, diz
que nemmesmo no Nordeste
encontra-se mão de obra dis-
ponível para treinamento.
A mesma avaliação é feita
por Alexandre Dinkelmann,
diretor de RI da Brookfield
Incorporações:
— O principal desafio, a
meuver, está na mãode obra,
principalmente a semiquali-
ficada, como pintores, car-
pinteiros, bombeiros hidráu-
licos. A aprovação de docu-
mentos por parte de órgãos
públicos também não está
acompanhando o crescimen-
to do setor. Ociclo de entrega
de documentos está ficando
mais longo — disse.
Uma das opções para a
falta de terrenos nos grandes
centrosseriaaconstruçãoem
áreas mais afastadas, mas aí
as construtoras encontram
novas barreiras, pela falta de
planejamento urbano.
— Falta de tudo, desde
transporte para as pessoas
a redes de água, esgoto, luz
— diz Menin.
A alta da inflação e dos
juros são vistos pelo mer-
cado financeiro como entra-
ve, mesmo que o crédito
imobiliário não responda di-
retamente à Selic. O Imob,
índice que mede os papéis
das construtoras, apresenta
queda de 7% este ano. Al-
gumas sentirammais os efei-
tos, como Cyrela (-21%), Ga-
fisa (-16,5%) e RMV (-11%),
enquanto outras tiveram va-
lorização, como Brookfield
(6,79%) e Rossi (1,76%).
— O mercado faz uma li-
gação muito grande entre au-
mento de juros e inflação e
mercado imobiliário. O setor
é muito dependente de cré-
dito e se o consumidor en-
tender que não tem como
fazer um financiamento que
vai durar 25 anos, ele pos-
terga a decisão de compra —
disse Armando Halfeld, ana-
lista de construção civil da
Ativa Investimentos.
O INCC (Índice Nacional
daConstruçãoCivil), medido
pela FGV, subiu 7,4% nos 12
meses terminados em mar-
ço, acima do IPCA. O índice
já sente os acordos salariais
fechados em cada grande
centro. No Rio de Janeiro
houve alta de 7,5%, enquanto
o piso subiu entre 9,5% e
10,5%. Em Salvador, houve
dissídio de 9,47%.
— O que o setor viveu de
2008 para cá não é confor-
tável, principalmente no que
se refere à mão de obra. O
aumento dos custos reflete a
evolução dos salários. Omer-
cado está difícil, de forma
generalizada — disse Ana
Castelo, responsável pela
pesquisa do INCC, da FGV.
O mercado imobiliário fi-
cou muito tempo parado e
quando começou a crescer
encontrou limites. Os empre-
sários do setor não sabem
ainda como removê-los.
Correios se juntarão a BB, fundos de
pensão e BNDES para ter trem-bala
Estatal vira investidora de peso e pode gastar mais de R$ 4,5 bi no projeto
OPI NI Ã O
.
ESCÂNDALOS
FUTUROS
● PROMETE EMOÇÕES a
temerária autorização
para que os Correios di-
versifiquem a operação,
no país e no exterior. Na
mira da estatal encon-
tram-se do bilionário
trem-bala a frotas de
avião de transporte.
DADO O conhecido uso
que a fisiologia brasi-
liense faz das estatais,
em especial dos Cor-
reios, é previsível que
estejam sendo semea-
dos agora os escânda-
los de amanhã.
Geralda Doca
● BRASÍLIA. Os Correios vão se
associar ao Banco do Brasil, aos
fundos de pensão das estatais
(reunidos na Invepar, hoje sócia
da Vale) e ao BNDES na criação
de um fundo de investimento
com o objetivo de comprar so-
ciedade notrem-bala que ligará o
Rio a São Paulo. Da parte da
estatal, o interesse é ter como
contrapartida uma oferta firme
de transporte, seja pela reserva
de vagões para carga, seja pelo
direito de utilização das linhas
férreascomcomposiçãoprópria.
Até o próximo dia 12, será as-
sinada uma carta de intenções
das quatro partes.
O documento vai estabelecer
requisitos financeiros, operacio-
nais, de governança e de ga-
rantias e terá cláusulas de con-
fidencialidade. Os Correios po-
derão investir mais do que os R$
4,5 bilhões que têm reservados
em caixa para o trem de alta
velocidade, segundo uma fonte.
Na segunda quinzena de maio,
a estatal irá a campo procurar os
consórcios que demonstraram
interesse no projeto (grupos es-
panhóis e coreanos, por exem-
plo) para afirmar a disposiçãode
participar como sócia, financian-
do parte do negócio, e como
cliente cativo, o que aumentaria
a segurança dos investidores.
—Quemfor aoleilãojá saberá
que os Correios participarão e,
na hora de dar o lance, vai con-
siderar que terá um cliente im-
portante, que pode ser cativo e
até sócio. Isso pode ajudar a
viabilizar o negócio — disse o
ministrodasComunicações, Pau-
lo Bernardo.
Transporte aéreo de carga,
outra prioridade
Em outra frente, os Correios
estão decididos a criar uma em-
presa de transporte aéreo de
carga, via parceria público-pri-
vada (PPP), para atrair profis-
sionais comexperiêncianosetor.
Na engenharia financeira, a es-
tatal será sócia majoritária. O
desenho da subsidiária será dis-
cutido na segunda-feira, numa
reunião com Paulo Bernardo.
O ministro destacou que a
solução do problema do trans-
porte aéreo de carga é vital para
a empresa. Como o país não tem
companhias cargueiras de peso
(quase todas se originaram do
transporte rodoviário, com
aviões velhos), o processo de
licitaçãoacaba sendofrustradoe
o serviço, interrompido, o que
obriga a contratação de espaço
em aviões de passageiros, a um
alto custo.
A possibilidade de criar sub-
sidiárias e comprar participação
em empresas foi aberta com a
Medida Provisória (MP) 532, pu-
blicada ontem e que dá suporte
legal à mudança do estatuto dos
Correios. Falta agora um decreto
presidencial parasacramentar as
alterações, que serão acompa-
nhadas de práticas de melhoria
de gestão e de ampliação do
leque de atuação da estatal.
Com a MP, os Correios po-
derão criar bancos e oferecer
novos serviços nas áreas de te-
lefonia (habilitação de apare-
lhos) e internet. Aprevisão é que
o decreto com as mudanças no
estatuto da empresa seja pu-
blicado na segunda-feira.
Empresa age em várias
frentes para ser competitiva
Segundo técnicos, o projeto
do trem-bala, que ligará Rio, São
Paulo e Campinas, é estratégico
paraosCorreios, quetêmnaárea
de encomendas uma das prin-
cipaismetasdeexpansão. Hoje, a
estatal detém apenas 30% das
encomendas do eixo e precisa
encontrar novas formas de re-
duzir custos e ganhar compe-
titividade.
Conforme dados da estatal,
97% do tráfego entre Rio e São
Paulo são por rodovias e apenas
3%, por aviões —o que explica o
potencial do negócio. Além de
ganhos financeiros para os Cor-
reios, a transação poderá gerar
benefícios para a imagem ins-
titucional, agregando rapidez,
modernidade, preocupação com
o meio ambiente e segurança.
Como base para a entrada no
empreendimento, os Correios
observaramaexperiênciadaem-
presa francesa La Poste, que
substituiu o transporte aéreo pe-
lo uso de um trem de alta ve-
locidade.
Um grupo de trabalho sugeriu
que os Correios tenham com-
posições ferroviárias configura-
das para o transporte de carga e
vagões preparados para levar
contêineres. Aconstruçãodeter-
minais, com equipamentos de
movimentação de carga nas es-
tações, e a possibilidade de a
estatal negociar seus espaços
com outras empresas do seg-
mento também estão entre as
recomendações.
Paulo Bernardo defendeu que
os Correios tenham um banco
próprio. O banco postal tem 11
milhões de contas.
O contrato do banco postal
com o Bradesco termina em no-
vembro e o edital para a escolha
de um novo parceiro já está na
praça. A concorrência está mar-
cada para 31 de maio, e Paulo
Bernardo adiantou que seis
grandes bancos estão interes-
sados. O contrato terá duração
de cinco anos e uma das no-
vidades é a possibilidade de os
Correios lançarem um cartão de
crédito próprio. Outro plano é a
criação de um cartão pré-pago
especial, que funcionará como
uma espécie de poupança.
—Opotencial é enorme, prin-
cipalmente para a baixa renda,
quase 55% dos correntistas ga-
nham até dois salários mínimos.
E os Correios têm um vantagem
forte, estão presentes em todos
municípios brasileiros — disse
Paulo Bernardo. ■
FUNCIONÁRIO FAZ triagem de correspondências nos Correios: empresa vai se expandir para novos negócios
Arquivo
Aeroportos: Camargo
Corrêa confirma interesse
Empresa estuda ‘sociedades pontuais para
cada terminal’ que pode ser privatizado
Danielle Nogueira
● O presidente do conselho de
administração do Grupo Ca-
margo Corrêa, Vitor Hallack,
afirmou ontem, durante o Fó-
rum Econômico Mundial para
América Latina, realizado no
Rio, que a empresa tem forte
interesse emparticipar das con-
cessões de aeroportos, e acres-
centou que avalia “sociedades
pontuais para cada aeroporto”.
— Temos interesse em to-
dos (os cinco aeroportos que
serão concedidos). Podemos
fazer sociedades pontuais por
aeroporto. O importante é que
agora temos uma política cla-
ra, um norte, uma determi-
nação (de governo) — disse.
Serão submetidos ao regime
de concessão à iniciativa pri-
vada os terminais de Guaru-
lhos, Brasília, Viracopos, Ga-
leão e Confins.
O executivo lembrou ainda
que tem uma joint-venture com
empresa suíça Unique, chama-
da A-port, criada em 2008 e
que opera nove aeroportos fo-
ra do Brasil. ■
.
Modernização para
combater escândalos
Empresa tem histórico de problemas
● BRASÍLIA. As medidas de
modernização dos Cor-
reios são uma tentativa do
governo Dilma Rousseff de
profissionalizar a gestão
da estatal, que aguça o ape-
tite dos partidos e tem fre-
quentado o noticiário de
escândalos em larga escala
nos últimos seis anos.
Foi a partir de um epi-
sódio de corrupção flagra-
do na empresa que se rom-
peramalianças políticas na
gestão Lula e se denunciou
o mensalão. No ano pas-
sado, o lobby por uma
prestadora de serviços pa-
ra a empresa desencadeou
uma crise que ajudou a le-
var a disputa presidencial
ao segundo turno.
Entre os atrativos dos
Correios estão sua imensa
capilaridade — agências
da companhia se fazem
presentes em praticamen-
te todos municípios do
Brasil — e suas compras
anuais, sempre superiores
a R$ 600 milhões.
Com o objetivo de pôr
fim aos escândalos na em-
presa, o governo Dilma
Rousseff promoveu mu-
danças mais profundas em
sua estrutura, entre elas, a
entrega da presidência do
conselho de administração
da companhia ao Ministé-
rio das Comunicações e a
criação de uma área de au-
ditoria diretamente vincu-
lada à Presidência da Re-
pública.
Para tentar dar credibi-
lidade ao plano de mora-
lização dos Correios, era
necessário um nome téc-
nico. No primeiro dia útil
do governo Dilma, utilizan-
do este pretexto, o minis-
tro das Comunicações,
Paulo Bernardo, do PT, des-
tituiu toda a diretoria e
anunciou que os novos in-
tegrantes do comando da
estatal não teriam apadri-
nhamento político. No en-
tanto, o presidente esco-
lhido foi o economista Wag-
ner Pinheiro, ex-dirigente
da Petros (fundo de pensão
da Petrobras) e da Central
Única dos Trabalhadores
(CUT), ligado ao PT.
Ministério da
Previdência Social
Pregão Eletrônico SRP Nº 06/2011
(Processo n.º 35001.002772/2010-31
O INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS, por sua Gerência
Executiva em Maceió/AL, torna público para quem interessar possa, que
realizará licitação na modalidade de Pregão Eletrônico para Registro de Preços,
contendo as características que vem a seguir:
OBJETO: Contratação de Serviços de Instalação e Manutenção de Dispositivos
de Vigilância Eletrônica, com disponibilização de todos os equipamentos, a
serem executados nas dependências das Gerências Executivas INSS em
Maceió/AL, Fortaleza/CE, João Pessoa/PBe Campina Grande/PB, e condições e
especificações constantes do Anexo I - Termo de Referência e demais anexos.
TIPO: Menor preço
CADASTRAMENTO EXIGIDO: SICAF
ABERTURA DA PROPOSTA : Dia 13/05/2011, às 14:00 horas.
ENDEREÇO: www.comprasnet.gov.br
VALOR ESTIMATIVO DO ITEM: R$ 2.819.988,00 (dois milhões, oitocentos e
dezenove mil, novecentos e oitenta e oito reais).
ESCLARECIMENTOS: Poderão ser obtidos na Rua Eng.º Roberto Gonçalves,
140 – Centro - Maceió/AL 08:00 às 17:00 horas.Tel:(82) 3216-4140. Fax:
(82)3216-4277.
EDGAR BARROS DOS SANTOS
Gerente
AVISO DE LICITAÇÃO
INSTITUTO NACIONAL
DO SEGURO SOCIAL
ECONOMIA

39 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 39 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 04 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Mistura do álcool
pode ser reduzida
Medida do governo seria implementada
no 2
o
-
semestre e valeria por um ano
Martha Beck
● BRASÍLIA. O governo estuda
reduzir a mistura do álcool ani-
dro na gasolina (hoje em 25%)
no segundo semestre por um
período de, pelo menos, um
ano. A medida faz parte da po-
lítica permanente que está sen-
do elaborada pela equipe eco-
nômica para garantir o abas-
tecimentodeetanol eminimizar
os impactos da entressafra da
cana-de-açúcar nos preços dos
combustíveis. Segundo os téc-
nicos, o setor sucroalcooleiro
vem reclamando não só da re-
dução da mistura, mas da es-
tratégia do governo de mexer
no percentual de forma impre-
visível e, normalmente, por um
tempo curto, o que dificulta a
formação de estoques.
—Omaior problema do setor
éoir evir damistura—disseum
técnico, lembrandoqueissoaca-
ba fazendo com que os pro-
dutores não queiram formar es-
toques maiores de etanol, mas
vender o produto antes de uma
eventual redução do percentual
adicionado à gasolina.
Já a ideia de mexer na mistura
agora divide o governo, sendo
endossadapeloMinistériodeMi-
nas e Energia, mas rejeitada pelo
Ministério da Fazenda. O minis-
tro de Minas e Energia, Edison
Lobão, tem defendido a redução
e dito que acredita estar ha-
vendo abusos por parte dos pro-
dutores nos preços do etanol.
Já a Fazenda argumenta que
baixar o percentual de álcool
adicionado à gasolina agora só
teria efeito nas bombas em um
mês, quando o produto já estará
mais barato devido ao fim da
entressafra. Portanto, isso aca-
baria sendo mais um fator de
pressão sobre a inflação, porque
seria ampliada a quantidade de
gasolina, que é mais cara, no
combustível nas bombas.
O primeiro passo para a nova
política do setor de etanol foi
dado ontem, com o anúncio de
uma medida provisória que am-
plia a margem com a qual a
equipe econômica pode traba-
lhar se tiver que mexer na mis-
tura. Esse intervalo, que hoje
varia entre 20% a 25%, passou
para 18% a 25%. Ele dá mais
margemde manobra aogoverno
caso os preços do álcool dis-
parem. A MP também deu à
Agência Nacional do Petróleo
(ANP) o poder de regular os
estoques de etanol no país.
Usineiros reduziram
investimentos na produção
A preocupação do governo
comosetor estánofatodequeo
período de entressafra da cana
ainda promete ser um grande
problema nos próximos anos.
Enquanto a demanda vem cres-
cendo ano a ano, a oferta do
produto caiu a partir de 2008.
Isso porque as usinas encon-
traram no açúcar um mercado
atraente diante da alta dos pre-
ços das commodities no mer-
cado internacional.
Além disso, os usineiros re-
duziram seus investimentos na
produção no último triênio para
poderem resolver problemas fi-
nanceiros decorrentes da crise
global e de fatores climáticos.
Dentro da nova política tam-
bém está sendo discutida a cria-
ção de uma linha de financia-
mento com o objetivo de in-
centivar a produção, um plano
para aumentar a eficiência do
combustível e um acordo com
os estados para que o ICMS —
que hoje varia de 12% a 15% no
país — seja reduzido. ■
.
Com 18% de etanol,
redução de R$ 0,07
Litro da gasolina cairia pouco nas distribuidoras
Ramona Ordoñez
● Caso o percentual do ani-
drona gasolina seja reduzido
de 25% para 18%, os reflexos
nos preços do combustível,
assim como nos motores e
no meio ambiente serão mui-
to pequenos, segundo espe-
cialistas. Cálculos realizados
pelo Sindicato Nacional das
Empresas Distribuidoras de
Combustíveis (Sindicom),
mostraram que se a mistura
cair para 18% de anidro, ha-
verá uma redução de R$ 0,07
por litro de gasolina, que
passaria custar, em média,
para as distribuidoras, no
Rio, de R$ 2,610, contra os
atuais R$ 2,685.
O presidente do Sindi-
com, Alísio Vaz, disse que a
decisão de permitir reduzir
para até 18% o anidro na
gasolina, tem o objetivo de
aumentar a flexibilidade do
atendimento do mercado
em caso de problemas com
a oferta do produto.
— A questão n não é pre-
ço, é ter maior flexibilidade
— explicou Vaz.
Paraos motores, aredução
deanidronãotraráquaisquer
problemas, diz o assessor
técnicoda Fiat RicardoDilser.
Como a gasolina tem maior
poder calorífico, vai aumen-
tar um pouco o rendimento
do motor, mas também as
emissões de CO2.
Secretaria vê restrições
na fusão de JBS e Bertin
Recomendação é que Cade aprove união, mas
empresas devem vender unidades em Minas e Goiás
● BRASÍLIA. A Secretaria de
Acompanhamento Econômico
(Seae) doMinistérioda Fazenda
recomendou ontem ao Conse-
lho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade) que aprove a
união entre as empresas JBS e
Bertin com restrições. A ope-
ração, anunciadaem2009, criou
a maior empresa de carnes do
mundo. No Brasil, ela passou a
ser dona de 25%do mercado de
carne bovina.
De acordo com parecer di-
vulgado pela Seae, a fusão pro-
voca forte concentração nos es-
tados de Minas Gerais e Goiás,
com o risco de as empresas
prejudicarem a concorrência
nesses locais. Por isso, a se-
cretaria sugere ao Cade que a
aprovação do negócio esteja
condicionada à venda de uni-
dades de abate nos estados.
Esta alienação de bens teria
que ser correspondente à par-
ticipação de mercado da Ber-
tin no ano em que a operação
foi realizada (2009).
“Nos dois mercados (MG e
GO), além de possível, o exer-
cício de poder de mercado foi
considerado provável, uma vez
que as eventuais entradas de
novos concorrentes não pare-
cem ser suficientes e que a ope-
ração prejudicou as condições
de rivalidade preexistentes”,
afirma o parecer da secretaria.
O processo ainda deve ser
avaliado pela Secretaria de Di-
reito Econômico, do Ministério
da Justiça, antes de ser julgado
pelo Cade. (Martha Beck) ■
40

ECONOMIA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 40 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 34 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
● O GLOBO não autoriza quem quer que seja a retirar em seu nome, para qualquer fim, produtos em lojas. Os itens a serem fotografados
para o Guia de Compras, após comunicação formal do titular da coluna, devem ser trazidos à redação e devolvidos às empresas no mesmo dia
GUIA DE COMPRAS
Fabiana Ribeiro

ALGUMAS VARIAÇÕES ENCONTRADAS NAS LOJAS
Fonte: preços verificados ao longo da semana, sujeitos a alterações
Concorrênciaseguraaltaderemédios
Pesquisas em farmácias mostram diferença de preços de até 87% para um mesmo medicamento
Custodio Coimbra/07-08-2009
NA FARMÁCIA, medicamentos encareceram, mas altas nos preços serão maiores e chegarão aos poucos
U
m mês depois de autorizado o reajuste
de até 6,01% em 24 mil medicamentos,
as drogarias ainda não repassaram os
aumentos de forma integral. Contudo,
as famílias já sentem uma alta de 0,74% nos
gastos da farmácia — impacto que, segundo
especialistas, será ampliado nas próximas se-
manas. O avanço nos preços só não é maior
porque o setor ainda temestoques antigos e tem
forte concorrência — o país tem mais farmácias
do que escolas de nível médio. Para economizar
mais, o consumidor precisa pesquisar os me-
lhores preços no comércio de rua ou na internet.
Levantamento do GLOBO em oito farmácias
aponta que o mesmo medicamento pode custar
quase o dobro em outra drogaria.
Na semana passada, a caixa com 12 com-
primidos do antiinflamatório Scaflamcustava R$
14,82 na Pacheco, uma diferença de até 87,0%do
preço máximo da tabela. O antialérgico Zyrtec
(120 ml) custava R$ 26,31 na Droga Raia —
centavinhosamenosdoquenaOnofre(26,98) ou
quase 22% mais barato do que na Drogasmil ou
na Viva Mais. Já a Novalgina (20ml) sai por R$
11,19 nas drogarias Extra —10%a menos do que
na Droga Raia (R$ 12,49). A diferença de preços
acontece porque, apesar da regulação feita pelo
governo, muitas farmácias dão descontos sobre
o valor máximo da tabela.
— O Grupo Pão de Açúcar se preparou para
que o consumidor não sentisse o aumento do
governo tão rapidamente — conta Eduardo
Adrião, gerente de drogarias do Grupo.
Segundo Mauro Pacanowski, professor da
Fundação Getulio Vargas (FGV), os preços dos
medicamentos, após a autorização dada pelo
órgão regulador, sobem gradativamente. Ele
lembra que a forte concorrência do setor e os
estoques ajudam a atenuar os reajustes:
— Daí os descontos dados pelas farmácias.
Mas o consumidor precisa procurar saber
exatamente o valor do seu desconto e sobre
que valor incide esse desconto. É que as
pessoas nem sabem que existe um caderno
onde estão os preços dos remédios. ■
Medicamento Menor preço/Loja Preço máximo Diferença
Scaflam (100mg, caixa com 12) 14,82/Pacheco 27,72 87,0%
Lexotan (6mg, com 30) 23,80/Citifarma 39,99 68,0%
Diane 35 14,18/Pacheco 20,59 45,2%
Zyrtec (120ml) 26,31/Droga Raia 33,73 28,2%
Aldomet (500mg, caixa com 30) 32,98/Droga Raia 42,28 28,1%
Predsim (60ml) 13,41/Droga Raia 17,19 28,1%
Polaramine (6mg) 11,28/Pacheco 13,51 19,7%
Fluimucil (120ml) 22,87/Onofre 26,98 17,9%
COMO FUGIR DAS ALTAS
● LABORATÓRIOS: Há fabricantes de
medicamentos que garantem descon-
tos acima de 50%aoconsumidor. Basta
se cadastrar nos programas das com-
panhias — mediante receita, natural-
mente — e recorrer a farmácias con-
veniadas. Caso do Receita de Vida
(0800-7700558), do MSD, que traz des-
contos em medicamentos como o Sin-
gulair, para quem tem asma.
● FARMÁCIA POPULAR: Pessoas com,
por exemplo, hipertensão, asma, ou co-
lesterol alto podem ter acesso a re-
médios mais baratos pelo “Farmácia Po-
pular”. Em farmácias conveniadas —
onde se lê um banner ‘Aqui Tem Far-
mácia Popular’—, os descontos chegam
a 90%. É preciso apresentar receita mé-
dica, CPF e documento com foto.
● PROGRAMAS: Muitas farmácias, co-
mo a Droga Raia, oferecem cartão de
fidelidade, que pode trazer preços es-
peciais em medicamentos e outros
produtos vendidos pela loja.
● GENÉRICOS: Preços são, em média,
35%inferioresaosdemarca. NoBrasil, há
mais de 15.400 apresentações e cerca de
100 classes terapêuticas de patologias e
doenças crônicas mais comuns.
● PESQUISAR: Ao comprar medica-
mentos, vale comparar preços de, ao
menos, três farmácias. Compras pela
internet costumam ser mais em conta,
mas exigemdo consumidor ummelhor
planejamento dos gastos. Afinal, a en-
trega, em geral, não é imediata.
assine O GlObO pOr apenas
liGUe aGOra 2534-4368
OU aCesse OGlObO.COm.br/assine/aprOveite
sOmente até hOje, às 15h
R$ 41,90/mês
Promoção não cumulativa. Oferta válida até o dia 30/04, às 15h. Pagamento em débito automático em conta ou no cartão de crédito. A assinatura do jornal só será possível se o endereço de entrega estiver dentro do perímetro de
distribuição domiciliar. Preço de R$ 41,90 válido nos 3 (três) primeiros meses de assinatura. Após este período, o valor da assinatura passa a ser de R$ 51,90 por mais 3 (três) meses, quando então passa a seguir o preço padrão
vigente de R$ 62,90. Caso você já seja assinante e queira mais informações, entre em contato conosco através da Central de Atendimento: 4002-5300, de 2ª a 6ª, das 6h30 às 19h; sábados, domingos e feriados, das 7h às 12h.
Horári os de at endi ment o: segunda a sext a, das 9h às 21h; sábados, das 9h às 15h; domi ngos e feri ados, das 8h às 12h.
ECONOMIA

41 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 41 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 05 h PRETO/BRANCO
INDICADORES
O GLOBO NA INTERNET
a
Veja mais indicadores e números do mercado financeiro
oglobo.com.br/economia/indicadores
ÍNDICES
NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL
Bovespa -4,2% +2,36% -3,94% +1,22% +1,79% N.D.
Salário mínimo (Federal) R$ 510 R$ 510 R$ 540 R$ 540 R$ 545 R$ 545
Salário mínimo (RJ) R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 581,88 R$ 639,26
TR
26/04: 0,1300% 27/04: 0,1441% 28/04: 0,1347%
Selic: 11,75%
IMPOSTO DE RENDA
IR na fonte • Abril/2011
Parcela
Base cálculo Alíquota a deduzir
R$ 1.566,61 Isento —
De R$ 1.566,62 a R$ 2.347,85 7,5% R$ 117,49
De R$ 2.347,86 a R$ 3.130,51 15% R$ 293,58
De R$ 3.130,52 a R$ 3.911,63 22,5% R$ 528,37
Acima de R$ 3.911,63 27,5% R$ 723,95
Deduções: a) R$ 157,47 por
dependente; b) dedução especial para
aposentados, pensionistas e transferidos
para a reserva remunerada com 65 anos
ou mais: R$ 1.566,61; c) contribuição
mensal à Previdência Social; d) pensão
alimentícia paga devido a acordo ou
sentença judicial. • Obs: Para calcular o
imposto a pagar, aplique a alíquota e
deduza a parcela correspondente à faixa.
• Esta nova tabela só vale para o
recolhimento do IRRF este ano.
Correção da primeira parcela: -
Fonte: Secretaria da Receita Federal
INSS/Abril
Trabalhador assalariado
Salário de contribuição (R$) Alíquota (%)
Até 1.106,90 8
de 1.106,91 até 1.844,83 9
de 1.844,84 até 3.689,66 11
Obs: Percentuais incidentes de forma não
cumulativa (artigo 22 do regulamento
da Organização e do Custeio da
Seguridade Social).
Trabalhador autônomo
Para o contribuinte individual e
facultativo, o valor da contribuição deverá
ser de 20% do salário-base, que poderá
variar de R$ 545 a R$ 3.689,66
Ufir
Abril
R$ 1,0641
Obs: foi extinta
Ufir/RJ
Abril
R$ 2,1352
Unif
Obs: A Unif foi extinta em 1996. Cada
Unif vale 25,08 Ufir (também extinta).
Para calcular o valor a ser pago,
multiplique o número de Unifs por 25,08
e depois pelo último valor da Ufir (R$
1,0641). (1 Uferj = 44,2655 Ufir-RJ)
INFLAÇÃO
IPCA (IBGE)
Índice Variações percentuais
(12/93=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Outubro 3149,74 0,75% 4,38% 5,20%
Novembro 3175,88 0,83% 5,25% 5,63%
Dezembro 3195,89 0,63% 5,91% 5,91%
Janeiro 3222,42 0,83% 0,83% 5,99%
Fevereiro 3248,20 0,80% 1,64% 6,01%
Março 3273,86 0,79% 2,44% 6,30%
IGP-M (FGV)
Índice Variações percentuais
(08/94=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Outubro 440,829 1,01% 8,98% 8,81%
Novembro 447,206 1,45% 10,56% 10,27%
Dezembro 450,301 0,69% 11,32% 11,32%
Janeiro 453,875 0,79% 0,79% 11,50%
Fevereiro 458,397 1,00% 1,80% 11,30%
Março 461,249 0,62% 2,43% 10,95%
IGP-DI (FGV)
Índice Variações percentuais
(08/94=100) No mês No ano Últ. 12
meses
Outubro 434,882 1,03% 9,16% 9,11%
Novembro 441,754 1,58% 10,88% 10,75%
Dezembro 443,427 0,38% 11,30% 11,30%
Janeiro 447,764 0,98% 0,98% 11,27%
Fevereiro 452,047 0,96% 1,94% 11,12%
Março 454,805 0,61% 2,57% 11,09%
CÂMBIO
Dólar
Compra R$ Venda R$
Dólar comercial (taxaPtax) 1,5725 1,5733
Paralelo (São Paulo) 1,52 1,69
Diferença entre paralelo e comercial -3,33% 7,41%
Dólar-turismo esp. (Banco do Brasil) 1,49 1,63
Dólar-turismo esp. (Bradesco) 1,51 1,66
Obs: A cotação Ptax do dólar americano
de dias anteriores pode ser consultada no
site do Banco Central, www.bc.gov.br.
Clicar em “Economia e finanças” e,
posteriormente, em “Séries temporais”.
Outras moedas
Cotações para venda ao público (em R$)
Euro 2,33441
Franco suíço 1,82176
Iene japonês 0,0194392
Libra esterlina 2,63417
Peso argentino 0,386444
Yuan chinês 0,242837
Peso chileno 0,00342382
Peso mexicano 0,137145
Dólar canadense 1,66771
Fonte: Mercado
Obs: As cotações de outras moedas
estrangeiras podem ser consultadas
nos sites www.xe.com/ucc e
www.oanda.com.br.
BOLSA DE VALORES: Informações
sobre cotações diárias de ações e
evolução dos índices Ibovespa e IVBX-2
podem ser obtidas no site da Bolsa de
Valores de São Paulo (Bovespa),
www.bovespa.com.br.
CDB/CDI/TBF: As taxas de CDB e CDI
podem ser consultadas nos sites de Anbid
(www.anbid.com.br), Andima
(www.andima.com.br) e Cetip
(www.cetip.com.br). A Taxa Básica
Financeira (TBF) está disponível no site
do Banco Central (www.bc.gov.br). É
preciso clicar em “Sala de imprensa” e,
posteriormente, em “Séries temporais”.
FUNDOS DE INVESTIMENTO:
Informações disponíveis no site da
Associação Nacional dos Bancos de
Investimento (Anbid), www.anbid.com.br.
Clicar, no quadro “Rankings e
estatísticas”, em “Fundos de
investimento”.
IDTR: Pode ser consultado no site da
Federação Nacional das Empresas de
Seguros Privados e de Capitalização
(Fenaseg), www.fenaseg.org.br. Clicar na
barra “Serviços” e, posteriormente, em
FAJ-TR. Selecionar o ano e o mês
desejados.
ÍNDICES DE PREÇOS: Outros
indicadores podem ser consultados nos
sites da Fundação Getulio Vargas (FGV,
www.fgv.br), do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE,
www.ibge.gov.br) e da Andima
(www.andima.com.br).
Correção da Poupança
Dia Índice
26/04 0,5606%
27/04 0,5839%
28/04 0,6236%
29/04 0,5371%
30/04 0,5371%
01/05 0,5371%
02/05 0,5158%
03/05 0,5483%
04/05 0,5934%
05/05 0,5626%
06/05 0,5887%
07/05 0,5828%
08/05 0,5612%
09/05 0,5365%
10/05 0,5603%
11/05 0,6036%
12/05 0,5631%
13/05 0,5771%
14/05 0,5851%
15/05 0,5681%
Dia Índice
16/05 0,5395%
17/05 0,5635%
18/05 0,5927%
19/05 0,5693%
20/05 0,5765%
21/05 0,5890%
22/05 0,5890%
23/05 0,5890%
24/05 0,6122%
25/05 0,6491%
26/05 0,6307%
27/05 0,6448%
28/05 0,6354%
Obs: Segundo norma
do Banco Central,
os rendimentos dos dias
29, 30 e 31
correspondem
ao dia 1
o
- do mês
subsequente.
Governoplanejabaratear ocustodaenergia
Pimentel lembra que preço é um dos mais caros do mundo mas questão não pode ser tratada com ‘leviandade’
Danielle Nogueira
e Bruno Villas Bôas
● O ministro do Desenvolvi-
mento, Fernando Pimentel,
afirmou ontem que o governo
prepara medidas para bara-
tear o custo da energia no
Brasil. Ele reconheceu que a
energia no país “é uma das
mais caras do mundo”, mas
disse que a questão não pode
ser tratada “com leviandade”
porque impacta a arrecadação
federal e dos estados.
—Nossa energia é muitocara,
muito cara, é uma das mais
caras do mundo, se não for a
mais cara. Boapartedessecusto
sedeveatributaçãoetemos que
reduzi-lo — disse Pimentel, ao
participar do Forum Econômico
Mundial para a America Latina,
no Rio. — Isso talvez não fosse
um problema há alguns anos,
mas, somado à valorização do
real, somado a uma certa perda
de competitividade da nossa in-
dústria, está se tornando um
problema muito grave para nos-
so futuro.
Pimentel, quesubstituiuapre-
sidente Dilma Rousseff no even-
to, lembrou que a presidente
tem familiaridade com a área de
energia e que, por isso, com-
partilha das mesmas preocupa-
ções. Ele nãodeudetalhes sobre
quais serão as medidas.
Perguntado pelos jornalis-
tas se o escalonamento dos
tributos no longo prazo po-
deria ser uma solução, o mi-
nistro limitou-se a responder
que “é uma boa ideia”.
Oelevado custo da energia é
um dos principais obstáculos
para investimentos no Brasil,
especialmente nos setores ele-
trointensivos. É o caso do se-
tor de alumínio. Indagado so-
bre a desoneração da energia,
o presidente da Alcoa Alumí-
nio no Brasil, Franklin Feder,
disse que isoladamente a me-
dida não será uma solução.
— Tem que haver uma po-
litica industrial. Por exemplo,
um shopping e uma indústria
de alumínio pagam o mesmo
pela energia — afirmou Feder.
O presidente da Empresa de
Pesquisa Energética (EPE),
Mauricio Tolmasquim, afir-
mou ontem, no entanto, que a
decisão da Vale de comprar
uma parcela de 9% que a Gaia
Energia, do grupo Bertin, de-
tinha no consórcio, não teve
relação com a troca de co-
mando na mineradora.
— A Vale já tinha partici-
pado da disputa original da
usina, em outro consórcio, e
acabou perdendo. Então é algo
que a Vale sempre quis. Agora,
com a entrada, todos os lados
ganham — afirmou o presi-
dente da EPE, estatal ligada ao
Ministériode Minas e Energia e
responsável pelo planejamen-
to energético brasileiro.
Passado mais de um mês da
rebelião de trabalhadores no
canteiro de obra da usina no
Rio Madeira, em Rondônia, o
presidente da GDF Suez, Jan
Flachet, disse ontem que está
avaliando qual será o atraso
do empreendimento. ■
Cabral também vê ‘doces problemas’
Assim como Dilma, governador minimiza gargalos de infraestrutura
● Depois da presidente Dilma Rousseff,
foi a vez do governador do Rio, Sérgio
Cabral, chamar de “doces problemas”
os gargalos de infraestrutura no país.
— Temos um doce problema, que é a
infraestrutura. É um doce problema pa-
ra o Rio e o Brasil, porque o povo
brasileiro anda mais de avião e compra
mais automóvel e mais sapato — afir-
mou Cabral no Fórum Econômico Mun-
dial. — O povo brasileiro está con-
sumindo mais, e, quando se consome
mais, você precisa oferecer melhor in-
fraestrutura.
Esta semana, Dilma Rousseff chamou
de “bons problemas” a deficiência na
infraestrutura e a necessidade de qua-
lificar mão de obra e reduzir a miséria.
Cabral minimizou os problemas de
infraestrutura, dizendo que as deficiên-
cias serão solucionadas e não afetarão
os grandes eventos programados para
os próximos anos, como a Rio+20, a
Copa do Mundo e as Olimpíadas. Ele
disse ainda que, desde 2008, muitos
grupos que operam terminais aéreos no
exterior, como a alemã Fraport, entram
em contato com o governo para de-
monstrar interesse na concessão de
aeroportos.
— Não vai faltar quem dispute os
aeroportos brasileiros — afirmou.
Também presente no fórum, o gover-
nador de São Paulo, Geraldo Alckmin,
elogiou a decisão do governo de con-
ceder a administração e a construção de
aeroportos à iniciativa privada:
— No mundo moderno, é muito im-
portante a participação da iniciativa
privada na prestação de serviços, seja
no modelo de concessões ou por PPPs
(parcerias público-privadas).
O governador de São Paulo ainda
defendeu reformas tributária — incluin-
do a desoneração da folha de paga-
mentos — e política, com adoção do
voto distrital e proibição da coligação
proporcional. (Clarice Spitz)
CABRAL, ENTRE Alckmin e Pimentel: doce problema para o Rio e o Brasil “porque o povo anda mais de avião e compra mais automóvel e sapato”
Setores afetados pelo câmbio poderão ter ajuda
Ações para garantir a competitividade da indústria devem ser divulgadas nas próximas semanas
.
Inclusão
financeira é
desafio
Bruno Villas Bôas
● Mesmo com o avanço
do setor bancário nos úl-
timos anos, apenas 51%
da população brasileira
têm conta corrente em
bancos. Para ampliar a
inclusão financeira nos
países latino-america-
nos, será preciso melho-
rar a regulação do setor,
adotar novas tecnolo-
gias (como acesso a ban-
cos pelo celular) e avan-
çar na educação finan-
ceiramente à população.
A inclusão financeira
foi o tema de um dos
debates ontem no Fórum
Econômico Mundial.
O presidente da Visa
para as Américas, Wil-
liam Sheedy, disse que a
maioria das pessoas que
permanecem excluídas
do setor financeiro tem
instrução apenas básica.
Por isso, defendeu a edu-
cação como uma ques-
tão fundamental.
— Nós acreditamos no
papel dos celulares, mas
existem questões sobre a
segurança do uso dos
aparelhos que precisa ser
tratada — acrescentou.
O presidente mundial
do Citigroup, Vikram
Pandit, acrescentou que,
alémde dar acessoa con-
tas bancárias, é preciso
estimular a criação de
poupança.
— É isso que permite
as pessoas desenvolve-
remoportunidades, criar
negócios — disse.
Clarice Spitz e Danielle Nogueira
● O governo está preparando
medidas para auxiliar os setores
mais afetados pela queda do dó-
lar. De acordo como ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Co-
mércio, Fernando Pimentel, elas
serão divulgadas nas próximas
semanas.
— É bom lembrar que o mun-
do inteiro, não só o Brasil, está
sofrendo com essa liquidez ex-
cessiva provocada pela política
monetária expansionista dos Es-
tados Unidos —disse oministro.
— A questão é que o câmbio,
nesse patamar, prejudica muitoa
indústria. Estamos perdendo
competitividade, ogovernosabe.
Mas mesmo o setor industrial
sabe que a prioridade é com-
bater o surto inflacionário. Es-
tamos trabalhando em parceria
com o setor produtivo para que,
enquanto o surto inflacionário
não for debelado, a gente não
deixe a indústria sofrer as con-
sequências da taxa de câmbio.
Pimentel informouaindaqueo
governo vai revisar na próxima
segunda-feira a expectativa para
a balança comercial (exporta-
ções menos importações) deste
ano. Atualmente, a previsão é de
um saldo entre US$ 12 bilhões e
US$ 13 bilhões. No último bo-
letim Focus, divulgado pelo Ban-
co Central, a estimativa de ana-
listas era de superávit em torno
de US$ 18 bilhões. O superávit
acumulado em 2011 já é de mais
de US$ 4 bilhões.
— Provavelmente, será mais
otimista, bem mais que isso —
afirmou Pimentel.
Luiz Fernando Furlan, presi-
dente da BR Foods e ex-ministro
doDesenvolvimento, considerou
positiva a notícia de que o go-
verno estuda medidas para ba-
ratear o custo da energia, mas
afirmou que não existe “solução
mágica” para elevar a compe-
titividade da indústria brasileira.
Segundo ele, os custos elevados
de energia, logística e serviços
são ressaltados sob o efeito do
câmbio apreciado:
— Na hora que se tem um
fortalecimentoprofundodamoe-
da, acaba-se vendo com lente de
aumento os motivos de não con-
seguirmos competir, detalhes de
infraestrutura, carga tributária,
juro alto e burocracia, uma série
de fatores que compõe o Custo
Brasil e que, nesse momento,
ficam cristalizados. ■ FURLAN: DÓLAR em baixa deixa vários problemas da indústria à mostra
Fotos de Marcos Tristão
42

ECONOMIA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 42 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 24 h PRETO/BRANCO
13,600 bilhões (recorde para meses de março)
9,676 bilhões
12,822 bilhões
-11 milhões (déficit)
-3,136 bilhões (déficit)
4,436 bilhões (recorde para meses de março)
4,274 bilhões
162 milhões
-511 milhões (déficit)
Odesempenho no período
Editoria de Arte
2010
MARÇO
2011
MARÇO
SUPERÁVIT PRIMÁRIO
(diferença entre receitas de
despesas, exceto gastos com
juros, em R$)
Total
Governo central
Governo federal
Banco Central
INSS
Governos regionais
Estados
Municípios
Empresas estatais
-159 milhões (déficit)
-3,912 bilhões (déficit)
2,930 bilhões
-116 milhões (déficit)
-6,726 bilhões (déficit)
3,342 bilhões
2,867 bilhões
475 milhões
-412 milhões (déficit)
Fonte Banco Central
1º trimestre/2011
1º trimestre/2010
R$ 19,100 bilhões
R$ 39,262 bilhões
Num fluxo de 12
meses, equivalente
a 3,23%do PIB
NEGÓCIOS &cia
Flávia Oliveira
O INPI vai liberar na terça o acesso, via internet, aos pareceres técnicos
dos pedidos de patente depositados no órgão. Em junho, promete
liberar, também pela web, imagens das cartas-patentes concedidas.
Água do Comperj virá de Alegria
● Cedae e Petrobras acertaram o pré-
contrato de fornecimento de água indus-
trial ao Comperj. Fruto de dois anos de
negociação, o projeto inova ao poupar
recursos hídricos de Itaboraí e adjacên-
cias. Num modelo inédito no mundo, se-
gundoWagner Victer, presidente da Cedae,
levará à refinaria água da Estação Alegria,
de tratamento de esgoto. Em2013, quando
o complexo entrar emoperação, sairão do
Caju, na capital fluminense, 1.500 litros de
água industrial por segundo. É quantidade
equivalente ao consumo de uma cidade de
500 mil habitantes, do porte de Niterói. O
insumo chegará ao Comperj por um duto
submarino, que cruzará a Baía de Gua-
nabara. Victer não fala em cifras, mas é
investimento de centenas de milhões de
reais. “O ganho ambiental é imenso, por-
que nãolançaremos mãode água potável”,
diz. Em Alegria, será construída uma uni-
dade de tratamento terciário, que pro-
duzirá a água industrial do Comperj. Hoje,
a estação, no trato secundário, retira 98%
da carga orgânica do esgoto recebido. O
processamento adicional deixará a água
em condições de uso na indústria, mas
imprópria para consumo humano. Pos-
teriormente, outras empresas poderão ser
abastecidas domesmojeito. SergioCabral,
Paulo Roberto da Costa, diretor da estatal,
e Victer assinam o acordo terça-feira.
Insumo chegará à refinaria
por duto da Cedae que
cruzará a Baía de Guanabara
Disputa em campo
Divulgação
A PATRIMÓVEL aproveita a final da Taça
Rio como inspiração para campanha que
circula amanhã, sobre a força de vendas
da empresa. A peça, criada pela Bloco C,
sugere que Vasco e Flamengo vão disputar
o título de “Patrimóvel do futebol”.
Para empresas
Reprodução
O ITAÚ lança campanha para o setor
empresarial. As peças mostram que
o banco tem um especialista para
cuidar das finanças da empresa com
boa dose de humor. Criadas pela
DM9DDB, estreiam amanhã.
Ajuda à Serra
● Da visita da diretoria do
Banco Mundial à Região
Serrana, hoje, pode sair o
início das negociações da
ajuda financeira do IFC, braço
privado do Bird, ao
empresariado local. A linha
de R$ 400 milhões do BNDES
está chegando ao fim e ainda
há demanda por recursos.
Até agora, o Bird participa do
socorro à região com repasse
ao governo do estado da
linha para o setor público.
Grupo seleto
● Apenas 35 pessoas vão
participar da reunião de hoje
com o Bird no Hotel Bucsky,
em Nova Friburgo. Serão 17
membros do banco, além de
governo do estado e das
prefeituras, empresários,
Firjan regional e Conrural.
Moda íntima
● A Fevest 2011, feira de
modas íntima, fitness e praia,
volta a Friburgo, de 27 de
junho a 1
o
- de julho. Em 2010,
o evento não se realizou. Os
organizadores querem fazer
da edição deste ano símbolo
da recuperação da região. O
investimento beira R$ 500 mil,
metade do gasto de 2009.
Pela 1
a
- vez terá compradores
convidados. Serão 70.
Circuitão
● É que a Fevest mudou de
formato. Passa de feira a
circuito de negócios por três
bairros da cidade. “O antigo
modelo se tornou tão custoso
que inviabilizou o evento.
Este ano, será mais
especializado e trará ganhos
a toda a região”, diz a
organizadora Valéria Lattanzi.
Brazucas no Texas
● A delegação brasileira na
OTC 2011 terá 1.500
integrantes. Só fica atrás de
Reino Unido e China. Em
2010, foram 1.270; em 2009,
883. O Pavilhão Brasil, de
Onip e IBP, terá 33 empresas.
Dezoito participam pela 3
a
-
vez. Outras, como Device e
Radix, debutam. A feira de
óleo e gás começa 2
a
-, em
Houston. Terá 60 mil
visitantes e 2 mil expositores.
‘Geeks in Rio’
● O Geeks on a Plane, turnê
de investidores do Vale do
Silício, chega ao Brasil pela 1
a
-
vez na terça. Endeavor e
Ideiasnet serão anfitriãs do
encontro de americanos com
empresas locais voltado à
inovação, no Rio. Google,
eBay, Groupon e 500Startups
estão no grupo. Esta última
investiu em 110 empresas
nascentes em um ano. Já a
Trident, de venture capital,
tem US$ 1,5 bi para investir.
Londres sobe
● A Funenseg recebeu 50
currículos de executivos
interessados no programa de
treinamento em Londres, em
setembro. É o dobro de 2010.
O curso é parceria com o
Chartered Insurance Institute.
Há 20 vagas.
Conta internacional
● O HSBC, em parceria com o
britânico Worldbridge, dará
aos brasileiros a chance de
abrir, daqui, conta no banco
na Inglaterra, País de Gales e
Irlanda. O serviço inédito é
para estudantes e residentes
temporários. A previsão é
abrir 8.500 contas este ano.
Crítica com humor
Reprodução
UM GIGANTE invade uma cidade e vê
seus habitantes como “formiguinhas”
no filme do Livina, da Nissan. É crítica
à concorrência que, para a montadora,
minimiza necessidades do consumidor.
Criação da Lew’Lara\TBWA.
Homem-baiacu
Reprodução
ESTREIA HOJE a campanha da Skol
360, que promete não estufar o
consumidor. Para comunicar o atributo,
a F/Nazca criou o homem-baiacu. O
representante dos estufados aparecerá
bebendo uma cerveja quadrada.
Governo consegue superávit recorde emmarço
Com aumento na arrecadação, economia do setor público para pagamento de juros chegou a R$ 13,6 bilhões
Patrícia Duarte
● BRASÍLIA. Com uma economia
para pagamento de juros re-
corde no mês passado, o go-
verno deu sinais de que está
cumprindo a promessa de re-
duzir gastos para ajudar no
combate à inflação e na re-
cuperação do humor dos agen-
tes econômicos. Em março, o
superávit primário do setor pú-
blico fechou em R$ 13,6 bi-
lhões, a melhor cifra para esses
meses desde o início da série
histórica do Banco Central
(BC), em2001. Obomresultado
veio sobretudo do esforço feito
pelo governo federal, com sal-
do primário de R$ 12,822 bi-
lhões, beneficiado pelo aumen-
to da arrecadação de impostos,
impulsionada pelo bomdesem-
penho da economia.
Com isso, especialistas já
esperam que, em abril, o su-
perávit primário chegue pró-
ximo a R$ 16 bilhões. E acre-
ditam cada vez mais que será
possível cumprir a meta do
governo para o ano, de eco-
nomia de R$ 117,9 bilhões, ou
3% do Produto Interno Bruto
(PIB, soma de bens e serviços
produzidos no país).
— Isso aqui não é de graça
(resultado de março). O go-
verno está aproveitando bem
esse início para fazer os ajustes
e deve cumprir a meta (de
superávit primário) cheia. E is-
so pode se refletir nas expec-
tativas de inflação — afirmou o
economista-chefe do banco Fa-
tor, José Francisco Gonçalves,
que espera umsaldo de R$ 15,8
bilhões neste mês.
Em março, as despesas do
governo recuaram 7,6%
No primeiro trimestre, o sal-
do primário acumulado está
positivo em R$ 39,262 bilhões,
o que corresponde, num fluxo
de 12 meses, a 3,23% do PIB,
acima da meta. O chefe do
departamento Econômico do
BC, Túlio Maciel, ressaltou que
o país já conseguiu cumprir,
em três meses, um terço do
alvo para o ano todo.
Ele argumentou que, em
março, as despesas do go-
verno federal recuaram 7,6%
sobre março de 2010, já des-
contando a inflação do pe-
ríodo. A queda das despesas
frente ao mesmo mês do ano
anterior é um movimento
que aconteceu apenas seis
vezes nos últimos dez anos.
Além disso, o superávit pri-
mário também veio do au-
mento de 17,6% da arreca-
dação de impostos no pe-
ríodo, reflexo de uma eco-
nomia ainda aquecida.
— Os resultados são favo-
ráveis e revelam consistência
para o cumprimento da meta
— afirmou Maciel.
Para o economista-chefe da
corretora Prosper, EduardoVe-
lho, o esforço fiscal maior feito
pelo governo neste início de
ano deve ajudar a melhorar as
expectativas de inflação para
2012. Isso porque, argumenta,
com menos gastos, a demanda
geral da economia acaba per-
dendo força, diminuindo a
pressão sobre os preços.
Superávit do governo central
ficou em R$ 9,676 bilhões
Velho acredita que o BC ain-
da vai elevar a Selic, hoje em
12% ao ano, para 12,75% até
agosto — ou seja, mais três
altas de 0,25 ponto percentual
cada. Mas ele nãodescarta que
o movimento pode ser menor,
para 12,5% apenas. Hoje, o
mercado prevê que o IPCA fi-
que na casa de 5% no período,
acima do centro da meta ofi-
cial, de 4,5%.
— O efeito (do esforço fiscal
maior) não é tão no curto pra-
zo para a inflação, mas é con-
tracionista sim e ajuda na con-
vergência da inflação para o
próximo ano — afirmou o eco-
nomista da Prosper.
Em março, o superávit do
governocentral (Tesouro, BCe
INSS) ficou em R$ 9,676 bi-
lhões, enquanto o dos gover-
nos regionais (estados e mu-
nicípios) foi de R$ 4,436 bi-
lhões, também recorde para
esses meses. No período, por
outro lado, as empresas es-
tatais registraram déficit pri-
mário de R$ 511 milhões.
O pagamento com juros no
mês passado somou R$
20,549 bilhões, o que acabou
gerando um déficit nominal
— receita menos despesas,
incluindo o pagamento de ju-
ros — de R$ 6,949 bilhões.
Em fevereiro, o rombo havia
sido de R$ 11,202 bilhões.
O BC informou ainda que a
dívida líquida do setor público
chegou a R$ 1,507 trilhão em
março, o que corresponde a
39,9% do PIB e, para abril, pre-
vê que essa relação se repetirá.
Isso porque, apesar da expec-
tativa de um superávit primá-
rio maior, pesará contra a forte
valorização cambial — de cer-
ca de 3,5% —, que impacta nos
ativos das reservas internacio-
nais brasileiras e que fazem
parte da dívida líquida. .
No último dia da entrega
do IR, sistema falha
Por hora, foram 300 mil declarações
● BRASÍLIA. Os contribuintes
correram para fazer o acer-
to de contas com o Leão no
último dia do prazo fixado
pela Receita Federal para a
entrega da declaração do
Imposto de Renda 2011
(ano-base 2010). Durante
cerca de uma hora, entre
11h10m e 12h15m, o site da
Receita apresentou proble-
mas técnicos.
Segundo o Fisco, o total
de documentos enviados
ontem ficou em torno de
três milhões, maior valor
registrado desde o dia 1
o
- de
março, quando começou o
prazo. Até as 19 horas, 23,7
milhões de declarações já
haviam sido entregues, sen-
do que, segundo a secre-
tária-adjunta da Receita,
Zayda Manatta, o total de-
veria chegar a 24,3 milhões
ou 24,4 milhões até a meia-
noite. A expectativa inicial
era que o total chegasse a
24 milhões.
Ao longo do dia de on-
tem, o sistema chegou a
receber 300 mil declarações
por hora. O presidente do
Serpro, Marcos Mazoni, dis-
se que o processamento
dos dados não superou 60%
da capacidade do sistema
em nenhum dia. Ele admitiu
que os contribuintes tive-
ram problemas para baixar
o programa do IR em alguns
momentos ontem e expli-
cou que isso ocorreu de-
vido a uma instabilidade do
site da Receita:
O sistema da Receita saiu
do ar desde o primeiro mi-
nuto de hoje e só voltará na
segunda-feira (dia 2 de
maio) às 8 horas. O con-
tribuinte que precisar en-
viar uma declaração reti-
ficadora ou atrasada pre-
cisará baixar uma nova ver-
são do programa do IR que
será colocada no site da
Receita (www.receita.fazen-
da.gov.br). Ela já trará o
valor da multa por atraso
calculada e o Darf — do-
cumento emitido pelo Fisco
para o pagamento dos va-
lores devidos. Para preen-
cher o documento, também
será preciso colocar o nú-
mero do recibo da decla-
ração que precisa ser re-
tificada.
Os contribuintes que já
acertaram as contas e têm
direito a restituição do IR
devem agora esperar o pa-
gamento, que será feito ao
longo de 2011 em sete lotes.
O primeiro será pago em 15
de junho. O Fisco faz a de-
volução do imposto de acor-
do com a ordem de chegada
das declarações e com a
forma de envio. As entregas
pela internet têm prioridade
sobre as feitas em disquetes
ou pen-drives.
No primeiro lote de res-
tituição, estarão as devo-
luções de contribuintes
com mais de 60 anos (que
têm preferência devido ao
Estatuto do Idoso) e daque-
les que optaram pela in-
ternet nos primeiros dias
do prazo.
ECONOMIA

