FITOTERÁPICOS
Principais Interações Medicamentosas

SÉRIE ANFARMAG

FITOTERÁPICOS
Principais Interações Medicamentosas

1ª Edição – Ano 2012 Presidente Ademir Valério da Silva

Diretores Hugo Guedes de Souza | 1ª Vice-presidente Ivan da Gama Teixeira | 2º Vice-presidente Carlos Alberto P. Oliveira | 3º Vice-presidente Simone de Souza Aguiar | Secretária Geral Álvaro Favaro Junior | 2º Secretário Adolfo Cabral Filho | Tesoureiro Marcos Antonio C. Oliveira | 2º Tesoureiro Antônio Geraldo R. S. Júnior | Conselho Fiscal Rejane Alves Gue Hoffmann | Conselho Fiscal Luiz Carlos Gomes | Conselho Fiscal Ana Lúcia Mendes | Diretora de Comunicação Gerson Appel | Diretor de Comunicação
NICOLETTI, M.A. et al. Fitoterápicos – Principais Interações Medicamentosas. São Paulo: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FARMACÊUTICOS MAGISTRAIS - Brasil, 1ª edição (2012), 118 págs. 1 – Fitoterápicos, 2 – Interações Medicamentosas, 3 - IN 05, I Fundação Biblioteca Nacional.

Os autores e a editora empenharam-se para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores dos direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos caso, inadvertidamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida.

de 11 de dezembro de 2008 Autores Maria Aparecida Nicoletti Carolina Andrea Leiva Dalsin Fiore Vagner Miguel Lucia Helena Gonzaga Pinto Contribuição e revisão Maria do Carmo Garcez Ivan da Gama Teixeira Os autores e a editora empenharam-se para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores dos direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro. dispondo-se a possíveis acertos caso. . a identificação de algum deles tenha sido omitida. inadvertidamente.SÉRIE ANFARMAG FITOTERÁPICOS Principais Interações Medicamentosas Principais interações com fitoterápicos de uso oral constantes na Instrução Normativa (IN) nº 05.

Prefácio

O registro do uso de plantas com fins terapêuticos data de tempos primórdios e se confunde com a história do farmacêutico e da medicina. A fitoterapia é considerada uma das primeiras formas de cuidado da saúde utilizada pela espécie humana. A imensa biodiversidade de nosso planeta disponibiliza uma variedade de espécies com aplicabilidade terapêutica, mostrando respostas positivas no tratamento. Nos dias atuais, estudos sobre o uso dos fitoterápicos crescem de maneira expoente, comprovando e reconhecendo seus efeitos terapêuticos, sendo prescritos tanto no sistema público de saúde quanto no privado de todo o Brasil. O conteúdo desta obra reúne informações importantes para o uso consciente dos fitoterápicos aqui citados, representando uma fonte de apoio de valor inestimável para o desenvolvimento da dispensação ativa de preparações magistrais fitoterápicas e, consequentemente, contribuindo de forma significativa para o enriquecimento da saúde pública. A Anfarmag tem consciência de seu papel no mercado farmacêutico e se orgulha em poder ofertar ao profissional magistral informações que permitam o uso da fitoterapia com maior segurança. Parabenizo a todos os profissionais que idealizaram este material e fizeram com que se tornasse realidade.

Ademir Valério da Silva Anfarmag Nacional Presidente

Agradecimentos

Agradeço aos ex-estagiários de iniciação científica da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo / Farmácia Universitária – Departamento de Farmácia FCF/USP, cujo interesse e dedicação sempre foram motivadores de novos desafios: Karen Cristina Carvalho, Marcos Antônio Oliveira Júnior, Carla Cristina Bertasso, Patrícia Yunes Caporossi e Ana Paula Libois Tavares. Drª Maria Aparecida Nicoletti A Anfarmag agradece o apoio, suporte e colaboração de toda a equipe interna.

SUMÁRIO
Parte 1 | Histórico e Contextualização............................................................ 8 Parte 2 | A regulamentação de plantas, drogas vegetais e fitoterápicos no Brasil ............................................................................................................... 13 Parte 3 | Conceitos empregados ................................................................... 18 Parte 4 | Contextualização da utilização de medicamentos ....................... 21 Parte 5 | Interação medicamentosa .............................................................. 23 Parte 6 | Quadros orientativos das principais interações de medicamentos fitoterápicos de uso oral constantes na Instrução Normativa nº 05, de 11 de dezembro de 2008. .................................................................................... 27
1- Aesculus hippocastanum L. (Castanha-da-Índia)............................................................... 28 2 - Allium sativum L. (Alho) ....................................................................................................................... 29 3 - Arctostaphylos uva-ursi Spreng (Uva-ursi) ........................................................................... 31 4 - Centella asiatica (L.) Urban (Centela) ......................................................................................... 32 5 - Cimicifuga racemosa (L.) Nutt. (Cimicífuga) ......................................................................... 33 6 - Cynara scolymus L. (Alcachofra)................................................................................................... 34 7 - Echinacea purpurea Moench. (Equinácea)............................................................................. 35 8- Eucalyptus globulus Labill. (Eucalipto)...................................................................................... 36 9 - Ginkgo biloba L. (Ginkgo).................................................................................................................... 37 10 - Glycyrrhiza glabra L. (Alcaçuz)..................................................................................................... 39 11 - Hamamelis virginiana L. (Hamamélis) ..................................................................................... 40 12 - Hypericum perforatum L. (Hipérico) ......................................................................................... 41 13 - Matricaria recutita L. (Camomila) ................................................................................................ 44 14 - Maytenus ilicifolia Mart. Ex Reiss. (Espinheira-santa)................................................ 45 15 - Melissa officinalis L. (Melissa, erva-cidreira) ..................................................................... 46 16 - Mentha piperita L. (Hortelã-pimenta) ........................................................................................ 47 17- Mikania glomerata Sprengl. (Guaco) ......................................................................................... 48

................................... Frost...................................................................... (Kava-Kava) ................. 53 21 ............ 49 19 .......................................................... & K.... (Maracujá................................Sambucus nigra L..............Panax ginseng C.. A....................................... 51 20 ......................Rhamnus purshiana DC..................................... 69 Anexo | Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado .............................................................. 65 31 ... (Tanaceto)............................................................................ passiflora) ........ 61 27 .................... K.............Polygala senega L...................... 68 Parte 7 | Instrução Normativa nº 05 de 11 de dezembro de 2008 ............Zingiber officinale Rosc.......................... (Salgueiro-branco) .................................Tanacetum parthenium Sch...................................Passiflora incarnata L.......... 62 28 ......Paullinia cupana H................................... (Gengibre).......18 ........................... (Valeriana).... 66 32 ..................... Bip......................................................................................Senna alexandrina Mill.... (Guaraná).......................... anis) ........................ B.............Pimpinella anisum L..................................................................... 60 26 ........................... (Sabugueiro)..... 64 30 ......................................... 55 22 ........................... 85 Parte 09 | Índice Remissivo .............................Salix alba L........Peumus boldus Molina (Boldo.... Cassia angustifolia Vahl ou Cassia senna L....... (Cáscara-sagrada) ....... Mey (Ginseng) ..... 57 24 ....... 92 ..................................... 63 29 ................................................... 70 Parte 8 | Referências bibliográficas ............... boldo-do-chile) ...................Serenoa repens (Bartram) J....................................................... (Polígala)................... (Erva-doce.............................. (Sene). 56 23 ............Piper methysticum G.........Valeriana officinalis L...................... 59 25 .............. Samll L........................... (Saw palmetto) ..............................

Na China.C. O uso da papoula.) são encontradas menções sobre a utilização de resina. 8 . Graças ao seu trabalho pioneiro na ciência médica. O uso de plantas e animais pode ser evidenciado através de pinturas rupestres referentes ao período Paleolítico Superior com o homem de Neanderthal.C.C. os registros históricos são escassos. Por meio das denominadas Tabletas de Nippur (região da Suméria – 4. Já no Papiro de Ebers (rolo contínuo de 18 metros – 1. tomilho. foi o fundador da medicina racional e seus escritos se referem à forma e às operações farmacêuticas. entretanto. há aproximadamente 4. Hipócrates é considerado o “Pai da Medicina” e sua obra é iniciadora de uma “consciência metódica da medicina que culmina com Galeno”. e seus conceitos e preceitos tomaram forma no renomado “Juramento Hipocrático” sobre a conduta ética de profissionais da saúde.000 anos. entretanto. Seu trabalho inclui a descrição de centenas de medicamentos.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE 1 | HISTÓRICO E CONTEXTUALIZAÇÃO Histórico O termo fitoterapia tem como significado o tratamento e/ou a prevenção de doenças usando plantas.C. Entre elas podemos citar: para o desenvolvimento do Hipócrates (460 a. Henri Leclerc (1870-1955). data de 5. folhas e órgãos humanos em uma clara alusão à correspondência terapêutica. Algumas contribuições foram decisivas medicamento. Ele racionalizou a medicina. ensinamentos e filosofias avançadas se tornaram uma parte da medicina moderna. partes das plantas e preparações feitas com plantas. – data provável de nascimento): médico de Cós.000 a. representando plantas. Seus pensamentos sobre ética e ciência dominaram os escritos médicos tanto da sua como de gerações sucessivas.000 a. é atribuída ao Imperador Amarelo e à Sheri-nong a criação da Medicina Tradicional Chinesa.600 a. Sua origem vem do grego phyton (planta). A história do medicamento é muito antiga. entre outras matérias-primas. a origem exata do termo fitoterapia é desconhecida e é atribuída ao médico francês Dr. pereira. entre os sumérios. sistematizou o conhecimento médico e colocou a prática da medicina em um plano ético elevado.) estão descritas mais de 800 formulações e de 700 substâncias (predominantemente vegetais).

tendo recebido o crédito da realização de 500 tratados sobre medicina e de outros 250 sobre filosofia.). os cultos praticados por feiticeiras e por mágicos estavam intimamente ligados ao consumo de beladona (Atropa belladonna). Escreveu numerosas obras: De ptisana. que era colocada entre as pernas pelas “bruxas” como se fosse um instrumento de voo. por meio de relações comerciais entre o farmacêutico e o médico. causados por essas ervas. iniciativas e responsabilidades especiais. Entre esse período e a consolidação da química como ciência exata. que regulamentou a prática da farmácia dentro de parte de seu reino.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Galeno (Claudius Galenus): de origem grega (129 d. era passado em certas partes do corpo. considerando desde a concepção até a obtenção do produto final. e esfregado sobre o cabo de uma vassoura. surgindo daí o termo “Farmácia Galênica”. Na Europa da Idade Média e do Renascimento. Seus escritos médicos incluem a descrição de várias drogas de origem natural. Em contato com as mucosas vaginal e anal. da cidade de Pérgamo. Esse unguento. supostamente. assim como a farmácia e a medicina foram um dia. Cerato de Galeno. reconhecendo que a prática da farmácia requeria conhecimentos. Os efeitos alucinógenos e a sensação de voar. Essas plantas eram usadas para a preparação de unguentos com os quais as bruxas se untavam e que. Qualquer exploração do paciente. que é muito semelhante às preparações atualmente utilizadas. as faziam voar.C. Os farmacêuticos passaram a ser obrigados a prestar juramento quanto à preparação de medicamentos confiáveis e de qualidade uniforme. separada da medicina em 1240 d. o unguento era absorvido mais rapidamente pelo organismo. era proibida. De simplicium medicamentorum facultatibus.C. escreveu livros sobre a composição de medicamentos. A farmácia permaneceu atrelada à medicina por muitos anos. no século XVI. Foi um dos mais prolíficos autores de sua ou de qualquer época. habilidades. por meio do decreto do Imperador Frederico II. De antidote.. podem ser explicados pela 9 . para que cuidados adequados às necessidades médicas das pessoas fossem garantidos. a farmácia e a química permaneceram unidas. juntamente com fórmulas e métodos de manipulação. É o criador da farmácia racional.-199 d. meimendro (Hyoscyamus niger) e mandrágora (Mandragora officinarum). Estudou na Grécia e em Esmirna. conhecido como “fórmula de voo”. fixou-se em Roma no império de Marco Aurélio. da Alemanha. De medicamentorum compositione secundum locos.C. leis e gramática. oficialmente. principalmente nas que continham pelos. A mais famosa fórmula por ele desenvolvida foi o Cold Cream. Seu edito separou as duas profissões. chamado de Duas Sicílias. ou seja. até que fosse.

Desde 1808. A autorização imperial para “abrir botica”. era a maneira para resolver o problema social de assistência de medicamentos às pessoas do interior. dada à pessoa não diplomada (boticário). mas as boticas eram geralmente pobres e a maior parte do exercício estava nas mãos dos práticos. mas apenas para estudantes de medicina. presídios e conventos. não eram diplomados nos primeiros séculos e após o século XVIII eram aprovados em exame. das quais se valia também a população civil. Esses alcaloides possuem efeitos psicoativos alucinógenos. às poucas farmácias existentes e às boticas particulares de fazendas. ao que parece. nesses cursos.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas presença. Os oficiais da prática. dada a insuficiência de diplomados. Datas representativas do setor: 10 . dos alcaloides tropânicos escopolamina. no unguento. embora a lei já exigisse a presença de um titulado responsável para cada estabelecimento farmacêutico. Brasil Império | 1822-1889 Surgiu em 1839 a primeira escola autônoma de Farmácia – Escola de Farmácia de Ouro Preto. fato que explica as viagens fantasiosas das supostas bruxas. considerando a fase política pela qual o país vivenciava no período. podemos dividir os momentos vividos no desenvolvimento da prática farmacêutica. havia farmácias importantes na Corte e nas grandes capitais dos estados. Causam delírios e. caracterizados por um estado de embriaguez seguido de um sono profundo. o Brasil teve ensino médico na Bahia e no Rio de Janeiro e. Não havia curso de Farmácia. No século XIX. acompanhado de amnésia. às boticas e hospitais militares. No Brasil. geralmente. atropina e hiosciamina. Brasil Colônia | 1500-1822 A prática profissional estava limitada às boticas dos colégios jesuítas. eram ministradas aulas de Farmácia. a sensação de levitação.

de 11 de novembro. que regulamenta o exercício da profissão farmacêutica no Brasil. 1917 | Publicação da Farmacopeia Paulista. nela incorporando a Faculdade de Farmácia e Odontologia. 1929 | Publicada e tornada de uso obrigatório a Farmacopeia Brasileira. 1913 | Criação da União Farmacêutica de São Paulo. 1946 | Decreto nº 20. sendo a turma desse ano a primeira a ter esse diploma. 11 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 1870 | Início da indústria farmacêutica nacional. 1934 | É criada a Universidade de São Paulo. 1877 | Funda-se o Instituto Farmacêutico do Rio de Janeiro. 1925 | Reforma do ensino “Rocha Vaz” aumenta o curso de Farmácia para 4 anos. 1960 | Lei Federal nº 3. primeiro regulamento da Indústria Farmacêutica no Brasil. 1931 | Decreto nº 19. 1911 | Reforma “Rivadavia Correia” amplia novamente o curso para 3 anos. 1959 | Publicação da segunda edição da Farmacopeia Brasileira. 1961 | A Universidade de São Paulo aprova a mudança do título conferido pela Faculdade de Farmácia e Odontologia para “farmacêutico -bioquímico”.606. cria os Conselhos Federal e Regional de Farmácia. a primeira Farmacopeia Brasileira. Brasil República | a partir de 15 de novembro de 1889 Principais momentos: 1895 | Fundação da Sociedade Farmacêutica de São Paulo. que promoveu um congresso de classe.820. 1898 | Fundação da Escola de Farmácia de São Paulo.497. 1901 | Reforma do ensino “Epitácio Pessoa” com redução do curso para 2 anos.

