Língua Portuguesa 3

Literatura Colonial

Capítulo 1
01. Classifique as cantigas abaixo, usando o código: I. de amor III. de escárnio II. de amigo IV. de maldizer a) ( ) Pela ribeira do riso salido (1) trebelhei (2), madre, con meu amigo: amor ei migo, que non ouvesse; (3) fiz por amigo que non fezesse! (4) Pela ribeira do rio levado trebelhei, madre, com meu amado: amor ei migo, que non ouvesse, fiz por amigo que non fezesse!
João Zorro

d) ( ) Pero Rodriguez, da vossa molher non creades mal que vos ome diga, ca entend’eu dela que ben vos quer e quem end’al disser, dirá nemiga (1); e direi-vos em que lhe entendi: en outro dia, quando a fodi, mostrou-xi-mi muito por voss’amiga.
Martim Soares

Vocabulário: 1. mentiras, falsidades. Leia o texto a seguir e responda à questão 02. Ai, madre, bem vos digo: mentiu-mh o meu amigo: sanhuda lh’and’eu’. Do que mh-ouve jurado, pois mentiu per seu grado, sanhuda lh’and’eu’. Non foi u ir avia. mais bem des aquel dia sanhuda lh’and’eu’. Non é de mi partido, mais por que mh-á mentido, sanhuda lh’and’eu’.
In: PINA, Julieta Moreno. O tempo e a palavra. Porto, Portugal: Areal editores, 1991, p.33.

Vocabulário 1. “Pela margem onde corre o rio”; 2. “brinquei”; 3. “Antes não tivesse tanto amor comigo”; 4. “Fiz pelo meu amigo o que não devia ter feito”. b) ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me fez andar; e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’eno granhon (1), e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, Sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, per boa fé; a un palm’ e meio no pé e no cós três polegadas. Vocabulário: 1. bigode c) ( )
Pero Viviães

Vocabulário Madre: mãe Sanhuda lh’and’eu’: ando zangada com ele Mentiu per seu grado: mentiu porque o quis fazer Non foi u ir avia: não foi aonde havia de ir Non é de mi partido: não rompi (o relacionamento) com ele 02. O paralelismo é um recurso muito utilizado no gênero lírico de várias épocas e consiste na repetição de versos ou na correspondência de construções sintáticas. Transcreva da cantiga os versos que utilizam esse recurso e justifique essa utilização.
49

PV2D-07-POR-34

Que razon cuidades vós, mia senhor, dar a Deus, quand’ant’El fordes, por mi, que matades, que vos non mereci outro mal se non que vos ei amor, aquel maior que vol’ eu poss’aver; ou que salva (1) lhi cuidades fazer da mia morte, pois per vós morto for? Vocabulário: 1. desculpa
D. Dinis

03. Unifesp Leia a cantiga seguinte, de Joan Garcia de Guilhade. Un cavalo non comeu á seis meses nen s’ergueu mais prougu’a Deus que choveu, creceu a erva, e per cabo si paceu, e já se leva! Seu dono non lhi buscou cevada neno ferrou: mai-lo bon tempo tornou, creceu a erva, e paceu, e arriçou, e já se leva! Seu dono non lhi quis dar cevada, neno ferrar; mais, cabo dum lamaçal creceu a erva, e paceu, e arriç’ar, e já se leva!
CD Cantigas from the Court of Dom Dinis. harmonia mundi usa, 1995.

05. Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo E ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O porque eu sospiro! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amado porque ei gran cuidado! E ai Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

Cossante Ondas da praia onde vos vi, Olhos verdes sem dó de mim, Ai avatlântica! Ondas da praia onde morais, Olhos verdes intersexuais. Ai avatlântica! Olhos verdes sem dó de mim, Olhos verdes, de ondas sem fim, Ai avatlântica! Olhos verdes, de ondas sem fim, Por quem jurei de vos possuir, Ai avatlântica! Olhos verdes sem lei nem rei Por quem juro vos esquecer, Ai avatlântica!
In Estrela da vida inteira, José Olympio/ INL, 1970.

A leitura permite afirmar que se trata de uma cantiga de: a) escárnio, em que se critica a atitude do dono do cavalo, que dele não cuidara, mas, graças ao bom tempo e à chuva, o mato cresceu e o animal pôde recuperar-se sozinho. b) amor, em que se mostra o amor de Deus com o cavalo que, abandonado pelo dono, comeu a erva que cresceu graças à chuva e ao bom tempo. c) escárnio, na qual se conta a divertida história do cavalo que, graças ao bom tempo e à chuva, alimentou-se, recuperou-se e pôde, então, fugir do dono que o maltratava. d) amigo, em que se mostra que o dono do cavalo não lhe buscou cevada nem o ferrou por causa do mau tempo e da chuva que Deus mandou, mas mesmo assim o cavalo pôde recuperar-se. e) maldizer, satirizando a atitude do dono que ferrou o cavalo, mas esqueceu-se de alimentá-lo, deixandoo entregue à própria sorte para obter alimento. 04. Mackenzie-SP Sobre a poesia trovadoresca em Portugal, é incorreto afirmar que: a) refletiu o pensamento da época, marcada pelo teocentrismo, o feudalismo e valores altamente moralistas. b) representou um claro apelo popular à arte, que passou a ser representada por setores mais baixos da sociedade. c) pode ser dividida em lírica e satírica. d) em boa parte de sua realização, teve influência provençal. e) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores, expressam o eu lírico feminino.
50

Aponte semelhanças entre a cantiga de Martim Codax e o poema do poeta modernista Manuel Bandeira. 06. I. ( ) Rui Queimado morreu com amor em seus cantares, par Sancta Maria, por a dona que gran ben queria, e, por se meter por mais trovador, porque lh’ela non quis [o] ben fazer, fez-s’el en seus cantares morrer, mas ressurgiu depois ao tercer dia! Esto fez el por ua sa senhor que quer gran ben, e mais vos en diria: porque cuida que faz i maestria, enos cantares que fez a sabor de morrer i e desi d’ar viver; esto faz el que x’o pode fazer, mas outro’omem per ren non [n] o faria. (...)
P. Garcia Burgalês

Manuel Bandeira

II. ( ) En gran coita, senhor, que pelor que mort’ é, vivo, per bõa fé, e polo vosso amor esta coita sofr’eu por vés, senhor, que eu vi pelo meu gran mal
D. Dinis

07. Uma das afirmativas abaixo, feitas sobre os romances de cavalaria, não está correta nem pode ser justificada em hipótese nenhuma. Qual é ela? a) A Demanda do Santo Graal pertence ao ciclo de Carlos Magno e aos doze pares de França. b) Não se sabe quem é o autor do Amadis de Gaula, romance datado do início do século XVI. c) Um dos importantes ciclos de cavalaria é o do rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. d) Os romances de cavalaria têm sua origem nas canções de gesta (poemas com temas guerreiros). e) A penetração do romance de cavalaria em Portugal aconteceu no século XIII, durante o reinado de Afonso III. 08. A Sant’lag’en romaria ven el-rei, madr’, e praz-me (1) de coraçon por duas cousas, se Deus me perdon, eu que tenho que me faz Deus gran ben: ca vere’i (2) el’rei nunca vi e meu amigo, que ven con el i.
Vocabulário: 1. me dá prazer; 2. aí

III. ( ) Vaiamos, irmã, vaiamos dormir nas ribas do lago, u eu andar vi a las aves meu amigo. Vaiamos, irmã, vaiamos folgar nas ribas do lago, eu vi andar a las aves meu amigo
Fernando Esguio

IV. ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me faz andar, e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’e eno granhon, e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, por boa fé; a un palm’e meio no pé e nos cós três polegadas.
Pero Viviães

Através das cantigas trovadorescas, podemos conhecer muita coisa sobre a Idade Média. Sobre a estrofe acima, responda: a) A que fato comum da Idade Média ela faz referência? b) Qual a importância de tal fato para a compreensão da sociedade medieval? 09. UniCOC-SP Ondas do mar de Vigo, Se vistes meu amigo! E ai, Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, Se vistes meu amado! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O por que eu sospiro! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, Poer que hei gran cuidado! E ai, Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

V. ( ) Pero eu dizer quysesse, creo que non saberia dizer, nen er poderia, per poder que eu ouvesse a coyta que o coytado sofre que é namorado, nen er sey quen mh-o crevesse.
D. Dinis

Com relação ao texto, é incorreto dizer que: a) justifica a presença de recursos estilísticos que contribuem para o caráter musical do poema o fato de, no contexto em que ele foi produzido, a literatura ser veiculada literalmente. b) a musicalidade do texto é adequada, estilisticamente, à expressão de conteúdos emotivos.
51

Relacione: a) Cantiga de amor b) Cantiga de amigo c) Cantiga de escárnio d) Cantiga de maldizer

PV2D-07-POR-34

c) amor de mulher e sentimento espontâneo. c) Qual o efeito dessa postura. o trovador escreve o poema do ponto de vista feminino. se mil vezes podesse morrer. Assinale a alternativa incorreta. despedi. e quando mi’houv’a ir (2) e me non falou foi que non morri. Mha senhor. Trata-se de uma homenagem que o poeta modernista Manuel Bandeira (1886-1968) presta ao Trovadorismo. ambos os textos abordam uma mesma postura da amada a que se referem. mia morte tenho na man. 12. sabed’agora per mi que tanto fui desejar vosso ben. para o trovador. menor. O primeiro foi escrito por um nobre. . se penteia E nem escuta quem apela. no texto I? 52 13. Noit’e dia no meu coraçon Nulha ren se non a morte vi. porque mi fazedes mal. 10. em cada um dos textos. b) Nas cantigas de amor. 14.c) sua musicalidade advém apenas da regularidade das rimas emparelhadas e da presença do refrão. trovador de grande produção que viveu no século XIII. Os dois textos lidos são bastante separados no tempo. a) Nas cantigas de amigo. quando m’eu espedi (1) de mia senhor. e moiro-m’assi de chan. João Soares Coelho. e) pertence a um estilo de época vinculado. b) Na cantiga de amigo. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta a respeito do Trovadorismo em Portugal. E pois tal coita non mereci. tive de ir. o “eu lírico” é feminino e canta a saudade do amigo (namorado) que partiu. que pouco posso duar. há o reflexo do relacionamento entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão. São características da cantiga de amigo: a) amor platônico e sentimento feminino. Apesar da distância. isto é. a) Na cantiga de amor. a idealização do amor. ao teocentrismo. c) A cantiga de maldizer utiliza muitas vezes o erotismo. meor (3) coita me fora de sofrer! Vocabulário: 1. O segundo é uma letra de música escrita pelo compositor brasileiro contemporâneo Chico Buarque de Hollanda. Dinis Quais são os indícios que nos permitem classificar a cantiga anterior como de amor? 15. ai meu lum’e meu ben. Leia atentamente o poema abaixo. Texto II Toda gente homenageia Januária na janela Até o mar faz maré cheia Pra chegar mais perto dela O pessoal desce na areia E batuca por aquela Que. em Portugal. d) queixas do poeta e diversificação de assuntos. Unicamp-SP Texto I Noutro dia. Mha senhor. ai meu lum’e meu ben. Atan cuitad’e sen cor assi! E par Deus non sei que farei i. d) A cantiga de escárnio é uma sátira direta e de humor picante. se Deus mi perdon. Mha senhor. D. e pois é si. quando vos vi e que fui vosco falar. e) Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros. c) A influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas de amor galego-portuguesas. a) Que postura é essa? b) Aponte os versos em que a postura se evidencia. 3. d) Durante o Trovadorismo. que. e de vós non ar ei al. malvada. 2. Moir’eu logo. D. d) pertence ao gênero lírico. ocorreu a separação entre a poesia e a música. ideologicamente. Meu coraçon non sei o que ten. Senhor. com’oje dia son. Aponte no poema elementos formais e temáticos que caracterizem o texto como uma referência ao Trovadorismo. b) amor cortês e queixa da ausência do amado. 11. encontramos a purificação do apelo erótico. Ca non dormho á mui gran sazon. Meu coraçon non sei o que ten.

suave dizendo Cantigas de amigo.16. des aquel dia. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. d’alfaia nunca de vós houve nen hei valia dua correa. Vocabulário: 1. 5. a) A cantiga anterior é de escárnio ou de maldizer? Justifique sua resposta. ca já moiro por vós – e ai. novamente. coisa sem valor. vejo que sofreis De amor infeliz. queredes que vos retraia(3) quando vos eu vi en saia! Mau dia me levantei que vos enton non vi fea! E. 6328381. 2. retrate. senhora. filha de don Paai Moniz. Don Meendo. vós veestes falar migo noutro dia. 3. Aponte na canção dada características que a aproximem de uma das cantigas trovadorescas. a) Quais são os argumentos que podem ser usados para defender a hipótese de se tratar de uma cantiga de amor? b) Que outro tipo de classificação ela pode ter? Justifique sua resposta. e ben vos semelha(4) d’haver eu por vós guarvaia(5) pois eu. bordando. mia senhor branca e vermelha. enquanto. Caetano: In Cores. e na fala que fezestes perdi eu do que tragia. Ar(1) querredes falar migo e non querrei eu. Sua classificação não é tão simples quanto possa parecer em uma primeira leitura. bem vos parece. b) Qual a crítica que o autor faz ao satirizado? 19. mia senhor. e agora Me diga onde eu vou Amiga Me diga VELOSO. PV2D-07-POR-34 17. roupa luxuosa. Queixa Um amor assim delicado Você pega e despreza Não o devia ter despertado Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo Pela sua grandeza Não sou o único culpado Disso eu tenho a certeza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. Estava a formosa sentada. 4. 6. mia senhor. . amigo.(6) Vocabulário: 1. No mundo non me sei parelha(1) mentre(2) me for como me vai. nomes. 18. suave cantando Cantigas de amigo – Por Jesus. igual. Sua voz harmoniosa. me foi a mi mui mal. ai. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Um amor assim delicado Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado Apostar na alegria Você pensa que eu tenho tudo E vazio me deixa Mas Deus não quer Que eu fique mudo E eu te grito essa queixa Um amor assim violento Quando torna-se mágoa É o avesso de um sentimento Oceano sem água Ondas: desejos de vingança Nessa desnatureza Batem forte sem esperança Contra a tua dureza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. Vunesp Estava a formosa seu fio torcendo Paráfrase de Cleonice Berardinelli Estava a formosa seu fio torcendo Sua voz harmoniosa. e vós. 1982. 53 A cultura trovadoresca deixou claras influências na cultura de língua portuguesa. Esta é a primeira cantiga medieval portuguesa de que se tem notícia. LP Polygram nº.

In S.) 21. e) satírico. e antes que lhe nenhum dissesse que a levasse. de acordo com a tradição popular da época. em voz e nome do Mestre de Avis. deitou ele mão da bandeira. era possível fazer previsões e descobrir o que está oculto. 24. O paralelismo é um dos recursos estilísticos mais comuns na poesia lírico-amorosa trovadoresca. considerando-se ainda que a palavra abutre grafava-se avuytor. responda às questões a seguir. na Praça. D. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. b) interprete o significado do último verso. Partem tão tristes os tristes. e assim de vontade. d) humanista. por alguns deles que eram seus amigos. Mestre de Avis. se a levar não quisesse. tão cansados. O trecho a seguir pertence a uma das crônicas de Fernão Lopes. c) lírico. por nome chamado Álvaro da Veiga. São Paulo: Difusão Européia do Livro. como foram vistas. onde suas cartas não foram ouvidas em vão. dizendo ele altas vozes. que alguns outros dessa comunal gente. e considerando-se que. Este morto. Consiste na ênfase de uma idéia central. e ele refusou de a levar. e tão baixo ditas. meu bem. E as palavras foram entre eles tão poucas.. tão doentes da partida. Então aqueles que chamavam arraia miúda disseram a um. 1969. que nenhum por então entendeu quejandas eram. Senhor? disse ele. no contexto do poema. e saíram ambos da câmara a uma grande casa que era diante. Nele. O trecho lido é teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. Portugal. Presença da literatura portuguesa. O registro da ação popular revela-nos um Fernão Lopes: a) medieval. pois que adivinhais In: Cantigas de trovadores medievais em português moderno. Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. 1953. e trabalhardes-vos de minha desonra e morte! – Eu. foi-se à praça da cidade. senhora. no último verso do poema. no sentido de que o povo o ajude a defender a terra. 22. que era sobeja cousa de ver. manda recados a cidades e aldeias. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. comendo carne de abutre.. sentiram os seus que o Mestre lhe começava a falar passo. Simões. que chamavam Afonso Anes Pateiro: e. se mais não houvera. tão fora d’esperar bem. Leia o texto a seguir e indique as diferenças e as semelhanças entre este texto e as cantigas de amor e de amigo. partem tão tristes meus olhos por vós. Tão tristes. Quem vos tal cousa disse. pelo Mestre de Avis! (. e bem cedo pela manhã. especialmente o povo miúdo. mediante essas três considerações: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto. I.) Entre os lugares a que seu recado chegou foi a cidade do Porto. Afonso Anes soube desta parte. que mais tinha vontade de o matar. receavam muito de poer em tal feito mão. que o matassem logo. onde já todos eram juntos pera a trazer pelo lugar. mas juntaram-se todos o outro seguinte. tão saudosos. às vezes repetindo expressões idênticas. a) Que característica de Fernão Lopes é evidenciada no texto? b) O texto lido pode ser caracterizado como teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. Texto para as questões de 21 a 23. Org. como o outro. – Abutre comestes. b) Que idéias centrais são enfatizadas em cada série paralelística? II. em português arcaico. o qual logo foi chamado traidor. eu me maravilho muito de vós serdes homem a que eu bem queria.Por Jesus.. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. e tomou o Conde pela mão. que de estar com ele em razões. João Ruiz de Castelo Branco (. 20. O Mestre. primeiro que o convidassem pera tal obra. que levasse a bandeira pela vila. 23. sabendo que Castela estava prestes a invadir Portugal (Revolução de Avis). tão chorosos. E chegando-se o Mestre com o Conde acerca duma fresta. mentiu-vos mui grã mentira. 54 . Vunesp Então se despediu da Rainha. Após a leitura do texto anterior. que era da parte da Rainha. com o coração. porém não foi a ferida tamanha que dela morrera. não se fez mais naquele dia. eu vejo que andais Com penas de amor. e os do Mestre todos com ele. palavra por palavra. Porém afirmam que foram desta guisa: – Conde. mostrando que o não devia de fazer. dando-lhe tantas cutiladas. muito prestes logo se ajuntaram todos. Mas. e Rui Pereira e Lourenço Martins mais acerca. tendo ordenado que a levasse um bom homem do lugar. em séries de estrofes paralelas. duvidando. Spina. responda às questões abaixo. João. b) regiocêntrico.. Cantiga sua partindo-se Senhora. e estiveram todos quedos. tirou logo um cutelo comprido e enviou-lhe um golpe à cabeça. a) O poema se estrutura em quantas séries de estrofes paralelas? Identifique-as. com sua bandeira tendida. Rio de Janeiro. que o ouviram todos: Portugal. A partir dessas observações.

) Que meio espero ou que fim do vão trabalho que sigo. exceto. Texto II Ó meu bem. assinale. e nenhum foi ousado de lhe mais dar. alguns temas permanecem sendo explorados na poesia do Humanismo. Sou posto em todo perigo. filha. para lhe dar.. tamanho imigo de mim? Fragmento 2 Dispersão Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto. Leia os dois textos a seguir (o texto I é uma cantiga de amor e o texto II é uma poesia palaciana) e aponte a semelhança temática entre eles. dês quando vos vi. E pois que vos ides d’aqui. UEL-PR Não queiras ser tão senhora: casa. que eram bem seis mil. 26. 82. Qual o significado desse interesse. que farei? Vocabulário: 1. João. a que melhor caracteriza o trecho transcrito da Crônica de D.. pois te partiste dante meus olhos. Os outros quiseram-lhe dar mais feridas. e fiqu’end’(1) eu con gran pesar. de acordo com a reprodução dos fatos históricos. não percas a ocasião. b) O teocentrismo cede lugar ao antropocentrismo. 1ª parte Conforme podemos depreender do texto acima. 29. em cada poema. 3. (. mia Senhor. e) Exaltação do feito heróico do Mestre ao matar o inimigo do Reino. tenha o que houver posses Este é o certo caminho. segundo escrevem alguns. Farsa de Inês Pereira. Queres casar por prazer No tempo de agora. Fragmento 1 Trova à maneira antiga Comigo me desavim. São Paulo: SENAC. publicadas em 1516 com o nome de Cancioneiro geral. O texto transcrito anteriormente é de Fernão Lopes e pertence à Crônica de D.) e muitos bons besteiros. outra coisa. nas alternativas a seguir indicadas. que nunca soube ren(2) amar ergo(3) vós. com aquela ferida. É com saudades de mim. coitado. João I. As crônicas de Fernão Lopes caracterizam-se por tentarem reproduzir a verdade histórica como se esta tivesse sido testemunhada. pois que trago a mim comigo. e Rui Pereira. Segundo é fama. a) Época de transição entre a Idade Média e o Renascimento. 28. João I. os ledos me farão triste. de que logo caiu em terra. Apesar das diferenças entre os dois estilos. morto. Nestes termos. 2. é com Fernão Lopes que a língua portuguesa inicia o percurso da sua modernidade. e o Mestre disse que estivessem quedos. Gil. por isso. 1913 Francisco de Sá de Miranda. d) Garcia de Resende coletou as poesias da época. lançaram logo as espadas fora.Os outros todos. b) Fidelidade absoluta aos acontecimentos históricos. 1595 (imigo = inimigo) Ambos os poemas tratam do tema das relações do eu consigo mesmo. el-rei de Castela trazia até cinco mil homens de lança (. quando viram isto.) E sinto que a minha morte – Minha dispersão total – Existe lá longe. mas desenvolvem-no de maneira diferente. Inês? (. d) Preocupação em mencionar os nomes de todas as pessoas presentes à morte do Conde. senhor fremosa. VICENTE.. Fernão Lopes tinha especial interesse pela pesquisa histórica. desprovido de crítica social. 25. e aproveite. ao norte. e ele movendo para se acolher à câmara da Rainha. Mário de Sá-Carneiro. quando me sinto. que estavam de arredor. Unicamp-SP Leia com atenção os fragmentos de poemas transcritos abaixo.. Diogo de Miranda Nuno Fernandes Torneol 27. que era mais acerca.. não posso viver comigo nem posso fugir de mim. Numa grande capital. c) Utilização de uma linguagem elevada. Exponha em que consiste esse desenvolvimento diferenciado do tema. 1996. p. a) Narração realista e dinâmica que quase nos faz visualizar os acontecimentos. os tristes desesperado...) sempre eu ouvi dizer: Ou seja sapo ou sapinho. no contexto do Humanismo? 55 . Mackenzie-SP Marque a alternativa incorreta a respeito do Humanismo. Por outro lado. Crônicas d’EI-Rei D. c) Fernão Lopes é o grande cronista da época. PV2D-07-POR-34 Fernão Lopes. e) A Farsa de Inês Pereira é a obra de Gil Vicente cujo assunto é religioso.. ou marido ou maridinho. Texto I Ir-vos queredes. (. meteu um estoque de armas por ele. E hoje.

Com base nessas palavras e nos conhecimentos sobre o Humanismo, é correto afirmar: a) O Humanismo procura retratar a realidade de forma ingênua, revelando uma visão idealizada do mundo expressa pelo verso “casa, filha, e aproveite”. b) O fragmento citado trata o casamento como resultado de um envolvimento amoroso pleno. c) A leitura do fragmento confirma que o Humanismo, embora dirigido a um público palaciano, adota alguns padrões do discurso popular, como se observa nos quatro últimos versos. d) O verso “Este é o certo caminho” indica o predomínio de uma visão idílica e idealizada em grande parte do discurso humanista. e) O olhar humanista, no fragmento citado, imprime à união conjugal uma motivação sentimental. Tal postura suplanta o lirismo amoroso presente em algumas cantigas trovadorescas. 30. Mackenzie-SP Gil Vicente, autor representativo do Humanismo em Portugal, (1) revela-nos, em sua obra lírica, (2) uma ambivalência típica desse período: (3) de um lado, a ideologia teocêntrica do mundo medieval; (4) de outro, influenciado pelo antropocentrismo emergente, (5) é o analista mordaz da sociedade portuguesa do século XVI. É essa ambivalência que o situa como autor de transição: (6) entre o Humanismo e o antropocentrismo. (7) Dos fragmentos destacados: a) todos estão corretos. b) todos estão incorretos. c) apenas 4 e 5 estão incorretos. d) apenas 2 e 7 estão incorretos. e) apenas 2, 5 e 7 estão incorretos. 31. PUC–SP Esta questão refere-se às obras Auto da barca do inferno, de Gil Vicente, e Morte e vida severina (auto de natal pernambucano), de João Cabral de Melo Neto. Leia as alternativas a seguir e assinale a correta. a) As duas obras apresentam uma crítica à sociedade de suas épocas: a de Gil Vicente, a partir das almas que representam classes sociais e profissionais de Portugal, a de João Cabral, a partir de personagens representativas de tipos sociais do Nordeste. b) As duas obras apresentam construções poéticas diametralmente opostas, uma vez que uma emprega o verso decassílabo e a outra, a redondilha. c) As duas obras apresentam aspectos em comum, como o julgamento e a condenação, isto é, em ambas, as personagens são julgadas e condenadas após a morte. d) As duas obras apresentam o julgamento ocorrendo na consciência de cada personagem. Entretanto, a execução da justiça, em Auto da barca do inferno, é somente realizada pelo Diabo, e, em Morte e vida severina, pela miserabilidade da vida.
56

e) As duas obras apresentam estrutura de auto; assimilam, portanto, tradições populares e constroem a realidade por meio da crítica. Como autos, são representações teatrais que contêm vários atos. 32. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente: I. O auto atinge seu clímax na cena do Fidalgo, personagem que reúne em si os vícios das diferentes categorias sociais anteriormente representadas. II. A descontinuidade das cenas é coerente com o caráter didático do auto, pois facilita o distanciamento do espectador. III. A caricatura dos tipos sociais presentes no auto não é gratuita nem artificial, mas resulta da acentuação de traços típicos. Está correto apenas o que se afirma em: a) I d) I e II b) II e) I e III c) II e III 33. Mackenzie-SP Ninguém: Tu estás a fim de quê? Todo Mundo: A fim de coisas buscar que não consigo topar. Mas não desisto, porque o cara tem de teimar. Ninguém: Me diz teu nome primeiro. Todo Mundo: Eu me chamo Todo Mundo e passo o dia e o ano inteiro Correndo atrás de dinheiro, seja limpo ou seja imundo. Belzebu: Vale a pena dar ciência e anotar isto bem, Por ser fato verdadeiro: que Ninguém tem consciência, E Todo Mundo, dinheiro. No trecho, Carlos Drummond de Andrade reconstruiu, com nova linguagem, parte de um texto de importante dramaturgo da língua portuguesa. Trata-se de: a) Gil Vicente. d) Sá de Miranda. b) Dom Diniz. e) Fernão Lopes. c) Luís Vaz de Camões. 34. Fuvest-SP Indique a afirmação correta sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. a) É intrincada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com o inesperado de cada situação.

b) O moralismo vicentino localiza os vícios não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas. c) É complexa a crítica aos costumes da época, já que o autor é o primeiro a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares, as mais ridicularizadas e as mais severamente punidas. e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo. 35. Unitau-SP Em relação a Gil Vicente, é incorreto dizer que: a) recebeu, no início de sua intensa atividade literária, influência de Juan del Encina. b) sua primeira produção teatral foi Auto dos Reis Magos. c) suas obras se caracterizaram, antes de tudo, por serem primitivas e populares. d) suas obras surgiram para entretenimento nos ambientes da corte portuguesa. e) seu teatro caracterizou-se por observações satíricas às camadas sociais da época. 36. PUC-SP Ainda sobre a peça O Velho da horta, considerando o texto como um todo, é correto afirmar-se que: a) a reza do “Pai Nosso” que inicia a peça, prepara o leitor para o desenvolvimento de um texto fundamentalmente religioso, confirmado, inclusive, pela ladainha proferida pela alcoviteira. b) o velho relaciona-se, ao longo da peça, com quatro mulheres, das quais uma é a moça por quem se apaixona e com quem, correspondido, acaba se casando. c) a farsa tem como argumento a paixão de um velho por uma moça de muito bom parecer, por causa dela (e por via de uma alcoviteira) acaba gastando toda a sua fortuna. d) o texto se organiza a partir de uma estrutura versificatória que revela ritmo poético, marcado por versos livres e por ausência de esquema rímico. e) o diálogo estabelecido entre o velho e a moça cria condições para o arrebatamento amoroso de ambos e revela ausência de ironia e de menosprezo de qualquer natureza. 37. UniCOC-SP Na Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente: a) retoma a análise do amor do velho apaixonado, desenvolvida em O Velho da horta. b) mostra a humilhação da jovem que não pode escolher seu marido, tema de várias peças desse autor. c) descreve a revolta de uma jovem confinada aos serviços domésticos. d) conta a história de uma jovem que assassina o marido para se livrar dos maus-tratos. e) aponta, quando Lianor narra as ações do clérigo, uma solução religiosa para a decadência moral de seu tempo.
PV2D-07-POR-34

38. UniCOC-SP Considere as seguintes asserções sobre o teatro de Gil Vicente. I. Autos pastoris, autos de moralidade e farsas são gêneros cultivados pelo autor.

