Língua Portuguesa 3

Literatura Colonial

Capítulo 1
01. Classifique as cantigas abaixo, usando o código: I. de amor III. de escárnio II. de amigo IV. de maldizer a) ( ) Pela ribeira do riso salido (1) trebelhei (2), madre, con meu amigo: amor ei migo, que non ouvesse; (3) fiz por amigo que non fezesse! (4) Pela ribeira do rio levado trebelhei, madre, com meu amado: amor ei migo, que non ouvesse, fiz por amigo que non fezesse!
João Zorro

d) ( ) Pero Rodriguez, da vossa molher non creades mal que vos ome diga, ca entend’eu dela que ben vos quer e quem end’al disser, dirá nemiga (1); e direi-vos em que lhe entendi: en outro dia, quando a fodi, mostrou-xi-mi muito por voss’amiga.
Martim Soares

Vocabulário: 1. mentiras, falsidades. Leia o texto a seguir e responda à questão 02. Ai, madre, bem vos digo: mentiu-mh o meu amigo: sanhuda lh’and’eu’. Do que mh-ouve jurado, pois mentiu per seu grado, sanhuda lh’and’eu’. Non foi u ir avia. mais bem des aquel dia sanhuda lh’and’eu’. Non é de mi partido, mais por que mh-á mentido, sanhuda lh’and’eu’.
In: PINA, Julieta Moreno. O tempo e a palavra. Porto, Portugal: Areal editores, 1991, p.33.

Vocabulário 1. “Pela margem onde corre o rio”; 2. “brinquei”; 3. “Antes não tivesse tanto amor comigo”; 4. “Fiz pelo meu amigo o que não devia ter feito”. b) ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me fez andar; e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’eno granhon (1), e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, Sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, per boa fé; a un palm’ e meio no pé e no cós três polegadas. Vocabulário: 1. bigode c) ( )
Pero Viviães

Vocabulário Madre: mãe Sanhuda lh’and’eu’: ando zangada com ele Mentiu per seu grado: mentiu porque o quis fazer Non foi u ir avia: não foi aonde havia de ir Non é de mi partido: não rompi (o relacionamento) com ele 02. O paralelismo é um recurso muito utilizado no gênero lírico de várias épocas e consiste na repetição de versos ou na correspondência de construções sintáticas. Transcreva da cantiga os versos que utilizam esse recurso e justifique essa utilização.
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Que razon cuidades vós, mia senhor, dar a Deus, quand’ant’El fordes, por mi, que matades, que vos non mereci outro mal se non que vos ei amor, aquel maior que vol’ eu poss’aver; ou que salva (1) lhi cuidades fazer da mia morte, pois per vós morto for? Vocabulário: 1. desculpa
D. Dinis

03. Unifesp Leia a cantiga seguinte, de Joan Garcia de Guilhade. Un cavalo non comeu á seis meses nen s’ergueu mais prougu’a Deus que choveu, creceu a erva, e per cabo si paceu, e já se leva! Seu dono non lhi buscou cevada neno ferrou: mai-lo bon tempo tornou, creceu a erva, e paceu, e arriçou, e já se leva! Seu dono non lhi quis dar cevada, neno ferrar; mais, cabo dum lamaçal creceu a erva, e paceu, e arriç’ar, e já se leva!
CD Cantigas from the Court of Dom Dinis. harmonia mundi usa, 1995.

05. Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo E ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O porque eu sospiro! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amado porque ei gran cuidado! E ai Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

Cossante Ondas da praia onde vos vi, Olhos verdes sem dó de mim, Ai avatlântica! Ondas da praia onde morais, Olhos verdes intersexuais. Ai avatlântica! Olhos verdes sem dó de mim, Olhos verdes, de ondas sem fim, Ai avatlântica! Olhos verdes, de ondas sem fim, Por quem jurei de vos possuir, Ai avatlântica! Olhos verdes sem lei nem rei Por quem juro vos esquecer, Ai avatlântica!
In Estrela da vida inteira, José Olympio/ INL, 1970.

A leitura permite afirmar que se trata de uma cantiga de: a) escárnio, em que se critica a atitude do dono do cavalo, que dele não cuidara, mas, graças ao bom tempo e à chuva, o mato cresceu e o animal pôde recuperar-se sozinho. b) amor, em que se mostra o amor de Deus com o cavalo que, abandonado pelo dono, comeu a erva que cresceu graças à chuva e ao bom tempo. c) escárnio, na qual se conta a divertida história do cavalo que, graças ao bom tempo e à chuva, alimentou-se, recuperou-se e pôde, então, fugir do dono que o maltratava. d) amigo, em que se mostra que o dono do cavalo não lhe buscou cevada nem o ferrou por causa do mau tempo e da chuva que Deus mandou, mas mesmo assim o cavalo pôde recuperar-se. e) maldizer, satirizando a atitude do dono que ferrou o cavalo, mas esqueceu-se de alimentá-lo, deixandoo entregue à própria sorte para obter alimento. 04. Mackenzie-SP Sobre a poesia trovadoresca em Portugal, é incorreto afirmar que: a) refletiu o pensamento da época, marcada pelo teocentrismo, o feudalismo e valores altamente moralistas. b) representou um claro apelo popular à arte, que passou a ser representada por setores mais baixos da sociedade. c) pode ser dividida em lírica e satírica. d) em boa parte de sua realização, teve influência provençal. e) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores, expressam o eu lírico feminino.
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Aponte semelhanças entre a cantiga de Martim Codax e o poema do poeta modernista Manuel Bandeira. 06. I. ( ) Rui Queimado morreu com amor em seus cantares, par Sancta Maria, por a dona que gran ben queria, e, por se meter por mais trovador, porque lh’ela non quis [o] ben fazer, fez-s’el en seus cantares morrer, mas ressurgiu depois ao tercer dia! Esto fez el por ua sa senhor que quer gran ben, e mais vos en diria: porque cuida que faz i maestria, enos cantares que fez a sabor de morrer i e desi d’ar viver; esto faz el que x’o pode fazer, mas outro’omem per ren non [n] o faria. (...)
P. Garcia Burgalês

Manuel Bandeira

II. ( ) En gran coita, senhor, que pelor que mort’ é, vivo, per bõa fé, e polo vosso amor esta coita sofr’eu por vés, senhor, que eu vi pelo meu gran mal
D. Dinis

07. Uma das afirmativas abaixo, feitas sobre os romances de cavalaria, não está correta nem pode ser justificada em hipótese nenhuma. Qual é ela? a) A Demanda do Santo Graal pertence ao ciclo de Carlos Magno e aos doze pares de França. b) Não se sabe quem é o autor do Amadis de Gaula, romance datado do início do século XVI. c) Um dos importantes ciclos de cavalaria é o do rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. d) Os romances de cavalaria têm sua origem nas canções de gesta (poemas com temas guerreiros). e) A penetração do romance de cavalaria em Portugal aconteceu no século XIII, durante o reinado de Afonso III. 08. A Sant’lag’en romaria ven el-rei, madr’, e praz-me (1) de coraçon por duas cousas, se Deus me perdon, eu que tenho que me faz Deus gran ben: ca vere’i (2) el’rei nunca vi e meu amigo, que ven con el i.
Vocabulário: 1. me dá prazer; 2. aí

III. ( ) Vaiamos, irmã, vaiamos dormir nas ribas do lago, u eu andar vi a las aves meu amigo. Vaiamos, irmã, vaiamos folgar nas ribas do lago, eu vi andar a las aves meu amigo
Fernando Esguio

IV. ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me faz andar, e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’e eno granhon, e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, por boa fé; a un palm’e meio no pé e nos cós três polegadas.
Pero Viviães

Através das cantigas trovadorescas, podemos conhecer muita coisa sobre a Idade Média. Sobre a estrofe acima, responda: a) A que fato comum da Idade Média ela faz referência? b) Qual a importância de tal fato para a compreensão da sociedade medieval? 09. UniCOC-SP Ondas do mar de Vigo, Se vistes meu amigo! E ai, Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, Se vistes meu amado! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O por que eu sospiro! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, Poer que hei gran cuidado! E ai, Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

V. ( ) Pero eu dizer quysesse, creo que non saberia dizer, nen er poderia, per poder que eu ouvesse a coyta que o coytado sofre que é namorado, nen er sey quen mh-o crevesse.
D. Dinis

Com relação ao texto, é incorreto dizer que: a) justifica a presença de recursos estilísticos que contribuem para o caráter musical do poema o fato de, no contexto em que ele foi produzido, a literatura ser veiculada literalmente. b) a musicalidade do texto é adequada, estilisticamente, à expressão de conteúdos emotivos.
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Relacione: a) Cantiga de amor b) Cantiga de amigo c) Cantiga de escárnio d) Cantiga de maldizer

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malvada. a) Na cantiga de amor. ambos os textos abordam uma mesma postura da amada a que se referem. Assinale a alternativa incorreta. c) A cantiga de maldizer utiliza muitas vezes o erotismo. b) amor cortês e queixa da ausência do amado. c) A influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas de amor galego-portuguesas. 3. Senhor. quando m’eu espedi (1) de mia senhor. que. Mha senhor. no texto I? 52 13. mia morte tenho na man. São características da cantiga de amigo: a) amor platônico e sentimento feminino. Ca non dormho á mui gran sazon.c) sua musicalidade advém apenas da regularidade das rimas emparelhadas e da presença do refrão. encontramos a purificação do apelo erótico. d) pertence ao gênero lírico. E pois tal coita non mereci. d) A cantiga de escárnio é uma sátira direta e de humor picante. a) Nas cantigas de amigo. 2. em cada um dos textos. . O primeiro foi escrito por um nobre. 10. a) Que postura é essa? b) Aponte os versos em que a postura se evidencia. e quando mi’houv’a ir (2) e me non falou foi que non morri. Mha senhor. e) Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros. e de vós non ar ei al. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta a respeito do Trovadorismo em Portugal. ocorreu a separação entre a poesia e a música. em Portugal. d) Durante o Trovadorismo. e) pertence a um estilo de época vinculado. 12. quando vos vi e que fui vosco falar. c) amor de mulher e sentimento espontâneo. Mha senhor. 11. se mil vezes podesse morrer. Leia atentamente o poema abaixo. d) queixas do poeta e diversificação de assuntos. c) Qual o efeito dessa postura. Apesar da distância. a idealização do amor. D. Meu coraçon non sei o que ten. Trata-se de uma homenagem que o poeta modernista Manuel Bandeira (1886-1968) presta ao Trovadorismo. porque mi fazedes mal. João Soares Coelho. Noit’e dia no meu coraçon Nulha ren se non a morte vi. b) Na cantiga de amigo. trovador de grande produção que viveu no século XIII. O segundo é uma letra de música escrita pelo compositor brasileiro contemporâneo Chico Buarque de Hollanda. Aponte no poema elementos formais e temáticos que caracterizem o texto como uma referência ao Trovadorismo. Unicamp-SP Texto I Noutro dia. com’oje dia son. despedi. o “eu lírico” é feminino e canta a saudade do amigo (namorado) que partiu. Dinis Quais são os indícios que nos permitem classificar a cantiga anterior como de amor? 15. ai meu lum’e meu ben. se penteia E nem escuta quem apela. se Deus mi perdon. ai meu lum’e meu ben. meor (3) coita me fora de sofrer! Vocabulário: 1. tive de ir. Os dois textos lidos são bastante separados no tempo. sabed’agora per mi que tanto fui desejar vosso ben. ideologicamente. o trovador escreve o poema do ponto de vista feminino. D. ao teocentrismo. 14. e moiro-m’assi de chan. Atan cuitad’e sen cor assi! E par Deus non sei que farei i. isto é. e pois é si. Moir’eu logo. menor. para o trovador. Meu coraçon non sei o que ten. há o reflexo do relacionamento entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão. Texto II Toda gente homenageia Januária na janela Até o mar faz maré cheia Pra chegar mais perto dela O pessoal desce na areia E batuca por aquela Que. b) Nas cantigas de amor. que pouco posso duar.

2. nomes. senhora. queredes que vos retraia(3) quando vos eu vi en saia! Mau dia me levantei que vos enton non vi fea! E. a) Quais são os argumentos que podem ser usados para defender a hipótese de se tratar de uma cantiga de amor? b) Que outro tipo de classificação ela pode ter? Justifique sua resposta. d’alfaia nunca de vós houve nen hei valia dua correa. 6. roupa luxuosa. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. Aponte na canção dada características que a aproximem de uma das cantigas trovadorescas. e agora Me diga onde eu vou Amiga Me diga VELOSO. 4. 53 A cultura trovadoresca deixou claras influências na cultura de língua portuguesa. suave cantando Cantigas de amigo – Por Jesus. mia senhor. suave dizendo Cantigas de amigo. retrate. Sua voz harmoniosa. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Um amor assim delicado Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado Apostar na alegria Você pensa que eu tenho tudo E vazio me deixa Mas Deus não quer Que eu fique mudo E eu te grito essa queixa Um amor assim violento Quando torna-se mágoa É o avesso de um sentimento Oceano sem água Ondas: desejos de vingança Nessa desnatureza Batem forte sem esperança Contra a tua dureza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. amigo. LP Polygram nº. filha de don Paai Moniz. 6328381. 5. e ben vos semelha(4) d’haver eu por vós guarvaia(5) pois eu. No mundo non me sei parelha(1) mentre(2) me for como me vai. e vós. bem vos parece. me foi a mi mui mal. Ar(1) querredes falar migo e non querrei eu. Esta é a primeira cantiga medieval portuguesa de que se tem notícia. enquanto. Estava a formosa sentada. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. bordando. coisa sem valor. b) Qual a crítica que o autor faz ao satirizado? 19.16. 1982. 3. Vunesp Estava a formosa seu fio torcendo Paráfrase de Cleonice Berardinelli Estava a formosa seu fio torcendo Sua voz harmoniosa. des aquel dia. Don Meendo.(6) Vocabulário: 1. vejo que sofreis De amor infeliz. novamente. . mia senhor branca e vermelha. e na fala que fezestes perdi eu do que tragia. PV2D-07-POR-34 17. vós veestes falar migo noutro dia. a) A cantiga anterior é de escárnio ou de maldizer? Justifique sua resposta. Sua classificação não é tão simples quanto possa parecer em uma primeira leitura. 18. Queixa Um amor assim delicado Você pega e despreza Não o devia ter despertado Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo Pela sua grandeza Não sou o único culpado Disso eu tenho a certeza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. mia senhor. Caetano: In Cores. igual. ai. Vocabulário: 1. ca já moiro por vós – e ai.

que era da parte da Rainha. Mas. que chamavam Afonso Anes Pateiro: e. b) interprete o significado do último verso. Porém afirmam que foram desta guisa: – Conde. pois que adivinhais In: Cantigas de trovadores medievais em português moderno. de acordo com a tradição popular da época. onde já todos eram juntos pera a trazer pelo lugar. que levasse a bandeira pela vila. no contexto do poema. Afonso Anes soube desta parte. O trecho lido é teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. pelo Mestre de Avis! (. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. dando-lhe tantas cutiladas. sentiram os seus que o Mestre lhe começava a falar passo. e considerando-se que. In S.. que o ouviram todos: Portugal. – Abutre comestes. na Praça. 23. O registro da ação popular revela-nos um Fernão Lopes: a) medieval. responda às questões a seguir. e tomou o Conde pela mão. O trecho a seguir pertence a uma das crônicas de Fernão Lopes.) 21. muito prestes logo se ajuntaram todos. que o matassem logo. sabendo que Castela estava prestes a invadir Portugal (Revolução de Avis). duvidando. I. palavra por palavra. Então aqueles que chamavam arraia miúda disseram a um. Vunesp Então se despediu da Rainha. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. que alguns outros dessa comunal gente. onde suas cartas não foram ouvidas em vão. eu me maravilho muito de vós serdes homem a que eu bem queria. Leia o texto a seguir e indique as diferenças e as semelhanças entre este texto e as cantigas de amor e de amigo. especialmente o povo miúdo. manda recados a cidades e aldeias. tão fora d’esperar bem. e estiveram todos quedos. 1969. que mais tinha vontade de o matar. por nome chamado Álvaro da Veiga. mostrando que o não devia de fazer. e trabalhardes-vos de minha desonra e morte! – Eu. E as palavras foram entre eles tão poucas. Tão tristes. A partir dessas observações. 22. partem tão tristes meus olhos por vós. comendo carne de abutre. responda às questões abaixo. e os do Mestre todos com ele. Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. em voz e nome do Mestre de Avis. E chegando-se o Mestre com o Conde acerca duma fresta. em português arcaico. 1953. se a levar não quisesse. tão saudosos. primeiro que o convidassem pera tal obra. Cantiga sua partindo-se Senhora.. e) satírico. Portugal. como o outro.Por Jesus. Partem tão tristes os tristes. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. com sua bandeira tendida. e tão baixo ditas. Senhor? disse ele.. João. tendo ordenado que a levasse um bom homem do lugar. como foram vistas. e saíram ambos da câmara a uma grande casa que era diante.) Entre os lugares a que seu recado chegou foi a cidade do Porto. O paralelismo é um dos recursos estilísticos mais comuns na poesia lírico-amorosa trovadoresca. e Rui Pereira e Lourenço Martins mais acerca. João Ruiz de Castelo Branco (. que de estar com ele em razões. às vezes repetindo expressões idênticas. mediante essas três considerações: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto.. não se fez mais naquele dia. deitou ele mão da bandeira. Quem vos tal cousa disse. que era sobeja cousa de ver. porém não foi a ferida tamanha que dela morrera. c) lírico. b) Que idéias centrais são enfatizadas em cada série paralelística? II. 24. eu vejo que andais Com penas de amor. Este morto. Simões. a) O poema se estrutura em quantas séries de estrofes paralelas? Identifique-as. e assim de vontade. e antes que lhe nenhum dissesse que a levasse. tão doentes da partida. meu bem. b) regiocêntrico. senhora. foi-se à praça da cidade. a) Que característica de Fernão Lopes é evidenciada no texto? b) O texto lido pode ser caracterizado como teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. com o coração. receavam muito de poer em tal feito mão. mas juntaram-se todos o outro seguinte. mentiu-vos mui grã mentira. São Paulo: Difusão Européia do Livro. 20. e ele refusou de a levar. Mestre de Avis. D. no sentido de que o povo o ajude a defender a terra. Texto para as questões de 21 a 23. Spina. Nele. Presença da literatura portuguesa. tirou logo um cutelo comprido e enviou-lhe um golpe à cabeça. Rio de Janeiro. tão chorosos. dizendo ele altas vozes. tão cansados. considerando-se ainda que a palavra abutre grafava-se avuytor. Org. o qual logo foi chamado traidor. O Mestre. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. no último verso do poema. Após a leitura do texto anterior. 54 . e bem cedo pela manhã. por alguns deles que eram seus amigos. d) humanista. Consiste na ênfase de uma idéia central. se mais não houvera. que nenhum por então entendeu quejandas eram. em séries de estrofes paralelas. era possível fazer previsões e descobrir o que está oculto.

a) Época de transição entre a Idade Média e o Renascimento. João I. coitado. É com saudades de mim. é com Fernão Lopes que a língua portuguesa inicia o percurso da sua modernidade. pois te partiste dante meus olhos. Gil. São Paulo: SENAC.. que estavam de arredor. Numa grande capital. João I. 1ª parte Conforme podemos depreender do texto acima. por isso.) E sinto que a minha morte – Minha dispersão total – Existe lá longe.) Que meio espero ou que fim do vão trabalho que sigo. a) Narração realista e dinâmica que quase nos faz visualizar os acontecimentos. d) Garcia de Resende coletou as poesias da época. 1996. e nenhum foi ousado de lhe mais dar. (. Texto I Ir-vos queredes. Texto II Ó meu bem. 26. que nunca soube ren(2) amar ergo(3) vós. que eram bem seis mil.) sempre eu ouvi dizer: Ou seja sapo ou sapinho. quando viram isto. publicadas em 1516 com o nome de Cancioneiro geral.Os outros todos. desprovido de crítica social. b) O teocentrismo cede lugar ao antropocentrismo. E hoje. c) Utilização de uma linguagem elevada.. 1913 Francisco de Sá de Miranda. mas desenvolvem-no de maneira diferente. Nestes termos. assinale. quando me sinto. e aproveite. 28. segundo escrevem alguns. alguns temas permanecem sendo explorados na poesia do Humanismo. Leia os dois textos a seguir (o texto I é uma cantiga de amor e o texto II é uma poesia palaciana) e aponte a semelhança temática entre eles. não posso viver comigo nem posso fugir de mim. Mário de Sá-Carneiro. PV2D-07-POR-34 Fernão Lopes. Sou posto em todo perigo. 82. Farsa de Inês Pereira. p. Por outro lado. tamanho imigo de mim? Fragmento 2 Dispersão Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto. em cada poema.) e muitos bons besteiros. que farei? Vocabulário: 1. os tristes desesperado. de acordo com a reprodução dos fatos históricos. os ledos me farão triste. filha.. VICENTE. Queres casar por prazer No tempo de agora. de que logo caiu em terra. d) Preocupação em mencionar os nomes de todas as pessoas presentes à morte do Conde.. dês quando vos vi. 2. e o Mestre disse que estivessem quedos. outra coisa. Segundo é fama. e) Exaltação do feito heróico do Mestre ao matar o inimigo do Reino. e fiqu’end’(1) eu con gran pesar. ou marido ou maridinho. O texto transcrito anteriormente é de Fernão Lopes e pertence à Crônica de D. Diogo de Miranda Nuno Fernandes Torneol 27. Fragmento 1 Trova à maneira antiga Comigo me desavim. mia Senhor. meteu um estoque de armas por ele. ao norte. não percas a ocasião. c) Fernão Lopes é o grande cronista da época. senhor fremosa. Unicamp-SP Leia com atenção os fragmentos de poemas transcritos abaixo. exceto.. Inês? (. e Rui Pereira. que era mais acerca. com aquela ferida. 29. Os outros quiseram-lhe dar mais feridas. 1595 (imigo = inimigo) Ambos os poemas tratam do tema das relações do eu consigo mesmo. nas alternativas a seguir indicadas.. E pois que vos ides d’aqui. João. Exponha em que consiste esse desenvolvimento diferenciado do tema. (.. no contexto do Humanismo? 55 . As crônicas de Fernão Lopes caracterizam-se por tentarem reproduzir a verdade histórica como se esta tivesse sido testemunhada. Apesar das diferenças entre os dois estilos. b) Fidelidade absoluta aos acontecimentos históricos. morto. UEL-PR Não queiras ser tão senhora: casa. e) A Farsa de Inês Pereira é a obra de Gil Vicente cujo assunto é religioso. Mackenzie-SP Marque a alternativa incorreta a respeito do Humanismo. e ele movendo para se acolher à câmara da Rainha. 3. 25. a que melhor caracteriza o trecho transcrito da Crônica de D. para lhe dar. Qual o significado desse interesse. tenha o que houver posses Este é o certo caminho.. lançaram logo as espadas fora. pois que trago a mim comigo. Crônicas d’EI-Rei D. Fernão Lopes tinha especial interesse pela pesquisa histórica. el-rei de Castela trazia até cinco mil homens de lança (.

Com base nessas palavras e nos conhecimentos sobre o Humanismo, é correto afirmar: a) O Humanismo procura retratar a realidade de forma ingênua, revelando uma visão idealizada do mundo expressa pelo verso “casa, filha, e aproveite”. b) O fragmento citado trata o casamento como resultado de um envolvimento amoroso pleno. c) A leitura do fragmento confirma que o Humanismo, embora dirigido a um público palaciano, adota alguns padrões do discurso popular, como se observa nos quatro últimos versos. d) O verso “Este é o certo caminho” indica o predomínio de uma visão idílica e idealizada em grande parte do discurso humanista. e) O olhar humanista, no fragmento citado, imprime à união conjugal uma motivação sentimental. Tal postura suplanta o lirismo amoroso presente em algumas cantigas trovadorescas. 30. Mackenzie-SP Gil Vicente, autor representativo do Humanismo em Portugal, (1) revela-nos, em sua obra lírica, (2) uma ambivalência típica desse período: (3) de um lado, a ideologia teocêntrica do mundo medieval; (4) de outro, influenciado pelo antropocentrismo emergente, (5) é o analista mordaz da sociedade portuguesa do século XVI. É essa ambivalência que o situa como autor de transição: (6) entre o Humanismo e o antropocentrismo. (7) Dos fragmentos destacados: a) todos estão corretos. b) todos estão incorretos. c) apenas 4 e 5 estão incorretos. d) apenas 2 e 7 estão incorretos. e) apenas 2, 5 e 7 estão incorretos. 31. PUC–SP Esta questão refere-se às obras Auto da barca do inferno, de Gil Vicente, e Morte e vida severina (auto de natal pernambucano), de João Cabral de Melo Neto. Leia as alternativas a seguir e assinale a correta. a) As duas obras apresentam uma crítica à sociedade de suas épocas: a de Gil Vicente, a partir das almas que representam classes sociais e profissionais de Portugal, a de João Cabral, a partir de personagens representativas de tipos sociais do Nordeste. b) As duas obras apresentam construções poéticas diametralmente opostas, uma vez que uma emprega o verso decassílabo e a outra, a redondilha. c) As duas obras apresentam aspectos em comum, como o julgamento e a condenação, isto é, em ambas, as personagens são julgadas e condenadas após a morte. d) As duas obras apresentam o julgamento ocorrendo na consciência de cada personagem. Entretanto, a execução da justiça, em Auto da barca do inferno, é somente realizada pelo Diabo, e, em Morte e vida severina, pela miserabilidade da vida.
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e) As duas obras apresentam estrutura de auto; assimilam, portanto, tradições populares e constroem a realidade por meio da crítica. Como autos, são representações teatrais que contêm vários atos. 32. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente: I. O auto atinge seu clímax na cena do Fidalgo, personagem que reúne em si os vícios das diferentes categorias sociais anteriormente representadas. II. A descontinuidade das cenas é coerente com o caráter didático do auto, pois facilita o distanciamento do espectador. III. A caricatura dos tipos sociais presentes no auto não é gratuita nem artificial, mas resulta da acentuação de traços típicos. Está correto apenas o que se afirma em: a) I d) I e II b) II e) I e III c) II e III 33. Mackenzie-SP Ninguém: Tu estás a fim de quê? Todo Mundo: A fim de coisas buscar que não consigo topar. Mas não desisto, porque o cara tem de teimar. Ninguém: Me diz teu nome primeiro. Todo Mundo: Eu me chamo Todo Mundo e passo o dia e o ano inteiro Correndo atrás de dinheiro, seja limpo ou seja imundo. Belzebu: Vale a pena dar ciência e anotar isto bem, Por ser fato verdadeiro: que Ninguém tem consciência, E Todo Mundo, dinheiro. No trecho, Carlos Drummond de Andrade reconstruiu, com nova linguagem, parte de um texto de importante dramaturgo da língua portuguesa. Trata-se de: a) Gil Vicente. d) Sá de Miranda. b) Dom Diniz. e) Fernão Lopes. c) Luís Vaz de Camões. 34. Fuvest-SP Indique a afirmação correta sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. a) É intrincada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com o inesperado de cada situação.

b) O moralismo vicentino localiza os vícios não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas. c) É complexa a crítica aos costumes da época, já que o autor é o primeiro a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares, as mais ridicularizadas e as mais severamente punidas. e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo. 35. Unitau-SP Em relação a Gil Vicente, é incorreto dizer que: a) recebeu, no início de sua intensa atividade literária, influência de Juan del Encina. b) sua primeira produção teatral foi Auto dos Reis Magos. c) suas obras se caracterizaram, antes de tudo, por serem primitivas e populares. d) suas obras surgiram para entretenimento nos ambientes da corte portuguesa. e) seu teatro caracterizou-se por observações satíricas às camadas sociais da época. 36. PUC-SP Ainda sobre a peça O Velho da horta, considerando o texto como um todo, é correto afirmar-se que: a) a reza do “Pai Nosso” que inicia a peça, prepara o leitor para o desenvolvimento de um texto fundamentalmente religioso, confirmado, inclusive, pela ladainha proferida pela alcoviteira. b) o velho relaciona-se, ao longo da peça, com quatro mulheres, das quais uma é a moça por quem se apaixona e com quem, correspondido, acaba se casando. c) a farsa tem como argumento a paixão de um velho por uma moça de muito bom parecer, por causa dela (e por via de uma alcoviteira) acaba gastando toda a sua fortuna. d) o texto se organiza a partir de uma estrutura versificatória que revela ritmo poético, marcado por versos livres e por ausência de esquema rímico. e) o diálogo estabelecido entre o velho e a moça cria condições para o arrebatamento amoroso de ambos e revela ausência de ironia e de menosprezo de qualquer natureza. 37. UniCOC-SP Na Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente: a) retoma a análise do amor do velho apaixonado, desenvolvida em O Velho da horta. b) mostra a humilhação da jovem que não pode escolher seu marido, tema de várias peças desse autor. c) descreve a revolta de uma jovem confinada aos serviços domésticos. d) conta a história de uma jovem que assassina o marido para se livrar dos maus-tratos. e) aponta, quando Lianor narra as ações do clérigo, uma solução religiosa para a decadência moral de seu tempo.
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38. UniCOC-SP Considere as seguintes asserções sobre o teatro de Gil Vicente. I. Autos pastoris, autos de moralidade e farsas são gêneros cultivados pelo autor.