12 . somente.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas A partir de então. As menções acima se referem. o segmento farmacêutico teve desenvolvimento nos diferentes campos envolvidos. a alguns dos inúmeros dados que podem ser considerados históricos e que subsidiaram o desenvolvimento da área farmacêutica no Brasil.

contemplando as terapias alternativas e práticas populares” .. Relatório da 10ª Conferência Nacional de Saúde. as práticas de saúde como a fitoterapia. DROGAS VEGETAIS E FITOTERÁPICOS NO BRASIL O Brasil vem acompanhando a evolução mundial na área. enfatizando a certificação de suas propriedades medicamentosas.916. ocorrida entre 2 e 6 de setembro de 1996: “Incorporar ao SUS. em todo o país. “O Ministério da Saúde deve incentivar a fitoterapia na assistência farmacêutica pública e elaborar normas para sua utilização. Principais ações para a regulamentação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC) Declaração de Alma-Data (1978): Desde então. conforme demonstra a relação de publicações abaixo. 30 de outubro de 1998: Aprova a Política Nacional de Medicamentos. as quais norteiam o desenvolvimento do segmento de produtos que contenham insumos de origem vegetal. 8 de março de 1988: Regulamenta a implantação da fitoterapia nos serviços de saúde e cria procedimentos e rotinas relativos a sua prática nas unidades assistenciais médicas.” 13 ..Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE 2 | A REGULAMENTAÇÃO DE PLANTAS. a OMS tem expressado sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário. A partir da década de 80 Resolução Ciplan nº 8/88. “Deverá ser continuado e expandido o apoio às pesquisas que visem ao aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais.” Portaria nº 3. a acupuntura e a homeopatia.

” Resolução RDC nº 296. O regimento e a portaria que nomearam os membros participantes foram republicados em 2007 através das Portarias 453/07. “[. favorecendo a produção nacional e a implantação de programas para uso de medicamentos fitoterápicos nos serviços de saúde. Estabelece os critérios mínimos aceitáveis para o estudo toxicológico agudo. de natureza consultiva.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Relatório do Seminário Nacional de Plantas Medicinais. de acordo com as recomendações da 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica” Resolução nº 338. Dinamizados e Notificados (Cofid). Cabe à Catef manifestar-se quanto à definição de métodos. de 16 de março de 2004: Guia para a realização de estudos de toxicidade pré-clínica de fitoterápicos. da eficácia e da segurança desses medicamentos. subcrônico e crônico. Para os estudos clínicos. A Catef tem por finalidade assessorar a Cofid nos procedimentos relativos a medicamentos fitoterápicos. Resolução RE nº 90. de procedimentos científicos e tecnológicos relativos à análise da qualidade. dois desses membros também fazem parte dos Comitês da Farmacopeia Brasileira relacionados a Plantas Medicinais e Fitoterápicos.. devem ser seguidas as 14 . ocorrido entre 28 e 30 de agosto de 2003: Recomenda “integrar no Sistema Único de Saúde o uso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos”. Relatório da 12ª Conferência Nacional de Saúde. de 6 de maio de 2004: Conselho Nacional de Saúde aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica.. e 454/07 respectivamente.]. uma instância colegiada. vinculada tecnicamente à Coordenação de Fitoterápicos. inclusive emitindo recomendações. Representantes da Cofid participam regularmente da Catef..] definição e pactuação de ações intersetoriais que visem à utilização das plantas medicinais e de medicamentos fitoterápicos no processo de atenção à saúde [. ocorrida entre 7 a 11 de dezembro de 2003: Aponta a “necessidade de se investir na pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para produção de medicamentos homeopáticos e da flora brasileira. de 29 de novembro de 2004: Institui a Câmara Técnica de Medicamentos Fitoterápicos (Catef). Fitoterápicos e Assistência Farmacêutica.. Além disso. os testes para medicamentos de uso tópico e o estudo especial de genotoxicidade.

dose diária e restrições de uso. a partir dos modelos e das experiências existentes no Brasil e em outros países. Instrução Normativa nº 05. de 11 de dezembro de 2008: Determina a publicação da Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado. via de administração. de 3 de maio de 2006: Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. de 16 de março de 2004: Guia para a realização de alterações. que são: parte da planta. fica dispensada a apresentação de comprovação de eficácia e segurança no processo de registro. Portaria Ministerial MS/GM nº 971.960. forma de uso. 15 . O primeiro objetivo do programa foi construir e aperfeiçoar o marco regulatório em todas as etapas da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos. inclusões. notificações e cancelamentos pós-registro de fitoterápicos. de 22 de junho de 2006: Aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências. de 17 de fevereiro de 2005: Cria o Grupo de Trabalho para a elaboração da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. de 9 de dezembro de 2008: Aprova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e Cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. quantidade de marcador.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas determinações do Conselho Nacional de Saúde (CNS). considerando a quantidade de estudos que já foram publicados sobre cada uma dessas espécies. indicações.813. além da RDC no 39/2008. Decreto Presidencial. Decreto Presidencial nº 5. Portaria Interministerial nº 2. que contempla 36 espécies vegetais para as quais é dispensada a comprovação de eficácia e segurança. por meio das Resoluções nº 196/96 e nº 251/97. Resolução RE nº 91. Se o solicitante do registro seguir todos os parâmetros especificados na lista citada.

são destinadas ao uso episódico. comprimido.gov. Também foi determinado o limite máximo de carga bacteriana. selecionadas entre as mais registradas e constantes do registro simplificado. 2) quando forem apresentados estudos clínicos específicos para o produto conforme disposto na RDC nº 47/2009.pdf e são disponibilizados pelo Bulário eletrônico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). extrato. conforme determina a Organização Mundial da Saúde (OMS). Resolução RDC nº 10. não se enquadram nessa categoria. em 2009: Estabelece Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus). Os outros medicamentos fitoterápicos que ainda não tiveram suas bulas padronizadas seguem a RDC nº 47/2009 em forma e conteúdo. inteira ou rasurada (partida em pedaços menores). xarope. Os textos de bulas foram elaborados pelo corpo técnico da Cofid e revisados pela Catef. que pode estar presente nesses produtos.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos – Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Eles só podem ser modificados em dois casos: 1) quando da republicação da norma. fúngica e de aflatoxinas. de 8 de setembro 2009: Dispõe sobre a padronização de informações fornecidas sobre medicamentos fitoterápicos à população e aos prescritores por meio da publicação da RDC nº 95/2008. outras plantas medicinais etc. Vale ressaltar que cápsula.br/medicamentos/fitoterapicos/bula_padronizadas_fitoter apico. porém elaborados de forma diferenciada: enquanto as drogas vegetais são constituídas da planta seca. seguindo os requisitos de qualidades citados naquela legislação. conforme essa norma. Outros controles preconizados são da quantidade de outros contaminantes. Os textos de bulas hoje padronizados estão disponíveis no link: http://www. drogas vegetais não podem ser confundidas com medicamentos fitoterápicos. tintura. decocções e macerações. que padroniza as informações disponíveis nas bulas de medicamentos fitoterápicos obtidos de 13 espécies vegetais. como metais pesados. Foi elaborada com base em normativas alemãs para os “Chás Medicinais”.anvisa. ou seja. partes não permitidas da própria planta. devendo ser disponibilizadas exclusivamente na forma de droga vegetal para o preparo de infusões. Ambos são obtidos de plantas medicinais. entre outras formas farmacêuticas. e utilizadas na 16 . oral ou tópico. para o alívio sintomático das doenças. Resolução RDC nº 47. As drogas vegetais industrializadas e notificadas na Anvisa. de 9 de março de 2010: Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais na Anvisa e dá outras providências. que pode ocorrer por iniciativa da Anvisa ou por solicitação de qualquer interessado. atualizada pela RDC 47/2009.

cápsulas e xaropes). Para o registro desses medicamentos. a RDC nº 17. publicada em 2000. publicada em 1995. A publicação disponibiliza. publicada em 5 de abril de 2010. A forma de uso. No mínimo. foram determinados nessa resolução. de 31 de março de 2010: Lista de referências bibliográficas para a avaliação de segurança e de eficácia de fitoterápicos. decocção ou maceração. várias outras formulações em diferentes formas farmacêuticas que as contêm. então. Essa norma disciplina a utilização de artigos científicos e de monografias publicados sobre a espécie que se pretende registrar para comprovar a segurança e a eficácia. publicada em 16 de março de 2004. Os medicamentos fitoterápicos são produtos tecnicamente mais elaborados.anvisa. é. que foi seguida pela Portaria nº 06.pdf).Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas preparação dos chás.gov. se infusão. que contém formulações embasadas em vasta literatura científica disponibilizada internacionalmente e que tratam de dados como eficácia e segurança das plantas utilizadas nas preparações levando à população maiores conhecimentos sobre a biodiversidade brasileira. existe regulamentação específica desde 1967. Resolução RDC nº 14. e a norma vigente RDC nº 14. além das inúmeras soluções extrativas. a Portaria nº 22. de 31 de março de 2010: Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos. a RDC nº 48. Os estudos citados têm de se referir ao derivado específico que se pretende registrar e apresentar as mesmas indicações solicitadas para o produto em dosagens semelhantes às testadas no estudo. apresentados na forma final de uso (comprimidos. publicado o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira (disponível em: http://www. Em 2011. Instrução Normativa nº 05.br/farmacopeiabrasileira/ conteudo/Formulario_de_Fitoterapicos_da_Farmacopeia_Brasileira. metade dos artigos apresentados deve ser sobre ensaios clínicos. como também o tempo de uso das drogas vegetais. 17 . Apenas os medicamentos fitoterápicos industrializados para uso humano são registrados na Anvisa.

dispensação. estabilização. cera. monitoramento e utilização”. com os procedimentos ou com os sistemas. de enzimas presentes no nosso organismo (intestino e fígado). comunicação. tintura. óleo fixo e/ou volátil. ou classes de substâncias. que é relacionada com as propriedades farmacológicas do medicamento. se aplicável. 2005): “Qualquer evento evitável que pode conduzir ao uso inadequado de um medicamento ou causar dano ao paciente enquanto o medicamento está no controle do profissional de saúde. que contém as substâncias. preparação.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE 3 | CONCEITOS EMPREGADOS Citocromo P450 (pode ser abreviado para CYP450 ou CYP): Superfamília. Protagonizam grande parte das reações de biotransformação de fase I. necessariamente. paciente ou consumidor. extensa e diversificada. rasurada. Droga vegetal: Planta medicinal. Evento adverso/experiência adversa: é qualquer ocorrência médica desagradável que pode aparecer durante um tratamento medicamentoso. Efeito colateral: É qualquer efeito não intencional de um medicamento que ocorra em determinada dose normalmente utilizada nos seres humanos. triturada ou pulverizada. alcoolatura. etiquetação. distribuição. denominação. e secagem. O evento adverso é definido pela OMS como um dano relacionado à intervenção médica desfavorável. incluindo falhas na prescrição. Tais eventos podem estar relacionados com a prática profissional. podendo estar na forma íntegra. responsáveis pela ação terapêutica. uma relação causal com o tratamento. 18 . após processos de coleta. Erro de medicamento: definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS. Derivado vegetal: Produtos de extração da planta medicinal in natura ou da droga vegetal: extrato. ou suas partes. mas que não possui. rotulagem. exsudato e outros. em contraste com complicações de doenças. educação.

com finalidade profilática. Idiossincrático: relativo à suscetibilidade particular de um indivíduo. droga vegetal ou derivado vegetal. Problema Relacionado a Medicamentos (PRM): O Terceiro Consenso de Granada (Comitê de Consenso. Planta medicinal: espécie vegetal. Medicamento fitoterápico tradicional: elaborado a partir de planta medicinal de uso alicerçado na tradição popular. cultivada ou não. Os PRMs podem ser decorrentes de vários fatores desencadeantes. documentações tecnocientíficas ou publicações indexadas. cuja eficácia é validada por meio de levantamentos etnofarmacológicos e de utilização. Matéria-prima vegetal: planta medicinal. curativa ou paliativa. conhecidas ou informadas. exceto substâncias isoladas.: dose errada do medicamento). administração errônea do medicamento. sem evidências. por exemplo.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Inclui todos os aspectos do cuidado. Esse consenso propõe a classificação dos PRMs em função dos requisitos que todo medicamento deve ter para ser utilizado: ser necessário. ou de seus derivados. de risco à saúde do usuário. em geral inata. Eventos Adversos Relacionados a Medicamentos (EAMs): são caracterizados por qualquer dano causado aos pacientes durante a terapia medicamentosa e se dividem em: evento adverso medicamentoso evitável – produzido por erro na medicação (ex. e que se manifesta por uma reação que lembra alergia ou anafilaxia. utilizada com propósitos terapêuticos. Fitoterápico: é o produto obtido de planta medicinal. falhas nos diagnósticos e tratamento e nos sistemas e equipamentos utilizados no desenvolvimento do cuidado (OMS. efetivo e seguro. para reagir a determinados fatores físicos ou químicos. e evento adverso medicamentoso inevitável. 19 . 2007) define PRM como as situações em que o medicamento provoca um resultado negativo associado a seu uso. 2005). conservação inadequada.

não adesão ao tratamento. interações decorrentes. deve prover-se de forma continuada. inefetividade não quantitativa. 2007). diagnóstico e tratamento de doenças ou para a modificação de uma função fisiológica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas contraindicações. inefetividade quantitativa. 20 . Resultados Negativos associados aos Medicamentos (RNMs): são resultados na saúde dos pacientes não adequados ao objetivo da farmacoterapia e associados ao uso ou à falha no uso de medicamentos. De acordo com o 3º Consenso de Granada (2007). ameaça à vida. insegurança não quantitativa e insegurança quantitativa. Segmento farmacoterapêutico: esse serviço implica um compromisso. não intencional. anomalia congênita/defeito no nascimento ou efeito clinicamente importante. e que ocorra nas doses normalmente utilizadas em seres humanos para a profilaxia. efeito de medicamento desnecessário. sistematizada e documentada. incluindo os efeitos por uso não preconizado na bula ou por abuso. Reação adversa a medicamentos: é qualquer resposta a um fármaco que seja prejudicial. erros na prescrição/dispensação. são estabelecidas seis categorias de RNM: problema de saúde não tratado. e inúmeros outros. com o objetivo de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida do paciente (Terceiro Consenso de Granada. hospitalização ou prolongamento de hospitalização. dose/posologia/duração do tratamento inadequadas. deficiência/incapacidade persistente ou significante. efeitos adversos. Reação adversa grave: quando resulta em morte. problemas de saúdes existentes. em colaboração com o próprio paciente e com os demais profissionais do sistema de saúde.

