P. 1
Escola Psicanalitica i - Aula 10-12-2011

Escola Psicanalitica i - Aula 10-12-2011

|Views: 261|Likes:
Publicado porcinaragavioli
psicanalise
psicanalise

More info:

Published by: cinaragavioli on May 27, 2013
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PPT, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

09/26/2015

pdf

text

original

A ESCOLAS PSICANALÍTICAS I

A CONSTRUÇÃO DAS ESCOLAS PSICANALÍTICAS (ESCOLAS EUROPÉIA, AMERICANA E MODERNA)

ABPC/UNIG PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICANÁLISE CLÍNICA Prof: Lázaro Tavares

ESCOLAS PSICANALÍTICAS I

-FUNDAMENTOS GERAIS DA PSICANÁLISE-

– Psicanálise Ciência do inconsciente
– Teoria Geral do comportamento – Uma cosmovisão ou filosofia de vida – Método psicoterapêutico

Estudar Psicanálise é estudar o Inconsciente. . Estudar o Inconsciente é estudar o funcionamento do Sistema Psíquico: Suas formações e influências sobre a vida do indivíduo.

4 – Psique aqui relaciona-se com a formação da Personalidade. 3 – Experiências determinantes para o equilíbrio da Psique. .ISTO SIGNIFICA: 1 – Formação e funcionamento da Psique. 2 – Psique: Consciente e Inconsciente.

5 – Logo. fatores que irão influenciar a nossa vida psíquica de forma positiva ou de forma negativa. 6 – Nossa vida psíquica possui duas naturezas: CONSCIENTE E INCONSCIENTE.Como temos vivido o nosso INCONSCIENTE? O que há “dentro de mim” que não conheço? O que há “dentro de mim” que interfere em minha vida consciente? . 7 – Como temos vivido o nosso CONSCIENTE? Estamos bem? Algo nos incomoda? 8 .

CAMPO DE AÇÃO DA PSICANÁLISE E ÁREAS A SEREM TRABALHADAS NO INDIVÍDUO Tudo o que vimos até agora é fundamental para a compreensão da TEORIA GERAL DA PSICANÁLISE. Nosso Inconsciente lida com todas essas coisas. -Como é formado o Trauma e qual a ação do ID. EGO E SUPEREGO? -Como surgem os conflitos psíquicos e qual a ação dos mesmo na vida psíquica? .

3 .Método  Livre Associação      Livre Associação Anamnese Associação Livre Linha Histórico Biográfico Mapa Psíquico       Interpretação de Sonhos Técnicas Psicanalíticas Análise de Desenhos Correção Corretiva Hipnose Etc.Nome  Psicanálise 2 .Reconhecimento Científico 1 ..Objeto de Estudo  Inconsciente ..

b) . de modo que se possa lidar com eles conscientemente. revelar os complexos reprimidos por causa do desprazer e que produzem sinais de resistência ante as tentativas de leva-los a consciência.4 .OBJETIVOS DA PSICANÁLISE a) Liberar materiais inconscientes anti inacessíveis.

o ego estabelecerá novos níveis de satisfação em todas as áreas de funcionamento. (1933. na ed.“Uma das atribuições da Psicanálise como sabem. livro 28. Se uma pessoa liberar-se das inibições do inconsciente.). . 42. p. bras. é erguer o véu da amnésia que oculta os anos iniciais da infância e trazer à memória consciente as manifestações do início da vida sexual infantil que estão contidas neles.

.Libido 2. Existência de Fatores inconscientes determinantes do comportamento humano (Determinismo Psíquico) 4.5 . . Energia Psíquica .PRINCÍPIOS 1. Etc.Thanatos) 3. Ambivalência 5. Catexias 6.. Pulsões ou instintos básicos (Vida Eros e Morte .

Existe uma sexualidade infantil. 5. Existe um inconsciente dinâmico. O núcleo da neurose é o complexo de édipo. 4. A neurose do adulto é a repetição da neurose infantil.As Cinco Premissas da Psicanálise: 1. 3. 2. O indivíduo adoece com a diminuição da capacidade de amar .

. etc.) .Energia Psíquica ESTÍMULO tensão atividade cessação cessação IMPULSO necessidade atividade INSTINTO PULSÃO Sexual (Eros) e Agressivo (Thanátos) Desvio do Instinto (Morte..

que provoca uma resposta fisiológica.  Um impulso nervoso é a ativação sequencial de neurônios em um sistema nervoso. um estímulo é qualquer alteração externa ou interna.Energia Psíquica  ESTÍMULO  Em fisiologia. e tende a impelir o indivíduo a uma atividade que busca a cessação da tensão ou gratificação da necessidade.  Um estímulo é toda atividade física. . ou comportamental num organismo. através das sinapses que os conectam. capaz de disparar (iniciar) um impulso nervoso  IMPULSO  É um componente psíquico que sob a ação de estímulos gera um estado de tensão ou necessidade. interna ou externa.

INSTINTOS São pressões que dirigem o organismo para determinados fins. De acordo com Freud. A Pulsao é apoiada no instinto – Também pode ser dito que deve ser entendida como o desvio do instinto. os aspectos físicos dos instintos correspondem às necessidades e os aspectos mentais podem ser denominados de desejos. . Eles são as forças propulsoras que incitamos pessoas à ação.

INSTINTOS DUALIDADE INATA DOS INSTINTOS Instinto De Morte Instinto De Vida PROJEÇÃO PROJEÇÃO CONSERVAÇÃO NO EGO – AGRESSIVIDADE ÓDIO INVEJA SEIO MAU CONSERVAÇÃO NO EGO – AMOR LIBIDO SEIO BOM Deflexão do Instinto de morte / Suícidio .

DETERMINISMO PSÍQUICO Não há descontinuidade na vida mental. sentimento ou ação. Há uma causa para cada memória revivida. Os processos mentais não ocorrem ao acaso. cada pensamento. em relação a qualquer fenômeno psíquico no qual estejamos interessados. •Isto significa que não devemos admitir qualquer fenômeno psíquico como sem significado ou como acidental. . Devemos sempre nos perguntar.

Os sonhos .Esquecimento . .O humor .Atos falhos Servem para aliviar a tensão psicológica pela gratificação de impulsos proibidos ou desejos insatisfeitos .Todos os eventos psiqícos possuem uma causa e a maioria deles são causados por impulsos insatisfeitos e medos e desejos inconscientes.

Na ambivalência tem que existir o oposto Amor ________________ Ódio Estado da pessoa em que se sente atraída por dois impulsos de sentido oposto. . ficando na indecisão de seguir este ou aquele. Designa a existência simultânea de sentimentos conflitantes. Ambivalência é a experiência de ter pensamentos e emoções simultaneamente positivas e negativas para alguém ou alguma coisa. Um exemplo comum de ambivalência é o sentimento de amor e ódio para uma mesma pessoa.

CATEXIA: Concentração de energia psíquica num dado objeto. quando a energia psíquica se liga à divisão consciente do ego. fantasia ou símbolo. quando a energia psíquica é investida em formações de desejos ou fantasias. (1) Catexia do ego. Investimento da energia psíquica de uma pulsão numa representação mental consciente ou inconsciente. imagem. . Alguns usam o termo libido do eu ou auto-libido. (2) Catexia da fantasia. ou às suas fontes originais no inconsciente.A expressão é empregada quando se refere à energia psíquica que está conectada com algum objeto fora do próprio sujeito. em contraposição à libido do objeto. (3) Catexia do objeto . ou à representação desse objeto na mente do sujeito (Ambivalência). como um conceito. Tanto a catexia do ego como a catexia da fantasia estão associadas ao narcisismo primário. idéia. Daí ter surgido a expressão libido do ego ou narcisismo.

Acima 8 anos = 20% total.PERSONALIDADE Formação e Desenvolvimento Até 6 a 8 anos = 80% total. .

A PSICANÁLISE Freud (1856-1939) ESTRUTURA DA PSIQUÊ 1ª Teoria (1ª Tópica) •Consciente •Pré-consciente •Inconsciente 2ª Teoria (2ª Tópica) Inconsciente: •ID •EGO •SUPEREGO .

com paulista@damedpel. são impedidos por força de repressão.damedpel.com .O Aparelho Psíquico  CONSCIENTE  Idéias que estão em nossa mente a qualquer momento  PRÉ-CONSCIENTE  Seu conteúdo pode ser facilmente trazido à consciência por esforço da atenção ou memória  INCONSCIENTE  Não presente no campo da consciência. também inconsciente www.

CONSCIENTE PRÉ-CONSCIENTE INCONSCIENTE medos .

faz o “meio de campo” entre Id e Superego. ID  É inconsciente.  EGO  Estabelece a relação do indivíduo com a realidade. . regido pelo prazer.  SUPEREGO  Herdeiro do complexo de Édipo. é a nossa consciência moral. instância executora da personalidade.