II. O espírito crítico do teatro vicentino não poupa o clero corrupto, que é ridicularizado. III. As personagens do autor representam tipos sociais como alcoviteiras, velhos ridículos, maridos ingênuos, nobres pedantes, entre outros. Deve-se firmar que: a) I, II e III estão corretas. b) apenas I e III estão corretas. c) apenas II e III estão corretas. d) apenas I e II estão corretas. e) apenas II está correta. 39. (...) Vêm quatro cavaleiros cantando. Trazem, cada um, a cruz de Cristo, por quem a mais por sua santa fé católica morreram em poder dos mouros. Diabo Cavaleiro Outro cavaleiro Cavaleiros, vós passais e não perguntais onde is? Vós, satanás, presumis? Atentai com quem falais! Vós que nos demandais? siquer conhece-nos bem. Morremos das partes d’além, E não queiras saber mais. Entrai cá! Que coisa é essa? Eu não posso entender isso! Quem morre por Jesus Cristo não vai em tal barca como esta!

Diabo Cavaleiro

Tornam a proseguir, cantando, seu caminho direto à barca da Glória, e tanto que chegam, diz o Anjo: Anjo Ó cavaleiros de Deus, a vós estou esperando, que morrestes pelejando por Cristo Senhor dos céus! Sois livre de todo o mal, santos por certo sem falha, que quem morre em tal batalha merece paz eternal. E assi embarcam. Considerando a leitura feita, responda ao que se pede: a) De que peça teatral de Gil Vicente foi extraído o trecho acima? b) Por que se pode dizer que Gil Vicente, nessa passagem, assume atitude medieval? 40. Leia atentamente o trecho a seguir, da peça Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. Nele, o personagem Parvo reage ao convite do Diabo para que entre na barca que o conduziria ao inferno.
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PARVO

Ao Inferno, em hora-má?! Hiu! Hiu! Barca do cornudo, (...) Entrecosto de carrapato! Hiu! Hiu! Caga no sapato, Filho da grande aleivosa! Tua mulher é tinhosa e há de parir um sapo metido num guardanapo, neto de cagarrinhosa! Furta cebolas! Hiu! Hiu! Excomungado nas igrejas! Burrela, cornudo sejas! (...) Perna de cigarra velha, Caganita de coelha, Pelourinho de Pampulha, Rabo de forno de telha.

a) Qual a reação do Parvo? b) Que estrato social o Parvo representa? c) Moralmente, como se pode caracterizá-lo? 41. Fuvest-SP Folgo muito d’ enganar e mentir nasceu comigo. Ninguém Eu sempre verdade digo sem nunca me desviar. (Belzebu para Dinato) Belzebu Ora escreve lá, compadre, Não sejas tu preguiçoso! Dinato Quê? Belzebu Que Todo o Mundo é mentiroso E Ninguém diz a verdade.
Auto da Lusitânia — Gil Vicente

43. Em 1531, um terremoto abalou Portugal. Alguns frades de Santarém interpretaram o fato de tal forma que descontentou o dramaturgo Gil Vicente. Ele então resolveu escrever uma carta ao rei D. João III, narrando o fato e mostrando sua posição. Segue-se o trecho inicial da carta: Os frades de cá não me contentaram, nem em púlpito, nem em prática, sobre esta tormenta da terra que ora passou; porque não bastava o espanto da gente, mais ainda eles lhes afirmavam duas cousas, que os mais fazia esmorecer. A primeira, que polos grandes pecados que em Portugal se faziam, a ira de Deus fizera aquilo, e não que fosse curso natural, nomeando logo os pecados por que fora; em que pareceu que estava neles mais soma de ignorância que de graça do Spírito Santo. a) Segundo Gil Vicente, que interpretação os frades deram ao terremoto? b) Como Gil Vicente interpreta o terremoto? c) Qual o sentido dessa oposição no contexto humanista? 44. Fuvest-SP Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente. a) Compôs peças de caráter sacro e satírico. b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal. c) Escreveu a novela Amadis de Gaula. d) Só escreveu peças em português. e) Representa o melhor do teatro clássico português. 45. O tipo mais insistentemente observado e satirizado é o clérigo, e especialmente o frade. Trata-se de fato de uma classe numerosíssima, presente em todos os setores da sociedade portuguesa, na corte e no povo, na cidade e na aldeia. O texto crítico refere-se a qual autor? Além do frade, cite um outro tipo humano satirizado pelo autor em questão. 46. O ditado popular que serviu de inspiração a Gil Vicente para escrever a peça Farsa de Inês Pereira é: Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube. Nesse ditado, a que deve ser associado o personagem Brás da Mata? Justifique sua resposta. 47. PUC-SP O argumento da peça Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio, na construção da farsa. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo, animal nobre, que a derruba. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo, asno que a carrega. d) O asno corresponde a Pero Marques, primeiro pretendente e segundo marido de Inês. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal.

Todo o Mundo

O texto afirma que: a) todo o mundo é mentiroso. b) Ninguém é mentiroso. c) Todo o Mundo diz a verdade. d) ninguém diz a verdade. e) Todo o Mundo é mentiroso. 42. Umesp Assinale a alternativa em que se encontra uma afirmação incorreta sobre a obra de Gil Vicente. a) Sofre influência de Juan del Encina, principalmente no teatro pastoril de sua primeira fase. b) Seus personagens representam tipos de uma vasta galeria de estratos da sociedade portuguesa da época. c) Por viver em pleno Renascimento, apega-se aos valores greco-romanos, desprezando os princípios da Idade Média. d) Um dos maiores valores de sua obra é ter contrabalançado uma sátira contundente com o pensamento cristão. e) Suas obras-primas, como a Farsa de Inês Pereira, são escritas na terceira fase de sua carreira, período de maturidade intelectual.
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Ludibriado pelo Diabo. Por essa indecisão. pois parti tão sem aviso. d) A desconfiança de Joane. 59 . Leia as três afirmações a seguir a respeito da Farsa de Inês Pereira. Ele está confuso depois da conversa mantida com o Diabo. menos eu. ó Jesus! Que enfadamento. Encaixa-se na tradição da farsa medieval sobre o adultério feminino desenvolvida por Gil Vicente. Por essa presunção. ou que dor de coração? a) Qual a reclamação de Inês Pereira nessa passagem? b) Que atitude ela tomaria para escapar de sua situação? c) Quais as conseqüências dessa atitude? PV2D-07-POR-34 a) Quais são as causas da condenação do Fidalgo ao inferno? b) Quais as razões que ele alega para ir para o céu? 51. Esse desprezo faz com que o Anjo se recuse a levá-lo. Inês Pereira é uma moça que vive na vila e pretende subir de condição. Hui! E que pecado é o meu. Apenas I e II estão corretas. Assim. ele disfarçava sua pobreza freqüentando a aristocracia e cometendo pequenos furtos para sustentar seus luxos. Na sua humildade. de Gil Vicente. Apenas I e III estão corretas. e) A modéstia e a simplicidade de Joane. no mesmo lugar. No trecho abaixo. Apesar de simplório. Inês Renego deste lavrar e do primeiro que o usou ao diabo que o eu dou. Pera vossa fantesia mui estreita é esta barca. Tu passarás. Esta é: que demandais? Que me deixeis embarcar. b) A presunção de Joane quanto à sua condição social. da peça Auto da barca do inferno. que cegueira e que canseira! Eu hei de buscar maneira de viver a meu contento. Apenas II e III estão corretas. é condenado ao inferno. do Auto da barca do inferno. se quiseres. Coitada. A expressão “samica” quer dizer “talvez”. não necessitando da aprovação do Anjo para embarcar. Todas estão incorretas. I. Todas vêm e todas vão onde querem. que tão mau é de aturar. que o convenceu a tornar-se um pecador. tua simpreza te abaste para gozar dos prazeres. ele imagina que o Anjo é o Diabo tentando enganá-lo: por isso. temos a chegada do fidalgo ao porto das almas. e eu não. se a barca do paraíso é esta em que navegais. 50. Não sei porque haveis por mal que entre a minha senhoria. sou fidalgo de solar. Joane diz ser “talvez alguém”. assim hei de estar encerrada nesta casa como panela sem asa que sempre está num lugar? Isto é vida que se viva? Hei de estar sempre cativa desta maldita costura? Com dois dias de amargura haverá quem sobreviva? Hei de ir para os diabos se continuo a coser. Leia o texto que segue para responder às três questões posteriores. momentos antes. O que essa fala indica? a) A indecisão de Joane quanto à sua própria identidade. Anjo Joane Anjo Quem és tu? Samica alguém. é bem que me recolhais Não se embarca tirania neste batel divinal. Esse tipo de atributo é que o faz merecedor do céu. acaba indo para o inferno. é condenado ao purgatório. Pode ser colocada como representante do teatro de costumes vicentino. Anjo Fidalgo Que quereis? Que me digais. Todas folgam. Conhecedor de suas virtudes. daí a dúvida que expressa. Oh! Como cansa viver sozinha. porque em todos os teus fazeres. ele acredita que seu lugar no céu está garantido. a) b) c) d) e) Todas estão corretas. teme revelar sua identidade. per malícia non erraste. II. III. A cena seguinte. apresenta a chegada do parvo Joane no porto das almas. não se considera em condições sequer de afirmar-se como alguém. c) O desprezo de Joane pelo Anjo. Confundindo a barca do céu com a do inferno.48. Anjo Fidalgo Anjo Fidalgo Anjo 49.

da vida e da fazenda! Ó velho. pertencente ao Humanismo português. Vou morrer. porque não lhes deixo nada. nada leva para a morte. assim. que quem morre em tal batalha merece paz eternal. é dissimulado e irônico. Mas ela o noivo a leva. mal gastada. em fim dos dias? Se a ti mesmo contemplaras. e viras como não vias. é agiota e usurário. leva a amante e as armas de esgrima. souberas que não sabias. Florença. Anjo: Ó Cavaleiros de Deus. no qual se delineia o papel moralizante. Velho Mocinha – Oh coitado! A minha é! – Agora. Velho . é quem apressa o embarque dos condenados. é austero e inflexível. e) Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação íntegra e exata das leis. e) cômica. b) Que atitude do autor se revela através dessa passagem? 55. Leia-o e responda o que se pede. da vaidade engano. capitão da barca do inferno. d) reformadora. Judeu. Ao terminar a narrativa. cujas características não descrevam adequadamente a personagem. pois que tanto mal busquei. é quem elogia a morte pela fé. com vistas à transformação do homem. que morrestes pelejando por Cristo. b) Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte. Oh que estrela! É ele um par bem escolhido! – Ó roubado. Aosadas que não se lhe atreva toda a gente! O noivo. com forte apelo religioso. responda às questões seguintes. ao final. A par disso. PUC-SP Diabo. c) religiosa. Parvo. do Barroco português. Corregedor. ele reconhece seu erro e lamenta o abandono a que deixara a família e. critica a sociedade mercantil emergente. de Gil Vicente. e acertaras. Santos por certo sem falha. no qual Gil Vicente. de tudo que juntara. O trecho a seguir retrata a fala do Anjo no julgamento de quatro cavaleiros cristãos que tinham morrido nas guerras cristãs. A alcoviteira vai enganando o velho que. Onzeneiro. leva papéis e processos. moço tão polido. 60 a) Por que os cavaleiros são perdoados dos seus pecados? Justifique a sua resposta. 53. Quatro filhas que criei eu as pus em pobre sorte. Vai tão leda. as coisas voltam a seus devidos lugares. uns cabelos como Eva. Analise as informações a seguir e selecione a alternativa incorreta. O trecho anterior é o diálogo final da peça O velho da horta. de quanta riqueza e haver fui sem razão despender. do Renascimento português. de forma sutil e irônica. triste velho. ou melhor. pois se apresenta a religião como forma de orientar e salvar as pessoas pecadoras. Sapateiro. é vossa! Vossa é a treva. Fidalgo. capitão da barca do céu. d) Anjo. Companheiro do Diabo. Senhor dos Céus! Sois livres de todo mal. não tirava os olhos dela. Frade. que narra a seguinte história: um velho rico apaixona-se por uma jovem e apela para uma alcoviteira que possa ajudá-lo a conquistar a amada. Anjo. em que se ridiculariza a ascensão social de Inês Pereira por meio de um casamento de conveniências. a partir das situações embaraçosas vividas por Inês Pereira. é correto afirmar que é um texto de natureza: a) satírica. e ela dele. Unifesp Sobre a Farsa de Inês Pereira. no qual as contradições humanas entre a vida terrena e a espiritual são apresentadas a partir dos casamentos complicados de Inês Pereira. a) Onzeneiro idolatra o dinheiro. má-hora. pertencente ao Renascimento português. nem conquistou a jovem e perdeu seu dinheiro. Procurador. tão contente. Brísida Vaz. a vós estou esperando.52. Elas hão-de padecer. que prioriza os valores essencialmente materialistas. siso enleado! Que te meteu desastrado em tal contenda? Se os jovens amores os mais têm fins desastradas que farão as cãs lançadas no canto dos amadores? Que sentias. c) Diabo. 54. pertencente ao Humanismo português. b) didático-moralizante. Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens de Auto da barca do inferno. leva a bolsa vazia. Quero-me ir buscar a morte.

explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. a) Imitação dos clássicos antigos b) Preocupação com a técnica c) Racionalismo e universalismo d) Atitude apaixonada diante da natureza e) Equilíbrio. Assinale a alternativa correta. O caráter alegórico do teatro de Gil Vicente pode ser tomado como exemplo de crítica social. A propósito do Renascimento cultural. Com que podeis vós folgar Que eu não deva consentir? Nota: folão. julgue as afirmações. e) se somente I for correta. A arte renascentista comprometia-se predominantemente com os valores católicos. de Gil Vicente. II. Capítulo 2 58. O Renascimento retirou da Igreja o monopólio da explicação das coisas do mundo. No trecho anterior. no caso. a) Que noção é essa? b) Como ela aparece no texto? 61 PV2D-07-POR-34 . dirigida a Inês. Conte as sílabas poéticas e marque a opção do metro dominante. significa “bravo”. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. Considerando os traços identificadores do Renascimento. Os cancioneiros foram os principais trovadores do período conhecido como Trovadorismo.I. d) se II e III forem corretas. Unicamp-SP Leia agora as seguintes estrofes. “Do que ao meu gado sobeja (1) Vou vivendo ano por ano. aponte a alternativa errada. d) Nenhuma. Por usar de siso mero. pouco ou muito que ele seja. O humanismo é um período de transição que vai do final da Idade Média ao início da Idade Moderna. Assinale: a) se I. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. b) Apenas I. e não se há ao pouco enveja. Pero I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. estai quando quiserdes estar. Inês Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. c) Apenas II. a ninguém não faço dano. antes lebre que leão. que se encontram em passagens diversas de Farsa de Inês Pereira. a) b) c) d) e) Aponte o item que melhor caracteriza as atitudes de Gil Vicente diante da sociedade. antes lavrador que Nero. I.” Vocabulário: 1. 57. Medieval e anticlerical Moralista e antropocêntrica Satírica e teocêntrica Anticlerical e satírica Moralista e pessimista II. c) se I. pois objetivava legitimar o monopólio religioso católico. “fogoso”. a) I e III. III. III. II e III forem corretas. a) 5 sílabas (redondilha menor) b) 6 sílabas c) 7 sílabas (redondilha maior) d) 8 sílabas e) 9 sílabas 56. fato que culminou no empirismo científico dos séculos XVII e XVIII. UniCOC-SP Leia atentamente as proposições a seguir. b) se I e II forem corretas. no sentido de alcançar um domínio mais completo da natureza objetivando aumentar seus lucros. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. sobra Sá de Miranda II. II e III forem incorretas. 59. asno que leve quero. Um dos seus traços marcantes foi o racionalismo que atendia às aspirações da burguesia. o poeta clássico português Sá de Miranda expressa uma das noções mais caras do estilo. a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. e não cavalo folão. e) Todas. através dessa peça. harmonia e concisão 60. I.

Ela só. . em cada poema. tão saudosos. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. mais que amador. que puderam tornar o fogo frio e dar descanso às almas condenadas. Ela só viu as lágrimas em fio. Tão tristes. É teu verso. 62 Camões João Roiz de Castelo Branco. 63. universal sepulcro da memória. Haja juízo. História. Não queiras de ti logo contentar-te.. pragas. teu rude e teu suave balanço de consoantes e vogais. quero que seja sempre celebrada. quando o poeta Sá de Miranda levou para aquele país o chamado dolce stil nuovo. em 1527.) Corta o sobejo. ó Poeta. o alto modera. que restou senão a melodia do teu canto? As armas em ferrugem se desfazem. 64. Sirva própria palavra ao bom intento. Aponte as características clássicas presentes no texto. não forçada. 1516 Bardo. pelo verbo és. *** Camões – oh som de vida ressoando em cada tua sílaba fremente de amor e guerra e sonho entrelaçados. Enriquece a memória de doutrina Do que um cante. (. Ao escuro dá luz. Nela. Partem tão tristes os tristes. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. Na boa imitação. renascendo. astúcias. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. tão doentes da partida. e [ estudo. dirigida a Diogo Bernardes. o engenho. lodoso material fundido em ouro. as ondas em furor. o tempo.. Carlos Drummond de Andrade. e uso. ao inculto dá arte. *** Luís. com fervor cometer tudo? Caminha por aqui.61. que o fero Engenho abranda. partem tão tristes meus olhos por vós. Antônio Ferreira O texto é uma carta em versos escrita por Antônio Ferreira (1528-1569). submisso. se acrescentaram em grande e largo rio. às nove Irmãs aceita. Quais eram as novidades formais básicas desse novo estilo? 62. tão cansados. dando ao mundo claridade.. guerras e cobiças. viu apartar-se de uma outra vontade. o próprio amor latejante. revoltado. esquecido. Esta é a direita Estrada dos que sobem ao alto monte Ao brando Apolo. e ler somente: que aproveita Sem armas. vai acrescentando O que falta. Ambos os poemas desenvolvem o tema da dor da separação. não o simples narrador. cheia toda de mágoa e de piedade. quando amena e marchetada saía. coração. Tu és a história que narraste. os barões nos jazigos dizem nada. céus em delírio. Mas muito mais que o engenho. Unicamp-SP Cantiga sua. Tudo a ua igual regra conformando. foste os deuses mais as ninfas. pode dar-te. o autor mostra a concepção de poesia de sua época. saber primeiro é fonte. reflorindo em cem mil corações multiplicado. que duns e doutros olhos derivadas. Do bom escrever. Ela persiste mais em teu poema que no tempo neutro. e ao que pudera Fazer dúvida aclara: do ornamento Ou tira. outro ensine. Conheça-me a mim mesmo: siga a veia Natural. Soneto Aquela triste e leda madrugada. e regra. mas tratam-no de forma diferente. tão chorosos. homem estranho. A paixão medida a) Qual é a relação entre Luís de Camões e o Classicismo? b) Retire referências do texto de Drummond relacionadas à obra de Camões. outro te conte.. o baixo ergue. Ela viu as palavras magoadas. Leia atentamente o texto a seguir e responda ao que se pede. Muito. que nunca poderá ver-se apartada. teu ritmo de oceano sofreado que os lembra ainda e sempre lembrará. transcrevendo os trechos que as explicitam. enquanto houver no mundo saudade. partindo-se Senhora. tão fora de esperar bem. Exponha em que consiste esse tratamento diferenciado do tema. O Classicismo teve início em Portugal. ou põe: com o decoro o tempera. o juízo quero De quem com juízo e sem paixão me leia. linguagem Dos heróis que cantaste. meu bem. e diferença Da prática comum ao pensamento. No conselho do amigo douto espero. É necessário ser um tempo mudo! Ouvir.

b) O jogo de contradições e perplexidades que atormentam o poeta. É um não querer mais que bem querer. Estando em terra. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto II. Texto I Amor é fogo que arde sem se ver. juntamente choro e rio. E o mover dos meus olhos sob a casca Vê muito bem o que devia não ver. c) A invisibilidade do amor d) O fato de o amor ferir e não causar dor. d) O fato de o poeta não saber responder a quem o interroga. sua expressão é de teor mais universalista que individualista. c) O texto I e o texto II são convergentes no que se refere à concepção do sentimento amoroso. Assinale-a. b) Por seguir os princípios estéticos clássicos. é índice da influência parnasiana. c) O fato de todos perguntarem ao poeta porque assim anda. e) A utilização de um soneto para relato das suas amarguras. É um não querer mais que bem querer.65. mas divergem quanto ao conteúdo. chego ao céu voando. Ilka Brunhilde Laurito O poeta tenta definir o amor por meio do uso de antíteses. associada à contenção emotiva. é um cuidar que ganha em se perder. lealdade. ao negarem a concepção carnal do amor. sem contentar-se. porém suspeito que só porque vos vi. Indique a que expressa. a) O texto I. um desconcerto. como arde. d) O texto II contesta o texto I no que se refere ao ponto de vista sobre o amor. Amor. É solitário andar por entre a gente. agora desvario. num’hora acho mil anos. Nele se acha uma característica da poesia clássica renascentista. agora desconfio. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade. é um andar solitário entre a gente. é ter com quem nos mata. É nunca contentar-se de contente. Vunesp Tanto de meu estado me acho incerto. é ferida que dói e não se sente. enaltecem o platonismo amoroso. Inatel-MG Uma das características a seguir não é própria do Renascimento cultural. é nunca contentar-se de contente. a) A liberdade formal dos quartetos. ai. a) “Um contentamento descontente” b) O próprio amor. b) Os dois textos. PV2D-07-POR-34 68. o vencedor. Que em vivo ardor tremendo estou de frio. Quando a ferida dói porque se sente. com sua regularidade formal. da vista um rio. Obras completas a) A suspeita de amor que o poeta declara na conclusão. E como arde. É um contentamento descontente. minha Senhora. e) Querer sempre mais. agora acerto. em uma das alternativas. Camões Texto II Amor é fogo? Ou é cadente lágrima? Pois eu naufrago em mar de labaredas Que lambem o sangue e a flor da pele acendem Quando o rubor me vem à tona d’água. É querer estar preso por vontade. Se me pergunta alguém por que assi ando. recupera do texto II o rígido padrão da estética clássica. . 63 O soneto transcrito é de Luís de Camões. É tudo quanto sinto. agora espero. pois é contrário a si mesmo. é servir a quem vence. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. com mais ênfase. É dor que desatina sem doer. a) O racionalismo do homem b) A paixão pelos prazeres mundanos c) O repúdio aos ideais medievais d) A intensificação do monopólio cultural exercido pela Igreja e) O individualismo do homem 66. É ferida que dói e não se sente. Assinale essa característica. que se seguem umas às outras. 67. é dor que desatina sem doer. respondo que não sei. e é de jeito que em mil anos não posso achar um’hora. 69. e) Os dois textos convergem quanto à forma e à linguagem. da alma um fogo me sai. Texto para as questões de 68 a 70. É cuidar que se ganha em se perder. se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís Vaz de Camões. Ufla-MG Amor é fogo que arde sem se ver. O mundo todo abarco e nada aperto. é um contentamento descontente. Sem causa. o tema do texto.

considere as seguintes afirmações. o amor não correspondido. a) Na primeira estrofe. Vai-se gastando a idade e cresce o dano. Corro após este bem que não se alcança. um riso brando e honesto. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. Unicamp-SP Leia o seguinte soneto de Camões: Oh! Como se me alonga. antes de Vasco da Gama. Se por experiência se adivinha. como. dois esteios Firmíssimos de Império só tenhamos. mil vezes caio. da vista se me perde e da esperança. cujos bons meios Em ti busca. em todos os versos. UFPA O poema Os lusíadas traz à tona a descoberta do caminho marítimo para as Índias. d) Apenas I e III. o poeta clássico português Antônio Ferreira expressa a seguinte opinião: Santa alma. um doce e humilde gesto. Quando ele foge. 73. . eu tardo. justiça. a quem só guia Amor. e. por exemplo. pela costa africana. a) Expressa as vivências amorosas do eu lírico em linguagem emotivo-confessional. d) Notam-se. uma pura bondade manifesta indício da alma. imagens poéticas contraditórias.c) O caráter reflexivo das interrogativas iniciais impede que a linguagem seja marcada por índices de emotividade. ciências. II e III. negativamente. II. qualquer grande esperança é grande engano. justas armas. um encolhido ousar. O poeta sugere desejo erótico ao se referir à figura mitológica de Circe. Em uma carta dirigida a Alcáçova Carneiro. João III. em ti acha. “mar de labaredas. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. 64 Em relação ao poema. há uma contraposição expressa pelos verbos “alongar” e “encurtar”. Quais estão corretas? a) Apenas I.” e) Vale-se de recursos estilísticos conquistados pelos modernistas. astronomia. verificamos a valorização do trabalho intelectual. a) No texto. 71. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. do estilo camoniano. limpo e gracioso. um desejo gravíssimo e modesto. b) Apresenta índices de linguagem poética marcada pelo racionalismo do século XVI. no meio do caminho me falece. I. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto I. se os olhos ergo a ver se inda parece. brando e piedoso. de Luís de Camões. de ano em ano. O episódio do Gigante Adamastor é um exemplo dessa variedade de assuntos que o poema apresenta e sobre ele não é correto afirmar o seguinte: a) Adamastor representa os medos de todos os navegadores que passaram. por exemplo. real zelo. d) Recupera. que inda tinha. 70. e) I. criadas a partir de substantivos concretos. na tardança. e como ao fim caminha este meu breve e vão discurso humano. sem ver de quê. e paz. e perco a confiança. e) Conceitua positivamente o amor correspondido e. c) Conceitua o amor de forma unilateral. revelando o intenso sofrimento do coração apaixonado. b) Apenas III. em ti confia. Quais os versos que expressam essa valorização? b) O que o poeta quis dizer com esses versos? c) Qual é a relação entre essa valorização e o Classicismo? 72. a preferência por imagens paradoxais. UFRGS-RS Leia o soneto a seguir. Como se encurta. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. um ar sereno. um despejo quieto e vergonhoso. a peregrinação cansada minha. geografia. quase forçado. idealizando a figura feminina. assumindo uma atitude de insensibilidade. III. Um mover de olhos. uma brandura. de qualquer alegria duvidoso. mitologia etc. secretário de Estado do rei D. apresentando informações que abarcam história. São letras. c) Apenas I e II. b) O episódio é uma criação poética em que se destacam referências ao passado e ao futuro das conquistas portuguesas. um medo sem ter culpa. A qual deles está associado o cansaço da vida e qual deles se associa à proximidade da morte? b) Por que se pode afirmar que existe também uma contraposição no interior do primeiro verso da segunda estrofe? c) A que termo se refere o pronome “ele” da última estrofe? 74. perde-se-me um remédio. versos decassílabos e expressão coloquial.

O verso sem medida. de reinos e de impérios! Chamam-te ilustre. Moderna. O cruel caçador. Para que me tomasse descuidado. chamam-te subida. de aspeito venerando. Nomes com quem se o povo néscio engana. Porque o Frecheiro cego me esperava. 18. É porque queres. e) adverte os marinheiros portugueses dos perigos que eles podem encontrar para buscar fama em outras terras. Sepúlveda e Leonor. retirado do canto III de Os lusíadas: “Tu. Em vossos claros olhos escondido. onde menos temia. A voz pesada um pouco alevantando. cede aos apelos de Adamastor e isso facilita a passagem dos portugueses pelo cabo das Tormentas. Chamam-te Fama e Glória soberana. áspero e tirano. Sobre Os lusíadas. Leia o trecho a seguir. que se atiça C’uma aura popular. são as oitavas-rimas. Está o lascivo e doce passarinho Com o biquinho as penas ordenando. Nela. com força crua. Sagaz consumidora conhecida De fazendas. Tais palavras tirou do experto peito: “Ó glória de mandar. 1994. 65 a) Comente a forma do poema mostrado. b) São compostos segundo modelos da epopéia clássica da Antigüidade (Homero. d) destrata os marinheiros por não o terem convidado a participar de tão importante empresa. que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes. Os versos de Camões foram retirados da passagem conhecida como O velho do Restelo. Sebastião). que em nada se relacionam com a situação do mundo em sua época. Que os corações humanos tanto obriga. pois celebra fatos gloriosos da história portuguesa.” CAMÕES. Sendo digna de infames vitupérios. (= aspecto) Que ficava nas praias. Douglas. Inferno Luís Vaz de Camões Mas um velho. c) O verso utilizado é o decassílabo clássico (especialmente o heróico) e as estrofes. e) Episódios importantes do poema. Deste causa à molesta morte sua. Que nós no mar ouvimos claramente. três estrofes. a) Trata-se de um poema de estrito interesse nacionalista. Tuas aras banhar com sangue humano. b) Qual é a comparação feita no poema? c) Quem é o “Frecheiro cego”? A utilização dessa imagem indica que aspecto do Classicismo? 76. descontente. Com base no trecho e no seu conhecimento sobre a obra. PV2D-07-POR-34 77. relatado na estrofe 52. que tormentas. C’um saber só de experiências feito. de Luís Vaz de Camões. só tu. alegre e brando. Como se fora pérfida inimiga. entre a gente. c) emociona-se com a saída dos portugueses que vão atravessar os mares até chegar às Índias. puro Amor. responda por que o poeta atribui a culpa do assassinato ao amor. que perigos. De Camões a Pessoa. sobretudo). invocação (às Tágides). incluem-se na longa narrativa de Vasco da Gama ao rei de Melinde. b) critica as navegações portuguesas por considerar que elas se baseiam na cobiça e busca de fama. d) Os dez cantos do poema se dividem em proposição (os feitos heróicos portugueses). 78. e) O episódio faz menção ao casal amoroso. meneando Três vezes a cabeça. como os de Inês de Castro e do Gigante Adamastor. Luís de. no episódio. Se dizem. é aquele do encontro do gigante com Thetys. narração (da viagem de Vasco da Gama) e epílogo (encerramento. Thetys. Desta arte o coração. Postos em nós os olhos. o velho: a) abençoa os marinheiros portugueses que vão atravessar os mares à procura de uma vida melhor. Virgílio) e dos poemas épicos mais recentes do Renascimento italiano (Ariosto.c) Um dos momentos líricos. . ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. a seguir. em tom desalentado). 75. Na pronta vista a seta endireitando. que do caminho Se vem calado e manso desviando. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Lhe dá no estígio lago (1) eterno ninho. d) A “alta esposa de Peleu”. é errado afirmar o seguinte. o que ressalta a presença do lírico no poema épico camoniano. fero Amor. Que crueldades neles experimentas! Dura inquietação d’alma e da vida Fonte de desamparos e adultérios. foi ferido. do qual se reproduzem. UFSCar-SP A questão adiante baseia-se no poema épico Os lusíadas. dedicatória (a D. de modelo italiano. In TUFANO. Vocabulário: 1. SP. que livre andava (Posto que já de longe destinado). pp. Expedindo no rústico raminho.