O usuário de medicamento (paciente/indivíduo) tem responsabilidade no processo da recuperação da saúde. Dessa forma. da respectiva dose e de fatores inerentes a cada indivíduo). um produto estranho ao organismo humano e que é nele introduzido com finalidades terapêuticas (podendo ou não ser tóxica. o farmacêutico passa a apoiar o indivíduo na construção do seu próprio conhecimento e de atitudes objetivando o uso 21 . ele precisa do conhecimento sobre o que está ocorrendo para que possa fazer essa assunção consciente de seu papel no processo como um todo. Um dos aspectos importantes está no conhecimento das interações que poderão ocorrer entre inúmeros outros fatores envolvidos. bem como gera expectativas e preocupações ante uma série de aspectos. A expressão “Educação Terapêutica” está sendo difundida e circunstanciada no entendimento de que o paciente tem experiências acumuladas durante sua vida. o farmacêutico e o indivíduo interagem em igualdade de condições. Isso exige um entendimento do paciente em relação à farmacoterapia proposta para que tenha um comportamento de adesão ao tratamento e se sinta estimulado a alterar hábitos que foram adquiridos durante sua vida e que não contribuam com o estado de saúde. visando não só melhorar a qualidade de vida do usuário. dependendo da natureza do xenobiótico. Atualmente. As recomendações internacionais e nacionais sugerem que o farmacêutico seja formado para atuar no sistema de saúde como membro de uma equipe multiprofissional. pautado pela atenção farmacêutica. ou seja. permitindo assim a formação de uma aliança terapêutica entre eles. Portanto. justamente pelo entendimento de que a postura de simples “paciente” não colabora no processo de cura. O profissional farmacêutico é um elemento fundamental nesse contexto. mas também a realização dos objetivos de saúde do sistema como um todo. O modelo mais recente é o de “concordância”. considerando a identificação dos PRMs para evitar o aparecimento dos RNMs. além de apresentar um comportamento individualizado em relação a seus problemas vivenciados. Os modelos de atendimento aos usuários de medicamentos estão sendo cada vez mais aprimorados. entretanto. muitas propostas têm sido discutidas para melhorar a qualidade do entendimento do indivíduo em relação ao uso racional de medicamentos. isto é. é necessário seu conhecimento para poder utilizá-la com segurança.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE 4 | CONTEXTUALIZAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS A planta medicinal utilizada em medicamentos é um xenobiótico.

foi evidenciado que 31. Considerando a necessidade de uma orientação geral no atendimento ao usuário de medicamento.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas racional de medicamentos. provavelmente. 22 . considerando as principais interações descritas na literatura daqueles constantes na Instrução Normativa nº 05. para o desenvolvimento de outro esquema alternativo. Esse quadro leva à necessidade de reflexão por parte dos profissionais da saúde sobre as necessidades dos indivíduos em relação ao esquema farmacoterapêutico estabelecido e de que a possibilidade do surgimento de interações é um fato real. Segundo levantamento estatístico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). além de ser considerado um conhecedor de sua própria doença e dos medicamentos utilizados. foram elaborados guias orientativos dos principiais fitoterápicos. o número de usuários crônicos de medicamentos também aumentará.5 milhões de pessoas) afirmaram ter pelo menos uma doença crônica e 5. que deve ser preditivo quando possível.3% (59. Deve ser considerado também que a população brasileira está envelhecendo e com isso. de 11 de dezembro de 2008.9% declararam ter três ou mais.

adsorção. mas atuam por mecanismos diferentes. seus efeitos terapêuticos. Somação: dois fármacos produzem efeitos semelhantes. 23 . os efeitos resultantes podem ser benéficos quando melhoram a eficácia terapêutica ou reduzem seus efeitos adversos. É a potencialização por sinergismo. Potencialização: o efeito resultante da associação de dois fármacos é maior que a soma dos efeitos de cada um. na inibição dos efeitos de uma droga pela outra. entre outras. neutralização. Tipos: Adição: dois fármacos que possuem mecanismos de ação semelhantes apresentam efeitos aditivos. É considerada prejudicial quando aumenta exageradamente os efeitos farmacológicos dos princípios ativos ou estes se antagonizam a ponto de anular. diferentes dos observados com quaisquer das drogas usadas isoladamente.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE 5 | INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA Segundo Fonseca. no aparecimento de efeitos totalmente novos. quando tomados individualmente. Ou seja. no aumento dos efeitos de uma ou outra droga. Classificação das interações medicamentosas Físico-químicas (interessante sob o ponto de vista de antagonizar os efeitos exacerbados de fármacos): Mecanismos frequentemente observados: reações de óxido-redução. apesar de a cinética e de o metabolismo de uma ou de ambas as drogas terem sido substancialmente alterados. a resposta farmacológica final pode resultar. Interação pode ser definida como uma resposta farmacológica ou clínica à administração de dois ou mais fármacos que seja diferente da resposta desencadeada por esses fármacos. reação de precipitação. ou pode não ocorrer nenhuma modificação no efeito final. quando duas drogas interagem. mesmo que parcialmente.

somação ou potencialização são semelhantes e quando os efeitos são opostos: antagonismo. biotransformação e excreção de um outro fármaco.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Farmacocinéticas: São decorrentes das modificações produzidas por um fármaco desencadeante sobre os processos de absorção. distribuição. cujo efeito é modificado. antagonismo ou potenciação. Constituem as interações nas quais os efeitos finais são resultantes das ações farmacodinâmicas próprias dos agentes concorrentes. dando origem a fenômenos de sinergia. Farmacodinâmicas: Resultam das modificações na resposta do órgão efetor. Físico: antagonismo se faz por mecanismo puramente físico. Antagonismo: Fisiológico: dois agentes com mecanismos independentes exibem efeitos opostos. Químico: quando quimicamente. antagonismo farmacológico competitivo. Um dos agentes é capaz de modificar os parâmetros farmacocinéticos de outro agente administrado concomitantemente ou os dois agentes têm sua farmacocinética alterada. tendo-se. Essas interações podem ser verificadas no nível dos receptores farmacológicos ou no nível de processos moleculares subsequentes à ativação dos receptores. Farmacológico: os agentes concorrentes atuam nos receptores comuns ou sobre as mesmas estruturas. respectivamente. Interações bioquímicas: Podem ser enquadradas no grupo das interações farmacocinéticas. Ou seja. seus mecanismos que envolvem modificações das atividades de diversos sistemas enzimáticos justificam a constituição de um grupo especial. quando os efeitos da adição. os agentes concorrentes reagem entre si 24 . contudo.

25 . além das situações que poderão influenciar a ação de determinado fármaco. e as notificações de eventos auxiliam na geração de novas informações. Não podemos deixar de mencionar as considerações sobre as vias de administração. o desvio de qualidade. Nesse sentido. já que grande parte da população. aos pacientes (talvez seja esse o de maior complexidade) e. As pesquisas realizadas na área de fitoterápicos para a avaliação do uso eficaz e seguro de fitoterápicos são ainda incipientes. o uso abusivo e a ineficácia terapêutica. temos que abordar tanto a questão farmacocinética quanto a questão farmacodinâmica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas A ocorrência de possíveis interações envolve um conhecimento amplo de vários aspectos relacionados aos medicamentos. apresentarem componentes vegetais em sua composição. os níveis séricos de proteínas (a hipoalbuminemia aumenta a gravidade de interação de drogas. etilismo etc. como uma simples alteração de pH urinário. por crendice popular. entre outros aspectos. os estados patológicos (diabetes. quando se trata de fitoterápicos. As características apresentadas pelo paciente deverão ser consideradas. poderá ocorrer uma metabolização insuficiente dos medicamentos gerando alteração dos níveis séricos e aumento da possibilidade de interação). Quando consideramos os aspectos relacionados aos medicamentos. cuja eliminação envolve a conjugação proteica). a ingestão de alimentos. o período do tratamento (algumas interações poderão ser desencadeadas após determinado tempo de utilização do medicamento).). a interação medicamentosa. tal como os aspectos mencionados anteriormente. também. a constituição genética. particularmente. colaborando para a promoção de seu uso racional. essencialmente. devemos considerar a via e o tempo de administração. Por exemplo. à via de administração. hipo ou hipertireoidismo. que. a função hepática (com diminuição. Uma das áreas que está sendo desenvolvida intensamente é a farmacovigilância. acredita que medicamentos contendo drogas de origem vegetal não apresentam problemas em sua administração por. entendemos que o aparecimento de possíveis interações medicamentosas não é um processo simples de ser verificado e. Sua importância é fundamental para os registros de reações adversas a medicamentos que ocorrem durante ou após o uso de um medicamento. são de grande importância para a orientação correta em relação ao uso de medicamentos. a idade. têm papel fundamental na predição de possíveis interações. a posologia (às vezes a interação é dosedependente) e a forma farmacêutica. Conforme exposto anteriormente.

considerando que se constitui uma ferramenta aditiva. Fonte: BALBINO E. Rev Bras Farmacogn.scielo.br/scielo. Sua finalidade é facilitar o acesso no atendimento ao usuário de medicamento. Farmacovigilância: um passo em direção ao uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos. Para destacar a importância desse assunto. porém. O quadro a seguir (parte 6) contém as principais informações descritas em literatura sobre os medicamentos fitoterápicos de uso oral constantes na Instrução Normativa nº 05.F. DIAS. efetuadas voluntariamente ao Sistema Nacional de Farmacovigilância. M.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Em publicação. não única na orientação sobre a predição de possíveis interações.php?script=sci_arttext&pid=S0102695X2010000600027&lng=en&nrm=iso&tlng=pt Essa situação poderá ser modificada com a exposição do usuário de medicamento à educação em saúde por meio das orientações recebidas por profissionais capacitados.. Balbino & Dias (2010) apresentam os resultados da avaliação das notificações de eventos adversos a plantas medicinais e seus derivados (fitoterápicos). no período de janeiro de 1999 a março de 2009.20(6). 2010. coordenado pela Anvisa. Disponível em: http://www. de 11 de dezembro de 2008. 26 . o que poderá ser intensificado através da prática da “atenção farmacêutica”. está representado parcialmente abaixo o quadro elaborado pelos citados autores que retrata a importância das notificações para a melhoria das informações relacionadas à utilização de medicamentos fitoterápicos.E.

6 | QUADROS Instrução Normativa nº 05. de 11 de dezembro de 2008. Determina a publicação da “LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE REGISTRO SIMPLIFICADO” Relação de medicamentos de uso oral e possíveis interações decorrentes: 27 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE ORIENTATIVOS DAS PRINCIPAIS INTERAÇÕES DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE USO ORAL CONSTANTES NA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 05. DE 11 DE DEZEMBRO DE 2008.

varfarina.AESCULUS HIPPOCASTANUM L. Gentamicina Intensificação da nefrotoxicidade. Comentários gerais A escina pode se ligar às proteínas plasmáticas e afetar a ligação a outras drogas. Aumento do risco de sangramentos. Sene Intensificação do efeito. 28 . heparina.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 1. (CASTANHA-DA-ÍNDIA) Uso terapêutico: fragilidade capilar. insuficiência venosa Classe Antiplaquetários e anticoagulantes Anti-inflamatórios não esteroidais Hipoglicemiantes Antiácidos e antiulcerosos Laxativos Antibióticos Exemplo Ácido acetilsalicílico. Diminuição da ação. clopidogrel Ibuprofeno e naproxeno Insulina e outros fármacos para diabetes ---- Possíveis Consequências da Interação Aumento do risco de sangramentos. (em animais) Intensificação dos efeitos hipoglicemiantes.

vindesina Cetoconazol. Redução de efetividade. Intensificação dos efeitos hipoglicemiantes. 29 . Redução de efetividade. auxilia na prevenção de aterosclerose Possíveis Consequências da Interação Aumento do risco de sangramentos. Redução da absorção. vincristina. Intensificação dos efeitos antineoplásicos. Redução de efetividade. itraconazol ---Alfentanil Cisaprida Fentanil Aumento do efeito hipotensor do fármaco. ácido acetilsalicílico e clopidogrel Ibuprofeno e naproxeno Insulina e glipizida Saquinavir e outros antirretrovirais Citarabina e fludarabina ---- Interação variável. (ALHO) Uso terapêutico: coadjuvante no tratamento de hiperlipidemia e hipertensão arterial leve. podendo ocorrer ineficácia terapêutica.ALLIUM SATIVUM L. Aumento do risco de sangramentos. Diminuição e/ou elevação da biodisponibilidade do fármaco. Redução de efetividade. vinblastina. paclitaxel. Diminuição de níveis plasmáticos. verapamil Etoposide. Alterações nos perfis farmacocinéticos do fármaco. Redução de efetividade. Elevação da biodisponibilidade do fármaco. heparina. Classe Anticoagulantes e antiplaquetários Anti-inflamatórios não esteroidais Hipoglicemiantes Antirretrovirais inibidores da protease Quimioterápicos Fármacos metabolizados pelo sistema hepático enzimático P450 Anti-hipertensivos inibidores da ECA Antidiabético Analgésico e antitérmico Tuberculostáticos Bloqueadores de canais de cálcio Quimioterápicos Antifúngicos Glicocorticoides Anestésico e analgésico opioide Tratamento do refluxo gastroesofágico Analgésico narcótico Exemplo Varfarina. Redução de efetividade. Lisinopril Clorpropamida Paracetamol Isoniazida Diltiazem.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 2 . nicardipine. Redução de efetividade.

PISCITELLI et al. 30 .. pela Anvisa. este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista”. Redução da efetividade. por aumentarem o risco de hemorragias"” (MICROMEDEX. 1998).Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Antiarrítmicos da classe I (subgrupo 1B). 2002). pode reduzir as concentrações séricas dessa classe. Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. antiagregantes plaquetários e anti-inflamatórios não esteroidais. “Quando associado a inibidores da protease. losartan Redução de efetividade. agentes trombolíticos. “Esse medicamento não pode ser utilizado em associação com anticoagulantes orais. anestésico local Antagonistas dos Receptores da Angiotensina (ARAs) e para hipertensão arterial Benzodiazepínico Contraceptivos Lidocaína Redução de efetividade. 2003. Midazolam Estrogênios Comentários gerais Redução de efetividade. 2002). aumentando o risco de resistência ao antirretroviral e falhas no tratamento” (GALLICANO et al. heparina. “De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. Não foram estabelecidas precauções para uso pediátrico e em idosos” (OMS. “Além disso.. 2007). pode diminuir a efetividade da clorzoxazona por induzir o seu metabolismo” (GURLEY et al.