Comer. . OPERA PELO PRINCÍPIO DO PRAZER . evitar e obter prazer. Impulsos biológicos básicos: .Impulsos sexuais e agressivos. eliminar resíduos.ID Parte mais primitiva da personalidade.

É o executivo da personalidade: ele decide que impulsos do ID serão satisfeitos e de que maneira PRINCÍPIO DA REALIDADE .EGO A criança aprende que seus impulsos nem sempre podem ser gratificados imediatamente.

SUPEREGO Representação internalizada dos valores e costumes da sociedade Julga se as ações são certas ou erradas. .

etc. Gerador de estados neuróticos (por ter se rebelado contra o mundo exterior). Controlador. . Soberano. Tirano. com características de: Super ID.Função do EGO ID EGO Os perigos em relação ao EGO SE ID Fusão com o ID EGO SE Fusão com o SE: Ideal do ego  Ser o Superego. Caso isto ocorra teríamos um SUPER SEPEREGO Caso isso ocorra teríamos um ID descontrolado.

MECANISMO DE DEFESA  DO EGO »Fixação »Repressão »Identificação »Projeção »Racionalização » Etc.. ..

.

Desencadeantes Vulnerabilidade “Genética” e “Hereditária” Mantenedores Indivíduo Predisposto a conflitos psiquícos EVENTOS ESTRESSANTES SINTOMAS CLÍNICOS Desencadeantes Eventos de Vida Precoces Estressantes Mantenedores .

Influencia dos mesmos sobre o presente 6. As cruzes representam os traumas psíquicos. passa pelo presente em direção ao futuro. Traumas psíquicos infantis que devem ser levados a sério 2. Aí se encontra o paciente com seus sintomas. Sua presença permanente inalterável X X 3 X X X X 4 A linha horizontal é a linha do tempo que. Os números indicam a ordem do raciocínio que explica os sintomas. 5. O raciocínio desenvolvese da seguinte maneira.DESENVOLVIMENTO TEMPORAL DO TRAUMA PASSADO 1 X X X PRESENTE 6 FUTURO 2 5 1. Traumas psíquicos em estado inconsciente 4. Repressão dos mesmos 3. iniciada no passado. Sintomas no presente do paciente . Os três pequenos traços verticais significam o presente.

.P. Deturpada) Toda Cena Primária também é Cena Traumática. mas. 2.P.Conceito de Cena Traumática e Cena primária  1.. porque a recordação de seu papel ou sua participação nessa experiência. nem toda Cena traumática é Cena Primária. . Lhe fere o amor próprio É contrária ao seu sistema de valores Cena primária   Na psicanálise Cena primária refere-se ao fato da criaça presenciar relação sexual entre seus genitores (C. Real) ou entre outras pessoas (C. Experiência que uma pessoa quer esquecer.

precipitada por um trauma psíquico ou somático. .O que é Neurose Traumática?  Neurose (especialmente nos casos de histeria(transtorno de conversão) e ansiedade). em que os sintomas estão intimamente relacionados com o trauma original.

NEUROSES (CONFLITOS DA ESTRUTURA TRIPARTITE DO INCONSCIENTE) ETIOLOGIA DA NEUROSE NEUROSE = Disposição por fixação da Libido + Acontecimento acidental (traumático) Constituição sexual (Acontecimento pré-histórico) Acontecimento infantil .

Desenvolvimento da Psicosexualidade • FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL (Fundamentais na formação da Personalidade e na formação da Sexualidade) • CONFLITOS PSÍQUICOS PODEM SURGIR NESSAS ETAPAS        Fase oral (0 a 6 meses / 0 a 1 ou 2 anos) Fase anal (6 a 18 meses / 1 a 2 ou 3 anos) Fase uretral (6 a 18 meses / 1 a 2 ou 3 anos) Fase fálica / genital (18 meses aos 5 anos / 2 a 3 ou 4 anos) Fase da Latência (6 anos a puberdade / 6 a 10 anos) Fase da Puberdade (Genitalidade total) Complexos: Castração / Édipo .

PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA AS PARAPRAXIAS .

CHISTES = GRACEJOS 4 .ATOS FALHOS lapsus linguae lapsus calami (escrita) lapsus memoriae 3 .DEVANEIOS .O ESQUECIMENTO 2 .1 .

ESCOLAS PSICANALÍTICAS I A CONSTRUÇÃO DAS ESCOLAS PSICANALÍTICAS (ESCOLAS EUROPÉIA. AMERICANA E MODERNA) .

“ Se fosse preciso concentrar numa palavra a descoberta freudiana. essa palavra seria incontestavelmente inconsciente” .

ESCOLAS PSICANALÍTICAS I
(Construção das escolas européia, americana e moderna)
UNIDADE I – INTRODUÇÃO E PANORAMA DAS ORIENTAÇÕES ATUAIS UNIDADE II – PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS NA EUROPA 1. Karl Abraham 2. Anna Freud 3. Alfred Adler 4. Hanns Sachs 5. Sandor Ferenczi 6. Otto Rank 7. Wilhem Stekel 8. Wilhem Reich 9. Theodor Reik UNIDADE III - PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS NA AMÉRICA 1. Franz Alexandre 2. Karen Horney 3. Erich Fromm 4. H. Stack Sullivan 5. W.R.Fairbairn UNIDADE IV – PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS MODERNAS 1. Winnicott 3. Bion

 BIBLIOGRAFIA:  1. BRENER, Charles – Noções Básicas de Psicanálise, Martins Fontes SP 1991. 2. FADMAN, JAMES – Teorias da personalidade – Harbra, SP. 1998  3. FENICHEL, Otto Teoria Psicanalítica das Neuroses, Atheneu, SP 2000.  4. FREUD SIGMUND Obras Completas, Imago RJ 1990.  5. FREUD, S. (1921) Psicologia de grupo e análise do ego. E.S.B. Rio de Janeiro: Imago, 1976, vol.XVIII  6. GREENSON Raph A técnica e a prática da Psicanálise, Imago RJ 1981.  7. HAL LINDZEY – Teorias da personalidade. Epu SP 1997  8. HENRI, Gratton – PSICANALISES DE ONTEM E DE HOJE – Trad. Alcântara Silveira Edições Loyola – SP.  9. HORNEY, KAREN A personalidade neurótica do nosso tempo – Zahar, 1996. 12. LAPLANCHE, Pontalis Vocabulário de Psicanálise, Martins Fontes SP 1991.  13. LOPEZ, Emílio Mira y – AVALIAÇÃO CRÍTICA DAS DOUTRINAS PSICANALÍTICAS – Trad. Maria Cecília Ruas Abramo – Fundação Getúlio Vargas – Rio de Janeiro.  14. MARX, MELVIN Sistemas e teorias em psicologia Cultrix SP 1997.  15. OSBORNE, Richard. Freud para principiantes. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva 1993.  16. RUDNESCO, Elisabeth. PLON, Michel. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 1998.  17. STEKEL, Wilhelm. Atos impulsivos. Rio de Janeiro: ED Mestre jou: Ed.  18. SCHINTMAN, Dora Paradigma, cultura e subjetividade, Artes Médicas, 1997  19. ZIMERMAN , DAVID – Fundamentos Psicanalíticos, Artmed . RS,1999.

 Psicanálise é a ciência do inconsciente que foi fundada por Sigmund Freud (1856-1939). Um método de investigação, que consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias (sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito.  Este método baseia-se principalmente nas associações livres do sujeito, que são a garantia da validade da interpretação. A interpretação psicanalítica pode estender-se a produções humanas para as quais não se dispõe de associações livres. A psicanálise é um método psicoterápico baseado nesta investigação e especificado pela interpretação controlada da resistência, da transferência e do desejo. O emprego da psicanálise como sinônimo de tratamento psicanalítico está ligado a este sentido; exemplo: começar uma análise.

 .  Existem diversas doutrinas psicanalíticas. post e paranalíticas que disputaram e disputam o monopólio da interpretação da vida mental normal e patólogica. são reconhecidas e identificadas através dos nomes que marcaram a Psicanálise em épocas diferenciadas. ao mesmo tempo que se proclamam possuidoras da chave da felicidade humana individual e coletiva. neoanalíticas. As chamadas Escolas Psicanalíticas (Freudismo Dissidente).

servir de apoio ao processo clínico. Ao expormos cada doutrina procuramos. tanto quanto possível. adotar um critério evolutivo. bem como. . com o objetivo de assinalar as coincidências e divergências das doutrinas psicanalíticas ao longo de sua história.  A proposta de estudo será desenvolvida via pesquisas feitas pelos alunos que serão apresentadas e discutidas em sala de aula. que vá desde sua gênese até seu estado atual e rumos previsíveis em um futuro próximo.

