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EDIÇÃO 223 - TRIBUNA DO NORTE SALINAS

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Publicado porEric Renan Ramalho
Jornal Tribuna do Norte de Salinas, Edição 223, Maio de 2013
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Um jornal a serviço do desenvolvimento da região

Acesse: www.fuzuca.com.br/tribunadonorte
S a l i n a s (M G), 01 a 15 de maio de 2 0 1 3 - A n o XX I - E d i ç ã o N º 223 - C i r c u l a n o N o r t e d e M i n a s - Va l e d o J e q u i t i n h o n h a - Be l o H or i z o n te - B ra s íl i a ( D F ) -

Salinas Capital Mundial da Cachaça

R$ 2,00

CARBONITA

Comissão conhece experiência de construção de casas
Nos últimos três anos, 78 moradias populares foram entregues na zona rural de Carbonita
RIO PARDO DE MINAS
Por meio do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), o município de Carbonita, no Vale do Jequitinhonha, já entregou, nos últimos três anos, 78 moradias populares em áreas rurais da cidade. Detalhes desse trabalho foram apresentados na sexta-feira, 3 de maio, durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Câmara Municipal. O deputado Dur val Ângelo (PT), autor do requerimento para a reunião, manifestou sua alegria ao visitar algumas dessas residências e constatar a felicidade estampada no rosto das famílias beneficiadas. “Foi feito um milagre ali. São casas bonitas, dignas. Isso ajuda a fixar o homem no campo, melhora as condições de vida das pessoas que vivem na área rural”, destacou o parlamentar. PAGINA 5

O prefeito Jovelino Pinheiro (foto Folha Regional)

Prefeito Jovelino é cassado no TRE
Uma ação do Ministério Púbico da comarca da cidade cassou no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais – TRE/MG, em 25 de abril, o mandato do prefeito Jovelino Pinheiro e do vice, Geraldo Cantídio de Freitas. O MP acusa os candidatos de abuso de poder econômico e político nas eleições municipais de 2012. O TRE por unanimidade julgou procedente a ação, absolvendo apenas por abuso de poder econômico. Segundo a ação, a Câmara Municipal, em abril de 2012, aprovou aumento para os funcionários públicos da educação, contrariando a legislação eleitoral, que beneficiou mais de 60% da categoria o que influenciou e favoreceu a eleição do prefeito Jovelino. Jovelino recorreu ao TSE e nega que nada tem a ver com a situação, mas permanece no cargo até o tramite de tarnsito e julgado.

O representante do ITER na região, Clélio Murta, fez esclarecimentos na audiência na Câmara Municipal

MINAS NOVAS

O jovem cantor Pedro Morais e Banda Cobra Coral, serão atrações de shows do evento

SANTA CRUZ DE SALINAS

Os policiais e as cachaças encontradas na casa do suspeito na Delegacia de Salinas

SALINAS

Polícia Civil desvenda falsificação de cachaças Canarinha e Havana
Foi desvendado pela Polícia Civil de Salinas, em 10 de maio, golpe de falsificação de cachaças na cidade, sendo preso pela Operação Aguardente em flagrante, Claudiomiro Modesto da Silva, 50 anos, e apreendido cerca de 600 garrafas de cachaças. De acordo o delegado, José Eduardo dos Santos, após denuncia investigou e encaminhou um pedido de mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, no bairro Nova Esperança, zona oeste da cidade, onde foi encontrado uma grande quantidade de material falsificado, caixas fechadas da bebida, rótulos, cola, tampas, e garrafas pet com restos da bebida. PAGINA 4

Vem aí o 2º Violarte
O 2º Festi val de Cul tura Popular de Minas Novas – Violarte, acontecerá na ci dade mãe do Vale do Jequitinhonha, no período de 30 de maio a 02 de j unho, abr indo seus trabalhos em pl eno feriado de Corpus Christi.   A iniciati va e r eali zação do 2º V iolarte é da produtor a, atr i z e jor nal i sta Yany Mabel , o pr oj eto foi viabi li zado atr avés do Fundo Estadual de Cul tura. PAGINA 4

PF prende ex-prefeito Albertino e assessores por desvio de recursos
A Polícia Federal de Montes Claros , em 9 de maio, amanheceu na cidade, onde retomando a Operação Mascaras da Sanidade, agora denominada “Novos Caminhos”, prendeu seis pessoas envolvidas em desvio de recursos da prefeitura . Eles foram denunciados por formação de quadrilha, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas, tendo sido presos o ex-prefeito Albertino Teixeira, sua esposa Marilda, o vereador Manoel Teixeira, seu ir mão, a secretária Deyse e o contador Claudio. PAGINA 5

AINDAMAIS...
EDITORIAL COLUNA ZÉ DIRCEU

- Aécio apresenta as armas
ARTIGOS

- Reforma política não é golpe
CIDADES

PÁGINA 5

- Prefeito Kinca apresenta balanço de 100 dias na Câmara Municipal PAGINA 3 CULTURA - Marina Jardim faz exposição na Assembléia Legislativa PAGINA 6 POLITICA - Audiência Pública da ALMG debateu falhas da energia solar nas ilhas de Manga PÁGINA 6

- Cidadão do Planeta - Quando a sociedade chega ao fim
OPINIÃO 2

2
Aécio apresenta as armas
Era ainda muito cedo, mas a corrida sucessória já começou. Dilma Rousseff agora administra o país segundo a lógica da reeleição. Lançou uma ampla campanha sobre investimentos da Petrobras no pré-sal, tentando desfazer a impressão de que a estatal está quebrando. Fez um bemcuidado programa sobre os 10 anos do PT no Gover no, acoplando a sua gestão os oito anos muito elogiados de Lula. Criou o Ministério da Micro e Pequena Empresa para acomodar o adversário Afif Domingos, do PSD, e atrair o partido para aumentar seu tempo de TV. Aécio Neves, que assume a Presidência do PSDB, eleva o tom das críticas ao governo e se apresenta como alternativa aos 12 anos de comando petista. Haverá outros candidatos, como o pernambucano Eduardo Campos, do PSB, e muit o prov avelme nte Mar ina Si lva em um novo partido, mas sabemos que essas candidaturas são decorativas. O embate mesmo será entre PT e PSDB. O lançamento da candidatura tucana foi um primor de ourivesaria na estratégia de marketing. Ele escolheu a Revista IstoÉ, porque a Veja é adversária figadal do PT, e a Carta Capital é petista demais. Foi melhor ficar empoleirado em cima do muro da mídia. Aos 53 anos, Aécio sente que chegou o seu momento, depois de passar dois anos enterrando o entulho serrista dentro de seu partido. Se não for agora, será em 2018. As críticas que faz ao governo do PT têm fundamento: o partido afastouse do seu ideário da reforma política e da reforma tributária; continua concentrando recursos na União; Dilma não negocia – ou impõe ou passa o trator em cima dos oponentes. A seu favor, Dilma está preservada das denúncias de corrupção que pipocaram contra os correligionários do metalúrgico do ABC, mas parece que a fór mula do crescimento pelo estímulo ao crédito e ao consumo está se esgotando, o endividamento das famílias brasileiras é preocupante e a venda de commodities para a China – que financia os programas de bolsa – já não funciona tão bem. Por outro lado, as obras do PAC estão atrasadas, superfaturadas e com problemas nos órgãos de controle. A transposição do São Francisco, tão combatida, está paralisada e custando o dobro dos R$ 5 bilhões do orçamento, as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina enfrentam toda sorte de problemas, e obras essenciais, como a duplicação da Rio-Bahia, da BR10 1 e da B R-3 81 n ão saem do papel. Aécio se apresenta como um gestor moderno, com capacidade de fazer alianças internacionais proveitosas para o Brasil, e critica a decisão do governo de trazer médicos cubanos e se aliar aos países atrasados. Critica o autoritarismo do PT, que prefere fazer cooptação de forças políticas em vez de negociação em que precisaria ceder. De qualquer for ma, com Aécio, Eduardo Campos ou Marina Silva, a Presidência da República deixaria de pertencer a São Paulo. Nos últimos 18 anos, desde a saída de Itamar Franco, o núcleo do poder foi São Paulo. FHC, apesar da Sorbonne, tinha uma visão paulista de Brasil. Lula, apesar de ser pernambucano e das Caravanas da Cidadania, sempre fez política em São Paulo, e Dilma, apesar de ser mineira, é cria política de Lula. Políticos autenticamente mineiros sempre tiveram uma visão mais equilibrada do Brasil, como Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves e Itamar Franco. Aécio espera beneficiarse disso.