Os Lusíadas. existente na parte lírica. relacionando-o à história de Inês de Castro. a seguir./Donde Deus foi em carne ao mundo dado. no 5º verso? b) Explique o verso “Tuas aras banhar em sangue humano”. puro amor. é incorreto afirmar que: a) quando a ação do poema começa. Na terra. Uma dessas características está incorreta. musas do rio Tejo. c) na Ilha dos Amores. Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas. É porque queres. b) na invocação. e) eliminação do pan-erotismo. traidora Fero: feroz. com força crua. Camões. Camões usa outra perífrase? 80. mantendo. c) efabulação mitológica. escrito por Luís Vaz de Camões e narra a partida de Vasco da Gama para a viagem às Índias. o mesmo esquema de rima. Onde terá segura a curta vida. suaviza. Em que outro trecho dessa estrofe. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? Nessa estrofe. sanguinário. onde lhe desvenda “a máquina do mundo”. cruel Mitiga: alivia. o poeta se dirige às Tágides. c) lamenta a condição humana ante os perigos. aplaca Ara: altar. em 1102 estrofes. Camões faz uso de uma perífrase: Que o nome tem da terra. Camões: a) exalta a coragem dos homens que enfrentam os perigos do mar e da terra. b) apologia dos poderes humanos. Fuvest-SP Tu. tanto engano. Cheio dentro de dúvida e receio. Debaixo dalgum nome preminente? Os versos de Camões são parte do(a): a) invocação. Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano. d) tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias. 81. Vunesp Apontam-se. as naus portuguesas estão navegando em pleno oceano Índico. Deste causa à molesta morte sua. 84. Unifap A que novos desastres determinas De levar estes reinos a esta gente? Que perigos. Vocabulário: Molesta: lastimosa. Tuas aras banhar em sangue humano. Como se fora pérfida inimiga. funesta Pérfida: desleal. no meio da viagem. tanta guerra. fero Amor. que mortes lhe destinas. tanto dano. após o banquete. mesa para sacrifícios religiosos a) Considerando-se a forte presença da cultura da Antigüidade Clássica em Os lusíadas. dada a sua agressividade. a) Em que estilo de época ou época histórica se situa a obra de Camões? b) Para dizer que o nome do templo é Belém. os sofrimentos e as incertezas da vida. áspero e tirano. Que os corações humanos tanto obriga. Fuvest-SP No mar tanta tormenta. d) propõe uma explicação a respeito do destino do homem. d) contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antigüidade. UFSCar-SP Partimo-nos assim do santo templo Que nas praias do mar está assentado. em favor da ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. 83. que se contemplo Como fui destas praias apartado. algumas características atribuídas pela crítica à epopéia de Luís Vaz de Camões. Os lusíadas – episódio de Inês de Castro. Donde Deus foi em carne ao mundo dado. ó Rei. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. e) é composto por sonetos decassílabos. Certifico-te. b) considera o quanto o homem deve confiar na providência divina que o ampara nos riscos e nas adversidades. e) episódio O velho do Restelo.79. Tantas vezes a morte apercebida. d) dedicatória. c) episódio Batalha de Ourique. Camões. grafado com maiúscula. a que se pode referir o vocábulo “Amor”. b) proposição. portanto. e) classifica o homem como um bicho da terra. Que o nome tem da terra. para exemplo. O trecho faz parte do poema épico Os lusíadas. para exemplo. Se dizem. Os lusíadas. Canto 4. Trata-se de: a) concepção da história nacional como uma seqüência de proezas de heróis aristocráticos e militares. só tu. Que a penas nos meus olhos ponho o freio. realçando o orgulho humanista de auto-determinação e do avanço no domínio sobre a natureza. 66 .º 87 82.

88. só verdadeiros. porque eu. Dinis em seus poemas de amigo. Os olhos encovados. encontramos: a) uma paródia do estilo clássico lusitano. ciosos de etimologias esdrúxulas. e) narra a decadência portuguesa após a viagem de Vasco da Gama. Só para fazer versos deleitosos Servimos. A boca negra. FCC-SP Nem cinco sóis eram passados que de vós partíramos. se mais o trato humano Nos pode dar. que outrem grafara muraquitã. O rosto carregado. Por uma bela noite dos idos de maio do ano traslato. b) tem por objetivo criticar a ambição dos navegantes portugueses que abandonaram a pátria à mercê dos inimigos para buscar ouro e glória em terras distantes. d) uma apologia ao estilo pretensioso e à oratória vazia de conteúdo. c) símbolo dos que valorizam a cobiça e a ambição. No mais. Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso. Saturno e Jano. quantas mães choraram. Tétis: a) afirma que os deuses gregos e latinos são superiores aos deuses católicos. fomos fabulosos Fingidos de mortal e cego engano. Júpiter e Juno. c) D. em Macunaíma. e a postura Medonha e má e a cor terrena e pálida. apesar de ter dominado os mares e descoberto novas terras. Pode-se afirmar que o Velho do Restelo é: a) personagem central de Os lusíadas. e) tem como objetivo elogiar a bravura dos portugueses e o faz através da narração dos episódios mais valorosos da colonização brasileira. X. Camões. b) D.. mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida. 90. apagada e vil tristeza. de Mário de Andrade. e alguns doutos. Musa. Trata-se de uma fala da deusa Tétis ao capitão Vasco da Gama. perdíamos a muiraquitã. que a lira tenho Destemperada e a voz enrouquecida. os dentes amarelos. Portugal acabe subjugado pela Espanha. no século XX. b) um elogio à eloqüência dos parnasianos. no mais. 87. Em Os lusíadas. e) Bocage em seus sonetos. d) Camões em sua épica. De disforme e grandíssima estatura. quando a mais temerosa desdita pesou sobre nós. c) a valorização da linguagem utilizada pela estética do século XVIII. c) afirma que os deuses gregos e latinos só existem na imaginação dos homens. 91. c) afasta-se dos modelos clássicos. E não do canto. criando a epopéia lusitana. A estrofe a seguir pertence ao canto X de Os lusíadas. Aqui..85. gloriosos Divos estão. d) símbolo das forças contrárias às investidas marítimas lusas. quando uma figura Se nos mostra no ar. robusta e válida. quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos. na Ilha dos Amores. ortografam muyrakitan e até mesmo muraquéitã.) Forneça o nome do episódio em que a figura descrita na estrofe anterior aparece e informe o que essa figura personifica.. b) o mais fervoroso defensor da viagem de Gama. 86. e) uma sátira aos romances indianistas do século XIX. b) lamenta que os homens jamais se referem aos deuses em suas obras artísticas. e) a figura que incentiva a ideologia expansionista. a temática da expansão ultramarina também utilizada por: a) Gil Vicente em seus autos. Os lusíadas. 145 a) Quem é a “gente surda e endurecida” a que se refere a estrofe? b) Qual a acusação que o poeta faz a essa gente? c) Como se pode entender essa acusação no panorama português da época? 67 PV2D-07-POR-34 . No trecho. Camões: a) narra a viagem de Vasco da Gama às Índias. é só que o nome nosso Nestas estrelas pôs o engenho vosso. ó mar! Esse poema de Fernando Pessoa retoma. 89. que está metida No gosto da cubiça e na rudeza Dua austera. a barba esquálida. UFPA Ó mar salgado. (. Cheios de terra e crespos os cabelos.) Não acabava. não sorriais! Nesse fragmento da “Carta pras Icamiabas”. d) lamenta que. Dinis em seus poemas de amor. não.. e. (. O favor com que mais se acende o engenho Não no dá a Pátria. um gênero inteiramente original na época. d) mostra que a ambição dos homens se equipara aos poderes divinos.

Ó Fraudulento gosto. de Camões: a) Identifique o narrador do episódio no qual está inserida a fala do Velho do Restelo. d) o Velho do Restelo representa. (. que honra se chama. aos valores defendidos pelo Velho do Restelo. No canto V de Os lusíadas: a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. Nuas lavar se deixam na água pura. no conjunto de Os lusíadas. de Camões. UFRGS-RS Assinale a alternativa correta. a opinião progressista da sociedade portuguesa. b) Baco é favorável à empresa dos portugueses. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum: a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica.. b) o Canto I contém a introdução. é correto afirmar que: a) os deuses pagãos presentes no poema representam a admiração de Camões pela grandeza do mundo antigo e sua descrença no cristianismo. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem.. b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. canto IV. Júpiter toma sempre o partido de Baco. 98. . e) Epílogo. é incorreto afirmar que: a) é dividido em cinco partes e dez cantos.92. d) Narração. que se contrapõe à solenidade do poema épico. c) o episódio da ilha dos Amores representa a merecida recompensa pelos grandes feitos portugueses. no poema. ó vã cobiça. No canto I de Os lusíadas. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. Júpiter: 68 a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Assim lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. 93. Os lusíadas. Desta vaidade a quem chamamos Fama.) A voz pesada um pouco alevantando. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. Que. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas. os navegantes prosseguem. Sobre Os lusíadas. 96.. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. deixa ver aos navegadores que o perigo já fora afastado. b) Compare. c) Dedicatória. a invocação. Camões. b) Invocação. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. A estrofe abaixo pertence ao poema Os lusíadas. 94. Algumas. na passagem que narra o concílio dos deuses. e) no Canto X. os principais valores que esse narrador representa. 97. c) a pedido do rei de Melinde. e) o episódio sobre a morte de Inês de Castro é uma ficção camoniana absolutamente épica. Posta a artificiosa fermosura. c) a manifestação de apego a Portugal.. Assinale a parte do poema a que pertence a estrofe transcrita. resumidamente. 95. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. c) apesar das ameaças do gigante. a dedicatória e o início da narrativa. antes associada ao Cabo das Tormentas. Se fizessem primeiro desejadas. (. vista dos barões a presa incerta. Marte e Vênus se opõem a ela. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. 99. feitos que os elevam ao nível dos deuses antigos. ao dar lugar a um “medonho choro”. d) os deuses reúnem-se no Olimpo para decidir a sorte dos portugueses. em sua fala. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. UFRGS-RS Assinale a alternativa incorreta. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. a) Proposição. que se atiça Cua aura popular. Unicamp-SP Mas um velho. a fala do Velho de Restelo acusa os portugueses de vaidade e cobiça excessivas. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. de aspecto venerando. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. d) a nuvem negra que se desfaz. Fuvest-SP Responda às seguintes questões sobre Os lusíadas. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas.) Tais palavras tirou do experto* peito: – Ó glória de mandar. Vasco da Gama conta partes da história de Portugal. Fuvest-SP Em Os lusíadas.

e verei Se neles achar posso a piedade Que entre peitos humanos não achei. por Sá de Miranda. posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz. Eis aqui se descobre a nobre Espanha. Entre leões e tigres. à força. O Ocidente. Os textos I e II iniciam respectivamente as estâncias 17 e 20 do canto III de Os lusíadas. Já no Memorial do convento. de Luís de Camões. b) o episódio da história de Portugal que serve de núcleo narrativo do poema. b) Quem era esse “rei infame” a que se refere o trecho citado e em que século essa ação do romance se passa? c) Aponte. II. O rosto com que fita é Portugal. e então uma grande voz se levanta. 100. Quanto ao conteúdo. O tipo de verso que Camões empregou é de origem italiana e foi introduzido na literatura portuguesa algumas décadas antes.. Ó glória de mandar. ó vã cobiça. do Canto IV de Os lusíadas. que é púlpito dos rústicos. percebe-se que Memorial do convento dialoga com os clássicos. Ali.. *experto – que tem experiência **labrego – indivíduo grosseiro. afastado. Interprete a estrofe de acordo com esta observação.. A mão sustenta. 102. entretanto. b) do Barroco português. Isso acontece no episódio: a) do Gigante Adamastor. 103. 101. O cotovelo esquerdo é recuado. ao menos uma passagem que indique a irreverência de Saramago em relação ao texto de Luís de Camões. é um labrego** de tanta idade já que o não quiseram. no trecho. em que se apóia o rosto. o recrutamento para Mafra deu-se. O direito é em ângulo disposto. A quem Neptuno e Marte obedeceram. co’o amor intrínseco e vontade Naquele por quem morro. e tendo assim clamado. e) da poesia épica camoniana. Eis aqui quase cume da cabeça De Europa toda. José Saramago. Fita. rude. 293. tosco (. e grita subido a um valado***. c) de Inês de Castro. de Luís Vaz de Camões. veio dar-lhe o quadrilheiro uma cacetada na cabeça.) ***valado – elevação de terra que limita propriedade rústica Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 104. b) do Velho do Restelo. a) Cite ao menos uma razão que levou “o rei infame” de Memorial do convento a tornar obrigatório o engajamento de todos os operários do reino. d) da poesia lírica de Antero de Quental. Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram. Que outro valor mais alto se alevanta. Que refrigério sejam da mãe triste. Memorial do convento. A Europa jaz. Que eu canto o peito ilustre Lusitano. fitando. releia a estrofe citada e indique: a) o tipo de verso utilizado (pode mencionar simplesmente o número de sílabas métricas). o poema Os lusíadas toma como ponto de referência um episódio da história de Portugal. Mackenzie-SP O tom pessimista apresentado por Camões no epílogo de Os lusíadas aparece em outro momento do poema. a) A que movimento literário pertence cada um dos autores? b) De que recurso comum aos dois textos se valem os autores para elaborar a descrição da Europa? 69 PV2D-07-POR-34 . com olhar sphyngico e fatal. Vunesp A oitava apresentada constitui a terceira estrofe de Os lusíadas. E toldam-lhe românticos cabelos Olhos gregos. O trecho evidencia características: a) da poesia trovadoresca.. Vunesp Uma leitura atenta da estrofe citada revela que o conteúdo dos primeiros seis versos é retomado e sintetizado nos últimos dois versos. e) do Concílio dos Deuses. Mackenzie-SP Põe-me onde se use toda a feridade. ó rei infame. O trecho a seguir pertence a Os lusíadas. o reino Lusitano. lembrando. que ali mesmo o deixou por morto. Baseado nesses comentários e em seus próprios conhecimentos. c) de um auto vicentino. Fuvest-SP I. Como cabeça ali de Europa toda Confrontando os fragmentos. Leia-o e responda às questões 102 e 103. p. criarei Estas relíquias suas. em geral. Este diz Inglaterra onde. Cesse tudo o que a Musa antiga canta.. refere-se ao engajamento voluntário dos portugueses na grande empresa que foi a descoberta de novos mundos. O episódio do Velho do Restelo. de Fernando Pessoa. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. que aqui viste. Onde a terra se acaba e o mar começa III. obra máxima do Classicismo português. quaisquer que fossem suas profissões. ó pátria sem justiça. d) dos Doze de Inglaterra. Aquele diz Itália onde é pousado. e o texto III é um poema do livro Mensagem. poema épico publicado em 1572. futuro do passado.

desleixado. que remontam à época da dominação romana. que vão clamando. Ó doce e amado esposo. como era uma pessoa estudada e de origem nobre. Virgílios nem Homeros: referência aos dois poetas épicos da Antigüidade Clássica. d) Tanto “Inês de Castro” quanto “O Velho do Restelo” são episódios que ilustram poeticamente diferentes circunstâncias da vida portuguesa. experiência de vida. Mas o pior de tudo é que a ventura Tão ásperos os fez. mais tarde. em Os lusíadas: Por isso. e) O Velho. no epílogo do poema. previu os desastres futuros que se abateriam sobre a pátria e que arrastariam a nação portuguesa a um destino de enfraquecimento e marasmo. dentro da epopéia camoniana.105. c) afastando-se do rigor formal dos decassílabos e da oitava-rima. um dos muitos espectadores na praia. da obra Os lusíadas. d) há uma reclusa explícita da influência clássica de Virgílio e de Homero. diz Camões. 107. mais preocupada com a agricultura e com princípios da velha nobreza fundiária.. a sangria populacional provocada pelos empreendimentos coloniais portugueses. mais preocupada com o comércio e com os princípios da burguesia em ascensão. assinale a alternativa correta. a quem eu tinha só para refrigério e doce amparo desta cansada já velhice minha. 3. c) O velho. b) “Inês de Castro” caracteriza. outra voltada para a renovação do perfil econômico do país. guerreiros. nesse episódio. não é possível afirmar que: a) “O Velho do Restelo”. o gênero lírico porque é um episódio que narra os amores impossíveis entre Inês e seu amado Pedro.) José Saramago. como Aquiles e Enéias. Não há também Virgílios nem Homeros. numa antevisão profética. conhece bem a situação econômica de Portugal na época. o sofrimento feminino causado pelas perseguições da Inquisição. acompanham-nos até fora da vila as infelizes. de Luiz de Camões. UniCOC-SP Podemos afirmar que. 70 . Dos episódios “Inês de Castro” e “O Velho do Restelo”. Tão rudes e de engenho tão remisso. Aquiles feros: Aquiles bravos. Na obra Os lusíadas. logo na apresentação do poema. b) o poeta retoma o mesmo tom ufanista da proposição. 6. referência ao protagonista da Ilíada. b) Aljubarrota. Ventura: destino. quase movidos de alta piedade (. qual em cabelo. A leitura atenta da estrofe transcrita de Os lusíadas permite concluir corretamente que: a) Camões antecipa uma das críticas que fará. na qual. d) O velho não se posiciona sobre as navegações. e outra protestando. Fuvest-SP Já vai andando a récua dos homens de Arganil. d) O Velho do Restelo. aos portugueses de sua época. apresenta um discurso que não deve ser avaliado. c) Aljubarrota. capacidade. UniCOC-SP Lamentando o descaso dos portugueses. 2. 5. Engenho: habilidade. Pios Enéias nem Aquiles feros. visando a criticar o mesmo aspecto da vida de Portugal que Camões. de Homero. havia duas correntes de opinião em Portugal: uma fundada em valores medievais. revela seu descontentamento com a decadência de seu país. a) O velho se identifica com a segunda corrente apresentada na afirmação. aptidão. tanto que os montes de mais perto respondiam. seus contemporâneos. índole. Tão remisso: acanhado. 4. e) Inês de Castro. se este costume dura. c) Restelo era o nome da praia em frente ao templo de Belém. Nem haverá. Memorial do convento. o sofrimento popular decorrente dos empreendimentos dos nobres. A partir das afirmações expostas. já criticava. o poeta vale-se de uma forma livre. marítimos e suntuários. e) O velho. 7. Ó filho. embotado. não se acabavam as lamentações. a posição subalterna da mulher na sociedade tradicional portuguesa. para com a arte da poesia. o abandono dos idosos decorrente dos empreendimentos bélicos. negligente. e tão austeros. de Virgílio. a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana. Seu discurso é sobre questões metafísicas. e) a citação de heróis da cultura greco-latina. respectivamente: a) O Velho do Restelo. b) O velho se identifica com a primeira corrente apresentada na afirmação. sorte. 106.. 1. de onde partiam as naus portuguesas nas aventuras marítimas. e não por falta de natura. por sua idade e falta de sensatez. uma das cenas marcantes é a do Velho do Restelo. revaloriza elementos tradicionais de cultura ibérica medieval. referência ao protagonista da Eneida. Natura: talento. qualidade inata. na época da expansão mercantilista. Em muitas passagens do trecho transcrito. exemplos negativos que fazem os portugueses “tão ásperos”. engrandecia com sua fala as façanhas dos navegadores. criada por ele mesmo. O episódio camoniano e o aspecto criticado são. Pios Enéias: Enéias generosos. piedosos. 108. Que a muitos lhe dá pouco ou nada disso. tão “austeros” e “tão rudes”. o narrador cita textualmente palavras de um episódio de Os lusíadas.

como um todo. posta em sossego. c) Aponte uma passagem da obra que desmente a visão expressa pelo poeta nesses versos. Entre gente remota edificaram Novo reino. posta em sossego. Por mares nunca dantes navegados. e) I e III. Naquele engano da alma ledo e cego. Você diria que no quarteto apresentado podemos perceber a visão platônica que Camões tem do amor? Por quê? 71 Se dizem. da Ocidental praia lusitana. d) retrata a beleza de Inês. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. obra de Camões. fero Amor. 109. tu. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Os lusíadas. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. 113.Leia o texto a seguir e responda às questões de 109 a 111. teriam levado os portugueses à expansão marítima. linda Inês. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do Velho do Restelo. b) Explique os sentidos desses versos. 112. o Império. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. PUC-SP Tu só. . b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Transcreva esse verso e explique-o. e as terras viciosas De África e Ásia andaram devastando. Nos saudosos campos do Mondego. Cesse tudo o que a Musa antiga canta. Na segunda estrofe. Está correto apenas o que se afirma em: a) I. já velho e com um “saber só de experiências feito”. I. pode-se ler um verso que resume o conteúdo de todo o poema. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. É porque queres. Não tenho logo mais que desejar. b) II. legítima herdeira do trono de Portugal. Deste causa à molesta morte sua. Que a fortuna não deixa durar muito. Como se fora pérfida inimiga. que tanto sublimaram: E também as memórias gloriosas Daqueles reis que foram dilatando A Fé. a) Aponte os versos em que esses motivos estão explicitados. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. Quem são os “barões assinalados” a que se refere o poeta na primeira estrofe? 110. segundo ele. 111. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Camões. áspero e tirano. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. em Os lusíadas: I. Os lusíadas. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. c) III. do qual o trecho exposto faz parte. As armas e os barões assinalados. III. PV2D-07-POR-34 II. d) I e II. entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande. Pois em mim tenho a parte desejada. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Que outro valor mais alto se alevanta. Passaram muito além da Taprobana. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. De teus anos colhendo doce fruito. Que eu canto o peito ilustre lusitano A quem Netuno e Marte obedeceram. Entre perigos e guerras esforçados. Desse episódio. Aos montes ensinando e às ervinhas. Por virtude do muito imaginar. Mais do que prometia a força humana. humanizando os versos. pode afirmar-se que seu núcleo central: a) personifica e exalta o amor. Que. Cessem do sábio grego e do troiano As navegações grandes que fizeram. 1-3. o poeta aponta dois dos motivos que. 114. puro amor. E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando: Cantando espalharei por toda parte. Na terceira estrofe. Um dos mais famosos sonetos de Camões assim se inicia: Transforma-se o amador na cousa amada. Se a tanto me ajudar o engenho e a arte. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Estavas. pp. O nome que no peito escrito tinhas. O episódio de Inês de Castro. Tuas aras banhar em sangue humano.

totalmente adaptada à técnica renascentista. d) sonda o sombrio mundo do eu. contendo principalmente temas como o “desconcerto do mundo”. em cuja mão Pôs meus contentamentos a ventura. em que circunstâncias se deu essa morte? Quais os versos que se referem a ela? c) Qual o tipo de verso empregado? Trata-se da medida velha ou da nova? d) Por que se trata de um soneto? Qual seu esquema de rimas? 123. Mas. escreveu-se sobre o Brasil. Sobre a lírica de Camões.. sem a reflexão e o racionalismo próprios do Classicismo. da mulher. a que vulgarmente chamamos Brasil 72 120. e) muitas vezes. 116.. Luís de Camões a) Aponte e explique a antítese que há no início do poema. através da introspecção. encontrando-se desde temas abstratos até tradicionais. Fuvest-SP Qual a diferença mais significativa entre a poesia épica e a lírica: o tipo de verso empregado ou o conteúdo? Justifique sua resposta. 118. apesar de se encontrarem. além da universalização. a) Carta do descobrimento b) Tratado da terra do Brasil c) Tratado descritivo do Brasil d) Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda e) História da província de Santa Cruz. d) estabelece. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. b) por ter sido o maior caricaturista da sociedade portuguesa do século XVI. c) expressa-se em temática variada. Porque. há referência a um acontecimento que parece ter relação com um dado da biografia de Camões: a perda da amada. Quais são os temas da lírica camoniana? 117. lançando mão de antíteses e paradoxos. é incorreto afirmar que: a) boa parte de sua realização se encontra na poesia de inspiração clássica. isto é. meu amor. na literatura portuguesa. pois. entre outras razões: a) por ter sido o primeiro escritor clássico de Portugal. e) mostra uma atitude puramente emocional. Celebrada serás sempre em meu canto. após tal evento. Trata-se.. c) tem em seu centro a tentativa de compreensão da natureza. às vezes. 121. presente na saudade. Eternamente as águas lograrão A tua peregrina fermosura. é incorreto afirmar que: a) está escrita em medida velha e medida nova. morais e cívicos que distinguiam a civilização portuguesa. Aponte a alternativa em que se encontra o nome de um texto que não se encaixe nessa tendência. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. b) Neste poema. da natureza e de Deus. Segundo o poema. algumas passagens onde se mostram elementos artísticos. se os meus rudes versos podem tanto Que possam prometer-te longa história Daquele amor tão puro e verdadeiro. c) por ter criado o teatro popular. d) por ter escrito a melhor interpretação poética dos valores espirituais. e) busca. 119. enquanto me a mim a vida dura. . em versos redondilhos e versos decassílabos. Sempre viva em minha alma te acharão. é correto afirmar que: a) é composta inteiramente segundo modelos do Classicismo renascentista. Alguns escritores. Sobre a lírica camoniana. uma visão platônica do conceito amoroso. E. Mackenzie-SP Sobre a lírica camoniana. Amo-te a fim de um calmo amor prestante E te amo além. Faltou-te a ti na terra sepultura. erótico. compuseram textos com o propósito fundamental de retratar não só a terra recém-descoberta como também as características de seus habitantes. de uma literatura de teor informativo. Camões distinguiu-se.115. Soneto do amor total Amo-te tanto. Será minha escritura teu letreiro. c) no aspecto formal. respectivamente. enquanto no mundo houver memória.. Mackenzie-SP Desde seu descobrimento. um amplo painel da sociedade portuguesa do início do século XVI. Amo-te. Por que me falta a mim consolação. b) apresenta-se no estilo clássico e no estilo maneirista. enfim. 122. sempre carregada do sentido físico. é toda construída em versos decassílabos em oitava rima. o poeta procura conceituar o amor. não cante O humano coração com mais verdade. Cara minha inimiga. b) é composta com versos de “medida nova”. sendo este último uma transição para o Barroco. “a mutabilidade das coisas” e o “ideal de perfeição”. b) sua temática é variada. do amor e do mundo. d) tem como elemento fundamental a visão sensual do amor.

c) teatro de sátira política e crônicas sobre o cotidiano das pequenas cidades. 126. Murilo. d) obras de caráter pedagógico. Vunesp Língua Portuguesa Última flor do Lácio. inculta e bela És. Cruzados não faltarão. Livro dos sonetos. Compare-os. senhor. Andresen. delas vermelhas. tem-nos muitos. Dos dois textos transcritos. em Antologia poética. através de critérios formais e temáticos.. Amo-te assim desconhecida e obscura. que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela. grandes barreiras. Salvo o devido respeito. o primeiro é de Luís Vaz de Camões (século XVI) e o segundo. 124. c) cantar a Pátria é o centro das preocupações. dar-se-á nela tudo. despojada de espiritualidade. Pero Vaz de. Unicamp-SP Amor é fogo que arde sem se ver..) Águas são muitas. b) encontram-se sonetos. É um contentamento descontente. Vinícius de Moraes. Aponte semelhanças entre as duas obras tanto do ponto de vista temático quanto formal. De plumagens mui vistosas. Indique: a) a diferença entre o texto original e o segundo. Porém a terra em si é de muito bons ares. De ponta a ponta é tudo praia-palma. / É ferida que dói e não se sente. de Sophia M. simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. discutindo.) Nela até agora não pudemos saber que haja ouro. A terra Esta terra. Terror de amar. Caminha. 127. nem prata. História do Brasil. de circulação restrita. Sophia M. ao longo do mar. Tem macaco até demais. seleção. melancias. Diamantes tem à vontade. lira singela. nem lho vimos.. assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho. Tem. b) o período literário a que corresponde cada texto. me aparece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. A carta de Caminha. No chão espeta um caniço. a um tempo.. infindas. A crítica costuma apontar Vinícius de Moraes como um dos herdeiros da lírica camoniana. PV2D-07-POR-34 . e) a mulher é vista em seus aspectos físicos. Banana que nem chuchu. 125. Fuvest–SP Na lírica de Camões: a) método usado para a composição dos sonetos é a redondilha maior. revelam duas perspectivas diferentes. 128. A gente vai passear. odes e autos.Amo-te como um bicho. em função da descrição da terra. Lírica de Camões.. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. e) cartas dos colonos aos familiares da metrópole e documentos de protesto contra a escravização dos negros. querendo-a aproveitar. d) encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX. Tão fértil eu nunca vi. de que nós deste porto houvemos vista. Esmeralda é para os trouxas. fundamentalmente: a) relatos de viajantes e missionários estrangeiros e escritos catequéticos de Anchieta.B. Tuba de alto clangor. prefácio e notas de Massaud Moisés Carta de Pero Vaz A terra é mui graciosa. que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! 73 MENDES.. a arca. Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa. / É dor que desatina sem doer. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. e a terra por cima toda chã e muito cheia de arvoredos. delas brancas. por bem das águas que tem. Terror de te amar num sítio frágil como o mundo. Quanto aos bichos. Os dois textos. aspectos em que ambos se aproximam e aspectos em que ambos se distanciam. E de amar assim.(. (. UFBA As manifestações literárias no Brasil do século XVI foram. nalgumas partes. representantes de dois períodos literários distantes. Andresen (século XX). Senhor. b) poemas épicos indianistas e poesia lírica de caráter religioso. E em tal maneira é graciosa que. Vossa perna encanareis. Tem goiabas. esplendor e sepultura: Ouro nativo. Reforçai. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. B. muito chã e muito formosa. nem coisa alguma de metal ou ferro. sátiras.