43 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ECONOMIA

PÁGINA 43 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 10 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
LI VRE MERCADO
SÃO LUÍS, capital maranhense, vai abrigar a 1
a
- franquia da Afghan,
carioca de moda jovem. Ficará no Shopping Ilha. A Azov Franquias,
responsável pela operação, negocia expansão em outros estados.
Calçando e vestindo
D
i Santinni Store é a
marca que a tradi-
cional varejista de
calçados criou para entrar
no segmento das lojas de
departamentos, nos mol-
des das, agora, concorren-
tes Marisa, Riachuelo, Ren-
ner e C&A. É estra-
tégia para estender
a oferta de produtos
à classe C, público
alvo da empresa.
Dona de 110 lojas
em 12 estados, a re-
de inaugurou o con-
ceito em abril, com o re-
desenho de um ponto de
venda convencional. Am-
pliada, a filial de Bonsu-
cesso, Zona Norte carioca,
passou a vender moda fe-
minina, masculina e infantil.
Terçaquevem, a2
a
- unidade
a br e a s por t a s , no
WestShopping, em Campo
Grande. Até o fim do ano, o
bairro da Zona Oeste ga-
nhará mais uma Store,
anuncia Marcia Andriani,
gerente de compras da Di
Santinni. Em vez de área de
calçados e de confecção, as
Store são divididas por seg-
mento: juntam roupas e sa-
patos para homens, mulhe-
res e crianças. Há planos,
ainda sem prazo, de levar o
formato a outros estados.
Di Santinni estreia no
Rio formato Store, de
lojas de departamentos
• O CARIOCA Shopping investiu
R$ 800 mil na campanha do Dia
das Mães. Vai sortear 60 iPads e
um Kia Soul. Espera 15% de alta
nas vendas. Na 2
a
-, o técnico
Bernardinho dá palestra em evento
pelos dez anos do shopping.
• O RIO DESIGN Barra investe R$
300 mil na data. Espera vender
28% mais que em 2010. Distribuirá
kits da linha home da Le Lis Blanc.
• NO SÃO Gonçalo Shopping cada
R$ 200 em compras darão direito a
sorteios de R$ 15 mil em compras.
As vendas devem crescer 10%.
• O BOULEVARD Rio Iguatemi vai
distribuir kits Natura Ekos nas
compras acima de R$ 250.
Encomendou 16 mil unidades.
• O APETREXO.COM espera salto
de 200% nas vendas para o Dia
das Mães. O site dobrou o estoque.
Está com dez mil itens em catálogo.
• A ENJOY aproveita o Dia das
Mães para investir na linha infantil
Zinha. Vai elevar em 50% o mix de
produtos. A minigrife, que gera 5%
das receitas, ganhará seu 1
o
- corner
numa loja Enjoy este ano.
• A FITÁ, de presentes temáticos,
investiu R$ 25 mil em coleção para
a data. Espera vender 35% mais.
• A D’UOMO lança campanha
amanhã. Pela 1
a
- vez uma mulher
aparecerá no anúncio de cuecas. Vai
circular em 200 ônibus do Rio.
E-mail: colunanegocios@oglobo.com.br
COM GLAUCE CAVALCANTI E MARIANA DURÃO
Mais 5 milhões de usuários podem
mudar de plano de saúde semcarência
Regras de portabilidade, da ANS, agora atingem quem tem plano coletivo
Luciana Casemiro
● Aumentou de sete milhões pa-
ra 12 milhões os beneficiários de
planos de saúde que podemtro-
car seus contratos semcarência.
A Resolução Normativa 252, da
Agência Nacional de Saúde Su-
plementar (ANS), publicada on-
tem no Diário Oficial da União,
ampliou a abrangência da por-
tabilidade, até então restrita a
planos individuais e familiares
novos (contratos firmados após
1999). Agora, foram incluídos os
planos coletivos por adesão
(por exemplo, aqueles contra-
tados por sindicatos e entidades
profissionais) firmados depois
de 1999.
A resolução criou também
duas possibilidades de portabi-
lidade especial: extinção do con-
trato por morte do titular ou em
caso de problemas com a ope-
radora de origem em que não
haja a migração completa da
carteira para outra empresa (co-
mo quando há falência).
O prazo para o exercício da
portabilidade também foi am-
pliado de dois para quatro me-
ses, a partir da data de ani-
versário do contrato. Já o pra-
zo de permanência no plano
foi reduzido de dois para um
ano, a partir da segunda mi-
gração. A nova regra exige ain-
da a comunicação da possi-
bilidade de portabilidade pela
operadora a seus beneficiários
emboletos de pagamento e/ou
correspondência específica.
Apesar de reconhecer os
avanços promovidos pela reso-
lução, JulianaFerreira, advogada
do Instituto Brasileira de Defesa
do Consumidor (Idec), conside-
ra as mudanças ainda tímidas:
— Nós defendemos que não
haja prazo para o exercício da
portabilidade, nemumtempo de
permanência mínimo. O consu-
midor deveria poder trocar de
plano a qualquer momento e
nesse caso se não tivesse cum-
prido todas as carências levaria
as que cumpriu parcialmente.
A nova regra extingue a ne-
cessidade de equivalência de co-
bertura geográfica entre os pla-
nos. Ou seja, agora tanto faz que
o contrato de origem seja na-
cional, estadual ou regional para
a migração. A resolução mantêm
a obrigatoriedade de migração
para plano equivalente ou in-
ferior ao que usuário mantém, o
que é descabido para Juliana:
— O consumidor deveria po-
der migrar para planos supe-
riores, mesmo que isso signi-
ficasse cumprir carências para
novas coberturas. Usuários de
planos coletivos empresariais e
de contratos antigos também
deveriam estar incluídos.
Fábio Fassini, gerente-geral
Econômico, Financeiro e Atuarial
da ANS, ressalta, no entanto, mu-
danças com impacto na estru-
tura do setor, como é a da por-
tabilidade, precisamavançar por
etapas e acrescenta:
— Não há necessidade de in-
cluirmos os empresariais na re-
gra: a partir de 30 vidas já há
garantia de portabilidade sem
carência. Sobre os planos an-
tigos, estão em consulta as re-
gras de adaptação à lei atual e os
que se adaptarem não poderão
ter carência, como prevê a lei.
Quanto a não possibilidade de
migração para um plano supe-
rior, Fassini diz que é uma opção
para evitar condutas abusivas de
consumidores e operadoras. ■
FGV: cai o índice de
confiança de empresários
Medidas para esfriar a economia, baixadas
pelo governo, tiveram impacto no resultado
Paulo Justus
● SÃO PAULO. As recentes me-
didas do governo para tentar
esfriar a economia já se re-
fletiram no setor produtivo. A
sondagem industrial da Fun-
dação Getulio Vargas (FGV),
divulgada ontem, mostrou que
a redução das expectativas so-
bre produção e vendas foi a
principal responsável pela
queda de 1,1% no Índice de
Confiança da Indústria (ICI)
em abril, na comparação com
março. Apesar dessa redução,
a pesquisa mostrou que a si-
tuação atual da indústria se-
gue em patamar positivo, com
o nível de utilização da ca-
pacidade instalada pratica-
mente estável em 84,4% — aci-
ma da média histórica iniciada
em 2003, de 83,2%.
Para o coordenador de son-
dagens conjunturais da FGV,
Aloisio Campelo, as medidas pa-
ra conter a demanda, como au-
mento do IOF para empréstimos
a pessoas físicas e a alta da taxa
Selic, ainda não puderam ser
sentidas diretamente na econo-
mia, mas tiveram principalmen-
te o efeito de reduzir a projeção
de crescimento da indústria.
Segundo ele, essas medidas
se refletiram na primeira queda
do indicador de situação futura
dos negócios no ano. O índice,
que considera as projeções para
os próximos seis meses, recuou
3,6% em abril na comparação
com o mês anterior, chegando
aos 149,9 pontos. Pela pesquisa,
valores acima de 100 represen-
tam uma perspectiva otimista,
enquanto que resultados abaixo
desse número indicam situação
desfavorável.
— A indústria antecipa uma
desaceleração da economia,
porque os indicadores de pro-
dução prevista e até de con-
tratação apresentaram queda
no mês — disse Campelo.
O emprego previsto recuou
2,9% em abril, na comparação
com março, chegando a 122,8
pontos. O indicador de produ-
ção prevista para os próximos
três meses, tambémteve queda.
Recuou 0,8% em abril. Neste
caso, além da política econô-
mica, o índice refletiu também a
redução da demanda externa,
que afetou principalmente os
setores de produtos químicos e
metalúrgicos. A produção pre-
vistatambémteveforteefeitoda
desaceleração das expectativas
do setor de produtos alimen-
tares, que passou por um ajuste
emabril, após forte crescimento
no início do ano. ■
Divulgação
JULIANA FERREIRA, advogada do Idec, diz que mudanças foram tímidas
MAIS ECONOMIA HOJE NA INTERNET:
oglobo.com.br/economia
BLOG ECO VERDE: As questões sobre o que fizemos com o
mundo, num vídeo de Michael Jackson
BOA CHANCE: Onze concursos com inscrições abertas
oferecem 3.741 vagas
SMS: Receba as principais notícias de Economia por SMS.
Envie um torpedo com o texto OGLECO para 50020. R$ 0,10
por mensagem (mais impostos). Até 3 notícias por dia.
...........................................................................................................................
O GLOBO
Acompanhe a cobertura da Economia no
Twitter: twitter.com/OGlobo_Economia
Você conhece a Ceg e a Ceg Rio. Agora você vai conhecer quem está por trás dessas empresas. A Gas Natural
Fenosa é uma das maiores multinacionais de gás e eletricidade do mundo. Ela está presente em 25 países
e tem mais de 20 milhões de clientes. Aqui no Brasil, a Gas Natural Fenosa tem uma rede com mais de
6.000 km e atende 800 mil consumidores, quase metade dos usuários de gás natural em todo o país.
Desde que chegou ao Brasil, a Gas Natural Fenosa não parou de investir. Foram 4,1 bilhões investidos em
infraestrutura e projetos de efciência. Mais do que levar gás natural até você, a Gas Natural Fenosa quer
levar conforto, bem-estar e segurança. Porque a gente sabe que o melhor lugar do mundo é a nossa casa.
www.ceg.com.br
Agência Reguladora – AGENERSA – 0800 024 9040
44
¬
LCONOVlA LCONOVlA
¬
45 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
DIGITAL & MÌDIA
C0kA
k0NAl
L-maiÌ para esta coÌuna: coro©oglobo.com.br º siga a coÌuna: ©cronai
B|OO: rera.b|egspet.reæ
SEOUNDÆ-|E|RÆ
Oar|rpº D|¸|la|
OUÆR!Æ-|E|RÆ
Mº||||1a1º
OU|N!Æ-|E|RÆ
Rº1ºs Sºc|a|s
SEK!Æ-|E|RÆ
Oº|ar|sla Oºr.|1a1º
!ERÇÆ-|E|RÆ
Oarºs º |º1rº Dºr|a
SÆBÆDO
Ma|l|r|1|a º Oºra Rºra|
MÆ|S D|O|!Æ| & M|D|Æ
NÆ |N!ERNE!:
o¿Iobo.com.br/di¿itaIemidia
.............................................................
" ""
Accmpanhe a ccbertura
de tecnclcgia e de mídia
nc Twitter.
tw|tter.reæ/4|g|ta|eæ|4|a
0passa4c
e c futurc
Fctcs de arquivc
I
mdia, no distante ano de 1998, aqueÌe emque a ate então
meÌhor versão do Windows (8.1) veio dar às prateÌeiras,
cheguei à concÌusão de que não queria escrever mais
sobre tecnoÌogia. A unica coisa que acontecia na área
eram upgrades periodicos dos programas que se usavam então:
Lotus (que me era indilerente), Wordstar (que eu detestava),
WordPerlect (que eu adorava)... Imaginemuma cobertura baseada
em novas versões do Ollice e terão uma ideia do quadro.
Apropria internet, apesar de divertida, era muitolechada no
8rasiÌ e não estava ao aÌcance de todos. Lu trocava e-maiÌs com
meia duzia de amigos, participava do lorum rec.pets.cats na
Usenet e |ogava MUDs (MuÌti-User Dungeons), mas cada vez
que escrevia sobre essas coisas obscuras recebia cartas de
recÌamações dos Ìeitores, que não tinham acesso àquiÌo.
De modo que procurei o editor chele e pedi para mudar de
área: a sensação que eu tinha e que, se tivesse que escrever
sobre mais um upgrade do CoreÌDraw ou do PageMaker
cortaria os puÌsos. LÌe compreendeu a minha laÌta de mo-
tivação, mas me pediu para segurar as pontas por mais uns
meses, enquanto pensava no assunto e procurava aÌguempara
o meu Ìugar.
L ai começou o ano de 1994, que trouxe consigo os primeiros
servidores www brasiÌeiros. A web ~ que e, de lato, a internet
como a conhecemos ho|e ~ mudou tudo. A área voÌtou a licar
vibrante e interessantissima. Havia tanta coisa acontecendo
ao mesmo tempo que era impossiveÌ dar conta de tudo. VoÌtei
à saÌa do editor e disse que tinha mudado de ideia, que amava
tecnoÌogia e que não queria escrever sobre outra coisa.
Passei assim os proximos anos, tendo crises de amor e odio
periodicas peÌa área. Cada vez que as coisas licavam chatas
demais, pronto!, Ìá vinha uma novidade que mudava tudo.
® ® ® ® ® ®
No ano retrasado e em boa parte do ano passado, esse
nosso mundinho hi-tech andou meio parado, na verdade,
muito parado. Os desktops (e mesmo os notebooks) não
chegam mais a ser novidade. Iazem o que se pede deÌes. Às
vezes surge um modeÌo mais possante ou mais bonito, mas
no lundo estamos apenas laÌando de uma nova embaÌagem
para um produto consoÌidado, como laÌariamos de uma
novissima Ìinha de Ìiquidilicadores ou batedeiras. O iPho-
ne, da AppÌe, lez sua estreia triunlaÌ em 2OO7, a partir de
então, todos os labricantes tentaram lazer coisas pa-
recidas, e loi so. L, mais uma vez, achei que estava me
repetindo e escrevendo sobre as mesmas coisas, inde-
linidamente.
L ai apareceu o iPad, e na sua esteira
todos os outros tabÌets, e tudo mudou
de novo.
® ® ® ® ® ®
Conversando com 1oeÌ Schwartz, vi-
ce-presidente da LMC, que veio ao Rio
para o Iorum Lconômico MundiaÌ, dis-
cutiamos aÌgo que nos apaixona iguaÌ-
mente, a nuvem (¨the cÌoud"), quando
eÌe me lez uma pergunta inesperada:
~ Como você vê a Microsolt daqui a
aÌguns anos!
~In the way ol the dodo ~respondi,
¨na direção do dodô", pássaro extinto
por sua incapacidade de perceber os
perigos à sua lrente, i.e., os humanos.
LÌe concordou, e continuamos con-
versando, agora lazendo um pequeno
exercicio de luturoÌogia sobre o papeÌ
da Microsolt no luturo, que, visto da-
qui, não e dos mais briÌhantes.
Iato: assim como perdeu o bonde da
internet, a todo-poderosa MS perdeu o
bonde dos tabÌets, para não laÌar no
ainda mais veÌoz bonde dos smartpho-
nes. À nossa voÌta, nas demais mesas do
restaurante Ìotadocomparticipantes do
WLI (todos usuários de 8Ìackberry),
havia uma quantidade notáveÌ de ta-
bÌets. O iPad 1 Ìiderava, quase absoÌuto,
muitos Samsung Tabs e vários iPad 2. Vi
ate umMotoroÌa Xoom, que acaba de ser
Ìançado, e ainda nãochegouaomercado
com a lorça dos outros. Lm nenhuma
dessas máquinas há soltware da Mi-
crosolt, muito embora o padrão de do-
cumentos que neÌas circuÌa siga o pa-
drão estabeÌecido peÌo Ollice. Isso, po-
rem, não quer dizer nada, porque as
empresas encoÌhem ou somem e os
padrões que criaram muitas vezes con-
tinuam vivos.
O que me choca de verdade e que, a
essa aÌtura do campeonato, a Nokia tenha escoÌhido se
|untar Ìogo com essa empresa que ainda briÌha nas boÌsas,
como uma estreÌa morta que ainda enxergamos, mas que |á
não existe. Mas isso |á e outro papo.
® ® ® ® ® ®
Comecei essa coÌuna coma lirme intençãode escrever sobre
o Xoom, mas, às vezes, as coÌunas são teimosas e seguem os
seus proprios caminhos. Não quis contrariá-Ìa. Na semana que
vem, se eÌa me obedecer, laÌarei sobre este tabÌet tão in-
teressante.
V!TDP!A: 0cmissac
internacicnal de ccmércic
dcs EUA dá ganhc de
causa à Apple em luta de
patentes
CPE5C!MENTD:
Fabricante de aparelhcs
de áudic Harman espera
ter cerca de US$ 1 bilhac
em ncvcs pedidcs ainda
este anc
FDPTUNA: Presidente dc
Baidu, c 0ccgle chinês,
tcrna-se c 95
c
hcmem
mais ricc dc mundc e c
mais ricc da 0hina
E5PEPTEZA:
Pesquisadcres desccbrem
ccmc esccnder dadcs nas
áreas fragmentadas de
um discc rígidc sem usar
criptcgrafia
Br|t|s| !e|ereæ sera epera4era æeºe| º|rtaa| re Bras||
P|a¡stat|er: |arkersreger|aæ4a4es4eZ,Zæ|||ees
Pre|uízc das administradcras de cartac de créditc pcde ficar acima dcs US$ 300 milhces ccm viclaçac na rede
!E|Æ DO Lctus Nctes, caixa
dc 0crelDraw de 2004 e
Bill 0ates apresentandc um
Micrcscft 0ffice em 2003.
a Micrcscft perdeu c bcnde
da internet, dcs tablets e
dcs smartphcnes
¬ NOVA YORK. Apos o ataque à
PÌayStation Network (PSN),
pesquisadores da área de se-
gurança da inlormação trou-
xeram a noticia que todos te-
miam: hackers que alirmam
possuir dados de cartão de
credito de 2,2 miÌhões de |o-
gadores ~ como os numeros
dos cartões e os CVVs, seus
codigos de segurança ~ estão
tentando vendê-Ìos em loruns
on-Ìine por mais de US$ 1OO miÌ.
A autenticidade dos dados, po-
rem, ainda não loi conlirmada.
No começo da semana, a
Sony admitiu que hackers po-
dem ter obtido acesso a dados
pessoais, como nome e en-
dereço e e-maiÌ, dos cerca de
77 miÌhões de usuários da PSN.
Mas, no dia seguinte, alirmou
que inlormações sobre os car-
tões de credito estavam crip-
tograladas e, portanto, a saÌvo
dos invasores.
PeÌo Twitter, Kevin Stevens,
especiaÌista em segurança da
TrendMicro, disse que teste-
munhou a negociação de da-
dos roubados da PSN em lo-
runs da internet. ¨Suposta-
mente, olereceram à Sony a
chance de comprar o banco de
dados de voÌta, mas eÌa não
quis", escreveu Stevens.
Segundo o ¨New York Ti-
mes", outros pesquisadores
tambem observaram a tenta-
tiva de venda dos dados em
loruns de internet.
~ A Sony está dizendo que
os cartões de credito estavam
criptogralados, mas soube-
mos que hackers invadiram o
banco de dados principaÌ, o
que dá a eÌes acesso a tudo,
incÌusive aos numeros dos car-
tões de credito ~ alirmou ao
|ornaÌ o consuÌtor Mathew SoÌ-
nik, da iSLC Partners, acres-
centando que os membros dos
loruns têm detaÌhes sobre os
servidores usados peÌa Sony, o
que indica que de lato estão a
par das minucias do ataque.
FBl jú trabalha no caso com
promotores em San Diego
As operadoras de cartões de
credito podem enlrentar mais
de US$ 8OO miÌhões em custos
se os cÌientes aletados peÌa
vioÌação de dados na Sony de-
cidirem soÌicitar a substitui-
ção de seus cartões.
AnaÌistas haviam estimado
anteriormente que o incidente
custaria mais de US$ 1,b biÌhão
à Sony. 1á esta e a primeira
estimativa quanto ao vaÌor dos
pre|uizos para as grandes ban-
deiras de cartões de credito.
~ Não e um vaÌor insig-
nilicante ~ disse San|ay Sakh-
rani, anaÌista da Keele, 8ruyet-
te & Woods, durante uma con-
lerência do setor de credito
em Miami 8each.
O I8I está trabaÌhando com
promotores lederais norte-
americanos em San Diego para
determinar os latos e circuns-
tãncias reÌacionados aos su-
postos crimes.
Cada cÌiente que soÌicitar a
substituição pode custar às
administradoras entre US$ 8 e
US$ b por cartão de credito,
segundo anaÌistas. As opera-
doras de cartões de credito
tambem podem perder nego-
cios com cÌientes aletados pe-
Ìo roubo de dados, mesmo
que substituam os cartões ra-
pidamente. Cartões novos de-
moram a ser ativados, e en-
quanto isso não acontece os
cÌientes podem utiÌizar car-
tões dilerentes, alirmou 1uÌie
Conroy McNeÌÌey, anaÌista do
Aite Group. ®
0s vcvês 4cs tab|ets
CarIos AIberto Teixeira
¬ Se existe uma moda tecnoÌogica
que pegou mesmo e a dos tabÌets. L
o iPad 2 tornou-se monarca desse
reino. Quem não tem baÌa na aguÌha
para sequer sonhar com um deÌes,
apeÌa para a primeira versão do
iPad ou, senão, sai catando mo-
deÌos menos expressivos, de labri-
cantes como MotoroÌa e Samsung. L
os mais desesperados correm para
os chamados modeÌos ¨xing Ìing",
epiteto |ocoso que denota apare-
Ìhos aÌternativos, em geraÌ de pro-
cedência chinesa.
O consumidor que chega agora ao
mercado e se depara com essas ta-
buÌetas miracuÌosas provaveÌmente
imagina que se trata de um tec-
noÌogia estaÌando de nova. Mas en-
gana-se redondamente. O conceito
existe há mais de 4O anos e so não
empÌacou antes porque laÌtava a
combinação certa de hardware so-
listicado, interlace amigáveÌ, soltwa-
re à aÌtura, |aneÌa econômica lavo-
ráveÌ e marketing competente.
Lsse con|unto de variáveis atingiu
seupontootimoemabriÌ de 2O1O, com
o revoÌucionário Ìançamento do iPad,
demonstrando cÌaramente onde loi
que laÌharam todos os arremedos de
tabÌets anteriores.
A ideia de computadores-tabuÌe-
tas começou a pipocar 48 anos
atrás. O primeiro deÌes loi boÌado
em 1968 peÌo cientista AÌan Kay ~ o
Dynabook ~ um tabÌet para lina-
Ìidades educacionais, cu|os concei-
tos serviram de inspiração para o
atuaÌ pro|eto One Laptop Per ChiÌd.
O Dynabook, porem, nunca loi im-
pÌementado. (Vide lotogaÌeria em
·gÌo.bo}oÌdtabÌets·)
Lm 1987, a AppÌe criou o conceito
do KnowÌedge Navigator, ideia do
então CLOda empresa, 1ohn ScuÌÌey.
Um video luturista (·bit.Ìy}knowna-
vi2·) apresenta a ideia do apareÌho
que, nunca impÌementado por ser
demasiado ousado, seria um tabÌet
dotado de uma interlace perleita
como ser humano. UmapareÌho que
conversaria lÌuentemente com o
usuário, sem computerices de quaÌ-
quer especie, e que estaria conec-
tado a uma rede, consciente de todo
o ambiente, dos contatos humanos
e da inlraestrutura circundando o
usuário.
Nos anos 9O, começaram a chamar
de tabÌet quaÌquer notebook que,
aberto, permitia reverter a teÌa, per-
mitindo tocá-Ìa comumestiÌete digitaÌ
que acionaria comandos. Não vingou.
Lm2OOO, 8iÌÌ Gates aÌardeou que o
TabÌet PC, rodando uma versão es-
peciaÌ do Windows, promoveria mu-
danças revoÌucionárias na compu-
tação e promoveria o aparecimento
de uma nova geração da internet.
8eÌas paÌavras. Tiro n`água.
Lm2OO2, as paÌavras de Gates ainda
ecoavam peÌa boca de executivos de
empresas como HP e Iu|itsu que exi-
biam seus modeÌos de TabÌet PCs ~
maquinetas que, embora ate |eitosi-
nhas, nunca cairam no gosto popuÌar.
Ho|e, porem, o mercado amadu-
receu: o iPad 2 bombando geraÌ com
sua interlace muÌtitoque, e, em pa-
raÌeÌo, a proÌileração dos tabÌets ro-
dando Android. So agora percebemos
que há dez anos os labricantes |á
anteviamo luturo e estavamtriÌhando
um caminho correto.
IaÌtou-Ìhes, porem, otoquedegênio
deSteve1obs. Lomaisimportante: um
produto certo no momento certo.
O D\NÆBOOK
fci c primeirc
ccnceitc de
tablet, criadc
em 1968 !RÆMBO|HO que nunca agradcu, c Tablet P0 acabcu mcrrendc na praia
Reprcduçac da internet Paul Sakuma/AP/5-5-2003
Bruno Posa e Bruno ViIIas Bôas
¬ Não laÌtam investimentos no
setor de tecnoÌogia para o 8ra-
siÌ. Ontem, 8ritish TeÌecom
(8T) e Visa detaÌharam seus
pÌanos de crescimento para o
maior pais da America Latina
durante o Iorum Lconômico
MundiaÌ, noRio. A8Tpretende
entrar na área de teÌelonia ce-
ÌuÌar como uma operadora mo-
veÌ virtuaÌ e comprar mais em-
presas de tecnoÌogia no pais. A
Visa, patrocinadora da Copa
de 2O14 e dos 1ogos de 2O16,
vai abrir escritorio no Rio no
lim do ano.
A 8T, que no 8rasiÌ atende a
mais de bOO empresas, como
Am8ev, Iiat e UniÌever, está
destinando cada vez mais re-
cursos ao pais ~ que respon-
de por metade dos negocios na
região. Lste ano, a companhia
vai tripÌicar a sua capacidade
de rede, investir em conexões
via rádio e construir redes de
libra optica. Para 2O11, a em-
presa espera crescer 1b/.
Lmagosto do ano passado, a
8T no 8rasiÌ loi responsáveÌ
peÌo maior contrato lirmado
peÌa empresa nomundo. Ioram
mais de R$ 2OO miÌhões para
lornecer a inlraestrutura para a
rede de Ìotericas da Caixa. Lste
mês, a liÌiaÌ nacionaÌ bateu ou-
tro recorde: R$ 8b9 miÌhões
para construir uma nova rede
para os Correios.
~ Ho|e, a America Latina,
assimcomoa Asia, representa o
maior potenciaÌ de crescimen-
to. Por isso, vamos tripÌicar a
nossa capacidade agora ~ alir-
mou Sergio PauÌo GaÌÌindo, di-
retor da 8T no 8rasiÌ. ®
Visa: ßrasi| ja
é c Z
c
-
nerca4c
4c nun4c
¬ O diretor-geraÌ da Visa no 8ra-
siÌ, Ruben Osta, alirma que o
pais |á e o segundo maior mer-
cado do mundo para a empresa,
so atrás dos LUA. Lm 2O1O, o
8rasiÌ superou o Canadá.
~ Vamos abrir um escritorio
no Rio no lim do ano, por conta
dos eventos esportivos. AÌem
disso, estamos conversando
com os nossos parceiros, os
bancos, para ver o que pode ser
leito (em produtos). O 8rasiÌ vai
receber cada vez mais inves-
timento. L onde há mais opor-
tunidade de crescimento e, pro-
porcionaÌmente, onde mais se
investe ~ antecipou Osta.
Depois de Ìançar um modeÌo
de cartão de credito pre-pago
especilico para caminhoneiros e
agricuÌtores, a Visa pretende Ìan-
çar um cartão pre-pago onde
será possiveÌ uma integração
com o sistema de transporte
pubÌico. Ho|e, o8rasiÌ contacom
o maior sistema pre-pago do
mundo dentro da companhia
americana, atraves do Visa VaÌe.
AÌem disso, o cartão pre-pago
Visa TraveÌ Money (usado atuaÌ-
mente por brasiÌeiros para com-
pras no exterior, pois não tem
incidência de IOI) no 8rasiÌ tam-
bem conta com a maior base de
cÌientes em todo o continente
americano.
~ O pre-pago tem uma gama
tão grande que pode ser usado
em vários produtos. O nosso
cartão de credito que ho|e pode
acessar estádios de luteboÌ e
casas de shows (pois lunciona
como se losse umingresso) será
estendidoaos cartões pre-pagos
e de debito. ®
ídeia surgiu em 1968, mas faltavam interface charmcsa, scftware rcbustc, hardware à altura. E c tcque de Midas
44
¬
LCONOVlA LCONOVlA
¬
45 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
DIGITAL & MÌDIA
C0kA
k0NAl
L-maiÌ para esta coÌuna: coro©oglobo.com.br º siga a coÌuna: ©cronai
B|OO: rera.b|egspet.reæ
SEOUNDÆ-|E|RÆ
Oar|rpº D|¸|la|
OUÆR!Æ-|E|RÆ
Mº||||1a1º
OU|N!Æ-|E|RÆ
Rº1ºs Sºc|a|s
SEK!Æ-|E|RÆ
Oº|ar|sla Oºr.|1a1º
!ERÇÆ-|E|RÆ
Oarºs º |º1rº Dºr|a
SÆBÆDO
Ma|l|r|1|a º Oºra Rºra|
MÆ|S D|O|!Æ| & M|D|Æ
NÆ |N!ERNE!:
o¿Iobo.com.br/di¿itaIemidia
.............................................................
" ""
Accmpanhe a ccbertura
de tecnclcgia e de mídia
nc Twitter.
tw|tter.reæ/4|g|ta|eæ|4|a
0passa4c
e c futurc
Fctcs de arquivc
I
mdia, no distante ano de 1998, aqueÌe emque a ate então
meÌhor versão do Windows (8.1) veio dar às prateÌeiras,
cheguei à concÌusão de que não queria escrever mais
sobre tecnoÌogia. A unica coisa que acontecia na área
eram upgrades periodicos dos programas que se usavam então:
Lotus (que me era indilerente), Wordstar (que eu detestava),
WordPerlect (que eu adorava)... Imaginemuma cobertura baseada
em novas versões do Ollice e terão uma ideia do quadro.
Apropria internet, apesar de divertida, era muitolechada no
8rasiÌ e não estava ao aÌcance de todos. Lu trocava e-maiÌs com
meia duzia de amigos, participava do lorum rec.pets.cats na
Usenet e |ogava MUDs (MuÌti-User Dungeons), mas cada vez
que escrevia sobre essas coisas obscuras recebia cartas de
recÌamações dos Ìeitores, que não tinham acesso àquiÌo.
De modo que procurei o editor chele e pedi para mudar de
área: a sensação que eu tinha e que, se tivesse que escrever
sobre mais um upgrade do CoreÌDraw ou do PageMaker
cortaria os puÌsos. LÌe compreendeu a minha laÌta de mo-
tivação, mas me pediu para segurar as pontas por mais uns
meses, enquanto pensava no assunto e procurava aÌguempara
o meu Ìugar.
L ai começou o ano de 1994, que trouxe consigo os primeiros
servidores www brasiÌeiros. A web ~ que e, de lato, a internet
como a conhecemos ho|e ~ mudou tudo. A área voÌtou a licar
vibrante e interessantissima. Havia tanta coisa acontecendo
ao mesmo tempo que era impossiveÌ dar conta de tudo. VoÌtei
à saÌa do editor e disse que tinha mudado de ideia, que amava
tecnoÌogia e que não queria escrever sobre outra coisa.
Passei assim os proximos anos, tendo crises de amor e odio
periodicas peÌa área. Cada vez que as coisas licavam chatas
demais, pronto!, Ìá vinha uma novidade que mudava tudo.
® ® ® ® ® ®
No ano retrasado e em boa parte do ano passado, esse
nosso mundinho hi-tech andou meio parado, na verdade,
muito parado. Os desktops (e mesmo os notebooks) não
chegam mais a ser novidade. Iazem o que se pede deÌes. Às
vezes surge um modeÌo mais possante ou mais bonito, mas
no lundo estamos apenas laÌando de uma nova embaÌagem
para um produto consoÌidado, como laÌariamos de uma
novissima Ìinha de Ìiquidilicadores ou batedeiras. O iPho-
ne, da AppÌe, lez sua estreia triunlaÌ em 2OO7, a partir de
então, todos os labricantes tentaram lazer coisas pa-
recidas, e loi so. L, mais uma vez, achei que estava me
repetindo e escrevendo sobre as mesmas coisas, inde-
linidamente.
L ai apareceu o iPad, e na sua esteira
todos os outros tabÌets, e tudo mudou
de novo.
® ® ® ® ® ®
Conversando com 1oeÌ Schwartz, vi-
ce-presidente da LMC, que veio ao Rio
para o Iorum Lconômico MundiaÌ, dis-
cutiamos aÌgo que nos apaixona iguaÌ-
mente, a nuvem (¨the cÌoud"), quando
eÌe me lez uma pergunta inesperada:
~ Como você vê a Microsolt daqui a
aÌguns anos!
~In the way ol the dodo ~respondi,
¨na direção do dodô", pássaro extinto
por sua incapacidade de perceber os
perigos à sua lrente, i.e., os humanos.
LÌe concordou, e continuamos con-
versando, agora lazendo um pequeno
exercicio de luturoÌogia sobre o papeÌ
da Microsolt no luturo, que, visto da-
qui, não e dos mais briÌhantes.
Iato: assim como perdeu o bonde da
internet, a todo-poderosa MS perdeu o
bonde dos tabÌets, para não laÌar no
ainda mais veÌoz bonde dos smartpho-
nes. À nossa voÌta, nas demais mesas do
restaurante Ìotadocomparticipantes do
WLI (todos usuários de 8Ìackberry),
havia uma quantidade notáveÌ de ta-
bÌets. O iPad 1 Ìiderava, quase absoÌuto,
muitos Samsung Tabs e vários iPad 2. Vi
ate umMotoroÌa Xoom, que acaba de ser
Ìançado, e ainda nãochegouaomercado
com a lorça dos outros. Lm nenhuma
dessas máquinas há soltware da Mi-
crosolt, muito embora o padrão de do-
cumentos que neÌas circuÌa siga o pa-
drão estabeÌecido peÌo Ollice. Isso, po-
rem, não quer dizer nada, porque as
empresas encoÌhem ou somem e os
padrões que criaram muitas vezes con-
tinuam vivos.
O que me choca de verdade e que, a
essa aÌtura do campeonato, a Nokia tenha escoÌhido se
|untar Ìogo com essa empresa que ainda briÌha nas boÌsas,
como uma estreÌa morta que ainda enxergamos, mas que |á
não existe. Mas isso |á e outro papo.
® ® ® ® ® ®
Comecei essa coÌuna coma lirme intençãode escrever sobre
o Xoom, mas, às vezes, as coÌunas são teimosas e seguem os
seus proprios caminhos. Não quis contrariá-Ìa. Na semana que
vem, se eÌa me obedecer, laÌarei sobre este tabÌet tão in-
teressante.
V!TDP!A: 0cmissac
internacicnal de ccmércic
dcs EUA dá ganhc de
causa à Apple em luta de
patentes
CPE5C!MENTD:
Fabricante de aparelhcs
de áudic Harman espera
ter cerca de US$ 1 bilhac
em ncvcs pedidcs ainda
este anc
FDPTUNA: Presidente dc
Baidu, c 0ccgle chinês,
tcrna-se c 95
c
hcmem
mais ricc dc mundc e c
mais ricc da 0hina
E5PEPTEZA:
Pesquisadcres desccbrem
ccmc esccnder dadcs nas
áreas fragmentadas de
um discc rígidc sem usar
criptcgrafia
Br|t|s| !e|ereæ sera epera4era æeºe| º|rtaa| re Bras||
P|a¡stat|er: |arkersreger|aæ4a4es4eZ,Zæ|||ees
Pre|uízc das administradcras de cartac de créditc pcde ficar acima dcs US$ 300 milhces ccm viclaçac na rede
!E|Æ DO Lctus Nctes, caixa
dc 0crelDraw de 2004 e
Bill 0ates apresentandc um
Micrcscft 0ffice em 2003.
a Micrcscft perdeu c bcnde
da internet, dcs tablets e
dcs smartphcnes
¬ NOVA YORK. Apos o ataque à
PÌayStation Network (PSN),
pesquisadores da área de se-
gurança da inlormação trou-
xeram a noticia que todos te-
miam: hackers que alirmam
possuir dados de cartão de
credito de 2,2 miÌhões de |o-
gadores ~ como os numeros
dos cartões e os CVVs, seus
codigos de segurança ~ estão
tentando vendê-Ìos em loruns
on-Ìine por mais de US$ 1OO miÌ.
A autenticidade dos dados, po-
rem, ainda não loi conlirmada.
No começo da semana, a
Sony admitiu que hackers po-
dem ter obtido acesso a dados
pessoais, como nome e en-
dereço e e-maiÌ, dos cerca de
77 miÌhões de usuários da PSN.
Mas, no dia seguinte, alirmou
que inlormações sobre os car-
tões de credito estavam crip-
tograladas e, portanto, a saÌvo
dos invasores.
PeÌo Twitter, Kevin Stevens,
especiaÌista em segurança da
TrendMicro, disse que teste-
munhou a negociação de da-
dos roubados da PSN em lo-
runs da internet. ¨Suposta-
mente, olereceram à Sony a
chance de comprar o banco de
dados de voÌta, mas eÌa não
quis", escreveu Stevens.
Segundo o ¨New York Ti-
mes", outros pesquisadores
tambem observaram a tenta-
tiva de venda dos dados em
loruns de internet.
~ A Sony está dizendo que
os cartões de credito estavam
criptogralados, mas soube-
mos que hackers invadiram o
banco de dados principaÌ, o
que dá a eÌes acesso a tudo,
incÌusive aos numeros dos car-
tões de credito ~ alirmou ao
|ornaÌ o consuÌtor Mathew SoÌ-
nik, da iSLC Partners, acres-
centando que os membros dos
loruns têm detaÌhes sobre os
servidores usados peÌa Sony, o
que indica que de lato estão a
par das minucias do ataque.
FBl jú trabalha no caso com
promotores em San Diego
As operadoras de cartões de
credito podem enlrentar mais
de US$ 8OO miÌhões em custos
se os cÌientes aletados peÌa
vioÌação de dados na Sony de-
cidirem soÌicitar a substitui-
ção de seus cartões.
AnaÌistas haviam estimado
anteriormente que o incidente
custaria mais de US$ 1,b biÌhão
à Sony. 1á esta e a primeira
estimativa quanto ao vaÌor dos
pre|uizos para as grandes ban-
deiras de cartões de credito.
~ Não e um vaÌor insig-
nilicante ~ disse San|ay Sakh-
rani, anaÌista da Keele, 8ruyet-
te & Woods, durante uma con-
lerência do setor de credito
em Miami 8each.
O I8I está trabaÌhando com
promotores lederais norte-
americanos em San Diego para
determinar os latos e circuns-
tãncias reÌacionados aos su-
postos crimes.
Cada cÌiente que soÌicitar a
substituição pode custar às
administradoras entre US$ 8 e
US$ b por cartão de credito,
segundo anaÌistas. As opera-
doras de cartões de credito
tambem podem perder nego-
cios com cÌientes aletados pe-
Ìo roubo de dados, mesmo
que substituam os cartões ra-
pidamente. Cartões novos de-
moram a ser ativados, e en-
quanto isso não acontece os
cÌientes podem utiÌizar car-
tões dilerentes, alirmou 1uÌie
Conroy McNeÌÌey, anaÌista do
Aite Group. ®
0s vcvês 4cs tab|ets
CarIos AIberto Teixeira
¬ Se existe uma moda tecnoÌogica
que pegou mesmo e a dos tabÌets. L
o iPad 2 tornou-se monarca desse
reino. Quem não tem baÌa na aguÌha
para sequer sonhar com um deÌes,
apeÌa para a primeira versão do
iPad ou, senão, sai catando mo-
deÌos menos expressivos, de labri-
cantes como MotoroÌa e Samsung. L
os mais desesperados correm para
os chamados modeÌos ¨xing Ìing",
epiteto |ocoso que denota apare-
Ìhos aÌternativos, em geraÌ de pro-
cedência chinesa.
O consumidor que chega agora ao
mercado e se depara com essas ta-
buÌetas miracuÌosas provaveÌmente
imagina que se trata de um tec-
noÌogia estaÌando de nova. Mas en-
gana-se redondamente. O conceito
existe há mais de 4O anos e so não
empÌacou antes porque laÌtava a
combinação certa de hardware so-
listicado, interlace amigáveÌ, soltwa-
re à aÌtura, |aneÌa econômica lavo-
ráveÌ e marketing competente.
Lsse con|unto de variáveis atingiu
seupontootimoemabriÌ de 2O1O, com
o revoÌucionário Ìançamento do iPad,
demonstrando cÌaramente onde loi
que laÌharam todos os arremedos de
tabÌets anteriores.
A ideia de computadores-tabuÌe-
tas começou a pipocar 48 anos
atrás. O primeiro deÌes loi boÌado
em 1968 peÌo cientista AÌan Kay ~ o
Dynabook ~ um tabÌet para lina-
Ìidades educacionais, cu|os concei-
tos serviram de inspiração para o
atuaÌ pro|eto One Laptop Per ChiÌd.
O Dynabook, porem, nunca loi im-
pÌementado. (Vide lotogaÌeria em
·gÌo.bo}oÌdtabÌets·)
Lm 1987, a AppÌe criou o conceito
do KnowÌedge Navigator, ideia do
então CLOda empresa, 1ohn ScuÌÌey.
Um video luturista (·bit.Ìy}knowna-
vi2·) apresenta a ideia do apareÌho
que, nunca impÌementado por ser
demasiado ousado, seria um tabÌet
dotado de uma interlace perleita
como ser humano. UmapareÌho que
conversaria lÌuentemente com o
usuário, sem computerices de quaÌ-
quer especie, e que estaria conec-
tado a uma rede, consciente de todo
o ambiente, dos contatos humanos
e da inlraestrutura circundando o
usuário.
Nos anos 9O, começaram a chamar
de tabÌet quaÌquer notebook que,
aberto, permitia reverter a teÌa, per-
mitindo tocá-Ìa comumestiÌete digitaÌ
que acionaria comandos. Não vingou.
Lm2OOO, 8iÌÌ Gates aÌardeou que o
TabÌet PC, rodando uma versão es-
peciaÌ do Windows, promoveria mu-
danças revoÌucionárias na compu-
tação e promoveria o aparecimento
de uma nova geração da internet.
8eÌas paÌavras. Tiro n`água.
Lm2OO2, as paÌavras de Gates ainda
ecoavam peÌa boca de executivos de
empresas como HP e Iu|itsu que exi-
biam seus modeÌos de TabÌet PCs ~
maquinetas que, embora ate |eitosi-
nhas, nunca cairam no gosto popuÌar.
Ho|e, porem, o mercado amadu-
receu: o iPad 2 bombando geraÌ com
sua interlace muÌtitoque, e, em pa-
raÌeÌo, a proÌileração dos tabÌets ro-
dando Android. So agora percebemos
que há dez anos os labricantes |á
anteviamo luturo e estavamtriÌhando
um caminho correto.
IaÌtou-Ìhes, porem, otoquedegênio
deSteve1obs. Lomaisimportante: um
produto certo no momento certo.
O D\NÆBOOK
fci c primeirc
ccnceitc de
tablet, criadc
em 1968 !RÆMBO|HO que nunca agradcu, c Tablet P0 acabcu mcrrendc na praia
Reprcduçac da internet Paul Sakuma/AP/5-5-2003
Bruno Posa e Bruno ViIIas Bôas
¬ Não laÌtam investimentos no
setor de tecnoÌogia para o 8ra-
siÌ. Ontem, 8ritish TeÌecom
(8T) e Visa detaÌharam seus
pÌanos de crescimento para o
maior pais da America Latina
durante o Iorum Lconômico
MundiaÌ, noRio. A8Tpretende
entrar na área de teÌelonia ce-
ÌuÌar como uma operadora mo-
veÌ virtuaÌ e comprar mais em-
presas de tecnoÌogia no pais. A
Visa, patrocinadora da Copa
de 2O14 e dos 1ogos de 2O16,
vai abrir escritorio no Rio no
lim do ano.
A 8T, que no 8rasiÌ atende a
mais de bOO empresas, como
Am8ev, Iiat e UniÌever, está
destinando cada vez mais re-
cursos ao pais ~ que respon-
de por metade dos negocios na
região. Lste ano, a companhia
vai tripÌicar a sua capacidade
de rede, investir em conexões
via rádio e construir redes de
libra optica. Para 2O11, a em-
presa espera crescer 1b/.
Lmagosto do ano passado, a
8T no 8rasiÌ loi responsáveÌ
peÌo maior contrato lirmado
peÌa empresa nomundo. Ioram
mais de R$ 2OO miÌhões para
lornecer a inlraestrutura para a
rede de Ìotericas da Caixa. Lste
mês, a liÌiaÌ nacionaÌ bateu ou-
tro recorde: R$ 8b9 miÌhões
para construir uma nova rede
para os Correios.
~ Ho|e, a America Latina,
assimcomoa Asia, representa o
maior potenciaÌ de crescimen-
to. Por isso, vamos tripÌicar a
nossa capacidade agora ~ alir-
mou Sergio PauÌo GaÌÌindo, di-
retor da 8T no 8rasiÌ. ®
Visa: ßrasi| ja
é c Z
c
-
nerca4c
4c nun4c
¬ O diretor-geraÌ da Visa no 8ra-
siÌ, Ruben Osta, alirma que o
pais |á e o segundo maior mer-
cado do mundo para a empresa,
so atrás dos LUA. Lm 2O1O, o
8rasiÌ superou o Canadá.
~ Vamos abrir um escritorio
no Rio no lim do ano, por conta
dos eventos esportivos. AÌem
disso, estamos conversando
com os nossos parceiros, os
bancos, para ver o que pode ser
leito (em produtos). O 8rasiÌ vai
receber cada vez mais inves-
timento. L onde há mais opor-
tunidade de crescimento e, pro-
porcionaÌmente, onde mais se
investe ~ antecipou Osta.
Depois de Ìançar um modeÌo
de cartão de credito pre-pago
especilico para caminhoneiros e
agricuÌtores, a Visa pretende Ìan-
çar um cartão pre-pago onde
será possiveÌ uma integração
com o sistema de transporte
pubÌico. Ho|e, o8rasiÌ contacom
o maior sistema pre-pago do
mundo dentro da companhia
americana, atraves do Visa VaÌe.
AÌem disso, o cartão pre-pago
Visa TraveÌ Money (usado atuaÌ-
mente por brasiÌeiros para com-
pras no exterior, pois não tem
incidência de IOI) no 8rasiÌ tam-
bem conta com a maior base de
cÌientes em todo o continente
americano.
~ O pre-pago tem uma gama
tão grande que pode ser usado
em vários produtos. O nosso
cartão de credito que ho|e pode
acessar estádios de luteboÌ e
casas de shows (pois lunciona
como se losse umingresso) será
estendidoaos cartões pre-pagos
e de debito. ®
ídeia surgiu em 1968, mas faltavam interface charmcsa, scftware rcbustc, hardware à altura. E c tcque de Midas
46
O M U N D O
Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 46 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 39 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Catarsecoletivanoreino
Mundo se rende à união com mais emoção do que pompa de Kate e William
C A S A M E N T O
REAL
Fernando Duarte
Correspondente • LONDRES
S
im, houve mostras de que
noivo e noiva não estavam
alheios aos quase dois mil
pares de olhos na Abadia de
Westminster, ao milhão que foi às
ruas de Londres e aos estimados
dois bilhões de telespectadores ao
redor do mundo. Mas o príncipe Wil-
liam e Kate Middleton conseguiram,
no fim das contas, que seu casamen-
to fosse uma celebração de emoção,
mais do que de pompa. Ao contrário
do último grande casamento real, em
1981, de Charles e Diana, a união de
ontem viu a espontaneidade dar dri-
bles no protocolo.
Num momento em que os britâni-
cos se veem às voltas com as duras
medidas de austeridade econômica,
a festa do novo casal real foi uma
oportunidade de catarse coletiva.
Desde as primeiras horas da manhã,
multidões se aglomeraram em frente
à Abadia de Westminster, local da ce-
rimônia religiosa, e ao Palácio de Bu-
ckingham, em cuja sacada William e
Kate se beijaram duas vezes.
William: ‘Você está
linda, gata’
● No caminho para a abadia, a bor-
do de uma das limusines da rainha
Elizabeth II, Kate, de 29 anos, acena-
va para o público com confiança e
descontração — o oposto de Diana.
Ironicamente, foi a metade do casal
mais preparada para grandes oca-
siões que pareceu sentir a pressão.
William entrou na abadia agitado e,
enquanto esperava a noiva, cochi-
chou diversas vezes com o irmão,
Harry, que, segundo especialistas
em leitura labial, foi quem o avisou
sobre a chegada de Kate.
No encontro com ela no altar, o
príncipe pisou no protocolo ao di-
zer o equivalente a ‘’Você está linda,
gata’’. Ele também fez piada com o
sogro, Michael Middleton, recla-
mando, em tom de brincadeira, que
o casamento era grandioso demais
para o que eles haviam planejado.
“Isso era para ter sido uma pequena
cerimônia íntima de família”, disse.
Entre os 1.900 convidados, esta-
vam representantes políticos e di-
plomáticos, 50 chefes de Estado e
governo da Comunidade Britânica
(bloco de nações com ligações his-
tóricas com o Reino Unido) e inte-
grantes de famílias reais de todo o
mundo. Também estiveram presen-
tes celebridades como o cantor El-
ton John e o jogador de futebol Da-
vid Beckham, bem como o come-
diante Rowan “Mr. Bean’’ Atkinson,
que compareceu vestindo fraque e
cartola. Contrariando rumores de
que iria de terno, como parte de
seus esforços para parecer menos
aristocrático aos eleitores, o pre-
mier David Cameron foi de fraque.
— Todo mundo que vive no Reino
Unido se sente de alguma forma li-
gado a um evento como este. A fa-
mília real representa vários de nos-
sos valores — disse Cameron à rede
de TV Sky News.
O casal convidou diretamente
apenas 250 dos 1.900 presentes na
abadia, mas nem por isso deixou de
exercer algum controle sobre a ce-
rimônia: uma das preces lidas pelo
bispo de Londres, Richard Charters
— que comandou parte da missa,
dividindo a função com a mais gra-
duada autoridade religiosa da Igreja
Anglicana, o arcebispo de Canterbu-
ry, Rowan Williams — foi escrita pe-
lo casal. William, no entanto, teve de
usar o uniforme da Guarda Irlande-
sa, um regimento do Exército britâ-
nico formado em sua maioria por
soldados de origem irlandesa ou ca-
tólica, do qual o príncipe é coronel
honorário. A escolha do uniforme
foi vista como um gesto de relações
públicas antes da visita oficial que a
rainha fará a Dublin, de 17 a 21 de
maio, a primeira de um monarca bri-
tânico à República da Irlanda em
cem anos.
Depois da cerimônia religiosa, os
noivos seguiram de carruagem para
o Palácio de Buckingham, onde apa-
receram na sacada ao lado de pa-
rentes, para o delírio das quase 500
mil pessoas (segundo cálculos da
Scotland Yard, a polícia metropolita-
na de Londres) do lado de fora. A
Scotland Yard havia prometido um
esquema de segurança robusto e
cumpriu a promessa, com a prisão
de 52 pessoas. Com auxílio de um
efetivo de pelo menos 5 mil agentes
(mil deles à paisana), a polícia agiu
rápido. Em Soho Square, um grupo
de manifestantes que pegou em-
prestado a canção “Yellow submari-
ne”, dos Beatles, para cantar “We all
live in a fascist regime” (“Todos nós
vivemos em um regime fascista”),
mal chegou ao segundo refrão antes
de ser detido. Houve ainda deten-
ções nas imediações de Trafalgar
Square, onde a polícia apreendeu
equipamentos de alpinismo e faixas
antimonárquicas.
Rainha deixa
casal à vontade
● As ações ocorreram também na
véspera do casamento, quando um
grupo teatral que pretendia realizar
uma decapitação simbólica de bo-
necos representando a monarquia
foi apanhado numa batida preventi-
va. Mas a polícia foi acusada de ri-
gor excessivo: um grupo de estu-
dantes vestidos de zumbis foi preso
tomando café.
“Estávamos apenas no divertin-
do”, afirmou, ao jornal “Guardian”,
Amy Cutler, de 25 anos, que trajava
uma camisa em que pedia o prínci-
pe William em casamento.
Olivia Knight, filha do organizador
da decapitação simbólica, protestou:
— Agir dessa maneira não nos
torna diferentes da China.
Pelo menos nas cercanias da aba-
dia e do palácio, o clima foi de tran-
qüilidade, e policiais até serviram
de fotógrafos improvisados para
grupos de turistas. Pouco depois,
quando a multidão já havia diminuí-
do bastante, William e Kate surpre-
enderam ao saírem sozinhos num
carro conversível — devidamente
decorado por Harry e amigos do
noivo — em direção a Clarence Hou-
se, a residência do príncipe em Lon-
dres, para Kate trocar de roupa an-
tes do banquete da tarde.
A rainha Elizabeth II viajou para o
Castelo de Balmoral, na Escócia, no
meio de tarde. Dizem que foi para os
noivos curtirem à vontade a festa, à
noite, para 300 convidados. ■
Glyn Kirk/ AFP
NUM TELÃO gigante colocado em Trafalgar Square, centro de Londres, uma multidão acompanha o esperado beijo do casal
Paul Ellis/AP
WILLIAM E KATE acenam após saírem da abadia, numa carruagem State Landau, de 1902, até o Palácio de Buckingham: casal conseguiu dar alguns dribles no protocolo
A PRECE COMPOSTA
PELOS NOIVOS
“Deus, nosso Pai, nós Te
agradecemos por nossas
famílias, pelo amor que
compartilhamos e pela
alegria do nosso casamento.
Na correria de cada dia,
mantenha nossos olhos fixos
no que é real e importante
na vida e nos ajude a
sermos generosos com o
nosso tempo, amor e
energia. Fortalecidos pela
nossa união, ajude-nos a
servir e consolar os que
sofrem. Nós pedimos isto no
Espírito de Jesus Cristo.
Amém".
O MUNDO

47 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 47 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 39 h PRETO/BRANCO
C A S A M E N T O
REAL
Elegância e
sensualidade
na medida
Parecido com modelo usado por Grace
Kelly em 1956, vestido da noiva
atendeu às expectativas da realeza
Os tempos são outros até para Elizabeth II
Martin Meissner/AP
O PRÍNCIPE Andrew,
acima, entre as filhas
Beatrice, à direita, e
Eugenie. A mãe delas,
Sarah Ferguson, não foi
convidada. Ao lado, a
rainha entre a mãe da
noiva e a nora
O DI A DE
W K
&
G
e
r
o
B
r
e
l
o
e
r
/
A
P
ACIMA, DETALHES
do vestido de Kate:
tiara Cartier, decote
em V, cabelos
soltos, buquê e
brincos discretos.
Nada ostensivo. O
modelo lembrou o
usado por Grace
Kelly, outra
princesa plebeia
(ao lado)
● A rainha Elizabeth II nunca teria imaginado
esta cena: do lado de fora da Abadia de
Westminster, logo após a cerimônia do
casamento do neto William, a soberana
britânica conversando com a mãe da noiva,
Carole Middleton, uma plebeia, e com aquela
que durante anos foi a grande vilã da
história dos Windsor, Camilla Parker-Bowles.
A rainha deve lembrar-se melhor do que
ninguém daquelas conversas picantes entre
Camilla e seu então amante Charles... Mas os
tempos são outros e tudo parece superado:
Camilla está casada, e feliz, há seis anos com
o herdeiro de Elizabeth II, e os sorrisos e a
cumplicidade entre William e Catherine na
abadia demonstraram verdade. Mas o que a
rainha deve demorar para superar é o
figurino que suas netas, Eugenie e Beatrice,
escolheram para a cerimônia. Divertidos?
Sem dúvida. Mas o comentário geral na
internet foi: “Pareciam as irmãs postiças
malvadas da Cinderela”.
Patricia Veiga
● O clássico vestido de cauda,
na cor marfim, com românti-
cas mangas longas, usado por
Kate Middleton, é assinado
por Sarah Burton, diretora-
criativa da marca inglesa Ale-
xander McQueen. O modelo
criado pela sucessora do esti-
lista, morto ano passado, cer-
tamente vai inspirar milhões
de noivas pelo mundo a partir
de agora.
A transparência da renda
no corpete ajustado, contras-
tando com a ampla saia de ta-
fetá com aplicações no mes-
mo material, dotaram a noiva
de elegância e sensualidade
na medida certa. A tiara de
diamantes Cartier — presente
do rei George VI a sua mulher,
Elizabeth, mãe da atual rainha
— deu o toque de realeza em
Kate, que optou por brincos
discretos e cabelos soltos,
sua marca registrada. Em ne-
nhum momento a noiva os-
tentou. Até o buquê era deli-
cado e cada flor tinha um sig-
nificado. O lírio é o retorno da
felicidade, o jacinto represen-
ta a constância do amor, a
murta traduz o amor do casa-
mento, e o Sweet William, cla-
ro, é sinônimo de bravura.
Chapéus foram
atração à parte
● Mas será que esse modelo da
estilista inglesa, que deverá ser
tão copiado, não bebeu em ou-
tra fonte? Há quem diga que
não foi por acaso que a roupa
de Kate tenha sido parecida
com a usada pela também ple-
beia Grace Kelly, em seu casa-
mento com o príncipe Rainier,
em 1956. Desenhado pela figu-
rinista Helen Rose, da MGM
Studios, o vestido da princesa
hollywoodiana, que durante
décadas inspirou moças so-
nhadoras, também era de ren-
da, tinha mangas longas, gola
alta e véu bordado de pérolas.
O de Kate é uma versão mo-
derna, menos austera, ajustada
ao corpo e com decote em V,
resultado da acertada escolha
da grife McQueen, que vestiu
ainda, comelegância, a irmã da
noiva, Pippa Middleton. Além
de um estilo audacioso, Ale-
xander McQueen deixou como
legado a precisão da modela-
gem, fruto de sua experiência
em alfaiatarias de Savile Row,
em Londres. A confecção do
vestido da nova princesa con-
tou com um cuidado extra: a
cada 30 minutos as costureiras
lavavam as mãos para não
manchar o tecido, e de três em
três horas trocavam agulhas
para não rasgar a renda.
A noiva não foi a única ana-
lisada dos pés à cabeça por
mais de dois bilhões de espec-
tadores. As convidadas tam-
bém passaram por um, diga-
mos, crivo fashion. Duas fo-
ram logo reprovadas: Beatri-
ce, de Valentino, e Eugenie, de
Vivienne Westwood. Filhas do
príncipe Andrew e primas de
William, as moças causaram
espanto com verdadeiras ale-
gorias na cabeça, criadas pelo
chapeleiro Philip Treacy. Elas
fizeram um contraste tremen-
do com o ambiente e prova-
ram que nem sempre carregar
marcas famosas é garantia de
elegância.
Rainha era a
mais ousada
● Em contrapartida, a noiva
do príncipe Albert de Mônaco,
a ex-nadadora sul-africana
Charlene Wittstock, estava im-
pecável com um vestido seco,
azul-acinzentado, cor, aliás,
usada pela mãe de Kate, Caro-
le Middleton, que vestiu um
modelo com casaco de Katha-
rine Walker. A maioria das pre-
sentes preferiu não arriscar
optando pelo conjunto de ves-
tido e casaco redingote e tons
neut ros. Cami l l a Parker -
Bowles, que nunca foi das 10
mais, passou discreta num
modelo Anne Valentine, com
pregas em dois tons: champa-
nhe e azul claro, e sapato Jim-
my Choo. Já a rainha Elizabeth
II foi mais ousada e apostou no
amarelo sol até no chapéu
com flores. E, claro, não es-
queceu de sua indefectível
bolsinha a tiracolo. Victoria
Beckham, mulher do jogador
de futebol David Beckham, di-
vidiu opiniões. Usou um vesti-
do azul-marinho de sua pró-
pria marca e recebeu críticas:
acharam que seria de bom
tom ela ter optado por uma
cor mais clara. Não vejo por
que, já que ela não estava em
destaque.
Mas o que deu o tom lúdico
da festa foi a variedade de
chapéus e adereços de cabe-
ça, principalmente o fascina-
tor, um tipo de aplique enfei-
tado com penas, plumas e flo-
res, muito usado pelas ingle-
sas, e que a própria Kate já
adotou em várias ocasiões. O
acessório promete ser o hit
das próximas temporadas, do
camelô ao mais sofisticado
chapeleiro. Aliás, o mais fa-
moso deles, o inglês Philip
Treacy, esteve presente em al-
gumas cabeças na Abadia de
Westminster, em estilos diver-
sos: de aba larga, com gazes
transparentes, enfeitados por
laços e flores, modelo pill box
usado de lado...
Para a recepção no Palácio
de Buckingham, Kate usou
um tomara-que-caia em ga-
zar de seda branca, com saia
rodada e corpete ajustado
complementado por uma fai-
xa de diamantes na cintura e
um casaquinho de lã angorá.
O modelo também foi assina-
do pela estilista Sarah Bur-
ton e manteve a mesma es-
trutura do vestido de noiva;
uma versão sof i sti cada e
prática para deixá-la mais à
vontade.
A mulher de William mos-
trou grande habilidade em
conciliar seu jeito de ser com
as expectativas da monar-
quia. Tanto na moda quanto
na atitude. ■
Arquivo
‘Linda de morrer’
Melina Dalboni
● O vestido de noiva assinado por Sarah Burton, da grife Ale-
xander McQueen, foi “o” assunto ontementre estilistas do mun-
do todo. E agradou. A agora princesa Catherine acertou no mo-
delo, mas a maquiagem, feita pela própria noiva, e o cabelo di-
vidiramopiniões. Look natural até demais, criticaram. Era o que
Kate pretendia ao pedir ao cabeleireiro que William deveria re-
conhecê-la assim que ela chegasse ao altar.
AFP
John Stillwell/ AP
O VESTIDO da recepção: versão
prática para deixá-la à vontade
“Em tempos de crise no Velho Mundo, o vestido foi na
medida certa. E parecia com ela (Kate): uma elegância
discreta sem arroubos de modernidade. O cabelo solto me
incomodou, porque deu a sensação de que ela estava
experimentando a roupa e de repente saiu por aí.”
RONALDO FRAGA • ESTILISTA MINEIRO
“Adorei o véu sob a tiara. Catherine estava radiante,
nunca esteve tão bonita. E o uniforme vermelho do
príncipe era incrível.”
CHRISTIAN LACROIX • ESTILISTA FRANCÊS
“Faltou luminosidade na maquiagem e houve um
exagero no blush. Poderia ter sido mais elaborada e suave.
Ficou um pouco ‘qualquer coisa’, como se fosse para um
jantar. Quanto ao cabelo solto, ponto para Kate.”
FERNANDO TORQUATTO • CONSULTOR DE BELEZA E MAQUIAGEM
“Kate estava linda de morrer. Embora o vestido fosse
clássico, tinha uma forma contemporânea com
características do estilista Alexander McQueen, como o
volume na parte de trás da saia. É um modelo que
continuará bonito mesmo daqui a muitas décadas.”
LENNY NIEMEYER • ESTILISTA
“Kate pareceu muito nobre”
DONATELLA VERSACE • ESTILISTA ITALIANA
“O casamento foi perfeito. A Kate estava linda, e o
vestido realçava o corpo dela, que é escultural. Além de
tudo, o buquê estava deslumbrante.”
GUILHERME GUIMARÃES • ESTILISTA
“O vestido é clássico e combina com a decoração de
Westminster. Ele me lembra o casamento de Elizabeth
(rainha) e os casamentos reais dos anos 50. A proporção
foi certa e a renda era bonita. E gostei muito do véu”
KARL LAGERFELD • DIRETOR CRIATIVO DA CHANEL
“Foi absolutamente perfeito. Num casamento real, eu
esperava um modelo mais rodado, armado e bem
princesa. E Kate seguiu a linha oposta, deixando a
cerimônia mais humana, com a noiva mais perto do
noivo. Isso mostrou que ela é segura, tem personalidade
e não vai ser uma vaquinha de presépio.”
CARLOS TUFVESSON • ESTILISTA
“A escolha de usar a marca Alexander McQueen foi
muito acertada. Uma noiva cool e suave, que manteve
as tradições. Bem apropriado para uma princesa
moderna e jovem como ela”
ANDREA MARQUES • ESTILISTA
“Ela está chegando e mostrando uma personalidade
precisa: foi corajosa de se casar de cabelo solto; usou
um vestido chique, correto, bem feito e até discreto
para o tamanho da cerimônia. Sinal dos tempos. Essa é
a cara da nova princesa do mundo.”
PAULO BORGES • DIRETOR DA SPFW E DO FASHION RIO
Mariana Timóteo da Costa
48

O MUNDO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 48 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 40 h PRETO/BRANCO
C A S A M E N T O
REAL
Sua Alteza Real, a Duquesa de Cambridge
Por não ter antepassados nobres, Kate deixou de receber título de princesa, mas poderá ser rainha-consorte
Pippa, a nova
musa. E a
namorada
de Harry?
O DI A DE
W K
&
Fernando Duarte e
Mariana Timóteo da Costa
LICENÇA PARA DIRIGIR: Casal deixa Palácio de Buckingham em conversível à la James Bond
Warren Allott/AFP
Fernando Duarte
Correspondente
● LONDRES. Como reza a tradi-
ção nos casamentos reais, a
rainha Elizabeth II presenteou
ontem o príncipe William com
o título de Duque de Cambrid-
ge. Mais do que uma honraria
simbólica para um futuro rei,
foi uma solução encontrada
para acomodar melhor a che-
gada de Kate Middleton à famí-
lia real — ela é a primeira ple-
beia em 350 anos a se juntar
ao círculo principal da Casa de
Windsor — e também para
marcar pontos com os súditos
que não escondem o apreço
pela recém-casada.
Por não ter raízes nobres, Ka-
te não pode receber o título de
princesa. Diana, por exemplo,
foi Princesa de Gales devido ao
fato de ser filha de um barão. A
futura rainha poderia ser cha-
mada de princesa Williamde Ga-
les — o que poderia soar ma-
chista no século XXI. Sendo as-
sim, como a soberana tem o po-
der de conferir títulos de nobre-
za, Kate virou Duquesa de Cam-
bridge — ou, como reza o pro-
tocolo, Sua Alteza Real, a Duque-
sa de Cambridge.
Dono anterior do título
também se casou com plebeia
A escolha do ducado é curio-
sa por algumas razões: a mais
imediata é a ironia de estar li-
gado à famosa universidade
britânica pela qual nem noivo
nem noiva passaram. Ambos
estudaram em Saint Andrews,
na Escócia — William porque
preferiu estudar num local o
mais longe possível do interes-
se da mídia, e Kate, reza a len-
da, por desejar estar o mais
perto possível do príncipe.
Outra razão é que o dono
anterior do título também des-
pertou frisson por se casar
com uma plebeia: o príncipe
George, sétimo filho do rei
George III, que em 1819 casou-
se com uma atriz com quem já
tinha dois filhos. Também cu-
riosamente, William e Kate on-
tem passaram pela frente de
uma estátua do Duque de
Cambridge no caminho para o
palácio — o príncipe George
serviu na Guerra da Criméia.
O título, na verdade, existe
desde 1664, tendo sido confe-
rido para o segundo filho do
rei James II, o último monarca
católico britânico. Foi extinto
quatro vezes desde então, de-
pois de seus detentores terem
morrido sem herdeiros. Duca-
dos são também uma forma de
consolar irmãos de herdeiros
sem chances de ascensão ao
trono: o título de duque de
York, por exemplo, é normal-
mente conferido ao filho do
meio do monarca. O príncipe
Andrew é duque de York.
Depois de escolher o amor
da americana divorciada Wal-
lis Simpson em detrimento da
coroa, Edward VIII recebeu do
irmão o título de Duque de
Windsor. Não é surpresa que,
desde a morte do duque, em
1972, o título continue vago.
De acordo com o protoco-
lo real, Kate tem de ser cha-
mada de Catheri ne, ai nda
que isso tenha forçado o pa-
lácio a fazer adaptações no
material do casamento (os
monogramas dos noivos fo-
ram invertidos para evitar a
infeliz coincidência com a
abreviatura WC, usada para
banheiros no Reino Unido).
Mas Kate não deverá ter pro-
blemas para ser chamada de
rainha, ainda que tecnicamen-
te uma rainha-consorte. Uma
vantagem que não ocorre no
lado masculino — o marido da
rainha, Elizabeth II, por exem-
plo, continuou sendo príncipe
Philip. De acordo com a legis-
lação monárquica britânica,
ela também terá direito a ser
coroada, como ocorreu com a
rainha-mãe. Poderá se tornar a
quinta rainha Catherine da mo-
narquia britânica. ■ .
No Rio, Blair deseja felicidades ao casal
Falta de convite a ex-premier gerou críticas de trabalhistas
Cristina Azevedo
● A milhares de quilômetros de distância da
polêmica de não ter sido convidado para o
casamento real, o ex-premier britânico Tony
Blair procurou não se mostrar incomodado
com o fato. No Hotel Intercontinental, em
São Conrado, onde participava ontem do Fó-
rum Mundial Econômico sobre a América
Latina, Blair desejou sorte aos noivos:
— Não me preocupo nem um pouco com is-
so. Sei que era uma questão sensível para eles,
porque tinham que convidar muitas pessoas.
Desejo ao casal felicidade e sorte. E eu estou no
Rio. É um grande lugar para se estar — disse,
completando: —Bem, oque eutinha para dizer
já disse. Estou muito feliz com a situação.
A exclusão de Blair e do ex-premier Gordon
Brown da lista de convidados surpreendeu, já
que o ex-primeiro-ministro havia defendido
que os paparazzi respeitassem a privacidade
dos filhos de Diana após a sua morte em 1997.
O Palácio de Buckingham reagiu às críticas
trabalhistas dizendo que só líderes condeco-
rados foram convidados. Mas houve quem
visse aí um dedo dos conservadores.
● O segundo beijo não foi a única surpresa que Wil-
liam e Kate guardaram para a multidão: o casal dei-
xou o Palácio de Buckinghamcomo próprio príncipe
ao volante de um conversível azul Aston Martin, o
carro tornado famoso pelo agente secreto James
Bond em suas aventuras a serviço de Sua Majestade.
O carro, enfeitado com balões e com a placa JU5T
WED (um trocadilho com recém-casados), passou
pelos portões do palácio com Kate acenando para a
multidão, e seguiu até Clarence House, onde a noiva
trocaria de roupa. Movido a etanol, o automóvel, no
entanto, nunca foi dirigido por 007. Segundo um fun-
cionário da família, ele pertence há 40 anos ao prín-
cipe Charles. “Ele achou que seria uma ótima ideia
oferecer ao filho para dirigir de volta”, contou.
CHELSY DAVY, namorada do
príncipe, chega à cerimônia
● Em frente a um telão
transmitindo o casamento
real, em Trafalgar Square,
a estudante escocesa
Charlotte Stewart, já na
segunda taça do
champanhe quente que
dividia com um grupo de
amigos, grita ao ver a
primeira imagem de Pippa
Middleton:
— Nossa, Kate é realmente
uma alma muito bondosa para deixar a ir-
mã aparecer assim no dia de seu casamento
— exclamou.
Apenas mais uma pessoa que teve a impres-
são de que a irmã mais nova da agora Duque-
sa de Cambridge roubou a cena da Middleton
principal na cerimônia de ontem. Algo expres-
sado até mesmo por algumas personalidades
no twitter, como o ex-capitão da seleção ingle-
sa de críquete, Michael Vaughan, que chamou
Pippa de “gostosa”.
A ferramenta de mídia social, por sinal, teve a
irmã de Kate como um dos principais assuntos
durante parte do dia. Amaioria dos comentários
descambava para sugestões de um namoro com
o príncipe Harry, embora a namorada do irmão e
padrinho de casamento de William, Chelsy Davy,
estivesse na cerimônia e nas outras comemora-
ções. Alémdisso, Pippa namora o jogador de crí-
quete Alex Loudon.
Culpa do vestido branco decotado e justo —
também assinado por Sarah Burton, da grife
Alexandre McQueen — que a irmã de Kate
usou para cumprir com muito protagonismo
a função de dama-de-honra. As edições onli-
ne dos tablóides ingleses ontem já afirma-
vam que a Middleton mais nova, de 27 anos,
havia roubado a cena no casamento.
E Chelsy Davy? Loura, advogada, 22 anos, nas-
cida no Zimbábue, mais sarada do que Pippa.
Acompanhou o casamento com discrição, ao la-
do de amigos. Ela e Harry namoram, entre idas e
vindas, há pelo menos quatro anos. Chelsy usou
umtailleur verde água, jovial e decotado, da grife
italiana Alberta Ferretti. Segundo a imprensa bri-
tânica, Harry não pensa em se casar tão cedo...
PIPPA MIDDLETON, ao lado de Harry, na sacada do Palácio de Buckingham
John Stillwell/ Reuters
F
i
o
n
a
H
a
n
s
o
n
/
A
F
P
Na multidão, bandeiras
e sotaque brasileiro
Para camelôs, vendas são maiores do que as
ocorridas no casamento de Charles e Diana
● LONDRES. Ainda que a valori-
zação do real tenha feito muitos
migrantes brasileiros deixarem
o Reino Unido nos últimos anos,
Londres ainda é uma cidade em
que o português na versão mais
tropical é ouvido com freqüên-
cia. Não foi diferente nas cerca-
nias da Abadia de Westminster,
onde a multidão se aglomerava
para ver a família real.
— Consegui ver a rainha bem
rapidinho, mas já valeu ter espe-
rado desde às 7h. Não entendi
muito bem aquele vestido ama-
relo que ela escolheu —brincou
o estudante Vagner Fogaça, que
trabalha como garçom num res-
taurante brasileiro.
Fogaça é umdos cerca de 200
mil brasileiros que, segundo es-
timativas da Universidade de
Londres, vivem no Reino Unido.
Como ele, os também paulistas
Alex Bianco e Michelle Passador
trocavam impressões sobre a
ocasião. Ele, um motoboy apai-
xonado por História. Ela, uma
gerente de restaurante, ansiosa
para ver o vestido da noiva.
— Tenho certeza de que não
vai ser algo exagerado. Kate é
supermoderna. Ainda não com-
prei um vestido daqueles que
ela usa da (estilista brasileira)
Daniela Helayel. Vou esperar
sair uma versão da Primark —
brincou Michelle, referindo-se à
cadeia de lojas que vende imita-
ções de modelos de grife a pre-
ços mais baixos.
Havia também quem tivesse
saído às ruas para ser visto. E
com um grau de sofisticação
muito maior do que apenas ca-
misas com os rostos dos noivos
ou perucas. Gente vestida a ri-
gor, como se tivesse sido convi-
dada para o casamento, circula-
va em meio a outros portando
cartazes com mensagens de
apoio aos noivos — ou pedidos
para que William ou Kate repen-
sassem sua escolha.
Empresas distribuem
produtos promocionais
Era grande a quantidade de
produtos promocionais: uma
rede de lanchonetes distribuiu
coroas de papelão; um estúdio
de cinema, periscópios rudi-
mentares. Nada, porém, que
causasse problemas aos inúme-
ros vendedores ambulantes.
— Trabalhei no casamento
de Charles e Diana, em 1981, e
as vendas não chegaram perto
do que vi até agora. Foram
mais de mil bandeirinhas —
comemorava o camelô Sam
White. (Fernando Duarte) ■
O MUNDO

49 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 49 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 40 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
C A S A M E N T O
REAL
OS NOIVOS passaram por algo
não incomum aos demais
mortais: na hora de colocar a
aliança em Catherine, William
teve dificuldades porque o anel
estava um pouco apertado
O DI A DE
W K
&
Recordações deDianamarcamacerimônia
Do anel de noivado usado por Kate à trilha sonora, mãe do príncipe William foi lembrada em vários momentos
AP
Adrian Dennis/ AP
OS NOIVOS deixam a abadia
após o casamento (no alto), que
reuniu amigos, colaboradores e
parentes da princesa Diana,
como as filhas de seu irmão
Charles Spencer (acima)
QUEM PARECE não ter
curtido muito a festa foi
Grace van Cutsem, de 3
anos, afilhada de William
e uma das daminhas de
honra. Na sacada do
Palácio de Buckingham,
Kate chegou a pedir que
a menina acenasse para
o povo. Mas não teve
jeito, e as caretas fizeram
a festa foi dos sites
Matt Dunham/ AP
Mariana Timóteo da Costa
● LONDRES. Por desejo do prín-
cipe William, sua mãe esteve
presente na cerimônia de ontem
do início ao fim. A música favo-
rita de Diana foi tocada, muitos
de seus amigos (como o músico
Elton John) e parentes (como o
irmão de Diana, conde Charles
Spencer, ao lado das filhas) es-
tavam lá, e houve espaço para
representantes das ONGs com
que ela trabalhou e com as
quais seu filho hoje colabora.
Para que não restassemdúvidas
quanto ao simbolismo da oca-
sião, Kate ostentava na mão di-
reita o enorme anel de safira in-
crustado de pequenos diaman-
tes que pertenceu a Diana.
Morta há quase 14 anos num
acidente de carro, a princesa foi
lembrada também nas recorda-
ções emocionadas de muitos
convidados. William encontrou
uma forma de equilibrar o pas-
sado tumultuado de seus pais e
os novos tempos. Enquanto Ca-
mila, atual mulher do príncipe
Charles e pivô do divórcio do
casal, formalizado em1996, ocu-
pava um lugar de destaque na
abadia, uma de suas netas foi es-
colhida pelos noivos para ser
dama de companhia.
Cerimônia teve hino tocado
no funeral da princesa
Desde o momento em que o
casal anunciou que se casaria,
em novembro, William assegu-
rou que a memória de Diana
não seria ignorada, dando a
Kate o grande anel de noivado
usado por sua mãe.
— Isso é muito especial pa-
ra mim. É uma forma de garan-
tir que minha mãe participe
desse dia e do fato de que eu e
Kate vamos passar o resto de
nossas vidas juntos — disse
William em novembro.
Os preparativos para o ca-
samento estiveram permea-
dos pela lembrança de Diana.
Antes da cerimônia, os noivos
visitaram o túmulo da mãe de
William, que fica numa ilha nu-
ma propriedade da família de-
la, em Althorp, na região cen-
tral da Inglaterra.
O casamento foi celebrado
pelo Bispo de Londres, Richard
Chartres, que conhecia Diana
desde 1981, quando ela se casou
com Charles, e comandou o ser-
viço religioso pelos 10 anos da
morte da princesa, realizado em
2007. Um dos hinos escolhidos
pelos noivos foi “Guiai-me, Ó
Grande Redentor”, a música que
encerrou o funeral de Diana.
— Tenho certeza que Diana
estaria muito, muito feliz —
disse Elton John, que foi ami-
go próximo da princesa e can-
tou a música “Candle in the
wind” no funeral dela. ■
Dave Thompson/ Reuters
Seminário Comunicação Digital Nas Suas Diversas Conexões
Case e visões de anunciantes, veículos e profssionais.
9 e 10 de maio de 2011, das 19h às 22h
A quem se destina: Profssionais de Agências de Comunicação e Profssionais de Marketing.
Local: Centro Empresarial Rio – Edifício Argentina
Praia de Botafogo, 228, Bloco A / 2º. andar
APoio:
Confrme
sua presença
pelo e-mail
gap@gaprj.com.br
até dia 6/5.
Vagas limitadas.
ApRESENtA:
Mais informações: www.gaprj.com.br
50

O MUNDO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 50 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 50 h AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Philip Brown/ Reuters
O DI A DE
W K
&
Orgulho nacional
C A S A M E N T O
REAL
Nas redes, casamento
supera Egito e Japão
União de William e Kate gera mais repercussão entre
internautas do que a queda de Mubarak e o terremoto
Nivia Carvalho e Renata Monti
● O casamento real repercutiu
mais nas redes sociais do que
a revolução no Egito e o terre-
moto no Japão. Segundo esta-
tísticas do site Webtrends, a
união de William e Kate alcan-
çou 38%das mensagens posta-
das na web ontem. Já a queda
de Hosni Mubarak e a tragédia
nipônica suscitaram, respecti-
vamente, 37,7% e 24,2% dos
comentários dos internautas
na época em que ocorreram.
Nos últimos 30 dias, foram
enviadas 911 mil mensagens
no Twitter sobre o matrimônio
do herdeiro da monarquia bri-
tânica — cerca de 30 mil twe-
ets por dia. No Facebook, fo-
ram cerca de 217 mil comentá-
rios e 145 mil posts nesse pe-
ríodo. Já no YouTube, o canal
da realeza atraiu 12 milhões
de espectadores durante a
transmissão do casamento.
Ontem pela manhã, o assun-
to dominou as dez posições
dos termos mais comentados
no Twitter, os trending topics.
O site Topsy, que contabiliza o
que é mais comentado na re-
de, registrava 561 mil tweets
com o marcador #royalwed-
ding, o termo mais popular no
microblog. Já a expressão #ca-
samentoreal teve 43 mil men-
ções. Foi o humor, típico das
redes, que figurou na maioria
das citações: "Aos que estão
comentando o #casamento-
real, os noivos mandaram
agradecer e disseram que ca-
da um de vocês mora nos co-
rações deles", ironizou o perfil
@edubar42.
Maioria das mensagens na
internet veio dos EUA
O casamento pode ter sido
coisa para inglês ver, mas foi
assunto para americano co-
mentar. Ainda segundo a aná-
lise do Webtrends, 65% dos
tweets, posts e atualizações
do Facebook foram feitos a
partir dos EUA, contra 20% do
Reino Unido. O Canadá está
em terceiro lugar, com apenas
2,6% do burburinho virtual.
A união gerou várias hash-
tags no Twitter, como a #rw11,
a oficial; #proudtobebritish,
que pode ser traduzida como
“orgulho de ser britânico”;
Pippa, a bela irmã de Kate; Bu-
ckingham Palace; Sarah Bur-
ton, estilista que assinou o
vestido da noiva; Grace Kelly,
por causa da semelhança en-
tre os vestidos; Westminster
Abbey; e a abreviatura QILF,
que uma lady britânica tradu-
ziria como “Eu gostaria de
transar com a rainha”.
Ao contrário dos casamen-
tos reais na “Era Pré-Facebo-
ok”, a página oficial da coroa
britânica no site de relaciona-
mentos foi uma das principais
fontes de informação sobre o
que acontecia no interior da
Abadia de Westminster. Tinha
de tudo: da chegada de cada
uma das celebridades à grife
das roupas dos convidados.
A cada post, uma chuva de
comentários e “curtidas”. A
mensagem com as fotos de
William e Kate recebeu mais
de 13 mil “curtir” e dois mil co-
mentários até o fim da tarde
de ontem. A maioria das publi-
cações estava em inglês e de-
sejava felicidades aos noivos.
A seu modo, os brasileiros
também marcaram presença
no casamento real. No evento
"Churrasco de Casamento do
Príncipe William", uma brinca-
deira criada por dois mineiros
no Facebook, 355 mil confir-
maram presença. A página foi
utilizada para comentários
descontraídos e debochados
sobre a cerimônia: "A noiva es-
tá mais bonita que a Elizabeth.
Perdeu, playboy", brincou o
internauta Patric Santos no
perfil do evento. ■
J
o
h
n
S
t
i
l
l
w
e
l
/
A
F
P
O CASAL com o príncipe Charles, na recepção oferecida no Palácio de Buckingham: assunto do dia
Um prato cheio
para os jornais
republicanos
Veículos britânicos
aproveitam o dia para
ironizar a monarquia
● LONDRES. “Pode parecer per-
verso estar indiferente à união
formal de duas pessoas que ne-
nhum de nós jamais vai conhe-
cer, mas...” — assim, com a co-
nhecida ironia britânica, come-
çou a cobertura ao vivo de “tu-
do que acontece ao redor do
mundo nesta sexta-feira” no site
do jornal “The Guardian”. Tradi-
cionalmente republicano, o veí-
culo se apresentou ontem como
“um santuário protegido de tu-
do relacionado a William e Ka-
te”, oferecendo aos leitores des-
de matérias sobre os conflitos
no mundo árabe a dicas de pro-
gramação para quem estava
mais preocupado em curtir o fe-
riado do que acompanhar o ca-
sório-espetáculo pela TV.
À tarde, porém, a capa do site
do “The Guardian” já estampava
uma enorme fotogaleria dos noi-
vos, com direito a close român-
tico do beijo, mostrando que,
emnome da audiência, até o jor-
nal que no último 1
o
- de abril pu-
blicou o editorial-piada “A mági-
ca da monarquia” teve que se
render ao assunto da hora.
Palácio veta sátiras
ao casamento na TV
Menos irônico mas igualmen-
te republicano, o “The Indepen-
dent” fez uma cobertura discre-
ta, temperada com matérias cri-
ticando o fato de o país parar
durante a transmissão do “ex-
travagante e espetaculoso even-
to”. Já os jornais monarquistas,
“The Daily Telegraph” e “The
Daily Mail”, se refestelaram com
a extravagância e o espetáculo,
emmanchetes como “Umdia de
alegria!” e uma profusão de fo-
tos de vestidos e chapéus.
Enquanto isso, veículos aus-
tralianos e neozelandeses pro-
testaram contra o veto real
(aceito por canais britânicos) ao
uso de imagens da cerimônia
em programas de TV humorísti-
cos. Julian Morrow, da trupe sa-
tírica australiana “The Chaser”,
que preparava uma cobertura
alternativa do evento, provo-
cou: “Essa atitude está fora de
compasso com os tempos mo-
dernos e democráticos... exata-
mente como a monarquia”. ■
Transmissões na TV vão da sobriedade ao delírio
Emissoras brasileiras apostam na cerimônia para elevar audiência, mas algumas se esquecem da tradução
Patricia Kogut
● Começou cedo, mas o públi-
co brasileiro fez um esforço e
prestigiou a transmissão do
casamento real. A cobertura
começou em torno das 6h, no
SBT, Record e RedeTV!, e na
Globo News. Depois, entraram
a Band e a Globo (que exibiu a
cer i môni a das 6h50m às
8h30m, durante o “Bom dia
Brasil”. Na TV paga, quemquis
pôde acompanhar via o GNT, a
Fox ou o E!. A audiência de to-
do mundo subiu em relação ao
usual neste horário. A Globo li-
derou com12 pontos de média
e 43% de share; a Record cra-
vou seis; o SBT, três; a Band,
RedeTV! e TV Cultura, um pon-
to cada.
As TVs também atenderam
aos mais variados gostos. A Glo-
bo fez, comRenata Vasconcellos
e Renato Machado, uma apre-
sentação elegante e informativa,
ajudada pelos comentários téc-
nicos do embaixador Marcos
Azambuja, do bispo da Igreja
Anglicana DomFiladelfo Oliveira
e de Glorinha Kalil. Eles partici-
param driblando o intervencio-
nismo excessivo (que ocorre em
algumas coberturas), permitin-
do que o espectador apreciasse
a festa. A tradução simultânea
da cerimônia foi outro ponto po-
sitivo. Falando em tradução, só
a Globo, Globo News, GNT e a
RedeTV! contrataram alguém
para este serviço. Record e
Band acharam — erradamente
— que não era preciso.
Deslizes num banquete
sobre os contos de fadas
Quem não liga para sobrieda-
de, se encontrou no GNT. Lilian
Pacce, Bruno Astuto, AstridFon-
tenelle e Júlia Petit (vestida co-
mo quem tentou penetrar sem
sucesso na festa, mas acabou no
estúdio) divertiram. E falaram
loucuras. A mais delirante delas
veio justo de Lilian Pacce, sem-
pre tão cool. Ao descrever o ves-
tido de Lady Di no seu “dia d”,
ela ponderou que “havia muitos
exageros, embora (a roupa) po-
tencializasse bemozeitgeist dos
anos 80”. Zeitgeist dos anos 80?
Vai ver foi o sono.
O espectador ouviu inúme-
ras vezes que na abadia ca-
bem 1.900 convidados; que a
noiva não poderia estar com
os cabelos soltos; que a reale-
za acena com o cotovelo cola-
do ao corpo... Enfim, noves fo-
ra, assistir do início ao fim
equivaleu a acompanhar umas
mil edições do “Você sabia?”,
antiga atração da extinta Rá-
dio Relógio. Houve inúmeras
observações divertidas. Na
RedeTV!: “Ela (Kate) é muito
querida. Isso dá para ver na
energia que recebe das pes-
soas”. Ou, na Band: “Ela não
quis a carruagem, quis o Rolls
Royce, mais um sinal dos no-
vos tempos” (a carruagem era
para depois da cerimônia). No
SBT: “Tudo indica que este ca-
samento será duradouro. Na
foto oficial eles irradiavam fe-
licidade”; e outra: “São gente
como a gente. Ele a conheceu
de calcinha e sutiã.”
Muitos canais produziram
um logotipo especial para a
ocasião. A Bandeirantes in-
t e r r ompe u de ma i s e os
breaks mostravam comer-
ciais de uma funerária, foi es-
tranho. Mas, no geral, a TV
serviu um banquete real para
quem quis viajar no conto de
fadas dos príncipes. ■

UM TRADICIONAL E OUTRO DE CHOCOLATE
A recepção no Palácio de Buckingham, para 650
convidados, logo após o casamento na Abadia
de Westminster, contou com dois bolos. O da fo-
to acima, de oito andares e frutas cristalizadas
— uma tradição britânica —, foi desenhado por
Fiona Cairns. O segundo, de chocolate, foi um
pedido especial de William, receita da família
real que todo o mundo agora deseja copiar.
● O Reino Unido parou para acompanhar — e
celebrar — o casamento do príncipe e da plebeia.
Na rua Eton, nas proximidades do castelo de
Windsor, ao sudoeste de Londres, até um banquete
foi montado. Num momento em que os britânicos
se veem às voltas com duras medidas de
austeridade econômica depois de uma das piores
recessões desde o pós-guerra, a festa real revelou-se
uma chance de catarse coletiva. Na capital, desde as
primeiras horas da manhã, multidões se
aglomeraram pelas ruas para assistir aos desfiles
que marcaram o casamento de William e Kate.
J
o
h
n
S
t
i
l
l
w
e
l
l
/
A
P
MAIS MUNDO HOJE NA INTERNET:
oglobo.com.br/mundo
O GLOBO
PIPPA: Imagens da irmã de Kate,
que roubou a cena no casamento real
VÍDEOS: Relembre os momentos
mais marcantes da festa em Londres
MODA: Estilista mostra quem acertou
e quem errou o vestido na cerimônia
Fernando Duarte e
Mariana Timóteo da Costa
O MUNDO

51 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

O MUNDO

PÁGINA 51 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 22: 00 h PRETO/BRANCO
ONU condena Síria por matanças
Mais 62 pessoas são mortas pelas forças de segurança em manifestações
AFP
UMA IMAGEM de um vídeo no YouTube mostra manifestantes destruindo cartazes de Assad e seu pai em Hama: novas sanções dos EUA
● DAMASCO. Ignorando a re-
pressão exercida pelo governo
de Bashar al-Assad, que já dei-
xou quase 500 mortos desde o
início da onda de protestos
contra o regime, dezenas de
milhares de sírios voltaram às
ruas ontem em várias cidades
do país pela sétima sexta-feira
consecutiva. Como nas outras
ocasiões, as manifestações
terminaram em banho de san-
gue, com ao menos 62 pessoas
mortas, segundo organizações
sírias. Emresposta à violência,
o Conselho de Direitos Huma-
nos da ONU aprovou uma con-
denação ao regime sírio, e os
EUA impuseram novas san-
ções a figuras ligadas a As-
sad.
Os manifestantes responde-
ram a uma convocação no Fa-
cebook, que pedia uma nova
“Sexta-feira de fúria” contra o
governo. Pela primeira vez des-
de o início da onda de protestos
no país, a Irmandade Muçulma-
na — proibida na Síria — tam-
bém exortou a população a sair
às ruas por mais liberdade. Gru-
po religioso mais influente na
região, a Irmandade Muçulma-
na opera em Síria, Egito, Jordâ-
Roma em festa à espera
do beato João Paulo II
Processo mais rápido da História será coroado
amanhã em cerimônia para 1 milhão no Vaticano
AP/L´Osservatore Romano
O CAIXÃO COM os restos mortais de João Paulo II é retirado da tumba
nia e países do Golfo. A facção
da Síria, no entanto, sofreu um
massacre brutal do Exército em
Hama em 1982, durante o go-
verno de Hafez al-Assad, pai do
atual presidente.
As marchas de ontem — re-
gistradas em Damasco, Hama,
Banias, Qamishly, Latakia,
Rastan e Homs — também fo-
ram convocadas em solidarie-
dade a Deraa, berço do levan-
te popular sob sítio das forças
de segurança desde o início da
semana. Ontem, moradores de
vilarejos próximos tentaram
furar o cerco a Deraa em apoio
aos moradores da cidade, mas
foram recebidos a bala pelos
militares. Ao menos 16 pes-
soas morreram. A população
da cidade afirma que começa
a faltar tudo.
Segundo o ativista de direi-
tos humanos Tamer al-Jaha-
mani, ao menos 99 pessoas
morreram em Deraa desde
que foi ocupada por tanques
do regime. Em vários necroté-
rios da cidade, acumulam-se
cadáveres, inclusive de mulhe-
res e crianças.
— Além dos mortos de hoje
(ontem), contamos 83 corpos,
muitos armazenados em câ-
meras frigoríferas. Muitas das
balas atingiram a cabeça e o
peito das vítimas, o que indica
que os disparos vinham de
francoatiradores — afirmou
Jahamani.
Brasil vota a favor de
investigação internacional
Respostas violentas da polí-
cia também foram registradas
em Rastan, onde 13 pessoas
morreram, e em Homs, que
contou 9 mortos.
Diante da violência, o Con-
selho de Direitos Humanos da
ONU realizou uma reunião de
emergênci a em Genebra e
aprovou uma resolução con-
tra o governo da Síria. A reu-
nião, proposta pelos EUA e
sem apoio de nenhum país
árabe, foi encerrada com um
pedido de abertura de investi-
gação internacional sobre a re-
pressão às manifestações. O
texto recebeu 26 votos a favor
— inclusive do Brasil — nove
contra e sete abstenções. Re-
presentantes de quatro países
não compareceram à vota-
ção.
— Os países que não com-
pareceram (Qatar, Arábia Sau-
dita, Bahrein e Jordânia) di-
zem muito sobre a situação.
São quatro países árabes, que
revelam o isolamento do regi-
me sírio — afirma Radwan Zia-
dah, exilado sírio que atual-
mente é professor na George
Washington University.
Em Washington, o presiden-
te Barack Obama aprovou san-
ções contra o irmão e um pri-
mo de Assad, além de ao órgão
de inteligência do país e a
membros da Guarda Revolu-
cionária iraniana — acusados
por Washington de ajudarem a
reprimir manifestantes sírios.
A medida congela bens dessas
pessoas nos EUA e as impede
de fazer negócios com ameri-
canos. O regime sírio já é alvo
de sanções americanas.
Aumentando a pressão con-
tra Assad, os países da União
Europeia também chegaram a
um acordo preliminar para im-
por um embargo de armas so-
bre a Síria, que deve ser forma-
lizado nos próximos dias. O
bloco estuda proibir a viagem
de dirigentes sírios, e congelar
bens do regime em território
europeu. ■
Obamaprometeajudarápidaavítimas detornados
Em visita ao Alabama, onde 238 pessoas morreram, presidente afirmou nunca ter visto uma devastação do tipo
● TUSCALOOSA, Estados Unidos. O
presidente Barack Obama,
acompanhado de sua mulher,
Michelle, viajou ontem a Tus-
caloosa, no Alabama, região
mais devastada por uma série
de 160 tornados que matou,
apenas no estado, 238 pessoas
— e mais 101 em outros seis
estados. Ao caminhar por en-
tre destroços de centenas de
casas e carros destruídos,
além de árvores arrancadas,
Obama garantiu que nunca ha-
via visto uma devastação co-
mo aquela.
— É de cortar o coração —
afirmou o presidente ao obser-
var o cenário de destruição.
Dois mil soldados da Guarda
Nacional enviados à região
Ainda no Air Force One,
Obama pôde observar, do al-
to, o rastro de destruição:
enormes cicatrizes deixadas
na terra por construções e ár-
vores arrancadas pelos ven-
tos, no maior desastre natural
a atingir os EUA desde o fura-
cão Katri na, em Nova Or-
leans, em 2005.
Com a manga da camisa ar-
regaçada, Obama também
conversou com famílias atin-
gidas. Uma delas permanecia
na frente de uma casa marca-
da com um grande X, o que
significa que fora inspeciona-
da e que não havia vítimas em
seu interior. Por sua vez, os
moradores continuavam bus-
cando desaparecidos sob os
escombros, com a ajuda de
equipes de resgate. Ao menos
um homem de Virgínia rece-
beu atendimento de emergên-
cia num hospital depois de ter
sido encontrado pela manhã
sob sua casa, destruída pelos
fortes ventos.
Mais de um milhão de pes-
soas continuam sem luz, e mui-
tas cidades atingidas não pos-
suem mais locais para guardar
os cadáveres — que estão sen-
do conservados em caminhões
refrigerados. Moradores vem
formando longas filas de espe-
ra nos postos de gasolina, na
esperança de obter combustí-
vel. Dois mil soldados da Guar-
da Nacional foram enviados ao
estado para ajudar a popula-
ção no que for necessário.
— Vamos fazer tudo o que
pudermos para ajudar essas
comunidades a se reerguerem
— assegurou Obama. — Não
podemos trazer de volta aque-
les que se foram. Mas em rela-
ção aos danos à propriedade,
que obviamente são grandes,
podemos fazer algo.
Na véspera, Obama já havia
classificado o impacto da sé-
rie de tornados como “uma ca-
tástrofe”, e assinado um docu-
mento para disponibilizar fun-
dos do governo federal ao Ala-
bama, para ajudar nos esfor-
ços de reconstrução locais.
Ontem, Obama voltou a afir-
mar que faria tudo “para que a
ajuda federal chegue o mais
rápido possível”.
O mais recente balanço ofi-
cial publicado dá conta de 339
mortos pela catástrofe natu-
ral, sendo 238 no Alabama, e
outros 101 em Mississippi, Ar-
kansas, Tennessee, Geórgia,
Virgínia e Kentucky. Apenas
no Alabama, há ainda 1.700 fe-
ridos, e um grande número de
pessoas desaparecidas. ■
Nem Krypton nem EUA
Em revista, Super-Homem renuncia à cidadania americana para não ser visto como peão de Washington
● NOVA YORK. Dois dias depois de o
presidente Barack Obama ter sido
obrigado a mostrar sua certidão para
provar que nasceu nos Estados Uni-
dos, outro importante ícone do país
surpreendeu o mundo ao renunciar à
sua cidadania americana. Símbolo cul-
tural dos EUA há mais de 70 anos, o
Super-Homem, na mais recente edição
da revista em quadrinhos “Action Co-
mics”, anuncia que pretende renunciar
à sua cidadania, pois está cansado de
ter suas ações interpretadas como ins-
trumento da política de Washington.
Oherói, que quando criança saiu do
planeta Krypton para a Terra e foi ado-
tado pela família Kent em Smallville,
no estado do Kansas, concluiu que o
melhor para ele é servir ao mundo em
geral, depois de ter sido acusado de
causar um incidente diplomático ao
voar para a capital iraniana, Teerã, du-
rante uma grande manifestação. Ele
queria que os manifestantes soubes-
sem que não estavam sozinhos.
Na história de nove páginas, Super-
Homemfica empé, emsilêncio, duran-
te 24 horas, sendo atacado por coque-
téis molotov, insultos e ameaças. O
personagem também é ovacionado
por simpatizantes durante a mobiliza-
ção. Apesar das boas intenções do Su-
per-Homem, o governo iraniano consi-
dera a intervenção um ato de guerra
de Washington, e acusa o herói de re-
presentar o presidente dos EUA. Em
seguida, personagem explica que re-
nunciará à sua cidadania.
— A verdade, a justiça e os valo-
res americanos não são suficientes.
Esta não é a primeira vez que um
personagem se irrita por ser conside-
rado parte da política americana. Na
década de 1970, o Capitão América re-
nunciou a seu famoso traje e escudo e
adotou outra identidade quando es-
tourou o escândalo de Watergate. No
ano passado, o mesmo herói retratou
o movimento Tea Party como vilão,
enquanto o Homem-Aranha apoiou,
em 2008, a candidatura de Obama. A
editora da “Action Comics”, entretan-
to, garantiu que não se trata de uma
crítica à Casa Branca e que o Super-
Homem continua tão americano quan-
to uma torta de maçã.
AP
O HOMEM de Aço: apoio a iranianos
Vera Gonçalves de Araújo
Especial para O GLOBO
● ROMA. Uma Roma enfeitada e
blindada prepara-se para bea-
tificar João Paulo II amanhã,
no processo mais rápido do
gênero na longa História da
Santa Sé. O falecido Papa le-
vou só seis anos e 29 dias para
virar beato após sua morte,
em 2 de abril de 2005, batendo
o recorde que até hoje perten-
cia à beata madre Teresa de
Calcutá. A polícia calcula que
um milhão de peregrinos esta-
rão reunidos na Praça de São
Pedro para assistir à cerimô-
nia celebrada por Bento XVI.
O túmulo de João Paulo II foi
aberto ontem, e o caixão do Pa-
pa ficará exposto à visitação dos
fiéis até amanhã de manhã, ao
lado do de São Pedro. Depois da
cerimônia, será transferido para
diante do altar principal da ba-
sílica, indo em seguida — e de-
finitivamente — para a Capela
de São Sebastião, onde está a
“Pietà” de Michelangelo.
No Vaticano, tudo está pron-
to para a etapa posterior, ou
seja, a canonização de Karol
Wojtila. A Congregação para as
Causas dos Santos está reco-
lhendo depoimentos sobre no-
vos milagres atribuídos a João
Paulo II. Todos os testemunhos
serão avaliados rápida e rigo-
rosamente. Segundo o prefeito
da congregação, o cardeal An-
gelo Amato, só falta ummilagre
para decretar a santidade do
antigo Papa, segundo os crité-
rios científicos, médicos e reli-
giosos necessários.
Além do milagre já certifica-
do — a cura do mal de Parkin-
son da freira francesa Marie Si-
mon-Pierre — a Santa Sé está
levando muito a sério outros
três casos, ocorridos em Rús-
sia, Argentina e Itália. Segundo
Marco Ansaldo, vaticanista do
jornal “La Repubblica”, apesar
das críticas de quem não apro-
va a rapidez da beatificação de
João Paulo II, o Vaticano pre-
tende acelerar o processo de
canonização também por ra-
zões políticas:
— Com todos os escândalos
que envolveram a Igreja Cató-
lica nos últimos anos, a Santa
Sé precisa de umpouco de oxi-
gênio de fé e pureza para virar
a página.
Representantes de 62 países
estarão na cerimônia
Num grupo de turistas bra-
sileiros, o jovem Alexandre
Medeiros, de Manaus, explica
que teve de escolher entre as-
sistir ao casamento real em
Londres e a beatificação de
João Paulo II em Roma:
— Ganhou o Papa, porque as-
sistir ao nascimento de um san-
to não é todo dia, né? — diz.
A festa — como demonstra
o número de charters organi-
zados para chegar em Roma
no 1
o
- de maio — será colossal:
150 voos só da Polônia. Cató-
licos de todos os continentes
não querem perder o encontro
marcado com um Papa tão
querido.
Ao todo, 62 representan-
tes de chefes de Estado e go-
verno — ou os próprios —
estarão presentes na cerimô-
nia de amanhã, mas os no-
mes dos presentes só serão
comunicados hoje, por moti-
vos de segurança. O Brasil já
se sabe que será representa-
do pelo vice-presidente Mi-
chel Temer. ■
O GLOBO