OPIN IÃO

Tribuna do N orte / Edição nº 223 Sali nas (MG), 01 a 15 de maio de 2013

Cidadão do planeta
(*) RODRIGO DE CASTRO Professor que carrega os alunos para o campo e, a partir daí, constrói o conhecimento; escritor que semeia do que também planta no dia a dia; formulador de soluções que não se contenta com a clareza das suas proposições e submete-se a incontestabilidade da prática; mentor político que rompe com os elos partidários ao perceber que a plenitude da ação política não se alcança sem a vivência dos princípios e das idéias que prega; visionário que estabelece meta para aquilo que muitos julgam utopia ou devaneio, i nterlocutor que sempre surpreende com sua inteligência e sabedoria; carioca que trouxe a recíproca da simpatia dos mineiros pelo Rio de Janeiro; exilado político que não renega as atitudes que lhe valeram o exílio, e que aproveitou o tempo longe da pátria se preparando para melhor ser vi-la na volta; aquariano que quer um aquário cheio de água limpa e peixe; - médico que resolveu tratar do rio – esse é Apolo Heringer Lisboa. Em 1997 com professores da área médica da UFMG, Apolo criou o Projeto Manuelzão que, sob o mote da volta dos O exame do paciente resultou numa rigorosa prescrição médica, que foi a construção do que chamou de Meta 2010: navegar, pescar e nadar no Rio das Velhas, no trecho da Região Metropolitana de Belo Horizonte – meta assumida pro Aécio Neves e Anto nio Anastásia, e, em seguida, transformada em um dos instrumentos estruturadores do programa de governo que, a partir de então investiu recurso de R1,3 bilhão e prevê aplicar mais R421 milhões, até 2015, em obras de saneamento para melhorar a qual idade da águ a na grande BH. Nova expedição foi realizada em 2009 para permiti r a po pulaçã o o acomp anhament o da Meta 2010 – resultados alcançados e problemas ainda existentes – assim como reforçar a campanha pela mudança de mentalidade em relação ao rio e a vida na região. Em toda a bacia, foi organizado encontros e oficinas para debates, reflexão e práticas de atividades culturais. Reconhecendo que a melhora de seu paciente ainda é parcial, em torno de 60%, e para completála Apolo prescreveu nova receita que, refundindo e refo r mulan do a M eta 2010, deu origem a Meta 2014. Essa, balizada na construção de uma sociedade com nova visão de mundo, superior e adequada as necessidades de todas as espécies, mantém como objetivo estratégico o nado e a pesca na faixa do rio que corta BH e toda a região metropolitana. Coerentemente com o conceito de saúde coletiva que vem difundindo, Apolo Lisboa, vencido os desafios da Meta 2014, já tem planos de levar o Manuelzão as águas do São Francisco, e de torná-lo projeto universal, em defesa da vida no planeta. O Rio das Velhas drena uma bacia de 29 mil km2, onde vivem cerca de cinco milhões de pessoas, e é o principal af luente do São Francisco que, da Serra da Canastra até o Atl ântic o, b anha uma ár ea de 641 mil km2, onde vivem cerca de 14 milhões de pessoas. Ao cuidar do Rio das Velhas, Apolo efetivamente está cuidando da saúde do homem: de 19 milhões de brasileiros, parte integrante do planeta Minas, do planeta Brasil, do planeta Terra. Apolo, cidadão e médico do planeta, missão que é também de todos nós.
* Deputado federal (P SD B/ M G) e s ecretário - ger al do PSDB

Apolo Heringer Lisboa peixes ao Rio das Velhas, desencadeou um verdadeiro processo de mudança cultural e inaugurou a discussão de um novo conceito de saúde coletiva, que considera o homem parte dos ecossistemas do planeta e não apenas um ente isolado como o percebe o sistema público de saúde. Diferentemente dos que fazem o “achismo ambiental”, mais interessados nos ganhos midiáticos das causa ecológica, Apolo em 2003, desceu os 804km do Rio das Velhas. Não foi aventura em busca de ouro e pedras preciosas como dos primeiros exploradores, e sim expedição para um diagnóstico mais preciso do rio doente em avançado grau de comprometimento, por quem Apolo passara a gritar socorro a sociedade.

Quando a sociedade chega ao fim
* JOSÉ CARLOS IGNÁCIO

E X P E D I E N T E

Um jornal a serviço do desenvolvimento da região Fundado em 5 de junho de 1991 - 223ª edição - Salinas (MG), 01 a 15 de maio de 2013

Se existem motivos sobre os quais os sócios têm dificuldades de comentar e planejar regras, certamente a separação está inclusa. Afinal, é raro alguém montar uma sociedade, investir tempo, energia e capital e, simultaneamente, pensar em como a mesma terminará. Normalmente o assunto tende a ficar esquecido ou intocado em um canto qualquer. Porém, por mais que os sócios evitem tocar no assunto, a experiência tem mostrado que separação de sócios ou término de sociedade é parte importante do relacionamento e deve ser tratado com seriedade e boa dose de planejamento. Existem vários motivos que levam à separação entre sócios. De forma abrangente, podemos dizer que o momento de se separar é quando a sinergia desaparece ou quando o equilíbrio na sociedade deixa de existir. É o momento em que não se consegue mais evitar conflitos devido a diferenças existentes entre os gestores.  Para conseguir que uma

sociedade seja equilibrada e sinergética, é necessário trabalhar aspectos como complementariedade funcional, planos pessoais, plano de negócios, divisão de trabalho, divisão do capital, dedicação, estilo gerencial e uma série de outros fatores que devem ser conciliados de forma a gerar trabalho coordenado a favor de objetivos comuns e prevenção contra conflitos, isto é, equilíbrio e sinergia. Por outro lado, quando esses fatores entram em desequilíbrio (por razões variadas), podem se transformar em motivos para a separação ou a finalização da sociedade. O sintoma pode vir por um conflito interno na imprensa ou por mudanças no curso da vida pessoal de cada sócio. Independentemente do fato gerador, o resultado é perda parcial de sinergia.   

os sócios não estão mais sintonizados quanto ao que esperam da empresa, as divergências podem levar ao fim da sociedade. - Desentendimento gerado pela falta de discussão anterior: quando não se atenta para o diálogo do dia a dia e deixa se acumular questões mal resolvidas, a soma dos desentendimentos pode levar à separação. - Esgotamento gerencial: quando um dos sócios gestores não tem condições de aproveitar as oportunidades da empresa e nem se dispõe a reciclar, insistindo no mesmo modus operandi de anos, há o risco óbvio de atritos ou de necessidade de mudanças. - Falta de sucessores e aposentadoria também podem ser fatores decisivos para a decisão de separação.

dos devem estar previstas no Acordo de Cotistas ou Acionistas, evitando-se assim a discussão de regras em momento inoportuno, ou seja, com o jogo em andamento. Ressalto ainda a importância de se planejar a parte prática da separação, ou seja, a elaboração do Plano de Separação, o qual deve prever eventos e prazos, tais como transmissão do cargo, comunicado ao público interno (funcionários) e externo (clientes, fornecedores, bancos e outros) de forma assertiva, entre outras providências, provocando um efeito positivo de todo o processo e blindando as operações da empresa. Por tudo isso, nunca se esqueça: planejamento da separação dos sócios também faz parte da gestão da sociedade.
* José Carlos Ignácio é sócio-fundador da JCI Acquistion, formado em Administração de Empresas e possui MBA e Pós Graduação. É também pal estrante e já particip ou de processo s de Fusão e Aquisição e de Relacioname nto de Só cio s em di ve rsas organizações nacionais e multinacionais. Autor do recém-lançado livro Todo relacionamento entre sócios pode ser melhorado (Anad ar c o Ed i to r a) w ww.j c ic o nsul tor ia.co m .b r – jci@jciconsultoria.com.br 

Precauções
Seja qual for o motivo, ou motivos da separação, vale a pena destacar que as suas regras, tais como valorização da participação societária do sócio retirante, condições de pagamento, sucessão do cargo e outros relaciona-

Indícios
Alguns sintomas são detectáveis e podem indicar uma tendência negativa para a sociedade: - Mudança de expectativas: se por qualquer motivo

Filiado ao Sindicato dos P roprietários de Jornais e Revistas do Interior de Minas Gerais – SINDJORI / MG.
RAZÃO SOCIAL

Organização Tribuna do Norte Ltda C N P J = 66 . 194 . 002 / 0001 – 77
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Valdeci Paulo de Souza Registro Jornalista P rofissional MTb/DRT/MG - Nº 09666 JP
ADMINISTRAÇÃO - REDAÇÃO

Rua Avelino de Almeida, 472-F Fones: (38) 3841-2929 / 9950-6159 -Salinas / MG
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Diretor Geral Valdeci Paulo de Souza Reportagem – Redação - Edição Tiburcim Fotografias Arquivo / Tiburcim Editoração M CI Comunicação Colaboradores JoséDirceu, Apolo Heringer Lisboa,Márcio Metzker, Régis Gonçalves, Aluísio Pimenta e Petrônio Souza Gonçalves

Os a rt ig o s e ma té ria s a ss ina da s nã o r ef le t em ne c es s ar ia ment e a o piniã o do j or nal.