Não usar em crianças com menos de 12 anos.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 3 .ARCTOSTAPHYLOS UVA-URSI SPRENG (UVA-URSI) Uso terapêutico: infecções do trato urinário Classe Exemplo Possíveis Consequências da Interação Acidificantes urinários A uva-ursi não deve ser administrada concomitantemente ---a medicamentos ou alimentos que acidificam a urina. 31 . Comentários gerais Restrição de uso: não utilizar continuamente por mais de uma semana nem por mais de cinco semanas/ano.

contribuição efetiva no processo cicatricial). 32 . Administração oral com cloreto de ---potássio resultou em terapia eficaz.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 4 .) URBAN (CENTELA) Uso terapêutico: insuficiência venosa dos membros inferiores Classe Exemplo Possíveis consequências da interação Anti-inflamatório Anti-hanseníase (em animais) Ação antagônica aos efeitos que a dexametasona exerce como agente supressor no Dexametasona processo de cicatrização (portanto. Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada.CENTELLA ASIATICA (L.

Potencialização do efeito do tamoxifeno. Intensificação do efeito hipotensor. pois produtos à base de C.CIMICIFUGA RACEMOSA (L. 33 . racemosa por uma semana. Desencadeamento de áusea e vômito. Desencadeamento de náusea e vômito.) NUTT. Intensificação do efeito hipotensor. Inibição da absorção de ferro. este medicamento deve ser administrado com cuidado a pacientes com insuficiência hepática grave. Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Pode potencializar o efeito de medicamentos anti-hipertensivos. (CIMICÍFUGA) Uso terapêutico: sintomas do climatério Classe Antiplaquetários Hormônios Hipotensores betabloqueadores Hipotensores bloqueadores do canal de cálcio Quimioterápico e infertilidade anovulatória Para alcoolismo crônico Antiprotozoário Antianêmicos (anemia ferropriva) Exemplo Ácido acetilsalicílico Estrogênios e contraceptivos orais Metoprolol e propranolol Diltiazem e verapamil Possíveis Consequências da Interação Intensificação da ação. este medicamento apresenta categoria de risco B. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. Tamoxifeno Dissulfiram Metronidazol ---- Comentários gerais Venda sob prescrição médica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 5 . Pessoas alérgicas a salicilatos devem utilizar este medicamento com cuidado. portanto. Interação negativa. Há um relato de hepatite necrosante ocorrida após a tomada de um produto à base de C. racemosa contêm pequenas quantidades de ácido salicílico. pela Anvisa.

O uso concomitante deste medicamento com diuréticos em presença de hipertensão ou cardiopatias deve ser realizado sob estrita supervisão médica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 6 . pela Anvisa. como ácido acetilsalicílico e anticoagulantes cumarínicos (por exemplo. uma potencialização de drogas cardiotônicas. se a eliminação de potássio é considerável. a varfarina). (ALCACHOFRA) Uso terapêutico: colerético (aumento da liberação de bílis a partir da vesícula biliar) e colagogo (aumento da produção de bílis pelo fígado) Classe Exemplo Furosemida (diurético de alça). Diuréticos Comentários gerais Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. dada a possibilidade de haver descompensação da pressão arterial.CYNARA SCOLYMUS L. além de aumentar a excreção de potássio causando a hipocalemia. Pode reduzir a eficácia de medicamentos que interferem na coagulação sanguínea. hidroclorotiazida. indapamida) Possíveis Consequências da Interação (em animais) Queda de pressão arterial por redução de volume sanguíneo (aumento de diurese). 34 . Não existem estudos disponíveis para recomendar o uso em menores de 12 anos ou durante a gravidez. ou. tiazídicos (clortalidona.

purpurea com outros medicamentos. não devendo ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Hepatotoxicidade aumentada. Não existem recomendações específicas para o uso de E. Comentários gerais Venda sob prescrição médica. “Não há estudos disponíveis sobre o uso deste medicamento em mulheres e lactantes ” (OMS. Intensificação do efeito e das reações adversas. ciclosporina e prednisona Clozapina. síndrome da imunodeficiência adquirida e doenças autoimunes.ECHINACEA PURPUREA MOENCH. pela Anvisa. esclerose múltipla. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. Não poderá ser administrada em pacientes com tuberculose. este medicamento apresenta categoria de risco C. Hepatotoxicidade aumentada. Restrito para no máximo oito semanas de uso contínuo. haloperidol. 1998). Não são conhecidas interações medicamentosas de extratos de E. purpurea em pacientes idosos e outros grupos de risco. Hepatotoxicidade aumentada. propranolol e outros. Possíveis Consequências da Interação Não poderá ser administrada. 35 . Aumento das reações adversas da cafeína. Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. pois poderá causar danos hepáticos. teofilina. (EQUINÁCEA) Uso terapêutico: preventivo e coadjuvante na terapia de resfriados e infecções do trato respiratório e urinário Classe Fármacos imunossupressores Esteroides anabolizantes Quimioterápico Antifúngico Antiarrítmico Analgésico Estimulante Imunossupressores Fármacos que são submetidos ao metabolismo hepático Exemplo ------Metrotexato Cetoconazol Amiodarona Acetominofeno Cafeína Azatioprina. Possível interferência. imipramina. Hepatotoxicidade aumentada. Hepatotoxicidade aumentada.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 7 .

Aumento da absorção. barbitúricos (fenobarbital). alguns antidepressivos e álcool) ---5-Fluoruracila Possíveis Consequências da Interação Medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central (SNC) Hipoglicemiantes Quimioterápico Fármacos metabolizados pelo sistema enzimático citocromo P450 Intensificação na dificuldade de raciocínio. Diminuição dos níveis sanguíneos do fármaco com redução de ação farmacológica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 8. ---- Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada.EUCALYPTUS GLOBULUS LABILL. Intensifica a diminuição dos níveis de açúcar no sangue. 36 . narcóticos (codeína). (EUCALIPTO) Uso terapêutico: antisséptico/antibacteriano de vias aéreas superiores e expectorante Classe Exemplo Benzodiazepínicos (lorazepam ou diazepam).

(GINKGO) Uso terapêutico: vertigens e zumbidos (tinidos) resultantes de distúrbios circulatórios.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 9 . Intensificação dos efeitos colaterais. Elevação da pressão arterial. distúrbios circulatórios periféricos (claudicação intermitente).GINKGO BILOBA L. 37 . Risco de sangramento. Risco de sangramento. hipertermia. Aumento de batimentos cardíacos. Poderá afetar os níveis de insulina e do açúcar no sangue. Risco de sangramento. Intensificação do efeito. e insuficiência vascular cerebral Classe Antiplaquetários clopidogrel Varfarina Anticoagulantes Heparina Anti-inflamatórios não esteroidais Alho Vitamina Anticonvulsivantes Antidepressivos (inibidores da Monoaminoxidase) Antidepressivo Hipoglicemiantes Disfunção erétil Quimioterápico Imunossupressor Alimentos que contenham tiramina Inibidor reversível da acetilcolinesterase (Alzheimer) Ibuprofeno naproxeno ---Vitamina E Fenitoína ---Risco de sangramento. Diminuição do efeito. Possíveis Consequências da Interação Sertralina ---Sildenafil 5-Fluoruracila Ciclosporinas ---- Donepezil e tacrine Intensificação de urina e salivação. tremores e surtos maníacodepressivos). Intensificação da toxicidade renal. sudorese. Exemplo Ácido acetilsalicílico Risco de sangramento. rigidez muscular e agitação. Intensificação do efeito e também dos efeitos colaterais (cefaleia.

Série ANFARMAG

FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas

Comentários gerais Venda sob prescrição médica. Alertar pessoas que utilizam antiplaquetários, anticoagulantes, alho, vitamina E sobre o risco das interações.

Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde, pela Anvisa.
De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas, este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Este medicamento não deve ser utilizado em crianças menores de 12 anos e não existem contraindicações ou precauções específicas para os pacientes idosos. A associação deste medicamento com anticoagulantes, antiplaquetários, anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) e/ou agentes trombolíticos pode aumentar o risco de hemorragias. Este medicamento pode diminuir a efetividade dos anticonvulsivantes e alterar os efeitos da insulina, aumentando a sua depuração. Pode provocar mudanças no estado mental quando associado à buspirona ou Hypericum perforatum. Potencializa o efeito dos inibidores da monoaminaoxidase e aumenta o risco dos efeitos colaterais da nifedipina. “Pode aumentar o risco de aparecimento da síndrome serotoninérgica quando associado aos inibidores da recaptação de serotonina e pode causar hipertensão em uso concomitante com os diuréticos tiazídicos. A associação deste medicamento com omeprazol acarreta diminuição de nível sérico do omeprazol” (YIN et al, 2004). “A associação com trazodona pode trazer risco de sedação excessiva” (GALLUZZI et al, 2000a). “Quando associado com risperidona e/ou fluoxetina há diminuição da disfunção sexual” (LIN et al,2007). “A associação com papaverina pode acarretar potencialização de efeitos terapêuticos e adversos” (SIKORA et al, 1989).

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Série ANFARMAG

FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas

10 - GLYCYRRHIZA GLABRA L. (ALCAÇUZ)
Uso terapêutico: expectorante, coadjuvante no tratamento de úlceras gástricas e duodenais

Classe Anti-hipertensivos Diuréticos Glicosídeo cardíaco Antialérgico Contraceptivos orais Anti-inflamatório

Exemplo ------Digoxina Loratadina ---Hidrocortisona

Possíveis Consequências da Interação Intensificação do efeito hipopotassêmico. Intensificação do efeito hipopotassêmico. Aumenta o risco de intoxicação por digoxina por induzir a hipopotassemia. Efeito aditivo. Risco de hipertensão, edema e hipocalemia. Potencialização da vascularização cutânea.

Comentários gerais Não deverá ser utilizado continuamente por mais de seis semanas sem acompanhamento médico.

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Série ANFARMAG

FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas

11 - HAMAMELIS VIRGINIANA L. (HAMAMÉLIS)
Uso terapêutico: hemorroidas

Classe

Exemplo

Possíveis Consequências da Interação Por apresentar taninos em sua composição o uso desta planta poderá ocasionar a redução na absorção de alguns medicamentos.

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Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada.

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Diminuição nos níveis sanguíneos desses fármacos com comprometimento da ação farmacológica. Aumento da pressão sanguínea. Inibidores da bomba de prótons Anti-inflamatório Bacteriostático Inibidores da monoaminoxidase Imunossupressor Lansoprazol. Diminuição nos níveis sanguíneos desses fármacos com comprometimento da ação farmacológica. Diminuição nos níveis sanguíneos destes fármacos com comprometimento da ação farmacológica. (HIPÉRICO) Uso terapêutico: estados depressivos leves a moderados Classe Exemplo Possíveis Consequências da Interação Redução da efetividade do medicamento. cafeína. . carbamazepina. Diminuição nos níveis sanguíneos desses fármacos com comprometimento da ação farmacológica. talbutamida. Os níveis sanguíneos dos fármacos poderão ser aumentados em curto espaço de 41 Ciclosporina Antirretrovirais Indinavir Glicosídio cardiotônico Digoxina Antiasmático Teofilina Anticoagulante Fármacos que são submetidos às enzimas hepáticas Varfarina Omeprazol. Contraceptivos orais ---Sangramentos ou gravidez indesejada. Aumento da fotossensibilidade. Aumento da fotossensibilidade.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 12 . omeprazol Piroxicam Sulfonamida ---- Aumento da fotossensibilidade. Diminuição nos níveis sanguíneos desses fármacos com comprometimento da ação farmacológica.HYPERICUM PERFORATUM L.

levofloxacina. Elevação intensa da pressão arterial. Uso concomitante com o hipérico poderá causar síndrome seratoninérgica. sinvastatina. lomefloxacina. Uso concomitante com o hipérico poderá causar síndrome seratoninérgica. teofilina. 42 . causando aumento dos efeitos ou potencialização das reações adversas sérias e/ou serem diminuídas em maior espaço de tempo. sparfloxacina. Uso concomitante com o hipérico poderá causar síndrome seratoninérgica. amitriptilina.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas citocromo P450 ciclosporina. nifedipina. Uso concomitante com o hipérico poderá causar síndrome seratoninérgica. ofloxacina. Uso concomitante com o hipérico poderá causar síndrome seratoninérgica. trimetoprima/sulfameto xazol. Uso concomitante com o hipérico poderá causar síndrome serotoninérgica. ---- ---Alprazolam Ácido aminolevulínico. moxifloxacina. gatifloxacina. midazolam. norfloxacina. tetraciclina. metoxsalen e trioxsalen Fotossensibilizantes Aumento de fotossensibilidade. varfarina. inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos ou inibidores da protease tempo. Antidepressivos tricíclicos Inibidores da recaptação da serotonina Inibidores da monoaminoxidase Amitriptilina ---- ---- Inibidores de apetite Antiexaquequosos (agonistas serotoninérgicos e alcaloides do ergot) Broncodilatadores Ansiolítico ---- Redução da eficácia da amitriptilina. antidepressivos tricíclicos. Redução da eficácia do alprazolam. ciprofloxacina.

oxicodona e outros Meperidina. barbitúricos. interferindo na eficácia de inúmeros fármacos. particularmente. nelfinavir. fencroupomom. CYP3A4 e P-glicoproteína. prejudicando os efeitos destes. A utilização de H. 43 . morfina. Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. fenobarbital. indinavir e possivelmente outros inibidores da protease e transcriptase reversa. paroxetina. Cuidados: alimentos e plantas que contenham tiramina. fenitoína. Intensificação da ação dos fármacos e também dos efeitos colaterais. anticoncepcionais orais. pentazocina. perforatum concomitante a antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina e inibidores da monoaminoxidase poderá causar síndrome serotoninérgica. este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. teofilina. reserpina. digoxina. Isto ocorre devido à indução pelo H. perforatum com ciclosporina. Redução na eficácia dos fármacos. tracolimus Redução da eficácia. perforatum não demonstrou interação com o álcool em estudos farmacológicos. perforatum com drogas fotossensibilizantes como clorpromazina ou tetraciclina. ritonavir e saquinavir Hidrocodona. O extrato de H. Não é recomendado utilizar H. perforatum da via metabólica envolvendo o citocromo P450. ----- ----- Redução na eficácia dos fármacos. sertralina. anticoagulantes cumarínicos. nortriptilina. O hipérico utiliza o sistema enzimático P450. pela Anvisa. porém sabe-se que o álcool pode piorar o quadro depressivo. Existe interação de H. nefazodona. Intensificação da ação dos fármacos e também dos efeitos colaterais.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Quimioterápicos Inibidores da protease Analgésicos narcóticos Imatinibe. irinotecan Amprenavir. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. Comentários gerais Venda sob prescrição médica. tramadol Mefenitoína. Deve ser reiterado o cuidado na administração desse fitoterápico considerando todas as interações descritas e outras de menor gravidade.

clopidogrel Fenobarbital ---Ibuprofeno. Interage com moduladores seletivos dos receptores de estrogênio. (CAMOMILA) Uso terapêutico: antiespasmódico intestinal. dispepsias funcionais Classe Anticoagulantes e antiplaquetários Barbitúricos e outros depressores do SNC Alimentos ou medicamentos Anti-inflamatórios não esteroidais Quimioterápico Inibidores da reabsorção óssea (anti-hipercalcêmico) Exemplo Varfarina. Dados sugerem que a camomila interfere no sistema enzimático citocromo P450. heparina. Redução da absorção de ferro.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 13 . 44 . Interage com moduladores seletivos dos receptores de estrogênio. Intensificação ou prolongamento da ação depressora do SNC.MATRICARIA RECUTITA L. e os fármacos que utilizam essa via poderão estar em concentração aumentada na corrente sanguínea e intensificar as reações adversas. Tamoxifeno Raloxifeno Comentários gerais Tintura deverá ser administrada somente em uso tópico. naproxeno Possíveis Consequências da Interação Aumento do risco de sangramento. Aumento do risco de sangramento.