II. O espírito crítico do teatro vicentino não poupa o clero corrupto, que é ridicularizado. III. As personagens do autor representam tipos sociais como alcoviteiras, velhos ridículos, maridos ingênuos, nobres pedantes, entre outros. Deve-se firmar que: a) I, II e III estão corretas. b) apenas I e III estão corretas. c) apenas II e III estão corretas. d) apenas I e II estão corretas. e) apenas II está correta. 39. (...) Vêm quatro cavaleiros cantando. Trazem, cada um, a cruz de Cristo, por quem a mais por sua santa fé católica morreram em poder dos mouros. Diabo Cavaleiro Outro cavaleiro Cavaleiros, vós passais e não perguntais onde is? Vós, satanás, presumis? Atentai com quem falais! Vós que nos demandais? siquer conhece-nos bem. Morremos das partes d’além, E não queiras saber mais. Entrai cá! Que coisa é essa? Eu não posso entender isso! Quem morre por Jesus Cristo não vai em tal barca como esta!

Diabo Cavaleiro

Tornam a proseguir, cantando, seu caminho direto à barca da Glória, e tanto que chegam, diz o Anjo: Anjo Ó cavaleiros de Deus, a vós estou esperando, que morrestes pelejando por Cristo Senhor dos céus! Sois livre de todo o mal, santos por certo sem falha, que quem morre em tal batalha merece paz eternal. E assi embarcam. Considerando a leitura feita, responda ao que se pede: a) De que peça teatral de Gil Vicente foi extraído o trecho acima? b) Por que se pode dizer que Gil Vicente, nessa passagem, assume atitude medieval? 40. Leia atentamente o trecho a seguir, da peça Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. Nele, o personagem Parvo reage ao convite do Diabo para que entre na barca que o conduziria ao inferno.
57

PARVO

Ao Inferno, em hora-má?! Hiu! Hiu! Barca do cornudo, (...) Entrecosto de carrapato! Hiu! Hiu! Caga no sapato, Filho da grande aleivosa! Tua mulher é tinhosa e há de parir um sapo metido num guardanapo, neto de cagarrinhosa! Furta cebolas! Hiu! Hiu! Excomungado nas igrejas! Burrela, cornudo sejas! (...) Perna de cigarra velha, Caganita de coelha, Pelourinho de Pampulha, Rabo de forno de telha.

a) Qual a reação do Parvo? b) Que estrato social o Parvo representa? c) Moralmente, como se pode caracterizá-lo? 41. Fuvest-SP Folgo muito d’ enganar e mentir nasceu comigo. Ninguém Eu sempre verdade digo sem nunca me desviar. (Belzebu para Dinato) Belzebu Ora escreve lá, compadre, Não sejas tu preguiçoso! Dinato Quê? Belzebu Que Todo o Mundo é mentiroso E Ninguém diz a verdade.
Auto da Lusitânia — Gil Vicente

43. Em 1531, um terremoto abalou Portugal. Alguns frades de Santarém interpretaram o fato de tal forma que descontentou o dramaturgo Gil Vicente. Ele então resolveu escrever uma carta ao rei D. João III, narrando o fato e mostrando sua posição. Segue-se o trecho inicial da carta: Os frades de cá não me contentaram, nem em púlpito, nem em prática, sobre esta tormenta da terra que ora passou; porque não bastava o espanto da gente, mais ainda eles lhes afirmavam duas cousas, que os mais fazia esmorecer. A primeira, que polos grandes pecados que em Portugal se faziam, a ira de Deus fizera aquilo, e não que fosse curso natural, nomeando logo os pecados por que fora; em que pareceu que estava neles mais soma de ignorância que de graça do Spírito Santo. a) Segundo Gil Vicente, que interpretação os frades deram ao terremoto? b) Como Gil Vicente interpreta o terremoto? c) Qual o sentido dessa oposição no contexto humanista? 44. Fuvest-SP Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente. a) Compôs peças de caráter sacro e satírico. b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal. c) Escreveu a novela Amadis de Gaula. d) Só escreveu peças em português. e) Representa o melhor do teatro clássico português. 45. O tipo mais insistentemente observado e satirizado é o clérigo, e especialmente o frade. Trata-se de fato de uma classe numerosíssima, presente em todos os setores da sociedade portuguesa, na corte e no povo, na cidade e na aldeia. O texto crítico refere-se a qual autor? Além do frade, cite um outro tipo humano satirizado pelo autor em questão. 46. O ditado popular que serviu de inspiração a Gil Vicente para escrever a peça Farsa de Inês Pereira é: Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube. Nesse ditado, a que deve ser associado o personagem Brás da Mata? Justifique sua resposta. 47. PUC-SP O argumento da peça Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio, na construção da farsa. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo, animal nobre, que a derruba. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo, asno que a carrega. d) O asno corresponde a Pero Marques, primeiro pretendente e segundo marido de Inês. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal.

Todo o Mundo

O texto afirma que: a) todo o mundo é mentiroso. b) Ninguém é mentiroso. c) Todo o Mundo diz a verdade. d) ninguém diz a verdade. e) Todo o Mundo é mentiroso. 42. Umesp Assinale a alternativa em que se encontra uma afirmação incorreta sobre a obra de Gil Vicente. a) Sofre influência de Juan del Encina, principalmente no teatro pastoril de sua primeira fase. b) Seus personagens representam tipos de uma vasta galeria de estratos da sociedade portuguesa da época. c) Por viver em pleno Renascimento, apega-se aos valores greco-romanos, desprezando os princípios da Idade Média. d) Um dos maiores valores de sua obra é ter contrabalançado uma sátira contundente com o pensamento cristão. e) Suas obras-primas, como a Farsa de Inês Pereira, são escritas na terceira fase de sua carreira, período de maturidade intelectual.
58

é bem que me recolhais Não se embarca tirania neste batel divinal. Por essa indecisão. é condenado ao inferno. No trecho abaixo. Coitada. Ele está confuso depois da conversa mantida com o Diabo. ou que dor de coração? a) Qual a reclamação de Inês Pereira nessa passagem? b) Que atitude ela tomaria para escapar de sua situação? c) Quais as conseqüências dessa atitude? PV2D-07-POR-34 a) Quais são as causas da condenação do Fidalgo ao inferno? b) Quais as razões que ele alega para ir para o céu? 51. per malícia non erraste. Ludibriado pelo Diabo. III. Apenas I e II estão corretas. Encaixa-se na tradição da farsa medieval sobre o adultério feminino desenvolvida por Gil Vicente. a) b) c) d) e) Todas estão corretas. Pera vossa fantesia mui estreita é esta barca. apresenta a chegada do parvo Joane no porto das almas. Na sua humildade. que tão mau é de aturar. se quiseres. teme revelar sua identidade. II. Leia as três afirmações a seguir a respeito da Farsa de Inês Pereira. Apenas II e III estão corretas. Apesar de simplório. não se considera em condições sequer de afirmar-se como alguém. no mesmo lugar. se a barca do paraíso é esta em que navegais. e) A modéstia e a simplicidade de Joane. Anjo Fidalgo Que quereis? Que me digais. da peça Auto da barca do inferno. Esse desprezo faz com que o Anjo se recuse a levá-lo. Pode ser colocada como representante do teatro de costumes vicentino. porque em todos os teus fazeres. daí a dúvida que expressa. pois parti tão sem aviso. que cegueira e que canseira! Eu hei de buscar maneira de viver a meu contento. Anjo Joane Anjo Quem és tu? Samica alguém. ó Jesus! Que enfadamento. Não sei porque haveis por mal que entre a minha senhoria. ele imagina que o Anjo é o Diabo tentando enganá-lo: por isso. Todas vêm e todas vão onde querem. O que essa fala indica? a) A indecisão de Joane quanto à sua própria identidade. que o convenceu a tornar-se um pecador. de Gil Vicente. Confundindo a barca do céu com a do inferno. A expressão “samica” quer dizer “talvez”. Todas folgam. Joane diz ser “talvez alguém”. I. Por essa presunção. ele acredita que seu lugar no céu está garantido. 50. Conhecedor de suas virtudes. A cena seguinte. tua simpreza te abaste para gozar dos prazeres. acaba indo para o inferno. não necessitando da aprovação do Anjo para embarcar. Leia o texto que segue para responder às três questões posteriores.48. Assim. menos eu. 59 . é condenado ao purgatório. ele disfarçava sua pobreza freqüentando a aristocracia e cometendo pequenos furtos para sustentar seus luxos. c) O desprezo de Joane pelo Anjo. Inês Renego deste lavrar e do primeiro que o usou ao diabo que o eu dou. momentos antes. Apenas I e III estão corretas. b) A presunção de Joane quanto à sua condição social. d) A desconfiança de Joane. Anjo Fidalgo Anjo Fidalgo Anjo 49. Esta é: que demandais? Que me deixeis embarcar. temos a chegada do fidalgo ao porto das almas. Tu passarás. e eu não. assim hei de estar encerrada nesta casa como panela sem asa que sempre está num lugar? Isto é vida que se viva? Hei de estar sempre cativa desta maldita costura? Com dois dias de amargura haverá quem sobreviva? Hei de ir para os diabos se continuo a coser. Hui! E que pecado é o meu. Todas estão incorretas. sou fidalgo de solar. Esse tipo de atributo é que o faz merecedor do céu. Inês Pereira é uma moça que vive na vila e pretende subir de condição. Oh! Como cansa viver sozinha. do Auto da barca do inferno.

pertencente ao Humanismo português. a partir das situações embaraçosas vividas por Inês Pereira. Judeu. Aosadas que não se lhe atreva toda a gente! O noivo. que morrestes pelejando por Cristo. ele reconhece seu erro e lamenta o abandono a que deixara a família e. de forma sutil e irônica. Senhor dos Céus! Sois livres de todo mal. Florença. assim. mal gastada. nem conquistou a jovem e perdeu seu dinheiro. pois se apresenta a religião como forma de orientar e salvar as pessoas pecadoras. Frade. porque não lhes deixo nada. Elas hão-de padecer. em que se ridiculariza a ascensão social de Inês Pereira por meio de um casamento de conveniências. Ao terminar a narrativa. cujas características não descrevam adequadamente a personagem. pertencente ao Renascimento português. responda às questões seguintes. pois que tanto mal busquei. Anjo: Ó Cavaleiros de Deus. critica a sociedade mercantil emergente. Quatro filhas que criei eu as pus em pobre sorte. Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens de Auto da barca do inferno. triste velho. d) reformadora. b) Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte. Quero-me ir buscar a morte. é agiota e usurário. a vós estou esperando. Velho . A alcoviteira vai enganando o velho que. 60 a) Por que os cavaleiros são perdoados dos seus pecados? Justifique a sua resposta.52. no qual Gil Vicente. as coisas voltam a seus devidos lugares. do Renascimento português. é quem apressa o embarque dos condenados. que quem morre em tal batalha merece paz eternal. má-hora. O trecho anterior é o diálogo final da peça O velho da horta. a) Onzeneiro idolatra o dinheiro. Fidalgo. uns cabelos como Eva. capitão da barca do céu. que narra a seguinte história: um velho rico apaixona-se por uma jovem e apela para uma alcoviteira que possa ajudá-lo a conquistar a amada. 53. e acertaras. Vai tão leda. Leia-o e responda o que se pede. é austero e inflexível. Corregedor. Anjo. ou melhor. Parvo. d) Anjo. 54. leva papéis e processos. e) Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação íntegra e exata das leis. em fim dos dias? Se a ti mesmo contemplaras. b) didático-moralizante. Mas ela o noivo a leva. Sapateiro. é quem elogia a morte pela fé. e) cômica. leva a amante e as armas de esgrima. PUC-SP Diabo. leva a bolsa vazia. moço tão polido. c) religiosa. de tudo que juntara. souberas que não sabias. não tirava os olhos dela. de quanta riqueza e haver fui sem razão despender. e ela dele. é vossa! Vossa é a treva. Procurador. Santos por certo sem falha. e viras como não vias. é correto afirmar que é um texto de natureza: a) satírica. ao final. A par disso. de Gil Vicente. Vou morrer. Companheiro do Diabo. com vistas à transformação do homem. do Barroco português. Onzeneiro. com forte apelo religioso. nada leva para a morte. Analise as informações a seguir e selecione a alternativa incorreta. c) Diabo. Velho Mocinha – Oh coitado! A minha é! – Agora. capitão da barca do inferno. que prioriza os valores essencialmente materialistas. siso enleado! Que te meteu desastrado em tal contenda? Se os jovens amores os mais têm fins desastradas que farão as cãs lançadas no canto dos amadores? Que sentias. b) Que atitude do autor se revela através dessa passagem? 55. Unifesp Sobre a Farsa de Inês Pereira. é dissimulado e irônico. no qual se delineia o papel moralizante. O trecho a seguir retrata a fala do Anjo no julgamento de quatro cavaleiros cristãos que tinham morrido nas guerras cristãs. pertencente ao Humanismo português. da vida e da fazenda! Ó velho. Brísida Vaz. da vaidade engano. no qual as contradições humanas entre a vida terrena e a espiritual são apresentadas a partir dos casamentos complicados de Inês Pereira. Oh que estrela! É ele um par bem escolhido! – Ó roubado. tão contente.

UniCOC-SP Leia atentamente as proposições a seguir. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. Um dos seus traços marcantes foi o racionalismo que atendia às aspirações da burguesia. III. e) se somente I for correta. Unicamp-SP Leia agora as seguintes estrofes. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. Capítulo 2 58. fato que culminou no empirismo científico dos séculos XVII e XVIII. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. II.” Vocabulário: 1. a) b) c) d) e) Aponte o item que melhor caracteriza as atitudes de Gil Vicente diante da sociedade. que se encontram em passagens diversas de Farsa de Inês Pereira. no sentido de alcançar um domínio mais completo da natureza objetivando aumentar seus lucros. a ninguém não faço dano. significa “bravo”. II e III forem incorretas. A arte renascentista comprometia-se predominantemente com os valores católicos. a) 5 sílabas (redondilha menor) b) 6 sílabas c) 7 sílabas (redondilha maior) d) 8 sílabas e) 9 sílabas 56. b) Apenas I. pois objetivava legitimar o monopólio religioso católico. No trecho anterior. de Gil Vicente. a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. I. Conte as sílabas poéticas e marque a opção do metro dominante. e) Todas. asno que leve quero. A propósito do Renascimento cultural. Assinale a alternativa correta. a) Que noção é essa? b) Como ela aparece no texto? 61 PV2D-07-POR-34 . III. c) se I. Por usar de siso mero. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. O caráter alegórico do teatro de Gil Vicente pode ser tomado como exemplo de crítica social. antes lebre que leão. Considerando os traços identificadores do Renascimento. dirigida a Inês. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. O Renascimento retirou da Igreja o monopólio da explicação das coisas do mundo. 59. no caso. harmonia e concisão 60. Medieval e anticlerical Moralista e antropocêntrica Satírica e teocêntrica Anticlerical e satírica Moralista e pessimista II. O humanismo é um período de transição que vai do final da Idade Média ao início da Idade Moderna. I. através dessa peça. Com que podeis vós folgar Que eu não deva consentir? Nota: folão. II e III forem corretas. Inês Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. c) Apenas II. Pero I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. antes lavrador que Nero. a) I e III. 57. aponte a alternativa errada. d) Nenhuma. e não cavalo folão. d) se II e III forem corretas. e não se há ao pouco enveja. “Do que ao meu gado sobeja (1) Vou vivendo ano por ano. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. julgue as afirmações. pouco ou muito que ele seja. sobra Sá de Miranda II. estai quando quiserdes estar. a) Imitação dos clássicos antigos b) Preocupação com a técnica c) Racionalismo e universalismo d) Atitude apaixonada diante da natureza e) Equilíbrio. b) se I e II forem corretas.I. “fogoso”. Assinale: a) se I. o poeta clássico português Sá de Miranda expressa uma das noções mais caras do estilo. Os cancioneiros foram os principais trovadores do período conhecido como Trovadorismo.

coração. ó Poeta. (. Conheça-me a mim mesmo: siga a veia Natural. dando ao mundo claridade. não forçada. e regra. Carlos Drummond de Andrade. Unicamp-SP Cantiga sua. saber primeiro é fonte. revoltado. em cada poema. Nela. não o simples narrador. Ela só. Mas muito mais que o engenho. *** Luís. 64. que nunca poderá ver-se apartada. enquanto houver no mundo saudade. 63. partindo-se Senhora. astúcias. os barões nos jazigos dizem nada. e ao que pudera Fazer dúvida aclara: do ornamento Ou tira. com fervor cometer tudo? Caminha por aqui. ao inculto dá arte. ou põe: com o decoro o tempera. viu apartar-se de uma outra vontade. céus em delírio. quando amena e marchetada saía. e diferença Da prática comum ao pensamento. mas tratam-no de forma diferente. que puderam tornar o fogo frio e dar descanso às almas condenadas. teu ritmo de oceano sofreado que os lembra ainda e sempre lembrará. Exponha em que consiste esse tratamento diferenciado do tema. tão saudosos. universal sepulcro da memória. teu rude e teu suave balanço de consoantes e vogais.61. tão doentes da partida. em 1527. No conselho do amigo douto espero. Soneto Aquela triste e leda madrugada. o alto modera. guerras e cobiças.) Corta o sobejo. o engenho. esquecido. Sirva própria palavra ao bom intento. Antônio Ferreira O texto é uma carta em versos escrita por Antônio Ferreira (1528-1569). lodoso material fundido em ouro. Esta é a direita Estrada dos que sobem ao alto monte Ao brando Apolo. Ao escuro dá luz. outro te conte. . reflorindo em cem mil corações multiplicado. Na boa imitação. às nove Irmãs aceita. Tudo a ua igual regra conformando. linguagem Dos heróis que cantaste. e [ estudo. e ler somente: que aproveita Sem armas. Haja juízo.. quero que seja sempre celebrada. Partem tão tristes os tristes. Ela só viu as lágrimas em fio. partem tão tristes meus olhos por vós. homem estranho. É necessário ser um tempo mudo! Ouvir. as ondas em furor. submisso. que restou senão a melodia do teu canto? As armas em ferrugem se desfazem. o juízo quero De quem com juízo e sem paixão me leia. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. o próprio amor latejante. *** Camões – oh som de vida ressoando em cada tua sílaba fremente de amor e guerra e sonho entrelaçados. Leia atentamente o texto a seguir e responda ao que se pede. cheia toda de mágoa e de piedade. pelo verbo és. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. o autor mostra a concepção de poesia de sua época. pragas. 1516 Bardo. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. quando o poeta Sá de Miranda levou para aquele país o chamado dolce stil nuovo. O Classicismo teve início em Portugal. 62 Camões João Roiz de Castelo Branco. transcrevendo os trechos que as explicitam. que o fero Engenho abranda. tão cansados. se acrescentaram em grande e largo rio. Tão tristes. e uso.. tão fora de esperar bem. que duns e doutros olhos derivadas. o tempo. tão chorosos. Ambos os poemas desenvolvem o tema da dor da separação. vai acrescentando O que falta. Não queiras de ti logo contentar-te. É teu verso. Ela viu as palavras magoadas. o baixo ergue. História. Do bom escrever. pode dar-te. foste os deuses mais as ninfas. Enriquece a memória de doutrina Do que um cante. mais que amador. meu bem.. A paixão medida a) Qual é a relação entre Luís de Camões e o Classicismo? b) Retire referências do texto de Drummond relacionadas à obra de Camões. dirigida a Diogo Bernardes. Ela persiste mais em teu poema que no tempo neutro. outro ensine. Tu és a história que narraste. Quais eram as novidades formais básicas desse novo estilo? 62. Aponte as características clássicas presentes no texto. Muito. renascendo..

Estando em terra. É querer estar preso por vontade. é ferida que dói e não se sente. Se me pergunta alguém por que assi ando. juntamente choro e rio. b) O jogo de contradições e perplexidades que atormentam o poeta. sem contentar-se. PV2D-07-POR-34 68. É um contentamento descontente. É tudo quanto sinto. ai. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto II. agora desconfio. o vencedor. b) Por seguir os princípios estéticos clássicos. o tema do texto. e) Querer sempre mais. O mundo todo abarco e nada aperto. é servir a quem vence. enaltecem o platonismo amoroso. Amor. d) O fato de o poeta não saber responder a quem o interroga. e) Os dois textos convergem quanto à forma e à linguagem. como arde. associada à contenção emotiva. Quando a ferida dói porque se sente. 63 O soneto transcrito é de Luís de Camões. Texto I Amor é fogo que arde sem se ver. minha Senhora. da vista um rio. E o mover dos meus olhos sob a casca Vê muito bem o que devia não ver. Assinale-a. é nunca contentar-se de contente.65. d) O texto II contesta o texto I no que se refere ao ponto de vista sobre o amor. Nele se acha uma característica da poesia clássica renascentista. É dor que desatina sem doer. sua expressão é de teor mais universalista que individualista. c) A invisibilidade do amor d) O fato de o amor ferir e não causar dor. c) O texto I e o texto II são convergentes no que se refere à concepção do sentimento amoroso. Vunesp Tanto de meu estado me acho incerto. respondo que não sei. um desconcerto. recupera do texto II o rígido padrão da estética clássica. b) Os dois textos. c) O fato de todos perguntarem ao poeta porque assim anda. a) O racionalismo do homem b) A paixão pelos prazeres mundanos c) O repúdio aos ideais medievais d) A intensificação do monopólio cultural exercido pela Igreja e) O individualismo do homem 66. É nunca contentar-se de contente. É um não querer mais que bem querer. agora desvario. Texto para as questões de 68 a 70. É um não querer mais que bem querer. num’hora acho mil anos. Obras completas a) A suspeita de amor que o poeta declara na conclusão. Sem causa. e) A utilização de um soneto para relato das suas amarguras. com sua regularidade formal. 67. porém suspeito que só porque vos vi. Inatel-MG Uma das características a seguir não é própria do Renascimento cultural. que se seguem umas às outras. É solitário andar por entre a gente. Ilka Brunhilde Laurito O poeta tenta definir o amor por meio do uso de antíteses. se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís Vaz de Camões. pois é contrário a si mesmo. é um contentamento descontente. . E como arde. é ter com quem nos mata. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade. da alma um fogo me sai. agora espero. é um andar solitário entre a gente. em uma das alternativas. com mais ênfase. chego ao céu voando. a) A liberdade formal dos quartetos. Assinale essa característica. É cuidar que se ganha em se perder. 69. agora acerto. a) “Um contentamento descontente” b) O próprio amor. mas divergem quanto ao conteúdo. a) O texto I. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. É ferida que dói e não se sente. Indique a que expressa. lealdade. Ufla-MG Amor é fogo que arde sem se ver. Camões Texto II Amor é fogo? Ou é cadente lágrima? Pois eu naufrago em mar de labaredas Que lambem o sangue e a flor da pele acendem Quando o rubor me vem à tona d’água. é um cuidar que ganha em se perder. ao negarem a concepção carnal do amor. é dor que desatina sem doer. Que em vivo ardor tremendo estou de frio. é índice da influência parnasiana. e é de jeito que em mil anos não posso achar um’hora.

um riso brando e honesto. uma pura bondade manifesta indício da alma. sem ver de quê. no meio do caminho me falece. “mar de labaredas. Como se encurta. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. de Luís de Camões. O poeta sugere desejo erótico ao se referir à figura mitológica de Circe. apresentando informações que abarcam história. perde-se-me um remédio. Unicamp-SP Leia o seguinte soneto de Camões: Oh! Como se me alonga. O episódio do Gigante Adamastor é um exemplo dessa variedade de assuntos que o poema apresenta e sobre ele não é correto afirmar o seguinte: a) Adamastor representa os medos de todos os navegadores que passaram. Em uma carta dirigida a Alcáçova Carneiro. do estilo camoniano. d) Notam-se. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. em todos os versos. antes de Vasco da Gama. João III. e. UFRGS-RS Leia o soneto a seguir. um doce e humilde gesto. III. um ar sereno. II. b) Apresenta índices de linguagem poética marcada pelo racionalismo do século XVI. verificamos a valorização do trabalho intelectual. ciências. Quais os versos que expressam essa valorização? b) O que o poeta quis dizer com esses versos? c) Qual é a relação entre essa valorização e o Classicismo? 72. d) Recupera. idealizando a figura feminina. em ti confia. limpo e gracioso. e) Conceitua positivamente o amor correspondido e. considere as seguintes afirmações. em ti acha. mil vezes caio. de qualquer alegria duvidoso. II e III. 71. c) Conceitua o amor de forma unilateral. Vai-se gastando a idade e cresce o dano. qualquer grande esperança é grande engano. UFPA O poema Os lusíadas traz à tona a descoberta do caminho marítimo para as Índias. a) Na primeira estrofe. se os olhos ergo a ver se inda parece. Um mover de olhos. quase forçado. eu tardo. justiça. versos decassílabos e expressão coloquial. a) Expressa as vivências amorosas do eu lírico em linguagem emotivo-confessional. e) I. b) Apenas III. e paz. 73. negativamente. secretário de Estado do rei D. e perco a confiança. Quando ele foge. Corro após este bem que não se alcança. 64 Em relação ao poema. o poeta clássico português Antônio Ferreira expressa a seguinte opinião: Santa alma. geografia. pela costa africana. de ano em ano. c) Apenas I e II. cujos bons meios Em ti busca. São letras. como.” e) Vale-se de recursos estilísticos conquistados pelos modernistas. Quais estão corretas? a) Apenas I. justas armas. por exemplo. a preferência por imagens paradoxais. um despejo quieto e vergonhoso. real zelo. Se por experiência se adivinha. o amor não correspondido. d) Apenas I e III. a) No texto. a peregrinação cansada minha. brando e piedoso. a quem só guia Amor. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. um desejo gravíssimo e modesto. I. . criadas a partir de substantivos concretos. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. 70. dois esteios Firmíssimos de Império só tenhamos. mitologia etc. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto I. imagens poéticas contraditórias. astronomia. da vista se me perde e da esperança. A qual deles está associado o cansaço da vida e qual deles se associa à proximidade da morte? b) Por que se pode afirmar que existe também uma contraposição no interior do primeiro verso da segunda estrofe? c) A que termo se refere o pronome “ele” da última estrofe? 74. na tardança. que inda tinha. assumindo uma atitude de insensibilidade. revelando o intenso sofrimento do coração apaixonado. b) O episódio é uma criação poética em que se destacam referências ao passado e ao futuro das conquistas portuguesas. por exemplo. um medo sem ter culpa.c) O caráter reflexivo das interrogativas iniciais impede que a linguagem seja marcada por índices de emotividade. e como ao fim caminha este meu breve e vão discurso humano. um encolhido ousar. há uma contraposição expressa pelos verbos “alongar” e “encurtar”. uma brandura.

que em nada se relacionam com a situação do mundo em sua época. (= aspecto) Que ficava nas praias. b) critica as navegações portuguesas por considerar que elas se baseiam na cobiça e busca de fama. incluem-se na longa narrativa de Vasco da Gama ao rei de Melinde. Sepúlveda e Leonor. Que crueldades neles experimentas! Dura inquietação d’alma e da vida Fonte de desamparos e adultérios. entre a gente. c) emociona-se com a saída dos portugueses que vão atravessar os mares até chegar às Índias. em tom desalentado). foi ferido. Chamam-te Fama e Glória soberana. Em vossos claros olhos escondido. retirado do canto III de Os lusíadas: “Tu. que tormentas. d) A “alta esposa de Peleu”. do qual se reproduzem. 75. Nela. é errado afirmar o seguinte. Tuas aras banhar com sangue humano.” CAMÕES. Luís de. cede aos apelos de Adamastor e isso facilita a passagem dos portugueses pelo cabo das Tormentas. De Camões a Pessoa. o que ressalta a presença do lírico no poema épico camoniano. 65 a) Comente a forma do poema mostrado. que livre andava (Posto que já de longe destinado). A voz pesada um pouco alevantando. como os de Inês de Castro e do Gigante Adamastor. relatado na estrofe 52. É porque queres. 18. sobretudo). fero Amor. meneando Três vezes a cabeça. alegre e brando. Que nós no mar ouvimos claramente. Lhe dá no estígio lago (1) eterno ninho. dedicatória (a D. a) Trata-se de um poema de estrito interesse nacionalista. áspero e tirano. Virgílio) e dos poemas épicos mais recentes do Renascimento italiano (Ariosto. PV2D-07-POR-34 77. SP. só tu.c) Um dos momentos líricos. pp. Sendo digna de infames vitupérios. pois celebra fatos gloriosos da história portuguesa. 78. Inferno Luís Vaz de Camões Mas um velho. Deste causa à molesta morte sua. Sebastião). que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes. são as oitavas-rimas. Porque o Frecheiro cego me esperava. Na pronta vista a seta endireitando. responda por que o poeta atribui a culpa do assassinato ao amor. com força crua. onde menos temia. que do caminho Se vem calado e manso desviando. b) São compostos segundo modelos da epopéia clássica da Antigüidade (Homero. e) adverte os marinheiros portugueses dos perigos que eles podem encontrar para buscar fama em outras terras. no episódio. puro Amor. Leia o trecho a seguir. de Luís Vaz de Camões. C’um saber só de experiências feito. Como se fora pérfida inimiga. O cruel caçador. O verso sem medida. descontente. c) O verso utilizado é o decassílabo clássico (especialmente o heróico) e as estrofes. três estrofes. b) Qual é a comparação feita no poema? c) Quem é o “Frecheiro cego”? A utilização dessa imagem indica que aspecto do Classicismo? 76. Se dizem. que se atiça C’uma aura popular. d) destrata os marinheiros por não o terem convidado a participar de tão importante empresa. UFSCar-SP A questão adiante baseia-se no poema épico Os lusíadas. . Nomes com quem se o povo néscio engana. Os versos de Camões foram retirados da passagem conhecida como O velho do Restelo. o velho: a) abençoa os marinheiros portugueses que vão atravessar os mares à procura de uma vida melhor. narração (da viagem de Vasco da Gama) e epílogo (encerramento. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Com base no trecho e no seu conhecimento sobre a obra. Thetys. Moderna. 1994. de aspeito venerando. Tais palavras tirou do experto peito: “Ó glória de mandar. Está o lascivo e doce passarinho Com o biquinho as penas ordenando. de modelo italiano. Desta arte o coração. e) Episódios importantes do poema. d) Os dez cantos do poema se dividem em proposição (os feitos heróicos portugueses). Douglas. ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. Sagaz consumidora conhecida De fazendas. e) O episódio faz menção ao casal amoroso. invocação (às Tágides). é aquele do encontro do gigante com Thetys. de reinos e de impérios! Chamam-te ilustre. chamam-te subida. Sobre Os lusíadas. In TUFANO. Vocabulário: 1. a seguir. Que os corações humanos tanto obriga. que perigos. Postos em nós os olhos. Expedindo no rústico raminho. Para que me tomasse descuidado.