12 EDIÇÕES = R$35,00 – 24 EDIÇÕES = R$70,00

Tribuna do N orte / Edição nº 223 Sali nas (MG), 01 a 15 de maio de 2013

SALINAS

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VEREADORES NA BERLINDA
Os nossos vereadores precisam mostrar a força do Poder Legislativo e propor avanços na gestão pública e política do Município e deixar de ser servos do Executivo. Uma das premissas é legislar, fazer leis e fiscalizar mesmo as ações de governo. Exemplo disso é a falta de iniciativa das bancadas, ou quando faz alguma coisa tem de pedir benção ao prefeito, e num rápido balanço na legislatura passada e atual é que nadica de leis foram elaboradas pelos vereadores, tudo iniciativa do executivo que só manda leis de normas financeiras e assim pequenos problemas acabam virando crônicos com a inoperância. Pra dizer que nada fazem enchem as sessões de requerimentos e indicações. E olha que tem vereadores com mais de três mandatos.

de turismo e descaso da cultura popular. E olha que na administração tem secretaria de cultura, afinal pra quê serve mesmo?

Prefeito apresenta balanço de 100 dias falando muito e mostrando pouco
Uma platéia seleta formada basicamente por convidados e funcionários de cargos de confiança da prefeitura, cerca de 100 pessoas, em 9 de maio, assistiram a apresentação do balanço de 100 dias do governo Kinca, no auditório da Câmara Municipal. O ev ento, com presença de secretários e alguns vereadores da base iniciou com discurso de abertura do presidente da Câmara, vereador Dorinha (PSC), em seguida uma mostra de um vídeo, sem áudio, mostrando a situação em que a atual administração recebeu a cidade com ruas com buracos e lixo, depois uma exposição da secretária de Governo, Planejamento e Gestão, Patricia Guimarães apresentando a estrutura funcional, também com rápido relato financeiro da prefeitura, a secretária de Fazenda Rozana Martins, apresentou alguns parcos números de dividas e contas a pagar, porém, sem mencionar a arrecadação e v alores disponív eis para obras e investimentos. A surpresa e atenção coube ao prefeito Kinca, que de forma repetitiva, descoordenada, desinformado e sem planejamento falou por quase três horas sobre todas as ações das secretarias e gestão, fazendo apenas menção rápidas dos assessores, sem anunciar ou mostrar um plano de ação governamental ou abordar temas de interesse direto

DR. EDGAR DEPUTADO
A história política de Salinas nas décadas passadas teve forte presença no cenário estadual com representativ idade na Assembléia Legislativ a, Câmara dos Deputados e nos governos. Pra refrescar a memória do eleitorado confira os conterrâneos que f oram deputados: deputado federal Clemente Medrado, deputados estaduais José Chaves, Geraldo Santana, Sylo Costa, Péricles Ferreira e Ivo Morais. Tee também Adelino Dias, que reside em Janauba. Agora para tentar engrossar a lista, o médico Dr. Edgar Araújo se apresenta como um postulante a uma vaga de parlamentar. Estiveram na cidade os deputados Carlos Henrique e Chico Lopes, ambos do PRB, para o convite oficial que o doutor, segundo ele, vai estudar a proposta. Uma marca que Salinas tem é o voto bairrista, que pode dar um bom impulso a campanha de Dr. Edgar. Vale a iniciativa.

O prefeito Kinca e assessores durante a apresentação do balanço de 100dias no auditório da Câmara de Salinas

PLANO DIRETOR
O ex-pref eito Zé Prates fez aquele alarde com o projeto do plano diretor da cidade, passados os oitos anos de mandato e nada de discussão e elaboração. Tai uma boa pedida para nossos vereadores, secretaria de planejamento e o prefeito Kinca, se é que pretendem modernizar, organizar e avançar em termos de sustentabilidade urbana colocando a cidade de fato nos trilhos do desenvolvimento. Exemplo necessário para o plano diretor é que para certos empreendimentos não existem critérios, zoneamento e normas de instalação, o que com o crescimento da cidade já começa a criar problemas. E ai seu prefeito e vereadores?

da sociedade como a questão da saude, ainda dramática, programas de investimentos e geração de empregos, alguma realização da sua gestão ou mesmo anunciar qualquer ação da prefeitura contra o aumento de 40% na taxa de esgoto que a Copasa, após a suspensão da liminar no Tribunal de Justiça, vai aplicar nas contas e água da população a partir de junho. Ataque a imprensa Estranho foi a posição de ataque do prefeito a imprensa local, que chamou de “desonesta” e que “quer denegrir a imagem dele e de Salinas”, se colocando como vitima de um noticiário de inverdades, procurando demonstrar e justificar a inoperância, imobilismo, falta de um plano de ação e o que fez até então de positivo, de resultados sociais

e interesse público. “Não mostrou nada de realização, nem planejamento ou algum programa de obras para a cidade. Parece que ainda não tomou posse e que não tem nada de fazer”, alertou um morador presente que preferiu não se identificar. Estilo Prates Sem dar espaço para ninguém o chefe do Executivo, ao estilo parecido com o exprefeito Zé Prates, “centralizador, f alando muito e sem mostrar nada”, apresentou um resumo de 100 dias de gestão inócuo, sem ação, e curioso apresentado no quinto mês, destacou um observador. Fez o prefeito Kinca na Câmara retomar e insistir no projeto de municipalizar o Parque de Exposições, pertencente ao Sindicato Rural, sendo o projeto já derrotado

VICE-PREFEITO SUMIDO
Quem anda f ora de cena é o vice-prefeito Tião de Olegário (PSD). Rumores dão conta de desentendimentos com o pref eito Kinca, que não concorda com o jeitão de participar da gestão do companheiro de chapa, que não compareceu na Câmara no evento do balanço dos 100 dias apresentado em 9 de maio. Por outro lado o desgaste político do vice-prefeito é muito grande, que agora nem o chamam para o palanque durante ev entos. Coisas da política...

na Câmara Municipal quando tentou repassar R$500 mil a entidade, p ara realizar obras de construção de pistas de caminhada, quadras de esporte, “cujos espaços para essas obras são os bairros e comunidades rurais, agora ele quer inverter a ordem, no espaço de animais obras esportivas”, lembra a oposição. O evento foi acompanhado apenas por convidadas sem o brilho, vibração e entusiasmo, uma marca do PT, que praticamente nem foi lembrado que era um governo do partido. Na cidade, a av aliação desses quatro meses de gestão do prefeito Kinca junto a população, segundo a maioria dos entrevistados pelo TN, é de paciência e poucas perspectivas tal a falta de iniciativa e execução até mesmo de pequenos serviços e obras.

Vereador Julimar reivindica as autoridades a reabertura do ITER em Salinas
Iniciativa do vereador Julimar de Oliveira Filho (PMDB) reivindica junto as autoridades e Governo de Minas a reabertura do escritório do Instituto de Terras de Minas – Iter em Salinas. A reabertura do Iter, atrav és requerimento de autoria do vereador, em 3 de maio, reuniu na Câmara Municipal as bancadas de vereadores, prefeito, juizes Dr. Leonardo e Dra. Aline Ovstoinov e o promotor Marcelo sendo o tema bastante discutido e colocado por Julimar como prioridade, tal a importância do setor imobiliário para toda a comarca. Segundo Julimar a reabertura do Iter, f echado após denuncias de corrupção no registro de terras e legitimação de propriedabiliário e da construção é que aquece a economia do município, gera empregos e que grande parte da população está paralisada ante a situação de fechamento do Iter na cidade.” A participação do poder judiciário no pleito tev e peso, de acordo Julimar, apoiaram a reivindicação solicitando dos vereadores e prefeito gestão política junto as autoridades do governo no sentido de viabilizar a questão. “Não há liberação de crédito, estão paralisados os financiamentos da casa própria e desaquecimeto da economia em toda a comarca que era atendido pelo Iter em Salinas. Somado esse impedimento a seca que assola a região os prejuízos são grandiosos para todos”, destacou o vereador.