CIÊNCIA

PÁGINA 52 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 21 h
52 Sábado, 30 de abril de 2011
O GLOBO
HI S TÓRI A
.
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Amaior das
rivalidades
Em 1942, Ucrânia e Alemanha travaram o
Jogo da Morte — uma partida de futebol
reinventada pela propaganda soviética
Renato Grandelle
N
avésperadadecisãodaTaça
Rio, Flamengo e Vasco po-
demparecer símbolo-mor da
rivalidade futebolística. Mas
nemo encontro do bonde do Mengão
semfreiocomotrem-balacruzmaltino
seria capaz de produzir um choque
maior do que o embate entre dois
times amadores, um ucraniano e ou-
tro alemão, em agosto de 1942. A
disputa, travada no tímido Zenith Sta-
dium, emKiev, éaindahojecercadade
boatos e associada ao fim trágico de,
pelo menos, cinco atletas. Não à toa, é
conhecida como Jogo da Morte. Uma
nova versão do embate, entretanto,
vem sendo objeto de estudos.
Vencida pelos ucranianos por 5 a
3, a partida foi maquiada de tal forma
pela propaganda sta-
linista que seus reais
acontecimentos só
foram conhecidos
muito após a queda
da União Soviética.
Ainda assim, a ver-
são fantasiosa per-
manece sendo a
mais divulgada. E foi
graças a ela que seus
jogadores ganharam
estátua noestádio—
rebat i zado para
Start Stadium, nome
do time vitorioso —,
dois filmes e pelo
menos dois livros.
Talvez a pesquisa
mais extensa tenha
sido do escritor bri-
tânico James Rior-
dan, autor de “The
Match of Death” (O
jogo da morte, em
tradução livre), que
entrevistou filhos de
jogadores e pessoas
que viram a partida.
Um país
ocupado
● Em 1942, a Ucrânia
era apenas uma das
colônias do Terceiro
Reich. Mas o império
nazista já encontrava
pedras em seu cami-
nho pela Europa.
Adolf Hitler, que al-
cançara o zênite de
seu poder dois anos
antes, via seu exér-
cito ser gradualmen-
te escorraçado da
União Soviética.
Os ucranianos re-
sistiram o quanto pu-
deram à ocupação.
Até 15 milhões deles
teriam morrido du-
rante a Segunda
Guerra Mundial. Sua
contestação aos ale-
mães fez Hermann
Goëring, fundador da
Gestapo, determinar
a morte de todos os
homens com mais de
15 anos.
A cúpula do Reich
foi ainda mais longe:
nomeou como admi-
nistrador do novo
território Erich Ko-
ch, umdos mais san-
guinários comanda-
dos de Hitler. Seus
sentimentos em re-
lação ao território
que governava po-
dem ser resumidos
em sua frase: “A
Ucrânia não existe...
é apenas um concei-
to geográfico.”
Os punhos de fer-
ro de Kocheram, vol-
ta e meia, desafiados por rebeldes.
Em setembro de 1941, uma horda de
revoltosos atacouoHotel Continental
de Kiev e o quartel-general alemão na
cidade. A truculência habitual pôs
tudo nos eixos algum tempo depois,
mas um homem viu, em meio àquele
desespero, a oportunidade para tirar
um velho sonho do papel.
Otto Schmidt nasceu em Kiev, mas
era alemão. Diferentemente do go-
vernador, com quem tinha trânsito
livre, tratava os ucranianos huma-
namente. Chegava a admirá-los — ao
menos no futebol. Schmidt era tor-
cedor inveteradodoDínamoKiev, um
dos principais do país, cujos cam-
peonatos esportivos foram abolidos
desde a chegada dos nazistas.
Saudoso do escrete, Schmidt em-
pregou, em sua padaria, todos os ex-
jogadores do Dínamo que passavam
por seu caminho —começando pelo
goleiro Nikolai Trusevich, que aju-
dou a encontrar os demais.
O empresário estava em plena
busca pelos antigos ídolos quando
houve o ataque ao quartel nazista.
Schmidt, então, propôs ao gover-
nador Koch a realização de um cam-
peonato de futebol. Seria a forma
perfeita para levantar o moral do
Reich após as investidas “terroris-
tas”. AAlemanha montaria uma equi-
pe entre os soldados que estavam à
serviço na Ucrânia. Seus adversários
seriam forças de outros países alia-
dos a Hitler — Hungria, Romênia,
Itália e Eslováquia. E a padaria, claro,
também teria sua seleção.
Koch comprou a ideia, mas com
ressalvas. Como o nome Dínamo
Kiev fora criado por comunistas, a
padaria entraria em campo de em-
balagemnova —nascia, assim, o FC
Start. Alguns jogadores da equipe
ucraniana tambémforambarrados,
supostamente por envolvimento
com atos terroristas.
Recusa em fazer a
saudação nazista
● Os pitacos do governador não
atrapalharam o baile do Start, que,
com seus atletas ex-profissionais e
de condicionamento físico razoá-
vel, superou sem dificuldades os
adversários — um deles foi piso-
teado por 14 a 1. Até chegar à
partida contra a Alemanha, com
direito a Goëring na arquibancada.
O encontro não começou bem. O
escrete da padaria entrou em cam-
po de vermelho —uma cor sensível
para os alemães, antibolcheviques
como eram. Os ucranianos tam-
pouco fizeram a saudação nazista.
No lugar de “Heil Hitler”, gritaram
“Fizkult — ura, ura, ura!”, uma tra-
dicional saudação soviética antes
das partidas de futebol.
Ao início potencialmente bélico
seguiu-se uma partida tensa, mas
leal. Segundo uma testemunha ou-
vida por Riordan, o pesquisador
britânico, “os times apertaram as
mãos, posarampara uma fotografia
juntos e foram para casa”.
Algumtempodepois, comotriunfo
já esquecido, um funcionário da pa-
daria pôs vidro em uma remessa de
pães destinada a oficiais nazistas. A
sabotagem foi percebida pelos mi-
litares, que invadiram a fábrica e
mataram 300 pessoas — entre elas,
cinco atletas do FC Start. Nem os
esforços diplomáticos de Schmidt
conseguiram deter o massacre.
Em novembro de 1943, Koch e
seus comandados tiveram de bater
em retirada. O Exército soviético,
que vinha obtendo sucessivas vi-
tórias sobre as forças de Hitler,
finalmente retomou Kiev. Mas, ao
menos na padaria, a mudança não
foi motivo de comemoração. Logo
após chegar à cidade, a polícia
secreta de Stalin foi ao estabele-
cimento e prendeu
os boleiros sobrevi-
ventes do FC Start,
acusados de “cola-
boração”.
“Os atletas do Jo-
go da Morte tiveram
sorte”, escreveu
Riordan. “Em vez de
matar estes ‘colabo-
radores’, a polícia se-
creta e os líderes co-
munistas locais in-
ventaram um mito.”
De presos
a heróis
● Riordan apurou
que alguns jogadores
ficaram até quatro
meses presos. Nesse
período, a propagan-
da soviética criou
uma nova versão dos
acontecimentos do
Zenith Stadium. Uma
partida banal trans-
formou-se em símbo-
lo da bravura espe-
rada de todos os co-
munistas. E os novos
heróis nacionais es-
tavam proibidos de
contar a verdade —
eles só puderam sair
da prisão após con-
cordarem em divul-
gar a fantasia conce-
bida pelo Kremlin.
A versão stalinista
é, até hoje, a mais
conhecida do episó-
dio—earesponsável
peloapelidomacabro
por que é conhecido
o jogo. Segundo ela, a
equipe da padaria era
composta por atletas
esfomeados, um re-
trato fiel do que era a
população ucraniana
durante o domínio
nazista. Os alemães,
por sua vez, estavam
representados pela
seleção da Luftwaffe,
a Força Aérea do Rei-
ch. Jogadores talen-
tosos, experientes e
nutridos.
Além da diferença
física, o árbitro, no
relato stalinista, não
se destacava pela
neutralidade. Era um
oficial do serviço se-
cretonazista, que, an-
tes do jogo, desceu
ao vestiário ucrania-
nopara deixar claroo
que deveria aconte-
cer em campo: “Ven-
çam e morram, per-
cam e sobrevivam”.
Durante a partida,
apitou, àtoa, diversas
vezes em que a equi-
pe da padaria chu-
tava a gol, invalidando os lances.
Apesar da ameaça e do juiz ines-
crupuloso, a Ucrânia teria encarado
o desafio como uma grande exal-
tação patriótica. Assim, bicou para
longe as combinações e despachou
a seleçãoalemã comuma vitória por
5 a 3. Alguns jogadores pagaram
com a vida: foram torturados, ou
levados a campos de concentração,
ou os dois.
“Comoonariz de Pinóquio, omito
cresceu e cresceu”, conta Riordan.
“Os sobreviventes da partida foram
recebidos como heróis até mesmo
na República Democrática Alemã
(que integrava o bloco soviético).
Mas a história inteira nunca será
conhecida, uma vez que o último
jogador morreu em 1998.” ■
Arte de Cláudio Duarte
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 1 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 52 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
esportes
esportes
Sábado, 30de abril de 2011 oglobo.com.br/esportes
O
G
L
O
B
O
CAMPEONATO CARIOCA
RONALDINHO
GAÚCHO participa
do treino com os
juniores e garante a
escalação para a
decisão de amanhã
contra o Vasco
FELIPE TOCA a bola no
penúltimo treino em São
Januário antes da decisão
contra o Flamengo
C
e
z
a
r
L
o
u
r
e
i
r
o
A
l
e
x
a
n
d
r
e
V
i
d
a
l
/
D
i
v
u
l
g
a
ç
ã
o
forte, sem nada sentir, não te-
ria problemas para jogar. No
teste decisivo de ontem, Ro-
naldinho passou com sobras.
Mais cedo, em Fortaleza, o
técnico Vanderlei Luxembur-
go já demonstrava otimismo.
— O mais importante é a
vontade de jogar. Está com
uma dorzinha, isso sai na uri-
na. É umcampeão do mundo,
não vai ter perda técnica em
uma semana parado.
Sem ter comandado um
coletivo entre a partida con-
tra o Horizonte e a decisão,
Vanderlei preferiu valorizar
o descanso antes da final.
— O que está feito, está fei-
to, é jogar. Não dá para forçar
no treino agora. Mais impor-
tante é descansar o grupo, o
famoso “pijama trainning”. ■
com a bola, o lateral sentiu a
lesão no joelho. Imediatamen-
te, foi vetado do clássico.
Ronaldinho mostrou-se
solto. Bateu forte na bola e
não sentiu nada. Emseguida,
atuou no coletivo com os ju-
niores. A atividade duraria
meia hora, mas estendeu-se
por mais alguns minutos a
pedido do Gaúcho.
Ronaldinho será reavaliado
no treino de hoje à tarde para
confirmar oficialmente sua
escalação, mas, a julgar pelas
declarações do médico José
Luiz Runco durante a semana,
dificilmente ficará fora do
clássico. Segundo Runco, o
principal indicativo da evolu-
ção do tratamento seriam as
dores manifestadas pelo atle-
ta. Se ele treinasse com bola
Ronaldinho Gaúcho treina
forte, não sente dores e deve
jogar. Fla não terá Léo Moura
Aestreladevolta
nahoradecisiva
Miguel Caballero
e Isabela Martin
RIO E FORTALEZA
O
“dia D” para os
dois jogadores
do F l a me ng o
ameaçados de fi-
car fora da deci-
são da Taça Rio,
amanhã, t eve
uma notícia boa
e outra ruim. O
lateral Léo Moura, ainda sen-
tindo o joelho esquerdo, não
participou do coletivo comos
juniores, ontem, no Ninho do
Urubu, e está vetado do clás-
sico. Mas Ronaldinho Gaúcho
treinou com desenvoltura,
não se queixou de dores e de-
verá ter sua escalação confir-
mada no treino de hoje.
Sob o comando do médico
Marcelo Soares e do auxiliar-
técnico Antônio Lopes Jr., Léo
Moura e Ronaldinho foram a
campo para testar a evolução
após quatro dias de fisiotera-
pia. Logo que teve contato
mos, é outro momento. Esta-
tísticas no futebol só servem
para os números mesmo —
disse Fernando Prass.
O presente, no entanto, é
deles. E está nas mãos deste
time mudar a história, como
alguns jogadores já admiti-
ram durante a semana.
— O que ficou para trás
não vai influenciar em nada
dentro de campo, talvez pa-
ra ser marcado como o time
que conquistou o título de-
pois de oito anos — minimi-
zou o capitão do time.
A distância da história da
rivalidade fica mais evidente
em um grupo de jogadores
em que nem todos estiveram
de frente com o rival. Caso
do atacante Alecsandro, que
chegou depois do primeiro
confronto este ano. E espera
ter a sorte de sempre em
clássico. Ou o meia Bernar-
do, reserva de luxo que tem
entrado constantemente e
feito a diferença. E mais uma
vez será opção no banco. ■
nhão, quatro nem eram nas-
cidos, como Fellipe Bastos,
Allan, Rômulo e Dedé. An-
derson Martins e Ramon
eram bebês. Diego Souza e
Éder Luís não tinham idade
suficiente para guardar na
memória.
Primeiro clássico
Assim como não há nin-
guém no elenco atual que te-
nha estado presente nas
duas últimas decisões de tí-
tulos entre os dois rivais, am-
bas vencidas pelo Flamengo:
o estadual de 2004 e a Copa
do Brasil de 2006. Por isso,
qualquer tipo de peso extra é
colocado de lado por todos.
— São poucos jogadores
que estão nos dois times, os
treinadores não são os mes-
Parte do time do Vasco não
esteve presente no histórico de
rivalidade e nega pressão extra
Umpassadoque
nãobateàporta
O
famoso gol do
Cocada, na final
do Carioca de
88, foi o último
que valeu um tí-
tulo estadual do
Vasco contra o
Flamengo. Pas-
sados 23 anos, a
torcida lembra bem da vitó-
ria e do jejum que segue até
hoje contra o maior rival.
Mas, para os jogadores do
Vasco, é um passado tanto
de glórias quanto de derro-
tas que não lhes pertence.
Afinal, grande parte do elen-
co sequer tem lembranças
daquele jogo e só sabe dele
porque virou história. Dos
11 jogadores, do provável ti-
me titular que entrará em
campo amanhã, no Enge-
30/04/2011 ESPORTES O GLOBO 2
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 2 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 56 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
PANORAMA
ESPORTIVO
JORGE LUIZ RODRIGUES
E MAURICIO FONSECA
p
a
n
e
s
p
@
o
g
l
o
b
o
.
c
o
m
.
b
r
Confederações Copa do Mundo
LUZESDOSESTÁDIOSDACOPADOMUNDO
Fonte: Comitê Organizador
Destaques na TV
Turfe/Programa de hoje
Relatório da Copa
As reformas nos estádios da Copa do
Mundo-2014 mereceram um relatório recente
do Comitê Organizador para a Fifa.
Mudamos o formato da coluna para mostrar
aos leitores a planilha abaixo, com a versão
oficial, chamada de sinal de trânsito das
obras. Apenas três dos 12 estádios estão
marcados em verde, com cronogramas em
dia para a Copa das Confederações-2013.
Hoje, apenas Belo Horizonte, Curitiba e Porto
Alegre estão dentro do prazo do COL e da Fifa para
a CC-2013. Um problema, já que a Fifa queria escalar
cinco sedes, mas ouviu do COL pedido para fazer
com quatro, como ocorreu na África do Sul-2010.
Dos nove estádios com cronogramas atrasados
para o evento-teste, dois já estão totalmente
descartados para a Copa das Confederações:
Itaquerão (São Paulo) e Arena das Dunas (Natal).
São os dois com classificação vermelha, chamada
de crítica pelo COL e pela Fifa.
São Paulo e Natal estão em vermelho até mesmo
para a Copa do Mundo-2014, com prazo mais largo:
dezembro de 2013. No quadro abaixo, o leitor pode
conferir que dez estádios têm luz verde, se for
analisado apenas o item Copa do Mundo.
Sobre o Maracanã, um dos sete em amarelo (estágio
de atenção) para a CC-2013, o prazo contratual da
obra é 15 de fevereiro de 2013 e precisa acelerar para
o evento-teste. O relatório adverte que a “necessidade
de demolição e construção de nova cobertura exigirá
reprogramação do cronograma da obra”.
Ferj obriga clubes a gastar mais
Os torcedores que forem amanhã ao Engenhão
para a decisão da Taça Rio, entre Vasco x Flamengo,
devem olhar o borderô do jogo, no site da Ferj, no
dia seguinte. Todos terão pago cerca de 65% a mais
do que o normal pelo custo operacional dos
ingressos. Nas finais de turno e do campeonato,
entra em campo o “esquema Ferj”, que prefere
operar com a “BWA” a usar a “Ingresso Mais”, do
Botafogo, com custo de 1/3. Quem paga a conta?
Obviamente, os clubes, já que o valor é descontado
da renda. O pior é que a Ferj já leva outros 10% da
renda. Já passou da hora de os clubes reverem isso.
AINDA A COPA: A Fifa vai quadruplicar seu staff no
Brasil. Dos 9 atuais, terá 36 até o fim do ano.
APAGÃO: O Botafogo reduziu de R$ 750 mil para R$
400 mil os gastos com a manutenção do Engenhão.
MARATONA: Alison e Emanuel pegam hoje 34 horas de
viagem para jogar etapa de Xangai do vôlei de praia.
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Até quando o futebol
brasileiro maltratará o torcedor nos estádios?
1 PÁREO •14h15m • 1.600 • (A)
1 Jovial Colt,D.Duarte (***) ....................... 57-1
2 Mr.Amadeus,M.Martins .......................... 57-2
3 Serial Killer,V.Gil .................................... 57-3
4 Campione,L.S.Machado.......................... 53-4
5 Dorian Esse,H.Fernandes (*) ................... 57-5
6 River Blue,V.Borges (**) ......................... 57-6
2 PÁREO •14h45m • 1.400 • (A)
1 Athia,J.Leme (***) ................................. 55-1
2 Lua Mágica,D.Duarte (**) ....................... 55-2
3 Oldwife,E.Ferreira Filho........................... 55-3
4 Zambeze,V.Borges.................................. 55-4
5 Fio de Seda,M.Almeida........................... 55-5
6 Funny Hill,J.Coelho (*) ........................... 55-6
3 PÁREO •15h20m • 1.400 • (A) •
INÍCIO DO PICK 7
1 Angel Basano,M.Cardoso (**).................. 55-1
2 Famous Nick,J.Coelho ............................ 55-2
3 New Sally,A.F.Matos (***)....................... 55-3
4 Energia Demand,B.Reis .......................... 55-4
5 Funny Man,E.Ferreira Filho ..................... 55-5
6 Naturalizado,C.G.Netto........................... 55-6
7 Feeling Olympic,V.Borges ........................ 55-7
8 Plenty of Kicks,D.Duarte......................... 55-8
9 Future Love,H.Fernandes (*).................... 55-9
4 PÁREO •15h55m• 1.900 • (A) • PE-
SOS ESPECIAIS
1 Ausone,A.Rosa ...................................... 54-1
2 Ferreiros,D.Duarte.................................. 57-2
3 Van Delden,C.Lavor (*) ........................... 54-3
4 Leste Oeste,V.Gil .................................... 58-4
5 Marcos The Great,M.Almeida (***) .......... 54-5
6 Racing Bull,H.Fernandes (**) .................. 54-6
7 Casagrande,V.Borges .............................. 54-7
5 PÁREO •16h25m • 1.500 • (A)
1 Zok-Indú,M.Almeida............................... 56-1
2 Milha Certa,E.Ferreira Filho..................... 56-2
3 Jack Ipe,D.Duarte .................................. 56-3
4 Charlevoix,J.Leme (**) ........................... 56-4
5 Marcelo dos Alpes,A.M.Silva ................... 56-5
6 Ultra Bike,V.Borges (*)............................ 54-6
7 Stand-By,M.Cardoso (***)....................... 56-7
8 Energia Cruel,B.Reis............................... 56-8
6 PÁREO •17h05m • 1.200 • (A) •
PROVA ESPECIAL ALBERTO PAIVA GAR-
CIA
1 Vesper of Love,B.Reis ............................. 55-1
2 Bellamore,M.Almeida ............................. 55-2
3 Única Gaúcha,H.Fernandes (**) .............. 55-3
4 Tricky Tiger,R.Costa ................................ 47-4
5 Baby Candy,M.Cardoso (***)................... 58-5
6 Hi-Tech Girl,C.Lavor ............................... 58-6
7 True Classic,I.Correa............................... 58-7
8 Tomme de Savoie,C.G.Netto.................... 57-8
9 Desejada Normand,D.Duarte (*) .............. 60-9
7 PÁREO •17h40m • 1.500 • (G)
1 Que Bela Luna,V.Borges.......................... 56-1
2 Uatá,H.Fernandes (**)............................ 54-2
3 Sonho de Valsa,A.F.Matos ....................... 58-3
4 Mestre de Ouro,J.Coelho (***)................. 58-4
5 Bel’s Phone,D.Duarte (*)......................... 56-5
6 Video Gall,I.Correa ................................. 58-6
7 Iaé,L.S.Machado.................................... 52-7
8 PÁREO •18h15m • 1.600 • (G) •
INÍCIO DO OPEN BETTING
1 Rayway Glory,I.Correa .......................... 57- 1
2 Picaboo,A.M.Silva ................................ 57- 2
3 Play-Seliga,J.Leme (**) ........................ 57- 3
4 Rebel Angel,D.Duarte ........................... 57- 4
5 Função Própria,L.S.Machado................. 57- 5
6 Tell Me True,Jean Pierre........................ 57- 6
7 Bonzer,H.Fernandes (*)......................... 57- 7
8 Outra Categoria,A.F.Matos (***)............. 57- 8
9 Zampironha,V.Gil ................................. 57- 9
10 Uacamã,V.Borges................................. 57-10
9 PÁREO •18h55m • 1.600 • (G)
1 Alan Black Tie,V.Gil (***)...................... 57- 1
2 Il Conto,D.Duarte................................. 57- 2
3 Êche,V.Borges (*)................................. 57- 3
4 Dear Emperor,L.S.Machado................... 59- 4
5 Verde América,M.Almeida..................... 55- 5
6 Jet Storm,Jean Pierre (**) ..................... 57- 6
7 Conversador,I.Correa ............................ 57- 7
8 Deuzeito,H.Fernandes........................... 57- 8
9 Decacampeão,M.Soares........................ 59- 9
10 Nuevo Laredo,R.Salgado....................... 57-10
10 PÁREO •19h25m • 1.500 • (G)
1 Vizinho,A.M.Silva................................. 54- 1
2 El Capitan,J.Coelho (***) ...................... 54- 2
3 Oculto Corunilha,G.Souza ..................... 54- 3
4 Pegasus New,R.Costa ........................... 58- 4
5 Carlo Garrido,H.Fernandes .................... 54- 5
6 Signal Rouge,V.Gil ................................ 56- 6
7 Ness,M.Martins ................................... 58- 7
8 Xarinha,L.S.Machado (*) ...................... 56- 8
9 Express da Serra,D.Duarte .................... 58- 9
10 Cherie Forever,A.F.Matos (**) ................ 56-10
11 Godot Kid,Jean Pierre........................... 56-11
OBS: (*) Força; (**) e (***) Principais rivais
REDE GLOBO
12:45 “Globo esporte”
RECORD
13:00 “Esporte fantástico”
SPORTV
10:00 Superliga Feminina de VÔlei:
Rio de Janeiro x Osasco
16:00 Campeonato Paulista:
São Paulo x Santos
18:30 Campeonato Paulista:
Ponte Preta x São Caetano
20:30 “Troca de passes”
21:30 “Sportv news”
22:00 UFC 129
SPORTV 2
13:00 Campeonato Italiano:
Cesena x Internazionale
15:45 Campeonato Italiano:
Napoli x Genoa
17:45 Futebol de areia: Brasil x EUA
23:00 Crircuito Mundial de Vôlei de
Praia — final feminina
SPORTV HD
16:00 Campeonato Paulista:
São Paulo x Santos
21:00 UFC 129
ESPN BRASIL
10:25 Campeonato Alemão: Borussia
Dortmund x Nuremberg
12:55 Campeonato Espanhol:
Real Madrid x Zaragoza
15:00 Campeonato Alemão: Bayern de
Munique x Schalke 04
ESPN
13:25 Campeonato Inglês:
Chelsea x Tottenham
15:30 Campeonato Italiano:
Napoli x Genoa
PFC 1
16:00 Rio Branco x Atlético-PR
PFC 2
18:30 Atlético-MG x América-MG
PFC 5
18:30 Cascavel x Paraná
BANDSPORTS
10:30 Campeonato Alemão:
Colônia x Bayer Leverkusen
OBS: Horários e programação
fornecidos pelas emissoras.
COPA LIBERTADORES
Doamor aoódioem
menosde90minutos
Banana que Berna teria mandado para torcida expõe insatisfação do
Flu com impaciência de quem pode apoiar em aeroporto e vaiar no jogo
Reprodução/Rede Globo
RICARDO BERNA faz para a torcida o gesto que criou polêmica em um desabafo depois de defender uma bola no fim do jogo com o Libertad
Gian Amato
O
mosaico feito pe-
la torcida do Flu-
minense no Enge-
nhão trazi a um
desenho da fre-
quência de bati-
mentos cardíacos
abaixo da palavra
guerreiros. Prova
de que o sentimento das arqui-
bancadas oscila quando o ti-
me está próximo da derrota
quase inevitável. O tricolor de
coração incentiva, empurra e
lota o aeroporto para receber
o time. Mas também vaia mui-
to. E as reações são diversas,
como a de Ricardo Berna, que
teria mandado uma banana
para a torcida.
No muro que o goleiro dis-
se, ironicamente, para o Flumi-
nense construir no gol, há
uma rachadura que expõe a in-
satisfação dos jogadores e da
comissão técnica com a falta
de paciência dos tricolores,
que começou com os tropeços
na primeira fase da Libertado-
res e com a eliminação da Ta-
ça Guanabara para o Boavista.
Paralisados e boquiabertos,
os jogadores se impressiona-
ram com o mosaico antes do
jogo com o Libertad. E, depois
de outra vitória heroica, não
se calaram diante das vaias.
— As vaias abalaram todo o
time. Queremos apoio durante
90 minutos. Depois, os torce-
dores podem vaiar, se quise-
rem. As vaias atrapalharam e
poderiam ter mudado o rumo
do jogo — disse Fred.
A mesma habilidade com as
mãos, que salvou o time de le-
var um gol perto do fim do jo-
go, foi usada em um desabafo
com as vaias da torcida. Ao es-
palmar uma cobrança de falta,
Berna teria feito o gesto da ba-
nana, mas o próprio goleiro e
um assessor de imprensa do
clube deram outra explicação,
dizendo que o sinal foi para in-
dicar a garra do goleiro.
— Quem não acredita que
esse time não pode ser cam-
peão contrata uma empreitei-
ra para montar um muro na
frente do gol. Mostrei que aqui
tem fibra, tem raça — disse
Berna, ao deixar o campo, em
entrevista ao “Sportv”.
Técnico admite erro
A relação bipolar entre tor-
cida e time, que não é exclusi-
va do Fluminense, cria heróis
momentâneos e culpados ins-
tantâneos. Na quinta-feira, pa-
ra alguns, Marquinho tinha
que ter saído. Mas fez o segun-
do gol e terminou ovacionado.
Na mesma noite, Júlio César
machucou o joelho esquerdo e
precisou sair no primeiro tem-
po. Fernando Bob entrou im-
provisado na posição e foi tão
vaiado que acabou substituí-
do no segundo tempo, cerca
de 30 minutos depois. Desceu
para o vestiário sem sequer
olhar em direção ao técnico
Enderson Moreira.
— Eu errei. A culpa não foi
dele. Mas a torcida tem que
transmitir tranquilidade. Vaia o
treinador, não o jogador — de-
clarou o técnico, que não deci-
diu se irá relacionar Souza.
Como a regra do Fluminense
de nunca discutir um assunto
polêmico no calor do pós-jogo
não foi seguida à risca, ontem
os jogadores escreveram nas
redes sociais mensagens de
agradecimento à festa da torci-
da, que se misturou com as
vaias em uma relação que é
construída tijolo por tijolo até
que o muro esteja pronto. ■
Maradona se une a
Messi contra... Pelé
● BUENOS AIRES. Diego Marado-
na disse ontem que ainda é ce-
do para fazer qualquer compa-
ração entre ele e Lionel Messi,
do Barcelona. Ao longo da en-
trevista ao jornal “Clarín”, não
faltaram as alfinetadas do ar-
gentino no seu desafeto, Pelé.
— No final da história se sa-
berá quem foi melhor. Por que
Maradona ou Messi? Minha
carreira diz o que fiz e Messi
ainda está fazendo.... A histó-
ria é que decidirá. Alguns gos-
tam mais de um ou outro, mas
não existe um Maradona con-
tra Messi.
O ex-craque argentino, que
levou o Napoli ao seu primeiro
título italiano e abandonou a
carreira há 14 anos, aprovei-
tou para criticar Pelé, que ja-
mais atuou na Europa:
— Somos dois argentinos
que conquistaram o futebol
europeu, quando muitos nem
cruzaram o Rio da Prata. Por
respeito a Lio (Messi) não digo
se eu ou ele foi o melhor. Te-
mos que deixá-lo tranquilo pa-
ra fazer o que sabe. Gosto do
Lio e adora ver os seus jogos.
Somos dois argentinos. Imagi-
ne como estará o moreno —
disse, em sua obsessão pelo
confronto com Pelé. ■
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 3 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 53 h
30/04/2011 ESPORTES O GLOBO 3
PRETO/BRANCO
NA INTERNET
oglobo.com.br/esportes
Siga a gente no Twitter:
www.twitter.com/OGlobo_Esportes
OPI NI Ã O
.
CLIQUE BLOGS
Grama na
calcinha: David
Beckham e esposa
brilham no
casamento real
CLIQUE BLOGS
Planeta: Goleada
do Barcelona sobre
o Real Madrid vira
animação na
Espanha
CLIQUE BLOGS
Bola de meia:
Após marcar gol
em Madrid, Messi
repete coreografia
de Edmundo
CLIQUE MMA
Confira o UFC
129, a partir das
22h, em nosso
perfil no Twitter,
@OGlobo_Esportes
SUBORNO
ProvasdoNáuticoficamnapromessa
● O presidente do Náutico, Berillo Junior, exibiu ontem um
DVD com imagens de uma conversa entre o diretor de
futebol do Sport, Fernando Guerra, e o pai do jogador
Eduardo Ramos, do Náutico. O DVD apenas apresenta
indícios de um suposto assédio do rubro-negro ao jogador. A
diretoria do Náutico acusara o rival de tentativa de suborno
a Eduardo Ramos, para que facilitasse a vitória do Sport no
clássico de amanhã. O pai do jogador revelara, na quinta-
feira, que teria recebido oferta de R$ 300 mil por parte de
pessoas ligadas ao Sport para Eduardo Ramos fazer corpo
mole ou ser expulso no clássico dos Aflitos. O Náutico
prometera apresentar provas. Mais tarde, após mostrar as
imagens, disse ter apenas provas testemunhais. “Prova de
suborno só se o dinheiro estivesse na mesa, mas não estava.
Temos prova do oferecimento de valores, testemunhas que
viram a conversa num restaurante de Recife”, disse Berillo
Junior. Segundo ele, o DVD comprova o que qualificou de
“comportamento antiético” e “assédio desleal” do Sport.
BRI GA ESPANHOLA
Mourinho
mantémironias
● O técnico do Real
Madrid, José Mourinho,
não sossega. Mesmo sendo
alvo de um processo
disciplinar da Uefa sobre as
declarações de que o
Barcelona estaria sendo
favorecido pelo juízes, ele
voltou a criticar a expulsão
de Pepe na quarta: “Eu não
quero mais falar sobre isso
por uma razão muito
simples: uma imagem vale
mais do que palavras.
Quem critica o que eu falei
está também criticando as
imagens e deve achar que
as fotos passam pelo
photoshop e que os vídeos
foram alterados”.
Duelo no
Morumbi
em dia
de recorde
São Paulo e Santos
disputam uma vaga
na final. Mais de 31
mil ingressos já
foram vendidos
● Com promessa de maior
público do ano no Morumbi,
Santos e São Paulo disputam
hoje, em jogo único, a primeira
semifinal do Campeonato
Paulista, às 16h. O jogo opõe
um São Paulo que, apesar da
melhor campanha na primeira
fase, tem muitos problemas
para o jogo, a um Santos que,
embora tenha todos os
jogadores à disposição, não
descarta poupar alguma de
suas estrelas.
Até ontem, 31.285 ingressos
haviam sido vendidos. O
recorde do ano no Morumbi é
de 32.001 pessoas. À torcida
do Santos foram destinados só
dois mil ingressos.
Desfalques e preocupação
Machucados, Lucas, Rodrigo
Souto, Fernandinho e Rhodolfo
vão desfalcar o São Paulo. Já
no Santos, o técnico Muricy
Ramalho pode poupar
jogadores. Principais momes
do time, Elano, Neymar e
Ganso têm condições de jogo,
mas Muricy teme o desgaste
da viagem ao México, domingo
à noite, para o jogo de terça-
feira contra o América, pela
Libertadores. Pela primeira
vez, Muricy enfrentará o São
Paulo num jogo decisivo.
São Paulo: Rogério Ceni,
Xandão, Alex Silva e Miranda;
Jean, Casemiro, Carlinhos
Paraíba, Ilsinho, Marlos e Juan;
Dagoberto. Santos: Rafael,
Jonathan, Edu Dracena, Durval
e Léo; Arouca, Danilo, Elano e
Paulo Henrique Ganso;
Neymar e Zé Eduardo. ■
TRANSMISSÃO: Sportv
POLÊMICA NO ENGENHÃO
Faltaluzàexplicação
Botafogo afirma que falha humana causou queda de energia na quinta-feira. CREA
questiona demora para reestabelecimento da luz e Light critica sistema de proteção
Alexandre Cassiano
O ENGENHÃO parcialmente apagado antes da partida entre Fluminense e Libertad, na quinta-feira. Estádio sofrerá vistoria na segunda-feira
Fábio Juppa
U
ma falha humana,
o manuseio equi-
vocado de uma
chave num está-
dio todo informa-
ti zado, e fal tou
luz por mais de 50
minutos. A expli-
cação do Botafo-
go para o apagão da última
quinta-feira — o segundo em
menos de uma semana — que
atrasou o início da partida en-
tre Fluminense e Libertad em
uma hora e cinco minutos, não
convenceu o Conselho Regio-
nal de Engenharia (CREA-RJ).
Na segunda-feira, o órgão fará
uma vistoria no estádio para
apurar, principalmente, o esta-
do de conservação dos equi-
pamentos.
— Se foi uma falha de mano-
bra, que falha foi essa? Isso é
típico de problema de equipa-
mento. Demorou muito para
voltar a luz — afirmou Luiz An-
tônio Cosenza, coordenardor
da Câmara de Engenharia Elé-
trica do CREA-RJ. — É esquisi-
to imaginar que uma pessoa
apertou um botão e desligou a
luz. Se fosse assim, esperava-
se dez minutos para as lâmpa-
das esfriarem e ligavam de no-
vo. Nada justifica uma hora.
Clube foi notificado
Ontem, fiscais do órgão es-
tiveram no Engenhão fazendo
uma rápida inspeção. Na se-
gunda-feira, eles serão acom-
panhados por diretores do Bo-
tafogo e responsáveis da em-
presa contratada pelo clube
para fazer a manutenção da
parte elétrica do estádio. O
CREA quer apurar, além da
questão da conservação, se os
procedimentos de manuten-
ção são feitos de acordo com
as normas técnicas e se, em
dia de jogos, há um profissio-
nal da empresa de plantão. Até
mesmo o esquema de trabalho
da empresa está em dúvida.
— Se há uma falha humana,
tem de haver um sistema de
proteção — disse Cosenza.
O vice de patrimônio do Bo-
tafogo, Francisco Fonseca,
lembrou que a equipe de ma-
nutenção do estádio já traba-
lhou em213 jogos, semproble-
mas. Segundo ele, no dia do jo-
go do Fluminense, os respon-
sáveis levaram 15 minutos pa-
ra identificar o problema, seis
para corrigi-lo e esperaram
mais 25 para religar os moder-
nos refletores. Fonseca reve-
lou que o Engenhão possui
quatro no-breaks e quatro ge-
radores, um em cada ala do es-
tádio, mas que eles não foram
suficientes para evitar a queda
de luz, inclusive no domingo,
quando teria havido uma que-
da no fornecimento de energia
em alguns pontos da cidade.
A Light, por sua vez, negou
que tenha havido tal interrup-
ção. Segundo a empresa, o que
aconteceu foi uma oscilação
de cinco segundos, insuficien-
te para interromper a trans-
missão de energia, ainda mais
se considerado que o Enge-
nhão tem dupla alimentação.
O problema, para a empresa,
teria sido do sistema de prote-
ção do estádio.
A Coordenadoria Geral de
Controle de Concessões da
Prefeitura, subordinada à Se-
cretaria de Conservação de
Serviços Públicos, notificou o
Botafogo pela segunda vez on-
tem. O clube tem até o próxi-
mo dia 9 de maio para esclare-
cer as causas dos dois apa-
gões recentes. Francisco Fon-
seca garantiu, no entanto, que
não haverá problemas na deci-
são da Taça Rio, entre Flamen-
go e Vasco, amanhã:
— Problemas de operação
não teremos, mas não somos
responsáveis pelo fornecimen-
to de energia da cidade. ■
Mais umacorridacontraotempo
Secretário da Fifa se reúne com ministro do Esporte
para apressar a aprovação de leis pelo Congresso
André Coelho
ENTRE JÉRÔME Valcke e Ricardo Teixeira, Orlando Silva sorri durante apresentação do Projeto de Lei
Evandro Éboli
● BRASÍLIA O governo enviará
ao Congresso, até meados de
maio, o projeto que cria a Lei
Geral da Copa do Mundo de
2014. O arremate no texto, que
terá 42 artigos, aconteceu on-
tem com a concordância do
secretário-geral da Fifa, Jérô-
me Valcke, que reuniu-se com
o ministro do Esporte, Orlan-
do Silva. A lei tratará da pro-
teção de marcas e patentes de
produtos gerados pela Copa
— como camisetas, mascote,
logotipo —, da formas de con-
trole para evitar venda irregu-
lar de ingressos e das facilida-
des e gratuidade na concessão
de visto para turistas, atletas,
jornalistas, dirigentes e mem-
bros da chamada família Fifa .
O objetivo do governo é que
a lei seja sancionada até o final
de julho, quando ocorre, no
dia 30, o sorteio dos grupos
das eliminatórias do Mundial,
no Rio. O ministro afirmou que
o governo vai buscar acordo
com a oposição para que a
proposta seja votada com a
máxima urgência:
— Este é um tema nacional,
que não divide base e oposi-
ção. É de união.
O texto vai reforçar uma ga-
rantia prevista na Lei Pelé pa-
ra que emissoras não detento-
ras dos direitos possam exibir
pelo menos 3% do evento com
fins jornalísticos. O uso co-
mercial das imagens está proi-
bido. Os governos municipais
e estaduais terão a responsa-
bilidade de regulamentar e fis-
calizar o comércio fora dos es-
tádios, que será limitado
Cinco cidades pela abertura
O secretário da Fifa, que es-
tava acompanhado do presi-
dente da CBF, Ricardo Teixei-
ra, demonstrou preocupação
com as condições dos aero-
portos. Orlando afirmou ter
explicado a Valcke que a pre-
sidente Dilma Rousseff está
pessoalmente envolvida na so-
lução desses problemas
— Ele (Valcke) ficou extre-
mamente satisfeito com as no-
vidades que presentamos e
muito feliz com a confiança e a
convicção que não é um as-
sunto apenas do Ministério do
Esporte — disse Orlando.
Oministro disse ainda que os
problemas dos estádios está
equacionado e apenas em duas
cidades, Natal e São Paulo, ain-
da não começaram as obras. O
ministro disse que quatro ou
cinco cidades deverão ser as se-
des da Copa das Confedera-
ções, que ocorrerá em 2013, um
ano antes da Copa. Segundo Or-
lando, quatro cidades disputam
ser o palco da abertura da Co-
pa, em 2014: Brasília, Belo Hori-
zonte, São Paulo e Salvador. ■
O ALERTA
DOS APAGÕES
● EM DOIS jogos segui-
dos, o Engenhão teve
dois apagões.
UMA ESCALADA inaceitá-
vel para um estádio no-
vo, moderno, suposta-
mente preparado para
suprir a indisponibilida-
de do Maracanã.
MESMO QUE o estádio não
receba jogos da Copa, este
é um problema de infraes-
trutura ao qual a CBF e Fi-
fa precisam estar atentos.
FRANÇA
Blancnegacota
contraafricanos
● O técnico da França,
Laurent Blanc, negou ontem
ter participado de qualquer
acerto para criar uma cota
discriminando jogadores
descendentes de africanos
na seleção. O site
“Mediapart” publicara que a
Federação Francesa, com
anuência de Blanc, aprovara
proposta de limitar em 30%
os atletas de descendência
africana nas equipes a
partir dos 13 anos de idade.
“Não existe plano para
impor cotas. É mentira dizer
que o técnico da França
está envolvido”, disse Blanc,
ex-zagueiro campeão do
mundo em 1998.
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 4 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 21: 04 h
4 ESPORTES O GLOBO 30/04/2011
PRETO/BRANCO
MARCELO
ADNET
c
o
l
u
n
a
a
d
n
e
t
@
g
m
a
i
l
.
c
o
m
MARCELO ADNET é ator e apresentador exclusivo da MTV
Not The End(erson)
Queria parabenizar o técnico tricolor Enderson Moreira pela
surpreendente e sólida campanha no comando do Fluminense.
O time dos guerreiros que não para de nos surpreender, no
entanto, contratou Abel Braga como técnico. Abelão é um
nome de peso (com ou sem trocadilho, a seu gosto), que se
identifica com o Flu e, portanto, é uma necessária e
inquestionável contratação, que dá mais segurança ao time.
Mas seria injusto não reconhecer o trabalho de Enderson — o
filho de Ender — que, com seu jeito tranquilo e discreto,
comandou o Fluminense em um momento muito difícil, e
conseguiu ressuscitar o Flu na Libertadores.
Enderson não é de gritar, de
usar roupa estilosa, de dar uma de
arrogante em coletivas de
imprensa e nem de criar mídia e
assunto sobre si mesmo. Devemos
reconhecer que, mesmo um cara
desconhecido, tido como um tapa-
buraco, pode sim fazer um grande
trabalho. Espero que ele leve à
frente este talento, que este não
seja “the end(erson)”. Parabéns
Enderson!
Tudo quase azul para os
brasileiros na Libertadores. À
exceção do Grêmio, os
representantes brasileiros vão muito
bem e dão pinta de que um brazuca
vai levar o título da Libertadores.
Representante dos cariocas, o
Fluminense confirma a vocação
boêmia ao “bombar na night”. No
escuro do Engenhão, o Flu foi
iluminado com o sol da meia-noite.
Um amigo me pediu um
conselho de um lugar romântico e
discreto para levar a namorada.
Respondi: “Vejamos, um lugar
afastado, escurinho... Claro, o
Engenhão”.
E, já que o Engenhão vem
estando mais escuro do que a
Suécia no inverno, lanço aqui esta
nova versão da tradicional da
“Marcha do Remador":
Se a energia acabar
olê olê olá
Jogo vai parar
Liga, liga, liga o refletor
Se não não tem luz pro jogador
(eu já liguei)
Se a luz acaba, diminui ou pisca
Eu perco a bola de vista.
Enquanto isso em General
Severiano: Zzzzzzzzz...
Depois de o Botafogo protestar,
a ANAF não assumiu os erros da
arbitragem. Poderia ao menos
assumir os erros* de português.
ANAF, é milhó ricunhecê que a
arbitrage tá meia mau, né?
Falando na língua portuguesa,
chamou minha atenção a nova
cantiga que embala o time do
Flamengo. Segue a letra abaixo:
“Ritmo novo para toda as
novinha. Elas tá assanhadinha. Vai
que ela deixa, ela gosta, isso deixa
ela excitada. Chega pertinho dela
e manda essa parada. Encosta
nela e sarra, encosta nela e sarra
essa parada”.
Fico pensando qual a relação
desta bela canção com o futebol.
Seria “ela” a bola? Resvalar a
assanhada em direção ao gol (a
parada)? Estou perdendo o sono por
causa disto. Se alguém decifrar a
rebuscada letra, me avise!
Mesmo sem brilhar muito, o
Mengão sem freio pode ser
campeão direto e reafirmar sua
supremacia regional. Mesmo sem
Ronaldinho ter estourado,
convencido, a solidez e força do
grupo fazem a diferença. É ruim
de segurar o Flamengo embalado.
Por outro lado, o Trem Bala da
Colina não vai dar mole e vive o
seu melhor momento desde nem-
lembro-mais-quando.
Vasco da Gama e Flamengo.
Simples assim. Não vai ser um
jogo qualquer amanhã no
Engenhão. Como diria Lobão,
“nem sempre se vê lágrima no
escuro”.
Até semana que vem!
Vencedores, zoem com
moderação!
Fui!
* como “erro de português” é
um conceito relativo, faço este
asterisco para usar o termo
linguisticamente correto —
“desvio da norma culta”.
TÊNI S
NovakDjokovicvencea26
a
-
seguida
● O sérvio Novak Djokovic continua colecionando vitórias
na temporada. A 26
a
- consecutiva veio ontem, com 6/3 e 6/2
sobre o esloveno Blaz Kavcic nas quartas de final do ATP
250 de Belgrado. Nas semifinais, o número 2 do mundo vai
enfrentar o compatriota Janko Tipsarevic. Também na briga
por uma vaga na final do torneio, o espanhol Feliciano
Lopez pega o italiano Filippo Volandri. Já o brasileiro
Thomaz Bellucci ficou pelo caminho mais uma vez ao ser
derrotado, ontem, pelo uruguaio Pablo Cuevaspor 6/4 e 6/2
nas quartas de final do ATP 250 de Estoril, em Portugal.
SALTOS ORNAMENTAI S
Brasil classifica
paraoMundial
● Cesar Castro garantiu vaga
no Mundial de Esportes
Aquáticas de Xangai, ontem,
ao marcar 418,80 pontos na
eliminatória do trampolim
de 3 metros no Grand Prix
de Montreal, Canadá. Juliana
Veloso (trampolim de 3
metros) e Hugo Parisi
(plataforma) também estão
classificados.
VÔLEI DE PRAI A
Maisumavitória
sobreWalsh/May
● As brasileiras Juliana e
Larissa voltaram a
derrotar as americanas
bicampeãs olímpicas Kerri
Walsh e Misty May. A
segunda vitória seguida,
por 2 sets a 1 (16/21, 21/16
e 15/12), aconteceu ontem,
nas quartas de final da
etapa chinesa do Circuito
Mundial, em Sanya.
VÔLEI
Sétimareprisedocapítulofinal
Como acontece desde 2005, Rio de Janeiro e Osasco, sem rivais à altura, fazem a decisão da Superliga
Feminina. Duelo de hoje acontece às 10h, em Belo Horizonte, e equipe de Bernardinho tenta o hepta
Alexandre Arruda/Divulgação/CBV
MARI SE ALONGA no aquecimento das atletas do Rio de Janeiro, antes do treino de reconhecimento, no Mineirinho, palco da final de hoje
Thiago Herdy
BELO HORIZONTE
E
m clima de clássico
do vôlei brasileiro,
Unilever/Rio de Ja-
neiro e Sollys/Osas-
co (SP) se enfrentam
hoje, às 10h, para
disputar o título da
Superliga Feminina
de Vôlei pela sétima
vez consecutiva, no ginásio do
Mineirinho, emBelo Horizonte.
O Rio de Janeiro, hexacam-
peão, leva vantagem no con-
fronto de decisões dos últimos
anos (foram quatro títulos con-
tra o rival), mas o atual cam-
peão é o time paulista, que ven-
ceu a temporada 2010.
Apesar da amizade entre vá-
rias jogadoras na seleção bra-
sileira, elas prometeram on-
tem durante o último treino
deixar de lado as afinidades
para se entregar à disputa.
— A gente está escrevendo
um capítulo na história do vô-
lei nestes sete anos. Este tal-
vez seja o mais clássico regio-
nal do voleibol mundial — ar-
riscou a líbero Fabi.
Maiores pontuadoras de
seus times e amigas fora das
quadras, Sheilla (475 pontos),
do lado carioca, e Natália (398
pontos), da equipe paulista,
protagonizarão o duelo mais
esperado da partida. Mais pro-
curadas pelas levantadoras
das equipes, as duas prome-
tem medir forças:
— Acho que estou fazendo
uma Superliga boa até agora e
espero fechá-la com chave de
ouro. Sei que vou ser muito
marcada, mas a Nat pode es-
perar não só por mim, mas pe-
lo time inteiro atacando muito
— provoca Sheilla, mineira de
Belo Horizonte e que convo-
cou os conterrâneos pel o
Twitter para contrabalancear
a torcida paulista, que é aguar-
dada em peso no ginásio.
A resposta veio logo:
— A Sheillinha pode me dar
aquelas olhadas, mas eu não
vou passar a mão na cabeça,
não. A rivalidade é maior. Te-
mos que ter cuidado com ela e
com todo o Rio de Janeiro. Sa-
bemos que elas vão nos dar
muito trabalho, mas podem
esperar isso da nossa equipe
também — devolve Natália.
Rio tem melhor campanha
Na fase classificatória, o Rio
de Janeiro terminou com a me-
lhor campanha. Nas quartas-
de-final, eliminou o BMG/São
Bernardo (SP) e, nas semifi-
nais, o Pinheiros/Mackenzie
(SP). Já o Osasco foi o segun-
do na fase inicial. Nas quartas-
de- f i nal , superou Banana
Boat/Praia Clube (MG) e, nas
semifinais, o Vôlei Futuro. ■
TRANSMISSÃO: Rede Globo
FÓRMULA-1
GPmais veloz queode2010
Favoritos à vitória amanhã na etapa da categoria em São Paulo
elogiam melhorias no asfalto e esperam prova ainda mais emocionante
Carol Knoploch
● SÃO PAULO O atual campeão
da Fórmula-Indy e líder da
temporada, Dario Franchitti
acredita que a etapa paulista,
amanhã, às 13h, será cerca de
dois segundos mais veloz do
que a de 2010 e com mais pos-
sibilidades de ultrapassagens.
Isso porque o percurso teve al-
gumas zebras retiradas e o as-
falto melhorado. Das 61 voltas
de 2010, 42 aconteceram com
bandeira verde, possibilitando
95 ultrapassagens, recorde da
categoria, segundo uma con-
sultoria. Metade das ultrapas-
sagens foi na Curva da Vitória,
no final dos 1,5km da Marginal
Tietê, a maior reta do ano.
— É uma pista típica de rua.
Não tem área específica na
qual vamos conseguir ganhar
tempo. Depende da aderência,
mas as voltas serão, pelo me-
nos, dois segundos mais rápi-
das que ano passado. As ultra-
passagens serão decisivas, co-
mo em 2010 — opinou o piloto
da Chip Ganassi, vencedor da
etapa de São Petersburgo.
Power é especialista em rua
Piloto da Penske, o austra-
liano Will Power, vice-cam-
peão, concordou com Fran-
chitti. Pole position nas três
etapas até agora, lembra que
em 2010 não largou na frente,
mas ganhou em São Paulo. Is-
so porque a pista proporciona
mudanças no decorrer do GP.
— Tenho de me manter per-
to do Dario e honestamente
acredito que essa corrida em
São Paulo vai ser a melhor até
o momento, porque aqui é
possível fazer mais ultrapassa-
gens — declarou Power.
Especialista neste tipo de
prova, foi quem mais conquis-
tou vitórias em 2010, em cir-
cuitos de rua. Três, entre qua-
tro disputadas (São Paulo, São
Petersburgo e Toronto):
— O que gosto nesta pista é
que é possível ultrapassar.
Tem duas retas bem longas se-
guidas de uma chicane e uma
curva fechada. É uma das me-
lhores pistas de rua do ano.
D e a c o r d o c o m M i k e
Conway, da Andretti, vitorioso
na última etapa, em Long Bea-
ch, são muitas as chances de
se passar um concorrente na
reta principal e ser ultrapassa-
do por ele na reta oposta.
— Isso aconteceu bastante
em 2010 —- lembrou Conway
— Para mim, é a pista mais rá-
pida do calendário.
Os três pi l otos também
mostraram entrosamento
quando o assunto foi o casa-
mento real de Kate Middleton
e o príncipe William. Escocês,
Franchitti brincou com o in-
glês Conway.
— Sentei ao lado de Mike no
voo para cá. E ele passou a
noite ansioso —- contou Fran-
chitti, que assistiu parte da ce-
rimônia pela TV. — E sua mu-
lher escreveu no Twitter que
ele ficou emocionado.
Mike admitiu ter assistido à
cerimônia:
— Estava passando na TV e
vi... É algo importante na Ingla-
terra. Foi bom ver, foi legal. ■
2ª edição • 30/04/2011 ESPORTES O GLOBO 5
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 5 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 23: 09 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
A D I C A I S
r
BASQUETE
Flamengo
avança à
semifinal
do NBB
● BAURU, SP. De virada, o
Flamengo assegurou ontem,
em Bauru, a presença nas
semifinais do Novo Basquete
Brasil (NBB), ao bater o
Itabom/Bauru por 82 a 79,
fechando a série em 3 a 1.
O americano Teague
obteve 29 pontos, 17 no
último quarto. No primeiro
período, com o o ginásio
lotado, o Bauru teve início
fortíssimo: 27 a 15. No
segundo, o Flamengo
melhorou, mas o Bauru fez 41
a 36. Após o intervalo, os
rubro-negros reagiram: 45 a
45. Mas o time da casa
marcou 57 a 49. No último
período, o Flamengo de
Teague dominou: 82 a 79.
— Só uma palavra para
resumir: ufa! Bauru é muito
forte — disse Marcelinho.
Bauru: Larry (12), Alex (15),
Fischer (6), Nunes (22) e Jeff
(19). Entraram Aleo (1), Pilar
(1) e Gui (3). Flamengo: Hélio
(6), Teague (29), Marcelinho
(21), Teichmann (10) e Wagner
(2). Entraram Fred, Duda (3),
Átila (6) e Jefferson (5).
O Unitri/Uberlândia
derrotou o Uniceub/Brasília
por 80 a 68 (2 a 2 na série).
Já o Univille/Joinville bateu o
Pinheiros/Sky: 76 a 71 (2 a 2).
Franca já está na semifinal. ■
Semprefashionmorroacima
Após tragédia, japonesas retornam à escalada com modelitos que já viraram moda no país. Ano
passado, interesse delas por excursões ao topo do Monte Fuji foi seis vezes maior do que em 2009
Arquivo pessoal
YURI YOSUMI
(ao lado): saias
e dicas para as
escaladoras.
Acima, uma
"seguidora"
fashion
Claudia Sarmento
TÓQUIO
N
ão adianta só ter
fôlego para subir
uma montanha, é
preciso sair bem
na foto quando
chegar ao topo.
Não é exatamente
esse o slogan da
legião de moças
j aponesas que deci di ram
abraçar o trekking e as escala-
das, mas é a primeira coisa
que vem à cabeça quando al-
guém mostra uma foto das
chamadas yama garu.
Elas são uma febre no Ja-
pão, onde novas tribos estão
sempre surgindo e se tornan-
do subculturas poderosas: as
garotas (garu em japonês) dei-
xam a selva urbana para ex-
plorar trilhas e montanhas
(yama) como esportistas ama-
doras, mas não com uma rou-
pinha qualquer. Querem che-
gar no alto com estilo. De pre-
ferência, usando saia.
Em busca de tranquilidade
— palavra ainda pronunciada
com reticência entre os japo-
neses, desde a catástrofe tri-
pla que juntou terremoto, tsu-
nami e acidente nuclear —,
montanhistas já retomaram as
excursões para fugir do ar ten-
so de cidades como Tóquio.
Fenômeno nacional
Mas são os grupos femini-
nos, formados por aventurei-
ras com jeito de patricinhas
dos alpes, que mais chamam a
atenção. Elas vêm influencian-
do o mundo da moda e leva-
ram à criação de uma série de
revistas especializadas, onde
aprendem coisas como o que
cozinhar num acampamento
e, principalmente, o que vestir
para fazer os percursos de ma-
neira confortável e, obviamen-
te, fashion.
A imprensa japonesa trata o
assunto como um fenômeno
nacional numpaís mais conhe-
cido por suas paisagens urba-
nas e hi-tech do que por suas
trilhas escondidas. Com mui-
tas sobreposições para as va-
riações de temperatura, cabe-
los presos em coques, casacos
de cores cítricas e minis ou
shorts sobre leggings, as japo-
nesas não precisam das ruas
lotadas de Tóquio para desfi-
lar. Nem de um homem para
carregar suas mochilas.
Toda moda tem seus gurus e
as yama garu tambémtêmuma
mentora. Yuri Yosumi é uma
estilista que cria a mais tradi-
cional peça japonesa, os qui-
monos, mas não foram eles
que a transformaram numa ce-
lebridade. Ela escreve sobre
trilhas em um blog e é aponta-
da como a mulher que levou as
saias para o trekking. Segundo
ela, quando começou a fazer
suas caminhadas montanha
acima, percebeu que a peça lhe
daria liberdade de movimentos
e ajudaria a driblar problemas
como a ausência de umbanhei-
ro. Suas dicas e os modelos
que desenhou para passeios
radicais fizeram tanto sucesso
que hoje ela presta consultoria
para grifes esportivas e vive
entre o Japão e a Nova Zelân-
dia, uma das mecas das ativi-
dades outdoor.
— As pessoas me diziam
que, para fazer trekking, não
era necessário estar na moda,
mas se você pode subir uma
montanha com a roupa que
gosta, que é a sua cara, vai su-
bir sorrindo e o prazer da ati-
vidade fica muito maior — de-
fende Yuri.
No ano passado, o número
de japoneses que escalou o
Monte Fuji — cujas trilhas até
o topo só ficam abertas no ve-
rão — bateu recordes. Agên-
cias que organizam excursões
do gênero registraram um au-
mento de até seis vezes na
quantidade de inscrições femi-
ninas. Yuri insiste em dizer
que não se trata de mais uma
moda passageira, mas de um
estilo de vida, que ela chama
de slow adventure.
— Eu não tinha qualquer co-
nexão com a vida ao ar livre,
achava que essas atividades
eram para gente abençoada
com um corpo legal. Quando
passei a ter contato com a na-
tureza, entendi que o que im-
porta é sentir o coração vibrar
de emoção. Pode ser uma aven-
tura e cada um aproveita isso
do seu jeito — diz Yuri, que
morre de vontade de conhecer
o Brasil e pergunta se as brasi-
leiras são adeptas do trekking.
Já são várias as revistas vol-
tadas para esse público no Ja-
pão. Folheando essas publica-
ções, encontra--se informações
importantes para aventureiras
vaidosas, entre elas, uma lista
de lojas que vendem botas de
escaladas assinadas por desig-
ners, ou os complexos tipos de
nó para amarrar um lencinho
na cabeça. Afinal, encarar ven-
davais sem se descabelar tam-
bém é fundamental. ■
Blog:
www.oglobo.com.br/blogs/radicais
E-mail: radicais@oglobo.com.br
MMA
NoCanadá, omaior UFCdaHistória
Edição 129, em Toronto, tem dois cinturões mundiais em jogo e luta lendária entre
ex-campeões dos meio-pesados para público recorde de 55 mil espectadores esta noite
Divulgação/UFC
O CANADENSE GEORGES Saint-Pierre é o astro principal do evento
Luiz Filipe Barboza
● No UFC 126, em fevereiro, a
grande atração era a “luta do
século” entre os brasileiros
Anderson Silva e Vítor Belfort,
em Las Vegas. No mês seguin-
te, em Nova Jersey, foi o con-
fronto da sensação Jon Jones
com a fera Maurício Shogun.
Desta vez, numa inédita edi-
ção em Toronto, o que chama
a atenção não é exatamente
um ou outro nome dentro do
octógono, mas o conjunto da
obra. O gigantismo do UFC
129, que acontece a partir das
22h (horário de Brasília), na
cidade canadense, é o que o
faz ser histórico.
A começar pela seleção das
lutas, considerada a melhor
dos últimos tempos. O card
principal terá dois campeões
do mundo — o canadense
Georges Saint-Pierre (GSP), dos
meio-médios, e o brasileiro José
Aldo, dos penas — colocando
em jogo seus cinturões. Antes,
a lenda americana Randy Cou-
ture, de 47 anos, que já anun-
ciou aposentadoria para depois
do evento, enfrentará outro ex-
campeão dos meio-pesados, o
brasileiro Lyoto Machida.
Isso tudo para a maior pla-
teia do UFC. Realizados em ge-
ral em ginásios, os eventos
costumam atrair entre 18 mil e
25 mil pessoas. Desta vez, será
num estádio, o Rogers Centre.
A quantidade de ingressos ven-
didos surpreendeu até o presi-
dente do UFC, Dana White.
— Esse é o maior evento que
o UFC já teve. Estava seguro de
vender 32 mil ingressos, mas
não imaginava vender 55 mil, e
de forma tão rápida — confes-
sou, na entrevista coletiva para
promover as lutas.
As luzes dos holofotes pro-
curam Saint-Pierre, o nome
principal da noite. Campeão
desde 2007 e dono de um car-
tel com 21 vitórias e apenas
duas derrotas, GSP, como é co-
nhecido, será desafiado pela
sétima vez. Do outro lado, um
americano invicto nos últimos
15 combates, Jake Shields.
— Vai ser uma luta dura. Eu
tenho um desafio muito gran-
de — admite o campeão.
Brasileiros no octógono
Shields não perde desde 2004.
Otriunfo mais importante foi so-
bre o ex-campeão do Pride Dan
Henderson, em abril de 2010.
— Ajudou a aumentar mi-
nha confiança. Provou que
posso derrubar qualquer um,
e pretendo fazer o mesmo com
o GSP — provoca Shields.
A torcida presente ao estádio
do Toronto Blue Jays, time de
beisebol, não vai apoiar em pe-
so apenas Saint-Pierre. Outro
lutador do Canadá subirá ao
ringue para disputar título mun-
dial. Mark Hominick, cujo ape-
lido é "A Máquina", com 20 vi-
tórias e oito derrotas, é o desa-
fiante da vez de José Aldo. Este,
sim, uma máquina de nocautes.
Nascido em Manaus e radicado
no Rio, ele venceu desse modo
sete de seus oito últimos con-
frontos. E foi eleito o melhor lu-
tador peso-por-peso de 2010.
— Já lutei outras vezes na
casa do adversário. É no octó-
gono que a gente vê quem é
quem, não tem essa de torcida
—- diz Aldo, com 18 vitórias
(12 por nocaute) em 19 lutas.
O outro brasileiro da noite,
Lyoto Machida, terá a chance
da recuperação. Até pouco
tempo atrás imbatível e hoje
contestado, o "Dragão" vem
de duas derrotas e vai encarar
um "monstro" da história do
UFC, o veterano Randy Coutu-
re. Se tiver mais um resultado
negativo, poderá até perder o
emprego no UFC.
— Se você é estreante, ou
campeão, ou desafiante, tanto
faz, a pressão sempre existe. A
gente tem é que achar um
meio de reduzí-la — afirma.
As outras duas lutas do card
principal são Vladimir Ma-
tyushenko x Jason Brilz (meio-
pesados) e Mark Bocek x Ben
Henderson (categoria leve). ■
TRANSMISSÃO: Sportv
O GLOBO

ESPORTES

PÁGINA 6 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 20: 52 h
o globo.com.br/esportes
6 30/04/2011
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
apeladacomoelaé apeladacomoelaé
SÉRGIO PUGLIESE
Afamília
Xavier
Livro conta a trajetória de
sucesso do Xavier, timaço formado
por grandes amigos e bi do Aterrro
E
d
i
t
o
r
i
a
d
e
a
r
t
e
Celso Raeder
Á
l
b
u
m
d
e
f
a
m
í
l
i
a

J
o
r
n
a
l
d
o
s
S
p
o
r
t
s

,
e
d
i
ç
ã
o
d
e
2
6
/
4
/
1
9
7
1
NA PRAÇA Xavier de Brito,
Jacaré (à esquerda), Tonico e
Norberto batem bola (ao alto).
O time campeão no Aterro em
1971. Em pé, Érico, Rob,
Tatá, George, Wilson, Pires, Zé
Augusto, Carlinhos Stern e o
técnico Pastor. Agachados,
Eduardo, Tonico, Luiz Feola,
Paulo Noce, Jacaré e
Norberto. E Jacaré (à
esquerda), Norberto e Tonico
na festa do mesmo título
O
campinho da Igreja Ma-
ronitas agora é estacio-
namento e os cinemas
Olinda, Metro, Carioca,
América e Tijuquinha fe-
charam as portas. Sergio
Leitão, Tonico, Norberto
e Jacaré também não
moram mais ali. O tem-
po passa e transforma. Os bairros se
desenvolvem, os meninos viram ho-
mens e grandes amizades se perdem
no caminho. Mas mesas de bar não
entramemextinção e uma sempre es-
tará reservada para nossas lembran-
ças. Essas caminham conosco e des-
cansam na boca do túnel a espera de
autorização para entrar em campo.
A pedido da equipe do A Pelada
Como Ela É, os quatro amigões aí de
cima retornaram a Praça Xavier de
Brito, na Tijuca, onde foram criados,
aprontaram miséria e aprenderam
valores semeados até hoje. Esse laço
forte, praticamente um nó de mari-
nheiro, foi a base para montar o Xa-
vier, um dos gigantes na extensa lista
de times de pelada da cidade, duas
vezes campeão na categoria adulto
(71 e 83) e uma no infantil (74), no du-
ríssimo Campeonato do Aterro.
O Xavier fez história e como belas
histórias devem ser passadas adian-
te, o jornalista e técnico Sergio Lei-
tão escreveu o livro “Família Xavier”,
que será lançado hoje numa grande
festa, às 14h, no Country Clube Tiju-
ca, com a presença con-
firmada de estrelas de to-
das as gerações. Torce-
dor fanático e arquivo
ambulante, ele passou
anos anotando tudo sobre
seu time de coração, reu-
niu causos, fotos e o que
poderia ser apenas um re-
lato sobre peladeiros faná-
ticos na verdade é uma belíssima
história de amor.
— Olha nossa pracinha! Joga-
mos muita pelada aí! — comentou
Jacaré, ao lado dos antigos parcei-
ros de time.
Conhecida como praça dos cava-
linhos, a Xavier de Brito foi berço de
grandes craques, um deles o arti-
lheiro Jacaré, que até hoje, aos 62
anos, mantém uma forma impecá-
vel. Único a atuar nos dois títulos,
em 71 e 83, ele foi ídolo nesses cam-
peonatos do Aterro e, assim como
Vovô, do Roxo, da Ilha do Governa-
dor, tinha até fã-clube.
Os torneios, promovidos pelo Jor-
nal dos Sports, de 1966 a 1985, erama
Copa do Mundo dos peladeiros. Mi-
lhares de times se inscreviam nas ca-
tegorias infantil, infanto-juvenil, juve-
nil e veterano. A mais concorrida era
a de adultos, com até 1.200 inscritos.
Para ser campeão só vencendo todos
os jogos. Se empatasse, pênaltis! No-
ve meses de confrontos de altíssimo
nível. Um exemplo disso? A prelimi-
nar da final de adultos, em 71, entre
Xavier e Milionários, de Copacabana,
foi Surpresa e Sampaio. Estavam es-
calados para essa decisão de vetera-
nos craques como Dida, Evaristo,
Jouber e Barbosa. Sergio, Tonico,
Norberto e Jacaré viramtodos brilha-
rem no Maracanã.
— Como imaginá-los um dia em
nossa preliminar! Quanta honra!
Deu Surpresa na cabeça, 4x0, com
shows de Dida e Evaristo! — lem-
brou, Tonico.
Mas, nessa época, quem enchia os
olhos da torcida eram os astros do
Xavier: Zé Augusto, Tatá, Carlinhos
Stern, Rob, Eduardinho, Tonico, Jaca-
ré, Paulo Noce, Luiz Gordo, Pires, Éri-
co, Raul, Norberto, Casanova, Frichi-
lime George Wilson, comandados pe-
lo técnico Pastor na primeira con-
quista. Doze anos depois veio o time
de Sergio Leitão: Ned, Dois, Durval,
Dingue, Mauricinho Pacheco, Felipe,
Bola, Marcelo Pinto, Neco, Ainho, Di-
da, Tatá, Marquinho Couto e Julio Ce-
zar Presunto.
Os torcedores entupiam os oitos
campos do parque. Se acotovelavam
para ver de perto a arte de Álvaro, do
Milionários, Armando, do Chelsea,
Hugo e Roni, do Capri, Alfredinho, do
Doca, Marcelo, Joaquim e Cícero, do
Clube Naval, Barriga, do Roxo, Filé e
Cacá, do Ordem e Progresso, e Ma-
cieira e Néo, do Ark. Tempos geniais!
Nas decisões por pênaltis, a galera in-
vadia o campo e formava um anel. O
genial Tonico, camisa 10 do Xavier,
participou de 27 séries de três pênal-
tis e desperdiçou apenas uma das 81
penalidades. Naquela época, não ha-
via revezamento entre os batedores.
— A pressão era grande. Sentia
um calafrio do fio do cabelo ao bico
do tênis — recordou.
O Jornal dos Sports dava cober-
tura completa e comentaristas fa-
mosos prestigiavam os rachas. A se-
mifinal contra o Roxo foi antológica.
Eduardo empatou, de falta, no últi-
mo minuto, 4x4. Mais uma vitória
nos pênaltis e no dia seguinte a
manchete: “Norberto parou Vovô”.
No Bar Pavão, os três amigos degus-
taram lembranças, massagearam o
passado. Nos olhares, a admiração
mútua. Naquela decisão, Xavier 2,
Milionários 1, Jacaré, Norberto e To-
nico só não fizeram chover. Paulo
Noce fez um golaço e o goleiro Zé
Augusto definiu o destino da parti-
da defendendo um pênalti do fora
de série Zé Brito.
Sergio, emocionado e diante de
seus ídolos, resumiu: “Esses caras
jogavam pra c....”. Jacaré conferiu o
relógio e levantou-se. Tonico tam-
bém precisava ir. Os quatro se abra-
çaram. Sergio ia para Vila Isabel, Ja-
caré para o Engenho da Rainha e To-
nico e Norberto, Barra. Destinos
opostos, marcaram novo encontro
para o mês seguinte. Caminhando
em direção ao carro, Tonico deu
uma última conferida na praça. Viu
alguns meninos correndo atrás de
uma bola, os observou por alguns
segundos, riu em silêncio e partiu.
● No blog, saiba mais detalhes
sobre a final de 1971 no Aterro do
Flamengo. Amanhã, a tricolor Laura
Avancine conta sua aventura num
São Paulo x Corinthians
inesquecível no Morumbi. ■
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 1 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 03: 06 h
SEGUNDO CADERNO
SEGUNDO CADERNO
SÁBADO, 30 DE ABRIL DE 2011
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Famoso pelos papéis em ‘O feitiço de Áquila’ e
‘Blade Runner’, Rutger Hauer está de volta • 3
Um perfil póstumo do curador Paulo Reis,
morto na semana passada em Portugal • 4
A urgência
do ator
Luiz Felipe Reis
N
o meio da sala,
uma porção de
cadeiras se es-
palha desorde-
nadamente. Aderbal Frei-
re-Filho surge por trás de
uma porta de ferro e diz
que é assim mesmo. Fa-
zem parte do cenário.
— Mas não exatamente
essas — diz, enquanto ca-
minha devagar pelo espa-
ço, carregando nas mãos
alguns papéis comas ima-
gens da cenografia.
Apanha uma blusa de
manga comprida, coloca
uma jaqueta esverdeada
e olha para todos os can-
tos como se medisse as
possibilidades do am-
biente. Reclama que os
refletores já deveriam
ter chegado, e espera
que as 17 novas cadeiras
de ferro sejam entregues
no dia seguinte.
— As coisas ainda não
estão prontas — avisa.
Aderbal esf rega as
mãos nummisto de apre-
ensão e ansiedade. Não é
para menos. A partir do
dia 12 de maio, ele assu-
me o centro do mais no-
vo palco da cidade, o
Teatro Poeirinha, que abre as portas na
noite em que ele estreia “Depois do fil-
me”. O monólogo, escrito e dirigido por
Aderbal, marca a sua volta aos palcos
exatos 11 anos depois de atuar em “Isa-
bel” e em “Luzes da boemia”.
—Tenhovontade de morar aqui noPoei-
rinha, comer aqui, ir fazendo as coisas... Es-
se lugar é a ampliação do sonho da Marieta
(Severo) e da Andrea (Beltrão), que come-
çou com o Poeira. Como eu sempre estive
junto, cuidando da programação, é natural
eudar a partida. Éumsonho, mas commui-
to trabalho, numa produção dupla, que é a
estreia do teatro e da peça.
Cuidadoso, Aderbal aponta as imagens
impressas nos papéis para mostrar o que
se verá em cena daqui a 12 dias. Olhando
ao fundo, imagina uma grande instalação
vertical de cadeiras, e explica que nas duas
paredes laterais da sala dois grandes telões
irão projetar imagens do filme “Juventude”
(2008). O longa, dirigido por Domingos Oli-
veira, é o ponto de partida para a monta-
gem. Mais especificamente, a relação sim-
biótica que Aderbal travou com Ulisses, o
médico à beira do precipício que ele incor-
porou na tela. Inconformado em deixar o
personagemno cinema, Aderbal decidiu to-
má-lo para si e recriá-lo em cima do palco.
— Escrevi a peça logo depois do filme,
de uma tacada só — conta. — Talvez eu
não tenha esse pessimismo, não tentaria
me suicidar. Mas coincidem. Porque claro
que cada autor coloca pedaços da sua vida
em cada personagem. Então tem muito de
mim no Ulisses, assim como já tinha no fil-
me que o Domingos escreveu.
Ulisses está no fimda linha. Fora da tela,
precisa se confrontar e conformar com o
retorno à vida real. A imagem que vê no
espelho do carro é a de um homem deca-
dente, fracassado, obcecado por uma ju-
ventude perdida, distante: uma cabeça
cheia de sonhos e umcorpo que se depara
com os limites físicos e do tempo. Depri-
mido, trôpego e vazio, dá a partida no seu
velho carro e acelera fun-
do até o vão central da
ponte Rio-Niterói. Ulisses
quer dar fim à sua desgra-
çada odisseia de retorno
ao mundo. Quer se matar.
Aderbal quer viver Ulis-
ses. E depois matá-lo para
continuar vivo em outros
papéis. Ulisses corre con-
tra o tempo em busca da
morte. Aderbal faz o mes-
mo. Em busca da vida.
— Voltar a escrever e
atuar é algo que está liga-
do ao tema da peça, tem
a ver como desespero de
perceber o que eu quis
fazer e não fiz, ou que
não fiz tanto como gosta-
ria. Comecei a carreira
como ator e nunca pro-
gramei dirigir teatro. Es-
tou realizando aqui as
duas coisas que eu proje-
tei: atuar e escrever. Não
quero estar longe desse
Aderbal do começo —
diz. — À medida que en-
velhecemos, passamos a
calcular o tempo, a se
lembrar de quando mor-
reram os familiares... E is-
so te leva a algo maior,
que é pensar o fim da tua
vida. Mexe muito comi-
go. É o grande tema. Tem
uma hora em que o per-
sonagem diz que não há mais tempo. En-
tão eu penso: “Para mim ainda está dan-
do.” Fico pele com pele com o Ulisses,
um exercício de colar e descolar.
Nascido e criado em Fortaleza, Aderbal
estreoucomoator aos 13 anos. Desde cedo
era a ideia de atuar que lhe fazia a cabeça.
A biblioteca de casa recheada de livros de
teatro, as experimentações cinematográfi-
cas do pai, usando a família como elenco
de um filme, as notícias de teatro amador
que coletava dos jornais e a coleção de
programas de peças que o pai trazia das
viagens ao Rio foram, aos poucos, o envol-
vendo na trama que o lançou como ator de
rádio-novelas, aos 17 anos. Na rádio, fez de
tudo, até decidir vir ao Rio fazer teatro de
verdade. Chegou aqui aos 19 anos. Técnico
em prospecção de petróleo e vendedor de
móveis de aço, nas horas vagas assistia a
teatro. Tentou se aproximar. Nada feito.
— Eu ficava rondando, tentando che-
gar. Mas era tímido demais.
Aos 21, sem trabalho, palco e dinheiro,
voltou para casa. Formou-se em Direito.
Aos 29, com trabalho, dinheiro e sem pal-
co, optou pela volta sem retorno.
— Eu cheguei a advogar. E mal! O teatro
foi uma entrega tardia, que tem um para-
lelismo coma peça, coma questão de lidar
com o limite de certa idade. Era um advo-
gado medíocre, um radialista cansado, e
não o ator que eu queria ser.
Incapaz de fugir ao chamado do dese-
jo, armou outra espécie de fuga:
— Era a minha última chance. Eu me
imaginei aos 40, gordo, sem fazer nada
do que gostaria. Aí, sim, eu me suicidava
como o Ulisses. Me mandei. Uma aven-
tura. Fugi feio, muito feio. Magoei pes-
soas. Deixei meus pais, minha mulher...
O meu filho! Disse que ia para o Rio ten-
tar abrir uma agência de publicidade.
Cheguei aqui e desapareci. Ninguém me
encontrou. Sumi. Depois de um tempo,
mandei uma carta. Disse que não espe-
rassem a minha volta. Continua na página 2
ADERBAL FREIRE-FILHO: no dia 12 de maio ele estreia no novo Teatro Poeirinha “Depois do filme”, em que também assina texto e direção
Aos 69 anos e há 11 sem atuar, Aderbal
Freire-Filho volta a encarar o palco com a
consciência de que corre contra o tempo
Leonardo Aversa
Gawronski também se lança num monólogo
● Assim como Aderbal, o diretor
Gilberto Gawronski também se
lança ao palco para interpretar
um monólogo. Apresentada no
ano passado no Festival Porto
Alegre em Cena, a peça “Ato de
comunhão”, escrita pelo argenti-
no Lautaro Vilo, aterrissa no Es-
paço Sérgio Porto no próximo
dia 4. A montagem narra três
momentos na vida de um ho-
mem: sua festa de aniversário de
8 anos, a cerimônia fúnebre da
mãe em sua juventude e, já adul-
to, o encontro com alguém que
conheceu pela internet.
— A peça trata das afetivi-
dades num mundo permeado
pelo virtual, que é um modo
de aproximação, mas também
um jeito de achar que se está
acompanhado quando, na ver-
dade, se está mais sozinho
que nunca — diz Gawronski.
2