 QUADRO HISTÓRICO (Fins do Século XIX / Psicogênese da Psicanálise / Préorigens das Escolas Psicanalíticas). seguindo sua própria técnica de trabalho. à sua gênese. .  Não poderíamos compreender o significado do vasto e diverso movimento psicanalítico atual se não nos remontássemos antes.

permitindo-lhe. um rápido avanço no campo terapêutico. inclusive. Pasteur. adotando as normas metodológicas da ciência analíticoexperimental repudiando sua longa tradição especulativa – Temos os trabalhos de Wundt.James. W. dentre elas a neuropsiquiatria. . Lister e Claude Bernard – haviam dado uma sólida base objetiva e experimental à medicina. Ribot e outros. agora os psiquiatras explicavam o delírio místico por alterações de uma determinada zona cerebral.  Ainda haviam cirugiões que atribuíam `obra do diabo as mortes pósoperatórias.  A psicologia começa a separar-se como disciplina autônoma.  Surgem as diversas especialidades médicas.  A fisiologia e a patologia haviam progredido – Os trabalhos de Virchow. O passado fim do século parecia justificar o orgulho de não poucos profissionais das ciências biológicas e das esperanças de muitos cultores da psicologia.

(Contentavam estes em tentarem sanar o corpo e deixavam os males do “espírito” aos cuidados dos sacerdotes. do masculino. Não obstante. resistia a toda a tentativa de localização material  Essas enfermidades foram designadas pelo qualitativo de “Neuroses”e entre elas se incluíram.  A chamada moral vitoriana reinava em todo o Velho Continente e se considerava que o homem vale na medida em que se opõe a seus instintos de origem animal. A psiquiatria ficava reduzida à patologia encefálica. restava um reduto de alterações que. a primeira considerada então como própria do sexo feminino e a segunda. apesar de serem estas consideradas como de natureza nervosa. duas que estavam muito em voga: a histeria e a neurastenia.  Entronizava-se a razão e o positivismo dominava o pensamento de uma grande parte dos médicos europeus.  Triunfava o pensamento cartesiano. .

“escola ativa”. hierarquicamente estratificado em forma irreversível e com papéis rigidamente estabelecidos para cada um de seus membros.  Quando FREUD terminou seus estudos de Medicina existiam muitos sinais de mudanças e de protestos contra essa situação  As antíteses fermentavam em todos os terrenos:  No campo político-social cresciam os círculos anarquistas. .  A mesma rigidez reinava na escola e no ambiente de trabalho.  Surgiam as “internacionais”. com a pretensão de romper as barreiras no campo do trabalho.  Na educação “surgiam diversos movimentos que hoje triunfam com os nomes de “nova-pedagogia”. A família estava obrigada a ser um grupo intimamente unido.

 No campo do Direito penal surgiam movimentos que proclamavam a necessidade de ajudar o delinqüente mais que a de castigá-lo. de krausiano. como uma afirmação de subjetividade frente às pressões ambientais.  No campo da filosofia começavam a filtrar-se as idéias do vitalismo e do existencialismo. (Dilthey escreveu que: “nas veias do homem pensador do século XVIII (homo philosophicus sive theoreticus) não corre sangue.como uma reação ante um excesso de influências tomistas e cartesianas. as do neokantismo. No campo das artes. mas idéias” . surgia o impressionismo.

 PANORAMA DAS ORIENTAÇÕES ATUAIS ((Texto retirado de Arte do Renascimento .Nova Fronteira)  O conjunto das principais psicoterapias atuais é bastante complexo. de forma que – tendo em vista uma maior clareza – decidimos dividi-lo em seis orientações distintas:  Psicodinâmico-Analítico  Cognitico-Comportamental  Humanístico-Experiencial  Sistêmico-Relacional  Biofuncional-Corporal  Apoio breve .Eduardo Goat ed.

Dreikurs). Jacobson. Psicodinâmico-Analítico. de Adler (Sullivan. Horney. . de Jung (Hillmann Neumann). Spitz). Maher-Kerenberg.  d) a Psicologia Individual. inclui as quatro terapias tradicionais:  a) a Psicanálise Clássica Freudiana.  b) a Psicanálise Neofreudiana (Erikson. Kohut. Bion.  c) a Psicologia Analítica. Winnicott. Hartmann. O primeiro agrupamento. Klein. Fromm. Ansbacher.

de A. . Wolpe. CognitivoComportamental. a Terapia de Modificação do Comportamento. de E. No segundo grupo. Bandura. a Terapia do Biofeedback (exercida com o auxílio de aparelhagem eletrônica). Berne. Lazarus. Mahoney). Ellis. a "AT": Análise Transacional. as quatro aproximações mais conhecidas são: a "RET": Terapia Racional Emotiva. de Skinner (Ey-senck.

Yanov. A terceira orientação é a HumanísticoExperencial. Binswanger. de A. Frankl. May. Polster). que apresenta as seguintes quatro subdivisões fenomenológicas principais: a Terapia Existencial e a Antropanálise (Laing. Fromm. Gendlin). Boss. Bugental). a Reintegração Primária. Simkin. de Carl Rogers(Carlkhuff. a Terapia Centrada na Pessoa. Yalom. Buber. . Jourad. Maslow. a Terapia da Gestalt (Perls.

 No quarto grupo. Halley. relacionado principalmente com a terapia do casal e da família. Whitaker. Bosromenyi e Nagy. Sistêmico-Relacional. o Psicodrama Sociométrico(Moreno. o Modelo Intra-sistêmico Aberto (Minuchin). AncelinSchutzenberger). encontramos mais quatro subdivisões fundamentais: o Modelo Sistêmico Cibernético (Bateson. Watzlawick). . o Modelo Formativo Existencial (Bowen. Satir).

de W. Kaplan. a Integração da Postura (Rolfing). Rolf. BiofuncionalCorporal. . a Terapia Bionergética. de I. as Terapias Sexuais (Master & Johnson. Lowen. Reich. de A. No quinto agrupamento. Abraham & Pasini). encontramos mais quatro tendências: a Vegetoterapia.

 Quanto ao sexto grupo. Rossi. Taí Chi. Yoga.N. Ondas Alfa. . finalmente. a Hipnoterapia e P. Sapir). Zen. – Programação Neurolingística (Erikson. Jacobson.). podemos dar algumas indicações acerca de: o Relax Training (Schultz. Meditação. Blander & Grinder). a Terapia do Movimento (Feldenkreis. as Técnicas Microtranscendentais (Psicossíntese.L. aquele definido como de Apoio Breve. etc. Dinâmica Mental. Desoile. Alexander).

os seguidores do Behaviorismo de Skinner moldam comportamentos novos e alternativos. de forma que o comportamento nada mais é do que o resultado da aprendizagem. às vezes recorrendo até a aparelhagens eletrônicas para induzir ao relaxamento. e a solução está na reeducação sistemática do indivíduo. de uma aprendizagem inadequada. OS VÁRIOS PROCEDIMENTOS PSICOTERAPÊUTICOS A abordagem Cognitivo-Comportamental  DESCRIÇÃO TEÓRICA: é o ambiente que molda o indivíduo através da seqüência "estímulo-resposta". que lhe permite (re)construir esquemas comportamentais mais funcionais. Os problemas e os sintomas decorrem. portanto. . Enquanto a "RET" trabalha principalmente com o pensamento irracional e a "AT" interpreta as transações e os jogos interpessoais.

 A abordagem Humanístico-Experencial  DESCRIÇÃO TEÓRICA: refuta a visão redutora seja do pessimista determinismo analítico. de Esalen). seja da simplificação mecanicista do behaviorismo e propõe a filosofia existencial da autodeterminação ao tornar pessoas livres e responsáveis. Russel e Tilich. Buber. Jasper. A consciência de nossa própria identidade torna-se mais forte ao enfrentarmos com coragem a solidão e a angústia da morte e do não-ser (Existencialismo). na Psicologia Humanística (Movimento do Potencial Humano. além de. A inspiração básica encontra-se em Dostoievski. Heidegger. em tempos mais recentes. capazes de escolher a auto-realização e dar um sentido às suas vidas (Frankl). . Sartre. Nietzche. Camus. Kierkegaard.

comportamentos anti-sociais). As intervenções são do tipo reorganizativo e mitopoético (dramatização do romance familiar). as teorias cibernéticas. As tensões negativas e os vários ressentimentos impedem a recíproca colaboração dentro do sistema e a comunicação baseia-se amiúde em mensagens paradoxais (a assim chamada "dupla constrição"). A terapia tem curta duração. que criam na família membros gravemente perturbados (esquizofrenia. A abordagem Sitêmico-Relacional  DESCRIÇÃO TEÓRICA: é centrada nos problemas interativos das crises de relacionamento de casal ou no interior da família. . e sistêmicas e paradoxais. drogas. a fim de provocar mudanças evolutivas em relação dinâmica. alcoolismo. e nela se utilizam. anorexia. com cerca de quinze sessões em média.

que favoreça uma expressão unificada da libido (emoções e sexualidade). O objetivo é recriar uma circulação energética natural. torna-se portanto indispensável entrar em contato com o corpo. A abordagem Biofuncional-Corporal  DESCRIÇÃO TEÓRICA: Presume que todas as nossas emoções são físicas e não apenas mentais. se quisermos desfazer os nós da armadura muscular do caráter. juntamente com a verbalização. .

seja do ponto de vista emotivo. por outro lado. A abordagem de Apoio Breve  DESCRIÇÃO TEÓRICA: comporta um envolvimento terapêutico limitado. mas que apenas são fornecidas indicações de caráter informativo e de orientação. ou um esclarecimento. seja no tempo. Isto significa que não está prevista uma mudança existencial. É um apoio intermitente momentâneo. . ou ainda um ponto de referência e de apoio num momento crítico. sem que isto. para a obtenção de um parecer sobre um problema específico. chegue a ter a menor influência sobre a estrutura básica da personalidade.