De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. ilicifolia em pacientes idosos e outros grupos de risco. este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. pela Anvisa. pois não existem estudos disponíveis sobre as interações medicamentosas deste fitoterápico. coadjuvante no tratamento de gastrite e de úlcera gastroduodenal Classe Exemplo Possíveis Consequências da Interação Não existem informações disponíveis na literatura consultada sobre possíveis interações e. ilicifolia com bebidas alcoólicas e outros medicamentos não é recomendada. EX REISS. Não existem recomendações específicas para o uso de M.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 14 . (ESPINHEIRA-SANTA) Uso terapêutico: dispepsias. ---- Etanol e outros medicamentos Comentários gerais Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. A administração concomitante de M. 45 . portanto.MAYTENUS ILICIFOLIA MART. a administração concomitante não é recomendada.

(MELISSA. Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada. 46 . antiespasmódico e ansiolítico leve Classe Depressores do SNC Exemplo ---- Possíveis Consequências da Interação Intensificação da ação depressora.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 15 . ERVA-CIDREIRA) Uso terapêutico: carminativo.MELISSA OFFICINALIS L.

MENTHA PIPERITA L.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 16 . Elevação da concentração dos fármacos no sangue. Elevação da concentração dos fármacos no sangue. (animais) Intensificação da absorção do fármaco. podendo provocar a intensificação dos efeitos ou potencializar reações adversas. 47 . antiespasmódico intestinal. ---Felodipino e sinvastatina Ciclosporina ---- Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada. expectorante Classe Antianêmicos (anemia ferropriva) Drogas cardivasculares Imunossupressor Fármacos que utilizam o sistema enzimático hepático citocromo P450 Exemplo Possíveis Consequências da Interação Inibição da absorção de ferro. (HORTELÃPIMENTA) Uso terapêutico: carminativo.

cloranfenicol.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 17. Antibióticos Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada. (GUACO) Uso terapêutico: expectorante e broncodilatador Classe Exemplo Tetraciclinas. vancomicina e penicilina Possíveis Consequências da Interação (estudo in vitro) Ação sinérgica contra Staphylococcus aureus. 48 .MIKANIA GLOMERATA SPRENGL. gentamicina.

Elevação dos fármacos no sangue podendo ocorrer aumento do efeito ou intensificação dos efeitos colaterais. Aumento dos efeitos colaterais da nifedipina. tremor. intensificação da depressão. Aumento do efeito estimulante. chás. aumento da libido. dificuldade na manutenção da ereção. chocolates etc. Diminuição da efetividade do medicamento.PANAX GINSENG C. agitação e cefaleia. heparina. Efeito aditivo na ação dos estrogênios.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 18 . Aumento do risco de hipoglicemia. O ginseng poderá aumentar ou diminuir a pressão sanguínea. Redução nos efeitos anticoagulantes do fármaco. clopidogrel ---------------Café. A. Aumento do risco de sangramento. Diminuição da efetividade do medicamento. Aumento da função cognitiva. sangramentos pósmenopausa. ---Ginkgo biloba 49 . Promoção de insônia. aumento de mama em homens. MEY (GINSENG) Uso terapêutico: estado de fadiga física e mental. falha nos períodos menstruais. adaptógeno Classe Quimioterápico Fármaco para insuficiência coronária aguda e crônica Exemplo Imatinibe Nifedipina Possíveis Consequências da Interação Aumento de hepatotoxicidade. Hormônios Estrogênios Anticoagulantes Antiplaquetários Bloqueadores do canal de cálcio Inibidores da monoaminoxidase Hipoglicemiantes Analgésicos opioides Medicamentos para controle de pressão arterial Alimentos Fármacos que utilizam o sistema enzimático P450 Fitoterápico Varfarina Ácido acetilsalicílico.

Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Comentários gerais Usar por no máximo três meses. 50 . Não deverá ser administrado a mulheres grávidas ou em fase de amamentação. Há relato de morte neonatal e o desenvolvimento de características masculinas em bebê do sexo feminino após utilização de ginseng na gravidez.

Intensificação da ação depressora do SNC. heparina Vários Vários Isocarboxazida. Estudos pré-clínicos relatam a atividade de estimulação uterina para estes alcaloides” (VADEMECUM DE PRESCRIPCIÓN. Não existem recomendações específicas para o uso deste medicamento em pacientes idosos. 1998). não devem fazer uso deste medicamento sem orientação médica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 19 . tranilcipromina Ibuprofeno e naproxeno Cafeína e efedrina Possíveis Consequências da Interação Aumento do risco de sangramento. hipnótico e anti-histamínico” (VADEMECUM DE PRESCRIPCIÓN. (M ARACUJÁ. Aumento da pressão arterial. pela Anvisa. Intensificação da ação depressora do SNC. Efeito aditivo. este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgiãodentista. deverá ser acompanhado por orientação médica. ou em fase de amamentação. porém. na espécie vegetal. 1998). Também não deverá ser usado associado a outros medicamentos com efeito sedativo. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. harmina e seus derivados. fenelzina. Aumento do risco de sangramento. clopidogrel. “Mulheres grávidas. Crianças menores de 12 anos não devem usar este medicamento. 51 . Comentários gerais Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. “Este medicamento não deverá ser utilizado junto a bebidas alcoólicas. PASSIFLORA) Uso terapêutico: ansiolítico leve Classe Anticoagulantes e antiplaquetários Benzodiazepínicos Barbitúricos Fármacos inibidores da Monoaminoxidase Anti-inflamatórios não esteroidais Estimulantes Exemplo Varfarina.PASSIFLORA INCARNATA L. ácido acetilsalicílico. face à presença dos alcaloides indólicos como harmana.

“Há indícios de que as cumarinas presentes na espécie vegetal apresentam ação anticoagulante potencial e possivelmente interagem com varfarina. 52 . aumentando o tempo de sono de pacientes.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Crianças menores de 12 anos não devem fazer uso deste medicamento sem orientação médica. 1996). Interações medicamentosas descritas em bula: este medicamento potencializa os efeitos sedativos do pentobarbital e hexobarbital. “O uso deste medicamento junto a drogas inibidoras da monoaminoxidase (isocarboxazida. fenelzina e tranilcipromina) pode provocar efeito aditivo” (NEWALL. porém não há estudos conclusivos a respeito ” (BRINKER. 2001).

Estudos em mulheres grávidas demonstraram que a eliminação da cafeína está significativamente reduzida durante este período. deverá ser evitada a sua administração. já que pode haver aumento dos efeitos do medicamento. refrigerantes à base de extrato de cola e mate). assim. Elas atravessam a placenta e passam para o leite materno. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. aumentando em duas vezes nas mulheres durante os últimos estágios de gravidez ou com o uso em longo prazo de anticoncepcionais esteroides orais. Potencia a ação de analgésicos. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Devido seu efeito estimulante. A sensibilidade a P. este medicamento não deve ser ingerido à noite por ocasionar insônia.PAULLINIA CUPANA H. Comentários gerais Não há estudos bem controlados da utilização de cafeína em mulheres grávidas e. pela Anvisa. (GUARANÁ) Uso terapêutico: psicoestimulante/astenia Classe Anticoagulantes e antiplaquetários Analgésicos Exemplo ------- Possíveis Consequências da Interação Aumenta o risco de sangramento. Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. havendo riscos aumentados de aborto na gestação. cupana pode estar alterada com a idade. & K. recomenda-se o uso em idosos apenas sob orientação médica. B. “Os efeitos nocivos da cafeína ocorrem no uso crônico dessa substância. este medicamento apresenta categoria de risco X. o que incrementa um possível risco de toxicidade para o feto e para a mãe. 53 . A cafeína tem uma meia-vida plasmática de 3 a 7 horas. Recomenda-se não associar este medicamento a bebidas que contenham metilxantinas (café. redução do peso fetal e potencialização de agentes teratogênicos. As metilxantinas são distribuídas em todos os compartimentos corpóreos.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 20 . Não utilizar em crianças. chá. portanto.

2007). Este medicamento pode levar a hipocalcemia e. aumentar a toxicidade da digoxina. poderá inibir a agregação de plaquetas aumentando o risco de sangramento” (NICOLETTI. enquanto a cimetidina potencia seu efeito e também sua toxicidade. O etinilestradiol pode potencializar o efeito da cafeína. 54 . consequentemente.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Este medicamento potencia a ação de analgésicos e. quando administrado com anticoagulantes.

BOLDO-DO-CHILE) Uso terapêutico: colagogo. Comentários gerais Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. colerético.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 21 . este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. dispepsias funcionais. Crianças menores de seis anos não devem fazer uso deste medicamento. heparina. pela Anvisa. Segundo informação descrita em bula do medicamento: “não foram encontradas na literatura referências a interações medicamentosas com medicamentos a base de P. O uso de P. Não existem recomendações específicas para o uso deste medicamento em pacientes idosos. boldus não deve ultrapassar quatro semanas consecutivas. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. clopidogrel. 55 . Este medicamento não é indicado para mulheres grávidas ou em amamentação. Não se recomenda o uso contínuo deste medicamento.PEUMUS BOLDUS MOLINA (BOLDO. distúrbios gastrintestinais espásticos Classe Anticoagulantes e Antiplaquetários Exemplo Ácido acetilsalicílico. varfarina Possíveis Consequências da Interação Ação aditiva em função de a boldina inibir a formação do Tromboxano A2. boldus”.

Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 22 . antiespasmódico.PIMPINELLA ANISUM L. ANIS) Uso terapêutico: expectorante. (ERVADOCE. 56 . carminativo e dispepsias funcionais Classe Hipnóticos e sedativos Exemplo ---- Possíveis Consequências da Interação Prolongamento da ação.

(KAVA-KAVA) Uso terapêutico: ansiolítico/ansiedade e insônia Classe Inibidores da Monoaminoxidase Estimulante dos receptores dopaminérgicos (antiparkinsonianos) Ansiolítico Inibidores da galactogenese Antiparkinsoniano Antiparkinsoniano Agonistas dopaminérgicos Exemplo Possíveis Consequências da Interação Aumento do risco dos efeitos adversos ocasionado pela inibição excessiva da monoaminoxidase. Ocorrência de danos hepáticos. distonia e parkisonismo. Aumento da ação depressora do SNC. Ocorrência de danos hepáticos. Diminuição da efetividade do fármaco. barbitúricos.PIPER METHYSTICUM G. benzodiazepínicos e agentes psicoativos Esteroides anabolizantes Amiodarona Metotrexato Paracetamol Cetoconazol ---- 57 . Diminuição da efetividade do fármaco. Diminuição da efetividade do fármaco. Intensificação do efeito dos fármacos. Ocorrência de danos hepáticos. Ocorrência de danos hepáticos.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 23 . Diminuição da efetividade do fármaco. ---- Pergolide Alprazolam Bromocriptina Pramipexol Levodopa Ropinirol Antagonistas dopamínicos Fármacos que atuam no SNC Anabolizantes Antiarrítmico Antineoplásico Analgésico/ antitérmico Antifúngico Relaxantes musculares ---Álcool. Aumento da ação depressora do SNCl. Poderá causar bloqueio dopaminérgico e provocar discenesia. Ocorrência de danos hepáticos. Diminuição da efetividade do fármaco. FROST.

A OMS orienta que essa droga não seja administrada por mais de três meses sem orientação médica. Diminuição do efeito do fármaco. 58 . Intensificação dos efeitos colaterais dos antagonistas dopaminérgicos. Aumento de risco de ocorrência de sangramento. insuficiência hepática. Comentários gerais Venda sob prescrição médica. cirrose. Aumento da ação depressora do SNCl.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Anticoagulante Fármacos trombolíticos Antiplaquetários Antipsicóticos Antiparkinsonianos Analgésicos opioides Heparina de baixo peso molecular ------Fenotiazinas Amantadina ---- Aumento de risco de ocorrência de sangramento. Aumento de risco de ocorrência de sangramento. Relatos clínicos de toxicidade hepática: hepatite.

59 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 24 . a administração concomitante a outros medicamentos não é recomendada. faringite Classe Exemplo Possíveis Consequências da Interação Não existem informações disponíveis na literatura consultada sobre possíveis interações e. ---- ---- Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada.POLYGALA SENEGA L. (POLÍGALA) Uso terapêutico: bronquite crônica. portanto.