SEGUNDO CADERNO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 2 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 03: 06 h
PRETO/BRANCO
SEGUNDA-FEIRA
Felipe
Hirsch
QUARTA-FEIRA
Francisco
Bosco
QUINTA-FEIRA
PELO MUNDO
Eduardo Graça,
de Nova York
Eduardo Levy,
de Los Angeles
SEXTA-FEIRA
Hermano
Vianna
SÁBADO
José Miguel
Wisnik
DOMINGO
Caetano
Veloso
TERÇA-FEIRA
PELO MUNDO
Cristina Ruiz,
de Berlim
Desejo e amor
“O homem deseja sem amor, a mulher deseja sem
amar.” Tive a ocasião de dizer publicamente essa fra-
se, muitas vezes, no contexto de uma aula-show com
Arthur Nestrovski, em muitas das capitais brasileiras
situadas entre Porto Alegre e Fortaleza. Ela faz parte
da última peça de Nelson Rodrigues, chamada “Aser-
pente”, para a qual eu tinha composto uma canção.
Antes de cantar a canção, que era baseada na citada
frase, e para chegar a elas, à frase e à canção, eu re-
sumia o enredo da peça, não sem explorar certa ex-
pectativa que o anúncio de uma história, desembo-
cando numa declaração final, costuma produzir.
Duas irmãs, muito unidas,
não fazem nada sem a parti-
cipação uma da outra. Têm
aquilo que podemos chamar,
tecnicamente, de uma rela-
ção “simbiótica”. Mais do que
a intimidade que as une, é co-
mo se a presença da outra ga-
rantisse a cada uma delas a
reciprocidade de um espelho
(se é possível retomar aqui, à
maneira de uma aula, temas
das colunas passadas). É cla-
ro que, com isso, elas se dão
força, mutuamente, em todas
as circunstâncias da vida.
Mas fica insinuada também,
capciosamente, a pergunta
pelo preço a pagar por essa
dependência figadal, que faz
com que uma não possa exis-
tir sem a outra.
As duas, que se chamam
Guida e Lígia, se casam no
mesmo dia, numa cerimônia
única, e vão morar juntas,
com seus respectivos mari-
dos, no mesmo apartamento.
A realidade dos casamentos
abre entre elas, no entanto, e
no seu desenrolar, o abismo
ameaçador de uma diferença:
a primeira encontra satisfa-
ção no casamen-
to e no sexo, en-
quanto a segunda
só encontra, no
casamento e no
sexo, insatisfa-
ção. Podemos
imaginar o perigo
íntimo contido
nessa ameaçado-
ra não coincidên-
cia, não só para
Lígia, a irmã infe-
liz que convive
com a felicidade
da outra, mas pa-
ra Guida, a irmã que não en-
contra, na infelicidade da ou-
tra, o espelho da sua própria
satisfação, no qual aprendeu
a se reconhecer.
É então que Guida tem a
ideia de oferecer a Lígia, co-
mo reparação dessa falha do
destino, e da fenda que se
abre entre elas, o seu próprio
marido por uma noite, para
que a irmã possa conhecer
ela também os benefícios do
amor e do sexo. É um gesto,
pode-se dizer, de caridade ex-
trema, embora a trama espe-
cular que o engendra nos fa-
ça vê-lo ao mesmo tempo co-
mo a surda procura de uma
reparação narcísica, graças à
qual uma irmã pudesse con-
tinuar a se ver na imagem da
outra, mantido o pacto sim-
biótico entre elas.
Chega a hora da frase. Gui-
da faz a oferta, e Lígia se mos-
tra surpreendida, entre des-
concertada, atraída e estra-
nhada por aquela brusca
perspectiva de intimidade se-
xual com a figura familiar do
cunhado, que se chama Pau-
lo. “Mas como”, pergunta ta-
teando, hesitante, como se
pensasse alto, “eu e ele, Pau-
lo, meu cunhado?” Guida pa-
rece estar imbuída da certeza
trágica e da sabedoria enig-
mática dos oráculos, quando
responde: “O homem deseja
sem amor, a mulher deseja
sem amar.”
O efeito universal da frase,
sobre quase todos os públi-
cos, é de um momento de si-
lêncio mais profundo do que
qualquer outro antes ou de-
pois, ali naquele lugar. Há
poucos dias pudemos confir-
má-lo, eue Arthur, na Sala São
Paulo, quandooefeitoatingiu
o seu quilate acústico mais
puro, sempre como sinal,
acho eu, de que a frase, pen-
dulando entre o entendimen-
to e o desentendimento de
cada ouvinte, fica ressoando
em camadas não verbais da
quase-revelação. O que é,
aliás, para Jorge Luis Borges,
uma definição da arte: “A imi-
nência de uma revelação, que
não se dá.”
Uma vez, no Theatro São
Pedro, emPorto Alegre, a pla-
teia, em vez de cair no silên-
cio, explodiu numa surpreen-
dente e inexplicável aclama-
ção. Caso único de um para-
doxal efeito rodriguiano ao
sul: o enigma foi ovacionado.
Em Pernambucano, ouviu-se
a voz de uma senhora dizen-
do, firme: “Protesto!” Mas as
reinvindicações em nome do
amor, o silêncio ou o ruído,
estão dizendo a seu modo,
acho eu, o que eu confessava
para o público: eu também
não entendo a frase, isto é,
não entendo pelos canais co-
muns da consciência, enten-
do pelo impacto não inteira-
mente explicável
que ela me pro-
duz.
“O homem de-
seja sem amor” é
uma obviedade
masculina (o ho-
mem é óbvio),
enquanto “a mu-
lher deseja sem
amar” é um con-
vite ao enigma (a
mulher é “enig-
mática”). É famo-
sa a declaração
de Freud, em car-
ta a uma amiga, de que os
anos de estudo do assunto
não o levaram a saber dizer
o que quer uma mulher. Afal-
sa simetria da frase de Gui-
da, contendo um desequilí-
brio no seu aparente equilí-
brio, acaba sendo a melhor
figura da própria simetria de-
sequilibrada da relação de
desejo e amor entre homem
e mulher. Na canção eu ten-
tava retomá-la numa outra
formulação, como se ela se-
guisse seu caminho através
dos elos de uma serpente:
“Se o homem ama por amar/
e a mulher ama por amor/
Quem vai poder nos abra-
çar/ compreender nossa
dor?/ Somente a serpente/ e
a canção da vida/ em que o
homem é o verbo/ e a mu-
lher é substantiva”.
Da Bahia, recebi e-mails
preciosos de uma certa Myr-
na, aliás misterioso pseudô-
nimo feminino de Nelson Ro-
drigues. Ela dizia que na frase
“O homem deseja sem amor”
o verbo desejar indica o ato
de sentir desejo por alguém;
na frase “a mulher deseja
sem amar” o mesmo verbo
indica o desejo de chegar à
impossível ação de amar, que
Nelson considera inatingível
pela imperfeita dimensão hu-
mana. Se o homem, quando
deseja, o faz sem amor (já
que ele “ama por amar”, o
que não é pouco para quemé
o verbo), a mulher, que é
substantiva, quando deseja,
deseja o impossível do amor,
“ama por amor”. “Esse desejo
de sentir um sentimento ina-
cessível seria o cerne de tudo
o que quer uma mulher”,
pontua Myrna.
O efeito
universal
da frase é de
um momento
de silêncio
mais profundo
do que
qualquer outro
JOSÉ MIGUEL WISNIK
A urgência do ator • Continuação da página 1
A
cada ens ai o,
Aderbal vai aos
poucos recobran-
do o prazer de se
expor, da relação
olho no olho que
não saboreava há anos:
— Eu me dediquei integral-
mente à direção. Achei que era
uma forma completa de expres-
são, mas fiquei com essa nos-
talgia. A falta dessa relação úni-
ca com o espectador é a dife-
rença capital do atuar.
Assistente de direção da
montagem, Fernando Philbert
comenta o retorno:
— Aderbal está se reencon-
trando, mas com a vantagem
da experiência, sabendo bem o
que quer. Aos poucos, o domí-
nio das palavras e das ações o
levou ao ato de se jogar, que é o
que ele cobra dos seus atores.
Aderbal é um ator moderno,
que não se prende a uma dinâ-
mica de texto ou de cena. Pelo
contrário, inventa novos cami-
nhos sem receio.
Sem medo, revela-se por
inteiro:
— A peça tem muito das mi-
nhas obsessões narrativas. É
como se fosse um roteiro em
cena. Tem a preocupação com
a teatralidade, sem falar do te-
ma da velhice. Mas, ao mesmo
tempo, presunçosamente eu di-
go que há aqui muito da minha
juventude artística, desse meu
lado jovem, experimental...
E “experimental” é o termo
que ele usa para definir a fei-
ção que imagina emprestar à
programação do Poeirinha.
— Esse espaço serve à expe-
rimentação. E é aí que entra a
minha peça. Estou sempre for-
çando limites, tentando enten-
der até onde o teatro pode ir. É
essa coisa do risco, que me faz
lembrar do (diretor uruguaio)
Atahualpa Del Cioppo. Ele dizia
que todo teatro é experimental.
Ou deveria ser.
Com o corpo no palco e a
mente no tempo que lhe resta,
Aderbal já traça planos para
além de “Depois do filme”. Em
duas semanas começa a ensaiar
“Na selva das cidades”, de Ber-
tolt Brecht, que estreia emagos-
to no CCBB; torce para que a
agenda lhe permita reencontrar
Domingos Oliveira em “Turbi-
lhão” e assume o compromisso
de finalizar um projeto que ali-
menta há anos: escrever um li-
vro sobre teatro. Aderbal corre
contra o tempo. E a favor do
vento que não para de lhe so-
prar novas cenas:
— Faço teatro com a cons-
ciência de que meu tempo es-
tá terminando. Por isso quero
fazer mais. E até o fim. ■
MônicaSalmasoreforçaseu
desapegoainéditas emnovoCD
Cantora que grava grandes autores diz não perguntar idade às músicas
Luiz Fernando Vianna
O
novo disco de Môni-
ca Salmaso, “Alma lí-
rica”, tem Villa-Lo-
bos, J. Cascata, Heri-
velto Martins, Tom Jobim,
Violeta Parra... E nenhum jo-
vem compositor. As escolhas
desta paulista de 40 anos não
são uma preconcebida exalta-
ção ao passado, garante ela,
mas algo que lhe soa natural
— embora não o seja para to-
dos que a ouvem.
— Sinto essa cobrança, co-
mo se fosse obrigação de uma
cantora lançar compositores
novos. Eu canto o que eu gos-
to, não sei se é novo, velho,
inédito ou não. Quando decidi
gravar (a moda de viola) “Pro-
messa de violeiro”, não per-
guntei à música quantos anos
ela tinha. Não sou represen-
tante de música antiga, não
quero essa bandeira — diz.
Ao contrário de grandes in-
térpretes como Elis Regina,
Gal Costa e Maria Bethânia,
que pediam e recebiam can-
ções de seus contemporâ-
neos, Mônica construiu sua
carreira de 18 anos sem, se-
gundo diz, nunca ter tido o
ímpeto de solicitar inéditas.
—Eu teria o maior medo de
não gostar. E aí, o que eu fa-
ria? Não dou esse valor às iné-
ditas. Na música brasileira
não falta assunto, para a fren-
te e para trás. Para mim, a fun-
ção de uma cantora ao fazer
um disco é contar uma histó-
ria, como se fosse um livro —
acredita ela.
Imagem de um bordado
A história de “Alma lírica”
(Biscoito Fino) acontece nas
dobras entre popular e erudi-
to, conta Mônica. Uma canção
de Villa-Lobos convive com
um tema grandioso de Tom Jo-
bim, “Derradeira primavera”;
“Samba erudito”, de Paulo Van-
zolini, é uma brincadeira sobre
essa fronteira; a leve “Carna-
valzinho” é seguida, no início
do CD, pela valsa “Lábios que
beijei”, um dos maiores suces-
sos de Orlando Silva.
— É uma valsa bem locali-
zada numa época, e foi a mú-
sica em que mais eu via a ima-
gem de um bordado, que é co-
mo eu enxergo o repertório e
está na programação visual
do CD — afirma Mônica.
Ao receber no ano passado
um convite para fazer shows
com uma pequena formação
instrumental, ela pensou, pri-
meiramente, em adaptar os
arranjos de “Noites de gala,
samba na rua”, projeto dedi-
cado à obra de Chico Buarque
que rendeu dois CDs, um DVD
e três anos de turnê. Acabou
escolhendo com seu marido,
Teco Cardoso (sopros), e o
pianista Nelson Ayres uma sé-
rie de outras canções.
— Não é um disco de voz,
piano e flautas, mas de Môni-
ca, Teco e Nelson. Há uma au-
toria no tratamento que da-
mos às canções. A ideia não é
que elas tenham cara de mo-
dinha da vovozinha — diz.
Apesar das mudanças, Chi-
co se manteve no repertório
com “ A hi st ór i a de Li l y
Braun”, parceria com Edu Lo-
bo, um dos mais entusiasma-
dos fãs da intérprete:
— Antes, eu tinha Mônica
Salmaso na minha mão es-
querda: era uma das cinco
grandes cantoras do Brasil.
Hoje, não conheço melhor.
Admiro muito o jeito como
ela administra sua carreira.
Não tem um hit em seu reper-
tório, não dança, não faz nada
além de cantar. E, cantando,
vai conquistando quem a vê e
ouve pela primeira vez.
Joyce, outra admiradora,
ressalta que Mônica cativa
por causa de suas escolhas
“muito peculiares”.
— A idade das canções que
ela interpreta não tem impor-
tância, e sim o DNA delas, que
é o da árvore frondosa da mú-
sica brasileira. O que Mônica
faz não se parece com nada
nem com ninguém. E é maravi-
lhoso — diz a compositora. ■
MÔNICA SALMASO tem fãs ilustres como Edu Lobo: “Hoje, não conheço cantora brasileira melhor”
Marcos Alves
Elegante, sensí-
vel, camerístico
sem rebusca-
mento, pessoal
sem demonstrações de for-
ça, “Alma lírica” não é ape-
nas um dos melhores dis-
cos de Mônica Salmaso,
mas dos mais classudos
gravados neste século por
cantora brasileira. Pode
soar estranho a alguns ou-
vidos. Não tem “faixa de
trabalho”. Não corteja o su-
cesso. Não foi feito para ga-
nhar Grammys ou outros
desses prêmios que, como
qualquer prêmio, pouco
significam. É —ou pelo me-
nos parece ser — um da-
queles raros trabalhos que
o artista faz porque quer fa-
zer, sem pensar em nada
além de transformar sua
vontade em beleza.
A leitura do repertório,
antes de sua atenta audi-
ção, também pode causar
estranheza. Como tornar
parte de uma mesma famí-
lia canções tão várias em
forma e qualidade? Can-
ções que misturam Lisa
Ono & Mário Adnet com
Tom & Vinicius, Adoniran
Barbosa com Villa-Lobos,
Herivelto Martins com Jo-
sé Miguel Wisnik, Paulo
‘Alma lírica’
Mônica Salmaso
João Máximo
Entre os mais classudos deste século
Vanzolini com J. Cascata &
Leonel Azevedo, Raul Tor-
res & Celino com Edu Lobo
& Chico Buarque.
A voz, a técnica e o estilo
de Mônica, com o perfeito
acompanhamento de Nel-
son Ayres (piano) e Teco
Cardoso (sopros), fazem a
mágica de dar unidade a
um repertório aparente-
mente desigual. Se o disco
abre com um “Carnavalzi-
nho” que surpreende os
que sabem do gosto da
cantora por grandes can-
ções, logo se lança na dra-
maticidade de “Lábios que
beijei”, onde o fio de triste-
za que perpassa a voz de
Mônica torna crível e atual
uma letra envelhecida. Há
sambas (“Samba erudito”,
“Meu rádio e meu mulato”
e “Trem das onze”) que
Mônica enfrenta com abso-
luto domínio, embora, em
alguns momentos, inade-
quações de mixagem, ou
de prensagem, ou do que
for, não permitam que se
ouça a letra com clareza.
Nas canções, pela segu-
rança, pela entrega e por
aquele fio de tristeza, a in-
térprete é insuperável. A
começar por “Derradeira
primavera”, na qual os ver-
sos de Vinicius são engran-
decidos. A bela música de
Wisnik para poema de Gre-
gório de Matos em “Mortal
loucura” segue os mesmos
passos, tão certos que até
a moda interiorana “Pro-
messa de violeiro” se urba-
niza sem perder a autenti-
cidade.
“Melodia sentimental” é
de emocionar. Que nos
perdoem os “eruditos”
(qualificativo que entra
aqui em homenagem ao
clima paulistano do dis-
co), mas era assim que Bi-
du Sayão deveria ter lança-
do essa preciosidade de
Villa-Lobos. E não emocio-
na menos “Casamiento de
negros”, Violeta Parra de-
vidamente reverenciada.
A intimidade de Mônica
com as canções de Chico &
Edu é reafirmada em “A his-
tória de Lily Braun”. E sua
voz funciona como instru-
mento secundário, mas pre-
ciso, na instrumental “Vera-
nicode maio”, uma das duas
contribuições de Ayres à ca-
tegoria do CD. A outra, “Noi-
te”, inclui-se na melhor tra-
dição da modinha brasileira.
Em síntese, um classudo
disco de Mônica Salmaso.
Cotação: Ótimo
DISCO
CRÍTICA
SEGUNDO CADERNO

3 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 3 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 00: 44 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Oandroidetiraaferrugemdesuacarreira
Aos 67 anos, Rutger Hauer ensaia um retorno ao estrelato com um filme para as bilheterias e outro para a crítica
Rodrigo Fonseca
C
ontornando os olhos
azuis tratados como fe-
tiche pelas espectado-
ras de “O feitiço de
Áquila” (1985), as rugas espalha-
das pelo rosto sexagenário de
Rutger Oelsen Hauer foram re-
quisitos cobrados do holandês
de 1,85m quando o papel prin-
cipal de “Hobo with a shotgun”
caiu emsuas mãos. Era necessá-
rio um ator de semblante enve-
lhecido (e cara de durão) para o
filme. De escopeta na mão e de-
sejo de justiça na cabeça, aquele
replicante que, molhado de chu-
va ácida, surpreendeu o cinema
em “Blade Runner — O caçador
de androides” (1982) com tira-
das existencialistas, hoje vê sua
carreira passar por uma recicla-
gem de popularidade. No papel
de um sem-teto metido a justi-
ceiro, Hauer, chamado de “o
Paul Newman da Holanda” na ju-
ventude, conquistou baldes de
elogios por seu desempenho co-
mo Hobo durante a exibição do
longa de Jason Eisener no últi-
mo Festival de Sundance, reali-
zado em janeiro em Utah. Com
estreia marcada para 6 de maio
nos EUA, sem previsão de che-
gar ao Brasil, o filme devolveu a
Hauer uma fama que foi se es-
vaindo entre escolhas equivoca-
das nos anos 1990 e 2000.
— Se eu tenho hoje 130 fil-
mes no currículo é porque, nos
anos 1980, quando terminei de
filmar “A morte pede carona”,
decidi não me limitar a heróis e
vilões. Quero papéis. Papéis in-
teressantes. Em Hollywood, eu
sempre fui visto como “o euro-
peu”. Aprendi que deveria “eu-
ropeizar” o cinema, complexifi-
cando os personagens, indo
além de dualidades — diz
Hauer ao GLOBO, de umquarto
de hotel na África do Sul.
‘Só falo por Skype’
À frente do computador, o
ator, visto recentemente como
um agente funerário em “O ri-
tual”, com Anthony Hopkins e
Alice Braga, impõe reivindica-
ções para conceder entrevistas:
— Só falo por Skype e man-
tenha a câmera ligada para
que eu consiga te ver, pois não
quero falar com uma tela escu-
ra de computador, enquanto
ouço pessoas falando portu-
guês atrás de você.
Exigências são a primeira
sequela do surto de populari-
dade que se ensaia em torno
do ator, cuja aparente arrogân-
cia inicial foi substituída em
questão de minutos por uma
simpatia gratuita pelo Brasil.
— Os brasileiros são presen-
ça maciça na minha página na
internet (www.rutgerhauer.org).
Tenho muito apreço pelo som
da língua portuguesa. Não é por
soberba que eu faço imposições
ao falar coma imprensa. É que o
mundo hoje está on-line, sinto-
nizado via Skype. Exijo que as
entrevistas sejam assim porque
se as pessoas não acompanha-
rem o futuro, serão atropeladas
por ele — acredita o ator.
Em seu perfil no Skype, a foto
que usa é a de um lobo, mesmo
animal no qual seu personagem
em“Ofeitiço de Áquila”, o cava-
leiro cruzado Etienne Navarre,
transformava-se, impossibilitan-
do-o de encontrar a amada Isa-
beau (Michelle Pfeiffer).
— No ano passado, filmei
aqui na África do Sul um longa
chamado “Portable life” com
uma equipe que se resumia a
cinco pessoas: o diretor, eu,
uma atriz, um fotógrafo e um
técnico de som. Era uma estru-
tura enxuta, que rendia mara-
vilhosamente graças ao uso de
ferramentas tecnológicas co-
mo as câmeras digitais. De-
pois que você vive uma expe-
riência dessas, não há motivos
para não explorar ao máximo
os recursos da vida on-line.
Hoje um senhor de 67 anos,
Hauer acaba de sair dos sets de
um dos longas mais esperados
pela imprensa europeia: “Il vil-
laggio di cartone”. Na direção
está o italiano Ermanno Olmi,
ganhador da Palma de Ouro em
Cannes em 1978 por “A árvore
dos tamancos” e do Leão de
Ouro emVeneza em1988 “Alen-
da do santo beberrão”, do qual
Hauer era o astro. Numa trama
sobre racismo, Hauer assume o
papel de um sacristão ao lado
do padre vivido por Michael
Lonsdale. Se “Hobo with a shot-
gun” é o primeiro papel de pro-
tagonista do ator em uma pro-
dução comfôlego para conquis-
tar bilheterias, o filme de Olmi é
sua chance para se reconciliar
com a crítica.
Crítica que, nos anos 1970,
aplaudia suas parcerias com
seu conterrâneo Paul Verhoe-
ven, seu diretor em “Louca
paixão” (1972) e “Soldado de
laranja” (1977).
— Não estaria falando com
vocês do Brasil se não fosse por
Verhoeven. Sobre Olmi, eu es-
tou e vou estar sempre comele,
porque aquele homem entende
a minha alma — diz Hauer, que
dirigiu dois curtas-metragens,
“The room” (2001) e “Starfish
Tango” (2007), e prepara um
terceiro. — Será um musical.
Meio clipe. Algo diferente.
Emuma de suas viagens à Itá-
lia de Olmi, Hauer fundou uma
mostra dedicada a realizadores
independentes, chamada I’ve
Seen Films, agendada de 5 a 14
de outubro em Milão.
— Quando me perguntam so-
bre o perfil autoral dos diretores
comque trabalhei, costumopen-
sar em Robert Rodriguez, com
quem rodei algumas sequências
de “Sin City”. A maneira como
Rodriguez lidava com a tecnolo-
gia dos efeitos digitais era algo
novo, criador. É essa jovialidade
que euesperodocinema. Eé por
isso que procuro trabalhar com
cineastas iniciantes. Quero ser
surpreendido — conta.
A glória com Ridley Scott
Visto como um executivo es-
croque em “Batman begins”, de
Christopher Nolan, a quem defi-
ne como umdos “cérebros mais
brilhantes do audiovisual”,
Hauer viu em Sundance o men-
digo de “Hobo with a shotgun”
ser tratado com o mesmo entu-
siasmo recebido por ele na pele
(sintética) de Roy Batty, o repli-
cante de “Blade Runner”:
— Naquele filme, Ridley
Scott permitiu que eu chegas-
se à glória com um persona-
gem que se inspirava em ques-
tões pessoais minhas. ■
RUTGER HAUER
no thriller de
ação “Hobo with
a shotgun”, que
estreia semana
que vem nos
EUA, e, abaixo,
o ator em
“Blade Runner”
(à esquerda) e
“O feitiço de
Áquila”, seus
grandes sucessos
Pelé abre a seleção de inéditos do Cine PE
Documentário sobre o craque inaugura hoje o festival mais populoso do cinema nacional
F
azendo justiça futebo-
lística à alcunha de
“Maracanã dos festi-
vais”, conquistada em
referência à sua plateia de 2,5
mil espectadores por noite, o
Cine PE inaugura sua 15
a
- edi-
ção hoje, a partir das 18h30m,
no Cine Teatro Guararapes, em
Olinda, com uma homenagem
cinéfila ao maior craque dos
gramados brasileiros: o docu-
mentário “Cine Pelé”. Rodado
por Evaldo Mocarzel a partir
de depoimentos e imagens de
arquivo sobre as experiências
de Edson Arantes do Nasci-
mento como ator, o filme, em
sessão hors-concours, abre alas
para uma fornada competitiva
100% inédita de longas-metra-
gens. Esta noite, além de “Cine
Pelé”, começa a disputa de cur-
tas-metragens com “Vou estra-
çaiá” (PE), de Tiago Leitão;
“Muita calma nessa hora” (RS),
de Frederico Ruas; “O conta-
dor de filmes” (PB), de Elinaldo
Rodrigues; “Janela molhada”
(PE), de Marco Enrique Lopes;
e “A casa das horas” (CE), de
Heraldo Cavalcanti.
— “Cine Pelé” é sobre a pai-
xão de Edson por música e ci-
nema. Mas tem uma palinha
dele em campo, pois, do con-
trário, eu seria linchado — diz
Mocarzel, cujo filme será exi-
bido em sessão casada com o
curta “Uma história de fute-
bol”, de Paulo Machline.
Uma visita à italiana
A partir de amanhã, serão
apresentados os seis longas
concorrentes. O primeiro em
disputa pelo troféu Calunga é
a comédia “Família vende tu-
do” (SP), de Alain Fresnot.
— O ineditismo dos longas
acabou sendo uma consequên-
cia da minha busca pela hete-
rogeneidade, que permitiu a
convivência de documentários
sobre resistência cultural com
comédias underground e dra-
mas “cabeça” — diz Alfredo
Bertini, diretor do Cine PE, que
esta noite, além de homena-
gear Pelé, presta um tributo ao
ator Wagner Moura.
Até o dia 5, entramemcampo
na peleja peloCalunga os longas
“Casa 9” (RJ), de Luiz Carlos La-
cerda (na segunda-feira); “Va-
mos fazer um brinde” (RJ), de
Sabrina Rosa e Cavi Borges, e
“JMB, o famigerado” (PE), de
Luci Alcântara (na terça); “Esta-
mos juntos” (SP), de Toni Ven-
turi (na quarta); e, por último,
na quinta-feira, “Casamento bra-
sileiro” (SP), que marca a volta
do veterano Fauzi Mansur à di-
reção após umhiato de 20 anos.
No encerramento, no dia 6, an-
tes da premiação, acontece uma
homenagemaos 15 anos do lon-
ga “Baile perfumado” (1996), de
Lírio Ferreira e Paulo Caldas, es-
tandarte para o cinema pernam-
bucano na Retomada. Ainda no
fecho do festival, será exibido o
documentário “O rochedo e a
estrela”, de Kátia Mesel.
— Assim como em 2009 re-
cebemos o diretor Costa-Ga-
vras num gesto de estreitar re-
lações com cinematografias
de outros países, este ano re-
ceberemos a atriz italiana Ma-
ria Grazia Cucinotta, de “O
carteiro e o poeta”, que vem
participar de uma mesa sobre
coproduções internacionais
— diz Bertini, que montou um
júri formado pelo crítico e di-
retor do festival É Tudo Verda-
de Amir Labaki, o diretor Joel
Zito Araújo, o ator Marco Ric-
ca, o fotógrafo Hugo Kovensky
e a produtora Clélia Bessa.
Este ano, o melhor longa ga-
nha, além do Calunga, um prê-
mio de R$ 10 mil. O melhor
curta-metragem recebe R$ 5
mil. (Rodrigo Fonseca) ■
O herói dos oprimidos ganha as telas
“CINE PELÉ”: o longa de Evaldo Mocarzel, exibido fora de competição, revê a experiência do jogador como ator
Divulgação/Mapa Filmes
AUGUSTO BOAL (à esquerda) com o diretor Zelito Viana
● Coalhado de homena-
gens, o Cine PE vai fazer do
tributo ao diretor cearense
José “Zelito” Viana de Oli-
veira Paula, agendado para
segunda-feira, uma noite de
saudades de Augusto Boal
(1931-2009). Zelito vai apre-
sentar pela primeira vez
emtela grande o documen-
tário que fez sobre o dra-
maturgo e diretor teatral a
partir de suas experiências
com o Teatro do Oprimido,
para fazer da arte espaço
de inclusão social.
— No exterior, há quem
reconheça que Boal está
no nível de Brecht e de Sta-
nislavski. Como eles, seu
Teatro do Oprimido cons-
truiu e consagrou um mé-
todo de interpretação. Um
método capaz de fazer
seus adeptos trabalharem
por uma sociedade mais
justa — lembra Zelito, pro-
dutor de filmes cultuados
como “Terra em transe”
(1967) e “Cabra marcado
para morrer” (1984).
Zelito contou com o
apoio do Canal Brasil, do
qual é sócio, na produção
do filme, batizado de “Au-
gusto Boal: o Teatro do
Oprimido”. A base do lon-
ga foram duas entrevistas
feitas com Boal. Walter
Carvalho participou como
fotógrafo das filmagens.
— Quando eu ia filmar
“Bela noite para voar”, so-
bre JK, chamei Boal para fa-
zer a preparação dos ato-
res, mas ele adoeceu antes
de iniciar o processo — diz
o diretor. — Boal tinha a
convicção de que o mundo
podia ser melhor. (R.F.)
Divulgação
Fotos de arquivo
Divulgação
4

SEGUNDO CADERNO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 4 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 03: 06 h
PRETO/BRANCO
PERFIL
Memórias deumcurador
Quem foi o baiano Paulo Reis, espécie de embaixador da produção contemporânea
dearteedegente
brasileira na Europa e vice-versa que a cultura perdeu na semana passada
Suzana Velasco
P
aulo Reis não levava
uma melancia fresca
para fazer um suco, e
encontrou apenas um
saco de arroz e o último limão
na casa dos amigos jornalistas
Cláudia Cecília e Hélio Muniz.
— Foi o melhor risoto de li-
mão que já comi na minha vi-
da — conta Cláudia.
Eram os anos 1990, e o en-
tão repórter do “Jornal do Bra-
sil” ainda faria muitos risotos
de limão como aquele. Criou a
importante revista de arte es-
panhola “Dardo” sem financia-
mento algum. Reabriu o histó-
rico palácio onde o Marquês
de Pombal viveu em Lisboa
com um projeto de espaço de
exposições e pesquisa debai-
xo do braço, hoje o reconheci-
do Carpe Diem. E fez uma pon-
te entre as artes contemporâ-
neas brasileira, portuguesa e
espanhola, quase estranhas
umas às outras. Eram os anos
2000, e Paulo Reis já era co-
nhecido pelo nome por que
gostava de ser chamado. Nem
jornalista nem crítico de arte,
mas curador.
Paulo Reis foi curador de ar-
te e de gente. Era anfitrião em
Lisboa e no Rio, hospedava os
artistas em sua casa, hospeda-
va-se na casa deles, cozinhava
para eles, fazia seus amigos se
tornaremamigos, preparava su-
cos e recomendava aos jovens
voluntários do Carpe Diem que
sempre comessem frutas, que
levava com ele ao trabalho.
Agora esses voluntários que-
rem preparar uma mesa frugal
para o aniversário de dois anos
da instituição portuguesa, no
dia 21 de maio, em homenagem
ao curador que curou menos a
si próprio do que os outros e
morreu no último sábado em
Lisboa, de tuberculose decor-
rente de uma pneumonia. Foi
cremado dois dias depois. No
Rio, a galerista e amiga italiana
Paola Colacurcio organizou
uma missa de sétimo dia, on-
tem, seguida de um encontro
em sua galeria para que os ami-
gos fizessem um brinde a ele.
Na última semana, dezenas
de amigos surpreendidos sal-
picaram textos emocionados
na internet e na imprensa de
Portugal, onde ele chegou aos
poucos, sem muito alarde, no
início da década passada. Foi
o produtor português António
Pinto Ribeiro quem, depois de
ler alguns dos textos de Reis,
convidou o curador para fazer
uma palestra em Lisboa, num
seminário sobre arte latino-
americana, em 1998. Dois anos
depois, o brasileiro fez com
Ruth Rosengarten a curadoria
da exposição “Um oceano in-
teiro para nadar”, que unia ar-
tistas contemporâneos brasi-
leiros e portugueses na Cultur-
gest, que era dirigida por Ri-
beiro. Reis se hospedaria mui-
tas vezes na casa do amigo até
se firmar em Lisboa, entre
2005 e 2006, após idas e vin-
das, nas quais também trazia a
arte de lá para cá.
Numa dessas vindas, em2004,
ele convidou o espanhol David
Barro, que dava aulas no Porto,
para falar sobre um livro seu no
Rio. Naquela viagem, encantado
pelo acolhimento de Reis, Barro
teve a certeza de que ainda te-
riam parcerias. Em janeiro de
2006, os dois lançavamo primei-
ro número da revista “Dardo”,
sem patrocínio. Para divulgar o
feito, circularam no mês seguin-
te pela feira Arco, emMadri, ves-
tindo camisetas com a frase “A
revolução somos nós”, de Jose-
ph Beuys — um artista que lhe
inspirava e cujas obras Reis fez
circular pelo Brasil entre 1999 e
2002. Hoje, colaboram para a re-
vista importantes críticos de ar-
te, como o inglês Guy Brett e o
suíço Hans Ulrich Obrist.
— Ele parecia sempre um
menino que olhava para algo
pela primeira vez — diz Barro.
— O Paulo não tinha ego de
curador. A arte era a sua vida.
Certa vez lhe perguntaram se
não tinha filhos, e ele respon-
deu: “Sim, tenho muitos filhos,
são todos artistas.”
E ele fazia aquelas coisas
que só mesmo os pais fazem
pelos filhos. Usou o dinheiro
de um trabalho bem pago nu-
ma feira de arte espanhola pa-
ra comprar obras de artistas.
Quando Barro era o diretor da
instituição Chocolatería, em
Santiago de Compostela, pre-
parou as caipirinhas da aber-
tura da exposição de José Be-
chara, cuja trajetória acompa-
nhava desde o início dos anos
1990, como repórter de artes
visuais. E a cada montagem de
exposições no Carpe Diem,
preparava feijoada, cuscuz e
saladas para a equipe inteira.
— Eu ia participar de uma
exposição no Museu de Arte
Contemporânea Unión Fenosa.
Quando comecei a fazer um
dos meus desenhos na parede,
o Paulo veio, me deu um beijo
e desejou boa sorte. Nunca
ninguém tinha feito isso — diz
a artista Sandra Cinto.
António Ribeiro conta que
Reis tolerava os maiores capri-
chos dos artistas para vê-los
satisfeitos. Mas o curador tam-
bém tinha os seus caprichos, e
foi com alguns deles que ele
conseguiu seu espaço, desde
menino. Aos 9 anos, o sexto de
11 irmãos pediu aos pais para
sair de Maragogipe, no Recôn-
cavo Baiano, e estudar em ou-
tra cidade. Queria ir criança
mesmo, e aos 16 anos foi morar
em Niterói, onde fez seminário
para ser padre por dois anos. O
irmão caçula e a amiga Nayse
Lopez afirmam que ele veio
com10 anos para uminternato,
mas a irmã Conceição, um ano
mais velha, garante que a mãe
só autorizou a viagem aos 16.
— Era difícil segurar o Pau-
lo, ele era muito irrequieto.
Não tinha vocação para ser
padre, queria conhecer o mun-
do — diz a irmã.
Depois de deixar o seminário
e morar por dois anos com
Conceição em Salvador, Reis
voltou ao Rio, onde fez faculda-
de de Jornalismo, especializa-
ção em História da Arte, mes-
trado em Teoria e Crítica de Ar-
te e trabalhou como repórter e
assessor cultural do Museu da
República, onde fez a transição
para a curadoria. Mas antes, no
início dos anos 1980, foi produ-
tor da TV Bandeirantes e pro-
dutor independente.
— Uma vez fizemos um edito-
ral de moda juntos. Consegui
queimar todos os filmes na reve-
lação, mas ele continuou meu
amigo. Para ele não tinha estres-
se nem tempo ruim — diz o fo-
tógrafo do GLOBO Leonardo
Aversa. — Ele insistia para eu
participar de exposições, ia à mi-
nha casa escolher fotos, amplia-
va, montava e escrevia otextode
apresentação à minha revelia.
Eram os tais caprichos de
Reis. Com José Bechara, a in-
sistência era para que ele dei-
xasse o trabalho de escultura
e se mantivesse na pintura. Os
dois passavam horas conver-
sando sobre arte e comendo o
que Reis cozinhava — foi ele
quem ensinou a chef Adriana
Mattar, com quem fez o guia
“Boas compras da gastrono-
mia”, a fazer um cozido.
— Chegamos a discutir feroz-
mente sobre o meu trabalho —
diz Bechara, que hoje é repre-
sentado por galerias de Portugal
e da Espanha, expõe regular-
mente nos dois países e já teve
dois livros publicados pela Dar-
do, que se tornou também uma
editora. — O Paulo inventou um
território, um país entre dois
continentes. E queria começar a
fazer isso no Reino Unido.
Nos últimos dois anos, esse
país era o Carpe Diem, onde
ele sempre unia artistas brasi-
leiros, portugueses e de ou-
tros países. Quando conse-
guiu o espaço da prefeitura e o
financiamento do Ministério
da Cultura para a programa-
ção de dois anos, convidou a
brasileira Rachel Korman e o
português Lourenço Egreja pa-
ra coordenar o espaço com
ele, sem hierarquia.
— Ele tinha a capacidade de
fazer muito comquase nada. Tu-
do era resolvível — diz Egreja.
Paulo Reis falava para os ami-
gos que se o Carpe Diem não
desse certo ele aproveitaria o
dia de outro jeito, cozinhando.
Mas deu certo, não apenas com
o financiamento, que foi renova-
do por mais dois anos, mas tam-
bém com as parcerias de que
Reis saía à procura.
—OPaulo era muito cara de
pau — lembra Nayse, uma de
suas amigas mais próximas,
dos tempos em que ambos
eram repórteres. — Ele era es-
corpiãoníssimo. Não se estres-
sava com quase nada, mas era
um calmo intransigente.
Conversas sobre arte
Escorpião de 9 de novembro
de 1960, Paulo Reis, sempre ro-
deado de amigos, quase pas-
sou seu último aniversário só.
Ele estava hospedado em São
Paulo, na casa de Sandra Cinto
e Albano Reis —a mesma onde
ficou durante a montagem de
sua última grande exposição
no Brasil, a “Paralela 2010”,
mostra de galerias concomi-
tante à Bienal de SP —, mas os
artistas-filhos-amigos estavam
fora. Ligou para Ding Musa, um
dos artistas emergentes de
quem acompanhava a produ-
ção, e o convidou para ir ao
bairro da Liberdade.
— Lá ele me disse que era
seu aniversário — conta Musa.
— Mas não se importava, que-
ria sentar no restaurante japo-
nês e conversar sobre arte. Era
o que gostava de fazer. ■
Divulgação
PAULO REIS no Carpe Diem, reconhecido espaço de exposições e pesquisa que ele coordenava em Lisboa: sua morte motivou textos emocionados na internet e na imprensa de Portugal, onde morava nos últimos anos

Certa vez lhe
perguntaram se
não tinha filhos,
e ele respondeu:
‘Sim, tenho
muitos filhos, são
todos artistas’
David Barro,
editor da revista “Dardo”

Chegamos a discutir
ferozmente sobre o
meu trabalho. (...)
O Paulo inventou
um território, um
país entre dois
continentes
José Bechara,
artista plástico
SEGUNDO CADERNO

5 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 5 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 23: 16 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
CURTI NHAS

Navalha na carne despede-se
hoje e amanhã, no Hotel Nicacio,
na Praça Tiradentes, às 21h.

Adailton Medeiros, do Ponto
Cine, fala sobre “As lições do
audiovisual para a educação e
sustentabilidade” no Cine-PE.

Silvio Back recebeu de Dilma
Rousseff a insígnia de Oficial da
Ordem de Rio Branco.

3R Studio é a nova agência de
comunicação da yogofresh.

Michel Abitbol abre a EPK dia
11, no Fashion Mall.

Marco Rodrigo fará show o
"Rock’n Bossa", terça, às 21h, no
Teatro Café Pequeno, no Leblon.

O clipe de ‘Há de brilhar uma
Luz’, para a Apae de Nova Friburgo,
atingiu a marca de oito mil acessos.

Eliana Pazzini inaugura a
Natureza Móvel no Leblon.
COM CLEO GUIMARÃES, MARIA FORTUNA E FERNANDA PONTES • E-mail: genteboa@oglobo.com.br
GENTE BOA
Cena de primeira
● O Théâtre du Soleil
apresenta-se no Maracanãzinho
no segundo semestre. Uma das
mais importantes companhias
de teatro do mundo, o Soleil
traz no seu elenco a brasileira
Juliana Carneiro. O espetáculo a
ser apresentado é o “Les
naufragés du fol espoir”.
Novo MEC
● O Iphan vai restaurar o
Palácio Gustavo Capanema, o
prédio do MEC, marco da
arquitetura moderna, e que
está caindo aos pedaços. O
projeto inclui conservação
geral, acessibilidade, sistema
antipânico e atualização do
combate a incêndio. Seis
elevadores serão trocados.
Tudo por R$ 7 milhões.
Inglês de cinema
● Animado com as produções
e pré-estreias de filmes
estrangeiros no Rio, Sandro
Rocha, o policial corrupto de
“Tropa de elite 2”, embarca
para Los Angeles para estudar
inglês. “Santoro abriu as
portas e Wagner Moura vai
filmar com Matt Damon. O
mercado para atores
brasileiros está aquecido”.
Aliás e a propósito
● A próxima pré-estreia
hollywoodyana no Rio será
em novembro e receberá
Salma Hayek e Antonio
Banderas, que dublam os
protagonistas do desenho
“Gato de botas”. Em
dezembro, vem Tom Cruise.
A seguir, o Rio
● A diretora da parte cultural
das Olimpíadas de Londres,
Ruth Mackenzie, guiada pela
secretária Adriana Rattes,
visitou o Bola Preta, o Boitatá,
o Nós do Morro e outros
centros de cultura. Observava
artistas populares que possam
participar da festa de
encerramento das Olimpíadas
de Londres, quando o bastão
será passado ao Rio-2016.
Para ir ao teatro
● Além da dificuldade de levar
o público ao teatro, o pessoal
do Ipanema tem uma banca de
jornal na calçada, em cima das
sua porta, o que impede a
quem passa na Prudente de
Morais ler o letreiro. A pedido
dos artistas, a situação deve
ser corrigida nos próximos
dias. Sem traumas. A banca vai
se movimentar um pouco para
a esquina de Joana Angélica.
Água americana
● Quem garante é o presidente
da Cedae, Wagner Victer. A água
ultrafiltrada que a cantora
Miley Cirus exige no camarim
— a filtragem especial tornaria
as moléculas mais facilmente
absorvidas — é factoide.
“Modificar a molécula é
impossível”, diz Victer.
Araras da Lagoa fazem sucesso em tempos de “Rio”
MARIO ANDRADE, com Wai-Wai e Tikuna: araras viraram atração entre as crianças em quiosque da Lagoa
As primas do ‘Blu’
JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS
Marcos Ramos
E
m tempos de “Rio”,
Wai-Wai, fêmea, e Ti-
kuna, macho, viraram
as estrelas do Palaphita Kitch,
o quiosque de Mario Andrade,
na Lagoa. Os pássaros de Ma-
rio têmnome de tribo indígena
e são araras kanindé, ou seja,
de espécie diferente de Blu, a
ararinha azul, macho, protago-
nista do filme — mas as crian-
ças nem ligam. “Elas só as cha-
mamde Blu”, conta Mario. Wai-
Wai, de quatro anos, e Tikuna,
de dois, levam um vidão: co-
mem frutas, sementes e ração
várias vezes ao dia e ficam sol-
tas quando tem sol e pouco
vento. “Elas adoram banana,
maçã, goiaba e pitanga”, conta
Mário. Uma vez por mês são
examinadas por um veteriná-
rio, que cobra R$ 200 pela vi-
sita. Mario conta que elas vi-
vem até 70 anos e que o maior
perigo para a sua saúde são as
doenças pulmonares. Antes
que alguém pergunte sobre a
“legalidade” dos pássaros, Ma-
rio, que recebe comfrequência
a visita de fiscais no quiosque,
vai logo avisando: “Elas foram
compradas com nota fiscal e
usam anilha do Ibama. Aqui
elas são muito bem tratadas,
amadas e felizes.”
A verdade dos meiões
● Professores de educação
física lembram que os meiões
grossos nas academias não
têm, ao contrário do que
muitas mulheres supõem, a
mesma função das meias de
compressão dos atletas. As
primeiras são quentes e,
molhadas pelo suor, ficam
pesadam, pode causar bolhas.
As outras são finas, auxiliam
na circulação e aumentam o
fluxo sangüíneo, além de
combater microlesões e a
fadiga muscular.
EXPEDIENTE
Editora: Isabel De Luca (ideluca@oglobo.com.br)
Editores assistentes: Bernardo Araujo (bbaraujo@oglobo.com.br), Fátima Sá
(fatima.sa@oglobo.com.br) e Nani Rubin (nani@oglobo.com.br)
Fotografia: Leonardo Aversa (aversa@oglobo.com.br)
Diagramação: Christiana Lee e Cristina Flegner
Telefones/Redação: 2534-5703
Publicidade: 2534-4310 (publicidade@oglobo.com.br)
Correspondência: Rua Irineu Marinho 35, 2º andar. CEP: 20233-900
BNDES no cinema
● OBNDES divulgou os con-
templados de seu Edital de
Cinema de 2010. Vinte pro-
duções receberão um total
de R$ 14 milhões. Entre
elas, filmes dirigidos por
Breno Silveira, João Jardim,
Bruno Barreto, Sérgio Ma-
chado e Jorge Furtado.
Manifesto musical
● Os músicos demitidos da
Orquestra Sinfônica Brasi-
leira (OSB) fazem hoje, às
19h, um “concerto-manifes-
to” na Escola de Música da
UFRJ (2240-1391), no Pas-
seio, comregência de Osval-
do Colarusso e participação
da pianista Cristina Ortiz.
Divulgação
Malhar bumbum é coisa nossa (e exporta-se)
O
professor de ginástica Dudu
Netto é expert na malhação
dos glúteos. Ele vai a Orlando
pela 8ª vez ensinar as americanas, numa
convenção de fitness, a malhar a parte
da anatomia emque o Rio, para o beme
para o mal, virou referência mundial.
O GLOBO: Malhar glúteos é coisa de
mulher?
DUDU NETTO: Sim, e de brasileira.
Essa preocupação de deixar o bum-
bum durinho, redondo, só a mulher
brasileira tem — e elas vão às aca-
demias principalmente para isso.
O GLOBO: Exercício específico para
bumbum é coisa nossa?
Sim, fora do Brasil quase não há gi-
nástica localizada, eles só acreditam
na musculação. Quatro apoios, aga-
chamento, foram criados aqui.
O GLOBO: Qual o mais lindo bum-
bum brasileiro?
O da Gracyane Barbosa. Quando ela
vai malhar, todo mundo para pra
ver. Ela deu uma exagerada na ma-
lhação, ficou forte demais. Mas o
bumbum dela é perfeito.
DUDU: malhando bumbum nos EUA
6