as naus portuguesas estão navegando em pleno oceano Índico. d) tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias. que se contemplo Como fui destas praias apartado.79. e) eliminação do pan-erotismo. fero Amor. a que se pode referir o vocábulo “Amor”. Se dizem. 83. Em que outro trecho dessa estrofe. d) propõe uma explicação a respeito do destino do homem. Donde Deus foi em carne ao mundo dado. em 1102 estrofes. dada a sua agressividade. Fuvest-SP Tu. portanto. tanto engano. É porque queres. suaviza. 84. Canto 4. Cheio dentro de dúvida e receio. cruel Mitiga: alivia. Vocabulário: Molesta: lastimosa. para exemplo. no 5º verso? b) Explique o verso “Tuas aras banhar em sangue humano”. algumas características atribuídas pela crítica à epopéia de Luís Vaz de Camões. tanto dano. c) na Ilha dos Amores. b) apologia dos poderes humanos. onde lhe desvenda “a máquina do mundo”. Certifico-te. Deste causa à molesta morte sua. Que a penas nos meus olhos ponho o freio. mesa para sacrifícios religiosos a) Considerando-se a forte presença da cultura da Antigüidade Clássica em Os lusíadas. Tantas vezes a morte apercebida. Camões. c) episódio Batalha de Ourique. o mesmo esquema de rima. é incorreto afirmar que: a) quando a ação do poema começa. Camões faz uso de uma perífrase: Que o nome tem da terra. Como se fora pérfida inimiga. que mortes lhe destinas. em favor da ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. Camões usa outra perífrase? 80. aplaca Ara: altar. Camões: a) exalta a coragem dos homens que enfrentam os perigos do mar e da terra. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. e) classifica o homem como um bicho da terra. traidora Fero: feroz. áspero e tirano. escrito por Luís Vaz de Camões e narra a partida de Vasco da Gama para a viagem às Índias. Os lusíadas. Fuvest-SP No mar tanta tormenta. realçando o orgulho humanista de auto-determinação e do avanço no domínio sobre a natureza. Unifap A que novos desastres determinas De levar estes reinos a esta gente? Que perigos. Uma dessas características está incorreta. Onde terá segura a curta vida. Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha. os sofrimentos e as incertezas da vida. Os lusíadas – episódio de Inês de Castro. Os Lusíadas. d) dedicatória. musas do rio Tejo. O trecho faz parte do poema épico Os lusíadas. só tu. c) efabulação mitológica. 66 . sanguinário. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas. existente na parte lírica. Na terra. Vunesp Apontam-se. b) na invocação. para exemplo. e) episódio O velho do Restelo. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? Nessa estrofe. grafado com maiúscula. b) considera o quanto o homem deve confiar na providência divina que o ampara nos riscos e nas adversidades. Trata-se de: a) concepção da história nacional como uma seqüência de proezas de heróis aristocráticos e militares. mantendo. ó Rei. no meio da viagem. Debaixo dalgum nome preminente? Os versos de Camões são parte do(a): a) invocação. Que o nome tem da terra. o poeta se dirige às Tágides. b) proposição. a seguir./Donde Deus foi em carne ao mundo dado. e) é composto por sonetos decassílabos. c) lamenta a condição humana ante os perigos. Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano. a) Em que estilo de época ou época histórica se situa a obra de Camões? b) Para dizer que o nome do templo é Belém. puro amor. após o banquete. tanta guerra. UFSCar-SP Partimo-nos assim do santo templo Que nas praias do mar está assentado. Que os corações humanos tanto obriga. 81. d) contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antigüidade. funesta Pérfida: desleal. Camões. relacionando-o à história de Inês de Castro. Tuas aras banhar em sangue humano.º 87 82. com força crua.

a barba esquálida. criando a epopéia lusitana. 88.. d) símbolo das forças contrárias às investidas marítimas lusas. e) tem como objetivo elogiar a bravura dos portugueses e o faz através da narração dos episódios mais valorosos da colonização brasileira. e) a figura que incentiva a ideologia expansionista. não sorriais! Nesse fragmento da “Carta pras Icamiabas”. No trecho. fomos fabulosos Fingidos de mortal e cego engano. Musa. A boca negra. O favor com que mais se acende o engenho Não no dá a Pátria. quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos. 87.. que está metida No gosto da cubiça e na rudeza Dua austera. (. robusta e válida. FCC-SP Nem cinco sóis eram passados que de vós partíramos. Camões. b) um elogio à eloqüência dos parnasianos. e) narra a decadência portuguesa após a viagem de Vasco da Gama. X. só verdadeiros. c) D. Saturno e Jano. Por uma bela noite dos idos de maio do ano traslato. em Macunaíma. Só para fazer versos deleitosos Servimos.85. e. mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida.. d) mostra que a ambição dos homens se equipara aos poderes divinos. Júpiter e Juno. que outrem grafara muraquitã. De disforme e grandíssima estatura. os dentes amarelos.. d) Camões em sua épica. ciosos de etimologias esdrúxulas. quantas mães choraram.) Não acabava. Camões: a) narra a viagem de Vasco da Gama às Índias. gloriosos Divos estão. UFPA Ó mar salgado. Os lusíadas. Pode-se afirmar que o Velho do Restelo é: a) personagem central de Os lusíadas. 145 a) Quem é a “gente surda e endurecida” a que se refere a estrofe? b) Qual a acusação que o poeta faz a essa gente? c) Como se pode entender essa acusação no panorama português da época? 67 PV2D-07-POR-34 . na Ilha dos Amores. d) lamenta que. Dinis em seus poemas de amigo. apesar de ter dominado os mares e descoberto novas terras. c) afasta-se dos modelos clássicos. e a postura Medonha e má e a cor terrena e pálida. ó mar! Esse poema de Fernando Pessoa retoma. 89. 91. 86. Em Os lusíadas. porque eu. Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso. e) Bocage em seus sonetos. Os olhos encovados. quando uma figura Se nos mostra no ar. d) uma apologia ao estilo pretensioso e à oratória vazia de conteúdo. b) o mais fervoroso defensor da viagem de Gama. 90. c) símbolo dos que valorizam a cobiça e a ambição. que a lira tenho Destemperada e a voz enrouquecida. e) uma sátira aos romances indianistas do século XIX. b) tem por objetivo criticar a ambição dos navegantes portugueses que abandonaram a pátria à mercê dos inimigos para buscar ouro e glória em terras distantes. c) afirma que os deuses gregos e latinos só existem na imaginação dos homens. Portugal acabe subjugado pela Espanha. um gênero inteiramente original na época. b) D.) Forneça o nome do episódio em que a figura descrita na estrofe anterior aparece e informe o que essa figura personifica. (. Cheios de terra e crespos os cabelos. é só que o nome nosso Nestas estrelas pôs o engenho vosso. A estrofe a seguir pertence ao canto X de Os lusíadas. no século XX. não. Dinis em seus poemas de amor. O rosto carregado. Aqui. quando a mais temerosa desdita pesou sobre nós. Trata-se de uma fala da deusa Tétis ao capitão Vasco da Gama. ortografam muyrakitan e até mesmo muraquéitã. c) a valorização da linguagem utilizada pela estética do século XVIII. se mais o trato humano Nos pode dar. de Mário de Andrade. Tétis: a) afirma que os deuses gregos e latinos são superiores aos deuses católicos. apagada e vil tristeza. b) lamenta que os homens jamais se referem aos deuses em suas obras artísticas. encontramos: a) uma paródia do estilo clássico lusitano. perdíamos a muiraquitã. e alguns doutos. No mais. E não do canto. a temática da expansão ultramarina também utilizada por: a) Gil Vicente em seus autos. no mais.

ó vã cobiça. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas. A estrofe abaixo pertence ao poema Os lusíadas.. No canto V de Os lusíadas: a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. Sobre Os lusíadas. b) o Canto I contém a introdução. Que. os navegantes prosseguem.. no poema. 97. feitos que os elevam ao nível dos deuses antigos. Fuvest-SP Responda às seguintes questões sobre Os lusíadas. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum: a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. resumidamente. d) Narração. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. ao dar lugar a um “medonho choro”.. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. b) Compare. e) Epílogo. Fuvest-SP Em Os lusíadas. Marte e Vênus se opõem a ela. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. no conjunto de Os lusíadas. canto IV.) A voz pesada um pouco alevantando. Posta a artificiosa fermosura. Assinale a parte do poema a que pertence a estrofe transcrita. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas. de aspecto venerando. 98. os principais valores que esse narrador representa. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. c) apesar das ameaças do gigante. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. de Camões: a) Identifique o narrador do episódio no qual está inserida a fala do Velho do Restelo. vista dos barões a presa incerta.) Tais palavras tirou do experto* peito: – Ó glória de mandar. c) a manifestação de apego a Portugal. a dedicatória e o início da narrativa. Júpiter toma sempre o partido de Baco. que honra se chama. (. UFRGS-RS Assinale a alternativa correta. que se atiça Cua aura popular. Camões. na passagem que narra o concílio dos deuses. deixa ver aos navegadores que o perigo já fora afastado. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. aos valores defendidos pelo Velho do Restelo. de Camões. antes associada ao Cabo das Tormentas. Algumas. 93. em sua fala. 96. 94. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Júpiter: 68 a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. (. e) no Canto X. a fala do Velho de Restelo acusa os portugueses de vaidade e cobiça excessivas. b) Invocação. . é incorreto afirmar que: a) é dividido em cinco partes e dez cantos. a) Proposição. a opinião progressista da sociedade portuguesa. Desta vaidade a quem chamamos Fama. UFRGS-RS Assinale a alternativa incorreta. a invocação. b) Baco é favorável à empresa dos portugueses. Ó Fraudulento gosto. e) o episódio sobre a morte de Inês de Castro é uma ficção camoniana absolutamente épica. que se contrapõe à solenidade do poema épico. c) a pedido do rei de Melinde. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. Nuas lavar se deixam na água pura. 95. d) a nuvem negra que se desfaz. Se fizessem primeiro desejadas. Vasco da Gama conta partes da história de Portugal. d) os deuses reúnem-se no Olimpo para decidir a sorte dos portugueses. b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. d) o Velho do Restelo representa.92. Assim lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. 99. No canto I de Os lusíadas. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. é correto afirmar que: a) os deuses pagãos presentes no poema representam a admiração de Camões pela grandeza do mundo antigo e sua descrença no cristianismo. Os lusíadas. c) o episódio da ilha dos Amores representa a merecida recompensa pelos grandes feitos portugueses. c) Dedicatória.. Unicamp-SP Mas um velho.

ó vã cobiça. que é púlpito dos rústicos.. A mão sustenta. O trecho a seguir pertence a Os lusíadas. 102. Onde a terra se acaba e o mar começa III. E toldam-lhe românticos cabelos Olhos gregos.. Vunesp Uma leitura atenta da estrofe citada revela que o conteúdo dos primeiros seis versos é retomado e sintetizado nos últimos dois versos. Leia-o e responda às questões 102 e 103. e tendo assim clamado. do Canto IV de Os lusíadas.) ***valado – elevação de terra que limita propriedade rústica Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. *experto – que tem experiência **labrego – indivíduo grosseiro. Entre leões e tigres. com olhar sphyngico e fatal. c) de um auto vicentino. afastado. Fita. releia a estrofe citada e indique: a) o tipo de verso utilizado (pode mencionar simplesmente o número de sílabas métricas). O episódio do Velho do Restelo. II. 101. em geral. Que outro valor mais alto se alevanta. b) do Barroco português. ó rei infame. ó pátria sem justiça. Vunesp A oitava apresentada constitui a terceira estrofe de Os lusíadas. b) o episódio da história de Portugal que serve de núcleo narrativo do poema. 104. e o texto III é um poema do livro Mensagem. Eis aqui quase cume da cabeça De Europa toda. Como cabeça ali de Europa toda Confrontando os fragmentos. Que refrigério sejam da mãe triste. Aquele diz Itália onde é pousado. quaisquer que fossem suas profissões. é um labrego** de tanta idade já que o não quiseram. O tipo de verso que Camões empregou é de origem italiana e foi introduzido na literatura portuguesa algumas décadas antes. lembrando. Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram. O Ocidente. tosco (. c) de Inês de Castro. p. José Saramago. 103. de Luís Vaz de Camões. por Sá de Miranda. Ó glória de mandar. e grita subido a um valado***. 293. Isso acontece no episódio: a) do Gigante Adamastor. Cesse tudo o que a Musa antiga canta. Baseado nesses comentários e em seus próprios conhecimentos. entretanto. Este diz Inglaterra onde. posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz. d) dos Doze de Inglaterra. percebe-se que Memorial do convento dialoga com os clássicos. O cotovelo esquerdo é recuado. d) da poesia lírica de Antero de Quental. e verei Se neles achar posso a piedade Que entre peitos humanos não achei. O rosto com que fita é Portugal. obra máxima do Classicismo português. criarei Estas relíquias suas. a) Cite ao menos uma razão que levou “o rei infame” de Memorial do convento a tornar obrigatório o engajamento de todos os operários do reino. veio dar-lhe o quadrilheiro uma cacetada na cabeça. o recrutamento para Mafra deu-se. A Europa jaz. ao menos uma passagem que indique a irreverência de Saramago em relação ao texto de Luís de Camões. o reino Lusitano. b) do Velho do Restelo. Ali. a) A que movimento literário pertence cada um dos autores? b) De que recurso comum aos dois textos se valem os autores para elaborar a descrição da Europa? 69 PV2D-07-POR-34 . futuro do passado. e então uma grande voz se levanta. refere-se ao engajamento voluntário dos portugueses na grande empresa que foi a descoberta de novos mundos. Que eu canto o peito ilustre Lusitano. e) do Concílio dos Deuses. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. de Luís de Camões. em que se apóia o rosto. Eis aqui se descobre a nobre Espanha. O direito é em ângulo disposto.. Já no Memorial do convento. Interprete a estrofe de acordo com esta observação. Quanto ao conteúdo. poema épico publicado em 1572.. que aqui viste.. fitando. 100. à força. Fuvest-SP I. o poema Os lusíadas toma como ponto de referência um episódio da história de Portugal. no trecho. de Fernando Pessoa. e) da poesia épica camoniana. co’o amor intrínseco e vontade Naquele por quem morro. que ali mesmo o deixou por morto. Mackenzie-SP O tom pessimista apresentado por Camões no epílogo de Os lusíadas aparece em outro momento do poema. rude. O trecho evidencia características: a) da poesia trovadoresca. Memorial do convento. b) Quem era esse “rei infame” a que se refere o trecho citado e em que século essa ação do romance se passa? c) Aponte. Os textos I e II iniciam respectivamente as estâncias 17 e 20 do canto III de Os lusíadas. Mackenzie-SP Põe-me onde se use toda a feridade. A quem Neptuno e Marte obedeceram.

Em muitas passagens do trecho transcrito. Mas o pior de tudo é que a ventura Tão ásperos os fez. dentro da epopéia camoniana. Ó filho. não se acabavam as lamentações. de onde partiam as naus portuguesas nas aventuras marítimas. exemplos negativos que fazem os portugueses “tão ásperos”. experiência de vida. Não há também Virgílios nem Homeros. de Virgílio. engrandecia com sua fala as façanhas dos navegadores. quase movidos de alta piedade (. e) Inês de Castro. Dos episódios “Inês de Castro” e “O Velho do Restelo”. o narrador cita textualmente palavras de um episódio de Os lusíadas. mais preocupada com a agricultura e com princípios da velha nobreza fundiária. a quem eu tinha só para refrigério e doce amparo desta cansada já velhice minha. c) Aljubarrota. um dos muitos espectadores na praia. d) há uma reclusa explícita da influência clássica de Virgílio e de Homero. tanto que os montes de mais perto respondiam. 4. Memorial do convento. e tão austeros. a posição subalterna da mulher na sociedade tradicional portuguesa. já criticava. d) O velho não se posiciona sobre as navegações. nesse episódio. Que a muitos lhe dá pouco ou nada disso. revaloriza elementos tradicionais de cultura ibérica medieval. Virgílios nem Homeros: referência aos dois poetas épicos da Antigüidade Clássica. não é possível afirmar que: a) “O Velho do Restelo”. 70 . como Aquiles e Enéias. capacidade. tão “austeros” e “tão rudes”. Tão remisso: acanhado. Na obra Os lusíadas. piedosos. por sua idade e falta de sensatez. Pios Enéias nem Aquiles feros. Aquiles feros: Aquiles bravos. Seu discurso é sobre questões metafísicas. b) o poeta retoma o mesmo tom ufanista da proposição. O episódio camoniano e o aspecto criticado são. b) Aljubarrota. qual em cabelo. a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana. logo na apresentação do poema. de Homero. uma das cenas marcantes é a do Velho do Restelo. d) Tanto “Inês de Castro” quanto “O Velho do Restelo” são episódios que ilustram poeticamente diferentes circunstâncias da vida portuguesa. acompanham-nos até fora da vila as infelizes. b) “Inês de Castro” caracteriza. 6. e) O Velho. numa antevisão profética. em Os lusíadas: Por isso. mais tarde. o poeta vale-se de uma forma livre. mais preocupada com o comércio e com os princípios da burguesia em ascensão. negligente. que remontam à época da dominação romana. respectivamente: a) O Velho do Restelo. conhece bem a situação econômica de Portugal na época.. 107. revela seu descontentamento com a decadência de seu país.. e) a citação de heróis da cultura greco-latina. para com a arte da poesia. previu os desastres futuros que se abateriam sobre a pátria e que arrastariam a nação portuguesa a um destino de enfraquecimento e marasmo. 3. sorte. embotado. Engenho: habilidade. se este costume dura. Ó doce e amado esposo. d) O Velho do Restelo. o abandono dos idosos decorrente dos empreendimentos bélicos. UniCOC-SP Lamentando o descaso dos portugueses. Fuvest-SP Já vai andando a récua dos homens de Arganil. guerreiros. e outra protestando. a) O velho se identifica com a segunda corrente apresentada na afirmação. b) O velho se identifica com a primeira corrente apresentada na afirmação. havia duas correntes de opinião em Portugal: uma fundada em valores medievais. referência ao protagonista da Ilíada. que vão clamando. diz Camões. A partir das afirmações expostas. UniCOC-SP Podemos afirmar que. A leitura atenta da estrofe transcrita de Os lusíadas permite concluir corretamente que: a) Camões antecipa uma das críticas que fará. marítimos e suntuários. c) Restelo era o nome da praia em frente ao templo de Belém. Ventura: destino. 2. 1. 5. na qual. e) O velho. desleixado. aptidão. 7. Pios Enéias: Enéias generosos.105. índole. outra voltada para a renovação do perfil econômico do país. e não por falta de natura. Tão rudes e de engenho tão remisso. como era uma pessoa estudada e de origem nobre. visando a criticar o mesmo aspecto da vida de Portugal que Camões. o gênero lírico porque é um episódio que narra os amores impossíveis entre Inês e seu amado Pedro. seus contemporâneos. a sangria populacional provocada pelos empreendimentos coloniais portugueses. qualidade inata. Nem haverá. c) afastando-se do rigor formal dos decassílabos e da oitava-rima. o sofrimento feminino causado pelas perseguições da Inquisição.) José Saramago. no epílogo do poema. de Luiz de Camões. assinale a alternativa correta. criada por ele mesmo. da obra Os lusíadas. o sofrimento popular decorrente dos empreendimentos dos nobres. referência ao protagonista da Eneida. na época da expansão mercantilista. aos portugueses de sua época. Natura: talento. apresenta um discurso que não deve ser avaliado. c) O velho. 106. 108.

Na segunda estrofe. E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando: Cantando espalharei por toda parte. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Estavas. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. Camões. do qual o trecho exposto faz parte. posta em sossego. entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande. De teus anos colhendo doce fruito. 112. Deste causa à molesta morte sua. pode afirmar-se que seu núcleo central: a) personifica e exalta o amor. e as terras viciosas De África e Ásia andaram devastando. PV2D-07-POR-34 II. da Ocidental praia lusitana. fero Amor. O episódio de Inês de Castro. b) II. Os lusíadas. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. o Império. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. . I. Passaram muito além da Taprobana. Se a tanto me ajudar o engenho e a arte. Como se fora pérfida inimiga. segundo ele. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. puro amor. Nos saudosos campos do Mondego. É porque queres. Entre perigos e guerras esforçados. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Por mares nunca dantes navegados. Naquele engano da alma ledo e cego. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. já velho e com um “saber só de experiências feito”. legítima herdeira do trono de Portugal. c) III. pp. O nome que no peito escrito tinhas. Não tenho logo mais que desejar. Está correto apenas o que se afirma em: a) I. Que outro valor mais alto se alevanta. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. pode-se ler um verso que resume o conteúdo de todo o poema. que tanto sublimaram: E também as memórias gloriosas Daqueles reis que foram dilatando A Fé. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Você diria que no quarteto apresentado podemos perceber a visão platônica que Camões tem do amor? Por quê? 71 Se dizem. tu. b) Explique os sentidos desses versos. 109. obra de Camões. c) Aponte uma passagem da obra que desmente a visão expressa pelo poeta nesses versos. áspero e tirano. d) retrata a beleza de Inês. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. humanizando os versos. Por virtude do muito imaginar. em Os lusíadas: I. linda Inês. PUC-SP Tu só. o poeta aponta dois dos motivos que. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. 114. 1-3. Aos montes ensinando e às ervinhas. posta em sossego. e) I e III. Mais do que prometia a força humana. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. teriam levado os portugueses à expansão marítima. Cesse tudo o que a Musa antiga canta. Cessem do sábio grego e do troiano As navegações grandes que fizeram. como um todo. Entre gente remota edificaram Novo reino. 111. Pois em mim tenho a parte desejada. Que a fortuna não deixa durar muito. III. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Que. Transcreva esse verso e explique-o. Os lusíadas. d) I e II. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Um dos mais famosos sonetos de Camões assim se inicia: Transforma-se o amador na cousa amada. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga.Leia o texto a seguir e responda às questões de 109 a 111. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do Velho do Restelo. Na terceira estrofe. a) Aponte os versos em que esses motivos estão explicitados. As armas e os barões assinalados. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Que eu canto o peito ilustre lusitano A quem Netuno e Marte obedeceram. Quem são os “barões assinalados” a que se refere o poeta na primeira estrofe? 110. 113. Tuas aras banhar em sangue humano. Desse episódio.

Mackenzie-SP Desde seu descobrimento. e) muitas vezes. morais e cívicos que distinguiam a civilização portuguesa. se os meus rudes versos podem tanto Que possam prometer-te longa história Daquele amor tão puro e verdadeiro. Trata-se. Fuvest-SP Qual a diferença mais significativa entre a poesia épica e a lírica: o tipo de verso empregado ou o conteúdo? Justifique sua resposta. apesar de se encontrarem. da mulher. totalmente adaptada à técnica renascentista. 116. em versos redondilhos e versos decassílabos. além da universalização. compuseram textos com o propósito fundamental de retratar não só a terra recém-descoberta como também as características de seus habitantes. b) sua temática é variada. é toda construída em versos decassílabos em oitava rima. b) apresenta-se no estilo clássico e no estilo maneirista. Camões distinguiu-se. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. do amor e do mundo. b) por ter sido o maior caricaturista da sociedade portuguesa do século XVI. enquanto no mundo houver memória. em cuja mão Pôs meus contentamentos a ventura. Segundo o poema. após tal evento. c) tem em seu centro a tentativa de compreensão da natureza. “a mutabilidade das coisas” e o “ideal de perfeição”. sem a reflexão e o racionalismo próprios do Classicismo. Aponte a alternativa em que se encontra o nome de um texto que não se encaixe nessa tendência. respectivamente. enquanto me a mim a vida dura. um amplo painel da sociedade portuguesa do início do século XVI. Mas.. c) expressa-se em temática variada. Quais são os temas da lírica camoniana? 117. enfim. Sobre a lírica camoniana. Mackenzie-SP Sobre a lírica camoniana. às vezes. 122. b) é composta com versos de “medida nova”. e) mostra uma atitude puramente emocional. Porque. é correto afirmar que: a) é composta inteiramente segundo modelos do Classicismo renascentista. e) busca. o poeta procura conceituar o amor. Amo-te. Amo-te a fim de um calmo amor prestante E te amo além. da natureza e de Deus. E. Será minha escritura teu letreiro. Cara minha inimiga. de uma literatura de teor informativo. em que circunstâncias se deu essa morte? Quais os versos que se referem a ela? c) Qual o tipo de verso empregado? Trata-se da medida velha ou da nova? d) Por que se trata de um soneto? Qual seu esquema de rimas? 123. meu amor. b) Neste poema. d) estabelece. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. erótico. 121. d) por ter escrito a melhor interpretação poética dos valores espirituais. escreveu-se sobre o Brasil. entre outras razões: a) por ter sido o primeiro escritor clássico de Portugal. Alguns escritores. através da introspecção. Soneto do amor total Amo-te tanto. há referência a um acontecimento que parece ter relação com um dado da biografia de Camões: a perda da amada. a) Carta do descobrimento b) Tratado da terra do Brasil c) Tratado descritivo do Brasil d) Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda e) História da província de Santa Cruz. é incorreto afirmar que: a) está escrita em medida velha e medida nova. contendo principalmente temas como o “desconcerto do mundo”. d) sonda o sombrio mundo do eu. c) no aspecto formal. . Sobre a lírica de Camões. lançando mão de antíteses e paradoxos. Sempre viva em minha alma te acharão. a que vulgarmente chamamos Brasil 72 120. isto é.... Eternamente as águas lograrão A tua peregrina fermosura. não cante O humano coração com mais verdade. encontrando-se desde temas abstratos até tradicionais. Faltou-te a ti na terra sepultura. sempre carregada do sentido físico. c) por ter criado o teatro popular. Celebrada serás sempre em meu canto. é incorreto afirmar que: a) boa parte de sua realização se encontra na poesia de inspiração clássica. 119. Luís de Camões a) Aponte e explique a antítese que há no início do poema.115. uma visão platônica do conceito amoroso. Por que me falta a mim consolação. d) tem como elemento fundamental a visão sensual do amor. sendo este último uma transição para o Barroco. pois. presente na saudade. 118. algumas passagens onde se mostram elementos artísticos. na literatura portuguesa.