Ocorrência de desequilíbrio ---eletrolítico potencializando o efeito dos glicosídeos cardiotônicos. (CÁSCARA-SAGRADA) Uso terapêutico: constipação ocasional Classe Diuréticos tiazídicos Glicosídeos cardiotônicos Fármacos administrados por via oral Exemplo ---- Possíveis Consequências da Interação Ocorrência de perda excessiva de potássio resultando em hipocalemia. Comentários gerais Não usar continuamente por mais de uma semana.RHAMNUS PURSHIANA DC. 60 . Como estimula o trânsito gastrintestinal poderá afetar a ---absorção de fármacos administrados por via oral.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 25 .

anti-inflamatório. (SALGUEIROBRANCO) Uso terapêutico: antitérmico. 61 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 26 .SALIX ALBA L. analgésico Classe Analgésico/antipir ético Antianêmicos (anemia ferropriva) Exemplo Paracetamol ---- Possíveis Consequências da Interação Nefrotoxicidade Diminuição da absorção de ferro. Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada.

a administração concomitante a outros medicamentos não é recomendada. tratamento sintomático de gripe e resfriado Classe Exemplo Possíveis Consequências da Interação Não existem informações disponíveis na literatura consultada sobre possíveis interações e.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 27 . ---- ---- Comentários gerais Não utilizar folhas por conterem glicosídeos cianogênicos que podem ser tóxicos 62 . portanto. (SABUGUEIRO) Uso terapêutico: mucolítico/expectorante.SAMBUCUS NIGRA L.

poderá ocorrer intensificação de fármacos antiarrítmicos. (SENE) Uso terapêutico: laxativo Possíveis Consequências da Interação Poderá reduzir a absorção de fármacos administrados por via oral. CASSIA ANGUSTIFOLIA VAHL OU CASSIA SENNA L. Exacerba o desequilíbrio eletrolítico. 63 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 28 . Aumenta a perda de potássio e intensifica os efeitos dos glicosídeos cardiotônicos. considerando que haverá diminuição do tempo do trânsito intestinal.SENNA ALEXANDRINA MILL. adrenocorticosteroides e Glycyrrhiza uralensis Antiarrítmicos Quinidina Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada. Com o uso prolongado do fitoterápico e em presença de hipocalemia. Classe Exemplo Fármacos administrados por via oral Glicosídeos cardiotônicos Indutores de hipocalemia ---- Digitalis e estrofanto Diuréticos tiazídicos..

terapias de reposição hormonal e outros fármacos. em terapias de reposição hormonal. ---- Comentários gerais Venda sob prescrição médica. como finasterida e flutamida. pela Anvisa. A revisão da literatura não revela evidências de interações medicamentosas graves com drogas convencionais. principalmente grávidas ou em amamentação. Diminui a absorção de ferro. porém a relevância clínica deste não foi confirmada” (MCGUFFIN et al. Interage com contraceptivos orais.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 29 . este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. K. “Hormônios utilizados na Terapia de Reposição Hormonal (TRH) podem exigir reajuste de dose.. Este medicamento não é indicado para crianças ou mulheres. Não existem recomendações específicas para o uso deste medicamento em pacientes idosos. Aumenta o risco de sangramentos. Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde.SERENOA REPENS (BARTRAM) J. face os efeitos antiandrogênicos e antiestrogênicos deste fitoterápico. SAMLL L. clopidogrel Ibuprofeno e naproxeno ---- Possíveis Consequências da Interação Aumenta o risco de sangramentos. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. (SAW PALMETTO) Uso terapêutico: hiperplasia benigna da próstata e sintomas associados Classe Anticoagulantes e antiplaquetários Anti-inflamatórios não esteroidais Antianêmicos (anemia ferropriva) Hormônios Exemplo Ácido acetilsalicílico. Estudo in vitro já demonstrou a potencialização da inibição dos antagonistas do alfa-1-adrenoreceptor. Não deverá ser administrada com outros hormônios porque interage com contraceptivos orais. heparina. varfarina. 1997) 64 .

Comentários gerais Venda sob prescrição médica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 30 .TANACETUM PARTHENIUM SCH. (TANACETO) Uso terapêutico: profilaxia da enxaqueca Classe Anticoagulantes e antiplaquetários Anti-inflamatórios não esteroidais Antianêmicos (anemia ferropriva) Fármacos fotossensibilizantes Exemplo Ácido acetilsalicílico. Intensificação da fotossensibilidade. Diminui a absorção de ferro. Diminuição do efeito do fitoterápico. BIP. 65 . Não utilizar de forma contínua. varfarina. heparina e clopidogrel Ibuprofeno e naproxeno ------- Possíveis Consequências da Interação Aumento do risco de sangramento.

Estudos em animais mostraram que a V. pela Anvisa. (VALERIANA) Uso terapêutico: sedativo moderado. “Não há evidências suficientes de que medicamentos à base de V.. Informações e respectivas referências bibliográficas descritas em bula disponibilizada para profissionais da saúde. Alprazolam e midazolam Tiopental e pentobarbital Analgésicos opioides loperamida Etanol Comentários gerais Venda sob prescrição médica. agitação e desorientação. officinalis afetem a habilidade de operar máquinas ou dirigir. Delírios. ERNST et al. 66 . Aumento da depressão do SNC. officinalis possui efeito aditivo quando utilizado em combinação com barbitúricos. este medicamento apresenta categoria de risco C e não deverá ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 31 . ansiolíticos e hipnóticos Ansiolíticos barbitúricos Fármacos depressores do SNC Antidiarreicos Álcool Exemplo Possíveis Consequências da Interação Maior tempo de sedação. devem-se evitar tais atividades durante o tratamento com estes medicamentos” (BOS et al. anestésicos ou benzodiazepínicos e outros fármacos depressores do SNC” (PDR. Maior tempo de sedação. mas como esses dados são insuficientes. hipnótico e nos distúrbios do sono relacionados à ansiedade Classe Benzodiazepínico s. confusão mental. Não deve ser utilizado em crianças menores de três anos e pode ser utilizado em crianças de 4 a 12 anos sob orientação médica. “Este medicamento pode potencializar o efeito de outros depressores do SNC. 1997.VALERIANA OFFICINALIS L. Maior tempo de sedação. Não existem recomendações específicas para o uso deste medicamento em pacientes idosos e outros grupos de risco. De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas. 2001)..

Devido à afinidade do extrato de V. officinalis juntamente com a ingestão de bebidas alcoólicas pela possível exacerbação dos efeitos sedativos” (MICROMEDEX. 1998). extratos de V. 2003).Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 2000 & ALEXANDRE. enquanto o extrato aquoso seco alcalino aumentou o tempo de sono com o tiopental (via oral em camundongo) e o extrato etanólico prolongou a anestesia promovida por tiopental (IP em camundongo) devido a sua afinidade aos receptores barbitúricos. Não foram encontrados dados na literatura consultada sobre interações de preparações de V. 2004). “Recomenda-se evitar o uso de V. officinalis com exames laboratoriais e com alimentos. officinalis contendo valepotriatos podem auxiliar na síndrome de abstinência pela retirada do uso do diazepam” (BRINKER. “O ácido valerênico aumentou o tempo de sono induzido pelo pentobarbital (intraperitoneal (IP)) em camundongo). 67 . officinalis e valepotriatos com receptores de GABA e benzodiazepínicos (in vitro) e a diminuição nos efeitos causados pela retirada do diazepam por uma dose suficientemente grande de valepotriatos (IP em ratos).

(GENGIBRE) Uso terapêutico: profilaxia de náuseas causadas por movimento (cinetose) e pós-cirúrgicas Classe Anticoagulantes e antiplaquetários Anti-inflamatórios não esteroidais Hipoglicemiantes Exemplo Heparina. Comentários gerais Nenhuma informação relevante a ser comentada.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas 32 . varfarina Ibuprofeno e naproxeno Possíveis Consequências da Interação Aumento do risco de sangramento. ácido acetilsalicílico. Aumento do risco de sangramento. 68 .ZINGIBER OFFICINALE ROSC. Aumento de efeito hipotensor. clopidogrel.

55 do Regimento Interno da ANVISA. nas condições ali definidas.INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 05. de 22 de junho de 2006. de 16 de março de 2004. que impliquem em necessidade de novo desenvolvimento de produto e/ou nova metodologia analítica e/ou nova validação e/ou novo estudo de estabilidade. republicada no DOU de 21 de agosto de 2006. O Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.813. resolve: Art. 16 e no inciso II. 13 do Regulamento da ANVISA. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. considerando que os medicamentos obtidos a partir das espécies vegetais que integram a "LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE REGISTRO SIMPLIFICADO". de 11 de agosto de 2006. aprovada por meio do Decreto nº 5. § 3º Para as petições de renovação de registro que venham a ocorrer em até 360 dias após a publicação desta Instrução Normativa que implique em necessidade de novo desenvolvimento de produto e/ou metodologia analítica e/ou nova validação e/ou novo estudo de estabilidade. aprovado pelo Decreto n° 3. não necessitam validar suas indicações terapêuticas e segurança de uso.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE 7 . e o inciso X do art. § 2º do art. do Presidente da República.htm. considerando a necessidade de atualização periódica das normas que regulam o registro de medicamentos fitoterápicos. conforme anexo.gov. tendo em vista o disposto no inciso VIII do art. Determina a publicação da “LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE REGISTRO SIMPLIFICADO”. Art. § 1º As atualizações da "LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE REGISTRO SIMPLIFICADO" serão periodicamente publicadas no site da ANVISA no link http://www. DE 11 DE DEZEMBRO DE 2008 INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 05 DE 11 DE DEZEMBRO DE 2008. aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354. DIRCEU RAPOSO DE MELLO 69 . § 2º Para solicitações de registro e alterações de registro protocoladas na ANVISA até a data da publicação desta Instrução Normativa. no uso das atribuições que lhe conferem o Decreto de nomeação. será dado um prazo de até 360 dias para adequação contados a partir da publicação desta Instrução Normativa. a adequação poderá ocorrer até a renovação imediatamente após os 360 dias contados a partir da publicação desta Instrução Normativa.br/medicamentos/fitoterapicos/index. de 4 de janeiro de 2008.029. de 16 de abril de 1999. revogando o disposto na Resolução RE nº 89.anvisa. 1º Determinar a publicação da "LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE REGISTRO SIMPLIFICADO". e: considerando a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

1 70 .LISTA DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS DE REGISTRO SIMPLIFICADO 1 Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Aesculus hippocastanum L. Castanha da Índia Sementes Escina Extratos/tintura Fragilidade capilar.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas ANEXO .1 mg de alicina Oral Venda sem prescrição médica As plantas abordadas em relação às possíveis interações nos quadros anteriores estão identificadas em negrito nesta listagem. auxiliar na prevenção da aterosclerose 2. insuficiência venosa 32 mg a 120 mg de escina Oral Venda sem prescrição médica 1 Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Allium sativum L.7 mg a 4. Alho Bulbo Alicina Extratos/tintura/óleo 2 Coadjuvante no tratamento da hiperlipidemia e hipertensão arterial leve.

Arnica Capítulo floral 5 71 . Uva-ursi Folha Derivados de hidroquinonas expressos em arbutina Extratos/tintura Infecções do trato urinário 4 400 mg a 840 mg de derivados de hidroquinonas expressos em arbutina Oral Venda sob prescrição médica. Babosa ou aloe Gel mucilaginoso das folhas Polissacarídeos totais Extrato obtido do gel 3 Cicatrizante nas lesões provocadas por queimaduras térmicas (1° e 2º graus) e radiação 0.03 mg a 0.) Burm f. Não utilizar continuamente por mais de uma semana nem por mais de cinco semanas/ano.2 mg de polissacarídeos totais por 100 mg Concentração da forma farmacêutica Via de administração Restrição de uso Tópica Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Arctostaphylos uva-ursi Spreng.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Aloe vera (L. Não usar em crianças com menos de 12 anos Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Arnica montana L.

Não usar em ferimentos abertos Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Concentração da forma farmacêutica Via de administração Restrição de uso Calendula officinalis L.6 mg de derivados triterpênicos totais expressos em asiaticosídeo 72 .) Urban. Centela asiática Partes aéreas 7 Derivados triterpênicos totais expressos em asiaticosídeo Extratos Insuficiência venosa dos membros inferiores 6. Extratos/tintura Cicatrizante. Centela.16 mg a 0.08 mg de lactonas sesquiterpênicas totais expressas em helenalina por mL Tópica Venda sem prescrição médica.20 mg de lactonas sesquiterpênicas totais expressas em helenalina por grama ou 0. anti-inflamatório 6 Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Centella asiatica (L.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Concentração da forma farmacêutica Lactonas sesquiterpênicas totais expressas em helenalina Extratos/tintura Equimoses. Calêndula Flores Flavonoides totais expressos em hiperosídeos.6 mg a 13. hematomas e contusões 0.

) Nutt. colagogo 7. Alcachofra Folhas 9 Derivados do ácido cafeoilquínico expressos em ácido clorogênico Extratos/tintura Colerético.5 mg a 12.5 mg de derivados do ácido cafeoilquínico expressos em ácido clorogênico Oral Venda sem prescrição médica Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Echinacea purpurea Moench Equinácea 10 73 . Cimicífuga Raiz ou rizoma 8 Glicosídeos triterpênicos expressos em 26-deoxiacteína Extratos Sintomas do climatério 2 mg a 7 mg de glicosídeos triterpênicos expressos em 26deoxiacteína Oral Venda sob prescrição médica Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Cynara scolymus L.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Via de administração Restrição de uso Oral Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Cimicifuga racemosa (L.

ácido chicórico. determinadas como ginkgolídeos A. J e bilobalídeos 74 . determinados como quercetina. ácido clorogênico e equinacosídeo Oral Venda sob prescrição médica Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Eucalyptus globulus Labill.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Parte usada Padronização/Marcador Partes aéreas floridas Fenóis totais expressos em ácido caftárico. kaempferol e isorhamnetina. B. ácido chicórico.5 mg de cineol Oral Venda sem prescrição médica Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Ginkgo biloba L. Ginkgo Folhas 12 Ginkgoflavonoides (22% a 27%). Eucalipto Folhas Cineol Óleo essencial/extratos/tintura 11 Antisséptico e antibacteriano das vias aéreas superiores. e terpenolactonas (5% a 7%). C. expectorante 14 mg a 42. ácido clorogênico e equinacosídeo Extratos Preventivo e coadjuvante na terapia de resfriados e infecções do trato respiratório e urinário 13 mg a 36 mg de fenóis totais expressos em ácido caftárico.

insuficiência vascular cerebral 26. 200 mg a 600 mg de ácido glicirrizínico (úlceras gástricas e duodenais) Oral Venda sem prescrição médica.0 mg de taninos por 100 mg ou 3.4 mg a 64. equimoses Uso tópico: 14 hemorroidas Concentração da forma 0.8 mg de terpenolactonas Oral Venda sob prescrição médica Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Glycyrrhiza glabra L.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Extratos Vertigens e zumbidos (tinidos) resultantes de distúrbios circulatórios. Hamamélis Folhas Taninos Extrato/tintura Uso interno: hemorroidas.35 mg a 1.8 mg de ginkgoflavonoides e 6 mg a 16. externas. coadjuvante no gástricas e duodenais tratamento 13 de úlceras Dose diária 60 mg a 200 mg de ácido glicirrizínico (expectorante). Não utilizar continuamente por mais de seis semanas sem acompanhamento médico Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Hamamelis virginiana L. Alcaçuz Raízes Ácido glicirrizínico Extratos/tintura Expectorante.5 mg a 10 75 . distúrbios circulatórios periféricos (claudicação intermitente).

dispepsias funcionais Uso tópico: anti-inflamatório Uso oral: 4 mg a 24 mg de apigenina -7. Camomila Capítulos florais Apigenina -7.7 mg hipericinas totais expressas em hipericina Oral Venda sob prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Matricaria recutita L.015 mg de apigenina 7-glicosídeo por mL Oral e tópica.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas farmacêutica Via de administração Restrição de uso mg de taninos por mL Tópica e interna Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Hypericum perforatum L.9 mg a 2.03 mg de apigenina 7-glicosídeo por 100 mg ou 0. Hipérico Partes aéreas Hipericinas totais expressas em hipericina Extratos/tintura Estados depressivos leves a moderados 15 0.009 mg a 0. tintura apenas tópica Venda sem prescrição médica Dose diária Concentração da forma farmacêutica Via de administração Restrição de uso 76 .glicosídeo Extratos/tintura 16 Uso oral: antiespasmódico intestinal.glicosídeo Uso tópico: 0.

antiespasmódico.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Maytenus ilicifolia Mart. Melissa. erva-cidreira Folhas 18 Ácidos hidroxicinâmicos expressos em ácido rosmarínico Extratos/tintura Carminativo. Espinheira-santa Folhas Taninos totais Extratos/tintura 17 Dispepsias. Hortelã-pimenta Folhas 30% a 55% de mentol e 14% a 32% de mentona Óleo essencial 19 77 . coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera gastroduodenal 60 mg a 90 mg taninos totais Oral Venda sem prescrição médica Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Melissa officinalis L. ex Reiss. ansiolítico leve 60 mg a 180 mg de ácidos hidroxicinâmicos expressos em ácido rosmarínico Oral Venda sem prescrição médica Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Mentha piperita L.