E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. Jequitiranabóias. Tupis em alvoroço. c) Mas a terra em si é muito boa de ares. e) Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo. Aquela cativa Que me tem cativo. O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Língua Olavo Bilac. 74 A terra é tão fermosa e de tanto arvoredo tamanho e tão basto que o homem não dá conta. responda: o que o poeta quis dizer nos dois primeiros versos? 130. acenou que lhas dessem. o poema de Caetano menciona outros dois escritores. 131. E quem há de negar que esta lhe é superior? E deixa os portugais morrerem à míngua. O culto à natureza. Unama-PA Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra Os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha. característica da Literatura Brasileira. que dela se pode tirar. em menino. todos nus. me parece que será salvar esta gente. . Sabendo disso. tão frio e temperados como os de Entre-Douro e Minho. ó rude e doloroso idioma. neste tempo de agora. Porque nela vivo Já não quer que viva. querendo aproveitá-la. em Velô (1984) Além de Luís de Camões. a) Qual o tipo de verso empregado no poema? b) Trata-se de um poema tipicamente clássico? Justifique sua resposta. Poesias reunidas Caetano Veloso. Tarde (1919) (a Violeta Gervaiseau) Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís Camões. De tal maneira é graciosa que. dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. folgou muito com elas. “Minha pátria é minha língua” – Fala Mangueira! Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode Esta língua? b) Assim.Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te. mansas. Tribos guerreiras. Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa. no exílio amargo. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos Que para meus olhos Fosse mais fermosa. E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade. tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra. Cite pelo menos uma obra importante de cada um destes dois literatos. Águas são muitas e infindas. troféus verdes na ponta dos chuços e das lanças. e lançou-as ao pescoço. brancas. d) Porém o melhor fruto. sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas. No clarão matutino os tucanos rombudos eram como figuras a lápis encarnado e que houvessem fugido do caderno escolar em que Deus aprendia desenho. como quem diz que os havia ali. 129. quando o batel chegou à foz do rio. tem sua origem nos textos da Literatura de Informação. Assinale o fragmento da Carta de Caminha que já revela a mencionada característica: a) Viu um deles umas contas de rosário. Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou. retirado de um poema de Camões. c) A expressão “cativo(a)” quer dizer “escravo(a)”. assim os achávamos como os de lá. estavam ali dezoito ou vinte homens pardos. Leia o texto seguinte. Oswald de Andrade. Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões. que aparece mencionado nos dois textos. porque.

. Por mares de soberba desatada.. e) uma postura bastante otimista. arrasta destemida. em que o homem se sente capaz de igualar as capacidades dos deuses. muda-se a confiança.. E do bem (se algum houve.. b) no teatro. Guerreiros da manhã que haviam já descido dos Andes à procura da Noite. Com presunção de Fênix generosa. tarde a rosa? Gregório de Matos Continuamente vemos novidades.. 133. expressivas de uma fé profunda. 135.. exceto: a) Foi o mais importante jesuíta em atividade no Brasil do século XVI.. mostrando um homem em conflito entre o pecado e o perdão divino. Rosa. E afora este mudar-se cada dia.. Fábio... que de abril favorecida. marcadamente alegórica e antireligiosa.. Airosa rompe. entremeada de inversões e figuras. escrevendo uma cartilha sobre a gramática da língua dos nativos. É planta. c) Estudou o tupi-guarani... b) uma insatisfação em relação à vida de sua época.. UniCOC-SP Texto 1 Mudam-se os tempos. Os excertos mostrados. que da manhã lisonjeada... De que importa... que estaria para os lados do Atlântico. pois o cientificismo da época valoriza especialmente a ação humana... nesta vida. na alegoria. c) na poesia lírica. de uma linguagem castiça em sonetos que muitas vezes procuravam descrever objetos raros e preciosos. Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. Púrpuras mil.. encontram-se suas mais belas composições.. Luís Vaz de Camões Texto 2 É a vaidade. Muda-se o ser.. com ambição dourada. Assinale a alternativa que identifica esse referencial... Ufla-MG Todas as alternativas sobre o Padre José de Anchieta são corretas. c) uma linguagem rebuscada. vermelhas araçóias... de poetas da 1ª fase do Modernismo.. É nau. alentos preza: Mas ser planta. E em mim converte em choro o doce canto. Tomando sempre novas qualidades. UniCOC-SP É correto afirmar que a estética barroca se valeu de: a) um acentuado equilíbrio em suas manifestações artísticas. Martim Cererê 132.... d) um requinte formal. o Auto de São Lourenço destaca-se como obra catequética de influência medieval. Galhardias apresta. Cassianos Ricardo. Florida galeota empavesada Sulca ufana.. UFV–MG Sobre José de Anchieta. Que já coberto foi de neve fria.. e) sua obra teatral.. mudam-se as vontades.. ..Colar de osso ao pescoço. enfim. d) Escreveu tanto uma literatura de caráter informativo como de caráter pedagógico. que em breve ligeireza. PV2D-07-POR-34 O tempo cobre o chão de verde manto. tornar mais acessíveis às mentes indígenas os conceitos e os dogmas do cristianismo. Todo o mundo é composto de mudança. ser rosa. ferro a planta. cocares multicores. Diferentes em tudo da esperança.. com seus sermões barrocos. Do mal ficam as mágoas na lembrança. dando destaque ao sofrimento amoroso e à religiosidade inata do homem. que sempre o favorecem.. Cada qual com o seu sol de plumas à cabeça.. nau vistosa. buscando. d) apesar de pautada na língua e na cultura do índio.... sua produção literária não se caracteriza como literatura já tipicamente brasileira. b) Foi o grande orador sacro da língua portuguesa. moldou-se nos padrões renascentistas. como vasos e taças.) as saudades. e) Suas peças apresentam sempre o duelo entre anjos e diabos. 75 . arrasta presumida. se aguarda sem defesa Penha a nau. a) Literatura dos jesuítas — Auto de São Lourenço b) Literatura dos viajantes — Carta do Descobrimento c) Literatura dos viajantes — Tratado da terra do Brasil d) Seiscentismo — Prosopopéia e) Seiscentismo — Sermão da sexagésima Capítulo 3 134. têm seu referencial na origem e na formação da Literatura Brasileira.. é incorreto afirmar que: a) cultivou especialmente os autos.

De repente.. no caso a Fábio..... 139. não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente... d) jogo de idéias. observa-se o resgate da forma fixa..... Fuvest-SP O cultismo e o conceptismo... Ofendido vos tem minha maldade. Em teus olhos e boca. c) contraposição de espírito e matéria.. mas tudo tem sua conta.. e o romântico.......... Todos terão sua razão. elimina a expressão do amor físico. As convergências se devem a que: a) a visão do amor. a) O texto 1 é claro exemplo de poesia neoclássica. sublimando o sentimento.... Que aspectos da arte barroca são encontrados no trecho exposto? 140.. aspectos contrastantes fundidos no Barroco.Assinale a alternativa correta sobre os textos dados. a) Retire do poema duas antíteses. o lirismo barroco... a permanência de modelos clássicos do fazer poético.. Não me apertes assim contra teu seio. 136. Em Soneto da separação.. Boa-noite.. além do uso da antítese para expressar a angústia da separação.. em que se presta homenagem a alguém.. apesar de pertencerem a movimentos literários diferentes....... d) O texto 1 é exemplo de poema cuja temática é a frustração amorosa. Ah! dia do juízo! Ah! pregadores! Os de cá. 138.... o sol e o dia: . exceto: a) gosto pelas antíteses.. Mas não me digas descobrindo o peito Mar de amor onde vagam meus desejos Castro Alves Nos versos acima. Soneto da separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente... UFPE Discreta e formosíssima Maria Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora.. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama.. Ofendido vos tem minha maldade.. b) sentidos e inteligência. pagar-lhes-ão a semeadura: aos que vão buscar a seara tão longe. Senhor. com mais passos. Maria! É tarde. A lua nas janelas bate em cheio. em Castro Alves. Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear. Maria! Eu vou-me embora. c) Enquanto o texto 1 aborda a temática do desconcerto do mundo... Padre Antônio Vieira Todas as características barrocas citadas podem ser identificadas no texto... Aos que têm a seara em casa...... Os que saem a semear são os que vão pregar à Índia.. b) Que estilo de época acrescenta à presença de antíteses o exagero expressivo como reflexo de um intenso conflito espiritual? 137... que possibilitou.. Boa-noite.... os que semeiam sem sair são os que se contentam com pregar na pátria. b) as relações amorosas são apresentadas de uma maneira sensual e ardente.. Arrependido a tanta enormidade... Gregório de Matos Gregório de Matos d) vida e morte..... e) fantasia e raciocínio. apresentam pontos de divergência e convergência.. o texto 2 combate a vaidade e o culto da aparência... goza da flor da mocidade Que o tempo trata a toda ligeireza E imprime em toda flor sua pisada. e ofendido. em Gregório de Matos. 76 .. UFPB Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.... Vaidade que todo me há vencido. à China. não mais que de repente. enquanto o texto 2 é nitidamente barroco... Vinícius de Moraes Um dos recursos instaurados pela contemporaneidade poética é a “liberdade de expressão”..... relacionam-se respectivamente a todas as oposições a seguir. c) imaginação e razão.. É verdade.. ao Japão... possivelmente um amigo do poeta. distanciados por séculos.é tarde. Delinqüido vos tenho.. Maldade que encaminha a vaidade. b) A temática de ambos é a mesma: o desconcerto do mundo. e) raciocínio rebuscado........ Fuvest-SP Leia atentamente o texto. Vencido que ver-me e arrependido. b) jogo de palavras... exceto: a) forma e conteúdo.. .. há outros que semeiam sem sair... e hão-lhes de contar os passos. fundamentada na religiosidade contra-reformista. achar-vos-eis com mais paço: os de lá.... inclusive.. e) O texto 2 é um caso de poesia encomiástica...... Goza. hão-lhes de medir a semeadura. que hei delinqüido.. assunto sutilmente abordado no texto 2.......

recurso tão encontrado nos textos barrocos. morre abrasada. propõe a primazia da palavra sobre a idéia. valorizando a identificação dos seres por metáforas. c) estilo rebuscado como manifestação de angústia. a economia de recursos expressivos. Em qualquer parte sempre fica todo. Explique o conceito de “cultismo”. a argumentação. esse tema aparece em ambos como uma reflexão sobre a transitoriedade das coisas. colisão de cores e excesso de relevos. O Barroco surgiu como reação aos ideais da Idade Média e à valorização demasiada da Antigüidade Clássica. O texto lembra que na estética barroca foram freqüentes: a) a tendência ao narrativo. b) Cultismo e conceptismo são partes construtivas do Barroco que não se excluem. em detrimento de conteúdo. e) Largo sentimento de grandiosidade e esplendor. c) Sentido de universalidade. os poetas descrevem suas amadas recorrendo a metáforas alusivas a elementos da natureza. o uso de léxico não-poético. o uso de léxico não-poético. 147. b) a economia de recursos de estilo. a impessoalidade da expressão. ao resplendor. por briosa. sintáticas e sonoras. E feito em partes todo em toda a parte. Em tristes sombras morre a formosura. Uniube-MG Castigada. e) Os métodos cultistas mais seguidos por nossos poetas foram os de Gôngora e Marini. os dois aspectos construtivos do Barroco. a reiteração das idéias. no Sermão da Sexagésima. Depois da luz. o que se concretiza no discurso pelo emprego de sofismas. Não se diga que é parte. à luz formosa. E todo assiste inteiro em qualquer parte. assinale a única alternativa incorreta. d) o culto do amor cortês. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. Hernâni Cidade c) O cultismo é perceptível no rebuscamento da linguagem.c) o tema do Carpe diem faz referência ao aproveitamento da vida e da beleza. Portugal e Brasil é também conhecido como gongorismo e seu mais ardente defensor. A parte sem o todo não é parte. Cai triste. respectivamente? 144. 77 PV2D-07-POR-34 . Sobre cultismo e conceptismo. e o conceptismo de Quevedo foi o que maiores influências deixou em Gregório de Matos. sendo parte. as mulheres são descritas como figuras contraditórias. e) em ambos os poemas. de pompa e grandeza heróica. por débil. a concisão. céu e terra ligados. racionalismo e objetividade. Em contínuas tristezas e alegria. que formula o conceito engenhoso. a tendência ao descritivo. d) o uso intenso de metáforas. Fuvest-SP Nasce o Sol. de um soneto de Gregório de Matos Guerra. e) o uso de aliterações. silogismos. apresentando: a) a fusão do teocentrismo com o antropocentrismo. b) Gosto pela polêmica. para isso. 145. pelo abuso no emprego de figuras semânticas. apenas o objetivo de surpreender pela singularidade espantosa. e) o uso de contrastes. sobrenatural humanizado. d) utilizando o discurso direto. dois diferentes processos: a atitude sensual de rebusca do mais pulcro e fulgurante para o encanto dos olhos. a atitude intelectual. sendo o todo. para deliciado pasmo do espírito dialético. d) predomínio de forma. 142. Ao raio. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. b) predomínio do equilíbrio em todas as formas artísticas. a impessoalidade da expressão e do léxico. pelo panfleto. Duas atitudes diferentes. Em todo o Sacramento está Deus todo. É possível localizar no mesmo autor e até no mesmo texto os dois elementos. a) Contradições. c) a forte presença de antíteses. e) a fusão do pecado com o perdão. b) a utilização de rimas alternadas. cor e riqueza. fica vã. e não dura mais que um dia. na sua brevidade. a principal característica do Barroco é: a) o culto da Natureza. desfeita. a) O cultismo opera através de analogias sensoriais. Assinale a alternativa incorreta. se segue a noite escura. 146. os seguintes versos de Gregório de Matos: O todo sem a parte não é o todo. 141. Utilize. Mas se a parte faz o todo. c) a prolixidade. a reiteração das idéias. Na estrofe acima. d) As coisas. simultaneamente angelicais e demoníacas. [a mariposa] Por ousada. mas apenas evocadas e refletidas através da visão das personagens. Ufla-MG Assinale a alternativa que contém características incompatíveis com o estilo de época conhecido por Barroco. malograda. Quais são os dois processos a que se refere o crítico português. De comum. paradoxos. pessoas e ações não são descritas. d) O cultismo na Espanha. expressos na tendência ao exagero e ao hiperbólico. 143. a extrema contenção.

eclipsados. O poema acima desenvolve uma metáfora. e) O conflito divino induz o ser humano a buscar o amor infinito com a salvação. ao sair da Bahia colonial. conforme lembram os excertos mostrados. a desilusão diante da falência de valores terrenos e divinos. para exaltar os baianos. E não o Vosso amor. ESPM-SP Considere os versos: Mui grande é Vosso amor e meu delito. estais despertos E. o poeta barroco não raro expressa: a) o medo de ser infeliz. e incha o pano. que a temê-lo A própria formosura te convida. para perdoar-me. A vós divinos olhos. mau grego e pior latim Famoso em cartas. a certeza de que o aguardam o inferno e a desgraça espiritual. homem. não raro: a) se angustia com a fatuidade e a brevidade da existência e busca a redenção pela religiosidade. a salvação é certa. d) O amor de Cristo. e dados (. 78 a) O amor divino pode salvar o ser humano do conflito de confiar na infinitude do pecado. Pois. Queimada veja eu a terra. uma imensa angústia em face da vida. USF-SP Que és terra. avarento. Te lembrar hoje Deus por sua Igreja. que és pó para humilhar-te. c) a percepção de que não há saídas para o homem. homem. baixel humano Se busca a salvação. tome hoje terra.148. b) traz ao leitor uma visão paradisíaca da existência. flor ufana. o poeta Gregório de Matos. faz o poeta desejar o fim do ato de pecar. Te põe à vista a terra. Cefet-PR Queimada veja eu a terra. d) é densamente espiritualizado. Esses versos que o poeta barroco Gregório de Matos dirige a Cristo apresentam uma visão sofismática típica da época. por mais que pequei. escreve sobre essa sociedade e seus integrantes. sempre vigilante. Todo o lenho mortal. Que a terra de hoje é porto soberano. 151. Eu sei de um clérigo zote Parente em grau conhecido Destes.) Ambicioso. onde salvar-te. que não sabem musa. E se assopra a vaidade. e em terra hás de tornar-te. 150. b) reforça o preconceito em relação ao elemento negro. neste conflito Espero em Vosso amor de me salvar. c) A razão que o poder divino impõe ao ser humano faz com que ele confie no amor e na salvação. Assinale a opção em que ocorre o mesmo tipo de argumentação. d) a necessidade de ser piedoso e caritativo. nesse fragmento. o sentimento de nulidade diante do poder divino. b) Como o amor de Cristo é muito maior que o pecado do indivíduo. 152.. Na proa a terra tens. Onde em casa. estais fechados. Essa razão me obriga a confiar Que. Porém pode ter fim todo o pecar. que é infinito. alerta pois. De pó te fez espelho. e) descreve de modo imparcial o meio colonial baiano. No fragmento poético-satírico mostrado. infinito. e) a revolta contra os aspectos fatais que os deuses imprimem a seu destino e à vida na terra. d) usa de antítese. paralela à vontade de fruir até as últimas conseqüências o lado material da vida. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. fortemente religioso e descompromissado com a observação da realidade física e com os aspectos materiais do mundo. amaina. e nos corrilhos Os asnos me chamam d’asno. característica da linguagem barroca. e) é fortemente emocionado e. c) fortalece uma visão positiva do consórcio das raças. porque a divindade o espreita. De pó te faz espelho em que se veja A vil matéria de que quis formar-te. a) De que metáfora se trata? b) Qual o desenvolvimento que o poema dá a ela? . que o vento berra. O texto barroco. o poeta: a) demonstra grande apreço pela sociedade baiana. em que se veja A vil matéria. de que quis formar-te. Que é terra. De tanto sangue e lágrimas cobertos. por conseqüência. b) a consciência de que o mundo terreno é efêmero e vão. Parece coisa de riso. aos néscios chama entendidos. e em terra hás de tornar-te. 149. c) é fortemente moralista e exorta o homem a desprezar os prazeres e a vida terrena. por não condenar-me. Alerta. Conforme sugere o excerto. Das próprias negras amigo. abençoada pelo sacrifício da divindade. onde peleja. Podemos afirmar que. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. e ferra. FCC-BA Teme o fim. valoriza a capacidade do indivíduo de fruir os aspectos positivos que o mundo lhe oferece.. Lembra-te Deus. onde o torpe idiotismo chama aos entendidos néscios. a que não consegue dar sentido.

159. utilizava-O para justificar todos os acontecimentos políticos e sociais. porque roubo em uma barca. senhor.153. o roubar muito é grandeza. a literatura brasileira do quinhentismo é uma típica manifestação barroca. d) Com Antônio Vieira. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta. respondeu assim. o roubar com muito. condenando o abuso de ____ ______. todos têm o mesmo lugar. que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações. demonstrava desinteresse por assuntos mundanos. Fragmento do Sermão do bom ladrão. e também o das palavras. que é a graça. Assinale a alternativa incorreta. há de concorrer Deus com a graça. c) A literatura no Brasil colonial é clássica. pertence ao estilo barroco. ele. que é o conhecimento. 154. e) mostrou-se tímido diante dos interesses dos poderosos. no trecho. e merecem o mesmo nome. o pirata e o rei. PUC-RJ 01 Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia. Gregório de Matos também escreveu poesia lírica e religiosa. a estética barroca atinge o seu ponto alto em prosa no Brasil. identificando. Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador. que é doutrina. não se ocupou de problemas locais. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas. ou da parte do ouvinte. a) Julgada em bloco. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos. com intenção doutrinária. Logo. 79 PV2D-07-POR-34 . são necessárias três coisas: olhos. que eu. como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. No excerto. mas sim que é uma literatura barroca de qualidade inferior. Se o Rei de Macedônia. a) antíteses – barroco b) metáforas – arcádico c) metonímias – romântico d) antíteses – arcádico e) metonímias – barroco 156. somadas à religiosa. misticismo e erotismo. a) Em seus sermões. 155. O pregador concorre com o espelho. PUC-MG O texto a seguir. há de concorrer o ouvinte com o entendimento. O roubar 10 pouco é culpa. de Pe. há de haver três concursos: há de concorrer o pregador com a doutrina. de estilo conceptista. ou da parte de Deus. quo regem animum latronis et piratae habentem. espelhos e luz. b) procurava adequar os textos bíblicos às realidades de que tratava. critica alguns excessos do estilo ________. Para uma alma se converter por meio de um sermão. de padre Antônio Vieira. alumiando. o ladrão. que despreza a linguagem rebuscada. e) Não se deve dizer que a literatura seiscentista brasileira seja inferior por ser barroca. que não era medroso nem lerdo. sou ladrão. se de uma parte dizem desceu. Padre Vieira. percebe-se o dualismo barroco: mistura de religiosidade e sensualismo. b) Caracteriza o Barroco a tentativa de unir os valores medievais aos renascentistas. o Padre Antônio Vieira segue os moldes da parenética medieval. c) dada sua espiritualidade. Comprove a afirmação. fizer o que faz o ladrão e o pirata. percebendo. c) O poema épico Prosopopéia foi escrito em versos decassílabos e oitava-rima e é considerado o marco inicial do Barroco no Brasil. porque roubais em uma armada. Se de uma parte está branco. da outra há de estar negro. o roubar com pouco poder faz os piratas. b) Na poesia de Gregório de Matos. Dê argumentos que permitam considerar o padre Antônio Vieira como um expoente tanto da literatura portuguesa quanto da literatura brasileira. ou qualquer outro. com exceções raras. o homem concorre com os olhos. repreendeu-o muito 05 Alexandre de andar em tão mau ofício. sois imperador? – Assim é. Antônio Vieira. 157. da outra hão de dizer subiu. Para um homem ver a si mesmo. persuadindo. porém. da outra há de estar noite. tendo nascido pela mão dos jesuítas. Fuvest-SP A respeito do padre Antônio Vieira. d) em função de seu zelo para com Deus. usando uma retórica aprimorada. há mister espelho e há mister olhos. e vós. há mister luz. os Alexandres. se de uma parte dizem luz. se de uma parte está dia. Aprendamos do céu o estilo da disposição. e) O cultismo caracteriza-se como uma seqüência de raciocínios lógicos. d) Apesar de ser conhecido como poeta satírico. da outra hão de dizer sombra. pode-se afirmar que: a) embora vivesse no Brasil. três características do estilo. é necessária luz e é necessário espelho. 158. a uns e outros definiu com o mesmo nome: 15 Eodem loco pone latronem et piratam. valores terrenos e aspirações espirituais. – Basta. Comente esta afirmativa em função do texto acima. e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os pescadores. por sua formação lusitana. Deus concorre com a luz. Mas Sêneca. Uma das mais importantes características da obra do Padre Antônio Vieira refere-se à presença constante em seus sermões das dimensões social e política.

os outros furtam debaixo do seu risco. com os conectivos porque e para que em orações como: “porque me amam” e “para que me amem”. justifique como se dá o amor de Cristo a Judas. a) O polvo. nec fructum: “O amor fino não busca causa nem fruto”. devem estar totalmente desligadas de sua pregação ao púlpito. fundada na ciência que tinha dele e dos mais discípulos.. Sermão da sexagésima. E tal foi a fineza de Cristo. ENEM A respeito de Padre Antônio Vieira. com aquele seu capelo na cabeça. Tão inteiramente conhecia Cristo a Judas. naquele tempo. qual cuidais que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes. busco o que desejo. . 164. d) Vieira afirma que as atitudes do pregador. estes sem temor nem perigo. é agradecido. tem o amor causa. é negociação. ora pela empostação mais sóbria de antítese e de paradoxo”. Nos trechos a seguir. e o _____________ com o uso de silogismo. Vieira sintetiza a sua teoria do amor com a frase: “O amor fino não busca causa nem fruto”. extraídos de Os sermões. a seguir. ou ser pregador de nome. se furtam. 80 Padre Antônio Vieira. para as quais. e as ações são as que dão o ser ao pregador. o crítico literário Affonso Ávila afirma: “Mas o uso de jogos vocabulares do mesmo teor prosseguirá ao longo do discurso. e outra o que prega. não importa nada. segundo Vieira? 163. e) Vieira afirma que as atitudes do pregador. devem coincidir com sua pregação no púlpito. 162. Padre Antônio Vieira é um dos principais autores do _____________. Vunesp O Padre Antônio Vieira (1608-1697). mas notou o Evangelista com especialidade a ciência do Senhor. Se amo porque me amam. de acordo com a argumentação de Vieira. o ______________. em língua portuguesa. quem ama para que o amem. Assinale a alternativa que indique a idéia básica do texto apresentado. quia amo. se amo para que me amem. em respeito a Judas. uma coisa é o pregador. porque amo. os de lá. Vieira aborda fundamentalmente o tema do “amor”. é considerado um dos maiores oradores de todos os tempos. senão. e amo. respectivamente. c) Os mortos são pó. na vida pessoal. esse só é fino. saiu a semear o que semeia. na ordem em que aparecem. b) justifique-a em função da teoria de amor proposta por Vieira. nem para quê. b) Não diz Cristo: saiu a semear o semeador. as ações. em respeito de Judas. UFRGS-RS Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto a seguir. d) Ah dia do juízo! Ah pregadores! Os de cá. nós também somos pó: em que nos distinguimos uns dos outros? Distinguimo-nos vivos dos mortos. com seus jogos de palavras. o exemplo. Quem ama porque o amam. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito. embora diluídos em meio ao vigor persuasório da composição e atenuados ora por formas de gradação mais paronomásica ou trocadilhesca. de Padre Vieira. a vida. são as que convertem o mundo. e aos demais. a) Vieira defende a separação entre as atividades religiosas e as agrícolas. Vunesp Em sua argumentação insistente e repetitiva. na vida pessoal. Lendo atentamente a seqüência do texto em pauta. Da mesma maneira. b) Vieira defende que os religiosos da época deviam dividir seu tempo entre a pregação e o trabalho agrícola. 165. mas sempre de modo claro e preciso. ut amem: amo. c) Vieira despreza a atividade do pregador. estes roubam cidades e reinos. se amo para que me amem. percebemos que os vocábulos causa e fruto dessa frase apresentam relação contextual. No fragmento transcrito. diz assim: Amor non quaerit causam. assim como se distingue o pó do pó. uma coisa é o semeador. amo. a seguir. com mais passos. o que semeia e o que prega é ação. faço o que devo.. para amar. parece um monge. movimento em que o homem é conduzido pela ______________ e que tem. achar-voseis com mais paço. entre suas características.160. é obrigação. era dedicado o tempo dos padres. Bernardo o amor fino. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo. Ter nome de pregador. as obras. e) Os outros ladrões roubam um homem. como a Pedro. Partindo desse comentário: a) explique a relação textual acima mencionada. os outros. porque em Judas mais que em nenhum outro campeou a fineza de seu amor. Texto para as questões de 162 a 164. processo racional de demonstrar uma asserção. e outra o que semeia. O semeador e o pregador é nome. de imagens e de construção. Releia o texto dado e. Em seus sermões. Vieira. estes furtam e enforcam. com aqueles seus raios estendidos parece uma estrela. serve-se freqüentemente do simbolismo das Sagradas Escrituras para desenvolver argumentos de raciocínio complexo. em cuja prosa coexistem os princípios barrocos do cultismo e do conceptismo. Ora vede: definindo S. que considerava extremamente improdutiva e inútil para a vida nacional. Sermões. são enforcados. Vunesp Verifique no texto as menções feitas por Vieira ao amor de Cristo pelos apóstolos e. tem fruto: e amor fino não há de ter por quê. a) gongorismo – exaltação vital – cultismo – preciosismo b) conceptismo – fé – preciosismo – gongorismo c) Barroco – depressão vital – conceptismo – cultismo d) Conceptismo – depressão vital – gongorismo – preciosismo e) Barroco – fé – cultismo – conceptismo 161. responda: quantas e quais são as espécies de “amor”. assinale a opção que não seja exemplo de nenhuma das características citadas por Affonso Ávila. Se amo porque me amam.