B. d) obras de caráter pedagógico. c) cantar a Pátria é o centro das preocupações.. b) encontram-se sonetos. Vossa perna encanareis. dar-se-á nela tudo. delas vermelhas. A carta de Caminha. despojada de espiritualidade. Reforçai. de Sophia M. por bem das águas que tem.Amo-te como um bicho.. 127. assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho. Sophia M. nalgumas partes. Dos dois textos transcritos.) Águas são muitas. Diamantes tem à vontade. seleção. sátiras. simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. representantes de dois períodos literários distantes. Senhor. aspectos em que ambos se aproximam e aspectos em que ambos se distanciam. odes e autos. Unicamp-SP Amor é fogo que arde sem se ver. em Antologia poética. Livro dos sonetos. Salvo o devido respeito. (. o primeiro é de Luís Vaz de Camões (século XVI) e o segundo. inculta e bela És.. Vunesp Língua Portuguesa Última flor do Lácio. esplendor e sepultura: Ouro nativo. através de critérios formais e temáticos. De ponta a ponta é tudo praia-palma. me aparece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Tem macaco até demais. senhor. 125. de circulação restrita. Fuvest–SP Na lírica de Camões: a) método usado para a composição dos sonetos é a redondilha maior. que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! 73 MENDES.. Porém a terra em si é de muito bons ares. grandes barreiras. tem-nos muitos. e a terra por cima toda chã e muito cheia de arvoredos. UFBA As manifestações literárias no Brasil do século XVI foram. a arca. Vinícius de Moraes. melancias. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. A gente vai passear. fundamentalmente: a) relatos de viajantes e missionários estrangeiros e escritos catequéticos de Anchieta. nem prata. 124. A terra Esta terra.(. 128. Tem. Os dois textos. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro.. Quanto aos bichos. nem lho vimos. Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa. A crítica costuma apontar Vinícius de Moraes como um dos herdeiros da lírica camoniana. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Murilo. discutindo. em função da descrição da terra. Lírica de Camões. Banana que nem chuchu. nem coisa alguma de metal ou ferro. Andresen. / É dor que desatina sem doer. PV2D-07-POR-34 . muito chã e muito formosa. muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. Amo-te assim desconhecida e obscura.) Nela até agora não pudemos saber que haja ouro. História do Brasil. revelam duas perspectivas diferentes. Caminha. b) o período literário a que corresponde cada texto. ao longo do mar. Terror de amar. 126. e) a mulher é vista em seus aspectos físicos. Esmeralda é para os trouxas. a um tempo. Tem goiabas. delas brancas. Andresen (século XX). / É ferida que dói e não se sente. Tão fértil eu nunca vi. prefácio e notas de Massaud Moisés Carta de Pero Vaz A terra é mui graciosa. b) poemas épicos indianistas e poesia lírica de caráter religioso. Indique: a) a diferença entre o texto original e o segundo. No chão espeta um caniço. que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela. Terror de te amar num sítio frágil como o mundo.B. lira singela. É um contentamento descontente. De plumagens mui vistosas. Cruzados não faltarão. c) teatro de sátira política e crônicas sobre o cotidiano das pequenas cidades. de que nós deste porto houvemos vista. d) encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX. Pero Vaz de. querendo-a aproveitar. e) cartas dos colonos aos familiares da metrópole e documentos de protesto contra a escravização dos negros. E em tal maneira é graciosa que. E de amar assim. Aponte semelhanças entre as duas obras tanto do ponto de vista temático quanto formal. Compare-os. infindas.. Tuba de alto clangor.

responda: o que o poeta quis dizer nos dois primeiros versos? 130. troféus verdes na ponta dos chuços e das lanças. No clarão matutino os tucanos rombudos eram como figuras a lápis encarnado e que houvessem fugido do caderno escolar em que Deus aprendia desenho.Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te. porque. Aquela cativa Que me tem cativo. Tarde (1919) (a Violeta Gervaiseau) Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís Camões. tão frio e temperados como os de Entre-Douro e Minho. De tal maneira é graciosa que. O culto à natureza. Porque nela vivo Já não quer que viva. Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa. como quem diz que os havia ali. Oswald de Andrade. 74 A terra é tão fermosa e de tanto arvoredo tamanho e tão basto que o homem não dá conta. ó rude e doloroso idioma. d) Porém o melhor fruto. c) A expressão “cativo(a)” quer dizer “escravo(a)”. Jequitiranabóias. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. o poema de Caetano menciona outros dois escritores. que aparece mencionado nos dois textos. retirado de um poema de Camões. folgou muito com elas. Sabendo disso. em Velô (1984) Além de Luís de Camões. Águas são muitas e infindas. que dela se pode tirar. . c) Mas a terra em si é muito boa de ares. e lançou-as ao pescoço. “Minha pátria é minha língua” – Fala Mangueira! Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode Esta língua? b) Assim. Tribos guerreiras. 131. mansas. Assinale o fragmento da Carta de Caminha que já revela a mencionada característica: a) Viu um deles umas contas de rosário. E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade. E quem há de negar que esta lhe é superior? E deixa os portugais morrerem à míngua. querendo aproveitá-la. Leia o texto seguinte. O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Língua Olavo Bilac. sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas. Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou. Cite pelo menos uma obra importante de cada um destes dois literatos. no exílio amargo. Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões. neste tempo de agora. em menino. acenou que lhas dessem. Poesias reunidas Caetano Veloso. tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra. característica da Literatura Brasileira. brancas. Tupis em alvoroço. estavam ali dezoito ou vinte homens pardos. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos Que para meus olhos Fosse mais fermosa. 129. assim os achávamos como os de lá. todos nus. dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. quando o batel chegou à foz do rio. e) Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo. tem sua origem nos textos da Literatura de Informação. Unama-PA Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra Os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha. me parece que será salvar esta gente. a) Qual o tipo de verso empregado no poema? b) Trata-se de um poema tipicamente clássico? Justifique sua resposta.

.. e) Suas peças apresentam sempre o duelo entre anjos e diabos. d) apesar de pautada na língua e na cultura do índio. o Auto de São Lourenço destaca-se como obra catequética de influência medieval.. que sempre o favorecem. tornar mais acessíveis às mentes indígenas os conceitos e os dogmas do cristianismo. E do bem (se algum houve. Galhardias apresta.) as saudades. com seus sermões barrocos.. Diferentes em tudo da esperança... vermelhas araçóias. UniCOC-SP Texto 1 Mudam-se os tempos. b) no teatro.. que da manhã lisonjeada. Martim Cererê 132. d) Escreveu tanto uma literatura de caráter informativo como de caráter pedagógico. dando destaque ao sofrimento amoroso e à religiosidade inata do homem. Do mal ficam as mágoas na lembrança. Muda-se o ser.. UniCOC-SP É correto afirmar que a estética barroca se valeu de: a) um acentuado equilíbrio em suas manifestações artísticas.. Guerreiros da manhã que haviam já descido dos Andes à procura da Noite. têm seu referencial na origem e na formação da Literatura Brasileira. tarde a rosa? Gregório de Matos Continuamente vemos novidades. alentos preza: Mas ser planta. Fábio... E em mim converte em choro o doce canto.. cocares multicores. moldou-se nos padrões renascentistas. 75 . UFV–MG Sobre José de Anchieta. Os excertos mostrados.. arrasta presumida. . Com presunção de Fênix generosa. e) sua obra teatral... Florida galeota empavesada Sulca ufana. com ambição dourada.... Luís Vaz de Camões Texto 2 É a vaidade.. b) Foi o grande orador sacro da língua portuguesa. b) uma insatisfação em relação à vida de sua época. em que o homem se sente capaz de igualar as capacidades dos deuses. 133. se aguarda sem defesa Penha a nau.. d) um requinte formal. que em breve ligeireza. entremeada de inversões e figuras. nesta vida. buscando. muda-se a confiança.. marcadamente alegórica e antireligiosa. de uma linguagem castiça em sonetos que muitas vezes procuravam descrever objetos raros e preciosos... exceto: a) Foi o mais importante jesuíta em atividade no Brasil do século XVI. na alegoria. mostrando um homem em conflito entre o pecado e o perdão divino. a) Literatura dos jesuítas — Auto de São Lourenço b) Literatura dos viajantes — Carta do Descobrimento c) Literatura dos viajantes — Tratado da terra do Brasil d) Seiscentismo — Prosopopéia e) Seiscentismo — Sermão da sexagésima Capítulo 3 134. Púrpuras mil. Tomando sempre novas qualidades.. encontram-se suas mais belas composições... e) uma postura bastante otimista.. É nau. Ufla-MG Todas as alternativas sobre o Padre José de Anchieta são corretas.. Assinale a alternativa que identifica esse referencial. que estaria para os lados do Atlântico. Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. Cassianos Ricardo. ferro a planta.. Cada qual com o seu sol de plumas à cabeça. de poetas da 1ª fase do Modernismo... escrevendo uma cartilha sobre a gramática da língua dos nativos. c) Estudou o tupi-guarani... mudam-se as vontades. PV2D-07-POR-34 O tempo cobre o chão de verde manto. ser rosa. que de abril favorecida. nau vistosa. Todo o mundo é composto de mudança. é incorreto afirmar que: a) cultivou especialmente os autos... Que já coberto foi de neve fria.. enfim.Colar de osso ao pescoço. c) uma linguagem rebuscada. E afora este mudar-se cada dia.. Rosa. c) na poesia lírica... arrasta destemida. pois o cientificismo da época valoriza especialmente a ação humana. 135.. Airosa rompe. expressivas de uma fé profunda. De que importa.. sua produção literária não se caracteriza como literatura já tipicamente brasileira. como vasos e taças... É planta. Por mares de soberba desatada.

. c) imaginação e razão..Assinale a alternativa correta sobre os textos dados. goza da flor da mocidade Que o tempo trata a toda ligeireza E imprime em toda flor sua pisada....... elimina a expressão do amor físico.. à China. pagar-lhes-ão a semeadura: aos que vão buscar a seara tão longe. aspectos contrastantes fundidos no Barroco. Ah! dia do juízo! Ah! pregadores! Os de cá.. Fuvest-SP O cultismo e o conceptismo... o lirismo barroco.. e hão-lhes de contar os passos. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente.. exceto: a) forma e conteúdo. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama. a permanência de modelos clássicos do fazer poético. Boa-noite. fundamentada na religiosidade contra-reformista.... hão-lhes de medir a semeadura...... c) Enquanto o texto 1 aborda a temática do desconcerto do mundo.. ao Japão. Maldade que encaminha a vaidade. mas tudo tem sua conta. Ofendido vos tem minha maldade. De repente.... relacionam-se respectivamente a todas as oposições a seguir. e) fantasia e raciocínio. inclusive. Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear..... o sol e o dia: . b) A temática de ambos é a mesma: o desconcerto do mundo... Boa-noite. e o romântico. É verdade. UFPE Discreta e formosíssima Maria Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora... enquanto o texto 2 é nitidamente barroco. e ofendido..... distanciados por séculos. possivelmente um amigo do poeta... 138.... Gregório de Matos Gregório de Matos d) vida e morte. A lua nas janelas bate em cheio.... c) contraposição de espírito e matéria.... há outros que semeiam sem sair... Mas não me digas descobrindo o peito Mar de amor onde vagam meus desejos Castro Alves Nos versos acima...... As convergências se devem a que: a) a visão do amor. o texto 2 combate a vaidade e o culto da aparência. não mais que de repente.. Vinícius de Moraes Um dos recursos instaurados pela contemporaneidade poética é a “liberdade de expressão”. apesar de pertencerem a movimentos literários diferentes.... Os que saem a semear são os que vão pregar à Índia. Maria! Eu vou-me embora....... ....é tarde. UFPB Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. além do uso da antítese para expressar a angústia da separação. assunto sutilmente abordado no texto 2. b) as relações amorosas são apresentadas de uma maneira sensual e ardente.. 139.. no caso a Fábio. os que semeiam sem sair são os que se contentam com pregar na pátria. 76 .... observa-se o resgate da forma fixa. Aos que têm a seara em casa.. Delinqüido vos tenho.. e) raciocínio rebuscado.. que hei delinqüido...... b) Que estilo de época acrescenta à presença de antíteses o exagero expressivo como reflexo de um intenso conflito espiritual? 137... Em Soneto da separação............ Arrependido a tanta enormidade.... d) jogo de idéias. apresentam pontos de divergência e convergência. d) O texto 1 é exemplo de poema cuja temática é a frustração amorosa. em Gregório de Matos. achar-vos-eis com mais paço: os de lá.... e) O texto 2 é um caso de poesia encomiástica... Maria! É tarde..... com mais passos. b) sentidos e inteligência.... Não me apertes assim contra teu seio. Padre Antônio Vieira Todas as características barrocas citadas podem ser identificadas no texto. exceto: a) gosto pelas antíteses. Em teus olhos e boca. Goza. não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente. Senhor. b) jogo de palavras. em Castro Alves. que possibilitou.. Vencido que ver-me e arrependido.. a) Retire do poema duas antíteses... Soneto da separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.. Ofendido vos tem minha maldade. Que aspectos da arte barroca são encontrados no trecho exposto? 140... Fuvest-SP Leia atentamente o texto. 136. Todos terão sua razão.. Vaidade que todo me há vencido.. a) O texto 1 é claro exemplo de poesia neoclássica. em que se presta homenagem a alguém.. sublimando o sentimento..

O texto lembra que na estética barroca foram freqüentes: a) a tendência ao narrativo. para deliciado pasmo do espírito dialético. e) Os métodos cultistas mais seguidos por nossos poetas foram os de Gôngora e Marini. Em todo o Sacramento está Deus todo. a) Contradições. mas apenas evocadas e refletidas através da visão das personagens. a tendência ao descritivo. d) utilizando o discurso direto. sendo parte. 141. Em qualquer parte sempre fica todo. b) predomínio do equilíbrio em todas as formas artísticas. expressos na tendência ao exagero e ao hiperbólico. a impessoalidade da expressão. Na estrofe acima. a atitude intelectual. Em tristes sombras morre a formosura. d) As coisas. Hernâni Cidade c) O cultismo é perceptível no rebuscamento da linguagem. sobrenatural humanizado. a reiteração das idéias. silogismos. ao resplendor. d) o culto do amor cortês. em detrimento de conteúdo. malograda. Portugal e Brasil é também conhecido como gongorismo e seu mais ardente defensor. e o conceptismo de Quevedo foi o que maiores influências deixou em Gregório de Matos. pelo panfleto. pelo abuso no emprego de figuras semânticas. a) O cultismo opera através de analogias sensoriais. e) o uso de contrastes. respectivamente? 144. Depois da luz. propõe a primazia da palavra sobre a idéia. assinale a única alternativa incorreta. 147. o uso de léxico não-poético. 143. A parte sem o todo não é parte. de pompa e grandeza heróica. b) a utilização de rimas alternadas. por débil. Ufla-MG Assinale a alternativa que contém características incompatíveis com o estilo de época conhecido por Barroco. Assinale a alternativa incorreta. simultaneamente angelicais e demoníacas. É possível localizar no mesmo autor e até no mesmo texto os dois elementos. Não se diga que é parte. a economia de recursos expressivos. pessoas e ações não são descritas. a impessoalidade da expressão e do léxico. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. Uniube-MG Castigada. cor e riqueza. os poetas descrevem suas amadas recorrendo a metáforas alusivas a elementos da natureza. esse tema aparece em ambos como uma reflexão sobre a transitoriedade das coisas. E todo assiste inteiro em qualquer parte. que formula o conceito engenhoso. a concisão. O Barroco surgiu como reação aos ideais da Idade Média e à valorização demasiada da Antigüidade Clássica. Mas se a parte faz o todo. e) em ambos os poemas. paradoxos. morre abrasada. o uso de léxico não-poético. sendo o todo. Sobre cultismo e conceptismo. os dois aspectos construtivos do Barroco. e) Largo sentimento de grandiosidade e esplendor. se segue a noite escura. desfeita. apresentando: a) a fusão do teocentrismo com o antropocentrismo. d) O cultismo na Espanha. c) Sentido de universalidade. à luz formosa. Explique o conceito de “cultismo”. no Sermão da Sexagésima. na sua brevidade. De comum. 142. 77 PV2D-07-POR-34 . Cai triste. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. para isso. [a mariposa] Por ousada. d) predomínio de forma.c) o tema do Carpe diem faz referência ao aproveitamento da vida e da beleza. valorizando a identificação dos seres por metáforas. 146. apenas o objetivo de surpreender pela singularidade espantosa. por briosa. Em contínuas tristezas e alegria. b) a economia de recursos de estilo. b) Cultismo e conceptismo são partes construtivas do Barroco que não se excluem. a argumentação. Ao raio. dois diferentes processos: a atitude sensual de rebusca do mais pulcro e fulgurante para o encanto dos olhos. a extrema contenção. Quais são os dois processos a que se refere o crítico português. colisão de cores e excesso de relevos. céu e terra ligados. Fuvest-SP Nasce o Sol. recurso tão encontrado nos textos barrocos. b) Gosto pela polêmica. c) a forte presença de antíteses. e) o uso de aliterações. Duas atitudes diferentes. o que se concretiza no discurso pelo emprego de sofismas. Utilize. e) a fusão do pecado com o perdão. E feito em partes todo em toda a parte. e não dura mais que um dia. racionalismo e objetividade. d) o uso intenso de metáforas. a reiteração das idéias. 145. c) a prolixidade. sintáticas e sonoras. as mulheres são descritas como figuras contraditórias. de um soneto de Gregório de Matos Guerra. c) estilo rebuscado como manifestação de angústia. fica vã. a principal característica do Barroco é: a) o culto da Natureza. os seguintes versos de Gregório de Matos: O todo sem a parte não é o todo.

de que quis formar-te. a que não consegue dar sentido. por mais que pequei. c) A razão que o poder divino impõe ao ser humano faz com que ele confie no amor e na salvação. c) fortalece uma visão positiva do consórcio das raças. No fragmento poético-satírico mostrado. Esses versos que o poeta barroco Gregório de Matos dirige a Cristo apresentam uma visão sofismática típica da época. abençoada pelo sacrifício da divindade. 78 a) O amor divino pode salvar o ser humano do conflito de confiar na infinitude do pecado. avarento. ESPM-SP Considere os versos: Mui grande é Vosso amor e meu delito. tome hoje terra. onde salvar-te. a desilusão diante da falência de valores terrenos e divinos. Eu sei de um clérigo zote Parente em grau conhecido Destes. a certeza de que o aguardam o inferno e a desgraça espiritual. Lembra-te Deus. por não condenar-me. Onde em casa. 152. USF-SP Que és terra. onde peleja. c) a percepção de que não há saídas para o homem. porque a divindade o espreita. b) Como o amor de Cristo é muito maior que o pecado do indivíduo. e) é fortemente emocionado e.. que é infinito. e) O conflito divino induz o ser humano a buscar o amor infinito com a salvação. ao sair da Bahia colonial. o poeta Gregório de Matos. b) reforça o preconceito em relação ao elemento negro. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. estais despertos E. Porém pode ter fim todo o pecar. a salvação é certa. O poema acima desenvolve uma metáfora. d) a necessidade de ser piedoso e caritativo. c) é fortemente moralista e exorta o homem a desprezar os prazeres e a vida terrena. Todo o lenho mortal. que o vento berra. homem. De pó te fez espelho. em que se veja A vil matéria. De pó te faz espelho em que se veja A vil matéria de que quis formar-te. o sentimento de nulidade diante do poder divino. que não sabem musa. Podemos afirmar que. Alerta. e em terra hás de tornar-te. e nos corrilhos Os asnos me chamam d’asno. para exaltar os baianos. e ferra. e em terra hás de tornar-te. paralela à vontade de fruir até as últimas conseqüências o lado material da vida. valoriza a capacidade do indivíduo de fruir os aspectos positivos que o mundo lhe oferece. por conseqüência. Te lembrar hoje Deus por sua Igreja. que a temê-lo A própria formosura te convida. b) a consciência de que o mundo terreno é efêmero e vão.. A vós divinos olhos. Na proa a terra tens. d) é densamente espiritualizado. Queimada veja eu a terra.) Ambicioso. estais fechados. Parece coisa de riso. Te põe à vista a terra. não raro: a) se angustia com a fatuidade e a brevidade da existência e busca a redenção pela religiosidade. para perdoar-me. uma imensa angústia em face da vida. faz o poeta desejar o fim do ato de pecar. Essa razão me obriga a confiar Que. d) O amor de Cristo. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. Cefet-PR Queimada veja eu a terra. onde o torpe idiotismo chama aos entendidos néscios. Que a terra de hoje é porto soberano. amaina. O texto barroco. E não o Vosso amor. FCC-BA Teme o fim. a) De que metáfora se trata? b) Qual o desenvolvimento que o poema dá a ela? . o poeta barroco não raro expressa: a) o medo de ser infeliz. e) descreve de modo imparcial o meio colonial baiano. e dados (. 149. fortemente religioso e descompromissado com a observação da realidade física e com os aspectos materiais do mundo. homem. que és pó para humilhar-te. E se assopra a vaidade. eclipsados. Conforme sugere o excerto. d) usa de antítese.148. alerta pois. b) traz ao leitor uma visão paradisíaca da existência. e) a revolta contra os aspectos fatais que os deuses imprimem a seu destino e à vida na terra. Das próprias negras amigo. De tanto sangue e lágrimas cobertos. sempre vigilante. aos néscios chama entendidos. infinito. Que é terra. nesse fragmento. e incha o pano. Assinale a opção em que ocorre o mesmo tipo de argumentação. conforme lembram os excertos mostrados. mau grego e pior latim Famoso em cartas. escreve sobre essa sociedade e seus integrantes. o poeta: a) demonstra grande apreço pela sociedade baiana. Pois. neste conflito Espero em Vosso amor de me salvar. 150. característica da linguagem barroca. 151. flor ufana. baixel humano Se busca a salvação.

155. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas. o Padre Antônio Vieira segue os moldes da parenética medieval. o homem concorre com os olhos. percebe-se o dualismo barroco: mistura de religiosidade e sensualismo. Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador. Comente esta afirmativa em função do texto acima. e) mostrou-se tímido diante dos interesses dos poderosos. porque roubo em uma barca. demonstrava desinteresse por assuntos mundanos. e também o das palavras. Uma das mais importantes características da obra do Padre Antônio Vieira refere-se à presença constante em seus sermões das dimensões social e política. a) Julgada em bloco. três características do estilo. somadas à religiosa. d) em função de seu zelo para com Deus. todos têm o mesmo lugar. persuadindo. Deus concorre com a luz. se de uma parte está dia. No excerto. – Basta. há mister luz. Para uma alma se converter por meio de um sermão. há de concorrer o ouvinte com o entendimento. são necessárias três coisas: olhos. 158. 79 PV2D-07-POR-34 . que eu. que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações. a literatura brasileira do quinhentismo é uma típica manifestação barroca. com exceções raras. o pirata e o rei. Padre Vieira. a uns e outros definiu com o mesmo nome: 15 Eodem loco pone latronem et piratam. Gregório de Matos também escreveu poesia lírica e religiosa. há mister espelho e há mister olhos. da outra hão de dizer subiu. como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. há de concorrer Deus com a graça. que não era medroso nem lerdo. sou ladrão. espelhos e luz. Dê argumentos que permitam considerar o padre Antônio Vieira como um expoente tanto da literatura portuguesa quanto da literatura brasileira.153. b) procurava adequar os textos bíblicos às realidades de que tratava. usando uma retórica aprimorada. 159. O roubar 10 pouco é culpa. Mas Sêneca. O pregador concorre com o espelho. com intenção doutrinária. por sua formação lusitana. repreendeu-o muito 05 Alexandre de andar em tão mau ofício. o roubar muito é grandeza. Se o Rei de Macedônia. Fragmento do Sermão do bom ladrão. a) antíteses – barroco b) metáforas – arcádico c) metonímias – romântico d) antíteses – arcádico e) metonímias – barroco 156. e vós. que despreza a linguagem rebuscada. Comprove a afirmação. e) Não se deve dizer que a literatura seiscentista brasileira seja inferior por ser barroca. que é a graça. se de uma parte dizem luz. pode-se afirmar que: a) embora vivesse no Brasil. Se de uma parte está branco. se de uma parte dizem desceu. c) O poema épico Prosopopéia foi escrito em versos decassílabos e oitava-rima e é considerado o marco inicial do Barroco no Brasil. Aprendamos do céu o estilo da disposição. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos. Assinale a alternativa incorreta. pertence ao estilo barroco. o roubar com muito. é necessária luz e é necessário espelho. da outra há de estar negro. que é o conhecimento. sois imperador? – Assim é. e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os pescadores. senhor. no trecho. identificando. valores terrenos e aspirações espirituais. c) dada sua espiritualidade. o roubar com pouco poder faz os piratas. 157. que é doutrina. d) Com Antônio Vieira. b) Caracteriza o Barroco a tentativa de unir os valores medievais aos renascentistas. alumiando. fizer o que faz o ladrão e o pirata. a estética barroca atinge o seu ponto alto em prosa no Brasil. de Pe. Antônio Vieira. ele. o ladrão. b) Na poesia de Gregório de Matos. d) Apesar de ser conhecido como poeta satírico. critica alguns excessos do estilo ________. os Alexandres. e) O cultismo caracteriza-se como uma seqüência de raciocínios lógicos. PUC-RJ 01 Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia. ou qualquer outro. mas sim que é uma literatura barroca de qualidade inferior. ou da parte do ouvinte. percebendo. condenando o abuso de ____ ______. respondeu assim. e merecem o mesmo nome. de estilo conceptista. 154. c) A literatura no Brasil colonial é clássica. há de haver três concursos: há de concorrer o pregador com a doutrina. a) Em seus sermões. não se ocupou de problemas locais. utilizava-O para justificar todos os acontecimentos políticos e sociais. ou da parte de Deus. porque roubais em uma armada. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta. da outra hão de dizer sombra. Para um homem ver a si mesmo. Logo. Fuvest-SP A respeito do padre Antônio Vieira. PUC-MG O texto a seguir. tendo nascido pela mão dos jesuítas. de padre Antônio Vieira. misticismo e erotismo. quo regem animum latronis et piratae habentem. da outra há de estar noite. porém.

em respeito de Judas. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito. a seguir. UFRGS-RS Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto a seguir. b) Não diz Cristo: saiu a semear o semeador. o que semeia e o que prega é ação. em respeito a Judas. e o _____________ com o uso de silogismo. são enforcados. nec fructum: “O amor fino não busca causa nem fruto”. nem para quê. Vunesp O Padre Antônio Vieira (1608-1697). não importa nada. é agradecido. justifique como se dá o amor de Cristo a Judas. estes furtam e enforcam. 162. devem estar totalmente desligadas de sua pregação ao púlpito. mas sempre de modo claro e preciso. porque amo. em língua portuguesa. segundo Vieira? 163. esse só é fino. os de lá. c) Os mortos são pó. Vunesp Verifique no texto as menções feitas por Vieira ao amor de Cristo pelos apóstolos e. quem ama para que o amem. se furtam. responda: quantas e quais são as espécies de “amor”. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo. O semeador e o pregador é nome. devem coincidir com sua pregação no púlpito. naquele tempo. se amo para que me amem. e aos demais. d) Ah dia do juízo! Ah pregadores! Os de cá. é considerado um dos maiores oradores de todos os tempos. o ______________. e) Os outros ladrões roubam um homem. Lendo atentamente a seqüência do texto em pauta. com mais passos. senão. os outros furtam debaixo do seu risco. 80 Padre Antônio Vieira. Vieira. percebemos que os vocábulos causa e fruto dessa frase apresentam relação contextual. ou ser pregador de nome. porque em Judas mais que em nenhum outro campeou a fineza de seu amor. tem o amor causa. mas notou o Evangelista com especialidade a ciência do Senhor. Texto para as questões de 162 a 164. uma coisa é o pregador. Vieira sintetiza a sua teoria do amor com a frase: “O amor fino não busca causa nem fruto”. Vunesp Em sua argumentação insistente e repetitiva. Bernardo o amor fino. Releia o texto dado e. era dedicado o tempo dos padres. de acordo com a argumentação de Vieira. estes roubam cidades e reinos. tem fruto: e amor fino não há de ter por quê. para as quais. em cuja prosa coexistem os princípios barrocos do cultismo e do conceptismo. assim como se distingue o pó do pó. Sermão da sexagésima. Vieira aborda fundamentalmente o tema do “amor”. assinale a opção que não seja exemplo de nenhuma das características citadas por Affonso Ávila. na ordem em que aparecem. é negociação. e) Vieira afirma que as atitudes do pregador. a) gongorismo – exaltação vital – cultismo – preciosismo b) conceptismo – fé – preciosismo – gongorismo c) Barroco – depressão vital – conceptismo – cultismo d) Conceptismo – depressão vital – gongorismo – preciosismo e) Barroco – fé – cultismo – conceptismo 161. ora pela empostação mais sóbria de antítese e de paradoxo”. a seguir. achar-voseis com mais paço. e outra o que prega. processo racional de demonstrar uma asserção. com seus jogos de palavras. qual cuidais que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes. c) Vieira despreza a atividade do pregador. Nos trechos a seguir. . Padre Antônio Vieira é um dos principais autores do _____________. respectivamente. b) justifique-a em função da teoria de amor proposta por Vieira. d) Vieira afirma que as atitudes do pregador. Da mesma maneira. se amo para que me amem. extraídos de Os sermões. na vida pessoal. de imagens e de construção. uma coisa é o semeador. entre suas características. o exemplo. 165. para amar. e as ações são as que dão o ser ao pregador. faço o que devo. que considerava extremamente improdutiva e inútil para a vida nacional. 164. as ações.160. movimento em que o homem é conduzido pela ______________ e que tem. Assinale a alternativa que indique a idéia básica do texto apresentado. Partindo desse comentário: a) explique a relação textual acima mencionada. com aquele seu capelo na cabeça. parece um monge. é obrigação.. o crítico literário Affonso Ávila afirma: “Mas o uso de jogos vocabulares do mesmo teor prosseguirá ao longo do discurso. os outros. busco o que desejo. Se amo porque me amam. as obras. Ora vede: definindo S. de Padre Vieira. E tal foi a fineza de Cristo.. a vida. amo. como a Pedro. a) O polvo. estes sem temor nem perigo. nós também somos pó: em que nos distinguimos uns dos outros? Distinguimo-nos vivos dos mortos. Em seus sermões. Ter nome de pregador. com aqueles seus raios estendidos parece uma estrela. ENEM A respeito de Padre Antônio Vieira. a) Vieira defende a separação entre as atividades religiosas e as agrícolas. ut amem: amo. e amo. serve-se freqüentemente do simbolismo das Sagradas Escrituras para desenvolver argumentos de raciocínio complexo. saiu a semear o que semeia. e outra o que semeia. diz assim: Amor non quaerit causam. Se amo porque me amam. Sermões. são as que convertem o mundo. No fragmento transcrito. embora diluídos em meio ao vigor persuasório da composição e atenuados ora por formas de gradação mais paronomásica ou trocadilhesca. com os conectivos porque e para que em orações como: “porque me amam” e “para que me amem”. na vida pessoal. Quem ama porque o amam. Tão inteiramente conhecia Cristo a Judas. quia amo. b) Vieira defende que os religiosos da época deviam dividir seu tempo entre a pregação e o trabalho agrícola. fundada na ciência que tinha dele e dos mais discípulos.