Psicanálise: Dissidentes e Descendentes .

Erich Fromm 4. Klein outra disciplina 3. Franz Alexandre 2. R. Karl Abraham 2. Sandor Ferenczi 2. Wilhem Stekel 6. Bion 4. Harry Stak Sullivan 5. Anna Freud 2 – Psicanalistas Dissidentes que ampliaram as concepções Freudiana 1. Theodor Reik 1. Winnicott 3. Karen Horney 3. Alfredo Adler PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS 2. Lacan Serão estudadas em 3 – Os Culturalistas 2.G. C. Wilhelm Reich 7. M.Jung 1. Fairbairn . W.                 1 – Psicanalistas Ortodoxos que ampliaram as concepções Freudiana 1. Hanns Sachs MODERNAS 1. Otto Rank 5.

DEPOIS DA FUNDAÇÃO 20 anos após a fundação do movimento. este se dividiu em facções concorrentes  Tentativa de corrigir deficiências e inadequações  Freud não aceitou bem  .

DISSIDENTES  Eram freudianos ortodoxos e deixaram o círculo do mestre para promover suas próprias concepções .

DESCENDENTES Desenvolveram suas abordagens depois da morte do Freud  Nunca foram freudianos ortodoxos  Derivaram suas idéias apoiando-se nas idéias de Freud ou opondo-se a elas  .

possui energia própria  .NEOFREUDIANOS Aqueles que aceitam os fundamentos e premissas centrais da psicanálise  Ampliaram e modificaram poucos aspectos do sistema de Freud  Ênfase ampliada no ego  O ego é independente do id.

NEOFREUDIANOS Influência das forças sociais e psicológicas na personalidade  Tornar a psicanálise parte da psicologia científica  Traduziram. simplificaram e definiram as noções freudianas  .

 PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS NA EUROPA .

.

Foi presidente do grupo de Berlim. ligada à necessidade de abandonar um objetivo sexual sem que se tivesse obtido a satisfação . um dos primeiros discípulos de Freud.  psicanalista alemão. fundou a Sociedade Psicanalítica de Berlim. • 1908.Ficou conhecido pelo seu empenho em formar analistas.1. permaneceu até sua morte como um de seus mais fiéis amigos. influenciando Freud a escrever o artigo “Luto e Melancolia”.  Desenvolveu estudos importantíssimos sobre a melancolia. Foi o primeiro analista na Alemanha. aos 48 anos de idade. Formador de analistas . tendo sido eleito presidente da Associação em 1924 e reeleito no ano seguinte. Foi analista de Melanie Klein. vítima de uma doença nos pulmões • Congressos da Associação Psicanalítica Internacional realizados até sua morte. firme seguidor de Freud. através de Carl Gustav Jung. alegando que a primeira é um sentimento de natureza consciente. KARL ABRAHAM (MÉDICO . integrante da IPA . Alemanha).1877-1925) – O FORMADOR DE ANALISTAS  Psicanalista alemão.  Diferencia a tristeza da depressão. que presidiu até sua morte.  Aborda a relação que existe entre a depressão e o luto. enquanto que atribuía à segunda uma natureza inconsciente. nasceu em 03 de maio de 1877 (Bremen. Theodore Reik e outros.entrou em contato com a psicanálise em Zurique. Alemanha) e faleceu em 25 de dezembro de 1925 (Berlim. Sua iniciativa o transformou no primeiro psicanalista alemão a ter um consultório psicanalítico particular. Após haver conhecido Freud.

e outro a respeito da evolução da libido. destacam-se ensaios sobre a ejaculação precoce. escrevendo dois livros: um sobre formação do caráter. o alcoolismo e artigos sobre sonhos e mitos.  No terceiro grupo. e o complexo de castração nas mulheres. ****************************************************************************** No campo da psicopatologia inseriu grandes contribuições sobre a psicose maníaco-depressiva e a diferenciou da neurose obsessiva através da análise minuciosa das relações com o objeto.  Seus primeiros escritos versam sobre a demência precoce. neuroses de guerra. Abraham desenvolve sua teoria sobre o estágio prégenital do desenvolvimento. . A obra de Abraham é dividida em três partes.  No segundo grupo. fantasias oníricas histéricas.

de onde regem as tendências agressivo-destrutivas.O narcísico / O secundário / O agressivo / O Canibalistico O estágio oral-agressivo se caracteriza pela “chegada” da ambivalência e pela compreensão de que a mãe não é parte dela (da criança).Esquema de Karl sobre a evolução da libido: Amplia a visão Freudiana sobre as fases da libido dividindo-as em várias caracteristicas:  Fase oral narcísica primária (passiva) . Os dentinhos podem começar a surgir aqui.O anal / O sádico / Pré-édipo  Secundárias. .  Dividiu a fase anal em sádica com dois períodos:  Primário. .  Fase oral narcísica secundária (agressiva) . de onde imperam os impulsos de conservação e possessão amigável para com o objeto. Temos o que é chamado por Karl Abraham e por Freud de tendência canibalística.O oral / O narcísico / O primário / O passivo O estágio oral-passivo ou oral dependente se caracteriza pelo prazer derivado de chupar.

sem incorporação e ambivalente. . .A fase genital inicial (fálica). livre do conflito ambivalente. canibalesca. com incorporação. ambivalente.INTERESSOU-SE PELA SEXUALIDADE INFANTIL (LIBIDO) -A fase oral primitiva. narcísica. . -A fase oral posterior. com amor objetal não genitalizado. auto-erótica.A fase sádico-anal primitiva.A fase sádico-anal posterior.A fase genital final. . com amor parcial pelo objeto. sem objeto externo e pré-ambivalente. . com amor parcial pelo objeto. caracterizada pela sucção. com incorporação total do objeto e ambivalente. ambivalente. caracterizada pelo amor objetal.

TEORIAS DAS RELAÇÕES OBJECTAIS 1. objecto interno: resulta da internalização do objecto 3.Am or parcial sádica (retentiva) 26-48m V -1ªfase genital Am or objectal (fálica) com exclusão 4-7 anos dos orgãos V I-2ªfase genital 11+anos Am bivalente Paranóia Am bivalente Am bivalente Neurose obsessiva Histeria genitais Am or objectal Pós am bivalente Norm alidade . 2. objecto parcial: partes não integradas de um objecto. ambivalência de sentimentos em relação ao objecto (mistura de amor e ódio) F ases libidinais F ases de am or objectal N osologia I-1ª fase oral (de auto-erotism o PréEsquizofrenia sucção) (sem objecto) Am bivalente 0-6m II-2ª fase oral Narcisism o Am bivalente M elancolia (m ordedura) (incorporação 6-18m total do objecto) III-1ª fase anal Am or parcial sádica com (expulsiva) 18incorporação 26m IV -2ª fase anal.

. afetuosos. envidosos. etc. São videntes. conservadores. etc.. e não estão dominados pelo princípio do prazer – São amavéis. ambiciosos. Sào amavéis. não suportam a solidão. reticentes.. etc São tipos inacessíveis. previsores.. temem perder o tempo. etc. aproveitadores. consolam paternalmente. agressivos. generosos. hiostis.(Gráfico de Karl sobre Tipos caracterológicos baseados nos estágios de evolução da libido) Tipos gerais Tipos caracterológicos Características Maduros ou Genitais GENITAIS Fálicos Sublimam os impulsos sexuais. justos. São agressivos. não criadores (criativos). otimistas. desiludidos. seguros de si mesmos. etc. dominadores. Sublimam as ganas de morder. ANAIS Anais Canibalistícos Frustrados ORAIS DE 2ª ETAPA Sublimações primitivas ORAIS RECEPTORES . ternos. etc.. São pessimistas.