FESTIVAL DA CACHAÇA
Parece que o pref eito Kinca quer fazer do festival da cachaça, nos dias 12 a 14 de julho, o grande projeto de sua administração tal o apoio e investimento que está fazendo no evento. É bom lembrar que o festival é de um setor privado, lucrativo e cuja entidade representativ a, a Apacs, que tem de cuidar buscando recursos, organizando e coordenando todo o processo, assim também no museu da cachaça, cuja gestão está a cargo da prefeitura. Parceria público privada que sabemos é diferente desse estilo mandão e truculento. O prefeito anunciou que muitas mudanças vai fazer no museu da cachaça, ampliando o uso do espaço e outras coisas, será esse o projeto do museu? Na festa da cachaça a programação musical consta a dupla Vitor e Léo, cerca de R$300 mil de cahê, bancado pela prefeitura que descartou o festivale, por apenas R$100 mil, com mais de 100 apresentações artístico-culturais por uma semana, numa total falta de visão desenvolvimentista, de falta de uma política

DIÁRIAS E VIAGENS DE SECREÁRIOS
A mudança de secretários já começou na gestão kinca, a saude agora tá com o enfermeiro Marcelo Petroni, na Administração entrou Rita Rodrigues, e no desenv olvimento econômico ficou com Renata Rodrigues que trocou de pasta. É bom lembrar o que sobra na prefeitura é secretário municipal. Na câmara circula nos bastidores a iniciativa de alguns vereadores de fiscalizar a questão de diárias de secretários e despesas do gabinete do pref eito, que tem orçamento de R$1 ,2 milhão, tendo em vista os pedidos de suplementação e estouro da cota mensal. Tem secretário, segundo inf or mações, que recebem mais diárias que o salário, e os vereadores querem explicações. Um excesso em todos municipios é a viajação dos prefeitos e assessores. Olho neles eleitor...

A bancada de vereadores durante a reunião com o poder judiciário local na Câmara de Salinas

des rurais na região, é de suma importância social e economicamente para Salinas, “temos uma demanda de mais de 2 mil terrenos que precisa ser regularizados que atendem interesses diretos da população para programas como Minha Casa, Minha Vida urbano e rural, financiamentos imobiliários e materiais de constru-

ção tudo conveniado com casas comerciais do setor”, lembrou o edil. Ressalta ainda o vereador que encaminhou of ícios ao Diretor Estadual do Iter, ao Procurador do Estado, ao vice-governador Alberto Pinto Coelho reivindicando a reabertura do escritório do órgão na cidade, “o setor imo-

E D I T AL CONTR IBUIÇÃO SINDICAL RURAL PESSOA FÍSICA EXER CICIO 2013 A Confederação da Agri cultura e Pecuári a do Bras il – CNA, em conj unto com as Feder ações Estaduais de Agric ultura e os Sindicatos Rurais e/ou de Produtor es Rurais com base no Decretolei nº 1.166, de 15 de abril de 1.971, que dispõe sobre a Contribuição Si ndical Rural - CSR, em atendimento ao princípio da public idade e ao espírito do que contém o art. 605 da CLT, vêm NOTIF ICAR e CONVOCAR os produtores rurais , pessoas físicas , que possuem imóvel rur al ou empreendem, a qualquer título, atividade econômica rur al, enquadrados como “Empresários” ou “Empr egadores Rurais” , nos termos do artigo 1º, incis o II, al íneas a, b e c do citado Decreto-lei, para realizar em o pagamento das Guias de Recolhi mento da Contribuição Sindical Rur al do exerc ício de 2013, devida por força do que estabelecem o Decreto- lei 1.166/71 e os artigos 578 e seguintes da CLT, aplicáveis à espécie. O seu recolhimento deverá ser efetuado impreterivelmente até o dia 22 de maio de 2013, em qualquer estabelec imento integrante do sistema nacional de compensação bancária. A falta de recolhimento da Contribuição Sindical Rural até a data de venci mento ac ima indi cada, constituirá o produtor rural em mora e o sujeitará ao pagamento de juros , multa e atualiz ação monetária pr evistos no artigo 600 da C LT. As guias foram emitidas com bas e nas informações pres tadas pel os c ontri buintes nas D eclarações do Imposto Sobr e a Propr iedade Territori al Rural – ITR, repassadas à CNA pela Sec retaria da Recei ta Feder al do Brasi l, com amparo no que estabelece o artigo 17 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1.996, remetidas, por via pos tal, par a os endereços indicados nas respectivas D eclarações. Em caso de perda, de extravio ou de não recebimento da Guia de Recol himento pela via postal, o contribuinte dever á solici tar a emi ssão da 2ª via, diretamente, à Federação da Agricultura do Es tado onde têm domic ílio, até 5 (cinc o) dias úteis antes da data do vencimento, podendo optar, ai nda, pel a sua reti rada, diretamente, pela inter net, no site da CNA: www.canaldoprodutor.com.br. Eventuais impug nações administrativas contra o lançamento e cobrança da contribuiç ão deverão ser feitas, no praz o de 30 (tri nta) dias, c ontados do r ecebimento da guia, por escrito, per ante aCNA, situada no SGAN Quadra 601, Módulo K, Ed ifício CNA, B rasília - Distrito Federal, Cep: 70.830-903. O protocolo das impugnações poderá ser realizado pelo contribuinte na sede da CNA ou da Feder ação da Agricultura do Estado, podendo ainda, a impugnaç ão ser enviada diretamente à CNA, por correio, no endereço acima menc ionado. O sistema sindical rural é composto pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil–CNA, pelasFederações Estaduais de Agricultura e/ou Pecuária e pelos Sindicatos Rurais e/ou de Produtores Rurais. Brasília, 10 de Maio de 2013. Kátia Regina de Abreu Presidente

POLUIÇÃO DO RIO SALINAS
O descaso com a recuperação do Rio Salinas, a seca prolongada e o fechamento da Barragem Salinas, pel a Ruralminas dias atrás, vem trazendo sérios prejuízos ambientais e de saúde a população do Alto São João, bairro ribeirinho. O caso é que o mal cheiro provocado por dejetos, peixes mortos, lama e esgoto, ainda jogado no rio, tem causado mal estar aos moradores do bairro e adjacências. Indi gnados com o constante mal cheiro, a proximidade da ETE da Copasa, segundo eles, a falta de água no leito do rio vem provocando a situação que com sol quente fica mui to mal. Eles pedem provi dências a prefeitura e Copasa.

da nada de novidades e iniciativas de obras como urbanização ou investimento destacado. O caso é que todo prefeito iniciante fica escorado no “ainda é cedo”, “tem pouco tempo de administração”, “recebi uma prefeitura sucateada”, “estamos buscando recursos” e assim o tempo vai passando e nada acontece, no mínimo por um ano. Parece que os prefeitos somente fazem obras com repasses do governo, e os recurso da arrecadação municipal, no caso de Salinas, cerca de R$10 milhões mensais, o que é feito? É preciso ser feito pelo menos pequenos serviços como manutenção de ruas, reforma de praças etc... Pelo que se mostra a administração ainda está sem ação, pois, não se vê nadica de obras pela cidade.

tão na saúde municipal, pois, nos tempos de vacas magras tínhamos nada menos do que a Casa de Saúde São Lucas, Policlínica Salinense, Hospital São Vicente e Hospital Muni cipal . Agora somente as ambulâncias para levar pra fora. E ai seu prefeito, e aquela promessa de campanha da saúde?

31º FESTIVALE
A política de turismo e cultural do governo Kinca mostrou frágil e sem planejamento com o descarte do 31º Festivale na cidade em julho. Ao custo de R$100 mil deixou a cidade de receber, mais uma vez, a maior festa cultural do Vale do Jequitinhonha, Festival e, com mais de 10 0 atrações na musi ca, artes, folclore, teatro, oficinas, no período propicio, e de grande retorno financei ro, social e cult ual para Salinas. Sem di scutir com a comunidade cultural, o prefeito sob a alegação de falta de recursos, pouco tempo para organizar, deixou de lado o projeto. O duro é saber que para uma micareta ele repassa R$75 mil e nada a cultura popular, mesmo contendo no orçamento R$800 mil para a pasta da cul tura. Aliás, com programação paga em shows eles dizem que estão fazendo cultura...

da cidade, Salinas terá nos dias 12 a 14 de julho o seu XII Fest ival Mundial da Cachaça, na passarela da alegria, área de eventos da cidade. Esse ano com maior participação da prefeitura, que praticamente ta bancando quase toda a festa, o prefeito Kinca quer destacar o ev ento com at rações especiais na música como Vitor&Léo e outras bandas de renome acional. O caso é que circula na cidade que esse ano vai ser cobrado ingresso mais caro a população, cerca de R$20,00. O ano passado era R$5,00. Tida como maior festa da cidade, o festival da cachaça será para poucos, como os shows de cultura na cidade.