b) a submissão da sintaxe às regras da clareza. Texto para as questões de 167 a 169. Vieira. quando o amor não é extremado e excessivo. mas umas vezes é amoroso e unitivo. Sermão do Mandato Começando pelo amor. d) o elogio da mulher amada está inserido em um quadro bucólico e pastoril. segundo afirma Vieira. 169. o amor intenso. e produz apartamentos. mas se é excessivo. há de prová-la com a Escritura. rei sábio? Como a vida. UFRGS-RS Sobre a poesia de Gregório de Matos Guerra. afirma que uma mesma causa pode produzir efeitos contrários. o amor excessivo. dissera eu. A dor faz gritar. como pode ser o amor semelhante à morte? O mesmo Salomão explicou. É união. deixa-se atar. e o efeito da morte é separar. 171. conforme a presença ou não de determinado fator. Sermão do Mandato. com as conveniências que se hão de seguir. outras vezes amoroso e forte. mata. c) a escravidão é denunciada como instituição perversa e desnecessária. produz efeitos contrários. com os inconvenientes que se devem evitar. há de declará-la com a razão. forte. e naturalmente a busca: para ali pesa. e) a exaltação da paisagem nativa. Esse trecho do Sermão da Sexagésima. Não fala Salomão de qualquer amor. mas se é excessiva. com as circunstâncias. Em que consiste esse estilo? Exemplifique-o com o texto dado. As causas excessivamente intensas produzem efeitos contrários. como pode ser o amor semelhante à morte? PV2D-07-POR-34 . há de persuadir. Sabe-se o amor atar. cega: a alegria alenta e vivifica. como pode ser efeito do amor o apartar? Assim é. é responsável por fazer com que uma mesma causa produza efeitos contrários. forte rompe ataduras. b) indique o fenômeno físico que Vieira apresenta como uma das provas do que afirma. há de defini-la para que se conheça. Nesses versos de Gregório de Matos. com os efeitos. há de dividi-la para que se distinga. em seu estilo conceptista. há de satisfazer às dificuldades. senão do amor forte? Fortis est ut mors dilectio: e o amor forte. para ali caminha. UEL-PR Incêndio em mares d’água disfarçado. divide os extremos mais unidos. há de amplificá-la com as causas. Pois se a natureza do amor é unir. c) expõe em sintaxe complexa e com metáforas antitéticas os dilemas do amor e do espírito no quadro da Contra-Reforma. Rio de neve em fogo convertido. é correto afirmar que: a) os vícios da colônia são criticados e as autoridades públicas são ridicularizadas. de autoria do Padre Antônio Vieira. O amor essencialmente é união. Enquanto amoroso e unitivo. e de Santo Agostinho. indicando o conteúdo de cada uma delas. divide: Fortis est ut mors dilectio: o amor.166. Identifique as partes em que se dividem os sermões de Vieira. PUC-SP Há de tomar o pregador uma só matéria. O amor sempre é amoroso. b) expõe em sintaxe simples o caráter sereno e amoroso de um pastor que corteja sua amada com promessas de vida amena e burocrática. ajunta extremos mais distantes: enquanto amoroso e forte. há de acabar. há de confirmá-la com o exemplo. e depois disto há de colher. e) privilegia os cenários palacianos em que ocorrem intrigas e conspirações envolvendo nobres burocratas. faz emudecer: a luz faz ver. há de responder às dúvidas. diz Salomão. d) a ordem casual e descontrolada das palavras. em seu sermão. O amor é união de almas. qual seja: a) a imitação direta dos elementos naturais. há de impugnar e refutar com toda a força da eloqüência os argumentos contrários. Com base nesta constatação: a) determine o fator que. aponta as partes que compõem o discurso argumentativo e ilustra o Barroco. e) o ideal da racionalidade resulta na sintaxe simples e na ordem direta das frases. e o efeito da morte é separar. 172. há de concluir. é como a morte. UFRGS-RS Sobre a obra de Gregório de Matos. 170. e só ali pára. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. Assim o amor: naturalmente une. 81 167. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. Mencione e explique uma característica do estilo barroco que Vieira explora com insistência no seguinte trecho: O amor é união de almas. e sabe-se desatar como Sansão: afetuoso . mas se é excessiva. Tudo são palavras de Platão. ocorre um procedimento comum ao estilo da poesia barroca. Antônio Vieira. c) a interpenetração de elementos contrastantes. mas se é excessiva. b) sua infância e sua família são temas recorrentes em seus poemas. d) privilegia o cenário urbano para denunciar as arbitrariedades da Inquisição e o racismo dos portugueses instalados na colônia. Como a morte. 168. monges e prostitutas. é correto afirmar que: a) privilegia os cenários bucólicos percorridos por pastores e ninfas examinados sob uma perspectiva satírica e irônica. há de apertar.

realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX. que a esta cidade tonta. que em um rosto corres desatado. PUC-SP “Aos afetos.173. O fato é que seus poemas satíricos constituem um vasto painel .. caracterizada pela crítica aos comportamentos e às autoridades baianas da época colonial.. d) a poesia erótica de Gregório de Matos... que .. Gregório de Matos escreveu: Quando desembarcaste da fragata... os desmandos do poder local. Fuvest-SP A poesia lírica de Gregório de Matos subdivide-se em amorosa e religiosa. d) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios.. em linguagem marcada pelos recursos da estética barroca. o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa. e) é correta apenas a afirmação III. Pranto por belos olhos derramado.. Sorriu. e) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seu talento não se restringia ao lirismo amoroso. III.. e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem. Permitiu parecesse a chama fria. cuidei.. os “falsos fidalgos”.... gracejou.. “A difamação é o teu deus”. O poema evidencia a “fórmula da ordem barroca” ditada por Gérard Genette: diferença transforma-se em oposição. utilizando recursos expressivos característicos do barroco português. passa por variações contrastantes até evoluir para o oximoro.. Considere atentamente as seguintes afirmações sobre o poema de Gregório de Matos: I.. Incêndio em mares de águas disfarçado. mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas. no conjunto de sua obra. Fatec-SP No colégio dos padres.. oposição em simetria e simetria em identidade...” Soneto Ardor em firme coração nascido. *fátua: tola.. Boca do inferno. mandava a inquisição alguma estátua. Rio de neve em fogo convertido: Tu. sorrindo. Tu. c) Dos poetas arcádicos eminentes..... 175. pode-se concluir que: a) são corretas todas as afirmações. Como bom barroco e oportunista que era. e entregou o escrito a Gonçalo Ravasco. c) a poesia satírica de Gregório de Matos. que figura amor e contentação. em cristais aprisionado. O poema inscreve. no linguajar baiano da época. “Boca do inferno”. 177. Gonçalo leu-o. que representa. d) é correta apenas a afirmação II. dedicada à descrição fiel da sociedade da época. c) são corretas apenas as afirmações I e III. De acordo com o poema. Se és neve. O par fogo e água.. costumes e personalidades.. como queimas com porfia? Mas ai. a) No seu esforço de criação da comédia brasileira. Ana Miranda. e fátua*... *mariola: velhaco II. e) a poesia satírica de Gregório de Matos... b) são corretas apenas as afirmações I e II. 82 . vendo tão espremida salvajola* visão de palha sobre um mariola*.. Quando cristal em chamas derretido. de outro investe contra os governadores. foi sem dúvida o mais liberal. O papel passou de mão em mão... meu dom Braço de Prata. a) Quais são os dois modos contrastantes de ver a mulher.. no âmbito da linguagem. b) a poesia lírica de Gregório de Matos. os ridículos.. em sua lírica amorosa? b) Como aparece em sua lírica religiosa a idéia de Deus e do pecado? O techo ilustra: a) a poesia erótica de Gregório de Matos. UEL-PR Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos.. que em um peito abrasas escondido. disseram. a) do Brasil do século XIX – Gregório de Matos b) da sociedade mineira do século XVIII – Cláudio Manuel da Costa c) da Bahia do século XVII – Gregório de Matos d) do ciclo da cana-de-açúcar – Antônio Vieira e) da exploração do ouro em Minas – Cláudio Manuel da Costa 176. inspirada na vida nos prostíbulos da cidade da Bahia e que deu origem à alcunha do poeta. compôs com rancor e engenho ainda hoje admirados pela expressividade. voltada para a temática filosófica. uma fuga aos moldes barrocos e ataca... UEL-PR Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do texto inicial.. valendo-se para isso do engenho artificioso que caracterizava o estilo da época. entregou-o ao vereador..... este poeta de um lado lisonjeia a vaidade dos fidalgos e poderosos. *salvajola: variante de “selvagem”. o conflito vivido pelo homem do século XVII. Se és fogo como passas bradamente. Quando fogo. 174.. Como quis que aqui fosse a neve ardente. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania.. b) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do quinhentismo português.

e Anjo florente. Ser Angélica flor. Perder na Vossa ovelha a Vossa glória. me incitava e me movia A querer ver tão bela arquitetura. e) surgem como anunciantes de uma nova era para o mundo. e não queirais. Pequei. e) A obra satírica de Gregório de Matos (de que o soneto é fragmento) é um espelho. c) Poema satírico. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. em tom de ironia e desencanto. E ouvida. que a não cortara. Que fora de algodão o teu capote! As afirmações a seguir estão corretas em relação ao texto. E quem um Anjo vira tão luzente. Do verde pé. se quisera Deus que. templos. exceto: a) Fixa. brichote etc. 182. b) Além da temática. Posto que os Anjos nunca dão pesares. Senhor. d) pregaram com veemência a idéia de emancipação política. a paisagem física de sua bela cidade. Mas vejo. Indique o episódio e explique tal ligação. Pastor divino. senão em vós. Senhor. sua própria situação à daquele outrora próspero núcleo colonial. se uniformara: Quem vira uma tal flor. é um presépio de bestas. Que a mesma culpa. pastor divino. 180.178. Angélica na cara! Isso é ser flor e Anjo juntamente. A ti tocou-te a máquina mercante. b) estão desvinculados do contexto da época tanto local como universalmente. que por bela. Ouvia falar nela cada dia. A imagem da mulher é propositadamente contraditória. Senhor. quanto mais tenho delinqüido. Em quem. nota-se. Se basta a vos irar tanto um pecado. no texto.). A abrandar-vos sobeja um só gemido. Como se percebe tal contradição? Qual é a relação entre essa contradição e o estilo barroco? 83 PV2D-07-POR-34 . Fragmento III Não vira em minha vida a formosura. mas não porque hei pecado Da vossa alta clemência me despido. Que por seu Deus o não idolatrara? Se pois como Anjo sois dos meus altares. como marca tempo/ espaço. Recobrai-a. tu a mim abundante. e não me guarda. Porque. c) surgem de maneira postiça. abelhuda. UFV-MG A cidade da Bahia Triste Bahia! Oh. com forte dose de realismo na descrição do ambiente moral da cidade. visão e denúncia de sua época. Simples aceitas do sagaz brichote. Fragmento I A nossa Sé da Bahia. Anjo no nome. Oh. Fragmento I ( ) Amoroso Fragmento II ( ) Sacro Fragmento III ( ) Satírico 179. de repente. como ser um mapa de festas. pode-se dizer que Gregório de Matos Guerra e suas obras: a) funcionaram como nosso primeiro jornal. Num Brasil colonial. Que em tua larga barra tem entrado A mim foi-me tocando e tem tocado Tanto negócio e tanto negociante. e tu a mim empenhado Rica te vi eu já. sem relação com os valores do tempo. Um dia amanheceras tão sisuda. a ovelha desgarrada. da rama florescente. Cobrai-a. certa atmosfera lingüística. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Eu sou. cheia de harmonia e de paz. própria da Bahia seiscentista (máquina mercante. se não for estrebaria: Fragmento II Eu sou. Vos tem para o perdão lisonjeado. Fôreis o meu Custódio. praças e ruas. d) Compara. quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. que vos há ofendido. Livrara eu de diabólicos azares. como afirmais na sacra história. de maneira vivaz. Relacione os textos de poemas de Gregório de Matos Guerra aos gêneros. e a minha guarda. e não queirais. Perder na vossa ovelha a vossa glória. 181. e por galharda. a ovelha desgarrada. Sois Anjo que me tenta. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis que. Na terceira estrofe há a menção de um episódio bíblico que se liga diretamente à quase ameaça da última estrofe.

por que nascia? Se formosa a Luz é. Em tristes sombras morre a formosura. c) nas poesias amorosas e religiosas. 186. criou uma poesia. e não dura mais que um dia. religiosas. busca da unidade sob a diversidade. d) não foi um poeta cultista. e na Luz. e) Essas luzes de amor ricas. a amar-vos me dispus. exemplos de antíteses. e belas Vê-las basta uma vez. Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora. argumentos que justificam o conselho dado pelo eu lírico a Maria. Oh não aguardes. e boca o Sol. Que vendo arder-me na amorosa flama. satíricas e fesceninas. e formosíssima Maria. 84 Sonetos de Gregório de Matos para as questões 186 a 188. 189. a) Sentido vivo de pecado aliado à busca do perdão e da pureza espiritual. em cinza. em nada. Que vê-las outra vez. essa beleza Em terra. Em teus olhos. Identifique a temática comum aos dois sonetos – a qual é também comum na arte barroca. UEBA A respeito de Gregório de Matos. no soneto I. d) Ontem. Na formosura não se dê constância. em sombra. Os versos camonianos: Amor é fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente. Em tristes sombras morre a formosura. goza da flor da mocidade. Nasce o Sol. afastou-se do português erudito. Depois da Luz se segue a noite escura. Começa o mundo enfim pela ignorância. Que esteja morto para as esperanças.183. e não dura mais que um dia. E que ande vivo para os sentimentos. que a madura idade Te converta essa flor. Porém se acaba o Sol. e) Tentativa de conciliar elementos contraditórios. encomiásticas. / É dor que desatina sem doer influenciaram que versos do poeta brasileiro? a) Ardor em firme coração nascido Pranto por belos olhos derramado. em pó. escreveu poesias satíricas sem nenhum poder de crítica. salvando-se apenas nos poemas fesceninos (obscenos). ressonância da poesia de Camões. Em contínuas tristezas a alegria. b) E quer meu mal. Encontre. 185. cujos versos não passam de meros “destemperos verbais”. enveredou pelo conceptismo para poder expressar as tensões do espírito barroco. chegando à irreverência e à obscenidade. e) por desprezar a contribuição da linguagem brasileira. nos dois textos. 184. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? . chegando a criar um estilo notadamente brasileiro. b) Poesia com força crítica poderosa. dobrando os meus tormentos. irá ofendê-las. que fresco Adônis te namora. Identifique. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. e logo Senti dentro de mim tão grande chama. b) embora conhecido como “Boca do Inferno”. apenas uma não apresenta características da obra do poeta barroco Gregório de Matos. Pois se à força do ardor perdes a vida. monótona. no geral. A violência do fogo me há prostrado. Quando vem passear-te pela fria: Goza. Assinale-a. em manifestação nativista. / É um contentamento descontente. Unimep-SP Há. no texto II. entre chamas consumida. c) Ó tu do meu amor fiel traslado Mariposa. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. falte a firmeza. Em contínuas tristezas a alegria. c) Destaca a beleza física da amada e a sua transitoriedade. 188. pessoal e social. E na alegria sinta-se tristeza. Soneto I Nasce o Sol. e o dia: Enquanto com gentil descortesia O ar. é correto afirmar que: a) as poesias atribuídas a ele dividem-se em amorosas. Te espalha a rica trança voadora. d) Realça a beleza da flora. Depois da Luz. da fauna e da paisagem brasileiras. Incêndio em mares d’água disfarçado. para admirá-las. 187. Das alternativas abaixo. E imprime em toda a flor sua pisada. Soneto II Discreta. Que o tempo trota a toda ligeireza. Porém se acaba o Sol. como era de se esperar. em Gregório de Matos. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. se segue a noite escura.

Da tempestade é o estrondo efeito: Lá tem ecos a terra. Partindo das idéias contidas no 1º e nos dois últimos versos do soneto de Gregório de Matos.dias não eu vou sobrevivendo sem um Da caridade de quem me detesta A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára. Mas oh! Do meu segredo alto conceito! Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito. Ninguém sufoca a voz nos seus retiros. os poetas Gregório de Matos e Cazuza (séculos XVI e XX. Peno. Agora nos tercetos que direi? Direi que vós. O soneto anterior é um dos mais conhecidos de Gregório de Matos Guerra. de bicha. como homens de seus tempos. c) O que o poeta quis dizer nos dois últimos versos? 190. Se desta agora escapo. O tema do poema e a linguagem utilizada para expressar esse tema são típicos do estilo barroco. atemporalmente. tão fino e tão atento. Transcreva. Leia os textos a seguir e responda às questões 191 e 192. 191.Mas no Sol e na Luz falte a firmeza. o mar suspiros. Responda às questões. não. Transcreva dois versos seguidos do texto I e dois versos seguidos do texto II que comprovem o caráter contraditório da visão de mundo de cada autor.. Sou forte sou por acaso Minha metralhadora cheia de mágoas Eu sou um cara Cansado de correr na direção contrária Sem pódio de chegada ou beijo de namorada Eu sou mais um cara Mas se você achar que eu tô derrotado Saiba que ainda estou rolando os dados Porque o tempo . O mal que fora encubro. nunca mais Louvado seja Deus. que o acabei. o tempo não pára Dias sim . Já este quartetinho está no cabo. de cada autor (texto I e texto II). Texto II O tempo não pára Disparo como um sol. dois versos seguidos que confirmem tal afirmativa. e calo. predominam os contrastes. Sonetos. Na formosura não se dê constância. Gregório de Matos Guerra.. Que fazendo disfarce do tormento.) José Miguel Wisnik. O segundo. ou que desminto. 192. a mim me honrais Gabando-vos a vós.. expõe as mazelas que cercam o ser humano em geral. apresentam. cercam a existência humana.. O primeiro reconhece a existência dos conflitos que o atormentam.. 85 PV2D-07-POR-34 . Começa o mundo enfim pela ignorância. UFF-RJ O poeta Gregório de Matos e o compositor Cazuza.. maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro Cazuza [arranhão No mundo barroco. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. e esta é a terceira. Nesta vida um soneto já ditei. atitudes distintas em relação aos conflitos existenciais. E na alegria sinta-se tristeza. Na quinta torce agora a porca o rabo. Senhor.. respectivamente) discutem as contradições que. não pára Eu não tenho data pra comemorar Às vezes os meus dias são de par em par Procurando agulha num palheiro Nas noites de frio é melhor nem nascer Nas de calor se escolhe é matar ou morrer E assim nos tornamos brasileiros Te chamam de ladrão. Texto I Largo em sentir. e eu fico um rei. em certos aspectos. A sexta vá também desta maneira: Na sétima entro já com grã canseira. (org. E saio dos quartetos muito brabo. UFRJ A certa personagem desvanecida Soneto Um soneto começo em vosso gabo: Contemos esta regra por primeira. Já lá vão duas. explique a oposição básica que confere ao texto feição satírica. Gregório de.. a) Qual o tema do soneto? b) Aponte uma figura de linguagem utilizada no texto. Dentro no coração é que o sustento: Com que para penar é sentimento. Mostro que o não padeço.. Poemas escolhidos. e sei que o sinto. Para não se entender.. De uma forma ou de outra.. em respirar sucinto. UFF-RJ As estéticas literárias não se confinam a determinados tempos e a determinados autores na expressão do sentimento e da visão de mundo. não pára. além de reconhecer conflitos pessoais. MATOS. é labirinto.

. Texto I Bela Floralva. Mackenzie–SP “Quem deixa a Deus por Deus não o perde.....Freiras..........” Assinale a afirmativa correta a respeito do texto acima... O Amor é finalmente um embaraço de pernas.. UFU–MG Leia o poema a seguir. aparta-se donde na verdade fica. d) A partir do verso “O amor é finalmente”..... a) O Gregório de Matos barroco abandona o estilo clássico. assim.. O poema em questão é da vertente maneirista....... então.Honra. tão abelhudo eu andara....Não quer...Não pode.. definindo-o pelas indefinições. cai na cama.. Que tipo de crítica evidencia-se no texto II? Cite segmentos do texto que comprovem. 86 195.. os versos acima são uma paráfrase ao famoso poema camoniano.... resumindo o amor aos aspectos físicos desse sentimento... Não vence... c) O enfoque maniqueísta do narrador. Marque a alternativa correta... Uma confusão de bocas. Gregório de Matos..... 194.. antes o assegura..... o que implica na conservação do decassílabo. uma união de barrigas..... é besta. e. Falta mais que se lhe ponha?.... que não enfastia... 193... que deleita.......Morreu. o riso e a festa: as delícias da vida terrena. sua resposta... desacordo das potências.. que as lidas todas de um frade são Freiras............ justifica classificar o fragmento como romântico. o poeta afasta as antíteses que corroboram as contradições do amor espiritualizado.. Com palavras dissolutas me concluís na verdade. Pois não tem todo o poder?.Leia os textos abaixo e responda às questões 193 e 194.... b) A temática religiosa e o jogo de antíteses presentes nesse fragmento dissertativo identificam seu estilo barroco conceptista... como no poema acima..... Não quer...Vergonha.. em todo o tempo estaria picando na vossa flor: e quando a vosso rigor quisesse dar-me de mão por guardar a flor... Subiu....... Não se ocupam em disputas?.. Honra.. E o dinheiro se extinguiu?...Subiu.. optando por temas prosaicos....... um breve tremor de artérias.... que alertava sobre a fragilidade humana e a conseqüente necessidade de valorizar o espiritual. Definição do Amor (.. Logo já convalesceu?. que se não cala.. uma batalha de veias.. Nesse sentido.) E nos Frades há manqueiras?.. Uma dor. que uma Câmara tão nobre por ver-me mísera e pobre Não pode. À Bahia aconteceu o que a um doente acontece.) Uma ferida sem cura. Em que ocupam os serões?.. que sempre atormenta..Baixou......... Sermões e Putas. a) O tratamento dado à temática religiosa mostra que o fragmento pertence ao Trovadorismo.Verdade.... associado à linguagem emotiva..Putas.. Indique o nome que recebe e por quê. um rebuliço de ancas.. c) A vertente maneirista da obra poética de Gregório de Matos é pautada pelas tensões oriundas da Contra-Reforma.. b) No soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”.. Que mais por sua desonra?..Não vence.... que em vós logo me vingara com vos meter o ferrão... Deus é Caridade.. O texto I é um tipo específico de sátira....... um brinco... uma chaga... por considerá-lo um sentimento contraditório...... que sempre enleva.. e) A linguagem pleonástica na construção de efeitos sinestésicos caracteriza o estilo cultista desse fragmento narrativo. manjar.. A vertente barroca é voltada para o prazer. Vergonha. estilo de época da Idade Média.. pena... (..... Texto II Que falta nesta cidade?. a alma que por respeito da Caridade se priva de Deus. e fica donde parece que se aparta.. Baixou.Sermões......... Camões não alcança a definição exata do Amor. Quem haverá que tal pense.... e redimensiona a forma literária elevada para composições mais populares. quem diz outra coisa... o mal lhe cresce.... se Amor me fizesse abelha um dia... O demo a viver se exponha por mais que a fama a exalta numa cidade onde falta Verdade. O açúcar já se acabou?... de tema e tratamento nobres e superiores... e Morreu.... Antologia poética....... um frenesi dos sentidos.. . É que o governo a convence?. 196.. A Câmara não acode?... d) A linguagem descritiva e a ausência de argumento dogmático caracterizam o estilo renascentista do fragmento...

dessa forma. a) Ricardo Reis e Tomás Antônio Gonzaga são considerados neoclássicos porque resgatam elementos da tradição literária greco-romana. e) parnasianismo – simbolismo – modernismo. que o céu diáfano passeia.. para Ricardo Reis. b) Apenas III. ‘Nada se pode comparar contigo’. II e III. Marque a afirmativa incorreta. E por entre pedrinhas serpenteia: O Sol.) (. O sorriso da aurora alegre e pura. como imagens comparativas do fluir incessante da vida. Uma das características do neoclassicismo é tomar a natureza como modelo. podemos dizer que os movimentos literários a que pertencem I. I. Vim sem considerar aonde vinha. passamos [como o rio. sem nada desejar. que lhe deve a formosura. II. surge a necessidade de se aproveitar o tempo presente (carpe diem). Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. A rosa. como a incorporação do elemento indígena e a sátira política. d) romantismo – simbolismo – modernismo. Não o gênio suave. Avaliando atentamente os recursos poéticos utilizados em cada uma delas. II. a seu modo.) Desenlacemos as mãos. à beira do rio. A deusa das paixões. como se percebe no verso “Desenlacemos as mãos. apresentou características próprias. Se a flauta mal cadente Entoa agora o verso harmonioso. excessivamente racionalistas. O doce autor das glórias que consigo.” Ricardo Reis/Fernando Pessoa c) Ricardo Reis trabalha com a consciência da efemeridade da vida: tudo é breve. Quer gozemos. embora tenha reproduzido muito dos modelos europeus. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. como ignorante. c) Apenas I e II. A Lua. Ardente orvalho de febris pranteios. UFU-MG Vem sentar-te comigo. o ideal de uma vida simples em contato com a natureza. e) I. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. Gonzaga valem-se desses elementos. Porque não merecia o que lograva. Minha bela Marília. b) Os poetas sentam-se e meditam à beira do rio e à sombra do cedro. foi ignorado pelos árcades brasileiros. III. respectivamente: a) barroco – arcadismo – romantismo. Tudo em tua presença degenera. trabalha o tema de um bem. II e III são. me comunica este saudoso Influxo a dor veemente. O rio transparente. porque não vale a pena [cansarmo-nos. convite que o poeta faz à amada. Um pouco meditemos Na regular beleza. UFRGS-RS Leia as afirmações abaixo sobre o Arcadismo brasileiro. Da delirante embriaguez de bardo Sonhos em que afoguei o ardor da vida. à luz do Arcadismo. III. que gorjeia D’alma exprimindo a cândida ternura. de um amor almejado e passado ou perdido. Que lucro à alma descrida? Cada estrofe. o bem que tinha. quer não gozemos.Capítulo 4 197. (Enlacemos as mãos. Que ouviste já no acento agudo e grave. fugaz e passageiro. deixar a vida decorrer. rio e cedro. Lídia. amorosa Primavera. O tema do carpe diem. que entre os zéfiros ondeia: A serena. e não estamos de mãos [enlaçadas. e de Citera: Quanto digo. O Arcadismo brasileiro. Sossegadamente fitemos o seu curso e [aprendamos Que a vida passa. porque não vale a pena cansarmo-nos. meu bem. quanto não digo. d) Aproveitar o tempo. Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. Explique o último verso do soneto.. Ricardo Reis e Tomás A. Tomás Antônio Gonzaga PV2D-07-POR-34 . 87 d) Apenas II e III.” 199. Fuvest-SP I. Os poetas árcades colocavam-se como pastores para realizarem. Deixei. 198. 200. que murmura. Enquanto pasta alegre o manso gado. é simplesmente viver. procedimento observado nos versos destes poetas. Dessa consciência. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) barroco – romantismo – parnasianismo. Deixei sem atender o que deixava. em que o poeta expressa o desejo de aproveitar intensamente o momento presente. c) romantismo – parnasianismo – simbolismo. O ledo passarinho. Sabei.

façamos. a essência humana! e) Não vês. ah! mísero eu sonhava Em mim. Procurando libertar a língua de termos espúrios. as ninfas esquivas. e) se ambos se referirem à literatura dos jesuítas no Brasil. b) Simbolismo. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. d) Arcadismo. Mackenzie-SP Assinale a alternativa que não apresenta um trecho do Arcadismo brasileiro. Que vem cobrindo o Céu. Assinale a alternativa que contém o período literário a que se refere o trecho acima: a) Romantismo. ao arcadismo. mundo. doce amada. prezo. Preenchidos os parênteses. 203. Se em frio. inverno. e) Naturalismo. Ah! cego eu cria. b) Barroco. Entre o horror de um relâmpago incendido? O trecho acima refere-se ao seguinte movimento literário: a) Romantismo. Fatec-SP Voltaram à baila os deuses esquecidos. d) Meu ser evaporei na lida insana Do tropel das paixões que me arrastava. Ronald de Carvalho. Texto B ( ) Ó não aguardes. este canto Vós me inspirastes. incorporando contrários. essa beleza. E rompe em profundíssimos suspiros. estio.201. 202. ao barroco. a seqüência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV 204. O mundo greco-romano vem completar o quadro lírico das composições da época. obedecendo à seguinte convenção: I. caracteriza-se pelo lirismo. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Não se diga que é parte. falavam e agiam como pastores. em cinza. as náiades. restituindo-lhe uma sobriedade castiça e o rigor de sentido. d) Parnasianismo. Mas se a parte faz o todo. localizada em fins do século XVIII e início do XIX. em nada. em sombra. que a madura idade te converte essa flor. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. d) se ambos se referirem ao arcadismo. tratando de pastoras suas amadas. Pequena história de literatura brasileira. e) Barroco. em seus textos. Fiéis ao espírito bucólico e pastoril. c) se ambos se referirem ao barroco. a) se o primeiro se referir ao barroco e o segundo. ITA-SP As opções a seguir referem-se aos textos A. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. Intérprete dos anseios do homem seiscentista solicitado por ideais em conflitos. a) Se sou pobre pastor. se não governo Reinos. Preencha os parênteses anteriores dos textos dados. Basílio da Gama IV. sendo todo. outono. as oréadas e os pastores enamorados. c) Parnasianismo. e gentes. b) Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. ó musas. e chuvas inclementes Passo o verão. Tomás Antônio Gonzaga III. façamos. em terra. em pó. calma. os nossos breves dias mais ditosos. Nise. sim. adoro tanto. Gregório de Matos II. c) Arcadismo. 205. B. Cláudio Manuel da Costa 88 . as pastoras insensíveis e os rebanhos numerosos das bucólicas de Teócrito e Virgílio. Juízo II. sendo parte. províncias. FEI-SP A poesia desta época. quase imortal. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime e a voluntária morte. Ufla-MG Leia com atenção os juízos estéticos transcritos abaixo e marque: Juízo I. nações. é a revitalização do pastoralismo e bucolismo. canoras musas. C e D. b) se o primeiro se referir ao arcadismo e o segundo. este vento desabrido. os poetas adotavam pseudônimos e. vós meu tenro alento Erguestes brandamente àquele assento Que tanto. sombra funesta. O fusionismo é a sua tendência dominante – tentativa de conciliar. A parte sem o todo não é parte. um peito sem dureza! c) Musas. Que arranca os duros troncos ? Não vês esta.

