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Exercícios literatura com gabarito

Exercícios literatura com gabarito

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Língua Portuguesa 3

Literatura Colonial

Capítulo 1
01. Classifique as cantigas abaixo, usando o código: I. de amor III. de escárnio II. de amigo IV. de maldizer a) ( ) Pela ribeira do riso salido (1) trebelhei (2), madre, con meu amigo: amor ei migo, que non ouvesse; (3) fiz por amigo que non fezesse! (4) Pela ribeira do rio levado trebelhei, madre, com meu amado: amor ei migo, que non ouvesse, fiz por amigo que non fezesse!
João Zorro

d) ( ) Pero Rodriguez, da vossa molher non creades mal que vos ome diga, ca entend’eu dela que ben vos quer e quem end’al disser, dirá nemiga (1); e direi-vos em que lhe entendi: en outro dia, quando a fodi, mostrou-xi-mi muito por voss’amiga.
Martim Soares

Vocabulário: 1. mentiras, falsidades. Leia o texto a seguir e responda à questão 02. Ai, madre, bem vos digo: mentiu-mh o meu amigo: sanhuda lh’and’eu’. Do que mh-ouve jurado, pois mentiu per seu grado, sanhuda lh’and’eu’. Non foi u ir avia. mais bem des aquel dia sanhuda lh’and’eu’. Non é de mi partido, mais por que mh-á mentido, sanhuda lh’and’eu’.
In: PINA, Julieta Moreno. O tempo e a palavra. Porto, Portugal: Areal editores, 1991, p.33.

Vocabulário 1. “Pela margem onde corre o rio”; 2. “brinquei”; 3. “Antes não tivesse tanto amor comigo”; 4. “Fiz pelo meu amigo o que não devia ter feito”. b) ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me fez andar; e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’eno granhon (1), e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, Sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, per boa fé; a un palm’ e meio no pé e no cós três polegadas. Vocabulário: 1. bigode c) ( )
Pero Viviães

Vocabulário Madre: mãe Sanhuda lh’and’eu’: ando zangada com ele Mentiu per seu grado: mentiu porque o quis fazer Non foi u ir avia: não foi aonde havia de ir Non é de mi partido: não rompi (o relacionamento) com ele 02. O paralelismo é um recurso muito utilizado no gênero lírico de várias épocas e consiste na repetição de versos ou na correspondência de construções sintáticas. Transcreva da cantiga os versos que utilizam esse recurso e justifique essa utilização.
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Que razon cuidades vós, mia senhor, dar a Deus, quand’ant’El fordes, por mi, que matades, que vos non mereci outro mal se non que vos ei amor, aquel maior que vol’ eu poss’aver; ou que salva (1) lhi cuidades fazer da mia morte, pois per vós morto for? Vocabulário: 1. desculpa
D. Dinis

03. Unifesp Leia a cantiga seguinte, de Joan Garcia de Guilhade. Un cavalo non comeu á seis meses nen s’ergueu mais prougu’a Deus que choveu, creceu a erva, e per cabo si paceu, e já se leva! Seu dono non lhi buscou cevada neno ferrou: mai-lo bon tempo tornou, creceu a erva, e paceu, e arriçou, e já se leva! Seu dono non lhi quis dar cevada, neno ferrar; mais, cabo dum lamaçal creceu a erva, e paceu, e arriç’ar, e já se leva!
CD Cantigas from the Court of Dom Dinis. harmonia mundi usa, 1995.

05. Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo E ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O porque eu sospiro! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amado porque ei gran cuidado! E ai Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

Cossante Ondas da praia onde vos vi, Olhos verdes sem dó de mim, Ai avatlântica! Ondas da praia onde morais, Olhos verdes intersexuais. Ai avatlântica! Olhos verdes sem dó de mim, Olhos verdes, de ondas sem fim, Ai avatlântica! Olhos verdes, de ondas sem fim, Por quem jurei de vos possuir, Ai avatlântica! Olhos verdes sem lei nem rei Por quem juro vos esquecer, Ai avatlântica!
In Estrela da vida inteira, José Olympio/ INL, 1970.

A leitura permite afirmar que se trata de uma cantiga de: a) escárnio, em que se critica a atitude do dono do cavalo, que dele não cuidara, mas, graças ao bom tempo e à chuva, o mato cresceu e o animal pôde recuperar-se sozinho. b) amor, em que se mostra o amor de Deus com o cavalo que, abandonado pelo dono, comeu a erva que cresceu graças à chuva e ao bom tempo. c) escárnio, na qual se conta a divertida história do cavalo que, graças ao bom tempo e à chuva, alimentou-se, recuperou-se e pôde, então, fugir do dono que o maltratava. d) amigo, em que se mostra que o dono do cavalo não lhe buscou cevada nem o ferrou por causa do mau tempo e da chuva que Deus mandou, mas mesmo assim o cavalo pôde recuperar-se. e) maldizer, satirizando a atitude do dono que ferrou o cavalo, mas esqueceu-se de alimentá-lo, deixandoo entregue à própria sorte para obter alimento. 04. Mackenzie-SP Sobre a poesia trovadoresca em Portugal, é incorreto afirmar que: a) refletiu o pensamento da época, marcada pelo teocentrismo, o feudalismo e valores altamente moralistas. b) representou um claro apelo popular à arte, que passou a ser representada por setores mais baixos da sociedade. c) pode ser dividida em lírica e satírica. d) em boa parte de sua realização, teve influência provençal. e) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores, expressam o eu lírico feminino.
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Aponte semelhanças entre a cantiga de Martim Codax e o poema do poeta modernista Manuel Bandeira. 06. I. ( ) Rui Queimado morreu com amor em seus cantares, par Sancta Maria, por a dona que gran ben queria, e, por se meter por mais trovador, porque lh’ela non quis [o] ben fazer, fez-s’el en seus cantares morrer, mas ressurgiu depois ao tercer dia! Esto fez el por ua sa senhor que quer gran ben, e mais vos en diria: porque cuida que faz i maestria, enos cantares que fez a sabor de morrer i e desi d’ar viver; esto faz el que x’o pode fazer, mas outro’omem per ren non [n] o faria. (...)
P. Garcia Burgalês

Manuel Bandeira

II. ( ) En gran coita, senhor, que pelor que mort’ é, vivo, per bõa fé, e polo vosso amor esta coita sofr’eu por vés, senhor, que eu vi pelo meu gran mal
D. Dinis

07. Uma das afirmativas abaixo, feitas sobre os romances de cavalaria, não está correta nem pode ser justificada em hipótese nenhuma. Qual é ela? a) A Demanda do Santo Graal pertence ao ciclo de Carlos Magno e aos doze pares de França. b) Não se sabe quem é o autor do Amadis de Gaula, romance datado do início do século XVI. c) Um dos importantes ciclos de cavalaria é o do rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. d) Os romances de cavalaria têm sua origem nas canções de gesta (poemas com temas guerreiros). e) A penetração do romance de cavalaria em Portugal aconteceu no século XIII, durante o reinado de Afonso III. 08. A Sant’lag’en romaria ven el-rei, madr’, e praz-me (1) de coraçon por duas cousas, se Deus me perdon, eu que tenho que me faz Deus gran ben: ca vere’i (2) el’rei nunca vi e meu amigo, que ven con el i.
Vocabulário: 1. me dá prazer; 2. aí

III. ( ) Vaiamos, irmã, vaiamos dormir nas ribas do lago, u eu andar vi a las aves meu amigo. Vaiamos, irmã, vaiamos folgar nas ribas do lago, eu vi andar a las aves meu amigo
Fernando Esguio

IV. ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me faz andar, e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’e eno granhon, e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, por boa fé; a un palm’e meio no pé e nos cós três polegadas.
Pero Viviães

Através das cantigas trovadorescas, podemos conhecer muita coisa sobre a Idade Média. Sobre a estrofe acima, responda: a) A que fato comum da Idade Média ela faz referência? b) Qual a importância de tal fato para a compreensão da sociedade medieval? 09. UniCOC-SP Ondas do mar de Vigo, Se vistes meu amigo! E ai, Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, Se vistes meu amado! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O por que eu sospiro! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, Poer que hei gran cuidado! E ai, Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

V. ( ) Pero eu dizer quysesse, creo que non saberia dizer, nen er poderia, per poder que eu ouvesse a coyta que o coytado sofre que é namorado, nen er sey quen mh-o crevesse.
D. Dinis

Com relação ao texto, é incorreto dizer que: a) justifica a presença de recursos estilísticos que contribuem para o caráter musical do poema o fato de, no contexto em que ele foi produzido, a literatura ser veiculada literalmente. b) a musicalidade do texto é adequada, estilisticamente, à expressão de conteúdos emotivos.
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Relacione: a) Cantiga de amor b) Cantiga de amigo c) Cantiga de escárnio d) Cantiga de maldizer

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d) pertence ao gênero lírico. se penteia E nem escuta quem apela. Trata-se de uma homenagem que o poeta modernista Manuel Bandeira (1886-1968) presta ao Trovadorismo. Mha senhor. ai meu lum’e meu ben. Assinale a alternativa incorreta. Ca non dormho á mui gran sazon. Os dois textos lidos são bastante separados no tempo. quando vos vi e que fui vosco falar. Texto II Toda gente homenageia Januária na janela Até o mar faz maré cheia Pra chegar mais perto dela O pessoal desce na areia E batuca por aquela Que. que pouco posso duar. c) Qual o efeito dessa postura. e pois é si. e quando mi’houv’a ir (2) e me non falou foi que non morri. Unicamp-SP Texto I Noutro dia. tive de ir. Noit’e dia no meu coraçon Nulha ren se non a morte vi. o trovador escreve o poema do ponto de vista feminino. c) A influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas de amor galego-portuguesas. a) Nas cantigas de amigo. há o reflexo do relacionamento entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão. b) Nas cantigas de amor. se mil vezes podesse morrer. a idealização do amor. D. e) pertence a um estilo de época vinculado. E pois tal coita non mereci. menor. São características da cantiga de amigo: a) amor platônico e sentimento feminino. em cada um dos textos. O primeiro foi escrito por um nobre. Senhor. encontramos a purificação do apelo erótico. D. c) A cantiga de maldizer utiliza muitas vezes o erotismo. Meu coraçon non sei o que ten. em Portugal. porque mi fazedes mal. Apesar da distância. Meu coraçon non sei o que ten. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta a respeito do Trovadorismo em Portugal. O segundo é uma letra de música escrita pelo compositor brasileiro contemporâneo Chico Buarque de Hollanda. Mha senhor. e moiro-m’assi de chan. 3. quando m’eu espedi (1) de mia senhor. e de vós non ar ei al. ao teocentrismo. d) queixas do poeta e diversificação de assuntos. malvada. e) Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros. trovador de grande produção que viveu no século XIII. com’oje dia son. Moir’eu logo. ideologicamente. c) amor de mulher e sentimento espontâneo. Dinis Quais são os indícios que nos permitem classificar a cantiga anterior como de amor? 15. que. ai meu lum’e meu ben. a) Na cantiga de amor. no texto I? 52 13. 2. Atan cuitad’e sen cor assi! E par Deus non sei que farei i. ambos os textos abordam uma mesma postura da amada a que se referem. mia morte tenho na man. se Deus mi perdon. Leia atentamente o poema abaixo. . 12. isto é. meor (3) coita me fora de sofrer! Vocabulário: 1. para o trovador. 10. 14. b) amor cortês e queixa da ausência do amado. d) A cantiga de escárnio é uma sátira direta e de humor picante. ocorreu a separação entre a poesia e a música.c) sua musicalidade advém apenas da regularidade das rimas emparelhadas e da presença do refrão. João Soares Coelho. o “eu lírico” é feminino e canta a saudade do amigo (namorado) que partiu. b) Na cantiga de amigo. sabed’agora per mi que tanto fui desejar vosso ben. Aponte no poema elementos formais e temáticos que caracterizem o texto como uma referência ao Trovadorismo. Mha senhor. d) Durante o Trovadorismo. a) Que postura é essa? b) Aponte os versos em que a postura se evidencia. despedi. 11.

2. filha de don Paai Moniz. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. a) Quais são os argumentos que podem ser usados para defender a hipótese de se tratar de uma cantiga de amor? b) Que outro tipo de classificação ela pode ter? Justifique sua resposta. Queixa Um amor assim delicado Você pega e despreza Não o devia ter despertado Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo Pela sua grandeza Não sou o único culpado Disso eu tenho a certeza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. Vocabulário: 1. e vós. 5. mia senhor. PV2D-07-POR-34 17. novamente. senhora. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Um amor assim delicado Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado Apostar na alegria Você pensa que eu tenho tudo E vazio me deixa Mas Deus não quer Que eu fique mudo E eu te grito essa queixa Um amor assim violento Quando torna-se mágoa É o avesso de um sentimento Oceano sem água Ondas: desejos de vingança Nessa desnatureza Batem forte sem esperança Contra a tua dureza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. vejo que sofreis De amor infeliz. retrate. Ar(1) querredes falar migo e non querrei eu. nomes. 3. Don Meendo. e ben vos semelha(4) d’haver eu por vós guarvaia(5) pois eu. b) Qual a crítica que o autor faz ao satirizado? 19. bem vos parece. Vunesp Estava a formosa seu fio torcendo Paráfrase de Cleonice Berardinelli Estava a formosa seu fio torcendo Sua voz harmoniosa. queredes que vos retraia(3) quando vos eu vi en saia! Mau dia me levantei que vos enton non vi fea! E. Sua classificação não é tão simples quanto possa parecer em uma primeira leitura. me foi a mi mui mal. e agora Me diga onde eu vou Amiga Me diga VELOSO. Estava a formosa sentada. Caetano: In Cores. Aponte na canção dada características que a aproximem de uma das cantigas trovadorescas. . vós veestes falar migo noutro dia. mia senhor. suave cantando Cantigas de amigo – Por Jesus. d’alfaia nunca de vós houve nen hei valia dua correa. 18. des aquel dia. suave dizendo Cantigas de amigo. mia senhor branca e vermelha. 53 A cultura trovadoresca deixou claras influências na cultura de língua portuguesa. ca já moiro por vós – e ai. 6. igual. amigo. a) A cantiga anterior é de escárnio ou de maldizer? Justifique sua resposta. ai. Sua voz harmoniosa. No mundo non me sei parelha(1) mentre(2) me for como me vai. 6328381. Esta é a primeira cantiga medieval portuguesa de que se tem notícia. enquanto. roupa luxuosa. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. bordando. LP Polygram nº.(6) Vocabulário: 1. 1982. e na fala que fezestes perdi eu do que tragia. 4. coisa sem valor.16.

e saíram ambos da câmara a uma grande casa que era diante. mas juntaram-se todos o outro seguinte. com sua bandeira tendida. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. que nenhum por então entendeu quejandas eram. duvidando. O trecho a seguir pertence a uma das crônicas de Fernão Lopes. de acordo com a tradição popular da época. 23. 20. que o ouviram todos: Portugal. 24. tão doentes da partida. especialmente o povo miúdo. e tomou o Conde pela mão. e) satírico. 1969. Afonso Anes soube desta parte. no último verso do poema. sabendo que Castela estava prestes a invadir Portugal (Revolução de Avis)..Por Jesus. meu bem. às vezes repetindo expressões idênticas. onde suas cartas não foram ouvidas em vão. receavam muito de poer em tal feito mão. O registro da ação popular revela-nos um Fernão Lopes: a) medieval. O paralelismo é um dos recursos estilísticos mais comuns na poesia lírico-amorosa trovadoresca. Rio de Janeiro. no contexto do poema. muito prestes logo se ajuntaram todos. foi-se à praça da cidade. eu vejo que andais Com penas de amor. que mais tinha vontade de o matar. a) O poema se estrutura em quantas séries de estrofes paralelas? Identifique-as. e antes que lhe nenhum dissesse que a levasse. mentiu-vos mui grã mentira. E chegando-se o Mestre com o Conde acerca duma fresta. por alguns deles que eram seus amigos. Então aqueles que chamavam arraia miúda disseram a um. que chamavam Afonso Anes Pateiro: e. b) regiocêntrico. responda às questões a seguir. Consiste na ênfase de uma idéia central. Texto para as questões de 21 a 23. onde já todos eram juntos pera a trazer pelo lugar. A partir dessas observações. e trabalhardes-vos de minha desonra e morte! – Eu. Presença da literatura portuguesa. dizendo ele altas vozes. se mais não houvera. pelo Mestre de Avis! (. Mestre de Avis. e ele refusou de a levar. não se fez mais naquele dia. e bem cedo pela manhã. considerando-se ainda que a palavra abutre grafava-se avuytor. Vunesp Então se despediu da Rainha... comendo carne de abutre. tão chorosos. por nome chamado Álvaro da Veiga. Portugal. Cantiga sua partindo-se Senhora. Leia o texto a seguir e indique as diferenças e as semelhanças entre este texto e as cantigas de amor e de amigo. o qual logo foi chamado traidor. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. b) interprete o significado do último verso. D. que alguns outros dessa comunal gente. a) Que característica de Fernão Lopes é evidenciada no texto? b) O texto lido pode ser caracterizado como teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. São Paulo: Difusão Européia do Livro. Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. mediante essas três considerações: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto. 54 . c) lírico. I. como o outro. E as palavras foram entre eles tão poucas. com o coração. em português arcaico. d) humanista. mostrando que o não devia de fazer. que era da parte da Rainha. Tão tristes. em séries de estrofes paralelas. e considerando-se que. sentiram os seus que o Mestre lhe começava a falar passo. – Abutre comestes. tendo ordenado que a levasse um bom homem do lugar.) Entre os lugares a que seu recado chegou foi a cidade do Porto. partem tão tristes meus olhos por vós. porém não foi a ferida tamanha que dela morrera. Mas. 1953. O Mestre. senhora. responda às questões abaixo. que era sobeja cousa de ver. Org. primeiro que o convidassem pera tal obra. e assim de vontade. João Ruiz de Castelo Branco (. Quem vos tal cousa disse. João. O trecho lido é teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. eu me maravilho muito de vós serdes homem a que eu bem queria. dando-lhe tantas cutiladas. na Praça. e tão baixo ditas. Simões. que o matassem logo. era possível fazer previsões e descobrir o que está oculto. e Rui Pereira e Lourenço Martins mais acerca. tão fora d’esperar bem. tão cansados.. como foram vistas. manda recados a cidades e aldeias. pois que adivinhais In: Cantigas de trovadores medievais em português moderno. b) Que idéias centrais são enfatizadas em cada série paralelística? II. Partem tão tristes os tristes. palavra por palavra. Senhor? disse ele.) 21. em voz e nome do Mestre de Avis. se a levar não quisesse. Este morto. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. e os do Mestre todos com ele. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. e estiveram todos quedos. In S. no sentido de que o povo o ajude a defender a terra. tirou logo um cutelo comprido e enviou-lhe um golpe à cabeça. tão saudosos. que de estar com ele em razões. Porém afirmam que foram desta guisa: – Conde. 22. Após a leitura do texto anterior. Spina. deitou ele mão da bandeira. que levasse a bandeira pela vila. Nele.

meteu um estoque de armas por ele. quando me sinto.) Que meio espero ou que fim do vão trabalho que sigo. tamanho imigo de mim? Fragmento 2 Dispersão Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto.) E sinto que a minha morte – Minha dispersão total – Existe lá longe.. 1595 (imigo = inimigo) Ambos os poemas tratam do tema das relações do eu consigo mesmo. os tristes desesperado. Unicamp-SP Leia com atenção os fragmentos de poemas transcritos abaixo. e) A Farsa de Inês Pereira é a obra de Gil Vicente cujo assunto é religioso. publicadas em 1516 com o nome de Cancioneiro geral. por isso... Fernão Lopes tinha especial interesse pela pesquisa histórica. João I. outra coisa. c) Utilização de uma linguagem elevada. 29. (. Numa grande capital. que estavam de arredor. que farei? Vocabulário: 1. c) Fernão Lopes é o grande cronista da época.. Por outro lado. São Paulo: SENAC. Farsa de Inês Pereira. Texto II Ó meu bem. Queres casar por prazer No tempo de agora.. 1913 Francisco de Sá de Miranda. morto. mia Senhor. O texto transcrito anteriormente é de Fernão Lopes e pertence à Crônica de D. ou marido ou maridinho. alguns temas permanecem sendo explorados na poesia do Humanismo. e o Mestre disse que estivessem quedos. 82. os ledos me farão triste. Mackenzie-SP Marque a alternativa incorreta a respeito do Humanismo. coitado. filha. Leia os dois textos a seguir (o texto I é uma cantiga de amor e o texto II é uma poesia palaciana) e aponte a semelhança temática entre eles. e aproveite. exceto. senhor fremosa. UEL-PR Não queiras ser tão senhora: casa. As crônicas de Fernão Lopes caracterizam-se por tentarem reproduzir a verdade histórica como se esta tivesse sido testemunhada. nas alternativas a seguir indicadas. com aquela ferida. é com Fernão Lopes que a língua portuguesa inicia o percurso da sua modernidade. 1ª parte Conforme podemos depreender do texto acima. pois te partiste dante meus olhos. e fiqu’end’(1) eu con gran pesar. mas desenvolvem-no de maneira diferente. PV2D-07-POR-34 Fernão Lopes. Os outros quiseram-lhe dar mais feridas. quando viram isto. desprovido de crítica social.) e muitos bons besteiros. a que melhor caracteriza o trecho transcrito da Crônica de D. (. e ele movendo para se acolher à câmara da Rainha. Texto I Ir-vos queredes. Sou posto em todo perigo. Mário de Sá-Carneiro. e Rui Pereira. 1996. ao norte. E pois que vos ides d’aqui. 28. E hoje. p. em cada poema. não percas a ocasião. segundo escrevem alguns. e nenhum foi ousado de lhe mais dar. Fragmento 1 Trova à maneira antiga Comigo me desavim. 26. que era mais acerca. de que logo caiu em terra. d) Garcia de Resende coletou as poesias da época. dês quando vos vi. 3. Exponha em que consiste esse desenvolvimento diferenciado do tema.Os outros todos. pois que trago a mim comigo.) sempre eu ouvi dizer: Ou seja sapo ou sapinho. Gil. Diogo de Miranda Nuno Fernandes Torneol 27. 2. el-rei de Castela trazia até cinco mil homens de lança (.. que nunca soube ren(2) amar ergo(3) vós. 25. a) Narração realista e dinâmica que quase nos faz visualizar os acontecimentos. para lhe dar. que eram bem seis mil. João. Crônicas d’EI-Rei D. tenha o que houver posses Este é o certo caminho. b) O teocentrismo cede lugar ao antropocentrismo. VICENTE. João I. lançaram logo as espadas fora. assinale. de acordo com a reprodução dos fatos históricos. a) Época de transição entre a Idade Média e o Renascimento. Nestes termos. Inês? (. b) Fidelidade absoluta aos acontecimentos históricos. não posso viver comigo nem posso fugir de mim. É com saudades de mim. e) Exaltação do feito heróico do Mestre ao matar o inimigo do Reino. Qual o significado desse interesse.. no contexto do Humanismo? 55 . Apesar das diferenças entre os dois estilos.. d) Preocupação em mencionar os nomes de todas as pessoas presentes à morte do Conde. Segundo é fama.

Com base nessas palavras e nos conhecimentos sobre o Humanismo, é correto afirmar: a) O Humanismo procura retratar a realidade de forma ingênua, revelando uma visão idealizada do mundo expressa pelo verso “casa, filha, e aproveite”. b) O fragmento citado trata o casamento como resultado de um envolvimento amoroso pleno. c) A leitura do fragmento confirma que o Humanismo, embora dirigido a um público palaciano, adota alguns padrões do discurso popular, como se observa nos quatro últimos versos. d) O verso “Este é o certo caminho” indica o predomínio de uma visão idílica e idealizada em grande parte do discurso humanista. e) O olhar humanista, no fragmento citado, imprime à união conjugal uma motivação sentimental. Tal postura suplanta o lirismo amoroso presente em algumas cantigas trovadorescas. 30. Mackenzie-SP Gil Vicente, autor representativo do Humanismo em Portugal, (1) revela-nos, em sua obra lírica, (2) uma ambivalência típica desse período: (3) de um lado, a ideologia teocêntrica do mundo medieval; (4) de outro, influenciado pelo antropocentrismo emergente, (5) é o analista mordaz da sociedade portuguesa do século XVI. É essa ambivalência que o situa como autor de transição: (6) entre o Humanismo e o antropocentrismo. (7) Dos fragmentos destacados: a) todos estão corretos. b) todos estão incorretos. c) apenas 4 e 5 estão incorretos. d) apenas 2 e 7 estão incorretos. e) apenas 2, 5 e 7 estão incorretos. 31. PUC–SP Esta questão refere-se às obras Auto da barca do inferno, de Gil Vicente, e Morte e vida severina (auto de natal pernambucano), de João Cabral de Melo Neto. Leia as alternativas a seguir e assinale a correta. a) As duas obras apresentam uma crítica à sociedade de suas épocas: a de Gil Vicente, a partir das almas que representam classes sociais e profissionais de Portugal, a de João Cabral, a partir de personagens representativas de tipos sociais do Nordeste. b) As duas obras apresentam construções poéticas diametralmente opostas, uma vez que uma emprega o verso decassílabo e a outra, a redondilha. c) As duas obras apresentam aspectos em comum, como o julgamento e a condenação, isto é, em ambas, as personagens são julgadas e condenadas após a morte. d) As duas obras apresentam o julgamento ocorrendo na consciência de cada personagem. Entretanto, a execução da justiça, em Auto da barca do inferno, é somente realizada pelo Diabo, e, em Morte e vida severina, pela miserabilidade da vida.
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e) As duas obras apresentam estrutura de auto; assimilam, portanto, tradições populares e constroem a realidade por meio da crítica. Como autos, são representações teatrais que contêm vários atos. 32. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente: I. O auto atinge seu clímax na cena do Fidalgo, personagem que reúne em si os vícios das diferentes categorias sociais anteriormente representadas. II. A descontinuidade das cenas é coerente com o caráter didático do auto, pois facilita o distanciamento do espectador. III. A caricatura dos tipos sociais presentes no auto não é gratuita nem artificial, mas resulta da acentuação de traços típicos. Está correto apenas o que se afirma em: a) I d) I e II b) II e) I e III c) II e III 33. Mackenzie-SP Ninguém: Tu estás a fim de quê? Todo Mundo: A fim de coisas buscar que não consigo topar. Mas não desisto, porque o cara tem de teimar. Ninguém: Me diz teu nome primeiro. Todo Mundo: Eu me chamo Todo Mundo e passo o dia e o ano inteiro Correndo atrás de dinheiro, seja limpo ou seja imundo. Belzebu: Vale a pena dar ciência e anotar isto bem, Por ser fato verdadeiro: que Ninguém tem consciência, E Todo Mundo, dinheiro. No trecho, Carlos Drummond de Andrade reconstruiu, com nova linguagem, parte de um texto de importante dramaturgo da língua portuguesa. Trata-se de: a) Gil Vicente. d) Sá de Miranda. b) Dom Diniz. e) Fernão Lopes. c) Luís Vaz de Camões. 34. Fuvest-SP Indique a afirmação correta sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. a) É intrincada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com o inesperado de cada situação.

b) O moralismo vicentino localiza os vícios não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas. c) É complexa a crítica aos costumes da época, já que o autor é o primeiro a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares, as mais ridicularizadas e as mais severamente punidas. e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo. 35. Unitau-SP Em relação a Gil Vicente, é incorreto dizer que: a) recebeu, no início de sua intensa atividade literária, influência de Juan del Encina. b) sua primeira produção teatral foi Auto dos Reis Magos. c) suas obras se caracterizaram, antes de tudo, por serem primitivas e populares. d) suas obras surgiram para entretenimento nos ambientes da corte portuguesa. e) seu teatro caracterizou-se por observações satíricas às camadas sociais da época. 36. PUC-SP Ainda sobre a peça O Velho da horta, considerando o texto como um todo, é correto afirmar-se que: a) a reza do “Pai Nosso” que inicia a peça, prepara o leitor para o desenvolvimento de um texto fundamentalmente religioso, confirmado, inclusive, pela ladainha proferida pela alcoviteira. b) o velho relaciona-se, ao longo da peça, com quatro mulheres, das quais uma é a moça por quem se apaixona e com quem, correspondido, acaba se casando. c) a farsa tem como argumento a paixão de um velho por uma moça de muito bom parecer, por causa dela (e por via de uma alcoviteira) acaba gastando toda a sua fortuna. d) o texto se organiza a partir de uma estrutura versificatória que revela ritmo poético, marcado por versos livres e por ausência de esquema rímico. e) o diálogo estabelecido entre o velho e a moça cria condições para o arrebatamento amoroso de ambos e revela ausência de ironia e de menosprezo de qualquer natureza. 37. UniCOC-SP Na Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente: a) retoma a análise do amor do velho apaixonado, desenvolvida em O Velho da horta. b) mostra a humilhação da jovem que não pode escolher seu marido, tema de várias peças desse autor. c) descreve a revolta de uma jovem confinada aos serviços domésticos. d) conta a história de uma jovem que assassina o marido para se livrar dos maus-tratos. e) aponta, quando Lianor narra as ações do clérigo, uma solução religiosa para a decadência moral de seu tempo.
PV2D-07-POR-34

38. UniCOC-SP Considere as seguintes asserções sobre o teatro de Gil Vicente. I. Autos pastoris, autos de moralidade e farsas são gêneros cultivados pelo autor.