Rg1) Oral 21 Venda sem prescrição médica. Guaco Folhas Cumarina Extrato/tintura Expectorante. antiespasmódico intestinal. A. broncodilatador 0.5 mg a 5 mg de cumarina Oral Venda sem prescrição médica 20 Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Panax ginseng C. Rg1) Extratos/tintura Estado de fadiga física e mental. Mey. Utilizar por no máximo três meses 78 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Carminativo. expectorante 60 mg a 440 mg de mentol e 28 mg a 256 mg de mentona Oral Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Mikania glomerata Sprengl. adaptógeno 5 mg a 30 mg de ginsenosídeos totais (Rb1. Ginseng Raiz Ginsenosídeos totais (Rb1.

Maracujá. passiflora Partes aéreas Flavonoides totais expressos em vitexina Extratos/tintura Ansiolítico leve 22 20 mg a 64 mg de flavonoides totais expressos em vitexina Oral Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Paullinia cupana H. dispepsias gastrointestinais espásticos 24 funcionais. colerético. distúrbios 79 .B.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Passiflora incarnata L. boldo-do-chile Folhas Alcaloides totais expressos em boldina Extratos/tintura Colagogo.&K. Guaraná Sementes Trimetilxantinas (cafeína) Extratos/tintura Psicoestimulante/astenia 15 mg a 70 mg de trimetilxantinas (cafeína) Oral Venda sem prescrição médica 23 Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Peumus boldus Molina Boldo.

Utilizar no máximo por dois meses 80 . Forst. adultos: 80 mg a 225 mg de transanetol Oral Venda sem prescrição médica Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica oficial Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Piper methysticum G. antiespasmódico. 1-4 anos: 32 mg a 90 mg de trans-anetol. carminativo. dispepsias funcionais 0-1 ano: 16 mg a 45 mg de trans-anetol. anis Frutos Trans-anetol Extratos/tintura 25 Expectorante. Erva-doce.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Dose diária Via de administração Restrição de uso 2 a 5 mg alcalóides totais expressos em boldina Oral Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Pimpinella anisum L. Kava-kava Rizoma Kavapironas Extratos/tintura Ansiolítico/ansiedade e insônia 60 mg a 210 mg de kavapironas Oral 26 Venda sob prescrição médica.

Salgueiro-branco Casca Salicina Extratos Antitérmico. faringite 1 mg 8 a 33 mg de saponinas triterpênicas Oral Venda sem prescrição médica 27 Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Rhamnus purshiana DC. anti-inflamatório. Polígala Raízes Saponinas triterpênicas Extratos/tintura Bronquite crônica. Cáscara-sagrada Casca Cascarosídeo A Extratos/tintura Constipação ocasional 20 mg a 30 mg de cascarosídeo A Oral Venda sem prescrição médica. analgésico 29 81 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Polygala senega L. Não continuamente por mais de uma semana 28 utilizar Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Salix alba L.

Sabugueiro Flores Flavonoides totais expressos em isoquercitrina Extratos/tintura 30 Mucolítico/expectorante. Sene Folhas e frutos 31 Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Derivados hidroxiantracênicos expressos em senosídeo B Extratos/tintura Laxativo 10 mg a 30 mg de derivados hidroxiantracênicos expressos em senosídeo B Oral Venda sem prescrição médica Via de administração Restrição de uso 82 .Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Dose diária Via de administração Restrição de uso 60 mg a 120 mg de salicina Oral Venda sem prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Formas de uso Indicações/Ações terapêuticas Sambucus nigra L. tratamento sintomático de gripe e resfriado 80 mg a 120 mg de flavonoides totais expressos em isoquercitrina Oral Venda sem prescrição médica Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Senna alexandrina Mill.. Cassia angustifolia Vahl ou Cassia senna L.

Tanaceto Folhas Partenolídeos Extratos/tintura 34 83 . Bip. equimoses. Confrei Raízes Alantoína Extrato Cicatrizante. hematomas e contusões 0.16 mg de alantoína por 100 mg. Small Saw palmetto Frutos Ácidos graxos Extrato 32 Hiperplasia benigna de próstata e sintomas associados 272 mg a 304 mg de ácidos graxos Oral Venda sob prescrição médica Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Concentração da forma farmacêutica Via de administração Restrição de uso Symphytum officinale L. Utilizar por no máximo 4-6 semanas/ano. quando abertas Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Tanacetum parthenium Sch.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Serenoa repens (Bartram) J. Utilizar somente em lesões localizadas.03 mg a 0. 33 Tópica Venda sem prescrição médica.K.

2 mg a 0. adulto: 16 mg a 32mg de gingeróis Oral Venda sem prescrição médica Dose diária Via de administração Restrição de uso 84 . Gengibre Rizomas 36 Gingeróis (6-gingerol. 8-gingerol. 10-gingerol.0 mg a 7. Não usar de forma contínua Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Valeriana officinalis L. hipnótico e no tratamento de distúrbios do sono associados à ansiedade 1.5 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico Oral Venda sob prescrição médica Dose diária Via de administração Restrição de uso Nomenclatura botânica Nome popular Parte usada Padronização/Marcador Derivado de droga vegetal Indicações/Ações terapêuticas Zingiber officinale Rosc. Valeriana Raízes 35 Ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico Extratos/tintura Sedativo moderado.Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Indicações/Ações terapêuticas Dose diária Via de administração Restrição de uso Profilaxia da enxaqueca 0. 6-shogaol) Extratos Profilaxia de náuseas causadas por movimento (cinetose) e pós-cirúrgicas Crianças acima de 6 anos: 4 mg a 16 mg de gingeróis.6 mg de partenolídeos Oral Venda sob prescrição médica.

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.............................. 56 Lista de Registro Simplificado.. 57 Interações com Valeriana ............ 28 Lista de Registro Simplificado................................................................................................................................ 43 Anabolizantes Interações com Kava-Kava ..................................... 35 Acidificantes urinários Interações com Uva Ursi ......................................................................................... 57 Interações com Valeriana ....... 36 Interações com Ginkgo....... 44 Interações com Castanha da Índia .. 66 Amantadina Interações com Kava-Kava .......................... 51 Interações com Saw Palmetto ............... 58 Amiodarona Interações com Equinácea ....................... 70 Allium sativum ................................................................................ 29 Anis. 35 Interações com Kava-Kava ............................... 37 Interações com Ginseng .............. 75 Álcool Interações com Eucalipto ...................... 30 Interações com Equinácea ................................ 29 Alho................. 57 Interações com Sene ........... 51 Interações com Saw Palmetto .................................... 34 Lista de Registro Simplificado....................... 64 Interações com Tanaceto ........................................... 29 Interações com Boldo ..... 42 Interações com Kava-Kava ............................................... 28 Interações com Cimicífuga ............................................................................................ 30 Antiácidos Interações com Castanha da Índia ................................ 49 Interações com Maracujá.................. 29 Interações com Boldo................. 36 Interações com Kava-Kava ........................ 53 Interações com Kava-Kava ................ 55 Interações com Camomila ....... 41 Antibióticos Interações com Castanha da Índia ............................................................................ 49 Interações com Guaraná ................. 66 Alfentanil Interações com Alho ... 53 Interações com Hipérico................................................................................... 33 Interações com Hortelã-Pimenta ........................................ 66 Antagonistas dos Receptores da Angiotensina Interações com Alho ...............................................................................57..................................................... 42 Adrenocorticosteroides Interações com Sene............................................................................................................................................................................................. 31 Ácido acetilsalicílico Interações com Alho ........................ 61 Interações com Saw Palmetto ............... 49 Interações com Guaraná ................ 28 Interações com Gengibre ............... 57 Analgésicos Interações com Alho ................................................... 42 Interações com Kava-Kava ...... 39 Antianêmicos Interações com Cimicífuga ............................................................................................................ 29 Lista de Registro Simplificado......................................... 71 Alprazolam Interações com Hipérico .......... 63 Aesculus hippocastanum .................. 47 Interações com Salgueiro .................. 57 Amitriptilina 92 ......................................................................... 29 Interações com Equinácea .. 70 Alcachofra ...................................... 68 Interações com Ginkgo.. 37 Interações com Ginseng ............ 64 Interações com Tanaceto .................................................. 55 Interações com Castanha da Índia . 28 Interações com Guaco ............Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas PARTE 09 | ÍNDICE REMISSIVO 5 5-Fluoruracila Interações com Eucalipto ..................................................................... 58 Interações com Salgueiro ................. 70 Aloe vera Lista de Registro Simplificado............... 68 Interações com Ginkgo ...................................... 39 Lista de Registro Simplificado.. 65 Antiarrítmicos Interações com Alho ................................................ 65 A Acetominofeno Interações com Equinácea ....... 42 Amprenavir Interações com Hipérico............ 28 Antialérgicos... 58 Interações com Maracujá......................................................................... 35 Interações com Kava-Kava .............................. 35 Interações com Ginseng ................................. 57 Interações com Valeriana ................................... 64 Interações com Tanaceto ........... 61 Interações com Valeriana ........................................... 73 Alcaçuz ................................................... 65 Ácido aminolevulínico Interações com Hipérico ........................................................................................................ 48 Anticoagulantes Interações com Alho ......................................................................... 33 Interações com Gengibre ............ 37 Interações com Hipérico........................................................... 43 Interações com Kava-Kava ......................... 66 Anestésicos Interações com Alho ............ 37 Lista de Registro Simplificado..... 29 Interações com Ginkgo.......................... 80 Ansiolíticos Interações com Hipérico............... 63 Antiasmáticos Interações com Hipérico................................

................... 42 Antifúngicos Interações com Alho ........... 66 Betabloqueadores Interações com Cimicífuga ............................... 63 Lista de Registro Simplificado..... 51 Interações com Saw Palmetto ...................................................... 57 Interações com Maracujá............................................. 55 Interações com Camomila ............. 58 Interações com Maracujá............ 82 Castanha-da-Índia .... 72 Camomila .................... 30 Interações com Eucalipto ........... 37 Antidepressivos Interações com Eucalipto ...................................................................................................................... 41 Cardiotônicos Interações com Cáscara Sagrada . 35 Interações com Kava-Kava ...... 60 Lista de Registro Simplificado......................... 68 Interações com Ginkgo................................................ 53 Interações com Kava-Kava ......................................................... 28 Interações com Cimicífuga .. 41.......................................... 51 Interações com Valeriana ......... 81 Cassia angustifolia ................................ 35 Arnica montana Lista de Registro Simplificado.... 58 Antiplaquetários Interações com Alho ....... 49 Interações com Guaraná ....................... 32 Lista de Registro Simplificado.................................................. 60 Interações com Sene ........................................................ 35 93 ... 65 Antineoplásicos Interações com Kava-Kava ......................... 72 Cetoconazol Interações com Alho ............. 29 Interações com Hipérico ................................ 42 C Cafeína Interações com Equinácea ........ 57 Interações com Maracujá......... 29 Interações com Equinácea .................................................................. 55 Lista de Registro Simplificado................. 57 Antiparkinsonianos Interações com Kava-Kava ...... 51 Interações com Valeriana ...................................................................... 76 Carbamazepina Interações com Hipérico............. 71 Barbitúricos Interações com Camomila ........... 49 Boldo ....................................................... 29 Interações com Camomila ....... 44 Interações com Castanha da Índia .................................. 79 Bromocriptina Interações com Kava-Kava ............................................. 64 Interações com Tanaceto ........................................... 71 Azatioprina Interações com Equinácea ...... 57 Broncodilatadores Interações com Hipérico.............................................................................. 33 Interações com Gengibre ..................... 66 Benzodiazepínicos Interações com Alho ...... 31 Lista de Registro Simplificado................................................................ 58 Antirretrovirais Interações com Alho ........................................................................ 66 Antiexaquequosos Interações com Hipérico ...................................................................... 39 Anti-inflamatórios Interações com Alcaçuz.. 65 Antiprotozoários Interações com Cimicífuga ........... 37 Interações com Maracujá...........................................................................................................42 Antidiarreicos Interações com Valeriana ............................................................................. 29 Interações com Equinácea ................................................................. 63 Cáscara-sagrada .................................................................................................. 35 Interações com Hipérico............ 36 Interações com Hipérico ............ 28 Lista de Registro Simplificado......................... 82 Cassia senna ............... 43 Interações com Kava-Kava ................................. 36 Interações com Kava-Kava .... 36 Interações com Hipérico......... 57......... 33 Antipsicóticos Interações com Kava-Kava ......................... 33 Bloqueadores de canais de cálcio Interações com Alho ..................... 41 Antiulcerosos Interações com Castanha da Índia .................................................... 29 Interações com Cimicífuga ..................................................................... 28 Arctostaphylos uva-ursi ................................................... 33 Interações com Ginseng ............................................................... 37 Interações com Ginseng ..................... 28 Interações com Gengibre ................... 63 Lista de Registro Simplificado................................... 41 Interações com Maracujá...................... 51 Calendula officinalis Lista de Registro Simplificado................................................................................................... 57 Anti-hipertensivos Interações com Alcaçuz............................... 51 Interações com Saw Palmetto ................. 71 B Babosa Lista de Registro Simplificado......................................................................................... 29 Interações com Boldo ................................... 44 Interações com Eucalipto .................................................................. 39 Interações com Alho ........ 44 Interações com Castanha da Índia ...............................................Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Anticonvulsivantes Interações com Ginkgo................. 44 Lista de Registro Simplificado.......... 68 Interações com Ginkgo.................... 70 Centella asiatica...... 64 Interações com Tanaceto ..............................