.

de 1925 a 1938. foi a caçula dos seis filhos de Sigmund e Martha Freud.2 .1895-1982 – Pedagoga (Magistério)  Quando Freud publicou em 1905 a obra “análise de fobia de um menino de 5 anos”. formação e pesquisas em psicoterapia infantil. em 1938. de origem austríaca. indicava a rota para a aplicação da psicanálise com crianças – Agora era só encontrar um método adequado para estudar as diferenças entre a mente do adulto e do infante. em 1951. a Clínica Hampstead. Psicanalista britânica.       Duas grandes contribuições efetuadas por Anna Freud a psicanálise: a) uma ampliação dos conceitos sobre os mecanismos de defesa b) a extensão da psicanálise ao tratamento de transtornos infantis Psicanálise Infantil . Presidente do Instituto de Formação Psicanalítica de Viena. refugiou-se com o pai em Londres.ANNA FREUD . onde fundou. centro de tratamento.

formula a hipótese de que o maior temor do ego é o retorno ao estado de fusão inicial com o id. o ego procura proteger-se da invasão das demandas instintivas/pulsionais. . ID EGO SE  Em "O Ego e os Mecanismos de Defesa" (1946) [1]. O EGO E SEUS MECANISMOS DE DEFESA  Apesar de ser questionável se a importância de Anna Freud se dava por ser ela filha de Freud ou por suas contribuições a Psicanálise . provenientes do id. Para manter o grau de organização atingido. desenvolvendo os chamados Mecanismos de Defesa.  Os Mecanismos de defesas devem ter função provisória. Fusão com o ID ID EGO SE Ideal do ego  Ser o Superego. deve se enaltecer o significado que tem para o processo de compreensão da psicologia do Ego. os mecanismos de defesa onde ela se aprofunda nas funções do ego. Caso isto ocorra teríamos um SUPER SEPEREGO  Seu trabalho teórico abarcou o exame das funções que o ego desempenha no sentido de tornar tolerável a intensidade da ansiedade despertada por idéias e sentimentos penosos. e do retorno dos conteúdos reprimidos. diante das demandas pulsionais. Caso este aspecto não se realize é necessário o trabalho analítico para resolução do conflito neurótico ou traumático. caso a repressão falhe ou os impulsos sejam intensos demais.

 Psicanálise Infantil / Transferência Difere de M. . segundo Anna Freud:  A ajuda dos pais  Os sonhos  As fantasias  Anna Freud criou um curso de formação de analistas de crianças (1947) e fundou uma clínica(1952).  A referência ao tratamento infantil em Freud = Pequeno Hanns (5 anos)  Anna Freud tem uma visão pedagógica. nega que o pequeno pode desenvolver uma neurose de transferência. daí a limitação à idade para o tratamento infantil  Transferência  A criança experimenta amor e ódio para com o analista.  Os principais recursos da análise-infantil. Klein que diz que toda pertubação anímica infantil pode ser tratada pela psicanálise – Anna Freud diz que a psicanálise só deve ser aplicada diante de uma verdadeira neurose e em uma idade que permita o desenvolvimento da transferência (cerca de 6 anos).

 DISSIDENTES DO MOVIMENTO PSICANALÍTICO .

.

se obstaria o livre fluir dessas potencialidades humanas.  As relações sociais  A análise desse transtorno dentro do enfoque da psicologia do indivíduo de ALFRED ADLER. caso isto ocorresse.Em nenhuma delas poderia prevalecer sentimentos de competição.3 . desejo de superioridade ou complexo de inferioridade. defendia que a neurose não é apenas uma consequência da repressão dos instintos. elaborador dos conceitos do COMPLEXO DE SUPERIORIDADE E INFERIORIDADE mostra que as três áreas são fundamentais para o pleno desenvolvimento e felicidade humana .  Adler em oposição a Freud.  O trabalho.ALFRED ADLER (1870 .1937) Médico e psicólogo austríaco)  Adler foi o pioneiro da Psicologia Social (psicologia individual)  Adler desenvolveu a PSICOLOGIA INDIVIDUAL que aborda basicamente: :  Os sentimentos de inferioridade  Os impulsos de poder  O impulso de comunidade  COMPLEXO DE INFERIORIDADE  Adler tem toda uma teoria sobre o complexo de inferioridade – Os sentimentos de inferioridade será um fator desencadeador de neuroses. . mas uma fuga do indivíduo para não enfrentar o que ele chamava das três áreas vitais:  O amor.

nem que lance mão da doença para tal finalidade. O sujeito debilitado sonha em galgar postos mais altos. O neurótico nessa concepção é o real criador de sua neurose. .  Foi o primeiro dos discípulos de Freud que se revelou contra a afirmação postulada por este a respeito de que “as neuroses tem sempre seu núcleo na libido”. esconde-se o temor e a insegurança e vice-versa. e o tipo da mesma dependerá das condições do ambiente familiar e social dessa pessoa   Isto está baseado no seguinte fato:  O indivíduo era portador na maioria das vezes de um complexo de inferioridade ou de superioridade.  Adler lançou o conceito pioneiro de que a neurose é uma escolha do próprio indivíduo. o que o levou a separar-se de Freud. sendo que há um sentido dialético entre ambos. Por detrás de um desejo de superioridade. dessa forma qualquer elemento neurótico é sempre direcionado para uma determinada tarefa ou finalidade que sempre acaba encobrindo sentimentos ou complexos de inferioridade. e não vítima de instintos inconscientes como prega a psicanálise.

dessa forma qualquer elemento neurótico é sempre direcionado para uma determinada tarefa ou finalidade que sempre acaba encobrindo sentimentos ou complexos de inferioridade. pois é muito mais fácil discutir perversões ou fantasias sexuais do que a imensa frustração de não se galgar uma posição de destaque e domínio sobre outras pessoas. . o poder é o centro do ego em nossa sociedade. e pior.  Se como dizia FREUD a sexualidade é a estrela do ID (impulsos sexuais inconscientes).  O neurótico nessa concepção é o real criador de sua neurose. mas sempre desejado. nunca admitido. ADLER demonstrou como o instinto de poder esconde-se sob a capa da sexualidade. e não vítima de instintos inconscientes como prega a psicanálise.

por meio da aprendizagem  .ALFRED ADLER (1870-1937) Sistema sociopsicológico que denominou de “Psicologia Individual”  Só podemos compreender a personalidade investigando os relacionamentos sociais  Interesse social se desenvolve na infância.

ALFRED ADLER (1870-1937) Reconhecia a importância dos primeiros anos  Minimizava o papel do sexo  Importância da consciência  Somos influenciados por aquilo que pensamos que o futuro nos reserva  Enfatizava a unidade da personalidade  .

ALFRED ADLER (1870-1937) Inferioridade é a força determinante do comportamento. mas é o modo como usamos e interpretamos ativamente estas experiências que nos fornece a base da nossa atitude diante da vida”  . lutamos pela superioridade ou perfeição  “certas capacidades e experiências nos vêm por hereditariedade ou pelo ambiente.

.

continuou sua obra.HANNS SACHS (FORMADO EM DIREITO . Era formado em Direito. de acordo com as idéias freudianas. porém interessou-se pela Psicanálise Aplicada.  Ficou amplamente conhecido na Psicanálise por implantar o TRIPE ANALÍTICO: ANÁLISE PESSOAL / DIDÁTICA / SUPERVISÃO.1881-1947)  Hanns Sachs não era médico. Abraham e.  Tornou-se auxiliar de K. . pela arte.  Foi convidado pela Universidade de Harvard para ministrar cursos de Psicanálise. pela literatura e pela religião. das condições da atividade artística. pela mitologia.4 . Depois de ler a Interpretação dos Sonhos  Tornou-se discípulo fervoroso de Freud. depois.  Aprofundou-se na Psicanálise aplicada.  Procurou demonstrar a importância da Psicanálise a fim de compreender os problemas sociológicos.  Especializou-se no estudo dos sonhos acordados (devaneios). dos autores literários e dos personagens históricos.

Hanns. As perspectivas da psicanálise. (1923/1986). São Paulo: Papirus. On the Genesis of Perversions. o primeiro psicanalista a estabelecer uma distinção entre análise pessoal e supervisão clínica. H.  Bibliografia Sachs:  SACHS. Sachs tornou-se o primeiro analista didata e.  Desenvolve estudos sobre a fobia. Psychoanalytic Quarterly. 1995. IN: Moustapha Safouan (org). . 55: 477-488. p. 102-107.  SACHS. fetichismo e o exibicionismo. aparentemente. O mal-estar na psicanálise.