é correto afirmar que: a) os vícios da colônia são criticados e as autoridades públicas são ridicularizadas. rei sábio? Como a vida. há de confirmá-la com o exemplo. O amor essencialmente é união. Tudo são palavras de Platão. há de satisfazer às dificuldades. e sabe-se desatar como Sansão: afetuoso . diz Salomão. o amor excessivo. Rio de neve em fogo convertido. dissera eu. mas se é excessiva. mas se é excessivo. há de declará-la com a razão. forte rompe ataduras. em seu estilo conceptista. e) privilegia os cenários palacianos em que ocorrem intrigas e conspirações envolvendo nobres burocratas. faz emudecer: a luz faz ver. Em que consiste esse estilo? Exemplifique-o com o texto dado. Nesses versos de Gregório de Matos. Como a morte. mas umas vezes é amoroso e unitivo. qual seja: a) a imitação direta dos elementos naturais. com as conveniências que se hão de seguir. 172. há de acabar. com os efeitos. há de defini-la para que se conheça. segundo afirma Vieira. o amor intenso. indicando o conteúdo de cada uma delas. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. e só ali pára. mas se é excessiva. mas se é excessiva. Vieira. Antônio Vieira. Texto para as questões de 167 a 169. Identifique as partes em que se dividem os sermões de Vieira. há de apertar. e produz apartamentos. e o efeito da morte é separar. e) a exaltação da paisagem nativa. cega: a alegria alenta e vivifica. c) a escravidão é denunciada como instituição perversa e desnecessária. há de persuadir. de autoria do Padre Antônio Vieira. conforme a presença ou não de determinado fator. divide: Fortis est ut mors dilectio: o amor. Pois se a natureza do amor é unir. c) expõe em sintaxe complexa e com metáforas antitéticas os dilemas do amor e do espírito no quadro da Contra-Reforma. para ali caminha. b) expõe em sintaxe simples o caráter sereno e amoroso de um pastor que corteja sua amada com promessas de vida amena e burocrática. O amor sempre é amoroso. outras vezes amoroso e forte. 81 167. Enquanto amoroso e unitivo. b) indique o fenômeno físico que Vieira apresenta como uma das provas do que afirma. com os inconvenientes que se devem evitar. Mencione e explique uma característica do estilo barroco que Vieira explora com insistência no seguinte trecho: O amor é união de almas. b) a submissão da sintaxe às regras da clareza. como pode ser o amor semelhante à morte? PV2D-07-POR-34 . Não fala Salomão de qualquer amor. é correto afirmar que: a) privilegia os cenários bucólicos percorridos por pastores e ninfas examinados sob uma perspectiva satírica e irônica. forte. em seu sermão. quando o amor não é extremado e excessivo. d) o elogio da mulher amada está inserido em um quadro bucólico e pastoril. b) sua infância e sua família são temas recorrentes em seus poemas. Sabe-se o amor atar. 171. como pode ser efeito do amor o apartar? Assim é. é responsável por fazer com que uma mesma causa produza efeitos contrários. Assim o amor: naturalmente une. com as circunstâncias. divide os extremos mais unidos. UFRGS-RS Sobre a poesia de Gregório de Matos Guerra. O amor é união de almas. d) a ordem casual e descontrolada das palavras.166. monges e prostitutas. há de impugnar e refutar com toda a força da eloqüência os argumentos contrários. há de concluir. é como a morte. senão do amor forte? Fortis est ut mors dilectio: e o amor forte. afirma que uma mesma causa pode produzir efeitos contrários. ocorre um procedimento comum ao estilo da poesia barroca. produz efeitos contrários. e depois disto há de colher. É união. deixa-se atar. Com base nesta constatação: a) determine o fator que. Sermão do Mandato Começando pelo amor. como pode ser o amor semelhante à morte? O mesmo Salomão explicou. UEL-PR Incêndio em mares d’água disfarçado. mata. c) a interpenetração de elementos contrastantes. e o efeito da morte é separar. 169. e) o ideal da racionalidade resulta na sintaxe simples e na ordem direta das frases. há de prová-la com a Escritura. há de amplificá-la com as causas. Esse trecho do Sermão da Sexagésima. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. aponta as partes que compõem o discurso argumentativo e ilustra o Barroco. há de dividi-la para que se distinga. há de responder às dúvidas. Sermão do Mandato. A dor faz gritar. UFRGS-RS Sobre a obra de Gregório de Matos. e naturalmente a busca: para ali pesa. ajunta extremos mais distantes: enquanto amoroso e forte. 168. e de Santo Agostinho. 170. d) privilegia o cenário urbano para denunciar as arbitrariedades da Inquisição e o racismo dos portugueses instalados na colônia. PUC-SP Há de tomar o pregador uma só matéria. As causas excessivamente intensas produzem efeitos contrários.

UEL-PR Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos. Fatec-SP No colégio dos padres. e entregou o escrito a Gonçalo Ravasco. 177.. dedicada à descrição fiel da sociedade da época.. e) é correta apenas a afirmação III. Gonçalo leu-o.. b) são corretas apenas as afirmações I e II. d) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios.. o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa. cuidei.173.. de outro investe contra os governadores.. Fuvest-SP A poesia lírica de Gregório de Matos subdivide-se em amorosa e religiosa.. *mariola: velhaco II. “Boca do inferno”. Ana Miranda. no linguajar baiano da época. inspirada na vida nos prostíbulos da cidade da Bahia e que deu origem à alcunha do poeta. como queimas com porfia? Mas ai. Permitiu parecesse a chama fria. compôs com rancor e engenho ainda hoje admirados pela expressividade. Se és fogo como passas bradamente.. voltada para a temática filosófica... a) No seu esforço de criação da comédia brasileira.... Se és neve. Pranto por belos olhos derramado.. O par fogo e água. em linguagem marcada pelos recursos da estética barroca.... mandava a inquisição alguma estátua. c) a poesia satírica de Gregório de Matos... d) é correta apenas a afirmação II. vendo tão espremida salvajola* visão de palha sobre um mariola*. oposição em simetria e simetria em identidade. os “falsos fidalgos”. PUC-SP “Aos afetos. *salvajola: variante de “selvagem”. que . em sua lírica amorosa? b) Como aparece em sua lírica religiosa a idéia de Deus e do pecado? O techo ilustra: a) a poesia erótica de Gregório de Matos. passa por variações contrastantes até evoluir para o oximoro.. disseram. este poeta de um lado lisonjeia a vaidade dos fidalgos e poderosos.. entregou-o ao vereador.. os desmandos do poder local. d) a poesia erótica de Gregório de Matos.. gracejou.. e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem.. 82 . foi sem dúvida o mais liberal. o conflito vivido pelo homem do século XVII. mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas. valendo-se para isso do engenho artificioso que caracterizava o estilo da época. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania. sorrindo. Boca do inferno. e) a poesia satírica de Gregório de Matos.. Sorriu. c) Dos poetas arcádicos eminentes. pode-se concluir que: a) são corretas todas as afirmações. b) a poesia lírica de Gregório de Matos. O fato é que seus poemas satíricos constituem um vasto painel . em cristais aprisionado..” Soneto Ardor em firme coração nascido. Tu. Quando fogo... O poema inscreve.. 174. que em um rosto corres desatado. Gregório de Matos escreveu: Quando desembarcaste da fragata. III.. que a esta cidade tonta. Como quis que aqui fosse a neve ardente. a) Quais são os dois modos contrastantes de ver a mulher... que figura amor e contentação. Considere atentamente as seguintes afirmações sobre o poema de Gregório de Matos: I. Quando cristal em chamas derretido. Rio de neve em fogo convertido: Tu.. e) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seu talento não se restringia ao lirismo amoroso.. b) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do quinhentismo português. Incêndio em mares de águas disfarçado... Como bom barroco e oportunista que era. O poema evidencia a “fórmula da ordem barroca” ditada por Gérard Genette: diferença transforma-se em oposição. UEL-PR Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do texto inicial.. os ridículos. 175. O papel passou de mão em mão. e fátua*. que em um peito abrasas escondido. c) são corretas apenas as afirmações I e III.. “A difamação é o teu deus”.... De acordo com o poema. utilizando recursos expressivos característicos do barroco português. *fátua: tola. realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX. a) do Brasil do século XIX – Gregório de Matos b) da sociedade mineira do século XVIII – Cláudio Manuel da Costa c) da Bahia do século XVII – Gregório de Matos d) do ciclo da cana-de-açúcar – Antônio Vieira e) da exploração do ouro em Minas – Cláudio Manuel da Costa 176. costumes e personalidades. meu dom Braço de Prata. no conjunto de sua obra.. uma fuga aos moldes barrocos e ataca. no âmbito da linguagem. caracterizada pela crítica aos comportamentos e às autoridades baianas da época colonial... que representa..

Pequei. e não me guarda. própria da Bahia seiscentista (máquina mercante. Que por seu Deus o não idolatrara? Se pois como Anjo sois dos meus altares. Em quem. d) pregaram com veemência a idéia de emancipação política. Porque. da rama florescente. Se basta a vos irar tanto um pecado. Ser Angélica flor. e) surgem como anunciantes de uma nova era para o mundo. Que em tua larga barra tem entrado A mim foi-me tocando e tem tocado Tanto negócio e tanto negociante. a ovelha desgarrada. Pastor divino. é um presépio de bestas. a paisagem física de sua bela cidade. d) Compara. Cobrai-a. em tom de ironia e desencanto. me incitava e me movia A querer ver tão bela arquitetura. Senhor. c) Poema satírico. se uniformara: Quem vira uma tal flor. Fragmento III Não vira em minha vida a formosura. Relacione os textos de poemas de Gregório de Matos Guerra aos gêneros. c) surgem de maneira postiça. Perder na vossa ovelha a vossa glória. certa atmosfera lingüística. abelhuda. que vos há ofendido. e Anjo florente. UFV-MG A cidade da Bahia Triste Bahia! Oh. 182. Do verde pé. Senhor. A abrandar-vos sobeja um só gemido. E ouvida. Ouvia falar nela cada dia. com forte dose de realismo na descrição do ambiente moral da cidade. Mas vejo. pode-se dizer que Gregório de Matos Guerra e suas obras: a) funcionaram como nosso primeiro jornal. Eu sou. Simples aceitas do sagaz brichote. pastor divino. mas não porque hei pecado Da vossa alta clemência me despido. praças e ruas. b) Além da temática. nota-se. como ser um mapa de festas. quanto mais tenho delinqüido.). Posto que os Anjos nunca dão pesares. que a não cortara. como marca tempo/ espaço. Fôreis o meu Custódio. que por bela. e não queirais. Perder na Vossa ovelha a Vossa glória. Que a mesma culpa. exceto: a) Fixa. e tu a mim empenhado Rica te vi eu já. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis que. como afirmais na sacra história. e) A obra satírica de Gregório de Matos (de que o soneto é fragmento) é um espelho. se quisera Deus que. Como se percebe tal contradição? Qual é a relação entre essa contradição e o estilo barroco? 83 PV2D-07-POR-34 . Num Brasil colonial. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. Oh. Que fora de algodão o teu capote! As afirmações a seguir estão corretas em relação ao texto. quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. se não for estrebaria: Fragmento II Eu sou. senão em vós. e não queirais. A imagem da mulher é propositadamente contraditória. a ovelha desgarrada. tu a mim abundante. no texto. Recobrai-a. Indique o episódio e explique tal ligação. b) estão desvinculados do contexto da época tanto local como universalmente.178. Fragmento I ( ) Amoroso Fragmento II ( ) Sacro Fragmento III ( ) Satírico 179. sua própria situação à daquele outrora próspero núcleo colonial. Um dia amanheceras tão sisuda. templos. sem relação com os valores do tempo. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Anjo no nome. E quem um Anjo vira tão luzente. Fragmento I A nossa Sé da Bahia. Livrara eu de diabólicos azares. A ti tocou-te a máquina mercante. Vos tem para o perdão lisonjeado. Na terceira estrofe há a menção de um episódio bíblico que se liga diretamente à quase ameaça da última estrofe. 181. brichote etc. de maneira vivaz. 180. Angélica na cara! Isso é ser flor e Anjo juntamente. e por galharda. e a minha guarda. de repente. visão e denúncia de sua época. cheia de harmonia e de paz. Senhor. Sois Anjo que me tenta.

no geral. d) Ontem. c) Ó tu do meu amor fiel traslado Mariposa. d) Realça a beleza da flora. b) E quer meu mal. Em teus olhos. cujos versos não passam de meros “destemperos verbais”.183. Identifique a temática comum aos dois sonetos – a qual é também comum na arte barroca. em Gregório de Matos. que fresco Adônis te namora. irá ofendê-las. a amar-vos me dispus. E que ande vivo para os sentimentos. 185. e boca o Sol. Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora. / É um contentamento descontente. a) Sentido vivo de pecado aliado à busca do perdão e da pureza espiritual. 188. em sombra. Te espalha a rica trança voadora. e não dura mais que um dia. nos dois textos. Unimep-SP Há. 184. se segue a noite escura. satíricas e fesceninas. chegando à irreverência e à obscenidade. e formosíssima Maria. e) Essas luzes de amor ricas. Que o tempo trota a toda ligeireza. ressonância da poesia de Camões. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? . da fauna e da paisagem brasileiras. chegando a criar um estilo notadamente brasileiro. Identifique. e logo Senti dentro de mim tão grande chama. Pois se à força do ardor perdes a vida. entre chamas consumida. no soneto I. 186. Soneto I Nasce o Sol. monótona. em cinza. e na Luz. Oh não aguardes. religiosas. salvando-se apenas nos poemas fesceninos (obscenos). encomiásticas. Os versos camonianos: Amor é fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente. Quando vem passear-te pela fria: Goza. UEBA A respeito de Gregório de Matos. afastou-se do português erudito. dobrando os meus tormentos. E na alegria sinta-se tristeza. e belas Vê-las basta uma vez. escreveu poesias satíricas sem nenhum poder de crítica. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. e) por desprezar a contribuição da linguagem brasileira. Em contínuas tristezas a alegria. Na formosura não se dê constância. busca da unidade sob a diversidade. 84 Sonetos de Gregório de Matos para as questões 186 a 188. Soneto II Discreta. c) Destaca a beleza física da amada e a sua transitoriedade. é correto afirmar que: a) as poesias atribuídas a ele dividem-se em amorosas. pessoal e social. A violência do fogo me há prostrado. Incêndio em mares d’água disfarçado. Encontre. argumentos que justificam o conselho dado pelo eu lírico a Maria. e) Tentativa de conciliar elementos contraditórios. enveredou pelo conceptismo para poder expressar as tensões do espírito barroco. Assinale-a. Em contínuas tristezas a alegria. d) não foi um poeta cultista. 189. Nasce o Sol. e o dia: Enquanto com gentil descortesia O ar. Em tristes sombras morre a formosura. Que vê-las outra vez. Depois da Luz se segue a noite escura. Em tristes sombras morre a formosura. Que vendo arder-me na amorosa flama. em pó. Porém se acaba o Sol. que a madura idade Te converta essa flor. goza da flor da mocidade. criou uma poesia. Começa o mundo enfim pela ignorância. c) nas poesias amorosas e religiosas. essa beleza Em terra. e não dura mais que um dia. por que nascia? Se formosa a Luz é. exemplos de antíteses. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. apenas uma não apresenta características da obra do poeta barroco Gregório de Matos. Que esteja morto para as esperanças. como era de se esperar. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. Depois da Luz. para admirá-las. falte a firmeza. / É dor que desatina sem doer influenciaram que versos do poeta brasileiro? a) Ardor em firme coração nascido Pranto por belos olhos derramado. em nada. b) embora conhecido como “Boca do Inferno”. Porém se acaba o Sol. no texto II. em manifestação nativista. 187. Das alternativas abaixo. E imprime em toda a flor sua pisada. b) Poesia com força crítica poderosa.

maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro Cazuza [arranhão No mundo barroco. MATOS. apresentam. Mostro que o não padeço. os poetas Gregório de Matos e Cazuza (séculos XVI e XX. Leia os textos a seguir e responda às questões 191 e 192. Texto II O tempo não pára Disparo como um sol.. o mar suspiros.. Transcreva. e eu fico um rei.. O primeiro reconhece a existência dos conflitos que o atormentam.. não pára. 191. 192. De uma forma ou de outra. Na quinta torce agora a porca o rabo. Nesta vida um soneto já ditei.Mas no Sol e na Luz falte a firmeza. Que fazendo disfarce do tormento. Se desta agora escapo. a mim me honrais Gabando-vos a vós. Já lá vão duas. em certos aspectos. E saio dos quartetos muito brabo. Peno.. UFF-RJ O poeta Gregório de Matos e o compositor Cazuza.. dois versos seguidos que confirmem tal afirmativa. UFRJ A certa personagem desvanecida Soneto Um soneto começo em vosso gabo: Contemos esta regra por primeira. Sonetos. Da tempestade é o estrondo efeito: Lá tem ecos a terra. A sexta vá também desta maneira: Na sétima entro já com grã canseira. de cada autor (texto I e texto II). Partindo das idéias contidas no 1º e nos dois últimos versos do soneto de Gregório de Matos. o tempo não pára Dias sim . predominam os contrastes. em respirar sucinto. é labirinto. tão fino e tão atento. (org. respectivamente) discutem as contradições que. cercam a existência humana. como homens de seus tempos. Texto I Largo em sentir. Já este quartetinho está no cabo. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. e calo.. O soneto anterior é um dos mais conhecidos de Gregório de Matos Guerra. c) O que o poeta quis dizer nos dois últimos versos? 190.) José Miguel Wisnik. Mas oh! Do meu segredo alto conceito! Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito.. não pára Eu não tenho data pra comemorar Às vezes os meus dias são de par em par Procurando agulha num palheiro Nas noites de frio é melhor nem nascer Nas de calor se escolhe é matar ou morrer E assim nos tornamos brasileiros Te chamam de ladrão. ou que desminto. não. atemporalmente. UFF-RJ As estéticas literárias não se confinam a determinados tempos e a determinados autores na expressão do sentimento e da visão de mundo. a) Qual o tema do soneto? b) Aponte uma figura de linguagem utilizada no texto. além de reconhecer conflitos pessoais. explique a oposição básica que confere ao texto feição satírica. de bicha. Poemas escolhidos. Gregório de Matos Guerra. Agora nos tercetos que direi? Direi que vós. Na formosura não se dê constância.. Transcreva dois versos seguidos do texto I e dois versos seguidos do texto II que comprovem o caráter contraditório da visão de mundo de cada autor.. e esta é a terceira. E na alegria sinta-se tristeza. Para não se entender. Responda às questões.dias não eu vou sobrevivendo sem um Da caridade de quem me detesta A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára. O mal que fora encubro. Começa o mundo enfim pela ignorância. Sou forte sou por acaso Minha metralhadora cheia de mágoas Eu sou um cara Cansado de correr na direção contrária Sem pódio de chegada ou beijo de namorada Eu sou mais um cara Mas se você achar que eu tô derrotado Saiba que ainda estou rolando os dados Porque o tempo .. atitudes distintas em relação aos conflitos existenciais. expõe as mazelas que cercam o ser humano em geral. nunca mais Louvado seja Deus. 85 PV2D-07-POR-34 . O tema do poema e a linguagem utilizada para expressar esse tema são típicos do estilo barroco. e sei que o sinto. Gregório de. que o acabei. O segundo. Ninguém sufoca a voz nos seus retiros. Senhor. Dentro no coração é que o sustento: Com que para penar é sentimento.

..... um brinco. Mackenzie–SP “Quem deixa a Deus por Deus não o perde.Baixou. Subiu. Não quer......... um rebuliço de ancas..... em todo o tempo estaria picando na vossa flor: e quando a vosso rigor quisesse dar-me de mão por guardar a flor. como no poema acima. antes o assegura. um frenesi dos sentidos.. a) O Gregório de Matos barroco abandona o estilo clássico. A vertente barroca é voltada para o prazer. o mal lhe cresce....) Uma ferida sem cura.. a) O tratamento dado à temática religiosa mostra que o fragmento pertence ao Trovadorismo.... Não vence..... 196.... (. À Bahia aconteceu o que a um doente acontece... estilo de época da Idade Média... definindo-o pelas indefinições. por considerá-lo um sentimento contraditório.......Leia os textos abaixo e responda às questões 193 e 194. que sempre atormenta.Não vence. Que tipo de crítica evidencia-se no texto II? Cite segmentos do texto que comprovem..Vergonha.... o que implica na conservação do decassílabo.... b) A temática religiosa e o jogo de antíteses presentes nesse fragmento dissertativo identificam seu estilo barroco conceptista......... que se não cala. c) O enfoque maniqueísta do narrador..... sua resposta..Sermões... O poema em questão é da vertente maneirista. 194.... Camões não alcança a definição exata do Amor. Pois não tem todo o poder?... resumindo o amor aos aspectos físicos desse sentimento. cai na cama. que sempre enleva. Antologia poética..) E nos Frades há manqueiras?..... se Amor me fizesse abelha um dia... e fica donde parece que se aparta... O Amor é finalmente um embaraço de pernas.. e.... uma união de barrigas... os versos acima são uma paráfrase ao famoso poema camoniano.... Uma dor. Com palavras dissolutas me concluís na verdade. optando por temas prosaicos.. Logo já convalesceu?. Quem haverá que tal pense.. uma chaga.... UFU–MG Leia o poema a seguir... A Câmara não acode?.Putas... Texto II Que falta nesta cidade?...” Assinale a afirmativa correta a respeito do texto acima.. É que o governo a convence?.... o riso e a festa: as delícias da vida terrena. O demo a viver se exponha por mais que a fama a exalta numa cidade onde falta Verdade.. justifica classificar o fragmento como romântico..Morreu. que uma Câmara tão nobre por ver-me mísera e pobre Não pode.. d) A linguagem descritiva e a ausência de argumento dogmático caracterizam o estilo renascentista do fragmento. Definição do Amor (...... Marque a alternativa correta... uma batalha de veias. Falta mais que se lhe ponha?.Subiu.. Que mais por sua desonra?.. Uma confusão de bocas.Freiras... O açúcar já se acabou?....... b) No soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”. aparta-se donde na verdade fica..... que não enfastia........ manjar.. quem diz outra coisa.... que em vós logo me vingara com vos meter o ferrão..Não pode... Deus é Caridade. a alma que por respeito da Caridade se priva de Deus....... que as lidas todas de um frade são Freiras..... associado à linguagem emotiva... Em que ocupam os serões?... assim..... e redimensiona a forma literária elevada para composições mais populares... Baixou. desacordo das potências.. Vergonha. Sermões e Putas.Não quer.. Gregório de Matos..... Texto I Bela Floralva. E o dinheiro se extinguiu?. Não se ocupam em disputas?.... o poeta afasta as antíteses que corroboram as contradições do amor espiritualizado. O texto I é um tipo específico de sátira.. que alertava sobre a fragilidade humana e a conseqüente necessidade de valorizar o espiritual. ...... Honra. c) A vertente maneirista da obra poética de Gregório de Matos é pautada pelas tensões oriundas da Contra-Reforma. e) A linguagem pleonástica na construção de efeitos sinestésicos caracteriza o estilo cultista desse fragmento narrativo.. 86 195... de tema e tratamento nobres e superiores... é besta. Indique o nome que recebe e por quê..Honra.Verdade... que deleita... e Morreu....... tão abelhudo eu andara. pena........ um breve tremor de artérias.. d) A partir do verso “O amor é finalmente”.......... Nesse sentido.... então. 193.

que o céu diáfano passeia. Explique o último verso do soneto. A rosa. II e III são. como a incorporação do elemento indígena e a sátira política. passamos [como o rio. fugaz e passageiro. II. c) Apenas I e II. O doce autor das glórias que consigo. Dessa consciência. a seu modo. O ledo passarinho. Gonzaga valem-se desses elementos. dessa forma. Os poetas árcades colocavam-se como pastores para realizarem. (Enlacemos as mãos. em que o poeta expressa o desejo de aproveitar intensamente o momento presente. que gorjeia D’alma exprimindo a cândida ternura. Vim sem considerar aonde vinha. que lhe deve a formosura. o ideal de uma vida simples em contato com a natureza. UFRGS-RS Leia as afirmações abaixo sobre o Arcadismo brasileiro. ‘Nada se pode comparar contigo’. I. Se a flauta mal cadente Entoa agora o verso harmonioso. é simplesmente viver.” 199. que murmura. para Ricardo Reis. Quer gozemos. o bem que tinha. d) Aproveitar o tempo. rio e cedro. apresentou características próprias. à luz do Arcadismo. como se percebe no verso “Desenlacemos as mãos. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. podemos dizer que os movimentos literários a que pertencem I. Lídia. III. Ricardo Reis e Tomás A.) Desenlacemos as mãos. e) I. meu bem. Deixei sem atender o que deixava. A Lua. Sossegadamente fitemos o seu curso e [aprendamos Que a vida passa. A deusa das paixões. Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. a) Ricardo Reis e Tomás Antônio Gonzaga são considerados neoclássicos porque resgatam elementos da tradição literária greco-romana. Deixei. deixar a vida decorrer. b) Apenas III. à beira do rio. II e III. Porque não merecia o que lograva. Marque a afirmativa incorreta.” Ricardo Reis/Fernando Pessoa c) Ricardo Reis trabalha com a consciência da efemeridade da vida: tudo é breve. respectivamente: a) barroco – arcadismo – romantismo. c) romantismo – parnasianismo – simbolismo.) (. e) parnasianismo – simbolismo – modernismo. Sabei. surge a necessidade de se aproveitar o tempo presente (carpe diem). Fuvest-SP I. que entre os zéfiros ondeia: A serena.Capítulo 4 197. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. II. amorosa Primavera. Avaliando atentamente os recursos poéticos utilizados em cada uma delas. Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. Que ouviste já no acento agudo e grave. Quais estão corretas? a) Apenas I. 200. quanto não digo. excessivamente racionalistas. e de Citera: Quanto digo. Tomás Antônio Gonzaga PV2D-07-POR-34 . Tudo em tua presença degenera. 87 d) Apenas II e III. sem nada desejar. E por entre pedrinhas serpenteia: O Sol. como ignorante. foi ignorado pelos árcades brasileiros. e não estamos de mãos [enlaçadas. convite que o poeta faz à amada. trabalha o tema de um bem. O sorriso da aurora alegre e pura. procedimento observado nos versos destes poetas.. de um amor almejado e passado ou perdido. III. Que lucro à alma descrida? Cada estrofe. O Arcadismo brasileiro. me comunica este saudoso Influxo a dor veemente. Minha bela Marília. Ardente orvalho de febris pranteios. Enquanto pasta alegre o manso gado. embora tenha reproduzido muito dos modelos europeus. porque não vale a pena [cansarmo-nos. O rio transparente. quer não gozemos. como imagens comparativas do fluir incessante da vida.. Da delirante embriaguez de bardo Sonhos em que afoguei o ardor da vida. d) romantismo – simbolismo – modernismo. Um pouco meditemos Na regular beleza. UFU-MG Vem sentar-te comigo. O tema do carpe diem. Não o gênio suave. porque não vale a pena cansarmo-nos. b) Os poetas sentam-se e meditam à beira do rio e à sombra do cedro. Uma das características do neoclassicismo é tomar a natureza como modelo. b) barroco – romantismo – parnasianismo. 198.