d) A beleza luxuriante de Marília contrasta com o ideal de serena fruição dos prazeres sadios da vida.206. Teu lindo corpo bálsamo vapora.. Chovam raios e raios. não se verifica. Marília de Dirceu. Lira I. o tempo corre. Lira XIV. no seu rosto Não hás de ver. morre. b) Apesar da beleza deslumbrante da amada. UFV-MG Sobre o Arcadismo no Brasil. e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga. Os venenos das plantas. b) não apresentou novidades.. a necessidade de envelhecer com sabedoria. pela sua intensa sensualidade. não fez o Céu. Papoila ou rosa delicada e fina Te cobre as faces. UFV-MG Leia a estrofe de Tomás Antônio Gonzaga e faça o que se pede. como pessoa e como encarnação do Amor. que são cor da neve. bem o sabes: Um coração . Esprema a vil calúnia muito embora Entre as mãos denegridas. o texto é um monólogo – só Gonzaga fala e raciocina. Silva Alvarenga e Basílio da Gama. presentes nas liras escritas depois da prisão do autor. 208. Os teus olhos espalham a luz divina. Onde tu mesma cabes. E das bravas serpentes. a) A interferência do mito na tessitura dos poemas. revelam contraste com as primeiras. Sem que o possam deter. 89 Sobre o fragmento de texto de Tomás Antônio Gonzaga. b) tema do CARPE DIEM – uma proposta para se aproveitar a vida. UFV-MG Leia o texto a seguir e faça o que se pede. Todas as alternativas a seguir apresentam características do Arcadismo. Também. sendo mera imitação do que se fazia na Europa. o medo escrito: O medo perturbador. impede-o de abordar problemas pessoais. gentil Pastora. formosa Marília. que leva o poeta a exaltar o cotidiano prosaico da classe média. E para nós o tempo.. b) A interpelação feita a Marília muitas vezes é pretexto para o poeta celebrar sua inocência e seu destemor diante das acusações feitas contra ele. Marília de Dirceu. Que infunde o vil delito. assinale a alternativa falsa. sem extremos.] Eu tenho um coração maior que o mundo. Os teus cabelos são uns fios de ouro. a fatalidade do destino. 209. c) o ideal de uma existência tranqüila. e insolentes. formosa Marília. podendo ser considerado a primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira. UFV-MG Leia o fragmento de texto a seguir e faça o que se pede. exceto: a) o ideal de ÁUREA MEDIOCRIDADE. A quem a luz do sol em vão se atreve. Marília. Tu. Cláudio Manuel da Costa. e) Marília. Tomás Antônio Gonzaga. Marília. desenvolveu temas ligados à realidade brasileira. caracteriza-se como expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas. pleno de antíteses e frases tortuosas. Sobre as nossas cabeças. Gozemos do prazer de sãos amores. como categoria absoluta. prenunciando a poética romântica. d) apresenta já completa ruptura com a literatura européia. Parte II. em laço estreito. Marília de Dirceu. podemos afirmar que: a) Marília é mostrada. c) além das características européias. Prendamo-nos. c) O poeta dirige-se a Marília unicamente como sua noiva e futura esposa. divididos entre a busca da salvação e o gozo material da vida. Lira II. Marília de Dirceu. Para glória de amor igual Tesouro. Ornemos nossas testas com as flores E façamos de feno um brando leito. d) A desesperança. Tomás Antônio Gonzaga. Tu. Ah! não. Lira XIV. que se passa. Sobre a personagem central feminina. [. presentes na estrofe anterior. que refletem o conflito entre matéria e espírito.. Marília. 207. Tomás Antônio Gonzaga. c) A revelação sincera de si próprio e a confissão do padecimento que o inquieta levam o poeta a romper com o decálogo arcádico. e basta. espelhada na pureza e amenidade da natureza. e) a concepção da natureza como permanente reflexo dos sentimentos e paixões do eu lírico. desfrutando o ócio com dignidade. d) a fugacidade do tempo. sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional. Parte I.. bem o sabes: Eu tenho um coração maior que o mundo. PV2D-07-POR-34 . qualquer idealização clássica da mulher. e) Embora tenha a estrutura de um diálogo. representa o ideal de amante e não o de noiva ou esposa. na construção dessa personagem. mantendo o poeta dentro dos padrões poéticos clássicos. o abatimento e a solidão. concentradas na conquista galante da mulher amada. ao mesmo tempo. podemos afirmar que: a) produziu obras de estilo rebuscado.

Os quartetos anteriores apresentam diferentes características. b) do estilo tortuoso do período barroco.” c) “Nomear um objeto significa suprimir as três quartas partes do gozo de uma poesia. a) “O poeta que não seguir os Antigos perderá de todo o norte. escreve! No aconchego Do claustro. o saber e o progresso: Iluminismo.. e não poderá jamais alcançar aquela força. Nos dois primeiros. UEL-PR Sou Pastor. em seus textos. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. que consiste no prazer de adivinhar pouco a pouco.. II. e sofre. Sugerir. enquanto Dorme a cruel. Dos laranjais hão de cair os pomos. as paisagens campestres de outras épocas. Trabalha. podemos concluir que: a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo porque já apresenta ruptura radical com os cânones literários clássicos. preocupados apenas em cuidar de seus rebanhos. e) do humor e do lirismo dos primeiros modernistas. Guerreiros. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma e a matéria. eis o sonho. Aponte-a. ouvi: Sou filho das selvas. Mackenzie-SP I. na paciência e no sossego. que aí vês. 212.” b) “Este é o chamado Século das Luzes. com pastores e pastoras cantando e vivendo uma existência sadia e amorosa. Enciclopedismo. do homem de todos os tempos. e) Longe do estéril turbilhão da rua. na medida exata em que se opõe a um certo obscurantismo do século anterior e propaga a ciência. Já se afastou de nós o Inverno agreste. os meus montados São esses. da mulher e do amor. Lembrando-se daquela que os colhia. Murchando as flores ao tombar do dia. energia e majestade que nos retratam o famoso e angélico semblante da Natureza. descendo Da tribo tupi. b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho. Guerreiros. Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. no-lo dita a razão. c) do refinamento e da ostentação da poesia parnasiana. Ilustração. não te nego. a) Meu canto de morte. ó montes. E toma o fresco Tejo a cor celeste.” d) “. que a delirar me obriga.210. c) São uns olhos verdes. Oh retrato da morte. verdades e situações eternas do homem. b) Torno a ver-vos. c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza. ouve. a mãe das flores. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. O prado ameno de boninas veste. e o confessa todo o mundo literário.” 90 213. Que ai de mi! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! d) Hão de chorar por ela os cinamomos. Varrendo os ares. como costumas. d) do intento nacionalista na poesia romântica. 211. Mackenzie-SP Assinale a alternativa em que os versos evidenciam ideais do Arcadismo. recriam. e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livre de esquemas preestabelecidos. Devemos imitar e seguir os antigos: assim no-lo ensina Horácio. preocupar-se com problemas. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores. embora pertençam à obra do mesmo autor.” e) “A arte deveria ser universal. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia dos meus gados. A fértil Primavera. o subtil Nordeste Os torna azuis. Nas selvas cresci. e sua! 214. Os versos acima são exemplos: a) do espírito harmonioso da poesia arcádica. UFV-MG Fazendo um paralelo entre Romantismo e Arcadismo. pela fantasia e pelo mergulho nas profundezas do “eu”. Uns olhos cor de esperança. há típicas atitudes árcades. enquanto que os dois últimos prenunciam o movimento literário posterior. e fino. e teima. e não se limitar a sentimentos de ordem individual ou a situações puramente pessoais. Envolto nos seus úmidos vapores. Quando o tempo vai bonança. verdes. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda amor que a ti somente os diga. e lima. . Mackenzie-SP Uma das afirmações a seguir não se refere ao Neoclassicismo nem se relaciona com seu contexto histórico-social. oh noite amiga. Ouve-os. Uns olhos de verde-mar. isto é. Beneditino. Uns olhos por que morri.

c) o desejo de viver o prazer é dirigido à amada nos dois textos. E para nós o tempo. b) lírica amorosa de Tomás Antônio Gonzaga. Sobre as nossas cabeças. que levais ao monte o gado. c) paisagem bucólica idealizada na poesia de Cláudio Manuel da Costa.Assinale a alternativa em que aparece o nome do respectivo autor. Que passado o zenith da mocidade. Prendamo-nos. 91 Texto II Minha bela Marilia. A sorte deste mundo é mal segura. É a mesma. ó pastores. b) Almeida Garrett. d) os árcades têm uma visão de mundo mais angustiada que os barrocos. Mas não. que em seu semblante encerra A causa de um martírio tão cansado. que eu adoro. 216. Que se seguir quiserdes. e) Cesário Verde. d) A expressão “para dar contágio a toda a terra” revela a intensidade do sofrimento do pastor. b) as construções sintáticas barrocas revelam um interior conturbado. a si próprio rouba. PUC-MG Texto I Discreta e formosíssima Maria. a) Antero de Quental. c) Manuel Maria du Bocage. . Gozai. gozai da flor da formosura. o que eu sigo. Tomás Antônio Gonzaga. PV2D-07-POR-34 Sem que o possam deter. vinde comigo. exceto: a) O poema opõe um estilo de vida simples a um estilo de vida dissimulado. que me faz guerra. Ornemos nossas testas com as flores. o texto II é arcádico. o tempo corre. tanto não sou vosso inimigo: Deixai. Um coração. Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre esse soneto. Se vem depois dos males a ventura. em laço estreito. Sem a noite encontrar da sepultura. Chorareis. Já foi pastor de gado. não a vejais. mina excelente No cabelo o metal mais reluzente. E a pastora infiel. b) A palavra “guerra” enfatiza a recusa da pastora a corresponder aos afetos do poeta. eu vo-lo imploro. de Cláudio Manuel da Costa. UEL-PR Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci: oh quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Comparandoos. Enquanto pois produz. Estão os mesmos deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do Céu brilhante. tudo passa. Os nossos breves dias mais ditosos. E a si próprio fere. Se a quereis conhecer. Vereis a formosura. um peito sem dureza. Gozemos do prazer de sãos Amores. 217. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. Pastores. Vede lá como andais por essa serra. enquanto cria Essa esfera gentil. A si. e) ambivalência cultural na poesia de Cláudio Manuel da Costa. doce amada. Marília. sim façamos. Marília. que frouxo A grata posse de seu bem difere. o que eu choro. Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido o que é verdura. d) Antônio Feliciano de Castilho. Que para dar contágio a toda a terra. É cada dia ocaso da beldade. Marília. morre. E na boca a mais fina pedraria. Basta ver-se o meu rosto magoado: Eu ando (vós me vedes) tão pesado. exceto: a) os barrocos e árcades expressam sentimentos. que se passa. Façamos. E façamos de feno um brando leito. Gregório de Matos. 215. d) da sátira de Tomás Antônio Gonzaga ao governador de Minas. e na rosada face a aurora fria. c) O sentido da visão é o predominante em todas as estrofes do poema. é correto afirmar. UFMG Leia o soneto que segue. Os versos anteriores constituem exemplo da: a) sátira de Gregório de Matos aos poderosos da Bahia. O texto I é barroco. Também. e) a fugacidade do tempo é temática comum aos dois estilos. Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente. Vem depois dos prazeres a desgraça.

d) Empreendeu uma minuciosa análise do personagem. Aqui estou entre Almendro. 221. composição do poema “Vila Rica” por Cláudio Manoel da Costa. predomínio da tendência mística e religiosa. 220. 222. exemplifica-se o seguinte traço da lírica arcádica: a) valorização das circunstâncias biográficas do poeta. a) Apenas 1 e 3 são verdadeiras. Pois mais que eu mesmo conhecesse o dano. Está(ão) correta(s): a) Apenas a I. o Glauceste Satúrnio. 3. presença de metáforas da mitologia grega na poesia lírica. Temei. Os meus fiéis. 219. Dadas as asserções: I. III. expressiva da busca do transcendente. oriundas da pecuária e empobrecimento do homem do campo. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. propagação de manuscritos anônimos de teor satírico e conteúdo político. Que chega a ter mais preço. e) II e III. em que nasci! oh queima cuidara. Se o bem desta choupana pode tanto. Todas as alternativas estão corretas. UFV-MG Considere as afirmações a respeito do Arcadismo brasileiro. e) Todas são verdadeiras. que Amor tirano. e) representação da natureza como espelho das fortes paixões. 2. II. ligado à terra natal. temei. em que os poetas assumem postura de pastores e transformam a realidade num quadro idealizado. c) Apenas 2 e 5 são verdadeiras. 4. não te nego. e) Vivenciou uma expressiva transformação social.218. desenvolvimento do gênero lírico. divulgando as idéias dos inconfidentes. A que dava ocasião minha brandura. b) imaginação delirante de paisagens exóticas. O poema manifesta o conflito do poeta. Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. b) Apenas 2 e 4 são falsas. consciente das dificuldades da vida no campo. entre Corino. d) representação da natureza amena e do sentimento bucólico. Se converta em afetos de alegria. de Cláudio Manuel da Costa. um peito sem dureza! Amor . 92 Nos versos anteriores. meus doces companheiros. revelando-nos claramente os traços de seu corpo e de sua alma. b) Confirmou um dos princípios ideológicos do Iluminismo. Considerando as anotações anteriores. O poema manifesta a preocupação do poeta com os problemas sociais da época: transferência de riquezas da colônia para a metrópole. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia do meu gado. por uma forte preocupação com a ciência e com o raciocínio. por empresa Tomou logo render-me. que vence os tigres. ó montes. anotamos: 1. mas se apura. UFES Destes penhascos fez a natureza O berço. os meus montados São esses. b) Apenas a II. retomando a simplicidade e o bucolismo dos clássicos. UEL-PR Sou pastor. ITA-SP Torno a ver-vos. homem nativista provinciano. cuja formação superior deu-se na metrópole. d) I e III. Onde há mais resistência. e mais valia. penhas. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. quando o “saber” assumiu uma importância fundamental. c) I e II. c) Sob o ponto de vista literário reagiu contra o Barroco. atribuídos a Tomás Antônio Gonzaga. 5. d) Apenas 3 e 5 são falsas. UFV-MG Sobre o Arcadismo. e fino. que aí vês. que ostentais a condição mais dura. assinale a alternativa correta. exceto: a) Foi o movimento literário que se desenvolveu no século XVIII. Que não me foi bastante a fortaleza. Aqui descanse a louca fantasia. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. ruaruaruasol ruaruasolrua ruasolruarua solruaruarua ruaruaruas Ronaldo Azeredo Cláudio Manuel da Costa . opostas às aristocráticas. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. E o que té agora se tornava em pranto. c) valorização das classes humildes. sendo fortemente marcado pelos ideais políticofilosóficos do enciclopedismo francês. Que da Cidade o lisonjeiro encanto. O poema mostra como o autor soube explorar a característica principal do Arcadismo: a celebração da vida urbana pelo intelectual.

árcade. como eu. e da necessidade de procedimentos composicionais compatíveis com essa realidade. Mais tristeza que a morte me causara.” 4. Que tiranos não proponham À inda inquieta idéia Uma imagem de aflição. Arcadismo. 2. características neoclássicas. 224. 4.Considerando as obras supracitadas como ilustrativas da poesia árcade e da poesia concreta. ó cortesãos da escuridade. concreta. Nem a tua mesma aldeia. Concretismo. da claridade! Em bandos acudi aos meus clamores. Fantasmas vagos. enquanto Dorme a cruel. concreto. 5. “Os ___________ se recusavam a uma exploração mais completa da psicologia humana. mochos piadores. “A poesia __________ significou o reconhecimento do poema como objeto também espacial. “O __________ é. 3. 225. 223. Ó retrato da morte. Indique. assim como se tinham negado a uma concepção mais imaginativa da linguagem. 4. Em meus versos teu nome celebrado. árcade. 5. se eu não te vira. árcade. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. ó pátrio Rio. c) 1. O bucolismo presente no texto foge ao modelo árcade. Enriquecendo o influxo em tuas veias. 2. Mackenzie-SP Leia a posteridade. Olha. mas como as conceberam e recriaram os bons autores da Antigüidade. Ora nos ares sussurrando gira: Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. por meio da qual o espírito reproduz as formas naturais. Inimigos. árcades. o tamanho e a forma dos caracteres tipográficos e as semelhanças fônicas entre as palavras. árcade. 4. Que de seus raios o planeta louro . concreto. concreta. “Os elementos de composição característicos da poesia _________ são a organização geométrica do espaço e o jogo de semelhanças de significantes. Concretismo. 2. Não vês ninfa cantar. ó Noite amiga Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. 2. Que traços do texto dado prenunciam o Romantismo. 4. que a ti somente os diga. concreta. 3. árcade. Marília. concretistas. consciência de integração: de ajustamento a uma ordem natural. não sentes Os zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali beijando-se os Amores Incitam nossos ósculos ardentes! Ei-las de planta em planta as inocentes. concreto. 5. árcade. 3. Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. concreta. as flautas dos pastores Que bem que soam. social e literária.” a) 1. como costumas. concreta. que tormento Não tens de sentir saudosa! Não podem ver os teus olhos A campina deleitosa.” 2. brota em ouro. 5. Quero fartar meu coração de horrores. 2. que a delirar me obriga: E vós. “Talvez se pudesse concluir que um poema ___ _______ seja definido mais ou menos assim: um tipo de composição poética centrada na utilização de poucos elementos dispostos no papel de modo a valorizar a distribuição espacial.” 5. d) 1. Arcadismo. – Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. Explique. 5. 3. árcades. Ouve-os. Quanto em chamas fecunda. levando o soneto a classificar-se como pré-romântico? 226. decorrendo disso a estética da imitação. 4.” 3. árcades. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. ouve. concretistas. Fresco assento de um álamo copado. nas duas primeiras estrofes. As vagas borboletas de mil cores! Naquele arbusto o rouxinol suspira. Ora nas folhas a abelhinha pára. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. Arcadismo. assinale a opção cuja ordem preenche corretamente as afirmativas seguintes: 1. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda Amor. 3. ESPM-SP Ah! Marília. concreta. b) 1. pois. e) 1. não apenas como elas aparecem à razão. Quero a vossa medonha sociedade. 93 PV2D-07-POR-34 .

b) corresponde a um quadro harmonioso. E. Cantados pela voz da Dependência. a) Barroco – Ilustração b) Renascimento – Classicismo c) Iluminismo – Arcádia d) Classicismo – Iluminismo e) Arcádia – Ilustração .Bosi. Bocage Bocage 227. a expressão “festival contentamento” faz referência à idealização que marca a visão de mundo do estilo árcade. Cefet-MG Fatigado de calma se acolhia Junto o rebanho à sombra dos salgueiros. concretiza-se poeticamente a alegria por meio da personificação. 229. Alguém há de cuidar que é frase inchada. o pranto. c) ambos expressam um lamento frente àquilo que a negra sorte pode roubar do ser humano. e) corresponde a um padrão estético que reflete a cosmovisão dos escritores naturalistas do século XIX. e) em I. seguindo modelo típico das cantigas de amor medievais.. d) No texto. trilhou caminhos próprios. Bocage 230. distinguir dois momentos ideais na literatura dos Setecentos para não incorrer no equívoco de apontar contrastes onde houve apenas uma justaposição: a) momento poético que nasce de um encontro. Mackenzie-SP Sobre os textos I e II é correto afirmar: a) ambos indicam. se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. b) em I. 94 a) As expressões “mão do Fingimento” e “voz da Dependência” são referências metonímicas que revelam a crítica do poeta ao estilo árcade. b) aceitação de regras e modelos. com a natureza e os afetos comuns do homem. b) O padrão formal dos textos de Bocage é típico da estética setecentista. julgadas dignas de imitação (. e) Embora a primeira fase da produção poética do autor ainda se prenda ao imaginário árcade. c) é resultado de uma concepção romântica. queimando os ásperos outeiros Com violência maior no campo ardia. Leia o texto abaixo. e traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero (. característica do mal do século. c) “sentir saudosa” e “tormento”. a solidão. Texto para as questões 227 e 228. por meio do vocativo. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Texto II Ah! Não roubou tudo a negra sorte: Inda tenho este abrigo. porém. embora ainda amaneirado. encontra-se representação da natureza que: a) se caracteriza como o locus amoenus (lugar aprazível). d) é expressão da religiosidade cristã que marcou os ideais iluministas. Mackenzie-SP No texto I. Importa. Crede. Que bem que soam. cuja aparência Indique festival contentamento. e a morte apresentam-se como algo indesejável. a presença da mulher amada.. E o sol. c) A obra desse poeta divide-se em duas fases: árcade e romântica. Assinale a alternativa em que os dois termos preencham as lacunas. 231. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. refletidos através da tradição clássica e de formas bem definidas. a queixa. a recorrência de exclamação é índice de contenção emotiva. e a morte.). Texto I Olha. A. d) “tiranos” e “inquieta idéia”. b) o momento ideológico. motivo poético desenvolvido pela estética árcade. resgatando para a poesia lírica portuguesa a linguagem emotiva e confessional. Daquela que lá se usa entre essa gente Que julga que diz muito e não diz nada. Qual delas está sendo defendida no trecho acima? a) Inutilia truncat (corta o inútil) b) Fugere urbem (fugir da cidade) c) Aurea mediocritas (equilíbrio de ouro) d) Locus amoenus (lugar sossegado) e) Mimesis (imitação dos clássicos) 232. Glauceste Satúrnio (pseudônimo de Cláudio M. Marília.. de Costa) A doutrina literária do Arcadismo impunha que os poetas criassem seus textos de modo a atender a muitas convenções. História concisa da literatura brasileira. Não pertence ao estilo literário dos versos acima a seguinte característica: a) ideal de simplicidade. e) “imagem de aflição” e “não tens de sentir”. b) “Marília e “campina deleitosa”.). e) arte vista como recriação idealizada da Ordem Natural.. inda me resta O pranto. que se impõe no meio do século. a queixa. c) crítica ao êxodo urbano. d) ânsia de integração na natureza: bucolismo. as flautas dos pastores. d) em II. 228. a solidão. Mackenzie-SP Leia o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta.Os seguintes elementos indicam que são de um poeta arcádico os versos anteriores: a) “sentir saudosa” e “teus olhos”. ó mortais. respectivamente. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha.

Cantadas pela voz da Dependência. que adotou o pseudônimo Elmano Sadino. c) Recurso à mitologia greco-romana. ESPM-SP Em todas as alternativas abaixo. d) Camilo Peçanha – Clepsidra – Século XIX/XX. uma linguagem rebuscada e labiríntica. Ah! não. Façamos. Notando as perfeições da Natureza! Nestes versos: a) o poeta encara o amor de forma negativa por causa da fugacidade do tempo. A curta duração dos seus favores. 238. Notai dos males seus a imensidade. b) Rompimento com os clássicos. b) a linguagem. Incultas produções da mocidade Exponho a vossos olhos. Indique a característica presente nos versos acima. oh Marília. E se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. doce amada. denuncia características pré-românticas do autor. Fuvest-SP Bocage foi: a) o poeta mais representativo do Arcadismo em Portugal. a) Pe. c) Manuel Maria Barbosa du Bocage – Nova Arcádia – Século XVIII. vede-as com piedade. e) Almeida Garrett – Viagens na Minha Terra – Século XIX. não fez o Céu. em linguagem clara. b) Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. Unifesp Leia os versos do poeta português Bocage. e) Tema pastoril. b) Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno – Século XVI. Antônio Vieira – Sermão da Quarta-feira de Cinzas – Século XVII. ou seja. Indique a alternativa incorreta. inacessíveis a ele. Deixa louvar da corte a vã grandeza. lágrimas e amores. b) As academias em que se reuniam os poetas árcades eram chamadas Arcádias por referência a uma região da Grécia ligada ao pastoreio e à poesia. cuja aparência Indique festival contentamento. curtos dedos melindrosos. Fuvest-SP E em arte aos de Minerva se não rendem Teus alvos. o Arcadismo se liga ao pensamento racionalista da época. gentil Pastora. que se aproveite o presente de forma simples junto à natureza. Que elas buscam piedade e não louvores. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. b) o poeta mais representativo do Arcadismo no Brasil. por isso. altamente subjetiva. c) Os teus cabelos são uns fios d’ouro. e) Alguns poetas árcades já revelam traços prenunciadores do Romantismo. d) o amor e a mulher são idealizados pelo poeta. c) A primeira característica do Arcadismo é sua oposição ao Humanismo. 236. a) Dois versos referem-se a dois aspectos da poesia árcade que discutem o momento de composição de um poema. Os Pastores. Vem. 237.233. Quanto me agrada mais estar contigo. numa ânsia de se aproveitar o tempo presente. ao movimento enciclopedista. PV2D-07-POR-34 . o poeta. a) Uso de pseudônimos. Crede. ó mortais. relativamente à literatura portuguesa. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. 235. Bocage d) Do ponto de vista filosófico. Teu lindo corpo bálsamos vapora. Identifique-os e dê uma possível explicação para eles. Vede-as com mágoa. FGV-SP Assinale a alternativa que apresenta erro na correlação autor-obra-época. d) o escritor-chave para a compreensão do Barroco. Respeitam o poder do meu cajado. Para glória de Amor igual tesouro. b) Sua insatisfação se revela em indícios de ruptura com o Arcadismo. e) um cronista medieval. d) Predominância do subjetivismo. portanto. c) a emoção predomina sobre a razão. c) um poeta pré-romântico. ó leitores. de autoria de Bocage. há versos característicos do Arcadismo. 239. defendendo. a) O Arcadismo foi uma tendência literária dominante dentro do Neoclassicismo do século XVIII. Localize no poema passagens que sustentem essa afirmação. Os nossos breves dias mais ditosos. exceto em: a) Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. traduz sua insatisfação com os modelos árcades que adotou em parte de sua obra. 234. que habitam este monte. e) o poeta propõe. Ponderai da Fortuna a variedade Nos meus suspiros. Destas copadas árvores o abrigo. 95 Nesse poema. sim façamos.

Texto para as questões 241 a 243. Tal princípio era reforçado pelo pensamento do filósofo francês Jean Jacques Rousseau. e) “a noite escura e feia” transformou-se em noite iluminada e silenciosa. Com tal destreza toco a sanfoninha. Marília. Nem pia o mocho. e) parnasiana. de que me visto. Mackenzie-SP Nesse poema. quase sempre é um pastor que confessa o seu amor por uma pastora. junto ao campo. d) “a alma” está caracterizada como “matéria lânguida”. Dá-me vinho. Graças à minha Estrela! 2 Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. Nem me lembra se são horas De levar à fonte o gado. Graças. Que profundo silêncio me rodeia Neste deserto bosque. e) linguagem emotivo-racional. c) Locus amoenus: na poesia árcade. b) simbolista. Das brancas ovelhinhas tiro o leite.d) Se estou. c) a perspectiva da morte iminente torna o eu lírico angustiado. que não seja minha. fruta. que nasce naturalmente bom. b) idealização do locus amoenus. Graças à minha Estrela! . No plano amoroso. Que viva de guardar alheio gado. as situações são artificiais. optando por uma linguagem simples sem muitos torneios verbais. só eu. à luz vedado! Jaz entre as folhas Zéfiro abafado. O Tejo adormeceu na lisa areia. Mackenzie-SP Está presente no texto o seguinte traço característico da poesia de Bocage: a) temática religiosa. e) Ó florestas! ó relva amolecida. b) Aureas mediocritas: outro traço presente advindo da poesia horaciana é a idealização de uma vida pobre e feliz no campo. b) a natureza. distante dos centros urbanos. Tenho próprio casal. d) Carpe diem: o desejo de aproveitar o dia e a vida enquanto é possível – tema já bastante explorado pelo Barroco – é retomado pelos árcades e faz parte do convite amoroso. contigo. A cuja sombra. c) quebra dos padrões formais clássicos. de expressões grosseiro. azeite. d) árcade. Os pastores que habitam este monte Respeitam o poder do meu cajado. Assinale qual a explicação que não corresponde à regra árcade indicada: a) Fugere urbem: os árcades defendiam uma vida simples e natural. Mackenzie-SP De acordo com o texto. De tosco trato. Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste Nem canto letra. e) Inutilia truncat: eliminar os excessos. Marília bela. c) trovadoresca. d) supremacia dos efeitos sonoros em detrimento da idéia. não é o próprio poeta quem fala de si e de seus reais sentimentos. Vocabulário coche de ébano: carruagem de madeira escura jaz: está ou parece morto mocho: coruja lânguida: doentia 96 Bocage 241. com que está minha alma presa À vil matéria lânguida me corte: Consola-me este horror. é correto afirmar que: a) “a noite escura e feia” é a razão da tristeza do eu lírico. em cujo doce leito É tão macio descansar nos sonhos! Arvoredo do vale! derramai-me Sobre o corpo estendido na indolência O tépido frescor e o doce aroma! 240. Não tenho um leve cuidado. pedindo à sorte Que o fio. 243. Texto para as questões de 244 a 246. é. expressão da morte. E mais as finas lãs. Porque a meus olhos se afigura a morte No silêncio total da natureza. em oposição à vida luxuosa e triste na cidade. esta tristeza. legume. segundo o qual a civilização corrompe os costumes do homem. Nem o mavioso rouxinol gorjeia. Graças. por exemplo. para o eu lírico. 242. 1 Eu. a referência à cultura mitológica (Zéfiro) revela influência da estética: a) romântica. nesse contexto. não sou algum vaqueiro. Dos frios gelos e dos sóis queimado. Marília. Já sobre o coche de ébano estrelado Deu meio giro a noite escura e feia. Marília bela. às trevas costumado: Só eu velo. e nele assisto.