.

embora não haja aceitado as idéias teóricas deste. instintivas ou não (alimentação. Ferenczi. deste modo. a sacudi-lo e abalá-lo afetivamente. isto é. com isto.  Dotado de um grande entusiasmo terapêutico.SANDOR FERENCZI (PSIQUIATRA . etc. Segundo ele a cura psicanalítica deveria Ter duas fases:  De técnica ativa – Destinava-se a criar reações emocionais no paciente. supunha que assim se acelerariam a confissão e a manifestação de tudo quanto o paciente tivesse reprimido.). distrações. com o fim de aumentar sua tensão intrapsíquica e. favorecer o aumento secundário de sua necessidade de afeto e apoio. para o que se lhe teria de impor não somente uma abstinência sexual mas uma limitação na satisfação das demais necessidades.1873-1933) A “TERAPÊUTICA DO RELAXAMENTO – TERAPIA ATIVA”  Ligado a Rank. limpeza. . a exemplo de Rank e Stekel.  Discorda de Freud em relação ao processo de análise. irritava-se ante a lentidão do progresso curativo da psicanálise.5 .

de modo que lhe fosse satisfeita a “sede de carinho”que. além disso. as proibições eram liberadas progressivamente. . sobretudo. Assim o psicanalista reservava para si um papel paradigmático e se transformava ativamente em uma espécie de genitor substituto e ideal. De relaxamento – Nesta fase. Tinha-se mais tolerância e. prodigalizava-se mais carinho e simpatia ao neurótico. mas. permitindo ao neurótico uma humanização de que tanto necessitava: não somente lhe dava ocasião de viver as situações primitivas sob novas formas e experiências vitais. remontava da infância. segundo Ferenczi. procurava ele também confessar ao paciente seus próprios defeitos e erros.

como também. que introduziu na psicanálise o conceito de introjeção.  Freud opôs energicamente a essas idéias (o analista prodigalizar afeto e confessar erros. Segundo ele. Freud dizia que é necessário que o analista se mantenha em um puro plano de silêncio e interpretação).  Foi Ferenczi. Procurou realçar as privações de ordem sexual recomendada por Freud aos seus pacientes durante as análises. não Freud. – Diz ele que deve haver da parte do analista um amor paternal a respeito do analisando. sob o regime parental.era contrário à idéia. O analista deve desempenhar o papel do pai ideal. deve haver no processo de análise a experiência de relações amigáveis que deveria corrigir as infelizes experiências infantis. . essa situação psicológica peculiar das análises mascarava os verdadeiros problemas.  Segundo ele.

.

Ainda que Freud estivesse satisfeito em deixar que o tempo decidisse acerca de seu valor .Com a aprovação entusiástica de Freud.  As idéias de Rank ameaçaram a ortodoxia.6 .1884-1939) – A CHAMADA TEORIA DO TRAUMATISMO DE NASCENÇA  Rompe com Freud em virtude de sua teoria sobre o trauma do nascimento. ele tinha sido o mais importante analista não médico do mundo  Suas investigações estão relacionadas a:  teoria acerca do nascimento da individualidade  a vontade  a origem do mito  a criação da estética  a técnica analista .OTTO RANK (FILOSOFIA .

Paris e Perseo. sem perigos. Otto Rank desenvolve sua principal teoria: Traumatismo de Nascença.. . venera os pais. O mito reflete um desejo de tudo ao nosso redor e ao retorno a esse período do reconfortante onde nós acreditamos na perfeição de nossos pais e que nos deram à atenção que nós merecemos. Um dos primeiros trabalhos de Otto Rank é o mito do nascimento do herói. em princípio pela separação da mãe. Onde ele afirma que o nascimento é um choque emocional muito grande para o ser humano. porque estão crescendo.. e em seguida o trauma da castração  Em 1924. e partindo para o lado religioso.  Com esse estudo dos mitos Rank chega a conclusão de que o ser humano. em que examina diversos mitos do nascimento como reis gregos Edipo. concluiu que a ansiedade.. É a origem de toda a angústia do homem... o homem sofre muito. mas. ..separação primal. os pais começam a interferir em seu desenvolvimento e os filhos descobrem que os pais não são absolutamente como pareciam. Hercules.. um lugar aconchegante. Vem em seguida o trauma do desmame. na infância. estudos sobre Buddha e Jesus.  O trauma do nascimento  Em O Trauma do Nascimento. tanto neurótica quanto normal. derivam do nascimento . Uma vez que ao sair do útero.

. totalmente imprevisível.  O segundo grande acontecimento emocional do nascimento é que passa a existir um mundo totalmente estranho. Passa a existir um vazio. que pode ser mantido pelo restante da vida. pelo fato de serem retirados do ambiente em que viviam. Rank coloca em seus trabalhos que aqueles nascidos de outras formas (cesária. também são traumatizados. uma vez que o bebe “se via” como um todo com a mãe e derrepente. o parto em si. Importante dizer que não se trata apenas daqueles nascidos por parto natural. por exemplo).  O terceiro grande momento são os próprios traumas da passagem do bebe pelo canal pelviano. Rank afirma que aqui se instaura um forte medo do desconhecido. eles se separam. Essa separação é o primeiro grande acontecimento emocional no momento do nascimento.

expulso desse estado de bem-aventurança. através da alucinação de prisão e do garroteamento (matar. maiores serão as angustias. como segue:  O Masoquismo exprime. .  O ato heterossexual do homem. mesmo normal. quanto maior a vivencia desse trauma. Todo o período de infância seria necessário para fazer desaparecer tal traumatismo. essa tendência de retornar ao estágio uterino. Para Otto Rank.  Os mais diversos fenômenos psíquicos estão relacionados a esta explicação fundamental de que o homem teria uma tendência a desejar a felicidade semelhante a que gozaza no útero materno. o medo e a ansiedade quando essa pessoa tiver que enfrentar na vida um perigo ou uma situação desconhecida.  O exibicionismo é o anelo ao retorno ao estado de nudez pré-natal. estrangular por meio de garrote).  O sadismo incita a descobrir a estrutura interna do corpo e manifesta o ódio de se haver sido. satisfaz-lhe em parte o desejo de voltar ao útero materno. outrora.

 PERSONALIDADE - Descreve três tipos de pessoas, de acordo com a busca do ser humano pela sua independência:
 a) Tipo Adaptado/ normal/ ajustado – Essas pessoas conseguem se adaptar aos outros; obedecem à autoridade, ao seu código moral, social, além de seus impulsos sexuais, da melhor maneira possível. São considerados pessoas de voz passiva. Otto Rank acreditava que a maioria dos povos era desse tipo de pessoa.  b) Tipo Neurótico – Este não consegue adaptar-se, não consegue nem mesmo realizar seus próprios desejos devido ao conflito de suas próprias vontades. Essa pessoa não aceita a vontade alheia mas também não é enérgico o suficiente para impor a sua.  c) Tipo Produtivo/ Artista – Este consegue realizar as suas obras. Em vez de enfrentar ele mesmo, esse tipo de pessoa se aceita e se auto-afirma, criando um ideal que lhe serve como um guia positivo para sua vontade. É o tipo consciente de si mesmo. Ele primeiro “se cria” e logo depois tenta criar ao seu redor um mundo novo para si.

 Outro estudo interessante de Otto Rank é relativo a competição entre a vida e a morte. Ele acredita que o homem tem um “instinto de vida” que o empurra a buscar a individualidade, a competir e a buscar a independência, assim como todos nós temos o “instinto de morte” que nos leva a fazer parte de uma família ou da humanidade.

 Esses instintos são acompanhados por um medo particular a cada um deles. Por exemplo, o medo à vida é o medo da separação, medo da solidão e do isolamento. O medo à morte é o medo de se perder dentro do “todo” ou medo de não ser ninguém.  Nossas vidas são cheias de separações, a começar pelo nascimento. Evitar as separações é literalmente evitar a vida e escolher a morte, onde nunca saberemos o que queremos, nunca cortaremos o cordão umbilical.  Para Rank o neurótico é uma pessoa com fortes impulsos criativos tendo a sua vontade predominantemente organizada no lado negativo - ele é incapaz de internalizar os impulsos através de canais criativos.  Um outro fator interessante a ser destacado sobre a psicanálise de Otto Rank foi sua forma de analisar seus pacientes. Adere a Ferenczi, na Terapia Ativa.  Para ele a análise teria um inicio e um fim, depois desse período, o paciente deveria “caminhar sozinho”. Além disso ele defendia a participação ativa do analista durante as análises, da maneira que encorajasse o paciente a encontrar sua própria individualidade, essa forma de abordagem era conhecida como Terapia Ativa, que foi duramente criticada por Freud.

 TRANSFERÊRENCIA - Rank declarou que a transferência não tinha importância nenhuma nas análises. Para ele, a transferência aparece mais como um dos elementos que favorecem o aprendizado das boas relações com o círculo de amizade, assim como o melhor conhecimento de si mesmo. Segundo ele, o doente não sofre tanto de qualquer trauma passado quanto de um mal atual, que se encontra sob a constante influência do passado.