203. Intérprete dos anseios do homem seiscentista solicitado por ideais em conflitos. doce amada. Ah! cego eu cria. sombra funesta. calma. ITA-SP As opções a seguir referem-se aos textos A. Assinale a alternativa que contém o período literário a que se refere o trecho acima: a) Romantismo. Que arranca os duros troncos ? Não vês esta. c) Arcadismo. que a madura idade te converte essa flor. as ninfas esquivas. Cláudio Manuel da Costa 88 . e) se ambos se referirem à literatura dos jesuítas no Brasil. em nada. Mas se a parte faz o todo. Mackenzie-SP Assinale a alternativa que não apresenta um trecho do Arcadismo brasileiro. ao barroco. d) Parnasianismo. Tomás Antônio Gonzaga III. Entre o horror de um relâmpago incendido? O trecho acima refere-se ao seguinte movimento literário: a) Romantismo. a) Se sou pobre pastor. províncias. em seus textos. FEI-SP A poesia desta época. prezo. e) Naturalismo. em sombra. adoro tanto. Nise. este canto Vós me inspirastes. se não governo Reinos. Gregório de Matos II. façamos. Texto B ( ) Ó não aguardes. b) se o primeiro se referir ao arcadismo e o segundo. e) Barroco. b) Simbolismo. estio. a essência humana! e) Não vês. ah! mísero eu sonhava Em mim. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. vós meu tenro alento Erguestes brandamente àquele assento Que tanto. sim. Preencha os parênteses anteriores dos textos dados. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime e a voluntária morte. Basílio da Gama IV. sendo parte. Não se diga que é parte. Preenchidos os parênteses. outono. a seqüência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV 204. B. sendo todo. a) se o primeiro se referir ao barroco e o segundo. 205. falavam e agiam como pastores. e gentes. as náiades. em pó. este vento desabrido. Juízo II. um peito sem dureza! c) Musas. 202. mundo. O mundo greco-romano vem completar o quadro lírico das composições da época. A parte sem o todo não é parte. em cinza. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. os poetas adotavam pseudônimos e. d) Arcadismo. as pastoras insensíveis e os rebanhos numerosos das bucólicas de Teócrito e Virgílio. façamos. ó musas. as oréadas e os pastores enamorados. quase imortal. Pequena história de literatura brasileira. em terra. Fatec-SP Voltaram à baila os deuses esquecidos. Fiéis ao espírito bucólico e pastoril. é a revitalização do pastoralismo e bucolismo. b) Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. restituindo-lhe uma sobriedade castiça e o rigor de sentido. Que vem cobrindo o Céu. O fusionismo é a sua tendência dominante – tentativa de conciliar. Procurando libertar a língua de termos espúrios. c) se ambos se referirem ao barroco. os nossos breves dias mais ditosos. ao arcadismo. Ufla-MG Leia com atenção os juízos estéticos transcritos abaixo e marque: Juízo I. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. e chuvas inclementes Passo o verão. incorporando contrários.201. essa beleza. c) Parnasianismo. tratando de pastoras suas amadas. d) Meu ser evaporei na lida insana Do tropel das paixões que me arrastava. Se em frio. obedecendo à seguinte convenção: I. localizada em fins do século XVIII e início do XIX. nações. inverno. C e D. caracteriza-se pelo lirismo. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. d) se ambos se referirem ao arcadismo. canoras musas. E rompe em profundíssimos suspiros. b) Barroco. Ronald de Carvalho.

espelhada na pureza e amenidade da natureza. Papoila ou rosa delicada e fina Te cobre as faces. b) não apresentou novidades.. morre. o abatimento e a solidão. no seu rosto Não hás de ver. c) O poeta dirige-se a Marília unicamente como sua noiva e futura esposa. 208. b) A interpelação feita a Marília muitas vezes é pretexto para o poeta celebrar sua inocência e seu destemor diante das acusações feitas contra ele. Para glória de amor igual Tesouro. Ornemos nossas testas com as flores E façamos de feno um brando leito. assinale a alternativa falsa. podemos afirmar que: a) produziu obras de estilo rebuscado. desfrutando o ócio com dignidade. impede-o de abordar problemas pessoais. mantendo o poeta dentro dos padrões poéticos clássicos. representa o ideal de amante e não o de noiva ou esposa. Os teus olhos espalham a luz divina. Marília. na construção dessa personagem. Cláudio Manuel da Costa. d) apresenta já completa ruptura com a literatura européia. Marília de Dirceu. a fatalidade do destino. podendo ser considerado a primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira. Todas as alternativas a seguir apresentam características do Arcadismo. sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional. d) A desesperança. [. b) tema do CARPE DIEM – uma proposta para se aproveitar a vida. bem o sabes: Um coração . Tu. UFV-MG Sobre o Arcadismo no Brasil. b) Apesar da beleza deslumbrante da amada. não fez o Céu. pleno de antíteses e frases tortuosas. Chovam raios e raios. exceto: a) o ideal de ÁUREA MEDIOCRIDADE. Também. Tomás Antônio Gonzaga. c) A revelação sincera de si próprio e a confissão do padecimento que o inquieta levam o poeta a romper com o decálogo arcádico. Marília de Dirceu. Gozemos do prazer de sãos amores. Ah! não. Parte I. Tomás Antônio Gonzaga. A quem a luz do sol em vão se atreve. d) a fugacidade do tempo.206. como categoria absoluta. Esprema a vil calúnia muito embora Entre as mãos denegridas. Silva Alvarenga e Basílio da Gama. d) A beleza luxuriante de Marília contrasta com o ideal de serena fruição dos prazeres sadios da vida. Lira XIV. UFV-MG Leia o texto a seguir e faça o que se pede. 207. UFV-MG Leia o fragmento de texto a seguir e faça o que se pede. E para nós o tempo. Lira I. caracteriza-se como expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas. e) Embora tenha a estrutura de um diálogo. Onde tu mesma cabes. que leva o poeta a exaltar o cotidiano prosaico da classe média. Marília de Dirceu. E das bravas serpentes. sem extremos. Prendamo-nos. como pessoa e como encarnação do Amor. presentes na estrofe anterior.. e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga. c) além das características européias. que são cor da neve. o tempo corre. revelam contraste com as primeiras. pela sua intensa sensualidade. Tomás Antônio Gonzaga. a necessidade de envelhecer com sabedoria. gentil Pastora. desenvolveu temas ligados à realidade brasileira. Os teus cabelos são uns fios de ouro. Os venenos das plantas. que se passa. e) Marília. formosa Marília. Sobre as nossas cabeças. o medo escrito: O medo perturbador. Tu. e basta. formosa Marília. Sobre a personagem central feminina. Que infunde o vil delito. 209. podemos afirmar que: a) Marília é mostrada. UFV-MG Leia a estrofe de Tomás Antônio Gonzaga e faça o que se pede. Teu lindo corpo bálsamo vapora. c) o ideal de uma existência tranqüila. concentradas na conquista galante da mulher amada.] Eu tenho um coração maior que o mundo. bem o sabes: Eu tenho um coração maior que o mundo. Sem que o possam deter. Marília. prenunciando a poética romântica. a) A interferência do mito na tessitura dos poemas. Lira XIV. PV2D-07-POR-34 . presentes nas liras escritas depois da prisão do autor. ao mesmo tempo. Parte II.. o texto é um monólogo – só Gonzaga fala e raciocina. não se verifica. qualquer idealização clássica da mulher.. Lira II.. em laço estreito. e insolentes. Marília. sendo mera imitação do que se fazia na Europa. divididos entre a busca da salvação e o gozo material da vida. Marília de Dirceu. 89 Sobre o fragmento de texto de Tomás Antônio Gonzaga. que refletem o conflito entre matéria e espírito. e) a concepção da natureza como permanente reflexo dos sentimentos e paixões do eu lírico.

a mãe das flores. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia dos meus gados. A fértil Primavera. UFV-MG Fazendo um paralelo entre Romantismo e Arcadismo. ouve. Quando o tempo vai bonança.210. Envolto nos seus úmidos vapores. Já se afastou de nós o Inverno agreste. pela fantasia e pelo mergulho nas profundezas do “eu”. e o confessa todo o mundo literário. no-lo dita a razão. e) do humor e do lirismo dos primeiros modernistas. como costumas. que aí vês. verdades e situações eternas do homem.. enquanto Dorme a cruel. e fino. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda amor que a ti somente os diga. verdes. e sofre. Uns olhos cor de esperança. Devemos imitar e seguir os antigos: assim no-lo ensina Horácio. . b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho. recriam. ouvi: Sou filho das selvas. enquanto que os dois últimos prenunciam o movimento literário posterior. b) Torno a ver-vos. Ouve-os. Sugerir. oh noite amiga. as paisagens campestres de outras épocas. isto é. O prado ameno de boninas veste.” e) “A arte deveria ser universal. ó montes. Beneditino. Dos laranjais hão de cair os pomos. E toma o fresco Tejo a cor celeste. Uns olhos por que morri. Oh retrato da morte. os meus montados São esses. Enciclopedismo.. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. c) São uns olhos verdes. da mulher e do amor. preocupar-se com problemas. II.” b) “Este é o chamado Século das Luzes. energia e majestade que nos retratam o famoso e angélico semblante da Natureza. Os versos acima são exemplos: a) do espírito harmonioso da poesia arcádica. com pastores e pastoras cantando e vivendo uma existência sadia e amorosa. UEL-PR Sou Pastor. Mackenzie-SP I. a) Meu canto de morte. 212. d) do intento nacionalista na poesia romântica. eis o sonho. Lembrando-se daquela que os colhia.” 90 213. há típicas atitudes árcades. Nos dois primeiros. d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma e a matéria. 211. na medida exata em que se opõe a um certo obscurantismo do século anterior e propaga a ciência. e não se limitar a sentimentos de ordem individual ou a situações puramente pessoais. Mackenzie-SP Uma das afirmações a seguir não se refere ao Neoclassicismo nem se relaciona com seu contexto histórico-social. Aponte-a. c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza. Ilustração. Trabalha. Varrendo os ares. Uns olhos de verde-mar. e teima. descendo Da tribo tupi. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. podemos concluir que: a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo porque já apresenta ruptura radical com os cânones literários clássicos. do homem de todos os tempos. Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores. Mackenzie-SP Assinale a alternativa em que os versos evidenciam ideais do Arcadismo. e) Longe do estéril turbilhão da rua. Guerreiros. o saber e o progresso: Iluminismo. c) do refinamento e da ostentação da poesia parnasiana. na paciência e no sossego.” c) “Nomear um objeto significa suprimir as três quartas partes do gozo de uma poesia. Murchando as flores ao tombar do dia. Guerreiros. embora pertençam à obra do mesmo autor. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. o subtil Nordeste Os torna azuis. e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livre de esquemas preestabelecidos. não te nego. escreve! No aconchego Do claustro. a) “O poeta que não seguir os Antigos perderá de todo o norte. Nas selvas cresci. e não poderá jamais alcançar aquela força. que a delirar me obriga. preocupados apenas em cuidar de seus rebanhos. e lima. e sua! 214. b) do estilo tortuoso do período barroco. Os quartetos anteriores apresentam diferentes características. que consiste no prazer de adivinhar pouco a pouco. Que ai de mi! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! d) Hão de chorar por ela os cinamomos. em seus textos.” d) “.

Também. que se passa. exceto: a) os barrocos e árcades expressam sentimentos. b) Almeida Garrett. 215. Os versos anteriores constituem exemplo da: a) sátira de Gregório de Matos aos poderosos da Bahia. e) a fugacidade do tempo é temática comum aos dois estilos. Estão os mesmos deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do Céu brilhante. Vereis a formosura. Vem depois dos prazeres a desgraça. E a si próprio fere. Prendamo-nos. E para nós o tempo. é correto afirmar. O texto I é barroco. Sobre as nossas cabeças. o texto II é arcádico. enquanto cria Essa esfera gentil. d) A expressão “para dar contágio a toda a terra” revela a intensidade do sofrimento do pastor. b) as construções sintáticas barrocas revelam um interior conturbado. Marília. c) paisagem bucólica idealizada na poesia de Cláudio Manuel da Costa. vinde comigo. Um coração. Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre esse soneto. d) Antônio Feliciano de Castilho. A sorte deste mundo é mal segura. Enquanto pois produz. É cada dia ocaso da beldade. E na boca a mais fina pedraria. Os nossos breves dias mais ditosos. Façamos. b) lírica amorosa de Tomás Antônio Gonzaga. É a mesma. eu vo-lo imploro. Que para dar contágio a toda a terra. d) os árcades têm uma visão de mundo mais angustiada que os barrocos. Tomás Antônio Gonzaga. o que eu choro. PV2D-07-POR-34 Sem que o possam deter. E façamos de feno um brando leito. a si próprio rouba. UFMG Leia o soneto que segue. que me faz guerra. sim façamos. Se vem depois dos males a ventura. PUC-MG Texto I Discreta e formosíssima Maria. de Cláudio Manuel da Costa. . Gregório de Matos. Chorareis. exceto: a) O poema opõe um estilo de vida simples a um estilo de vida dissimulado. Sem a noite encontrar da sepultura. c) O sentido da visão é o predominante em todas as estrofes do poema. Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido o que é verdura. e) Cesário Verde. c) o desejo de viver o prazer é dirigido à amada nos dois textos. o que eu sigo. Gozai. Gozemos do prazer de sãos Amores. Já foi pastor de gado. d) da sátira de Tomás Antônio Gonzaga ao governador de Minas. não a vejais. que eu adoro. um peito sem dureza. Que se seguir quiserdes. 217. UEL-PR Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci: oh quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. mina excelente No cabelo o metal mais reluzente. Ornemos nossas testas com as flores. Vede lá como andais por essa serra. Marília. b) A palavra “guerra” enfatiza a recusa da pastora a corresponder aos afetos do poeta. Comparandoos. Marília. gozai da flor da formosura. tanto não sou vosso inimigo: Deixai. doce amada. Se a quereis conhecer. A si. c) Manuel Maria du Bocage. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. e na rosada face a aurora fria. Basta ver-se o meu rosto magoado: Eu ando (vós me vedes) tão pesado. em laço estreito. 216. que em seu semblante encerra A causa de um martírio tão cansado. E a pastora infiel. Pastores.Assinale a alternativa em que aparece o nome do respectivo autor. Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente. que levais ao monte o gado. o tempo corre. Que passado o zenith da mocidade. que frouxo A grata posse de seu bem difere. Mas não. e) ambivalência cultural na poesia de Cláudio Manuel da Costa. morre. ó pastores. 91 Texto II Minha bela Marilia. tudo passa. a) Antero de Quental.

ruaruaruasol ruaruasolrua ruasolruarua solruaruarua ruaruaruas Ronaldo Azeredo Cláudio Manuel da Costa . b) Confirmou um dos princípios ideológicos do Iluminismo. 220. anotamos: 1. revelando-nos claramente os traços de seu corpo e de sua alma. oriundas da pecuária e empobrecimento do homem do campo. homem nativista provinciano. c) Apenas 2 e 5 são verdadeiras. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. e fino. temei. em que nasci! oh queima cuidara. c) Sob o ponto de vista literário reagiu contra o Barroco. divulgando as idéias dos inconfidentes. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. assinale a alternativa correta. expressiva da busca do transcendente. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. exceto: a) Foi o movimento literário que se desenvolveu no século XVIII. 3. e) Todas são verdadeiras. um peito sem dureza! Amor . que aí vês. UFV-MG Sobre o Arcadismo. Temei. meus doces companheiros. 219. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. 221. b) Apenas 2 e 4 são falsas. Dadas as asserções: I. c) valorização das classes humildes. quando o “saber” assumiu uma importância fundamental. mas se apura. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. b) Apenas a II. II. Onde há mais resistência. por empresa Tomou logo render-me.218. UEL-PR Sou pastor. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia do meu gado. que vence os tigres. o Glauceste Satúrnio. por uma forte preocupação com a ciência e com o raciocínio. entre Corino. presença de metáforas da mitologia grega na poesia lírica. O poema mostra como o autor soube explorar a característica principal do Arcadismo: a celebração da vida urbana pelo intelectual. retomando a simplicidade e o bucolismo dos clássicos. O poema manifesta o conflito do poeta. em que os poetas assumem postura de pastores e transformam a realidade num quadro idealizado. que Amor tirano. 5. 222. desenvolvimento do gênero lírico. Que da Cidade o lisonjeiro encanto. ITA-SP Torno a ver-vos. III. Está(ão) correta(s): a) Apenas a I. ligado à terra natal. penhas. Considerando as anotações anteriores. os meus montados São esses. e) Vivenciou uma expressiva transformação social. de Cláudio Manuel da Costa. cuja formação superior deu-se na metrópole. ó montes. Se converta em afetos de alegria. Aqui estou entre Almendro. Se o bem desta choupana pode tanto. atribuídos a Tomás Antônio Gonzaga. A que dava ocasião minha brandura. O poema manifesta a preocupação do poeta com os problemas sociais da época: transferência de riquezas da colônia para a metrópole. d) representação da natureza amena e do sentimento bucólico. Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. a) Apenas 1 e 3 são verdadeiras. exemplifica-se o seguinte traço da lírica arcádica: a) valorização das circunstâncias biográficas do poeta. opostas às aristocráticas. b) imaginação delirante de paisagens exóticas. Que chega a ter mais preço. d) Empreendeu uma minuciosa análise do personagem. E o que té agora se tornava em pranto. 92 Nos versos anteriores. composição do poema “Vila Rica” por Cláudio Manoel da Costa. UFV-MG Considere as afirmações a respeito do Arcadismo brasileiro. consciente das dificuldades da vida no campo. 2. propagação de manuscritos anônimos de teor satírico e conteúdo político. que ostentais a condição mais dura. não te nego. e) II e III. UFES Destes penhascos fez a natureza O berço. Pois mais que eu mesmo conhecesse o dano. c) I e II. sendo fortemente marcado pelos ideais políticofilosóficos do enciclopedismo francês. Os meus fiéis. d) Apenas 3 e 5 são falsas. Que não me foi bastante a fortaleza. e mais valia. Todas as alternativas estão corretas. 4. e) representação da natureza como espelho das fortes paixões. d) I e III. predomínio da tendência mística e religiosa. Aqui descanse a louca fantasia.

que a delirar me obriga: E vós. Quero fartar meu coração de horrores. concretistas. consciência de integração: de ajustamento a uma ordem natural. as flautas dos pastores Que bem que soam. como costumas. Fresco assento de um álamo copado. mas como as conceberam e recriaram os bons autores da Antigüidade. 3. árcade. concreta. concreto. 223. 2. 3. 4. e) 1. 5. 4. árcades. concreta. nas duas primeiras estrofes. por meio da qual o espírito reproduz as formas naturais. não apenas como elas aparecem à razão. concreta. Ouve-os. Marília. que a ti somente os diga. e da necessidade de procedimentos composicionais compatíveis com essa realidade. concreto. ouve. 2. 5. 4. Quanto em chamas fecunda. concreta. Arcadismo. árcades. b) 1. 3. árcade. levando o soneto a classificar-se como pré-romântico? 226. d) 1. ó pátrio Rio. Explique. 5. árcade.” 4. social e literária. 5. Que tiranos não proponham À inda inquieta idéia Uma imagem de aflição. 3. Arcadismo.” 5. Quero a vossa medonha sociedade. As vagas borboletas de mil cores! Naquele arbusto o rouxinol suspira. “Os elementos de composição característicos da poesia _________ são a organização geométrica do espaço e o jogo de semelhanças de significantes. Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. Concretismo. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. Em meus versos teu nome celebrado. assim como se tinham negado a uma concepção mais imaginativa da linguagem. brota em ouro. se eu não te vira. assinale a opção cuja ordem preenche corretamente as afirmativas seguintes: 1. Ora nas folhas a abelhinha pára. Não vês ninfa cantar. Olha. concreta. Inimigos. c) 1. Que traços do texto dado prenunciam o Romantismo. Que de seus raios o planeta louro . concreta. ó cortesãos da escuridade. Fantasmas vagos. 2. “Talvez se pudesse concluir que um poema ___ _______ seja definido mais ou menos assim: um tipo de composição poética centrada na utilização de poucos elementos dispostos no papel de modo a valorizar a distribuição espacial. Mais tristeza que a morte me causara.” 2. 93 PV2D-07-POR-34 . 3. Enriquecendo o influxo em tuas veias. O bucolismo presente no texto foge ao modelo árcade.Considerando as obras supracitadas como ilustrativas da poesia árcade e da poesia concreta. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. Mackenzie-SP Leia a posteridade. – Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio.” a) 1. Ó retrato da morte. enquanto Dorme a cruel. 225. Indique. 4. características neoclássicas. não sentes Os zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali beijando-se os Amores Incitam nossos ósculos ardentes! Ei-las de planta em planta as inocentes. “O __________ é. Concretismo. “A poesia __________ significou o reconhecimento do poema como objeto também espacial. da claridade! Em bandos acudi aos meus clamores. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. que tormento Não tens de sentir saudosa! Não podem ver os teus olhos A campina deleitosa. “Os ___________ se recusavam a uma exploração mais completa da psicologia humana. concreto. 2. 4. concretistas. ó Noite amiga Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. 224. decorrendo disso a estética da imitação. árcade. pois. árcade. Nem a tua mesma aldeia. como eu. árcade. árcades.” 3. o tamanho e a forma dos caracteres tipográficos e as semelhanças fônicas entre as palavras. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda Amor. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. Arcadismo. 5. mochos piadores. ESPM-SP Ah! Marília. Ora nos ares sussurrando gira: Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. 2.

característica do mal do século. c) é resultado de uma concepção romântica.). as flautas dos pastores. a queixa. refletidos através da tradição clássica e de formas bem definidas. seguindo modelo típico das cantigas de amor medievais. A. cuja aparência Indique festival contentamento. d) ânsia de integração na natureza: bucolismo.Bosi. e) Embora a primeira fase da produção poética do autor ainda se prenda ao imaginário árcade. a presença da mulher amada.. embora ainda amaneirado. o pranto. Bocage Bocage 227. b) O padrão formal dos textos de Bocage é típico da estética setecentista. encontra-se representação da natureza que: a) se caracteriza como o locus amoenus (lugar aprazível). e a morte. História concisa da literatura brasileira. respectivamente. Alguém há de cuidar que é frase inchada. d) “tiranos” e “inquieta idéia”. Cantados pela voz da Dependência. motivo poético desenvolvido pela estética árcade. e) corresponde a um padrão estético que reflete a cosmovisão dos escritores naturalistas do século XIX. Mackenzie-SP Sobre os textos I e II é correto afirmar: a) ambos indicam. b) em I. a recorrência de exclamação é índice de contenção emotiva. Não pertence ao estilo literário dos versos acima a seguinte característica: a) ideal de simplicidade. Mackenzie-SP No texto I. c) A obra desse poeta divide-se em duas fases: árcade e romântica. com a natureza e os afetos comuns do homem. c) crítica ao êxodo urbano. 228. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. porém. e) “imagem de aflição” e “não tens de sentir”. e) em I. Que bem que soam. ó mortais. c) ambos expressam um lamento frente àquilo que a negra sorte pode roubar do ser humano. 231. e traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero (. se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. Glauceste Satúrnio (pseudônimo de Cláudio M. distinguir dois momentos ideais na literatura dos Setecentos para não incorrer no equívoco de apontar contrastes onde houve apenas uma justaposição: a) momento poético que nasce de um encontro.Os seguintes elementos indicam que são de um poeta arcádico os versos anteriores: a) “sentir saudosa” e “teus olhos”. a solidão. a expressão “festival contentamento” faz referência à idealização que marca a visão de mundo do estilo árcade. E. Bocage 230. trilhou caminhos próprios. E o sol. Leia o texto abaixo.. julgadas dignas de imitação (. Daquela que lá se usa entre essa gente Que julga que diz muito e não diz nada. e a morte apresentam-se como algo indesejável. d) No texto. e) arte vista como recriação idealizada da Ordem Natural. 94 a) As expressões “mão do Fingimento” e “voz da Dependência” são referências metonímicas que revelam a crítica do poeta ao estilo árcade. b) aceitação de regras e modelos. Cefet-MG Fatigado de calma se acolhia Junto o rebanho à sombra dos salgueiros. resgatando para a poesia lírica portuguesa a linguagem emotiva e confessional. por meio do vocativo... de Costa) A doutrina literária do Arcadismo impunha que os poetas criassem seus textos de modo a atender a muitas convenções. Texto para as questões 227 e 228. b) “Marília e “campina deleitosa”. Mackenzie-SP Leia o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta. a queixa. a) Barroco – Ilustração b) Renascimento – Classicismo c) Iluminismo – Arcádia d) Classicismo – Iluminismo e) Arcádia – Ilustração . Assinale a alternativa em que os dois termos preencham as lacunas. b) o momento ideológico. inda me resta O pranto. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Texto II Ah! Não roubou tudo a negra sorte: Inda tenho este abrigo. c) “sentir saudosa” e “tormento”. Qual delas está sendo defendida no trecho acima? a) Inutilia truncat (corta o inútil) b) Fugere urbem (fugir da cidade) c) Aurea mediocritas (equilíbrio de ouro) d) Locus amoenus (lugar sossegado) e) Mimesis (imitação dos clássicos) 232. Importa. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. a solidão. Marília. d) é expressão da religiosidade cristã que marcou os ideais iluministas. Crede. b) corresponde a um quadro harmonioso. 229. Texto I Olha.). queimando os ásperos outeiros Com violência maior no campo ardia. concretiza-se poeticamente a alegria por meio da personificação. d) em II. que se impõe no meio do século.

PV2D-07-POR-34 . ó mortais. d) o amor e a mulher são idealizados pelo poeta. o Arcadismo se liga ao pensamento racionalista da época. que se aproveite o presente de forma simples junto à natureza. Cantadas pela voz da Dependência. b) Rompimento com os clássicos. Identifique-os e dê uma possível explicação para eles. ESPM-SP Em todas as alternativas abaixo. Antônio Vieira – Sermão da Quarta-feira de Cinzas – Século XVII. e) Alguns poetas árcades já revelam traços prenunciadores do Romantismo. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. Unifesp Leia os versos do poeta português Bocage. b) Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. a) Uso de pseudônimos. traduz sua insatisfação com os modelos árcades que adotou em parte de sua obra. e) Almeida Garrett – Viagens na Minha Terra – Século XIX. Quanto me agrada mais estar contigo. 239. Teu lindo corpo bálsamos vapora. b) Sua insatisfação se revela em indícios de ruptura com o Arcadismo. A curta duração dos seus favores. Bocage d) Do ponto de vista filosófico. d) Camilo Peçanha – Clepsidra – Século XIX/XX. a) Pe. c) Os teus cabelos são uns fios d’ouro. por isso. b) a linguagem. curtos dedos melindrosos. Destas copadas árvores o abrigo. relativamente à literatura portuguesa. ao movimento enciclopedista. Indique a alternativa incorreta. b) Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno – Século XVI. Os Pastores. 235. que adotou o pseudônimo Elmano Sadino. 238. c) Recurso à mitologia greco-romana. Respeitam o poder do meu cajado. FGV-SP Assinale a alternativa que apresenta erro na correlação autor-obra-época. e) Tema pastoril. Vem. ou seja. oh Marília.233. lágrimas e amores. 234. Deixa louvar da corte a vã grandeza. não fez o Céu. numa ânsia de se aproveitar o tempo presente. Vede-as com mágoa. d) Predominância do subjetivismo. 237. denuncia características pré-românticas do autor. c) A primeira característica do Arcadismo é sua oposição ao Humanismo. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. Que elas buscam piedade e não louvores. sim façamos. d) o escritor-chave para a compreensão do Barroco. Fuvest-SP Bocage foi: a) o poeta mais representativo do Arcadismo em Portugal. Incultas produções da mocidade Exponho a vossos olhos. inacessíveis a ele. que habitam este monte. cuja aparência Indique festival contentamento. há versos característicos do Arcadismo. Para glória de Amor igual tesouro. Fuvest-SP E em arte aos de Minerva se não rendem Teus alvos. Localize no poema passagens que sustentem essa afirmação. e) um cronista medieval. defendendo. e) o poeta propõe. E se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. gentil Pastora. exceto em: a) Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. o poeta. Crede. uma linguagem rebuscada e labiríntica. a) O Arcadismo foi uma tendência literária dominante dentro do Neoclassicismo do século XVIII. ó leitores. c) um poeta pré-romântico. Indique a característica presente nos versos acima. doce amada. portanto. b) As academias em que se reuniam os poetas árcades eram chamadas Arcádias por referência a uma região da Grécia ligada ao pastoreio e à poesia. b) o poeta mais representativo do Arcadismo no Brasil. Notando as perfeições da Natureza! Nestes versos: a) o poeta encara o amor de forma negativa por causa da fugacidade do tempo. altamente subjetiva. de autoria de Bocage. Façamos. 95 Nesse poema. Ah! não. Ponderai da Fortuna a variedade Nos meus suspiros. c) Manuel Maria Barbosa du Bocage – Nova Arcádia – Século XVIII. a) Dois versos referem-se a dois aspectos da poesia árcade que discutem o momento de composição de um poema. vede-as com piedade. Notai dos males seus a imensidade. 236. Os nossos breves dias mais ditosos. em linguagem clara. c) a emoção predomina sobre a razão.

c) a perspectiva da morte iminente torna o eu lírico angustiado. nesse contexto. Vocabulário coche de ébano: carruagem de madeira escura jaz: está ou parece morto mocho: coruja lânguida: doentia 96 Bocage 241. b) a natureza. à luz vedado! Jaz entre as folhas Zéfiro abafado. optando por uma linguagem simples sem muitos torneios verbais. por exemplo. em oposição à vida luxuosa e triste na cidade. Marília. esta tristeza. Já sobre o coche de ébano estrelado Deu meio giro a noite escura e feia. A cuja sombra. a referência à cultura mitológica (Zéfiro) revela influência da estética: a) romântica. azeite. Mackenzie-SP Está presente no texto o seguinte traço característico da poesia de Bocage: a) temática religiosa. de que me visto. com que está minha alma presa À vil matéria lânguida me corte: Consola-me este horror. expressão da morte. b) simbolista. No plano amoroso. Das brancas ovelhinhas tiro o leite. em cujo doce leito É tão macio descansar nos sonhos! Arvoredo do vale! derramai-me Sobre o corpo estendido na indolência O tépido frescor e o doce aroma! 240.d) Se estou. só eu. c) quebra dos padrões formais clássicos. para o eu lírico. não é o próprio poeta quem fala de si e de seus reais sentimentos. Texto para as questões 241 a 243. legume. c) trovadoresca. E mais as finas lãs. às trevas costumado: Só eu velo. Nem me lembra se são horas De levar à fonte o gado. Assinale qual a explicação que não corresponde à regra árcade indicada: a) Fugere urbem: os árcades defendiam uma vida simples e natural. Graças à minha Estrela! 2 Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. c) Locus amoenus: na poesia árcade. d) supremacia dos efeitos sonoros em detrimento da idéia. 242. d) Carpe diem: o desejo de aproveitar o dia e a vida enquanto é possível – tema já bastante explorado pelo Barroco – é retomado pelos árcades e faz parte do convite amoroso. contigo. e) “a noite escura e feia” transformou-se em noite iluminada e silenciosa. 1 Eu. que não seja minha. Porque a meus olhos se afigura a morte No silêncio total da natureza. Tal princípio era reforçado pelo pensamento do filósofo francês Jean Jacques Rousseau. Nem o mavioso rouxinol gorjeia. De tosco trato. Dá-me vinho. e) linguagem emotivo-racional. e nele assisto. pedindo à sorte Que o fio. Não tenho um leve cuidado. e) parnasiana. Com tal destreza toco a sanfoninha. fruta. Graças à minha Estrela! . as situações são artificiais. de expressões grosseiro. Mackenzie-SP De acordo com o texto. Graças. Dos frios gelos e dos sóis queimado. é. Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste Nem canto letra. Os pastores que habitam este monte Respeitam o poder do meu cajado. distante dos centros urbanos. e) Inutilia truncat: eliminar os excessos. segundo o qual a civilização corrompe os costumes do homem. Texto para as questões de 244 a 246. b) Aureas mediocritas: outro traço presente advindo da poesia horaciana é a idealização de uma vida pobre e feliz no campo. Nem pia o mocho. Mackenzie-SP Nesse poema. Marília bela. 243. Graças. que nasce naturalmente bom. Marília bela. Tenho próprio casal. d) árcade. Marília. e) Ó florestas! ó relva amolecida. é correto afirmar que: a) “a noite escura e feia” é a razão da tristeza do eu lírico. d) “a alma” está caracterizada como “matéria lânguida”. O Tejo adormeceu na lisa areia. quase sempre é um pastor que confessa o seu amor por uma pastora. junto ao campo. Que profundo silêncio me rodeia Neste deserto bosque. não sou algum vaqueiro. b) idealização do locus amoenus. Que viva de guardar alheio gado.