Qual é e o que significa? 247. Dos frios gelos e dos sóis queimado. Texto II Eu. Só apreço lhes dou. Enquanto a luta jogam os pastores. Graças.3 Mas tendo tantos dotes da ventura. e) mostra a intenção do autor em não revelar o objeto do seu amor. Há um termo em letra maiúscula que remete a um princípio da cultura clássica. Marília. UFPA A pastora Marília. cultivados sobretudo pelos poetas românticos da chamada “terceira geração”. Marília bela. gentil pastora. Esta imprecisão da pastora: a) é suficiente para seu autor ser apontado como pré-romântico. Os dois poemas mostram dois momentos diferentes da vida de Gonzaga. na literatura do século XVIII. c) exemplos do lirismo amoroso e da poesia de combate. b) vai de encontro aos princípios do Arcadismo. c) desvincula-o dos princípios românticos indo ao encontro dos valores modernos que ele professou. Marília bela. d) Entre as características árcades. toda a sua revolta pelos reveses da sua sorte. Identifique. Tenho próprio casal. Aqui descansarei a quente sesta. legume. Graças à minha Estrela! 4 (. Texto I Eu. Nos troncos gravarei os teus louvores. Marília. Tal fato: a) torna-o um poeta pré-barroco. d) é responsável pela atmosfera de mistério. conforme nos é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. seu tipo físico. b) exemplos da poesia biográfica e da literatura epistolar cultivadas no século XVII. Vestia finas lãs e tinha sempre A minha choça do preciso cheia. um só cajado. antítese do estilo natural dos escritores clássicos. não sou algum vaqueiro. as características árcades mais evidentes. PUCCamp-SP Pode-se afirmar que Marília de Dirceu e as Cartas chilenas são.) Irás a divertir-se na floresta. e) transforma-o em um poeta elegíaco. na terceira estrofe. respectivamente: a) altas expressões do lirismo amoroso e da sátira política. a simplicidade formal e a busca do equilíbrio. no meu braço. por exemplo. respectivamente da primeira e da segunda partes. através de alguns de seus poemas. De tosco trato. que cubra monte e prado. 251. o teu agrado Vale mais que um rebanho e mais que um trono. Marília. Nem tenho. azeite. e) expressões menores da prosa e da poesia do nosso Arcadismo. minha Marília. E mais as finas lãs. Aponte de que maneira essas diferenças aparecem nos textos. c) reflete o caráter genérico e impessoal que a poesia neoclássica deveria assumir. destacam-se o bucolismo. d) rompe com a orientação parnasiana de seus versos. Toucarei teus cabelos de boninas. Tiraram-me o casal e o mesmo gado. Indique. 246. c) O estilo árcade é amaneirado à moda dos cultistas. b) é fundamental para situar o leitor dentro do drama amoroso do autor. Graças. 97 PV2D-07-POR-34 . Dá-me vinho. e nele assisto. o Arcadismo brasileiro não conseguiu libertar-se do estilo barroco. Fui honrado Pastor da tua Aldeia. e) Tentando fugir à forte influência barroca. Depois que o teu afeto me segura Que queres do que tenho ser Senhora. Das brancas ovelhinhas tiro o leite. é bom ser dono De um rebanho. carece de unidade de enfoques. por isso é muito difícil precisar. 245. Os dois textos são de autoria de Tomás Antônio Gonzaga e fazem parte da obra Marília de Dirceu. não fui nenhum vaqueiro. 248.. 250. gentil pastora. de que me visto. UEBA Assinale a alternativa correta a respeito do Arcadismo brasileiro. da mesma forma que o Barroco coincidiu com o ciclo do ouro em Minas Gerais. É bom. UFPA Tomás Antônio Gonzaga expressou. o Arcadismo brasileiro confundiu-se com o Romantismo. E emparelhados correm nas campinas. fruta. cultivadas no interior das Academias. a) Estilo de época que coincidiu com o ciclo do açúcar na Bahia. um traço pré-romântico. de expressões grosseiro.. só produzindo obras de inspiração religiosa. 249. d) altas expressões do lirismo e da sátira da nossa poesia barroca. b) Sob a influência da Contra-Reforma. Sustentada. Porém. Que viva de guardar alheio gado. a que me encoste. Graças à minha Estrela! 244. Dormindo um leve sono em teu regaço. estrofe por estrofe. sobrepondo à racionalidade o sentimentalismo. essencial para a poesia neoclássica.

254. Por que o poeta se julga impotente para retratar a amada? 256. Todas são incorretas.. Em que consiste essa diferença? 255. UFPB Considere o trecho seguinte: Tenho próprio casal e nele assisto. Tomás Antônio Gonzaga 253.. I e III são corretas.. um antecipador do movimento romântico. O fragmento acima demonstra que o seu autor... A Marília. a) As liras que compõem o livro são quase sempre poemas de lirismo amoroso que invocam a pastora Marília. gentil pastora... Texto para as questões 257 e 258. embora o façam de maneira diferente. Lídia. Divide-se em duas partes: a primeira. revela-se. vier o nosso outono Com o inverno que há nele. Que havemos de esperar. Texto I Minha bela Marília.. antes exaltam a serenidade e a naturalidade na relação amorosa. Ornemos nossas testas com as flores. Leia-os com atenção. I e II são corretas. UFOP-MG Com relação a Marília de Dirceu. que é de outrem.. III.. assinale a alternativa incorreta. Senão para o que fica do que passa O amarelo atual que as folhas vivem E as torna diferentes.. as liras não apresentam a atmosfera atormentada dos conflitos da paixão.. ao mesmo tempo. e mais as finas lãs.. que aparecem numa seqüência numerada. Marília de Dirceu..) aproveite-se o tempo... Ah! não. reservemos Um pensamento. oprimida pela exploração ferrenha da metrópole portuguesa.. em laço estreito. c) Muitas das liras são dedicadas à tarefa de demonstrar à bem-amada a ordem e a harmonia das coisas naturais. Todas são corretas. Nem para o estio. se vem depois dos males a ventura. vem depois dos prazeres a desgraça. .. e a segunda. É uma coletânea de poesias amorosas..... escreveu esse livro para descrever a situação geral da Colônia. e façamos de feno um brando leito. sob o disfarce do pastor. Tomás Antônio Gonzaga. Unicamp-SP Nos dois poemas a seguir. minha Marília. d) Tendo sido Gonzaga um inconfidente.... a sorte deste mundo é mal segura. caído em desgraça. e assinale a alternativa correta. que a sua cor mimosa Vence o lírio.. Ricardo Reis.. de Tomás Antônio Gonzaga. Marília. é bom ser dono de um rebanho. o teu agrado vale mais que um rebanho e mais que um trono. não para a futura Primavera. posterior à mesma. já vêm frias. Tomás Antônio Gonzaga.... azeite. I.. prendamo-nos. meus amores. II.. de Tomás Antônio Gonzaga. Aproveite-se o tempo. assim. Texto II Quando. É uma obra composta por vários sonetos. anterior à prisão do poeta.. Justifique. e pode enfim mudar-se a nossa estrela. Mackenzie-SP Leia as três afirmações que se seguem.252. de maneira diferente. dá-me vinho. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias. b) Apesar de invocarem com grande freqüência o tema do amor... dela extraindo uma “filosofia de vida”.. porém... que cubra monte e prado.... a presença dos dramas pessoais do autor. gozemos do prazer de sãos amores (. vence a rosa... a) b) c) d) e) II e III são corretas. Porém como? se eu não vejo Quem me empreste e as finas cores: Dar-mas a terra não pode Não. sobre a passagem do tempo. fruta... socorre Ao mais grato empenho meu! Voa sobre os astros.. a) Em que consiste a “filosofia de vida” que a passagem do tempo sugere ao eu lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga? b) Os dois poetas valorizam o momento presente.. que vêm tarde. referentes à obra Marília de Dirceu.. Odes.) (. Ah! socorre.. (…) É bom. minha Marília.. de quem somos mortos.. Tomás Antônio Gonzaga e Ricardo Reis refletem. voa. Traze-me as tintas do Céu. Vou retratar a Marília. de que me visto. revestidas de sentimentalidade e simplicidade. das brancas ovelhinhas tiro o leite. amada do pastor Dirceu...... antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. tudo passa. e) Algumas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu.. O jasmim e as outras flores. vinculou-se ao Arcadismo e foi. Amor.. 98 . legume... Grande parte delas foi escrita no período em que Gonzaga esteve preso e. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça.. no momento da produção dos poemas.

sem arroubos. Despojada de ousadias sintáticas e vocabulares. O ladrão que furta para comer. estes sem temor nem perigo. a mulher a quem se poderiam fazer convites amorosos mais ousados. ladrões de maior calibre e mais alta esfera. Lira XIV . minha Marília. Considere as seguintes afirmações sobre esses excertos. o ponto de vista dominante é o do amante que vê seus sentimentos antagônicos refletidos na natureza. o tempo corre. 2 e 3. da lógica. Pe. b) que retomam tema e estrutura de uma “canção de amigo”. está pleno de metáforas. sendo barroco. d) organizam-se em torno de antíteses. na busca de caracterizar. UFRGS-RS Leia os excertos abaixo. Mackenzie-SP Quanto ao estilo.. que se passa. O estrago de roubar ao corpo as forças. porque roubo em uma barca sou ladrão. 09. extraídos de Marília de Dirceu (Lira XIV). 1. Marília é um nome literário adotado para a referida noiva do poeta inconfidente. 3.. c) denotam — pela singeleza do vocabulário. não vai nem leva ao inferno: os que não só vão.. são outros. Ah! Não. Tomás Antônio Gonzaga. Sermão do bom ladrão.257. O tema dos versos anteriores é o carpe diem (gozar a vida presente). e) constroem-se pelo desdobramento contínuo de imagens. Gozemos do prazer de sãos Amores. 260. 2. 99 PV2D-07-POR-34 Texto 2 Que havemos de esperar. antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça. Roubar pouco é culpa.. E para nós o tempo. os outros furtam debaixo de seu risco. mas que levam de que eu trato. 10. revela-se amoroso homem de meia-idade. 16. Ah. ao lamentar as transformações notadas em seu corpo e alma pela passagem do tempo. do raciocínio. está expresso o estado de alma de quem sente a ausência do ser amado. Aproveite-se o tempo. 258. do Arcadismo brasileiro. pela sintaxe quase prosaica — a vontade de alcançar a simplicidade da linguagem. 13. Ornemos nossas testas com as flores 06. de acordo com a convenção árcade. 261. Vieira adota a tendência barroca conceptista que leva para o texto o predomínio das idéias. UFPE Texto 1 Basta senhor. 12. 4. e) 2. como também de comparações excessivas. resíduos do estilo cultista. A obra de Gonzaga é exemplar do Arcadismo. 08. Sobre a obra desses autores. não. I. cujo nome verdadeiro era Maria Dorotéia de Seixas Brandão. Também. antes que faça 15. b) 1. d) em que se notam diálogo e estrutura paralelística. 11. c) 2. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. no poema de Gonzaga. escrito numa linguagem amena. Sobre as nossas cabeças. em oposição à artificialidade do Barroco. E pode enfim mudar-se a nossa estrela. analise as afirmativas abaixo. e vós que roubais em uma armada sois imperador? Assim é. estes roubam cidades e reinos. II. Mackenzie-SP Nos versos acima: a) o eu lírico. Aproveite-se o tempo. III. 2 e 4. em laço estreito. E ao semblante a graça. de linguagem figurada. A sorte deste mundo é mal segura. a linguagem arcádica. diferencia-se da linguagem rebuscada usada pelo Barroco. O texto de Vieira. Vem depois dos prazeres a desgraça. 03. 02. Prendamo-nos. e) a natureza é o espaço onde o amado se sente à vontade para expressar diretamente à amada suas inclinações sensuais. Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde já vêm frias. os outros. se furtam. o amor ideal e a pureza do lavor da terra. Se vem depois dos males a ventura. d) 1. os versos: a) revelam a presença não só de formas mais exageradas de inversão sintática — hipérbatos —. Os outros ladrões roubam um homem. e estes furtam e enforcam. c) nomeia-se diretamente a figura ironizada pelo eu lírico. 07. 259. 14. Marília. tudo passa. própria do Arcadismo. de termos inusitados e eruditos. compondo um quadro em que a emoção é tratada de modo abstrato. característicos da naturalidade desejada pelos poetas do Arcadismo. Os versos de 05 a 12 descrevem uma cena amorosa ambientada na paisagem mineira da cidade então chamada de Vila Rica. 04. Dê o título das duas obras mais importantes e o nome dos seus respectivos autores. Os versos chamam a atenção para a passagem do tempo e expressam um convite aos prazeres de um amor sadio. são enforcados. Minha bela Marília. Sem que o possam deter. b) comprovam a predileção pelo verso branco e pela ordem direta da frase. minha Marília. de Tomás Antônio Gonzaga. E façamos de feno um brando leito. procurando adequar os textos religiosos à realidade circundante. 3 e 4. roubar muito é grandeza. 05. Marília. Antônio Vieira. sendo de difícil compreensão. em atitude pré-romântica. morre. 01.

II e III... do que abandonar as fingidas Ninfas destes rios. da.. c) De um ramo desta faia pendurado Vejo o instrumento estar do pastor Fido. entre a grosseria dos seus gênios. Difusão Européia do Livro. Cláudio M. I. acumulam-se características peculiares do Arcadismo.. 263. que por espaço de cinco anos havia deixado.. 262.. A sorte deste mundo é mal segura.. Presença da literatura brasileira. b) Cláudio Manuel da Costa manifesta.. e) José Basílio da Gama... que menos pudera eu fazer que entregar-me ao ócio.. Mackenzie-SP A respeito do Arcadismo brasileiro. primeiro que arrebate as idéias de um Poeta. e) I. São Paulo.. São Paulo. que têm atraído a este clima os corações de toda a Europa! Não são estas as venturosas praias da Arcádia. que lhes tem pervertido as cores. Pelas musas evocadas nos versos acima. de Cláudio Manuel da Costa.. b) Turvo banhado as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro . b) um de seus conceitos básicos é que. Nise? Nise? onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma. aqui. d) Apenas I e III... Silva Alvarenga e Tomás Antônio Gonzaga. pureza e espiritualidade.. d) revestiu-se de aspectos religiosos ligados à temática medieval.. J. In: Candido. é incorreto afirmar que: a) assume uma postura de imitação dos ideais renascentistas.. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra..1971.. que muitas vezes Afinando a doce avena. 266... & Castello.. Releia o texto que lhe apresentamos e. 265. duas citações do texto. a quem se dirigiam freqüentemente em seus poemas. vol.. a seguir: a) aponte duas dessas características. Os poetas árcades brasileiros tinham as suas musas inspiradoras. mas deseja exprimir a realidade tosca de seu país. O vasto campo da ambição recreias. Teme. a) O poeta estabelece uma conexão entre as diferenças ambientais e o seu reflexo na produção literária.. e) Não vês nas tuas margens o sombrio Fresco assento de um álamo copado.Quais estão corretas? a) Apenas I. Não permitiu o Céu que alguns influxos. Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto. Vunesp Altéia Aquele amor amante. reside toda a beleza.. respectivamente: a) Cláudio Manuel da Costa. p... PUC-SP Encontra-se alusão a um importante ciclo econômico do século XVIII.. Tomás Antônio Gonzaga e Frei Santa Rita Durão. Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto. . Cultrix. pelo menos. Moveu as bárbaras penhas.. Frei Santa Rita Durão e Tomás Antônio Gonzaga. b) Apenas II.. a sua formação intelectual européia.. UFRGS-RS 1.. d) Cláudio Manuel da Costa.. Vem depois dos prazeres a desgraça.. Fragmento do Prólogo ao Leitor. e) é comum o aparecimento de referências a figuras mitológicas clássicas. p.. d) O mel dourado dos carvalhos duros. A. c) Tomás Antônio Gonzaga.. e sepultar-me na ignorância! Que menos. A. 264. 100 Nesse fragmento do romance Altéia. na segunda passagem de Cláudio Manuel da Costa: a) Árvores aqui vi tão florescentes Que aziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes.. Parou as ligeiras águas.. a corrente destes ribeiros. Que nas úmidas ribeiras Deste cristalino rio Guiava as brancas ovelhas. Poemas de Cláudio Manuel da Costa. 2. de Cláudio Manuel da Costa. que por ti suspira (…) Glaura! Glaura! não respondes? E te escondes nestas brenhas? Dou às penhas meu lamento. b) José Basílio da Gama..... na Natureza.. Ó tormento sem igual! Minha bela Marília. 1966. Turva e feia.. e no centro deles adorar a preciosidade daqueles metais.. Aquele.. 138. onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos. no texto. c) Apenas III.. tudo passa.. pode-se dizer que seus autores são. c) seu início é assinalado pela publicação de Obras poéticas.. Costa. que devi às águas do Mondego. b) justifique sua resposta com. Cláudio Manuel da Costa 3... Sobre uma rocha sentado Caladamente se queixa: Que para formar as vozes. e destinado a buscar a Pátria. Se vem depois dos males a ventura.. Vunesp Leia atentamente o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta. que o ar as perceba.. 156. se prosperassem por muito tempo.

Herdai seus bens. Quero dar. a) Só a proposição I é correta.. alvo de neve... que em francês hajam formosas Expressões. b) a inspiração... c) a valorização da vida urbana.” II. b) a idealização da vida campestre. Em defesa da Língua Lede. Abra-se a antiga.. e) O poeta sofre mediante o fato de não mais poder.c) Depreende-se do texto uma forma de conflito entre o academicismo árcade europeu e a realidade brasileira que passaria a ser a nova matéria-prima do poeta. São feições parentas. Numa formosa cara trigueirinha (Trigueiras há. são índices que revelam. a corrente destes ribeiros.. que se torna possível quando seus habitantes se encontram. que às louras se avantajam): O nariz alvo... 271. b) Só a proposição II é correta. Que é filha de latina. 269. b) as liras de Marília de Dirceu espelham o maior momento de sua criação poética. traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero.. c) a harmonia dos versos arcádicos é embalada pelo som dos ribeiros de sua terra. 270. 1941. c) Só a proposição III é correta. Os nossos breves dias mais ditosos.. no moreno rosto. e) a preocupação em exaltar as atividades agrárias. nasce de um encontro. Cesesp-PE “O momento ideológico. em detrimento dos ideais de integração na natureza... façamos. Nem toda a frase em toda a língua ajusta....... d) Apesar dos índices do Arcadismo presentes no texto. escreveu Cláudio Manuel da Costa: Não são estas as venturosas praias da Arcádia.. In: Elísio. é correto afirmar que: a) é o nosso maior representante da poesia barroca... 268.. e) Todas as proposições são corretas. que brota harmoniosa da natureza arcádica.. curtas frases elegantes.. que comichona afeia O gesto airoso do idioma luso... pp. 267.. há um questionamento do contexto sobre a validade de adotar esse modelo literário no Brasil. c) desenvolveu-se exclusivamente a tendência épica em sua obra. que abasteça Nossa prosa eloqüente e culto verso. “Façamos. dado às musas inspiradoras.. Que em reinos dos romanos e dos gregos Com indefesso estudo conseguiram. . d) São corretas as proposições I e II. em vista da beleza maior dos inspiradores rios de mineração. portanto... UEL-PR No prefácio de suas Obras poéticas... contemplar as praias da Arcádia de onde retirava suas inspirações poéticas. considerada a verdadeira fonte da poesia.... que lhes tem pervertido as cores... embora ainda amaneirado. que amenizasse os rigores da natureza hostil. herdai essas conquistas. Vereis então que garbo. d) a preocupação em usar uma linguagem requintada.... Filinto. na literatura do Setecentos. na literatura do Setecentos.. d) é preciso esquecer a harmonia dos versos arcádicos. Vunesp Filinto Elísio (1734-1819) é um poeta neoclássico português.” A característica que está presente nestes versos é o carpe diem (gozar a vida).. porque é urgente). os clássicos honrados. é perturbada pela realidade das águas turvas dos rios em mineração. Sintetize o principal conselho dado por ele em consonância com a poética do Neoclassicismo para que um poeta consiga escrever bem.. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra.. Turva e feia. Poesias. com a natureza e os afetos comuns do homem. veneranda fonte Dos genuínos clássicos e soltem-se As correntes da antiga. sim.. PV2D-07-POR-34 . que facúndia Orna o verso gentil. Mas índoles dif’rentes têm as línguas. Sacudamos das falas..” III. como Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga) ou Glauceste Satúrnio (Cláudio Manuel da Costa). 44 e 51.. que perverte a uns e a outros.. Afirma o poeta. nos poetas árcades: a) a busca da harmonia entre campo e cidade. que é tempo. e só latinas. onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos. na Europa.. sã linguagem. e o tratamento de “pastoras”. graças à mineração que lhes turva as águas... quanto sem eles É delambido e peco o pobre verso.. Cavemos a facúndia.. mais que as pseudo-intelectuais. d) em seus sonetos. Tanto não é beleza. primeiro que arrebate as idéias de um Poeta.. 101 I. que é defeito Nunca nariz francês na lusa cara. Feições lhe quadram. que: a) a natureza de sua região natal guarda harmoniosa correspondência com a Arcádia.. dos escritos Toda a frase estrangeira e frandulagem Dessa tinha. segue a lírica de Camões... Rompam-se as minas gregas e latinas (Não cesso de o dizer. e) a beleza natural dos rios da Arcádia e dos de sua terra é afetada pela ambição econômica. “O momento poético. doce amada.. Ponde um belo nariz. Lisboa: Livraria Sá da Costa-Editora. UEL-PR O uso de pseudônimos pastoris.. Mackenzie-SP A respeito de Cláudio Manuel da Costa. e) não se encontra em seus poemas qualquer preocupação com a natureza brasileira.

delicado. minha família foi embora. Cefet-PR Marque a alternativa incorreta sobre o Arcadismo brasileiro. Tem tanta riqueza lá. Tomando por base este comentário. d) Santa Rita Durão. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. Deixa louvar da corte a vã grandeza: Quanto me agrada mais estar contigo. (3) Tomás A. ou seja. Centec-BA Quando o poeta neoclássico pinta uma paisagem como um “estado de alma”. podemos dizer que estamos diante de uma paisagem: a) tipicamente neoclássica. enaltecedora do saber erudito. É uma terra tão verde… Altamira! Diálogo do filme Bye bye Brasil (1979). Eu estou vendo a sua família. embora sacerdote. chegou à obscenidade. Produzido por Lucy Barreto. deixa eu ver! Eu tô vendo: eles estão num vale muito verde onde chove muito. e) Vida e obra de Tomás Antônio Gonzaga são indissociáveis de Marília. Convite à Marília Já se afastou de nós o Inverno agreste A fértil Primavera. Agora. (2) O Uraguai. pasma. em sua obra satírica. não há poesia sua sobre religião levada a sério. poeta árcade e ilustrado. no campo humorístico.272. e) antecipadamente romântica. meu santo. Vunesp Quem vê girar a serpe da irmã no casto seio. do homem primitivo. O prado ameno de boninas veste. Filho. 1968. quando compõe o Caramuru. a) Algumas obras árcades assimilam certa ideologia da época. 274. que não se engana. encontra-se presente em vários poemas dos árcades brasileiros. não perdoou a ninguém. e de ira e temor ao mesmo tempo cheio resolve. meu santo? Lord Cigano – Ah. foi nacionalista (pregou contra os holandeses invasores) e se preocupou com problemas sociais (foi contrário a que os colonos portugueses escravizassem os índios). a) (1) Moema. 275. b) (1) Marabá. a mãe das flores. que ninguém precisa trabalhar. (3) Gonçalves Dias. eles estão a muitas léguas daqui. meu santo? Lord Cigano – E eu sei lá? Como é que eu vô saber? Quer dizer… eu sei…eu… Eu tô vendo. Vunesp Leia os textos a seguir. Mas ai. Obras de Bocage. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores. Assinale a alternativa correta em que se mencionam o nome da heroína (1). E toma o fresco Tejo a cor celeste. nora. a) O padre Antônio Vieira. 273. e) (1) Marília. foge a estritos moldes camonianos e é sobretudo antijesuítica. a seguir: a) aponte. Simboliza o porto almejado ou o retorno à felicidade perdida. epopéia de Basílio da Gama. c) Uraguai. 102 . onde é que eles foram. vivos. Voa a farpada seta da mão. na seqüência de Bye Bye Brasil. Escrito e dirigido por Carlos Diegues. neto… Fiquei só com o meu velho que morreu na semana passada. e. (2) Caramuru. (2) Iracema. vacila. que já não vives. chegaram até nossa modernidade. Vem. Varrendo os ares. Os velhos não morrem nunca e os jovens não perdem sua força. Gonzaga. (3) Santa Rita Durão. Destas copadas árvores o abrigo. nada produziu. Mulher Nordestina – Vivos? Lord Cigano – É. c) rebuscadamente barroca. b) Gregório de Matos Guerra não passou de um panfletário. espera. Meu santo. ó mísera Indiana! Nesses versos de Silva Alvarença. geralmente bucólico. p. o título da obra (2) e o nome do autor (3). d) prenunciadora do Parnasianismo. d) (1) Iracema. dois elementos da paisagem descrita por Lord Cigano que caracterizam Altamira como um lugar ameno. Mulher Nordestina – A gente se acostuma com tudo… Onde é que eles estão agora. as árvores são muito compridas e os rios são grandes feito o mar. Aponte a alternativa em que houver erro. no campo lírico. o sutil Nordeste Os torna azuis. b) A cosmovisão iluminista. Notando as perfeições da Natureza! Bocage. ó Marília. b) sugestivamente simbolista. 276. no segundo terceto de Bocage. (3) Basílio da Gama. (2) Marabá. o verso em que se estabelece relação opositiva com a tópica do lugar ameno. releia os textos em pauta. Os escritores clássicos gregos e latinos produziram certas fórmulas de expressão que. não perde de vista a estrutura formal de Os lusíadas. valorativa da vida natural. consulta o seu amor e o seu dever ignora. quero ver o meu povo. (2) Marília de Dirceu. se acostumando ao lugar novo. (3) José de Alencar. 142. b) localize. me diga. embora tesoureiro-mor e vigário-geral da catedral da Bahia. gela e cora. faz-se alusão ao episódio de uma obra em que a heroína morre. Porto: Lello & Irmão. teme. retomadas ao longo dos tempos. a quem consagrou muitas liras. Bye bye Brasil Mulher Nordestina – Meu Santo. c) (1) Lindóia. a evocação literária de um recanto ideal. cuja paz e tranqüilidade servem de palco ao idílio dos amantes e ao sossego da vida. pêra aí. Uma dessas fórmulas é a chamada tópica do lugar ameno.

de Basílio da Gama. e os dentes Deixou cravadas no vizinho tronco. Cheios de morte. e lhe lambe o seio. Qual é o argumento histórico do poema Caramuru? Basílio da Gama Caramuru Perde o lume dos olhos. ocorre a apologia do cristianismo. Fogem de a ver assim sobressaltados.) Porém o destro Caitutu. e verde envolto Emnegro sangue o lívido veneno. e lhe passeia. Cansada de viver. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah. e o temor. Na branda relva. sem mais demora Dobrou as pontas do arco. e braço. e braços. 279. soltando o leme. Enfim sacode O arco. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. do ponto de vista da versificação. Lá reclinada. sem mais vista ser. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. no texto dado. quis três vezes Saltar o tiro. Açouta o campo co´a ligeira cauda O irado monstro. e cinge Pescoço. E. o aspecto moribundo. do homem natural. que espalhava Melancólica sombra. a seguir: a) aponte. d) A obra O Uraguai. Lá reclinada. e apresse no fugir a morte. Leva nos braços a infeliz Lindóia O desgraçado irmão. e triste. pasma e treme. Este lugar delicioso.. que ao despertá-la Conhece. Entre as salsas escumas desce ao fundo. 103 . Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. e faz voar a aguda seta. E param cheios de temor ao longe. O Uraguai Este lugar delicioso. e lhe passeia. que treme Do perigo da irmã. Na branda relva. Cansada de viver. e cinge Pescoço. liga-se ideologicamente à política do Marquês de Pombal. e muda aquela língua.c) Em Caramuru. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. 277. (. e lhe lambe o seio. e temem Que desperte assustada. Releia atentamente os textos apresentados e. que espalhava Melancólica sombra. e nas mimosas flores. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. em que Amor reinava um dia. à proporção que retrata de modo positivo a expulsão dos jesuítas de suas reduções. e vê ferido Pelo dente sutil o brando peito. e vacilou três vezes Entre a ira. Tinha a face na mão. sorveu-se n’água. e) A exaltação da vida simples. e irrite o monstro. b) Sintetize o enredo do poema. Pálida a cor. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. E rompe em profundíssimos suspiros. e fere A serpente na testa. estrofe XLII) Santa Rita Durão PV2D-07-POR-34 A epopéia Os lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. do bom selvagem leva os poetas árcades a repudiarem em suas obras poéticas o saber erudito. como que dormia. a) Indique o nome da obra e o autor. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. que irado freme. Que toca o peito de Lindóia. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. Mas na onda do mar. c) Aponte. e aos ecos tantas vezes Contou a larga história de seus males Nos olhos de Caitutu não sofre o pranto. Os olhos. (Canto IV – fragmento) 278. E nem se atrevem a chamá-la. obra épica de Santa Rita Durão.e em tortuosos giros Se enrosca no cipreste. e a voluntária morte. como que dormia.. e triste. e nas mimosas flores. Vunesp Leia os textos a seguir. Com mão já sem Vigor. e a boca. (Canto VI. as rupturas com o modelo camoniano. com que dor! no frio rosto Os sinais do veneno. Tinha a face na mão. Que ao surdo vento. Diogo cruel!” disse com mágoa. E fuja. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os lusíadas.