  O superego é derivado exclusivamente da relação mãe-filho e nutrido por um sadismo reprimido. determinando a eclosão das tendências oral-sádicas (desejo de morder em vez de sugar). se essa ira não pode ser totalmente descarregada. . Diferencia em sua formação 3 estádios:  biológico  a criança sente precocemente a falta do seio materno. seu desejo insatisfeito transforma-se em hostilidade contra a mãe. SUPEREGO – Síntese da concepção rankiana do superego. permanecerá no “eu” e ocasionará – dirigida contra ele – a formação de privações e inibições. da qual deriva a adoção do mecanismo sádico-masoquista. mas. durante a luta pelo controle dos esfíncteres.  social  ocorre durante o período edipiano (entre os 3 e os 5 anos geralmente) como efeito não só da introjeção de imagens paternas como também de inibições provocadas pelos membros mais ativos da família.  moral  produz-se no estádio anal.

um termo que não existira até aquele ponto. Rank foi o primeiro a usar o termo "pré-Edipiano" em um fórum público psicanalítico .Também foi a primeira vez que alguém no círculo interno se atrevera a sugerir que haveria um complexo "pré-Edipiano" .

pode ser dito que ele tinha um grande desejo de fazer o paciente superar o trauma de separação (vivido desde a infância) e encoraja-o a viver e não mais temer situações novas. adeptos às suas teorias. sua influencia pode ser vista em outras teorias. . ou seja. não Freud.   Diferenciação do superego do homem e da mulher – O primeiro constitui-se à base do superego sádico materno primário. associando-se-lhe o superego social paterno. organizaram movimentos Rankianos. uma mãe sadicamente concebida pela criança. embora.  Em resumo de seu trabalho.  Foi Rank. Porém. seguidores. e se encontra dominado pela ansiedade.  O núcleo real do superego é a “mãe restrita”(não a real). que introduziu na psicanálise o conceito de negação e o conceito de narcisismo  Otto Rank não chegou a fundar uma escola psicanalítica. buscando descobrir quem realmente é e passando assim a não temer a si mesmo. O segundo (feminino) está constituído somente pela fase biológica e consiste mais em inibições que em sentimentos de culpa.

.

.1868-1942) – A ANÁLISE RÁPIDA E ATIVA – O MÉTODO INTUITIVO  Renomado psiquiatra. em um máximo de 12 a 16 semanas. se o julga conveniente. aberrações sexuais. impotências. masoquismo.7 – WILHELM STEKEL (PSIQUIATRA . mas que deve participar e compartilhar com seu paciente das situações emocionais vividas durante a análise. Ele acredita que pode satisfazer resultados satisfatórios. homosessualidade. Não admite que o silêncio do analisando (resistência freudiana) deva ser suportada passivamente pelo analista. frigidez. sadismo.  Acredita que o prolongamento indevido das sessões de análise provoca. breve e ativa. etc. no paciente. achava que o analista não deve se comportar como uma esfinge. masturbação. . demonstrando-lhe simpatia e inclusive dando-lhe algumas manifestações de afeto. a análise deve ser rápida. uma preocupação exagerada de si mesmo.  Procura concentrar a atenção do paciente sobre os problemas imediatos de sua vida. embora tenha separado-se dele (antes de Jung.) também por questões ligadas ao processo analítico – Para ele. Como Ferenczi e Rank. Discípulo e amigo de Freud.  Principais pontos: Segredos da vida sexual.

 -Foi o fundador de numero quatro da Sociedade Psicológica das Quartas Feira.  -Consultou-se com Freud para tratar de sua impotência sexual e sua compulsão masturbatória.FATOS MARCANTES NA VIDA DE Wilhelm Stekel  -Estudou Medicina em Viena. Em 1895 publicou um artigo sobre experiências sexuais precoces na infância. . perversões.  -Foi um obcecado pela questão da sexualidade e suas mais variadas formas de expressão (bestialismo. pan-sexualismo. 1 . mas não encontrou uma solução definitiva para o seu problema. homossexualismo. este artigo chamou atenção de Freud que naquela época já estava empenhado em desenvolver a sua teoria da sexualidade. onde se estabeleceu como Clinico Geral. etc). Tratamento que durou apenas algumas semanas.

que alguns chegaram a acusá-lo de criar casos com objetivo de justificar suas colocações teóricas. afirmava que varias teorias apresentadas por Freud. .Em sua biografia Stekel expressa “Ele (Freud) usou minhas descobertas. o primeiro foi Adler. Obra prefaciada por Freud.-Entre 1908 e 1912. Stekel publicou três obras que foram de vital importância para a disseminação da doutrina Psicanalítica: •1908 Os estados de angustia nervosa e seu tratamento. apesar de sua inteligência era promiscua e pervertida. estavam na verdade alicerçadas em suas descobertas. . -Pesquisou também sobre o papel desenvolvido pelo recalque propagado pela religião e a moral. -Após o desligamento do movimento.Stekel foi o segundo a tomar esta decisão. escreveu sem mencionar meu nome”. . Stekel tomou a iniciativa de criticar o movimento psicanalítico e suas teorias. -Sua vida moral. -Em 06 de Novembro de 1912 se desliga formalmente do movimento Freudiano. Estes “desvios” causaram tanto mal estar entre os membros do circulo psicanalítico de Viena. •1911 A linguagem do sonho e •1912 Os sonhos do poeta.

procura no suicídio um alivio.Morreu em um quarto de hotel com altíssima dose de insulina. que o vitimou em 1940. Acometido de diabete. . . Porém Stekel continuou fiel às teorias e argumentações Freudianas.-Seus ataques ao movimento foram ficando mais agressivos e radicalizados com o passar do tempo chegando a afirmar que a teoria Freudiana de Thanatos tinha origem em suas descobertas. Anos passaram após seu desligamento do grupo. durante este período. abandonou a idéia de fazer criticas ao movimento Freudiano e. -Em 1940 ele se suicida. passou a escrever utilizando o pseudônimo de Serenus. -Empenhar se na investigação sobre este impulsos e de forma bastante destacada o suicídio.

1 . Segundo o autor.2 . Stekel afirma também que todo simbolismo onírico é próprio e exclusivo de cada ser humano.2 – Três conclusões sobre os sonhos.  A primeira é que o simbolismo é fundamental na vida psíquica consciente e inconsciente. uma luta entre o homem primitivo e o homem civilizado. que toda a maneira de pensar primitiva tem originariamente um caráter simbólico.FUNÇÃO E ESSÊNCIA DOS SONHOS. 2. 2.A INTERPRETAÇÃO DE SONHOS SEGUNDO O MÉTODO DE STEKEL Em 1911 Stekel publica um extenso trabalho intitulado “A Linguagem dos sonhos” que segundo suas próprias palavras se converteu na “Bíblia onírica dos Freudianos ortodoxos” onde propõe uma infinidade de símbolos oníricos com suas possíveis interpretações. cada sonho leva a imagem dessa encantada luta pelo fato de que tanto os instintos como as inibições. isso porque ambos buscam soluções das questões por eles não resolvidas. teremos que conceber os sonhos como reflexo dessa luta. . no sonho trava-se um eterno combate entre o instinto e a inibição.

os sonho é responsável pela manifestação das neuroses contrapondo – se assim a posição clássica do complexo de Édipo e ao amor incestuoso. observa-se ainda que muitos casos o elemento principal do sonho . nas neuroses se estabelecem a conseqüência da percepção deste ódio através da “lente da consciência de culpa”. Deste modo stekel consideras o ódio um elemento primário ao fundamento dos impulsos altruístas. e portanto. Stekel afirma ser possível comprovar que os impulsos do ódio constituem no fundamento de todo o adoecer psíquico. O conteúdo onírico manifesto nos mostra um dos pólos da vida psíquica. .A segunda questão apresentada diz respeito a bipolaridade de todo fenômeno psíquico e que leva uma parcela a reivindicar com certa prudência a importância do conteúdo manifesto nos sonhos diante da predominância exclusiva da linha ortodoxa outorgava ao latente. enfatizando o papel que o ódio joga na vida psíquica.

. Os sonhos se trata de achar a solução para os conflitos da vida. que contrapõe ao método passivo de associação livre. A interpretação em serie tem grandes vantagens. que denominou “Método Intuitivo” pela importância que concedeu a intuição do interprete.  A concepção geral dos sonhos são como um espelho que reflete a situação conflitual do sujeito. -Para ele não há interpretação de um sonho único. as quais Stekel passa a considera-las com maior espírito critico ao mesmo reivindicar o valor intrínseco manifesto nas interpretações funcionais”.Desenvolve seu próprio método de interpretação onírica. compreendida como sendo uma “projeção sentimental e penetração intelectual sobre o sonhante.2. A interpretação em serie levará o analista a conhecer exatamente a totalidade dos sonhos do paciente e entender a repetição de motivos através deles – A interpretação de uma serie completa possibilita a compreensão de um sonho inicial.3 – Livro intitulado “Progresso e Técnica na interpretação de sonhos” publicado em 1935 . posto que quando aparece um símbolo que cuja a interpretação é impossível teremos que esperar tranqüilamente que os sonhos seguintes reproduzem novos símbolos. suas relações entre os sonhos e a transferência assim como seus interesses pelas series oníricas que antecipa o conceito de continuidade da vida onírica.

- .REGRAS PARA INTERPRETAÇÕES DE SONHOS: VISÃO DE STEKEL -Simplificado: “Todo sonho é reduzido a uma formula simples. O sonho é algo simples que revela sempre algo de muita complexidade – a vida psíquica do sonhante. Ao analisar uma serie de sonhos. é perfeitamente possível identificar estes motivos que se repetem em figuras similares ou repetidas. para perceber e reduzir o núcleo onírico”. Geralmente. na figura de um afeto existem vários outros sentimentos. . -Redução ao afeto ou à serie afetiva: Os afetos revelados nos sonhos nunca são homogêneos. -As antíteses: Os contrastes encontrados nas figuras oníricas representam a existência de conflitos psíquicos. Um afeto pode representar vários outros que devem ser cuidadosamente analisados pelo analista. A correta interpretação dessas antíteses revelam o núcleo do conflito neurótico.Motivos oníricos repetitivos: Motivos repetitivos em sonhos podem revelar os principais conflitos do paciente. deixando-se de lado os detalhes. do mesmo paciente.

Elementos do passado. esses temas aparecem sob as mais diversas figuras. românticos. quedas. instintos. e alguns animais que representam fecundidade. já as figuras que o nascimento são normalmente.-Todo sonho possui uma tendência analógica (idealista) e uma tendência catagica (institual). hospitais. plantas. tais como. já as tendências catogogicas se revelam em figuras que retratam as profundidades da vida psíquica. afogamentos. etc. etc. sem exceção. ressurreições água. etc). atitudes egoísticas. inconsciente – sexualidade. passado e futuro: O analista deve estar atento à diversificadas manifestações temporais que existem nos sonhos.O nascimento e a morte sempre se acham representados nos sonhos: O nascimento e a morte são os “pólos” de vida. . representadas por partos. religiosos. presentes e futuros são revelados com exatidão nas figuras oníricas. -Todo sonho traz consigo três aspectos que devemos observar – presente. . impulsiva): Geralmente as tendências idealistas se refletem nos sonhos e nas figuras que encerram em si ideais elevados do sonhante (ideais éticos. Em todos os sonhos.

heterossexualismo. -Todo sonho se relaciona com a sexualidade secreta do sonhante: Temas como o homossexualismo. infantilismo.. perverso~es etc. constitui material representa materiais encontrados com freqüência nos sonhos. . . e as figuras oníricas referem se a algum tipo de dogma.O sonho é o espelho do pensamento: Quando interpretado o sonho nos revela processos mentais muito complexos da vida do paciente. o que revelará todo o significado oculto por trás do sonho. de cunho religioso. que normalmente se manifestam simbolizando fragmentos de ordem sexual/ sexual. crença ritual etc. .-Todo sonho se relaciona com a religião: Na maioria dos sonhos. Por isso mesmo.Todo sonho durante a analise tem estreito relacionamento com o tratamento analítico e com o analista e sempre revela a posição do sonhante em relação ap processo: Isto será constatado por qualquer analista atento. e se constitui numa peça analítica principal para compreendermos o significado do material onírico em termos mais gerais. o aspecto religioso é preponderante. Vale destacar que neste evento sempre aparecerá a figura do analista. é que o conhecimento da simbologia e em particular a simbologia religiosa é imprescindível ao analista.

.

inicialmente sentido como uma necessidade de ser cuidado e protegido. como consequência do íntimo sentimento de invalidez biológica e de inépcia do recém-nascido. segundo ele. ao passo que a atração sexual é um fenômeno ancestral.  Não médico. nos primeiros dias da vida. c) Separou o conceito do amor do conceito de atração sexual – Disse que o amor é um fenômeno cultural. comum a todas as mulheres  O amor é. b) Fez algumas críticas a Freud em relação a etiologia sexual e sobre a Libido. e muito menos um instinto maternal. mesmo sem uma formação médica. instintivo e universal.  Foi um dos psicanalistas mais considerados de sua época. d) Nega a priori um amor materno. 8 – THEODOR REIK – (FILOSOFIA) Principais idéias: a) Foi um dos freudianos dissidentes que mais tempo permaneceu fiel ao credo ortodoxo da doutrina. seguidor de Freud desde o início do começo da formação de psicanalista. .

 Em 1925 foi processado por não ser médico e exercer a psicanálise – Freud o defende e elabora o texto (sua tese da defesa da psicanálise) “análise Leiga”.  Reik foi um investigador que parte das teses básicas de Freud. entra no grupo dos DISSIDENTES. e que termina por sustentar algumas hipóteses diferentes de Freud.  Sempre foi um seguidor ortodoxo de Freud – Mais tarde. pois. por discordar de Freud sobre a etiologia sexual das neuroses (Seu livro: Psicologia das relações sexuais).  A teoria das neuroses. não se limita a aceitá-las passivamente.  A técnica psicanalista. . onde levanta a questão de que a psicanálise pode ser praticada por não médicos e estabelece as bases da formação do psicanalista.  Discrepâncias com o freudismo:  As teorias da evolução psicosexual. da libido e do amor.

 Criador do termo “A TERCEIRA ORELHA/OUVIDO”  Mostra a importância da Escuta Analítica. Elaborou a Teoria da Melodia Obcecante  Teoria que mostra o poder que determinadas melodias tem em gerar “traumas” ou relembrar/reviver idéias ou experiências traumáticas. .

9 - WILHELM REICH (Médico)

Membro da Sociedade Psicanalítica de Viena Procurava conciliar as teorias de Freud e Marx. Assistente de Freud – Clínica Psicanalítica em Viena. Mais tarde vice-Diretor. Dirigiu Seminário para Terapia Psicanalítica – 1º Instituto de Treinamento para Psicanalistas – análise pessoal e treinamento de jovens. Conflito com Freud – análise pessoal – diferenças teóricas: envolvimento marxista/neurose → insatisfação sexual. Controvérsias no círculo psicanalítico – recusa em romper com suas atividades políticas. Reich morreu de doença cardíaca, em 1957, na prisão federal.

Antecedentes Intelectuais:
Psicanálise:
Trabalho baseado na Teoria Psicanalítica. Conceitos de Caráter e Couraça Caracterológica. Fundou o Instituto Orgon. Ocupou-se com experimentos envolvendo acumuladores de energia orgônica. Energia Vital e Energia Orgônica – concepção freudiana de libido.

Defendia a livre expressão de sentimentos sexuais e emocionais dentro de um relacionamento amoroso e maduro → enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias bioenergéticas bloqueadas na parte pélvica dos pacientes. Meta da Terapia: libertação dos bloqueios do corpo e obtenção de plena capacidade para o orgasmo (homens e mulheres).Sexualidade Humana: Grande interesse pela sexualidade humana. .

.CONCEITOS PRINCIPAIS Caráter – De acordo com Reich. estilo de comportamento (timidez. o caráter é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações. agressividade e assim por diante) e atitudes físicas (postura. hábitos de manutenção e movimentação do corpo). Inclui atitudes e valores conscientes.

– Repressão – Couraça Caracterológica. ao invés de analisar seus sintomas. Couraça Caracterológica – Soma total de todas as forças defensivas repressoras. . que são organizadas num modelo mais ou menos coerente dentro do ego. Para Reich o caráter se forma como uma defesa contra a ansiedade criada pelos intensos sentimentos sexuais da criança e o conseqüente medo da punição.Reich foi o primeiro analista a tratar pacientes pela interpretação da natureza e função de seu caráter.

fazem parte do seu autoconceito. etc. Reich queria tornar seus pacientes conscientes de seus traços de caráter: Imitando suas características. Defesas de Caráter – são efetivas ao indivíduo. fobias. timidez ansiosa (partes integrantes da personalidade). . (estranhos ao indivíduo).Sintomas Neuróticos – medos. gestos ou posturas. Traços de Caráter Neurótico – ordem excessiva.

Trabalho Psiquiátrico – libertação das emoções (prazer. . Isso conduzia a uma vivência muito mais intensa do material infantil na análise.técnicas de análise de caráter a atitudes físicas. depois. ansiedade) através do trabalho com o corpo. trabalho com as mãos sobre os músculos tensos soltar as emoções presas a eles. raiva. Primeiro .

Couraça física e psicológica eram essencialmente a mesma coisa. Couraças de caráter = hipertonia muscular. . raiva ou excitação sexual. podem substituir-se e influenciar-se mutuamente. Introduziu o conceito de “identidade funcional” – as atitudes musculares e atitudes de caráter têm a mesma função no mecanismo psíquico.Descobertas: Tensões musculares crônicas servem para bloquear uma das três excitações biológicas: ansiedade.

a pessoa que adquiriu potência orgástica. .não estão encouraçados só quando necessário. Para Reich . Capacidade para auto-regulação Caráteres genitais.– Caráter Genital – Para Freud – último estágio do desenvolvimento psicosexual. Renuncia à couraça muscular e desenvolvimento da potência orgástica – mudança espontânea de funcionamento neurótico de muitas áreas.

. involuntário. contrário dos movimentos forçados e até mesmo violentos dos indivíduos encouraçados. O caráter genital é capaz de experimentar livre e plenamente o orgasmo sexual. Clímax da atividade sexual – movimento desinibido. Id e Superego – harmonia. descarregando por completo toda libido excessiva.Superego – “sexo-afirmativo”.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->