TAXA DE ESGOTO
A Copasa já est á distribuindo aos moradores aviso anunciando a cobrança dos 40% restante da taxa de esgoto. A questão é que a empresa conseguiu suspender no TJ a li minar que barrava a cobrança, uma ação civil publica i mpetrada pelo ex-prefeito Zé Prates. Na prefeitura nada foi anunciado ou divulgado sobre a questão, e claro, a conta sempre sobra para o povo.

SAÚDE SEM MUDANÇAS
A troca de prefeitos e de secretários de saúde nenhuma mudança trouxe a melhoria e ampliação da prestação de serviços a população. O que se vê, apesar de um alto orçamento, de R$26 milhões na secretaria, de gestão plena, mas mesmo assim até pequenos serviços como recuperação de braços e pernas quebrados tem de ser levados a Taiobeiras e Montes Claros. São várias unidades de saúde nos bairros, PSF, contratações de médicos e nada melhora. Afinal qual será o erro, tem dinheiro mas continua a má prestação dos serviços. Ta precisando um choque de ges-

COPA REGIONAL DE FUTEBOL
Já na fase semifinal a Copa Regional de futebol realizada pelo Jornal Folha Regional, de Taiobeiras. Com 10 part icipantes, já na briga pelo titulo as equipes de Salinas, São do Paraíso, Santo Antonio do Retiro e Berizal. No sábado, 17 de maio, se enfrentam Salinas x São João do Paraíso, em Salinas; e Retiro x Berizal, em Santo Antonio do Retiro, numa disputa mata- mat a. A final, no final de maio, consagra o sucesso da Copa Regional e o espírito esportivo do jornalista Alex Mendes, amante do esporte bretão, que com bela iniciativa resgata e preserva o futebol regional. Ponto positivo.

PREFEITURA AINDA SEM AÇÃO
Já estamos no quinto mês de gestão do prefeito Kinca (PT), e ain-

FESTIVAL DA CACHAÇA
Tendo na cachaça o marketing

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EDIZIO CRUZ*

CIDADES
SALINAS

Tribuna do N orte / Edição nº 223 Sali nas (MG), 01 a 15 de maio de 2013

Professora lança dicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha
“Divera, esses meninos só ficam brigando com os zanzotos.”, “Vai banhar cedo porque essa noite vamos ter que ribuçar.” “Esses meninos vivem de cunlundrio na rodagem.”
As frases acima para chegar ao prosão comp ostas de duto final. De acorexpressões comuns d o co m Caro lin a na cultura de RuAntunes, a pesquisa bim e região.  considerou também Estigmatizado dicionários da língua co mo u ma região p o rtu guesa, u m de extrema pobreza conjunto de glossáe esquecido p elo rios de outras regip od er p ú b lico, a ões do país, além de cultura d o Vale do pesquisas afins. Jequitinhonha vem Co m m ais d e se sobressaindo aos mil verbetes, o dicip arad igm as e se onário não se limita mo strando muito a dar o significado rica a estudiosos da da palavra; ele concomunicação Social. templa também toNo mês passado a das as in formações professora Caroline importantes à comAn tun es lan çou o p reen são de cad a Dicionário do Diaverbete: traz o léxico, leto Rural No Vale apresenta em negriDo Jequitinho nha to a forma co mo é na UFMG, em Belo Capa dos livros pronunciada no Vale Horizonte. do Jequ itinho nh a, A obra é resultado de estuinforma se está ou não dicionado do vocabulário da língua farizado, se é datado e se há inforlada na zona rural de municípimação quanto à etimologia. os do Vale do Jequ itin honh a, Há de considerar como regisdesenvolvido a partir da coleta de tro literário da região, a excelente dado s feita no p erío do entre publicação do ex-deputado fede1980 e 2000, sob a coordenação ral e procurador do INSS, o mide Carolina Antunes, professonasnovense, Dr. Carlos Mota, ra aposentada da Fale.  que em 2008, publicou o DicioAlguns verbetes foram reconário Fanadês, Jequitinhonhês, lhidos em conversas com a poMineirês – Linguagem falada as pu lação rural, em m ercad os e margens do Rio Fanado & adjafeiras; outros, extraídos de estucências – que revelou a riqueza dos sobre o Vale. Na tentativa de cultural e o enriquecimento tamequilibrar a presença de todas as bém da nossa língua portugueregiões do Jequitinhonha, foram sa com novas e inéditas palavras. necessários mais de d ez an os * Fonte: http://madeinrubim.wordpress.com

Atitude de grandeza
Co ntaram-me qu e, em algum lugar deste nosso “Norte de Minas”, houve um cid adão que du rante su a lon ga vida, constituiu uma grande e ordeira família, ju ntou u ma razo ável fortun a d e b en s m ateriais, e muita sabedoria de vida. E assim, certa ocasião, sentindo-se que suas energias já estavam bastante fracas, d ado a sua longa vid a de lutas e conquistas, mas também de muitas alegrias, esse convocou seu filho primogênito, para entregar-lhe uma pasta contendo vários cheques nominais com os respectivos endereços dos destinatários dizendo-lhe: — Quero que você vá a todos esses endereços e, entregue a essas p essoas estes cheques. Procu re co nhecê-las am istosamente e averiguando a real situação de todas elas. Foram meus companheiros de lutas no principio de minha vida. Em seguida, colocando em prática a ordem do seu pai, aquele resoluto rapaz visitou todos aqueles cidadãos daqu ela lista, pro curand o sab er de todos os detalhes de suas vidas. Apó s o cum p rimen to d e sua missão, aquele jovem voltou ao seu pai, co m um relato completo de tod os aqueles destinados amigos. — Bem, meu pai, disse ele, visitei tod os o s seus amigo s daquela lista que o senhor me passou. Entreguei os respectivos cheques a cada um deles e, verifiquei que realmente estão necessitan do da su a aju da. Porem, voltei com o cheque de “Fulano de Tal”, só não o entreguei, por verificar e sentir que esse não mais precisava da sua ajuda. Con fesso-lh e qu e fu i mu ito bem recebido p or ele e seus fam iliares numa boa e confo rtável casa, com au tom óvel na garagem, com u m b elo jard im florin do e perfumando todo o amb ien te daquela resid ên cia. Tivemo s um a bo a e inteligente con versa, que por sinal, foi m u ito p roveito sa. Fo i u m a pro sa d esco ntraída, de muitas risadas e de alegria entre tod os os p resentes. No entan to, reparei na mesa farta de várias iguarias de alimentos p ara me h om en agear, que aqu ela família não mais p recisava d a su a ajuda. Po r isso, voltei com o ch eque, sem en tregar-lhe. Pacientemente aquele velho pai, ouviu do seu amado filho, todo o relato de sua missão. — Foi m u ito bo m filho, disse-lhe, que você n ão entregasse ao m eu dileto amigo o cheque. Pois, sinto que o prezado companheiro está precisando d e uma maior ajuda, dado ao s seu s m uitos com promisso s, que são b em maio res do que eu imaginava. Em segu ida, fez u m chequ e d o do b ro d a prim eira im portância, dizendolhe: volte lá filho, e entregue a ele esse no vo cheque. Naqu ele mo mento aquele rapaz relu tou, p ois, sentia que aqu ela pessoa não estava em po sição de n enh um a m iséria, portanto, não mais necessitando daquela ajuda. Foi quando aquele velho pai o advertiu, dizendo-lhe: — Alegro-me muito em saber que o meu velho amigo está tendo capacidade de melhorar a sua vida e de seus familiares. Em suma meu filho : não devemos socorrer um am igo só quando esse está em estado de infortúnio ou outro caso de deploração. Pois, assim estaríamos exercendo a piedade que humilha, em vez do amor que dignifica, que enaltece e santifica o ser humano. Nun ca devemos esp erar os dias de infortúnio e sofrimentos para prestar algum favor, podendo assim só encontrar o silêncio e a mo rte p erdend o, en tão, a oportunidade de ser útil e proveitoso o n osso amparo. Não devemos, portanto, esperar que um “irmão de jornada”, se converta em um m endigo, ou um pedinte, para daí, partirmos em seu socorro. Pois Isso se tornaria em uma crueldade e de dureza de nossa parte. Um amigo leal é aquele qu e sab e se alegrar e con gratu lar com todas as conquistas dos amigos vencedores. E digo-lhe mais meu filho: Um verdadeiro amigo é como uma bênção d os céus aos seres aqui na terra. Nunca devemos consolar somente na hora da dor e da miséria e, sim, sab er participar em todas as situações daqueles que nos são caros, compartilhando também na alegria e no progresso, ajudando-os a multiplicar sem egoísmo e sem inveja no coração. O amigo verdadeiro sabe fazer tudo isso sem improvisação, sempre pen sando nos melhores resultados. E nten den do tod a aqu ela preciosa lição, aquele bond oso filho foi e cumpriu, e continuou cumprindo todas as determinações do seu estimado pai. Bem, vou ficando por aqui. Até já minha gente.