B 35. e “mais bem des aquel dia”. 2ª série – estrofes 3 e 4. Ao final de cada estrofe. “mentiu per seu grado”. Cantiga de amor: vassalagem amorosa (princesa. justifica-se para representar o quanto a jovem ficou zangada com a mentira do amado. são expostos os sentimentos da moça. a) Refere-se às romarias. pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. envolvendo alguém claramente identificado (Filha de Don Paai Moniz). 20. O tema do abandono e o sofrimento decorrente dele aparecem tanto na poesia trovadoresca como na poesia palaciana. 27. 09. presente no final de cada estrofe. A V. é outra característica trovadoresca presente. a) II c) I b) III d) IV 02. terrenas. Justifica-se essa utilização para enfatizar que o amado havia mentido para o eu-lírico. b) A referência às romarias indicia a religiosidade medieval. b) Ao dizer que seu observador adivinhou seus sentimentos. 29. C 38. O tema da coita 104 amorosa. eu lírico masculino. 03. antes. por meio da fala de uma personagem. B 07. 13. Além disso. 17. 24. C 11. por apresentar uma crítica direta e explícita a alguém cujo nome é. b) Texto antropocêntrico. por mostrar uma situação satírica. 19. em comparação aos textos trovadorescos.”. O interesse de Fernão Lopes pela pesquisa histórica indica a tendência humanista para o cientificismo. C 30. A 25. Os versos em que ocorre a utilização do paralelismo são: “mentiu-mh o meu amigo:” . B 05. inclusive. a moça confessa seu sofrimento amoroso que. a) Atitude “científica”. C II. na oposição interior x exterior. a) A cantiga estrutura-se em duas séries paralelísticas: 1ª série – estrofes 1 e 2. A . 23.Língua Portuguesa 3 – Gabarito 01. A ambientação no litoral é semelhante e também a presença do refrão em ambas. A 08. D 31. O refrão “sanhuda lh’ and’ eu”. A 32. I. O último verso não integra o paralelismo. O primeiro texto. apresentando inclusive expressões próprias da Idade Média lusitana (non dormho á mui gran sazon/ ai meu lum’e meu ben). que canta sua infelicidade amorosa. repete-se o refrão. Apontar para a mudança no vocabulário (mais fácil). pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. b) Pode ser tomada como cantiga de maldizer. aspecto fundamental da cultura do período. D 22. a) Cantiga de maldizer. a amada procura desprezar o amante ou aquele que a admira. C 37. A III. Formalmente o texto faz referência ao Trovadorismo. marcada pelo teocentrismo. demonstra que o eu poético sabe em que lugar se perdeu. D 16. é enfatizada a imagem da moça que canta para o amigo enquanto trabalha. II. a) Presença do eu lírico masculino e abordagem da coita amorosa. eventos comuns na época. da separação seguida de sofrimento por parte do apaixonado trovador. A confissão de apaixonado do eu lírico e a presença do amor cortês identificado na palavra “Senhor” com que é tratada a mulher amada. 26. 06. ou maliciosa (uma moça sendo vista seminua). “mais por que mh-á mentido. a) Em ambos os textos. 21. por meio do uso do português arcaico (galego-português). já na segunda série. terrenas. Já o segundo texto. A 04. a) A personagem que se expressa no último verso é a moça apresentada na 1ª série paralelística. acaba por não chegar a uma explicação. I. b) Na primeira série paralelística. ela exprimia indireta e disfarçadamente com as cantigas. D 12. Texto antropocêntrico. D IV. 15. detalhada na observação dos fatos históricos. permanece a temática em que a mulher é um ser superior (vassalagem amorosa) que faz o eu lírico sofrer (coita). 18. E 28. A 34. B 36. senhora). b) Texto I ⇒ e me non falou Texto II ⇒ E nem escuta quem apela c) O trovador afirma que o desprezo da amada provoca nele uma dor pior que a morte. citado (Don Meendo) b) O trovador acusa o satirizado de tê-lo roubado (ou enganado com sua conversa esperta). coita (você me arrasou). a partir de uma antítese. C 33. 14. C 10.

existência simples e equilíbraE 48. por não saber que Inês o traía. O primeiro texto é mais sentiviúva. está no meio. B e II. sos de redondilha maior e menor ficaria sem a liberdade (que passaram a ser conhecidos que pensava obter com como “medida velha”). b) Heróis que cantaste/armas/ barões/oceano/a história que narraste/deuses/ninfas/guerras/cobiças/amador/etc. artesãos etc. merecer o céu. esteios/ Firmíssimos de Império só tenhamos. em um mesmo plano de importância para a administração do reino. Inês abandona seus ideais com o propósito de levar uma vida prazerosa. tematizanvalendo-se da experiência do uma experiência amorosa para conseguir garantir particular. cavalo. vai acrescentando/ O que falta. 41. 44. b) Pensamento teocêntrico 55. o tempo. E 42. O 1º texto pertence PV2D-07-POR-34 . sem malícia. A 105 47. o que Por meio do casamento. tratado aqui de forma exploração dos pobres. justas armas. Brás da chamados de “medida nova”). ao período humanista. equilíbrio – “Corta o sobejo. linguagem clara – “Ao escuro da luz. 40. juízes. D 70. D 69. c) Um homem ingênuo. O segundo mostra a vida livre que sempre uma concepção mais raciodesejou. Gil Vicente. em Mata. já Pero dá-lhe total liberdade. a) Auto da barca do inferno. a) O trecho que se relaciona literalmente com o final da peça é “asno que me leve quero”. e não de Deus. b) Ele afirma ser “fidalgo de solar”. b) Pela atitude teocêntrica de salvar a alma dos cavaleiros. No contexto humanista. do dolce stil nuovo era o uso de c) Inês seria aprisionada pelo versos decassílabos (por isso primeiro marido. conceito humanista antropocêntrico — “Conheçame a mim mesmo” –. racionalismo – “O juízo quero! De quem com juízo. Pero Marques age como um “asno” em duas situações: a primeira quando serve de cavalgadura. C 43. 51. isso ilustra a passagem de concepções teocêntricas para concepções antropocêntricas. agiotas. I. A da. a) Os dois versos finais (“Sãs letras. que é exatamente o aspecto realçado aqui pelo poeta.39. A carta de Antônio Ferreira permite identificar uma série de elementos clássicos: arte como expressão da natureza humana. obra da natureza. b) O poeta coloca. C 56. C 59. fenômeno natural./ Mas muito mais que o engenho. A 54. de forma humilde. imitação dos clássicos antigos – “Na boa imitação” – . A mediania (ou “aurea viver e folgar como outras mediocritas”) é louvada: não moças. apenas b) Inês optaria por casar-se. Depois de 62. no texto. B 71. o casamento. Formalmente. 50. ser de família importante e. a) Lança uma série de impropérios e ofensas ao Diabo. domésticos que a prendem para se manter longe da na casa da mãe. b) Representa o homem mais humilde e simplório. e estudo” –. b) Como curso natural. Povo. ocorre a valorização da racionalidade. a segunda. 64. nalista e generalizadora do a) A soberba. e sem paixão me leia” –. “do ornamento / Ou tira ou põe” –. Assim. valorização da bagagem cultural – “Muito. ter muito. c) Indica uma postura mais independente da ortodoxia católica. 58. mental e emotivo. E 68. contenção –“com o decoro o tempera”. sendo exemplo de poesia palaciana. A 45. ela pensa encontrar a li. 63. nem pouco. o engenho pode dar-te.61. 65.”). tanto a força das armas (“justas armas”) quanto a influência do saber ( “Sãs letras”). D 57. a) Como tendo sido castigo divino (a ira de Deus fizera aquilo). a) Trata-se da noção de equilíBrás da Mata representa o brio. 72. “nove Irmãs” –. referências mitológicas – “Apolo”. D 66. b) O primeiro marido de Inês – Brás da Mata – tratava-a de modo agressivo e tirânico. enquanto ele partissubstituição aos tradicionais verse para a guerra. prega uma com sua repressão. a grande novidade berdade. o equilíbrio. o alto modera”. vivendo de seus próprios a) Inês reclama dos serviços recursos. O 2º texto pertence ao Classicismo. e ao que pudera/ fazer dúvida aclara” –. B 67. universalismo – “Tudo a ua igual regra conformando” –. c) É uma sátira moral da sociedade portuguesa da época. 46. a) Camões foi o maior representante do Classicismo em língua portuguesa. ó Poeta. já que morreram defendendo interesses da Igreja Católica. o baixo ergue. isto é. D 60. a) Porque lutaram em nome de Jesus Cristo. E 53. casaria novamente. da inteligência. pois ele “derruba” Inês b) O poeta. 49. c) No Classicismo. desejando inveja. por isso. sobriedade. isto é. o necessário. a vaidade e a amor. universal. E 52.

110. Esse recurso é a figura de linguagem chamada prosopopéia. o poeta insinua que os motivos que teriam levado os portugueses a se empenharem na tarefa das Grandes Navegações teriam sido a expansão do Império e a eliminação do paganismo. c) O poeta registra o estado de espírito de um povo marcado então pela decadência. o poeta define a matéria temática de Os lusíadas: a coragem e a ousadia dos portugueses. A 89. Ele é representado por uma criança: um anjo de olhos vendados (por isso é chamado de “cego”) que atira flechas para todos os lados. B 102. Fernando Pessoa (1888-1935) é a grande expressão do Modernismo português. como parte da constituição do Império Colonial Português. c) No episódio do “Velho do Restelo”. Quanto mais a idade avança. importantes) são os heróis portugueses das Grandes Navegações. feita em 1498. sem grandeza. C 91. outros motivos são revelados. o deus do Amor (Eros). b) O poeta os acusa de abdicarem de suas tradições gloriosas em nome da cobiça e da pura preocupação material. autor de Os lusíadas. Trata-se do verso 5 da terceira estrofe: “Que eu canto o peito ilustre lusitano”. a) O verbo “alongar” associase a cansaço da vida. 105. A 79. uma oposição entre “gastando” e “cresce”. E 109. b) Há. B 95. “velho” é experiência. E 99. 104. para Fernando Pessoa. A 106 86. o poeta atenua a responsabilidade do pai de D. A expressão indica o elitismo da concepção histórica do poeta. varões ou homens ilustres. 103. muito distante das glórias dos heróis do poema camoniano. b) O poeta compara o próprio coração com um passarinho. Assim como um caçador acaba com a vida do segundo. No episódio conhecido como “Gigante Adamastor”. a) São os versos 2 – 4 da segunda estrofe: “Daqueles reis que foram dilatando / A Fé. E 82. a) Decassílabo (10 sílabas poéticas) b) Viagem de Vasco da Gama às Índias. D 75. D 88. B 100. Além disso. ao responsabilizar o Amor. no primeiro verso da segunda estrofe. 81.73. “velho” é sinal de incapacidade para o trabalho. O “encurtar” relaciona-se à proximidade da morte. movimento estético renascentista. Porque a ligação entre Inês e D. que os tornaram superiores aos gregos (o “sábio grego” é Ulisses). 97. enquanto o velho representa o apego à tradição. sem aspirações maiores. c) O Frecheiro cego é Cupido. o deus do Amor na mitologia clássica. C 96. em Camões. c) Para Saramago. C 84. B 107. exigência de Eros. é “o rosto com que fita”. Ambos fazem uma descrição do mapa da Europa através da personificação de acidentes geográficos: para Camões. a) Porque tinha medo de morrer sem terminar a construção do convento de Mafra. b) D. Vide a repetição do verbo “cessar”. 80. e as terras viciosas / De África e de Ásia andaram devastando. b) Nesses versos. 101. b) O poema de Fernando Pessoa é uma paródia séria do texto de Camões. a) L u í s Va z d e C a m õ e s (1525-1580). 87. o Frecheiro cego acaba com a liberdade do primeiro. b) Vasco da Gama representa a modernidade e o ideal expansionista. Portugal é “quase cume da cabeça / De Europa toda”. D 106. 74. E 85. Os dois últimos versos são uma confirmação. 111. b) Pôr freio a penas significa “Não chorar”. . troianos (Enéias). Pedro pelo crime. acertando aleatoriamente e fazendo com que os flechados se apaixonem uns pelos outros. D 90. macedônios (Alexandre) e romanos (Trajano. B 78. a) Trata-se de um soneto decassílabo. 92. 76. D 94. 77. Pedro era mais forte que os laços aristocráticos. Os “barões assinalados” (isto é. general). Ele representaria a personificação do Cabo das Tormentas. A 108. que não se satisfaz apenas com lágrimas e sim com sangue humano. João V. como a cobiça e a ambição que nortearam a empresa das navegações lusitanas. a) A “gente surda e endurecida” a que se refere o poeta são seus contemporâneos. C 93. que entendia a História como uma sucessão de feitos promovidos pela aristocracia. b) O poder tirânico do amor foi a causa mortis de Inês de castro. seus antepassados. é o expoente do Classicismo lusitano. a) O vocábulo Amor grafado com maiúscula no 5º verso está relacionado à personificação do amor. uma ênfase em relação aos anteriores. a) Camões é autor representativo do Classicismo. a) O narrador é Vasco da Gama. mais o poeta se aproxima do fim da vida. c) O pronome “ele” refere-se ao vocábulo “bem”. Nele. E 83. A 98. o Império.

por possuir catorze versos dispostos em duas estrofes de quatro versos (quadras) e duas de três versos (tercetos). mente e separa”. As características de estilo barroco presentes no trecho de Vieira são: apelo à inteligência e à compreensão racional. O tipo de verso não poderia ser colocado como diferença significativa. ou seja. 128. C 148. A aproximação e a comparação da figura de Alexandre Magno. “lugar de imperfeição”. a) A metáfora que fundamenta o soneto é a associação entre o ser humano. uma escrava que o retém escravo por subjugá-lo sentimentalmente. a) Verso de 5 sílabas. Camões considera o amor dificultoso em si. geralmente com pano de fundo histórico. 124. verso de medida nova. Os dois textos discorrem sobre o amor. fogo e descontentamento. fogo invísivel ou contentamento. Rigor formal (soneto decassílabo). B 151. Os versos são decassílabos. porque Camões. a) O texto original revela um olhar encantado com as terras descobertas e repleto de sentimento nativista. 117. C 147. oposição céu e terra. Na poesia lírica. onde tudo “quebra. B 132. 136. 139. além de ser uma mescla de cultismo e conceptismo. exposição tortuosa. 157. o que afetava o Brasil. 133. Basicamente. ao Modernismo. a religiosidade e os caracteres conseqüentes desse tema: angústia (expectativa pelo perdão divino). como mandava a tradição clássica. B 152. por exemplo. D 130. A incorporação do objeto amado sem a necessidade da materialização. argumentação. 123. um dos esquemas utilizados nessa tradição. ou seja. o conteúdo é narrativo. C a) Como exemplo de antíteses pode-se citar: riso/pranto. O Padre Vieira teve atuação decisiva na vida política portuguesa. E 114. amor racionalizado e uso de imagens antitéticas (últimos versos). C 119. 153. então colônia de Portugal. próximo/distante. O segundo revela olhar irônico e iconoclasta. o decassílabo. D 116. escreveu em decassílabos tanto poesia épica (Os lusíadas) quanto poesia lírica (Os sonetos). Sim. c) Expressou a relação de servidão que mantém com a sua amada. A simetria formal do soneto camoniano contrasta com os versos livres e brancos da poetisa. D 141. 107 PV2D-07-POR-34 . 115. emudece. Na poesia épica. E B 134. tema da conversão: contra-reformismo. 140. grande conquistador do mundo antigo. Para S. temos a sugestão de que o ser humano é um barco que navega no mar da vida. A 113. ou a vida humana. preocupação com a definição do sentimento amoroso. associado a concepções mitológicas. metaforizada em porto seguro. O Classicismo introduziu em Portugal o chamado verso de “medida nova”. 122. citações bíblicas. Cultismo (atitude sensual) e conceptismo/conceitismo (atitude intelectual). o poeta sugere a Igreja. 154. sinuosidade de raciocínio e de linguagem. faz parte da sua própria essência ser dor. e o esquema de rima é: abba abba cde cde. d) Trata-se de um soneto. B 142. A 155. No entanto. O uso abusivo da figura de sintaxe – silogismo – caracteriza o cultismo no trecho. religiosidade. 125. chamado pentassílabo ou redondilha menor. b) O primeiro texto pertence ao Quinhentismo e o segundo. João Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas Fernando Pessoa – Cancioneiro 129. Por isso. Andresen. Sua biografia confirma: passou metade da vida em Portugal e a outra metade no Brasil. e um barco. O fragmento da questão é um bom exemplo da preocupação do Padre Antônio Vieira com temas de caráter social e de dimensão política. b) Não. exploração do paradoxo (cegueira/luz). A diferença mais significativa é o conteúdo. essa morte se deu tragicamente. 146. em um naufrágio. C 131. D 121. calma/vento. durante algum tempo. c) O verso empregado no poema foi o decassílabo. Todavia. sujeito às perturbações do pecado. A 156. 137. 144. B 150. disfarçados nos seus opostos: ferida indolor. D 120. é o mundo que determina os sofrimentos do amor: “sítio frágil”. A 149. considerando basicamente as contradições que envolvem esse sentimento. Fugacidade das coisas. C 135. b) O conflito espiritual é marca do Barroco. efemeridade da vida. D 127. b) Segundo o poema. porém viva nas lembranças dele. a temática expressa os estados emocionais de um eu lírico. A 126. C 138. seus sermões tematizavam tanto a realidade lusitana quanto a brasileira. a) A antítese do início do poema se expressa através da oposição entre a vida e a morte: a amada está morta. C 118. conviveram a medida nova e a medida velha. b) No soneto. Para escapar delas. triste/contente. D 145. C 143. Os versos que indicam esse episódio da biografia camoniana são: “Eternamente as águas lograrão / A tua peregrina fermosura”.112. desconcerto do mundo.

no é fruto. . 159. e o anjo que tenta. 162. indiciando um mal. A 185. que traduz. b) Porque relaciona-se con. suem o traço semântico e nos últimos versos do soneto comum da causalidade. o desinteresse – amor que “não há de ter por quê. há três espécies Geralmente..) cega” b) O texto é repleto de antíb) “a luz faz (. o que pródigo. “tristeza” x “alegria”. (Outras respostas poderão ser aceitas.. Essas são as duas espécies de amor preteridas por Vieira em função do amor “fino”. No soneto I: “nasce” x “não dura”. B 158. amor em que não se exige 169. 183. 165. desinteressa. “pó”. em que pólos opostos se fazem presentes. em respirar apresentação de uma das 181. E 174. de sua vilania. c) O poeta afirma que a reafirmação do sentido moúnica coisa firme (isto é. ral e religioso desejado. o da motivação.com a do pirata saqueador evidenciam a crítica aos valores morais e a visão ideológica do autor. O dualismo barroco está eu-poético oferece à Maria.. a passagem sentante. amou-o ciente rápida do tempo. E 161. explicando perdão paterno bíblico. O conceptismo é uma das vertentes da estética barroca. Já para que cobrando de Deus o mesmo “Cansado de correr na direção recupera fruto. Cristo amou Judas como a títeses e paradoxos. mulher mais terrena e o vocábulo causa pos190. A “Largo em sentir. As idéias contidas no primeiro sensual. isto é. 187. a) O conectivo porque e 177. sura. A 171. a efemeridade dos dias. numa contrária a espécie de amor que alusão direta ao que o poeta Sem pódio de chegada ou implica finalidade. presente na utilização de ansegundo soneto.. Para Vieira. a) A mulher divinizada e a barroco. No texto de Vieira. • Intróito ou exórdio – apretristes sombras / formonada do outro.168. Como se vê. o conceptismo de “amor”: o amor que tem é associado ao uso da ar“causa”. C trata-se de uma afirmação amor. Percebe-se no enfoque da mulher como anjo que guarda. a) O soneto fala da fugacidado conhecimento que tinha da qual Vieira é o maior reprede da vida. III. espécies de amor. Tal contradição relaciona-se ao dualismo barroco. ção do próprio sentimento de 173. tão fino e tão traduz uma “obrigação” que pelo fato de o poeta coloatento. firmeza / inconstância). A 175. D 184. aquele que ama para do estilo. Texto II “agradecido”. no o amem”. nem se usa o sentação do tema. técnica goze da flor da mocidade. A transitoriedade da vida e a que não possui causa nem o desenvolvimento de um ação do tempo sobre as coisas fruto. No soneto II: “flor” e “cinza”. o que se nota é exatamente 188. 108 182. O episódio é a volta do filho sucinto. 176. de início. E 160.178. o amor que tem das contradições próprias “fruto”. indiciando um bem. para que ela 163. A Judas. A 180. para que conhece-se pecador e Deus poeta desejava louvar e. por meio sujeito amante em exercitar tristes sombras morre a de argumentos. “firmeza” x “inconstância”. tristezas / alegria. isto é. nem para que 167. bem ao gosto 164. A ligação é feita Peno. outro para fins determinados. e o amor “fino”. por sua gratuidade. o ato de amar tem como constante) no mundo é a causa e finalidade a realiza. e calo. justificam o conselho que o porque o amam.170.) cega” damente. E pelo sujeito “interesseiro”. dava graças a Deus por finalidade. o amor considera a função do Deus beijo de namorada” “negociação”. b) Como homem. II e I 191. um sentimento que se com• Peroração – epílogo com a pleta pelo próprio exercício. outros apóstolos na dimensão típica da tendência conceptista 189. Gregório rese opõem porque. A 166. ter acabado a tarefa. de quem ama “não raciocínio. deles. o traço comum da representa a possibilidade fim.” é praticada por um sujeito car-se como o filho pródigo. Os dois sonetos abordam a transitoriedade da vida. de redenção dos pecados. formosura”. “sombra” . dentre outras. aquele que ama porgumentação para expressão que o amam. a) “As causas (. que o amem. D paradoxal.. nem para quê”. praticado Pai. Mas • Desenvolvimento ou arguA fineza do amor praticado por podemos citar também o mentação – defesa da idéia Cristo reside na disposição do hipérbato do verso 3: “Em trazida pelo tema. C inconstância. A 186. num exercício de teses (Luz / noite escura. Texto I textualmente à causa na 179. C 172.. desde que atendam às especificações do enunciado).

atitude nitidamente pré-romântica. A 253. a) São os seguintes versos: “Escritos pela mão do Fingimento. a força que atinge a todos. numa tendência idealizadora clara em relação à mulher. isto é. 213. Peno. ou que desminto. Não é uma postura tipicamente árcade e sim préromântica. A 231. abrangendo os aspectos moral.. D 252. Reis o faz. 212. o eu lírico mostra-se insatisfeito com a idéia de abafar o “eu”. bucolismo (locus amoenus) . uso de pseudônimo de pastores gregos ou latinos e racionalismo. Estrofe 1: bucolismo (fugere urbem) Estrofe 2: pastoralismo. 215. 225. Exemplos: “Vede-as com mágoa. 211. São marcos do Arcadismo: bucolismo. Presença de ambientes noturnos e subjetividade. é referido na segunda em tom de lamento e saudade.192. sobrepôe a amada. 224. além de referência idealizada à mulher amada. b) O eu lírico incita o leitor a emocionar-se diante da obra que produz. E 258. Devido ao seu envolvimento com a Inconfidência Mineira.” “Que fazendo disfarce do tormento. Por apresentar elementos pornográficos em seu conteúdo. A 207./Que elas buscam piedade e não louvores”. Pastoralismo. mortais e deuses. 220. influência da cultura greco-romana carpe diem etc. A 232. Gonzaga foi preso em 1789. E 237. C 236. o otimismo orgulhoso do texto I é substituído pela saudade desiludida no texto II. Dentro no coração é que o sustento:” “Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito. e a segunda. do aqui-agora. D 203. essas diferenças de situação são evidenciadas já a partir dos tempos verbais utilizados em cada um deles: presente no primeiro e passado no segundo. 235. D 260. misturado à incerteza da própria sobrevivência. 241. idealizada também como uma Senhora. vede-as com piedade. 218. do tempo presente. refere-se ao incômodo de haver modelos a serem seguidos. aureas mediocritas Estrofe 3: aureas mediocritas Estrofe 4: pastoralismo. No primeiro.” “O mal que fora encubro.” Texto II “A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos” “Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades” “Te chamam de ladrão. D 254. A supervalorização do afeto da mulher amada. Porque não existe beleza na terra que se compare à de Marília. O Uraguay – José Basílio da Gama. A C 202. Moral – segunda estrofe Econômico – terceira estrofe Político – quarta estrofe D 196. sem exceção. Nos textos. Mostro que o não padeço. B 249. vale mais a emoção que o equilíbrio formal ou temático de que o eu lírico se tenha valido em sua obra. PV2D-07-POR-34 198. e calo. o momento preciso. 257. Significa destino. econômico e político. 195. 255. sem a idealização dos textos árcades em geral. B 230. 204. C 259. o aproveitamento do momento presente. 247. 219. A 228. bucolismo. A 238. A primeira parte da obra foi escrita ainda em liberdade. Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga. D 244. Estrela. em respirar sucinto. e sei que o sinto. C C D A D 245. 222. 226 B 227. 246. conseqüentemente. 197. B 229. no segundo. 109 223. imitados. 251. tão fino e tão atento. 201. 194. A 248. B O poeta relativiza a natureza ao compará-la à amada e. C 193. Seu romance com Maria Dorotéia Joaquina de Seixas. levando em conta apenas o instante. expressa especialmente nos dois últimos versos. A A 205. a) Trata-se do carpe diem. 214. com o poeta já preso. C 239. 256. de bicha. por essa idealização feminina. maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro” “Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro” Poesia fescenina. Texto I “Largo em sentir. C 243. 216. E 240. A 200. São marcos que antecipam o Romantismo: subjetivismo e egocentrismo (uso da 1ª pessoa). celebrado na primeira parte. 221. B 199. É um bucolismo sombrio. D 206. E 233. uma etapa da vida. D A C E D 209. A C B A D C 208./Cantados pela voz da Dependência”. C 234. 210. com uma função expressiva de mostrar os sentimentos do poeta. Crítica social. 217. b) Gonzaga valoriza o presente relativo a um processo mais longo. ou seja. A 242. Além disso. C 250.

266. além da busca da simplicidade formal. c) Texto sem estrofação e brancos (sem rima). “ligeiras águas” etc. que determina o uso do heptassílabo. com esquema de rimas abababcc (oitava rima). “brancas ovelhas”. avena/ penhas. concretizando o ideal de simplicidade do Arcadismo. fontes genuinamente clássicas: “Lede (…) os clássicos honrados. a) Santa Rita Durão segue mais de perto a forma do poema camoniano. como conseqüência da aplicação do Tratado de Madri. de versos brancos alternados com rimas imperfeitas e de uma adjetivação convencional. B 277. B 271. queixa/perceba. O Neoclassicismo procura recuperar valores clássicos. herdai essas conquistas. B 264. “cristalino rio”. 110 . Bucolismo: todos os elementos da paisagem campestre: “úmidas ribeiras”. Rimas imperfeitas: ribeiras/ovelhas. Heptassílabo: A/que/ le/pas/tor/a/man/te. B 276. a) “É uma terra tão verde…” e “Tem tanta riqueza (…) trabalhar”. “doce avena”. b) Pastoralismo: “Aquele pastor amante”(…) “Guiava as brancas ovelhas”. E 274. D 262. D 267./ Que em reinos dos romanos e dos gregos/ Com indefesso estudo conseguiram”. b) Os elementos formais que evidenciam a adesão de Durão ao modelo camoniano são: estrofes de oito versos (oitava) decassílabos./ herdai os bens. a) As características mais evidentes são o bucolismo e o pastoralismo. “bárbaras penhas” etc. “cristalino rio”. E 270. a) O Uraguay – José Basílio da Gama b) Aborda a guerra entre jesuítas e índios do projeto Sete Povos das Missões contra tropas portuguesas. B 269. apesar dos versos decassílabos como no poema de Camões. Versos brancos: “Aquele pastor amante”/”Deste cristalino rio”. ou seja. D 265. Filinto Elísio crê no artista que se embebe em fontes latinas ou gregas. Adjetivação convencional: “úmidas” ribeiras”. b) “Deixa louvar (…) grandeza”. Observações sobre a natureza e sobre usos e costumes da cultura indígena e brasileira. A 263.261. 278. 268. 273. C 275. D 272. 279.

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