SEGUNDO CADERNO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 6 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 23: 20 h
PRETO/BRANCO
CINEMA
Os endereços das salas de exibição e os preços
das sessões estão na seção Nos Bairros.
Estreia
> ‘Água para elefantes’. “Water for ele-
phants”. De Francis Lawrence (EUA, 2011).
Com Reese Witherspoon, Robert Pattinson, Ch-
ristoph Waltz.
Drama. Baseado no livro homônimo de Sara
Gruen. Em uma casa de repouso, Jacob Jan-
kowski, de 90 anos, recorda a vida no circo du-
rante o período da Depressão. 122 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 07: 13h50m,
16h30m, 19h20m, 22h15m. UCI New York City
Center 13: 12h50m (sáb e dom), 15h25m, 18h,
20h35m(exceto ter), 23h10m(sáb). Via Parque 2:
14h10m, 16h40m, 19h10m, 21h40m.
Il ha: Ci nesystem Il ha Pl aza 2: 14h10m,
16h40m, 19h10m, 21h40m.
Zona Norte: Kinoplex Shopping Tijuca 5:
13h45m (sáb e dom), 16h15m, 18h45m,
21h15m, 23h50m (sáb). UCI Kinoplex 06:
13h35m, 16h10m, 18h45m, 21h20m,
23h55m (sáb).
Zona Oeste: Cinesystem Bangu 5: 14h15m,
16h45m, 19h15m, 21h45m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 2: 13h30m,
16h20m, 19h, 21h40m, 0h20m (sáb). Cinépo-
lis Lagoon 3: 12h55m, 15h30m, 18h05m,
20h40m, 23h15m (sáb). Kinoplex Fashion Mall
1: 13h30m (sáb e dom), 16h, 18h30m, 21h.
Leblon 1: 13h30m (sáb e dom), 16h, 18h30m,
21h. Rio Sul 4: 14h10m, 16h40m, 19h10m,
21h40m. Roxy 1: 13h30m (sáb e dom), 16h,
18h30m, 21h. São Luiz 2: 13h50m (sáb e
dom), 16h20m, 18h50m, 21h20m. Unibanco
Arteplex 1: 14h (até qua), 16h30m, 19h,
21h30m, meia-noite (sáb).
> ‘Bollywood dream — O sonho bollywoo-
diano’. “Bollywood dreams”. De Beatriz Seigner
(Brasil/Índia, 2009). Com Paula Braun, Lorena
Lobato, Nataly Cabanas.
Drama. Três atrizes brasileiras decidem tentar a
sorte em Bollywood, indústria cinematográfica
da Índia. 90 minutos. Livre.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 3: 14h, 16h, 20h.
> ‘Como você sabe’. “How do You know”. De
James L. Brooks (EUA, 2011). Com Owen Wil-
son, Reese Witherspoon, Jack Nicholson.
Comédia romântica. Aos 27 anos, Lisa Jorgen-
son se vê no meio de um triângulo amoroso entre
um homem de negócios e um jogador de beise-
bol. 116 minutos. Não recomendado para me-
nores de 10 anos.
Barra: Cinemark Downtown 09: 12h50m,
15h30m, 18h10m, 21h, 23h40m (sáb). Espa-
ço Ri o Desi gn Vi p: 14h10m, 16h40m,
19h10m, 21h40m. UCI New York City Center
08: 14h20m, 16h50m, 19h20m, 21h50m,
0h20m (sáb). Via Parque 4: 13h30m (sáb e
dom), 16h, 18h30m, 21h.
Il ha: Ci nesystem Il ha Pl aza 3: 17h30m,
19h50m, 22h10m.
Niterói: Cinemark Plaza Shopping 1: 17h20m,
20h, 22h30m.
Zona Norte: Shopping Iguatemi 5: 13h50m
(sáb e dom), 16h20m, 18h50m, 21h20m. UCI
Kinoplex 04: 16h40m, 19h10m, 21h40m,
0h10m (sáb).
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 1: 11h (sáb e dom),
13h30m, 16h, 18h30m, 21h, 23h35m (sáb).
Estação Ipanema 1: 14h20m, 16h40m, 19h,
21h20m. Estação Vivo Gávea 2: 14h20m,
16h50m, 19h10m, 21h30m. Kinoplex Fashion
Mal l 4: 13h50m (sáb e dom), 16h20m,
18h50m, 21h20m. Kinoplex Leblon 2: 14h (ex-
ceto sáb e dom), 16h30m (exceto sáb e dom),
19h, 21h30m, 23h55m (sáb). Rio Sul 3:
16h15m, 18h45m, 21h15m. Roxy 2: 16h15m
(exceto sáb e dom), 18h45m, 21h15m. São
Luiz 1: 14h10m (exceto sáb e dom), 16h40m,
19h10m, 21h40m.
> ‘Marcha da vida’. De Jessica Sanders (Bra-
sil/EUA, 2009).
Documentário. A diretora acompanha a jornada
anual realizada por milhares de jovens de todo o
mundo pelo mesmo caminho que milhões de judeus
atravessaramno passado, mantendo acesa a memó-
ria das vítimas do Holocausto. 81 minutos. Livre.
Barra: Estação Barra Point 2: 17h10m.
Zona Sul: Cine Glória: 16h (exceto seg), 20h
(exceto seg). Espaço de Cinema 3: 13h50m,
15h30m, 17h, 18h30m. Estação Laura Alvim
1: 12h50m, 16h20m.
> ‘Natimorto’. De Paulo Machline (Brasil,
2009). Com Simone Spoladore, Betty Gofman,
Lourenço Mutarelli.
Drama. Adaptação do romance de Lourenço Mu-
tarelli. Umcaça-talentos acompanha uma jovem
cantora a São Paulo para apresentá-la a um re-
nomado maestro. Enquanto esperam o dia da
audição, os dois se hospedam num quarto de
hotel. 92 minutos. Não recomendado para me-
nores de 12 anos.
Barra: Espaço Rio Design 2: 14h, 16h, 18h,
20h, 22h.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 2: 14h, 16h, 18h,
20h, 22h, meia-noite (sáb).
> ‘Thor’. “Thor”. (EUA, 2011). Com Chris
Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins.
Ação. Baseado nas histórias emquadrinhos da Mar-
vel. Thor é expulso de casa depois de reiniciar uma
antiga guerra e enviado à Terra, onde terá que con-
viver com mortais e aprender a ser um verdadeiro
herói para combater as forças do mal. Exibição em
3-Demalgumas salas. 114minutos. Não recomen-
dado para menores de 10 anos.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 1 (dub):
14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h40m. Cineser-
cla Nilópolis Square 1 (dub): 14h20m, 16h30m,
18h40m, 20h50m. Iguaçu Top 1 (3-D/dub):
13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Kinoplex Grande
Rio 1 (dub): 13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Kino-
plex Grande Rio 5 (3-D/dub): 14h10m, 16h40m,
19h10m, 21h40m. Multiplex Caxias 2 (3-D/dub):
19h30m, 21h45m. Multiplex Caxias 3 (3-D/dub):
14h30m, 16h45m, 19h, 21h15m.
Barra: Cinemark Downtown 03: 12h30m,
15h10m, 17h50m, 20h40m, 23h15m (sáb). Ci-
nemark Downtown 08 (3-D): dub, 11h, 13h25m;
leg, 16h, 18h40m, 21h30m, 0h15m (sáb). Cine-
mark Downtown 10: 13h40m, 16h20m, 19h,
21h50m. Cinemark Downtown 12 (3-D): 16h45m
(exceto sáb), 18h20m(sáb), 19h30m(exceto sáb),
21h05m (sáb), 22h20m (exceto sáb), 23h45m
(sáb). Cinesystem Recreio Shopping 2 (dub): 14h,
16h30m, 19h20m, 21h50m. Espaço Rio Design 1
(3-D): dub, 14h, 16h30m; leg, 19h, 21h30m. UCI
New York City Center 03: 14h, 16h25m, 19h,
21h25m, 23h50m(sáb). UCI NewYork City Center
14 (3-D): dub, 12h25m (sáb e dom), 14h50m;
leg, 17h15m (exceto ter), 19h40m (exceto ter),
22h05m (exceto ter), 0h30m (sáb). UCI New York
City Center 17: 13h, 15h30m, 18h, 20h30m, 23h
(sáb). UCI NewYork City Center 18: 13h30m, 16h,
18h30m, 21h, 23h30m(sáb). Via Parque 3 (dub):
13h30m (sáb e dom), 15h50m, 18h20m,
20h50m. Via Parque 5 (3-D): dub, 14h, 16h30m;
leg, 19h, 21h30m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 4 (3-D): dub,
14h30m, 17h; leg, 19h30m, 22h.
Niterói: Bay Market 1 (dub): 13h (sáb e dom),
15h30m, 18h, 20h30m. Bay Market 3 (3-D/dub):
14h, 16h25m, 18h50m, 21h15m. Box Cinemas
São Gonçalo 1 (3-D/dub): 14h, 16h30m, 19h,
21h30m. Box Cinemas São Gonçalo 8 (dub): 13h,
15h30m, 18h, 20h30m. Cinemark Plaza Shop-
ping 2: 11h30m, 14h, 16h40m, 19h10m,
21h40m, 0h10m (sáb). Cinemark Plaza Shopping
3 (3-D): dub, 11h05m, 13h40m; leg, 16h10m,
18h40m, 21h10m, 23h50m (sáb). Cinemark Pla-
za Shopping 7 (3-D): 16h20m, 18h50m,
21h20m, 0h25m (sáb).
Zona Norte: Cinecarioca Nova Brasília (3-D/dub):
13h, 15h10m, 17h20m, 19h40m, 22h. Cinemark
Carioca 1 (dub): 11h, 13h30m, 16h10m,
18h40m, 21h10m. Cinemark Carioca 5 (dub):
12h, 14h30m, 17h10m, 19h40m, 22h10m. Ci-
nesystem Via Brasil Shopping 5 (3-D): dub,
14h30m, 17h, 19h30m; leg, 22h. Cinesystem Via
Brasil Shopping 6: dub, 14h15m, 16h45m,
19h15m; leg, 21h45m. Kinoplex Nova América 3:
13h30m (sáb e dom), 16h, 18h30m, 21h. Kino-
plex Nova América 6 (dub): 13h (sáb e dom),
15h30m, 18h, 20h30m. Kinoplex Nova América 7
(3-D): dub, 14h, 16h30m; leg, 19h, 21h30m. Ki-
noplex Shopping Tijuca 1 (3-D): dub, 14h,
16h30m; leg, 19h, 21h30m, 23h55m (sáb). Ki-
noplex Shopping Tijuca 6: 13h30m (sáb e dom),
16h, 18h30m, 21h, 23h40m (sáb). Madureira
Shopping 4 (dub): 14h, 16h25m, 18h50m,
21h15m. Shopping Iguatemi 1 (3-D): dub, 14h,
16h30m; leg, 19h, 21h30m. Shopping Iguatemi 4
(dub): 13h30m (sáb e dom), 16h, 18h30m, 21h.
UCI Kinoplex 03(3-D): 13h30m, 16h (exceto sáb e
dom), 18h30m (exceto sáb e dom), 21h, 23h30m
(sáb). UCI Kinoplex 05 (dub): 13h, 15h30m, 18h,
20h30m, 23h (sáb). UCI Kinoplex 10 (3-D/dub):
12h (sáb e dom), 14h30m, 17h, 19h30m, 22h,
0h30m (sáb).
Este caderno não se responsabiliza por mudanças em preços e horários. Ambos são fornecidos pelos organizadores dos espetáculos.
Como nem todas as casas fornecem a classificação etária, é recomendável a pais e responsáveis a consulta prévia por telefone, fax ou e-mail.
NOS BAIRROS
ZonaSul
> Cine Glória — Praça Luís de Camões, s/nº,
Memorial Getúlio Vargas, subsolo, Glória —
2556-1586. O cinema funciona de ter a dom.
(116 lugares): Bebês, 14h (exceto seg), 18h
(exceto seg); e Marcha da vida, 16h (exceto
seg), 20h (exceto seg). R$ 12 (ter, qua e qui) e
R$ 14 (sex a dom).
> Cine Joia — Av. Nossa Senhora de Copaca-
bana, subsolo H, Copacabana — 2236-5624.
Sala 1 (87 lugares): Paulo Gracindo - O Bem
Amado, 14h30m; Gigante, 17h; O guerreiro
Genghis Khan, 19h30m; e Joy Division, 22h.
R$ 10.
> Cinemark Botafogo — Praia de Botafogo,
400, Botafogo Praia Shopping, 8° piso, Bota-
fogo — 2237-9485. Sala 1 (124 lugares): Hop
— Rebeldes sem Páscoa, dub, 12h50m, 15h,
17h20m; e Eu sou o número quatro, 19h40m,
22h10m. Sala 2 (139 lugares): Água para ele-
fantes, 13h30m, 16h20m, 19h, 21h40m,
0h20m (sáb). Sala 3 (219 lugares): Thor,
12h20m, 14h50m, 17h40m, 20h20m, 23h
(sáb). Sala 4 (186 lugares): Rio, dub, 11h10m,
13h40m, 16h10m, 18h30m; e Pânico 4,
20h50m, 23h20m (sáb). Sala 5 (290 lugares):
Rio, (3-D), dub, 12h10m, 14h30m, 16h50m,
19h10m; leg, 21h30m, 0h05m (sáb). Sala 6
(290 lugares): Thor, (3-D), dub, 13h; leg,
15h40m, 18h20m, 21h, 23h40m (sáb). R$
13 (qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até as 17h), R$
16 (seg, ter e qui, após as 17h), R$ 17 (sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 19 (sex a dom
e feriados, após as 17h), R$ 22 (qua, 3-D), R$
23 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 27 (sex a dom e
feriados, 3-D). Maiores de 60 anos e crianças
menores de 12 pagam meia-entrada. Toda a
semana, na Sessão Desconto, é selecionado
um filme nas sessões das 15h em que o es-
pectador paga R$ 4 (consulte qual é o filme da
semana por telefone, no site www.cine-
mark.com.br ou no próprio cinema).
> Cinépolis Lagoon — Av. Borges de Medei-
ros 1.424, Estádio de Remo da Lagoa, Leblon
—3029-2544. Sala 1 (235 lugares): Como vo-
cê sabe, 11h (sáb e dom), 13h30m, 16h,
18h30m, 21h, 23h35m (sáb). Sala 2 (150 lu-
gares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
11h10m (sáb e dom), 13h20m, 15h35m,
17h40m; e Eu sou o número quatro, 19h50m,
22h10m. Sala 3 (162 lugares): Água para ele-
f ant es, 12h55m, 15h30m, 18h05m,
20h40m, 23h15m (sáb). Sala 4 (173 lugares):
Ri o, (3-D), dub, 11h25m (sáb e dom),
13h40m, 15h50m; l eg, 18h, 20h10m,
22h20m. Sala 5 (161 lugares): Rio, (3-D),
dub, 12h40m, 14h50m, 17h; e A minha ver-
são do amor, 19h10m (até qua), 21h50m (até
qua). Sala 6 (232 lugares): Thor, (3-D),
11h30m (sáb e dom), 14h, 16h30m, 19h,
21h35m, 0h05m (sáb). R$ 19,50 (seg a qui,
exceto feriados), R$ 23,50 (sex a dom e feria-
dos), R$ 25,50 (seg a qui, exceto feriados, 3-D)
e R$ 29,50 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Espaço de Cinema — Rua Voluntários da
Pátria, 35, Botafogo — 2266-9952. Sala 1
(267 lugares): A minha versão do amor, 14h,
19h; e Homens e deuses, 16h40m, 21h40m.
Sala 2 (228 lugares): O amor chega tarde,
14h30m, 16h15m, 18h, 19h45m, 21h30m.
Sal a 3 (104 l ugares): Mar cha da vi da,
13h50m, 15h30m, 17h, 18h30m; e Nana
Caymmi em Rio Sonata, 20h, 21h50m (exceto
seg e qua). R$ 15 (seg a qui) e R$ 18 (sex a
dom e feriados).
> Espaço Museu da República — Rua do
Catete, 153, Catete — 3826-7984. (90 luga-
res): Homens e deuses, 15h20m, 17h40m,
20h. R$ 10 (seg a qui) e R$ 12 (sex a dom e
feriados).
> Estação Botafogo — Rua Voluntários da
Pátria, 88, Botafogo — 2226-1988. Sala 1
(280 lugares): Incêndios, 14h, 18h40m (até
qua); e Cópia fiel, 16h30m, 21h10m (até
qua). Sala 2 (41 lugares): O pequeno Nico-
lau, 13h, 17h15m; Além da vida, 14h50m;
Biutiful, 19h; e O sequestro de um herói,
21h40m. Sala 3 (66 lugares): Que mais pos-
so quer er, 13h50m, 17h50m; Bebês,
16h10m, 20h10m; e O retrato de Dorian
Gray, 21h50m. R$ 15 (seg a qui) e R$ 18
(sex a dom e feriados).
> Estação Ipanema —Rua Visconde de Pirajá,
605, Ipanema — 2279-4603. Sala 1 (141 lu-
gares): Como você sabe, 14h20m, 16h40m,
19h, 21h20m. Sala 2 (163 lugares): O amor
chega tarde, 14h (exceto ter e qua), 15h45m,
17h30m, 19h15m, 21h. R$ 16 (seg a qui) e R$
20 (sex a dom e feriados).
> Estação Laura Alvim — Av. Vieira Souto,
176, Ipanema — 2267-4307. Sala 1 (73 lu-
gares): Marcha da vida, 12h50m, 16h20m;
Nana Caymmi em Rio Sonata, 14h40m, 18h;
Cópia fiel, 19h40m; e Que mais posso querer,
21h45m. Sala 2 (37 lugares): Amor?, 13h,
17h30m; A minha versão do amor, 15h,
19h30m; e O discurso do rei, 22h. Sala 3 (45
l ugar es) : Homens e deuses, 14h20m,
16h40m, 19h, 21h20m. R$ 16 (seg a qui) e
R$ 20 (sex a dom e feriados).
> Estação Vivo Gávea — Rua Marquês de
São Vicente, 52, Shopping da Gávea, 4º piso,
Gávea — 3875-3011. Sala 1 (79 lugares): Be-
bês, 13h, 16h40m, 20h20m; e Amor?,
14h30m, 18h20m, 22h. Sala 2 (126 lugares):
Como você s abe, 14h20m, 16h50m,
19h10m, 21h30m. Sala 3 (91 lugares): A mi-
nha versão do amor, 13h40m, 16h20m, 19h
(exceto ter), 21h50m. Sala 4 (84 lugares): Ho-
mens e deuses, 13h30m, 17h40m, 21h40m
(exceto seg); e Nana Caymmi em Rio Sonata,
16h, 20h. Sala 5 (156 lugares): O amor chega
tarde, 14h, 15h50m, 17h50m, 19h30m,
21h20m. R$ 18 (seg a qui) e R$ 24 (sex a dom
e feriados).
> Instituto Moreira Salles — Rua Marquês
de São Vicente, 476, Gávea — 3284-7400.
O cinema funciona de ter a dom. Sala 1 (120
lugares): Cinema no IMS-Rio, sáb e dom (ver
programação de filmes); e Amor?, 14h (ter,
qua e qui), 16h (ter, qua e qui), 18h (ter e
qui), 20h (ter e qui). R$ 15 (ter, qua e qui) e
R$ 17 (sex a dom e feriados). Para Cinema no
IMS-Rio, R$ 10.
> Kinoplex Fashion Mall — Estrada da Gá-
vea, 899, Fashion Mall, 2º piso, São Conrado
— 2461-2461. Sala 1 (139 lugares): Água pa-
ra elefantes, 13h30m (sáb e dom), 16h,
18h30m, 21h. Sala 2 (195 lugares): Thor, (3-
D), 14h (sáb e dom), 16h30m, 19h, 21h30m.
Sala 3 (114 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 14h10m (sáb e dom); Rio, dub,
16h10m; e A minha versão do amor, 18h20m,
21h10m. Sala 4 (129 lugares): Como você sa-
be, 13h50m (sáb e dom), 16h20m, 18h50m,
21h20m. R$ 20 (seg a qui), R$ 24 (sex a dom
e feriados), R$ 26 (seg a qui, 3-D) e R$ 30 (sex
a dom e feriados, 3-D).
> Kinoplex Leblon —Av. Afrânio de Melo Fran-
co, 290, Shopping Leblon, 4º piso, Leblon —
2461-2461. Sala 1 (170 lugares): Rio, dub,
14h10m, 16h10m, 18h10m (sáb e dom); e A
minha versão do amor, 18h10m (exceto sáb e
dom), 21h10m, 23h59m (sáb). Sala 2 (171 lu-
gares): Como você sabe, 14h (exceto sáb e dom),
16h30m (exceto sáb e dom), 19h, 21h30m,
23h55m (sáb); e Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 14h30m (sáb e dom), 16h40m (sáb e
dom). Sala 3 (172 lugares): Thor, 13h30m, 16h,
18h30m, 21h, 23h30m (sáb). Sala 4 (161 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 13h (sáb e dom),
15h10m, 17h20m, 19h30m; leg, 21h45m,
23h50m (sáb). R$ 20 (seg a qui, exceto feria-
dos), R$ 24 (sex a dom e feriados), R$ 26 (seg a
qui, 3-D) e R$ 30 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Leblon — Av. Ataulfo de Paiva, 391, lojas A
e B, Leblon — 2461-2461. Sala 1 (640 luga-
res): Água para elefantes, 13h30m (sáb e
dom), 16h, 18h30m, 21h. Sala 2 (300 luga-
res): Thor, (3-D), dub, 14h; leg, 16h30m, 19h,
21h30m. R$ 20 (seg a qui, exceto feriados),
R$ 24 (sex a dom e feriados), R$ 26 (seg a qui,
exceto feriados, 3-D) e R$ 30 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> Rio Sul — Rua Lauro Müller, 116, Shopping
Rio Sul, 4º piso, Botafogo — 2461-2461. Sala
1 (159 lugares): Rio, dub, 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h. Sala 2 (209 lugares): Thor, (3-
D), dub, 14h, 16h30m; leg, 19h, 21h30m.
Sala 3 (151 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 14h10m; e Como você sabe,
16h15m, 18h45m, 21h15m. Sala 4 (156 lu-
gares): Água para el efantes, 14h10m,
16h40m, 19h10m, 21h40m. R$ 14 (qua), R$
15 (seg, ter e qui, até as 17h), R$ 17 (seg, ter
e qui, após as 17h), R$ 18 (sex a dom e fe-
riados, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e feria-
dos, após as 17h), R$ 23 (seg a qui, 3-D) e R$
26 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Roxy — Av. Nossa Senhora de Copacabana,
945, Copacabana — 2461-2461. Sala 1 (304
lugares): Água para elefantes, 13h30m (sáb e
dom), 16h, 18h30m, 21h. Sala 2 (306 luga-
res): Rio, dub, 14h10m, 16h15m (sáb e dom);
e Como você sabe, 16h15m (exceto sáb e
dom), 18h45m, 21h15m. Sala 3 (309 luga-
res): Thor, (3-D), dub, 14h; leg, 16h30m, 19h,
21h30m. R$ 14 (qua), R$ 15 (seg, ter e qui,
até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui, após as
17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até as 17h),
R$ 20 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$
23 (seg a qui, 3-D) e R$ 27 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> São Luiz — Rua do Catete, 311, Largo do
Machado —2461-2461. Sala 1 (140 lugares):
Como você sabe, 14h10m (exceto sáb e dom),
16h40m, 19h10m, 21h40m; e Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h30m (sáb e dom).
Sala 2 (258 lugares): Água para elefantes,
13h50m (sáb e dom), 16h20m, 18h50m,
21h20m. Sala 3 (267 lugares): Thor, (3-D),
dub, 14h; leg, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 4
(149 lugares): Rio, (3-D), dub, 13h10m (sáb e
dom), 15h10m, 17h20m, 19h30m; leg,
21h50m. R$ 14 (qua), R$ 15 (seg, ter e qui,
até as 17h), R$ 17 (seg, ter e qui, após as
17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, até as 17h),
R$ 20 (sex a dom e feriados, após as 17h), R$
24 (seg a qui, 3-D) e R$ 28 (sex a dom e fe-
riados, 3-D).
> Unibanco Arteplex — Praia de Botafogo,
316, Botafogo — 2559-8750. Sala 1 (150 lu-
gares): Água para elefantes, 14h (até qua),
16h30m, 19h, 21h30m, 0h (sáb). Sala 2
(126 lugares): Natimorto, 14h, 16h, 18h, 20h,
22h, 0h (sáb). Sala 3 (109 lugares): Bollywood
dream — O sonho bollywoodiano, 14h, 16h,
20h; e Contracorrente, 18h, 22h, 0h (sáb). Sa-
la 4 (165 lugares): Thor, (3-D), dub, 13h30m;
leg, 16h, 18h30m, 21h, 23h30m(sáb). Sala 5
( 136 l ugar es) : Br óder, 13h, 16h30m,
20h10m; e Amor?, 14h40m, 18h10m, 22h,
0h (sáb). Sala 6 (250 lugares): Rio, 14h30m,
17h, 19h30m, 22h, 0h (sáb). R$ 14 (qua), R$
16 (seg, ter e qui), R$ 20 (sex a dom e feria-
dos), R$ 24 (seg a qui, 3-D) e R$ 26 (sex a dom
e feriados, 3-D).
BarradaTijuca/Recreio
> Cinemark Downtown — Av. das Américas,
500, Downtown, bloco 17, 2º piso, Barra —
2494-5004. Sala 01 (143 lugares): Eu sou o
número quatro, 14h05m, 16h35m, 19h10m,
21h40m. Sala 02 (131 lugares): Hop — Re-
beldes sem Páscoa, dub, 12h40m, 15h,
17h20m, 19h40m; e Sobrenatural, 22h05m,
0h20m (sáb). Sala 03 (261 lugares): Thor,
12h30m, 15h10m, 17h50m, 20h40m,
23h15m (sáb). Sala 04 (286 lugares): Rio, (3-
D), 11h05m, 13h20m, 15h40m, 18h,
20h20m, 22h45m (sáb). Sala 05 (159 luga-
res): Rio, dub, 11h30m, 13h45m, 16h05m,
18h30m; e A minha versão do amor, 20h55m,
23h50m (sáb). Sala 06 (156 lugares): Rio,
dub, 12h35m, 14h50m, 17h10m; e Bróder,
19h35m, 21h55m, 0h10m (sáb). Sala 07
(172 lugares): Água para elefantes, 13h50m,
16h30m, 19h20m, 22h15m. Sala 08 (297 lu-
gares): Thor, (3-D), dub, 11h, 13h25m; leg,
16h, 18h40m, 21h30m, 0h15m (sáb). Sala
09 (154 lugares): Como você sabe, 12h50m,
15h30m, 18h10m, 21h, 23h40m (sáb). Sala
10 (172 lugares): Hop — Rebeldes sem Pás-
coa, dub, 11h20m; e Thor, 13h40m, 16h20m,
19h, 21h50m. Sala 11 (145 lugares): Um lu-
gar qualquer, 14h; e A garota da capa verme-
lha, 16h10m, 18h35m, 21h10m, 23h35m
(sáb). Sala 12 (267 lugares): Rio, (3-D), dub,
12h (exceto sáb), 14h25m (exceto sáb); The
Metropolitan Opera, sáb (ver programação de
filmes); e Thor, (3-D), 16h45m (exceto sáb),
18h20m ( sáb) , 19h30m ( excet o sáb) ,
21h05m ( sáb) , 22h20m ( excet o sáb) ,
23h45m (sáb). R$ 11 (qua), R$ 14 (seg, ter e
qui, até as 17h), R$ 16 (seg, ter e qui, após as
17h; sex a dom e feriados, até as 17h), R$ 18
(sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 21
(qua, 3-D), R$ 22 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 24
(sex a dom e feriados, Sala 3-D). Toda semana,
na Sessão Desconto, é selecionado um filme
nas sessões das 15h emque o espectador paga
R$ 4 (consulte qual é o filme da semana pelo
telefone, no site www.cinemark.com.br ou no
próprio cinema). Para The Metropolitan Opera,
R$ 60.
> Cinesystem Recreio Shopping — Av. das
Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes
— 4005-9030. Sala 1 (286 lugares): Rio,
dub, 14h20m, 16h40m, 19h, 21h10m. Sala
2 (286 lugares): Thor, dub, 14h, 16h30m,
19h20m, 21h50m. Sala 3 (212 lugares):
Rio, dub, 15h; Eu sou o número quatro,
17h10m, 19h10m; e Pânico 4, 21h30m.
Sal a 4 (212 l ugares): Bróder, 14h10m,
21h40m; e Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 16h20m, 19h30m. R$ 8 (seg), R$ 12
(qua, até as 17h; qui; ter), R$ 14 (sex a dom
e feriados, até as 17h; qua, após as 17h) e R$
16 (sex a dom e feriados, após as 17h). Pro-
moção do Beijo: às quintas-feiras, o casal
que der um beijo na bilheteria paga R$ 12 (o
casal). Promoção Segunda Maluca: ingresso
a R$ 8. Promoções por tempo indeterminado
e não válidas em feriados.
> Espaço Rio Design — Avenida das Améri-
cas, 7777, Rio Design Barra, 3º piso, Barra —
2438-7590. Sala 1 (149 lugares): Thor, (3-D),
dub, 14h, 16h30m; leg, 19h, 21h30m. Sala 2
(88 lugares): Natimorto, 14h, 16h, 18h, 20h,
22h. Sala Vip (116 lugares): Como você sabe,
14h10m, 16h40m, 19h10m, 21h40m. R$ 19
(seg a qui), R$ 24 (sex a dome feriados), R$ 25
(seg a qui, 3-D), R$ 29 (sex a dom e feriados,
3-D), R$ 32 (seg a qui, Sala VIP) e R$ 40 (sex
a dom e feriados, Sala VIP).
> Estação Barra Point — Av. Armando Lom-
bardi, 350, Barra Point, 3º piso, Barra —
3419-7431. Sala 1 (165 lugares): Bebês,
14h; Cópia fiel, 15h40m, 19h30m; Nana
Caymmi em Rio Sonata, 17h50m; e Que mais
posso querer, 21h40m. Sala 2 (165 lugares):
Incêndios, 14h40m, 18h50m; Marcha da vi-
da, 17h10m; e Jogo de poder, 21h20m. R$ 15
(seg a qui) e R$ 18 (sex a dom e feriados).
> UCI New York City Center — Av. das Amé-
ricas, 5.000, Barra — 2461-1818. Sala 01
(168 lugares): Eu sou o número quatro, dub,
13h10m; e Sobrenatural, 15h30m, 17h45m,
20h, 22h15m, 0h30m (sáb). Sala 02 (238 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 12h20m (sáb e dom),
14h30m, 16h40m (exceto sáb), 18h50m (ex-
ceto sáb); leg, 21h, 23h10m (sáb); e Balé no
Cinema (ver programação de filmes). Sala 03
(383 lugares): Thor, 14h, 16h25m, 19h,
21h25m, 23h50m (sáb). Sala 04 (383 luga-
res): A garota da capa vermelha, 12h45m(sáb e
dom), 15h, 17h10m, 19h20m, 21h40m, 0h
(sáb). Sala 05 (299 lugares): Esposa de men-
tirinha, dub, 12h10m (sáb e dom), 14h35m,
17h05m, 19h35m; e O discurso do rei, 22h,
0h30m (sáb). Sala 06 (173 lugares): Rio, dub,
12h (sáb e dom), 14h10m, 16h20m, 18h30m;
e Sem limites, 21h10m, 23h25m (sáb). Sala
07 (158 lugares): Hop —Rebeldes semPáscoa,
dub, 12h30m (sáb e dom), 14h40m, 16h50m,
19h10m; e Bróder, 21h20m, 23h25m (sáb).
Sala 08 (297 lugares): Como você sabe,
14h20m, 16h50m, 19h20m, 21h50m,
0h20m (sáb). Sala 09 (159 lugares): As mães
de Chico Xavier, 13h20m, 15h40m; e Pânico 4,
18h20m, 20h40m, 23h (sáb). Sala 10 (166 lu-
gares): Rio, dub, 13h50m, 16h, 18h10m; leg,
20h20m, 22h30m. Sala 11 (215 lugares): Eu
sou o número quatro, 12h20m (sáb e dom),
14h40m, 17h, 19h20m, 21h40m, 0h (sáb).
Sala 12 (252 lugares): Rio, (3-D), dub,
13h20m, 15h30m, 17h40m (exceto ter); leg,
19h50m (exceto ter), 22h (exceto ter), 0h10m
(sáb). Sala 13 (383 lugares): Água para elefan-
tes, 12h50m (sáb e dom), 15h25m, 18h,
20h35m (exceto ter), 23h10m (sáb). Sala 14
(252 lugares): Thor, (3-D), dub, 12h25m (sáb e
dom), 14h50m; leg, 17h15m (exceto ter),
19h40m (exceto ter), 22h05m (exceto ter),
0h30m (sáb). Sala 15 (215 lugares): Hop —
Rebeldes sem Páscoa, dub, 12h (sáb e dom),
14h10m, 16h20m, 18h30m; e Sexo sem com-
promisso, 20h40m (exceto ter), 23h (sáb). Sala
16 (166 lugares): Pânico 4, dub, 13h10m,
15h30m, 17h50m; e VIPs, 20h10m (exceto
ter), 22h20m (exceto ter), 0h30m (sáb). Sala
17 (297 lugares): Thor, 13h, 15h30m, 18h,
20h30m, 23h (sáb). Sala 18 (277 lugares):
Thor, 13h30m, 16h, 18h30m, 21h, 23h30m
(sáb). R$ 13 (qua), R$ 14 (seg, ter e qui, até às
17h), R$ 18 (seg, ter e qui, após as 17h; sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e
feriados, após as 17h), R$ 23 (seg a qui, 3-D) e
R$ 26 (sex a dom e feriados, 3-D). Sessão Fa-
mília: sáb, dom e feriados, os ingressos para as
sessões iniciadas até as 13h55m custam R$
13. Ticket Família: na compra de quatro ingres-
sos — dois adultos e duas crianças de até 12
anos —, a família paga R$ 39 para assistir a
qualquer sessão (exceto na sala 3-D) em todos
os dias da semana. Na sala 3-D, o valor do Ti-
cket Família é R$ 55. Promoções por tempo in-
determinado e não válidas para sessões em3-D.
Para Balé no Cinema, R$ 60.
> Via Parque — Av. Ayrton Senna, 3.000,
Barra — 2461-2461. Sala 1 (242 lugares):
Rio, dub, 14h, 16h, 18h10m, 20h30m. Sala 2
(311 lugares): Água para elefantes, 14h10m,
16h40m, 19h10m, 21h40m. Sala 3 (308 lu-
gares): Thor, dub, 13h30m (sáb e dom),
15h50m, 18h20m, 20h50m. Sala 4 (311 lu-
gares): Como você sabe, 13h30m (sáb e dom),
16h, 18h30m, 21h. Sala 5 (313 lugares):
Thor, (3-D), dub, 14h, 16h30m; leg, 19h,
21h30m. Sala 6 (242 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h30m, 18h50m; e
Rio, dub, 16h40m, 21h10m. R$ 10 (qua e
qui), R$ 12 (seg e ter), R$ 14 (sex a dom e fe-
riados, até as 17h), R$ 17 (sex a dom e feria-
dos, após as 17h), R$ 21 (seg a qui, 3-D) e R$
24 (sex a dom e feriados, 3-D). Maiores de 60
anos e crianças menores de 12 anos pagam
meia-entrada. Segunda Irresistível: ingresso a
R$ 7. Promoções por tempo indeterminado e
não válida para feriados e filmes em 3-D.
ZonaNorte
> Cinecarioca Nova Brasília — Rua Nova
Brasília s/n, Bonsucesso. (93 lugares): Thor, (3-
D), dub, 13h, 15h10m, 17h20m, 19h40m,
22h. R$ 4 (moradores da região, estudantes e
professores) e R$ 8.
> Cinemark Carioca — Estrada Vicente Car-
valho, 909, Carioca Shopping, Vicente de Car-
valho — 3688-2340. Sala 1 (282 lugares):
Thor, dub, 11h, 13h30m, 16h10m, 18h40m,
21h10m. Sala 2 (188 lugares): Bróder, 13h,
17h50m; e Pânico 4, dub, 15h10m, 20h. Sala
3 (188 lugares): 127 horas, 14h; e A garota da
capa vermelha, 16h, 18h20m, 20h40m. Sala
4 (312 lugares): Rio, dub, 11h10m, 13h20m,
15h30m, 17h40m, 19h50m, 22h. Sala 5
(312 lugares): Thor, dub, 12h, 14h30m,
17h10m, 19h40m, 22h10m. Sala 6 (228 lu-
gares): Rio, dub, 12h10m, 14h20m; e Eu sou o
número quatro, dub, 16h30m, 19h, 21h30m.
Sala 7 (188 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 15h, 17h20m, 19h30m; e A mi-
nha versão do amor, 21h40m. Sala 8 (282 lu-
gares): Rio, dub, 11h40m, 13h50m, 16h20m,
18h30m; e Sobrenatural, 20h50m. R$ 9 (seg,
ter e qui, até as 17h; qua), R$ 11 (seg, ter e
qui, após as 17h), R$ 14 (sex a dom e feriados,
até as 17h) e R$ 16 (sex a dom e feriados, após
as 17h). Toda semana, na Sessão Desconto, é
selecionado um filme nas sessões das 15h em
que o espectador paga R$ 4 (consulte qual é o
filme da semana pelo telefone, no site www.ci-
nemark.com.br ou no próprio cinema).
> Cinesystem Via Brasil Shopping — Rua
Itapera, 500, Vista Alegre. Sala 1 (143 luga-
res): Invasão do mundo: batalha de Los Ange-
les, dub, 14h20m; e Esposa de mentirinha,
dub, 16h50m, 19h20m; leg, 21h50m. Sala 2
(192 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 14h10m, 16h20m, 19h10m, 21h20m.
Sala 3 (161 lugares): Rio, dub, 13h30m, 16h,
18h30m, 21h. Sala 4 (267 lugares): Rio, (3-
D), dub, 14h, 16h30m, 19h; leg, 21h30m.
Sal a 5 (213 l ugares): Thor, (3-D), dub,
14h30m, 17h, 19h30m; leg, 22h. Sala 6 (184
l ugares): Thor, dub, 14h15m, 16h45m,
19h15m; leg, 21h45m. R$ 10 (ter e qua), R$
12 (seg e qui), R$ 16 (sex a dom e feriados, até
as 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após as
17h; ter e qua, 3-D), R$ 20 (seg e qui, 3-D) e
R$ 23 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Kinoplex Nova América — Av. Martin Lu-
ther King Jr., 126, Shopping Nova América, Del
Castilho — 2461-2461. Sala 1 (206 lugares):
Rio, dub, 14h40m, 16h50m, 19h, 21h15m.
Sala 2 (144 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 14h (sáb e dom), 16h10m (sáb e
dom); e Eu sou o número quatro, 15h50m (ex-
ceto sáb e dom), 18h15m, 20h50m. Sala 3
(183 lugares): Thor, 13h30m (sáb e dom),
16h, 18h30m, 21h. Sala 4 (155 lugares): A
garota da capa vermelha, 15h10m, 17h20m,
19h30m, 21h40m. Sala 5 (274 lugares): Rio,
(3-D), dub, 13h30m (sáb e dom), 15h50m,
18h20m, 20h45m. Sala 6 (311 lugares): Thor,
dub, 13h ( sáb e dom) , 15h30m, 18h,
20h30m. Sala 7 (285 lugares): Thor, (3-D),
dub, 14h, 16h30m; leg, 19h, 21h30m. R$ 11
(qua), R$ 13 (seg, ter e qui, exceto feriados, até
as 17h), R$ 15 (seg, ter e qui, exceto feriados,
após as 17h), R$ 17 (sex a dom e feriados, até
as 17h), R$ 19 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 21 (seg a qui, exceto feriados, 3-D) e
R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Maiores de
60 anos e crianças menores de 12 anos pagam
meia-entrada. Segunda Irresistível: ingresso a
R$ 7. Promoções por tempo indeterminado e
não válidas para feriados e sessões em 3-D.
> Kinoplex Shopping Tijuca — Av. Maraca-
nã, 987, Loja 3, Tijuca — 2461-2461. Sala 1
(340 lugares): Thor, (3-D), dub, 14h, 16h30m;
leg, 19h, 21h30m, 23h55m (sáb). Sala 2
(264 lugares): Rio, dub, 14h15m, 16h25m,
18h35m; e Sobrenatural, 20h45m, 23h10m
(sáb). Sala 3 (197 lugares): Hop — Rebeldes
sem Páscoa, dub, 13h (sáb e dom), 15h; e A
garota da capa vermelha, 17h, 19h10m,
21h20m, 23h30m (sáb). Sala 4 (264 luga-
res): Rio, (3-D), dub, 13h10m (sáb e dom),
15h20m, 17h30m, 19h40m; leg, 21h50m,
23h59m (sáb). Sala 5 (340 lugares): Água pa-
ra elefantes, 13h45m (sáb e dom), 16h15m,
18h45m, 21h15m, 23h50m (sáb). Sala 6
(405 lugares): Thor, 13h30m (sáb e dom),
16h, 18h30m, 21h, 23h40m (sáb). R$ 15
(qua; seg, ter e qui, até as 17h), R$ 17 (seg, ter
e qui, após as 17h), R$ 18 (sex a dom e fe-
riados, até as 17h), R$ 20 (sex a dom e feria-
dos, após as 17h), R$ 24 (seg a qui, 3-D) e R$
28 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Madureira Shopping — Estrada do Portela,
222, loja 301, Madureira — 2461-2461. Sala
1 (159 lugares): Rio, dub, 14h20m, 16h30m,
18h40m, 20h50m. Sala 2 (161 lugares): Hop
— Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h10m (sáb e
dom); e Pânico 4, dub, 16h10m, 18h30m,
21h. Sala 3 (191 lugares): Rio, dub, 13h40m
(sáb e dom), 16h, 18h10m, 20h20m. Sala 4
(191 lugares): Thor, dub, 14h, 16h25m,
18h50m, 21h15m. R$ 7 (qua, exceto feria-
dos), R$ 9 (seg, ter e qui) e R$ 12 (sex a dom
e feriados). Segunda Irresistível: ingresso a R$
7. Promoções por tempo indeterminado e não
válidas para feriados.
> Ponto Cine — Estrada do Camboatá,
2.300, Guadalupe Shopping - 1º piso, Guada-
lupe — 3106-9995. O cinema funciona de ter
a dom. (73 lugares): Bróder, 14h, 16h, 18h,
20h. R$ 6.
> Shopping Iguatemi — Rua Barão de São
Francisco, 236, 3º piso, Vila Isabel — 2461-
2461. Sala 1 (240 lugares): Thor, (3-D), dub,
14h, 16h30m; leg, 19h, 21h30m. Sala 2
(156 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 14h10m, 16h15m (sáb e dom); e Eu sou
o número quatro, 16h20m (exceto sáb e dom),
18h50m, 21h10m. Sala 3 (156 lugares): Rio,
dub, 13h50m ( sáb e dom) , 16h10m,
18h20m, 20h30m. Sala 4 (188 lugares): Thor,
dub, 13h30m (sáb e dom), 16h, 18h30m,
21h. Sala 5 (155 lugares): Como você sabe,
13h50m (sáb e dom), 16h20m, 18h50m,
21h20m. Sala 6 (152 lugares): A garota da ca-
pa vermel ha, 14h, 16h10m, 18h30m,
20h50m. Sala 7 (146 lugares): Rio, dub,
14h40m, 16h50m, 19h; e Pâni co 4,
21h10m. R$ 9 (qua, exceto feriados), R$ 11
(seg, ter e qui), R$ 14 (sex a dome feriados, até
as 17h), R$ 16 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 17 (seg a qui, 3-D) e R$ 19 (sex a
dom e feriados, 3-D). Maiores de 60 anos e
crianças menores de 12 anos pagam meia-en-
trada. Segunda Irresistível: ingresso a R$ 7.
Promoções por tempo indeterminado e não vá-
lidas para feriados e sessões em 3-D.
> UCI Kinoplex — Av. Dom Helder Câmara,
5.474, Pátio NorteShopping, Del Castilho —
2461-0050. Sala 01 (244 lugares): Rio, (3-
D), dub, 12h30m (sáb e dom), 14h40m,
16h50m, 19h; leg, 21h10m, 23h20m. Sala
02 (182 lugares): Eu sou o número quatro,
dub, 13h, 15h20m, 17h40m; e Sobrenatural,
20h, 22h15m, 0h30m (sáb). Sala 03 (170 lu-
gares): Thor, (3-D), 13h30m, 16h (exceto sáb e
dom), 18h30m (exceto sáb e dom), 21h,
23h30m (sáb); e Balé no cinema (ver progra-
mação de filmes). Sala 04 (178 lugares): Hop
— Rebeldes sem Páscoa, dub, 12h20m (sáb e
dom), 14h25m; e Como você sabe, 16h40m,
19h10m, 21h40m, 0h10m (sáb). Sala 05
(471 lugares): Thor, dub, 13h, 15h30m, 18h,
20h30m, 23h (sáb). Sala 06 (471 lugares):
Água para elefantes, 13h35m, 16h10m,
18h45m, 21h20m, 23h55m (sáb). Sala 07
(165 lugares): Rio, dub, 13h40m, 15h50m,
18h10m, 20h20m, 22h30m. Sala 08 (159
lugares): Bróder, 13h30m, 15h35m; e Pânico
4, dub, 17h40m, 20h; leg, 22h20m. Sala 09
(166 lugares): A garota da capa vermelha,
13h05m, 15h15m, 17h25m, 19h40m,
21h50m, 0h (sáb). Sala 10 (230 lugares):
Thor, (3-D), dub, 12h (sáb e dom), 14h30m,
17h, 19h30m, 22h, 0h30m (sáb). R$ 10
(qua, exceto feriados), R$ 12 (seg, ter e qui, até
as 17h), R$ 14 (seg, ter e qui, após as 17h),
R$ 16 (sex a dom e feriados, até as 17h) e R$
18 (sex a dom e feriados, após as 17h). Maio-
res de 60 anos e crianças menores de 12 anos
pagam meia-entrada. Sessão Família: R$ 11
(sáb, dom e feriados, em sessões iniciadas até
as 13h55m). Ticket Família: na compra de
quatro ingressos — dois adultos e duas crian-
ças de até 12 anos —, a família paga R$ 39
para assistir a qualquer sessão (exceto na sala
3-D) emtodos os dias da semana. Na sala 3-D,
o valor do Ticket Família é R$ 53. Promoções
válidas por tempo indeterminado. Promoções
por tempo indeterminado e não válidas para
feriados e sessões em 3-D. Para Balé no Ci-
nema, R$ 60.
Centro
> Caixa Cultural Rio — Av. Almirante Barro-
so, 25, Centro — 2544-4080. O cinema fun-
ciona de ter a dom. (0 lugares): A luz e o ci-
nema de Rogério Sganzerla, até 8 de maio (ver
programação de filmes). R$ 2.
> Centro Cultural Banco do Brasil — Rua
Primeiro de Março, 66, Centro — 3808-2007.
O cinema funciona de ter a dom. (0 lugares):
Cinema Brasileiro: Anos 2000, 10 questões,
até 8 de maio (ver programação de filmes). R$
6 (Cinepasse).
> Cine Santa Teresa — Rua Paschoal Carlos
Magno, 136, Largo dos Guimarães, Santa Te-
resa — 2222-0203. (56 lugares): Bróder,
15h20m, 19h20m; Cópia fiel, 17h10m; e
Amor?, 21h10m. R$ 12 (exceto sáb e dom) e
R$ 14 (sáb e dom e feriados).
> Cinemateca do MAM — Av. Infante Dom
Henrique, 85, Aterro do Flamengo — 2240-
4944. O cinema funciona de sex a dom. (180
lugares): Amor à francesa, até 30 de abril (ver
programação de filmes). R$ 5.
> Odeon — Praça Floriano, 7, Centro —
2240-1093. (600 lugares): O discurso do
rei, 14h; Cisne negro, 16h20m; O retrato de
Dorian Gray, 18h30m; e Contracorrente,
20h40m. R$ 12.
IlhadoGovernador
> Cinesystem Ilha Plaza — Av. Maestro Pau-
lo e Silva, 400, Ilha Plaza Shopping - 3º piso,
Ilha do Governador — 2468-8100. Sala 1 (292
lugares): Rio, dub, 14h, 16h30m, 19h,
21h30m. Sala 2 (206 lugares): Água para ele-
fantes, 14h10m, 16h40m, 19h10m, 21h40m.
Sala 3 (206 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 13h30m, 15h30m; e Como você
sabe, 17h30m, 19h50m, 22h10m. Sala 4
(292 lugares): Thor, (3-D), dub, 14h30m, 17h;
leg, 19h30m, 22h. R$ 7 (ter e qua, exceto fe-
riados), R$ 9 (ter e qua, exceto feriados, 3-D),
R$ 12 (seg; qui), R$ 16 (sex a dom e feriados,
até às 17h), R$ 18 (sex a dom e feriados, após
as 17h; sex a dom e feriados, 3-D, até as 17h),
R$ 20 (seg, 3-D; qui, 3-D) e R$ 23 (sex a dom
e feriados, 3-D, após as 17h).
ZonaOeste
> Cine 10 Sulacap — Avenida Marechal Fon-
tenelle, Jardim Sulacap. Sala 1 (406 lugares):
Thor, (3-D), dub, 14h, 16h30m, 19h; leg,
21h30m. Sala 2 (235 lugares): Thor, dub,
14h20m, 16h50m, 19h10m, 21h40m. Sala
3 (255 lugares): Rio, dub, 14h, 16h10m,
18h20m; e Eu sou o número quatro, dub, 21h.
Sala 4 (239 lugares): Rio, dub, 14h30m,
16h40m, 18h50m, 21h10m. Sala 5 (137 lu-
gares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
14h10m, 16h20m, 18h30m; e Sobrenatural,
20h40m. Sala 6 (101 lugares): Bróder, 15h,
17h; e Homens e deuses, 19h, 21h20m. R$ 6
(ter e qua), R$ 8 (seg e qui, até as 17h), R$ 10
(ter e qua, 3-D; seg e qui, após as 17h), R$ 12
(sex a dom e feriados, até as 17h; seg e qui, 3-
D. Até as 17h), R$ 14 (seg e qui, 3D. Após as
17h; sex a dom e feriados, após as 17h), R$ 16
(sex a dom e feriados, 3D. Até as 17h) e R$ 18
(sex a dom e feriados, 3D. Após as 17h).
> Cinesercla Pátio Mix Itaguaí — Rodovia
Rio Santos s/n, Itaguaí, Shopping Pátio Mix, 1°
piso, Itaguaí — 3781-8694. Sala 1 (121 lu-
gares): Rio, dub, 14h20m; e Eu sou o número
quatro, dub, 16h30m, 18h30m, 20h30m. Sa-
la 2 (178 lugares): Thor, dub, 14h20m,
16h30m, 18h40m, 20h45m. Sala 3 (177 lu-
gares): Rio, dub, 14h40m, 16h40m, 18h40m,
20h40m. Sala 4 (121 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h30m, 16h30m; e
Pânico 4, dub, 18h40m, 20h45m. R$ 8 (seg e
qua), R$ 10 (ter e qui) e R$ 12 (sex a dom). Às
terças e quintas-feiras, preço único para todos:
R$ 5. Promoção por tempo indeterminado e
não válida para feriados.
> Cinesystem Bangu Shopping — Rua Fon-
seca, 240, loja 145, Bangu — 4005-9030.
Sala 1 (371 lugares): Thor, (3-D), dub, 14h,
16h30m, 19h; leg, 21h30m. Sala 2 (368 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 13h30m, 15h40m,
17h50m, 20h; leg, 22h10m. Sala 3 (197 lu-
gares): Rio, dub, 14h10m, 16h10m, 18h10m;
e Pânico 4, dub, 20h10m, 22h20m. Sala 4
(187 lugares): Hop — Rebeldes sem Páscoa,
dub, 13h35m, 15h45m; e Eu sou o número
quatro, dub, 17h55m, 19h55m, 21h55m. Sa-
la 5 (211 lugares): Água para elefantes,
14h15m, 16h45m, 19h15m, 21h45m. Sala
6 (201 lugares): Thor, dub, 14h20m, 16h50m,
19h20m, 22h. R$ 7 (ter), R$ 10 (ter, 3-D), R$
20 (seg, qua e qui, 3-D) e R$ 23 (sex a dom e
feriados, 3-D). Promoção Terça Mais Cinema:
às terças-feiras, todos pagam R$ 7. Nas salas
3-D, R$ 10. Promoção do Beijo: às quintas-
feiras, o casal que der um beijo na bilheteria
paga R$ 14 (o casal). Nas salas 3-D, R$ 20 (o
casal). Promoções por tempo indeterminado e
não válidas em feriados.
> Kinoplex West Shopping — Estrada do
Mendanha, 550, loja 401 E, Campo Grande —
2461-2461. Sala 1 (223 lugares): Thor, dub,
13h (sáb e dom), 15h30m, 18h, 20h30m. Sa-
la 2 (221 lugares): Rio, (3-D), dub, 14h40m,
16h50m, 19h, 21h20m. Sala 3 (202 lugares):
Ri o, dub, 14h10m, 16h20m, 18h30m,
20h50m. Sala 4 (133 lugares): Pânico 4, dub,
14h (exceto sáb e dom), 16h30m, 18h50m,
21h30m; e Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
14h20m (sáb e dom). Sala 5 (285 lugares):
Thor, (3-D), dub, 13h40m, 16h10m, 18h40m,
21h10m. R$ 11 (qua, exceto feriados), R$ 14
(seg, ter e qui, exceto feriados), R$ 16 (sex a
dom e feriados, até às 17h), R$ 18 (sex a dom
e feriados, após às 17h), R$ 21 (seg a qui, ex-
ceto feriados, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e fe-
riados, 3-D). Segunda Irresistível: ingresso a
R$ 7. Promoções não válidas para feriados e
sessões em 3-D.
> Star Center Shopping Rio — Av. Geremá-
rio Dantas, 404, Tanque, Jacarepaguá —
3312-5232. Sala 1 (208 lugares): Thor, dub,
13h (sáb e dom), 15h40m, 18h20m, 21h.
Sala 2 (148 lugares): Rio, dub, 14h (sáb e
dom), 16h10m, 18h20m, 20h30m. Sala 3
(148 lugares): Pânico 4, 14h20m, 16h30m,
18h40m, 20h50m. Sala 4 (148 lugares):
Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h40m,
16h40m; e Bróder, 18h40m, 20h40m. R$ 6
(qua, exceto feriados), R$ 8 (ter, exceto feria-
dos), R$ 12 (seg e qui) e R$ 16 (sex a dom e
feriados). Quarta-Maluca: toda quarta, R$
12, com meia-entrada para todos. Promoção
por tempo indeterminado e não válida para
feriados.
Baixada
> Cinemaxx Imperial — Rua Dominique Le-
vel, Centro, Paracambi. (272 lugares): Rio,
dub, 17h (exceto seg), 19h (exceto seg); e Pâ-
nico 4, dub, 21h (exceto seg). R$ 8 (seg a qui,
exceto feriados, até 17h59m), R$ 10 (seg a
qui, exceto feriados, após 18h; sex a dom e fe-
riados, até 17h59m) e R$ 12 (sex a dom e fe-
riados, após 18h). Terça-feira, exceto feriado,
todos pagam meia-entrada.
> Cinemaxx Unigranrio Caxias — Rua Mar-
quês de Herval, 1.216, loja A, box 306, Jardim
Vinte e Cinco de Agosto, Duque de Caxias —
2672-2875. Sala 1 (120 lugares): Thor, dub,
14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h40m. Sala 2
(195 lugares): Rio, dub, 14h, 18h; e Hop —Re-
beldes sem Páscoa, dub, 16h, 20h. R$ 8 (seg a
qui) e R$ 10 (sex a dom e feriados). Maiores de
60 anos e crianças menores de 12 pagammeia-
entrada. Promoção por tempo indeterminado e
não válida para feriados: às segundas, quartas e
domingos, todos pagam meia-entrada.
> Cinesercla Nilópolis Square — Rua Pro-
fessor Alfredo Gonçalves Filgueiras, 100, Cen-
tro, Nilópolis — 2792-0824. Sala 1 (172 lu-
gar es) : Thor, dub, 14h20m, 16h30m,
18h40m, 20h50m. Sala 2 (102 lugares): Hop
— Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h30m,
16h30m; e Pânico 4, dub, 18h40m, 20h45m.
Sala 3 (102 lugares): Rio, dub, 14h40m,
16h40m, 18h40m, 20h40m. R$ 8 (seg e
qua), R$ 10 (ter e qui) e R$ 12 (sex a dom e
feriados). Às terças e quintas-feiras, preço úni-
co para todos: R$ 5. Promoção por tempo in-
determinado e não válida para feriados.
> Iguaçu Top — Rua Governador Roberto Sil-
veira, 540, 2º piso, Centro, Nova Iguaçu —
2461-2461. Sala 1 (222 lugares): Thor, (3-D),
dub, 13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Sala 2
(234 lugares): Rio, dub, 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Sala 3 (200 lugares): Pâ-
nico 4, dub, 14h10m (exceto sáb e dom),
16h30m, 18h50m, 21h10m; e Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h20m (sáb e dom).
R$ 10 (qua), R$ 12 (seg, ter e qui), R$ 14 (sex
a dome feriados, até as 17h), R$ 17 (sex a dom
e feriados, após as 17h), R$ 18 (seg a qui, 3-D)
e R$ 21 (sex a dome feriados, 3-D). Maiores de
60 anos e crianças menores de 12 pagam
meia-entrada. Segunda Irresistível: R$ 7. Pro-
moções por tempo indeterminado e não válidas
para feriados e sessões em 3-D.
> Kinoplex Grande Rio — Rodovia Presidente
Dutra, 4.200, Jardim José Bonifácio, São João
de Meriti — 2461-2461. Sala 1 (304 lugares):
Thor, dub, 13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Sala
2 (305 l ugares): Ri o, (3-D), dub, 14h,
16h10m, 18h20m, 20h30m. Sala 3 (231 lu-
gares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
15h; e Eu sou o número quatro, dub, 17h15m,
19h25m, 21h35m. Sala 4 (232 lugares): Rio,
dub, 14h20m, 16h30m, 18h50m, 21h. Sala
5 (304 lugares): Thor, (3-D), dub, 14h10m,
16h40m, 19h10m, 21h40m. Sala 6 (305 lu-
gar es) : Pâni co 4, dub, 14h, 16h20m,
18h40m, 21h10m. R$ 10 (qua), R$ 12 (seg,
ter e qui), R$ 14 (sex a dom e feriados, até as
17h), R$ 17 (sex a dom e feriados, após as
17h), R$ 19 (seg a qui, 3-D) e R$ 22 (sex a
dom e feriados, 3-D). Segunda Irresistível: in-
gresso a R$ 7. Promoção não válida para fe-
riados e sessões em 3-D.
> Multiplex Caxias Shopping — Rodovia
Washington Luiz, 2.895, Caxias Shopping, 2º
piso, Parque Duque, Duque de Caxias — 2784-
2240. Sala 1 (392 lugares): Rio, dub, 15h,
17h, 19h30m, 21h30m. Sala 2 (273 lugares):
Rio, (3-D), dub, 13h30m (sáb, dom e qua); e
Thor, (3-D), dub, 19h30m, 21h45m. Sala 3
(254 lugares): Thor, (3-D), dub, 14h30m,
16h45m, 19h, 21h15m. Sala 4 (204 lugares):
Pânico 4, dub, 15h, 17h15m, 19h30m,
21h45m. Sala 5 (193 lugares): Rio, dub, 16h,
18h, 20h. Sala 6 (193 lugares): Hop — Rebel-
des sem Páscoa, dub, 14h, 16h, 18h; e Eu sou
o número quatro, dub, 20h. R$ 5 (qua), R$ 7
(seg; qua, 3-D), R$ 9 (seg, 3-D), R$ 10 (ter e
qui), R$ 13 (ter e qui, 3-D), R$ 15 (sex a dom
e feriados, até as 17h59m) e R$ 17 (sex a dom
e feriados, a partir das 18h).
Niterói/SãoGonçalo
> Bay Market — Av. Visconde do Rio Branco,
360, loja 3, Centro — 2461-2461. Sala 1
(221 lugares): Thor, dub, 13h (sáb e dom),
15h30m, 18h, 20h30m. Sala 2 (221 luga-
res): Rio, dub, 14h40m, 16h50m, 19h,
21h10m. Sala 3 (207 lugares): Thor, (3-D),
dub, 14h, 16h25m, 18h50m, 21h15m. Sala
4 (207 lugares): Hop — Rebeldes sem Pás-
coa, dub, 14h15m (sáb e dom); e A garota da
capa vermelha, 14h20m (exceto sáb e dom),
16h30m, 18h40m, 20h50m. R$ 10 (qua,
exceto feriados), R$ 11 (seg, ter e qui; sex a
dom e feriados, até as 17h), R$ 13 (sex a
dom e feriados, após as 17h), R$ 17 (seg a
qui, 3-D) e R$ 20 (sex a dom e feriados, 3-D).
Segunda Irresistível: R$ 7. Promoções por
tempo indeterminado e não válidas para fe-
riados e sessões em 3-D.
> Box Cinemas São Gonçalo Shopping —
Rodovia Niterói-Manilha, Km 8,5, Boa Vista —
2461-2090. Sala 1 (169 lugares): Thor, (3-D),
dub, 14h, 16h30m, 19h, 21h30m. Sala 2
(159 lugares): Rio, dub, 13h30m, 15h40m,
17h50m, 20h. Sala 3 (169 lugares): Hop —
Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h50m, 17h; e
Bróder, 19h15m, 21h25m. Sala 4 (169 luga-
res): Eu sou o número quatro, dub, 14h10m,
16h25m, 18h55m, 21h15m. Sala 5 (169 lu-
gares): Rio, dub, 15h, 17h10m, 19h20m; e
Esposa de mentirinha, dub, 21h35m. Sala 6
(169 lugares): Rio, dub, 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h. Sala 7 (215 lugares): Pânico 4,
dub, 13h50m, 16h20m, 18h45m, 21h20m.
Sala 8 (215 lugares): Thor, dub, 13h, 15h30m,
18h, 20h30m. R$ 7 (seg), R$ 9 (qua), R$ 10
(ter e qui) e R$ 14 (sex a dom e feriados).
> Cinemark Plaza Shopping — Rua Quinze
de Novembro, 8, Plaza Shopping, 3º piso, Cen-
tro — 2722-3926. Sala 1 (207 lugares): Rio,
dub, 10h30m, 12h45m, 15h05m; e Como vo-
cê sabe, 17h20m, 20h, 22h30m. Sala 2 (301
lugares): Thor, 11h30m, 14h, 16h40m,
19h10m, 21h40m, 0h10m (sáb). Sala 3 (345
lugares): Thor, (3-D), dub, 11h05m, 13h40m;
leg, 16h10m, 18h40m, 21h10m, 23h50m
(sáb). Sala 4 (345 lugares): Rio, (3-D), dub,
11h, 13h25m, 15h40m, 17h55m; l eg,
20h10m, 22h25m. Sala 5 (195 lugares): A ga-
rota da capa vermelha, 12h30m, 17h25m (ex-
ceto ter e qui), 22h10m, 0h30m (sáb); Eu sou
o número quatro, 15h, 19h45m (exceto ter e
qui); e Biutiful, 19h (ter e qui). Sala 6 (225 lu-
gares): Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub,
12h, 14h25m, 16h50m; e Pâni co 4,
19h05m, 21h30m, 0h (sáb). Sala 7 (317 lu-
gares): Rio, (3-D), dub, 11h35m, 13h50m; e
Thor, (3-D), 16h20m, 18h50m, 21h20m,
0h25m (sáb). R$ 10 (seg, ter e qui, até as
14h), R$ 12 (sex a dom e feriados, até as 14h),
R$ 15 (seg, ter e qui, das 14h às 17h; qua), R$
17 (sex a dom e feriados, das 14h às 17h; seg,
ter e qui, após as 17h), R$ 19 (sex a dom e
feriados, após as 17h), R$ 20 (qua, 3-D), R$
22 (seg, ter e qui, 3-D) e R$ 24 (sex a dom e
feriados, 3-D). Toda semana, na Sessão Des-
conto, é selecionado um filme nas sessões das
15h em que o espectador paga R$ 4 (consulte
qual é o filme da semana pelo site www.cine-
mark.com.br ou no próprio cinema).
Redondezas
> Cine Bauhaus —Rua Dr. Nelson de Sá Earp,
88, lojas 8 e 12, Centro, Petrópolis — (0xx24)
2237-0312. Sala 1 (155 lugares): Sem limi-
tes, 14h30m, 18h45m; e Sucker Punch —
Mundo surreal, 16h30m, 20h45m. Sala 2
(130 lugares): Rio, 15h, 17h, 19h, 21h. R$ 10
(seg a qui, exceto feriados, até às 15h59m), R$
12 (seg a qui, exceto feriados, após às 16h; sex
a dom e feriados, até às 15h59m) e R$ 14 (sex
a dom e feriados, após às 16h).
> Cine Itaipava — Estrada União e Indústria,
11.000, Shopping Estação Itaipava - loja 102
C, Centro, Itaipava — (0xx24) 2222-3424. O
cinema funciona de ter a dom. (84 lugares):
Rio, dub, 15h (exceto seg), 17h (exceto seg); e
Sexo sem compromisso, 19h (exceto seg), 21h
(sáb). R$ 6 (ter e qua, exceto feriados) e R$ 14
(sex a dom e qui e feriados).
> Cine Show Nova Friburgo — Praça Getúlio
Vargas, 139, Friburgo Shopping, 3º piso, Centro,
Friburgo — (0xx22) 2523-1626. Sala 1 (188
lugares): Rio, dub, 14h, 16h15m, 18h30m,
20h45m. Sala 2 (198 lugares): Thor, (3-D), dub,
14h10m, 16h30m, 18h50m; leg, 21h10m.
Sala 3 (190 lugares): Hop —Rebeldes semPás-
coa, dub, 14h30m; Eu sou o número quatro,
dub, 16h20m, 18h40m; e Pânico 4, 21h. R$
11 (seg e ter), R$ 14 (qua e qui), R$ 16 (sex a
dom e feriados; seg e ter, 3-D), R$ 20 (qua e qui,
3-D) e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D).
> Cine Show Teresópolis — Rua Edmundo
Bittencourt, 202, loja 201, Várzea, Teresópolis
— (0xx21) 2641-4961. Sala 1 (174 lugares):
Rio, dub, 14h, 16h15m, 18h30m, 20h45m.
Sala 2 (127 lugares): Hop — Rebeldes sem
Páscoa, dub, 14h30m; Eu sou o número qua-
tro, dub, 16h20m, 18h40m; e Pânico 4, 21h.
Sal a 3 (200 l ugares): Thor, (3-D), dub,
14h10m, 16h30m, 18h50m; leg, 21h10m.
R$ 11 (seg e ter), R$ 14 (qua e qui), R$ 16 (sex
a dom; seg e ter, 3-D), R$ 20 (qua e qui, 3-D)
e R$ 24 (sex a dom e feriados, 3-D). Promoção:
meia-entrada todos os dias. Promoção por
tempo indeterminado.
> Cinemaxx Mercado Estação — Rua Paulo
Barbosa, 296, Centro, Petrópolis — (0xx24)
2249-9900. O cinema funciona de ter a dom.
Sala 1 (113 lugares): Rio, dub, 14h30m (ex-
ceto seg), 16h30m (exceto seg), 18h30m (ex-
ceto seg); e Thor, dub, 21h (exceto seg). Sala 2
(117 lugares): Thor, dub, 14h20m(exceto seg),
16h40m (exceto seg), 18h50m (exceto seg),
21h (exceto seg). Sala 3 (93 lugares): Animais
unidos jamais serão vencidos, dub, 14h40m
(exceto seg), 16h50m (exceto seg); e Eu sou o
número quatro, dub, 18h40m (exceto seg),
20h40m (exceto seg). R$ 10 (ter, qua e qui, até
as 15h59m) e R$ 12 (sex a dom e feriados, até
as 15h59m).
> Top Cine Hipershopping ABC — Rua Te-
resa, 1.415, HiperShopping ABC, 2° Piso, Alto
da Serra, Petrópolis — (0xx24) 2249-9900. O
cinema funciona de ter a dom. Sala 1 (210 lu-
gares): Rio, dub, 14h30m (exceto seg),
16h30m (exceto seg), 18h30m (exceto seg),
20h30m (exceto seg). Sala 2 (208 lugares):
Hop — Rebeldes sem Páscoa, dub, 14h50m
(exceto seg), 16h50m (exceto seg), 18h50m
(exceto seg); e Pânico 4, dub, 20h50m (exceto
seg). R$ 10 (ter, qua e qui, exceto feriados, até
as 15h59m) e R$ 12 (sex a dom e feriados, até
as 15h59m).
RIO SHOW
SEGUNDO CADERNO

7 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 7 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 21: 46 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RIO SHOW
SHOW
O BONEQUINHO VIU...
> ‘Cisne negro’ — “Darren Aronofsky li-
berta o demônio que mora na graciosa
Natalie Portman.” (R.F.)
> ‘Contracorrente’ — “Mostra como
uma boa história pode ser contada de ma-
neira eficiente, mesmo compoucos recur-
sos financeiros.” (M.J.)
> ‘Incêndios’ —“Apoiado emroteiro bri-
lhante, interpretações intensas, alta qua-
lidade de fotografia e trilha sonora, Den-
nis Villeneuve exibe forte domínio narra-
tivo.” (S.S.)
> ‘Paulo Gracindo — O Bem Amado’
— “Tem o efeito emotivo de um ’Vinicius’
ao cubo.” (R.F.)
> ‘O pequeno Nicolau’ — “Um filme
inesquecível.” (E.R)
> ‘Rio’ — “É difícil segurar o fôlego frente
à exuberância de seu visual.” (R.F.)
> ‘O sequestro de um herói’ — “Bel-
vaux faz um filme de gênero sem recorrer
aos clichês de thriller policial.” (M.J.)
> ‘Umlugar qualquer’ — “Sofia Coppo-
la faz com delicadeza uma exegese do té-
dio a partir de uma relação de paternida-
de.” (R.F.)
> ‘127 horas’ — Para R.F., o bonequi-
nho aplaude sentado: "A taquicardia na
montagem só amplifica o espírito anár-
quico que norteia a obra de Danny Boyle".
Para M.J., o bonequinho sai: "Boyle trans-
forma o filme em uma colagem de video-
clipes com estética publicitária."
> ‘Além da vida’ — Para M.A., o bone-
quinho aplaude sentado: “Mais um filme
audacioso de Eastwood, que procura não
se repetir.” Para A.M., o bonequinho dor-
me: “Ouve-se um ou outro suspiro na pla-
teia, mas lá no fundinho bate aquela des-
confiança de que alguma coisa não se en-
caixou bem.”
> ‘Amor?’ —“Mistura-se na tela o melhor
de dois mundos: o ficcional e o documen-
tal.” (R.F.)
> ‘O amor chega tarde’ — “A trama é
abordada com delicadeza e humor.”
(S.S.)
> ‘Bebês’ — “Um bem-humorado tratado
antropológico.” (E.R.)
> ‘Cópia fiel’ — “Realização impecável,
pode frustrar os súditos do diretor irania-
no, mas também seduzir e intrigar por sua
trama bem urdida.” (S.S.)
> ‘O discurso do rei’ — “Não é nada
além da fala de um homem. E é justamen-
te isso que o faz tão interessante.” (A.M.)
> ‘Gigante’ — “Prescinde de palavras pa-
ra contar uma história de gente comum.”
(E.R.)
> ‘Homens e deuses’ —“Uma obra aus-
tera, reflexiva e extremamente contempo-
rânea.” (S.S.)
> ‘Joy Division’ — “O complemento per-
feito para o filme ’Control’.” (T.L.)
> ‘Natimorto’ — Para R.F., o bonequinho
aplaude sentado: “Mutarelli é um formu-
lador de alegorias.” Para R.G., o bonequi-
nho dorme: “O universo de Mutarelli é
mantido, mas o filme deixa transparecer
apenas o esboço.”
> ‘Que mais posso querer’ — “Silvio
Soldini não transforma o longa em libelo
contra o adultério.” (M.A.)
> ‘Thor’ — “Um espetáculo suntuoso que
conjuga realidade dentro de um universo
de fantasia.” (M.A.)
> ‘Biutiful’ — “É coerente com a obra do
cineasta.” (S.S.)
> ‘Bróder’ — “Conjuga competência téc-
nica e alta voltagem emotiva.” (R.F.)
> ‘Eu sou o número quatro’ —“Não es-
capa dos chavões, mas traz muitos e bons
momentos de ação.” (E.R.)
> ‘O guerreiro Genghis Khan’ — “O
longa tropeça na montagem.” (R.F.)
> ‘Invasão do mundo: Batalha de Los
Angeles’ — “Um longa visualmente ins-
tigante, mas com dramaturgia vazia.”
(R.F.)
> ‘Jogo de poder’ — “Peca pela super-
ficialidade da trama e dos personagens.”
(A.M.)
> ‘Marcha da vida’ — “Um luminoso do-
cumento de resistência contra futuras in-
justiças.” (M.A.)
> ‘A minha versão do amor’ — “Um fil-
me apenas correto.” (R.G.)
> ‘Nana Caymmi em Rio Sonata’ —
“Costura depoimentos com delicadeza,
embora sem refinamento plástico de mon-
tagem.” (R.F.)
> ‘Pânico 4’ — “Não chega ao nível do
primeiro, mas contém momentos antoló-
gicos.” (M.A.)
> ‘O retrato de Dorian Gray’ — “Uma
poderosa crônica ao narcisismo e à obses-
siva busca pela juventude.” (M.A.)
> ‘Sexo sem compromisso’ — “Não é
mais do que um passatempo corriqueiro.”
(T.L.)
> ‘Sobrenatural’ —“O roteiro preserva a
sensação de ameaça constante.” (M.A.)
> ‘Sucker Punch —Mundo surreal’ —
"Uma alegórica jornada pela loucura."
(R.F.)
> ‘Água para elefantes’ —“Nada salva
a trama do marasmo melodramático e so-
nolento.” (S.S.)
> ‘Animais unidos jamais serão ven-
cidos’ — “A função educativa é até cum-
prida
a contento, mas a narrativa
sofre.” (T.M.)
> ‘Com você sabe’ — “Carece de vitali-
dade e de diálogos refinados.” (R.F.)
> ‘Esposa de mentirinha’ — “A dupla
Adam Sandler/Jennifer Aniston tem charme
e cria empatia, mas o filme jamais acha um
ritmo.” (R.G.)
> ‘A garota da capa vermelha’ —
“Não consegue equilibrar terror com ro-
mance adolescente.” (M.A.)
> ‘Hop — Rebeldes sem Páscoa’ —
“A experiência é enfadonha tanto para as
crianças, como também para os adultos.”
(M.A.)
> ‘Semlimites’ — “Tem alguns dos mo-
vimentos de câmera mais incríveis dos úl-
timos anos, mas isso não é o bastante.”
(A.M.)
> ‘O sonho bollywoodiano’ — “A su-
posta homenagemà cultura indiana se re-
vela uma exploração de clichês.” (T.M.)
> ‘VIPs’ —“Ummero filme de ação, bem
produzido e com boas atuações, mas su-
perficial.” (A.M.)
> ‘As mães de Chico Xavier’ — “É um
retrocesso narrativo.” (R.F.)
> Alegria Mattus. A cantora faz show de MPB
e reggae, com músicas como “I shot the sheriff”
(Bob Marley) e “O segundo sol” (Nando Reis).
Bar Horse’s Neck: Hotel Sofitel. Av. Atlântica
4.240, nível E, Copacabana — 2525-1206.
Sáb, às 21h. R$ 20. Não recomendado para
menores de 18 anos.
> Ana Costa. A cantora interpreta clássicos do
samba e músicas de seus CDs. Abertura do gru-
po Nó Molhado.
Carioca da Gema: Av. Mem de Sá 79, Lapa —
2221-0043. Sáb, às 21h30m (abertura) e às
23h30m. R$ 25. Não recomendado para me-
nores de 18 anos.
> Angelo Garcia. O cantor interpreta sucessos
de Beatles, Frank Sinatra, Amy Winehouse, Elvis
Presley e Elton Jonh.
Conversa Afinada: Rua Vinicius de Moraes 75,
3
o
- andar, Ipanema — 2522-1809. Sáb, às
22h. R$ 30. Livre.
> Atelier Jazz. O grupo apresenta o show
“Electric Path”, comcomposições próprias como
“Lakers”, “Arthur e o gigante” e “Fake melon”.
Sala Baden Powell: Av. Nossa Senhora de Co-
pacabana 360, Copacabana — 2255-1067.
Sáb, às 20h. R$ 20. Livre.
> Baia. O cantor e compositor faz show do DVD
“Baia no Circo”, com músicas como “Eus” e “Fu-
lano, beltrano e cicrano”.
Leviano Bar: Av. Mem de Sá 47, Lapa — 2507-
5779. Sáb, às 23h. Mulher: R$ 15 (até as 23h)
e R$ 30. Homem: R$ 30. Não recomendado pa-
ra menores de 18 anos.
> Batuque na Cozinha. O grupo toca sucessos
de Noel Rosa, João Nogueira e Clara Nunes.
Lapa Na Pressão: Av. Mem de Sá 61, Lapa —
2507-0580. Sáb, às 23h. R$ 15 (até as 21h) e
R$ 25. Não recomendado para menores de 18
anos.
Grátis >Fernanda Abreu. Acantora faz showna
semifinal doFavelaFestival. Aetapareúneos primei-
ros e segundos lugares de cada eliminatória mais os
cincoclassificadosnarepescagem.
Quadra da G.R.E.S. Acadêmicos da Rocinha:
Rua Bertha Lutz 80, Rocinha — 3205-3303.
Sáb, às 19h. Livre.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 1 (3-D): dub, 14h,
16h30m, 19h; leg, 21h30m. Cine 10 Sulacap 2
(dub): 14h20m, 16h50m, 19h10m, 21h40m. Ci-
nesercla Itaguaí 2 (dub): 14h20m, 16h30m,
18h40m, 20h45m. Cinesystem Bangu 1 (3-D):
dub, 14h, 16h30m, 19h; leg, 21h30m. Cinesys-
tem Bangu 6 (dub): 14h20m, 16h50m, 19h20m,
22h. Kinoplex West Shopping 1 (dub): 13h (sáb e
dom), 15h30m, 18h, 20h30m. Kinoplex West
Shopping 5 (3-D/dub): 13h40m, 16h10m,
18h40m, 21h10m. Star Center 1 (dub): 13h (sáb
e dom), 15h40m, 18h20m, 21h.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 3: 12h20m,
14h50m, 17h40m, 20h20m, 23h (sáb). Cine-
mark Botafogo 6 (3-D): dub, 13h; leg, 15h40m,
18h20m, 21h, 23h40m (sáb). Cinépolis Lagoon 6
(3-D): 11h30m (sáb e dom), 14h, 16h30m, 19h,
21h35m, 0h05m (sáb). Kinoplex Fashion Mall 2
(3-D): 14h (sáb e dom), 16h30m, 19h, 21h30m.
Kinoplex Leblon 3: 13h30m, 16h, 18h30m, 21h,
23h30m (sáb). Leblon 2 (3-D): dub, 14h; leg,
16h30m, 19h, 21h30m. Rio Sul 2 (3-D): dub,
14h, 16h30m; leg, 19h, 21h30m. Roxy 3 (3-D):
dub, 14h; leg, 16h30m, 19h, 21h30m. São Luiz 3
(3-D): dub, 14h; leg, 16h30m, 19h, 21h30m.
Unibanco Arteplex 4 (3-D): dub, 13h30m; leg,
16h, 18h30m, 21h, 23h30m (sáb).
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 2 (3-D):
dub, 14h10m, 16h30m, 18h50m; l eg,
21h10m. Cine Show Teresópolis 3 (3-D): dub,
14h10m, 16h30m, 18h50m; leg, 21h10m. Ci-
nemaxx Mercado Estação 1 (dub): 21h (exceto
seg). Cinemaxx Mercado Estação 2 (dub):
14h20m (exceto seg), 16h40m (exceto seg),
18h50m (exceto seg), 21h (exceto seg).
Continuação
> ‘Alémda vida’. “Hereafter”. De Clint Eastwo-
od (USA, 2010). Com Matt Damon, Cécile De
France.
Drama. Um médium americano, uma jornalista
francesa e um menino inglês protagonizam três
tramas vividas entre o mundo dos vivos e o dos
mortos. 129 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 14h50m.
> ‘O amor chega tarde’. “Love comes lately”.
De Jan Schütte (Alemanha/Áustria/EUA, 2007).
Com Otto Tausig, Caroline Aaron, Olivia Thirlby.
Comédia romântica. Baseado emumconto de Isaac
Bashevis Singer. Max Kohn, aclamado escritor de
contos e imigrante austríaco que vive emNova York,
está chegando aos 80 anos, mas sente que sua vida
está apenas começando. 86 minutos. Não reco-
mendado para menores de 12 anos.
Zona Sul: Espaço de Cinema 2: 14h30m,
16h15m, 18h, 19h45m, 21h30m. Estação
Ipanema 2: 14h (exceto ter e qua), 15h45m,
17h30m, 19h15m, 21h. Estação Vivo Gávea 5:
14h, 15h50m, 17h50m, 19h30m, 21h20m.
> ‘Amor?’. De João Jardim (Brasil, 2010). Com
Eduardo Moscovis, Lilia Cabral, Leticia Colin.
Drama. Uma mistura de documentário e ficção
em que atores e atrizes interpretam o depoimen-
to de pessoas reais. 100 minutos. Não recomen-
dado para menores de 14 anos.
Centro: Cine Santa Teresa: 21h10m.
Zona Sul : Est ação Laura Al vi m 2: 13h,
17h30m. Estação Vivo Gávea 1: 14h30m,
18h20m, 22h. Instituto Moreira Salles: 14h
(ter, qua e qui), 16h (ter, qua e qui), 18h (ter e
qui), 20h (ter e qui). Unibanco Arteplex 5:
14h40m, 18h10m, 22h, meia-noite (sáb).
> ‘Bebês’. “Bébé(s)”. De Thomas Balmès
(França, 2010).
Documentário. O filme acompanha quatro bebês
desde o nascimento até o primeiro ano de vida em
seus países e culturas de origem: Mongólia, Namí-
bia, Estados Unidos e Japão. 80 minutos. Livre.
Barra: Estação Barra Point 1: 14h.
Zona Sul: Cine Glória: 14h (exceto seg), 18h (ex-
ceto seg). Estação Botafogo 3: 16h10m, 20h10m.
Estação Vivo Gávea 1: 13h, 16h40m, 20h20m.
> ‘Biutiful’. “Biutiful”. De Alejandro González
Iñárritu (Espanha/México, 2010). Com Javier
Bardem, Maricel Álvarez, Guillermo Estrella.
Drama. Pai de dois filhos, Uxbal está à beira de mor-
te e luta contra uma dura realidade e um destino
que o impede de perdoar e perdoar-se. 147 minu-
tos. Não recomendado para menores de 16 anos.
Niterói: Cinemark Plaza Shopping 5: 19h (ter e
qui).
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 19h.
> ‘Bróder’. De Jeferson De (Brasil, 2009). Com
Caio Blat, Jonathan Haagensen, Silvio Guindane.
Drama. A história de três amigos da periferia de São
Paulo e suas diferentes escolhas de vida. 93 minu-
tos. Não recomendado para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 06: 19h35m,
21h55m, 0h10m (sáb). Cinesystem Recreio
Shopping 4: 14h10m, 21h40m. UCI New York
City Center 07: 21h20m, 23h25m (sáb).
Centro: Cine Santa Teresa: 15h20m, 19h20m.
Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 3: 19h15m,
21h25m.
Zona Nor t e: Ci nemar k Car i oca 2: 13h,
17h50m. Ponto Cine: 14h, 16h, 18h, 20h. UCI
Kinoplex 08: 13h30m, 15h35m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 6: 15h, 17h. Star
Center 4: 18h40m, 20h40m.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 5: 13h, 16h30m,
20h10m.
> ‘Cisne negro’. “Black swan”. De Darren Aro-
nofsky (EUA, 2010). Com Natalie Portman, Vin-
cent Cassel, Mila Kunis.
Drama. O sonho de Nina é ser a primeira bai-
larina da companhia de dança. Vencedor do Os-
car na categoria melhor atriz. 107 minutos. Não
recomendado para menores de 16 anos.
Centro: Odeon: 16h20m.
> ‘Contracorrente’. “Contracorriente”. De Ja-
vier Fuentes-León (Peru/França/Colômbia,
2009). Com Tatiana Astengo, Manolo Cardona,
José Chacaltana.
Drama. Em uma pequena vila de pescadores,
Mariela está prestes a ter seu primeiro filho com
Miguel. Até que a chegada de Santiago ameaça
o relacionamento do casal. 100 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Centro: Odeon: 20h40m.
Zona Sul: Unibanco Arteplex 3: 18h, 22h, meia-
noite (sáb).
> ‘Cópia fiel’. “Copie conforme”. De Abbas Kia-
rostami (França/Itália/Irã, 2010). Com Juliette
Binoche, William Shimell, Angelo Barbagallo.
Drama. Um escritor inglês na meia-idade conhe-
ce uma jovem francesa enquanto está na Itália
para promover seu último livro e embarca com
ela em uma viagem. 106 minutos. Livre.
Barra: Estação Barra Poi nt 1: 15h40m,
19h30m.
Centro: Cine Santa Teresa: 17h10m.
Zona Sul: Estação Botafogo 1: 16h30m,
21h10m (até qua). Estação Laura Alvim 1:
19h40m.
> ‘O discurso do rei’. “The king’s speech”. De
Tom Hooper (Reino Unido/Austrália, 2010). Com
Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter.
Drama. Baseado em uma história real. Dono de
uma incontrolável gagueira que o impede de dis-
cursar para o público, o jovem e despreparado
rei George precisa reencontrar sua voz e conduzir
o país na guerra contra os alemães. Vencedor
dos Oscars de melhor filme, ator, diretor, roteiro
original. 118 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos.
Barra: UCI New York City Center 05: 22h,
0h30m (sáb).
Centro: Odeon: 14h.
Zona Sul: Estação Laura Alvim 2: 22h.
> ‘Esposa de mentirinha’. “Just go with it”.
De Dennis Dugan (EUA, 2011). ComAdamSan-
dler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman.
Comédia romântica. Durante uma viagem, Dan-
ny, um jovem cirurgião plástico, convence sua
assistente a se fazer passar por sua ex-mulher
para conquistar uma garota. 117 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Barra: UCI New York City Center 05 (dub):
12h10m (sáb e dom), 14h35m, 17h05m,
19h35m.
Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 5 (dub):
21h35m.
Zona Norte: Cinesystem Via Brasil Shopping 1:
dub, 16h50m, 19h20m; leg, 21h50m.
> ‘Eu sou o número quatro’. “I am number
four”. De D.J. Caruso (EUA, 2011). Com Alex
Pettyfer, Teresa Palmer, Kevin Durand.
Ficção científica. Baseado no livro de Pittacus
Lore. Anos atrás, nove crianças ameaçadas pe-
los Mogadorians fugiram do planeta Lorien e se
esconderam na Terra, mas a caçada continuou e
três delas estão mortas. 105 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos.
Bai xada: Ki nopl ex Gr ande Ri o 3 ( dub) :
17h15m, 19h25m, 21h35m. Multiplex Caxias
6 (dub): 20h.
Barra: Cinemark Downtown 01: 14h05m,
16h35m, 19h10m, 21h40m. Cinesystem Recreio
Shopping 3: 17h10m, 19h10m. UCI NewYork City
Center 01 (dub): 13h10m. UCI NewYork City Cen-
ter 11: 12h20m (sáb e dom), 14h40m, 17h,
19h20m, 21h40m, meia-noite (sáb).
Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 4 (dub):
14h10m, 16h25m, 18h55m, 21h15m. Cinemark
Plaza Shopping 5: 15h, 19h45m (exceto ter e qui).
Zona Nor te: Ci nemark Cari oca 6 (dub):
16h30m, 19h, 21h30m. Kinoplex Nova Amé-
rica 2: 15h50m (exceto sáb e dom), 18h15m,
20h50m. Shopping Iguatemi 2: 16h20m (exce-
to sáb e dom), 18h50m, 21h10m. UCI Kinoplex
02 (dub): 13h, 15h20m, 17h40m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 3 (dub): 21h. Ci-
nesercla Itaguaí 1 (dub): 16h30m, 18h30m,
20h30m. Cinesystem Bangu 4 (dub): 17h55m,
19h55m, 21h55m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1: 19h40m,
22h10m. Ci népol i s Lagoon 2: 19h50m,
22h10m.
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 3 (dub):
16h20m, 18h40m. Cine Show Teresópolis 2
(dub): 16h20m, 18h40m. Cinemaxx Mercado
Estação 3 (dub): 18h40m (exceto seg),
20h40m (exceto seg).
> ‘A garota da capa vermelha’. “Red riding
hood”. De Catherine Hardwicke (EUA, 2011).
Com Amanda Seyfried, Michael Hogan, Shiloh
Fernandez.
Horror. Versão sombria da história de Chapeu-
zinho Vermelho, conto publicado no século XIX
pelos Irmãos Grimm. 100 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 11: 16h10m,
18h35m, 21h10m, 23h35m (sáb). UCI New York
City Center 04: 12h45m (sáb e dom), 15h,
17h10m, 19h20m, 21h40m, meia-noite (sáb).
Niterói: Bay Market 4: 14h20m (exceto sáb e
dom), 16h30m, 18h40m, 20h50m. Cinemark
Plaza Shopping 5: 12h30m, 17h25m (exceto
ter e qui), 22h10m, 0h30m (sáb).
Zona Nor t e: Ci nemar k Car i oca 3: 16h,
18h20m, 20h40m. Kinoplex Nova América 4:
15h10m, 17h20m, 19h30m, 21h40m. Kino-
pl ex Shoppi ng Ti j uca 3: 17h, 19h10m,
21h20m, 23h30m (sáb). Shopping Iguatemi 6:
14h, 16h10m, 18h30m, 20h50m. UCI Kino-
pl ex 09: 13h05m, 15h15m, 17h25m,
19h40m, 21h50m, meia-noite (sáb).
> ‘Homens e deuses’. “Des hommes et des
dieux”. De Xavier Beauvois (França, 2010). Com
Lambert Wilson, Michael Lonsdale, Olivier Ra-
bourdin.
Drama. Em uma vila, oito monges franceses vivem
emharmonia coma população muçulmana até que
um grupo de trabalhadores estrangeiros é massa-
crado e o pânico assola a região. 122 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Zona Oest e: Ci ne 10 Sul acap 6: 19h,
21h20m.
Zona Sul : Espaço de Cinema 1: 16h40m,
21h40m. Espaço Museu da República: 15h20m,
17h40m, 20h. Estação Laura Alvim 3: 14h20m,
16h40m, 19h, 21h20m. Estação Vivo Gávea 4:
13h30m, 17h40m, 21h40m (exceto seg).
> ‘Hop — Rebeldes sem Páscoa’. “Hop”. De
Tim Hill (EUA, 2011). Vozes de James Marsden,
Elizabeth Perkins, Russell Brand.
Animação. Depois que o coelhinho é atropelado
acidentalmente por um carro, cabe ao motorista
salvar a Páscoa. 97 minutos. Livre.
Baixada: Cinemaxx Unigranrio Caxias 2 (dub):
16h, 20h. Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub):
14h30m, 16h30m. Iguaçu Top 3 (dub): 14h20m
(sáb e dom). Kinoplex Grande Rio 3 (dub): 15h.
Multiplex Caxias 6 (dub): 14h, 16h, 18h.
Barra: Cinemark Downtown 02 (dub): 12h40m,
15h, 17h20m, 19h40m. Cinemark Downtown 10
(dub): 11h20m. Cinesystem Recreio Shopping 4
(dub): 16h20m, 19h30m. UCI New York City Cen-
ter 07 (dub): 12h30m (sáb e dom), 14h40m,
16h50m, 19h10m. UCI New York City Center 15
(dub): 12h (sáb e dom), 14h10m, 16h20m,
18h30m. Vi a Parque 6 (dub): 14h30m,
18h50m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 3 (dub): 13h30m,
15h30m.
Niterói: Bay Market 4 (dub): 14h15m (sáb e
dom). Box Cinemas São Gonçalo 3 (dub):
14h50m, 17h. Cinemark Plaza Shopping 6
(dub): 12h, 14h25m, 16h50m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 7 (dub): 15h,
17h20m, 19h30m. Cinesystem Via Brasil Shop-
ping 2 (dub): 14h10m, 16h20m, 19h10m,
21h20m. Kinoplex Nova América 2(dub): 14h (sáb
e dom), 16h10m (sáb e dom). Kinoplex Shopping
Tijuca 3 (dub): 13h (sáb e dom), 15h. Madureira
Shopping 2 (dub): 14h10m (sáb e dom). Shopping
Iguatemi 2 (dub): 14h10m, 16h15m (sáb e dom).
UCI Kinoplex 04 (dub): 12h20m (sáb e dom),
14h25m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5 (dub): 14h10m,
16h20m, 18h30m. Cinesercla Itaguaí 4 (dub):
14h30m, 16h30m. Cinesystem Bangu 4 (dub):
13h35m, 15h45m. Kinoplex West Shopping 4
(dub): 14h20m (sáb e dom). Star Center 4
(dub): 14h40m, 16h40m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 1 (dub): 12h50m,
15h, 17h20m. Cinépolis Lagoon 2 (dub):
11h10m (sáb e dom), 13h20m, 15h35m,
17h40m. Kinoplex Fashion Mall 3 (dub):
14h10m (sáb e dom). Kinoplex Leblon 2 (dub):
14h30m (sáb e dom), 16h40m (sáb e dom).
Rio Sul 3 (dub): 14h10m. São Luiz 1 (dub):
14h30m (sáb e dom).
Redondezas: Cine Show Nova Friburgo 3 (dub):
14h30m. Cine Show Teresópolis 2 (dub):
14h30m. Top Cine Hipershopping ABC 2 (dub):
14h50m (exceto seg), 16h50m (exceto seg),
18h50m (exceto seg).
> ‘Incêndios’. “Incendies”. De Denis Villeneuve
(Canadá, 2010). Com Lubna Azabal, Mélissa
Désormeaux-Poulin, Maxim Gaudette.
Drama. Adaptação da peça homônima de Wajdi
Mouawad. Na leitura do testamento da mãe, os
gêmeos Simon e Jeanne descobrem que têm um
irmão e que o pai, que os dois achavam que es-
tava morto, ainda vive. 130 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra: Estação Barra Poi nt 2: 14h40m,
18h50m.
Zona Sul: Estação Botafogo 1: 14h, 18h40m
(até qua).
> ‘Jogo de poder’. “Fair game”. De Doug Li-
man (EUA, 2010). Com Naomi Watts, Sean
Penn, Ty Burrell.
Suspense. Baseado nas memórias de Valerie
Plame, agente da CIA que teve sua identidade
secreta revelada por um jornalista durante a in-
vasão dos EUA ao Iraque. 108 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos.
Barra: Estação Barra Point 2: 21h20m.
> ‘As mães de Chico Xavier’. De Glauber Fi-
lho, Halder Gomes (Brasil, 2011). Com Nelson
Xavier, Caio Blat, Via Negromonte.
Drama. Baseado em histórias reais e inspirado
no livro "Por trás do véu de Isis", de Marcel Souto
Maior. A trajetória de três mães que perderam
seus filhos e vêem sua realidade se transformar
quando recebem conforto através de cartas psi-
cografadas por Chico Xavier. 111 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos.
Barra: UCI New York City Center 09: 13h20m,
15h40m.
> ‘A minha versão do amor’. “Barney’s Ver-
sion”. De Richard J. Lewis (Canadá/Itália,
2010). Com Paul Giamatti, Dustin Hoffman,
Minnie Driver.
Comédia romântica. Baseado no livro de Morde-
cai Richler. A história de Barney Panofsky, um
homem aparentemente normal, cujas confissões
abrangem quatro décadas, dois continentes e
três casamentos. 134 minutos. Não recomenda-
do para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 05: 20h55m,
23h50m (sáb).
Zona Norte: Cinemark Carioca 7: 21h40m.
Zona Sul: Cinépolis Lagoon 5: 19h10m (até
qua), 21h50m (até qua). Espaço de Cinema 1:
14h, 19h. Estação Laura Al vi m 2: 15h,
19h30m. Estação Vivo Gávea 3: 13h40m,
16h20m, 19h (exceto ter), 21h50m. Kinoplex
Fashion Mall 3: 18h20m, 21h10m. Kinoplex
Lebl on 1: 18h10m (excet o sáb e dom),
21h10m, 23h59m (sáb).
> ‘Nana Caymmi em Rio Sonata’. “Rio So-
nata: Nana Caymmi”. De Georges Gachot (Suí-
ça, 2010).
Documentário. A trajetória da cantora Nana
Caymmi, ex-mulher de Gilberto Gil, musa de
Milton Nascimento, amiga de Nelson Freire e
considerada uma das maiores cantoras do Bra-
sil. 85 minutos. Livre.
Barra: Estação Barra Point 1: 17h50m.
Zona Sul: Espaço de Cinema 3: 20h, 21h50m
(exceto seg e qua). Estação Laura Alvim 1:
14h40m, 18h. Estação Vivo Gávea 4: 16h,
20h.
> ‘Pânico 4’. “Scream 4”. De Wes Craven
(EUA, 2011). Com David Arquette, Neve Camp-
bell, Courteney Cox.
Terror. Dez anos se passaram e Sidney já con-
seguiu deixar o passado para trás. Quando tudo
parecia entrar nos eixos, ela recebe a visita do
esfaqueador mascarado. 111 minutos. Não re-
comendado para menores de 14 anos.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 21h (exceto
seg). Cinesercla Nilópolis Square 2 (dub): 18h40m,
20h45m. Iguaçu Top 3 (dub): 14h10m(exceto sáb
e dom), 16h30m, 18h50m, 21h10m. Kinoplex
Grande Rio 6 (dub): 14h, 16h20m, 18h40m,
21h10m. Multiplex Caxias 4 (dub): 15h, 17h15m,
19h30m, 21h45m.
Barra: Cinesystem Recreio Shopping 3: 21h30m.
UCI New York City Center 09: 18h20m, 20h40m,
23h (sáb). UCI New York City Center 16 (dub):
13h10m, 15h30m, 17h50m.
Niterói: Box Cinemas São Gonçalo 7 (dub):
13h50m, 16h20m, 18h45m, 21h20m. Cinemark
Plaza Shopping 6: 19h05m, 21h30m, meia-noite
(sáb).
Zona Norte: Cinemark Carioca 2 (dub): 15h10m,
20h. Madureira Shopping 2 (dub): 16h10m,
18h30m, 21h. Shopping Iguatemi 7: 21h10m.
UCI Kinoplex 08: dub, 17h40m, 20h; leg,
22h20m.
Zona Oeste: Ci nesercl a I taguaí 4 (dub):
18h40m, 20h45m. Cinesystem Bangu 3 (dub):
20h10m, 22h20m. Kinoplex West Shopping 4
(dub): 14h (exceto sáb e dom), 16h30m,
18h50m, 21h30m. Star Center 3: 14h20m,
16h30m, 18h40m, 20h50m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 4: 20h50m,
23h20m (sáb).
Redondezas: Cine ShowNova Friburgo 3: 21h. Ci-
ne Show Teresópolis 2: 21h. Top Cine Hipershop-
ping ABC 2 (dub): 20h50m (exceto seg).
> ‘O pequeno Nicolau’. “Le petit Nicolas”. De
Laurent Tirar (França, 2009). Com Maxime Go-
dart, Valérie Lemercier, Kad Merad.
Comédia. Baseado na obra de Jean-Jacques Sempé
e René Goscinny. Nicolau é um garotinho muito
amado pelos pais que leva uma vida tranquila até
que sua mãe fica grávida. 91 minutos. Livre.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 13h, 17h15m.
> ‘Que mais posso querer’. “Cosa voglio di
più”. De Silvio Soldini (Itália/Suíça, 2010). Com
Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Giusep-
pe Battiston.
Drama. Um homem e uma mulher começam
uma relação extraconjugal, semperceber que tu-
do está saindo do controle. 121 minutos. Não
recomendado para menores de 16 anos.
Barra: Estação Barra Point 1: 21h40m.
Zona Sul: Estação Botafogo 3: 13h50m,
17h50m. Estação Laura Alvim 1: 21h45m.
> ‘O retrato de Dorian Gray’. “Dorian Gray”.
De Oliver Parker (Reino Unido, 2011). Com Co-
lin Firth, Ben Barnes, Rebecca Hall.
Suspense. Baseado na obra de Oscar Wilde. Ob-
cecado por sua própria beleza e juventude, Do-
rian aceita que lhe pintem um retrato. Ao vê-lo
pronto, afirma que daria sua própria alma para
ter eternamente aquela aparência. 112 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Centro: Odeon: 18h30m.
Zona Sul: Estação Botafogo 3: 21h50m.
> ‘Rio’. De Carlos Saldanha (EUA, 2011). Vozes
de Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie Foxx.
Animação. Blu é uma arara-azul domesticada
que nunca aprendeu a voar e vive nos Estados
Unidos, até descobrir que existe uma fêmea de
sua espécie no Rio. Exibição em 3-D em algu-
mas salas. 96 minutos. Livre.
Baixada: Cinemaxx Imperial (dub): 17h (exceto
seg), 19h (exceto seg). Cinemaxx Unigranrio Ca-
xias 2 (dub): 14h, 18h. Cinesercla Nilópolis
Square 3 (dub): 14h40m, 16h40m, 18h40m,
20h40m. Iguaçu Top 2 (dub): 14h, 16h10m,
18h20m, 20h30m. Kinoplex Grande Rio 2 (3-
D/dub): 14h, 16h10m, 18h20m, 20h30m. Ki-
noplex Grande Rio 4 (dub): 14h20m, 16h30m,
18h50m, 21h. Multiplex Caxias 1 (dub): 15h,
17h, 19h30m, 21h30m. Multiplex Caxias 2 (3-
D/dub): 13h30m (sáb, dom e qua). Multiplex
Caxias 5 (dub): 16h, 18h, 20h.
Barra: Cinemark Downtown 04 (3-D): 11h05m,
13h20m, 15h40m, 18h, 20h20m, 22h45m
(sáb). Cinemark Downtown 05 (dub): 11h30m,
13h45m, 16h05m, 18h30m. Cinemark Down-
town 06 (dub): 12h35m, 14h50m, 17h10m. Ci-
nemark Downtown 12 (3-D/dub): 12h (exceto sáb),
14h25m (exceto sáb). Cinesystem Recreio Shop-
ping 1 (dub): 14h20m, 16h40m, 19h, 21h10m.
Cinesystem Recreio Shopping 3 (dub): 15h. UCI
New York City Center 02 (3-D): dub, 12h20m (sáb
e dom), 14h30m, 16h40m (exceto sáb), 18h50m
(exceto sáb); leg, 21h, 23h10m (sáb). UCI New
York City Center 06 (dub): 12h (sáb e dom),
14h10m, 16h20m, 18h30m. UCI New York City
Center 10: dub, 13h50m, 16h, 18h10m; leg,
20h20m, 22h30m. UCI New York City Center 12
(3-D): dub, 13h20m, 15h30m, 17h40m (exceto
ter); leg, 19h50m (exceto ter), 22h (exceto ter),
0h10m (sáb). Via Parque 1 (dub): 14h, 16h,
18h10m, 20h30m. Via Parque 6 (dub): 16h40m,
21h10m.
Ilha: Cinesystem Ilha Plaza 1 (dub): 14h,
16h30m, 19h, 21h30m.
Niterói: Bay Market 2 (dub): 14h40m, 16h50m,
19h, 21h10m. Box Cinemas São Gonçalo 2 (dub):
13h30m, 15h40m, 17h50m, 20h. Box Cinemas
São Gonçalo 5(dub): 15h, 17h10m, 19h20m. Box
Cinemas São Gonçalo 6 (dub): 14h30m, 16h40m,
18h50m, 21h. Cinemark Plaza Shopping 1 (dub):
10h30m, 12h45m, 15h05m. Cinemark Plaza
Shopping 4 (3-D): dub, 11h, 13h25m, 15h40m,
17h55m; leg, 20h10m, 22h25m. Cinemark Plaza
Shopping 7 (3-D/dub): 11h35m, 13h50m.
Zona Norte: Cinemark Carioca 4 (dub): 11h10m,
13h20m, 15h30m, 17h40m, 19h50m, 22h. Ci-
nemark Carioca 6 (dub): 12h10m, 14h20m. Cine-
mark Carioca 8 (dub): 11h40m, 13h50m,
16h20m, 18h30m. Cinesystem Via Brasil Shop-
ping 3 (dub): 13h30m, 16h, 18h30m, 21h. Cine-
system Via Brasil Shopping 4 (3-D): dub, 14h,
16h30m, 19h; leg, 21h30m. Kinoplex Nova Amé-
rica 1 (dub): 14h40m, 16h50m, 19h, 21h15m.
Kinoplex Nova América 5 (3-D/dub): 13h30m (sáb
e dom), 15h50m, 18h20m, 20h45m. Kinoplex
Shopping Tijuca 2 (dub): 14h15m, 16h25m,
18h35m. Kinoplex Shopping Tijuca 4 (3-D): dub,
13h10m (sáb e dom), 15h20m, 17h30m,
19h40m; leg, 21h50m, 23h59m (sáb). Madureira
Shopping 1 (dub): 14h20m, 16h30m, 18h40m,
20h50m. Madureira Shopping 3 (dub): 13h40m
(sáb e dom), 16h, 18h10m, 20h20m. Shopping
Iguatemi 3 (dub): 13h50m (sáb e dom), 16h10m,
18h20m, 20h30m. Shopping Iguatemi 7 (dub):
14h40m, 16h50m, 19h. UCI Kinoplex 01 (3-D):
dub, 12h30m (sáb e dom), 14h40m, 16h50m,
19h; leg, 21h10m, 23h20m. UCI Kinoplex 07
(dub): 13h40m, 15h50m, 18h10m, 20h20m,
22h30m.
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 3 (dub): 14h,
16h10m, 18h20m. Cine 10 Sulacap 4 (dub):
14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h10m. Cineser-
cla Itaguaí 1 (dub): 14h20m. Cinesercla Itaguaí 3
(dub): 14h40m, 16h40m, 18h40m, 20h40m. Ci-
nesystem Bangu 2 (3-D): dub, 13h30m, 15h40m,
17h50m, 20h; leg, 22h10m. Cinesystem Bangu 3
(dub): 14h10m, 16h10m, 18h10m. Kinoplex
West Shopping 2 (3-D/dub): 14h40m, 16h50m,
19h, 21h20m. Kinoplex West Shopping 3 (dub):
14h10m, 16h20m, 18h30m, 20h50m. Star Cen-
ter 2 (dub): 14h (sáb e dom), 16h10m, 18h20m,
20h30m.
Zona Sul: Cinemark Botafogo 4 (dub): 11h10m,
13h40m, 16h10m, 18h30m. Cinemark Botafogo
5 (3-D): dub, 12h10m, 14h30m, 16h50m,
19h10m; leg, 21h30m, 0h05m (sáb). Cinépolis
Lagoon 4 (3-D): dub, 11h25m (sáb e dom),
13h40m, 15h50m; leg, 18h, 20h10m, 22h20m.
Cinépolis Lagoon 5 (3-D/dub): 12h40m, 14h50m,
17h. Kinoplex Fashion Mall 3 (dub): 16h10m. Ki-
noplex Leblon 1 (dub): 14h10m, 16h10m,
18h10m (sáb e dom). Kinoplex Leblon 4 (3-D):
dub, 13h (sáb e dom), 15h10m, 17h20m,
19h30m; leg, 21h45m, 23h50m (sáb). Rio Sul 1
(dub): 14h30m, 16h40m, 18h50m, 21h. Roxy 2
(dub): 14h10m, 16h15m (sáb e dom). São Luiz 4
(3-D): dub, 13h10m (sáb e dom), 15h10m,
17h20m, 19h30m; leg, 21h50m. Unibanco Arte-
plex 6: 14h30m, 17h, 19h30m, 22h, meia-noite
(sáb).
Redondezas: Cine Bauhaus 2: 15h, 17h, 19h,
21h. Cine Itaipava (dub): 15h (exceto seg), 17h (ex-
ceto seg). Cine Show Nova Friburgo 1 (dub): 14h,
16h15m, 18h30m, 20h45m. Cine Show Teresó-
polis 1 (dub): 14h, 16h15m, 18h30m, 20h45m.
Cinemaxx Mercado Estação 1 (dub): 14h30m (ex-
ceto seg), 16h30m (exceto seg), 18h30m (exceto
seg). Top Cine Hipershopping ABC 1 (dub):
14h30m (exceto seg), 16h30m (exceto seg),
18h30m (exceto seg), 20h30m (exceto seg).
> ‘Sem limites’. “Limitless”. De Neil Burger
(EUA, 2011). Com Bradley Cooper, Robert De
Niro, Anna Friel.
Suspense. O escritor Eddie Morra sofre há anos
de um bloqueio criativo. Quando um amigo lhe
apresenta a um remédio revolucionário, ele pas-
sa a viver sem limites. 105 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra: UCI New York City Center 06: 21h10m,
23h25m (sáb).
Redondezas: Ci ne Bauhaus 1: 14h30m,
18h45m.
> ‘O sequestro de um herói’. “Rapt”. De Lu-
cas Belvaux (França, 2009). Com Yvan Attal,
Anne Consigny, André Marcon.
Policial. Um rico industrial é brutalmente se-
questrado. Enquanto ele passa por torturas físi-
cas e psicológicas, a polícia e a diretoria de sua
companhia negociam um resgate de 50 milhões
de euros. 125 minutos. Não recomendado para
menores de 14 anos.
Zona Sul: Estação Botafogo 2: 21h40m.
> ‘Sexo sem compromisso’. “No strings at-
tached”. De Ivan Reitman (EUA, ). Com Natalie
Portman, Ashton Kutcher, Cary Elwes.
Comédia romântica. Amigos de longa data, Emma e
Adam quase estragam a amizade quando transam
emuma manhã. Para protegerema relação, eles fa-
zemumpacto para manter seu relacionamento sem
qualquer compromisso. 108 minutos. Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Barra: UCI New York City Center 15: 20h40m
(exceto ter), 23h (sáb).
Redondezas: Cine Itaipava: 19h (exceto seg),
21h (sáb).
> ‘Sobrenatural’. “Insidious”. De James Wan
(EUA, 2010). Com Barbara Hershey, Rose Byr-
ne, Patrick Wilson.
Horror. Uma família tenta impedir que maus es-
píritos aprisionados em seu filho em coma do-
minem sua mente. 102 minutos. Não recomen-
dado para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 02: 22h05m, 0h20m
(sáb). UCI New York City Center 01: 15h30m,
17h45m, 20h, 22h15m, 0h30m (sáb).
Zona Norte: Cinemark Carioca 8: 20h50m. Kino-
plex Shopping Tijuca 2: 20h45m, 23h10m (sáb).
UCI Kinoplex 02: 20h, 22h15m, 0h30m (sáb).
Zona Oeste: Cine 10 Sulacap 5: 20h40m.
> ‘VIPs’. De Toniko Melo (Brasil, 2010). Com
Wagner Moura, Gisele Fróes, Juliano Cazarré.
Drama. Baseado no livro “VIPS – Histórias reais
de um mentiroso”, de Mariana Caltabiano. O
maior prazer de Marcelo sempre foi imitar as
pessoas e se passar pelos outros, até dar o maior
golpe de sua vida: fingir ser o empresário Hen-
rique Constantino, filho do dono da Gol, em uma
grande festa no Recife. 98 minutos. Não reco-
mendado para menores de 12 anos.
Barra: UCI New York City Center 16: 20h10m
(exceto ter), 22h20m (exceto ter), 0h30m
(sáb).
Reapresentação
> ‘127 horas’. “127 hours”. De Danny Boyle
(EUA, 2011). Com James Franco, Lizzy Caplan,
Kate Burton.
Drama. Baseado em uma história real. A luta do
montanhista Aron Ralston para salvar-se depois que
uma pedra solta cai sobre seu braço e o deixa preso
num cânion estreito e isolado de Utah. 94 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Zona Norte: Cinemark Carioca 3: 14h.
> ‘Animais unidos jamais serão vencidos’.
“Konferenz der tiere”. De Reinhard Klooss Hol-
ger Tappe (Alemanha, 2010). Vozes de Ralf Sch-
mitz, Thomas Fritsch.
Animação. Animais são forçados a deixar o lugar
onde vivem por causa da destruição provocada
pelo homem. Exibição em 3-D em algumas sa-
las. 97 minutos. Livre.
Redondezas: Cinemaxx Mercado Estação 3 (dub):
14h40m (exceto seg), 16h50m (exceto seg).
> ‘Gigante’. “Gigante”. De Adrián Biniez (Uru-
guai/Argentina/Alemanha/Espanha, 2009).
Com Horacio Camandule, Leonor Svarcas, Fer-
nando Alonso.
Comédia dramática. Jara, um grande e tímido
segurança de supermercado, descobre a faxinei-
ra Julia pelas câmeras de vigilância e apaixona-
se por ela. 90 minutos. Não recomendado para
menores de 12 anos.
Zona Sul: Cine Joia: 17h.
> ‘O guerreiro Genghis Khan’. “Mongol”. De
Sergei Bodrov (Mongólia/Cazaquistão/Rús-
sia/Alemanha, 2007). Com Tadanobu Asano,
Honglei Sun, Khulan Chuluun.
Drama. Os primeiros anos de vida de Genghis Khan,
que foi escravo antes de se tornar um dos maiores
conquistadores do mundo. 125 minutos. Não reco-
mendado para menores de 16 anos.
Zona Sul: Cine Joia: 19h30m.
> ‘Invasão do mundo: batalha de Los Ange-
les’. “Battle: Los Angeles”. De Jonathan Liebes-
man (EUA, 2011). ComAaron Eckhart, Michelle
Rodriguez, Bridget Moynahan.
Ficção científica. Grupo de militares luta contra uma
invasão alienígena nas ruas de Los Angeles. Exibição
em 3-D e em 4K em algumas salas. 116 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Zona Norte: Cinesystem Via Brasil Shopping 1
(dub): 14h20m.
> ‘Joy Division’. “Joy division”. De Grant Gee
(EUA/Inglaterra, 2007).
Documentário. A trajetória da banda, que surgiu no
final dos anos 70, emManchester. 95minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Zona Sul: Cine Joia: 22h.
> ‘Paulo Gracindo — O Bem Amado’. De
Gracindo Junior (Brasil, 2008).
Documentário. Cinebiografia. Através de depoi-
mentos de colegas e amigos e de material de ar-
quivo, o filme recupera parte da trajetória do ator
Paulo Gracindo. 80 minutos. Livre.
Zona Sul: Cine Joia: 14h30m.
> ‘Sucker Punch — Mundo surreal’. “Sucker
Punch”. De Zack Snyder (EUA, 2011). Com Emily
Browning, Abbie Cornish, Vanessa Hudgens.
Aventura. Baby Doll é internada em um sanató-
rio pelo padrasto, de olho na herança deixada
por sua mãe. Para sobreviver à tristeza e ao
abandono, ela busca refúgio dentro da própria
mente. 111 minutos. Não recomendado para
menores de 14 anos.
Redondezas: Ci ne Bauhaus 1: 16h30m,
20h45m.
> ‘Um lugar qualquer’. “Somewhere”. De So-
fia Coppola (EUA, 2010). Com Stephen Dorff,
Michelle Monaghan, Chris Pontius.
Drama. Um ator encrenqueiro leva uma vida de ex-
cessos no hotel Chateau Marmont, em Hollywood.
Coma inesperada visita de sua filha de 11 anos, ele
é forçado a rever suas atitudes. 97 minutos. Não
recomendado para menores de 14 anos.
Barra: Cinemark Downtown 11: 14h.
Extra
> Amor à Francesa. A mostra, em cartaz até
amanhã, exibe 22 filmes que retratam o roman-
ce em suas mais variadas facetas. Sáb, às 16h:
“Uma cama para três”, de Josiane Balasko
(França, 1994). Não recomendado para meno-
res de 12 anos. Às 18h: “O amigo de minha ami-
ga”, de Eric Rohmer (França, 1987). Não reco-
mendado para menores de 14 anos.
Centro: Cinemateca do MAM. Av. Infante Dom
Henrique 85, Aterro do Flamengo — 2240-
4944. R$ 5.
> Balé no Cinema. A rede UCI traz para o Bra-
sil o primeiro balé gravado em 3-D. “Giselle”, es-
trelado por Natalia Osipova e Leonid Sarafanov,
será exibido hoje, dias 30 de abril e 1
o
-, 8 e 9 de
maio.
Barra: UCI NewYork City Center 2(Av. das Américas
5.000, loja 301, Barra). Sex, às 21h. Dias 30 de
abril, 8 e 9 de maio, às 17h. R$ 60.
Zona Norte: Kinoplex NorteShopping 3 (Av.
Dom Helder Camara 5.080, Piedade). Sex, às
21h. Dias 30 de abril, 1
o
-, 8 e 9 de maio, às
17h. R$ 60.
> Cinema Brasileiro: Anos 2000, 10 Ques-
tões. A mostra, que começou dia 26 de abril e se-
gue até 8 de maio, exibe cerca de 60 filmes nacio-
nais e propõe uma reflexão sobre a produção cine-
matográfica nos últimos dez anos. Alémda exibição
de filmes, a mostra conta com debates nos quais
serão discutidas dez questões propostas pela cura-
doria do evento. Sáb, na Sala 1, às 16h: “5X favela
—Agora por nós mesmos”, de Cacau Amaral, Cadu
Barcelos, Luciana Bezerra, Manaira Carneiro, Rodri-
go Felha, Wagner Novais, Luciano Vidigal (Brasil,
2010). Às 18h: “O invasor”, de Beto Brant (Brasil,
2001). Não recomendado para menores de 18
anos. Às 20h, debate “O outro: temer, tolerar ou co-
nhecer?”, com Ivana Bentes e Luis Alberto Rocha
Melo. Na Sala 2, às 12h: “Simonal —Ninguémsa-
be o duro que dei”, de Cláudio Manoel, Micael Lan-
ger e Calvito Leal (Brasil, 2008). Às 14h: “Santia-
go”, de João Moreira Salles (Brasil, 2007). Livre. Às
16: “Corumbiara”, de Vincent Carelli (Brasil, 2009).
Não recomendado para menores de 12 anos. Às
18h: “À margem da imagem”, de Evaldo Mocarzel
(Brasil, 2009). Livre.
Centro: Centro Cultural Banco do Brasil/Cinema
1 (Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-
2007). R$ 6.
> Cinema no IMS-Rio. Exibição do documen-
tário “A tristeza e a piedade”, de Marcel Ophüls
(França/Suíça, 1969). 251 minutos. Livre. Sáb
e dom, às 13h, 15h20m, 17h45m e 20h.
Zona Sul: Instituto Moreira Salles (Rua Marquês
de São Vicente 476, Gávea — 3284-7400). R$
10.
> A luz e o cinema de Rogério Sganzerla. A
mostra, que começou dia 26 e segue até 8 de
maio, exibe 24 filmes do cineasta catarinense
Rogério Sganzerla. Sáb, na Sala 1, às 19h: “Pe-
rigo negro”, de Rogério Sganzerla (Brasil,
1992). Livre. “Isto é Noel Rosa, de Rogério
Sganzerla (Brasil, 1990). Livre. Na Sala 2, às
17h30m: “Documentário”, de Rogério Sganzer-
la (Brasil, 1966). Exibição em DVD. Livre.
Centro: Caixa Cultural Rio/Cinema 1 e 2 (Av. Al-
mirante Barroso 25, Centro — 2544-4080). R$
2.
> The Metropolitan Opera. Décima primeira
montagem da temporada 2010/2011 da série,
a ópera “O trovador”, de Giuseppe Verdi, será
exibida sábado, às 14h, com legendas em por-
tuguês, em transmissão ao vivo de Nova York.
Regência de Marco Amiliato. Duração: 2h45m,
com dois intervalos. Livre.
Barra: Cinemark Downtown 12 (Av. das Améri-
cas 500, Barra — 2494-5004). Sáb, às 14h.
R$ 60.
8