O suspeito e as cachaças aprendidas na Delegacia de Policia de Salinas

Polícia Civil desvenda falsificação de cachaças Canarinha e Havana
Suspeito de falsificação foi preso em flagrante com o material apreendido.
Foi desvendado pela Polícia Civil de Salinas, em 10 de m aio, go lpe de falsificação de cachaças na cidade, sendo preso pela Operação Aguardente em flagrante, Clau diomiro Mo desto da Silva, 50 an os, e ap reen did o cerca de 600 garrafas de cachaças. De aco rd o o d elegado, Jo sé E duard o do s San to s, ap ós d enu ncia investigou e encamin hou u m pedido de mandado de busca e apreensão na casa do su speito, no bairro Nova Esperança, zona oeste da icidade, onde foi encontrado uma grande quantidad e de material falsificado, caixas fechadas da bebiba, rótulos, cola, tampas, e garrafas pet com restos da bebida. As cachaças Havana, Can arin ha e I n d aiaz in h a, as mais caras e procu radas de Salinas eram as m ais falsificadas, segu ndo Eilton Santiago, vereador e produtor da Cach aça Can arinha, as falsificaçõ es causam grande prejuíz o finan ceiro, m to rno d e R$80 mil p or ano, ou seja, 20% d o faturamento. “Estávamos acompanhado o itinerário d as falsificaçõ es em Mo ntes Claros, Belo Horiz on te e Brasília o nd e são mais co mercializadas, eram ap enas suspeitas qu e ago ra são comp rovadas p ara su rpresa de tod os.” Detid o p ela p o l icia, Clau d io m iro m an teve-se em silen cio, caso co nd en o po de pegar de 4 a 8 an os de prisão, segu nd o a p olicia.

MINAS NOVAS

Vem aí o 2º Violarte
*DIEGO CORDEIRO O 2º Festival de Cultura Popu lar de Minas Novas – Violarte, acontecerá na cidade mãe do Vale do Jequitinhonh a, no p eríodo d e 30 de maio a 02 de junho, abrindo seus trabalhos em pleno feriado de Corpus Christi.   A iniciativa e realização do 2º Violarte é da produtora, atriz e jo rn alista Yan y Mabel, o projeto foi viabilizado através do Fundo Estadual de Cultura. Segundo Mabel, o objetivo do festivall é resgatar as manifestações culturais, conscientizar a p op u lação, fo mentar a preservação e difusão da cultura local, a base do projeto. O 1º Violarte ocorreu em re nova roupagem integrada à produção cultural local, valo riz an do grup os folclóricos, como os Tamborzeiros do Rosário, os Congadeiros de São Benedito e dos Homens Pretos de Minas Novas, e o cenário da contemporaneidade em quatro dias de festa, oficinas, festival da canção, dança, música, teatro, feira de artesanato, cortejo abre alas para a cultura popular (ap resentação de gru pos folclóricos) e exposições de artes plásticas. O Festival da Canção, carro chefe do 2º Violarte, terá abrangência nacional e músicos de todo o Brasil poderão se inscrever. As músicas selecionadas concorrerão aos prêmios de R$2.000,00 (1º lugar); R$1.500,00 (2º lugar); R$1.000,00 (3º lugar); R$500,00 (melhor intérprete) e R$500,00 (melhor arranjo musical). Sua música pode ser enviada até o dia 20 de maio. Shows com Pedro Moraes, Xicas da Silva, Marcela Veiga e Banda, Coral Araras Grandes, Osmar Lins e outros artistas de renome regional e nacional, assim como, os grupos de teatro Maria Cutia, Tirana Cia. de Teatro, Í caro s do Vale e Murio n também já garantiram presença no festival. Mais informações sobre o 2º Violarte no sitio www .festivalviolarte.blogspot.c om.br. Ou através d o e-mail festivalviolarte@yahoo.com.br, o u n o s telefo nes (31) 9219-3333 e (33) 3764-2701.

Cartaz do 2º Violarte julh o de 1985, apó s 27 an os e aquela vontade de reler a cultura do Vale em tom de cantiga de roda, poesia e folia de reis adqui-

Ação do vereador Thiago assegura recuperação de estradas na Matrona
A realização de um mandato participativo e com foco nas reivindicações da população tem sido as metas de trabalho do vereador Thiago Durães (PT), que conseguiu junto ao chefe do Executivo Municipal a cessão da motoniveladora patrol para a realização de serviços de recuperação e melhorias nas estradas rurais na área de abrangência do Distrito de Matrona. Para Durães, o alcance social e econômico dos serviços é importantíssimo para os agricultores, produtores de tomate e população local, tanto no escoamento da produção, melhoria nos transportes e segurança dos usuários, “além de assegurar facilidades aos moradores com trafego seguro ns estradas, a importância do Distrito de Matrona para Salinas requer

*Funcionário público, fazendeiro, vice-prefeito de Salinas, (89/92), presidente do Sindicato Rural Patronal de Salinas, (92/94) edizio.c ruz@hotmail.com

O vereador Thiago Durães, prefeito Kinca e lideranças durante a chegada da patrol na Matrona

permanente manutenção das estradas e meios de promoção de seu crescimento”, ressaltou o vereador. Com expressiva participação da comunidade em

seu mandato, outra iniciativa de atuação do vereador na busca de obras e investimentos, segundo ele, foi a criação da Comissão de Participação Popular de Nova Ma-

trona, que terá papel destacado na elaboração de projetos e obras, debates e levantamento das demandas para o efetivo desenvolvimento do Distrito.

Tribuna do N orte / Edição nº 223 Sali nas (MG), 01 a 15 de maio de 2013

POLÍTICA
CARBONITA

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DIRCEU
JOSÉ DI RC EU *

Comissão conhece experiência de construção de casas
Nos últimos três anos, 78 moradias populares foram entregues na zona rural de Carbonita
Po r m eio do Pro grama Nacio nal de Habitação Rural (PNHR), o m u nicíp io d e Carbonita, no Vale do Jequitinhon ha, já entrego u, n os últim os três anos, 78 moradias populares em áreas rurais da cid ade. Detalhes desse trabalho fo ram apresentados na sexta-feira, 3 de maio, duran te audiência pública realiz ad a p ela Co missão d e Direito s Hum an os da Assem bleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Câmara Municipal. O deputado Durval Ângelo (PT), autor do requerimento para a reunião, manifestou sua alegria ao visitar algumas dessas residências e constatar a felicidade estampada n o rosto das famílias ben eficiadas. “Foi feito um milagre ali. São casas bonitas, dign as. Isso ajud a a fixar o homem no campo, melhora as condições de vida das pessoas que vivem na área rural”, destacou o parlamentar. Du rval m ostrou a importância do programa lembran do o chamad o “mapa da po breza” - levantamento feito no in ício do go verno Dilma Rousseff, segun do o qual 16 milhões d e brasileiro s viviam abaixo da lin ha de po breza, sendo 50% deles n a área rural. As primeiras resid ências entregues, com área con struíd a de 65 m ², tiveram um custo aproximad o de R$ 12 m il. O valor liberad o po r unidade passou para R$ 18 mil e, agora, já está em to rno de R$ 25 m il. O p refeito de Carbo nita, Marcos Joseraldo Lem os, contou que fo i assin ad o um co nvên io com o I n stituto Nacio nal de Colo nização e Reforma Agrária (I ncra) e com o In stituto de Terras do Estado de Min as Gerais (I ter), para facilitar a regularização d as p ro pried ad es, co m custo s 70% inferio res aos praticado s no rmalmente. para construção de casas por meio dos programas habitacionais do governo. A mesma promessa foi feita pelo gerente do Banco do Brasil em Itamarandiba, Jeferson Ferreira Santos. Para o presidente da Câmara, vereador José d e Jesus Morais, “quem consegu e regularizar seu imóvel, facilita o financiamen to, vai pod er pegar o recurso na caixa, vai fazer um a co nstrução m elhor e também vai melhorar e aqu ecer a economia de Carbonita, o que será bom para todos. É uma iniciativa positiva e um projeto de grande alcance social”, reforçou o parlam entar. Participaram da audiência Marcos Jo seraldo Lem os, prefeito de Carb onita; J osé de Jesus Morais, presidente da Câmara de Carbonita; Jumar Nunes de Oliveira, Manoel Coelho Primo, Am érico Tadeu de Oliveira, Manuel d e Lourdes So uza, Maria Luíza Vaz, Nelson Vieira de Andrade, vereadores d a Câmara de Carbo nita; Marcelo Go mes Dias, gerente geral da Caixa Econ ômica Federal em I tamaran d ib a; Th iago Antôn io Jú nio r An d rade, assessor Juríd ico da Câmara de Carbonita; Sebastião José Macedo, vice-Prefeito de Carbo nita; Cristiano Cân dido Silva, 3º sargento d a Polícia Militar, coman dante do Destacamento d a Polícia Militar d e Carb on ita; And ré Luiz Pinto da Roch a, 2º tenen te da Polícia Militar de Itamaran diba; Jefferson Ferreira Santos, gerente geral do Banco do Brasil em Montes Claros; Márcio Freire, gerente de Atendim ento de Go verno So cial d a Caixa E con ômica Federal em Malacacheta; Luiz Fern and o Alves, assesso r Jurídico da Prefeitura de Carb o nita; Clélio Biten cou rt Murta, técnico de Desenvolvimen to Agrário do Instituto de Terras do Estado de Min as Gerais - I ter/ MG; Waldem ar Ferreira Fran ça, prefeito de Couto de Magalhães; Renato Alves Santos, p resid en te d a Câm ara d e Couto de Magalhães; Sebastião Conrado Pau lino, Luiz Henrique Santo s, Cássio Alberto d e Oliveira e Ademir José Gomes, vereadores da Câmara Municipal de Couto de Magalhães. *fonte: ascom/almg