UFPA Tomás Antônio Gonzaga expressou. d) rompe com a orientação parnasiana de seus versos. É bom. 245. c) exemplos do lirismo amoroso e da poesia de combate. legume. c) desvincula-o dos princípios românticos indo ao encontro dos valores modernos que ele professou. Enquanto a luta jogam os pastores. c) O estilo árcade é amaneirado à moda dos cultistas. e) Tentando fugir à forte influência barroca. d) é responsável pela atmosfera de mistério. na terceira estrofe. d) Entre as características árcades. no meu braço. as características árcades mais evidentes. estrofe por estrofe. Graças. d) altas expressões do lirismo e da sátira da nossa poesia barroca. a simplicidade formal e a busca do equilíbrio. Aqui descansarei a quente sesta. PUCCamp-SP Pode-se afirmar que Marília de Dirceu e as Cartas chilenas são. conforme nos é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. cultivadas no interior das Academias. b) exemplos da poesia biográfica e da literatura epistolar cultivadas no século XVII. E mais as finas lãs. 248. Identifique. Esta imprecisão da pastora: a) é suficiente para seu autor ser apontado como pré-romântico. Porém. de expressões grosseiro. fruta. Que viva de guardar alheio gado. toda a sua revolta pelos reveses da sua sorte.. Dormindo um leve sono em teu regaço. Aponte de que maneira essas diferenças aparecem nos textos. UFPA A pastora Marília. essencial para a poesia neoclássica. um traço pré-romântico. gentil pastora. Tiraram-me o casal e o mesmo gado. antítese do estilo natural dos escritores clássicos. Marília bela. Fui honrado Pastor da tua Aldeia. Texto I Eu. Dá-me vinho. gentil pastora. 249. o Arcadismo brasileiro confundiu-se com o Romantismo. Vestia finas lãs e tinha sempre A minha choça do preciso cheia. Nos troncos gravarei os teus louvores. Só apreço lhes dou. de que me visto. minha Marília.. Indique. através de alguns de seus poemas. carece de unidade de enfoques. 250.) Irás a divertir-se na floresta. não fui nenhum vaqueiro. E emparelhados correm nas campinas. Sustentada. Graças à minha Estrela! 244.3 Mas tendo tantos dotes da ventura. Marília. 251. b) vai de encontro aos princípios do Arcadismo. Nem tenho. a) Estilo de época que coincidiu com o ciclo do açúcar na Bahia. Das brancas ovelhinhas tiro o leite. o Arcadismo brasileiro não conseguiu libertar-se do estilo barroco. por exemplo. De tosco trato. Tenho próprio casal. Os dois poemas mostram dois momentos diferentes da vida de Gonzaga. 97 PV2D-07-POR-34 . Texto II Eu. seu tipo físico. o teu agrado Vale mais que um rebanho e mais que um trono. respectivamente: a) altas expressões do lirismo amoroso e da sátira política. e) mostra a intenção do autor em não revelar o objeto do seu amor. Marília. da mesma forma que o Barroco coincidiu com o ciclo do ouro em Minas Gerais. Toucarei teus cabelos de boninas. respectivamente da primeira e da segunda partes. Graças. Depois que o teu afeto me segura Que queres do que tenho ser Senhora. Os dois textos são de autoria de Tomás Antônio Gonzaga e fazem parte da obra Marília de Dirceu. destacam-se o bucolismo. só produzindo obras de inspiração religiosa. na literatura do século XVIII. Há um termo em letra maiúscula que remete a um princípio da cultura clássica. não sou algum vaqueiro. cultivados sobretudo pelos poetas românticos da chamada “terceira geração”. e) transforma-o em um poeta elegíaco. 246. b) Sob a influência da Contra-Reforma. Marília. c) reflete o caráter genérico e impessoal que a poesia neoclássica deveria assumir. é bom ser dono De um rebanho. sobrepondo à racionalidade o sentimentalismo. Qual é e o que significa? 247. UEBA Assinale a alternativa correta a respeito do Arcadismo brasileiro. e nele assisto. a que me encoste. Graças à minha Estrela! 4 (. azeite. Tal fato: a) torna-o um poeta pré-barroco. por isso é muito difícil precisar. Dos frios gelos e dos sóis queimado. b) é fundamental para situar o leitor dentro do drama amoroso do autor. e) expressões menores da prosa e da poesia do nosso Arcadismo. Marília bela. um só cajado. que cubra monte e prado.

assinale a alternativa incorreta. um antecipador do movimento romântico.. Tomás Antônio Gonzaga e Ricardo Reis refletem. Leia-os com atenção.... Traze-me as tintas do Céu.. anterior à prisão do poeta.. Mackenzie-SP Leia as três afirmações que se seguem. escreveu esse livro para descrever a situação geral da Colônia. reservemos Um pensamento.. gozemos do prazer de sãos amores (.. embora o façam de maneira diferente.. UFPB Considere o trecho seguinte: Tenho próprio casal e nele assisto. a presença dos dramas pessoais do autor.. oprimida pela exploração ferrenha da metrópole portuguesa.. Odes... é bom ser dono de um rebanho. porém.... de maneira diferente. b) Apesar de invocarem com grande freqüência o tema do amor. antes exaltam a serenidade e a naturalidade na relação amorosa. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. e pode enfim mudar-se a nossa estrela. em laço estreito. e assinale a alternativa correta... caído em desgraça. socorre Ao mais grato empenho meu! Voa sobre os astros..) aproveite-se o tempo.. Justifique. Marília de Dirceu. Todas são corretas.252.. Texto II Quando. sobre a passagem do tempo.. Nem para o estio. Ah! socorre. 98 . Texto I Minha bela Marília. Amor. revestidas de sentimentalidade e simplicidade... assim. Unicamp-SP Nos dois poemas a seguir. Divide-se em duas partes: a primeira.... que aparecem numa seqüência numerada. Vou retratar a Marília. das brancas ovelhinhas tiro o leite.. c) Muitas das liras são dedicadas à tarefa de demonstrar à bem-amada a ordem e a harmonia das coisas naturais. ao mesmo tempo.. dela extraindo uma “filosofia de vida”. de Tomás Antônio Gonzaga. Ah! não. É uma obra composta por vários sonetos... a) Em que consiste a “filosofia de vida” que a passagem do tempo sugere ao eu lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga? b) Os dois poetas valorizam o momento presente. fruta. 254.. meus amores. a) As liras que compõem o livro são quase sempre poemas de lirismo amoroso que invocam a pastora Marília.. Grande parte delas foi escrita no período em que Gonzaga esteve preso e. Tomás Antônio Gonzaga. III.. UFOP-MG Com relação a Marília de Dirceu. Tomás Antônio Gonzaga. gentil pastora.. que a sua cor mimosa Vence o lírio. de Tomás Antônio Gonzaga.. as liras não apresentam a atmosfera atormentada dos conflitos da paixão... Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias.. e façamos de feno um brando leito. É uma coletânea de poesias amorosas. sob o disfarce do pastor. vinculou-se ao Arcadismo e foi. que cubra monte e prado. Porém como? se eu não vejo Quem me empreste e as finas cores: Dar-mas a terra não pode Não. a sorte deste mundo é mal segura. Por que o poeta se julga impotente para retratar a amada? 256. Tomás Antônio Gonzaga 253.. d) Tendo sido Gonzaga um inconfidente. azeite. Lídia.. e a segunda. amada do pastor Dirceu.... Senão para o que fica do que passa O amarelo atual que as folhas vivem E as torna diferentes. no momento da produção dos poemas. Que havemos de esperar. de que me visto. Aproveite-se o tempo. legume. O fragmento acima demonstra que o seu autor. Ornemos nossas testas com as flores. de quem somos mortos. que vêm tarde. A Marília... I e II são corretas. Texto para as questões 257 e 258. dá-me vinho. prendamo-nos. I. referentes à obra Marília de Dirceu. minha Marília. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. (…) É bom. que é de outrem.. revela-se.. não para a futura Primavera. vence a rosa. se vem depois dos males a ventura.) (. e) Algumas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. II. a) b) c) d) e) II e III são corretas.. Em que consiste essa diferença? 255.... vem depois dos prazeres a desgraça. O jasmim e as outras flores.. . Todas são incorretas.. posterior à mesma... tudo passa... Marília. o teu agrado vale mais que um rebanho e mais que um trono. voa.. já vêm frias. Ricardo Reis.. e mais as finas lãs. minha Marília.. vier o nosso outono Com o inverno que há nele. I e III são corretas.

09. Pe. revela-se amoroso homem de meia-idade. Ah! Não. 2 e 4. 14. resíduos do estilo cultista. Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde já vêm frias. Lira XIV . estes sem temor nem perigo. 16. são enforcados. extraídos de Marília de Dirceu (Lira XIV). antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça. 258. Antônio Vieira. e) 2. c) denotam — pela singeleza do vocabulário. ao lamentar as transformações notadas em seu corpo e alma pela passagem do tempo. 99 PV2D-07-POR-34 Texto 2 Que havemos de esperar. Gozemos do prazer de sãos Amores. de termos inusitados e eruditos. Sermão do bom ladrão. no poema de Gonzaga. Prendamo-nos. 3 e 4. A obra de Gonzaga é exemplar do Arcadismo. 10. c) nomeia-se diretamente a figura ironizada pelo eu lírico. Também. cujo nome verdadeiro era Maria Dorotéia de Seixas Brandão. diferencia-se da linguagem rebuscada usada pelo Barroco. Os outros ladrões roubam um homem.. 04. Se vem depois dos males a ventura. III. UFRGS-RS Leia os excertos abaixo. compondo um quadro em que a emoção é tratada de modo abstrato. em laço estreito. procurando adequar os textos religiosos à realidade circundante. são outros. E façamos de feno um brando leito. da lógica. b) 1. Os versos de 05 a 12 descrevem uma cena amorosa ambientada na paisagem mineira da cidade então chamada de Vila Rica. que se passa. 01. Roubar pouco é culpa. Sem que o possam deter. Sobre as nossas cabeças. mas que levam de que eu trato. não vai nem leva ao inferno: os que não só vão. Aproveite-se o tempo. O tema dos versos anteriores é o carpe diem (gozar a vida presente). O texto de Vieira. em atitude pré-romântica. b) que retomam tema e estrutura de uma “canção de amigo”. está expresso o estado de alma de quem sente a ausência do ser amado. Ornemos nossas testas com as flores 06. morre. a mulher a quem se poderiam fazer convites amorosos mais ousados. Mackenzie-SP Quanto ao estilo. não. está pleno de metáforas. do raciocínio. se furtam. 260. e) a natureza é o espaço onde o amado se sente à vontade para expressar diretamente à amada suas inclinações sensuais. 02. Vieira adota a tendência barroca conceptista que leva para o texto o predomínio das idéias. Vem depois dos prazeres a desgraça. de Tomás Antônio Gonzaga. antes que faça 15. de acordo com a convenção árcade. 12. E pode enfim mudar-se a nossa estrela. e vós que roubais em uma armada sois imperador? Assim é. II.. própria do Arcadismo. ladrões de maior calibre e mais alta esfera. característicos da naturalidade desejada pelos poetas do Arcadismo. Marília é um nome literário adotado para a referida noiva do poeta inconfidente. 11. a linguagem arcádica. minha Marília. e estes furtam e enforcam. Dê o título das duas obras mais importantes e o nome dos seus respectivos autores. 05. A sorte deste mundo é mal segura. minha Marília.. 3. d) organizam-se em torno de antíteses. Marília. 1. o amor ideal e a pureza do lavor da terra. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. d) em que se notam diálogo e estrutura paralelística. 261. Mackenzie-SP Nos versos acima: a) o eu lírico. escrito numa linguagem amena. Ah. 07. de linguagem figurada. Marília. os outros furtam debaixo de seu risco. c) 2.257. e) constroem-se pelo desdobramento contínuo de imagens. I. na busca de caracterizar. sem arroubos. 13. sendo barroco. do Arcadismo brasileiro. E para nós o tempo. 2 e 3. porque roubo em uma barca sou ladrão. Os versos chamam a atenção para a passagem do tempo e expressam um convite aos prazeres de um amor sadio. 03. o tempo corre. E ao semblante a graça. UFPE Texto 1 Basta senhor. 4. em oposição à artificialidade do Barroco. O estrago de roubar ao corpo as forças. 2. analise as afirmativas abaixo. Considere as seguintes afirmações sobre esses excertos. Sobre a obra desses autores. como também de comparações excessivas.. O ladrão que furta para comer. Aproveite-se o tempo. Despojada de ousadias sintáticas e vocabulares. os versos: a) revelam a presença não só de formas mais exageradas de inversão sintática — hipérbatos —. tudo passa. os outros. 259. sendo de difícil compreensão. pela sintaxe quase prosaica — a vontade de alcançar a simplicidade da linguagem. d) 1. 08. b) comprovam a predileção pelo verso branco e pela ordem direta da frase. o ponto de vista dominante é o do amante que vê seus sentimentos antagônicos refletidos na natureza. estes roubam cidades e reinos. roubar muito é grandeza. Tomás Antônio Gonzaga. Minha bela Marília.

pelo menos.. aqui.. 1966... de Cláudio Manuel da Costa. do que abandonar as fingidas Ninfas destes rios. A sorte deste mundo é mal segura... Se vem depois dos males a ventura.. a) O poeta estabelece uma conexão entre as diferenças ambientais e o seu reflexo na produção literária. Releia o texto que lhe apresentamos e.. Tomás Antônio Gonzaga e Frei Santa Rita Durão. b) justifique sua resposta com. Nise? Nise? onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma. que o ar as perceba.. Aquele. a quem se dirigiam freqüentemente em seus poemas.. na Natureza. Não permitiu o Céu que alguns influxos. e no centro deles adorar a preciosidade daqueles metais... 156. e sepultar-me na ignorância! Que menos.. que lhes tem pervertido as cores. reside toda a beleza. d) Cláudio Manuel da Costa. Difusão Européia do Livro.. e) é comum o aparecimento de referências a figuras mitológicas clássicas.. Mackenzie-SP A respeito do Arcadismo brasileiro. Frei Santa Rita Durão e Tomás Antônio Gonzaga. onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos.. e destinado a buscar a Pátria. Ó tormento sem igual! Minha bela Marília. de Cláudio Manuel da Costa. 265. d) O mel dourado dos carvalhos duros. p. São Paulo. . d) revestiu-se de aspectos religiosos ligados à temática medieval.. PUC-SP Encontra-se alusão a um importante ciclo econômico do século XVIII. Cláudio M.. pureza e espiritualidade... Poemas de Cláudio Manuel da Costa. e) Não vês nas tuas margens o sombrio Fresco assento de um álamo copado. d) Apenas I e III. 266.1971..Quais estão corretas? a) Apenas I. mas deseja exprimir a realidade tosca de seu país. tudo passa. e) I.. Teme. que devi às águas do Mondego. c) Tomás Antônio Gonzaga.. vol.. A. se prosperassem por muito tempo. 263. Que nas úmidas ribeiras Deste cristalino rio Guiava as brancas ovelhas. p. b) Turvo banhado as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro . Fragmento do Prólogo ao Leitor.. Pelas musas evocadas nos versos acima. Sobre uma rocha sentado Caladamente se queixa: Que para formar as vozes... b) José Basílio da Gama.. e) José Basílio da Gama.. Vem depois dos prazeres a desgraça. Silva Alvarenga e Tomás Antônio Gonzaga.. que muitas vezes Afinando a doce avena.. Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto. Moveu as bárbaras penhas.. Presença da literatura brasileira. In: Candido.. Vunesp Leia atentamente o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta.. no texto. Cultrix.. a corrente destes ribeiros... O vasto campo da ambição recreias. Turva e feia. 264. a seguir: a) aponte duas dessas características. Cláudio Manuel da Costa 3. respectivamente: a) Cláudio Manuel da Costa.. J. & Castello. que menos pudera eu fazer que entregar-me ao ócio... Os poetas árcades brasileiros tinham as suas musas inspiradoras. UFRGS-RS 1.. b) Cláudio Manuel da Costa manifesta. São Paulo. b) Apenas II. b) um de seus conceitos básicos é que.. a sua formação intelectual européia. pode-se dizer que seus autores são. 2... duas citações do texto. acumulam-se características peculiares do Arcadismo. da. que por ti suspira (…) Glaura! Glaura! não respondes? E te escondes nestas brenhas? Dou às penhas meu lamento. c) De um ramo desta faia pendurado Vejo o instrumento estar do pastor Fido. que têm atraído a este clima os corações de toda a Europa! Não são estas as venturosas praias da Arcádia. 262.. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra.. A. Vunesp Altéia Aquele amor amante. c) Apenas III. na segunda passagem de Cláudio Manuel da Costa: a) Árvores aqui vi tão florescentes Que aziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. Parou as ligeiras águas... primeiro que arrebate as idéias de um Poeta. entre a grosseria dos seus gênios. c) seu início é assinalado pela publicação de Obras poéticas. I. II e III. Costa.. que por espaço de cinco anos havia deixado.... 100 Nesse fragmento do romance Altéia. é incorreto afirmar que: a) assume uma postura de imitação dos ideais renascentistas.. 138. Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto..

.. Os nossos breves dias mais ditosos.. Que é filha de latina. Nem toda a frase em toda a língua ajusta.. Vereis então que garbo. b) a inspiração. 267. nasce de um encontro.. “Façamos. que lhes tem pervertido as cores. dos escritos Toda a frase estrangeira e frandulagem Dessa tinha... que amenizasse os rigores da natureza hostil.. UEL-PR No prefácio de suas Obras poéticas. que facúndia Orna o verso gentil. Quero dar.. e só latinas. Rompam-se as minas gregas e latinas (Não cesso de o dizer. Numa formosa cara trigueirinha (Trigueiras há. d) Apesar dos índices do Arcadismo presentes no texto..c) Depreende-se do texto uma forma de conflito entre o academicismo árcade europeu e a realidade brasileira que passaria a ser a nova matéria-prima do poeta.. . c) desenvolveu-se exclusivamente a tendência épica em sua obra. considerada a verdadeira fonte da poesia. no moreno rosto.. escreveu Cláudio Manuel da Costa: Não são estas as venturosas praias da Arcádia... herdai essas conquistas. que abasteça Nossa prosa eloqüente e culto verso.. a corrente destes ribeiros. que é tempo.. graças à mineração que lhes turva as águas... contemplar as praias da Arcádia de onde retirava suas inspirações poéticas. c) a valorização da vida urbana.. e o tratamento de “pastoras”. Vunesp Filinto Elísio (1734-1819) é um poeta neoclássico português.... In: Elísio.. que às louras se avantajam): O nariz alvo. Sintetize o principal conselho dado por ele em consonância com a poética do Neoclassicismo para que um poeta consiga escrever bem.” A característica que está presente nestes versos é o carpe diem (gozar a vida). e) não se encontra em seus poemas qualquer preocupação com a natureza brasileira. e) a preocupação em exaltar as atividades agrárias. c) Só a proposição III é correta.. alvo de neve. d) São corretas as proposições I e II. Poesias. é perturbada pela realidade das águas turvas dos rios em mineração. Herdai seus bens... primeiro que arrebate as idéias de um Poeta. que brota harmoniosa da natureza arcádica. b) a idealização da vida campestre. em detrimento dos ideais de integração na natureza. 44 e 51. 1941. que se torna possível quando seus habitantes se encontram. Ponde um belo nariz.... e) Todas as proposições são corretas. 271. Turva e feia. na literatura do Setecentos. b) Só a proposição II é correta.... Em defesa da Língua Lede.. Mackenzie-SP A respeito de Cláudio Manuel da Costa. na Europa. Abra-se a antiga. Sacudamos das falas. UEL-PR O uso de pseudônimos pastoris. na literatura do Setecentos.” II.. São feições parentas. c) a harmonia dos versos arcádicos é embalada pelo som dos ribeiros de sua terra... a) Só a proposição I é correta. pp. curtas frases elegantes. Tanto não é beleza.. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra. 101 I. dado às musas inspiradoras. façamos..... d) em seus sonetos. 270. nos poetas árcades: a) a busca da harmonia entre campo e cidade... doce amada. Mas índoles dif’rentes têm as línguas. embora ainda amaneirado. PV2D-07-POR-34 . 268. Afirma o poeta... em vista da beleza maior dos inspiradores rios de mineração. d) é preciso esquecer a harmonia dos versos arcádicos.. portanto. e) a beleza natural dos rios da Arcádia e dos de sua terra é afetada pela ambição econômica.... segue a lírica de Camões. com a natureza e os afetos comuns do homem. sim.. Feições lhe quadram. onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos... mais que as pseudo-intelectuais. que: a) a natureza de sua região natal guarda harmoniosa correspondência com a Arcádia. Lisboa: Livraria Sá da Costa-Editora. são índices que revelam. d) a preocupação em usar uma linguagem requintada. Cavemos a facúndia.. Filinto. como Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga) ou Glauceste Satúrnio (Cláudio Manuel da Costa)... Que em reinos dos romanos e dos gregos Com indefesso estudo conseguiram. veneranda fonte Dos genuínos clássicos e soltem-se As correntes da antiga.. Cesesp-PE “O momento ideológico. que em francês hajam formosas Expressões. os clássicos honrados. b) as liras de Marília de Dirceu espelham o maior momento de sua criação poética. há um questionamento do contexto sobre a validade de adotar esse modelo literário no Brasil. que é defeito Nunca nariz francês na lusa cara. que perverte a uns e a outros. “O momento poético. quanto sem eles É delambido e peco o pobre verso. é correto afirmar que: a) é o nosso maior representante da poesia barroca. traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero. e) O poeta sofre mediante o fato de não mais poder.” III.. que comichona afeia O gesto airoso do idioma luso. 269.... sã linguagem. porque é urgente).

se acostumando ao lugar novo. o título da obra (2) e o nome do autor (3). c) (1) Lindóia. meu santo. Mas ai. chegaram até nossa modernidade. podemos dizer que estamos diante de uma paisagem: a) tipicamente neoclássica. 102 . (3) Santa Rita Durão. (2) Caramuru. Obras de Bocage. (3) Gonçalves Dias. 275. Varrendo os ares. o verso em que se estabelece relação opositiva com a tópica do lugar ameno. no segundo terceto de Bocage. Produzido por Lucy Barreto. a quem consagrou muitas liras. É uma terra tão verde… Altamira! Diálogo do filme Bye bye Brasil (1979). releia os textos em pauta. que ninguém precisa trabalhar. a seguir: a) aponte. Cefet-PR Marque a alternativa incorreta sobre o Arcadismo brasileiro. em sua obra satírica. Voa a farpada seta da mão. Mulher Nordestina – A gente se acostuma com tudo… Onde é que eles estão agora. Destas copadas árvores o abrigo. Porto: Lello & Irmão. 276. delicado. consulta o seu amor e o seu dever ignora. Os velhos não morrem nunca e os jovens não perdem sua força. embora tesoureiro-mor e vigário-geral da catedral da Bahia. Deixa louvar da corte a vã grandeza: Quanto me agrada mais estar contigo. b) A cosmovisão iluminista. no campo humorístico. Mulher Nordestina – Vivos? Lord Cigano – É. teme. e) antecipadamente romântica. Agora. o sutil Nordeste Os torna azuis. d) (1) Iracema. E toma o fresco Tejo a cor celeste. meu santo? Lord Cigano – Ah. Tem tanta riqueza lá. encontra-se presente em vários poemas dos árcades brasileiros. não há poesia sua sobre religião levada a sério. deixa eu ver! Eu tô vendo: eles estão num vale muito verde onde chove muito. quero ver o meu povo. Aponte a alternativa em que houver erro. valorativa da vida natural. Simboliza o porto almejado ou o retorno à felicidade perdida. minha família foi embora. Bye bye Brasil Mulher Nordestina – Meu Santo. Gonzaga. (2) O Uraguai. cuja paz e tranqüilidade servem de palco ao idílio dos amantes e ao sossego da vida. foi nacionalista (pregou contra os holandeses invasores) e se preocupou com problemas sociais (foi contrário a que os colonos portugueses escravizassem os índios). 274. quando compõe o Caramuru. não perde de vista a estrutura formal de Os lusíadas. faz-se alusão ao episódio de uma obra em que a heroína morre. eles estão a muitas léguas daqui. (2) Marabá. b) (1) Marabá. e. a) Algumas obras árcades assimilam certa ideologia da época. chegou à obscenidade. as árvores são muito compridas e os rios são grandes feito o mar. 273. O prado ameno de boninas veste. espera. Notando as perfeições da Natureza! Bocage. p. enaltecedora do saber erudito. (3) Basílio da Gama. 1968. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores.272. na seqüência de Bye Bye Brasil. gela e cora. c) rebuscadamente barroca. não perdoou a ninguém. c) Uraguai. pasma. (2) Iracema. (3) Tomás A. pêra aí. 142. poeta árcade e ilustrado. a) O padre Antônio Vieira. a) (1) Moema. do homem primitivo. vivos. nora. a mãe das flores. Assinale a alternativa correta em que se mencionam o nome da heroína (1). Vem. (3) José de Alencar. d) Santa Rita Durão. ou seja. b) Gregório de Matos Guerra não passou de um panfletário. Meu santo. Filho. ó mísera Indiana! Nesses versos de Silva Alvarença. e) Vida e obra de Tomás Antônio Gonzaga são indissociáveis de Marília. retomadas ao longo dos tempos. a evocação literária de um recanto ideal. Tomando por base este comentário. e de ira e temor ao mesmo tempo cheio resolve. Escrito e dirigido por Carlos Diegues. onde é que eles foram. embora sacerdote. dois elementos da paisagem descrita por Lord Cigano que caracterizam Altamira como um lugar ameno. Uma dessas fórmulas é a chamada tópica do lugar ameno. vacila. Convite à Marília Já se afastou de nós o Inverno agreste A fértil Primavera. ó Marília. epopéia de Basílio da Gama. geralmente bucólico. que não se engana. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. nada produziu. me diga. Eu estou vendo a sua família. foge a estritos moldes camonianos e é sobretudo antijesuítica. neto… Fiquei só com o meu velho que morreu na semana passada. Os escritores clássicos gregos e latinos produziram certas fórmulas de expressão que. Vunesp Leia os textos a seguir. Vunesp Quem vê girar a serpe da irmã no casto seio. d) prenunciadora do Parnasianismo. e) (1) Marília. b) localize. meu santo? Lord Cigano – E eu sei lá? Como é que eu vô saber? Quer dizer… eu sei…eu… Eu tô vendo. que já não vives. b) sugestivamente simbolista. (2) Marília de Dirceu. Centec-BA Quando o poeta neoclássico pinta uma paisagem como um “estado de alma”. no campo lírico.

obra épica de Santa Rita Durão. que irado freme. e lhe lambe o seio. que ao despertá-la Conhece. e cinge Pescoço. a) Indique o nome da obra e o autor. E rompe em profundíssimos suspiros. e os dentes Deixou cravadas no vizinho tronco.. Qual é o argumento histórico do poema Caramuru? Basílio da Gama Caramuru Perde o lume dos olhos. as rupturas com o modelo camoniano. estrofe XLII) Santa Rita Durão PV2D-07-POR-34 A epopéia Os lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. do homem natural. de Basílio da Gama. em que Amor reinava um dia. Diogo cruel!” disse com mágoa. e fere A serpente na testa.e em tortuosos giros Se enrosca no cipreste. 279. e irrite o monstro. e apresse no fugir a morte. do ponto de vista da versificação. e cinge Pescoço. (. sem mais vista ser. Cheios de morte. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os lusíadas. O Uraguai Este lugar delicioso. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. Tinha a face na mão. e faz voar a aguda seta. com que dor! no frio rosto Os sinais do veneno. e vacilou três vezes Entre a ira. Na branda relva. E nem se atrevem a chamá-la. Entre as salsas escumas desce ao fundo. Tinha a face na mão. Os olhos. Lá reclinada. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. que espalhava Melancólica sombra. Na branda relva. Com mão já sem Vigor. E. b) Sintetize o enredo do poema. e muda aquela língua. Cansada de viver. como que dormia. pasma e treme. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. e lhe lambe o seio. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. E param cheios de temor ao longe. e nas mimosas flores. 103 . d) A obra O Uraguai. e triste. (Canto IV – fragmento) 278. e aos ecos tantas vezes Contou a larga história de seus males Nos olhos de Caitutu não sofre o pranto. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. como que dormia. e) A exaltação da vida simples. e braços. no texto dado. c) Aponte. à proporção que retrata de modo positivo a expulsão dos jesuítas de suas reduções. Que toca o peito de Lindóia. 277. Pálida a cor. e a voluntária morte.. e triste. e a boca. Releia atentamente os textos apresentados e. quis três vezes Saltar o tiro. o aspecto moribundo. Este lugar delicioso. Mas na onda do mar. Leva nos braços a infeliz Lindóia O desgraçado irmão. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. e vê ferido Pelo dente sutil o brando peito. e nas mimosas flores. e temem Que desperte assustada. e o temor. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. Vunesp Leia os textos a seguir. do bom selvagem leva os poetas árcades a repudiarem em suas obras poéticas o saber erudito. e verde envolto Emnegro sangue o lívido veneno. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. Lá reclinada. sorveu-se n’água. e lhe passeia. que espalhava Melancólica sombra. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. Enfim sacode O arco. E fuja. liga-se ideologicamente à política do Marquês de Pombal. sem mais demora Dobrou as pontas do arco.) Porém o destro Caitutu. Fogem de a ver assim sobressaltados. a seguir: a) aponte. Cansada de viver. ocorre a apologia do cristianismo. e braço. que treme Do perigo da irmã. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah. e lhe passeia. Açouta o campo co´a ligeira cauda O irado monstro. Que ao surdo vento. soltando o leme. (Canto VI.c) Em Caramuru.