SEGUNDO CADERNO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 8 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 21: 47 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
RIO SHOW
DANÇA
MÚSICA
EVENTOS
PISTA
Grátis >OrquestraPetrobrasSinfônica.OCon-
juntodeMetais daorquestraapresentaorecital
“Mestre Athayde II” dentro do conceito de Cy-
berConcerto (que pode ser fotografado e filma-
do pelo público para compartilhamento na in-
ternet). No repertório, Samuel Scheidt, Bach,
TomJobime Vinicius de Moraes.
Convento de Santo Antônio: Largo de Carioca
s/n
o
-, Centro — 2551-5595. Sáb, às 16h.
Livre.
Grátis >‘Anim!Arte—Festival BrasileiroEstu-
dantil de Animação’. Emsua décima edição, o
eventoofereceexibiçãodemaisdecemcurtas, pales-
traeoficinasdeanimaçãovoltadosparaopúblicoes-
tudantil, alémde uma mostra especial coma retros-
pectiva das principais animações que marcaramo
festival.
Espaço Cultural Eletrobras Furnas: Rua Real
Grandeza 219, Botafogo. Sex, a partir das 19h. Sáb
e dom, a partir das 14h. Até 8 de maio. Livre.
> ‘Astronautas’. Questões existenciais são
abordadas num espetáculo que mistura textos
científicos, literários e filosóficos, aula de física,
cenas de filmes, imagens diversas, música, foto-
grafias. A direção é de Maria Borba.
Espaço Sesc (Sala Multiuso) Rua Domingos Fer-
reira 160, Copacabana — 2547-0156. Sex e
sáb, às 20h. Dom, às 19h. R$ 16. Até 8 de
maio. Livre.
> Cinema 6-D. A tecnologia permite que os es-
pectadores se divirtam em simuladores com ses-
sões de cinema que duram de quatro a seis mi-
nutos e combinam efeitos especiais de chuva,
vento, aromas e luzes, além da imagem em três
dimensões e do movimento das poltronas. Até
agosto.
RioSul: Pista de patinação, G3. Rua Lauro Mül-
ler 116, Botafogo — 3527-7257 e 2122-
8070. Seg a sex, das 14h às 22h. Sáb, das 10h
às 22h. Dom e feriados, do meio-dia às 21h. R$
10 (por sessão). Livre.
São Gonçalo Shopping: Av. São Gonçalo 100, São
Gonçalo —3513-7200. Seg a sáb, das 10h às 22h.
Dom, do meio-dia às 22h. R$ 5. Livre.
> Feijoada da Tia Surica. A pastora da Portela
> ‘Arquitetura do samba’. O espetáculo da
coreógrafa Andrea Jabor volta ao Sesc com a
Cia. Arquitetura do Movimento. Em cena, a dan-
ça do casal de mestre-sala e porta-bandeira co-
mo matriz de movimento.
Sesc-Tijuca: Rua Barão de Mesquita 539, Tijuca —
3238-2164. Sáb e dom, às 20h. R$ 12. Livre.
> ‘Núcleos’. O espetáculo do coreógrafo João
Saldanha comemora seus 25 anos de carreira e
é inspirado na obra de Hélio Oiticica.
Espaço Sesc: Rua Domingos Ferreira 160, Copa-
cabana — 2548-1088. Sex e sáb, às 21h30m.
Qui e dom, às 20h. R$ 16. Até 8 de maio. Não
recomendado para menores de 12 anos.
TEATRO
Estreias
> ‘O pacto das 3 meninas’. Texto: Rosane
Svartman e Lulu Silva Telles. Direção: Ernesto
Piccolo. Com Rosamaria Murtinho, Marly Bue-
no, Camilla Amado e Lafayette Galvão.
Três senhoras se reencontram depois de 50 anos e
resolvem viver experiências novas e transgressoras.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3
o
- pi-
so. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-9696. Qui a sáb, às 18h. R$ 60 (qui e
sex) e R$ 70 (sáb). 75 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos. Até 27 de junho.
Estreou quinta.
Reestreia
> ‘Clichê’. Texto: Marcelo Pedreira. Direção: Ru-
bens Camelo. Com Lucio Mauro Filho.
A comédia brinca com as típicas frases prontas.
Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra): Rua Conde
Bernadotte 26, Leblon — 2529-7700. Sex e
sáb, às 23h30m. R$ 50. 70 minutos. Não re-
comendado para menores de 12 anos. Até 28 de
maio. Reestreou ontem.
Únicasapresentações
> ‘Adoniran’. Concepção: Companhia 3 de
Paus. Com Aguinaldo Bueno, Sergio Rocha e Vi-
tor Bassi.
O espetáculo une música e dança para celebrar o
centenário de Adoniran Barbosa.
Teatro Nelson Rodrigues (Caixa Cultural): Av.
República do Chile 230, Centro — 2262-8152.
Sáb e dom, às 19h30m. R$ 10. 60 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
> ‘Minhas sinceras desculpas’.Texto e atua-
ção: Eduardo Sterblitch.
O monólogo mistura teatro, cinema e música pa-
ra contar a história de um ator frustrado.
Vivo Rio: Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro do
Flamengo — 4003-1212. Sáb, às 21h30m. R$
50 (setor 2 e frisas), R$ 70 (setor 1 e camarote B)
e R$ 100 (setor VIP e camarote A). 90 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Últimasemana
> ‘Acredite, um espírito baixou em mim’.
Texto: Ronaldo Ciambroni. Direção: Sandra Pê-
ra. Com Ilvio Amaral e Maurício Canguçu.
Inconformado com a própria morte, homosse-
xual foge do céu.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824,
Ipanema — 2523-9794. Sáb, às 21h30m.
Dom, às 20h. R$ 40 (dom) e R$ 50 (sáb). 80
minutos. Não recomendado para menores de 10
anos. Até amanhã.
> ‘O amante’. Texto: Harold Pinter. Direção:
Francisco Medeiros. Com Paula Burlamaqui e
Daniel Alvim.
Sarah e Richard são casados há dez anos, mas ain-
da preferem manter uma imagem irreal entre eles.
Teatro do Leblon (Sala Tônia Carrero): Rua Con-
de Bernadotte 26, Leblon — 2529-7700. Sáb,
às 21h. Dom, às 20h. R$ 60 (sáb e dom). 80
minutos. Não recomendado para menores de 14
anos. Até amanhã.
OGLOBOindica >‘Anticlássico—Umadescon-
ferênciaeoenigmavazio’. Texto, direção e atua-
ção: AlessandraColasanti.
A personagem relata experiências e lembranças,
como o dia em que Van Gogh cortou a orelha em
nome da paixão que sentia por ela.
Espaço Cultural Sérgio Porto: Rua Humaitá
163, Humaitá — 2535-3846. Sáb, às 21h.
Dom, às 20h. R$ 30. 80 minutos. Não recomen-
dado para menores de 14 anos. Até amanhã.
> ‘Ay, Carmela!’. Texto: José Sanchis Sinister-
ra. Direção: Marco Antônio Braz. Com Kiko Mar-
ques e Virgínia Buckowski.
Atores presos na Guerra Civil Espanhola são obri-
gados a montar peça exaltando tropas fascistas.
Casa da Gávea: Praça Santos Dumont 116, Gá-
vea — 2239 3511. Sáb, às 21h. Dom, às 20h.
R$ 30. 80 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até amanhã.
> ‘Brasil 70’. Texto: Márcia Santos. Direção:
Alice Borges e Márcia Santos. Direção musical:
Márciah Luna Cabral. Com Helga Nemeczky,
Rubem Gabira, Marcelo Báfica.
Um panorama da produção musical brasileira
durante a década de 1970.
Teatro Café Pequeno: Av. Ataulfo de Paiva 269,
Leblon — 2294-4480. Sáb, às 21h30m. Dom,
às 20h30m. R$ 30. 70 minutos. Não recomen-
dado para menores de 18 anos. Até amanhã.
> ‘Comédia a la carte’. Texto, direção e atua-
ção: Felipe Absalão e Smigol.
Stand-up comedy da dupla e convidados.
Teatro dos Grandes Atores: Barra Square. Av. das
Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Sáb, às
23h. R$ 60. 70 minutos. Não recomendado para
menores de 14 anos. Último dia.
> ‘A demitida’. Texto: Manoel Alonso. Direção:
Victor Reis. Com Sônia Tinoco, Alexandre Ro-
bertti, Rayssa de Castro, Kátia Saules.
Família de classe média vive situações inusita-
das com a demissão da matriarca.
Teatro Henriqueta Brieba: Rua Conde de Bon-
fim 451, Tijuca — 3294-9300. Sáb e dom, às
20h. 60 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até amanhã.
OGLOBOindica >‘Hair’. Texto: Gerome Ragni e Ja-
mesRado.Adaptação:ClaudioBotelho.Direção:Char-
lesMöeller. Direçãomusical: MarceloCastro. ComHu-
goBonemer, Igor Rickli, Carol Puntel, LetíciaColin.
O musical retrata o movimento hippie.
Casa Grande: Av. Afrânio de Melo Franco 290, Le-
blon — 2511-0800. Sáb, às 18h e às 21h30m.
Dom, às 19h. Sáb e dom: R$ 60 (balcão setor 3),
R$ 100 (balcão setor 2), R$ 120 (plateia setor 1)
e R$ 150 (plateia VIP e camarotes). 130 minutos
(com intervalo). Não recomendado para menores
de 14 anos. Até amanhã.
> ‘A história do homem que ouve Mozart e
da moça ao lado que escuta o homem’. Tex-
to: Francis Ivanovich. Direção: Luiz Antônio Ro-
cha. Com Adriana Zattar e Roberto Birindelli.
Durante uma tempestade, um professor de litera-
tura perseguido pelo passado e uma menina angus-
tiada se hospedam em quartos vizinhos.
Sesc-Tijuca (Espaço 2): Rua Barão de Mesquita
539, Tijuca — 2208-5332. Sáb e dom, às 20h.
R$ 16. 50 minutos. Não recomendado para me-
nores de 16 anos. Até amanhã.
OGLOBOindica >‘MariadoCaritó’.Texto:Newton
Moreno. Direção: João Fonseca. ComLilia Cabral,
LeopoldoPachecoeoutros.
Virgem de 50 anos que foi prometida a um santo
faz de tudo para burlar a promessa.
Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea — 2239-
1095. Sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$70(sex)
e R$ 80 (sáb e dom). 90 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos. Até amanhã.
> ‘Navalha na carne’. Texto: Plínio Marcos. Di-
reção: Rubens Camelo. Com Marta Paret, Roge-
rio Barros e Zé Wendell.
A peça narra um encontro de três personagens
num quarto de bordel.
Hotel Nicácio: Rua Luis de Camões 55, Centro —
9281-9340 (informações). Sáb, às 21h30m. R$
40. 48 minutos. Não recomendado para menores
de 16 anos. Último dia.
OGLOBOindica >‘Ninguémfalouqueseriafá-
cil’. Texto: Felipe Rocha. Direção: Alex Cassal. Com
FelipeRocha, RenatoLinhareseStellaRabello.
No espetáculo, os atores montam uma disputa
por atenção, carinho e espaço.
Teatro Maria Clara Machado (Planetário): Av.
Padre Leonel Franca 240, Gávea — 2274-
7722. Sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 30. 90
minutos. Não recomendado para menores de 16
anos. Até amanhã.
> ‘Solidão, a comédia’. Texto: Vicente Pereira.
Direção: Claudio Tovar. Com Maurício Machado.
Na comédia, cinco personagens apresentam di-
ferentes formas de solidão.
Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica 63,
Ipanema — 2267-7295. Sáb, às 21h30m. Dom,
às 20h30m. R$ 40. 80 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos. Até amanhã.
OGLOBOindica >‘Surto’. Texto, direçãoeatuação:
OsSurtados.
Série de esquetes cômicos sobre as pequenas
loucuras do cotidiano.
Teatro Ziembinski: Av. Heitor Beltrão s/n
o
-, Tiju-
ca — 2254-5399. Sex a dom, às 20h. R$ 30.
100 minutos. Não recomendado para menores
de 14 anos. Até amanhã.
> ‘Tempo de comédia’. Texto: Alan Ayckbourn.
Direção: Eliana Fonseca. Com Julia Carrera,
Eduardo Muniz, Arnaldo Marques, Cris Larin,
Bia Borin, Gustavo Damasceno e outros.
Uma sátira aos bastidores da televisão que conta
a história de amor futurista entre um roteirista e
uma atriz androide.
Sesc Ginástico: Av. Graça Aranha 187, Centro —
2279-4027. Sáb e dom, às 19h. R$ 20. 100 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 12 anos.
Até amanhã.
> ‘Todo esse mato que cresceu ao meu re-
dor’. Texto e direção: Caio Riscado, Luar Maria,
Lucas Canavarro e Pedro Capello. Com Caio Ris-
cado e Luar Maria.
Com texto resultante de um blog de processo cria-
tivo, trata de saudade, nostalgia e memória.
Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde s/n
o
-
, Copacabana — 2332-7904. Sáb, às 19h. Dom,
às 21h. R$ 20. 80 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 16 anos. Até amanhã.
> ‘Velha é a mãe!’. Texto: Fabio Porchat. Di-
reção: João Fonseca. Com Louise Cardoso e Ana
Baird.
Comédia sobre uma senhora de 70 anos que é
trocada por uma mulher mais calma.
Teatro dos Grandes Atores (Sala Vermelha):
Barra Square. Av. das Américas 3.555, Barra —
3325-1645. Sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 60
(dom) e R$ 70 (sáb). 70 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos. Até amanhã.
Continuação
OGLOBOindica >‘Os39degraus’. Texto: Patrick
Barlow. Direção: Alexandre Reinecke. ComDan
Stulbach, Danton Mello, Henrique Stroeter e Fa-
biana Gugli.
A comédia com toques de espionagem mistura
Alfred Hitchcok e o humor do grupo inglês Monty
Python para contar a história de um sedutor que
conhece uma agente secreta, que depois é mis-
teriosamente assassinada.
Teatro do Leblon (Sala Marília Pêra): Rua Conde
Bernadotte 26, Leblon — 2529-7700. Qui a
sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 39 (qui, sex e
dom, até o final de maio) e R$ 78 (sáb). 100
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 10 de julho.
> ‘45 minutos’. Texto: Marcelo Pedreira. Dire-
ção, cenografia e iluminação: Roberto Alvim.
Com Caco Ciocler.
Sozinho no palco, ator é obrigado a entreter o
público por exatos 45 minutos.
Teatro Sesi: Av. Graça Aranha 1, Centro —
2563-4163. Qui a dom, às 19h30m. R$ 40.
60 minutos. Não recomendado para menores de
12 anos. Até 26 de junho.
> ‘Adélia’. Texto: Adélia Prado. Direção: Renato
Farias. Com Bellatrix, Fernanda Boechat.
Através de textos de Adélia Prado, uma dona de
casa muda sua rotina.
Solar de Botafogo (Espaço II): Rua General Po-
lidoro 180, Botafogo — 2543-5411. Sex e sáb,
às 21h. Dom, às 20h30m. R$ 30. 50 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Até 29 de maio.
> ‘Amontilado’. Texto e direção: Gustavo Da-
masceno. Com Tatsu Carvalho e Ricardo Da-
masceno.
Baseada na obra de Edgar Allan Poe, mostra um
plano maquiavélico que termina em morte.
Fosfobox: Rua Siqueira Campos 143, Copaca-
bana — 2548-7498. Sex e sáb, às 22h. R$ 30
(com direito a permanência na boate após a pe-
ça). 60 minutos. Não recomendado para meno-
res de 18 anos. Até 7 de maio.
promove sua tradicional feijoada com roda de
samba.
Teatro Rival: Rua Álvaro Alvim 33-37, Cinelândia
— 2240-4469. Sáb, às 13h. R$ 35. Não reco-
mendado para menores de 16 anos.
Grátis >FileGames. Opúblico pode interagir com
projetosinéditosdejogoseletrônicosdesenvolvidospa-
ra diversas plataformas. Videoinstalações e videoper-
formancescomplementamoevento. Até8demaio.
Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63,
Flamengo — 3131-3060. Ter a dom, das 11h
às 20h. Livre.
Grátis >MonangeDreamFashion Tour. Desfile
demodaaosomdabandaCapital Inicial.
Citibank Hall: Av. Ayrton Senna 3.000, Barra —
4003-6464. Sáb, às 21h. Preços sujeitos a altera-
ção: R$ 60 (pista) e R$ 140 (pista premium). Não
recomendado para menores de 15 anos.
> Orquídeas no Jardim. A 24
a
- edição da mos-
tra inclui atividades como visita guiada, oficinas
de cultivo e de argila, teatro infantil, palestras e
concurso. Até amanhã.
Orquidário do Jardim Botânico: Rua Jardim Bo-
tânico 920, Jardim Botânico — 3874-1808.
Sex a dom, das 8h às 17h. Grátis (menores de 7
anos) e R$ 5. Livre.
Grátis >‘Passos’. Oespetáculo do Circo Crescer e
Viver temdireçãodeCláudioBaltar, daIntrépidaTru-
pe,etrilhadeDaniel Gonzaga.Umdosdestaquessão
novosaparelhoscircenses, emqueoelencodesafiaa
gravidade. Os integrantes caminhamnavertical e de
cabeçaparabaixo. Até29demaio.
Circo Crescer e Viver: Rua Carmo Neto 143,
Praça Onze, Centro. Sex e sáb, às 20h. Dom, às
18h. Grátis (menores de 10 anos, acompanha-
dos pelo responsável) e R$ 20. Livre.
Casasnoturnas
> 00. Av. Padre Leonel Franca 240, Gávea —
2540-8041. Sáb, a partir das 20h30m. R$ 40.
Não recomendado para menores de 18 anos.
Stereozero (sáb): DJs Cobra e José Roberto
Mahr (club house, electro e new disco).
> Cabaret Kalessa. Rua Sacadura Cabral 61,
Praça Mauá — 9107-4199 (informações). Sáb,
a partir das 23h. R$ 20. Não recomendado para
menores de 18 anos.
Digital Dubs (sáb): DJs Iration Steppas, B. Ne-
gão e Jeru Banto (reggae e dub).
> Casa da Espanha. Rua Vitório da Costa 154,
Humaitá — 2286-5731. Sáb, a partir das 23h.
R$ 30 (mulher) e R$ 40 (homem). Não reco-
mendado para menores de 18 anos.
Hands Up! (sáb): No comando da pista, Eletro-
base DJs, Opalão 76 DJs e Southside DJs (hip-
hop e pop).
> Casa da Matriz. Rua Henrique de Novaes
107, Botafogo — 2266-1014. Sáb, a partir das
Grátis > Fernando Moura. O músico lança seu
quintoCDautoral, “Tudopiano”, epreparaumreper-
tóriocomtrilhassonoraseclássicosdasmúsicasbra-
sileiraeinternacional.
Santo Scenarium: Rua do Lavradio 36, Lapa —
3147-9007. Sáb, às 21h30m. R$ 10. Não re-
comendado para menores de 16 anos.
> Festival Beco das Garrafas de Bossa No-
va. Em sua primeira edição, o evento reúne atra-
ções diversas. Hoje: o showman Miéle recorda
histórias e músicas que marcaram sua atuação
junto a grandes nomes da bossa nova.
Teatro Café Pequeno: Av. Ataulfo de Paiva 269,
Leblon — 2294-4480. Sáb, às 19h. Dom, às
18h. R$ 30. Não recomendado para menores de
18 anos.
> Gafieira na Surdina. O grupo toca sucessos
de MPB, pagode e samba de raiz.
Bar Cariocando: Rua Silveira Martins 139, Ca-
tete — 2557-3646. Sáb, às 21h. R$ 16. Não
recomendado para menores de 18 anos.
> Idriss Boudrioua Trio. Acompanhado por
Sérgio Barrozo (baixo) e Vítor Gonçalves (piano),
o saxofonista interpreta grandes compositores
do jazz e da bossa nova.
MC Galeria: Rua Francisco Otaviano 55, Arpoa-
dor — 2247-7793. Sáb, às 22h. R$ 20. Não
recomendado para menores de 18 anos.
> João Paulo. O músico canta hits variados de
MPB, pop e bossa nova.
Ponto da Bossa Nova: Rua Domingos Ferreira
215, lojas B/C, Copacabana — 2549-7597.
Sáb, às 20h. R$ 5. Não recomendado para me-
nores de 14 anos.
> Maria Creuza. A cantora e seu quarteto in-
terpretam clássicos da bossa nova.
Vinicius Show Bar: Rua Vinicius de Moraes 39,
Ipanema — 2523-4757. Sáb, às 23h. Dom, às
22h30m. R$ 35 (dom) e R$ 40 (sáb). Não re-
comendado para menores de 18 anos.
Grátis >Os Matutos. Ogrupo participa do projeto
CCBBnaOrlamostrandoseurepertório, voltadopara
ochoroegêneroscomoapolca, omaxixeeavalsa.
Quiosque 17: Emfrente à Rua Siqueira Campos,
Copacabana. Sáb, às 18h. Livre.
> Nuria Pucci. A cantora portenha faz o show
“Buenos sambas, Buenos Aires”, de samba, jazz
e tangos.
Semente: Rua Joaquim Silva 138, Lapa —
9781-2451 (informações). Sáb, às 22h. Mu-
lher: R$ 14. Homem: R$ 16. Não recomendado
para menores de 18 anos.
> On The Rroad. A banda interpreta sucessos
de Red Hot Chili Peppers, Marvin Gaye, Barão
Vermelho e Cássia Eller, entre outros.
Lapinha: Av. Mem de Sá 82, sobrado, Lapa —
2507-3435. Sáb, às 21h30m. R$ 20. Não re-
comendado para menores de 18 anos.
> Orquestra Republicana. O tradicional show
faz hoje homenagem ao cantor e compositor
João Bosco.
Clube dos Democráticos: Rua Riachuelo 91, La-
pa — 9945-3244. Sáb, às 23h30m. Mulher:
R$ 20. Homem: R$ 25. Não recomendado para
menores de 18 anos.
> Pamela Fonseca. A cantora lança seu pri-
meiro CD, “Deixa o tempo”, em que interpreta
clássicos da MPB e do pop-rock.
Colher de Pau: Rua Farme de Amoedo 39, Ipane-
ma — 2523-3018. Sáb, às 19h. R$ 6. Livre.
> Ricky Vallen. O músico faz o show “Sei lá”,
com hits nacionais e internacionais.
Bar do Tom: Rua Adalberto Ferreira 32, Leblon
—2274-4022. Sáb, às 22h. R$ 60 (setores par
e ímpar), R$ 70 (setor A) e R$ 80 (setor palco).
Não recomendado para menores de 18 anos.
Grátis >RioMaracatueMarianaBernardes. O
grupo e a cantora se apresentamdurante o desfile do
ConcursoNacional deMarchinhas.
Palco: Rua dos Arcos, em frente à Fundição Pro-
gresso — 2220-5070. Sáb, às 17h. Livre.
> Roda de Bamba. O grupo toca músicas au-
torais e sucessos de Zeca Pagodinho, Fundo de
Quintal e Arlindo Cruz, entre outros.
Café Cultural Sacrilégio: Av. Mem de Sá 81, La-
pa — 3970-1461. Sáb, às 22h30m. R$ 30.
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Rodrigo Santos. O baixista do Barão Vermelho
apresenta músicas autorais e clássicos de Barão, Ca-
zuza, Kid Abelha, Lobão e Leo Jaime.
Leviano Bar: Av. Mem de Sá 47, Lapa — 2507-
5779. Sáb, às 23h. Mulher: R$ 15 (até as 23h)
e R$ 30. Homem: R$ 30. Não recomendado pa-
ra menores de 18 anos.
> Rudi Berger. O violinista austríaco apresenta
o CD “In search of harmony”.
TribOz: Rua Conde Lages 19, Glória — 2210-
0366. Sáb, às 21h. R$ 15. Não recomendado
para menores de 18 anos.
> Tasita D’Mour. A cantora britânica é a con-
vidada do DJ e produtor parisiense Mustafá. No
repertório, black music.
Baretto Londra: Hotel Fasano. Av. Vieira Souto
80, Ipanema — 3202- 4000. Sáb, às 23h. Mu-
lher: R$ 50. Homem: R$ 100. Não recomen-
dado para menores de 18 anos.
> Teresa Cristina e Os Outros. A sambista e
a banda homenageiam Roberto Carlos no mês
de seu aniversário. No repertório, sucessos como
“Detalhes” e “Lady Laura”.
Teatro Rival: Rua Álvaro Alvim 33-37, Cinelân-
dia — 2240-4469. Sáb, às 23h30m. R$ 50.
Não recomendado para menores de 18 anos.
> Tulipa Ruiz. A cantora e compositora de voz
doce participa do projeto “Viva Voz”. No reper-
tório, canções do álbum “Efêmera”.
Oi Futuro Ipanema: Rua Visconde de Pirajá 54,
Ipanema — 3201-3010. Sáb, às 21h. Dom, às
20h. R$ 15. Não recomendado para menores de
14 anos.
23h. R$ 18 (mulher e homem, até meia-noite);
após, R$ 26 (mulher) e R$ 30 (homem). Não
recomendado para menores de 18 anos.
Paradiso (sáb): Na pista 1, DJs Tito e Edinho
(pop, rock, soul, electro, indie). Na pista 2, sem-
pre um DJ convidado.
> Espaço Acústica. Rua da Carioca 43, Centro
— 2222-7525 (informações). Sáb, a partir das
23h. R$ 30 (até 1h) e R$ 40. Não recomendado
para menores de 18 anos.
Modinha! A Festa — Edição: Curtindo a Vida
Adoidado (sáb): Na pista 1, os DJs Chu e J.R.
recebem os DJ convidado Sandro Black e Reflex
Live (rock, pop, funk e soul). Participação espe-
cial da banda The Collets e do apresentador e
comediante Fernando Caruso.
> Fosfobox. Rua Siqueira Campos 143, loja
22-A, subsolo, Copacabana — 2548-7498.
Sáb, a partir das 23h. After Hours, sáb, a partir
das 5h. Sex: R$ 40. Sáb: R$ 35; após às 5h, R$
20. Não recomendado para menores de 18
anos.
On The Rocks (sáb): DJs Wilson Power, Kleber
Tuma, Flávio Quest, We Say Go e Warp Zone
(electro rock e indie rock). A partir das 5h, after
Sub club, com os DJs Adriano Suares e Renato
Weiss (deep house).
> Nuth Barra. Av. Armando Lombardi 999,
Barra — 3575-6850. Sáb, a partir das 21h. R$
30 (mulher) e R$ 80 (homem). Não recomen-
dado para menores 18 anos.
Weekend (sáb): DJs Renato Alexander e Ber-
nard Castejá (hip-hop, pop, house e electro).
> La Passion Lounge. Av. Augusto Severo
200, Glória — 2224-4263. Sáb, a partir das
21h. Mulher, R$ 20 (até 1h) e R$ 30; homem,
R$ 30 (até 1h) e R$ 50. Não recomendado para
menores de 18 anos.
Hit (sáb): DJs Kimbo (hip-hop), Wander Ayrex
(house) e o grupo da Eletrobase DJs (hip-hop).
Festas
> Ploc Especial 7 Anos na Cobal. Na pista,
os DJs residentes Dom LV e Lady K (anos 80) e
show da Banda Ploc 80 e Karaokê da Ploc.
Espírito das Artes: Rua Voluntários da Patria
446, Humaitá — 8721-0207 (informações).
Sex, a partir das 22h. Grátis (para as primeiras
200 pessoas que chegarem na casa até meia-
noite) e R$ 15. Não recomendado para menores
de 18 anos.
> roNca roNca. No comando da pista, o DJ
Mauricio Valladares (rock e pop) e show do gru-
po Do Amor.
Cordão do Bola Preta: Rua da Relação 3, Centro
— 2224-6395. Sex, a partir das 22h. R$ 25.
Não recomendado para menores de 18 anos.
Gay/Bares
> TV Bar. Shopping Cassino Atlântico. Av. Nossa
Senhora de Copacabana 1.417, Copacabana —
2267-1663. Sáb, a partir das 22h. R$ 40. Não
recomendado para menores de 18 anos.
Discontrole-Remoto (sáb): No comando da pis-
ta, o VJ Greg (videoclipes dos anos de 1970 até
o pop atual).
Gay/CasasNoturnas
> 1140. Rua Capitão Menezes 1.140, Praça Se-
ca, Jacarepaguá — 3017-1792. Sáb, a partir
das 23h. R$ 15 (até meia-noite) e R$ 20h. Não
recomendado para menores de 18 anos.
Se vira nos 30: a Festa! (sáb): DJs Marcão Re-
zende, Robson Araújo, Claudinho e Igor Zannon
(house, techouse, pop e anos 80) e show inte-
rativo em homenagem aos trabalhadores com
Suzy Brasil.
> Le Boy. Rua Raul Pompéia 102, Copacabana
— 2513-4993. Sáb, a partir das 23h. Homem,
R$ 15 (até meia-noite), R$ 20 (até 1h) e R$ 25;
mulher, R$ 50. Não recomendado para menores
de 18 anos.
Saturday Night Fever (sáb): DJs Vine e Ricardo
Rodrigues (som dos anos 70’, 80’ e 90’).
> Cine Ideal. Rua da Carioca 62, Centro —
2221-1984. Sáb, a partir das 23h30m. R$ 20
(até meia-noite), R$ 30 (até 0h30m) e R$ 35.
Não recomendado para menores de 18 anos.
Free Ice Cream (sáb): DJs Fernando Braga, E-
Thunder, Flavius e Great Guy (house tribal e
pop).
> Galeria Café. Rua Teixeira de Melo 31, Ipa-
nema — 2523-8250. Sáb, a partir das 23h. R$
25 (até 0h30m) e R$ 35. Não recomendado pa-
ra menores de 18 anos.
Fone (sáb): DJ Dudu Candelot (pop, house, retrô
e globalbeats).
> La Girl. Rua Raul Pompéia 102, Copacabana
— 2247-8342. Sáb, a partir das 23h. Mulher:
R$ 10 (até a meia-noite) e R$ 15; homem: R$
50. Não recomendado para menores de 18
anos.
Girls and Girls (sáb): DJ Arli Pinsard (house e
pop).
> The Week. Rua Sacadura Cabral 154, Saúde
— 2253-1020. Sáb, a partir das 23h59m. R$
45 (homem) e R$ 55 (mulher). Não recomen-
dado para menores de 18 anos.
Cosmopolitan & Wallpaper Extended (sáb): Na
pista Cosmo, os DJs Gustavo Jr., Filipe Guerra e
Flávio Lima (house tribal e progressive). Na pista
Docas, oProjeto Wallpaper Extended, recebe a
atriz Juliana Boller e os Djs Giordanna Forte, Íca-
ro Silva e Thiago de Los Reyese. A partir das 6h,
pista com o DJ angolano Falcão (retrô, pop, rock
ao underground).
Apoio: Realização:
Vendas:
Sujeito à taxa de conveniência
Av. I nf ant e Dom Henr i que, 85 | Pq do Fl amengo | www. vi vor i o. com. br | GRUPOS 2272. 2940
Vi si t e as nossas mí di as soci ai s | www. gr upot ombr asi l . com. br / bl og
NÃORECOMENDADOPARA
MENORES DE 16 ANOS.
Patrocínio Cultural: Transportadora Oficial:
Você que é cliente Vivo, tem mais vantagens: 20%* de
desconto na compra de até 02 ingressos. Maiores informações
acesse o site do Vivo Rio. Todos os descontos não são válidos
para meia entrada e não são cumulativos. Consulte emnosso
site a relação de shows com preços populares.
Z.É. ZENAS EMPROVISADAS
“Os Beatles da improvisação”.
MINHAS SINCERAS DESCULPAS
“Por Eduardo Sterblitch”.
SANDY
“Manuscrito”
CELTIC LEGENDS
“Toda tradição da dança e música
irlandesanumespetáculoimperdível”.
ANA CAROLINA
“Ensaio de cores”
BETH CARVALHO
“ARainhadoSambadevoltaaos palcos!”
ÚnicaApresentação.
Apoio:
Apoio:
Apoio:
Apoio:
03, 10 e 17 de maio
hoje - única apresentação
07 de maio
11 de maio
Apoio:
Realização:
13 e 14 de maio
20 de maio
HARLEMGOSPEL CHOIR
“O coral mais importante dos
EUA comemora 25 anos de
celebração a música negra”.
21 de maio
SEGUNDO CADERNO

9 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 9 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 21: 26 h
PRETO/BRANCO
RIO SHOW
INFANTIL/JOVEM
> ‘Os catecismos segundo Carlos Zéfiro’.
Texto e direção: Paulo Biscaia Filho. Com Clara
Serejo, Leandro Daniel Colombo.
A peça conta a trajetória de Zéfiro, que mantinha
uma vida dupla: de dia era funcionário do Mi-
nistério do Trabalho; à noite, pornógrafo.
Solar de Botafogo: Rua General Polidoro 180,
Bot af ogo — 2543- 5411. Qui a sáb, às
21h30m. Dom, às 20h30m. R$ 40 (qui e dom)
e R$ 50 (sex e sáb). 90 minutos. Não recomen-
dado para menores de 18 anos. Até 8 de maio.
> ‘Chuva de arroz’. Texto: Felipe Barenco. Dire-
ção: Vinicius Arneiro. Com Carine Klimeck.
Prestes a subir no altar, noiva descobre que foi
traída e procura candidatos à vaga de noivo.
Centro Cultural Correios: Rua Visconde de Ita-
boraí 20, Centro — 2253-1580. Qui a dom, às
19h. R$ 20. 80 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 14 anos. Até 15 de maio.
> ‘Comédia em pé’. Texto, direção e atuação:
Claudio Torres Gonzaga, Fabio Porchat, Fernando
Caruso, Léo Lins e Paulo Carvalho.
O quinteto faz piada com tipos do dia a dia.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sex e sáb, às 23h. R$ 50. 90 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 14
anos. Até 30 de julho.
Teatro dos Grandes Atores: Barra Square. Av.
das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Sex
e sáb, às 21h. Dom, às 20. R$ 60. 90 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 15 de maio.
> ‘Comédia sentado, em pé e deitado’. Tex-
to, direção e atuação: Wagner Trindade.
A peça é conduzida pelo personagem Gabriel
Aphonso, que apresenta integrantes de sua fa-
mília.
Teatro Miguel Falabella: NorteShopping, 2
o
- an-
dar. Av. Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi
— 2595-8245. Qui a dom, às 18h. R$ 40. 60
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 29 de maio.
OGLOBOindica >‘Conversandocommamãe’.
Texto: SantiagoCarlosOves. Direção: SusanaGarcia.
ComBeatrizSegall, HersonCapri.
Temas como solidão, traição e medo são abor-
dados na trama que mostra uma mulher com di-
ficuldade de se relacionar com o filho.
Teatro Fashion Mall: Fashion Mall, 2
o
- piso. Es-
trada da Gávea 899, São Conrado — 3322-
2495. Sex e sáb, às 21h. Dom, às 19h. R$ 80.
80 minutos. Não recomendado para menores de
14 anos. Até 29 de maio.
OGLOBOindica > ‘Cozinha e dependências’.
Texto: AgnèsJaoui eJean-PierreBacri. Direção: Bian-
caByingtoneLeonardoNetto. ComBiancaByington,
SilviaBuarque, KikoMascarenhas.
Encontro entre amigos se torna uma discussão
de situações mal resolvidas.
Teatro Poeira: Rua São João Batista 104, Bo-
tafogo — 2537-8053. Sex a dom, às 19h30m.
R$ 30. 60 minutos. Não recomendado para me-
nores de 14 anos. Até 26 de junho. Quem com-
prar também o ingresso de “Um dia como os ou-
tros” paga R$ 40 pelas duas.
> ‘Doidas e santas’. Texto: Regiana Antonini.
Direção: Ernesto Piccolo. Com Cissa Guimarães,
Giuseppe Oristanio e Josie Antello.
A comédia conta a história de uma mãe de fa-
mília que está cansada da vida sem aventuras.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às
20h. R$ 60 (qui e sex), R$ 70 (dom) e R$ 80
(sáb). 90 minutos. Não recomendado para me-
nores de 12 anos. Até 31 de julho.
Grátis >‘AdonadoFuscalaranja!’. Texto: Jô Bi-
lac. Direção: Fábio Ferreira. ComCamila Rhodi, Flá-
viaEspíritoSantoeRickSeabra.
A performance-instalação trata, a partir do rou-
bo de umFusca, de diversos tipos de perdas. An-
tes da peça, às 17h, três espectadores passeiam
de Fusca com a protagonista pelas ruas da ci-
dade e, às 19h, há jam session com performan-
ce musical de Siri.
Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63,
Flamengo — 3131-3060. Sex a dom, às 20h.
60 minutos. Não recomendado para menores de
18 anos. Até 29 de maio.
> ‘Enfim, nós’. Texto: Claudio Torres Gonzaga e
Bruno Mazzeo. Direção: Cláudio Torres Gonzaga.
Com Marcius Melhem e Fabiula Nascimento.
A primeira noite do Dia dos Namorados de um
casal que acaba de ir morar junto.
Teatro Miguel Falabella: NorteShopping, 2
o
- an-
dar. Av. Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi
— 2595-8245. Qui a sáb, às 21h. Dom, às
20h. R$ 50. 70 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 14 anos. Até 29 de maio.
OGLOBOindica >‘Aescoladoescândalo’. Tex-
to: RichardBrinsley Sheridan. Adaptação e dire-
ção: Miguel Falabella. Com Ney Latorraca, Ma-
ria Padilha, Bruno Garcia, Guida Vianna, Bianca
Comparato e outros.
A peça retrata a hipocrisia da sociedade regida
pelo jogo de interesses e de aparências.
Teatro Tom Jobim: Rua Jardim Botânico 1.008,
Jardim Botânico — 2274-7012. Sex e sáb, às
21h. Dom, às 19h. R$ 80. 120 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos. Até 6
de junho.
OGLOBOindica >‘Estranhocasal’. Texto: Neil Si-
mon. Adaptação: Gilberto Braga. Direção: Celso Nu-
nes. ComCarmo Dalla Vecchia, Edson Fieschi, Bel
Kutner, ClaraGarciaeoutros.
Dois amigos com personalidades diferentes de-
cidem moram juntos após o fracasso de seus ca-
samentos.
Teatro Fashion Mall: Fashion Mall, 2
o
- piso. Es-
trada da Gávea 899, São Conrado — 3322-
2495. Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$
60 (sex e dom) e R$ 70 (sáb). 80 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos. Até 29
de maio.
> ‘A estupidez’. Texto: Rafael Spregelburd. Di-
reção: Ivan Sugahara. Com Alcemar Vieira, Cris-
tina Flores, José Karini, Letícia Isnard.
A peça do elogiado autor argentino, montada pe-
la Cia. Os Dezequilibrados, trata da estupidez
presente na vida cotidiana.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 2): Rua
Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020.
Qui a dom, às 19h30m. R$ 10. 120 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 29 de maio.
> ‘Eu e os meninos’. Texto: André Pellegrino,
João Sant’Anna e Daniel Zubrinsky. Direção:
Bernardo Jablonski e Cico Caseira. Com Adriano
Martins, Luana Manuel.
Sátira de temas bíblicos abordando a relação en-
tre Judas e Jesus Cristo.
Teatro Tablado: Av. Lineu de Paula Machado
795, Lagoa — 2294-7847. Sáb, às 21h30m.
Dom, às 20h. R$ 30. 80 minutos. Não reco-
mendado para menores de 18 anos. Até 15 de
maio.
> ‘Eu te amo mesmo assim’. Texto: Jô Abdu.
Direção: João Sanches. Supervisão: João Fal-
cão. Com Laila Garin e Osvaldo Mil.
O espetáculo fala de amor através de músicas de
Chico Buarque, Vinicius de Moraes e outros.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sex e sáb, às 19h. R$ 50. 60 mi-
nutos. Não recomendado para menores de 14
anos. Até 21 de maio.
> ‘Lente de aumento’. Texto e atuação: Leandro
Hassum. Direção: Daniela Ocampo.
Stand-up comedy sobre as pequenas coisas da
vida.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sex e sáb, às 21h. Dom, às
20h30m. R$ 70. Não recomendado para me-
nores de 12 anos. Até 31 de julho.
> ‘A lição e a cantora careca’. Texto: Eugene
Ionesco. Direção: Camilla Amado. Com Nelson
Xavier, Cecil Thiré, Thelma Reston.
A peça reúne textos de Ionesco para retratar a
solidão e a insignificância da existência.
Teatro Maison de France: Av. Presidente Antônio
Carlos 58, Centro — 2544-2533. Qui a sáb, às
20h. Dom, às 19h. R$ 60 (qui e sex) e R$ 80
(sáb e dom). 110 minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos. Até 8 de maio.
> ‘Lisístrata’. Texto: Aristófanes. Adaptação e
direção: João Júnior. Com Cia Atores In Cena.
Na Grécia Antiga, mulheres fazem greve de sexo
para que os maridos parem com a guerra.
Centro Cultural Anglo Americano: Av. das Amé-
ricas 2.603, Barra — 2439-8002. Sáb, às 21h.
Dom, às 20h30m. R$ 40. 70 minutos. Não re-
comendado para menores de 14 anos. Até 29 de
maio.
> ‘Me salve, musical!’. Texto e direção: Pedro
Bricio. Com Gustavo Gasparani, Susana Ribeiro,
Fernando Alves Pinto, Isabel Cavalcanti.
Casal espera vôo no aeroporto quando o lugar é
tomado por acontecimentos estranhos.
Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto
176, Ipanema — 2332-2015. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 19h. R$ 30. 110 minutos. Não
recomendado para menores de 12 anos. Até 15
de maio.
> ‘Memória da cana’. Texto: Nelson Rodri-
gues. Direção: Newton Moreno. Com Carlos
Ataíde, Kátia Daher, Luciana Lyra.
Inspirada em “Álbum de família”, a peça marca
os dez anos do Grupo Os Fofos Encenam.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 2): Rua
Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020.
Qua a dom, às 19h30m. R$ 10. 90 minutos.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Até 5 de junho.
> ‘Merci’. Texto: Daniel Pennac. Direção: Moa-
cir Chaves. Com Ana Barroso.
Uma figura neurótica torna-se politicamente in-
correta por conta da sua sinceridade.
Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco
241, Centro —3261-2550. Sex a dom, às 19h.
R$ 30. 60 minutos. Não recomendado para me-
nores de 10 anos. Até 8 de maio.
> ‘Mulheres alteradas’. Texto: Maitena. Dire-
ção: Eduardo Figueiredo. Adaptação: Andrea Mal-
tarolli. Com Luiza Tomé, Mel Lisboa.
Amigas passam por situações típicas de mulher.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3
o
- pi-
so. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-9696. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às
20h. R$ 70 (qui e dom) e R$ 80 (sex e sáb). 80
minutos. Não recomendado para menores de 12
anos. Até 5 de junho.
> ‘Murro em ponta de faca’. Texto: Augusto
Boal. Direção: Paulo José. Com Gabriel Gorosito,
Laura Haddad, Erica Migon, Sidy Correa.
A peça conta a história de um grupo de brasi-
leiros exilados durante a ditadura militar
Espaço Sesc (Arena): Rua Domingos Ferreira
160, Copacabana — 2547-0156. Qui a sáb, às
21h. Dom, às 19h30m. R$ 16. 100 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 8 de maio.
> ‘Ninguém leu Guerra e Paz’. Texto: Leon
Tolstoi . Direção: Fabio Porchat. Com Evelin Re-
ginaldo, Marcus Fritsch, Mell Ágatha.
Comédia procurar desmistificar o clássico
“Quem leu ‘Guerra e Paz?”.
Instituto do Ator: Rua da Lapa 161, Lapa —
2224-8878. Dom, às 18h. R$ 20. 30 minutos.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Até 3 de julho.
> ‘Quem guenta com essa verdade?’. Texto
e direção: Fabrisio Coelho. Com Alex Gomes,
Thalita Ribeiro e outros.
A peça fala sobre fantasia e realidade.
Teatro Princesa Isabel: Av. Princesa Isabel 370,
Copacabana — 2227-3160. Sáb e dom, às
20h. R$ 40. 90 minutos. Não recomendado pa-
ra menores de 12 anos. Até 28 de maio.
> ‘O santo e a porca’. Texto: Ariano Suassuna.
Direção: João Fonseca. Com Élcio Romar, Gláu-
cia Rodrigues, Marco Pigossi.
Coronel avarento, devoto de Santo Antônio, vive
grudado a uma porca de madeira.
Teatro Glauce Rocha: Av. Rio Branco 179, Cen-
tro — 2220-0259. Sex a dom, às 19h. R$ 20.
80 minutos. Não recomendado para menores de
10 anos. Até 29 de maio.
> ‘O santo inquérito’. Texto: Dias Gomes. Su-
pervisão geral: Amir Haddad. Com Marianna
Mac Niven, Claudio Mendes.
Lenda da jovemBianca Dias, que teria sido quei-
mada na Paraíba, vítima da Inquisição.
Teatro do Jockey: Av. Bartolomeu Mitre 1.110,
Gávea — 3114-1286. Sex e sáb, às 21h30m.
Dom, às 21h. R$ 20. 130 minutos. Não recomen-
dado para menores de 12 anos. Até 29 de maio.
> ‘Señor Tango’. Texto e direção: Sidnei Domin-
gues. Com Luiz Cesar, Lidio Freitas, Josuel Schi-
mieds, Micha Nunes, Monique Marculano.
O musical conta a história do tango.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824,
Ipanema — 2523-9794. Sáb, às 19h. R$ 60.
65 minutos. Livre. Até 30 de abril.
OGLOBOindica >‘ShirleyValentine’. Texto: Willy
Russel. Direção: GuilhermeLeme. ComBettyFaria.
Dona de casa recebe um convite para uma via-
gem que muda sua vida.
Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro 1): Rua
Primeiro de Março 66, Centro —3808-2020. Qua e
dom, às 20h. R$10. 70minutos. Não recomendado
para menores de 12 anos. Até 8 de maio.
> ‘Subversões 21’. Texto: Aloísio de Abreu e
Luis Salem. Direção: Stella Miranda. Com Aloí-
sio de Abreu, Márcia Cabrita e Luis Salem.
O projeto, que completa 21 anos, faz versões en-
graçadas de músicas famosas.
Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro):
Rua Conde Bernadotte 26, Leblon — 2529-
7700. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 60
(qui e sex) e R$ 70 (sáb e dom). 75 minutos.
Não recomendado para menores de 12 anos.
Até 18 de maio.
OGLOBOindica >‘Umdiacomoosoutros’.Texto:
Agnès Jaoui e Jean-Pierre Bacri. Direção: Bianca
ByingtoneLeonardoNetto.ComAnaluPrestes,Bian-
caByington, SilviaBuarque, KikoMascarenhas.
Família que recebe um bar de herança tenta de-
cidir o futuro do estabelecimento.
Teatro Poeira: Rua São João Batista 104, Bo-
tafogo — 2537-8053. Sex a dom, às 21h. R$
30. 80 minutos. Não recomendado para meno-
res de 14 anos. Até 26 de junho. Quem comprar
também o ingresso de “Cozinha e dependên-
cias” paga R$ 40 pelas duas.
> ‘Variações freudianas 1: o sintoma’. Texto
e concepção: Antonio Quinet. Direção: Regina
Miranda. Música: José Eduardo Costa Silva.
Com Ilya São Paulo e Aline Deluna.
A peça da Cia. Inconsciente em Cena mostra casos
estudados por Freud e sintomas contemporâneos.
Casa de Cultura Laura Alvim: Av. Vieira Souto
176, Ipanema — 2332-2015. Sáb, às 21h30m.
Dom, às 20h. R$ 30. 60 minutos.Não recomen-
dado para menores de 16 anos. Até 29 de maio.
EXPOSIÇÃO
Abertura
Grátis >‘AmaMentAção’. Amostra, que marca a
abertura do Espaço Cultural da Alerj, reúne reúne 26
fotografias, dois banners e 14painéis baseados em
registros feitos desde 1994 pelo fotógrafo William
Santos. Até26demaio.
Palácio Tiradentes: Rua Dom Manuel s/n
o
-, Cen-
tro — 2588 1000. Seg a sáb, das 10h às 17h.
Dom, do meio-dia às 17h.
Grátis >‘Aomesmotempo’. Oartista apresenta
“Descartes”, feitoapartir desobrasdematéria-prima
comomadeira, asérie“Árvores” eduas maquetes de
futurosprojetos. Até27demaio.
Lurixs Arte Contemporânea: Rua Paulo Barreto
77, Botafogo — 2541-4935. Seg a sex, das
14h às 19h. Sáb, mediante agendamento.
Grátis >‘Criativosdacasa’. Acoletivainaugurao
espaçodedicadoaLygiaClark. Até29dejunho.
Clark Art Center: Rua Teresa Guimarães 35, Bo-
tafogo — 2531-8137. Seg a sex, das 11h as
17h. Sáb e dom, do meio-dia às 17h.
> Projeto Respiração. Na 13
a
- edição do
evento, o convidado é Carlito Carvalhosa, que
usou mais de 200 lâmpadas, além de copos e
taças de vidro, em sua incursão no Projeto Res-
piração, que prevê intervenções no acervo da
Fundação Eva Klabin. O artista expõe simulta-
neamente na Galeria Silvia Cintra + Box 4. Até
26 de junho.
Fundação Eva Klabin: Av. Epitácio Pessoa 2.480,
Lagoa —3202-8550. Ter a dom, das 14h às 18h.
Grátis (menores de 10 anos) e R$ 10.
Grátis >‘Proposição’. Acoletivainauguraagaleria
quetem500metrosquadradosetrêsandaresdeespa-
ços expositivos. Entre os 20artistas que compõema
mostra,estãoSergioRomagnolo,GrazielaPinto,Daniel
LanneseLeonardoRamadinha. Até28dejunho.
Luciana Caravello Arte Contemporânea: Rua
Barão de Jaguaribe 387, Ipanema — 2523-
4696. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb, das 11h
às 14h.
Grátis > ‘Qualquer direção’. Carlito Carvalhosa
apresenta a exposição composta por 20 trabalhos
inéditos divididos emtrês blocos: lâmpadas fluores-
centesquevãodochãoàparede, umgrupodeplacas
de alumínio e umgrande conjunto de pinturas sobre
chapasespelhadas.Oartistaexpõesimultaneamente
naFundaçãoEvaKlabin. Até24demaio.
Galeria Silvia Cintra + Box 4: Rua das Acácias
104, Gávea — 2521-0426. Seg a sex, das 10h
às 19h. Sáb, do meio-dia às 18h.
Grátis >‘Véus’. AmostradofotógrafoWalter Firmo
exploraretratosempretoebranco. Até25dejunho.
Galeria do Ateliê da Imagem: Av. Pasteur 453,
Urca — 2541-3314. Seg a sex, das 10h às
21h. Sáb, das 10h às 18h.
Grátis >‘Véus’, Thales Leite mostra 20fotografias
empreto e branco que partemdas redes de proteção
usadasemedifíciosemobras. Até29demaio.
Centro Cultural Justiça Federal: Av. Rio Branco
241, Centro — 3261-2550. Ter a dom, do
meio-dia às 19h.
Museusecentrosculturais
Grátis >CaixaCultural. Av. AlmiranteBarroso25,
Centro —2544-7666. Ter a sáb, das 10h às 22h.
Domeferiados, das10hàs21h.
‘A forma forjada’: Paulistano de 50 anos, Rogério
Miranda Rezende se dedica à técnica de ferronnerie,
prática de forja emferro usada na arquitetura. Na in-
dividual, exibe 26 quadros-esculturas em ferro cor-
tado. Até 1
o
- de maio.
‘Poética Pop’: O artista mineiro Raymundo Colares
(1944-1986) ganha mostra com38obras, entre de-
senhos, serigrafias e livros-objetos, nas quais explora
o grafismo. Até 15 de maio.
‘Rubens Gerchman: os últimos anos’: A expo-
sição reúne 30 serigrafias de autoria de Gerch-
man (1942-2008), além de prova de sua última
gravura. Até 8 de maio.
‘O universo gráfico de Glauco Rodrigues’: Re-
trospectiva do pintor, desenhista, gravador, ilus-
trador e cenógrafo gaúcho Glauco Rodrigues
(1929-2004) com mais de cem obras originais,
entre litografias, serigrafias e capas de revistas,
livros e discos. Até 8 de maio.
Grátis >CentroCultural Correios. RuaVisconde
deItaboraí 20, Centro—2253-1580. Ter adom, do
meio-diaàs19h.
Erickson Britto: O artista paraibano expõe 30
esculturas e objetos. Até 22 de maio.
‘Fernando Pessoa, plural como o universo’: A
exposição aborda os heterônimos do poeta por-
tuguês e explora recursos cenográficos para pro-
porcionar uma experiência sensorial com a poe-
sia de Fernando Pessoa. Até 22 de maio.
‘Palavra e imagem’: A mostra reúne 11 álbuns
de arte, feitos por artistas plásticos e escritores,
que foram produzidos ao longo de 36 anos pela
Lithos Edições de Arte. Entre os trabalhos estão
as ilustrações de Carybé para “O compadre de
Ogum”, de Jorge Amado. Até 22 de maio.
Paola Salgado: A artista uruguaia, radicada no
Rio, apresenta dez esculturas e quatro painéis de
grande formato. Até 22 de maio.
Grátis >CentroCultural JustiçaFederal. Av. Rio
Branco 241, Centro —3261-2550. Ter a dom, do
meio-diaàs19h.
‘Memórias da cidade’: Imagens do Rio das dé-
cadas de 50 e 60 compõem a mostra, com cu-
radoria de Ricardo Mello. Os registros foram se-
lecionados em uma pesquisa que reuniu mais de
três mil fotos do acervo da Agência O Globo, que
tem mais de cinco milhões de imagens. A expo-
sição tem34 fotografias impressas e projeção de
40 registros. Até 22 de maio.
‘Thomas Henriot no Brasil’: A mostra traz ilus-
trações que o francês Thomas Henriot fez quan-
do passou pelo Brasil. As imagens são registra-
das em pergaminhos de até 22 metros de com-
primento. Até 22 de maio.
Grátis > Centro Cultural Banco do Brasil. Rua
Primeiro de Março 66, Centro —3808-2020. Ter a
dom, das9hàs21h.
‘I in U — Eu em tu’: Retrospectiva da artista
multimídia, cantora e compositora americana
Laurie Anderson com 31 obras, incluindo duas
inéditas. Uma mostra de filmes completa a ex-
posição. Até 26 de junho.
Grátis >InstitutoMoreira Salles. Rua Marquês
deSãoVicente476, Gávea—3284-7400. Ter asex,
das13hàs20h. Sáb, domeferiados, das11hàs20h.
‘Fayga Ostrower — Ilustradora’: Cem obras da
artista, entre gravuras, desenhos e colagens. Até
15 de maio.
‘Retratos do Império e do exílio’: A mostra reúne
imagens inéditas da família imperial brasileira
pertencentes ao acervo fotográfico herdado pelo
príncipe Dom João de Orleans e Bragança, que
agora ficará sob a guarda do Instituto Moreira
Salles. Até 29 de maio.
‘Video portraits de Robert Wilson’: A exposição,
que já passou por Berlim, Milão, Nova York,
Moscou, Miami, Praga, São Paulo e Porto Ale-
gre, reúne 14 videorretratos de celebridades e
anônimos. Entre os retratados estão os atores
Brad Pitt, sem camisa na chuva, e Winona Ry-
der, que aparece como Winnie, personagem da
peça “Dias felizes”, de Samuel Beckett. Até 15
de maio.
> Museu Casa do Pontal. Estrada do Pontal
3.295, Recreio — 2490-3278. Ter a dom, das
9h30m às 17h. R$ 10.
‘Máquinas poéticas —AbrahamPalatnik’: A ex-
posição promove o encontro da arte cinética de
Abraham Palatnik com os artistas populares
Adalton, Laurentino, Nhô Caboclo e Saúba. Até
5 de junho.
> Museu da República. Rua do Catete 153, Ca-
tete — 3235-3693. Ter a sex, das 10h às 17h.
Sáb, dom e feriados, das 14h às 17h30m. Grátis
(às quartas-feiras e aos domingos) e R$ 6.
‘Estandartes do Museu Histórico da Cidade —
Representações da nossa história’: Bandeiras e
estandartes históricos, como o feito para a festa
de inauguração da estátua de Dom Pedro I
(1862) e o da festa de fundação da cidade do
Rio de Janeiro (1910), compõem a exposição.
Último dia.
‘A Res publica brasileira’: A exposição se divide
em seis ambientações que pretendem recriar, his-
toricamente, o período republicano.
> Museu de Arte Contemporânea de Nite-
rói. Mirante da Boa Viagem s/n
o
-, Niterói — 2620-
2400. Ter a dom, das 10h às 18h. R$ 5.
‘(Re)construções: Arte contemporânea da Áfri-
ca do Sul’: Coletiva com obras de 13 artistas
sul-africanos comcuradoria de Daniella Géo. Até
15 de maio.
> Museu de Arte Moderna. Av. Infante Dom
Henrique 85, Aterro do Flamengo — 2240-
4944. Ter a sex, do meio-dia às 18h. Sáb, dom
e feriados, do meio-dia às 19h. Grátis (até 12
anos) e R$ 8. Dom, ingresso-família a R$ 8.
Grátis ‘29ªBienal deSãoPaulo—Obrasseleciona-
das’: Com90obras de17artistas, amostraéumre-
corte da 29ª Bienal de São Paulo, que reuniu 850
obrasde159artistasdeváriospaíses. Aseleção, que
inclui vídeo de Jean-Luc Godard, foi feita pelos cura-
dores Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias. Até 15de
maio.
Grátis ‘Celebrações/negociações—Fotógrafosafri-
canosnacoleçãoGilbertoChateaubriand’: Aexposi-
ção, comcuradoria de Cezar Bartholomeu e Marta
Mestre, apresenta30imagensregistradasde1950a
1970por MalickSidibé, SeydouKeita, JeanDepara,
entreoutrosartistasafricanos. Até15demaio.
‘Placebo’: O destaque da exposição de Tatiana
Grinberg é uma instalação multissensorial. Até 5
de junho.
Grátis ‘Terceira metade —Manuel Caeiro, Tatiana
BlasseYonamine’: Comcuradoria de Luiz Camil-
lo Osorio e Marta Mestre, o projeto inclui expo-
sições, seminários, mostra de cinema e traba-
lhos dos três artistas que dão nome ao evento e
articulamsuas produções coma arquitetura do
museu. Até 15 de maio.
> Museu Histórico Nacional. Praça Marechal
Âncora s/n
o
-, Praça Quinze — 2550-9220. Ter a
sex, das 10h às 17h30m. Sáb, dome feriados, das
14h às 18h. Grátis (aos domingos) e R$ 6.
‘Novo circuito de exposições de longa duração’:
O museu tem quatro novos grandes núcleos de
exposição: “Oreretama”, “Portugueses no mun-
do: 1415-1822”, “A construção da nação:
1822-1889” e “A cidadania em construção:
1889 à atualidade”. As mostras abrangem da
pré-história brasileira ao século XXI, incluindo
obras de artistas contemporâneos.
> Museu Nacional de Belas Artes. Av. Rio
Branco 199, Centro — 2219-8474. Ter a sex,
das 10h às 18h. Sáb, dom e feriados, do meio-
dia às 17h. Grátis (dom) e R$ 5.
‘A lírica da cor’: O holandês Leo Fisscher mostra
20 obras em acrílica sobre tela selecionadas pe-
lo poeta Carlos Dimuro. Até 15 de maio.
Coletivas
Grátis >‘3xdesenho’. Coletivados jovens artistas
Gabriel Netto, Leandro Pereira e Marinho. Até 7 de
maio.
Largo das Artes: Rua Luís de Camões 2, sobra-
do, Centro — 2224-2985. Ter a sex, do meio-
dia às 18h. Sáb, do meio-dia às 17h.
Grátis >‘Botequim’. Naexposição-instalação, Gigi
ManfrinatoeSandraLeemostramumavisãoestereo-
tipada de umbar e seus frequentadores. Até 15 de
maio.
Espaço Cultural Eletrobras Furnas —Espaço de
Convivência Herbert de Souza: Rua Real Gran-
deza 219, Botafogo — 2528-4334. Ter a sex,
das 14h às 18h. Sáb, dom e feriados, das 14h
às 19h.
Grátis >‘Crônicasurbanas’. Participamdacoleti-
va os artistas Bárbara Schall, Binho Barreto, Bruno
Cançadoeoutros. Até10demaio.
Galeria Anna Maria Niemeyer: Praça Santos Du-
mont 140, loja A, Gávea — 2540-8155. Ter a
sex, do meio-dia às 21h. Sáb e dom, das 14h às
18h.
Grátis >‘Desenhoemcampoampliado’. Coleti-
va comtrabalhos dos jovens artistas Carolina Ponte,
Daniela Antonelli, Malu Saadi e Pedro Varela e cura-
doriadeNoéli Ramme. Até29demaio.
Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto: Rua
Humaitá 163 (entrada pela Rua Visconde de Sil-
va), Humaitá — 2535-3846. Ter a dom, das
14h às 22h.
Grátis >‘Poéticaexpositiva’. Mostra comobras
de Adolfo Montejo Navas, Ana Linnemann, Eduardo
Coimbra,LenoradeBarros,RicardoAleixoeVictorAr-
ruda. Até8demaio.
Cavalariças do Parque Lage: Rua Jardim Botâ-
nico 414, Jardim Botânico — 3257-1800. Seg
a qui, do meio-dia às 20h. Sex a dom, das 10h
às 17h.
Individuais
Grátis ‘Alucinação à beira-mar’. Comcuradoria de
Fernando Cocchiarale, a mostra reúne 11trabalhos
de Marcos Chaves, sendo sete inéditos. Usando ví-
deo, instalação, objetoefotos, oartistafazreferências
àpaisagemdoRio. Até5dejunho.
Galeria Laura Alvim: Av. Vieira Souto 176, Ipane-
ma — 2332-2017. Ter a dom, das 13h às 21h.
Grátis >‘CeroUno.’ Aexposiçãocom11esculturas
de parede emacrílico, polímero de alta densidade e
PVC, do argentino Abel Ventoso, inaugura a galeria.
Até7demaio.
Athena Contemporânea: Shopping Cassino
Atlântico. Av. Atlântica 4.240, loja 211, Copa-
cabana — 9494-9678 (informações). Seg a
sex, das 11h às 19h. Sáb, das 13h às 18h.
Grátis >DerloneMartaJourdan.Oar t i st aapr esent api nt ur assobr emadei r a.Eaar t i st aexpõe
“Ól eo”,peçaci nét i caquer ef l et eoent or no.Úl t i modi a.
Artur Fidalgo Galeria: Rua Siqueira Campos
143, 2
o
- piso, lojas 147 e 150, Copacabana —
2549-6278. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb,
das 10h às 14h.
Grátis >‘Extensão—Minhavista’. Opaulistano
DingMusamostrafotografias. Até22demaio.
Centro de Arte Hélio Oiticica: Rua Luís de Ca-
mões 68, Centro —2242-1012. Ter a sex, das 11h
às 18h. Sáb, dom e feriados, das 11h às 17h.
Grátis >‘Feminices’. SolangePalatnikmostrapin-
turasfeitascomcolheres,pincéisepurpurina,emque
retratafigurasfemininas. Até7demaio.
Wall Street Escritório de Arte: Shopping Cassino
Atlântico. Av. Atlântica 4.240, loja 308, Copacabana
— 2287-5697. Seg a sáb, das 10h às 19h.
Grátis >‘Afestanocéueasrosas’.BernardoRa-
malhomostradesenhos,esculturas,objetoseinstala-
ções. Até21demaio.
A Gentil Carioca: Rua Gonçalves Ledo 17, so-
brado — 2222-1651. Ter a sex, do meio-dia às
19h. Sáb, do meio-dia às 17h.
Grátis >‘Omistériootempoempoesias’ Aexpo-
siçãodomineiroCacautem15obras e inclui le-
gendas em braile, Libras, piso que facilita o
acesso a portadores de necessidades especiais
e recursos de audiodescrição. Uma performan-
ce cênica e musical de 15minutos é apresenta-
da às sextas, sábados e domingos, às 11h, ao
meio-dia e meia e às 14h. Até 5 de junho.
Metrô General Osório: Praça General Osório s/n
o
-,
Ipanema. Diariamente, das 10h às 20h.
Grátis >‘Pedra,ferroefogo’.Ex-alunodeAmilcar
de Castro, o artista Jorge dos Anjos, conhecido como
Mineiro, exibeesculturasempedra-sabãoepeçasem
madeiraemetal nagaleria,alémdeumaesculturaem
ferrocomdois metros dealturaexpostanoParquedo
Flamengo. Até28demaio.
Galeria Coleção de Arte: Praia do Flamengo
278, Flamengo — 2551-0641. Seg a sex, do
meio-dia às 18h. Sáb, das 10h às 18h.
Grátis >‘Preto/Branco—1963/1966’. Aexpo-
sição reúne xilogravuras e desenhos de Roberto Ma-
galhães. Até8demaio.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua
Jardim Botânico 414, Jardim Botânico —
3257-1800. Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a
dom, das 9h às 17h.
Fotografia
Grátis > ‘Oponto’. Fernanda Metello expõe dez
obrasfeitascombotõeselinhasqueultrapassamosli-
mitesdastelas. Últimodia.
Symposium: Rua Ipiranga 65, Laranjeiras —
2205-3122. Seg a sáb, das 11h às 20h.
Grátis >‘Ramos’. ImagensdofotógrafopaulistaJu-
lio Bittencourt registradas no Piscinão de Ramos em
2008, 2009e2010. Até7demaio.
Galeria da Gávea: Rua Marquês de São Vicente
431, loja A, Gávea — 2274-5200. Seg e sex,
das 11h às 19h, mediante agendamento. Sáb,
das 11h às 19h.
Grátis > ‘Rio’. Os fotógrafos Custódio Coimbra,
Evandro Teixeira, Leonardo Aversa, Renan Cepeda e
RogérioReismostramimagensqueregistraramnaci-
dade. Até4dejunho.
Galeria Tempo: Av. Atlântica 1.782, Copacabana
— 2255-4586. Ter a sáb, das 11h às 19h.
Extra
Grátis > ‘Atlântico contemporâneo’. Oevento
reúnedezgaleriasdoshoppingCassinoAtlântico, on-
de linhas amarelas no chão traçamuma espécie de
mapa das exposições participantes. Entre os artistas
que têmobras na mostra, estão nomes como Frans
Krajcberg, na Marcia Barrozo do Amaral Galeria de
Arte,eCarlosVergara,naAthenaContemporânea.Úl-
timodia.
Shopping Cassino Atlântico: Av.Atlântica
4.240, Copacabana. — 2523-8709. Seg a sex,
das 11h às 19h. Sáb, do meio-dia às 18h.
Grátis >‘Cerrado, amãed’água’. Mostra multi-
mídiacomtrabalhosdePauloJobim,Cafi,SergioBer-
nardeseWashingtonNovaes. Até20demaio.
Galpão das Artes do Jardim Botânico: Rua Jar-
dim Botânico 1.008, Jardim Botânico — 2274-
7012. Ter a dom, das 10h às 17h.
Grátis >‘®NovaCulturaContemporânea’. Mais
de100artistasdeváriaspartesdomundoparticipam
da mostra, que, alémda Casa França-Brasil, ocupa
tambémo Parque Lage. Aideia parte do coletivo Ro-
jo®, fundado há dez anos, emBarcelona, por David
Quiles Guilló, curador da mostra. Os trabalhos in-
cluemarteemprogresso, multidimensional ecolabo-
rativa.Noshowdeencerramentodamostra,hoje,das
17h30màs 20h, na Casa França-Brasil, apresen-
tam-seartistassuecoscomoHansAppelqvisteaban-
da Midaircondo, coma distribuição do catálogo do
evento. Atéamanhã. Últimodia.
Casa França-Brasil: Rua Visconde de Itaboraí
78, Centro — 2332-5120. Ter a dom, das 10h
às 20h.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage: Rua
Jardim Botânico 414, Jardim Botânico —
3257-1800. Seg a qui, das 9h às 22h. Sex a
dom, das 9h às 17h.
Cinema
Grátis >SessãoCriança. Exibição do filme “Oco-
rajosoratinhoDespereaux”, deSamFell eRobert Ste-
venhagen(Inglaterra/EUA, 2008).
Centro Cultural Banco do Brasil (Sala de Cine-
ma): Rua Primeiro de Março 66, Centro —
3808-2020. Sáb e dom, às 14h (distribuição
de senhas uma hora antes). Livre.
Circo
> Circo do Topetão. O Palhaço Topetão apre-
senta os personagens Dinossauro Chorão, Sinfo-
nicão e os acrobatas Laranjitos, entre outros.
Carioca Shopping (estacionamento): Estrada
Vicente de Carvalho 909, Vicente de Carvalho
— 9471-4042 (informações). Sex, às 20h30m.
Sáb e dom, às 19h e às 20h30m. R$ 15 (crian-
ças e adolescentes de até 14 anos) e R$ 50. Até
15 de maio. Livre.
Teatro
> ‘Alice no País das Maravilhas’. Adaptação:
Elisa Reis. Direção: Roberto Rezende. ComAnna
Rita Cerqueira, Letícia Botelho e outros.
A menina Alice viaja para um mundo de fantasia
onde toma chá com o Chapeleiro Maluco e joga
baralho com a Rainha Malvada.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 15h. R$ 50. Até 31
de julho. Livre.
> ‘O arteiro aprendiz’. Texto: Renato Ferreira
e Marco Tozzato. Direção: Eduardo Miranda.
Com Renato Ferreira (Palhaço Topetão).
As peripécias de Topetão, um palhaço menino
com pinta de herói.
Teatro dos Grandes Atores: Barra Square. Av.
das Américas 3.555 — 3325-1645. Sáb e
dom, às 16h. R$ 30. Até 29 de maio. Livre.
> ‘Artesão da alegria’. Direção e dramaturgia:
Luis Teixeira. Com Adriane Havro e Vinícius Ma-
zzon.
Dois aprendizes de um ateliê de brinquedos
aproveitam a saída do patrão para mostrar às
crianças as tarefas da oficina.
Caixa Cultural (Teatro de Arena): Av. Almirante
Barroso 25, Centro. Sáb e dom, às 16h. R$ 10.
Livre. Indicado para crianças entre 6 e 12 anos.
> ‘Barbie no mundo da fantasia’. Texto e di-
reção: Brigitte Blair. Com Alessandra Diamante,
Jardiel Gomes e outros.
A aventura da pequena Alice, que consegue rea-
lizar o sonho de fazer sua Barbie ganhar vida,
pelo mundo encantado da boneca.
Teatro Brigitte Blair: Rua Miguel Lemos 51-H,
Copacabana — 2521-2955. Sáb e dom, às
18h. R$ 30. Até 29 de maio. Livre.
> ‘Brinquedos encantados’. Texto e direção:
Alex Roger. Com Rafaella Guttierrez, Dharck Ta-
vares, Sam Gutierrez e outros.
Caroline é mimada e maltrata seus brinquedos.
Um dia, eles ganham vida e formam um tribunal
para julgar os atos da menina.
Teatro Fashion Mall: Fashion Mall. Estrada da
Gávea 899, São Conrado — 2422-9800. Sáb e
dom, às 17h. R$ 40. Até 7 de maio. Livre.
> ‘O casamento de Dona Baratinha’. Texto e
direção: Brigitte Blair. Com Jardiel Gomes, Va-
nessa Prates e Thiago Viana.
A história da baratinha que desejava se casar ga-
nha novos personagens que tentam ludibriá-la e
fazê-la cair no “golpe do baú”.
Teatro Brigitte Blair: Rua Miguel Lemos 51-H,
Copacabana — 2521-2955. Sáb e dom, às
17h. R$ 30. Até 29 de maio. Livre.
> ‘Cinderela... de gato e sapato’. Texto e di-
reção: Alessandro Dovalle. Com Brunna Catem,
Pedro Henrique Lopes e outros.
Adaptação da clássica história de Cinderela,
com diversos números musicais.
Teatro Miguel Falabella: NorteShopping. Av.
Dom Helder Câmara 5.332, Cachambi —
2595-8245. Sáb e dom, às 16h. R$ 30. Até 29
de maio. Livre.
> ‘Contos de fada’. Texto: Danielle Fritzen. Di-
reção: Bia Freitfas. Com Clara Tiezzi, Danielle
Fritzen e outros.
Luna, Lili e Rafa recebem a visita da Fada das
Letras, que pede ajuda para salvar as fábulas.
Teatro Clara Nunes: Shopping da Gávea, 3
o
- pi-
so. Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-9696. Sáb e dom, às 16h. Até 29 de
maio. Livre.
> ‘Esse coelho é o cara’. Texto e direção: Fred
Trotta. Com Pedro Ramos, Iasmim Farias, Karlla
Guimarães e outros.
Ringo ganha uma promoção e passa a ser o Coe-
lho da Páscoa numa fábrica de chocolate. Agora,
ele precisa fingir ser um coelho durão.
Centro Cultural Anglo Americano: Av. das Amé-
ricas 2.603, Barra — 2439-8002. Sáb e dom,
às 17h30m. R$ 30. Até 1
o
- de maio. Livre.
> ‘Fala que é amor’. Texto: Rogério Blat. Direção:
Ricardo Blat. Com Laura Becker e Nelson Yabeta.
Dois grandes amigos, Fafá e Joca brigam e, de-
pois, utilizam os mais diversos meios de comu-
nicação para salvar essa amizade.
Oi Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro 63,
Flamengo — 3131-3060. Sáb e dom, às 16h.
R$ 10. Até 10 de julho. Livre.
> ‘A festa no céu’. Texto: Solange Lima e Di-
nho Valladares. Direção: Dinho Valladares. Com
Talita Stein, Carolina Floare e outros.
O sapo Léo e o jabuti Botija armam um plano
para entrar numa festa de animais alados.
Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo: Rua
Conde de Irajá 253, Botafogo — 2537-5204.
Sáb e dom, às 17h30m. R$ 30. Até 30 de se-
tembro. Livre.
> ‘A fuga dos brinquedos’. Texto: Rafael Gui-
malle. Direção: Oscar Francisco. Com Alexandre
Rangel, Aline Mendonça e outros.
Quatro brinquedos, cansados das tentativas
frustradas para chamar a atenção do seu dono,
decidem partir para uma creche.
Teatro dos Grandes Atores: Barra Square. Av.
das Américas 3.555, Barra — 3325-1645. Sáb
e dom, às 17h. R$ 30. Até 26 de junho. Livre.
Quem doar um livro infantil paga R$ 15.
> ‘O homem que amava caixas’. Texto: Ste-
phen Michael King. Direção: Gustavo Bicalho e
Henrique Gonçalves. Com Bruno Oliveira, Márcio
Nascimento e Marise Nogueira.
Um pai introvertido cria um mundo de fantasia com
caixas de papelão para mostrar seu amor pelo filho.
Oi Futuro Ipanema: Rua Visconde de Pirajá 54,
Ipanema — 3201-3010. Sáb e dom, às 16h.
R$ 10. Até 29 de maio. Livre.
> ‘O jardim das fadas’. Texto e direção: Wag-
ner Esse. Com Aline Fernandes, Andressa Toledo
e outros.
A luta da fada Sininho e suas amigas contra a
poluição na Baía de Guanabara.
Casa de Cultura Elbe de Holanda: Rua Enge-
nheiro Rozauro Zambrano 302, Jardim Guana-
bara, Ilha do Governador — 2466-0661. Sáb e
dom, às 17h. R$ 20. Até domingo. Livre.
> ‘João e Maria e a casa encantada’. Texto e
direção: Eduardo Monteiro. Com André Felipe,
Fernanda Ielpo e outros.
O clássico infantil sobre os irmãos que se per-
dem na floresta e encontram uma casa feita de
doces ganha nova leitura.
Sesc-Engenho de Dentro: Av. Amaro Cavalcanti
1.661, Engenho de Dentro —3822-9532. Sáb,
às 16h. R$ 12. Até amanhã. Livre.
> ‘Loja de brinquedos’. Texto: Claudio Figuei-
ra. Direção: Carlos Arthur Thiré e Claudio Figuei-
ra. Com a Cia. Só de Sapato.
No musical, uma menina rica entra em uma loja
em busca de brinquedos novos, mas acaba
aprendendo a dividir o que tem.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 18h30m. R$ 50.
Até 29 de maio. Livre.
> ‘O mágico de Oz’. Adaptação e direção: Cris-
tiane Sanctos. Com André Lamare, Cristiane
Sanctos e outros.
A história da menina Dorothy, que é levada à Ter-
ra de Oz por um tornado.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 16h. R$ 50. Até 8
de maio. Livre.
> ‘Na cola do sapateado’. Texto: Gisela Sal-
danha, Mabel Tude, Maria Dulce Saldanha e Tâ-
nia Nardini. Direção: Tânia e Tony Nardini. Com
Anderson Müller, Maria Clara Gueiros e outros.
Sete alunas usam o sapateado para colar na pro-
va de geografia, para desespero do professor.
Teatro do Leblon: Rua Conde Bernadotte 26, Le-
blon —2529-7700. Sáb e dom, às 17h. R$ 40.
Até 29 de maio. Livre.
> ‘Passarim — As peripécias de um sabiá
apaixonado por Luiza’. Texto e direção: Rony Gui-
lherme. Com Flávia Rubim, Fred Damarca e outros.
Um sabiá sonhador vive a cantar músicas de
Tom Jobim para Luiza, nome que deu à Lua.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sáb, às 15h. Dom, às 18h30m.
R$ 50. Até 1
o
- de maio. Livre.
> ‘A pequena sereia’. Texto: Hans Christian An-
dersen. Adaptação e direção: Roberto Rezende.
Com Ana Cláudia Padilha, Érika Thomas e outros.
A história da sereia que, após se apaixonar por
um homem, deseja virar humana.
Teatro Vannucci: Shopping da Gávea, 3
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-7246. Sáb e dom, às 17h15m. R$ 50.
Até 31 de julho. Não recomendado para meno-
res de 2 anos.
> ‘O Reino do Feijão Preto’. Texto e direção:
Helton Tinoco. Com Tito Sant’anna, Helton Ti-
noco, Tatiane Santoro e outros.
A feijoada é a salvação para o falido Reino do
Feijão Preto, mas, para isso, Samba, o porco
compositor, tem de morrer. Quem vai salvá-lo?
Teatro do Jockey: Rua Bartolomeu Mitre 1.110,
Gávea — 3114-1286. Sáb e dom, às 18h30m.
R$ 20. Até 29 de maio. Livre.
> ‘Os saltimbancos’. Texto: Luiz Henríquez e
Sergio Bardotti. Direção: Maria Lucia Priolli.
Com Telma Leite, Ruben Gabira e outros.
A história de quatro animais, fugidos de seus do-
nos por maus-tratos, que se encontram numa
estrada. Versão de Chico Buarque.
Teatro Ipanema: Rua Prudente de Moraes 824,
Ipanema — 2523-9794. Sáb e dom, às 17h.
R$ 30. Até 29 de maio. Livre.
> ‘O soldadinho e a boneca’. Texto e direção:
João Soncini e Dylmo Elias. Com Rafael Spor-
titsch, Maysa e outros.
Depois de ficarem perdidos na floresta encanta-
da, o soldadinho e a bonequinha vão parar num
misterioso castelo.
Teatro Monte Sinai: Rua São Francisco Xavier
104, Tijuca — 3872-2860. Sáb e dom, às 16h.
R$ 20. Livre.
> ‘Os três porquinhos’. Direção: Leandro Ma-
riz. Com Myriam Pimentel, Luiz Xaxu e outros.
A clássica história dos porquinhos que tentamse
proteger de um lobo mau.
Teatro Fashion Mall: Fashion Mall, 2
o
- piso. Es-
trada da Gávea 899, São Conrado — 2422-
9800. Sáb, às 17h. Dom, às 16h. R$ 40. Até
domingo. Livre.
> ‘Os três porquinhos ou confissões de um
menino levado’. Texto e direção: Luiz Arthur.
Com Marcelo Dusi.
Abordando a questão do bullying, a peça mostra
um menino que tem como ídolo o Lobo Mau e
maltrata seus amigos, mas se dá mal.
Teatro do Jockey: Rua Bartolomeu Mitre 1.110,
Gávea — 3114-1286. Sáb e dom, às 16h30m.
R$ 30. Até domingo. Livre.
> ‘Triangulinha’. Texto e direção: Monica Alvaren-
ga. Com Kayo Muller, Guilherme Veloso e outros.
Uma menina com formato triangular nasce num
mundo de formas redondas.
Teatro dos Quatro: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2274-9895. Sáb e dom, às 17h. R$ 50. Até 8
de maio. Livre.
> ‘Umchorinho para Dona Baratinha’. Texto:
Pedro Murad. Direção: Gabriel Cortez. Com Car-
la Diaz, Thiago Oliveira e outros.
Embalado por grandes clássicos do choro, o mu-
sical conta as peripécias de Dona Baratinha em
sua busca por um marido.
Teatro das Artes: Shopping da Gávea, 2
o
- piso.
Rua Marquês de São Vicente 52, Gávea —
2540-6004. Sáb e dom, às 17h. R$ 50. Até 1
o
-
de maio. Livre.
Museusecentrosculturais
Grátis >EspaçoCiênciaViva.Estemês,otemado
projeto Sábado da Ciência é “Minha cidade, minha
água”. Oobjetivoémostrar comatividadesepalestra
opapel daáguaemnossocotidiano.
Espaço Ciência Viva: Av. Heitor Beltrão 321, Ti-
juca — 2204-0599. Sáb, das 14h às 17h. Livre.
> Espaço Cultural da Marinha. O espaço é
dedicado à história do Brasil e da navegação. A
galeota DomJoão VI, do século XIX, o submarino
Riachuelo e o helicóptero-museu são algumas
das atrações. Em cartaz, a exposição temporária
“30 anos da mulher militar na Marinha do Bra-
sil” mostra a participação feminina nas Forças
Armadas. Nos finais de semana, há uma peça
sobre o tema. O visitante pode ainda fazer o pas-
seio à Ilha Fiscal em escuna, de quinta a domin-
go, ao meio-dia e meia, às 14h e às 15h30m.
Espaço Cultural da Marinha: Av. Alfred Agache
s/n
o
-, Praça Quinze — 2233-9165. Ter a dom,
do meio-dia às 17h. Peça “O passeio mágico”:
sáb e dom, às 14h30m e às 16h. Grátis (visi-
tação e peça) e R$ 10 (passeio). Até o fim de
abril (a exposição). Livre.
Grátis >InstitutoMoreiraSalles. Noprojeto“Re-
contando Shakespeare combonecos”, as crianças
ouvemahistóriade Romeue Julietaconfeccionando
seusprópriosfantoches.
Instituto Moreira Salles: Rua Marquês de São Vi-
cente 476, Gávea — 3284-7400. Sáb, às 17h.
Não recomendado para menores de 5 anos.
Grátis >MuseudeAstronomia. Os visitantes po-
demconhecer o segundo maior meteorito do Brasil,
chamadoSantaLuziadeGoiás, emexposiçãonomu-
seu. Tambémestãoemcartazmostrassobreprojetos
deLeonardodaVinci esobreasestaçõesdoano. Nes-
tefimdesemana, háobservaçãodocéu, visitaorien-
tadaeplanetárioinflável.
Museu de Astronomia: Rua General Bruce 586,
São Cristóvão — 2580-7010. Ter, qui e sex, das
9h às 17h. Qua, das 9h às 21h. Sáb, das 14h às
21h. Dom e feriados, das 14h às 18h. Visitas
orientadas: sáb, das 15h às 17h. Livre.
> Museu Nacional. No acervo do museu, há
três mil itens de Antropologia, Botânica, Ento-
mologia e Paleontologia, como a coleção de ar-
tefatos egípcios de Dom Pedro I.
Museu Nacional: Quinta da Boa Vista s/n
o
-, São
Cristóvão —2562-6042. Ter a dom, das 10h às
16h. R$ 3. Livre.
> Programa em Família. O programa domini-
cal do MAM leva crianças e adultos a explorar
uma coleção de materiais utilizados por artistas
em seus trabalhos.
Museu de Arte Moderna: Av. Infante Dom Hen-
rique 85, Parque do Flamengo — 2240-4944.
Ter a sex, do meio-dia às 18h. Sáb, dom e fe-
riados, do meio-dia às 19h. Programa em Famí-
lia: dom, às 15h. Grátis (crianças até 12 anos) e
R$ 8 (aos domingos, ingresso-família, para até
cinco pessoas). Livre.
Recreação
> Fazendinha Estação Natureza. O espaço
promove vivência rural e arvorismo.
Fazendinha Estação Natureza: Estrada dos
Bandeirantes 26.645, VargemGrande —2428-
3288. Sáb, dom e feriados, das 10h às 17h. R$
40 (menores de 2 anos não pagam). Livre.
> Jardim Zoológico. Neste fim de semana, o
parque, que tem1.900 animais, entre aves, ma-
míferos e répteis, ganha um novo casal de tigres
de bengala e três pôneis.
Quinta da Boa Vista: São Cristóvão — 3878-
4200. Ter a sáb, das 9h às 16h30m. Dom (ex-
cepcionalmente), das 8h30m às 16h30m. R$ 5
(dom) e R$ 6. Crianças com menos de um me-
tro, maiores de 60 anos e deficientes físicos não
pagam. Livre.
> Lagoa Aventuras. Os fãs de atividades radicais
podem fazer escaladas, arvorismo, tirolesa e rapel.
Parque da Catacumba: Av. Epitácio Pessoa
3.000, Lagoa — 4105-0079. Ter a dom, das
9h30m às 16h30m. R$ 15 (muro de escaladas),
R$ 20 (arvorismo e tirolesa) e R$ 40 (rapel). Não
recomendado para menores de 4 anos.
Grátis >RádioMaluca. Nesta edição, o programa
de rádio compresença de plateia fala sobre dinheiro.
Participação do músico Hamilton Catette e da atriz e
contadoradehistóriasMarciaValéria.
Rádio Nacional: Praça Mauá 7, Centro —
8893-3208 (informações). Sáb, às 11h. Livre.
> Sensações do Passado Geológico da Ter-
ra. A formação dos continentes, os dinossauros,
o surgimento da espécie humana e sua evolução
são retratados na mostra, que permite aos seus
visitantes sentir a sensação de umterremoto, en-
tre outras experiências.
Casa da Ciência da UFRJ: Rua Lauro Müller 3,
Botafogo — 2542-7494. Ter a sex, das 9h às
20h. Sáb, dom e feriados, das 10h às 20h. Até
15 de maio. Livre.
Jogos
> Barra Bowling. Espaço com 20 pistas.
BarraShopping: Av. das Américas 4.666, Barra
— 2431-9566. Seg a qui, do meio-dia à meia-
noite. Sex, do meio-dia à 1h. Sáb, das 11h às 3h.
Dome feriados, das 11h à meia-noite. R$ 55 (seg
a sex, até as 18h), R$ 75 (seg a qui, após as 18h)
e R$ 105 (sex e véspera de feriados, após as 18h;
sáb, dom e feriados). A partir das 21h, menores
de 13 anos só com o responsável.
> Big Boliche. Instalado numa área de dois mil
metros quadrados, o boliche tem 12 pistas automa-
tizadas, dois salões de festas e área para games.
Shopping Grande Rio (estacionamento): Rodo-
via Presidente Dutra 4.200, São João de Meriti —
2651-2337. Seg a dom, das 13h às 22h. R$ 48
(seg a qui) e R$ 56 (sáb, dom e feriados). Livre.
> Casabowling. Espaço com 14 pistas.
CasaShopping: Av. Ayrton Senna 2.150, Barra —
2108-8142. Seg, das 16h à meia-noite. Ter a sex,
do meio-dia à meia-noite. Sáb e dom, das 10h à
meia-noite. Preço por período de uma hora: R$ 55
(seg a sex, até as 18h), R$ 75 (seg a qui, após as
18h) e R$ 105 (sex e véspera de feriados, após as
18h; sáb, dom e feriados). A partir das 21h, me-
nores de 13 anos só com o responsável.
> Top Kart Indoor. Adultos e crianças podem
disputar corrida nas pistas.
NorteShopping: Av. DomHelder Câmara 5.332,
subsolo, Cachambi — 2178-4545. Seg a sex,
das 15h às 23h. Sáb, dom, véspera de feriados
e feriados, das 14h às 23h. Kart adulto: R$ 39
(modalidade 6,5hp), em 20 minutos de bateria.
Kart infantil: R$ 29, em 15 minutos de bateria.
Recomendado para crianças com no mínima de
1,20m de altura.
Extra 24h: Av. das Américas 1.510, subsolo,
Barra — 2484-4545. Seg a sex, das 15h às
23h. Sáb, dom, véspera de feriados e feriados,
das 14h às 23h. Kart adulto: R$ 39 (modali-
dade 6,5hp) e R$ 59 (modalidade 9hp), em 20
minutos de bateria. Kart infantil: R$ 29, em 15
minutos de bateria. Recomendado para crianças
com no mínimo 1,20m de altura.
Patinaçãonogelo
> Barra On Ice. A pista tem 450 metros qua-
drados e capacidade para 100 pessoas.
Hipermercado Extra 24 horas: Av. das Américas
1.510, Barra — 3151-3354 e 2431-4602. Ter
a qui, das 14h às 21h. Sex, das 14h às 22h.
Sáb, dom e feriados, das 13h às 22h. R$ 30,
por uma hora de patinação. Recomendado para
maiores de 5 anos.
> Espaço RioSul de Patinação no Gelo. A
pista comporta 70 pessoas.
RioSul: Rua Lauro Müller 116, Botafogo —3527-
7257 e 2122-8070. Seg a sáb, das 10h às 22h.
Dom e feriados, do meio-dia às 21h. R$ 20 (meia
hora) e R$ 30 (1 hora). Crianças entre 1 e 4 anos
entram na pista com um trenó.
> Fun On ice. A pista com área total de 200
metros quadrados e capacidade para 40 pes-
soas conta com instrutores de patinação.
São Gonçalo Shopping: Av. São Gonçalo 100,
Boa Vista, São Gonçalo — 3513-7200. Seg a sex,
das 13h às 22h. Sáb, das 10h às 22h. Dom, das
11h às 21h. Até 22 de maio. R$ 20 (45 minutos).
Não recomendado para menores de 5 anos.
> Norte On Ice. A pista de patinação no gelo
tem 300 metros quadrados, capacidade para
100 pessoas e som computadorizado.
NorteShopping: Av. Dom Hélder Câmara 5.474,
Estacionamento Pedras Altas, Cachambi —
2178-4606 e 2178-4607. Seg a qui, das 14h às
21h. Sex, das 14h às 22h. Sáb, dom e feriado,
das 13h às 22h. R$ 25, por uma hora de pati-
nação. Recomendado para maiores de 5 anos.
> Patinação no Shopping Tijuca. Com 136
metros quadrados, a pista — que será inaugu-
rada hoje — conta com som digital, sistemas in-
formatizados e patins italianos.
Shopping Tijuca: Av. Maracanã 987, piso ex-
pansão, Tijuca — 2176-6031. Seg a sáb, das
10h às 22h. Dom, do meio-dia às 22h. R$ 20,
por 30 minutos, incluindo equipamento de se-
gurança. Até 16 de junho. Não recomendado
para menores de 5 anos.
10