COLUNA DO

Reforma política não é golpe
Volto ao complexo e controverso tema da reforma política para, desta vez, rebater as críticas feitas pelo ex-governador José Serra à proposta defendida pelo PT, elaborada pelo relator do principal projeto sobre o assunto na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS). A ofensiva foi feita em artigo do tucano publicado recentemente no jornal Estadão. Primeiro, é preciso dizer que tais críticas seriam bem-vindas se, na contrapartida, trouxessem alternativas para os principais itens que defendemos, como o financiamento público das campanhas eleitorais, o voto em lista flexível e o fim das coligações proporcionais, dentre outros que visam valorizar o embate programático em detrimento do poder econômico e de arranjos casuístas nas eleições. Mas, objetivam apenas  desqualificar nossas propostas, classificando-as do início ao fim de “golpistas” O presidenciável critica de for ma contundente a ideia do financiamento público de campanha, sob o argumento falacioso de que ela oneraria o cidadão. Como bem colocou o deputado Fontana em resposta na Internet, Serra deveria esclarecer à população que hoje ela já paga pelos recursos das campanhas bilionárias que o projeto do PT visa baratear. Os números evidenciam o crescente peso do poder econômico nas campanhas eleitorais. Em 2002, os gastos declarados por partidos e candidatos nas campanhas para deputado federal alcançaram R$ 189,6 milhões; em 2010, esse valor chegou ao montante de R$ 908,2 milhões, um crescimento de 479% em oito anos.  Além disso, não há dúvidas de que o investimento feito pelos grando Diretório Nacional do PT

Família amparada com os recursos do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), no sítio Boa Vista, zona rural de Carbonita - Foto: Rossana Magri

A audiência pública foi realizada na Câmara Municipal de Carbonita

Vinte dessas novas moradias foram entregues em solenidade após a audiência, uma delas pelo presidente José de Jesus Morais, juntos o deputado Dur val Ângelo e o prefeito Marquinho

Regularização de propriedades urbanas é desafio
O registro do s imóveis urban os de Carbonita é outro desafio a ser enfren tado pelo município. Segund o o assessor jurídico da prefeitura, Lu iz Fern an d o Alves, 90% d as 3.200 propriedades em área urbana da cidade não têm escritu ra, e isso p od e cau sar prob lemas ju diciais

futuros. A regu larização é importante para que os donos dos imóveis ten ham, p or exem plo, acesso ao crédito do programa “Min ha Casa, Minh a Vida”, do Governo Federal. O mesm o problema é vivido p or m un icípios viz in ho s, co mo Couto de Magalh ães de Min as. O p refeito Vald emar Ferreira Fran ça particip ou d a au diência e pediu o apoio da equipe técnica da Prefeitura de Carbonita para iniciar o processo de regu larização imobiliária na cidade. Uma dessas med idas é o plano de regu larização fu nd iária, qu e foi en tregu e p elo

prefeito de Carb onita, Marcos Lemo s, ao presid en te d a Câmara Mu nicipal, José de Jesus Morais. Po r esse p lan o, será feito um levan tamento detalhado de cada prop ried ad e e seus d onos con tarão co m desco ntos e isenções de taxas para registrarem seu s im óveis. O gerente-geral da Caixa Econômica Federal em Itamarandiba, Marcelo Go mes Dias, lembrou que o direito à moradia só é materializado com a comprovação da posse do imóvel. Ele parabenizou a Prefeitura de Carbonita e garantiu apoio aos futuros pedidos de financiamento

SANTA CRUZ DE SALINAS

des financiadores nas eleições é cobrado tanto na exigência de relações privilegiadas, quanto no preço final de obras que são pagas com os recursos do contribuinte. Esse, sim, é o grande golpe praticado pelo modelo vigente. Embora José Serra diga que “uma reforma política de verdade procuraria aperfeiçoar o mecanismo de representação, aproximando mais o eleito do eleitor”, nega-se a enxergar que, no sistema atual, apenas os candidatos que contam com generoso apoio de empresas privadas têm chances efetivas de vencer uma eleição, o que exclui do páreo eleitoral muitos líderes populares, incapazes de competir com campanhas milionárias. Como frisou Fontana, esse debate não é propriedade de nenhum partido e os problemas do nosso modelo de financiamento aparecerão com força revigorada nas eleições de 2014, se nada for mudado. Assim, ganharemos todos se, ao invés de desqualificarem as propostas em discussão, os líderes políticos interessados em tornar o sistema político mais justo e democrático se unirem para encontrar uma maneira mais adequada para financiar as campanhas eleitorais no Brasil. Outra saída, caso o Congresso não consiga entendimento para votar as atuais propostas, é a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para a realização da reforma política, ou ainda de um plebiscito através do qual a população seja consultada sobre os pontos mais prementes dessas mudanças. São propostas para não deixar a refor ma política, mais uma vez, sem desfecho, como desejam aqueles a quem só interessa manter tudo como está.

* JOSÉ DIRCEU, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro

O deputado Tadeu Leite durante a audiência na comissão

Deputados debatem bebida alcoólica e meia-entrada na Copa do Mundo em Minas
A Assembleia Legislativa de Minas promove na quarta-feira, 8 de maio, às 14 horas, reunião conjunta das comissões de Esporte, Lazer e Juventude e Extraordinária da Copa do Mundo, p ara debate do Pro jeto de Lei nº 3.685/ 2013, de autoria do governador Antonio Anastasia, que dispõe sobre medidas relativas à Copa das Confederações FIFA de 2013, que começa em ju nho, e à Copa do Mu ndo de 2014, no que tange às obras de infraestrutura nos aeroportos e rodovias, assim como a gestão do estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão). A audiência vem de e ncontro à iniciativa do d epu tad o estad ual Tade u Mar tin s Lei te (PMDB), membro efetivo das duas comissões, que se posiciona contra a venda e consumo de be bidas alco ólic as no i nte rior do Mi neir ão durante a realização dos dois eventos esportivos, conforme prevê o Projeto de Lei do Governo do Estado.  O comportamento está banido desde 2007 por me io d e um Te rmo de Aju stame nto d e Con duta, cor robor ado p elo Ministério Público. O parlamentar também luta para que seja assegurado o ingresso com desconto de 50% para estudantes e pessoas acima de 60 anos de idade. “Voltar a venda da bebida alcoólica é um desrespeito com a nossa população e com os torcedores, principalmente agora quando estamos fortalecendo a Lei Seca. Além disso, poderá abrir um precedente perigoso para que o consumo seja liberado também depois da Copa”, ponderou. “Está estatisticamente compro vado que, depois da proibição, a violência diminuiu nos estádios e as famílias passaram a participar mais. Esta não é uma discussão sobre Copa, mas de ordem pública. O debate é importante para que possamo s fazer um gr ande evento e m Minas Gerais”, completou o deputado. Tadeu Martins Leite é autor de emendas ao PL 3.685 que vetam o consumo de bebida alcoól ica no estádio durante a Cop a e gar ante ainda a meia entr ada para estudantes, p essoas com idade igual ou superior a 60 anos de idade e participantes de programas de transferência de renda do Governo Federal. Para a audiência pública, foram convidados: José Maria Marin, Presidente da Confederação Brasileira de Futebol e Presidente do Comitê Organizador Local; Tiago Nascimento de Lacerda, Secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo; Cel. PM Már cio Martins Sant’Ana, Comandante-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais; José Antônio B aeta de Melo Cançado, Procurador de Justiça e Coordenador do Grupo de Atuação Especial para acompanhamento das atividades relativas à Copa do Mundo de 2014 no âmbito do Estado de Minas Gerais; Cel. PM Antônio Leandro Bettoni Silva, Assessor Extraordinário para a Copa do Mundo da Polícia Militar; Camillo Fraga Reis, Secretário Municipal Extraordinário para a Copa do Mundo da Prefeitura de Belo Horizonte; Edson Antenor Lima Paula, Promotor de Justiça da 14ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consum idor e Procon do Ministério Público do Estado.