II. O espírito crítico do teatro vicentino não poupa o clero corrupto, que é ridicularizado. III. As personagens do autor representam tipos sociais como alcoviteiras, velhos ridículos, maridos ingênuos, nobres pedantes, entre outros. Deve-se firmar que: a) I, II e III estão corretas. b) apenas I e III estão corretas. c) apenas II e III estão corretas. d) apenas I e II estão corretas. e) apenas II está correta. 39. (...) Vêm quatro cavaleiros cantando. Trazem, cada um, a cruz de Cristo, por quem a mais por sua santa fé católica morreram em poder dos mouros. Diabo Cavaleiro Outro cavaleiro Cavaleiros, vós passais e não perguntais onde is? Vós, satanás, presumis? Atentai com quem falais! Vós que nos demandais? siquer conhece-nos bem. Morremos das partes d’além, E não queiras saber mais. Entrai cá! Que coisa é essa? Eu não posso entender isso! Quem morre por Jesus Cristo não vai em tal barca como esta!

Diabo Cavaleiro

Tornam a proseguir, cantando, seu caminho direto à barca da Glória, e tanto que chegam, diz o Anjo: Anjo Ó cavaleiros de Deus, a vós estou esperando, que morrestes pelejando por Cristo Senhor dos céus! Sois livre de todo o mal, santos por certo sem falha, que quem morre em tal batalha merece paz eternal. E assi embarcam. Considerando a leitura feita, responda ao que se pede: a) De que peça teatral de Gil Vicente foi extraído o trecho acima? b) Por que se pode dizer que Gil Vicente, nessa passagem, assume atitude medieval? 40. Leia atentamente o trecho a seguir, da peça Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. Nele, o personagem Parvo reage ao convite do Diabo para que entre na barca que o conduziria ao inferno.
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PARVO

Ao Inferno, em hora-má?! Hiu! Hiu! Barca do cornudo, (...) Entrecosto de carrapato! Hiu! Hiu! Caga no sapato, Filho da grande aleivosa! Tua mulher é tinhosa e há de parir um sapo metido num guardanapo, neto de cagarrinhosa! Furta cebolas! Hiu! Hiu! Excomungado nas igrejas! Burrela, cornudo sejas! (...) Perna de cigarra velha, Caganita de coelha, Pelourinho de Pampulha, Rabo de forno de telha.

a) Qual a reação do Parvo? b) Que estrato social o Parvo representa? c) Moralmente, como se pode caracterizá-lo? 41. Fuvest-SP Folgo muito d’ enganar e mentir nasceu comigo. Ninguém Eu sempre verdade digo sem nunca me desviar. (Belzebu para Dinato) Belzebu Ora escreve lá, compadre, Não sejas tu preguiçoso! Dinato Quê? Belzebu Que Todo o Mundo é mentiroso E Ninguém diz a verdade.
Auto da Lusitânia — Gil Vicente

43. Em 1531, um terremoto abalou Portugal. Alguns frades de Santarém interpretaram o fato de tal forma que descontentou o dramaturgo Gil Vicente. Ele então resolveu escrever uma carta ao rei D. João III, narrando o fato e mostrando sua posição. Segue-se o trecho inicial da carta: Os frades de cá não me contentaram, nem em púlpito, nem em prática, sobre esta tormenta da terra que ora passou; porque não bastava o espanto da gente, mais ainda eles lhes afirmavam duas cousas, que os mais fazia esmorecer. A primeira, que polos grandes pecados que em Portugal se faziam, a ira de Deus fizera aquilo, e não que fosse curso natural, nomeando logo os pecados por que fora; em que pareceu que estava neles mais soma de ignorância que de graça do Spírito Santo. a) Segundo Gil Vicente, que interpretação os frades deram ao terremoto? b) Como Gil Vicente interpreta o terremoto? c) Qual o sentido dessa oposição no contexto humanista? 44. Fuvest-SP Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente. a) Compôs peças de caráter sacro e satírico. b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal. c) Escreveu a novela Amadis de Gaula. d) Só escreveu peças em português. e) Representa o melhor do teatro clássico português. 45. O tipo mais insistentemente observado e satirizado é o clérigo, e especialmente o frade. Trata-se de fato de uma classe numerosíssima, presente em todos os setores da sociedade portuguesa, na corte e no povo, na cidade e na aldeia. O texto crítico refere-se a qual autor? Além do frade, cite um outro tipo humano satirizado pelo autor em questão. 46. O ditado popular que serviu de inspiração a Gil Vicente para escrever a peça Farsa de Inês Pereira é: Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube. Nesse ditado, a que deve ser associado o personagem Brás da Mata? Justifique sua resposta. 47. PUC-SP O argumento da peça Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio, na construção da farsa. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo, animal nobre, que a derruba. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo, asno que a carrega. d) O asno corresponde a Pero Marques, primeiro pretendente e segundo marido de Inês. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal.

Todo o Mundo

O texto afirma que: a) todo o mundo é mentiroso. b) Ninguém é mentiroso. c) Todo o Mundo diz a verdade. d) ninguém diz a verdade. e) Todo o Mundo é mentiroso. 42. Umesp Assinale a alternativa em que se encontra uma afirmação incorreta sobre a obra de Gil Vicente. a) Sofre influência de Juan del Encina, principalmente no teatro pastoril de sua primeira fase. b) Seus personagens representam tipos de uma vasta galeria de estratos da sociedade portuguesa da época. c) Por viver em pleno Renascimento, apega-se aos valores greco-romanos, desprezando os princípios da Idade Média. d) Um dos maiores valores de sua obra é ter contrabalançado uma sátira contundente com o pensamento cristão. e) Suas obras-primas, como a Farsa de Inês Pereira, são escritas na terceira fase de sua carreira, período de maturidade intelectual.
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menos eu. que o convenceu a tornar-se um pecador. 50. Joane diz ser “talvez alguém”. não se considera em condições sequer de afirmar-se como alguém. O que essa fala indica? a) A indecisão de Joane quanto à sua própria identidade. b) A presunção de Joane quanto à sua condição social. d) A desconfiança de Joane. é condenado ao purgatório. apresenta a chegada do parvo Joane no porto das almas. se quiseres. No trecho abaixo. no mesmo lugar. II. Anjo Fidalgo Que quereis? Que me digais. e) A modéstia e a simplicidade de Joane. de Gil Vicente. Oh! Como cansa viver sozinha. Esse tipo de atributo é que o faz merecedor do céu. é condenado ao inferno. pois parti tão sem aviso. Por essa indecisão. Leia o texto que segue para responder às três questões posteriores. Apenas I e III estão corretas. ou que dor de coração? a) Qual a reclamação de Inês Pereira nessa passagem? b) Que atitude ela tomaria para escapar de sua situação? c) Quais as conseqüências dessa atitude? PV2D-07-POR-34 a) Quais são as causas da condenação do Fidalgo ao inferno? b) Quais as razões que ele alega para ir para o céu? 51. Todas folgam. se a barca do paraíso é esta em que navegais. Apenas II e III estão corretas. Inês Pereira é uma moça que vive na vila e pretende subir de condição. ele acredita que seu lugar no céu está garantido. c) O desprezo de Joane pelo Anjo. assim hei de estar encerrada nesta casa como panela sem asa que sempre está num lugar? Isto é vida que se viva? Hei de estar sempre cativa desta maldita costura? Com dois dias de amargura haverá quem sobreviva? Hei de ir para os diabos se continuo a coser. Todas vêm e todas vão onde querem. Anjo Fidalgo Anjo Fidalgo Anjo 49. Coitada. Ludibriado pelo Diabo. Tu passarás. do Auto da barca do inferno. Não sei porque haveis por mal que entre a minha senhoria. Por essa presunção. sou fidalgo de solar. Confundindo a barca do céu com a do inferno. é bem que me recolhais Não se embarca tirania neste batel divinal.48. per malícia non erraste. Todas estão incorretas. 59 . Na sua humildade. Esta é: que demandais? Que me deixeis embarcar. Hui! E que pecado é o meu. ele imagina que o Anjo é o Diabo tentando enganá-lo: por isso. III. não necessitando da aprovação do Anjo para embarcar. momentos antes. tua simpreza te abaste para gozar dos prazeres. I. Assim. Apesar de simplório. Ele está confuso depois da conversa mantida com o Diabo. ele disfarçava sua pobreza freqüentando a aristocracia e cometendo pequenos furtos para sustentar seus luxos. Esse desprezo faz com que o Anjo se recuse a levá-lo. acaba indo para o inferno. da peça Auto da barca do inferno. Encaixa-se na tradição da farsa medieval sobre o adultério feminino desenvolvida por Gil Vicente. Leia as três afirmações a seguir a respeito da Farsa de Inês Pereira. porque em todos os teus fazeres. que tão mau é de aturar. e eu não. que cegueira e que canseira! Eu hei de buscar maneira de viver a meu contento. A expressão “samica” quer dizer “talvez”. ó Jesus! Que enfadamento. teme revelar sua identidade. Inês Renego deste lavrar e do primeiro que o usou ao diabo que o eu dou. temos a chegada do fidalgo ao porto das almas. daí a dúvida que expressa. Anjo Joane Anjo Quem és tu? Samica alguém. Conhecedor de suas virtudes. Pera vossa fantesia mui estreita é esta barca. a) b) c) d) e) Todas estão corretas. Apenas I e II estão corretas. Pode ser colocada como representante do teatro de costumes vicentino. A cena seguinte.

leva papéis e processos. capitão da barca do céu. em que se ridiculariza a ascensão social de Inês Pereira por meio de um casamento de conveniências. 53. moço tão polido. de tudo que juntara. é agiota e usurário. Anjo. não tirava os olhos dela. Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens de Auto da barca do inferno. O trecho anterior é o diálogo final da peça O velho da horta. d) Anjo. que morrestes pelejando por Cristo. é dissimulado e irônico. e) Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação íntegra e exata das leis. ele reconhece seu erro e lamenta o abandono a que deixara a família e. triste velho. 54. ou melhor. as coisas voltam a seus devidos lugares. pertencente ao Humanismo português. Analise as informações a seguir e selecione a alternativa incorreta. de quanta riqueza e haver fui sem razão despender. que narra a seguinte história: um velho rico apaixona-se por uma jovem e apela para uma alcoviteira que possa ajudá-lo a conquistar a amada. nem conquistou a jovem e perdeu seu dinheiro. pertencente ao Renascimento português. Leia-o e responda o que se pede. no qual se delineia o papel moralizante. Quatro filhas que criei eu as pus em pobre sorte. Florença. siso enleado! Que te meteu desastrado em tal contenda? Se os jovens amores os mais têm fins desastradas que farão as cãs lançadas no canto dos amadores? Que sentias. c) Diabo. b) Que atitude do autor se revela através dessa passagem? 55. critica a sociedade mercantil emergente. leva a amante e as armas de esgrima. mal gastada. cujas características não descrevam adequadamente a personagem. Corregedor. Oh que estrela! É ele um par bem escolhido! – Ó roubado. má-hora. Quero-me ir buscar a morte. é correto afirmar que é um texto de natureza: a) satírica. A par disso. PUC-SP Diabo. pois que tanto mal busquei. e) cômica. de Gil Vicente. d) reformadora. de forma sutil e irônica. Aosadas que não se lhe atreva toda a gente! O noivo. no qual as contradições humanas entre a vida terrena e a espiritual são apresentadas a partir dos casamentos complicados de Inês Pereira.52. A alcoviteira vai enganando o velho que. Brísida Vaz. Frade. e ela dele. b) Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte. a) Onzeneiro idolatra o dinheiro. leva a bolsa vazia. com forte apelo religioso. a partir das situações embaraçosas vividas por Inês Pereira. Onzeneiro. capitão da barca do inferno. do Renascimento português. Mas ela o noivo a leva. Santos por certo sem falha. 60 a) Por que os cavaleiros são perdoados dos seus pecados? Justifique a sua resposta. Vai tão leda. é vossa! Vossa é a treva. Procurador. Anjo: Ó Cavaleiros de Deus. Fidalgo. uns cabelos como Eva. ao final. que quem morre em tal batalha merece paz eternal. a vós estou esperando. em fim dos dias? Se a ti mesmo contemplaras. c) religiosa. Unifesp Sobre a Farsa de Inês Pereira. com vistas à transformação do homem. e acertaras. Parvo. Velho Mocinha – Oh coitado! A minha é! – Agora. no qual Gil Vicente. Velho . que prioriza os valores essencialmente materialistas. assim. Judeu. e viras como não vias. Companheiro do Diabo. do Barroco português. tão contente. souberas que não sabias. responda às questões seguintes. porque não lhes deixo nada. é austero e inflexível. Ao terminar a narrativa. Sapateiro. da vida e da fazenda! Ó velho. b) didático-moralizante. nada leva para a morte. Vou morrer. da vaidade engano. O trecho a seguir retrata a fala do Anjo no julgamento de quatro cavaleiros cristãos que tinham morrido nas guerras cristãs. Elas hão-de padecer. é quem apressa o embarque dos condenados. pois se apresenta a religião como forma de orientar e salvar as pessoas pecadoras. é quem elogia a morte pela fé. pertencente ao Humanismo português. Senhor dos Céus! Sois livres de todo mal.

59. Assinale a alternativa correta. Assinale: a) se I. Com que podeis vós folgar Que eu não deva consentir? Nota: folão. d) Nenhuma. O humanismo é um período de transição que vai do final da Idade Média ao início da Idade Moderna. fato que culminou no empirismo científico dos séculos XVII e XVIII. asno que leve quero. “Do que ao meu gado sobeja (1) Vou vivendo ano por ano. O caráter alegórico do teatro de Gil Vicente pode ser tomado como exemplo de crítica social. estai quando quiserdes estar. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. pouco ou muito que ele seja. a ninguém não faço dano. A arte renascentista comprometia-se predominantemente com os valores católicos. Pero I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. sobra Sá de Miranda II. a) Imitação dos clássicos antigos b) Preocupação com a técnica c) Racionalismo e universalismo d) Atitude apaixonada diante da natureza e) Equilíbrio. II e III forem incorretas. c) se I. c) Apenas II. Capítulo 2 58. Inês Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. Conte as sílabas poéticas e marque a opção do metro dominante. no sentido de alcançar um domínio mais completo da natureza objetivando aumentar seus lucros. d) se II e III forem corretas. Unicamp-SP Leia agora as seguintes estrofes. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. b) se I e II forem corretas. significa “bravo”. I. dirigida a Inês. 57. antes lavrador que Nero. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. pois objetivava legitimar o monopólio religioso católico. e) Todas. através dessa peça. julgue as afirmações. II. o poeta clássico português Sá de Miranda expressa uma das noções mais caras do estilo. harmonia e concisão 60. III. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. I. Medieval e anticlerical Moralista e antropocêntrica Satírica e teocêntrica Anticlerical e satírica Moralista e pessimista II. Por usar de siso mero.I. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. III. e não se há ao pouco enveja. de Gil Vicente. O Renascimento retirou da Igreja o monopólio da explicação das coisas do mundo. b) Apenas I. II e III forem corretas. e) se somente I for correta. a) Que noção é essa? b) Como ela aparece no texto? 61 PV2D-07-POR-34 . aponte a alternativa errada. Um dos seus traços marcantes foi o racionalismo que atendia às aspirações da burguesia. A propósito do Renascimento cultural. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. no caso. antes lebre que leão. No trecho anterior. e não cavalo folão. que se encontram em passagens diversas de Farsa de Inês Pereira. a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. a) I e III.” Vocabulário: 1. “fogoso”. a) b) c) d) e) Aponte o item que melhor caracteriza as atitudes de Gil Vicente diante da sociedade. Os cancioneiros foram os principais trovadores do período conhecido como Trovadorismo. Considerando os traços identificadores do Renascimento. UniCOC-SP Leia atentamente as proposições a seguir. a) 5 sílabas (redondilha menor) b) 6 sílabas c) 7 sílabas (redondilha maior) d) 8 sílabas e) 9 sílabas 56.

céus em delírio.61. *** Luís. tão fora de esperar bem. vai acrescentando O que falta.. o tempo. esquecido. partindo-se Senhora. . Antônio Ferreira O texto é uma carta em versos escrita por Antônio Ferreira (1528-1569). o autor mostra a concepção de poesia de sua época. Ela persiste mais em teu poema que no tempo neutro. Haja juízo. partem tão tristes meus olhos por vós. Ambos os poemas desenvolvem o tema da dor da separação. Ela viu as palavras magoadas. e ler somente: que aproveita Sem armas. Leia atentamente o texto a seguir e responda ao que se pede. o alto modera. Nela. Esta é a direita Estrada dos que sobem ao alto monte Ao brando Apolo. o juízo quero De quem com juízo e sem paixão me leia. universal sepulcro da memória. Mas muito mais que o engenho. coração. guerras e cobiças. ao inculto dá arte. revoltado. às nove Irmãs aceita. os barões nos jazigos dizem nada. o baixo ergue. *** Camões – oh som de vida ressoando em cada tua sílaba fremente de amor e guerra e sonho entrelaçados. renascendo. Quais eram as novidades formais básicas desse novo estilo? 62. tão cansados. 1516 Bardo. que duns e doutros olhos derivadas. Ao escuro dá luz. Carlos Drummond de Andrade. outro te conte. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. reflorindo em cem mil corações multiplicado. Ela só. linguagem Dos heróis que cantaste. Conheça-me a mim mesmo: siga a veia Natural. outro ensine. 62 Camões João Roiz de Castelo Branco. pelo verbo és. e uso. Ela só viu as lágrimas em fio. Soneto Aquela triste e leda madrugada. pragas. e [ estudo.) Corta o sobejo. que o fero Engenho abranda. tão doentes da partida. enquanto houver no mundo saudade.. astúcias. Tudo a ua igual regra conformando. Partem tão tristes os tristes. Na boa imitação. Não queiras de ti logo contentar-te. ou põe: com o decoro o tempera. e diferença Da prática comum ao pensamento. que puderam tornar o fogo frio e dar descanso às almas condenadas. saber primeiro é fonte. homem estranho. tão chorosos. teu ritmo de oceano sofreado que os lembra ainda e sempre lembrará. ó Poeta. Exponha em que consiste esse tratamento diferenciado do tema. 63. transcrevendo os trechos que as explicitam. dando ao mundo claridade. Enriquece a memória de doutrina Do que um cante. quando amena e marchetada saía. não forçada. o próprio amor latejante. submisso. mas tratam-no de forma diferente.. dirigida a Diogo Bernardes. A paixão medida a) Qual é a relação entre Luís de Camões e o Classicismo? b) Retire referências do texto de Drummond relacionadas à obra de Camões. tão saudosos. meu bem. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. as ondas em furor. que nunca poderá ver-se apartada. quando o poeta Sá de Miranda levou para aquele país o chamado dolce stil nuovo. viu apartar-se de uma outra vontade. Aponte as características clássicas presentes no texto. em cada poema. que restou senão a melodia do teu canto? As armas em ferrugem se desfazem. Tão tristes. cheia toda de mágoa e de piedade. Unicamp-SP Cantiga sua. mais que amador. pode dar-te. Sirva própria palavra ao bom intento. quero que seja sempre celebrada. Tu és a história que narraste. não o simples narrador. Muito. e ao que pudera Fazer dúvida aclara: do ornamento Ou tira. O Classicismo teve início em Portugal. se acrescentaram em grande e largo rio. o engenho. (. É teu verso. Do bom escrever. em 1527. foste os deuses mais as ninfas. 64. teu rude e teu suave balanço de consoantes e vogais. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. e regra. com fervor cometer tudo? Caminha por aqui.. lodoso material fundido em ouro. É necessário ser um tempo mudo! Ouvir. No conselho do amigo douto espero. História.

. é servir a quem vence. c) O fato de todos perguntarem ao poeta porque assim anda. e) Os dois textos convergem quanto à forma e à linguagem. e) A utilização de um soneto para relato das suas amarguras. mas divergem quanto ao conteúdo. É tudo quanto sinto. ai. Camões Texto II Amor é fogo? Ou é cadente lágrima? Pois eu naufrago em mar de labaredas Que lambem o sangue e a flor da pele acendem Quando o rubor me vem à tona d’água. a) A liberdade formal dos quartetos. d) O fato de o poeta não saber responder a quem o interroga. é nunca contentar-se de contente. É um não querer mais que bem querer. b) Por seguir os princípios estéticos clássicos.65. 67. É um contentamento descontente. É solitário andar por entre a gente. É ferida que dói e não se sente. minha Senhora. Inatel-MG Uma das características a seguir não é própria do Renascimento cultural. da vista um rio. d) O texto II contesta o texto I no que se refere ao ponto de vista sobre o amor. Que em vivo ardor tremendo estou de frio. é ter com quem nos mata. num’hora acho mil anos. pois é contrário a si mesmo. é índice da influência parnasiana. chego ao céu voando. associada à contenção emotiva. Quando a ferida dói porque se sente. E como arde. 69. É querer estar preso por vontade. juntamente choro e rio. o vencedor. sem contentar-se. Obras completas a) A suspeita de amor que o poeta declara na conclusão. que se seguem umas às outras. é um cuidar que ganha em se perder. Nele se acha uma característica da poesia clássica renascentista. É nunca contentar-se de contente. E o mover dos meus olhos sob a casca Vê muito bem o que devia não ver. em uma das alternativas. a) O texto I. agora desconfio. É dor que desatina sem doer. o tema do texto. Vunesp Tanto de meu estado me acho incerto. é dor que desatina sem doer. PV2D-07-POR-34 68. Assinale-a. lealdade. c) A invisibilidade do amor d) O fato de o amor ferir e não causar dor. a) O racionalismo do homem b) A paixão pelos prazeres mundanos c) O repúdio aos ideais medievais d) A intensificação do monopólio cultural exercido pela Igreja e) O individualismo do homem 66. como arde. a) “Um contentamento descontente” b) O próprio amor. com mais ênfase. 63 O soneto transcrito é de Luís de Camões. É um não querer mais que bem querer. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade. é ferida que dói e não se sente. com sua regularidade formal. Texto para as questões de 68 a 70. Estando em terra. Assinale essa característica. Se me pergunta alguém por que assi ando. Ilka Brunhilde Laurito O poeta tenta definir o amor por meio do uso de antíteses. sua expressão é de teor mais universalista que individualista. recupera do texto II o rígido padrão da estética clássica. agora acerto. é um andar solitário entre a gente. Texto I Amor é fogo que arde sem se ver. Ufla-MG Amor é fogo que arde sem se ver. O mundo todo abarco e nada aperto. enaltecem o platonismo amoroso. é um contentamento descontente. ao negarem a concepção carnal do amor. respondo que não sei. agora desvario. b) O jogo de contradições e perplexidades que atormentam o poeta. porém suspeito que só porque vos vi. Indique a que expressa. e é de jeito que em mil anos não posso achar um’hora. se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís Vaz de Camões. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. Sem causa. b) Os dois textos. agora espero. da alma um fogo me sai. É cuidar que se ganha em se perder. e) Querer sempre mais. Amor. um desconcerto. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto II. c) O texto I e o texto II são convergentes no que se refere à concepção do sentimento amoroso.

d) Notam-se. revelando o intenso sofrimento do coração apaixonado. um medo sem ter culpa. Quando ele foge. o amor não correspondido. real zelo. mil vezes caio. São letras. Corro após este bem que não se alcança. b) Apresenta índices de linguagem poética marcada pelo racionalismo do século XVI. Vai-se gastando a idade e cresce o dano. uma pura bondade manifesta indício da alma. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. por exemplo. assumindo uma atitude de insensibilidade. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. e paz. UFRGS-RS Leia o soneto a seguir. Quais estão corretas? a) Apenas I. “mar de labaredas. 71. no meio do caminho me falece. e. do estilo camoniano. quase forçado. por exemplo. justiça. UFPA O poema Os lusíadas traz à tona a descoberta do caminho marítimo para as Índias. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. c) Conceitua o amor de forma unilateral. qualquer grande esperança é grande engano. de Luís de Camões. e perco a confiança. em ti acha. II e III. c) Apenas I e II. negativamente. mitologia etc. a) Expressa as vivências amorosas do eu lírico em linguagem emotivo-confessional. da vista se me perde e da esperança. verificamos a valorização do trabalho intelectual. e) I. O episódio do Gigante Adamastor é um exemplo dessa variedade de assuntos que o poema apresenta e sobre ele não é correto afirmar o seguinte: a) Adamastor representa os medos de todos os navegadores que passaram. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto I. sem ver de quê. em todos os versos. uma brandura. a quem só guia Amor. Um mover de olhos. I. um doce e humilde gesto. criadas a partir de substantivos concretos. dois esteios Firmíssimos de Império só tenhamos. 70.” e) Vale-se de recursos estilísticos conquistados pelos modernistas. b) Apenas III. b) O episódio é uma criação poética em que se destacam referências ao passado e ao futuro das conquistas portuguesas. um despejo quieto e vergonhoso. antes de Vasco da Gama. a peregrinação cansada minha. idealizando a figura feminina. perde-se-me um remédio. a preferência por imagens paradoxais. a) No texto. o poeta clássico português Antônio Ferreira expressa a seguinte opinião: Santa alma. geografia. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. Como se encurta. como. há uma contraposição expressa pelos verbos “alongar” e “encurtar”. a) Na primeira estrofe. e) Conceitua positivamente o amor correspondido e. na tardança. um ar sereno. III. 64 Em relação ao poema. eu tardo. um encolhido ousar. de ano em ano. apresentando informações que abarcam história. um riso brando e honesto. considere as seguintes afirmações. imagens poéticas contraditórias. justas armas. d) Apenas I e III. que inda tinha. Unicamp-SP Leia o seguinte soneto de Camões: Oh! Como se me alonga. 73. II. um desejo gravíssimo e modesto. cujos bons meios Em ti busca. . Se por experiência se adivinha. ciências. Em uma carta dirigida a Alcáçova Carneiro. brando e piedoso. Quais os versos que expressam essa valorização? b) O que o poeta quis dizer com esses versos? c) Qual é a relação entre essa valorização e o Classicismo? 72. O poeta sugere desejo erótico ao se referir à figura mitológica de Circe. limpo e gracioso. em ti confia. A qual deles está associado o cansaço da vida e qual deles se associa à proximidade da morte? b) Por que se pode afirmar que existe também uma contraposição no interior do primeiro verso da segunda estrofe? c) A que termo se refere o pronome “ele” da última estrofe? 74. astronomia. se os olhos ergo a ver se inda parece. d) Recupera. João III. pela costa africana.c) O caráter reflexivo das interrogativas iniciais impede que a linguagem seja marcada por índices de emotividade. versos decassílabos e expressão coloquial. e como ao fim caminha este meu breve e vão discurso humano. secretário de Estado do rei D. de qualquer alegria duvidoso.

Moderna. b) São compostos segundo modelos da epopéia clássica da Antigüidade (Homero. De Camões a Pessoa. meneando Três vezes a cabeça. pp. Postos em nós os olhos. 18. UFSCar-SP A questão adiante baseia-se no poema épico Os lusíadas. fero Amor. Está o lascivo e doce passarinho Com o biquinho as penas ordenando. Se dizem. Porque o Frecheiro cego me esperava. de modelo italiano. Luís de. que em nada se relacionam com a situação do mundo em sua época. que se atiça C’uma aura popular. c) O verso utilizado é o decassílabo clássico (especialmente o heróico) e as estrofes.c) Um dos momentos líricos. b) critica as navegações portuguesas por considerar que elas se baseiam na cobiça e busca de fama. Virgílio) e dos poemas épicos mais recentes do Renascimento italiano (Ariosto. d) A “alta esposa de Peleu”. cede aos apelos de Adamastor e isso facilita a passagem dos portugueses pelo cabo das Tormentas. Lhe dá no estígio lago (1) eterno ninho. que perigos. Douglas. Na pronta vista a seta endireitando. descontente. Vocabulário: 1. C’um saber só de experiências feito. PV2D-07-POR-34 77. (= aspecto) Que ficava nas praias. Tuas aras banhar com sangue humano. entre a gente. Sepúlveda e Leonor. de Luís Vaz de Camões. e) O episódio faz menção ao casal amoroso. pois celebra fatos gloriosos da história portuguesa. a) Trata-se de um poema de estrito interesse nacionalista. 78. de reinos e de impérios! Chamam-te ilustre. alegre e brando. a seguir. Leia o trecho a seguir. Sagaz consumidora conhecida De fazendas. chamam-te subida. sobretudo). e) adverte os marinheiros portugueses dos perigos que eles podem encontrar para buscar fama em outras terras. que tormentas. responda por que o poeta atribui a culpa do assassinato ao amor. Em vossos claros olhos escondido. só tu. que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes. SP. O verso sem medida. relatado na estrofe 52. áspero e tirano. Deste causa à molesta morte sua. c) emociona-se com a saída dos portugueses que vão atravessar os mares até chegar às Índias. foi ferido. Que crueldades neles experimentas! Dura inquietação d’alma e da vida Fonte de desamparos e adultérios. Sendo digna de infames vitupérios. d) Os dez cantos do poema se dividem em proposição (os feitos heróicos portugueses). A voz pesada um pouco alevantando. É porque queres. do qual se reproduzem. narração (da viagem de Vasco da Gama) e epílogo (encerramento. de aspeito venerando. com força crua. é errado afirmar o seguinte. como os de Inês de Castro e do Gigante Adamastor. onde menos temia. Sebastião). e) Episódios importantes do poema. Nela. Como se fora pérfida inimiga. Nomes com quem se o povo néscio engana. In TUFANO. . ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. é aquele do encontro do gigante com Thetys. Sobre Os lusíadas. o velho: a) abençoa os marinheiros portugueses que vão atravessar os mares à procura de uma vida melhor. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. que do caminho Se vem calado e manso desviando. Que nós no mar ouvimos claramente. Tais palavras tirou do experto peito: “Ó glória de mandar. 1994. puro Amor. dedicatória (a D. que livre andava (Posto que já de longe destinado). b) Qual é a comparação feita no poema? c) Quem é o “Frecheiro cego”? A utilização dessa imagem indica que aspecto do Classicismo? 76. invocação (às Tágides). Para que me tomasse descuidado. O cruel caçador.” CAMÕES. Que os corações humanos tanto obriga. Os versos de Camões foram retirados da passagem conhecida como O velho do Restelo. retirado do canto III de Os lusíadas: “Tu. Expedindo no rústico raminho. 75. Chamam-te Fama e Glória soberana. Thetys. três estrofes. d) destrata os marinheiros por não o terem convidado a participar de tão importante empresa. Desta arte o coração. incluem-se na longa narrativa de Vasco da Gama ao rei de Melinde. no episódio. Inferno Luís Vaz de Camões Mas um velho. o que ressalta a presença do lírico no poema épico camoniano. 65 a) Comente a forma do poema mostrado. Com base no trecho e no seu conhecimento sobre a obra. em tom desalentado). são as oitavas-rimas.