SEGUNDO CADERNO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 10 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 21: 25 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
PATRÍCIA KOGUT
C O N T R O L E R E M O T O
COM ELIZABETE ANTUNES E FLORENÇA MAZZA • E-mail: kogut@oglobo.com.br
Um, dois, três e já

Uma segunda tempora-
da de “Junto&misturado”
vai entrar em produção
imediatamente. O elenco
terá o reforço de Marcelo
Médici e, provavelmente,
de mais uma atriz. Maria
Flor foi convidada, mas,
como está passando uma
temporada fora do Brasil,
não pôde aceitar. O horá-
rio de exibição ainda não
está decidido.
Agora na TV
● O best-seller “A firma”, de
John Grisham, já virou filme e
agora será adaptado para a
TV. A produção da série de 22
episódios será da One Televi-
sion, Sony e Paramount.
Capoeirista
● Beto Simas, o Mestre Bone-
co, passou anos morando nos
EUA e agora vai voltar à tele-
visão apresentando uma sé-
rie. Ele estará à frente de “Ca-
poeira”, na TV Brasil.
CONHEÇA
DORALICE,
personagem de
“O astro” que
será interpretada
por Marcela
Muniz. Ela
passou anos
longe da Globo e
voltará ao ar na
minissérie. Na
foto ao lado, está
fazendo uma
prova de figurino
0 10
Para os boletins
de meteorologia
da Globo News,
completos e bem
explicados. Olivio
Bahia e Giovani Doliff, do Inpe,
são ótimos. O Canal Rural é
outro que investe no tema.
Merece. Todo mundo busca
este tipo de informação.
Para “Casos
de família”, pelo
conjunto da obra.
Não apenas porque
é uma espécie de
ringue disfarçado de esforço
de pacificação, mas também
pelos personagens que
frequentam a arena.
É um baixo nível só.
VANESSA
GIÁCOMO posa
vestida de noiva
durante a
gravação do dia
do casamento de
sua personagem,
Celeste, com
Abner (Marcos
Pasquim), em
“Morde &
assopra”. Mas
a união não
acontecerá. Ele a
deixará no altar
Márcio Nunes
O GLOBO NA INTERNET
a
oglobo.com.br/kogut
• Estes são os posts mais
lidos da semana (todos no ar
no blog):
1. Em Paris, Cristiana Oliveira
deixa para trás o visual de
Araci. Foto.
2. Carla Diaz: atriz de “O clone”
cresceu mas continua na dança
do ventre.
3. Ex-BBB Diana faz poses
ousadas com boneca e de
patins. Fotos.
4. Marina Ruy Barbosa e
Giovanna Lancellotti posam
juntas para campanha.
5. Em “Insensato coração”,
Paula armará contra Natalie e
Cortez.
CRÍTICA
‘Saia justa’: sem graça
● Mônica Waldvogel continua
com a palavra certa na ponta
da língua; o cenário está bem
resolvido; Lúcia Guimarães
faz boas reportagens de
Nova York (a última sobre a
correlação entre riqueza e
tristeza). Esta semana, o
tema principal do “Saia
justa” não poderia ser mais
óbvio/comportadinho: o
casamento real britânico.
Camila Morgado usou uma
coroinha bem-humorada,
Teté Ribeiro, uma camiseta
com a bandeira inglesa. Leo
Jaime era o participante
masculino. O circo estava
bem armado e todo mundo
sabe que o GNT nunca faz
por menos quando o assunto
é embalagem e acabamento.
Mas, apesar dos esforços de
Mônica, o programa esteve
chocho demais.
É que a conversa não foi
além de um coletivo de
citações pescadas no Google
e uma referência ao
manjadérrimo “A psicanálise
dos contos de fadas”.
Nenhuma discordância,
muita pose, pouco assunto.
Parecem ter esquecido
que o “Saia justa” não vive
de elementos em harmonia.
Pelo contrário. Em anos de
existência, o programa já
atravessou marés de todos
os tipos, com formações
boas, e outras piores. Mas
uma de suas melhores fases
foi com Maitê Proença,
Márcia Tiburi e companhia.
Por causa das faíscas, claro.
A presença masculina
pode ajudar quando as
mulheres ali não têm muito
a dizer. E, se isso acontece, é
porque o semanal perdeu de
vista seu melhor capital: o
estrogênio concentrado, a
beligerância em plena
potência e uma boa dose de
histeria. Essa mistura está
fazendo falta.
Dossiê 1
● O repórter Geneton Moraes
Neto está preparando a série
“Dossiê Globo News: Segredo de
Estado”. Serão oito programas
que vão ao ar em setembro, na
semana que marcará os 10 anos
dos atentados de 2001.
Dossiê 2
● Geneton — que arrasa in-
variavelmente nas entrevis-
tas que faz — ouvirá seis im-
portantes personagens que
atuam na l uta ameri cana
contra o terrorismo. Entre
eles, há espiões, políticos e
outras figuras.
....................................................
twitter.com/PatriciaKogut
facebook.com/PatriciaKogutOGlobo
Veja a grade das emissoras e o resumo das novelas em oglobo.com.br/revistadatv
HOJE NA TV
: O GLOBO NA INTERNET
a
Divulgação
‘A ostra e o vento’
Brasil, 1997. Direção: Walter Lima.
Drama.
Maré cheia. Veio da literatura de Moacir
C. Lopes esta fábula sobre a adolescente
Marcela (Leandra Leal) que vive isolada
com o pai, o faroleiro José (Lima Duarte,
impecável) numa ilha deserta. A trama
aborda o despertar da sexualidade da
menina, que tem no velho Daniel (Fernando
Torres) um aliado. TV Brasil, 22h.
F I L M E S
‘King Kong’
“King Kong”. EUA/ Nova Zelândia/ Alemanha,
2005. Direção: Peter Jackson. Aventura
Vão-se os anéis... No coração de toda
fera reside um menino carente. O gorilão
criado por Merian C. Cooper e Edgar
Wallace também quer amar. A meta de
Peter Jackson ao refilmar a saga do símio
apaixonado por uma loura (Naomi Watts)
foi buscar o mais humano de todos os
sentimentos: o querer. Record, 15h30m.
‘Agente 86’
“Get Smart”. EUA, 2008. Direção:
Peter Segal. Comédia.
Superconfidencial. Mesmo com todas
as suas deficiências, Maxwell Smart
(Steve Carell, assumindo o personagem
de Don Addams) é o único parceiro
que a agência de espionagem Controle
tem a oferecer à agente 99 (Anne
Hathaway, apetitosa) na luta contra a
facção criminosa Kaos. SBT, 23h.
“Massacre no bairro chinês” (“San suk si gin”).
Hong King, 2009. Direção: Yee Tung-Shing. Thriller. Globo, 23h20m.
A desenvoltura dramática do dragão
JACKIE CHAN equilibra adrenalina e inteligência na pele de um imigrante
Fotos de divulgação
P R O G R A M A S
Canal Brasil/Divulgação
A APRESENTADORA Simone Zuccolotto entrevista a atriz Lilia Cabral: bate-papo sobre cinema
“Cinejornal”. Cinema. Canal Brasil, 20h30m.
‘TV Xuxa’
Variedadaes. Globo, 14h45m.
O apresentador André Marques e o ator Nelson Freitas
enfrentam a dupla formada pela atriz Susana Vieira e uma
amiga, Gabriela, no quadro “Meninas e meninos”. A disputa
é marcada por muitas risadas. Xuxa se diverte com as
tiradas de Marques, que também faz a plateia gargalhar
dizendo que a blusa que está usando não favorece o seu
porte. Ele ainda brinca com a apresentadora:“Não me olha
assim, é muita beleza para o meu coração”. No palco, Xuxa
recebe o cantor Michel Teló, famoso pelo hit “Fugidinha”.
Amor pela tela grande
TV Globo/Marcio Nunes
‘Goo’
Música. MTV, 23h.
O programa esclarece tudo sobre o
gênero musical math rock, ou rock
matemático, em português. No clima,
Gaía Passarelli fala sobre o grupo
Battles, que acaba de lançar um novo
álbum, e conversa com a banda
paulista Hurtmold.
‘Mega senha’
Game. RedeTV!, 22h45m.
O apresentador Marcelo de Carvalho
recebe a ex-BBB e modelo Lia Khey e
o vocalista do grupo Revelação,
Xande de Pilares. A dupla tem como
missão ajudar os participantes da
atração a ganhar o prêmio máximo
de R$ 1 milhão.
‘Philippe Starck: Escola de
design’
Reality Multishow, 16h30m.
Na primeira parte do terceiro episódio,
Starck interrompe a pesquisa do grupo e
leva todos para um circo. No dia da
prova, o designer se decepciona ao
constatar que seus alunos não
entenderam o que ele queria.
RODRIGO FONSECA NATALIA CASTRO
● Finalizando a produção
de “Xinhai geming”, um épi-
co de US$ 30 milhões sobre
a fundação da China repu-
blicana que dirige ao lado
de Zhang Li, Kong-sang “Ja-
ckie” Chan, hoje um senhor
de 57 anos, provou no re-
cente remake de “Karate
Kid” o quanto é capaz de co-
mover plateias ao trafegar
pelas veredas do drama.
Atuando desde 1962 e diri-
gindo há 32 anos, tendo fil-
mado 18 longas-metragens,
Chan chegou a fazer uma
ponta no clássico das artes
marciais “Operação Dra-
gão” (1973), com Bruce Lee,
antes de formar uma legião
de fãs no mercado asiático
ao investir num personagem ingênuo, altruís-
ta e até atrapalhado, mas sempre imbatível
numa briga. A partir de 1985, com a exporta-
ção de “Police story” para o mundo, ele pas-
sou a ser cobiçado por estúdios americanos.
Mas ainda era uma cobiça tímida, que só se
tornou mais agressiva como inesperado êxito
popular de “Arrebentando emNova York”, em
1995. Paralelamente às chanchadas de ação
que protagoniza nos EUA, ele arranja tempo
para trabalhos mais ambiciosos como este th-
riller de pigmentação marxista: “Massacre no
bairro chinês” (“San suk si gin”), de 2009.
Chan põe à prova seu kung-fu dramático no
papel de um imigrante chinês ilegal no Japão
que se envolve coma máfia e coma polícia em
busca de dignidade. A direção foi confiada a
Yee Tung-Shing, também conhecido como De-
rek Yee, prolífico ator, que contabiliza 15 lon-
gas como realizador no currículo — o que o
habilitou a filmar com um orçamento de US$
15 milhões administrado pelos gestores da Ja-
ckie Chan Productions e da JCE Movies.
● Em cartaz no teatro com a peça “Maria de
Caritó” , no cinema em “Amor?” e na TV como
a Mercedes na série “Divã”, que também já fez
sucesso na tela grande, Lilia Cabral conversa
com Simone Zuccolotto, no “Cinejornal”. No
bate-papo, a atriz analisa sua relação como ci-
nema. “Não faço muito e sinto vontade de me
expressar de uma forma diferente da TV e do
teatro”, conta ela, que participou de produ-
ções nacionais como “A partilha”, de 2001.
Lilia, que vai protagonizar “Fina estampa”,
próxima trama das 21h da Globo, com auto-
ria de Aguinaldo Silva, revela que não tem
um tipo de personagem preferido. “Gosto de
uma boa história, não importa o gênero.
Aliás, a sensação que tenho é que quando eu
passar dos 60 anos vou fazer cinema pra ca-
ramba”, brinca ela, adiantando que “Maria
do Caritó” também deve ganhar uma adap-
tação cinematográfica em breve.
SEGUNDO CADERNO

11 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 11 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 23: 16 h
PRETO/BRANCO
BICHINHOS DE JARDIM
LIBERTY MEADOWS DUSTIN
AGENTE ZERO TREZE
URBANO, O APOSENTADO
A CABEÇA É A ILHA
Clara Gomes
Frank Cho Steve Kelley e Jeff Parker
Arnaldo Branco e Claudio Mor
A. Silvério
André Dahmer
PUXA... ESQUECI DE OLHAR O MEU
FACEBOOK ONTEM!
SOU SUA FÃ NÚMERO UM,
MARC! ACHO QUE ESTOU
APAIXONADA!
O QUÊ?
QUER MAIS
LEITE,MARC?
HUMMM...
É CLARO!
AQUI ESTÁ!
SOCOR-
RO!!
PROVAVELMENTE,
DEIXEI DE VER
MUITAS E MUITAS
COISAS QUE MEUS
AMIGOS FIZERAM!
BOM, MAIS TARDE
EU OLHO O DE
HOJE!
H Q s
R E D
O
R
O C I D
TO
C R U Z A D A S
LOGODESAF I O
SÔNIA PERDIGÃO
Foram encontradas 15 palavras: 6 de 5 le-
tras, 3 de 6 letras, 5 de 7 letras e 1 de 8
letras, além da palavra original. Com a se-
quência de letras TO foram encontradas 23
palavras.
INSTRUÇÕES: Encontrar a palavra original
utilizando todas as letras contidas apenas no
quadro maior. Comestas mesmas letras, formar
o maior número possível de palavras de 5 letras
ou mais. Achar outras palavras (de 4 letras ou
mais) com o auxílio da sequência de letras do
quadro menor. As letras só poderão ser usadas
uma vez em cada palavra. Não valem verbos,
plurais e nomes próprios.
S O L U Ç Ã O : c e d r o , c r e d o , d é c o r , d o d ó i , d o i -
d o , r o í d o ; c e d i d o , d e c o r o , d o r i d o ; c o r r e i o ,
c o r r i d o , d o c e i r o , e r o d i d o , o r d e i r o ; c o r d e i r o ;
D E C O R R I D O . C o m a s e q u ê n c i a d e l e t r a s T O :
c e r t o , c o i t o , c o r e t o , c o r r e t o , c o t o , d i r e t o , d i -
r e t o r , d i t o , e d i t o , e d i t o r , o i t o , r e i t o r , r e t o , r i t o ,
r o t o , t o c o , t o d o , t o r c e d o r , t o r c i d o , t o r d o , t o r ó ,
t o r r e , t ó r r i d o .
CLAUDIA LISBOA
H O R Ó S C O P O
ÁRIES (21/3 a 20/4)
Elemento: fogo. Modalidade: im-
pulsivo. Signo complementar:
Libra. Regente: Marte.
As decisões deveriam ser tomadas
com base no entusiasmo e na con-
fiança de que produzirão os melhores
resultados. Assim, o estresse causado
pelas incertezas será evitado. É tempo
de deixar que o bom humor acom-
panhe suas decisões.
TOURO (21/4 a 20/5)
Elemento: terra. Modalidade: fi-
xo. Signo complementar: Escor-
pião. Regente: Vênus.
A suavidade que imprime nos seus re-
lacionamentos gera o encontro com
pessoas agradáveis. Um ambiente ele-
gante e confortável também faz parte
do processo. É tempo de criar belas
condições para manter o bem-estar
com as pessoas com quem convive.
GÊMEOS (21/5 a 20/6)
Elemento: ar. Modalidade: mutá-
vel. Signo complementar: Sagi-
tário. Regente: Mercúrio.
Muitas vezes, é muito mais fácil
aprender, quando, de alguma forma,
estamos emocionalmente envolvidos
com o assunto de nosso interesse. É
tempo de identificar e se dedicar
às questões que tem a capacidade
de mobilizar suas emoções.
CÂNCER (21/6 a 22/7)
Elemento: água. Modalidade:
impulsivo. Signo complementar:
Capricórnio. Regente: Lua.
É possível que os sentimentos guarda-
dos há tanto tempo estejam prontos pa-
ra vir à tona a qualquer momento. Uma
enxurrada de informações flui com na-
turalidade. É tempo de conversar, con-
tar histórias e elaborar as emoções
que ainda estão armazenadas.
LEÃO (23/7 a 22/8)
Elemento: fogo. Modalidade: fi-
xo. Signo complementar: Aquá-
rio. Regente: Sol.
O sucesso de cada um depende dos
planos individuais e da capacidade de
estabelecer fortes elos com os planos
dos outros. Os projetos que não se co-
nectam dificilmente sobrevivem. É
tempo de elaborar com cuidado as
metas que deseja realizar.
VIRGEM (23/8 a 22/9)
Elemento: terra. Modalidade:
mutável. Signo complementar:
Peixes. Regente: Mercúrio.
Existem ocasiões em que o talento
criativo se depara com empecilhos de
ordem emocional. Quando isso acon-
tece, podemos inviabilizar as realiza-
ções. É tempo de controlar a ansie-
dade para aperfeiçoar sua capaci-
dade criativa.
LIBRA (23/9 a 22/10)
Elemento: ar. Modalidade: impul-
sivo. Signo complementar: Áries.
Regente: Vênus.
Quando agimos com delicadeza, te-
mos a vantagem de atrair as atenções,
conquistar o afeto dos demais e formar
relações que nos permitem atingir
tranquilidade emocional. É tempo de
colaborar para manter boas atmos-
feras de convivência.
ESCORPIÃO(23/10 a 21/11)
Elemento: água. Modalidade: fixo.
Signo complementar: Touro. Re-
gente: Plutão.
A maturidade emocional permite que
os encontros aconteçam de forma le-
ve e prazerosa, muito diferente de
quando deixamos as pressões emo-
cionais se acumularem. É tempo de
usufruir a plenitude do seu poder
de sedução.
SAGITÁRIO (22/11 a 21/12)
Elemento: fogo. Modalidade: mutá-
vel. Signo complementar: Gêmeos.
Regente: Júpiter.
O magnetismo pessoal cria uma at-
mosfera extremamente favorável aos
relacionamentos, pois não só atraímos
pessoas como também situações bas-
tante interessantes. É tempo de desen-
volver seus talentos e investir na
autoestima.
CAPRICÓRNIO(22/12 a 20/1)
El ement o: t erra. Modal i dade:
impulsivo. Signo complementar:
Câncer. Regente: Saturno.
Existem ocasiões em que o melhor a
fazer é acolher as próprias fragilida-
des emocionais. Assim, evitamos os
desgastes resultantes da pressão de
ocultá-las. É tempo de aceitar que
nem tudo na vida pode estar sob
seu controle.
AQUÁRIO (21/1 a 19/2)
Elemento: ar. Modalidade: fixo.
Signo complementar: Leão. Re-
gente: Urano.
Muitas vezes, é possível que não se sin-
ta compreendido porque nem todos
são capazes de entender a originalida-
de de suas ideias, gerando uma grande
ansiedade. É tempo de ter paciência
para encontrar formas simples de
transmitir o que pensa.
PEIXES (20/2 a 20/3)
Elemento: água. Modalidade: mu-
tável. Signo complementar: Vir-
gem. Regente: Netuno.
Quando usamos bem a imaginação,
podemos facilmente nos dedicar a di-
versos interesses. Com isso, nos abri-
mos para atrair aquilo que se sintoniza
melhor com nossa natureza. É tempo
de valorizar sua intuição e ampliar
a sua sensibilidade.
● HÁ 50 ANOS: O GLOBO não circulou no domingo
30-4-1961, nem no dia seguinte, feriado
O GLOBO

SEGUNDO CADERNO

PÁGINA 12 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 00: 44 h
12

Sábado, 30 de abril de 2011
SEGUNDOCADERNO
SEGUNDOCADERNO
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
ARNALDO BLOCH
Oração ao frio
Essa promoção é por tempo limitado
Arnaldo Bloch
D
emorou. Mas senti, hoje, pela primei-
ra vez no ano, aquele frio etéreo
(com notas brancas de trompas ge-
ladas, implícitas, a anunciá-lo) en-
trar pela janela do banheiro em obras.
A janela fica linda assim crua, sem bascu-
lante, provisória como a de uma ruína, ou es-
tilizada como as janelas das casas dos ho-
mens livres que não têm que respeitar facha-
das. Acho que não vou pôr basculante. Talvez
não ponha, tampouco, o revestimento. A car-
caça do banheiro será definitiva.
O frio, dizem, está em falta por obra do ho-
mem que furou camadas protetoras de ozônio
e de clorofila. Ali em cima, a floresta ainda fas-
cina e assombra, alheia aos bois, à soja, às
motosserras e às usinas. E beeeeem adiante, o
urso a equilibrar-se sobre a calotinha derre-
tida procurando uma rota de fuga e cercado
de água dá tristes avisos através do ecomar-
keting e se transforma em emblema do que
nos aguarda, uma das imagens mais dramáti-
cas que povoaram a primeira década de um
século árido de ideias e ideais.
Se nos polos o frio está acabando, no Rio,
então, já deveria ter acabado, deixando feli-
zes aqueles que morrem congelados quando
os termômetros cariocas se aproximam peri-
gosamente da linha abaixo dos 20 graus. “Que
friaca, hem?”, assustam-se, nos elevadores,
senhorinhas e marmanjos, à espera de que
um bafo de Bangu lhes assopre as narinas.
Mesmo assim, ele acaba por vir, cada vez
mais raro, e as moças mais desprendidas des-
se apego ao calor imediatamente põem suas
botinhas, seus jeans, seus cintos, seus casa-
cos que compraram da última vez que foram
ao Sul ou ao outro hemisfério.
Dizia um tio meu que a única coisa em que
não se dá jeito nesta vida é no frio. Que ele
penetra nos ossos e paralisa o espírito. Por
fim, mata. Entendo-o, pois passou frio de
guerra e quase pereceu com a família.
Mas, essencialmente, discordo: do frio,
contemporaneamente, ainda se pode fugir
com roupas, agasalhos, fogo, calefação, gor-
ro, goró. Só em total abandono se sucumbe a
ele. Mas, em total abandono, se sucumbe a tu-
do, à fome, à sede, ao medo, ao desespero, à
selvageria, à falta de amor e de empatia.
Para o calor, sim, não há solução: quando
se está na rua, não há um “casaco frio” para
amenizá-lo. Leques são patéticos e ilusórios.
Sombrinhas são decorativas. E brisas do mar
durante o verão só existem, ainda, na Bahia.
No Rio não me lembro mais da última que sen-
ti. E, sem brisa, a vida não vale a pena.
Por isso dou essa importância tamanha ao
primeiro friozinho do ano. Penso que pode
ser o último. E, quando ele vem, fecho os
olhos e gozo de sua calma, de seu modo de
trazer notícias silenciosas de outras terras,
noção de que existem vários mundos a trocar
ares nos movimentos planetários. O primeiro
friozinho do ano é como um sopro de equilí-
brio a preencher o corpo.
Ele enseja uma oração: que seja assim o
ano inteiro, com o sol outonal que pinta de
um azul profundo o céu do Rio e faz com que
os poentes ganhem uma variedade maior de
cores, como as florestas da Europa antes de
perderem as folhas, quando ficam mais colo-
ridas que as florações primaveris.
Que o verão dure só duas semanas, para
que se dê ao calor o devido valor, e ao frio sob
o sol o devido lugar: sua serena majestade.
Como diz o Ed Motta naquele seu lindo fox ca-
rioca: “Há um lugar para ser feliz/ além de
abril em Paris:/ Outono, outono/ no Rio.”
Eu prefiro até o inverno, quando, ainda que
por alguns dias, o frio se aprofunda e encon-
tra, num certo enclave do espaço-tempo, sua
expressão mais radical, rasgando os mitos e
os ritos tropicalmente corretos.
Quando ouvi, já se vão uns 15 anos, aqueles
versos na canção de Adriana & Cícero dizen-
do que o inverno no Leblon é “quase glacial”,
eram princípios de agosto e estava mesmo o
chamado frio da porra quando se caminhava,
ainda citando Calcanhotto, à beira do canal (o
da Visconde de Albuquerque), e o frio se mis-
turava com uma bruma e com pepitas de ma-
resia fazendo as linhas da cidade desaparece-
rem e aquele espanto e silêncio fellinianos ca-
larem os passantes na contemplação da rari-
dade do momento. Onde estamos?
Nestes dias em que o Botafogo desapare-
ceu na bruma de si mesmo e até o gol de Mes-
si me entedia, esforço-me para me manter
afastado dos ares que vêm da Casa de Wind-
sor, que pouco me interessam, ou do bafo cí-
nico de Requião se dizendo vítima de bul-
lying, nova desculpa para toda fraqueza e vio-
lência. Dedico o tempo que resta a buscar al-
guma elevação nas asas do frio sem esquecer
que essa promoção é por tempo limitado.
E-mail: arnaldo@oglobo.com.br
Kamila Shamsie e
Caryl Phillips são
confirmados na Flip
Com a paquistanesa
e o britânico, já são
18 autores na festa
A
paquistanesa Kamila
Shamsie e o britânico
Car yl Phi l l i ps são
mais duas presenças
confirmadas na 9
a
- edição da
Festa Literária Internacional
de Paraty, que acontece entre
os dias 6 e 10 de julho.
Phillips tem dois romances
publicados no Brasil pela Re-
cord, “Dançando no escuro” e
“Uma margem distante” (ga-
nhador do pr êmi o Com-
monwealth), e lança na Flip,
pela mesma editora, “A traves-
sia do rio”, uma narrativa da
diáspora africana que se es-
tende do século XVIII ao tem-
po atual. Phillips nasceu na
ilha caribenha de São Cristó-
vão, mas foi criado na Inglater-
ra e hoje vive nos Estados Uni-
dos, onde dá aulas em Yale.
Kamila, que vive em Lon-
dres e escreve para o jornal
“The Guardian”, é autora de
cinco romances. Ainda inédita
no Brasil, ela lança durante a
Flip o mais recente deles,
“Sombras marcadas”, uma his-
tória sobre duas famílias cujas
trajetórias são marcadas pela
política mundial do pós-guer-
ra aos atentados de 11 de se-
tembro de 2001.
Oficina de crítica literária
A Flip anunciou ainda que o
poeta Frederico Barbosa vai
dar uma oficina de crítica lite-
rária durante a festa. Os inte-
ressados podem se inscrever
até 13 de maio pelo email ofi
cinaliteraria@flip.org.br.
Estão confirmados na Flip
Andrés Neuman, Antonio Ta-
bucchi, Carol Ann Duffy, Clau-
de Lanzmann, Emmanuel Car-
rère, Edney Silvestre, Hector
Abad, James Ellroy, João Ubal-
do Ribeiro, Joe Saco, Laura
Restrepo, Michael Sledge, Mi-
chel Houellebecq, Péter Es-
terházy, Pola Oloixarac e val-
ter hugo mãe. ■
‘Érazoável supor queoSTFseriasensível’
Segundo jurista, editoras poderiam recorrer ao Supremo para isentar biografias de autorização
Mauro Ventura
D
ois projetos de lei que
acabam com a censu-
ra às biografias não
autorizadas aguardam
votação no Congresso. Mas eles
não são as únicas esperanças
das editoras, na opiniãodojuris-
ta e professor da Faculdade de
Direito da Uerj Gustavo Binen-
bojm. Para ele, as próprias edi-
toras poderiam recorrer ao Su-
premo Tribunal Federal (STF).
“Seria provável que o Supremo
tendesse a acolher a tese de que
o artigo 20 do Código Civil só se
aplica às pessoas privadas”, diz.
Nos últimos anos, autores têm
enfrentado numerosos proble-
mas por conta do artigo, que dá
aos biografados e seus herdei-
ros o poder de vetar biografias
não autorizadas.
Foi o caso do historiador e
escritor Paulo César de Araújo,
autor de “Roberto Carlos em
detalhes” (Editora Planeta), e
de Alaor Barbosa, autor de “Sin-
fonia Minas Gerais — A vida e a
literatura de Guimarães Rosa”
(LGE Editora), que tiveramsuas
obras recolhidas. ALGE chegou
a recorrer ao STF, mas a deci-
são ainda não saiu. A editora é
uma exceção. César González,
diretor geral da Planeta, diz que
não estava informado dessa
possibilidade e que vai avaliá-la
com seus assessores jurídicos.
Sonia Jardim, vice-presiden-
te do grupo editorial Record e
presidente do Sindicato Nacio-
nal de Editores de Livros (Snel),
diz que a tese é “interessante”,
mas observa que uma ação jun-
to ao Supremo custa caro, difi-
cultando a tarefa de uma edito-
ra: “O sindicato poderia fazer
isso de forma preventiva, mas o
ideal é que a lei (que altera o ar-
tigo 20) seja promulgada.” Ro-
berto Feith, diretor da Objetiva,
explica que nunca recorreu ao
Supremo porque sua editora
não está com nenhum litígio.
Na entrevista ao lado, Binenbo-
jm detalha suas ideias.
O GLOBO: Temos visto biogra-
fias de figuras públicas sendo
recolhidas ou impedidas de ser
publicadas por causa da proibi-
ção dos biografados ou de seus
herdeiros, mesmo indiretos.
Trata-se de censura?
GUSTAVO BINENBOJM: Sim.
A exigência de uma prévia au-
torização do biografado se
configura como uma espécie
de censura privada. Isso é in-
constitucional.
● E que problemas isso traz?
É terrível do ponto de vista fi-
nanceiro, e mais ainda quan-
do às vezes o biografado já
morreu e a família quer filtrar
a história, exercendo de fato
uma censura prévia, do tipo:
“Autorizo se você não contar
que ele estava envolvido com
corrupção.” Não se trata ape-
nas de defender a liberdade
de expressão e de criação ar-
tística dos autores, mas so-
bretudo de defender o direito
à informação do público.
● O artigo 20 do Código Civil
de 2002 dá aos biografados e
seus herdeiros o poder de ve-
tar biografias não autorizadas.
O que o senhor acha disso?
O artigo tem um alcance mui-
to amplo, que impõe autoriza-
ção prévia (por parte dos bio-
grafados ou seus herdeiros) em
toda e qualquer situação. Ele
foi feito para proteger a priva-
cidade, a intimidade, mas, à
medida que a pessoa se torna
pública, sua história se con-
funde com a História do pró-
prio país.
● O artigo 20 do Código Civil
não diferencia o cidadão pri-
vado da personalidade públi-
ca. Não deveria haver uma
separação?
Sim. O que se quer não é banir
o direito à intimidade e à pri-
vacidade, mas apenas limitar
o seu alcance pro-
tetivo às pessoas
que optaram por
viver as suas vi-
das em âmbito es-
tritamente priva-
do. Quanto às pes-
soas públicas, há
uma preferência
do direito à infor-
mação sobre seu
direito à privaci-
dade, já natural-
mente restrito da-
do o caráter públi-
co de seu modo
de viver.
● A Constituição
de 1988 protegeu
as liberdades de
expressão e de
imprensa, assim
como o direito à
informação. O ar-
tigo 20 do Código
não contraria a
Constituição?
A meu ver, sim. A
Constituição pro-
tegeu, de maneira
enérgica e preferencial, a li-
berdade de expressão e o di-
reito à informação. O Código
Civil, em seu artigo 20, adotou
uma posição privatista e indi-
vidualista, sem se preocupar
com direitos fundamentais
previstos na Constituição, co-
mo são a liberdade de expres-
são e o direito à informação.
● Dois projetos de lei, o PL
395/2011 de Manuela D’Ávi-
l a ( PC do B- RS) e o PL
393/2011 de Newton Lima
(PT-SP), acabam com a ne-
cessidade de autorização pa-
ra as biografias de figuras pú-
blicas. Enquanto eles trami-
tam no Congresso, o que os
mercados editorial e audiovi-
sual poderiam fazer?
Recorrer ao Supremo Tribu-
nal Federal. O papel do STF,
caso fosse provocado, seria o
de esclarecer as hipóteses em
que a exigência de autoriza-
ção seria inconsti-
tucional. O ideal
s er i a que, por
meio de ação dire-
ta de inconstitu-
cionalidade, esse
artigo 20 fosse ob-
jeto de interpreta-
ção conforme a
Constituição, de
maneira a liberar
da necessi dade
de prévia autori-
zação as biogra-
f i as de pessoas
públicas ou envol-
vidas em fatos de
interesse público.
● E quais as chan-
ces de o Supremo
ent ender dessa
maneira?
Seria provável que
o Supremo tendes-
se a acolher a tese
de que o artigo 20
só se apl i ca às
pessoas privadas,
que não tenham
dado a suas vidas
o caráter público. É razoável
supor que o STF seria sensível
e simpático a essa tese.
● Mas isso não tornaria os pro-
jetos de lei sem importância?
Não acho que isso torne irre-
levante a tramitação dos dois
projetos. Ainda que haja uma
decisão favorável do Supre-
mo, paralelamente a isso é
possível que esses projetos
de lei, ao alterarem o artigo
20, acabem por dar mais segu-
rança jurídica ao mercado
editorial e audiovisual. ■
“ROBERTO CARLOS
em detalhes” (no
alto) e biografia de
Guimarães Rosa:
obras recolhidas
Gustavo Stephan
GUSTAVO BINENBOJM: defesa do direito à informação do público
SÁBADO, 30 DE ABRIL DE 2011
O GLOBO

ELA

PÁGINA 1 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 08 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
A decoração que segue a moda
Páginas 4 e 5
Deu zebra nos acessórios
Página 15
Pela primeira vez, foto-
grafamos um ensaio de
moda com um celular,
usando o Instagram. O
TÚNICA Michael
Kors na Vintage
House
(R$ 800),
pulseira Metally
(R$ 180)
JAQUETA Maria
Filó (R$ 379),
blusa Eu Amo
(R$ 60), saia Miu
Miu na Vintage
House (R$ 500),
bolsa Glorinha
Paranaguá
(R$ 790), sapato
Melissa na Jelly
(R$ 180)
VESTIDO
Animale
(R$ 498),
casaco Milly na
Alberta
(R$ 3.320),
sapato Via Mia
(R$ 119), meia
Lupo (R$ 22),
óculos Catherine
Labouré
(R$ 120)
VESTIDO Maria
Bonita (R$ 820),
casaco Catherine
Labouré (R$ 480),
rulê Le Lis Blanc
(R$ 149), cinto
Andarella (R$ 64),
bolsa Maria Bonita
(R$ 1.270),
sapato Mr.Cat
(R$ 289)
BLUSA Mary
Zaide (R$ 260),
saia Andrea
Marques
(R$ 656), cinto
Via Mia
(R$ 99), bolsa
Anju Anju
(R$ 654)
PULL Maria
Bonita (R$ 760),
short Giulia
Borges (R$ 459),
lenço Maria
Bonita Extra
(R$ 238)
Arte de André Mello sobre fotos de José Camarano
aplicativo, criado por um
brasileiro, acaba de con-
quistar três milhões de
adeptos. Páginas 2 e 3
Coordenação:
Patricia Veiga.
Produção:
Rogério S. e
Pedro Flutt.
Beleza: Erika
Monteiro.
Modelo: Thalita
Pugliese (Ford).
Endereços na
página 19
2

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 2 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 09 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
OTwitter dafotografia
Felizes no picadeiro

Entre jornalistas — acredito que também
entre cronistas e colunistas — reza a lenda
que escrever de véspera sobre um evento
dá um azar danado. Uso essa palavra es-
conjurada já na primeira frase para que
fique bemclara minha consciência do risco.
Mas é um risco muito bem calculado.
Xô, azar. Xô imprevis-
tos. Aestaaltura, Williame
Kate estarão partindo em
lua de mel para algum ig-
norado local paradisíaco.
E só é ignorado porque
das duas, uma: ou os in-
gleses não fazem mais ta-
blóides como antigamen-
te, ou algum tipo de édito
sinistro baixado pela fa-
mília real teria decretado
que todos os vazadores de
informações perderiam a
cabeça na Torre de Lon-
dres, mesmo local em que
duas esposas de Henrique
VIII deixaram as suas.
Digoissoporqueomais
bem guardado segredo
desse casamento — o no-
me do estilista responsá-
vel pelo vestido da noiva
— permaneceu secreto,
apesar do exército de jor-
nalistas, blogueiros e
fashionistas que tentaram
descobrir de que pran-
cheta e de que máquina
de costura terá brotado o
traje que transformou a
plebeia em princesa de
conto de fadas.
É impressionante que
ninguém tenha consegui-
do resolver o mistério se
considerarmos quantas
pessoas estiveram envol-
vidas na elaboração da
cauda de seda com 10
metros de comprimento,
capaz de iluminar a som-
bria nave da Abadia d
Westminster, e ainda seu
transepto e sua abside —
lindas palavras que só es-
tão nessa frase porque
nunca antes tive oportu-
nidade de usá-las (e sabe-
se lá quando haverá outra
chance).
O que estava dizendo
é que essa guinada na
forma com que a família
real britânica passou a
proteger sua privacidade
não tem a menor graça.
Para os que viveram as
emoções do casamento e
do divórcio de Diana e
Charles, e de tudo o que
aconteceu entre ume ou-
tro, é preciso que haja a
possibilidade de umbom
par de escândalos ace-
nando no horizonte para
que, nesta segunda dé-
cada do século XXI, um
casamento na realeza in-
glesa ganhe atrativos de
verdade, capazes de per-
durar por pelomenos um
bom par de decênios.
Com a avalanche de re-
portagens, capas de revis-
taseespeciaisnaTVsobre
o casamento, fica difícil
entender se eles têm pou-
co carisma ou se a re-
petição incessante das
mesmas imagens impôs
uma saturação. Sabemos
quase tudo sobre a vida
universitária dos dois. Co-
nhecemos todos os ves-
tidos queafuturaprincesa
usou nos últimos anos. Fo-
mos informados sobre
quantas vezes o príncipe
montou num cavalo e so-
bre a marca predileta das
bolsas da noiva.
Por favor, não pode ser
só isso. Reconheço o es-
forço da família real para
transformar esse casa-
mento numa operação de
reposicionamento da mar-
ca Windsor na aldeia local
e no mundo. Mas só esse
bom-mocismo não basta.
Ninguém deseja que
os recém-casados te-
nham uma vida miserá-
vel, afundada em rela-
ções extraconjugais infe-
lizes, jovens deprimidos
na intimidade a exibir
sorrisos estudados em
público. Longe disso.
Pessoas de bom-senso
reconhecem o constran-
gimento que foi o mundo
inteirosaber que opai do
noivo almejou ser um
Tampax e que a mãe ga-
nhou um apelido que re-
feria à capacidade de lu-
brificação íntima. Que
horror!
Como público não-pa-
gante do espetáculo, que
direito temos de reivindi-
car episódios mais pican-
tes nos capítulos poste-
riores à celebração das
núpcias de um jovem e
bonito casal? Nenhum.
Mas por que teríamos de
ser súditos passivos de
uma realeza que nem nos
pertence? E por que não
podemos ter um ou dois
pensamentos maliciosos
apenas por divertimento?
Dizer isso parece inveja
precoce — e olha que de-
ve ser — da vida de festas
e bailes, dos chapéus de
penachos, dos fins de se-
mana emcastelos no cam-
poe das empolgantes con-
versas com a rainha ao pé
da lareira que ocasalzinho
tem pela frente. Mas as
avós sempre ensinavam
que cascas de banana no
caminho podem ser edu-
cativas – e quem não pre-
cisa sempre aprender al-
guma coisa?
No auge da crise con-
jugal que Charles e Diana
protagonizaram diante da
plateia, com detalhes sór-
didos expostos nos jor-
nais, inventaram de dis-
cutir o papel da monar-
quia britânica no século
XXI. Os que achavam ri-
dícula a forma como a rea-
leza se levava a sério per-
guntavam se já não teria
passado a hora de acabar
comessa cara brincadeira
de manter uma família real
no Reino Unido.
Na época, um editorial
célebre do “New York Ti-
mes” encerrou a bizantina
discussão defendendo
que os britânicos preci-
savamconservar a realeza
“para nossa diversão”.
Muito bem colocado.
Depois disso, os escân-
dalos diminuíram. Diana
morreu, Charles se casou
com a amante, os tablói-
des passaram a poupar os
principezinhos em suas
manchetes. Tirando uma
ou outra balada mais ani-
mada em que os rapazes
se esbaldaram, estava tu-
docalmoatéqueadatado
casamento de William foi
marcada. Para nosso en-
tretenimento.
O mundo é um teatro,
disse o mais notável es-
critor inglês, especialista
no que os reinos têm de
podre. Não, não. Omundo
é um circo, disse Fellini
atualizando Shakespeare.
Vamos lá, William, posi-
cione-se no trapézio. Kate,
dome as feras. Vai ser nes-
se picadeiroglobal que vo-
cês terão de viver felizes
para sempre. Sob os urros
da arquibancada.
E-mail para esta coluna:
cadernoela@oglobo.com.br
EDITORA: Ana Cristina Reis (ana.reis@oglobo.com.br)
EDITORA ASSISTENTE: Carolina Isabel Novaes
(carolina.novaes @oglobo.com.br)
COORDENADORA DE MODA: Patricia Veiga (pveiga@oglobo. com.br)
DIAGRAMAÇÃO: Leonardo Drummond (leodrum@oglobo. com.br)
Telefone/Redação: 2534-5000 Publicidade: 2534-4310
E-Mail: publicidade@oglobo.com.br
Correspondência: Rua Irineu Marinho 35 - 2º andar. CEP: 20233-900.
ELA
MÔNICA WALDVOGEL
Melina Dalboni
T
halma de Freitas, a
cantora, segue o
produtor musical
Jonas Rocha, que
segue Zeca Veloso,
o DJ filho de Cae-
tano, que segue o
produtor de moda
José Camarano, autor das fotos do
ensaio da capa do ELA, feito diante
de um painel de Athos Bulcão em
um prédio de Copacabana. São
todos seguidores uns dos outros.
Oumelhor, followers registrados no
Instagram, o aplicativo de iPhone
que faz qualquer mortal virar um
fotógrafo de primeira. Criado pelo
paulista Mike Krieger, de 25 anos, e
por Kevin Systrom(ambos de Stan-
ford), o programa virou febre entre
os fãs de fotografia, mas também
entre artistas, como Marcos Cha-
ves, e estilistas, como Marc Jacobs
e Alexandre Herchcovitch, trans-
formando-se numa exclusiva rede
social —por enquanto, sópode ser
baixado no celular da Apple.
— Adoramos fotografia. Quería-
moscriar umaplicativoparaajudar
as pessoas a se comunicar de uma
forma supervisual — conta Mike,
por email, da Califórnia.
Mais diretoque Facebook, oapli-
cativo se assemelha a um Twitter
dafotografia. Agrandesensaçãodo
Instagram são os filtros, que con-
feremumtratamentomais artístico
e melhoram, e muito, os registros.
— A foto pode nem ser grande
coisa, mas com o filtro certo fica
linda — diz a publicitária Amanda
Lopes, fã do recurso.
● Continua na página ao lado
Programade imagemparatelefone virarede social parapoucos e bons, como Marc Jacobs e Marcos Chaves
J
O
N
A
S
R
O
C
H
A
M
A
R
I
N
A
B
R
U
N
O
P
E
D
R
O
M
E
Y
E
R
C
A
R
O
L
I
N
E
H
R
E
N
B
U
R
G
M
A
Í
Z
D
E
O
L
I
V
E
I
R
A
M
A
R
C
O
S
C
H
A
V
E
S
SÃO PAULO iguatemi, nk | RIO DE JANEIRO fashion mall | NEW YORK madison avenue | www.jackvartanian.com
BRINCO ESMERALDA GOTA
Excepcional par de esmeralda na lapidação gota pesando
aproximadamente 50 quilates cada uma. Simplesmente acompanhado
por uma dupla de diamantes gota. Em ouro branco e amarelo 18K.
ETERNA
ELA

3 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ELA

PÁGINA 3 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O
Instagram acaba de
ultrapassar os 3 mi-
lhões de usuários. O
nome, uma contra-
ção de instant e te-
legrams, foi inspira-
do na câmera Polaroide.
—Tínhamos esperanças de que
um grupo pequeno começasse a
participar da nossa rede social,
mas a velocidade realmente foi
surpreendente — conta Mike Krie-
ger, o criador brasileiro.
Na rede, as pessoas compar-
tilham, curtem e comentam as
fotos. As imagens publicadas,
em geral, têm um apelo estético,
são menos explícitas. O progra-
ma, que pode ser baixado gra-
tuitamente, ainda permite que o
autor publique o registro no Fa-
cebook ou no Twitter.
— É uma avalanche de fotos
diárias. Estão todos lá fotogra-
fando cada cantinho do seu dia e
transformando qualquer cena
banal emalgo incrivelmente poé-
tico — conta José Camarano,
que aplicou nas fotos da capa o
filtro Earlybird, que ele acha que
dá um tom retrô.
Thalma de Freitas compara
as imagens que vê no Insta-
gram à cena do saco plástico
voando ao vento no filme “Be-
leza americana”:
— Ele não é usado para fo-
tografia pessoal, porque não é so-
bre si, e sim, sobre o seu olhar. São
imagens bem mais sutis.
O Instagram é mais um dos
muitosaplicativosdefotografiade-
senvolvidos para os produtos da
Apple. Seu principal rival é o Hips-
tamatic, que, inclusive, tem filtros
bem semelhantes. Mas o pulo do
gato do programa criado pelo bra-
sileiro é a possibilidade de com-
partilhar as imagens comosefosse
um grande clube de fotografia. E
enquanto estiver restrito apenas
ao iPhone, ele provavelmente irá
manter essa característica de fotos
mais artísticas — e menos com
cara de “álbum de família”.
Para a designer de bolsas Ma-
rina Bruno, é um pouco mais do
que diversão e meio de expres-
são. O programa vira ferramenta
profissional quando que ela fo-
tografa as peças que cria e as
divulga nas redes:
—Depois da febre de registrar
os passos noFoursquare, agora é
a vez do Instagram.
Etiqueta virtual
Interessado nas possibilidades
oferecidas pelo programa, o ar-
tista plástico Marcos Chaves bai-
xou o Instagram. A foto da página
ao lado foi feita especialmente
para o ELA com o filtro Toaster,
que ilumina e dá um tom ama-
relado ao centro da imagem.
O DJ e produtor musical Jonas
Rocha faz parte da rede desde
janeiro. Ele conta que antes os
usuários eram fotógrafos e inte-
ressados no tema. A popularidade
do aplicativo trouxe também al-
guns tipos “semnoção”. Aetiqueta
social do Instagram recomenda
que se poste poucas fotos por dia
— afinal, ninguém aguenta cen-
tenas de fotos de umamigovirtual.
O ideal é fazer intervalos de 15
minutos entre uma postagem e
outra, para que o seu material se
misture ao dos outros. E é de bom
tom não postar apenas fotos de si
mesmo na praia, no bar, no tra-
balho, até porque os seguidores,
neste caso, não são seus fãs.
—Já temgente postando fotos
que não têm nada a ver — re-
clama Jonas, que segue umas
três mil pessoas.
O programa já é queridinho da
moda. A Burberry, inclusive, tem
umperfil no aplicativo. No Brasil, a
Toulon, esperta, foi além: enco-
mendou uma série de imagens ao
fotógrafo Pedro Meyer, feitas com
o filtro desfocado Tilt Shift, para
estampar camisetas. Um gostinho
de modernidade para quem não
tem iPhone. ■
OTwitter dafotografia
P
A
O
L
A
D
E
O
R
L
E
A
N
S
E
B
R
A
G
A
N
Ç
A
J
O
N
A
S
R
O
C
H
A
P
E
D
R
O
M
E
Y
E
R
A
M
A
N
D
A
L
O
P
E
S
4

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 4 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 14 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
De braços dados
● As cores
vivas e ale-
gres foram
as apostas
de quase to-
das as mar-
cas na últi-
ma feira de
Milão. Mas
antes de vi-
r a r e m a
grande ten-
dênci a da
decoração,
elas já esta-
vam pontifi-
cando nas
passarel as
do Rio.
C
o
r
e
s
PRINTING
PESO de porta
da Revira
Ideias, R$ 35
R
e
n
d
a
s
Reproduções
Marcio Alves - 13/01/2011
ALMOFADA
da Paramento
em seda,
R$ 209
Boas novas para
quemé louco por
moda: tendências
das passarelas
desfilamtambém
no décor das casas
● A nova ren-
da atraves-
sou o verão e
continua for-
te no próxi-
mo inverno.
Renovada, jo-
vem e com
um ar sexy.
Renda em ca-
sa? Também
tem. Aparece
não só em re-
vesti mento,
mas também
em f or mas
conceituais.
CÔMODA alta
da Domme,
R$ 11.196
Fabio Rossi - 12/01/2011
MARIA Bonita Extra
Reproduções
LUMINÁRIA da
Velha Bahia,
R$ 820
CORTADA a laser, da Domme, R$ 240
LUMINÁRIA
da Coopa
Roca para
Fernando
Jaeger,
R$ 726
POLTRONA da
Novo Ambiente,
R$ 9.155
Suzete Aché
J
á está mais do que provado que moda e decoração
caminham na mesma direção. Pelo que se viu no último
Fashion Rio, várias tendências saíram das passarelas
diretamente para nossas salas, livings e quartos.
Então, se você adora uma estampa animal mas não se
atreve a sair por aí com ares de onça, pode usá-la em
cadeiras, por exemplo. E se o frio é pouco para um casaco de
pelúcia, arrisque uma almofada do mesmo material. Selecio-
namos alguns looks de desfiles e encontramos suas almas
gêmeas, feitas para nossas home sweet homes. ■
Coordenação: Patricia Veiga. Endereços na página 19
ELA

5 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ELA

PÁGINA 5 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 17 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
De braços dados
A
n
i
m
a
l Estampas que
reproduzem peles de
animais estão sempre
indo e vindo, tanto na
moda quanto na
decoração.
P
e
l
ú
c
i
a
● Lembrou dos ursinhos e coelhinhos
da infância? Pois pelúcia agora serve
para vestidos e casacos e é tendência
na área dos revestimentos.
P
a
t
c
h
w
o
r
k
● Nada daqueles
paninhos costura-
dos aleatoriamen-
te. Se na moda a
mistura de tecidos
dá novo sentido ao
patchwork, no dé-
cor ela aparece em
novas linguagens,
como no mix de te-
cidos suzani e até
mesmo de kilins.
BAÚ
Artefacto
Beach&
Country,
R$7.371
BANQUETA
de tecido
suzani, na
Casa Júlio:
R$ 2.590
SOFÁ Bodoir, da
Finish, R$ 16.179
CANTÃO
Reproduções
ALESSA
SOFÁ Cipria, dos
Campana, na Poeira,
R$ 58.800
ALMOFADA da Allhausz, R$ 174
Fabio Rossi - 12/01/2011
COVEN
CADEIRA Estilo
&Casa,
R$ 1.680
Reproduções
BANDEJA
Arkana,
R$ 110
Reproduções
È
¬

¬
Ç 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
È
¬

¬
Ç 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
8

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 8 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 17 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
S
e
m
p
o
s
e
Melina Dalboni
U
ma das primeiras
imagens do livro
“Backstage”, do fo-
tógrafo Gustavo
Malheiros, mostra
seis modelos de no
máximo 15 anos
sentadas, corcun-
das, no chão do ca-
marim de um desfile da Company no
início dos anos 90, ao redor de um gibi
da Turma da Mônica. As adolescentes
compridas e magras com bochechas
redondas eram Gisele Bündchen, Ales-
sandra Ambrósio e Gianne Albertoni. A
cena é espécie em extinção.
Durante 15 anos, Gustavo fotografou
os bastidores do universo fashion no
Brasil. Modelos e estilistas sem pose,
descontraídos a espera do desfile. O
livro, que será lançado em maio, re-
trata o cotidiano por trás das pas-
sarelas e revela mudanças de com-
portamento provocadas pelas novas
tecnologias, competitividade no mer-
cado de modelos e profissionalização
da moda brasileira.
— Antigamente, tinha mais piti nos
camarins —conta Gustavo, que estudou
fotografia emNova York, onde trabalhou
como assistente de Bruce Weber em
campanhas para Calvin Klein e Versace.
Os dois se conheceramquandoGustavo,
aos 16anos, foi fotógradopor Brucepara
o livro “O Rio de Janeiro”, de 1986.
O estereótipo de uma modelo num
camarim hoje inclui uma bolsa de grife
internacional, uma ankle boot de salto
alto e um iPhone ou Blackberry. Estão
sempre ligadas no telefone e prontas
para fazer pose de mulherão para os
muitos fotógrafos que agora cobrem
backstage (“Quando comecei eram
poucos”, diz). Mas nem sempre foi
assim. Antes elas até rezavam juntas,
como vemos numa imagemque mostra
Gianne Albertoni, Alessandra Ambró-
sio e Fernanda Tavares.
— Naquela época, as modelos faziam
uma corrente, davam as mãos, rezavam.
Agora não é mais assim. É tudo muito
mais mecânico — compara Gustavo.
O livro, que traz ainda imagens de
Isabeli Fontana e Carol Trentini, apre-
senta mais de 100 fotos inéditas em
preto e branco. ■
Fotógrafo
lança
livro com
imagens de
bastidores
dos desfiles
de moda
brasileiros
Fotos de Gustavo Malheiros
KING KONG e Gianne Albertoni, de boneca,
no backstage da Salinas em 1999
GISELE BÜNDCHEN corre ao lado de Claudio Parreras para fazer troca de roupa na Lenny, em 2003, no Fashion Rio
CARA DE MENINA:
Gianne Albertoni
reza com
Alessandra
Ambrósio e
Fernanda Tavares,
em 1998
OUTROS
TEMPOS: Paula
Schettino usa o
orelhão no
camarim de Lino
Villaventura em
2000. Hoje elas
só querem saber
de smartphones
GUSTAVO
MALHEIROS (sem
camisa) foi
fotografado aos 16
anos na Praia de
Ipanema por
Bruce Weber
Bruce Weber
ELA