...................... 33 Lista de Registro Simplificado................. 73 Ciprofloxacina Interações com Hipérico ..................... 77 Erva-doce ................ 42 Cisaprida Interações com Alho ................ 57 Estrogênios Interações com Alho .... 48 Clorpropamida Interações com Alho .... 49 Interações com Maracujá.......... 36 Digoxina Interações com Alcaçuz................................................................................................. 34 Cynara scolymus Lista de Registro Simplificado............. 60 Interações com Sene ........................................... 30 Interações com Cimicífuga .. 29 Eucalipto. 47 Cimicifuga racemosa .................................. 46 Lista de Registro Simplificado.................................................................................. 43 Fenotiazinas Interações com Kava-Kava .... 30 Interações com Cimicífuga ........................................... 35 Interações com Ginkgo....................................... 36 Lista de Registro Simplificado......................................................................................... 39 Interações com Alho ...... 41 Interações com Cimicífuga ........................ 39 Interações com Hipérico ..................................... 29 Clortalidona Interações com Alcachofra .................................................... 33 Dissulfiram 94 .......................................................................................................... 29 Interações com Cimicífuga ............................. 44 Interações com Castanha da Índia .......................................................................................... 36 Eucalyptus globulus ...................................... 29 Citarabina Interações com Alho ............ 64 Interações com Tanaceto ...................................................................................................................................................................Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Interações com Kava-Kava ................................................................................ 37 E Echinacea purpurea ................................................... 36 Interações com Hipérico...... 37 Interações com Ginseng ........................................ 80 Espinheira-santa .. 57 Ciclosporina Interações com Equinácea .................. 35 Lista de Registro Simplificado......... 56 Lista de Registro Simplificado......... 51 Fenitoína Interações com Ginkgo ........... 35 Interações com Kava-Kava ............................................................................... 49 Etoposide Interações com Alho ......................................... 29 Interações com Boldo .. 43 Fenelzina Interações com Maracujá.............................. 29 Clopidogrel Interações com Alho ....... 39 Interações com Alcachofra .......................................................................................... 33 Interações com Ginseng ............................................. 41 Interações com Hortelã-Pimenta .......................................................................... 32 Diazepam Interações com Eucalipto ........... 43 Fenobarbital Interações com Camomila .................................................... 68 Interações com Ginkgo........................................ 73 Efedrina Interações com Maracujá............... 44 Interações com Eucalipto ............................................... 37 Interações com Hipérico.................... 51 Interações com Saw Palmetto ........................................ 34 Clozapina Interações com Equinácea ............. 35 Codeína Interações com Eucalipto ..................................................................................... 55 Interações com Camomila ........................................... 28 Interações com Gengibre ... 33 Interações com Hipérico ................................... 29 Fludarabina Interações com Alho .............. 47 Fencroupomom Interações com Hipérico...................... 73 D Dexametasona Interações com Centella ....................................................... 33 Diuréticos .............. 34 Interações com Cáscara Sagrada ......................................................................... 65 Cloranfenicol Interações com Guaco ..................................................... 29 Furosemida Interações com Alcachofra ........... 37 Interações com Hipérico ....... 74 F Felodipino Interações com Hortelã-Pimenta .............. 36 Confrei Lista de Registro Simplificado................................................................................................... 58 Fentanil Interações com Alho ....................... 63 Donepezil Interações com Ginkgo .. 77 Esteroides anabolizantes Interações com Equinácea .. 83 Contraceptivos Interações com Alcaçuz.............. 51 Erva-cidreira................ 41 Diltiazem Interações com Alho ......... 45 Lista de Registro Simplificado..................

.................... 51 Isoniazida Interações com Alho ... 29 Glipizida Interações com Alho ... 37 Interações com Ginseng ......................... 68 Lista de Registro Simplificado..................................................... 28 Interações com Gengibre ...... 29 Inibidores da monoaminoxidase Interações com Ginkgo .................................................. 75 Heparina Interações com Alho ....................................... 43 Inibidores de apetite Interações com Hipérico.. 28 Irinotecan Interações com Hipérico....................................... 42 Gengibre..................... 41 Lista de Registro Simplificado............. 76 I Ibuprofeno Interações com Alho ................................ 78 Guaraná...............41................................................................................................................................................................................................. 29 Itraconazol Interações com Alho ................................ 29 Glycyrrhiza glabra ......................... 49 Lista de Registro Simplificado............... 35 Interações com Ginkgo ........... 35 Hamamelis virginiana ........................................... 29 Interações com Camomila ........................ 51 Interações com Saw Palmetto .................................................... 64 Interações com Tanaceto .............. 49 Hortelã-pimenta .......................... 37 Interações com Ginseng ............................................................................................................ 53 Lista de Registro Simplificado. 48 Ginkgo biloba .................................. 48 Lista de Registro Simplificado................................................... 28 Interações com Guaco .................................... 68 Interações com Ginkgo ................................... 47 Lista de Registro Simplificado........................................................ 29 Interações com Castanha da Índia ............... 44 Interações com Castanha da Índia .............................................................. 39 Hipérico ...................................................... 51 Interações com Saw Palmetto .................................... 40 Lista de Registro Simplificado.................. 37 Interações com Ginseng ................ 58 Interações com Maracujá....................................... 84 Gentamicina Interações com Castanha da Índia ....................................... 49 Interações com Kava-Kava ................................................... 29 H Haloperidol Interações com Equinácea ............................................................................ 68 Interações com Ginkgo ................... 49 Interações com Hipérico.................. 68 Interações com Ginkgo........................................... 77 Hypericum perforatum ........................ 29 Interações com Castanha da Índia ............ 43 Hidrocortisona Interações com Alcaçuz......................................... 75 Glycyrrhiza uralensis Interações com Sene................................................ 79 Interações com Gengibre ................................................. 37 Interações com Hipérico................... 41 Hipnóticos Interações com Erva-Doce................ 78 Glicocorticoides Interações com Alho ............................................................................. 36 95 .............. 47 Indapamida Interações com Alcachofra ................................................... 65 Hidroclorotiazida Interações com Alcachofra .................................... 49 Interações com Hipérico...................................... 34 Hidrocodona Interações com Hipérico ... 66 Hipoglicemiantes Interações com Alho ................. 74 Ginseng .... 56 Interações com Valeriana ......................................................... 64 Interações com Tanaceto ...................................... 41 Inibidores da bomba de prótons Interações com Hipérico. 41 Interações com Hortelã-Pimenta . 65 Imatinibe Interações com Ginseng .................... 51 Inibidores da protease Interações com Hipérico.................................................................................................... 37 Interações com Ginseng .................................................................................................................................................................................. 42 Insulina Interações com Alho ........................................................ 63 Guaco .... 55 Interações com Camomila .. 35 Imunossupressores Interações com Equinácea ................ 28 Interações com Gengibre ................................................. 43 Imipramina Interações com Equinácea ........................ 42 Interações com Kava-Kava .............. 44 Interações com Castanha da Índia ......................................................................... 43 Isocarboxazida Interações com Maracujá............ 39 Lista de Registro Simplificado........................................................................ 34 Indinavir Interações com Hipérico........... 41 inibidores da ECA Interações com Alho ............................. 57 Interações com Maracujá....... 37 Interações com Maracujá................ 29 Interações com Boldo ....... 28 Interações com Eucalipto .....................................Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas G Gatifloxacina Interações com Hipérico .. 49 Lista de Registro Simplificado......................

......... 64 Interações com Tanaceto ................ 49 Interações com Hipérico................................................................................... 66 Loratadina Interações com Alcaçuz......... 33 Metotrexato Interações com Kava-Kava ................................................. 37 Interações com Maracujá........... 41 Laxativos Interações com Castanha da Índia ......... 41 Oxicodona Interações com Hipérico................................................. 76 Maytenus ilicifolia ............................................................... 46 Lista de Registro Simplificado................ 41 O Ofloxacina Interações com Hipérico........................... 43 Nelfinavir Interações com Hipérico............... 43 Nicardipine Interações com Alho .................................... 35 Midazolam Interações com Alho ............................................... 79 Penicilinas 96 .............................................................................................................................................................................................................. 57 Interações com Salgueiro .......... 61 Paroxetina Interações com Hipérico........ 51 Interações com Saw Palmetto ........... 44 Interações com Castanha da Índia .. 33 Metrotexato Interações com Equinácea .................................................................................................................................. 42 Lidocaína Interações com Alho ....................................... 39 Lorazepam Interações com Eucalipto ................................................................................................... 57 Lista de Registro Simplificado......................................................................................... 30 Interações com Hipérico ....... 78 Morfina Interações com Hipérico......................................................... 47 Lista de Registro Simplificado............ 77 Mefenitoína Interações com Hipérico ........ 29 Panax ginseng . 29 Interações com Kava-Kava ................................................. 42 Omeprazol Interações com Hipérico........... 79 Matricaria recutita .......................................... 49 Lista de Registro Simplificado............................................................................................................................................. 43 Moxifloxacina Interações com Hipérico........................ 42 Loperamida Interações com Valeriana ......... 42 N Naproxeno Interações com Alho ... 41 Norfloxacina Interações com Hipérico........................ 43 Melissa officinalis ............................................... 77 Mentha piperita .......... 36 Losartan Interações com Alho ........................................................ 30 Interações com Valeriana ........................................ 66 Mikania glomerata ......................... 43 P Paclitaxel Interações com Alho ............................................................Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas K Kava-Kava ....... 42 Nortriptilina Interações com Hipérico................................................................... 51 Lista de Registro Simplificado....................... 57 Metoxsalen Interações com Hipérico ............. 77 Meperidina Interações com Hipérico .......... 42 Metronidazol Interações com Cimicífuga .. 80 L Lansoprazol Interações com Hipérico ..... 30 Lisinopril Interações com Alho ....................... 29 Lomefloxacina Interações com Hipérico .... 48 Lista de Registro Simplificado........... 44 Lista de Registro Simplificado........................ 53 Lista de Registro Simplificado...................................................................... 43 Passiflora incarnata ............................ 68 Interações com Ginkgo ......................................... 65 Nefazodona Interações com Hipérico.................... 78 Paracetamol Interações com Alho ....................................... 29 Nifedipina Interações com Ginseng .......... 29 Interações com Camomila ...................... 57 Levofloxacina Interações com Hipérico .................. 28 Interações com Gengibre ................ 43 Metoprolol Interações com Cimicífuga ........ 28 Levodopa Interações com Kava-Kava ................................................................. 79 Paullinia cupana.................................... 51 Lista de Registro Simplificado.......................................... 43 M Maracujá.................................................. 45 Lista de Registro Simplificado........................

...... 80 Piper methysticum ... 64 Lista de Registro Simplificado........................................... 44 Interações com Cimicífuga ............................. 81 Pramipexol Interações com Kava-Kava ............................................. 41 Symphytum officinale Lista de Registro Simplificado............................................. 33 Interações com Equinácea ................................. 56 Lista de Registro Simplificado.......................................................... 82 Saquinavir Interações com Alho ................... 41 Interações com Hortelã-Pimenta ............ 35 Interações com Eucalipto ........................... 81 Ritonavir Interações com Hipérico ... 82 Senna alexandrina . 62 Lista de Registro Simplificado.............. 57 T Tacrine Interações com Ginkgo ............................................... 29 Interações com Camomila ............. 83 R Raloxifeno Interações com Camomila ........................................................... 43 Quinidina Interações com Sene............................................................................................ 44 Relaxantes musculares Interações com Alho .......................................................... 66 Peumus boldus ................................................ 57 Prednisona Interações com Equinácea ................Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Interações com Guaco ........ 36 Interações com Ginkgo................................. 63 Interações com Castanha da Índia ........................................................................................................................ 79 Pimpinella anisum ..................................................................................................................................................... 35 Q Quimioterápicos Interações com Alho .... 66 Tiramina Interações com Ginkgo ........................... 83 Sertralina Interações com Ginkgo ................... 33 Interações com Equinácea ........ 29 Interações com Kava-Kava ....................................... 63 Salix alba .. 47 Sparfloxacina Interações com Hipérico. 48 Interações com Hipérico.. 41 Polygala senega . 82 Salgueiro . 44 Interações com Cimicífuga ......... 37 Interações com Ginseng ..................... 49 Interações com Hipérico ................... 42 Sulfametoxazol/trimetoprima Interações com Hipérico.... 57 Reserpina Interações com Hipérico ......................................... 43 Pentobarbital Interações com Valeriana ............... 43 Sildenafil Interações com Ginkgo ............................................ 43 Saw palmetto ........................................................................................................ 64 Lista de Registro Simplificado......................................................................... 82 Serenoa repens ............................................................ 28 Lista de Registro Simplificado Lista de Registro Simplificado ............................................................... 60 Lista de Registro Simplificado................................... 61 Lista de Registro Simplificado................................................................................ 55 Lista de Registro Simplificado.......... 37 Tracolimus S Sabugueiro ........ 41 Tetraciclinas Interações com Guaco ................. 61 Lista de Registro Simplificado............................................................................ 43 Rhamnus purshiana..................................... 35 Propranolol Interações com Cimicífuga ........ 37 Sinvastatina Interações com Hipérico................. 80 Piroxicam Interações com Hipérico ................... 29 Interações com Hipérico............................. 59 Lista de Registro Simplificado... 37 Interações com Hipérico.......................................................... 56 Sene ............ 42 Tiopental Interações com Valeriana .............................................................................................................................. 83 Teofilina Interações com Equinácea ..................................................... 33 Tanacetum parthenium ................................................... 63 Lista de Registro Simplificado....... 42 Sulfonamidas Interações com Hipérico........................ 57 Lista de Registro Simplificado................................................................................. 83 Sedativos Interações com Erva-Doce ....................................................... 48 Pentazocina Interações com Hipérico ................................................................................ 43 Ropinirol Interações com Kava-Kava ................................................................................ 62 Lista de Registro Simplificado......................................................................... 65 Lista de Registro Simplificado.... 81 Sambucus nigra .... 37 Talbutamida Interações com Hipérico........................................... 81 97 ................ 41 Tamoxifeno Interações com Camomila ... 35 Interações com Hipérico.

........................................ 29 Vitamina E Interações com Ginkgo ..... 28 Interações com Gengibre .......................... 43 Tranilcipromina Interações com Maracujá......... 42 Tuberculostáticos Interações com Alho .......................................................................................................................................................................................... 44 Interações com Castanha da Índia ............................. 29 Vindesina Interações com Alho ......................................... 51 Verapamil Interações com Alho ................. 65 Interações com Maracujá................................................................................ 51 Trimetoprima/sulfametoxazol Interações com Hipérico ..... 64 Interações com Tanaceto ....................................................... 31 Lista de Registro Simplificado.................................... 49 Interações com Hipérico.........................................Série ANFARMAG FITOTERÁPICOS | Principais Interações Medicamentosas Interações com Hipérico .......................................................... 37 Interações com Ginseng .............................. 84 98 ........... 42 Trioxsalen Interações com Hipérico ......................................... 29 Interações com Cimicífuga ............... 43 Tramadol Interações com Hipérico ......................................................................... 68 Interações com Ginkgo ............... 48 Varfarina Interações com Alho ...... 71 V Valeriana officinalis ............................. 37 Z Zingiber officinale ........................................... 29 U Uva-ursi ............................. 29 Vincristina Interações com Alho ................ 66 Lista de Registro Simplificado. 55 Interações com Camomila .. 84 Vancomicina Interações com Guaco ............ 29 Interações com Boldo .................... 68 Lista de Registro Simplificado. 33 Vinblastina Interações com Alho ..................................................................................................... 41 Interações com Saw Palmetto .....