81. tanto engano. Se dizem. Donde Deus foi em carne ao mundo dado. Que o nome tem da terra. para exemplo. tanta guerra. Que a penas nos meus olhos ponho o freio. realçando o orgulho humanista de auto-determinação e do avanço no domínio sobre a natureza. Canto 4. musas do rio Tejo. ó Rei. algumas características atribuídas pela crítica à epopéia de Luís Vaz de Camões. Como se fora pérfida inimiga. só tu. o poeta se dirige às Tágides. c) episódio Batalha de Ourique. suaviza. Cheio dentro de dúvida e receio. grafado com maiúscula. Que os corações humanos tanto obriga. c) lamenta a condição humana ante os perigos. mesa para sacrifícios religiosos a) Considerando-se a forte presença da cultura da Antigüidade Clássica em Os lusíadas. que mortes lhe destinas. Vocabulário: Molesta: lastimosa. Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha. que se contemplo Como fui destas praias apartado. com força crua. Uma dessas características está incorreta. em favor da ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. É porque queres. 84. e) episódio O velho do Restelo. Fuvest-SP Tu. o mesmo esquema de rima. escrito por Luís Vaz de Camões e narra a partida de Vasco da Gama para a viagem às Índias. b) apologia dos poderes humanos. no meio da viagem. O trecho faz parte do poema épico Os lusíadas. existente na parte lírica. portanto. 66 . dada a sua agressividade. puro amor. b) proposição. e) classifica o homem como um bicho da terra. áspero e tirano. b) considera o quanto o homem deve confiar na providência divina que o ampara nos riscos e nas adversidades. é incorreto afirmar que: a) quando a ação do poema começa. mantendo. Debaixo dalgum nome preminente? Os versos de Camões são parte do(a): a) invocação. Certifico-te. a que se pode referir o vocábulo “Amor”. relacionando-o à história de Inês de Castro. Camões. Os lusíadas – episódio de Inês de Castro. Onde terá segura a curta vida. Os Lusíadas. sanguinário./Donde Deus foi em carne ao mundo dado. Camões. c) na Ilha dos Amores. fero Amor. traidora Fero: feroz.º 87 82. d) contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antigüidade. as naus portuguesas estão navegando em pleno oceano Índico. Unifap A que novos desastres determinas De levar estes reinos a esta gente? Que perigos. em 1102 estrofes. d) tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias. Camões: a) exalta a coragem dos homens que enfrentam os perigos do mar e da terra. Camões usa outra perífrase? 80.79. c) efabulação mitológica. Os lusíadas. Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano. Trata-se de: a) concepção da história nacional como uma seqüência de proezas de heróis aristocráticos e militares. Vunesp Apontam-se. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. no 5º verso? b) Explique o verso “Tuas aras banhar em sangue humano”. tanto dano. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas. onde lhe desvenda “a máquina do mundo”. b) na invocação. cruel Mitiga: alivia. a) Em que estilo de época ou época histórica se situa a obra de Camões? b) Para dizer que o nome do templo é Belém. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? Nessa estrofe. Em que outro trecho dessa estrofe. aplaca Ara: altar. 83. após o banquete. UFSCar-SP Partimo-nos assim do santo templo Que nas praias do mar está assentado. e) eliminação do pan-erotismo. funesta Pérfida: desleal. Fuvest-SP No mar tanta tormenta. Camões faz uso de uma perífrase: Que o nome tem da terra. Deste causa à molesta morte sua. d) dedicatória. Na terra. a seguir. os sofrimentos e as incertezas da vida. e) é composto por sonetos decassílabos. d) propõe uma explicação a respeito do destino do homem. Tantas vezes a morte apercebida. Tuas aras banhar em sangue humano. para exemplo.

quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos. Aqui. O favor com que mais se acende o engenho Não no dá a Pátria. Tétis: a) afirma que os deuses gregos e latinos são superiores aos deuses católicos. que outrem grafara muraquitã. ciosos de etimologias esdrúxulas. A estrofe a seguir pertence ao canto X de Os lusíadas. Dinis em seus poemas de amor. e a postura Medonha e má e a cor terrena e pálida.. na Ilha dos Amores. no mais. e alguns doutos. e) Bocage em seus sonetos. robusta e válida. FCC-SP Nem cinco sóis eram passados que de vós partíramos. Musa. que a lira tenho Destemperada e a voz enrouquecida. só verdadeiros. d) Camões em sua épica. Em Os lusíadas. quando uma figura Se nos mostra no ar.) Forneça o nome do episódio em que a figura descrita na estrofe anterior aparece e informe o que essa figura personifica. Portugal acabe subjugado pela Espanha. um gênero inteiramente original na época. b) o mais fervoroso defensor da viagem de Gama. fomos fabulosos Fingidos de mortal e cego engano. e) a figura que incentiva a ideologia expansionista. encontramos: a) uma paródia do estilo clássico lusitano. Pode-se afirmar que o Velho do Restelo é: a) personagem central de Os lusíadas. Camões: a) narra a viagem de Vasco da Gama às Índias. 90. c) afirma que os deuses gregos e latinos só existem na imaginação dos homens. e) tem como objetivo elogiar a bravura dos portugueses e o faz através da narração dos episódios mais valorosos da colonização brasileira. Os lusíadas. não. Trata-se de uma fala da deusa Tétis ao capitão Vasco da Gama. é só que o nome nosso Nestas estrelas pôs o engenho vosso. ortografam muyrakitan e até mesmo muraquéitã. 145 a) Quem é a “gente surda e endurecida” a que se refere a estrofe? b) Qual a acusação que o poeta faz a essa gente? c) Como se pode entender essa acusação no panorama português da época? 67 PV2D-07-POR-34 . quantas mães choraram. se mais o trato humano Nos pode dar. c) D. a barba esquálida. Dinis em seus poemas de amigo.85. que está metida No gosto da cubiça e na rudeza Dua austera. (. e) narra a decadência portuguesa após a viagem de Vasco da Gama. no século XX. A boca negra. (. perdíamos a muiraquitã. e. d) lamenta que. Saturno e Jano. mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida. a temática da expansão ultramarina também utilizada por: a) Gil Vicente em seus autos. em Macunaíma. gloriosos Divos estão. Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso. 88. Júpiter e Juno. Os olhos encovados. De disforme e grandíssima estatura. d) símbolo das forças contrárias às investidas marítimas lusas. Camões. porque eu. X. O rosto carregado. os dentes amarelos. de Mário de Andrade. quando a mais temerosa desdita pesou sobre nós.. 86. UFPA Ó mar salgado.) Não acabava. c) afasta-se dos modelos clássicos.. c) símbolo dos que valorizam a cobiça e a ambição. b) tem por objetivo criticar a ambição dos navegantes portugueses que abandonaram a pátria à mercê dos inimigos para buscar ouro e glória em terras distantes. c) a valorização da linguagem utilizada pela estética do século XVIII. apesar de ter dominado os mares e descoberto novas terras. No mais. ó mar! Esse poema de Fernando Pessoa retoma. criando a epopéia lusitana. b) lamenta que os homens jamais se referem aos deuses em suas obras artísticas. Cheios de terra e crespos os cabelos. Por uma bela noite dos idos de maio do ano traslato. e) uma sátira aos romances indianistas do século XIX. b) um elogio à eloqüência dos parnasianos. b) D. 89.. 91. No trecho. E não do canto. d) mostra que a ambição dos homens se equipara aos poderes divinos. 87. Só para fazer versos deleitosos Servimos. não sorriais! Nesse fragmento da “Carta pras Icamiabas”. apagada e vil tristeza. d) uma apologia ao estilo pretensioso e à oratória vazia de conteúdo.

. a dedicatória e o início da narrativa. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas.. 94. na passagem que narra o concílio dos deuses. No canto V de Os lusíadas: a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. No canto I de Os lusíadas. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. (. c) Dedicatória. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. vista dos barões a presa incerta. 93. b) Invocação. b) Baco é favorável à empresa dos portugueses. d) a nuvem negra que se desfaz. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. os navegantes prosseguem. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Júpiter toma sempre o partido de Baco. a fala do Velho de Restelo acusa os portugueses de vaidade e cobiça excessivas. é correto afirmar que: a) os deuses pagãos presentes no poema representam a admiração de Camões pela grandeza do mundo antigo e sua descrença no cristianismo. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum: a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas. e) o episódio sobre a morte de Inês de Castro é uma ficção camoniana absolutamente épica. Ó Fraudulento gosto. aos valores defendidos pelo Velho do Restelo. Marte e Vênus se opõem a ela. Vasco da Gama conta partes da história de Portugal. 98. . A estrofe abaixo pertence ao poema Os lusíadas. a opinião progressista da sociedade portuguesa. Sobre Os lusíadas. e) Epílogo. Se fizessem primeiro desejadas. 96. UFRGS-RS Assinale a alternativa correta. c) o episódio da ilha dos Amores representa a merecida recompensa pelos grandes feitos portugueses. de Camões: a) Identifique o narrador do episódio no qual está inserida a fala do Velho do Restelo. antes associada ao Cabo das Tormentas. no conjunto de Os lusíadas. Camões. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. Nuas lavar se deixam na água pura. a) Proposição. Desta vaidade a quem chamamos Fama. d) Narração. que honra se chama. deixa ver aos navegadores que o perigo já fora afastado. d) o Velho do Restelo representa. Assim lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. 95. Posta a artificiosa fermosura. b) Compare. de aspecto venerando. ó vã cobiça. c) apesar das ameaças do gigante. Unicamp-SP Mas um velho.) Tais palavras tirou do experto* peito: – Ó glória de mandar. os principais valores que esse narrador representa. a invocação. c) a pedido do rei de Melinde. e) no Canto X. canto IV. (. UFRGS-RS Assinale a alternativa incorreta. Algumas. ao dar lugar a um “medonho choro”. 97. Fuvest-SP Em Os lusíadas.) A voz pesada um pouco alevantando. c) a manifestação de apego a Portugal. Que. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. de Camões. em sua fala. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. Fuvest-SP Responda às seguintes questões sobre Os lusíadas.. é incorreto afirmar que: a) é dividido em cinco partes e dez cantos. feitos que os elevam ao nível dos deuses antigos. no poema. b) o Canto I contém a introdução. b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. Júpiter: 68 a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. d) os deuses reúnem-se no Olimpo para decidir a sorte dos portugueses. Assinale a parte do poema a que pertence a estrofe transcrita.. que se atiça Cua aura popular. 99. resumidamente. Os lusíadas.92. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos.

ao menos uma passagem que indique a irreverência de Saramago em relação ao texto de Luís de Camões. Os textos I e II iniciam respectivamente as estâncias 17 e 20 do canto III de Os lusíadas. II. por Sá de Miranda. Memorial do convento. que ali mesmo o deixou por morto. José Saramago. poema épico publicado em 1572. e) da poesia épica camoniana. E toldam-lhe românticos cabelos Olhos gregos. d) da poesia lírica de Antero de Quental. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. e verei Se neles achar posso a piedade Que entre peitos humanos não achei. de Luís de Camões. co’o amor intrínseco e vontade Naquele por quem morro. Baseado nesses comentários e em seus próprios conhecimentos. 103. O tipo de verso que Camões empregou é de origem italiana e foi introduzido na literatura portuguesa algumas décadas antes. Leia-o e responda às questões 102 e 103. que aqui viste. Ali. Vunesp A oitava apresentada constitui a terceira estrofe de Os lusíadas. Fita. lembrando. Ó glória de mandar. Interprete a estrofe de acordo com esta observação. Eis aqui se descobre a nobre Espanha. p. Cesse tudo o que a Musa antiga canta. entretanto. c) de Inês de Castro. 102. *experto – que tem experiência **labrego – indivíduo grosseiro. Isso acontece no episódio: a) do Gigante Adamastor. e o texto III é um poema do livro Mensagem. O rosto com que fita é Portugal. b) do Velho do Restelo. refere-se ao engajamento voluntário dos portugueses na grande empresa que foi a descoberta de novos mundos. o recrutamento para Mafra deu-se. o reino Lusitano. e grita subido a um valado***. O trecho a seguir pertence a Os lusíadas. obra máxima do Classicismo português. Vunesp Uma leitura atenta da estrofe citada revela que o conteúdo dos primeiros seis versos é retomado e sintetizado nos últimos dois versos. fitando. A Europa jaz. Quanto ao conteúdo. A mão sustenta. Que outro valor mais alto se alevanta. percebe-se que Memorial do convento dialoga com os clássicos. O trecho evidencia características: a) da poesia trovadoresca. Mackenzie-SP O tom pessimista apresentado por Camões no epílogo de Os lusíadas aparece em outro momento do poema. e tendo assim clamado. do Canto IV de Os lusíadas. Já no Memorial do convento. e) do Concílio dos Deuses. Eis aqui quase cume da cabeça De Europa toda. e então uma grande voz se levanta. O episódio do Velho do Restelo. 100. Como cabeça ali de Europa toda Confrontando os fragmentos. Este diz Inglaterra onde. b) do Barroco português.. c) de um auto vicentino. a) Cite ao menos uma razão que levou “o rei infame” de Memorial do convento a tornar obrigatório o engajamento de todos os operários do reino. d) dos Doze de Inglaterra. no trecho. 293.. afastado. em que se apóia o rosto.) ***valado – elevação de terra que limita propriedade rústica Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram. releia a estrofe citada e indique: a) o tipo de verso utilizado (pode mencionar simplesmente o número de sílabas métricas). a) A que movimento literário pertence cada um dos autores? b) De que recurso comum aos dois textos se valem os autores para elaborar a descrição da Europa? 69 PV2D-07-POR-34 . Fuvest-SP I.. é um labrego** de tanta idade já que o não quiseram. b) Quem era esse “rei infame” a que se refere o trecho citado e em que século essa ação do romance se passa? c) Aponte. o poema Os lusíadas toma como ponto de referência um episódio da história de Portugal. O Ocidente. O cotovelo esquerdo é recuado. Entre leões e tigres. quaisquer que fossem suas profissões. Que eu canto o peito ilustre Lusitano. O direito é em ângulo disposto. tosco (. ó vã cobiça. b) o episódio da história de Portugal que serve de núcleo narrativo do poema. rude. em geral. 104. futuro do passado.. ó rei infame. veio dar-lhe o quadrilheiro uma cacetada na cabeça. 101. Aquele diz Itália onde é pousado. de Luís Vaz de Camões. ó pátria sem justiça. criarei Estas relíquias suas. A quem Neptuno e Marte obedeceram. Que refrigério sejam da mãe triste. que é púlpito dos rústicos. Mackenzie-SP Põe-me onde se use toda a feridade. à força. com olhar sphyngico e fatal. posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz. Onde a terra se acaba e o mar começa III.. de Fernando Pessoa.

5. Dos episódios “Inês de Castro” e “O Velho do Restelo”. Não há também Virgílios nem Homeros. 7. 2. engrandecia com sua fala as façanhas dos navegadores. índole. e) Inês de Castro. visando a criticar o mesmo aspecto da vida de Portugal que Camões. piedosos. Seu discurso é sobre questões metafísicas. para com a arte da poesia. b) o poeta retoma o mesmo tom ufanista da proposição. e) a citação de heróis da cultura greco-latina. 108. quase movidos de alta piedade (. mais tarde. de Virgílio. UniCOC-SP Podemos afirmar que. uma das cenas marcantes é a do Velho do Restelo. capacidade. Na obra Os lusíadas. a sangria populacional provocada pelos empreendimentos coloniais portugueses. tão “austeros” e “tão rudes”. o poeta vale-se de uma forma livre. b) Aljubarrota. marítimos e suntuários. mais preocupada com o comércio e com os princípios da burguesia em ascensão. o sofrimento feminino causado pelas perseguições da Inquisição. assinale a alternativa correta. 1. Tão remisso: acanhado. Virgílios nem Homeros: referência aos dois poetas épicos da Antigüidade Clássica. Tão rudes e de engenho tão remisso. logo na apresentação do poema. conhece bem a situação econômica de Portugal na época. b) O velho se identifica com a primeira corrente apresentada na afirmação. 4. em Os lusíadas: Por isso. d) O Velho do Restelo. de Luiz de Camões. c) O velho. a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana. Que a muitos lhe dá pouco ou nada disso. d) O velho não se posiciona sobre as navegações. por sua idade e falta de sensatez. e não por falta de natura.. 3. respectivamente: a) O Velho do Restelo. revaloriza elementos tradicionais de cultura ibérica medieval. revela seu descontentamento com a decadência de seu país. o abandono dos idosos decorrente dos empreendimentos bélicos. desleixado. o sofrimento popular decorrente dos empreendimentos dos nobres. qualidade inata. sorte. UniCOC-SP Lamentando o descaso dos portugueses. seus contemporâneos. e tão austeros. c) Restelo era o nome da praia em frente ao templo de Belém.) José Saramago. como Aquiles e Enéias. b) “Inês de Castro” caracteriza. Em muitas passagens do trecho transcrito. embotado. referência ao protagonista da Eneida. 106. já criticava. Aquiles feros: Aquiles bravos. Fuvest-SP Já vai andando a récua dos homens de Arganil. 6. A partir das afirmações expostas. guerreiros. Pios Enéias nem Aquiles feros. outra voltada para a renovação do perfil econômico do país. não se acabavam as lamentações. Ventura: destino. negligente. 107. Ó doce e amado esposo. como era uma pessoa estudada e de origem nobre. a quem eu tinha só para refrigério e doce amparo desta cansada já velhice minha. criada por ele mesmo. 70 . na qual. a) O velho se identifica com a segunda corrente apresentada na afirmação. Nem haverá. não é possível afirmar que: a) “O Velho do Restelo”. Natura: talento. c) afastando-se do rigor formal dos decassílabos e da oitava-rima. o narrador cita textualmente palavras de um episódio de Os lusíadas. referência ao protagonista da Ilíada. de Homero. nesse episódio.. de onde partiam as naus portuguesas nas aventuras marítimas. aptidão. exemplos negativos que fazem os portugueses “tão ásperos”. dentro da epopéia camoniana. d) há uma reclusa explícita da influência clássica de Virgílio e de Homero. a posição subalterna da mulher na sociedade tradicional portuguesa. c) Aljubarrota. experiência de vida. O episódio camoniano e o aspecto criticado são. Mas o pior de tudo é que a ventura Tão ásperos os fez. um dos muitos espectadores na praia. na época da expansão mercantilista. o gênero lírico porque é um episódio que narra os amores impossíveis entre Inês e seu amado Pedro. havia duas correntes de opinião em Portugal: uma fundada em valores medievais. apresenta um discurso que não deve ser avaliado. se este costume dura. que vão clamando. qual em cabelo. A leitura atenta da estrofe transcrita de Os lusíadas permite concluir corretamente que: a) Camões antecipa uma das críticas que fará. mais preocupada com a agricultura e com princípios da velha nobreza fundiária. e outra protestando. diz Camões. no epílogo do poema. Ó filho. Memorial do convento. da obra Os lusíadas. tanto que os montes de mais perto respondiam. e) O velho. aos portugueses de sua época. previu os desastres futuros que se abateriam sobre a pátria e que arrastariam a nação portuguesa a um destino de enfraquecimento e marasmo. Engenho: habilidade. numa antevisão profética. e) O Velho. que remontam à época da dominação romana. acompanham-nos até fora da vila as infelizes. d) Tanto “Inês de Castro” quanto “O Velho do Restelo” são episódios que ilustram poeticamente diferentes circunstâncias da vida portuguesa.105. Pios Enéias: Enéias generosos.

d) I e II. que tanto sublimaram: E também as memórias gloriosas Daqueles reis que foram dilatando A Fé. Como se fora pérfida inimiga. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. humanizando os versos. Passaram muito além da Taprobana. segundo ele. O episódio de Inês de Castro. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Entre perigos e guerras esforçados. PUC-SP Tu só. Que outro valor mais alto se alevanta. Camões. áspero e tirano. 111. entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande. tu. III. linda Inês. do qual o trecho exposto faz parte. Um dos mais famosos sonetos de Camões assim se inicia: Transforma-se o amador na cousa amada. Naquele engano da alma ledo e cego. Deste causa à molesta morte sua. já velho e com um “saber só de experiências feito”. Cessem do sábio grego e do troiano As navegações grandes que fizeram. 1-3. Você diria que no quarteto apresentado podemos perceber a visão platônica que Camões tem do amor? Por quê? 71 Se dizem. Transcreva esse verso e explique-o. Na terceira estrofe. legítima herdeira do trono de Portugal. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Que a fortuna não deixa durar muito. Por mares nunca dantes navegados. fero Amor. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. o poeta aponta dois dos motivos que. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. e) I e III. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do Velho do Restelo. 113. posta em sossego. da Ocidental praia lusitana. puro amor. 114. Tuas aras banhar em sangue humano. Mais do que prometia a força humana. Quem são os “barões assinalados” a que se refere o poeta na primeira estrofe? 110. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. teriam levado os portugueses à expansão marítima. Nos saudosos campos do Mondego. O nome que no peito escrito tinhas. Os lusíadas. b) Explique os sentidos desses versos. a) Aponte os versos em que esses motivos estão explicitados. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. As armas e os barões assinalados. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. É porque queres. Pois em mim tenho a parte desejada. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. Estavas. E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando: Cantando espalharei por toda parte. I. Se a tanto me ajudar o engenho e a arte.Leia o texto a seguir e responda às questões de 109 a 111. Os lusíadas. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. 109. Por virtude do muito imaginar. Está correto apenas o que se afirma em: a) I. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. b) II. e as terras viciosas De África e Ásia andaram devastando. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. Que. c) Aponte uma passagem da obra que desmente a visão expressa pelo poeta nesses versos. pode afirmar-se que seu núcleo central: a) personifica e exalta o amor. pp. Entre gente remota edificaram Novo reino. d) retrata a beleza de Inês. c) III. Na segunda estrofe. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Que eu canto o peito ilustre lusitano A quem Netuno e Marte obedeceram. obra de Camões. 112. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. em Os lusíadas: I. . como um todo. PV2D-07-POR-34 II. Aos montes ensinando e às ervinhas. pode-se ler um verso que resume o conteúdo de todo o poema. De teus anos colhendo doce fruito. Desse episódio. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Cesse tudo o que a Musa antiga canta. posta em sossego. Não tenho logo mais que desejar. o Império.

Amo-te. presente na saudade. se os meus rudes versos podem tanto Que possam prometer-te longa história Daquele amor tão puro e verdadeiro. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. b) Neste poema. c) tem em seu centro a tentativa de compreensão da natureza. d) sonda o sombrio mundo do eu. é toda construída em versos decassílabos em oitava rima. 118. escreveu-se sobre o Brasil. é incorreto afirmar que: a) está escrita em medida velha e medida nova. pois. d) tem como elemento fundamental a visão sensual do amor. Eternamente as águas lograrão A tua peregrina fermosura. respectivamente. Sobre a lírica de Camões. b) apresenta-se no estilo clássico e no estilo maneirista. do amor e do mundo. c) por ter criado o teatro popular. 119.. através da introspecção. não cante O humano coração com mais verdade. b) sua temática é variada. morais e cívicos que distinguiam a civilização portuguesa. um amplo painel da sociedade portuguesa do início do século XVI. a que vulgarmente chamamos Brasil 72 120. Sempre viva em minha alma te acharão. isto é. 121. Aponte a alternativa em que se encontra o nome de um texto que não se encaixe nessa tendência. uma visão platônica do conceito amoroso. em que circunstâncias se deu essa morte? Quais os versos que se referem a ela? c) Qual o tipo de verso empregado? Trata-se da medida velha ou da nova? d) Por que se trata de um soneto? Qual seu esquema de rimas? 123. Celebrada serás sempre em meu canto. além da universalização. é incorreto afirmar que: a) boa parte de sua realização se encontra na poesia de inspiração clássica. Por que me falta a mim consolação. d) por ter escrito a melhor interpretação poética dos valores espirituais. . Luís de Camões a) Aponte e explique a antítese que há no início do poema. e) busca. Soneto do amor total Amo-te tanto. e) mostra uma atitude puramente emocional. às vezes. sempre carregada do sentido físico. entre outras razões: a) por ter sido o primeiro escritor clássico de Portugal. Faltou-te a ti na terra sepultura. E. após tal evento. é correto afirmar que: a) é composta inteiramente segundo modelos do Classicismo renascentista. “a mutabilidade das coisas” e o “ideal de perfeição”. em cuja mão Pôs meus contentamentos a ventura.115. d) estabelece. enquanto me a mim a vida dura. Trata-se. Mackenzie-SP Sobre a lírica camoniana. encontrando-se desde temas abstratos até tradicionais. enquanto no mundo houver memória. de uma literatura de teor informativo. enfim. 116.. contendo principalmente temas como o “desconcerto do mundo”. Amo-te a fim de um calmo amor prestante E te amo além.. totalmente adaptada à técnica renascentista. meu amor. Quais são os temas da lírica camoniana? 117. Porque. o poeta procura conceituar o amor. c) no aspecto formal. Será minha escritura teu letreiro. na literatura portuguesa. Mas. em versos redondilhos e versos decassílabos. 122. apesar de se encontrarem. a) Carta do descobrimento b) Tratado da terra do Brasil c) Tratado descritivo do Brasil d) Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda e) História da província de Santa Cruz. lançando mão de antíteses e paradoxos. Cara minha inimiga. b) é composta com versos de “medida nova”. Sobre a lírica camoniana. da natureza e de Deus. b) por ter sido o maior caricaturista da sociedade portuguesa do século XVI. Mackenzie-SP Desde seu descobrimento. compuseram textos com o propósito fundamental de retratar não só a terra recém-descoberta como também as características de seus habitantes. da mulher. e) muitas vezes. erótico. sendo este último uma transição para o Barroco. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. c) expressa-se em temática variada. Camões distinguiu-se. Alguns escritores. sem a reflexão e o racionalismo próprios do Classicismo. Segundo o poema. Fuvest-SP Qual a diferença mais significativa entre a poesia épica e a lírica: o tipo de verso empregado ou o conteúdo? Justifique sua resposta. há referência a um acontecimento que parece ter relação com um dado da biografia de Camões: a perda da amada.. algumas passagens onde se mostram elementos artísticos.

esplendor e sepultura: Ouro nativo. Compare-os..) Nela até agora não pudemos saber que haja ouro. d) obras de caráter pedagógico. Tem macaco até demais. Tão fértil eu nunca vi. de circulação restrita. nem lho vimos. / É ferida que dói e não se sente. (. Reforçai. No chão espeta um caniço. melancias. Amo-te assim desconhecida e obscura. despojada de espiritualidade. Andresen. Unicamp-SP Amor é fogo que arde sem se ver. nem coisa alguma de metal ou ferro. lira singela.. e) cartas dos colonos aos familiares da metrópole e documentos de protesto contra a escravização dos negros. infindas. e a terra por cima toda chã e muito cheia de arvoredos. representantes de dois períodos literários distantes. Murilo. grandes barreiras.. que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela. / É dor que desatina sem doer. Sophia M. que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! 73 MENDES. seleção. Vossa perna encanareis.B. a um tempo. em função da descrição da terra. 124. Vunesp Língua Portuguesa Última flor do Lácio. delas vermelhas. b) poemas épicos indianistas e poesia lírica de caráter religioso. Dos dois textos transcritos. em Antologia poética. A crítica costuma apontar Vinícius de Moraes como um dos herdeiros da lírica camoniana. Diamantes tem à vontade. tem-nos muitos. História do Brasil.) Águas são muitas. muito chã e muito formosa. 127. Porém a terra em si é de muito bons ares. de Sophia M. Terror de amar. através de critérios formais e temáticos. Os dois textos. nem prata. 128. simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. b) o período literário a que corresponde cada texto. Esmeralda é para os trouxas. delas brancas. e) a mulher é vista em seus aspectos físicos. Salvo o devido respeito. Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa. UFBA As manifestações literárias no Brasil do século XVI foram. Quanto aos bichos. De plumagens mui vistosas. PV2D-07-POR-34 . Terror de te amar num sítio frágil como o mundo. inculta e bela És. Andresen (século XX). Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. A gente vai passear. Pero Vaz de. Vinícius de Moraes. odes e autos.. muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. sátiras. senhor. fundamentalmente: a) relatos de viajantes e missionários estrangeiros e escritos catequéticos de Anchieta.(. c) teatro de sátira política e crônicas sobre o cotidiano das pequenas cidades. 126. a arca. Indique: a) a diferença entre o texto original e o segundo. Tem. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa.. B. Livro dos sonetos. c) cantar a Pátria é o centro das preocupações. assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho. E de amar assim. o primeiro é de Luís Vaz de Camões (século XVI) e o segundo. b) encontram-se sonetos. discutindo. por bem das águas que tem. aspectos em que ambos se aproximam e aspectos em que ambos se distanciam. Tuba de alto clangor. dar-se-á nela tudo. me aparece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. A carta de Caminha. 125. Banana que nem chuchu.. Fuvest–SP Na lírica de Camões: a) método usado para a composição dos sonetos é a redondilha maior. nalgumas partes. É um contentamento descontente. Lírica de Camões. Caminha. prefácio e notas de Massaud Moisés Carta de Pero Vaz A terra é mui graciosa. De ponta a ponta é tudo praia-palma. Tem goiabas. Aponte semelhanças entre as duas obras tanto do ponto de vista temático quanto formal. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Senhor. ao longo do mar. Cruzados não faltarão. E em tal maneira é graciosa que. A terra Esta terra. d) encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX.Amo-te como um bicho. querendo-a aproveitar. de que nós deste porto houvemos vista. revelam duas perspectivas diferentes.

o poema de Caetano menciona outros dois escritores. 131. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos Que para meus olhos Fosse mais fermosa. E quem há de negar que esta lhe é superior? E deixa os portugais morrerem à míngua. no exílio amargo. Leia o texto seguinte. a) Qual o tipo de verso empregado no poema? b) Trata-se de um poema tipicamente clássico? Justifique sua resposta. Aquela cativa Que me tem cativo. tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra. 129. Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou. Jequitiranabóias. neste tempo de agora. mansas. tão frio e temperados como os de Entre-Douro e Minho. tem sua origem nos textos da Literatura de Informação. O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Língua Olavo Bilac. que aparece mencionado nos dois textos. e) Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo. me parece que será salvar esta gente. assim os achávamos como os de lá. Porque nela vivo Já não quer que viva. ó rude e doloroso idioma. dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa. Assinale o fragmento da Carta de Caminha que já revela a mencionada característica: a) Viu um deles umas contas de rosário. Poesias reunidas Caetano Veloso. responda: o que o poeta quis dizer nos dois primeiros versos? 130. em menino. c) Mas a terra em si é muito boa de ares. Tribos guerreiras. Oswald de Andrade. De tal maneira é graciosa que. acenou que lhas dessem. c) A expressão “cativo(a)” quer dizer “escravo(a)”. que dela se pode tirar. em Velô (1984) Além de Luís de Camões. característica da Literatura Brasileira. . e lançou-as ao pescoço. querendo aproveitá-la. quando o batel chegou à foz do rio. porque. estavam ali dezoito ou vinte homens pardos. retirado de um poema de Camões. Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões. 74 A terra é tão fermosa e de tanto arvoredo tamanho e tão basto que o homem não dá conta. Cite pelo menos uma obra importante de cada um destes dois literatos. folgou muito com elas. E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade. “Minha pátria é minha língua” – Fala Mangueira! Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode Esta língua? b) Assim. Tupis em alvoroço. como quem diz que os havia ali. d) Porém o melhor fruto. Unama-PA Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra Os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. Águas são muitas e infindas. O culto à natureza. No clarão matutino os tucanos rombudos eram como figuras a lápis encarnado e que houvessem fugido do caderno escolar em que Deus aprendia desenho. troféus verdes na ponta dos chuços e das lanças.Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te. Sabendo disso. sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas. brancas. todos nus. Tarde (1919) (a Violeta Gervaiseau) Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís Camões.

nau vistosa. encontram-se suas mais belas composições... sua produção literária não se caracteriza como literatura já tipicamente brasileira. com ambição dourada.. Florida galeota empavesada Sulca ufana.. b) no teatro. UFV–MG Sobre José de Anchieta. dando destaque ao sofrimento amoroso e à religiosidade inata do homem. em que o homem se sente capaz de igualar as capacidades dos deuses. e) uma postura bastante otimista. de uma linguagem castiça em sonetos que muitas vezes procuravam descrever objetos raros e preciosos. escrevendo uma cartilha sobre a gramática da língua dos nativos. ferro a planta. têm seu referencial na origem e na formação da Literatura Brasileira... mostrando um homem em conflito entre o pecado e o perdão divino.. Cada qual com o seu sol de plumas à cabeça. que de abril favorecida.... moldou-se nos padrões renascentistas. pois o cientificismo da época valoriza especialmente a ação humana. ser rosa. de poetas da 1ª fase do Modernismo. PV2D-07-POR-34 O tempo cobre o chão de verde manto. d) Escreveu tanto uma literatura de caráter informativo como de caráter pedagógico. d) um requinte formal. . o Auto de São Lourenço destaca-se como obra catequética de influência medieval. c) uma linguagem rebuscada... Os excertos mostrados. 135.. enfim. expressivas de uma fé profunda. marcadamente alegórica e antireligiosa. Por mares de soberba desatada. buscando. como vasos e taças.. Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. arrasta destemida. Do mal ficam as mágoas na lembrança. Tomando sempre novas qualidades. Rosa.. que estaria para os lados do Atlântico.. Cassianos Ricardo..) as saudades... d) apesar de pautada na língua e na cultura do índio. nesta vida.. E do bem (se algum houve. De que importa. entremeada de inversões e figuras. Galhardias apresta. Ufla-MG Todas as alternativas sobre o Padre José de Anchieta são corretas..... É planta.. que em breve ligeireza. UniCOC-SP É correto afirmar que a estética barroca se valeu de: a) um acentuado equilíbrio em suas manifestações artísticas.. Púrpuras mil.. a) Literatura dos jesuítas — Auto de São Lourenço b) Literatura dos viajantes — Carta do Descobrimento c) Literatura dos viajantes — Tratado da terra do Brasil d) Seiscentismo — Prosopopéia e) Seiscentismo — Sermão da sexagésima Capítulo 3 134. arrasta presumida. exceto: a) Foi o mais importante jesuíta em atividade no Brasil do século XVI. tarde a rosa? Gregório de Matos Continuamente vemos novidades. se aguarda sem defesa Penha a nau. c) na poesia lírica.. Que já coberto foi de neve fria. E afora este mudar-se cada dia.. Luís Vaz de Camões Texto 2 É a vaidade.. Guerreiros da manhã que haviam já descido dos Andes à procura da Noite. cocares multicores.. na alegoria. Muda-se o ser. Diferentes em tudo da esperança. Fábio. c) Estudou o tupi-guarani. Airosa rompe.. b) uma insatisfação em relação à vida de sua época.... é incorreto afirmar que: a) cultivou especialmente os autos. É nau.Colar de osso ao pescoço. Todo o mundo é composto de mudança. que da manhã lisonjeada. com seus sermões barrocos.. muda-se a confiança. que sempre o favorecem. UniCOC-SP Texto 1 Mudam-se os tempos. Com presunção de Fênix generosa. alentos preza: Mas ser planta.. Martim Cererê 132. Assinale a alternativa que identifica esse referencial. E em mim converte em choro o doce canto. 75 ...... e) sua obra teatral. 133. tornar mais acessíveis às mentes indígenas os conceitos e os dogmas do cristianismo. e) Suas peças apresentam sempre o duelo entre anjos e diabos. mudam-se as vontades.. vermelhas araçóias. b) Foi o grande orador sacro da língua portuguesa.

. além do uso da antítese para expressar a angústia da separação. e) fantasia e raciocínio. Ah! dia do juízo! Ah! pregadores! Os de cá. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente. As convergências se devem a que: a) a visão do amor.. observa-se o resgate da forma fixa. em que se presta homenagem a alguém. a permanência de modelos clássicos do fazer poético.. A lua nas janelas bate em cheio. possivelmente um amigo do poeta. em Castro Alves... Em teus olhos e boca. há outros que semeiam sem sair... inclusive. Não me apertes assim contra teu seio. Em Soneto da separação. Vinícius de Moraes Um dos recursos instaurados pela contemporaneidade poética é a “liberdade de expressão”.. em Gregório de Matos.. Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear. aspectos contrastantes fundidos no Barroco.... e ofendido. Goza. pagar-lhes-ão a semeadura: aos que vão buscar a seara tão longe.. elimina a expressão do amor físico.. c) imaginação e razão. d) jogo de idéias.... 139.. no caso a Fábio. a) O texto 1 é claro exemplo de poesia neoclássica... 138.... hão-lhes de medir a semeadura.. e hão-lhes de contar os passos. Fuvest-SP Leia atentamente o texto. apesar de pertencerem a movimentos literários diferentes........ Fuvest-SP O cultismo e o conceptismo.. Delinqüido vos tenho.. enquanto o texto 2 é nitidamente barroco. b) jogo de palavras. distanciados por séculos.. c) Enquanto o texto 1 aborda a temática do desconcerto do mundo. assunto sutilmente abordado no texto 2. Soneto da separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. Maria! É tarde... Aos que têm a seara em casa... à China.. com mais passos. Vaidade que todo me há vencido.é tarde... o lirismo barroco. b) Que estilo de época acrescenta à presença de antíteses o exagero expressivo como reflexo de um intenso conflito espiritual? 137. UFPB Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. não mais que de repente... Padre Antônio Vieira Todas as características barrocas citadas podem ser identificadas no texto. o texto 2 combate a vaidade e o culto da aparência. e o romântico............ Que aspectos da arte barroca são encontrados no trecho exposto? 140. De repente.. que possibilitou.... Gregório de Matos Gregório de Matos d) vida e morte. goza da flor da mocidade Que o tempo trata a toda ligeireza E imprime em toda flor sua pisada.. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama....... o sol e o dia: .. Maria! Eu vou-me embora. Senhor. Arrependido a tanta enormidade.. exceto: a) gosto pelas antíteses. Todos terão sua razão.. que hei delinqüido. e) raciocínio rebuscado..... b) A temática de ambos é a mesma: o desconcerto do mundo.. sublimando o sentimento. Boa-noite.. Os que saem a semear são os que vão pregar à Índia... achar-vos-eis com mais paço: os de lá.. b) as relações amorosas são apresentadas de uma maneira sensual e ardente..... Vencido que ver-me e arrependido.. não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente... c) contraposição de espírito e matéria. d) O texto 1 é exemplo de poema cuja temática é a frustração amorosa... e) O texto 2 é um caso de poesia encomiástica. Maldade que encaminha a vaidade.... É verdade. os que semeiam sem sair são os que se contentam com pregar na pátria. fundamentada na religiosidade contra-reformista.. b) sentidos e inteligência. exceto: a) forma e conteúdo. Ofendido vos tem minha maldade.. Mas não me digas descobrindo o peito Mar de amor onde vagam meus desejos Castro Alves Nos versos acima. UFPE Discreta e formosíssima Maria Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora.. a) Retire do poema duas antíteses... 76 .. ao Japão... mas tudo tem sua conta... Ofendido vos tem minha maldade... 136. relacionam-se respectivamente a todas as oposições a seguir..... Boa-noite...... .... apresentam pontos de divergência e convergência.......Assinale a alternativa correta sobre os textos dados...

143. sendo parte. [a mariposa] Por ousada. para deliciado pasmo do espírito dialético. e não dura mais que um dia. a reiteração das idéias. racionalismo e objetividade. pessoas e ações não são descritas. em detrimento de conteúdo. expressos na tendência ao exagero e ao hiperbólico. e o conceptismo de Quevedo foi o que maiores influências deixou em Gregório de Matos. d) utilizando o discurso direto. a reiteração das idéias. d) As coisas. Em contínuas tristezas e alegria. as mulheres são descritas como figuras contraditórias. Sobre cultismo e conceptismo. e) Largo sentimento de grandiosidade e esplendor. Fuvest-SP Nasce o Sol. e) Os métodos cultistas mais seguidos por nossos poetas foram os de Gôngora e Marini. cor e riqueza. Não se diga que é parte. céu e terra ligados. silogismos. por débil. 142. por briosa. 77 PV2D-07-POR-34 . Ao raio. a atitude intelectual. É possível localizar no mesmo autor e até no mesmo texto os dois elementos. b) predomínio do equilíbrio em todas as formas artísticas. de um soneto de Gregório de Matos Guerra. c) Sentido de universalidade. 147. e) em ambos os poemas. a concisão. malograda. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. Hernâni Cidade c) O cultismo é perceptível no rebuscamento da linguagem. c) a forte presença de antíteses. Utilize. 145. apresentando: a) a fusão do teocentrismo com o antropocentrismo. a) O cultismo opera através de analogias sensoriais. sendo o todo. a extrema contenção. Depois da luz. a economia de recursos expressivos. simultaneamente angelicais e demoníacas. os poetas descrevem suas amadas recorrendo a metáforas alusivas a elementos da natureza. mas apenas evocadas e refletidas através da visão das personagens. d) O cultismo na Espanha. colisão de cores e excesso de relevos. b) Gosto pela polêmica. De comum. respectivamente? 144.c) o tema do Carpe diem faz referência ao aproveitamento da vida e da beleza. 141. d) o culto do amor cortês. b) a economia de recursos de estilo. morre abrasada. E todo assiste inteiro em qualquer parte. e) o uso de aliterações. Em qualquer parte sempre fica todo. esse tema aparece em ambos como uma reflexão sobre a transitoriedade das coisas. de pompa e grandeza heróica. assinale a única alternativa incorreta. sintáticas e sonoras. Portugal e Brasil é também conhecido como gongorismo e seu mais ardente defensor. Quais são os dois processos a que se refere o crítico português. na sua brevidade. o uso de léxico não-poético. pelo abuso no emprego de figuras semânticas. b) a utilização de rimas alternadas. recurso tão encontrado nos textos barrocos. que formula o conceito engenhoso. a) Contradições. d) predomínio de forma. e) o uso de contrastes. e) a fusão do pecado com o perdão. apenas o objetivo de surpreender pela singularidade espantosa. a impessoalidade da expressão. Uniube-MG Castigada. c) estilo rebuscado como manifestação de angústia. se segue a noite escura. E feito em partes todo em toda a parte. Ufla-MG Assinale a alternativa que contém características incompatíveis com o estilo de época conhecido por Barroco. ao resplendor. Na estrofe acima. para isso. o que se concretiza no discurso pelo emprego de sofismas. sobrenatural humanizado. O Barroco surgiu como reação aos ideais da Idade Média e à valorização demasiada da Antigüidade Clássica. 146. pelo panfleto. b) Cultismo e conceptismo são partes construtivas do Barroco que não se excluem. a argumentação. desfeita. O texto lembra que na estética barroca foram freqüentes: a) a tendência ao narrativo. A parte sem o todo não é parte. Em todo o Sacramento está Deus todo. dois diferentes processos: a atitude sensual de rebusca do mais pulcro e fulgurante para o encanto dos olhos. no Sermão da Sexagésima. c) a prolixidade. o uso de léxico não-poético. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. a principal característica do Barroco é: a) o culto da Natureza. Em tristes sombras morre a formosura. propõe a primazia da palavra sobre a idéia. Duas atitudes diferentes. Explique o conceito de “cultismo”. valorizando a identificação dos seres por metáforas. Cai triste. os dois aspectos construtivos do Barroco. a tendência ao descritivo. d) o uso intenso de metáforas. à luz formosa. paradoxos. Assinale a alternativa incorreta. Mas se a parte faz o todo. os seguintes versos de Gregório de Matos: O todo sem a parte não é o todo. fica vã. a impessoalidade da expressão e do léxico.

o poeta Gregório de Matos. infinito. O texto barroco. ao sair da Bahia colonial. homem. a desilusão diante da falência de valores terrenos e divinos. que és pó para humilhar-te.) Ambicioso. eclipsados.. 152. Pois. Na proa a terra tens. uma imensa angústia em face da vida. Que a terra de hoje é porto soberano. de que quis formar-te. e) a revolta contra os aspectos fatais que os deuses imprimem a seu destino e à vida na terra. e nos corrilhos Os asnos me chamam d’asno. E não o Vosso amor. valoriza a capacidade do indivíduo de fruir os aspectos positivos que o mundo lhe oferece. c) A razão que o poder divino impõe ao ser humano faz com que ele confie no amor e na salvação. por conseqüência. onde salvar-te. Eu sei de um clérigo zote Parente em grau conhecido Destes. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. E se assopra a vaidade. d) a necessidade de ser piedoso e caritativo. b) traz ao leitor uma visão paradisíaca da existência. c) a percepção de que não há saídas para o homem. c) é fortemente moralista e exorta o homem a desprezar os prazeres e a vida terrena. d) O amor de Cristo. neste conflito Espero em Vosso amor de me salvar. nesse fragmento. fortemente religioso e descompromissado com a observação da realidade física e com os aspectos materiais do mundo. Das próprias negras amigo. 149. a) De que metáfora se trata? b) Qual o desenvolvimento que o poema dá a ela? .. sempre vigilante. Te lembrar hoje Deus por sua Igreja. estais despertos E.148. o poeta: a) demonstra grande apreço pela sociedade baiana. Essa razão me obriga a confiar Que. FCC-BA Teme o fim. o poeta barroco não raro expressa: a) o medo de ser infeliz. onde peleja. característica da linguagem barroca. para perdoar-me. USF-SP Que és terra. conforme lembram os excertos mostrados. não raro: a) se angustia com a fatuidade e a brevidade da existência e busca a redenção pela religiosidade. mau grego e pior latim Famoso em cartas. faz o poeta desejar o fim do ato de pecar. ESPM-SP Considere os versos: Mui grande é Vosso amor e meu delito. Queimada veja eu a terra. a certeza de que o aguardam o inferno e a desgraça espiritual. amaina. No fragmento poético-satírico mostrado. onde o torpe idiotismo chama aos entendidos néscios. b) Como o amor de Cristo é muito maior que o pecado do indivíduo. Lembra-te Deus. baixel humano Se busca a salvação. abençoada pelo sacrifício da divindade. homem. que o vento berra. que a temê-lo A própria formosura te convida. o sentimento de nulidade diante do poder divino. para exaltar os baianos. e em terra hás de tornar-te. escreve sobre essa sociedade e seus integrantes. aos néscios chama entendidos. Cefet-PR Queimada veja eu a terra. 151. alerta pois. Esses versos que o poeta barroco Gregório de Matos dirige a Cristo apresentam uma visão sofismática típica da época. que não sabem musa. paralela à vontade de fruir até as últimas conseqüências o lado material da vida. por mais que pequei. O poema acima desenvolve uma metáfora. Porém pode ter fim todo o pecar. Te põe à vista a terra. De tanto sangue e lágrimas cobertos. porque a divindade o espreita. Podemos afirmar que. avarento. e incha o pano. d) é densamente espiritualizado. a que não consegue dar sentido. que é infinito. b) a consciência de que o mundo terreno é efêmero e vão. 150. c) fortalece uma visão positiva do consórcio das raças. A vós divinos olhos. e) é fortemente emocionado e. d) usa de antítese. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. e em terra hás de tornar-te. b) reforça o preconceito em relação ao elemento negro. a salvação é certa. Onde em casa. flor ufana. Que é terra. 78 a) O amor divino pode salvar o ser humano do conflito de confiar na infinitude do pecado. e) O conflito divino induz o ser humano a buscar o amor infinito com a salvação. Alerta. por não condenar-me. Todo o lenho mortal. Parece coisa de riso. tome hoje terra. em que se veja A vil matéria. e ferra. De pó te faz espelho em que se veja A vil matéria de que quis formar-te. De pó te fez espelho. e dados (. estais fechados. Assinale a opção em que ocorre o mesmo tipo de argumentação. e) descreve de modo imparcial o meio colonial baiano. Conforme sugere o excerto.

b) procurava adequar os textos bíblicos às realidades de que tratava. a) Julgada em bloco. de estilo conceptista. percebe-se o dualismo barroco: mistura de religiosidade e sensualismo. sou ladrão. não se ocupou de problemas locais. os Alexandres. Fragmento do Sermão do bom ladrão. da outra há de estar noite. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas. da outra hão de dizer subiu. a) antíteses – barroco b) metáforas – arcádico c) metonímias – romântico d) antíteses – arcádico e) metonímias – barroco 156. pode-se afirmar que: a) embora vivesse no Brasil. quo regem animum latronis et piratae habentem. da outra hão de dizer sombra. – Basta. 159. que não era medroso nem lerdo. identificando. no trecho. misticismo e erotismo. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta. que despreza a linguagem rebuscada. 154. 157. O roubar 10 pouco é culpa. como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. pertence ao estilo barroco. há de concorrer Deus com a graça. e) O cultismo caracteriza-se como uma seqüência de raciocínios lógicos. fizer o que faz o ladrão e o pirata. é necessária luz e é necessário espelho. tendo nascido pela mão dos jesuítas. porque roubo em uma barca. Para um homem ver a si mesmo. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos. a literatura brasileira do quinhentismo é uma típica manifestação barroca. Gregório de Matos também escreveu poesia lírica e religiosa. b) Caracteriza o Barroco a tentativa de unir os valores medievais aos renascentistas. percebendo. o pirata e o rei. ou da parte do ouvinte. PUC-MG O texto a seguir. mas sim que é uma literatura barroca de qualidade inferior. b) Na poesia de Gregório de Matos. 158. três características do estilo. Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador. e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os pescadores. Se de uma parte está branco. Se o Rei de Macedônia. No excerto. o roubar muito é grandeza. que é doutrina. Assinale a alternativa incorreta. a uns e outros definiu com o mesmo nome: 15 Eodem loco pone latronem et piratam. se de uma parte dizem luz. critica alguns excessos do estilo ________. o roubar com pouco poder faz os piratas. Logo. demonstrava desinteresse por assuntos mundanos. Fuvest-SP A respeito do padre Antônio Vieira. somadas à religiosa.153. e) Não se deve dizer que a literatura seiscentista brasileira seja inferior por ser barroca. da outra há de estar negro. porém. PUC-RJ 01 Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia. porque roubais em uma armada. se de uma parte dizem desceu. de padre Antônio Vieira. o roubar com muito. com exceções raras. Comprove a afirmação. há de concorrer o ouvinte com o entendimento. sois imperador? – Assim é. alumiando. Uma das mais importantes características da obra do Padre Antônio Vieira refere-se à presença constante em seus sermões das dimensões social e política. são necessárias três coisas: olhos. Dê argumentos que permitam considerar o padre Antônio Vieira como um expoente tanto da literatura portuguesa quanto da literatura brasileira. c) dada sua espiritualidade. senhor. há mister luz. Padre Vieira. o ladrão. ou da parte de Deus. 79 PV2D-07-POR-34 . repreendeu-o muito 05 Alexandre de andar em tão mau ofício. a estética barroca atinge o seu ponto alto em prosa no Brasil. Deus concorre com a luz. O pregador concorre com o espelho. a) Em seus sermões. ele. condenando o abuso de ____ ______. o Padre Antônio Vieira segue os moldes da parenética medieval. espelhos e luz. o homem concorre com os olhos. com intenção doutrinária. de Pe. d) em função de seu zelo para com Deus. e vós. Aprendamos do céu o estilo da disposição. respondeu assim. e também o das palavras. e) mostrou-se tímido diante dos interesses dos poderosos. persuadindo. usando uma retórica aprimorada. valores terrenos e aspirações espirituais. Para uma alma se converter por meio de um sermão. que é a graça. ou qualquer outro. que eu. todos têm o mesmo lugar. e merecem o mesmo nome. há de haver três concursos: há de concorrer o pregador com a doutrina. d) Com Antônio Vieira. que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações. por sua formação lusitana. que é o conhecimento. utilizava-O para justificar todos os acontecimentos políticos e sociais. d) Apesar de ser conhecido como poeta satírico. se de uma parte está dia. c) A literatura no Brasil colonial é clássica. 155. Comente esta afirmativa em função do texto acima. há mister espelho e há mister olhos. c) O poema épico Prosopopéia foi escrito em versos decassílabos e oitava-rima e é considerado o marco inicial do Barroco no Brasil. Antônio Vieira. Mas Sêneca.

a seguir. Vunesp Verifique no texto as menções feitas por Vieira ao amor de Cristo pelos apóstolos e. com aqueles seus raios estendidos parece uma estrela. o ______________.. se furtam. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito. na ordem em que aparecem. na vida pessoal. . Texto para as questões de 162 a 164. No fragmento transcrito. serve-se freqüentemente do simbolismo das Sagradas Escrituras para desenvolver argumentos de raciocínio complexo. achar-voseis com mais paço. Em seus sermões. em cuja prosa coexistem os princípios barrocos do cultismo e do conceptismo. mas sempre de modo claro e preciso. extraídos de Os sermões. de imagens e de construção. o que semeia e o que prega é ação. busco o que desejo. as obras. na vida pessoal. Vieira sintetiza a sua teoria do amor com a frase: “O amor fino não busca causa nem fruto”. ora pela empostação mais sóbria de antítese e de paradoxo”. e) Os outros ladrões roubam um homem. devem coincidir com sua pregação no púlpito. a) Vieira defende a separação entre as atividades religiosas e as agrícolas. mas notou o Evangelista com especialidade a ciência do Senhor. percebemos que os vocábulos causa e fruto dessa frase apresentam relação contextual. os outros. ENEM A respeito de Padre Antônio Vieira. com aquele seu capelo na cabeça. de Padre Vieira. nec fructum: “O amor fino não busca causa nem fruto”. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo. 164. assinale a opção que não seja exemplo de nenhuma das características citadas por Affonso Ávila. c) Os mortos são pó. e outra o que semeia. o exemplo. é obrigação. em respeito de Judas. se amo para que me amem. se amo para que me amem. b) Vieira defende que os religiosos da época deviam dividir seu tempo entre a pregação e o trabalho agrícola. b) justifique-a em função da teoria de amor proposta por Vieira. a seguir. amo. saiu a semear o que semeia. tem o amor causa. d) Vieira afirma que as atitudes do pregador. a) gongorismo – exaltação vital – cultismo – preciosismo b) conceptismo – fé – preciosismo – gongorismo c) Barroco – depressão vital – conceptismo – cultismo d) Conceptismo – depressão vital – gongorismo – preciosismo e) Barroco – fé – cultismo – conceptismo 161. devem estar totalmente desligadas de sua pregação ao púlpito. Se amo porque me amam. esse só é fino. faço o que devo. justifique como se dá o amor de Cristo a Judas. os outros furtam debaixo do seu risco. estes furtam e enforcam. quem ama para que o amem. ut amem: amo.160. entre suas características. Se amo porque me amam. uma coisa é o semeador. 162. fundada na ciência que tinha dele e dos mais discípulos. quia amo. Sermão da sexagésima. Ter nome de pregador. d) Ah dia do juízo! Ah pregadores! Os de cá. para as quais. E tal foi a fineza de Cristo. Padre Antônio Vieira é um dos principais autores do _____________. as ações. porque em Judas mais que em nenhum outro campeou a fineza de seu amor. senão. a vida. com seus jogos de palavras. e) Vieira afirma que as atitudes do pregador. parece um monge. diz assim: Amor non quaerit causam. Partindo desse comentário: a) explique a relação textual acima mencionada. ou ser pregador de nome. Da mesma maneira. Vieira. estes sem temor nem perigo. para amar. e amo. qual cuidais que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes. e outra o que prega. processo racional de demonstrar uma asserção. com os conectivos porque e para que em orações como: “porque me amam” e “para que me amem”. que considerava extremamente improdutiva e inútil para a vida nacional. de acordo com a argumentação de Vieira. com mais passos. Lendo atentamente a seqüência do texto em pauta. em respeito a Judas. assim como se distingue o pó do pó. são enforcados. c) Vieira despreza a atividade do pregador. UFRGS-RS Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto a seguir. O semeador e o pregador é nome. é considerado um dos maiores oradores de todos os tempos. Vunesp O Padre Antônio Vieira (1608-1697). Ora vede: definindo S. nós também somos pó: em que nos distinguimos uns dos outros? Distinguimo-nos vivos dos mortos. movimento em que o homem é conduzido pela ______________ e que tem.. Assinale a alternativa que indique a idéia básica do texto apresentado. Vunesp Em sua argumentação insistente e repetitiva. tem fruto: e amor fino não há de ter por quê. Sermões. era dedicado o tempo dos padres. Vieira aborda fundamentalmente o tema do “amor”. Bernardo o amor fino. e as ações são as que dão o ser ao pregador. e o _____________ com o uso de silogismo. uma coisa é o pregador. responda: quantas e quais são as espécies de “amor”. 80 Padre Antônio Vieira. não importa nada. e aos demais. a) O polvo. estes roubam cidades e reinos. Quem ama porque o amam. o crítico literário Affonso Ávila afirma: “Mas o uso de jogos vocabulares do mesmo teor prosseguirá ao longo do discurso. é agradecido. Nos trechos a seguir. são as que convertem o mundo. embora diluídos em meio ao vigor persuasório da composição e atenuados ora por formas de gradação mais paronomásica ou trocadilhesca. como a Pedro. porque amo. respectivamente. Tão inteiramente conhecia Cristo a Judas. os de lá. é negociação. nem para quê. 165. b) Não diz Cristo: saiu a semear o semeador. em língua portuguesa. Releia o texto dado e. naquele tempo. segundo Vieira? 163.

c) expõe em sintaxe complexa e com metáforas antitéticas os dilemas do amor e do espírito no quadro da Contra-Reforma. produz efeitos contrários. Em que consiste esse estilo? Exemplifique-o com o texto dado. deixa-se atar. Esse trecho do Sermão da Sexagésima. em seu sermão. quando o amor não é extremado e excessivo. Assim o amor: naturalmente une. e só ali pára. O amor essencialmente é união. 169. é responsável por fazer com que uma mesma causa produza efeitos contrários. Vieira. UFRGS-RS Sobre a obra de Gregório de Matos. mas umas vezes é amoroso e unitivo. b) indique o fenômeno físico que Vieira apresenta como uma das provas do que afirma. O amor é união de almas. e) privilegia os cenários palacianos em que ocorrem intrigas e conspirações envolvendo nobres burocratas. b) sua infância e sua família são temas recorrentes em seus poemas. há de prová-la com a Escritura. há de dividi-la para que se distinga. ocorre um procedimento comum ao estilo da poesia barroca. d) a ordem casual e descontrolada das palavras. Como a morte. e produz apartamentos. UEL-PR Incêndio em mares d’água disfarçado. em seu estilo conceptista. há de declará-la com a razão. Rio de neve em fogo convertido.166. há de acabar. o amor intenso. há de impugnar e refutar com toda a força da eloqüência os argumentos contrários. 170. e o efeito da morte é separar. Mencione e explique uma característica do estilo barroco que Vieira explora com insistência no seguinte trecho: O amor é união de almas. A dor faz gritar. As causas excessivamente intensas produzem efeitos contrários. de autoria do Padre Antônio Vieira. segundo afirma Vieira. Pois se a natureza do amor é unir. com os efeitos. há de defini-la para que se conheça. UFRGS-RS Sobre a poesia de Gregório de Matos Guerra. e naturalmente a busca: para ali pesa. Identifique as partes em que se dividem os sermões de Vieira. 81 167. Não fala Salomão de qualquer amor. 172. outras vezes amoroso e forte. d) privilegia o cenário urbano para denunciar as arbitrariedades da Inquisição e o racismo dos portugueses instalados na colônia. ajunta extremos mais distantes: enquanto amoroso e forte. senão do amor forte? Fortis est ut mors dilectio: e o amor forte. há de confirmá-la com o exemplo. é correto afirmar que: a) os vícios da colônia são criticados e as autoridades públicas são ridicularizadas. afirma que uma mesma causa pode produzir efeitos contrários. o amor excessivo. mas se é excessivo. c) a interpenetração de elementos contrastantes. para ali caminha. e) o ideal da racionalidade resulta na sintaxe simples e na ordem direta das frases. 168. com as circunstâncias. há de responder às dúvidas. Sermão do Mandato. rei sábio? Como a vida. é correto afirmar que: a) privilegia os cenários bucólicos percorridos por pastores e ninfas examinados sob uma perspectiva satírica e irônica. mas se é excessiva. 171. como pode ser o amor semelhante à morte? PV2D-07-POR-34 . Tudo são palavras de Platão. divide: Fortis est ut mors dilectio: o amor. forte. há de concluir. monges e prostitutas. c) a escravidão é denunciada como instituição perversa e desnecessária. É união. e) a exaltação da paisagem nativa. PUC-SP Há de tomar o pregador uma só matéria. Antônio Vieira. Sabe-se o amor atar. com as conveniências que se hão de seguir. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. d) o elogio da mulher amada está inserido em um quadro bucólico e pastoril. diz Salomão. e o efeito da morte é separar. Enquanto amoroso e unitivo. forte rompe ataduras. com os inconvenientes que se devem evitar. aponta as partes que compõem o discurso argumentativo e ilustra o Barroco. e sabe-se desatar como Sansão: afetuoso . divide os extremos mais unidos. O amor sempre é amoroso. mas se é excessiva. como pode ser o amor semelhante à morte? O mesmo Salomão explicou. b) a submissão da sintaxe às regras da clareza. há de amplificá-la com as causas. mas se é excessiva. dissera eu. cega: a alegria alenta e vivifica. Texto para as questões de 167 a 169. indicando o conteúdo de cada uma delas. e de Santo Agostinho. é como a morte. e depois disto há de colher. como pode ser efeito do amor o apartar? Assim é. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. b) expõe em sintaxe simples o caráter sereno e amoroso de um pastor que corteja sua amada com promessas de vida amena e burocrática. Nesses versos de Gregório de Matos. há de persuadir. mata. faz emudecer: a luz faz ver. há de satisfazer às dificuldades. Sermão do Mandato Começando pelo amor. Com base nesta constatação: a) determine o fator que. há de apertar. conforme a presença ou não de determinado fator. qual seja: a) a imitação direta dos elementos naturais.

este poeta de um lado lisonjeia a vaidade dos fidalgos e poderosos... mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas. e) é correta apenas a afirmação III.. que figura amor e contentação. d) é correta apenas a afirmação II... UEL-PR Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do texto inicial.. passa por variações contrastantes até evoluir para o oximoro. compôs com rancor e engenho ainda hoje admirados pela expressividade. dedicada à descrição fiel da sociedade da época. oposição em simetria e simetria em identidade. Como bom barroco e oportunista que era... e) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seu talento não se restringia ao lirismo amoroso. O par fogo e água. e entregou o escrito a Gonçalo Ravasco. entregou-o ao vereador... utilizando recursos expressivos característicos do barroco português. Considere atentamente as seguintes afirmações sobre o poema de Gregório de Matos: I. vendo tão espremida salvajola* visão de palha sobre um mariola*. caracterizada pela crítica aos comportamentos e às autoridades baianas da época colonial. a) do Brasil do século XIX – Gregório de Matos b) da sociedade mineira do século XVIII – Cláudio Manuel da Costa c) da Bahia do século XVII – Gregório de Matos d) do ciclo da cana-de-açúcar – Antônio Vieira e) da exploração do ouro em Minas – Cláudio Manuel da Costa 176. d) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios. Ana Miranda. Gonçalo leu-o.. Fuvest-SP A poesia lírica de Gregório de Matos subdivide-se em amorosa e religiosa.. c) a poesia satírica de Gregório de Matos. realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX. disseram. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania.. que a esta cidade tonta..... costumes e personalidades.. c) são corretas apenas as afirmações I e III. d) a poesia erótica de Gregório de Matos. Se és neve... gracejou. “A difamação é o teu deus”. b) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do quinhentismo português... os ridículos.... Se és fogo como passas bradamente. como queimas com porfia? Mas ai. a) Quais são os dois modos contrastantes de ver a mulher. que representa. que em um peito abrasas escondido.. Sorriu.. voltada para a temática filosófica. que em um rosto corres desatado. Fatec-SP No colégio dos padres. Incêndio em mares de águas disfarçado.. no conjunto de sua obra. III. e) a poesia satírica de Gregório de Matos. “Boca do inferno”.. b) são corretas apenas as afirmações I e II. Boca do inferno. foi sem dúvida o mais liberal. os “falsos fidalgos”. Como quis que aqui fosse a neve ardente.. no âmbito da linguagem. De acordo com o poema. O poema inscreve. e fátua*.. UEL-PR Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos.. c) Dos poetas arcádicos eminentes. Quando fogo.... 177. Quando cristal em chamas derretido. os desmandos do poder local. meu dom Braço de Prata.. O papel passou de mão em mão. *salvajola: variante de “selvagem”.. a) No seu esforço de criação da comédia brasileira. de outro investe contra os governadores... *fátua: tola.. Tu.. o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa. Pranto por belos olhos derramado. pode-se concluir que: a) são corretas todas as afirmações. sorrindo. 175. o conflito vivido pelo homem do século XVII. inspirada na vida nos prostíbulos da cidade da Bahia e que deu origem à alcunha do poeta. 82 . *mariola: velhaco II. no linguajar baiano da época. Permitiu parecesse a chama fria. em cristais aprisionado. valendo-se para isso do engenho artificioso que caracterizava o estilo da época. O fato é que seus poemas satíricos constituem um vasto painel . uma fuga aos moldes barrocos e ataca. mandava a inquisição alguma estátua.. cuidei. em linguagem marcada pelos recursos da estética barroca.” Soneto Ardor em firme coração nascido.. O poema evidencia a “fórmula da ordem barroca” ditada por Gérard Genette: diferença transforma-se em oposição. 174..173.. em sua lírica amorosa? b) Como aparece em sua lírica religiosa a idéia de Deus e do pecado? O techo ilustra: a) a poesia erótica de Gregório de Matos. PUC-SP “Aos afetos. e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem. Rio de neve em fogo convertido: Tu. b) a poesia lírica de Gregório de Matos. que .. Gregório de Matos escreveu: Quando desembarcaste da fragata.

Fragmento I ( ) Amoroso Fragmento II ( ) Sacro Fragmento III ( ) Satírico 179. cheia de harmonia e de paz. praças e ruas. Que a mesma culpa. E ouvida. Como se percebe tal contradição? Qual é a relação entre essa contradição e o estilo barroco? 83 PV2D-07-POR-34 . e não me guarda. Ouvia falar nela cada dia. 182. no texto. A abrandar-vos sobeja um só gemido. Recobrai-a. Porque. a ovelha desgarrada. de repente. e não queirais. Fragmento III Não vira em minha vida a formosura. mas não porque hei pecado Da vossa alta clemência me despido.). Que por seu Deus o não idolatrara? Se pois como Anjo sois dos meus altares. Senhor. abelhuda. brichote etc. b) estão desvinculados do contexto da época tanto local como universalmente. Simples aceitas do sagaz brichote. d) Compara. como ser um mapa de festas. Relacione os textos de poemas de Gregório de Matos Guerra aos gêneros. sem relação com os valores do tempo. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. Senhor. se não for estrebaria: Fragmento II Eu sou. própria da Bahia seiscentista (máquina mercante. se uniformara: Quem vira uma tal flor. Eu sou. Mas vejo. pastor divino. e a minha guarda. c) Poema satírico. Anjo no nome. certa atmosfera lingüística. 181. Posto que os Anjos nunca dão pesares. Cobrai-a. visão e denúncia de sua época. Em quem. Vos tem para o perdão lisonjeado. e) surgem como anunciantes de uma nova era para o mundo. templos. a ovelha desgarrada. Angélica na cara! Isso é ser flor e Anjo juntamente. Livrara eu de diabólicos azares. que a não cortara. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis que. A imagem da mulher é propositadamente contraditória. em tom de ironia e desencanto. Oh. de maneira vivaz. Que fora de algodão o teu capote! As afirmações a seguir estão corretas em relação ao texto. tu a mim abundante. 180. UFV-MG A cidade da Bahia Triste Bahia! Oh. pode-se dizer que Gregório de Matos Guerra e suas obras: a) funcionaram como nosso primeiro jornal. e não queirais. da rama florescente. a paisagem física de sua bela cidade. A ti tocou-te a máquina mercante. Num Brasil colonial. e Anjo florente. E quem um Anjo vira tão luzente. Na terceira estrofe há a menção de um episódio bíblico que se liga diretamente à quase ameaça da última estrofe. quanto mais tenho delinqüido. Ser Angélica flor. exceto: a) Fixa. Pastor divino. c) surgem de maneira postiça. Fragmento I A nossa Sé da Bahia. e por galharda. Que em tua larga barra tem entrado A mim foi-me tocando e tem tocado Tanto negócio e tanto negociante. Indique o episódio e explique tal ligação. se quisera Deus que. Senhor. e) A obra satírica de Gregório de Matos (de que o soneto é fragmento) é um espelho. me incitava e me movia A querer ver tão bela arquitetura. como marca tempo/ espaço. e tu a mim empenhado Rica te vi eu já. b) Além da temática. é um presépio de bestas. Sois Anjo que me tenta. Fôreis o meu Custódio. como afirmais na sacra história. Perder na vossa ovelha a vossa glória. quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. sua própria situação à daquele outrora próspero núcleo colonial. nota-se. senão em vós. que vos há ofendido. d) pregaram com veemência a idéia de emancipação política. que por bela. Um dia amanheceras tão sisuda. Se basta a vos irar tanto um pecado. Pequei. com forte dose de realismo na descrição do ambiente moral da cidade. Perder na Vossa ovelha a Vossa glória.178. Do verde pé.

/ É dor que desatina sem doer influenciaram que versos do poeta brasileiro? a) Ardor em firme coração nascido Pranto por belos olhos derramado. Em contínuas tristezas a alegria. Pois se à força do ardor perdes a vida. d) Realça a beleza da flora. em manifestação nativista. Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora. a) Sentido vivo de pecado aliado à busca do perdão e da pureza espiritual. da fauna e da paisagem brasileiras. busca da unidade sob a diversidade. 185. apenas uma não apresenta características da obra do poeta barroco Gregório de Matos. e formosíssima Maria. c) nas poesias amorosas e religiosas. goza da flor da mocidade. chegando a criar um estilo notadamente brasileiro. Soneto II Discreta. b) Poesia com força crítica poderosa. Identifique a temática comum aos dois sonetos – a qual é também comum na arte barroca. cujos versos não passam de meros “destemperos verbais”. E que ande vivo para os sentimentos. Das alternativas abaixo. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? . e logo Senti dentro de mim tão grande chama. satíricas e fesceninas. enveredou pelo conceptismo para poder expressar as tensões do espírito barroco. em pó. Porém se acaba o Sol. c) Ó tu do meu amor fiel traslado Mariposa. 184. falte a firmeza. e) Tentativa de conciliar elementos contraditórios. para admirá-las. Soneto I Nasce o Sol. dobrando os meus tormentos. ressonância da poesia de Camões. Incêndio em mares d’água disfarçado. d) não foi um poeta cultista. 187. E na alegria sinta-se tristeza. Te espalha a rica trança voadora. c) Destaca a beleza física da amada e a sua transitoriedade. Começa o mundo enfim pela ignorância. 189. Na formosura não se dê constância. religiosas. b) E quer meu mal. que a madura idade Te converta essa flor. / É um contentamento descontente. afastou-se do português erudito. A violência do fogo me há prostrado. Que esteja morto para as esperanças. em cinza. Unimep-SP Há. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. em nada. que fresco Adônis te namora. chegando à irreverência e à obscenidade. Depois da Luz se segue a noite escura.183. e belas Vê-las basta uma vez. monótona. se segue a noite escura. salvando-se apenas nos poemas fesceninos (obscenos). e o dia: Enquanto com gentil descortesia O ar. Em tristes sombras morre a formosura. irá ofendê-las. e na Luz. nos dois textos. a amar-vos me dispus. escreveu poesias satíricas sem nenhum poder de crítica. Nasce o Sol. encomiásticas. Em contínuas tristezas a alegria. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. Porém se acaba o Sol. no geral. UEBA A respeito de Gregório de Matos. Os versos camonianos: Amor é fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente. em sombra. Depois da Luz. em Gregório de Matos. e) Essas luzes de amor ricas. Assinale-a. exemplos de antíteses. criou uma poesia. Identifique. E imprime em toda a flor sua pisada. por que nascia? Se formosa a Luz é. 84 Sonetos de Gregório de Matos para as questões 186 a 188. Quando vem passear-te pela fria: Goza. Oh não aguardes. entre chamas consumida. é correto afirmar que: a) as poesias atribuídas a ele dividem-se em amorosas. Que vendo arder-me na amorosa flama. 188. Em tristes sombras morre a formosura. d) Ontem. essa beleza Em terra. 186. argumentos que justificam o conselho dado pelo eu lírico a Maria. e não dura mais que um dia. e) por desprezar a contribuição da linguagem brasileira. b) embora conhecido como “Boca do Inferno”. Em teus olhos. Que o tempo trota a toda ligeireza. e boca o Sol. no soneto I. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. como era de se esperar. Que vê-las outra vez. Encontre. no texto II. pessoal e social. e não dura mais que um dia.

. é labirinto. Na formosura não se dê constância. como homens de seus tempos. O tema do poema e a linguagem utilizada para expressar esse tema são típicos do estilo barroco.. UFRJ A certa personagem desvanecida Soneto Um soneto começo em vosso gabo: Contemos esta regra por primeira. o tempo não pára Dias sim . e sei que o sinto.. Texto I Largo em sentir. Leia os textos a seguir e responda às questões 191 e 192. Partindo das idéias contidas no 1º e nos dois últimos versos do soneto de Gregório de Matos. de bicha. c) O que o poeta quis dizer nos dois últimos versos? 190. Mas oh! Do meu segredo alto conceito! Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito. Começa o mundo enfim pela ignorância. O segundo. e calo. 85 PV2D-07-POR-34 . O soneto anterior é um dos mais conhecidos de Gregório de Matos Guerra. em respirar sucinto. Texto II O tempo não pára Disparo como um sol. de cada autor (texto I e texto II).dias não eu vou sobrevivendo sem um Da caridade de quem me detesta A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára.. em certos aspectos.. explique a oposição básica que confere ao texto feição satírica. Que fazendo disfarce do tormento.. maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro Cazuza [arranhão No mundo barroco. MATOS. expõe as mazelas que cercam o ser humano em geral. Nesta vida um soneto já ditei. atemporalmente. e esta é a terceira. E saio dos quartetos muito brabo. Transcreva dois versos seguidos do texto I e dois versos seguidos do texto II que comprovem o caráter contraditório da visão de mundo de cada autor. Dentro no coração é que o sustento: Com que para penar é sentimento. A sexta vá também desta maneira: Na sétima entro já com grã canseira. respectivamente) discutem as contradições que. apresentam. não pára Eu não tenho data pra comemorar Às vezes os meus dias são de par em par Procurando agulha num palheiro Nas noites de frio é melhor nem nascer Nas de calor se escolhe é matar ou morrer E assim nos tornamos brasileiros Te chamam de ladrão. Da tempestade é o estrondo efeito: Lá tem ecos a terra. Senhor. UFF-RJ As estéticas literárias não se confinam a determinados tempos e a determinados autores na expressão do sentimento e da visão de mundo. predominam os contrastes. tão fino e tão atento. Já lá vão duas. Peno.Mas no Sol e na Luz falte a firmeza. Sou forte sou por acaso Minha metralhadora cheia de mágoas Eu sou um cara Cansado de correr na direção contrária Sem pódio de chegada ou beijo de namorada Eu sou mais um cara Mas se você achar que eu tô derrotado Saiba que ainda estou rolando os dados Porque o tempo . Ninguém sufoca a voz nos seus retiros.) José Miguel Wisnik. O mal que fora encubro. Agora nos tercetos que direi? Direi que vós. não pára. além de reconhecer conflitos pessoais. Gregório de Matos Guerra. 192. (org. Transcreva. cercam a existência humana. dois versos seguidos que confirmem tal afirmativa. os poetas Gregório de Matos e Cazuza (séculos XVI e XX.. Poemas escolhidos. Se desta agora escapo. a) Qual o tema do soneto? b) Aponte uma figura de linguagem utilizada no texto.. o mar suspiros. Já este quartetinho está no cabo. atitudes distintas em relação aos conflitos existenciais. De uma forma ou de outra. Mostro que o não padeço. Para não se entender. E na alegria sinta-se tristeza. UFF-RJ O poeta Gregório de Matos e o compositor Cazuza. a mim me honrais Gabando-vos a vós. Sonetos.. não. O primeiro reconhece a existência dos conflitos que o atormentam. 191.. Na quinta torce agora a porca o rabo. Responda às questões. nunca mais Louvado seja Deus. que o acabei. e eu fico um rei.. ou que desminto. Gregório de. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.

que as lidas todas de um frade são Freiras.Sermões.. quem diz outra coisa..... c) A vertente maneirista da obra poética de Gregório de Matos é pautada pelas tensões oriundas da Contra-Reforma. como no poema acima..... Sermões e Putas. Quem haverá que tal pense.. justifica classificar o fragmento como romântico. que em vós logo me vingara com vos meter o ferrão.. aparta-se donde na verdade fica..Subiu.... b) A temática religiosa e o jogo de antíteses presentes nesse fragmento dissertativo identificam seu estilo barroco conceptista. E o dinheiro se extinguiu?. UFU–MG Leia o poema a seguir... associado à linguagem emotiva.. manjar.Morreu.. Deus é Caridade. desacordo das potências. Não quer. pena.. o que implica na conservação do decassílabo..” Assinale a afirmativa correta a respeito do texto acima.Baixou..... À Bahia aconteceu o que a um doente acontece. cai na cama. uma batalha de veias..... um brinco..... A Câmara não acode?.. . que sempre enleva.... É que o governo a convence?. estilo de época da Idade Média... Que mais por sua desonra?.Não quer...Não vence.... assim.. A vertente barroca é voltada para o prazer. O demo a viver se exponha por mais que a fama a exalta numa cidade onde falta Verdade. Definição do Amor (. que sempre atormenta... Camões não alcança a definição exata do Amor.... o riso e a festa: as delícias da vida terrena.... e... um rebuliço de ancas........ Texto I Bela Floralva. O Amor é finalmente um embaraço de pernas......Leia os textos abaixo e responda às questões 193 e 194. a alma que por respeito da Caridade se priva de Deus.Putas. Gregório de Matos...... Antologia poética. e fica donde parece que se aparta.... que se não cala.. então.... Marque a alternativa correta. o poeta afasta as antíteses que corroboram as contradições do amor espiritualizado. b) No soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”... 193. o mal lhe cresce....... tão abelhudo eu andara. um frenesi dos sentidos..... Baixou. que não enfastia.... Falta mais que se lhe ponha?..........Verdade..... a) O tratamento dado à temática religiosa mostra que o fragmento pertence ao Trovadorismo..Vergonha... Texto II Que falta nesta cidade?.....) E nos Frades há manqueiras?... 196.... e redimensiona a forma literária elevada para composições mais populares... um breve tremor de artérias..) Uma ferida sem cura.......... d) A partir do verso “O amor é finalmente”. 194. antes o assegura... O açúcar já se acabou?. Nesse sentido.. resumindo o amor aos aspectos físicos desse sentimento.. Subiu. Em que ocupam os serões?.. os versos acima são uma paráfrase ao famoso poema camoniano... Vergonha. d) A linguagem descritiva e a ausência de argumento dogmático caracterizam o estilo renascentista do fragmento...... Honra. Com palavras dissolutas me concluís na verdade.... Mackenzie–SP “Quem deixa a Deus por Deus não o perde.. que deleita... Logo já convalesceu?.Freiras.. Uma dor.. Não vence. e) A linguagem pleonástica na construção de efeitos sinestésicos caracteriza o estilo cultista desse fragmento narrativo.. 86 195. Não se ocupam em disputas?.Honra... Uma confusão de bocas. Indique o nome que recebe e por quê. O texto I é um tipo específico de sátira........ de tema e tratamento nobres e superiores.. O poema em questão é da vertente maneirista.... Pois não tem todo o poder?. a) O Gregório de Matos barroco abandona o estilo clássico.. por considerá-lo um sentimento contraditório. (.. uma chaga....Não pode. é besta..... sua resposta.. que alertava sobre a fragilidade humana e a conseqüente necessidade de valorizar o espiritual........ definindo-o pelas indefinições. optando por temas prosaicos.. uma união de barrigas..... Que tipo de crítica evidencia-se no texto II? Cite segmentos do texto que comprovem... e Morreu. se Amor me fizesse abelha um dia.. em todo o tempo estaria picando na vossa flor: e quando a vosso rigor quisesse dar-me de mão por guardar a flor... que uma Câmara tão nobre por ver-me mísera e pobre Não pode...... c) O enfoque maniqueísta do narrador...............

nos sentemos À sombra deste cedro levantado. excessivamente racionalistas. como a incorporação do elemento indígena e a sátira política. quer não gozemos. Que lucro à alma descrida? Cada estrofe. deixar a vida decorrer. Ardente orvalho de febris pranteios. como se percebe no verso “Desenlacemos as mãos. Deixei. que lhe deve a formosura.Capítulo 4 197. procedimento observado nos versos destes poetas. Minha bela Marília. O sorriso da aurora alegre e pura. é simplesmente viver. sem nada desejar.. Gonzaga valem-se desses elementos. 200. Porque não merecia o que lograva. Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. ‘Nada se pode comparar contigo’. fugaz e passageiro.) Desenlacemos as mãos. a) Ricardo Reis e Tomás Antônio Gonzaga são considerados neoclássicos porque resgatam elementos da tradição literária greco-romana. Ricardo Reis e Tomás A. meu bem. II e III. O rio transparente. como ignorante. em que o poeta expressa o desejo de aproveitar intensamente o momento presente. Lídia. Uma das características do neoclassicismo é tomar a natureza como modelo. Fuvest-SP I. o bem que tinha.. A Lua. c) Apenas I e II. me comunica este saudoso Influxo a dor veemente. II. A deusa das paixões. trabalha o tema de um bem. rio e cedro. b) Os poetas sentam-se e meditam à beira do rio e à sombra do cedro. Se a flauta mal cadente Entoa agora o verso harmonioso. III. e) I. quanto não digo. b) Apenas III. respectivamente: a) barroco – arcadismo – romantismo. como imagens comparativas do fluir incessante da vida. Os poetas árcades colocavam-se como pastores para realizarem. b) barroco – romantismo – parnasianismo. d) romantismo – simbolismo – modernismo. para Ricardo Reis. a seu modo.” 199. O tema do carpe diem. Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. A rosa. apresentou características próprias. o ideal de uma vida simples em contato com a natureza. Tomás Antônio Gonzaga PV2D-07-POR-34 . embora tenha reproduzido muito dos modelos europeus. que gorjeia D’alma exprimindo a cândida ternura. foi ignorado pelos árcades brasileiros. porque não vale a pena [cansarmo-nos. à luz do Arcadismo. Avaliando atentamente os recursos poéticos utilizados em cada uma delas. II e III são. (Enlacemos as mãos. Sabei. 198. que murmura. porque não vale a pena cansarmo-nos. c) romantismo – parnasianismo – simbolismo. Dessa consciência. dessa forma. Vim sem considerar aonde vinha. III. Tudo em tua presença degenera. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. UFRGS-RS Leia as afirmações abaixo sobre o Arcadismo brasileiro. Quer gozemos. e não estamos de mãos [enlaçadas. amorosa Primavera. Explique o último verso do soneto. surge a necessidade de se aproveitar o tempo presente (carpe diem). I. que o céu diáfano passeia.) (. e) parnasianismo – simbolismo – modernismo. E por entre pedrinhas serpenteia: O Sol. que entre os zéfiros ondeia: A serena. passamos [como o rio. de um amor almejado e passado ou perdido. Marque a afirmativa incorreta.” Ricardo Reis/Fernando Pessoa c) Ricardo Reis trabalha com a consciência da efemeridade da vida: tudo é breve. Um pouco meditemos Na regular beleza. 87 d) Apenas II e III. Que ouviste já no acento agudo e grave. UFU-MG Vem sentar-te comigo. Enquanto pasta alegre o manso gado. convite que o poeta faz à amada. Sossegadamente fitemos o seu curso e [aprendamos Que a vida passa. e de Citera: Quanto digo. O Arcadismo brasileiro. d) Aproveitar o tempo. podemos dizer que os movimentos literários a que pertencem I. Deixei sem atender o que deixava. à beira do rio. Quais estão corretas? a) Apenas I. II. Não o gênio suave. O doce autor das glórias que consigo. Da delirante embriaguez de bardo Sonhos em que afoguei o ardor da vida. O ledo passarinho.

obedecendo à seguinte convenção: I. Fatec-SP Voltaram à baila os deuses esquecidos. e) Naturalismo. sombra funesta. sim. prezo. outono. em nada. em seus textos. os nossos breves dias mais ditosos. vós meu tenro alento Erguestes brandamente àquele assento Que tanto. ah! mísero eu sonhava Em mim. localizada em fins do século XVIII e início do XIX. Cláudio Manuel da Costa 88 . FEI-SP A poesia desta época. Basílio da Gama IV. províncias. Fiéis ao espírito bucólico e pastoril. O fusionismo é a sua tendência dominante – tentativa de conciliar. as ninfas esquivas. Assinale a alternativa que contém o período literário a que se refere o trecho acima: a) Romantismo. Se em frio.201. e gentes. a) Se sou pobre pastor. canoras musas. Ronald de Carvalho. Tomás Antônio Gonzaga III. e chuvas inclementes Passo o verão. d) Arcadismo. nações. ao arcadismo. E rompe em profundíssimos suspiros. sendo parte. 202. b) Simbolismo. os poetas adotavam pseudônimos e. estio. a) se o primeiro se referir ao barroco e o segundo. B. Ufla-MG Leia com atenção os juízos estéticos transcritos abaixo e marque: Juízo I. em pó. Entre o horror de um relâmpago incendido? O trecho acima refere-se ao seguinte movimento literário: a) Romantismo. a essência humana! e) Não vês. b) Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. Procurando libertar a língua de termos espúrios. Juízo II. Nise. as pastoras insensíveis e os rebanhos numerosos das bucólicas de Teócrito e Virgílio. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. Não se diga que é parte. ITA-SP As opções a seguir referem-se aos textos A. caracteriza-se pelo lirismo. Que vem cobrindo o Céu. d) Meu ser evaporei na lida insana Do tropel das paixões que me arrastava. d) Parnasianismo. Que arranca os duros troncos ? Não vês esta. calma. mundo. a seqüência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV 204. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. em cinza. A parte sem o todo não é parte. Gregório de Matos II. é a revitalização do pastoralismo e bucolismo. c) Arcadismo. 205. c) Parnasianismo. Mas se a parte faz o todo. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. Preenchidos os parênteses. tratando de pastoras suas amadas. as náiades. inverno. restituindo-lhe uma sobriedade castiça e o rigor de sentido. essa beleza. e) Barroco. ao barroco. as oréadas e os pastores enamorados. adoro tanto. que a madura idade te converte essa flor. e) se ambos se referirem à literatura dos jesuítas no Brasil. b) se o primeiro se referir ao arcadismo e o segundo. Ah! cego eu cria. O mundo greco-romano vem completar o quadro lírico das composições da época. Pequena história de literatura brasileira. Mackenzie-SP Assinale a alternativa que não apresenta um trecho do Arcadismo brasileiro. doce amada. d) se ambos se referirem ao arcadismo. um peito sem dureza! c) Musas. este vento desabrido. b) Barroco. incorporando contrários. façamos. Intérprete dos anseios do homem seiscentista solicitado por ideais em conflitos. 203. c) se ambos se referirem ao barroco. este canto Vós me inspirastes. ó musas. façamos. Preencha os parênteses anteriores dos textos dados. em terra. Texto B ( ) Ó não aguardes. sendo todo. em sombra. falavam e agiam como pastores. quase imortal. C e D. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime e a voluntária morte. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. se não governo Reinos.

d) A desesperança. divididos entre a busca da salvação e o gozo material da vida. presentes na estrofe anterior. Tu. espelhada na pureza e amenidade da natureza. Silva Alvarenga e Basílio da Gama. e) a concepção da natureza como permanente reflexo dos sentimentos e paixões do eu lírico. como categoria absoluta. ao mesmo tempo. a fatalidade do destino. Que infunde o vil delito. Para glória de amor igual Tesouro. Marília. c) A revelação sincera de si próprio e a confissão do padecimento que o inquieta levam o poeta a romper com o decálogo arcádico. c) O poeta dirige-se a Marília unicamente como sua noiva e futura esposa. Cláudio Manuel da Costa. Teu lindo corpo bálsamo vapora. 209. b) Apesar da beleza deslumbrante da amada. Marília. como pessoa e como encarnação do Amor. assinale a alternativa falsa. Prendamo-nos. prenunciando a poética romântica. b) não apresentou novidades. o abatimento e a solidão. não fez o Céu. A quem a luz do sol em vão se atreve. bem o sabes: Eu tenho um coração maior que o mundo. que refletem o conflito entre matéria e espírito. Todas as alternativas a seguir apresentam características do Arcadismo.] Eu tenho um coração maior que o mundo. Marília de Dirceu. Ah! não. Marília de Dirceu. Onde tu mesma cabes..206. Lira II. qualquer idealização clássica da mulher. c) o ideal de uma existência tranqüila. podemos afirmar que: a) Marília é mostrada. que se passa. que são cor da neve. Lira I. Tomás Antônio Gonzaga. presentes nas liras escritas depois da prisão do autor. Tu. em laço estreito. PV2D-07-POR-34 . sendo mera imitação do que se fazia na Europa. 208. sem extremos. Lira XIV. Esprema a vil calúnia muito embora Entre as mãos denegridas. Marília. Papoila ou rosa delicada e fina Te cobre as faces. d) a fugacidade do tempo. no seu rosto Não hás de ver. o tempo corre. pela sua intensa sensualidade. e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga. Os venenos das plantas. Os teus cabelos são uns fios de ouro. caracteriza-se como expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas. na construção dessa personagem. [. e) Marília. morre. que leva o poeta a exaltar o cotidiano prosaico da classe média.. podendo ser considerado a primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira. bem o sabes: Um coração . e insolentes. Ornemos nossas testas com as flores E façamos de feno um brando leito. o medo escrito: O medo perturbador.. não se verifica. Chovam raios e raios. UFV-MG Leia o texto a seguir e faça o que se pede. podemos afirmar que: a) produziu obras de estilo rebuscado. E para nós o tempo. o texto é um monólogo – só Gonzaga fala e raciocina. exceto: a) o ideal de ÁUREA MEDIOCRIDADE. desfrutando o ócio com dignidade. a necessidade de envelhecer com sabedoria. representa o ideal de amante e não o de noiva ou esposa. b) A interpelação feita a Marília muitas vezes é pretexto para o poeta celebrar sua inocência e seu destemor diante das acusações feitas contra ele. E das bravas serpentes. UFV-MG Leia a estrofe de Tomás Antônio Gonzaga e faça o que se pede.. e basta. d) A beleza luxuriante de Marília contrasta com o ideal de serena fruição dos prazeres sadios da vida. Também. Marília de Dirceu. Lira XIV. Gozemos do prazer de sãos amores. a) A interferência do mito na tessitura dos poemas. d) apresenta já completa ruptura com a literatura européia. revelam contraste com as primeiras. formosa Marília. desenvolveu temas ligados à realidade brasileira. pleno de antíteses e frases tortuosas. formosa Marília. e) Embora tenha a estrutura de um diálogo. Tomás Antônio Gonzaga. b) tema do CARPE DIEM – uma proposta para se aproveitar a vida. UFV-MG Leia o fragmento de texto a seguir e faça o que se pede. gentil Pastora. mantendo o poeta dentro dos padrões poéticos clássicos. Marília de Dirceu. concentradas na conquista galante da mulher amada. Parte I. sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional. impede-o de abordar problemas pessoais. c) além das características européias. Os teus olhos espalham a luz divina. Parte II. Sobre a personagem central feminina. 89 Sobre o fragmento de texto de Tomás Antônio Gonzaga.. 207. Tomás Antônio Gonzaga. UFV-MG Sobre o Arcadismo no Brasil. Sobre as nossas cabeças. Sem que o possam deter.

e não se limitar a sentimentos de ordem individual ou a situações puramente pessoais. embora pertençam à obra do mesmo autor. em seus textos. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. descendo Da tribo tupi. que a delirar me obriga. Ilustração. Beneditino. Lembrando-se daquela que os colhia. Guerreiros. energia e majestade que nos retratam o famoso e angélico semblante da Natureza. Mackenzie-SP Assinale a alternativa em que os versos evidenciam ideais do Arcadismo. Nos dois primeiros. não te nego.. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. podemos concluir que: a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo porque já apresenta ruptura radical com os cânones literários clássicos. Já se afastou de nós o Inverno agreste. isto é. Enciclopedismo. escreve! No aconchego Do claustro. O prado ameno de boninas veste. a mãe das flores. Dos laranjais hão de cair os pomos. e teima. como costumas. no-lo dita a razão. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores. b) Torno a ver-vos. UEL-PR Sou Pastor. e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livre de esquemas preestabelecidos.210. E toma o fresco Tejo a cor celeste. II.” b) “Este é o chamado Século das Luzes. do homem de todos os tempos. o saber e o progresso: Iluminismo. oh noite amiga. 211. com pastores e pastoras cantando e vivendo uma existência sadia e amorosa. d) do intento nacionalista na poesia romântica. Que ai de mi! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! d) Hão de chorar por ela os cinamomos. da mulher e do amor.” c) “Nomear um objeto significa suprimir as três quartas partes do gozo de uma poesia. a) Meu canto de morte. e o confessa todo o mundo literário. d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma e a matéria. ouvi: Sou filho das selvas. b) do estilo tortuoso do período barroco. 212. que aí vês. e sofre. Mackenzie-SP Uma das afirmações a seguir não se refere ao Neoclassicismo nem se relaciona com seu contexto histórico-social. Oh retrato da morte. recriam.” 90 213. Murchando as flores ao tombar do dia. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia dos meus gados.. e) do humor e do lirismo dos primeiros modernistas. Guerreiros. verdades e situações eternas do homem. ouve. enquanto que os dois últimos prenunciam o movimento literário posterior. Uns olhos de verde-mar. o subtil Nordeste Os torna azuis.” e) “A arte deveria ser universal. c) do refinamento e da ostentação da poesia parnasiana. preocupar-se com problemas. Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. . Uns olhos cor de esperança. c) São uns olhos verdes. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. e não poderá jamais alcançar aquela força. preocupados apenas em cuidar de seus rebanhos. Devemos imitar e seguir os antigos: assim no-lo ensina Horácio. UFV-MG Fazendo um paralelo entre Romantismo e Arcadismo. e sua! 214. a) “O poeta que não seguir os Antigos perderá de todo o norte. Os versos acima são exemplos: a) do espírito harmonioso da poesia arcádica. Aponte-a. b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho. Sugerir. pela fantasia e pelo mergulho nas profundezas do “eu”. enquanto Dorme a cruel. e) Longe do estéril turbilhão da rua. Nas selvas cresci.” d) “. Uns olhos por que morri. que consiste no prazer de adivinhar pouco a pouco. Ouve-os. Os quartetos anteriores apresentam diferentes características. Varrendo os ares. A fértil Primavera. há típicas atitudes árcades. ó montes. e fino. Quando o tempo vai bonança. eis o sonho. as paisagens campestres de outras épocas. os meus montados São esses. na paciência e no sossego. c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda amor que a ti somente os diga. Envolto nos seus úmidos vapores. e lima. Mackenzie-SP I. na medida exata em que se opõe a um certo obscurantismo do século anterior e propaga a ciência. Trabalha. verdes.

E façamos de feno um brando leito. de Cláudio Manuel da Costa. Vereis a formosura. Gregório de Matos. c) paisagem bucólica idealizada na poesia de Cláudio Manuel da Costa. Tomás Antônio Gonzaga. b) as construções sintáticas barrocas revelam um interior conturbado. Marília. mina excelente No cabelo o metal mais reluzente. e) a fugacidade do tempo é temática comum aos dois estilos. . 215. Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente. Que se seguir quiserdes. que eu adoro. Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido o que é verdura.Assinale a alternativa em que aparece o nome do respectivo autor. exceto: a) O poema opõe um estilo de vida simples a um estilo de vida dissimulado. morre. b) Almeida Garrett. 91 Texto II Minha bela Marilia. Chorareis. Marília. d) Antônio Feliciano de Castilho. Os nossos breves dias mais ditosos. a si próprio rouba. d) da sátira de Tomás Antônio Gonzaga ao governador de Minas. doce amada. A si. o tempo corre. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. UFMG Leia o soneto que segue. e) ambivalência cultural na poesia de Cláudio Manuel da Costa. Estão os mesmos deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do Céu brilhante. Se vem depois dos males a ventura. Vede lá como andais por essa serra. é correto afirmar. Que passado o zenith da mocidade. Enquanto pois produz. que frouxo A grata posse de seu bem difere. Gozemos do prazer de sãos Amores. É a mesma. eu vo-lo imploro. Marília. E na boca a mais fina pedraria. c) Manuel Maria du Bocage. UEL-PR Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci: oh quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Sobre as nossas cabeças. que se passa. enquanto cria Essa esfera gentil. O texto I é barroco. o texto II é arcádico. que em seu semblante encerra A causa de um martírio tão cansado. e na rosada face a aurora fria. Que para dar contágio a toda a terra. E a pastora infiel. Gozai. c) O sentido da visão é o predominante em todas as estrofes do poema. d) A expressão “para dar contágio a toda a terra” revela a intensidade do sofrimento do pastor. Basta ver-se o meu rosto magoado: Eu ando (vós me vedes) tão pesado. o que eu choro. tanto não sou vosso inimigo: Deixai. que me faz guerra. Já foi pastor de gado. PUC-MG Texto I Discreta e formosíssima Maria. ó pastores. c) o desejo de viver o prazer é dirigido à amada nos dois textos. gozai da flor da formosura. Sem a noite encontrar da sepultura. b) A palavra “guerra” enfatiza a recusa da pastora a corresponder aos afetos do poeta. A sorte deste mundo é mal segura. PV2D-07-POR-34 Sem que o possam deter. Ornemos nossas testas com as flores. exceto: a) os barrocos e árcades expressam sentimentos. d) os árcades têm uma visão de mundo mais angustiada que os barrocos. Se a quereis conhecer. o que eu sigo. e) Cesário Verde. Pastores. Também. Um coração. E a si próprio fere. não a vejais. vinde comigo. Mas não. a) Antero de Quental. É cada dia ocaso da beldade. Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre esse soneto. Vem depois dos prazeres a desgraça. E para nós o tempo. Prendamo-nos. um peito sem dureza. Façamos. Os versos anteriores constituem exemplo da: a) sátira de Gregório de Matos aos poderosos da Bahia. 217. 216. em laço estreito. tudo passa. sim façamos. b) lírica amorosa de Tomás Antônio Gonzaga. que levais ao monte o gado. Comparandoos.

221. A que dava ocasião minha brandura. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. E o que té agora se tornava em pranto. meus doces companheiros. retomando a simplicidade e o bucolismo dos clássicos. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. o Glauceste Satúrnio. III. e fino. ligado à terra natal. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. exceto: a) Foi o movimento literário que se desenvolveu no século XVIII. anotamos: 1. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia do meu gado. 5.218. Considerando as anotações anteriores. Se o bem desta choupana pode tanto. O poema manifesta o conflito do poeta. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. por empresa Tomou logo render-me. por uma forte preocupação com a ciência e com o raciocínio. Aqui descanse a louca fantasia. em que os poetas assumem postura de pastores e transformam a realidade num quadro idealizado. 3. Os meus fiéis. que aí vês. 4. homem nativista provinciano. 222. e mais valia. consciente das dificuldades da vida no campo. Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. UEL-PR Sou pastor. quando o “saber” assumiu uma importância fundamental. penhas. O poema manifesta a preocupação do poeta com os problemas sociais da época: transferência de riquezas da colônia para a metrópole. c) Apenas 2 e 5 são verdadeiras. que vence os tigres. que ostentais a condição mais dura. b) imaginação delirante de paisagens exóticas. Está(ão) correta(s): a) Apenas a I. 220. Todas as alternativas estão corretas. em que nasci! oh queima cuidara. ITA-SP Torno a ver-vos. Temei. II. temei. b) Apenas a II. propagação de manuscritos anônimos de teor satírico e conteúdo político. d) Apenas 3 e 5 são falsas. opostas às aristocráticas. um peito sem dureza! Amor . ruaruaruasol ruaruasolrua ruasolruarua solruaruarua ruaruaruas Ronaldo Azeredo Cláudio Manuel da Costa . Que da Cidade o lisonjeiro encanto. c) valorização das classes humildes. UFV-MG Considere as afirmações a respeito do Arcadismo brasileiro. d) I e III. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. ó montes. e) Todas são verdadeiras. Pois mais que eu mesmo conhecesse o dano. de Cláudio Manuel da Costa. cuja formação superior deu-se na metrópole. UFES Destes penhascos fez a natureza O berço. entre Corino. exemplifica-se o seguinte traço da lírica arcádica: a) valorização das circunstâncias biográficas do poeta. oriundas da pecuária e empobrecimento do homem do campo. b) Confirmou um dos princípios ideológicos do Iluminismo. sendo fortemente marcado pelos ideais políticofilosóficos do enciclopedismo francês. c) I e II. Que chega a ter mais preço. divulgando as idéias dos inconfidentes. a) Apenas 1 e 3 são verdadeiras. Onde há mais resistência. desenvolvimento do gênero lírico. d) Empreendeu uma minuciosa análise do personagem. Aqui estou entre Almendro. UFV-MG Sobre o Arcadismo. Que não me foi bastante a fortaleza. 92 Nos versos anteriores. b) Apenas 2 e 4 são falsas. predomínio da tendência mística e religiosa. 219. e) representação da natureza como espelho das fortes paixões. presença de metáforas da mitologia grega na poesia lírica. assinale a alternativa correta. expressiva da busca do transcendente. revelando-nos claramente os traços de seu corpo e de sua alma. Dadas as asserções: I. Se converta em afetos de alegria. e) Vivenciou uma expressiva transformação social. mas se apura. atribuídos a Tomás Antônio Gonzaga. os meus montados São esses. c) Sob o ponto de vista literário reagiu contra o Barroco. que Amor tirano. e) II e III. composição do poema “Vila Rica” por Cláudio Manoel da Costa. 2. não te nego. O poema mostra como o autor soube explorar a característica principal do Arcadismo: a celebração da vida urbana pelo intelectual. d) representação da natureza amena e do sentimento bucólico.

Inimigos. 225. que a delirar me obriga: E vós. Explique. 3.” 4. 4. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda Amor. que a ti somente os diga. Indique. c) 1. Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. levando o soneto a classificar-se como pré-romântico? 226. concreta. assinale a opção cuja ordem preenche corretamente as afirmativas seguintes: 1. Mais tristeza que a morte me causara. 4. Não vês ninfa cantar. 3. O bucolismo presente no texto foge ao modelo árcade.” a) 1. concretistas. “A poesia __________ significou o reconhecimento do poema como objeto também espacial. que tormento Não tens de sentir saudosa! Não podem ver os teus olhos A campina deleitosa. por meio da qual o espírito reproduz as formas naturais. árcades. Olha. concreto. mas como as conceberam e recriaram os bons autores da Antigüidade. Que traços do texto dado prenunciam o Romantismo. ouve. Quero a vossa medonha sociedade. nas duas primeiras estrofes. concreto.” 5. 5. consciência de integração: de ajustamento a uma ordem natural. árcades. como costumas.Considerando as obras supracitadas como ilustrativas da poesia árcade e da poesia concreta. Arcadismo. 4. Concretismo. Nem a tua mesma aldeia. Enriquecendo o influxo em tuas veias. pois. as flautas dos pastores Que bem que soam. “Talvez se pudesse concluir que um poema ___ _______ seja definido mais ou menos assim: um tipo de composição poética centrada na utilização de poucos elementos dispostos no papel de modo a valorizar a distribuição espacial. – Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. d) 1. social e literária. não sentes Os zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali beijando-se os Amores Incitam nossos ósculos ardentes! Ei-las de planta em planta as inocentes. Ó retrato da morte. Fresco assento de um álamo copado. concreta. árcade. 2. e) 1. 2. e da necessidade de procedimentos composicionais compatíveis com essa realidade. 2. assim como se tinham negado a uma concepção mais imaginativa da linguagem. enquanto Dorme a cruel. 2. árcade. 5. Quero fartar meu coração de horrores. “Os ___________ se recusavam a uma exploração mais completa da psicologia humana. concreta. Quanto em chamas fecunda. árcade. árcades. decorrendo disso a estética da imitação. concreta. ó pátrio Rio. Que de seus raios o planeta louro . Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. 5. mochos piadores. Concretismo. 5. Ora nos ares sussurrando gira: Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. não apenas como elas aparecem à razão. 93 PV2D-07-POR-34 . brota em ouro. árcade. Em meus versos teu nome celebrado. As vagas borboletas de mil cores! Naquele arbusto o rouxinol suspira. 3. concretistas. 2. Ouve-os. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. Marília. “Os elementos de composição característicos da poesia _________ são a organização geométrica do espaço e o jogo de semelhanças de significantes. “O __________ é. Arcadismo. Arcadismo. Ora nas folhas a abelhinha pára.” 2. árcade.” 3. 5. da claridade! Em bandos acudi aos meus clamores. 4. ó Noite amiga Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. ó cortesãos da escuridade. 3. árcade. 4. Que tiranos não proponham À inda inquieta idéia Uma imagem de aflição. concreta. 3. concreto. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. b) 1. se eu não te vira. como eu. 224. o tamanho e a forma dos caracteres tipográficos e as semelhanças fônicas entre as palavras. Fantasmas vagos. ESPM-SP Ah! Marília. concreta. características neoclássicas. Mackenzie-SP Leia a posteridade. 223.

Mackenzie-SP Leia o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta. d) é expressão da religiosidade cristã que marcou os ideais iluministas. d) No texto. Cantados pela voz da Dependência. e) arte vista como recriação idealizada da Ordem Natural. por meio do vocativo. a recorrência de exclamação é índice de contenção emotiva. porém. Assinale a alternativa em que os dois termos preencham as lacunas.. Importa. b) corresponde a um quadro harmonioso. b) em I. A. respectivamente.). b) O padrão formal dos textos de Bocage é típico da estética setecentista. b) o momento ideológico.Bosi. e a morte.Os seguintes elementos indicam que são de um poeta arcádico os versos anteriores: a) “sentir saudosa” e “teus olhos”. c) ambos expressam um lamento frente àquilo que a negra sorte pode roubar do ser humano. refletidos através da tradição clássica e de formas bem definidas. motivo poético desenvolvido pela estética árcade. Mackenzie-SP No texto I. Qual delas está sendo defendida no trecho acima? a) Inutilia truncat (corta o inútil) b) Fugere urbem (fugir da cidade) c) Aurea mediocritas (equilíbrio de ouro) d) Locus amoenus (lugar sossegado) e) Mimesis (imitação dos clássicos) 232. 231. c) “sentir saudosa” e “tormento”. Texto I Olha. a solidão. Cefet-MG Fatigado de calma se acolhia Junto o rebanho à sombra dos salgueiros. Leia o texto abaixo. E. ó mortais.. Mackenzie-SP Sobre os textos I e II é correto afirmar: a) ambos indicam. a queixa. Que bem que soam. trilhou caminhos próprios. de Costa) A doutrina literária do Arcadismo impunha que os poetas criassem seus textos de modo a atender a muitas convenções. Bocage 230. Alguém há de cuidar que é frase inchada.). concretiza-se poeticamente a alegria por meio da personificação. História concisa da literatura brasileira. com a natureza e os afetos comuns do homem. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. Crede. c) é resultado de uma concepção romântica. b) aceitação de regras e modelos. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Texto II Ah! Não roubou tudo a negra sorte: Inda tenho este abrigo. cuja aparência Indique festival contentamento. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. e) em I. 229. a) Barroco – Ilustração b) Renascimento – Classicismo c) Iluminismo – Arcádia d) Classicismo – Iluminismo e) Arcádia – Ilustração . julgadas dignas de imitação (. a presença da mulher amada. característica do mal do século. Bocage Bocage 227. resgatando para a poesia lírica portuguesa a linguagem emotiva e confessional. que se impõe no meio do século. a solidão. encontra-se representação da natureza que: a) se caracteriza como o locus amoenus (lugar aprazível). c) crítica ao êxodo urbano. 94 a) As expressões “mão do Fingimento” e “voz da Dependência” são referências metonímicas que revelam a crítica do poeta ao estilo árcade. d) “tiranos” e “inquieta idéia”.. a queixa. as flautas dos pastores. Não pertence ao estilo literário dos versos acima a seguinte característica: a) ideal de simplicidade. Marília. inda me resta O pranto. e) corresponde a um padrão estético que reflete a cosmovisão dos escritores naturalistas do século XIX. Glauceste Satúrnio (pseudônimo de Cláudio M. Texto para as questões 227 e 228. embora ainda amaneirado.. Daquela que lá se usa entre essa gente Que julga que diz muito e não diz nada. queimando os ásperos outeiros Com violência maior no campo ardia. e traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero (. distinguir dois momentos ideais na literatura dos Setecentos para não incorrer no equívoco de apontar contrastes onde houve apenas uma justaposição: a) momento poético que nasce de um encontro. e a morte apresentam-se como algo indesejável. d) ânsia de integração na natureza: bucolismo. c) A obra desse poeta divide-se em duas fases: árcade e romântica. o pranto. e) “imagem de aflição” e “não tens de sentir”. seguindo modelo típico das cantigas de amor medievais. se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. E o sol. a expressão “festival contentamento” faz referência à idealização que marca a visão de mundo do estilo árcade. d) em II. e) Embora a primeira fase da produção poética do autor ainda se prenda ao imaginário árcade. b) “Marília e “campina deleitosa”. 228.

Indique a característica presente nos versos acima. d) o escritor-chave para a compreensão do Barroco. Que elas buscam piedade e não louvores. Cantadas pela voz da Dependência. oh Marília. c) Recurso à mitologia greco-romana. d) Predominância do subjetivismo. traduz sua insatisfação com os modelos árcades que adotou em parte de sua obra. numa ânsia de se aproveitar o tempo presente. 235. de autoria de Bocage. Os nossos breves dias mais ditosos. exceto em: a) Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. relativamente à literatura portuguesa. doce amada. FGV-SP Assinale a alternativa que apresenta erro na correlação autor-obra-época. Deixa louvar da corte a vã grandeza. b) Sua insatisfação se revela em indícios de ruptura com o Arcadismo. portanto. 237. Unifesp Leia os versos do poeta português Bocage. sim façamos. b) a linguagem. a) Uso de pseudônimos. Localize no poema passagens que sustentem essa afirmação. Indique a alternativa incorreta. Notai dos males seus a imensidade. Ah! não. o poeta. e) Almeida Garrett – Viagens na Minha Terra – Século XIX. por isso. 238. há versos característicos do Arcadismo. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. PV2D-07-POR-34 . e) Alguns poetas árcades já revelam traços prenunciadores do Romantismo. Respeitam o poder do meu cajado. vede-as com piedade. a) Pe. b) Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. altamente subjetiva. Crede. não fez o Céu. Identifique-os e dê uma possível explicação para eles. b) Rompimento com os clássicos. 234. d) o amor e a mulher são idealizados pelo poeta. o Arcadismo se liga ao pensamento racionalista da época. Quanto me agrada mais estar contigo. Incultas produções da mocidade Exponho a vossos olhos. c) Manuel Maria Barbosa du Bocage – Nova Arcádia – Século XVIII. curtos dedos melindrosos. que adotou o pseudônimo Elmano Sadino. ó mortais. Fuvest-SP Bocage foi: a) o poeta mais representativo do Arcadismo em Portugal. Antônio Vieira – Sermão da Quarta-feira de Cinzas – Século XVII. denuncia características pré-românticas do autor. gentil Pastora. Bocage d) Do ponto de vista filosófico. e) o poeta propõe. Fuvest-SP E em arte aos de Minerva se não rendem Teus alvos. c) Os teus cabelos são uns fios d’ouro. e) um cronista medieval. Teu lindo corpo bálsamos vapora. em linguagem clara. Os Pastores. 239. b) Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno – Século XVI.233. Notando as perfeições da Natureza! Nestes versos: a) o poeta encara o amor de forma negativa por causa da fugacidade do tempo. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. ESPM-SP Em todas as alternativas abaixo. cuja aparência Indique festival contentamento. A curta duração dos seus favores. 236. Façamos. c) A primeira característica do Arcadismo é sua oposição ao Humanismo. E se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. b) o poeta mais representativo do Arcadismo no Brasil. a) O Arcadismo foi uma tendência literária dominante dentro do Neoclassicismo do século XVIII. lágrimas e amores. Vem. 95 Nesse poema. c) a emoção predomina sobre a razão. c) um poeta pré-romântico. Ponderai da Fortuna a variedade Nos meus suspiros. Para glória de Amor igual tesouro. ó leitores. ou seja. Destas copadas árvores o abrigo. que habitam este monte. e) Tema pastoril. b) As academias em que se reuniam os poetas árcades eram chamadas Arcádias por referência a uma região da Grécia ligada ao pastoreio e à poesia. defendendo. inacessíveis a ele. a) Dois versos referem-se a dois aspectos da poesia árcade que discutem o momento de composição de um poema. uma linguagem rebuscada e labiríntica. d) Camilo Peçanha – Clepsidra – Século XIX/XX. Vede-as com mágoa. que se aproveite o presente de forma simples junto à natureza. ao movimento enciclopedista.

E mais as finas lãs. Os pastores que habitam este monte Respeitam o poder do meu cajado. c) trovadoresca. Dá-me vinho. Porque a meus olhos se afigura a morte No silêncio total da natureza. optando por uma linguagem simples sem muitos torneios verbais. Graças. Marília bela. d) Carpe diem: o desejo de aproveitar o dia e a vida enquanto é possível – tema já bastante explorado pelo Barroco – é retomado pelos árcades e faz parte do convite amoroso. Mackenzie-SP Está presente no texto o seguinte traço característico da poesia de Bocage: a) temática religiosa. às trevas costumado: Só eu velo. azeite. e) Inutilia truncat: eliminar os excessos. Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste Nem canto letra. é. Com tal destreza toco a sanfoninha. O Tejo adormeceu na lisa areia. Tal princípio era reforçado pelo pensamento do filósofo francês Jean Jacques Rousseau. A cuja sombra. c) quebra dos padrões formais clássicos. Graças. Que profundo silêncio me rodeia Neste deserto bosque. por exemplo. 1 Eu. Não tenho um leve cuidado. e) parnasiana. d) supremacia dos efeitos sonoros em detrimento da idéia. b) a natureza. Nem o mavioso rouxinol gorjeia. expressão da morte. à luz vedado! Jaz entre as folhas Zéfiro abafado. c) Locus amoenus: na poesia árcade. Dos frios gelos e dos sóis queimado. em cujo doce leito É tão macio descansar nos sonhos! Arvoredo do vale! derramai-me Sobre o corpo estendido na indolência O tépido frescor e o doce aroma! 240. de expressões grosseiro. Que viva de guardar alheio gado. b) Aureas mediocritas: outro traço presente advindo da poesia horaciana é a idealização de uma vida pobre e feliz no campo. Graças à minha Estrela! 2 Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. Marília. de que me visto. Nem pia o mocho. Das brancas ovelhinhas tiro o leite. Graças à minha Estrela! . b) idealização do locus amoenus. não sou algum vaqueiro. quase sempre é um pastor que confessa o seu amor por uma pastora. com que está minha alma presa À vil matéria lânguida me corte: Consola-me este horror. segundo o qual a civilização corrompe os costumes do homem. fruta. contigo. Mackenzie-SP Nesse poema. Nem me lembra se são horas De levar à fonte o gado. distante dos centros urbanos. não é o próprio poeta quem fala de si e de seus reais sentimentos. que não seja minha. em oposição à vida luxuosa e triste na cidade. a referência à cultura mitológica (Zéfiro) revela influência da estética: a) romântica. esta tristeza. Texto para as questões 241 a 243. e) linguagem emotivo-racional. é correto afirmar que: a) “a noite escura e feia” é a razão da tristeza do eu lírico. Mackenzie-SP De acordo com o texto. e) Ó florestas! ó relva amolecida. b) simbolista. as situações são artificiais. Marília. 242. junto ao campo.d) Se estou. que nasce naturalmente bom. Já sobre o coche de ébano estrelado Deu meio giro a noite escura e feia. pedindo à sorte Que o fio. 243. No plano amoroso. legume. e) “a noite escura e feia” transformou-se em noite iluminada e silenciosa. Texto para as questões de 244 a 246. d) “a alma” está caracterizada como “matéria lânguida”. Vocabulário coche de ébano: carruagem de madeira escura jaz: está ou parece morto mocho: coruja lânguida: doentia 96 Bocage 241. e nele assisto. nesse contexto. c) a perspectiva da morte iminente torna o eu lírico angustiado. De tosco trato. Marília bela. d) árcade. para o eu lírico. Assinale qual a explicação que não corresponde à regra árcade indicada: a) Fugere urbem: os árcades defendiam uma vida simples e natural. só eu. Tenho próprio casal.

na terceira estrofe. Aponte de que maneira essas diferenças aparecem nos textos. cultivadas no interior das Academias. o Arcadismo brasileiro não conseguiu libertar-se do estilo barroco. 245. E emparelhados correm nas campinas. Que viva de guardar alheio gado. 97 PV2D-07-POR-34 . 246. d) Entre as características árcades. Das brancas ovelhinhas tiro o leite. Texto I Eu. b) Sob a influência da Contra-Reforma. c) desvincula-o dos princípios românticos indo ao encontro dos valores modernos que ele professou. Os dois textos são de autoria de Tomás Antônio Gonzaga e fazem parte da obra Marília de Dirceu.. as características árcades mais evidentes. Nos troncos gravarei os teus louvores. Nem tenho. que cubra monte e prado. Identifique. Qual é e o que significa? 247. conforme nos é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. Graças à minha Estrela! 244. não sou algum vaqueiro. destacam-se o bucolismo. a) Estilo de época que coincidiu com o ciclo do açúcar na Bahia. Tenho próprio casal. estrofe por estrofe. o Arcadismo brasileiro confundiu-se com o Romantismo. Fui honrado Pastor da tua Aldeia. Os dois poemas mostram dois momentos diferentes da vida de Gonzaga. azeite. b) é fundamental para situar o leitor dentro do drama amoroso do autor. e) mostra a intenção do autor em não revelar o objeto do seu amor. d) altas expressões do lirismo e da sátira da nossa poesia barroca. E mais as finas lãs. e) Tentando fugir à forte influência barroca. na literatura do século XVIII. Aqui descansarei a quente sesta. É bom. por exemplo. da mesma forma que o Barroco coincidiu com o ciclo do ouro em Minas Gerais. a simplicidade formal e a busca do equilíbrio. Indique. De tosco trato. no meu braço. d) é responsável pela atmosfera de mistério. fruta. respectivamente: a) altas expressões do lirismo amoroso e da sátira política. PUCCamp-SP Pode-se afirmar que Marília de Dirceu e as Cartas chilenas são. Marília. 250. um traço pré-romântico. Porém. de que me visto.) Irás a divertir-se na floresta. Graças. Graças à minha Estrela! 4 (. e nele assisto. através de alguns de seus poemas. Dormindo um leve sono em teu regaço. b) exemplos da poesia biográfica e da literatura epistolar cultivadas no século XVII. e) expressões menores da prosa e da poesia do nosso Arcadismo. um só cajado. Graças. sobrepondo à racionalidade o sentimentalismo. Marília. de expressões grosseiro. toda a sua revolta pelos reveses da sua sorte. c) reflete o caráter genérico e impessoal que a poesia neoclássica deveria assumir. Depois que o teu afeto me segura Que queres do que tenho ser Senhora. por isso é muito difícil precisar. Dos frios gelos e dos sóis queimado. cultivados sobretudo pelos poetas românticos da chamada “terceira geração”. seu tipo físico. Marília. Toucarei teus cabelos de boninas.. Marília bela. 251. c) O estilo árcade é amaneirado à moda dos cultistas. Texto II Eu. legume. antítese do estilo natural dos escritores clássicos. UEBA Assinale a alternativa correta a respeito do Arcadismo brasileiro. Sustentada. b) vai de encontro aos princípios do Arcadismo. minha Marília. 249. UFPA Tomás Antônio Gonzaga expressou. 248. Tiraram-me o casal e o mesmo gado. só produzindo obras de inspiração religiosa. gentil pastora. não fui nenhum vaqueiro. UFPA A pastora Marília. Dá-me vinho. Marília bela. Tal fato: a) torna-o um poeta pré-barroco. c) exemplos do lirismo amoroso e da poesia de combate.3 Mas tendo tantos dotes da ventura. a que me encoste. Enquanto a luta jogam os pastores. Só apreço lhes dou. essencial para a poesia neoclássica. respectivamente da primeira e da segunda partes. o teu agrado Vale mais que um rebanho e mais que um trono. é bom ser dono De um rebanho. Esta imprecisão da pastora: a) é suficiente para seu autor ser apontado como pré-romântico. d) rompe com a orientação parnasiana de seus versos. carece de unidade de enfoques. e) transforma-o em um poeta elegíaco. gentil pastora. Há um termo em letra maiúscula que remete a um princípio da cultura clássica. Vestia finas lãs e tinha sempre A minha choça do preciso cheia.

e mais as finas lãs. Texto I Minha bela Marília.. anterior à prisão do poeta. Tomás Antônio Gonzaga 253.. dá-me vinho.. Divide-se em duas partes: a primeira.. das brancas ovelhinhas tiro o leite. Marília... referentes à obra Marília de Dirceu. É uma coletânea de poesias amorosas.252... Tomás Antônio Gonzaga.. vier o nosso outono Com o inverno que há nele.. porém. Em que consiste essa diferença? 255.) aproveite-se o tempo.. e façamos de feno um brando leito..) (. sobre a passagem do tempo. oprimida pela exploração ferrenha da metrópole portuguesa.. um antecipador do movimento romântico. é bom ser dono de um rebanho. fruta. em laço estreito.. UFOP-MG Com relação a Marília de Dirceu. de Tomás Antônio Gonzaga. Porém como? se eu não vejo Quem me empreste e as finas cores: Dar-mas a terra não pode Não. sob o disfarce do pastor. revela-se... I e II são corretas. e pode enfim mudar-se a nossa estrela. vinculou-se ao Arcadismo e foi. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. de que me visto. (…) É bom.. Que havemos de esperar. gentil pastora. gozemos do prazer de sãos amores (. embora o façam de maneira diferente. Tomás Antônio Gonzaga. ao mesmo tempo. que cubra monte e prado.. vence a rosa. c) Muitas das liras são dedicadas à tarefa de demonstrar à bem-amada a ordem e a harmonia das coisas naturais. de maneira diferente.. Vou retratar a Marília. o teu agrado vale mais que um rebanho e mais que um trono... prendamo-nos. Nem para o estio. Lídia.. que vêm tarde. posterior à mesma... que a sua cor mimosa Vence o lírio. Texto II Quando... Justifique. as liras não apresentam a atmosfera atormentada dos conflitos da paixão.... A Marília. a) b) c) d) e) II e III são corretas.. meus amores.. e assinale a alternativa correta.. reservemos Um pensamento.. Todas são corretas. Ah! não.. revestidas de sentimentalidade e simplicidade. I e III são corretas... a) Em que consiste a “filosofia de vida” que a passagem do tempo sugere ao eu lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga? b) Os dois poetas valorizam o momento presente. Senão para o que fica do que passa O amarelo atual que as folhas vivem E as torna diferentes. d) Tendo sido Gonzaga um inconfidente. É uma obra composta por vários sonetos. socorre Ao mais grato empenho meu! Voa sobre os astros. a sorte deste mundo é mal segura. Unicamp-SP Nos dois poemas a seguir. dela extraindo uma “filosofia de vida”. b) Apesar de invocarem com grande freqüência o tema do amor. Amor.. Ricardo Reis. Aproveite-se o tempo. I.. amada do pastor Dirceu. 98 . Por que o poeta se julga impotente para retratar a amada? 256. Leia-os com atenção. a presença dos dramas pessoais do autor. III. Mackenzie-SP Leia as três afirmações que se seguem... e a segunda. não para a futura Primavera.. Ornemos nossas testas com as flores. se vem depois dos males a ventura.... O fragmento acima demonstra que o seu autor. legume. voa.. já vêm frias.. caído em desgraça. antes exaltam a serenidade e a naturalidade na relação amorosa. assinale a alternativa incorreta. que é de outrem. Todas são incorretas.. escreveu esse livro para descrever a situação geral da Colônia... de quem somos mortos... tudo passa. e) Algumas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu.. 254. azeite. Texto para as questões 257 e 258. vem depois dos prazeres a desgraça.. O jasmim e as outras flores. Odes. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. Grande parte delas foi escrita no período em que Gonzaga esteve preso e. II.. que aparecem numa seqüência numerada. minha Marília... . de Tomás Antônio Gonzaga... Marília de Dirceu. a) As liras que compõem o livro são quase sempre poemas de lirismo amoroso que invocam a pastora Marília. no momento da produção dos poemas. Ah! socorre.. minha Marília. UFPB Considere o trecho seguinte: Tenho próprio casal e nele assisto.. Traze-me as tintas do Céu. Tomás Antônio Gonzaga e Ricardo Reis refletem. assim..

os outros. Gozemos do prazer de sãos Amores. e) a natureza é o espaço onde o amado se sente à vontade para expressar diretamente à amada suas inclinações sensuais. Vieira adota a tendência barroca conceptista que leva para o texto o predomínio das idéias.. são enforcados. Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde já vêm frias. 07. extraídos de Marília de Dirceu (Lira XIV). Marília é um nome literário adotado para a referida noiva do poeta inconfidente. e) constroem-se pelo desdobramento contínuo de imagens. 13. 05. da lógica. E pode enfim mudar-se a nossa estrela. Mackenzie-SP Nos versos acima: a) o eu lírico. estes roubam cidades e reinos. resíduos do estilo cultista. Ah! Não. 99 PV2D-07-POR-34 Texto 2 Que havemos de esperar. O estrago de roubar ao corpo as forças. os versos: a) revelam a presença não só de formas mais exageradas de inversão sintática — hipérbatos —. do raciocínio. tudo passa. E ao semblante a graça. 261. procurando adequar os textos religiosos à realidade circundante. Aproveite-se o tempo. Sem que o possam deter. sendo de difícil compreensão. roubar muito é grandeza.. Ah. E façamos de feno um brando leito. O ladrão que furta para comer. escrito numa linguagem amena. pela sintaxe quase prosaica — a vontade de alcançar a simplicidade da linguagem. d) em que se notam diálogo e estrutura paralelística. sendo barroco. Considere as seguintes afirmações sobre esses excertos. não. no poema de Gonzaga. antes que faça 15. 03. Ornemos nossas testas com as flores 06. 258. minha Marília. cujo nome verdadeiro era Maria Dorotéia de Seixas Brandão. em atitude pré-romântica. de termos inusitados e eruditos.. Vem depois dos prazeres a desgraça. 11. em oposição à artificialidade do Barroco. do Arcadismo brasileiro. Também. O texto de Vieira. revela-se amoroso homem de meia-idade. Aproveite-se o tempo. e estes furtam e enforcam. Se vem depois dos males a ventura. 01. A sorte deste mundo é mal segura. 04. está expresso o estado de alma de quem sente a ausência do ser amado. são outros. mas que levam de que eu trato. c) denotam — pela singeleza do vocabulário. 260. os outros furtam debaixo de seu risco. 3. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. morre. analise as afirmativas abaixo. O tema dos versos anteriores é o carpe diem (gozar a vida presente). 2 e 4. Sobre a obra desses autores. 10. o tempo corre. Roubar pouco é culpa. 2 e 3. 16. que se passa. Mackenzie-SP Quanto ao estilo. Despojada de ousadias sintáticas e vocabulares. 3 e 4. antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça. sem arroubos. 12. Os versos chamam a atenção para a passagem do tempo e expressam um convite aos prazeres de um amor sadio. c) nomeia-se diretamente a figura ironizada pelo eu lírico. b) que retomam tema e estrutura de uma “canção de amigo”. Sobre as nossas cabeças. Antônio Vieira. está pleno de metáforas. E para nós o tempo. minha Marília. em laço estreito. UFRGS-RS Leia os excertos abaixo. Lira XIV . 259. não vai nem leva ao inferno: os que não só vão. Marília. porque roubo em uma barca sou ladrão. de acordo com a convenção árcade. 08. como também de comparações excessivas. a mulher a quem se poderiam fazer convites amorosos mais ousados. c) 2. e vós que roubais em uma armada sois imperador? Assim é. Os versos de 05 a 12 descrevem uma cena amorosa ambientada na paisagem mineira da cidade então chamada de Vila Rica. I. III. b) comprovam a predileção pelo verso branco e pela ordem direta da frase. d) 1. ladrões de maior calibre e mais alta esfera. de Tomás Antônio Gonzaga. 1. ao lamentar as transformações notadas em seu corpo e alma pela passagem do tempo. b) 1. 2. 4. se furtam. Pe. Dê o título das duas obras mais importantes e o nome dos seus respectivos autores. na busca de caracterizar. o amor ideal e a pureza do lavor da terra. diferencia-se da linguagem rebuscada usada pelo Barroco. Minha bela Marília.257. compondo um quadro em que a emoção é tratada de modo abstrato. UFPE Texto 1 Basta senhor. de linguagem figurada. e) 2. a linguagem arcádica.. A obra de Gonzaga é exemplar do Arcadismo. Prendamo-nos. Marília. II. 14. Tomás Antônio Gonzaga. característicos da naturalidade desejada pelos poetas do Arcadismo. 02. Os outros ladrões roubam um homem. Sermão do bom ladrão. própria do Arcadismo. d) organizam-se em torno de antíteses. 09. estes sem temor nem perigo. o ponto de vista dominante é o do amante que vê seus sentimentos antagônicos refletidos na natureza.

. 138. d) O mel dourado dos carvalhos duros.. Teme... Fragmento do Prólogo ao Leitor. que por ti suspira (…) Glaura! Glaura! não respondes? E te escondes nestas brenhas? Dou às penhas meu lamento. Se vem depois dos males a ventura. e) é comum o aparecimento de referências a figuras mitológicas clássicas. que têm atraído a este clima os corações de toda a Europa! Não são estas as venturosas praias da Arcádia.. da. UFRGS-RS 1. II e III. c) Apenas III. 266.. na segunda passagem de Cláudio Manuel da Costa: a) Árvores aqui vi tão florescentes Que aziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. d) Apenas I e III... entre a grosseria dos seus gênios.... c) De um ramo desta faia pendurado Vejo o instrumento estar do pastor Fido. se prosperassem por muito tempo.... tudo passa.. e destinado a buscar a Pátria. In: Candido. b) José Basílio da Gama. 262. aqui. acumulam-se características peculiares do Arcadismo. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra. a seguir: a) aponte duas dessas características. e sepultar-me na ignorância! Que menos. 2.. Difusão Européia do Livro.. Tomás Antônio Gonzaga e Frei Santa Rita Durão.. Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto. Parou as ligeiras águas. pureza e espiritualidade. mas deseja exprimir a realidade tosca de seu país. Releia o texto que lhe apresentamos e.. A. que o ar as perceba. d) revestiu-se de aspectos religiosos ligados à temática medieval.. b) justifique sua resposta com.. Cláudio M.. Silva Alvarenga e Tomás Antônio Gonzaga. é incorreto afirmar que: a) assume uma postura de imitação dos ideais renascentistas.. no texto. 264. A..Quais estão corretas? a) Apenas I. c) Tomás Antônio Gonzaga... que lhes tem pervertido as cores.. b) um de seus conceitos básicos é que. Ó tormento sem igual! Minha bela Marília. pelo menos. Moveu as bárbaras penhas. Pelas musas evocadas nos versos acima. de Cláudio Manuel da Costa.... . d) Cláudio Manuel da Costa. pode-se dizer que seus autores são. J... Cultrix. 100 Nesse fragmento do romance Altéia.. 265.. vol. que por espaço de cinco anos havia deixado. 1966..... Vunesp Altéia Aquele amor amante. PUC-SP Encontra-se alusão a um importante ciclo econômico do século XVIII. e) Não vês nas tuas margens o sombrio Fresco assento de um álamo copado. Frei Santa Rita Durão e Tomás Antônio Gonzaga. Poemas de Cláudio Manuel da Costa. primeiro que arrebate as idéias de um Poeta. Não permitiu o Céu que alguns influxos... a sua formação intelectual européia.1971. e no centro deles adorar a preciosidade daqueles metais. a quem se dirigiam freqüentemente em seus poemas... 263. a) O poeta estabelece uma conexão entre as diferenças ambientais e o seu reflexo na produção literária. p. duas citações do texto. de Cláudio Manuel da Costa.. Vunesp Leia atentamente o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta. São Paulo. Cláudio Manuel da Costa 3. que devi às águas do Mondego... onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos. na Natureza. Turva e feia. Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto. Sobre uma rocha sentado Caladamente se queixa: Que para formar as vozes.. que menos pudera eu fazer que entregar-me ao ócio.. Mackenzie-SP A respeito do Arcadismo brasileiro. O vasto campo da ambição recreias. Costa... Que nas úmidas ribeiras Deste cristalino rio Guiava as brancas ovelhas.. São Paulo.. Vem depois dos prazeres a desgraça.. 156. respectivamente: a) Cláudio Manuel da Costa. a corrente destes ribeiros. Nise? Nise? onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma. & Castello. b) Apenas II. b) Cláudio Manuel da Costa manifesta. A sorte deste mundo é mal segura. Presença da literatura brasileira. c) seu início é assinalado pela publicação de Obras poéticas. I. Os poetas árcades brasileiros tinham as suas musas inspiradoras. p. Aquele. e) I.. b) Turvo banhado as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro .. do que abandonar as fingidas Ninfas destes rios. e) José Basílio da Gama. que muitas vezes Afinando a doce avena. reside toda a beleza.

sã linguagem. e o tratamento de “pastoras”.. 1941. d) é preciso esquecer a harmonia dos versos arcádicos. contemplar as praias da Arcádia de onde retirava suas inspirações poéticas.” II. onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos. e) O poeta sofre mediante o fato de não mais poder. Turva e feia. b) a idealização da vida campestre. Lisboa: Livraria Sá da Costa-Editora. no moreno rosto. e só latinas.. são índices que revelam... Mackenzie-SP A respeito de Cláudio Manuel da Costa. 270.. traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero.... que se torna possível quando seus habitantes se encontram. na literatura do Setecentos. na Europa.. os clássicos honrados.. na literatura do Setecentos... b) as liras de Marília de Dirceu espelham o maior momento de sua criação poética. dos escritos Toda a frase estrangeira e frandulagem Dessa tinha. é perturbada pela realidade das águas turvas dos rios em mineração. d) São corretas as proposições I e II... alvo de neve... b) a inspiração. com a natureza e os afetos comuns do homem. 268. Cavemos a facúndia. Vunesp Filinto Elísio (1734-1819) é um poeta neoclássico português. que brota harmoniosa da natureza arcádica. c) Só a proposição III é correta. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra. Os nossos breves dias mais ditosos.. que lhes tem pervertido as cores... herdai essas conquistas... em detrimento dos ideais de integração na natureza........ considerada a verdadeira fonte da poesia. sim. em vista da beleza maior dos inspiradores rios de mineração.. graças à mineração que lhes turva as águas. que é tempo. dado às musas inspiradoras.. In: Elísio... Herdai seus bens.. que comichona afeia O gesto airoso do idioma luso. 267. “O momento poético. Sacudamos das falas. 101 I. como Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga) ou Glauceste Satúrnio (Cláudio Manuel da Costa). a corrente destes ribeiros.. que perverte a uns e a outros. mais que as pseudo-intelectuais. UEL-PR O uso de pseudônimos pastoris. portanto..c) Depreende-se do texto uma forma de conflito entre o academicismo árcade europeu e a realidade brasileira que passaria a ser a nova matéria-prima do poeta. d) a preocupação em usar uma linguagem requintada. escreveu Cláudio Manuel da Costa: Não são estas as venturosas praias da Arcádia. Numa formosa cara trigueirinha (Trigueiras há. que: a) a natureza de sua região natal guarda harmoniosa correspondência com a Arcádia.. Feições lhe quadram.. Abra-se a antiga. pp. d) em seus sonetos. 269. Cesesp-PE “O momento ideológico. Nem toda a frase em toda a língua ajusta. c) desenvolveu-se exclusivamente a tendência épica em sua obra. segue a lírica de Camões. embora ainda amaneirado. Quero dar. quanto sem eles É delambido e peco o pobre verso. porque é urgente).. curtas frases elegantes. “Façamos. que às louras se avantajam): O nariz alvo.. é correto afirmar que: a) é o nosso maior representante da poesia barroca. Tanto não é beleza. e) Todas as proposições são corretas. Sintetize o principal conselho dado por ele em consonância com a poética do Neoclassicismo para que um poeta consiga escrever bem. Poesias. nos poetas árcades: a) a busca da harmonia entre campo e cidade.. São feições parentas. e) a beleza natural dos rios da Arcádia e dos de sua terra é afetada pela ambição econômica... façamos.. Em defesa da Língua Lede.. há um questionamento do contexto sobre a validade de adotar esse modelo literário no Brasil. Afirma o poeta. . nasce de um encontro. que facúndia Orna o verso gentil. PV2D-07-POR-34 .. que é defeito Nunca nariz francês na lusa cara. c) a valorização da vida urbana. Ponde um belo nariz... Vereis então que garbo. 44 e 51. que amenizasse os rigores da natureza hostil.. Que é filha de latina... que em francês hajam formosas Expressões. Filinto. b) Só a proposição II é correta.. veneranda fonte Dos genuínos clássicos e soltem-se As correntes da antiga.. d) Apesar dos índices do Arcadismo presentes no texto. Que em reinos dos romanos e dos gregos Com indefesso estudo conseguiram.... 271.. que abasteça Nossa prosa eloqüente e culto verso.. primeiro que arrebate as idéias de um Poeta. e) não se encontra em seus poemas qualquer preocupação com a natureza brasileira. a) Só a proposição I é correta. Mas índoles dif’rentes têm as línguas.. e) a preocupação em exaltar as atividades agrárias. UEL-PR No prefácio de suas Obras poéticas.” III. Rompam-se as minas gregas e latinas (Não cesso de o dizer..” A característica que está presente nestes versos é o carpe diem (gozar a vida). doce amada.. c) a harmonia dos versos arcádicos é embalada pelo som dos ribeiros de sua terra.

272. valorativa da vida natural. e. Vunesp Leia os textos a seguir. 273. espera. Deixa louvar da corte a vã grandeza: Quanto me agrada mais estar contigo. b) A cosmovisão iluminista. e) antecipadamente romântica. que ninguém precisa trabalhar. Cefet-PR Marque a alternativa incorreta sobre o Arcadismo brasileiro. pasma. eles estão a muitas léguas daqui. no campo lírico. nora. a) (1) Moema. (2) Caramuru. vivos. d) (1) Iracema. a seguir: a) aponte. o sutil Nordeste Os torna azuis. que não se engana. neto… Fiquei só com o meu velho que morreu na semana passada. vacila. Os velhos não morrem nunca e os jovens não perdem sua força. me diga. Simboliza o porto almejado ou o retorno à felicidade perdida. Tomando por base este comentário. ou seja. (3) Gonçalves Dias. Gonzaga. minha família foi embora. as árvores são muito compridas e os rios são grandes feito o mar. É uma terra tão verde… Altamira! Diálogo do filme Bye bye Brasil (1979). b) (1) Marabá. que já não vives. meu santo? Lord Cigano – E eu sei lá? Como é que eu vô saber? Quer dizer… eu sei…eu… Eu tô vendo. geralmente bucólico. Escrito e dirigido por Carlos Diegues. Porto: Lello & Irmão. foge a estritos moldes camonianos e é sobretudo antijesuítica. ó Marília. Mas ai. 275. c) Uraguai. a evocação literária de um recanto ideal. quando compõe o Caramuru. retomadas ao longo dos tempos. meu santo. se acostumando ao lugar novo. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. foi nacionalista (pregou contra os holandeses invasores) e se preocupou com problemas sociais (foi contrário a que os colonos portugueses escravizassem os índios). onde é que eles foram. gela e cora. Tem tanta riqueza lá. chegou à obscenidade. c) rebuscadamente barroca. 142. no segundo terceto de Bocage. do homem primitivo. meu santo? Lord Cigano – Ah. podemos dizer que estamos diante de uma paisagem: a) tipicamente neoclássica. a mãe das flores. na seqüência de Bye Bye Brasil. Produzido por Lucy Barreto. Voa a farpada seta da mão. epopéia de Basílio da Gama. o título da obra (2) e o nome do autor (3). c) (1) Lindóia. b) localize. Uma dessas fórmulas é a chamada tópica do lugar ameno. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores. Obras de Bocage. nada produziu. Eu estou vendo a sua família. encontra-se presente em vários poemas dos árcades brasileiros. a quem consagrou muitas liras. (2) O Uraguai. o verso em que se estabelece relação opositiva com a tópica do lugar ameno. Convite à Marília Já se afastou de nós o Inverno agreste A fértil Primavera. Agora. O prado ameno de boninas veste. b) sugestivamente simbolista. 276. não há poesia sua sobre religião levada a sério. Bye bye Brasil Mulher Nordestina – Meu Santo. e) Vida e obra de Tomás Antônio Gonzaga são indissociáveis de Marília. e) (1) Marília. b) Gregório de Matos Guerra não passou de um panfletário. embora sacerdote. não perdoou a ninguém. Mulher Nordestina – Vivos? Lord Cigano – É. 1968. Assinale a alternativa correta em que se mencionam o nome da heroína (1). (3) Basílio da Gama. dois elementos da paisagem descrita por Lord Cigano que caracterizam Altamira como um lugar ameno. Varrendo os ares. Vem. não perde de vista a estrutura formal de Os lusíadas. embora tesoureiro-mor e vigário-geral da catedral da Bahia. 102 . deixa eu ver! Eu tô vendo: eles estão num vale muito verde onde chove muito. Filho. pêra aí. faz-se alusão ao episódio de uma obra em que a heroína morre. teme. delicado. cuja paz e tranqüilidade servem de palco ao idílio dos amantes e ao sossego da vida. Meu santo. Mulher Nordestina – A gente se acostuma com tudo… Onde é que eles estão agora. E toma o fresco Tejo a cor celeste. Notando as perfeições da Natureza! Bocage. em sua obra satírica. poeta árcade e ilustrado. consulta o seu amor e o seu dever ignora. d) Santa Rita Durão. quero ver o meu povo. Centec-BA Quando o poeta neoclássico pinta uma paisagem como um “estado de alma”. (2) Marília de Dirceu. Vunesp Quem vê girar a serpe da irmã no casto seio. no campo humorístico. (3) Santa Rita Durão. Destas copadas árvores o abrigo. (2) Marabá. (3) José de Alencar. (3) Tomás A. e de ira e temor ao mesmo tempo cheio resolve. a) Algumas obras árcades assimilam certa ideologia da época. a) O padre Antônio Vieira. ó mísera Indiana! Nesses versos de Silva Alvarença. (2) Iracema. releia os textos em pauta. enaltecedora do saber erudito. d) prenunciadora do Parnasianismo. p. 274. Aponte a alternativa em que houver erro. Os escritores clássicos gregos e latinos produziram certas fórmulas de expressão que. chegaram até nossa modernidade.

Mas na onda do mar. e vê ferido Pelo dente sutil o brando peito. Que toca o peito de Lindóia. que treme Do perigo da irmã. e cinge Pescoço. Cansada de viver. Leva nos braços a infeliz Lindóia O desgraçado irmão. e verde envolto Emnegro sangue o lívido veneno. 277. como que dormia. à proporção que retrata de modo positivo a expulsão dos jesuítas de suas reduções. e) A exaltação da vida simples. e braços. sorveu-se n’água. e a boca. 103 . e aos ecos tantas vezes Contou a larga história de seus males Nos olhos de Caitutu não sofre o pranto. que irado freme.. d) A obra O Uraguai. e fere A serpente na testa. c) Aponte. que espalhava Melancólica sombra. no texto dado. Vunesp Leia os textos a seguir. Na branda relva.c) Em Caramuru. Diogo cruel!” disse com mágoa. e a voluntária morte. e nas mimosas flores. Tinha a face na mão. e irrite o monstro. Que ao surdo vento. Com mão já sem Vigor. O Uraguai Este lugar delicioso. como que dormia. Os olhos.) Porém o destro Caitutu. e lhe lambe o seio. e muda aquela língua. E. do bom selvagem leva os poetas árcades a repudiarem em suas obras poéticas o saber erudito. liga-se ideologicamente à política do Marquês de Pombal. Pálida a cor. as rupturas com o modelo camoniano. e apresse no fugir a morte. E rompe em profundíssimos suspiros. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime. e lhe lambe o seio. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. e braço. e vacilou três vezes Entre a ira. (Canto IV – fragmento) 278. Fogem de a ver assim sobressaltados. Releia atentamente os textos apresentados e. e os dentes Deixou cravadas no vizinho tronco. Lá reclinada. a seguir: a) aponte. e faz voar a aguda seta. Tinha a face na mão. e o temor. (. estrofe XLII) Santa Rita Durão PV2D-07-POR-34 A epopéia Os lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. ocorre a apologia do cristianismo. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. do ponto de vista da versificação. Este lugar delicioso.. Açouta o campo co´a ligeira cauda O irado monstro. E fuja. em que Amor reinava um dia. Na branda relva. Lá reclinada. que ao despertá-la Conhece. pasma e treme. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os lusíadas. soltando o leme. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. Cheios de morte. quis três vezes Saltar o tiro. e lhe passeia. e lhe passeia. (Canto VI.e em tortuosos giros Se enrosca no cipreste. e cinge Pescoço. 279. E nem se atrevem a chamá-la. com que dor! no frio rosto Os sinais do veneno. Cansada de viver. a) Indique o nome da obra e o autor. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. obra épica de Santa Rita Durão. Qual é o argumento histórico do poema Caramuru? Basílio da Gama Caramuru Perde o lume dos olhos. e triste. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah. Entre as salsas escumas desce ao fundo. e temem Que desperte assustada. o aspecto moribundo. de Basílio da Gama. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. sem mais vista ser. Enfim sacode O arco. sem mais demora Dobrou as pontas do arco. E param cheios de temor ao longe. e triste. b) Sintetize o enredo do poema. e nas mimosas flores. do homem natural. que espalhava Melancólica sombra. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste.

A 08. Formalmente o texto faz referência ao Trovadorismo. D IV. A . C 33. 15. da separação seguida de sofrimento por parte do apaixonado trovador. Ao final de cada estrofe. D 16. por mostrar uma situação satírica. Os versos em que ocorre a utilização do paralelismo são: “mentiu-mh o meu amigo:” . presente no final de cada estrofe. O refrão “sanhuda lh’ and’ eu”. a) Cantiga de maldizer. envolvendo alguém claramente identificado (Filha de Don Paai Moniz). B 05. 09. justifica-se para representar o quanto a jovem ficou zangada com a mentira do amado. 18. a) A personagem que se expressa no último verso é a moça apresentada na 1ª série paralelística. apresentando inclusive expressões próprias da Idade Média lusitana (non dormho á mui gran sazon/ ai meu lum’e meu ben). Justifica-se essa utilização para enfatizar que o amado havia mentido para o eu-lírico. II. a) Em ambos os textos. repete-se o refrão. C 38. que canta sua infelicidade amorosa. 29. b) Pode ser tomada como cantiga de maldizer. 17. 27. b) Ao dizer que seu observador adivinhou seus sentimentos. Além disso. em comparação aos textos trovadorescos. a amada procura desprezar o amante ou aquele que a admira. a) Atitude “científica”. por apresentar uma crítica direta e explícita a alguém cujo nome é. permanece a temática em que a mulher é um ser superior (vassalagem amorosa) que faz o eu lírico sofrer (coita). b) A referência às romarias indicia a religiosidade medieval. pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. A 25. O primeiro texto. demonstra que o eu poético sabe em que lugar se perdeu. 24. b) Texto I ⇒ e me non falou Texto II ⇒ E nem escuta quem apela c) O trovador afirma que o desprezo da amada provoca nele uma dor pior que a morte. coita (você me arrasou). b) Texto antropocêntrico. 21. A confissão de apaixonado do eu lírico e a presença do amor cortês identificado na palavra “Senhor” com que é tratada a mulher amada. 23. 14. C 10. citado (Don Meendo) b) O trovador acusa o satirizado de tê-lo roubado (ou enganado com sua conversa esperta). C 37. 19. I. A 34. terrenas. 2ª série – estrofes 3 e 4. a partir de uma antítese. A V. a) Refere-se às romarias. B 35. D 12. O tema do abandono e o sofrimento decorrente dele aparecem tanto na poesia trovadoresca como na poesia palaciana. a) A cantiga estrutura-se em duas séries paralelísticas: 1ª série – estrofes 1 e 2. antes. C 11. C II. aspecto fundamental da cultura do período. I. Apontar para a mudança no vocabulário (mais fácil). por meio do uso do português arcaico (galego-português). D 31. inclusive. acaba por não chegar a uma explicação. eu lírico masculino. é outra característica trovadoresca presente. A 32. A 04. B 07. Texto antropocêntrico. B 36. O interesse de Fernão Lopes pela pesquisa histórica indica a tendência humanista para o cientificismo. a) II c) I b) III d) IV 02. por meio da fala de uma personagem. Já o segundo texto. detalhada na observação dos fatos históricos. são expostos os sentimentos da moça. é enfatizada a imagem da moça que canta para o amigo enquanto trabalha. eventos comuns na época. e “mais bem des aquel dia”. “mais por que mh-á mentido. pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. ou maliciosa (uma moça sendo vista seminua). Cantiga de amor: vassalagem amorosa (princesa. 03. E 28. O último verso não integra o paralelismo. D 22. b) Na primeira série paralelística.”. “mentiu per seu grado”. A ambientação no litoral é semelhante e também a presença do refrão em ambas. 20. já na segunda série. 13. 26. C 30.Língua Portuguesa 3 – Gabarito 01. marcada pelo teocentrismo. senhora). na oposição interior x exterior. ela exprimia indireta e disfarçadamente com as cantigas. a) Presença do eu lírico masculino e abordagem da coita amorosa. A III. terrenas. a moça confessa seu sofrimento amoroso que. 06. O tema da coita 104 amorosa.

Assim. 40. 63. Povo. D 60. c) No Classicismo. isso ilustra a passagem de concepções teocêntricas para concepções antropocêntricas. universal. C 59. a vaidade e a amor. referências mitológicas – “Apolo”. a) Auto da barca do inferno. A 54. a) O trecho que se relaciona literalmente com o final da peça é “asno que me leve quero”. Gil Vicente. tematizanvalendo-se da experiência do uma experiência amorosa para conseguir garantir particular. A carta de Antônio Ferreira permite identificar uma série de elementos clássicos: arte como expressão da natureza humana. vivendo de seus próprios a) Inês reclama dos serviços recursos. I. merecer o céu. apenas b) Inês optaria por casar-se. por não saber que Inês o traía. nem pouco. b) Como curso natural. 58. mental e emotivo. em um mesmo plano de importância para a administração do reino. a grande novidade berdade. O 1º texto pertence PV2D-07-POR-34 . isto é. 44. do dolce stil nuovo era o uso de c) Inês seria aprisionada pelo versos decassílabos (por isso primeiro marido. justas armas. ocorre a valorização da racionalidade. o necessário. o baixo ergue. por isso. o casamento. o que Por meio do casamento. b) Pela atitude teocêntrica de salvar a alma dos cavaleiros. vai acrescentando/ O que falta. Depois de 62. A mediania (ou “aurea viver e folgar como outras mediocritas”) é louvada: não moças. b) Representa o homem mais humilde e simplório. da inteligência./ Mas muito mais que o engenho. o tempo. ó Poeta. b) Heróis que cantaste/armas/ barões/oceano/a história que narraste/deuses/ninfas/guerras/cobiças/amador/etc. O 2º texto pertence ao Classicismo. de forma humilde. juízes. valorização da bagagem cultural – “Muito. 51. C 43. E 42. o alto modera”. Formalmente. que é exatamente o aspecto realçado aqui pelo poeta. D 70. 50. tratado aqui de forma exploração dos pobres. a) Como tendo sido castigo divino (a ira de Deus fizera aquilo). o engenho pode dar-te. já Pero dá-lhe total liberdade. o equilíbrio. 41. linguagem clara – “Ao escuro da luz. imitação dos clássicos antigos – “Na boa imitação” – . e não de Deus. B 71. a) Trata-se da noção de equilíBrás da Mata representa o brio.39. O segundo mostra a vida livre que sempre uma concepção mais raciodesejou. C 56. universalismo – “Tudo a ua igual regra conformando” –. existência simples e equilíbraE 48. sos de redondilha maior e menor ficaria sem a liberdade (que passaram a ser conhecidos que pensava obter com como “medida velha”). conceito humanista antropocêntrico — “Conheçame a mim mesmo” –. no texto. b) O primeiro marido de Inês – Brás da Mata – tratava-a de modo agressivo e tirânico. ao período humanista. 46. A da. D 69. racionalismo – “O juízo quero! De quem com juízo. 72. e estudo” –. esteios/ Firmíssimos de Império só tenhamos. obra da natureza. tanto a força das armas (“justas armas”) quanto a influência do saber ( “Sãs letras”). sobriedade. nalista e generalizadora do a) A soberba. sendo exemplo de poesia palaciana. b) Ele afirma ser “fidalgo de solar”. A 45. D 57. E 53. A 105 47. sem malícia. D 66. Brás da chamados de “medida nova”). pois ele “derruba” Inês b) O poeta. cavalo. O primeiro texto é mais sentiviúva. ser de família importante e. 49. b) O poeta coloca. Pero Marques age como um “asno” em duas situações: a primeira quando serve de cavalgadura. “nove Irmãs” –. a segunda. c) Indica uma postura mais independente da ortodoxia católica. desejando inveja. “do ornamento / Ou tira ou põe” –.”). já que morreram defendendo interesses da Igreja Católica. casaria novamente. a) Lança uma série de impropérios e ofensas ao Diabo. agiotas. B e II. c) É uma sátira moral da sociedade portuguesa da época. a) Porque lutaram em nome de Jesus Cristo. enquanto ele partissubstituição aos tradicionais verse para a guerra. b) Pensamento teocêntrico 55. isto é. a) Os dois versos finais (“Sãs letras. c) Um homem ingênuo. artesãos etc. E 68. Inês abandona seus ideais com o propósito de levar uma vida prazerosa. No contexto humanista. contenção –“com o decoro o tempera”. E 52. e sem paixão me leia” –. a) Camões foi o maior representante do Classicismo em língua portuguesa. está no meio.61. prega uma com sua repressão. e ao que pudera/ fazer dúvida aclara” –. 65. equilíbrio – “Corta o sobejo. B 67. 64. fenômeno natural. em Mata. ela pensa encontrar a li. ter muito. domésticos que a prendem para se manter longe da na casa da mãe.

No episódio conhecido como “Gigante Adamastor”. b) O poeta compara o próprio coração com um passarinho. seus antepassados. 80. o poeta atenua a responsabilidade do pai de D. A 79. E 109. Ele é representado por uma criança: um anjo de olhos vendados (por isso é chamado de “cego”) que atira flechas para todos os lados. 87. a) Trata-se de um soneto decassílabo. b) Há. é o expoente do Classicismo lusitano. Assim como um caçador acaba com a vida do segundo. que os tornaram superiores aos gregos (o “sábio grego” é Ulisses). c) O pronome “ele” refere-se ao vocábulo “bem”. o deus do Amor na mitologia clássica. A 89. B 102. 81. E 85. exigência de Eros. 111. B 78. a) O verbo “alongar” associase a cansaço da vida. D 94. a) A “gente surda e endurecida” a que se refere o poeta são seus contemporâneos. a) Porque tinha medo de morrer sem terminar a construção do convento de Mafra. c) Para Saramago. Os “barões assinalados” (isto é. D 106. E 83. enquanto o velho representa o apego à tradição. Ambos fazem uma descrição do mapa da Europa através da personificação de acidentes geográficos: para Camões. Portugal é “quase cume da cabeça / De Europa toda”. 74. Quanto mais a idade avança. é “o rosto com que fita”. Ele representaria a personificação do Cabo das Tormentas. sem aspirações maiores. o Império. que entendia a História como uma sucessão de feitos promovidos pela aristocracia. “velho” é sinal de incapacidade para o trabalho. b) Pôr freio a penas significa “Não chorar”. b) O poeta os acusa de abdicarem de suas tradições gloriosas em nome da cobiça e da pura preocupação material. Porque a ligação entre Inês e D. autor de Os lusíadas. “velho” é experiência. Pedro era mais forte que os laços aristocráticos.73. varões ou homens ilustres. general). E 82. troianos (Enéias). c) O poeta registra o estado de espírito de um povo marcado então pela decadência. a) Camões é autor representativo do Classicismo. A 98. 110. . A expressão indica o elitismo da concepção histórica do poeta. o poeta define a matéria temática de Os lusíadas: a coragem e a ousadia dos portugueses. João V. C 96. b) O poema de Fernando Pessoa é uma paródia séria do texto de Camões. muito distante das glórias dos heróis do poema camoniano. D 90. macedônios (Alexandre) e romanos (Trajano. o Frecheiro cego acaba com a liberdade do primeiro. b) Vasco da Gama representa a modernidade e o ideal expansionista. 105. C 91. E 99. uma oposição entre “gastando” e “cresce”. o deus do Amor (Eros). c) No episódio do “Velho do Restelo”. A 106 86. Vide a repetição do verbo “cessar”. a) O narrador é Vasco da Gama. D 75. Nele. b) Nesses versos. ao responsabilizar o Amor. b) D. Fernando Pessoa (1888-1935) é a grande expressão do Modernismo português. 76. a) São os versos 2 – 4 da segunda estrofe: “Daqueles reis que foram dilatando / A Fé. Os dois últimos versos são uma confirmação. como a cobiça e a ambição que nortearam a empresa das navegações lusitanas. a) O vocábulo Amor grafado com maiúscula no 5º verso está relacionado à personificação do amor. importantes) são os heróis portugueses das Grandes Navegações. Esse recurso é a figura de linguagem chamada prosopopéia. C 93. C 84. 97. sem grandeza. 92. no primeiro verso da segunda estrofe. acertando aleatoriamente e fazendo com que os flechados se apaixonem uns pelos outros. 103. B 107. Trata-se do verso 5 da terceira estrofe: “Que eu canto o peito ilustre lusitano”. em Camões. uma ênfase em relação aos anteriores. para Fernando Pessoa. e as terras viciosas / De África e de Ásia andaram devastando. Pedro pelo crime. Além disso. B 100. outros motivos são revelados. 101. A 108. feita em 1498. 104. a) L u í s Va z d e C a m õ e s (1525-1580). que não se satisfaz apenas com lágrimas e sim com sangue humano. o poeta insinua que os motivos que teriam levado os portugueses a se empenharem na tarefa das Grandes Navegações teriam sido a expansão do Império e a eliminação do paganismo. 77. movimento estético renascentista. B 95. b) O poder tirânico do amor foi a causa mortis de Inês de castro. O “encurtar” relaciona-se à proximidade da morte. como parte da constituição do Império Colonial Português. c) O Frecheiro cego é Cupido. D 88. mais o poeta se aproxima do fim da vida. a) Decassílabo (10 sílabas poéticas) b) Viagem de Vasco da Gama às Índias.

O tipo de verso não poderia ser colocado como diferença significativa. 136. grande conquistador do mundo antigo. 139. o conteúdo é narrativo. e o esquema de rima é: abba abba cde cde. ou a vida humana. Para escapar delas. conviveram a medida nova e a medida velha. As características de estilo barroco presentes no trecho de Vieira são: apelo à inteligência e à compreensão racional. seus sermões tematizavam tanto a realidade lusitana quanto a brasileira. C 119. D 141. amor racionalizado e uso de imagens antitéticas (últimos versos). E B 134. a religiosidade e os caracteres conseqüentes desse tema: angústia (expectativa pelo perdão divino). o decassílabo. disfarçados nos seus opostos: ferida indolor. 128. A 126. C 118. considerando basicamente as contradições que envolvem esse sentimento. escreveu em decassílabos tanto poesia épica (Os lusíadas) quanto poesia lírica (Os sonetos). porém viva nas lembranças dele. D 120. A aproximação e a comparação da figura de Alexandre Magno. C 147. Todavia. D 130. exposição tortuosa. o que afetava o Brasil. ou seja. D 121. argumentação. D 145. em um naufrágio. 153. B 142. por exemplo. Os dois textos discorrem sobre o amor. triste/contente. porque Camões. por possuir catorze versos dispostos em duas estrofes de quatro versos (quadras) e duas de três versos (tercetos). citações bíblicas. durante algum tempo. Na poesia lírica. Fugacidade das coisas. Os versos são decassílabos. C 138. c) Expressou a relação de servidão que mantém com a sua amada. onde tudo “quebra. metaforizada em porto seguro. b) O conflito espiritual é marca do Barroco. O segundo revela olhar irônico e iconoclasta. 137. A 156. 117. 154. 144. a temática expressa os estados emocionais de um eu lírico. C a) Como exemplo de antíteses pode-se citar: riso/pranto. C 143. a) A metáfora que fundamenta o soneto é a associação entre o ser humano. Na poesia épica. B 132. b) Não. 124. A 155. religiosidade. sujeito às perturbações do pecado. Rigor formal (soneto decassílabo). B 150. A 149. Sua biografia confirma: passou metade da vida em Portugal e a outra metade no Brasil. b) No soneto.112. mente e separa”. Cultismo (atitude sensual) e conceptismo/conceitismo (atitude intelectual). A diferença mais significativa é o conteúdo. O Classicismo introduziu em Portugal o chamado verso de “medida nova”. ou seja. a) Verso de 5 sílabas. preocupação com a definição do sentimento amoroso. efemeridade da vida. exploração do paradoxo (cegueira/luz). b) Segundo o poema. c) O verso empregado no poema foi o decassílabo. “lugar de imperfeição”. 140. 133. 146. 107 PV2D-07-POR-34 . Camões considera o amor dificultoso em si. e um barco. essa morte se deu tragicamente. temos a sugestão de que o ser humano é um barco que navega no mar da vida. então colônia de Portugal. a) A antítese do início do poema se expressa através da oposição entre a vida e a morte: a amada está morta. b) O primeiro texto pertence ao Quinhentismo e o segundo. B 151. Para S. ao Modernismo. a) O texto original revela um olhar encantado com as terras descobertas e repleto de sentimento nativista. Andresen. sinuosidade de raciocínio e de linguagem. A simetria formal do soneto camoniano contrasta com os versos livres e brancos da poetisa. João Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas Fernando Pessoa – Cancioneiro 129. o poeta sugere a Igreja. No entanto. 125. fogo e descontentamento. C 135. desconcerto do mundo. D 116. calma/vento. próximo/distante. B 152. Os versos que indicam esse episódio da biografia camoniana são: “Eternamente as águas lograrão / A tua peregrina fermosura”. C 148. O Padre Vieira teve atuação decisiva na vida política portuguesa. uma escrava que o retém escravo por subjugá-lo sentimentalmente. A incorporação do objeto amado sem a necessidade da materialização. 123. oposição céu e terra. é o mundo que determina os sofrimentos do amor: “sítio frágil”. Sim. verso de medida nova. 157. emudece. um dos esquemas utilizados nessa tradição. D 127. 122. tema da conversão: contra-reformismo. A 113. fogo invísivel ou contentamento. O uso abusivo da figura de sintaxe – silogismo – caracteriza o cultismo no trecho. O fragmento da questão é um bom exemplo da preocupação do Padre Antônio Vieira com temas de caráter social e de dimensão política. E 114. associado a concepções mitológicas. geralmente com pano de fundo histórico. 115. C 131. d) Trata-se de um soneto. Por isso. chamado pentassílabo ou redondilha menor. como mandava a tradição clássica. além de ser uma mescla de cultismo e conceptismo. Basicamente. faz parte da sua própria essência ser dor.

o desinteresse – amor que “não há de ter por quê. indiciando um bem. A 175. num exercício de teses (Luz / noite escura. • Intróito ou exórdio – apretristes sombras / formonada do outro. No soneto II: “flor” e “cinza”. bem ao gosto 164. no é fruto. de quem ama “não raciocínio. por sua gratuidade. o amor que tem das contradições próprias “fruto”. A “Largo em sentir. no o amem”. Como se vê. Texto II “agradecido”. (Outras respostas poderão ser aceitas. B 158. A 180. A 171. Tal contradição relaciona-se ao dualismo barroco. b) Porque relaciona-se con. desde que atendam às especificações do enunciado).168. para que conhece-se pecador e Deus poeta desejava louvar e.. Mas • Desenvolvimento ou arguA fineza do amor praticado por podemos citar também o mentação – defesa da idéia Cristo reside na disposição do hipérbato do verso 3: “Em trazida pelo tema. ter acabado a tarefa. a) “As causas (. tristezas / alegria. a passagem sentante.. a efemeridade dos dias.. 165. Essas são as duas espécies de amor preteridas por Vieira em função do amor “fino”. ral e religioso desejado. Já para que cobrando de Deus o mesmo “Cansado de correr na direção recupera fruto. c) O poeta afirma que a reafirmação do sentido moúnica coisa firme (isto é. formosura”. de redenção dos pecados. Os dois sonetos abordam a transitoriedade da vida. desinteressa. para que ela 163. C trata-se de uma afirmação amor. nem para que 167. E 161. As idéias contidas no primeiro sensual. “sombra” . há três espécies Geralmente.” é praticada por um sujeito car-se como o filho pródigo. O dualismo barroco está eu-poético oferece à Maria. O conceptismo é uma das vertentes da estética barroca.. 162.) cega” damente. a) A mulher divinizada e a barroco. O episódio é a volta do filho sucinto. em respirar apresentação de uma das 181. tão fino e tão traduz uma “obrigação” que pelo fato de o poeta coloatento. suem o traço semântico e nos últimos versos do soneto comum da causalidade. A 166. o da motivação. e calo. A transitoriedade da vida e a que não possui causa nem o desenvolvimento de um ação do tempo sobre as coisas fruto. 108 182. A 186. sura. e o anjo que tenta. a) O soneto fala da fugacidado conhecimento que tinha da qual Vieira é o maior reprede da vida. indiciando um mal.. por meio sujeito amante em exercitar tristes sombras morre a de argumentos. E pelo sujeito “interesseiro”. isto é. nem se usa o sentação do tema. o conceptismo de “amor”: o amor que tem é associado ao uso da ar“causa”. justificam o conselho que o porque o amam. E 160. e o amor “fino”. “pó”.178. amor em que não se exige 169. técnica goze da flor da mocidade. A 185. A ligação é feita Peno. explicando perdão paterno bíblico. um sentimento que se com• Peroração – epílogo com a pleta pelo próprio exercício. C 172. deles. III. o traço comum da representa a possibilidade fim. A Judas. em que pólos opostos se fazem presentes. b) Como homem. presente na utilização de ansegundo soneto. II e I 191. amou-o ciente rápida do tempo. espécies de amor. firmeza / inconstância). outro para fins determinados. 159.. mulher mais terrena e o vocábulo causa pos190. outros apóstolos na dimensão típica da tendência conceptista 189. 183. aquele que ama para do estilo. C inconstância. “tristeza” x “alegria”. . de início. dentre outras. E 174. Gregório rese opõem porque. 187. D paradoxal. No texto de Vieira. dava graças a Deus por finalidade. 176. ção do próprio sentimento de 173.) cega” b) O texto é repleto de antíb) “a luz faz (. aquele que ama porgumentação para expressão que o amam. Percebe-se no enfoque da mulher como anjo que guarda.170. Texto I textualmente à causa na 179. o que pródigo. que traduz. praticado Pai. numa contrária a espécie de amor que alusão direta ao que o poeta Sem pódio de chegada ou implica finalidade. No soneto I: “nasce” x “não dura”. o ato de amar tem como constante) no mundo é a causa e finalidade a realiza. que o amem. a) O conectivo porque e 177.com a do pirata saqueador evidenciam a crítica aos valores morais e a visão ideológica do autor. “firmeza” x “inconstância”. Cristo amou Judas como a títeses e paradoxos. de sua vilania. Para Vieira. isto é. o que se nota é exatamente 188. D 184. nem para quê”. o amor considera a função do Deus beijo de namorada” “negociação”.

256. 247. D 260.. 194. com o poeta já preso. 212. o eu lírico mostra-se insatisfeito com a idéia de abafar o “eu”. 218. É um bucolismo sombrio. 246. A 253. numa tendência idealizadora clara em relação à mulher. C 243. E 233./Que elas buscam piedade e não louvores”. 241. bucolismo. uma etapa da vida. Estrela. 214. Gonzaga foi preso em 1789. é referido na segunda em tom de lamento e saudade. 235. vale mais a emoção que o equilíbrio formal ou temático de que o eu lírico se tenha valido em sua obra. 251. A 207. aureas mediocritas Estrofe 3: aureas mediocritas Estrofe 4: pastoralismo.” Texto II “A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos” “Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades” “Te chamam de ladrão. Peno. C 259. Presença de ambientes noturnos e subjetividade. A 232. A 228. Dentro no coração é que o sustento:” “Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito. econômico e político. a) Trata-se do carpe diem. uso de pseudônimo de pastores gregos ou latinos e racionalismo. B 230. A 200. Nos textos. 211. Reis o faz. Pastoralismo. 225. b) O eu lírico incita o leitor a emocionar-se diante da obra que produz. a) São os seguintes versos: “Escritos pela mão do Fingimento. essas diferenças de situação são evidenciadas já a partir dos tempos verbais utilizados em cada um deles: presente no primeiro e passado no segundo. A 248. 219. Devido ao seu envolvimento com a Inconfidência Mineira. Texto I “Largo em sentir. D A C E D 209. 197. do tempo presente. e sei que o sinto. D 244. o momento preciso. o otimismo orgulhoso do texto I é substituído pela saudade desiludida no texto II. C C D A D 245. Significa destino. São marcos do Arcadismo: bucolismo. PV2D-07-POR-34 198. D 206. B 249. 109 223. A C 202. influência da cultura greco-romana carpe diem etc. 201. expressa especialmente nos dois últimos versos. celebrado na primeira parte. no segundo. Estrofe 1: bucolismo (fugere urbem) Estrofe 2: pastoralismo. imitados. Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga. do aqui-agora. Crítica social. B 199. sobrepôe a amada. em respirar sucinto. B 229. maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro” “Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro” Poesia fescenina. C 234. D 254.192. bucolismo (locus amoenus) . E 240. de bicha. por essa idealização feminina. C 250. 213. conseqüentemente. 221. levando em conta apenas o instante. sem a idealização dos textos árcades em geral. vede-as com piedade. 195. A supervalorização do afeto da mulher amada. 224. o aproveitamento do momento presente. b) Gonzaga valoriza o presente relativo a um processo mais longo. A A 205. mortais e deuses./Cantados pela voz da Dependência”. C 193. 210. Mostro que o não padeço. A 231. com uma função expressiva de mostrar os sentimentos do poeta. 204. tão fino e tão atento. No primeiro. 255. ou que desminto. isto é. e a segunda. idealizada também como uma Senhora. A 238. A C B A D C 208. misturado à incerteza da própria sobrevivência. refere-se ao incômodo de haver modelos a serem seguidos.” “O mal que fora encubro. O Uraguay – José Basílio da Gama. A primeira parte da obra foi escrita ainda em liberdade. D 203. São marcos que antecipam o Romantismo: subjetivismo e egocentrismo (uso da 1ª pessoa). 257. C 239. 222. a força que atinge a todos. 215. D 252. Seu romance com Maria Dorotéia Joaquina de Seixas. Além disso. Moral – segunda estrofe Econômico – terceira estrofe Político – quarta estrofe D 196. Não é uma postura tipicamente árcade e sim préromântica. 220. 226 B 227. C 236. e calo. 217. ou seja. além de referência idealizada à mulher amada.” “Que fazendo disfarce do tormento. atitude nitidamente pré-romântica. abrangendo os aspectos moral. B O poeta relativiza a natureza ao compará-la à amada e. A 242. Por apresentar elementos pornográficos em seu conteúdo. sem exceção. Exemplos: “Vede-as com mágoa. E 258. Porque não existe beleza na terra que se compare à de Marília. 216. E 237.

Filinto Elísio crê no artista que se embebe em fontes latinas ou gregas. como conseqüência da aplicação do Tratado de Madri. E 274. Rimas imperfeitas: ribeiras/ovelhas. com esquema de rimas abababcc (oitava rima). “cristalino rio”. herdai essas conquistas. “bárbaras penhas” etc. ou seja. 110 . queixa/perceba. a) As características mais evidentes são o bucolismo e o pastoralismo. a) O Uraguay – José Basílio da Gama b) Aborda a guerra entre jesuítas e índios do projeto Sete Povos das Missões contra tropas portuguesas. 279. B 277. 268. Heptassílabo: A/que/ le/pas/tor/a/man/te. b) “Deixa louvar (…) grandeza”./ Que em reinos dos romanos e dos gregos/ Com indefesso estudo conseguiram”. D 272. a) Santa Rita Durão segue mais de perto a forma do poema camoniano. concretizando o ideal de simplicidade do Arcadismo. Adjetivação convencional: “úmidas” ribeiras”. B 264./ herdai os bens. B 269. fontes genuinamente clássicas: “Lede (…) os clássicos honrados. D 262. apesar dos versos decassílabos como no poema de Camões. E 270. c) Texto sem estrofação e brancos (sem rima). que determina o uso do heptassílabo. “cristalino rio”. 278. b) Os elementos formais que evidenciam a adesão de Durão ao modelo camoniano são: estrofes de oito versos (oitava) decassílabos. além da busca da simplicidade formal. 266. “brancas ovelhas”.261. D 267. Versos brancos: “Aquele pastor amante”/”Deste cristalino rio”. “ligeiras águas” etc. Bucolismo: todos os elementos da paisagem campestre: “úmidas ribeiras”. 273. “doce avena”. C 275. avena/ penhas. de versos brancos alternados com rimas imperfeitas e de uma adjetivação convencional. O Neoclassicismo procura recuperar valores clássicos. A 263. B 271. a) “É uma terra tão verde…” e “Tem tanta riqueza (…) trabalhar”. Observações sobre a natureza e sobre usos e costumes da cultura indígena e brasileira. b) Pastoralismo: “Aquele pastor amante”(…) “Guiava as brancas ovelhas”. B 276. D 265.

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