9 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ELA

PÁGINA 9 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 18 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Raphael Gandarafaz de suagrife de camisetas anovaqueridinhados famosos
MARCELO SERRADO, acima, é um dos atores
que apareceram recentemente vestidos com a
marca de Raphael (ao lado)
ACIMA,
campanha
fotografada
nos EUA
Carolina Isabel Novaes
R
aphael Gan-
dara podia
ser dono de
motel. “Sabe
aquela rua
dos motéis,
lá na Barrinha? Então
eram quase todos da mi-
nha família”. Ele entende
dométier e nãodescarta,
um dia, ter um hotel só
seu, mas um hotel bou-
tique, bacana.
— Eu não sou leigo em
hotelaria — avisa.
Enquanto isso, Ra-
phael, 26 anos, vai to-
cando sua marca de ca-
misetas, a Kmun — lê-se
come on. Ela surgiu em
2007, quando o rapaz,
herdeiro de motéis e ad-
ministrador, morava em
San Diego, na Califórnia.
Ele já ajudava os meni-
nos da marca Addict for-
necendo-lhes novidades,
contatos e tendências.
Ele notou, por exemplo, a
modinha do boné de ca-
minhoneiro, descobriu
um fornecedor da peça
na China e, pronto, lá
estava o boné de cami-
nhoneiro à venda na loja
dos amigos no Rio.
Malha
podrinha
Raphael resolveu, en-
tão, investir em sua pró-
pria marca. Começou fa-
zendo camisetas — ele
estava na Califórnia, era
jovem e, sim, camiseta é
uma porta de entrada
para a moda — com fra-
ses em inglês, aspecto
podri nho, col ori das,
poucas de cada modelo.
Raphael vendeu a cole-
ção aqui e ali em Los
Angeles e, hoje, produz
15 mil peças por cole-
ção, estando presente
em dez pontos de venda
no Brasil e 28 nos Es-
tados Unidos.
O showroom no Rio
fica naquele predinho na
esquina da Aristides Es-
pínola com a Dias Fer-
reira, no Leblon. Desde o
fim do ano passado, a
marca passou a ter ber-
mudas, camisas polo,
calças, enfim, roupas de
verdade, graças à entra-
da na empresa da irmã
de Raphael, Roberta. A
meta de Raphael é tornar
a marca “mundialmente
conhecida”. A campanha
foi fotografada na Cali-
fórnia, e a linguagem é
bem americana (“São ca-
misetas para sair à noite,
para a noitada), meio pe-
riguete. Agora, ele quer
crescer aqui, abrindo lo-
jas e tudo o mais. Orapaz
é ambicioso.
— Eu tentei trazer a
Paul Frank para o Brasil,
mas na época eles não
queriam expandir. Quis
trazer também a Ed Har-
dy, em 2007, mas eles já
tinham fechado com os
atuais representantes —
conta Raphael. — Eu
sempre quis ter meu pró-
prio dinheiro, ser inde-
pendente. Em 2001 criei
um site para vender mú-
sica on-line, o som.net.
Era engraçado, ia para as
reuniões e ninguém bo-
tava fé em mim, eu era
um adolescente, tinha
que ir acompanhado de
advogado para ser leva-
do a sério.
Ginástica
natural
O site foi vendido com
sucesso para um grupo
investidor e o resto nós já
sabemos: Raphael conti-
nua empreendendo por aí.
Além da Kmun, ele ataca
de DJ de vez em quando
(“Éhobby, eugostodehip-
hop e black music”) e, jun-
tamente com o sócio Ál-
varo Romano, ajuda a di-
vulgar a ginástica natural,
uma espécie de ginástica
dosbichos, queusaopeso
corporal nos exercícios,
misturando ioga e movi-
mento de solo do jiu-jítsu.
Quanto às camisetas,
ummonte de celebridade
anda desfilando com elas
por aí: Marcelo Serrado,
RicardoPereira, CaioCas-
tro, André Ramiro, Bruno
Gagliasso... Só homem
boa pinta, apesar de a
marca ter linha feminina
também.
—Eutenhoalguns ami-
gos famosos, daí fui dan-
do de presente para eles,
eles foram usando as ca-
misetas e fez-se o boca a
boca. Eu presenteio mes-
mo, o pessoal curte. ■
Reproduções
ParaaclasseC
ESTAMPA DE camiseta
tridimensional e em preto e branco
Pedro Lourenço assinacoleção paraaRiachuelo
O ESTILISTA faz prova de roupa no modelo: silhueta ajustada
Reproduções
P
edro Lourenço, 20 anos, é o
mais novo estilista a assinar
uma coleção para a rede de
lojas Riachuelo. Depois de Os-
kar Metsavaht e Cris Barros,
será a vez de o filho de Rei-
naldo Lourenço e Gloria Coelho “encan-
tar a classe C”, como diz o dono da
Riachuelo, Flávio Rocha.
As peças, masculinas, chegam às lojas
no dia 24 de maio — para aquecer as
vendas do Dia dos Namorados —, com
preços que vão de R$ 39,90 a R$ 199,90. A
linha tem aproximadamente 30 peças en-
tre roupas e acessórios, com silhueta
simétrica, estampas tridimensionais e
corte de alfaiataria. O estilo é fit slim, em
preto e branco, “Clássicos com propor-
ções contemporâneas e visão gráfica apli-
cada sobre esse conceito”, explica Pedro.
O enfant terrible, na verdade, não quer
encantar só a classe C, não, ele quer
encantar “todos que se identificam com
meus valores estéticos”.
Isso significa que o estilista se sente
confortável tanto fazendo uma linha pa-
ra a Riachuelo quanto criando sua pró-
pria coleção, que ele vai lançar na pró-
xima semana de moda de Paris e que é
segredo absoluto até agora (“Se eu con-
tar, perde o impacto”).
— Acredito que não exista separação
entre os dois universos criativos. Quando
se trata do ponto de vista de um designer,
do que ele acredita, não há distância entre
Paris e a Riachuelo — defende.
E por acaso existe alguma coleção as-
sinada por um grande nome para uma rede
de fast fashion que tenha sido “a” melhor?
— Difícil, mas a de Alber Elbaz para a
H&M me encantou por ter conseguido,
com matérias-primas tão diferentes das
que usa na Lanvin, imprimir o DNA da
marca de maneira tão forte (Carolina
Isabel Novaes). ■
Da
Califórnia
para o
Leblon
10

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 10 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 23 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Oliver Bennett
Do Independent • LONDRES
J
ardim de inverno na dé-
cada de 80 era uma cadeira
de ráfia, uma planta vistosa
num canto, hera subindo
pela parede e pronto. Hoje,
jardim de inverno é um pu-
xadinho de vidro.
Na verdade, palácios de
cristal não são propriamen-
te novidade, são bem vitorianos, mas
esses puxadinhos de vidro são mini-
malistas, estão mais para a casa de Mies
van der Rohe’s Farnsworth construída
em Illinois, em 1951. Nas cidades in-
glesas, recentemente, jardins, pátios,
terraços, todos estão sendo cercados
por vidro.
O arquiteto Paul Archer, que virou “a
grife” nas extensões de vidro, cita três
razões para os caixotes terem se tornado
um sucesso agora: eles dão um ar de
modernidade; os vidros estão mais re-
sistentes e dispensam molduras; e, prin-
cipalmente, os vidros evoluíram no que-
sito performance térmica. Mas talvez a
razão mais óbvia para a moda seja a de
que o vidro contrasta maravilhosamente
bem com as casas de tijolo tipicamente
inglesas. É claro que há ressalvas. Archer
diz, por exemplo, que umtelhado de vidro
deve ser forte o suficiente para suportar
um ataque de ladrões. Já em relação à
parede de vidro, o problema é outro:
literalmente não enxergá-la e dar de cara
com ela. E, o mais importante, quem
constrói um puxadinho de vidro deve se
lembrar que estará sendo visto por todos.
E estamos falando para um público que
não é o dos assanhados do Big Brother.
De umlado, luz; do
outro, privacidade
— Puxadinhos de vidro dão o que as
casas vitorianas mais precisam: luz —
diz Lindsay Cuthill, da agência Savills.
— Mas os donos devem considerar que
em uma área urbana, boa visibilidade
para o lado de fora da casa significa boa
visibilidade para o lado de dentro. A
sua casa fica devassada e você pode
acabar se sentindo num aquário.
De resto, jardim sem grama não tem
graça, portanto, é como os restaurantes
que têm mesas sobre as calçadas: va-
randas são agradáveis, mas não avance
demais sobre o terreno. ■
Onovo
cubismo
Emcidades inglesas, anovaondaparajardins, pátios e
terraços é ganhar umcercado de vidro: o puxadinho VIP
Reproduções
WALLACE ROAD, interior
MELODY ROAD
WALLACE ROAD, fundos
KING HENRY’S ROAD, à noite
CROSS
STREET
KING HENRY’S ROAD
ELA

11 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ELA

PÁGINA 11 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 20: 57 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
ESSE BMW X5 PODE SER SEU.
PROMOÇÃO DIA DAS MÃES BARRASHOPPING. A CADA R$ 400,00 EM
COMPRAS, VOCÊ TROCAPORUMCUPOME CONCORRE AUMBMWX5.
PARTICIPAÇÃO: DE 20/4/2011 A 8/5/2011. SORTEIO: 9/5/2011, ÀS 10H. PROMOÇÃO VÁLIDA PARA MAIORES DE 18 ANOS. CONSULTE O REGULAMENTO E AS LOJAS
PARTICIPANTES NO BALCÃO DE TROCAS E NO SITE WWW.BARRASHOPPING.COM.BR IMAGENS ILUSTRATIVAS. C. A. CAIXA Nº 6-0274/2011.
TWITTER.COM/BARRASHOPPINGRJ FACEBOOK.COM/BARRASHOPPINGOFICIAL WWW.BARRASHOPPING.COM.BR CALL CENTER: 4003-4131
12

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 12 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 23 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Pedro Mello e Souza*
F
etiche, trans-
gressão, mitos,
feminismo e
um toque de
erotismo chi-
que são ele-
mentos inco-
muns em um
livro de cozi-
nha. Mas eis que surge a fo-
tógrafa francesa de moda Da-
nièla Jérémijévic, que combi-
noutodos esses ingredientes e
os transformou em retratos
inéditos das criações de 20
dos mais badalados chefs da
nova guarda francesa. E os
reuniu no livro “Gastronomik
— recettes toquées” (Editora
Apoteoz, 176páginas, C40), um
misto de livro de arte e de
receitas.
Uma das capas do livro
mostra uma Eva de cabelos
esvoaçantes, prestes a abo-
canhar uma maçã. Não uma
maçã qualquer, mas a pomme
d’amour de Camille Lescecq,
do restaurante Le Meurice, em
Paris, eleito Confeiteiro do
Ano 2010. Essa introdução di-
tou o ritmo da obra, que conta
com duplas como Alice, que
janta o coelho branco de sua
viagem lisérgica; com Cinde-
rela, que devora a abóbora da
carruagem; comBrancadeNe-
ve, que degusta um dos pas-
sarinhos —comfoie gras, bien
sûr — do seu famoso pique-
nique da versão Disney.
Modelos deslumbrantes,
ângulos sensuais, visuais re-
trôsecoresvibrantesjáfaziam
parte do trabalho de Danièla
Jérémijévic, fotógrafademoda
e de publicidade que já tem
um livro sobre os bastidores
do Moulin Rouge. Os mesmos
efeitos foram aplicados em
“Gastronomik”, que foi lança-
do com exposição das fotos
em uma galeria de arte con-
temporânea em Paris.
— É uma fusão de me-
mórias dos personagens da
minha infância e dos elemen-
tos de cozinha que fizeram
parte da minha vida — re-
sume Danièla.
Todas as entidades retra-
tadas são femininas. Mas so-
mente duas mulheres, entre
outros chefs convidados, fo-
ramchamados para elaborar
receitas. Uma delas é Ch-
ristelle Brua, medalhada
confeiteira do Pré Catelan (o
de lá), que assinou uma ge-
latina de kiwi para compor a
foto com a deusa Shiva.
Areligiãotambémesteve na
pauta de ousadias de Danièla,
que dedicou três receitas a
personalidades bíblicas, além
da maçã de Eva. Uma é Sa-
lomé, que posou comuma tête
de veau (cabeça de vitela) de
Julien Duboué, do bistrô Afa-
ria. Outra é Sherazade, em
dueto coma mil-folhas de Carl
Marletti. A terceira é ninguém
menos que a Virgem Maria,
homenageada com o éclair de
Christophe Michalak, do Plaza
Athenée, um dos gênios da
confeitaria atual.
Barbarella
e limões
Mas a criatividade do “Gas-
tronomik” foi alémdas fotos. A
forma de descrever as receitas
quebrou o tradicional passo a
passo e invadiu as narrativas
de cada tema. É o caso da
receita do coelho de Alice. Ali,
os ingredientes e as etapas do
preparo são incorporados ao
texto original do autor, Lewis
Caroll, pelo chef Stéphane Je-
go, do Chez l’Ami Louis, que
declarou: “Não costumo par-
ticipar de livros de receitas,
mas o trabalho de Danièla tem
um desprendimento seme-
lhante ao meu”.
Vênuseavieira, Joanad’Arc
e um lagostim flambado, Scar-
lett O’Hara com chapéu de
pêssegomelba, Cleópatracom
granité de morangos e Bar-
barella com sua torta de li-
mões completamopainel cria-
tivo — e gustativo — de Da-
nièla Jérémijévic. ■
*PEDRO MELLO E SOUZA é autor
do portal Talheres, cheguei
(www.talheres.info).
ALICE janta
o coelho
branco; Eva
e a maçã;
Vênus e a
vieira;
Salomé e a
cabeça de
vitela;
Diana, a
deusa da
caça, com
um pato
assado
Reinventando
opassoapasso
Francesaproduz
imagens
transgressoras
paraumlivro de
receitas comchefs
de vanguarda
Fotos de Danièla Jérémijévic
13

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 13 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 29/04/2011 — 07: 31 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Moda
àvista
NovaYork, Paris, SP, Moscoue Londres abrem
atemporadade exposições comPierre Cardin,
Dior, Yamamoto, Madame Grès e McQueen
Nastassia Astrasheuskaya/Reuters
NO MUSEU
Pushkin, em
Moscou:
“Inspiração
Dior”, com
120 peças
da maison
Reproduções
CRIADOR e criatura: Madame Grès
EM MAIO, no MET, Alexander McQueen
Ana Cristina Reis
Q
uando Pierre Cardin tinha
um restaurante no Brasil,
aqui no Rio, no topo da Torre
do Rio Sul, uma carioca mi-
nha amiga, jovem e linda,
integrava a equipe de assessoria do
estilista. No primeiro dia, ela chegou
para a reunião toda arrumada, se
achando, só para levar uma repri-
menda do francês:
—- Tira os brincos. Se a Natureza
quisesse que usássemos brincos, não
teria feito nosso rosto como fez. Te-
mos dois olhos, o nariz, a boca e duas
orelhas: já é muita informação, não
precisa de adereços.
É preciso ser um designer de pri-
meira linha para pensar assim tão
plasticamente. E refletir suas opi-
niões nas roupas. Mostre-me o seu
vestido e eu lhe direi o que vai (ou ia)
pela cabeça de seu criador, poderia
ser o lema. Neste primeiro semestre,
material para reflexão não vai faltar:
está aberta a temporada 2011 de
exposições de moda.
No Brasil, São Paulo sai na frente
com “Pierre Cardin: criando moda,
revolucionando costumes”, aberta
esta semana no Shopping Iguatemi. O
estilista, de 88 anos, muita vitalidade
e autoestima, esteve na estreia para
convidados recebendo velhos conhe-
cidos, como a ex-modelo Bethy La-
gardère. Os 160 looks dão uma ideia
do obra deste francês visionário: ele
percebeu antes de muitos outros a
força que tem uma grife. De relógio a
restaurante, do prêt-à-porter (pionei-
ro, criou coleção para a Printemps
em1959) à alta-costura, Pierre Cardin
fez de sua marca um negócio glo-
balizado — antes de se falar em
globalização.
Em Londres, a atração é a expo-
sição caprichada (com livro incrível,
vídeos e instalações) dos últimos 40
anos de moda de Yohji Yamamoto no
Victoria and Albert Museum. A re-
trospectiva traz 80 peças, masculinas
e femininas, deste japonês que con-
tinua avant-garde apesar dos altos e
baixos financeiros de sua carreira.
Toda a demanda reprimida por
luxo que os moscovitas sofreram no
regime comunista pode ir à forra
agora com “Inspiração Dior”, que
abriu anteontem no Pushkin (museu
que por si só já vale a visita). E se
Galliano, demitido da maison, não foi
à estreia, seu trabalho poderá ser
visto juntamente com looks de Yves
Saint Laurent e Gianfranco Ferré,
além de originais do próprio Chris-
tian Dior, num total de 120 peças.
Detalhe: o lançamento da exposição
coincide com a reabertura da loja da
Dior na exclusivíssima Stoleshnikov
Pereulok, a rua das supergrifes.
Em Paris, a rainha dos drapeados é
homenageada com “Madame Grès:
couture at work”, no Musée Bourdelle.
Para a jornalista Suzy Menkes, esta
exposição vai ter impacto semelhante
à mostra dos últimos anos de Saint
Laurent. Madame Grès, que morreu há
17 anos, e sempre disse que o que
queria ser mesmo era uma escultura,
teria motivo para se orgulhar: seus
vestidos exibidos no museu poderiam
sair direto para o tapete vermelho.
Da elegância francesa seguimos pa-
ra a beleza selvagem com “Alexander
McQueen: savage beauty”, que abre
dia 4 de maio no Met, em Nova York.
Da sua coleção de graduação, em
1992, aos looks da passarela apre-
sentados depois de sua morte, em
fevereiro do ano passado, o retrato
do inglês loucamente sensível será
visto em 100 peças, da jaqueta-qui-
mono ao fraque de origami. ■
ELA

13 O GLOBO Sabado, 30 de abril de 2011
Av. Ayrton Senna, 2.150 - Barra da Tijuca - casashopping.com
Mais de 100 lojas, 5 restaurantes, Casa Bowling, Casa Kids, sala de apoio para arquitetos,
Espaço Casa (Auditório Multiuso) e Centro CasaShopping (serviços e showrooms).
Tudo isso, só o CasaShopping tem.
..........................
......................
.....................
............
......................
..........................
..........................
4 LOJAS DE ILUMINAÇÃO
10 LOJAS DE COLCHÕES
4 LOJAS DE CAMA, MESA E BANHO
9 LOJAS DE TECIDO
46 LOJAS DE MÓVEIS DE QUARTO/SALA
26 LOJAS DE OBJETOS DE DECORAÇÃO
18 LOJAS DE MÓVEIS E
ACESSÓRIOS DE BANHEIRO
VOE LONGE. NÓS TEMOS QUARTOS
PARA TODOS OS SEUS SONHOS.
.....................
16 LOJAS DE TAPETES
14

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 14 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 26 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
O‘must see’
de Santiago
Museo de laModa, nacapital chilena, temacervo de roupas comparado ao do VictoriaandAlbert, de Londres
Reproduções
OS CARROS da família afundados na entrada do museu: instalação A CASA, no bairro de Vitacura, é um marco da arquitetura dos anos 1960 e abriga as mais de 10 mil peças da coleção dos Bascuñán
JAQUETA USADA por Bono Vox
durante a turnê Joshua Tree O VESTIDO preto de Lady Di faz parte do acervo
Maria Beatriz Mussnich
Especial para O Globo • SANTIAGO, Chile
R
ecentemente, Santiago, no
Chile, foi escolhida pelo
jornal “The New York Ti-
mes” comooprimeirodes-
tino para se visitar em
2011. Um dos motivos? A
cidade abriga o Museo de la Moda, que
está no rol dos museus comos maiores
acervos da história da moda nomundo,
junto ao Victoria and Albert Museum,
em Londres, e ao Musée des Arts Dé-
coratifs, em Paris.
O jornal destacou o museu como o
“must see” imperdível da cidade. Ape-
sar de ainda ser pouco conhecido fora
do Chile — foi inaugurado há quatro
anos —, o lugar se equipara a grandes
museus do mundo. São mais de 10 mil
peças entre roupas e acessórios, que
vão desde o século XVI até hoje. Na
coleção, mais de 60 peças de Christian
Dior, 75 de Thierry Mugler, 60 de Jean-
Paul Gaultier, entre outras tantas de
Chanel, YvesSaint Laurent, Balenciagae
Christian Lacroix. Além de, é claro,
peças de celebridades estilosas como
Audrey Hepburn, Marilyn Monroe e
Madonna, que são um dos grandes
chamativos à visita.
ApropósitodocasamentodeWilliam
e Kate, é interessante saber que muitas
roupas da princesa Diana estão no
acervo do Museo de La Moda. Talvez a
mais bonita seja um vestido de tafetá
preto, criado pela estilista inglesa Eli-
zabeth Emanuel para a primeira apa-
rição em público de lady Di após o
casamento, uma festa beneficente em
Londres, em 1981. Foi uma das peças
mais caras adquiridas pelo museu até
agora, custou cerca de 200 mil libras,
mais de R$ 500 mil. Vivemos em outros
tempos, mas seráqueojeitoclássicode
Kate Middleton ficará para a eterni-
dade, como o de Diana? Outra raridade
na coleção é uma versão em seda do
famoso vestido de Yves Saint Laurent
inspirado em um quadro do pintor
modernista, Piet Mondrian. No mundo,
só existem dois em seda. O outro está
no Victoria and Albert Museum.
Apesar de ter muitas roupas de cos-
tureiros famosos, o objetivo do museu
não é representar a moda, mas ser um
legado cultural, mostrar a história da
maneira de se vestir no contexto de
cada época. Uma peça chiquérrima é
uma casaca de veludo verde musgo do
final do século XVIII, que tem botões
desenhados com letras cursivas. As
letras comprovam que a peça, origi-
nária de uma época em que se va-
lorizava o conhecimento e a razão na
França, era de um nobre estudioso que
buscava educar as pessoas por meiode
teorias iluministas. Junto a peças como
essa, também é possível acompanhar a
evolução do corpo dos homens e mu-
lheres ao longo dos séculos.
— Nas roupas do século XVIII, por
exemplo, é incrível perceber como
as mulheres ainda tinham pés pe-
quenos e os homens, ombros es-
treitos — diz Hernán Garcia, diretor-
executivo do museu.
bem definido e top sider nos pés. Aves-
so a badalações, ele já tinha sido des-
crito pelos funcionários como uma pes-
soa “muitodiscreta” e que está “sempre
de jeans e camiseta”.
Chegamos em meio aos últimos
preparativos para o lançamento de
uma nova exposição sobre a moda
dos anos 80. O sucesso da primeira
exposição, que teve 11 mil visitantes
em apenas nove meses, foi motivo de
comemoração, mas também de mais
exigência para manter o mesmo re-
sultado. Aberto ao público em2007, o
museu nunca tinha recebido mais de
5 mil visitantes.
Alguns destaques da nova expo-
sição: a jaqueta que Bono Vox, vo-
calista da banda U2, usou para a turnê
mundial em 1987, a Joshua Tree Tour;
a jaqueta que Arnold Schwarzenegger
usou no filme “O exterminador do
futuro”, em1984, que está intacta, com
a sujeira e os furos criados pela pro-
dução do filme; a blusa que o cantor
Michael Jackson usou para a gravação
do clipe do hit “Beat it”, em 1982.
Jorge construiu seis andares abaixo
da casa só para preservação das pe-
ças, cada um com 1.500 metros qua-
drados. Parecem um laboratório cien-
tífico. Para o diretor, todo cuidado é
pouco no tratamento de peças antigas
feitas com tecidos finos. O primor
levou o museu a receber, no ano
passado, um certificado da UNESCO
que relata que o Museo de La Moda é
o museu da América do Sul de mais
alto nível de qualidade em termos de
instalações usadas para a exposição e
conservação das peças.
Os vestidos de alta cos-
tura são guardados ho-
rizontalmente, em gran-
des gavetas, e revestidos
por papéis livres de qual-
quer tratamento químico.
Sapatos e acessórios são
envoltos com papel neu-
tro, mas são armazenados
emcaixas. Tudo guardado
em setores identificados
por séculos e décadas.
Jorge Yarur Bascuñán
agora pretende aumentar a
coleção e se tornar refe-
rência na educação. Há
apenas um mês ele esta-
beleceu parcerias com
mais de20escolas técnicas
de moda do país, para que
os alunos venham até o
museu receber aulas prá-
ticas sobre conservação e
manipulação das peças
por especialistas. Outra
novidade é que em julho
deste ano vão oferecer au-
dioguias em pelo menos
quatro idiomas. Um passo
fundamental para ampliar
o número de visitantes in-
ternacionais e, assim, se
tornar uma forte referência
no exterior. ■
Ainstituição é privada e foi fundada
por Jorge Yarur Bascuñán, único her-
deiro de uma das mais tradicionais e
influentes famílias chilenas, dona de
uma indústria têxtil — matéria-prima
importante para a economia chilena
até a década de 80 — e de um dos
maiores bancos do país, o BCI (Banco
de Crédito e Inversiones). Com a mor-
te dos pais, na década de 90, Jorge
quis realizar um antigo sonho de seu
pai: construir um museu com os ob-
jetos que colecionavam, na casa onde
moravam, em Santiago.
Fortuna de US$
500 milhões
Foi daí que nasceu o Museo de la
Moda, com cerca de 500 peças do
acervo de seus pais, conhecidos por
serem pessoas elegantes da socie-
dade. Omuseu fica na casa da família,
em Vitacura, um dos bairros mais
chiques da cidade. A propriedade é
um marco da arquitetura dos anos
1960 — estilo moderno, grandes ja-
nelas de vidro—e exibe, logode cara,
a ousadia dos Bascuñán: carros, vá-
rios, que pertenceram a eles, apa-
recem afundados na grama, em uma
espécie de instalação.
Com uma fortuna estimada atual-
mente emUS$ 500 milhões e semfilhos,
Jorge Yarur Bascuñán dedica a vida ao
MuseodelaModa. Comjeitolow-profile
e estiloso, ele nos recebeu de calça
jeans escura, camiseta justa ao corpo
A LENDÁRIA
jaqueta
vermelha de
Michael
Jackson
está em
exibição
As pequenas e grandes
coisas da vida,
pelo olhar privilegiado
de Lya Luft.
A RiquezA do Mundo.
O novo e arrebatador livro de crônicas e ensaios de Lya Luft. Nas livrarias.
www.record.com.br
ELA

15 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ELA

PÁGINA 15 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 37 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
P
a
r
a
e
n
g
a
n
a
r
o
l
e
ã
o
Fotos de Mônica Imbuzeiro
NAG NAG, R$ 510
VESTIDO
ATeen,
R$ 797
ZIBBA,
R$ 750
GLORINHA
PARANAGUÁ,
R$ 880
LENÇO Maria Filó, R$ 49
DOIDIVANAS,
R$ 158
PULSEIRA
Sollas, R$ 79
CLUTCH Fiszpan, R$ 1.890
A
zebra é bran-
ca com l i s-
t ras pret as
ou preta com
listras bran-
cas? A per-
gunta ainda divide bió-
logos, mas a maioria
aposta na versão do
preto no branco. Seja
como for, a estampa
funciona na savana co-
mo camuflagem, quan-
do a zebra anda em ma-
nada, confundindo o
leão, seu principal pre-
dador.
Já na cidade, distante
do mundo animal, o gra-
fismo positivo/negati-
vo provoca efeito con-
trário e captura muitos
olhares. Em roupas e
acessórios, a zebra im-
prime exotismo e sofis-
t i cação ao i nverno,
alémde dar umrefresco
para a colega oncinha,
presa número um da
temporada. ■
Coordenação: Patricia Veiga.
Produção: Zizi Ribeiro.
Endereços na página 19
IMPORIUM,
R$ 289
NK, R$ 790
PULSEIRA
Santa Cor,
R$ 69
CINTO Tempo 4, R$ 144
LESSO, R$ 119,90
Gávea Trade Center: Rua Marquês de São Vicente, 124, Ipanema: Rua Garcia D`Ávila, 160
Shopping Fashion Mall: Estrada da Gávea, 899, Shopping Leblon: Av. Afrânio de Melo Franco, 290
Shopping Rio Design Barra: Av. das Américas, 7.777
trousseau.com.br
16
¬
LLA LLA
¬
17 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
|:| 1ª|||: 1:
ßutuo
1a)aª|ª |ª||: ª|||ª ||1|aª ||||a, ma||ª| (:1ª |ª| ma|: 1ª am|:mªm, ¸a]: :ª a::amªm(a|||:amª||ª ª : ::¸amª|: ª : mª||:| 1: ma|1:
|.|:||aa:: m:|a:|ª||::
| .ªt 1::
'sulmelliers'
Luciana CasteIIo Branco
Lspcciol poro O GLOBO º THIMPU, 8utão

o 8utão, na verdade Reino do
8utão, muÌher casada pode
ter quantos homens quiser.
Homem tambem. L gays vi-
vem sem se esconder. Mas
não e por essa razão que este
pequeno pais budista, entre
Ìndia e China, de 7O8.bOO ha-
bitantes e 88.864 quiÌômetros
quadrados, está delinitivamente na moda. Pergunte
para a |ornaÌista GÌoria Maria, que estava por Ìá.
Iui parar aÌi a bordo de uma aeronave da Druk
Air, companhia aerea butanesa, que partiu de DeÌhi
e lez escaÌa emKatmandu. OvisuaÌ emocionante do
Monte Lverest e das mais beÌas vistas do mundo.
Nodistritode Parolica ounicoaeroportodo8utão.
Impressiona a arquitetura toda trabaÌhada. Não vi
sequer um predio moderno por Ìá. Todos, sem
exceção, incÌusive os novos, são leitos dentro das
mesmas normas e usando o mesmo trabaÌho na
madeira. Lindos.
Humhurguer e
munteigu de iuque
¬ Para entrar no 8utão, so por meio de uma
agência de turismo. Paga-se cerca de US$ 18O por
dia, incÌuindo guia, hospedagem e releição, mas
nesse esquema a hospedagem e para quem tem
ate 2O anos, ou se|a, básica e de pouco conlorto.
MeÌhor dar um up grade e licar no HoteÌ Zhiwa
Ling, em Paro, que e bonito, conlortáveÌ e tem
comida boa. O cale da manhã e especiaÌ, com
pãezinhos e boÌinhos leitos na casa.
Lm Thimpu, a capitaÌ do pais, licamos no
Namgay Heritage, quartos Ìimpos e bacanas e
comida, bem, comida no 8utão e dose, em geraÌ
lraquissima. Uma noite comemos no Ta| Tashi,
hoteÌ cinco estreÌas em Thimpu. Pedimos um
menu butanês para ver se o probÌema estava nos
restaurantes mais popuÌares onde lizemos aÌ-
gumas releições. Não estava. No Ìuxuoso espaço
veio exatamente a mesma coisa que comemos
nos restaurantes Ìocais, so que bem leita e com
um pouco de solisticação: arroz vermeÌho, lran-
go, couve-lÌor com quei|o, cenoura, vagem e
chuchu cozidos, batata commacarrão de arroz e
uma beÌa sopa de cogumeÌos. Os cogumeÌos do
8utão são considerados os meÌhores e mais
caros do mundo ~têmpreço de trula de AÌba ~,
e, de lato, são deÌiciosos.
No dia seguinte aÌmoçamos no HoteÌ Aman-
kora, superÌuxo, coma diária de mais de US$ 1.OOO
~ mas o aÌmoço era US$ 84 por pessoa. Dessa
vez, a comida nos apeteceu. Comemos saÌadas,
atum lresco e hamburguer de iaque, um parente
do boi que vive nas montanhas do Tibete e do
8utão. Iazemtambemquei|oe manteiga de iaque.
L vinho aÌi, atenção, e carissimo, como são
carissimos os tecidos ~ maraviÌhosos, por sinaÌ.
Compras no 8utão, so mesmo para trazer uma
Ìembrancinha (existem aÌgumas Ìo|as com ar-
tesanatos importados do Tibete), o pais não
toÌera vicios. Por exempÌo, lumar ou entrar por-
tando cigarro naqueÌe reino e proibido.Tomar
quaÌquer tipo de droga e considerado crime
inaliançáveÌ e dá cadeia por três anos.
A educação Ìá tem outra questão: aos seis
anos, as crianças têm que decidir se querem ou
não ser monges. LÌas são separadas de suas
lamiÌias e encaminhadas aos mosteiros para
estudaremos principios da reÌigião budista. Se Ìá
peÌas tantas quiserem desistir da vida reÌigiosa,
ok, mas e preciso desemboÌar uma expressiva
quantia de muÌta.
Orei e ¦ovem, honito
e otimo lotogrulo
¬ Dzonga, o idioma oliciaÌ, não chega a assustar,
e todos os |ovens ho|e laÌamingÌês lÌuente, |á que
o ensino da Ìingua e obrigatorio nas escoÌas. L,
apesar de não haver indicios de modernidade
nos costumes, há internet, Ìargamente dilun-
dida, comrede wireÌess na maioria dos Ìugares. A
teÌevisão chegou em 1999 e atuaÌmente a TV a
cabo tem canais internacionais, principaÌmente
canais indianos. Mas bom mesmo e ver as
bandeiras de oração para todo Ìado. Tudo e
motivo para hastear uma bandeira: nascimento,
morte, doença. L emocionante vê-Ìas ao vento,
coÌoridas e aÌegres, assim como e emocionante
ver o simboÌo máximo da lertiÌidade ~ o laÌo ~
reverenciado e pintado em todo canto.
Mais doqueinlÌaçãoouPI8, opais licadeoÌhono
II8, oindice de IeÌicidade Interna 8ruta. Oconceito
segue quatro diretrizes: desenvoÌvimento econô-
mico sustentáveÌ, preservação da cuÌtura, con-
servaçãodomeioambiente e boa governança. Orei
1igme Khesar NamgyeÌ Wangchuck e |ovem, bonito,
ricoeamadopor todos, aÌemdeser otimolotogralo
~em|aneirode2O1O, expôssuaslotosdo8utãoem
uma gaÌeria de arte em DeÌhi, na Ìndia. LÌe estudou
nos Lstados Unidos e lez mestrado em poÌitica na
Universidade de Oxlord, na IngÌaterra.
Lm 2OO8, houve, depois de mais de um secuÌo
de monarquia absoÌuta, eÌeição para primeiro-
ministro, o que translormou o pais em uma
monarquia constitucionaÌ. ®
¬
Paro: As principais atrações são os mo-
nasterios, e o mais impressionante de todos e o
Taktshang, conhecido como ¨Tiger`s Nest". L
um programa para quase um dia inteiro. São
peÌo menos três horas de triÌha com parada em
uma caleteria no meio do caminho, para Ìan-
char, tomar chá e, sobretudo, apreciar a vista
do mosteiro que e espetacuÌar.
Paro Dzong e a parte administrativa de Paro e
onde se estabeÌeceu uma comunidade de 2OO
monges. Sua torre centraÌ e lamosa peÌo tra-
baÌho em madeira.
Kyichu Lhakhang e um dos mosteiros mais
antigos e sagrados, loi construido em 1646,
para comemorar a vitoria sobre os invasores
tibetanos.
¬
Thimpu: Para chegar a Chimi Lhakhang, o
tempÌoda lertiÌidade, e precisocaminhar por 2O
minutos peÌo campo. Os monasterios de Tango
e Cheri licam a 18km de Thimpu e exigem uma
boa caminhada para chegar Ìá.
¬
Punaka: O distrito lica a duas horas de
Thimpu, passando por uma estrada cheia de
montanhas e rios. O Jzong de Punaka e um
dos mais bonitos, lica na |unção dos rios Pho
Chu e Mo Chu.
|ª(:|: 1:
:|:::|a|ª, 1:
:a|ª ª 1:
atª||ª,
:|ª¸:aa
|:|a1ª : :a|
:ª| : |:.:
.|||:
HaroId McSee
Do Ncu York Timcs º NOVA YORK

o|e, sais vêmde toda par-
te do mundo, em dile-
rentes lormas e cores.
UmsaÌ de Utah se intituÌa
¨primeiro saÌ da nature-
za", por ser originário de
um antigo oceano. Apesar de ser mi-
neraÌ e inorgãnico por delinição, um
saÌ marinho da Nova ZeÌãndia, de aÌ-
guma maneira, ganhou o certilicado de
orgãnico. Sais chamados ¨doHimaÌaia"
podem vir de minas a 28O metros
acima do niveÌ do mar. Mas agora
temos solmcllicrs para expÌorar e iden-
tilicar os sabores, texturas, o terroir e
o morroir de todos os sais.
O especiaÌista em saÌ Mark 8itter-
man chamou atenção para o lato de
muitos chels e autores de Ìivros de
receitas indicarem o uso de saÌ kosher,
o que eÌe considera como industriaÌ e
sem aÌma. Lm seu recente Ìivro ¨SaÌ-
ted", 8itterman reÌata degustações.
Descreve o sabor do saÌ rosa do Rio
Murray como ¨uma doce Ìuz do soÌ, um
lormigamento de minerais quentes". L
o sabor do saÌ kosher! ¨MetaÌ, extrato
de água sanitária}lumaça de aerosoÌ".
Mas... um saÌ puro pode ter outros
sabores aÌemdo simpÌes saÌgadinho! L
os sais menos relinados podem ser
mais saborosos a ponto de custarem
muito mais!
Lssas questões não são novas para
quem cozinha, mas agora quem entrou
na discussão loram os cientistas. Se-
gundo eÌes, os sais têm praticamente o
mesmo sabor, mas nenhum saÌ, ate
mesmo o mais puro, e apenas saÌ. Os
sais usados na cuÌinária vêm de mares
ou de depositos de antigos mares. As
duas lontes contêm dilerentes mine-
rais, mas o predominante e o cÌoreto de
sodio. O saÌ padrão e produzido ao se
in|etar água para dissoÌver os minerais,
separando o cÌoreto de sodio dos ou-
tros minerais. O saÌ de mesa e 99/
cÌoreto de sodio.
Dependendo do processo, pode-se
obter um saÌ mais ou menos relinado,
ou se|a, com mais cÌoreto de sodio ou
menos. Os menos relinados são aci-
zentados e agÌutinados. Lxiste tam-
bem saÌ tratado, no quaÌ os produ-
tores acrescentamoutras substãncias
para dar cor ou sabor. O saÌ vermeÌho
e coÌorido com um lerro existente em
argiÌas, o preto e ativado com carvão.
AÌguns sais são delumados ou as-
sados, e há ainda aqueÌes com sabor
de vinho e especiarias.
No ano passado, cientistas da Uni-
versidade da CaroÌina do Norte pu-
bÌicaram um estudo no ¨1ournaÌ ol
Sensory Studies" comparando 88
sais do mundo todo. Stephanie L.
Drake e Mary Anne Drake anaÌisaram
a composição quimica de cada um,
provaram, dissoÌveram na água e
chegaram à concÌusão de que sais
dilerentes têm mesmo sabor dile-
rente, ate quando a concentração de
sodio e a iguaÌ.
Lm geraÌ, quanto menos relinado
lor o saÌ, menos saÌgado eÌe e. Mas
existem aqueÌes que são mais saÌ-
gados, o que indica que a presença de
certos minerais pode reaÌçar a sa-
Ìinidade do cÌoreto de sodio. A pes-
quisa registrou apenas 1O sabores e
cheiros dilerentes. AÌguns são Ìigei-
ramente adstringentes, com gosto de
umami (paÌavra de descreve o sabor
de certos aminoácidos). O saÌ ¨or-
gãnico" da Nova ZeÌãndia tem gosto
de saÌ e de umami. L a maioria dos sais
têm um cheiro metáÌico, como uma
moeda de um centavo.
No CuÌinary Institute ol America,
em Nova York, Christopher Loss, um
cientista sensoriaÌ, e David Kamen,
um chel, vêm estudando o papeÌ do
saÌ na gastronomia. LÌes usaram saÌ
kosher e sais lranceses em cinco pra-
tos dilerentes. Olereceram a estudan-
tes e luncionários da cozinha. O pes-
soaÌ preleriu uma gaÌinha com pão
preto leito com saÌ comum, aqueÌe
branco e baratinho. Os pratos leitos
com lÌor de saÌ e saÌ acizentado não
comoveram.
Resumindo, de acordo com os dois
estudos, soumpaÌadar extremamente
sensiveÌ se olenderia com o sabor de
um saÌ ordinário. ®
Tcny 0eniccla/The New Ycrk Times
MON!ES 0E sais aparentemente diferentes. segundc estudcs, há pcuca variaçac de sabcr entre eles
ÆS BÆN0E|RÆS de craçac cclcridas sac hasteadas pcr tcdc tipc de mctivc. nascimentc, mcrte e pcr aí vai |O!O 0O rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck. amadc
O |Æ|O, símbclc máximc da fertilidade, está representadc em tcda parte
MEN|N|NHÆ
butanesa.
quandc ela
crescer,
pcderá ter
mais de um
hcmem
Fctcs de Luciana 0astellc Brancc
OS RÆPÆlES pcdem se assumir gays, sem prcblemas
ÆU|Æ 0E inglês nc mcnastéric. acs seis ancs, crianças devem escclher se querem seguir a vida religicsa
16
¬
LLA LLA
¬
17 0 0L0B0 º Sábadc, 30 de abril de 2011
|:| 1ª|||: 1:
ßutuo
1a)aª|ª |ª||: ª|||ª ||1|aª ||||a, ma||ª| (:1ª |ª| ma|: 1ª am|:mªm, ¸a]: :ª a::amªm(a|||:amª||ª ª : ::¸amª|: ª : mª||:| 1: ma|1:
|.|:||aa:: m:|a:|ª||::
| .ªt 1::
'sulmelliers'
Luciana CasteIIo Branco
Lspcciol poro O GLOBO º THIMPU, 8utão

o 8utão, na verdade Reino do
8utão, muÌher casada pode
ter quantos homens quiser.
Homem tambem. L gays vi-
vem sem se esconder. Mas
não e por essa razão que este
pequeno pais budista, entre
Ìndia e China, de 7O8.bOO ha-
bitantes e 88.864 quiÌômetros
quadrados, está delinitivamente na moda. Pergunte
para a |ornaÌista GÌoria Maria, que estava por Ìá.
Iui parar aÌi a bordo de uma aeronave da Druk
Air, companhia aerea butanesa, que partiu de DeÌhi
e lez escaÌa emKatmandu. OvisuaÌ emocionante do
Monte Lverest e das mais beÌas vistas do mundo.
Nodistritode Parolica ounicoaeroportodo8utão.
Impressiona a arquitetura toda trabaÌhada. Não vi
sequer um predio moderno por Ìá. Todos, sem
exceção, incÌusive os novos, são leitos dentro das
mesmas normas e usando o mesmo trabaÌho na
madeira. Lindos.
Humhurguer e
munteigu de iuque
¬ Para entrar no 8utão, so por meio de uma
agência de turismo. Paga-se cerca de US$ 18O por
dia, incÌuindo guia, hospedagem e releição, mas
nesse esquema a hospedagem e para quem tem
ate 2O anos, ou se|a, básica e de pouco conlorto.
MeÌhor dar um up grade e licar no HoteÌ Zhiwa
Ling, em Paro, que e bonito, conlortáveÌ e tem
comida boa. O cale da manhã e especiaÌ, com
pãezinhos e boÌinhos leitos na casa.
Lm Thimpu, a capitaÌ do pais, licamos no
Namgay Heritage, quartos Ìimpos e bacanas e
comida, bem, comida no 8utão e dose, em geraÌ
lraquissima. Uma noite comemos no Ta| Tashi,
hoteÌ cinco estreÌas em Thimpu. Pedimos um
menu butanês para ver se o probÌema estava nos
restaurantes mais popuÌares onde lizemos aÌ-
gumas releições. Não estava. No Ìuxuoso espaço
veio exatamente a mesma coisa que comemos
nos restaurantes Ìocais, so que bem leita e com
um pouco de solisticação: arroz vermeÌho, lran-
go, couve-lÌor com quei|o, cenoura, vagem e
chuchu cozidos, batata commacarrão de arroz e
uma beÌa sopa de cogumeÌos. Os cogumeÌos do
8utão são considerados os meÌhores e mais
caros do mundo ~têmpreço de trula de AÌba ~,
e, de lato, são deÌiciosos.
No dia seguinte aÌmoçamos no HoteÌ Aman-
kora, superÌuxo, coma diária de mais de US$ 1.OOO
~ mas o aÌmoço era US$ 84 por pessoa. Dessa
vez, a comida nos apeteceu. Comemos saÌadas,
atum lresco e hamburguer de iaque, um parente
do boi que vive nas montanhas do Tibete e do
8utão. Iazemtambemquei|oe manteiga de iaque.
L vinho aÌi, atenção, e carissimo, como são
carissimos os tecidos ~ maraviÌhosos, por sinaÌ.
Compras no 8utão, so mesmo para trazer uma
Ìembrancinha (existem aÌgumas Ìo|as com ar-
tesanatos importados do Tibete), o pais não
toÌera vicios. Por exempÌo, lumar ou entrar por-
tando cigarro naqueÌe reino e proibido.Tomar
quaÌquer tipo de droga e considerado crime
inaliançáveÌ e dá cadeia por três anos.
A educação Ìá tem outra questão: aos seis
anos, as crianças têm que decidir se querem ou
não ser monges. LÌas são separadas de suas
lamiÌias e encaminhadas aos mosteiros para
estudaremos principios da reÌigião budista. Se Ìá
peÌas tantas quiserem desistir da vida reÌigiosa,
ok, mas e preciso desemboÌar uma expressiva
quantia de muÌta.
Orei e ¦ovem, honito
e otimo lotogrulo
¬ Dzonga, o idioma oliciaÌ, não chega a assustar,
e todos os |ovens ho|e laÌamingÌês lÌuente, |á que
o ensino da Ìingua e obrigatorio nas escoÌas. L,
apesar de não haver indicios de modernidade
nos costumes, há internet, Ìargamente dilun-
dida, comrede wireÌess na maioria dos Ìugares. A
teÌevisão chegou em 1999 e atuaÌmente a TV a
cabo tem canais internacionais, principaÌmente
canais indianos. Mas bom mesmo e ver as
bandeiras de oração para todo Ìado. Tudo e
motivo para hastear uma bandeira: nascimento,
morte, doença. L emocionante vê-Ìas ao vento,
coÌoridas e aÌegres, assim como e emocionante
ver o simboÌo máximo da lertiÌidade ~ o laÌo ~
reverenciado e pintado em todo canto.
Mais doqueinlÌaçãoouPI8, opais licadeoÌhono
II8, oindice de IeÌicidade Interna 8ruta. Oconceito
segue quatro diretrizes: desenvoÌvimento econô-
mico sustentáveÌ, preservação da cuÌtura, con-
servaçãodomeioambiente e boa governança. Orei
1igme Khesar NamgyeÌ Wangchuck e |ovem, bonito,
ricoeamadopor todos, aÌemdeser otimolotogralo
~em|aneirode2O1O, expôssuaslotosdo8utãoem
uma gaÌeria de arte em DeÌhi, na Ìndia. LÌe estudou
nos Lstados Unidos e lez mestrado em poÌitica na
Universidade de Oxlord, na IngÌaterra.
Lm 2OO8, houve, depois de mais de um secuÌo
de monarquia absoÌuta, eÌeição para primeiro-
ministro, o que translormou o pais em uma
monarquia constitucionaÌ. ®
¬
Paro: As principais atrações são os mo-
nasterios, e o mais impressionante de todos e o
Taktshang, conhecido como ¨Tiger`s Nest". L
um programa para quase um dia inteiro. São
peÌo menos três horas de triÌha com parada em
uma caleteria no meio do caminho, para Ìan-
char, tomar chá e, sobretudo, apreciar a vista
do mosteiro que e espetacuÌar.
Paro Dzong e a parte administrativa de Paro e
onde se estabeÌeceu uma comunidade de 2OO
monges. Sua torre centraÌ e lamosa peÌo tra-
baÌho em madeira.
Kyichu Lhakhang e um dos mosteiros mais
antigos e sagrados, loi construido em 1646,
para comemorar a vitoria sobre os invasores
tibetanos.
¬
Thimpu: Para chegar a Chimi Lhakhang, o
tempÌoda lertiÌidade, e precisocaminhar por 2O
minutos peÌo campo. Os monasterios de Tango
e Cheri licam a 18km de Thimpu e exigem uma
boa caminhada para chegar Ìá.
¬
Punaka: O distrito lica a duas horas de
Thimpu, passando por uma estrada cheia de
montanhas e rios. O Jzong de Punaka e um
dos mais bonitos, lica na |unção dos rios Pho
Chu e Mo Chu.
|ª(:|: 1:
:|:::|a|ª, 1:
:a|ª ª 1:
atª||ª,
:|ª¸:aa
|:|a1ª : :a|
:ª| : |:.:
.|||:
HaroId McSee
Do Ncu York Timcs º NOVA YORK

o|e, sais vêmde toda par-
te do mundo, em dile-
rentes lormas e cores.
UmsaÌ de Utah se intituÌa
¨primeiro saÌ da nature-
za", por ser originário de
um antigo oceano. Apesar de ser mi-
neraÌ e inorgãnico por delinição, um
saÌ marinho da Nova ZeÌãndia, de aÌ-
guma maneira, ganhou o certilicado de
orgãnico. Sais chamados ¨doHimaÌaia"
podem vir de minas a 28O metros
acima do niveÌ do mar. Mas agora
temos solmcllicrs para expÌorar e iden-
tilicar os sabores, texturas, o terroir e
o morroir de todos os sais.
O especiaÌista em saÌ Mark 8itter-
man chamou atenção para o lato de
muitos chels e autores de Ìivros de
receitas indicarem o uso de saÌ kosher,
o que eÌe considera como industriaÌ e
sem aÌma. Lm seu recente Ìivro ¨SaÌ-
ted", 8itterman reÌata degustações.
Descreve o sabor do saÌ rosa do Rio
Murray como ¨uma doce Ìuz do soÌ, um
lormigamento de minerais quentes". L
o sabor do saÌ kosher! ¨MetaÌ, extrato
de água sanitária}lumaça de aerosoÌ".
Mas... um saÌ puro pode ter outros
sabores aÌemdo simpÌes saÌgadinho! L
os sais menos relinados podem ser
mais saborosos a ponto de custarem
muito mais!
Lssas questões não são novas para
quem cozinha, mas agora quem entrou
na discussão loram os cientistas. Se-
gundo eÌes, os sais têm praticamente o
mesmo sabor, mas nenhum saÌ, ate
mesmo o mais puro, e apenas saÌ. Os
sais usados na cuÌinária vêm de mares
ou de depositos de antigos mares. As
duas lontes contêm dilerentes mine-
rais, mas o predominante e o cÌoreto de
sodio. O saÌ padrão e produzido ao se
in|etar água para dissoÌver os minerais,
separando o cÌoreto de sodio dos ou-
tros minerais. O saÌ de mesa e 99/
cÌoreto de sodio.
Dependendo do processo, pode-se
obter um saÌ mais ou menos relinado,
ou se|a, com mais cÌoreto de sodio ou
menos. Os menos relinados são aci-
zentados e agÌutinados. Lxiste tam-
bem saÌ tratado, no quaÌ os produ-
tores acrescentamoutras substãncias
para dar cor ou sabor. O saÌ vermeÌho
e coÌorido com um lerro existente em
argiÌas, o preto e ativado com carvão.
AÌguns sais são delumados ou as-
sados, e há ainda aqueÌes com sabor
de vinho e especiarias.
No ano passado, cientistas da Uni-
versidade da CaroÌina do Norte pu-
bÌicaram um estudo no ¨1ournaÌ ol
Sensory Studies" comparando 88
sais do mundo todo. Stephanie L.
Drake e Mary Anne Drake anaÌisaram
a composição quimica de cada um,
provaram, dissoÌveram na água e
chegaram à concÌusão de que sais
dilerentes têm mesmo sabor dile-
rente, ate quando a concentração de
sodio e a iguaÌ.
Lm geraÌ, quanto menos relinado
lor o saÌ, menos saÌgado eÌe e. Mas
existem aqueÌes que são mais saÌ-
gados, o que indica que a presença de
certos minerais pode reaÌçar a sa-
Ìinidade do cÌoreto de sodio. A pes-
quisa registrou apenas 1O sabores e
cheiros dilerentes. AÌguns são Ìigei-
ramente adstringentes, com gosto de
umami (paÌavra de descreve o sabor
de certos aminoácidos). O saÌ ¨or-
gãnico" da Nova ZeÌãndia tem gosto
de saÌ e de umami. L a maioria dos sais
têm um cheiro metáÌico, como uma
moeda de um centavo.
No CuÌinary Institute ol America,
em Nova York, Christopher Loss, um
cientista sensoriaÌ, e David Kamen,
um chel, vêm estudando o papeÌ do
saÌ na gastronomia. LÌes usaram saÌ
kosher e sais lranceses em cinco pra-
tos dilerentes. Olereceram a estudan-
tes e luncionários da cozinha. O pes-
soaÌ preleriu uma gaÌinha com pão
preto leito com saÌ comum, aqueÌe
branco e baratinho. Os pratos leitos
com lÌor de saÌ e saÌ acizentado não
comoveram.
Resumindo, de acordo com os dois
estudos, soumpaÌadar extremamente
sensiveÌ se olenderia com o sabor de
um saÌ ordinário. ®
Tcny 0eniccla/The New Ycrk Times
MON!ES 0E sais aparentemente diferentes. segundc estudcs, há pcuca variaçac de sabcr entre eles
ÆS BÆN0E|RÆS de craçac cclcridas sac hasteadas pcr tcdc tipc de mctivc. nascimentc, mcrte e pcr aí vai |O!O 0O rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck. amadc
O |Æ|O, símbclc máximc da fertilidade, está representadc em tcda parte
MEN|N|NHÆ
butanesa.
quandc ela
crescer,
pcderá ter
mais de um
hcmem
Fctcs de Luciana 0astellc Brancc
OS RÆPÆlES pcdem se assumir gays, sem prcblemas
ÆU|Æ 0E inglês nc mcnastéric. acs seis ancs, crianças devem escclher se querem seguir a vida religicsa
18

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 18 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 44 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
U ma l u z
RA O QUE FALTAVA, qua-
se um “C. S. I . ” do
mundo das tesou-
ras: sabia que agora
o fio de cabelo é le-
vado ao laboratório para
que analisem sua saúde?
Estou passada! Ainda não
fiz meu DNA capilar. Mas
o salão Crystal Hair tem—
é o capilarograma, que es-
quadrinha as proteínas da
fibra, nível de oleosidade
e de condicionamento, da-
nos causados pelo sol, ex-
cesso de químicas... O fio
é aumentado 10 mil vezes.
Tel.: 2512 -1148.
E
F r u t o b o m
P
o
r
a
s
s
i
n
a
t
u
r
a Proteas, lírios,
rosa spray (impor-
tadas da Colôm-
bia ou da Venezue-
la), hortênsias e
misântropos. Su-
zana Millman, da
Florisbela (2287-
1241), criou este
arranjo depois de
uma temporada
em Nova York:
eles estão adoran-
do esta misturi-
nha. Outra novida-
de é a assinatura
de flores: por um
valor mensal fixo,
um funcionário da
Florisbela vai à ca-
sa do cliente e mu-
da o arranjo uma
vez por semana.
Não é dor de cotovelo, não, só porque estamos aqui
sem príncipe: mas dizem que o irmão do William é
muito mais interessante. E continua solteiro. É o
lembrete estampado na camiseta à venda na Q-Vizu,
na Henrique Dumont, a R$ 89.
Toda ouriçada
A Way Design pediu a quatro
designers brasileiros que dese-
nhassem peças exclusivas, ten-
do a natureza e as formas or-
gânicas como tema. Jader Al-
meida, Pedro Mendes, Zanini
de Zanine e o estúdio Latoog,
formado pela dupla Leonardo
Lattavo e Pedro Moog, assinam
os móveis da expo-
sição “Natureza Mó-
vel”, que abre terça-
feira na loja do Rio
Design Leblon. A ti-
ragem é limitada e a
venda, só sob enco-
menda: 2259-0357. A
poltrona da foto é a Ou-
riço, do Latoog.
A E
Reproduções
f
ront
ANA CRISTINA REIS
PATHISA acaba de lançar seu e-commerce
(www.pathisa.com.br). Mas é imperativo uma
certa bossa, né? Para brilhar no mundo virtual, a
grifecrioumodelos em3Dquevestemas peças da
coleção. Sãotrês personagens, cadaumaparaum
perfil de cliente: a executiva, a fotógrafa e a
fashionista.Qual será esta do desenho?
ESSAS PULSEIRAS de prata com banho de ouro (R$ 420
cada) e fecho de ímã, da Briollet, fizeram tanto
sucesso que foi preciso reforçar o estoque. E ainda
chegaram gargantilhas para fazer pendant com as
pulseiras. Na Rua Visconde de Pirajá 351, loja 123.
Não foi “Conan, o bárbaro”, “Oexterminador do futuro” ou o
governodaCalifórnia. Amelhor obradeArnoldSchwarzenegger
foi Patrick, de 17, filho do republicano com Maria Shriver (née
Kennedy). Patrick quer ser modelo; acabou de assinar com a
agência L.A. Models, que já sonha em ver o rostinho do rapaz
estampando anúncios de Ralph Lauren e Armani.
Mas, na verdade, Patrick, que é amigo de Selena Gomez e
Tallulah, filha de Demi Morre e Bruce Willis, contou à revista
“Details” que só quer ser modelo para ganhar dinheiro e,
assim, sustentar sua linha de roupas, a Project 360, que tem
10% do lucro revertido para a caridade. Ah, e ele quer
também“aprender a ficar à vontade na frente das câmeras”.
Preocupa não, querido, está no sangue.
ELA

19 Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
O GLOBO

ELA

PÁGINA 19 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 44 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
CORAÇÕES
Da Natan é a meia
aliança em ouro
amarelo com bri-
lhantes e penden-
te de coração
com agat ha e
ônix. Rachel Sab-
bagh e Isabela
Drummond, da
Oda r a ( 2 2 4 9 -
1613), criaram o
pingente Amar. E
o designer Pepe
Torras (2274- 5046) fez es-
tes brincos finíssimos pa-
ra presentear as mães.
IOGA
O recém-inaugurado Espa-
ço Lavanda (3497-1646),
em São Conrado, tem ioga
para mamãe e bebê.
BAZAR
Bernardo Palatnik e Vanes-
sa Alcantara têm novas
joias em prata para o ba-
zar de Dias das Mães neste
sábado. Das 14h às 20h, no
Atelier Forja: Rua Viscon-
de de Pirajá 111, sala 421.
O CAMINHO DO ORVALHO
Francisca Bastos (2511-
3146) lança nos dias 3,4 e 5
de maio sua coleção Or-
valho, com joias inspira-
Reproduções
z
a
p
p
i
n
g
ONDE ENCONTRAR
● ENDEREÇOS: Página 1: AL-
BERTA — Shopping Leblon, 3
o
-
piso • ANIMALE — Fashion Mall,
2
o
- piso • ANJU ANJU — R. Visc.
de Pirajá 550/ sl 1114 • AN-
DARELLA — Rio Sul, 3
o
- piso •
ANDREA MARQUES —R. Garcia
D’Ávila 149 • CATHERINE LA-
BOURÉ—R. Visc. dePirajá207/lj
212 • EU AMO — R. Monte
Alegre 374 • GLORINHA PARA-
NAGUÁ —R. Visc. de Pirajá 365/
lj 2•GIULIABORGES—R. Lopes
Quintas 157 • JELLY — R. Visc.
de Pirajá 529 • LE LIS BLANC —
Fashion Mall, 1
o
- piso • LUPO —
Shopping Leblon, 1
o
- piso • MA-
RIA BONITA EXTRA — R. Aníbal
de Mendonça 135•MARYZAIDE
—Fashion Mall, 2
o
- piso • MARIA
BONITA—FashionMal,l 2
o
- piso•
MARIA FILÓ — Fashion Mall, 1
o
-
piso • METALLY — R. Visc. de
Pirajá 550/ lj 1403 • MR. CAT —
FashionMall, 1
o
- piso•VIAMIA—
R. Aníbal de Mendonça 55/ lj F •
VINTAGE HOUSE — R. Aristides
Espínola 121/303.
Páginas 4 e 5: • ALLHAUSZ —
CasaShopping bloco G/ lj E •
ARKANA — R. Humaitá 63-A •
ARTEFACTO BEACH&COUNTRY
— CasaShopping bloco K/lj A •
CASA JÚLIO — CasaShopping
bloco F/lj HI • DOMME — Ca-
saShopping bloco H/sl • ESTI-
LO&CASA — R. Olegário Maciel
519/ lj D • FERNANDO JAEGER
— R. Ipiranga 119 • FINISH —
CasaShopping bloco 1/lj 201 •
NOVO AMBIENTE — CasaShop-
ping, bloco L/ lj A/F • PARA-
MENTO — R. Visc. de Pirajá
550/1.709 • POEIRA — R. Dias
Ferreira 480 • REVIRA IDEIAS —
www.reviraideias.com.br • VE-
LHA BAHIA — CasaShopping,
bloco E/ lj A.
Página 15: ATEEN —Rio Design,
3
o
- piso • BOBSTORE — Rio
Design Barra , 1
o
- piso • DOI-
DIVANAS — Rua Maria Quitéria
77/sl 715 • DONA COISA — R.
Lopes Quintas 153 • FISZPAN—
R. Visc. de Pirajá 580 • GLO-
RINHA PARANAGUÁ — R. Visc.
de Pirajá 365/lj. 2 • IMPORIUM
— Rua Vinícius de Moraes 80/lj A
• Lessô — Downtown, 107 •
Maria Filó — Rio Design Leblon,
1
o
- piso • Nag Nag — R. Nas-
cimento Silva 309 • Santa Cor —
Shopping da Gávea, 1
o
- piso •
Sollas — Shopping da Gávea, 2
o
-
piso • Tempo 4 — R. Visc. de
Pirajá 550/lj 1711 • Zibba —
Shopping Leblon, 3
o
- piso.
Página 20: FILHAS DE GAIA —
Tel.: 2294-0848 • LUPO —
Shopping Leblon, 1
o
- piso •MARA
MAC — Fashion Mall, 2
o
- piso •
MARIA BONITA — Fashion Mall,
2
o
- piso • MARIA BONITA EXTRA
— Fashion Mall, 2
o
-piso • MUG-
GIA — R. Real Grandeza 182/
casa 8 • RICHARDS — Rio De-
sign Leblon, 2
o
- piso • TIDSY —
Rio Design Leblon, 1
o
- piso.
antiderrapante, é 100%
de algodão egípcio. Para
fazer bonito, porque to-
do casamento é real. Não
deixe a Kate Middleton
tentar te convencer do
contrário.
COM EQUIPE.
COZIDO DOS BONS
Agora que chegouo
frio, confesse: cozi-
do é ou não é tudo
de bom? O Garden,
em Ipanema, tem
bufê aos domingos.
PRALINÉ
Frédèric de Maeyer, chef
do Eça, faz um praliné
crocante de 600g, em for-
ma de coração, a R$ 150.
Encomendas de segunda
a sexta-feira:
2524-2401.
AMARELO MIO
O amar el o
que vi mos
nas passare-
las e anda pe-
las ruas, na
Europa, che-
ga agora ao
nosso outo-
no, como este
n o t r e n c h
coat da Folic.
TRICÔ
As amantes
do tricô de-
vem dar uma
espiadinha na
coleção de in-
verno da Pas-
seio, que fica
no segundo
das nos caminhos do or-
valho nas folhas, na terra e
nas rochas, misturando
ouro, diamantes e safiras.
AÇAÍ EM PARIS
Quem acaba de voltar de
Paris não vemme contar de
restaurantes ou butiques.
Só falam de uma coisa: o
sucesso que faz o esfoliante
daNaturadeaçaí. Naedição
desta semana da “Madame
Figaro”, por exemplo, inte-
gra a lista do must have.
AUTÊNTICA
A Richards agora tem
uma bolsa com cartão de
autenticidade e número
de série, assimcomo as it
bags de Chanel, Prada &
cia. Feita com couro de
ovelha levíssimo, impor-
tado da Espanha, acaba
de chegar às lojas, a R$
R$ 980.
MIMOS
Planejando o casamen-
to? A Petit Tresor (7853-
4042) tem mil e uma lem-
brancinhas: da tampa de
vinho cromada às pulsei-
ras com iniciais, dos sa-
leiros aos leques. Mas a
novidade agora é a pas-
sadeira que Renata Bor-
ges acaba de trazer de
Londres. Com cristais
Swarovski e propriedade
andar do Forum de Ipa-
nema. Cristina Quinderé
Falcão e Cecília Prado, as
donas, têm anos de ex-
periência com tricô.
SAIA JUSTA
Alice Tapajós, de volta ao
mercado de moda com os
acessórios da Zibba, não
aguentou muito tempo sem
fazer roupas. Alojadoshop-
ping Leblon, que tem di-
reção criativa da estilista,
acaba de ganhar sua pri-
meira peça: uma saia com
estampa de leopardo criada
especialmenteparaas mães
que estão em forma.
FLORIDOS
A Cavendish, de Carla Ca-
vendish está
comestes sa-
patos forra-
dos de tecido
est ampado
que são uma
graça. Tel . :
3325-5508.
ODARA
NATAN
PEPE TORAS
SIGA O ELA NO TWITTER: twitter.com/CadernoEla
20

ELA Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

ELA

PÁGINA 20 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 28/04/2011 — 22: 45 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
1. Paletó (R$ 1.340)
e calça (R$ 960)
Maria Bonita
2. Paletó Mara Mac
(R$ 1.400), segunda
pele Maria Bonita Extra
(R$ 208), short-saia
(R$ 490), meia Lupo
(R$ 9,90)
3. Paletó Muggia
(R$ 630), camiseta
Maria Bonita Extra
(R$ 1.438), calça
(R$ 450) e sapato
(R$ 459) Richards
4. Calça (R$ 607) e
colete (R$ 552) Filhas
de Gaia, camisa Muggia
(R$ 180), cinto Tidsy
(R$ 174)
Direito
autoral
N
ão contentes em assaltar o
guarda-roupa masculino,
elas subverteram um pou-
quinho o que tiraram de lá.
Trocaram botões por fechos
de bolsa, transformaram
mangas de paletó em faixas-amarrações,
aumentaram golas e deixaram o colete
com jeito de fraque. Simples assim. De-
finitivamente, a alfaiataria já ganhou novo
direito autoral, o do poder feminino. ■
Coordenação: Patricia Veiga. Produção: Bebel
Moraes. Beleza: Vini Kilesse. Modelo: Fernanda
Sonai (François). Agradecimento: Fábrica
Bhering. Endereços na página 19
Fotos de Daniel Mattar
1
2
3 4
PROSA&VERSO PROSA&VERSO
SÁBADO, 30 DE ABRIL DE 2011
O GLOBO

PROSA & VERSO

PÁGINA 1 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 23: 39 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Risco: Página faz
um ano com texto
e imagem de
Angelo Venosa

3
Crítica: Castello
e Giovanna Dealtry
respondem a Alcir
Pécora

4 e 5
Quemtemmedode
Prisão do artista provoca protestos contra recrudescimento do regime chinês
Ai Weiwei?
MANIFESTAÇÃO EM DEFESA de Ai Weiwei em Hong Kong, no último sábado: exposição do artista em Nova York, com abertura marcada para segunda-feira, pode se tornar ato público de repúdio ao governo chinês
Rony Maltz
Especial para O GLOBO • NOVA YORK
Q
uando um dos mais con-
tundentes críticos do regi-
me comunista chinês, o ar-
tista Ai Weiwei, foi detido
ao tentar embarcar para
Hong Kong no último dia 3, em Pe-
quim, a questão não era tanto a ra-
zão da sua prisão, mas por que ela
não havia acontecido antes. Há
anos Weiwei testava os limites da li-
berdade de expressão no seu país,
usando principalmente a internet
para denunciar a corrupção e o au-
toritarismo das instituições ofi-
ciais. Às vésperas da estreia de um
tour mundial de sua instalação “Zo-
diac Heads/Circle of Animals”, mar-
cada para depois de amanhã em
Nova York, o artista permanece in-
comunicável. Seu estúdio foi revis-
tado, documentos e computadores
foram confiscados e sua mulher, as-
sistentes, sócio, advogado, conta-
dor e motorista foram interroga-
dos. A agência de notícias oficial Xi-
nhua reportou que Ai Weiwei esta-
ria “sob investigação por suspeita
de crimes financeiros”.
Protestos pela sua libertação
eclodiram no mundo inteiro. No úl-
timo sábado, milhares de chineses
tomaram as ruas de Hong Kong e
um enorme cartaz foi estendido na
fachada do principal centro cultural
local, com a provocação: “Quem
tem medo de Ai Weiwei?”. O site
<http://freeaiweiwei.org/> mantém
um relógio contando os segundos
desde a detenção e uma linha do
tempo com notícias sobre o caso. A
Fundação Guggenheim lançou uma
petição on-line, que já tem 90 mil as-
sinaturas, endereçada ao Ministro
da Cultura da China, Cao Wu. A se-
cretária de Estado americana, Hilla-
ry Clinton, repudiou em nota oficial
a “detenção arbitrária e ilegal”.
—Weiwei é único. Oque o move é
diferente do que move outros artis-
tas. Ele se preocupa com mudança,
por seu próprio risco — diz ao GLO-
BO Larry Warsh, dono da AW Asia,
co-patrocinadora da exposição.
Aos 53 anos de idade, Ai Weiwei
ostenta um abdômen proeminente e
uma barba grisalha, tão farta quanto
pode ser uma barba chinesa, pen-
dendo do rosto redondo. Ele estaria
nesta segunda-feira em Manhattan
para a estreia no Central Park de sua
maior instalação já exposta num es-
paço urbano público, 12 gigantescas
esculturas de bronze representando
os animais do zodíaco chinês. Exibi-
das pela primeira vez na Bienal de
Artes de São Paulo, no ano passado,
as peças são reproduções de está-
tuas chinesas do século XVIII sa-
queadas por ingleses e franceses du-
rante a Segunda Guerra do Ópio, em
1860 (ver box na página 2).
Política por natureza, a instala-
ção adquiriu, com a prisão de
Weiwei, uma complexidade impre-
visível. As esculturas de até dois
metros de altura viajarão o mundo
como totens de ausências maiúscu-
las: das originais, evocadas pelas
cópias; das peças autênticas do lu-
gar de onde foram saqueadas, e,
por fim, do artista criador da obra.
Larry Warsh lamenta a detenção
de Ai Weiwei mas diz que não há
protesto oficial programado para a
abertura do evento.
— Temos que manter as coisas
separadas. Isso é uma exibição de
arte, e assim ela será apresentada
— diz o colecionador, que, no en-
tanto, desconhece o teor do discur-
so de abertura: —Oprefeito [de No-
va York, Michael Bloomberg,] está
planejando uma apresentação, mas
não sabemos o que vai acontecer. O
importante para Ai Weiwei é que o
trabalho seja visto, que suas ideias
se espalhem. Continua na página 2
Reuters/ Tyrone Siu/ 23-04-2011
2

PROSA & VERSO Sábado, 30 de abril de 2011 O GLOBO
.
O GLOBO

PROSA & VERSO

PÁGINA 2 - Edição: 30/04/2011 - Impresso: 27/04/2011 — 23: 40 h
AZUL MAGENTA AMARELO PRETO
Continuação da página 1
Conhecido por obras de cunho político, Weiwei encontrou na internet um meio para disseminar suas críticas
Artista e ativista convergiramna rede
Especula-se que os processos
revolucionários no Oriente Mé-
dio tenham motivado na China
o arrocho autoritário que cul-
minou com a prisão de Ai
Weiwei. Quando dissidentes
iniciaram uma campanha on-li-
ne por uma versão chinesa da
Revolução de Jasmim tunisia-
na, ele postou no Twitter: “Eu
não me importava com jasmim
de início, mas as pessoas que
estão com medo transparecem
o quanto ele pode ser perigoso,
o que me fez perceber que jas-
mim é o que eles mais temem.
Mas que jasmim!” Numa entre-
vista dez dias antes de sua pri-
são, ele disse: “A mudança está
no ar. Eu posso sentir no cora-
ção das pessoas”.
Em editorial recente no “New
York Times”, o escritor Salman
Rushdie, que passou anos sob
ameaça do governo iraniano,
defendeu o artista: “Nós precisá-
vamos de porta-vozes da verda-
de para revelaremas mazelas da
União Soviética. Hoje, o governo
da China tornou-se a maior
ameaça à liberdade de expres-
são no mundo, portanto nós
precisamos de Ai Weiwei, Liao
Yiwu (poeta perseguido pelo go-
verno) e Liu Xiaobo (ativista pre-
miado com o Nobel da Paz no
ano passado)”.
Segundo a crítica de arte Bar-
bara Pollack, autora de “The
Wild, Wild East: An American
Art Critic’s Adventures in China”
(inédito no Brasil), o governo
chinês percebe que, embora
atraia gente com muito dinhei-
ro, arte contemporânea tem um
público insignificante numerica-
mente, e por isso concentra a
censura em meios de massa co-
mo cinema e a internet. Atuante
em todas essas áreas, “Weiwei é
um caso à parte”, conclui Polla-
ck, uma das últimas pessoas a
entrevistá-lo antes da prisão.
— Ele parecia preocupado. Já
sentia o que ia acontecer. A si-
tuação vinha escalando — diz
Pollack ao GLOBO por telefone.
Weiwei tinha acabado de re-
ceber a notícia de que uma ex-
posiçãosua prevista para março
emPequimfora “adiada indefini-
damente”, com a justificativa de
que sua obra era “politicamente
delicada”. Em novembro, foi co-
locado em prisão domiciliar, su-
postamente por tentar organi-
zar um protesto contra a demo-
lição de seu recém-construído
estúdio “Fake”, em Pequim (que
foi posto abaixo na surdina, em
janeiro deste ano). Em dezem-
bro, ele foi impedido de deixar a
China pela primeira vez. O te-
mor era de que viajasse à Suécia
para a homenagem do comitê
do Nobel a Liu Xiaobo. Preso
desde junho de 2009 por “incita-
ção à subversão”, Liu foi repre-
sentado por uma cadeira vazia
em uma cerimônia marcada por
protestos, mas também pelo
boicote de diversos países que
preferiramnão desagradar o po-
deroso parceiro econômico.
Milhares de fãs no Twitter,
poucos amigos na China
Virtualmente um analfabeto
digital até 2005, quando desco-
briu nos blogs “uma ferramenta
com muito potencial”, Weiwei
fez o artista e o ativista conver-
girem de forma indissociável na
rede. O blog o permitiu alcançar
uma audiência muito mais am-
pla do que a de suas fotos, pin-
turas e esculturas e não demo-
rou a se transformar em uma
arena onde Weiwei debatia de
política interna a filosofia de bo-
tequim. Três anos de posts fo-
ram reuni dos no l i vro “Ai
Weiwei’s Blog — Writings, Inter-
views and Digital Rants 2006-
2009”, que sairá no Brasil pela
Martins Fontes.
Sua atividade na internet é
apontada por críticos como
uma versão contemporânea de
“escultura social”, o modelo de
transformação política por meio
da arte proposto pelo alemão
Joseph Beuys. Contrariando o
milenar modelo chinês de dissi-
dência através de metáforas e
ataques indiretos, Weiwei pas-
sou a usar seu blog para criticar
o regime aberta e sistematica-
mente: em março de 2006, es-
creveu sobre um país chamado
“C”, governado por “glutões acé-
falos” que “gastam duzentos bi-
lhões por ano em bebida e co-
mida e a mesma quantia em or-
çamento militar”.
“Tudo é arte e tudo é político
para mim, você pode chamar de
arte ou não, eu não dou a míni-
ma”, diz Weiwei para a câmera
em“Fairytale”, filme que registra
seu projeto homônimo para o
Documenta 12, o influente festi-
val de arte contemporânea que
acontece a cada cinco anos em
Kassel, na Alemanha. Em 2007,
Weiwei levou1001 chineses para
a cidade de 192 mil habitantes,
sua empreitada mais ambiciosa
até então. O grupo era compos-
to por voluntários de diversas
faixas etárias, em geral habitan-
tes de pequenos vilarejos e es-
tudantes que nunca tinham saí-
do da China. “Essa é uma obra
que não pode ser medida em
termos de tamanho ou peso.
Quando você muda a mente das
pessoas, os resultados são im-
previsíveis”, reflete Weiwei.
Ele também instalou no pátio
externo uma gigantesca escultu-
ra com portas e janelas de ma-
deira de demolição das dinas-
tias Qing e Ming. Como quando
deixou cair no chão urnas mile-
nares da dinastia Han, ou pintou
nelas o logotipo da Coca-Cola,
Weiwei acenava para o passado
apontando a necessidade de re-
novação — mas não a qualquer
preço. Dicotomia semelhante
est á em j ogo em “Zodi ac
Heads”. Fora do contexto tradi-
cional, os objetos são destituí-
dos de sua aura de preciosidade
histórica, apenas para serem
reinseridos em outro sistema de
valores: o do mercado da arte.
Ai Weiwei demonstra uma im-
paciência e indignação que des-
toam do estereótipo zen. Gosta
de endereçar críticas à segunda
pessoa indefinida, estratégia se-
melhante à usada por Chico
Buarque para driblar a censura
militar em “Apesar de Você”:
“Desta vez ninguém se atreve a
lhe contrariar. Você pode até ter
poder e domínio, hospedar far-
ras e orgias masturbatórias, mas
não mostra nada de realmente
comovente. Você não vai rece-
ber o menor respeito, você é in-
capaz de construir relaciona-
mentos de confiança” escreveu,
em 8 de agosto de 2008, sobre a
cerimônia de abertura dos Jo-
gos Olímpicos de Pequim.
Em comparação à década de
90, a primeira década deste sé-
culo foi de aparente tolerância
política na China. Opaís prome-
tia hospedar a maior Olimpíada
de todos os tempos e, no foco
dos holofotes mundiais, não
mediu esforços para passar
uma imagem moderna. Após
colaborar com o escritório de
arquitetura suíço Herzog e De
Meuron no projeto do Estádio
Nacional de Pequim, o icônico
“Ninho do Pássaro”, Weiwei se-
quer compareceu à abertura
dos Jogos. Ele havia se tornado
um crítico ferrenho do projeto
olímpico, que denunciou como
um “sorriso falso” disfarçando
os problemas da China.
Meses antes do evento, dia 12
de maio, um terremoto de mag-
nitude 7.9 atingiu a província de
Sichuan, sudoeste da China, vi-
timando quase 70 mil pessoas,
grande parte crianças em horá-
rio escolar. Weiwei responsabili-
zou o governo local pela tragé-
dia, acusando-o de corrupção
na construção precária de cre-
ches e escolas, que se esfacela-
ram em pouco mais de dois mi-
nutos de tremor. Também co-
brou dos órgãos competentes a
divulgação de informações so-
bre as vítimas e, diante da omis-
são oficial, reuniu voluntários e
começou a investigar por conta
própria. Em 14 de abril de 2009,
divulgou em sua página uma lis-
ta com 5.212 nomes de estudan-
tes mortos na tragédia.
No mês seguinte, o blog foi ti-
rado do ar. Se os ataques vir-
tuais e o “fogo-amigo” contra as
Olimpíadas tinham pouco im-
pacto na China, a campanha em
Sichuan ganhou enorme reper-
cussão interna e pode ter come-
çado a azedar a sorte do artista
junto às autoridades chinesas.
Às 3 da manhã de 12 de agosto
de 2009, Weiwei dormia numho-
tel de Chengdu, capital de Si-
chuan, quando a polícia bateu à
porta. Só teve tempo de ligar um
gravador antes de quatro ofi-
ciais arrombarem a porta e o ar-
rastaremdo quarto comsocos e
empurrões. Cerca de um mês
depois, Weiwei começou a sen-
tir fortes dores de cabeça e di-
ficuldade de se concentrar. Os
médicos detectaram uma he-
morragia cerebral e ele teve que
AI WEIWEI e esculturas da instalação “Zodiac Heads/ Circle of Animals”
Fotos de divulgação/AW Asia AFP/Peter Parks/ 7-11-2010
ser operado às pressas. Da ca-
ma do hospital, postou radio-
grafias de seu cérebro junto aos
relatórios médicos.
Ele descobriu o Twitter quan-
do seu blog foi fechado e desde
então se tornou um usuário
compulsivo, twitando até oito
horas por dia. Comoosite é hos-
pedado fora do país, a China não
tem como controlar os posts de
até 140 caracteres que, segundo
o artista, “são o bastante pra es-
crever umconto emchinês.” Em
pouco mais de um ano, Ai
Weiwei (@aiww) acumulou mais
de 80 mil seguidores, dez mil
apenas após sua detenção. Um
grupoautônomotraduz a página
para inglês em @aiwwenglish.
Status herdado do pai teria
servido como blindagem
No universo da arte, en