O ex-prefeito Albertino Teixeira

PF prende ex-prefeito Albertino e assessores por desvio de recursos
A Polícia Federal de Montes Claros , em 9 de mai o, amanheceu na cidade, onde retomando a Operação Mascaras da Sanidade, agora denominada “Novos Caminhos”, prendeu seis pessoas envolvidas em desvio de recursos da prefeitura . Eles foram denunciados por formação de quadrilha, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas, tendo sido presos o exprefeito Albertino Teixeira, sua esposa Marilda, o vereador Manoel Teixeira, seu irmão, a secretária Deyse e o contador Claudio. Foram cumpridos 16 mandados judiciais, dentre eles o ex-prefeito, os três funcionários que participavam das licitações de obras do município, e contra o empresário Evandro Leite Garcia, preso na Operação Máscara da Sanidade , ocorrida ano passado. De acordo a PF,  a ci dade de Santa Cruz de Salinas foi onde iniciou a Operação Máscara da Sanidade no ano passado, sendo apurado corrupção, superfaturamento e obras irregulares na gestão do ex- prefeito Albertino. O vereador Manoel Teixeira e a secretária Deise estiveram presos por seis meses.

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REGIONAL
MANGA

Tribuna do N orte / Edição nº 223 Sali nas (MG), 01 a 15 de maio de 2013

Audiência Pública da ALMG debateu falhas da energia solar nas ilhas
Requerimentos de autoria do deputado Paulo Guedes pede substituição das placas fotovoltaicas pelo sistema convencional, suspensão da cobrança das contas da Cemig e retirada do nome dos moradores do SPC
* PRISCILA ARMANI / MANOEL FREITAS
Roubos, nomes inseridos indevidamente no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), falta de energia elétrica, placas fotovolt aicas defeituosas. Essas foram as principais reclamações dos habi tant es das Ilhas de Manga, durante Audiência Pública da Assembleia Legislativa de Minas, realizada na manhã de hoje no plenário da Câmara de Vereadores de Manga, envolvendo as Comissões de Assuntos Municipais e Regionalização e Minas e Energi a. Depois de quase t rês horas de debates, o autor do requerimento que originou a Audiência Públi ca, deputado Paulo Guedes (PT), encaminhou outras três solicitações que serão votadas pel as respecti vas Comissões, amanhã, em Belo Horizonte. Os requerimentos pedem a suspensão da cobrança das tarifas de energia da Cemig, a retirada do nome dos moradores inadimplentes do SPC e, principalmente, estudos técnicos para que a companhia de energia do governo do Estado instale em todas as ilhas o sistema convencional. De acordo com o parlamentar, o programa do governo federal “Luz para Todos” trouxe a energia elétrica para as ilhas do rio São Francisco, mas o fato da Cemig ter usado placas de energia solar fotovoltaica com essa finalidade trouxe muitos problemas aos moradores. Segundo ele, “a maioria das placas não funciona, quando funciona não atende as demandas dos moradores. Eles não podem nem ter geladeira em casa. Alguns dos habitantes tiveram as placas roubadas. Tem até um habitante que morreu durante o roubo de sua placa e mesmo assim continua recebendo as contas da Cemig e deve estar com o nome no SPC. Muitos dos habitantes estão com o nome sujo por não pagar as contas de luz e se não pagam é porque o serviço não é prestado. Queremos que as ilhas recebam a energia de forma convencional, algo tão necessário para eles” – continuou Paulo Guedes, ponderando ainda que “a Cemig é uma empresa públiCurimatá, Pat rocínia Néri Almeida, relatou casos de roubos de placas, nos quais os ladrões se identificaram como sendo técnicos da Cemig e levaram os aparel hos com promessas de serem substituídos por novos. O presidente da Associação da Ilha da Ingazeira, Celino Lélis de Oliveira, relatou não só a dificuldade passada pela falta da energia elétrica, mas também a escassez de água pot ável. “Esse ano eu quase morri por ter consumido a água poluída do São Francisco, uma bactéria quase me mat ou. Muit os não têm condições de buscar água limpa, os mais idosos”. A presidente da Associação da Ilha do Corcul ho, Rosineide Pereira da Silv a, endossou a luta que tem sido para a comunidade a questão da energia convencional. “Sem isso, não somos nada. E não podemos perder a vi da lutando contra assaltantes por al go que não vai dar resultado pra nós”. A agente de Comerciali zação da Cemig, Cristina Bispo Barbosa, explicou que, por causa da legislação do programa “Luz para Todos”, todos os habitantes que receberam as placas são considerados como “energizados”. Ela esclareceu que todas as demandas recebidas durante a reunião serão levadas à diretoria da Companhi a. “Em relação às contas, os clientes cujas placas não estiverem funcionando podem ligar para o telefone de atendimento da Cemig, o 116, para tirar o nome do SPC. Elas também podem solicitar por esse mesmo número a retirada da placa defeituosa. E as pessoas podem me passar suas contas ou o nome completo e o CPF e vou pedir a retirada do nome de todas. As que não estiverem aqui podem ir aos postos de atendimento em Januária e Itacarambi e pedirem para retirar os nomes. Principalmente aquelas com problemas com o Pronaf ” – destacou a agente, que ainda no plenário da Câmara de Vereadores de Manga recebeu as contas de energia dos habitantes das ilhas para a tomada de providências, entre as quais a imediata retirada de seus nomes no Serviço de Proteção ao Crédito.

A cultura popular do Jequitinhonha é marca nas telas de Marina

Marina Jardim faz exposição na Assembléia
Mineira do Vale do Jequitinhonha, a rubinense Marina Jardim inspirada na cultura popular de sua região faz exposição, na galeria de arte e esp aço político-cultu ral Gusavo da Capanema, da Assembléi Legislativa de Minas, de 13 a 24 de maior, em Belo Horizonte. Em seus trabalhos, em óleo sob re tela, Marin a retrata mulheres, homen s, crian ças e bailarinas em simbiose com retalhos, borboletas, flores, religiosidade, forrozeiros, cantadores. Seu pincel brinca com bois de janeiro e bate tambores nas festas de rua. Em suas telas é possível reconhecer os cantores, os foliões, os corais de música e os festeiros de Minas. A artista já expôs em várias cidades do Brasil e participo u de mo stras coletivas ao lad o de grandes nom es d a pintura mineira, co mo I nimá de Paula e Heleno Nunes. Para o crítico de arte Morgan d a Motta, Marina “é d otad a de gosto s e técn icas refin ad os. Co m su a pintu ra d inâm ica e m ovim entada paira n os tênues limites d o im pressionismo e expressio nism o.” Com show especial de Gonzaga Meeiros e Gil Botelho na abertura da exposição, a visitação vai de 13 a 24 de maio, de segunda sexta-feira, de 8 as 18hs.
*fonte : almg cultural

O prefeito Anastacio discursando durante a audiência

Lideranças comunitárias das ilhas e expressiva presença de moradores na Câmara Municipal
ca e lucra bastante com o dinheiro da população de Minas Gerais”. O prefeito de Manga, Anastácio Guedes, destacou o quant o a energia elétrica tem sido uma necessidade não só para os cerca de 500 moradores das três ilhas, mas para moradores de outras ilhas da região, ao longo do rio São Francisco. “Eu, como prefeit o, sei das dificuldades desse povo. Queria pedir a v ocês, deputados, que olhassem com carinho para essas pessoas. O meu gabinete está aberto para atender a todos, sobretudo aqueles que mais precisam da atenção do poder público”. O presidente da Câmara Municipal de Manga, Vereador Leonardo Valério França Pinheiro, ressaltou a importância da presença dos deputados na cidade. “Hoje nós est amos dando um grande passo, com a vinda dessas duas comissões da ALMG. É inadmissível que em pleno século XXI em ilhas com grande potencial de produção se viva a luz de velas” – destacou o dirigente do Legislativo, salientando ainda que durante seu mandat o não medirá esforços para que ini ciati vas desse port e possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida do povo de Manga, lamentando ainda o fato de que, além de não terem o serviço, os moradores sofrem com a inclusão de seus nomes no SPC. A presidente da Associação da Ilha de

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