15. A ambientação no litoral é semelhante e também a presença do refrão em ambas. 29. b) Pode ser tomada como cantiga de maldizer. 17. Texto antropocêntrico. A 04. permanece a temática em que a mulher é um ser superior (vassalagem amorosa) que faz o eu lírico sofrer (coita). repete-se o refrão. A 25. O tema do abandono e o sofrimento decorrente dele aparecem tanto na poesia trovadoresca como na poesia palaciana. a) A personagem que se expressa no último verso é a moça apresentada na 1ª série paralelística. D 31. B 36. a) Refere-se às romarias. eventos comuns na época. B 35. justifica-se para representar o quanto a jovem ficou zangada com a mentira do amado. coita (você me arrasou). O refrão “sanhuda lh’ and’ eu”. b) Ao dizer que seu observador adivinhou seus sentimentos. 21. 24. Justifica-se essa utilização para enfatizar que o amado havia mentido para o eu-lírico. ela exprimia indireta e disfarçadamente com as cantigas. O tema da coita 104 amorosa. “mentiu per seu grado”. pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. demonstra que o eu poético sabe em que lugar se perdeu. 27. a) A cantiga estrutura-se em duas séries paralelísticas: 1ª série – estrofes 1 e 2. detalhada na observação dos fatos históricos. 14. terrenas. terrenas. Formalmente o texto faz referência ao Trovadorismo. A V. na oposição interior x exterior. D 22. B 05. e “mais bem des aquel dia”. 19. ou maliciosa (uma moça sendo vista seminua). é enfatizada a imagem da moça que canta para o amigo enquanto trabalha. aspecto fundamental da cultura do período. “mais por que mh-á mentido. b) Texto antropocêntrico. a) Atitude “científica”. por meio do uso do português arcaico (galego-português). b) Texto I ⇒ e me non falou Texto II ⇒ E nem escuta quem apela c) O trovador afirma que o desprezo da amada provoca nele uma dor pior que a morte. A 08. presente no final de cada estrofe. E 28. por meio da fala de uma personagem. I. inclusive. 20. em comparação aos textos trovadorescos. por mostrar uma situação satírica. antes. II. Apontar para a mudança no vocabulário (mais fácil). 06. envolvendo alguém claramente identificado (Filha de Don Paai Moniz). C 10. D IV.Língua Portuguesa 3 – Gabarito 01. apresentando inclusive expressões próprias da Idade Média lusitana (non dormho á mui gran sazon/ ai meu lum’e meu ben). I. 26. A III. Ao final de cada estrofe. por apresentar uma crítica direta e explícita a alguém cujo nome é. Os versos em que ocorre a utilização do paralelismo são: “mentiu-mh o meu amigo:” . C 11. Além disso. é outra característica trovadoresca presente. O interesse de Fernão Lopes pela pesquisa histórica indica a tendência humanista para o cientificismo. 18. acaba por não chegar a uma explicação. senhora). O último verso não integra o paralelismo. 09.”. a) Em ambos os textos. a amada procura desprezar o amante ou aquele que a admira. citado (Don Meendo) b) O trovador acusa o satirizado de tê-lo roubado (ou enganado com sua conversa esperta). a) Presença do eu lírico masculino e abordagem da coita amorosa. Já o segundo texto. a) II c) I b) III d) IV 02. 2ª série – estrofes 3 e 4. 23. C 37. B 07. pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. a) Cantiga de maldizer. 13. marcada pelo teocentrismo. já na segunda série. eu lírico masculino. a partir de uma antítese. A confissão de apaixonado do eu lírico e a presença do amor cortês identificado na palavra “Senhor” com que é tratada a mulher amada. A 32. da separação seguida de sofrimento por parte do apaixonado trovador. são expostos os sentimentos da moça. C 30. A 34. C 33. C II. A . D 12. C 38. b) A referência às romarias indicia a religiosidade medieval. Cantiga de amor: vassalagem amorosa (princesa. 03. D 16. b) Na primeira série paralelística. a moça confessa seu sofrimento amoroso que. O primeiro texto. que canta sua infelicidade amorosa.

I. B e II. c) No Classicismo. a) Camões foi o maior representante do Classicismo em língua portuguesa. já Pero dá-lhe total liberdade. e sem paixão me leia” –. Assim.39. artesãos etc. ser de família importante e. D 66. O 2º texto pertence ao Classicismo. O 1º texto pertence PV2D-07-POR-34 . no texto. que é exatamente o aspecto realçado aqui pelo poeta. enquanto ele partissubstituição aos tradicionais verse para a guerra. Gil Vicente. c) Indica uma postura mais independente da ortodoxia católica. b) Como curso natural. sem malícia. do dolce stil nuovo era o uso de c) Inês seria aprisionada pelo versos decassílabos (por isso primeiro marido. vivendo de seus próprios a) Inês reclama dos serviços recursos. isto é. já que morreram defendendo interesses da Igreja Católica. de forma humilde. o alto modera”. sobriedade. juízes. ao período humanista. ter muito. desejando inveja. O segundo mostra a vida livre que sempre uma concepção mais raciodesejou. agiotas. 40. sos de redondilha maior e menor ficaria sem a liberdade (que passaram a ser conhecidos que pensava obter com como “medida velha”). Povo. 63. nalista e generalizadora do a) A soberba. sendo exemplo de poesia palaciana. apenas b) Inês optaria por casar-se. 41. obra da natureza. A 105 47. o tempo. D 69. imitação dos clássicos antigos – “Na boa imitação” – . a) Auto da barca do inferno. cavalo. a vaidade e a amor. b) Representa o homem mais humilde e simplório. tanto a força das armas (“justas armas”) quanto a influência do saber ( “Sãs letras”). E 52. equilíbrio – “Corta o sobejo. Brás da chamados de “medida nova”). c) Um homem ingênuo. ocorre a valorização da racionalidade. b) O poeta coloca. Depois de 62. A mediania (ou “aurea viver e folgar como outras mediocritas”) é louvada: não moças. mental e emotivo. a grande novidade berdade. casaria novamente. e não de Deus. a) Lança uma série de impropérios e ofensas ao Diabo. A carta de Antônio Ferreira permite identificar uma série de elementos clássicos: arte como expressão da natureza humana. 46. conceito humanista antropocêntrico — “Conheçame a mim mesmo” –. racionalismo – “O juízo quero! De quem com juízo. esteios/ Firmíssimos de Império só tenhamos. nem pouco. o que Por meio do casamento. a) Como tendo sido castigo divino (a ira de Deus fizera aquilo). merecer o céu. vai acrescentando/ O que falta. referências mitológicas – “Apolo”. D 70.”). pois ele “derruba” Inês b) O poeta. o necessário. está no meio. ó Poeta. 64. A 45. tematizanvalendo-se da experiência do uma experiência amorosa para conseguir garantir particular. a) Os dois versos finais (“Sãs letras. fenômeno natural. No contexto humanista. o baixo ergue. e estudo” –. 65. prega uma com sua repressão. linguagem clara – “Ao escuro da luz./ Mas muito mais que o engenho. em um mesmo plano de importância para a administração do reino. b) Pela atitude teocêntrica de salvar a alma dos cavaleiros. D 60. tratado aqui de forma exploração dos pobres. o engenho pode dar-te. existência simples e equilíbraE 48. C 43. b) Ele afirma ser “fidalgo de solar”. valorização da bagagem cultural – “Muito. isto é. E 42. O primeiro texto é mais sentiviúva. universalismo – “Tudo a ua igual regra conformando” –. justas armas. C 59. “nove Irmãs” –. por isso. b) Pensamento teocêntrico 55. e ao que pudera/ fazer dúvida aclara” –. 49. A 54. D 57. a) Trata-se da noção de equilíBrás da Mata representa o brio. 72. domésticos que a prendem para se manter longe da na casa da mãe. a) O trecho que se relaciona literalmente com o final da peça é “asno que me leve quero”. o equilíbrio. b) O primeiro marido de Inês – Brás da Mata – tratava-a de modo agressivo e tirânico. c) É uma sátira moral da sociedade portuguesa da época. B 71. a segunda. contenção –“com o decoro o tempera”. b) Heróis que cantaste/armas/ barões/oceano/a história que narraste/deuses/ninfas/guerras/cobiças/amador/etc. a) Porque lutaram em nome de Jesus Cristo. isso ilustra a passagem de concepções teocêntricas para concepções antropocêntricas. Inês abandona seus ideais com o propósito de levar uma vida prazerosa. A da. em Mata. E 53. Pero Marques age como um “asno” em duas situações: a primeira quando serve de cavalgadura. Formalmente. ela pensa encontrar a li. 58. 44. por não saber que Inês o traía. o casamento. 51. 50. universal. C 56. da inteligência. B 67. E 68. “do ornamento / Ou tira ou põe” –.61.

o poeta define a matéria temática de Os lusíadas: a coragem e a ousadia dos portugueses. a) O verbo “alongar” associase a cansaço da vida. Nele. 81. e as terras viciosas / De África e de Ásia andaram devastando. a) O narrador é Vasco da Gama. Esse recurso é a figura de linguagem chamada prosopopéia. 76. B 102. Pedro pelo crime. b) O poder tirânico do amor foi a causa mortis de Inês de castro. 87. no primeiro verso da segunda estrofe. 103. o Império. A 108. 77. sem grandeza. Assim como um caçador acaba com a vida do segundo. para Fernando Pessoa. a) São os versos 2 – 4 da segunda estrofe: “Daqueles reis que foram dilatando / A Fé. c) O Frecheiro cego é Cupido. movimento estético renascentista. o deus do Amor (Eros). c) No episódio do “Velho do Restelo”. uma ênfase em relação aos anteriores. c) Para Saramago. uma oposição entre “gastando” e “cresce”. como a cobiça e a ambição que nortearam a empresa das navegações lusitanas. “velho” é sinal de incapacidade para o trabalho. E 82. Vide a repetição do verbo “cessar”. 110. é o expoente do Classicismo lusitano. b) O poema de Fernando Pessoa é uma paródia séria do texto de Camões. c) O poeta registra o estado de espírito de um povo marcado então pela decadência. No episódio conhecido como “Gigante Adamastor”. Os “barões assinalados” (isto é. 104. B 107. 97. D 106. outros motivos são revelados. A 98.73. . exigência de Eros. a) Decassílabo (10 sílabas poéticas) b) Viagem de Vasco da Gama às Índias. autor de Os lusíadas. feita em 1498. Ele representaria a personificação do Cabo das Tormentas. B 100. a) Trata-se de um soneto decassílabo. E 83. Portugal é “quase cume da cabeça / De Europa toda”. D 90. 80. C 96. b) Vasco da Gama representa a modernidade e o ideal expansionista. muito distante das glórias dos heróis do poema camoniano. 92. C 91. C 93. general). que entendia a História como uma sucessão de feitos promovidos pela aristocracia. A 106 86. o poeta atenua a responsabilidade do pai de D. a) Camões é autor representativo do Classicismo. Ambos fazem uma descrição do mapa da Europa através da personificação de acidentes geográficos: para Camões. a) A “gente surda e endurecida” a que se refere o poeta são seus contemporâneos. D 94. E 99. varões ou homens ilustres. 74. b) Pôr freio a penas significa “Não chorar”. “velho” é experiência. Além disso. macedônios (Alexandre) e romanos (Trajano. em Camões. 101. como parte da constituição do Império Colonial Português. que os tornaram superiores aos gregos (o “sábio grego” é Ulisses). o Frecheiro cego acaba com a liberdade do primeiro. Quanto mais a idade avança. b) O poeta compara o próprio coração com um passarinho. b) Nesses versos. importantes) são os heróis portugueses das Grandes Navegações. é “o rosto com que fita”. seus antepassados. O “encurtar” relaciona-se à proximidade da morte. E 109. A 89. acertando aleatoriamente e fazendo com que os flechados se apaixonem uns pelos outros. E 85. Os dois últimos versos são uma confirmação. sem aspirações maiores. 111. B 95. a) L u í s Va z d e C a m õ e s (1525-1580). C 84. o poeta insinua que os motivos que teriam levado os portugueses a se empenharem na tarefa das Grandes Navegações teriam sido a expansão do Império e a eliminação do paganismo. Fernando Pessoa (1888-1935) é a grande expressão do Modernismo português. o deus do Amor na mitologia clássica. Pedro era mais forte que os laços aristocráticos. troianos (Enéias). enquanto o velho representa o apego à tradição. Porque a ligação entre Inês e D. B 78. A 79. João V. a) O vocábulo Amor grafado com maiúscula no 5º verso está relacionado à personificação do amor. b) Há. 105. que não se satisfaz apenas com lágrimas e sim com sangue humano. ao responsabilizar o Amor. A expressão indica o elitismo da concepção histórica do poeta. b) D. b) O poeta os acusa de abdicarem de suas tradições gloriosas em nome da cobiça e da pura preocupação material. D 75. mais o poeta se aproxima do fim da vida. Ele é representado por uma criança: um anjo de olhos vendados (por isso é chamado de “cego”) que atira flechas para todos os lados. c) O pronome “ele” refere-se ao vocábulo “bem”. D 88. Trata-se do verso 5 da terceira estrofe: “Que eu canto o peito ilustre lusitano”. a) Porque tinha medo de morrer sem terminar a construção do convento de Mafra.

Andresen. D 145. 124. próximo/distante. A 149. D 120. associado a concepções mitológicas. é o mundo que determina os sofrimentos do amor: “sítio frágil”. onde tudo “quebra. C 131. considerando basicamente as contradições que envolvem esse sentimento. Cultismo (atitude sensual) e conceptismo/conceitismo (atitude intelectual). oposição céu e terra. b) No soneto. calma/vento. B 132. Os dois textos discorrem sobre o amor. a) A metáfora que fundamenta o soneto é a associação entre o ser humano. em um naufrágio. João Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas Fernando Pessoa – Cancioneiro 129. 125. D 127. uma escrava que o retém escravo por subjugá-lo sentimentalmente. Sim. C 119. então colônia de Portugal. 140. 144. fogo e descontentamento. O segundo revela olhar irônico e iconoclasta. As características de estilo barroco presentes no trecho de Vieira são: apelo à inteligência e à compreensão racional. triste/contente. Sua biografia confirma: passou metade da vida em Portugal e a outra metade no Brasil. O uso abusivo da figura de sintaxe – silogismo – caracteriza o cultismo no trecho. 139. c) Expressou a relação de servidão que mantém com a sua amada. C 147. A aproximação e a comparação da figura de Alexandre Magno. c) O verso empregado no poema foi o decassílabo. 115. ou seja. 154. b) Não. o conteúdo é narrativo. geralmente com pano de fundo histórico. argumentação. A 156. No entanto. sinuosidade de raciocínio e de linguagem. porém viva nas lembranças dele. a) A antítese do início do poema se expressa através da oposição entre a vida e a morte: a amada está morta. 157. A 113. preocupação com a definição do sentimento amoroso. 153. O Padre Vieira teve atuação decisiva na vida política portuguesa. ou seja. Para S. durante algum tempo. tema da conversão: contra-reformismo. Os versos que indicam esse episódio da biografia camoniana são: “Eternamente as águas lograrão / A tua peregrina fermosura”. A simetria formal do soneto camoniano contrasta com os versos livres e brancos da poetisa. chamado pentassílabo ou redondilha menor. D 141. B 150. efemeridade da vida. 137. essa morte se deu tragicamente. Os versos são decassílabos. exposição tortuosa. O tipo de verso não poderia ser colocado como diferença significativa. 133. Todavia. seus sermões tematizavam tanto a realidade lusitana quanto a brasileira. ao Modernismo. 146. 117. além de ser uma mescla de cultismo e conceptismo. sujeito às perturbações do pecado. B 152. temos a sugestão de que o ser humano é um barco que navega no mar da vida. o poeta sugere a Igreja. b) O conflito espiritual é marca do Barroco. religiosidade. C 135. por possuir catorze versos dispostos em duas estrofes de quatro versos (quadras) e duas de três versos (tercetos). ou a vida humana. e o esquema de rima é: abba abba cde cde. 136. D 121. a) O texto original revela um olhar encantado com as terras descobertas e repleto de sentimento nativista. 128. a religiosidade e os caracteres conseqüentes desse tema: angústia (expectativa pelo perdão divino). o decassílabo.112. mente e separa”. como mandava a tradição clássica. faz parte da sua própria essência ser dor. desconcerto do mundo. b) O primeiro texto pertence ao Quinhentismo e o segundo. Camões considera o amor dificultoso em si. fogo invísivel ou contentamento. Na poesia épica. verso de medida nova. C 118. D 116. d) Trata-se de um soneto. grande conquistador do mundo antigo. 107 PV2D-07-POR-34 . O Classicismo introduziu em Portugal o chamado verso de “medida nova”. Para escapar delas. citações bíblicas. C 148. Na poesia lírica. 122. Basicamente. A diferença mais significativa é o conteúdo. Fugacidade das coisas. exploração do paradoxo (cegueira/luz). o que afetava o Brasil. disfarçados nos seus opostos: ferida indolor. C a) Como exemplo de antíteses pode-se citar: riso/pranto. escreveu em decassílabos tanto poesia épica (Os lusíadas) quanto poesia lírica (Os sonetos). a) Verso de 5 sílabas. Por isso. por exemplo. A 126. O fragmento da questão é um bom exemplo da preocupação do Padre Antônio Vieira com temas de caráter social e de dimensão política. B 151. B 142. D 130. emudece. porque Camões. E 114. A incorporação do objeto amado sem a necessidade da materialização. Rigor formal (soneto decassílabo). e um barco. E B 134. metaforizada em porto seguro. “lugar de imperfeição”. um dos esquemas utilizados nessa tradição. conviveram a medida nova e a medida velha. b) Segundo o poema. amor racionalizado e uso de imagens antitéticas (últimos versos). 123. a temática expressa os estados emocionais de um eu lírico. C 143. C 138. A 155.

a passagem sentante. Mas • Desenvolvimento ou arguA fineza do amor praticado por podemos citar também o mentação – defesa da idéia Cristo reside na disposição do hipérbato do verso 3: “Em trazida pelo tema. A Judas. que traduz.” é praticada por um sujeito car-se como o filho pródigo. c) O poeta afirma que a reafirmação do sentido moúnica coisa firme (isto é. outros apóstolos na dimensão típica da tendência conceptista 189. A 185. Tal contradição relaciona-se ao dualismo barroco. tristezas / alegria. tão fino e tão traduz uma “obrigação” que pelo fato de o poeta coloatento. • Intróito ou exórdio – apretristes sombras / formonada do outro. o ato de amar tem como constante) no mundo é a causa e finalidade a realiza. a) “As causas (. D paradoxal. “tristeza” x “alegria”. As idéias contidas no primeiro sensual. . b) Como homem.. A 180. de sua vilania. 165. de redenção dos pecados. 162. de quem ama “não raciocínio. E 174. Os dois sonetos abordam a transitoriedade da vida. outro para fins determinados. C 172. b) Porque relaciona-se con. “sombra” . o amor que tem das contradições próprias “fruto”. para que ela 163. no é fruto. o traço comum da representa a possibilidade fim. por meio sujeito amante em exercitar tristes sombras morre a de argumentos. aquele que ama porgumentação para expressão que o amam. Cristo amou Judas como a títeses e paradoxos. No soneto II: “flor” e “cinza”. dava graças a Deus por finalidade. 176. em que pólos opostos se fazem presentes.. e calo. a) O conectivo porque e 177. um sentimento que se com• Peroração – epílogo com a pleta pelo próprio exercício. ral e religioso desejado. Já para que cobrando de Deus o mesmo “Cansado de correr na direção recupera fruto. espécies de amor. de início. O dualismo barroco está eu-poético oferece à Maria.. E pelo sujeito “interesseiro”. a efemeridade dos dias. por sua gratuidade.) cega” damente. em respirar apresentação de uma das 181. formosura”. técnica goze da flor da mocidade. nem se usa o sentação do tema.178. “firmeza” x “inconstância”. O conceptismo é uma das vertentes da estética barroca. Essas são as duas espécies de amor preteridas por Vieira em função do amor “fino”. C inconstância. III. amou-o ciente rápida do tempo.168. para que conhece-se pecador e Deus poeta desejava louvar e.. e o amor “fino”. desde que atendam às especificações do enunciado). deles. C trata-se de uma afirmação amor. A 171. explicando perdão paterno bíblico.) cega” b) O texto é repleto de antíb) “a luz faz (. isto é. isto é. B 158. a) A mulher divinizada e a barroco. Texto I textualmente à causa na 179.com a do pirata saqueador evidenciam a crítica aos valores morais e a visão ideológica do autor. Para Vieira. o da motivação. mulher mais terrena e o vocábulo causa pos190. indiciando um mal. sura. No texto de Vieira. Texto II “agradecido”. desinteressa. II e I 191. a) O soneto fala da fugacidado conhecimento que tinha da qual Vieira é o maior reprede da vida. o amor considera a função do Deus beijo de namorada” “negociação”. O episódio é a volta do filho sucinto. 187. o que se nota é exatamente 188. Gregório rese opõem porque.. indiciando um bem. nem para que 167. 108 182.170. (Outras respostas poderão ser aceitas. E 160. o desinteresse – amor que “não há de ter por quê. D 184. que o amem.. A transitoriedade da vida e a que não possui causa nem o desenvolvimento de um ação do tempo sobre as coisas fruto. A 166. 183. o conceptismo de “amor”: o amor que tem é associado ao uso da ar“causa”. nem para quê”. justificam o conselho que o porque o amam. bem ao gosto 164. A 175. firmeza / inconstância). dentre outras. numa contrária a espécie de amor que alusão direta ao que o poeta Sem pódio de chegada ou implica finalidade. e o anjo que tenta. praticado Pai. E 161. presente na utilização de ansegundo soneto. o que pródigo. suem o traço semântico e nos últimos versos do soneto comum da causalidade. A “Largo em sentir. no o amem”. ter acabado a tarefa. 159. Como se vê. Percebe-se no enfoque da mulher como anjo que guarda. “pó”. aquele que ama para do estilo. num exercício de teses (Luz / noite escura. ção do próprio sentimento de 173. amor em que não se exige 169. A ligação é feita Peno. No soneto I: “nasce” x “não dura”. há três espécies Geralmente. A 186.

o momento preciso. C 243. além de referência idealizada à mulher amada. com uma função expressiva de mostrar os sentimentos do poeta. misturado à incerteza da própria sobrevivência. no segundo. idealizada também como uma Senhora. Exemplos: “Vede-as com mágoa. numa tendência idealizadora clara em relação à mulher. sobrepôe a amada. 226 B 227. E 237. 220. 201. Seu romance com Maria Dorotéia Joaquina de Seixas. 222. refere-se ao incômodo de haver modelos a serem seguidos. E 240. 109 223. A 231.” “Que fazendo disfarce do tormento. D 203. A A 205. 213. a força que atinge a todos. econômico e político. C 236. a) Trata-se do carpe diem. 211. uma etapa da vida. Além disso. C 234. é referido na segunda em tom de lamento e saudade. 256. 241. Reis o faz. 255. D A C E D 209. C C D A D 245. D 206. e a segunda. essas diferenças de situação são evidenciadas já a partir dos tempos verbais utilizados em cada um deles: presente no primeiro e passado no segundo. D 254. Mostro que o não padeço. conseqüentemente. PV2D-07-POR-34 198. E 258. imitados. E 233. D 244. Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga. Não é uma postura tipicamente árcade e sim préromântica. expressa especialmente nos dois últimos versos. o otimismo orgulhoso do texto I é substituído pela saudade desiludida no texto II. B 199. Texto I “Largo em sentir. D 252. C 250. 212. aureas mediocritas Estrofe 3: aureas mediocritas Estrofe 4: pastoralismo. 195. O Uraguay – José Basílio da Gama. e calo. com o poeta já preso. D 260. 246. A C B A D C 208. A 253. A 200. Presença de ambientes noturnos e subjetividade. Gonzaga foi preso em 1789. 217. vede-as com piedade. A C 202. em respirar sucinto. B 229. por essa idealização feminina. Moral – segunda estrofe Econômico – terceira estrofe Político – quarta estrofe D 196. mortais e deuses. ou seja. 251. b) Gonzaga valoriza o presente relativo a um processo mais longo. ou que desminto. A 242. 224. A 232. 257. tão fino e tão atento. Estrela. bucolismo. b) O eu lírico incita o leitor a emocionar-se diante da obra que produz. 219. A 238. A 228. e sei que o sinto. levando em conta apenas o instante. No primeiro. isto é. atitude nitidamente pré-romântica./Que elas buscam piedade e não louvores”. abrangendo os aspectos moral. sem a idealização dos textos árcades em geral. Por apresentar elementos pornográficos em seu conteúdo. 197. Peno. B 230. Dentro no coração é que o sustento:” “Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito. o aproveitamento do momento presente. bucolismo (locus amoenus) . É um bucolismo sombrio. A 207. do aqui-agora. 214. A supervalorização do afeto da mulher amada. de bicha.. Devido ao seu envolvimento com a Inconfidência Mineira. 221. Nos textos. 247. 216. Pastoralismo. A 248. o eu lírico mostra-se insatisfeito com a idéia de abafar o “eu”./Cantados pela voz da Dependência”.” Texto II “A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos” “Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades” “Te chamam de ladrão. do tempo presente. 194. A primeira parte da obra foi escrita ainda em liberdade. São marcos do Arcadismo: bucolismo. C 193. maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro” “Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro” Poesia fescenina. 225. B O poeta relativiza a natureza ao compará-la à amada e. C 239. 218. 204. vale mais a emoção que o equilíbrio formal ou temático de que o eu lírico se tenha valido em sua obra. B 249. sem exceção. 210. Porque não existe beleza na terra que se compare à de Marília.192. C 259. celebrado na primeira parte.” “O mal que fora encubro. Crítica social. Estrofe 1: bucolismo (fugere urbem) Estrofe 2: pastoralismo. influência da cultura greco-romana carpe diem etc. uso de pseudônimo de pastores gregos ou latinos e racionalismo. 235. a) São os seguintes versos: “Escritos pela mão do Fingimento. 215. São marcos que antecipam o Romantismo: subjetivismo e egocentrismo (uso da 1ª pessoa). Significa destino.

b) Os elementos formais que evidenciam a adesão de Durão ao modelo camoniano são: estrofes de oito versos (oitava) decassílabos. “ligeiras águas” etc. A 263. 278. a) O Uraguay – José Basílio da Gama b) Aborda a guerra entre jesuítas e índios do projeto Sete Povos das Missões contra tropas portuguesas.261. 268. além da busca da simplicidade formal. C 275. O Neoclassicismo procura recuperar valores clássicos. como conseqüência da aplicação do Tratado de Madri. Adjetivação convencional: “úmidas” ribeiras”. c) Texto sem estrofação e brancos (sem rima). ou seja. B 276. “cristalino rio”. 279. 110 . B 271. B 269./ herdai os bens. fontes genuinamente clássicas: “Lede (…) os clássicos honrados. Heptassílabo: A/que/ le/pas/tor/a/man/te. E 270. de versos brancos alternados com rimas imperfeitas e de uma adjetivação convencional. E 274. “cristalino rio”. queixa/perceba. avena/ penhas. 266. a) As características mais evidentes são o bucolismo e o pastoralismo. a) “É uma terra tão verde…” e “Tem tanta riqueza (…) trabalhar”. apesar dos versos decassílabos como no poema de Camões. Bucolismo: todos os elementos da paisagem campestre: “úmidas ribeiras”. que determina o uso do heptassílabo. b) Pastoralismo: “Aquele pastor amante”(…) “Guiava as brancas ovelhas”. concretizando o ideal de simplicidade do Arcadismo. B 264. D 272. a) Santa Rita Durão segue mais de perto a forma do poema camoniano. herdai essas conquistas. D 265. “doce avena”. Filinto Elísio crê no artista que se embebe em fontes latinas ou gregas. Rimas imperfeitas: ribeiras/ovelhas. 273. B 277. D 262. “brancas ovelhas”. Observações sobre a natureza e sobre usos e costumes da cultura indígena e brasileira. b) “Deixa louvar (…) grandeza”./ Que em reinos dos romanos e dos gregos/ Com indefesso estudo conseguiram”. com esquema de rimas abababcc (oitava rima). Versos brancos: “Aquele pastor amante”/”Deste cristalino rio”. D 267. “bárbaras penhas” etc.

PV2D-07-POR-34 111 .

112 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful