Língua Portuguesa 3

Literatura Colonial

Capítulo 1
01. Classifique as cantigas abaixo, usando o código: I. de amor III. de escárnio II. de amigo IV. de maldizer a) ( ) Pela ribeira do riso salido (1) trebelhei (2), madre, con meu amigo: amor ei migo, que non ouvesse; (3) fiz por amigo que non fezesse! (4) Pela ribeira do rio levado trebelhei, madre, com meu amado: amor ei migo, que non ouvesse, fiz por amigo que non fezesse!
João Zorro

d) ( ) Pero Rodriguez, da vossa molher non creades mal que vos ome diga, ca entend’eu dela que ben vos quer e quem end’al disser, dirá nemiga (1); e direi-vos em que lhe entendi: en outro dia, quando a fodi, mostrou-xi-mi muito por voss’amiga.
Martim Soares

Vocabulário: 1. mentiras, falsidades. Leia o texto a seguir e responda à questão 02. Ai, madre, bem vos digo: mentiu-mh o meu amigo: sanhuda lh’and’eu’. Do que mh-ouve jurado, pois mentiu per seu grado, sanhuda lh’and’eu’. Non foi u ir avia. mais bem des aquel dia sanhuda lh’and’eu’. Non é de mi partido, mais por que mh-á mentido, sanhuda lh’and’eu’.
In: PINA, Julieta Moreno. O tempo e a palavra. Porto, Portugal: Areal editores, 1991, p.33.

Vocabulário 1. “Pela margem onde corre o rio”; 2. “brinquei”; 3. “Antes não tivesse tanto amor comigo”; 4. “Fiz pelo meu amigo o que não devia ter feito”. b) ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me fez andar; e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’eno granhon (1), e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, Sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, per boa fé; a un palm’ e meio no pé e no cós três polegadas. Vocabulário: 1. bigode c) ( )
Pero Viviães

Vocabulário Madre: mãe Sanhuda lh’and’eu’: ando zangada com ele Mentiu per seu grado: mentiu porque o quis fazer Non foi u ir avia: não foi aonde havia de ir Non é de mi partido: não rompi (o relacionamento) com ele 02. O paralelismo é um recurso muito utilizado no gênero lírico de várias épocas e consiste na repetição de versos ou na correspondência de construções sintáticas. Transcreva da cantiga os versos que utilizam esse recurso e justifique essa utilização.
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Que razon cuidades vós, mia senhor, dar a Deus, quand’ant’El fordes, por mi, que matades, que vos non mereci outro mal se non que vos ei amor, aquel maior que vol’ eu poss’aver; ou que salva (1) lhi cuidades fazer da mia morte, pois per vós morto for? Vocabulário: 1. desculpa
D. Dinis

03. Unifesp Leia a cantiga seguinte, de Joan Garcia de Guilhade. Un cavalo non comeu á seis meses nen s’ergueu mais prougu’a Deus que choveu, creceu a erva, e per cabo si paceu, e já se leva! Seu dono non lhi buscou cevada neno ferrou: mai-lo bon tempo tornou, creceu a erva, e paceu, e arriçou, e já se leva! Seu dono non lhi quis dar cevada, neno ferrar; mais, cabo dum lamaçal creceu a erva, e paceu, e arriç’ar, e já se leva!
CD Cantigas from the Court of Dom Dinis. harmonia mundi usa, 1995.

05. Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo E ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O porque eu sospiro! E ai Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amado porque ei gran cuidado! E ai Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

Cossante Ondas da praia onde vos vi, Olhos verdes sem dó de mim, Ai avatlântica! Ondas da praia onde morais, Olhos verdes intersexuais. Ai avatlântica! Olhos verdes sem dó de mim, Olhos verdes, de ondas sem fim, Ai avatlântica! Olhos verdes, de ondas sem fim, Por quem jurei de vos possuir, Ai avatlântica! Olhos verdes sem lei nem rei Por quem juro vos esquecer, Ai avatlântica!
In Estrela da vida inteira, José Olympio/ INL, 1970.

A leitura permite afirmar que se trata de uma cantiga de: a) escárnio, em que se critica a atitude do dono do cavalo, que dele não cuidara, mas, graças ao bom tempo e à chuva, o mato cresceu e o animal pôde recuperar-se sozinho. b) amor, em que se mostra o amor de Deus com o cavalo que, abandonado pelo dono, comeu a erva que cresceu graças à chuva e ao bom tempo. c) escárnio, na qual se conta a divertida história do cavalo que, graças ao bom tempo e à chuva, alimentou-se, recuperou-se e pôde, então, fugir do dono que o maltratava. d) amigo, em que se mostra que o dono do cavalo não lhe buscou cevada nem o ferrou por causa do mau tempo e da chuva que Deus mandou, mas mesmo assim o cavalo pôde recuperar-se. e) maldizer, satirizando a atitude do dono que ferrou o cavalo, mas esqueceu-se de alimentá-lo, deixandoo entregue à própria sorte para obter alimento. 04. Mackenzie-SP Sobre a poesia trovadoresca em Portugal, é incorreto afirmar que: a) refletiu o pensamento da época, marcada pelo teocentrismo, o feudalismo e valores altamente moralistas. b) representou um claro apelo popular à arte, que passou a ser representada por setores mais baixos da sociedade. c) pode ser dividida em lírica e satírica. d) em boa parte de sua realização, teve influência provençal. e) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores, expressam o eu lírico feminino.
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Aponte semelhanças entre a cantiga de Martim Codax e o poema do poeta modernista Manuel Bandeira. 06. I. ( ) Rui Queimado morreu com amor em seus cantares, par Sancta Maria, por a dona que gran ben queria, e, por se meter por mais trovador, porque lh’ela non quis [o] ben fazer, fez-s’el en seus cantares morrer, mas ressurgiu depois ao tercer dia! Esto fez el por ua sa senhor que quer gran ben, e mais vos en diria: porque cuida que faz i maestria, enos cantares que fez a sabor de morrer i e desi d’ar viver; esto faz el que x’o pode fazer, mas outro’omem per ren non [n] o faria. (...)
P. Garcia Burgalês

Manuel Bandeira

II. ( ) En gran coita, senhor, que pelor que mort’ é, vivo, per bõa fé, e polo vosso amor esta coita sofr’eu por vés, senhor, que eu vi pelo meu gran mal
D. Dinis

07. Uma das afirmativas abaixo, feitas sobre os romances de cavalaria, não está correta nem pode ser justificada em hipótese nenhuma. Qual é ela? a) A Demanda do Santo Graal pertence ao ciclo de Carlos Magno e aos doze pares de França. b) Não se sabe quem é o autor do Amadis de Gaula, romance datado do início do século XVI. c) Um dos importantes ciclos de cavalaria é o do rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda. d) Os romances de cavalaria têm sua origem nas canções de gesta (poemas com temas guerreiros). e) A penetração do romance de cavalaria em Portugal aconteceu no século XIII, durante o reinado de Afonso III. 08. A Sant’lag’en romaria ven el-rei, madr’, e praz-me (1) de coraçon por duas cousas, se Deus me perdon, eu que tenho que me faz Deus gran ben: ca vere’i (2) el’rei nunca vi e meu amigo, que ven con el i.
Vocabulário: 1. me dá prazer; 2. aí

III. ( ) Vaiamos, irmã, vaiamos dormir nas ribas do lago, u eu andar vi a las aves meu amigo. Vaiamos, irmã, vaiamos folgar nas ribas do lago, eu vi andar a las aves meu amigo
Fernando Esguio

IV. ( ) Ua donzela coitado d’amor por si me faz andar, e en sas feituras falar quero eu, come namorado: rostr’agudo como foron, barva no queix’e eno granhon, e o ventre grand’e inchado. Sobrancelhas mesturadas, grandes e mui cabeludas, sobre-los olhos merjudas; e as tetas pendoradas e mui grandes, por boa fé; a un palm’e meio no pé e nos cós três polegadas.
Pero Viviães

Através das cantigas trovadorescas, podemos conhecer muita coisa sobre a Idade Média. Sobre a estrofe acima, responda: a) A que fato comum da Idade Média ela faz referência? b) Qual a importância de tal fato para a compreensão da sociedade medieval? 09. UniCOC-SP Ondas do mar de Vigo, Se vistes meu amigo! E ai, Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, Se vistes meu amado! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, O por que eu sospiro! E ai, Deus, se verrá cedo! Se vistes meu amigo, Poer que hei gran cuidado! E ai, Deus, se verrá cedo!
Martim Codax

V. ( ) Pero eu dizer quysesse, creo que non saberia dizer, nen er poderia, per poder que eu ouvesse a coyta que o coytado sofre que é namorado, nen er sey quen mh-o crevesse.
D. Dinis

Com relação ao texto, é incorreto dizer que: a) justifica a presença de recursos estilísticos que contribuem para o caráter musical do poema o fato de, no contexto em que ele foi produzido, a literatura ser veiculada literalmente. b) a musicalidade do texto é adequada, estilisticamente, à expressão de conteúdos emotivos.
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Relacione: a) Cantiga de amor b) Cantiga de amigo c) Cantiga de escárnio d) Cantiga de maldizer

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a) Na cantiga de amor. d) queixas do poeta e diversificação de assuntos. 3. quando m’eu espedi (1) de mia senhor. em cada um dos textos. e de vós non ar ei al. Mha senhor. Apesar da distância. b) amor cortês e queixa da ausência do amado. encontramos a purificação do apelo erótico. O primeiro foi escrito por um nobre. Senhor. menor. há o reflexo do relacionamento entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão. D. e pois é si. ao teocentrismo. Aponte no poema elementos formais e temáticos que caracterizem o texto como uma referência ao Trovadorismo. em Portugal. o “eu lírico” é feminino e canta a saudade do amigo (namorado) que partiu. Unicamp-SP Texto I Noutro dia. 11. São características da cantiga de amigo: a) amor platônico e sentimento feminino. 14. ai meu lum’e meu ben. c) amor de mulher e sentimento espontâneo. Mha senhor. sabed’agora per mi que tanto fui desejar vosso ben. trovador de grande produção que viveu no século XIII. se penteia E nem escuta quem apela. Os dois textos lidos são bastante separados no tempo. mia morte tenho na man. ocorreu a separação entre a poesia e a música. João Soares Coelho. d) A cantiga de escárnio é uma sátira direta e de humor picante. no texto I? 52 13. e quando mi’houv’a ir (2) e me non falou foi que non morri.c) sua musicalidade advém apenas da regularidade das rimas emparelhadas e da presença do refrão. meor (3) coita me fora de sofrer! Vocabulário: 1. e) Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros. d) Durante o Trovadorismo. ai meu lum’e meu ben. a) Que postura é essa? b) Aponte os versos em que a postura se evidencia. Ca non dormho á mui gran sazon. isto é. a) Nas cantigas de amigo. c) A influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas de amor galego-portuguesas. malvada. D. que pouco posso duar. ambos os textos abordam uma mesma postura da amada a que se referem. Trata-se de uma homenagem que o poeta modernista Manuel Bandeira (1886-1968) presta ao Trovadorismo. para o trovador. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta a respeito do Trovadorismo em Portugal. b) Na cantiga de amigo. a idealização do amor. O segundo é uma letra de música escrita pelo compositor brasileiro contemporâneo Chico Buarque de Hollanda. Mha senhor. 10. Texto II Toda gente homenageia Januária na janela Até o mar faz maré cheia Pra chegar mais perto dela O pessoal desce na areia E batuca por aquela Que. Noit’e dia no meu coraçon Nulha ren se non a morte vi. o trovador escreve o poema do ponto de vista feminino. d) pertence ao gênero lírico. 12. com’oje dia son. Moir’eu logo. E pois tal coita non mereci. se Deus mi perdon. 2. quando vos vi e que fui vosco falar. e moiro-m’assi de chan. Dinis Quais são os indícios que nos permitem classificar a cantiga anterior como de amor? 15. Meu coraçon non sei o que ten. b) Nas cantigas de amor. que. porque mi fazedes mal. c) Qual o efeito dessa postura. Atan cuitad’e sen cor assi! E par Deus non sei que farei i. c) A cantiga de maldizer utiliza muitas vezes o erotismo. . ideologicamente. despedi. tive de ir. e) pertence a um estilo de época vinculado. Meu coraçon non sei o que ten. Leia atentamente o poema abaixo. se mil vezes podesse morrer. Assinale a alternativa incorreta.

3. senhora. novamente. No mundo non me sei parelha(1) mentre(2) me for como me vai. b) Qual a crítica que o autor faz ao satirizado? 19.16. vós veestes falar migo noutro dia. mia senhor. suave cantando Cantigas de amigo – Por Jesus. igual. 18. bem vos parece. retrate. Queixa Um amor assim delicado Você pega e despreza Não o devia ter despertado Ajoelha e não reza Dessa coisa que mete medo Pela sua grandeza Não sou o único culpado Disso eu tenho a certeza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. filha de don Paai Moniz. a) Quais são os argumentos que podem ser usados para defender a hipótese de se tratar de uma cantiga de amor? b) Que outro tipo de classificação ela pode ter? Justifique sua resposta. Ar(1) querredes falar migo e non querrei eu. e vós. e agora Me diga onde eu vou Amiga Me diga VELOSO. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Um amor assim delicado Nenhum homem daria Talvez tenha sido pecado Apostar na alegria Você pensa que eu tenho tudo E vazio me deixa Mas Deus não quer Que eu fique mudo E eu te grito essa queixa Um amor assim violento Quando torna-se mágoa É o avesso de um sentimento Oceano sem água Ondas: desejos de vingança Nessa desnatureza Batem forte sem esperança Contra a tua dureza Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. e agora Me diga onde eu vou Senhora Serpente Princesa Princesa Surpresa Você me arrasou Serpente Nem sente que me envenenou Senhora. nomes. Sua classificação não é tão simples quanto possa parecer em uma primeira leitura. Vocabulário: 1. PV2D-07-POR-34 17. Vunesp Estava a formosa seu fio torcendo Paráfrase de Cleonice Berardinelli Estava a formosa seu fio torcendo Sua voz harmoniosa. 6328381. e ben vos semelha(4) d’haver eu por vós guarvaia(5) pois eu. 1982. roupa luxuosa. des aquel dia. amigo. 5. 6. pois tão bem dizeis Cantigas de amigo. a) A cantiga anterior é de escárnio ou de maldizer? Justifique sua resposta. Esta é a primeira cantiga medieval portuguesa de que se tem notícia. Sua voz harmoniosa. LP Polygram nº. Aponte na canção dada características que a aproximem de uma das cantigas trovadorescas. e na fala que fezestes perdi eu do que tragia. coisa sem valor. Caetano: In Cores. Estava a formosa sentada. 53 A cultura trovadoresca deixou claras influências na cultura de língua portuguesa. bordando. d’alfaia nunca de vós houve nen hei valia dua correa. suave dizendo Cantigas de amigo. me foi a mi mui mal. enquanto. mia senhor branca e vermelha. ai. Don Meendo. . queredes que vos retraia(3) quando vos eu vi en saia! Mau dia me levantei que vos enton non vi fea! E. 4. 2. mia senhor. vejo que sofreis De amor infeliz. ca já moiro por vós – e ai.(6) Vocabulário: 1.

Consiste na ênfase de uma idéia central. O Mestre. Nele. mentiu-vos mui grã mentira. no contexto do poema. tendo ordenado que a levasse um bom homem do lugar.. 20. Porém afirmam que foram desta guisa: – Conde. pois tão bem cantais Cantigas de amigo. 24. que era sobeja cousa de ver. não se fez mais naquele dia. eu vejo que andais Com penas de amor. que alguns outros dessa comunal gente. dizendo ele altas vozes. manda recados a cidades e aldeias. 22. em séries de estrofes paralelas. Mestre de Avis. meu bem. primeiro que o convidassem pera tal obra. Partem tão tristes os tristes. palavra por palavra. João. em voz e nome do Mestre de Avis. era possível fazer previsões e descobrir o que está oculto. que levasse a bandeira pela vila. se a levar não quisesse. e saíram ambos da câmara a uma grande casa que era diante. b) Que idéias centrais são enfatizadas em cada série paralelística? II. dando-lhe tantas cutiladas. onde já todos eram juntos pera a trazer pelo lugar. que era da parte da Rainha. e estiveram todos quedos. Org. mostrando que o não devia de fazer. Simões. Texto para as questões de 21 a 23. e ele refusou de a levar. Rio de Janeiro. e os do Mestre todos com ele. O trecho a seguir pertence a uma das crônicas de Fernão Lopes. responda às questões a seguir. e trabalhardes-vos de minha desonra e morte! – Eu. deitou ele mão da bandeira. Cantiga sua partindo-se Senhora.. I. muito prestes logo se ajuntaram todos. e bem cedo pela manhã. sabendo que Castela estava prestes a invadir Portugal (Revolução de Avis). com o coração. e considerando-se que. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. 54 . d) humanista. e) satírico. às vezes repetindo expressões idênticas. mas juntaram-se todos o outro seguinte. e antes que lhe nenhum dissesse que a levasse..) Entre os lugares a que seu recado chegou foi a cidade do Porto. 1969. que de estar com ele em razões. especialmente o povo miúdo. Tão tristes. que chamavam Afonso Anes Pateiro: e. a) O poema se estrutura em quantas séries de estrofes paralelas? Identifique-as. E chegando-se o Mestre com o Conde acerca duma fresta. partem tão tristes meus olhos por vós. tão doentes da partida. a) Que característica de Fernão Lopes é evidenciada no texto? b) O texto lido pode ser caracterizado como teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. Quem vos tal cousa disse. no sentido de que o povo o ajude a defender a terra. na Praça. c) lírico. senhora. tão chorosos. mediante essas três considerações: a) identifique a personagem que se expressa em discurso direto. e tomou o Conde pela mão. se mais não houvera. no último verso do poema. Então aqueles que chamavam arraia miúda disseram a um. b) interprete o significado do último verso. Leia o texto a seguir e indique as diferenças e as semelhanças entre este texto e as cantigas de amor e de amigo. Spina. e tão baixo ditas. duvidando. eu me maravilho muito de vós serdes homem a que eu bem queria. Portugal. O registro da ação popular revela-nos um Fernão Lopes: a) medieval. E as palavras foram entre eles tão poucas. João Ruiz de Castelo Branco (. Este morto. Após a leitura do texto anterior.. responda às questões abaixo. Vunesp Então se despediu da Rainha. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. que o ouviram todos: Portugal. que o matassem logo. – Abutre comestes. como foram vistas. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. tão fora d’esperar bem. pois que adivinhais In: Cantigas de trovadores medievais em português moderno. O paralelismo é um dos recursos estilísticos mais comuns na poesia lírico-amorosa trovadoresca. Considerando-se que o último verso da cantiga caracteriza um diálogo entre personagens. que mais tinha vontade de o matar. em português arcaico. pelo Mestre de Avis! (. Presença da literatura portuguesa. São Paulo: Difusão Européia do Livro. A partir dessas observações. por nome chamado Álvaro da Veiga.Por Jesus. onde suas cartas não foram ouvidas em vão. considerando-se ainda que a palavra abutre grafava-se avuytor. como o outro. comendo carne de abutre. por alguns deles que eram seus amigos. sentiram os seus que o Mestre lhe começava a falar passo. com sua bandeira tendida. Afonso Anes soube desta parte. porém não foi a ferida tamanha que dela morrera. 23. tirou logo um cutelo comprido e enviou-lhe um golpe à cabeça. tão cansados. e assim de vontade.) 21. 1953. de acordo com a tradição popular da época. In S. tão saudosos. Senhor? disse ele. e Rui Pereira e Lourenço Martins mais acerca. O trecho lido é teocêntrico ou antropocêntrico? Justifique. o qual logo foi chamado traidor. que nenhum por então entendeu quejandas eram. Mas. b) regiocêntrico. receavam muito de poer em tal feito mão. foi-se à praça da cidade. D.

Qual o significado desse interesse. p. Fragmento 1 Trova à maneira antiga Comigo me desavim. os tristes desesperado. 1ª parte Conforme podemos depreender do texto acima. pois te partiste dante meus olhos. Crônicas d’EI-Rei D. exceto. Sou posto em todo perigo. João I. mia Senhor. Farsa de Inês Pereira. os ledos me farão triste. 3. 1913 Francisco de Sá de Miranda. E hoje. coitado. ou marido ou maridinho. Inês? (. de que logo caiu em terra. Por outro lado. desprovido de crítica social. com aquela ferida. quando viram isto. Texto I Ir-vos queredes. Diogo de Miranda Nuno Fernandes Torneol 27. João. filha. tenha o que houver posses Este é o certo caminho. 1595 (imigo = inimigo) Ambos os poemas tratam do tema das relações do eu consigo mesmo. para lhe dar. que eram bem seis mil. tamanho imigo de mim? Fragmento 2 Dispersão Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto. As crônicas de Fernão Lopes caracterizam-se por tentarem reproduzir a verdade histórica como se esta tivesse sido testemunhada.. Mário de Sá-Carneiro. Exponha em que consiste esse desenvolvimento diferenciado do tema. 25. PV2D-07-POR-34 Fernão Lopes. 2.Os outros todos. Segundo é fama. que era mais acerca. quando me sinto. morto. c) Utilização de uma linguagem elevada. Numa grande capital. nas alternativas a seguir indicadas. Gil. b) O teocentrismo cede lugar ao antropocentrismo.. a) Narração realista e dinâmica que quase nos faz visualizar os acontecimentos. 29. O texto transcrito anteriormente é de Fernão Lopes e pertence à Crônica de D. lançaram logo as espadas fora. b) Fidelidade absoluta aos acontecimentos históricos. d) Preocupação em mencionar os nomes de todas as pessoas presentes à morte do Conde. (. mas desenvolvem-no de maneira diferente. João I.. e Rui Pereira. e) Exaltação do feito heróico do Mestre ao matar o inimigo do Reino. Leia os dois textos a seguir (o texto I é uma cantiga de amor e o texto II é uma poesia palaciana) e aponte a semelhança temática entre eles.. UEL-PR Não queiras ser tão senhora: casa. Mackenzie-SP Marque a alternativa incorreta a respeito do Humanismo. que nunca soube ren(2) amar ergo(3) vós.. Unicamp-SP Leia com atenção os fragmentos de poemas transcritos abaixo.) e muitos bons besteiros. VICENTE. Texto II Ó meu bem. senhor fremosa. e aproveite. E pois que vos ides d’aqui. não percas a ocasião. el-rei de Castela trazia até cinco mil homens de lança (. São Paulo: SENAC. publicadas em 1516 com o nome de Cancioneiro geral. dês quando vos vi. e) A Farsa de Inês Pereira é a obra de Gil Vicente cujo assunto é religioso. e nenhum foi ousado de lhe mais dar. pois que trago a mim comigo. 26.. de acordo com a reprodução dos fatos históricos. c) Fernão Lopes é o grande cronista da época.) sempre eu ouvi dizer: Ou seja sapo ou sapinho. É com saudades de mim. (. 1996. e fiqu’end’(1) eu con gran pesar. e o Mestre disse que estivessem quedos. Fernão Lopes tinha especial interesse pela pesquisa histórica. que estavam de arredor. segundo escrevem alguns. outra coisa. a) Época de transição entre a Idade Média e o Renascimento. no contexto do Humanismo? 55 . por isso. 28. a que melhor caracteriza o trecho transcrito da Crônica de D. Os outros quiseram-lhe dar mais feridas. não posso viver comigo nem posso fugir de mim. em cada poema..) E sinto que a minha morte – Minha dispersão total – Existe lá longe. alguns temas permanecem sendo explorados na poesia do Humanismo. d) Garcia de Resende coletou as poesias da época.) Que meio espero ou que fim do vão trabalho que sigo. Nestes termos. que farei? Vocabulário: 1. e ele movendo para se acolher à câmara da Rainha. Queres casar por prazer No tempo de agora. é com Fernão Lopes que a língua portuguesa inicia o percurso da sua modernidade. ao norte. Apesar das diferenças entre os dois estilos. assinale. meteu um estoque de armas por ele. 82..

Com base nessas palavras e nos conhecimentos sobre o Humanismo, é correto afirmar: a) O Humanismo procura retratar a realidade de forma ingênua, revelando uma visão idealizada do mundo expressa pelo verso “casa, filha, e aproveite”. b) O fragmento citado trata o casamento como resultado de um envolvimento amoroso pleno. c) A leitura do fragmento confirma que o Humanismo, embora dirigido a um público palaciano, adota alguns padrões do discurso popular, como se observa nos quatro últimos versos. d) O verso “Este é o certo caminho” indica o predomínio de uma visão idílica e idealizada em grande parte do discurso humanista. e) O olhar humanista, no fragmento citado, imprime à união conjugal uma motivação sentimental. Tal postura suplanta o lirismo amoroso presente em algumas cantigas trovadorescas. 30. Mackenzie-SP Gil Vicente, autor representativo do Humanismo em Portugal, (1) revela-nos, em sua obra lírica, (2) uma ambivalência típica desse período: (3) de um lado, a ideologia teocêntrica do mundo medieval; (4) de outro, influenciado pelo antropocentrismo emergente, (5) é o analista mordaz da sociedade portuguesa do século XVI. É essa ambivalência que o situa como autor de transição: (6) entre o Humanismo e o antropocentrismo. (7) Dos fragmentos destacados: a) todos estão corretos. b) todos estão incorretos. c) apenas 4 e 5 estão incorretos. d) apenas 2 e 7 estão incorretos. e) apenas 2, 5 e 7 estão incorretos. 31. PUC–SP Esta questão refere-se às obras Auto da barca do inferno, de Gil Vicente, e Morte e vida severina (auto de natal pernambucano), de João Cabral de Melo Neto. Leia as alternativas a seguir e assinale a correta. a) As duas obras apresentam uma crítica à sociedade de suas épocas: a de Gil Vicente, a partir das almas que representam classes sociais e profissionais de Portugal, a de João Cabral, a partir de personagens representativas de tipos sociais do Nordeste. b) As duas obras apresentam construções poéticas diametralmente opostas, uma vez que uma emprega o verso decassílabo e a outra, a redondilha. c) As duas obras apresentam aspectos em comum, como o julgamento e a condenação, isto é, em ambas, as personagens são julgadas e condenadas após a morte. d) As duas obras apresentam o julgamento ocorrendo na consciência de cada personagem. Entretanto, a execução da justiça, em Auto da barca do inferno, é somente realizada pelo Diabo, e, em Morte e vida severina, pela miserabilidade da vida.
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e) As duas obras apresentam estrutura de auto; assimilam, portanto, tradições populares e constroem a realidade por meio da crítica. Como autos, são representações teatrais que contêm vários atos. 32. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente: I. O auto atinge seu clímax na cena do Fidalgo, personagem que reúne em si os vícios das diferentes categorias sociais anteriormente representadas. II. A descontinuidade das cenas é coerente com o caráter didático do auto, pois facilita o distanciamento do espectador. III. A caricatura dos tipos sociais presentes no auto não é gratuita nem artificial, mas resulta da acentuação de traços típicos. Está correto apenas o que se afirma em: a) I d) I e II b) II e) I e III c) II e III 33. Mackenzie-SP Ninguém: Tu estás a fim de quê? Todo Mundo: A fim de coisas buscar que não consigo topar. Mas não desisto, porque o cara tem de teimar. Ninguém: Me diz teu nome primeiro. Todo Mundo: Eu me chamo Todo Mundo e passo o dia e o ano inteiro Correndo atrás de dinheiro, seja limpo ou seja imundo. Belzebu: Vale a pena dar ciência e anotar isto bem, Por ser fato verdadeiro: que Ninguém tem consciência, E Todo Mundo, dinheiro. No trecho, Carlos Drummond de Andrade reconstruiu, com nova linguagem, parte de um texto de importante dramaturgo da língua portuguesa. Trata-se de: a) Gil Vicente. d) Sá de Miranda. b) Dom Diniz. e) Fernão Lopes. c) Luís Vaz de Camões. 34. Fuvest-SP Indique a afirmação correta sobre o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. a) É intrincada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com o inesperado de cada situação.

b) O moralismo vicentino localiza os vícios não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas. c) É complexa a crítica aos costumes da época, já que o autor é o primeiro a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal. d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares, as mais ridicularizadas e as mais severamente punidas. e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo. 35. Unitau-SP Em relação a Gil Vicente, é incorreto dizer que: a) recebeu, no início de sua intensa atividade literária, influência de Juan del Encina. b) sua primeira produção teatral foi Auto dos Reis Magos. c) suas obras se caracterizaram, antes de tudo, por serem primitivas e populares. d) suas obras surgiram para entretenimento nos ambientes da corte portuguesa. e) seu teatro caracterizou-se por observações satíricas às camadas sociais da época. 36. PUC-SP Ainda sobre a peça O Velho da horta, considerando o texto como um todo, é correto afirmar-se que: a) a reza do “Pai Nosso” que inicia a peça, prepara o leitor para o desenvolvimento de um texto fundamentalmente religioso, confirmado, inclusive, pela ladainha proferida pela alcoviteira. b) o velho relaciona-se, ao longo da peça, com quatro mulheres, das quais uma é a moça por quem se apaixona e com quem, correspondido, acaba se casando. c) a farsa tem como argumento a paixão de um velho por uma moça de muito bom parecer, por causa dela (e por via de uma alcoviteira) acaba gastando toda a sua fortuna. d) o texto se organiza a partir de uma estrutura versificatória que revela ritmo poético, marcado por versos livres e por ausência de esquema rímico. e) o diálogo estabelecido entre o velho e a moça cria condições para o arrebatamento amoroso de ambos e revela ausência de ironia e de menosprezo de qualquer natureza. 37. UniCOC-SP Na Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente: a) retoma a análise do amor do velho apaixonado, desenvolvida em O Velho da horta. b) mostra a humilhação da jovem que não pode escolher seu marido, tema de várias peças desse autor. c) descreve a revolta de uma jovem confinada aos serviços domésticos. d) conta a história de uma jovem que assassina o marido para se livrar dos maus-tratos. e) aponta, quando Lianor narra as ações do clérigo, uma solução religiosa para a decadência moral de seu tempo.
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38. UniCOC-SP Considere as seguintes asserções sobre o teatro de Gil Vicente. I. Autos pastoris, autos de moralidade e farsas são gêneros cultivados pelo autor.

II. O espírito crítico do teatro vicentino não poupa o clero corrupto, que é ridicularizado. III. As personagens do autor representam tipos sociais como alcoviteiras, velhos ridículos, maridos ingênuos, nobres pedantes, entre outros. Deve-se firmar que: a) I, II e III estão corretas. b) apenas I e III estão corretas. c) apenas II e III estão corretas. d) apenas I e II estão corretas. e) apenas II está correta. 39. (...) Vêm quatro cavaleiros cantando. Trazem, cada um, a cruz de Cristo, por quem a mais por sua santa fé católica morreram em poder dos mouros. Diabo Cavaleiro Outro cavaleiro Cavaleiros, vós passais e não perguntais onde is? Vós, satanás, presumis? Atentai com quem falais! Vós que nos demandais? siquer conhece-nos bem. Morremos das partes d’além, E não queiras saber mais. Entrai cá! Que coisa é essa? Eu não posso entender isso! Quem morre por Jesus Cristo não vai em tal barca como esta!

Diabo Cavaleiro

Tornam a proseguir, cantando, seu caminho direto à barca da Glória, e tanto que chegam, diz o Anjo: Anjo Ó cavaleiros de Deus, a vós estou esperando, que morrestes pelejando por Cristo Senhor dos céus! Sois livre de todo o mal, santos por certo sem falha, que quem morre em tal batalha merece paz eternal. E assi embarcam. Considerando a leitura feita, responda ao que se pede: a) De que peça teatral de Gil Vicente foi extraído o trecho acima? b) Por que se pode dizer que Gil Vicente, nessa passagem, assume atitude medieval? 40. Leia atentamente o trecho a seguir, da peça Auto da barca do inferno, de Gil Vicente. Nele, o personagem Parvo reage ao convite do Diabo para que entre na barca que o conduziria ao inferno.
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PARVO

Ao Inferno, em hora-má?! Hiu! Hiu! Barca do cornudo, (...) Entrecosto de carrapato! Hiu! Hiu! Caga no sapato, Filho da grande aleivosa! Tua mulher é tinhosa e há de parir um sapo metido num guardanapo, neto de cagarrinhosa! Furta cebolas! Hiu! Hiu! Excomungado nas igrejas! Burrela, cornudo sejas! (...) Perna de cigarra velha, Caganita de coelha, Pelourinho de Pampulha, Rabo de forno de telha.

a) Qual a reação do Parvo? b) Que estrato social o Parvo representa? c) Moralmente, como se pode caracterizá-lo? 41. Fuvest-SP Folgo muito d’ enganar e mentir nasceu comigo. Ninguém Eu sempre verdade digo sem nunca me desviar. (Belzebu para Dinato) Belzebu Ora escreve lá, compadre, Não sejas tu preguiçoso! Dinato Quê? Belzebu Que Todo o Mundo é mentiroso E Ninguém diz a verdade.
Auto da Lusitânia — Gil Vicente

43. Em 1531, um terremoto abalou Portugal. Alguns frades de Santarém interpretaram o fato de tal forma que descontentou o dramaturgo Gil Vicente. Ele então resolveu escrever uma carta ao rei D. João III, narrando o fato e mostrando sua posição. Segue-se o trecho inicial da carta: Os frades de cá não me contentaram, nem em púlpito, nem em prática, sobre esta tormenta da terra que ora passou; porque não bastava o espanto da gente, mais ainda eles lhes afirmavam duas cousas, que os mais fazia esmorecer. A primeira, que polos grandes pecados que em Portugal se faziam, a ira de Deus fizera aquilo, e não que fosse curso natural, nomeando logo os pecados por que fora; em que pareceu que estava neles mais soma de ignorância que de graça do Spírito Santo. a) Segundo Gil Vicente, que interpretação os frades deram ao terremoto? b) Como Gil Vicente interpreta o terremoto? c) Qual o sentido dessa oposição no contexto humanista? 44. Fuvest-SP Aponte a alternativa correta em relação a Gil Vicente. a) Compôs peças de caráter sacro e satírico. b) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal. c) Escreveu a novela Amadis de Gaula. d) Só escreveu peças em português. e) Representa o melhor do teatro clássico português. 45. O tipo mais insistentemente observado e satirizado é o clérigo, e especialmente o frade. Trata-se de fato de uma classe numerosíssima, presente em todos os setores da sociedade portuguesa, na corte e no povo, na cidade e na aldeia. O texto crítico refere-se a qual autor? Além do frade, cite um outro tipo humano satirizado pelo autor em questão. 46. O ditado popular que serviu de inspiração a Gil Vicente para escrever a peça Farsa de Inês Pereira é: Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube. Nesse ditado, a que deve ser associado o personagem Brás da Mata? Justifique sua resposta. 47. PUC-SP O argumento da peça Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio, na construção da farsa. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo, animal nobre, que a derruba. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo, asno que a carrega. d) O asno corresponde a Pero Marques, primeiro pretendente e segundo marido de Inês. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal.

Todo o Mundo

O texto afirma que: a) todo o mundo é mentiroso. b) Ninguém é mentiroso. c) Todo o Mundo diz a verdade. d) ninguém diz a verdade. e) Todo o Mundo é mentiroso. 42. Umesp Assinale a alternativa em que se encontra uma afirmação incorreta sobre a obra de Gil Vicente. a) Sofre influência de Juan del Encina, principalmente no teatro pastoril de sua primeira fase. b) Seus personagens representam tipos de uma vasta galeria de estratos da sociedade portuguesa da época. c) Por viver em pleno Renascimento, apega-se aos valores greco-romanos, desprezando os princípios da Idade Média. d) Um dos maiores valores de sua obra é ter contrabalançado uma sátira contundente com o pensamento cristão. e) Suas obras-primas, como a Farsa de Inês Pereira, são escritas na terceira fase de sua carreira, período de maturidade intelectual.
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não necessitando da aprovação do Anjo para embarcar. ele imagina que o Anjo é o Diabo tentando enganá-lo: por isso. momentos antes. Tu passarás. Anjo Joane Anjo Quem és tu? Samica alguém. b) A presunção de Joane quanto à sua condição social. ou que dor de coração? a) Qual a reclamação de Inês Pereira nessa passagem? b) Que atitude ela tomaria para escapar de sua situação? c) Quais as conseqüências dessa atitude? PV2D-07-POR-34 a) Quais são as causas da condenação do Fidalgo ao inferno? b) Quais as razões que ele alega para ir para o céu? 51. Apenas I e III estão corretas. Anjo Fidalgo Que quereis? Que me digais. Não sei porque haveis por mal que entre a minha senhoria. Apesar de simplório. assim hei de estar encerrada nesta casa como panela sem asa que sempre está num lugar? Isto é vida que se viva? Hei de estar sempre cativa desta maldita costura? Com dois dias de amargura haverá quem sobreviva? Hei de ir para os diabos se continuo a coser. é condenado ao inferno. Anjo Fidalgo Anjo Fidalgo Anjo 49. apresenta a chegada do parvo Joane no porto das almas. Por essa presunção. teme revelar sua identidade. Joane diz ser “talvez alguém”. Inês Renego deste lavrar e do primeiro que o usou ao diabo que o eu dou. no mesmo lugar. Pode ser colocada como representante do teatro de costumes vicentino. ó Jesus! Que enfadamento. ele acredita que seu lugar no céu está garantido. Hui! E que pecado é o meu. 50. Ele está confuso depois da conversa mantida com o Diabo. e) A modéstia e a simplicidade de Joane. Inês Pereira é uma moça que vive na vila e pretende subir de condição. Leia as três afirmações a seguir a respeito da Farsa de Inês Pereira. 59 . Ludibriado pelo Diabo. Esse tipo de atributo é que o faz merecedor do céu. se a barca do paraíso é esta em que navegais. menos eu. Leia o texto que segue para responder às três questões posteriores. da peça Auto da barca do inferno. sou fidalgo de solar. d) A desconfiança de Joane. se quiseres. Esta é: que demandais? Que me deixeis embarcar. III.48. Todas vêm e todas vão onde querem. Apenas I e II estão corretas. per malícia non erraste. Confundindo a barca do céu com a do inferno. pois parti tão sem aviso. que tão mau é de aturar. II. é condenado ao purgatório. Encaixa-se na tradição da farsa medieval sobre o adultério feminino desenvolvida por Gil Vicente. O que essa fala indica? a) A indecisão de Joane quanto à sua própria identidade. I. não se considera em condições sequer de afirmar-se como alguém. que cegueira e que canseira! Eu hei de buscar maneira de viver a meu contento. é bem que me recolhais Não se embarca tirania neste batel divinal. Oh! Como cansa viver sozinha. temos a chegada do fidalgo ao porto das almas. No trecho abaixo. do Auto da barca do inferno. Todas folgam. acaba indo para o inferno. e eu não. Apenas II e III estão corretas. Assim. A expressão “samica” quer dizer “talvez”. A cena seguinte. Conhecedor de suas virtudes. Todas estão incorretas. tua simpreza te abaste para gozar dos prazeres. a) b) c) d) e) Todas estão corretas. Esse desprezo faz com que o Anjo se recuse a levá-lo. Na sua humildade. de Gil Vicente. Por essa indecisão. Pera vossa fantesia mui estreita é esta barca. Coitada. c) O desprezo de Joane pelo Anjo. daí a dúvida que expressa. ele disfarçava sua pobreza freqüentando a aristocracia e cometendo pequenos furtos para sustentar seus luxos. que o convenceu a tornar-se um pecador. porque em todos os teus fazeres.

Vai tão leda. leva a bolsa vazia. as coisas voltam a seus devidos lugares. critica a sociedade mercantil emergente. no qual Gil Vicente. nada leva para a morte. 54. Corregedor. responda às questões seguintes. Quero-me ir buscar a morte. é quem apressa o embarque dos condenados. e) Corregedor representa a justiça e luta pela aplicação íntegra e exata das leis. Aosadas que não se lhe atreva toda a gente! O noivo. Florença. O trecho a seguir retrata a fala do Anjo no julgamento de quatro cavaleiros cristãos que tinham morrido nas guerras cristãs. no qual as contradições humanas entre a vida terrena e a espiritual são apresentadas a partir dos casamentos complicados de Inês Pereira. leva papéis e processos. Velho . tão contente. em fim dos dias? Se a ti mesmo contemplaras. pertencente ao Humanismo português. que morrestes pelejando por Cristo. pertencente ao Renascimento português. com vistas à transformação do homem. Quatro filhas que criei eu as pus em pobre sorte. Velho Mocinha – Oh coitado! A minha é! – Agora. em que se ridiculariza a ascensão social de Inês Pereira por meio de um casamento de conveniências. da vaidade engano. Ao terminar a narrativa. capitão da barca do inferno. Enforcado e Quatro Cavaleiros são personagens de Auto da barca do inferno. Sapateiro.52. ao final. Anjo: Ó Cavaleiros de Deus. é dissimulado e irônico. que quem morre em tal batalha merece paz eternal. cujas características não descrevam adequadamente a personagem. má-hora. c) religiosa. a partir das situações embaraçosas vividas por Inês Pereira. pois se apresenta a religião como forma de orientar e salvar as pessoas pecadoras. A alcoviteira vai enganando o velho que. é correto afirmar que é um texto de natureza: a) satírica. Oh que estrela! É ele um par bem escolhido! – Ó roubado. ele reconhece seu erro e lamenta o abandono a que deixara a família e. é vossa! Vossa é a treva. e) cômica. de forma sutil e irônica. Companheiro do Diabo. 53. b) Que atitude do autor se revela através dessa passagem? 55. pois que tanto mal busquei. Unifesp Sobre a Farsa de Inês Pereira. a vós estou esperando. Santos por certo sem falha. Frade. com forte apelo religioso. e ela dele. que narra a seguinte história: um velho rico apaixona-se por uma jovem e apela para uma alcoviteira que possa ajudá-lo a conquistar a amada. leva a amante e as armas de esgrima. é austero e inflexível. d) reformadora. que prioriza os valores essencialmente materialistas. é quem elogia a morte pela fé. Procurador. do Renascimento português. PUC-SP Diabo. a) Onzeneiro idolatra o dinheiro. Mas ela o noivo a leva. siso enleado! Que te meteu desastrado em tal contenda? Se os jovens amores os mais têm fins desastradas que farão as cãs lançadas no canto dos amadores? Que sentias. de tudo que juntara. triste velho. Judeu. e viras como não vias. b) didático-moralizante. uns cabelos como Eva. Parvo. da vida e da fazenda! Ó velho. de Gil Vicente. mal gastada. A par disso. Analise as informações a seguir e selecione a alternativa incorreta. 60 a) Por que os cavaleiros são perdoados dos seus pecados? Justifique a sua resposta. assim. Elas hão-de padecer. é agiota e usurário. Vou morrer. c) Diabo. Brísida Vaz. de quanta riqueza e haver fui sem razão despender. não tirava os olhos dela. porque não lhes deixo nada. b) Frade representa o clero decadente e é subjugado por suas fraquezas: mulher e esporte. nem conquistou a jovem e perdeu seu dinheiro. pertencente ao Humanismo português. Fidalgo. moço tão polido. capitão da barca do céu. O trecho anterior é o diálogo final da peça O velho da horta. Anjo. e acertaras. no qual se delineia o papel moralizante. Onzeneiro. Senhor dos Céus! Sois livres de todo mal. Leia-o e responda o que se pede. souberas que não sabias. do Barroco português. d) Anjo. ou melhor.

“Do que ao meu gado sobeja (1) Vou vivendo ano por ano. III. O Renascimento retirou da Igreja o monopólio da explicação das coisas do mundo. pois objetivava legitimar o monopólio religioso católico. o poeta clássico português Sá de Miranda expressa uma das noções mais caras do estilo. Inês Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. d) se II e III forem corretas. asno que leve quero. a) 5 sílabas (redondilha menor) b) 6 sílabas c) 7 sílabas (redondilha maior) d) 8 sílabas e) 9 sílabas 56. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral.I. antes lebre que leão. Considerando os traços identificadores do Renascimento. A arte renascentista comprometia-se predominantemente com os valores católicos. c) Apenas II. Por usar de siso mero. Medieval e anticlerical Moralista e antropocêntrica Satírica e teocêntrica Anticlerical e satírica Moralista e pessimista II. b) Apenas I. de Gil Vicente. III. antes lavrador que Nero. UniCOC-SP Leia atentamente as proposições a seguir. Pero I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. estai quando quiserdes estar. e) se somente I for correta. c) se I. a) Que noção é essa? b) Como ela aparece no texto? 61 PV2D-07-POR-34 . que se encontram em passagens diversas de Farsa de Inês Pereira. a) b) c) d) e) Aponte o item que melhor caracteriza as atitudes de Gil Vicente diante da sociedade. Conte as sílabas poéticas e marque a opção do metro dominante. e não cavalo folão. b) se I e II forem corretas. Assinale: a) se I. através dessa peça. Com que podeis vós folgar Que eu não deva consentir? Nota: folão. e) Todas. 59. I. no caso. 57. a) I e III. O humanismo é um período de transição que vai do final da Idade Média ao início da Idade Moderna. “fogoso”. julgue as afirmações. Assinale a alternativa correta. II e III forem corretas. d) Nenhuma. I. Os cancioneiros foram os principais trovadores do período conhecido como Trovadorismo. Capítulo 2 58. sobra Sá de Miranda II. a ninguém não faço dano. e não se há ao pouco enveja. no sentido de alcançar um domínio mais completo da natureza objetivando aumentar seus lucros. significa “bravo”. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. Unicamp-SP Leia agora as seguintes estrofes.” Vocabulário: 1. harmonia e concisão 60. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. pouco ou muito que ele seja. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. A propósito do Renascimento cultural. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. fato que culminou no empirismo científico dos séculos XVII e XVIII. II e III forem incorretas. O caráter alegórico do teatro de Gil Vicente pode ser tomado como exemplo de crítica social. a) Imitação dos clássicos antigos b) Preocupação com a técnica c) Racionalismo e universalismo d) Atitude apaixonada diante da natureza e) Equilíbrio. aponte a alternativa errada. II. a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. No trecho anterior. dirigida a Inês. Um dos seus traços marcantes foi o racionalismo que atendia às aspirações da burguesia.

Antônio Ferreira O texto é uma carta em versos escrita por Antônio Ferreira (1528-1569). o autor mostra a concepção de poesia de sua época. partindo-se Senhora. as ondas em furor. reflorindo em cem mil corações multiplicado. Ela só. Enriquece a memória de doutrina Do que um cante.. Na boa imitação. pelo verbo és. Leia atentamente o texto a seguir e responda ao que se pede. universal sepulcro da memória. Muito. quando o poeta Sá de Miranda levou para aquele país o chamado dolce stil nuovo. História. tão chorosos. o próprio amor latejante. e regra. lodoso material fundido em ouro. outro ensine. e diferença Da prática comum ao pensamento. não o simples narrador. Nela. e ler somente: que aproveita Sem armas. meu bem. Exponha em que consiste esse tratamento diferenciado do tema. se acrescentaram em grande e largo rio. revoltado. O Classicismo teve início em Portugal. Tão tristes. cheia toda de mágoa e de piedade. Não queiras de ti logo contentar-te.. enquanto houver no mundo saudade. Soneto Aquela triste e leda madrugada. Tu és a história que narraste. céus em delírio. ao inculto dá arte. esquecido. às nove Irmãs aceita. que o fero Engenho abranda. ó Poeta. Haja juízo. quando amena e marchetada saía. Tudo a ua igual regra conformando.. Unicamp-SP Cantiga sua. Ambos os poemas desenvolvem o tema da dor da separação. *** Luís. o engenho. tão doentes da partida. outro te conte. mas tratam-no de forma diferente. o juízo quero De quem com juízo e sem paixão me leia. que puderam tornar o fogo frio e dar descanso às almas condenadas. homem estranho. linguagem Dos heróis que cantaste. mais que amador. dirigida a Diogo Bernardes. tão saudosos. Do bom escrever. Ela persiste mais em teu poema que no tempo neutro. guerras e cobiças. em 1527. partem tão tristes meus olhos por vós. com fervor cometer tudo? Caminha por aqui. ou põe: com o decoro o tempera. o tempo. tão fora de esperar bem.. Esta é a direita Estrada dos que sobem ao alto monte Ao brando Apolo. pragas. Conheça-me a mim mesmo: siga a veia Natural. 64. da morte mais desejosos cem mil vezes que da vida. que duns e doutros olhos derivadas. o baixo ergue. em cada poema. Quais eram as novidades formais básicas desse novo estilo? 62. Partem tão tristes os tristes. No conselho do amigo douto espero. teu rude e teu suave balanço de consoantes e vogais. os barões nos jazigos dizem nada. 1516 Bardo. dando ao mundo claridade. que nunca poderá ver-se apartada.61. pode dar-te. submisso. e ao que pudera Fazer dúvida aclara: do ornamento Ou tira. foste os deuses mais as ninfas. É necessário ser um tempo mudo! Ouvir. . teu ritmo de oceano sofreado que os lembra ainda e sempre lembrará. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. e uso. 62 Camões João Roiz de Castelo Branco. tão cansados. transcrevendo os trechos que as explicitam. o alto modera.) Corta o sobejo. que nunca tão tristes vistes outros nenhuns por ninguém. vai acrescentando O que falta. e [ estudo. astúcias. É teu verso. que restou senão a melodia do teu canto? As armas em ferrugem se desfazem. (. Mas muito mais que o engenho. *** Camões – oh som de vida ressoando em cada tua sílaba fremente de amor e guerra e sonho entrelaçados. quero que seja sempre celebrada. Ao escuro dá luz. Carlos Drummond de Andrade. Sirva própria palavra ao bom intento. Ela viu as palavras magoadas. viu apartar-se de uma outra vontade. não forçada. saber primeiro é fonte. A paixão medida a) Qual é a relação entre Luís de Camões e o Classicismo? b) Retire referências do texto de Drummond relacionadas à obra de Camões. renascendo. coração. Aponte as características clássicas presentes no texto. 63. Ela só viu as lágrimas em fio.

É um não querer mais que bem querer. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís Vaz de Camões. Texto I Amor é fogo que arde sem se ver. é um contentamento descontente. Nele se acha uma característica da poesia clássica renascentista. é dor que desatina sem doer. recupera do texto II o rígido padrão da estética clássica. lealdade. e) A utilização de um soneto para relato das suas amarguras. O mundo todo abarco e nada aperto. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto II. é servir a quem vence. com sua regularidade formal. 67. 63 O soneto transcrito é de Luís de Camões. o tema do texto. num’hora acho mil anos. ao negarem a concepção carnal do amor. É um não querer mais que bem querer. é nunca contentar-se de contente. pois é contrário a si mesmo. Vunesp Tanto de meu estado me acho incerto. como arde. chego ao céu voando. É cuidar que se ganha em se perder. Estando em terra. é um andar solitário entre a gente. Ilka Brunhilde Laurito O poeta tenta definir o amor por meio do uso de antíteses. E como arde. É dor que desatina sem doer. o vencedor. 69. Que em vivo ardor tremendo estou de frio. Amor. juntamente choro e rio. e) Querer sempre mais. Texto para as questões de 68 a 70. enaltecem o platonismo amoroso. é ter com quem nos mata. Ufla-MG Amor é fogo que arde sem se ver. É um contentamento descontente. c) O fato de todos perguntarem ao poeta porque assim anda.65. É solitário andar por entre a gente. Obras completas a) A suspeita de amor que o poeta declara na conclusão. E o mover dos meus olhos sob a casca Vê muito bem o que devia não ver. ai. b) Os dois textos. é índice da influência parnasiana. Indique a que expressa. com mais ênfase. . Sem causa. agora desconfio. que se seguem umas às outras. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade. em uma das alternativas. da vista um rio. respondo que não sei. é ferida que dói e não se sente. e é de jeito que em mil anos não posso achar um’hora. d) O texto II contesta o texto I no que se refere ao ponto de vista sobre o amor. a) O texto I. sem contentar-se. minha Senhora. agora acerto. Assinale-a. PV2D-07-POR-34 68. É nunca contentar-se de contente. É tudo quanto sinto. é um cuidar que ganha em se perder. Se me pergunta alguém por que assi ando. associada à contenção emotiva. agora espero. b) Por seguir os princípios estéticos clássicos. b) O jogo de contradições e perplexidades que atormentam o poeta. Inatel-MG Uma das características a seguir não é própria do Renascimento cultural. c) O texto I e o texto II são convergentes no que se refere à concepção do sentimento amoroso. d) O fato de o poeta não saber responder a quem o interroga. porém suspeito que só porque vos vi. a) O racionalismo do homem b) A paixão pelos prazeres mundanos c) O repúdio aos ideais medievais d) A intensificação do monopólio cultural exercido pela Igreja e) O individualismo do homem 66. agora desvario. Quando a ferida dói porque se sente. Camões Texto II Amor é fogo? Ou é cadente lágrima? Pois eu naufrago em mar de labaredas Que lambem o sangue e a flor da pele acendem Quando o rubor me vem à tona d’água. a) A liberdade formal dos quartetos. e) Os dois textos convergem quanto à forma e à linguagem. da alma um fogo me sai. sua expressão é de teor mais universalista que individualista. mas divergem quanto ao conteúdo. a) “Um contentamento descontente” b) O próprio amor. c) A invisibilidade do amor d) O fato de o amor ferir e não causar dor. um desconcerto. É querer estar preso por vontade. É ferida que dói e não se sente. Assinale essa característica.

mitologia etc. geografia. 71. o poeta clássico português Antônio Ferreira expressa a seguinte opinião: Santa alma. dois esteios Firmíssimos de Império só tenhamos. o amor não correspondido. a quem só guia Amor. um doce e humilde gesto. antes de Vasco da Gama. em todos os versos. negativamente. versos decassílabos e expressão coloquial. real zelo. Quais os versos que expressam essa valorização? b) O que o poeta quis dizer com esses versos? c) Qual é a relação entre essa valorização e o Classicismo? 72. um desejo gravíssimo e modesto. b) Apresenta índices de linguagem poética marcada pelo racionalismo do século XVI. que inda tinha. Unicamp-SP Leia o seguinte soneto de Camões: Oh! Como se me alonga. II. . uma pura bondade manifesta indício da alma. Quando ele foge. d) Apenas I e III. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. por exemplo. e. a) Na primeira estrofe. ciências. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. sem ver de quê.c) O caráter reflexivo das interrogativas iniciais impede que a linguagem seja marcada por índices de emotividade. b) O episódio é uma criação poética em que se destacam referências ao passado e ao futuro das conquistas portuguesas. UFPA O poema Os lusíadas traz à tona a descoberta do caminho marítimo para as Índias. I. 73. no meio do caminho me falece. astronomia. mil vezes caio. um riso brando e honesto. d) Recupera. Em uma carta dirigida a Alcáçova Carneiro.” e) Vale-se de recursos estilísticos conquistados pelos modernistas. Quais estão corretas? a) Apenas I. na tardança. Corro após este bem que não se alcança. um ar sereno. III. limpo e gracioso. do estilo camoniano. criadas a partir de substantivos concretos. e) Conceitua positivamente o amor correspondido e. João III. imagens poéticas contraditórias. verificamos a valorização do trabalho intelectual. e perco a confiança. justas armas. qualquer grande esperança é grande engano. como. São letras. quase forçado. de ano em ano. a peregrinação cansada minha. da vista se me perde e da esperança. cujos bons meios Em ti busca. e como ao fim caminha este meu breve e vão discurso humano. e) I. A qual deles está associado o cansaço da vida e qual deles se associa à proximidade da morte? b) Por que se pode afirmar que existe também uma contraposição no interior do primeiro verso da segunda estrofe? c) A que termo se refere o pronome “ele” da última estrofe? 74. b) Apenas III. Vai-se gastando a idade e cresce o dano. um despejo quieto e vergonhoso. “mar de labaredas. justiça. secretário de Estado do rei D. idealizando a figura feminina. um encolhido ousar. uma brandura. de Luís de Camões. Um mover de olhos. O episódio do Gigante Adamastor é um exemplo dessa variedade de assuntos que o poema apresenta e sobre ele não é correto afirmar o seguinte: a) Adamastor representa os medos de todos os navegadores que passaram. eu tardo. e paz. há uma contraposição expressa pelos verbos “alongar” e “encurtar”. perde-se-me um remédio. UFRGS-RS Leia o soneto a seguir. revelando o intenso sofrimento do coração apaixonado. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. a) Expressa as vivências amorosas do eu lírico em linguagem emotivo-confessional. II e III. considere as seguintes afirmações. c) Conceitua o amor de forma unilateral. em ti confia. Se por experiência se adivinha. um medo sem ter culpa. de qualquer alegria duvidoso. em ti acha. assumindo uma atitude de insensibilidade. por exemplo. c) Apenas I e II. se os olhos ergo a ver se inda parece. Como se encurta. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o texto I. d) Notam-se. brando e piedoso. 64 Em relação ao poema. pela costa africana. a preferência por imagens paradoxais. a) No texto. apresentando informações que abarcam história. O poeta sugere desejo erótico ao se referir à figura mitológica de Circe. 70.

Postos em nós os olhos. e) Episódios importantes do poema.” CAMÕES. de Luís Vaz de Camões. Se dizem. Sepúlveda e Leonor. narração (da viagem de Vasco da Gama) e epílogo (encerramento. 65 a) Comente a forma do poema mostrado. Luís de. que livre andava (Posto que já de longe destinado). pois celebra fatos gloriosos da história portuguesa. SP. Que nós no mar ouvimos claramente. como os de Inês de Castro e do Gigante Adamastor. O cruel caçador. a seguir. e) adverte os marinheiros portugueses dos perigos que eles podem encontrar para buscar fama em outras terras. a) Trata-se de um poema de estrito interesse nacionalista. em tom desalentado). Lhe dá no estígio lago (1) eterno ninho. b) Qual é a comparação feita no poema? c) Quem é o “Frecheiro cego”? A utilização dessa imagem indica que aspecto do Classicismo? 76. com força crua. Nela. Expedindo no rústico raminho. Que os corações humanos tanto obriga. fero Amor. Vocabulário: 1. que se atiça C’uma aura popular. incluem-se na longa narrativa de Vasco da Gama ao rei de Melinde. b) São compostos segundo modelos da epopéia clássica da Antigüidade (Homero. que em nada se relacionam com a situação do mundo em sua época.c) Um dos momentos líricos. no episódio. relatado na estrofe 52. de aspeito venerando. sobretudo). o velho: a) abençoa os marinheiros portugueses que vão atravessar os mares à procura de uma vida melhor. é aquele do encontro do gigante com Thetys. Com base no trecho e no seu conhecimento sobre a obra. são as oitavas-rimas. Douglas. Está o lascivo e doce passarinho Com o biquinho as penas ordenando. que tormentas. Inferno Luís Vaz de Camões Mas um velho. onde menos temia. Porque o Frecheiro cego me esperava. áspero e tirano. invocação (às Tágides). Deste causa à molesta morte sua. Os versos de Camões foram retirados da passagem conhecida como O velho do Restelo. (= aspecto) Que ficava nas praias. Sobre Os lusíadas. Tais palavras tirou do experto peito: “Ó glória de mandar. d) A “alta esposa de Peleu”. Moderna. Para que me tomasse descuidado. do qual se reproduzem. 75. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. c) emociona-se com a saída dos portugueses que vão atravessar os mares até chegar às Índias. foi ferido. A voz pesada um pouco alevantando. pp. puro Amor. Na pronta vista a seta endireitando. Como se fora pérfida inimiga. d) Os dez cantos do poema se dividem em proposição (os feitos heróicos portugueses). alegre e brando. UFSCar-SP A questão adiante baseia-se no poema épico Os lusíadas. Leia o trecho a seguir. Em vossos claros olhos escondido. três estrofes. Tuas aras banhar com sangue humano. responda por que o poeta atribui a culpa do assassinato ao amor. cede aos apelos de Adamastor e isso facilita a passagem dos portugueses pelo cabo das Tormentas. b) critica as navegações portuguesas por considerar que elas se baseiam na cobiça e busca de fama. c) O verso utilizado é o decassílabo clássico (especialmente o heróico) e as estrofes. 78. descontente. O verso sem medida. 1994. In TUFANO. De Camões a Pessoa. que perigos. Virgílio) e dos poemas épicos mais recentes do Renascimento italiano (Ariosto. de reinos e de impérios! Chamam-te ilustre. e) O episódio faz menção ao casal amoroso. PV2D-07-POR-34 77. só tu. Que crueldades neles experimentas! Dura inquietação d’alma e da vida Fonte de desamparos e adultérios. é errado afirmar o seguinte. É porque queres. d) destrata os marinheiros por não o terem convidado a participar de tão importante empresa. Chamam-te Fama e Glória soberana. Sendo digna de infames vitupérios. entre a gente. ó vã cobiça Desta vaidade a quem chamamos Fama! Ó fraudulento gosto. Thetys. que do caminho Se vem calado e manso desviando. Nomes com quem se o povo néscio engana. que honra se chama! Que castigo tamanho e que justiça Fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes. retirado do canto III de Os lusíadas: “Tu. meneando Três vezes a cabeça. Sagaz consumidora conhecida De fazendas. de modelo italiano. Sebastião). C’um saber só de experiências feito. Desta arte o coração. chamam-te subida. 18. o que ressalta a presença do lírico no poema épico camoniano. . dedicatória (a D.

Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha. Em que outro trecho dessa estrofe. Que não se arme e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno? Nessa estrofe. e) eliminação do pan-erotismo. tanto dano. que se contemplo Como fui destas praias apartado. no meio da viagem. tanto engano. Os lusíadas – episódio de Inês de Castro. Fuvest-SP No mar tanta tormenta. Se dizem. áspero e tirano./Donde Deus foi em carne ao mundo dado. Debaixo dalgum nome preminente? Os versos de Camões são parte do(a): a) invocação. Os Lusíadas. musas do rio Tejo.º 87 82. após o banquete. Tantas vezes a morte apercebida. 81. Na terra. 84. b) considera o quanto o homem deve confiar na providência divina que o ampara nos riscos e nas adversidades. c) lamenta a condição humana ante os perigos. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. tanta guerra. e) classifica o homem como um bicho da terra. Vunesp Apontam-se. algumas características atribuídas pela crítica à epopéia de Luís Vaz de Camões. c) episódio Batalha de Ourique. Camões usa outra perífrase? 80. Camões. Canto 4. d) propõe uma explicação a respeito do destino do homem. é incorreto afirmar que: a) quando a ação do poema começa. funesta Pérfida: desleal. a) Em que estilo de época ou época histórica se situa a obra de Camões? b) Para dizer que o nome do templo é Belém. para exemplo. Deste causa à molesta morte sua. e) episódio O velho do Restelo. c) efabulação mitológica. Os lusíadas. O trecho faz parte do poema épico Os lusíadas. relacionando-o à história de Inês de Castro. Fuvest-SP Tu. Cheio dentro de dúvida e receio. 83. mesa para sacrifícios religiosos a) Considerando-se a forte presença da cultura da Antigüidade Clássica em Os lusíadas. com força crua. Donde Deus foi em carne ao mundo dado. traidora Fero: feroz. os sofrimentos e as incertezas da vida. e) é composto por sonetos decassílabos. Onde terá segura a curta vida. fero Amor. no 5º verso? b) Explique o verso “Tuas aras banhar em sangue humano”. a seguir. d) tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama a fim de estabelecer contato marítimo com as Índias. Vocabulário: Molesta: lastimosa. ó Rei. portanto. em favor da ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos. Certifico-te. Trata-se de: a) concepção da história nacional como uma seqüência de proezas de heróis aristocráticos e militares. É porque queres. sanguinário.79. aplaca Ara: altar. b) apologia dos poderes humanos. em 1102 estrofes. suaviza. Camões. Camões faz uso de uma perífrase: Que o nome tem da terra. Tuas aras banhar em sangue humano. para exemplo. cruel Mitiga: alivia. Que os corações humanos tanto obriga. puro amor. Como se fora pérfida inimiga. as naus portuguesas estão navegando em pleno oceano Índico. Que o nome tem da terra. Camões: a) exalta a coragem dos homens que enfrentam os perigos do mar e da terra. Que a penas nos meus olhos ponho o freio. onde lhe desvenda “a máquina do mundo”. que mortes lhe destinas. d) dedicatória. dada a sua agressividade. b) na invocação. 66 . escrito por Luís Vaz de Camões e narra a partida de Vasco da Gama para a viagem às Índias. d) contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da Antigüidade. existente na parte lírica. o mesmo esquema de rima. a que se pode referir o vocábulo “Amor”. Uma dessas características está incorreta. grafado com maiúscula. c) na Ilha dos Amores. Unifap A que novos desastres determinas De levar estes reinos a esta gente? Que perigos. só tu. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas. UFSCar-SP Partimo-nos assim do santo templo Que nas praias do mar está assentado. mantendo. realçando o orgulho humanista de auto-determinação e do avanço no domínio sobre a natureza. Tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano. o poeta se dirige às Tágides. b) proposição.

. Saturno e Jano.. Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso. No mais. Dinis em seus poemas de amor. é só que o nome nosso Nestas estrelas pôs o engenho vosso. ciosos de etimologias esdrúxulas. e alguns doutos.. c) símbolo dos que valorizam a cobiça e a ambição. e) a figura que incentiva a ideologia expansionista. 145 a) Quem é a “gente surda e endurecida” a que se refere a estrofe? b) Qual a acusação que o poeta faz a essa gente? c) Como se pode entender essa acusação no panorama português da época? 67 PV2D-07-POR-34 . Os lusíadas. no mais. de Mário de Andrade. a temática da expansão ultramarina também utilizada por: a) Gil Vicente em seus autos. quantas mães choraram. O favor com que mais se acende o engenho Não no dá a Pátria. e) Bocage em seus sonetos. a barba esquálida. só verdadeiros. UFPA Ó mar salgado. ó mar! Esse poema de Fernando Pessoa retoma. na Ilha dos Amores. Camões: a) narra a viagem de Vasco da Gama às Índias. (. apagada e vil tristeza. Camões. e) tem como objetivo elogiar a bravura dos portugueses e o faz através da narração dos episódios mais valorosos da colonização brasileira. d) mostra que a ambição dos homens se equipara aos poderes divinos. os dentes amarelos. 86. FCC-SP Nem cinco sóis eram passados que de vós partíramos. não sorriais! Nesse fragmento da “Carta pras Icamiabas”. De disforme e grandíssima estatura. b) tem por objetivo criticar a ambição dos navegantes portugueses que abandonaram a pátria à mercê dos inimigos para buscar ouro e glória em terras distantes. A estrofe a seguir pertence ao canto X de Os lusíadas. Musa. e) narra a decadência portuguesa após a viagem de Vasco da Gama. que está metida No gosto da cubiça e na rudeza Dua austera. b) o mais fervoroso defensor da viagem de Gama. não. 89.85. b) lamenta que os homens jamais se referem aos deuses em suas obras artísticas. Por uma bela noite dos idos de maio do ano traslato. robusta e válida. quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos. em Macunaíma. encontramos: a) uma paródia do estilo clássico lusitano. Aqui. No trecho. e a postura Medonha e má e a cor terrena e pálida. X. A boca negra. se mais o trato humano Nos pode dar. e. Pode-se afirmar que o Velho do Restelo é: a) personagem central de Os lusíadas. b) um elogio à eloqüência dos parnasianos. que outrem grafara muraquitã. Tétis: a) afirma que os deuses gregos e latinos são superiores aos deuses católicos. d) símbolo das forças contrárias às investidas marítimas lusas. d) Camões em sua épica. perdíamos a muiraquitã. gloriosos Divos estão. um gênero inteiramente original na época. no século XX. Trata-se de uma fala da deusa Tétis ao capitão Vasco da Gama. E não do canto. c) afasta-se dos modelos clássicos. Cheios de terra e crespos os cabelos. quando a mais temerosa desdita pesou sobre nós. Em Os lusíadas. fomos fabulosos Fingidos de mortal e cego engano. c) afirma que os deuses gregos e latinos só existem na imaginação dos homens. porque eu. 90. (. ortografam muyrakitan e até mesmo muraquéitã. O rosto carregado. e) uma sátira aos romances indianistas do século XIX. Só para fazer versos deleitosos Servimos. que a lira tenho Destemperada e a voz enrouquecida. d) lamenta que. Júpiter e Juno. mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida.) Forneça o nome do episódio em que a figura descrita na estrofe anterior aparece e informe o que essa figura personifica. Dinis em seus poemas de amigo. c) a valorização da linguagem utilizada pela estética do século XVIII. 91. Portugal acabe subjugado pela Espanha. apesar de ter dominado os mares e descoberto novas terras.. quando uma figura Se nos mostra no ar. Os olhos encovados. b) D. criando a epopéia lusitana. d) uma apologia ao estilo pretensioso e à oratória vazia de conteúdo. c) D. 88. 87.) Não acabava.

no poema. d) o Velho do Restelo representa.. a invocação. 98. UFRGS-RS Assinale a alternativa correta. em sua fala. resumidamente. Nuas lavar se deixam na água pura. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. d) Narração. 94. de Camões. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. 93. c) o episódio da ilha dos Amores representa a merecida recompensa pelos grandes feitos portugueses. Desta vaidade a quem chamamos Fama. 96. b) Baco é favorável à empresa dos portugueses. a fala do Velho de Restelo acusa os portugueses de vaidade e cobiça excessivas. Júpiter toma sempre o partido de Baco. na passagem que narra o concílio dos deuses.92. a dedicatória e o início da narrativa. 99. d) a nuvem negra que se desfaz. e) o episódio sobre a morte de Inês de Castro é uma ficção camoniana absolutamente épica. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. que honra se chama. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. (. d) os deuses reúnem-se no Olimpo para decidir a sorte dos portugueses.. Fuvest-SP Responda às seguintes questões sobre Os lusíadas. no conjunto de Os lusíadas. . c) a manifestação de apego a Portugal. deixa ver aos navegadores que o perigo já fora afastado. os principais valores que esse narrador representa. de aspecto venerando. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. aos valores defendidos pelo Velho do Restelo. antes associada ao Cabo das Tormentas. que na forma descoberta Do belo corpo estavam confiadas. Assinale a parte do poema a que pertence a estrofe transcrita.) A voz pesada um pouco alevantando. b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. feitos que os elevam ao nível dos deuses antigos. canto IV. Sobre Os lusíadas. Que. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. Fuvest-SP Em Os lusíadas. c) apesar das ameaças do gigante. ao dar lugar a um “medonho choro”. Se fizessem primeiro desejadas. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. os navegantes prosseguem.) Tais palavras tirou do experto* peito: – Ó glória de mandar. e) Epílogo. b) Compare. e) no Canto X. UFRGS-RS Assinale a alternativa incorreta. a) Proposição. Mackenzie-SP Sobre Os lusíadas. que se atiça Cua aura popular. é correto afirmar que: a) os deuses pagãos presentes no poema representam a admiração de Camões pela grandeza do mundo antigo e sua descrença no cristianismo.. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia.. Unicamp-SP Mas um velho. é incorreto afirmar que: a) é dividido em cinco partes e dez cantos. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. Os lusíadas. No canto V de Os lusíadas: a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. a opinião progressista da sociedade portuguesa. ó vã cobiça. (. b) Invocação. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Posta a artificiosa fermosura. Júpiter: 68 a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. A estrofe abaixo pertence ao poema Os lusíadas. de Camões: a) Identifique o narrador do episódio no qual está inserida a fala do Velho do Restelo. Assim lho aconselhara a mestra experta: Que andassem pelos campos espalhadas. 97. Camões. c) a pedido do rei de Melinde. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. 95. c) Dedicatória. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum: a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. vista dos barões a presa incerta. Algumas. b) o Canto I contém a introdução. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. No canto I de Os lusíadas. Ó Fraudulento gosto. Vasco da Gama conta partes da história de Portugal. Marte e Vênus se opõem a ela.

obra máxima do Classicismo português. e grita subido a um valado***. ó vã cobiça. à força. 293. O episódio do Velho do Restelo. A mão sustenta. e então uma grande voz se levanta. b) Quem era esse “rei infame” a que se refere o trecho citado e em que século essa ação do romance se passa? c) Aponte. Eis aqui quase cume da cabeça De Europa toda.. 104. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. lembrando. em geral. Mackenzie-SP O tom pessimista apresentado por Camões no epílogo de Os lusíadas aparece em outro momento do poema. é um labrego** de tanta idade já que o não quiseram. releia a estrofe citada e indique: a) o tipo de verso utilizado (pode mencionar simplesmente o número de sílabas métricas). Leia-o e responda às questões 102 e 103. A Europa jaz. b) do Barroco português. posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz. Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram. afastado. O trecho a seguir pertence a Os lusíadas. Quanto ao conteúdo. II. Os textos I e II iniciam respectivamente as estâncias 17 e 20 do canto III de Os lusíadas. b) do Velho do Restelo. Isso acontece no episódio: a) do Gigante Adamastor. O rosto com que fita é Portugal. Fita. de Luís de Camões. fitando. Que eu canto o peito ilustre Lusitano. Baseado nesses comentários e em seus próprios conhecimentos. Ó glória de mandar. 100. a) A que movimento literário pertence cada um dos autores? b) De que recurso comum aos dois textos se valem os autores para elaborar a descrição da Europa? 69 PV2D-07-POR-34 . O trecho evidencia características: a) da poesia trovadoresca. entretanto. Este diz Inglaterra onde. Fuvest-SP I. Cesse tudo o que a Musa antiga canta. criarei Estas relíquias suas. que ali mesmo o deixou por morto. d) dos Doze de Inglaterra. rude. O cotovelo esquerdo é recuado. Como cabeça ali de Europa toda Confrontando os fragmentos. co’o amor intrínseco e vontade Naquele por quem morro. a) Cite ao menos uma razão que levou “o rei infame” de Memorial do convento a tornar obrigatório o engajamento de todos os operários do reino. o recrutamento para Mafra deu-se. *experto – que tem experiência **labrego – indivíduo grosseiro. de Luís Vaz de Camões. Eis aqui se descobre a nobre Espanha. Interprete a estrofe de acordo com esta observação. 102. Mackenzie-SP Põe-me onde se use toda a feridade. Vunesp A oitava apresentada constitui a terceira estrofe de Os lusíadas. Entre leões e tigres. c) de um auto vicentino. A quem Neptuno e Marte obedeceram. ó pátria sem justiça. ao menos uma passagem que indique a irreverência de Saramago em relação ao texto de Luís de Camões. percebe-se que Memorial do convento dialoga com os clássicos. futuro do passado. d) da poesia lírica de Antero de Quental.. tosco (. Vunesp Uma leitura atenta da estrofe citada revela que o conteúdo dos primeiros seis versos é retomado e sintetizado nos últimos dois versos. O direito é em ângulo disposto. 101. Aquele diz Itália onde é pousado. do Canto IV de Os lusíadas. que é púlpito dos rústicos. O tipo de verso que Camões empregou é de origem italiana e foi introduzido na literatura portuguesa algumas décadas antes. p. b) o episódio da história de Portugal que serve de núcleo narrativo do poema. O Ocidente. c) de Inês de Castro. no trecho. quaisquer que fossem suas profissões. E toldam-lhe românticos cabelos Olhos gregos. refere-se ao engajamento voluntário dos portugueses na grande empresa que foi a descoberta de novos mundos. e) do Concílio dos Deuses. José Saramago. com olhar sphyngico e fatal. e verei Se neles achar posso a piedade Que entre peitos humanos não achei. Que refrigério sejam da mãe triste. Ali. veio dar-lhe o quadrilheiro uma cacetada na cabeça. ó rei infame. que aqui viste. por Sá de Miranda. poema épico publicado em 1572.. Que outro valor mais alto se alevanta. Memorial do convento..) ***valado – elevação de terra que limita propriedade rústica Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. o reino Lusitano. o poema Os lusíadas toma como ponto de referência um episódio da história de Portugal. Já no Memorial do convento. e) da poesia épica camoniana. 103. Onde a terra se acaba e o mar começa III. em que se apóia o rosto.. de Fernando Pessoa. e o texto III é um poema do livro Mensagem. e tendo assim clamado.

e outra protestando. marítimos e suntuários. revela seu descontentamento com a decadência de seu país. guerreiros.. Na obra Os lusíadas. o gênero lírico porque é um episódio que narra os amores impossíveis entre Inês e seu amado Pedro. seus contemporâneos. Ventura: destino. em Os lusíadas: Por isso. de Luiz de Camões. que remontam à época da dominação romana. e) Inês de Castro. dentro da epopéia camoniana. mais tarde. o sofrimento popular decorrente dos empreendimentos dos nobres. logo na apresentação do poema. exemplos negativos que fazem os portugueses “tão ásperos”. de Homero. não é possível afirmar que: a) “O Velho do Restelo”. Pios Enéias: Enéias generosos. 7. Aquiles feros: Aquiles bravos. e) a citação de heróis da cultura greco-latina. Não há também Virgílios nem Homeros. Virgílios nem Homeros: referência aos dois poetas épicos da Antigüidade Clássica. o poeta vale-se de uma forma livre. A partir das afirmações expostas. A leitura atenta da estrofe transcrita de Os lusíadas permite concluir corretamente que: a) Camões antecipa uma das críticas que fará. já criticava. que vão clamando. a) O velho se identifica com a segunda corrente apresentada na afirmação. Nem haverá. Em muitas passagens do trecho transcrito. por sua idade e falta de sensatez. apresenta um discurso que não deve ser avaliado. referência ao protagonista da Ilíada. d) há uma reclusa explícita da influência clássica de Virgílio e de Homero. Ó doce e amado esposo. Mas o pior de tudo é que a ventura Tão ásperos os fez. engrandecia com sua fala as façanhas dos navegadores. 4. de Virgílio. Pios Enéias nem Aquiles feros. 5. sorte. outra voltada para a renovação do perfil econômico do país. respectivamente: a) O Velho do Restelo. nesse episódio. UniCOC-SP Lamentando o descaso dos portugueses. Dos episódios “Inês de Castro” e “O Velho do Restelo”. da obra Os lusíadas. Tão rudes e de engenho tão remisso. c) afastando-se do rigor formal dos decassílabos e da oitava-rima. experiência de vida. tão “austeros” e “tão rudes”. 107. d) O velho não se posiciona sobre as navegações. 6. aptidão. índole. diz Camões. mais preocupada com a agricultura e com princípios da velha nobreza fundiária. a posição subalterna da mulher na sociedade tradicional portuguesa. numa antevisão profética. embotado. Memorial do convento. não se acabavam as lamentações. Engenho: habilidade. aos portugueses de sua época. Fuvest-SP Já vai andando a récua dos homens de Arganil. 3. visando a criticar o mesmo aspecto da vida de Portugal que Camões. e não por falta de natura. b) O velho se identifica com a primeira corrente apresentada na afirmação. um dos muitos espectadores na praia. 70 . e) O Velho. tanto que os montes de mais perto respondiam. 106. e) O velho. conhece bem a situação econômica de Portugal na época. c) O velho. a sangria populacional provocada pelos empreendimentos coloniais portugueses. b) o poeta retoma o mesmo tom ufanista da proposição. acompanham-nos até fora da vila as infelizes. no epílogo do poema. referência ao protagonista da Eneida. piedosos. o narrador cita textualmente palavras de um episódio de Os lusíadas. previu os desastres futuros que se abateriam sobre a pátria e que arrastariam a nação portuguesa a um destino de enfraquecimento e marasmo. Tão remisso: acanhado. na qual. e tão austeros. uma das cenas marcantes é a do Velho do Restelo. a quem eu tinha só para refrigério e doce amparo desta cansada já velhice minha. como era uma pessoa estudada e de origem nobre. O episódio camoniano e o aspecto criticado são. Que a muitos lhe dá pouco ou nada disso. b) Aljubarrota. revaloriza elementos tradicionais de cultura ibérica medieval. Ó filho.105. para com a arte da poesia. desleixado. quase movidos de alta piedade (. Natura: talento. b) “Inês de Castro” caracteriza. d) O Velho do Restelo. 108.) José Saramago. qualidade inata. c) Restelo era o nome da praia em frente ao templo de Belém.. negligente. 2. assinale a alternativa correta. a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana. como Aquiles e Enéias. de onde partiam as naus portuguesas nas aventuras marítimas. d) Tanto “Inês de Castro” quanto “O Velho do Restelo” são episódios que ilustram poeticamente diferentes circunstâncias da vida portuguesa. criada por ele mesmo. o abandono dos idosos decorrente dos empreendimentos bélicos. c) Aljubarrota. qual em cabelo. havia duas correntes de opinião em Portugal: uma fundada em valores medievais. capacidade. na época da expansão mercantilista. se este costume dura. UniCOC-SP Podemos afirmar que. mais preocupada com o comércio e com os princípios da burguesia em ascensão. Seu discurso é sobre questões metafísicas. 1. o sofrimento feminino causado pelas perseguições da Inquisição.

já velho e com um “saber só de experiências feito”. o poeta aponta dois dos motivos que. O nome que no peito escrito tinhas. puro amor. Um dos mais famosos sonetos de Camões assim se inicia: Transforma-se o amador na cousa amada. Os lusíadas. Não tenho logo mais que desejar. que tanto sublimaram: E também as memórias gloriosas Daqueles reis que foram dilatando A Fé. Que. I. Como se fora pérfida inimiga. como um todo. em Os lusíadas: I. Na segunda estrofe. d) retrata a beleza de Inês. Deste causa à molesta morte sua. De teus anos colhendo doce fruito. Pois em mim tenho a parte desejada. b) Explique os sentidos desses versos. c) Aponte uma passagem da obra que desmente a visão expressa pelo poeta nesses versos. Os lusíadas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. tu. 111. Camões. Tuas aras banhar em sangue humano. Desse episódio. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. legítima herdeira do trono de Portugal. humanizando os versos. Aos montes ensinando e às ervinhas. Cale-se de Alexandre e de Trajano A fama das vitórias que tiveram. obra de Camões. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Está correto apenas o que se afirma em: a) I. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. teriam levado os portugueses à expansão marítima. d) I e II. Por mares nunca dantes navegados. PV2D-07-POR-34 II. do qual o trecho exposto faz parte. Que outro valor mais alto se alevanta. As armas e os barões assinalados. 113. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Que a fortuna não deixa durar muito. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. áspero e tirano. e) I e III. o Império. Que eu canto o peito ilustre lusitano A quem Netuno e Marte obedeceram. Estavas. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. a) Aponte os versos em que esses motivos estão explicitados. linda Inês. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do Velho do Restelo. Entre gente remota edificaram Novo reino. Por virtude do muito imaginar. fero Amor. da Ocidental praia lusitana. 112. Quem são os “barões assinalados” a que se refere o poeta na primeira estrofe? 110. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. c) III. E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando: Cantando espalharei por toda parte. entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande. 1-3. Se a tanto me ajudar o engenho e a arte. 114. Naquele engano da alma ledo e cego. Na terceira estrofe. Cessem do sábio grego e do troiano As navegações grandes que fizeram. 109. Transcreva esse verso e explique-o. posta em sossego. pode afirmar-se que seu núcleo central: a) personifica e exalta o amor. segundo ele.Leia o texto a seguir e responda às questões de 109 a 111. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. Cesse tudo o que a Musa antiga canta. Nos saudosos campos do Mondego. O episódio de Inês de Castro. Mais do que prometia a força humana. Passaram muito além da Taprobana. posta em sossego. b) II. PUC-SP Tu só. pode-se ler um verso que resume o conteúdo de todo o poema. pp. Você diria que no quarteto apresentado podemos perceber a visão platônica que Camões tem do amor? Por quê? 71 Se dizem. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Entre perigos e guerras esforçados. e as terras viciosas De África e Ásia andaram devastando. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. É porque queres. . III.

Sempre viva em minha alma te acharão. meu amor. c) expressa-se em temática variada. é correto afirmar que: a) é composta inteiramente segundo modelos do Classicismo renascentista. contendo principalmente temas como o “desconcerto do mundo”. . Fuvest-SP Qual a diferença mais significativa entre a poesia épica e a lírica: o tipo de verso empregado ou o conteúdo? Justifique sua resposta. 116. e) mostra uma atitude puramente emocional. Amo-te. pois. b) Neste poema. presente na saudade. d) tem como elemento fundamental a visão sensual do amor. 121. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. entre outras razões: a) por ter sido o primeiro escritor clássico de Portugal. Alguns escritores. Faltou-te a ti na terra sepultura. d) sonda o sombrio mundo do eu. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. se os meus rudes versos podem tanto Que possam prometer-te longa história Daquele amor tão puro e verdadeiro.. c) no aspecto formal.115. d) por ter escrito a melhor interpretação poética dos valores espirituais. Porque. E. Mackenzie-SP Desde seu descobrimento. um amplo painel da sociedade portuguesa do início do século XVI. enquanto me a mim a vida dura. totalmente adaptada à técnica renascentista. lançando mão de antíteses e paradoxos. b) é composta com versos de “medida nova”. morais e cívicos que distinguiam a civilização portuguesa. da mulher. em cuja mão Pôs meus contentamentos a ventura. Luís de Camões a) Aponte e explique a antítese que há no início do poema. é incorreto afirmar que: a) boa parte de sua realização se encontra na poesia de inspiração clássica. é incorreto afirmar que: a) está escrita em medida velha e medida nova. apesar de se encontrarem. algumas passagens onde se mostram elementos artísticos. b) apresenta-se no estilo clássico e no estilo maneirista. encontrando-se desde temas abstratos até tradicionais. respectivamente. sempre carregada do sentido físico. além da universalização. a que vulgarmente chamamos Brasil 72 120. Sobre a lírica camoniana.. Soneto do amor total Amo-te tanto. após tal evento. c) por ter criado o teatro popular. do amor e do mundo. sendo este último uma transição para o Barroco. b) sua temática é variada. 119. enquanto no mundo houver memória. Mas. c) tem em seu centro a tentativa de compreensão da natureza. em que circunstâncias se deu essa morte? Quais os versos que se referem a ela? c) Qual o tipo de verso empregado? Trata-se da medida velha ou da nova? d) Por que se trata de um soneto? Qual seu esquema de rimas? 123. d) estabelece. Será minha escritura teu letreiro. de uma literatura de teor informativo. uma visão platônica do conceito amoroso.. às vezes. Trata-se. não cante O humano coração com mais verdade. escreveu-se sobre o Brasil. Eternamente as águas lograrão A tua peregrina fermosura. compuseram textos com o propósito fundamental de retratar não só a terra recém-descoberta como também as características de seus habitantes. erótico. Por que me falta a mim consolação. na literatura portuguesa. da natureza e de Deus. a) Carta do descobrimento b) Tratado da terra do Brasil c) Tratado descritivo do Brasil d) Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda e) História da província de Santa Cruz. 118. Camões distinguiu-se. Mackenzie-SP Sobre a lírica camoniana. através da introspecção. sem a reflexão e o racionalismo próprios do Classicismo. o poeta procura conceituar o amor. há referência a um acontecimento que parece ter relação com um dado da biografia de Camões: a perda da amada. Cara minha inimiga. “a mutabilidade das coisas” e o “ideal de perfeição”. 122. Aponte a alternativa em que se encontra o nome de um texto que não se encaixe nessa tendência. Sobre a lírica de Camões. e) muitas vezes. b) por ter sido o maior caricaturista da sociedade portuguesa do século XVI. em versos redondilhos e versos decassílabos. enfim. Segundo o poema.. Amo-te a fim de um calmo amor prestante E te amo além. Celebrada serás sempre em meu canto. Quais são os temas da lírica camoniana? 117. é toda construída em versos decassílabos em oitava rima. isto é. e) busca.

. e a terra por cima toda chã e muito cheia de arvoredos. / É dor que desatina sem doer. esplendor e sepultura: Ouro nativo. 125. que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela.Amo-te como um bicho. Vunesp Língua Portuguesa Última flor do Lácio. Tem macaco até demais. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. (. inculta e bela És. seleção. sátiras. Reforçai. prefácio e notas de Massaud Moisés Carta de Pero Vaz A terra é mui graciosa. de circulação restrita. / É ferida que dói e não se sente. em Antologia poética. c) teatro de sátira política e crônicas sobre o cotidiano das pequenas cidades. UFBA As manifestações literárias no Brasil do século XVI foram. 126. Tuba de alto clangor. De plumagens mui vistosas. nem lho vimos.. Unicamp-SP Amor é fogo que arde sem se ver. Indique: a) a diferença entre o texto original e o segundo. por bem das águas que tem. Salvo o devido respeito. b) poemas épicos indianistas e poesia lírica de caráter religioso. Os dois textos. Sophia M. delas brancas. infindas. No chão espeta um caniço. em função da descrição da terra. c) cantar a Pátria é o centro das preocupações. muito chã e muito formosa. Porém a terra em si é de muito bons ares. Pero Vaz de. PV2D-07-POR-34 . através de critérios formais e temáticos. muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. É um contentamento descontente. nem coisa alguma de metal ou ferro. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Mal de te amar neste lugar de imperfeição Onde tudo nos quebra e emudece Onde tudo nos mente e nos separa. aspectos em que ambos se aproximam e aspectos em que ambos se distanciam. d) encontra-se uma fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX. Tem goiabas. Diamantes tem à vontade. Banana que nem chuchu. 128. d) obras de caráter pedagógico. representantes de dois períodos literários distantes. querendo-a aproveitar. de que nós deste porto houvemos vista.. E de amar assim. Tem.. A carta de Caminha. A crítica costuma apontar Vinícius de Moraes como um dos herdeiros da lírica camoniana. Fuvest–SP Na lírica de Camões: a) método usado para a composição dos sonetos é a redondilha maior. 124. 127.) Águas são muitas. Andresen. e) cartas dos colonos aos familiares da metrópole e documentos de protesto contra a escravização dos negros. A terra Esta terra. a um tempo. Compare-os. Aponte semelhanças entre as duas obras tanto do ponto de vista temático quanto formal. delas vermelhas. E em tal maneira é graciosa que. Vossa perna encanareis.. Terror de amar. Murilo. Quanto aos bichos.B. melancias. Lírica de Camões. Caminha. de Sophia M. b) encontram-se sonetos. dar-se-á nela tudo. tem-nos muitos. ao longo do mar. revelam duas perspectivas diferentes. simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. o primeiro é de Luís Vaz de Camões (século XVI) e o segundo. B. senhor. Terror de te amar num sítio frágil como o mundo. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. fundamentalmente: a) relatos de viajantes e missionários estrangeiros e escritos catequéticos de Anchieta. b) o período literário a que corresponde cada texto. Dos dois textos transcritos. lira singela. Esmeralda é para os trouxas. nem prata.. discutindo. me aparece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Tão fértil eu nunca vi. História do Brasil. Senhor. assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho. Livro dos sonetos. grandes barreiras. nalgumas partes. Amo-te assim desconhecida e obscura. despojada de espiritualidade. a arca. Cruzados não faltarão. Vinícius de Moraes. De ponta a ponta é tudo praia-palma. odes e autos. Andresen (século XX). A gente vai passear.) Nela até agora não pudemos saber que haja ouro. que tens o trom e o silvo da procela E o arrolo da saudade e da ternura! 73 MENDES. e) a mulher é vista em seus aspectos físicos.(.

e lançou-as ao pescoço. 74 A terra é tão fermosa e de tanto arvoredo tamanho e tão basto que o homem não dá conta. Assinale o fragmento da Carta de Caminha que já revela a mencionada característica: a) Viu um deles umas contas de rosário. Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões. . responda: o que o poeta quis dizer nos dois primeiros versos? 130. Poesias reunidas Caetano Veloso. Sabendo disso. folgou muito com elas. Águas são muitas e infindas. 129. a) Qual o tipo de verso empregado no poema? b) Trata-se de um poema tipicamente clássico? Justifique sua resposta. Tupis em alvoroço. no exílio amargo. brancas. ó rude e doloroso idioma. O culto à natureza. Porque nela vivo Já não quer que viva. Tribos guerreiras. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. Oswald de Andrade. em Velô (1984) Além de Luís de Camões. retirado de um poema de Camões. Unama-PA Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra Os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha. c) Mas a terra em si é muito boa de ares. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos Que para meus olhos Fosse mais fermosa. tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra. assim os achávamos como os de lá. que dela se pode tirar. Tarde (1919) (a Violeta Gervaiseau) Gosto de sentir a minha língua roçar A língua de Luís Camões. neste tempo de agora. me parece que será salvar esta gente. Em que da voz materna ouvi: “meu filho!” E em que Camões chorou. querendo aproveitá-la. 131. dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. todos nus. como quem diz que os havia ali. o poema de Caetano menciona outros dois escritores. e) Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo. troféus verdes na ponta dos chuços e das lanças. “Minha pátria é minha língua” – Fala Mangueira! Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode Esta língua? b) Assim. quando o batel chegou à foz do rio. Leia o texto seguinte. E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade. Aquela cativa Que me tem cativo. No clarão matutino os tucanos rombudos eram como figuras a lápis encarnado e que houvessem fugido do caderno escolar em que Deus aprendia desenho. sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas. c) A expressão “cativo(a)” quer dizer “escravo(a)”.Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te. característica da Literatura Brasileira. em menino. estavam ali dezoito ou vinte homens pardos. d) Porém o melhor fruto. porque. tão frio e temperados como os de Entre-Douro e Minho. que aparece mencionado nos dois textos. E quem há de negar que esta lhe é superior? E deixa os portugais morrerem à míngua. tem sua origem nos textos da Literatura de Informação. Cite pelo menos uma obra importante de cada um destes dois literatos. Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa. Jequitiranabóias. mansas. O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Língua Olavo Bilac. De tal maneira é graciosa que. acenou que lhas dessem.

. 135. tarde a rosa? Gregório de Matos Continuamente vemos novidades. Rosa. ferro a planta. Fábio. Cassianos Ricardo.. expressivas de uma fé profunda. nau vistosa.. Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. têm seu referencial na origem e na formação da Literatura Brasileira.. como vasos e taças.... PV2D-07-POR-34 O tempo cobre o chão de verde manto. pois o cientificismo da época valoriza especialmente a ação humana. de uma linguagem castiça em sonetos que muitas vezes procuravam descrever objetos raros e preciosos.. arrasta presumida. a) Literatura dos jesuítas — Auto de São Lourenço b) Literatura dos viajantes — Carta do Descobrimento c) Literatura dos viajantes — Tratado da terra do Brasil d) Seiscentismo — Prosopopéia e) Seiscentismo — Sermão da sexagésima Capítulo 3 134... na alegoria. Púrpuras mil.. o Auto de São Lourenço destaca-se como obra catequética de influência medieval. b) no teatro. 75 . Muda-se o ser. Luís Vaz de Camões Texto 2 É a vaidade. Tomando sempre novas qualidades.. arrasta destemida.. De que importa.. se aguarda sem defesa Penha a nau. e) sua obra teatral.. Com presunção de Fênix generosa... Diferentes em tudo da esperança. alentos preza: Mas ser planta. Florida galeota empavesada Sulca ufana. e) Suas peças apresentam sempre o duelo entre anjos e diabos.. e) uma postura bastante otimista.. que em breve ligeireza. c) uma linguagem rebuscada.. ser rosa.) as saudades. É planta. mostrando um homem em conflito entre o pecado e o perdão divino. tornar mais acessíveis às mentes indígenas os conceitos e os dogmas do cristianismo.. d) Escreveu tanto uma literatura de caráter informativo como de caráter pedagógico... que da manhã lisonjeada. dando destaque ao sofrimento amoroso e à religiosidade inata do homem. E do bem (se algum houve. exceto: a) Foi o mais importante jesuíta em atividade no Brasil do século XVI. UFV–MG Sobre José de Anchieta. Os excertos mostrados. entremeada de inversões e figuras. muda-se a confiança. nesta vida. Ufla-MG Todas as alternativas sobre o Padre José de Anchieta são corretas.. Galhardias apresta.. Do mal ficam as mágoas na lembrança. E em mim converte em choro o doce canto. moldou-se nos padrões renascentistas.. c) na poesia lírica. d) um requinte formal. encontram-se suas mais belas composições. Cada qual com o seu sol de plumas à cabeça. em que o homem se sente capaz de igualar as capacidades dos deuses. d) apesar de pautada na língua e na cultura do índio. UniCOC-SP É correto afirmar que a estética barroca se valeu de: a) um acentuado equilíbrio em suas manifestações artísticas.. sua produção literária não se caracteriza como literatura já tipicamente brasileira.. Assinale a alternativa que identifica esse referencial.... b) Foi o grande orador sacro da língua portuguesa.. vermelhas araçóias. enfim. Martim Cererê 132... que de abril favorecida. Que já coberto foi de neve fria. cocares multicores.Colar de osso ao pescoço. Guerreiros da manhã que haviam já descido dos Andes à procura da Noite. b) uma insatisfação em relação à vida de sua época.. Todo o mundo é composto de mudança. mudam-se as vontades. é incorreto afirmar que: a) cultivou especialmente os autos.... E afora este mudar-se cada dia. Por mares de soberba desatada. É nau. Airosa rompe. c) Estudou o tupi-guarani. marcadamente alegórica e antireligiosa. escrevendo uma cartilha sobre a gramática da língua dos nativos.. buscando. UniCOC-SP Texto 1 Mudam-se os tempos.. que sempre o favorecem. .. de poetas da 1ª fase do Modernismo. com seus sermões barrocos. que estaria para os lados do Atlântico. com ambição dourada. 133...

A lua nas janelas bate em cheio... a) O texto 1 é claro exemplo de poesia neoclássica.. exceto: a) forma e conteúdo. que possibilitou. Vinícius de Moraes Um dos recursos instaurados pela contemporaneidade poética é a “liberdade de expressão”. Ah! dia do juízo! Ah! pregadores! Os de cá..... os que semeiam sem sair são os que se contentam com pregar na pátria.. em Castro Alves.... não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente. Delinqüido vos tenho. b) jogo de palavras... o sol e o dia: . Maria! É tarde... Arrependido a tanta enormidade. e ofendido. com mais passos. Que aspectos da arte barroca são encontrados no trecho exposto? 140.. não mais que de repente.. b) sentidos e inteligência. Todos terão sua razão.. Aos que têm a seara em casa. possivelmente um amigo do poeta. Gregório de Matos Gregório de Matos d) vida e morte..é tarde.... a) Retire do poema duas antíteses..... Senhor. goza da flor da mocidade Que o tempo trata a toda ligeireza E imprime em toda flor sua pisada... Em teus olhos e boca. aspectos contrastantes fundidos no Barroco. relacionam-se respectivamente a todas as oposições a seguir.. e hão-lhes de contar os passos.. c) Enquanto o texto 1 aborda a temática do desconcerto do mundo.. à China... c) imaginação e razão..... no caso a Fábio.. Goza. Ofendido vos tem minha maldade. a permanência de modelos clássicos do fazer poético... b) Que estilo de época acrescenta à presença de antíteses o exagero expressivo como reflexo de um intenso conflito espiritual? 137. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama. Vencido que ver-me e arrependido. Mas não me digas descobrindo o peito Mar de amor onde vagam meus desejos Castro Alves Nos versos acima..... mas tudo tem sua conta. Ofendido vos tem minha maldade....... em que se presta homenagem a alguém.... Maldade que encaminha a vaidade... 76 . fundamentada na religiosidade contra-reformista.. Os que saem a semear são os que vão pregar à Índia. que hei delinqüido. b) A temática de ambos é a mesma: o desconcerto do mundo.. há outros que semeiam sem sair. além do uso da antítese para expressar a angústia da separação.. 139. e o romântico... As convergências se devem a que: a) a visão do amor.... 136.. achar-vos-eis com mais paço: os de lá... sublimando o sentimento. pagar-lhes-ão a semeadura: aos que vão buscar a seara tão longe. Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear... em Gregório de Matos.. Boa-noite.. d) O texto 1 é exemplo de poema cuja temática é a frustração amorosa... e) O texto 2 é um caso de poesia encomiástica... Fuvest-SP Leia atentamente o texto.. apresentam pontos de divergência e convergência...... Soneto da separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.. Padre Antônio Vieira Todas as características barrocas citadas podem ser identificadas no texto. Maria! Eu vou-me embora.. o lirismo barroco. UFPB Leia o texto abaixo e responda ao que se pede. observa-se o resgate da forma fixa. assunto sutilmente abordado no texto 2... Vaidade que todo me há vencido. e) raciocínio rebuscado. e) fantasia e raciocínio.. apesar de pertencerem a movimentos literários diferentes. d) jogo de idéias..... Boa-noite. . c) contraposição de espírito e matéria. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente. UFPE Discreta e formosíssima Maria Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora. 138...... De repente. inclusive. É verdade...... Não me apertes assim contra teu seio..... distanciados por séculos. ao Japão. exceto: a) gosto pelas antíteses.... Em Soneto da separação.. Fuvest-SP O cultismo e o conceptismo.. elimina a expressão do amor físico....... o texto 2 combate a vaidade e o culto da aparência...... hão-lhes de medir a semeadura. enquanto o texto 2 é nitidamente barroco.. b) as relações amorosas são apresentadas de uma maneira sensual e ardente.Assinale a alternativa correta sobre os textos dados..

sendo parte. e) o uso de contrastes. 142. Ao raio. a) O cultismo opera através de analogias sensoriais. Não se diga que é parte. b) predomínio do equilíbrio em todas as formas artísticas. c) estilo rebuscado como manifestação de angústia. 145. b) Cultismo e conceptismo são partes construtivas do Barroco que não se excluem. sintáticas e sonoras. De comum. à luz formosa. É possível localizar no mesmo autor e até no mesmo texto os dois elementos. Uniube-MG Castigada. silogismos. d) O cultismo na Espanha. céu e terra ligados. os poetas descrevem suas amadas recorrendo a metáforas alusivas a elementos da natureza. simultaneamente angelicais e demoníacas. para deliciado pasmo do espírito dialético. expressos na tendência ao exagero e ao hiperbólico. a argumentação. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. [a mariposa] Por ousada. a economia de recursos expressivos. na sua brevidade. Assinale a alternativa incorreta. 143. b) a economia de recursos de estilo. Ufla-MG Assinale a alternativa que contém características incompatíveis com o estilo de época conhecido por Barroco. se segue a noite escura. apenas o objetivo de surpreender pela singularidade espantosa. d) utilizando o discurso direto. 77 PV2D-07-POR-34 . cor e riqueza. Mas se a parte faz o todo. sobrenatural humanizado. a extrema contenção. A parte sem o todo não é parte. pelo abuso no emprego de figuras semânticas. malograda. e) em ambos os poemas. em detrimento de conteúdo. a impessoalidade da expressão e do léxico. a concisão. colisão de cores e excesso de relevos. d) o uso intenso de metáforas. a reiteração das idéias. recurso tão encontrado nos textos barrocos. b) Gosto pela polêmica. os dois aspectos construtivos do Barroco. as mulheres são descritas como figuras contraditórias. para isso. Cai triste. sendo o todo. Em tristes sombras morre a formosura. no Sermão da Sexagésima. morre abrasada. d) predomínio de forma. Sobre cultismo e conceptismo. Em todo o Sacramento está Deus todo. a reiteração das idéias. O Barroco surgiu como reação aos ideais da Idade Média e à valorização demasiada da Antigüidade Clássica. o que se concretiza no discurso pelo emprego de sofismas. d) o culto do amor cortês. ao resplendor. Em contínuas tristezas e alegria. de um soneto de Gregório de Matos Guerra. que formula o conceito engenhoso. Duas atitudes diferentes. apresentando: a) a fusão do teocentrismo com o antropocentrismo. Quais são os dois processos a que se refere o crítico português. b) a utilização de rimas alternadas. E todo assiste inteiro em qualquer parte. Depois da luz. os seguintes versos de Gregório de Matos: O todo sem a parte não é o todo. de pompa e grandeza heróica. pelo panfleto. c) a forte presença de antíteses. valorizando a identificação dos seres por metáforas. e o conceptismo de Quevedo foi o que maiores influências deixou em Gregório de Matos. d) As coisas. O texto lembra que na estética barroca foram freqüentes: a) a tendência ao narrativo. por débil. O conceptismo valoriza a atitude intelectual. paradoxos.c) o tema do Carpe diem faz referência ao aproveitamento da vida e da beleza. esse tema aparece em ambos como uma reflexão sobre a transitoriedade das coisas. 141. pessoas e ações não são descritas. Portugal e Brasil é também conhecido como gongorismo e seu mais ardente defensor. respectivamente? 144. racionalismo e objetividade. o uso de léxico não-poético. e) a fusão do pecado com o perdão. Utilize. a) Contradições. 147. c) Sentido de universalidade. o uso de léxico não-poético. dois diferentes processos: a atitude sensual de rebusca do mais pulcro e fulgurante para o encanto dos olhos. fica vã. e) Os métodos cultistas mais seguidos por nossos poetas foram os de Gôngora e Marini. Fuvest-SP Nasce o Sol. a impessoalidade da expressão. c) a prolixidade. a tendência ao descritivo. Em qualquer parte sempre fica todo. e não dura mais que um dia. E feito em partes todo em toda a parte. assinale a única alternativa incorreta. por briosa. 146. Hernâni Cidade c) O cultismo é perceptível no rebuscamento da linguagem. e) o uso de aliterações. Na estrofe acima. e) Largo sentimento de grandiosidade e esplendor. mas apenas evocadas e refletidas através da visão das personagens. Explique o conceito de “cultismo”. propõe a primazia da palavra sobre a idéia. a atitude intelectual. desfeita. a principal característica do Barroco é: a) o culto da Natureza.

conforme lembram os excertos mostrados. A vós divinos olhos. De pó te fez espelho. E não o Vosso amor. a que não consegue dar sentido. d) é densamente espiritualizado. 150. e em terra hás de tornar-te.) Ambicioso. o poeta: a) demonstra grande apreço pela sociedade baiana. mau grego e pior latim Famoso em cartas. neste conflito Espero em Vosso amor de me salvar. Parece coisa de riso. em que se veja A vil matéria. Que é terra. Podemos afirmar que. Eu sei de um clérigo zote Parente em grau conhecido Destes. De pó te faz espelho em que se veja A vil matéria de que quis formar-te. o poeta barroco não raro expressa: a) o medo de ser infeliz. o sentimento de nulidade diante do poder divino. c) é fortemente moralista e exorta o homem a desprezar os prazeres e a vida terrena. nesse fragmento. b) traz ao leitor uma visão paradisíaca da existência. Assinale a opção em que ocorre o mesmo tipo de argumentação. a salvação é certa. e em terra hás de tornar-te. estais despertos E. Queimada veja eu a terra. e dados (. por não condenar-me. infinito. c) A razão que o poder divino impõe ao ser humano faz com que ele confie no amor e na salvação. E se assopra a vaidade. d) O amor de Cristo. Onde em casa. o poeta Gregório de Matos. Te lembrar hoje Deus por sua Igreja. onde o torpe idiotismo chama aos entendidos néscios. Essa razão me obriga a confiar Que. avarento. d) a necessidade de ser piedoso e caritativo. a desilusão diante da falência de valores terrenos e divinos. estais fechados. Alerta. abençoada pelo sacrifício da divindade. 151. eclipsados. valoriza a capacidade do indivíduo de fruir os aspectos positivos que o mundo lhe oferece. que é infinito. Lembra-te Deus. e incha o pano. tome hoje terra. Te põe à vista a terra. porque a divindade o espreita. baixel humano Se busca a salvação. 78 a) O amor divino pode salvar o ser humano do conflito de confiar na infinitude do pecado. Esses versos que o poeta barroco Gregório de Matos dirige a Cristo apresentam uma visão sofismática típica da época. O poema acima desenvolve uma metáfora. USF-SP Que és terra. E como o teu baixel sempre fraqueja Nos mares da vaidade. Porém pode ter fim todo o pecar. d) usa de antítese. Pois. que és pó para humilhar-te. homem. não raro: a) se angustia com a fatuidade e a brevidade da existência e busca a redenção pela religiosidade. c) fortalece uma visão positiva do consórcio das raças. uma imensa angústia em face da vida. Das próprias negras amigo. De tanto sangue e lágrimas cobertos. e) é fortemente emocionado e. onde peleja. e) O conflito divino induz o ser humano a buscar o amor infinito com a salvação. característica da linguagem barroca. ESPM-SP Considere os versos: Mui grande é Vosso amor e meu delito.148. homem.. por conseqüência. alerta pois. aos néscios chama entendidos. Conforme sugere o excerto. Cefet-PR Queimada veja eu a terra. b) Como o amor de Cristo é muito maior que o pecado do indivíduo. FCC-BA Teme o fim. a) De que metáfora se trata? b) Qual o desenvolvimento que o poema dá a ela? . faz o poeta desejar o fim do ato de pecar.. No fragmento poético-satírico mostrado. para perdoar-me. O texto barroco. por mais que pequei. ao sair da Bahia colonial. Na proa a terra tens. 149. Te lembra hoje Deus por sua Igreja. onde salvar-te. fortemente religioso e descompromissado com a observação da realidade física e com os aspectos materiais do mundo. e) descreve de modo imparcial o meio colonial baiano. c) a percepção de que não há saídas para o homem. que o vento berra. e nos corrilhos Os asnos me chamam d’asno. Todo o lenho mortal. que a temê-lo A própria formosura te convida. que não sabem musa. flor ufana. de que quis formar-te. para exaltar os baianos. sempre vigilante. paralela à vontade de fruir até as últimas conseqüências o lado material da vida. Que a terra de hoje é porto soberano. b) a consciência de que o mundo terreno é efêmero e vão. e) a revolta contra os aspectos fatais que os deuses imprimem a seu destino e à vida na terra. amaina. b) reforça o preconceito em relação ao elemento negro. 152. e ferra. escreve sobre essa sociedade e seus integrantes. a certeza de que o aguardam o inferno e a desgraça espiritual.

são necessárias três coisas: olhos. com intenção doutrinária. porque roubais em uma armada. quo regem animum latronis et piratae habentem. O pregador concorre com o espelho. O roubar 10 pouco é culpa. se de uma parte dizem desceu. que não era medroso nem lerdo. da outra hão de dizer subiu. ou da parte de Deus. da outra há de estar noite. porém. critica alguns excessos do estilo ________. valores terrenos e aspirações espirituais. por sua formação lusitana. fizer o que faz o ladrão e o pirata.153. 79 PV2D-07-POR-34 . e também o das palavras. Para um homem ver a si mesmo. espelhos e luz. 157. há de haver três concursos: há de concorrer o pregador com a doutrina. PUC-MG O texto a seguir. demonstrava desinteresse por assuntos mundanos. ou qualquer outro. e vós. sois imperador? – Assim é. não se ocupou de problemas locais. PUC-RJ 01 Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia. todos têm o mesmo lugar. Padre Vieira. utilizava-O para justificar todos os acontecimentos políticos e sociais. mas sim que é uma literatura barroca de qualidade inferior. somadas à religiosa. Deus concorre com a luz. senhor. se de uma parte dizem luz. o roubar com muito. Para uma alma se converter por meio de um sermão. sou ladrão. de estilo conceptista. d) Com Antônio Vieira. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos. usando uma retórica aprimorada. que despreza a linguagem rebuscada. é necessária luz e é necessário espelho. o roubar muito é grandeza. de Pe. que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações. alumiando. e) Não se deve dizer que a literatura seiscentista brasileira seja inferior por ser barroca. que eu. porque roubo em uma barca. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas. Dê argumentos que permitam considerar o padre Antônio Vieira como um expoente tanto da literatura portuguesa quanto da literatura brasileira. da outra hão de dizer sombra. percebendo. Fuvest-SP A respeito do padre Antônio Vieira. a) antíteses – barroco b) metáforas – arcádico c) metonímias – romântico d) antíteses – arcádico e) metonímias – barroco 156. persuadindo. Logo. Gregório de Matos também escreveu poesia lírica e religiosa. d) em função de seu zelo para com Deus. percebe-se o dualismo barroco: mistura de religiosidade e sensualismo. e) O cultismo caracteriza-se como uma seqüência de raciocínios lógicos. o Padre Antônio Vieira segue os moldes da parenética medieval. condenando o abuso de ____ ______. repreendeu-o muito 05 Alexandre de andar em tão mau ofício. a uns e outros definiu com o mesmo nome: 15 Eodem loco pone latronem et piratam. no trecho. que é o conhecimento. ou da parte do ouvinte. o roubar com pouco poder faz os piratas. Se de uma parte está branco. há de concorrer o ouvinte com o entendimento. Aprendamos do céu o estilo da disposição. 158. Se o Rei de Macedônia. – Basta. tendo nascido pela mão dos jesuítas. Antônio Vieira. d) Apesar de ser conhecido como poeta satírico. Mas Sêneca. c) A literatura no Brasil colonial é clássica. a estética barroca atinge o seu ponto alto em prosa no Brasil. os Alexandres. a literatura brasileira do quinhentismo é uma típica manifestação barroca. três características do estilo. o ladrão. b) Caracteriza o Barroco a tentativa de unir os valores medievais aos renascentistas. 154. No excerto. a) Julgada em bloco. respondeu assim. o homem concorre com os olhos. que é doutrina. ele. 155. c) O poema épico Prosopopéia foi escrito em versos decassílabos e oitava-rima e é considerado o marco inicial do Barroco no Brasil. pertence ao estilo barroco. Mackenzie-SP Assinale a alternativa incorreta. misticismo e erotismo. Assinale a alternativa incorreta. b) procurava adequar os textos bíblicos às realidades de que tratava. c) dada sua espiritualidade. e) mostrou-se tímido diante dos interesses dos poderosos. Comente esta afirmativa em função do texto acima. pode-se afirmar que: a) embora vivesse no Brasil. e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os pescadores. como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. com exceções raras. há mister luz. o pirata e o rei. de padre Antônio Vieira. há de concorrer Deus com a graça. identificando. que é a graça. e merecem o mesmo nome. Uma das mais importantes características da obra do Padre Antônio Vieira refere-se à presença constante em seus sermões das dimensões social e política. 159. a) Em seus sermões. se de uma parte está dia. Comprove a afirmação. da outra há de estar negro. Fragmento do Sermão do bom ladrão. há mister espelho e há mister olhos. b) Na poesia de Gregório de Matos. Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador.

b) Não diz Cristo: saiu a semear o semeador. Releia o texto dado e. as ações. busco o que desejo. achar-voseis com mais paço. era dedicado o tempo dos padres. para amar. Nos trechos a seguir. responda: quantas e quais são as espécies de “amor”. respectivamente. os outros furtam debaixo do seu risco. se amo para que me amem. 80 Padre Antônio Vieira.. quia amo. com aqueles seus raios estendidos parece uma estrela. Lendo atentamente a seqüência do texto em pauta. é obrigação. justifique como se dá o amor de Cristo a Judas. se furtam. estes roubam cidades e reinos. diz assim: Amor non quaerit causam. e) Os outros ladrões roubam um homem. segundo Vieira? 163. 164. Vunesp Em sua argumentação insistente e repetitiva. Vieira aborda fundamentalmente o tema do “amor”. entre suas características. nec fructum: “O amor fino não busca causa nem fruto”. d) Vieira afirma que as atitudes do pregador. Se amo porque me amam. com os conectivos porque e para que em orações como: “porque me amam” e “para que me amem”. qual cuidais que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes. extraídos de Os sermões. não importa nada. Ter nome de pregador. esse só é fino. os outros. e) Vieira afirma que as atitudes do pregador. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito. na ordem em que aparecem. E tal foi a fineza de Cristo. 165. em cuja prosa coexistem os princípios barrocos do cultismo e do conceptismo. tem fruto: e amor fino não há de ter por quê. a vida. e as ações são as que dão o ser ao pregador. e o _____________ com o uso de silogismo. na vida pessoal. se amo para que me amem. c) Vieira despreza a atividade do pregador. estes furtam e enforcam. c) Os mortos são pó. são as que convertem o mundo. tem o amor causa. Vieira sintetiza a sua teoria do amor com a frase: “O amor fino não busca causa nem fruto”. é considerado um dos maiores oradores de todos os tempos. estes sem temor nem perigo. devem estar totalmente desligadas de sua pregação ao púlpito. com mais passos. com seus jogos de palavras. é agradecido. Bernardo o amor fino. de acordo com a argumentação de Vieira. Texto para as questões de 162 a 164. os de lá. e aos demais. com aquele seu capelo na cabeça. na vida pessoal. assinale a opção que não seja exemplo de nenhuma das características citadas por Affonso Ávila. e outra o que semeia. quem ama para que o amem.160. mas notou o Evangelista com especialidade a ciência do Senhor. porque amo. em respeito de Judas. para as quais. Da mesma maneira. 162. ora pela empostação mais sóbria de antítese e de paradoxo”. Pois como há de amar o amor para ser fino? Amo. e outra o que prega. ou ser pregador de nome. Em seus sermões. b) Vieira defende que os religiosos da época deviam dividir seu tempo entre a pregação e o trabalho agrícola. nós também somos pó: em que nos distinguimos uns dos outros? Distinguimo-nos vivos dos mortos. Vieira. a seguir. b) justifique-a em função da teoria de amor proposta por Vieira. em língua portuguesa. são enforcados. e amo. ENEM A respeito de Padre Antônio Vieira. embora diluídos em meio ao vigor persuasório da composição e atenuados ora por formas de gradação mais paronomásica ou trocadilhesca. ut amem: amo. percebemos que os vocábulos causa e fruto dessa frase apresentam relação contextual. senão.. porque em Judas mais que em nenhum outro campeou a fineza de seu amor. em respeito a Judas. Ora vede: definindo S. amo. processo racional de demonstrar uma asserção. de Padre Vieira. o que semeia e o que prega é ação. UFRGS-RS Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto a seguir. a) gongorismo – exaltação vital – cultismo – preciosismo b) conceptismo – fé – preciosismo – gongorismo c) Barroco – depressão vital – conceptismo – cultismo d) Conceptismo – depressão vital – gongorismo – preciosismo e) Barroco – fé – cultismo – conceptismo 161. Assinale a alternativa que indique a idéia básica do texto apresentado. assim como se distingue o pó do pó. Vunesp O Padre Antônio Vieira (1608-1697). saiu a semear o que semeia. Vunesp Verifique no texto as menções feitas por Vieira ao amor de Cristo pelos apóstolos e. faço o que devo. o crítico literário Affonso Ávila afirma: “Mas o uso de jogos vocabulares do mesmo teor prosseguirá ao longo do discurso. o exemplo. a seguir. a) O polvo. Sermões. fundada na ciência que tinha dele e dos mais discípulos. d) Ah dia do juízo! Ah pregadores! Os de cá. Padre Antônio Vieira é um dos principais autores do _____________. naquele tempo. que considerava extremamente improdutiva e inútil para a vida nacional. devem coincidir com sua pregação no púlpito. . nem para quê. é negociação. Partindo desse comentário: a) explique a relação textual acima mencionada. parece um monge. uma coisa é o semeador. de imagens e de construção. a) Vieira defende a separação entre as atividades religiosas e as agrícolas. Sermão da sexagésima. o ______________. uma coisa é o pregador. Tão inteiramente conhecia Cristo a Judas. No fragmento transcrito. O semeador e o pregador é nome. Se amo porque me amam. as obras. como a Pedro. serve-se freqüentemente do simbolismo das Sagradas Escrituras para desenvolver argumentos de raciocínio complexo. Quem ama porque o amam. mas sempre de modo claro e preciso. movimento em que o homem é conduzido pela ______________ e que tem.

aponta as partes que compõem o discurso argumentativo e ilustra o Barroco. Tudo são palavras de Platão. b) a submissão da sintaxe às regras da clareza. UEL-PR Incêndio em mares d’água disfarçado. É união. de autoria do Padre Antônio Vieira. UFRGS-RS Sobre a poesia de Gregório de Matos Guerra. c) expõe em sintaxe complexa e com metáforas antitéticas os dilemas do amor e do espírito no quadro da Contra-Reforma. há de satisfazer às dificuldades. há de apertar. há de acabar. conforme a presença ou não de determinado fator. monges e prostitutas. mata. Não fala Salomão de qualquer amor. outras vezes amoroso e forte. e o efeito da morte é separar. com os inconvenientes que se devem evitar. e só ali pára. Identifique as partes em que se dividem os sermões de Vieira. A dor faz gritar. há de dividi-la para que se distinga. Nesses versos de Gregório de Matos. Sermão do Mandato. 168. 170. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. forte. diz Salomão. Sabe-se o amor atar. dissera eu. há de impugnar e refutar com toda a força da eloqüência os argumentos contrários. 81 167. b) expõe em sintaxe simples o caráter sereno e amoroso de um pastor que corteja sua amada com promessas de vida amena e burocrática. mas se é excessiva. há de responder às dúvidas. 169. indicando o conteúdo de cada uma delas. divide: Fortis est ut mors dilectio: o amor. O amor é união de almas. mas umas vezes é amoroso e unitivo. o amor excessivo. b) indique o fenômeno físico que Vieira apresenta como uma das provas do que afirma. ocorre um procedimento comum ao estilo da poesia barroca. d) a ordem casual e descontrolada das palavras. como pode ser efeito do amor o apartar? Assim é. como pode ser o amor semelhante à morte? O mesmo Salomão explicou. com as circunstâncias. com os efeitos. é como a morte. O amor essencialmente é união. Antônio Vieira. O amor sempre é amoroso. PUC-SP Há de tomar o pregador uma só matéria. mas se é excessiva. deixa-se atar. cega: a alegria alenta e vivifica. Esse trecho do Sermão da Sexagésima. há de concluir. e produz apartamentos. há de prová-la com a Escritura. há de persuadir. em seu estilo conceptista. há de confirmá-la com o exemplo. forte rompe ataduras. quando o amor não é extremado e excessivo. Rio de neve em fogo convertido. a morte é separação da alma: pois se o efeito do amor é unir. c) a interpenetração de elementos contrastantes. divide os extremos mais unidos. para ali caminha. Vieira. ajunta extremos mais distantes: enquanto amoroso e forte. e sabe-se desatar como Sansão: afetuoso . Texto para as questões de 167 a 169. e de Santo Agostinho. é correto afirmar que: a) privilegia os cenários bucólicos percorridos por pastores e ninfas examinados sob uma perspectiva satírica e irônica. 171. e) o ideal da racionalidade resulta na sintaxe simples e na ordem direta das frases. Assim o amor: naturalmente une. b) sua infância e sua família são temas recorrentes em seus poemas. é responsável por fazer com que uma mesma causa produza efeitos contrários. Com base nesta constatação: a) determine o fator que. produz efeitos contrários. mas se é excessivo. Como a morte. Pois se a natureza do amor é unir. Em que consiste esse estilo? Exemplifique-o com o texto dado. em seu sermão. Sermão do Mandato Começando pelo amor. d) privilegia o cenário urbano para denunciar as arbitrariedades da Inquisição e o racismo dos portugueses instalados na colônia. 172. o amor intenso. afirma que uma mesma causa pode produzir efeitos contrários. e depois disto há de colher. e naturalmente a busca: para ali pesa. Enquanto amoroso e unitivo. e) a exaltação da paisagem nativa. e o efeito da morte é separar. UFRGS-RS Sobre a obra de Gregório de Matos. mas se é excessiva. rei sábio? Como a vida. faz emudecer: a luz faz ver. senão do amor forte? Fortis est ut mors dilectio: e o amor forte. d) o elogio da mulher amada está inserido em um quadro bucólico e pastoril. c) a escravidão é denunciada como instituição perversa e desnecessária. há de declará-la com a razão. há de defini-la para que se conheça. com as conveniências que se hão de seguir. qual seja: a) a imitação direta dos elementos naturais. Mencione e explique uma característica do estilo barroco que Vieira explora com insistência no seguinte trecho: O amor é união de almas. e) privilegia os cenários palacianos em que ocorrem intrigas e conspirações envolvendo nobres burocratas. como pode ser o amor semelhante à morte? PV2D-07-POR-34 . segundo afirma Vieira.166. é correto afirmar que: a) os vícios da colônia são criticados e as autoridades públicas são ridicularizadas. há de amplificá-la com as causas. As causas excessivamente intensas produzem efeitos contrários.

. c) a poesia satírica de Gregório de Matos.... e) a poesia satírica de Gregório de Matos.. c) Dos poetas arcádicos eminentes.. *mariola: velhaco II. Incêndio em mares de águas disfarçado. e) é correta apenas a afirmação III.. que . e) Sua famosa sátira à autoridade portuguesa na Minas do chamado ciclo do ouro é prova de que seu talento não se restringia ao lirismo amoroso. em sua lírica amorosa? b) Como aparece em sua lírica religiosa a idéia de Deus e do pecado? O techo ilustra: a) a poesia erótica de Gregório de Matos. vendo tão espremida salvajola* visão de palha sobre um mariola*. a) do Brasil do século XIX – Gregório de Matos b) da sociedade mineira do século XVIII – Cláudio Manuel da Costa c) da Bahia do século XVII – Gregório de Matos d) do ciclo da cana-de-açúcar – Antônio Vieira e) da exploração do ouro em Minas – Cláudio Manuel da Costa 176.” Soneto Ardor em firme coração nascido. O par fogo e água.173. no conjunto de sua obra. 82 . e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem. a) No seu esforço de criação da comédia brasileira. Tu. que em um peito abrasas escondido.. O poema inscreve. Rio de neve em fogo convertido: Tu. e entregou o escrito a Gonçalo Ravasco. d) é correta apenas a afirmação II. costumes e personalidades... gracejou. Ana Miranda. Sorriu. Se és neve. 177. meu dom Braço de Prata. b) são corretas apenas as afirmações I e II.. voltada para a temática filosófica. Boca do inferno. em linguagem marcada pelos recursos da estética barroca. no âmbito da linguagem.. Gonçalo leu-o. UEL-PR Identifique a afirmação que se refere a Gregório de Matos. c) são corretas apenas as afirmações I e III. “Boca do inferno”. Gregório de Matos escreveu: Quando desembarcaste da fragata. *fátua: tola. “A difamação é o teu deus”. Se és fogo como passas bradamente. 175. Fuvest-SP A poesia lírica de Gregório de Matos subdivide-se em amorosa e religiosa..... que representa.. *salvajola: variante de “selvagem”. em cristais aprisionado. passa por variações contrastantes até evoluir para o oximoro.. pode-se concluir que: a) são corretas todas as afirmações. De acordo com o poema.. que figura amor e contentação. os ridículos... b) a poesia lírica de Gregório de Matos. Pranto por belos olhos derramado.... UEL-PR Assinale a alternativa cujos termos preenchem corretamente as lacunas do texto inicial. que em um rosto corres desatado... o conflito vivido pelo homem do século XVII.. d) Teve grande capacidade em fixar num lampejo os vícios. e fátua*. O papel passou de mão em mão. Fatec-SP No colégio dos padres. caracterizada pela crítica aos comportamentos e às autoridades baianas da época colonial. utilizando recursos expressivos característicos do barroco português. O fato é que seus poemas satíricos constituem um vasto painel . de outro investe contra os governadores. foi sem dúvida o mais liberal. Quando cristal em chamas derretido.... compôs com rancor e engenho ainda hoje admirados pela expressividade. mandava a inquisição alguma estátua. b) Sua obra é uma síntese singular entre o passado e o presente: ainda tem os torneios verbais do quinhentismo português. III.. este poeta de um lado lisonjeia a vaidade dos fidalgos e poderosos. d) a poesia erótica de Gregório de Matos.. mas combina-os com a paixão das imagens pré-românticas... cuidei. disseram. que a esta cidade tonta. como queimas com porfia? Mas ai. PUC-SP “Aos afetos. no linguajar baiano da época. que andou Amor em ti prudente! Pois para temperar a tirania.. 174. Considere atentamente as seguintes afirmações sobre o poema de Gregório de Matos: I. uma fuga aos moldes barrocos e ataca. os “falsos fidalgos”. Como quis que aqui fosse a neve ardente.. Permitiu parecesse a chama fria.. oposição em simetria e simetria em identidade.... dedicada à descrição fiel da sociedade da época.. os desmandos do poder local. O poema evidencia a “fórmula da ordem barroca” ditada por Gérard Genette: diferença transforma-se em oposição. inspirada na vida nos prostíbulos da cidade da Bahia e que deu origem à alcunha do poeta... Quando fogo. sorrindo. valendo-se para isso do engenho artificioso que caracterizava o estilo da época. realiza um trabalho de crítica que encontra seguidores no Romantismo e mesmo no restante do século XIX... o que mais claramente manifestou as idéias da ilustração francesa.. a) Quais são os dois modos contrastantes de ver a mulher. entregou-o ao vereador. Como bom barroco e oportunista que era.

de repente. d) pregaram com veemência a idéia de emancipação política. E quem um Anjo vira tão luzente. Porque.178. Posto que os Anjos nunca dão pesares. Pastor divino. pode-se dizer que Gregório de Matos Guerra e suas obras: a) funcionaram como nosso primeiro jornal. como ser um mapa de festas. Simples aceitas do sagaz brichote. pastor divino. 180. Sois Anjo que me tenta. cheia de harmonia e de paz. a ovelha desgarrada. brichote etc. própria da Bahia seiscentista (máquina mercante. e) A obra satírica de Gregório de Matos (de que o soneto é fragmento) é um espelho. templos. Ouvia falar nela cada dia. Cobrai-a. de maneira vivaz. se quisera Deus que. Mas vejo. tu a mim abundante. b) Além da temática. Que a mesma culpa. como afirmais na sacra história. Do verde pé. se não for estrebaria: Fragmento II Eu sou.). que a não cortara. visão e denúncia de sua época. me incitava e me movia A querer ver tão bela arquitetura. e não me guarda. que por bela. com forte dose de realismo na descrição do ambiente moral da cidade. Livrara eu de diabólicos azares. Vos tem para o perdão lisonjeado. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis que. e Anjo florente. A ti tocou-te a máquina mercante. Perder na vossa ovelha a vossa glória. Indique o episódio e explique tal ligação. 181. abelhuda. Fragmento I A nossa Sé da Bahia. e não queirais. A abrandar-vos sobeja um só gemido. Fôreis o meu Custódio. Que em tua larga barra tem entrado A mim foi-me tocando e tem tocado Tanto negócio e tanto negociante. Anjo no nome. e tu a mim empenhado Rica te vi eu já. Ser Angélica flor. mas não porque hei pecado Da vossa alta clemência me despido. senão em vós. exceto: a) Fixa. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Fragmento III Não vira em minha vida a formosura. e não queirais. c) Poema satírico. Oh. Na terceira estrofe há a menção de um episódio bíblico que se liga diretamente à quase ameaça da última estrofe. praças e ruas. Fragmento I ( ) Amoroso Fragmento II ( ) Sacro Fragmento III ( ) Satírico 179. Como se percebe tal contradição? Qual é a relação entre essa contradição e o estilo barroco? 83 PV2D-07-POR-34 . Perder na Vossa ovelha a Vossa glória. como marca tempo/ espaço. sua própria situação à daquele outrora próspero núcleo colonial. Eu sou. Que fora de algodão o teu capote! As afirmações a seguir estão corretas em relação ao texto. Senhor. certa atmosfera lingüística. b) estão desvinculados do contexto da época tanto local como universalmente. que vos há ofendido. quão dessemelhante Estás e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. d) Compara. 182. e) surgem como anunciantes de uma nova era para o mundo. E ouvida. a ovelha desgarrada. Senhor. é um presépio de bestas. Um dia amanheceras tão sisuda. quanto mais tenho delinqüido. a paisagem física de sua bela cidade. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu. e por galharda. UFV-MG A cidade da Bahia Triste Bahia! Oh. se uniformara: Quem vira uma tal flor. Em quem. c) surgem de maneira postiça. e a minha guarda. Pequei. sem relação com os valores do tempo. Relacione os textos de poemas de Gregório de Matos Guerra aos gêneros. Senhor. no texto. A imagem da mulher é propositadamente contraditória. Recobrai-a. da rama florescente. Que por seu Deus o não idolatrara? Se pois como Anjo sois dos meus altares. em tom de ironia e desencanto. nota-se. Num Brasil colonial. Se basta a vos irar tanto um pecado. Angélica na cara! Isso é ser flor e Anjo juntamente.

d) Ontem. escreveu poesias satíricas sem nenhum poder de crítica. que a madura idade Te converta essa flor. c) nas poesias amorosas e religiosas. Das alternativas abaixo. Que o tempo trota a toda ligeireza. Os versos camonianos: Amor é fogo que arde sem se ver / É ferida que dói e não se sente. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. E imprime em toda a flor sua pisada. essa beleza Em terra. em pó. e belas Vê-las basta uma vez. nos dois textos. Em tristes sombras morre a formosura. satíricas e fesceninas. / É um contentamento descontente. Te espalha a rica trança voadora. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. Em tristes sombras morre a formosura. Assinale-a. Nasce o Sol. Na formosura não se dê constância. afastou-se do português erudito. e o dia: Enquanto com gentil descortesia O ar. pessoal e social. e) por desprezar a contribuição da linguagem brasileira. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? . por que nascia? Se formosa a Luz é. salvando-se apenas nos poemas fesceninos (obscenos). Que esteja morto para as esperanças.183. falte a firmeza. / É dor que desatina sem doer influenciaram que versos do poeta brasileiro? a) Ardor em firme coração nascido Pranto por belos olhos derramado. A violência do fogo me há prostrado. encomiásticas. e formosíssima Maria. 186. se segue a noite escura. e não dura mais que um dia. a) Sentido vivo de pecado aliado à busca do perdão e da pureza espiritual. Oh não aguardes. em cinza. b) embora conhecido como “Boca do Inferno”. chegando a criar um estilo notadamente brasileiro. Pois se à força do ardor perdes a vida. enveredou pelo conceptismo para poder expressar as tensões do espírito barroco. apenas uma não apresenta características da obra do poeta barroco Gregório de Matos. religiosas. 184. e na Luz. Identifique. Começa o mundo enfim pela ignorância. entre chamas consumida. é correto afirmar que: a) as poesias atribuídas a ele dividem-se em amorosas. 185. criou uma poesia. E que ande vivo para os sentimentos. irá ofendê-las. Quando vem passear-te pela fria: Goza. goza da flor da mocidade. Porém se acaba o Sol. 187. dobrando os meus tormentos. Unimep-SP Há. d) Realça a beleza da flora. a amar-vos me dispus. Em contínuas tristezas a alegria. e boca o Sol. chegando à irreverência e à obscenidade. argumentos que justificam o conselho dado pelo eu lírico a Maria. no soneto I. Soneto II Discreta. para admirá-las. Incêndio em mares d’água disfarçado. 188. 84 Sonetos de Gregório de Matos para as questões 186 a 188. b) Poesia com força crítica poderosa. c) Ó tu do meu amor fiel traslado Mariposa. monótona. Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora. Encontre. d) não foi um poeta cultista. exemplos de antíteses. cujos versos não passam de meros “destemperos verbais”. Que vendo arder-me na amorosa flama. e) Tentativa de conciliar elementos contraditórios. Em contínuas tristezas a alegria. no texto II. E na alegria sinta-se tristeza. e logo Senti dentro de mim tão grande chama. Que vê-las outra vez. Soneto I Nasce o Sol. Identifique a temática comum aos dois sonetos – a qual é também comum na arte barroca. no geral. em nada. ressonância da poesia de Camões. e não dura mais que um dia. Depois da Luz. busca da unidade sob a diversidade. b) E quer meu mal. da fauna e da paisagem brasileiras. Em teus olhos. que fresco Adônis te namora. 189. em Gregório de Matos. Porém se acaba o Sol. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. como era de se esperar. em manifestação nativista. Depois da Luz se segue a noite escura. UEBA A respeito de Gregório de Matos. c) Destaca a beleza física da amada e a sua transitoriedade. e) Essas luzes de amor ricas. em sombra.

Transcreva dois versos seguidos do texto I e dois versos seguidos do texto II que comprovem o caráter contraditório da visão de mundo de cada autor. O soneto anterior é um dos mais conhecidos de Gregório de Matos Guerra. atitudes distintas em relação aos conflitos existenciais. Texto I Largo em sentir.. e calo. que o acabei. E saio dos quartetos muito brabo.dias não eu vou sobrevivendo sem um Da caridade de quem me detesta A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não pára. Sonetos. não pára. é labirinto. dois versos seguidos que confirmem tal afirmativa. tão fino e tão atento. Nesta vida um soneto já ditei. O tema do poema e a linguagem utilizada para expressar esse tema são típicos do estilo barroco. O primeiro reconhece a existência dos conflitos que o atormentam. maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro Cazuza [arranhão No mundo barroco. e eu fico um rei. o mar suspiros. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.Mas no Sol e na Luz falte a firmeza.) José Miguel Wisnik. 192. Responda às questões. c) O que o poeta quis dizer nos dois últimos versos? 190.. Mostro que o não padeço. O mal que fora encubro. e sei que o sinto. Já lá vão duas. atemporalmente. E na alegria sinta-se tristeza. Mas oh! Do meu segredo alto conceito! Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito. UFRJ A certa personagem desvanecida Soneto Um soneto começo em vosso gabo: Contemos esta regra por primeira. O segundo.. UFF-RJ O poeta Gregório de Matos e o compositor Cazuza. Já este quartetinho está no cabo. como homens de seus tempos. predominam os contrastes. A sexta vá também desta maneira: Na sétima entro já com grã canseira. Gregório de. Da tempestade é o estrondo efeito: Lá tem ecos a terra. 191. Poemas escolhidos. e esta é a terceira. respectivamente) discutem as contradições que. Que fazendo disfarce do tormento. de cada autor (texto I e texto II). não. Gregório de Matos Guerra. UFF-RJ As estéticas literárias não se confinam a determinados tempos e a determinados autores na expressão do sentimento e da visão de mundo. Agora nos tercetos que direi? Direi que vós. De uma forma ou de outra. em respirar sucinto. Peno. Transcreva. Texto II O tempo não pára Disparo como um sol... o tempo não pára Dias sim . Se desta agora escapo. Leia os textos a seguir e responda às questões 191 e 192. a mim me honrais Gabando-vos a vós. Para não se entender. Partindo das idéias contidas no 1º e nos dois últimos versos do soneto de Gregório de Matos.. explique a oposição básica que confere ao texto feição satírica. os poetas Gregório de Matos e Cazuza (séculos XVI e XX. Sou forte sou por acaso Minha metralhadora cheia de mágoas Eu sou um cara Cansado de correr na direção contrária Sem pódio de chegada ou beijo de namorada Eu sou mais um cara Mas se você achar que eu tô derrotado Saiba que ainda estou rolando os dados Porque o tempo .. Senhor. não pára Eu não tenho data pra comemorar Às vezes os meus dias são de par em par Procurando agulha num palheiro Nas noites de frio é melhor nem nascer Nas de calor se escolhe é matar ou morrer E assim nos tornamos brasileiros Te chamam de ladrão. nunca mais Louvado seja Deus. Na formosura não se dê constância. (org. cercam a existência humana. expõe as mazelas que cercam o ser humano em geral. Começa o mundo enfim pela ignorância.. MATOS... além de reconhecer conflitos pessoais. Dentro no coração é que o sustento: Com que para penar é sentimento. ou que desminto. a) Qual o tema do soneto? b) Aponte uma figura de linguagem utilizada no texto. apresentam. em certos aspectos. de bicha. Ninguém sufoca a voz nos seus retiros. Na quinta torce agora a porca o rabo. 85 PV2D-07-POR-34 ..

... o mal lhe cresce..... Logo já convalesceu?..Subiu...... Não vence.... um frenesi dos sentidos.. Camões não alcança a definição exata do Amor.” Assinale a afirmativa correta a respeito do texto acima............ 193.. e redimensiona a forma literária elevada para composições mais populares. de tema e tratamento nobres e superiores. se Amor me fizesse abelha um dia. assim. Uma dor.Não quer.. definindo-o pelas indefinições. que alertava sobre a fragilidade humana e a conseqüente necessidade de valorizar o espiritual. E o dinheiro se extinguiu?.Verdade.Vergonha... é besta.... Definição do Amor (... Uma confusão de bocas. Falta mais que se lhe ponha?... O texto I é um tipo específico de sátira....... b) No soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”.....Leia os textos abaixo e responda às questões 193 e 194. Texto I Bela Floralva...... que as lidas todas de um frade são Freiras.. um breve tremor de artérias. que uma Câmara tão nobre por ver-me mísera e pobre Não pode......Honra.. Não se ocupam em disputas?. e fica donde parece que se aparta... Vergonha. o riso e a festa: as delícias da vida terrena....Putas..) Uma ferida sem cura... Pois não tem todo o poder?.... 194... um brinco... Quem haverá que tal pense.. manjar.. um rebuliço de ancas. (....... Honra. d) A partir do verso “O amor é finalmente”.... quem diz outra coisa. Em que ocupam os serões?... b) A temática religiosa e o jogo de antíteses presentes nesse fragmento dissertativo identificam seu estilo barroco conceptista.Baixou. justifica classificar o fragmento como romântico.. Que tipo de crítica evidencia-se no texto II? Cite segmentos do texto que comprovem.Não vence. tão abelhudo eu andara.Sermões. É que o governo a convence?. que deleita. a) O tratamento dado à temática religiosa mostra que o fragmento pertence ao Trovadorismo..... Antologia poética..... O poema em questão é da vertente maneirista.. desacordo das potências. A Câmara não acode?. 196.. Indique o nome que recebe e por quê.. por considerá-lo um sentimento contraditório. Deus é Caridade... Texto II Que falta nesta cidade?... uma união de barrigas... a alma que por respeito da Caridade se priva de Deus. que não enfastia. a) O Gregório de Matos barroco abandona o estilo clássico. c) A vertente maneirista da obra poética de Gregório de Matos é pautada pelas tensões oriundas da Contra-Reforma... e) A linguagem pleonástica na construção de efeitos sinestésicos caracteriza o estilo cultista desse fragmento narrativo.... 86 195.. em todo o tempo estaria picando na vossa flor: e quando a vosso rigor quisesse dar-me de mão por guardar a flor... que em vós logo me vingara com vos meter o ferrão. resumindo o amor aos aspectos físicos desse sentimento........ Marque a alternativa correta..... cai na cama..Não pode.... antes o assegura. uma batalha de veias. . UFU–MG Leia o poema a seguir... Baixou. Gregório de Matos. associado à linguagem emotiva.... O Amor é finalmente um embaraço de pernas........ Nesse sentido..... que sempre atormenta... o poeta afasta as antíteses que corroboram as contradições do amor espiritualizado......... À Bahia aconteceu o que a um doente acontece. os versos acima são uma paráfrase ao famoso poema camoniano...... A vertente barroca é voltada para o prazer. o que implica na conservação do decassílabo. como no poema acima.... optando por temas prosaicos....... aparta-se donde na verdade fica. e. c) O enfoque maniqueísta do narrador........ então.. O demo a viver se exponha por mais que a fama a exalta numa cidade onde falta Verdade. que sempre enleva. pena... sua resposta... uma chaga...) E nos Frades há manqueiras?. Mackenzie–SP “Quem deixa a Deus por Deus não o perde.... Não quer. O açúcar já se acabou?. Sermões e Putas...... e Morreu. d) A linguagem descritiva e a ausência de argumento dogmático caracterizam o estilo renascentista do fragmento..............Freiras.... que se não cala. Subiu... estilo de época da Idade Média..Morreu. Que mais por sua desonra?. Com palavras dissolutas me concluís na verdade.

I. Gonzaga valem-se desses elementos. b) barroco – romantismo – parnasianismo. II e III são. Sabei. Enquanto pasta alegre o manso gado. e de Citera: Quanto digo. Um pouco meditemos Na regular beleza. Tomás Antônio Gonzaga PV2D-07-POR-34 . Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. e) parnasianismo – simbolismo – modernismo. O rio transparente. à luz do Arcadismo. Sossegadamente fitemos o seu curso e [aprendamos Que a vida passa. (Enlacemos as mãos. Ardente orvalho de febris pranteios. UFU-MG Vem sentar-te comigo. a) Ricardo Reis e Tomás Antônio Gonzaga são considerados neoclássicos porque resgatam elementos da tradição literária greco-romana. A rosa. Dessa consciência.Capítulo 4 197. Vim sem considerar aonde vinha. apresentou características próprias. que o céu diáfano passeia. foi ignorado pelos árcades brasileiros. é simplesmente viver. a seu modo. trabalha o tema de um bem. Lídia. Se a flauta mal cadente Entoa agora o verso harmonioso. respectivamente: a) barroco – arcadismo – romantismo. A Lua. Minha bela Marília. como imagens comparativas do fluir incessante da vida. II. Quais estão corretas? a) Apenas I. III. Ricardo Reis e Tomás A. ‘Nada se pode comparar contigo’.” 199. à beira do rio. III. E por entre pedrinhas serpenteia: O Sol. e) I. Que ouviste já no acento agudo e grave. Que lucro à alma descrida? Cada estrofe. dessa forma. que murmura. sem nada desejar. como ignorante. O tema do carpe diem. porque não vale a pena cansarmo-nos. convite que o poeta faz à amada.. passamos [como o rio. c) Apenas I e II. Deixei sem atender o que deixava. Não o gênio suave. II e III. excessivamente racionalistas. 200.” Ricardo Reis/Fernando Pessoa c) Ricardo Reis trabalha com a consciência da efemeridade da vida: tudo é breve. d) Aproveitar o tempo. porque não vale a pena [cansarmo-nos. Deixei. podemos dizer que os movimentos literários a que pertencem I. O Arcadismo brasileiro. Uma das características do neoclassicismo é tomar a natureza como modelo. Quer gozemos. quanto não digo. que entre os zéfiros ondeia: A serena. d) romantismo – simbolismo – modernismo. amorosa Primavera. Os poetas árcades colocavam-se como pastores para realizarem. b) Apenas III. procedimento observado nos versos destes poetas. como se percebe no verso “Desenlacemos as mãos. para Ricardo Reis. Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. 87 d) Apenas II e III. Tudo em tua presença degenera. meu bem. O ledo passarinho. b) Os poetas sentam-se e meditam à beira do rio e à sombra do cedro. embora tenha reproduzido muito dos modelos europeus.. que gorjeia D’alma exprimindo a cândida ternura. como a incorporação do elemento indígena e a sátira política. deixar a vida decorrer. surge a necessidade de se aproveitar o tempo presente (carpe diem). A deusa das paixões. Porque não merecia o que lograva.) Desenlacemos as mãos. fugaz e passageiro. c) romantismo – parnasianismo – simbolismo. o bem que tinha. de um amor almejado e passado ou perdido. que lhe deve a formosura. rio e cedro. O doce autor das glórias que consigo. nos sentemos À sombra deste cedro levantado. me comunica este saudoso Influxo a dor veemente. quer não gozemos. Marque a afirmativa incorreta. Que em tudo quanto vive nos descobre A sábia natureza. O sorriso da aurora alegre e pura. Avaliando atentamente os recursos poéticos utilizados em cada uma delas.) (. UFRGS-RS Leia as afirmações abaixo sobre o Arcadismo brasileiro. o ideal de uma vida simples em contato com a natureza. Da delirante embriaguez de bardo Sonhos em que afoguei o ardor da vida. e não estamos de mãos [enlaçadas. II. Explique o último verso do soneto. 198. Fuvest-SP I. em que o poeta expressa o desejo de aproveitar intensamente o momento presente.

os nossos breves dias mais ditosos. Ah! cego eu cria. e gentes. Mas se a parte faz o todo. estio. falavam e agiam como pastores. e) Naturalismo. as náiades. Preencha os parênteses anteriores dos textos dados. a essência humana! e) Não vês. façamos. Texto C ( ) Nos olhos Caitutu não sofre o pranto. Procurando libertar a língua de termos espúrios. Não se diga que é parte. FEI-SP A poesia desta época. este canto Vós me inspirastes. em seus textos. é a revitalização do pastoralismo e bucolismo. outono. as pastoras insensíveis e os rebanhos numerosos das bucólicas de Teócrito e Virgílio. ao barroco. restituindo-lhe uma sobriedade castiça e o rigor de sentido. e) se ambos se referirem à literatura dos jesuítas no Brasil. c) Parnasianismo. sendo todo. a) se o primeiro se referir ao barroco e o segundo. canoras musas. Fatec-SP Voltaram à baila os deuses esquecidos. obedecendo à seguinte convenção: I. Ronald de Carvalho. essa beleza. Ufla-MG Leia com atenção os juízos estéticos transcritos abaixo e marque: Juízo I. quase imortal. Intérprete dos anseios do homem seiscentista solicitado por ideais em conflitos. os poetas adotavam pseudônimos e. Preenchidos os parênteses. O fusionismo é a sua tendência dominante – tentativa de conciliar. d) se ambos se referirem ao arcadismo. Juízo II. Basílio da Gama IV. a) Se sou pobre pastor. d) Meu ser evaporei na lida insana Do tropel das paixões que me arrastava. em sombra. 203. calma. províncias. c) se ambos se referirem ao barroco. C e D. b) Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. 202. se não governo Reinos. e chuvas inclementes Passo o verão. doce amada. Se em frio. b) Simbolismo. tratando de pastoras suas amadas. Texto A ( ) Ah! enquanto os destinos impiedosos não voltam contra nós a face irada. incorporando contrários. a seqüência correta é: a) II – I – III – I b) IV – I – II – II c) I – II – II – I d) I – IV – III – I e) II – IV – III – IV 204. inverno. d) Arcadismo. b) se o primeiro se referir ao arcadismo e o segundo. E rompe em profundíssimos suspiros. em nada. adoro tanto. Entre o horror de um relâmpago incendido? O trecho acima refere-se ao seguinte movimento literário: a) Romantismo. b) Barroco. ITA-SP As opções a seguir referem-se aos textos A. nações. que a madura idade te converte essa flor. em terra. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime e a voluntária morte. Gregório de Matos II. em pó. em cinza. as ninfas esquivas. localizada em fins do século XVIII e início do XIX. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. ao arcadismo. este vento desabrido. Cláudio Manuel da Costa 88 . ah! mísero eu sonhava Em mim. B. Texto D ( ) O todo sem a parte não é todo. Nise.201. sendo parte. O mundo greco-romano vem completar o quadro lírico das composições da época. prezo. caracteriza-se pelo lirismo. c) Arcadismo. Que arranca os duros troncos ? Não vês esta. 205. Mackenzie-SP Assinale a alternativa que não apresenta um trecho do Arcadismo brasileiro. d) Parnasianismo. Texto B ( ) Ó não aguardes. Tomás Antônio Gonzaga III. mundo. e) Barroco. Pequena história de literatura brasileira. sombra funesta. Assinale a alternativa que contém o período literário a que se refere o trecho acima: a) Romantismo. façamos. A parte sem o todo não é parte. ó musas. vós meu tenro alento Erguestes brandamente àquele assento Que tanto. Que vem cobrindo o Céu. um peito sem dureza! c) Musas. sim. Fiéis ao espírito bucólico e pastoril. as oréadas e os pastores enamorados.

Chovam raios e raios. Marília de Dirceu. pela sua intensa sensualidade. Silva Alvarenga e Basílio da Gama. ao mesmo tempo. e basta. Que infunde o vil delito. Onde tu mesma cabes. e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga. Tu. b) Apesar da beleza deslumbrante da amada. não se verifica. Sobre as nossas cabeças. na construção dessa personagem. Todas as alternativas a seguir apresentam características do Arcadismo.. representa o ideal de amante e não o de noiva ou esposa. e) Marília. d) a fugacidade do tempo. assinale a alternativa falsa. UFV-MG Sobre o Arcadismo no Brasil. Prendamo-nos. Teu lindo corpo bálsamo vapora. o texto é um monólogo – só Gonzaga fala e raciocina. em laço estreito. sem extremos. desenvolveu temas ligados à realidade brasileira. Marília. não fez o Céu. morre. sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional. c) o ideal de uma existência tranqüila. Sem que o possam deter. desfrutando o ócio com dignidade. c) O poeta dirige-se a Marília unicamente como sua noiva e futura esposa. como categoria absoluta. b) A interpelação feita a Marília muitas vezes é pretexto para o poeta celebrar sua inocência e seu destemor diante das acusações feitas contra ele. concentradas na conquista galante da mulher amada.206. gentil Pastora. d) apresenta já completa ruptura com a literatura européia. d) A desesperança. divididos entre a busca da salvação e o gozo material da vida. Para glória de amor igual Tesouro. impede-o de abordar problemas pessoais. Tomás Antônio Gonzaga. UFV-MG Leia o fragmento de texto a seguir e faça o que se pede. bem o sabes: Um coração . Os venenos das plantas. que refletem o conflito entre matéria e espírito. Marília.] Eu tenho um coração maior que o mundo. e insolentes. Gozemos do prazer de sãos amores. que se passa. prenunciando a poética romântica. revelam contraste com as primeiras. b) tema do CARPE DIEM – uma proposta para se aproveitar a vida. Os teus cabelos são uns fios de ouro. no seu rosto Não hás de ver. e) Embora tenha a estrutura de um diálogo. Ah! não. A quem a luz do sol em vão se atreve. Sobre a personagem central feminina. E das bravas serpentes. Lira XIV. Papoila ou rosa delicada e fina Te cobre as faces. qualquer idealização clássica da mulher. a necessidade de envelhecer com sabedoria. PV2D-07-POR-34 . Também. 207. que são cor da neve. Lira XIV. podemos afirmar que: a) Marília é mostrada. 89 Sobre o fragmento de texto de Tomás Antônio Gonzaga. o abatimento e a solidão. a fatalidade do destino. Ornemos nossas testas com as flores E façamos de feno um brando leito. podemos afirmar que: a) produziu obras de estilo rebuscado. o tempo corre. e) a concepção da natureza como permanente reflexo dos sentimentos e paixões do eu lírico. Lira I. b) não apresentou novidades. Marília. formosa Marília. Marília de Dirceu. UFV-MG Leia a estrofe de Tomás Antônio Gonzaga e faça o que se pede. d) A beleza luxuriante de Marília contrasta com o ideal de serena fruição dos prazeres sadios da vida. Marília de Dirceu. caracteriza-se como expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas. bem o sabes: Eu tenho um coração maior que o mundo. c) além das características européias. Lira II. Parte II. presentes nas liras escritas depois da prisão do autor... presentes na estrofe anterior. 209. Cláudio Manuel da Costa. E para nós o tempo. espelhada na pureza e amenidade da natureza. Os teus olhos espalham a luz divina. Parte I. formosa Marília. a) A interferência do mito na tessitura dos poemas. sendo mera imitação do que se fazia na Europa. c) A revelação sincera de si próprio e a confissão do padecimento que o inquieta levam o poeta a romper com o decálogo arcádico. o medo escrito: O medo perturbador. Tomás Antônio Gonzaga. exceto: a) o ideal de ÁUREA MEDIOCRIDADE. Esprema a vil calúnia muito embora Entre as mãos denegridas. UFV-MG Leia o texto a seguir e faça o que se pede. Marília de Dirceu. como pessoa e como encarnação do Amor. podendo ser considerado a primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira. mantendo o poeta dentro dos padrões poéticos clássicos.. [. Tu.. pleno de antíteses e frases tortuosas. 208. Tomás Antônio Gonzaga. que leva o poeta a exaltar o cotidiano prosaico da classe média.

” d) “. Uns olhos de verde-mar. embora pertençam à obra do mesmo autor. Oh retrato da morte. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia dos meus gados. Lembrando-se daquela que os colhia. na medida exata em que se opõe a um certo obscurantismo do século anterior e propaga a ciência. b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho. Trabalha. na paciência e no sossego. Varrendo os ares. da mulher e do amor. Mackenzie-SP Assinale a alternativa em que os versos evidenciam ideais do Arcadismo. Guerreiros. Beneditino. os meus montados São esses. Que ai de mi! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! d) Hão de chorar por ela os cinamomos. c) do refinamento e da ostentação da poesia parnasiana.. Mackenzie-SP Uma das afirmações a seguir não se refere ao Neoclassicismo nem se relaciona com seu contexto histórico-social. e o confessa todo o mundo literário. podemos concluir que: a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo porque já apresenta ruptura radical com os cânones literários clássicos. Nos dois primeiros. e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livre de esquemas preestabelecidos. Os quartetos anteriores apresentam diferentes características. c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza. energia e majestade que nos retratam o famoso e angélico semblante da Natureza. do homem de todos os tempos. . verdes. Uns olhos cor de esperança. e) Longe do estéril turbilhão da rua. e sua! 214. pela fantasia e pelo mergulho nas profundezas do “eu”. que aí vês. que a delirar me obriga. 211. Enciclopedismo. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. o saber e o progresso: Iluminismo. eis o sonho. as paisagens campestres de outras épocas. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. a) Meu canto de morte. há típicas atitudes árcades. como costumas. Dos laranjais hão de cair os pomos. d) do intento nacionalista na poesia romântica. d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma e a matéria. enquanto Dorme a cruel. O prado ameno de boninas veste. II. preocupados apenas em cuidar de seus rebanhos. que consiste no prazer de adivinhar pouco a pouco. Quando o tempo vai bonança. A fértil Primavera. isto é. ó montes. e lima. b) Torno a ver-vos. e fino. não te nego.” 90 213. Mackenzie-SP I. preocupar-se com problemas. e não poderá jamais alcançar aquela força. Murchando as flores ao tombar do dia. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. 212. e sofre. escreve! No aconchego Do claustro. verdades e situações eternas do homem. a mãe das flores. e não se limitar a sentimentos de ordem individual ou a situações puramente pessoais. c) São uns olhos verdes. Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. o subtil Nordeste Os torna azuis. Nas selvas cresci. em seus textos. UFV-MG Fazendo um paralelo entre Romantismo e Arcadismo.210. recriam. oh noite amiga.” b) “Este é o chamado Século das Luzes. no-lo dita a razão. Sugerir. a) “O poeta que não seguir os Antigos perderá de todo o norte. ouve. E toma o fresco Tejo a cor celeste. com pastores e pastoras cantando e vivendo uma existência sadia e amorosa. Ilustração. Guerreiros. e) do humor e do lirismo dos primeiros modernistas.” c) “Nomear um objeto significa suprimir as três quartas partes do gozo de uma poesia. Aponte-a. enquanto que os dois últimos prenunciam o movimento literário posterior. descendo Da tribo tupi.” e) “A arte deveria ser universal. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda amor que a ti somente os diga. Uns olhos por que morri. Devemos imitar e seguir os antigos: assim no-lo ensina Horácio. ouvi: Sou filho das selvas. Os versos acima são exemplos: a) do espírito harmonioso da poesia arcádica. e teima. UEL-PR Sou Pastor. Envolto nos seus úmidos vapores. Já se afastou de nós o Inverno agreste. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores.. Ouve-os. b) do estilo tortuoso do período barroco.

Enquanto estamos vendo claramente Na vossa ardente vista o sol ardente. Chorareis. d) A expressão “para dar contágio a toda a terra” revela a intensidade do sofrimento do pastor. A si. Ornemos nossas testas com as flores. A sorte deste mundo é mal segura. b) as construções sintáticas barrocas revelam um interior conturbado. Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. 215. Antes que o frio da madura idade Tronco deixe despido o que é verdura. mina excelente No cabelo o metal mais reluzente. c) Manuel Maria du Bocage. É a mesma. Se a quereis conhecer. Gregório de Matos. Vede lá como andais por essa serra. c) paisagem bucólica idealizada na poesia de Cláudio Manuel da Costa. E a pastora infiel. que frouxo A grata posse de seu bem difere. d) Antônio Feliciano de Castilho. e) Cesário Verde. exceto: a) os barrocos e árcades expressam sentimentos. E na boca a mais fina pedraria. o que eu choro. Um coração. Os nossos breves dias mais ditosos. exceto: a) O poema opõe um estilo de vida simples a um estilo de vida dissimulado. Que passado o zenith da mocidade. . Se vem depois dos males a ventura. o que eu sigo. vinde comigo. Basta ver-se o meu rosto magoado: Eu ando (vós me vedes) tão pesado. Comparandoos. o texto II é arcádico. Sem a noite encontrar da sepultura. b) lírica amorosa de Tomás Antônio Gonzaga. Que se seguir quiserdes. É cada dia ocaso da beldade. Pastores. UEL-PR Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci: oh quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. a) Antero de Quental. e) ambivalência cultural na poesia de Cláudio Manuel da Costa. gozai da flor da formosura. d) da sátira de Tomás Antônio Gonzaga ao governador de Minas. d) os árcades têm uma visão de mundo mais angustiada que os barrocos. Vereis a formosura. e) a fugacidade do tempo é temática comum aos dois estilos. que me faz guerra. de Cláudio Manuel da Costa. E a si próprio fere. 91 Texto II Minha bela Marilia. e na rosada face a aurora fria. não a vejais. E para nós o tempo. Já foi pastor de gado. O texto I é barroco. que levais ao monte o gado. Estão os mesmos deuses Sujeitos ao poder do ímpio Fado: Apolo já fugiu do Céu brilhante. Marília. 216. que eu adoro. Marília. Façamos. em laço estreito. Enquanto pois produz. Prendamo-nos. Que para dar contágio a toda a terra. Os versos anteriores constituem exemplo da: a) sátira de Gregório de Matos aos poderosos da Bahia. o tempo corre. sim façamos. Tomás Antônio Gonzaga.Assinale a alternativa em que aparece o nome do respectivo autor. c) o desejo de viver o prazer é dirigido à amada nos dois textos. b) Almeida Garrett. um peito sem dureza. 217. tanto não sou vosso inimigo: Deixai. Mas não. Vem depois dos prazeres a desgraça. Também. ó pastores. E façamos de feno um brando leito. morre. Sobre as nossas cabeças. enquanto cria Essa esfera gentil. é correto afirmar. UFMG Leia o soneto que segue. tudo passa. Marília. Gozemos do prazer de sãos Amores. doce amada. c) O sentido da visão é o predominante em todas as estrofes do poema. PV2D-07-POR-34 Sem que o possam deter. a si próprio rouba. que se passa. PUC-MG Texto I Discreta e formosíssima Maria. que em seu semblante encerra A causa de um martírio tão cansado. Gozai. Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre esse soneto. eu vo-lo imploro. b) A palavra “guerra” enfatiza a recusa da pastora a corresponder aos afetos do poeta.

UEL-PR Sou pastor. d) Apenas 3 e 5 são falsas. Todas as alternativas estão corretas. d) Empreendeu uma minuciosa análise do personagem. E o que té agora se tornava em pranto. Temei. Que da Cidade o lisonjeiro encanto. Se o bem desta choupana pode tanto. por empresa Tomou logo render-me. e fino. c) Sob o ponto de vista literário reagiu contra o Barroco. A que dava ocasião minha brandura. Considerando as anotações anteriores. Dadas as asserções: I. II. que Amor tirano. revelando-nos claramente os traços de seu corpo e de sua alma. c) I e II. Que chega a ter mais preço. 219. 222. 4. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. a) Apenas 1 e 3 são verdadeiras. temei. o destino Aqui me torna a pôr nestes oiteiros. consciente das dificuldades da vida no campo. O poema mostra como o autor soube explorar a característica principal do Arcadismo: a celebração da vida urbana pelo intelectual. em que os poetas assumem postura de pastores e transformam a realidade num quadro idealizado. b) Apenas 2 e 4 são falsas. quando o “saber” assumiu uma importância fundamental. assinale a alternativa correta. por uma forte preocupação com a ciência e com o raciocínio. ruaruaruasol ruaruasolrua ruasolruarua solruaruarua ruaruaruas Ronaldo Azeredo Cláudio Manuel da Costa . ligado à terra natal. anotamos: 1. de Cláudio Manuel da Costa. Que não me foi bastante a fortaleza. UFV-MG Considere as afirmações a respeito do Arcadismo brasileiro. b) Confirmou um dos princípios ideológicos do Iluminismo. 5. homem nativista provinciano. UFV-MG Sobre o Arcadismo. retomando a simplicidade e o bucolismo dos clássicos. c) Apenas 2 e 5 são verdadeiras. Pois mais que eu mesmo conhecesse o dano. não te nego. sendo fortemente marcado pelos ideais políticofilosóficos do enciclopedismo francês. que aí vês. predomínio da tendência mística e religiosa. UFES Destes penhascos fez a natureza O berço. 2. e mais valia. penhas. O poema manifesta o conflito do poeta. que vence os tigres. que ostentais a condição mais dura. 220. b) imaginação delirante de paisagens exóticas. expressiva da busca do transcendente. exceto: a) Foi o movimento literário que se desenvolveu no século XVIII. desenvolvimento do gênero lírico. mas se apura. ó montes. atribuídos a Tomás Antônio Gonzaga. vivo contente Ao trazer entre a relva florescente A doce companhia do meu gado. d) representação da natureza amena e do sentimento bucólico. d) I e III. c) valorização das classes humildes. opostas às aristocráticas. entre Corino. Aqui descanse a louca fantasia. Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino. Os meus fiéis. e) Todas são verdadeiras. em que nasci! oh queima cuidara. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. III. divulgando as idéias dos inconfidentes. os meus montados São esses. Se converta em afetos de alegria. cuja formação superior deu-se na metrópole. e) II e III. ITA-SP Torno a ver-vos. 92 Nos versos anteriores. um peito sem dureza! Amor . oriundas da pecuária e empobrecimento do homem do campo. 221. b) Apenas a II. Aqui estou entre Almendro. presença de metáforas da mitologia grega na poesia lírica. e) representação da natureza como espelho das fortes paixões. O poema manifesta a preocupação do poeta com os problemas sociais da época: transferência de riquezas da colônia para a metrópole. composição do poema “Vila Rica” por Cláudio Manoel da Costa.218. meus doces companheiros. exemplifica-se o seguinte traço da lírica arcádica: a) valorização das circunstâncias biográficas do poeta. Onde há mais resistência. e) Vivenciou uma expressiva transformação social. Onde um tempo os gabões deixei grosseiros Pelo traje da Corte rico. Está(ão) correta(s): a) Apenas a I. o Glauceste Satúrnio. 3. propagação de manuscritos anônimos de teor satírico e conteúdo político. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós.

características neoclássicas. se eu não te vira. não apenas como elas aparecem à razão. árcade. 2. c) 1. – Por que vejas uma hora despertado O sono vil do esquecimento frio: Não vês nas tuas margens o sombrio. Ó retrato da morte. as flautas dos pastores Que bem que soam.” 5. 5. que a ti somente os diga. mochos piadores. 3. Olha. Explique. O bucolismo presente no texto foge ao modelo árcade. Dá-lhes pio agasalho no teu manto. Nem a tua mesma aldeia. Marília. da claridade! Em bandos acudi aos meus clamores. Que de seus raios o planeta louro . como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. “Os elementos de composição característicos da poesia _________ são a organização geométrica do espaço e o jogo de semelhanças de significantes. 4. ouve. Indique. concreto. que tormento Não tens de sentir saudosa! Não podem ver os teus olhos A campina deleitosa. Enriquecendo o influxo em tuas veias. pois. b) 1. “Os ___________ se recusavam a uma exploração mais completa da psicologia humana. não sentes Os zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali beijando-se os Amores Incitam nossos ósculos ardentes! Ei-las de planta em planta as inocentes. consciência de integração: de ajustamento a uma ordem natural. 3.” 3. 5. árcade. Concretismo. assinale a opção cuja ordem preenche corretamente as afirmativas seguintes: 1. 5. ó pátrio Rio. Arcadismo. Que tiranos não proponham À inda inquieta idéia Uma imagem de aflição. “Talvez se pudesse concluir que um poema ___ _______ seja definido mais ou menos assim: um tipo de composição poética centrada na utilização de poucos elementos dispostos no papel de modo a valorizar a distribuição espacial. 4. social e literária. Que traços do texto dado prenunciam o Romantismo. concreta. Ora nas folhas a abelhinha pára. Fresco assento de um álamo copado. Leia atentamente o texto abaixo e responda ao que se pede. pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio. Turvo banhando as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro O vasto campo da ambição recreias. concretistas. As vagas borboletas de mil cores! Naquele arbusto o rouxinol suspira.” 4. decorrendo disso a estética da imitação. 2. que a delirar me obriga: E vós. árcades. Ouve-os. 4. árcades. concreta. 4. por meio da qual o espírito reproduz as formas naturais. 2. Mais tristeza que a morte me causara. De meus desgostos secretária antiga! Pois manda Amor. Arcadismo.” a) 1. 3. mas como as conceberam e recriaram os bons autores da Antigüidade. d) 1. Inimigos. levando o soneto a classificar-se como pré-romântico? 226. “A poesia __________ significou o reconhecimento do poema como objeto também espacial. 3. Fantasmas vagos. árcade. assim como se tinham negado a uma concepção mais imaginativa da linguagem. árcades. concreta. Quanto em chamas fecunda. nas duas primeiras estrofes. como eu. concreta. Mackenzie-SP Leia a posteridade. Quero a vossa medonha sociedade. 5. árcade. enquanto Dorme a cruel. concreta. como costumas. ESPM-SP Ah! Marília. 2. Arcadismo. o tamanho e a forma dos caracteres tipográficos e as semelhanças fônicas entre as palavras. concreto. 224.” 2. 3. árcade. Concretismo. concreta. árcade. 223. 2. ó cortesãos da escuridade. ó Noite amiga Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto. brota em ouro. Não vês ninfa cantar. 5. e da necessidade de procedimentos composicionais compatíveis com essa realidade. Ora nos ares sussurrando gira: Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês. 93 PV2D-07-POR-34 . 225. e) 1. Quero fartar meu coração de horrores. concretistas.Considerando as obras supracitadas como ilustrativas da poesia árcade e da poesia concreta. “O __________ é. concreto. 4. Em meus versos teu nome celebrado.

seguindo modelo típico das cantigas de amor medievais. cuja aparência Indique festival contentamento. b) corresponde a um quadro harmonioso. característica do mal do século. a queixa. Daquela que lá se usa entre essa gente Que julga que diz muito e não diz nada. trilhou caminhos próprios. e) Embora a primeira fase da produção poética do autor ainda se prenda ao imaginário árcade. c) “sentir saudosa” e “tormento”. com a natureza e os afetos comuns do homem. Assinale a alternativa em que os dois termos preencham as lacunas. Qual delas está sendo defendida no trecho acima? a) Inutilia truncat (corta o inútil) b) Fugere urbem (fugir da cidade) c) Aurea mediocritas (equilíbrio de ouro) d) Locus amoenus (lugar sossegado) e) Mimesis (imitação dos clássicos) 232. concretiza-se poeticamente a alegria por meio da personificação. b) “Marília e “campina deleitosa”.. Marília. resgatando para a poesia lírica portuguesa a linguagem emotiva e confessional.. c) é resultado de uma concepção romântica. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. Cefet-MG Fatigado de calma se acolhia Junto o rebanho à sombra dos salgueiros. d) No texto. História concisa da literatura brasileira.). c) crítica ao êxodo urbano. de Costa) A doutrina literária do Arcadismo impunha que os poetas criassem seus textos de modo a atender a muitas convenções. d) “tiranos” e “inquieta idéia”. Glauceste Satúrnio (pseudônimo de Cláudio M. Crede. não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Texto II Ah! Não roubou tudo a negra sorte: Inda tenho este abrigo. Leia o texto abaixo. embora ainda amaneirado. as flautas dos pastores. a) Barroco – Ilustração b) Renascimento – Classicismo c) Iluminismo – Arcádia d) Classicismo – Iluminismo e) Arcádia – Ilustração .. e) arte vista como recriação idealizada da Ordem Natural. Alguém há de cuidar que é frase inchada. c) ambos expressam um lamento frente àquilo que a negra sorte pode roubar do ser humano. Cantados pela voz da Dependência. e) corresponde a um padrão estético que reflete a cosmovisão dos escritores naturalistas do século XIX. distinguir dois momentos ideais na literatura dos Setecentos para não incorrer no equívoco de apontar contrastes onde houve apenas uma justaposição: a) momento poético que nasce de um encontro. e a morte. b) aceitação de regras e modelos. Texto para as questões 227 e 228. 231. que se impõe no meio do século. a expressão “festival contentamento” faz referência à idealização que marca a visão de mundo do estilo árcade. 229. inda me resta O pranto. d) ânsia de integração na natureza: bucolismo. e) em I. c) A obra desse poeta divide-se em duas fases: árcade e romântica. A. a presença da mulher amada. a queixa.Bosi. Bocage 230. encontra-se representação da natureza que: a) se caracteriza como o locus amoenus (lugar aprazível). a recorrência de exclamação é índice de contenção emotiva. e traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero (. a solidão. Mackenzie-SP Sobre os textos I e II é correto afirmar: a) ambos indicam. 94 a) As expressões “mão do Fingimento” e “voz da Dependência” são referências metonímicas que revelam a crítica do poeta ao estilo árcade. ó mortais. Não pertence ao estilo literário dos versos acima a seguinte característica: a) ideal de simplicidade. Texto I Olha. queimando os ásperos outeiros Com violência maior no campo ardia. como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha. b) o momento ideológico. Mackenzie-SP Leia o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta. e a morte apresentam-se como algo indesejável. o pranto.). E. b) O padrão formal dos textos de Bocage é típico da estética setecentista. motivo poético desenvolvido pela estética árcade. julgadas dignas de imitação (. b) em I. E o sol. a solidão. e) “imagem de aflição” e “não tens de sentir”. Importa. Bocage Bocage 227. porém. d) em II.Os seguintes elementos indicam que são de um poeta arcádico os versos anteriores: a) “sentir saudosa” e “teus olhos”. 228. por meio do vocativo. se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. respectivamente. d) é expressão da religiosidade cristã que marcou os ideais iluministas.. refletidos através da tradição clássica e de formas bem definidas. Mackenzie-SP No texto I. Que bem que soam.

Quanto me agrada mais estar contigo. Indique a característica presente nos versos acima. e) Almeida Garrett – Viagens na Minha Terra – Século XIX. sim façamos. não fez o Céu. c) Manuel Maria Barbosa du Bocage – Nova Arcádia – Século XVIII. ó mortais. cuja aparência Indique festival contentamento. e) Tema pastoril. Que elas buscam piedade e não louvores. exceto em: a) Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. Respeitam o poder do meu cajado. d) o amor e a mulher são idealizados pelo poeta. d) o escritor-chave para a compreensão do Barroco. e) o poeta propõe. a) Dois versos referem-se a dois aspectos da poesia árcade que discutem o momento de composição de um poema. a) Uso de pseudônimos. o Arcadismo se liga ao pensamento racionalista da época. relativamente à literatura portuguesa. e) Alguns poetas árcades já revelam traços prenunciadores do Romantismo. 234. b) Rompimento com os clássicos. de autoria de Bocage. b) Ah! enquanto os Destinos impiedosos Não voltam contra nós a face irada. o poeta. b) a linguagem. Para glória de Amor igual tesouro. PV2D-07-POR-34 . Localize no poema passagens que sustentem essa afirmação. A curta duração dos seus favores. denuncia características pré-românticas do autor. Deixa louvar da corte a vã grandeza. a) O Arcadismo foi uma tendência literária dominante dentro do Neoclassicismo do século XVIII. Fuvest-SP E em arte aos de Minerva se não rendem Teus alvos. Incultas produções da mocidade Exponho a vossos olhos. 239. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. Notando as perfeições da Natureza! Nestes versos: a) o poeta encara o amor de forma negativa por causa da fugacidade do tempo. portanto. Os Pastores. Bocage d) Do ponto de vista filosófico. por isso. Antônio Vieira – Sermão da Quarta-feira de Cinzas – Século XVII. Ponderai da Fortuna a variedade Nos meus suspiros. E se entre versos mil de sentimento Encontrardes alguns. curtos dedos melindrosos. defendendo. vede-as com piedade. 95 Nesse poema. 237. ou seja. traduz sua insatisfação com os modelos árcades que adotou em parte de sua obra. 238. FGV-SP Assinale a alternativa que apresenta erro na correlação autor-obra-época. uma linguagem rebuscada e labiríntica. Destas copadas árvores o abrigo. altamente subjetiva. que se aproveite o presente de forma simples junto à natureza. há versos característicos do Arcadismo. b) Sua insatisfação se revela em indícios de ruptura com o Arcadismo. que habitam este monte. e) um cronista medieval. Identifique-os e dê uma possível explicação para eles.233. Cantadas pela voz da Dependência. Fuvest-SP Bocage foi: a) o poeta mais representativo do Arcadismo em Portugal. Os nossos breves dias mais ditosos. b) Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno – Século XVI. numa ânsia de se aproveitar o tempo presente. c) um poeta pré-romântico. lágrimas e amores. Indique a alternativa incorreta. b) o poeta mais representativo do Arcadismo no Brasil. doce amada. 235. ao movimento enciclopedista. d) Predominância do subjetivismo. Vem. ó leitores. inacessíveis a ele. c) Recurso à mitologia greco-romana. Vede-as com mágoa. a) Pe. Teu lindo corpo bálsamos vapora. Notai dos males seus a imensidade. oh Marília. que foram com violência Escritos pela mão do Fingimento. Façamos. Unifesp Leia os versos do poeta português Bocage. b) As academias em que se reuniam os poetas árcades eram chamadas Arcádias por referência a uma região da Grécia ligada ao pastoreio e à poesia. ESPM-SP Em todas as alternativas abaixo. c) Os teus cabelos são uns fios d’ouro. que adotou o pseudônimo Elmano Sadino. em linguagem clara. d) Camilo Peçanha – Clepsidra – Século XIX/XX. Ah! não. c) A primeira característica do Arcadismo é sua oposição ao Humanismo. gentil Pastora. 236. Crede. c) a emoção predomina sobre a razão.

No plano amoroso.d) Se estou. Dá-me vinho. b) a natureza. só eu. de que me visto. nesse contexto. Texto para as questões de 244 a 246. Marília bela. A cuja sombra. e) linguagem emotivo-racional. 242. segundo o qual a civilização corrompe os costumes do homem. junto ao campo. por exemplo. Porque a meus olhos se afigura a morte No silêncio total da natureza. Graças à minha Estrela! 2 Eu vi o meu semblante numa fonte: Dos anos inda não está cortado. Já sobre o coche de ébano estrelado Deu meio giro a noite escura e feia. Que profundo silêncio me rodeia Neste deserto bosque. c) a perspectiva da morte iminente torna o eu lírico angustiado. não é o próprio poeta quem fala de si e de seus reais sentimentos. 1 Eu. pedindo à sorte Que o fio. às trevas costumado: Só eu velo. Nem me lembra se são horas De levar à fonte o gado. c) Locus amoenus: na poesia árcade. para o eu lírico. Mackenzie-SP Está presente no texto o seguinte traço característico da poesia de Bocage: a) temática religiosa. b) simbolista. Tal princípio era reforçado pelo pensamento do filósofo francês Jean Jacques Rousseau. Que viva de guardar alheio gado. d) “a alma” está caracterizada como “matéria lânguida”. em oposição à vida luxuosa e triste na cidade. optando por uma linguagem simples sem muitos torneios verbais. e) “a noite escura e feia” transformou-se em noite iluminada e silenciosa. Os pastores que habitam este monte Respeitam o poder do meu cajado. distante dos centros urbanos. c) trovadoresca. d) árcade. com que está minha alma presa À vil matéria lânguida me corte: Consola-me este horror. d) supremacia dos efeitos sonoros em detrimento da idéia. Graças. que não seja minha. Mackenzie-SP Nesse poema. e) Inutilia truncat: eliminar os excessos. Mackenzie-SP De acordo com o texto. e) Ó florestas! ó relva amolecida. em cujo doce leito É tão macio descansar nos sonhos! Arvoredo do vale! derramai-me Sobre o corpo estendido na indolência O tépido frescor e o doce aroma! 240. O Tejo adormeceu na lisa areia. Nem pia o mocho. Vocabulário coche de ébano: carruagem de madeira escura jaz: está ou parece morto mocho: coruja lânguida: doentia 96 Bocage 241. Assinale qual a explicação que não corresponde à regra árcade indicada: a) Fugere urbem: os árcades defendiam uma vida simples e natural. Das brancas ovelhinhas tiro o leite. é correto afirmar que: a) “a noite escura e feia” é a razão da tristeza do eu lírico. de expressões grosseiro. à luz vedado! Jaz entre as folhas Zéfiro abafado. Nem o mavioso rouxinol gorjeia. esta tristeza. Dos frios gelos e dos sóis queimado. 243. Marília bela. b) Aureas mediocritas: outro traço presente advindo da poesia horaciana é a idealização de uma vida pobre e feliz no campo. quase sempre é um pastor que confessa o seu amor por uma pastora. não sou algum vaqueiro. e) parnasiana. fruta. Marília. e nele assisto. contigo. c) quebra dos padrões formais clássicos. expressão da morte. Texto para as questões 241 a 243. E mais as finas lãs. legume. d) Carpe diem: o desejo de aproveitar o dia e a vida enquanto é possível – tema já bastante explorado pelo Barroco – é retomado pelos árcades e faz parte do convite amoroso. Não tenho um leve cuidado. é. De tosco trato. Graças à minha Estrela! . azeite. Graças. Que inveja até me tem o próprio Alceste: Ao som dela concerto a voz celeste Nem canto letra. que nasce naturalmente bom. Marília. a referência à cultura mitológica (Zéfiro) revela influência da estética: a) romântica. b) idealização do locus amoenus. Tenho próprio casal. Com tal destreza toco a sanfoninha. as situações são artificiais.

Graças à minha Estrela! 4 (. destacam-se o bucolismo.. e) mostra a intenção do autor em não revelar o objeto do seu amor. Marília bela. e) transforma-o em um poeta elegíaco. Graças à minha Estrela! 244. através de alguns de seus poemas. 246. É bom. c) O estilo árcade é amaneirado à moda dos cultistas. d) Entre as características árcades. Qual é e o que significa? 247. o teu agrado Vale mais que um rebanho e mais que um trono. a) Estilo de época que coincidiu com o ciclo do açúcar na Bahia. de que me visto. Tenho próprio casal. Toucarei teus cabelos de boninas. Graças. 249. d) altas expressões do lirismo e da sátira da nossa poesia barroca. de expressões grosseiro. Texto II Eu. gentil pastora. por exemplo. cultivados sobretudo pelos poetas românticos da chamada “terceira geração”. Aponte de que maneira essas diferenças aparecem nos textos. sobrepondo à racionalidade o sentimentalismo. Tiraram-me o casal e o mesmo gado. a que me encoste. Dormindo um leve sono em teu regaço. fruta. toda a sua revolta pelos reveses da sua sorte.) Irás a divertir-se na floresta. conforme nos é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. Graças. d) é responsável pela atmosfera de mistério. b) exemplos da poesia biográfica e da literatura epistolar cultivadas no século XVII. 248. não sou algum vaqueiro. Texto I Eu. Há um termo em letra maiúscula que remete a um princípio da cultura clássica. Marília. Identifique. Os dois poemas mostram dois momentos diferentes da vida de Gonzaga. a simplicidade formal e a busca do equilíbrio. e nele assisto. Fui honrado Pastor da tua Aldeia. b) é fundamental para situar o leitor dentro do drama amoroso do autor. UFPA Tomás Antônio Gonzaga expressou. minha Marília. Marília. por isso é muito difícil precisar. Das brancas ovelhinhas tiro o leite. o Arcadismo brasileiro confundiu-se com o Romantismo. da mesma forma que o Barroco coincidiu com o ciclo do ouro em Minas Gerais. na literatura do século XVIII. azeite. não fui nenhum vaqueiro. só produzindo obras de inspiração religiosa. Marília bela. seu tipo físico. que cubra monte e prado. c) desvincula-o dos princípios românticos indo ao encontro dos valores modernos que ele professou. e) Tentando fugir à forte influência barroca. Indique. essencial para a poesia neoclássica. 97 PV2D-07-POR-34 . Os dois textos são de autoria de Tomás Antônio Gonzaga e fazem parte da obra Marília de Dirceu. Depois que o teu afeto me segura Que queres do que tenho ser Senhora. 251. E mais as finas lãs. De tosco trato. d) rompe com a orientação parnasiana de seus versos. Porém. Enquanto a luta jogam os pastores. estrofe por estrofe. PUCCamp-SP Pode-se afirmar que Marília de Dirceu e as Cartas chilenas são. Dos frios gelos e dos sóis queimado. c) exemplos do lirismo amoroso e da poesia de combate. e) expressões menores da prosa e da poesia do nosso Arcadismo. 245. b) Sob a influência da Contra-Reforma. cultivadas no interior das Academias. Nem tenho. o Arcadismo brasileiro não conseguiu libertar-se do estilo barroco. UEBA Assinale a alternativa correta a respeito do Arcadismo brasileiro. c) reflete o caráter genérico e impessoal que a poesia neoclássica deveria assumir. Sustentada. respectivamente da primeira e da segunda partes. respectivamente: a) altas expressões do lirismo amoroso e da sátira política. Que viva de guardar alheio gado. 250. Nos troncos gravarei os teus louvores. antítese do estilo natural dos escritores clássicos. um traço pré-romântico. legume.3 Mas tendo tantos dotes da ventura. Só apreço lhes dou. E emparelhados correm nas campinas. Esta imprecisão da pastora: a) é suficiente para seu autor ser apontado como pré-romântico. Aqui descansarei a quente sesta. na terceira estrofe. as características árcades mais evidentes. gentil pastora. b) vai de encontro aos princípios do Arcadismo. Dá-me vinho. é bom ser dono De um rebanho. UFPA A pastora Marília. Vestia finas lãs e tinha sempre A minha choça do preciso cheia. um só cajado. carece de unidade de enfoques. Marília. Tal fato: a) torna-o um poeta pré-barroco. no meu braço..

..... a) b) c) d) e) II e III são corretas. de que me visto. Traze-me as tintas do Céu. minha Marília...) (. É uma coletânea de poesias amorosas. (…) É bom.. em laço estreito. Em que consiste essa diferença? 255.. Nem para o estio. Tomás Antônio Gonzaga. Porém como? se eu não vejo Quem me empreste e as finas cores: Dar-mas a terra não pode Não. socorre Ao mais grato empenho meu! Voa sobre os astros.. gentil pastora. Justifique. que é de outrem. reservemos Um pensamento. caído em desgraça. d) Tendo sido Gonzaga um inconfidente. Ricardo Reis. I.... voa. que a sua cor mimosa Vence o lírio. Texto I Minha bela Marília. revestidas de sentimentalidade e simplicidade... Leia-os com atenção..) aproveite-se o tempo. de Tomás Antônio Gonzaga. e a segunda. dá-me vinho. prendamo-nos. O jasmim e as outras flores.. Todas são corretas... Grande parte delas foi escrita no período em que Gonzaga esteve preso e... 98 . 254.. I e III são corretas. vem depois dos prazeres a desgraça. dela extraindo uma “filosofia de vida”.. Unicamp-SP Nos dois poemas a seguir... Marília... Amor... gozemos do prazer de sãos amores (. já vêm frias. Marília bela? que vão passando os florescentes dias? As glórias. vinculou-se ao Arcadismo e foi.. e mais as finas lãs.. das brancas ovelhinhas tiro o leite... que vêm tarde. legume. a) As liras que compõem o livro são quase sempre poemas de lirismo amoroso que invocam a pastora Marília. se vem depois dos males a ventura. Que havemos de esperar. e assinale a alternativa correta. embora o façam de maneira diferente. Odes.. anterior à prisão do poeta... a sorte deste mundo é mal segura. Tomás Antônio Gonzaga 253.. de quem somos mortos. A Marília. a presença dos dramas pessoais do autor. UFPB Considere o trecho seguinte: Tenho próprio casal e nele assisto. III. as liras não apresentam a atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. de maneira diferente.. Ah! não. Mackenzie-SP Leia as três afirmações que se seguem. Ah! socorre. de Tomás Antônio Gonzaga. Ornemos nossas testas com as flores.. II.. referentes à obra Marília de Dirceu. Aproveite-se o tempo. . vence a rosa. e façamos de feno um brando leito. ao mesmo tempo. Lídia.. porém. assinale a alternativa incorreta.. Texto II Quando. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça. revela-se. posterior à mesma. sob o disfarce do pastor... fruta... É uma obra composta por vários sonetos. Tomás Antônio Gonzaga e Ricardo Reis refletem. antes exaltam a serenidade e a naturalidade na relação amorosa. O fragmento acima demonstra que o seu autor.... e pode enfim mudar-se a nossa estrela. é bom ser dono de um rebanho. não para a futura Primavera. no momento da produção dos poemas. o teu agrado vale mais que um rebanho e mais que um trono. Todas são incorretas.. azeite. Marília de Dirceu. Divide-se em duas partes: a primeira.. que aparecem numa seqüência numerada. UFOP-MG Com relação a Marília de Dirceu. antes que faça o estrago de roubar ao corpo as forças e ao semblante a graça.. vier o nosso outono Com o inverno que há nele. um antecipador do movimento romântico. b) Apesar de invocarem com grande freqüência o tema do amor. c) Muitas das liras são dedicadas à tarefa de demonstrar à bem-amada a ordem e a harmonia das coisas naturais. que cubra monte e prado. e) Algumas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu.... tudo passa. Tomás Antônio Gonzaga.252. Texto para as questões 257 e 258.. Senão para o que fica do que passa O amarelo atual que as folhas vivem E as torna diferentes. a) Em que consiste a “filosofia de vida” que a passagem do tempo sugere ao eu lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga? b) Os dois poetas valorizam o momento presente. meus amores. Por que o poeta se julga impotente para retratar a amada? 256..... Vou retratar a Marília. oprimida pela exploração ferrenha da metrópole portuguesa. amada do pastor Dirceu. assim.. escreveu esse livro para descrever a situação geral da Colônia. I e II são corretas. minha Marília. sobre a passagem do tempo.

3. O estrago de roubar ao corpo as forças. Vieira adota a tendência barroca conceptista que leva para o texto o predomínio das idéias. o tempo corre. sem arroubos. antes que faça O estrago de roubar ao corpo as forças E ao semblante a graça. o amor ideal e a pureza do lavor da terra. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. c) denotam — pela singeleza do vocabulário. 08. c) 2. d) 1. 261. Roubar pouco é culpa. 10. e) 2. 03. 09. o ponto de vista dominante é o do amante que vê seus sentimentos antagônicos refletidos na natureza. em oposição à artificialidade do Barroco. Sobre as nossas cabeças. Vem depois dos prazeres a desgraça. A obra de Gonzaga é exemplar do Arcadismo.257. Marília bela? Que vão passando os florescentes dias? As glórias que vêm tarde já vêm frias. da lógica. ladrões de maior calibre e mais alta esfera. escrito numa linguagem amena.. própria do Arcadismo. Os versos chamam a atenção para a passagem do tempo e expressam um convite aos prazeres de um amor sadio. Sobre a obra desses autores. revela-se amoroso homem de meia-idade. roubar muito é grandeza. Os versos de 05 a 12 descrevem uma cena amorosa ambientada na paisagem mineira da cidade então chamada de Vila Rica. os outros. diferencia-se da linguagem rebuscada usada pelo Barroco. E ao semblante a graça. de acordo com a convenção árcade. 2. A sorte deste mundo é mal segura. se furtam. c) nomeia-se diretamente a figura ironizada pelo eu lírico. 260. de linguagem figurada. antes que faça 15. pela sintaxe quase prosaica — a vontade de alcançar a simplicidade da linguagem. Marília. os outros furtam debaixo de seu risco. UFRGS-RS Leia os excertos abaixo. 04. estes roubam cidades e reinos. 3 e 4. porque roubo em uma barca sou ladrão. minha Marília. Também. de Tomás Antônio Gonzaga. a mulher a quem se poderiam fazer convites amorosos mais ousados. são outros. 16. minha Marília. Ah! Não. morre. Considere as seguintes afirmações sobre esses excertos. 99 PV2D-07-POR-34 Texto 2 Que havemos de esperar. E façamos de feno um brando leito. e) a natureza é o espaço onde o amado se sente à vontade para expressar diretamente à amada suas inclinações sensuais. compondo um quadro em que a emoção é tratada de modo abstrato. Os outros ladrões roubam um homem. Pe. procurando adequar os textos religiosos à realidade circundante. b) que retomam tema e estrutura de uma “canção de amigo”. b) comprovam a predileção pelo verso branco e pela ordem direta da frase. E para nós o tempo. 2 e 4. e) constroem-se pelo desdobramento contínuo de imagens.. analise as afirmativas abaixo. resíduos do estilo cultista. 12. O texto de Vieira. do raciocínio. d) em que se notam diálogo e estrutura paralelística. está pleno de metáforas. 05. 2 e 3. 02. 07. Se vem depois dos males a ventura. b) 1. Sem que o possam deter. está expresso o estado de alma de quem sente a ausência do ser amado. sendo barroco. UFPE Texto 1 Basta senhor. Marília é um nome literário adotado para a referida noiva do poeta inconfidente. I. cujo nome verdadeiro era Maria Dorotéia de Seixas Brandão. 4. a linguagem arcádica. Aproveite-se o tempo. no poema de Gonzaga. 01. estes sem temor nem perigo. O tema dos versos anteriores é o carpe diem (gozar a vida presente). Gozemos do prazer de sãos Amores. 1. Ornemos nossas testas com as flores 06. Dê o título das duas obras mais importantes e o nome dos seus respectivos autores. 14. Mackenzie-SP Quanto ao estilo. tudo passa. sendo de difícil compreensão. como também de comparações excessivas. e estes furtam e enforcam. Ah. 13. E pode enfim mudar-se a nossa estrela. d) organizam-se em torno de antíteses.. mas que levam de que eu trato. II. Antônio Vieira. 259. não. III. Tomás Antônio Gonzaga. característicos da naturalidade desejada pelos poetas do Arcadismo. não vai nem leva ao inferno: os que não só vão. O ladrão que furta para comer. 11. Aproveite-se o tempo. em laço estreito. em atitude pré-romântica.. na busca de caracterizar. Sermão do bom ladrão. ao lamentar as transformações notadas em seu corpo e alma pela passagem do tempo. Mackenzie-SP Nos versos acima: a) o eu lírico. e vós que roubais em uma armada sois imperador? Assim é. Prendamo-nos. de termos inusitados e eruditos. extraídos de Marília de Dirceu (Lira XIV). os versos: a) revelam a presença não só de formas mais exageradas de inversão sintática — hipérbatos —. 258. são enforcados. que se passa. Lira XIV . do Arcadismo brasileiro. Marília. Minha bela Marília. Despojada de ousadias sintáticas e vocabulares.

b) justifique sua resposta com. 138. Teme. acumulam-se características peculiares do Arcadismo. In: Candido.. Pelas musas evocadas nos versos acima. Difusão Européia do Livro.. UFRGS-RS 1. 263. PUC-SP Encontra-se alusão a um importante ciclo econômico do século XVIII. c) De um ramo desta faia pendurado Vejo o instrumento estar do pastor Fido. mas deseja exprimir a realidade tosca de seu país.. Vunesp Leia atentamente o texto abaixo e assinale a alternativa incorreta. e destinado a buscar a Pátria. Que nas úmidas ribeiras Deste cristalino rio Guiava as brancas ovelhas. reside toda a beleza. São Paulo. que por espaço de cinco anos havia deixado.. 262. A. a sua formação intelectual européia. a) O poeta estabelece uma conexão entre as diferenças ambientais e o seu reflexo na produção literária. Nise? Nise? onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma. Releia o texto que lhe apresentamos e.... Cláudio M. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra... Silva Alvarenga e Tomás Antônio Gonzaga. b) Cláudio Manuel da Costa manifesta. vol. 264. Costa... Não permitiu o Céu que alguns influxos. duas citações do texto. 2. Parou as ligeiras águas.. p.. que devi às águas do Mondego... Poemas de Cláudio Manuel da Costa. Os poetas árcades brasileiros tinham as suas musas inspiradoras. no texto. Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto... & Castello... que menos pudera eu fazer que entregar-me ao ócio. I.... Presença da literatura brasileira. Moveu as bárbaras penhas. pureza e espiritualidade. respectivamente: a) Cláudio Manuel da Costa. Cláudio Manuel da Costa 3. b) um de seus conceitos básicos é que. e no centro deles adorar a preciosidade daqueles metais. tudo passa. Vem depois dos prazeres a desgraça. de Cláudio Manuel da Costa. que lhes tem pervertido as cores. A sorte deste mundo é mal segura. 265. b) José Basílio da Gama.. se prosperassem por muito tempo.. que muitas vezes Afinando a doce avena. Se vem depois dos males a ventura. Turva e feia. Frei Santa Rita Durão e Tomás Antônio Gonzaga. d) Cláudio Manuel da Costa.. que por ti suspira (…) Glaura! Glaura! não respondes? E te escondes nestas brenhas? Dou às penhas meu lamento. e sepultar-me na ignorância! Que menos... A. a quem se dirigiam freqüentemente em seus poemas. e) é comum o aparecimento de referências a figuras mitológicas clássicas. do que abandonar as fingidas Ninfas destes rios. a corrente destes ribeiros. . Vunesp Altéia Aquele amor amante. pelo menos... Tomás Antônio Gonzaga e Frei Santa Rita Durão. que o ar as perceba.. Aquele.. d) O mel dourado dos carvalhos duros.. 1966. Fragmento do Prólogo ao Leitor.. d) Apenas I e III. é incorreto afirmar que: a) assume uma postura de imitação dos ideais renascentistas.. c) Apenas III.. São Paulo. da.. II e III. Cultrix... onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos.. e) I. p. de Cláudio Manuel da Costa.. 156.. na segunda passagem de Cláudio Manuel da Costa: a) Árvores aqui vi tão florescentes Que aziam perpétua a primavera: Nem troncos vejo agora decadentes. Ó tormento sem igual! Minha bela Marília.. e) Não vês nas tuas margens o sombrio Fresco assento de um álamo copado. Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.. J.1971. Sobre uma rocha sentado Caladamente se queixa: Que para formar as vozes..Quais estão corretas? a) Apenas I. 100 Nesse fragmento do romance Altéia. d) revestiu-se de aspectos religiosos ligados à temática medieval...... e) José Basílio da Gama. Mackenzie-SP A respeito do Arcadismo brasileiro. que têm atraído a este clima os corações de toda a Europa! Não são estas as venturosas praias da Arcádia. pode-se dizer que seus autores são.. entre a grosseria dos seus gênios. O vasto campo da ambição recreias. 266.. c) seu início é assinalado pela publicação de Obras poéticas.. primeiro que arrebate as idéias de um Poeta.. c) Tomás Antônio Gonzaga. b) Turvo banhado as pálidas areias Nas porções do riquíssimo tesouro . a seguir: a) aponte duas dessas características.. na Natureza. aqui. b) Apenas II.

b) as liras de Marília de Dirceu espelham o maior momento de sua criação poética... Herdai seus bens. Que é filha de latina. no moreno rosto. UEL-PR No prefácio de suas Obras poéticas.... d) a preocupação em usar uma linguagem requintada.. a) Só a proposição I é correta.. 44 e 51.. que às louras se avantajam): O nariz alvo. 269. dos escritos Toda a frase estrangeira e frandulagem Dessa tinha. e só latinas. Sacudamos das falas..... Abra-se a antiga. São feições parentas. são índices que revelam.. Em defesa da Língua Lede. d) em seus sonetos. Turva e feia. quanto sem eles É delambido e peco o pobre verso. 1941.... que em francês hajam formosas Expressões. Cavemos a facúndia..c) Depreende-se do texto uma forma de conflito entre o academicismo árcade europeu e a realidade brasileira que passaria a ser a nova matéria-prima do poeta. d) Apesar dos índices do Arcadismo presentes no texto. Que em reinos dos romanos e dos gregos Com indefesso estudo conseguiram. herdai essas conquistas. e o tratamento de “pastoras”... Sintetize o principal conselho dado por ele em consonância com a poética do Neoclassicismo para que um poeta consiga escrever bem. embora ainda amaneirado. traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero. Lisboa: Livraria Sá da Costa-Editora. Feições lhe quadram. 271. c) a valorização da vida urbana.. é correto afirmar que: a) é o nosso maior representante da poesia barroca... façamos. dado às musas inspiradoras. Nem toda a frase em toda a língua ajusta. . que é defeito Nunca nariz francês na lusa cara... segue a lírica de Camões.. e) a beleza natural dos rios da Arcádia e dos de sua terra é afetada pela ambição econômica. Vereis então que garbo. é perturbada pela realidade das águas turvas dos rios em mineração.. e) Todas as proposições são corretas. deixa ponderar a ambiciosa fadiga de minerar a terra. “Façamos.. b) Só a proposição II é correta. UEL-PR O uso de pseudônimos pastoris.” III.. portanto. que brota harmoniosa da natureza arcádica. na literatura do Setecentos. 268. Ponde um belo nariz. que: a) a natureza de sua região natal guarda harmoniosa correspondência com a Arcádia. curtas frases elegantes... contemplar as praias da Arcádia de onde retirava suas inspirações poéticas. Mackenzie-SP A respeito de Cláudio Manuel da Costa. considerada a verdadeira fonte da poesia. e) não se encontra em seus poemas qualquer preocupação com a natureza brasileira. Numa formosa cara trigueirinha (Trigueiras há. na Europa... graças à mineração que lhes turva as águas.. que comichona afeia O gesto airoso do idioma luso. que amenizasse os rigores da natureza hostil.” II.. c) a harmonia dos versos arcádicos é embalada pelo som dos ribeiros de sua terra. que perverte a uns e a outros. nos poetas árcades: a) a busca da harmonia entre campo e cidade. Tanto não é beleza. primeiro que arrebate as idéias de um Poeta.. com a natureza e os afetos comuns do homem.. que lhes tem pervertido as cores. Filinto... b) a idealização da vida campestre. c) desenvolveu-se exclusivamente a tendência épica em sua obra.. há um questionamento do contexto sobre a validade de adotar esse modelo literário no Brasil. pp. c) Só a proposição III é correta. em vista da beleza maior dos inspiradores rios de mineração. alvo de neve. que se torna possível quando seus habitantes se encontram. Mas índoles dif’rentes têm as línguas.. e) a preocupação em exaltar as atividades agrárias....” A característica que está presente nestes versos é o carpe diem (gozar a vida). que abasteça Nossa prosa eloqüente e culto verso. Rompam-se as minas gregas e latinas (Não cesso de o dizer. mais que as pseudo-intelectuais.. Os nossos breves dias mais ditosos. Cesesp-PE “O momento ideológico. doce amada. b) a inspiração. a corrente destes ribeiros. que é tempo. “O momento poético.. 267.. escreveu Cláudio Manuel da Costa: Não são estas as venturosas praias da Arcádia. d) é preciso esquecer a harmonia dos versos arcádicos. na literatura do Setecentos. sim.. os clássicos honrados. como Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga) ou Glauceste Satúrnio (Cláudio Manuel da Costa). onde o som das águas inspirava a harmonia dos versos. sã linguagem... 270. porque é urgente). Afirma o poeta...... e) O poeta sofre mediante o fato de não mais poder.. 101 I. em detrimento dos ideais de integração na natureza.. que facúndia Orna o verso gentil... PV2D-07-POR-34 . Poesias. In: Elísio.. Vunesp Filinto Elísio (1734-1819) é um poeta neoclássico português. veneranda fonte Dos genuínos clássicos e soltem-se As correntes da antiga. d) São corretas as proposições I e II. nasce de um encontro.. Quero dar.

onde é que eles foram. Meu santo. 273. Aponte a alternativa em que houver erro. que ninguém precisa trabalhar. (2) Marabá. geralmente bucólico. Vunesp Leia os textos a seguir. podemos dizer que estamos diante de uma paisagem: a) tipicamente neoclássica. 276. d) (1) Iracema. poeta árcade e ilustrado. Destas copadas árvores o abrigo. deixa eu ver! Eu tô vendo: eles estão num vale muito verde onde chove muito. as aves de mil cores Adejam entre Zéfiros e Amores. c) Uraguai. releia os textos em pauta. embora tesoureiro-mor e vigário-geral da catedral da Bahia. o sutil Nordeste Os torna azuis. c) (1) Lindóia. minha família foi embora. nada produziu. p. a evocação literária de um recanto ideal. (3) Tomás A. Os velhos não morrem nunca e os jovens não perdem sua força. É uma terra tão verde… Altamira! Diálogo do filme Bye bye Brasil (1979). ó mísera Indiana! Nesses versos de Silva Alvarença. e) Vida e obra de Tomás Antônio Gonzaga são indissociáveis de Marília. no campo lírico. a) (1) Moema. a seguir: a) aponte. (3) José de Alencar. cuja paz e tranqüilidade servem de palco ao idílio dos amantes e ao sossego da vida. b) Gregório de Matos Guerra não passou de um panfletário. a) Algumas obras árcades assimilam certa ideologia da época. faz-se alusão ao episódio de uma obra em que a heroína morre. Cefet-PR Marque a alternativa incorreta sobre o Arcadismo brasileiro. E toma o fresco Tejo a cor celeste. ó Marília. valorativa da vida natural. chegaram até nossa modernidade. Bye bye Brasil Mulher Nordestina – Meu Santo. Escrito e dirigido por Carlos Diegues. no campo humorístico. d) prenunciadora do Parnasianismo. (3) Basílio da Gama. o verso em que se estabelece relação opositiva com a tópica do lugar ameno. Voa a farpada seta da mão. (2) Iracema. Vem. Mulher Nordestina – Vivos? Lord Cigano – É. foi nacionalista (pregou contra os holandeses invasores) e se preocupou com problemas sociais (foi contrário a que os colonos portugueses escravizassem os índios). Gonzaga. no segundo terceto de Bocage. não perde de vista a estrutura formal de Os lusíadas.272. na seqüência de Bye Bye Brasil. que já não vives. a) O padre Antônio Vieira. do homem primitivo. ou seja. Deixa louvar da corte a vã grandeza: Quanto me agrada mais estar contigo. Centec-BA Quando o poeta neoclássico pinta uma paisagem como um “estado de alma”. Os escritores clássicos gregos e latinos produziram certas fórmulas de expressão que. Agora. gela e cora. pasma. a quem consagrou muitas liras. encontra-se presente em vários poemas dos árcades brasileiros. delicado. (3) Santa Rita Durão. foge a estritos moldes camonianos e é sobretudo antijesuítica. espera. Tem tanta riqueza lá. Produzido por Lucy Barreto. quero ver o meu povo. pêra aí. e. não perdoou a ninguém. e) antecipadamente romântica. enaltecedora do saber erudito. Filho. vacila. o título da obra (2) e o nome do autor (3). se acostumando ao lugar novo. (3) Gonçalves Dias. meu santo? Lord Cigano – Ah. Convite à Marília Já se afastou de nós o Inverno agreste A fértil Primavera. Mulher Nordestina – A gente se acostuma com tudo… Onde é que eles estão agora. Porto: Lello & Irmão. d) Santa Rita Durão. vivos. Vunesp Quem vê girar a serpe da irmã no casto seio. 142. chegou à obscenidade. quando compõe o Caramuru. eles estão a muitas léguas daqui. que não se engana. teme. dois elementos da paisagem descrita por Lord Cigano que caracterizam Altamira como um lugar ameno. e de ira e temor ao mesmo tempo cheio resolve. vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza. b) sugestivamente simbolista. b) localize. Tomando por base este comentário. Uma dessas fórmulas é a chamada tópica do lugar ameno. Obras de Bocage. neto… Fiquei só com o meu velho que morreu na semana passada. Assinale a alternativa correta em que se mencionam o nome da heroína (1). em sua obra satírica. retomadas ao longo dos tempos. 274. (2) Caramuru. meu santo. meu santo? Lord Cigano – E eu sei lá? Como é que eu vô saber? Quer dizer… eu sei…eu… Eu tô vendo. e) (1) Marília. Eu estou vendo a sua família. b) (1) Marabá. me diga. c) rebuscadamente barroca. (2) O Uraguai. a mãe das flores. Simboliza o porto almejado ou o retorno à felicidade perdida. Varrendo os ares. 1968. nora. as árvores são muito compridas e os rios são grandes feito o mar. embora sacerdote. b) A cosmovisão iluminista. 102 . epopéia de Basílio da Gama. 275. (2) Marília de Dirceu. não há poesia sua sobre religião levada a sério. Mas ai. Notando as perfeições da Natureza! Bocage. consulta o seu amor e o seu dever ignora. O prado ameno de boninas veste.

Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. que espalhava Melancólica sombra. c) Aponte. (. Entre as salsas escumas desce ao fundo. à proporção que retrata de modo positivo a expulsão dos jesuítas de suas reduções. (Canto IV – fragmento) 278. 103 .. e aos ecos tantas vezes Contou a larga história de seus males Nos olhos de Caitutu não sofre o pranto. e a boca. E rompe em profundíssimos suspiros. ocorre a apologia do cristianismo. e cinge Pescoço. o aspecto moribundo. Os olhos. Lá reclinada. que espalhava Melancólica sombra. como que dormia. (Canto VI. Fogem de a ver assim sobressaltados. em que Amor reinava um dia. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. e nas mimosas flores. e lhe passeia. quis três vezes Saltar o tiro. Tinha a face na mão. 279. e fere A serpente na testa. Na branda relva. Tinha a face na mão. e cinge Pescoço. em qual deles o autor revela seguir mais à risca o modelo camoniano. e muda aquela língua. e os dentes Deixou cravadas no vizinho tronco. Mais de perto Descobrem que se enrola no seu corpo Verde serpente. com que dor! no frio rosto Os sinais do veneno. liga-se ideologicamente à política do Marquês de Pombal. Que ao surdo vento. e verde envolto Emnegro sangue o lívido veneno. b) Sintetize o enredo do poema. Releia atentamente os textos apresentados e.e em tortuosos giros Se enrosca no cipreste. e lhe passeia. d) A obra O Uraguai. pasma e treme. do ponto de vista da versificação. e) A exaltação da vida simples.. obra épica de Santa Rita Durão. estrofe XLII) Santa Rita Durão PV2D-07-POR-34 A epopéia Os lusíadas (1572) tem servido de modelo aos demais poemas épicos escritos em língua portuguesa. e faz voar a aguda seta. Qual é o argumento histórico do poema Caramuru? Basílio da Gama Caramuru Perde o lume dos olhos. sem mais demora Dobrou as pontas do arco. Tornando a aparecer desde o profundo: “Ah. que treme Do perigo da irmã. As comparações destes com a obra-prima de Luís Vaz de Camões são inevitáveis. Lendo na testa da fronteira gruta De sua mão já trêmula gravado O alheio crime.c) Em Caramuru. Açouta o campo co´a ligeira cauda O irado monstro. b) cite duas características do texto escolhido que evidenciam essa aproximação com a versificação de Os lusíadas. e apresse no fugir a morte.) Porém o destro Caitutu. Com mão já sem Vigor. soltando o leme. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. do homem natural. E. como que dormia. e lhe lambe o seio. sorveu-se n’água. e a mão no tronco De um fúnebre cipreste. que irado freme. e braço. a seguir: a) aponte. sem mais vista ser. e vacilou três vezes Entre a ira. 277. do bom selvagem leva os poetas árcades a repudiarem em suas obras poéticas o saber erudito. Diogo cruel!” disse com mágoa. de Basílio da Gama. Que toca o peito de Lindóia. E fuja. e braços. O Uraguai Este lugar delicioso. E nem se atrevem a chamá-la. Leva nos braços a infeliz Lindóia O desgraçado irmão. Cansada de viver. e vê ferido Pelo dente sutil o brando peito. Pálida a cor. E param cheios de temor ao longe. Enfim sacode O arco. a) Indique o nome da obra e o autor. e o temor. Vunesp Leia os textos a seguir. e triste. Na branda relva. as rupturas com o modelo camoniano. e a voluntária morte. Cheios de morte. e nas mimosas flores. no texto dado. e temem Que desperte assustada. e triste. Cansada de viver. Lá reclinada. Mas na onda do mar. e lhe lambe o seio. e irrite o monstro. tinha escolhido Para morrer a mísera Lindóia. que ao despertá-la Conhece. Este lugar delicioso.

26. detalhada na observação dos fatos históricos. 17. envolvendo alguém claramente identificado (Filha de Don Paai Moniz). O último verso não integra o paralelismo. C 11. C 10. 19. I. terrenas. D IV. 21. D 22. 18. ela exprimia indireta e disfarçadamente com as cantigas. 23. a) A cantiga estrutura-se em duas séries paralelísticas: 1ª série – estrofes 1 e 2. B 36. é enfatizada a imagem da moça que canta para o amigo enquanto trabalha. apresentando inclusive expressões próprias da Idade Média lusitana (non dormho á mui gran sazon/ ai meu lum’e meu ben). Apontar para a mudança no vocabulário (mais fácil). B 05. por apresentar uma crítica direta e explícita a alguém cujo nome é. antes. a) Presença do eu lírico masculino e abordagem da coita amorosa. b) Pode ser tomada como cantiga de maldizer. “mais por que mh-á mentido. 03. B 35. 24. A . C 37. acaba por não chegar a uma explicação. C 33. 29. C II. b) Na primeira série paralelística. b) Ao dizer que seu observador adivinhou seus sentimentos. Já o segundo texto. coita (você me arrasou). terrenas. Ao final de cada estrofe. por mostrar uma situação satírica. b) Texto I ⇒ e me non falou Texto II ⇒ E nem escuta quem apela c) O trovador afirma que o desprezo da amada provoca nele uma dor pior que a morte. Além disso. a partir de uma antítese. A 04. 09. A 32. a moça confessa seu sofrimento amoroso que. I. a) Refere-se às romarias. O refrão “sanhuda lh’ and’ eu”. por meio do uso do português arcaico (galego-português). “mentiu per seu grado”. b) A referência às romarias indicia a religiosidade medieval. D 12. pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. A 34. repete-se o refrão. a) Em ambos os textos. demonstra que o eu poético sabe em que lugar se perdeu. A ambientação no litoral é semelhante e também a presença do refrão em ambas. 2ª série – estrofes 3 e 4. a amada procura desprezar o amante ou aquele que a admira. aspecto fundamental da cultura do período. na oposição interior x exterior. 06. Justifica-se essa utilização para enfatizar que o amado havia mentido para o eu-lírico. a) II c) I b) III d) IV 02. O primeiro texto. justifica-se para representar o quanto a jovem ficou zangada com a mentira do amado. A 08. Formalmente o texto faz referência ao Trovadorismo. já na segunda série. 20. a) Atitude “científica”. E 28. O tema da coita 104 amorosa. por meio da fala de uma personagem.Língua Portuguesa 3 – Gabarito 01. permanece a temática em que a mulher é um ser superior (vassalagem amorosa) que faz o eu lírico sofrer (coita). B 07. pois centraliza o foco nas atividades e paixões humanas. a) A personagem que se expressa no último verso é a moça apresentada na 1ª série paralelística. ou maliciosa (uma moça sendo vista seminua). Os versos em que ocorre a utilização do paralelismo são: “mentiu-mh o meu amigo:” . da separação seguida de sofrimento por parte do apaixonado trovador. presente no final de cada estrofe. D 16. A confissão de apaixonado do eu lírico e a presença do amor cortês identificado na palavra “Senhor” com que é tratada a mulher amada. 15. O tema do abandono e o sofrimento decorrente dele aparecem tanto na poesia trovadoresca como na poesia palaciana. e “mais bem des aquel dia”. Cantiga de amor: vassalagem amorosa (princesa. D 31. Texto antropocêntrico. que canta sua infelicidade amorosa. eventos comuns na época. C 38. 14. a) Cantiga de maldizer. C 30. senhora). são expostos os sentimentos da moça. II. eu lírico masculino. em comparação aos textos trovadorescos. b) Texto antropocêntrico. A V. citado (Don Meendo) b) O trovador acusa o satirizado de tê-lo roubado (ou enganado com sua conversa esperta). marcada pelo teocentrismo. 27. 13. A III. é outra característica trovadoresca presente. inclusive.”. O interesse de Fernão Lopes pela pesquisa histórica indica a tendência humanista para o cientificismo. A 25.

obra da natureza. esteios/ Firmíssimos de Império só tenhamos. Brás da chamados de “medida nova”). o equilíbrio. e não de Deus. em um mesmo plano de importância para a administração do reino. c) No Classicismo. c) É uma sátira moral da sociedade portuguesa da época. a) Trata-se da noção de equilíBrás da Mata representa o brio. “do ornamento / Ou tira ou põe” –. E 42. de forma humilde. tratado aqui de forma exploração dos pobres. o casamento. pois ele “derruba” Inês b) O poeta. existência simples e equilíbraE 48. O primeiro texto é mais sentiviúva. E 53. B 71. A 54. desejando inveja. cavalo. no texto. D 60. 65. 58. b) Pela atitude teocêntrica de salvar a alma dos cavaleiros./ Mas muito mais que o engenho. isto é. o baixo ergue. a vaidade e a amor. a grande novidade berdade. 64. contenção –“com o decoro o tempera”. vivendo de seus próprios a) Inês reclama dos serviços recursos. isso ilustra a passagem de concepções teocêntricas para concepções antropocêntricas.61. D 66. b) Ele afirma ser “fidalgo de solar”. ó Poeta. ter muito. do dolce stil nuovo era o uso de c) Inês seria aprisionada pelo versos decassílabos (por isso primeiro marido.”). Inês abandona seus ideais com o propósito de levar uma vida prazerosa. b) O poeta coloca. Pero Marques age como um “asno” em duas situações: a primeira quando serve de cavalgadura. sem malícia. já Pero dá-lhe total liberdade. D 69. enquanto ele partissubstituição aos tradicionais verse para a guerra. D 57. valorização da bagagem cultural – “Muito. No contexto humanista. tanto a força das armas (“justas armas”) quanto a influência do saber ( “Sãs letras”). tematizanvalendo-se da experiência do uma experiência amorosa para conseguir garantir particular. Povo. já que morreram defendendo interesses da Igreja Católica. nem pouco. racionalismo – “O juízo quero! De quem com juízo. e ao que pudera/ fazer dúvida aclara” –. por isso. apenas b) Inês optaria por casar-se. linguagem clara – “Ao escuro da luz. C 56. agiotas.39. merecer o céu. 41. O segundo mostra a vida livre que sempre uma concepção mais raciodesejou. da inteligência. a) O trecho que se relaciona literalmente com o final da peça é “asno que me leve quero”. D 70. a) Camões foi o maior representante do Classicismo em língua portuguesa. c) Um homem ingênuo. A carta de Antônio Ferreira permite identificar uma série de elementos clássicos: arte como expressão da natureza humana. e sem paixão me leia” –. C 59. artesãos etc. casaria novamente. a) Os dois versos finais (“Sãs letras. prega uma com sua repressão. B 67. ser de família importante e. A da. equilíbrio – “Corta o sobejo. conceito humanista antropocêntrico — “Conheçame a mim mesmo” –. sendo exemplo de poesia palaciana. está no meio. b) Heróis que cantaste/armas/ barões/oceano/a história que narraste/deuses/ninfas/guerras/cobiças/amador/etc. mental e emotivo. c) Indica uma postura mais independente da ortodoxia católica. ao período humanista. ocorre a valorização da racionalidade. 49. em Mata. vai acrescentando/ O que falta. I. C 43. A 45. Formalmente. nalista e generalizadora do a) A soberba. 63. b) Como curso natural. o necessário. 50. Gil Vicente. o engenho pode dar-te. O 2º texto pertence ao Classicismo. A 105 47. b) Pensamento teocêntrico 55. Depois de 62. isto é. “nove Irmãs” –. ela pensa encontrar a li. que é exatamente o aspecto realçado aqui pelo poeta. a) Como tendo sido castigo divino (a ira de Deus fizera aquilo). juízes. b) O primeiro marido de Inês – Brás da Mata – tratava-a de modo agressivo e tirânico. e estudo” –. A mediania (ou “aurea viver e folgar como outras mediocritas”) é louvada: não moças. 51. universal. sos de redondilha maior e menor ficaria sem a liberdade (que passaram a ser conhecidos que pensava obter com como “medida velha”). a) Lança uma série de impropérios e ofensas ao Diabo. b) Representa o homem mais humilde e simplório. 72. E 68. 40. o tempo. domésticos que a prendem para se manter longe da na casa da mãe. 46. imitação dos clássicos antigos – “Na boa imitação” – . fenômeno natural. por não saber que Inês o traía. sobriedade. E 52. 44. justas armas. a) Porque lutaram em nome de Jesus Cristo. O 1º texto pertence PV2D-07-POR-34 . B e II. o alto modera”. referências mitológicas – “Apolo”. universalismo – “Tudo a ua igual regra conformando” –. a) Auto da barca do inferno. Assim. a segunda. o que Por meio do casamento.

A 106 86. c) No episódio do “Velho do Restelo”. é o expoente do Classicismo lusitano. c) O pronome “ele” refere-se ao vocábulo “bem”. macedônios (Alexandre) e romanos (Trajano. muito distante das glórias dos heróis do poema camoniano. b) D. A 98. a) São os versos 2 – 4 da segunda estrofe: “Daqueles reis que foram dilatando / A Fé. 74. e as terras viciosas / De África e de Ásia andaram devastando. B 100. B 95. Quanto mais a idade avança. b) O poder tirânico do amor foi a causa mortis de Inês de castro. . Os “barões assinalados” (isto é. o deus do Amor na mitologia clássica. é “o rosto com que fita”. Pedro era mais forte que os laços aristocráticos. E 82. b) Nesses versos. C 93. E 109. que não se satisfaz apenas com lágrimas e sim com sangue humano. b) O poema de Fernando Pessoa é uma paródia séria do texto de Camões. 80. D 75. b) O poeta compara o próprio coração com um passarinho. b) Vasco da Gama representa a modernidade e o ideal expansionista. b) O poeta os acusa de abdicarem de suas tradições gloriosas em nome da cobiça e da pura preocupação material. B 102. A 108. “velho” é sinal de incapacidade para o trabalho. varões ou homens ilustres. no primeiro verso da segunda estrofe. o poeta atenua a responsabilidade do pai de D. a) Porque tinha medo de morrer sem terminar a construção do convento de Mafra. seus antepassados. a) Camões é autor representativo do Classicismo. A 89. D 106. Nele. B 78. 101. a) L u í s Va z d e C a m õ e s (1525-1580). 92. que entendia a História como uma sucessão de feitos promovidos pela aristocracia. “velho” é experiência. o Império. 105.73. C 84. feita em 1498. Ele é representado por uma criança: um anjo de olhos vendados (por isso é chamado de “cego”) que atira flechas para todos os lados. E 83. o Frecheiro cego acaba com a liberdade do primeiro. outros motivos são revelados. Assim como um caçador acaba com a vida do segundo. o poeta insinua que os motivos que teriam levado os portugueses a se empenharem na tarefa das Grandes Navegações teriam sido a expansão do Império e a eliminação do paganismo. Pedro pelo crime. Porque a ligação entre Inês e D. sem grandeza. c) Para Saramago. a) O narrador é Vasco da Gama. sem aspirações maiores. 77. Portugal é “quase cume da cabeça / De Europa toda”. o deus do Amor (Eros). D 88. uma oposição entre “gastando” e “cresce”. exigência de Eros. b) Pôr freio a penas significa “Não chorar”. acertando aleatoriamente e fazendo com que os flechados se apaixonem uns pelos outros. em Camões. A expressão indica o elitismo da concepção histórica do poeta. autor de Os lusíadas. c) O Frecheiro cego é Cupido. Os dois últimos versos são uma confirmação. C 91. a) Trata-se de um soneto decassílabo. A 79. como parte da constituição do Império Colonial Português. mais o poeta se aproxima do fim da vida. O “encurtar” relaciona-se à proximidade da morte. movimento estético renascentista. 110. 104. Ambos fazem uma descrição do mapa da Europa através da personificação de acidentes geográficos: para Camões. D 90. E 99. b) Há. ao responsabilizar o Amor. 97. João V. importantes) são os heróis portugueses das Grandes Navegações. 103. enquanto o velho representa o apego à tradição. o poeta define a matéria temática de Os lusíadas: a coragem e a ousadia dos portugueses. que os tornaram superiores aos gregos (o “sábio grego” é Ulisses). a) Decassílabo (10 sílabas poéticas) b) Viagem de Vasco da Gama às Índias. Trata-se do verso 5 da terceira estrofe: “Que eu canto o peito ilustre lusitano”. a) O vocábulo Amor grafado com maiúscula no 5º verso está relacionado à personificação do amor. 81. a) A “gente surda e endurecida” a que se refere o poeta são seus contemporâneos. Vide a repetição do verbo “cessar”. general). C 96. c) O poeta registra o estado de espírito de um povo marcado então pela decadência. D 94. No episódio conhecido como “Gigante Adamastor”. Ele representaria a personificação do Cabo das Tormentas. troianos (Enéias). para Fernando Pessoa. E 85. a) O verbo “alongar” associase a cansaço da vida. 111. como a cobiça e a ambição que nortearam a empresa das navegações lusitanas. Fernando Pessoa (1888-1935) é a grande expressão do Modernismo português. 76. Além disso. 87. Esse recurso é a figura de linguagem chamada prosopopéia. B 107. uma ênfase em relação aos anteriores.

temos a sugestão de que o ser humano é um barco que navega no mar da vida. a religiosidade e os caracteres conseqüentes desse tema: angústia (expectativa pelo perdão divino). amor racionalizado e uso de imagens antitéticas (últimos versos). C 118. mente e separa”. B 150. Os versos são decassílabos. D 141. metaforizada em porto seguro. C 147. a temática expressa os estados emocionais de um eu lírico. escreveu em decassílabos tanto poesia épica (Os lusíadas) quanto poesia lírica (Os sonetos). seus sermões tematizavam tanto a realidade lusitana quanto a brasileira. A simetria formal do soneto camoniano contrasta com os versos livres e brancos da poetisa. A diferença mais significativa é o conteúdo. “lugar de imperfeição”. faz parte da sua própria essência ser dor. 107 PV2D-07-POR-34 . A 149. conviveram a medida nova e a medida velha. Sim. b) No soneto. a) Verso de 5 sílabas. considerando basicamente as contradições que envolvem esse sentimento. Os dois textos discorrem sobre o amor. Camões considera o amor dificultoso em si. Cultismo (atitude sensual) e conceptismo/conceitismo (atitude intelectual). O Classicismo introduziu em Portugal o chamado verso de “medida nova”. ao Modernismo. como mandava a tradição clássica. Por isso. A 126. 136. o decassílabo. Andresen. C 119. a) A antítese do início do poema se expressa através da oposição entre a vida e a morte: a amada está morta. c) Expressou a relação de servidão que mantém com a sua amada. A 156. 140. B 151. 153. um dos esquemas utilizados nessa tradição. exposição tortuosa. A incorporação do objeto amado sem a necessidade da materialização. sujeito às perturbações do pecado. b) Segundo o poema. C 143. A aproximação e a comparação da figura de Alexandre Magno. O segundo revela olhar irônico e iconoclasta. 122. porém viva nas lembranças dele. verso de medida nova. Sua biografia confirma: passou metade da vida em Portugal e a outra metade no Brasil. por possuir catorze versos dispostos em duas estrofes de quatro versos (quadras) e duas de três versos (tercetos). Na poesia lírica. preocupação com a definição do sentimento amoroso. C 131. D 130. então colônia de Portugal. oposição céu e terra. d) Trata-se de um soneto. João Guimarães Rosa – Grande sertão: veredas Fernando Pessoa – Cancioneiro 129. em um naufrágio. 123. D 127. essa morte se deu tragicamente. A 113. 157. a) O texto original revela um olhar encantado com as terras descobertas e repleto de sentimento nativista. D 145. uma escrava que o retém escravo por subjugá-lo sentimentalmente. Na poesia épica. ou a vida humana. 115. b) O conflito espiritual é marca do Barroco. grande conquistador do mundo antigo. 128. C 148. disfarçados nos seus opostos: ferida indolor. ou seja. As características de estilo barroco presentes no trecho de Vieira são: apelo à inteligência e à compreensão racional. fogo e descontentamento. B 132. argumentação. E 114. tema da conversão: contra-reformismo. b) O primeiro texto pertence ao Quinhentismo e o segundo. e o esquema de rima é: abba abba cde cde. 125. 154. D 120. Fugacidade das coisas. onde tudo “quebra. durante algum tempo. c) O verso empregado no poema foi o decassílabo. o poeta sugere a Igreja. No entanto. Todavia. E B 134. D 116. Basicamente. C 138. sinuosidade de raciocínio e de linguagem. B 152. além de ser uma mescla de cultismo e conceptismo. 144. religiosidade. desconcerto do mundo. C 135. 117. é o mundo que determina os sofrimentos do amor: “sítio frágil”. O fragmento da questão é um bom exemplo da preocupação do Padre Antônio Vieira com temas de caráter social e de dimensão política. b) Não. 124. 137. D 121. 146. ou seja. o que afetava o Brasil. 133. B 142. chamado pentassílabo ou redondilha menor. O Padre Vieira teve atuação decisiva na vida política portuguesa. geralmente com pano de fundo histórico. O tipo de verso não poderia ser colocado como diferença significativa. e um barco. Para escapar delas. por exemplo. próximo/distante. associado a concepções mitológicas. efemeridade da vida. emudece. A 155. exploração do paradoxo (cegueira/luz). 139. citações bíblicas. C a) Como exemplo de antíteses pode-se citar: riso/pranto. Os versos que indicam esse episódio da biografia camoniana são: “Eternamente as águas lograrão / A tua peregrina fermosura”.112. O uso abusivo da figura de sintaxe – silogismo – caracteriza o cultismo no trecho. Rigor formal (soneto decassílabo). calma/vento. porque Camões. fogo invísivel ou contentamento. o conteúdo é narrativo. triste/contente. a) A metáfora que fundamenta o soneto é a associação entre o ser humano. Para S.

“pó”. 108 182. III. por sua gratuidade. o conceptismo de “amor”: o amor que tem é associado ao uso da ar“causa”. O episódio é a volta do filho sucinto. que o amem. No texto de Vieira. ter acabado a tarefa. e o anjo que tenta.168. As idéias contidas no primeiro sensual. Cristo amou Judas como a títeses e paradoxos.170. isto é. No soneto II: “flor” e “cinza”. 162. C 172. o ato de amar tem como constante) no mundo é a causa e finalidade a realiza. nem para que 167.. de início. explicando perdão paterno bíblico. O dualismo barroco está eu-poético oferece à Maria. A 166. A 171. . o amor que tem das contradições próprias “fruto”. em que pólos opostos se fazem presentes. o traço comum da representa a possibilidade fim. 176. o amor considera a função do Deus beijo de namorada” “negociação”. para que ela 163. de redenção dos pecados. A 186. a) O conectivo porque e 177.. no o amem”. II e I 191. o da motivação. isto é. e calo. deles. bem ao gosto 164. A Judas. para que conhece-se pecador e Deus poeta desejava louvar e. presente na utilização de ansegundo soneto. 187.) cega” damente. o que se nota é exatamente 188. mulher mais terrena e o vocábulo causa pos190. de quem ama “não raciocínio. numa contrária a espécie de amor que alusão direta ao que o poeta Sem pódio de chegada ou implica finalidade. técnica goze da flor da mocidade. que traduz. c) O poeta afirma que a reafirmação do sentido moúnica coisa firme (isto é. 165.. indiciando um mal. E 160. 183.. a) O soneto fala da fugacidado conhecimento que tinha da qual Vieira é o maior reprede da vida. o que pródigo. D paradoxal. C inconstância. firmeza / inconstância). A transitoriedade da vida e a que não possui causa nem o desenvolvimento de um ação do tempo sobre as coisas fruto.) cega” b) O texto é repleto de antíb) “a luz faz (. A 185. “firmeza” x “inconstância”. indiciando um bem. A 180.. b) Como homem. ral e religioso desejado. aquele que ama porgumentação para expressão que o amam. sura. nem se usa o sentação do tema. “sombra” . Já para que cobrando de Deus o mesmo “Cansado de correr na direção recupera fruto. A 175. E 174. Mas • Desenvolvimento ou arguA fineza do amor praticado por podemos citar também o mentação – defesa da idéia Cristo reside na disposição do hipérbato do verso 3: “Em trazida pelo tema. Essas são as duas espécies de amor preteridas por Vieira em função do amor “fino”. espécies de amor. aquele que ama para do estilo. B 158. E 161. e o amor “fino”. (Outras respostas poderão ser aceitas. nem para quê”. Tal contradição relaciona-se ao dualismo barroco. tristezas / alegria. Gregório rese opõem porque. a) “As causas (. 159. amou-o ciente rápida do tempo. no é fruto. Percebe-se no enfoque da mulher como anjo que guarda. em respirar apresentação de uma das 181. desinteressa. • Intróito ou exórdio – apretristes sombras / formonada do outro. Como se vê. E pelo sujeito “interesseiro”. justificam o conselho que o porque o amam. O conceptismo é uma das vertentes da estética barroca. No soneto I: “nasce” x “não dura”. A ligação é feita Peno. num exercício de teses (Luz / noite escura. um sentimento que se com• Peroração – epílogo com a pleta pelo próprio exercício. de sua vilania. a efemeridade dos dias. Para Vieira. o desinteresse – amor que “não há de ter por quê. outros apóstolos na dimensão típica da tendência conceptista 189. dava graças a Deus por finalidade. a passagem sentante. outro para fins determinados. A “Largo em sentir. suem o traço semântico e nos últimos versos do soneto comum da causalidade. dentre outras. D 184. por meio sujeito amante em exercitar tristes sombras morre a de argumentos. a) A mulher divinizada e a barroco. formosura”.com a do pirata saqueador evidenciam a crítica aos valores morais e a visão ideológica do autor. Os dois sonetos abordam a transitoriedade da vida. há três espécies Geralmente.178. ção do próprio sentimento de 173..” é praticada por um sujeito car-se como o filho pródigo. Texto II “agradecido”. praticado Pai. desde que atendam às especificações do enunciado). Texto I textualmente à causa na 179. tão fino e tão traduz uma “obrigação” que pelo fato de o poeta coloatento. “tristeza” x “alegria”. C trata-se de uma afirmação amor. amor em que não se exige 169. b) Porque relaciona-se con.

Peno. numa tendência idealizadora clara em relação à mulher. 195. E 240. do aqui-agora. A 253. Presença de ambientes noturnos e subjetividade. Seu romance com Maria Dorotéia Joaquina de Seixas. B 199. C 234. Gonzaga foi preso em 1789. uso de pseudônimo de pastores gregos ou latinos e racionalismo. D 254. b) O eu lírico incita o leitor a emocionar-se diante da obra que produz. B 230. No primeiro. A 231. ou que desminto. levando em conta apenas o instante. 219. a) Trata-se do carpe diem. além de referência idealizada à mulher amada. 215.” “Que fazendo disfarce do tormento. 201. misturado à incerteza da própria sobrevivência. 211. sem a idealização dos textos árcades em geral. PV2D-07-POR-34 198. Texto I “Largo em sentir. D 252./Que elas buscam piedade e não louvores”. Não é uma postura tipicamente árcade e sim préromântica. A 228. É um bucolismo sombrio. 212. Estrofe 1: bucolismo (fugere urbem) Estrofe 2: pastoralismo. A 242. de bicha. econômico e político. atitude nitidamente pré-romântica. 197. Por apresentar elementos pornográficos em seu conteúdo. E 258. E 237. Moral – segunda estrofe Econômico – terceira estrofe Político – quarta estrofe D 196. Exemplos: “Vede-as com mágoa. Dentro no coração é que o sustento:” “Pois não chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro do peito. A 238. 226 B 227./Cantados pela voz da Dependência”. B O poeta relativiza a natureza ao compará-la à amada e. Significa destino. 218. D 203. 109 223. Estrela. 235. conseqüentemente. 256. A A 205.. e calo. 246. 210. Porque não existe beleza na terra que se compare à de Marília. 241. 204. o otimismo orgulhoso do texto I é substituído pela saudade desiludida no texto II. C 259. em respirar sucinto. 221. e sei que o sinto. São marcos que antecipam o Romantismo: subjetivismo e egocentrismo (uso da 1ª pessoa). Devido ao seu envolvimento com a Inconfidência Mineira. B 249. A C B A D C 208. 255. A 248. C 236. 216. bucolismo. Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga. Pastoralismo. tão fino e tão atento. C 239. ou seja. 217. A C 202. A 232. o aproveitamento do momento presente. O Uraguay – José Basílio da Gama. expressa especialmente nos dois últimos versos.192. por essa idealização feminina. o momento preciso. D 244. B 229. sobrepôe a amada. vede-as com piedade. Nos textos. o eu lírico mostra-se insatisfeito com a idéia de abafar o “eu”. 213. bucolismo (locus amoenus) . 257. a força que atinge a todos. A 200. refere-se ao incômodo de haver modelos a serem seguidos. aureas mediocritas Estrofe 3: aureas mediocritas Estrofe 4: pastoralismo. 214. 247. a) São os seguintes versos: “Escritos pela mão do Fingimento. São marcos do Arcadismo: bucolismo. 224. C 250. D 206. essas diferenças de situação são evidenciadas já a partir dos tempos verbais utilizados em cada um deles: presente no primeiro e passado no segundo. do tempo presente. no segundo. abrangendo os aspectos moral. celebrado na primeira parte. isto é. C C D A D 245. mortais e deuses. Crítica social. com uma função expressiva de mostrar os sentimentos do poeta. Mostro que o não padeço. vale mais a emoção que o equilíbrio formal ou temático de que o eu lírico se tenha valido em sua obra. D 260. Além disso. 220. A supervalorização do afeto da mulher amada. imitados. A primeira parte da obra foi escrita ainda em liberdade. b) Gonzaga valoriza o presente relativo a um processo mais longo. 194. A 207. é referido na segunda em tom de lamento e saudade. 222. com o poeta já preso. E 233.” “O mal que fora encubro. e a segunda. 225. idealizada também como uma Senhora. 251. uma etapa da vida.” Texto II “A tua piscina tá cheia de ratos Tuas idéias não correspondem aos fatos” “Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades” “Te chamam de ladrão. sem exceção. maconheiro Transformam um país inteiro num puteiro” “Transformam um país inteiro num puteiro Pois assim se ganha mais dinheiro” Poesia fescenina. D A C E D 209. Reis o faz. influência da cultura greco-romana carpe diem etc. C 243. C 193.

D 267. Observações sobre a natureza e sobre usos e costumes da cultura indígena e brasileira. apesar dos versos decassílabos como no poema de Camões. “bárbaras penhas” etc./ herdai os bens. E 270. Adjetivação convencional: “úmidas” ribeiras”. a) Santa Rita Durão segue mais de perto a forma do poema camoniano. a) “É uma terra tão verde…” e “Tem tanta riqueza (…) trabalhar”. C 275. Rimas imperfeitas: ribeiras/ovelhas. E 274. 278. que determina o uso do heptassílabo. 268./ Que em reinos dos romanos e dos gregos/ Com indefesso estudo conseguiram”. a) As características mais evidentes são o bucolismo e o pastoralismo. como conseqüência da aplicação do Tratado de Madri. “brancas ovelhas”. 273. Filinto Elísio crê no artista que se embebe em fontes latinas ou gregas. “ligeiras águas” etc. B 277. B 276. O Neoclassicismo procura recuperar valores clássicos. D 262. B 271. Versos brancos: “Aquele pastor amante”/”Deste cristalino rio”. 279.261. herdai essas conquistas. queixa/perceba. “cristalino rio”. “cristalino rio”. Heptassílabo: A/que/ le/pas/tor/a/man/te. fontes genuinamente clássicas: “Lede (…) os clássicos honrados. B 264. B 269. com esquema de rimas abababcc (oitava rima). ou seja. “doce avena”. 110 . 266. Bucolismo: todos os elementos da paisagem campestre: “úmidas ribeiras”. b) “Deixa louvar (…) grandeza”. b) Os elementos formais que evidenciam a adesão de Durão ao modelo camoniano são: estrofes de oito versos (oitava) decassílabos. D 272. de versos brancos alternados com rimas imperfeitas e de uma adjetivação convencional. D 265. A 263. avena/ penhas. b) Pastoralismo: “Aquele pastor amante”(…) “Guiava as brancas ovelhas”. a) O Uraguay – José Basílio da Gama b) Aborda a guerra entre jesuítas e índios do projeto Sete Povos das Missões contra tropas portuguesas. c) Texto sem estrofação e brancos (sem rima). concretizando o ideal de simplicidade do Arcadismo. além da busca da simplicidade formal.

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